I
atas do simpósio
SÔBRE A
biota amazônica
Vol. 5: Zoologia
Na Capa: Pavâozinho-do-Pará, Eurypygas h. he-
llas (Palias), ave endêmica da região
amazônica. (Foto de Moacyr Leão).
ATAS DO SIMPÓSIO
SÔBRE A
BIOTA AMAZÔNICA
Vol. 5: zoologia
Belém, Pará, Brasil, Junho 6-11, 1966
EDITOR: HERMAN LENT
Publicado pelo
CONSELHO NACIONAL DE PESQUISAS
RIO DE JANEIRO, GB
196 7
Illljl
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APRESENTAÇAO
De 6 a 11 de junho de 1966, na cidade de Belém, Estado do Pará,
Brasil, foi realizado o Simpósio sôbre a Biota Amazônica, organizado
pela Associação de Biologia Tropical, com a colaboração do Conselho
Nacional de Pesquisas do Brasil, tendo José Cândido de Melo Carvalho
como Presidente Executivo.
O Simpósio homenageava especialmente o Museu Paraense “Emilio
Goeldi” que comemorava seu 100.° aniversário.
Ao se iniciarem os trabalhos, achavam-se inscritos no Simpósio 16
países representados por 97 instituições, 256 pesquisadores inscritos para
apresentação de trabalhos que perfaziam um total de 22 conferências
e 198 contribuições originais. Associaram-se como observadores, até êsse
dia, 103 pessoas. Nos dias que se seguiram, até o encerramento, o total
geral de frequência dos inscritos foi a 611 pessoas. As contribuições ori-
ginais também aumentaram para 227.
Resolvemos editar estas Atas em 7 volumes, cada qual correspon-
dendo a uma das seções do Simpósio : Geociências, Antropologia, Limno-
logia, Botânica, Zoologia, Patologia e Conservação da Natureza e Recur-
sos Naturais; serão todos publicados pelo Conselho Nacional de Pesquisas
do Brasil, que assumiu a responsabilidade global da edição, da mesma
forma como promoveu a realização e apoiou a execução do Simpósio.
Em relação ao Programa do Simpósio distribuído na ocasião e,
ainda, ao próprio desenrolar das reuniões de cada Seção, as Atas não
incluem necessàriamente todos os trabalhos, retirados que foram alguns
por motivos vários.
Êste quinto volume corresponde à Seção V (Zoologia) que teve
como Coordenadores: Paulo E. Vanzolini (Departamento de Zoologia,
São Paulo) e Jesus S. Moure (Universidade do Paraná); consta de um
total de 604 páginas e 257 figuras no texto, e divulga 31 trabalhos, dos
quais três conferências. O índice do volume aparece a seguir pela ordem
alfabética do sobrenome dos autores, primeiro as conferências e depois
as comunicações.
Herman Lent
Setembro, 1967
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ÍNDICE DO VOLUME 5: ZOOLOGIA
Págs-
Dodson, Calaway H.
Relationships between pollinators and orchid flowers (Con-
ferência) 1
Stanley Rand, A.
Predator-prey interactions and the evolution of aspect diversity
(Conferência) 73
Vanzolini, P. E.
Problems and programs in Amazonian zoology (Conferência) ... 85
Beck, Ludwig
Die Bodenfauna des neotropischen Regenwaldes 97
Bokermann, Werner C. A.
Notas sôbre a distribuição de Bufo granulosus Spix, 1824 na
Amazônia e descrição de uma subespécie nova (Amphibia,
Bufonidae) 103
Bücherl, Wolfgang
Escorpiões, aranhas e escolopendromorfos da Amazônia 111
Cerqueira, N. L.
Simuliidae da Amazônia. III: Sôbre o gênero Simulium Latreille,
1802 (Diptera, Nematocera) 127
Cunha, Osvaldo Rodrigues da
Lacertílios da Amazônia. III: O gênero Arthrosaura Boulenger,
1885 (Lacertilia, Teiidae) 141
Dressler, Robert L.
Why do Euglossine bees visit orchid flowers? 171
Gonçalves, Cincinnato Rory
As formigas cortadeiras da Amazônia, dos gêneros Atta Fabr. e
Acromyrmex Mayr (Hym., Formicidae) 181
Gorenz, August M.
Períodos de secreção nectarífera na região de Belém, Pará . . . 203
Gorenz, August M.
Resumo de 5 anos de estudos sôbre apicultura no Baixo Amazonas 207
Handley, Jr., Charles O.
Bats of the canopy of an Amazonian forest 211
Hoge, A. R.
Serpentes do Território Federal do Amapá 217
1 ágs-
Iide, Paulo
Estudo sôbre uma nova espécie amazônica do gênero Cyphomyia
Wiedemann (Diptera, Stratiomyidae) 225
Jimbo, Sachiko & Schwassmann, Horst O.
Feeding behavior and the daily emergence pattern of Artibeus
jamaicensis Leach (Chiroptera, Phyllostomidae) 239
Kerr, Warwick E.; Sakagami, Shôichi F.; Zucchi, Ronaldo; Portugal-
Araujo, Virgilio & Camargo, João Maria F. de
Observações sôbre a arquitetura dos ninhos e comportamento de
algumas espécies de abelhas sem ferrão das vizinhanças de
Manaus, Amazonas (Hymenoptera, Apoidea) 255
Lemos de Castro, Alceu
Isópodos terrestres da Amazônia brasileira (Isopoda, Oniscoidea) 311
Lent, Herman & Jurberg, José
Revisão dos Piratinae americanos. III: As espécies do gênero
Tydiães Stal, com um estudo sôbre a genitália (Hemiptera,
Reduviidae) 337
Machado-Allison, C. E.
Sobre algunos ectoparásitos de mamíferos de la Biota Amazônica 365
Moure, J. S.
Descrição de algumas espécies de Euglossinae (Hym., Apoidea) 373
Moure, J. S.
A check-list of the known Euglossine bees (Hymenoptera, Apidae) 395
Oliveira, S. J. de
Nôvo gênero de Chironomidae da Amazônia (Insecta, Diptera) 417
Orejas-Miranda, Braulio R.
El género Leptotyphlops en la región amazônica 421
Peracchi, Adriano Lúcio
Lista remissiva dos Cléridas da Amazônia (Coleoptera, Cleridae) 443
Piza Jr., S. de Toledo
Uma nova espécie de Pseudomiopteriginae do Brasil 473
Righi, Gilberto
Descrição de Rhinodrilus priollii sp. n., Glossoscolecidae da
Amazônia, com bibliografia dos Oligochaeta terricola da região 475
Schiapelli, Rita D- & Pikelin, Berta S. Gerschman de
Estúdio sistemático comparativo de los generos Theraphosa
Walck., 1805; Lasiodora C. L. Koch, 1851 y Sericopelma Ausserer,
1875 (Araneae, Theraphosidae) 481
Sick, Helmut
Rios e enchentes na Amazônia como obstáculo para a avifauna 495
Thomé, José Willibaldo
A ocorrência de Veronicellidae na Amazônia brasileira, com des-
crição de duas espécies novas (Soleolifera, Gastropoda) 521
Vulcano, M. A. & Pereira, F. S.
Sinopse dos Passalidae e Scarabaeidae s. str. da Região Amazônica
(Insecta, Coleoptera) 533
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 1-72 — 1967
RELATIONSHIPS BETWEEN POLLINATORS AND
ORCHID FLOWERS
CALAWAY H. DODSON
University of Miami, Coral Gables, Florida, USA.
(With 42 text-figures)
Throughout the literature the
remarkable characteristics, modifi-
cations and colorations of orchid
flowers have been discussed at
length. Seldom, however, has there
been serious speculation supported
by field observations, concerning
the reasons behind those often exo-
tic shapes and colors in such ka-
leidoscopic abundance. Why do
members of Cochlioda, Sphronitis
and certain species of Laelia and
Denãrcbium have extraordinarily
brilliantly colored flowers? Why do
the genera Catasetum, Cycnoches,
Stanhopea, Coryanthes, Gongora,
and others, have flowers which
almost defy description in their
strange complexities? Why do some
orchid flowers look like insects?
Why do we encounter elaborate
traps, springing or balanced lips,
tassels and ribbon-like sepals and
petals in the orchids? And finally,
why do orchid flowers produce so
many different odors; some spicey,
some sweet and some* incredibly
foul? Some authors have felt that
the rich variety in the orchid fami-
ly can be attributed to “the whims
of nature”. Others suggest “physi-
ology” or “genetics”. Darwin wrote
a book on the subject in 1862 and
correctly suggested that these cha-
racterists are adaptations to the
pollinators of the flowers.
Darwin unfortunately only had
limited information concerning
pollination of tropical orchids
though he did gather considerable
data on the temperate orchids of
Europe. The really striking floral
mechanisms are found, for the
most part, in tropical orchids, and
Darwin’s book contains presump-
tions and intuitions as to the me-
chanisms of many of these orchids
derived from careful study of the
flowers themselves. Nevertheless,
he had no way of knowing the truly
1 — 37 145
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
incredible relationships between
these weird flowers and their pol-
linators.
After Darwin there was a lapse
of nearly 100 years before intense
interest in the orchid flowers and
their pollinators revived. The reviv-
al was due primarily to similar
studies in other plant families. To
be sure, excellent work in temper-
ate orchids in Europe and Aus-
trália led to the discovery of pseu-
docopulation in Ophrys (Correvan
& Pouyanne, 1916) and Cryptosty-
lis (Coleman, 1928-1932). In Eu-
rope a nurríber of botanists contin-
ued to speculate about the mean-
ings of the complexities of the
tropical orchid flowers but without
observational data. Porsch (1955)
observed some pollination of Tro-
pical American orchids but missed
the significance of much of what
he saw. Ridley (1894) described
pollination of some Asian orchids
but only became interested in this
phase toward the end of his long
and productive career.
In recent years new and concert-
ed interest in pollination dynam-
ics has developed. Allen (1951,
1952, 1954) observed pollination of
several Central American orchids.
Kullenberg (1956, 1961) studied
pseudo-copulation in Oprhys. Vo-
gel (1959, 1963) published a study
of the pollination of temperate
orchids of South África. He also
worked on tropical orchids and
their pollinators in the Western
Hemisphere, and has published a
fine resume of pollinator behavior
in regard to Catasetum, Stanhopea
and allied groups. My work (Dod-
son & Frymire, 1961 a & b and
Dodson, 1962 a & b, 1965 a & b,
1966) has contributed field obser-
vations in quantity and detail in
an effort to make speculation
about the role of pollinators in the
evolution of the orchid species less
haphazard.
The new effort has demonstrat-
ed a criticai need for knowledge of
behavior and life histories of the
pollinators, for only with under-
standing of why they visit the flow-
ers can we complete the picture. A
simple list of which vector visits
which species of orchid tells us
much about the classification and
evolution of species in the family.
However, we find a large number
of orchids which do not attract
their pollinators on a simple “food
platter” basis, but tend to deceive
them in many ways. In order to
understand evolution and specia-
tion in those orchids an intensive
study of the behavior and the life
cycles of their pollinators was
needed and is now under way by
several workers.
THE POLLINATORS
Though bees appear to be the
basic and most abundant pollina-
tors of orchids, a number of other
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Volume 5 (Zoologia)
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insects and a few specialized birds
are also functional.
BEES AND WASPS
Bees tend to be strong fliers, and
to have good Vision and perception
of odors. They can force their way
into stout flowers and discriminate
well between different kinds of
flowers. Logically they could act
as the primary agents in the pol-
lination of the orchid flower that
was already strongly “pollinator
oriented” in its early development.
Wasps do not fly as well as bees
and tend to be less effective as pol-
linators of specialized flowers.
Bee and wasp flowers — Flow-
ers which are adapted for pollina-
tion by bees and wasps, in the broad
sense, are called melittophilous.
Both bees and wasps belong to the
large and advanced order Hyme-
noptera and we usually refer to the
whole group of flowers which they
visit as “bee-flowers”. Some of the
primary characteristics of “bee-
-flowers” are that they are open
during the day when most bees and
wasps fly, they tend to produce
agreeable odors and bright colors
to attract the insects, they tend
to be zygomorphic with the devel-
opment of strong landing plat-
forms, they tend to have néctar
guides in the form of colored lines,
running into the depths of the
flower and they tend to have con-
cealed nectaries.
A curious characteristic of bees
is that of “constancy”, in which a
single bee or a whole colony of bees
will concentrate on a single species
of flowering plant in collecting
néctar and pollen. It is a learned
reaction which changes as the flow-
er supply changes but not all bees
demonstrate it. A quite different
reaction associates certain bees
with certain species of flowering
plants instinctively. This reaction
runs the gammut from polytropic
(visiting many kinds of flowers)
to oligotropic (visiting a limited
number of kinds) to monotropic
(where a 1-1 relationship exists
between a single species of bee and
a single species of flowering plant) .
These phenomena have consider-
able importance for flowering
plants adapted to certain species of
bees in a given area will be discuss-
ed below.
Bee and wasp-pollinated orchids
have the basic characteristics of
the “bee-flower” in general. They
usually have one of the petals well
developed into a large, extended
blade upon which the pollinator
lands. The basal portions of the lip
are usually formed into a tunnel
with the column forming the upper
side. The bee enters the tunnel to
get at the nectary and in backing
out some of the stigmatic liquid
may be rubbed on its dorsal sur-
face. As the bee backs further the
pollinia become attached to the
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
sticky material and are carried to
the next flower. In more advanced
orchids the pollinia are fitted with
caudicles or may be attached to a
sticky pad, the viscidium, which
becomes detached from part of the
stigma and sticks to the pollinator.
Bee-pollinated orchids also have
colors in the range of the bee’s
Vision (some bees have been re-
ported to perceive ultraviolet but
not red) and they produce pleas-
ant, fresh fragrances. If néctar is
available it is usually produced in
a néctar tube at the base of the se-
pals or petals, though occasionally
as in Epidendram and its allies the
néctar tube is associated with the
ovary. Later we will discuss the
curious situation in many orchids
which do not produce néctar but
deceive the pollinator.
A considerable number of tropic-
al American orchids have adapt-
ed to peculiar behavior on the part
of male bees of the tribe Euglos-
sini. These will be discussed below.
Wasps — There are few orchids
exclusively adapted to wasps as
pollinators. Listera ovata, Coelo-
glossum viride, Epipactis latifolia,
and Herminium mcnorchis, Euro-
pean terrestrial orchids, have been
reported (Sprengel, 1793; Godfe-
ry, 1921; Darwin, 1862) to be pol-
linated by wasps. Wasps are at-
tracted to Ophrys by mimicry and
attempt to copulate with the flow-
ers (Godfrey, 1922; Kullenberg,
1961). Four Australian species of
Cryptostylis, called the tongue-or-
chid, are pollinated by the ichneu-
monid-wasp, Lissopimpla puncta-
ta (Coleman, 1927-1930). These
wasps attempt to copulate with the
flowers and thereby pollinate
them. Another Australian orchid
Calochilus campestris is pollinated
by the scoliidwasp Campsomeris
tasmaniensis.
I have recently observed taran-
tula hawks (wasps of the genus
Campsomeris — fig 1) as regular
visitors and pollinators of Brassia
cf antherotes in Colombia. Other
insects did not visit the flowers.
The wasps carried pollinia on the
front of their heads and deposited
them on the stigmas of other
flowers. The wasps do not hover in
front of the inflorescence but land
on the flower and then crawl from
flower to flower. The extraordinari-
ly long sepals of most brassias may
serve either to help or hinder the
progress of the pollinator. The
plants proved to have strong self-
incompatibility barriers with all
seed pods produced from flowers
pollinated with pollinia from the
same plant dropping off after
about 10 days. The long sepals may
tend to force the pollinator to fly
and thereby cause it to fly on to
other inflorescences. The same
wasp also pollinated Encyclia
pentotis.
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Volume 5 (Zoologia)
Fig. 1 — Campsomeris colombo, a wasp, pollinating flowers of Brassia a//.
antherotes in Colombia.
Dressler (personal communica-
tion) found wasps of Pachymerus
massadens visiting and pollinating
a species of Leochilus in Panama.
Wasps tend to be somewhat er-
ratic pollinators and are not as
easily guided as are bees (except
in cases of pseudocopulation) .
They are often seen collecting
néctar on the backsides of the se-
pals of orchids in the wild. They do
not, however, act as effective polli-
nators of these orchids. Van der
Pijl (1954) suggested that extra-
floral nectaries attract ants and
wasps which act to scare away
bees which would rob the flowers
by cutting into the nectaries from
the back of the flowers. I would
extend that hypothesis to include
the ants and wasps as guaráians
that keep away grasshoppers, cric-
kets, caterpillars and other insects
which eat the flowers. The sym-
biotic relationship between ants
and orchids which grow only in
ant nests, e.g. Coryanthes and
some species of Gcngora, Schom-
burgkia, and Epidendrum, may
depend on this defensive mechan-
ism. The flowers of these orchids
semm extremely susceptible to
damage by chewing insects when
the ants have been destroyed. Ants
have in no authenticated case prov-
en to pollinators of orchids.
Solitary bees — Many of the Eu-
ropean terrestrial orchids are pol-
em
6
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
linated by the solitary bees (bees
which do not have a social or col-
lective nesting systexn). Numer-
ous citations of pollination of Eu-
ropean orchids by solitary bees
have been published (see the list
of orchids and their pollinators) .
Members of the genus Cypripe-
dium have been reported to be pol-
linated by several species of An-
drena and Halictus. The bees are
attracted by deceit and after fal-
ling into the pouch, are forced to
crawl out under the stigma and
anthers. I found Phragmopedium
longifolium var. hartwegii to be
pollinated by halictine bees of the
genera Chlerogella and Chaenoha-
lictus.
Cálopogon parviflorus was re-
ported by Robertson (1887) to be
effectively pollinated by two spe-
cies of Auglochlora.
Diuris pedunculata of Australia
is pollinated by Halictus languino-
sus and Paracolletes sp. according
to Coleman (1932). She also ob-
served that only male bees were
attracted and were stupified while
on the flower.
I found Ptiloglossa ducalis, a
bee of the primitive family Colleti-
dae which flies at night and at
dawn, pollinating Miltonia endresii
Fig. 2 — Ptiloglossa ducalis, a night-flying colletid bee, pollinating Miltonia
endresii at 4 am in Costa Rica.
at about 4 am. in Costa Rica
(fig. 2). Other species of Miltonia
of the “Colombia” group are prob-
ably pollinated by night-flying
bees as well.
The pollination of several species
of Oncidium (O. planilabre, O. hy-
phaematicum and O. stipitatum)
by male bees of the genus Centris
is based upon the similation by the
flower of an enemy insect to be
driven away by male bees which
have established and are defending
a territory (Dodson & Frymire,
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Volume 5 (Zoologia)
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1961 a and Dressler, personal com-
munication). I saw female bees of
the same genus, however, pollinat-
ing other species of Oncidium
such as O. ochmatochüum and
O. lanceanum as well as Odonto-
glossum grande in Costa Rica
(fig. 3). Centris is specially adapt-
ed to collect néctar from nectaries
iocated on the sepals of malpighia-
ceous flowers. This requires that
the bees land on top of the flower,
clutch the dorsal, stalked petal in
their mandibles, thrust their hairy
legs between the petals and strip
the néctar from the nectaries
Fig. 3 — The solitary bee Centris oncidophila pollinating Odontoglossum grande
in Costa Rica.
(fig. 4). Many Oncidium flowers
are strikingly similar to those of
malpighias — to the degree that
orchid collectors are often fooled
at a distance. The female bees land
on the Oncidium flower with the
callus holding them in position as
do the stigma and stamens of
the malpighiaceous flowers. They
clutch the column at the infra-
stigmatic lobe with their mandi-
bles and attempt to thrust their
legs between the petals and lobes
of the lip. Some oncidiums, e.g., the
O. ornithorynchum complex, have
developed nectaries between the
lobes of the lip and the column as
an apparant adaption to the habits
of the female Centris.
Semi-social bees — Carpenter
bees (the genus Xylocopa) occur
throughout the tropics of the world
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
and extend into temperate zones
in some areas. They drill holes in
timber to build their nests and are
often very large bees. They pol-
linate a number of the large-flow-
ered orchids of Asia such as, Eulo-
phia horsfallii (Kullenberg, 1961) ,
Vanda teres, Phajus tankervilliae,
Arundina speciosa, Phalaenopsis
amábilis (Van der Pijl, unpubl.),
Bromheadia spp. and Cymbidium
aloifolium (Ridley 1890 & 1896).
In tropical America they pollin-
ate Cattleyas, Sobralias, Epi-
dendrums, Encyclias and Schom-
burkgias (Dodson & Frymire,
1961a; Dodson 1965, unpubl.).
David Bennett (personal commu-
Fig. 4 — Centris versicolor visiting Malpighia glábra. The bee is collecting néctar
on its hairy legs by pulling them through the sepaline nectaries located between
the claws of the petals of the flower. The bees are often deceived by the flowers
of species of Oncidium which mimic Malpighia.
nication) collected Xylocopa tri-
cuspidifera pollinating Bletia cate-
nulata in Peru. In most cases xylo-
copas work large, strong orchid
flowers which produce néctar but
in a few cases, as in Oncidium
onustum and Barkeria lindleyana
(fig. 5) I found them to be attract-
ed more delicate flowers by sweet
fragrances. ( Xylocopa micans is
attracted to the pseudo-stamens on
the erect lip of Calopogon pulchel-
lus in Florida and while attempt-
ing to collect pollen are dropped
onto the column by their own
weight1 on the hinged lip. Probably
a majority of the large flowered,
bee-pollinated orchids of Asia are
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Volume 5 (Zoologia)
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adapted to xylocopas and these
bees are also effective pollinators
of many similar flowers in the
Western Hemisphere.
The group of closely allied eu-
glossine bees Euglossa, Eulaema
and Euplusia is found only in the
tropical regions of the Western He-
misphere. All of the members have
extremely long tongues (more
than twice the length of the body
in some cases) and vary in size
frcm small to very large bees. The
male bees are peculiar in that they
are attracted to orchids, anthu-
riums, certain legumes and myr-
Fig. 5 — The carpenter bee Xylocopa micans visiting Barkeria lindleyana in
Costa Rica.
tles and even rotting wood or
bark, from which they get no di-
rect food. Of course, they also visit
néctar producing flowers for their
general sustenance. When male
bees visit non-nectar producing
flowers they scratch the surface of
the lip and sop up the exuded li-
quids with special pads located on
their front feet. The pads and the
swollen tibiae of the rear legs are
typical of male bees of the group.
After a very short period of such
behavior the male bees become in-
toxicated and loose motor control
and wariness.
Many genera of orchids such as
Stanhopea, Gongora, Coryanthes
(fig. 6) , Catasetum and Cycnoches
have adapted to this behavior by
developing complex pollination me-
chanisms. Normal bees would be
10
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
too wary tc fali, slide or tumble
into and through the flowers, and
the systems are only effective after
the bees have been drugged. The
bees apparently enjoy the sensa-
tion for they constantly return to
the same flowers. This might easily
lead to self-pollination and there-
fore has resulted in further adapta-
tions, such as the separation of
sexes into different flowers in Ca-
tasetum and Cycnoches, and the
narrow stigma aperture which can
only be penetrated by thoroughly
dry pollinia of Stanhopea, Gongora
and allies.
Fig. 6 — Male Euglossine bees of Euplusia superba visiting Coryantes rodriguezii.
The bees scratch at the upper portion of the lip of the flower.
A eonsiderable list of orchids
pollinated by male bees of these
genera has now been compiled (see
List) . In all cases where the orchids
are adapted directly to euglossine
bees no other bees have been
observed visiting the flowers. In
most cases only a single species is
attracted to the flower and pollin-
ates it. In some cases several
species of bee may be attracted to
a flower but only one is of the
proper size to effect pollination. In
a very few cases, such as in Cata-
setum platyglossum (Fig. 7 — 8) ,
Gongora maculata (Fig. 9) and
Cceleopsis hyacinthosma (Fig. 10)
several species of euglossine bees
are attracted and are effective pol-
linators.
Euglossine bees of both sexes
visit rather unspecialized orchid
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Volume 5 ( Zoologia )
Fig. 8 — A male bee of Eulaema cingulata scratching inside the hood-shaped lip
of the female flower of Catasetum platyglossum. Note the pollinarium írom a
male flower attached to the thorax of the bee.
Fig. 7 — A male Euglossine bee, Eulaema cingulata, scratching at the lip of the
male flower of Catasetum platyglossum. The bee has touched the antennae which
discharges the pollinarium. The sticky viscidium of the pollinarium has just
struck the bee and will become glued to the thorax of the bee.
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12 Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 10 — A male Eulaema meriana scratching at the lip of Coeliopsis hyacin-
thosma in Panama.
Fig. 9 — Male Euglossa decora visiting Gongora quinquenervis and scratching at
the inside of the lip.
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Volume 5 (Zoologia)
13
Fig. 11 — Male Euplusia surinamensis entering the flower of Sobralid : Violacea.
Note the pollinarium attached to the thorax of the bee.
Fig. 12 — Male Eulaema polychroma with pollinaria on the thorax entering the
flower of Cattleya loarszewiczii.
14 Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
flowers such as those of the genera
Sobralia, (Fig 11) Bletia and Cat-
tleya (Fig. 12) which produce
néctar and are visited by other
bees as well. Both sexes also visit
more specialized néctar producing
orchids, such as Aspasia and Tri-
chccentrum (Fig. 13). They have
been observed pollinating several
species of Maxillaria, Lycaste, An-
guloa (Fig. 14) Zygopetalum and
related genera, (Fig. 15) as well as
Trichopilia, Notylia (Fig. 16 -j- 17)
and Lockhartia, none of which
produce néctar but tend to in-
toxicate the male bees. Catase-
tum, (Fig 7 + 8) , Cycnoches,
(Fig. 18 + 19) , Mormodes (Fig. 20)
and all of the Stanhopea alliance
are exclusively pollinated by eu-
glossine bees and have developed
some of the most remarkable pol-
lination mechanisms to be found
in the plant kingdom is response
to the behavior of the bees.
Social Bees — Social bees are
among the most important pollin-
ators of flowers in general but
peculiarly have not achieved the
same prominence in regard to pol-
lination of orchids. Only a few
records of orchids pollinated by so-
cial bees are available. It may be
that social bees tend to be too
constant to néctar producing flow-
ers and therefore have tended to
ignore poor providers such as or-
chids.
Fig. 13 — Male Eulaema cingulata visiting the flower of Trichocentrum tigrinum
in Ecuador.
cm
Volume 5 (Zoologia)
15
Pig. 14 — Male Eulaema boliviensis scratching at the inside of the ílexible lip of
Anguloa clowesii in Colombia.
Fig. 15 — Male Eulaema polychroma pollinating a flower of Pescatorea wallisn.
16
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 16 — Male Euglossa augaspis hovering before flowers of Notylia buchtenii.
Note the pollinarium attached to the head of the bee.
The common honeybee, Apis me-
lifera, is now distributed through-
out the tropical and temperate
zones of the world. Its origin, how-
ever, was probably in the Near
East or Asia. Consequently orchids
in the New World are not adapted
to it. In Asia Apis dorsata pollin-
ates Dendróbium crumenatum
and Cymbidium finlaysonianum
(Burkhill, 1919) . Apis dorsata and
A. indica were observed by Burk-
hill to pollinate Dendróbium su-
perbum. Ridley (1905) reported
A. dorsata as the effective pollina-
tor of Grammatophyllum specio-
sum. Honeybees are often attract-
ed to the pleasant odors of tropical
orchids in the green house but
have not been reported as pollina-
tors of these orchids in nature.
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
Fig. 17 — Male Euplusia surinamensis pollinating flowers of Notylia xytriophora
in Ecuador.
Fig. 18 — a: Male bee of Eulaema cingulata on male flower of Cycnoches
lehmanii. b: The same bee with pollinarium attached to the abdómen about
to pollinate the female flower of Cycnoches lehmanii.
The bumblebees ( Bombus ) are
also distributed throughout the
temperate and tropical zones of
the world. In the temperate zones
they have been reported as the pol-
linators of several species of Orchis
and Spiranthes. They also pollinate
Epipogium aphyllum (Knuth, . . .
2 — 37 145
cm 1
SciELO
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Fig 19 — a: Male bee of Eulaema nigrita visiting the male flowers of Cycnoches
aureum. b: The same species of bee visiting female flowers of the same
Cycnoches.
Fig. 20 — Male bee of Euglossa hemichlora scratching at the lip of Mormodes cf.
buccinator in Ecuador. Note the freshly attached and curled pollinarium on the
thorax of the bee.
1898) and Goodyera repens (Dar-
win, 1862). In tropical America
they are effective pollinators of
such generalized orchids as Sobra-
lia along with other large bees
(Dodson, 1962 a & 1965) . I observ-
ed Bombus hortulans var. robustus
as the pollinator of Odontoglossum
cm l
SciELO
Volume 5 (Zoologia)
19
kegeljani (Fig. 21). I also found
that the same species acts as a
co-pollinator with Centris of On-
cidium macranthum and that
Bombus volucellioides pollinates
Maxillaria fletcheriana in the An-
des of Ecuador. Bombus will prob-
ably prove to be an important
pollinator of large-flowered, non-
-specialized orchids at higher eleva-
tions in tropical America. It also
visits and pollinates large-flow-
ered orchids in green houses in
temperate zones.
Trigonas are relatively small,
stingless bees of tropical America.
They tend to be rathcr erratic
fliers but are often quite specific
as to the flowers they visit. I en-
countered Trigona testacea and
T. amalthea as pollinators of Ma-
xillaria reichenheimiana in Ecua-
dor in 1963. Trigona cf. trinidaden-
sis effectively and exclusively pol-
linates Xylobium latilabium (Fig.
22) in Peru even though there are
several other species of Trigona
nearby at all times which are not
attracted to it.
I observed a male bee of Trigona
testacea visiting flowers of Coelo-
gyne lawrenciana (a native of
Asia) in Costa Rica in 1963. The
bee was in a highly excited state
and entered flower after flower
only to leave each moments after
entering. The bee functioned as a
very effective pollinator.
Kerr & Lopez (1963) reported
Trigona doryana (males only) as
Fig 21 — The bumblebee (social) Bombus hortulans var. robusta pollinating
Odontoglosswm kegeljani.
20
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 22 — Trigona amalthea, a tropical social bee, pollinating Xylobium
latüabium in Peru.
the pollinator of Trigonidium obtu-
sum. The bees attempted to copu-
late with both paired petals, which
are glandular and produce odor.
Meliponas are médium size,
stingless social bees of tropical
America. One common species, M.
beecheii has been supposed to be
the natural pollinator of Vanilla in
México. Melipona eburnea exclusi-
vely pollinated Maxillaria fuersten-
bergae (Fig. 23) in Ecuador (Dod-
son 1962 a). Melipona flavipennis
pollinates Cattleya luteola at dawn
in Peru (Fig. 24). Meliponas were
reported by Ducke on diverse
nectar-secreting orchids in South
America. The genus may be impor-
tant as pollinators of maxillarias.
MOTHS AND BUTTERFLIES
Moths and butterflies are closely
related and are not always clearly
distinct, day-flying hawk-moths
and skippers tending to bridge the
differences. Nevertheless, their be-
havior tends to be so distinctive
that the flowers adapted to them
are easily separated into two clas-
ses. Both moths and butterflies
have tubular tongues or probosci
which are curled when not in use.
When extended into the néctar
tube of a flower the probosci func-
tion as tubes through which the
insects suck up the néctar.
Moth and butterfly flowers —
Moths normally fly and feed at
night and are attracted to flowers
SciELO
cm
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Volume 5 (Zoologia)
21
Fig 23 — Melipona eburnea, a social bee, pollinating Maxillaria furstenbergae.
that produce strong odors and are
white or light colored. Moths that
visit flowers are usually strong
fliers capable of hovering in front
of the flower while extracting the
néctar. The typical moth-flower
has a long slender néctar tube
containing abundant néctar. The
fragrance produced is typically
sweet or musky and the flowers are
usually horizontal or hanging. But-
terflies, on the other hand, are day
fliers and go to highly colored
flowers which may or may not be
fragrant. They tend to be some-
what erratic fliers and usually land
on the flowers and therefore the
flowers are usually erect and pro-
vide platforms for landing. Often
the platforms simply consist of a
head of erect, tightly packed
flowers. Butterflies detect colors
well and flowers adapted to them
for pollination are usually brightly
24 Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 25 — The butterfly Papilio polyxenes var. americus pollinating Epidendrum
secundum in Ecuador.
Bird-pollinated flowers — The
birds that act as effective pollin-
ators of flowers usually have long
slender beaks that are introduced
into the flower. Hummingbirds
hover in front of the flowers while
other birds land on the flowers or
on nearby stems. The flowers
adapted to other flower-visiting
birds either provide a special land-
ing platform (i.e., Strelitzia) or are
produced close to the stems of the
plant or other substrates. Birds are
not known to have a sense of smell
but have excellent vision and flow-
ers adapted to them are usually
very brightly colored with red, blue
and yellow predominating. Bird-
-flowers are usually tubular in
form, often with exserted anthers
that brush pollen on the head or
body of the bird. The styles of these
flowers are likewise exserted.
Bird-pollinated orchids tend t o
follow the pattern of other bird-
-flowers. In some cases, however,
they diverge considerably. Many
orchids of the Western Hemisphere
appear to have adapted to bird-pol-
lination as an extention of butter-
fly-pollination and as in the case
E. secundum birds and butterflies
act as co-pollinators. In such cases
orchid flowers already adapted to
butterflies are not greatly changed
morphologically. On the other
hand, orchids which have adapted
directly to hummingbirds from
cm 1
SciELO
Volume 5 (Zoologia)
25
bee-pollinated ancestors change
fundamentally (Dodson, 1962 a) .
Cochlioda, Sophronitis, L a eli a
(Section Cyrtolaelia) , Elleanthus
(Pig. 26), Isochilus, certain species
of Masdevallia , Rodriguezia, Sobra-
lia and Maxillaria and several
small genera such as Comparettia,
Hexisea, Alemania, Meiracilium
and Nageliella are all remarkably
similar in certain aspects. All have
bright colors, tubular flowers and
a callus or hump in the interior of
the tube on the lip that acts to
force the beak of the bird against
the column (Fig. 39). The callus
or hump and bright colors are also
present in bird-pollinated orchids
from the Old World tropics.
Hummingbirds — I have made a
number of observations of orchids
Fig. 26 — Elleanthus capitatus, a hummingbird pollinated orchid typical of other
members of the genus in flower structure.
being pollinated by hummingbirds.
Eight species of Elleanthus were
observed being pollinated by hum-
mingbirds and a certain constancy
on the part of the birds to colors
in sympatric species was noted.
Masdevallia rosea and Epidendrum
secundum are pollinated by hum-
mingbirds in Ecuador (Dodson,
(1962 a) and Cochlioda vulcanica,
Rodriguezia secunda, Isochilus car-
nosifolius, Maxillaria sp., Compa-
rettia falcata, (Fig. 27) and Sobra-
lia amabilis were observed being
pollinated by hummingbirds in
Ecuador, Costa Rica or Peru.
26
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Sugarbirds — These birds were
considered to form the family Coe-
rebidae of the New World tropics.
Recently, however, this family has
been broken up and several species
placed with the Tanagers. The
birds visit flowers for néctar and
in one instance I observed them
visiting Elleanthus roseus in Ecua-
dor.
Sunbirds — These birds belong
to family Nectarinidae and occur
in África and tropical Asia. Probab-
ly a considerably number of or-
Fig. 27 — Comparettia falcata, an orchid pollinated by the hummingbird
Ama.za.lia tzacatl. Note the concave callus on the lip under the column which
forces the beak of the bird against the collumn.
chids are adapted to them but only
the reports of Cyrtostomus pecto-
ralis visiting Dendrobium secun-
dam by Burkhill (1919) and of
sunbirds visiting Dendrobium has-
seltii in Java (Docters van Leewen
1933) are available. Dendrobium
lawesii was reported by Slade ....
(1963) to be bird-pollinated at high
elevations in New Guinea but the
bird was not identified and may
belong to this family or the fol-
lowing.
Nectar-eaters — These birds be-
long to the family Meliphagidae
and occur in the Pacific Islands.
Unless the bird mentioned above
in the report by Slade belongs to
this family no reports of orchids
being pollinated by nectar-eaters
are available. Numerous Dendro-
biums, Cryptochilus and other or-
SciELO
cm
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Volume 5 (Zoologia)
27
chids with flowers of construction
and color similar to known bird-
-pollinated orchids occur in their
range and may well be visited by
them.
Honeycreepers — These birds
belong to the family Drepanididae
and are found in Hawaii. They
have not been reported pollinating
orchids and none of the Hawaiian
orchids have the birds-pollination
syndrome.
FLIES
Some flies are important pollin-
ators of flowers and certain fami-
lies such as the Syrphidae and
Bombylidae are restricted to flow-
ers for their food.
Fly-pollinated flowers — Fly-
-pollinated flowers in general are
called myophilous. Unspecialized
flowers often attract flies, bees,
beetles and butterflies. These are
usually shallow, produce abundant
néctar on surface nectaries and
emit sweet odors. The flies eat the
néctar and do not store it as do
bees. More specialized “fly-flowers”
may attract flies through decep-
tion, imitating decaying substan-
ces, dung or carrion. Many kinds of
flies, midges, gnats, mosquitos,
etc., are then attracted and act as
effective pollinators. These flowers
are called sapromyophilous and are
most numerous in warm, arid or
tropical zones, especially in África.
Sapromyophilous flowers often
have developed traps for catching
and holding unadapted visitors or
are radial in form. They commonly
have large landing surfaces and
“tails” produced from the flower
parts which function as guides.
Their colors are usually dull green,
brown, purple or red with check-
ered or blotched designs. The odors
produced are commonly putres-
cent. Flies, unlike bees, are some-
what erratic fliers and are poorly
guided.
Orchids pollinated by flies are
common throughout the world. In
most fly-pollinated orchids special
adaptations have developed — su-
perimposed on the basic bee-pollin-
ated orchid flower — to guide po-
orly oriented flies. Certain of the
five tepals may be long and “tail”
like ( Bulbophyllum and Masdeva-
lia) or joined to form a flat, radial
flower ( Stelis ). The flowers them-
selves may be arranged to form a
radial, compound “flower” ( Cir -
rhopetalum ) . The petals or lip may
be fringed with motile club like
hairs that vibrate in the wind and
attract the flies ( Bulbophyllum
and Cirrhopetalum ) . Often the
sepals are joined or the lip is sac-
cate to form a trap ( Phragmope -
dium and Pterostylis) into which
the flies fali and must crawl out
by means of a tunnel that passes
the stigma and anther. A common
contrivance is a hinged, balanced
lip which tips with the weight and
28
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
launches the pollinator into the
flower.
In orchids it is often difficult
to decide where simple myophily
ends and sapromyophily begins.
Many genera have some species
whose pollination is based on
simple myophily, attracting va-
rious flies on the basis of sweet
odors and néctar production, while
others attract flies on the basis of
rotten odors and provide no food.
Three major groups of orchids
have become predominantly myo-
philous i.e., the Pleurothallidinae
(in America), the Bulbophyllum
group (mainly in the Old World)
and the large genus Pterostylis and
its relatives (in Australia). Other
genera have only a few species
adapted to flies while the majority
of species may be adapted to other
pollinators.
I found Phragmopedium longifo-
lium var. hartivegii to be pollinat-
ed by flies of the genus Syrphus
but it was also pollinated by bees.
The flies and bees, apparently
searching for food, slipped into the
saccate lip and in crawling out
deposited pollinia on the stigma
and piked up a new set.
Two species of the genus Bnlbo-
phyllum, B. macranthum and B.
emiliorum, have been reported to
be pollinated by flies (Pohl, 1935;
Ridley, 1890 b) . In both cases the
flies were thrown against the
ventral surface of the column when
the hinged lip was overbalanced.
I described similar phenomena in a
greenhouse grown plant of Cirrho-
petalum ornatissimum visited by
common house flies (Fig. 28). It
is presumed that most of the more
than 1,000 species in this group are
pollinated in a similar manner.
The Pleurothallidinae also con-
tain nearly 1,000 species of fly-pol-
linated orchids. Three species of
Pleurothallis, P. xanthochlora, P.
ruscifolia and P. eumecocaulon,
have been reported to be pollin-
ated by Drosophilas (Dodson, ....
1962 a & 1965) and Pleurothallis
monocardia (Fig. 29) is pollinated
by Lyccria sp. In the same group
of orchids Masdevalia fractiflexa
and M. erythrochaete are pollin-
ated by flies, the former attracting
carrion flies to its foul odor and the
latter Drosophilas to its basket-
-like, néctar producing lip.
Members of the genus Pterostylis
of Australia have developed a
complex trap composed of joined
sepals. Pterostylis mutica was re-
ported by Hyett (1960) to be pol-
linated by flies of the families Psy-
chodidae and Mycetophilidae. Sar-
GENT (1909), COLEMAN (1934 b)
and Werth (1951 & 1956) also
described fly-pollination of mem-
bers of this genus. The related
genus Corybas was reported to be
pollinated by gnats (Family Culi-
cidae) by Thompson (1927).
cm 1
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Volume 5 (Zoologia)
29
Garnet (1940) reported the pol-
lination of four species of Praso-
phyllum in Australia by flies of the
family Chloropidae. In this genus
the lip is uppermost in the flower
and is flexible. When the fly lands
on the lip it deflexes dropping the
fly on the column where the pol-
linia are deposited. Ridley (1894)
described the pollination mecha-
nism of two Malayan species of
Plocoglottis, i.e.} P. foetiãa and P.
porphyrophylla, in which the lips
are under tension between the pe-
tals. When the fly lands on the lip
its weight releases the connections
and the lip springs upward, thrust-
ing the fly against the column.
Several reports of species from
genera otherwise known for bee or
Lepidoptera pollinated flowers
Fig. 28 — Bulbophyllum (.Cirrhopetalum) ornatissknum being pollinated by flies.
Note the flies trapped in the flowers by the over-balanced lip of the flower.
SciELO
30
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
have been made. Epidendrum fim-
briatum is pollinated by flies of the
Fig. 29 — A Sciarid fly, Lycoria sp.
pollinating the flowers of Pleurothallis
monocardia. Note the polinia attached
to the legs of the fly.
family Tachinidae (Dodson, 1962a)
and Vogel (1954) reported Maxil-
laria lepidota and Disa lugens to
be fly-pollinated. Gastrodia javani-
ca is fly-pollinated according to
Holtum (1953) while Dendrobium
linguiforme is pollinated by Syr-
phus viridiceps according to Gil-
bert (1958). Habenaria obtusata
is pollinated by mosquitos in Mi-
chigan (Dexter, 1913).
Trichoceros antennifera mimics
the female flies of Paragymnomrp,a
sp. of the family Tachinidae and
the male flies attempt to copulate
with flowers, thereby pollinating
them quite effectively (Dodson,
1962 a).
BEETLES
Beetle-pollinated flowers are
called cantharophilous and tend to
occur in the more primitive fami-
lies of flowering plants. Coleman
(1933) reported the beetles Ameta-
lia and Trogoderma as pollinators
of Prasophyllum odoratum in Aus-
trália. Darwin (1877) reported a
beetle, Strangalia atrata as a co-
pollinator of Orchis mascula. Rid-
Ley (1894) observed beetles (Rhy-
nocophorus sp.) creeping about
among the nectarless flowers of
Dendrochilum longtfolium with
pollen masses on their heads and
Bolus (1839) found a beetle on
Disa bivalvata in South África.
These are the only reports of
beetle-pollination to date for the
orchids. The cases are obviously
scattered and there appears to be
no trend toward adaptation to be-
etles as pollinators.
OTHER POLLINATORS
Reports of orchid pollination by
snails and ants seem to have no
foundation in fact. A recently pu-
SciELO
cm
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Volume 5 (Zoologia)
31
blished report of frog-pollination
of Lissochilus roseus seems incredi-
ble at best and may have been a
simple misinterpretation of a phe-
nomena reported by Jones (writ-
ten communication) where lizards
were observed on numerous occa-
sions on the inflorescences of
Schomburgkia in the Barbados
Islands. The lizards were consu-
ming ants which were attracted to
the extra-floral nectaries on the
outside of the sepals and bracts.
The possibility of such animais
acting as pollinators in the normal
sense seems remote. I have often
seen spiders waiting for prey inside
the open flowers of Sobralia and
Cattleya but they do not function
as pollinators.
There have been no reports of
orchid pollination by bats, wind or
water. These pollinating agents
would not be expected for the flor-
al type of the orchid would not
readily lend to adaptation to them.
AUTOGAMY
Self-pollination occurs in a sig-
nificant number of orchids. Several
degrees of this phenomenon may
be found in a single genus, from
species in which accidental self-
-pollination results in fertilization
to those in which the flowers never
open yet produce fertile seed. In
many orchids self-fertilization pre-
sumably is not possible due to gen-
etically controlled self-incompat-
ibility in which pollen from a plant
with a particular combination of
genetic factors will not fertilize its
own ovules or those any other
plant with the same combination.
In most species the pollen is kept
separate from the stigma by the
rostellar flap. This physical barrier
is normally quite effective but in
some species forms occur in which
the rostellum degenerates or be-
comes stigmatic and self-pollina-
tion results when the pollen germi-
nates on contact with the stigma-
tic fluid. In most of these forms
normal plants are found in the
same population. Self-pollination
may also occur as a result of simple
falling of old disintegrated pollinia,
a means of averting sterility at the
end of a long, normal period when
the flower is open and no pollin-
ator arrives.
A kind of mechanical self-pollin-
ation occurs in some orchids where
the caudicles connecting the visi-
dium and the pollinia bend down-
ward and carry the pollinia into
place on the stigma. This has been
observed in Ophrys apifera (van
der PiJL, unpubl.) Herminium,
Epipactis, Orchis (Martens, 1926) ,
Oncidium glossomystax (Dodson,
unpubl.), and Oncidium ostlun-
dianum (Dressler & Wirth, per-
sonal communication).
Generally speaking, autogamy
seems a means of averting extinc-
tion in plants growing under con-
32
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
ditions adverse for normal pollin-
ation relations (Stebbins, 1950
and Grant, 1963). Examples are
some species of Orchis in Europe
and several orchids in Florida,
such as Epiãendrum nocturnum,
Encylia cochleata and Bletia pur-
púrea, all of which have non-au-
togamous forms in other areas.
Seed blows in to Florida from the
Caribbean region where normal
pollinators exist, and those plants
that survive the lack of pollinators
in Florida tend to be autogamous.
Probably more than 200 species
of orchids have been reported to
more or less regularly autogamous.
Undoubtedly many more exist.
Many of these forms of normal
species — with their characteristic
changes in morphological struc-
ture — have been given names and
are frequently regarded as distinc-
tive species.
A POLLINATION SPECTRUM
The published data are insuf-
ficient to establish accurately the
relative importance of pollinating
agents throughout the family.
However, by surveying the syn-
drones of the flowers of the family
in general, it is possible to give a
rough estimate in percentages of
the kinds of pollinating agents to
which the orchids are adapted.
This is called a “pollination spec-
trum”.
Hymenoptera
Wasps 3%
Solitary bees 10%
Carpenter bees 12%
Euglossini 5%
Social bees 13%
Mixed bees 11%
54%
Other Agents
Moths 15%
Butterflies 3 %
Birds 3 %
Flies 12%
Mixed agents 11%
46%
Such extreme divergence in pol-
linators is quite uncommon in
other families of flowering plants
and testifies for relative youth,
continuing evolution and adaptive
radiation in the family. The pol-
lination-spectrum of the family
Polemoniaceae (Grant, 1961) is
based on more thorough and con-
centrated study of a much smaller
and in some respects diverse group.
ATTRACTION OF THE
POLLINATOR
Most of the pollinators of the or-
chids are attracted to the flowers
on the basis of the same instincts
that attract them to other flow-
ers. Food-gathering is their pri-
mary interest. Visual signals pro-
vided by the flowers, reinforced by
cm 1
SciELO
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Volume 5 (Zoologia)
33
characteristic fragrances, act on
instinctive backgrounds as the
physical attractants. In some cases
food is available and in others it
is not. In some orchids, the re-
productive phase of the life-cycle
of the pollinator is interrupted and
orchid flower plays upon those
instinctive behavior patterns which
guide male insects during mating.
VISUAL ATTRACTION
Visual stimuli are usually asso-
ciated with fragrances but not al-
ways. Sensitivity for certain colors
is important in the attraction of
pollinators with differences in per-
ception of the color spectrum play-
ing a crucial role. Bees, for exam-
ple, apparently do not perceve pure
red but do see into the ultraviolet
end of the spectrum. Butterflies
and birds, on the other hand, are
strongly attracted to red and bril-
liantly colored orchids can gener-
ally be expected to be pollinated
by those agents. Flies are attract-
ed to dull-red, green, and purple,
but here color is often reenforced
by motion in the form of streamers,
hairs, articulated b r a c t s, etc.,
which flutter in the breeze. It can
be said that visual stimuli play an
important role in the selective
attraction of major groups of pol-
linators. I have gathered evidence
that color may act as a barrier to
hybridization by attracting certain
species of humming birds and not
others. Two species of Elleanthus;
E. roseus and E. arapophyllosta-
chys, are sympatric on the western
slopes of Mt. Pichincha in Ecuador
and flower at the same time. The
plants are often intermingled.
Though the flowers are morpholo-
gically very similar they differ in
color, the former being pink and
the latter orange. The former was
regularly visited by an unidentified
hummingbird and the latter by
Ocreatus undervooodii. No hybrids
were found and the birds were not
observed to visit the opposite
species.
In cases where pollinators are
attracted to orchid flowers on the
basis of sexual instincts the flow-
ers will usually exhibit the essen-
tial visual characters that attract
the male of the species to the fe-
male ready for mating. Kullen-
berg’s (1961) work on pseudocopu-
lation in Ophrys indicated that
specific color patterns in the ultra-
violet end of the spectrum played
a role in attraction of specific male
bees and wasps. Further stimuli in
the form of vestiture on the lip of
the flower upon which the insects
rub and odor also form part of the
overall attraction spectrum and
are necessary for culmination of
the behavior leading to deposition
of the pollinia.
3 — 37 145
34
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ODOR
In orchids, fragrances often dom-
inate and may even cancel color
effects in the attraction of the pol-
linators. In some genera such as
Stanhopea, Gongora, Coryanthes
and Catasetum, red is a common
color but field experiments (Dod-
son & Frymire 1961 a) indicate
that the bees will search out the
flowers by following up the fra-
grances even if the flowers are
hidden. Consequently the presence
of red here seems not to be involv-
ed in visual attraction. Fragran-
ces produced by individual species
have apparently played a very im-
portant role in speciation in many
orchids. Where attraction on the
basis of odors is dominant the spe-
cies can easily be distinguished on
the basis of odors alone by the use
of gas-liquid - chromatography in
their analysis (Rasmussen & Dod-
son, unpubl. and Dodson unpubl.)
The odors produced are often very
complex and contain distinct Che-
mical components in varying
quantities. Some species of Stanho-
pea, for instance, were found to
have as many ten components in
their odor, while others had as few
as three. In each, different specific
pollinators are attracted. Some or-
chids such as certain forms of Gon-
gora maculata produce odors not
perceptible to humans yet attract
bees that are attracted normally
on the basis of odors.
Extreme cases of orchid species
which are not distinguishable
under normal taxonomic criteria,
yet are reproductively isolated
through the attraction of different
species of bees as pollinators, have
been encountered in Gongora and
Stanhopea (Dodson, 1965 a) and
Dressler, personal communica-
tion). After the pollinators have
demonstrated their preferences it
is possible to separate the taxa on
the basis of characters which have
been given minor importance as
criteria. Each of these cryptic spe-
cies has a distinctive odor. The
significance of these phenomena
in taxonomy will be discussed
below.
FOOD
Orchids produce néctar as food
for their pollinators as do other
flowering plants. Pollen, however,
is not made available and on the
contrary, is usually protected by
an anther. Pollinators that visit
orchids for food then must visit
other flowers in order to collect the
pollen which provides protein in
their diet (and in the case of bees,
in the diet of the larvae).
Néctar — Néctar, in the orchids,
is produced on the lip, in nectar-
-tubes (spurs) developed from the
back of the lip or a combination
of lip and sepals, or in néctar tubes
beside the ovary. It is important
to note that in the case of Epiãen-
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Volume 5 (Zoologia)
35
drum and its allies, the nectaries
are not within the septa of the
ovary itself as they are in many
other flowering plants. In some or-
chids, such as Deudrobium, néctar
is produced on an extention of the
column called the mentum, chin
or foot. Sometimes, as in species of
Bulbophyllum and Pleurothallis,
the néctar is produced on the sur-
face or in grooves or on the callus
on the lip, petals and sepals. In
other cases, as in some species of
Epidendrum, the néctar is not free
at all even when in néctar tubes
but is contained in soft-walled
cells which are broken by the
tongue or proboscis of the pollin-
ator.
Pollen-imitation and food hairs
— Several orchids do not produce
néctar but have a powdery mass
resembling pollen on the lips of the
flowers. Each grain is a soft-walled
cell containing starch and is ap-
parently collected by the bees.
Many species of Maxillaria (Porsch
1905) produce pseudo-pollen of
this type on the lip as do some
species of Polystachya and Eria
(Beck, 1914). In some cases the
cells are detached papillae and in
others they are disintegrated mul-
ticellular hairs.
Beck (1912) assumed that the
hairs of the lip of species of Vanilla,
Coelogyne and Cymbidium are
grazed on by bees. He found the
hairs to be thin-walled and filled
with plasma and sugar. No obser-
vation substantiating his assump-
tions have been made.
Callus — It has often been as-
sumed that the callus on the lip
of most orchids is there as food
for the pollinators. I have, on the
contrary, not found any instance
where the actual pollinators of an
orchid eat or gnaw on the callus.
In all cases observed to date the
callus has functioned in guidance
of the pollinator and in many cases
acts as a semi-barrier to make the
pollinator more effective. Reports
(e.g., Cruger, 1865) of the pollin-
ators “gnawing” the callus of the
orchid flower are probably attrib-
utable to faulty observation.
DECEPTION OF THE POLLINATOR
As mentioned above, the majori-
ty of the orchids produce food as
the primary attractant of the pol-
linator. In many orchids, however,
deception of the pollinator is the
primary means of attraction. Often
the pollinator must expect to en-
counter food where none exists. In
the less complex cases, odor, color
and form of the flower often are
similar to those of other flowering
plants nearby which do produce
food. This system has been remark-
ably successful in the family and
can be encountered throughout
their geographical distribution, but
is particularly obvious in the tro-
pics. Deception seems fundamental
36
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
to the development of many of
the more complex pollination me-
chanisms in the orchids.
Food-deception — In many or-
chids such as Cattleya no obvious
néctar exists though liquid is pre-
sent in thin-walled cells on the
walls of the nectar-tube. These
cells are presumably ruptured by
the tongue of the pollinator and
thereby release a small quantity
of néctar. This may be a step in
the direction of food-deception. In
the subtribe Oncidinae certain of
the less advanced members have
nectaries while the majority are
based on food-deception with some
species based on pseudoantagon-
ism. Remarkably, some advanced
species of Oncidium have reverted
to the production of néctar but
now produce in on the lateral lobes
of the lip. Food-deception is en-
countered in other plant families
such as the Euphorbiaceae, Ara-
ceae and Aristolochiaceae but is
uncommon when compared with
the situation in the orchids. It
seems a necessary phenomenon in
a series of steps leading to higher
forms of deception as mimicry of
females and antagonists. A clear
transition from mechanisms based
on simple food-deception to the
most complex of mechanisms based
on probable initial sexual attrac-
tion reinforced by intoxication
(i.e., Stanhopea and Catasetum) is
found in the subfamily Epiden-
drioidae.
In Calopogon, one of the prettier
temperate zone orchids of the east-
ern United States and Canada, the
lip is uppermost and has fleshy
protuberances projecting and co-
lored so as to appear as a mass of
stamens. Robertson (1887) report-
ed several bees that attempted to
land on the lip to collect pollen
from the false stamens of C. par-
vtflorum. I observed carpenter bees
attempting to collect pollen from
the false stamens of C. pulchellus
in Florida. The lip is articulated
at the base and the weight of the
bee causes it to depress, thereby
lowering the bee into the column.
In attempting to escape, the bee
deposits pollinia in the stigma and
picks up a new set on the upper
thorax.
A similar type of food-deception
occurs where flies are attracted to
flowers which smell like rotten
meat or other putrescent substan-
ces. The flies may or may not lay
eggs in the flowers. No actual food
exists, however.
Pseudocopulation — Pseudoco-
pulation is one of the more ad-
vanced forms of deception of the
pollinator. It has only been report-
ed extensively in the orchids and is
based upon mimicry of the female
insect. (The use of the term “mi-
micry” has been long surrounded
with controversy. In Zoology the
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Volume 5 (Zoologia)
37
term signifies a close externai re-
semblance of a animal to some
other animal or object serving for
protection or concealment as a re-
sult of selective adaptation. In
horticulture, unfortunately the
the term has been used to describe
the similarity of a flower or its
parts to a commonly known object,
such as, the callus of Peristeria
elata to a dove, the callus of Odon-
toglossum grande to a baby in a
cradle, the flower Coeloglossum vi-
ride to a frog, the flower of Pha-
laenopsis amabilis to a moth, etc.
These similarities are entirely for-
tuitous and cannot be considered
as significant in the biology of the
flowers involved. I use the term
here to refer to characteristics se-
lectively developed in a flower to
deceive the pollinators) . Pseudo-
copulation has been well described
in Ophrys (Correvon & Pouyanne,
1916; Godfrey, 1933 and Kullen-
berg, 1961), Cryptostylis (Cole-
man, 1927, 1928, 1929 a & b and
1930 a & b) , Diuris (Coleman,
1932) , Trichoceros (Dodson, 1962a)
and Trigonidium (Kerr & Lopez,
1963) .
The remarkable resemblance to
insects of the flowers of various
species of Ophrys is obvious by the
common names which have been
applied to them, i.e., Bee-orchids,
Fly-orchis, etc. In a letter cited by
Rolfe (1910) the belief was ex-
pressed that the likeness of the
flowers to insects has nothing to
do with pollination but served to
frighten away browsing cows. Dar-
win (1872) wrote in a footnote that
“Mr. Price has frequently wit-
nessed attacks made upon the bee-
orchis by a bee, similar to the trou-
blesome Apis muscorum”. Darwin
also noted that he could not con-
jecture what this meant.
Pouyanne discovered (Correvon
& Pouyanne, 1916) in Algeria that
flowers of Ophrys speculum, offer-
ing no food whatever, attract a
male wasp by imitating its females.
Later Godfrey & Wolff cor-
roborated the observations. Kul-
lenberg (1956 & 1961) studied the
problem from the zoological point
of view. He found that the Ophrys
flower attracts the male bee or
wasp by odors similar to those pro-
duced by the females. The odors
alone tend not to be species specific
and often attract several kinds of
bees. Shape, colors and vestiture
on the lip tend to complete the
attraction and exclude any other
than the correct pollinator. The
behavior of the pollinator is similar
to that during the initial phases of
copulation with females.
As the pollinators attempt to
copulate with the lip, the pollinia
are deposited on the stigma and
a new set is carried away. Four
genera of solitary bees and wasps
appear to be the principal pollin-
ators. Ophrys speculum lures the
38
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
digger wasp Scolia cüiata (Kul-
lenberg, 1961). Ophrys muscifera
and O. insectifera are pollinated by
the wasp Gorytes mystaceous
(Godfrey, 1933) . Ophrys fuciflora,
O. tenthredinifera, O. bombyliflo-
ra, O. scolopax and O. apifera are
pollinated by bees of the genus En-
cera (Godfrey, 1933 and Kullen-
berg, 1961). Ophrys arachnitifor-
mis, O. lutea and O. fusca are pol-
linated by bees of the genus An-
drena (Kullenberg, 1961).
The species of Ophrys which are
pollinated by Scolia, Gorytes and
Encera induce the insects to at-
tempt copulation with the apex of
the lip and the pollinarium is de-
posited on the head of the insect.
Those pollinated by Andrena ap-
pear, for the most part, to stimu-
late the bee to reverse the position
and copulate with the base of the
lip and the pollinarium is attached
to the abdômen. Dimensions of the
flowers help in determining speci-
ficity and success.
Pollination of four species of the
genus Cryptostylis of Australia was
reported by Coleman (1927, 1928,
1929 a & b and 1930 a & b). She
observed males of Lissopimpla se-
mipunctata, an ichneumon wasp,
attempting to copulate with the
flowers of Cryptostylis leptochila,
C. subulata, C. erecta and C. ovata.
The wasp backs into the flower
and uses the claspers of the abdô-
men to attach itself to the base
of the lip. It then arches its body
and the apex of the abdômen
comes in contact with the visci-
dium and the stigma of the flower.
If the wasp is carrying pollinia
they are deposited on the stigma.
A certain externai similarity be-
tween the flower and the wasp
exist but the primary attractant is
the fragrance. The wasp has been
seen to eject seminal fluid and even
“preferred” the flowers to the real
females. Watson (1961) included
fine photographs in a short paper
on the same group.
Diuris is a genus of Australian
terrestrial orchids of which Cole-
man (1932) reported the pollina-
tion of D. pedunculata and D. sul-
phurea. The bees force the lip of
the flower back from the column
in order to reach the néctar ring
at their common base. The néctar
apparently acts as an intoxicant,
for some bees were observed with
their mandibles between the lip
and column for hours. Coleman
(1933) believed that both species
of Diuris are pollinated by male
bees stimulated in a similar
manner to Lissopimpla in the pol-
lination of Cryptostylis. The bees,
Halictus languinosus and Paracol-
letes sp., when landing on the lip
of the flower, curve the abdômen
so that its apex is extended slight-
ly over the apex of the lip (Ray-
MENT, 1932).
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The flowers of Trichoceros and
its two closely allied genera, Teli-
pogon and Stellilabium, simulate
flies to a remarkable degree. Tri-
choceros is a genus of the Andes
of western South American. In
1962 I observed male Tachinid flies
of Paragymnomma sp. pollinating
flowers of Trichoceros antennifera
(Dodson, 1962 a). The column and
base of the lip are covered with
spiny, branched hairs as is the
abdómen of the flies. The lateral
lobes are narrow, barred with
yellow and redbrown and extend
laterally to similate the extended
wings of a sitting fly. The blade
of the lip has no particular similar-
ity to the head and thorax of the
fly but this probably is not neces-
sary to complete the illusion. The
stigma of the flower is located at
the apex of the “abdómen” of the
flower and reflects sunlight as does
the genital orifice of the female fly
when she opens and closes it to
attract the male. The viscidium,
extended over the stigma on
the slender rostellum, projects up
through the bristles and becomes
attached to the basal portion of
the fly. The male flies, deceived
by the similarity to the female fly
and stimulated by the signal from
the “genital-orifice-like” stigma,
land on the flower for an instant
(Fig. 30) and then pass on the
other flowers in the area. The pol-
linarium is deposited in a succed-
ing flower.
Fig. 30 — A male fly, Paragymnomma sp., attempting to copulate with the flower
of Trichoceros antennifera.
40
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Though we have no observations
of pollination of Telipogcn or Stel-
lilabium there seems no reason to
doubt that they are pollinated in
a similar manner.
Trigonidium occurs throughout
the lowland areas of much of trop-
ical America. Kerr & Lopez
(1963) reported pollination of Tri-
gonidium obtusum by male bees of
Trigona doryana in Brasil (Fig. 31).
The bees attempt to copulate with
the ápices of the petals, which have
conspicuous pad-like glands. A si-
milar gland occurs on the lip and
it is assumed that the bees enter
the flowers and attempt to copulate
with the lip as well.
Closely allied to Trigonidium are
the genera Mormolyca and Cyrti-
dium and their flowers are much
more insect-like. The column
. V
\
v
Fig. 31 — Male bees of Trigona doryana on the flower of Trigonidium obtusum.
(Sketch adapted from drawing forwarded by Dr. Sakagami) .
arches over the lip which usually
has a glandular-spot similar to
that of Trigonidium. It is assumed
that members of these two genera
are also adapted to pseudocopula-
tion as a means of cross-polination.
Pseudocopulation as a phenome-
non seems to be widely spread in
the orchids and may be preceeded
by sexual attraction through odors
which simulate those produced by
female insects ready for mating.
Vogel (1963) believed that the
attraction in Catasetum , Stanho-
pea and its allies is a part of a cycle
of pseudocopulation and that the
bees scratch on the lip out of frus-
tration. Sexual behavior may be
involved in the attraction of male
bees of the Euglossini through
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41
strong fragrances but I feel that
there is much more to the story.
The odors produced may attract
the bees initially but the intoxica-
tion is fundamental to the opera-
tion of the complex pollination me-
chanisms in these orehids. The bees
must be drugged and must remain
for prolonged periods at the flow-
ers in order to pollinate them suc-
cessfully.
Pseudo-antagonism — This phen-
omenon was reported in Onci-
dium by Dodson and Frymire . . .
(1961 b) and corroborated by
observations of Dressler (personal
communication) . Male bees of the
genus Centris were observed at-
tacking the flowers of Oncidium
hyphaematicum and O. planilabre
in the Coastal zone of Ecuador. In
Centris the male bees are territo-
rial and drive away any other in-
sects that passes through. The
bees sit on sticks or leaves from
which they can survey their ter-
ritory. The racemes of the Onci-
dium flowers are long and arched
and move in the slightest breeze.
When the flowers move the bees
attack them if they are in his ter-
ritory. If the breeze continues the
bee attacks flower after flower.
Dressler reports that the territo-
riality is so fixed that the bees
return to their territories even
after being captured and released.
The bees do not land on the flow-
ers but simply strike them. The
viscidium attaches to the frons of
the bee’s head between the com-
pound eyes (Fig. 32) , and the stipe
rapidly depresses holding the pol-
linia extended directly in front of
the bee. Only certain species of On-
cidium have adapted to this be-
havior on the part of male Centris.
Other species are pollinated by fe-
male Centris which attempt to col-
lect néctar from the flowers. The
callus apparently functions to po-
sition the female bee properly
when she lands.
Pseudoprey — This is an unprov-
en category. Fordham (1946) re-
ported a scoliid wasp, Campsomeris
tasmaniensis , making stinging mo-
vements on the labellum of Calo-
chilus campestris in Australia.
Unfortunately, the sex of the pol-
linator was not determined but if
it had a sting it was a female. Fe-
males of this group lay their eggs
on the larvae of other insects and
when the eggs hatch the wasp
larvae consumes the body of the
host.
EVOLUTION IN ORCHID
FLOWERS
The orchid flower is highly spe-
cialized for insect pollination. The
very characteristics which act to
circumscribe the orchid family
tend to be adaptations to special-
ized pollinator-flower relationships.
The most primitive of living or-
chids are well along the evolution-
42
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 32 — Male Centris geminata attacking the flower of Oncidium planüabre
attempting to drive the insect-mimicing flower away. Note the pollinarium
attached to the head of the bee.
ary path to pollinator specificity.
The typical orchid flower has one
petal developed into a lip for a
landing platform. The styles and
anthers are joined into a single
structure, the column, which is
designed to place the pollen on the
pollinator at a specific place. The
pollen is gathered into masses cal-
led pollinia and is arranged so that
pollinators are unable to collect it
for food. Tremendous numbers of
pollen grains in each pollinium fer-
tilize similarly great numbers of
ovules in the ovary when pollin-
ation does occur. Literally millions
of tiny, wind-distributed seeds can
be produced in each ovary. The
seeds have no endosperm and con-
sist of a few cells surrounded by a
papery cover. They are so small
and light that they can be carried
great distances by the wind, but
in order to germinate they normal-
ly must be invaded by a fungus.
THE ANCESTRAL ORCHID FLOWER AND
ITS POLLINATORS
The ancestral orchids were prob-
ably pollinated by bees or wasps.
It seems likely that they simply
produced néctar inside néctar
tubes developed from the sepals
and that the bees did not collect
pollen. The flower was probably
cupped and zygomorphic and the
bees landed on a petal which was
enlarged to form a landing plat-
Volume 5 (Zoologia)
43
form. No present day flower could
be considered as similar, though
the members of the subfamily
Apostasioideae are only slightly
advanced. When the pollinator
attempted to reach the néctar the
granular pollen was brushed onto
its body from one of the three or
Fig. 33 — Hypothetical ancestoral orchid flower.
more anthers. On visiting a suc-
ceeding flower the pollen was de-
posited on the stigma and a new
load of pollen was received. Ag-
gregation and reduction of the
stamens and pistil to form a
column and its refinements have
made the system more efficient.
Additional refinements in trans-
port mechanisms of pollen masses
44
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
and in attraction of more specific
pollinators provided for develop-
ment of abundant species but the
basic system remains unchanged.
In Figure 33 a schematic diagram
depicts my idea of an ancestral or-
chid flower (see also Dressler &
Dodson, 1960 and Garay, 1960).
TRENDS IN FLORAL ADVAN CEMENT AND
SPECIALIZATION FOR POLLINATION
From the ancestral type of or-
chid flower two lines of develop-
ment were successful. They were
primarily expressed in consolida-
tion of the column into two or
three anthers on one hand or to
a single anther on the other. The
Apostasioideae still retain two or
three anthers and form a very
small group of species in two ge-
nera. The Cypripedioideae have a
column with an anther on each
side. The third anther forms a
broad, sterile, plate-like staminode
at the apex of the column while the
stigrna is a broad plate on the un-
derside of the column. The group
is typified by having one petal
formed into a cup-like trap into
which the pollinators fali and must
pass under the stigma and an
anther in order to escape. About
100 species form four genera.
The other major line, with a
single anther, forms three natural
sub-families; the Neottioideae, the
Orchidoideae and Epidendroideae
(Dressler & Dodson, 1960 and
Dressler, 1962) . These subfamilies
contain thousands of species in
nearly 600 genera. The Neottioi-
deae are terrestrial orchids usually
found in the temperate zones. They
have soft, mealy pollinia and the
stems of the plants do not form
corms or other thickenings. The
Orchidoideae are also temperate
zone terrestrial orchids with soft
pollinia but here the pollinia have
caudicles arising from their base.
The caudicles are formed from
pollen and strands of viscin and
aid in attachment to the pollin-
ator. These two subfamilies are not
large (perhaps with 2,000 species)
whereas the Epidendroideae con-
sists of from 15,000 to 20,000 spe-
cies in more than 500 genera. The
pollinia are usually hard and waxy
and if they have caudicles they
arise from the apex. Most of the
species are found in tropical re-
gions and the majority live as epi-
phytes.
It is in the Epidendroideae
that advancements in adaptations
based on pollinator phenomena
have developed to their most ad-
vanced state. Here placement of
the pollinia on the pollinator be-
comes important and mechanical
devices for attaching the pollinia
become complex. The simple Sys-
tem found in the lower orchids, in
which the pollinator contacts the
sticky stigma with its dorsal sur-
face and the pollinia are attached
Volume 5 (Zoologia)
45
as the pollinator backs out of the
flower (Fig. 34 a) , is still found in
the less advanced forms in the Epi-
dendroideae. However, the pollinia
often have caudicles which become
attached to the pollinator. In some
large and relatively advanced
groups such as the Dendrobium,
Bulbophyllum and Pleurothallis
allies no caudicles are found and
the pollinia simply become attach-
ed to the sticky surface of the
pollinator. In the Epidendrum al-
liances caudicles are well developed
(Fig. 34 b).
A further advance is the visci-
dium — a piece of the rostellum
separating the anther from the
stigma — which comes away as
the pollinator pushes against it
(Fig. 34 d) . The pollinia are attach-
ed to the viscidium by viscin
threads and the side of the viscidi-
um toward the pollinator is sticky.
This is a fundamental advance
and is found in many genera such
as the Maxillaria and Cymbidium
allies. The addition of a piece of
sterile tissue between the viscidium
and pollinia, called the stipe, is
an even greater advance and is
found in the allies of Oncidium
and Vanda and in most of the
allies of Maxillaria though not in
Fig. 34 — The column and arrangement of pollinia and accessory organs. A,
Cephalanthera. B, Cattleya. C, Oncidium. D, Cymbidium.
46
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 35 — Drawing of the pollination mechanism of a typical bee-pollinated
orchid flower. A, Cross-section of flower. B, Bee with pollinarium from another
flower on its thorax entering the flower. C, Bee Beginning to withdraw from the
flower. D, Pollinarium on the back of the bee is deposited on the stigma as the
rostellum engages the back of the thorax of the bee. E, Bee forcing past the
rostellum and against the anther. F, Rostellum passing over the thorax of the
bee depositing sticky fluld. The pollinia in the anther are attached to the bee by
the sticky fluid from the stigma. G, The bee prepared to fly to another flower.
Volume 5 (Zoologia)
Maxillaria itself (Fig. 34 c) . The
stipe allows for greater precision
in insertion of the pollen masses
into the stigma. Also, through dif-
ferential drying of the outer and
inner surface, the relative position
of the pollinia in reference to the
anther and the stigma can be
changed (See Darwin, 1862 for an
extensive discussion of this pheno-
menon) . The total unit of pollinia,
viscidium, caudicles, or stipe is
called the “pollinarium”.
The advancement tends to be
from naked, soft masses of pollen,
47
to soft masses with caudicles, to
waxy masses with or without cau-
dicles, to pollinia attached to a vis-
cidium and finally to a viscidium,
stipe and pollinarium.
The placement of the pollinia on
the body of the pollinator also
shows trends in specialization. The
most common and basic system in
the orchids is that shown in
Fig. 35 in which the pollinia
are placed on the dorsal surface
of the thorax of the pollinator. As
the attachment devices become
more complex, placement at other
Fig. 36 — Morphological reorganizations in bee pollinated orchids for placement
of pollinaria on different parts of the bee. A, Typical bee-pollinated orchid flower
where pollinaria are deposited on the thorax of the bee (Cattleya). B, Pollinarium
deposited on the front of the head (Oncidium). B1, Pollinarium attached to head
of Bee. B\ Stipe of pollinarium depressing. B3, Pollinia deposited in stigma while
a new pollinarium is attached to the head. C, Pollinarium attached to the back
of the head of the bee.
cm
48
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
spots on the body of the pollinator
become possible. When the pollinia
are placed on the back of the head
the column is similar but shorter.
When pollinia are placed on the
front of the head of the bee an
abrupt change occurs and the co-
lumn is erect with viscidium cr
caudicles twisted around and fac-
ing outward so as to contact the
head of an insect forcing inward,
rather than facing toward the in-
side of the flower and being attach-
ed to an insect backing out (Fi-
gure 36) .
Naturally in butterfly-, moth-
and bird-flowers the pollinia are
placed on the proboscis or beak.
Here the same system of develop-
ment of pollinaria complexities
hold but these pollinators are not
basic and adaptations are required
to make basically bee-flowers func-
tion efficiently when pollinated by
an animal with a proboscis or bill.
These adaptations are discussed
below. Special adaptations such as
hooked viscidia and elongated
stipes make it possible to place pol-
linia on the legs of the pollinator
and occur in such highly specializ-
ed genera as Haemeria, Trichoce-
ros, Sievekingia and Ornithoce-
phaus. Differential tension on the
stipe makes possible the pollen-
-throwing system found in the sub-
tribe Catasetinae.
MORPHOLOGICAL COMPENSATIONS IN
THE FLOWER TO DIFFERENT KINDS
OF POLLINATORS
The morphological compensa-
tions in the basically bee-pollin-
ation oriented orchid flower to dif-
ferent kinds of pollinators directly
reflects the visiting and feeding
habits of those animais. For the
case of moths and butterflies the
lip of the flower is usually joined
to the column to form a long
néctar tube (Fig. 37). In addition
the rostellum is cleft so as to guide
the proboscis properly into place so
that the pollinia can be attached
easily at a position which will
make deposition on the stigma
easy on the next flower visited. For
butterfly-flowers the lip or the
whole cluster of flowers are ex-
tended to form a landing platform.
In moth-flowers the lip is usually
reduced or curled back out of the
way.
Bird-flowers may be of two types
depending on their immediate an-
cestors. If bird-flowers are derived
from butterfly-pollinated ancestors
they will closely resemble butter-
fly-flowers. However, if they have
immediate bee- or fly-pollinated
ancestors strong compensations
are needed to force the beak
against the column for pollinia de-
position. In most cases this is ac-
complished by calli on the lip of
the flower which simply force the
beak upwards as it is introduced
Volume 5 (Zoologia)
49
Pig. 37 — Orchid flowers adapted to pollination by other agents. A, Butterfly-
-pollinated Epidendrum. B, Moth-pollinated Epidenãrum. C, Bird-pollinated
Epidendrum derived from either Lepidoptera-pollinated ancestor. D, Bee-
-pollinated Rodriguezia leeana. E, Bird-pollinated Rodriguezia secunda.
until it contacts the pollinia (Fi-
gure 38) .
Fly-flowers are often very simi-
lar to bee-pollinated flowers. How-
ever, in most cases additional
guidance mechanisms are neces-
sary to entice or force erratic flies
to act as efficient pollinators.
Often the sepals and petals are dev-
eloped into long “tails” or may be
joined to form a radial, saucer-
-like flower or cluster of flowers.
Tassels and flexible or articulated
bracts or other devices which move
in the slightest breeze act to at-
tract the attention of the fly. Color
schemes also contribute to the
attraction. Finally, once the fly has
landed and proceeds to investigate
the flower of many fly-pollinated
orchids, the lip, which is either ba-
lanced on a pedestal or held under
tension, throws the insect against
the column and pins it there.
Usually after a considerable strug-
gle — during which the pollinia
4 — 37 145
50 Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
are cemented in place or deposited
on the stigma — the fly escapes
to go on to another flower. These
mechanisms are common in Bulbo-
phyllum and Plocoglottis. Some or-
chids such as Pterostylis, produce
traps which imprison the flies
until they have had time to pick
up the pollinia. Cryptophoranthus
produce a lantern-like flower with
slits in the sides of the joined se-
pals for the entrance of the pol-
linator similar to that found in Ce-
ropegia of the Asclepiadacea. Most
members of Pleurothallis and Mas-
devallia have rather simple mecha-
Fig. 38 — Morphological characters of bird-pollinated orchids. A, An orchid
derived from bee-pollinated ancestors, Rodriguezia seconda, with the lip close to
the column to force the beak upward. B, Epidendrum derived from butterfly-
-pollinated ancestors with callus of the lip forcing the beak of the bird upward
against the column.
cm
Volume 5 (Zoologia)
51
nical systems but one species of
Masdevalia, M. muscosa has a sen-
sitive lip which probably carries
the pollinator as in Bulbophyllum.
These adaptations from a rela-
tively simple bee-flower to mechan-
isms facilitating pollination by
other insects and birds are cha-
racteristic for particular groups
and have played an important role
in orchid classification on the gen-
eric levei . Almost universally
however, taxonomists have not un-
derstood either the mechanisms or
their importance and have simply
grouped plants which have similar
characteristics into genera regard-
less of the origin or importances
of those salient characters. In
small groups few major mistakes
have been made, but in such large
groups as the Pleurothallis, Bulbo-
phyllum, Epidendrum and Onci-
dium complexes, chãos is the re-
sult. Until taxonomists understand
why these plants are similar or dis-
tinct, chãos will continue to reign.
Additional variation and problems
have resulted from adaptations to
different agents at later times, so
that moth or fly-pollinated or-
chids, for instance, may be primi-
tive or advanced, may characterize
whole subtribes or only isolated
species in large genera adapted
otherwise, or may form part of a
varied spectrum of pollinators in a
constellation of small, closely al-
lied genera.
IMPORTANCE OF POLLINATOR SPECIFI-
CITY IN SPECIATION IN THE ORCHIDS
Grant (1963, ch. 13) has writ-
ten a lucid account of isolation
mechanisms in which (following
Dobzhansky, 1951) he has pointed
out: “Two or more biotically sym-
patric populations — must be re-
productively isolated in order to
maintain their separate genetic
constitutions. Reproductive isola-
tion is a characteristic of species”.
Orchids follow the general pattern
of other plant groups in respect to
isolation of species with the same
three isolating factors, i.e., 1. Spa-
tial, 2. Environmental, and 3. Re-
productive, playing their normal
roles. However, the orchids, as a
result of their intrinsic nature,
have been more heavily oriented
toward that of reproductive isola-
tion. Grant and others divide re-
productive isolation into two major
divisions: externai and internai
factors. ^-oth factors play impor-
tant roles in the Orchidaceae but
by far the more important is that
of externai reproductive isolation
which Grant further divides into
mechanical, ethological (behavior
characteristics), and seasonal iso-
lation.
Species-separation in the orchids
is primarily based on a combina-
tion of mechanical and ethological
isolation. The flower may attract
several different pollinators, only
one of which is able effectively to
52
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
pollinate the flower due to mechan-
ical exclusion of the other pollin-
ators (Dobzhansky, 1937; Steb-
bins, 1950; and Dodson, 1962 a),
e.g., Stanhopea florida and S. con-
nata, which are sympatric in east-
ern Ecuador. Both species attract
Euglossa nigropilosa but in the
case of S. connata this bee is not
large enough to effect pollination
whereas the larger Eulaema spe-
ciosa is also attracted and does
pollinate the species. No hybrids
occur in nature but are easily
made artificially. Near Turrialba
in Costa Rica I found six species
of Stanhopea to be sympatric,
5. costaricensis, S. gibbosa, S.
pulla, S. ecornuta, S. wardii and
S. warszewicziana. Stanhopea cos-
taricensis and S. gibbosa hybridize
frequently (Fig. 39) because their
two pollinators are very closely
allied and occasionally make
errors. The result is a vast hybrid
swarm. Stanhopea costaricensis
Fig. 39 — A hybrid between Stanhopea costaricensis and Stanhopea gibbosa
being pollinated by Eulaema meriana in Costa Rica.
(Fig. 40) and S. ecornuta (Fig. 41)
very rarely hybridize. Stanhopea
costaricensis is pollinated by Eu-
laema seábrai while S. ecornuta is
pollinated by Euplusia schmidtia-
na. I have, however, observed Eu-
laema seabrai visiting S. ecornuta
and if such a bee were carrying pol-
linia of S. costaricensis hybrids
could occur. The pollinia of S. ecor-
nuta are too large to be inserted
in the stigmatic pocket of S. cos-
Volume 5 (Zoologia)
Fig. 40 — Stanhopea costaricensis being pollinated by Eulaema meriana.
Fig. 41 — Stanhopea ecornuta.
cm
54
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
taricensis and therefore the cross
could only occur in one direction,
i.e. S. ecornuta as the pod parent.
A few plants have been collected
which were unquestionably hybrids
between these two species. They
apparently are not visited, how-
ever for they remain very rare and
no evidence of back-crossing with
either parent has been found. The
hybrids appear to be reproductive-
ly sterile and in terms of evolu-
tion are merely an artifact. If, how-
ever, an effective pollinator ap-
peared they could lead to a new
evolutionary line in Stanhopea. A
hybrid between S. ecornuta and
S. graveolens was found in Guate-
mala and was named 5. Lewisae
by Ames and Correll. The other
species at Turrialba are maintain-
ed as separate populations by pol-
linator specificity.
On the other land, the flower
may attract only a single kind of
pollinator by acting upon the be-
havioral characteristics of that
animal (Dodson & Frymire, 1961b
and Dodson, 1962a), for instance,
two species of hummingbird are
attracted to two differently color-
ed sympatric species of Elleanthus
in Ecuador. Different species of
Euglossa are attracted to different
forms of Gongora maculata (mak-
ing them biological species at
least) through the production of
different odors (Dodson, 1965 and
Dressler, personal communica-
tion) .
On the basis of such information
I postulated (Dodson, 1962 a) a
possible scheme of speciation in
Stanhopea which I (with tongue-
-in-cheek) called “leap-frog specia-
tion”, whereby species could devel-
op in the genus by small, spatially-
-isolated populations simply adapt-
ing to differently sized pollinators.
The populations of newly developed
species could later become sympa-
tric but would be reproductively
isolated. A prime example is that
of Stanhopea florida and S. nigri -
pes, which have large populations
in Peru that are only sympatric in
a relatively small area and probab-
ly recently have become so. The
habitat, habit of the plants, and
the flowers of the species (Fig 42) ,
are nearly identical except that
S. florida is pollinated by a small
Euglossa while S. nigripes is pol-
linated by a much larger Eulaema.
Though the flowers are nearly
identical in size and form, they
differ in color, size of the exit
space, and odor produced. No na-
tural hybrids have been found. The
two species are now clearly distinct
but are probably recently derived.
Conceivably further speciation can
easily occur in these orchids
through other isolated populations
being adapted to a different species
of Euglossa or Eulaema.
Volume 5 (Zoologia)
55
Fig. 42 — Illustration of Stanhopea florida on ieft and Stanhopea nigripes on
right. The two flowers are very similar but though sympatric in Peru do not
hybridize naturally due to adaptation to different-sized bees.
Similar phenomena are evident
in other highly pollinator-specia-
lized orchids and are in the pro-
cess of being documented.
Grant (1949) made an interest-
ing survey of plants belonging to
various genera and families of
flowering plants. He found that in
those groups pollinated by specia-
lized, flower-visiting animais, 37 to
54 percent of the taxonomic char-
acters used to separate related
species of non-promiscuous Angio-
sperms were involved with the co-
rolla, stamens and pistil. Converse-
ly, floral characteristics only
comprised 15% of the characters
used to distinguish related species
of plants pollinated by miscella-
neous insects. I estimate that in or-
chids approximately 90% of the
characters used to differentiate
species deal with floral characters.
In orchids with extremely intricate
floral mechanisms and high speci-
fity of pollinator attraction nearly
100% of differentiating characters
between species are within the
56
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
flower and more than 60% are in
the lip and column alone, whereas
in more simple orchids visited by
various kinds of bees, 77% of the
characters deal with the flower.
These figures clearly demons-
trate the importance of pollination
phenomena in a highly advaneed
and pollinator-oriented group such
as the orchids if only for the use
of taxonomists working with the
species. Obviously their importance
in speciation for the orchids is fun-
damental.
LIST OF ORCHIDS AND THEIR KNOWN POLLINATORS
Volume 5 (Zoologia)
57
Orchid
Bulbophyll,um
B. macranthum
B. striatellum
Caladenia
C. alba
C. barbossae
C. dejormis
C. dialata var.
rhomboidijormis
C. dirnorpha
Caleana
C. alba
Calochilus
C. campe&tris
Calopogon
C. barbatus
C. pulchellus
Calypso
C. borealis
Catasetum
C. barbatum
C. bicolor
C. cemuum
C. costatum
C. dilectum
C. discolor
C. eburneum
(as C. fragrans)
C. jimbriatum
C. hookeri
C. integerrimum
C. luridum
C. macrocarpum
58
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Volume 5 (Zoologia)
59
Cryptostylis
‘Nonpollinating visitors.
60
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Volume 5 (Zoologia) 61
62
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
•Nonpollinatmg visitors.
64
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
‘Nonpollinating visitors.
SciELO
10 11 12 13
Volume 5 (Zoologia)
65
5 — 37 145
66
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
**Many other pollinators of members of this genus have been reported in European litera-
ture. We mainly cite the basic observations of Darwin, Muller and Robertson and therefore
adhere to their nomenclature here.
68
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
•Xonpollinating visitors.
70
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
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The diversification of life is one
of the major trends in evolution
and one that reaches a maximum
in the tropics. Even within the tro-
pics some areas are richer than
others and every biologist who has
visited the Amazônia rain forests
has remarked the wealth of life
here in both number of species and
variety of different types or as-
pects. This conference on the biota
of the Amazon seems an appro-
priate place to discus an idea about
the evolution of diversity.
Richness of tropical life has
many facets, some of them of prac-
tical importance in tropical agri-
culture and medicine, and all of
species co-existing in an area, is
more or less theoretical interest.
Species diversity, the number of
the problem currently receiving
most attention and the associated
hypotheses, theories and concepts
have been well reviewed recently
by PlANTCA (1966).
However, there is another strik-
ing attribute of the life in tropic-
al rain forests, the existence ol
many varied and extreme types,
bazaar forms and improbable co-
lors (Kettlewell, 1959). In this
paper I want to discuss the evolu-
tion of these differences in appear-
ance that for convenience. I will
call aspect diversity.
I was first impressed with the
problem of aspect diversity while
watching moths around the lights
at the Estação Biológica de Bora-
céia of the Departamento de Zoo-
logia, São Paulo. Not only were
there a fantastic number of species
but they were strikingly different
from one another and these differ-
ences were accentuated by the va-
riety of positions taken by the rest-
ing animais. I have continued to
watch insects on Barro Colorado
Island where I am now working
and am convinced that the differ-
74
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
ences in appearance, i.e. the differ-
ences themselves, must be adapt-
ive.
Predators are an important se-
lective force on the appearance of
their prey as Cott (1940), Kettle-
well (1961), and Cain & Shep-
pard (1950) have shown conclusive-
ly. I think predators have been
an important factor in the evolu-
tion of aspect diversity.
I would like to suggest the fol-
lowing two part hypothesis: A. Be-
cause learned characteristics play
an important role in prey recogni-
tion by visually oriented verte-
brates there is a selection pressure
on their prey species to differ from
one another in appearance. B. The
effects of this selection pressure
will be greatest where predator-
-prey relationships are most com-
plex.
Uexküll (1957) in this provoc-
ative discussion of Umwelts pointed
out that people form search im-
ages, i.e. one finds what one is look-
ing for, what matches one’s
expectation. Sometimes one can
look directly at an object being
searched for and not “see” it be-
cause it is not the expected shape
or color.
The formation of a search image
is a familiar experience to every
naturalist. The first specimen of
any species is always the most dif-
ficult to find and after the first
few have been located an even ap-
parently uncommon species may
be seen everywhere.
L. Tinbergen (1960) first em-
phasized the role of learning or for-
mation of a search image in prey
recognition by wild birds. They im-
prove with practice their ability to
find cryptic insects and each dif-
ferent kind must be learned sepa-
rately.
Ruiter (1952) showedthat naive
Jays ( Garrulus glandarius) and
wild caught adult Chaffinches
( Fringilla coelebs) presented with
a mixture of sticks and stick ca-
terpillars took a long time to find
the first stick caterpillars, but
quickly found the rest. Once the
first Caterpillar had been found
half the Jays pecked at both the
sticks and caterpillars that they
had been ignoring completely. The
other Jays found the caterpillars
but either did not pick up sticks
at all or only did so after they had
found and eaten all the caterpil-
lars. Those that did pick up sticks
picked up only those that re-
sembled the caterpillars and not
the other types. N. Tinbergen. . . .
(1957: 52) in discussing these ex-
periments further records that
“When the caterpillars outnumber-
ed twigs, the birds took the disap-
pointments in stride and went on
hunting for caterpillars. But if
they picked up more twigs than
caterpillars, they became discour-
aged and gave up searching.”
Volume 5 (Zoologia)
75
Insect eating mammals also im-
prove their prey finding with prac-
tice. Recent experiments by M. Ro-
binson on Barro Colorado Island
have shown that naive captive
marmosets at first ignored stick-
-like phasmids. But once a marmo-
set had found one it very quickly
found others, making discrimina-
tions between stick and insect that
it had not previously made. When
the marmosets were presented with
only sticks for a series of trials they
again ignored the stick insects.
L. Tinbergen (1960) presented
evidence that the formation of a
search image may be important in
nature. In a pinewood in Holland
he studied the variations in the
number of each species of insect
that Great Tits were bringing to
their nestlings and the relation-
ships of these to variations in the
abundance of the prey species in
the areas being searched by the
birds. The proportion of the indi-
viduais present in the area that
were being taken by the Tits was
very low when a species was rare
and rose sharply to a much higher
proportion when the species be-
came moderately common. He sug-
gested that the chance encounters
between Tit and insect are too in-
frequent at low prey population
densities to allow the Tits to form
effective search images. When the
prey becomes more common the
chance encounters increase and
the Tit learns to recognize the in-
sect and find individuais that it
would earlier have missed.
Tits never concentrated on only
a single prey item even when it
was very abundant; instead they
apparently use several search im-
ages either simultaneously or in
quick succession.
The number of search images
that can be retained and the effect
of learning a new search image on
those already learned is an im-
portant aspect of predatory beha-
vior yet unexplored.
Mook et alii (1960), working
on the same experimental situa-
tion, showed that there was a lag,
sometimes of several days, between
the time when a cryptic prey spe-
cies increased in abundance and
the time when Tits began to feed
on it heavily. This lag varied from
pair to pair but seldom between
the two members of a pair. This is
further evidence that it takes sev-
eral chance encounters before a
Tit learns to hunt a new prey spe-
cies efficiently.
Though the experimental work
so far has dealt with only birds
and mammals, something like the
formation of a search image occurs
in other vertebrates. The trout in
a stretch of stream sometimes will
take one type of lure and some-
times another. Usually the lure
taken imitates something on which
they are already feeding. It would
76
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
be interesting to know if this in-
volves the formation of search im-
ages like that in birds and if so how
general this phenomenon is among
predators.
The role of learning in the re-
cognition of warningly colored in-
sects and the evolution of mimicry
has been investigated much more
thoroughly by the Browers (e.g.
1960 and 1965), Sexton (1960),
and others, than has the role of
learning in finding cryptic prey.
It is tempting but unwise to as-
sume that the patterns of learning
which are exhibited in the mimicry
studies will hold in the recognition
of cryptic prey. Certainly the stu-
dies on imprinting show that the
same animal may learn different
kinds of things in very different
ways and that speeds of learning
and forgetting vary with age and
situation.
One very important result of the
work of L. Tinbergen (1960) and
Mook et alii (1960) that should be
investigated further is the exist-
ence of a threshold at which chance
encounters are frequent enough to
cause the formation of a search
image. This implies that changes
in prey density across this thresh-
old seem to have much more effect
on degree of predation than com-
parable changes in density above
and below the threshold.
A threshold effect may occur in
certain situation or in certain pre-
dators while in others the ability to
find a cryptic insect may increase
more uniformly as the frequency
of contacts rises.
In any case a cryptic insect seems
least likely to be found by a
vertebrate predator that has never
caught one of its sort before and
most likely to be found by a preda-
tor that has just caught several.
The unique species is at a selec-
tive advantage. If two species are
sufficiently similar in appearance,
experience with either is useful to
a predator in finding the other.
This is therefore clearly a disad-
vantage to both prey species for it
increases the opportunities of a
predator to form a search image
and this will increase the predator’s
efficiency in hunting for both spe-
cies. Since the differences between
the two species will be of selective
advantage to both they will tend
to become more and more different
from each other and from all other
species preyed on by the same pre-
dators. Selection will be for aspect
diversity. It will primarily involve
edible species that depend on not
being seen or recognized as food for
their major line of defense against
predators. Distasteful species will
tend to become more conspicuous
and more similar to one another
making the predators’ recognition
of them easier. Thus Müllerian
mimicry is in one way the opposite
of aspect diversity.
Volume 5 (Zoologia)
77
Obviously a species gains an ad-
vantage from being unique in ap-
pearance only when it is one of sev-
eral prey of a polyphagus preda-
tor. Any species that is heavily
preyed upon by a monophagus pre-
dator that hunts by sight and a
search image may lose rather than
gain by being unique.
From our hypothesis one would
expect animais in the same habitat
to differ in appearance even when
they are using the same kinds
of camouflage. Herrebout et alii
(1963) report that the caterpillars
that live together among pine
needles in Dutch woodlands show
exactly this. There are six species
with a green and white striped
p a 1 1 e r n that is demonstrably
cryptic but no two species have the
stripes arranged in the same way.
The authors interpret this as in-
complete convergence of distantly
related caterpillars. It surely is this
but I would suggest the very in-
completeness, i.e. the observed
differences between species, are
themselves adaptive.
Preliminary observations on in-
sects on Barro Colorado Island
suggest the same phenomenon.
Sphyngid moths (about 20 species)
and leaf-like Katydids (13 species)
were collected around the labora-
tory lights for several nights. In
both the Sphyngids and the Katy-
dids the same basic type is present
throughout but each species shows
striking visible differences from
the others.
I also collected samples of or-
thoptera living in the grassy clea-
ring around the laboratory. Here
several different stocks have evolv-
ed patterns that are basically
green and cryptic in the grass but
the eight species represented are
still very different from one ano-
ther. In general aspect the differ-
ences within families are as great
as those between families.
These observations fit the sug-
gested hypothesis. Though they do
not prove it they demonstrate the
reality of the problem. Testing the
hypothesis must be done experi-
mentally; observations of the sort
just reported serve only to indicate
that the experiments are worth
doing.
There is one alternate hypothe-
sis that must be considered: that
the diversity in aspect in tropical
species of cryptic animais is be-
cause each is matching a slightly
different background. The work on
caterpillars in Holland and my
observations on Barro Colorado Is-
land suggest that this is not true
but the possibility needs rigorous
testing.
L. Tinbergen’s studies suggest
that the effect of being different
from other prey species may be
most important at relatively low
population densities. Once a spe-
cies is common enough that
78
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
chance encounters with it alone
are enough to lead to a search
image another strategy, variability
within the species, becomes im-
portant. Sheppard (1958) has dis-
cussed this point and the further
one that a predator feeding pre-
ferentially on the commonest
morph could act to maintain po-
lymorphism in a population. The
only case I know where this lat-
ter hypothesis has been seriously
considered is in the snail Cepia
nemoralis and here it seems theo-
retically possible but not an im-
portant mechanism (Cain & Shep-
pard, 1954; Ford, 1964) .
Brower (1958) discussed an-
other way prey species may react
to predators that form a search
image. He suggests that originally
polyphagus caterpillars with simil-
ar appearance might specialize in
different food plants and so reduce
the opportunities for a predator to
form an effective search image.
A further possible consequence
of the search image formation is
that it may act to promote species
diversity. Paine (1966: 65) advan-
ced the hypothesis that “Local
species diversity is directly related
to the efficiency with which pre-
dators prevent the monopolization
of the major environmental requis-
ites by one species.” Based on
studies of intertidal marine organ-
isms the suggestion may have
wider applications and be par-
ticularly important in situations
where visually hunting vertebrates
are major predators.
The discussion so far has been
of prey recognition by birds and
other vertebrates. Certainly many
predators, in the wide sense, are
insects in which learning plays a
much more limited role (Thorpe,
1956) . For example, mantids (Ril-
ling et alii, 1959) seem to recognize
only moving prey as food and to
be most attracted by objects with
projections that move indepen-
dently of the main moving mass.
They can learn to ignore an object
but don’t seem to learn to attack
one.
A related sort of prey recogni-
tion also occurs in vertebrates and
experiments with cryptic animais
has shown that movement is one
of the most important cues used.
Cott (1940) presents cogent ar-
guments that eyes are another ge-
neral cue. In these cases the pre-
dator responds to characteristics
that the prey all have in common.
In invertebrates what cues are
used is largely genetically deter-
mined. In vertebrates learning may
also play an important role.
Though this system of prey re-
cognition is very different from the
formation of a search image, its
effect on the aspect diversity of the
prey will be somewhat similar. Any
prey that can change its appear-
ance so that it no longer exhibits
Volume 5 (Zoologia)
79
the relevant cues will be ignored.
If many species change in the same
way the old cues will be abandon-
ed and others adopted. Thus se-
lection will favor the unique spe-
cies and aspect diversity will be
increased.
If the first section of the hypo-
thesis, that the formation of a
search image leads to aspect diver-
sification, is true, it seems evident
that the greatest effect of this will
occur where the predator-prey in-
teractions are most complex, i.e.
where the number of prey alterna-
tives for each predator species and
the number of predator species per
prey species are greatest.
The more prey species included
in the diet a predator the more di-
vergent and extreme at least some
must be if all are to be unique.
Cryptic species can be similar
in appearance only when all are
so rare that chance encounters are
not common enough with any of
them to allow formation of an ef-
fective search image. The more
species there are in any such group
the more likely that one will in-
crease to the point where a search
image covering all is formed and
strong selection for divergence
produced. The more kinds of pre-
dators there are in a system the
more kinds of search images can
be formed and consequently the
differences between prey will tend
to be either more extreme or more
numerous or more detailed.
Thus it seems that where the
predator-prey relations are most
complex, aspect diversity will be
greatest. Certainly tropical areas,
particularly rain forests, have
large numbers of prey and of pre-
dator species.
It can be argued that in tropical
regions predators are more special-
ized than they are in temperate
regions and therefore predator-
-prey relationships not more
complex even though more species
are present. The amount of special-
ization in tropical animais is stili
being studied (Klopfer & MacAr-
thur, 1960) but it is clear that
tropical birds, however specialized
in their feeding niches, stili take
a variety of food. Skutch (1954);
1960) lists the food of 50 species
of Central American birds that
eat insects. Of these he records
that 29 also eat vegetable material
and he saw an additional 12 eat
animais other than insects. No bird
restricted its diet to a single or a
few prey species. As a completely
different example: Inger & Marx
(1961) analyzed the food of 20
species of amphibians from the
Congo. All 20 had eaten primarily
insects but all had eaten other
animais as well. Within the insects
each species of amphibian had
eaten representatives of at least
six (usually 9 to 11) orders. How-
80
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
ever specialized tropical predators
may be the vertebrates seem poly-
phagus enough to exert a selection
for aspect diversity.
In this paper I have discussed
certain aspects of diversity in
terms of the hypothesis that: Be-
cause learned characteristics play
an important role in prey recogni-
tion by visually oriented vertebrates
there is a selection pressure on
their prey species to differ from
one another in appearance. The
effects of this selection pressure
will be greatest where predator-
-prey relationships are most com-
plex. The available evidence sup-
ports the hypothesis but experi-
mental results are needed to either
accept or reject it. The problem of
aspect diversity is worthy of fur-
ther study. The evolution of diver-
sity and of crypsis are both among
the important facets of our central
problem, the evolution of life.
It would be easier to document
ideas about tropical diversity if the
taxonomy, distribution and ecology
of tropical organisms were better
known but it will be many years
before a complete biological invent-
ory of the tropics is completed. It
is important in tropical biology to
study not only the animais and
plants themselves but the rela-
tionships between them on as
many functional and conceptual
leveis as possible.
Acknowledgments — I would like to
thank M. H. Robinson and M. Nau-
mann whose stimulating comments
helped me clarify my ideas. Drs. N.
Smith, W. J. Smith, and I. Rubinoff
kindly commented on the manuscript.
SUMMARY
The evolution of the diversity of
tropical life, that is so striking in
Amazônia, is a basic problem for
tropical biology today. The facet of
diversity most studied has been
species diversity. Tropical life is
also characterized by its variety of
forms and appearance, or aspect
diversity. To explain aspect diver-
sity I would suggest the hypotheses
that : A. Because learned character-
istics play an important role in
prey recognition by visually orient-
ed vertebrates there is a selection
pressure on their prey species to
differ from one another in appear-
ance. B. The effects of this selec-
tion pressure will be greatest where
predator-prey relationships are
most complex.
Evidence in the literature de-
monstrates that predators can in-
fluence the appearance of prey and
that at least some birds and mam-
mals in controlled experiments im-
prove with practice in their ability
to find cryptic prey. Studies on
Tits in Holland show that learning
can play a role in efficiency of prey
location in the wild and that prey
species are learned separately.
Volume 5 (Zoologia)
81
Because each time a predator
finds a particular prey it tempo-
rarily improves its ability to find
the next one of that type, there is
a selective advantage for each spe-
cies to look as different from all
others as possible so that a preda-
tor’s learning task is as difficult
as possible. This is selection for as-
pect diversity.
Examination of several samples
shows that sympatric insects oí
similar basic forms and using sim-
ilar types of camouflage still
differ in appearance. This is pre-
dicted by the hypothesis.
Among other possible effects of
predator learning on prey species
are increased variability in com-
mon species, maintenance of poly-
morphism and evolution of mono-
phagy in similar caterpillars, and
promotion of species diversity.
Tropical faunas have very com-
plex predator-prey relationships
and these lead to strong selection
pressures for differences among
cryptic animais and this helps ex-
plain the extreme evolution of as-
pect diversity in the tropics.
SUMÁRIO
A evolução da diversidade da
vida tropical, que é tão marcante
na Amazônia, é um problema bá-
sico para a biologia tropical de
hoje. A faceta mais estudada tem
sido a diversidade das espécies. A
vida nos trópicos é também carac-
terizada por sua variedade de for-
mas e aparência, ou diversidade de
aspecto. Para explicar a diversida-
de de aspecto, eu sugeriria as hipó-
teses: A) Como as características
aprendidas desempenham um im-
portante papel no reconhecimento
das presas pelos vertebrados orien-
tados pela visão, há uma pressão
de seleção em relação às suas pre-
sas, de modo a separar cada qual
pela aparência; B) Os efeitos desta
pressão de seleção serão maiores
onde as relações de predador-pre-
sa forem mais complexas.
Evidências na literatura demons-
tram que os predadores podem in-
fluenciar a aparência da presa e
que, pelo menos, algumas aves e
mamíferos em experimentos con-
trolados, melhoram, com a prática,
suas habilidades em encontrar a
presa camuflada. Estudos em sa-
guis, na Holanda, mostram que a
aprendizagem pode desempenhar
um papel na eficiência da locali-
zação da presa, na natureza, e que,
para cada presa, a aprendizagem é
feita separadamente.
Como cada vez que um predador
encontra uma determinada presa,
suas habilidades para achar outra
semelhante vão progressivamente
melhorando, há uma vantagem se-
letiva em que cada espécie possa
parecer tão diferente de tôdas as
outras o mais possível, isto é, para
dificultar cada vez mais o traba-
6 — 37 145
82
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
lho de um predador em aprendiza-
gem. Isto é a seleção para a diver-
sidade de aspecto.
Exames de várias amostras dizem
que os insetos simpátricos de for-
mas básicas similares e usando se-
melhantes tipos de camuflagem,
ainda diferem na aparência. Isto
é uma hipótese.
Entre outros possíveis efeitos do
predador aprender nas espécies de
presas, estão, a variabilidade cres-
cente em espécies comuns, a ma-
nutenção de polimorfismo e evolu-
ção da monofagia em lagartas se-
melhantes e a promoção da diver-
sificação das espécies.
As faunas tropicais têm relações
predador-presa bastante comple-
xas e estas conduzem a fortes
pressões de seleção, pelas diferen-
ças entre os animais camuflados,
o que ajuda a explicar a extrema
evolução da diversidade de aspecto
nos trópicos.
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PROBLEMS AND PROGRAMS IN AMAZONIAN ZOOLOGY
P. E. VANZOLINI
Departamento de Zoologia, São Paulo
Amazônia is at present the focus
of much deserved attention. On
one hand it as large area of prac-
tically continuous and little damag-
ed equatorial rain forest, placed
in the heart of a continent which
has just passed through a long pe-
riod of isolation, and its biota cer-
tainly contains clues to many cri-
ticai problems of evolutionary bio-
logy. On the other hand, its econ-
omic potentials are practically
undeveloped from the viewpoint of
exploitation of natural resources,
as well as of human occupation,
both of which are at present acute-
ly urgent matters. It indeed repre-
sents at the same time an im-
mensely valuable patrimony and a
heavy responsibility to the coun-
tries which hold sovereignty over it.
Anything that is done about
Amazônia has to be done quickly
and well. The problems are huge,
the retard in attacking them al-
ready considerable, and the viabi-
lity of adequate Solutions much
threatened by the inordinately in-
creasing pressure of the blind for-
ces of demographic expansion and
comercial interest.
It is the intention of this paper
to review some areas of zoological
research of immediate concern and
to submit approaches, theoretical
and practical, to their study.
ECOLOGY OF THE KEYSTONE
From whatever angie I look
at Amazonian problems, ecology
looms to me as the central issue
in the biological area. Efficient use
of natural resources obviously hin-
ges on possession of accurate au-
tecological and synecological data.
Human settlement, with the at-
tendant health and agricultural
problems, already known to be
rather difficult, depends heavily on
awareness and control of ecological
features. And the contributions of
the study of the Amazonian flora
and fauna to evolutionary biology,
the central theme of this paper,
will certainly spring mainly from
86
Atas áo Simpósio sôbre a Biota Amazônica
an understanding of the interrela-
tions between the living and the
physical environments, as well as
of the internai adjustments which
permit an extremely complex biota
to evolve and to maintain itself.
Adequate concentration of mate-
rial resources and manpower can
afford significant results in a short
time. However, it seems that there
is one deterrent to intensive ecolo-
gical studies in Amazônia, the ina-
dequate taxonomic knowledge of
the fauna, and possibly of the flora.
Thus, the first zoological aspect to
consider is the need of cataloguing
the fauna.
FAUNISTIC CATALOGUES
I mean by faunistic catalogues
not simple lists of species and
their places of occurrence, but data
originating from revisions of ample
scope, even if not necessarily in-
volving evolutionary and zoogeo-
graphical analyses.
The essential elements for this
type of work are, of course, large
primary collections from the area
of interest, and access to the lite-
rature and to reference collections,
especially those containing types.
The assembling of large collec-
tions, both conceptually and as a
practical matter, will be separately
discussed below. The other mate-
rial elements are nowadays perfect-
ly accessible to anyone, even to
zoologists working in South Ame-
rica. Some local institutions have
progressed to the point where a
fair share of the identifications can
be done at a first approach. Inter-
national cooperation and modern
means of communication have
made the key libraries and collec-
tions easy to consult. In fact,
enough experience has accumulat-
ed to indicate that there are no
outstanding difficulties in the way
of major revisions.
However, if material resources
are not a hindrance to intensive
taxonomic studies of South Americ-
an animais, one must concede that
there is a definite lack of trained
personnel. It is therefore an ur-
gent task to increase the number
of competent taxonomists.
I say “South American”, and not
“Amazonian”, advisedly. I believe
that any systematic revision with
pretensions to a degree of perma-
nence has to take into account at
least a major zoo-geographical
unit, in the present case all of the
Guiano-Brasilian subregion. Ama-
zônia in itself is not a unit from
the viewpoint of evolutionary tax-
onomy.
This concept has two important
practical consequences. First,
training for Amazonian taxonomic
research should always include an
adequate measure of field work in
the Atlantic forest and in the Cen-
Volume 5 (Zoologia)
87
trai Brasilian cerrados, and possi-
bly in the northeastern caatingas,
in order to give the zoologist
enough ecological competence to
interpret his distributional data
and patterns of differentiation. In
all other respects, formation of
zoologists can perfectly follow tra-
ditional lines : broad theoretical
background, sound craftsmanship,
and a good infusion of practical
ecology, given in the terrain. More
will be said of this when dealing
with intensive collecting efforts.
Second, Amazonian collections
by themselves do not mean much.
They must be part of a large en-
semble, encompassing the Guiano-
-Brasilian, subregion for imme-
diate taxonomic purposes, and as
much more as necessary for com-
parative work.
EVOLUTIONARY TAXONOMY
It was said above that mono-
graphic work with faunistic inten-
tions need not forcibly go into evo-
lutionary or zoogeographical mat-
ters. Of course this does not mean
that it should not; on the contrary,
as soon as the available informa-
tion warrants it, the man who laid
the groundwork is a fool not to
reap as much as he possibly can of
the theoretical fruits.
South American zoology affords
many good opportunities for such
work. On a primary levei are accu-
rate descriptions of differentiation
patterns, within any significant
taxon. The accumulation of such
works leads to the recognition
of regularities and singularities
which, correlated with contempo-
rary and historical morphoclima-
tic patterns, contribute new infor-
mation and independent checks to
theoretical work done on the tem-
perate and Old World tropical fau-
nas.
Let us consider some relevant
issues.
Morphoclimatic domains
The Neotropical region can be
reasonably divided into four subre-
gions: West Indian, Centro- Ameri-
can, Andino-Patagonian and Guia-
no-Brasilian, the last named being
the core of Neotropica.
Within the Guiano-Brasilian su-
bregion one can consider four
major morphoclimatic domains: 1
the Amazonian (and Guianan)
hylaea, the Atlantic forest, the
Central-Brasilian cerrados and the
caatingas of northeastern Brasil.
The presence and role of smaller
areas of other types, and of fácies
and geographical subdivisions of
the four domains, will become
eventually (one hopes shortly) sig-
1 Thanks are due to Aziz Nacib
Ab’Saber, Universidade de S. Paulo, for
his unfailing help in geographical mat-
ters, both in the library and in the
field. The present concept of Brasilian
morpho-climatic domains is his.
88
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
nificant to zoology. It is probable,
however, that the main evolution-
ary and distributional features of
the fauna will be shown to depend
on the static and dynamic rela-
tionships among the four major do-
mains, with a contribution from
marginal areas. At any rate, the
information now available permits
only the consideration of the four
domains.
Their present distribution is of
paramount interest. The two rain
forest areas are separated by the
broad belt of open formations (cer-
rados and caatingas), which runs
from SW to NE. There is only a
slight latitudinal overlap between
the Southern edge of the hylaea (a
festooned line broadly wavering
about the 10th parallel) and the
narrow northern coastal wedge of
the Atlantic forest in Pernambuco
and Paraíba (approximately 7o).
The core of the cerrados lies to
the SW of the core of the caatin-
gas. There is ample contact be-
tween them and, in places deter-
mined by topography, a strong
measure of interdigitation. Latitu-
dinal overlap occurs between the
4th and the 16th parallels.
The rivers which run from the
core of the cerrado into the Ama-
zonas are bordered by gallery for-
ests from the very head waters.
The width of these ciliary forma-
tions is, within the cerrado core,
closely proportional to the width
of the water course. In northern
Mato Grosso they start spreading
until the galleries of adjacent ri-
vers fuse and one finds oneself in
the hylaea. The relatively recent
advant of extensive air travei in
the interior has shown that signi-
ficant interfluvial cerrados extend
much farther north than river ex-
ploration had previously led to be-
lieve. The eastern portion of the
hylaea-cerrado contact, in Mara-
nhão, follows broadly an interflu-
vium, and may be complicated by
the presence (also probable else-
where) , of drier subtypes of forest.
In spite of deficiencies of map-
ping and floristic studies, it can be
said that each one of the four do-
mains contains enclaves of forma-
tions characteristically belonging,
at least physiognomically, to one
or two of the others. Mutual out-
liers of cerrado and caatinga are
known to exist all along the con-
tact. Cerrado or cerrado-like areas,
some quite extensive, occur in
Amazônia and within the Atlantic
forest. Isolated stands of forest,
smaller or larger, are not unfre-
quent in the cerrado. In the caatin-
ga, they also exist (“brejos”) and
are clearly determined by local oro-
graphical conditions.
Also pertinent to the present ar-
gument are two areas marginal to
Amazônia: the Andes of Ecuador,
northern Peru and Colombia, and
Volume 5 (Zoologia)
89
the open formations (“savannas”)
of Venezuela and the Guianas.
The forest climbs up the Andes
quite a ways before petering out,
and, especially in Ecuador, deep
river valleys are forested right up
to the middle of the cordillera.
No adequate botanical compari-
son is available to a zoologist of
the open formations north and
south of the hylaea, but the mere
fact that they are open is very im-
portant in itself.
Major ecological preferences of the
fauna
Many elements of the South
American fauna have an extremely
broad ecological spectrum, occurr-
ing in practically all environ-
ments. On the other extreme, there
are forms restricted to special ha-
bitats, such as small geographic
areas or specific food plants. It is
also safe to assume that a number
of open-formation species will be
found to be, preferrably or exclu-
sively, adapted to either cerrado or
caatinga, independently or clima-
tic zonation.
However, a sizable proportion of
the fauna shows an intermediate
degree of ecological specialization,
being adapted to either open or
closed formations, but not obeying
other restrietions, except broad la-
titudinal (or, better, temperature)
zonation. This segment of the fau-
na is, at present, the most reward-
ing for evolutionary studies, espe-
cially with regard to general pat-
terns of speciation and to the phe-
nomena related to the rise and per-
manence of complex biotas and,
consequently, of dominant faunas.
Immediate habitats
Among the implicit assumptions
of zoologists about the hylaea,
ranks foremost a belief in its eco-
logical homogeneity, or at best, in
the traditional tripartite division:
“terra firme”, “várzea” and “iga-
pó” — dry-land, back-swamp and
permanently-flooded forest. But
any amount of purposeful collect-
ing of small vertebrates will show
immediately the importance of va-
riations in the immediate habitat,
perhaps too gross to be called eco-
logical niches. In my experience,
the most important is the relative
amount of light and shade, and
consequently the distribution of
small open spaces. There is a defi-
nite proportion of ecotonal ani-
mais, found only on the first me-
ters of the forest; there also is a
fauna of the small clearings and
trails, in several instances cutting
across the major ecological divi-
sions. In fact, some animais broad-
ly distributed through the heart
of the valley do not belong directly
to the dark humid forest.
An awareness of this aspect is
fundamental to work on geograph-
90
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ical differentiation and on ori-
gins and pathways of faunistic
units.
History of the fauna
The study of fóssil mammals has
led to the consideration of three
f aunai strata in South America:
one autochthonous element, resi-
dent since at least the Upper Me-
sozoic; one recent (Upper Plioce-
ne) immigrant from North and
Central America; and an interme-
diate, much smaller group of Mid-
dle T e r t i a r y “island-hoppers” .
I would add a fourth category, also
small, for those forms which were
rafted across either the Atlantic or
the Pacific2.
Paleontological and zoogeograph-
ical data on other groups tend
to give general validity to this con-
cept.
The relative weight of the strata
varies from taxon to taxon. For
instance, recent immigrant mam-
mals constitute a significant por-
tion of the mastis. On the contrary,
South American fishes, chelonians,
and crocodylians, are strongly en-
trenched autochthonous groups,
having admitted practically no in-
vaders. Snakes and lizards are in-
termediate in this respect.
The area of first encounter of
northern immigrants and old re-
3 For a discussion of fauiial strata
and related matters see Vanzolini &
Guimarães (1955) and Vanzolini (1964).
sidents in obviously the northwest-
ern corner of the continent. In
fact, many northern groups have
their only foothold in South Ame-
rica in the trans-Andean belt from
northern Peru to Venezuela. Simp-
son has called this a “filter area”,
but I would prefer a name “north-
western arch”, with no causal
connotations, as among the forms
presently restricted to the belt are
some which have been, in the past,
widespread in the continent.
Except for the Anãean highway,
all routes of immigration past the
northwestern arch must cross
Amazônia. It is reasonable to ex-
pect to find there movements in
progress and the traces of past phe-
nomena.
Paleoclimatology
Until quite recently, paleoclim-
ates did not enter much into the
cogitations of zoologists working
on South America. There was, on
one hand, very little information;
on the other, an implicit belief in
the slowness and even in a rela-
tive unimportance of climate
changes, especially in the inter-
tropical belt.
The outlook has changed com-
pletely in recent years. Evidence
from many sides has been accumu-
lating very fast, all of it pointing
to extremely drastic and quite re-
cent climatic changes. In fact, the
information presently being ac-
Volume 5 (Zoologia)
91
quired comes from so many fields
and grows so fast that it is very
difficult at present to prepare a
balanced abstract. Orthodox pollen
studies, analyses of archeological
sites geomorphological studies of
mountain profiles and of sand
beaches, are some of the sources of
paleoclimatic data presently in in-
tensive progress.
These studies make it perfectly
clear that, in the last few thousand
years, some areas such as, for
example, western Paraná and large
tracts of the Serra do Mar (the
present stronghold of the Atlantic
forest) have been at least devoid of
closed formations and in all pro-
bability actually semi-arid. In the
Serra do Mar there is also evidence
of the persistence of refuges —
certainly similar to present oro-
graphic “brejos” in the caatingas
— where the forest found condi-
tions to survive during the dry
epochs.
It is also clear that, during the
upper Tertiary and Quaternary,
there were several such cycles.
The simple awareness of these
data has a great impact on our
zcological thinking. For example,
a great deal of “ecological specia-
tion” becomes unnecessary to ex-
plain the large numbers of sympa-
tric closely related species observed
in some presently homogenous ex-
tensive areas.
Solution of actual problems is
still at best possible only for some
special cases.3 Evidence of one
type of climate for a certain place
at a certain time cannot be ex-
tended to broad areas; it suffices
to remember that hylaea, cerrados
and caatingas are found today on
the same latitudes and not far
apart.
As things stand, we zoologists are
in impatient need of much detail-
ed paleoclimatic information, de-
rived from an extensive geograph-
ical coverage and also from infe-
rential studies of dynamic climato-
logy.
A program for taxonomic studies
The preceding considerations
afford a first setting for a taxonom-
ic program. First of all, it must
be remembered that, unless the
group is naturally so restricted,
taxonomic work cannot be limited
to Amazônia. At least the Guiano-
-Brasilian subregion has to be cov-
ered, since the patterns of diffe-
rentiation should be at the very
least correlated to the contrasts
between the morphoclimatic do-
mains.
a A very favourable case is that of
the iguanid lizard Liolaemus lutzae,
whose separation from the parent
species can be confidently dated (Van-
zolini, unpublished) . A more conjec-
tural analysis has been made of the
iguanid lizard Anolis transversalis
(Williams & Vanzolini, 1966).
92
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Especially important are the dis-
junct groups that extend into the
Atlantic forest but not into the
open formations. They offer valu-
able inshights on rates of differen-
tiation and on the effects of clima-
tic zonation.* * 4
Taxa which occur both in the
open and closed formations must
be studied from the viewppint of
what was called above the “imme-
diate habitat”. Are they umbro-
phils who frequent the gallery for-
ests of the cerrado or heliophils
who enter the forest along clear-
ings and trails? Or yet really
adapted to both environments, or
in process of adaptation? Both the
methodology and conclusions of
the analysis depend on this type of
information.
Special attention must be given,
of course, to the fauna of enclaves
and to comparisons of the open
formations which lie to the north
and south of the hylea.5
In this way the progress of ca-
taloguing will carry along both
evolutionary information of imme-
* Some important cases of disjunct
distributions are listed in Vanzolini,
1962.
5 The faunal dissimilarity between
the open formations lying north and
south of the hylaea is at times strik-
ing. Among others, the several species
of deer, the rhea, the open-country ti-
namids, etc., which range very widely
in Brasil, up to Southern Pará, are not
present in the Guianas. In contrast,
the rattlesnake, Crotalus durissus, is
found on both sides and in enclaves.
diate usage and an accumulation
of data for eventual syntheses of
the historical processes through
which the Amazonian — and, in
general, South American — fauna
passed.
COMPLEX BIOTAS
A major field of modern zoologic-
al research is the origin and per-
manence of complex biotas, to
which is closely linked the problem
of the rise of dominant faunas.
The usual explanation seems to
me tautological. It is frequently
said that the tropical regions are
more favourable to life. The expres-
sion “more favourable” cannot
mean “permitting a larger quan-
tity of life”; I do not believe there
is more living matter in the hylaea
than in the redwood forest. If
“more favourable” means “permit-
ting larger diversity”, there we are
back at the beginning.
Amazonian research permits se-
veral lines of attack. To begin,
quantitative surveys of the mor-
phoclimatic domains are needed to
afford a better concept of what
is meant by the loose but current
term “tropical”.
Oriented autecological and syne-
cological analyses are necessary to
understand the beginning of diver-
sification. A biota already diversi-
fied offers many opportunities for
further diversification, as subtler
differences between ecological ni-
Volume 5 (Zoologia)
93
ches become possible and, obvious-
ly, are used. Once the process is
initiated, one can expect a positive
feedback to be installed; the situa-
tion of the temperate biotas may
be explained by a poorer beginning
and perhaps a negative feedback.
Considering the large amounts
of living matter produced under
temperate climates, I’m led to
think that the initial push to the
building of a diversified biota is
the longer reproductive season
available. The first, easiest multi-
plication of ecological niches would
be the apportioning of the oppor-
tunities for reproduction. I believe
research along these lines to be
extremely promising.
On another tack, a diversified
biota is a good subject for investi-
gation on the concept of ecological
niche, especially with regard to
Gause’s principie. The meaning of
small diferences in preferred food,
for instance, can be much better
investigated in the presence of a
wide range of subtle choices.
Finally, the ways in which living
space is shared and how the ill
effects of crowding on communica-
tion are avoided are best studied
in the taxonomically wealthy rain
forest.
COLLECTIONS
We come now to a most import-
ant practical problem — the as-
sembling of primary collections
permitting intensive taxonomic
work on the groups significantly
represented in Amazônia. The fol-
lowing ideas are based on my per-
sonal experience of Brasilian Ama-
zônia.
The making
The first aspect to be considered
is logistics. Present and foreseeable
conditions in Brasil are such that
any sustained collecting effort
must be made along the navigable
rivers. Furthermore, it must count
on its own means of transporta-
tion. The small (10-12 ton) “mo-
tores” of the region are very con-
venient, as they are well fitted to
local conditions and reliable crews
easily available. I believe an en-
semble of a regular diesel-driven
boat and a towed barge (for labo-
ratory and living quarters) , plus a
complement of canoes, to be ideal.
Explora tion above the falis, es-
pecially of the eastern tributaries
of the left bank, is a more difficult
proposition, which can only be solv-
ed with the help of itinerant trad-
ers, who have specialized equip-
ment and personnel.
Work on the interfluvia is easy
in the lowlands, where large canoes
can do any amount of penetration.
In the northern and Southern
uplands one must have recourse to
the Brasilian Air Force and to local
expeditions based on the river
boats.
94
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
The flotilla system has another
advantage. Regular living and
working quarters for 8 or 10 na-
turalists permit the assembling of
interdisciplinary crews. It is no
news that this type of team greatly
enriches the work, but we must
stress that in the case of Amazônia
this is doubly important.
In fact, from what has been dis-
cussed above it should have be-
come clear that simple locality re-
cords are not sufficient for good
revisionary work. Notes on the
exact habitat and on the general
features of the area are desirable.
We totally lack texts which would
prepare a taxonomist to fully un-
derstand the landscape, and every
one of us has to struggle for him-
self to acquire some acquaintance
with the relevant ecological fea-
tures. A team including ecologists
and botanists is capable of gather-
ing much better data than the
isolated zoologist, and joint work
will do much to educate everybody
in fields outside his own.
A practical experiment along
these lines is under way. A group
of institution, Brasilian and fo-
reign, is undertaking a program of
ichthyological research on the mid-
dle Amazonas. For this purpose,
two boats (tug and lab barge) are
presently being built in Pará. It is
intended that, between collecting
trips and after the program is com-
pleted, these boats will be placed
on full time Service along the lines
advocated above. They will be
made available to interdisciplinary
and inter-institutional groups for
intensive collecting work. Since the
costs of building and outfitting
will be absorbed by the initial pro-
ject, subsequent field work will be
relatively inexpensive.
This program will have the
added advantage of allowing for
the training of students. It is our
belief that every prospective Brasil-
ian zoologist, whatever his intend-
ed field of work, should spend a
period of practical training in
Amazônia. This will be obviously
true for many people in other
countries. A permanent and inex-
pensive expedition will bring this
goal closer to attainment.
Placement of collections
Custom, ethics and reason deter-
mine that as representative as pos-
sible a part of every collection re-
main in the hands of the zoologist
who identified or otherwise stu-
died it.
The main body of a collection
however, as well as all possible
additions to it, should remain in
one institution where the most ef-
ficient use can be made of it. In
the case of Amazônia, which is a
focus of interest to the whole West-
ern world, this means that the
hylaean countries should be pre-
pared to house and care for large
Volume 5 (Zoologia)
95
collections and to keep them avail-
able to qualified scientists.
Fortunately this is already pos-
sible. Several Latin American ins-
titutions are in a position to share
in this task. Furthermore, institu-
tional and scientific relations are
extremely cordial and one can ex-
pect no trouble to formal or infor-
mal agreements on where to keep
the bulk of the collections of
individual taxa. A consideration
of existing collections (especially
those complementary to Amazo-
nian ones) , tradition and other cir-
cumstances should make it easier
still.
One special type of collection
should also be contemplated: sy-
noptic regional collections intend-
ed for the use of ecologists, phy-
siologists, pathologists and other
people who work on the fauna for
non-taxonomic purposes. The col-
lections, made with the cooperation
of all systematists, should be
housed in institutions seated in
the region.
CONCLUSION
This is a brief and cursory
sketch which certainly reveals too
much of my taxonomic background
and interests. I hope, however, that
it can serve as a preliminary frame
of reference for a discussion of how
to do something, quickly and well,
about Amazonian zoology.
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Vol. 5 (Zoologia): 97-101 — 1967
DIE BODENFAUNA DES NEOTROPISCHEN REGENWALDES
LUDWIG BECK
Institut für Allegemeine Zoologie der Ruhr-Universitàt, Bochum und Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus
Der Regenwald Amazoniens, der
den grõpten Teil der neotropis-
chen Region bedeckt, ist auffallend
arm an Groptieren, besonders Sáu-
getieren, die in grofSer Zahl die pa-
làotropische Region bevõlkern. Die-
ser Armut steht jedoch ein enormer
Reichtum an Arthropoden gegenii-
ber und somit auch eine mannig-
faltige Bcdenfauna, die gerade im
Regenwald im wesentlichen aus
Arthropoden besteht.
Einer der ersten und auffallen-
dsten Merkmale ist die Allgegen-
wart zweier Insektengruppen, der
Ameisen und Termiten. Williams
(1941) gibt den Anteil der Amei-
sen an der Bodenfauna eines Re-
genwaldes in Panama mit etwa 1/ 4
der Individuendichte an, und wir
kõnnen diesen Anteil ebenso für
den Regenwald des Amazonasge-
bietes annehmen. Noch deutlicher
wird die beherrschende Stellung
der Ameisen, zieht man die Kõr-
pergrõpe oder Biomasse in Betra-
cht. Ahnliches gilt für die Termi-
ten, die in groper Individuenzahl
alie “Schichten” des Waldes besie-
deln. Ihr Prozentanteil an der Bo-
denfauna ist infolge ihrer Lebens-
weise kaum exakt zu ermitteln;
doch tíürfte er dem der Ameisen
kaum nachstehen und zusammen
mit diesen stellen die Termiten si-
cher über 3/4 der Biomasse der Bo-
denfauna.
Neben Ameisen und Termiten
lebt eine Fülle von Tiergruppen im
Boden, von denen keine beherrs-
chend hervortritt. Man kann sie
recht gut quantitativ erfassen mit
der Berlese — Methode: In einen
gropen Trichter wird oben ein
Drahtnetz eingesetzt, worauf die
Bodenprobe gebreitet wird. Darü-
ber befestigt man eine Glühbirne,
die die Probe langsam von oben
her erwarmt und austrocknet. Die
Tiere weichen vor Licht, Wárme
und Trockenheit nach unten aus
und fallen durch den Trichter in
ein darunter gestelltes Sammel-
glas.
7 — 37 145
98
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Von den damit erfajlten kleine-
ren Boden-Arthropoden überwie-
gen zahlenmâpig die Milben, im
wesentlichen Oribatiden. Etwa 100
Arten sind von ihnen bisher aus
dem Regenwald bekannt und ihre
gesamte Artenzahl dürfte ein Meh-
rfaches ausmachen. Wir kennen
einige, hier endemische Gattun-
gen: Epactozetes, Schalleria, Dino-
zetes. Viele circumtropisch verbrei-
tete Gattungen wie Rostrozetes,
Heterobelba Dampfiella, Rhyncbo-
ribates, Acronothrus und Lamello-
bates sind hier mit endemischen
Arten vertreten. Nur 4 Oribatiden-
Arten des neotropischen Regen-
waldes wurden auch au|3erhalb
dieser Region gefunden (Beck,. . .
1963).
Nach den Milben stellen die Col-
lembolen die náchstháufige Boden-
tiergruppe; sie ist durch zahlreiche
Arbeiten besonders von Arlé, Bon-
net, Denis und Winter gut bekan-
nt. Auch hier kennen wir mehrere
für den Regenwald typische Gat-
tungen, so die Gattungen der Un-
terfamilie Paronellinae, Dicrano-
centrus und Discocyrtus (Winter,
1963).
Mit gro(3er Regelmãpigkeit fin-
den wir verschiedene Arten von Di-
plopoden in der Bodenfauna, wei-
terhin Kàfer (Staphyliniden, Pti-
liiden) , verschiedene Insektenlar-
ven (besonders von Coleopteren
und Dipteren), Asseln und Scha-
ben. Hiermit habben wir nur die
wichtigsten Bodentiergruppen ge-
nannt, neben denen man noch zah-
lreiche andere oftmals antrifft:
Symphylen, Pauropoden, Chilopo-
den, Spinnen, Pseudoskorpione,
Dipluren, Proturen, Thysanuren
und Wanzen.
Hingegen treten die in Bõden ge-
màfiigter Klimazonen in groper
Zahl vorkommenden verschiede-
nen Gruppen der “Würmer” wie
Nematoden und Oligochaeten zur-
ück. Zwar finden wir kleine Nema-
toden und Enchytraeen in der
Laubstreu, doch fehlen gerade die
sonst haufigen und wichtigen eue-
daphischen Formen im Mineral-
boden. Regenwürmer trift man nur
in geringer Zahl an. Doch wàhrend
Regenwürmer sonst tiefe Gánge im
Boden graben, organisches und
anorganisches Material vermis-
chen und in ihrem Darmtrakt die
wichtigen Tonhumuskomplexe bil-
den, dringen sie hier nicht oder nur
flach in den Boden ein, vielfach
kriechen sie nur in und unter der
Laubstreu umher.
Will man die Bedeutung der ein-
zelnen Tiergruppen für den Boden,
insbesondere für die Humuspro-
duktion, erschliepen, ist die Háu-
figkeit des Auftretens einer Tier-
gruppe und ihre Individuendichte
nur eines von mehreren Kriterien.
Man mu(3 darüber hinaus die Bio-
masse, wenn mõglich die Stoffwe-
chsel-Intensitàt und vor aliem Le-
Volume 5 ( Zoologia )
99
bensweise und Nahrungsaufnahme
berücksichtigen.
Für die Humusbildung ist der
Abbau des pflanzlichen Bestande-
sabfalls (Laub und Holz) durch
Bodentiere ausschlaggebend. Hier
spielen die Termiten die wichtigste
Rolle. Sie treten in ungeheuren In-
dividuenzahlen auf und verarbei-
ten gewaltige Mengen abgestorbe-
nen Holzes. Kein Baumrest, der
nicht von ihren Gàngen durchzo-
gen und ausgehõhlt wàre! Aller-
dings konzentrieren sie das verar-
beitete Material in ihren Bauten,
soda|3 ihm auf die Flàche bezogen
wesentlich geringere Bedeutung
zukommt ais der Menge nach
(Schaller, 1936).
An zweiter Stelle folgen, ihrer
Bedeutung für die Humusbildung
nach, die Diplopoden. Sie kommen
sehr háufig in der Laubstreu vor
und bei ihrer relativ grojlen Bio-
masse bedeuten etwa 15-20 Diplo-
poden pro 500 cm;! Substrat einen
wichtigen Faktor beim Abbau des
Pflanzenmaterials. Sie fressen auch
wening zersetztes Holz und sind
mit den Termiten ais Primár-Gro-
bzersetzer anzusehen.
Nach Termiten und Diplopoden
folgen in der Wichtigkeit bereits
die an Kõrpergrõjle sehr' viel klei-
neren Oribatiden, deren Individu-
endichte háufig zwischen 400 und
800 Tiere pro 500 cm:! Substrat be-
tràgt. Auch sie beteiligen sich nach
Schuster (1956) ais Primár-Grob-
zersetzer an dem Abbau der Laubs-
treu. Allerdings fressen Oribatiden
auch háufig Pilzhyphen, die sich
sehr schnell an abgestorbenem
Planzenmaterial entwickeln, und
es bedarf erst einer genauen Unter-
suchung, wieweit sich ihre Ernáh-
rung auf sekundáre Nahrungsstof-
fe der Laubstreu verlagert.
Das gilt auch für die Collembo-
len, die im Regenwald vermutlich
noch stárker auf sekundáre Nah-
rungsstoffe wie Pilzhyphen über-
gehen. Zwischen 250 und 500 Indi-
viduen leben durchschnittlich i n
500 cm3 Streu und beteiligen sich
zu einem gropen Teil am Abbau des
Fallaubs, das bereits einen gewis-
sen Zersetzungsgrad erreicht hat
(Schaller, 1950).
E i n i g e produktionsbiologische
Bedeutung kommt ferner den háü-
figen, aber meist nicht sehr zahl-
reichen Asseln ais Verzehrern von
F a 1 1 a u b und Holzresten zu;
man findet durchschnittlich 10-20
Exemplare in 500 cm:! Substrat.
Im Regenwald konkurrieren Pil-
ze und Bakterien in erheblichem
Umfang mit den genannten Tier-
gruppen bei der Zersetzung des
pflanzlichen Bestandesabfalls. Der
Befall durch Pilze vollzieht sich so
schnell, da|3 sich auch bei reinen
Makrophytenfressern, beispielswei-
se unter den Oribatiden, meist
Stücke von Pilzhyphen im Ver-
dauungskanal finden. Schlie|31ich
dürfte das enorme Bakterien-Wa-
100
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
chstum bei optimalen Temperatur-
u n d Feuchtigkeits-Bedingungen
die Ursache für das fast võllige
Fehlen einer Humusschicht im Bo-
den sein. Durch Termiten, Diplopo-
den, Oribatiden, Collembolen, As-
seln und andere Tiere wird zwar
eine betráchtliche Menge Humus
in Losungsballen geliefert, die aber
sehr schnell dem Abbau in mine-
ralische Bestandteile anheimfallen.
Hier macht sich das Fehlen der
durch Regenwürmer gebildeten To-
nhumuskomplexe im Boden be-
merkbar. Die produktionsbiologis-
che Bedeutung der Bodentiere be-
darf aber noch eingehender Unter-
suchungen.
Ein überblick über die Bodenfau-
na tíieses Gebietes wáre unvolls-
tàndig, würden wir nur die boden-
biologisch bedeutenden Tiergrup-
pen erwàhnen. Es gehõren zahlrei-
che weitere Gruppen dazu, deren
Verhalten und Lebensweise für den
Zcologin sehr interessant sind;
sind es doch vielfach “altertümli-
che” Tiergruppen, deren Bauplan
sich seit Jahrmillionen unverán-
dert erhalten hat, und denen nur
der gleichmapig günstige Lebens-
raum ces tropischen Regenwaldes
das Überleben ermõglicht hat. Zu
ihnen gehõren mehrere Arachni-
den-Gruppen wie Amblypygi, Uro-
pygi, Palpigradi, und Ricinulei. Sie
leben alie in der Laubstreu ais
“Bodentiere” oder in bodennahen
Hõhlen und Lõchern am Fuji der
Baumriesen. Hier müssen wir auch
die Onychophoren erwàhnen, de-
ren Bauplan sie gleichsam ais
Bindeglied zwischen Anneliden und
Arthropoden ausweist; auch sie
finden wir regelmà|3ig in der Stre-
uschicht. Unter den Insekten ge-
hõren die Zorapteren und Embi-
iden hierher. Schlie|31ich sind noch
einige Tiere bemerkenswert, denen
das Regenwaldklima erlaubt hat,
das Wasser ais den ihnen “anges-
tammten” Lebensraum zu verlas-
sen und ais Landitiere zu leben:
So die Geoplanarien und einige
Crustaceen (Brachyuren).
So bietet uns die Bodenfauna des
neotropischen Regenwaldes ein
buntes, ungeheuer reichhaltiges
Bild, dessen Komposition uns nach
und nach bekannt ist, dessen tau-
send Einzelheiten aber noch der
Beschreibung und Erklãrung har-
ren.
Prof. Dr. F. Schaller und ich
versuchen zur Zeit, einige der an-
geschnittenen Probleme zu lõsen.
Mit Unterstützung der Deutschen
Forschungsgemeinschaft und ais
Gaste des Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia in Manaus
und seines Direktors, Dr. Djalma
Batista, dem wir zu gropem Dank
verpflichtet sind, arbeiten wir im
einzelnen der Gõsung folgender
Fragen :
1. Qualitative und quantitative
Zusammensetzung der Bodenfauna
in verschiedenen Gebieten der Sch-
Volume 5 (Zoologia)
101
warz - und Weipwasserflüsse durch
Entnahme quantitativer Proben
nach der Berlese-Methode.
2. Ernáhrung und Nahrungsve-
rarbeitung einzelner Bodentier-
gruppen diirch Fütterungsversu-
che und Untersuchung des Darmi-
nhalts.
3 . Stoffwechsel - Intensitàt von
Bodentieren durch Messung des
Sauerstoffverbrauchs.
4. Biologie einiger seltener und
wenig bekannter Bodentiere.
ZUSAMMENFASSUNG
In der vorliegenden Arbeit wird
ein Überblick über die derzeit be-
kannte qualitative und quantita-
tive Zusammensetzung der Boden-
fauna des neotropischen Regenwal-
des gegeben. Die produktionsbiolo-
gische Bedeutung der einzelnen
Bodentiergruppen wird erõrtert
und unser Arbeitsprogramm weite-
rer Erforschung der Bodenfauna
in Amazonien skizziert.
SUMÁRIO
Êste trabalho contém um resumo
do conhecimento da composição
qualitativa e quantitativa da fauna
do solo da mata pluvial neotropi-
cal. Discute-se a importância dos
diferentes grupos de animais do
solo para a produção biológica e
faz-se um esboço de nosso projeto
de pesquisas sôbre a fauna do solo
na Amazônia.
LITERATUR
Beck, L., 1963, Zur õkologie und Taxio-
nomie der neotropischen Boden-
tiere I. Zur Oribatiden-Fauna
Perus. Zool. Jb., Syst., 90: 299-392.
Schaller, F., 1950, Biologische Beobach-
tungen an humusbildenden Bo-
dentieren. Zool. Jb., Syst., 78: 506-
-525.
Schaller, F., 1963, Bodenzoologische
Untersuchungen in Südamerika
und Afrika. Forsch. Fortschritte,
37: 100-104, 134-137.
Schuster, R., 1956, Der Anteil der Ori-
batiden an der Zersetzungsvor-
gángen im Boden. Z. Morph. okol.
Tiere, 45: 1-33.
Williams, E„ 1941, An ecological study
of the floor fauna of the Panama
rain forest. Buli. Chie. Sei. Acad.,
6: 63-124.
Winter, C., 1963, Zur õkologie und Ta-
xionomie der neotropischen Boden-
tiere II. Zur Collembolen-Fauna
Perus. Zool. Jb., Syst., 90: 393-520.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 103-109 — 1967
NOTAS SÔBRE A DISTRIBUIÇÃO DE “BUFO GRANULOSUS”
SPIX , 1824 NA AMAZÔNIA E DESCRICAO DE UMA
SUBESPÉCIE NOVA (Amphibia, Bufonidae)
WERNER C. A. BOKERMANN
Departamento de Zoologia, São Paulo
(Com 8 figuras no texto)
Em trabalho recente, Gallardo
(1965) fêz um estudo das diversas
subespécies de Bufo granulosus ter-
minando por dividir a espécie em
14 subespécies.
Segundo as conclusões de Ga-
llardo, a maioria das subespécies
tem sua distribuição relacionada
com as grandes bacias hidrográfi-
cas embora subespécies diferentes
tenham sido encontradas em loca-
lidades próximas ou mesmo na
mesma localidade.
Nós, trabalhando independente-
mente, chegamos a conclusões se-
melhantes, o que vem confirmar o
acêrto do critério de Gallardo.
Entretanto, a obtenção de mate-
rial de regiões diversas daquelas
trabalhadas por Gallardo, princi-
palmente de zonas intermediárias,
veio mostrar que o problema da
distribuição geográfica das diver-
sas subespécies é por vêzes muito
complexo e de difícil solução dada
a exigüidade do material e dados
complementares.
Os esforços feitos nos últimos
anos no sentido de se obter séries
adequadas dêsse sapo nem sempre
foram compensados, pois se em al-
gumas ocasiões foram observados
exemplares em número espantoso,
em outras eram raros ou ausentes
dependendo usualmente da época
propícia, que é o início de grandes
chuvas.
Neste trabalho tratamos de ma-
terial da Amazônia, que embora
não muito variado e numeroso,
apresenta dados interessantes que
julgamos conveniente publicar.
Em 1960, recebemos do Dr. Ân-
gelo B. M. Machado, da Faculdade
de Medicina de Belo Horizonte, um
lote de exemplares por êle obtidos
na Cachoeira Uranduique, no rio
Mau, na região fronteiriça entre o
104
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Território Federal de Roraima e a
Guiana Inglesa. Êsse material de
pronto chamou a nossa atenção
por apresentarem os exemplares
uma cabeça particularmente larga,
diferenciando-se de todos os demais
que já tínhamos visto; o colorido
também, principalmente dos jo-
vens, era bastante característico.
Com o aparecimento do trabalho
de Gallardo, retomamos o estudo
do nosso material e verificamos que
os exemplares de Roraima são bas-
tante próximos à subespécie me-
rianae Gallardo, do rio Essequibo
na Guiana Inglêsa. O confronto de
nossos exemplares com parátipos
de merianae veio mostrar uma sé-
rie de diferenças constantes, pelo
que resolvemos descrevê-los como
subespécie nova.
Bufo granulosus nattereri subsp. n.
(Figs. 1-3, 7 e 8)
Holótipo — WCAB 7 . 484, macho
adulto, da Cachoeira Uranduique,
rio Mau, Território Federal de Ro-
raima, Brasil, colecionado em
VII — 1960 por Ângelo Machado.
Parátipos — WCAB 7.485-91,
machos adultos, colecionados jun-
tamente com o holótipo.
Diagnose — Uma subespécie de
Bufo gramdosus próxima a meria-
nae, caracterizada pela cabeça mui-
to curta e alta, paratóides muito
salientes, espaço interorbital bas-
tante largo e cristas cefálicas tu-
berculosas.
Descrição do holótipo — Cabeça
muito curta, expandida lateral-
mente. Focinho curto, saliente, um
pouco entumescido lateralmente.
Narinas ovaladas e largas, dispos-
tas obliquamente. As cristas cefáli-
cas são tôdas bem desenvolvidas,
de superfície tuberculosa. As pós-
-orbitais são mal perceptíveis; as
orbitais muito altas delimitando
um espaço interorbital que é mais
largo que a largura da pálpebra
superior; cantais e nasais bem de-
senvolvidas com as bordas tuber-
culosas; suborbitais salientes so-
bressaindo à margem lateral da ca-
beça, delimitando juntamente com
a crista maxilar um profundo sul-
co; pré e pós-orbitais bem desenvol-
vidas e salientes; cristas maxilares
bastante tuberculosas e salientes.
Tímpano quase vertical, de contor-
no pouco definido.
Paratóides curtas e muito sa-
lientes, de contorno nítido e des-
tacado e cobertas de espículas cô-
nicas.
Calosidades nupciais bem desen-
volvidas no polegar; calos carpais,
tarsais e pontas dos dedos e arte-
lhos enegrecidos.
O colorido dorsal apresenta-se
bastante contrastado. Sôbre um
fundo amarelado aparecem nume-
rosas manchas pretas, destacando-
-se um V invertido atrás da cabe-
ça e uma série de manchas for-
mando um M no sacro. O ventre
Volume 5
mostra manchas escuras apenas vi-
síveis lateralmente. Não há pro-
priamente uma linha vertebral
clara, porém as manchas escuras
estão interrompidas ao longo da
linha vertebral.
Medidas do holótipo — Compri-
mento total 55 mm; largura da ca-
beça 20; diâmetro ocular 6; lar-
gura da pálpebra superior 5; coto-
velo até a ponta do 3.° dedo 24;
(Zoologia) 105
fêmur 21; tíbia 21; calcanhar até
ponta do 4.° artelho 29.
Variação — Na série de paráti-
pos vê-se apenas variação quanto
ao colorido: alguns exemplares são
de fundo muito escuro e em razão
disso as manchas são pouco con-
trastadas. Em apenas um dos pa-
rátipos o ventre apresenta-se man-
chado esparsamente como no ho-
lótipo, pois nos demais as manchas
Figs. l a 3 — Cabeça do holótipo de Bufo granulosus nattereri subsp. n.;
figs. 4 a 6 — cabeça de Bufo granulosus merianae CAMNH ex series 46525-30).
cm
106
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
são bem evidentes principalmente
na margem lateral. O comprimen-
to varia entre 50 e 53 mm com uma
média de 52 mm.
Juntamente com a série típica
recebemos 6 exemplares jovens
(WCAB 7493-98) cujo comprimen-
to varia entre 16 e 20 mm. Nestes
exemplares as cristas cefálicas ain-
da estão em parte incompletas po-
rém mostram-se bastante granulo-
sas. As cantais, as supraorbitais,
preorbitais e pós-orbitais são bem
evidentes; as maxilares e timpâni-
cas pouco visíveis e as infra-orbi-
tais ainda não formadas. O espaço
interorbital é completamente pla-
no e as paratóides bem delimitadas
e salientes, mesmo no exemplar
menor. O desenho dorsal também
é singular. Entre os olhos há uma
mancha triangular preta com o
vértice voltado para trás e unido a
ela uma mancha em forma de V in-
vertido. No sacro há uma grande
mancha preta dividida ao meio no
sentido longitudinal. Os flancos
apresentam-se quase pretos. A
gula é clara com vermiculação es-
cura e o peito e parte anterior da
abdômen quase preta com vermi-
culação amarelada.
Para comparação com a subes-
pécie merianae contamos com qua-
tro pará tipos da série AMNH
46.525-30 (3 machos e uma fê-
mea, adultos), (figs. 4-6).
Esta subespécie é dedicada a Jo-
hann Natterer, naturalista do Mu-
seu de Viena, que durante longos
anos colecionou na Amazônia no
comêço do século passado.
Fig. 7 — Vista dorsal do holótipo de
Bufo granulosus nattereri subsp. n.
(comprimento total 55 mm).
Bufo granulosus humboldti
Gallardo, 1965
Material examinado : Roraima,
3 exs. WCAB 18.782-84 — São
Marcos, rio Urariquera.
O encontro dessa subespécie co-
lombiana no Território de Roraima
é, até certo ponto, surpreendente,
ampliando de muito a distribuição
conhecida.
Os três exemplares concordam
com material que possuímos do Pa-
namá, inclusive no tamanho; são
machos adultos e medem 40, 41 e
44 mm.
Volume 5 (Zoologia)
107
\
108
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Em um dos exemplares (18.783)
a crista maxilar é bem menos de-
senvolvida que nos demais.
Bufo granulosus goeldii
Gallardo, 1965
Material examinado : Amapá,
4 exs. 2390-94 — Macapá, 1 ex.
2319 — Serra do Navio, 2 exs.
3094-95 — Pôrto Santana, 2 exs.
30953-54 — Mazagão. Pará, 4 exs.
30932-35 — Monte Alegre, 45 exs.
7356-400 — Maicuru. Amazonas,
4 exs. 30930-31, 30943, 30950
Manaus, 29 exs. 12039-67 — Mani-
coré. Rondônia, 25 exs. 10076-100
— Abunã. 74 exs. 11174-247 — Pôr-
to Velho.
O material do Amapá é o único
que apresenta diferenças em rela-
ção à forma típica que é da região
de Santarém. A cabeça é nitida-
mente mais curta e as cristas pós-
-orbitais mais evidentes, demons-
trando certos exemplares uma se-
melhança com merianae.
Bufo granulosus mirandaribeiroi
Gallardo, 1965
Material examinado-. Pará, 1 ex.
17946 — Alto rio Cururu, 5 exs.
40-42, 73, 8787 — Cachimbo, 3 exs.
16906-08 Conceição do Araguaia.
Maranhão, 1 ex. 7457 — Impera-
triz. Mato Grosso, 7 exs. 30936-42.
Barra do Tapirapé, 2 exs. 30944-45
— Xingu, 1 ex. 15164 — Rondonó-
polis, 4 exs. 15156-59 — Alto Gar-
ças.
É esta a subespécie que apresen-
ta até o momento os mais intrin-
cados problemas de distribuição.
Assim, os exemplares de Cachim-
bo e Alto rio Cururu são típicos re-
presentantes de mirandaribeiroi,
embora essas duas localidades per-
tençam à bacia do rio Tapajós. To-
dos os exemplares exceto um, apre-
sentam a linha vertebral clara bem
definida. A exceção é um jovem re-
cém-metamorfoseado de Cachimbo
com apenas 13 mm de comprimen-
to, cujo dorso é uniformemente es-
curo.
Os dois exemplares de Xingu
apresentam um problema análogo,
pois se assemelham em tudo a ma-
terial de Barra do Taripé e Con-
ceição do Araguaia, possuindo li-
nha vertebral clara bem definida.
Os 4 exemplares de Alto Garças
estendem a distribuição da subes-
pécie até às cabeceiras do Garças
que é um dos formadores do rio
Araguaia.
O exemplar de Rondonópolis
apresenta uma outra exceção pois
a região é da bacia do rio São Lou-
renço. O exemplar é semelhante
aos de Alto Garças inclusive quan-
to a detalhes de desenho.
O material acima citado, embo-
ra reduzido, sugere que nas cabe-
ceiras dos afluentes do Amazonas
Volume 5 (Zoologia)
109
que nascem no planalto central, a
distribuição das subespécies não
obedece mais à formação das ba-
cias hidrográficas, porém a outros
fatores como clima e principalmen-
te vegetação.
Tanto o Alto Cururu, como Ca-
chimbo e Xingu, são zonas de tran-
sição entre a floresta amazônica e
os campos cerrados do Brasil Cen-
tral, sendo sob êsse aspecto o Alto
Cururu mais amazônico que Ca-
chimbo e êste mais do que Xingu.
No caso do exemplar de Rondo-
nópolis observa-se caso análogo
pois embora a região pertença hi-
drogràficamente ao pantanal do
São Lourenço, fisiogràficamente é
muito semelhante a Alto Garças o
que explicaria a presença do mi-
r andar ibeir oi.
Expressamos aqui nossos agradeci-
mentos ao Dr. Richard Zweifel, do
American Museum of Natural History
de New York, e ao Dr. Antenor Leitão
de Carvalho, do Museu Nacional do Rio
de Janeiro, por sugestões e empréstimo
de material.
SUMÁRIO
O trabalho refere-se a distribui-
ção geográfica de Bufo granulosus
Spix, 1824, na Amazônia. Os estu-
dos do autor confirmam as conclu-
sões de Gallardo (1965) ao reco-
nhecer 14 subespécies. Além da des-
crição de uma subespécie nova, são
citados dados para B. g. humboldti,
B. g. goeldii e B. g. mirandaribeiroi.
Ilustrações e um mapa de distri-
buição de Bufo granulosus na Ama-
zônia brasileira são apresentados.
referência bibliográfica
gallardo, J. M., 1965, The species Bufo
granulosus Spix (Salientia, Bufo-
nidae) and its geographic varia-
tion. Buli. Mus. Comp. Zool, 134
(4) : 107-138.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 111-125 — 1967
ESCORPIÕES, ARANHAS E ESCOLOPENDROMORFOS
DA AMAZÔNIA
WOLFGANG BÜCHERL
Instituto Butantan, São Paulo
A. ESCORPIÕES
O levantamento — que até esta
altura ainda deve ser considerado
provisório e insuficiente — das es-
pécies de escorpiões, encontradas
na biota amazônica, permite desde
já conclusões interessantes e eluci-
dativas.
Existem hoje no mundo inteiro
7 famílias, 22 subfamílias, cêrca de
95 gêneros e 710 espécies e na re-
gião neotropical, até aos altiplanos
que atravessam a linha leste-oeste
do México, 6 famílias. 25 gêneros
e cêrca de 210 espécies. Na biota
amazônica estão representadas, ao
que sabemos até hoje, 4 famílias,
9 gêneros e 28 espécies, sendo en-
dêmicas apenas:
15 espécies do gênero Tityus;
1 espécie do gênero Opistha-
canthus;
1 espécie (única) do gênero
Acanthothraustes;
4 espécies do gênero Proteo-
chactas e
1 espécie do gênero Broteas,
o que dá um total de 22 espécies
autóctones, pertencentes a apenas
5 gêneros e 3 famílias. O único gê-
nero realmente apenas amazônico
é Acanthothraustes, os outros qua-
tro mantêm sua área central de
dispersão fora da hylaea, tendo
apenas uma ou outra espécie con-
seguido tomar pé na Amazônia, de-
senvolvendo aí especiação própria.
1) Espécies endêmicas da biota
AMAZÔNICA
1>. Tityus amazonicus Giltay, . . .
1928 — capturado em Óbidos
e Belém;
2) T. cambridgei Pocock,1897 —
Amapá, Belém, Óbidos, Santa-
rém. Manaus, Teffé, Tabatin-
ga, Guianas e Venezuela (Sil-
vestre, em lugares elevados,
isentos das enchentes, o escor-
pião mais freqüente da re-
gião) ;
3) T. clathratus Koch, 1845 —
Pará, sem localização precisa;
112
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
4) T. discrepans (Karsch, 1879)
— Amapá ;
5) T. magnimanus Pocock, 1897
— Marajó;
6) T. metuendus Pocock, 1897 —
Pará (sem local de captura do
tipo) , Tabatinga;
7) T. paraensis Krpln. 1896 —
Pará (sem localidade) ;
8) T. silvestris Poc., 1897 — San-
tarém.
Espécies muito raras, mal descri-
tas ou conhecidas apenas por um
único exemplar:
9) Tityus asthenes Poc., 1893 (só
1 fêmea) — Baixo Amazonas;
10) T. bispinosus (Pessoa, 1934)
(só 1 macho) — Santarém;
11) T. carvalhoi M. L., 1945 (só 1
fêmea) — Tapirapés;
12) T. duckei Borelli, 1910 (só 1
macho) — Pará (sem locali-
dade) ;
13) T. evandroi M. L., 1945 (só 1
fêmea) — Piratuba;
14) T. sampaiocrulsi M. L., 1931
(só 1 macho) — Rio Cuminá;
15) T. strandi Werner, 1939 (só 1
fêmea) — Sacambu.
16) Opisthacanthus cayaporum
Vellard, 1932 — florestas do
Xingu;
17) Acanthothraustes brasiliensis
(M. L., 1931) (só 1 macho) —
Belém;
18) Proteochactas porosus Poc.,
1900 — Roraima;
19) P. granosus Poc., 1900 — Ro-
raima;
20) P. goujei Vellard, 1932 — (só
1 fêmea) — Xingu (Caiapós) ;
21) P. parvulus Poc., 1897 — San-
tarém, Belém;
22) Broteas paraensis Simon, 1880
— Belém e rio Xingu.
2. Espécies neotrópicas equato-
riais, QUE PENETRAM NA BIOTA
Amazônica
1) Rhopalurus laticauda Thorell,
1876 — centro de dispersão:
Nordeste brasileiro, Ceará;
com dispersão pelos altiplanos
do Amapá, das Guianas e Ve-
nezuela; Roraima;
2) Rhopalurus pintoi M. L., 1933
— rio Tacutu, Amazonas;
3) Diplocentrus g r u n dia chi
Karsch, 1880 — Venezuela,
Antilhas; 1 exemplar em
Belém;
4) Chactas vanbenedeni Gervais,
1844 — Colombia, Venezuela,
com penetração pela Hylaea
no nor-noroeste;
5) Teuthraustes amazonicus Si-
mon, 1880 — Ecuador, Peru
com penetração ao longo do
alto Solimões;
6) Broteas gervaisi Pocock, 1893
— Venezuela, Guianas, captu-
rado já às margens dos rios
Cuminá, Aurá e Tapirapés.
Volume 5 (Zoologia)
113
3. Discussão comparativa da es-
CORPIO-FAUNA MUNDIAL, NEOTRÓPICA
E AMAZÔNICA
382 espécies, pertencentes a cêr-
ca de 60 gêneros e 5 subfamílias,
formam a família mais importante
dos escorpiões, Buthiãae. E’ a úni-
ca entre tôdas que conseguiu fir-
mar e manter-se nos 5 continen-
tes. A subfamília Buthinae com-
preende cêrca de 54 gêneros e nada
menos de 230 espécies, tôdas elas
do Velho Mundo (África do Norte
desde as costas do Atlântico até o
mar Vermelho e a índia, África do
Sul, Ásia Menor, países do Medi-
terrâneo). A subfamília Ananteri-
nae com apenas 3 gêneros e 14 es-
pécies só, tem dispersão geográfi-
ca assaz curiosa: Ananteroides,
com 1 só espécie, é da Guiné por-
tuguesa, na África; Ananteris com
3 espécies é exclusivamente neotro-
pical, preferindo as espécies um
clima sêco, mesmo quando já com
temperaturas subtropicais, como
existe no Paraguai, no sul de Mato
Grosso, na Argentina ocidental,
nos vales pré-andinos do Ecua-
dor até a Venezuela; Isometrus, fi-
nalmente, abrange 11 espécies, tô-
das da região indo-australiana.
Apenas a espécie Isometrus ma-
culatus (De Geer, 1778) é tropical
cosmopolita (Austrália, índia, Áfri-
ca, América do Sul) , sendo presen-
te também em Punã, Belém, San-
tarém e Manaus. A possibilidade
de uma dispersão passiva existe.
As 40 espécies de Centruroides
(Centruroidinae) apresentam sua
maior densidade numérica nos alti-
planos secos do México, irradiando
daí para o norte (Sul dos EUA) e
para o sul (América Central, al-
gumas ilhas das Antilhas) sem
atingir propriamente dito o extre-
mo norte da zona neotropical. Seu
antagonista biológico é o gênero
Rhopalurus (Rhopalurinae) , neo-
tropical, das regiões secas do Nor-
deste brasileiro (epicentro de den-
sidade) com dispersão esporádica
pelos altiplanos das Guianas e da
Venezuela, porém quase sempre
nas imediações de portos maríti-
mos, com exceção de R. laticauda,
encontrado uma vez no sopé da
serra de Roraima. Onde termina a
dispersão de Centruroides, começa
a de Rhopalurus. De fato, são es-
corpiões com fácies morfológico
quase idêntico, sendo em certos ca-
sos extremamente difícil determi-
nar-se o gênero.
Tityus ( Tityinae , Buthiãae) fi-
nalmente é o gênero neotropical
mais abundante em espécies. Con-
quistou pràticamente tôda a Amé-
rica do Sul, com exceção do Chile.
O centro de densidade (T. serrula-
tus) é formado por certas regiões
de Minas Gerais (Nova Era, arre-
dores de Belo Horizonte, Monleva-
de), Goiás, Estado de São Paulo
(regiões de Ribeirão Prêto, Apare-
cida) e para T. bahiensis a vasta
área da margem direita do São
8 — 37 145
114
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Francisco até Mato Grosso e Para-
guai, ocorrendo o desvio este-oeste
justamente no Estado de São Pau-
lo em direção a Mato Grosso. Estas
duas espécies devem compreender
mais de 4/5, pois as demais 71 es-
pécies são relativamente raras,
com 15 espécies amazônicas. Colo-
rido e sub-regiões geográficas indi-
cam que as 73 espécies são reduzí-
veis a 4 subgêneros:
a) escorpiões silvestres equato-
riais, escuros; T. cambridgei da
hylaea amazônica pode servir como
protótipo;
b) escorpiões claros ou, quando
escuros, com pernas amareladas,
de uma côr só: T. serralatus e ba-
hiensis e afins;
c) escorpiões, cujo dorso é per-
corrido por faixas longitudinais:
grupo trivittatus;
d) escorpiões com corpo e pernas
irregularmente manchados.
A família Diplocentridae abran-
ge as subfamílias Nebinae com 2
gêneros e cada um apenas com 1
espécie da Síria, Arábia, Palestina
e Diplocentrinae. Esta, com 3 gêne-
ros que formam como que uma
ponte entre a zona sul da região
neártica e a zona norte da neotro-
pical. As duas espécies do gênero
Didynocentrns vão do México até
a América Central, a espécie úni-
ca de Oechis é da ilha Antigua nas
Antilhas e as 5 espécies de Diplo-
centrus vão desde as Antilhas até
a Venezuela, nos arredores dos por-
tos marítimos. Se não houve en-
gano na rotulação das peças do
Museu Britânico, houve um acha-
do de D. grundlachi em Belém.
148 espécies da África, Austrália,
de Madagascar, Etiópia, índia, Cei-
lão, Sumatra formam os 16 gêneros
e as 6 subfamílias de Scorpionidae.
Curioso é o gênero Opisthacan-
thus, cujo centro de dispersão com
17 espécies é a África. Entretanto,
2 espécies são neotropicais, elatus
das Antilhas, do Panamá e da Co-
lômbia e cayaporum relativamente
freqüente sob cascas de árvores,
sob troncos das florestas do Xingu,
na serra dos Caiapós.
A família dos Bothriuridae
abrange 9 gêneros e 55 espécies,
tôdas exclusivamente sul-america-
nas. O epicentro de freqüência está
na Argentina, no Uruguai e nos Es-
tados do Rio Grande do Sul e Pa-
raná, daí se processando a disper-
são em direção norte até o nordes-
te semi-árido do Brasil (Ceará) e
em direção aos andes, com gêneros
andinos que chegam até o Equa-
dor e a Colombia, sem que haja in-
vasão de hylaea amazônica.
A família dos Chaerilidae com-
preende apenas 2 gêneros com 12
espécies, tôdas da sub-região indo-
-malaia.
Em Vejovidae foram estabeleci-
das 6 subfamílias com 13 gêneros
e 54 espécies. As 19 espécies de Ve-
jovis e Hadrurus, Vejovinae, se su-
perpõem geogràficamente à disper-
Volume 5 (Zoologia)
115
são de Centruroides; os gêneros
Physoctonus e Caraboctouus, com
uma espécie cada um, são neotro-
picais, da Paraíba no nordeste do
Brasil e do sul do Chile respecti-
vamente; o gênero Hadruroides,
Caraboctoninae , contém 5 espécies
neotropicais, dos vales dos Andes
desde Chile até Equador, mas sem
penetração pelas florestas amazô-
nicas.
A família Chactidae contém as
subfamílias Euscorpioninae com 2
gêneros e 11 espécies da Europa,
em tôrno do Mediterrâneo, Mega-
corminae com 2 gêneros e 3 espé-
cies do México (Vera Cruz) e Chac-
tinae, com 7 gêneros exclusivamen-
te neo-tropicais, abrangendo 32 es-
pécies. O gênero Chactas contém
14 espécies andinas, desde o sul do
Peru até o oeste da Venezuela, pe-
netrando C. vanbenedeni pelo oeste
da Amazônia; as 13 espécies de
Teuthraustes acompanham a dis-
tribuição geográfica de Chactas,
embora mais freqüentes nos vales
andinos mais quentes e com abun-
dante vegetação, tendo sido encon-
trado T. amazonicus no oeste da
hylaea; as 7 espécies de Broteochac-
tas formam como que a continua-
ção dos primeiros dois gêneros,
ocorrendo desde Colômbia, Pana-
má, Venezuela, Trinidad, Guianas
até o Atlântico, tendo sido encon-
tradas 4 espécies na Amazônia
(Roraima, serra dos Caiapós, San-
tarém e Belém; o mesmo habitat
mantém o gênero Broteas, com 5
espécies amazônicas no sentido
amplo (Trinidad, Venezuela, Guia-
nas, ao longo dos rios Cuminá,
Aurá, Tapirapés, Xingu e cidade
de Belém).
B. ARANHAS
I. ARANHAS CARANGUEJEIRAS
Cêrca de 1615 espécies no mun-
do inteiro; 578 espécies na região
neotropical; 310 espécies na sub-
-região brasileira; 59 espécies na
biota amazônica.
1 . Actinopodidae — 3 gêneros —
2 exclusivamente neotropicais; 41
espécies.
1. Actinopus Perty, 1833 — 28
espécies exclusivamente neo-
tropicais, desde a Argentina
até o Panamá e Trinidad; 3 es-
pécies amazônicas: 1. A. nat-
tereri Auss., 1871) — Rio Ne-
gro — uma só fêmea, 12 mm;
2. A. piceus (Auss., 1871) —
Amazonas — uma só fêmea,
8,70 mm; 3. A wallacei. F.
Cambr., 1896 — Santarém —
uma só fêmea, 25 mm.
2. Missuleiia Walck., 1805 — 11
espécies — região zoo-geográ-
fica australiana.
3. Neocteniza Poc., 1895 — 2 es-
pécies neotropicais (Guatema-
la e Guiana ingl.) : 4. N. scla-
teri Poc., 1895 — Guiana ingl.
— uma só fêmea; 15 mm.
116
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
2 . Paratropididae — Com apenas
3 gêneros e 5 espécies exclusiva-
mente neotropicais, amazônicas:
4. Anisaspis Sim., 1891 — uma
só espécie: 5. A. tuberculata
Sim., 1891 — S. Vicente e Pará
— uma só fêmea, 6 mm .
5. Anisaspoides F. Cambr., 1896
— com uma só espécie: 6. A.
gigantea F. Cambr., 1896 —
Baixo Amazonas (Breves) —
uma só fêmea, 12,75 mm.
6. Paratropis Sim., 1889 — com
três espécies: 7. P. papilligera
F. Cambr., 1896 — Santarém
— macho e fêmea, 12,70 mm;
8. P. sanguínea M. L., 1923 —
Amazonas (rio Juruá) — uma
só fêmea, 14 mm; 9. P.
scruposa Sim., 1889 — Peru
(Pebas) — uma só fêmea,...
10 mm.
3. Ctenizidae — com 99 gêneros
e 546 espécies:
Ctenizinae — com 91 gêneros e
512 espécies das regiões zoo-geo-
gráficas paleártica, etiópica, afri-
cana, austral, oriental, neártica
e neotropical. 50 espécies neotro-
picais; 27 espécies brasileiras;
0 espécies amazônicas.
Idiopinae — com 2 gêneros e 18
espécies exclusivamente neotro-
picais e sul-americanas:
7. Idiops Perty, 1833 — 12 espé-
cies: 10. I. petitii (Guérin,
1838) — Santarém — um ma-
cho só, 30 mm; 11. I. santa-
remia (F. Cambr., 1896) —
Santarém — uma fêmea só,
16 mm.
8. Pseudidiops Sim., 1889 — 6 es-
pécies: 12. P. opifex Sim., 1889
— Guiana fr. (Caiena) — uma
fêmea só; 17 mm.
Bhachybothriinae — com 6 gêneros
e 16 espécies, sendo 5 gêneros e
15 espécies da região neártica e
1 gênero com uma espécie do
Japão.
4. Migidae — com 11 gêneros
e 45 espécies das regiões austral,
sul-africana, Madagascar, sendo
neotropical apenas o gênero Cala -
thotarsus com a espécie única co-
ronatus Sim., 1903 (Chile), uma só
fêmea.
5. Dipluridae — Com 50 gê-
neros e 210 espécies das regiões
sul-africana, australiana, neotropi-
cal, oriental, paleártica, neártica,
tendo 22 gêneros representantes
neotropicais; 79 espécies neotropi-
cais sendo 30 brasileiras. Espécies
amazônicas:
9. Diplura C. L. Koch, 1850 —
18 esp. neotropicais: 13. D.
fallax M. L., 1926 — rio Juruá
— uma fêmea só.
10. Eudiplura Sim., 1892 — com a
única espécie: 14. E. rogenho-
feri (Auss., 1871) — Amazo-
nas (norte) e Venezuela.
Volume 5 (Zoologia)
117
11. Fufius Sim., 1888 — com 7 es-
pécies, sendo 1 de Guatemala,
1 do Equador, 2 da Bolívia e
as restantes amazônicas: 15.
F. albovittatus (Sim., 1891) —
Manaus — um macho só; 8
mm; 16. F. auricomis (Sim.,
1891) — Santarém — um
macho só; 12,50 mm; 17. F.
funebris Vellard, 1924 — Ara-
guaia.
12. Harmonicoii F. Cambr., 1896
— 1 espécie do Equador, 1 do
Rio de Janeiro e 18. H. rufes-
cens F. Cambr., 1896 — San-
tarém — uma fêmea só; 27
mm.
13. Thalerothele Bertk., 1880 —
com 6 espécies de São Paulo,
Rio, Minas, sendo amazôni-
cas: 19. Th. fasciata Bertk.,
1880 — Belém — só uma fê-
mea; 14 mm; 20. Th. nigra F.
Cambr., 1896 — Santarém; só
uma fêmea só; 30 mm.
sanguínea (F. Cambr.) — San-
tarém; só uma fêmea; 24 mm.
uma fêmea só; 30 mm.
14. Trechona C. L. Koch, 1850 —
com 5 espécies exclusivamente
sul-americanas, sendo uma do
Rio de Janeiro, outra de São
Paulo, uma terceira de Bogo-
tá e as seguintes duas com
área de dispersão pelas Guia-
nas até Amazonas, Pará até
São Paulo: 22. T. venosa
(Latr., 1830), 30,00 mm; 23.
T. lycosiformis (C. L. Koch) —
uma fêmea só; 30 mm.
15. Ischnothele Auss., 1875 —
com 18 espécies da África, ín-
dia, do México, Guatemala,
Nicarágua, Costa Rica, Pana-
má, Cuba, Venezuela: 24. I.
guyanensis (Walck., 1837) —
de Costa Rica, Panamá, Guia-
nas até Amazonas; 25. I. sie-
mensi F. Cambr., 1896 —
autóctone de Pará — uma só
fêmea; 18 mm.
6. Atypidae — com 2 gêneros e
18 espécies das regiões paleárticas,
indo-austral, neártica e africana.
Ausente na neotropical.
7. Barychelidae — com 58 gê-
neros no mundo inteiro, com 150
espécies; 26 gêneros neotropicais,
com 55 espécies; 14 gên. brasilei-
ros, com 23 espécies; 6 gên. ama-
zônicos, com 8 espécies:
16. Cyrtogrammomma Poc., 1895
— com uma só espécie: 26.
C. monticola Poc., 1895 — Ro-
raima.
17. Homoeoplacis Sim., 1892, com
duas espécies só: 27. H. austeni
F. Cambr., 1896: Manaus —
um macho só; 11 mm; 28. H.
pentodon Sim., 1892: Baixo
Amazonas (S. Paulo?).
18. ldiophthalma Cambr., 1877,
com seis espécies, sendo 2 de
Quito, 1 da Colombia, 1 de San
Esteban: 29. 1. pantherina
Sim., 1889: San Estevan> Va-
118
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
lenda : Venezuela e no alto rio
Negro: Amazonas; 30. I ama-
zônica Sim., 1889: Teffé: Ama-
zonas ocidental — uma fêmea
só; 11 mm.
19. Strophaeus Auss., 1875, com
uma só espécie: 31. St. kochii
(Cambr., 1870) — Amazonas:
Pebas (Peru) : um macho só;
14 mm.
20. Trichopelma Sim., 1888, com
três espécies, sendo uma da
Bahia, a segunda da ilha de
S. Domingos, e: 32. T. illeta-
bile Sim., 1888 — Teffé; uma
fêmea só; 20 mm.
21. Diplothelopsis Tullgren, 1905,
com cinco espécies, sendo 4 da
Argentina: 33. D. hastatus
M. L., 1923 — Alto Juruá; uma
fêmea só; 18 mm.
8. Pycnothelidae — com 3 gê-
neros exclusivamente sul-america-
nos, com apenas um total de 4 es-
pécies do oeste da Argentina (Cór-
doba, Catamarca, Colonia Dora) e
Pycnothele perditus Chamb., 1917,
espécie genotípica, do Rio de Ja-
neiro.
9. Theraphosidae — com 7 sub-
famílias:
Ischnocolinae — com 45 gêne-
ros nas regiões neártica, africa-
na, neotrópica, paleártica, indo-
austral, com 154 espécies; com
33 gêneros e 101 espécies neotro-
picais; com 27 gêneros e 31 es-
pécies brasileiras, sendo da Ama-
zônia apenas as seguintes espé-
cies:
22. Cyriocosmus Sim., 1903, com
1 espécie de Trinidad e 3 da
hylaea: 34. C. elegans (Sim.,
1889) — Vale do Orinoco; 35.
C. nigriventris M. L., 1939 —
Falcon: Venezuela; 36. C. sel-
latus (Sim., 1889) — Amazo-
nas — Fonteboa, S. Paulo de
Olivença — 14 mm.
Grammostolinae — com 18 gê-
neros, exclusivamente neotro-
picais e neárticos; 90 sp. com 10
gêneros exclusivamente sul-ame-
ricanos, 2 intermediários; com
74 espécies neotropicais, sendo
52 sul-americanas, das quais 20
brasileiras, dos Estados do sul do
Brasil.
Theraphosinae — com 11 gê-
neros sul-americanos; apenas
Phormictopus tem representan-
tes nas Antilhas até a Califór-
nia; com 112 espécies:
23. Acanthoscurria Auss. 1871,
com 37 espécies no Brasil (Est.
S. Paulo, Mato Grosso, Ceará,
Minas Gerais, Paraíba, Rio
Grande do Norte, Rio Grande
do Sul, Maranhão), Uruguai,
Argentina, Bolívia, 1 espécie
nas Antilhas: 37. A. brockle-
hursti F. Cambr., 1896: Pará;
uma fêmea só; 60 mm; 38.
A. jerina Sim., 1892. Tefé; um
macho só; 40 mm; 39. A.
jracta Chamb., 1917; Pará; um
Volume 5 (Zoologia)
119
macho só; 50 mm; 40. A. geni-
culata (C. L. Koch, 1842) , San-
tarém e Rio Branco; 70 mm;
41. A. minor Auss., 1871;
Guiana; um macho só; 42. A.
tarda Poc., 1903; Tefé; uma
fêmea só; 62 mm; 43. A.
theraphosoides (Auss., 1871) ;
Maranhão; um macho só; 40
mm; 44. A. xinguensis T.
Costa, 1960, Alto Xingu; 50
mm.
24. Lasiodora C. L. Koch, 1850 —
21 espécies de São Paulo, Rio
de Janeiro, Minas Gerais, Es-
pírito Santo, Bahia, Paraíba,
Sta. Catarina, sendo duvidosa
a ocorrência em Montevidéu e
na Argentina: 45. L. Lakoi
M. L., 1943 — rio Purus; um
macho só; 40 mm.
25. Megaphobema Poc., 1901 —
uma espécie: 46. M. robusta
(Auss., 1875) — Colômbia e
Uaupés, no rio Negro.
26. Sericopelma Auss., 1875 — 3
espécies, sendo duas do Pana-
má: 47. S. fallax M. L., 1923
— rio Juruá; um macho só;
58 mm.
27. Theraphosa Thorell, 1870 —
uma espécie: 48. Th. blondii
(Latreille, 1804) — Venezuela
oriental, Guianas, Amapá
(Serra do Navio) — uma fê-
mea só; 80 mm.
28. Trasiphoberus Sim., 1903 —
uma só espécie: 49. T. parvi-
tarsis Sim., 1903 — Teffé;
52 mm.
29. Xenesthis Sim., 1891 — com
3 espécies — Colômbia até
Venezuela: 50. X. immanis
(Auss., 1875) — Colômbia Oci-
dental, Alto Rio Negro; 75 mm.
51. X. monstruosa Poc., 1903
— o mesmo habitat; uma fê-
mea só.
A viculariinae — Com 7 gêne-
ros, sendo 3 africanos e os res-
tantes neotropicais; com 11 es-
pécies africanas e 47 neotropi-
cais, sendo da hylaea amazônica
as seguintes:
30. Avicularia Lamarck, 1818 —
com 32 espécies: Amazônia,
Guianas, Trinidad, Pôrto Rico,
Califórnia, Panamá, Colombia,
Paraíba, Maranhão: 52. A. an-
cylochyra M. L., 1923 — rio
Tapajós — uma fêmea só; . . .
35 mm; 53. A. a. avicularia
(Linn., 1758) — Guianas,
Trinidad, tôda a Amazônia;
43 mm; 54. A. bicegoi M.
L. , 1923 — Manaus; uma
fêmea só; 36 mm; 55. A.
cuminami M. L., 1930 — rio
Cuminá; sem descrição da es-
pécie; 56. A. rufa Vellard,
Schiap. & Gerschm., 1945 —
Alto Gy — Pará; uma fêmea
só; 37 mm; 57. A. juruensis
M. L., 1923 — rio Juruá; uma
fêmea só; 50 mm; 58. A.
120
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
metallica (Auss., 1875) —
Guiana hol.
Selenocosmiinae — com 16 gêneros
e 127 espécies, principalmente
nas regiões indo-austral, e afri-
cana, sendo sul-americanos ape-
nas os 2 gêneros Ancylochiros
M. L., 1920 com uma espécie de
Minas Gerais, e Ephebopus:
31. Ephebopus Sim., 1892 — com
3 espécies do Equador e Bra-
sil: 59. E. murinus (Walck.,
1873) — Santarém — 1 fê-
mea só; 55 mm.
Eumenophoriinae — com 18 gêne-
ros com 56 espécies exclusiva-
mente africanas, sendo apenas
Erythropoicila plana da Vene-
zuela — um macho só.
Resumindo a ocorrência de Ara-
nhas Caranguejeiras na hylaea
amazônica, temos a constatar
ainda, a título de ensaio pré-
vio, os seguintes fatos interessan-
tes sob o ponto-de-vista zoogeo-
gráfico:
As representantes da família
Paratropididae só foram encontra-
dos na biota amazônica, enquanto
que as famílias Migidae, Atypidae
e Pycnothelidae não têm nenhum
habitante amazônico, embora os
Picnotelídeos fôssem exclusivamen-
te sul-americanos.
Dos numerosos Ctenizíneos com
27 espécies brasileiras, nenhuma
foi assinalada para a Amazônia,
o mesmo valendo no tocante aos
Ischnocolíneos e Gramostoloíneos,
com apenas 3 espécies amazônicas
entre os primeiros e nenhuma nos
últimos; entre os Terfosíneos há
um espécime só de Lasiodora, cêr-
ca de dez exemplares apenas
de Acanthoscurria. Megaphobema,
Theraphosa, e Xenesthis são, en-
tretanto, exclusivamente amazô-
nicos, embora sempre raríssimos,
constituindo as caranguejeiras de
maiores proporções de nossa terra.
O gênero Avicularia deve ser con-
siderado como essencialmente ama-
zônico, podendo haver, em certos
locais, dezenas de exemplares, que
vivem geralmente trepados sôbre
arbustos e mesmo árvores (palmei-
ras), nidificando aí mesmo.
Como testemunho da precarie-
dade das colheitas até agora fei-
tas na imensa hylaea ressaltam os
poucos locais de captura e ainda
o fato, de que das 59 espécies au-
tóctones da Amazônia nada menos
de 41 espécies estão conhecidas
apenas de um único exemplar (o
tipo) , nada se sabendo sôbre o sexo
oposto.
II . Aranhas verdadeiras
A limitação dêste trabalho não
permite a inclusão das aranhas
verdadeiras da hylaea, pois já agora
são certamente mais de 1.000 es-
pécies, distribuídas sôbre várias
centenas de gêneros e dezenas de
famílias. Além do mais, os nossos
Volume 5 (Zoologia)
121
conhecimentos são toldados pelos
poucos locais de captura, arrolados
até agora.
C. ESCOLOPENDROMORFOS
Com duas famílias.
1 . Scolopendridae — com duas
subfamílias.
Scolopendrinae — com duas
tribus.
a) Scolopendrini — com 7 gêne-
ros e cêrca de 163 espécies.
1. Scolopendra L., 1758 — com
cêrca de 60 espécies em todos
os países tropicais e de clima
subtropical; 18 espécies neo-
tropicais. 1. S. morsitans L.,
1758; tropical cosmopolita: S.
morsitans amazônica Bücherl,
1946 — Manaus, 86 mm;
2 . S. alternans Leach, 1805 —
Venezuela, Orinoco, Manaus
190 mm; 3. S. arthrorhab-
doides Ribaut, 1914 — Co-
lômbia, Amazonas: Naupés
70 mm; 4. S. gigantea gigan-
tea L., 1758 — América Cen-
tral, Venezuela, Amazonas
(Rio Branco e Rio Negro) 270
mm; 5. S. angulata angulata
Newp., 1844 — o mesmo habi-
tat de gigantea 170 mm; S.
angulata moojeni Bücherl,
1941 — rio Tapirapés 170 mm;
6. S. v. viridicornis Newp.,
1844 — Argentina, Uruguai,
Paraguai, Bolívia, Guianas,
Venezuela, Amazonas, Pará e
todo o resto do Brasil 200 mm;
7. S. v. viridis Say, 1821 —
desde o México até a Amazô-
nia 130 mm; S. v. polymor-
pha Wood, 1861 — o mesmo
habitat; 130 mm.
2. Trachycormocephalus Krpln.,
1903 — com 8 espécies da Áfri-
ca até a índia; ausente na re-
gião neotropical.
3. Arthrorhabdus Poc., 1891 —
com 4 espécies, sendo 1 da Aus-
trália, 1 da África do Sul,
1 do México e: 8. A. spinifer
(Krpln., 1903) de Belém do
Pará; 35 mm.
4. Cormocephalus Newp., 1844 —
com cêrca de 92 espécies tropi-
cal - cosmopolitas (Nova Ze-
lândia, Austrália, Madagascar,
África, Ceilão, Filipinas, índia,
Mediterrâneo, América do Nor-
te, Central e Sul) : 9 . C. me-
diosulcatus Att., 1928: ilha de
Marajó; 52 mm; 10. C. un-
gulatus (Mein., 1886) : Haiti,
Venezuela, Manaus, Recife;
45 mm; 11. C. brasiliensis
Humb. — Sauss., 1870 — Ve-
nezuela, Manaus; 24 mm;
12. C. impressus neglectus
(Chamb. 1914) — rio Madeira;
60 mm; 13. C. amazonae
(Chamb., 1914): Manaus
43 mm.
5. Campylostigmus Rib., 1923 —
com 5 espécies da Nova Cale-
dónia.
122
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
6 . Rhoda Mein., 1886 — com 2 es-
pécies brasileiras (Bahia, Per-
nambuco, Santarém): 14. Rh.
thayeri Mein., 1886: Santarém
75 mm.
7. Scolopendropsis Brandt, 1841
— com 1 espécie de Salvador,
Bahia.
b) Asanadini — com 2 gêneros e
6 espécies:
8. Asanada Mein., 1886 — com 4
espécies: índia, Nova Guiné,
Filipinas, Palestina, África.
9. Pseudocryptops Poc., 1891 —
com 2 espécies: índia, Abissí-
nia.
Otostigminae — com 2 tribus:
a) Otostigmini — com 6 genê-
ros; todos os países tropicais e
subtropicais .
10. Otostigmus Por., 1876 — com
72 espécies: índia, Ceilão, No-
va Guiné, Bornéo, Burma, Ce-
lebes, Java, Madras, Sumatra,
Austrália, África, China, Co-
lômbia, Argentina, Uruguai,
Brasil, América Central, Méxi-
co, sendo da Amazônia as se-
guintes: 15. O. pococki Krpln.,
1903 — Margem esquerda do
Baixo Amazonas, Amapá
90 mm; 16. O. rex Chamb.,
1914 — Santarém (Taperi-
nha); Madeira - Mamoré
90 mm; 17. O. inermis Por.,
1876 — Cordilheira central e
oriental da Colômbia, Vene-
zuela, Buenos Aires — Rio Ne-
gro, Amazonas 54 mm; 18.
O. amazonae Chamb., 1914 —
Manaus 45 mm; 19. O. ca-
sus Chamb., 1914 — Madeira-
Mamoré 57 mm; 20. O. la-
tipes Bücherl, 1954 — Rio das
Mortes — Araguaia 31 mm;
21. O. tidius Chamb., 1914 —
Manaus 14,50 mm; 22. O. goel-
dii Brõl., 1898 — Belém, Vene-
zuela 24 mm; 23. O. clavi-
fer Chamb., 1921 — Guiana
Inglesa, Amazonas 60 mm;
24. O. brunneus Chamb., 1921
— Guiana Inglesa 32 mm;
25. O. suitus Chamb., 1914 —
Madeira — Mamoré 55 mm.
11. Digitipes Att., 1930 — com 1
espécie do Congo.
12. Alipes Imhoff, 1854 — com 5
espécies da África.
13. Ethmostigmus Poc., 1898 —
com 15 espécies: Etiópia, ín-
dia, Austrália.
14. Rhysida Wood, 1862 — com
18 espécies das regiões indo-
-australiana, etiópica e neo-
tropical e neártica, tendo re-
presentantes na Amazônia as
seguintes: 26. R. ceie ris
(Humb.-Sauss., 1876) — des-
de o México até a Argentina
— Manaus, Belém 70 mm;
27. R. nuda immarginata
(Por., 1876: índia, Filipinas,
Venezuela, Rio Negro 65 mm;
28. R. longipes longipes
'Volume 5 (Zoologia)
123
(Newp., 1845) : cosmotropical
— Manaus, Belém 90 mm.
15. Alluropus Silv., 1912 — com
1 espécie de Tonkin.
b) Arrhabdotini — com 1 gênero:
16. Arrhábãotus Att., 1930 — com
1 espécie de Bornéo.
2 . Cryptopidae — com 3 sub-
famílias:
Cryptopinae — com 4 gêneros
e 81 espécies:
17. Cryptops Leach., 1815 — com
70 espécies da Europa, Nova
Zelândia, Java, Burma, Nova
Guiné, África, Austrália, Su-
matra, índia, China. América
do Sul: Patagônia, Chile, Ar-
gentina, Bolívia, Brasil (Pa-
raíba do Norte) , América
Central (Cuba, Honduras,
Haiti), sendo da Amazônia as
seguintes: 29. C. furciferens
Chamb., 1921 — Guiana Ingle-
sa, ao longo do rio Demerara;
Brasil: Território do Rio Bran-
co; 15 mm.
18. Paracryptops Poc., 1891 —
com 4 espécies da índia, Nova
Guiné, Java, sendo 30. P. inex-
pectus Chamb., 1914., da Guia-
na inglesa; 16 mm.
19 . Anethops Chamb., 1902 — com
1 espécie da Califórnia.
20. Mimops Krpln., 1903 — com
2 espécies, sendo uma da Chi-
na, a segunda do Rio de Ja-
neiro.
Theatopsinae — com 2 gêne-
ros:
21. Theatops Newp., 1844 — com
3 espécies do sul dos Estados
Unidos, México e Mediterrâ-
neo.
22. Plutonium Cavanna, 1881 —
com 1 espécie da Sicília.
Dinocryptopiuae — com 6 gê-
neros e cêrca de 50 espécies.
23. Dinocryptops Crabill, 1958 —
com 5 espécies dos Estados do
Sul dos EUA, México. América
Central, Hylaea, América do
Sul e China. 30. D. miersii
(Newp., 1845) — desde os Esta-
dos Unidos até a Argentina,
Manaus, Belém, Óbidos.
24. Otocryptops Haase, 1887 —
com 8 espécies com a mesma
distribuição da espécie ante-
rior; 31. O. /. íerrugineus (L.,
1767) : África e as três Améri-
cas: Manaus, Belém; 32. O.
melanostomus (Newp., 1845) :
Filipinas, Nova Guiné, as três
Américas, Manaus, Belém,
Teffé.
25. Kethops Chamb., 1912 — com
1 espécie de Utah. E.U.A.
26. Kartops Archey, 1923 — com
1 espécie da Guiana Inglesa.
27. Tidops Chamb., 1915 — com
2 espécies, sendo uma de Gre-
nada, a segunda de Dunoon,
na Guiana Inglesa.
124
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
28. Newportia Gerv., 1847 — com
cêrca de 30 espécies, tôdas da
zona neotropica, sul do Méxi-
co, América Central, Antilhas,
norte da América do Sul, hy-
laea: 33. N. longitarsis sylvae
Chamb., 1914 — Madeira a-
-Mamoré; 34. N. bicegoi Brõl.,
1904 — Manaus; 35. N. ernsti
Poc., 1891 — Rio Negro; 36.
N. paraensis Chamb., 1914 —
Belém; 37. N. amazônica
Brol., 1904 — Manaus.
Entre as 420 espécies de Escolo-
pendromorfos estão representados
na biota amazônica 37 espécies,
principalmente dos gêneros Scolo-
pendra, Cormocephalus, Otostig-
mus, Rhysida e principalmente
Newportia.
RESUMO
Vinte e duas espécies endêmicas
da ordem dos Escorpiões, perten-
centes a 5 gêneros e 3 famílias, fo-
ram encontradas até agora na bio-
ta amazônica, a maioria delas ain-
da mal determinada, sendo os mais
comuns o Tityus cambridgei, o
Opisthacanthus cayaporum e o
Teuthraustes amazônicas. Os úl-
timos dois apresentam hábitos den-
drícolas, e o primeiro ocorre sôbre
elevações isentas das águas de
inundação.
Entre as 1615 espécies de Ara-
nhas Caranguejeiras, arroladas
para o mundo inteiro, figura a fau-
na amazônica com 59 espécies en-
dêmicas, pertencentes aos gêneros
Actinopus, Anisaspis> Anisaspoides,
Paratropis, Idiops, Fufius, Thalero-
thele, Idiophthalma, Acanthoscur-
ria, Megaphobema, Theraphosa,
Xenesthis e principalmente diver-
sas espécies de Avicularia. A maio-
ria, principalmente as que cons-
tróem tubos subterrâneos, munidos
de tampa do tipo de alçapão, vive
em locais isentos das inundações
periódicas, enquanto que as Avi-
cularias vivem sôbre arbustos e ár-
vores. Theraphosa blondii é a maior
aranha caranguejeira do mundo,
seguida pelos representantes de
Megaphobema e Xenesthis.
A fauna dos Escolopendromorfos,
com cêrca de 420 espécies no mun-
do inteiro, apresenta 37 espécies da
biota amazônica, pertencendo prin-
cipalmente aos gêneros Scolopen-
dra, Cormocephalus, Otostigmus e
principalmente Nexcportia. S. gi-
gantea com 27 cm de compri-
mento é o maior escolopendrídeo
do mundo.
SUMMARY
22 endemic species of Scorpions,
belonging to 5 genera and 3 fami-
lies are represented in the amazo-
na*1 biotope; the most common
are Tityus cambridgei, Opisthacan-
thus cayaporum and Teuthraustes
amazonicus.
The “tarantula” — like Mygalo-
morphe Spider fauna, with 1615
Volume 5 (Zoologia)
125
species in the whole world is pre-
sent in the hylaea with 59 ende-
mic species of the genera Actino-
pus, Anisaspis, Anisaspoides and
Paratropis, Idicps, Fufius, Thalero-
thele, Idiophthalma, Acanthoscur-
ria, Megaphobema, Theraphosa,
Xenesthis and chiefly Avicularia.
The aviculariid — Tarantulae are
dendrophyle during the most part
of their life; Theraphosa blondii
may be considered the biggest “Ta-
rantula’4 in the world, followed by
Xenesthis and Megaphobema.
The Scolopendromorphe — fau-
na with 420 species in the world
shows 37 species in the amazonian
biotope, distributed into the gene-
ra Scolopendra, Otostigmus, Cor-
mocephalus and chiefly Neivportia.
S. gigantea with 27 cm of body
length is the biggest Scolopendro-
morphe in the world.
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Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 127-139 — 1967
SIMULIIDAE DA AMAZÔNIA. III:
SOBRE O GÊNERO “SIMULIUM” LATREILLE, 1802
(Diptera, Nematocera) *
N. L. CERQUEIRA
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus
O papel que as espécies do gêne-
ro Simulium, há muito vêm de-
sempenhando na disseminação de
agentes etiológicos de doenças, tem
sido objeto de estudos em muitos
países. Entre nós, e particularmen-
te na Amazônia só recentemente
Cerqueira (1959) incriminou o Si-
mulium amazonicus Goeldi, 1905
como transmissor de microfilária
da Mansonella ozzardi, motivando
com isto, estudos mais acurados so-
bre esta e demais espécies do gê-
nero na região.
A tais estudos deveu-se não só
uma melhor definição da espécie de
Goeldi, já que as descrições exis-
tentes ofereciam dúvidas quanto às
características apresentadas pelo
autor, assim como também, por não
ser conhecido o seu procedimento
em relação à doença, nesta e nas
demais áreas da região.
Paralelamente, êsses estudos fo-
ram extendidos às espécies já des-
critas e às que foram sendo obti-
das no decorrer das pesquisas de
campo realizadas por nós desde. . .
1957.
Assim é que, até o momento, 10
diferentes espécies já foram encon-
tradas na região além do S. ama-
zonicum : o S. simplicicolor Lutz,
1910, proveniente de Rondônia
(Madeira-Mamoré, localidade ti-
po) cujo estudo taxinômico está
em pauta, eoS. subclavibranchium
Lutz, 1910 da qual não temos ain-
da material. Das demais, duas são
novas: S. goeldii, de material
oriundo de localidades do municí-
pio de Manaus e a outra S. fulvi-
notum de igual procedência, am-
bas descritas a seguir.
• Trabalho do Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia, do Conselho
Nacional de Pesquisas (Diretor: Dr.
D j alma da Cunha Batista) , Divisão de
Pesquisas Biológicas (Diretor: Dr.
Mário Moraes) .
128
Atas do Simpósio sóbre a Biota Amazônica
HISTÓRICO
A família Simuliidae é represen-
tada na Amazônia por um único
gênero, Simulium Latreille, 1802.
Até 1905 nenhuma referência ha-
via sôbre as espécies dêsse gênero
no Brasil. Goeldi, nesse ano, dese-
jando resolver a questão da pre-
sença das mosquinhas abundantes
e incômodas existentes em algumas
áreas da região, resolveu a despei-
to da falta de um especialista, dar
algumas características a fim de
colocá-los no gênero Simulium e,
na mesma ocasião, descreveu o Si-
mulium amazonicum baseando-se
em exemplares de Tefé e alto Pu-
rus, no Estado do Amazonas.
Anteriormente, entrando em
contato com Lutz, a quem havia
enviado material para estudo, re-
cebia confirmação de que os exem-
plares eram de fato Simulium e
afirmava Lutz ter encontrado na
parte meridional do Brasil, mais
3 espécies dêste gênero além da-
quela; todavia nada publicara a
respeito do gênero. Dessa data em
diante nenhuma referência foi fei-
ta ao gênero na Amazônia até . . .
1910, quando Lutz, voltando a se
ocupar das espécies meridionais,
referiu-se a duas espécies encon-
tradas na Estrada de Ferro Madei-
ra-Mamoré, no Território de Ron-
dônia, das quais deu descrição
incompleta, a do S. simplicicolor,
com fêmea, macho e pupa e a do
S. subclavibranchium somente das
brânquias pupais.
A partir daquela data várias re-
ferências foram feitas ao S. ama-
zonicum, porém nenhum estudo foi
realizado com material da região,
até 1964, quando Cerqueira & Nu-
nes de Mello se ocuparam da es-
pécie de Goeldi descrevendo-a de
forma completa e apresentando
circunstanciado histórico pelo qual
fixaram-na, baseados em material
da localidade tipo (Tefé), ofere-
cendo ainda dados bionômicos, os
quais até então eram desconheci-
dos.
IMPORTÂNCIA
Os simulídeos são importantes
transmissores de doenças aos ani-
mais e ao homem. Vários são os re-
gistros existentes sôbre as diversas
zoonoses observadas na Europa e
América do Norte por êles veicula-
das.
O primeiro registro relacionado
com a transmissão de doenças ao
homem por êsses insetos, foi feito
por Blacklock em 1926 em que
dava o resultado de suas experiên-
cias sôbre a infestação por micro-
filária de Onchocerca volvulus
(Leuckart, 1893) pelo Simulium
damnosum Theob., 1903 em Sierra
Leone na África. Desta data em
diante vários são os autores que
em suas pesquisas têm se ocupado
do assunto.
Volume 5 (Zoologia)
129
Na América do Norte, Central e
do Sul certas espécies de Simulium
são incriminadas na transmissão
daquela doença africana.
Lane, em 1949, aproveitando um
trabalho de levantamento levado a
efeito em 1943, associou a presen-
ça do S. pruincsum com a ocorrên-
cia de casos de Penjigo foliaceo
(fogo selvagem) , em diversas loca-
lidades no Estado de São Paulo.
Recentemente, Anderson e cols.
isolaram virus tipo Leste de S. me-
ridionale, em Wisconsin, na Amé-
rica do Norte.
No Brasil, embora o gênero seja
conhecido desde o comêço do sé-
culo, os estudos têm sido dirigidos
mais para taxinomia das espécies
e não em pesquisas áo seu proce-
dimento, e só agora é que foi ve-
rificada na Amazônia o com-
prometimento de uma delas na
veiculação de microfilária da Man -
sonella czzardi. Contudo, dada a
distribuição das espécies em nosso
país é de se esperar que pesquisas
sejam feitas no sentido de conhecer
se outros simulideos possam estar
incriminados nessa ou em outra
doença.
Família Simuliidae Schiner
A família Simuliidae até o pre-
sente, conta com 8 gêneros, que
são: Simulium Latreille, 1802; Pro-
simulium Roubaud, 1906; Parasi-
mulium Malloch, 1914; Austrosi-
mulium Tonnoir, 1925; Cnephia
Enderlein, 1925; Gigantodax En-
derlein, 1925; Lutzsimulium Andr.
& Andr., 1946 e Gymnopais Stone,
1949. Dêstes, 2 ocorrem no Brasil,
o Simulium Latreille, 1802 o mais
antigo da família e o Lutzsimulium
Andr. & Andr., 1946, êste último
somente na parte meridional. Aqui
nos ocupamos somente do gênero
existente na região.
Gênero Simulium Latr.
A primeira forma conhecida do
gênero Simulium foi o imago, só
posteriormente se conhecendo a
larva, pupa e ovos.
Adulto — Cabeça livre, face in-
ferior breve, probóscida curta, for-
te e um pouco saliente; olhos re-
niformes e glabros; fronte sem oce-
los, sede de dimorfismo sexual evi-
dente; no macho, estreita e olhos
holópticos, na fêmea afastada e
olhos dicópticos; antena curta, ro-
busta com 11 artículos; palpo ma-
xilar com 5 segmentos, sendo o ba-
sal mais curto que os demais e o
terminal de comprimento variável,
no 3.° segmento localizando-se o ór-
gão sensorial de Lutz que apresen-
ta forma e tamanho variável. Es-
cudo abaulado sem sutura trans-
versal, recoberto de escamas e cer-
das que, às vêzes oferece ornamen-
tação e pruinosidade; escutelo glo-
boso semilunar. Pleuras e coxas um
tanto desenvolvidas com cerdas em
alguns escléritos cuja localização
entra na caracterização das espé-
9 — 37 145
130
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
cies. Pernas comparativamente ao
corpo, curtas, fortes um pouco
achatadas nos fêmures e tíbias;
metatarso alongado; os demais ar-
tículos tarsais curtos, o compri-
mento dos quatro reunidos é sem-
pre inferior ao comprimento do
metatarso; calcípala e pedisulco
presentes; unhas glabras ou den-
teadas, púlvilos rudimentares. Asa
hialina, comprida e larga sem cé-
lula basal e a nervura cubital on-
dulada sem bifurcação; as nervuras
das margens anteriores mais escu-
ras que as outras, estas às vêzes são
imperceptíveis; nervura costal, RI e
R 2 -j- 3 geralmente com espinhos
e cerdas, às vêzes na subcostal; álu-
las grandes com ângulo saliente;
esquâmula rudimentar. Balancins
salientes e inclinados sôbre o abdo-
me. Abdome com 8 segmentos vi-
síveis sendo o primeiro munido de
pêlos curtos ou longos, marginais;
órgão genital geralmente escon-
dido.
Pupa com um par de ganchos
terminais; segmentos abdominais
V, VI e VII com, no máximo 4 pa-
res de espinhos na face dorsal;
brânquias respiratórias de forma e
número de elementos variáveis.
Larva cilíndrica, caractística
acentuadamente delgada no meio,
na vista dorsal; antena com 4
segmentos; escovas bucais com
cêrca de 40 elementos; mandíbula
com 1 — 3 dentes; segmentos abdo-
minais I e II de menor diâmetro,
aumentando até alcançar a largu-
ra máxima do corpo nos segmen-
tos VI e VII, o diâmetro dêstes seg-
mentos é quase o dôbro dos das por-
ções I e II.
BIONOMIA
As larvas e pupas dêste gênero
são encontradas, como de resto as
demais espécies da família, em
águas agitadas ou então de certa
correnteza. Para postura dos ovos,
as fêmeas preferem as plantas her-
báceas à margem dos igarapés; os
galhos das árvores tombadas sôbre
êstes; as frestas das pedras nos lei-
tos mais ou menos secos, dos iga-
rapés, e, nos trechos onde a corren-
teza é mais intensa, porém não
muito forte, à espera das primeiras
águas, o que permite a eclosão das
larvas. Elas se alimentam de detri-
tos orgânicos e se fixam ao subs-
trato por meio da coroa anal e dei-
xam-se levar às vêzes pela corren-
teza seguras por um fio, que pro-
duzem, à procura de melhores con-
dições, onde permanecem. Por isso
são encontradas isoladas ou em co-
lônias a regular distância do pon-
to de eclosão. Na transformação
para pupa, a larva tece em tôrno
de si um casulo, cônico com uma
abertura na parte cefálica. As pu-
pas respiram pelos filamentos
branquiais cujo número, tamanho
e forma são caracteres específicos.
Os adultos nascem imediatamente
após a baixada das águas. Sòmen-
Volume 5 (Zoologia)
131
te as fêmeas são hematófagas e pa-
recem exercer o hematofagismo
depois da cópula.
DISTRIBUIÇÃO
Os simulídeos são de larga distri-
buição no mundo. Na literatura
pode ser encontrada vasta referên-
cia do encontro dêsses insetos.
Na Amazônia continental o gê-
nero Simulium, à luz de nossos co-
nhecimentos, está disseminado por
tôda área; até o momento já fo-
ram assinaladas cêrca de 29 espé-
cies para a Venezuela, 22 para a
Guiana Inglesa, 14 para o Peru,
11 para a Guiana Francesa, 3 para
a Bolívia, 1 para a Colombia, 1 para
o Suriname e 5 para a Amazônia
brasileira, que nos interessa mais
de perto e que são as seguintes:
S. amazonicum Goeldi, 1905, S.
simplicicolor Lutz, 1910, S. subcla-
vibranchium Lutz, 1910, S. goeldii
sp. n. Cerqueira & Nunes de Mel-
lo e S. fulvinotum sp. n. Cerqueira
& Nunes de Mello, além de outras
ora em estudos. Acreditamos ser
esta área rica em espécies. Damos
a seguir uma rápida caracterização
dessas espécies.
Simulium amazonicum
Goeldi, 1905
Espécie de tamanho médio, côr
negra. Área ocular rasa com ângu-
lo arredondado; antena com os 3
primeiros artículos basais parda-
centos e os demais castanho-escu-
ros; palpo maxilar com o órgão sen-
sorial de Lutz pequeno, ovoide, o
segmento em que se localiza é me-
nor do que o 4.°, o 5.° é 1/3 maior
que o 4..°. O escudo da fêmea com
fino induto de reflexo prateado e
com escamas piliformes douradas
difusas, 3 manchas longitudinais
enegrecidas, sendo a central em for-
ma de pingo que não atinge o es-
cutelo, as laterais terminam na al-
tura da mancha central, tal dese-
nho é motivado pelo induto naca-
rado mais claro na parte central
do escudo. No macho o escudo é de
fundo aveludado e sem desenhos
característicos, recoberto de esca-
mas douradas, eventualmente no-
ta-se na metade anterior do escudo
duas manchas nacaradas em forma
de cunha. Escutelo negro aveluda-
do com escamas piliformes doura-
das. Pleuras enegrecidas com indu-
to alvacento intenso; cerdas no
pronoto, proepisterno e na parte
superior do mesoepisterno. Asa com
a nervura costal com espinhos
curtos, fortes entremeados de cer-
das igualmente curtas; subcostal
com uma fileira de espinhos. Per-
nas: coxa, trocânter e fêmur do
par anterior, creme, êste último re-
vestido de escamas douradas; tí-
bia ocrácea enegrecida no ápice;
tarsos escuros; par mediano, com
coxa enegrecida, semelhante a
pleura; trocânter amarelo e mais
claro que a coxa; fêmur ocráceo,
com escamas douradas; tíbia igual
132
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ao fêmur; tarso I ocráceo com es-
camas prateadas e pequena man-
cha negra na extremidade distai
com cerdas igualmente negras; tar-
so II, com os 2/3 basais amarelos
e o 1/3 distai enegrecido; tarsos III,
IV e V como no par anterior; par
posterior, coxa com reflexo pratea-
do, trocânter infuscado, fêmur com
a metade basal ocrácea e a distai
castanho-escura, tíbia com a meta-
de basal amarelo-pálido com esca-
mas prateadas e a distai negra,
com escamas igualmente negras:
tarso I amarelo-pálido e com esca-
mas prateadas exceto a extremida-
de distai que é negra; tarso II com
a metade basal amarelo-pálido e re-
coberto por escamas prateadas, a
outra metade negra; tarsos III, IV
e V iguais aos do par anterior; gar-
ras um tanto desenvolvidas e iner-
mes. Abdome na fêmea, negro ave-
ludado nos 4 primeiros segmentos
e com placas tergais do II em dian-
te, no macho, negro-aveludado no
dorso e prêto-fosco no ventre; seg-
mento I com franja de cerdas cas-
tanhas e que são longas nos lados;
segmentos II, V, VI e VII com man-
cha lateral nacarada, a V menor e
mais estreita do que a do VI e a
do VII, a do VIII tomando todo o
dorso do segmento. Casulo consti-
tuído de tecido fino de malhas ir-
regulares apresentando uma sali-
ência bem pronunciada no vestíbu-
lo; brânquias respiratórias com
4 ramificações terminais de cada
lado variando de comprimento e
grossura, aproximadamente mais
de duas vêzes o comprimento da
pupa e de ponta ligeiramente rom-
ba, tôdas nascendo de um só tron-
co que subdivide próximo à base.
Larva de 3,5 mm de comprimen-
to com pigmentação esverdeada
quando viva.
Distribuição e Bionomia — Esta
espécie parece ser freqüente em
tôda a região Amazônica brasileira,
isto porque sua presença já foi
constatada nos municípios de Ma-
naus, Codajás, Tefé, Coari, Fonte
Boa, Tonantins, Amaturá e Benja-
min Constant, no Estado do Ama-
zonas; Turiaçu (Alto Turi) , no Es-
tado do Maranhão; Pôrto Velho,
no Território Federal de Rondônia.
Enquanto que na Amazônia Conti-
nental foi citada na Venezuela,
Guiana Inglesa e Peru, porém, ofe-
rece dúvida quanto à sua identi-
dade.
As larvas e pupas são encontra-
das nos leitos dos igarapés quando
sombreados e nos trechos onde a
correnteza é mais intensa, porém
não muito forte, em folhas secas
caídas e encalhadas. As fêmeas são
mais ativas às primeiras horas da
manhã e às últimas da tarde, com
tempo bom e ameaçando chuva,
em lugares abertos, próximos à
borda da mata ou perto das casas,
excepcionalmente dentro delas,
Volume 5 (Zoologia)
133
quase sempre distantes dos criado-
res. Atacam o homem de preferên-
cia nos membros inferiores, a não
ser em grandes enxames, quando
o fazem indistintamente em outras
regiões expostas do corpo, nessas
condições, atacam também outros
animais (bois e cavalos). Esta es-
pécie é transmissora potencial de
microfilária da Mansonella ozzarãi
no município de Codajás; admite-se
que seja responsável pela endemia
em tôda a área Amazônica.
Simulium simplicicolor Lutz, 1910
Espécie de tamanho grande, côr
parda-ocrácea. Área ocular um
tanto profunda, com ângulo arre-
dondado; antena de côr castanho-
amarelo com pubescência alvacen-
ta, os 3 primeiros artículos basais
um pouco mais claros : palpo maxi-
lar, robusto castanho-escuro, gros-
seiramente piloso, principalmente
o 3.° segmento na face dorsal, o
último menor do que o 3.°. Escudo
ocráceo avermelhado escuro com
escamas pequenas piliformes cas-
tanho-escuras, espaço anti-escute-
lar com cerdas curtas e erectas,
enegrecidas, grosseiras; pósnoto,
liso e brilhante. Asa ocrácea na
base; nervura costal e a R 1, reves-
tidas de cerdas curtas e grosseiras
até o encontro das duas nervuras.
Pernas um pouco mais pálidas que
as pleuras que são ocráceo-escuras,
principalmente os fêmures e as tí-
bias; tarsos castanho-escuros;
unhas fortes com um pequeno den-
te. Abdome castanho-enegrecido
densamente cerdoso um pouco
mais claro no dorso a partir do V
tergito. Casulo constituído de fios
grosseiros e escuros; brânquias res-
piratórias com 20 ramos partindo
de 5 troncos que se bifurcam per-
to da base. Larva bastante grande
com manchas verde-negras.
A diagnose do adulto foi basea-
da em um único exemplar fêmea
colhido na localidade tipo, Territó-
rio Federal de Rondônia; quanto
à pupa e larva, foram obtidas da
breve descrição de Lutz (1910).
Distribuição e Bionomia — Esta
espécie parece ser rara, pelo menos
em certos períodos do ano, e tam-
bém, restrita à sua localidade de
origem, mesmo porque durante
nossas investigações apenas um
único exemplar foi colhido em Ja-
ci-Paraná, Estrada de Ferro Madei-
ra — Mamoré, no Território Fe-
deral de Rondônia, onde original-
mente foi encontrada. Vale lem-
brar que Lutz ao descrevê-la de-
clara ter examinado muitos outros
exemplares capturados com isca
humana e animal (cavalo), assim
como larvas e pupas. Já tivemos
oportunidade de examinar êsse
material existente na coleção do
Instituto Oswaldo Cruz.
As larvas e pupas são encontra-
das provàvelmente em condições
134
Atas ão Simpósio sôbre a Biota Amazônica
idênticas à espécie anterior, S.
amazonicum, carecendo esta obser-
vação de confirmação. A fêmea de
que dispomos foi capturada com
isca humana, dentre os 50 exem-
plares de outra espécie colhidos na
mesma ocasião, com tempo quen-
te, temperatura ambiente 32°C,
das 16:00 às 17:00 horas em 2 de
junho de 1961.
Simulium subclavibranchium
Lutz, 1910
Espécie descrita apenas da pupa.
Casulo constituído de cerdas bas-
tante grossas, cêrca de 3,5 mm de
comprimento; brânquias respirató-
rias longas, aproximadamente do
mesmo tamanho do casulo, com
6 ramos partindo de 3 troncos que
se bifurcam perto da base, com a
terminação ligeiramente espessada
e de ponta cônica.
Distribuição e Bionomia — Esta
espécie só se conhece pela diagnose
original de Lutz, baseada num pe-
queno número de pupas, em casu-
los procedentes da Estrada de Fer-
ro Madeira — Mamoré, no Terri-
tório Federal de Rondônia.
As pupas em casulos foram colhi-
das juntamente com material da
espécie procedente daquela locali-
dade, segundo o autor.
Simulium goeklii Cerqueira
& Nunes de Mello sp. n.
Espécie de tamanho pequeno, côr
castanho-escuro. Área ocular pe-
quena, de ângulo um tanto agudo;
antena de côr castanha com pêlos
curtos e pubescência clara, os dois
primeiros artículos amarelo-páli-
dos e lisos; palpo maxilar casta-
nho, órgão sensorial de Lutz gran-
de, o segmento em que se locali-
za é maior do que o 4.° e 5.° duas
vêzes mais longo do que êste. Es-
cudo castanho-escuro ligeiramente
avermelhado no centro e aveluda-
do, com pequenas escamas aco-
breadas uniformemente distribuí-
das dos lados e, na parte posterior
do escudo há uma faixa pruinosa
que é mais estreita nos lados; es-
cutelo da côr do escudo e um pou-
co mais avermelhado; pósnoto e
pleuras enegrecidas com pruinosi-
dade nacarada; cerdas no pronoto
e proepisterno. Nervura costal da
asa com cerdas e espinhos entre-
meados e espaçados entre si, po-
rém mais condensados da bifurca-
ção da subcostal para o ápice; seção
basal da R 1, nua, a porção apical
com cerdas curtas espiniformes.
Pernas com coxa e trocânter do
par anterior enegrecido, fêmur e
tíbia cremes, com escamas dou-
rado-pálidas; tarsos castanho-
escuros; par mediano com coxa e
trocânter escuro, porém os fêmures
castanho-escuros na parte dorsal e
mais escuros na ventral, revestidos
de escamas creme, ápice pálido
assim como a tíbia; tíbia levemen-
te escurecida na face externa e cre-
Volume 5 (Zoologia)
135
me na interna, esta côr continua
até o último tarso o qual é um pou-
co mais escuro; par posterior com
coxa enegrecida e trocânter creme-
-claro; fêmur castanho-escuro; tí-
bia com a metade apical branco-
amarelada e a basal castanho-ene-
grecida; tarso I com os 2/3 basais
brancos e o 1/3 apical castanho-es-
curo; tarso II com estreito anel
basal branco e o restante dêste e
dos demais artículos escuros; gar-
ras dos 3 pares, pequenas, com um
dente mediano pequeno. Abdome
na fêmea negro-aveludado sem pla-
cas esternais, porém com placas
tergais a partir do II onde apre-
senta mancha pruinosa nacarada
nos lados, tôdas as placas lisas e
lustrosas. Nos machos, o I segmen-
to com cerdas curtas em cima e
longas nos lados; segmentos II, VI
e VII com mancha lateral de prui-
na azulada. Casulo constituído de
tecido fino de malhas bem trança-
das e irregulares; brânquias respi-
ratórias com 8 ramificações, longas
aproximadamente duas vêzes o
comprimento da pupa, tôdas nas-
cendo de um só tronco que em se-
guida se divide em dois, um tanto
distante da base. Larva de 3,5 mm
de comprimento, corpo pigmenta-
do simètricamente e de colorido
castanho-avermelhado mostrando
um anel mais escuro no primeiro
segmento abdominal, mais escuro
quando viva; antena longa ultra-
passando de muito o processo la-
teral da escova bucal.
Distribuição e Bionomia — Esta
espécie se acha distribuída nas se-
guintes localidades: municípios de
Manaus e Waupés no Estado do
Amazonas, e Pôrto Velho, no Ter-
ritório Federal de Rondônia.
As larvas e pupas são encontra-
das em folhas sêcas encalhadas nas
frestas das lajes, nos galhos e tron-
cos de árvores tombados nos leitos
dos igarapés, a uma profundidade
de aproximadamente 20 a 30 cm,
nos lugares mais estreitos onde a
correnteza é mais intensa; excep-
cionalmente são encontradas em
folhas vivas de Thurnia sphercce-
phala Hook. Observamos que são
mais freqüentes e mais abundantes
no comêço e no fim dos períodos
chuvosos e no decorrer do estilo,
após a baixada das águas, na área
do município de Manaus, e que são
mais abundantes em igarapés de
águas escuras não acontecendo c
mesmo com igarapés de águas cla-
ras.
Nos três anos de investigações de
campo em que fizemos capturas de
insetos, de um modo geral nas
adjacências dos locais onde colhe-
mos pupas em grandes colônias, e
em áreas distantes dentro e fora
da mata, nunca tivemos oportuni-
dade de capturar nenhum adulto.
A fim de termos uma idéia da
longevidade das fêmeas em cativei-
136
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
ro, e o seu procedimento quanto ao
hematofagismo, várias tentativas
foram feitas com adultos nascidos
em laboratório, conseguindo man-
tê-los vivos em tubos de hemólise,
e alimentados com solução açuca-
rada a 10% durante um período
de 182 horas, porém nenhuma fê-
mea mostrou interêsse em atacar
o homem.
Os adultos caracterizados foram
obtidos com criação no laborató-
rio.
Simulium fulvinotum Cerqueira
& Nunes de Mello sp. n.
Espécie de tamanho grande, côr
ocrácea. Fronte um tanto estreita
na fêmea; área ocular pouco pro-
funda, com o ângulo ligeiramente
triangular; antena ocráceo-alaran-
jada escurecendo-se para o ápice
com pubescência alvacenta; palpo
maxilar robusto no 3.° segmento,
com o órgão sensorial de Lutz
grande, os demais delgados, casta-
nho-enegrecidos, o último cêrca de
duas vêzes mais longo que o 3.°.
Escudo o c r á c e o avermelhado
com uma faixa estreita pruinosa
partindo do calo umeral até a raiz
da asa, o centro do escudo com pe-
queninas escamas piliformes dou-
radas, escassas e irregularmente
dispostas, às vêzes com desenhos
irregulares mais amarelos; escute-
lolo da côr do escudo com cerdas
escuras, longas e erectas na mar-
gem; pósnoto mais pálido que o
escudo, com pruinosidade clara
em certas incidências de luz; cer-
das no pronoto e proepisterno. Base
da costa da asa com cerdas casta-
nhas; nervura costal com cerdas
curtas castanho-escuro, entremea-
das por cerdas espiniformes bem
maiores; subcostal com fileira de
cerdas simples nos 2/3 basais; se-
ção basal de R cerdosa; R 1 com fi-
leira de cerdas simples e outras es-
piniformes, entremeadas; R 2 -j- 3
com fileira de cerdas simples; Cu
com dupla curvatura. Pleura acas-
tanhada com pruinosidade branca
em mancha alongada, que atinge
mais da metade basal dos escléri-
tos. Pernas robustas; par anterior,
com coxa, trocânter e fêmur ama-
relo-pálidos, tíbia e tarsos casta-
nho-enegrecidos; par mediano com
a coxa castanha e trocânter e fê-
mur amarelo-pálidos com escamas
douradas; tíbia e tarsos castanhos
com escamas da mesma côr e a face
interna com escamas amarelo-páli-
das; par posterior, com a coxa cas-
tanha um pouco escura, trocânter
e fêmur amarelo-acastanhado um
pouco mais escuro que os anterio-
res; tíbia castanha com cerdas e
escamas mais pálidas; metatarso
com os 2/3 basais esbranquiçados
e recobertos de escamas branco-lei-
tosas deixando ver no sentido lon-
gitudinal na parte dorsal uma fai-
xa escura, os demais tarsos iguais
aos primeiros; garras, dentadas.
Volume 5 (Zoologia)
137
Abdome na fêmea com o 1° e 2.°
tergitos da côr do tórax e cerdas
castanhas pequenas, estas são um
pouco maiores e mais condensadas
dos lados e esparsas no centro; do
4.° até o último o abdome é ene-
grecido com placas tergais brilhan-
tes e pêlos um pouco mais claros
esparsos, distribuídos em todos os
segmentos. No macho o segmen-
to I é mais cerdoso. Casulo consti-
tuído de fios grosseiros, mal tecido,
principalmente nas bordas e vestí-
bulo onde as malhas são grandes e
irregulares; brânquias respirató-
rias com 20 ramificações terminais,
aumentando de comprimento da
parte interna para a externa, mais
ou menos longas e de ponta rom-
ba. Larva de 5 mm de comprimen-
to com o corpo de pigmentação
verde-escuro mais condensada no
entumescimento abdominal.
Distribuição e Bionomia — Esta
espécie foi achada somente nos ar-
redores do município de Manaus,
Estado do Amazonas.
As larvas e pupas são encontra-
das em colônias, associadas a S.
amazonicum e S. goeldii.
Os adultos caracterizados foram
obtidos com criação no laboratório,
pois durante nossas investigações,
nunca tivemos oportunidade de
capturar nenhum exemplar.
RESUMO
O autor inicialmente faz um bre-
ve histórico do gênero na Amazô-
nia brasileira, ressaltando o fato
de ter sido Goeldi, em 1905, o pri-
meiro a dar ligeira caracterização
do gênero Simulium no Brasil, ao
descrever o Simulium amazonicum,
muito embora Lutz, em 1903, já ti-
vesse se referido de passagem aos
Simulium do Brasil meridional,
sem contudo dar nenhuma carac-
terística genérica. Refere-se à dis-
tribuição das espécies brasileiras
na região, particularizando a Ama-
zônia brasileira onde só recente-
mente pesquisas vêm sendo reali-
zadas no intuito de seu melhor co-
nhecimento e oferece dados bionô-
micos das espécies conhecidas na
região. Chama a atenção para a
importância sanitária do gênero,
destacando o desempenho de algu-
mas espécies na transmissão de
certas doenças ao homem, salien-
tando o encontro do Simulium
amazonicum com microfilária da
Mansonella ozzardi na cidade de
Codajás, à margem esquerda do rio
Solimões, no Estado do Amazonas.
Refere-se, ainda, à importância do
gênero em relação às zoonoses co-
muns nos Estados Unidos e Eu-
ropa.
Apresenta a caracterização atua-
lizada do gênero, dando rápida
diagnose de 5 espécies regionais,
duas das quais novas para a ciên-
cia: Simulium amazonicum Goel-
di. 1905, S. simplicicolor Lutz,
138
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
1910, S. subclavibranchium Lutz,
1910, S. goeldii sp. n. e S. fulvino-
tum sp. n., dizendo ainda ter ou-
tras que serão estudadas oportuna-
mente.
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Vol. 5 (Zoologia): 141-170 — 1967
LACERTÍLIOS DA AMAZÔNIA. III:
O GÊNERO “ARTHROSAURA” BOULENGER, 1885
(Lacertilia, Teiidae)
OSVALDO RODRIGUES DA CUNHA
Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, Pará
(Com 8 figuras no texto)
O propósito dêste trabalho é es-
tabelecer uma reconsideração acêr-
ca do status das espécies do gênero
Arthrosaura. O esboço das informa-
ções aqui contidas foi iniciado em
1962, logo após a publicação de
nosso trabalho tratando generali-
zadamente dos lagartos que ocor-
rem na região Amazônica (Boi.
Mus. Paraense Emílio Goeldi , nú-
mero 39, 1961). Ali, o gênero Ar-
throsaura foi discutido de acordo
com os elementos e os conhecimen-
tos que na ocasião nos eram dispo-
níveis. Por êste motivo, e à defi-
ciência de uma análise morfológica
e taxonômica mais profunda, al-
gum tempo depois já podíamos per-
ceber sérias incorreções que recla-
mavam urgente reconsideração da
situação de tódas as formas do gê-
nero.
Um minucioso estudo foi então
desenvolvido em todos os exempla-
res que anteriormente serviram à
elaboração do trabalho citado. Pos-
teriormente foram incluídos mais
5 espécimes de procedências diver-
sas da Amazônia brasileira. Depois
disso, o número de exemplares não
aumentou o que nos leva a con-
cluir que os lagartos do gênero Ar-
throsaura apresentam um grau
bem elevado de raridade. Podemos
ainda admitir outra hipótese, qual
seja o resultado de uma deficiente
coleta ocasionado naturalmente
pelas condições de vida que apre-
sentam êstes microteídeos. Adian-
te anotaremos algo sôbre o as-
sunto.
A pesquisa que a seguir desen-
volvemos, embora pormenorizada-
mente, queremos fazer questão de
esclarecer com antecipação, consi-
deramo-la ainda sob o caráter pre-
liminar, pois como se poderá per-
ceber no decorrer do trabalho, as
142
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
amostras manipuladas são relati-
vamente pequenas para se obter
uma conclusão definitiva. Uma
amostragem suficientemente nu-
merosa poderá mais tarde modifi-
car o esquema aqui apresentado
sob o aspecto taxonômico, zoogeo-
gráfico, evolutivo e ecológico. Êste
último, quando forem realizados
estudos detalhados das condições
de vida dêstes pequenos lacertílios,
um resultado satisfatório determi-
nará conclusões mais convincentes,
à validade das espécies de Arthro-
saura.
O gênero Arthrosaura foi criado
por Boulenger, em 1885, para a
espécie Cercosaura ( Pantodacty -
lus) reticulata O’ Shaughnessy,
1881, originalmente descrita de um
único exemplar proveniente de Ca-
nelos, pequena localidade do Equa-
dor situada nos contrafortes orien-
tais dos Andes. Verificou Boulen-
ger a presença de vários caracte-
res taxonômicos na espécie de
O’ Shaughnessy, que diferiam bas-
tante dos que são típicos para o gê-
nero Cercosaura. Criou o gênero
Arthrosaura principalmente pela
disposição dos escudos supracefá-
licos; pelas escamas dorsais e late-
rais, longas, estreitas, pontudas,
carenadas e imbricadas, arranjadas
apenas em séries transversas; e
finalmente pelos escudos pré-anais.
Em 1904 dois microteídeos fo-
ram descritos da Guiana Holande-
sa (Surinam) por Van Lidth de
Jeude que os denominou: Arthro-
saura versteegii e Prionodactylus
kockii. Mais tarde (1928) Bron-
gersma em meticuloso trabalho
mostrou que esta última não era
um lagarto do gênero Prionodacty-
lus, mas com certeza pertencia a
Arthrosaura; nesse trabalho refe-
ria ainda aquêle autor que a for-
ma A. dorsistriata descrita em
1923 por Muller, devia ser consi-
derada como sinônima de A. ko-
ckii.
O status do gênero é de nôvo dis-
cutido por Burt & Burt (1931 : . . .
312-313) em um estudo sôbre os la-
gartos sul-americanos com base
nas coleções do American Museum
of Natural History, de New York.
Êstes autores não manipularam
qualquer exemplar de Arthrosaura,
limitando-se apenas à confecção de
uma chave sinótica de alguns ca-
racteres das espécies conhecidas na
época, que assim referiram: A.
versteegii, A. reticulata, A kockii e
A. tatei. Esta última forma foi re-
ferida como pertencendo a Arthro-
saura, atitude aliás bastante infe-
liz que o próprio Brongersma
(1932) lastimava e refutava como
não sendo um indivíduo dêste gê-
nero. É de fato um lagarto comple-
tamente diferente, não apresentan-
do quaisquer caracteres genéricos
de Arthrosaura. Esta opinião foi
mais tarde confirmada por Ruibal
(1952). A descrição por êles apre-
sentada, acompanhada de figuras
Volume 5 (Zoologia)
143
indica claramente que o lagarto em
questão pertencia a outro gênero,
nunca porém a Arthrosaura.
Burt & Burt no referido estudo
(1931: 313) escreviam o seguinte:
“É possível que futuros estudos,
possam mostrar A. kockii como si-
nônimo dêste co-extensivamente
distribuído. A. versteegii”. A seguir
arrematavam êste ponto-de-vista
com a conclusão seguinte: “Parece
que três das espécies de Arthrosau-
ra ( versteegii , kockii, e reticulata)
são pràticamente sinônimas em de-
talhes de folidose e proporção, em-
bora futuros trabalhos possam pro-
var isto não ser verdade”.
Em 1932, volta Brongersma com
um minucioso estudo sôbre a vali-
dade das espécies de Arthrosaura,
em cujo trabalho procura aplicar
exames de comparação para a di-
ferenciação das espécies reconheci-
das como pertencendo a êste gêne-
ro. As redescrições de A. versteegii
e A. kockii são apresentadas,
bem como uma análise crítica e
comparativa entre cada espécie.
Neste trabalho Brongersma refuta
a existência ou a validade de A.
concolor (= Pantodactylus conco-
lor Tschudi, 1847) , concluindo que
êste nome não se aplicava a ne-
nhuma das espécies de Arthrosau-
ra, afirmando que o tipo de conco-
lor se encontrava irremediàvelmen-
te perdido (segundo informava Pe-
ters, 1862) e a descrição da mes-
ma era insuficiente, embora encon-
trasse alguns caracteres próximos
em relação a A. versteegii. A desig-
nação Pantodactylus concolor po-
deria se aplicar hipotèticamente a
uma das formas de Pantodactylus,
ou a outras dos inúmeros gêneros
de microteídeos. Excluía também
no gênero Arthrosaura a espécie
A. tatei Burt & Burt, pelas razões
anteriormente expostas.
O trabalho de Brongersma foi
importante para a elucidação das
questões acima referidas, todavia
deixou inúmeras lacunas em virtu-
de da deficiência das amostras es-
tudadas. Teve em mãos um núme-
ro muito diminuto de exemplares
(1 ex. de versteegii, 4 ex. de kockii
e nenhum de reticulata) . Ape-
sar dêsse inconveniente estabelece
Brongersma a validade das seguin-
tes espécies : A. reticulata
(0’Shaughnessy) , A. versteegii
Jeude e A. kockii (Jeude). Todos os
exemplares estudados por êste au-
tor eram provenientes de várias
localidades da Guiana Holandesa
(Surinam) e conservados no Rijks
Museum van Natuurlijke Historie
e Zoologisch Museum, de Amster-
dam, ambos museus da Holanda.
Anos depois (1935) Brongersma
publica outro pequeno trabalho,
aliás o último, no qual redescreve
a espécie. A. reticulata baseada no
único exemplar conhecido até en-
tão e conservado no British Mu-
144
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
seum of Natural History. Conclui
depois êste autor pela subespecia-
ção de Arthrosaura. Escreve o se-
guinte no final de seu trabalho:
“Assim, o gênero Arthrosaura com-
preende duas espécies: A. reticula-
ta (que pode estar dividida em
duas subespécies, A. reticulata re-
ticulata (O’ Shaughn.) e A. reti-
culata versteegii Lidth) e A. kockii
(Lidth) .
Em nosso trabalho já citado
(1961) admitimos também esta si-
tuação para o referido gênero, o
que nos levou infelizmente a erros
imperdoáveis. Primeiramente, in-
cluímos o nome duvidoso A. con-
color ( Pantodactylus concolor)
admitido sob reserva, excluído de
qualquer consideração neste en-
saio; A. reticulata reticulata, ape-
nas citado, ficou sem referência es-
pecial, porque foi dado como não
representado nas coleções herpeto-
lógicas do Museu Paraense, embo-
ra realmente o fôsse por 2 exem-
plares perfeitos, e que na falta de
uma acurada análise morfológica
de nossa parte, foram erronea-
mente classificados como subespé-
cie de A. reticulata versteegii, com
um representante apenas, A. reti-
culata versteegii perdeu assim seu
significado taxonômico, específico
e de distribuição geográfica ao ser
incluído com os exemplares da de-
signação anterior, e que pertencem
de fato a outra espécie caracteris-
ticamente distinta. Por outro lado,
acresce informar que sob a desig-
nação taxonômica desta subespé-
cie, incluímos também 5 outros
exemplares que possuem caracteres
morfológicos distintos de tôdas as
outras espécies e aqui considera-
dos como uma nova forma de Ar-
throsaura, intermediária entre A.
reticulata e A. versteegii. Restava
A. kockii que foi naquêle trabalho
mais ou menos bem caracterizada,
em virtude de suas diferenciações
morfológicas perfeitamente sepa-
ráveis.
Os lagartos que compreendem o
gênero Arthrosaura apresentam
ampla distribuição por tôda a área
da hiléia Amazônica. São conheci-
dos exemplares coletados no ter-
ritório da Amazônia Brasileira,
Equador, Venezuela (?) e Guiana
Holandesa (Surinam). Constituem
lagartos de pequeno talhe, moder-
namente denominados microteí-
deos juntamente com outros dos
gêneros Leposoma, Alopoglossus,
Cercosaura, Placosoma, Euspondy-
lus, Pantodactylus , Iphisa, Callis-
cincopus, Micrablepharus, Gym-
nophthalmus, Bachia, etc.
O gênero Arthrosaura é de ocor-
rência relativamente rara, admi-
tindo-se pelo número diminuto de
exemplares conhecidos e conserva-
dos em coleções de museus. Para
a realização do presente trabalho
foram manipulados 30 exemplares,
Volume 5 (Zoologia)
145
provàvelmente a maior reunião
dêstes lagartos já obtida para es-
tudos. Devem ser lagartos com
condições de vida especiais, com
habitat terrestre, de florestas som-
brias e úmidas; os hábitos são se-
clusivos, vivendo no solo umedeci-
do da mata debaixo de folhas se-
cas, vegetação rasteira e sob o tron-
co apodrecido de árvores jazidas no
chão. Um estudo aprofundado de
sua ecologia proporcionará melhor
facilidade para a captura dêstes
microteídeos.
Para a realização dêste estudo
foram examinados 30 espécimes
procedentes de 7 localidades da
Amazônia Brasileira. Uma análise
minuciosa comparativa entre as es-
pécies foi levada a cabo. Em con-
sonância, um confronto dos carac-
teres específicos dos espécimes dis-
poníveis foi necessàriamente obje-
tivado com as descrições originais
(em parte) e as redescrições pos-
teriores de Brongersma.
Em conclusão final, admitimos
em caráter preliminar, a ocorrên-
cia de 4 espécies para o gênero Ar-
throsaura em tôda a área Amazô-
nica. A existência da subespeciação
foi no momento deixada à margem
pela pequena amostra trabalhada
(enquanto não se consiga gran-
de número de exemplares com co-
leta mais eficiente nas áreas in-
termediárias) , para desmembrar
em subespécies as espécies aqui
consideradas.
São as seguintes as formas re-
consideradas e uma espécie nova,
definidas neste trabalho, acompa-
nhadas pelo número de exemplares
estudadas para cada uma delas:
Arthrosaura — Espécimes :
versteegii 1
reticulata 4
amapaense sp. n. . . 5
kockii 20
Destas 4 espécies, 3 delas coexis-
tem intimamente no Território Fe-
deral do Amapá, desconhecendo-se
se tal condição apresenta maior
amplitude na Amazônia total. Em
todo o caso é de se supor pela pos-
sibilidade desta coexistência, pois
está perfeitamente assinalado que
em pequena área da Guiana Ho-
landesa (Surinam) foram encon-
tradas 2 espécies vivendo juntas.
No Amapá assinalamos as seguin-
tes espécies: A. versteegii , A. ama-
paense, e A. kockii. Para Surinam
assinalam-se A. versteegii e A. ko-
ckii.
Uma disjunção bastante acen-
tuada ocorre com a espécie A. reti-
culata, que domina uma área dis-
tinta muito afastada das formas
referidas. Constitui espécie domi-
nante em tôda área do alto Ama-
zonas, desde os contrafortes dos
Andes e através tôda a região pla-
10 — 37 145
146
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
na da parte ocidental da bacia
Amazônica. As restantes espécies
constituem, ou pelo menos pare-
cem constituir, espécies típicas
para a região oriental do grande
Vale.
As coleções examinadas, seguem
adiante com as abreviaturas usa-
das no texto: Museu Paraense Emí-
lio Goeldi (MPEG) ; Museu Nacio-
nal (Rio) (MN) ; Departamento de
Zoologia de S. Paulo (DZ).
Para esclarecimento mais defini-
do da distribuição das espécies do
gênero Arthrosaura na Amazônia,
inserimos aqui algumas ligeiras in-
formações acêrca das localidades
conhecidas onde foram feitas cole-
tas de espécimes dêstes lagartos:
Canelos : pequena localidade do
Equador situada a cêrca de 900m
de altitude, às margens do rio Bo-
bonaza nos contrafortes da Cordi-
lheira Andina, entre as nascentes
do rio Pastaza e Napo. Região li-
mite da hiléia Amazônica.
Montes Duida: grande massa
montanhosa isolada, com vários
platôs que variam de altitude des-
de 280 a 2 . 200 m. Está situado a
oeste da Cordilheira Parima, ao sul
do território da Venezuela, bem
próximo do limite setentrional do
Brasil. Área limite da floresta Ama-
zônica.
Montes Cottica : pequenos mon-
tes situados a leste da Guiana Ho-
landesa (Surinam) , próximo dos li-
mites da Guiana Francesa.
Montes Wilhelmina : pequenos
montes situados mais a a oeste da
Guiana Holandesa (Surinam) , pró-
ximo dos limites da Guiana Britâ-
nica.
Rio Coppename : pequeno rio
mas um dos principais da Guiana
Holandesa (Surinam) . Nasce nos
montes Wilhelmina e vai desaguar
no Atlântico, não distante de Pa-
ramaribo.
Benjamin Ccnstant : pequena ci-
dade do Estado do Amazonas, Bra-
sil, situada às margens do rio So-
limões (Amazonas) , próximo a foz
do rio Javari nos limites com o
Peru.
Estirão do Equador : núcleo do
Exército Brasileiro (Grupamento
de Elementos de Fronteira), situa-
do à margem direita do rio Javari,
400 km acima da foz. Zona de fron-
teira com o Peru.
Rio Itacoaí : importante afluen-
te do rio Javari da margem direita
do território do Brasil.
Rio Maracá : rio do Território Fe-
deral do Amapá localizado no mu-
nicípio de Mazagão, região ociden-
tal do mesmo território.
Rio Amapari : rio do Território
Federal do Amapá, localizado na
região oriental atlântica do mesmo
território.
Volume 5 (Zoologia)
147
Rio Oiapoque: importante rio
brasileiro que separa o território
do Brasil com o da Guiana France-
sa. Estende-se por todo Território
Federal do Amapá.
Ananindéua : pequena localidade
do município de mesmo nome, si-
tuada nos limites da área suburba-
na da cidade de Belém, capital do
Estado do Pará.
TABELA 1
Material Examinado
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
148
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Arthrosaura Boulenger
1885 — Catalogue of the Lizards
in the British Museum, II;
389. Espécie Tipo: Cercosaura
( Pantodactylus ) r e tic ul at a
0’Shaughnessy, 1881, Proc.
Zool. Soc. Lond. p. 231 (Loca-
lidade Canelos, Equador) .
Diagnose : Microteídeos não al-
cançando 200 mm; cauda mais
longa que o corpo. Língua anterior-
mente com papilas escamóides, im-
bricadas. Dentes bi ou tricúspides.
Escudos supracefálicos regulares,
grandes; podem apresentar-se li-
sos ou com estriações. 3 ou 4 su-
praoculares; frontonasal grande se-
parando os nasais; prefrontais e
frontoparietais presentes; frontal
longo estreito; interparietal muito
mais estreito que os parietais; na-
rina situada no centro de um na-
sal inteiro; loreal grande, sempre
tocando a segunda supralabial;
uma pequena frenorbital; tempo-
rais carenados ou não; 7 a 8 supra-
labiais; 6 a 8 infralabiais; 3 a 6 pa-
res de guiares; 4 pares de pós-men-
tais, apresentando 2 ou 3 contí-
guos; colar distinto com 9 a 11 es-
cudos; escamas dorsais longas, es-
treitas, carenadas, pontudas e im-
bricadas, dispostas apenas em filas
transversas; laterais menores que
as dorsais; ventrais grandes, sub-
quadrangulares, lisas, mais ou me-
nos arredondadas na extremidade
anterior e dispostas em séries lon-
gitudinais e transversais; 3, 4 ou 6
escudos pré-anais; 2 poros pré-
anais de cada lado e 5 a 8 femorais
nos machos, ambos ausentes nas
fêmeas.
CHAVE PARA AS ESPÉCIES DE
ARTHROSAURA
I Três escudos supraoculares.
-f- Sem faixa clara vertebral; 3 es-
camas palpebrais.
1 . Três placas pré-anais; 3 pla-
cas guiares; distribuição:
G u i a n a s e Território do
Amapá (Brasil oriental) . . .
versteegii.
2. Quatro placas pré-anais; 4
placas guiares; distribuição:
Território do Amapá, Brasil
oriental amapaense.
3. Seis placas pré-anais; 4 a 5
placas guiares; distribuição:
Equador oriental; montes
Duida, sul da Venezuela; rio
Amazonas, Javari - Itacoaí,
região ocidental do Brasil . .
reticulata.
II Quatro escudos supraoculares.
-[- Faixa clara vertebral presente;
4 a 5 escamas palpebrais.
1. Seis placas pré-anais; 4 a 6
placas guiares; distribuição:
tôda porção oriental da
Amazônia brasileira e Guia-
nas kockii.
Quadro Geral dos Principais Caracteres Diferenciativos das Espécies do Gênero
Arthrosaura
(A media aritmética dos valores extremos segue por baixo cm parênteses)
Volume 5 (Zoologia)
149
150
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Arthrosaura versteegii Jeude
1904 — Arthrosaura versteegii V. L. de
Jeude, Notes Leyden Mus., 25:
89 (localidade tipo, monte Cot-
tica, Surinam).
1931 — Arthrosaura versteegii Burt &
Burt, Buli. Avner. Mus. Nat.
Hist., 61: 312.
1932 — Arthrosaura versteegii Bron-
gersma, Zool. Meded. Leiden,
15: 81.
1933 — Arthrosaura versteegii Burt &
Burt, Trans. Acad. Sei. St.
Louis, 28: 55.
1935 — Arthrosaura reticulata verstee-
gii Brongersma, Zool. Meded.
Mus. Leyden, 18: 264.
1961 — Arthrosaura reticulata verstee-
gii Cunha, Boi. Mus. Paraense
Emílio Goeldi, Zool., 39: 140
(pro parte).
Descrição : Aspecto geral como
na diagnose do gênero. Escudos su-
pracefálicos regulares, invariáveis;
6 escudos supraciliares, primeira
maior; 5 a 6 infraoculares; fronto-
nasal mais largo que longo, penta-
gonal irregular, tocando bastante
a loreal; pré-frontais menores for-
mando regular sutura, tocando a
loreal, e apenas a primeira supra-
ocular; frontal grande, mais com-
prido que largo, tocando a primei-
ra supraocular e a segunda em
tôda a extensão; frontoparietais
mais ou menos de mesma dimen-
são que os pré-frontais, tocando li-
geiramente a segunda supra-ocular
e grande parte da terceira, unidos
por regular sutura; interparietal
comprido, pentagonal irregular,
mais estreito que os parietais; êstes
são muito largos e quase de igual
tamanho; 8 supralabiais e 8 infra-
labiais; escudos temporais irregu-
lares, lisos; pálpebra com 3 esca-
mas; mental anterior seguida de
4 pares de pós-mentais, sendo os
2 primeiros pares contíguos; os
2 restantes separados por pequenos
escudos e grânulos; abertura au-
ricular vertical estreitada, semilu-
nar, marginada por pequenos grâ-
nulos; 3 pares de placas guiares;
9 escudos no colar. Escamas dor-
sais como na diagnose genérica;
apresentam-se (com cêrca de 3 mm
de comp.) largas, fortemente care-
nadas e pontudas; 27 escamas do
occiput à base da cauda; escamas
laterais menores, mais ou menos
dispostas em leque; escamas ven-
trais grandes, dispostas em 6 filas
longitudinais e são mais largas e
curtas; 16 escamas do colar aos es-
cudos pré-anais; cêrca de 40 em
torno do corpo. Escamas da cauda
mais curtas que as dorsais; na par-
te lateral da cauda em sua
base, as escamas apresentam-se
quadrangulares e tornando-se pon-
tudas a partir da 5.a fila; 3 gran-
des escudos pré-anais, laterais mais
largos, mediano mais estreito na
parte anterior, porém mais compri-
do; 2 poros pré-anais de cada lado
e 6 femorais em ambos membros.
Coloração: Fundamentalmente
pardacento em todo o corpo; lados
da cabeça e corpo um tanto mais
Volume 5 (Zoologia)
151
escuros; barras verticais escuras
nas supra e infralabiais; no segun-
do par de mentais uma barra em
meia-lua une-se às extremidades
das citadas barras infralabiais ad-
jacentes; algumas manchas bran-
cas, formadas por grânulos situam-
-se na parte lateral do pescoço e
axilas. Reticulações escuras por
todo o corpo; a cauda porém apre-
senta as mesmas mais escuras que
o restante. Mento, garganta e ven-
tre esbranquiçados.
Mensurações:
Cabeça 15 mm
Larg. da cabeça 11 mm
Corpo 59 mm
Cauda 100 mm
Coleção : 1 espécime macho nú-
mero 803 proveniente do alto rio
Maracá, Território do Amapá, co-
letado por M. Moreira em 1959.
Observações: A. versteegii é a
maior das 4 espécies dêste gênero.
Em alguns aspectos aproxima-se
um tanto mais de A. amapaense do
que A. reticulata. Êste particular
será comentado em capítulo espe-
cial logo mais adiante.
Arthrosaura amapaense sp. n.
1961 — Arthrosaura reticulata vers-
teegii Cunha, Boi. Mus. Pa-
raense Emílio Goeldi, Zool.,
39: 143 (localidade tipo, alto
rio Maracá, Território do
Amapá, Brasil) .
Para a descrição desta espécie
selecionamos o maior e mais per-
feito exemplar existente que é um
macho com o n.° 800 da coleção.
Segue-se depois uma análise com-
parativa com os restantes espéci-
mes parátipos.
Descrição: Aspecto geral como
na diagnose do gênero. Esculos su-
pracefálicos regulares; frontonasal
mais largo que longo, pentagonal
irregular, tocando a metade da lo-
real; frontal mais comprido que
largo, octogonal, tocando uma par-
te da primeira e tôda a extensão da
segunda supraocular; pré-frontais
contíguos por regular sutura to-
cando metade da loreal e grande
parte da primeira supra-ocular;
frontoparietais unidos por pequena
sutura tocando apenas a terceira
supra-ocular, mais longos que lar-
gos; interparietal longo, estreito,
de mesmo comprimento que os pa-
rietais que são muito mais largos
e de forma irregular; 6 escudos su-
praciliares e 6 infraoculares; 8 su-
pralabiais e 7 infralabiais, terceira
maior; escudos temporais irregula-
res, lisos; 2 escamas palpebrais;
mental anterior seguida de 4 pares,
com os 2 primeiros pares contíguos
e os restantes separados apenas por
um pequeno número de grânulos;
abertura auricular vertical, estrei-
tada em meia lua e marginada com
grânulos diminutos; 4 placas guia-
res pares, dilatadas; 10 escamas no
colar. Escamas dorsais como na es-
152
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
pécie anterior, longas, estreitas,
2,5 mm de compr. fortemente care-
nadas e imbricadas, algo pontudas;
27 escamas do occiput à base da
cauda; escamas laterais mais cur-
tas, formando um arco em leque e
dilatadas na extremidade apical;
na região axilar e inguinal as es-
camas apresentam-se de aspecto ir-
regular, pequenas, quase granula-
res; escamas ventrais dispostas em
6 filas longitudinais, mais compri-
das que largas com a parte ante-
terior acentuadamente arredonda-
de; 16 escamas do colar às pré-
-anais; 39 escamas em tôrno do
corpo; escamas caudais mais cur-
tas que as dorsais e menos pontu-
das; na parte lateral da cauda em
sua base, as escamas são quadran-
gulares e tornam-se pontudas a
partir da sexta fila em diante; 4 es-
cudos pré-anais sendo os laterais
grandes e o mediano dividido dis-
tintamente em 2 escudos, um ante-
rior e um posterior de menor ta-
manho; 2 poros pré-anais de cada
lado e 6 femorais em ambos mem-
bros; fêmeas sem poros.
Coloração : Pardacento-c 1 a r o
em todo o corpo; escamas dorsais
e laterais com reticulações pardas,
irregulares; tonalidade mais acen-
tuada nos lados do corpo e cauda.
Na cabeça, pontuações pardas es-
curas dispõem-se no centro dos es-
cudos supra e infralabiais em po-
sição vertical; igualmente, man-
chas nas bordas das mentais, sen-
do que no segundo par formam
uma meia lua que vai se unir
às manchas das infralabiais; na ex-
tremidade do último par mental
encontra-se também uma mancha.
Nos lados do pescoço e axilas al-
guns grânulos brancos sobres-
saem no conjunto escuro. Região
ventral esbranquiçada amarelada,
imaculada.
Mensur ações :
Cabeça 14 mm
Larg. da cabeça 10 mm
Corpo 56 mm
Cauda 105 mm
Coleção: Holótipo macho de nú-
mero 800. Parátipos números 801
fêmea, 804 macho e 802 e 805 jo-
vens. Todos os exemplares coleta-
dos por M. Moreira em 1959 no alto
rio Maracá, Território do Amapá.
Observações: A. amapaense sp.
n. é a menor das espécies do gru-
po que possui 3 escudos supra-
oculares, contudo regulando as di-
mensões de A. kockii. Algumas li-
geiras variações ocorrem entre os
outros exemplares, que podem ser
assim assinaladas: no espécime 804
o frontal toca ligeiramente a pri-
meira supraocular o mesmo suce-
dendo com os de número 801, 802
e 805; os frontoparietais estão uni-
dos por grande sutura e tocando re-
gularmente a segunda supraocular
no espécime 804, enquanto no 801
êles tocam a segunda supraocular
Volume 5 (Zoologia)
153
ligeiramente. Outras variações es-
tão assinaladas na tabela 1, 2, se-
guintes e gráficos.
Arthrosaura reticulata
(0’Shaughnessy)
1881 — Cercosaura (Pantodactylus) re-
ticulata 0’Shaughn., Proc.
Zool. Soc. Lonã., p. 230, pl. 22,
fig. 1 (localidade tipo, Canelos,
Equador) .
1885 — Arthrosaura reticulata Boulen-
ger, Cat. Liz. Brit. Mus., 2: 389.
1885 — Leposoma reticulatum Cope,
Proc. Amer. Philos. Soc., 23: 98.
1931 — Arthrosaura reticulata Burt &
Burt, Buli. Amer. Mus. Nat.
Hist., 61: 312, 313, 314.
— Pantodactylus tyleri Burt &
Burt, idem, idem, p. 362.
1932 — Arthrosaura reticulata Bron-
gersma, Zool. Medeã. Mus.
Leiden, 15: 78.
1933 — Arthrosaura reticulata Burt &
Burt, Trans. Acad. Sei. St.
Louis, 28 (1) : 55.
1935 — Arthrosaura reticulata reticu-
lata Brongersma, Zool. Medeã.
Mus. Leiden, 18: 262.
1955 — Arthrosaura Tyleri Ruibal,
Buli. Mus. Comp. Zool., 106,
(11) : 479, 512.
1961 — Arthrosaura reticulata reticu-
lata Cunha, Boi. Mus. Paraense
Emílio Goeldi, Zool., 39: 140,
141.
A redescrição que adiante segue,
foi baseada no melhor exemplar da
coleção sob o n.° 875, macho. Neste
trabalho consideramos a espécie
Pantodactylus tyleri Burt & Burt
como sinônima de A. reticulata,
conforme nos parece pelos carac-
teres apresentados por aquêles au-
tores (1931: 362), apoiando parte
da consideração emtida por Ruibal
(1952: 479, 512). Relaciona êste
autor P. tyleri, sob dúvidas, a A.
kockii, ainda que aquela seja admi-
tida como A. tyleri, forma distinta.
Descrição : Aspecto geral como
na diagnose do gênero. Cabeça
mais comprida que larga, com
grandes escudos regulares; fronto-
nasal mais largo que longo, pen-
tagonal irregular; pré-frontais me-
nores formando sutura regular e
tocando a loreal; frontal grande
mais comprido que largo, hexago-
nal irregular; frontoparietais pen-
tagonais, em contato com a tercei-
ra e ligeiramente com a segunda
supraocular; interparietal compri-
do, estreito, e quase de mesmo ta-
manho dos parietais que são con-
tudo mais largos; 3 supraoculares,
primeira menor; 6 supraciliares,
primeira maior, quinta longa e es-
treita; 6 infraoculares; 3 escamas
palpebrais, sendo a terceira sem-
pre menor e que pode estar dispos-
ta tanto no ângulo anterior ou pos-
terior do ôlho; a nasal está limita-
da atrás pela loreal; esta toca de
leve na segunda supralabial; fre-
norbital em contato com a segun-
da e terceira supralabial; escudos
temporais poligonais irregulares,
lisos; abertura auricular vertical,
em meia lua e marginada por di-
minutos grânulos; 8 supralabiais
154
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
e 7 infralabiais; mental anterior
seguida de 4 pares de pós-mentais
com os 2 primeiros contíguos, e os
restantes separados por pequenos
escudos oii grânulos; 5 pares de
guiares dilatados; 10 escudos no
colar. Escamas dorsais estreitas,
longas, 2,5 mm de compr., lanceo-
ladas, pontudas, imbricadas e for-
temente carenadas, dispostas em
séries transversas; as escamas la-
terais situadas entre as dorsais e
ventrais menores, irregulares e sem
carena; 30 dorsais do occiput à
base da cauda; 43 em tôrno do cor-
po; escamas ventrais subquadran-
gulares, arredondadas anterior-
mente, imbricadas e dispostas em
17 séries transversas do colar às
pré-anais, e 6 filas longitudinais;
6 placas pré-anais, sendo 2 peque-
nas laterais mais externas, 2 gran-
des laterais com a mediana dividi-
da em anterior e posterior menor;
escamas laterais do pescoço, nas
axilas e virilhas pequenas e granu-
lares; escamas da cauda como as
dorsais, porém mais estreitas; na
base da cauda pelos lados, as esca-
mas são quadrangulares e lisas,
tornando-se pontudas a partir da
quinta fila; 2 poros pré-anais de
cada lado e 5 poros femorais no
lado direito e 6 no esquerdo; au-
sentes nas fêmeas.
Coloração : Pardacento claro em
todo o corpo e cauda; mais acen-
tuadamente escuro nos lados do
corpo, porém o dorso mais claro;
barras pardas verticais nas supra
e infralabiais, alcançando a meta-
de das mentais; manchas pardas
claras salpicam tôdas as mentais
inclusive a primeira mental e al-
gumas guiares. No pescoço e axilas
nítidas reticulações pardo-escuras,
com o espaço entre elas com-
posto de grânulos brancos. Re-
gião ventral esbranquiçado-ama-
relada, imaculado.
Mensurações :
Cabeça 14 mm
Larg. da cabeça 11 mm
Corpo 58 mm
Cauda 105 mm
Coleção : No Museu Paraense
conservados 2 espécimes de núme-
ros 875 macho e 909 fêmea, ambos
coletados por J. Hidasi em Estirão
do Equador, rio Javari, Amazonas,
respectivamente em 1959 e 1961.
Outros dois exemplares que servi-
ram para comparação são: núme-
ro 8.544 coletado em Benjamin
Constant, Amazonas por P. Aparí-
cio em 1962 e pertencente ao De-
partamento de Zoologia de Sãò
Paulo; n.° 2.562 coletado no rio
Itacoaí, afl. do Javari, Amazonas
por J. Carvalho em 1950, perten-
cente ao Museu Nacional, Rio.
Observações : A. reticulata é a es
pécie tipo do gênero, identificada
originalmente por 0’Shaughnessy
em 1881 como Cercosaura ( Panto -
dactylns) reticulata, em um único
exemplar obtido em Canelos, Equa-
Volume 5 (Zoologia)
155
dor. Em 1885, Boulenger resolveu
criar o gênero Arthrosaura, tendo
por base o tipo citado para colocar
a nova espécie que apresentava dis-
tintos caracteres dos normalmente
presentes em Cercosaura ou outro
a fim.
É o representante do gênero
mais ocidental na área Amazônica,
apresentando no momento uma
disjunção muito afastada em rela-
ção as espécies típicas do lado ori-
ental dessa imensa área geográfi-
ca. Algumas variações podem ser
observadas nos espécimes estuda-
dos. No exemplar 909 a loreal não
toca a segunda supralabial; o
frontonasal une-se quase à metade
da loreal. No exemplar 8.544 a co-
loração se apresenta acentuada-
mente pardo-escura, caráter variá-
vel porém significativo; manchas
pelo corpo enegrecidas; os prefron-
tais tocam ligeiramente a loreal e
muito de leve a segunda supra-
ocular. No exemplar 2.562 a colo-
ração se apresenta com tonalidade
escurecida, embora algo alterada
pelo álcool; a loreal no lado direi-
to toca ligeiramente a segunda in-
fralabial e no esquerdo não; o fron-
tonasal chega a tocar a metade da
loreal; os prefrontais quase não to-
cam a segunda supraocular. A. re-
ticulata é a segunda espécie em ta-
manho ou mais ou menos equiva-
lente a A. versteegii.
A designação A. tyleri (Burt &
Burt) (= Pantodactylus tyleri) é
neste trabalho considerada sinôni-
ma de A. reticulata. Os caracteres
dos exemplares coletados no mon-
te Duida e descritos por aquêles
autores americanos, corroboram
esta nossa consideração embora sob
reserva. Não tivemos oportunidade
de examinar os referidos espécimes.
A área de ocorrência assinalada
para Pcmtoãactylus tyleri coincide
muito bem com a distribuição geo-
gráfica da espécie típica A. reti-
culata, fator que vem reforçar êste
ponto-de-vista.
Arthrosaura kockii (Jeude)
1904 — Prionodactylus kockii Lidth de
Jeude, Notes Leiden Mus., 25:
91 (localidade tipo, Surinam).
1923 — Arthrosaura ãorsistriata Lo-
renz Muller, Zool. Anz., 57: 147
(localidade tipo, Estado do
Pará, Brasil) .
1928 — Arthrosaura kockii Brongers-
ma, Zool. Anz., 78: 333 (tipo de
L. de Jeude, Surinam).
1931 — Arthrosaura kockii Burt &
Burt, Buli. Amer. Mus. Nat.
Hist., 61 (7) : 312.
1933 — Arthrosaura kockii Burt &
Burt, Trans. Acad. Sei. St.
Louis, 28 (1) : 55.
1937 — Arthrosaura kockii Amaral,
Mem. Inst. Butantan, 11: 186.
1949 — Arthrosaura kockii Amaral,
Boi. Mus. Paraense Emílio
Goeldi, 10: 111.
1961 — Arthrosaura kockii Cunha, Boi.
Mus. Paraense Emílio Goeldi,
Zool., 39: 141.
Descrição : Aspecto geral como
na diagnose do gênero. Cabeça pe-
quena, mais comprida que larga,
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
156
Atas ão Simpósio sôbre a Biota Amazônica
deprimida principalmente em dire-
ção ao ápice; rostral truncado, ar-
redondado na borda anterior; es-
cudos cefálicos não lisos, mas apre-
sentando ranhuras e sulcos em
sentido longitudinal; frontonasal
grande, pentagonal irregular, to-
cando quase a metade da loreal;
prefrontais com regular sutura, to-
cando parte da loreal, tôda a pri-
meira supraocular e ligeiramente
a segunda supraocular; frontal
longo, hexagonal, mais largo na ex-
tremidade anterior, tocando em
tôda extensão a segunda supra-
ocular e ligeiramente a terceira;
fronto-parietais, pentagonais, com
sutura duas vêzes mais longa que
os prefrontais, tocando a terceira
em tôda a extensão e por pouco
a quarta supra-ocular; interparie-
tal longo e mais estreito que o
frontal; parietais muito grandes,
largos e ligeiramente mais longos
que o interparietal; 4 supraocula-
res, sendo a primeira menor e a
segunda maior; o interparietal
apresenta uma suave concavi-
dade; nasal grande, em contato
total com a primeira suprala-
bial e ligeiramente com a se-
gunda; loreal grande, tocando lar-
gamente a segunda supralabial;
frenorbital menor que a loreal, to-
cando parte da segunda e terceira
supralabial; 5 supraciliares, pri-
meira grande e larga; 5 infraocula-
res de tamanho irregular; 7 supra-
labiais e 6 infralabiais, estas com
a terceira mais longa; temporais
geomètricamente dispostos, porém
irregulares e todos acentuadamen-
te carenados; mental anterior hep-
tagonal, seguida de 4 pares de pós-
mentais dos quais 3 contíguos; o
terceiro par com sutura curta e o
último separado por inúmeras pe-
quenas escamas algo imbricadas;
4 pares de escudos guiares, desi-
guais; 9 escudos no colar; abertu-
ra auricular vertical bordejada por
grânulos em meia-lua. Escamas
dorsais estreitas, longas, 2 mm de
compr. fortemente carenadas, pon-
tudas e imbricadas, formando sé-
ries transversas; laterais menores
e com as pontas obtusas, haven-
do pouca diferenciação ou distin-
ção para as ventrais; estas são li-
sas, imbricadas, mais largas e ar-
redondadas na parte anterior; pes-
coço e axilas cobertos com grânulos
3 dobras envolvendo o pescoço sur-
gem das guiares, acima do ombro
até as escamas dorsais; escamas
da cauda como as do corpo, po-
rém mais estreitas e menos pontu-
das; na base da cauda nos lados,
cêrca de 4 fileiras apresentam es-
camas quadrangulares e ligeira-
mente carenadas; 36 escamas em
tôrno do corpo; 26 dorsais do occi-
put à base da cauda, e 19 ventrais
do colar às pré-anais.
Coloração : Oliváceo ou pardo-es-
curo na parte superior do corpo e
lados; lateralmente uma faixa ane-
grada se estende do ombro à viri-
Volume 5 (Zoologia)
157
lha, em cuja faixa encontram-se
salpicadas irregularmente inúme-
ras minúsculas manchas brancas,
dispostas na extremidade apical
de determinadas escamas; uma
faixa amarelada clara constituída
de 3 a 4 escamas, origina-se no oc-
ciput e por todo o dorso vai desa-
parecer na base da cauda; é mais
dilatada no occiput e na parte ter-
minal; esta faixa é comum aos ma-
chos e fêmeas. As escamas supra
e infra-labiais e a borda dos escudos
mentais, e pós-mentais apresentam
pequenos pontos escuros esparsos;
cauda mais clara que o corpo, com
manchas escuras dispersas; região
ventral amarelada esbranquiçada.
Mensurações :
Cabeça 10 mm
Larg. da cabeça 8 mm
Corpo 43 mm
Cauda 82 mm
Coleção: Um exemplar fêmea de
Ananindéua, Belém, n.° 47 (coleta-
do na foz do igarapé Traquetéua
em 1957, por C. Carvalho) ; 17
exemplares jovens e adultos núme-
ros 781 a 794 e 1990 e 1991, coleta-
dos no alto rio Maracá, Amapá, por
M. Moreira em 1959 (ver tabela 1) ;
n.° 3.494, fêmea jovem col. no rio
Amapari, Amapá, 1957, coleção do
Departamento de Zoologia, S. Pau-
lo; n.° 3.047, fêmea jovem col. no
rio Oiapoque, Amapá, 1949, coleção
do Museu Nacional.
Observações: A presente descri-
ção foi baseada no exemplar nú-
mero 780, macho. Uma série de 20
indivíduos em várias fases de de-
senvolvimento foram examinados,
obtendo-se uma boa análise com-
parativa da amplitude de variação
em A. kockii, bem como em relação
às outras espécies do gênero. Pe-
las tabelas e gráficos apresentados
pode-se observar a amplitude dos
valores extremos nas diferenciações
individuais de cada espécie.
A maior área de concentração de
indivíduos registrada para A. koc-
kii, é a coleção presentemente exa-
minada, proveniente do Território
do Amapá. As localidades mais
afastadas dêsse centro são Ananin-
déua (Belém), e Guiana Holande-
sa (rio Coppename e montes Wi-
lhelmina). O indivíduo n.° 47, co-
letado na região de Belém, mostra
pouca variação nos escudos supra-
cefálicos assim visíveis: o frontal
toca bastante a terceira supra-
ocular; os fronto-parietais apresen-
tam maior sutura entre si; a quar-
ta supraocular também com maior
sutura com os frontoparietais; os
pós-mentais apresentam apenas 2
pares contíguos e os 2 últimos se-
parados por pequenas escamas, as
quais podem ainda interferir no
segundo par anterior. As escamas
dorsais ligeiramente mais largas;
as ventrais de forma mais quadran-
gular do que arredondado na ex-
tremidade anterior. Há certo di-
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
158
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
morfismo sexual quanto à colora-
ção (o espécime n.° 47 é fêmea) ; o
padrão fundamental é o mesmo da
descrita acima; a clara faixa ver-
tebral está presente.
A diferença mais acentuada
ocorre com o número das escamas
em tôrno do corpo, que é o menor
valor encontrado, apenas 34 esca-
mas; mesmo assim êsse afastamen-
to está dentro do limite, pois apro-
xima-se bastante do exemplar nú-
mero 780 tomado para padrão da
amostra, com 36 escamas, e que
procede do Amapá.
Nos restantes exemplares obser-
vam-se as seguintes variações : a lo-
real sempre toca a segunda supra-
labial, em maior ou menor exten-
são; de modo anormal pode isso
suceder como foi observado no es-
pécime 780. Na maioria dos indi-
víduos o frontal toca regularmen-
te a terceira supraocular, bem
como a quarta toca bastante cs
frontoparietais. Em quase todos os
exemplares há apenas 2 pares de
pós-mentais contíguos, divergindo
no caso de n.° 780.
O dimorfismo sexual acentua-se
principalmente pela ausência de
poros femorais e pré-anais nas fê-
meas; podem-se observar nestas os
poros pré-anais indistintos, sem
função; as fêmeas também podem
apresentar maior tamanho e cor-
pulência que os machos.
A coloração nas fêmeas apresen-
ta a seguinte variação: falta uma
faixa negra lateral, e que nos ma-
chos começa nos ombros passa pe-
los lados do corpo e vai desapare-
cer na virilha; não desaparecem
contudo as pontuações brancas nos
lados do pescoço e abdômen. En-
contra-se tanto nos machos como
nas fêmeas, uma estreita faixa es-
cura na cabeça, a qual surge no
ângulo posterior do ôlho, passan-
do pelas supraciliares, parte supe-
rior da loreal, nasal e borda infe-
rior do rostral em todo o seu contor-
no, formando uma cinta com o as-
pecto de U. Outros valores obser-
vam-se na tabela 1.
COMENTÁRIOS
O gênero Arthrosaura constitui
um agrupamento relativamente
homogêneo de espécies. Alguns
caracteres diferenciais distinguem
perfeitamente a ocorrência de es-
pécies separáveis. De acordo com
o resultado da análise dos caracte-
res estudados, podemos separar o
gênero Arthrosaura em 2 grupos
mais ou menos distintos, sem alte-
rar a caracterização da diagnose
genérica. De certo modo, a chave
para caracterizar as espécies apre-
sentada no início dêste trabalho,
estabelece de antemão esta divisão
para facilitar a homogeneidade dos
caracteres específicos. Cada grupo
compreenderia o seguinte:
Grupo reticiilata, (tipo do gênero) :
A. versteegii
A. amapaense
Volume 5 (Zoologia)
159
A. reticulata
(3 escudos supraoculares) .
Grupo kochii:
A. kockii (4 escudos supraocula-
res) .
Tomando as condições das 4 es-
pécies em conjunto, não seria di-
fícil colocá-las em uma seqüência
evolutiva.
Para estas considerações aprovei-
tamos de Vanzolini, com algumas
modificações, o esquema elaborado
para o gênero Coleodactylus (1957 :
13 (1): 9,10).
A. reticulata (0’Shaugh.)
Mg. 1 — Disposição dos escudos pré
Não em escala.
Aceitando a condição crescente
do número de escudos pré-anais,
partindo da espécie com menor re-
dução como condição primitiva, te-
ríamos :
versteegii -» amapaense
-» reticulata ->■ kockii
referindo-se apenas aos escudos
(também supraoculares) e escudos
pré-anais e não às espécies em si.
A evolução aqui consistiria na di-
ferenciação progressiva dos escudos
pré-anais; o escudo mediano se di-
vide formando um escudo anterior
anais nas 4 espécies de Arthrosaura.
160
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
e outro posterior (como em A. ama-
paense), mais tarde o aparecimen-
to (como em A. reticulata e A. koc-
kii) de dois pequenos escudos la-
terais externos, enquanto simultâ-
neamente as supraoculares se al-
teravam com o aumento de mais
um escudo (como em kockii ) .
Outra seqüência seria:
kockii ->■ reticulata -»
amapaense -» versteegii
A evolução consistiria na perda
gradativa de um escudo supra-
ocular, e bem como dos escudos
pré-anais; os pequenos escudos la-
terais diminuem de tamanho
(como em reticulata), desapare-
cendo mais tarde (como em ama-
paense), processando-se finalmen-
te a redução ou concomitante fu-
são dos escudos medianos, anterior
e posterior, em apenas uma gran-
de placa (como em versteegii) .
Enfim, poder-se-ia, como já o fi-
zemos anteriormente, agrupar as
4 espécies em 2 grupos ( versteegii
+ amapaense + reticulata e koc-
kii) , sem que se fizesse qualquer hi-
pótese definida sôbre a homologia
ou condição evolutiva dos caracte-
res referidos.
No momento, preferimos esta úl-
tima hipótese.
COMPARAÇÃO BIOMÉTRICA
As análises comparativas que se
seguem, serão discutidas de manei-
ra muito breve. Os gráficos e tabe-
las aqui apresentados dispensam
maiores comentários. São compu-
tados os valores característicos
mais importantes para a diferen-
ciação específica. O sexo foi levado
em consideração apenas em rela-
ção a um caráter (escamas em tor-
no do corpo). O exame das amos-
tras mostrou dimorfismo sexual
pouco acentuado para ser aqui dis-
cutido.
Relação entre comprimento do cor-
po ( focinho-ânus ) e escamas em
torno do corpo.
As medidas consideradas foram
somente para indivíduos adultos.
Os dados do gráfico da fig. 2 e da
tabela 3, mostram sem necessidade
de análise estatística complicada,
que não existe nestas amostras cor-
relação entre o comprimento fo-
cinho-ânus e as escamas em tôrno
do corpo.
TABELA 4
Freqüência das escamas dorsais
Volume 5 (Zoologia)
161
Como'im»nlo focmho-onu* em mm
Fig. 2 — Relação entre comprimento do corpo (focinho-ânus) e escamas em
tôrno do corpo. Exemplares adultos.
Nas 4 espécies estudadas obser-
va-se que nas de maior comprimen-
to, o número de escamas em tôrno
do corpo aumenta também.
A. kockii pode, tanto quanto o
permite o número das amostras
disponíveis, ser considerado uma
espécie de pequeno tamanho, tan-
to no comprimento do corpo como
em escamas em tôrno do corpo. A.
versteegii é espécie maior, porém A.
reticulata pouco menor apresenta
maior número de escamas em tôr-
no do corpo; uma aproximação re-
lativa ocorre com A. amapaense,
tanto no comprimento corporal e
escamas em tôrno do corpo, com
os valores extremos de A. reticulata
e A. versteegii. Um indivíduo da es-
pécie. A. amapaense naturalmente
ainda em limite juvenil, se afasta
da posição sem alterar a condição
assinalada.
Relação entre as escamas em tôrno
do corpo e as escamas dorsais.
No gráfico da fig. 3, observa-se
para as 4 espécies, uma constância
U — 37 145
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
162
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
aproximada de valores para as es-
camas em tôrno do corpo. A. reti-
culata se afasta bastante do grupo,
com maior número de escamas dor-
sais e em tôrno do corpo. As res-
tantes espécies podem ser conside-
27
42 43
Escorno* torno do corpo «m mm.
O kockii
X reticuloto
+ vtrsteogü
Q omopoens*
Fig. 3 — Relação entre as escamas em tôrno do corpo e as escamas dorsais.
radas mais ou menos equivalentes
em relação às escamas em tôrno
do corpo, com margem de afasta-
mento quanto às dorsais. Estas em
A. kockii apresentam freqüência
constante (ver tabela 4).
TABELA 3
Freqüência das escamas em tôrno
do corpo
Relação entre as escamas em tôrno
do corpo e as escamas ventrais.
No gráfico da fig. 4, os dados
apresentados mostram uma disper-
são dos valores, até certo ponto
equivalentes, para tôdas as espé-
cies. A. kockii possui maior núme-
ro de ventrais e A. amapaense o
menor número. A. versteegii pode
ser considerada equivalente com
as freqüências de A. amapaense,
enquanto A. reticulata alcança o
maior extremo dos valores em re-
lação às escamas em tôrno do cor-
po, porém com equivalência às ven-
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Volume 5 (Zoologia)
163
>3 15
O
o
i L_
36 37 38 39 40 44
E scomos em forno do corpo em mm.
43 44 45 46 47 48
O kockii
X reticuloto
T" versteegii
9 omopoense
Fig. 4 — Relação entre as escamas em tôrno do corpo e as escamas ventrais.
trais entre kockii e amapaense,
tanto quanto indicam as amostras
disponíveis (ver tabela 5).
TABELA 5
Freqüência das escamas ventrais
Número de escamas em tôrno do
corpo
Pelo gráfico da fig. 5 e tabelas
2 e 3, podemos con.cluir pelas amos-
tras estudadas com o seguinte re-
sultado: aqui o sexo foi levado em
consideração mostrando o exame
que as diferenças, dentro de cada
espécie não possuem significação
importante quanto ao caráter em
questão; A. kockii a menor das es-
pécies mostra um número ligeira-
mente menor que A. versteegii e
A. amapaense, contudo a primeira
apresentando maior amplitude dos
valores extremos. A. versteegii que
é a maior de tôdas parece situar-se
em equivalência com A. kockii e A.
amapaense, embora os dados de um
único exemplar não permitam con-
clusão definitiva. Enfim, A. reti-
culata apresenta-se afastada com
valores extremos mais elevados.
cm l
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
164
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
_ rtticuioto
- amopoense
_ «mtMgii
«J
_ kockii
32 33 34 35 36 37
l I - 1 - - 1 L
38 39 4 0 41 42
I t 1.1 I I
43 44 45 46 47 48
Escamas e m torno do corpo
Fig. 5 — Distribuição de freqüências do número de escamas em tôrno do
corpo. Exemplares machos e fêmeas.
Número de escamas ventrais
Na apreciação das freqüências
dêste caráter, encontramos confor-
me os dados expostos no gráfico da
fig. 6 e tabela 5, uma acentuada
divergência apresentada por A.
kockii e A. reticulata em relação a
A. versteegii e A. amapaense. A es-
pécie kockii que é a menor do gê-
nero, possui maior número de ven-
trais, seguida imediatamente por
reticulata ; versteegii e amapaense
apresentam número bem menor,
embora a primeira destas seja a es-
pécie de maior tamanho.
Número de escamas dorsais
Pelo gráfico da fig 7 e tabela 4,
verificamos que há uma diferencia-
ção nítida na maioria das espécies.
Aqui A. kockii apresenta menor nú-
mero de escamas dorsais com cons-
tância do valor dêste caráter; A.
versteegii e A. amapaense com nú-
mero mais elevado que a anterior,
parece que se equivalem segundo
os dados das amostras existentes;
A. reticulata se afasta das outras
com valores extremos mais eleva-
dos.
Volume 5 (Zoologia)
165
kockii
reticulota
versteegii
omapaense
±
14
15
18
19
JL
20
21
16 17
Escamas ventrais
Fig. 6 — Distribuição de freqüêneias do número de escamas ventrais.
Comprimento do corpo e cauda
Neste trabalho não levamos em
grande consideração o comprimen-
to da cauda como caráter de dife-
renciação em relação ao compri-
mento do corpo. Contudo, faremos
ainda um ligeiro exame de con-
fronto, considerando-se apenas as
amostras significantemente apro-
veitáveis.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
166
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Escomos dorsoi*
Fig. 7 — Distribuição de íreqüências
do número de escamas dorsais.
A cauda nestes lagartos rara-
mente se encontra razoàvelmente
perfeita e inteira. Geralmente está
partida, ou secciona-se natural-
mente ao se manipular o espécime.
Muitas vêzes encontra-se regenera-
da ou em vias de restituição. Êste
é um caráter bastante negativo
principalmente nos indivíduos de
A. kockii.
TABELA 6
Comprimento: Corpo x Cauda (adultos,
em mm)
Na tabela 6 encontra-se o resul-
tado das amostras disponíveis exa-
minadas. Verifica-se que A. kockii
é a menor das espécies; segue-se-
-lhes com valores mais elevados
A. amapaense, segundo os dados do
maior indivíduo da coleção; A.
versteegii e A. reticulata quase
se equivalem nos valores extremos,
embora a primeira espécie apresen-
te um tamanho do corpo ligeira-
mente maior, contudo a cauda é
menor que a de A. amapaense e
A. reticulata.
De modo geral a cauda apresen-
ta em tôdas as espécies uma medi-
da de cêrca de uma vez e meia a
duas vêzes, aproximadamente, o ta-
manho do corpo.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
O gênero Arthrosaura é estrita-
mente amazônico. Sua distribuição
pela Amazônia é contudo ainda
mal conhecida. O mesmo se pode
afirmar quanto a sua ecologia. Co-
nhecemos apenas alguns informes
Volume 5 (Zoologia)
167
a respeito. Tôdas as espécies do gê-
nero possuem habitat estritamente
terrícola; vivem no chão da mata
sombria e úmida. Todos os espéci-
mes da amostra estudada neste tra-
balho, foram coletados em regiões
dentro da ocorrência da floresta
Amazônica. Todos os espécimes ti-
pos que serviram à descrição das
espécies, além de outros exempla-
res citados em posteriores traba-
lhos, eram também procedentes de
localidades dentro da hiléia ama-
zônica.
A espécie tipo do gênero ( Cerco -
saura ( Pantodactylus ) reticulata
O’ Shaughn., 1881) é originária de
Canelos, pequena localidade do
Equador situada a mais de 900 me-
tros de altitude, nos contrafortes
Fig. 8 — Localidades de onde são conhecidas espécies de Arthrosaura. 1.
Canelos, Equador. 2. Rio Itacoaí, afl- do Javari. 3. Estirão do Equador, Ja-
vari, Brasil. 4. Benjamin Constant, Amazonas. 5. Monte Duida, Venezuela.
6. Montes Wilhelmina, Guiana Holandesa. 7. Rio Coppename, G. Holandesa.
8. Montes Cottica, G. Holandesa. 9. Rio Oiapoque, Brasil. 10. Rio Amapari,
Território do Amapá. 11. Alto Rio Maracá, Território do Amapá. 12. Ananin-
déua, arredores de Belém, Pará. (Nota: os números estão colocados nos desenhos
conforme a ordem aqui disposta) .
cm
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168
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
orientais dos Andes. Está dentro
ainda dos limites mais ocidentais
da floresta Amazônica, constituin-
do a área de distribuição exclusiva
de A. reticulata, abrangendo natu-
ralmente as regiões adjacentes do
alto Amazonas, em território brasi-
leiro.
Ainda dentro dos limites da hi-
léia consideramos os pontos eleva-
dos do monte Duida, situado ao sul
da Venezuela, onde foram captura-
dos os exemplares que serviram a
Burt & Burt para descreverem a
espécie Pantodactylus tyleri, que
segundo as nossas deduções nada
mais seria que uma designação si-
nônima de A. reticulata. Nos mon-
tes Duida se espraiam os limites
setentrionais da floresta típica
Amazônica, estendo-se daí por
diante em direção ao norte os in-
termináveis lhanos da meseta do
Orinoco. Três exemplares dêste la-
garto foram coletados por membros
da Expedição Tyler-Duida do Ame-
rican Museum of Natural History
de N. York.
A distribuição geográfica de Ar-
thrcsaura apresenta ampla exten-
são por tôda a Amazônia. Para a
área de ocorrência das espécies, po-
demos elaborar o seguinte esboço:
a) A. reticulata espécie exclusiva
e bem definida de tôda a área oci-
dental norte-sul da Amazônia (Ve-
rificar o mapa aqui apresentado;
fig. 8).
b) A. kockii , A. amapaense e A.
versteegii coexistem em tôda a
área oriental da Amazônia (Terri-
tório do Amapá, Brasil e Guiana
Holandesa), estendendo-se A. koc-
kii pela margem sul do Amazonas
(região de Belém). Verificar o ci-
tado mapa.
SUMÁRIO E CONCLUSÃO
Êste trabalho foi realizado ten-
do por base 30 exemplares de la-
gartos do gênero Arthrosaura, to-
dos de procedência conhecida da
região Amazônica. O sexo determi-
nado com exatidão. Foi examina-
do material de 7 localidades, que
forneceram exemplares das espé-
cies que compõem o gênero.
Do exame dêsse material con-
cluiu-se pela ocorrência de 4 espé-
cies distintas. Não foi possível ob-
servar a existência de subespécies
no momento, contràriamente ao
status anteriormente estabelecido
por Brongersma em 1935. Por ou-
tro lado uma nova espécie é assi-
nalada e descrita ocorrendo no Ter-
ritório do Amapá.
As espécies consideradas foram
agrupadas pela seguinte chave pri-
mária, dos principais caracteres es-
pecíficos:
I. Com 3 escudos supraoculares.
1 . 3 placas pré-anais — versteegii.
2 . 4 placas pré-anais — amapaen-
se sp. n.
3 . 6 placas pré-anais — reticulata.
Volume 5 (Zoologia)
169
II . Com 4 escudos supraoculares.
1 . 6 placas pré-anais — kockii.
É apresentada uma análise bio-
métrica das amostras, com os valo-
res distribuídos em gráficos e tabe-
las para demonstração das conclu-
sões obtidas.
Agradecimentos — Expressamos aqui
os nossos sinceros agradecimentos ao
Professor Antenor Leitão de Carvalho,
chefe da Divisão de Zoologia do Museu
Nacional do Rio, pela gentileza em nos
ceder para estudo dois exemplares de
lagartos do gênero aqui abordado. Ao
Dr. Paulo Emílio Vanzolini, diretor do
Departamento de Zoologia da Secreta-
ria de Agricultura de São Paulo, um
especial agradecimento assinalamos
pela orientação que nos prestou, ao
trocar idéias pessoalmente com o autor
acerca dos problemas abordados no
presente trabalho, além de nos ceder
também material que já foi assinalado.
ABSTRACT AND CONCLUSION
This paper is founded upon the
study of 30 lizards of the genus
Arthrosaura, all of them from the
Amazon region, with their locali-
ties known. The sexes were deter-
mined with precision. 7 localities
furnished the specimens which
were distributed among the species
of the genus.
The study arrived at the follow-
ing conclusions: There are 4 dis-
tinct species. It was not possible, at
present, to distinguish subspecies,
contrary to the previous status es-
tablished by Brongersma in 1935.
But one new species was found and
described from the Amapá Terri-
tory.
The species in question are ar-
ranged in the key, according to
their principal specific characters:
I — with 3 supraocular shields
1. 3 pre-anal plates — versteegii
2. 4 pre-anal plates — amapaen-
se sp. n.
3 . 6 pre-anal plates — reticulata.
II — with 4 supraocular shields
1 . 6 pre-anal plates — kockii.
There is a biometrical analysis
annexed with the values found dis-
tributed in graphs and tables to
demonstrate the conclusions arriv-
ed at.
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WHY DO EUGLOSSINE BEES VISIT ORCHID FLOWERS?
ROBERT L. DRESSLER
Smithsonian Institution, Balboa, Canal Zone
The first published observations
of euglossine bees visiting orchid
flowers were made about a centu-
ry ago, but Crüger did not realize
that the bees were all males, and
he supposed that the bees were
eating the tissues of the flower. In
this, he and other observers may
have been misled by flowers which
had been partly eaten by crickets,
cokroaches or other chewing in-
sects. Ducke (1901) made many
observations of the euglossine bees,
and noted that only males were to
be found at most orchid flowers,
but he, too, believed the bees to be
eating the flower tissues, as did
Porsch (1955) and Allen (1950-
-54). Dodson & Frymire (1961)
were the first to note that
the bees do not chew on the flow-
ers, but scratch or brush on the
surface of the flower, frequently
stopping to hover near the flower.
They noted that the bees becomes
less wary when they have been
visiting a flower for a few minutes,
and seem to become “drunk” or
intoxicated in some way. Dodson
& Frymire suggested that the bees
were detecting and absorbing some
substance by the characteristic
“brushes” which occur on the front
feet of the euglossine males. Vogel
(1963) made similar observations
in Colombia. He presented evidence
that the bees might be placing
some substance in their inflated
hind tibiae, but at that time he,
himself, did not give much cre-
dence to the idea, suggesting rather
that the flowers were mimick-
ing the sexual odors of the female
bees, and morphologically mim-
icking the bees’ nest cells, so that
the males arrived in search of fem-
ales and scratched on the sur-
face of the flower in frustration
when no female could be found.
Such flowers as Gongora or Spa-
thiphyllum can scarcely be consi-
dered to mimic the nest cells in
any way, and there is no evidence
that the behavior of the euglossine
bees is like that of European
Bombus. Further, the systematic
cm
SciELO
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172
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
and continued brushing behavior
of the bees on specific parts of the
flower (often difficult to reach)
does not lend itself to the idea of
“scratching in frustration”. Dr. Vo-
gei, himself, modified his 1963
ideas after further observation. At
a conference held in Piracicaba in
January 1965 he was convinced (as,
by that time, we were) that the
bees were gathering some subs-
tance which they placed in their
hind tibiae. Dr. Vogei called this
“Duftstoff” or “odor substance”,
and at that time he suggested that
the males might utilize this “odor
substance” as a sort of borrowed
pheromone, in marking their ter-
ritories or attracting females. Our
few observations of territorial be-
havior in these bees do not give a
clear indication of odor-marking,
nor do the males always show ter-
ritorial behavior when near the
flowers (some are aggressive) ; and
the flowers do not attract the fem-
ales. If the odor substance is used
as a borrowed pheromone, I be-
lieve that it must be modified by
the bees. Some observations by Dr.
Dodson suggest that the male bees
die if deprived of orchid flowers
(or other sources of “odor subs-
tance”) for abc rt twelve days.
Whatever the nature of the subs-
tance or its role in the biology of
the bees, it is evident that the bees
are receiving some “reward” from
the flowers, contrary to our earlier
belief .
Father Moure has given an
excellent resumé of the tribe Eu-
glossini in this Symposium, so
that I do not need to say much
about the bees. As he has indicat-
ed, the euglossine males are cha-
racterized by the “brushes” on the
front tarsi and the greatly inflated
hind tibiae, which bear “scars”,
apparently porus areas through
which some substances may pass.
The mid-leg, too, shows a “velvet-
-area” on the tibia, but I have no
idea of the function of this struc-
ture. These features are well devel-
oped in all four genera of non-pa-
rasitic Euglossini, and brushing
behavior has been observed in all
four genera. In the parasitic gene-
ra the brushes are less conspicuous,
but a scar is present on the slightly
inflated hind tibia. I have observed
both Exaerete smaragdina (Gué-
rin) and E. frontalis (Guérin)
briefly visiting orchids and Spathi-
phyllum cannaefolium (Dryand.)
Schott, showing that the brushing
behavior is present, though per-
haps rudimentary.
Attraction — Only one feature
of this peculiar behavior seems to
be quite clear. The bees are attract-
ed by odor. Most of the flowers
have a strong perfume which is
evident even to human sensory re-
ceptors. The bees characteristically
Volume 5 (Zoologia)
173
approach the flowers upwind,
stopping to examine any object in
their path, at least when near the
flowers. When the bees pause in
their brushing behavior, they cha-
racteristically hover downwind
from the flowers. Dodson & Fry-
mire observed euglossine males to
make a righ-angle turn when pass-
ing along a path which intercept-
ed the scent-trail from an appro-
priate orchid. The same authors
found that the bees would seek out
orchid flowers hidden in cloth po-
ckets or other porous containers,
as Porsch had already noted ....
(1955) . Dr. Janzen tells me that he
observed male Eulaema polychro-
ma Mocsari) in México which flew
about a quarter of a mile over an
open grassy area to reach flow-
ers of Catasetum integerrimum
Hook. Dr. Janzen suggests that the
reaction of the insects may be to
fly upwind when small amounts of
the odor are detected, actual
searching behavior being initiated
only when the odor is present in
larger amounts.
The detection of the odor is ap-
parently by sensory organs on the
antennae, as is the case in most
insects. When the bees are brush-
ing their antennae are characte-
ristically extended and depressed
so that bee seems to be continual-
ly sampling the odors near the sur-
face where it is brushing. The
odors of euglossine-flowers are
usually highly specific, attracting
only one or few species of bees,
even where many species of Eu-
glossini are to be found. In Pana-
ma, for example, Gongora tricolor
(Lindley) Reichb. f. is visited only
by Euglossa cy anura Cockerell,
while the sympatric G. quinque-
nervis Ruiz & Pavón is visited by
five other species of Euglossa, in-
cluding E. cordata (Linnaeus) *
and E. toionsendi Cockerell. Mor-
modes cartonni Hook. attracts
great numbers of Euglossa cordata,
while M. powellii Schltr. is visited
only by Euglossa “RD 2” (one of
the as yet unnamed species which
also visits Gongora quinquenervis) ,
and M. igneum Lindley is regularly
visited by Euglossa igniventris
Friese. There are a number of or-
chid species which each attract
two or three species of bee, and one
Peristeria which I observed in Pa-
nama attracts twelve species of
Euglossa, three species of Eulaema
and one species of Euplusia. This,
however, is exceptional, and this
case is much cutnumbered by the
plant species which attract only a
single bee species.
* There is considerable doubt in my
mind that the Euglossa “cordata” of
Panama is truly conspecific with that
of Trinidad, which matches the Lin-
naean type. There are, however, too
many unquestionably new species de-
manding Father Moure’s attention, and
I do not know when we will have
enough material to settle this question.
174
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
We have observed a number of
cases in which an orchid species
attracts one or more species of pol-
linators and one or more accessory
visitors: additional species of Eu-
glossinae which are of the wrong
size or behavior to effect pollina-
tion. The accessory visitors which
show behavioral differences are
of special interest. In the case
of Stanhopea inodora Reichb. f.,
which is pollinated by a large Eu-
plusia or Eulaema, the flowers are
visited by a number of Euglossas
which are much too small to effect
pollination. However, these bees
rarely enter the hypochile, where
the normal pollinator must brush.
They tend, rather, to brush on the
sepals and petals, as is the case
with accessory visitors in Sievekin-
gia fimbriata Reichb. f., and in
other cases as well. I suspect that
the flowers may be producing a
compound perfume, one element
being produced only in the hypo-
chile, while another element is
more general in its distribution on
the flower. If this is the case, it
is the second element which at-
tracts some of the accessory visi-
tors (which, of course, may be the
pollinators of other orchid spe-
cies). We know that the odors are
quite specific, and we can some-
times say “this smells to me like a
Eulaema cingulata flower”, but
there are still many blanks in our
knowledge. We do not know whe-
ther each species of euglossine
male is attracted by several diffe-
rent odors or only by one very spe-
cific substance (which might be
and element in each of several
seemingly different perfumes).
Brushing behavior — When an
euglossine male arrives at an or-
chid flower it typically flies about
the flower a bit examining every-
thing in the vicinity, and darting
off at the slightest disturbance. If
the bee is not frightened by an
over-anxious bee-watcher, it will
land on the flower and seek to
reach the attractive portion, in or-
chids usually the base of the lip.
The bee will usually remain there,
brushing with its fore-feet (much
as a dog digs a hole) for perhaps
30 to 70 seconds. Then the bee
withdraws from the flower and
hovers near the flower for about
the same period, while its legs are
in rapid motion. It is evidently
transferring the odor substance to
the scars of the hind tibiae, though
it is very difficult to follow the
movements of the legs. Movies of
their activity would be most
useful in clarifying this phase of
their behavior. After hovering for
a time, the bee returns to the flow-
er, and may continue to brush in-
termittently for an hour or more.
The bees become distinctly less
wary after a time, and I have had
Eulaema nigrita Lep. follow me for
a few meters when I was so
Volume 5 (Zoologia)
175
thoughtless as to remove the plant
whose flowers they had been visit-
ing ( Cycnoches aureum Lindl. &
Paxt.). The “drunkenness”, of
which Dodson & Frymire write, is
not evident when the bee is in
flight, but the coordination of the
legs seems to be redueed, and the
bee slips and falis quite frequently,
often an important factor in the
pollination mechanism of the or-
ehid. As Dr. Vogei showed us in Pi-
racicaba last year, one may squeeze
the “odor substance” from the ti-
bia of a bee which has been brush-
ing for some time. By now,
Dr. Vogei may have completed ana-
lysis of the substances which he
gathered from euglossine bees on
his last trip to tropical America.
In the absence of published ana-
lyses, though, I can only say that
the substance appears to be fatty
or greasy and is aromatic, having
the odor of the flowers from which
it is gathered. I do not feel at all
certain, though, that the odor
which attracts the bee is the same
substance which is in some way of
physiological importante to the
bee. Dodson & Frymire write of
the behavior as scratching, and
suggest that the bees sop up the
liquid which exudes from the
scratches. Vogel suggests, however,
that the bees are picking up a subs-
tance already secreted through the
cell walls, and that any scratching
of the epidermis is incidental.
A few months algo I chanced to
make an interesting observation on
the grounds of the Museu Goeldi.
I had collected several males of
Euglosa cordata (Linnaeus) feed-
ing on Thevetia. A couple of days
later I sat on the porch to pin some
other bees and add them to the
insect box in my lap. An Euglossa
quickly appeared and flew about,
examining my knee and the insect
box. I at first thought it a female
seeking a nest site, but the bee
actually flew into the Schmidt box
(a volunteer!). It quickly went to
one of the pinned bees, crawled
upon it and started brushing on
the tibial scars of a recently pin-
ned male of its own species. I ex-
pect that the odor had been con-
centrated in the closed box, so that
I unknowingly released a strong
attractant when I opened the box.
It is unlikely that the bee reacted
to its inert relative as being an Eu-
glossa, but merely as the source
of the attractive odor.
The “brushing” behavior of eu-
glossine bees has been observed on
a number of orchid genera and is
apparently characteristic of the or-
chid subtribes Catasetinae and Sta-
nhopeinae, the Lycaste and Zygo-
petalum alliances, the genus No-
tylia and at least some members of
the genera Cattleya, Dichaea, Lo-
ckhartia and Sobralia. This same
behavior has been observed on the
inflorescences of Spathiphyllum
cm
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176
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
and a number of Anthurium spe-
cies, and on the flowers of some
gesneriads, such as Gloxinia peren-
nis (L.) Fritsch and Drymonia tur-
rialvae Hanstein. Some species of
Drymonia appear to be borderline
are attractive to both male and
female bees, but may be the object
male bees, but may be the object
of brushing by the males. Dr. Dod-
son has noted brushing behavior
on an unidentified Myrtacea and
on an as yet unidentified mimosoid
legume near Iquitos (Dodson, . . .
1965 a) . A bignoniaceous vine cul-
tivated in Panama (labelled as
Bignonia magnifica in Summit
Gardens) is visited by both males
and females of a number of Euglos-
sa species, but the males of Euglos-
sa cordata and Eufriesea pulchra
(Smith) show brushing behavior
on the limb of the flower.
While brushing behavior is us-
ually observed on flowers, it may
occur on other and quite different
objects. Dr. Roger Arlé tells me of
finding many males of Euplusia su-
perba Hoffmannsegg) [?] brush-
ing on a rotten log at about
Km. 100 along the Belém-Brasilia
highway. Dr. Álvaro Wille reports
finding a mixed swarm of Euglos-
sa azureoviridis Friese and an un-
named bronze Euglossa brushing
on a rotten log near Pozo Azul in
Costa Rica. With an Organization
of Tropical Studies class near
Puerto Viejo, Costa Rica, Dr. Dod-
son and I observed an infected tree
which had a large malodorous
seeping area on the thunk. This
seeping area was visited by large
numbers of Euglossa purpurea
Friese and smaller numbers of
another Euglossa and Euplusia
schmidtiana (Friese). Mr. Martin
Naumann reported seeing a simi-
lar situation at another locality in
the Atlantic lowlands of Costa
Rica, but I have not yet seen the
bees which he collected there. I
have also heard reports of brush-
ing on living bark, but some of
these reports may actually refer to
territorial behavior, which will be
discussed below. Perhaps the
oddest case of brushing behavior
is one which Dr. Dodson showed
me near Iquitos, Peru. There hun-
dreds of males of Euplusia purpu-
rata (Mocs.) gathered to brush on
the bare wooden walls of a few old
houses which had been sprayed
with Aldrin. In this case the wood
is actually scarred by their repeat-
ed scratching. I doubt very much
that it is the insecticide, itself,
that attracts these bees. It is more
likely to be some component of the
carrier, or possibly a break-down
product of the insecticide, which is
attractive to Euplusia purpurata.
We have never observed this spe-
cies on any flower, but we have re-
ceived specimens from other areas
with orchid pollinaria ( Coryan -
thes) .
Volume 5 (Zoologia)
177
In the case of rotting wood and
infected living trees, it is my guess
that the euglossine males are at-
tracted by some fungai product.
We do not know whether brushing
behavior first developed on flow-
ers, fungai products or, perhaps,
living tree bark. It is clear that
this behavior is a fairly old pattern
in the American tropics. It has sup-
plied the pollinating mechanism,
the principal genetic isolating bar-
riers and a major evolutionary fac-
tor for thirty or more genera of
orchids and a number of aroids.
While nothing like the brushes,
“scars” or inflated tibiae are to be
found in the related bumblebees,
the parasitic euglossine genera
Exaerete and Aglae show small
“brushes” and “scars” in the males,
and male Exaerete, at least, re-
tain rudiments of the brushing
behavior, suggesting that the be-
havior was well developed in the
Euglossini before the parasitic ge-
nera evolved. However, further
observations may show that brush-
ing behavior is actually well dev-
eloped in the parasitic genera .
Territorial behavior — Since
brushing and territorial behavior
may be confused in some species,
and Dr. Vogei has suggested that
the two patterns may be related,
it may be worthwhile to discuss the
few observations of territoriality
which I have. Dr. Dodson’s obser-
vations suggest that mating occurs
12 — 37 145
when a female approachcs the ter-
ritory of a male and gives the pro-
per behavioral response (Dodson,
1966) . The “mating dances” which
I have observed seem to fali into
three types.
1 . Eulaema polychroma (Moc-
sary) . I have observed this bee sev-
eral times on Cerro Campana in
Panama, and once in Caracas. The
males seem to choose relatively
smooth-barked saplings 4-8 cm in
diameter as the focal point for
their territorial behavior. The bee
lands on the tree about 1.5 to 2 m
above ground levei, with head up-
permost, places its head near the
bark and straightens the hind legs
so as to raise the abdómen away
from the bark. In this position the
bee periodically buzzes its wings.
Then the bee flies, usually circling
about two or three meters from the
tree, and returns to about the same
spot to repeat the buzzing activity.
This may be repeated many times.
In the brief observation in Caracas,
I noted that three males were
flying about, though only one was
on the tree at any one time. They
did not seem markedly agressive.
A single bee was seen at the same
spot about 30 minutes later.
2 . Eulaema nigrifacies (Friese) .
I have one good observation of this
species, also on Cerro Campana.
Here, too, the bee chose a sapling
as the center of its activities, but
did not land on the trunk. In
cm 1
SciELO
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178
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
this case the bee would pause 60
to 80 cm from the tree trunk and
then approach the trunk in a zig-
-zag, buzzing flight. It would then
circle widely, in normal flight, and
repeat the performance. There may
well be considerable variation in
behavior. Dr. Dodson has captured
this same species in the same area
landing on a trunk and “buzzing”,
much as described for Eulaema po-
lychrcma.* I believe that I have
seen both types of behavior in the
closely related Eulaema speciosa
(Mocs.), but without capturing
either bee. Dr. Dodson also observ-
ed Eulaema luteola Moure repeat-
edly doing a slow zig-zag, buzzing
flight through a small clearing.
3. Euplusia schmidtiana (Fri-
ese) . I first observed territorial be-
havior of this species at about 2 PM
on Cerro Campana. A bee was paus-
ing about 30 to 40 cm from the
tip of a Heliocarpus sapling (about
3 m tall) , darting across the tip of
the sapling, and then circling wide-
ly (no set path) to repeat the
performance. Twice while I watch-
ed, another bee appeared and the
two engaged in an aerial “dog-
-fight”, leaving only one bee. The
remaining bee was then captured,
but a bee was seen at the same
* Now I do not trust on-the-wing
determinations of these two species.
Their color patterns are very similar,
and some of the “E. polychroma”
which I observed without catching may
have been E. nigrifacies.
spot the next day at about 11 AM,
and one (perhaps the same one)
was caught there at 11:20. This
concentration on a single spot sug-
gests that there may be some sort
of odor-marking, even when the
bees do not land on the tree which
is the focal point of their activity.
I have no really good observa-
tions for Euglossas, but have ob-
served the males (unidentified)
landing and buzzing on small
twigs, the behavior thus being si-
milar to that of Eulaema polychro-
ma.
SUMMARY
Male euglossine bees regularly
visit flowers and some other aro-
matic objects on which they brush
with their forefeet, gathering some
substance which they place in their
inflated hind tibiae. Some early
observers noted that these flowers
were visited only by male bees, but
believed that the bees were chew-
ing and eating the flower tissues.
The bees are attracted by odor,
and the odors are quite specific,
often attracting one or a few spe-
cies in abundance while other sim-
ilar species are unaffected. It has
been suggested that the flowers are
mimicking the sexual odors of fem-
ale bees, but this does not seem
to be the case. The bees normally
brush the surface of the flower for
a short time and then hover down-
wind from the flower while rub-
bing their legs together, evidently
Volume 5 (Zoologia)
179
placing some substance in their
hind tibiae. We do not know what
the substance is nor what its role
may be in the biology of the bees,
though there is some evidence that
the males die if deprived of the
substance for about twelve days.
When the bees have been brushing
for a time they become less wary
and seem to be “drunk” or ine-
briated. “Brushing” behavior has
been observed on flowers of a num-
ber of orchid genera and a few ge-
nera of Araceae and Gesneriaceae,
as well as on rotting wood and
seeping areas of infected trees. It is
suggested that the bees are attract-
ed by and gathering a fungai
product in the latter cases. While
we do not yet understand this be-
havior, it has supplied an impor-
tant isolating mechanism for some
plant groups, and has been a ma-
jor factor in the evolution of some
American orchid groups. A few
observations are given of territorial
behavior in these bees.
RESUMEN
Los machos de las abejas Euglos-
sini visitan con frecuencia a cier-
tas flores y a ciertos otros objetos
aromáticos, en los cuales frotan
con las patas anteriores, aparen-
temente recogiendo alguna subs-
tancia que guardan en sus tibias
posteriores, que son gruesas. Algu-
nos de los primeros observadores
notaron que esas flores atraían so-
lamente a los machos, pero aun
así creían que las abejas roían y
comían a los tejidos de la flor. Las
abejas son atraídas por el perfu-
me, y los perfumes son notable-
mente específicas, generalmente
atrayendo muchos ejemplares de
una o pocas especies. Se ha sugeri-
do que es un caso de mimetismo,
las flores imitando a los olores
sexuales de la abeja hembra, pero
no lo indican las evidencias que
hasta ahora tenemos. Las abejas
generalmente frotan la superficie
de la flor por un tiempo corto y
entonces quedan volando cerca de
la flor, frotando las piernas y
evidentemente guardando alguna
substancia en sus tibias posterio-
res. No sabemos cual es la substan-
cia ni sabemos cual es su papel en
la biologia de la abeja, pero hay
evidencias de que los machos mue-
ren si son impedidos de conseguir
dicha substancia por unos doce
dias. Cuando las abejas han frota-
do por un tiempo llegan a estar
menos ariscas y parecen “borra-
chas” o intoxicadas. Las abejas
han sido observadas “frontando”
en las flores de vários géneros de
orquídeas, algunas aráceas y ges-
neriáceas, como también en made-
ra podrida y en el flujo baboso de
árboles infectados. Se sugiere que
las abejas buscan algun producto
de hongos en estos casos. Todavia
entendemos muy poco de este com-
portamiento tan extraho, pero es
cm
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Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
evidente que ha proporcionado una
importante barrera inter-específi-
ca para algunas plantas, y ha sido
un factor principal en la evolución
de algunos grupos de orquídeas
americanas. Se describen unos ca-
sos de comportamiento territorial
en estas abejas.
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noptera, Apidae). Zool. Anz., 175:
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* These important references are
not discussed above, as they were seen
only after the present paper had been
submitted for publication.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 181-202 — 1967
AS FORMIGAS CORTADEIRAS DA AMAZÔNIA, DOS
GÊNEROS “ATTA” FABR. E “ACROMYRMEX” MAYR
(Hym., Formicidae)
CINCINNATO RORY GONÇALVES
Escola Nacional de Agronomia, Rio de Janeiro
As formigas saúvas (saúbas,
como conhecidas na Amazônia bra-
sileira), que pertencem ao gênero
Atta Fabricius, 1804 e as formigas
quenquens, do gênero Acromyrmex
Mayr, 1865, são formigas cultiva-
doras e comedoras de fungos, que
pertencem à tribo Attini, da sub-
família Myrmicinae.
Devido ao hábito de cortarem fo-
lhas verdes em grande quantidade,
inclusive de plantas cultivadas,
para com elas recortadas cultiva-
rem um fungo nos seus ninhos,
constituem pragas sérias da agri-
cultura.
SAÚVAS
As saúvas, que constróem os ni-
nhos maiores, com população que
pode atingir alguns milhões de
operárias, são mesmo consideradas
os maiores inimigos da agricultu-
ra, no Brasil e em outros países
da América tropical. Sôbre a sua
importância econômica, é interes-
sante a consulta dos trabalhos
de Townsend (1 9 2 3), de Bon-
dar (1927), Gonçalves (1951), Ero-
mann (1935) e Bequaert (1922).
Atualmente, a técnica do comba-
te aos seus formigueiros está bas-
tante avançada, sendo possível ao
agricultor combatê-los eficiente-
mente e livrar-se de seus danos. Em
regiões de agricultura avançada,
inclusive nas áreas algodoeiras, nos
pomares, nos vinhedos, nas hortas
e até mesmo nos eucaliptais, os
agricultores do sul e do centro do
Brasil, combatem as saúvas com
facilidade, não mais constituindo
elas um problema sério, mas ape-
nas uma ameaça constante.
Entretanto, nas regiões pouco
povoadas, de agricultores pobres e
menos assistidos por serviços de
proteção às plantas, os seus danos
são muito maiores, como é o caso
na região amazônica. Diz Raymun-
do de Moraes (1939) que a Ama-
zônia seria três vêzes mais rica, não
182
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
fôssem as saúvas, que, cortando
roçados, hortas e jardins, fazem de-
sanimar os agricultores e diminuir
a produção agrícola.
Èste problema não é nôvo, pois
antes da descoberta da América, os
indígenas agricultores já o enfren-
tavam, como contam Soares. . . .
(1587), Wheeler (1907) e Faute-
rau (1952). Êste último autor, ba-
seado em observações feitas na
Guiana Francêsa, chega a respon-
sabilizar a Atta sexdens (L.) , sem
dúvida a mais prejudicial das saú-
vas, pelo nomadismo dos indígenas
da Amazônia, raciocinando tam-
bém com os Incas, que organiza-
ram uma civilização sedentária no
alto dos Andes, acima de 2.500 m
de altitude, onde as saúvas não
ocorrem.
É verdade que o empobrecimen-
to gradual do solo e a escassez da
caça devem ter contribuído para
o nomadismo dos indígenas nas re-
giões baixas da América do Sul.
Mas a tese da perseguição das saú-
vas é digna de nota, porque, mes-
mo os agricultores civilizados, li-
vres de superstições e com alguns
recursos e conhecimentos para
combater as saúvas, ainda no sé-
culo atual têm sido muitas vêzes
por elas expulsos das terras que
com esforço desbravaram e culti-
varam. E o empobrecimento do
solo, por si só, não é argumento su-
ficiente para explicar o nomadis-
mo, como demonstra o Dr. Faute-
rau.
As formigas do gênero Atta ca-
racterizam-se por serem muito po-
limórficas, apresentando operárias
do mesmo ninho medindo de 2 a
12 ou mesmo 15 mm de compri-
mento, com pedúnculo de 2 seg-
mentos e 3 pares de espinhos dor-
sais no tórax. Os seus formiguei-
ros bem desenvolvidos são caracte-
rizados por um monte de terra es-
cavada com 4 m ou mais de diâme-
tro e menos de 1 metro de altura,
apresentando entradas afuniladas
sôbre o monte e nas suas proximi-
dades.
O gênero Atta foi revisto pela
primeira vez por Gonçalves (1942)
com o auxílio da genitália masculi-
na das diversas espécies, e depois
por Borgmeier (1950 e 1959).
Considerações sôbre a sua distri-
buição no Brasil são encontradas
no trabalho de Gonçalves (1960) ;
e observações sôbre a ecologia e a
etologia das saúvas da Amazônia
brasileira, foram publicadas por
Gonçalves (1957).
Embora a região amazônica
ocupe mais de um têrço da Améri-
ca do Sul, apenas três espécies de
saúvas foram observadas nos Es-
tados, Territórios e Províncias da
Hiléia Amazônica, no Brasil e nos
países vizinhos. Estas espécies,
Atta sexdens (L.) A. cephalotes
Volume 5 (Zoologia)
183
(L.) e A. laevigata (F. Smith) , po-
dem ser distinguidas pela chave
que segue:
CHAVE PARA A DETERMINAÇÃO DE
ATTA DA AMAZÔNIA
1 — Cabeça do soldado com um
tufo de pêlos lanosos na fron-
te, estendido até a altura dos
olhos e com o vertex glabro
e geralmente brilhante; gas-
ter fôsco e coberto de pêlos
lanosos. Operárias médias e
pequenas com um só par de
espinhos na parte superior do
vertex cephalotes
— Cabeça do soldado com a
fronte e o vertex glabros ou
com poucos pêlos retos; gas-
ter fôsco ou brilhante, com
poucos pêlos retos ou glabros.
Operárias médias e pequenas
com um par de espinhos occi-
pitais na parte supero-poste-
rior e mais um ou dois pares
de espinhos curtos na parte
supero-anterior da cabeça, 2
2 — Soldado com a cabeça muito
brilhante e glabra; primeiro
segmento do gaster muito
brilhante e glabro, laevigata
— Soldado com a cabeça fôsca,
glabra em parte da fronte,
mas com pêlos retos nas par-
tes superior e lateral; primei-
ro segmento do gaster fôsco
e com pêlos retos . . .sexdens.
Atta sexdens (L., 1758)
A sua forma típica, A. sexdens
sexdens (L., 1758), descrita da
Guiana Holandesa, ocorre no Bra-
sil em grande área, sendo referi-
da nos Estados do Amazonas (Ma-
naus, Parintins, Eirunepê, Taba-
tinga, Tefé, São Gabriel (Jauare-
tê), Bôca do Acre, Colônia Benja-
min Constant, rio Javari e Uipiran-
ga) ; do Pará (Belém, Ananindeua,
Igarapeaçu, Marapanim, Capane-
ma; na Ilha de Marajó em Soure,
Salvaterra, Joanes, Condeixa e
Monsarás; no Tocantins em Vila
do Carmo; Breves, rio Cuminá,
Belterra, Óbidos, Tajapuru e Mon-
te Alegre) ; no Amapá (Macapá,
Serra do Navio, Pôrto Platon e
Oiapoque) ; no Acre (Rio Branco) ;
em Roraima (Boa Vista); no Ma-
ranhão (São Luiz e Carolina); e
ainda no Piauí, Ceará, Rio Grande
do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe e Bahia.
Na Guiana Francêsa, em Caiena
e Lamana; na Guiana Holandesa
(Surinam), em Paramaribo, Lita-
ni e outros lugares do interior; na
Guiana Inglesa do norte, nas ba-
cias dos rios Essequibo, Mazaruni
e Cuiuni; a leste, ao longo dos rios
Courantyne, New e Oronoque e em
outros locais; na Venezuela, na Co-
lômbia e no Panamá; no Peru, nos
vales de Chanchamayo e Urubam-
ba, em Quillabamba e Cuzco, não
atingindo altitudes superiores a
cm
SciELO
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184
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
2 . 500 m; na Bolívia nos rios Ma-
piri e Beni, em Cobija e em Monte-
agudo.
Outras subespécies ( rubropilosa
Forel e piriventris Santschi) ocor-
rem mais para o sul do Brasil, até
o Rio Grande do Sul e ainda na
Argentina (Misiones e Corrientes) ,
no noroeste do Uruguai e no Para-
guai.
As operárias da forma típica são
de côr castanho-avermelhada ou
castanho-escura, com a cabeça fre-
quentemente enegrecida na fron-
te. Medem no máximo 12 mm de
comprimento. As operárias maiores
(soldados) caracterizam-se pela ca-
beça profundamente sulcada no
vertex, pela pilosidade pouco abun-
dante na cabeça, que é fôsca e
mede 5 mm de largura; o gaster,
globoso, mede 3 mm de largura no
máximo, é fôsco e apresenta pilo-
sidade pouco abundante. Os espi-
nhos dorsais do tórax, em número
de três pares, são ponteagudos.
Os formigueiros de Atta sexdens
sexdens, quando bem desenvolvi-
dos, medem cêrca de 4 a 6 m de
diâmetro no monte e apresentam
grupos de crateras em redor. O
monte principal apresenta nume-
rosas crateras afuniladas de perfil
anguloso com cêrca de 30 a 40 cm
de diâmetro, tendo no fundo o furo
de entrada. As operárias cavadei-
ras levam os grãos de terra esca-
vada até a margem superior e os
deixam cair. Há formigueiros bem
maiores e Stahel & Geijskes ....
(1939 e 1941), na Guiana Holan-
desa, descreveram o seu interior,
contando em um que media
12 x 12 m, cêrca de 1.050 câmaras
contendo culturas de fungo, que
consideram igual ou muito próxi-
mo de Rozites gongylophora. Outro
ninho menor, continha 411 câma-
ras com fungo, que na maior par-
te mediam de 20 a 29 cm de lar-
gura.
Weber (1946 e 1947), na Guiana
Inglesa e Weyrauch (1942) no
Peru, também descreveram os seus
ninhos baseados em escavações.
Sôbre os seus hábitos e fundação
dos formigueiros, há o valioso tra-
balho de Huber (1905), traduzido
para o português em 1908, que pela
primeira vez no Brasil obteve a
criação artificial de um ninho ini-
cial e cujas fotografias são clássi-
cas.
A respeito da fundação do formi-
gueiro e dos hábitos das saúvas,
não devemos esquecer os maravi-
lhosos trabalhos de Autuori (1941,
1942, 1947 e 1950) e os de Jacoby
(1935, 1936 e 1937) e de Eidmann
(1935), que estudaram os hábitos
e os formigueiros de A. sexdens ru-
bropilosa. As suas observações não
se adaptam bem a A. sexdens sex-
dens, mas servem de base e orien-
tação para estudos futuros na
Amazônia. Insetos de tal importân-
cia econômica devem ser profunda-
mente conhecidos.
Volume 5 (Zoologia)
185
Como as demais saúvas, a Atta
sexdens segue o homem no cami-
nho da civilização; corta folhas de
preferência de plantas Dicotiledô-
neas, inclusive de árvores novas e
de plantas cultivadas, como a
mandioca, o milho nôvo, as árvo-
res frutíferas, as plantas de horta
e de jardim e muitas outras. É a
espécie mais ativa e mais prejudi-
cial à agricultura da região.
Atta cephalotes (L., 1758)
Descrita originalmente da Guia-
na Holandesa, foi referida no Bra-
sil nos Estados do Amazonas (em
Manaus, Tefé, rio Itacoari, Jauare-
tê e São Gabriel) , do Pará (em Be-
lém, Guamá, Irituia, Belterra, Óbi-
dos e Altamira), do Maranhão em
São Luiz; em Rondônia (Pôrto Ve-
lho, Abunã e Km 306 da E.F.M.M.) ;
no Amapá (Serra do Navio e San-
tana) ; em Pernambuco (Recife e
Tapera) e na Bahia (Ilhéus, Ita-
buna, Ubaitaba, Canavieiras, Bel-
monte e Mucuri).
Ocorre ainda na Colômbia (em
Sasaima, San Antônio, Rio Pores
e Santa Marta, segundo a literatu-
ra, e também nos Departamentos
de Vaupés, Vichada e sudoeste de
Meta e a sua variedade isthmicola
nas regiões quentes da Cordilheira
Ocidental, em todos os vales do in-
terior e em parte da “Montaria”
até 1 . 800 m de altitude, segundo
A. Figueroa (em comunicação pes-
soal). Na Venezuela ocorre sozinha
no delta do rio Orenoco (Weber,
1947) e provàvelmente também
na parte superior dêste rio, nos Es-
tados de Apure, Bolivar e Amazo-
nas. No Peru (Valle Chanchamayo,
Tingo Maria, Satipo, rio Huallaga
e em outros lugares). Na Bolívia
(Mapiri, Chaparé, Tipuani, Coni-
-Chimaré e em outros locais). No
Equador (em Balzapampa, Queve-
do e Guayaquil). Na Guiana In-
glesa em tôda a costa, desde o rio
Mazaruni até o rio Courantyne, in-
clusive em Oko River e Kartabo.
Na Guiana Holandesa (hoje Suri-
nam) em tôda a costa baixa, in-
clusive em Paramaribo; e na costa
da Guiana Francesa, inclusive em
Caiena e Lamana. Ocorre ainda no
Panamá e nos outros países da
América Central, até às partes tro-
picais do México.
Atta cephalotes é uma espécie
florestal fàcilmente encontrada
nas florestas da Amazônia, poden-
do fazer clareiras na floresta, se-
gundo Weber (1937 a). É a saúva
mais exigente de umidade no solo,
não podendo viver nos cerrados do
centro do Brasil nem nas caatin-
gas do Nordeste dêste país; por
isso, a sua distribuição no SW da
Bahia constitui um problema inte-
ressante de zoogeografia) indican-
do que em eras passadas deve ter
havido, no intervalo com a Amazô-
nia, uma uniformidade de clima e
de flora, que possibilitou a sua mi-
186
Atas do Simpósio sõibre a Biota Amazônica
gração para a região costeira do
sul da Bahia e de Pernambuco.
É praga séria da agricultura,
atacando plantas Dicotiledôneas e
milho, inclusive a mandioca, o ca-
caueiro, as árvores frutíferas, a se-
ringueira, a castanheira e muitas
outras. Nas culturas, progride bem
em formigueiros expostos aos raios
solares.
Um de seus formigueiros, que
observei a 31 de janeiro de 1949
em Belterra (Pará) era coberto por
um monte de terra escavada com
cêrca de 6 m de diâmetro, sôbre o
qual havia numerosos furos de en-
trada, muitos dêles no fundo de um
funil com bordos de perfil arredon-
dado e com cêrca de 30 cm de diâ-
metro. Não ultrapassava um me-
tro de altura. O único carreiro ob-
servado, entrava aproximadamen-
te a um metro do monte. Em esca-
vações feitas um pouco para fora
da área de terra fôfa, apresenta-
ram-se diversas câmaras pouco
profundas, quase superficiais, de
20 a 30 cm de diâmetro, algumas
contendo formas aladas em núme-
ro de 3 a 35 exemplares, a maior
parte sendo de machos. O formi-
gueiro era em parte sombreado e
as operárias estavam cortando fo-
lhas de seringueiras plantadas e de
Dicotiledôneas silvestres.
Em Pôrto Velho (Rondônia) ob-
servei um formigueiro cortando fo-
lhas de mandioca e em Tefé (Ama-
zonas) observei outro, que, sedia-
do no meio de um mandiocal, não
estava cortando nem tinha ainda
cortado a mandioca, indo buscar
folhas num bosque próximo.
Stahel & Geijskes (1939 e 1941)
encontraram ninhos maiores, cujo
monte media até 12 x 16 m, e des-
creveram minuciosamente o seu in-
terior, depois de os cortarem em
fatias sucessivas. O maior dêles
continha 632 câmaras com cultu-
ra de fungo. Outros continham 373
e 347 câmaras com fungo, que me-
diam quase sempre de 10 a 29 cm
de diâmetro, das quais pouco mais
da metade media de 10 a 19 cm de
largura. Em alguns formigueiros,
encontraram enormes cavernas
subterrâneas, em uma das quais
podia caber perfeitamente um ho-
mem em pé.
Os primeiros trabalhos sôbre o
comportamento das saúvas em for-
migueiros artificiais foram feitos
por Tanner (1892 a), que descre-
veu minuciosamente a atividade
das formigas no interior das câ-
maras de cultura do fungo. Goeldi
(1905) também pesquisou os hábi-
tos desta saúva em formigueiros
artificiais em Belém, no Museu
Goeldi.
Os hábitos e ninhos de A. cepha-
Ictes foram bem estudados por
Stahel & Geijskes (1939 e 1941),
Weyrauch (1942) e Weber (1937,
1938, 1941, 1945, 1946 e 1947) e
também por Bondar (1927) e por
Gonçalves (1951 e 1957).
Volume 5 (Zoologia)
187
As suas larvas foram descritas
por Wheeler (1949).
As operárias maiores de Atta ce-
phalotes são de côr castanha ou
castanho-escura, medindo no má-
ximo 14 mm de comprimento. Ca-
racterizam-se pela cabeça muito pi-
losa na fronte e glabra no vertex,
e pelo gaster fôsco e piloso. Os es-
pinhos mesonotais posteriores são
curtos e rombos.
Atta laevigata (F. Smith, 1858)
Descrita originalmente de San-
tarém (Pará) , foi referida no Bra-
sil nos seguintes locais: Amazonas
(Manaus, Coari, São Gabriel e Pa-
rintins) ; Pará (Capanema, Vigia,
Matapiquara, Marapanim, Soure,
Salvaterra, Arari, Vila do Carmo
(rio Tocantins) , Santarém, Belter-
ra, Óbidos rio Cuminá, Altamira e
Roncador-Xingu; em Roraima (ex-
Rio Branco) (Boa Vista, Serra do
Arai (1 . 186 m) e São José) . Na Ve-
nezuela em Caracas, nos Llanos,
em Zig-Zag, e no alto da serra do
Roraima (2.500 m); deve ocorrer
também nas vizinhanças de San
Cristobal. Na Colômbia, nos Depar-
tamentos de Santander do Norte e
do Sul (informe pessoal de A. Fi-
gueroa) e também nas montanhas
do norte, entre Guaduas e Sensi-
tiva. Na Bolívia em San Ignacio e
Reyes. Na Guiana Inglesa no su-
doeste, isto é, nas savanas de Ru-
pununi. Fui informado pelo Dou-
tor Geijskes que ocorre também no
sul da Guiana Holandesa. Recen-
temente determinei-a de exempla-
res da coleção da Escola de Agro-
nomia de Belém, provenientes dês-
te mesmo município.
Sendo uma saúva de campo e
de savanas, muito freqüente nos
cerrados de Minas Gerais e de Mato
Grosso e das chapadas de Goiás,
não é surprêsa encontrá-la nos
“campos cobertos” de Santarém,
mas é de admirar que tenha pene-
trado profundamente na Amazô-
nia, inclusive em Manaus, Óbidos
e São Gabriel, onde pode ser en-
contrada em capoeiras, em mar-
gens de estradas e em culturas, in-
clusive sob a sombra de árvores em
áreas cobertas. Admira também o
fato de não ser encontrada nos
“campos cobertos” de Monte Ale-
gre (Pará), na margem esquerda
do rio Amazonas, idênticos aos de
Santarém, onde A. sexdens ocorre
sozinha.
Ataca plantas Dicotiledôneas, in-
clusive a castanheira, a mangueira,
a mandioca, o cacaueiro e mais ra-
ramente Monocotiledôneas, como o
milho e o coqueiro, quando novos.
Os seus formigueiros são seme-
lhantes aos de A. sexdens sexdens,
mas as crateras são menos nume-
rosas sôbre o monte e mais largas
um pouco, e freqüentemente en-
contram-se gravetos secos em vol-
ta dos olheiros, nas crateras; em
Soure e Salvaterra (na ilha de Ma-
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
188
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
rajó), os formigueiros de A. laevi-
gata são caracterizados pelas cra-
teras muito largas, circulares ou
semi-circulares, com 80 cm a 2 m
de diâmetro. O monte de terra
mede geralmente 4 a 6 m de diâ-
metro, porém já observei perto de
Boa Vista (Território de Roraima) ,
um formigueiro desta espécie que
ocupava tôda a sombra de uma
grande mangueira, cujo monte me-
dia 13 x 16 m nos maiores diâme-
tros.
Os formigueiros de A. laevigata
foram descritos por Castro e cols.
(1961) e os seus hábitos na Ama-
zônia por Gonçalves (1957).
Embora menos ativa que as es-
pécies anteriores, ela constitui
também séria praga da agricultu-
ra, e já vi mangueiras quase com-
pletamente desfolhadas por ela, e
num sítio perto de Manaus, preju-
dicava diversas culturas, diminuin-
do muito a capacidade produtiva
de seu esforçado proprietário.
Esta saúva, conhecida no sul
como “saúva de vidro”, tem solda-
dos muito grandes, que chegam a
medir 15 mm de comprimento, ca-
racterizados pela cabeça grande e
muito brilhante e sem pêlos, e pelo
gaster também brilhante e sem pê-
los.
QUENQUENS
Quanto às formigas quenquens
(ou quinquins, como conhecidas
no Pará), que pertencem ao gêne-
ro Acromyrmex, constroem formi-
gueiros muito menores e menos po-
pulosos que os das saúvas e destas
se distinguem as operárias por se-
rem menores e por apresentarem
4 ou 5 pares de espinhos dorsais no
tórax.
Uma monografia sôbre as espé-
cies de Acromyrmex foi publicada
por Gonçlves (1961), onde se en-
contram dados bionômicos e ecoló-
gicos das espécies amazônicas. As
espécies referidas na Amazônia são
11 e as suas operárias maiores po-
dem ser distinguidas pela seguinte
chave.
CHAVE PARA A DETERMINAÇÃO DAS
ACROMYRMEX DA AMAZÔNIA
1 — Espinhos supra-oculares au-
sentes. Olhos chatos. Mandí-
bulas curtas, com o bordo
externo não sinuoso
landolti
— Espinhos supra - oculares
presentes. Olhos salientes.
Mandíbulas alongadas, es-
treitas, com o bordo externo
sinuoso, quando visto de
frente 2
2 — Tegumento do corpo com re-
ticulação microscópica apro-
ximadamente hexagonal . . .
i lundi carli
— Tegumento do corpo liso, ru-
goso ou apresentando peque-
ninos tubérculos, mas não
reticulado 3
Volume 5 (Zoologia)
189
3 —
4 —
5 —
6 —
7 —
Espinhos pronotais media-
nos ausentes 4
Espinhos pronotais media-
nos presentes 6
Epinoto sem cristas nem sa-
liências adiante dos espinhos
epinotais hystrix
Epinoto com duas cristas ou 8
saliências adiante dos espi-
nhos epinotais 5
Espinhos pronotais inferio-
res com a ponta obtusa ou
arredondada. Pilosidade do
corpo muito escassa
octospinosus
Espinhos pronotais inferio-
res retos e pontiagudos, di-
rigidos para fora e um pouco g
para a frente. Pilosidade
abundante no corpo e nas
pernas nobilis
Espinhos mesonotais ante-
riores muito mais longos e
robustos que os pronotais la-
terais. Cabeça, tórax e gas-
ter com manchas amarela-
das aspersus 10
Espinhos mesonotais ante-
riores menos robustos. Cor-
po sem manchas claras na
cabeça nem no tórax . . 7
Espinhos occipitais dirigidos
lateralmente para fora da
cabeça. Espinhos pronotais
laterais muito mais longos
que os mesonotais anterio-
res e dirigidos para a fren-
te e um pouco para os la-
dos. Pode haver manchas
claras no gaster
coronatus
Espinhos occipitais menos
inclinados; espinhos prono-
tais laterais não notàvel-
mente alongados 8
Tubérculos do gaster mais
ou menos dispostos em qua-
tro séries longitudinais. Es-
pinhos pronotais inferiores
geralmente retos 10
Tubérculos do gaster desor-
denados e mais numerosos.
Espinhos pronotais inferio-
res com a ponta curvada
para trás 9
Cabeça alargada, com os lo-
bos occipitais arredondados;
arestas do vertex atenuadas
laticeps nigrosetosus
Cabeça estreitada, com os
lobos occipitais angulosos;
arestas do vertex bem defi-
nidas hispidus
Espinhos mesonotais ante-
riores e pronotais laterais de
comprimento e espessura
aproximadamente iguais . . .
subterraneus
Espinhos mesonotais ante-
riores com a base muito
mais grossa que a dos pro-
notais laterais. Tubérculos
do gaster às vêzes atenua-
dos. Espécie menor
rugosus.
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
190
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Acromyrmex aspersus
(F. Smith, 1858)
Atta (Acromyrmex) mesonotalis
Emery, 1905
É uma espécie caracterizada pe-
los espinhos mesonotais anteriores
muito mais longos e robustos que
os pronotais laterais e pelas man-
chas claras geralmente presentes
na cabeça, no tórax e no gaster. As
maiores operárias medem 5,5 mm
de comprimento. Tem larga distri-
buição no Brasil, no Estado de
Mato Grosso, em local não deter-
minado da fronteira boliviana
Santschi, 1925) e ainda referida
em locais esparsos dos Estados da
Bahia, Minas Gerais, Espírito San-
to, Rio de Janeiro, Guanabara, São
Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Ocorre também em Marcapata
(Peru) (Emery, 1905) e na Argen-
tina (Bruch, 1928) . A sua varieda-
de fuhrmanni (Forel, 1912) foi
descrita de Antiochia, perto de Me-
dellin, na Colômbia, a 2 . 300 m de
altitude; é provável que esta seja
um sinônimo de aspersus asper-
sus, pois os seus caracteres distin-
tivos são variáveis. Gonçalves . . .
(1961) observou-a somente fora da
área Amazônica e descreveu o seu
maior ninho observado em S. Pau-
lo como constando de uma só câ-
mara subterrânea dc cêrca de
40 cm de diâmetro e 20 cm de altu-
ra, a 18 cm de superfície e coberto
de terra sôlta escavada; outros ni-
nhos observados eram menores po-
rém com o mesmo aspecto. Uma
vez observou-o no interior de um
ôco de árvore derrubada, coberto
por uma camada de palha. Corta
folhas de plantas Dicotiledôneas e
vive nas proximidades e no interior
de bosques e em culturas novas ou
próximas de bosques. Luederwaldt
(1926) observou um ninho sôbre
uma árvore, entre bromeliáceas
epífitas a cêrca de 2 m de altura
do solo, mas acrescenta que vive
de preferência em baixo de árvo-
res.
Bruch (1928) diz que na região
serrana de Córdoba (Argentina)
ela nidifica em cavidades naturais
entre pedras do solo, não as cobrin-
do com detritos vegetais. Não é
muito comum e por isso tem pou-
ca importância econômica.
Acromyrmex coronatus
(Fabr., 1804)
Atta (Acromyrmex) moelleri Fo-
rel, 1893
Acromyrmex moelleri meinerti
var. globonelis Forel, 1916.
Acr. coronatus meinerti Santschi,
1925.
A operária é caracterizada pela
côr castanha ou castanho-escura,
o gaster mais escuro e freqüente-
mente com duas manchas longitu-
dinais laterais amareladas nas ope-
rárias maiores. Os espinhos prono-
tais laterais são bem mais alonga-
dos que os mesonotais anteriores.
Volume 5 (Zoologia)
191
E os espinhos occipitais apre-
sentam-se muito inclinados para
fora. O gaster da fêmea apresenta
mancha clara cordiforme mediana.
Ocorre em vasta área do Brasil,
inclusive nos Estados do Pará (Be-
lém, Ananindeua, Vigia, Igarapea-
çu, Guamá e Capanema) , Mato
Grosso (Gustavo Dutra) Goiás
(Grixás e Goiânia), Ceará, Bahia,
Espírito Santo, Rio de Janeiro,
Guanabara, Minas Gerais, S. Paulo
e Santa Catarina (Gonçalves, . . .
1961).
Fora do Brasil foi encontrada no
Peru (Emery, 1905) na Bolívia
(Rurrenabaque no baixo rio Madi-
di, Blancaflor, Beni, Espia Rio Bo-
pi, Huachi Beni, Tumupasa, Reyes,
Rio Colorado e Santa Helena).
A variedade A. c. globoculis Fo-
rel, 1916 (que considero sinônima
da forma típica, descrita do Pará
e do sul do Brasil, foi referida por
Weber (1937) no rio Mazaruni, rio
Takutu e rio Oko, na Guiana In-
glesa.
Os seus ninhos são mais freqüen-
temente encontrados no solo, cons-
tando de uma ou várias câmaras,
pequenas, pouco profundas e às
vêzes cobertos com palha. Não é ra-
ros encontrá-los em galhos de árvo-
res, entre raízes de Bromeliáceas
epífitas, na coroa de palmeiras e
também entre pedras de constru-
ções. Prefere habitar em bosques a
florestas, mas pode ser encontrada
em culturas, danificando plantas
cultivadas. Corta folhas de Dicoti-
ledôneas.
Acromyrmex hystrix
(Latreille, 1802)
Acr. emilii (Forel, 1904)
As operárias são de côr castanho-
amarelada clara, medindo no má-
ximo 9 mm de comprimento. São
caracterizadas pela ausência de es-
pinhos pronotais medianos e de
cristas epinotais e pelos espinhos
pronotais inferiores longos, pon-
tiagudos e dirigidos para a frente.
Ocorre no Brasil, no Pará (Be-
lém, Guamá, Irituia, Igarapeaçu e
Óbidos), no Amazonas (Tefé e rio
Purus) , Goiás (Aragarças) , Rondô-
nia (Km 284 da E.F.M.M.) (Gon-
çalves, 1961). Foi descrita de Cay-
enne, na Guiana Francesa, ocor-
rendo ainda na Guiana Inglesa em
Kaieteur, Amatuk, Kartabo, Forest
Settlement e rio Oko, segundo
Weber (1946); na Venezuela, no
delta do rio Orenoco (Weber, . . .
1947); e em Marcapata, Peru
(Emery, 1905).
O seu ninho é geralmente for-
mado entre raízes tubulares de
grandes árvores e coberto de de-
tritos vegetais, como observei em
Iritúia (Pará) e como foi descrito
por Weber (1964), mas observei-o
em Igarapeaçu (Pará) também su-
perficial, sôbre o solo da floresta e
coberto por grossa camada de de-
em
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
192
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
tritos vegetais e folhas secas. É
uma espécie florestal que corta fo-
lhas de plantas dicotiledôneas. Os
seus ninhos são muito populosos,
podendo constituir perigo para
culturas próximas.
A sua variedade A. h. ajax Forel,
1909 foi descrita com localiza-
ção evidentemente errada (Guiné,
África), não tendo sido reencon-
trada. Provàvelmente é originária
da Amazônia brasileira ou de outro
país vizinho do Brasil.
Acromyrmex hispidus
Santschi, 1925
A operária maior mede 5,6 mm
de comprimento e sua côr é casta-
nha enegrecida, com a fronte e o
gaster mais claros, castanho-ferru-
ginosos. A pilosidade é avermelha-
da e os olhos são convexos. É ca-
racterizada principalmente pelos
espinhos pronotais inferiores lon-
gos e curvados para trás, pelos tu-
bérculos do gaster muito desenvol-
vidos, desordenados e acuminados
e pelos espinhos mesonotais ante-
riores tão finos quanto os prono-
tais laterais ou pouco mais espes-
sos.
Foi descrita originalmente de
Conraditi, perto de Machareti, no
sul da Bolívia. Wille (1952) citou
esta espécie no Peru, dizendo que
ocorre em tôda a “montana”, ten-
do predileção pelas flores e pela
parte mole das frutas, construindo
ninhos pequenos e superficiais jun-
to a pedras grandes e sob troncos
caídos.
Acromyrmex landolti
(Forel, 1884)
Acromyrmex balzani auct. (em
parte) .
A operária é de côr castanha,
castanho-clara ou enegrecida e
mede no máximo 7 mm de compri-
mento. Apresenta olhos muito cha-
tos, não salientes e o vertex chan-
frado. Os espinhos pronotais late-
rais são reduzidos a tubérculos qua-
se do mesmo tamanho dos espi-
nhos pronotais medianos. O gaster
é provido de numerosos tubérculos.
Ocorre no Brasil em campos, cer-
rados e caatingas e também em
culturas, gramados e terrenos
abandonados, de vegetação rala,
nos Estados de Amazonas (Ma-
naus) , Roraima (Boa Vista) ; Pará
(alto rio Cuminá, rio Paru e Mata-
piquara) ; Maranhão (São Luiz) ;
Mato Grosso (Gustavo Dutra, Vila
Bela e São Luiz de Caceres), Rio
Grande do Norte, Paraíba, Per-
nambuco, Alagoas, Bahia, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo,
Santa Catarina e Rio Grande do
Sul.
Esta espécie, descrita original-
mente da Colômbia, onde ocorre
de Dibulla a San Antonio (Forel,
1912) , existe também na Venezue-
la (Caracas, segundo Emery, 1890)
Volume 5 (Zoologia)
193
e nos “lhanos” orientais (Weber,
1937) ; nas savanas de Rupunumi,
no sudoeste da Guiana Inglesa
(Weber, 1937) ; nos pampas de Ro-
sário e em Reyes (Bolívia), segun-
do Weber (1938) e ainda no De-
partamento de San Martin, no
Peru (Wille, 1952).
Weber (1947 e 1948) e Gonçal-
ves (1961) estudaram seus hábitos,
ninhos e ecologia.
O seu formigueiro é sempre pe-
queno e constituído de duas ou três
câmaras de 3 a 10 cm de diâmetro,
superpostas e ligadas entre si e à
superfície por meio de uma só ga-
leria vertical que atravessa as câ-
maras lateralmente. Em volta do
orifício de entrada, esta formiga
constrói normalmente um tubo de
palha entrelaçada com 2 a 20 cm
de altura e nele desembocam de
uma a 14 saídas, tôdas convergin-
do na galeria única. A profundida-
de da última câmara raramente
ultrapassa 60 cm.
Embora os seus ninhos sejam pe-
quenos, apresentam-se em número
avultado em alguns locais, o que
torna a espécie muito nociva
aos pastos, principalmente quando
plantados. Em certa área próxima
de Fortaleza (Ceará) pude contar
12 formigueiros por are e tenho a
impressão de ter visto infestação
maior na Bahia. Acromyrmex lan-
dolti corta folhas exclusivamente
de Gramíneas.
13 — 37 145
Acromyrmex laticeps nigrosetosus
(Forel, 1908)
Acr. nigrosetosus garbei Sant-
schi, 1924
As operárias são de côr castanha
enegrecida, com o gaster mais es-
curo que o tórax e a cabeça. As ope-
rárias maiores atingem a 7 mm de
comprimento. Caracterizam-se pela
cabeça alargada, com lobos occipi-
tais arredondados e arestas do ver-
tex atenuadas. Os espinhos meso-
notais anteriores são mais grossos
e mais longos que os pronotais la-
terais; espinhos pronotais media-
nos e cristas epinotais presentes.
Ocorre em grande área do Bra-
sil, inclusive nos Estados do Ama-
zonas (Manaus) , Pará (Belém,
Souza, Soure, Ananindeua, Iga-
rapeaçu, Santarém e Cachimbo),
Maranhão (Carolina); Goiás
(Filadélfia, Aragarças e Leopoldi-
na) ; Mato Grosso (São Luiz de Ca-
ceres e Gustavo Dutra) e ainda em
Minas Gerais e São Paulo; e na
Bolívia (Weber, 1938).
Constrói ninhos subterrâneos
pouco profundos, cobertos por
monte de terra saliente, de prefe-
rência em cerrados e campos natu-
rais, mas pode ocorrer nas margens
de bosques, e em culturas. Em Ma-
naus observei um ninho com diver-
sas câmaras, cujo monte media
2 metros de diâmetro, que apresen-
tava numerosas entradas afunila-
das. Era excepcionalmente grande
cm 1
SciELO
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194
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
e populoso. Em Belém observei ou-
tro formigueiro semelhante, com
cêrca de 1 m de diâmetro, mas o
comum é medirem 40 a 50 cm e
apresentarem uma só câmara pou-
co profunda, de diâmetro menor.
Corta Dicotiledôneas e pode causar
danos relevantes em culturas.
Acromyrmex lundi carli
Santschi, 1925
As operárias são inteiramente
negras ou com a cabeça e o tórax
castanho-avermelhados escuros e o
gaster negro. As maiores medem
7 mm de comprimento. Caracteri-
zam-se pela escultura microscopi-
camente reticulada, pelos espinhos
pronotais medianos muito peque-
nos e pelos espinhos pronotais la-
terais longos e finos.
Foi descrita da ilha Mexiana
(não Mexicana, como aparece na
descrição original) de material co-
lecionado por G. Hagmann, que
trabalhou no Museu Goeldi.
Observei-a em uma fila de ope-
rárias que estavam passando sôbre
a ponte que atravessa o Igarapé
Pauxis, em Óbidos (Pará) mas não
consegui observar o ninho que de-
via estar sôbre terreno pantanoso.
O meu colega Josué Deslandes me
forneceu material de um ninho si-
tuado sôbre um muro na Colônia
Agrícola de Manaus (Amazonas).
O seu ninho deve ser superficial e
coberto de palha.
Acromyrmex nobilis
Santschi, 1939
As operárias são negras ou cas-
tanho-enegrecidas, com manchas
mais claras pelo corpo e apêndices
e com os bordos posteriores dos seg-
mentos do gaster amarelados. Ca-
caracterizam-se pela ausência de
espinhos pronotais medianos, pela
presença de cristas epinotais, pe-
los espinhos pronotais inferiores
retos e pontudos e pela pilosidade
reta e fina, abundante sôbre o cor-
po e apêndices. As maiores medem
até 9,5 mm de comprimento.
Foi descrita de Santa Júlia
(Amazone) de material colhido
pela expedição belga do “Merca-
tor”. Com êste nome, há 7 vilas co-
nhecidas: uma no município de
Humaitá no Amazonas; outras no
Pará, nos municípios de Oriximiná,
Marzagão, Afuá, Almeirim, Curus-
sá e Itaituba.
Ainda não foi reencontrada e
nada mais se sabe a respeito desta
espécie.
Acromyrmex octospinosus
(Reich, 1793)
Atta (Acromyrmex) guenteri Fo-
rel, 1893
Acromyrmex octospinosa palliãa
Crawley, 1921
As operárias são de côr castanha
ou castanho-escura, as maiores me-
dindo 7,5 mm de comprimento; ca-
racterizam-se principalmente pela
ausência de espinhos pronotais me-
Volume 5 (Zoologia)
195
dianos, pelos espinhos pronotais in-
feriores obtusos (raramente pontu-
dos) e pela pilosidade escassa. As
~uas larvas foram descritas po.
Wheeler (1948).
Wheeler (1937) publicou um li-
vro sôbre as anomalias morfológi-
cas das formigas, inclusive sôbre
os indivíduos intersexuados, ba-
seado principalmente em material
de um ninho de Acromyrmex octos-
pinosus de Trinidad. No mesmo
trabalho fêz uma revisão das suas
subespécies, fornecendo muitos da-
dos geográficos .
Descrita originalmente de Ca-
yenne (Guiana Francesa) a forma
típica foi referida também na mar-
gem direita do rio Courantyne
acima do Wonotobo Falis’ e a 50
milhas acima de Hepseba (Guiana
Holandesa) por Weber (1937) . Na
Guiana Inglesa, Weber (1946) ci-
ta-a nos seguintes locais: em Isso-
roro, rio Oronoque e Forest Setle-
inent.
Em Trinidad, Weber (1945) afir-
ma ser a única representante do
gênero .
N? Venezuela, Weber (1947*
encontrou-a em Barrancas, no del-
ta do Orenoco, e Wheeler (1937)
cita-a em outros locais: Caracas,
La Moka, Puerto Cabello, Masuto e
Curiapó .
Na Colômbia, Forel (1912) en-
controu-a em Naranjo, no pé da
Sierra Nevada e em Trinidad.
No Brasil ocorre no Amazonas
em Itacoatiara (Mann, 1916) , e no
Pará, nas Cachoeiras Grande e Ja-
caré do rio Cuminá e no rio Paru
(Gonçalves, 1961). Observei-a em
Óbidos e em Monte Alegre (Pará),
não havendo observações ao sul do
rio Amazonas.
Outras variedades ou subespécies
referidas são: A. octospinosus
cubanus Wheeler, 1937, de Cuba;
A. octospinosus echinatior Forel,
1899, de México, Guatemala, Cos-
ta Rica, Panamá, Colombia e Equa-
dor; A. octospinosus ekchuah Whe-
eler, 1937, de Yucatan, México; A.
octospinosus inti Wheeler, 1937 de
San Bartolomé, Peru; e A. o. vol-
canus Wheeler, 1937, da Costa
Rica.
Em Trinidad, onde é praga de
combate compulsório, os seus há-
bitos e formigueiros foram estu-
dados por Urich (1895, 1915 e
1923), Bodkin (1916), Wheeler
(1937) e Weber (1946 e 1947). De
acordo com Urich (1895) “constrói
ninhos pequenos, de 14 a 28 decí-
metros cúbicos de capacidade, em
solos barrentos que escava, mas
também sabe aproveitar qualquer
cavidade apropriada em alicerces
de edifícios e em baixo de constru-
ções de madeira, e uma vez insta-
lada é muito difícil ficar-se livre
dela. Sua cultura de fungo tem a
mesma constituição da de Atta ce-
phalotes (L.) mas apresenta aspec-
to mais compacto”.
cm
SciELO
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196
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Os seus ninhos, segundo Weber
(1945) podem ter uma ou diversas
câmaras, sendo a sua localização
subterrânea, sob pedras ou em bar-
rancos. Um dêles, que descreve,
“estava a 50 cm de distância da su-
perfície e a 30 cm para dentro do
talude do barranco. Na câmara
principal havia uma cultura de
fungo com 18 cm de diâmetro e
34 de altura, ligada em cima a di-
versas raízes, mas a maior parte
repousava em massa de terra sol-
ta e talos secos de capim. Apresen-
tava galerias irregulares dirigidas
para baixo e com cêrca de 45 cm
de comprimento. Saindo da gale-
ria principal, havia outro túnel de
saída com 30 cm de comprimento’’.
Um ninho anormal, na coroa de
uma palmeira, foi encontrado por
Wheeler (1937) em Trinidad, e,
na Guiana Inglesa, Weber (1946)
cita um ninho situado no interior
de um tronco apodrecido, a 1,20 m
acima do solo. Observação seme-
lhante fiz em Monte Alegre (Pará)
onde encontrei um formigueiro no
interior de um tronco ôco horizon-
tal, a 80 cm do solo, de uma Legu-
minosa silvestre cujas folhas esta-
va cortando. Esta árvore estava
numa capoeira situada no meio de
uma grande campina.
Segundo Wheeler (1937) ela
“freqüentemente faz crateras re-
dondas em volta das entradas, mas
às vêzes espalha a terra escavada
a alguma distância, de modo que
a entrada se torna um furo incons-
pícuo ao lado de uma pedra, árvo-
re ou erva”. As características da
estrutura do ninho e da disposição
das saídas das galerias, indicam a
inclusão de A. octospinosus entre
as “quenquens mineiras” conheci-
das no sul do Brasil.
Urich (1895) observou fêmeas
que não fizeram o vôo nupcial tra-
balhando tanto quanto as operá-
rias e ocupando-se no corte e na
carga das folhas.
Forel (1899) relata resumida-
mente as observações em um for-
migueiro artificial que obteve de
Urich, de Trinidad.
Weber (1945) fornece dados so-
bre diversos aspectos da ecologia e
da etologia de A. octospinosus em
Trinidad, inclusive sôbre os hábitos
observados em formigueiro artifi-
cial, a fundação de um formiguei-
ro e a população de um ninho, com
cêrca de 9 . 000 exemplares adultos,
incluindo formas aladas.
Em Trinidad, A. octospinosus é
uma formiga muito nociva, de
combate compulsório, tais os pre-
juízos que causa à agricultura, cor-
tando folhas de cacau, mandioca,
hortaliças, laranjeiras, mamoeiro e
outras plantas, nas fazendas e nos
quintais urbanos. Na Guiana In-
glesa é conhecida como prejudicial
à seringueira, de que corta a cas-
ca do tronco, nos lugares sangra-
dos para a extração do látex, se-
gundo Bodkin (1916).
Volume 5 (Zoologia)
197
Acromyrmex rugosus
(F. Smith, 1858)
Atta (Acromyrmex) aspersa:
Emery, 1905
Acromyrmex aspersa: Mann,
1916
Acromyrmex rugosus bigener
Santschi, 1925
As suas operárias são de côr cas-
tanha e medem no máximo 5,6 mm
de comprimento. São caracteriza-
das pelos tubérculos do gaster ate-
nuados e obtusos e dispostos em
4 séries longitudinais; pelos espi-
nhos mesonotais anteriores com a
base muito mais grossa que a dos
espinhos pronotais laterais, e pe-
los lobos occipitais arredondados.
Ocorre no Brasil no Amazonas
(Emery, 1905), em Monte Alegre.
(Pará) segundo Santschi (1925 a),
em Cuiabá, Corumbá e Coxipó
(Mato Grosso) segundo Emery
(1905 a), em Goiás (Goiás) segun-
do Forel (1911) e ainda em Caro-
lina (Maranhão), nos Estados do
Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte,
Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Ba-
hia e Minas Gerais (Gonçalves,
1961). Em Monte Alegre não con-
segui encontrá-la. É referida tam-
bém na Colômbia (Forel, 1904), no
Paraguai (Santschi, 1925) e na
Bolívia (Weber, 1938).
A variedade ou subespécie Acro-
myrmex rugosus santschii (Forel,
1912) foi descrita de Dibulla, na
Colômbia.
Os seus ninhos são subterrâneos
e compostos de pequeno número de
câmaras e coberto por monte de
terra sôlta formado por uma ou
várias crateras afuniladas com en-
trada no fundo.
Um formigueiro anormal, situa-
do no alicerce de uma casa, obser-
vei em Barbalha (Ceará).
Apesar da pequena população de
seus formigueiros, esta espécie é
nociva às culturas e jardins onde
se encontram.
Acromyrmex subterraneus
(Forel, 1893)
Atta (Acromyrmex) subterra-
neus purensis Forel, 1912
Atta coronata: Forel, 1893
As operárias são geralmente de
côr castanho-clara, mas pode ha-
ver exemplares castanhos. Podem
atingir a 8,3 mm de comprimento.
Caracterizam-se principalmente
pelos espinhos pronotais inferiores
longos, retos e pontiagudos, pela
presença de espinhos pronotais me-
dianos e cristas epinotais, pelos es-
pinhos pronotais laterais quase da
mesma espessura dos mesonotais
anteriores, e pelos tubérculos do
gaster arrumados em 4 fileiras lon-
gitudinais. A cabeça é menos ar-
redondada dos lados que em rugo-
sus.
Ocorre na Bolívia (Forel, 1893),
no Peru em Pachitea e Ocabamba
(Santschi, 1925) e em outros lo-
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
198
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
cais (Weyrauch, 1942), no Para-
guai (Santschi, 1925) , na Argenti-
na (Gallardo, 1916) e no Brasil no
rio Purus (Forel, 1912) e em Ita-
coatiara (Gonçalves, 1961) (Ama-
zonas), em Gustavo Dutra (Mato
Grosso). Ocorre nos Estados do
Ceará, Rio Grande do Norte, Mi-
nas Gerais, Rio de Janeiro, São
Paulo, Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul.
A. subterraneus peruvianus Borg-
meier, 1940 foi descrita de Carta-
vio, Peru.
É uma espécie florestal que se
encontra também em culturas e
nas suas proximidades. Freqüente-
mente faz formigueiros subterrâ-
neos relativamente grandes e mui-
to populosos, com várias câmaras
irregulares, cobrindo-os com terra
sôlta onde se observam crateras
afuniladas com entrada no fundo.
Geralmente prefere terrenos argi-
losos. No Paraná observei numero-
sos ninhos pequenos, de uma só
câmara.
Os seus ninhos foram descritos
por Moeller (1893) em Santa Ca-
tarina e por Gonçalves (1961) em
outros Estados do Brasil.
Weyrauch (1942) descreve os
seus hábitos e ninhos, plantas cor-
tadas e danos no Peru.
Corta folhas de plantas Dicoti-
ledôneas, podendo ser bastante
prejudicial às culturas, inclusive à
juta.
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AUGUST M. GORENZ
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Existe relativamente pouca cria-
ção de abelhas na região de Belém
e em outras partes da Amazônia,
apesar da procura que o mel tem
e da facilidade com que as abelhas
{A-pis mellifera L.) podem ser man-
tidas. Fizemos, por dois anos obser-
vações gerais sôbre os períodos de
nectarização, até que o Dr. War-
wick Estevam Kerr, numa de suas
visitas a Belém, sugeriu-nos que co-
locássemos uma colmeia sôbre uma
balança e que tomássemos leituras
diárias de seu pêso.
Isso foi feito e as pesagens fo-
ram iniciadas em 3 de abril de
1954, esperando-se que os resulta-
dos das pesagens nos dêem uma
melhor compreensão das práticas
apícolas apropriadas para a região
e também a indicação às plantas
nectaríferas mais importantes.
MATERIAIS E MÉTODOS
Foi usada neste experimento
uma colmeia Langstroth comum,
contendo um ninho e duas mel-
gueiras rasas.
As abelhas foram obtidas local-
mente e tinham ascendência ita-
liana. Todos os favos utilizados es-
tavam em boas condições e a co-
lônia funcionava normalmente,
possuindo uma rainha nova. Não
usamos tela excluidora de rainha
e providenciamos boa ventilação.
A colmeia foi pesada diàriamen-
te por duas vêzes e durante o pe-
ríodo principal de secreção necta-
rífera algumas pesagens foram fei-
tas às 12 horas com a finalidade
de verificar se a secreção era cons-
tante durante todo o dia.
A balança usada tinha capacida-
de de 100 kg possuindo uma barra
graduada em décimos de kg e com
sensibilidade para mais ou menos
50 gramas.
Quando necessário, as melguei-
ras foram extraídas alternadamen-
te tendo sido utilizados na extra-
em
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
204
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ção do mel somente aquêles favos
completamente operculados e, a
melgueira com os favos vazios foi
sempre colocada por cima da ou-
tra para evitar a subida da rainha.
RESULTADOS OBTIDOS
Visando facilitar a compreensão
dos resultados obtidos, grupamos
as pesagens diárias em conjuntos
semanais os quais foram utiliza-
dos para a elaboração de um grá-
fico (fig. 1).
O pêso mínimo a que a colmeia
chegou foi 31,9 kg e o máximo foi
de 64,5 kg. Do gráfico pode-se ver
ainda que há um período de secre-
75 «G
Fig. 1 — Variação semanal no pêso de uma colméia, em Belém, Pará.
ção nectarífera pequeno que se
inicia aos 25 de abril e que se pro-
longa até 13 de junho. Por esta épo-
ca inicia-se o principal período de
secreção nectarífera que continua
sem interrupção definida por 24 se-
manas, isto é, até 28 de novembro,
tendo porém 3 picos bem determi-
nados.
Durante essas 24 semanas hou-
ve somente 11 dias nos quais ano-
tou-se um decréscimo nas pesa-
gens, êles correspondem aos pon-
tos baixos no gráfico e são os se-
guintes: 26 de julho, 1 e 20 de agos-
to, 15 e 31 de setembro, 9 e 29 de
outubro, 9, 14, 21 e 30 de novem-
bro.
O período de secreção nectarífe-
ra principal corresponde direta-
mente aos meses da estação da
sêca e a estação chuvosa é um pe-
ríodo do déficit no qual as abelhas
chegam a ter dificuldade em se
manter.
O máximo aumento semanal ob-
servado foi de 6,9 kg (de 5 a 12 de
setembro) e neste período o máxi-
mo aumento diário (de 6 horas de
um dia até 6 horas do dia seguin-
te) foi de 1,4 kg. A perda de pêso
durante a noite nessa semana to-
talizou 2,4 kg.
Entre as melhores semanas
aquela que obteve segundo lugar
totalizou um aumento de 5,7 kg
Volume 5 (Zoologia)
205
(de 24 a 31 de outubro). Nessa se-
mana o aumento diário máximo foi
de 1,5 kg e o total de pêso perdido
à noite foi de 5,8 kg. A colheita má-
xima de néctar (diferença na lei-
tura entre 6 da manhã e 6 da tar-
de do mesmo dia) obtida nesta se-
mana foi de 2,5 kg dos quais 1 kg
foi perdido durante a noite.
É interessante notar que os re-
sultados das pesagens correspon-
dem bem de perto às observações
feitas nos dois anos anteriores. Em
1952 fizemos a primeira extração
de mel no fim de junho, e as de-
mais em agôsto, outubro e dezem-
bro. Em 1953 a primeira produção
de favos novos (indicação segura
de uma florada), foi observada em
11 de junho e a 4 de dezembro no-
tamos que já não havia mais co-
leta de néctar. O mel foi extraído
em agôsto, setembro e novembro.
Aos 21 de fevereiro de 1953 no-
tamos que os zangões estavam sen-
do expulsos das colmeias indican-
do decididamente, uma carência de
mel. De 12 a 21 de março houve
fraca entrada de néctar resultan-
do num aumento na quantidade
de abelhas e cria porém, não oper-
cularam favos de reservas.
Ao redor de 9 de abril as abe-
lhas estavam jogando fora cria de
zangão quase madura. Por isso
achamos que fevereiro deve ser um
mês de carência, e em março há
pequeno ou nenhum aumento.
DISCUSSÃO
Uma colheita total teórica de
73,1 kg de mel teria sido obtida se
somássemos todos os principais au-
mentos semanais. Porém, o mel
extraído aos 19 de agôsto, 20 de
outubro, 12 de novembro e 18 de
novembro deu uma colheita total
de 56,6 kg o que pode ser conside-
rado uma produção muito boa. É
provável que tivéssemos obtido
uma colheita maior se fornecêsse-
mos mais espaço nas melgueiras e
adicionássemos uma outra, ou mu-
dássemos as melgueiras para aque-
las do tipo Dadant (quadros de
16 cm de altura).
Um período longo de secreção
nectarífera nos traz o problema de
como separar os tipos diferentes de
mel sem misturar mel verde com
maduro. Como êsse tipo de secre-
ção, é muito freqüente termos mel
verde em favos que já estão oper-
culados em cêrca de 3/4 partes.
Uma solução possível, seria a ex-
tração do mel verde por meio de
uma centrifugação preliminar an-
tes da desoperculação, para isso ne-
cessitaríamos de dois extratores.
Não notamos tendência à enxa-
meação nessa colmeia em qualquer
época do ano.
Três quartas partes do mel obti-
do foi escuro, porém, com um bom
aroma e gôsto. Se não fôr pasteuri-
zado sofrerá fermentação que de-
teriorará a qualidade dentro de
206
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
poucos meses. A quarta parte res-
tante tinha coloração amarelo-cla-
ra, com bom paladar e foi obtida
nos últimos dias de outubro. Uma
pequena quantidade de mel dêsse
tipo foi também coletada nos fins
de julho de 1952.
As observações dos últimos três
anos indicam-nos que há uma
quantidade satisfatória de pólen
disponível por todo o ano. Podemos
desdobrar colmeias em qualquer
tempo durante a estação chuvosa,
desde que alimentemos as colmeias
artificialmente com mel ou xarope
de açúcar. Tivemos alguma difi-
culdade para fazer as abelhas pu-
xarem a cêra moldada convenien-
temente, de modo a fazerem bons
favos. Sem alimentação artificial
com xarope isso só pode ser obtido
satisfatoriamente durante o ápice
dos períodos de secreção nectarí-
fera.
SUMÁRIO
Com a finalidade de contribuir
para a melhoria da apicultura na
região amazônica, o autor instalou
uma colméia de Apis mellifera sô-
bre uma balança e fêz pesagens
diárias visando detectar os perío-
dos de secreção nectarífera. Os re-
sultados obtidos, sumariados em
um gráfico, constam da figura 1.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 207-209 — 1967
RESUMO DE 5 ANOS DE ESTUDOS SÔBRE APICULTURA
NO BAIXO AMAZONAS
AUGUST M. GORENZ
Instituto Agronômico do Norte, Belém, Pará
O sucesso da apicultura no Ama-
zonas depende, tal como acontece
em outras áreas, do conhecimento
das abelhas e das suas relações com
o meio ambiente.
O meio ambiente da Amazônia
é caracterizado por um ano todo de
alta temperatura e uma longa es-
tação chuvosa (em que o néctar é
escasso) e uma pequena estação
sêca (em que o néctar é freqüente-
mente abundante). As áreas nas
quais alguma agricultura é prati-
cada têm uma grande variedade de
plantas nectaríferas e são mais fa-
voráveis para a apicultura do que
a floresta virgem.
A grande queda pluviométrica, a
unidade e os longos períodos sem
uma fonte de néctar fazem dos tró-
picos uma região relativamente
desfavorável para a apicultura co-
mercial. Apesar disso, colheitas
apreciáveis de mel podem muitas
vêzes ser obtidas, com extrações
atingindo mais de 50 kg de algu-
mas colmeias, num ano.
Os pontos mais importantes a se-
rem observados na área a fim de se
ter sucesso com abelhas são os se-
guintes :
1 . Substituição anual das rainhas
A colônia deverá ter uma rainha
jovem e vigorosa. A importância
dêste fato não pode deixar de ser
superestimada; numa zona tempe-
rada isto é importante para a api-
cultura, mas é duplamente impor-
tante num clima tropical.
A substituição de rainhas deve-
rá ser feita no máximo cada 18 me-
ses pois rainhas com mais de dois
anos não somente desovam pouco
como também podem se tornar
zanganeiras, acarretando a perda
da colônia. A substituição pode ser
feita no fim da estação sêca (de-
zembro) , depois da principal flora-
da ter terminado. As colônias nesse
tempo têm bastante abelhas e bas-
tante alimento, não resultando
assim, nenhuma queda na produ-
ção de mel. As divisões também
devem ser feitas nessa época.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
208
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
2. Localização do apiário
De preferência o apiário deve ter
a sua frente dirigida para o lado
este, para que o sol da manhã atin-
ja as colmeias. Porém, as colmeias
deverão ficar bem protegidas do sol
do meio-dia e da tarde, isto é espe-
cialmente importante na estação
sêca quando os raios de sol são
muito quentes. A área deverá ser
bem ventilada, mas não exposta a
ventos fortes. Devido à longa esta-
ção chuvosa é melhor que as co-
lônias estejam sob a proteção de
um abrigo pois êste cuidado não
somente aumenta a durabilidade
das colmeias mas também produz
sombra para o apicultor, tornando
seu ambiente de trabalho mais
agradável.
3. Dar alimentação suplementar
sempre que necessário
Na maioria dos anos no meio e
na parte final da estação chuvosa
as abelhas usam tôdas suas reser-
vas de mel, lutando diàriamente
com o problema da fome. Muitas
colônias morrerão se não forem ali-
mentadas. Tais colônias são facil-
mente reconhecidas olhando-se a
entrada da colméia quando as abe-
lhas estão voando. O vigor relati-
vo da colônia é facilmente visto
pelo número de abelhas na entra-
da, colônias fracas terão poucas
abelhas ao redor da entrada e de-
verão ser imediatamente observa-
das.
A quantidade total de alimento
requerido é relativamente pequena,
cêrca de 2 a 5 kg de açúcar por col-
méia e quantidades pequenas da-
das em intervalos de 1 a 2 semanas
serão suficientes. O açúcar pode ser
administrado na sua forma crista-
lizada, colocado num papel, sôbre
os sarrafos superiores dos quadros.
4 . Diminuição da entrada da
colmeia
A entrada da colméia deverá ser
diminuída para cêrca de 1 x 6 cm
ou menos. Para facilitar a ventila-
ção as sobrecaixas deverão ter, no
mínimo, dois orifícios de 1 cm de
diâmetro cada um, e a tampa su-
perior pode ser deslizada para trás
cêrca de 2 cm dando ventilação
extra durante a estação sêca que
é quando a colônia está muito po-
pulosa.
Deve-se lembrar também que a
entrada da colmeia pode também
ser usada como lugar de acesso
para muitos inimigos das abelhas.
Uma entrada de colmeia pequena
é especialmente importante duran-
te a estação chuvosa ou sempre
que o néctar fôr escasso. Isso facili-
ta às abelhas a melhor proteção da
colmeia contra saques e ajuda tam-
bém a diminuir a umidade que
pode facilitar o aparecimento de
fungos e destruição dos favos.
5. Ter favos bons em disponibili-
dade
Favos bons constituem um dos
mais importantes fatores para o
Volume 5 (Zoologia)
209
sucesso da Apicultura e um dos
mais difíceis de se conseguir. Pe-
quenas floradas que ocorrem tão
comumente não conduzem a uma
boa produção de favos e, além dis-
so, se as abelhas não tiverem favos
já prontos elas não poderão apro-
veitar, por falta de espaço, a rápi-
da disponibilidade de néctar.
Se houver falta de néctar os
favos poderão ser produzidos me-
diante alimentação artificial dada
a colmeias das quais foram retira-
dos os favos das sôbre-caixas. Tam-
bém pode-se tirar vantagem das
poucas floradas que ocorrem oca-
sionalmente e que sejam suficien-
temente fortes para estimular a
produção de favos.
O único lugar prático para ar-
mazenar favos é numa colônia for-
te. Se uma colônia fraca tem mais
favos do que ela pode cuidar, os fa-
vos se emboloram e se infestam de
larvas de traça e a colônia inteira
acabará se perdendo se não forem
removidos a tempo.
6. Proteção contra inimigos natu-
rais
Em geral, se a colônia fôr forte
e populosa ela será capaz de se cui-
dar por si mesma.
É importante que a colmeia es-
teja a cêrca de 60 cm do chão para
que os lagartos e sapos não possam
atacar as abelhas que ficam na en-
trada da colmeia e formigueiros
populosos encontrados nas vizi-
nhanças das colmeias podem ser
fàcilmente eliminados com aplica-
ção de clordane.
Se necessário, os pés ou suportes
que sustentam a colméia podem ser
pitados com uma mistura, meio a
meio, de alcatrão e óleo usado de
cárter.
A limpeza do fundo das colmeias
fracas é de grande valia para evi-
tar a infestação por traças.
O passarinho bem-te-vi, tem sido
freqüentemente taxado de matador
de abelhas. Porém, tivemos oportu-
nidade de examinar 3 pássaros
mortos e verificamos que êles ha-
viam comido apenas zangões.
Assim, êles não são tão nocivos
como são considerados embora pos-
sam, talvez, uma vez ou outra, co-
merem rainhas nos seus vôos de
fecundação.
SUMÁRIO
Baseado em 5 anos de observa-
ções e pesquisas na região Amazô-
nica o autor fornece importantes
resultados, os quais, serão de valia
à melhoria da apicultura de região.
Êsses conselhos grupados em seis
itens principais, se relacionam
com: substituição de rainhas, loca-
lização do apiário, alimentação su-
plementar, cuidados a serem obser-
vados com relação às entradas das
colmeias, favos, sua obtenção e im-
portância na apicultura bem suce-
dida e proteção contra os inimigos
naturais.
14 — 37 145
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 211-215 — 1967
BATS OF THE CANOPY OF AN AMAZONIAN FOREST
CHARLES O. HANDLEY, JR.
Smithsonian Institution, Washington, D.C., U.S.A.
One would expect, on the basis
of the known distribution of in-
sects, amphibians, reptiles, birds,
and certain mammals, that there
would be a vertical stratification
of bat populations in the tropical
forest. However, there is almost
nothing on this literature. Thus, I
was fortunate to be able, in Au-
gust 1965, through the generosity
of Philip S. Humphrey, Smithson-
ian Institution and John P .
Woodall, Belém Virus Laboratory,
to test this hypothesis by using
mist nets which had been installed
at ground levei and in the forest
canopy for studies of birds in the
Guamá Ecological Research Area
at the Instituto de Pesquisas e
Experimentação Agropecuária do
Norte (IPEAN) near Belém.
I caught a total of 285 bats of
25 species in the Guamá area on
four more or less still, rainless
nights in the optimum (dark) part
of the moon cycle. Although the
sample was small, and the study
did not take into account many va-
riables in the environment, such
as proximity of roosts and fruit and
flower sources, locations of flyways,
and possible differential seasonal
variation in distribution among the
various species of bats, the results,
nevertheless, suggest a vertical
stratification in the bat fauna. Par-
allel netting on five nights during
the same period at nearby Utinga
and Fazenda Velha yielded an ad-
ditional 872 bats and brought the
species total for the nine nights
to 39.
Before proceeding to details of
this brief study, it is apropos to
comment on the use of the mist
net in investigations of bats. The
mist net was developed and per-
fected in Japan hundreds of years
ago for the purpose of capturing
birds for food. Today, the average
net is nylon, twelve meters long by
two meters high, with two centi-
meter mesh, and three or four hor-
izontal strings Crossing to form
pockets or shelves where birds or
bats can become entangled. The
212
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
net is so fine that when properly
set in can be invisible to birds and
many species of bats.
American tropical bats have be-
come much better known since the
advent of the mist net as a collect-
ing device in the 1950’s. Previous-
ly, they had been obtained at
their roosts, by shooting on the
wing, or by a variety of other more
or less inefficient or accidental
means. Distribution and abun-
dance of bats were poorly known,
and almost nothing was known
about their ecology. With the mist
net it has become possible to cap-
ture bats in numbers where they
fly and forage, and it provides a
much more random sample of the
population than previous tech-
niques did.
To date, mist nets have been
used mostly to obtain series of bats
for systematic studies. In addition,
it should be possible, through use
of the mist net, to learn much
about habitat preferences, distribu-
tion in relation to food sources and
roost sites, home ranges and terri-
tories, and seasonal variation in all
of these factors. However, the great
potential of the mist net as a tool
for ecological studies has been lit-
tle tested or exploited.
Humphrey’s studies in the Gua-
má area were designed to index
the abundance, ecological preferen-
ces, and seasonal movements of
birds. Sixty-three twelve meter
nets were maintained at ground
levei along trails through capoeira
(upland second-growth scrub) , ma-
to de terra firme (mature dryland
forest), and varzea (swamp for-
est). Four sets of nets, two each
in mato de terra firme and varzea,
sampled the forest canopy. Each of
these sets of canopy nets consisted
of three or four nets, one suspend-
ed above another, to give a con-
tinuous face of net, twelve meters
wide and six to eight meters high.
An ingeneous system of nylon lines
and brass rings (used in place of
pulleys) made it possible to hoist
the sets of nets into the forest ca-
nopy, as much as thirty meters
above the ground.
This combination of ground lev-
ei and canopy nets functioned
exceedingly well to demonstrate
the vertical stratification of the
bird fauna in this forest area.
Adapted to sample the bat fauna,
the nets functioned somewhat less
effectively, but nevertheless provid-
ed much valuable data. The ground
levei nets proved to be particularly
inefficient for bats. Many of these
were set where bats were not likely
to fly, and most of them were set
too tight to catch bats most effec-
tively. Thus, the catch sucess of
the nets probably was less than it
would have been if the nets had
been set especially for bats. Such
a differential was suggested by the
strikingly greater success of nets
Volume 5 (Zoologia)
213
set at ground levei especially for
bats during the same period at
Utinga and Fazenda Velha, only a
few kilometers from the Guamá
area (Table 1).
Using as a basis for comparison
a ratio of catch per net per hour,
the greater effectiveness of the
Utinga and Fazenda Velha nets
is readily apparent. These nets
caught on the average 2 . 2 and 2 . 0
bats respectively per net per hour,
whereas the Guamá ground nets
caught only 0.2 bats per net per
hour. The Utinga and Fazenda Ve-
lha nets thus were about ten times
more effective than the Guamá
ground nets. On the other hand,
TABLE 1
Bats netted at Belém in August 1965. Figures represent average
catch per net per hour.
214
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
the success of the canopy nets at
Guamá (1.2 bats per net per hour)
compared favorably with the suc-
cess of the ground nets at Utinga
and Fazenda Velha.
The success of the Guamá ca-
nopy nets is rendered even more
striking if the success ratio for
each species caught in the Guamá
ground nets is increased by a factor
of ten (Table 1) . This increase
compensates for the supposed de-
ficiency in netting technique in
the Guamá ground nets and theo-
retically brings their rate of suc-
cess to par with the unquestionably
effective Utinga and Fazenda Ve-
lha nets. Even allowing the ten-
-fold increase in the ground net fi-
gures, the canopy nets still prove
to be more effective than the
ground nets for sixteen of the
twenty-five species taken in the
Guamá area. Considering all nets,
at Utinga and Fazenda Velha as
well as at Guamá, and allowing
the ten per cent handicap for the
Guamá ground nets, the canopy
nets still were most effective for
ten species.
Most of the bats taken with
greater frequency in the canopy
nets were fruit-eating species. Few
insectivorous, carnivorous, or nec-
tar-feeding bats were caught in
these nets. The absence of the in-
sectivorous and carnivorous species
in the canopy nets is more signif-
icant than their frequency in the
ground nets, for most of them sel-
dom are netted in numbers under
any circumstances. Presumably
they detect and avoid the nets
more easily than the nectar-feeding
and fruit-eating species.
The species that were taken only
in the canopy nets during this
study, without exception, are poor-
ly known, are thought to be un-
common and irregularly distribut-
ed, and have seldom been taken
anywhere in nets set at ground
levei. Possibly they seldom forage
or fly at ground levei. This may be
particularly true of Cormura bre-
virostris, Micronycteris sylvestris,
and Chiroderma trinitatum. The
same may be said of Vampyriscus
bidens, which, although taken at
ground levei, was more frequent in
the canopy.
The abundance of all of the spe-
cies of the frugivorus genus Arti-
beus in the canopy is surprising, for
in netting anywhere in the low-
lands of the American tropics bats
of this genus usually prove to be
among the most abundant bats at
ground levei also. Of particular in-
terest here is the appearance of
Artibeus lituratus as the dominant
Artibeus in the canopy. At ground
levei it usually is caught in much
smaller numbers than the very
abundant Artibeus jamaicensis,
and ordinarily it thought to be an
uncommon bat.
Volume 5 (Zoologia)
215
Likewise of unquestionable sig-
nificance is the scarcity of the sup-
posedly ubiquitous species of Carol-
lia in the canopy. Carollia perspi-
cillata is the most universally
abundant bat in the American
tropical lowlands, yet in the
Guamá canopy it was only one-
-sixth to one-twentieth as abun-
dant as it was at ground levei
nearby. Carollia subrufa was sixty
times more abundant in the
ground nets at Guamá than in the
canopy .
These observations, admittedly
fragmentary, invite more intensive
studies and promise significant dis-
coveries in the distribution and
ecology of bats.
SUMMARY
Twenty-five species of bats (285
individuais) were caught during
four nights of mist netting in a fo-
rest including varzea, mato de ter-
ra firme, and capoeira on the
eastern outskirts of Belém in Au-
gust 1965. Sixty-three twelve me-
ter nets were set at ground levei
and four groups of nets were set
in the forest canopy, up to 30 me-
ters above the ground. Sixteen of
the 25 species of bats were caught
exclusively or most frequently in
the canopy nets, six species were
caught most often in the ground
nets, and three species were caught
with equal frequency high and
low. Although the sample is small
and does not take into account
many variables in the environ-
ment, the results suggest a vertic-
al stratification in the bat fauna
somewhat like that seen in birds
and insects.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 217-223 — 1967
SERPENTES DO TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ
A. R. HOGE
Secção de Herpetologia, Instituto Butantan, São Paulo
(Com uma figura no texto)
A presente publicação é a primei-
ra sôbre a fauna ofiológica dêste
Território. A ausência de publica-
ções, e a escassez de espécimes nas
coleções induziu-nos a estudar a
fauna ofiológica desta região, prin-
cipalmente devido ao interêsse em
estabelecer as relações ou diferen-
ças entre a fauna das outras re-
giões amazônicas e das Guianas,
para êste fim organizamos várias
expedições ao Território Federal do
Amapá.
Quanto ao relêvo podemos consi-
derar a existência no Território das
seguintes regiões:
a — A planície quaternária, situa-
da ao longo da costa Atlânti-
ca e ao longo do rio Amazo-
nas até Macapá, as ilhas do
Rio Amazonas e uma peque-
na extensão ao longo do Rio
Amazonas no extremo Sul do
Território.
b — Platô quaternário, ocupando
o resto do Território relativa-
mente plano no Sul, elevan-
do gradualmente em direção
Norte ao longo da fronteira
com o Pará até chegar nas
Montanhas do Tumuc-Hu-
mac. No Norte e em direção
Sul-Norte à Serra Lombarda.
Na planície costeira, encontra-
mos uma estreita faixa de vegeta-
ção litorânea, e mais para o inte-
rior o resto da planície ocupando
campos e cerrados e alguns cam-
pos inundáveis. Convém notar que
nos mapas de vegetação existentes,
os limites entre a floresta equato-
rial e os campos cerrados não cor-
respondem à realidade. Anexo um
mapa (fig. 1) dando os limites por
nós traçados, baseados em observa-
ções no local e principalmente em
fotografias aéreas trimetrogon pos-
tas à nossa disposição pela ICOMI;
existe uma grande penetração de
campos e cerrados em direção Les-
te até Pôrto Platon, não menciona-
do nos mapas.
218
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
O platô terciário, salvo as pene-
trações acima mencionadas, é prà-
ticamente inteiramente recoberto
por uma vegetação equatorial la-
tifoliada, existindo ao norte da
Serra Lombarda e no Tumuc-Hu-
mac alguns campos e cerrados,
porém ainda não pudemos estudá-
-los.
Fam. Anilidae
Anilius scytale scytale (Linnaeus)
1758 Anguis Scytale Linnaeus,
Syst. Nat., 10.a ed. 1: 228
Localidade tipo: índia (in error).
Distribuição: Brasil, Venezuela,
Guianas, Colômbia, Equador, Pe-
ru, Bolívia.
Fam. Boidae
Boa constrictor constrictor Lin-
naeus
1758 Boa constrictor Linnaeus,
Syst. Nat. 10a ed., 1:215
220
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Drymoluber dichrous Peters
1863 Herpetodryas dichroa Peters,
Mbr. Akad. Wiss. Berlin, 1863:
284.
Localidade tipo: Surinam.
Distribuição : Colômbia, Guianas,
Brasil, Peru, Equador e provavel-
mente Bolívia.
Erythrolamprus aesculapii aescula-
pii (Linnaeus)
1758 Coluber Aesculapii Linnaeus,
Syst. Nat. 10.a ed., 1.220.
Localidade tipo: Índia (in error).
Distribuição: Colômbia, Venezuela,
Guianas, Brasil, Bolívia, Peru,
Equador.
Helicops angulatus (Linnaeus)
1758 Coluber angulatus Linnaeus,
Syst. Nat. 10.a ed., 1:217.
Localidade tipo: Ásia (in error).
Distribuição: Colômbia, Venezuela,
Guianas, Brasil, Peru, Bolívia,
Equador.
Helicops hagmanni Roux
1910 Helicops hagmanni Roux,
Zool. Anz., 36:339.
Localidade tipo: perto de Surinam.
Distribuição: Conhecida somente
do Estado do Pai’á e Território
Federal do Amapá, Brasil.
Helicops leopardinus (Schlegel)
1837 Homalopsis leopardina Schle-
gel, Phys. Serp., 2:358.
Localidade tipo: desconhecida.
Distribuição: Brasil, Guianas, Bo-
lívia.
Helicops polylepis Günther
1861 Helicops polylepis Günther,
Ann. & Mag. Nat. Hist.. (3), 7:
426.
Localidade tipo: alto Amazonas.
Distribuição: Brasil, Peru e provà-
velmente Bolívia.
Helicops trivittatus (Gray)
1849 Myron trivittatus Gray, Cat.
Snak.,: 70.
Localidade tipo: desconhecida.
Distribuição: Brasil, Bacia Amazô-
nica.
Hydrops triangularis triangularis
(Wagler)
1824 Elaps triangularis Wagler, in
Spix, Serp . br as . ap . nov . :
5pr2a.
Localidade tipo: Ega (atualmente
Tefé) Estado do Amazonas, Bra-
sil.
Distribuição: Guianas, Brasil.
Imantodes cenchoa cenchoa (Lin-
naeus)
1758 Coluber cenchoa Linnaeus,
Syst. Nat. 10a ed., 1:226.
Localidade tipo: desconhecida.
Distribuição: América do Sul, até
Paraguai e Argentina.
Leimadophis poecilogyrus amazo-
nicus Amaral
1 9 4 4 Leimadophis amazonicus
Amaral, Pap. Avulsos Dept. Zoo-
logia, 5(1) : 81.
Localidade tipo: Pará.
Distribuição: Brasil, Estado do
Pará, Território Federal do Ama-
pá, Amazonas.
Volume 5 (Zoologia)
221
Leimadophis typhlus typhlus (Lin-
naeus)
1758 Coluber Typhlus Linnaeus,
Syst. Nat. 10.a ed., 1:218.
Localidade tipo : índia (in error).
Distribuição : Venezuela, Guianas,
Brasil.
Leimadophis reginae semilineatus
(Wagler)
1724 Natrix semilineata Wagler in
Spix, Serp. Bras. sp. nov.: 33,
pr. 11, fig. 2.
Localidade tipo : Rio Solimões.
Distribuição : Brasil, Peru e pro-
vàvelmente Bolívia.
Lejosophis gigas (Duméril)
1853 X enodon ] gigas, Duméril,
Mem. Acad. ser. Paris, 23: | 83 I
pr. 9.
Localidade tipo: Corrientes.
Distribuição: Argentina, até norte
do Brasil (Terr. Fed. Amapá).
Leptodeira annulata annulata
(Linnaeus)
1758 Coluber annulatus Linnaeus,
Syst. Nat. 10a ed., 1:224.
Localidade tipo: Trestricta — Bai-
xo Amazonas, Pará, Brasil.
Distribuição: Venezuela, Guianas,
Bacia Amazônica e Brasil. Peru,
Equador, Bolívia e ao longo da
Costa do Brasil até o Estado de
São Paulo.
Leptophis ahaetulla ahaetulla
(Linnaeus)
1758 Coluber ahaetulla Linnaeus,
Syst. Nat. 10.a ed., 1:225.
Localidade tipo: América.
Distribuição: Guianas, Brasil.
Liophis cobella (Linnaeus)
1758 Coluber cobella Linnaeus,
Syst. Nat. 10a ed., 1:218.
Localidade tipo: América.
Distribuição :
Lygophis lineatus (Linnaeus)
1758 Coluber lineatus Linnaeus,
Syst. Nat. 10a ed., 1:221.
Localidade tipo: Ásia (in error).
Distribuição: Norte da América do
Sul.
Oxybelis aeneus aeneus (Wagler)
1824 Dryinus aeneus Wagler in
Spix, Serp. bras. sp. nov.,: 12,
pr. 3.
Localidade tipo: Ega (atualmente
Teffé) Amazonas, Brasil.
Distribuição : Bacia amazônica,
Guianas e Venezuela.
Oxybelis argenteus (Daudin)
1803 Coluber argenteus Daudin,
Hist. Nat. Rept., 6:336.
Localidade tipo: ignorada.
Distribuição: Bacia Amazônica.
Oxybelis fulgidus (Daudin)
1803 Coluber fulgidus Daudin,
Hist. Nat. Rept., 6:352, pr. 80.
Localidade tipo: Port au Prince,
Santo Domingo (in error).
Distribuição: Bacia Amazônica e
para o norte até o México.
Oxyrhopus petola petola (Linnaeus
1758 Coluber Petola Linnaeus, Syst.
Nat., 10a ed., 1:225.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
222
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Localidade tipo : África (in error).
Distribuição : Venezuela, Guianas,
Baixo Amazonas.
Philodryas viridissimus (Linnaeus)
1758 Coluber viridissimus Lin-
naeus, Syst. Nat., 10.a ed., 1:226.
Localidade tipo : Surinam.
Distribuição : Venezuela, Guianas,
Bacia Amazônica.
Pseudoboa neuwiedii (Duméril &
Bibron)
1854 Scytale neuwiedii Duméril et
Bibron — Erp. Gen., VII: 1001
(pro parte).
Localidade tipo : Côte Fêrme res-
tricta e Cumaná, Venezuela.
Distribuição : Desde a Venezuela
até o norte do Brasil.
Pseudoeryx plicatilis plicatilis (Lin-
naeus)
1758 Coluber plicatilis Linnaeus,
Syst. Nat., 10a ed., 1:217.
Localidade tipo : Ternate (in er-
ror).
Distribuição : Brasil, Guianas.
Pseustes poecilonotus polylepis
(Peters)
1867 Ahaetulla polylepis Peters,
Mbr. Akad. Wiss. Berlin: 709.
Localidade tipo: Surinam.
Distribuição: Guianas, Colômbia,
Venezuela, Equador, Peru, Bolí-
via, Brasil.
Siphlophis cervinus cervinus (Lau-
renti)
1768 Ccronella cervina Laurenti,
Syn. Rept.: 88.
Localidade tipo: América.
Distribuição : Regiões equatoriais
da América do Sul.
Spilotes pullatus pullatus (Lin-
naeus)
1758 Coluber pullatus Linnaeus,
Syst. Nat., 10a ed., 1:225.
Localidade tipo: Ásia (in error).
Distribiãção: América Central até
Brasil.
Tantilla melanocephala melanoce-
phala (Linnaeus)
1758 Coluber melanocephalus Lin-
naeus, Syst. Nat. 10.a ed., 1:218.
Localidade tipo: América.
Distribuição: América Central até
Argentina (Cisandina).
Tripanurgos compressus (Daudin)
1803 Coluber compressus Daudin,
Hist. Nat. Serp., 6:247.
Localidade tipo: Surinam.
Distribuição: Panamá até Para-
guai.
Xenodon severus (Linnaeus)
1758 Coluber severus Linnaeus,
Syst. Nat. 10a ed., 1:219.
Localidade tipo: Ásia (in error).
Distribuição: Bacia Amazônica, Ve-
nezuela, Guianas.
Subfam. Dipsamnae
Dipsas catesbeji (Sentzen)
1758 Coluber catesbeji Sentzen,
Meyer’s Zool. Arch., 2:66.
Localidade tipo: desconhecida.
Distribuição : Bacia Amazônica,
Volume 5 (Zoologia)
223
desde os vasantes andinos da Bo-
lívia, Peru, Equador e Colômbia
até a costa da Venezuela, Guia-
nas e norte do Brasil.
Sibon nebulata nebulata (Lin-
naeus)
1758 Coluber nebulatus Linnaeus,
Syst. Nat. 10.a ed., 1:222.
Localidade tipo: América.
Distribuição : México até o norte do
Brasil.
Fam. Elapidae
Micrurus lemniscatus lemniscatus
(Linnaeus)
1758 Coluber lemniscatus Linnaeus
Syst. Nat., 10a ed., 1:224.
Localidade tipo: Ásia (in error)
restricted Belém, Pará, Brasil.
Distribuição: Bacia Amazônica.
Micrurus surinamensis surinamen-
sis (Cuvier)
1817 Elaps surinamensis Cuvier,
Reg. Animal, 2:84.
Localidade tipo: Surinam.
Distribuição: Guianas, e Brasil,
Bacia Amazônica.
V IPERIDAE
Crotalinae
Bothrops atrox (Linnaeus)
1758 Coluber atrox Linnaeus Syst.
Nat. 10a ed., 1:222.
Localidade tipo: Ásia in error (de-
signado Surinam).
Distribuição: Floresta equatorial
latifoliada América do Sul.
Bothrops brazili Hoge
1953 Bothrops brazili Hoge Mem.
Inst. Butantan, 25 (1) : 15-22. .
Localidade tipo: Tomé Assu, Aca-
rá Mirim rio, Estado do Pará,
Brasil .
Distribuição: Brasil, Estados: Pa-
rá, Amazonas, Mato Grosso, Acre
e Território Federal do Amapá.
Lachesis muta muta (Linnaeus)
1766 Crotalus mutus Linnaeus,
Syst. Nat. 12a ed.: 373.
Localidade tipo: por restrição feita
em Preliminary Account on Neo-
tropical Crotalinae ! Serpentes
Viperidae ; — Hoge, Mem. Inst.
Butantan, 32, 1966 — Surinam.
Distribuição: Florestas equatoriais
do Brasil, Guianas, Venezuela,
Trinidad, Bolívia, Peru, Equador
e Colômbia.
Crotalus durissus sp. Somente um
exemplar mal conservado, apa-
rentemente o mais próximo a
Crotalus durissus eumanensis.
Agradecimentos — Desejamos agra-
decer ao Fundo de Pesquisas do Insti-
tuto Butantan e ao Conselho Nacional
de Pesquisas por terem financiado a
viagem de coleta de material.
À FAB, com menção especial aos
Comando de Cumbica e de Belém do
Pará, por terem cedido aviões, tanto
para o transporte da Equipe do IBH,
como para o transporte de espécimes.
Ao General Mendes da Silva, Governa-
dor do Território Federal do Amapá
pela ajuda e estímulo durante as nos-
sas estadias. Ao Dr. Damasceno,
DNERU, pela eficiente colaboração e
coleta de inúmeros espécimes. A D.
Nayr Guarany Lemos, que coletou du-
rante vários anos serpentes na Região
de Oiapoc. Ao Museu Goeldi pelo em-
préstimo de sua coleção.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Atas do Simpósio sobre n Riota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 225-238 — 1967
ESTUDO SÔBRE UMA NOVA ESPÉCIE AMAZÔNICA
DO GÊNERO “CYPHOMYIA” WIEDEMANN
(Diptera, Stratiomyidae) *
PAULO IIDE **
Escola Nacional de Veterinária, Rio de Janeiro
(Com 46 figuras no texto)
Examinando vários exemplares
de uma espécie do gênero Cypho-
myia Wiedmann, 1819, obtidos pelo
Prof. Dr. Hugo de Souza Lopes,
após criação de larvas em labora-
tório e, por êle coletadas em San-
ta Bárbara, Belém, Estado do Pará,
constatamos tratar-se de uma nova
espécie. Fundamentamos esta afir-
mativa, em estudos comparativos
com as descrições originais das es-
pécies dêste gênero, que considera-
mos mais próximas, após consul-
tarmos a chave de James (1940)
para as espécies neotropicais do gê-
nero Cyphomyia.
Chamou-nos especial atenção o
habitat destas larvas, que foram
coletadas em resina fluidificada,
sendo do mesmo modo curiosa sua
morfologia externa, no que diz res-
peito às cerdas marginais do cor-
po, que sendo plumosas, possibili-
tam seu desenvolvimento no meio
em que foram encontradas.
MATERIAL E MÉTODOS
As larvas estudadas foram cole-
tadas a 23-VI-65 em Santa Bárba-
ra e posteriormente criadas em la-
boratório (Cultura 765), da Seção
de Entomologia do Instituto Os-
waldo Cruz. Periodicamente foram
fixadas em álcool a 80° vários
exemplares nas diversas fases evo-
lutivas, obtendo-se finalmente
adultos a 2-VIII-1965 (3 machos e
2 fêmeas).
As larvas foram tratadas com
lacto-fenol de Amann em períodos
que oscilaram entre 7 a 14 dias, de-
pendendo da consistência e tama-
nho de exemplar. Algumas larvas
tiveram que ser submetidas a tra-
tamentos mais longos.
* Trabalho realizado no laboratório
de Zoologia Médica e Parasitologia da
Escola Nacional de Veterinária, sob os
auspícios do Conselho Nacional de Pes-
quisas.
** Bolsista Pesquisador-Assistente
do Conselho Nacional de Pesquisas.
15 — 37 145
226
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
A fim de estudar a genitália,
asas e antenas, os adultos, após
permaneceram 24 horas em câma-
ra úmida, tiveram destacados êstes
órgãos. As asas foram submetidas
à ação de ácido fênico e posterior-
mente ao creosoto de faia, perma-
necendo neste meio entre lâmina
e lamínula. As antenas e últimos
segmentos abdominais foram tra-
tados durante 15 a 30 minutos, la-
vados com água, desidratados par-
cialmente com álcool a 90° e, pos-
teriormente submetidos ao mesmo
processo que empregamos para as
asas. Após as montagens definiti-
vas em bálsamo do Canadá, as lâ-
minas foram incluídas no laminá-
rio de Diptera do Instituto Oswaldo
Cruz e os exemplares adultos de-
positados na coleção entomológica
do mesmo Instituto, sob os núme-
ros: 8.992 a 9.000, e 11.400 a. . . .
11.410.
Cyphomyia souzalopesi sp. n.
Larva do estádio “A” — Compri-
mento total de 1,9 a 3,1 mm. Lar-
gura cêrca de 0,24 do comprimen-
to. Coloração amarelo-claro.
Cabeça subtriangular. Largura
cêrca de 0,6 do comprimento. Face
dorsal lisa, sem placas ou escamas
de revestimento. Antenas alonga-
das, bi-segmentadas, localizadas la-
teralmente no limite do 1/3 ante-
rior da cabeça; o segmento basal
é cêrca de 1,5 vêzes mais longo que
o segmento apical e possui em sua
extremidade um prolongamento
digitiforme quase tão longo quan-
to o segmento apical (figs. 1 e 7).
No interior da cápsula cefálica há
duas manchas laterais pigmenta-
das, localizadas no limite médio da
cabeça, e deslocadas para a fase
dorsal (figs. 1 e 2). Quetotaxia da
face dorsal: 2 pares de minúsculas
cerdas na projeção anterior, forma-
da pela extremidade da faixa cli-
peal, e outro par de igual tama-
nho na metade desta faixa. Perto
das margens laterais, quase sôbre
as manchas pigmentadas descritas
acima, um par de cerdas maiores,
finamente pilosas (fig. 1). Face
ventral da cabeça, lisa, com placas
de revestimento apenas numa es-
treita faixa em seu limite com o
protórax. Mandíbula-maxilas alo-
jadas em fendas que permitem sua
maior mobilidade para a face ven-
tral. Quetotaxia da face ventral:
um par de diminutas cerdas del-
gadas, localizadas nos lados da
margem oral; mais para trás, ou-
tro par similar, além de outro par
do mesmo tipo no 1/3 posterior da
cabeça. Há um par de cerdas fina-
mente pilosas na metade lateral da
cabeça, próximo a outro par já des-
crito na face dorsal (fig. 3).
Tórax revestido por placas ou es-
camas poligonais, predominando a
forma hexagonal. Os segmentos to-
rácicos diferem dos segmentos
abdominais, especialmente pela
sua quetotaxia. Espiráculos proto-
Volume 5 (Zoologia)
227
rácicos castanhos e proeminentes,
precedidos por um par de minús-
culas cerdas pilosas (figs. 8 e 9).
Quetotaxia da face dorsal : no pro-
tórax, 2 pares de diminutas cerdas
medianas com fina pilosidade e la-
deadas por um par de sensórios;
meso e metatórax apenas com um
par de cerdas equivalentes, tendo
também um par de sensórios late-
rais. Em direção às margens late-
rais, há ainda 3 pares de cerdas
no protórax e 2 pares no meso e
metatórax; atrás destas cerdas,
também um par de sensórios nos
3 segmentos torácicos. Mesotórax e
metatórax possuindo ainda um par
de grandes cerdas laterais pilosas,
tendo logo adiante bem próximo à
sua base, um par de cerdas dimi-
Cyphomyia souzalopesi sp. n„ larva do estádio “A” — Fig. 1: Cabeça e tórax,
vista dorsal; fig. 2: cabeça e tórax, vista lateral esquerda; fig. 3: cabeça,
tórax e l.° segmento abdominal, vista ventral; fig. 4: últimos segmentos abdo-
minais, vista dorsal; fig. 5: últimos segmentos abdominais, vista lateral esquer-
da; fig. 6: últimos segmentos abdominais, vista ventral; fig. 7: antena direita,
vista dorsal; fig. 8: espiráculo protorácico direito, vista dorsal; fig. 9: espiráculo
protorácico direito, vista lateral; fig. 10: espinhos cônicos, margem anterior da
face ventral do 2.° segmento abdominal; fig. 11: faixa média da face ventral
do 8.° segmento abdominal e ânus.
Cyphomyia souzalopesi sp. n„ larva do estádio “B” — Fig. 12: Pêlos “palma-
dos”, margem anterior da face ventral do protórax; fig. 13: pêlos “farpelados”
na margem do ânus; fig. 14: pêlos longos, margem lateral esquerda do 8.° segmen-
to abdominal.
228
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
nutas pouco pilosas (figs. 1 e 2).
Quetotaxia da face ventral: nos
3 segmentos, um par de diminutas
cerdas medianas nuas. Em direção
aos lados, 4 pares de cerdas nuas
e finas, com pontos de inserção
contíguos; 2 pares são longos e 2
pares muito curtos. Quase na mar-
gem lateral do protórax, 2 pares
de cerdas pequenas e nuas, inseri-
das anteriormente aos espiráculos;
no meso e metatórax estas cerdas
são mais afastadas entre si; um par
localizado bem ao lado das cerdas
de inserção contígua e, outro par
pràticamente na margem lateral
(figs. 2 e 3).
Abdomem também revestido por
placas poligonais. Todos os seg-
mentos, com exceção do 8.°, têm
forma e quetotaxia semelhantes.
Na margem anterior da face ven-
tral do l.° ao 5.° segmento, há for-
tes espinhos cônicos, com a ponta
romba, sendo em menor número
no l.° segmento (fig. 10). Oitavo
segmento semi-circular, onde se lo-
calizam as aberturas do saco pneu-
mático e do ânus, respectivamen-
te nas faces dorsal e ventral; a
abertura do saco pneumático é
guarnecida por cerdas finas pouco
desenvolvidas; a abertura anal é
projetada ventralmente (fig. 5),
tendo nas suas margens laterais,
duas filas de fortes dentes que se
encaixam entre si, podendo haver
ainda 2 ou mais pares de dentes
suplementares, um pouco afastados
das margens (fig. 11). Quetotaxia
da face dorsal: com exceção do 8.°
segmento, há nos demais segmen-
tos abdominais, um par de peque-
nas cerdas medianas, ladeadas por
um par de sensórios. Em direção
aos lados e ligeiramente deslocadas
para trás, 2 pares de cerdas fina-
mente pilosas, dispostas lado a
lado; em frente ao par externo, um
par de cerdas nuas ladeadas por
outro par de sensórios. Na margem
lateral, 2 pares de cerdas maiores,
moderadamente pilosas. No 8.° seg-
mento um par de cerdas pouco pi-
losas, perto da margem anterior e
2 pares de cerdas pouco pilosas aci-
ma da linha formada por uma do-
bra do tegumento, antes da en-
trada do saco pneumático. Margens
laterais do último segmento, com
3 pares de longas cerdas pouco pi-
losas e, a margem posterior do
mesmo, com um par de cerdas lo-
calizadas medianamente (fig. 4).
Quetotaxia da face ventral: além
dos espinhos cônicos, já referidos
nos 5 primeiros segmentos, exis-
tem do l.° ao 7.° segmentos, 4 pa-
res de finas cerdas dispostas em li-
nha transversa; os l.°, 3.° e 4.°
pares representados por curtas cer-
das nuas, enquanto o 2.° par é
alongado e finamente piloso. Qua-
se na margem lateral, há 2 pares
de finas cerdas de tamanho médio,
sendo o par anterior nu e o par pos-
terior piloso. No 8.° segmento, um
par de curtas cerdas medianas, lo-
Volume 5 (Zoologia)
229
calizadas antes do ânus e implan-
tadas numa dobra do tegumento;
há outro par semelhante nos lados
do orifício anal. Há também 4 pa-
res de cerdas alongadas que con-
vergem em direção à extremidade
posterior da larva. Quase na mar-
gem lateral do 1/4 posterior dêste
segmento, há finalmente duas pe-
quenas cerdas (figs. 5 e 6) .
Larva do estádio “B” — Dife-
re do estágio “A” nos seguintes ca-
racteres :
Comprimento total de 4,8 a
6,0 mm. Largura cêrca de 0,25 do
comprimento. Côr amarela com to-
nalidades mais escuras na extre-
midade anterior e nas placas poli-
gonais que revestem o corpo. Perto
das margens laterais do l.° seg-
mento torácico ao 7.° segmento
abdominal, nas faces dorsal e ven-
tral, há grupos de placas castanhas
em número variável entre 5 e 9; são
placas arredondadas, pouco maio-
res que as demais que revestem o
corpo; no 8.° segmento dispõem-se
numa linha quase paralela à mar-
gem látero-posterior. Cerdas do
corpo intensamente modificadas,
quanto ao seu maior tamanho e
maior quantidade de pilosidade,
dando-lhes o aspecto de plumas.
Cabeça mais intensamente qui-
tinizada, com peças bucais mais ro-
bustas. O l.° segmento da antena
bem maior que o 2.°; o prolonga-
mento digitiforme existente na ex-
tremidade do segmento basal é
pouco mais longo que a metade do
comprimento do segmento api-
cal, encurvando-se em sua dire-
ção. Manchas pigmentares inter-
nas mais reduzidas, concentrando-
-se em dois pontos próximos entre
si e, envolvidos por uma mancha
mais clara. Quetotaxia cefálica com
pequenas modificações, quanto ao
maior afastamento entre as cerdas
e, quanto ao aumento do compri-
mento de cada uma.
Tórax profundamente modifica-
do no referente e quetotaxia da
face dorsal. Partindo-se da linha
mediana em direção à margem la-
teral, o 3.° par de cerdas do protó-
rax e o 2.° par de cerdas do meso-
tórax, são consideravelmente maio-
res que no estágio “A” e são reves-
tidas por numerosos pêlos curtos,
que aumentam de tamanho perto
da extremidade que apresenta-se
larga e romba. O 2.° par de cerdas
do metatórax não sofreu tão con-
siderável aumento. Face ventral do
tórax com alguns pêlos “palmados”
alinhados paralelamente à margem
anterior dos 3 segmentos (fig. 12) .
Há ainda, escassos pêlos “farpela-
dos” na margem lateral do meso-
tórax e do metatórax.
Abdômen muito modificado
quanto à quetotaxia da face dor-
sal; os 2 pares de cerdas descritos
no estágio anterior, ao lado da li-
nha mediana do l.° segmento abdo-
minal, são quase tão longos quan-
to as grandes cerdas medianas do
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
230
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
metatórax; estas cerdas aumentam
progressivamente de tamanho nos
segmentos que se seguem, entre-
tanto, o 7.° e o 8.° segmentos não
tiveram suas cerdas medianas au-
mentadas de tamanho. Na extre-
midade posterior do 8.° segmento,
as cerdas medianas são alongadas
e discretamente plumosas. Há ain-
da raros pêlos “farpelados” nas
margens do ânus, perto de sua ex-
tremidade posterior (fig. 13) e ain-
da, longos pêlos constituídos por
duas farpas, nas margens laterais
do 8.° segmento (fig. 14) .
Larva do estádio “C” — Êste es-
tádio assemelha-se bastante ao an-
terior, diferindo porém nos seguin-
tes caracteres:
Comprimento total de 8,5 a
15,0 mm. Largura cêrca de 0,20 do
comprimento. Côr castanho-clara
a amarelada, com tonalidade mais
escura perto das margens laterais.
Cerdas marginais do corpo densa-
mente plumosas com pêlos longos
que se estendem até a extremida-
de truncada de cada cerda (figu-
ra 15).
Cabeça fortemente quitinizada,
desprovida de manchas pigmenta-
res internas. O maior tamanho das
larvas e a sua constituição mais ro-
busta, permitem a dissecção e o es-
tudo do aparelho bucal dos exem-
plares dêste estádio: a extremidade
anterior do clípeo (labrum) for-
mando uma ponta aguda, curva-se
em direção à face ventral. Mandí-
bula-maxilas fortes, com cerdas
apicais muito longas, formando um
penacho proeminente e em cuja
base dispõem-se 6 coroas de cerdas
curtas e curvas; a primeira coroa
é mal delimitada. O conjunto for-
mado pelas cerdas apicais e pelas
coroas de cerdas é inclinado em di-
reção à face ventral, formando um
ângulo em relação ao comprimento
da mandíbula-maxila, estreita e
fortemente provida de cerdas que
não chegam até ao seu extremo an-
terior. Palpos maxilares curtos e ro-
bustos (fig. 16). Na face ventral há
numerosas lamelas alongadas e
transversais, semelhantes às que
observamos nas larvas do gênero
Chrysochlorina James, 1939. Pré-
-mento reduzido em relação à
placa ventral da cápsula cefálica e,
abundantemente revestido por cer-
das achatadas e com muitas rami-
ficações (figs. 17 e 18). Antenas
com o l.° segmento muito maior
que o 2.°; prolongamento digitifor-
me do ápice do l.° segmento, en-
curvado em direção ao 2.° segmento
sendo tão longo quanto a metade
dêste (fig. 19). Face dorsal com
grandes cerdas, mais robustas e
mais pilosas que no estádio “B”. Há
maior número de pêlos “farpela-
dos” laterais (fig. 20). Face ventral
densamente revestida de pêlos “far-
pelados” que se distribuem em duas
faixas de pêlos longos paralelos às
margens anterior e posterior de
Volume 5 (Zoologia)
231
Cyphomyia souzalopesi sp. n., larva do estádio “C” — Fig. 15: Extremidade
da cerda plumosa da margem lateral do 2° segmento abdominal; fig. 16; man-
díbula-maxila direita, face interna; fig. 17: placa ventral da cápsula cefálica;
fig. 18: pré-mento; fig. 19: antena lateral direita, vista dorsal; fig. 20: cabeça,
tórax e l.° segmento abdominal, face dorsal; fig. 21: cabeça, tórax e l.° segmen-
to abdominal, face ventral; fig. 22: últimos segmentos abdominais, face dorsal;
fig. 23: últimos segmentos abdominais, ventral; fig. 24: modificada espiráculo
lateral direito, 2-° segmento abdominal, face dorsal; fig. 25: larva do estádio
pré-adulto, espiráculo lateral esquerdo, 2.° segmento abdominal, face dorsal.
cada segmento, unidas entre si em
uma larga área mediana, por pêlos
“farpelados” curtos e pêlos “pal-
mados” (fig. 21).
Abdômen com as cerdas pilosas
da face dorsal mais desenvolvidas.
Margem lateral do 8.° segmento
com numerosos pêlos “farpelados”
longos (fig. 22) . Face ventral com
grande quantidade de pêlos “farpe-
lados” e “palmados” distribuídos
da mesma forma que na face ven-
tral do tórax. No 8.° segmento há
longos pêlos “farpelados” perto do
orifício anal, convergindo em dire-
ção à extremidade posterior; as
duas cerdas ali existentes, são mais
fortes e mais plumosas (fig. 23).
Espinhos cônicos ausentes nos cin-
co primeiros segmentos.
cm 1
SciELO
232 Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Modificações do último estádio
— O estádio “C” sofre as seguintes
modificações, originando o estádio
pré-adulto: gradativo escurecimen-
to e enrijecimento dos exemplares
que tornam-se castanho-escuros e
mais resistentes à ação dos reagen-
tes empregados. As peças bucais
Cyphomyia souzalopesi sp. n„ macho — Fig. 26: Antena, vista lateral direita;
fig. 27: antena, extremidade anterior; fig. 28: triângulo ocelar, vista dorsal;
fig. 29: cabeça, vista lateral direita; fig. 30: cabeça, vista anterior; fig. 31:
escutelo, vista dorsal; fig. 32: escutelo, vista lateraresquerda; fig. 33: asa, de-
talhe da região da célula discai e margem anterior; fig. 34: asa, vista total;
fig. 35: genitália, 9.° tergito e tergito anal, vista dorsal; fig. 36: genitália,
vista lateral esquerda; fig. 37: genitália, 9.° estemito, vista dorsal; fig. 38:
genitália, detalhe do forcipes inferiores direito, vista ventral; fig. 39: genitália,
pênis, vista dorsal; fig. 40: genitália, pênis, vista lateral esquerda.
Cyphomyia souzalopesi sp. n., fêmea — Fig. 41: Antena, extremidade anterior;
fig. 42: cabeça, vista dorsal; fig. 43: cabeça, vista lateral direita; fig. 44: ca-
beça, vista ântero-lateral direita; fig. 45: pós-abdômen, vista ventral; fig. 46:
pós-abdômen, vista lateral esquerda.
cm
Volume 5 (Zoologia)
233
retraem-se, sendo envolvidas por
uma massa escura, tornando-se não
funcionais. As cerdas plumadas la-
terais ficam mais rijas, com as
plumas parcialmente aderentes e
menos visíveis. Na face dorsal do
2.° ao 5.° segmentos abdominais
surgem grandes espiráculos, maio-
res que os “espiráculos pupais” des-
critos por James (1957) na larva
matura de Cyphomyia pilosissima
Gerstaecker, 1857 (fig. 24); os es-
piráculos crescem projetando-se
para os lados e para cima tomando
o aspecto digitiforme (fig. 25) . “Es-
piráculos larvais” muito pequenos
e pouco visíveis, localizados adian-
te dos “espiráculos pupais” (figu-
ra 24) . As modificações observadas
no último estágio terminam com o
retraimento, endurecimento e a
imobilização da cabeça e dos seg-
mentos do corpo.
Macho — Comprimento total
cêrca de 9 mm.
Cabeça hemisférica. Olhos casta-
nhos, brilhantes, contíguos e nus.
Antenas inseridas em tubérculos
claros, tendo os dois primeiros seg-
mentos pretos, com fortes pêlos da
mesma côr; o 2.° segmento mede
cêrca da metade do l.° e cêrca da
nona parte do 3.° (fig. 26); o 3.°
segmento também é prêto, com
uma fina pilosidade de reflexos cla-
ros e alguns pêlos esparsos próxi-
mos ao ápice; há também pequenas
depressões ao longo de seus anéis,
com exceção do 8.° que é achatado
e torcido, num plano diferente dos
demais e com a extremidade pon-
tuda (fig. 27). Triângulo ocelar
proeminente, com a base castanho-
-escura e região inter-ocelar prêta,
havendo vários pêlos longos e pro-
clinados (figs. 28 e 29). Ocelos
amarelo-claros e brilhantes. Fron-
te castanho-escura próxima ao
triângulo ocelar, estreita em gran-
de extensão, alargando-se acima
da inserção das antenas, onde é de
côr prêta com 2 tufos de pêlos pra-
teados (fig. 30); esta pilosidade
prateada estende-se lateralmente
em duas faixas que margeiam os
olhos, em direção à face, onde se
espalha. Probóscida castanho-es-
cura, possuindo fina pilosidade cas-
tanha.
Tórax prêto, revestido de finos
pêlos, com reflexos claros, sob cer-
ta incidência de luz; há uma es-
treita faixa de pêlos prateados que
se estende da margem anterior do
mesonoto até o seu limite com o
escutelo, onde se alarga um pouco;
há também no mesonoto 2 pares
de manchas formadas por pêlos se-
melhantes: 1 par situado adiante
da sutura transversa, e outro par
em frente ao escutelo. Escutelo
prêto, com pêlos escuros e longos;
um par de espinhos divergentes, li-
geiramente arqueados, com a ex-
tremidade aguçada e branca (fi-
gura 31); posteriormente o escute-
234
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
lo é ligeiramente inclinado para
cima em relação ao plano do escudo
(fig. 32) . Asa enfuscada, com áreas
mais escuras na margem anterior,
nas células costal, subcostal,
ri> r2+3, r4, r5 e metade anterior da
célula mi, r5 e metade basal da
cubital, sendo mais numerosos nas
duas primeiras (figs. 33 e 34) . Hal-
teres com o escapo e metade basal
do pedicelo de côr amarelo-alaran-
jada; metade apical do pedicelo e
capítulo de côr prêta, com fina pi-
losidade clara. Patas de côr casta-
nho-escura a prêta em sua maior
extensão; l.° segmento do tarso I
e pouco mais que a metade do
2.o segmento de côr castanho-
-amarelada e revestidos de pêlos
prêtos, curtos e fortes; tarsos da
pata média e da pata posterior,
com coloração fortemente amarela,
assim como as cerdas que as reves-
tem.
Abdômen prêso, com brilho me-
tálico cúpreo-violáceo nos dois pri-
meiros urotergitos, em larga faixa
mediana convergente do 3.° tergi-
to e em curta área mediana na
margem anterior do 4.° urotergito.
O restante do abdômen é azul-me-
tálico.
Genitália: o 9.° tergito é mais
largo do que longo, de forma semi-
-retangular, tendo algumas cerdas
esparsas reclinadas, e finos peli-
nhos densamente distribuídos nos
lados e em larga faixa posterior
(fig. 35). Cerci alongados, com a
extremidade truncada, revestidos
por fina pilosidade e com fortes
cerdas (figs. 35 e 36) . Tergito anal
também piloso, de forma semi-tri-
angular, com a base larga (fig. 35).
O 9.° esternito tão largo quanto
longo, com fortes cerdas reclinadas
na metade posterior da margem la-
teral (fig. 37). Forcipes inferiores
robustos, formando uma pequena
ponta em sua extremidade, e reves-
tidos de cerdas e minúsculos pêlos
(fig. 38). órgãos fálicos com uma
forte estrutura formada por duas
peças robustas, situadas lateral-
mente ao pênis, tendo a extremi-
dade posterior convergente e a por-
ção média robusta e afastadas en-
tre si. Os órgãos fálicos são prêsos
ao 9.° esternito por uma estreita
peça mediana que parte da porção
média da face dorsal do pênis,
unindo-a com dois prolongamentos
anteriores da face dorsal do 9.° es-
ternito; há ainda finas membranas
que completam a união dos órgãos
fálicos com o 9.° esternito e que
possuem espinhos muito curtos
perto da extremidade posterior (fi-
gura 39 e 40).
Fêmea — Comprimento total
cêrca de 8 mm.
Difere do macho nos seguintes
caracteres: cabeça amarelo-pálida
a amarelo-alaranjada. Extremida-
de da antena arredondada (figu-
Volume 5 (Zoologia)
235
ra 41) . Olhos escuros, quase prêtos.
Fronte medindo em sua maior lar-
gura cêrca de 0,37 da maior lar-
gura da cabeça (fig. 42) . Triângulo
ocelar menos proeminente que no
macho é desprovido de pêlos (figu-
ra 43). Fronte amarela, larga, ligei-
ramente deprimida na linha me-
diana, estendendo-se esta depres-
são em direção à face, sendo mais
acentuada acima da inserção das
antenas, onde há um sulco trans-
versal; abaixo dêste sulco a colora-
ção é castanho-escura, tornando-se
quase preta. Face preta com dois
conjuntos laterais de pêlos pratea-
dos que se alargam inferiormente
(fig. 41).
Tórax com espinhos escutelares
mais curtos que no macho e des-
provido de pêlos longos.
Pós-abdômen com o 7.° segmento
longo, moderadamente quitinizado
e revestido densamente por pêlos
em sua face dorsal. O 8.° tergito é
curto, curvado lateralmente em di-
reção à face ventral. O 8.° esterni-
to é muito reduzido. Quitiniza-
ção interna ( signum ) inserido
no 9.° segmento, prolongando-se
para frente e terminando em uma
ponta aguda. Tergito anal triangu-
lar, revestido de fina pilosidade e
com várias cerdas reclinadas e for-
tes; esternito anal de forma e que-
totaxia semelhante. Cerci alonga-
dos e pilosos, tendo ainda algumas
cerdas proclinadas e fortes; o seg-
mento basal é cilíndrico e o apical
elipsóide, tendo a extremidade rom-
ba, quando observada lateralmen-
te (figs. 45 e 46).
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
As larvas que estudamos no pre-
sente trabalho, foram coletadas em
resina fluidificada, quando já ti-
nham atingido em certo grau de
desenvolvimento, ocasião em que
foram fixados os primeiros exem-
plares.
Não pudemos identificar com
precisão os estádios larvários estu-
dados, devido à inexistência de ovos
ou de larvas recém-eclodidas. Os
menores exemplares estudados ti-
nham cêrca de 1,9 mm e possuiam
espiráculos protorácicos. Supomos
tratar-se de larvas do 2.° estádio,
contudo, preferimos denominá-las
como larvas do estádio “A”. Da
mesma forma, os demais estádios
receberam as denominações de lar-
vas em estádios “B” e “C”. Não pu-
demos considerar o estádio “A”
como sendo o primeiro pelas ra-
zões acima expostas. Além disso
não encontramos pequenos gan-
chos ventrais na extremidade ante-
rior, observados nos exemplares do
l.o estádio do gênero Chrysochlori-
na James, 1939, em trabalho por
nós anteriormente realizado.
A separação entre os diversos es-
tádios, baseou-se no comprimento,
no grau de quitinização, no tama-
236
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
nho relativo dos segmentos ante-
na is e principalmente no tamanho,
tipo e distribuição das cerdas, pê-
los e espinhos do corpo. Desta for-
ma, podemos resumir as principais
diferenças observadas nos diversos
estádios larvares, no seguinte qua-
dro:
PRINCIPAIS DIFERENÇAS OBSERVADAS NOS DIVERSOS ESTÁDIOS
LARVARES DE CYPHOMYIA SOUZALOPESI SP. N.
Volume 5 (Zoologia)
237
DIAGNOSE DIFERENCIAL DOS
EXEMPLARES ADULTOS
Durante o estudo comparativo
que realizamos com os exemplares
desta nova espécie, utilizamos a
chave de James (1940), para espé-
cies neotropicais de Cyphomyia e
que nos encaminhou até o dicótomo
onde estão referidas as espécies:
Cyphomyia auriflamma Hoffmann-
segg, 1819 e Cyphomyia chrysodota
Perty, 1833. Os caracteres comuns
citados na chave, são os seguintes:
“Dorso do tórax, escutelo exceto
espinhos, e abdômen totalmente,
prêtos, verdes ou azuis, em geral
fortemente metálicos. Fêmures an-
teriores prêtos, castanhos ou azuis;
amarelos só no ápice ou em parte
de sua extensão. Primeiro e segun-
do segmentos antenais prêtos, o
terceiro às vêzes parcialmente ver-
melho. Asas uniformemente enfus-
cadas de prêto ou castanho-escuro;
espécies azul-metálicas, brilhantes.
Cabeça da fêmea total ou parcial-
mente amarela; nos machos é ama-
rela ou preta, nunca azul-metáli-
ca; fêmea com órbitas bem desen-
volvidas. Fêmeas ou machos com
órbitas occipitais ausentes. Face
negra ou enegrecida; ao menos em
grande parte. Basitarsos posterio-
res total ou quase totalmente
amarelos C. aurtflamma Hoff., C.
chrysodota Perty e C. souzalope-
si sp. n.
C. souzalopesi sp. n. difere de C.
auriflamma e de C. chrysodota, por
ter o mesonoto prêto, com uma es-
treita faixa de pêlos prateados, que
se estende da margem anterior do
mesonoto até o seu limite com o
escutelo e pela presença de 2 pares
de manchas com pêlos semelhan-
tes, em frente à sutura transversa
e ao escutelo. Dois aspectos morfo-
lógicos da genitália de C. souzalo-
pesi sp. n. são encontrados em C.
auriflamma: o tipo de inserção dos
órgãos fálicos no 9.° esternito e a
presença de um par de fortes pe-
ças laterais protetoras do pênis; há
porém diferenças na forma do 9.°
tergito, do 9.° esternito, dos cerci
e dos forcipes inferiores.
Agradecimentos — Oferecemos esta
espécie ao Prof. Dr. Hugo de Souza
Lopes, como modesta homenagem à
sua vida dedicada ao estudo da
Dipterologia e à formação constante
de novos especialistas, que como nós,
dão seus primeiros passos nesta
ciência, sob a sua orientação amiga.
Agredecemos também ao Conselho Na-
cional de Pesquisas pelo apoio prestado
durante a realização do presente tra-
balho.
RESUMO
No presente trabalho o autor es-
tuda larvas e adultos de uma nova
espécie do gênero Cyphomyia Wie-
demann, 1819, por êle denominada
Cyphomyia souzalopesi sp. n., em
homenagem ao seu mestre e orien-
tador Dr. Hugo de Souza Lopes.
As larvas foram coletadas e cria-
das em resina fluidificada. São es-
tudados e figurados diversos está-
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
238
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
dios larvais, bem como aspectos di-
versos da morfologia externa dos
adultos, destacando-se alguns de-
talhes de maior importância, espe-
cialmente os que se referem à geni-
tália.
SUMMARY
In the present paper the author
describes larvae and adults of a
newspecies: Cyphomyia souzalope-
si sp. n. from Santa Bárbara, Be-
lém, Pará, named in honor to Pro-
fessor Dr. Hugo de Souza Lopes.
The larvae was collected and
reared in liquefied wood resin. Se-
veral immature instars of larvae
and morphological characters es-
pecially genital apparatus, are fi-
gured.
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 239-253 — 1967
FEEDING BEHAVIOR AND THE DAILY EMERGENCE
PATTERN OF “ARTIBEUS JAMAICENSIS” LEACH
(Chiroptera, Phyllostomidae)
SACHIKO JIMBO and HORST O. SCHWASSMANN
Scripps Institution of Oceanography, La Jolla, Califórnia, U.S.A.
(With 8 text-figures)
A variety of feeding habits is
found among the different mem-
bers of the Phylostomidae, the fam-
ily of leaf-nosed bats. While the
majority are fruit-eaters, the small-
est species, belonging to the sub-
family Glossophaginae, specialize
in feeding on néctar of flowers,
and some of the large Phyllostomi-
nae, like Trachops, Vampyrum, and
also Phyllostomus hastatus, have
carnivorous habits, feeding on
small vertebrates. One subfamily
without the nose-leaf, Chilonycteri-
nae, feeds exclusively on insects,
but some insects may also be ta-
ken by several of the fruit-eaters.
Phyllostomus hastatus and P. dis-
color can specialize on poilen dur-
ing the flowering time of some le-
guminous trees (Carvalho, 1960,
1961).
AU bats ( Microchiroptera ) are
nocturnal, with the possible excep-
tion of the african Lavia frons
(Lang & Chapin, 1917) ; they spend
the daylight hours in dimly lit
shelters (roosts) and become active
around and after dusk. The orien-
tation during their nightly flights
is by acoustic means, as is the cap-
ture of flying insects; the visual
sense is poorly developed. The
nightly emergence of bats from
their roost occurs at a particular
time for a certain species. From in-
vestigations by DeCoursey & De-
Coursey (1964) on Myotis it ap-
pears that the timing is acomplish-
ed by the interaction of an en-
dogenous clock with the decrease
in light intensity at dusk. In insec-
tivorous bats, there may be a corre-
lation between exit time and the
pattern of flight activity of insect
swarms. A relation of flight activ-
ity of insect swarms. A relation
of flight activity with time of
240
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
flower opening may also exist in
the nectar-feeding Glossophaginae.
A particular time of emergence,
however, would be of no such pos-
sible advantage for the fruit-eating
bats. In their case, it would appear
that very early flight activity
might be advantageous, assuming
that the supply of fruits which
have ripened during the day is lim-
ited.
Artibeus jamaicensis is one of
the largest of the Stenoãerminae,
a subfamily of strictly fruit-eaters.
It is relatively abundant in the
garden of the Museu Goeldi, Be-
lém. A description of its feeding
preferences at this locale was in-
cluded in Carvalho’s (1961) paper
on several phyllostomid bats. This
report describes the feeding be-
havior of Artibeus in detail and re-
lates some evidence about the sen-
sory mechanism of food-finding. It
also includes data on the nightly
emergence of a large colony of Ar-
tibeus from their roost.
METHODS
The observations were made
from April to July 1962 in the gar-
den of the Museu Goeldi at Belém,
Pará, Brazil. About fifty photo-
graphs of the bats, feeding on sa-
podilla plums, were obtained with
a 35-mm camera and electronic
flash, the photographer being per-
ched on top of a stepladder. Some-
times, for reasons of easier picture-
-taking, ripe fruits were picked and
suspended by wire within camera
range. Only those observations are
reported in which the bats could
be clearly identified as Artibeus
jamaicensis. During May and early
June, the number of Artibeus feed-
ing in a sapodilla tree were record-
ed, until increasing darkness
made exact counting difficult, and
correlated with measurements of
light intensity. The nightly exit
flights of a large colony of Artibeus
were recorded during the second
half of June, and light intensity
was measured simultaneously. A
calibrated Whitney-light meter,
accurate at the low end to about
one lux, was placed on the ground
near the observation points, facing
the open sky, and readings were
taken every minute. The reported
intensities are maximal values,
actual light leveis under the fruit
trees and in the daytime roost
must have been considerably less.
A few bats were short from the
roosting place at the end of the
observation period for Identifica-
tion and two specimens are pre-
served in the collection of the Mu-
seu Goeldi.
RESULTS
Feeding behavior (Figs. 1-6).
Although Artibeus is known to feed
on many different fruits, depend-
ing on the season (Carvalho,...
1961), sapodilla plums ( Achras sa-
Volume 5 (Zoologia)
241
pota) were the principal food du-
ring the observation period. This
lasted until the end of June when
the height of the sapodilla season
was over and guava ( Psidium
guayava) and one species of Ficus
were taken more frequently. Fe
eding on other fruits was occasion-
ally noted, however, the bats
could not be identified clearly. Ar-
tibeus jamaicensis is a permanent
resident in the garden of the Mu-
seu, but their numbers seem to
vary appreciably throughout the
year. The roosting colonies of this
species undergo considerable chan-
ges. In early April, many small
groups were found in a variety of
daytime roosts, mostly on the un-
derside of leaves of Tessmannio-
phoenix, Cycas, and between the
leaves of Dracaena. During May,
these small roosting groups of less
than ten bats each diminished,
and a large colony of more than
60 Artibeus became established
under the spathes of a tall Acroco-
mia wallaceana. At other times of
the year, only a few bats occupied
this palm tree.
Fig. 1 — Artibeus feeding on Achras sapota. One bat is flying past; another
just settled on the fruits, its body is hidden, and its left thumb claw clings to
the lower branch.
16 — 37 145
242
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Fig. 2 — One bat has settled on the fruit which was suspended by a wire
and could not be pulled off by the bats.
Artibeus is an early flier which
greatly facilitated the observations.
The first bats appeared at the sa-
podilla trees at sunset, or slightly
earlier on cloudy days, at light
intensities of sometimes more than
100 lux. However, feeding always
began five to ten minutes later at
light leveis of less than 50 lux. The
first bats merely flew around and
under the different fruit trees and
disappeared again. Only one ins-
tance was noted when such an
early bat alighted on an upper
branch and remained there calmly,
until general activity by a larger
number of bats began in the same
tree. This hesitancy to begin feed-
ing by the early fliers seems to be
due to high light intensity rather
than the absence of some pos-
sible social stimulus, since single
bats were observed to feed alone
quite eagerly when it was darker.
One Achras sapota, producing a
considerable number of ripening
fruits at that time, was selected,
and the number of bats feeding in
this tree was counted in two-min-
ute intervals and light intensity
Volume 5 (Zoologia)
243
Fig. 3 — Two Artibeus nearly colliding. Same fruit as in fig. 2.
readings taken simultaneously.
The bat counts from these twelve
days were pooled and are shown,
plotted against time of day and
against decreasing light intensity,
in Fig. 7. There is good correlation
of the number of bats present with
light intensity (B) and a wide
spread when related to clock-time
(A). On seven days with a clear
sky the highest incidence of bats
occured late, forming the sharp
peak at 1807 hours, whereas the
earlier peak in the graph is caused
by the earlier appearance of many
bats during four days with light
to médium rain and one cloudy
evening. Only very strong rain
prevented Artibeus from flying.
The recordings were discontinued
when it became too dark to allow
accurate counting, usually after
the light levei dropped to below
five lux. At that time, most ripe
fruits had been taken by the bats
who had retired to their feeding
places; only occasional bats were
noticed to fly through this tree
later than 1820 hours.
The general feeding pattern
showed the following sequence:
the flight from the roost to the
244
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 4 — Artibeus flying to the ingesting place, carrying a sapodilla plum
in the mouth. Weight of this fruit approximately 40 grams.
fruit tree was direct as if the bats
remembered the place from the
previous nights. If it was suffi-
ciently dark, the bats made one or
more circular flights around the
tree which lead to several close
approaches towards a selected
branch that always carried fruits.
Many times these “probing flights”
were given up without the bat
having settled down or touched a
fruit; they continued their search-
ing flight pattern at a different
part of the tree. In all such instan-
ces, when the fruits were hanging
sufficiently low for inspection, they
were found to be hard and unripe.
The probing approaches occured in
a characteristic manner. Artibeus
is incapable of hovering stationary
in the air, like Glossophaga, for
more than a few seconds. They
made short circular, or back-and-
-forth, flights which ended in an
upward sweeping motion near the
fruit. This upward sweep reduced
and kept the fluttering bat close
to the object of interest for a short
while. In many instances, after one
or more “probing flights”, the bats
Volume 5 (Zoologia)
245
settled down on the fruit, securing
themselves with thumb-claws and
feet, and also biting into the fruit.
Often, a thumb or foot were hold-
ing on to the nearest branch. The
bats then tried to shake the fruit
loose, which was usually successful
with ripe sapodillas, and flew
away with th em in their mouths.
Artibeus is capable of carrying
fruits of nearly its own weight,
about 50 grams. Heavier sapodillas
were dropped from a height of
usually less than one meter, be-
fore the bat was pulled by the
weight to the ground. Three drop-
ped fruits weighed from 60 to 80
grams, on which the bat’s dentition
marks could be clearly seen. Some-
times, an over-ripe sapodilla was
lost, apparently when the pulp was
too soft to allow a secure hold.
After a very short while, a bat was
observed to return to the same
area, flying over the fruit a few
times and finally settling down to
feed. They never remained on the
ground for long, apparently flying
off with a good mouthful. On two
occasions, it could be verified that
the bat feeding on the dropped
Fig. 5 — Feeding on a dropped fruit. The bat has dropped the sapodilla
of about 80 gram weight. It returned three times, flying over it. On the last
return, the bat sat down to feed on the fruit.
cm 1
SciELO
246
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Fig. 6 — Feeding on a dropped fruit. The same as fig. 5.
fruit was the one who had lost it
before.
Normally, the bats flew with
their heavy load to special digest-
ing places which were easily detect-
ed by following the bats. We found
several feeding Artibeus hanging
from the underside of leaves of
small palms, little more than 100
meters from the fruit tree. Inspec-
tion of the ground for the black sa-
podilla seeds in the morning reveal-
ed some additional ingesting pla-
ces nearby. No bats were found in
any of these places during daytime.
Supporting the existence of these
separate ingesting places was the
noted absence of seeds under the
main roost, the Acrocomia palm;
only once was a chewed piece of
guava found there. If the fruit was
not pulled from the tree, the bats
took one or more good bites and
bats with just a mouthful of fruit
pulp were flying towards the in-
gesting place and returned to the
sapodilea tree after a short while.
There was noted a frequent coming
and going between the two loca-
tions.
Artibeus had obviously no diffi-
culty in selecting ripe sapodilla
NUMBER OF BATS NUMBER OF BATS
Volume 5 (Zoologia)
247
plums out of trees with a much lar-
ger number of mostly unripe fruits.
They must not only be able to lo-
cate these but must also detect
those which are fit for consump-
tion. One nearby Achras sapotat
filled with unripe fruits only, was
not frequented by the bats. Vision,
olfaction, or echo-sounding, or a
combination of these, might be the
sensory mechanism involved. Re-
cognition by visual means should
be considered because the eyes of
Artibeus are larger than those of
most insectivorous bats, and main
feeding activity occurs at apprecia-
ble light leveis. Against the involve-
ment of Vision would speak the
observation of Artibeus feeding
quite effectively in almost com-
plete darkness, and also the pe-
culiar “probing flights” when se-
lecting a fruit, while it might be
assumed that visual recognition
Fig. 7 — Numbers of Artibeus feeding on sapodilla, recorded over twelve
days in late May and early June 1962. In A the number of feeding bats is plotted
versus time of day, in B versus decreasing light intensity. The light intensity
scale in B covers the same time span as in A.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
248
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
should necessitate only one close
approach. In addition, the degree
of ripeness might be difficult to
ascertain by visual means. Olfac-
tion might be involved in food find-
ing, especially since most of the
bat-fruits have a peculiar smell
when ripe. Echo-sounding seems a
likely means of detecting ripe
fruits when one considers its effec-
tiveness in the orientation and
food-catching behavior of insectiv-
orous bats (Griffin, 1958) . Arti-
beus might be able to discriminate
ripe from unripe fruits by the dif-
ference in reflected sound waves
caused by the different degree of
softness. A few attempts were made
in order to find evidence about
the bat’s mode of detecting ripe
sapodilla plums. The first experi-
ment was done from 18 to 21 June,
when the supply of ripe fruits was
diminishing and the bats were ex-
tending their evening flights over
a larger area. Near the usual feed-
ing place stood a smaller Achras
sapota, containing about 30 small
and unripe fruits, and in which no
bats were seen to be feeding. Con-
tinuous observa tion on 18 June
from 1800 to 1830, the time of
emergence and of most intensive
feeding, showed some Artibeus fly-
ing relatively high over the observ-
ed tree, and only one was seen to
fly through its branches. No cirling
or feeding attempts were noticed.
The following evening, six partial-
ly overripe sapodillas were fasten-
ed to low branches of this tree by
wire and thread. A few minutes
after the first Artibeus were spot
ted, several began displaying the
usual feeding activity in this tree;
at one time there were at least four
present simultaneously. Two of the
overripe fruits were heard to drop
to the ground and returning bats
were feeding on these. Altogether,
seventeen bats were counted, many
of these certainly repeated flights
of the same bat. Inspection with
the aid of an electric light at 1840
hours revealed that all six fruits
had disappeared from the bran-
ches. No further ripe sapodillas
were fastened to the tree, but
observation was continued during
the same time interval on the two
following nights. On 20 June, about
the same activity was noted at the
tree as during the previous night
(seventeen flights counted), a few
attempts to settle on branches or
fruits were seen, and one green
fruit was pulled off and dropped,
but no bat returned to feed on it.
The next evening, six bat approa-
ches were counted but none of
these made any landing attemps.
A slightly different experiment
was done 28 June. Near the site of
nightly observation of emergence
from the main roost stood a small
tree, Pouertia caimito, belonging to
the same family ( Sapotaceae ) as
sapodilla, which was without any
Volume 5 (Zoologia)
249
fruits. No bats had been seen to fly
close to this tree during the pre-
ceding two weeks. A thin bamboo
shoot was fastened horizontally to
its branches, and the following
objects were suspended from it at
20 centimeter intervals: one small
round potato, one ripe sapodilla,
one round stone, a strip of sapodil-
la peei, and a round, hard palm-
seed. All objects, except the peei,
were of about the same size and
shape. At 1829 hours, when about
half of the colony had emerged
from the roost, two bats were seen
close to the experimental site, fly-
ing around the tree two or three
times. One sat on the sapodilla at
1824, tore it loose and flew away
with it. The other circled around
the tree about ten times, finally
suspending itself from thin bran-
ches and feeding on the peei. The
peei had disappeared by 1845
hours, and no further bats carne
near the site. During the “probing
flights’’ which resulted in a land-
ing, the two bats were observed
to fly in a straight approach di-
rectly towards fruit or peei and
never chose any of the other ob-
jects as a target.
One additional experiment was
tried a few nights later when some
small rubber balis were suspended
in the same fashion, one of which
was rubbed with sapodilla peei.
However, no bat appeared in close
vicinity of the experimental tree.
Our evidence seems to favor
strongly the sense of smell in the
bat’s ability to detect ripe fruits,
especially since peei was taken
also. Participation of acoustic lo-
cation can not be excluded, al-
though it seems unlikely that with
echo-location alone the bats could
hace been able to tell the differ-
ence of the suspended potato of al-
most the same hardness as the sa-
podilla from the latter fruit.
Emergence from the roost. Dur-
ing the observations of the nightly
feeding behavior, it was noted that
all bats, when first appearing at
the fruit tree, carne from a partic-
ular direction . Tracing their flight
path back, their principal daytime
roost was discovered in the crown
of the tall Acrocomia wallaceana.
This place was well suited for re-
cording the time of nightly emer-
gence, since all exiting bats could
be seen against the bright evening
sky. The tree was observed between
1730 and 1830 hours for thirteen
days and all bats were counted
when they left the roost. The data
are shown in Fig. 8, as number of
bats per minute, plotted against
time of day in the graph on the
left. Time of sunset, average bat,
and weather conditions are indic-
ated by different symbols, and the
decreasing light intensity by a dot-
ted curve. Average light intensity
at the emergence of the average
bat was 13 lux. In the graph on the
250
Afas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
right, the same frequency distri-
butions are plotted versus time in
minutes before and afer 13 lux.
During evenings with clear sky,
it took about 20 minutes for the
entire colony to leave the roost. On
rainy days, especially the first and
last, the frequency distribution is
stretched over a longer period.
Comparing the two graphs, and
omitting the two days with strong
rain, we find better correlation of
the emergence with light intensity
(right) than with time of day
(ieft). The standard deviation of
the time of the average bat from
the mean time of emergence is
seven minutes (day-to-day stan-
dard deviation is five minutes),
whereas the standard deviation
from the time of 13 lux light levei
is three minutes.
About one hour before the exit
flight began, faint chirping noises
were noticed consistently. These
sounds were also heard at night
after the bats had returned. Some
very infrequent lourder shrieks
were always accompanied by com-
motion and movement of bats. No
sounds, audible to the human ear,
were noted during flight, except for
LOCAL M E R1DIAN TIME
MINUTES BEFORE S AFTER 13 LUX
NUM8EROF0ATS TOTAL NUMBER OF BATS
Fig. 8 — Nightly emergence of Artibeus from the roost. The frequency of
exiting bats is plotted as counts per minute, in the ieft graph versus time of
day, and versus time before and after mean light intensity (13 lux) in the
graph on the right. Black dots mark the time of sunset, the arrow in the
frequency distribution indicates its mean (average bat). The dotted curve
shows the rate of decreasing light intensity, and symbols on the right hand
side of each graph indicate the weather conditions.
Volume 5 (Zoologia)
251
three of the loud shrieks emitted
by two bats which nearly collided
when approaching the same fruit.
The return to the daytime roost.
Recording the return to the roost
proved difficult because of poorer
visibility. It was done by observing
the tree against the moonlit sky
from a position on the ground
which had the bright moon shad-
ed by the palm’s crown. The re-
turning bats were counted for two
hours every night from 16 to 22
June. One bat returned at 2017
hours, ten between 2035 and 2200,
thirteen between 2200 and mid-
night, and one more was noticed
at 0528 hours. The low count of
a total of 25 Artibeus returning in-
dicates that more than half escap-
ed detection, since the average
number of emerging bats during
the same period was 62. The sample
is sufficient to conclude that the
majority of Artibeus returned to
the roost between 2030 and 2400
hours.
DISCUSSION
All observations on the food-get-
ting behavior of Artibeus concern
their feeding on the fruits of
Achras sapota. However, in a few
instances, when they were seen to
feed on Guava and Ficus, their
behavior appeared to be essential-
ly the same. The presence of sepa-
rate digesting places could clearly
be established; it was also noted by
Carvalho (1961) and was report-
ed for some Phyllostomidae by
Goodwin & Greenhall (1961) . The
change-over from many small
roosting groups in April to the esta-
blishment of the large colony in
the palms tree, and its later decline
may be related to the seasonally
varying abundance of certain
fruits, but may also be influenced
by some seasonal change in the
breeding behavior of the bats,
about which we have no informa-
tion.
Artibeus, like all Phyllostomidae,
seems well adapted for its habit of
feeding on fruits. It is known that
this family can emit the high-fre-
quency sound pulses, essential for
echo-location, through nostrils as
well as through the mouth (Grif-
fin & Novick, 1955) , in contrast to
the V espertilionidae which emit
these pulses through the mouth
only. Carrying a mouthful of fruit
pulp or entire fruit might other-
wise seriously impair their acoustic
orientation. Very little is known
about acoustic orientation in the
fruit-eating Phyllostomidae, be-
cause of the difficulty in recording
these ultra-high frequencies of ex-
tremely low energy (Griffin &
Novick, 1955).
The few experimental data make
it likely that Artibeus uses its sense
of smell in detecting ripe sapodilla
plums, but further evidence will be
needed. Although the eyes of Ar-
tibeus are larger than in many
252
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
other Microchiroptera, and their
feeding flights begin at relatively
high light leveis, Vision does not
seem important in the food-finding
behavior. A highly developed me-
mory was displayed by Artibeus in
one experiment, when the bats re-
turned to the place of previous
feeding for two more nights in
significant numbers . W h e r e a s
Goodwin & Greenhall (1961) re-
port on two probable feeding
periods during one night in
Carollia p. perspicillata, only one
feeding at dusk was noted in our
observations on Artibeus.
In the insectivorous Myotis, De-
Coursey & DeCoursey (1964)
could show how an endogenous
rhythm is synchronized by the
daily light cycle. Light-sampling
activity precedes the exit flight in
those bats which roost in complete-
ly dark places. These light-sampl-
ing flights had been described
earlier by Twente (1955). Since
the roosts of Artibeus are relative-
ly exposed to the environmental
light levei, such sampling flights
are apparently unnecessary, but
the chirping sounds, heard from
the colony prior to its emergence,
might be an expression of some en-
dogenous component in the activity
rhythm of Artibeus.
Acknowledgements — During the
time of the study, the authors were
affiliated with the Laboratory of
Limnology, University of Wisconsin
and supported by grants to Professor
A. D. Hasler from the National Science
Foundation (G-3339) and the Office
of Naval Research (NR — 301
— 903). The Museu Goeldi, Belém
collaborated in this study by providing
facilities and Services. Preparation of
the manuscript was supported by the
National Science Foundation (GB —
2796).
SUMMARY
The feeding behavior of Artibeus
jamaicensis on fruits of Achras sa-
pota and the daily activity pattern
of a large colony of these bats in
the garden of the Museu Goeldi at
Belém, Pará, are described. The
general feeding pattern consists of
several circles around and under
the fruit carrying tree, followed by
a few close approaches to a select-
ed branch, and a final landing on
a ripe fruit. These are easily pulled
off and carried in the mouth to
special ingesting places. Artibeus
can successfully carry a fruit of
about its own weight. If a fruit is
dropped, the same bat returns to
feed from the fruit on the ground.
The average time of emergence
from the roost is related with light
intensity and occurs about ten min-
utes after sunset under a clear
sky, but earlier on cloudy days.
Strong rain causes a more reluc-
tant exiting of the bats over a
longer period. The return to the
daytime roost took place chiefly
during the three hours before mid-
night, and no dawn-activity was
noted.
Volume 5 (Zoologia)
253
SUMÁRIO
O presente estudo relata obser-
vações sôbre o comportamento do
Artibeus jamaicensis ao se alimen-
tar de frutos do sapoti, no parque
do Museu Goeldi, Belém, Pará. Na
obtenção de alimentos os morcegos
seguem uma certa seqüência que
consiste em voar em círculos ao re-
dor e abaixo da copa da árvore, por
algumas vêzes, seguido de vôos res-
tritos ao galho selecionado onde
êles pousam num fruto maduro. Os
frutos, quando maduros, são arran-
cados fàcilmente e carregados na
bôca para o lugar onde êles se ali-
mentam. Os Artibeus podem carre-
gar pêso equivalente ao seu próprio
pêso. Quando êles deixam o fruto
cair no chão o mesmo morcêgo re-
torna para comer o sapoti caído.
A saída dos morcegos do pouso
diurno depende da intensidade da
intensidade da luz e ocorre, geral-
mente 10 minutos após o pôr-do-
-sol, e mais cêdo quando o tempo
apresenta-se nublado ou em condi-
ções chuvosas. O retorno ao repou-
so ocorre três horas antes da meia-
-noite. Durante a madrugada não
notamos qualquer atividade.
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morcegos às flores ( Mammalia ,
Chiroptera ) . An. Acaã. Brasil.
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 255-309 — 1967
OBSERVAÇÕES SÔBRE A ARQUITETURA DOS NINHOS
E COMPORTAMENTO DE ALGUMAS ESPÉCIES DE ABELHAS
SEM FERRÃO DAS VIZINHANÇAS DE MANAUS,
AMAZONAS (Hymenoptera, Apoidea) 1
WARWICK E. KERR 2, SHÔICHI F. SAKAGAMI, = RONALDO ZUCCHI *
VIRGÍLIO DE PORTUGAL ARAÚJO e JOÃO MARIA
F. DE CAMARGO '
(Com 17 figuras no texto)
Êste trabalho apresenta observa-
ções feitas pelos membros da nossa
expedição no campo e, em alguns
casos, no laboratório, sôbre a estru-
tura dos ninhos e o comportamen-
to das abelhas sem ferrão (Melipo-
nini) que habitam as vizinhanças
de Manaus. Alguns ninhos foram
descobertos por nós mesmos; po-
rém a grande maioria foi localiza-
da através de informações feitas
1 Esta publicação contém parte dos
resultados da Expedição à Amazônia
organizada pelo Depto. de Biologia Ge-
ral da Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras de Rio Claro (Janeiro-Feve-
reiro de 1963), que foi financiada pela
Fundação de Amparo à Pesquisa do Es-
tado de São Paulo, Agricultural Re-
search Service U.S. Dept. of Agriculture
PL 480, e Conselho Nacional de Pes-
quisas.
2 Na época Prof. de Biologia da Fa-
culdade de Filosofia, Ciências e Letras
de Rio Claro. Enderêço atual: Facul-
dade de Medicina de Ribeirão Prêto,
Depto. de Genética.
pelos moradores da região, auxilia-
dos em alguns casos, por dois mem-
bros do Instituto Nacional de Pes-
quisas da Amazônia, que nos acom-
panharam. Alguns dos ninhos ob-
3 Prof. Contratado da Cadeira de Fi-
siologia e Ecologia Animal da Facul-
dade de Filosofia, Ciências e Letras de
Rio Claro. Enderêço permanente: Zoo-
logical Institute, Faculty of Science,
Hokkaido University, Sapporo, Japan.
1 Prof. Assistente da Cadeira de Fi-
siologia e Ecologia Animal da Facul-
dade de Filosofia, Ciências e Letras de
Rio Claro. Enderêço atual: Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras de Ri-
beirão Prêto, Depto- de Genética.
5 Bolsista do Govêrno Português e
da Fundação Rockefeller. Na época,
aluno do 2.° ano do Curso de História
Natural da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Rio Claro. Ende-
rêço permanente: Direção de Agricul-
tura e Florestas de Angola, Luanda,
Angola, África.
0 Técnico e pesquisador do Depto. de
Genética da Faculdade de Medicina de
Ribeirão Prêto e executor de todos os
desenhos que ilustram o trabalho.
256
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
servados, especialmente os do gê-
nero Melipona, estavam sendo
mantidos em colmeias rústicas
por habitantes da localidade (Fi-
gura 13-B) .
As observações foram feitas por
nós mesmos (WEK, SFS, RZ, VPA,
JMFC) , porém muitas vêzes fomos
auxiliados pelos demais membros
da expedição, cuja colaboração foi
indispensável para obtermos infor-
mações mais amplas: Dr. Yukio
Akahira (YA), Lic. Darvin Beig
(DB), Srta. Lucy Kerr (LK), Lic.
Edy de Lello (EL), Lic. Catalina
Romero Lopes (CRL), Lic. Vilma
Maule (VM) , Lic. Maria Neysa Sil-
va (MNS), Lic. Antônio Carlos
Stort (ACS). Agradecemos a cola-
boração e hospitalidade do Doutor
Djalma Batista, Diretor do Institu-
to Nacional de Pesquisas da Ama-
zônia.
As observações foram feitas prin-
cipalmente nos seguintes lugares
(a distância e direção em relação
a Manaus estão colocadas entre pa-
rênteses depois de cada nome) : co-
lônia Santo Antônio (9 km sudoes-
te), Ponta Negra (6 km sudeste),
Reserva Florestal do Instituto Na-
cional de Pesquisas da Amazônia
(30 km noroeste), estrada de Ita-
coatiara (19 km noroeste) e mar-
gem direita do rio Negro.
Agradecemos os auxílios que nos fo-
ram dados durante o correr de nossas
pesquisas por todos aquêles caboclos de
boa vontade.
MATERIAL
As espécies observadas constam
de lista abaixo. As estruturas dos
ninhos foram examinadas parcial-
mente nas espécies sem marca e
com detalhes nas espécies marca-
das com * e **. Nas espécies as-
sinaladas com ** os ninhos fo-
ram transportados para Rio Claro
e observados subseqüentemente e
os resultados de algumas dessas
observações serão publicados sepa-
radamente.
** Trigona (Cephalotrigona) fe-
morata Smith
Trigona (Trigona) crassipes (Fa-
bricius)
* Trigona (Trigona) cilipes cilipes
(Fabricius)
Trigona (Tetragona) dorsalis
(Smith)
** Trigona (Frieseomelitta) fla-
vicornis (Fabricius)
** Trigona (Duckeola) ghilianii
spinola
Trigona (Ptilotrigona) 1 u r i d a
(Smith)
Trigona (Scaura) tenuis (Ducke)
Trigona (Partamona) sakagamii
Moure, sp. nov. MS.
** Trigona (Partamona) testacea
testacea (Klug)
** Melipona pseudocentris pseudo-
centris Cockerell
** Melipona seminigra merrilae
Cockerell
Volume 5 (Zoologia)
257
** Melipona compressipes manao-
sensis Schwarz
** Melipona marginata amazônica
(Schulz) = Melipona (Melipo-
na) marginata amazônica.
Agradecemos muitíssimo ao Pro-
fessor Pe. J. S. Moure, CMF, a clas-
sificação de tódas as espécies men-
cionadas; porém, fazemos a obser-
vação de que para os sistemas ge-
néricos e subgenéricos, seguimos a
orientação de Schwarz (34,48) e
não aquela especificada em Moure
(51,61).
COMPETIÇÃO EM RELAÇÃO AO
LUGAR DE LOCALIZAÇÃO DA
COLÔNIA
Black, Dobzhansky & Pavan
(1950) demonstraram que a diver-
sidade na floresta Amazônica é
enorme, muitíssimo superior àque-
la observada nas florestas das zo-
nas temperadas.
Evidentemente, os meliponídeos,
durante um longo período de
evolução, foram gradualmente
ocupando os nichos ecológicos exis-
tentes em tal meio. Se os ôcos das
árvores fôssem suficientes para fa-
zer face à capacidade de reprodu-
ção daquelas abelhas, estas não
deveriam ter se diversificado tanto
quanto aos seus hábitos de cons-
truir ninhos. Todavia, isto não é o
que se observa. Tivemos a impres-
são de que a grande maioria dos
locais de nidificação passíveis de
serem ocupados por colônias de
meliponídeos, estava já preenchida
e, portanto, qualquer mutação ou
grupo de mutações que adaptasse
uma espécie para ocupar um nicho
não preenchido lhe conferiria am-
pla possibilidade de se estabelecer
e de se espalhar naquela região.
Assim, verificamos que na Ama-
zônia, bem como no sul, há ninhos
situados em ôcos de árvores vivas,
em ôcos de árvores sêcas em pé, ni-
nhos aéreos, ninhos subterrâneos
e, coisa que raramente encontra-
mos no Sul, ninhos em ôcos de ár-
vores sêcas no chão. Como disse-
mos, um único tipo de utilização
incomum nas matas do sul, é a
ocupação de árvores sêcas no chão:
mas não se compara o número de
árvores sêcas no chão das matas
do sul com as que existem na flo-
resta Amazônica; portanto, era um
excelente nicho em disponibilidade
e foi num tronco no chão que acha-
mos T. (D.) ghilianii.
Um outro aspecto, indicando a
grande intensidade da luta para
encontrar lugares, foi observado
nas casas recentemente construí-
das pelos caboclos: todos os paus
que tinham ôcos estavam sendo
ocupados por abelhas. Encontra-
mos em mourões de casas de cabo-
clos 5 colmeias e tôdas as casas
eram de construção relativamente
recente. Outro nicho que as abe-
lhas ocuparam, forçadas provavel-
mente pela dificuldade de achar lu-
17 — 37 145
258
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
gar onde estabelecer a sua colmeia,
foram os formigueiros e os termi-
teiros. Para uma abelha conseguir
ninhos totalmente aéreos é neces-
sário que ocorra um grande núme-
ro de alterações no seu modo de
vida e possivelmente seriam neces-
sárias muitas mutações e um lon-
go tempo para que algumas abe-
lhas construíssem ninhos aéreos fi-
cando assim independentes dos
ôcos. Poucas abelhas conseguiram
tal adaptação; talvez, a mais bem
sucedida nesse particular, nas
Américas, tenha sido Trigona ( Tri -
gona) spinipes Moure e na África
Dactylurina staudingeri Gribodo.
Na floresta Amazônica, que possui
grande número de formigueiros e
termiteiros aéreos, uma mutação
que facilitasse a adaptação das
abelhas a êsses nichos (e sabendo
lutar contra as formigas e cupins
pelos métodos já existentes entre
as abelhas de qualquer espécie de
meliponídeo) , fácil seria a amplia-
ção do nicho ecológico pela abelha.
É o que encontramos na re-
gião Amazônica: muitas abelhas
ocupando ninhos de formigueiros
e termiteiros, sendo a principal,
T. ( T .) cilipes cilipes, encontrada,
respectivamente, no ninho de uma
formiga Azteca e de um Térmita.
Também é o caso de T. (P.) lurida,
que foi encontrada embaixo do ni-
nho de um cupim.
Um outro nicho ecológico, que
em nenhum outro lugar foi visto
ser ocupada, é dentro de cipós: dis-
to temos um exemplo já relatado
por Moure, Nogueira-Neto & Kerr
(1958) de Trigona ( Frieseomelitta )
portoi (Friese) (cujas fotos são
publicadas aqui) (Fig. 17), cons-
truído dentro de um cipó de 12-1G
centímetros de diâmetro por 40
centímetros de comprimento. A
casca do cipó (morto) , de menos de
1 mm de espessura, era a única
cobertura do ninho.
Assim, os resultados de Andre-
wartha & Birch (1954), de Miche-
ner (1946), de Moure, Nogueira-
-neto & Kerr (1958) indicam a
grande importância do lugar de
construção dos ninhos, para a evo-
lução das espécies.
AUSÊNCIA DE INVÓLUCRO EM
ALGUNS NINHOS
Além da diversidade encontrada
na arquitetura dos ninhos verifica-
mos também a ausência de invó-
lucro em algumas das espécies. O
invólucro não existe em T. (F.)
flavicornis. T. (D.) ghilianii, T.
(T.) cilipes cilipes, T. (7 .) dorsalis
e Melipona marginata amazônica
A falta de invólucro em T. (F.) fla-
vicornis e em T. (D.) ghilianii está
de acordo com o característico sub-
genérico até agora conhecido. To-
davia, no caso de T. (T.) cilipes ci-
lipes é claro que ela deve ter evoluí-
do de uma espécie que não ocupava
ninho de formigas e térmitas; por-
tanto, é provável que a perda do
Volume 5 (Zoologia)
259
invólucro seja conseqüência de ser
a região de clima quente e ela não
ter tanta necessidade de manter
calor, já que aproveitaria a ener-
gia calorífica originária da colônia
do hospedeiro. O que aconteceu é
uma adaptação, com perda do ca-
racterístico de fazer invólucro, pois
isso acarretaria a drenagem de
energia para uma proteção desne-
cessária, tal seja contra as varia-
ções de temperatura.
Nas outras duas espécies, T. ( T .)
dorsalis e Melipona marginata
amazônica, a falta de invólucro nos
parece ser facultativa uma vez que
espécies do mesmo subgênero, ao
qual pertencem essas espécies,
usualmente constroem ninhos com
invólucro. Todavia, é interessante
notar que um elemento tão impor-
tante do ninho possa desaparecer,
ou se reduzir em conexão com a
influência do clima quente. Um
outro caso semelhante em que se
percebe o invólucro desaparecendo
ocorre em Melipona compressipes
manaosensis.
Nestes casos a falta de invólucro
não deve ser considerada como um
caráter primitivo, mas como um
caráter adaptativo superior pois há
evidentemente economia de ener-
gia, de trabalho e de cêra. Consi-
derações semelhantes a essas Mi-
chener (1961), faz com referência
ao caráter de ninho em cachos para
Plebeia australianas. Êle acha que
nelas êsse tipo de ninho é um ca-
ráter adaptativo superior facilitan-
do a ocupação de buracos muito
estreitos e compridos, o que seria
difícil com os ninhos organizados
em favos horizontais, que em ou-
tras abelhas é considerado caráter
adaptativo superior.
MIMETISMO
Diversos fatos podem ser consi-
derados ou como mimetismo ou
como convergência, e foram fre-
qüentemente observados em algu-
mas abelhas sociais daquela região.
Por exemplo, há um grande nú-
mero de formas tôdas elas chama-
das pela população de “Môça-bran-
ca” e que são: T. (P) lurida, T.
(T.) dorsalis e T. ( P .) musarum;
tôdas elas semelhantes entre si
quanto à coloração alaranjada do
corpo, asas transparentes e manei-
ra de voar. Verificamos que algu-
mas espécies têm as pontas das
asas bi ancas e a confirmação da
nossa suposição que isso talvez se
tratasse de mimetismo ficou pro-
vada ao encontrarmos uma vespa
na região, Polybia sedula, que tem
as asas e a maneira de voar muito
semelhante à T. (F .) flavicornis e
outras semelhantes. Também foi
interessante observar que um He-
miptera (Reduvidae) , predador
dessas abelhas, era extremamente
semelhante à T. (P.) lurida, não
só na aparência morfológica exter-
na, como também na maneira de
voar.
260
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Êste fato, possivelmente lhe per-
mitiria chegar próximo das abe-
lhas e atacá-las assim que pousas-
sem na flor. Há um comporta-
mento muito comum nessas abe-
lhas, que é o de voarem próxi-
mas umas das outras, acarretando
talvez maior facilidade de comuni-
cação. Assim, o Reduvidae valeu-se
dêste fato na história da sua evo-
lução mimetizando as chamadas
môças-brancas. Um outro Reduvi-
dae mimetiza T. ( F .) flavicornis e
espécies parecidas.
MELIPONICULTURA PRATICA-
DA PELA POPULAÇÃO DOS
ARREDORES DE MANAUS
Em todo o Estado do Amazonas
haverá, quanto muito, 10 colmeias
de Apis mellifera. A razão é que o
clima excessivamente quente e
úmido não é propício a essas abe-
lhas, que não somente apanham
doenças com facilidade, como tam-
bém têm dificuldade em sobreviver
ao grande período de falta de mel
c pólen ocasionado pelas constan-
tes chuvas do período das cheias.
Todavia, não há na região neces-
sidade de colmeias de Apis para
prover a população de mel. Segun-
do uma comparação de produção,
feita por alguns apicultores da lo-
calidade, um dos meliponídeos, ou
seja a Melipona seminigra merril-
lae, chega a produzir até 20 litros
de mel por ano, produção esta que
é quase o dôbro daquela obtida pela
Apis mellifera na mesma região.
Outras espécies criadas são: Meli-
pona pseudocentris pseudocentris
e Melipona compressipes manao-
sensis. Em alguns lugares encon-
tramos também algumas Trigona.
sendo utilizadas. Encontramos T.
(F.) flavicornis em cativeiro; po-
rém esta havia invadido o ôco do
esteio de um rancho de caboclo.
Não queremos, todavia, dizer que
não seja possível criar Apis melli-
fera em Manaus, temos certeza de
que em Manaus, como em Belém,
isto é possível. Acrescentamos aqui
o gráfico (Fig. 1) de coleta anual
de mel tomada semana a semana
pelo Dr. August Gorenz e mos-
trando uma colheita apreciável de
colmeias que durante o período das
águas foram alimentadas com xa-
rope de açúcar. Todavia, devemos
dizer que Melipona seminigra mer-
rilae não está sendo explorada com
a utilização das caixas modernas
feitas por Nogueira-Neto (48, 53,
56) . As colmeias utilizadas são de
tipo rústico, simples caixas de ma-
deira (cêrca de 50 x 40 x 35 cm) ou
troncos lavrados (Fig. 13-B). To-
das as colmeias são colocadas nos
meliponários uma perto das outras
às vêzes uma entrada da outra dis-
tando menos de 1 metro.
O mel é coletado esDecialmente
em dois períodos : um mais ou me-
nos 2 meses depois de as águas co-
meçarem a baixar, e outro ao redor
Volume 5 (Zoologia)
261
de janeiro, quando é, mais ou me-
nos, o fim do período das sêcas.
Um grande inimigo da meliponi-
cultura naquela região é o Phori-
dae Pseudohypocera kerteszi (En-
derlein). Para evitar sua penetra-
ção devemos tapar tôdas as frestas
das caixas com uma mistura de
barro e óleo, dando, assim, tempo
às operárias de ser reorganizarem.
Fig. 1 — Gráfico mostrando a produção anual de mel, tomada semanalmente
pelo Dr. Augusto Gorenz em uma colmeia de Apis na região de Belém (Pará) .
DESCRIÇÃO DOS NINHOS
OBSERVADOS
Passaremos agora a descrever os
ninhos observados, espécie por es-
pécie:
Trigona (Cephalotrigona)
femorata Smith (Fig. 2)
Um ninho desta espécie foi en-
contrado por VPA, ACS, JMFC em
uma árvore viva (Icapitari) , a 2 m
do solo e no meio de uma floresta.
A parte apical do tubo de entrada
era arredondada, com diâmetro de
0,8 cm e o tubo todo media 2 cm de
comprimento. Êsse tubo era mar
rom-escuro, feito de cerúmen e re-
sinas e 7 guardas, mansas e silen-
ciosas, se colocavam ao seu redor.
O tubo, internamente, dava lugar
a uma galeria de 21 cm de compri-
mento e 1,8 cm de diâmetro, for-
mada de material bastante duro
e compacto.
Organização do ninho — Diâme -
tro máximo da colônia: 28 cm:
comprimento da colônia: 40 cm;
comprimento da área de aimaze-
nagem: 20 cm; diâmetro da área
de armazenagem: 10 cm; diâmetro
dos potes: 2,0 cm; comprimento dos
potes: 3,0 — 3,5 cm.
Altura da área de cria: 25 cm:
diâmetro da área de cria: 15 cm;
invólucro: 1 — 2 lâminas.
Os potes são ovais e mais estrei-
tos na parte inferior e as células
mediam, aproximadamente, 0,6 —
0,7 cm de largura e 0,9 — 1,0 cm
de altura.
Os 17 favos horizontais que for-
mavam o ninho mediam 21,5 cm e
a área de nascimento era formada
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
262
por 4 favos. Acima dessa área ha-
via 9 favos e abaixo mais 4. Na par-
te inferior do ninho não havia ar-
mazenagem de alimento e o batu-
presente apenas na parte de baixo,
me era formado de uma substância
mole, sêca e flexível e media 0,5 cm
na sua espessura máxima.
À medida que fazíamos nossas
observações as abelhas dobravam o
abdômen por cima do tórax até
quase tocar a cabeça, postura esta
que nos pareceu intimidativa (Fig .
2) . Já em Rio Claro, esta colônia foi
transferida para colmeia de obser-
vação e os comportamentos relati-
vos ao processo de aprovisionamen-
to e postura das células foram pu-
blicados separadamente (Sakaga-
mi, Beig & Kyan, 1964).
Trigona (Trigona) crassipes
(Fabricius)
Um ninho desta espécie foi obser.
vado em 28 de janeiro em Ponta
Negra por: WEK, SFS, RZ, VM e
LK. O ninho era aéreo e foi encon-
trado em zona de transição entre
floresta e clareira, prêso a um
grande galho de uma árvore viva
a cêrca de 2 m do solo. A estrutura
de entrada parecia diferir muito
pouco daquela de T. ( T .) spinipes
Moure sendo provida de uma gran-
de entrada com paredes duplas e
revestimento externo muito forte.
O comportamento das operárias
era também idêntico ao da es-
pécie mencionada, caracterizando-
Fig. 2 — Posição de intimidação apresentada por operárias de Trigona
< Cephalotrigona ) temor ata Smith.
cm
Volume 5 (Zoologia)
263
-se por: 1) prontidão de ataque à
simples aproximação de estranhos;
2) vôo sem barulho; 3) penetra-
ção pelos cabelos e roupas; 4) mor-
didas persistentes acompanhadas
de zumbido de asas. Êsse tipo de
agressividade é o mais persisten-
te e forte entre os meliponídeos.
Aparentemente esta espécie é o
substituto biológico, no Amazonas,
da T. ( T .) spinipes, tão comum no
sul do Brasil.
Trigona (Trigona) cilipes cilipes
(Fabricius)
Dois ninhos dessa espécie foram
descobertos em circunstâncias bem
diferentes; um (n.° 1) dentro de
um ninho de formiga, do gênero
Azteca, e, outro (n.° 2) no interior
do ninho de um Térmita. As des-
crições dos ninhos 1 e 2 serão feitas
separadamente.
ninho n.° 1
(Figs. 3, 4, A, B e C)
Localização — O ninho foi en-
contrado a 29 de jan. na floresta
(Fig. 3) que cerca a colônia Santo
Antônio, por SFS, VM, RZ e.MNS.
Estava embutido dentro de um for-
migueiro de Azteca sp. o qual por
sua vez se prendia num tronco de
Umari, a 4 m acima do chão. O for-
migueiro ocupava somente um lado
do tronco e se entrelaçava em dois
ramos da árvore, tendo cêrca de
27 cm na sua largura máxima por
80 cm de comprimento. Abaixo do
ramo inferior, que penetrava for-
migueiro a dentro, achava-se um
tubo de meliponídeo, tubo êsse
muito bem trabalhado e, à primei-
ra vista, semelhante à parte final
de um cacho de banana do qual se
tivesse retirado a parte formada
pelas espatas (Fig. 4-B) . Êsse tubo
foi retirado e então tôda a árvore
foi abatida. Verificamos que as re-
lações entre as formigas e as abe-
lhas nãc eram de maneira alguma
amistosas, pois aquelas, imediata e
violentamente começaram a atacar
as abelhas. O ninho foi cortado em
diversos pedaços e cada pedaço
precisou ser jogado num riacho e
examinado um a um, tal a agres-
sividade das formigas. A arquitetu-
ra do ninho foi estudada com base
na reconstrução dêsses pedaços.
Plano geral do ninho — O tubo
de entrada consistia de 2 partes
(Fig. 4-B) : uma parte apical, de
pendurada no ramo, e a basal li-
gando a parte apical ao formiguei-
ro. O canal basal entrava pelo for-
figueiro e abria-se na parte supe-
rior do ninho da abelha. O ninho
das abelhas era aproximadamente
cilíndrico, estreitando-se acima e
abaixo, estando colocado bem no
centro do formigueiro não manten-
do, portanto, qualquer contato com
o tronco da árvore. Sua secção
transversal era elítica (11 — 13 cm
e 15 — 17 cm), respectivamente,
nas direções transversal e paralela
ao tronco (Fig. 4-A) . A periferia do
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
264
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Fig. 3 — Localização do ninho (N.° 1) de Trigona ( Trigona ) cilipes cilipes Fab.
ninho era totalmente protegida por
um batume muito duro e grosso,
sem manter qualquer contato com
o interior do formigueiro e inter-
namente a maioria do espaço era
ocupada por potes de mel e pólen
(Fig. 4^C). As áreas de cria eram
divididas em 3 regiões distintas,
cada uma separada por conjuntos
de potes de armazenamento. O ar-
ranjo dentro da cavidade do ninho
era, de cima para baixo, a seguin-
cm 1
SciELO
Revestimento
externo do formigueiro
Parte basal
do tubo
Itli
fcv. 1 '
mm
Tubo de
entrada
ÍÍST
Jf— . Batume
MECO
SciELO
cm 1
Volume 5 (Zoologia)
265
\
\
Parte
H, apical
L do tubo
SraS— ravos
Ü * cria
KW.»
WliV»Ã
— Formigueiro
Potes de mel e pólen
t IfMMw
Favos de cria
o^D-i
Célula
real
Fig. 4 — Trigona ( Trigona ) cilipes cilipes Fab. (N.° 1). (A. Estrutura geral; B.
tubo de entrada; C. detalhes da organização interna).
266
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
te: 3,6 cm — potes de armazena-
mento; 6 cm — área de cria; 5 cm
— potes de armazenamento; 12 cm
— área de cria; 3 cm — potes de
armazenamento; 6,5 cm — área de
cria; 8 cm — potes de armazena-
mento (Fig. 4-A).
Tubo de entrada — O tubo de en-
trada dêsse ninho é seguramente o
mais elaborado e mais artistica-
mente construído de todos os que
conhecemos dentre as abelhas sem
ferrão. O tubo apical era castanho-
-escuro, macio e elástico, com uma
superfície muito pegajosa e dobra-
va-se verticalmente com muita ele-
gância (Fig. 4-B). Era feito de lá-
tex, era inflamável e ao ser quei-
mado experimentalmente despren-
dia odor de borracha, resina e cêra
queimadas. Seu comprimento total
era de 18,2 cm, a largura da base
3,5 cm, no meio 1,7 cm e estreita-
va-se gradualmente para a parte
apical onde media de 1,7 até
1,2 cm. Os 2/3 basais da superfície
exterior eram providos de 12 lame-
las semi-circulares, cada uma des-
cendo semi-perpendicular e helicoi-
dalmente cobrindo 2/3 do tubo
sendo que as superfícies superiores
eram convexas e as inferiores côn-
cavas. Duas lamelas sucessivas es-
tavam situadas geralmente em
oposição. Os diâmetros das lame-
las mediam: 3,5 a 3,7 cm, e a dis-
tância entre as duas lamelas suces-
sivas era de 0,8 a 1,2 cm. O têrço
inferior do tubo era mais claro,
mais macio e mais estreito do que
a parte superior e provido de três
anéis estreitos de resina que o en-
volviam. òbviamente, isto represen-
tava uma fase incipiente de lame-
la que mais tarde se desenvolveria
assimètricamente. Os 4 cm finais
não possuíam anéis resinosos, po-
rém eram cobertos de diminutas
partículas de resina. A parte inter-
na do tubo era bem lisa, bastante
pegajosa e provida de partículas de
resina especialmente na base e
muito semelhante àquelas que ou-
tros meliponídeos usam para gru-
dar nos inimigos. A grossura das
paredes do tubo era de 1 a 2 mm
na parte basal, 0,6 a 0,8 mm na
parte apical. O comprimento do
canal que ligava a entrada do tubo
até à cavidade do ninho era de
14 cm na sua parte exposta, e
12 cm na parte que penetrava den-
tro do formigueiro. A parte expos-
ta era feita de um material mar-
rom-escuro bem diferente do da
parte apical, tendo superfícies le-
vemente ásperas, mais ou menos
como couro e sem depósitos de re-
sina. O diâmetro transversal era de
3,5 — 3,7 cm e o vertical 2,4 cm
perto do ninho da formiga. Gra-
dualmente a secção se tornava
achatada medindo 1,4 cm perto da
união com a parte apical. O canal
basal ia ainda uns 2 cm além da
junção com a parte apical e a gros-
sura das paredes variava de 0,2 a
0,4 cm.
Volume 5 (Zoologia)
267
Batume — O batume, marrom -
-escuro, muito duro e grosso (2 a
5 cm) envolvia completamente o
ninho (Fig. 4-C). A superfície ex-
terna era relativamente lisa e a in-
terna mostrava uma irregularida-
de bem marcada muitas vêzes for-
mando um conjunto em forma de
esponja (Fig. 4-A). Provàvelmente
haveria ocorrência de depósito de
resina nas paredes interiores do ba -
tume, porém esquecemos de verifi-
car êsse detalhe.
Potes de armazenagem — A mas-
sa formada pelo conjunto de po-
tes de armazenagem era enorme e
circundava tôda a superfície inte-
rior do batume separando as três
aéreas de cria uma da outra. Os po-
tes de pólen ficavam relativamen-
te perto da área de cria, porém
nem sempre. Os potes de mel ti-
nham o mesmo tamanho e forma,
eram geralmente ovais com 0,8 a
0,9 cm de diâmetro e 1,1 a 1,2 cm
de comprimento, fortemente liga-
dos uns aos outros e além disso su-
portados por pilares de 0,2 a 0,3 cm
de diâmetro. O mel era ácido, po-
rém delicioso.
Áreas de cria — Verificamos a
existência de 3 áreas de cria, tôdas
circundadas diretamente por potes
de armazenamento e completa-
mente livres de invólucro. A área
superior consistia de 4 favos es-
curos recém-construídos, com uma
altura total de 5 cm, sendo
que o favo maior tinha 6,5 cen-
tímetros de diâmetro. A área
do meio era a maior e consistia de
10 favos com a altura total de
9,3 cm, a metade superior era ain-
da escura (quer dizer, continha de
larvas até pré-pupas) , enquanto
que a metade inferior era clara
mostrando que os casulos já ti-
nham sido tecidos. O maior favo
estava colocado bem no meio e me-
dia 9,7 cm de diâmetro. A área in-
ferior consistia de 5 favos mais ve-
lhos com uma altura total de
4,5 cm tendo o favo maior 5,2 cm
de diâmetro. A distância entre 2 fa-
vos sucessivos era ao redor de
0,3 cm, porém, ocasionalmente, 0,4
a 0,5 cm. O diâmetro dos pilares li-
gando os favos era aproximada-
mente de 0,1 x 0,1 cm, até 0,15
x 0,2 cm no meio, enquanto que
muitas vêzes tinha 0,2 a 0,3 cm em
ambas as extremidades.
O número de pilares era bem va-
riável e em um caso o favo era li-
gado por 16 pilares periféricos aos
potes de armazenamento e por 8 pi-
lares centrais ao favo superior.
Os favos eram horizontais e mui-
tas vêzes uma leve tendência de es-
piralização aparecia, semelhante
àquela encontrada em Trigona
( Scaptotrigona ) postiça Latreille.
Tanto a face superior como a infe-
rior do favo eram lisas e cada al-
véolo tinha 0,52 a 0,55 cm de com-
primento e 0,3 cm de largura. Uma
célula real encontrada na perife-
ria do 7.° favo, contando de baixo
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
268
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
para cima mediu 0,65 cm de altura
por 0,5 cm de diâmetro (Fig. 4-C) .
Estrutura do ninho da formiga
Azteca — Nenhuma observação de-
talhada foi feita nesse ninho, po-
rém sua superfície externa consis-
tia de lamelas irregulares e imbri-
cadas como se fôssem telhazinhas
quebradiças e cheias de furos de
cêrca de 0,15 cm de diâmetro. Inter-
namente o ninho era composto de
septos multilamelados arranjados
longitudinalmente e eram ainda di-
vididos por paredes transversais. A
distância entre duas paredes lon-
gitudinais era de 0,3 a 0,5 cm, a
largura das paredes 0,12 cm. A dis-
tância entre as 2 repartições trans-
versais variava muito indo de 2 — 7
centímetros ou mais.
Comportamento — Antes que o
ninho tivesse sido derrubado, um
número grande de abelhas-guardas
estava parado sôbre a superfície su-
perior do têrço apical do tubo de
entrada e, algumas eram também
encontradas na parte superior do
tubo. Após terem sido estimuladas
por meio de pedradas começaram
a bater as asas, semelhante ao ba-
ter de asas em advertência veri-
ficado em T. (S.) postiça. Todavia
elas o faziam em menor intensida-
de e não era um comportamento
tão evidente.
Quando o tubo de entrada foi re-
tirado algumas abelhas permanece-
ram dentro dêle e, no momento do
exame no laboratório (3 horas
após) êle já tinha sido completa-
mente fechado por meio de resina
grudenta na sua parte média api-
cal e no canal basal. Êste fato in-
dica uma excelente habilidade em
lidar com êsse difícil material.
Exceção feita a êsses métodos de-
fensivos não observamos qualquer
agressividade durante todo o pro-
cesso em que fizemos o exame do
ninho e mesmo durante a sua ma-
nipulação. Neste aspecto, evidente-
mente, essa abelha é muito diferen-
te das outras espécies que perten-
cem ao mesmo sub-gênero e que
são geralmente notáveis pela sua
agressividade. Quando abrimos o
ninho as abelhas foram imediata-
mente atacadas pelas formigas in-
clusive as larvas e pupas e também
a rainha-mãe que estava na parte
superior da área de cria.
Outras observações — A estrutu-
ra dêsse ninho mostra uma adapta-
ção muito elaborada contra seus
agressivos hospedeiros. O tubo de
entrada provido de muitas jamelas
feitas de resinas grudentas, a habi-
lidade de trabalhar rapidamente
com êsse material e o batume gros-
so que cobre totalmente o ninho
são os exemplos mais frisantes des-
sa adaptação. A falta de marcada
agressividade pode também ser cor-
relacionada com êsse hábito pe-
culiar e o ataque imediato pelas
formigas quando estão em contato
com as abelhas sugere a falta de
uma coexistência pacífica.
Volume 5 (Zoologia)
269
Perguntamo-nos: as abelhas en-
tram no formigueiro para estabe-
lecer o seu ninho ou vice-versa? O
fato de o ninho da abelha ser ro-
deado em todos os seus lados pelo
da formiga oferece forte apoio à
primeira hipótese. Se tal é o caso,
como o exame inicial se estabelece-
ria dentro de um ambiente tão hos-
til? Duas observações respondem
satisfatoriamente à questão acima
formulada:
Em 1948 WEK observou operá-
rias de Melipona marginata margi-
nata em início de operação de en-
xameagem em um cupim. Carre-
gando nas mandíbulas partículas
de resina e barro, as abelhas fica-
vam voando próximo à superfí-
cie do cupinzeiro. Sempre que
havia oportunidade uma das ope-
rárias pousava ràpidamente, colo-
cava uma pelota de resina em de-
terminada parte e alçava vôo nova-
mente. Várias operações sucessivas
dêsse tipo acabaram por limitar
uma pequena área resinosa e livre
de cupins. Agora, protegidas por
essa barreira, as abelhas podiam
trabalhar livremente e, usando a
mesma técnica, ampliar cada vez
mais sua área de ação, penetrando
para dentro do termiteiro.
O Prof. Dr. Charles Michener
(informação pessoal a RZ) obser-
vou, na região de Gromaco (Costa
Rica) três ninhos de Nasutitermes
possuindo cada um dêles, ligado a
sua parede exterior, um tubo de
meliponídeo — Trigona ( Scaura )
latitarsis Cockerell, 1949. Uma vez
que êsses tubos terminavam em
fundo cego pouco abaixo da pare-
de do termiteiro, e, acrescendo-se a
isso a presença de várias abelhas
nos tubos, só se pode supor que as
abelhas estivessem em processo de
estabelecimento de novos ninhos
nos termiteiros, utilizando, talvez,
técnica idêntica à observada por
WEK.
Êstes dois fatos demonstram de-
finitivamente que as abelhas, usan-
do determinadas técnicas, pene-
tram nos ninhos de outros insetos
sociais.
Uma pessoa da vizinhança nos
informou de outro exemplo da coe-
xistência entre cilipes e formigas,
porém o ninho já havia sido des-
truído.
ninho n.° 2
(Figs. 5-A, B, C e D)
Localização — O ninho foi en-
contrado aos 30 de jan. por VPA.
ACS e JMFC, na margem do rio Ne-
gro oposta a Manaus e retirado aos
31 de janeiro por: YA, VM, ACS e
SFS. O ninho estava localizado no
canto de um termiteiro que, por
sua vez, se localizava sob as telhas
de uma casa de madeira. A entra-
da da colmeia se localizava debaixo
do termiteiro (Fig. 5-D).
Estrutura — O termiteiro tinha
cêrca de 50 cm de comprimento,
46 cm de largura e 40 cm de altu-
cm 1
SciELO
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
270
ra. Uma cavidade vazia de um ni-
nho velho de meliponídeo, medindo
10 x 5 x 5 cm foi encontrada na
metade esquerda do ninho de tér-
mita, cêrca de 10 cm abaixo da par-
te superior e sem ligação aparen-
te com o exterior. A outra cavida-
de do termiteiro, ocupada por abe-
lhas foi encontrada na parte di-
reita 15 cm abaixo da parte supe-
rior. Esta cavidade era muito pe-
quena, medindo 7,5 X 5 X 5 cm;
ambas continham potes, porém ne-
nhum favo de cria (Fig. 5-A). As
paredes das cavidades tinham um
revestimento prêto, pouco mais es-
pêsso que 0,1 cm. O número de po-
tes era de 12 a 13 na cavidade va-
zia, todos elíticos e marrom-escuros
medindo 1,5 a 1,7 cm de compri-
mento por 1,2 cm de diâmetro, for-
temente ligados uns aos outros e
suportados por pilares prêtos de
aproximadamente 0,2 cm de diâme-
tro e 0,5 cm de comprimento (Fi-
gura 5-C).
A cavidade ocupada pelas abe-
lhas era bem semelhante, porém o
tamanho dos potes era distintiva-
mente menor, medindo 0,8 a 0,8
centímetros de diâmetro por 1 cm
de comprimento, todos cheios de
mel e sem pólen. Esta cavidade se
ligava ao tubo de entrada por meio
de um túnel de cêrca de 10 cm de
comprimento e 2 cm de largura e
que se dobrava 2 yêzes. O tubo de
entrada (Fig. 5-B) era marrom-es-
curo, relativamente mole, com 9
centímetros de comprimento e
1,5 cm de largura na base e no ápi-
ce, porém se estreitando no meio
Fig. 5 — Trigona ( Trigona ) cilipes cilipes Fab. (N.° 2). (A. Localização do ninho
dentro do termiteiro (vista superior) ; B. tubo de entrada; C. potes de alimento;
D. localização do ninho).
entrada
Potes de
cm
Volume 5 (Zoologia)
271
até atingir 1,0 cm. Êsse tubo tinha
paredes com espessura de 0,5 cm e
superfície levemente pegajosa, po-
rém, bem menos que aquela do
tubo do ninho n.° 1.
Comportamento — Antes do ni-
nho ter sido retirado algumas abe-
lhas se encontravam na entrada do
tubo em atitude idêntica à das abe-
lhas do ninho n.° 1, caracterizadas
por movimentos lentos e ausência
de ataque. O comportamento das
abelhas dentro da cavidade do ni-
nho diferiu muito pouco daquele
das guardas. Quando abrimos o ni-
nho n uitos térmitas entraram na
colmeia, porém não houve ataque
severo. A quantidade de abelhas
era muito pequena (cêrca de 50
operárias) e não havia rainha.
Observações — As abelhas en-
contradas nesse ninho possuíam as
asas leitosas na metade apical, em
contraste com as asas transparen-
tes das abelhas do ninho n.° 1. En-
tretanto, de acordo com o Profe-
sor Pe. J. S. Moure, que as identi-
ficou, pertencem não somente à
mesma subespécie, mas também à
mesma espécie.
A composição da colônia era
curiosa: a cavidade vazia poderia
ser considerada como sendo feita
pelas abelhas agora encontradas
na outra cavidade ou por outra co-
lônia que morrera ou abandonara
a cavidade. Não há meios de se ex-
plicar qual dos dois casos é o mais
plausível. A cavidade ocupada tam-
bém oferece uma questão difícil de
se resolver. Porque havia somente
operárias? Seria isto indicação de
que estavam no início de algum en-
xame? Pode ser que a rainha vir-
gem ou recém-fecundada tivesse es-
capado quando nós estávamos exa-
minando o ninho, ou então, a co-
lônia estaria em fase de extinção
devido à morte da rainha-mãe sem
terem providenciado uma rainha
virgem. A última explicação pare-
ce ser a mais razoável, devido à
aparência idosa dos potes e das
abelhas.
Comparando os ninhos 1 e 2 há
diferenças interessantes nos se-
guintes aspectos: l.° — grossura
do batume; 2.° — estrutura do tubo
de entrada. Enquanto que o batu-
me do ninho n.° 1 era muito gros-
so, 2 a 5 cm, o do n.° 2 era somente
uma fina cobertura preta que re-
vestia completamente a cavidade.
O tubo de entrada do n.° 2 era
muito mais simples, sem as séries
de lamelas e sem também as par-
tes grudentas. Provàvelmente essas
diferenças indiquem plasticidade
da espécie de acordo com as con-
dições do meio ambiente. O tubo
de entrada mais simples e o batu-
me mais fino podem corresponder
à desnecessidade de defender vigo-
rosamente o ninho, já que os
cupins são òbviamente menos
agressivos do que as formigas. De
qualquer maneira, êsses dois ni-
nhos sugerem uma relação muito
272
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
íntima de Trigona ( T .) cilipes cili-
pes com os ninhos dos insetos so-
cais sem asas.
A coexistência de abelhas com
outros insetos sociais tem sido des-
crita por: a) Schwarz (1948) —
relata um caso de Trigona (S.)
bipunctata, variedade wh eeler i
Cockerell, vivendo próximo a um
ninho de Solenopsis geminata
(Fab.) . A entrada do ninho da abe-
lha se localizava na base do tron-
co de uma árvore, a mais ou me-
nos 30 cm do solo e aí, no meio de
uma camada de terra que envol-
via o tubo, a colônia de formigas
se estabeleceu.
b) Nogueira-Neto (1953) — re-
lata-nos ... “É muito comum, mes-
mo, que elas (formigas) façam os
seus ninhos nas frestas que pos-
sam existir nas colmeias. Isto, po-
rém, pouco prejudica as abelhas.
Pelo contrário, as formigas podem
até afugentar algum bicho ou pes-
soa curiosa, defendendo, assim, a
colônia numa verdadeira aliança.
Contudo a vizinhança de tais for-
migueiros é, de certo modo, inde-
sejável, porque elas atrapalham a
inspeção do meliponicultor e lutam
com as abelhas quando êle abre a
colmeia”.
c) Birket-Smith (1957), descre-
vendo ninhos de Apis, afirma que
nos ninhos selvagens, estabelecidos
em troncos, encontram-se formigas
de várias espécies, porém isso não
parece acarretar inconveniências
às abelhas.
d) Smith (1954) cita também
casos muito interessantes da Áfri-
ca: Trigona denoiti (Vachal) ge-
ralmente nidifica em cupinzeiros e
os térmitas parecem tratar as abe-
lhas indiferentemente; porém, se
uma delas cai entre os cupins é
imediatamente atacada. Os térmi-
tas por sua vez não atacam a par-
te exposta do ninho e podem, às
vêzes, ficarem presos nas resinas
que envolvem a entrada.
e) WEK e RZ tiveram oportuni-
dade de observar várias vêzes, em
ninhos de Trigona ( N annotrigona )
testaceicornis (Lep. 1836) , colônias
de uma grande formiga de côr cas-
tanha. Nas colmeias artificiais
essas abelhas constroem um gros-
so envoltório que cobre totalmente
o ninho e, no espaço que geralmen-
te sobra dentro da caixa, via de re-
gra se encontra a mesma espécie
de formiga.
É interessante notar que a mes-
ma colônia de formigas foi encon-
trada em 2 de 3 ninhos selvagens
de testaceicornis observados recen-
temente num cerrado em Três La-
goas (MT). Êste fato sugere uma
estreita relação entre ambas as es-
pécies. Durante observações nos ni-
nhos das abelhas geralmente as
duas espécies se misturam, mas
nunca se atacam e, uma vez ces-
sada a inspeção, formigas e abe-
306
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
de serem ocupados pelas abelhas
estavam já preenchidos e, portan-
to, qualquer mutação que facultas-
se a uma espécie a ocupação de um
nicho não preenchido lhe favorecia
também a possibilidade de se espa-
lhar e de se estabelecer na região.
Assim, encontramos no Amazonas
abelhas vivendo dentro de árvores
sêcas no chão (T. (D.) ghilianii),
colônias localizadas dentro de
formigueiros ou termiteiros (T.
( T .) cilipes cilipes) abelhas nidifi-
cando em mourões de casebres (T.
(F.) flavicornis) , habitando em ni-
nhos subterrâneos ( T . ( P .) testa-
cea), em ninhos aéreos, em cipós,
etc.
2. Interessante notar como cer-
tos característicos dos ninhos (in-
vólucros p. ex.) podem ser altera-
dos ou mesmo desaparecerem. Essa
ausência, em certos casos está de
acordo com a característica subge-
nérica do grupo porém, em M. mar-
ginata amazônica e T. ( T .) dorsa-
lis, que pertencem ao grupo que
normalmente constroem invólucros
bem desenvolvidos, a falta do ca-
racterístico nos foi inesperada e
talvez seja correlacionada com o
clima quente da região. Em M.
compressipes manaosensis se nota
o invólucro desaparecendo gradati-
vamente. T. (T.) cilipes cilipes,
deve ter evoluído de uma espécie
que não ocupava ninhos de formi-
gas ou térmitas passando depois a
fazê-lo e, portanto, a perda do in-
vólucro deve estar correlacionada
à aquisição dêsse nôvo hábito uma
vez que já não terá mais neces-
sidade de manter calor pois o apro-
veitaria da colônia com a qual
vive.
3. Meliponicultura na região.
Muitas vêzes encontramos col-
meias de M. seminigra merrilae, M.
compressipes, M. manaosensis e M.
pseudocentris pseudocentris man-
tidas em colmeias rústicas. Uma
dessas abelhas M. seminigra mer-
rilae chega a produzir até vinte
litros de mel por ano, isto é, quase
o dôbro daquela obtida por Apis
mellifera na mesma região; e, além
disso esta abelha não possui fer-
rão, sendo portanto fàcilmente ma-
nejada pelos caboclos.
4. A seguir os autores descre-
vem pormenorizadamente, espécie
por espécie, todos os ninhos obser-
vados; incluindo sempre que pos-
sível aspectos peculiares dos com-
portamentos das abelhas.
SUMMARY
The aim of this paper is to sum-
marize the observations carried
out on the nest architecture and
behavior of some stingless bees spe-
cies (see Table 1) from the vicini-
ties of Manaus (Amazon State,
Brazil). The species studied were:
Trigona ( Cephalotrigona ) femora-
ta Smith; Trigona ( Trigona ) cras-
sipes (Fabricius); Trigona ( Trigo-
na)> cilipes cilipes (Fabricius) ;
Trigona ( Tetragona ) d o r s ali s
Volume 5 (Zoologia)
307
(Smith) ; Trigona ( Frieseomelitta )
flavicornis (Fabricius) ; Trigona
{ Duckeola ) ghilianii Spinola; Tri-
gona { Ptilotrigona ) lurida
(Smith); Trigona ( Scaura ) tenuis
(Ducke) ; Trigona ( Partamona )
sakagamii Moure (new sp.); Tri-
gona { Partamona ) testacea testa-
cea (Klug) ; Melipona pseudocen-
tris pseudocentris Cockerell; Meli-
pona seminigra merrillae Cockerell;
Melipona compressipes manaosen-
sis Schwarz; Melipona marginata
amazônica (Schulz) = Melipona
{Melipona) amazônica.
Main results:
1. In the course of its evolution
the stingless bees went gradually
occupying all the available niches.
If the hollow in the trees were suf-
ficient to supply its reproductive
rate, the nesting habits would not
have such large variety of aspects.
In the course of our studies we
have observed that the great ma-
jority of available niches were al-
ready occupied and if a mutation
could fit the bee to a new (even
if occupied by some other speciesi
nesting site, these species could
easily spread itself in the area. This
explains the wide nesting habits
variety we found. Besides bees liv-
ing within living trunk (most of
them), colonies were found inside
ant and termite nests {Trigona
{Trigona) cilipes cilipes ); within
dead trees in the gound {Trigo-
na {Duckeola) ghilianii)-, bees liv-
ing in the logs of recently cons-
tructed typical houses {Trigona
{Frieseomelitta) flavicornis) ; sub-
terranean nests {Trigona {Parta-
mona) testacea testacea) ; aerial
nests {Trigona {Trigona) crassi-
pes) and bees living inside lianas
{Trigona {Frieseomelitta) portoi) .
2 . Another aspect observed i n
the nest architecture concerns the
disappearence or gradual changes
in some of the nest elements. The
absence of involucrum, in some ca-
ses, is a sub-generic feature (e.g. in
the Frieseomelitta group) but, its
non existence in Melipona margi-
nata amazônica and Trigona {Te-
tragona) dorsalis and its diminu-
tion in Melipona compressipes ma-
naosensis, was unexpected. We as-
sume these events are correlated to
the hot and uniform climate of the
region and therefore the bee needs
no extra protection against temper-
ature oscilations.
The bees of the sub-genus Tri-
gona construct well developed in-
volucrum and its absence in T.
(T.) cilipes cilipes is related to the
acquisition of new habits; for we
assume this bee evolved from a
form which would not occupy ant
or termite nests. The presence of
involucrum in the bee now coexist-
ing with another insect colonies
would be an unnecessary protec-
tion and would drain energy to an
useless purpose, such as, the pro-
tection against heat loss.
cm l
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308
Atas ão Simpósio sôbre a Biota Amazônica
The changing or disappearing oí
some of the nest elements, the
wide range of nesting habits put
together with more details of the
bees biology will place us in posi-
tion to understand better the evo-
lution of the bees.
3 . Colonies of M. seminigra mer-
rillae, M. compressipes manaosen-
sis and M. pseuãocentris pseuão-
centris were constantly seen being
reared by the local inhabitants.
One of these species, M. seminigra
merrillae , produces about 50
pounds of honey a year, being this
production almost twice as much
that produced by Apis under the
same conditions. This bee has
another advantage on Apis — the
absence of sting — what makes it
easely handled.
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 311-336 — 1967
ISÓPODOS TERRESTRES DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
(Isopoda, Oniscoidea)
ALCEU LEMOS DE CASTRO
Museu Nacional, Rio de Janeiro, Guanabara
A fauna de isópodos terrestres
que habita a região amazônica
permanece até os nossos dias mui-
to mal conhecida. Poucas são as
publicações com referência a ês-
te grupo, mesmo assim baseadas
em colecionamentos esporádicos.
Da área em questão, o trecho per-
tencente à Venezuela é o mais bem
conhecido, através das contribui-
ções de Dollfus (1893), Budde-
-Lund (1885 e 1893), Pearse
(1921), Verhoeff (1928 e 1941),
Van Name (1936 e 1942) e, princi-
palmente, Vandel (1952). Em seu
trabalho monográfico sôbre os
isópodos terrestres e de água doce
das Américas (1936, 1940 e 1942),
Van Name trata também de for-
mas da Guiana Inglêsa, Colômbia,
Equador e Peru, e Pauxian de
Félice (1944) estudou um peque-
no material procedente da Guiana
Francesa. Com respeito à vasta
área da Amazônia situada em ter-
ritório brasileiro, o desconheci-
mento dos isópodos terrestres é
total, bastando dizer que além da
publicação de Lemos de Castro
(1955), descrevendo uma espécie
nova do gênero Ischioscia, apenas
duas outras referências são encon-
tradas na literatura especializada.
A primeira deve-se a Van Name
(1942: 327) que reporta um espé-
cime fêmea mutilado procedente
do rio Mapuera (?) (provàvelmente
rio Maquiera) e por êle conside-
rado como pertencente ao gênero
Porcellio. A segunda citação encon-
tra-se em Andersson (1961: 568)
que estudou exemplares de Circo-
niscus gaigei Pearse procedentes
de vários pontos da região amazô-
nica brasileira.
No presente trabalho é feito um
estudo sistemático do material
dêste grupo existente nas coleções
do Museu Nacional, colecionado
na região amazônica brasileira, em
diferentes ocasiões, pelos pesquisa-
dores José Cândido de Mello Car-
valho, Oswaldo Cunha, Olaf Mielke,
Herbert Schubart e Roger Arlé. As
cm l
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312
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
espécies aqui tratadas, entretanto,
estão longe de representar a fau-
na isopodológica da região; repre-
senta tão somente uma pequena
amostra de um grupo bastante va-
riado, compreendendo, certamen-
te, numerosas formas, em parte
ainda não descritas.
Algumas das formas aqui trata-
das são atribuídas, com dúvidas, a
espécies já conhecidas, porém mal
caracterizadas, da América tropi-
cal, requerendo, assim comparação
com os espécimes tipos. Face à
exigüidade do tempo disponível
para elaboração do trabalho a
tempo de apresentá-lo no Simpó-
sio da Biota Amazônica, as descri-
ções das espécies novas são preli-
minares; em trabalho a ser publi-
cado posteriormente, serão feitas
descrições completas das mesmas,
acompanhadas das ilustrações ne-
cessárias.
Relação das espécies tratadas
neste trabalho:
Styloniscidae :
Clavigeroniscus riquieri Ar-
cangeli
Squamiferidae :
Niambia squamata Budde-
-Lund
Trichorhina tomentosa Bud-
de-Lund
Trichorhina barbouri (Van
Name)
Trichorhina pittieri (Pearse)
Oniscidae:
Bathytropinae :
Hileioniscus goeláii gen. n.
sp. n.
Philosciinae:
Ischioscia amazônica Lemos
de Castro
Parischioscia omissa (Van
Name) g.n.
Chaetophiloscia walkeri
(Pearse)
Chaetophiloscia gatunensis
(Van Name)
Chaetophiloscia frontalis sp.n.
Oniscinae :
Phalloniscus singularis sp. n.
Phalloniscus persimilis Van-
del
Porcellionidae :
Metoponorthus pruinosus
(Brandt)
Nagurus cristatus (Dollfus)
Eubelidae :
Sphaeroniscinae:
Circoniscus gaigei Pearse
Parsphaeroniscus apeuensis
sp. n.
Amazoniscus arlei g. n., sp. n.
Ethelinae:
Ethelum americanum
(Dollfus)
Armadillidae :
Diploexochus echinatus
Brandt
Cubaris murina Brandt
Volume 5 (Zoologia)
313
SISTEMÁTICA
Chave de Classificação para as
Famílias Encontradas na Ama-
zônia Brasileira
1 — Flagelo das antenas muito
mais delgado que o pedún-
culo e constituído de artí-
culos pouco distintos uns dos
outros. Ramo interno da l.a
maxila com 3 penicílios. Par-
te molar das mandíbulas
com superfície de tritura-
ção Styloniscidae
— Flagelo das antenas nunca
exageradamente mais delga-
do que o pedúnculo e forma-
do por artículos bem sepa-
rados uns dos outros. Ramo
interno da l.a maxila geral-
mente com 2 penicílios (va-
riável em Eubelidae). Parte
molar da mandíbula sem su-
perfície de trituração . . 2
2 — Sem pseudotraquéias .... 3
— Com pseudotraquéias ... 4
3 — Flagelo antenar com 2-15 ar-
tículos. Tegumento geral-
mente com cerdas simples e
pouco numerosas. Formas
normalmente pigmentadas . .
Oniscidae
— Flagelo antenar com 2 artí-
culos, o primeiro sempre mui-
to mais curto. Tegumento
com um revestimento contí-
nuo e cerrado de cerdas esca-
mosas . Formas endógenas
ou mirmecófilas, comumente
despigmentadas
Squamiferidae
4 — Formas que não enrolam o
corpo em bola
Porcelionidae
— Formas capazes de enrolar o
corpo em bola 5
5 — Flagelo antenar com 1 a 3
artículos. Telson, na maioria
das vêzes, estreitado poste-
riormente. Ramo interno das
primeiras maxilas com 2-15
penicílios. Exopodito dos uró-
podos inseridos fora da mar-
gem interna dos protopoditos
(na maioria dos casos, na ex-
tremidade do artículo) ....
Eusebidae
— Flagelo antenar sempre com
2 artículos. Telson largo atrás,
arredondado ou truncado .
Ramo interno das maxilas
sempre com 2 penicílios. Exo-
poditos dos urópodos inseri-
dos aquém da extremidade
dos protopoditos
Armadillidae
Tribo — SYNOCHETA Legrand
(Complexo Trichoniscoide Van-
del)
Super-família ou Série — Stylo-
niscoidea
Família — Styloniscidae Vandel
(Patagoniscidae Verhoeff)
314
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Clavigeroniscus riquieri Arcangeli
Trichoniscus ( Clavigeroniscus )
riquieri Arcangeli, 1930: 26, fig.
VIII — Van Name, 1936: 85, fig.
34; 1940: 139 — Williams, 1941: 72.
Trichoniscus ( Afroniscus ) sas-
sandrei Paulian de Félice, 1940:
101.
Clavigeroniscus riquieri Vandel,
1952: 70, figs. 58, 59 e 59’, 1952 b: 83.
O estudo morfológico detalhado
dêste isópodo já foi feito por
Arcangeli (1930) e Vandel
(1952a), o que permite a sua iden-
tificação exata.
Esta espécie tropical parece pos-
suir uma vasta distribuição geo-
gráfica, sendo encontrada nos con-
tinentes americano e africano. No
continente americano cobre as re-
giões da América Central e o N.
da América do Sul. O tipo é pro-
veniente de Costa Rica. Van Name
reporta numerosos exemplares da
Ilha de Barro Colorado, Zona do
Canal de Panamá e Vandel estu-
dou exemplares coligidos em dife-
rentes estações da cordilheira
venezuelana (Rancho Grande; El
Junquito; Los Chorros, próximo de
Caracas. Na África encontra-se
largamente distribuído em Côte
dTvoire, desde a costa (Sassandra)
até aos montes Nimba e Tonkoui.
O Museu Nacional possui em co-
leção numerosos exemplares pro-
venientes dos seguintes locais:
Estado do Pará: 1) Sítio Santa
Maria, Acará, Roger Arlé col.
24-XI-963; em amontoado de fo-
lhas sob Selaginella; 1 macho. (2)
Irituia, Pará, Roger Arlé col. 25-
-III-964; em Selaginella. 2 ma-
chos e 2 fêmeas. (3) Mocambo, Be-
lém, Roger Arlé col. 24-1-964, 2 ma-
chos. (4) Parque do Museu Goel-
di, Belém, Herbert Schubart col.
11-964, 1 macho e duas fêmeas. (5)
Utinga, Belém, Roger Arlé col. 14-
-1-964; em Selaginella, 1 macho
e duas fêmeas. (6) Bosque Rodri-
gues Alves, Belém. Roger Arlé col.
16-XII-961; no chão, debaixo de
folhas, 3 fêmeas. (7) Estrada Be-
lém-Mosqueiro, Roger Arlé col.
23-VI-965; em mata secundária, 1
macho.
Território do Amapá: 1) Rio
Amapari, Amapari, 52 km acima
da Serra do Navio, Roger Arlé col.
13-XII-962, 1 macho. (2) Serra do
Navio, Roger Arlé col. 9-XII-959;
sob detritos vegetais num tronco
caido na mata, à margem do Ama-
pari, 6 machos, 22 fêmeas e 2 jo-
vens.
A julgar pelo material obtido, C.
riquieri parece estar largamente
espalhado na planície amazônica,
embora Vandel seja da opinião de
que se trate de uma forma altícola.
Tribo — CRINOCHETA Legrand
Super-família — Atracheata
Família — Squamiferidae Van-
del
Os representantes desta família
são todos de porte pequeno, de 2
Volume 5 (Zoologia)
315
a 6 mm de comprimento. O corpo,
na maioria dos casos, apresenta-se
despigmentado e sempre revestido
dorsalmente por grandes cerdas
escamosas sustentadas por um sis-
tema de nervuras. A cabeça tem a
linha supra-antenar bem marcada,
formando lateralmente dois pe-
quenos lobos laterais. Olhos muito
reduzidos ou ausentes. Antenas
muito curtas, biarticuladas, o pri-
meiro artículo muito menor que o
segundo. Pleópodos desprovidos de
pseudotraquéias.
Chave para os gêneros
1 — Antenas normais 2
— Antenas com o 5.° articulo
alargado e achatado
Platyarthrus
2 — Linha frontal e poros glan-
dulares presentes . . Niambia
— Linha frontal e poros glandu-
lares normalmente ausentes
Trichorhina
O gênero Platyarthrus Brandt é
próprio do Mediterrâneo, tendo,
entretanto, uma espécie introduzi-
da na América do Norte, P. hof-
fmannseggi Brandt, e uma outra,
P. maderensis encontrada aciden-
talmente no Rio de Janeiro (Van-
del, 1963: 64).
Niambia squamata Budde-Lund
Leptotrichus squamatus Budde-
Lund, 1885: 196.
Niambia squamata, Budde-Lund,
1904: 37: 1909: 60, pl. VI, figs. 1-3
— Stebbing, 1910: 441 — Van
Name, 1920: 102, figs. 122-126 —
Barnard, 1932: 259, fig. 23 i.
O gênero Niambia Budde-Lund
é próprio do Sul da África e, se-
gundo Vandel, parece não ultra-
passar o equador. Dêste modo, o
colecionamento de um exemplar
em Belém do Pará representa cer-
tamente uma ocorrência acidental.
O Museu Nacional do Rio de Ja-
neiro tem ainda em coleção 2
exemplares desta espécie prove-
nientes da Ilha Fernando de No-
ronha.
Trichorhina tomentosa
Budde-Lund
Alloniscus tomentosus Budde-
-Lund, 1893: 126 — Dollfus, 1893:
345.
Trichorhina tomentosa Budde-
-Lund, 1908: 294; 1912: 382, pl.
XXII, figs. 1-5 — Van Name, 1936:
193, fig. 103 — Vandel, 1952; 103,
figs. 25-26; 1962: 436.
Bathytropa thermophila Ver-
hoeff, 1908: 173.
Trichorhina monocellata Mei-
nertz, 1934.
Trichorhina vannamei Verhoeff,
1937.
Esta espécie é caracterizada pe-
lo fato de possuir um único e bem
desenvolvido ocelo. Inclui-se no
grupo das espécies desprovidas de
pigmento e apresenta a particula-
ridade de reproduzir-se partenoge-
nèticamente, o que explica a sua
enorme dispersão em diferentes
316
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
biótopos. É indubitàvelmente ori-
ginária da América tropical, onde
se encontra largamente espalhada
(Equador, Venezuela, Nicarágua,
Jamaica, Haiti, etc.), porém foi
também introduzida na Europa
(serras da Inglaterra, Irlanda, Es-
cócia, França, Holanda, Dinamar-
ca, Alemanha). O Museu Nacional
possui exemplares procedentes de
Belém, Estado do Pará, além de
muitos outros obtidos de diferen-
tes pontos do país.
Trichorhina barbouri (Van Name)
Calycuoniscus barbouri Van Na-
me, 1926: 5, íigs. 4 e 5 — Arcangeli,
1930: 5.
Trichorhina barbouri, Van Na-
me, 1936: 190, fig. 101.
A descrição desta espécie está
baseada em um único exemplar
fêmea. Os detalhes morfológicos
referidos por Van Name coincidem
com os observados no material es-
tudado. Os exemplares em mãos
permitem acrescentar alguns da-
dos complementares.
As cerdas escamosas apresentam
aspecto semelhante às observadas
em T. papillosa, espécie com a qual
parece ter maior afinidade. Po-
dem, entretanto, ser distinguidas
as duas formas pelo primeiro pleó-
podo do macho, que em papillosa
tem o exopodito ovóide e crenu-
lado no bordo externo, enquanto
que em barbouri é grosseiramente
triangular, com o bordo externo
inteiro e profundamente côncavo.
A localidade tipo da espécie é a
Ilha de Barro Colorado, Zona do
Canal do Panamá. O Museu Nacio-
nal do Rio de Janeiro possui 3
exemplares, 2 machos e uma fê-
mea, colecionados por Roger Arlé
na região amazônica, sem indica-
ção de localização exata.
Trichorhina pittieri (Pearse)
Leptotrichus pittieri Pearse, 1921:
460, fig. 1 — Van Name, 1925: 486,
figs. 37-42; 1926: 3 — Arcangeli,
1929: 134.
Trichorhina pittieri Arcangeli,
1930: 15 — Van Name, 1936: 15;
1940: 139.
O tipo da espécie, depositado no
University of Michigan Museum, é
proveniente de uma praia no la-
go Valência, Maracay, Venezuela.
Van Name refere-se a exemplares
obtidos em Kartabo e Kamakusa,
na Guiana Inglesa, declarando, en-
tretanto, que a comparação desse
material com o tipo se faz neces-
sário em razão da brevidade da
descrição fornecida por Pearse.
Vários exemplares de ambos os se-
xos, que parecem se incluir nesta
espécie, foram coligidos em Vigia,
Estado do Pará, por Roger Arlé em
13-III-964 em solo arenoso coberto
de folhas mortas. Um outro exem-
plar foi colecionado no Parque do
Museu Goeldi, Belém, Estado do
Pará, por Herbert Schubart em fe-
Volume 5 (Zoologia)
317
vereiro de 1964. Os exemplares
examinados são totalmente des-
pigmentados e sem olhos, alcan-
çando os de maior porte cêrca de
4 mm de comprimento.
Família
Oniscidae
Esta enorme família não pôde
ter ainda uma definição precisa,
tanto mais que se encontra mal
conhecida. A título provisório,
Vandel (1952 b, 1962) propõe a
classificação da família em diver-
sas subfamílias que podem ser se-
paradas da maneira seguinte:
1 — Flagelo antenar de 7-15 ar-
tículos Olibrininae *
— Flagelo antenar de 5 artí-
culos Pentoniscinae
— Flagelo antenar de 4 artí-
culos Scyphacinae *
— Flagelo antenar de 3 artí-
culos Bathytropinae
— Flagelo antenar de 3 artí-
culos 2
2 — Pênis bifurcado na extremi-
dade .... Halophilosciinae *
— Pênis não bifurcado
3
3 — Epímeros abdominais peque-
nos ou medíocres; pleon des-
tacadamente mais estreito
do que o pereon
Philosciinae
— Epímeros abdominais gran-
des, destacados; pleon conti-
nuando o pereon sem solução
de continuidade . . Oniscinae
(As subfamílias indicadas com
asterisco não possuem repre-
sentantes nativos na região
amazônica) .
Sub-família — Bathytropinae
Hileioniscus g. n.
Diagnose — Cabeça com Iodos
laterais e mediano bem desenvol-
vidos, o último de forma triangu-
lar. Linha frontal distintamente
separada dos lobos laterais. Epí-
meros do pereon curtos e de bor-
dos arredondados nos primeiros
pereonitos. Pleon em continuação
com o pereon, os epímeros gran-
des e falciformes. Telson triangu-
lar alongado, com a extremidade
arredondada. Antenas com 2 artí-
culos, o primeiro muito mais cur-
to. Pleópodos desprovidos de pseu-
dotraquéias. Urópodos com os dois
ramos curtos, sub-iguais. Tegu-
mento revestido por numerosas
cerdas escamosas.
O nôvo gênero mostra afinidade
estreita com Brasilocellio Verhoeff,
mas distingue-se dêste pela estru-
tura da cabeça, pelos epímeros do
pereon proporcionalmente muito
mais curtos e pela ausência total
de tuberculação no dorso. Com
respeito à forma alongada do cor-
po e à estrutura da cabeça asse-
melha-se a Calycuoniscus Collin-
ge, gênero mal caracterizado e que
provàvelmente, segundo Vandel,
também pertença à subfamília
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
318
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Bathytropinae; distingue-se do ci-
tado gênero, entretanto, pelo
número de artículos no flagelo an-
tenar, que é triarticulado em Caly-
cuoniscus e biarticulado em Hileio->
niscus.
Hileioniscus goeldii sp. n.
Descrição preliminar — Corpo
longo, estreito e convexo, compri-
mento cêrca de 2,5 vêzes a lar-
gura. Os exemplares de maior por-
te são fêmeas e medem cêrca de
4,5 mm de comprimento. Superfí-
cie dorsal inteiramente lisa, com
o tegumento provido de cerdas es-
camosas do tipo normalmente en-
contrado nos representantes do
grupo. Côr castanha, com peque-
nas manchas claras de forma oval
espalhadas pela cabeça e de um
lado e outro da linha mediana do
pereon. Cada pereonito, com exce-
ção do primeiro, mostram ainda,
na linha mediana, mancha clara
maior, de forma irregular. Entre a
região das manchas claras ovais e
as margens laterais estende-se uma
faixa longitudinal clara quase con-
tínua que vai do 2.° ao 7.° pereo-
nito. Superfície ventral despigmen-
tada.
A cabeça é provida de um des-
tacado lobo mediano triangular,
de lados retos e ápice obtuso e
de lobos laterais, de forma tam-
bém aproximadamente triangular
quando vistos de cima. Olhos de
tamanho médio, proeminentes,
com cêrca de 10 ocelos bem pig-
mentados. Flagelo das antenas
com 2 artículos, o primeiro cêrca
de 1/3 do comprimento do segundo.
Urópodos curtos com o protopodito
estendendo-se até a metade do
comprimento do telson; exopodito
e endopodito do mesmo compri-
mento, sendo que em vista dorsal
os primeiros ficam pràticamente
recobertos pelo telson.
Material examinado — Parque
do Museu Goeldi, Belém, Estado
do Pará, Roger Arlé e Herbert
Schubart col., março e abril de
1965, debaixo de detritos vegetais
em solo úmido, 12 machos e 6 fê-
meas.
Subfamília — Philosciinae
Ischioscia amazônica Lemos
de Castro
Ischioscia amazônica Lemos de
Castro, 1955: 51, figs. 1-8.
O gênero Ischioscia é composto,
até a presente data, de apenas 3
espécies (uma duvidosa), tôdas
habitando a América tropical. I.
amazônica se distingue com facili-
dade de I. variegata pelo corpo
proporcionalmente mais largo e
mais convexo, pelo vertex da
cabeça quase plano, pelo maior
comprimento do exopodito dos
urópodos e por ter os 3 artículos
do flagelo antenar de igual com-
primento. Enquanto I. variegata
apresenta uma distribuição bas-
Volume 5 (Zoologia)
319
tante vasta (Costa Rica, Panamá,
Venezuela, Colômbia, Equador e
Peru), I. amazônica é conhecida
apenas do Estado do Amazonas
(Alto Itacoaí).
Parischioscia g. n.
Diagnose — Cabeça, como em
Ischioscia, com o vertex alargado
dos lados e olhos grandes e salien-
tes. Sem linha frontal e sem iobos
frontais. Linha supra-antenar pre-
sente. Epímeros torácicos bem de-
senvolvidos. Epímeros do pieom
curtos, retos, aplicados contra o
pleon. Pleon distintamente mais
estreito do que o pereon. Telson
triangular. Tegumento liso, orna-
do com cerdas simples.
Espécie tipo — Philoscia omissa
Van Name, 1936.
O nôvo gênero é instituído para
conter a espécie Philoscia omissa
Van Name. Tem grande afinidade
com o gênero Ischioscia pelo fato
de apresentar o vertex da cabeça
expandido lateralmente e pelos
enormes epímeros torácicos, além
da semelhança existente na cons-
tituição das peças bucais. Difere,
entretanto, do citado genero por
possuir os epímeros do pleon pou-
co desenvolvidos e pela ausência
de caracteres sexuais secundários
remarcados nos 3 primeiros pares
de patas dos machos (em Ischios-
cia o corpo é extraordinàriamente
expandido e achatado).
Parischioscia omissa (Van Name)
comb. n.
Philoscia omissa Van Name, 1936:
140, figs. 67 e 68 — Paulian de Fe-
lice, 1944: 143.
Philoscia olfersii Pearse, 1917: 7
(não Brandt, 1833) — Van Name
1925: 465 (em parte).
Philoscia nitida Van Name, 1925:
491, figs. 52 (não Miers, 1877) .
Segundo Van Name (1936), é
um dos isópodos mais comuns e
mais largamente espalhados nas
regiões florestais da Guiana Ingle-
sa. Paulian de Félice (1944) assi-
nala esta espécie para a Guiana
Francesa. Dois exemplares fêmeas
foram coligidos na Serra do Navio,
Território do Amapá, por Roger
Arlé em 9-XII-959.
Chaetophiloscia walkeri (Pearse)
Philoscia walkeri Pearse, 1915:
541, fig. 4 — Van Name, 1936: 153,
fig. 77.
Êste isópodo tem sido coleciona-
do em altitudes elevadas (1400 a
2500 metros), sendo conhecido da
região de Santa Marta, Colômbia.
As largas faixas brancas transver-
sais existentes na metade anterior
de cada pereonito, com a metade
posterior castanha, parecem carac-
terizar bem a espécie, embora a
sua descrição esteja muito incom-
pleta.
O material examinado foi coli-
gido nas seguintes localidades do
Estado do Pará: 1) Bosque Rodri-
320
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
gues Alves, Belém, Roger Arlé col.
14-XII-961; em amontoado de fo-
lhas, 1 exemplar jovem. (2) Sítio
Santa Maria, Acará, Roger Arlé
col. 24-XI-963; sob Selaginella, em
mata secundária, 1 exemplar
jovem. (3) São Miguel do Guamá,
Roger Arlé col. 24-11-964, em Sela-
ginella, na mata, 2 exemplares jo-
vens.
Chaetophiloscia frontalis sp. n.
Descrição preliminar — Com-
primento 4 mm. Tom geral casta-
nho, com as manchas amareladas
do dorso muito alongadas no pri-
meiro pereonito, tornando-se gra-
dativamente mais arredondadas e
menores nos demais. Tegumento
liso. Cabeça distintamente mais
larga do que longa, lobos laterais
muito reduzidos; vista de cima,
apresenta a margem frontal des-
tacada, de contorno convexo. Olhos
bem pigmentados, com cêrca de 9
ocelos. Antenas longas, alcançan-
do, quando estendidas para trás,
o nível do 3.° pereonito; flagelo
com o 3.° artículo ligeiramente
mais longo que os outros dois, que
são subiguais. Pereon muito con-
vexo, com os epímeros dos pereoni-
tos relativamente bem desenvolvi-
dos. Ângulo anterior do primeiro
pereonito algo expandido à frente,
envolvendo a cabeça lateralmente
até ao nível dos olhos. Pleon muito
mais estreito do que o pereon, os
lados quase paralelos; epímeros es-
treitamente aplicados contra os la-
dos do pleon, dirigidos para trás e
muito agudos. Telson de forma
triangular, duas vêzes mais largo
do que longo, lados retos e extre-
midade distai arredondada. Proto-
podito dos urópodos alcançando
posteriormente a mesma linha do
ápice do telson. Exopoditos dos
pleópodos do l.° par dos machos
com a borda interna formando um
semicírculo quase regular, a borda
externa côncava, sem cerdas, e a
extremidade largamente arredon-
dada; endopoditos curtos, com a
extremidade muito grossa, arre-
dondada e desprovida de qual-
quer ornamentação. Exopoditos dos
pleópodos do 2.° par dos machos
triangulares, com a borda externa
côncava; endopoditos tão longos
quanto os exopoditos e, da mesma
forma que os do l.° par, com a ex-
tremidade grossa e simples.
Material examinado — 1) Par-
que do Museu Goeldi, Belém, Es-
tado do Pará, Herbert Schubart col.
11-964, 1 macho e 2 fêmeas. 2)
Cachoeira do Panama, Rio Paru
do Leste, Estado do Pará, J. C. de
Mello Carvalho e Fernando Novaes
col. VII-952, 1 macho. 3) Jacan-
guara, Acará, Estado do Pará, Ro-
ger Arlé col. 13-VII-965, 1 fêmea.
4) Utinga, Roger Arlé col. 14-1-964;
Em Selaginella, 1 jovem. 5) Irituia,
Rodovia Belém-Brasília, Roger Arlé
col. 24-III-964, 1 jovem. 6) Mocam-
Volume 5 (Zoologia)
321
bo, Belém, Roger Arlé col. 24-1-964,
1 macho, 4 fêmeas e 3 jovens. 7)
Peixe-boi, Roger Arlé col. 19-11-964;
capoeira com Selaginella, 1 jovem.
Esta espécie se distingue por ter
os epímeros do pleon relativamente
bem desenvolvidos, o que não é
usual nas espécies do gênero, pela
estrutura da cabeça e pelos dois
primeiros pares de pleópodos do
macho.
Chaetophiloscia gatunensis
(Van Name)
Philoscia gatunensis Van Name,
1926: 12, figs. 21 e 22; 1936: 158,
fig. 79 — Arcangeli, 1929: 138;
1930: 5, 20; 1932: 3.
É com alguma dúvida que refiro
a esta espécie exemplares de um
pequeno isópodo que, como Philos-
cia gatunensis (indiscutivelmente
pertencente ao gênero Chaetophi-
loscia), apresentam o corpo extre-
mamente alongado e os epímeros
dos pleonitos III, IV e V muito re-
duzidos. Vandel (1952: 133) des-
creve uma Chaetophiloscia sp. que
pode também corresponder a esta
espécie, a despeito das pequenas
diferenças, evidenciadas pelo autor,
entre as duas formas. O exemplar
de maior porte em mãos mede cèr-
ca de 3 mm. Conforme acentuou
Van Name, a superfície dorsal do
corpo é muito lisa e pràticamente
sem cerdas; entretanto, em nossos
exemplares, os nódulos laterais são
marcados por longas cerdas fàcil-
mente perceptíveis de cada lado
dos pereonitos.
Material examinado — Estado
do Pará: 1) Irituia, Roger Arlé col.
25-III-964, em Selaginella, 1 fêmea.
2) Parque do Museu Goeldi, Belém,
A. Lemos de Castro col. 19-VI-966;
no chão, debaixo de folhas, 19 ma-
chos e 22 fêmeas.
Estado do Amazonas: Colônia
Santo Antônio, Manaus. Roger
Arlé col.; no chão, debaixo de fo-
lhas, 2 fêmeas.
Phalloniscus singularis sp n.
Descrição preliminar — Corpo
eiítico, alongado, fortemente con-
vexo no dorso. A coloração é bas-
tante característica, apresentando
o dorso um tom castanho escuro,
intercalado com 3 largas faixas
transversais despigmentadas, uma
anterior, correspondendo ao l.° pe-
reonito, uma mediana, correspon-
dendo ao 4.° pereonito e ao 1/3 an-
terior do 5.°, e uma posterior,
ocupando os 2.° e 3.° pleonitos. Nas
áreas pigmentadas do pereon ob-
servam-se as habituais manchas
claras ovais de um lado e outro da
linha mediana. Antenas e urópo-
dos de côr castanha quase unifor-
me, porém um pouco mais clara
que a do dorso. Lado ventral total-
mente despigmentado . Tegumento
revestido de pequenos tubérculos
só visíveis com aumento conside-
21 — 37 145
322
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
rável e das numerosas cerdas es-
camosas comuns às espécies do
gênero. Cabeça proporcionalmente
pequena, com a margem frontal
avançada e convexa e os lobos la-
terais pequenos e triangulares.
Olhos volumosos, com cêrca de 15
ocelos. Antenas curtas, com o fla-
gelo provido de 3 artículos subi-
guais. Epímercs do pleon pouco de-
senvolvidos, o primeiro com o ân-
gulo anterior bastante expandido
à frente e o posterior apenas ligei-
ramente para trás. Pleon ligeira-
mente mais estreitado que o pe-
reon, com os epímeros longos e
falciformes. Telson triangular, dis-
tintamente mais largo do que lon-
go, os lados ligeiramente côncavos
e a extremidade arredondada. O
protopodito dos urópodos não al-
cança o nível da extremidade do
telson; exopodito e endopodito
subiguais.
Esta espécie mostra à primeira
vista uma semelhança com P. ma-
crophthalmus Lemos de Castro,
inclusive na coloração, porém se
distingue fàcilmente desta pela ca-
beça proporcionalmente muito me-
nor e pelo aspecto dos epímeros do
pleon.
Material examinado — Reser-
va Ducke, Manaus, Estado do
Amazonas, R. Arlé col. 28-XI-1961;
sob cascas de troncos caídos ao
chão, 1 macho e duas fêmeas.
Phalloniscus persimilis Vandel
Phalloniscus persimilis Vandel,
1952, 144. fig. 57 a-d.
A espécie está mal caracterizada
por ter sido a descrição baseada
em um exemplar fêmea único,
precedente do Tunapuicito, Vene-
zuela, que se encontrava, além de
tudo, mutilado. Por tal motivo é
que são referidos duvidosamente a
esta forma vários exemplares pro-
cedentes do Parque do Museu
Goeldi, Belém, Estado do Pará, coli-
gidos por H. Schubart em 3-III-965,
entre detritos acumulados nas bai-
nhas das folhas do babaçu, a cêrca
de 4 metros de altura. Há concor-
dância com respeito às diversas
características referidas por Van-
del, tais como o lobo frontal, os
epímeros do pleon e o telson, além
de apresentarem o corpo forte-
mente coberto, de cerdas escamo-
sas e a superfície do tegumento de
aspecto idêntico. Porém êste as-
pecto das cerdas e do tegumento
não é peculiar a esta espécie, pois
também é observado em P. setosus
Lemos de Castro e P. dissimilis
Lemos de Castro. P. persimilis pa-
rece ter maior afinidade com
P. dissimilis, pois nos exemplares
machos examinados os primeiros
pleópodos mostram grande seme-
lhança quanto aos exopoditos, dis-
tinguindo-se, porém, pelos endopo-
ditos que em persimilis são provi-
vidos de um destacado lobo arre-
Volume 5 (Zoologia)
323
dondado do lado externo, junto à
extremidade distai.
Embora nada conste na des-
crição com respeito aos olhos, são
êles, entretanto, representados na
ilustração fornecida pelo autor
como bastante elevados e com nu-
merosos ocelos, o que não aconte-
ce com os exemplares procedentes
de Belém, nos quais os olhos são
pequenos e com poucos ocelos.
O material examinado consta
de 18 exemplares, sendo 8 machos,
4 fêmeas e 6 jovens.
Super-família — Pseudotra-
cheata
Família — Porcellionidae Ver-
-hoeff .
Metoponorthus pruinosus
(Brandt)
Esta espécie é originária da
região mediterrânea e encontra-se
espalhada pelo homem no mundo
inteiro. É extremamente comum
na América do Sul. O Museu Na-
cional possui exemplares de am-
bos os sexos provenientes de Be-
lém, Estado do Pará, colecionados
por Oswaldo Cunha em 1952, e ha-
bitando cupinzeiro.
Nagurus cristatus (Dollfus)
Espécie também cosmopolita,
encontrada comumente em tódas
as regiões quentes do globo. É re-
presentada apenas por fêmeas,
reproduzindo-se por partenogêne-
se. Os exemplares examinados fo-
ram coligidos por Roger Arlé nas
seguintes localidades do Estado do
Pará: 1) Peixe-Boi, 19-11-964; em
plantas baixas no campo, 5 exem-
plares. 2) Várzea do Guamá, Be-
lém, 29-1-964; em plantas, na bor-
da do aningal, 11 exemplares. 3)
Parque do Museu Goeldi, Belém,
21-III-965; sob detritos e folhas
mortas no chão, 1 exemplar. 4)
Apeu, Castanhal, 3 a 6-III-964; em
cascas de árvores de derrubada re-
cente, 6 exemplares.
Família — Eubelidae
Budde-Lund
A família Eubelidae represen-
ta ainda hoje um grupo mal co-
nhecido e heterogêneo, apesar das
excelentes contribuições dadas por
Verhoeff (1938, 1942), Arcangeli
(1952) e Vandel (1963). Arcangeli
considera 18 subfamílias dêste
grupo, das quais duas ocorrem na
região amazônica : Sphaeronisci-
nae Verhceff e Ethelinae Verhoeff.
Sub-família — Sphaeroniscinae
Verhoeff, 1942
Vandel (1963:88) inclui nes-
ta subfamília 4 gêneros já conhe-
cidos: Sphaeroniseus Gerstaecker,
Scleropactes Budde-Lund, Circo-
niscus Pearse (= Paracubaris Col-
linge) e Sphaerobathytropa Ver-
hoeff e cria 2 novos gêneros: Par-
sphaeroniscus e Richardsoniscus
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
324
para conter espécies colocadas até
então em Sphaeroniscus. Na re-
gião amazônica brasileira estão re-
presentados os gêneros Parsphae-
roniscus e Circoniscus, além de
um nôvo gênero: Amazoniscus.
Circoniscus gaigei Pearse
Circoniscus gaigei Pearse, 1917:
4, fig. 2 — Van Name, 1925: 488,
figs. 43-51; 1936: 306, fig. 180 —
Arcangeli, 1927: 135; 1931: 118 —
Paulian de Félice, 1944: 145 — An-
dersson, 1961: 565, figs. 13 a-f e
14 a-1.
Circoniscus hamatus Van Name,
1936: 309, fig. 182 — Paulian de
Félice, 1944: 145.
Espécie bastante comum na
região amazônica. Os tipos são
provenientes de Dunoon, Guiana
Inglêsa; há ainda referências a
outras localidades, tais como: Kar-
tabo e Mazakuvi (como C. hama-
tus). Paulian de Félice reporta a
espécie da Guiana Francesa. An-
deesson examinou exemplares de
várias localidades da amazônia
brasileira: Rio Autoz (Cururuzi-
nho) ; Gucuba (Manaus, Amazo-
nas) ; Rio Japurá (Chicago, Rio
Branco (Caracara) ; Rio Negro
(São Gabriel).
Material examinado — Estado
do Pará: 1) Tocantins, Mangabel-
ra, Oswaldo Cunha col. V-953; em
casca de pau podre, 4 fêmeas. 2)
Km 94 da estrada Belém-Brasília,
Capim, Olmiro Roppa e Olaf Miel-
ke col. 21-11-963; em casca de ár-
vore, 1 macho. 3) Parque dc Mu-
seu Goeldi, Belém, Herbert Schu-
bart col. III-965, 1 fêmea. 4) Ta-
peuá, Paru do Leste, J. C. de Mello
Carvalho e Fernando Novaes col.
VIII-952, 1 fêmea. 5) Mata próxi-
ma da Cachoeira do Panama,
Paru do Leste, J. C. de Mello Car-
valho e Fernando Novaes col. VII-
-952, 1 fêmea e 1 jovem. 6) Belém,
Roger Arlé col. ll-XI-963, 6 ma-
chos e 3 fêmeas. 7) Apeu, Casta-
nhal, Roger Arlé col. 6-III-964; de-
baixo de cascas de árvores derruba-
das, 1 fêmea.
Estado do Amazonas: 1) Aruá,
Antenor L. de Carvalho col. 15-V-
-940, 3 fêmeas e 2 machos. 2) Ta-
batinga, J. C. de Mello Carvalho e
Argentino Viegas col. 26-V-950, 1
macho e 1 fêmea. 3) Conceição
dc Raimundo, J. C. de Mello Car-
valho e Argentino Viegas col. 28-
-VI-950, 1 fêmea. 4) Taracuá, Rio
Negro, J. C. de Mello Carvalho col.
15-VI-946. 2 machos e 2 fêmeas.
5) Rio Itacoaí, J. C. de Mello Car-
valho e Argentino Viegas col. 26-
-V-950, 5 machos. 6) Fazenda Pi-
chuna, Baixo Solimões, J. C. de
Mello Carvalho e Argentino Vie-
gas, 3-VII-950, 16 machos e 21
fêmeas.
Território do Amapá: Serra do
Navio, Olmiro Roppa e Olaf Mielke
col. 8-III-963, 1 macho e 2 fêmeas.
Volume 5 (Zoologia)
325
Estado do Mato Grosso: Acam-
pamento do Jacaré, Fundação Bra-
sil Central, Kuluene, Antenor
L. de Carvalho col. V-950, 2 ma-
chos.
Parsphaeroniscus Vandel, 1963
O gênero Parsphaeroniscus foi
criado por Vandel para conter al-
gumas espécies da América tropi-
cal situadas até então no hetero
gêneo gênero Sphaeroniscus Gers-
taecker, 1354. O citadc autor res-
tringe ao último gênero ape-
nas duas espécies: flavomaculatus
Gerstaecker e frontalis Richard-
son, que apresentam o ângulo pos-
terior do primeiro pleurepímero
incisado (“schisma”), colocando
os demais, exceto portoricensis Ri-
chardson (para a qual cria o nôvo
gênero Richardsoniscus) em Par-
sphaeroniscus. As espécies dêste
gênero se caracterizam pela ausên-
cia do “schisma” no primeiro pleu-
repímero, bem como de quaisquer
outros dispositivos para o enrola-
mento do corpo observados nas
formas mais evoluídas.
Parsphaeroniscus apeuensis sp. n.
Descrição preliminar — Com-
primento 4 mm. Coloração mar-
rom-avermelhada na superfície
dorsal, com as usuais manchas
amareladas irregulares, pequenas,
de um lado e outro da linha me-
diana do pereon. Escudo frontal
com a margem superior expandida
acima do vértex da cabeça, for-
mando uma linha frontal algo si-
nuosa, mais elevada na parte
mediana. Olhos com cêrca de 10
ocelos. Flagelo das antenas com
3 artículos subiguais em compri-
mento. Os três primeiros pereoni-
tos simples, sem qualquer disposi-
tivo para o enrolamento do corpo;
a extremidade posterior do primei-
ro pereonito encontra-se dirigida
para trás, formando um distinto
ângulo de um lado e outro da
margem posterior. Telson triangu-
lar, pouco mais largo do que
longo, lados côncavos e ex-
tremidade arredondada. Urópodos
com c protopodito retangular, ul-
trapassando de muito a extremi-
dade do telson, a ponta externa
aguda e mais longa que a ponta
interna.
Material estudado — Apeú,
Castanhal, Estado do Pará. Roger
Arlé col. em 3-II-964, 1 macho; sob
casca de árvores derrubadas.
A espécie aparentemente se
distingue das demais do gênero pe-
las seguintes características: de
P. semx (Budde-Lund) pela au-
sência das chanfraduras nos pleu-
repímeros II e III do pereon; de
P. guianensis (Van Name) e P. tu-
keitanus (Van Name) pela forma
do telson e dos urópodos e de
P. gaigei Pearse, com a qual pa-
rece ter maior afinidade, por não
possuir as fileiras de tubérculos
cm l
SciELO
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328
Atas do Simpósio sóbre a Biota Amazônica
nos pereonitos e por ter os exopo-
ditcs dos urópodos proporcional-
mente mais curtos.
Amazoniscus g. n.
Diagnose — Cabeça com linha
supra-antenar ainda indicada. Fla-
gelo cas antenas com 2 artículos
subiguais. Pleurepímeros I-III do
pereon simples, sem qualquer dis-
positivo para enrolamento do cor-
po. Telson triangular com os lados
encurvados. Urópodos com o pro-
topodito retangular, mais longo do
que o telson; exopoditos curtos,
inseridos no ângulo interno da ex-
tremidade distai do protopodito.
Espécie tipo — Amazoniscus
arlei.
O nôvo gênero tem afinidade
indiscutível com Parsphaeroniscus
Vandel. O aspecto do pleon, do
telson, dos urópodos e, especial-
mente, a ausência de qualquer dis-
positivo para enrolamento do cor-
po nos 3 primeiros pleurepímeros,
lembra de imediato o citado gêne-
ro, o que nos leva à conclusão se-
rem ambos os gêneros provàvel-
mente menos evoluídos que os
demais representantes da subfa-
mília Sphaeroniscinae. Podemos
distinguir Amazoniscus de Par-
sphaeroniscus apenas por um ca-
ráter: flagele biarticulado no pri-
meiro e triarticulado no segundo.
A existência de uma tênue linha
supra-antenar, totalmente desapa-
recida nas formas mais evoluídas,
é um argumento a mais a corro-
borar a primitividade dêstes isó-
podos.
Amazoniscus arlei sp. n.
Descrição preliminar — Com-
primento 10 mm. Tom geral do
corpo marrom-avermelhado no
dorso. As usuais manchas nos pe-
reonitos são ovais ou arredondadas
e muito contíguas nos somitos an-
teriores, a tal ponto de se fusiona-
rem e darem aspecto de uma gran-
de mancha clara uniforme, en-
quanto que se tornam cada vez
roais destacadas entre si gradati-
vamente para os posteriores. Há
também uma estreita faixa des-
pigmentada nas margeiis laterais
e posteriores dos pereonitos. As
antenas se tornam gradativamente
menos pigmentadas da base para
a periferia, sendo que o flagelo é
totalmente sem pigmento. Ventral-
mente, salvo o escudo frontal e a
clípeo, apresenta-se despigmenta-
do. Tegumento liso. Linha frontal
da cabeça formando curva regu-
lar. Olhos com cêrca de 10 ocelos
muito pequenos, dificilmente dis-
tinguíveis. Flagelo das antenas
com 2 artículos subiguais, cêrca da
metade do comprimento do 5.° ar-
tículo do pedúnculo. Primeiro
pleurepímero com a borda lateral
ligeiramente recurvada para fora,
o ângulo posterior não expandido
e arredondado. Telson triangular,
Volume 5 (Zoologia)
327
eêrca de duas vêzes mais largo do
que longo, lados ligeiramente côn-
cavos e extremidade distai bastan-
te estreitada para trás, porém a
ponta é arredondada; visto de ci-
ma cobre os endopoditos dos uró-
podos na metade do seu compri-
mento. Protopcdito dos urópodos
tão longo quanto o telson, de for-
ma quadrangular; exopoditos dis-
tintamente mais curtos que os en-
dopoditos, inseridos no ângulo in-
terno da extremidade distai do
protopodito.
Material examinado — Terri-
tório do Amapá; Serra do Navio,
Roger Arlé col. 10-XII-959; debai-
xo de pau podre, na mata, 2
machos e 3 fêmeas.
Estado do Pará: 1) Parque do
Museu Goeldi, Belém, H. Schu-
bart col. 11-964, 6 machos, 4 fê-
meas e 3 jovens. (2) Marituba,
Roger Arlé col. 22-1-963; debaixo
de folhas, 1 macho. (3) Tocantins,
Mangabeira, Oswaldo Cunha col.
V-953; em casca de pau podre, 1
fêmea.
Subfamília — Ethelinae Verhoeff
Ethelum americanum (Dollfus)
Ethelum americanum Budde-
-Lund, 1899: 90, pl. III, figs. 10-12
— Richardson, 1905: 589, figs. 649-
-650 — Pearse, 1917: 1 — Van Na-
me 1925: 484, figs. 27-36 — Pau-
lian de Félice, 1944: 145.
Esta espécie foi descrita origi-
nalmente de St. Vicent, Antilhas.
Pearse e Van Name referiram a
esta espécie, exemplares proveni-
entes de Dunoon e Kartabo, Guia-
na. O último autor chama a aten-
ção, entretanto, para algumas pe-
quenas diferenças dos exemplares
sul-americanos para a espécie de
Dollfus, que talvez possam ser de
valor específico. Paulian de Fé-
lice assinala também esta espécie
para a Guiana Francesa (um úni-
co exemplar mutilado proveniente
de Mahury).
Material examinado — Apeú,
Castanhal, Estado do Pará, Roger
Arlé col. 6-III-964; ; sob cascas de
árvores derrubadas.
Família
Armadillidae Verhoeff
Diploexochus echinatus Brandt
Armadillo echinatus Budde-Lund,
1879: 7; 1885: 26; 1904: 104, pl. 9,
figs. 35-37.
Cubaris echinatus Pearse, 1917:
3 — Van Name, 1920: 99.
Cubaris gaigei Pearse 1917: 2,
fig. 1 — Van Name, 1925: 466.
Diploexochus echinatus Brandt,
1833: 192, pl. IV, figs. 20-21 —
Milne Edwards, 1840: 180 — Budde-
Lund, 1909: 54 — Richardson, 1912:
479 — Arcangeli, 1934: 93 — Van
Name, 1936: 398, figs. 241-243.
Brandt dá como localidade
tipo “Brasil”. Foi posteriormente
assinalada por Budde-Lund (1904)
para Trinidad e para Guiana In-
cm l
SciELO
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328
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
glêsa por Pearse e por Van Name,
onde parece ser largamente espa-
lhada.
Material examinado — 1) Sítio
Santa Maria, Acará, Estado do Pa-
rá, Roger Arlé col. 21-XI-963; em
amontoado de folhas, sob Selagi-
nella, 1 exemplar. (2) Praia em
frente à ilha de Marajó, Belém,
Estado do Pará, Roger Arlé col., 2
machos, 4 fêmeas e 1 jovem.
Cubaris Brandt, 1833
O têrmo Cubaris se deve a
Brandt, porém é preciso acentuar
que hoje tem um senso muito
mais restrito que o dado pelo ci-
tado autor. Inclui-se neste gênero
apenas o grupo de espécies deli-
mitado por Budde-Lund e que foi
por êle designado “grupo VI”
(1904 : 97 e 118) e posteriormente
por Cubaris s. str. O tipo do gê-
nero, com a acepção atual, é
C. murina Brandt, espécie de que
trataremos nas linhas abaixo.
Cubaris murina Brandt
Sinonímia e descrição — Van
Name, 1936; 387.
Esta espécie pode ser conside-
rada cosmopolita, pois está atual-
mente espalhada por tôdas as re-
giões quentes do globo. É difícil,
no momento, admitir qual a re-
gião de origem da espécie. Os re-
presentantes do gênero são abun-
dantes nas regiões orientais (ín-
dia, Indonésia) e do Pacífico (Aus-
trália, Nova Caledónia), atingindo
o arquipélago da Micronésia. Van
Name defende o ponto de vista de
que as espécies do gênero encon-
tradas na América são introduzi-
das. Vandel (1952: 157), ao con-
trário, admite a possibilidade de
serem elas autóctones, baseado no
fato de que cinerea Brandt, flavo-
brunnea Dollfus, cinchonae Van
Name, tenuipunctata Dollfus, de-
pressa Dollfus e margaritae Van-
del, ao lado de murina , represen-
tam um grupo estreitamente afim,
não dando absolutamente impres-
são de constituírem formas aci-
dentalmente importadas.
Material examinado — Arape-
ra, Estado do Pará, Lauro Travas-
sos col. 18T-955, 29 machos e 52
fêmeas.
CONSIDERAÇÕES
ZOOGEOGRÁFICAS
São considerados bons indica-
dores zoogeográficos os animais
que demonstram estabilidade mor-
fológica e ecológica, derivada das
3 condições seguintes: origem an-
tiga, meio de vida terrestre (ou
dulcícola) e fracos meios de dis-
persão. Os isópodos terrestres, ao
lado das planárias terrestres, oli-
goquetas, onicóforos, gastrópodos
pulmonados, etc., atendem a estas
condições e, per êste motivo, será
interessante tecer aqui algumas
Volume 5 (Zoologia)
329
considerações a respeito da distri-
buição atualmente conhecida dos
oniscóideos da região amazônica e
da sua significaçã j na paleogeo
grafia.
Podemos dividir as espécies es-
tudadas em 2 grupos: de espécies
cosmopolitas e df espécies gonduâ-
nicas. As cosmopolitas pertencem
à família Porcellíonidae que, no
atual senso restrito que lhe é atri-
buído, não possui nsnhuma espécie
autóctone na América do Sul; estas
formas são representadas por Me-
toponorthus pruinosus (Brandt) e
Nagurus crlstatus (Dollfus). A
primeira é uma espécie mediterrâ-
nea e a segunda é, muito provável-
mente, originária das regiões ori-
entais do globo Outras espécies
cosmopolitas podem ainda ocorrei
na região, tais como Porcellio las -
vis e Armadillidium vulgare. Evi-
dentemente, estas formas não têm
qualquer interêsse biogeográfico.
Excluindo Niambia squamata,
que representa certamente uma
introdução acidental, as demais
espécies aqui tratadas podem ser
classificadas como gonduãnicas,
isto é, oriundas do antigo continen-
te de Gonduana. Vandel (1952),
ao estudar a fauna iscpodológica
da Venezuela, considera, na Amé-
rica do Sul, 4 tipos de repartições
gonduãnicas: generalizadas, para-
lelas, parciais e africano-brasi-
leiras.
I) Repartições generalizadas
— São aquelas que se extendem
por tódas as partes, hoje isoladas,
do antigo continente de Gondua-
na. Isto implica numa grande an-
tiguidade e numa grande estabili-
dade biológica: Segundo Vandel,
as linhas gonduãnicas mostram,
na realidade, um endemismo fraco
no continente sul-americano, pois
embora seja hoje grande o número
de espécies conhecidas, bem pou-
cos são os gêneros e famílias pró-
prias dêste continente.
Como exemplos de repartições
generalizadas observadas na fauna
isopcdológica amazônica, podemos
citar:
1) O gênero Trichorhina Bud-
de-Lund possui pouco mais de 3Ü
espécies hoje conhecidas e se es-
tende pela Nova Caledónia, Aus-
trália, Madagascar, África tropical,
América tropical e Antilhas; des-
tas, apenas 3 ganharam a Europa
ocidental.
2) Também a enorme família
Armadillidae representa um grupo
tipicamente gonduânico. Saivo um
único gênero Armadillo, represen-
tando um pequeno grupo mediter-
râneo, e algumas poucas espécies
americanas, encontradas na Cali-
fórnia e na Flórida, todas as de-
mais habitam as terras austrais.
É interessante notar que no mate-
rial procedente da Amazônia bra-
sileira não foi encontrado um
cm l
SciELO
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330
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
representante sequer do gênero
Venesillo, que reúne numerosas
espécies espalhadas pela América
tropical.
II) Repartições paralelas —
alguns grupos de origem muito
antiga foram cindidos em duas li-
nhas de evolução paralela: uma no
hemisfério Norte e outra no he-
misfério Sul. Vandel já tem cha-
mado a atenção para o notável
exemplo dêste tipo de repartição
observado nos representantes da
tribo Synocheta Legrand (“Com-
plexo Trichoniscóide” Vandel). O
citado grupo se compõe de duas
séries: série triconisciana e série
stilonisciana, distinguíveis, princi-
palmente, pelo aspecto dos pleópo-
dos dos l.° e 2.° pares do macho.
A primeira série é encontrada na
Europa e América do Norte, en-
quanto que a segunda habita as
terras austrais. Na América do Sul,
todos os representantes desta últi-
ma série pertencem à subfamüia
Styloniscinae, que compreende, até
a presente data, 4 gêneros: Sty-
loniscus, Pectoniscus, Clavigero-
niscus e Cordioniscus. Styloniscus
é o mais rico em espécies e se acha
largamente expandido nas terras
austrais frias ou temperadas. Pec-
toniscus é do Sul do Brasil e Cor-
dioniscus é o único representante
que ganhou a região mediterrânea.
Clavigeroniscus riquieri é o único
representante encontrado até ago-
ra na América tropical.
III) Reper ações gonduânicas
tropicais — Alguns grupos de isó •
podos terrestres apresentam uma
distribuição geográfica que não
abrange tôdas as terras austrais,
porém apenas algumas entre elas.
Entre os representantes da fauna
amazônica, podemos citar os se-
guintes casos de repartição par-
cial:
1) O gênero Chaetophiloscia
Verhoeff parecia limitado à região
mediterrânea, porém com a com-
provação de que Laevophiloscia,
cujas espécies são originárias da
Austrália, Nova Caledónia, Ilhas
Society e Formosa, é sinônima e a
descoberta de formas novas nati-
vas na América do Sul, vieram de-
monstrar que a grande maioria de
suas espécies habita o hemisfério
austral. Há que considerar ainda o
fato de que muitas das espécies
descritas da América tropical e in-
cluídas no gênero Philoscia “sensu
latu” pertencem indubitàvelmente
ao gênero Chaetophiloscia. O ma-
terial da Amazônia brasileira con-
tém 3 espécies dêste gênero.
2) A descoberta nos últimos
anos de algumas espécies do gêne-
ro Phalloniscus Budde-Lund na
América do Sul, veio estender para
êste continente a distribuição geo-
gráfica conhecida do grupo, que
era considerada restrita à Austrá-
Volume 5 (Zoologia)
331
lia, Tasmânia, Nova Zelândia e
algumas ilhas austrais. Na região
amazônica, excluídas as duas es-
pécies do gênero Calycuoniscus
Collinge, muito mal caracterizado
e que pode ser sinônimo de Phallo-
niscus, 3 espécies são conhecidas
até a presente data: marcuzzii
Vandel, persimilis Vandel e singu-
laris, as duas últimas referidas,
neste trabalho, para o trecho bra-
sileiro.
IV) Repartição africano-bra-
sileira— 1) Clavigeroniscus riquie-
ri (Arcangeli) é um exemplo típico
dêste tipo de distribuição, pois po-
voa os dois lados do Atlântico.
2) A família Rhyscotidae é
constituída, com exceção de duas
espécies, por formas próprias da
América dc Sul e da África tropi-
cal. Embora não fôssem encontra-
dos representantes dêste grupo no
material examinado da Amazônia
brasileira, colecionamentos mais
constantes irão evidenciar, prova-
velmente, a sua ocorrência nesta
área.
3) A heterogênea família Eu-
belidae é outro destacado exemplo
de distribuição africano-brasileira.
Apenas um representante da fa-
mília, Sphaerobathy tropa ribauti
Verhoeff, é própria da Europa, en-
tretanto, um segundo represen-
tante do gênero, S. antarctica
Vandel, 1963, foi descrito da Ar-
gentina, comprovando a origem
sul-americana do gênero. Aliás,
êste gênero mostra afinidade es-
treita com Circoniscus Pearse, que
é exclusivamente sul-americano.
O estado atual dos nossos co-
nhecimentos sôbre os oniscóideos,
permite reconhecer alguns desta-
cados grupos de origem evidente-
mente sul-americana, a saber: a)
A família Balloniscidae foi recen-
temente criada por Vandel (1963 :
82) para conter os gêneros Bállo-
niscus Budde-Lund e Plataoniscus
Vandel, até agora encontrados ex-
clusivamente na América do Sul;
embora o material em mãos não
contenha nenhum representante
desta família, é bastante provável
a ocorrência de formas, principal-
mente do gênero Balloniscus, na
Amazônia brasileira, uma vez que
já existe uma espécie, B. insula-
rum infra ventum Vandel, descri-
ta da Venezuela, b) A sub-família
Bathytropinae Vandel não é exclu-
sivamente sul-americana, mas pa-
rece ser originária dêste continen-
te. É representada, atualmente,
pelo gênero Bathytropa Verhoeff
que habita a Europa, por 3 outros
descobertos nestes últimos anos:
Neotroponiscus Arcangeli, 1936,
Brasilccellio Verhoeff, 1941, Dubio-
niscus Vandel, 1963, e por um nôvo
gênero Hileioniscus, da região
amazônica, instituído no presente
trabalho. Evidentemente, o conhe-
cimento do grupo é muito recente
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
332
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
e ainda muito incompleto, poden-
do-se prever que o número de for-
mas sul-americanas deverá aumen-
tar nos próximos anos.
SUMMARY
The present paper deals with
twenty-one species of terrestrial
isopods from the Brazilian territo-
ry of the Hylea, assembled in the
collection of Crustacea, Museu Na-
cional, Rio de Janeiro. The species
are distributed by six families: Sty-
loniscidae, Oniscidae, Squamiferi-
dae, Procellionidae, Eubelidae e
Armaáillidae. Three new gene-
ra: Hileioniscus, Amazoniscus and
Parischioscia (for Philoscia omissa
Van Name) and five new species
are erected. Descriptions of the
new species are preliminar. Re-
marks on morphological features
and geographical distribution of
the already known species from
Tropical America are also made.
Excluded Niambia squamata Bud-
de-Lund, certainly an accidenlal
occurence, the studied species
represent two groups: Cosmopo-
litan and Gondwanic. The Cosmo-
politan species are Metoponorthus
pruinosus (Brandt) and Nagurus
cristatus (Dollfus). The patterns
of geographical distribution of the
Gondwanic forms from the Ama-
zonian region are discussed.
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REVISÃO DOS PIRATINAE AMERICANOS. III: AS ESPÉCIES
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A GENITÁLIA (Hemiptera, Reduviidae) *
HERMAN LENT e JOSÉ JURBERG
Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Guanabara
(Com 82 figuras no texto)
Em 1955, Lent estudou TycLi-
des rufus (Serville, 1831), espécie
tipo do gênero Tydides Stal, 1865,
então monotípico, e teve oportuni-
dade de a êle adicionar duas espé-
cies até então desconhecidas, in-
cluindo uma chave prática e a dis-
tribuição geográfica relativa ao
material observado.
Desde então, vimos observando
exemplares de procedências diver-
sas que ampliam a distribuição
geográfica para a Amazônia brasi-
leira. Essa revisão constante de
material que pudemos observar le-
va-nos a descrever uma outra espé-
cie de distribuição no Brasil (Es-
tados do Amazonas e do Pará), na
Guiana Inglêsa, no Panamá e em
Costa Rica, a qual denominamos
Tydides quatuor sp. n.
Ao descrever a nova espécie,
estudamos em detalhe suas genitá-
lias externas masculina e femini-
na, comparando-as com as das de-
mais espécies, de acordo com a
orientação da série de trabalhos
cuja publicação iniciamos recente-
mente (Lent & Jurberg, 1965a;
1965b). As genitálias externas fo-
ram estudadas retirando-se o pi-
góforo (IX) em companhia do 8.°
segmento, nos machos, ou o abdô-
men inteiro, nas fêmeas. As peças
foram tratadas por KOH a 10% a
quente, por tempo variável, de
acordo com o grau de quitinização
de cada uma. posteriormente, o
material foi tratado por fenol e
creosoto de faia e, após os dese-
nhos, montado entre lâmina e la-
mínula com bálsamo do Canadá.
* Trabalho do Instituto Oswaldo
Cruz (Divisão de Zoologia) , com auxílio
parcial do Conselho Nacional de Pes-
quisas e da Fundação Ford.
22 — 37 145
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
338
Conseguimos evaginar o endosoma
dos machos, usando água quente
logo após o tratamento por KOH a
10%, utilizando 2 estiletes e obser-
vando ao microscópio, ao contrário
do que fazíamos anteriormente,
quando usávamos água fria.
Tydides Stal, 1865
Tydides Stal, 1865 : 113
Tydides Lent, 1955 : 159-162
Diagnose — Cabeça alongada,
sensivelmente tão comprida quan-
to o lóbulo anterior do pronoto
Fig. 1 — Tydides rufus (Serville, 1831), fémea, Bolívia, Cochabamba, 2500m,
Zischka col., ex. I. O. C., Hem. N.° 1310.
cm
Volume 5 (Zoologia)
339
medido na linha mediana (figu-
ras 1-4), levemente inclinada para
baixo em relação ao eixo do corpo,
quando em repouso. Clypeus niti-
damente dividido em duas partes,
o post-clypeus elevado e alargado
estrangula-se anteriormente para
em seguida dilatar-se constituindo
o ante-clypeus; êste possui maior
número de cerdas do que o post-
-clypeus, onde elas são esparsas.
Genae laterais, largas e pouco ele-
vadas, nelas se implantando cêrca
de uma dezena de cerdas bastante
longas. Jugae inaparentes.
Olhos laterais, reniformes quan-
do vistos de perfil, e de con-
cavidade posterior, não atingindo a
face ventral da cabeça, somente o
fazendo na dorsal (figs. 6-8) ; a
concavidade ocular abraça uma
saliência póstero-lateral da cabeça
que, vista dorsalmente, se asseme-
lha a uma bochecha e é revestida
de pêlos longos que também exis-
tem na face inferior da cabeça. A
Fig. 2 — Tyãides imitator Lent, 1955, macho holótipo, Brasil, Minas Gerais,
Carmo do Rio Claro, J. C. Carvalho col. 1947, ex I. O. C„
Hem. N.° 1323.
340
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
região pós-ocular é curta, dilatada
lateralmente atrás dos olhos, e os
ocelos são grandes e lisos, implan-
tados sôbre o tegumento, lado a
lado na linha mediana, separados,
entretanto, por sulco longitudinal;
adiante dos ocelos vê-se nítido sul-
co transversal, do meio do qual
tem origem, para diante, uma cur-
ta depressão de forma triangular;
as cerdas nesta região são curtas
e numerosas.
Tubérculos anteníferos curtos,
implantados na face dorsal da ca-
beça ao nível do bordo anterior dos
olhos. Antenas tetra-articuladas e
Fig. 3 — Tydides obscurus Lent, 1955, fêmea alótipo, Bolívia, Chaparé, Zischka
col., ex I. O. C., Hem. N.° 1326.
Volume 5 (Zoologia)
341
longas, revestidas de cerdas curtas
e abundantes às quais se adicio-
nam algumas outras longas nos
l.° e 2.° artículos; o l.° artículo é
espessado e ultrapassa o ápice da
cabeça, o 2.° tem diâmetro menor
e os 3.° e 4.° são ainda mais finos.
Rostro tri-articulado, curto,
porém não possuindo curvatura
muito acentuada, com raras cer-
das curtas e algumas longas mais
abundantes no 3.° artículo; o 1°
artículo é espêsso, o 2.° semelhan-
te a êle e dilatado no meio, quan-
do observado de perfil, o 3.° ar-
tículo sendo mais curto, delgado e
aguçado para o ápice (figs. 6-8).
Fig. 4 — Tydiães qua.tu.or sp. n., macho holótipo, British Guiana, Demerara
River, Mackenzie, Cornell U., ex. I. O. C., Hem. N.° 1464,
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
Cabeça, de perfil, de Tydides rufus (fig. 5) , T. imitator (fig. 6) , T. obscurus
(fig. 7) e T. quatuor (fig. 8) . Os exemplares são os mesmos das figuras totais.
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
342
Pescoço com 1+1 saliências
laterais sôbre as quais se implan-
tam fortes espinhos escamiformes
(figs. 1-4).
Pronoto glabro e liso, brilhan-
te, com lóbulo anterior separado do
posterior por forte sulco transver-
sal. Lóbulo anterior levemente
convexo, somente com um sulco
longitudinal mediano nos seus 2/3
posteriores, e com os bordos late-
rais salientes, em forma de quilha
e mais escuros, curvados e com a
concavidade para dentro; colari-
nho estreito e ângulos ântero-late-
rais bem aparentes e de ponta
romba. Lóbulo posterior menor do
que o anterior, os bordos laterais
não possuem a quilha mencionada
para o lóbulo anterior e, nêle, os
ângulos humerais são pouco pro-
nunciados (figs. 1-4).
Escutelo triangular, pouco es-
cavado e com ápice curto e deitado
(figs. 10a-d).
Prosterno curto, prolongando-
-se entre as coxas anteriores; sulco
estridulatório pouco profundo e
com saliências laterais apenas es-
boçadas. Mesosterno e metasterno
granulosos e com cerdas curtas
mais ou menos abundantes e uma
crista ou carena mais escura, na
linha mediana, que se continua
cm
Volume 5 (Zoologia)
343
para o abdômen. Metapleuras com
sulco reto, de sentido longitudinal
e afastado do bordo externo.
Hemi-élitros atingindo ou ul-
trapassando pouco o ápice do ab-
dômen. Nervuras como nas figu-
ras 1-4.
Patas anteriores raptoras, en-
quanto as demais são locomotoras.
Coxas anteriores longas, com a fa-
Figs. 9a-d — Pronoto, esquemático, de T. rufus (a), T. imitator (b), T.
obscurus (c) e T. quatuor (d) . Figs. 10a-d — Escutelo, esquemático de T. rufus
(a), T. imitator (b), T. obscurus (c) e T. quatuor (d). Figs. lla-d — Parâmero,
esquemático, de T. rufus (a), T. imitator (b), T. obscurus (c) e T. quatuor (d).
Figs. 12a-d — Falosoma, esquemático, de T. rufus (a) , T. imitator (b) , T. obscurus
(c) e T. quatuor (d) . Figs. 13a-d e 14a-d — Gonapófise 9, esquemático, de
T. rufus (a), T. imitator (b), T. obscurus (c) e T. quatuor (d). Figs. 15a-d —
Gonocoxito 9, esquemático, de T. rufus (a), T. imitator (b), T. obscurus (c) e
T. quatuor (d).
cm 1
SciELO
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344
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
ce anterior provida de pêlos longos
e numerosos. Fêmures relativa-
mente curtos, dilatados e curvos,
de convexidade superior, com a
face inferior sulcada longitudinal-
mente e provida de espinhos cur-
tos irregulares dispostos em fileira
em tôda a sua extensão, mas só
aparentes no bordo interno dessa
face, na base dessa fileira existin-
do ou não pronunciada saliência.
Tíbias anteriores curvadas e roli-
ças, mais curtas que os fêmures,
marcadas em sua face interna por
cerdas fortes, curtas e contíguas,
com fosseta esponjosa prolongada
em lâmina na direção dos tarsos.
Coxas medianas curtas e globosas,
cerdosas; fêmures medianos mais
longos que os das patas anteriores,
quase retos, não dilatados forte-
mente, levemente escavados na fa-
ce inferior, mas sem espinhos, em-
bora com cerdas longas e curtas.
Tíbias de comprimento igual ao
dos fêmures, retas, mais delgadas,
com cerdas curtas e longas e cons-
pícua fosseta esponjosa nos 2 sexos.
Tarsos triarticulados, os l.° e 2.°
segmentos de tamanho idêntico e
o 3.° maior, onde se implantam
duas fortes unhas. Patas posterio-
res semelhantes às medianas, po-
rém mais longas e sem fosseta es-
ponjosa nas tíbias.
Abdômen quase glabro na face
ventral, onde só se vêem raras cer-
das longas. Carena ventral longi-
tudinal curta. Conexivo de largura
média, sem manchas, mais estrei-
to ventralmente. Estigmas respira-
tórios ao nível do bordo conexival
em cada segmento aparente, isto
é, em número de 6+6 nos machos
e 7+7 nas fêmeas (figs. 29, 66 e
67); no l.° urotergito, vê-se 1+1
estigmas respiratórios (figs. 28 e
65). Nos 4.°, 5.° e 6.° urotergitos
um orifício glandular mediano
(figs. 28 e 65).
Genitália masculina com pa-
râmeros fortes, desiguais; processo
mediano do pigóforo ou 9.° ester-
nito muito longo e desenvolvido.
Genitália feminina do tipo “placas
genitais”.
Genitália do macho — A re-
gião dos machos é constituída oe-
los segmentos VIII e IX, êste tam-
bém denominado Pigóforo (figu-
ras 18 e 19) . Em repouso, o 8.° seg-
mento fica telescopado na parte
basal do pigóforo (IX) e é repre-
sentado, quase totalmente, pelo
8.° esternito (8st), cujo bordo in-
ferior é acuminado (fig. 18) ; o 8.°
tergito (8t) é uma faixa membra-
nosa, que nos limites laterais mos-
tra 1+1 estigmas de localização
dorsal e interna (figs. 19, Es8),
que representam, na realidade, o
8.° par de estigmas respiratórios.
O pigóforo (IX) é globoso e
na sua parte terminal e dorsal
acham-se implantados, de cada la-
do, um parâmero (Pa) ; entre êstes,
Volume 5 (Zoologia)
345
em plano mais dorsal, está locali-
zado o X segmento (X), que é tu-
buliforme e se termina pelo ânus
(A) , que é o XI segmento ; em bai-
xo dêstes, delimitando a abertura
pigóforo, está o processo mediano
do pigóforo (PrP) representado
por uma projeção pontiaguda assi-
métrica (fig. 19).
Ocupando a parte central in-
genital e intimamente soldado ao terna do pigóforo (IX) está locali-
cm 1
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*
346
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
zado o órgão intromitente ou Phal-
lus (P) (fig. 19), que é composto
por duas partes distintas — o
Aparelho articular (Apb) e o Ae-
deagus (Ae) (figs. 24 e 25) ; na
posição de repouso, o aparelho ar-
ticular está dorsalmente fletido
sôbre o aedeagus (fig. 26) .
O Aparelho articular (apb)
articula-se com o pigóforo (IX)
por intermédio da placa basal
(Plb), em cuja extremidade está o
Processus capitati (PrC) que se
liga à placa basal por intermédio
do conectivo dorsal (Cd) ; no Pro-
cessus capitati (PrC) se inserem os
Tyãides rufus (Serv. 1831), macho, Brasil, Amazonas, S. M. Klages col.
7-6-1930, I. O. C. Hem. N.° 1313 — Fig. 17: Abdômen, face ventral; fig. 18: aspecto
geral da genitália, vista ventral: fig. 19: idem, vista dorsal: fig. 20: parâmero
esquerdo, vista externa (Figs. 20-23 na mesma escala) (A = ânus (11.° seg-
mento) , Es8 = estigma do 8.° segmento, P = phallus, Pa = parâmero, PrP =
processo mediano do pigóforo, 8st = 8.° esternito, 8t = 8.° tergito, IX = pigóforo,
X = tubo anal) .
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cm
Volume 5 (Zoologia)
347
Tydides rufus (Serv., 1831), macho, phallus, ex. I. O. C., em. N.° 1313 —
Fig. 24: Vista dorsal; fig. 25: vista ventral (Figs. na mesma escala) (Ae =
aedeagus, Apb = aparelho articular, Cd = conectivo dorsal, Cj = conjuntiva,
Dej = ductus ejaculatorius, En = endosoma, EPlb = extensão mediana da
placa basal, GP = gonoporo primário, M = membrana, Ph = falosoma, Plb =
placa basal, PrC = processus capitati, PrEn = processo do endosoma, PrG =
= processus gonopori, PrPh = processo do falosoma, SPh = suporte do falosoma,
Vs = vesícula seminal) .
músculos protratores do Phallus,
todo o conjunto sendo ligado aos
parâmeros (figs. 24 e 25) .
O Aparelho articular (Apb) é
constituído por uma peça ou bar-
ra semi-circular fechada por uma
haste retilínea, a parte curvilínea
é a Placa basal (Plb) e a parte re-
tilínea é o Ponticulus basilaris
(PB) ; soldada à placa basal en-
contra-se um tubo de pouca quiti-
nização — a Extensão mediana da
placa basal — que aloja no seu in-
terior um outro tubo de maior
quitinização, o Processus gonopori
(PrG), no interior do qual, por
sua vez, passa o Ductus ejaculato-
rius (Dej). Êste, é um tubo de pe-
348
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
queno diâmetro limitado pela ve-
sícula seminal (Vs) em forma de
saco (fig. 25).
O aedeagus é um corpo globo-
so, complexo, que se diferencia em
duas partes: falosoma (Ph) e en-
dosoma (En). O falosoma é uma
lâmina curta que serve de assoa-
lho à região apical do aedeagus, de
cuja região mediana emerge, e es
tá prêso ao suporte do falosoma
(SPh) (“struts”, segundo Singh-
-Pruthi, 1925) . O suporte do fa-
losoma é uma peça cilíndrica bas-
tante quitinizada e que serve de
sustentação ao aedeagus em seu
conjunto; do falosoma e do supor-
te do falosoma partem braços la-
terais internos que sustentam
áreas de maior quitinização exter-
na denominadas Processos do fa-
losoma (PrPh) (fig. 27). Entre a
base do falosoma e o Ponticulus
basilaris existe uma membrana
(M) bastante elástica (fig. 24).
Em repouso, o endosoma é
uma estrutura globosa, elástica,
envolvida pela conjuntiva, por
transparência notando-se no seu
interior áreas de maior quitiniza-
ção a que denominamos Processos
do endosoma (PrEn) (figs. 24-2G).
A conjuntiva (Cj) é a membrana
Tydides rufus (Serv., 1831), macho, phallus, ex. IO.C., Hem. N.° 1313 —
Fig. 26: De perfil; fig. 27: estrutura interna, para mostrar o suporte do
falosoma, “struts” (SPh) (Figs. na mesma escala) (Cj = conjuntiva, Dej =
ductus ejaculatorius, En = endosoma. EPlb = extensão mediana da placa basal,
M = membrana, Ph = falosoma, Plb = placa basal, PrEn = processo do
endosoma, PrG = processus gonopori, PrPh = processo do falosoma, SPh =
suporte do falosoma, Vs = vesícula seminal) .
Volume 5 (Zoologia)
349
Tydides rufus (Serv., 1831), abdômen da fêmea, Bolívia, Chaparé, Zischka
col., I. O. C., Hem. N.° 1300 — Fig. 28: Face dorsal; fig. 29: face ventral,
mostrando a genitália externa e alguns detalhes da interna; fig. 30: vista dorsal
interna (Tôdas as figs. na mesma escala) (AG = abertura glandular, BC =
bursa copulatrix, Es8 = estigma do 8.° segmento, F9 = fibulae posteriores, G8
= gonapófise anterior, G9 = gonapófise posterior, Gc8 = gonocoxito do
8.° segmento, Gc9 = gonocoxito do 9.° segmento, La8 = laterotergito 8, O =
ôvo. Va = vagina, Xt = 10.° tergito, I, II, III = l.°, 2.° e 3.° segmentos
abdominais) .
externa, elástica, que envolve to-
talmente o endosoma (fig. 26).
Genitália da fêmea — A ge-
nitália externa das fêmeas é do
tipo “placas genitais” e constituí-
da pelos esternitos dos 8.° e 9.°
segmentos denominados Gonoco-
xitos (Gc) e Gonapófises (G) (fi-
guras 29 e 31).
Os gonoxitos do 8.° segmen-
to (Gc8) são constituídos por duas
placas que têm o bordo superior
encaixado sob o 7.° esternito; nes-
ta região, os bordos internos dos
gonocoxitos do 8.° segmento estão
intimamente soldados um ao ou-
tro, enquanto o bordo inferior é
livre. De cada um dos bordos li-
vres do 8.° gonocoxito, vê-se aflo-
rar parte da gonapófise 8 (G8),
bem como a parte apical do gono-
coxito 9 (Gc9) e a gonapófise 9
(G9). Todos ficam limitados pelo
X tergito (figs. 29 e 31).
As gonapófises do 8.° segmen-
to (G8) , chamadas gonapófises an-
teriores, são de forma triangular
(fig. 32) e seu folheto conectivo
anterior (FaG8) é membranoso e
liga a gonapófise 8 (G8) ao gono-
coxito correspondente (Gc8) ; na
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
350
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
parte interna das gonapófises 8
(G8) (fig. 33) existe uma estrutu-
ra de forma cilíndrica, bastante
quitinizada, que é o folheto conec-
tivo posterior da gonapófise 8 ou
Fibulae anteriores (F8).
Os gonocoxitos do 9.° segmen-
to estão intimamente soldados pe-
los seus bordos internos, que são
paralelos; na parte apical, êsses
bordos internos se afastam em for-
ma curvilínea e nêles se implan-
tam cerdas grossas, em série, cons-
tituindo um ctenídio, com número
de dentes variável para cada espé-
cie (fig. 34).
Tydides rufus (Serv., 1831), genitália da fêmea, Ex. I. O. C., Hem. N.° 1300
— Fig. 31: Aspecto geral das estruturas; fig. 32: gonapófise anterior; fig. 33:
gonapófise anterior, mostrando detalhe das fibulae; fig. 34: gonocoxito 9, vista
dorsal; figs. 35 e 36: gonapófise posterior, em duas faces (Tôdas as figs. na mesma
escala) (Es8 = 8.° estigma, F8 = fibulae anteriores, F9 = fibulae posteriores,
FaG8 = folheto conectivo anterior das gonapófises anteriores, FpG9 = folheto
conectivo posterior das gonapófises posteriores, G8 = gonapófise anterior, G9
= gonapófise posterior, Gc8 = gonocoxito do 8.° segmento, Gc9 = gonocoxito do
9.° segmento, La8 = laterotergito do 8.° segmento) .
Volume 5 (Zoologia)
351
As gonapófises do 9.° segmen-
to (G9) são de forma longilínea c
laminar, o folheto conectivo ante-
rior da gonapófise 9 (F9) é igual
às fibulae posteriores e se prende
na parede da vagina (fig. 30) ; o
folheto conectivo posterior da go-
napófise 9 (FpG9) é longo e se in-
sere no X tergito, dêle partindo
um ramo que vai ter ao gonocoxito
9 (figs. 35 e 36). Na parte apical
da gonapófise 9 existe uma apó-
fise longa, mais ou menos quitini-
zada e uma outra menos quitini-
zada; quando a genitália está em
repouso a apófise maior fica en-
trelaçada com a sua homóloga.
A vagina é alongada, atinge ao
nível do 5.° segmento abdominal,
onde é intensamente corrugada
(fig. 30) e é provida de uma dife-
renciação ( bursa copulatrix) onde
se vê um ôvo grande e estreito,
com um opérculo ao qual se adi-
ciona um tampão mucoso (figs. 29
e 30).
Espécie tipo — Tydides rufus
(Serville, 1831) Stal, 1872.
Outras espécies — Tydides
imitator Lent, 1955; Tydides obs-
curus Lent, 1955 e Tydides qua-
tuor sp. n.
Tydides rufus (Serv., 1831)
(Figs. 1, 5, 17-36)
Redescrita por Lent (1955:
162-168, 171, 175, figs. 1-7, 12, 15,
18, 21, 23, 26) tem agora sua dis-
tribuição geográfica ampliada (fi-
gura 16) à vista do material abai-
xo relacionado. Dela publicamos
um desenho total (fig. 1) e alguns
outros detalhes, incluindo ilustra-
ções da genitália de ambos os se-
xos (figs. 17-36).
Material adicional examinado
— á , Amazon, P. R. Uhler Collec-
tion (no U. S. N. M.) ; $ , Bolívia,
Ixiamas, W. M. Mann, Dec., Mul-
ford Bio Expl. 1921-22 (no U. S.
N. M.) ; 2 , Guatemala, Cayuga,
Wm Schaus col. 10-1915 (no U. S.
N. M.) ; 9 , Venezuela, Perija, Dr.
Tejera col., Rec. from H. Pittier,
Let 18 Jan 18 (no U. S. N. M.);
2 $ 2 , Brasil, Estado do Rio, An-
gra dos Reis, Pearson col. 28-12-
-1955 (no I. O. C., Hem. N.° 1459);
2 , Brasil, Pará, Cachimbo, Trav.,
Oliveira & Adão col. 10-1956 (no
I. O. C., Hem. N.° 1460) ; á , Bolí-
via, Sta. Cruz de la Sierra, 450m,
J. Steinbach 11-1910, C. A. Acc.
4550 (no Carnegie Mus.) ; 1 á ,
2 2 2, Brasil, Pará, July, Acc. nú-
mero 2966 (no Carnegie Mus.) ; á ,
jov., Brasil, Mato Grosso, Chapada,
July-Sept., Acc. n.° 2966 (no Car-
negie Mus.) ; á , Venezuela, Ara-
gua, Cagua, Suarez col. (na Div.
Malariologia) ; 2 , Venezuela, Ara-
gua, Cagua Suarez col. (na Div.
Col. Facultad Agronomia, Mara-
cay) ; 2 2 2 , Brasil, Espírito Santo,
Corrego Ità, W. Zikan col. 10-1954
352
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
(no Inst. Ecologia e Experimenta-
ção Agrícolas) ; $ , Bolívia, Dept.
Cochabamba, Peia. Chaparé, S. F.
dei Chipiriri, 400m, Martinez col.
11-1953 (na MEPRA) ; 9, Trini-
dad, Arima Valley, 16-5-1951 (no
Amer. Mus. Nat. Hist.) ; 9 , Guate-
mala, Panzos, lOOft, C. & P. Vaurie
col. 17-7-1947, Donor F. Johnson
(no Amer. Mus. Nat. Hist.) ; $ ,
Peru, Achinamiza, 2-10-1927, H.
Bassler Coll. Acc. 33591 (no Amer.
Mus. Nat. Hist.) ; 9 , Peru, Satipo,
Huancayo, Paprzycki col. 17-12-
-1937, Coll. J. Zikán (no I. O. C.,
Hem. n.° 1461).
Tydides imitator Lent, 1955
(Figs. 2, 6, 37-50)
Originalmente descrita por Lent
(1955 : 168-172, 176, figuras
8-11, 13, 16, 19, 22, 24) tem agora
0,5 mm
Tydides imitator Lent, 1955, macho. Brasil, Rio Grande do Sul, S. Leopoldo,
P. Buck col- 2194 ex. I. O. C., Hem. N.° 1322 — Fig. 37: Oitavo esternito; fig. 38:
pigóforo; fig. 39: parâmero esquerdo, vista interna fig. 40: parâmero direito, vista
interna; fig. 41: parâmero direito, vista externa; fig. 42: parâmero esquerdo,
vista externa (Figs. 39-42 na mesma escala) (PrP = processo mediano do pigó-
foro, IX = pigóforo) .
Volume 5 (Zoologia) 353
sua distribuição geográfica am-
pliada (fig. 16) à vista do material
abaixo relacionado. Dela publica-
mos um desenho total (fig. 2) e
alguns outros detalhes, incluindo
ilustrações da genitália de ambos
os sexos (figs. 37-50).
Material adicional examinado
— 9 , Argentina, Misiones, San
Antonio, Prosen col. 10-1951 (na
MEPRA) ; $ , 9 , Brasil, Espírito
Santo, Corrego Ità, W. Zikán col.
10-1954 (no I. E. E. A.) ; 9 , Brasil,
Rio de Janeiro, Acc. n. 2966, Nov.
Tydides imitator Lent, 1955, macho, phallus — Fig. 43: Vista dorsal; fig. 44;
vista ventral; fig. 45: de perfil. (As figs. 43 e 44 são do ex. I. O. C., Hem.
N.° 1325; a fig. 45 do ex. I. O. C„ Hem. N.° 1322). (Tôdas as figs. na mesma
escala) (Cd = conectivo dorsal, Cj = conjuntiva, Dej = ductus ejaculatorius,
= endosoma, EPlb = extensão mediana da placa basal, GP = gonoporo
primário, M = membrana, PB = pontículus basilaris, Ph = falosoma, Plb =
Placa basal, PrC = processus capitati, PrEn = processo do endosoma, PrG =
processus gonopori, PrPh = processo do falosoma, SPh = suporte do falosoma) .
(no Carnegie Mus.) ; 9 , Brasil,
S. Paulo, Boracéa, Salesópolis,
Trav., Kloss & Pearson col. 8/14-
-11-1959 (no I. O. C., Hmm. N.°
1463) ; 9 , Brasil, Est. do Rio, Ita-
tiaia, 700m, J. F. Zikán col. 17-12-
-1938, abdômen e genitália em lâ-
minas (no I. O. C., Hem. N.° 1462).
Tydides obscurus Lent, 1955
(Figs. 3, 7, 51-64)
Originalmente descrita por Lent
(1955 : 172-175, 176, figs. 14,
17, 20, 25, 28-35) e a distribuição
geográfica indicada na fig. 16, ago-
ra se apresenta com um desenho
23 — 37 145
cm
354
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Tydides imitator Lent, 1955, genitália da fêmea, Brasil, Rio de Janeiro,
Itatiaia, J. F. Zikán col. 17-12-1938, ex. I. O. C., Hem. N.° 1462 — Fig. 46: Aspecto
geral das estruturas; fig. 47: gonapófise anterior; fig. 48: gonocoxito 9, vista
dorsal; figs. 49 e 50: gonapófise posterior, em duas faces (Todas as figs. na
mesma escala) (F8 = fibulae anteriores, F9 = fibulae posteriores, FaG8 =
folheto conectivo anterior das gonapófises anteriores, FpG9 = folheto conectivo
posterior das gonapófises posteriores, G8 = gonapófise anterior, G9 = gonapófise
posterior, Gc8 = gonocoxito do 8.° segmento, Gc9 ^ gonocoxito do 9.° segmento) .
total (fig. 3) e ilustrações de deta-
lhes e da genitália de ambos os
sexos (figs. 51-64).
Material adicional examinado
— S , Bolívia, Buena Vista, Prosen
col. 1949 (na MEPRA) ; á , Bolívia,
Dep. Cochabamba, Prcia, Chaparé,
Villa Gral. Román, 450m, Martinez
col. 2-1952 (na MEPRA) ; $ , Bo-
livia, Sta. Cruz de la Sierra, 450m,
J. Steinbach col. 11-1910, C. M.
Acc. 4550 (no Carnegie Mus.) ; & ,
Perú, Cuzco, Quincemil, 2400ft, J.
C. Pallister col. 13-4-1947, Donor
Frank Johnson (no Amer. Mus.
Nat. Hist.); s , Perú, Tingo Maria,
Volume 5 (Zoologia)
355
Tydides obscurus Lent, 1955, macho, Brasil, Mato Grosso, Salobra, Com.
col. 18/29-10-1938 ex. I. O. C., Hem. N.° 1329 — Fig. 51: Oitavo esternito;
hg. 52; pigóforo; fig. 53: parâmero esquerdo, vista interna; fig. 54: parâmero
direito, vista externa (Figs. 53-56 na mesma escala) (Es8 = estigma do
. segmento, PrP = processo mediano do pigóforo, 8st = 8.° esternito, IX =
pigoforo)
Huan., 2200ft, J. C. Pallister col.
31-12-1947, Donor Frank Johnson
(no Amer. Mus. Nat. Hist.) ; s,
perú, rio Santiago, 27-11-1944, H.
Bassler Collection F6012 Acc.
33591 (no Amer. Mus. Nat. Hist.);
S , Perú, rio Santiago, 7-6-1930, H.
Bassler Collection F6139, Acc.
33591 (no Amer. Mus. Nat. Hist.) ;
i , Perú, Tingo Maria, H. A. Allard
col. 12-1949 (no U. S. N. M.).
Tydides quatuor sp. n.
(Figs. 4, 8, 65-82)
Comprimento total — Machos
18 a 21,5mm; fêmea 21mm (até o
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
Tydides obscurus Lent, 1955, macho, phallus — Fig. 57: Vista dorsal; fig. 58:
vista ventral; figura 59: de perfil, mostrando em detalhe os espinhos de duas
áreas do endosoma (Tôdas as figs. na mesma escala) (Ae = aedeagus, Apb =
aparelho articular, Cd = conectivo dorsal, _Cj = conjuntiva, Dej = ductus
ejaculatorius, En = endosoma, EPlb = extensão mediana da placa basal, GP =
gonoporo primário, M = membrana, PB = ponticulus basilaris, Ph = falosoma,
Plb = placa basal, PrC = processus capitati, PrEn = processo do endosoma,
PrG = processus gonopori, PrPh = processo do falosoma, SPh = suporte do
falosoma, Vs = vesícula seminal).
ápice dos hemi-élitros, que habi-
tualmente ultrapassa o ápice do
abdômen de cêrca de 2mm).
Largura máxima — (ao nível
do pronoto) 5mm em ambos os se-
xos; (ao nível do abdômen) 5 a
6mm em ambos os sexos.
Inseto de colorido geral casta-
nho testáceo, somente os tarsos e
o ccnexivo um pouco mais claros;
hemi-élitros pardo-enfumaçados,
com manchas amareladas que se
distribuem: a) como faixa alonga-
da na célula do cório adjacente ao
clavo, às vêzes na extremidade dês-
te; b) na membrana, cortando
transversalmente a célula menor;
c) também na membrana, alonga-
da, na parte apical da célula maior.
O tegumento é brilhante, pouco
pilcso, só as tíbias e tarsos com
maior pilosidade. Conexivo sem
manchas.
Cabeça com cêrca de 2,5mm
de comprimento. Post-clypeus sem
tubérculo espiniforme. Na fronte,
medianamente, logo atrás do cly-
peus existe uma área losângica
provida de cerdas longas. Olhos
quase tão largos quanto a distân-
356
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
cm
Volume 5 (Zoologia)
357
cia inter-ocular dorsal. Ocelos mais
aproximados entre si do que a dis-
tância inter-ocular.
Antenas implantadas logo adian-
te dos olhos, com o l.° ar-
tículo mais grosso que os demais,
curvado para fora, de concavidade
externa. Relação — 1 : 2,2 : 1,2 :
1,5.
Rostro com 3 segmentos, na
relação de 1 : 1,7 : 0,8 (fig. 8).
Pronoto liso, brilhante, con-
forme a fig. 4; relação entre os
lóbulos anterior e posterior, na li-
Tydides obscurus Lent, 1955, genitália da fêmea, Bolívia, Buena Vista, Prosen
col. 1949, ex I. O. C., Hem. N.° 1327 — Fig. 60: Aspecto geral das estruturas;
ng- 61: gonapófise anterior; fig. 62: gonocoxito 9, vista dorsal; figs. 63 e 64:
gonapófise posterior, em duas faces (Tôdas as figs. na mesma escala) (F8 =
tibulae anteriores, F9 = fibulae posteriores, FaG8 = folheto conectivo anterior
das gonapófises anteriores, FpG9 = folheto conectivo posterior das gonapófises
posteriores, G8 = gonapófise anterior, G9 = gonapófise posterior, Gc8 =
gonocoxito do 8.° segmento, Gc9 = gonocoxito do 9.° segmento) .
358
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
nha mediana, é de 1:1. Colarinho
nítido e ângulos ântero-laterais
bem pronunciados. Escutelo com
ápice no mesmo plano, curto e
pouco saliente; depressão central e
carenas laterais convergindo para
o ápice.
Fêmures anteriores fortemen-
te dilatados. Tíbias anteriores e
médias com fosseta esponjosa nos
2 sexos; a anterior maior e mais
prolongada em direção aos tarsos,
do que a mediana; mede a anterior
cêrca de 1/3 do comprimento total
da tíbia correspondente e a media-
na cêrca de 1/6.
Abdômen com a carena ven-
tral longitudinal sôbre os l.° e 2.°
segmentos aparentes nos 2 sexos.
Genitália externa como nas figu-
ras 65 a 82.
Tydides quatuor sp. n„ abdômen — Fig. 65: Macho, face dorsal, Panamá, La
Chorrera, Aug. Busk col. 21-5-1912, fig. 66: idem, face ventral; fig. 67: fêmea,
face ventral, Colômbia, rio Suarez, 300m, Ehler 12-8-1946; fig. 68: idem, face
dorsal (Tôdas as figuras na mesma escala) (Es8 = estigma do 8.° segmento,
G8 = gonapófise anterior, G9 = gonapófise posterior, Gc8 = gonocoxito do
8° segmento, Va = vagina, Xt = 10.° tergito) .
Material examinado — $ ,
British Guiana, Demerara River,
Mackenzie, Cornell U., Lot 760,
Sub 102 (holótipo, no I. O. C., Hem.
N.° 1464) ; á , Brasil, Pará, rio
Cuminá, Cachoeira do Tronco, Al-
meida col. 7-9-1936 (no I. O. C.,
Hem. N.° 1465); $, Colômbia, rio
Suarez, 300m, Ehler 12-8-1946
(alótipo, no I. O. C., Hem. N.°
1466) ; i , Brasil, Amazonas, Teffe,
10-1924, F6160, H. Bassler Collec-
tion, Acc. 33591 (no Amer. Mus.
Nat. Hist.); 6, Canal Zone, Barro
Colorado, S. W. Frost col. 16-5-1937
(no U. S. N. M.) ; $ , Panamá, La
Chorrera, Aug. Busk col. 21-55-1912
(no I. O. C„ Hem. N.° 1467);
Volume 5 (Zoologia)
359
Tydides quatuor sp. n., macho, mesmo exemplar — Fig. 69: Pigóforo; fig. 70:
parâmero esquerdo, vista interna; fig. 71: parâmero direito, vista interna;
figura 72: parâmero direito, vista externa; fig. 73: parâmero esquerdo, vista
externa; (Figs. 70-73 na mesma escala) .
2 á á , Costa Rica, Sixola River,
Wm Schaus coll., H. G. Barber det.
Tydides n. sp. (no U. S. N. M.).
Distribuição Geográfica — Bra-
sil (Amazonas e Pará), British
Guiana, Colômbia, Costa Rica e
Panamá.
Holótipo macho e alótipo fê-
mea no Instituto Oswaldo Cruz;
parátipos, os demais espécimes in-
dicados.
A espécie se distingue aparen-
temente das demais pela distribui-
ção cromática, acrescida das dife-
360 Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Tydides quatuor sp. n., macho, phallus, mesmo exemplar — Fig. 74: Vista
dorsal; fig. 75: vista ventral; fig. 76: de perfil (Tôdas as figs. na mesma escaia)
(Ae = aedeagus, Apb = aparelho articular, _Cj = conjuntiva, Dej = ductus
ejaculatorius, En = endosoma, EPlb = extensão mediana da placa basal, GP =
gonoporo primário, M = membrana, PB = ponticulus basilaris, Ph = falosoma,
Plb — : placa basal, PrC = processus capitati, PrEn = processo do endosoma,
PrG = processus gonopori, PrPh = processo do falosoma, SPh = suporte do
falosoma, Vs = vesícula seminal ) .
renças nas genitálias do macho e
da fêmea, apontadas nas figuras
11-15. A chave prática a seguir, ao
lado dos desenhos publicados, de-
finirá melhor do que qualquer des-
crição as diferenças que consegui-
mos observar.
CHAVE PRÁTICA DAS ESPÉCIES
DE TYDIDES
1. Fosseta esponjosa das tíbias
anteriores muito longa, pro-
longando-se em lâmina até ul-
trapassar o nível do 2.° ar-
tículo tarsal. Post-clypeus com
um curto processo espinifor-
me. Mancha clara no 1/3 pro-
ximal dos fêmures do 3.° par
de patas. Hemi-élitros com
manchas amareladas extensa-
mente disseminadas, no clavo,
no cório e na membrana (fi-
gura 1). Falosoma do macho
como na fig. 24
rufus (Serv.)
— . Fosseta esponjosa das tíbias
anteriores mais curta, a lâmi-
na se prolongando sem ultra-
passar o 2.° artículo tarsal.
Post-clypeus sem processo es-
cm
Volume 5 (Zoologia)
361
plniforme. Fêmures sem man-
cha clara no 1/3 proximal do
3.° par de patas. Hemi-élitros
com manchas amareladas
pouco disseminadas ou total-
mente sem elas 2 .
2. Hemi-élitros totalmente sem
manchas, escuros como o cor-
po em geral (fig. 3). Faloso-
ma como na fig. 57. Gonocoxi-
to 9 com 10 pares de cerdas
formando ctenídio (fig. 62) . .
obscurus Lent.
— . Hemi-élitros pardo-e scuros
com manchas amareladas no
cório e na membrana. Deta-
lhes diferentes da genitália
externa 3.
Tydides quatuor sp. n., genitália da fêmea — Fig. 77; Aspecto geral das
estruturas; fig. 78: gonapófise anterior; fig. 79: detalhe das fibulae anteriores
(F8) ; figura 80: gonocoxito 9, vista dorsal; figs. 81 e 82: gonapófise posterior,
em duas faces (Tôdas as figs. na mesma escala) (Es8 = estigma do 8.° segmento,
F8 = fibulae anteriores, F9 = fibulae posteriores, FaG8 = folheto conectivo
anterior das gonapófises anteriores, FpG9 = folheto conectivo posterior das
gonapófises posteriores, G8 = gonapófise anterior, G9 = gonapófise posterior,
Gc8 = gonocoxito do 8.° segmento, Gc9 = gonocoxito do 9.° segmento, La8 =
laterotergito do 8.° segmento) .
362
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
3 . Cório com mancha amarela
longa na célula adjacente ao
clavo, que se prolonga fre-
qüentemente para o 1/4 ter-
minal do clavo e para o início
do bordo interno da membra-
na; outra mancha amarela,
na membrana, no ápice da cé-
lula externa, prolongando-se
através a alça das nervuras e
sua bifurcação; mancha clara
do início da membrana, na cé-
lula interna, ausente (fig. 2).
Gonocoxito 9 com 8 pares de
cerdas largas formando ctení-
dio (fig. 48) . Gonapófise 9 com
tubérculo suplementar (figu-
ras 49-50) . Falosoma como na
fig. 43 imitator Lent.
— . Cório com mancha amarela
em tôda a extensão da célula
adjacente ao clavo limítrofe da
sutura claval; outra mancha
amarela, na membrana, no
ápice da célula externa dentro
da alça das nervuras; mancha
clara do início da membrana
no centro da célula interna e
prolongando-se através a ner-
vura na direção do bordo in-
terno do hemi-élitro (fig. 4).
Gonocoxito 9 com 11 pares de
cerdas largas formando ctení-
dio (fig. 80) . Gonapófise 9
sem tubérculo suplementar
(figs. 81-82). Falosoma como
na fig. 74 quatuor sp. n.
SUMÁRIO
É feito um estudo morfológico
das genitálias externas, masculina
e feminina, de tôdas as espécies do
gênero, em número de quatro, ca-
racterizadas por detalhes próprios,
ilustrados em vários desenhos.
Amplia-se a distribuição geo-
gráfica das espécies conhecidas,
incluindo a Amazônia brasileira e
descreve-se nova espécie que ocor-
re nos Estados brasileiros do Ama-
zonas e Pará, como também na
Guiana inglêsa, no Panamá e em
Costa Rica.
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423, figs. 10-24; (6) : 497-527, figs
25-37; 14 (1); 1-34, figs. 38-50;
(2) ; 97-112, figs. 51-53; (3) : 193-
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Triatominae) . Rev. Brasil. Biol., 25
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 365-372 — 1967
SOBRE ALGUNOS ECTOPARASITOS DE MAMÍFEROS
DE LA BIOTA AMAZÔNICA
C. E. MACHADO- ALLISON
Instituto de Zoologia Tropical, Facultad de Ciências,
Universidad Central de Venezuela
En el presente trabajo preten-
demos reunir la información exis-
tente sobre algunos ectoparásitos
de mamíferos de la extensa área
geográfica denominada “Biota
Amazônica”. Numerosas dificulta-
des se han presentado en la
elaboración de esta comunicación
y quizás la mayor de ellas ha sido
la delimitación de la Biota. Este
problema es grave puesto que la
mayoría de las referencias de
colecta de mamíferos y sus ectopa-
rásitos correspondeu justamente
a los limites teóricos de la zona
en cuestión. Sin embargo, conside-
ramos que esa delimitación será
precisamente una de las conclu-
siones de este Simposium una vez
recabada la información necessária
en distintos grupos de plantas y
animales.
Otra dificultad insalvable fué
la identificación de los Streblidae.
Estando en el conocimiento de que
el Dr. r. l. Wenzel dei Museo de
Chicago prepara una amplia revi-
sión dei grupo y que numerosas
nuevas especies y algunos nuevos
géneros son descritos, no hemos
querido incrementar la lista de si-
nónimos y de citas sinonímicas; así
pues, nos limitamos a citar aque-
llas formas cuyo status tenga po-
ças posibilidades de ser alterado,
aunque en nuestra eolección figu-
ran más de 400 ejemplares de este
grupo.
La información recabada dista
de ser completa. No hemos queri-
do tratar algunos grupos poco re-
presentados en nuestra colección
así como otros cuyo conocimiento
actual no ofrece datos que puedan
ser interpretados desde el punto
de vista zoogeográfico o en lo que
se refiere a las relaciones parásito-
-huésped.
En términos generales parecen
mejor estudiados los ectoparásitos
de los Chiroptera que los de los
restantes grupos de mamíferos; en
366
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
efecto, las colectas realizadas por
nosotros en algunas localidades ri-
berenas dei Orinoco, las de Ojasti
en la Serrania de Nuria y El Dora-
do en el Estado Bolívar y las más
recientes de Handley en Belém do
Pará han elevado notablemente el
número de especies conocidas. Sin
embargo, aún estamos lejos de ob-
tener una información adecuada.
Una simple comparación enutre el
número de géneros de mamíferos
referidos para la Biota Amazônica
y el de especies de ectoparásitos
identificados muestra claramente
la insuficiência de nuestro conoci-
miento de los segundos. Un buen
ejemplo de lo anterior nos lo ofre-
cen los Chiroptera representados
en la Biota por más de 50 géneros,
mientras que tan sólo 28 especies
de ectoparásitos han sido correcta-
mente identificados hasta la fecha.
La interpretación zoogeográfi-
ca de la Biota Amazônica a través
de los mamíferos y sus ectoparási-
tos es una labor difícil. Cabrera
(1961) sehala 63 géneros de Chi-
roptera para América dei Sur y es-
tudiando la distribución de las es-
pecies conocidas encontramos que
por lo menos 54 géneros tienen re-
presentantes en la Biota Amazôni-
ca. Paralelamente encontramos
que el endemismo a nivel genérico
es muy bajo: apenas 5 géneros pa-
recen ser endémicos en esta exten-
sa área. Otros grupos de mamífe-
ros parecen tener un comporta-
miento similar: en Carnívora hay
16 géneros con representantes en
la Biota y apenas 6 excluídos de
la misma; en Primates 14 y 2 y en
Edentata 9 y 5. La mayoría de los
géneros excluídos se distribuyen en
la Subregión Chileno-Patagónica y
algunos en los Andes, mientras
que la gran mayoría de los distri-
buídos en la Biota también se en-
cuentran en otras áreas de la Pro-
víncia Brasiliense (Llanos de Ve-
nezuela y Colombia, centro y no-
reste de Brasil, sur de Panamá,
etc.). El endemismo a nivel espe-
cífico en los Chiroptera es mucho
mayor, lo que a la luz dei critério
de considerar la división de las
Provindas Zoogeográficas en Dis-
tritos, redueiría a la Biota Amazô-
nica a esta última categoria.
El estúdio de los ectoparásitos
parece confirmar lo anterior, en-
contramos muchas especies endé-
micas pero, de los géneros analiza-
dos ninguno es exclusivo de la
Biota Amazônica. Naturalmente
los mamíferos y sus ectoparásitos
tienen una historia y una distri-
bución distinta a la de otros gru-
pos que constituyen la fauna ama-
zônica, en particular los artropó-
dos de vida libre y los vertebrados
inferiores, imponiéndose la reali-
zación de un análisis integral de
la fauna.
Volume 5 (Zoologia)
367
ACARINA
a) Familia Spinturnicidae.
Los tres géneros encontrados
en la Región Neotropical están re-
presentados en la Biota Amazô-
nica.
Género Periglischrus Kolenati
Las espécies dei género cons-
tituyen uno de los ectoparásitos
más comunes de los murciélagos
de la familia Phyllostomidae. La
especificidad dei huésped es nota-
ble al punto de que salvo en raras
ocasiones cada especie de Periglis -
chrus parasita a un limitado nú-
mero de huéspedes que se encuen-
tran filogenéticamente relaciona-
dos. P. iheringi Oudemans, la es-
pecie más abundante y de más
amplia distribución geográfica es
al mismo tiempo la más promiscua
en su selección hospedad; ha sido
encontrada sobre Artibeus, Chiro-
derma, Enchisthenes, Uroderma,
Vampyrops, Vampyriscus y Stur-
nira. Todos estos géneros, con
excepción de Sturnira pertenecen
a la subfamilia Stenodermatinae.
Es importante senalar que la refe-
rencia sobre Sturnira bien puede
ser accidental.
Las otras espécies dei género
que han sido citadas para la Biota
Amazônica son P. acutisternus
Machado-Allison, encontrada ex-
clusivamente sobre especies de
Phyllostomus (Phyllostominae) ; P.
hopkinsi Machado-Allison, sólo co-
nocida de la localidad y huésped
típicos ( Lionycteris , Glossophagi-
nae) ; P. setosus encontrada unica-
mente sobre Glossophaga (Glosso-
phaginae) y una nueva especie, en
vias de descripción, encontrada
sobre Rhinophylla (Carollinae) .
Posiblemente hopkinsi y la
nueva especie hallada sobre Rhino-
phylla sean, dada la distribución
de los huéspedes, endémicas para
la Biota.
Género Cameronieta Machado-
Allison
Sólo una especie ha "sido des-
crita para este género G. thomasi
Machado-Allison. Esta especie ha
sido encontrada exclusivamente so-
bre murciélagos dei género Chilo-
nycteris (C. rubiginosa rubiginosa
y C. r. fusca ) en el norte de Vene-
zuela, centro de Colombia y sur dei
Orinoco. Las hembras de C. tho-
masi se localizan en los codos don-
de causan lesiones al incrustar-se
en la epidermis. Esta adaptación,
combinada a la gran especificidad
encontrada en la mayoría de los
Spinturnicidae nos hace pensar
que la distribución de C. thomasi
debe ser tan amplia como la de sus
huéspedes conocidos (Panamá, Co-
lombia, Venezuela, Guayanas y
Brasil) .
368
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Género Spinturnix v. Heyden
La mayoría de las especies de
este género, casi cosmopolita en su
distribución, se encuentran para-
sitando murciélagos de la familia
Vespertilionidae. Pocas especies
han sido citadas en la Región Neo-
tropical, y en América dei Sur ape-
nas una, S. americanus ha sido
previamente citada. Sin embargo,
en nuestra colección y en vias de
estúdio se encuentra una nueva es-
pecie obtenida sobre Eptesicus
melanopterus en la Guayana ve-
nezolana y posiblemente o t r a
colectada sobre Rogessa túmida.
S. americanus es muy abundante
en numerosas localidades sobre
Myotis n. nigricans (norte, centro
y sur de Venezuela, Belém do Pará
en Brasil, centro de Colombia,
etc.).
Periglischrus y Cameronieta se
encuentran indudablemente re-
lacionados entre si, al punto que
en los machos los caracteres géne-
ricos son de poca monta. Estos gé-
neros deben haber penetrado en
América dei Sur con sus actuales
huéspedes filostómidos antes dei
largo período de aislamiento a que
fué sometido el continente durante
el Terciário. El género Spinturnix
así como sus huéspedes vespertilio-
nidos deben haber penetrado en
América dei Sur una vez reesta-
blecida la comunicación con
América Central. No ha sido posi-
ble encontrar Spinturnicidae sobre
varias famílias de Chiroptera (Fu-
ripteridae, Molossidae, Thyropteri-
dae, Noctilionidae, Emballonuridae
y Natalidae aunque en el caso
de los Thyropteridae, Natalidae y
Furipteridae el número de ejem-
plares colectados no permite ase-
verar la ausência de los Spinturni-
cidae.
b) Familia Laelaptidae.
Género Laelaps Koch
Las especies de Laelaps no pa-
recen ser muy abundantes sobre
roedores de la Biota Amazônica;
aunque el material examinado en
busca de ectoparásitos es reducido,
llama la atención el hecho de que
tan solo L. differens haya sido en-
contrado en esta extensa área.
Otras zonas vecinas como los Lla-
nos de Venezuela y el pié-de-mon-
te andino, el noreste dei Brasil,
etc., son por el contrario ricas en
especies de este género.
Género Gigantolaelaps Fonseca
Al igual que los Laelaps las
especies de este género son escasas
en la Biota; apenas dos especies,
G. gilmorei Fonseca e G. oudeman-
si Fonseca han sido citadas. Las
especies de Gigantolaelaps pare-
cen distribuirse fundamentalmente
sobre los sistemas montanosos de
Volume 5 (Zoologia)
369
la Región Neotropical parasitando
a roedores cricetinos.
Género Tur Baker & Warthon
Por el contrario de lo observa-
do con los géneros antes citados,
las especies de Tur parecen ser
muy abundantes en la Biota Ama-
zônica. En efecto, seis especies
( amazonicus , aragaoi, apicalis,
aymara, striatus y schistoventra-
lis) han sido referidas. De estas,
apenas una, T. aymara Fonseca ha
sido colectada sobre roedores cri-
cetinos, mientras que las restan-
tes han sido obtenidas sobre
Echimys sp., Echimys armatus y
Proechimys cayennensis spp.
Aunque no encontramos nin-
guna referencia en la literatura
mastozoológica sobre una even-
tual dominância de la fauna de
Histrichomorpha sobre la de Myo-
uiorpha en la Biota Amazônica y
posiblemente otras áreas cálidas y
de poca elevación sobre el nivel dei
mar de la Subregión Brasiliense, un
análisis somero de los ectoparási-
tos referidos en la literatura hace
pensar que lo anterior es bastante
lógico. Laelaps y Gigantolaelaps
acompanan los cricetinos en toda
su amplia distribución y son raros
en la Biota; Tur es por el contra-
rio muy abundante aunque el gé-
nero tenga un número de especies
mucho menor.
24 — 37 145
c) Família Spalaeorhynchidae
Género Spalaeorhynchus
Neumann
Aún el status de las dos espe-
cies descritas para este género es
confuso. S. praecursor Neumann y
S. latus Banks pudieran encon-
trarse en la Biota Amazônica. Fon-
seca (1935) no llega a ninguna
conclusión examinando material
obtenido en São Paulo y Rio de
Janeiro sobre Carollia, Lonchoglos-
sa y Glossophaga. Nosotros hemos
colectado numerosos ejemplares en
diversas localidades de Venezuela
sobre Carollia p. perspicillata y al
sur dei Orinoco sobre Glossophaga
soricina.
INSECTA
Orden Hemiptera
a) Familia Polyctenidae
Sin duda las espeices de Hes-
peroctenes, único género de la fa-
milia conocido para América dei
Sur, están necesitando una revi-
sión. Los datos existentes permiten
concluir que se trata de un grupo
íntimamente ligado a murciélagos
de la familia Molossidae. Apenas
dos especies, H. setosus y H. angus-
iatus han sido citadas para la
Biota parasitando a Nyctinomus y
Eumops, respectivamente. Sin em-
bargo, el elevado número de espe-
cies de Molossidae referidos para la
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
370
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Biota permite adelantar que en el
futuro nuevas especies serán hal-
ladas.
b) Familia Cimicidae.
Apenas una especie de Cimex,
C. limai Pinto ha sido referida para
la Biota Amazônica parasitando
murciélagos. Lamentablemente el
huésped no fué determinado. Pos-
teriormente Lent (1937) examino
otro lote de ejemplares procedente
de Belém do Pará, pero tampoco
en esta oportunidad se obtuvo la
identificación dei huésped.
Orden Diptera
a) Familia Streblidae.
Como se senaló en la intro-
ducción los Streblidae no pudieron
ser estudiados como seria deseable.
Pero la mayor parte de nuestro
material está constituído por espe-
cie de Trichobius y Euctenodes
que son precisamente los dos géne-
ros que mayores modificaciones
tendrán en el futuro. Hasta la fe-
cha podemos citar 13 especies de
la familia para la Biota Amazôni-
ca, en el entendido de que algunas
de ellas podrán ser ubicadas en
nuevos géneros o colocadas en si-
nonimia en fecha próxima. De Be-
lém do Pará hemos identificado las
siguientes especies: Aspidoptera
minuta y A. phyllostomatis; Para-
dyschiria dúbia; Pterellipsis ara-
nea, P. próxima y una especie nue-
va cuya descripción deberá apare-
cer en breve (Acta Biol. Ven.
P. delicata) ; Pseudostrebla riberoi;
Trichobius sp. y Euctenodes sp.
Del Estado Amazonas (Brasil) ha
sido citada Trichobius parasiticiis;
de Guayana Britânica T. phyllos-
tomae y T. pallidus.
b) Familia Nycteribiidae.
Género Basilia Miranda Ribeiro
Los nicteribídeos parecen ser
abundantes en la Biota Amazôni-
ca y algún endemismo puede ser
considerado pese a la amplia dis-
tribución y a veces también am-
plia disyunción geográfica de al-
gunas especies. Siete especies de
Basilia han sido referidas para la
Biota: anceps, bequaerti, constric-
ta, mimoni, myotis, dubia, ortizi.
De estas, anceps, constricta, dubia
y myotis parasitan a Myotis n.
nigricans; ortizi y mimoni sólo
son conocidas de su localidad y
huésped típicos sobre Eptesicus y
Mimon respectivamente. Finalmen-
te bequaerti ha sido encontrada
sobre Histiotus y Micronycteris.
Las espécies de Basilia han
sido introducidas en América dei
Sur con sus huéspedes vesperti-
lionidos, particularmente Myotis
(ver Guimarães & D’Andretta,
1956).
El otro género de Nycteribiidae
conocido de América dei Sur, Her-
shkovitzia Guimarães & D’Andre-
Volume 5 (Zoologia)
371
tta sólo es conocido de su localidad
típica parasitando un Thyropte-
ridae.
Orden Siphonapteka
a) Familia Pulicidae.
Tres especies de amplia distri-
bución han sido citadas para la
Biota: Pulex irritans, Ctenocepha-
lides felis y Tunga penetrans, ha-
ciendo omisión de una cita de Vo-
gelsang quien refiere la presencia
de Ctenocephalides canis en el Sur
de Venezuela. No creemos que di-
cha especie se distribuya en las zo-
nas tropicales de América dei Sur.
El status de P. irritans deberá ser
nna vez más revisado en busca de
probables diferencias entre el ma-
terial obtenido de viviendas y el
colectado sobre huéspedes selváti-
ticos (Carnivora fundamental-
mente) .
b) Familia Hystrichopsyllidae.
El género Adoratopsylla en-
globa todas las formas amazônicas
de la familia, así como las de todas
las zonas tropicales de América
dei Sur. Las especies de este géne-
ro parasitan fundamentalmente
marsupiales de los géneros Didel-
phis, Monodelphis y Marmosa.
Tres formas han sido citadas hasta
ahora (A. antiquorum antiquo-
rum, A. dilecta y A. bisetosa) pero
la abundancia y diversidad de
marsupiales distribuídos en la Bio-
ta nos permiten suponer la exis-
tência de otras especies.
c) Familia Rhopalopsyllidae.
Aparentemente resulta sorpren-
dente que apenas 5 especies de
esta familia hayan sido encon-
tradas en la Biota Amazônica. Sor-
prendente porque los ropalopsilí-
deos constituyen el principal con-
tingente de sifonápteros neotropi-
cales y entre sus huéspedes más
comunes se citan numerosas for-
mas representadas en la Biota. Las
formas hasta ahora conocidas son:
Tiamastus klagesi klaglesi (sobre
Echimyidae), Rhopalopsyllus aus-
tralis tupinus y R. garbei (sobre
Cricetinae e Histricomorfos) , Po-
lygenis roberti tripopsis y P. axius
próxima (sobre Cricetinae).
RESUMEN
En este trabajo se estudia la
distribución y las relaciones pará-
sito-huésped de cerca de cincuen-
ta especies de ectoparásitos de ma-
míferos de la Biota Amazônica. Son
tratadas especies de los siguientes
generos: Periglischrus, Cameronie-
ta y Spinturnix (Acarina, Spintur-
nicidae) ; Laelaps, Gigantólaelaps
y Tur (Acarina, Laelaptidae) ;
Spalaeorhynchus (Acarina, Spalae-
orhynchidae) ; Cimex (Hemiptera,
Cimicidae) ; Hesperoctenes (He-
miptera, Polyctenidae) ; Aspidop-
tera, Pterellipsis } Pseudostrebla,
Paradyschiria y Trichobius (Dip-
372
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
tera, Streblidae); Basilia (Diptera,
Nycteribiidae) ; Pulex, Ctenoce-
phalides y Tunga (Siphonaptera,
Pulicoidea) ; Tiamastus, Rhopalop-
syllus y Polygenis (Siphonapte-
ra, Rhopalopsylloidea) ; Adoratop-
sylla (Siphonaptera, Cerathophyl-
loidea) .
Se omiten una serie de grupos
por estar escasamente representa-
dos en nuestra colección (Mallo-
phaga y Anoplura) y o t r o s
que desconocemos taxonómica-
mente (Ixodides, Dermanyssidae,
Trombiculidae, etc.).
Se sehala la escasez de datos
sobre ectoparásitos de mamíferos
terrestres (Rodentia en parti-
cular), estando mejor conocida la
fauna obtenida de Chiroptera, gra-
cias a las recientes colectas reali-
zadas en Belém (Brasil, Edo. de
Pará) y varias localidades ribere-
nas dei rio Orinoco (Venezuela,
Edo. Bolívar).
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 373-394 — 1967
DESCRIÇÃO DE ALGUMAS ESPÉCIES DE EUGLOSSINAE
(Hym., Apoidea) *
J. S. IVIOURE, CMF.
Universidade do
Durante o trabalho prévio pa-
ra completar os dados para um
estudo mais minucioso do gênero
Eulaema, tive em mãos material
típico de Euglossa ( Eulema ) dimi-
diata var. flavescens Friese, 1899,
pertencente ao Museu de Viena.
Isto me possibilitou selecionar um
dos exemplares como lectótipo e
assim fixar o significado dessa de-
nominação de Friese. Eulaema,
assim como Euplusia e Euglossa,
apresentam várias espécies mimé-
ticas, e a leitura simples das des-
crições mais antigas não permite
dirimir a questão. Foi o que acon-
teceu com Eulaema meriana
(= dimidiata auctorum) e Eulae-
ma seabrai, e que agora veremos
repetido entre a variante de côr
designada flavescens e as espécies
Ç[ue abaixo descrevo como luteola
e bennetti. Dou também a conhe-
cer mais uma variante mimética
de meriana, mas que pertence ao
complexo seábrai e que denomino
como mimética.
Paraná, Curitiba
Eulaema (Eulaema) meriana
var.? flavescens (Friese, 1899).
Euglossa ( Eulema ) dimidiata
var .flavescens Friese, 1899, Termes.
Füzetek, 22: 165. (var. $ $ : Vene-
zuela, Bahia) .
O exemplar selecionado como
lectótipo é a fêmea de Venezuela,
determinada por Friese em 1898
como “E. dimidiata v. flavescens”
e cuja segunda etiquêta traz:
“1878 — Venezuela, Post 1”.
Pela área malar larga (70 :
185) e pela distância clipeorbital
inferior (68) pertence ao grupo
meriana. Seu comprimento é de
26,35 mm, a asa anterior desde o
* Contribuição n.° 191 do Departa-
mento de Zoologia da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Univer-
sidade Federal do Paraná. O autor
agradece ao Doutor Max Fischer, do
Naturhistorisches Museum, de Viena,
a facilidade de estudar material típico
de Frise. Pelos auxílios dados ao De-
partamento de Zoologia o autor es-
tende seus agradecimentos ao Conselho
Nacional de Pesquisas, C. A. P. E. S
e Fundação Rockefeller.
374
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
esclerito costal 22,78; a largura da
cabeça 8,16 mm e do abdômen
11,22 mm. Os 3/4 inferiores das
órbitas internas divergentes e o
1/4 superior fortemente conver-
gente, porém a distância interor-
bital máxima (a inferior) muito
mais curta que o comprimento do
ôlho (571 : 348 : 440 : 472). O clí-
peo um pouco mais curto que lar-
go, porém bastante mais longo que
a distância clipeocelar (320 X
X 392 : 264). A distância interal-
veolar bastante maior que a al-
veolorbital, mais curta que a al-
veolocelar lateral, e pouco mais de
duas vêzes o diâmetro do alvéolo
(145 : 95 : 200: <f> 64). A distân-
cia interocelar menor que a oce-
lorbital, porém claramente maior
que o diâmetro do ocelo (75 : 95 :
: <j> 42), a distância ocelocipital
um pouco mais curta que a orbi-
tocipital (120 : 125). O escapo das
antenas aproximadamente a me-
tade do comprimento do flagelo e
pedicelo juntos, porém um pouco
mais curto que o comprimento do
clípeo (300 : 320), os quatro pri-
meiros flagelômeros 84 : 45: 52:
55 e o diâmetro do quarto 49. O es-
cutelo um pouco mais longo que
a metade de sua largura (320 :
596). A tíbia média mais longa
que o basitarso; a tíbia posterior
duas vêzes mais longa que larga
(897 : 432) e o basitarso posterior
mais longo que a largura da tíbia,
ou que duas vêzes sua própria lar-
gura (522 : 220). As medidas são
dadas em centésimos de milímetro.
O colorido castanho-prêto na
cabeça, tórax e pernas; os tergos
metasomáticos com brilho um pou-
co para o violáceo, com mais evi-
dência nos segmentos basais. A pi-
losidade na cabeça, tórax, pernas,
parte basal dos tergos e esternos
1-4 prêta; amarela, formando fai-
xas mais ou menos estreitas (160-
-80 : 180-320 : 170-180 : 140-140)
nos quatro primeiros tergos e
também nos esternos, onde ainda
são mais estreitas, porém cobre os
dois últimos esternos e tergos. A
faixa do segundo tergo aproxima-
damente 1/3) da largura da porção
pós-gradular. As asas anteriores
bastante escuras até o pterostig-
ma ao longo do bordo costal e tam-
bém a primeira célula média e so-
brepassando um pouco a segunda
cubital e anal; a parte distai mais
clara, para o méleo desbotado, as
veias méleas no ápice e píceas na
parte basal. A área malar bastante
mais longa que o diâmetro do
quarto flagelômero (70 : 49) e a
distância clipeorbital inferior tam-
bém claramente maior (68: 49).
Há um outro exemplar idênti-
co, indicando “Kolin” na etiquêta.
A pilosidade amarelo-pálida cobre
os dois últimos segmentos abdomi-
nais e nos outros quatro forma
faixas marginais estreitas. O es-
Volume 5 (Zoologia)
375
curo das asas vai também até o
pterostigma e invade a primeira
célula submarginal, assim como a
primeira média, a segunda cubital
e a anal.
Não tenho ainda elementos
bastantes para saber se realmente
se trata ou não de uma sub-espé-
cie, ou raça geográfica bem deter-
minada. A variação notada em tô-
da bacia amazônica às vêzes apre-
senta indivíduos extremos como os
acima indicados, embora geral-
mente as faixas sejam um pouco
mais largas. Casos extremos de
meriana com faixas brancas nos
primeiros segmentos abdominais
foram denominadas por Friese
como niveofasciata (Lectótipo 2
no Museu de Viena), e aquêles
com faixas estreitas como tenui-
fasciata (Holótipo 2 no Museu
Americano de História Natural).
Para exemplares de meriana de
Costa Rica, o mesmo Friese ainda
propôs o nome de quadrifasciata
(Lectótipo s no Museu America-
no de História Natural) . O Doutor
R- L. Dressler, que tem estudado
intensamente estas abelhas no Pa-
namá, inclina-se a ver uma dis-
tinção nascente entre essas varie-
dades, que ocorrem ao acaso na
Amazônia. Enquanto não se tiver
em mãos material de ninhos, será
difícil superar êsse problema.
Dilema igual acontece com os
exemplares das espécies que abai-
xo descrevo como novas, e que es-
tiveram inicialmente confundidas
com meriana. Contudo, parece
mais limitada a área de cada uma
delas, e 0 isolamento geográfico
poderia apenas significar subespe-
ciação. Como não tenho dados so-
bre áreas de superposição, prefiro
descrevê-las como espécies distin-
tas para assim facilitar os estudos
bionômicos dessas abelhas princi-
palmente em suas relações estrei-
tas como polinizadores de orquí-
deas.
Eulaema (Eulaema) luteola sp. n.
Estruturalmente semelhante a
E. seabrai e E. bennetti. No colori-
do próxima a esta última, porém
as faixas amarelas largas, no se-
gundo tergo ocupando aproxima-
damente 1/3 da área pós-gradular.
Caracteres Diagnósticos — Ter-
gos metasomáticos de fundo
metálico esverdeado, brilhante nos
basais e mais para o verde-garrafa
nos distais e o 6.° quase sem bri-
lho. A pilosidade na cabeça, tórax,
pernas, propódeo, parte basal dos
4 primeiros tergos, todo o primeiro
esterno e parte basal do 2.° ao 4.°,
preta; amarelo-pálida uniforme
formando faixas largas apicais nos
4 primeiros tergos e estreitas nos
esternos 2.° ao 4.° e cobrindo os
2 anéis distais; a faixa do 2.° ter-
go ocupa 1/3 da área pós-gradu-
lar. As asas moderadamente es-
376
Atas do Simpósio sóbre a Biota Amazônica
curecidas, mais intensamente na
célula radial, e passando para um
ferrugíneo fracamente esfumaça-
do depois do pterostigma, assim
como as nervuras. A área malar
quase tão longa como o diâmetro
do 4.° artículo do flagelo, porém a
distância clipeorbital inferior apro-
ximadamente 3/5 dêsse diâmetro.
Fêmea — Cabeça, tórax e per-
nas pretos; o propódeo castanho-
-escuro; os tergos metasomáticos
basais de um verde metálico bri-
lhante, passando a verde-garrafa
para os últimos e o último quase
sem brilho; os esternos de um cas-
tanho muito escuro, pràticamente
sem brilho esverdeado. As tégulas
castanho-negras; as asas escureci-
das, mais intensamente antes do
pterostigma, principalmente a cé-
lula radial, depois do pterostigma
um pouco ferrugíneas e as nervu-
ras méleas.
A pilosidade preta na cabeça,
tórax, pernas, propódeo, l.° ester-
no e parte basal dos 4 primeiros
tergos metasomáticos e esternos
2. ° e 4.°. De um amarelo pálido
uniforme formando largas faixas
marginais nos 4 primeiros tergos,
cobrindo quase inteiramente a
parte dorsal do l.° no meio e um
pouco menos para os lados, o 1/3
distai do 2.°, mais da metade do
3. ° e quase todo o 4.°, cobrindo os
2 tergos distais por completo as-
sim como os 2 esternos correspon-
dentes; nos esternos 2.° e 3.° for-
mando faixa estreita quase inter-
rompida no meio e um pouco alar-
gada para os lados, principalmen-
te no 3.°, no 4.° a faixa um pouco
mais larga.
A pontuação na fronte bas-
tante densa, relativamente fina,
com pontos um pouco mais finos
e mais densos intercalados, porém
sem contraste muito evidente,
mais adensada para os ocelos; nas
áreas ocelorbitais com pontuação
fina e bastante esparsa muito ní-
tida; no vértice densa, nas genas
mais esparsa e de 2 tamanhos, dei-
xando área mais larga pouco pon-
tuada junto às órbitas na parte
média; nas áreas paraoculares su-
periores moderadamente densa,
nas inferiores de 2 tamanhos e
mais esparsa ficando apenas a
mais fina na região inferior e nas
áreas malares, estas para a extre-
midade posterior mais lisas e com
alguns pontos grossos junto às ór-
bitas; no clípeo mais grossa e mais
uniforme, alguns pontos um pou-
co anastomosados longitudinal-
mente e com alguns pontos finos
intercalados, para os lados infe-
riormente quase sem pontos; no
labro muito densa exceto nos ma-
melões latero-basais. No mesoscuto
muito densa e coberta pela pilosi-
dade, no disco posterior mais es-
parsa e claramente de 2 tama-
nhos; no escutelo bastante densa e
Volume 5 (Zoologia)
377
com alguns pontos moderadamen-
te grossos; nas tégulas finíssima e
relativamente densa; nos mesepis-
ternos muito densa superiormente,
para baixo um pouco mais espar-
sa e de 2 tamanhos.
A cabeça bastante mais estrei-
ta que o abdômen (726 : 1150); a
face mais longa que larga, os
olhos 2,2 vêzes mais longos que
largos, as órbitas internas subpa-
ralelas na sua maior extensão e
bruscamente convergentes na ex-
tremidade superior, com a distân-
cia interorbital superior 3/5 do
comprimento do ôlho (500 : 300 :
380 : 380). A porção distai da gá-
lea 3 vêzes mais longa que o com-
primento do ôlho (1510); as man-
díbulas tridentadas, o dente inter-
no emarginado, no dente externo
com 3 sulcos pilosos na face exter-
na e mais um na inferior; o labro
ligeiramente mais largo que lon-
go (200 : 190), com o bordo distai
truncado arredondado e um pou-
co elevado, com uma carena mé-
dia fraca e um mamelão longitu-
dinal forte a cada lado nos 2/5 ba-
sais. A área malar um pouco mais
longa que 1/4 da largura da man-
díbula na base, porém mais curta
que o diâmetro do 4.° artículo
do flagelo (42 : 150 : 48). O clí-
peo moderadamente protuberante,
pouco mais longo que a distância
clipeocelar (256 : 242) e 1,4 vêzes
mais largo que longo (360 : 256)
e a distância clipeorbital um pou-
co maior que a metade do diâme-
tro do 4.° artículo do flagelo
(28 : 48), com a carena média for-
te e aguda, completa, as carenas
laterais muito fracas, quase indis-
tintas. As carenas latero-frontais
em arco contínuo bem destacado,
sem carenas supra-frontais; dis-
tância interalveolar quase 3 vêzes
o diâmetro do alvéolo, maior que a
alveolorbital, porém bem menor
que a alveolocelar lateral (118 :
80 : 172 : tf. 36).
A distância interocelar clara-
mente menor que a ocelorbital e
esta quase duas vêzes o diâmetro
do ocelo médio (64 : 82 : tf. 42);
a distância orbitocipital quase
igual à ocelocipital (120: 110). Os
escapo um pouco mais longo que
o clípeo (260 : 256), o pedicelo e
flagelo juntos mais de duas vêzes
o comprimento do escapo (568 :
260), a proporção entre os 4 pri-
meiros artículos do flagelo 68 :
40 : 48 : 52 e o diâmetro do 4.°
artículo 48. O escutelo duas vêzes
mais largo que longo (587: 285)
truncado e levemente emarginado
posteriormente, arredondado nos
cantos, com o tufo médio navicular
(240 : 100) fracamente abaulado
a cada lado e com as carenas la-
terais bem desenvolvidas. Tíbia
média um pouco mais longa que
o basitarso (480 : 400); a poste-
rior um pouco mais longa que duas
378
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
vêzes a sua largura máxima
(816 : 678 X 372), o basitarso
mais longo que a largura da tíbia
e mais de duas vêzes sua própria
largura máxima (410 : 180), es-
treitado para o ápice e com o bor-
do posterior terminando em ângu-
lo fracamente agudo.
Tamanho — Comprimento to-
tal aproximado 24,9 mm, da asa
anterior desde o esclerito costal
20,4 mm; largura da cabeça
7,26 mm e do abdômen 11,5 mm.
Tipos — Holótipo fêmea de
Monte Redondo, no Departamento
de Zoologia da Faculdade de Filo-
sofia, Universidade Federal do Pa-
raná (coleção Moure) ; um pará-
tipo fêmea, e Puerto Viejo, Costa
Rica, no Snow Museum, Kansas
University; um parátipo fêmea, do
México, no Museu de Viena (Na-
turhistorisches Museum).
Localidades — A localidade
tipo é Monte Redondo, Colômbia,
29 de novembro de 1956, J.
Foerster; o parátipo é de Puerto
Viejo, Sarapiqui, Prov. Heredia,
Costa Rica, agosto 6, 1965, D.
H . Janzen, “taken from Cassia sp .
about 8 am”; parátipo fêmea de
Orizaba, México, Bilimek, 5 de
maio de 1871.
O parátipo de Costa Rica é
extremamente semelhante ao tipo,
com a faixa amarelo-pilosa do 2.°
tergo ocupando tambéém o 1/3
apical (180 : 360). A área malar
mede 0,42 mm e a largura da base
da mandíbula 1,54, a distância cli-
pecrbital 0,28 e o diâmetro do 4.°
artículo do flagelo 0,47 mm. O
contraste entre a metade basal
denegrida da asa anterior e a api-
cal para um méleo-ferrugíneo é
mais evidente que no tipo. A lar-
gura da cabeça 7,58 mm e o com-
primento da asa anterior desde o
esclerito basal mede 20,9 mm. O
parátipo de Orizaba também está
exatamente dentro do mesmo pa-
drão de colorido; a área malar
mede 0,40 mm de comprimento e
a largura da base da mandíbula
1,50, a distância clipeorbital infe-
rior 0,22 e o diâmetro do 4.° fla-
gelómero 0,44 mm.
Eulaema (Apeulaema) polychroma
(Mocsary, 1899)
Euglossa ( Eulema ) polychroma
Mocsary, 1899, Termes. Füzetek 22-
170. 49.
O holótipo macho dessa espé-
cie está no Museu Nacional Hún-
garo, e é de Callanga, Peru. Em
meu trabalho de 1950 ( Dusênia ,
1 . 181-200) designei esta espécie
com o nome de Eulaema mussi-
tans seguindo a opinião de Cocke-
rell. Em 1960, tendo verificado
que mussitans era uma Euplusia
mimética da anterior, troquei o
nome para tropica (Linnaeus,
lm8) (Cf. Moure, 1960, Studia
Ent., Petrópolis, 3 : 146. 48). Pas-
sara-me despercebida uma nota
Volume 5 (Zoologia)
379
de Schulz sôbre o tipo de Linnaeus
(1912, Berlin. Ent. Zts., 57 : 57.
14), em que êle a iguala com sma-
ragdina Perty, que é uma Euplu-
sia idêntica com surinamensis
(Linnaeus, 1758). Por especial
bondade do Dr. Kjellender, do Mu-
seu Real de Stockholm, tive em
mãos o tipo de surinamensis, que
resulta ser idêntico com abdomen-
flavum DeGeer, 1773. Não pude
ver o tipo de tropica, mas o Dr.
Eric Kjellender afirma ser idênti-
co a surinamensis. Com isso nova-
mente a Eulaema ( Apeulaema )
voltava aparentemente a ficar sem
nome. Êste entretanto existe entre
os arrolados na sinonímia, dos
quais o mais antigo por precedên-
cia é polychroma Mocsary, 1899.
Conforme notei em 1950 ( l.c
p. 188) os exemplares do Peru
têm o colorido um pouco mais in-
tenso que os da América Central e
México. Não consegui, entretanto,
maiores diferenças, e creio que
polychroma deverá ser utilizado
para a antiga mussitans no senti-
do de Cockerell. A distribuição
desta espécie se estende desde os
Andes peruanos até o México, sem
entrar contudo na Hylea amazô-
nica. Os exemplares citados do
Pará, correspondem a exemplares
extremamente gastos de Eulaema
( Apeulaema ) mocsaryi (Friese,
1899). Friese como primeiro revi-
sor do grupo podia adotar a ati-
tude de separar macho e fêmea de
fallax, reservando êste nome ape-
nas para os machos, que como
pude constatar pelo estudo do tipo
(Museu Britânico n.° 17B-1175,
Pará, Brasil) constitui uma boa
espécie de Euplusia que se distin-
gue mui fàcilmente de surinamen-
sis (Cf. smaragdina) onde era
normalmente colocado pelos auto-
res.
Eulaema (Eulaema)
mimetica sp. n.
Colorido e largura das fai-
xas marginais amarelas como em
E. meriana, estrutura como em
E. seabrai, E. bennetti e E. luteola.
Macho (holótipo) : Cabeça, tó-
rax e pernas pretos, o propódeo
castanho-escuro; os 3 primeiros
tergos metasomáticos verde-metá-
licos com alguns reflexos doura-
dos, os tergos 4.° e 5.° menos in-
tensamente, o 6.° com alguns re-
flexos azul-verdes, que quase de-
saparecem no 7.°; os 5 primeiros
esternos pretos, com alguns refle-
xos verde-azulados nos lados do
2.° e 3.°, o 6.° pardo. As tégulas
pretas; as asas bastante escuras
na metade basal, principalmente
as células radial, primeira média
e as cubitais; a metade apical la-
vada de um ferrugíneo-méleo mui-
to pálido; as veias píceas na meta-
de basal e ferrugíneo-méleas na
distai.
380
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
A pilosidade preta na cabeça,
tórax, pernas, propódeo, base dos
3 primeiros tergos e na parte mé-
dia dos 5 primeiros esternos; fus-
co-acastanhada no lado ventral do
tórax e às vêzes na parte inferior
das genas. A pilosidade amarelo
pálida forma faixas largas margi-
nais nos 3 primeiros tergos e nos
lados dos esternos 2.° e 3.°, os 4
últimos tergos e os lados dos es-
ternos 4 e 5 cobertos com pilosida-
de fulvo-avermelhada. A largura
das faixas amarelas do 2.° e 3.°
tergos pouco mais de 3 vêzes o diâ-
metro do flagelo. Os pêlos mais
longos do disco inferior do clípeo
mais curtos que o diâmetro do fla-
gelo, porém os do vértice bastante
mais longos (40 : 130 e <f> 46); os
pêlos mais longos do bordo poste-
rior da tíbia traseira mais curtos
que os do basitarso respectivo
(158 : 228). A pilosidade muito es-
parsa no disco do clípeo, mais lon-
ga e mais numerosa para os can-
tos superiores; no tórax denso-
-aveludada, curtíssima na maior
parte das tégulas; moderadamente
densa na parte supero-posterior
da face externa das tíbias, sem
cobrir a quitina, ficando mais es-
parsa para baixo, bastante densa
e curta, de cõr acastanhada, na
face interna.
Pontuação na fronte modera-
damente densa e de 2 tamanhos,
diminuindo em direção aos ocelos,
os intervalos mate reticulados, fi-
na nas pendentes escrobais, um
pouco mais grossa e mais densa
aos lados da área supraclipeal e
em direção às órbitas, um pouco
mais grossa e cada vez mais es-
parsa para baixo nas áreas paro-
culares inferiores, com os interva-
los lisos e muito maiores que os
pontos; no labro um pouco mais
densa aos lados e mais esparsa en-
tre as carenas; no clípeo modera-
damente grossa e esparsa, mais
esparsa no disco e nos lados infe-
riormente alongado-anastomosada
longitudinalmente e mais lateral-
mente convergente para baixo;
nas genas quase nula junto às ór-
bitas, de 2 tamanhos e mais den-
sa para trás. No mesoscuto de 2
tamanhos, muito densa na frente,
tornando-se muito esparsa e mais
fina no disco posterior; no escute-
lo mais uniforme e mais densa que
no disco do mesoscuto; nas tégu-
las muito fina e bastante densa,
com alguns pontos maiores muito
esparsos; nos mesepisternos mode-
radamente densa em cima e um
pouco mais esparsa para baixo e
claramente de 2 tamanhos; na
face externa das tíbias médias
quase nula fora da área aveluda-
da, na face externa das posterio-
res esparsa para baixo, adensan-
do-se progressivamente para a ba-
se e para trás. Nos tergos mode-
radamente fina e esparsa, mais
Volume 5 (Zoologia)
381
densa e inclinada nos últimos, dei-
xando margens sem pontos nos
tergos 5.° e 6.°.
A cabeça bastante mais es-
treita que o abdômen (705 : 1030),
a face bem mais longa que larga,
as órbitas internas muito fraca-
mente sinuadas em cima e mais
convergentes no vértice, com a dis-
tância interorbital superior pouco
mais da metade do comprimento
do ôlho (508 : 272 : 364 : 356).
Torção distai da gálea pouco mais
de 3 vêzes o comprimento do ôlho
(1640 : 508); mandíbulas biden-
tadas, normais; o labro um pouco
mais largo que longo (195: 152),
com o bordo anterior truncado ar-
redondado em vista anterior, com
3 fortes carenas, a do meio encur-
tada apicalmente e as laterais
mais fortes e convergentes para o
ápice. A área malar um pouco me-
nos de 1/3 da largura da mandí-
bula na base (40 : 140) e só um
pouco mais curta que o diâmetro
do 4.° artículo do flagelo (40 : 46).
O clípeo moderadamente protube-
rante, mais longo que a distância
clipeocelar (280 : 232), mais largo
que longo (332 : 280), com a dis-
tância clipeorbital inferior menos
da metade do diâmetro do 4.° ar-
tículo do flagelo (20 : 46); com 3
carenas, a média aguda e um pou-
co encurtada apicalmente, as late-
rais grossas, basais, terminando
aproximadamente no meio. Care-
nas latero-frontais moderadas,
com superfície mate-reticulada,
sem carenas supra-frontais; dis-
tância interalveolar quase duas
vêzes o diâmetro do alvéolo, mais
longa que a alveolorbital e mais
curta que a alveolocelar lateral
(110 : 70 : 175 <f> 60). A distância
interocular quase igual à ocelorbi-
tal e pouco maior que o diâmetro
do ocelo médio (60 : 62 <f> 44) ; a
distância ocelocipital quase duas
vêzes o diâmetro do ocelo, porém
menor que a orbitocipital (85 :
100). O escapo um pouco mais
curto que o clípeo (220 : 280) e
quase igualando a distância cli-
peocelar; a proporção entre os 4
primeiros artículos do flagelo 64 :
36 : 44 : 45 e o diâmetro do 4.°,
46. O escutelo aproximadamente
duas vêzes mais largo que longo
(550 : 262) um pouco abaulado no
meio para a base e dobrado para
baixo além das carenas laterais; o
bordo posterior truncado, um pou-
co emarginado em ângulo bem ob-
tuso e com os cantos arredonda-
dos. As tíbias médias com a área
aveludada duas vêzes mais longa
que larga, ocupando pouco mais
da metade do comprimento da
face externa (280 : 140 : 452); o
basitarso um pouco mais longo
que a tíbia (500 : 452), com uma
área pouco pilosa oblíqua nos 2/5
basais posteriores e com 8 cerdas
laminado-sinuosas no bordo pos-
382
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
terior. A tíbia posterior claramen-
te mais longa que duas vêzes a
largura apical (984 : 722 : 420 e
grossura 210), com o bordo ante-
rior fracamente convexo nos 2/5
basais e o posterior subparalelo nos
3/5 apicais; o basitarso 2,5 vêzes e
meia mais longo que largo e um
pouco mais longo que a largura
distai da tíbia (510 : 200 : 420),
com o bordo posterior convexo e
projetado distalmente em ângulo
agudo. O 7.° tergo em ângulo ob-
tuso com o vértice chanfrado for-
mando 2 pequenos lobos. O 5.° es-
terno com a margem distai trun-
cada e um pouco emarginada em
ângulo obtuso muito aberto; o 6.°
esterno truncado em arco de Dia-
na, trisinuosa; o 7.° esterno em
arco estreito alongado posterior-
mente em projeção bilobada, com
os lobos parecidos aos de seabrai,
e com a pequena convexidade a
cada lado próxima à base de pro-
jeção; 8.° esterno como nas de-
mais Eulaema, cocleariforme. Cáp-
sula genital quase idêntica à de
seabrai.
Tamanho — Comprimento to-
tal aproximado 26 mm, da asa
anterior desde o esclerito costal
22,4 mm; largura da cabeça 7,05
milímetros e do abdômen 10,3 mm.
Fêmea — Extremamente pa-
recida ao macho no colorido do te-
gumento e asas, assim como no
padrão da pilosidade formando
largas faixas marginais amarelas
nos 3 primeiros tergos e os 3 últi-
mos cobertos com pilosidade aver-
melhado-ferrugínea; no 2.° e 3.°
esternos a pilosidade amarela for-
ma igualmente faixas marginais,
porém um pouco estreitadas para
o meio e aí interrompidas, en-
quanto que nos 3 últimos a pilosi-
dade é avermelhada como nos ter-
gos. O tufo piloso navicular do es-
cutelo está bastante disfarçado
pela densa pilosidade circundante.
A pontuação como a do ma-
cho, porém no clípeo um pouco
mais densa e ainda mais no labro.
Os pontos são claramente de 2 ta-
manhos na parte posterior do me-
soscuto e no escutelo.
A cabeça bastante mais estrei-
ta que o abdômen (783 : 1140), a
face mais longa que larga com as
órbitas internas convergindo para
cima, muito ràpidamente no 1/6
superior, com a distância interor-
bital superior pouco maior que a
metade do comprimento do ôlho
(549 : 304 : 400 : 408). Porção dis-
tai da gálea aproximadamente 3
vêzes o comprimento do ôlho
(1630 : 549); mandíbulas triden-
tadas, o dente interno emargina-
do-arredondado, com 3 sulcos pi-
losos distais na face externa e mais
um inferior; o labro um pouco
mais largo que longo (200 : 188),
com o bordo distai arredondado,
com uma carena média fraca qua-
Volume 5 (Zoologia)
383
se completa e um mamelão alon-
gado a cada lado do 1/3 basal. A
área malar apenas 1/4 da largura
da mandíbula na base (40 : 160)
e um pouco mais curta que o diâ-
metro do flagelo (40 : 46). O clí-
peo moderadamente protuberante,
mais longo que a distância clipeo-
celar (280 : 256), mais largo que
longo (380 : 280) e com a distân-
cia clipeorbital inferior ligeiramen-
te maior que a metade do diâme-
tro do flagelo (26 : 46), com a ca-
rena média aguda evidente e as
laterais pràticamente nulas. As ca-
renas latero-frontais bastante for-
tes, sem carenas supra-frontais;
distância interalveolar duas vêzes
o diâmetro do alvéolo, maior que
a alveolorbital e mais curta que a
alveolocelar lateral (124 : 80 : 184
<t> 60). A distância interocelar um
pouco menor que a ocelorbital e
maior que o diâmetro do ocelo mé-
dio (68 : 78 <£ 48); a distância or-
bitocipital um pouco maior que a
ocelocipital (116 : 100). O escapo
um pouco mais curto que o clípeo
(264 : 280); a proporção entre os
4 primeiros artículos do flagelo
72 : 40 : 50 : 54 e o diâmetro do
quarto 46. O escutelo aproximada-
mente duas vêzes mais largo que
longo (656 : 336), com o tufo mui-
to denso, estreito, moderadamente
visível no meio da pilosidade geral
(200 x 60), com o bordo posterior
truncado, levemente côncavo, os
cantos arredondados. A tíbia mé-
dia um pouco mais longa que
o basitarso (533 : 475); a tíbia
posterior largamente triangular
(780 : 870 : 393) , com o bordo dis-
tai moderadamente emarginado e
o ângulo posterior parabolóide; o
basitarso claramente mais longo
que a largura da tíbia, ou que duas
vêzes na própria largura, atenuado
desde a base e com o ângulo pos-
terior agudo.
Tamanho — Comprimento to-
tal aproximado 25,5 mm, da asa
anterior desde o esclerito costal
21,4 mm; largura da cabeça, 7,83
mm, do abdômen 11,4 mm.
Localidade típica — Curusam-
ba, Óbidos, PA — Brasil, IV-1953,
José Brazilino leg. Há parátipos de
Óbidos, PA, V-VII-1955, 1-1956;
Serra do Navio, AP, IX-1957,
K. Lenko; Imperatriz, MA, 11-1962,
F. M. Oliveira; Vilhena, RO, XI-
-1960, M. Alvarenga; Tabatinga,
AM, IV-1959; F. M. Oliveira; Ben-
jamin Constant, AM, VIII-1960,
L. G. Pereira; Limbo, Cochabam-
ba, Bolívia, IV-1953, A. Marti-
nez; Iquitos, Loreto, Peru, 20-
-XII-1964, G. H. Dodson; Tope,
1700 m, Tungurahua, Ecuador,
5-III-1963, G. H. Dodson.
Tipos — O holótipo macho e
alótipo fêmea na minha coleção.
Vários parátipos nas coleções
Campos Seabra (Rio de Janeiro),
Dodson (Univ. Miami) , Dressler
384
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
(Smithsonian Institution) e Snow
Entomological Museum (Kansas
University) .
Eulaema (Eulaema)
bennetti sp. n.
Esta espécie assemelha-se pelo
seu desenho ao tipo geral de
E. meriana de faixas estreitas,
ainda mais estreitas que nos
exemplares típicos de E. seabrai,
pertencendo ao grupo desta úl-
tima.
Macho — Cabeça, tórax e per-
nas pretos: o propódeo castanho-
-escuro; os 5 primeiros tergos me-
tasomáticos verde-azuis, a mar-
gem do 5.° e mais largamente o
6.° e 7.° passando para o pardo,
com reflexos azuis, êstes mais fra-
cos no 7.° e as margens dêsses úl-
timos tergos mais desbotadas; os
esternos pretos, com reflexos azu-
lados nos lados do 3.° e 4.° e o 6.°
pardo. As tégulas pretas; as asas
bastante pardo-fuscas na metade
basal, principalmente as células
radial, primeira média e as cubi-
tais, no restante hialinas, e um
pouco lavadas de bruno-ferrugíneo
nas células marginal, submargi-
nais e segunda média; as nervuras
píceas na metade basal, méleo-fer-
rugíneas na apical.
A pilosidade preta na cabeça,
mesosoma, pernas, parte basal dos
4 primeiros tergos, no disco dos es-
ternos e misturada no 5.° tergo;
no lado ventral da cabeça e meso-
soma, nos tarsos dos 2 pares ante-
riores de pernas fusca até acasta-
nhada; assim como nos 3 últimos
tergos; a pilosidade amarelo-páli-
da forma faixas muito estreitas
(aproximadamente 2,5 diâmetros
do flagelo) nas margens dos 4 pri-
meiros tergos, um pouquinho es-
treitadas para o meio nos 3 pri-
meiros e irregularmente alargada
no meio e nos lados do 4.°, cobrin-
do áreas laterais dos esternos 2.°
ao 5 0 e misturada a fusca no 5.°
tergo. Os pêlos mais longos do dis-
co do clípeo mais curtos que o diâ-
metro do flagelo, porém os do vér-
tice claramente mais longos (34 :
100 (f> 42) ; os pêlos mais longos do
bordo posterior da tíbia traseira
claramente mais curtos que os do
respectivo basitarso (160 : 195).
A pilosidade muito esparsa e curta
no disco do clípeo, um pouco mais
densa e bastante mais longa aos
lados superiormente; no tórax bas-
tante densa, aveludada, curtíssi-
ma no disco das tégulas; modera-
damente densa na face externa
póstero-superior das tíbias trasei-
ras, sem cobrir a quitina, bastante
densa e curta, ferrugíneo-acasta-
nhada, na face interna.
Pontuação na fronte modera-
damente densa e de 2 tamanhos,
predominando os pontos finos em
direção aos ocelos; fina e esparsa
nas pendentes escrobais, mais
Volume 5 (Zoologia)
38õ
grossa e mais densa para as órbi-
tas, mais grossa ainda e cada vez
mais esparsa para baixo nas áreas
paroculares inferiores; ao longo
do meio do clípeo moderadamente
grossa e esparsa, com alguns pon-
tos finos intercalados, nos lados
inferiormente mais ou menos
anastomosada e formando sulcos
divergentes um pouco sinuosos,
mais para os lados convergente e
nas extremidades quase nula; no
labro moderada, esparsa, um pou-
co mais densa para a base e nas
pendentes externas das carenas
laterais; nas genas de 2 tamanhos,
esparsa e quase desaparecendo em
direção às órbitas, mais largamen-
te em baixo. No mesoscuto de 2
tamanhos, muito densa na frente,
bastante esparsa posteriormente
no disco; no escutelo bastante uni-
forme, com os intervalos um pou-
co maiores que os pontos; nas té-
gulas muito fina e relativamente
densa, ainda que os intervalos
maiores particularmente no ângu-
lo posterior e na parte média an-
terior; nos mesepisternos bastante
densa na parte superior, mais es-
parsa para baixo e de 2 tamanhos;
na face externa das tíbias médias
quase nula fora da área aveluda-
da; nas tíbias posteriores muito
densa na parte dorso-posterior da
face externa, tornando-se mais es-
parsa para a frente e para baixo.
Nos tergos moderadamente fina e
esparsa, mais grossa e inclinada
nos últimos segmentos.
A cabeça bastante mais estrei-
ta que o abdômen (680 : 1004) ;
face bem mais longa que larga; as
órbitas internas levemente sinuo-
sas e mais convergentes no vértice,
com a distância interorbital supe-
rior pouco maior que a metade do
comprimento do ôlho (480 : 260 :
328 : 320). Porção distai da gálea
pouco mais de 3 vêzes o compri-
mento do ôlho (1500 : 480) ; man-
díbulas bidentadas, normais; o la-
bro um pouco mais largo que lon-
go (188 : 150), com o bordo ante-
rior truncado-arredondado em vis-
ta anterior, com 3 fortes carenas,
a média encurtada apicalmente e
as laterais um pouco convergentes
e mais fortes para baixo forman-
do ângulo evidente em vista late-
ral; a área malar curta, aproxima-
damente 1/4 da largura da man-
díbula na base (30 : 125) mais
curta que o diâmetro do 4.° ar-
tículo do flagelo (30 : 42). O clí-
peo moderadamente protuberante,
mais longo que a distância clipeo-
celar (264 : 228) mais largo que
longo (300 : 264) , com a distância
clipeorbital inferior bastante mais
curta que o diâmetro do flagelo
(22 : 42); com 3 carenas no disco,
a média aguda e um pouco encur-
tada apicalmente, as latero-basais
grossas e arqueadas, terminadas à
altura do meio. Carenas latero-
25 — 37 145
386
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
-frontais moderadamente agudas
na parte média de cada uma, sem
carenas supra-frontais; distância
interalveolar um pouco menos de
duas vêzes a alveolorbital e bem
mais curta que a alveolocelar la-
teral (108 : 60 : 168 e diâmetro
do alvéolo 50). A distância intero-
celar quase igual à ocelorbital e
um pouco maior que o diâmetro
do ocelo médio (62 : 93 : 44); a
distância ocelocipital um pouco
menor que a orbitocipital (74 :
92). O escapo mais curto que o
clípeo (220 : 264) e quase tão lon-
go como a distância clipeocelar; a
proporção entre os 4 primeiros ar-
tículos do flagelo 65 : 30 : 44 : 45
e o diâmetro do quarto 42. O es-
cutelo pouco mais de duas vêzes
mais largo que longo (550 : 248),
um pouco abaulado no meio para
a base dobrado para baixo, além
das carenas laterais e com o bordo
posterior levemente emarginado-
-truncado em ângulo obtuso e
suavemente arredondado nos can-
tos. Tíbias médias com a área
aveludada, duas vêzes mais larga
que longa, curta, ocupando pouco
mais da metade do comprimento da
face externa (240 x 120 : 432), as
tíbias um pouco mais curtas que o
respectivo basitarso, êste com uma
larga área subglabra oblíqua nos
2/5 basais e com 5-8 cerdas lami-
nado-sinuosas. A tíbia posterior
mais larga que duas vêzes a sua
largura apical (900 : 615 : 410 e
grossura 108), com o bordo an-
terior fracamente convexo nos 2/5
basais e o posterior subparalelo
nos 3/5 distais; o basitarso 2,5 vê-
zes mais longo que largo e um
pouco mais longo que a largura
apical da tíbia (480 X 188 : 410),
com o bordo posterior convexo e
projetado distalmente em ângulo
agudo. O 7.° tergo em ângulo mui-
to obtuso com o vértice chanfrado
formando 2 pequenos lobos; o 5.°
esterno com a margem truncada
levemente emarginata em ângulo
muito aberto, a margem do 6.°
truncado-sinuada em arco de Dia-
na; o 7.° em arco estreito alonga-
do medianamente para trás em
projeção bilobada, os lobos relati-
vamente grandes e divergentes, a
cada lado da projeção para a base
uma pequena convexidade; 8.° es-
terno profundamente modificado
como nos demais Euglossinae, co-
cleariforme, mais de uma vez e
meia mais longa que larga (360 :
220) sendo a projeção posterior
menos de 1/3 do comprimento to-
tal (100 : 360). A cápsula genital
uma e seis vêzes mais longa que
larga (448 : 280) , o gonóstilo alar-
gado para a base e curvado para
dentro, com algumas cerdas, as
basais mais grossas, e duas vêzes
mais longo que a projeção latero-
-distal do gonocoxito que o supor-
ta (108 : 53).
Volume 5 (Zoologia)
387
Tamanho — Comprimento to-
tal aproximado 22,0 mm, da asa
anterior desde o esclerito costal
19,5 mm; largura da cabeça 6,8
milímetros e do abdômen 10,0 mm.
Localidade tipo — Aripo Val-
ley, Trinidad, W.I., em flores de
Anthurium, agosto de 1962, Dr. F.
Bennett leg. Os parátipos são do
mesmo local e mês, nos anos de
1961 e 1962.
Tipos — O holótipo na coleção
do Commonwealth Institute of
Biological Control. Os parátipos na
coleção do autor, do American
Museum, U. S. National Museum
e na Universidade de Kansas.
Como acima ficou dito, esta
espécie assemelha-se nuito à for-
ma típica de Eiãaema seàbrai e
pertence a êsse grupo, pela confi-
guração geral dos esternos, cápsu-
la genital, área malar curta e dis-
tância clipeorbital inferior aproxi-
madamente a metade do diâmetro
do 4.° artículo do flagelo. Imita
essa espécie também pelo colorido.
As principais diferenças estão
no padrão do colorido. Em seabrai
as faixas amarelas marginais exis-
tem apenas nos 3 primeiros tergos,
sendo no 4.° ferrugínea como nos
tergos seguintes. Além disso, as
faixas em seabrai são um pouco
mais largas e não estreitadas para
o meio. No 7.° tergo os lobos da
projeção distai são menos desen-
volvidos em seabrai e a cápsula ge-
nital um pouco mais curta.
Em 3 exemplares de E. ben-
netti os últimos tergos têm pilosi-
dade inteiramente amarela como
a que se observa em alguns exem-
plares de E. meriana e que Friese
descreveu como Euglossa ( Eule -
ma) dimidiata var. flavescens. Êste
fato também é conhecido em
E. seabrai.
Na Amazônia ocorre uma ou-
tra espécie extremamente seme-
lhante à E. meriana pelo padrão
da pilosidade, porém com as ca-
racterísticas estruturais de E. sea-
brai e E. bennetti, e que aqui des-
crevo como E. mimetica. Êste fato
é que me levou a considerar tôdas
essas formas como espécies dife-
rentes até que se possam ter dados
positivos de sua igualdade por ob-
servações diretas de ninho, ou de
comportamento. Ao contrário do
que acontece com a E. meriana,
todos exemplares de E. seabrai,
E. bennetti e E. mimetica são mui-
to constantes quanto à largura das
faixas marginais, dentro da área
de distribuição geográfica em que
têm sido observadas. Ao norte e
oeste dos Andes e avançando pela
América Central até pelo menos
Orizaba, no México, existe uma
quarta espécie pertencente a êste
mesmo complexo e que denomino
E. luteola, que mimetiza mais de
388
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
perto no colorido a flavescens ou
ainda a boliviensis.
Euglossa (Euglossa)
perfulgens sp. n.
Fêmea — Cabeça, tórax, per-
nas, propódeo e primeiro tergo
predominantemente verde-cúpreos;
com o clípeo, parte das áreas pa-
roculares inferiores, escapo e gran-
de parte da fronte pardo-metáli-
cos, nas depressões alveolares e
parte posterior do vértice mais
verde; o pronoto, o mesoscuto e
mesipisternos mais cúpreos, assim
como a base do primeiro tergo; a
parte apical do primeiro tergo e
a face externa das tíbias e basitar-
sos de um cúpreo para o purpú-
reo; os tergos 2.° a seguintes de
um verde-garrafa marchetado de
reflexos purpúreos; os esternos
pardo-metálicos com reflexos pur-
púreos para os lados, principal-
mente nos últimos segmentos. Os
desenhos de um branco marfim
ocupam o 1/3 basal das mandíbu-
las, o labro, exceto a barra apical
e as duas grandes manchas elípti-
cas discais pardas, a maior parte
das áreas malares e os ângulos
ventro-laterais do clípeo. As tégu-
las verde-cúpreas como o mesos-
cuto; a membrana alar lavada de
pardo-ferrugíneo, um pouco mais
intenso ao longo do bordo costal
depois do pterostigma; êste e as
nervuras de um pardo-ferrugíneo
fraco.
A pilosidade predominante pá-
lido-ferrugínea, mais pálida pa-
ra a parte ventral de todo o corpo;
com pêlos fuscos no clípeo, fronte
e vértice, nestes mais ou menos
misturados com pálidos; com pê-
los pardos muito esparsos no me-
soscuto, na face interna dos tarsos
e os pêlos dos tergos mais para o
fusco. Os curtos e grossos pêlos es-
piniformes das tíbias anteriores e
médias pardos assim como os gros-
sos pêlos corbiculares anteriores.
O tufo escutelar pálido-ferrugí-
neo, muito grande e mais largo
que longo (120 X 110). A pilosi-
dade moderadamente densa; os
pêlos mais longos do vértice maio-
res que os do bordo posterior do
escutelo, porém um pouco mais
curtos que os mais longos da mar-
gem posterior das tíbias traseiras
(120 : 90 : 130). Os pêlos do disco
dos tergos 2.° e 3.° bastante longos
sobrepassando o ponto de inserção
de 3 pêlos seguidos.
A pontuação muito densa e
moderadamente grossa na fronte,
inclinados em direção aos ocelos e
aí deixando espaços lisos, os late-
rais maiores e superando a área
do ocelo; no vértice entre os oce-
los um pouco mais fina e aos lados
em faixa obliqua desde detrás dos
ocelos em direção às órbitas inter-
nas, deixando uma área micro-re-
ticulada com alguns pontos granu-
losos nas áreas ocelorbitais; alon-
Volume 5 (Zoologia)
389
gados, densos e um pouco mais
finos que os da fronte nas depres-
sões alveolares; mais grossos, re-
gulares e moderadamente espar-
sos nas áreas paroculares inferio-
res deixando grande área lisa em
direção às órbitas no canto infe-
rior; no clípeo mais grossa e densa
em parte fundida transversalmen-
te no disco e longitudinalmente no
ápice, êstes pontos menores; nas
genas muito fina e mais densa,
junto às órbitas deixando área lisa
que na metade superior tem uma
série de pontos grossos e rasos. No
mesoscuto um pouco mais fina que
na fronte (pontos de dois tama-
nhos pouco nítidos 30-45 u) , no
disco (entre os sulcos parapoidais)
moderadamente densa, um pouco
mais para a frente e um pouco
menos para trás; os intervalos no
disco lisos, alguns como os pontos
maiores, outros como os menores;
no escutelo os pontos maiores do
disco chegando até 70 n, adensan-
do-se e diminuindo rapidamente
em direção ao meio e alongando-se
para a margem posterior; nos me-
sepistemos quase como no mesos-
cuto, um pouco mais densa para
cima e mais esparsa para baixo.
Nas tégulas bastante uniforme,
um pouco mais fina (20 p) e mais
densa que nos lados do mesoscuto.
No 2.° tergo densa no disco, um
pouco maior para a base e alon-
gada, e menor para a margem api-
cal sem deixar faixa lisa distinta;
no 3.° e seguintes os pontos au-
mentando um pouquinho mais e
também mais alongados para a
base, menores e mais densos para
o meio apicalmente, a faixa lisa
marginal pouco perceptível no 3.°
e um pouco mais no 4.° e 5.°.
A cabeça mais larga que lon-
ga e mais estreita que o tórax e
êste que o abdômen (568 X 454 :
609 : 620) ; as órbitas internas um
pouco sinuadas, mais convergentes
em cima, a distância interorbital
máxima quase do comprimento do
ólho (360 : 250 : 330 : 300). Por-
ção distai da gálea 3,6 vêzes tão
longa como o comprimento do
ólho (1300 : 360); com numerosas
cerdas fortes curvadas, hanulifor-
mes, nos 3/5 basais; as mandíbu-
las tridentadas, com o bordo infe-
rior externo quase reto (machos,
portanto, bidentados) ; o labro um
pouco mais largo que longo (150 :
125) , tricarenado longitudinalmen-
te; a carena média forte, as late-
rais encurtadas, e uma carena
transversal preapical; a área ma-
lar duas vêzes tão longa como o
diâmetro do flagelo (50 : 25). O
clípeo bastante protuberante, mais
longo que a largura entre as fó-
veas tentoriais e esta distância
maior que a distância clipeocelar
(210 : 190 : 170), fortemente tri-
carenado: a carena média comple-
ta, as laterais encurtadas e diver-
330
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
gindo para baixo, ao nível das fó-
veas tentoriais mais próximas des-
tas que da carena média; a dis-
tância clipeorbital inferior mais
de duas vêzes o diâmetro do flage-
lo (55 : 25). Carenas frontais em
arco, pouco marcadas e sem ra-
mos suprafrontais; a distância in-
teralveolar mais de duas vêzes a
alveolorbital ou que 3 vêzes o diâ-
metro do alvéolo (130 : 54 : 40).
O vértice chato, encurtado e um
pouco elevado atrás dos ocelos,
com a distância ocelocipital clara-
mente menor que a orbitocipital
(40 : 60); a distância interocelar
quase igual ao diâmetro do ocelo
médio e a ocelorbital quase duas
vêzes maior (38 : 70 : 36). O es-
capo bem mais curto que a dis-
tância alveolocelar, e quase 2,3 vê-
zes mais curto que o pedicelo e fla-
gelo juntos (140 : 175 : 320); a
proporção entre os 4 primeiros ar-
tículos do flagelo é 61 ; 20 : 24 :
24 e o diâmetro do 4.° artículo li-
geiramente maior que seu compri-
mento (25 : 24). O pronoto com
os cantos humerais em ângulo re-
to, não projetado; o escutelo mais
de duas vêzes mais largo que lon-
go (356 : 158), largamente arre-
dondados os cantos posteriores e
o tufo piloso discai exTaordinà-
riamente grande, mais largo que
longo (120 x 110). Tíbia média
um pouco mais longa que o basi-
tarso (300 : 245), com a face ex-
terna bastante achatada, algumas
cerdas espiniformes na margem
anterior relativamente finas, ex-
ceto duas mais fortes distais e
uma série (mais ou menos 11) ao
longo da margem posterior; na
face externa das tíbias anteriores
também há uma série dupla irre-
gular dessas cerdas espiniformes
na metade distai anterior; as tí-
bias posteriores 1,85 vêzes mais
longas (bordo posterior) que lar-
gas (454 : 245) , o ângulo posterior
muito arredondado e a margem
distai fortemente sinuada; o basi-
tarso posterior tão longo como a
largura da tíbia e mais de duas
vêzes sua própria largura (245 :
102), tão longo como o basitarso
médio.
Tamanho — Comprimento to-
tal aproximado 13,8 mm; com-
primento da asa anterior desde o
esclerito costal e largura da mesma
10,7 x 3,46 mm; largura da cabeça
5,72 mm e do abdômen 6,2 mm.
Localidade típica — Holótipo,
Tefé, AM — Brasil, novembro de
1959, R. Carvalho leg.; parátipo,
La Florida, Peru, 13 de março de
1931.
Tipos — Holótipo, fêmea, na
minha coleção, da coleção Campos
Seabra; parátipo, fêmea, no Ame-
rican Museum of Natural History,
New York.
Volume 5 (Zoologia)
391
O parátipo é um pouco menor
que o tipo (comprimento 12,5 mm,
asas 9,66 mm, cabeça 5,35 mm e
abdômen 6,8 mm) e principalmen-
te o colorido dos tergos 2.° e se-
guintes mais para o cúpreo. O nú-
mero de cerdas grossas e curtas
espiniformes do bordo posterior
das tíbias médias é 9.
O tipo geral do colorido metá-
lico e da pilosidade, principalmen-
te do holótipo, lembra E. decorata
em tamanho maior afastando-se
assim de tôdas as outras espécies
conhecidas de Euglossa ( Euglos -
sa) . A distinção, entretanto, é mui-
to fácil pelo tamanho maior de
E. perfulgens , pelo enorme tufo
escutelar cordiforme invertido (em
E. decorata é estreitamente navi-
cular), clípeo bem mais protube-
rante, área malar muito longa,
cerdas hanuliformes especializadas
da gálea, etc. A pontuação em
E. decorata apesar de ser uma es-
pécie menor, é um pouco mais
grossa e mais esparsa que em
E. perfulgens, o que principalmen-
te se nota nas proximidades da li-
nha média do mesoscuto. Pelo tipo
de conformação das mandíbulas
da fêmea e manchas do labro pode
concluir-se que o macho deverá
ter as mandíbulas bidentadas, en-
quanto que E. decorata pertence
ao grupo de mandíbulas tridenta-
das nos machos.
Euglossa (Glossura)
rugilabris sp. n.
Fêmea — Inteiramente verde
metálica, com ligeira tonalidade
para o azul no tórax e para o
cúpreo a partir do 2.° tergo, au-
mentando em intensidade nos úl-
timos segmentos dorsal e ventral-
mente. A carena média do clípeo
de colorido negro-purpúreo e as
laterais mais para o dourado. Os
desenhos branco-marfim ocupam
os 3/5 basais das mandíbulas mar-
ginados de negro e o labro, exceto
a margem apical preta e as duas
grandes manchas discais alonga-
do-elípticas fuscas, semi-translúci-
das, formam uma grande mancha
na área malar e cobrem todo o
ângulo ventro-lateral do clípeo
avançando até o término das ca-
renas laterais. As tégulas verdes,
os escleritos basais das asas verde-
-azulados; a membrana alar fra-
camente pardo-ferrugínea, um
pouco mais intensamente no bor-
do costal; as nervuras e o pteros-
tigma pardo-ferrugíneos, com C e
R quase pretos.
A pilosidade predominantemen-
te preta na fronte, vértice,
dorso do tórax inclusive o tufo es-
cutelar, franja dos fêmures e tí-
bias anteriores e médias, na parte
basal da face externa das tíbias
posteriores, em quase todo o l.°
tergo e parte basal do 2.°; intei-
ramente pálida na parte inferior
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
332
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
da face, genas, lado ventral do tó-
rax, franja posterior do basitarso
anterior, face externa do basitar-
so médio, as cerdas marginais da
tíbia posterior, parte apical do 2.°
tergo e sôbre as restantes, assim
como em todos os esternos; pálida
porém com numerosos pêlos fus-
cos misturados nos meso e mete-
pistemos. As cerdas da face inter-
na dos tarsos ferrugíneo-fuscas
nos 2 pares anteriores, e mais fer-
rugíneas no par posterior. Mode-
radamente densa; os pêlos mais
longos do vértice, um pouco mais
longos que os do bordo posterior
do escutelo, quase iguais aos mais
longos da franja corbicular poste-
rior, porém um pouco mais curtos
que os mais longos dos últimos es-
ternos (105 : 85 : 110 : 120). Os
pêlos do disco do 2.° tergo relati-
vamente longos sobrepassando o
ponto de inserção do seguinte na
série longitudinal, os do 3.° tergo
ainda mais longos.
A pontuação muito densa e
moderadamente grossa na fronte,
inclinados em direção aos ocelos
deixando áreas lisas diantt dos
mesmos, sendo a média a maior;
entre os ocelos mais fina e nas
áreas ocelorbitais muito mais es-
parsa e granulosa, os intervalos
mate-micro-rugosos bem maiores
que os pontos; nas depressões al-
veolares extremamente grossos em
cima, diminuindo aos lados e mui-
to pequenos nos declives internos;
nas paroculares inferiores relati-
vamente grandes, inclinados e bas-
tante esparsos, com os intervalos
lisos maiores que os pontos; no
disco do clípeo densa, muito gros-
sa nos lados e em cima, tornando-
se mais fina em direção à carena
média, esta lisa; nas genas bas-
tante mais fina e densa, deixando
faixa lisa juxtorbital com alguns
micro-pontos esparsos e pontos ra-
sos muito grossos em série sim-
ples irregular desde baixo e dupli-
cada antes de chegar ao vértice.
No mesoscuto os pontos muito cla-
ramente de dois tamanhos (30
40 e 60 — 80 u) bastante densos,
um pouco mais esparsos na área
ao longo da linha média e nas zo-
nas longitudinais correspondentes
às linhas prescutais (não existen-
tes) estendendo-se até pouco de-
pois das parapsidais com interva-
los maiores ou iguais aos pontos
maiores, para trás a pontuação é
mais densa; no escutelo quase tão
densa como na parte posterior do
mesoscuto e de 2 tamanhos, pre-
dominando os pontos pequenos
junto ao tufo piloso e os pontos
grandes e inclinados na margem
posterior; nos mesepistemos os
pontos mais uniformes, mais ra-
sos e inclinados para a frente, me-
nos densos que no mesoscuto. Nas
tégulas mais fina e mais densa que
no mesoscuto, um pouco mais es-
Volume 5 (Zoologia)
393
parsa na frente e com pontos
grandes e rasos atrás. No l.° tergo
a pontuação muito fina e regular
no arco mediano deixando mar-
gem lisa, para os lados e estreita-
mente para trás os pontos mais
grossos como os do 2.° tergo; neste
bastante esparsa, inclinada, fi-
cando progressivamente um pou-
co menor para a margem sem dei-
xar margem lisa apical; nos tergos
3.° e 4.° também sem margem lisa
e os pontos inclinados mais fortes
e maiores para a base.
A cabeça mais larga que lon-
ga, mais estreita que o tórax, êste
um pouco mais largo que o abdô-
men (487 X 392 : 528 : 499); as
órbitas internas um pouco sinua-
das, mais convergentes em cima,
a distância interorbital máxima
claramente menor que o compri-
mento do ôlho (315 : 220 : 284 :
268). A porção distai da gálea ex-
tremamente longa, aproximada-
mente 9 vêzes o comprimento do
ôlho (2835 : 315), junto a base
armada com fortíssimas cerdas,
grossas na base e afinando-se brus-
camente no ápice sem formar gan-
cho; as mandíbulas tridentadas
com o bordo externo inferior qua-
se reto; o labro um pouco mais
longo que largo (157 : 147), a ca-
rena média forte e terminando
junto à curta e forte carena trans-
versal preapical, outra forte e en-
curtada apicalmente a cada lado
nas manchas translúcidas, nume-
rosas carenas muito finas e bas-
tante altas, paralelas, dirigidas
obliquamente dos cantos basais
convergindo para o meio do ápice;
a área malar quase 1,5 vêzes o diâ-
metro do flagelo (36 : 25). O clí-
peo fortemente protuberante (um
pouco mais que a largura máxima
do ôlho em vista de perfil), um
pouco mais curto que a largura
entre as fóveas tentoriais, distân-
cia essa que iguala a distância cli-
peocelar (151 : 172 : 172), forte-
mente tricarenado, a carena mé-
dia completa e mais forte, as late-
rais quase atingindo o bordo api-
cal, superiormente unidas em ar-
co pouco antes da base. mais pró-
ximas das fóveas tentoriais que da
carena média (30 : 55); a distân-
cia clipeorbital inferior pouco mais
de 1,5 vêzes o diâmetro do flagelo
(38 : 25). Carenas frontais em
arco marcando o limite superior
das depressões alveolares, sem ra-
mos suprafrontais; a distância in-
teralveolar quase 3 vêzes a alveo-
lorbital, e esta igual ao diâmetro
do alvéolo (115 : 40 : 40). O vér-
tice chato, com o bordo posterior
procurvo, a distância ocelocipital
a metade de orbitocipital (30 :
60); a distância interocelar um
pouco maior que a metade da oce-
lorbital, ou que o diâmetro do oce-
lo (34 : 62 : 30). O escapo muito
mais curto que a distância alveo-
394
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
locelar lateral e 2,8 vêzes mais
curto que o pedicelo e flagelo jun-
tos (111 : 162 : 316), a proporção
entre os 4 primeiros artículos do
flagelo 42 : 20 : 24 : 26 e o diâ-
metro do quarto 25. O pronoto
com os cantos humerais arredon-
dados; o escutelo bastante mais
longo que a metade da sua largu-
ra (162 : 292), o contorno poste-
rior quase em semicírculo, o tufo
piloso discai navieular mais longo
que largo (101 : 42). A tíbia mé-
dia um pouco mais longa que o
basitarso (253 • 213), com a face
externa moderadamente convexa,
com algumas cerdas espiniformes
no 1/6 apical e uma série ao lon-
go da margem posterior, pouco
distinta em direção à base; nas
tíbias anteriores não há cerdas es-
piniformes mas apenas o forte es-
pinho distai curvado para trás
como nas médias; as tíbias poste-
riores com a distância da base ao
ângulo distai posterior um pouco
mais de duas vêzes sua largura
máxima (416 : 203), a margem
apical moderadamente sinuada e
o ângulo posterior indicado pela
margem inferior; o basitarso pos-
terior tão longo como a largura da
tíbia e bem mais que duas vêzes
na própria largura (203 : 87),
mais curto que o basitarso médio.
Tamanho — Comprimento to-
tal aproximado 13,58 mm; da asa
anterior desde o esclerito costal
9,83 mm e a sua largura máxima
3,25 mm; largura da cabeça 4,87
milímetros, do abdômen 4,99 mm.
Localidade típica — Tabatin-
ga, AM — Brasil; janeiro, 1959,
F. M. Oliveira.
Tipo — Holótipo fêmea, da co-
leção Campos Seabra, na minha
coleção.
Trata-se de uma Glossura tí-
pica pelo enorme comprimento do
complexo lábio-maxilar que dá
duas vêzes o comprimento do cor-
po, pelo labro mais longo que lar-
go e pela protuberância do clípeo.
Distingue-se fàcilmente das outras
espécies pelo seu tamanho menor,
pela presença de fortes e grossas
cerdas na parte basal da gálea, a
série característica de carenas
subparalelas e obliquas a cada la-
do no labro, pela configuração
alongada do escutelo de contorno
quase semicircular, pela distribui-
ção e combinação dos pontos de 2
tamanhos no mesoscuto e escute-
lo e finalmente pela pilosidade
preta da parte dorsal do tórax e
primeiros tergos.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
VoL 5 (Zoologia): 395-415 — 1967
A CHECK-LIST OF THE KNOWN EUGLOSSINE BEES
(Hymenoptera, Apidae) *
J. S. MOURE, CMF.
Universidade do Paraná, Curitiba
(With one
With the intensification of
the studies of the relationships
between Orchids and Bees, a gen-
eral survey of our present know-
ledge of the tribe Euglossini be-
came unavoidable. The author was
privileged to receive for study the
main collections of Dr. C. H. Dod-
son (Unlversity of Miami), Doctor
Stefan Vogei (Institut für Allge-
mein Botanik, Mainz Universitãt) ,
Drs. C. D. Michener and D. H. Jan-
zen (University of Kansas), Doc-
tors G. E. Linsley and P. D. Hurd,
Jr. (University of Califórnia, Ber-
keley), Dr. E. Ross (Califórnia
Academy of Sciences), Dr. F. G.
Brieger (University of S. Paulo,
Piracicaba) and Dr. L. C. Chand-
ler (Purdue University). The most
important collections seen are
those of Dr. Carlos Alberto Cam-
pos Seabra, for Brazilian speci-
mens, and of Dr. Robert L. Dress-
ler, for Central American speci-
text- figure)
mens, mostly from Panama and
Costa Rica.
The most important collec-
tions with types are in the British
Museum, Natural History (Dr. I.
H. H. Yarrow), U. S. National Mu-
seum (Dr. Karl V. Krombein),
American Museum of Natural His-
tory (Dr. Jerome G. Rozen), Mu-
séum National d’Histoire Natu-
relle, Paris (Dr. E. Seguy), Snow
• Contribution no. 193 of the
Department of Zoology, Federal Univ-
ersity of Paraná, Brazil. Funds for
my study of type specimens in Europe
were provided by the National Science
Foundation, U. S.A.. and in the United
States by the Rockefeller Foundation.
Grants from the Conselho de Pesquisas
íUFP), Conselho Nacional de Pesquisas
and CAPES were available during the
preparation of the manuscript mono-
graph of the Euglossine Bees. I am
especially indebted to Dr. Max Fischer
(Naturhistorisches Museum, Vienna),
Dr. Móczár L. (Hungarian National
Museum), Dr. E. Kõnigsmann (Zoolo-
gisches Museum der Humboldt Uni-
versitát, Berlin) and Dr. E. Kjellander
(Naturhistoríska Ricksmuseet, Stock-
holm) for lending some criticai
specimens classified by Mocsary and
Friese and examining some types in
their collections.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
396
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Entomological Museum, Kansas
University (Dr. C. D. Michener),
Hope Museum, Oxford (Dr. G.
Varley and Dr. M. W. R. Graham) ,
Museo Civieo di Storia Naturale,
Gênova (Drs. E. Tortonese and
D. Guiglia), Istituto di Zoologia
dellTTniversitá, Torino (Dr. L. Par-
di), Zoologisches Sammlung des
Bayerisches Staates, M ü n c h e n
(Drs. W. Forster and F. Kühl-
hom), Naturhistorisches Museum,
Wien (Drs. M. Beier and M. Fis-
cher) , Zoologisches Museum der
Humboldt Universitát, Berlin (Dr.
E. Kõnigsmann), Universitetets
Zoologiske Museum, Copenhagen
(Drs. S. L. Tuxen and B. Petersen
and Mrs. Zimzen Ella, including
Fabricius own collection from Kiel
Zoologisches Museum der Univer-
sitát), Hungarian Natural History
Museum, Budapest (Dr. Móczár
L.), Rijksmuseum van Natuurlijke
Historie, Leiden (Drs. J. van der
Vecht and M. A. Lieftinck), Zoolo-
giska Institutionem, Uppsala (Dr.
Ake Holm) and Naturhistoriska
Ricksmuseet, Stockholm (Dr. E.
Kjellander). In South America
the principal collections are lhe
private collection of Dr. Carlos Al-
berto Campos Seabra, Rio de Ja-
neiro, the collection of the Insti-
tuto Osvaldo Cruz (including the
Zikán collection) , the collection of
the Departamento de Zoologia da
Secretaria da Agricultura do Esta-
do de São Paulo, the collection of
the Museo Nacional de Buenos Ai-
res “Bemardino Rivadavia” and
the author’s collection at the De-
partamento de Zoologia da Uni-
versidade Federal do Paraná. Ref-
erences to the type specimen are
made for the types seen by the
author.
The Euglossini is a tribe of
the subfamily Bombinae, with Me-
liponinae and Apinae constitutes
the family Apidae, according to
my proposal in 1950 ( Dusenia ,
1(3) : 181). Michener recently
adopted this classification (1965,
Buli. Amer. Mus. Nat. Hist., 130:
8, 10, 33 & 229) with some small
differences, including as tribes in
Apinae the Meliponini and the
Apini.
The Bombinae are easily sep-
arable from the two other subiam*
ilies by the presence of the hind
tibial spurs and by lacking the
jugal lobe of the hind wing. The
Euglossini differs from the tribe
Bombini by having more or less
extensive metallic brilliance on
tegument, a navicular tuft of
dense hairs on the scutellum of
lhe females of the genus Euglossa
and of the genus Eulaema, some
species of which with little metallic
brilliance imitate some species of
the genus Bombus, but have a
strong median carina on clypeus,
and in the males enormously
Volume 5 (Zoologia)
397
swollen posterior tibiae with a
scar-shaped hairy glandular open-
ing along distai posterior two
thirds.
The tribe Euglossini contains
the pollen collecting genera Eu-
glossa, Euplusia, Eufriesea and
Eulaema and their parasites Aglae
and Exaerete. The representatives
of Eulaema seem to be subsocial
by the appearence of their large
nests. Some studies on the behav-
iour of the several genera have
been started by Michener, Dodson,
Dressler, Janzen, Vogel, Kerr
and their associates. Nests have
been described by several authors,
with a very detailled study of the
nest of E. terminata by Bennett.
The largest and most easily
recognized genus is Euglossa.
These bees have a very brilliant
metallic green to golden, red, blue
or purple colored tegument with
very contrasting white labrum and
other marks of the same color on
lower portion of parocular areas,
lateroventral angles of clypeus, on
mandibles and malar areas. The
posterior distai angle of hind tib-
iae of males is rounded. The nu-
merous species can be distributed
in three subgenera: Euglossa,
Glossura and Euglossella. The
largest species with very long la-
bio-maxillar complex and a la-
brum longer than broad consti-
tute the subgenus Glossura erected
by Cockerell in 1917, with Eu-
glossa ignita as the type species.
Euglossella is here proposed to re-
place Cnemidium Perty, 1833 ( Cne -
midium viride Perty, 1833, as type
species) preoccupied by Cnemidi-
um Goldfuss, 1826. In Euglossella
the mandibles of males are tri-
dentate and in females character-
istically bent. In Euglossa proper
the mandibles of males are bi-
dentate. The type species of Eu-
glossa is Apis cordata Linnaeus,
1758, designated by Blanchaed in
1840. Unfortunately, as the author
recently discovered, Drapiez in 1838
proposed as type of this genus
Apis dentata Linnaeus, 1758. Dra-
piez proposal is invalid because
Apis dentata was not included
with the original description (La-
treille, 1802, Hist. Nat. des Four-
mis , p. 436, two species: Apis cor-
data; gulosa F.; and 1802, Hist.
Nat. Crust. & Insect., 3: 384-385:
“Examples. Apis cordata; gulosa
F.”, in spite of the following state-
ment in the same year: 1802, Hist.
Nat. Crust., 14: 62-63: “Euglosse.
Apiaires sociales. Espèces: 1. —
Euglosse dentée; Euglossa denta-
ta 2. — Euglosse cordiforme,
Euglossa cordata En Améri-
que: VAndrena gulosa de Fabri-
cius me parait être du même gen-
re.”). There are 17 valid names in
Euglossa proper, 4 synonyms, 22
398
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
proposed as new, 2 “incertae se-
dis”, 2 “species excludendae” and
6 “nomina nuda”; in Euglossella
9 described species, 6 new ones and
6 synonyms. Glossura contains 7
valid names, 2 synonyms and õ
new species to be described.
In the following genera the
hind tibiae of males have the dis-
tai angle bidentate, because the
glandular slit reaches the dis-
tai apex; there are no white marks
on face (except a few stripes on
clypeus and parocular areas in
males of the subgenus Apeulae-
ma). The genus Euplusia is the
largest in species after Euglossa,
but its representatives rather
scarce in collections. The head
and thorax have some brilliance
and the pubescence on thorax
more or less dense and velutinous.
The female scutellum lacks the
navicular tuft of dense hairs. The
labial palpi are four segmented as
in Euglossa. Its numerous species
can be subdivided in two or three
groups, but our knowledge is still
too poor to take this step. The
described species are 60 of which
at least 16 are synonyms, but
there are also a few undescribed
species in my collection. This is
the most widely distributed genus
extending from Chihuahua, in
México, to Cordoba Mountains, in
Argentina, and also reaches high-
er elevations in the tropics.
Eufriesa is closely related to
Euplusia but can be easily differ-
enciated by its very long plate-like"
scutellum. It is monotypic.
Eulaema has the largest in
size and most hairy species of this
tribe, without metallic colors on
the head but with a navicular tuft
of dense hairs on the female
scutellum, difficult to see among
the dense and velutinous pubes-
cence. The labial palpi are two
segmented. The species are group-
ed in two subgenera: Eulaema and
Apeulaema. Eulaema proper can
be recognized by the extensively
brilliant metallic metasomal terga
and lacking whitish stripes on
male face. This subgenus has 24
names of which 4 have been very
recently proposed, 10 synonyms
and one “nomen nudum”. In the
subgenus Apeulaema the tegument
of the first three metasomatic
terga is black without metallic
brilliance and the face of males
has some longitudinal white or
creamy stripes on clypeus and
parocular areas. The included
names are eleven, of which six are
valid. Some species are very close-
ly related, making up a super-
species, as the seábrai group in-
cluding bennnetti, mimetica, lute-
ola and seabrai proper; basicincta
resembles peruviana and tcillei
probably is a northern fcrm of ni-
grita. On the other side a very
Volume 5 (Zoologia)
striking variation occurs in me-
riana, with some consistency of
forms and colors on the northern
part of South America, in Central
America to México and in the
399
Coastal forests of northeastern
Brazil, but in the Amazonian re-
gion and Coastal forests of South-
ern Bahia and in Espírito Santo
the same variations are observed
Fig. i _ Known distribution of the genera of Euglossini.
KNOWN DISTRIBUTION
OF THE GENERA OF
EUGLOSSINI
I-dS-CÔn.çsr.
Equodor
T...ÇU . Cgpri_cornio_„.
Euglossa
Muuu‘ Euplusia
Eufriesea
Eulaema
- — Exoerete
“ — Aglae
cm
400
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
without any geographical limits.
This accounts for the numerous
synonyms of meriana.
The parasitic Euglossine bees
are classified in two very dis-
tinctive genera, one, Aglae, mono-
typic and mostly restricted to the
Amazonian region, and the other,
Exaerete, extending from México
to northem Argentina. Aglae is
characterized by the flatness of
its body, very large plate-like
seutellum and strongly carinated
metasomal stema. In Exaerete the
seutellum is short and armed with
two tubercles, the metasoma con-
ical, not carinated beneath. The
five species of Exaerete can be div-
ided into two natural groups, the
first including dentata (the type
species), trochanterica and azteca,
the second smaragdina and fron-
talis. Species of the first group
have the labial palpi four segment-
ed, the glandular scar does not
reach the distai angle of hind tibia.
In the second group the labial
palpi are bisegmented and the
glandular scar reaches the distai
angle of the hind tibia.
The geographical distribution
of the Euglossini (Fig. 1) is typ-
ically in the tropical part of the
Neotropical Region. One species,
Eulaema polychroma, is reported
as reaching Brownsville, Texas,
U. S. A., and another, Euplusia si-
millima, was recently described
from Chihuahua, México. They
are the northemmost representa-
tive Euglossine Bees. On the other
hand, the same genus has the
southemmost species, Euplusia
chalybeata, which reaches the Cor-
doba Mountains in Argentina. Eu-
glossa, Eulaema and Exaerete are
widespread between the Tropics of
Câncer and Capricorn. Eufrie-
sea and Agae, both monotypic,
are mostly confined to the Ama-
zonian area, but recently Eufriesea
pulchra and Aglae caerulea were
found in Panama.
NAMES CURRENTLY APPLIED
IN THE TRIBE EUGLOSSINI
The following list contains all
the names applied in Euglossini,
including those in press. Type
species for the recognized genera
and subgenera precedes each al-
phabetical list included specific or
subspecific names. Valid names
are cited in italies, their subgener-
ic position is indica ted in paren-
theses, and the known geograph-
ical distribution (D. G.) is present-
ed. The zoological status of those
names which are considered syn-
onyms or “species excludendae’’
is given. “Nomina nuda" are re-
gistered as so. For each species, or
synonym, the present location of
the type specimen is indicated and
the type locality is cited.
Volume 5 (Zoologia)
401
Genus Euglossa Latreille
Euglossa Latreille, 1802, Hist. Nat.
Fourmis, p. 436. Two species. Type
species: Apis cordata Linnaeus,
1758. (Euglossa cordata Fabricius,
1804, by designation of Blanchard,
1840, in Cuvier, Règne Animal, Ed.
3.*, Insectes, vol. 2: 219, atlas pl.
129, fg. 2).
Glossura Cockerell, 1917, Canadian
Ent., 49: 144. Two species. Subgenus
of Euglossa. Type species: Euglossa
piliventris Guérin, 1845. (Original
designation.)
Euglossella n. novum for Cnemidium
Perty, 1833, Del. Anim. Art. Brasil.
Coll., p. 148, nec Goldfuss, 1826. One
species. Type species: Cnemidium
viride Perty, 1833. (Monotypic.)
aenescens Friese, 1925, Stettiner Ent.
Ztg., 86: 28. Passa Quatro, MG-Bra-
sil. (Lee to type 2 : Coll. Friese, Zool.
Mus., Berlin.) = mandibularis.
affinis Pérez, in Dominique, 1898, Buli.
Soc. Sei. Nat. de 1’Ouest de la
France, 8: 58. ( tf . nudum.)
alleni Moure, 1966, in press, Palmar,
Puntarenas, Costa Rica. (Holo-
type á : UB. Natl. Mus.) (Euglossa)
D.G.: Costa Rica.
allosticta Moure, 1966, in press. Gam-
boa, Canal Zone, Panama. (Holo-
type & : Dressler's coll.) ( Glossura )
D.G.: Panamá.
analis Westwood, 1840, Hist. Nat. of
Bees, p. 262, pl. 19, fg. 2. Amazonas.
Brasil. (Lee to type $ : Hope Mu-
seum, Oxford.) ( Euglossa )
D.G.: N-Brasil, Guianas. Peru. Co-
lômbia, Panamá.
apicia Illiger, 1806, Mag. f. Ins., 5: 144.
3. (tf. nudum.)
apiíormis Schrottky, 1911, Ent. Run-
dsch., 28: 39. Cuzco, Peru. (Holo-
type 9 : probably lost.) = singu-
laris.
asarophora Moure & Sakagami, 1966, in
press. V. Chiriqui, Panama. (Holo-
type $ : Brit. Mus. Nat. Hist.)
( Glossura )
D.G.: Panamá, Costa Rica.
augaspis Moure, 1966, in press. Iquitos,
Peru. (Holo type $: Coll. Moure,
Univ. Fed. Paraná) ( Euglossella )
D.G.: Perú (Loreto).
aureiventris Friese, 1899, Termesz.
Füzetek, 22: 135. “Brasil”. (Lecto-
type 9 : “Stevens, 1860”, Natur-
hist. Mus., Wien) ( Euglossa )
D.G.: Brasil (Amazonas, Pará, Esp.
Santo) .
auricollis Friese, 1923, Konowia, 2: 26.
Guayaquil, Ecuador. (Lectotype
9 : Coll. Friese, Zool. Mus., Berlin >
= hemichlora.
auriventris Friese, 1925, Stettiner Ent.
Ztg., 86: 29. “Brasil (Rio Branco;
Ecuador (Guayaquil), v. Buch-
wald leg.” (Types 9 9 : Coll.
Friese, Zool. Mus., Berlin.) (Not
seen.)
D.G.: Brasil, Ecuador.
azurea Ducke, 1902, Boi. Mus. Paraen-
se, 3 (3-4): 570. 5. Macapá, AP-
Brasil. (Lectotype $ : Coll. Ducke,
Museu Paraense, Belém) = viridis.
azureoviridis Friese, 1930, Zool. Jahrb.
Abt. Syst., 59: 137. 1. San José.
Costa Rica. (Lectotype 2 : Coll.
Friese, Zool. Mus. Berlin.) (Eu-
glossa) D.G.: Costa Rica. Friese
writes azureovirida, but the correct
spelling is azureoviridis.
bari Pérez, in Dominique, 1898, Buli.
Soc. Sei. Nat. de 1’Ouest de la
France, 8: 58. (tf. nudum)
bernardina Cockerell, 1917, Canadian
Ent., 49: 144. San Bernardino, Pa-
raguay. (Holotype 2 '• U.S. Natl.
Mus. n.° 23143) = mandibularis.
bicolor Ducke, 1902, Boi. Mus. Paraense,
3 (3-4): 565-566, 570. Belém. PA,
26 — 37 143
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
402
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Brasil. (Lectotype $ : Coll. Ducke,
Mus. Paraense, Belém) = analis.
brullei Lepeletier, 1841, Hist. Nat. Ins.
Hym., 2: 10. 2. “Senegal” err., Ama-
zonian Region. (Holotype 9 : Mus.
Natl. Hist. Nat., Paris) = inter-
secta.
bureaui Pérez, in Dominique, 1898,
Buli. Soc. Sei. Nat. de 1’Ouest de la
France, 8: 58. ( N . nudum)
bursigera Moure, 1966, in press. Barro
Colorado Isl., Canal Zone, Pa-
nama. (Holotype 3 : Dressler’s
coll.) ( Euglossella ) .
D.G.: Panamá.
chalybeata Friese, 1925, Stettiner Ent.
Ztg., 86: 29. Belém, PA-Brasil.
(Lectotype $ : Coll. Friese, Zool.
Mus. Berlin.) ( Glossura )
D.G.: N-Brasil (Pará, Amapá, Ama-
zonas, Mt. Grosso), Guianas, Peru.
Bolívia.
championi Cheesman, 1929, Trans. Ent.
Soc. London, 77: 148. 24. V. Chiri-
qui, Panama. (Lectotype : Brit.
Mus. Nat. Hist., n.° 17B-952) (E;i-
glossa)
D.G.: Panamá, Costa Rica.
charapensis Cockerell, 1917, Canadian
Ent., 49: 146. Rio Charape, Peru.
(Holotype ç : U. S. Natl. Mus.
n.° 23142 ( Euglossa )
D.G.: Perú, Bolivia.
chlorosoma Cockerell, 1918, Bul. Amer.
Mus. Nat. Hist., 38 : 688. Bartica
Distr., British Guiana. (Holo-
type ç : “Hym. 140”, Amer. Mus.
Nat. Hist. n.° 24486 ( Glossura )
D.G.: Guianas, N-Brasil (Amapá,
Pará, Amazonas), Perú, Bolivia.
cordata [Apis] Linnaeus, 1758, Syst.
Nat., Ed. 10.*, 1: 572. 12. “Indiis".
According to the type specimen
Guianas. (Holotype $ : Natur-
hist. Riksmuseet, Stockholm) (Eu-
glossa )
D.G.: Guianas, Brasil, Venezuela,
Trinidad, Bolivia, Peru, Colombia.
coruscans Moure, 1966, in press. Parque
Sooretama, Linhares, ES-Brasil.
(Holotype 9 : Coll. Moure, Univ.
Fed. Paraná) ( Euglossa )
D.G.: Brasil (Esp. Santo, Pará,
Amazonas) .
crassipunctata Moure, 1966, in press.
Navy Reserv. N. Gamboa, Canal
Zone, Panama. (Holotype ,5 :
Dressler’s coll.) ( Euglossa )
D.G.: Panamá.
cupreicolor Moure, 1966, in press. Pozo
Azul, S. José, Costa Rica. (Ho-
lotype ,5 : Coll. Moure, Univ. Fed.
Paraná) ( Euglossella )
D.G.: Costa Rica.
cupreiventris Cheesman. 1929, Trans.
Ent. Soc. London, 77: 146. 21. Pa-
nama. (Holotype 9 : Brit. Mus.
Nat. Hist. n.° 17B-916) = igniven-
tris.
cyanaspis Moure, 1966, in press. Barro
Colorado Isl., Canal Zone, Pa-
nama. (Holotype <5 : Dressler’s
coll.) ( Euglossa )
D.G.: Panama.
cyanea Friese, 1899, Termesz, Füzetek,
22: 135. S. Antonio, Bolivia. (Lec-
totype ç : Mus. Natl. Hungaricum,
Budapest) ( Euglossella ).
D.G.: Bolivia.
cyanosoma Moure, 1966, in press. Anto-
nina, PR-Brasil. (Holotype $ :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
(Euglossa)
D.G.: Brasil (S. Paulo, Paraná. S.
Catarina) .
cyanura Cockerell. 1917, Canadian
Ent., 49; 146. Porto Belo, Panama.
(Holotype 9 : Uü. Natl. Mus.
n.° 23144) ( Euglossella *
D.G.: Panamá, Costa Rica.
cybella Moure. 1966. In press. Cerro
Campana, Prov. Panama, Panama.
Volume 5 (Zoologia)
403
P
(Holotype $ : Dressler’s coll.) (Eu-
glossa)
D.G.: Panama.
deceptrix Moure, 1966, in press. Cerro
Campana, Prov. Panama, Panama.
(Holotype $ : Dressler’s coll.) (Eu-
glossa )
D.G.: Panama.
decorata Smith, 1874, Ann. Mag. Nat.
Hist., (4) 13: 444. 4. São Paulo de
Olivença, AM-BrasU. (Holotype
9 : Brit. Mus. Nat. Hist. n.° 17B-
949) ( Euglossella )
D.G.: N-Brasil (Amazonas, Pará,
Amapá), Guianas, Perú, Colombia.
dives Illiger, 1806, Mag. f. Insectenk.,
5: 144. 1. BRASIL. (N. nuduui)
dodsoni Moure, 1965, Journ. Kansas
Ent. Soc., 38 (3): 266. Turrialba,
Costa Rica. (Holotype 9 : Snow
Ent. Mus., Kansas Univ.) (Eu-
glossa )
D.G.: Costa Rica, Panama.
dressleri Moure, 1966, in press. Navy
Reserv. N. Gamboa, Canal Zone,
Panama. (Holotype <$ : Dressler’s
coll.) ( Euglossa )
D.G.: Panama.
erythrochlora Moure, 1966, in press.
San Vito, Prov. Puntarenas, Costa
Rica. (Holotype <j : Dressler’s coll.)
(Euglossa)
D.G.: Costa Rica.
flammea Moure, 1966, in press. 3an
Vito, Prov. Puntarenas, Costa
Rica. (Holotype : Dresslers coll.)
( Glossura )
D.G.: Costa Rica.
gorgonensis Cheesman, 1929. Trans.
Ent. Soc. London, 77: 146. 22.
Rica. (Holotype <; : Dressler’s coll.)
9 : Brit. Mus. Nat. Hist. n.° 17B-
947) ( Euglossa )
D.G.: Colombia, Panama, Costa
Rica.
granti Cheesman, 1929, Trans. Ent. Soc.
London, 77: 147. 23. Gorgona Isl.,
Colombia. (Holotype 9 : Brit.
Mus. Nat. Hist., n.° 17B-945) (Eu-
glossa) .
D.G.: Colombia.
hansoni Moure, 1965, Journ. Kansas
Ent. Soc., 38 (3) : 269. Pina Area,
Prov. Colon, Panama. (Holotype
g : Snow Ent. Mus., Kansas Univ.)
( Euglossa )
D.G.: Panama.
hemichlora Cockerell, 1917, Canadian
Ent., 49: 146. Paramba, Ecuador.
(Holotype 9 : U. S. Natl. Mus.
n.° 23145) ( Euglossa )
D.G.: Ecuador.
heterosticta Moure, in press. Cerro
Campana, Prov. Panama, Panama.
Holotype <j : Dressler’s coll.) (Eu-
glossa)
D.G.: Panama, Costa Rica.
ignita Smith, 1874, Ann. Mag. Nat.
Hist., (4) 13: 444. 3. Jamaica.
(Holotype £ : Brit. Mus. Nat. Hist.
n.° 17B-950) ( Glossura )
D.G.: Jamaica, Trinidad, Panama,
Colombia, Venezuela, Peru, Guia-
nas, N-Brasil (Amazonas, Pará,
Amapá) .
igniventris Friese, 1925, Stettiner Ent.
Ztg., 86: 29. La Caja, S. José, Costa
Rica. (Holotype 9 : Coll. Friese,
Zool. Mus. Berlin) (Euglossa)
D.G.: Costa Rica, Panama.
imperialis Cockerell, 1922, Proc. U. S.
Natl. Mus., 60 (18) : 6. Rio Trinidad,
Panama. (Holotype 9 : U.S. Natl.
Mus. n.° 24882) (Glossura)
D.G.: Costa Rica, Panama, Colom-
bia. Peru, N-Brasil (Amazonas).
intersecta Latreille, in Drapiez, 1938
Dict. Class. Sei. Nat., 4: 273. Cayen-
ne, French Guiana. (Holotype
probably lost) ( Glossura )
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
404
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
D.G.: N-Brasil (Amapá, Pará, Ama-
zonas), Peru, Guianas.
iopyrrha Moure, 1966, in press. Óbidos,
PA-Brasil. (Holotype $ : Coll.
Moure, TJniv. Fed. Paraná) (Eu-
glossella ) .
D.G.: N-Brasil (Pará, Amazonas).
jamaicensis Moure, 1966, in press. Ja-
maica. (Holotype $ : Coll. Moure,
Univ. Fed. Paraná) . ( Euglossa )
D.G.: Jamaica.
lazulina Friese, 1923, Konowia, 2: 26.
Óbidos, PA-Brasil. (Type 5 : ?
Coll. Friese, Zool. Mus. Berlin)
(subg. ?) (Not seen).
D.G.: Brasil (Pará).
macropsectra Moure, 1966, in press.
Serra do Navio, AP-Brasil. (Ho-
lotype 9 : Coll. Moure, Univ. Fed.
Paraná) ( Euglossella ) .
D.G.: N-Brasil (Amapá, Pará, Ama-
zonas) .
maculilabris Moure, 1966, in press.
Cerro Campana, Prov. Panama,
Panama. (Holotype <} : Dressler's
coll.) ( Euglossa )
D.G.: Panama, Costa Rica.
mandibularis Friese, 1899, Termez.
Füzctek, 22: 137. 6. Santa Cruz do
Sul, RS-Brasii. (Lee to type 9 : Coll.
Friese, Zool. Mus. Berlin) (Eu-
glossella )
D.G.: S-Brasil (R.Gr. do Sul, S.Ca-
tarina, Paraná, S. Paulo, R. Ja-
neiro, Guanabara, S-Minas Ge-
rais), Paraguay.
melanotricha Moure, 1966, in press.
Araxá, MG-Brasil. (Holotype j :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
(Euglossa)
D.G.: Brasil (M. Gerais, Mt. Grosso,
S. Paulo, Goiás), Bolivia.
meliponides Ducke, 1902. Boi. Mus. Pa-
raense, 3 (3-4): 569. 2. Itaituba,
PA-Brasil. Lectotype 9 : Coll.
Ducke, Museu Paraense, Belém)
= singularis.
mixta Friese, 1899, Termesz, Füzetek,
22: 135. Chiriqui, Panama. (Lec-
totype $ : Mus. Natl. Hungaricum,
Budapest) (Euglossella)
D.G.: Costa Rica, Panamá, Colôm-
bia, Perú, Bolivia, N-Brasil (Ama-
zonas).
nigrescens Friese, 1930, Zool. Jahrb.
Abt. Syst., 59: 137. San José, Costa
Rica. (Lectotype 9 : Coll. Friese,
Zool. Mus. Berlin.) Nec Friese, 1923.
— azureoviridis.
nigropilosa Moure, 1965, Journ. Kansas
Ent. Soc., 38 (3) : 270. Topo, Tun-
gurahua, Ecuador. (Holotype 9 :
Snow Ent. Mus., Univ. Kansas»
(Euglossa)
D.G.: Ecuador, Peru.
nigrosignata Moure, 1966, in press. N.
El Valle de Antón, Prov. Coclé,
Panama. (Holotype $ : DressleFs
coll.) (Clossura)
D.G.: Panama.
orichalcea Moure, 1966, in press. Barro
Colorado Isl., Canal Zone, Pa-
nama. ( Holotype <$ : Dressler's
coll.) (Euglossa)
D.G.: Panama.
pallens Apis, 1798, Euglossa, 1804 Fa-
bricius, 1798, Suppl. Ent. Syst., p.
276, n. 110-111. Cayenne, French
Guiana. (Holotype worker: Coll.
Fabricius, Zool. Mus. Univ. Kiel)
= Trigona ( Trigona ) pallens (Cfr.
Moure, 1960. Studia Ent., 3: 155.
57).
perfulgens Moure, 1966, in press. Tefé,
AM-Brasil . (Holotype 9: Coll.
Moure. Univ. Fed. Paraná) (Eu-
glossa)
D.G.: N-Brasil (Amazonas), Peru.
pictipennis Moure, 1943, Arq. Mus. Pa-
ranaense. 3: 191. 46. Batatais. SP-
Volume 5 (Zoologia)
405
Brasil. (Holotype 9 : Coll. Moure,
Univ. Fed. Paraná) ( Euglossa >
D.G.: Brasil (S. Paulo).
piliventris Guérin, 1845, Icon. Règn.
Anim., VII Inst., p. 458. Pará, Bra-
sil. (“Type $ 9 : in coll. Saussure”
Friese, 1899) ( Glossura ) . A paratype
9 seen by the author at the Museo
Civico di Storia Naturale, Génova.
D. G., N-Brasil (Amapá, Amazonas,
Pará), Guianas, Peru.
platymera Moure, 1966, in press. Ma-
naus, AM-Brasil. (Holotype s :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
( Euglossa )
D.G.: N-Brasil (Amazonas) .
pleosticta Moure, 1966, in press. Santa
Teresa, ES-Brasil. (Holotype <5 :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
( Euglossa )
D.G.: Brasil (Espirito Santo).
polita Ducke, 1902, Boi. Mus. Paraense,
3 (3-4): 571. 6. Belém, PA-Brasil.
(Lectotype $ : Coll. Ducke, Mus.
Paraense, Belém) ( Euglossella )
D.G.: N-Brasil (Pará, Amazonas).
purpurea Friese, 1899, Termesz. Füze-
tek, 22: 135. Chiriqui, Panama.
Lectotype £ : Mus. Natl. Hunga-
ricum, Budapest) ( Euglossa )
D.G.: Panama, Costa Rica.
romandii Guérin, 1845, Icon. Règn.
Anim., VII Ins., p. 458. 5. ‘‘Patria?’’.
(Lectotype <5 : Coll. Saussure, teste
Friese, 1899) = intersecta.
ruficauda Cockerell, 1918, Buli. Amer.
Mus. Nat. Hist., 38: 688. Kalacoon,
British Guiana. (Holotype 9 :
Amer. Mus. Nat. Hist., n.° 24484)
= decorata.
rugilabris Moure, 1966, ln press. Taba-
tinga, AM-Brasil. (Holotype 9 :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
( Glossura )
D.G.: N-Brasil (Amazonas).
sapphirina Moure, 1966, in press. Navy
Reserv. N. Gamboa, Canal Zone,
Panama. (Holotype $ : Dressler’s
coll.) ( Euglossa )
D.G.: Panamá.
singularis Mocsary, 1899, Termesz.
Füzetek, 22: 169. 47. Surinam.
(Holotype 9 : Mus. Natl. Hungari-
cum, Budapest) ( Euglossella )
D.G.: Guianas, N-Brasil (Amapá,
Pará, Amazonas, Rondônia, Acre,
Mt. Grosso), Peru.
spinigaleis Moure, 1966, in press. Taba-
tinga, AM-Brasil. (Holotype 9 :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
( Euglossa ) .
D.G.: N-Brasil (Amazonas) .
spinosa |Euglossa| Fabricius, 1804, Syst.
Piez., p. 362. 1. “Ex Am. mer.,
Schmidt’’, probably British Guiana.
(Holotype 9 : Sehestedfs coll.,
Univ. Zool. Mus., Copenhagen)
= Thalestria spinosa (Cfr. Moure,
1960, Studia Ent., 3: 133. 34).
stellfeldi Moure, 1947, Publ. Avuls. Mus.
Paranaense, 3: 11. Caiobá, PR-
Brasil. (Holotype 9 : Col. Mus.
Paranaense, Curitiba) (Glossura) .
D.G.: S-Brasil (Paraná).
stilbonota Moure, 1966, in press. Ma-
naus, AM-Brasil. (Holotype £ :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
( Euglossa ) .
D.G.: N-Brasil (Amazonas, Pará).
townsendi Cockerell, 1904, Ann. Mag.
Nat. Hist., (7) 14: 24. San Rafael,
Vera Cruz, México. (Lectotype
9 : Amer. Mus. Nat. Hist., n.° 33337,
other specimen, also a female, in
British Museum Nat. Hist. n.° 17B-
-943 (Euglossa).
D.G.: México. Amer. Central, Co-
lômbia, Trinidad, N-Brasil (Ama-
zonas, Pará).
406
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
tridentata Moure, 1966, in press. Cerro
Campana, Prov. Panama, Panama.
(Holotype $ : Dressler’s coll). (Eu-
glossella ) .
D.G.: Panama, Costa Rica.
variabilis Friese, 1899, Termesz. Füze-
tek, 22: 135. 2. Cayenne, French
Guiana. (Lectotype $ : Coll. Friese,
Zool. Mus., Berlin) ( Euglossa ) .
D.G.: Guianas, N-Brasil (Amapá,
Pará, Amazonas).
villosa Moure, 1966, in press. N. El
Valle de Antón. Prov. Coclé, Pa-
nama. (Holotype $ : Dressler’s
coll.) (.Euglossa) .
D.G.: Panamá, Nicaragua.
villosiventris Moure, 1966, in press.
Cerro Azul, Prov. Panama. Pana-
ma. (Holotype <j : Dressler’s coll.)
(Euglossa).
D.G.: Panama.
violascens Pérez, in Dominique, 1898,
Buli. Soc. Sei. Nat. de 1’Ouest de la
France, 8: 58, nec Mocsary, 1898.
(fí. nudum) .
viridis |Cnemidium] Perty, 1833, De-
lect. Anim. Art. Brasil. Coll., p. 148.
R. Amazonas, Brasil. (Holotype
$ : Zool. Samml. Bayerischen Staa-
tes, München). (Euglossella) .
D.G.: N-Brasil (Amapá, Pará, Ama-
zonas), Guianas.
viridissima Friese, 1899, Termesz. Fü-
zetek, 22: 136. 3. México, “1871,
Bilimek”. (Lectotype : Naturhist.
Mus., Wien) (Euglossella) .
D.G.: México (V. Cruz, Oaxaca,
Chiapas) , Guatemala, Nicaragua.
Costa Rica.
Genus Euplusia Moure
Plusia Hofímannsegg, 1817, Wieden.
Zool. Mag., 1: 52. ( Nec Hübner,
1806, nec Ochsenheimer, 1816). One
species. Type species: Plusia super -
ba Hofímannsegg, 1817. (Mono-
typic) .
Euplusia Moure, 1943, Arq. Mus. Pata-
naense, 3: 189. Proposed to replace
Plusia, preoccupied.
abdomenflavum Degeer, 1773, Mém.
Hist. Nat. Ins., 3: 574. 6, pl. 28,
fgs. 9-10. Surinam. (Holotype $ :
Zool. Ricksmuseet, Stockholm) =
surinamensis.
aeneiventris ; Euglossa) Mocsary, 1896,
Termesz. Füzetek, 19: 5. Espirito
Santo, Brasil. (Lectotype ç :
Mus. Natl. Hungaricum, Budapest) .
D.G.: Brasil (E. Santo, Minas Ge-
rais, Rio de Janeiro).
amabilis |Eulaema Cockerell, 1917,
Ann. Mag. Nat. Hist., (8) 19: 476.
Manaus, AM-Brasil. (Holotype • :
U. S. Natl. Mus., n.° 23155) =
surinamensis.
andina 'Euglossa) (Eumorpha) ; Friese,
1925, Stettiner Ent. Ztg., 86: 27. Vil-
canota. Peru. (Lectotype ç : Coll.
Friese, Zool. Mus., Berlin) .
D.G.: Peru.
angulata Euglossa (Eulema) Mocsary,
1897, Termesz. Füzetek, 20: 443. 3.
Piaui, Brasil. (Lectotype ç :
Mus. Natl. Hungaricum, Budapest)
= surinamensis.
auriceps j Euglossa (Eulema) Friese,
1899, Termesz. Füzetek. 22: 156. 28.
Asunción, Paraguay. (Holotype $ :
Amer. Mus. Nat. Hist., n.° 26522).
D.G.: Paraguay. N- Argentina (Mi-
siones). S-Brasil (S. Catarina, Pa-
raná, s. Paulo, S-Mt. Grosso, S-
Goiás, M. Gerais, Rio de Janeiro,
Esp. Santo, Guanabara). S-Bolivia.
auripes Euglossa (Eulema) | Gribodo,
1882, Ann. Mus. Cívico. Gênova, 18:
266. Cayenne, French Guiana.
'Holotype 4 : Mus. Civ. St. Nat..
Gênova) .
Volume 5 (Zoologia)
407
D.G.: Guianas, N-Brasil (Amapá,
Pará, Amazonas).
basalis |Eulema| Friese, 1898, Termesz.
Füzetek, 21: 203. 2. Surinam.
(Lectotype 9 : Coll. Friese, Zool.
Mus. Berlin) = limbata.
brasilianorum [Euglossa (Eumorpha) |
Friese, 1899, Termesz. Füzetek, 22:
147. Espírito Santo, Brasil. (Ho-
lotype 9 : Coll. Friese, Zool. Mus.
Berlin) .
D.G.: Brasil (E. Santo),
bruesi |Eulaema| Cockerell, 1914, Journ.
N. Y. Ent. Soc., 22: 307 Guayaqull,
Eeuador. (Holotype ç : U.S. Natl.
Mus., n.° 58114) ? = surinamensis.
buchwaldi Euglossa (Eufriesea) | Frie-
se, 1923, Konowia, 2: 27. ‘‘Peru,
1900”. (Lectotype ç : Coll. Friese,
Zool. Mus., Berlin) .
D.G.: Perú, Eeuador.
caerulescens |Euglossa| Lepeletier, 1841,
Hist. Nat. Ins. Hym., 2: 11. 3.
“Patria?”. México, teste F. Smith,
1874. (Holotype <j : Mus. Natl. Hist.
Nat., Paris) .
D.G.: México to Costa Rica. (Costa
Rica teste Friese).
chalybaea Euglossa (Eufriesea) | Frie-
se, 1923, Konowia, 2: 27. Tarata.
Bolivia. (Holotype $ : Amer. Mus.
Nat. Hist., n.° 26527).
D.G.: S-Bolivia, Paraguay, Argen-
tina (Salta, Stgo. dei Estero, La
Rioja, Córdoba) .
chrysopyga | Euglossa j Mocsary, 1898,
Termesz. Füzetek, 21: 497. 2. Songo,
Bolivia. (Lectotype 9 : Mus. Natl.
Hungaricum, Budapest).
D.G.: Bolivia, Peru.
combinata |Euglossaj Mocsary, 1897,
Termesz. Füzetek, 20: 446. 7. San
Antonio, Bolivia. (Lectotype 9 :
Mus. Natl. Hungaricum, Budapest).
D.G.: Bolivia.
côncava Euglossa (Eulema) | Friese,
1899, Termesz. Füzetek, 22: 151. 22c.
Nicaragua (Lectotype $ : Coll.
Friese, Zool. Mus., Berlin) .
D.G.: México (V. Cruz), Nicaragua,
Costa Rica, Panama.
convexa | Euglossa (Eulema) | Friese,
1899, Termesz. Füzetek, 22: 151.
22b. “Brasilia”-Tebas”, correctly:
Pebas, Loreto, Peru. (Holotype
9 : Mus. Natl. Hungaricum, Buda-
pest) .
D.G.: Peru (Loreto), N-Brasil
(Amazonas, Pará) .
danielis | Eumorpha | Schrottky, 1907,
An. Ci. Paraguayos, 1 (7): 56. 2.
Assunción, Paraguay. (Holotype 9 :
Coll. Schrottky, probably lost)
= violacea.
dentilabris Euglossa (Eulema) j Moc-
sary, 1897, Termesz. Füzetek, 20:
443. 4. Espírito Santo, Brasil.
(Holotype <j : Mus. Natl. Hunga-
ricum, Budapest).
D.G.: Brasil (Esp. Santo).
distinguenda Euglossa (Eulema) j Gri-
bodo, 1882, Ann. Mus. Civ. St. Nat.,
Génova, 18: 267. Cayenne, French-
guiana. (Holotype 9 : Mus. Civ.
St. Nat., Génova).
D.G.: Guianas.
duckei [Euglossa (Eulaema) | Friese,
1923, Konowia, 2: 28. Macapá, AP-
Brasil. (Holotype 9 : Amer. Mus.
Nat. Hist., n.° 26533).
D.G.: N-Brasll (Amapá, Pará,
Amazonas, Mt. Grosso), Guianas,
Panama.
elegans [Eulaema] Lepeletier, 1841,
Hist. Nat. Ins. Hym., 2: 13. 3.
Cayenne, French Guiana. (Ho-
lotype 9 : Coll. Spinola, Univ. To-
rino) .
D.G.: Guianas, N-Brasil (Amapá,
Pará, Maranhão, Amazonas), Bo-
livia.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
403
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
excellens Euglossa (Eumorpha) | Frie-
se, 1925, Stettiner Ent. Ztg., 86: 27.
Guayaquil, Ecuador. (Holotype $ :
Coll. Friese, Zoll. Mus., Berlin).
D.G.: Ecuador, Peru.
falax Euglossa Smith, 1854, Cat. Hym.
Br. Mus., 2: 381. 6. Pará, Brasil.
(Lectotype & : Brit. Mus. Nat. Hist.,
n.° 17B-1175) ( Nec female) .
D.G.: N-Brasil (Pará, Amapá) .
ílaviventris Euglossa (Eulema) | Frie-
se, 1899, Tennesz. Füzetek, 22: 152.
22d. Brazil. (Lectotype 9 : Mus.
Natl. Hungaricum, Budapest) =
surinamensis.
formosa [Euglossa (Eumorpha) | Moc-
sary, 1908. Ann. Mus. Natl. Hung.,
6: 581. 1. Tefé, AM-Brasil. (Ho-
lotype 9 : Mus. Natl. Hungaricum,
Budapest) .
D.G.: Brasil (Amazonas).
fulvohirta Euglossa (Eumorpha) ] Frie-
se, 1899, Termesz. Füzetek, 22: 148.
Venezuela. (Lectotype $ : Mus.
Civ. St. Nat., Gênova) (Var. ? of
magrettii)
D.G.: Venezuela.
inermis |Euglossa (Eulema) | Friese,
1899, Termesz. Füzetek. 22: 151. 22a.
Venezuela, (Lectotype & : Amer.
Mus. Nat. Hist., n.° 26538) = mus-
sitans.
lanicentris |Euglossa (Eulema) | Ducke,
1902, Boi. Mus. Paraense. 3 (3-4):
573. 12. Belém, PA-Brasil. (Lecto-
type á : Coll. Ducke. Mus. Paraen-
se, Belém) .
D.G.: N-Brasil (Pará).
limbata [Euglossa (Eulema) | Mocsary,
1897, Termesz. Füzetek, 20: 442. 1.
Piauí, Brasil. (Holotype 9 : Mus.
Natl. Hungaricum, Budapest).
D.G.: N-Brasil (Piauí, Maranhão,
Pará, Amazonas), Guianas.
longipennis | Euglossa (Eumorpha) |
Friese, 1925, Stettiner Ent. Ztg., 86:
28. Guayaquil, Ecuador. (Holo-
type 9 : Coll. Friese, Zool. Mus.,
Berlin) = nigrescens.
macroglossa Moure, 1965, Joum. Kansas
Ent. Soc., 38 (3) : 274. Turrialba,
Costa Rica (Holotype $ : Snow
Ent., Kansas Univ.) .
D.G.: Costa Rica.
magrettii [Euglossa (Eumorpha) | Frie-
se, 1899, Termesz, Füzetek, 22: 148.
19. Venezuela (Lectotype $ : Mus.
Civ. St. Nat., Gênova).
D.G.: Venezuela.
manni Eulaema Cockerell, 1912,
Psyche, 19: 41. Abunã, RO-Brasil.
(Holotype 3 : U. S. Natl. Mus.,
n.° 58113) = superba.
mariana |Euglossa| Mocsary, 1896,
Termesz. Füzetek, 19: 4, pl. 1 fg. 4.
Bueyes, Bolivia. (Holotype 9 : Mus.
Natl. Hungaricum, Budapest) .
D.G.: Peru, Bolivia, NW-Argentina
(Jujuy, Salta, Tucumán, Cata-
marca, La Rioja).
mariae [Euglossa (Eumorpha) | Friese,
1940, Zool. Jahrb. Abt. Syst., 79:
158. ( Lapsus memoriae for ma-
riana) .
mexicana [Euglossa (Eulema) | Mocsa-
ry, 1897, Termesz, Füzetek, 20: 444.
5. Presidio, México. (Lectotype
9 : Mus. Natl. Hungaricum, Buda-
pest) .
D.G.: México (Morellos, Guerrero,
Michocan, Chlapas).
mussitans 'Apís] Fabricius, 1787, Mant.
Ins., 1: 301. 38. Cayenne, French
Guiana. (Holotype 9 : Univ. Zool.
Mus., Kiel).
D.G.: Guianas, Venezuela, Trini-
dad, Panama, Colombla, Peru, Bo-
livia, Brasil (Amapá, Amazonas to
Rio de Janeiro and S. Paulo) .
nigrescens Euglossa (Eufriesea) [ Frie-
se, 1923, Konowia, 2: 27. (N. novum
Volume 5 (Zoologia)
409
for Euglossa ( Eumorpha ) magret-
tii var. nigrita Friese, 1903, nec Le-
peletier, 1841 \Eulaema\\) .
D.G.: Ecuador, Colombia.
nigrita [Euglossa (Eumorpha) ] Friese,
1903, Ann. Mus. Natl. Hung, 1: 574.
2. Balzapamba, Ecuador. (Lecto-
type $ : Amer. Mus. Nat. Hist.,
n.° 26542) = nigrescens.
nigrohirta |Euglossa (Eumorpha) |
Friese, 1899, Termesz. Füzetek, 22:
142. 12. Belém, PA-Brasil. (Holo-
type 9 : Coll. Friese, Zool. Mus,
Berlin) .
D.G.: N-BrasU (Pará).
opulenta |Euglossa (Eumorpha) | Moc-
sary, 1908, Ann. Mus. Nat. Hung,
6: 582. 3. Chanchamayo, Peru.
(Holotype 3 : Mus. Natl. Hunga-
ricum, Budapest).
D.G.: Peru.
ornata Euglossaj Mocsary, 1896, Ter-
mesz. Füzetek, 19: 3. 5. Pará, Bra-
sil. (Holotype $ : Mus. Natl. Hun-
garicum, Budapest).
D.G.: N-Brasil (Pará, Amazonas,
Mt. Grosso) , Peru, Ecuador.
pretiosa | Euglossa (Eulema) | Friese,
1903, Ann. Mus. Natl. Hung, 1: 575.
7. “Caucatal”, Ecuador. The type
specimen at the American Museum
has: “Santa Inez, Ecuador, H.
Haensch S." (Holotype ç : Amer.
Mus. Nat. Hist, n.° 26551).
D.G.: Ecuador.
pulcherrlma |Euglossa (Eufriesea) |
Friese, 1923, Konowia, 2: 27. (N.
novum for Euglossa superba Moc-
sary, 1898, nec Hoffmannsegg, 1817)
= m ariana.
purpurata |Euglossa| Mocsary, 1896,
Termesz. Füzetek, 19: 4, pl. 1, íg. 5.
Iquitos, Peru. (Lee to type 9 : Mus.
Natl. Hungaricum, Budapest) .
D.G.: Peru, Bolivia, N-Brasíl (Ama-
zonas, Pará, Amapá), Guianas.
rugosa |Euglossa (Eulema) | Friese,
1899, Termesz. Füzetek, 22: 152. 24.
México. (Lectotype 9 : Coll. Friese,
Zool. Mus., Berlin).
D.G.: México (Guerrero, V. Cruz,
Orizaba, Córdoba).
schmidtiana |Euglossa (Eulema) j Frie-
se, 1925, Stettiner Ent. Ztg, 86: 26.
Sarapiquí, Costa Rica. (Lecto-
type $ : Coll. Friese, Zool. Mus,
Berlin) .
D.G.: Costa Rica, Panama.
simillima Moure & Michener, 1965,
Journ. Kansas Ent. Soc, 38 (3):
275. Maguarichic, Chihuahua, Mé-
xico. (Holotype <; : Snow Ent.
Mus., Univ. Kansas).
D.G.: NW-Mexico (Chihuahua).
smaragdina |Centris| Perty, 1833, Del.
Snim. Art. Brasil. Coll, p. 150, pl.
28, fg. 13. Minas Gerais, Brasil.
(Holotype & : Zool. Samml. Baye-
rischen Staates, München) = su-
rinamensis.
superba jPlusia| Hoffmannsegg, 1817,
Wieden. Zool. Mag, 1 (1) : 52. Pará,
Brasil. (Holotype 9 : Probably
lost) .
D.G.: N-Brasil (Pará, Amapá, Ama-
zonas, Rondônia, Mato Grosso),
Bolivia, Peru.
superba | Euglossa | Mocsary, 1898, Ter-
mesz. Füzetek, 21: 498. 3. Songo,
Bolivia. Nec Hoffmannsegg, 1817.
(Holotype $ ■ Mus. Natl. Hunga-
ricum, Budapest) = mariana.
surinamensis |Apis[ Linnaeus, 1758,
Syst. Nat, Ed. 10», 1: 578, 36. Su-
rinam. (Holotype 9 : Zoll. Ricks-
museet, Stockholm).
D.G.: México to SE-Brasil (S. Pau-
lo), Ecuador, Peru, Venezuela, Tri-
nidad.
theresiae Euglossa (Eumorpha) J Moc-
sary, 1908, Ann. Mus. Natl. Hung,
6: 581. 2. Tefé, AM-Brasil. (Holo-
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
410
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
type 9 : Mus. Natl. Hungaricum,
Budapest) .
D.G.: N-Brasil (Amazonas), Ecua-
dor, Guianas.
tropica |Apis Linnaeus, 1758, Syst.
Nat., Ed. 10.a, 1: 579. 38. “In calidis
regionibus”. (Holotype $ : Zool.
Inst., üppsala) = surinamensis.
tucumana [Euglossa (Eumorpha)|
Schrottky, 1902, An. Mus. Nac. B.
Aires, 8: 117. 52. Tucuraán, Ar-
gentina. (Holotype 9 : Mus. Nac.
Buenos Aires).
D.G.: NW-Argentina (Tucumán).
venezolana |Centris| Schrottky, 1913,
Deutsche Ent. Ztschr., p. 708. 15.
Venezuela. (Holotype $ : Dept.
Zool. Secr. Agr. S. Paulo, n.°
102.943).
D.G.: Venezuela.
venusta Moure, 1965, Joum. Kansas
Ent. Soc., 38 (3) : 273. Cerro
Campana, Prov. Panama, Panama.
(Holotype 9 : Snow Ent. Mus.
Univ. Kansas).
D.G.: Panamá.
violacea [Euglossa Blanchard, 1840,
Hist. Nat. Ins., 3: 405. pl. 7, fg. 3.
“Brasil’’. (Holotype 9 : Probably
lost) .
D.G.: Brasil (S-Goiás, M. Gerais,
Esp. Santo, S-Mt. Grosso, Rio de
Janeiro, Guanabara, S. Paulo, Pa-
raná to R. Gr. do Sul), NE-Argen-
tina (Misiones), Paraguay.
violascens [Euglossa; Mocsary, 1898.
Termesz. Füzetek, 21: 497. 1. Songo,
Bolivia (Lectotype 9 : Mus. Natl.
Hungaricum, Budapest).
D.G.: Bolivia, Peru.
Genus Eufriesea Cockerell
Euglossa ( Eumorpha ) Friese, 1899, Ter-
mesz. Füzetek, 22: 126, nec. Hübner,
1807, nec Endlicher, 1837. Eleven
species. Type species: Euglossa pul-
chra Smith, 1854, by designation of
Cockerell, 1908.
Eufriesa Cockerell, 1908, Psyche, 15:
41. ( N . novum for Eumorpha Friese,
1899) .
pulchra Euglossa Smith, 1854, Cat. Br.
Mus. Nat. Hist., 2: 381. 7, pl. 8, fg. 7.
Tapajós, PA-Brasil. (Holotype 9 :
Brit. Mus. Nat. Hist., n.° 17B-948).
D.G.: N-Brasil (Amapá, Pará, Ama-
zonas), Panamá.
Genus Eulaema Lepeletier
Eulaema Lepeletier, 1841, Hist. Nat.
Ins. Hym., 2: 11. Seven species.
Type species: Apis dimidiata Fa-
bricius, 1793, nec Apis dimidiata
Olivier, 1789, but synonym of Apis
meriana Olivier, 1789. By designa-
tion of Taschenberg, 1883. (See Mi-
chener, 1957, Buli. Zool. Nomencl.,
13 (9): 287-291). For the meaning
of Apis dimidiata Olivier, 1789, cír.
Moure, 1960. Studia Ent., 3: 126. 28,
and Apis dimidiata Fabricius, 1793,
l.c., p. 146. 47.
Eulaema lApeulaema ) Moure, 1950,
Dusenia, l (3) : 184. Five species.
Type species: Eulaema fasciata Le-
peletier, 1841 = Centris cingulata
Fabricius, 1804, by original designa-
tion.
analis Lepeletier, 1841, Hist. Nat. Ins.
Hym., 2: 14. 7. Brasil. (Holotype
i : "Musée de France”, not
properly labeled at the Mus.
Natl. Hist. Nat., Paris) = nigrita.
basicincta Moure, 1966. ln press. Aripo
Valley, Trinidad. W.I. (Holotype
<J : Coll. Moure, Univ. Fed. Pa-
raná) {Eulaema).
D G.: Trinidad Isl.
bennetti Moure, 1966, in press. Aripo
Valley, Trinidad, W.I. (Holotype
Volume 5 (Zoologia)
411
$ : Coll. Moure, Univ. Fed. Pa-
raná) (Eulaema).
D.G.: Trinidad Isl.
boliviensis Eulema Friese, 1898, Ter-
mesz. Füzetek, 21. 205. 5. Bolivia.
(Lectotype 9 : Coll. Friese, Zool.
Mus., Berlin) ( Ap eulaema) .
D.G.: Bolivia, Peru, Ecuador, Co-
lômbia, Venezuela.
bombiformis Euglossa) Packard, 1869,
Rept. Peabody Acad., p. 57. Quito
to Napo, Ecuador. (Holotype 9 :
Mus. Comp. Zool., n.° 542, Harvard
Univ.) = meriana.
bomboides Euglossa (Eulaema) Fr;e-
se, 1923, Konowia, 2: 28. Balza-
pamba, Ecuador- (Lectotype 9 :
Amer. Mus. Nat. Hist., n.° 28263)
( Eulaema ) .
D.G.: Ecuador (Balzapamba, Gua-
yaquil, Huigra, Olimpo, L. Azul) .
cajennensis Lepeletier, 1841, Hist. Nat.
Ins. Hym., 2: 14. 5. Cayenne,
French Guiana. (Holotype :
Coll. Spinola, Univ. Torino) = cin-
gulata.
cingulata |Centrisi Fabricius, 1804, Syst.
Piez., p. 355. 2. Amer. Mer. Schmidt,
probably British Guiana. (Lec-
totype 9 : Univ. Zool. Mus., Cope-
nhagen) (Apeulaema).
U.G.: México to Peru, Venezuela,
Trinidad to S-Brasil (S. Paulo),
difficilis ! Eulema Friese, 1898, Termesz.
Füzetek, 21: 206. 6. Pará, Brasil.
(Lectotype 9 : Coll. Friese, Zool.
Mus., Berlin) = polyzona.
dimidiata Apis Fabricius, 1793, (nec
Olivler, 1789), Ent. Syst., 2: 316. 6.
Surinam. (Holotype <5 : Coll. Bosc,
at Mus. Natl. Hist. Nat., Paris, lost
or not labeled properly) = meriana.
fasciata Lepeletier, 1841, Hist. Nat. Ins.
Hym., 2: 12. 1. Cayenne, French
Guiana. «Lectotype 9 : Coll. Le-
peletier, Mus. Natl. Hist. Nat., Pa-
ris) = cingulata.
flavescens Euglossa (Eulema) | Friese,
1899, Termesz. Füzetek, 22: 165. Ve-
nezuela. (Lectotype 9 : Natur-
hist. Mus., Wien) = meriana (or
subspecies of).
leucopyga Eulema Friese, 1898, Ter-
mesz. Füzetek, 21: 203. 1. Colôm-
bia. (Holotype 9 : Coll. Friese,
Zool. Mus., Berlin) (Eulaema).
D.G.: Colombia, Ecuador, Panamá,
Costa Rica.
luteola Moure, 1966, in press. Monte Re-
dondo, Colombia. (Holotype 9 :
Coll. Moure, Univ. Fed. Paraná)
(Eulaema) .
D.G.: Colombia, Panamá, Costa
Rica, Guatemala, México (Orizaba) .
maroniensis Pérez, in Dominique, 1898,
Buli. Soc. Sei. Nat. de 1’Ouest de la
France, 8: 59 (Eulaima|. (N. nu-
dum) .
meriana |Apis| Olivier, 1789, Encycl.
Méthod. Ins., 4: 64. 5. Surinam.
(Type $ : probably lost) (Eulae-
ma) .
D.G.: Costa Rica to Peru, Vene-
zuela, Colombia, Brasil (Amazonas
to E. Santo), N-Bolivia.
mimetica Moure, 1966, in press. Óbidos,
PA-Brasil. (Holotype $ : Coll.
Moure, Univ. Fed. Paraná) (Eu-
laema) .
D.G.: N-Brasil (Amazonas, Pará),
N-Bolivia, Peru.
mocsaryi Euglossa (Eulema) | Friese,
1899, Termesz. Füzetek, 22: 161. 36.
Pará, Brasil. (Holotype the íe-
male oí Euglossa fallax Smith,
1854: Hope Mus., Oxford) (Apeu-
laema) .
D.G.: Colombia, Peru, Guianas, N-
Brasil (Amapá, Pará, Amazonas),
nígriceps Euglossa (Eulaema) | Friese,
1923, Konowia, 2: 27. Cauca-Tal,
s
c
i
ELO
11
12
13
14
cm
412
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Colombia. (Lectotype $ : Coll.
Friese, Zool. Mus., Berlin) = ni-
grita.
nigrifacies |Eulema| Friese, 1898, Ter-
mesz. Füzetek, 21: 205. S. Parima,
Venezuela. (Holotype $ : Coll.
Friese, Zool. Mus., Berlin) ( Eulae -
ma) .
D.G.: Venezuela, Colombia, Pana-
má, Costa Rica.
nigrita Lepeletier, 1841, Hist. Nat. Ins.
Hym., 2: 14. 6. Cayenne, French
Guiana. (Lectotype $ : Coll. Spi-
nola, Univ. Torino) ( Apeulaema ) .
D.G.: Panamá, Costa Rica, Colom-
bia, Venezuela, Peru, Bolivia, Bra-
sil, Paraguay, N-Argentina.
niveofasciata |E u g 1 o s s a (Eulema) |
Friese, 1899, Termesz. Füzetek, 22:
165. Pernambuco, Brasil. (Lecto-
type $ : Naturhist. Mus., Wien) =
meriana.
panamensis |Euglossa (Eulema) | Moc-
sary, 1899, Termesz. Füzetek, 22:
169. 48. Chiriqui, Panama. (Holo-
type 2 : Mus. Natl. Hungaricum,
Budapest) = nigrifacies.
peruviana jEuglossa (Eulema) | Friese,
1903, Ann. Mus. Natl. Hungar., 1:
575. 6. Marcapata, Cuzco, Peru.
(Lectotype 2 • Mus. Natl. Hunga-
ricum, Budapest. ( Eulaema ) .
D.G. Peru, Bolívia.
polychroma |Euglossa (Eulema) | Mocsa-
ry, 1899, Termesz. Füzetek, 22: 170.
49. Callanga, Peru. (Holotype $ :
Mus. Natl. Hungaricum, Budapest)
(.Apeulaema) .
D.G.: U.S.A. (Brownsville, Tex.),
México (Alamos, Sonora) to Ecua-
dor and Peru highlands, and west
coast.
polyzona |Euglossa (Eulema) | Mocsa-
ry, 1897, Termesz. Füzetek, 20; 442.
2. Surinam. (Lectotype 2 : Mus.
Natl. Hungaricum, Budapest) (Eu-
laema) .
D.G.: Guianas, Peru, Ecuador, Bo-
livia, Brasil (Amazonas, Pará,
Amapá to Espírito Santo),
quadrifasciata |Euglossa (Eulema) |
Friese, 1903, Ann. Mus. Natl. Hun-
gar., 1: 575. 5. San Carlos, Costa
Rica. (Lectotype $ : Coll. Friese,
Zool. Mus., Berlin) = meriana.
raymondi |Centris| Schrottky, 1907,
An. Ci. Paraguayos, 1 (7) : 65. Ca-
racas, Venezuela. (Lectotype 2 :
Dept. Zool. Secr. Agr. S. Paulo) =
nigrita.
sarapiquiensis |Euglossa (Eulema) |
Friese, 1925, Stettiner Ent. Ztg., 86:
30. Sarapiqui, Costa Rica. (Holo-
type 2 : Coll. Friese, Zool. Mus.,
Berlin) = nigrifacies.
seabrai Moure, 1960, Boi. Univ. Paraná,
Zool., 1 (6) : 19. 7. Rio de Janeiro,
GB-Brasil. (Holotype 2 : Coll.
Moure, Univ. Fed. Paraná) (Eulae-
ma) .
D.G.: Brasil (Guanabara, R. de Ja-
neiro, Esp. Santo, S. Paulo to S-
Goiás) .
semirufa | Eulema | Friese, 1898, Ter-
mesz. Füzetek, 21: 204. 3. Chiriqui,
Panama. (Holotype $ : Coll. Frie-
se, Zool. Mus., Berlin) = speciosa.
speciosa |Euglossa (Eulema) | Mocsa-
ry, 1897, Termesz. Füzetek, 20: 445.
6. Chiriqui, Panama. (Holotype 2 :
Mus. Natl. Hungaricum, Budapest)
(Eulaema) .
D.G.: Costa Rica, Panama, Colom-
bia, Ecuador.
tenuifasciata |Euglossa| Friese, 1925,
Stettiner Ent. Ztg., 86: 30. “Amazo-
nas Gebiet”: Apparently, the uni-
que specimen studied by Friese is
that at the Amer. Museum of Na-
tural History and the labei says
“Tarata- Bolivia- 1900”. (Holotype
2 : Amer. Mus. Nat. Hist., number
28282) = meriana.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Volume 5 (Zoologia)
413
terminata |Eulema| Smith, 1874, Ann.
Mag. Nat. Hist., (4) 13: 442. 4. Tri-
nidad, W.I. (Holotype $ : Brit.
Mus. Nat. Hist., n.° 17B-951) ( Eu -
laema) .
D.G.: Trinidad, W.I.
willei Moure, 1963, Rev. Biol. Tropical,
11 (2) : 213. Rio Blanco, Guana-
caste, Costa Rica. (Holotype $ :
Fac. Agronomia, Univ. Costa Rica)
( Apeulaema ) .
D.G.: Costa Rica, Panamá.
Genus Aglae Lepeletier & Serville,
1825
Aglae Lepeletier & Serville, 1825,
Encycl. Méthod., Hist. Nat. Ent.,
10: 105. One species. Type species:
Aglae caerulea Lepeletier & Serville,
1825. (Monotypic). ( Aglae Schulz,
1906, Spolia Hym., p. 258, is an un-
necessary correction.)
caerulea Lepeletier & Serville, 1825
Encycl. Méthod., Hist. Nat. Ent., 10:
105. Cayenne, French Guiana.
(Lectotype $ : Coll. Spinola, Univ.
Torino.)
D.G.: Guianas, Venezuela, Panamá,
Colombia, Peru, N-Bolivia, N-Bra-
sil (Amazonas, Pará, Amapá) .
Genus Exaerete Hoffmannsegg
Exaerete Hoffmannsegg, 1817, Wieden.
Zool. Mag., 1: 53. One species. Type
species: Apis dentata Linnaeus,
1758. (Monotypic).
Chrysantheda Perty, 1833, Delect.
Anim. Art. Brasil. Coll., p. 147. One
species. Type species: Chrysanthe-
da nitida Perty, 1833 = Apis den-
tata Linnaeus, 1758.
Caliendra Gistel, 1848, Naturgesch.
Thierreichs, p. viii. One species.
Type species: Chrysantheda nitida
Perty, 1833 = Apis dentata Lin-
naeus, 1758. Proposed unnecessarily
for Chrysantheda.
appendiculata Romand, 1849, Ann. Soc.
Ent. France, (2) 7: xxxvi. Caracas,
Venezuela. (Type not seen) =
dentata.
aurata Erichson, 1848, in Schomburgk:
Reise in Britisehguiana, 3: 592.
British Guiana. (Holotype $ : not
seen) = smaragdina.
azteca Moure, 1964, Rev. Biol. Tropical,
12 (1): 15. Jacala, Hidalgo, Mé-
xico, (Holotype 3 : Snow Ent.
Mus., Kansas Univ.) .
D.G.: México (Hidalgo, N. Leon) .
bilamellosa Cockerell, 1949, Proc. U. S.
Natl. Mus., 98: 485. Zamorano,
Honduras. (Holotype $ : U. S.
Natl. Mus. n.° 58895) = Mesocheira
bicolor (F.) .
cyanescens Cockerell, 1926, Ann. Mag.
Nat. Hist., (9) 17: 657. Trinidad,
W.I. (Lectotype $ : Amer. Mus.
Nat. Hist., n.° 33583) = smarag-
dina.
dentata | Apis | Linnaeus, 1758, Syst.
Nat. Hist., (19) 17: 657. Trinidad,
(Holotype $ : Zool. Inst., Uppsala) .
D.G.: Guianas, Brasil, Paraguay,
N-Argentina, Bolivia, Peru, Ecua-
dor, Venezuela, Trinidad, Colombia,
Panamá, Costa Rica.
frontalis |Euglossa| Guérin, 1845, Icon.
Règn. Anim., Ins. 7: 458. 4. Cayen-
ne, French Guiana. (Type not
seen) .
D.G.: Guianas, Venezuela, N-Brasil
(Amapá, Pará, Maranhão, N-Goiás,
N-Mt. Grosso, Acre, Rondônia,
Amazonas) , N-Bolivia, Peru, Ecua-
dor, Colombia, Panamá.
414
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
lúcida Erichson, 1848, in Schomburgk:
Reise in Britischguiana, 3: 592.
British Guiana. (Holotype $ : not
seen) = frontalis.
melanura Cockerell, 1949, Proc. U. S.
Natl. Mus., 98: 486. Zamorano,
Honduras. (Holotype $ : U.S.
Natl. Mus., n.° 58896) = Mesocheira
bicolor (F.) .
nitida |Chrysantheda| Perty, 1833, De-
lect. Anim. Art. Brasil. Coll., p. 148.
pl. 28, fg. 8. Piauí, Brasil. (Holo-
type $ : Zool. Samml. Bayerischen
Staates, München) = dentata.
smaragdina |Euglossa| Guérin, 1345,
Icon. Règn. Anim., Ins. 7: 458. 2.
México. (Lectotype 9 : Yucatán,
México, Mus. Civ. St. Nat., Gênova) .
D.G.: México, Amer. Central. Co-
lômbia, Venezuela, Trinidad, Guia-
nas, Brasil, Paraguay, N-Argenti-
na, Bolivia, Peru, Ecuador.
subcornuta |Chrysantheda| Romand,
1849, Ann. Soc. Ent. France, (2) 7:
xxxvi, pl. 7, fig. 1. Caracas. Vene-
zuela. (Holotype $ : not seen) =
dentata.
trochanterica JChrysanthedal Friese,
1900, Ent. Nachr., 26: 66. Pará,
Brasil. (Holotype 9 : Coll. Friese,
Zool. Mus., Berlin) .
D.G.: N-Brasil (Pará, Amapá, Ama-
zonas), E-Peru, Guianas.
SUMÁRIO
Nestes últimos anos, devido
aos estudos das relações muito pe-
culiares entre os machos de Eu-
glossinae e orquídeas, para sobre-
vivência de várias espécies, feitos
por Allen, Dodson & Frymire, Vo-
gel e Dressler, a sistemática dos
Euglossinae teve que sofrer algu-
mas revisões pelo autor, que neste
trabalho apresenta, ao final, uma
lista de todos os nomes atribuídos
a êste grupo de abelhas e estuda
a sua validez e localização siste-
mática. O gênero mais antigo é
Euglossa Latreille, 1802, cujo tipo
é Apis cordata Linnaeus. A êste
seguem-se Plusia e Exaerete cria-
dos por Hoffmannsegg em 1817.
O primeiro, por estar preocupado,
foi substituído por Moure por Eu-
plusia. Em 1825, Lepeletier & Ser-
ville criaram Aglae descrevendo ao
mesmo tempo a única espécie até
hoje incluída no gênero Aglae cae-
rnlea. Em 1833, Perty propôs dois
gêneros Chrysantheda e Cnemi-
dium. O primeiro é sinônimo por
identidade de espécie tipo com
Exaerete e 0 segundo pode ser
aproveitado como subgênero para
espécies de Euglossa cujos machos
têm as mandíbulas tridentadas.
Lepeletier em 1841 criou o gênero
Eulaemo para o grupo de espécies
de maior porte e mais densa pilo-
sidade, que teve seu significado de-
limitado por Taschenberg em 1883,
ao designar Apis dimidiata Fabri-
cius como tipo. Smith monogra-
fou o grupo em 1874 e Friese em
1899, seguido por Ducke em 1902,
para as espécies do Pará, onde já
dá relações bem definidas com vá-
rias espécies de orquídeas, Friese,
na monografia, considerou tôdas as
espécies como um só gênero, divi-
Volume 5 (Zoologia)
415
dido em três subgêneros — Euglos-
sa e Eulaema a que acrescentou
Eumorpha. Êste nome por estar
preocupado foi mudado para Eu-
friesea por Cockerell em 1909. Em
1917, o mesmo Cockerell separou
em subgênero à parte, Glossura,
as espécies de Euglossa de grande
porte e com o complexo lábio-ma-
xilar extraordinàriamente longo.
Moure em 1950 monografou Eulae-
ma, dividindo-o em dois sub-gêne-
ros Eulaema e Apeulaema. A sepa-
ração dos Euglossinae em dois
grupos foi proposta por Moure ini-
cialmente em 1944 e 1946 e redu-
zida a proporções mais exatas em
1950, separando os dois gêneros
de parasitas Exaerete e Aglae de
Euglossa, Euplusia, Eufriesea e
Eulaema. Os nomes atualmente
atribuídos a cada um dos gêneros
acima são noventa (90) e estão
assim distribuídos:
gênero
nomes
publicados,
dos quais são válidos n.° aproximado de
para sp. n. já coletadas
Amazônia outras áreas Amazônia outras
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 417-419 — 1967
NÔVO GÊNERO DE CHIRONOMIDAE DA AMAZÔNIA
(Insecta, Diptera) *
S. J. DE OLIVEIRA
Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Guanabara
(Com 5 figuras no texto)
Entre os Chironomidae cole-
cionados na luz, com lâmpada de
vapor de mercúrio, em Cachimbo,
Estado do Pará, Brasil, em setem-
bro e outubro de 1955, encontra-
mos 149 machos e 35 fêmeas de
uma espécie da subfamília Ortho-
cladiinae, que julgamos tratar-se
de um gênero nôvo para a ciência,
e que será descrito a seguir.
Lopescladius g. n.
Orthocladiinae. Olhos bem se-
parados. Antenas com 14 segmen-
tos no macho e 5 segmentos na fê-
mea. Palpos com 4 segmentos. Asa
com a nervura r-m pequena. 4.°
artículo tarsal dos 3 pares de per-
nas obcordato. Terminália do ma-
cho com a pinça situada na re-
gião sub-basal da peça lateral.
Espécie tipo — Lopescladius
minutissimus sp. n.
Pela conformação da terminá-
lia do macho Lopescladius g. n.
27 — 37 145
aproxima-se do gênero Protany-
pus Kieffer, 1906, mas dêle se di-
ferencia pela ausência da nervura
transversa m-cu, na asa, e pelo
número de artículos da antena,
que em Protanypus é de 14, nos
dois sexos. Lopescladius g. n. é as-
sim denominado em homenagem
ao Dipterologista brasileiro Prof.
Hugo de Souza Lopes, a quem o
autor deve a sua iniciação entomo-
lógica.
Lopescladius minutissimus sp. n.
Macho — Cabeça (fig. 1)
amarela. Antena (fig. 2) com 14
segmentos, com longas plumas
amarelo-pálidas nos segmentos
3 — 13, algumas com o tamanho
aproximado do segmento 14; seg-
mento 14 mais escuro, aproxima-
damente tão longo quanto os de-
mais reunidos, plumoso, mas suas
* Trabalho da Divisão de Zoologia
do IOC, realizado com auxílio do Con-
selho Nacional de Pesquisas.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
418
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
plumas não atingindo, as maiores,
1/3 do tamanho do próprio seg-
mento; tóros volumosos. Olhos re-
niformes, pretos, nus, bem separa-
dos, sem projeção dorsal. Palpos
com 4 segmentos, com alguns pê-
los amarelos. Tórax amarelo. Pro-
noto com os 2 lobos fundidos na
parte superior, mas muito pouco
visível quando visto dorsalmente.
Mesonoto, escutelo e metanoto,
glabros. Pleuras, sobretudo a es-
ternopleura, mais escuras que o
resto do tórax.
Asa amarelada, transparente,
com a nervura transversa r-m pe-
quena; demais pormenores na
fig. 4. Balancim amarelo.
Lopescladius minutissimus g. n„ sp. n. — Fig. 1: Cabeça do macho; fig. 2: an
tena do macho; fig. 3: terminália do macho; fig. 4: asa do macho; fig. 5:
antena da fêmea.
Volume 5 (Zoologia)
419
Pernas amarelas, moderada-
mente recobertas de pequenos pê-
los amarelos. Tíbia da perna an-
terior cêrca de 3 vêzes maior que
o l.° artículo tarsal, e com um
único espinho apical; tíbia da per-
na média cêrca de 4 vêzes maior
que o l.° artículo tarsal, e com 2
espinhos apicais; tíbia da perna
posterior cêrca de 4 vêzes maior
que o l.° artículo tarsal, com 2 es-
pinhos apicais e um pente forma-
do por 9 pequenos espinhos. 4.°
artículo tarsal de tôdas as pernas,
obcordato.
Abdômen amarelado. Termi-
nália (fig. 3) um pouco mais es-
cura que o restante do abdômen,
sem ponta anal; peça lateral lon-
ga, recoberta de pêlos amarelos;
pinça articulando-se com a peça
lateral sub-basalmente. Aparente-
mente não há outros apêndices
visíveis.
Tamanho — 1,2 a 1,5 mm; asa
— 1 mm.
Fêmea — Semelhante ao ma-
cho, exceto na antena (fig. 5) que
tem 5 segmentos; 5.° segmento
maior que os 3 precedentes, reu-
nidos; tóro pequeno.
Tamanho — 1 mm. Asa —
0,7 mm.
Pupa e larva desconhecidas.
Holótipo macho, alótipo fê-
mea, 10 parátipos machos, 10 pa-
rátipos fêmeas, além de 138 ma-
chos e 24 fêmeas, de Cachimbo,
Estado do Pará, Brasil, Travassos,
Oliveira & Adão col., 25/9 — 1-10-
-1955, depositados na Coleção
de Diptera do Instituto Oswaldo
Cruz.
SUMARIO
Baseado em grande número
de exemplares, machos e fêmeas,
colecionados em Cachimbo, Estado
do Pará, Brasil, o autor descreve
uma nova espécie, que constitui
um nôvo gênero de Chironomidae.
O nôvo gênero se diferencia
dos demais conhecidos, pela forma
e redução do número de apêndices
da terminália masculina.
BIBLIOGRAFIA
Brundin, L., 1956, Zur Systematik der
Orthocladiinae (Dipt. Chironomi-
dae). Rep. Inst. Freshwater Res-
Drottningholm, 37: 5-185.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 421-442 — 1967
EL GÉNERO “LEPTOTYPHLOPS” EN LA REGIÓN AMAZÔNICA
BRAULIO R. OREJAS MIRANDA
Museo Nacional de Historia Natural, Montevideo, Uruguay
(Con 2 figuras en el texto)
La família Leptotyphlopidae
es sin duda una de las más pobre-
mente conocidas dentro dei Sub
Orden Serpentes. De hábitos mi-
nadores y de pequeno tamano, la
aparente similitud de las especies
que componen el único género, así
como el escaso material que se en-
cuentra en colecciones y las difi-
cultades de trabajo con ese mate-
rial, han hecho de este grupo un
interesante motivo de estúdio.
Pocos son los trabajos de con-
junto sobre el género, que han
aparecido en las últimas décadas.
Con la excepción de los realizados
por Klauber (1931, 1939 y 1940)
y de un intento preliminar de
Taylor (1939), las publicaciones
sobre el género pertenecen a her-
petólogos clásicos, tales como Jan
(1860, 1861 y 1853); Boulenger
(1893) y Werner (1917).
Desde el ano 1960, impulsados
inicialmente por el Dr. Janis Roze,
de la Universidad Central de Ve-
nezuela, hemos estado estudiando
esta familia en la Región Neotro-
pical.
El presente trabajo se basa en
el material de diferentes museos,
institutos y colecciones privadas,
que citamos más adelante. Pese a
ser representativas, las colecciones
revisadas distan mucho de poder
ofrecer series completas, que per-
mitirán una afinación mayor en
cualquier estúdio taxonómico dei
grupo. Nuestro estúdio no puede
ser más que preliminar, ya que el
material amazônico, es el menos
representado en colecciones. No
obstante, consideramos que esta
contribución puede servir de base
para trabajos futuros realizados
sobre series más completas.
RESENA HISTÓRICA DEL
GÉNERO
El género fué creado por Wa-
gler (1824), quien lo designa Ste-
nostoma, para su especie S. albi-
422
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
frons ; separando a sua forma y las
relativas, dei género Typhlops
Schneider, 1801.
Fitzinger (1843) crea el gé-
nero Leptotyphlops, sinónimo de
Stenostoma, para la especie sura-
fricana T. nigricans Schlegel.
Stejneger (1891) senala la inva-
lidez de Stenostoma, por haber si-
do este nombre genérico ya usado
por Latreille en Crustacea, va-
lidando Leptotyphlos Fitzinger.
Los nombres genéricos utili-
zados con posterioridad a 1843 y
sinónimos de Leptotyphlops, son
los siguientes : Catodon Dumeril
et Bibron, 1844, creado para Ca-
todon septemstriatus - Typhlops
septemstriatus Schneider, 1801;
Glauconia Gray, 1845; Epictia
Gray, 1845, creado para Epictia
undecimstriata — Stenostoma ál-
bifrons Wagler, 1824; Rena Baird
& Girard, 1853, creado para Rena
dulcis — Leptotyphlops dulcis dul-
cis (Baird & Girard, 1853) ; Sabri-
na Girard, 1857, creado para Sa-
brina tessellata — Typhlops tes-
sellatum Tschudi, 1845-46; Jan
(1862) crea las subdivisiones ge-
néricas: Ramphostoma, para Ste-
nostoma macrorhynchum-, Tri-
cheilostoma para Stenostoma ma-
crolepis, S. bicolor, S. gracile y
S. sundewalli; y T etracheilostoma
para Stenostoma bilineatum. Pe-
ters (1881) crea el nombre Siago-
nodon para Siagonodon septem-
striatus = Typhlops septemstriatus
Schneider, 1801.
NOMENCLATURA USADA
En este trabajo seguimos la
nomenclatura usada por Klauber,
1940. Tal como lo indica este au-
tor, en estúdios de este género es
conveniente sehalarla, ya que no
existe un critério universal de de-
signación ni de conteo de las dis-
tintas placas y escamas.
El conteo de escamas dorsales
fue realizado desde la primera es-
cama medio dorsal cefálica, que
llamamos prefrontal, hasta la úl-
tima medio dorsal caudal ante-
rior a la espina. Las subcaudales
fueron contadas a partir de la pri-
mera medio ventral, posterior a la
cloaca, hasta la última excluyen-
do la espina. No obstante, debe-
mos senalar, que todos los conteos
de escamas medio dorsales y sub-
caudales realizados en este traba-
jo, son usados con cierta reserva,
ya que es sabida la no correspon-
dência entre la segmentación dei
tegumento y la columna vertebral
(Bellairs & Underwood, 1951;
Gans, 1960; Gans & Taub, 1965);
en el caso particular de nuestro
estúdio, no ha sido posible obtener
radiografias de tôdas las especies
estudiadas, por lo cual damos el
dato de la escamación dorsal, de
más amplia variación que el nú-
mero vertebral, pero relativamente
valedero.
Volume 5 (Zoologia)
423
En la escamación cefálica, la
serie medio dorsal, comienza m-
mediatamente atrás de la prolon-
gación dorso cefálica de la rostral,
en el orden: prefrontal, frontal,
interparietal e interoccipital.
Normalmente el labio superior
está formado por: infranasal, pri-
mera labial, ocular y segunda la-
bial. En algunas especies de Amé-
rica dei Sur, la ocular se encuen-
tra dividida longitudiralmente en
su porción anterior, dando origen
a una nueva labial. Klauber
(1940) supone que la segunda la-
bial deviene de división longitudi-
nal de la primera. No obstante, el
Holótipo de L. ihlei Brongersma,
1933 (RNH N.° 4466), ejemplar
anómalo de L. macrolepis (Peters,
1857), muestra claramente la di-
visión inconclusa de la ocular,
dando origen a una segunda la-
bial. Es también posible, que la se-
gunda labial pueda originarse por
ambas vias, división de la prime-
ra supralabial y división de la
ocular. Con una segunda labial,
anterior a la ocular, son conocidas
en América dei Sur, L. macrolepis,
L. brevíssima, L. anthracinus,
L. dugandi, L. salgueiroi, L. í~op-
pesi y l. joshuai, por lo que se ha-
bla de tres supralabiales en estas
especies.
Fuera dei área amazônica exis-
ten Leptotyphlops con cuatro
supralabiales, en especies en que
la ocular no forma parte dei borde
labial, tales como L. bilineatus y
L. pyrites.
Las supraoculares pueden te-
ner un desarrollo normal, esto es,
mayores que las escamas medio
dorsales con que limitan, lo que
ocurre en la mayoría de las espe-
cies. Pueden también ser muy pe-
quenas, más pequenas que las pla-
cas prefrontal y frontal, como
ocurre en las formas neárticas de
L. dulcis y en L. dimidiatus y
L. affinis de la Región Neotropical,
especies estas que sólo poseen dos
supralabiales, perteneciendo tal
vez a este grupo L. niceforoi, cono-
cida sólo de la descripción, que no
detalla la escutelación cefálica ni
es acompanada por dibujos y de
la cual se ha perdido el Holotipo.
Pueden en fin, estar ausentes, co-
mo ocurre en las formas neárticas
de L. humilis y en las neotropica-
les L. septemstriatus, L. borrichia-
nus, L. cupinensis y L. brasiliensis.
ESPECIES ESTUDIADAS
EN ESTE TRABAJO
Se citan para la región ama-
zônica las s i g u i e n t e s espe-
cies: L. septemstriatus (Schnei-
der, 1801); L. albifrons (Wagler,
1824); L. macrolepis (Peters,
1857); L. dimidiatus (Jan, 1862);
L. tenella Klauber, 1939; L. an-
thracinus Bailey, 1946; L. cupi-
nensis Bailey & Carvalho, 1946;
cm l
SciELO
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424
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
L. teaguei Orejas-Miranda, 1964 y
L. brevíssima Shreve, 1964.
No se citan especies que han
sido colectadas accidentalmente
en el área amazônica, pero que
normalmente no habitan en ella.
El ejemplar MNRJ s/n colectado
en el Rio das Mortes, está rotula-
do (Sick, 1965) como L. subcro-
tillus Klauber, 1939. El estado de
conservación dei ejemplar (fue
colectado en contenido estoma-
cal de Heterospizias meridionalis
(LATW.) no nos permite asegurar
de que se trate de la especie pe-
ruana de Klauber, podría tratar-
se de L. tenella juvenil. Si la de-
terminación de L. subcrotillus fue-
ra correcta, se debería suponer a
esta especie en el área amazônica,
ya que hasta el momento se le co-
noce sólo de la región costera nor-
te dei Peru, y no es admisible que
un ave vuele esa distancia sin di-
gerir una presa de tamano re-
ducido.
Por otra parte, L. brevíssima,
de Florencia, Caquetá, Colombia,
(proximidades dei Rio Caquetá y
afluentes) y L. teaguei, dei norte
dei Peru, entre Chota y Cutervo
(proximidades dei Rio Maranon y
afluentes) son incluídas en la lis-
ta, aunque se encuentran en los
limites dei área que estudia este
trabajo.
L. brasiliensis Laurent, 1949,
especie sólo conocida por el Holo-
tipo IG N.° 12594; Reg. N.° 2081,
cuya descripción no deja dudas de
que se trate de una especie válida,
há sido dada a conocer a través de
un sólo ejemplar de procedência
“Brasil”, lo que no nos permite in-
cluiria en este trabajo, a pesar de
existir posibilidades de que habite
en área amazônica.
Procurando simplificar la ubi-
cación de las distintas especies dei
género, para el área de estúdio, lo
dividimos en los siguientes grupos :
Grupo siagonodon — Lepto-
typhlops sin supraoculares. Peters
(1881) asignó a las especies sin
supraoculares el nombre Siagono-
don con valor genérico. Klauber
(1931) propone revalidarlo con va-
lor sub genérico. No estando pro-
bado aún el que las especies dei
género, a las que les faltan las su-
praoculares, formen um grupo na-
tural, dicho nombre no puede ser
usado con carácter de género o
sub género.
Grupo macrolepis — Referido
a las especies con supraoculares
normales o pequenas, pero con tres
supralabiales, por división longi-
tudinal dei lado anterior de la
ocular.
Grupo dimidiatus — Caracte-
rizado por la pequenez de las su-
praoculares, que son siempre me-
nores en tamano que la prefron-
tal y frontal con que limitan. Este
grupo posee dos supralabiales.
cm
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Volume 5 (Zoologia)
425
Fig. 1 — Dibujo esquemático de la escutelación cefálica de los grupos de
Leptotyphlops. (A-A’ — Grupo septemstriatus (norma dorsal y lateral) . B
Grupo tessellatus (norma lateral) . C-C’ — Grupo albifrons (norma dorsal
y lateral) . D — Grupo dimidiatus (norma dorsal) . E — Grupo macrolepis
(norma lateral) . Explicación en el texto.
Grupo tessellatus — Agrupa
a las especies que presentan un
fuerte contacto entre la primera
supralabial y la supraocular. Su-
praoculares de tamano normal.
Dos supralabiales.
Grupo albifrons — Especies
son supraoculares de tamano nor-
mal. Dos supralabiales. Primera
labial que no llega a entrar en
contacto con la supraocular.
Es obvio que no asignamcs
ningún carácter taxonómico a es-
tos grupos, los que, al estado
actual de nuestros conocimientos,
son artificiales, no descartando
que estúdios futuros puedan de-
mostrar, a la luz de series más
426
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
completas, el carácter de natural -j — | Coloración pardo
para alguno de ellos. oscura. Cada escama con
CLAVE PARA LOS LEPTOTY- ? màs °scur° <1”
PHLOPS DE LA REGIÓN la penfena l",,"".'
AMAZÔNICA
T , . aa — Dos supralabiales ... 1
I — Sm supraoculares A
, ^ , , 1 — Primera labial en fuer-
A — 10 filas de escamas alrede- . , ,
, te contacto con la supra-
dor de la parte media de la cola.
nnnlar
Coloración en bandas longitu-
dinales bien acentuada + — Coloración en ban-
L. septemstriatus das longitudinales negras,
. . , . , rojizas y blancas. Vientre
AA — 14 filas de escamas alre-
, , , . , , , uniformemente negro . . .
dedor de la parte media de la _ “
, _ , f, L. teaguei
cola. Coloracion uniforme ....
L. cupinensis ++ — Coloración en
II — Con supraoculares presen- bandas zigzagueantes da-
tes A ras s°bre fondo pardo.
. , , Vientre pardo claro uni-
A — Supraoculares mas peque- . . , „
, , „ . forme L. tenella
nas que las placas prefrontal y
frontal L. dimidiatus 11 “ Primera labial que no
llega a entrar en contacto
AA - Supraoculares normales, con la supraocular
mayores en tamano que las pia- L albifrons
cas prefrontales y frontal ... a
a - Tres supralabiales ... 1 Leptotyphlops septemstriatus
(Schneider, 1801)
I — Más de 200 escamas . . . ......
. , _ , . , Typhlops septemstriatus Schnei-
dorsales. Coloracion pardo der> Hist Amph n. 341
rojiza en el centro de cada ^ _T
, . , Terra typica: Rio Negro, Ama-
escama, bordes mas claros . _ .
_ , . zonia, Brasil (Mertens, 1925).
i' Holotipo:
II Menos de 200 escamas Diagnosis — Leptotyphlops dei
dorsales grupo siagonodon. Con coloración
-f — Coloración negro listada en siete bandas oscuras.
violácea uniforme (dorso Descripción — Especie de ta-
y vientre mano mayor y grueso diâmetro.
L. anthracinus Cuerpo cilíndrico. Cabeza ligera-
cm
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Volume 5 (Zoologia)
427
mente achatada. Hocico redondea-
do que sobresale sobre la mandí-
bula inferior. Rostral que se ex-
tiende por la superfície dorsal de
la cabeza, llegando al limite an-
terior de los ojos, sin sobrepasarlo.
La porción visible de esta escama,
desde encima, es cuadrilátera y
tan larga o ligeramente más larga
que ancha. Esta escama es, en nor-
ma dorsal, visiblemente más an-
cha que las supranasales con que
limita. Nasales completamente di-
vididas. La sutura deja desplaza-
do el agujero nasal hacia adelan-
te. Supranasal con superfície mu-
cho mayor que infranasal. La in-
franasal forma el labio, siendo su
«CfERENCMS
^3 Ldimidiatus
a L. teoguel
® L.a
■■ eupintrals
■ ■ albtfrons
L. maeroltpis
■tepte**triatvs
□ L.
□ L. tendia
L : J L. anthracinui
a L. brevíssima
Fig. 2 — Distribución geográfica dei género Leptotyphlops en la Región
Amazônica. Explicación en el texto.
borde labial, el menor en longitud
de todos los bordes labiales supe-
riores. La primera labial superior
es cuadrilátera y ligeramente más
alta que ancha, quedando su bor-
de superior muy distante dei limi-
te dei ojo. La ocular es la escama
de mayor tamaho después de la
rostral, siendo dos veces más alta
que ancha; su máximo ancho se
encuentra al nivel de la sutura
supralabial-supranasal. El ojo, que
se ubica en esta escama, se en-
cuentra desplazado hacia adelan-
te y en su último tercio, lo que lo
hace bien visible desde encima. El
borde labial de la ocular es mayor
que el de las dos escamas que le
anteceden. La segunda labial es
cuadrilátera trapezoidal, con su
428
Atas ão Simpósio sôbre a Biota Amazônica
mayor ancho en su borde labial,
que es curvo, y resulta el mayor
en longitud de todos los bordes la-
biales superiores. Las escamas
medio dorsales, cefálicas y nuca-
les, son semej antes en tarnaho y
forma, siendo la prefrontal ligera-
mente mayor. Estas escamas, de
forma hexagonal irregular, pre-
sentan su máximo diâmetro en el
sentido transversal, siendo dos ve-
ces más anchas que largas. Hay
una escama mentoneana, seguida
de 5-7 labiales inferiores. El cuer-
po está cubierto por 14 filas de es-
camas de igual tarnaho. Hay re-
ducción de dos filas antes dei ano.
La cola pierde dos filas de escamas
en su inicio. 10 filas de escamas
alrededor de la parte media de la
cola. Dorsales totales: 220-235.
Subcaudales: 8-10. Longitud to-
tal: 270-280 mm. Longitud de la
cola: 8-10 mm. Diâmetro dei cuer-
po en su parte media: 5, 8-6, 2 mm.
Coloración — Siete angostas
bandas oscuras, bien marcadas en
el centro de cada escama, ocupan-
do, aproximadamente, un cuarto
de las mismas. Vientre claro.
Distribución geográfica — Ex-
tremo norte de Brasil, entre el
Rio Negro y Guayana.
Discusión — El grupo siagono-
don, es tal como lo sehalara Klau-
ber, 1931, el de menor número de
especies y también, posiblemente,
el de menor número de indivíduos.
Para América dei Sur, son conoci-
das las siguientes especies perte-
necientes a este grupo: L. borri-
chianus (Degerboel, 1923), L. cupi-
nensis Bailey & Carvalho, 1946 y
L. brasUiensis Laurent, 1949. De
todas ellas, L. septemstriatus es
fácilmente reconocible, por su mar-
cado patrón de coloración y su ho-
cico normal, en contraposición a
L. borrichianus, que posee un mar-
cado borde cortante anterior.
Material examinado — FMNH
N.° 26660. “Dicu Mts. Brit.
Guiana” .
Leptotyphlops cupinensis Bailey
& Carvalho, 1946
Leptotyphlops cupinensis Bailey
& Carvalho, Boi. Mus. Nac. Rio Ja-
neiro Zool., 52: 1-4, Figs. 1-3.
Terra typica — Tapirape, Ma-
to Grosso, Brasil.
Holotipo — MNRJ N.° 387.
Diagnosis — Especie pertene-
ciente al grupo siagonodon, carac-
terizada por un patrón de colora-
ción uniforme y por poseer 14 filas
de escamas alrededor de la parte
media de la cola.
Descripción — Especie de ta-
rnaho mediano. Cuerpo cilíndrico.
Cabeza achatada. Hocico redon-
deado de borde romo anterior, que
sobresale apreciablemente sobre la
mandíbula inferior. Rostral que
se extiende por la superfície dor-
sal de la cabeza pero no llega al
cm
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Volume 5 (Zoologia)
429
limite anterior de los ojos. La por-
ción visible de esta escama, en
norma dorsal, es cuadrilátera, de
bordes redondeados y apreciable-
naente más ancha que larga. Esta
escama es más de dos veces ancha
que las supranasales con que limi-
ta. Nasales completamente dividi-
das. La sutura continene al agu-
jero nasal desplazado hacia ade-
lante y muy próximo a la rostral.
Supranasal con superfície mucho
mayor que infranasal. La infrana-
sal forma el labio, siendo este bor-
de el menor de los supralabiales.
La primera labial superior es muy
pequena, su ângulo más alto llega
al mismo plano que el agujero na-
sal, quedando muy distante su
punto superior dei nivel dei ojo.
Esta escama es cuadrilátera, de
superfície curvada latero-ventral-
niente y dos veces más alta que
ancha. La ocular es grande, más
de dos veces alta que ancha, el ojo
se encuentra en su tercio superior,
desplazado hacia adelante, siendo
bien visible desde encima. El borde
labial de esta escama es igual a la
suma de los dos anteriores. La se-
gunda labial es pentalátera, casi
tan alta como ancha y con su bor-
de labial curvado, que resulta el
de mayor longitud de todos los
bordes labiales superiores. Las es-
camas medio dorsales, cefálicas y
nucales, son semej antes en tama-
no y forma, siendo la prefrontal
ligeramente mayor que las que le
siguen. Hay dos escamas mento-
manas seguidas de seis infrala-
biales. El cuerpo está cubierto por
14 filas de escamas. No hay re-
ducción alguna. 14 filas de esca-
mas alrededor de la parte media
de la cola. Dorsales totales: 280.
Subcaudales: 17. Longitud total:
128 mm. Longitud de la cola: 4,5
milímetros. Diâmetro dei cuerpo
en su parte média: 3,2 mm.
Color ación — Pardo rojizo uni-
forme en el dorso, vientre claro.
Distribución geográfica — Co-
nocida sólo de la localidad típica.
Sick (1965) la cita como compo-
nente de la fauna dei Cerrado, sin
mencionar nu evos ejemplares.
Discusión — Esta especie fue
sinonimizada conL. septemstrialus
por Amaral, 1954; no obstante,
como hemos demostrado ya en
o t r o trabajo (Orejas-Miranda,
1966) es perfectamente separable
de la especie de Schneider, de la
que es además alopátrida. Resulta
muy interesante la presencia de
14 filas de escamas alrededor de
la parte media de la cola, carácter
específico de importância, que por
si sólo, separa nitidamente a esta
especie de todas las otras conoci-
das dei grupo siagonodon.
Material examinado — MNRJ
N.° 387 (Holotipo).
430
Atas do Simpósio sóbre a Biota Amazônica
Leptotyphlops macrolepis
(Peters, 1857)
Stenostoma macrolepis Peters,
Mon. Berl. Acad.: 402.
Terra typica: “Carácas; Puer-
to Cabello”. Aqui restricta, Puerto
Cabello.
Holotipo. ISZZM N.° 1434
(Proc.: Puerto Cabello).
Diagnosis — Especie pertene-
ciente al grupo macrolepis, que se
caracteriza por el desarrollo dorsal
de la rostral, coloración y escama-
ción dorsal y subcaudal.
Descripción — Especie de ta-
mafio mayor. Cuerpo cilíndrico.
Cabeza bastante achatada, con
hocico redondeado que sobresale
normalmente sobre la mandíbula
inferior. Rostral que se extiende
por el lado superior de la cabeza
hasta llegar al limite anterior de
los ojos o muy próximo a él. La
porción visible de esta escama, en
norma dorsal, es más larga que
ancha y que la de las supra-
nasales con que limita; esta
porción es triangular con vértice
posterior redondeado. Nasales com-
pletamente divididas. La sutura
lleva a su nivel el agujero
nasal que se encuentra ligera-
mente desplazado hacia la prime-
ra labial. Supranasal de mucho
mayor superfície que infranasal.
Esta última forma el labio, siendo
su borde labial de una longitud se-
mejante al de las demás escamas
que forman parte dei labio supe-
rior, con excepción de la tercera
supralabial. La primera labial es
muy pequena, no llegando en su
punto más alto al nivel dei agu-
jero nasal; esta escama es dos ve-
ces más alta que ancha. La segun-
da labial es más alta, y llega al
nivel superior dei agujero nasal,
pudiendo llegar hasta el nivel dei
ojo. El borde labial de esta escama
es igual o ligeramente mayor que
en la primera supralabial. La
ocular es dos veces más alta que
ancha, encontrándose su ancho
máximo en la mitad de su altura.
En la mitad superior se encuentra
el ojo, que se ubica desplazado
hacia el dorso y ligeramente ade-
lante, lo que lo hace bien visible
desde encima. El borde labial de
esta escama es igual o ligeramente
mayor que el de las precedentes.
La tercera labial es trapezoidal,
tan alta como ancha, y con
su borde labial manifiestamente
mayor que los anteriores. Las su-
praoculares son de un largo igual
o mayor que el de la prefrontal
con que limitan, siendo iguales en
ancho a esta escama o ligeramen-
te más angostas. De las escamas
medio dorsales, cefálicas y nuca-
les, la prefrontal es la más angos-
ta de todas, habiendo progresivo
aumento de tamano en la fron-
tal, interparietal e interoccipital.
cm
SciELO
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Volume 5 ( Zoologia )
431
Hay una mentoneana seguida de
5-7 infralabiales. El cuerpo está
cubierto por 14 filas de escamas
de igual tamafio. Hay reducción
de dos filas sobre la región anal y
de otras dos al inicio de la cola.
10 filas de escamas alrededor de la
parte media de la cola. Dorsales
totales: 202-246. Subcaudales: 16-
-26. Longitud total: 125-280 mm.
Longitud de la cola: 11-19 mm.
Diâmetro dei cuerpo en su parte
média: 3-5 mm.
Coloración — Cada escama de
color pardo oscuro rojizo, con bor-
de de sutura claro. Vientre de igual
patrón, pero algo más, tenue y el
borde claro más ensanchado. No
hay sehales de coloración longitu-
dinal o zigzagueante.
Distribución geográfica — Ve-
nezuela, Este de Colombia, Guaya-
na Francesa, Guayana Holandesa y
Brasil Septemtrional.
Discusión — Del grupo macro-
lepis, se conocen para América dei
Sur, las siguientes especies: L. jo-
shuai Dunn, 1944; L. dugandi
Dunn, 1944, L. anthracinus Bailey,
1946. L. koppesi Amaral, 1954;
L. salgueiroi Amaral, 1954 y L. bre-
víssima Shreve, 1964. No incluí-
mos en esta lista a L. ihlei Bron-
gersma, 1933, ya que recientemen-
te ha sido sinonimizada (Orejas-
Miranda, 1966) con L. macrolepis.
De L. joshuai, L. macrolepis se se-
para fácilmente por la coloración,
que en la especie de Dunn es niti-
damente longitudinal, y por la for-
ma y tamafio de las supiaoculares.
De las especies de Amaral, es se-
parable por el tamario j forma de
la rostral, por diferencias entre las
supraoculares y por coloración. De
las tres especies restantes, Shreve
(1964) la separa por coloración,
escamación dorsal y escamación
subcaudal.
Aparentemente, con la distri-
bución geográfica de L. macrole-
pis, ocurre algo similar a lo sena-
lado por Thomas (1965) para
L. tenella. La especie se distribuye
por una amplia superfície, siendo
más frecuente en el norte. Los ha-
llazgos de ejemplares en localida-
des muy meridionales para la es-
pecie, como Maues, R. Cururu,
Amazónia, hacen pensar en for-
mas subespecíficas, que deberán
estudiarse en base a series de
ejemplares aún no colectados. Es-
muy posible también, que a la luz
dei estúdio de estas series, surjan
formas interespecíficas L. macro-
lepis-L. koppesi, especie esta últi-
ma dei sur de Mato Grosso e inter-
grados L. macrolepis-L. salgueiroi
siendo la especie de Amaral, la
más meridional dei grupo, Itá, Es-
pírito Santo.
Material examinado — CM N.°
7440. Edo. Miranda. Venezuela.
AMINH N." 59406, 62205, 107891.
Caracas, Venezuela. 17538. Colom-
cm l
SciELO
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432
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
bia. USNM N.° 62205. Caracas, Ve-
nezuela. MNRJ N.°* 385. Maués,
Amazônia, Brasil. 386. São Manoel,
R. Cururu, Amazonas. Brasil, RNH
N.° 4466. Surinam.
Leptotyphlops anthracinus
Bailey, 1946
Leptotyphlops anthracinus Bai-
ley, Occ. Pap. Mus. Zool. Univ.
Mich., 492: 1-5, Tab. I-II.
Terra typica — Bayos. Este de
Ecuador.
Holotipo — UMMZ N.° 90816.
Diagnosis — Especie pertene
ciente al grupo macrolepis, fácil-
mente separable de las demás es-
pecies dei grupo, por su colora-
ción negro violácea uniforme.
Descripción — Espécie de ta-
mano mayor. Cuerpo cilíndrico.
Cabeça algo achatada. Hocico re-
dondeado que sobresale aprecia-
blemente sobre la mandíbula in-
ferior. Rostral que se extiende por
el lado dorsal de la cabeza, sin
llegar al limite anterior de los
ojos. La porción visible de esta
escama, en norma dorsal, es cua-
drilátera y más larga que ancha,
siendo más angosta que las supra-
nasales con que limita. Nasales
completamente divididas. La su-
pranasal es mayor que la infra-
nasal. Esta última forma parte
dei labio, siendo este borde labial
superior, de tamano sub igual a
los que le siguen, con excepción
de la última labial, en el que es
apreciablemente mayor. La prime-
ra labial es pequena y se encuen-
tra por debajo o al nivel dei agu-
jero nasal, siendo dos veces más
alta que ancha. La segunda labial
es apreciablemente más alta y lle-
ga al nivel dei ojo. La ocular es
dos veces más alta que ancha, su
máximo ancho se encuentra apro-
ximadamente en la mitad de su
altura. El ojo se encuentra en la
mitad superior de esta escama,
ubicado anteriormente, siendo
bien visible desde encima. La ter-
cera labial es tan alta como an-
cha, su máximo ancho se encuen-
tra al nivel dei labio; su borde la-
bial es el mayor de todos los bor-
des labiales superiores y acentua-
damente curvo al nivel de la co-
misura. De las escamas medio dor-
sales, cefálicas y nucales, prefron-
tal e interparietal son subiguales;
la interoccipital es algo mayor que
las tres primeras; la prefrontal
puede ser algo más angosta. Hay
una o dos mentoneanas, seguidas
de 5-6 infralabiales.
El cuerpo está cubierto por 14
filas de escama de igual tamano.
Hay reducción de dos filas en la
región anal. La cola pierde en su
inicio dos filas. 10 filas de escamas
alrededor de la parte media de la
cola; de éstas, la medio ventral li-
geramente agrandada.
Dorsales totales — 172-189.
Subcaudales: 15-19. Longitud to-
Volume 5 (Zoologia)
433
tal: 312-95 mm. Longitud de la
cola: 6-28 mm. Diâmetro dei cuer-
po en su parte media: 3-6,8 mm.
Coloración — Azul violáceo uni-
forme. Infralabiales y parte ven-
tral de la rostral pardo.
Distribución geográfica — No
reste de Ecuador.
Discusión — Son pocas las
menciones que se poseen de L. an-
thracinus; a los ocho ejemplares
estudiados en la descripción de
Bailey, se suma el AMNH N.° 35953
de Balzapamba, senalado por
Shreve (1964) y el estudiado por
nosotros. La especie parece ser re-
licta de la distribución mencio-
nada.
Material examinado — FMNH
N.°* 109865 (Paratipo). Banos,
Ecuador; 34353, de la misma loca-
lidad, fecha y colector, dei mate-
rial estudiado por Bailey; rotula-
do como L. macrolepis.
Leptotyphlops brevíssima
Shreve, 1964
Leptotyphlops brevíssima Shreve,
Breviora Mus. Comp. Zool. Cambrid.
Mass., 211: 1-4, Tab. I.
Terra typica — Florencia, Ca-
quetá, Colombia.
Holotipo — MILS N.° 1311.
Diagnosis — Especies pertene-
ciente al grupo macrolepis, próxi-
nia a L. macrolepis y L. anthraci-
nus, que se separa de estas formas
por un número menor de dorsales
totales y una coloración interme-
dia entre ellas.
No describimos la especie, ya
que no conocemos ejemplares de
ella. L. brevíssima de reciente des-
cripción, es sólo conocida hasta el
presente, por el Holotipo y un Pa-
ratipo extraído dei contenido es-
tomacal de Micrurus mipartitus
(Dum., Bib. et Dum). Shreve usa
como elemento de separación el
conteo de las dorsales y establece
un máximo de 164 (Paratipo de
su especie) y un mínimo de 182
para L. anthracinus. Cabe sehalar,
que el ejemplar de L. anthracinus
FMNH N.° 34353, posee 172 dor-
sales totales, y que teniendo en
cuenta la variación de la segmen-
tación tegumentaria, sehalada por
vários autores (ver Nomenclatura
usada) , la diferencia de 8 escamas
dorsales no seria significante.
Shreve sugiere una diferencia de
nivel subespecífico para su espe-
cie; no habiendo visto ejemplares,
no podemos abrir opinión, aunque
la sugerencia dei autor parecería
ser muy probable.
Leptotyphlops dimidiatus
(Jan, 1862)
Stenostoma dimidiatum jan,
Arch. Zool. Anat. Phys., I: 188.
Terra typica — Brasil.
Holotipo — Museo Cívico de
Milán?
Diagnosis — Especie facilmen-
te diferenciable por la extrema
28 — 37 145
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
434
vlías do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
pequenez de las supraoculares,
que son siempre más pequenas
que la escama prefrontal con que
limitan. Dos supralabiales.
Descripción — Especie de ta-
mano mayor. Cuerpo cilíndrico.
Cabeza algo achatada con hocico
redondeado, que sobresale algo so-
bre la mandíbula inferior. Rostral
que se extiende por la superfície
dorsal de la cabeza, pero no llega
al limite anterior de los ojos. La
porción visible de esta escama, en
norma dorsal, es de forma trian-
gular, con vértice posterior redon-
deado y tan larga como ancha; es-
ta escama es visiblemente más an-
gosta que las supranasales con
que limita. Nasales completamen-
te divididas, la sutura deja el agu-
jero nasal, ligeramente desplaza-
do hacia adelante. Supranasal con
superfície mucho mayor que in-
franasal, ligeramente desplazado
hacia adelante. Supranasal con
superfície mucho mayor que in-
franasal. La infranasal forma el
labio, siendo su borde labial el
menor en longitud de todos los
bordes labiales superiores. La pri-
mera labial superior llega al limi-
te inferior dei ojo. La ocular es
muy angosta, siendo dos veces y
un cuarto más alta que ancha. En
su mitad superior se encuentra el
ojo, equidistante de las suturas
con la supraocular, supranasal y
parietal. El borde labial de esta es-
cama es ligeramente menor que el
de la primeira labial. La segunda
labial es pentalátera y tan alta
como ancha, con su borde labial
posteriormente curvados. Las su-
praoculares son pequenas, de la
mitad de la superfície de la pre-
frontal y de ubicación dorsal, no
extendiéndose lateralmente. De
las escamas medio dorsales, cefá-
licas y nucales, la más pequena es
la escama frontal. La prefrontal,
interparietal e interoccipital son
de longitud semejante, siendo de
estas últimas tres, la prefrontal la
más angosta . Hay un par de pe-
quenas mentoneanas, seguidas por
5-6 infralabiales.
El cuerpo está cubierto por 14
filas de escamas de igual tamano.
Hay reducción de dos filas sobre
la zona anal. La cola pierde dos
filas de escamas en su inicio. 10
filas de escamas alrededor de la
parte media de la cola. Dorsales
totales: 190-215. Subcaudales: 14-
-17. Longitud total: 183-254 mm.
Longitud de la cola: 11-18 mm.
Diâmetros dei cuerpo en su parte
media: 6-3 mm.
Coloración — Dorso uniforme-
mente pardo rojizo. Suturas de
escamas claro. No hay colora-
ción longitudinal ni zigzagueante.
Vientre claro.
Distribución geográfica — Bra-
sil septemtrional y Guayana.
Discusión — L. dimidiatus es
una especie pobremente conocida,
cm
SciELO
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Volume 5 (Zoologia)
435
que raramente se encuentra re-
presentada en colecciones. Con dos
supralabiales y supraoculares pe-
quenas, además de esta especie, es
conocida L. affinis (Boulenger,
1884), de Táchira, Venezuela, sólo
senalada por el Holotipo BMNH
N.° 75.2.26.4 (re-registered 1946.
1.11.16). Para América dei Sur,
con tres supralabiales y supra-
oculares pequenas se conocen
mayor número de especies, tales
como L. salgueiroi Amaral, L. kop-
pesi Amaral, y las especies dei
grupo macrolepis, senaladas más
arriba. En la Región Neártica, las
subespecies de L. dulcis, presen-
tan una escutelación cefálica se-
mejante a la de L. dimidiatus, ca-
racterística ésta, ya observada por
Klauber (1940), quien la usa en
primer término como separación
dei grupo albifrons con supra-
oculares de mayor tamano.
L. affinis, de la que sólo co-
nocemos su descripción, parecería
separarse de L. dimidiatus, sola-
mente por el mayor borde de la
primera labial, característica ésta,
que admite cierta variabilidad. Por
otra parte, Boulenger (1893) pa-
recería que no vió ejemplares de
L. dimidiatus. Existe la posibili-
dad de que ambas especies sean
sinónimas, en cuyo caso, el nom-
bre específico válido seria indica-
do por Jan (1862), o que la espe-
cie de Boulenger (1884) sea de
valor subespecífico. Es también
posible que L. niceforoi Dunn,
1946, descripta sobre un ejemplar
juvenil, MILS s/n, Holotipo segu-
ramente perdido en el incêndio
dei Instituto Colombiano, y de
procedência Mogotes, Santander,
Colombia, haya sido L. affinis, la
descripción de Dunn no es com-
pleta y no está acompanada de di-
bujos.
Material examinado — AMNH
N.°* 36065, R. Cotingo, Brasil ( ro-
tulada como L. affinis) ; 60908-10,
Between Wichabei & Isaertum,
Guayana. IB N.°’ 24008-11, São
.Marcos. Território de Roraima,
Brasil.
Leptotyphlops tenella
Klauber, 193P
Leptotyphlops tenella Klauber,
Trans. San Diego Soc. Nat. Hist. 9,
(14) : 59-61, Figs. la-lb.
Terra typica — Kartabo, Gua-
yana.
Holotipo — AMNH N o 14269.
Diagnosis — Espécie pertene-
ciente al grupo tessellatus, por
poseer la primera labial en con-
tacto con la supraocular.
Descripción — Especie de ta-
mano mayor. Cuerpo cilíndrico.
Cabeza algo achatada con hocico
redondeado, que sobresale apre-
ciablemente sobre la mandíbula
inferior. Rostral que se extiende
por el lado superior de la cabeza
hasta llegar al limite anterior de
los ojos. La porción visible de esta
cm l
SciELO
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436
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
escama, en norma dorsal, es más
laga que ancha, y ligeramente
más ancha que las supranasales
con que limita. Nasales completa-
mente divididas, la sutura deja el
agujero nasal en su centro. Su-
pranasal e infranasal subiguales.
La infranasal forma parte dei lá-
bio, siendo este borde labial supe-
rior, el mayor en longitud de todos
los bordes labiales superiores, con
excepción de la segunda labial. La
primera labial es muy angosta, y
llega en su limite superior a la
mitad dei ojo. La ocular es ima
vez y un tercio más alta que an-
cha. En el plano de su máximo
ancho se encuentra el ojo, que
está ubicado hacia el borde ante-
rior de la escama. El borde labial
de la ocular es ligeramente menor
que el de la primera labial. La se-
gunda labial es dos veces y media
más alta que ancha, pentalátera,
con su lado labial ligeramente
curvado al nivel de la comisura,
lado este sobre el que se encuen-
tra su máximo ancho. Las supra-
oculares de tarnaho normal, son
hexagonales y se extienden desde
su contacto con la prefrontal y
frontal, hasta las primeras supra-
labiales; es mayor la sutura de es-
tas escamas con la prefrontal que
con la frontal. De las escamas
medio dorsales cefálicas y nucales,
la prefrontal es la más angosta,
la sigue en ancho la frontal, que
es ligeramente más pequena que
la interparietal, siendo la inter-
occipital la de mayor tarnaho de
todas. Las parietales que entran
en contacto con las segundas
supralabiales, son algo mayores
que las occipitales. Hay una men-
toneana pequena, seguida de 4-6
infralabiales.
El cuerpo está cubierto por
14 filas de escamas de igual ta-
maho. Ha reducción de dos filas
cuatro escamas antes de la región
anal. La cola pierde dos filas en
su inicio. 10 filas de escamas al-
rededor de la parte media de la
cola. Dorsales totales: 205-229.
Subcaudales: 15-19. Longitud to-
tal: 80-185 mm. Longitud de la
cola: 5-11 mm. Diâmetro dei cuer-
po en su parte media: 2, 2-4, 5 mm.
Coloración — Dorso pardo os-
curo, con el borde de cada escama
claro. El patrón dei dorso muestra
un dibujo zigzagueante a lo largo
de todo el cuerpo. Vientre más
claro. Mancha clara cefálica y
caudal.
Distribución geográfica —
Guayana, Trinidad, Guayana Ho-
landesa, Guayana Francesa, 3u-
reste de Venezuela y Brasil (Este
de Mato Grosso, Amazonas y
Pará) .
Discusión — L. tenella, consti-
tuye junto con L. tessellatus
(Tschudi, 1845) y L. teaguei Ore-
jas-Miranda, 1964, el grupo que
designamos tessellatus, caracteri-
cm
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Volume 5 (Zoologia)
437
zado por presentar contacto entre
sus escamas supraoculares y las
primeras supralabiales. Tal como
senalamos en otro trabajo (Ore-
jas-Miranda 1964), L. rufidorsus
Taylor, 1939, descripta sobre un
ejemplar anómalo en su lado de-
recho, no pertenenece a este gru-
po (Schmidt & Walker, 1943).
Material examinado — AMNH
N.0’ 14269-70 (Holotipo y Parati-
po). CM N.os 4888-92, Mount
Saint Benedict, Trinidad (Parati-
pos) ; 4893, El Dorado, Saint George
County, Trinidad (Paratipo) ;
PMNH N.°" 49914, 69769, 42721-2,
Trinidad. MNRJ N.°* 388, Tapira-
pé, Mato Grosso, Brasil; 389, Rio
Cuminá, Brasil; 390, Alto R. Ca-
trimany, Amazonas, Brasil.
Leptotyphlops teaguei
Orejas-Miranda, 1964
Leptotyphlops teaguei Orejas-Mi-
randa, Com. Zool. Mus. Hist. Nat.
Montevideo, 8, (103): 1-7, Lám.
I-III.
Terra typica — Rio Chotano,
entre Chota y Cutervo, Norte de
Perú.
Holotipo — MNHN N.° 910.
Diagnosis — Especie pertene-
ciente al grupo tessellatus, que di-
fiere de las otras especies dei gru-
po por un patrón de coloración
muy peculiar para la familia.
Descripción — Especie de ta-
mano medio. Cuerpo cilíndrico.
Cabeza ligeramente achatada. Ho-
cico curvado suavemente que so-
bresale apreciablemente sobre la
mandíbula inferior. La rostral se
extiende por la superficie dorsal
de la cabeza sin llegar al limite
de los ojos. La porción visible de
esta escama, en norma dorsal, es
de forma triangular, con vértice
obtusamente redondeado posterior
y más ancha que larga; más an-
cha que las supranasales con que
limita. Las nasales son completa-
mente divididas, la sutura deja
el agujero nasal en su centro. La
supranasal es apreciablemente
mayor que la infranasal. Esta úl-
tima forma parte dei labio, siendo
su borde labial, el menor de los
bordes labiales superiores. La pri-
mera labial es muy angosta, su
punto más alto llega a la mitad
dei ojo. Su borde labial es ligera-
mente mayor que el de la infra-
nasal. La ocular es casi el doble de
alta que ancha; en el plano de su
máximo ancho se encuentra el
ojo, que está ubicado muy ante-
riormente y llega al mismo borde
de sutura supraocular-supralabial.
El borde labial de esta escama es
una vez y media mayor que el de
la primera labial. La segunda la-
bial es ligeramente más ancha que
alta, cuadrilátera, con su lado la-
bial curvado al nivel de la comi-
sura, lado este sobre el que se en-
cuentra su máximo ancho. Las su-
praoculares, que se extienden des-
de su contacto con la prefrontal y
438
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
frontal, hasta las primeras supra-
labiales, son hexagonales. De las
escamas medio dorsales, cefálicas
y nucales, la prefrontal es la más
pequena, siendo la frontal, inter-
parietal e interoccipital subigua-
les. Hay un par de mentoneanas
pequenas seguidas de seis infra-
labiales. 14 filas de escamas alre-
dedor dei cuerpo. Hay reducción
de dos filas de escamas antes de
la región anal. La cola pierde dos
filas de escamas en su inicio. 10
filas de escamas alrededor de la
parte media de la cola. Anal tri-
angular y algo más grande que lo
normal en el género. Dorsales to-
tales: 232-233. Subcaudales: 20.
Longitud total: 139-146 mm. Lon-
gitud de la cola: 10-11,5 mm. Diâ-
metro dei cuerpo en su parte me-
dia: 2-2,8 mm.
Coloración — A lo largo de las
tres filas medio dorsales, corren
desde la nuca hasta la cola, tres
líneas delgadas negras, con un
grosor de un cuarto de escama,
que se destacan nitidamente. Al-
ternan con ellas cuatro bandas
rojizo-pardo claro. Las bandas ro-
jizas marginales son limitadas por
dos gruesas bandas negras, que
ocupan dos mediofilas. Son adya-
centes a estas últimas dos bandas
blancas de igual grosor. El vientre
hasta la placa anal es uniforme-
mente negro. Superfície ventral de
la cola totalmente blanca.
Distribución geográfica — Has-
ta el presente, es sólo conocida
de la localidad típica.
Discusión — De las especies de
América dei Sur, posiblemente
ninguna sea tan fácilmente reco-
nocible como ésta, entre los com-
ponentes de todo el género, a tra-
vés dei patrón de coloración tan
particular, resulta fácil separaria.
Más aún dentro dei grupo tessel-
latus, formado apenas por tres es-
pecies, que además de alopátridas,
presentan diferencias muy mar-
cadas, tales como las senaladas
anteriormente.
Material examinado — MNHN
N.° 910 (Holotipo); CWW N.°
12526 (Paratipo).
Leptotyphlops albifrons
(Wagler, 1824)
Stenostoma albifrons Wagler, in
spix, Serp. Bras. Spec. Nov. 68-69
Tab. XXV, Fig. 3.
Terra typica — Proximidades
de Belem. Pará. Brasil.
Holotipo — Perdido.
Esta especie ha ido adquirien-
do características de mítica. La
descripción de Wagler, si bien vá-
lida para la época, resulta, al es-
tado actual de los conocimientos
sobre el género, muy insuficiente.
Los herpetólogos clásicos, asigna-
ron una extensa distribución geo-
gráfica a esta especie (Boulenger,
1893: “América Tropical, desde
Tehuantepec y Antillas Menores,
Volume 5 (Zoologia)
439
hasta Perú y Argentina”; Werner,
1917: “América Tropical: Antillas
(Watling Island, Granada, Anti-
gua, Swan Islands), Méjico, Trini-
dad, Venezuela, Guayana, Brasil,
Perú, Paraguay, Uruguay, Bolivia
(Yungas 1800-2000 metros), Ar-
gentina). Hoy dia es bien sabido
que las especies de este gênero po-
seen una distribución geográfica
mucho más restricta. A pesar de
la gran cantidad de material exis-
tente en colecciones, rotulado como
L. albifrons, no hemos podido en-
contrar ejemplares que realmente
podamos atribuir a esta especie.
Así las peruanas resultaron ser
L. tessellatus (Tschudi, 1845).
L. subcrotillus Klauber, 1939 o
L. melanurus Schmidt & Walker,
1943, las de las Antillas, L. mag-
namaculatus Taylor, 1939, L. co-
lumbi Klauber, 1939, L. bilineatus
(Schlegel, 1844) y a la luz dei tra-
bajo de Thomas, 1965, L. pyrites;
las de Argentina, L. melanotermus
(Cope, 1862), L. munoai Orejas-
-Miranda, 1961 y L. weyrauchi
Orejas-Miranda, 1964; las de Boli-
via L. striatula Smith & Laufe,
1945, etc. etc. El escaso material
topotípico observado, resultó ser
L. tenella. Es interesante la idea
de Thomas (1965), de que L. te-
nella, especie de amplia distribu-
ción, pueda resultar la verdadera
L- albifrons. En su defecto, pare-
ciendo definitivamente perdido el
Holotipo, estimamos conveniente
la creación de un Neotipo, funda-
do sobre material topotípico (nec
L. tenella), que definitivamente
pueda aclarar este confuso pano-
rama. No obstante todo lo dicho,
nada se puede aventurar hasta
que las colectas de material en el
área ofrezcan una serie de mate-
riales de estúdio, ya que, como dé-
cimos más arriba, el material to-
potípico es muy escaso.
L. albifrons, de no correspon-
der a la especie L. tenella, y anali-
zando las formas llamadas “pró-
ximas” en la literatura, se carac-
terizaria por: presencia de supra-
oculares de tamaho medio, mayo-
res en tamano que la escama pre-
frontal. Poseer dos supralabiales,
la primera no estableciendo con-
tacto con la supraocular. Menos
de 200 escamas dorsales a lo largo
dei cuerpo. 10 filas de escamas al-
rededor de la parte media de la
cola. Coloración listada zigza-
gueante clara y mancha clara ce-
fálica y caudal.
ABREVIATURAS USADAS
EN ESTE TRABAJO
AMNH — American Museum Nat-
ural History, New York, U.S.A.
BMNH — British Museum Natu-
ral History, London, Inglater-
ra.
CM — Carnegie Museum, Pitts-
burgh, Penn. U.S.A.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
440
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
CWW — Colección Dr. Wolfgang
Weyrauch, Tucumán, Argen-
tina.
FMNH — Field Museum Natural
History, Chicago, U.S.A.
IB — Instituto Butantan, São
Paulo, Brasil.
IG — Institut Royal des Sciences
Naturelles, Bélgica.
ISZZM — Institut für Spezielle
Zoologie u n d Zoologisches
Museum, Berlin, Alemania.
MILS — Museo dei Instituto La
Salle, Bogotá, Colombia.
MNHN — Museo Nacional de His-
toria Natural, Montevideo,
Uruguay.
MNRJ — Museu Nacional de Rio
de Janeiro, Brasil.
RNH — Rijksmuseum van Natu-
urlijke Historie, Leiden, Ho-
landa.
UMMZ — University of Michigan,
Museum of Zoology, Ann Ar-
bor, Mich. U.S.A.
USNM — United States National
Museum, Washington, U.S.A.
Agradecimentos — A la Dra. Doris
Cochran dei USNM. Al Dr. G. Netting
y Dr. N. Richmond dei CM. A la
Patterson Schmidt Found así como al
Dr. H. Marx y Mrs. Anderson dei
FMNH. Al Dr. R. Zweifel y Dr. R. Van
Gelder dei AMNH, así como a mi amigo
Dr. J. Roze. Al Dr. Cari Gans de Buffalo
N. Y. Al Dr. A. R. Hoge dei IB. Todos
quienes me auxiliaron en una u otra
forma. A mis amigos Dr. Fernando
Mane-Garzón, y Prof. Miguel A.
Klappenbach, quienes leyeron el ma-
nuscripto.
SUMÁRIO
El presente trabajo, estudia
en forma preliminar los Lepto-
typhlops de la Región Amazônica.
Se estudian nueve especies, la
mayoría de las cuales van acom-
pahadas por una diagnosis, des-
cripción y discusión.
Se establecen las distribucio-
nes geográficas de las especies
amazônicas y se relaciona a estas
con otras que ocurren fuera dei
área de estúdio.
El trabajo es acompanado por
una clave y el establecimiento de
grupos artificiales, así como de
una reseha histórica dei género.
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Hispaniola (Serpentes: Leptoty-
phlopidae) Brev. Mus. Com. Zool.
Cambrid., 222: 1-11, Figs. 1-3.
Tschudi, J., 1846, Untersuchungen über
die Fauna Peruana. Herpetologie :
1-80, Pl. I-XII.
Wagler, J., 1824, Serpentum brasiliensis
species novae ou Historie Naturelle
des especes nouvelles de Serpens,
recueillis et observées pendant le
voyage dans 1’interieur du Brasil
dans les annés 1817, 1818, 1819,
1820, executé par ordre de sa Ma-
jesté le Roi de Baviera, publiée par
Jan de Spix.,: i-viii-t-1-78, Pl.
I-XXVII.
Werner, F., 1917, Versuch einer Synop-
sis der Schlangenfamilie der Glau-
coniiden. Mitt. Zool. Mus., 34: 191-
-208.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 443-471 — 1967
LISTA REMISSIVA DOS CLÉRIDAS DA AMAZÔNIA
(Coleoptera, Cleridae) *
ADRIANO LÚCIO PERACCHI
Escola Nacional de Agronomia, Universidade Rural do Brasil
Pretendemos no presente tra-
balho dar uma lista remissiva dos
Cléridas da Amazônia, região de-
limitada pela vasta bacia Amazô-
nica. Consideramos a região em
aprêço como sendo formada pelas
Guianas, porções meridionais da
Venezuela e Colômbia, leste do
Peru, Equador e Bolívia e pelo
Brasil, representado pelos Estados
do Amazonas, Pará, Acre, norte de
Goiás e Mato Grosso, noroeste do
Maranhão e Territórios de Ama-
pá, Roraima e Rondônia.
Com relação à distribuição,
deixamos de incluir as espécies em
cuja bibliografia deparamos com
localidades imprecisas ou impossí-
veis de serem localizadas nos ma-
pas que dispúnhamos. Tôda a lo-
calidade assinalada com um aste-
risco refere-se a material por nós
estudado. No arranjo das subfa-
mílias, gêneros e espécies segui'
hios o critério adotado por Corpo-
kaal no seu catálogo (1950).
CLERIDAE
PHYLLOBAENINAE
Phyllobaenus Dej., 1837
Phyllobaenus cinctus (Spin., 1844)
Hydnocera cincta Spin., Clé-
rites II, 1844, p. 48, t. 39,
f. 5 — Caiena. Gorh.,
Biol. Centr.-Amer. Col. III-
-2, 1883, p. 175, t. 9, f. 8 —
México, Guatemala (Cape-
tillo, Duenas, Zapote, Cer-
ro Zunil, Las Mercedes, Rio
Maria Linda, Guatemala),
Panamá (Boquete, Volcan
de Chiriqui) , América do
Sul: Amazonas.
Phyllobaenus cinctus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 58 — Arizona.
* Trabalho elaborado nos labora-
tórios da 8.a Cadeira (Zoologia Agrí-
cola) da Escola Nacional de Agronomia
da Universidade Rural do Brasil e da
Seção de Entomologia e Parasitologia
do Instituto de Pesquisas e Experimen-
tação Agropecuárias Centro-Sul.
444
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Distribuição: U. S. A., México,
Guatemala, Panamá, Bra-
sil.
Phyllobaenus flavifemoratus
(Gorh., 1877)
H y dno c er a flavifemorata
Gorh., Trans. Ent. Soc.
Lond. 1877, p. 261 — Ama-
zonas.
Hydnocera flavifemorata
Schklg., Col. Cat. XXIII,
Cler., 1910, p. 104.
Phyllobaenus flavifemoratus
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 59.
Distribuição: Brasil.
Phyllobaenus huachianus (Cha-
pin, 1927)
Hydnocera huachiana Cha-
pin, Proc. U. S. Nat. Mus.
LXXI, 1927, Art. 2, p. 4 —
Bolívia (Huachi).
Phyllobaenus huachianus
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 60.
Distribuição: Bolívia.
Phyllobaenus pallipes (Gorh.,
1877)
Hydnocera pallipes Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond.
1877, p. 261 — Amazonas.
Phyllobaenus pallipes Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
1950, p. 62.
Distribuição: Brasil.
Phyllobaenus rufithorax (Gorh.,
1877)
Hydnocera rufithorax (Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 262 — Amazonas.
Phyllobaenus rufithorax
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, 1950, p. 63.
Distribuição: Brasil.
Isolemidia Gorh., 1877
Isolemidia apicalis Gorh., 1877
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 259 — Ega (= Tefé),
Amazonas.
Chapin, Proc. Ent. Soc.
Washingt., XXII, 1920, p.
52.
Distribuição: Brasil.
Isolemidia Batesi Gorh., 1877
Isolemidia Batesi Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 259 — Amazonas, S. Pau-
lo (= S. Paulo de Oliven-
ça).
Chapin, Proc. Ent. Soc.
Washingt. XXII, 1920, p. 52.
Jacob. Ent. Ber. X-232,
1940, p. 216 — Paraguai
(Colonia Hohenau, Alto Rio
Paraná) .
Distribuição: Brasil, Para-
guai.
Isolemidia pulchella Gorh., 1877
Isolemidia pulchella Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Volume 5 (Zoologia)
445
1877, p. 258 — Ega, Ama-
zonas.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 399.
Chapin, Proc. Ent. Soc.
Washingt. XXII, 1920, p.
52.
Distribuição: Brasil.
CLERINAE
Axina Kirby, 1818
Axina analis Kirby, 1818
Axina analis Kirby, Trans.
Linn. Soc. Lond. XII-2,
1818, p. 391 — Brasil.
Kl., Clerii, 1842, p. 316 —
Brasil.
Guér., Icon. Règne anim.,
1829-38 (1844), t. 15, f. 11,
a, b.
Spin., Clérites, I, 1844, p.
123, t. 5, f. 2 — Brasil.
Desmarest in Chenu, En-
cycl. d’Hist. Nat. Col. II,
1860, p. 237, 264 — Brasil.
Girard, T r a i t é élement.
d’Ent. I, 1873, p. 542, t. 36,
f. 11, a, b — Brasil.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 232.
Schklg., Gen. Ins. (Wyts-
man) Cler., 1903, t. 1, f. 6.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 253 —
Brasil (Pará; Jaai, Goiás;
Rio de Janeiro; Petrópolis)
e Paraguai.
Jacob, Ent. Ber. X-232,
1940, p. 216 — Paraguai
(Colonia Hohenau, Alto Rio
Paraná) .
Notoxus helvolus Dalman,
Analecta Entom., 1823, p.
56 — Brasil.
Pelonium helvolum Lacord.,
Gen. Col. IV, 1857, p. 439,
nota em rodapé 1.
Gem. et Har., Cat. Col. VI,
1869, p. 1754.
Lesne, Buli. Soc. Ent. Fr.
1917, p. 148.
Corinthiscus helvolus Black-
welder, U. S. Nat. Mus.
Buli. 185-3, 1945, p. 390.
Axina hélvola Corp., Col. Cat.
Supl. XXIII, Cler., 1950, p.
97.
Axina rufitarsis Perty, Delect.
anim. artic., 1834, p. 30, t.
6, f. 16 — Minas Gerais,
Brasil.
Kl., Clerii, 1842, p. 317.
Distribuição : Brasil, Para-
guai.
Axina picta Schklg., 1907
Axina picta Schklg., Deutsche
Ent. Zeitschr. 1907, p. 309
— Amazonas.
Schklg., 1. c., 1908, p. 477
— Amazonas.
Distribuição: Brasil.
Priocera Kirby, 1818
Priocera apicalis J. Thoms., 1860
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Volume 5 (Zoologia)
447
P
Equador, Sarayacu (Peru)
e Chiquinda.
Enoclerus bellus var. obscuri-
collis Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 149.
Distribuição : Peru, Bolívia,
Equador.
Enoclerus binodulus (Gorh., 1876)
Venezuela, Colombia e
Guiana?
Clerus binodulus Gorh., Cist.
Ent. II, 1875-82 (1876), p.
77 — Peru, Amazonas.
Schklg., Buli. Mus. Paris
VIII, 1902, p. 324 (pars).
Schklg., Gen. Ins. (Wyts-
man) Cler., 1903, p. 49
(pars) — México, Guate-
mala, Nicaragua, Costa Ri-
ca, Panamá, Guiana, Equa-
dor, Venezuela, Amazonas e
Peru.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 271 (pars)
— México, Costa Rica, Pa-
namá (Bugaba) , Colombia
(Muzo, Rio Magdalena) e
Venezuela (San Esteban) .
Schklg., Col. Cat. XXIII,
1910, p. 52 (pars) — Ama-
zonas, Peru, América Cen-
tral.
Enoclerus binodulus Wolc.,
Coleopt. Contrib. 1-1, 1927,
p. 52 — Pará, Chapada
(= Mato Grosso), Santa-
rém e Amazonas.
Distribuição : Peru, Brasil,
América Central, Equador,
Enoclerus bipartitus (Schklg.,
1915)
Clerus bipartitus Schklg., Ent.
Mitt. IV-10/12, p. 314 —
Equador (Coca).
Enoclerus bipartitus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 150.
Distribuição : Equador, Bo-
lívia * (S. Francisco Cha-
paré) .
Enoclerus circumductus (Schklg.,
1915)
Clerus circumductus Schklg.,
Ent. Mitt. IV-10/12, 1915,
p. 314 — Amazonas.
Enoclerus circumductus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 150.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus cognatus (Chevr., 1874)
Clerus cognatus Chevr., Rev.
Mag. Zool. (3) II-7, 1874, p.
296 — Pará.
Enoclerus cognatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 150.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus deliciolus (Gorh., 1876)
Clerus deliciolus Gorh., Cist.
Ent. II, 1875-82 (1876), p.
82 — Amazonas.
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
448
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 277 —
Peru (Callanga) .
Enoclerus deliciolus Wolc.,
Psyche XIX, 1912, p. 73 —
Rio Madeira, 306 km de Pôr-
to Velho (= Território de
Rondônia) .
Corp., Col. Cat. S u p p 1.
XXIII, Cler., 1950, p. 151 —
Bolívia.
Distribuição : Brasil. Peru,
Bolívia (?).
Enoclerus dichrous Chapin, 1927.
Enoclerus dichrous Chapin, Proc.
U. S. Nat. Mus. LXXI, 1927,
art. 2, p. 2 — Bolívia (Tu-
mupasa) .
Distribuição: Bolívia.
Enoclerus faber (Chevr., 1874)
Clerus faber Chevr., Rev. Mag.
Zool. (3) II-7, 1874, p. 294
— Pará.
Chevr., Mém. Clér., 1876,
p. 5.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1902, p. 46.
Schklg., 1. c., 1908, p. 480
— Amazonas.
Enoclerus faber Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 151.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus fasciatus (Schklg., 1900)
Clerus fasciatus Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1900, p. 394 — Amazonas.
Enoclerus fasciatus Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 152.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus festivus (Gorh., 1876)
Clerus festivus Gorh., Cist.
Ent. II, 1875-82 (1876), p.
78 — Amazonas.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 392 —
Amazonas (S. Paulo de Oli-
vença.
Enoclerus festivus Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 152.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus flavibasis Chapin, 1927
Enoclerus flavibasis Chapin,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
1927, art. 2, p. 4 — Bolívia
(Rurrenabaque) .
Distribuição: Bolívia.
Enoclerus fraternus (Schklg.,
1907)
Clerus fraternus Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr. 1907,
p. 311 — Amazonas e Ega.
Enoclerus fraternus Corp.,
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 152.
Distribuição: Brasil.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
450
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Enoclerus miniatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 156.
Clerus simulans Chevr., Rev.
Mag. Zool. (3) II-7, 1874, p.
294 — Caiena.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitsehr. 1906, p. 276.
Enoclerus simulans Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 156.
Distribuição: Brasil, Guiana
Francesa, Paraguai.
Enoclerus mysticus (Kl., 1842)
Clerus mysticus KL, Clerii,
1842, p. 300 — Brasil.
Spin., Clérites II, 1844,
Suppl. p. 165, t. 22, f. 5.
Desmarest in Chenu, En-
cycl.
d’Hist. Nat. Col. II, 1860, p.
251, f. 173 — Brasil.
Enoclerus mysticus Corp., Col,
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 156.
Clerus antiquus Spin., Cléri-
tes I, 1844, p. 246 — Proce-
dência incerta.
Spin., 1. c., II, suppl., p. 137,
165.
Enoclerus antiquus Corp., Col,
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 156.
Distribuição : Brasil (Taba-
tinga, Amazonas; Bahia;
Linhares, Espírito Santo)*
Enoclerus nigriventris (Blanch.,
1842-43)
Clerus nigriventris Blanch.,
Voy. d’Orbigny (1842-43),
p. 90, t. 6, f. 3 — Argentina
(Corrientes) .
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitsehr. 1906, p. 276 —
Caiena.
Enoclerus nigriventris Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 158.
Distribuição : Argentina,
Guiana Francesa.
Enoclerus paraensis (Chevr., 1874)
Clerus paraensis Chevr., Rev.
Mag. Zool. (3) II-7, 1874, p.
293 — Pará.
Enoclerus paraensis Wolc.,
Contrib. 1-1, 1927, p. 49 —
Costa Rica (Turrialba)
Enoclerus paraensis var. eap-
tiosus Wolc., Coleopt. Con-
trib. 1-1, 1927, p. 51 — Cos-
ta Rica (Turrialba).
Distribuição : Brasil, Costa
Rica.
Enoclerus planonotatus (Cast.,
1836)
Clerus planonotatus Cast., Sil-
berm. Rev. IV, 1836, p. 45 —
Brasil.
KL, Clerii, 1842, p. 385 —
Brasil.
Spin., Clérites I, 1844, p. 242,
t. 22, f. 2 — Brasil.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Volume 5 (Zoologia)
451
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1908, p. 480 —
Amazonas.
Enoclerus planonotatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler. 1950, p. 159.
Clerus ( Thanasimus ) obliqúe -
fasciatus Chevr., Ann. Soc.
Ent. Fr. (2) I, 1843, p. 32 —
Brasil.
Clerus obliqúe) asciatus Chevr.,
Rev. Mag. Zool. (3) II-7,
1874, p. 263.
Enoclerus obliqúe) asciatus
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 159.
Clerus pulchellus Kl., Clerii,
1842, p. 303 — Brasil.
Spin., Clérites II, 1844,
suppl., p. 165.
Enoclerus pulchellus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler. 1950, p. 159.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus pulcher (Schklg., 1907)
Clerus pulcher Schklg., Deu-
tsche Ent. Zeitschr. 1907, p.
310 — Amazonas.
Enoclerus pulcher Corp., Col.
Suppl. XXIII, Cler., 1950, p.
159.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus pusillus (Kl., 1842)
Clerus pusillus Kl., Clerii,
1842, p. 306 — Cartagena
(Colombia) .
Spin., Clérites II, 1844,
suppl., p. 141, 165, t. 22, f. 1.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1907, p. 311 —
Ega.
Enoclerus pusillus Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 159.
Clerus arcuatus Spin., Cléri-
tes I, 1844, p. 245 — Carta-
gena.
Spin., Clérites II, suppl., p.
141, 165.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 396.
Enoclerus arcuatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 159.
Distribuição: Brasil, Co-
lômbia.
Enoclerus pusio (Schklg., 1906)
Clerus pusio Schklg., Deutsche
Ent. Zeitschr., 1906, p. 276
— Peru (Callanga e Marca-
pata) .
Enoclerus pusio Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 160.
Clerus pusio ab. laetipes
Schklg., Ent. Mitt. V-10/12,
1915, p. 314 — Peru.
Enoclerus pusio ab. laetipes
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 160.
Distribuição: Peru.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
452
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Enoclerus ruficollis (Cast., 1836)
Clerus ruficollis Cast., Sil-
berm. Rev. IV, 1836, p. 45 —
Brasil.
KL, Clerii, 1842, p. 301 —
Caiena.
Spin., Clérites I, 1844, p.
260, t. 26, f. 2 — Caiena.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 275 —
Caiena e Olivença (= São
Paulo de Olivença, Amazo-
nas).
Enoclerus ruficollis Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 161.
Clerus ruficollis var. apicatus
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 275 —
Amazonas.
Enoclerus ruficollis var. apica-
tus Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 161.
Clerus ruficollis var. nigricol-
lis Schklg., Buli. Mus. Paris
VII, 1902, p. 325.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 275 — Rio
Manés (êrro tipográfico: Rio
Maués, Amazonas).
Enoclerus ruficollis var. nigri-
collis Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler. 1950, p. 161.
Distribuição: Guiana Fran-
cesa, Brasil, (Óbidos,
Pará) *
Enoclerus subjunctus (Schklg.,
1900)
Clerus subjunctus Schklg.,
Deustsche Ent. Zeitschr.
1900, p. 393 — Amazonas.
Enoclerus subjunctus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 163.
Clerus subjunctus var. tristi-
culus Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1907, p. 310 —
Amazonas.
Enoclerus subjunctus var. tris-
ticulus Corp., Col. Cat.
Suppl. XXIII, Cler., 1950,
163.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus torquatus (Chevr., 1874)
Clerus torquatus Chevr., Rev.
Mag. Zool. (3) II-7, 1874, p.
294 — Guiana, Maroni.
Enoclerus torquatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 163.
Distribuição : Guiana Fran-
cesa.
Enoclerus tricinctus (C h e v r.,
1874)
Clerus tricinctus Chevr., Rev]
Mag. Zool. (3) II-7, 1874,
p. 295 — Pará.
Enoclerus tricinctus Corp., CjI.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 163.
Distribuição: Brasil.
Volume 5 (Zoologia)
453
Enoclerus uncinatus (S c h k 1 g.,
1907)
Clerus uncinatus Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr,
1907, p. 312 — Amazonas.
Enoclerus uncinatus C o r p.
Col. Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 163.
Distribuição: Brasil.
Enoclerus versicolor (Cast., 1836)
Clerus versicolor Cast., Sil-
berm. Rev. IV, 1836, p. 45 —
Brasil.
Kl., Clerii, 1842, p. 295 —
Brasil.
Blanch., V o y. d’Orbigny,
(1842-43), p. 89 — Rio de
Janeiro.
Spin., Clérites I, 1844, p.
251, t. 26, f. 6 — Brasil.
Enoclerus versicolor Jacob,
Ent. Ber. X-232, 1940, p.
215 — Paraguai (Colonia
Hohenau, Alto Rio Paraná).
Clerus versicolor var. cruenta -
tus Spin., Clérites I, 1844,
p. 251, t. 26, f. 5 — Colôm-
bia.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 273.
Schklg., Col. Cat. XXIII,
Cler., 1910, p. 59.
Enoclerus versicolor var. cru-
entatus Corp., Col. Cat.
Suppl. XXIII, Cler., 1950, p.
164.
Clerus versicolor var. grana-
densis Schklg., Deutsche
Ent. Zeitschr. 1906, p. 273
— Nova Granada (= Co-
lômbia) .
Enoclerus versicolor var. gra-
nadensis Corp., Col. Cat.
Suppl. XXIII, Cler., 1950,
p. 164.
Clerus miniaceus Blanch.,
Voy. d’Orbigny (1842-43),
p. 89, t. 6, f. 1.
Lacord. Gen. Col. IV, 1857, p.
448, nota em rodapé 1 —
Brasil.
Enoclerus miniaceus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 164.
Clerus jucundus KL, Clerii,
1842, d. 296 — Brasil.
Lacord., Gen. Col. IV, 1857,
pp. 448, nota em rodapé 1
— Brasil.
Enoclerus jucundus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 164.
Distribuição : Paraguai, Co-
lômbia, Brasil, (Rio de
Janeiro; Peruíbe, São Paulo;
Belém, Pará)*
EPIPHLOEINAE
Phlogistosternus Wolc., 1944
Phlogistosternus capitatus (Gorh.,
1877)
Epiphloeus capitatus Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond., 1877,
p. 248 — Ega, Amazonas.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
454
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Phyllobaenus capitatus Ga-
han, Ann. Mag. Nat. Hist.
(8) V, 1910, p. 72.
Phlogistostemus capitatus
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 251.
Distribuição: Brasil.
Phlogistostemus Manni (Wolc.,
1912)
Phyllobaenus Manni Wolc.,
Psyche XIX-3, 1912, p. 73,
t. 6, f. 4 — Rio Madeira,
306 km de Pôrto Velho
(= Território de Rondônia),
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p.
7 — Bolívia (Tumupasa).
Phlogistostemus Manni Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 252.
Distribuição: Brasil, Bo-
lívia.
Phlogistostemus nitidus (Gorh.,
1877)
Epiphloeus nitidus Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond.,
1877, p. 248 — Egá e Pará.
Phyllobaenus nitidus Gahan,
Ann. Mag. Nat. Hist. (8) V,
1910, p. 72.
Phlogistostemus nitidus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 252.
Distribuição: Brasil.
Pyticeroides Kuw., 1894
Pyticeroides arrogans Kuw., 1894
Pyticeroides arrogans Kuw.,
Ann. Soc. Ent. Belg
XXXVIII, 1894, p. 9 — Peru
(Rio Amazonas).
Distribuição: Peru.
Pyticeroides Manni Chapin, 1927
Pyticeroides Manni Chapin,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
1927, Art. 2, p. 8 — Bolívia
(Cavinas) .
Distribuição: Bolívia.
Epiphloeus Spin, 1841
Epiphloeus Bakeri Wolc., 1912
Epiphoelus Bakeri Wolc. (êrro
tipográfico), Psyche XIX-3,
1912, p. 74, t. 6, f. 5 — Rio
Madeira e Rio Mamoré, 325
km de Pôrto Velho (Terri-
tório de Rondônia).
Epiphloeus Bakeri Chapin,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
1927, Art. 2, p. 6 — Bolívia
(Cavinas) .
Distribuição: Brasil, Bo-
lívia.
Epiphloeus Buquetii (Spin., 1844)
Epiphlaeus Buquetii Spin.,
Clérites II, 1844, p. 10 —
Caiena.
Epiphloeus Buquetti Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 253.
Distribuição: Guiana Fran-
cesa.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
455
Epiphloeus debilis (Kuw., 1893)
Epiphlôus debilis Kuw, Ann.
Soc. Ent. Belg. XXXVII,
1893, p. 493 — Peru (Rio
Amazonas) .
Epiphloeus debilis Schklg.,
Gen. Ins. (Wytsman) Cler.,
1903, p. 87.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 298 — Rio
Amazonas e Rio Magdalena
(Colômbia) .
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p.
6 — Bolívia (Cavinas).
Distribuição : Peru, Bolívia,
Brasil, Colômbia.
Epiphloeus duodecimmacula-
tus (Kl., 1842)
E n o p l i u m duodecimma-
culatum Kl., Clerii, 1842, p.
370, t. 1, f. 16 — Pará.
Epiphloeus duodecimmacula -
tus Heyne-Taschenberg, Die
exot. Káfer, 1908, p. 189,
t. 26, f. 53 — Brasil e Caie-
na.
Epiphlaeus duodecimpuncta-
tus Spin. (err. script), Clé-
rites II, 1844, suppl., p. 161,
167.
Desmarest in Chenu, En-
cycl. d’Hist. Nat. Col. II,
1860, f. 186.
Epiphloeus duodecimpuncta-
tus Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 253.
Enoplium ( Epiphlaeus ) pan-
therinum Chevr., Ann. Soc.
Ent. Fr. (2) I, 1843, p. 35 —
Caiena.
Epiphlaeus pantherinus Spin.,
Clérites II, 1844, p. 8, t. 42,
f. 1 — Caiena.
Spin., 1. c., suppl. p. 161.
Epiphloeus pantherinus Hey-
ne-Taschenberg, Die exot.
Káfer, 1908, p. 189.
Distribuição: Brasil, Guiana
Francesa.
Epiphloeus fasciatus (KL, 1842)
Enoplium fasciatum KL, Cle-
rii, 1842, p. 371 — Pará.
Epiphloeus fasciatus Gahan,
Ann. Mag. Nat. Hist. (8)
V, 1910, p. 72.
Epiphloeus Chevrolati Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 246 — Amazonas e Ega.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1908, p. 701 —
Bom Jesus de Itabapoana
(Estado do Rio de Janeiro).
Gahan, Ann. Mag. Nat. Hist.
(8) V, 1910, p. 72.
Distribuição: Brasil.
Epiphloeus humeralis (KL, 1842)
Enoplium humerale KL, Cle-
rii, 1842, p. 373 — Pará.
Epiphloeus humeralis Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1906, p. 299 — Amazonas.
Distribuição: Brasil.
456
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Epiphloeus iracundus Wolc., 1912
Epiphloeus iracundus Wolc.,
Psyche XIX-3, 1912, p. 74,
t. 7, f. 1 — Rio Madeira e
Rio Mamoré, 325 km de
Pôrto Velho (Território de
Rondônia) .
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p. 6
— Bolívia (Tumupasa).
Distribuição: Brasil, Bolívia.
Epiphloeus marginellus (Spin.,
1844)
Epiphlaeus marginellus Spin.,
Clérites II, 1844, p. 15, t. 42,
f. 2 — Caiena.
Epiphloeus marginellus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 254.
Distribuição: Guiana Fran-
cesa.
Epiphloeus marginipes (Chevr.,
1874)
Epiphlaeus marginipes Chevr.,
Rev. Mag. Zool. (3) II-7,
1874, p. 320 — México.
Epiphloeus marginipes Gorh.
Biol. Centr.-Amer. Col. III-2,
1882, p. 166 — México (Cor-
dova, Mirandilla) , Nicara-
gua (Chontales) , Panamá
(Volcan de Chiriqui, Buga-
ba).
Gorh., 1. c., Suppl., 1886, p.
341 — Panamá (San Loren-
zo, Tolé),
Epiphloeus terzonatus var. B
Gorh., Trans. Ent. Soc.
Lond., 1877, p. 248 — Mé-
xico, Ega e S. Paulo (= São
Paulo de Olivença, Amazo-
nas).
Lohde, Stett. Ent. Zeitg.
LXI, 1900, p. 88.
Distribuição : México, Nica-
ragua, Panamá, Brasil.
Epiphloeus micaceus Chapin, 1927
Epiphloeus micaceus Chapin,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
1927, Art. 2, p. 6 — Bolívia
(Cavinas e Tumupasa).
Distribuição: Bolívia.
Epiphloeus ornatus (Spin., 1844)
Epiphlaeus ornatus Spin., Clé-
rites II, p. 12 — Caiena.
Epiphloeus ornatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 254.
Distribuição : Guiana Fran-
cesa.
Epiphloeus pilosus Chapin, 1927
Epiphloeus pilosus Chapin,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
1927, Art. 2, p. 7 — Bolívia
(Tumupasa) .
Distribuição: Bolívia.
Epiphloeus pulcherrimus Gorh.,
1877
Epiphloeus pulcherrimus
Gorh., Trans. Ent. Soc.
Volume 5 (Zoologia)
457
Lond. 1877, p. 246 — Ama-
zonas, Ega.
Distribuição: Brasil.
Epiphloeus sexplagiatus (Kuw.,
1893)
Epiphlòus sexplagiatus Kuw.,
Ann . Soc . Ent . B e 1 g .
XXXVIII, 1893, p. 494 —
Rio Amazonas.
Epiphloeus sexplagiatus Cha-
pin, Proc. U. S. Nat. Mus.
LXXI, 1927, Art. 2, p. 6.
Distribuição: Brasil.
Epiphloeus terzonatus Gorh., 1877
Epiphloeus terzonatus Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 247 — Ega.
Epiphloeus terzonatus var. A
Gorh., 1. c., p. 248 — Ega e
S. Paulo de Olivença.
Distribuição: Brasil.
Epiphloeus tibialis (Kuw., 1893)
Epiphlòus tibialis Kuw., Ann.
Belg. XXXVII, 1893, p. 495
— Peru (Rio Amazonas) .
Epiphloeus tibialis C h a p i n,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
1927, Art. 2, p. 6 — Bolívia
(Tumupasa) .
Distribuição : Peru, Bolívia.
Epiphloeus tomentosus (S p i n.,
1844)
Epiphlaeus tomentosus Spin.,
Clérites II, 1844, p. 13, t. 38,
f. 3 — Caiena.
Spin., 1. c., suppl., 1844, p.
161, 167.
Chevr., Mém. Clér., 1876,
p. 6.
Epiphloeus tomentosus
Schklg., Gen. Ins. (Wyts-
man) Cler., 1903, p. 88.
Distribuição: Guiana Fran-
cesa.
Epiphloeus tricolor (Kuw., 1893)
Epiphlòus tricolor Kuw., Ann.
Soc. Belg. XXXVII, 1893, p.
493 — Amazonas.
Epiphloeus tricolor Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1906, p. 298 — Amazonas.
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p.
6 — Bolívia (Tumupasa).
Epiphloeus variegatus (Kl., 1842)
Enoplium variegatum Kl., Cle-
rii, 1842, p. 372 — Pará.
Epiphlaeus variegatus Desma-
rest in C h e n u, Encycl.
d’Hist. Nat. Col. II, 1860,
t. 33, f. 2.
Epiphloeus variegatus Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1900, p. 399.
Schklg., 1. c., 1906, p. 298 —
Amazonas.
Distribuição: Brasil.
Epiphloeus velutinus Gorh., 1877
Epiphloeus velutinus Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 247 — Ega e Pará.
458
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
Waterh., Aid Identif. Ins. I,
1880, t. 2.
Gahan, Ann. Mag. Nat. Hist.
(8) V, 1910, p. 72.
Epiphlõus ruficeps Kuw.,
Ann. Soc. Ent. Belg.
XXXVII, 1893, p. 492 —
Peru (Rio Amazonas).
Epiphloeus ruficeps Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1906, p. 299 — Amazonas.
Gahan, Ann. Mag. Nat. Hist.
(8) V, 1910, p. 72.
Distribuição: Peru, Brasil.
Epiphloeus vitticollis Schklg., 1906
Epiphloeus vitticollis Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1906, p. 299 — Amazonas.
Distribuição: Brasil.
Plocamocera Spin., 1844
Plocamocera confrater
Plocamocerus confrater Kuw.,
Ann . Soc . Ent . Belg.
XXXVII, 1893, p. 496 —
Peru (Rio Amazonas) .
Plocamocera confrater Chapin,
Proc. U. S. Nat. Mus. LXXI,
Art. 2, p. 5 — Bolívia (Ca-
vinas e Tumupasa).
Plocamocerus confrater var.
sericelloides Kuw., Ann. Soc.
Ent. Belg. XXXVII, 1893,
p. 497 — Peru (Rio Amazo-
nas).
Plocamocera confrater var. se-
ricelloides Chapin, Proc. U.
S. Nat. Mus. LXXI, 1927,
Art. 2, p. 5.
Plocamocerus confrater var.
similis Chapin, Proc. U. S.
Nat. Mus. LXXI, 1927, Art.
2, p. 5.
Distribuição : Peru, Bolívia.
Plocamocera latefasciata Pic, 1942
Plocamocera latefasciata Pic,
Opuse. Mart. VII, 1942, p. 3
— Guiana.
Distribuição: Guiana.
Plocamocera sericella Spin., 1844
Plocamocera sericella Spin.,
Clérites II, 1844, p. 19, t. 38,
L 4 — Colômbia (Carta-
gena) .
Desmarest in Chenu, En-
cycl. d’Hist. Nat. Col. II,
1860, p. 187.
Gorh., Trans. Ent. Soc. Lond.
1877, p. 249 — Amazonas.
Gorh., Biol. Centr.-Amer.
Col. III-2, 1882, p. 168 —
Guatemala (Pantaleon), Pa-
rá e Amazonas.
Gorh., 1. c., Suppl., 1886, p.
341 — Panamá (Bugaba).
Jacob, Ent. Ber. X-232, 1940,
p. 216 — Paraguai (Colônia
Hohenau, Alto Rio Paraná).
Distribuição: Colômbia, Bra-
sil, Guatemala, Panamá,
Paraguai.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
459
ENOPLIINAE
Ichnea Cast., 1836
Ichnea batesiana Gorh., 1877
Ichnea batesiana Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 412
— Amazonas, Ega.
Gahan, Ann. Mag. Nat.
Hist. (8) V, 1910, p. 68.
Ichnea batesiana var. pelo-
niodes Gorh. (êrro tipográ-
fico) , Trans. Ent. Soc. Lond.
1877, p. 413 — Amazonas,
Santarém (Pará) .
Ichnea batesiana var. pelo-
nioides Gahan, Ann. Mag.
Nat. Hist. (8) V, 1910, p. 68.
Distribuição: Brasil.
Ichnea confluens Kuw., 1894
Ichnea confluens Kuw., Ann.
Soc. Ent. Belg. XXXVIII,
1894, p. 12 — Peru (Rio
Amazonas) .
Distribuição: Peru.
Ichnea disjuncta Gorh., 1877
Ichnea disjuncta Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 411 — Amazonas, Ega.
Gorh., Biol. Centr.-Amer.
Col. III-2, 1883, p. 180, t. 9,
f. 23 — Nicaragua (Chon-
tales) .
Ichnea disjuncta var. Gorh.,
Biol. Centr.-Amer. Col. III-2,
1883, p. 180, t. 9, f. 24 — Ni-
caragua (Chontales).
Distribuição: Brasil, Nica-
ragua.
Ichnea fumigata Gorh., 1877
Ichnea fumig ata Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 414
— Amazonas
Distribuição: Brasil.
Ichnea funesta Gorh., 1877
Ichnea funesta Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 410
— Amazonas (Ega) Pará
(Santarém).
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 309 —
Goiás (Jataí).
Distribuição: Brasil.
Ichnea helvolicollis Corp., 1950
Ichnea helvolicollis Corp., Ent.
Ber. XIII-300, 1950, p. 94.
Ichnea roseicollis Kuw. (nec
Spin. 1844), Ann. Soc. Ent.
Belg. XXXVIII, 1894, p. 9 —
Peru (Rio Amazonas).
Schklg., Gen. Ins. (Wyts-
man) Cler., 1903, p. 102.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 310.
Schklg., Ent. Mitt. V-5/8,
1916, p. 151.
Chapin, Proc. U. S. Nat. Mus.
LXXI, 1927, Art. 2, p. 9 —
Bolívia (Tumupasa).
Distribuição: Peru, Bolívia.
460
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Ichnea humeralis (Spin., 1844)
Epiphlaeus humeralis Spin.,
Clérites II, 1844, p. 16, t. 38,
f. 5 — Caiena.
Epiphloeus humeralis Chevr.,
Mém. Clér., 1876, p. 6.
Gorh., Trans. Ent. Soc.
Lond. 1877, p. 249.
Gahan, Ann. Mag. Nat. Hist.
(8) V, 1910, p. 72.
Ichnea humeralis Jacob. Ent.
Ber. X-232, 1940, p. 216 —
Paraguai (Colônia Hohenau,
Alto Rio Paraná).
Ichnea humeralis var. irrita
Wolc., Psyche XIX-3, 1912,
p. 76, t. 7, f. 4 — Rio Madei-
ra, 306 km de Pôrto Velho e
Rio Mamoré, 325 km de
Pôrto Velho (Território de
Rondônia) .
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p.
9 — Bolívia (Cavinas e Ca-
chuela Esperanza).
Distribuição: Guiana Fran-
cesa, Paraguai, Brasil, Bo-
lívia.
Ichnea incerta Gorh., 1877
Ichnea incerta Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 413
— Amazonas.
Distribuição: Brasil.
Ichnea marginella (Kl., 1842)
Enoplium marginellum Kl.,
1842, p. 376 — Pará.
Ichnea marginella Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1906, p. 310 — México,
Venezuela, Brasil (Jataí,
Goiás; Amazonas; Itaituba,
Pará), Peru (Vilcanota).
Wolc., Psyche XIX-3, 1912,
p. 75, t. 7, f. 2 — Rio Ma-
moré, 325 km de Pôrto Ve-
lho (Território de Rondô-
nia).
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, p. 9 —
Bolívia (Yvon).
Ichnea marginalis Schklg.
(êrro tipográfico) , Deuts-
che Ent. Zeitschr. 1906,
p. 16.
Ichnea circumcincta Chevr . ,
Rev. Mag. Zool. (3) II-7,
1874, p. 324 — México.
Ichnea circumcincta Gorh.,
Biol. Centr.-Amer. Col. III-
2, 1883, p. 180.
Ichnea enoplioides Spin., Clé-
rites II, 1844, p. 25, 163,
t. 37, f. 1 — América Equi-
nocial, Caiena e Colômbia.
Gorh., Biol. Centr.-Amer.
Col. III-2, 1883, p. 180, t. 9,
f. 22 — México (Cordova e
Juquila), Guatemala (San
Gerónimo, Senahu), Nicara-
gua (Chontales) , Amazo-
nas.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 310.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
461
Ichnea enoplioides var. pubes-
cens Spin., Clérites II, 1844,
p. 25, t. 37, f. 2.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 310.
Distribuição: Brasil, México,
Venezuela, Peru, Bolívia,
Guiana Francesa, Guate-
mala, Colômbia, Nicaragua.
Ichnea mitella Gorh., 1877
Ichnea mimica Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 412
— Amazonas, Pará.
Distribuição: Brasil.
Ichnea mitella Gorh., 1877
Ichnea mitella Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 411
— Amazonas (Ega e S. Pau-
lo de Olivença).
Waterh., Aid Identif. Ins.
II, 1883, t. 126, f. 5.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 310 —
Amazonas (Fonteboa).
Schklg., Ent. Mitt. V-5/8,
1916, p. 151 — Goiás.
Jacob, Ent. Ber. X-232, 1940,
p. 216 — Paraguai (Colô-
nia Hohenau, Alto Rio Pa-
raná) .
Ichnea praeusta var. femora-
lis Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 401 —
Goiás (Jataí).
Ichnea mitella var. femoralis
Schklg., 1. c., 1906, p. 310
— Goiás (Jataí) .
Distribuição : Brasil, Para-
guai.
Ichnea opaca (KL, 1842)
Enoplium opacum KL, Clerii,
1842, p. 377 — Caiena e
Surinam.
Ichnea opaca Schklg., Deu-
tsche Ent. Zeitschr. 1903, p.
16.
Schklg., l.c., 1906, p. 310.
Enoplium (Ichnea?) divisum
Chevr., Ann. Soc. Ent. Fr.
(2) I, 1843, p. 37.
Ichnea divisa Chevr., Mém.
1876, p. 7 — Brasil.
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 272.
Distribuição : Guiana Fran-
cesa, Guiana Holandesa,
Brasil.
Ichnea plúmbea Gorh., 1877
Ichnea plúmbea Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 413
— Amazonas.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 310 —
Amazonas (Rio Maués).
Distribuição: Brasil.
Ichnea procera Schklg., 1900
Ichnea procera Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1900, p. 399 — Peru (Ca-
llanga) .
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
462
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Schklg., Gen. Ins. (Wyts-
man) Cler., 1903, t. 2, f. 8.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr., 1906, p. 309 —
Peru (Callanga, Vilcanota).
Corp., Beitr. Fauna Perus
II-l, 1942, p. 143 — Peru.
Distribuição: Peru (Puca-
llpa)*, Brasil* (Tabatinga,
Amazonas) .
Ichnea sericea (KL, 1842)
Enoplium sericeum KL, Clerii,
1842, p. 373, t. 2, f. 16 —
Brasil.
Er., Archiv. Naturgesch.
XIII-I, 1847, p. 86 — Peru
oriental.
Pelonides sericeus Kuw., Ann.
Soc. Ent. Belg. XXXVIII,
1894, p. 8.
Ichnea sericea Gahan, Ann.
Mag. Nat. Hist. (8) V, 1910,
p. 72.
Wolc., Psyche XIX-3, 1912,
p. 75, t. 7, f. 2 — Rio Madei-
ra, 306 km de Pôrto Velho
(Território de Rondônia).
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p.
9 — Bolívia (Tumupasa,
Cavinas e Rurrenabaque) .
Distribuição: Peru, Brasil,
Bolívia.
Ichnea striaticollis Kuw., 1894
Ichnea striaticollis Kuw.,
Ann . Soc . Ent . Belg.
XXXVIII, 1894, p. 11 —
Peru (Rio Amazonas).
Chapin, Proc. U. S. Nat.
Mus. LXXI, 1927, Art. 2, p.
9 — Bolívia (Yvon, Tumu-
pasa e Cachuela Esperanza)
Distribuição: Peru, Bolívia.
Ichnea subfasciata Gorh., 1877
Ichnea subfasciata Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond.,
1877, p. 410 — Amazonas
(Ega) .
Distribuição: Brasil.
Pseudichnea Schklg., 1900
Pseudichnea obscura (Gorh.,
1877)
Ichnea obscura Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 414
— Amazonas.
Pseudichnea obscura Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1906, p. 310 — Amazonas.
Distribuição: Brasil.
Theresamora Pic, 1950
Theresamora gratiosa Pic, 1950
Theresamora gratiosa Pic, Di-
versités entom. VII, 1950,
p. 8 — Amazonas.
Distribuição: Brasil.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
463
Platynoptera Chevr., 1834 Pyticara Spin., 1841
Platynoptera Goryi Cast., 1836
Platynoptera Goryi Cast., Sil-
berm. Rev. IV, 1836, p. 54 —
Caiena.
Spin., Clérites II, 1844, p.
65, t. 41, f. 1 — Caiena.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 311.
Enoplium ( Platynoptera ) Go-
ryi Kl., Clerii, 1842, p. 395
— Caiena.
Distribuição : Guiana Fran-
cesa.
Platynoptera pectoralis Schklg.,
1900
Platynoptera pectoralis
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 401 —
Goiás, Jataí.
Schklg., 1. c., 1906, p. 311 —
— Brasil (Jataí, Goiás) e
Paraguai.
Platynoptera pectoralis var.
simplex Schklg., Deutsche
Ent. Zeitschr. 1900, p. 402
— Goiás, Jataí.
Schklg., 1. c., 1906, p. 311 —
Brasil (Jataí, Goiás) e Pa-
namá (?).
Distribuição: Brasil (Mani-
coré, Amazonas) *, Paraguai,
Panamá (?).
Pyticara coronata (Gorh., 1877)
Pyticera coronata Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 416 — Amazonas, Ega.
Pyticara coronata Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 274.
Distribuição: Brasil.
Pyticara flavicollis (Gorh., 1877)
Pyticera flavicollis Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 416 — Amazonas, Ega,
Santarém.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 311 —
Goiás, Jataí.
Wolc., Psyche XIX-3, 1912,
p. 76, t. 7, f. 5 — Abuna
(Território de Rondônia).
Pyticara flavicollis Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 274.
Pyticera flavicollis var. im-
marginata Pic, Diversités
entom. VII, 1950, p. 8 —
Brasil.
Pyticara flavicollis ab. im-
marginata Corp., Col. Cat.
Suppl. XXIII, Cler., 1950, p.
274.
Pyticera flavicollis var. sutu-
ralis Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 311 — Bo-
lívia (Yungas de la Paz).
464
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
Pyticara flavicollis var. sutu-
ralis Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 274.
Distribuição: Brasil, (Rio
Verde, Goiás) *, Bolívia.
Pyticara reducta Pic, 1950.
Pyticera reducta Pic, Diversi-
tés entom. VII, 1950, p. 8 —
Amazonas.
Pyticara reducta Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 275.
Distribuição: Brasil.
Apolopha Spin., 1841
Apolopha apicicornis (C h e v r.,
1876)
Pelonium apicicorne Chevr.,
Mém. Clér. 1876, p. 38 —
Santa Rita (Brasil meridio-
nal).
Ichnea apicicornis Schklg.,
Gen. Ins. (Wytsman) Cler.,
1903, p. 102 — Brasil, Ama-
zonas.
Apolopha apicicornis Schklg.,
Col. Cat. XXIII, Cler., 1910,
p. 126.
Ichnea vitticollis Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 415
— Amazonas.
Gorh., Biol. Centr.-Amer.
Col. III-2, suppl., 1886, p.
345, t. 12, f. 24 — Panamá
(Bugaba, San Feliz).
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 310 —
Brasil (Amazonas; Jataí,
Goiás) .
Apolopha vitticollis Gahan,
Ann. Mag. Nat. Hist. (8) V,
1910, p. 74.
Distribuição: Brasil, Panamá.
Apolopha fronticosta (Kuw., 1894)
Ichnea fronticista Kuw., Ann.
Soc. Ent. Belg. XXXVIII,
1894, p. 10 — Peru (Rio
Amazonas) .
Apolopha fronticosta Gahan,
Ann. Mag. Nat. Hist. (8) V,
1910, p. 74.
Distribuição: Peru.
Apolopha nitida (Gorh., 1877)
Ichnea nitida Gorh., Trans.
Ent. Soc. Lond. 1877, p. 415
— Amazonas.
Apolopha nitida Gahan, Ann.
Mag. Nat. Hist. (8) V, 1910,
p. 74.
Distribuição: Brasil.
Cregya Lee., 1861
Cregya confluens (Gorh., 1877)
Pelonium confluens Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 423 — Amazonas.
Galeruclerus confluens Schklg.,
Col. Cat. XXIII, Cler., 1910,
p. 127.
Cregya confluens Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 279.
Distribuição: Brasil.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
465
Cregya divisa (Gorh., 1903)
Pelonium divisum Gorh.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1903, p. 169 — Brasil
(Goiás).
Galeruclerus divisus Lesne,
Buli. Soc. Ent. France 1917,
p. 149.
Cregya divisa Corp., Col. Cat.
Suppl. XXIII, Cler., 1950,
p. 280.
Peracchi, Rev. Brasil. Biol.,
20 (1), 1960, p. 63 — Peru
(Pucallpa) .
Distribuição : Brasil, Peru.
Cregya frontalis (Kuw., 1894)
Pelonium frontale Kuw., Ann.
Soc. Ent. Bei. XXXVIII,
1894, p. 12 — Peru (Rio
Amazonas) .
Galeruclerus frontalis Lesne,
Buli. Soc. Ent. France 1917,
p. 149.
Cregya frontalis Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 281.
Distribuição: Peru.
Cregya gallerucoides (Spin., 1844)
Pelonium gallerucoides Spin.,
Clérites I, 1844, p. 372 —
Caiena.
Spin., 1. c., II, 1844, suppl.
p. 154, t. 34, f. 2.
Pelonium galerucoides Schklg.,
Gen. Ins. (Wytsman) Cler.,
1903, p. 106.
Galeruclerus galerucoides
Schklg., Col. Cat. XXIII,
Cler., 1910, p. 128.
Cregya galerucoides Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 281.
Cregya gallerucoides Corp., 1.
c., p. 281.
Distribuição : Guiana Fran-
cesa.
Cregya irrorata (Gorh., 1877)
Pelonium irroratum Gorh.,
Trans. Ent. Soc. Lond. 1877,
p. 422 — Amazonas.
Galeruclerus irroratus Schklg.,
Col. Cat. XXIII, Cler., 1910,
p. 128.
Cregya irrorata Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, 1950, p.
281.
Distribuição: Brasil.
Cregya Kraatzi (Schklg., 1900)
Pelonium Kraatzi Schklg.,
De u t s c h e Ent. Zeitschr.
1900, p. 408 — Goiás (Ja-
taí).
Schklg., Gen. Ins. (Wyts-
man) Cler., 1903, t. 2, f. 12.
Schklg., De u t s c h e Ent.
Zeitschr. 1906, p. 315 —
Goiás (Jataí).
Galeruclerus Kraatzi Schklg.,
Col. Cat. XXIII, Cler., 1910,
p. 128.
Cregya Kraatzi Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, ’ Cler.,
1950, p. 281.
30 — 37 145
466
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Pelonium Kraatzi var. Ohausi
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1906, p. 315 — Sãc
Paulo (Apiaí) , Amazonas
(Fonteboa) e Panamá.
Cregya Kraatzi var. Ohausi
Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 281.
Distribuição : Brasil, Para-
guai, Panamá.
Cregya posticalis Chapin, 1927
Cregya posticalis Chapin, Proc.
U. S. Nat. Mus. LXXI, 1927,
Art. 2, p. 10 — Bolívia (Rur-
renabaque) .
Peracchi, Arq. Mus. Nac. Rio
de Janeiro, LII, 1962, p. 180.
Distribuição: Bolívia.
Cregya subapicalis (Schklg., 1900)
Pelonium subapicale Schklg.,
Deutsche Ent. Zeitschr.
1900, p. 403 — Amazonas.
Galeruclerus subapicalis Les-
ne, Buli. Soc. Ent. France
1917, p. 149.
Cregya subapicalis Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 284.
Distribuição: Brasil.
Corinthiscus Fairm. et Germain,
1861
Corinthiscus am ab ili s (Spin.,
1844)
Pelonium amabile Spin., Clé-
rites I, 1844, p. 362, t. 33,
f. 1 — Colômbia.
Desmarest in Chenu, En-
cyl. d’Hist. Nat. Col. II,
1860, f. 182.
Gorh., Biol. Centr.-Amer.
Col. III-2, 1883, p. 189, t. 9,
f. 15 — Panamá (Volcan de
Chiriqui) .
Schklg., Deutsche Ent.
Zeistchr. 1906, p. 312 —
Brasil (Jataí, Goiás; Itaitu-
ba, Pará) .
Corinthiscus amabilis Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 285.
Distribuição : Colômbia, Pa-
namá, Brasil (Parintins,
Amazonas) *
Corinthiscus ampliatus (Chevr.,
1876)
Pelonium ampliatum Chevr.,
Mém. Clér., 1876, p. 41 —
Colômbia, Guayabal.
Corinthiscus ampliatus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 285.
Distribuição: Colômbia.
Corinthiscus fugax (KL, 1842)
Enoplium fugax KL, Clerii,
1842, p. 365 — Venezuela,
Vale do Arauca.
Pelonium fugax Chevr., Mém.
Clér., 1876, p. 7 — Brasil.
Jacob, Ent. Ber. X-232, 1940,
p. 217 — Paraguai (Colônia
Hohenau, Alto Rio Paraná).
Pelonium fallax Heyne-Tas-
chenberg (êrro tipográfico) ,
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
467
Die exot. Kãfer, 1908, p. 190,
t. 26, f. 56 — Brasil e Pa-
raguai.
Corinthiscus fugax Corp., Col.
Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 287.
Distribuição: Venezuela, Pa-
raguai, Brasil (Óbidos,
Pará; Xapuri, Acre; Mato
Grosso) *, Argentina*
(Oran, Salta) .
Corinthiscus guyanensis (Chevr.,
1876)
Pelonium guyanense Chevr.,
Mém. Clér., 1876, p. 38 —
Caiena, Maroni.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 457.
Corinthiscus guyanensis Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII, Cler.,
1950, p. 287.
Distribuição: Guiana Fran-
cesa.
Corinthiscus luctuosus (S p i n.,
1844)
Pelonium luctuosum Spin.,
Clérites I, 1844, p. 351, t. 28,
f. 6 — Caiena.
Corinthiscus luctuosus Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 288.
Distribuição : Guiana Fran-
cesa.
Corinthiscus tetrasemus Black-
welder, 1945
Corinthiscus tetrasemus
Blackwelder, Checklist Col.
Ins. Mex., Centr. and South
Amer. III, 1945, p. 391 —
Guiana Francesa.
Pelonium quadrinotatum Pic
(nec Chevr., 1874), Mél.
exot.-ent. LXV, 1935, p. 9 —
Caiena.
Corinthiscus quadrino-
tatus Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 290.
Distribuição: Guiana Fran-
cesa.
Corinthiscus viridipennis (Kirby,
1818)
Enoplium viridipenne Kirby,
Trans. Linn. Soc. Lond. XII,
1818, p. 393 — Brasil.
Kl., Clerii, 1842, p. 362 —
Brasil.
Pelonium viridipenne Guér.,
Icon. Règne anim., 1829-38
(1844), t. 15, f. 20, a — c.
Spin., Clérites I, 1844, p.
370, t. 35, f. 1 — BrasU.
Girard, T r a i t é élément.
d’Ent. I, 1873, p. 545, t. 36,
f. 20, a — c. Brasil.
Schklg., Deutsche Ent.
Zeitschr. 1900, p. 407.
Schklg., 1. c., 1906, p. 313 —
Brasil (Jataí, Goiás; Rio de
Janeiro).
Schklg., Ent. Mitt. V-5/8,
1916, p. 153.
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
468
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Corinthiscus viridipennis Corp.,
Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, p. 290.
Pelonium viridipenne var. Ros-
si Schklg., Ent. Mitt. V-5/8,
1916, p. 153 — Óbidos, Pará.
Corinthiscus viridipennis var.
Rossi Corp., Col. Cat. Suppl.
XXIII, Cler., 1950, p. 290.
Distribuição: Brasil, (S. Pau-
lo, S. Paulo)*
KORYNETINAE
Necrobia Ol., 1795
Necrobia rufipes (de G., 1775)
Clerus rufipes de G., Mémoires
V, 1775, p. 165, t. 15, f. 4
— Surinam.
Necrobia rufipes Ol., Ent. IV,
1795, nr. 76 bis, p. 5, t. 1,
f. 2 a, b.
Distribuição : Cosmopolita.
Espécie cosmopolita sendo pro-
vavelmente um dos Cléridas mais
conhecidos e de maior distri-
buição. Deixamos de incluir a vas-
ta lista sinonímica desta espécie
que deverá ser consultada em
Corporaal, Col. Cat. Suppl. XXIII,
Cler., 1950, pp. 317-332.
RESUMO
Procuramos no presente tra-
balho dar uma lista remissiva dos
Cléridas da Amazônia, vasta re-
gião delimitada pela bacia Ama-
zônica. Assim, para fins de distri-
buição consideramos esta região
como sendo formada pelas Guia-
nas, porções meridionais da Vene-
zuela e Colômbia, leste do Peru,
Equador e Bolívia e, pelo Brasil,
representado pelos Estados do
Amazonas, Pará, Acre, norte de
Goiás e Mato Grosso, noroeste do
Maranhão e Teritórios de Amapá,
Roraima e Rondônia. Deixamos de
incluir as espécies assinaladas em
localidades imprecisas. Futuras co-
letas certamente elevarão o núme-
ro de espécies agora indicado.
SUMMARY
The present paper is intended
as a reference list of the known
species of checkered beetles (Co-
leoptera, Cleridae) found in the
vast Amazonian region which is
delimited by the Amazon basin.
Thus records are cited for distribu-
tion in the Guianas, Southern
parts of Venezuela and Colombia,
eastern Peru, Ecuador and Bolivia,
and the Brazilian region political-
ly represented by the States of
Amazonas, Pará, Acre, northern
Mato Grosso and Goiás, north-
western Maranhão, Territories of
Amapá, Roraima and Rondônia.
In preparing this work a
number of species has been omit-
ted since many of the given data
is either obscure or uncertain.
Future exploration and collecting
will surely raise considerably the
short number of species now indi-
cated.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
469
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 473-474 — 1967
UMA NOVA ESPÉCIE DE PSEUDOMIOPTERIGINAE
DO BRASIL
S. DE TOLEDO PIZA JR.
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”,
Universidade de São Paulo, Piracicaba
Pseudomiopteryx amazonensis
sp. n.
3 — Gracilis. Caput mag-
num, quam dilatatio pronoti vix
latius. Frons verticaliter quadri-
sulcata. Vertex rectus, a sulcis la-
teralibus tuberculis duobus prae-
ocularibus designans. Oculi magni,
rotundati. Ocelli magni, basi im-
plantationis ocelli medii superne
spina cônica acutissima emitente.
Scutellum faciale altum; superne
rotundatum, angulatum, indis-
tincte sulcatum. Antennae cilia-
tae. Pronotum longitudine coxa-
rum anticarum, superne in medio
carinatum, carina metazonae evi-
dentiore, dilatatione magna ante
coxas anteriores vix sinuosa, haud
dentata, prozona quam metazona
altiore et evidenter breviore, haud
tuberculata, disco utrinque irregu-
lariter impresso, antice carinulato,
disco metazonae antice et postice
bituberculato, tuberculis posticis
contiguis, anticis inter se remotis.
Coxae anticae leves. Femora ante-
riora superne recta, extus subpla-
na, indistincte granulata et obso-
lete carinata, intus convexa, niti-
da, subtus ad marginem externam
spinis 4, spinis discoidalibus 4. Ti-
biae anticae spinis exterioribus 8,
interioribus 9. Elytra extremita-
tem abdominis valde superantia,
subparallela, a p i c e rotundata,
margine antico ciliato, vena radia-
li anteriori biramosa, estigma a
tumescentia elongata venam ul-
narem attingente. Alae elytris si-
miles. Pedes medii et postici ca-
rentes. Lamina supraanalis brevis,
triangularis. Lamina subgenitales
stilis gracilibus praedita. Cerci co-
nici, elongati, articulis rotundatis.
Colore castaneo-nigra. Coxae
anticae uniformiter castaneo-dilu-
ta. Femora extus castaneo-suja,
intus castaneo-nitida. Elytra alae-
que infumata, venis obscuris, ve-
nulis transversis dilutis.
cm l
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Longitudo corporis . . .
Longitudo pronoti
Longitudo elytrorum . .
Latitudo elytrorum . .
Pátria : Amazonas
21.0 mm
4,0 mm
19.0 mm
6,5 mm
(Manaus) .
Col.: Elias et Roppo, 26-11-58.
Tipo: Um macho pertencente
ao Museu Nacional, com a etiquê-
ta “MN53.1”, presentemente na
col. do A.
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 475-479 — 1967
DESCRICÃO DE “RHINODRILUS PRIOLLII” SP. N.,
GLOSSOSCOLECIDAE DA AMAZÔNIA, COM
BIBLIOGRAFIA DOS OLIGOCHAETA
TERRICOLA DA REGIÃO
GILBERTO RIGHI
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Universidade de São Paulo
(Com 6 figuras no texto)
Do gênero Rhinodrilus Per-
rier, 1872, são conhecidas, além
de R. priollii, 21 espécies e 2 varie-
dades, largamente distribuídas pe-
lo continente sul-americano, entre
os Paralelos 10°N e 30°S, sendo
mais numerosas na faixa tropical
compreendida entre os Paralelos
10°N e 10°S.
A bibliografia apresentada
abrange também a sistemática
importante dos Oligochaeta terri-
cola da Amazônia; citei apenas os
trabalhos posteriores às revisões
da Ordem (Beddard, 1895; Mi-
CHAELSEN, 1900).
Rhinodrilus priollii sp. n.
Coletado nas proximidades de
Manáus em 27-7-1964 pelo Dr. E.
Paterniani, um exemplar foi envia-
do ao Departamento de Fisiologia
Geral e Animal da Fac. Fil. Ciênc.
Let. Univ. S. Paulo, donde foi-me
gentilmente cedido pelo Instrutor
do referido Departamento, Lic.
Sérgio F. Ditadi, a quem estou
muito grato. O tipo acha-se depo-
sitado na coleção do Departamen-
to de Zoologia da Fac. Fil. Ciênc.
Let. Univ. S. Paulo, sob n.° 1 A.
Caracteres externos
Comprimento do animal fixa-
do em Bouin: 480 mm; espessura:
18 mm; número de segmentos: 268,
sendo os segmentos 11 — 16 e os
últimos 70 bi-anelares, os demais
lisos; os últimos 30 segmentos são
ligeiramente achatados dorso-ven-
tralmente.
Cerdas geminadas; as faixas
ventrais aparecem a partir do seg-
mento 6, faltando em 7, 8 e 9; as
faixas dorsais a partir de 21. Na
região anterior do corpo (segmen-
to 10) aa = 1/2 — 1/3 u = 7 ab;
cm l
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
nos segmentos médios aa = 1/2
u — 9 ab; bc = 1/2 — 1/3 u —
= 10 ab = 1 1/4 cd; dd > 4/5 u.
Nos segmentos posteriores aa —
1/2 — 1/3 u — bc; ab — 9/10 cd;
dd = 9/10 u. As cerdas ventrais
dos segmentos clitelares 19 — 23
são diferenciadas em cerdas geni-
tais, que atingem o comprimento
de 0,70 mm; retas, adelgaçam-se
escalonadamente em direção ao
ápice que é pontiagudo, e são or-
namentadas com duas séries lon-
gitudinais e opostas de escamas si-
tuadas nos espaços entre os de-
graus (Fig. 3).
Nefridióporos perceptíveis a
partir do segmento 7, na região
mediana abrem-se pouco acima da
cerda d.
Clitelo fortemente desenvolvi-
do entre os segmentos 17 — 25
(= 9) (Fig. 4). Traves pubertais
espessas, estendem-se nos segmen-
tos 19 — 23, para fora das cer-
das ab.
Poros masculinos intraclitela-
res, como largas fendas medianas
no segmento 19, entre a — b (Fi-
gura 4). Poro feminino impercep-
tível.
Espermatecas 3 pares nos in-
tersegmentos 6/7 — 8/9, em linha
com os nefridióporos (Fig. 1) ) . Es-
permatecas acessórias aparecem
como 3 pares na face inferior dos
segmentos 7 — 9, onde se abrem
como fenda transversal no centro
de pequenas papilas ovaladas, dis-
postas em série com o espaço in-
tersetal ab; outros 3 pares de fen-
das pouco acima, também no cen-
tro de papilas ovaladas, próximas
aos septos 6/7 — 8/9.
Caracteres internos
Septos encontrados a partir de
4/5; os 2 primeiros frágeis, espe-
sados de 6/7 — 24/25, os posterio-
res embora não tão espessos, são
mais resistentes que os 2 pri-
meiros.
Moela fortemente desenvolvi-
da, ocupando os segmentos 5 e 6,
com ligeira constrição mediana na
altura do septo 5/6. Três pares de
glândulas calcíferas nos segmen-
tos 7 — 9, em forme de retorta,
com o lumem dividido em grande
número de tubos poligonais;
abrem-se dorso-lateralmente no
esôfago (Fig. 2).
Nos segmentos 10 e 11 dois
pares de testículos e funis semi-
nais incluídos em sacos testicula-
res, os do mesmo segmento fun-
dem-se dorsal e ventralmente, for-
mando um anel completo ao redor
do esôfago. Prolongam-se nos seg-
mentos 11 e 12 em dois pares de
vesículas seminais globóides, as do
segmento (Fig. 6). Os duetos se-
minais terminam em um par de
espessas câmaras copulatórias no
segmento 19.
No segmento 13 encontra-se
um par de ovários com o aspecto
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477
de um largo flabelo. Funis ovula-
res irreconhecíveis.
Espermatecas nos segmentos
7 — 9, sendo 1 < 2 < 3, a ampola
pequena e arredondada continua-
-se pelo dueto longo e largo, sem
câmaras seminais (Fig. 5). As es-
permatecas acessórias medianas,
nos segmentos 7 — 9, apresentam-
-se como pequenas invaginações
saculares.
Rhincdrilus priollii sp. n. — Fig. 1: Segmentos 7-9 em vista ventro-lateral
íN = nefridióporos, S = espermatecas, SA = espermatecas acessórias); fig. 2:
terceiro par de glândulas calcíferas e esôfago, (E = esôfago, GC — grândulã
calcífera) ; fig. 3: cerda genital; fig. 4: região do clitelo, vista ventral; fig. 5;
espermateca 8/9; fig. 6: esquema do aparelho reprodutor.
478
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Discussão taxinômica
Rhinodrilus priollii sp. n. apro-
xima-se de R. sibateensis Mi-
chaelsen, 1900, do qual se separa
pelo seguinte: maior comprimen-
to; 480 mm (R. sibateensis : 105
milímetros) , maior número de seg-
mentos: 268 (150), septos espessa-
dos: 6/7 — 24/25 (6/7 — 12/13).
SUMÁRIO
No presente trabalho é descri-
ta uma espécie nova de Glossos-
colecidae, gênero Rhinodrilus, co-
letada nas proximidades de Ma-
naus. Dêste gênero são conhecidas
até agora 20 espécies e 2 varieda-
des, vastamente distribuídas no
continente sul-americano, especial-
mente na faixa tropical compre-
endida entre os paralelos 10°N e
10°S.
À bibliografia referente ao gê-
nero Rhinodrilus foram acrescen-
tadas citações de trabalhos impor-
tantes para a sistematização das
formas terrícolas amazônicas. Em-
bora competentes pesquisadores
como Cognetti de Martiis, Michael-
son e Stephenson tenham se inte-
ressado pela fauna oligoquetológi-
ca sul-americana, poucos são os
trabalhos referentes a animais da
região amazônica.
SUMMARY
A new Glossoscolecidae, Rhi-
nodrilus priollii sp. n. from the
Amazonian region is described and
and a bibliographical list import-
ant for taxonomical work on the
Oligochaeta terricola of this re-
gion is presented.
Rhinodrilus priollii is charac-
terized by the following: length
480 mm; thickness 18 mm; num-
ber of segments 268, of which the
last 30 are slightly flattened dorso-
ventrally; clitellum in 17 — 25
(= 9), pubertal ridges in 19 — 23,
outside ab. Ventral setae from 6,
wanting in 7, 8 and 9; dorsal setae
from 21. Nephridiopores from 7.
Male pores in 19. Spermathecal
apertures in 6/7 — 8/9. Thickened
septa 6/7 — 24/25. Testis sacs as
rings around the oesophagus in
10 — 11.
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gochaeti delia regione neotropicale.
cm 1
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10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
479
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caracteres primitivos. 1 (18) :
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 481-494 — 1967
ESTÚDIO SISTEMÁTICO COMPARATIVO DE LOS GENEROS
“THERAPHOSA” WALCK., 1805; “LASIODORA” C. L. KOCH,
1851 Y “SERICOPELMA” AUSSERER, 1875
(Araneae, Theraphosidae)
RITA D. SCHIAPELLI Y BERTA S. GERSCHMAN DE PIKELIN
Museo Argentino de Ciências Naturales “B. Rivadavia”,
Buenos Aires, Argentina
(Con 21 figuras en el texto)
La circunstancia de tener a
nuestra disposición material de
ararias Mygalomorphae de la co-
lección dei Natural History Mu-
seum of New York, nos ha permi-
tido hacer el estúdio sistemático
comparativo de los géneros Thera-
phosa Walck., 1805; Lasiodora C. L.
Koch, 1851 y Sericopelma Auss.,
1875.
Si bien en el siglo pasado y a
princípios de este, las citas en la
bibliografia son numerosas, llama
la atención que después de 1936
(Vellard) no se hayan menciona-
do esos géneros hasta 1957 en que
Bücherl hace referencia a Serico-
pelma y a Lasiodora, pero no a
Theraphosa. Desde 1957 solo figu-
ran en listas y catálogos de la lite-
ratura araneológica. En 1964 Bü-
cherl menciona a Lasiodora y a
31 — 37 145
Theraphosa al citar las ararias pe-
ligrosas.
De los tres el único que tiene
una especie amazônica es el gé-
nero Sericopelma (S. fallace M.-
Leitão, 1923 dei Alto Juruá). La-
siodora es muy común en la región
este y sud de Brasil; pero como el
ejemplar que hemos estudiado pro-
cede de Venezuela, cabe suponer
que se encuentre también en la re-
gión amazônica. Theraphosa aun-
que ha sido citada para el Amazo-
nas (Bates), según Simon es pro-
pia de las Guayanas, región dei
Maroni; y de Venezuela (Orinoco).
Como hemos tenido oportuni-
dad de ver en las colecciones de
distintos museos ejemplares de
esos géneros, determinados erro-
neamente, nos ha parecido intere-
sante fijar los caracteres diferen-
cm l
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482
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ciales sobre los especímenes en
nuestro poder, algunos de los cua-
les pudimos comparar con los tipos.
Al consultar la numerosa bi-
bliografia en que está mencionado
el género Theraphosa Walc., pudi-
mos verificar la confusión existen-
te con respecto a su morfologia y
ecologia, por haberse determinado
con su nombre especies de géneros
afines; siendo la principal causa
de error el gran tamano de los
ejemplares y los pelos que recubren
su cuerpo y patas, por cuya razón
los naturalistas siempre las han
denominado las “gigantescas ara-
rias peludas”.
Si bien Theraphosa leblondi
(Latreille, 1804), única especie dei
género, es la araria que alcanza
mayor tamano (cuerpo de 9 cm de
longitud), otros géneros como ser
Xenestis Simon, 1891; Lasiodora
C. L. Koch, 1851; Acanthoscurria
Ausserer, 1871 y Grammostola Si-
mon, 1892, tienen especies cuyos
ejemplares pueden llegar a tener
un cuerpo de 8 cm de largo.
Con respecto a los pelos y lar-
gas cerdas que las recubren, todas
las Theraphosinae los tienen; en
ese aspecto la han confundido ge-
neralmente con ejemplares dei gé-
nero Avicularia Lamarck, 1818 que
es muchísimo más peludo porque
las cerdas que presentan sus patas
y cuerpo son mucho más largas,
abundantes e hirsutas, dándole un
aspecto muy característico, a lo
que contribuyen las escópulas tar-
sales muy desarrolladas y densas
que sobrepasan lateralmente al ar-
tejo. A esa pelambre y escópulas de
las Avicularia, Pickard-Cambridge
les assigna importância en el pla-
neamiento de esas arahas, que son
arborícolas y viven también en los
techos de pajaj de las casas de los
lugares en que ellas se encuentran,
dejándose caer desde une cierta al-
tura.
Muy probablemente todos los
viajeros que hablan de los hábitos
arborícolas de la Theraphosa le-
blondi la han confundido con las
Avicularia diciendo que la han vis-
to trepar por los árboles en busca
de nidos de colibríes de cuyos hue-
vos y pichones se alimentan.
Para los sistemáticos no es po-
sible la confusión de Avicularia
Lamarck, 1818 con Theraphosa
Walck., 1805. Si bien los dos géne-
ros pertenecen a la misma familia
Theraphosidae, corresponden a dis-
tintas subfamilias. El género Avi-
cularia Lamarck es el tipo de la
subfamilia Aviculariinae, arahas
que no presentan escópula atercio-
pelada en la cara interna dei fé-
mur IV y tampoco presentan es-
pinas en las patas, las que por el
contrario son tan abundantes en
la subfamilia Theraphosinae.
De j amos de lado el género
Avicularia para ocupamos sola-
mente de los tres géneros a que
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Volume 5 (Zoologia)
483
nos referimos en el título de este
trabajo, los que son muy próximos
entre sí, dando lugar a mucha con-
fusión en la determinación de sus
especies.
Como Theraphosidae, los tres
géneros están provistos de dos unas
con densos fascículos ungueales;
todos los tarsos escopulados; labio
libre y quelíceros sin rastrillo.
Pertenecen a la subfamilia
Theraphosinae por presentar en la
cara interna dei fémur IV una es-
cópula aterciopelada de pelos cor-
tos, que pueden ser plumosos o no,
erectos o recostados sobre el arte-
jo. A veces esa escópula es bastan-
te difícil de distinguir.
Entre los caracteres válidos
para la diferenciación de géneros
debe citarse en primer lugar, la
genitalia; siempre se ha tenido en
cuenta tratándose de machos. El
bulbo tiene una forma particular
para cada género y son de gran
ayuda los caracteres sexuales se-
cundários, como ser la presencia o
ausência de espolones de la tibia I.
Para las hembras es suma-
mente importante la forma de las
espermatecas como lo hemos pues-
to de manifiesto en 1962.
Simon dá importância a la dis-
posición ocular. Estamos de acuer-
do con Pickard-Cambridge en que
esa disposición es variable, con va-
riaciones individuales en cada es-
pecie. Pero también es cierto que
cada género tiene una fórmula
ocular característica.
Como ya lo hemos dicho en
otras oportunidades, no se debe
hacer una determinación en base a
un solo carácter; es necesario to-
mar en cuenta dos o más, para
compensar las variaciones que
puede sufrir uno de ellos; y algo
muy importante, es que las deter-
minaciones deben hacerse sola-
mente sobre indivíduos adultos,
cuando todos sus caracteres dife-
renciales se pueden apreciar.
A continuación damos la llave
para diferenciar los tres géneros;
la diagnosis de cada uno precedida
de su bibliografia temática ( B , bi-
bliografia; Cat, catálogo; Cl, cla-
ve; Distr., distribución; L, lista;
Morf, morfologia; Ref, referencia;
Syn, sinonimia; Ven, veneno.). La-
mentablemente por falta de mate-
rial no podemos discutir sus espe-
cies. Agregamos el mapa de su dis-
tribución geográfica e ilustramos
los caracteres genéricos con dibu-
jos tomados con câmara clara por
las autoras y pasados en tinta por
la dibujante Sra. S. Kahanoff, tra-
bajo que se costea con un subsidio
dei Consejo Nacional de Investiga-
ciones Científicas y Técnicas de
Buenos Aires.
Nos es muy grato agradecer: al Dr.
W. J- Gertsch, Curator of Arachnida
dei Natural History Museum of New
York, por habernos facilitado el mate-
rial objeto de este estúdio. Por la mis-
484
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ma razón agradecemos al Sr. Pablo San
Martin de Montevideo, Uruguay. Al
Prof. Dr. Max Vachon dei Muséum Na-
tional d’Histoire Naturelle de Paris por
habernos dado la oportunidad de ver
los tipos de Theraphosa leblonâi (Latr.,
1804) depositados en la colección de
ese Museo. A nuestros amigos dei
Museu Argentino de Ciências Natura-
les “B. Rivadavia” en donde trabaja-
mos: Entomólogo Manuel J. Viana,
Jefe de la División Entomologia, por su
cooperación; al Sr. R. Abas, encargado
de la biblioteca, por su ayuda en la
búsqueda de la bibliografia que consul-
tamos; y al Sr. N. Müller por las tra-
ducciones de alemán, lengua en que
están escritas numerosas descripciones
en la literatura consultada.
LLAVE PARA £ £
1. — Con aparato estridulatorio.
Túmulo ocular casi redondo.
Cefalotórax igual de largo
que ancho. Labio más ancho
que alto. Bulbo sub-cilíndri-
co. Escópula de la cara in-
terna dei fémur IV con pe-
los simples. Con o sin espo-
lones en la tibia I dei ma-
cho 2
— Sin aparato estridulatorio.
Túmulo ocular rectangular.
Cefalotórax más largo que
ancho. Labio no más ancho
que alto. Bulbo ancho en su
base y con una extrangula-
ción en su parte media. Es-
cópula de la cara interna
dei fémur IV de pelos plu-
mosos. Tibia I en el macho
sin espolones
. . . Sericopelma Auss., 1875
(Panamá, Brasil, Nicaragua).
2 . — Con espolones en la tibia I
dei o
. Lasiodora C. L. Koch, 1851
(Brasil, Uruguay, Venezuela).
— Tibia I dei macho sin espo-
lones
. . Theraphosa Walck., 1805
(Guayanas, Venezuela).
LLAVE PARA 5 $
1 . — Con aparato estridulatorio.
Túmulo ocular casi redondo.
Cara interna dei fémur IV
con escópula de pelos sim-
ples. Labio más ancho que
alto 2
— Sin aparato estridulatorio.
Túmulo ocular rectangular.
Labio no más ancho que al-
to. Cara interna dei fémur
IV con escópula de pelos
plumosos
. . . Sericopelma Auss., 1875
(Panamá, Brasil, Nicaragua).
2. — Aparato estridulatorio for-
mado por 3 grandes cerdas
plumosas en una línea en la
parte superior de la cara
anterior de la coxa I, rodea-
das de abundantes pelos
plumosos que recubren el
resto de la coxa, trocánter
y mitad basal dei fémur en
la pata I (fig. 5)
. . Theraphosa, Walck., 1805
(Guayanas, Venezuela).
Volume 5 (Zoologia)
485
— Aparato estridulatorio for-
mado por un grupo de 4
grandes cerdas plumosas en
la parte superior de la cara
anterior de la coxa I, ade-
más de abundantes cerdas
plumosas de menor tamano
que recubren el resto de la
cara anterior de la coxa,
trocánter y mitad basal dei
fémur de la pata I (fig. 13)
Lasiodora C. L. Koch, 1851
(Brasil, Uruguay, Venezuela).
Género Theraphosa Walckenaer,
1805
Especie-tipo T . leblondi (Latreil-
le, 1804)
Guayanas, Venezuela.
1804 Mygale Latreille P.A., Hist. nat.
gen. part. Crust. Insec. Paris,
Arachnides 7 (an XII) : p. 159 D
o n. sp.
1805 Theraphosa
Tableau des
P. 2
1805 Mygale Walckenaer C.A., Tableau
des Araneides, Paris: p. 4
1830 Theraphosa : Eichwald E., Zoolo-
gia: 73
1837 Mygale: Koch, C.L. Uebersicht
des Arachnidensystems, Nürn-
berg, p. 35
1842 Mygale: Koch C.L., Die Arachni-
den, Nürnberg, p. 89
1845 Theraphosa: Erichson G.F. in
Agassiz L.: “Nomenclator zoolo-
gicus” Soloduri, p. 13
1848 Theraphosa: Agassiz L., Nomen-
clatoris zoologici, Soloduri: p. 1063
Walckenaer CA.,
Araneides, Paris:
1892
1923
1938
1940
Mygale: Koch C.L., Uebersicht
des Arachnidensystems: V: 72
Mygale: Simon E„ Hist. Nat. Ar.,
Paris: p. 66
Theraphosa: Thorell T., N. Act.
reg. Soc. Sei. Uppsala, (3) 7: 161
Theraphosa: Ausserer A., Verh.
bot. zool. Ges., Wien; 21: 216 Cl
Theraphosa: Ausserer A., Verh.
bot. zool. Ges. Wien, XXV: 128
Cl
Theraphosa: Karsch F., Zeitsch.
ges. Nat., 53: 843 D Syn
Theraphosa: Scudder S.H., No-
menclator Zool. Washington,
Buli. U.S. Nat. Mus., p. 317 L
Theraphosa: Simon E„ Hist. Nat.
Ar., Paris; I: 70 Morf; 157 Cl;
158 D $ y ç
Theraphosa: Pocock R.I., Ann.
Mag. Nat. Hist., (7) 8: 542 Cl
Theraphosa: Simon E., Hist. Nat.
Ar., Paris; II: 940: Morf.; 941 Cl
942 D
Theraphosa: Mello Leitão C.
Rev. Mus. Paulista, XIII: 220 Cl;
395 L
Theraphosa: Carbonell J., Physis,
VI: 273 D
Theraphosa: Berland L., Ency-
clop. entom. Paris Arachnides,
XXVI: 384 D
Theraphosa: Gerh. & Kaston in
Kukenthal & Krumbach, Hand-
buch der Zool. Berlin, III (2) :
590
Theraphosa: Neave S.A., Nomen-
clator Zoologicus, London, IV:
465 L
Theraphosa: Bonnet P., Biblio-
graphia Araneorum, II: 4425 B
Theraphosa: Bonnet P„ Biblio-
graphia Araneorum, ni: 38 L
Theraphosa: Bücherl W., Mem.
Inst. Butantan, 31: 89 Distr.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
486
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Diagnosis — Cefalotórax igual
de ancho que largo, su mayor an-
chura a la altura de la coxa II.
Túmulo ocular alto, casi igual
de ancho que alto, redondeado
(5 X 4), fila anterior muy pro-
curva (fig. 6). Labio más ancho
que alto, con una angosta banda
de espínulas cerca dei borde. Fose-
ta torácica apenas recurva, más
ancha que el túmulo ocular. Patas
IV — I — II y III, con todas las
coxas, trocánteres y fémures muy
gruesos, siendo las patas I y II
mucho mas fuertes que la III y IV,
todas recubiertas de muy densa
vellosidad y largas cerdas, con
abundantes espinas sobre todo las
posteriores. Fémur IV con la cara
posterior provista de una densa es-
cópula de pelos simples. Metatar-
sos I y II con escópulas que llegan
a la base dei artejo; III con escó-
pula en el tercio apical y en el IV
210-
\<?
i
J
-1 1 1 mm
,mm3 \
lO 0/
' s
1 mm i i i
i i i 1 mm
i i 1 1 mm
Theraphosa leblondi (Latr., 1804) — Fig. 1: Bulbo derecho, cara interna;
fig. 2: bulbo derecho, cara externa; fig. 3: palpo derecho, cara externa; fig. 4:
coxa I, cara interna con el órgano estridulatorio; fig. 5: las 3 grandes cerdas
alineadas dei órgano estridulatorio; fig. 6: túmulo ocular visto de arriba; fig. 7:
espermatecas; fig. 8: detalle de la espermateca.
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
487
no hay escópula. Patela más tibia
I, tanto en el macho como en la
hembra, más larga que la IV. ór-
gano estridulatorio formado por 3
a 4 grandes cerdas plumosas (fi-
guras 4 y 5) alineadas en una fila
en la cara anterior de la coxa I,
en su parte superior; el resto de la
coxa, trocánter y fémur en su mi-
tad basal de la pata I, cara ante-
rior, recubiertos de una muy den-
sa escópula de pelos plumosos, dei
mismo tipo pero mucho mas pe-
quenos, de los que forman el apa-
rato estridulatorio. En la cara pos-
terior de la coxa de la pata maxi-
la no se observan las gruesas cer-
das de la coxa I; solo hay espinas
negras muy recostadas sobre el ar,
tejo, las que aumentan de tama-
no a medida que se acercan al ápi-
ce. Los pelos plumosos se observan
en el borde inferior de la cara pos-
terior de la coxa, recubren el tro-
cánter y más de la mitad basal dei
fémur de la pata maxila. Tibia
en el macho sin espolones. Bulbo
subcilíndrico, con su extremidad
apical excavada en forma de
cuchara, cuyos bordes son den-
tados.
Esta diagnosis ha sido hecha
sobre un ejemplar macho de la co-
lección dei Natural History Muse-
um of New York, procedente de
Venezuela, y sobre 5 ejemplares
hembras, de la misma procedência,
entregados para su estúdio por el
Sr. Pablo San Martin de Montevi-
deo. Y han sido comparados con
los tipos â y 5 depositados en el
Museo de Paris y gentilmente
enviados por el Prof. Dr. Vachon.
El género Theraphosa tiene
una sola especie, T. leblondi (Latr.,
1804) (figs. 1 — 8) propia de la
región dei Maroni en las Guaya-
nas; está también citada para Ve-
nezuela. Según Simon, todas las
otras procedências que se le atri-
buyen (Brasil, Santo Domingo,
Java) son erróneas y se deben
a ejemplares correspondien^es a
otros géneros.
Género Lasicdora C. L. Koch, 1851
Especie-tipo L. klugi (C. L. Koch,
1842) Brasil.
1842 Mygale Koch C.L., Die Arachni-
den, IX: 25
1851 Lasiodora Koch C.L., Uéber.
Arachniã., 5: 72 D n. gen.
1871 Lasiodora Ausserer A., Verh. zool.
bot. Ges. Wien, 21: 128 Cl; 208 D
subgen. j y 9
1892 Lasiodora Simon E., Hist. Nat.
Ar., I: 156 Morf; 157 Cl; 160 D
s ys
1901 Lasiodora Pocock R. I., Ann. Mag.
Nat. Hist., (7) : 8: 543-544 Cl y D
1902 Lasiodora: Waterhouse C.O., In-
dex Zoologicus, London: 415 L
1903 Lasiodora: Simon E., Hist. Nat.
Ar., II: 917 Morf; 926 Syn.; 937
Morf; 938 Cl
1903 Lasiodora: Pocock, R.I., Proc.
Zool. Soc. London, I: 365 Distr.
1921 Lasiodora Mello Leitão C., Ann.
Mag. Nat. Hist., (9) 8: 337-350
488
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
1923 Lasiodora: Mello Leitão C., Rev.
Mus. Paulista, XIII : 220 Cl; 222
D; 223 Cl de sp.; 271 Cuadro
Com. sp.; 336 L
1923 Lasiodora: Carbonell J., Physis,
6: 272 D
1928 Lasiodora: Petrunkevitch A.,
Trans. Connect. Acad. Sc., 29: 81
Re f
1932 Lasiodora: Berland L„ Encyclop.
entom. Paris Les Arachnides, 16:
106 Morf
1936 Lasiodora: Vellard J„ Le Venin
des Araignées, 129 Ecol; 141
Morf. 142 Ven
1938 Lasiodora: Gerhardt & Kastner
in Kukenthal & Krumbach
Handbuch Zool, Berlin, 3 (2),
590.
1940 Lasiodora: Petrunkevitch A.,
Trans. Connect. Acad. Sc., 33:
238 Cat
1940 Lasiodora: Neave S.A., Nomen-
clator Zoologicus, London, II:
871 L
1941 Weyenberghia Mello Leitão C.,
Rev. Mus. La Plata, II: 102 D n.
gen.
1957 Lasiodora: Bonnet P., Bibliogra-
phia Araneoruvn, II (3) : 2354 B
1957 Lasiodora: Bücherl W„ An.
Acad. Br as. Cien., 29: 389 L; 406
Ref 408 Morf; 410 Cl; 412 Ref
1959 Lasiodora: Schiapelli R.D. &
Gerschman de Pikelin B.S.,
Actas y Trabajos Prim. Congres.
Sudamer. Zool., La Plata, X.
1959), III: 203 Syn
1964 Lasiodora: Bücherl W., Mem.
Inst. Butantan, 31: 89 Ref
1965 Lasiodora: Schiapelli & Gers-
chman de Pikelin, An. Segundo
Cong. Latin-amer. Zool., São
Paulo VII, 1962, II: 17 Ref
Diagnosis — Cefalotórax igual
de ancho que largo, ovalado, su
mayor anchura a la altura de la
coxa III. Túmulo ocular redondea-
do, elevado, fila anterior bien pro-
curva, los ojos mas o menos igua-
les (fig. 12). Foseta torácica recta,
profunda, un poco más ancha que
el túmulo ocular. Labio más ancho
que alto, con una angosta banda
de espínulas cerca dei borde. Patas
IV — I — II y III, siendo todas
mas o menos dei mismo grosor;
muy espinosas y con largas cer-
das. La pubescencia es menos den-
sa que en Theraphosa. Fémur IV
en su cara posterior con escópula
de pelos simples. Metatarso I y II
con escópula que llega a la base
dei segmento; III hasta la mitad
y el metatarso IV carece de es-
cópula. Patela mas tibia I apenas
mas larga que patela mas tibia IV.
Órgano estridulatorio en la cara
anterior de la coxa I representado
por un grupo de 4 a 5 cerdas plu-
mosas muy grandes y gruesas (fi-
guras 13 y 14) que se destacan
entre los pelos plumosos de distin-
to tarnaho que lo rodean, y que
recubren el resto de la coxa, tro-
canter y la mitad basal dei fê-
mur, en la cara anterior de la pa-
ta I. (En todo similar al órgano
estridulatorio dei género Thera-
phosa). En la cara posterior de la
coxa de la pata maxila no hay cer-
das plumosas, las que están reem
plazadas por espinitas negras muy
recostadas sobre el artejo en su
cm 1
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
489
mitad apical y que aumentan de
tamano a medida que se acercan
ai ápice. El trocanter y fémur has-
ta mas de la mitad están recubier-
tos de pelos plumosos. La forma de
la pata maxila se observa en la
fig. 11 y el bulbo en las figs. 9 y 10.
El bulbo es subcilíndrico, su ápice
excavado en forma de cuchara,
pero sus bordes no son dentados
sino lisos. La tibia I (fig. 15) pre-
senta dos espolones en el macho.
Esta diagnosis se ha hecho
sobre un ejemplar macho de la co-
lección dei Natural History Muse-
um of New York, procedente de
Venezuela, y fué determinado por
Caporiacco como Theraphosa le-
blondi (Latr., 1804) ; lo que se ex-
plica porque es muy semejante en
todos los caracteres, salvo la pro-
porción dei grosor de los arte j os
basales de sus patas, que en The-
raphosa es mucho mayor, y sobre
todo por la presencia de dos espo-
lones en la tibia I, de los que ca-
rece este último género.
Del género Lasiodora (C. L.
Koch, 1851) se han descripto 21
especies; casi todas de Brasil, salvo
L. saeva (Walck., 1837) dei Uru-
guay; la que no hemos visto. La-
siodora weijenberghi Thorell, 1894
de la Argentina y Lasiodora porte-
ri Mello-Leitão, 1936 descripta pa-
ra Chile. De L. weijenberghi no he-
mos conseguido ver el ejemplar
típico. Mello Leitão, con un ma-
terial de la misma procedência de
la Argentina pasó la especie a su
nuevo género Weyenberghia Mel-
lo-Leitão, 1941, denominándola W.
weijenberghi (Thorell, 1894). Tu-
vimos oportunidad de ver los tipos
de Mello Leitão y comprobamos
que su Weyenberghia está descrip-
Lasiodora sp. Fig. 9: Bulbo derecho, cara interna, fig. 10. bulbo derecho,
cara externa; fig. 11; palpo izquierdo, cara externa; fig. 12: tumulo ocular visto
de arriba; fig. 13; coxa I, cara interna con el órgano estridulatorio; fig. 14:
Krupo de las grandes cerdas dei órgano estridulatorio; fig. 15: tibia I, espolones.
490
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
ta sobre un ejemplar joven dei gé-
nero Grammostola, G. chalcothrix
Chamberlin, 1917, por lo que el gé-
nero Weyenberghia M-Leitão, 1941
pasó a ser sinónimo de Grammos-
tola Simon, 1892, como lo estable-
cimos en 1959.
En cuanto a Lasiodora porteri
Mello-Leitão, 1936 las ilustracio-
nes de su descripción original
muestran que no es una Lasiodora.
Oportunamente estableceremos la
sinonimia correspondiente.
El ejemplar que hemos estu-
diado en este trabajo ha sido re-
colectado en Venezuela, siendo es-
ta la primera cita dei género para
ese país. Cabe suponer que si La-
siodora es tan abundante en São
Paulo, Bahia, Paraíba do Norte, y
se encuentra en Venezuela, podría
encontrarse también en la región
amazônica.
Género Sericopelma Ausserer, 1875
Especie-tipo S. rubronitens Auss.
Panama.
1875 Sericopelma Ausserer A., Verh.
zool. bot. Ges. Wien, 25: 195 D
n. gen.
1878 Sericopelma: Becker L., Ann.
Soc. ent. Belg., 21: 81 Ref.
1880 Sericopelma : Bertkau Ph., Mem.
cour. Acaã. Belg., 43: 34 Cl
1880 Sericopelma: Karsch F., Zeits.
gesam. Naturv., 53: 846 Syn
1881 Sericopelma: Simon E., Act. Soc.
linn. Bord., 44: 331
1882 Sericopelma: Scudder S.L., No-
menclator zool. Washington, Buli.
V.S. Nat. Mus., 19: 220 L
1892 Sericopelma: Simon E., Hist.
Nat. Ar., I: 156 Morf; 157 Cl; 159
D $
1897 Sericopelma: Pick-Cambridge F.,
Biol. Centr. Amer., II: 14 Cl; 15 23
1903 Sericopelma: Simon E„ Hist. Nat.
Ar., II: 937 Morf. 938 Cl
1923 Sericopelma: Mello Leitão C.,
Rev. Mus. Paulista, XIII: 219 Cl
j Imm
jimm
Sericopelma sp. — Fig. 16: Bulbo izquierdo, cara interna; fig. 17; palpo
izquierdo, cara externa; fig. 18: bulbo izquierdo, cara externa; fig. 19: túmulo
ocular visto de arriba; fig. 20: espermatecas.
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
491
1936 Sericopelma : Vellard J., Le Venin
des Araignées, Paris,: 140 Mor).
Ven
1940 Sericopelma : Neave C.E., Nomen-
clator Zoologicus London, IV:
178 L
1957 Sericopelma : Bücherl W., An.
Acad. Br as. Cien., 29: 380 L; 408
Morf; 410 Cl
1958 Sericopelma-. Bonnet P., Biblio-
graphia Araneorum, II (4) : 4034 B
1961 Sericopelma: Bonnet P. Biblio-
graphia Araneorum, III: 36 L
Diagnosis — Cefalotórax más
largo que ancho, su mayor anchu-
ra a la altura de la coxa II. Túmu-
lo ocular rectangular, más ancho
1, | SciELO
492
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
que alto (fig. 19). Foseta torácica
recurva, dei ancho dei túmulo
ocular. Lábio igual de ancho que
alto con una ancha banda de espí-
nulas. Patas IV — I — II y III en
el macho y IV — I y II — III en
la hembra, recubiertas de larguí-
simos pelos. Fémur IV en su cara
posterior con una densa escópula
de pelos plumosos erectos. Meta-
tarsos I y II con escópulas hasta
la base; III en el tercio apical y
metatarso IV sin escópula. Patela
más tibia I y IV mas o menos igua-
les. Carece de órgano estridulato-
rio, teniendo los artejos de la pata
I y de la pata maxila, un revesti-
miento de pelos simples. En el
macho la tibia I carece de espolo-
nes. Pata maxila como en Lam.
III: 17. El Bulbo (figs. 16 y 18) es
grueso en la base y tiene un es-
trangulamiento en su parte me-
dia; en su parte apical termina en
forma de pico.
Esta diagnosis se hizo sobre
un ejemplar macho y una hembra
de la colección dei Natural History
Museum of New York, que no es-
taban determinados. Se recoleeta-
ron corriendo sobre hojas en el
suelo en selva densa próxima a Rio
Grande, Nicaragua.
Del género Sericopelma Auss.,
1875 hay descriptas 3 especies:
S. rubronitens Auss., 1875 y S.
commune Pick-Cambridge F., 1897,
ambas de Panamá y S. fallace
M-Leitão, 1923 de Brasil, Alto
Juruá.
Esta es la primera cita dei gé-
nero para Nicaragua.
SUMMARY
The species of the genera The-
raphosa Walek., 1805, Lasiodora
C. L. Kcch, 1851, and Sericopelma
Ausserer, 1875 are mixed up in the
different collections. Trying to
avoid this confusion, in this paper
the valid generic characters are
given; and also a key based upon
them to separate those genera.
The authors accept as valid cha-
racters those of the genitalia:
palps, bulbs, and secondary sex
characters in males, and sperma-
thecae in females. The eye disposi-
tion, though variable in size and
separations from one another in
the different individuais of one
species, keeps a characteristic pat-
tern in each genus. The presence
or absence of the stridulating or-
gans with exclusive form in each
genus is another important charac-
ter. The convenience of clasify-
ing adult specimens in which all
the differential characters are
present, is pointed out.
RESUMO
As espécies dos gêneros The-
raphosa Walek., 1805; Lasiodora
C. L. Koch, 1851 e Sericopelma
cm i
SciELO
10 11 12 13 14 15
Volume 5 (Zoologia)
493
Ausserer, 1875 acham-se confun-
didas nas diferentes coleções. Para
evitar tal confusão mencionam-se
neste trabalho as características
genéricas válidas e dá-se uma cha-
ve baseada nessas características
para a diferenciação dos gêneros.
Julgam-se características válidas
as da genitália: bulbo, pata-maxi-
la e características sexuais secun-
dárias nos machos; e as esperma-
tecas nas fêmeas. A disposição
ocular, ainda quando sofre varia-
ções nos diferentes indivíduos de
uma mesma espécie com respeito
ao volume e separação dos olhos
entre si, é a característica de cada
gênero. A presença ou ausência do
órgão estridulatório com formas
exclusivas em cada gênero é outra
qualidade importante. Assinala-se
a conveniência de determinar
exemplares adultos, nos quais se
podem observar tôdas as distinções
diferenciais.
BIBLIOGRAFIA
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niss der Arachniden-Familie der
territelaria Thorell (Mygalidae Au-
tor). Verh. zool bot. Ges. Wien, 21:
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Ausserer, A., 1875, Zweiter Beitrag zur
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Bertkau, Ph., 1880, Verzeichniss der von
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 495-520 — 1967
RIOS E ENCHENTES NA AMAZÔNIA COMO OBSTÁCULO
PARA A AVIFAUNA
HELMUT SICK *
Museu Nacional, Rio de Janeiro, Guanabara
Há poucos lugares na Terra
onde a água desempenha papel tão
predominante como no Amazonas,
o maior rio do mundo em volume
d’água. A água não é só fonte da
vida, ela também se torna obs-
táculo. Em seu conjunto essas coi-
sas são muito complexas e apare-
cem, segundo os interêsses das di-
versas pessoas que as estudam, sob
os mais vários pontos de vista. Os
temas variam, indo de problemas
de alimentação da população hu-
mana até as mais sutis pesquisas
da fauna e da flora. Não deve, pois,
causar estranheza que também em
nosso Simpósio a água seja men-
cionada com tanta freqüência.
Vamos pois encarar a água
como elemento que vem a tornar-
se obstáculo, no caso para a fauna
terrestre, principalmente para as
aves. Devemos a propósito apontar
dois fenômenos: I) Os rios largos
podem constituir obstáculo per-
manente à distribuição dos ani-
mais terrestres; e II) as enchentes
anuais desalojam temporàriamen-
te os animais de seu habitat.
I. OS RIOS DA AMAZÔNIA
COMO BARREIRA À DISTRI-
BUIÇÃO DAS AVES
É fato conhecido pelo mais
simples dos caçadores na Amazô-
nia que é comum viverem nas
margens do mesmo rio animais di-
ferentes. Assim, por exemplo, cada
seringueiro no Tapajós sabe que
na margem oriental, direita, dêste
rio, só encontra em suas caçadas
o Jacamim-escuro, Psophia viridis
obscuro Pelz., ao passo que na
margem ocidental, esquerda, apa-
nha o Jacamim-de-bico-branco,
Psophia viridis viridis Spix, cujas
coberteiras superiores, de brilho
azul-ferrête, lembram o lendário
pavão do Congo. Diferenças aná-
logas encontram-se em mamíferos,
por exemplo entre os macacos,
Quatipurus e Cutias. Assim, na
* Bolsista do Conselho Nacional de
Pesquisas.
496
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
região do Jacamim-escuro vi-
ve o Guariba-de-costas-vermelhas,
Alouatta belzebul discolor (Spix),
e a oeste do Tapajós o Guariba-ne-
gro, Alouatta belzebul nigerrima
Loennb. Já os primeiros zoólogos
que trabalharam sôbre a Amazô-
nia verificaram, cheios de admira-
ção, tais ocorrências. Hoje em dia
êste interessante fenômeno zoo-
geográfico é conhecido por todos
os taxonomistas através dos livros.
Mais ainda se impressiona com êle
o naturalista viajante, que no pró-
prio local, se vê em face de tais
fatos.
Não é nosso objetivo compor
aqui literatura sôbre o assunto.
Queremos apenas mencionar al-
guns exemplos com os quais nós
mesmos nos ocupamos e que ser-
vem para mostrar a dinâmica que
existe nos citados fenômenos. Por
outro lado chegamos à conclusão
que a ação dos rios, como elemen-
to divisor da fauna amazônica,
não deve também ser superestima-
da. Devemos tomar em considera-
ção a história da origem da
Amazônia.
FORMAS VICARIANTES
As principais barreiras à ex-
pansão das aves na Amazônia são
os seguintes rios: o Amazonas, o
Tapajós, o Madeira e o Negro. Mas
também os rios Tocantins e Xingu
são importantes neste sentido. A
travessia dêsses rios na sua largu-
ra atual deve constituir raríssima
exceção para muitas aves. Cumpre
lembrar, aliás, que ilhas espalha-
das nos rios podem facilitar o cru-
zamento, diminuindo-se, desta ma-
neira, consideràvelmente, a largu-
ra das barreiras aquáticas.
Entre os fatores que impedem
as aves de cruzar rios e lagos se
destacam: 1) redução da potência
de vôo; e 2) hábitos umbrófilos e
fotófobos. A relutância contra uma
saída da vegetação protetora deve
ser, freqüentemente, tão grande
como a aversão contra uma tra-
vessia de rio. Não negligenciamos
o pioneirismo da fauna, registrada
em outras partes do mundo —
fôrça de expansão até capaz de
colonizar ilhas oceânicas no decor-
rer de decênios e séculos. A falta
de um animal é, portanto, às vêzes
mais significativa do que sua pre-
sença.
No caso das espécies que vi-
vem nas margens opostas dos rios
na Amazônia trata-se quase sem-
pre das chamadas formas vicarian-
tes, isto é, de representantes que
hoje nem consideramos mais co-
mo espécies diferentes, mas como
raças geográficas de uma só espé-
cie. Na maioria das vêzes tal vi-
cariância não se acentua em espé-
cies (Aves) que habitam as mar-
gens propriamente ditas e as vár-
zeas, mas em espécies das matas
da terra firme adjacente, por
exemplo Passeriformes que vivem
Volume 5 (Zoologia)
497
no chão, entre a vegetação arbus-
tiva, baixa, e que voam mal, como
certos Formicarídeos; aqui deve-
mos citar também os jacamins,
mencionados no início. Correspon-
dendo à maior extensão da região
ao sul do Amazonas, nela se en-
contram mais espécies e sub-espé-
cies endêmicas do que ao norte
do mesmo rio (Griscom & Green-
way, 1941 : 95). No entanto, tam-
bém existem espécies monotípicas,
evidentemente em nada influen-
ciadas pelos limites fluviais.
CONTATO SECUNDÁRIO ENTRE
FORMAS VICARIANTES
Depois de terem tais formas
vicariantes vivido por longo tempo
isoladas e de terem, no meio tem-
po, assumido características que as
tornam mais ou menos diferentes
umas das outras, pode, sob certas
condições, por meio de cruzamento
do rio, sobrevir contato secundário
entre essas populações. Tais trâns-
fugas são provàvelmente de um
modo geral absorvidos pela popu-
lação local, sedentária. Todavia,
podem também formar-se popula-
ções mestiças, perfeitamente reco-
nhecíveis como tais.
No caso do Bicudo, Oryzobo-
rus crassirostris (Gmel.), deve tra-
tar-se de um tal contato secundá-
rio, ocorrido junto à foz do Ama-
zonas para o qual tivemos agora
despertada nossa atenção. Confor-
hie há muito tempo se sabe, ocorre
32 — 37 145
na margem norte do Amazonas
(até as Guianas, Venezuela, etc.)
o pequeno Oryzoborus crassirostris
crassirostris (Gmel.) . Ao sul do
Amazonas vive uma forma maior,
Oryzoborus crassirostris maximi-
liani Cab., que, segundo Pinto
(1944 : 634), está distribuído pelo
Brasil central e oriental. Confor-
me soubemos por um passarinhei-
ro experimentado, o Sr. Carlos
Koschel, agrônomo a serviço da
ICOMI no Amapá, vivem nos pan-
tanais adjacentes a Mazagão e
Macapá, Território Federal do
Amapá, duas formas de Bicudo,
uma pequena, o “Bicudinho”, e
uma grande, o “Bicudo”. Seria de
se esperar que ali só existisse a
pequena, Oryzoborus c. crassiros-
tris. Em Macapá são oferecidos à
venda exemplares vivos das duas
formas. Adquirimos para a coleção
um macho adulto e um macho nô-
vo do “Bicudinho”, e um macho
nôvo do “Bicudo”, todos os três
comprados a Koschel em Macapá;
morreram durante o vôo de avião
Belém-Rio de Janeiro. Na casa de
Koschel no Rio vimos, além disso,
dois “Bicudinhos” e um “Bicudo”
vivos, igualmente oriundos de Ma-
capá.
Êste caso ainda precisa ser
mais documentado. Pelo pouco
material que temos à nossa dispo-
sição podemos confirmar que os
dois crassirostris do Amapá se dis-
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
tinguem à primeira vista um do
outro. O “Bieudinho” quase não é
maior do que um Curió, Oryzobo-
rus a. angolensis (L.) do Brasil
meridional; seu bico é maior, mas
às vêzes não muito maior (o Ory-
zoborus a. torridus (Scop.) amazô-
nico é visivelmente menor do que
o “Bieudinho”). O grande Bicudo
do Amapá, porém, rivaliza no ta-
manho com o Azulão, Cyanocomp -
sa; distingue-o um bico muito
grosso e obtuso. As dimensões dos
dois crassirostris do Amapá são
por demais diferentes: “Bicudi-
nho”, 2 machos asa 70 (juv. 69),
cauda 63 (juv. 62); “Bicudo”, 1
macho nôvo asa 72, cauda 64 mm.
No tamanho o grande Bicudo
do Amapá não se distingue niti-
damente de dois Bicudos da cole-
ção do Museu Nacional, Rio de Ja-
neiro, sem indicação de origem,
mas sem dúvida de qualquer re-
gião ao sul do Amazonas: ad. asa
76 (subad. 76), cauda subad.
69 mm. Hellmayr (1938 : 240)
menciona para Oryzoborus crassi-
rostris maximiliani macho asa
74,5 — 77, cauda 68 — 72 mm.
Chubb (1921, II : 425) menciona
para Oryzoborus c. crassirostris da
Guiana Inglesa asa 69 (fêmea 68) ,
cauda 57 mm.
Queremos crer que o Bicudo
maior, no Amapá, imigrou na re-
gião, vindo da margem sul do
Amazonas. Infelizmente não temos
de lá nenhum crassirostris. Sneth-
lage (1914 : 427) menciona a es-
pécie — mas é o “Bieudinho”! —
como sendo de Cussuari (em fren-
te a Monte Alegre), o que mais
tarde foi considerado duvidoso
(Hellmayr, 1938 : 242) . Ao sul do
Amazonas os locais de ocorrência
da espécie mais setentrionais de
que temos notícia são: Bahia (Po-
ções, Boa Nova) e Alagoas onde a
espécie é designada como “quase
extinta” (Humberto T. Ferreira,
com. verb.) ; não vimos o material
de lá.
Seria admissível que em con-
seqüência da longa separação pelo
Rio Amazonas o Bicudo pequeno e
o grande chegassem a tornar-se
tão estranhos um ao outro que não
mais se reconhecessem mútuamen-
te como sendo da mesma espécie,
que vivessem por conseguinte lado
a lado como duas espécies diferen-
tes. No entanto, não o considera-
mos provável, pois tivemos antes
oportunidade de averiguar com
que facilidade Oryzoborus se cruza
mesmo com parentes muito afas-
tados (Sick, 1963). No Amapá te-
mos pois provàvelmente uma po-
pulação mista de crassirostris. Nes-
ta conformidade devem sobrepor-
-se as dimensões dos exemplares
oriundos de lá.
A extensa distribuição de Ory-
zoborus crassirostris (a espécie não
constitui elemento faunístico ama-
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499
zonense) ao longo da costa nor-
deste do continente data presumi-
velmente de um período anterior à
formação da Amazônia, quando a
atual foz do Amazonas ainda era
ocupada por uma maciça ponte de
terra. Em fluente transição (cli-
ne) chegaram então a formar-se
maximiliani e crassirostris. O limi-
te entre maximiliani e crassirostris
podia também situar-se mais ao
sul do Amazonas, tal como o limi-
te entre angolensis e torridus se
situa mais ao sul, entre estas evi-
dentemente no Maranhão.
Queremos além disso tratar
aqui de dois uirapurus, a saber,
Pipra aureola (L.) e Pipra fascii-
cauda Hellm. Pipra aureola habita
extensa região ao norte do Ama-
zonas, até a Venezuela e as Guia-
nas, ao passo que Pipra fasciicau-
da vive junto aos tributários me-
ridionais do Amazonas (até as ca-
beceiras do Paraná, na Bolívia e
no Peru). Pipra aureola transpõe
em muitos pontos o Amazonas,
para o sul; encontra-se assim na
desembocadura dos rios Tocantins,
X:ngu e Tapajós.
Taxonomistas experientes co-
mo Hellmayr (1910), Snethlage
(1913) e Zimmer (1936) já há
muito reconheceram que estas
aves têm próxima afinidade uma
com a outra e se representam re-
ciprocamente em larga escala.
Faltava, porém, o julgamento por
um ornitologista, que pudesse ana-
lisar principalmente a voz e o
comportamento destas aves nas
cerimônias pré-nupciais. Também
Snethlage não se ocupou com êste
aspecto da biologia, por mais me-
ticulosamente que descrevesse as
condições ecológicas.
Ao passo que há muito tempo
conhecíamos bem Pipra fasciicau-
da das cabeceiras do Xingu e do
Tapajós (Sick, 1959), só no ano
passado (1965) tivemos oportuni-
dade de estudar Pipra aureola no
campo, em Marajó. Ficamos sur-
presos com a semelhança das vo-
zes dos dois uirapurus. Se levar-
mos em conta a absoluta diferen-
ça entre as vozes de outras espé-
cies de Pipra, admitiremos sem he-
sitação a que a grande semelhan-
ça das vozes de fasciicauda e au-
reola é a melhor confirmação da
próxima afinidade entre estas duas
aves. *
Sem dúvida originaram-se de
uma forma genealógica comum
que no decorrer dos tempos foi di-
* Tomando a voz da ave como cri-
tério de parentesco, publicou-se bas-
tante literatura nos últimos 30 anos,
como por exemplo Mayr (1956), que
confronta certas espécies norce-ameri-
canas e européias. Conclui-se geral-
mente que vozes bem diferentes de duas
aves indicam não haver parentesco
próximo entre elas: sendo, neste caso,
muito provàvelmente, de espécies dife-
rentes. Voz bem parecida leva à se-
guinte alternativa: parentesco próximo,
tratando-se então da mesma espécie ou
ligação menos estreita, tratando-se de
duas espécies diferentes.
500
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
vidida em uma população seten-
trional e outra meridional. Neste
isolamento desenvolveram-se au-
reola e fasciicauda separadamente
com um círculo racial bem dife-
renciado. Como fenômeno secun-
dário aureola e fasciicauda jun-
tam-se hoje na margem sul do
Amazonas e no Madeira. Não pa-
rece existir entre ambos qualquer
nítida diferença ecológica.
EXISTÊNCIA DA AVIFAUNA NA AMAZÔ-
NIA JÁ ANTES DA FORMAÇÃO DOS
GRANDES RIOS
Evidentemente é caso raro
existir em uma margem de rio, na
Amazônia, uma espécie de ave que
não tenha nenhum representante
parecido na margem oposta, ou
que uma espécie de fato se detives-
se junto a um dos grandes rios.
Quando antigamente se acredita-
va conhecer tais casos, e não pou-
cos (cf. p. ex. Hellmayr 1910 e
Snethlage 1913), quase sempre se
era obrigado mais tarde a retificar
o engano: ou não se tratava de
espécies, mas apenas de sub-espé-
cies, ou então a espécie era final-
mente encontrada também na
outra margem, às vêzes até em sis-
temas fluviais ainda mais distan-
tes. Assim, Hellmayr compilou
uma lista (1910 : 428) “Upper
Amazonian species ranging to the
right bank of the Rio Madeira,
but not ocurring farther east”
(Espécies do Alto Amazonas que
se estendem até a margem direita
do Rio Madeira, mas que não ocor-
rem mais a leste) . Desde então en-
contramos no Brasil Central, no
curso superior do Tapajós e até no
Xingu, em Mato Grosso, muitas
das espécies constantes da referida
lista, como Pteroglossus beauhar-
naisii Wagl. e Penelope jacquacu
Spix.
Prevaleceu durante longo tem-
po a opinião segundo a qual o es-
tranho formicarídeo Pithys albi-
frons (L.) só ocorreria ao norte do
Amazonas — até ser o mesmo fi-
nalmente, em 1936, encontrado
por Lasso no curso inferior do Ta-
pajós (Pinto, 1947 : 474). Na den-
sa e escura mata êste pássaro leva
uma existência das mais modestas,
mal sendo percebido, embora em
alguns lugares, por exemplo no
Amapá (Serra do Navio), seja co-
mum. ültimamente, prêso em rê-
des, tem aparecido com freqüência
nas coleções.
Outro Formicarídeo, a Mãe-de-
-taóca, Phlegopsis nigromacula-
ta (Lafr. & d’Orbig.), sempre as-
sociado às formigas de correição
(“taóca”), foi considerado ser res-
trito à área ao sul do Amazonas.
A sua presença na margem norte
do baixo Amazonas ficou definiti-
vamente atestado por material
procedente de Macapá (Novaes,
1957 : 8).
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Volume 5 (Zoologia)
501
Entre as aves amazônicas real-
mente restritas ao norte da Hiléia,
figura o Maú, Perissocephalus tri-
color (Muell.), cotingídeo singular,
com estreitas ligações à avifauna
das Guianas; chega à margem es-
querda do baixo Amazonas.
Explica-se pela história da re-
gião que não deve ser super-esti-
mado o efeito separador dos rios
na Amazônia. Os precursores da
maioria das espécies atuais já de-
vem ter vivido ali num período em
que a região ainda não era, como
hoje, cortada por grandes rios. De-
vem ter habitado as matas que se
formaram no leito do grande lago
interior represado com a elevação
dos Andes e que mais tarde extra-
vasou para o lado oriental. Êste
leito de lago é o núcleo da atual
Amazônia. Calcula-se que êle co-
meçou a ser revestido por florestas,
e, em conseqüência, a ser habitado
por uma fauna silvícola, no Pleis-
toeeno, há cêrca de um milhão de
anos. Só aos poucos os rios vindos
dos antigos maciços das Guianas,
do Brasil Central e dos Andes fo-
ram alagando seus leitos até atin-
girem as dimensões atuais (Sioli,
1956). só então os rios se torna-
ram barreiras à expansão da fauna
terrestre. Anteriormente os ani-
mais ali viviam numa vasta e —
cum grano salis — ininterrupta
zona de distribuição.
O CURSO PRINCIPAL DO AMAZONAS
COMO BARREIRA À PENETRAÇÃO DE
ULTERIORES IMIGRANTES DO NORTE
E DO SUL
De fato parece ainda não ter
transposto o Amazonas um imi-
grante da América do Norte, que,
bem analisando, nada tem a ver
com a Amazônia: é o Uru-do-cam-
po, Colinus cristatus sonnini
(Temm.), fasianídeo que tem pró-
xima afinidade com o “Bobwhite”
norte-americano, Colinus virginia-
nus (L.) . Em Pôrto Santana, Ama-
pá, o vimos, em 5-X-1965, chegar
até o barranco do Canal Norte. Ao
sul do Amazonas nenhuma ave
existe que pudesse ser considerada
representante de Colinus (o que,
sob as condições reinantes, também
não seria de se esperar). Como re-
presentante ecológico do Uru-
-do-campo ao sul do Amazonas po-
der-se-ia até certo ponto designar
o tinamídeo Rhynchotus rufescens
(Temm.), a Perdiz, mas existem
na realidade diferenças essenciais.
Aproveita-se Colinus, no Amapá, do
desmatamento, invadindo as ro-
ças, sendo, portanto, beneficiado
pela destruição da paisagem natu-
ral pelo homem. A mata constitui
barreira, tão efetiva como a água,
à expansão tanto de Colinus como
de Rhynchotus. Não nos parece
impossível, porém, que Colinus pu-
desse atravessar o referido Canal
502
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Norte do Amazonas; um dia será
levado ao Sul pelo homem.
A Perdiz é imigrante vindo do
sul, sendo, como se sabe, ave ca-
racterística das regiões de campo
da Argentina e do Brasil Central.
Por conseguinte, Rhynchotus tem
tão pouco a ver com a Amazônia
como Colinus. Chega aos campos
do alto Rio Madeira, Amazonas
(Humaitá) e de Maranhão (Codó)
(Pinto, 1964 : 11). Devemos seu
descobrimento na Ilha de Marajó,
ponto mais setentrional que se co-
nhece alcançado pela espécie, a
Peixoto Velho (1923). No ano
passado (1965) tivemos a confir-
mação de que Rhynchotus ainda
hoje ocorre na parte leste do Ma-
rajó pelo homem.*
Na Ilha de Marajó vivem ain-
da outras aves de campo sulinas,
cuja presença poderia constituir
paralelo à existência de Rhyncho-
tus. Em 1965 tivemos a surprêsa
de ali encontrar o pequeno fringi-
lídeo Coryphospiza melanotis
(Temm.), espécie que até agora
para o norte não fôra assinalada
além de Goiás. A existência de tais
aves campestres na parte oriental
quarternária, não aluvial, do Ma-
* Relata Dr. João Moojen do Museu
Nacional, Rio de Janeiro, que, em 1954
no T. F. do Amapá um morador da Ilha
de Marajó salientou a facilidade de ser
introduzida a Perdiz nos campos do
Amapá “uma vez que a tinham intro-
duzido nos campos da ilha”. O fato
precisa ser confirmado.
rajó pode servir para provar que
os campos marajoaras são de for-
mação primária, não sendo conse-
qüência da ação do homem (gran-
de atividade de índios hoje extin-
tos) , como freqüentemente se
supõe.
Assim, encontram-se junto ao
Amazonas verdadeiros extremos da
fauna setentrional e meridional do
hemisfério ocidental, sempre que o
Rio Mar não o impede. Trata-se
aqui de aves que ali têm habitação
permanente. Isso deve ser salien-
tado, pois constitui contraste com
as aves de arribação norte-ameri-
canas que todos os anos atraves-
sam a região em quantidade. Na
sua maioria essas emigrantes cru-
zam o Amazonas, algumas mais ao
oeste, outras mais ao leste e con-
tinuam sua migração, alcançando
o Brasil Central, até mesmo a Ar-
gentina. No ano seguinte os dois
anos depois costumam retornar à
sua pátria, no norte, freqüente-
mente no Ártico, pois só ali se re-
produzem.
Ainda outro imigrante vindo
do Norte, um perfeito estranho na
Amazônia, conseguiu fixar-se para
sempre na zona da Hiléia: o icterí-
deo Sturnella magna patricola
Chubb., da mesma espécie que o
Eastern Meadcnvlark norte-ameri-
cano. No Brasil, durante longo
tempo, a espécie só era conhecida
de Rio Branco, tal como o Colinus.
Volume 5 (Zoologia)
503
Causou grande admiração quando
o pássaro, em 1916, foi descoberto
por Lima e Snethlage a oeste da
desembocadura do Tocantins (Ca-
metá, Campo de Pacurijó, 1 ma-
cho, asa 102, cauda 64, bico 35 mm,
Museu Nacional, Rio de Janeiro,
por tanto no sul do Amazonas. Só
mais tarde veio-se a saber que a
espécie já no século passado fôra
vista no Marajó (Brodkorb, 1937).
Em 1965 encontramos a Sturnel-
la v também no Amapá, Pôrto
Santana e Pôrto Platon — no úl-
timo lugar ao lado do Téo-teo da
savana, Burhinus bistriatus voci-
fer (L’Herm.) : mais um imigran-
te à Amazônia. Ao que parece,
Burhinus não traspassou o Rio
Mar; ocorre nas regiões áridas da
Guiana Britânica, Venezuela e Co-
lômbia até as Antilhas e México.
II. EXPULSÃO DAS AVES RI-
BEIRINHAS PELAS ENCHENTES
As enchentes e vasantes cons-
tituem a base da vida na Amazô-
nia. Nelas expressam-se as estações
do ano: verão ou estiagem (tempo
de sêca) e inverno (tempo de chu-
va). Ao passo que a temperatura
Permanece quase a mesma duran-
te o ano inteiro (excetuando-se o
curto intervalo da friagem, que
* Sturnella magna, Museu Nacional,
Rio de Janeiro, n.° 10 040, “Comissão
Rondon, Tapajós”, deverá pertencer a
uma série de exemplares da mesma es-
Pecie, coletados em 1928 no Rio Branco,
Pela dita comissão.
ocorre em certas regiões e também
a duração do dia e da noite nesta
zona equatorial quase não varia,
as precipitações e por conseguinte
o nível das águas se modificam tão
profundamente que a paisagem
muda por completo. Assim, Eucli-
des da Cunha chegou à drástica
afirmação: “Depois de uma única
enchente, se desmancham os tra-
balhos de um hidrógrafo” (ex
Cruls, 1946 : 14). Cabe aliás ob-
servar aqui que existe uma segun-
da região na América do Sul que
rivaliza com a Amazônia como gi-
gantesca zona de alagamento: o
Pantanal do Mato Grosso.
Que efeito exercem as enchen-
tes sôbre a fauna, sempre que
esta não habita a terra firme? Fa-
la-se, por exemplo, dos peixes que
se espalham pelo interminável de-
serto líquido; em parte sobem as
cabeceiras dos afluentes, para a
desova (piracema). Também que-
lônios e jacarés percorrem as re-
cém-formadas vias aquáticas, pro-
curando pantanais situados muito
terra adentro, às vêzes se afastan-
do mais de 100 km do rio principal.
O alagamento da “hinterlândia”
dos rios freqüentemente é facilita-
do por serem tais regiões situadas
em terreno mais baixo do que o
rio principal. As mesmas vias aquá-
ticas são utilizadas pelo homem.
Por vêzes menciona-se também a
fuga de insetos (de formigas e
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Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
cupins, por exemplo, que cons-
tróem seus ninhos mais ao alto),
fala-se de cobras que sobem as ár-
vores, e trata-se da invasão dos te-
sos por animais terrestres de tôda
a espécie. Confrontamo-nos aqui
com um dos acontecimentos mais
dramáticos que ali se desenrolam,
uma catástrofe elementar — que
se repete pelo menos uma vez por
ano! A época da cheia dá em geral
origem à falta de alimento, tanto
entre os homens como entre os
animais.
CONSTITUIÇÃO ECOLÓGICA DA AVIFAU-
NA RIBEIRA DA AMAZÔNIA
Que sucede às aves que, quan-
do a água está em seu nível baixo,
vivem nas praias e nos barrancos
secos dos rios e lagos? Passam ali,
no verão, o período mais importan-
te de sua vida: a época da repro-
dução. Para aves, como as gaivotas
e maçaricos, a inundação de seu
habitat não é tão fácil de sobrevi-
ver, como o é por exemplo para
capivaras, jacarés e tartarugas,
animais que sempre passam gran-
de parte de sua existência mergu-
lhados na água. As citadas aves
não podem simplesmente recuar
para a mata adjacente, alagada,
quando as águas turvas da en-
chente vão aos poucos tragando
também os derradeiros trechos de
margens sêcas. Distinguimos entre
as aves ribeirinhas da Amazô-
nia trés grupos, de acordo com
suas características exigências bio-
tópicas :
1. Espécies que necessitam de
uma margem sêca de rio ou lago,
com água rasa adjacente. São so-
bretudo Gaivotas ( Phaethusa sim~
plex (Gmel.)), Trinta-réis ( Sterna
superciliaris Vieill.) , Corta-água
( Rhynchops nigra L.), os maçari-
cos Hoploxypterus cayanus (Lath.)
e Charadrius collaris Vieill. e o Ba-
curau-da-praia, Chordeiles rupes-
tris (Spix). Vivem diretamente nas
praias ou em suas imediações. Con-
siste sua alimentação de pequenos
animais que apanham na água
clara e rasa que ladeia as praias.
Quanto mais a água baixa, tanto
mais se concentra sua alimenta-
ção. Os maçaricos caçam na pró-
pria areia. Os Bacuraus-da-praia
apanham insetos no ar, como ou-
tros bacuraus; sua semelhança
com os Laro-Limicolae levou ob-
servadores menos experimentados
a afirmar que naquelas regiões
existem gaivotas que apanham in-
setos. * A estas aves a praia serve
* Realmente acontece as gaivotas
aproveitarem a oportunidade quando
as formigas enxameiam. Brown &
Lidstone (1878: 209) falam em gaivotas
que apanhavam tanajuras; isso foi nas
margens do Rio Trombetas, Pará. As
“common grey river gulls” (supomos
que se tratava de Phaethusa ) de bico
grande são nitidamente distinguidos
de “a large kind of grey and white
goatsucker” (supomos que seja Poda-
ger) . Sôbre Larideos que apanham
cupins e formigas em revoada constam
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Volume 5 (Zoologia)
505
como local de repouso e para pôr
seus ovos. A natureza ampla, cla-
ra e aberta do local constitui uma
das condições de vida fundamen-
tais nas praias. São apenas poucas
as espécies que têm tais exigên-
cias.
As margens de barro, sêcas,
são habitadas por outro bacurau:
Hydropsalis climacocerca Tschudi.
Os bacuraus Chordeiles acutipen-
nis (Bodd.) e Podager nacunda
(Vieill.), com freqüência encontra-
dos nos bancos de areia e nas ilhas
de areia com vegetação rala, no
tempo sêco, também ocorrem lon-
ge dos rios e lagos.
A êles juntam-se algumas an-
dorinhas ( Atticora e Iridoprocnc)
que nidificam em tocas por elas
mesmas cavadas nos barrancos dos
rios; descansam de preferência
pousadas em rochedos nas corre-
deiras.
Aqui nos interessam menos
outras aves encontradas nas co-
roas de areia, como Baguari ( Ar -
dea cocoi L.), Jabiru ( Jabiru myc-
teria (Licht.)), Marrecão ( Neo -
chen jubata (Spix)), Pato-do-ma-
to ( Cairina moschata (L.) e mui-
tas espécies de maçaricos exóticos
que passam ali, em suas migra-
ções, pois tôdas elas só visitam as
praias de relance, por conseguintc-
não as habitam no verdadeiro sen-
tido da palavra, nem nelas nidi-
ficam.
Alguns Ardeiformes que vivem
em charcos ao longo dos rios e
mais terra adentro revelam certa
vinculação a margens não ex-
cessivamente alagadas: Garça-da-
Guiana ( Agamia agami (Gmel.) ) ,
Socó-boi ( Tigrisoma lin e atum
(Bodd.)), Arapapá (Cochlearius
cochlearia (L.)) e Curicaca (Me-
sembrinibis cayennensis (Gmel.)),
além disso marrecas, Anhuma e
saracuras.
2. Espécies que vivem nos ra-
mos das árvores na beira d’água e
acima dela e para as quais mar-
gens sêcas não constituem neces-
sidade vital. Entre estas devem ser
mencionadas em primeiro lugar as
5 espécies de pescadores ou ari-
rambas, do gênero Chloroceryle.
Estas lançam-se à água para pes-
car, e fazem seus ninhos no bar-
ranco.
Sobremaneira típica para as
margens de rios da Hiléia, prin-
cipalmente para os anhingais e
turiazais, é a Cigana, Opisthoco-
mus hoazin (Muell.), que é, com
muito acêrto, designada como a
ave mais característica para a
Amazônia. É vegetariana, nidifica
nos ramos acima d’água, seus fi-
lhotes sabem nadar e mergulhar.
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Dispensa completamente margens
sêcas.
Espécies de aves em grande
número vivem na ramagem das
matas ribeirinhas, no igapó e na
mata da várzea. Pouco as importa
que o chão esteja ou não alagado.
Basta lembrarmos os numerosos
pica-paus (Picidae), joão-bobos
(Bucconidae), arirambas-da-mata
-virgem (Galbulidae) e psittací-
deos — para nem falarmos na le-
gião dos Passeriformes. Não de-
vem ser esquecidos também o Pa-
vãozinho-do-Pará, Eurypyga helias
(Pall.) tão característico para a
Hiléia (é a ave que se vê na vi-
nheta que ilustra o papel de nosso
Simpósio) , só encontrado nas mar-
gens dos grandes rios durante o
tempo da sêca, e finalmente, os
muitos gaviões (Falconiformes) ,
que acompanham as outras aves.
Conforme já foi indicado, em par-
te não se trata de espécies limita-
das às margens de rios e lagoas,
mas que se acham amplamente
distribuídas por tôda a várzea.
3. Aves aquáticas propriamen-
te ditas: Biguá ( Phalacrocorax
brasilianus (Gmel.)) e Biguatinga
(Anhinga anhinga L.). Estas na
maioria dos casos pescam em bai-
xo d’água; constróem seus ninhos
em árvores acima d’água. Dispen-
sam as margens sêcas. Aqui deve
ser mencionado também o Pati-
nho-do-igapó ( Heliomis f u li c a
(Bodd.)), que gosta de pousar nos
ramos acima d’água, onde tam-
bém nidifica. O Patinho-do-igapó
é muito menos ave aquática do
que os mergulhões ( Podiceps , Po-
dilymbus) , que costumam faltar
nas margens dos rios na Amazô-
nia.
As cheias só exercem sua in-
fluência de forma drástica sôbre
relativamente poucas espécies :
aquelas citadas sob 1), isto é, sô-
bre tôdas as que vivem nas praias
mesmas e nos barrancos secos, em
parte também sôbre as aves palus-
tres. Na sua maioria são quase
completamente afugentadas. Mas
também para os pescadores (Chlo-
roceryle), para o Biguá e o Biguá-
-tinga as condições durante o tem-
po das enchentes tornam-se des-
favoráveis, em conseqüência da
falta de peixe.
PERIODICIDADE DAS ENCHENTES
NA AMAZÔNIA
As aves afugentadas pelas inun-
dações fogem para jusante ou
para montante dos rios. Benefi-
ciam-se do fato de não abrange-
rem as enchentes tôda a região
amazônica ao mesmo tempo, pois
ocorrem sucessivamente; a esta-
ção chuvosa e a conseqüente cheia
dos rios começam no sul e no oeste
e avançam gradativamente para o
norte e para o centro da Ama-
zônia.
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Ao sul do Amazonas, no alto
Tapajós (Rio Cururu) a estação
chuvosa já começa mais ou menos
em setembro/outubro e termina
em abril/maio. O nível mais baixo
da água, isto é, a extensão máxi-
ma das faixas marginais sêcas,
principalmente das praias, nas
quais vivem as gaivotas etc., ocor-
re no Cururu em julho/agôsto. Na
região de Santarém (Taperinha),
porém, as chuvas só começam por
volta da passagem do ano, atin-
gindo seu ponto culminante em
março. Por conseguinte, na desem-
bocadura do Tapajós a água atin-
ge seu nível mais baixo em setem-
bro. As gaivotas podem pois deslo-
car-se do curso superior do Tapajós
para o inferior, para não ficarem
sem as praias a que estão habitua-
das. Em Belém a periodicidade das
precipitações e, correspondente-
mente a das condições das praias,
são semelhantes às de Santarém.
Pouco diferem as condições
reinantes no alto Amazonas. Quan-
do, no comêço de agosto, em Ben-
jamin Constant (alto Solimões)
já foi atingido o nível mínimo da
água, ainda prevalece em Manaus
o nível máximo. Em Manaus o ní-
vel mais baixo da água ocorre só
em fins de outubro a comêço de
novembro, o tempo das chuvas
principia em novembro/dezembro.
No médio Solimões pode-se dizer
que existem quatro estações do
ano, dois períodos de sêca e dois
de chuva (uma estação chuvosa
curta e outra longa).
Na zona limítrofe entre Brasil
e Guianas e no território Rorai-
ma (Rio Branco) as chuvas come-
çam em março do mesmo só em
abril. Constituem exceção o médio
e o alto Rio Negro, onde no decor-
rer do ano a água baixa e sobe
duas vêzes, correspondendo às for-
tes precipitações distribuídas mais
ou menos pelo ano inteiro.
As águas represadas pelas en-
chentes do Amazonas em conse-
qüência das precipitações dimi-
nuem de modo contínuo de oeste
para leste, por conseguinte em sen-
tido de jusante. Nesta conformi-
dade as proporções em que as
praias ao longo das margens são
alagadas e novamente deixadas li-
vres pelo escoamento das águas
são muito maiores no curso supe-
rior dos rios. Na confluência do
Juruá com o Solimões a diferença
do nível da água entre o tempo
das chuvas e o tempo sêco perfaz
20 metros, nos arredores de Ma-
naus em média de 10 a 12 metros
e em Santarém é ainda de 6 a 7
metros.
Além dos represamentos da
água das enchentes causadas pelas
chuvas há ainda no Amazonas o
movimento da preamar e baixa-
mar vindo do Atlântico, como em
todos os rios em comunicacão di-
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reta com o Atlântico. No Amazo-
nas, junto à foz, a influência das
marés é relativamente grande e
produz um represamento do baixo
Amazonas. Êste represamento cau-
sado pela maré atua pois de en-
contro à ação represadora das chu-
vas, vinda de rio acima. Nos rios
menores nas imediações do estuá-
rio do Amazonas a maré enchente
ainda é intensificada duas vêzes
por mês (com lua cheia e com lua
nova) pela pororoca. Nos arredo-
res de Belém a elevação da água
em conseqüência da preamar atin-
ge 2 a 2 y2 metros e substitui até
certo ponto o represamento causa-
do pelas chuvas, que ali é míni-
mo. Em Santarém o represamento
causado pela maré ainda atinge
40 cm no tempo sêco e apenas
20 cm na estação chuvosa. Por
conseguinte, tais oscilações quase
só têm ainda interêsse teórico.
COMO AS AVES DA AMAZÔNIA FOGEM
DAS ENCHENTES
Chegamos agora a uma idéia
mais concreta de como as aves
amazônicas que habitam as praias,
conseguem durante o ano inteiro
encontrar o único ambiente que
lhes convém e agrada. Vimos o que
é que prende as aves à praia, sen-
do que destacamos principalmen-
te três pontos: 1) a alimentação,
que encontram com facilidade na
água rasa; 2) o terreno sêco que
lhes é necessário para o desenvolvi-
mento geral de sua vida; e 3) a
grande claridade do seu biótopo.
A propósito há ainda a dizer o se-
guinte:
1 . A facilidade de procurar
alimentação quando o nível da
água está baixo é, sem dúvida, o
principal fator. Isso também se re-
fere a aves, que só procuram as
praias em visitas passageiras, co-
mo as garças e — mutatis mutan-
dis — para as espécies que vivem
nos pântanos, como as marrecas.
Socó, Arapapá, Curicaca, Sara-
curas e outras recuam para bre-
jais situados mais terra adentro,
nos quais a água das inundações
sobe menos. O mesmo pode-se di-
zer com relação aos pescadores
(Chloroceryle) , Biguá ( Phalacro -
corax) e Biguá-tinga (Anhinga),
que com a enchente têm mais di-
ficuldade de apanhar peixe.
Naturalmente constitui exce-
ção o Bacurau-da-praiaj como ca-
çador de insetos voadores; com
certeza, porém, também para êle
as condições de alimentação se mo-
dificam com a mudança das con-
dições atmosféricas alteradas e a
respectiva influência aos insetos
durante a estação chuvosa.
2. O desaparecimento do ter-
reno sêco faz surgir outros proble-
mas. Tôdas as autênticas aves
praianas nidificam no chão. Além
disso, conforme já foi indicado,
muitas das aves praianas, como
Volume 5 (Zoologia)
509
por exemplo, gaivotas e maçaricos,
pouco pousam em galhos de árvo-
res. Se faltar areia preferem em-
poleirar-se em grandes pedaços de
madeira, em paus grossos que ja-
zem no chão ou dentro d’água ou
mesmo que flutuam na água. Jun-
to à foz do Amazonas são vistos,
ao tempo da maré alta, pousados
em estacas dentro d’água ou nos
molhes. Para muito tempo, porém,
tais pontos de refúgio não consti-
tuem para essas aves uma substi-
tuição satisfatória da praia sêca.
Quando se trata só de descansar,
as gaivotas também poderiam flu-
tuar na superfície d’água. No en-
tanto, tal não seria recomendável
no ambiente fluvial de que aqui
se trata, por causa da correnteza.
De nôvo é o Bacurau-da-praia que
leva vantagem. Quando os rios en-
chem, êle sem mais nem menos
pousa nos galhos das árvores tom-
badas no rio (Aguirre, 1954,
comm. verb.; Novaes, 1958), coisa
que só excepcionalmente se obser-
va quando as praias estão em sêco,
não alagadas. Spix (1825 : 2) ob-
servou o dito bacurau em ilhas de
rochas no Rio Negro, o que o levou
a dar-lhe o nome “rupestris”.
Está ainda por ser verificada
a exatidão da afirmação de que as
marrecas do gênero Dendrocygna
podem ser levadas pela enchente
a pousar em árvores mais do que
em geral costumam fazer, também
dormindo nas árvores (Barros Jr.
83, 199). A espécie que pousa em
árvores podia ser talvez Dendro-
cygna autumnalis discolor Sclat.
& Salv., a que não tem êste hábito
Dendrocygna viduata (L.). Absolu-
tamente não consideramos impos-
sível que venham a ocorrer inte-
ressantes modificações, não apenas
de caráter ecológico, como migra-
ções e aceitação passageiras de ou-
tros biótopos, mas também nos
hábitos. Por exemplo, marrecas às
quais falta a capacidade de mer-
gulhar a grande profundidade, ad-
quirem hábitos parasitários quan-
do a água, aumentando de nível
nas inundações, lhes torna inaces-
síveis as fontes de alimento. Uma
espécie do hemisfério setentrional,
Anas strepera L. costuma, duran-
te as cheias, tirar das carquejas,
Fulica atra L., as plantas que es-
tas vão buscar no fundo do lago,
a maior profundidade (Berthold,
1961). Certamente valeria a pena
observar que adaptações ocorrem
na avifauna da Amazônia para
enfrentar com bom êxito as en-
chentes.
3. A natureza aberta e clara
de seu ambiente costumeiro, forte-
mente insulado, impede as aves
praianas fotófilas de recuarem,
quando suas coroas de arreia e
margens de escassa vegetação de-
saparecem tragadas pelas enchen-
tes, para as matas contíguas, den-
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sas e escuras, que estão ocupadas
por outra fauna, umbrófila, esta
por sua vez nunca saindo da som-
bra da mata.
Deve ser mencionado aqui que
as enchentes periódicas na Ama-
zônia também tem forte influên-
cia sôbre a avifauna das matas
das várzeas, sendo no caso um
efeito permanente : nestas matas
quase não existem espécies que vi-
vem no chão. Ali a água eliminou
um ramo da avifauna que no Bra-
sil, inclusive na Amazônia, é mui-
to desenvolvido nas matas onde o
chão é sêco. Naturalmente não
falta nas matas da várzea, duran-
te o tempo sêco, uma imigração
passageira de aves terrícolas, vin-
das de regiões vizinhas.
Até agora pouca atenção se
tem dado à fuga às inundações
das aves na Amazônia. Em todo
caso já Martius (em Spix & Mar-
tius, 1966, III : 1218) cita alguma
coisa a êsse respeito. Do Japurá
escreve êle que os índios explica-
ram aos viajantes que as aves
aquáticas, por causa das enchen-
tes, tinham recuado rio acima, pa-
ra além das corredeiras. Coisa
muito semelhante nos relata Ba-
tes (1864) de Teffé (Solimões) :
Por causa do alagamento das co-
roas de areia as aves, a partir de
fins de fevereiro, se deslocavam
para o norte, para o curso superior
dos rios “ ou para o Orinoco” (on-
de naquele tempo reinava a esta-
ção sêca). Esta observação é com-
pletada da melhor maneira pela
informação dada por Alexander
v. Humboldt, que no Orinoco as
aves aquáticas durante as primei-
ras enchentes partiam para o sul.
Outro dado a respeito de tais
migrações de aves entre o Amazo-
nas e o Orinoco devemos ao botâ-
nico Spruce (1908). Viu o mesmo
bandos de Cabeça-sêca, Mycteria
americana L. se deslocarem entre
os dois sistemas fluviais, indo e
voltando de um para outro, de ma-
neira tal que as aves sempre ti-
nham à sua disposição faixas mar-
ginais com água rasa. Por vêzes os
ciconídeos eram acompanhados
por marrecas, tendo sido afirmado
que ocasionalmente também havia
aves aquáticas menores nos bandos
migratórios.
Focalizando a pororoca na cos-
ta do Amapá, fenômeno que
tanta curiosidade desperta em tô-
da gente, relata Lopes de Sousa
(1955:95): “Quando ela (a po-
roroca) se aproxima há qualquer
cousa no ar que a anuncia. Pri-
meiro vêm os pássaros de todo o
gênero, dentre os quais se desta-
cam as marrecas. Vêm bandos, uns
após outros, assustados.”
Sem dúvida certas migrações
de marrecas que ocorrem no nor-
deste do Brasil devem estar tam-
bém relacionadas com inundações
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na região amazônica. Assim,
Snethlage (1928 : 543, 672) depa-
rou no Piauí e no Ceará, em feve-
reiro, com enormes bandos de
Dendrocygna ( viduata e autum-
nalis), em parte sôbre morros. Em
fevereiro e março viu essas mar-
recas voarem para ilhas fronteiras
à costa setentrional do Maranhão
“para ali passarem o tempo das
chuvas”. Relata-nos José Cândido
de M. Carvalho que encontrou
grandes bandos de Dendrocygna
viduata em janeiro de 1961 perto
de Sousa, na Paraíba.
Interessantes são as compara-
ções com os grandes rios da África,
Congo e Nilo. A êsse respeito en-
contramos alguns dados em Cha-
pin (1932). Ali, especialmente no
Congo, as condições parecem ser
semelhantes às do Amazonas. Na
estação chuvosa desaparecem tô-
õas as margens e as aves aquáti-
cas que ali têm seu habitat são
obrigadas a emigrar. A poucas cen-
tenas de milhas de distância elas
encontram lugares com água em
nível baixo. Notável é uma obser-
vação sôbre migrações de Pseudo-
chelidon eurystomina Hartl., uma
andorinha (Chapin, 1954). Quan-
do o nível da água é baixo (de de-
zembro a abril) a ave permanece
nas margens do Congo e do Uban-
&i, onde nidifica em barrancos. Por
ocasião das enchentes ela desapa-
rece, não se sabendo até bem re-
centemente para onde ia. Final-
mente a andorinha foi encontrada
durante a época de sua ausência
nas margens do Congo (maio a
outubro) na costa do Gabon, a 900
quilômetros de distância, onde
passava o “inverno” (Dorst,
1962 : 162).
Na sua maioria êstes dados
sôbre a fuga às enchentes se ba-
seiam mais em conclusões lógicas
do que em efetivas observações.
Quase sempre os viajantes apenas
verificavam que durante o tempo
sêco as aves aí estavam (na melhor
das hipóteses que chegavam quan-
do esta começava) ou que davam
por sua falta no tempo da chuva.
Mais raras são as observações
feitas durante a estação chuvosa.
Faltam controles individuais que
só seriam praticáveis por meio
de anelamento. Só assim seria
possível verificar se um certo cor-
ta-água, por exemplo, que saiu do
ôvo no curso superior do Xingu se
limita a emigrar pelo Xingu abai-
xo, quanto tempo se demora nesta
viagem e se volta mais tarde ao
Alto Xingu.
A VIDA NAS PRAIAS
Vimos pois que as aves da
praia acompanham a água em seu
recuo — quer seja rio acima, quer
rio abaixo. Para o observador que
se mantém em um lugar só, sua
chegada tem o efeito de algo que
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
vem de muito longe. De repente
elas aí estão, logo depois do pri-
meiro aparecimento das praias
que vão emergindo à medida que
a água se vai retirando. Elas en-
chem o espaço com sua estridente
gritaria, que persiste, quase sem
pausa, dia e noite. À noite os gri-
tos que se ouvem costumam provir
do Corta-água, Rhynchops. Ao
clarão brilhante do sol, que já en-
tão não é toldado por nenhuma
nuvem, há um remoinhar de asas
brancas sôbre as praias. Lembra
uma nuvem de folhas de papel ati-
radas de um avião. Quando nos
aproximamos de uma dessas
praias, já de longe os Corta-água
vêm ao nosso encontro, em linha
reta, em vôo baixo, sôbre a água,
ao passo que as Gaivotas erguem
o vôo de sua praia, bem alto, com
ruidosa gritaria, para, em ousados
vôos de mergulho, atirar-se sôbre
qualquer um que se atreva a che-
gar perto demais de seu recanto
mais íntimo, onde nidificam no
banco de areia.*
Muitas das aves praianas já
chegam nas pátrias terras ribeiri-
nhas prontas para nidificar. Logo
* Diz Wallace (1895: 94) que as
gaivotas (gulls) e os trinta-réis (terns)
são as aves mais características do Rio
Amazonas, pois são vistas com fre-
qüência e se fazem notar com tanta
insistência por meio de sua gritaria.
Na tradução portuguêsa da obra (Bra-
siliana, Série 2, vol. 156: 164) empre-
ga-se errôneamente andorinha em vez
de trinta-réis.
após seu aparecimento começam a
pôr seus ovos. Eloqüente relato
desta ocorrência nos deu Preston
(1962), que no Solimões encalhou
na areia com um barco a motor,
em frente a uma ilha com muitas
Gaivotas e Corta-águas. As -aves
não só punham ovos na ilha que,
segundo atestavam os pescadores,
acabava de se formar, mas tam-
bém se apoderaram de uma tolda
de lona distendida sôbre o barco;
no terceiro dia após o naufrágio,
três Phaetusa e um Rhynchops ali
botaram cada uma um ôvo !
De fato é conveniente que as
aves se apressem. O período sêco
pode ser às vêzes interrompido por
uma súbita elevação da água, um
“repiquete”, conseqüente de chu-
vas à montante do rio. Tais en-
chentes destróem os ovos das aves
habitantes das praias bem como os
dos quelônios; na maioria das vê-
zes deve tratar-se de segunda pos-
tura.
Não são tôdas as espécies de
aves praianas que começam a ni-
dificar ao mesmo tempo, fato que
também é mostrado por Preston.
Controlou êle os ovos ajuntados
num só dia no mencionado banco
de areia: Phaetusa 60, Rhynchops
apenas 8, com um número quase
igual de aves adultas, cêrca de 100
pares de cada espécie. Resta saber
se talvez os Rhynchops não chega-
ram mais tarde à região do que os
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513
Phaetusa, não tendo vindo logo ao
primeiro aparecimento da praia
submersa.
Merece peculiar interêsse o Ba-
curau-da-praia que por assim di-
zer imita os Trinta-réis; já dedi-
camos antes dois trabalhos à sua
biologia (Sick, 1950, 1950 a). Chor-
deiles rupestris é a mais notável
criação produzida pela Amazônia
em matéria de aves praianas.
Deve ser mencionado aqui que
absolutamente não são tôdas as
praias que são ocupadas por aves.
Muitas permanecem abandonadas.
Não são sempre claros os motivos
do fenômeno. Nos rios de água ne-
gra da região do terciário ocorre
freqüentemente grave falta de ali-
mento, também quando a água
está em nível baixo. São os “rios
famintos” na linguagem popular.
Em conseqüência da falta de plan-
tas aquáticas e algas faltam tam-
bém os invertebrados e moluscos e
Por conseguinte também os peixes
não são numerosos. Até mosquitos
só existem poucos !
É presumível que, em princí-
pio, os mesmos indivíduos de aves
praianas voltem todos os anos à
mesma zona para nidificar, ao lu-
gar onde elas mesmas nasceram,
ou pelo menos aos seus arredores
imediatos, já que a formação de
Praias muda constantemente. As
aves devem orientar-se do mesmo
modo que as populações humanas
ribeirinhas, que costumam contar
as curvas para indicar ou encon-
trar um determinado ponto na
beira do rio. As aves alcançam
“sua” curva com o auxílio de sua
memória cinestética .
Na estação chuvosa, quando
suas praias passam meses inteiros
submersas, as aves que se retira-
ram, encontram em distantes
praias sêcas, outras da mesma es-
pécie que ali moram e nidificam.
Sobrevem assim sobreposição tem-
porária das populações (=popu-
adventícias devem então encon-
trar-se num período de inatividade
sexual, tanto os adultos como os
indivíduos jovens que se encon-
tram em sua primeira viagem.
A favor de uma sobreposição tem-
porária das populações (= popu-
lações fixas, que nidificam num
certo local e populações em migra-
ções que por ali passam) fala uma
observação como a seguinte: en-
contramos, por exemplo, em 22 de
agosto de 1949, numa praia nc Alto
Xingu (acima das corredeiras de
Morená) , além dos Rhynchops, que
se mantinham aos pares, também
um bando de 14 exemplares que
formavam entre si uma unidade,
evidentemente emigrantes que ali
estavam de passagem, havendo
entre êles um exemplar jovem,
de costas amarronzadas. Todos
êstes fenômenos só podem ser real-
33 — 37 145
514
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
mente esclarecidos de modo defini-
tivo por meio de sinais individuais,
isto é, marcando-se as aves com
anéis numerados.
Com estsa breves alusões va-
mos terminar. Observações atentas
mais sistemáticas ainda trarão à
luz do dia muitos fatos interessan-
tes que ocorrem na Amazônia em
conseqüência da água como obs-
táculo à expansão das aves, quer
sejam os enormes rios que se tor-
naram barreiras perenes, estacio-
nárias, à distribuição da fauna,
quer as enchentes anuais que têm
como conseqüência o afugenta-
mento periódico das aves que têm
seu habitat nas margens dos rios.
Agradecimentos — Queremos ex-
pressar nossos melhores agradeci-
mentos aos colegas Prof. Dr. Haraid
Sioli e Dr. E. J. Fittkau, do Instituto
de Hidrobiologia de Plõn, Alemanha,
que de boa vontade nos deram
informações sôbre diversos detalhes
das oscilações da água na região
amazônica, pondo à nosso disposição o
correspondente material estatístico.
SUMÁRIO
I. Os rios como barreiras à dis-
tribuição das aves — Nas margens
opostas de certos rios (por exem-
plo do Tapajós) encontram-se hoje
com freqüência formas vicariantes
(raças geográficas) de uma só es-
pécie de ave, fato aliás conhecido
há longo tempo. O que evidente-
mente não foi observado até ago-
ra é que os precursores dessas aves
já devem ter vivido numa época
em que a região ainda não era cor-
tada, como hoje, por grandes rios.
Devem ter habitado as matas que
se formaram no leito do grande
lago interior, cujo espaço se tor-
nou o núcleo inicial da Amazônia
atual. No caso das formas vica-
riantes da Amazônia trata-se qua-
se sempre de espécies das matas da
terra firme, isto é, das áreas não
sujeitas às inundações periódicas.
Em certos casos, em conse-
qüência de recente travessia dos
rios, ocorre contato secundário en-
tre formas vicariantes habitantes
de margens opostas. Tais condi-
ções, como fase da evolução, des-
pertam peculiar interêsse e reve-
lam algo da dinâmica inerente a
fenômenos como êste, que sem dú-
vida ainda hoje se processam.
Na margem norte do Amazo-
nas, no Amapá, além de uma for-
ma pequena do Bicudo, Oryzóbo-
rus c. crassirostris, vive ainda uma
forma grande. Presume-se que
esta última imigrou da margem
sul do Amazonas, se cruzou com
a forma pequena, dando origem a
uma população mestiça.
As duas espécies de Uirapuru,
Pipra aureola e Pipra fasciicauda
encontram-se hoje em muitos pon-
tos da margem meridional do
Amazonas. Não só as característi-
cas da plumagem (conforme o ve-
em 1
SciELO
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Volume 5 (Zoologia)
515
rificaram já autores anteriores)
mas também a grande semelhan-
ça entre a voz de uma e de outra,
indicam que seria mais acertado
considerá-las formas vicariantes de
uma só espécie. Diversas espécies
de Pipra costumam ter voz intei-
ramente diferente.
Algumas aves que só mais re-
centemente penetraram na região
amazônica, esbarraram no curso
principal do Rio Amazonas, ven-
do-se assim em face de um imenso
obstáculo, já ali existente. De duas
espécies vindas da América do
Norte, uma conseguiu cruzar o
Amazonas: o Guiana Meadowlark,
Sturnella magna. A outra espécie
até agora não conseguiu levar a
cabo a travessia: trata-se do Uru-
-do-campo, Colinus cristatus. Uma
espécie imigrada ao Sul, o Perdiz,
Rhynchotus rufescens, avançou
até o Marajó. Encontraram-se dês-
se modo no Amazonas extremos da
avifauna setentrional e meridional
do hemisfério ocidental. A presen-
ça de Rhynchotus e de outras aves
características do campo (também
° fringilídeo Coryphaspiza melano-
tis \) em Marajó indica que os
campos ali são primários, não cria-
dos artificialmente pelo homem.
Para aves de arribação norte-ame-
ricanas, qúe percorrem a região
em grande número, o Amazonas
ha maioria dos casos não represen-
ta obstáculo.
II. Expulsão das aves ribeiri-
nhas pelas enchentes periódicas —
As enchentes, que no Amazonas se
sucedem com regularidade, assina-
lando as estações do ano, modifi-
cam por completo o aspecto da
paisagem. Temos aí uma das ocor-
rências mais dramáticas neste
continente, uma catástrofe ele-
mentar que todos os anos se re-
pete pelo menos uma vez. No curso
superior do Amazonas as águas
freqüentemente sobem mais de 10
metros, podendo mesmo elevar-se
a 20 metros acima do normal, e
isso em zonas completamente pla-
nas. As inundações têm por con-
seguinte grande influência sôbre a
fauna, principalmente sôbre a fau-
na ribeirinha. As aves que habi-
tam as margens dos rios na Ama-
zônia dividem-se em três grupos:
1. Espécies que necessitam de uma
margem de rio sêca, por exemplo
gaivotas; 2. Espécies que vivem nos
ramos das árvores junto à água e
em cima d’água, por exemplo pes-
cadores; 3. Aves aquáticas propria-
mente ditas, por exemplo Biguá.
O grupo 1 compreende em pri-
meiro lugar as aves praianas, que
são pouco numerosas. Elas são ra-
dicalmente expulsas pelas enchen-
tes. Os fatores principais são a
falta de alimento, o desapareci-
mento de todo e qualquer chão sê-
co (só restam os galhos das árvo-
res) e a impossibilidade de achar
cm l
SciELO
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516
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
nas matas adjacentes condições
que substituam o terreno aberto e
a claridade do biótopo da praia.
Também algumas aves que têm o
hábito de procurar alimento nas
águas rasas, como as garças, são
escorraçadas em grande escala
pelo volume crescente das águas.
A respeito de mudanças de na-
tureza ecológica ou nos hábitos
das mencionadas aves pràticamen-
te nada se sabe. De um modo geral
as aves fogem à modificação radi-
cal de seu biótopo abandonando a
região.
As aves periodicamente toca-
das de seu habitat pelas inunda-
ções beneficiam-se do fato de não
ocorrerem estas por tôda a parte
ao mesmo tempo. As enchentes
avançam do sul e do oeste em di-
reção à região central da Amazô-
nia. Assim, as aves encontram a
água em nível baixo nos cursos in-
feriores dos rios, quando no curso
superior há enchente e vice-versa.
Ocorrem também migrações de
um sistema fluvial para outro: do
Amazonas para o Orinoco. Uma
conseqüência permanente das en-
chentes periódicas na Amazônia é
que a mata da várzea, em contras-
te com outras matas do Brasil, in-
clusive da própria Amazônia, é
muito pobre de aves terrícolas.
A mudança entre a nidifica-
ção nas praias sêcas ou permanên-
cia em faixas de águas rasas dos
rios, por um lado, e as migrações
durante as enchentes por outro
lado, representa uma modalidade
peculiar de periodicidade adapta-
da às estações do ano, típica para
a avifauna da região amazônica.
Junto ao Rio Congo, em situação
equatorial semelhante, devem rei-
nar condições parecidas. Êste des-
locamento da região onde se
criam, não nos parece ser apenas
uma dispersão das aves durante o
período da inatividade sexual. De-
vemos antes ver nisto uma cate-
goria das migrações regulares in-
ter-tropicais.
É de se supor que os mesmos
indivíduos de aves praianas vol-
tem todos os anos à mesma zona,
para nidificar: ao lugar onde êles
mesmos saíram do ôvo. As praias
livres são além disso procuradas
por indivíduos que foram enxota-
dos de sua praia natal pela en-
chente. Ocorre assim um tempo-
rário acúmulo de populações, mas,
ao que parece, não sobrevém cru-
zamento entre elas, sendo evitada
uma super-população das praias
temporàriamente livres. A espécie
mais notável entre as aves praia-
nas é o Bacurau-da-praia, Chor-
deiles rupestris, criação nova da
região amazônica; tem êle surpre-
endente semelhança (côr e ativi-
dades diurnas) com os trinta-réis
que vivem ao seu lado.
Volume 5 (Zoologia)
517
SUMMARY
RIVERS AND PERIODICAL WATER RISE
IN THE AMAZON AS AN OBSTACLE FOR
BIRDS
I. The Rivers as Barriers to
Distribution. As has long been
known, vicarious forms (geo-
graphic races) of the same species
of bird are at the present time
often found on the opposite
banks of certain rivers (i.e. the
Tapajós). However, it has not
generally been recognized that
the ancestors of these birds
must have lived at a time when
the area was not yet divided by
large rivers as it is today. The an-
cestral population must have lived
in the forests which developed in
the bed of the huge inland lake
which became the heart of the
present Amazon basin. The vicari-
ous forms of Amazonian birds are
largely species of the “terra fir-
me” forests, which are not period-
ically flooded.
In certain cases recent river
Crossing has resulted in secondary
contact between the vicarious
forms of opposite banks. Such sit-
uations have special evolutionary
interest and give us some idea of
the peculiar dynamics of these
processes, which are doubtless
still in progress.
On the northern bank of the
Amazon in Amapá, one finds not
only the expected small form of
the Large-billed Seed-Finch, Ory-
zoborus crassirostris crassirostris,
but also a large one. Presumably
the latter has immigrated from
the Southern bank of the Amazon
and forms, with the smaller form,
an intergrading population on the
northern bank.
The two manakins, Pipra au-
reola and Pipra fasciicauáa, are
now found together in many places
on the Southern bank of the
Amazon. That they might better
be considered as vicarious forms
of the same species is indicated
not only by color patterns (as has
already been noted by other au-
thors) but also by the great sim-
ilarity of their voices. Different
species of Pipra generally have
quite different voices.
Some of the birds which have
entered the Amazon region only
recently have found the Amazon
already existing as a major bar-
rier. Of two species which have
invaded from North America, only
one, the Eastem Meadowlark,
Sturnella magna, has suceeded in
Crossing the river. The other, the
Crested Bobwhite, Colinus crista-
tus, reaches its Southern limit on
the northern bank of the Amazon.
A Southern immigrant, the Red-
winged Tinamou, Rhynchotus ru-
fescens, reaches Marajó. Thus
outliers of both northern and
518
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Southern bird faunas of the west-
ern hemisphere find their limits
along the Amazon. The presence
of Rhynchotus and other “campo”
birds (such as the Black-masked
Finch, Coryphaspiza melanotis) on
Marajó indicates that the grass-
lands [campos] there are natural
and have not been produced by
man. The Amazon is generally
not an obstacle for North Amer-
ican migratory birds, which enter
the area in large numbers.
II. The Expulsion of River-
bank Birds by Periodicál Water
Rise — The floods which occur reg-
ularly in Amazônia are the major
seasonal feature and lead to a
complete change in the landscape.
We thus have an event of eatas-
trophic proportions, which is re-
peated at least once every year.
On the upper Amazon the water
rise often reaches more than ten
meters (even as much as 20 me-
ters), and this in regions that are
quite levei. Obviously, such floods
must have a great effect on the
fauna, and especially on the river-
bank fauna. The riverbank birds
of the Amazon region may be div-
ided into three groups: 1. Species
that require a dry riverbank, i.e.
terns; 2. Species which live in tree
branches above the water, i.e.
kingfisher; 3. True waterbirds, i.e.
Anhinga.
The first group includes espe-
cially the beach birds, which are
few in number. These are com-
pletely excluded by high water.
The main factors here are the
scarcity of food, the complete lack
of a dry substrate (except for the
tree branches), and the impossi-
bility of finding the openness and
sunlight of the beach biotope in
the surrounding f o r e s t. Some
other birds which seek their food
in shallow waters, such as herons,
are largely excluded by high wa-
ters too.
Scarcely anything is known of
the behavior or the ecological
adaptations to seasonal change of
these birds. In general the birds
avoid radical change in their bio-
tope by leaving the region. The
birds which are periodically ex-
cluded by high water take advan-
tage of the fact that the flood does
not everywhere occur at the same
time, but progresses from the
south and the west toward the
center of the Amazon region. Thus
the birds may find low water in
the lower Amazon basin when the
upper Amazon is dominated by
high water. They may also mi-
grate from one river system to an-
other, as from the Amazon to the
Orinoco.
One permanent result of the
periodicál floods in the Amazon is
the “Várzea” forests are very poor
Volume 5 (Zoologia)
519
in ground birds, unlike other Bra-
zilian, and even Amazonian, for-
ests.
The alternation between nest-
ing on dry beaches or dwelling
near shallow water on one hand,
and migrating during the period
of high water on the other, repre-
sents a special kind of seasonal pe-
riodicity which is typical of the
Amazonian bird fauna. A similar
situation is found in the equal-
ly equatorial Congo area. The
abandonment of the breeding area
does not seem to be merely a dis-
persai in the period of sexual in-
activity. These intra tropical mi-
grations should rather be consid-
ered as a special category of reg-
ular migration.
It may be assumed that the
same individuais of beach birds re-
turn yearly to the same place
where they themselves were hatch-
ed, in order to nest. The same
open beaches are also visited by
individuais which are temporarily
excluded from their home beaches
by high water. Thus, there is a
temporal overlap of the popula-
tions, but, probably, not an inter-
breeding, and over-population of
breeding birds is avoided. The
niost notable species of beach bird
is the Sand-colored Nighthawk,
Chordeiles rupestris, an endemic
which fias evolved in the Amazon
area; it shows an astonishing sim-
ilarity (color and diurnal activi-
ties) to the terns with which it
shares the beaches.
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Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia): 521-532 — 1967
A OCORRÊNCIA DE VERONICELLIDAE NA AMAZÔNIA
BRASILEIRA, COM DESCRIÇÃO DE DUAS
ESPÉCIES NOVAS ( Soleolifera, Gastropoda)
JOSÉ WILLIBALDO THOMÉ
Museo Rio-Grandense de Ciências Naturais,
Pôrto Alegre, Rio Grande do Sul
(Com 9 figuras no texto)
Êste é um estudo preliminar
sôbre a ocorrência de Veronicelli-
dae na vasta região da Amazônia
brasileira.
HISTÓRICO
Apesar da exuberância da fau-
na e da flora daquela região,
ficamos surpresos ao constatarmos
a pobreza de referências e regis-
tros sôbre esta numerosa família
de moluscos.
A primeira referência que en-
contramos deve-se a Simkoth
(1913), que descreve Angustipes
calciferus (= Vaginula calcifera),
das margens do rio Branco, sem
localização precisa. A segunda ci-
tação temos em Colosi (1922), que
menciona o registro de Simkoth.
A seguir encontramos uma refe-
rência em Hoffmann (1925), que
menciona exemplares provenientes
de Manaus, Amazonas e conserva-
dos no Museu de Hamburg, Alema-
nha, identificando-os como Vagi-
nulus coerulescens Semper, 1885
(= Cylindrocaulus coerulescens) .
A última citação encontrada, de-
ve-se a Morretes (1949), que no-
vamente só menciona o registro de
Simroth.
MATERIAL E MÉTODO
Contamos com somente três
éxemplares (2 espécies), proveni-
entes da Amazônia brasileira. Uma
espécie (1 exemplar) do Estado do
Amazonas e outra espécie (2 exem-
plares) do Estado do Pará, apesar
de possuirmos mais de 200 lotes
de Veronicellidae nas coleções do
Museu Rio-Grandense de Ciências
Naturais (MRCN) e de encontra-
rem-se em nosso poder, por em-
préstimo, as coleções do Museu Na-
522
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
cional do Rio de Janeiro, do De-
partamento de Zoologia da Secre-
taria de Agricultura de São Paulo
(DZSP), do Museo Nacional de
História Natural e da Facultad de
Humanidades y Ciências, ambos
de Montevideo, Uruguai. A neces-
sidade de colecionamento na imen-
sa Amazônia é evidente.
A identificação das espécies de
Veronicellidae continua problemá-
tica e a sistemática muito confu-
sa. Pretendemos elucidá-la, ao
menos para a região Neotropical
em uma monografia que se encon-
tra em preparo. Para o presen-
te estudo utilizamos principal-
mente os critérios de identifica-
ção propostos por Baker (1925-B
e 1928-B), Colosi (1922), Forcart
(1953), Hoffmann (1925) e Tho-
mé (1965), os quais ordenamos e
ampliamos em alguns casos, acres-
centando também critérios novos,
como se poderá depreender das
descrições.
Julgamos que neste grupo de
animais deve-se ainda observar,
mesmo pequenas variações, como
características diferenciais especí-
ficas, até que se consiga estabele-
cer as variações em grandes séries.
As variações em geral apontadas
por alguns autores, em maior nú-
mero de exemplares examinados,
ocorrem quase sempre por conta
de mistura de espécies mal deter-
minadas. Adotamos e defendemos
o que nos aconselhou há alguns
anos o Dr. Adolf Zilch, do Museu
Senckenberg, de Frankfurt, Ale-
manha, ou seja, que é preferível
descrever, com todos os detalhes,
uma forma como nova, do que de-
terminá-la erradamente. Isto vale
especialmente para os Veronicelli-
dae, onde a maioria das espécies
estão incompletamente descritas e
conseqüentemente as determina-
ções são deficientes.
As medidas do comprimento e
largura são tomadas com fita mé-
trica sôbre o “notum”. As demais
medidas são tomadas com compas-
so de ponta sêca e transferida sua
leitura para um paquímetro. Os
dados referentes a largura e altu-
ra, mencionados na morfologia ex-
terna são tomados diretamente
com o paquímetro.
REGISTRO SISTEMÁTICO
1 . Angustipes calciferus
(Simroth, 1913)
Vaginula calcifera Simroth, 1913:
320-324, 335, est. 14, figs. 99-107,
(junto ao rio Branco — 1 exemplar,
leg. Huebner) ; Colosi, 1922: 6,
(cit.) ; Morretes, 1949: 128, (cit.) .
Cylindrocaulus calciferus, Hoff-
mann, 1925: 156, 236 (como sinô-
nimo de C. coerulescens) .
A descrição de Simroth tem
detalhes apenas suficientes e Co-
losi e Morretes somente citam
a mesma espécie.
Volume 5 (Zoologia)
523
Hoffmann inclui esta espécie,
juntamente com Angustipes atte-
nuatus (Colosi, 1921), na sinoní-
mia de Vaginulus coerules cens
Semper, 1885 (= Cylindrucaulus
coerulescens) , sob a alegação de
que “Farbe und Anatomie stim-
men durchaus zu der Semperschen
Art, besonders die “Endscheibe”
des Penis”, para acrescentar que,
contudo, as figuras dos respectivos
órgãos “allerdings einen Zweifel
an der Identitaet beider aufkom-
men lassen kann” e termina
achando que a ilustração de Sem-
per dá a impressão de ser de um
pênis com “starker Kontraktion
und unnatuerlicher Deformation
und duerfte normal glatt zylin-
drisch sein”.
Após um detalhado estudo
comparativo de todos os dados des-
critivos dos quatro autores, não po-
demos em absoluto concordar com
Hoffmann. As diferenças são bem
marcantes, já nos dados disponí-
veis, dos quais passaremos a ana-
lisar alguns:
a) Côr: em calciferus (1):
“notum” ôcre-escuro, possivelmen-
te mais escuro pelo sombreado
prêto; “hyponota” sem sombreado;
em attenuatus (2) : “notum” mar-
rom, mais ou menos escuro; “hy-
ponota” mais claros; em coerules-
cens (3) : manto cinza-azulado,
escuro; na diagnose de Hoffmann
(4) : “notu m” marrom-escuro,
raras manchas escuras; “hypo-
nota” mais claros, côr uniforme.
b) Posição do poro genital
$ : em (1) : na metade da lar-
gura do “hyponotum”; em (2) :
pouco afastado do pé, só 1/5 até
1/3; em (3) : 3 mm afastado do pé
(pela largura da sola do pé
(8,5 mm) e do animal todo (18 mm)
podemos deduzir que o poro deve
estar mais próximo do “perino-
tum”) em (4) : afastado do pé de
1/4 até 1/3.
c) Pênis: em (1): curto, ba-
se cilíndrica, distalmente alon-
gado, onde um anel com algumas
pontas envolve um disco abaula-
do, fortemente marrom, com aber-
tura central (est. 14, figs. 102-3,5,
de Simroth, 1913) ; em (2) : da
base, um pequeno pedestal di-
latado, segue-se um longo corpo
subcilíndrico, algo afilado distal-
mente, onde encontra-se um disco
ovalado, algo côncavo, margens
crenuladas, com abertura central
(fig. 50, de Colosi, 1922) ; em
(3) : longo, algo achatado, com
duas dobras laterais, das quais
uma estende-se até a ponta e a
outra, mais estreita, termina
abruptamente bem antes da pon-
ta (est. 26, fig. 10, de Semper,
1885) ; em (4) : cilíndrico, com
abertura terminal grande, cujos
bordos, dobrados para fora, formam
um disco terminal (est. 5. fig.
45d-4, de Hoffmann, 1925, que é
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
524
Atas ão Simpósio sôbre a Biota Amazônica
reprodução da fig. 50 de Colosi,
1922).
d) Glândula penial: em (1) :
com 11 ácinos, papila desenvol-
vida, com a extremidade recur-
vada (est. 14, fig. 102,4, de Sim-
roth, 1913); em (2): com 23-24
ácinos (fig. 49, de Colosi, 1922),
papila curta, cônica, aguda; em
(3) : com 15 ácinos, papila muito
curta e fina (est. 26, fig. 9, de
Semper, 1885) ; em (4) : com 15 a
20 ácinos.
e) Espermateca: em (1) : es-
férica, pedunculada (est. 14, fig.
106, de Simroth, 1913); em (2):
esférica, séssil.
Não há referência para (3) e (4).
As diferenças acima citadas
autorizam-nos a revalidar Angus-
tipes calciferus (Simroth, 1913)
e Angustipes attenuatus (Colosi,
1921), esta última citada para Ca-
randàzinho, Mato Grosso (próxi-
ma a Corumbá), e conservada no
Museu de Torino, Itália, segundo o
autor.
Quanto à terceira espécie, os
dados supra, especialmente côr e
pênis, acrescidos da grande largu-
ra do pé (8,5 mm) e da topografia
dos nervos pediosos, quase do iní-
cio já afastados entre si, nos per-
mitem conservar Vaginulus coe-
rulescens Semper, 1885 (“nec”
Hoffmann, 1925), no gênero ori-
ginal, apesar de dois dados discor-
dantes, como sejam, o grande
afastamento do poro genital 9 da
sola do pé e a penetração do reto
no tegumento junto ao mesmo
poro. Esta espécie está citada para
Caracas, Venezuela e segundo 0
autor, 0 holótipo está no Museu de
Berlim, Alemanha.
Finalmente, a espécie diagnos-
ticada por Hoffmann é uma sim-
ples mistura das outras três. As-
sim, os exemplares do Museu de
Hamburg, Alemanha, e provenien-
tes de Manaus, Amazonas, que são
mencionados como desta última
espécie por Hoffmann, deverão ser
reidentificados e se tornarão o se-
gundo registro de ocorrência na
Amazônia brasileira.
2. Angustipes coerulescens
(Hoffmann, 1925) “partim”.
Cylindrocaulus coerulescens Hoff-
mann, 1925: 236 (“nec” Semper,
1885), (Manaus, Amazonas — no
Museu de Hamburg, Alemanha).
Espécie a ser redescrita.
3. Sarasinula arnaldoi sp. n.
(Figs. 1-2, 5-7)
Holótipo — Taracuá, Uaupés,
Amazonas; J. C. M. Carvalho, col.;
Volume 5 (Zoologia)
525
— V. 1949; (n.° 1.679-MRCN) —
(Fig. 1).
Diagnose descritiva : 1. Morfo-
logia externa:
1.1. Animal pequeno, pouco
mais largo do que alto (9,5 X 7,0
milímetros), de forma geral elípti-
ca-alongada, com o “notum” de-
primido junto ao “perinotum”,
formando como que uma aba cir-
cundante, com um milímetro de
largura;
1.2. Côr do “notum” mar-
rom-claro, com um impreciso e ir-
regular desenho alveolar, em tra-
ço fino e escuro, que permite per-
ceber uma linha dorsal clara, me-
diana;
1.3-5. “Perinotum”, “hypono-
ta” e sola do pé, um pouco mais
claros, sem quaisquer desenhos;
1.6. Ânus algo para a direi-
ta, recoberto parcialmente pela so-
la do pé, com forma de escavação
cônica, cuja parede anterior se dis-
tende numa lâmina de aspecto se-
micircular, que fecha a abertura
do ânus, deixando ver uma fresta
em crescente, com o lado convexo
para trás (Fig. 1, B-a);
1.7. O poro genital femini-
no localiza-se no “hyponotum” di-
reito, quase no meio de sua largu-
ra e para trás da metade do com-
primento do animal (fig. 1, B e
C-f);
2. Morfologia interna:
2.1. Glândula pediosa retan-
gular, alongada, com 1/3 da região
distai curvada para a direita e afi-
lada; a glândula é pequena, mui-
to delgada e algo aderida ao tegu-
mento inferior (fig. 6);
2.2. Nervos pediosos esten-
dem-se bem juntos, paralelos, por
2/3 de seu comprimento, quando
se afastam formando um ângulo
agudo entre si. Comprimento to-
tal: 14,8 mm, tendo o trecho pa-
ralelo 11,1 mm e após o afasta-
mento mais 3,7 mm (fig. 5) ;
2.3. Alça intestinal anterior
recoberta por um lóbulo da glân-
dula digestiva;
2.4. Reto penetra no tegu-
mento junto ao poro genital femi-
nino, um pouco acima e para trás
do mesmo (fig. 7, r) ;
2.5. Pênis pequeno, com uma
base semicilíndrica, convexo-côn-
cava, de 2/3 do comprimento
total, com a região distai entume-
cida, arredondada e levemente in-
clinada sôbre a face côncava da
base, estando a abertura no pólo,
voltado nesta direção (fig. 2, p) ;
2.6. Glândula penial desen-
volvida, com cêrca de três vêzes o
tamanho do pênis, com 17 ácinos
de aproximadamente mesmo com-
primento entre si e o dôbro do
comprimento da papila. Esta é cô-
nica, curta, assimétrica, com a
abertura numa pontinha afilada e
cm l
SciELO
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526
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
a base bem demarcada por um sul-
co circular (fig. 2, gp). A região
proximal dos ácinos está envolvi-
da por estreita bainha mesenqui-
matosa, da qual parte um músculo
retrator, que logo se une ao mús-
culo retrator do pênis, do qual no-
vamente se afasta, um pouco an-
tes de penetrarem ambos no tegu-
mento (fig. 2, m) ;
2.7. Espermateca saculiforme,
com aspecto que lembra o es-
tômago humano, com o eixo diri-
gido horizontalmente e a curvatu-
Fig. 1 — Sarasinula arnaldoi sp. n., holótipo. Fig. 3 — Sarasinula lemei sp.
n., holótipo. (A=vista dorsal, B= vista ventral, C=vista do lado direito; a=
ânus, f= poro genital feminino).
Volume 5 (Zoologia)
527
ra maior, convexa, para baixo, e a
menor, côncava, para cima. O afi-
lamento “pilórico” fechado. Na ca-
beça “cárdica”, o lado direito dá
um grosso e curtíssimo canal, que
se liga, junto ao tegumento, com
o oviduto, para formar uma vagi-
na que se estende para dentro da
parede do corpo. No pólo súpero-
-anterior-esquerdo desta região,
junto ao canal, penetra o “canalis
junctor” (fig. 7);
2.8. “Canalis junctor” mui-
to curto, recurvado em S. Destaca-
-se do vaso deferente posterior,
onde êste se continua pelo vaso de-
ferente médio (fig. 7, c). Esta pri-
meira porção do vaso deferente
médio tem diâmetro pouco menor
e cêrca de metade do comprimento
do “canalis junctor”. Penetra no
tegumento abaixo e para trás da
vagina.
3. Medidas em milímetros :
comprimento: 31; largura: 12; lar-
gura do “hyponotum” direito: 4,5;
largura da sola do pé: 3,1; distân-
cia do poro genital 9 da frente:
13; idem de trás: 10; idem da sola
do pé: 2,2; idem do limite anterior
da sola do pé: 11,5; idem do limi-
te posterior da sola do pé: 9,7; ín-
dice “A” (comprimento/largura) :
2,58; índice “B” (distância ante-
rior ao poro genital 9 /posterior) :
1,30; índice “B”’ (dito referente
Partes anteriores do sistema reprodutor masculino — Fig. 2: Sarasinula
Arnaldoi sp. n., holótipo; fig. 4 — Sarasinula lemei sp. n., holótipo (da=vaso
anterior, gp= glândula penial, m= músculos retratores, p= pênis) .
SciELO
cm
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528
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
limite anterior da sola do pé/pos-
terior) : 1,18; índice “C” (largura
do “hyponotum” direito/distância
do poro genital $ da sola do pé) :
2,04.
Discussão taxonômica: Das es-
pécies do gênero, só se asse-
melha a Sarasinula linguaeformis
(Semper, 1885), da qual se distin-
gue principalmente pelo desenho
do “notum” e ausência de dese-
nhos nos “hyponota”; pela forma
da glândula pediosa; pela topogra-
fia dos nervos pediosos; pelo as-
pecto do pênis, no qual falta o lá-
bio ou aba na região distai e pelo
aspecto da papila da glândula pe-
nial, assimétrica, curta, com um
sulco circular basal.
Observação : A espécie é no-
meada em homenagem ao Prof. Ar-
naldo Campos dos Santos Coelho,
malacólogo do Museu Nacional do
Rio de Janeiro, de quem recebemos
gentilmente o exemplar exami-
nado.
4. Sarasinula lemei sp. n.
(Figs. 3-4, 8-9)
Holótipo: Santarém, Pará; Bi-
cego, eol.; 1903; (n.° 1.836-MRCN)
— (Fig. 3)
Parátipo: Mesmos dados de
coleta; (n.° 15.984-DZSP) .
Diagnose descritiva: 1. Mor-
fologia externa:
1.1. Animal pequeno, pouco
mais largo do que alto (13,5 X 9,5
milímetros — parátipo: 14,5 X
X 10,0 mm), de forma geral elípti-
co-alongada, com o “notum” de-
primido junto ao “perinotum”, for-
mando como que uma aba circun-
dante, mais acentuada na região
posterior, com três milímetros de
largura;
1.2.5. Côr e desenhos do
manto não identificáveis, pois os
animais estão completamente des-
corados, com o “notum” delgado e
elástico;
1.6. Ânus recoberto total-
mente pela porção posterior livre
da sola do pé. Uma escavação me-
diana, cônica, cujo vértice para
cima está dirigido para a base da
sola do pé, à direita, onde a aber-
tura anal é fechada por pequena
expansão laminar, dirigida da
frente para trás (fig. 3, B-a) ;
1.7. O poro genital femini-
no localiza-se aproximadamente
no meio da largura do “hypono-
tum” direito e para trás da meta-
de do comprimento do animal (fig.
3, B e C-f);
2. Morfologia interna:
2.1. Glândula pediosa alon-
gada, delgada, com leve encurva-
mento de seu 1/3 distai, para a di-
reita e logo para a esquerda, com
a extremidade oblonga. A glându-
la é comprida e sôlta, prendendo-
-se ao tegumento somente junto à
sua abertura (fig. 8);
Volume 5 (Zoologia)
529
2.2. Nervos pediosos esten- agudo entre si e cada um dêstes
dem-se bem juntos, paralelos, por ramos dá uma curtíssima bifurca-
2, 3 de seu comprimento, quando ção. Comprimento total: 16 mm,
se afastam formando um ângulo tendo o trecho paralelo 12 mm (no
Sarasinula arnaldoi sp. n., holótipo. Fig. 5 — Vista topográfica dorsal dos
nervos pediosos; fig. 6 — vista dorsal da glândula pediosa; fig. 7 — vista da
esquerda, dos órgãos do sistema reprodutor e do reto, junto ao poro genital
feminino. Sarasinula lemei sp. n., holótipo. Fig. 8 — Vista dorsal da glândula
Pediosa; fig. 9 — vista da esquerda, dos órgãos do sistema reprodutor e do reto,
junto ao poro genital feminino. (c= “canalis junctor”, dm=vaso deferente
médio, dp=vaso deferente posterior, e=espermateca, o= oviduto, r=reto,
v= vagina) .
34 — 37 145
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
530
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
parátipo: comprimento total: 20
milímetros, trecho paralelo: 15
milímetros) ;
2.3. Alça intestinal anterior
recoberta por um lóbulo da glân-
dula digestiva;
2.4. Reto penetra no tegu-
mento junto ao poro genital femi-
nino, um pouco acima e para trás
do mesmo (fig. 9, r) ;
2.5. Pênis pequeno, com uma
base semicilíndrica, convexo-côn-
cava, de 2/3 do comprimento
total, com a região distai entume-
cida, arredondada e levemente in-
clinada sôbre a face côncava da
base, estando a abertura do pólo
voltado nesta direção. A abertu-
ra está recoberta por uma aba (lá-
bio) membranosa, que se projeta
em direção da glândula penial (fi-
gura 4, p) ;
2.6. Glândula penial desen-
volvida, com cêrca de três vêzes o
comprimento do pênis, com 6
ácinos (8 no paratipo), que são
grossos e curtos (cêrca da metade
do comprimento da glândula) e de
tamanho variável entre si. A pa-
pila é subcilíndrica, com a meta-
de distai algo curvada, devido a
uma reentrância côncava onde se
aloja a região entumecida do pê-
nis. Na extremidade distai temos
a abertura numa pontinha salien-
te, semelhando um acúleo assen-
tado (fig. 4, gp). A base dos áci-
nos está envolta por uma bainha
mesenquimatosa, da qual parte
um curto músculo retrator, que se
une ao músculo retrator do pênis
e logo depois penetram juntos no
tegumento (fig. 4, m);
2.7. Espermateca saculiforme,
com abertura larga, que se co-
munica com o oviduto logo antes
de penetrarem no tegumento, for-
mando curtíssima vagina, para
dentro da parede do corpo. Distal-
mente com um entumecimento
para cima, que se inclina levemen-
te para trás. Recebe o “canalis
junctor” na face esquerda, próxi-
mo da abertura (fig. 9) ;
2.8. “Canalis junctor” mui-
to curto, algo curvo, destacando-se
do vaso deferente posterior onde
êste se continua pelo vaso deferen-
te médio, o qual penetra no tegu-
mento pouco para frente e abaixo
da vagina. Esta porção do vaso de-
ferente médio tem diâmetro pouco
menor do que o vaso deferente
posterior e o “canalis junctor” e é
um pouco mais curto do que êste
(fig. 9, c, dm);
3. Medidas em milímetros-.
comprimento: 47; largura: 16;
largura do “hyponotum” direito:
6,2; largura da sola do pé: 3,7:
distância do poro genital $ da
frente: 19; idem de trás: 14,3;
idem da sola do pé: 3,3; idem do
limite anterior da sola do pé: 17,4;
idem do limite posterior da sola
do pé: 13,8; índice “A”: 2,93; ín-
Volume 5 (Zoologia)
531
dice “B”: 1,32; índice “B”’: 1,26;
índice “C”: 1,87.
3.1. Medidas do paratipo (co-
mo acima): 51; 18; 7,2; 3,9; 19;
13,4; 3,2; 17,3; 12,8; 2,83; 1,41;
1,35; 2,25.
3.2. índices médios: “A”: 2,88;
“B”: 1,37; “B”’: 1,30; “C”: 2,06.
Discussão taxonômica: Das es-
pécies do Gênero, só se asse-
melha a Sarasinula plebeius (Fis-
cher, 1868), da qual difere princi-
palmente pela topografia dos ner-
vos pediosos; pelo aspecto da papi-
la da glândula penial, subcilíndri-
ca e algo curvada, com concavi-
dade numa face; pela forma geral
da espermateca e disposição do
“canalis junctor”.
Observação: O nome da es-
pécie é uma homenagem ao Pro-
fessor José Luiz Moreira Leme,
malacólogo do Departamento de
Zoologia da Secretaria de Agricul-
tura do Estado de São Paulo, que
nos facilitou os espécimes exami-
nados.
ZUSAMMENFASSUNG
Das Vorkommen der Familie
Veronicellidae (Soleolifera, Gastro-
Poda) im brasilianischen Amazo-
nasgebiet wird beschprochen. An-
gustipes calciferus (Simroth,
1913), A. attenuatus (Colosi, 1921)
und A. coerulescens (Hoffmann,
1925) partim (nec Vaginulus coe-
rulescens Semper, 1885) werden
ais gültige Arten bestãtigt.
Der Verfasser beschreibt auch
Sarasinula arnaldoi sp. n. und.
S. lemei sp. n., zwei neue Arten
aus dem Selben Gebiet, aus den
Sammlungen des “Museu Rio-
Grandense de Ciências Naturais”,
Pôrto Alegre, Rio Grande do Sul,
Brasilien.
Sarasinula arnaldoi sp. n.
steht S. linguaeformis (Semper,
1885) nahe und unterscheidet sich
von dieser Art besonders durch: 1.
Die Zeichnungen des Notums und
das Fehlen derselben an der Hy-
ponota; 2. Die Gestalt der Fupdrü-
se; 3. Die Topographie der Pedal-
nerven; 4. Das Fehlen des Endzip-
fels des Penis und 5. Die Gestalt
der Penisdrüse (Reizkorper) .
Sarasinula lemei sp. n. âhnelt
S. plebeius (Fischer, 1868) , und
unterscheidet sich von dieser Art
besonders durch: 1. Die Topogra-
phie der Pedalnerven; 2. Die Ges-
taltung der Penisdrüse und des
Receptaculum seminis, und 4. Die
Mündung des Canalis junctor.
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Atas do Simpósio sõbre a Biota Amazônica
Vol. 5 (Zoologia) : 533-603 — 1967
~\
SINOPSE DOS PASSALIDAE E SCARABAEIDAE S. STR.
DA REGIÃO AMAZÔNICA (Insecta, Coleoptera)
M. A. VULCANO e F. S. PEREIRA
Departamento de Zoologia, São Paulo
Por solicitação do Dr. José
Cândido de Carvalho reunimos em
forma de chaves sinópticas um
apanhado dos Passalidae e Scara-
baeidae s. str. que ocorrem na Re-
gião Amazônica para orientação
dos futuros pesquisadores que de-
sejam trabalhar com êstes Coleóp-
teros.
Consideramos o têrmo “Região
Amazônica” no sentido geográfico
e não político, isto é, as regiões
tropicais e subtropicais ocupadas
pelas zonas de florestas úmidas e
de baixa altitude, assim como os
campos vizinhos com alto teor hi-
grométrico.
Várias espécies têm uma ex-
pansão geográfica muito grande,
tanto para o sul como para o nor-
te; a infiltração em direção ao sul,
em geral, acompanha as bacias
dos diferentes rios com suas matas
ciliares, chegando muitas delas até
o Brasil Central; para o norte
podem chegar, através da Améri-
ca Central, até o sul do México
(Chiapas) .
Torna-se difícil dizer, com se-
gurança, qual seja o verdadeiro
centro de distribuição de muitas
espécies; há espécies que devem
ter o seu centro de irradiação na
América Central com infiltração
para o sul até a bacia amazônica,
e outras cujo comportamento deve
ter sido completamente contrário;
do Amazonas se irradiaram para
o norte, através do Vale do Mada-
lena e Chocó (Colômbia), via Pa-
namá, até a América Central. Há
também o caso de algumas espé-
cies características do sul do Bra-
sil que se infiltraram até a região
amazônica.
Para o oeste, nos grupos em
estudo, a Cordilheira dos Andes é
uma barreira intransponível às
espécies amazônicas, pois nenhu-
ma delas se encontra, pelo conhe-
cido atualmente, nem nas grandes
alturas nem na costa do Pacífico;
o mesmo não se dá, para o norte,
com as Serras de Paracaima e Tu-
mucumaque, pois a maioria das
534
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
espécies das Guianas, Venezuela e
Trinidad (Antilhas) , são essencial-
mente amazônicas ou centroame-
ricanas.
Conseguimos colocar em cha-
ves as espécies de todos os gêneros
com exceção das de Onthocharis,
gênero que necessita de revisão, o
que, por enquanto será possível,
somente com o exame dos tipos.
PASSALIDAE
Chave para as subfamüias
1. Clípeo exposto e nitidamente
separado da cabeça por sutura
manifesta
. . I. Pseudacanthinae Grave-
ly, 1918.
— Clípeo fundido com a cabeça
ou oculto 2
2. Clípeo exposto, sem tubér-
culos externos ou muito obso-
letos
. . II. Proculinae Gravely, 1918
— Clípeo oculto (somente em
um caso exposto) e sempre
com tubérculos externos ....
III. Passalinae Gravely, 1918.
I. Pseudacanthinae Gravely,
1918
Um só gênero na região ama-
zônica.
Popilius Kaup 1871
Chave para as espécies
1. Margem anterior do clípeo
claramente dentada no meio
2
— Margem anterior do clípeo não
dentada no meio 3
2. Grandes e robustos; margem
lateral do pronoto pubescen-
te, ângulos posteriores com
tufo de pêlos, cicatrizes gran-
des; estrias elitrais com pon-
tos grandes. 25-28 mm. Suri-
name a México
1. P. stritopunctatus (Perche-
ron, 1835).
— Menores e delgados; margem
lateral do pronoto quase gla-
bros, ângulos posteriores sem
tufo de pêlos cicatrizes peque-
nos; estrias elitrais com pontos
pequenos 26 mm. Equador . .
. . 2. P. striatulus Dibb, 1940.
3. Carena parietal manifesta e
sulcada. 27 mm. Brasil e Co-
lômbia
... 3. P. varius Kuwert, 1891.
— Carena parietal obsoleta ou
não sulcada 4
4. Carenas frontais fundidas na
base e nascendo adiante do
côrno 5
— Carenas frontais inteiramente
separadas desde o côrno ... 6
5 . Clava antenal com 4 artículos.
17-19 mm. Brasil, Guianas . . .
... 4. P. tetraphyllus (Eschs-
choltz, 1829)
— Clava antenal de 3 artículos.
21-22 mm. Brasil, Guianas . . .
Volume 5 (Zoologia)
535
... 5. P. marginatus (Perche-
ron, 1835)
6. Carena frontal sinuosa. 22
milímetros. Brasil
... 7. P. amazonicus Gravely,
1918
II. Proculinae Gravely, 1918
Chave para os gêneros
1. Élitros soldados
1. Publius Kaup, 1871
— Élitros não soldados 2
2. Labro superior profundamen-
te entalhado na frente
2. V erres Kaup, 1871
' — Labro superior não entalhado
na frente
3. Veturius Kaup, 1871
1. Publius Kaup, 1871
Chave para as espécies
1 • Estrias fracamente desenvol-
vidas e desaparecendo poste-
riormente, as dorsais quase
sem pontos; pronoto muito
grande e anormal, 43,5 mm.
Bolívia
• . 1. P. spinipes (Zang, 1905)
— Estrias bem desenvolvidas até
o ápice; pronoto de tamanho
normal 2
2 . Mandíbulas com o ápice bi-
dentado. 42-50 mm. Colômbia
2. P. crassus (Smith,
1852) syn. P. libericornis Lue-
derw. n. sin.
— Mandíbulas com ápice bi-den-
tado. 38-44 mm. Colômbia . . .
3. P. c. impressus
Hincks, 1934
2. Verres Kaup, 1871
Amazonas — 39-40 mm
V. furcilabris (Eschs-
choltz, 1829)
3 . Veturius Kaup, 1871
Êste gênero precisa de um es-
tudo mais acurado e por isso da-
mos uma chave provisória para as
espécies da região amazônica.
1 . Mesosterno, principalmente
nos lados, sem pontos e
pêlos, no máximo com grupo
de pontos pequenos posterior-
mente logo adiante das coxas
ou com fileira de pontos sem
pêlos na parte central (os
pontos pilíferos da margem
anterior não são considerados
de valor taxonômico) 3
— Mesosterno com os lados mais
ou menos com pontos que po-
dem estender-se até o meio; se
somente a parte látero-ante-
rior fôr pontuada e pubescen-
te então o metasterno é muito
arqueado ( equadoris ) 7
2. Fóveas frontais com pontos
pilíticos perto do côrno; tu-
bérculos internos fortes. 40
milímetros. Brasil
.... 1. V. libericornis Kuwert,
1891
536
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
— Fóveas frontais sem pontos pi-
líferos perto do côrno 3
3 . Pequenos até 25 mm, mandí-
bulas bidentadas no ápice. Co-
lômbia
2. V. lowrensi Doesburg, 1957
— Grandes, acima de 30 mm . . 4
4. Pronoto com a margem ante-
rior reta ou quase reta. Até
38 mm. Brasil, Peru
3. V. unicornis Gravely, 1918
— Pronoto com a margem ante-
rior sinuosa nos lados; maio-
res de 42 mm 5
5. As rugas frontais nascem em
ângulo reto da ponta do côr-
no. 41 mm. Bolívia
. . 4. V. güntheri Kuwert, 1898
— As rugas frontais nascem em
ângulo obtuso adiante da pon-
ta do côrno que é elevada . . 6
6. Úmeros sem tufo de pêlos e
no máximo com pêlos ralos.
42-52 mm. Norte da América
do Sul até América Central . .
5. V. platyrhinus (Hope, 1845)
— Úmeros com tufo de pêlos
42-50 mm. Brasil e Peru
V. p. peruvianus Arrow, 1907
7. Metasterno muito arqueado e
sem disco diferenciado dos la-
dos. 36 mm. Equador
6. V. equadoris Kuwert, 1890
— Metasterno com o centro não
abalado mas normal 8
8. Tíbias médias com 2 fortes
dentes laterais e as posterio-
res com 1. 33 mm. Equador . .
7. V. vinculofoveatus
Kuwert, 1898
— Tíbias médias e posteriores
com 1 dente ou sem dentes la-
terais 9
9 . Mandíbulas esquerdas com
os 2 dentes últimos fundidos,
tendo somente 2 dentes api-
cais. 30-41 mm. Tôda a Amé-
rica do Sul até a América
Central
. . 8. V. transversus (Dalman,
1817)
— Mandíbulas esquerda e direi-
ta com 3 dentes apicais. 31-40
mm. Brasil e Bolívia
. . 9. V. boliviae Gravely, 1918
III. Passalinae Gravely, 1918
Chave para os gêneros
1 . Antenas com mais de 3 lame-
las; pequenos e achatados . .
.... 1. Paxillus McLeay, 1819
— Antenas com 3 lamelas, quan-
do com mais de 3 são grandes
e não achatados
. . 2. Passalus Fabricius, 1792
1. Paxillus McLeay, 1817
1. Disco do metasterno indistin-
tamente separado dos lados
por pontos grossos e confluen-
tes. 16-17 mm. Brasil até Amé-
rica Central
. . 1. P. crenatus McLeay, 1819
— Disco do metasterno clara-
mente separado dos lados por
pontos grossos e densos ... 2
Volume 5 (Zoologia)
537
2 . Lamelas antenais tôdas iguais
ou quase, 16-20 mm. Norte da
América do Sul até América
Central
.... 2. P. leachi McLeay, 1819
— Pelo menos as l.a e 2.a lame-
las bem mais curtas que as
demais 3
3. Margem anterior da cabeça
sem dentes 4
■ — Margem anterior da cabeça
com 2 dentes manifestos . . 5
4. Úmeros com tufo de pêlos. 18-
-22 mm. Brasil
. . 3. P. pentaphylloid.es Lue-
derwaldt, 1927
' — úmeros sem tufo de pêlos . . .
. . P. p. nudihumerus Lueder-
waldt, 1927
5. Lados deprimidos do metas-
terno e pleuras pelo menos até
o meio pubescentes. 18 mm.
Bolívia
. . 4. P. pleuralis Luederwaldt,
1931
Lados deprimidos do metaster
no e epipleuras não pubescen-
tes ou com pêlos muito escas-
sos e pequenos. 14-16 mm.
Brasil
... 5. P. camerani (Rosmini,
1902)
2. Passalus Fabricius, 1792
Chave para as espécies
1 • Clípeo sem tubérculos secun-
rios 2
— Clípeo com tubérculos secun-
dários 33
2. Côrno com ponta não livre,
Grupo Pertinaz 3
— Côrno com ponta livre. Grupo
Petrejus (Part.) 24
3. Tubérculos internos sobrepos-
tos aos externos, ou soldados
com os mesmos, se ausentes,
então as rugas frontais che-
gam até ou quase até os tu-
bérculos externos 4
— Tubérculos internos distantes
dos externos, no máximo uni-
dos por uma rugazinha muito
fina, podendo haver um 3.°
tubérculo entre êles 7
4. Epipleuras pubescentes (pode
ser glabro em P. punctatos-
triatus) 5
— Epipleuras não pubescentes . 6
5. Estrias elitrais laterais com
bastonetes transversos; úme-
ros com poucos e ralos pêlos
na parte inferior 32-33 mm,
Peru
.... 1. P. episcopus (Kuwert,
1898)
— Estrias sem bastonetes nos la-
dos. 23-29 mm. América do Sul
e Central
. . 2. P. punctatotsriatus Per-
cheron, 1835
6. Area frontal grande, lisa ou
esparsamente pontuada na
frente, 22 mm. Peru
... 3. P. prominens Gravely,
1918
— Área frontal estreita com côr-
no muito débil. 20 mm. Equa-
dor
538
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
. . 4. P. equadorensis Gravely,
1918
7. Tíbias médias com vários es-
pinhos grandes ou pelo menos
com um no lado externo . . 8
— Tíbias sem ou com espinhos
pequenos 11
8. Porte grande até 30 mm; cor-
no muito longo e com peque-
no dentículo em vez de ponta,
um pouco excavado no meio e
separado dos tubérculos parie-
tais por uma raia sulciforme.
24-30 mm. Equador
. . 5. P. depressicornis (Kirsch,
1885)
— Pequenos no máximo 25 mm;
côrno normal 9
9. Epipleuras glabras ou somen-
te com poucos pêlos perto dos
úmeros. 19 mm. América do
Sul e Central
6. P. caelatus Erichson, 1847
— Epipleuras pubescentes pelo
menos no têrço anterior . . 10
10. Élitros sem bastonetes nas es-
trias laterais; ombros pubes-
centes. 19-24 mm. Brasil, Ve-
nezuela, Colômbia
. . 7. P. incertus Percheron,
1841
— Élitros com bastonetes claros
nas estrias laterais e com pon-
tos fortes mesmo nas estrias
dorsais. 21-22 mm. Colômbia .
. . 8. P. rugosus Gravely, 1918
11. Epipleuras glabras, no máxi-
mo com pêlos muito ralos per-
to dos úmeros 12
— Epipleuras com pêlos densos
pelo menos no têrço anterior
20
12. Pronoto com denso tufo de
pêlos na margem ínfero-pos-
terior 13
— Pronoto aí no máximo com
pêlos ralos 15
13 . Estrias elitrais fortemente sul-
cadas e sem pontos na região
discai côr azulada. 45 mm.
Equador
. . 9. P. radiatus Kuwert, 1898
— Estrias elitrais fracas e com
pontos fortes pelo menos nas
laterais; côr preta 14
14. Estrias elitrais internas não
ou apenas pontuadas; tubér-
culos parietais pouco manifes-
tos; área frontal com sulcos
longitudinais fracos; metas-
terno quase liso. 37-38 mm.
Equador
. 10. P. aequatorialis (Kirsch,
1885)
— Estrias elitrais finas mas cla-
ramente pontuadas; tubér-
culos parietais manifestos,
quilhado ou não; área frontal
lisa ou pontuada. 37-48 mm.
Tôda a América do Sul
11. P. convexus Dalman, 1817
15. Metaepisternos alargados pa-
ra trás e às vêzes pubescentes.
28-29 mm. Venezuela, Colôm-
bia
... 12. P. brevifrons (Kuwert,
1891)
— Metaepisternos estreitos e gla-
bros 16
16 . Pronoto muito pequeno, côrno
Volume 5 (Zoologia)
539
quilhado; sulco anterior do
pronoto com 2 fileiras de pon-
tos nos ângulos anteriores. 25
mm. Colômbia
13. P. stultus (Kuwert, 1891)
— Pronoto normal 17
17. Ponte ausente ou mal delimi-
tada e em seu lugar há uma
quilha que vai dos tubérculos
externos às rugas supraorbi-
tais 18
— Ponte manifesta e sem quilha;
tubérculos externos salientes e
colocados antes do meio da
área frontal 19
18. Cicatrizes do mesosterno pou-
co profundas; área frontal
comprida; rugas frontais leve-
mente curvadas para os tu-
bérculos externos. 28-30 mm.
América do Sul
14. P. morio Percheron, 1835
— Mesosterno sem cicatrizes;
área frontal curta; rugas fron-
tais retas. 25-28 mm
..P. m. latifrons Percheron,
1841
19. Áreas ántero-intermédias do
metasterno com numerosos
pontos pilíferos; úmeros com
pubescência mais ou menos
forte em baixo; área frontal
em geral com pontos. 22-24
mm. América do Sul
• • 15. P. anguliferus Perche-
ron, 1835
Áreas ántero-intermédias lisas
e glabras, assim como os úme-
ros; área frontal em geral lisa.
40-41 mm. Brasil
. . 16. P. neivai Pereira, 1940
20. Clava anterior de 5 lamelas,
22-24 mm. Brasil, Guianas,
Peru
17. P. rhodocanthopoides
(Kuwert, 1891)
— Clava antenal de 3 lamelas .
21
21 . Tubérculos internos sobrepos-
tos aos externos. 26 mm. Equa-
dor
. . 18. P. discrepans (Kuwert,
1891)
— Tubérculos internos distantes
dos externos 22
22. Cicatrizes do mesosterno vir-
guliformes; metasterno com as
áreas intermédias posteriores
finamente pontuadas; prono-
to com os lados lisos. 23-28 mm
Equador, Colômbia
. . 19. P. sulcatifrons (Kuwert,
1891).
— Cicatrizes do mesosterno ovais
23
23. Sulcos laterais do pronoto
alargados e com numerosos
pontos grossos, com as cicatri-
zes pequenas e pontuadas. 19-
-21 mm
20. P. punctulatus Kaup, 1869
— Sulcos laterais do pronoto não
alargados. 21-26 mm. Brasil . .
P. p. divergem Kuwert, 1891
24 . Quilha ocular com 3 espinhos.
18-30 mm. Equador
21. P. spinulosus Hincks, 1934
— Quilha ocular normal 25
25 . Grandes, no mínimo 30 mm
26
540
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
— Pequenos, no máximo 27 mm
27
26 Pronoto com poucos pontos
sôbre as cicatrizes que apenas
são pontuadas; côrno sulcado
na base e quilhado na frente;
sem tubérculos parietais. 35
mm. Colômbia
... 22. P. confusus (Kuwert,
1891)
— Pronoto com pontos somente
nas cicatrizes e nos sulcos la-
terais que são estreitos; tu-
bérculos parietais pequenos,
32 mm. Brasil
. . 23. P. coordinatus (Kuwert,
1891)
27. Área frontal áspera, fosca,
pontuada ou granulosa e 2
vêzes mais larga que longa . 28
— Área frontal lisa, brilhante ou
pontuada 31
28. Epipleuras pubescentes. 25
mm. Equador
24. P. recticlypeatus (Kuwert,
1898)
— Epipleuras glabras 29
29. Área frontal densamente pon-
tuado-rugosa, com pontos oce-
lares; sem tubérculos inter-
nos; côrno não ou fracamente
sulcado; úmeros quase gla-
bros. 23-26 mm. Colômbia,
Brasil
. . 25. P. curtus Kaup, 1898
— Área frontal sem pontos oee-
lares 30
30 . Área frontal grossamente pon-
tuado-rugosa; rugas frontais
muito arqueadas e desapare-
cendo antes de atingir a mar-
gem anterior. 23 mm. Peru . .
26. P. zangi Hincks, 1934
— Área frontal finamente gra-
nulosa. 18-21 mm. Venezuela,
Colômbia
.... 27. P. gracüis Kaup, 1869
31. Áreas laterais do pronoto den-
samente pontuadas e com
uma faixa sem pontos perto
dos suleos laterais. 18 mm.
Equador 28. P. henrici
(Rosmini, 1902)
— Áreas laterais lisas com gru-
pos de pontos somente em ci-
ma das cicatrizes 32
32. Rugas frontais arqueadas no
comêço e depois paralelas e
nascendo da ponta do côrno;
cicatrizes do pronoto lisas;
áreas posteriores do metaster-
no finamente pontuadas; úme-
ros com pêlos curtos 24-26
mm. Brasil, Colômbia
28. P. nasutus Percheron, 1835
— Rugas frontais em arco largo,
desde a ponta do côrno que é
sulcado até o meio; pronoto
com pontos por cima das cica-
trizes. 22 mm. Brasil
29. P. fractus (Kuwert, 1891)
33. Cabeça com 1 tubérculo se-
cundário 34
— Cabeça com 2 tubérculos se-
cundários 37
34. Cabeça com os tubérculos se-
cundários e os externos muito
longos e espiniformes de for-
Volume 5 (Zoologia)
541
ma que a cabeça parece tri-
dentada. 23 mm. Equador . . .
. . 30. P. arrowi Hincks, 1934
Cabeça normal e não triden-
tada 35
35 . Episternos alargados para
trás; pronoto com os lados
densamente pontuados. 20
mm. Colômbia, Equador ....
31. P. kleinei (Kuwert, 1891)
— Episternos estreitos e parale-
los 36
36. Cabeça e área frontal com
pontos. 24 mm. Brasil. Colôm-
bia
32. P. spinifer Percheron, 1841
Cabeça e área frontal sem
pontos 37
37. Ângulo frontal logo adiante
das rugas frontais com uma
fóvea; tubérculos secundários
largos e sem indício de enta-
lhe. América do Sul e Central
33. P. schneideri (Ku-
wert, 1898)
' Ângulo frontal sem fóvea e no
meio com ruga longitudinal;
tubérculos secundários largos
e com indício de entalhe. 30
mm. Colômbia
34. P. latidens (Kuwert, 1898)
38. Tubérculos secundários bas-
tante aproximados às vêzes,
mesmo, soldados 39
- Tubérculos secundários muito
separados. Grupo Neleus . 60
39. Côrno com ponta amplamente
livre. Grupo Petreju (Part.)
40
— Côrno com a ponta não cônca-
vo livre. Grupo Macrolóbus .
47
40. Côrno com ponta côncava.
Brasil, Guianas. 40-51 mm . .
. . 35. P. armatus Perty, 1830
— Côrno com a ponta não cônca-
va 41
41 . Côrno mais largo no centro e
estreitado nas extremidades;
tubérculos secundários fortes
às vêzes soldados 42
— Côrno mais largo atrás e afi-
nado para a frente, ou de lar-
gura igual em tôda a exten-
são, ou pouco estreitado atrás
mas não em ponta 44
42. Metaepisternos pubescentes;
pronoto com os sulcos laterais
largos. 28-30 mm. Brasil, Peru
36. P. aduncus Erich-
son, 1847
— Metaepisternos estreitos e gla-
bros 43
43. Pronoto liso ou escassamente
pontuado acima das cicatrizes
com os ângulos anteriores ar-
redondados ou obtusos, os sul-
cos laterais estreitos; tubércu-
los parietais finos. 30 mm.
Brasil
37. P. sicatus Burmeister, 1847
— Pronoto com os lados forte-
mente pontuados e os ângulos
anteriores retos ou agudos e
os sulcos laterais profundos.
23 mm. Brasil, Colômbia e
América Central
542
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
38. P. mucronatus Burmeis-
ter, 1847
44. Úmeros sem pêlos longos; tu-
bérculos parietais pequenos;
rugas frontais mal desenvol-
vidas; lados do pronoto pon-
tuados. 30 mm. Venezuela, Co-
lômbia
39. P. pugionatus Burmeister,
1847
— úmeros com pêlos longos . 45
45. Rugas frontais retas; lados do
pronoto escassamente pontua-
dos; côrno atingindo a mar-
gem anterior da cabeça. 27
mm. América do Sul ?
.. 40. P. peregrinas (Kuwert,
1898)
— Rugas frontais semicirculares;
lados do pronoto fortemente
pontuados; côrno não alcan-
çando a margem anterior da
cabeça 46
46. Ângulos externos da carena
ocular dentiformes. 32-34 mm.
Colômbia
50. P. beüingi (Kuwert, 1891)
— Ângulos externos da carena
ocular arredondados. 23-31
mm. Brasil
51. P. elfriedae Luederwaldt,
1931
47. Antenas com 4-5 lamelas sen-
do a l.a muito curta .... 48
— Antenas com 3 lamelas . . 51
49. Fóveas frontais glabras, lisas
ou mais ou menos rugosas. 25
mm. Brasil, Guianas
52. P. variiphyllus (Kuwert,
1891)
— Fóveas frontais muito pontua-
das e mais ou menos pubes-
centes 50
50. Fóveas frontais não ou pouco
pubescentes; mesosterno com
pontos nas regiões anteriores,
os lados do disco e as cicatri-
zes finamente pontuados e pu-
bescentes; metaepisternos gla-
bros. 32 mm. Equador
53. P. ndbilii (Rosmini, 1902)
— Fóveas frontais com pêlos lon-
gos ao menos na região pos-
terior; mesosterno liso no
meio com as cicatrizes fina-
mente rugosas e glabras, às
vêzes com pontos grossos iso-
lados; metaepisternos pubes-
centes. 31-32 mm. Brasil, Ve-
nezuela, Guianas, Peru e Bo-
lívia
. . 54. P. abortivus Fercheron,
1835
51 . Tíbias médias com vários espi-
nhos grandes na face externa
52
— Tíbias médias com espinhos
normais 53
52. Tubérculos externos muito
compridos e delgados. 21-25
mm. América do Sul e Central
... 55. P. spiniger Bates, 1886
— Tubérculos externos normais.
23-25 mm. América do Sul e
Central
55. P. maillei Percheron, 1841
Volume 5 (Zoologia)
543
53. Rugas frontais terminando
mais ou menos no meio entre
o côrno e os tubérculos exter-
nos 54
— Rugas frontais terminando
perto dos tubérculos externos
ou quase junto dos mesmos
55
54. Mesosterno pontuado e pubes-
cente nos lados; côrno com
forte quilha longitudinal; área
frontal lisa ou muito escassa-
mente pontuada. 34 milíme-
tros. Equador
. . 56. P. glabrifrons Kuwert,
1898
— Mesosterno com os lados lisos
e glabros. 35 mm. Brasil, (es-
pécie duvidosa)
57. P. denticollis Kaup, 1869
55. úmeros em cima com tufo de
pêlos 56
■ — Úmeros glabros, no máximo
com pêlos ralos na parte in-
ferior 57
56. Côrno quilhado; área frontal
lisa ou com alguns poucos
pontos. 30 mm. Venezuela . . .
. . 58. P. schauffussi Kuwert,
1891
— Côrno não quilhado; área
frontal bem pontuada. 25-30
mm. Brasil, Peru, Equador . .
59. P. peruvianus Kuwert, 1898
57 . Metaepisternos alargados pa-
ra trás, pontuados e pubescen-
tes; lamelas das antenas del-
gadas 58
— Metaepisternos estreitados gla-
bros e sem pontos 59
58. Área frontal com fóvea sim-
ples atrás dos tubérculos se-
cundários. 34-37 mm. América
do Sul e Antilhas
60. P. binominatus Percheron,
1841
— Área frontal com sulco longi-
tudinal nessa região. Brasil e
América Central
. . P. b. erosus (Truqui, 1857)
59. Convexos; tubérculos internos
obsoletos; lamelas antenais
longas; sulcos anteriores do
pronoto longos. 21 mm. Colôm-
bia
61. P. umbriensis Hincks, 1950
— Achatados; tubérculos inter-
nos normais; lamelas mais
curtas assim como os sulcos
anteriores do pronoto. 19-22
mm. América do Sul e Cen-
tral
... 62. P. glaberrimus Escho-
choltz, 1829
60. Côrno com ponta não livre
61
— Côrno com ponta mais ou me-
nos livre 64
61. Todo o lado superior opaco . .
62
— Todo o lado superior brilhan-
te 63
62. Estrias elitrais fortemente
pontuadas. 39 mm. Bolívia . .
. . 63. P. opacus Gravely, 1918
— Estrias finamente pontuadas.
37 mm. Venezuela
544
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
... 64. P. languidus (Kuwert,
1891)
63. Mandíbulas com 3 dentes api-
cais. 22-35 mm. América do
Sul, Central e México
... 65. P. interstitialis Eschs-
choltz, 1829
— Mandíbulas com 2 dentes api-
cais
. . P. i. amazonicus (Kuwert,
1891)
64. Mesosterno além das cicatri-
zes que são grandes, pontua-
das e pubescentes, com pontos
e pêlos nos lados. 23-44 mm.
América do Sul
66. P. coniferus Eschs-
choltz, 1829
— Mesosterno e cicatrizes gla-
bros e simples 65
65. Côrno com ponta muito livre.
42-46 mm. América do Sul e
Antilhas
. . 67. P. unicornis St. Farg. &
Serville, 1825
— Côrno com ponta não ou pou-
co livre 66
66. Estrias elitrais laterais muito
mais finas que as interestrias
67
— Estrias laterais mais largas
que as interestrias 68
67. Cicatrizes dos mesosternos
formadas por uma mancha
fosca e opaca. 37 mm
. . 68. P. glaber Gravely, 1918
— Cicatrizes do mesosterno nor-
mais. 40-51 mm. América do
Sul e Central
69. P. interruptus (Linnaeus,
1758)
68. Cicatrizes do mesosterno vir-
guliformes. 31 mm. Colômbia
70. P. suturalis Bur-
meister, 1847
— Cicatrizes do mesosterno nor-
mais. 31-41 mm. América do
Sul, Central e México
. . 71. P. punctiger St. Farg. &
Serville, 1825
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Chave para as subfamílias
1 . Tíbias médias e posteriores
pouco dilatadas para o ápice,
no máximo gradualmente
alargadas desde a base
. . I. Scarabaeinae Peringuey,
1901
— Tíbias médias e posteriores
abruptamente engrossadas no
têrço apical
II. Coprinae Peringuey, 1901
I. Scarabaeinae Peringuey, 1901
Chave para as tribos
1. Palpos labiais bi-articulados;
coxas médias muito separadas,
paralelas e situadas nas mar-
gens externas do metasterno,
bem perto dos élitros
... 1. Eurysternini Pereira &
Martinez, 1960
— Palpos maxilares tri-articula-
dos, às vêzes o último muito
reduzido; coxas médias mais
ou menos aproximadas e oblí-
quas
2. Canthonini Peringuey, 1901
Volume 5 (Zoologia)
547
1. Eurysternini Pereira &
Martinez, 1960
Eurysternus Dalman, 1824
Chave para as espécies
1. Tarsos anteriores presentes e
firmemente insertos nas tí-
bias 2
— Tarsos anteriores ausentes ou
caducos. Brasil e Equador.
15-18 mm
. . 1. E. foedus (Guerin, 1844)
2. Com carena umeral 3
— Sem carena umeral 6
3. Pronoto com áreas brilhantes
ou salientes dispostas em ar-
co ou semicírculo, Brasil, Co-
lômbia, Venezuela, América
Central e México. 10-13 mm . .
2. E. mexicanus Harold, 1869
— Pronoto sem áreas dispostas
em semicírculo 4
4. Pronoto com superfície apro-
ximada e uniforme. 10-14 mm.
Colômbia
. . 3. E. marmoreus Castelnau,
1840
— Pronoto com depressões e
aproximadamente 9 mm ... 5
5. Pronoto com depressões ma-
nifestas; clípeo subarmado.
Colômbia. 7,5-9 mm
4. E. impresicollis Castelnau,
1840
— Pronoto com depressões pou-
co nítidas: clípeo inerme. Bra-
sil, Colômbia, Equador, Bolí-
via e América Central. 8-9 mm
. . 5. E. plebejus Harold, 1880
6. Tegumento com brilho azula-
do submetálico. Brasil, Guia-
nas. 9,5-13 mm
. . 6. E. calligrammus Dalman,
1824
— Tegumento sem brilho metá-
lico 7
7. Pequenos, abaixo de 11,5 mm.
Brasil, Guianas
7. E. cayennensis Castelnau,
1840
— Grandes, acima de 13 mm . . .
8
8. Fêmures posteriores sem den-
tes. 16,5-19 mm. Brasil, Guia-
nas e América Central
. . 8. E. velutinus Bates, 1887
— Fêmures posteriores com den-
tes 9
9. Pronoto com 5 manchas cla-
ras e com apêndice recurvos
para cima nos ângulos poste-
riores ( S ) Brasil, Guianas,
Bolívia. 17-20 mm
9. E. hamaticollis Balthasar,
1939
— Pronoto somente com uma
mancha metálica na parte án-
tero-mediana e sem apêndice
recurvo posteriormente. Bra-
sil, Guianas e Colômbia. 14-18
mm
10. E. caribaeus (Herbst, 1789)
2. Canthonini Peringuey
1 . Escutelo visível
1. Malagoniella Martinez, 1961
— Escutelo invisível e encoberto
pelos élitros 2
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
548
Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
2. Borda posterior do pronoto
com processo dentiforme cen-
tral dirigido para trás
2. Streblopus Lansberg, 1874
— Borda posterior do pronoto
não projetada em dentículo
3
3. Tíbias médias e posteriores
com carenas transversas . . 4
— Tíbias médias e posteriores
sem carenas transversas . . 5
4. Metasterno giboso anterior-
mente; ângulos anteriores do
pronoto marcados; tarsômeros
1-4 das tíbias médias e poste-
riores triangulares e tão lon-
gos como largos; élitros com
9 estrias
. . 3. Scybalophagus Martinez,
1953
— Metasterno sem giba anterior-
mente; tarsômeros médios e
posteriores claramente mais
longos que largos e não trian-
gulares; élitros com 10 estrias
... .4. Canthotrypes Paulian,
1939
5 . Tíbias posteriores obliquamen-
te truncadas no ápice e o ân-
gulo externo prolongado em
projeção dentiforme além da
inserção dos tarsos
. . 5. Sinapisoma Boucomont,
1927
— Tíbias posteriores retas ou
quase retamente truncada e
com ângulo externo não pro-
longados 6
6. Escultura elitral irregular e
com tubérculos rombos ou
agudos
6. Anisocanthon Martinez &
Pereira, 1956
— Escultura elitral homogênea,
sem fileira de tubérculos, no
máximo com carena ou tubér-
culos na base e no ápice (me-
nos em Deltochilum do sub.
Calhyboma) 7
7 . Élitros com 7-8 estrias .... 8
— Élitros com 9 estrias 10
8. Élitros com 7 estrias pois as
laterais são muito apagadas e
cobertas de cerdas
. . 7. Trichocanthon Pereira &
Martinez, 1959
— Élitros com 8 estrias e sem
cerdas 9
9. Tarsômeros basal posterior
igual ou quase igual ao 2.°;
tíbias anteriores sem proces-
so lobiforme antes do meio . .
8. Geocanthon Pereira & Mar-
tinez, 1956
— Tarsômero basal posterior cla-
ramente mais curto que o
2.°; tíbias anteriores com pro-
cesso lobiforme antes do meio
9. Cryptocanthon Bal-
thasar, 1942
10. Tarsômero basal posterior
sempre mais longo que o 2.°
11
— Tarsômero basal posterior
igual ou mais curso que o 2.°
12
Volume 5 (Zoologia) 549
11. Élitros pubescentes; pronoto e 1. Malagoniella Martinez, 1961
interestrias elitrais granulosas astyanax (0iivier, 1788)
1939 Canth0nidia Paulian’ 14,5-20 mm. Brasil, Guianas.
— Élitros não pubescentes; pro- 2. Streblopus Lansberge, 1874
noto e élitros são granulosos $ opatroides Lansberg, 1874.
.... 11. Paedhyboma Kolbe, 14-I6 mm. Peru e Brasil.
1893
12. Tarsômero basal posterior 3 Scybalophagus Martinez, 1953
igual ou quase igual ao 2.° S. rugosus (Blanchard, 1843)
13 12-13 mm. Bolívia e Peru.
-Tarsômero basal posterior 4 Canthotrypes Paulian, 1939
mais curto que o 2.° 15
19 . . , C. oberthüri Paulian, 1939.
• Pigidio nao marginado na ba- „ „ _
se 6-6,5 mm. Amazonas.
12. Pseuáocanthon Bates, 1888 5 . Sinapisoma Boucomont, 1927
Pigidio marginado na base . 14 5 minutum Boucomont, 1927.
14 . Pigidio anguloso no centro . . 2,7-3 mm. Brasil, Guianas.
.... 13. Goniocanthon Perei-
ra & Martinez 1956 6- Anisocanthon Martinez &
— Pigidio não anguloso no cen- Pereira, 1956
Iro A. sericinus (Harold, 1868).
• • 14. Canthon Hoffmansseg, 7, 5-8, 5 mm. Brasil, Guianas e Co-
1817 lômbia.
15. Pigidio não marginado na ba- „ _ . . _ p
b 7. Tnchocanthon Pereira &
tmnsCTal ^ 1959
15. Scybalocanthon Martinez, T. sordidus (Harold, 1868).
1948 6-7 mm. Brasil e Guianas.
— Pigidio marginado na base .16 g Geocanthon Pereira &
16. Élitros com carenas laterais e Martinez, 1956
tubérculos apicais; médios ou
grandes Chave para as especies
16. Deltochiiúm Eschscholtz, da re8iâo amazônica
1822 1. Clípeo claramente bidentado
— Élitros sem carenas nem tu- 2
bérculos; pequenos — Clípeo quadridentado ou com
• • 17. Glaphyrocanthon Mar- pequena marginação no lado
tinez, 1948 externo dos dentes médios . 3
cm l
SciELO
550
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
2. Fêmures e tíbias amarelos.
7-8 mm. Colômbia
. . 1. Geocanthon columbianus
(Schmidt, 1920)
— Fêmures e tíbias pretos. 8,5-
-10 mm. Norte da América do
Sul até México
. . 2. Geocanthon politus (Ha-
rold, 1868)
3. Tíbias anteriores com o lado
interno dilatado em ângulo
manifesto élitros brilhantes
com 2 manchas amarelas na
região apical. 7-8 mm. Brasil,
Colômbia, Equador
. . 3. Geocanthon bimaculatus
(Schmidt, 1922)
— Tíbias anteriores simples e
não angulosas na margem in-
terna 4
4 . Élitros opacos e mates .... 8
5. Superfície preta ou azul; ca-
beça e pronoto verdes; élitros
com estrias muito apagadas
com exceção da suturai. 8-9,5
mm. Colômbia até o México . .
.... 4. Geocanthon femoralis
(Chevrolat, 1834)
— Superfície ao menos em parte
amarelada 6
6. Élitros com faixa vermelha no
centro e com a base e o ápice
pretos. 6-8 mm. Colômbia,
Equador, Peru e Bolívia
5. Geocanthon pallidus
(Schmidt, 1922)
— Élitros completamente amare-
lados 7
7. Cabeça amarela como o resto
da parte superior; tíbias ante-
riores com dentes laterais nos
$ $ e 3 nas 2 2 ; pigídio com
a base angulosa no centro.
8- 10,5 mm. Colômbia, Equa-
dor, Peru e América Central .
... 6. Geocanthon angustatus
(Harold, 1867)
— Cabeça preta, pronoto amare-
lo com mancha preta no meio
da base; tíbias anteriores com
3 dentes nos s $ e 22; pigí-
dio com a base não angulosa
no centro. 7-8 mm. Brasil,
Guianas e Peru
.... 7. Geocanthon coloratus
(Schmidt, 1822)
8 . Genas não angulosas nem
dentadas na frente. 8 mm.
Brasil, Venezuela, Peru, Equa-
dor e Bolívia
... 8. Geocanthon rubrescens
(Blanchard, 1834)
— Genas angulosas ou dentadas
na frente 9
9. Unicolores na parte superior;
côr preta com o pronoto bri-
lhante e os élitros opacos.
9- 11,5 mm. Brasil, Guianas,
Venezuela, Colômbia e Bolívia
. . 9. Geocanthon semiopacus
(Harold, 1868)
— Bicolores na parte superior .
10
10. Pronoto prêto brilhante; éli-
tros ferrugíneos e opacos. 11
mm. Pará
Volume 5 (Zoologia) 551
10. Geocanthon vulcanoae Pe- Central, México e Antilhas . .
reira & Martinez, 1956 . . 2. Pseudocanthon perplexus
— Pronoto amarelo e brilhante (Leconte, 1847)
em geral com mancha preta — côr verde metálica 5 mm Ve-
no centro; élitros pretos e nezuela e América Central . .
opacos, amarelados em exem- . . . . 3. Pseudocanthon chlori-
plares imaturos. 9-12,5 mm. mm 18g7
Brasil, Colombia, Peru e Bo-
lívia 13. Goniocanthon Pereira &
. . 11. Geocanthon luteicollis Martinez 1956
(Erichson, 1847)
C. fulgidus (Redtenbacher,
9. Cryptocanthon 1867) . 11-16 mm. Brasil.
Balthasar, 1942
14. Canthon Hoffmanssegg, 1817
C. paradoxus Balthasar, 1942.
3,5 mm. Equador. Chave para as espécies
10. Canthonidia Paulian, 1939 ^ 01h°s êrandes 2
— Olhos pequenos 3
C. rubromaculata (Blanchard, 2 CIIpe0 bidentado na frente.
1843) 7-8 mm. Bolívia e Guianas? 12>5_15. Gulanas, Colômbia . .
11- Paedhyboma Kolbe, 1893 !• Canthon bicolor
(Castelnau, 1840)
P. aberrans (Harold, 1868)
8-9 mm. Brasil, Colômbia, Peru, - Clípeo quadridentado na fren-
Equador e Bolívia. te' 6mm' Bollvla
2. Canthon brunneus
12. Pseudocanthon Bates, 1888 Schmidt, 1922
Chave para as espécies 3 . Clípeo bidentado; genas em
i rp-u • , . geral sem dente na frente . . 4
Tíbias anteriores obliquamen- °
te truncadas no ápice 4-5 mm. Clípeo quadri ou multidenta-
Brasil e Colômbia do na frente 17
1. Pseudocanthon xanthurus 4. Tíbias anteriores com o dente
(Blanchard, 1843) lateral apical dirigido para a
- — Tíbias anteriores retamente frente e na linha do eixo das
truncadas no ápice 2 tíbias 5
2. Côr marrom-escura com bri- — Tíbias anteriores com o dente
lho metálico 4, 5-5, 5 mm Ve- apical dirigido para os lados
nezuela, Colômbia, América 7
cm l
SciELO
552
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
5. Élitros completamente gla-
bros e superfície mais ou me-
nos brilhante 6-8 mm. Brasil,
Guianas, Colômbia
.... 3. Canthon trimaculatus
Schmidt, 1922
— Élitros claramente pubescen-
tes, embora os pêlos sejam
muito pequenos e por isso os
élitros são mates 6
6. Élitros com carena umeral e
prosterno com dentículo late-
ral. 12-13 mm. Norte da Amé-
rica do Sul
4. Canthon sexspilotus
(Guérin, 1857)
— Élitros sem carena umeral.
8-9 mm. Equador
5. Canthon kastneri
Balthasar, 1939
7. Fêmures posteriores clara-
mente pontuados e os pontos
com pêlos. 9-10 mm. Brasil,
Guianas
6. Canthon affinis
(Fabricius, 1801)
— Fêmures não pontuados nem
pubescentes 8
8. Pigídio não marginado na ba-
se 9
— Pigídio marginado na base .
11
9. Fêmures posteriores não mar-
ginado na margem anterior
da face ventral. 9-12 mm. Bra-
sil, Guianas, Colômbia
7. Canthon triangularis
(Drury, 1773)
— Fêmures posteriores margina-
dos na margem anterior da
face ventral 10
10 . Élitros com carena umeral for-
te. 12-13 mm. Norte da Améri-
ca do Sul, Bolívia
8. Canthon monilifer
Blanchard, 1843
— Élitros sem carena umeral for-
te. 8-12 mm. América do Sul
. . 9. Canthon 7 — maculatus
(Latreille, 1807)
11. Tíbias anteriores obliquamen-
te truncadas no ápice .... 12
— Tíbias anteriores retamente
truncadas no ápice 13
12. Élitros com fina carena ume-
ral. 9-10 mm. Pará
10. Canthon forcipatus
Harold, 1868
— Élitros sem carena umeral. 10
mm. Colômbia
11. Canthon plagiatus
Harold, 1880
13. Carena prosternal não alcan-
ça a margem externa do pro-
noto 14
— Carena prosternal chega até a
margem externa do pronoto .
15
14. Cabeça com pontos finos; pro-
noto claramente pontuado
com os lados agudamente an-
gulosos no centro. 7-8 mm.
Caiena
12. Canthon viduus
Harold, 1868
— Cabeça apenas pontuada; pro-
noto liso. 7-7,5 mm. Caiena . .
Volume 5 (Zoologia)
553
.... 13. Canthon subeyaneus
Erichson, 1848
15. Ângulos anteriores do prono-
to retos. 7 5 mm. Caiena ....
.... 14. Canthon acutiformis
Balthasar, 1939
16. Élitros sem carena umeral.
6, 5-8, 5 mm. Colômbia, Vene-
zuela
15. Canthon acutus
Harold, 1868
— Élitros com carena umeral.
4-5 mm. Colômbia, Venezuela
16. Canthon acutoides
Schmidt, 1922
17. Clípeo claramente quadriden-
tado; genas não angulosas .
18
— Clípeo quadri ou sexi-denta-
tados na frente 25
18. Pigídio não marginado na ba-
se; tíbias anteriores sempre
obliquamente truncadas no
ápice 19
— Pigídio marginado na base .
20
19. Élitros com carena umeral.
10-12 mm. América do Sul e
Central
... 18. Canthon 5-maculatus
Castelnau, 1840
20 . Sulco basal do pigídio não an-
guloso no centro; fêmures
posteriores marginados na
margem anterior da face ven-
tral 21
— Sulco basal do pigídio angu-
loso no meio (em C. virens
fracamente anguloso) .... 23
21. Élitros sem carena umeral.
6 — 7,5 mm. América do Sul
19. Canthon mutabilis
Lucas, 1859
— Élitros com carena umeral .
22
22. Prosterno sem dentículo nos
lados. 9-11 mm. Colômbia e
América Central
20. Canthon sallei
Harold, 1863
— Prosterno com dentículo nos
lados. 6, 5-7, 5 mm. Amazonas .
21. Canthon scrutator
Balthasar, 1939
23. Prosterno sem dentículo late-
ral. 4, 5-5, 5 mm. Colômbia . . .
.... 22. Canthon obscuriellus
Schmidt, 1922
— Prosterno com dentículo late-
ral 24
24. Tíbias médias mais ou menos
dobradas para dentro na face
superior. 5-6,5 mm. América
do Sul até Panamá
23. Canthon lituratus
(Germar, 1813)
— Tíbias médias normais: 7,5-
-10,5 mm. Brasil
24. Canthon virens
Mannerheim, 1829
15 . Scybalocanthon
Martinez, 1948
Chave para as espécies
1 . Estria elitral. 8.a não alcança
a base 2
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
554
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
— Estria elitral. 8.a não alcança
a base e às vêzes é carenifor-
me 5
2. Ângulos anteriores do prono-
to não ponteagudos; estrias
elitrais com fortes pontos in-
vadindo as interestrias; élitros
e pigídio unicolores. Américas
do Sul e Central 3
— Ângulos anteriores do pronoto
ponteagudos 4
3 . C 1 í p e o 4-dentado. 6-7 mm.
América do Sul e Central . . .
1. S. moniliatus
(Bates, 1887)
— Clípeo bi-dentado na frente.
6-8 mm. Colômbia, Guiana . .
2. S. trimaculatus
(Schmidt, 1922)
4. Fêmures com pequena man-
cha escura na base e no ápi-
ce; estrias da mesma côr dos
élitros; pronoto, élitros e pi-
gídio não manchados. 8-9 mm.
Venezuela, Colômbia, Brasil
. . 2. Scybalocanthon imitans
(Harold, 1868)
— Fêmures com grande mancha
escura nas extremidades; es-
trias dos élitros enegrecidas;
pronoto, élitros e pigídio man-
chados. 5-5,5 mm. Colômbia .
. . 3. Scybalocanthon darling-
toni (Paulian, 1930)
5. Fêmures completamente pre-
tos 6
— Fêmures mais ou menos ama-
relados 7
6. Estrias elitrais fracas; pronoto
unicolor com chagrinação no-
tável. 9,5-10,5 mm. Bolívia . .
. . 4. Scybalocanthon zischkai
Martinez, 1949
— Estrias elitrais fortes e bicare-
nadas; pronoto com mancha
preta no centro e pequenos
pontos manifestos. 4-4,5 mm.
Colômbia
... 5. Scybalocanthon kelleri
Pereira & Martinez, 1956
7. Estria elitral 8.a finamente
carenada na base; élitros es-
curecidos e unicolores; prono-
to alaranjado com mancha es-
cura na frente ou faixa escura
longitudinal central 8
— Estria elitral 8.a sem carena
mas somente impressa .... 9
8. Pronoto unicolor 6 mm. Ama-
zonas
S. uniplagiatus
(Schmidt, 1922)
— Pronoto com mancha preta.
8 mm. Amazonas, Guianas . .
S. pygidialis
(Schmidt, 1922)
9. Élitros e pronoto brilhantes;
pronoto alaranjado com fina
linha escura no centro. 7-8
mm. Brasil, Guianas
. 7. Scybalocanthon cyanoce-
phalus (Harold, 1868)
— Élitros opacos ou pouco bri-
lhantes 10
10. Estrias elitrais bem marca-
das; pronoto, élitros e pigídio
Volume 5 (Zoologia)
555
sem manchas. 7-8 mm. Brasil,
Peru, Bolívia
... 8. Scybalocanthon aereus
(Schmidt, 1922)
— Estrias elitrais finas e pouco
visíveis 11
11. Pronoto e pigídio unicolores;
élitros alaranjados e enegre-
cidos na base e no ápice. 8,5-
-9,5 mm. Brasil, Guianas ....
. . 9. Scybalocanthon nigriceps
(Harold, 1868)
— Pronoto com 4 manchas es-
curas: élitros totalmente es-
curos. 7,5-9 mm. Equador ....
.... 10. Scybalocanthon ma-
culatus (Schmidt, 1920)
16. Deltochilum Eschscholtz,
1822
Chave para os subgêneros
1 . Interestria 9.a dos élitros in-
teira em tôda a sua extensão
ou pelo menos nos 3/4 ... 2
— Interestria 9.a com carena
não ultrapassando o meio dos
élitros ou ausentes 4
2. Carena lateral invisível de ci-
ma
... 1. Telhyboma Kolbe, 1893
— Carena lateral visível de cima
3
3. Carena da 7.a interestria apa-
gada na base
2. Deltochilum Eschs-
coltz, 1822, s. str.
— Carena da 7.a interestria pre-
sente na base
. 3. Aganhyboma Kolbe, 1893
4. Interestria elitral 9.a sem ca-
rena ou somente com um tra-
ço muito fino
. . 4. Calhyboma Shipp, 1897
— Interestria elitral 9.a clara-
mente carenada 5
5. Carena epipleural apagada na
frente
.... 5. Euhyboma Kolbe, 1893
— Carena epipleural manifesta
na frente 6
6 . Clípeo bidentado na frente . .
. . 6. Deltohyboma Lane, 1946
— Clípeo quadridentado na fren-
te 7
7 . Metasterno simples atrás e
sem tubérculos
7. Parahyboma Paulian, 1938
— Metasterno bituberculado
atrás
. . 8. Hybomidium Shipp, 1897
1. Telhyboma Kolbe, 1893
D. ( Telhyboma ) orbiculare Lans-
berge, 1874, 23-30 mm. Brasil,
Peru, Bolívia e Colômbia.
2. Deltochilum Eschscholtz, 1822
Chave para as espécies
1. Carena da 7a interestria jun-
tando-se com a da 9.a e se
fundindo com a mesma na
frente. 33-35 mm. Brasil, Co-
lômbia
.... 1. Deltochilum dentipes
Eschscholtz, 1822
— Carena da 7a interestria com-
pletamente independente da
9.a e paralela com a mesma.
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
556
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
26-35 mm. Brasil
. . 2. Deltochilum enceladus
Kolbe, 1893
3. Aganhyboma Kolbe, 1893
D. (A.) cupricolle Blanchard,
1843. Brasil, 11-13 mm.
4. Calhyboma Shipp, 1897
Chave para as espécies
1. Pronoto com tubérculos no
disco. 13-17 mm. Brasil, Guia-
nas
1. D. ( Calhyboma ) carinatum
(Westwood, 1837)
— Pronoto sem tubérculos no
disco 2
2. Lados do pronoto sem den-
tículo entre os ângulos ante-
riores e os médios; côr metá-
lica, verde ou cúprea. 15-20
mm. Colômbia
2. D. ( Calhyboma ) hypponum
(Buquet, 1844)
— Lados sem dentículo manifes-
to entre os ângulos anteriores
e os médios 3
3. Interestrias elitrais finamente
granuladas 4
— Interestrias claramente rugo-
sas 5
4. Côr metálica cúprea ou com
reflexos cúpreos. 17 mm.
Equador
3. D. ( Calhyboma ) lueder-
waldti Pereira & d’Andreta,
1955
— Côr sem reflexos metálicos.
16-17 mm. Colômbia
4. D. ( Calhyboma ) puncta-
tum Harold, 1880
5. Interestrias elitrais fortemen-
te pontuadas. 18 mm. Brasil .
. . o. D. ( Calhyboma ) verruci-
ferum Felsche, 1911
— Interestrias fracamente pon-
tuadas 6
6. Estrias elitrais com pontos
foveiformes e uma margem
lisa de cada lado. 11-13 mm.
Equador, Colômbia
6. D. ( Calhyboma ) tessélatum
Bates, 1870
— Estria com pontos finos e sem
margens lisas de cada lado.
19-24 mm. Brasil, Bolívia,
Guianas, Colômbia, América
Central e México
... 7 .D. ( Calhyboma ) mexi-
canum Burmeister, 1848
5. Euhyboma Kolbe, 1893
D. (E.) brasiliense (Castelnau,
1840). 18-29 mm. Brasil.
6. Delthyboma Lane, 1946
Chave para as espécies
1 . Pigídio com o ápice recurvo e
em ponta; cabeça alongada e
dentes clipeais muito aproxi-
mados; carena lateral dos éli-
tros longa e quase inteira . 2
— Pigídio não recurvado em
ponta no ápice; cabeça curta
e larga com os dentes clipeais
afastados; carenas laterais dos
élitros mais curtos 3
Volume 5 (Zoologia) 557
2. Interestrias costiformes. 11 6. D. { Delthyboma ) pretiosum
mm. Venezuela (?) Harold, 1875
1. D. { Delthyboma ) icaroides 8. Corpo largo, arredondado,
Balthasar, 1939 pouco convexo. 13-15 milíme-
— Interestrias não costiformes. tros. Norte do Brasil até Mé-
14-17 mm. Colômbia xico
2. D. ( Delthyboma ) valgum . . 7. D. ( Delthyboma ) parile
longiceps Paulian, 1938 Bates, 1887
3. Ápice elitral com tubérculos — Corpo alongado 9
nas interestrias 3, 4, 5, 6 e 7. 9 côr preta; pontos do pronoto
9-11 mm. Brasil, Amazonas . . mais fortes e homogêneos; fê-
3. D. { Delthyboma ) sextuber- mures médios armados nos
culatum Bates, 1870 ^ á 15-17 mm. Venezuela, Co-
— Ápice elitral com tubérculos lômbia
diferentemente dispostos . . 4 8. D. ( Delthyboma ) abdomi-
4. Ápice elitral com tubérculos nale Martinez, 1947
nas interestrias 3, 4, 5, 6 e 7 — côr verde ou azulada; pontos
5 do pronoto finos e esparsos;
— Ápice elitral com tubérculos fêmures posteriores inermes
diferentes 14 nos ê s 10
5. Pronoto granuloso. 14-16 mm jq Cabeça com pontos finos; ver-
.... 4. D. ( Delthyboma ) cal- de azuiados. 17-19 mm. Equa-
caratum Bates, 1870 dor
Pronoto pontuado 6 9. D. ( Delthyboma ) speciosis-
6. Clípeo com pontos nulos ou simum Balthasar, 1939
muito finos em sua metade — Cabeça com pontos fortes e
anterior. 14-17 mm. Colômbia, esparsos; côr azul; azul-esver-
Equador, Peru deada ou verde brilhante. 18-
5. D. {Delthyboma) aequino- _24 mm Colômbiaj Equador .
tiale (Buquet, 1844) 10. D. {Delthyboma)
~ Clípeo com pontos homogê- Paulian, 1938
neos e regulares, menos entre
os dentes clipeais 7 n- Interestrias com tubérculos
7. Pontos das estrias elitrais não apicais em 4, 5, 6 e 7, 12 13
foveola ou somente com algu- mm- E(3ua 01
mas fóveas 8 n- D- ( Delthyboma ) batesi
— Pontos das estrias claramente Paulian, 1938
foveolados. 10-12 mm. Colôm- — Interestrias com tubérculos
bia, Peru apicais diferentes 12
cm l
SciELO
558
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
12. Tubérculos apicais nas inte-
restrias em 5,6 e 7 13
— Tubérculos apicais nas inte-
restrias 3, 5, 6 e 7 16
13. Côr verde oliva nos élitros e
verde cúpreo no pronoto e ca-
beça. 11-13 mm. Pará
12. D. ( Delthyboma ) dirings-
hoffeni Pereira & Martinez,
1956
— Côr diferente 14
14. Estrias elitrais com pontos
foveiformes. 14-15 mm. Peru .
13. D. ( Delthyboma ) crenuli-
pes Paulian, 1938
— Estrias sem pontos foveifor-
mes 15
15. Estrias elitrais apagadas e
quase invisíveis entre os pon-
tos das interestrias. 12-13 mm.
Brasil, Guianas
14. D. ( Delthyboma ) guyanen-
se Paulian, 1933
— Estrias elitrais bem visíveis
entre os pontos dos élitros. 8-
-9,5 mm. Brasil, Guianas ....
15. D. ( Delthyboma ) septem-
striatum Paulian, 1938
16. Os <5 S com as tíbias poste-
riores prolongadas em espi-
nho calcariforme 17
— Os á 5 com as tíbias poste-
riores não prolongadas em es-
pinho 18
17. Pronoto com pontos sem grâ-
nulos. 15-17 mm
8bis. D. ( Delthyboma ) ab-
dominale Martinez, 1947
— Pronoto com grânulos entre
os pontos. 12-20 mm. Brasil,
Bolívia
16. D. ( Delthyboma ) laetius-
culum Bates, 1870
18. Pontos do pronoto muito for-
tes e densos 19
— Pontos do pronoto mais finos
e esparsos 20
19. Interestrias com fortes grânu-
los de brilho cúpreo. 15-16 mm.
.... 17. D. ( Delthyboma )
hypocrita Balthasar, 1939
— Interestrias sem grânulos. 10
mm. Amazonas
18. D. ( Delthyboma ) asperi-
colle Bates, 1870
20. Interestrias com rugas ou tu-
bérculos alongados. 11 mm.
Peru, Equador
19. D. ( Delthyboma ) laeviga-
tum Balthasar, 1939
— Interestrias sem rugas alon-
gadas 21
21. Estrias com pontos pequenos
e não foveiformes 22
— Estrias com pontos fortes e
foveiformes 25
22. Clípeo com pontos finos e es-
parsos 23
— Clípeo com pontos fortes e
densos 24
23. Élitros com pontos mais finos
e esparsos. 12,5 mm. Equador
. . 20. D. ( Delthyboma ) oben-
bergeri Balthasar, 1939
— Élitros com pontos mais for-
tes e densos 8-9 mm. Amazo-
nas
Volume 5 (Zoologia)
559
21. D. ( Delthyboma ) femorale
Bates, 1870
24. Fêmures posteriores dos $ ê
inermes; lados do pronoto ar-
redondados. 12,5-13 mm. Vene-
zuela
22. D. ( Delthyboma ) plebejum
Balthasar, 1939
— Fêmures posteriores dos s S
armados; lados do pronoto
angulosos. 13-15 mm. Brasil,
Guianas
23. D. ( Delthyboma ) subme-
tallicum (Castelnau, 1840)
25. Pronoto e élitros granulosos,
com grânulos densos e pontos
esparsos entre os mesmos . 26
— Pronoto e élitros com escultu-
ra diferente 27
26. Pontos do pronoto e dos éli-
tros grossos e os grânulos
mais esparsos. 15-15,5 mm. Bo-
lívia
24. D. ( Delthyboma ) silphoi-
des Balthasar, 1939
— Pontos do pronoto e dos éli-
tros mais fracos e esparsos, os
grânulos mais densos. 12 mm.
Amazonas
16bis. D. ( Delthyboma ) lae-
tiusculum Bates, 1870
27 . Carena da 9.a interestria pas-
sando do meio dos élitros. 11
mm. Amazonas
25. D. ( Delthyboma ) granula-
tum Bates, 1870
■ — A carena mencionada não
atinge o meio dos élitros . 28
28. Fêmures posteriores com ca-
rena dentiforme na base . 29
— Fêmures posterioreo simples-
mente curvos e com uma fran-
ja de pêlos ruivos na margem
posterior 32
29. Porte grande e robusto. 18-20
mm. Bolívia
26. D. ( Delthyboma ) sericeum
Paulian, 1938
— Porte menor e mais fraco . 30
30. Metasterno quase completa-
mente liso. 11-12 mm. Amazo-
nas, Peru, Equador
27. D. ( Delthyboma ) perua-
num Paulian, 1938
— Metasterno esparsa mais cla-
ramente pontuado 31
31 . Interestrias com fortes tubér-
culos cúpreos e brilhantes.
15-16 mm. Brasil, Bolívia ....
17bis. D. ( Delthyboma ) hypo-
crita Balthasar, 1939
— Interestrias sem tubérculos.
10-11 mm. Amazonas
28. D. ( Delthyboma ) fusco-
cupreum Bates, 1870
32. Ângulos anteriores do pronoto
salientes, os lados um pouco
sinuosos entre os ângulos an-
teriores e os médios 13-14 mm.
Bolívia
29. D. ( Delthyboma ) aureopi-
losum Paulian, 1938
— Ângulos anteriores do pronoto
apagados e um pouco sinuoso
na margem antes dos ângu-
los médios. 11-12 mm. Amazo-
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
560
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
nas. Equador
30. D. ( Delthyboma ) barbipes
Bates, 1870
7. Parahyboma Paulian, 1938
P. granulosum Paulian, 1933,
Território de Rondônia. 19-25 mm.
8 . Hybomidium Shipp, 1897
1. Interestrias convexas e costi-
formes 2
— Interestrias planas e não ele-
vadas 3
2 . Interestrias com pontos fortes
e ocelares 22-23 mm. Brasil,
Peru
1. D. ( Hybomidium ) pseudoi-
carus Balthasar, 1939
— Interestrias com pontos fracos
e não ocelares. 23-38 mm. Bra-
sil, Guianas
2. D. ( Hybomidium ) icarus
(Olivier, 1789)
3 . Interestrias com numerosas e
densas calosidades. 22-27 mm.
América do Sul
3. D. ( Hybomidium ) d’orbig-
nyi Blanchard, 1843
— Interestrias com calosidades
esparsas. 23-28 mm. Brasil, Pe-
ru, Colômbia e Bolívia
4. D. ( Hybomidium ) amazo-
nicum Bates, 1887
17. Glaphyrocanthon Martinez,
1948
Chave para as espécies
amazônicas
1 . Élitros total ou parcialmente
translúcidos; tíbias anteriores
com o ápice obliquamente
truncado. Subg. Coprocan-
thon Martinez, 1948 2
— Élitros opacos; tíbias anterio-
res com o ápice retamente
truncado. Glapyrocanthon s.
str 6
2. Tarsos médios mais longos
que as respectivas tíbias 4,5-6
mm. Brasil, Venezuela
1. G. ( Coprocanthon ) rufo-
coeruleus Martinez, 1948
— Tarsos médios iguais ou mais
curtos que as tíbias 3
3. Élitros de côr castanha aver-
melhada uniforme 4
— Élitros com manchas casta-
nho escuro transversas ... 5
4. Estrias elitrais indistintas. 6-
-8 mm. Norte da América do
Sul e Central
2. G. ( Coprocanthon ) subhya-
linus (Harold, 1867)
— Estrias elitrais bem marcadas
e pontuadas, principalmente
as internas. 4,5 mm. Amazo-
nas
3. G. ( Coprocanthon ) brunni-
pennis (Schmidt, 1922)
5. Maiores cabeças com pontos
finos e claros; élitros com
pontos finos e desordenados.
6-8 mm. Amazonas, Peru,
Guianas
4. G. ( Corprocanthon ) quadri-
guttatus (Olivier, 1789)
— Menores 4-5,5 mm; cabeça com
pontos finos precisos; élitros
com pontos finos e quase lisos.
Brasil, Peru, Bolívia
Volume 5 (Zoologia)
561
5. G. ( Coprocanthon ) quadri-
maculatus (Schmidt, 1922)
6. Região dorsal do corpo com
fortes pontos setígeros, as cer-
das grossas e curtas 2,5-3 mm.
Norte da América do Sul e
América Central
6. Glaphyrocanthon juvencus
(Harold, 1868)
Região dorsal sem pontos for-
tes setígeros 7
7 • Clípeo 4-dentado na frente,
4,5-5 mm. Brasil, Venezuela . .
7. Glaphyrocanthon nigellus
(Schmidt, 1922)
Clípeo bidentado 8
8. Superfície dorsal dos olhos
grande 9
Superfície dorsal dos olhos
pequena 15
9- Élitros com estria umeral qui-
lhada, embora a quilha seja
muito pequena 10
Élitros sem estria umeral qui-
lhada 11
10 • Pretos brilhante. 10,5-12,5 mm.
Norte da América do Sul até
América Central
8. Glaphyrocanthon aequino-
tialis (Harold, 1868)
Azul violeta e opacos. 13,5-15
mm. Bolívia
9- Glaphyrocanthon proseni
Martinez, 1949
11- Tíbias anteriores com a mar-
gem interna mais ou menos
bruscamente dilatadas na me-
tade distai 12
— Tíbias anteriores normais sem
bordo interno anguloso . . 13
12. Margem lateral do pronoto
com ângulo médio acentuado
e margem caudal sem depres-
são prescutelar. 6 mm. Guia-
na Holandesa
10. Glaphyrocanthon securus
(Schmidt, 1920)
— Margem lateral do pronoto
com ângulo médio arredon-
dado e com a margem poste-
rior prescutelar deprimida. 7-
-7,5 mm. Peru, Bolívia
11. Glaphyrocanthon furvus
(Schmidt, 1920)
13.Proepisterno sem dentículo
lateral. 7, 5-8, 5 mm. Amazonas,
Guianas, Equador
12. Glaphyrocanthon candè-
zei (Harold, 1869)
— Proepisternos com dentículo
lateral 14
Genas angulosas; pontos da
cabeça igual ou um pouco
mais fraca que os do pronoto;
abdômen sem fóveas laterais.
8,5-10 mm. Brasil, Bolívia . . .
13. Glaphyrocanthon bridarol-
lii Martinez, 1949
— Gènas não angulosas; pontos
da cabeça sempre mais fortes
que os do pronoto. 5 mm. Bo-
lívia
14 . Glaphyrocanthon cobosi
Pereira & Martinez, 1960
15. Estria umeral quilhada; fê-
mures posteriores com man-
chas avermelhadas 16
36 —
37 145
562
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
— Estria umeral não quilhada;
fêmures posteriores unicolores
17
16. Região dorsal do corpo mar-
morada e setinada; proepis-
ternos sem dentículo lateral.
6.5- 8 mm. Bolívia
14 bis. Glaphyrocanthon mar-
moratus Pereira & Martinez,
1956
— Região dorsal do corpo não
marmorada proepisternos com
dentículo lateral. 4-5 mm. Co-
lômbia, Venezuela
16. Glaphyrocanthon acutoi-
des (Schmidt, 1922)
17. Com vestígios de estria ume-
ral mais ou menos quilhada.
6. 5- 7, 5 mm. Brasil, Venezuela
.... 17. Glaphyrocanthon va-
riabillis Martinez, 1948
— Sem vestígio de estria umeral.
6.5- 8 mm. Colômbia, Venezue-
la
18. Glaphyrocanthon acutus
(Harold, 1868)
II. Coprinae
Chave para as tribos
da região amazônica
1 . Segundo artículo do palpo la-
bial mais longo que o l.°, e o
3.° muito pequeno, reduzido,
ou mesmo faltando
1. Onthophagini
— Segundo artículo do palpo la-
bial mais curto que o l.°, e
3.° sempre visível 2
2. Base do pronoto com impres-
sões prescutelares
2. Phanaeini
— Base do pronoto sem impres-
sões basais prescutelares . . 3
3 . Tíbias médias e posteriores na
fase externa com carenas
transversas, às vêzes transfor-
madas em espinhos grandes e
fortes; élitros com 8 ou 9 es-
trias principais; quando com
8 com 2 estrias suplementares
uma basal e outra apical . . .
3. Coprini
— Tíbias médias e posteriores
na fase externa simples e sem
carenas ou espinhos grandes,
no máximo denticulados; éli-
tros com 8 estrias principais
e sem estrias suplementares . .
4. Ateuchini
1. Onthophagini
Onthophagus Latreille, 1802
Chave para as espécies
da região amazônica
1. Espécies grandes com longos
pêlos no ápice elitral; cabeça
inerme nos s ê e com 2 care-
nas nas 9 9 ; pronoto do s
excavado na frente. 11 mm.
Rondônia
1. O. onthochromus Arrow,
1913
— Espécies sem longos pêlos no
ápice elitral 2
2 . Cabeça dos s s com 2 cornos,
às vêzes reduzidos a 2 den-
Volume 5 (Zoologia)
563
tículos; a das 2 $ com 2 ca-
renas; epístoma não elevado
em lâmina ou côrno entalha-
do no ápice; pronoto dos á £
simples ou com giba transver-
sa, às vêzes tuberculada ou
dentada nas extremidades; ân-
gulos posteriores do pronoto
sempre sinuosos no lado ex-
terno 3
— Cabeça dos á á sem 2 cornos,
a das $ 2 sem 2 carenas; pro-
noto dos £ <3 simples ou com
lóbulo arredondado ou angu-
loso 18
3. Espécies com pilosidade lon-
ga; tíbias anteriores dos s £
muito finas e longas. 4 mm
Colômbia
2. O. lebasi Boucomont, 1932
— Espécies glabras ou com pêlos
muito curtos; tíbias anterio-
res robustas em ambos os se-
xos 4
4. Pronoto coberto de grânulos
ou pontuação granulosa prin-
cipalmente na frente .... 5
' — Pronoto liso ou com pontos
simples 6
Pronoto coberto de grânulos
pouco densos em tôda a parte
menos nos ângulos anteriores
e no meio da região basal; in-
terestrias dorsais dos élitros,
lisas 4-7 mm. Quase tôda a
América do Sul
3. O. hirculus Mannerheim,
1829
5.
- — Pronoto com pontos granulo-
sos na frente e nos lados; in-
terestrias dorsais dos élitros
com pontos granulosos. 4, 5-7, 5
mm. Brasil, Colômbia, Peru e
Bolívia
4. O. ptox Erichson, 1847
6. Tíbias anteriores em $ s e
2 2 inermes, no canto apical
interno 7
— Tíbias anteriores dos £ £ pe-
queno dentículo no canto api-
cal interno em cima do cal-
car 14
7. Pronoto liso no disco ou com
pontos muito finos e esparsos;
lado superior mate ou quase.
4-6 mm. Colômbia
5. O. steinheili Harold, 1880
— Pronoto claramente pontuado
no disco superior, às vêzes
completamente mate 8
8. Lados da cabeça em geral cla-
ramente entalhado perto das
genas que são salientes e ar-
redondadas; interestrias eli-
trais pares sem pontos e as
ímpares lisas ou com pontos
granulosos fracos. 4-6 mm.
Norte da América do Sul até
a América Central
. . 6. O. marginicollis Harold,
1880
— Lados da cabeça não ou ape-
nas entalhado (menos nos
i £ grandes) ; interestrias eli-
trais uniformemente pontua-
das 9
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
564
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
9. Pronoto com pontos grossos;
interestrias elitrais claramen-
te pontuadas 10
— Pronoto com pontos finos su-
perficiais; interestrias dorsais
lisas ou com pontos muito
fracos, as laterais brilhantes e
bem pontuadas 12
10. Interestrias elitrais cobertas
de grânulos ou pontos granu-
losos esparsos. 4, 5-6, 5 mm.
Norte da América do Sul ....
7. O. bidentatus Drapiez, 1819
— Interestrias elitrais com pon-
tos simples serrados 11
11. Élitros avermelhados com a
interestrias suturai e a meta-
de apical escurecidas, às vêzes
verde-escuro. 4-6 mm. Amazo-
nas, Guianas e Bolívia
8. O. rubrescens Blanchard,
1843
— Élitros pretos ou escurecidos
com mancha umeral verme-
lha; pronoto prêto com man-
cha vermelha nos lados. 4-6,5
mm. Brasil, Guianas
8. O. r. haematopus Harold,
1875
12. Sulco médio do pronoto nulo
ou apagado; interestrias late-
rais dos élitros com pontos de-
siguais, pouco densos e fre-
qüentemente granulosos, as
dorsais lisas ou finamente
pontuadas. 7-8 mm. Amazo-
nas, Equador, Peru e Bolívia
. . 9. O. osculatii Guérin, 1855
— Sulco médio do pronoto bem
marcado; interestrias laterais
com pontos densos e iguais .
13
13. Pronoto brilhante e coberto
de pontos finos. 4, 5-6, 5 mm.
Equador, Peru e Bolívia ....
10. O. ophion Erichson, 1847
— Pronoto e élitros mate. 4,5-6
mm. Equador e Bolívia
. . O. o. confusus Boucomont,
1932
14. Epístoma do £ anguloso com
ápice arredondado ou reflexo;
carena frontal em £ e 2 for-
mando uma linha curva com
as suturas genais longas . . 15
— Epístoma não anguloso nem
truncado ou sinuoso na mar-
gem anterior; carenas fron-
tais quase retas e as suturas
genais muito curtas .... 17
15. Pronoto liso. 6-7 mm. Colôm-
bia e Equador
11. O. embrikiamis Paulian,
1936
— Pronoto pontuado pelo menos
nos ângulos anteriores ... 16
16. Ângulos anteriores do prono-
to agudos. Peru
12. O. schunkei Paulian, 1936
— Ângulos anteriores do pronoto
obtusos. 6-7 mm. Colômbia,
Equador e América Central . .
13. O. acuminatus Harold,
1880
17. Côr preta esverdeada; superfí-
cie lisa e brilhante. 6-10 mm.
Volume 5 (Zoologia)
565
Norte de América do Sul até
México
. . 14. O. curvicornis Latreille,
1811
— Côr e pontos muitos variáveis,
em geral verde, metálicos e
cúpreos azulados. Amazonas,
Equador
.... O. c. incensus Say, 1837
18. Epístoma não prolongado em
lâmina ou apêndice; pronoto
sem os tubérculos compri-
midos nem recurvos e qua-
drituberculado nos s 6 ■ 5,5-
-6,5 mm Colômbia
. . 15. O. columbianus Bouco-
mont, 1932
— Epístoma do á com a borda
anterior refletida, prolongada
em lâmina horizontal bífida
ou em forma de T por cima
da cabeça; pronoto simples ou
armado nos 2 sexos de 2 tu-
bérculos comprimidos e apro-
ximados, ou recurvos e qua-
dri-tuberculado nos s & . . 19
19. Pronoto armado em ambos os
sexos de 2 dentículos compri-
midos. 5-7 mm. Norte da Amé-
rica do Sul e Bolívia
16. O. clypeatus Blanchard,
1843
— Pronoto inerme em ambos os
sexos, ou somente recurvos e
sem os dentes comprimidos.
6-7 mm. Amazonas até a Amé-
rica Central
17. O. nasutus Guérin, 1855
2. Phanaeini
Chave para os gêneros
da região amazônica
1. l.° artículo da clava antena!
não envolvendo inteiramente
os dois seguintes; cabeça sem
côrno longo e ponteagudo . 2
— l.° artículo da clava antenal
envolvendo inteiramente os
dois seguintes 3
2 . Metasterno do <s somente
acuminado na frente e não
saliente; corpo curto e mais
ou menos arredondado; as
$ 9 com tarsos anteriores . .
.... 1. Gromphas Brullé, 1834
— Metasterno dos á á com for-
te saliência na frente; corpo
mais alongado e alargado pa-
ra trás; as 9 9 sem tarsos an-
teriores
.... 2. Oruscatus Bates, 1870
3. Tarsos com menos de 5 ar-
tículos 4
— Tarsos com 5 artículos .... 5
4. Tarsos com 4 tarsômeros cur-
tos largos e triangulares; l.°
antenito da clava em cone ar-
redondado; clípeo com uma
incisão média e 2 lobos arre-
dondados
. 3. Tetramereia Klages, 1907
— Tarsos com 2-3 tarsômeros, o
último às vêzes muito reduzi-
do; clípeo com 2 ou 4 dentí-
culos agudos na frente; corpo
566
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
em geral achatado
4. Denãropaemon Perty, 1830
5 . Cabeça bicarenada nos $ , a
carena posterior com 2 cornos
recurvos ou lâmina baixa com
dentículo nas extremidades;
as $ $ sem tarsos anteriores
... 5. Taurocopris Olsoufieff,
1924
— Cabeça com uma só carena
que nas 9 9 pode transfor-
mar-se em pequeno dente ou
lâmina tridentada; í quase
sempre com côrno 6
6. Metasterno anteriormen-
te prolongado em espinho agu-
do e recurvo por entre as co-
xas anteriores
6. Oxysternon Castelnau, 1840
— Metasterno somente acumi-
nado e não prolongado em es-
pinho 7
7. Tarsos com unhas, tarsôme-
ros triangulares
. . 7. Phanaeus McLeay, 1819
— Tarsos sem unhas 8
8. Lado inferior, pernas e borda
posterior do pronoto com den-
sos pêlos ruivos. Aspecto de
Phaneus
. 8. Megatharsis Waterhouse,
1891
— Lado inferior, pernas e mar-
gem posterior do pronoto sem
densos pêlos ruivos; aspecto
de Tetramereia
. . 9. Homalotarsus Janssens,
1937
1 . Grcmphas Brullé, 1834
Chave para as espécies
amazônicas
1. Pronoto de á e 9 com uma
forte saliência bilobada na
frente; cabeça com 1 côrno
mais alto nos á $ . 15-20 mm.
Amazonas, Guianas, Venezue-
la e Bolívia
1. G. aeruginosa Perty, 1830
— Pronoto de ê e 9 sem saliên-
cia bilobada, no máximo com
uma ligeira gibosidade na
frente. 17-18 mm. Amazonas .
2. G. amazônica Bates,
1870
2. Oruscatus Bates, 1870
Chave para as espécies
1 . De côr azul violeta, pronoto
forte e uniformemente granu-
loso. 15-22 mm. Peru
. . 1. O. davus Erichson, 1847
— De côr preta com reflexo to-
mentoso escuro; pronoto liso
no meio e rugosos atrás e gra-
nuloso nos lados e nos ân-
gulos anteriores. 16-25 mm.
Equador, Colômbia
2. O. opalescens Bates, 1870
3. Tetramereia Klages, 1907
T. convexa (Harold, 1869). 13
mm. Brasil e Venezuela.
Volume 5 (Zoologia)
567
4. Dendropaemon Perty, 1830
Chave para as espécies
amazônicas
1. Tarsos posteriores com 2 ar-
tículos 2
— Tarsos posteriores com 3 ar-
tículos, o último, às vêzes,
muito reduzido 3
2. Élitros e pronoto prêto bri-
rior muito curto. 18-20 mm.
Amazonas, Guiana Francesa
.... 1 . D. piceus Perty, 1830
— Élitros e pronoto com brilho
metálico. 14 mm. Amazonas.
Guianas
. . 2. D. telephus Waterhouse,
1891
3. l.° tarsômero posterior muito
mais longo que o 2.° 4
— l.° tarsômero posterior igual
ou menor que o 2.° 6
4. Corpo achatado; pronoto prê-
to brilhante com pontos finos
e esparsos, mais densos e for-
tes adiante e nos lados. 17-19
mm. Amazonas e Guiana Bri-
tânica
. 3. D. fractipes Felsche, 1909
— Corpo convexo; pronoto for-
temente pontuado 5
5 . Incisão lateral do epístoma
muito profunda; pronoto com
pontos mais ou menos rugo-
sos e confluentes; côr verme-
lho cúprea. 18 mm. Amazo-
nas, Guiana Francesa
4. D. refulgens Waterhouse,
1891
— Incisão lateral do epístoma
mais fraca; pronoto lobado
na frente com o disco forte-
mente pontuado; cabeça com
carena alta. 16-22 mm. Ama-
zonas, Guiana Francesa ....
5. D. amynthas Harold, 1868
6. 1. tarsômero posterior largo e
cordiforme. 8 mm. Brasil . . .
6. D. angustipennis Harold,
1869
— l.° tarsômero posterior mais
estreito e de lados paralelos.
9-11,5 mm. Brasil
7. D. bahianus Harold, 1868
5. Taurocopris Olsoufieff, 1924
Chave para as espécies
amazônicas
1 . Ângulos anteriores e lado do
pronoto inteiramente lisos e
sem pontos. 35-40 mm. Co-
lômbia
1. T. cadmus (Harold, 1868)
— Ângulos anteriores e lados do
pronoto com forte pontuação
rugosa. 35-40 mm. América do
Sul
2. T. mimas (Linnaeus, 1758)
6. Oxysternon Castelnau, 1840
Chave para as espécies
amazônicas
1 . Espécies grandes, 22-25 mm .
2
— Espécies menores de 15-20
mm 6
568
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
2. Carena longitudinal média do
pronoto forte e com dentículo
nos 3 £ côr cúprea, às vêzes
azulada. 24-26 mm. Brasil,
Colômbia, Venezuela e Peru .
. 1. O. lautum (McLeay, 1819)
— Sem carena longitudinal do
pronoto 3
3. Ápice das protuberâncias do
pronoto no 3 , largas e em
ângulo reto ou obtuso; cor-
no do 3 quase reto e medio-
cremente desenvolvido; côr
cúprea, vermelha, raramente
verdes (ou prêto var. de Tri-
nidad) . 22-24 mm. Norte da
América do Sul
. . 2. O. festivum (Linnaeus,
1767)
— Ápice das protuberâncias do
pronoto do £ dentiforme,
agudo e arredondado; côrno
do £ muito longo e curvo;
côr verde, azul ou preta. . . 4
4. Base das estrias laterais dos
élitros em fóveas 5
— As estrias começam em uma
depressão oblonga comum;
margens laterais do pronoto
do £ com 2 fovéolas profun-
das e ovais em baixo das ba-
ses. 24,5 mm. Amazonas e
Guianas
. . 3. O. ebeninum Nevinson,
1890
5. Estrias elitrais sem pontos;
côr verde esmeralda brilhan-
te com as estrias enegrecidas,
às vêzes com reflexo azul. 25-
26 mm. Todo o norte da Amé-
rica do Sul
4. O. conspicillatum (Weber,
1801)
— Estrias elitrais claramente
pontuadas e freqüentemente
com grânulos perto do ápice;
côr azul violeta muito bri-
lhante; côrno cefálico muito
longo e irregularmente curvo
no meio. 25-27 mm. Amazonas
e Bolívia
. . 5.. O. oberthüri Olsoufieff,
1924
6. Porte médio, 17-19 mm. Sali-
ência do pronoto médio ou lo-
buliforme 7
— Porte pequeno, 12-14 mm. Sa-
liência do pronoto com 1 lon-
go espinho 12
7. Saliências do pronoto dos
3 3 , lobuliformes com o ân-
gulo apical quase reto; lados
do pronoto em 3 e $ com
margem espessa mas não em
linha contínua até os ângulos
anteriores que são marcadas
por uma linha muito curta e
fina que se apóia contra a
margem basal e com uma
aresta paralela e apagada na
borda basal 8
— Saliências do pronoto do s
pequenas e tuberculiformes
dispostas anteriormente e se-
paradas por uma pequena de-
pressão; lados do pronoto em
Volume 5 (Zoologia)
569
8 e ç com margens fortes com manchas pretas, 17-19
em S e descontínuas com a mm. Amazonas, Equador ....
margem basal, mas formando 8. O. smaragdinum Olsoufieff,
um ângulo reto posteriormen- 1924
te 9 — Interestrias quase planas e fi-
8. Margem basal do pronoto sem namente chagrinadas; élitros
fóveas; depressão que separa pretos com reflexos verdosos;
as saliências do pronoto do 8 pronoto metálico com man-
se estendem até quase a base chas pretas, 17-18 mm. Bolí-
deixando uma borda mais ou via
menos estreita; élitros escuros • ■ 9. O. sericeum Olsoufieff,
ou verde azulados; pronoto 1924
prêto com os lados e a mar- li. Estrias pouco profundas; in-
gem anterior mais ou menos terestrias subconvexas, as 2.a
metálicos. 18-19 mm. Amazo- e 4.a ligeiramente mais largas
nas e Guianas que as vizinhas. Prêto ou
6. O. macleayi Nevinson, 1892 cúpreo com reflexos verdes no
— Margem basal do pronoto com pronoto, cabeça e pigídio. 17-
2 fóveas chatas no meio; de- "19 mm. Amazonas, Peru,
pressão entre as saliências do Guianas e Bolívia
pronoto do 8 mais para a 19- O. silenus Castelnau, 1840
frente deixando um largo es- — Pretos com reflexos verde-es-
paço convexo e brilhante na meraldinos na cabeça, prono-
margem posterior; prêto esver- to, élitros e pigídio, Peru ....
deado com reflexos brônzeos; O. s. peruanum Pereira, 1943
pronoto com tubérculos e Estrias elitrais muito profun-
manchas pretas e as depres- daS; interestrias convexas, as
sões douradas. 19 mm. Pará e 2.a e 4.a bem mais largas que
Guianas as vizinhas; élitros prêto azu-
7. O. biimpressum Olsoufieff, jado com pronoto verde dou-
1924 rado ou cúpreo brilhante. 17-
9. Interestrias de largura igual -19 mm. Amazonas
10 11. O. aeneum Olsoufieff, 1924
— Interestrias 2.a e 4.a clara- 12. Estrias dos élitros sem pon-
mente mais largas que as 3a tos; as interestrias apenas
e 5.a 11 pontuadas; verde escuro com
10. Interestrias convexas; verde os espinhos do pronoto muito
esmeralda brilhante; pronoto curvos e de côr preta. 12-13
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
570
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
mm. Equador e Bolívia
12. O. curvispinum Olsoufieff,
1924
— Estrias elitrais claramente
pontuadas; interestrias intei-
ramente lisas 13
13. Pontos das estrias pouco for-
tes; pronoto liso e sem pon-
tos; esverdeados, 12-14 mm.
Guiana Francesa
13. O. spiniferum Castelnau,
1840
— Estrias elitrais com pontos
fortes que invadem as interes-
trias; pronoto com pontos
simples e regularmente den-
sos; cúpreo com reflexos dou-
rados, 13 mm. Pará
14. O. striatopunctatum Ol-
soufieff, 1924
7. Phanaeus McLeay, 1819
Chave para os subgêneros
da região amazônica
1 . Clípeo com 3 incisões forman-
do 2 lobos agudos dirigidos
para frente 2
— Clípeo com uma só incisão
formando 2 ângulos dirigidos
para frente, ou inteiramente
arredondado e truncado . . 3
2. As 9 2 sem tarsos anteriores;
cabeça dos s s com uma la-
mela bi ou tridentada ou ele-
vada em um cômo pouco lon-
go, a das 2 2 em carena sim-
ples ou tuberculada; côres
mais ou menos escuras
1. Coprophanaeus Olsoufieff,
1924
— As 2 2 com tarsos anteriores;
cabeça com côrno longo tanto
nos á á como nas 2 2 ; se as
2 2 têm côrno curto há
outros 2 suplementares e en-
tão os élitros são mate. Porte
grande até 55 mm
2. Megaphanaeus Olsoufieff,
1924
3. As 2 2 sem tarsos anteriores;
prêto sem reflexos metálicos
brônzeo-escuros ou plúmbeos
.... 3. Sulcophanaeus Olsou-
fieff, 1924
— As 2 2 com tarsos anteriores;
côres em geral metálicas ....
4. Phanaeus McLeay, s. str.,
1819
1 . Coprophanaeus Olsoufieff,
1924
Chave para as espécies
1. Cabeça do s armada de uma
carena inclinada para a fren-
te e prolongada no meio em
um côrno cilíndrico mais ou
menos curto ou longo .... 2
— Cabeça com outra formação,
sem carena pontuda 8
2. Saliência anterior do pronoto
do S com 3 tubérculos ou 3
ângulos bem marcados sendo
o do meio mais forte 20-35
mm, América do Sul até Tri-
nidad
Volume 5 (Zoologia)
571
1. P. ( Coprohanaeus ) jasius
(Olivier, 1789)
— Saliência do pronoto sem 3
tubérculos, somente com uma
carena espessa na frente . . 3
3. Saliência do pronoto do &
pouco pronunciada ou sim-
plesmente margeada de uma
borda espessa, sem tubérculos
ou lobos; côrno cefálico do ê
pequeno 4
— Saliência do pronoto mais ou
menos dividida em 2 lobos ou
tubérculos separados ou lar-
gamente entalhada no meio
5
4. Élitros muito brilhantes e
profundamente estriados, azul
escuro passando a verde bri-
lhante nos lados; carena do
pronoto com um ângulo obtu-
so dirigido para a frente; pro-
noto prêto com os lados verde
brilhante nos lados; carena do
pronoto com um ângulo obtu-
so dirigido para a frente; pro-
noto prêto com os lados verde
-azulados e com pontos ru-
gosos transversais; base das
estrias 3-5 muito aprofundada,
26 mm. Pará.
2. P. ( Coprophanaeus ) costa-
tus Olsoufieff, 1924
— Élitros pouco brilhantes ou
mate com as interestrias
quase planas ou brilhantes e
mais profundamente estria-
das, mas, então, completa-
mente pretas e o pronoto é si-
multâneamente azul ou ver-
de metálico com pontos sim-
ples e fracos perto da base;
carena do pronoto diferente.
21-23 mm. Guiana Francesa .
3. P. ( Coprophanaeus ) chris-
tophorowi Olsoufieff, 1924
5 . Pronoto do á , na frente, com
2 tubérculos mais ou menos
achatados divididos por um
sulco; pequenos, 14-17 mm.
Guiana Francesa
4. P. ( Coprophanaeus ) parvu-
lus, Olsoufieff, 1924
— Pronoto do s , na frente, com
saliência mais ou menos gran-
de, bilobada ou entalhada no
meio; médios, 22-30 mm . . 6
6. Margens do pronoto, face in-
ferior dos fêmures e pigídio
cúpreos com reflexos metáli-
cos; interestrias 2.a e 5.a com
carena longitudinal média
vista somente com certo au-
mento. Bolívia
5. P. ( Coprophanaeus ) tela-
mon ignecinctus Felsche, 1909
Margem do pronoto face ven-
tral dos fêmures e pigídio não
cúpreos nem com reflexos me-
tálicos fortes; interestrias pla-
nas sem carenas longitudinais
nas 2a e 5a 7
7. Cabeça dos s s com escultu-
ra forte, assim como a das
margens laterais do pronoto;
tubérculos cefálicos com pon-
tos mas manifestos; carena
s
c
i
ELO
ii
12
13
14
cm
572
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
anterior do pronoto da $ com
a impressão posterior não al-
cançando a crista e por isso
ela é completa e inteira. 23-28
mm. Brasil, Peru, Colômbia .
P. ( Coprophanaeus ) telamon
Erichson, 1847
— Cabeça dos <5 á com pontos
fracos, assim como os lados
do pronoto; tubérculos cefáli-
cos sem pontos; carena ante-
rior do pronoto da 9 chega
até a crista que é entalhada
no meio. 23-28 mm. Colômbia,
América Central e México . .
P. ( Coprophanaeus ) t. cory-
thus Harold, 1863
2. Megaphanaeus Olsoufieff,
1924
Chave para as espécies
da região amazônica
1. Élitros fortemente esculpidos,
azul ou verde metálico e com
grânulos; côrno cefálico da 9
longo e dos s ê ; pronoto com
forte saliência média em for-
ma de sela, com tubérculos de
cada lado e na frente com
grande excavação abaixo dos
tubérculos anteriores. 30-50
mm. Todo o Norte da Améri-
ca do Sul
1. P. ( Megaphanaeus ) lanci-
fer (Linnaeus, 1767)
— Élitros mate sedoso sem grâ-
nulos ou pontos; pronoto do
5 com 2 fortes saliências divi-
didas por sulco profundo e li-
so; os da 9 com uma saliên-
cia média bituberculada li-
gando-se de cada lado com
um tubérculo dentiforme. 32-
38 mm. Brasil, Guianas, Bolí-
via
2. P. ( Megaphanaeus ) belli-
cosus Olivier, 1789
3. Sulcophanaeus Olsoufieff,
1924
Uma espécie, 16-24 mm. P.
(, Sulcophanaeus ) steinheili Ha-
rold, 1875; Colômbia e Venezuela.
4. Phanaeus McLeay, 1819
Chave para as espécies
da região amazônica
1 . Cabeça em á e 9 com longo
côrno que nas 99 de P. lean-
der é bifurcado; grandes até
40 mm 2
— Cabeça dos S s com côrno
cefálico longo; a das 9 9 com
carena simples ou tubercula-
da. Medianos ou pequenos, 12-
-22 mm 4
2. Base do pronoto com 2 peque-
nas fóveas; grande; inteira-
mente prêto. 35-40 mm. Bra-
sil, Guianas
1. Phanaeus faunus (Fabri-
cius, 1775)
— Base do pronoto sem fóveas;
porte médio; sempre metálicos
3
Volume 5 (Zoologia)
573
3 . Borda posterior do pronoto do
á com 2 pares de tubérculos;
o das 9 9 com 4 dentes no
meio; côrno cefálico da 9
simples; azul escuro ou ligei-
ramente esverdeado, 25-30
mm. Pará e Brasil Central . .
2. Phanaeus columbi McLeay,
1819
— Borda posterior do pronoto do
£ com 1 par de tubérculos
agudos, e na 9 com uma for-
te saliência bidentada dirigida
para a frente; côrno cefálico
da 9 largo e bifurcado. 22-
-28,5 mm. Brônzeo esverdeado.
Colômbia e Venezuela
3. Phanaeus leander Water-
house, 1891
4. Pronoto em $ e 9 mais ou
menos fortemente rugoso ou
granuloso, pelo menos em
parte, às vêzes com pequeno
espaço liso no meio, perto da
base; pronoto dos â $ fre-
qüentemente em triângulo
trapezoidal 5
— Pronoto dos $ s em geral
completamente liso, sem pon-
tos ou grânulos, ou com pon-
tos muito apagados, às vêzes
ligeiramente granulosos nos
lados e perto dos ângulos an-
teriores; pronoto das 9 9 liso
ou granuloso anteriormente .
11
5. Estrias elitrais sem pontos
claros ou com pontos apenas
visíveis; base do pronoto do á
com grande dente médio;
verde esmeralda 18-25 mm.
Equador
4. Phanaeus lunaris Taschen-
berg, 1870
— Estrias elitrais claramente
pontuadas e às vêzes com for-
tes pontos e fóveas; pronoto
sem dente médio 6
6. Estrias elitrais com pontos fi-
nos 7
— Estrias elitrais com pontos
fortes ou fóveas 8
7. Pronoto dos á £ com grânu-
los mediocremente serrados;
côr verde brilhante. 13-18 mm.
Colômbia, Venezuela
5. Phanaeus prasinus Harold,
1868
Pronoto do £ com pontos ir-
regulares e esparsos, quase
nulos no meio; prêto quase
mate, 14-22 mm. Venezuela .
6. Phanaeus lugens Nevinson,
1889
8. Élitros mate, sedosos, com as
estrias fracamente brilhantes
e pontos foveiformes; pronoto
do á regularmente granulo-
so; côr brônzea com reflexos
esverdeados ou cúpreos, 13-20
mm. Colômbia e América Cen-
tral
. 7. Phanaeus hermes Harold,
1868
574
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
— Élitros com as estrias inter-
rompidas por pontos ou fóveas
grutiformes 9
9. Élitros brilhantes, verde dou-
rado, cúpreo ou vermelho;
borda anterior do pronoto
dos & 6 com 2 dentículos;
côrno cefálico do s muito
longo e arqueado, 14-21 mm.
Colômbia e Equador
8. Phanaeus achilles Bohman,
1858
— Élitros mate, sedosos; prono-
to do & em trapézio grande e
regular 10
10 . Côrno cefálico do <5 muito
largo no têrço basal e brusca-
mente estreitado para o ápi-
ce; trapézio do pronoto com
alguns grânulos irregulares e
esparsos de côr preta, em ge-
ral; pronoto da 9 , na parte
anterior, com fosseta arre-
dondada precedida de peque-
no tubérculo cônico; côr verde
oliva. 11-19 mm. Norte da
América do Sul até Panamá
.... 9. Phanaeus chalcomelas
(Perty, 1830)
— Côrno cefálico do $ fraco e
gradualmente alargado para
a base; trapézio do pronoto
densa e inteiramente coberto
de grânulos vermiculares; prê-
to; pronoto da 9 com 3 pe-
quenos tubérculos e sem fó-
vea; cúpreo escuro com as
margens do pronoto mais cla-
ras. 15-22 mm. Norte da Amé-
rica do Sul e Bolívia
10. Phanaeus meleagris Blan-
chard, 1843
11. Élitros completamente mate,
sedosos ou fracamente brôn-
zeos (em actaeon são verde
metálicos, brilhantes, mas as
interestrias elitrais têm gros-
sas fossetas transversais) . 12
— Élitros metálicos, multicores
ou prêto brilhante; nunca
com fossetas nas interestrias
elitrais; às vêzes são quase
mate, mas, então, o pronoto
dos i3 é em triângulo pla-
no 17
12. Élitros brilhantes, verde me-
tálico ou azul com reflexo es-
verdeado; interestrias elitrais
interrompidas por grandes
fossetas transversais. 17-21
mm. Colômbia, Peru e Equa-
dor
11. Phanaeus actaeon Erich-
son, 1847
— Élitros mate opaco ou brôn-
zeo escuro 13
13. Élitros brônzeo escuro com as
estrias claramente foveola-
das; pronoto dos $ $ com 2
longos espinhos curvos na
frente e das 9 9 com um pro-
cesso digitiforme, 14-17 mm.
Brasil, Guianas, Equador . . .
12. Phanaeus bispinus Bates,
1868
Volume 5 (Zoologia)
575
— Élitros prêto, sedosos ou ve-
lutíneos, com estrias muito fi-
nas e as interestrias fraca-
mente onduladas 14
14. Pronoto completamente me-
tálico, verde dourado ou ver-
melho cúpreo 15
— Pronoto na maior parte prêto
velutíneo com os lados e ân-
g u 1 o s anteriores metálicos
(cúpreos ou purpúreos) . . 16
15. Pigídio claramente metálico,
dourado ou verde, o resto do
abdômen prêto ou azul es-
curo; margem lateral do pro-
noto dos á 3 irregularmente
crenulada, 15-21 mm. Colôm-
bia e Venezuela
. 13. Phanaeus auricollis Ha-
rold, 1880
— Pigídio prêto como o resto do
abdômen; margens do prono-
to não crenuladas, 16-21 mm.
Colômbia, América Central e
México
14. Phanaeus chryseicollis Ha-
rold, 1863
ló. Pronoto dos 3 3 com 4 den-
tículos, um par atrás e outro
na frente. 16-22 mm. Colômbia
e Equador
. . 15. Phanaeus noctis Bates,
1887
— Pronoto dos 3 3 com 2 longos
espinhos retos ou pouco cur-
vos, dirigidos para a frente.
15-21 mm. Equador e Améri-
ca Central
16. Phanaeus velutinus Mur-
ray, 1856
17. Meio do epístoma com entalhe
fraco ou quase inteiramente
arredondado, 18-27 mm. Bra-
sil, Colômbia e Equador
17. Phanaeus haroldi Kirsch,
1870
— Meio do epístoma com enta-
lhe manifesto, 15-20 mm. Co-
lômbia e Equador
18. Phanaeus blanchardi Ol-
soufieff, 1924
8. Megatharsis Waterhouse, 1891
Uma espécie, 13 mm. M. buck-
leyi Waterhouse, 1891; Equador.
9. Homalctarsus Janssens, 1937
Uma espécie, 12 mm. H. im-
pressus Janssens, 1937 com distri-
buição impressa: “América Meri-
dional”.
3. Coprini
Um só gênero Scatimus Erich-
son, 1847
Chave para as espécies
da região amazônica
1 . C 1 í p e o quadri-dentado na
frente, os externos mais cur-
tos e arredondados. 6,5 mm.
Equador
1. S. stranãi Balthasar, 1939
— Clípeo bidentado na frente . 2
2. Dentes clipeais normais; lado
superior prêto ou castanho,
6,5-8 mm. Peru
576
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
2. cuculatus Erichson, 1847
— Dentes clipeais pelo menos
nos s $ muito grandes e for-
tes; lado superior com brilho
cúpreo 3
3. Carena cefálica arredondada
para diante; lados do pronoto
sem impressões e sem pontos,
8-9 mm
. 3. S. monstrosus Balthasar,
1939
— Carena cefálica angulosa com
o ângulo voltado para trás;
lados do pronoto com 2 im-
pressões manifestas e pontua-
das. 7 mm. Equador
4. 5. furcatus Balthasar, 1939
4. Ateuchini
Chave para os gêneros
da região amazônica
1 . Superfície mais ou menos pu-
bescente 2
— Superfície imberbe 6
2. Sutura dos esternitos abdomi-
nais visíveis na região central.
.... 1. Bdelyrus Harold, 1869
— Sutura dos esternitos abdomi-
nais apagadas no meio ... 3
3. Primeiro tarsômero posterior
mais curto que o seguinte ou
apenas mais longo 4
— Primeiro tarsômero posterior
bem mais longo que o seguin-
te 5
4 . último tarsômero normal . . .
. . 2. Pedaridium Harold, 1868
— Último tarsômero prolongado
em ponta sôbre a inserção das
garras
... 3. Zonocopris Arrow, 1932
5. Pigídio vertical
. . 4. Aphengium Harold, 1868
— Pigídio horizontal e retraído
. . 5. Trichillum Harold, 1868
6. Lados do pronoto separado do
disco por um sulco mais ou
menos profundo
6. Uroxys Westwood, 1842
— Lados do pronoto não sepa-
rados do disco por um sulco
7
7 . Tarsos médios e posteriores
muito reduzidos e sem garras
7. Deltorhinum Harold, 1867
— Tarsos médios e posteriores
grandes e normais 8
8. Tarsos posteriores robustos,
de artículos fortemente alar-
gados, curto-triangulares . . 9
— Tarsos posteriores esbeltos de
artículos alongados e de for-
ma triangular 10
9 . Tibias anteriores somente
com um dente lateral, 2 den-
tes apicais voltados para a
frente, todos muito aproxima-
dos
8. Scatonomus Erichson, 1835
— Tíbias anteriores com 2 den-
tes laterais e 1 apical
9. Ontocharis Westwood, 1847
10. Tíbias médias, e nos $ s tam-
bém as posteriores, pouco
Volume 5 (Zoologia)
577
11.
12
14.
15.
alargadas para o ápice, pigí-
dio com forte sulco preapical
. . 10. Agamopus Bates, 1887
Tíbias médias e posteriores
bem alargadas para o ápice .
11
Antenas de 8 artículos . . 12
Antenas de 9 artículos ... 13
Margem posterior do pronoto
não carenada; 7.a interestria
elitral carenada externamen-
te; parte inferior metálica . . .
11. Chalcocopris Burmeister,
1846
— Margem posterior do pronoto
marginada; 7.° interestria eli-
tral sem carena; parte infe-
rior do corpo preta
12. Isocopris Pereira & Marti-
nez, 1960
Lamelas da clava antenal cur-
tas e robustas por isso a clava
é curta
13. Holocephalus Hope, 1838
Lamelas da clava antenal
alongadas 14
Esternitos abdominais mais
ou menos soldados, pelo que
o abdômen é muito curto em
relação com o metasterno . . .
14. Ontherus Erichson, 1847
Esternitos abdominais não sol-
dados 15
Pubescência do lado inferior
do corpo em geral abundante
pelo menos nos lados do me-
tasterno
. 15. Dichotomius Hope, 1838
13.
— Pubescência do lado inferior
nula ou fraca e metasterno
sempre glabro 16
16. Mesosterno largo
. . 16. Atheuchus Weber, 1801
— Mesosterno muito curto . . 17
17. Margem posterior do pronoto
margeada ou com fileira de
pontos mais ou menos gros-
sos e manifestos
17. Neocanthidium Martinez
& Halffter & Pereira, 1954
— Margem posterior do pronoto
não marginada, nem com fi-
leira de pontos fortes
18. Canthidium Erichson, 1847
1. Bdelyrus Harold, 1869
Uma espécie, 6-9 mm. Bdely-
rus lagopus Harold, 1869. Espécie
que no sul vive em bromélias e
na região amazônica nos detritos
acumulados nos caules da palmei-
ra tucum ( Astrocaryum sp.) de
acordo com material colecionado
por K. Lenko em Manaus em XI-
-1962.
2. Pedaridium Harold, 1868
A única espécie que pode ocor-
rer no Amazonas julgamos ser
P. cryptops Arrow, 1913; 4-5 mm.
3. Zonocopris Arrow, 1932
Uma espécie 3-4 mm. Z. gibbi-
collis (Harold, 1868) do Brasil e
Bolívia que vive sôbre espécies de
Strophocheilus e Bulimus ( Mo -
lusca) .
37 — 37 145
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
578 Atas do Simpósio sôibre a Biota Amazônica
4. Aphengium Harold, 1868 4. Pronoto com pontos grossos e
, . . finos os dos lados bem mais
Uma especie, 9 mm. A. cupre- ’ . ..
, fortes que os do disco, 2,8 mm.
um Shipp, 1897, que pode ocorrer _ .
.5 \ . Bolívia
na região amazônica.
. . 4. T. vejdovskyi Balthasar,
5 . Trichillum Harold, 1868 1939
Chave para as espécies “ Pronoto com Pontos BT0SS0S
da região amazônica regulares. 3,5 mm. Norte do
Brasil
1. Disco do pronoto liso ou com 5 T vauliani Balthasar, 1939
pontos muito finos; inter es-
trias elitrais com pontos pilí- 6. Uroxys Westwood, 1842
feros somente nos lados da re- , .
. , „ „ _ _ .. Chave para as especies
giao apical 3-3. 5 mm. Brasil,
da região amazônica
1. T. externepunctatum Preu- 1. Clípeo quadridentado na fren-
dhomme, 1880 te 2
— Disco do pronoto claramente — Clípeo bidentado na frente . 3
pontuado; interestrias dos éli- 2. Espaço intercular bem maior
tros pelo menos a maioria de- qUe 0 diâmetro dos olhos. 4-
las com pontos pilíferos ... 2 .4,5 mm. Trinidad
2. Cabeça com carena transver- .. 1 . U. trinitatis Arrow, 1933
sal manifesta que pode ser — Espaço intercular apenas
interrompida no meio .... 3 maior que o diâmetro dos
— Cabeça sem carena transver- olhos Brasil Peru
00 1 4
. . 2. U. bahianus Boucomont,
3. Carena da cabeça alta e não 1928
interrompida no meio; inte- _ Cabeca CQm carena ou tubér.
restrias elitrais com 2 fileiras
culo 4
de pontos pilíferos. 4,5-5 mm. „ _ ...
, — Cabeça com carena ou tuber-
Equador
^ min 1 Q
2. T. cristatum Arrow, 1931
_ , , , . 4. Pronoto fortemente sulcado
— Carena da cabeça baixa ou
interrompida no meio; sòmen- no meio= estrias elitrais alar'
te as interestrias 3, 5 e 7 com gadas para trás. 7 mm. Amé-
pontos pilíferos. 3, 5-4, 5 mm. v^ca Tropical e Antilhas (Gua-
Equador dalupe)
3. T. ohausi Arrow, 1931 . 2. U. productus Arrow, 1933
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
Volume 5 (Zoologia)
579
— Pronoto sem sulco ou muito
fraco 5
5. Sulco basal do pigídio forte-
mente sinuoso ou anguloso .
— Sulco basal do pigídio quase
reto 12
6. Parte superior dos olhos gran-
de 7
— Parte superior dos olhos pe-
quena 8
7 . Parte superior dos olhos mui-
to grande; pronoto nos lados
sem ângulo forte; estrias eli ■
trais finas; sulco basal do pi-
gídio fortemente sinuoso. 2,7
mm. Brasil, Guianas e Colôm-
bia
3. U. pygmaeus Harold, 1883
— Farte superior dos olhos me-
nor; pronoto com ângulos
manifestos nos lados; sulco
basal do pigídio menos angu-
loso e sinuoso. 3 mm. Equa-
dor
■ • 4. U. sulai Balthasar, 1940
8 . Lados dos élitros e pigídio
muito abaulados 9
' — Lados dos élitros e pigídio não
abaulados 10
9. Estrias finas com pontos for-
tes. Colômbia
5. U. darlingtoni Paulian, 1939
— Estrias finas e com pontos fi-
nos e lados do pronoto não
em ângulo forte. 5,3 mm.
Equador
6. U. frankenbergeri Baltha-
sar, 1940
10. Sulco basal do pigídio forte-
mente recurvo de cada lado;
clípeo totalmente coberto de
rugas transversas. 6,5 mm.
Colômbia
7. U. sulcicollis Harold, 1880
— Sulco basal do pigídio não for-
temente recurvo 11
1 1 . Pronoto sem sulco médio ba-
sal manifesto. 5 mm. Vene-
zuela
8. U. simplex Waterhouse, 1891
— Pronoto com sulco médio ba-
sal manifesto. Colômbia e
América Central. 4-4,5 mm . .
.... 9. U. micros Bates, 1887
12. Pronoto com pontos densos.
5 mm. Colômbia
10. U. brachialis Arrow, 1931
— Pronoto sem pontos claros .
13
13. Corpo largo; porte pequeno .
14
— Corpo alongado e porte gran-
de 15
14. Pronoto muito anguloso nos
lados, entalhado e sem sulco
longitudinal; clípeo liso nos
S á , rugoso anteriormente
nas 2 9. 4 mm. Venezuela,
Brasil
11. U. brevis Waterhouse, 1891
— Pronoto não anguloso nos la-
dos e com sulco longitudinal
claro. 4 mm. Brasil
12. U. minutus Harold, 1868
580
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
15. Sutura mesometasternal qua-
se reta. 7-8,5 mm. Equador . .
. . 13. U. lojanus Arrow, 1931
— Sutura mesometasternal em
ângulo agudo 16
16. Ápice elitral com uma impres-
são comum no centro. 6 mm.
Peru
. . 14. U. peruanus Balthasar,
1940
— Ápice elitral sem impressão .
17
17. Estrias elitrais muito finas e
sem pontos claros. 8-9 mm,
Colômbia
15. U. caucanus Arrow, 1931
— Estrias elitrais fortes e clara-
mente pontuadas 18
18. Os á j com o ápice dos éli-
tros prolongados em apêndice.
9 mm. Colômbia
16. U. cuprescens Westwood,
1842
— Os 3 3 com o ápice elitral
simples e não prolongado em
apêndice. 10 mm. Colômbia ..
. . 17. U. metallescens Harold,
1868
19. Clípeo com um tubérculo ou
elevação simples 20
— Clípeo com carena ou eleva-
ção transversa 23
20. Cabeça com uma intumes-
cência manifesta. 5,5 mm.
Equador
18. U. spathi Balthasar, 1940
— Cabeça com tubérculo simples
21
21. Superfície muito brilhante;
clípeo rugoso na frente; nos
fêmures anteriores dos S S
forte dente apical na margem
inferior. 10-10,5 mm. Colôm-
bia
19. U. coarctatus Harold, 1867
— Superfície fracamente bri-
lhante 22
22. Pigídio muito brilhante; es-
trias elitrais finas e apenas
pontuadas. 10-14,5 mm. Equa-
dor
20. U. magnus Balthasar, 1940
— Pigídio opaco; estrias elitrais
mais fortes. 10,5-12 mm. Equa-
dor
21. U. elongatus Harold, 1868
23 . Clípeo com larga placa para-
lela e elevada, fortemente qui-
lhada posteriormente, com pe-
queno tubérculo perto dos
olhos; pronoto na frente com
uma carena longitudinal es-
piniforme. 6 mm. Equador . .
22. U. monstrosus Balthasar,
1940
— Clípeo com carena simples;
pronoto sem quilha longitudi-
nal 24
24. Élitros fortemente sulcados.
Equador
23. U. latesulcatus Bates, 1891
— Élitros finamente estriados ou
estriados-pontuados 25
25 . Pronoto e élitros granulosos.
10 mm. Brasil
Volume 5 (Zoologia)
581
24. U. tuberculatus Lansber-
ge, 1874
— Pronoto e élitros sem tubér-
culos 26
26. Clípeo com rugas transversas.
10,5 mm. Equador
. . 25. U. rugatus Boucomont,
1928
— Clípeo sem rugas 27
27. Base do pronoto sem pontos
manifestos 6, 5-9, 5 mm. Co-
lômbia
. . 26. U. gorgon Arrow, 1931
— Base do pronoto claramente
pontuada 28
28. Estrias elitrais claramente
pontuadas. 10-10,5 mm. Bra-
sil, Colômbia
.... 21. JJ. batesi Harold, 1868
— Estrias elitrais não claramen-
te pontuadas 29
29. Ângulos anteriores do prono-
to com numerosos pontos.
7,5-10,5 mm. Brasil
28. U. aterrimus Harold, 1862
— Ângulos anteriores do prono-
to não pontuados. 8-9 mm.
Venezuela, Brasil
29. U. brevis Waterhouse, 1891
7 . Deltorhinum Harold, 1867
Uma espécie, 9 mm. D. batesi
Harold, 1867, de Amazonas e Cen-
tro do Brasil até Goiás.
8. Scatonomus Erichson, 1835
Com uma espécie na Região
Amazônica, 7-11 mm. S. fascicula-
tus Erichson, 1835.
9. Onthocharis Westwood, 1847
Êste gênero, com várias espé-
cies na região amazônica, necessi-
ta de revisão que será possível
apenas com o exame dos tipos;
por essa razão, damos somente
uma lista das espécies da região
amazônica.
1. O. aequalis Waterhouse, 1891;
tipo descrito do Pará, Santa-
rém.
2. O. batesi Waterhouse, 1891;
tipo descrito do Amazonas:
Egas.
3. O. bella Waterhouse, 1891;
tipo descrito de Caiena.
4. O. brevipes Waterhouse, 1891;
tipo descrito do Amazonas :
Egas.
5. O. constricta Waterhouse,
1891; tipo descrito de Colôm-
bia; ocorre em Caiena.
6. O. intermedia Waterhouse,
1891; tipo descrito de Tapajós.
7. O. lacordairei Waterhouse,
1891; tipo descrito de Caiena.
8 . O. laeta Waterhouse, tipo des-
crito do Amazonas: Egas.
9. O. myrmidon Westwood, 1842;
ocorre no Pará e Caiena.
10. O. parallela Harold, 1862; tipo
descrito de Caiena.
11. O. picta Harold, 1862; ocorre
no Pará e Amazonas: Egas.
582
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
12. O. simplex Waterhouse, 1891;
tipo descrito de Santarém.
lO.Agamopus Bates, 1887
Uma espécie, 6,55 mm, A. cas-
taneus Balthasar, 1938, de Caiena.
11. Chalcocopris Burmeister,
1846
Uma espécie, 12-17,5 mm, C.
hesperus (Olivier, 1789) em quase
todo o Brasil.
12. Isocopris Pereira & Martinez,
1960
Chave para as espécies
da região amazônica
1. Região ocipital com profunda
fóvea no centro; clípeo biden-
tado anteriormente, genas sa-
lientes e separadas do clípeo.
18-21 mm. Rondônia e Mato
Grosso
1. I. foveolatus (Lüderwaldt,
1931)
— Região ocipital sem fóvea, clí-
peo sem dentes na frente; <5
com côrno e 9 com carena
cefálica; genas não salientes
nem separadas do clípeo. Bra-
sil. 30-35 mm
2. I. inhiatus (Germar, 1824)
13. Holocephalus Hope, 1838
Uma espécie na região amazô-
nica, 25-38. H. eridanus (Olivier,
1789).
14. Ontherus Erichson, 1847
Chave para as espécies
da região amazônica
1 . Cabeça com carena, sem giba,
no centro 2
— Cabeça com giba ou carena
munida de um dente no cen-
tro 4
2. Cicatrizes laterais do pronoto
com uma excrescência reni-
forme na porção externa; seg-
mentos abdominais pubescen-
tes. 9-13 mm. Amazonas
1. O. carinifrons Lüderwaldt,
1930
— Cicatrizes do pronoto sem ex-
crescência externamente . . 3
3 . Élitros muito curtos, pronoto
e cabeça igual ou quase do
comprimento dos élitros; ca-
rena cefálica com os ângulos
externos elevados em dentí-
culo. 10-14 mm. Colômbia, Pa-
raná
2. O. brevipennis Harold, 1867
— Élitros normais (mais longos
que a cabeça e pronoto) ; ca-
rena cefálica larga e não ele-
vada em dentículo nas extre-
midades. Brasil, Venezuela.
16,5-19,5 mm
. . 3. O. lichyi Martinez, 1947
4. Giba frontal dos íi em lâ-
mina triangular recurva para
trás; nas 9 9 com uma care-
na interrompida no meio;
Volume 5 (Zoologia)
583
pronoto dos ê S na margem
anterior com 2 dentículos
muito afastados entre si. 9,5
mm. Amazonas
4. O. laminifer Balthasar,
1938
— Giba frontal simples 5
5 . Pronoto fracamente pontuado
no disco 6
— Pronoto com o disco forte-
mente pontuado. 11-20 mm.
Brasil, Venezuela e Guianas
.... 5. O. sulcator (F. 1775)
6 . Segmentos abdominais gla-
bros 7
— Segmentos abdominais pubes-
centes 8
7. A 8.a estria elitral termina
quase na metade dos élitros.
14-17 mm. Peru, Bolívia ....
5. O. elongatus Waterhouse,
1891
— A 8.a estria elitral normal e
chega até a base dos élitros.
11-18 mm. Colômbia, Peru ..
... 6. O. kirschi Harold, 1867
8. Pronoto muito curto, duas vê-
zes mais largo que longo e
duas vêzes menor que os éli-
tros. 15-17 mm. Colômbia, Ve-
nezuela
7. O. brevicollis Kirsch, 1870
— Pronoto normal 9
9. Estrias elitrais não pontua-
das. 19 mm. Venezuela
. . 8. O. bridgesi Waterhouse,
1891
— Estrias elitrais claramente
pontuadas 10
10. Estrias fortemente pontuadas;
pronoto dos ê S e 9 9 , qua-
drigibosos. 9-14 mm. Peru, Co-
lômbia
9. O. didymus Erichson, 1847
— Estrias elitrais fracamente
pontuadas 11
11. Pronoto dos i á com carena
longitudinal no meio da mar-
gem anterior do declive; nas
9 9 forma somente um ân-
gulo; aspecto alongado. 13-17
mm. Peru, Colômbia
. . 10. O. incisus Kirsch, 1870
— Pronoto dos á á sem carena
e o das 9 9 sem ângulo; as-
pecto robusto 12
12. Declive do pronoto dos á S
quadrigiboso na parte supe-
rior, com os 2 tubérculos cen-
trais mais aproximados; as
9 9 com côrno careniforme,
curto, excavado no centro;
pronoto simples. 10-13 mm.
Bolívia
11. O. nevinsoni Waterhouse,
1891
— Declive do pronoto dos $ ê
com 2 carenas oblíquas den-
tadas nos extremos; 9 com
pronoto quadrigiboso. 14 mm.
Colômbia
12. O. thoracicus Waterhouse,
1891
584
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
15. Dichotomius Hope, 1838
Chave para as espécies
da região amazônica
1. Clípeo inteiro na frente e sem
dentes 2
— Clípeo claramente dentado ou
emarginado na frente .... 20
2. Calcares das tíbias posteriores
simples 3
— Calcares das tíbias posteriores
chanfrado 4
3 . Pronoto com declive manifesto
16-18 mm. Amazonas
1. D. robustus (Lüderwaldt,
1935)
— Pronoto convexo. 15 mm.
Amazonas
2. D. simulator (Lüderwaldt,
1936)
4 . Algumas das estrias elitrais
alargadas na base ou no ápi-
ce Õ
— Estrias elitrais não alargadas
nem na base nem no ápice . . 7
5. Estrias elitrais foveiformes na
base. 17-25 mm. Todo o Brasil,
Colômbia
3. D. anaglypticus (Manner-
heim, 1829)
— Estrias elitrais no têrço api-
cal, alargadas revestidas de
secreção parda 6
6. Pequenos, 15-17 mm; armadu-
ra cefálica com 3 gibas para-
lelas sendo a do centro mais
alta. Amazonas
4. D. latistriatus (Lüderwaldt,
1935)
— Grandes, 20-33 mm; armadu-
ra cefálica em carena simples.
Todo o Brasil
5. D. longiceps (Taschenberg,
1870)
7. Cabeça triangular ou alonga-
da triangular; armadura ce-
fálica situada atrás do clípeo
e consiste de um côrno mais
elevado e 2 dentículos de cada
lado 8
— Cabeça não alongada e arma-
da de côrno simples 11
8. Élitros completamente bri-
lhantes, 33 mm. Amazonas . .
6. D. nimuendajui (Lüder-
waldt, 1925)
— Élitros total ou quase total-
mente opacos 9
9. Estrias elitrais fortemente es-
culpidas. 28 mm. Amazonas . .
7. D. ribeiroi (Pereira, 1954)
— Estrias elitrais lisas somente
com alguns poucos pontos fi-
nos 10
10. Estrias dos élitros com pontos
finos, mas claros; parte basal
do pronoto não sulcada no
centro. 23 milímetros. Guia-
nas, Equador
8. D. horridus (Felsche, 1911)
— Estrias elitrais quase imper-
ceptíveis: parte basal do pro-
noto sulcada longitudinal-
mente. 23 mm. Colômbia . . .
... 9. D. reclinatus (Felsche,
1901)
Volume 5
11. Armadura da cabeça dupla,
uma no meio do clípeo e ou-
tra perto da margem anterior
12
— Armadura da cabeça única,
às vêzes com um pequeno
dentículo perto de cada ôlho
15
12. Carena transversa anterior do
clípeo quase atinge as genas.
20-23 mm. Amazonas
10. D. carinatus (Lüderwaldt,
1925)
— Carena anterior do clípeo
muito mais curta 13
13. Cada um dos lobos superiores
da declividade do pronoto
chanfrado. 24-27 mm. Brasil,
Guianas
11. D. boreus (Olivier, 1789)
— Lobos do declive do pronoto
simplesmente obtuso, acumi-
nados 14
14. Genas com dente ereto nos
ângulos anteriores; declive do
pronoto com fóvea profunda
de cada lado. 20-23 mm. Ama-
zonas, Equador
. . 12. D. podalirius (Felsche,
1901)
— Genas sem dente nos ângulos
anteriores; declive do pronoto
íngreme e sem fóveas. 20 mm.
Guianas
13. D. telamon (Harold, 1868)
15. Armadura cefálica na divisão
entre o clípeo e a cabeça, 21-
-23 mm. Amazonas
(Zoologia) 585
14. D. mamülatus (Felsche,
1901)
— Armadura cefálica situada na
parte posterior da cabeça . 16
16. Genas angulosas na frente.
Subgênero Selenocopris Bur-
meister, 1846. 20 mm. Vene-
zuela
15. D. inachoides (Felsche,
1901)
— Genas não angulosas na fren-
te. Subgên. Lüderwaldtinia
Martinez 17
17. Armadura da cabeça dos $ $
em lâmina com ou sem dente
no meio; a das $ ? em care-
na simples 18
— Armadura da cabeça em cor-
no ou giba em ambos os se-
xos 21
18 . Lado superior do corpo opaco;
calcar terminal das tíbias pos-
teriores arredondados. 20 mm.
Venezuela
. . 16. D. tristis (Lüderwaldt,
1923)
Lado superior brilhante; cal-
car das tíbias posteriores
emarginado ou encurtado . .
19
19. Clípeo apenas emarginado na
frente ou com dentes muito
fracos. 16-20 mm. Colômbia,
Peru
. . 17. D. belus (Harold, 1880)
Clípeo com dentes manifestos
20
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
586
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
20. Clípeo com lobo arredondado
de cada lado, 17-19 mm. Bra-
sil, Venezuela
18. D. deyrollei (Harold, 1869)
— Clípeo com dentes simples.
16-21 mm. Colômbia
19. D. agenor (Harold, 1869)
21 . Espécies grandes com arma-
dura cefálica bem desenvolvi-
da nos á i e com declive pro-
notal 22
— Espécies pequenas; sem decli-
ve pronotal e armadura cefá-
lica nula ou diminuta em am-
bos os sexos 23
22 . Côr verde. 20 mm. Brasil,
Guianas
. 20. D. lycas (Felsche, 1901)
— Côr preta. 16-25 mm. Brasil,
Guianas e Colômbia
. . 21. D. nisus (Olivier, 1789)
23. Sulco lateral do pronoto ter-
mina em profunda fóvea per-
to dos ângulos posteriores .
24
— Sulco lateral do pronoto sem
fóvea no ângulo posterior . . .
25
24. Pronoto completamente liso
mesmo nos lados, 15-17 mm.
Brasil, Colômbia
22. D. sericeus (Harold, 1867)
— Pronoto com os lados pontua-
dos, 14-18 mm. Brasil, Guia-
nas
23. D. irinus (Harold, 1867)
25. Pronoto com pontos fortes ou
pelo menos bem claros; opa-
cos ou brilhantes 26
— Pronoto liso ou quase 30
26. Disco do pronoto completa-
mente coberto de pontos oce-
lares grossos e contíguos com
os laterais 27
— Disco do pronoto com pontos
menores que os laterais . . 28
27 . Côr opaca irizante, 12 mm.
Amazonas, Equador
. . 24. D. globulus (Felsche,
1901)
— Côr brilhante e irizante. 11
mm. Peru, Venezuela
.... 25. D. ocellatopunctatus
(Felsche, 1901)
28. Lado superior com brilho for-
te, mas não acetinado, 10,5-14
mm. Amazonas
26. D. fortestriatus (Lüder-
waldt, 1923)
— Lado superior opaco e mais
ou menos irizante 29
29. Estrias elitrais fortemente
pontuadas. 10-14 mm. Amazo-
nas
27. D. parcepunctatus (Fels-
che, 1901)
— Estrias elitrais apenas pon-
tuadas, 10,5-14 mm. Amazo-
nas, Colômbia
. 28. D. batesi (Harold, 1869)
30. Formas pequenas simples e
brilhantes 31
— Formas maiores e opacas pelo
menos nos élitros 34
Volume 5 (Zoologia)
587
31. Cabeça com carena fracamen-
te tridentada; élitros com re-
flexos cúpreos. 13-15 mm.
Amazonas, Colômbia, Vene-
zuela
29. D. subaeneus (Castelnau,
1840)
— Cabeça com giba simples . 32
32. Clípeo obtusamente angulo-
so entre os dentes anteriores
e as genas. 13-15 mm. Vene-
zuela, Colômbia
30. D. fallax (Harold, 1880)
— Clípeo sem ângulos entre os
dentes anteriores e as genas
33
33. Élitros opacos, cabeça rugosa,
16-18 mm. Peru, Equador ...
... 31. D. inachus (Erichson,
1847)
— Todo o lado superior brilhan-
te; metasterno com grossos
pontos sem pêlos, epipleuras
pubescentes, 13-14 mm. Bra-
sil, Guianas
. 32. D. lucasi (Harold, 1869)
34. Côr cúprea e escura pelo me-
nos nos élitros, 15-20 mm.
Brasil, Peru e Bolívia
. . 33. D. cuprinus (Felsche,
1901)
— Côr preta 35
35. Giba da cabeça reta em cima;
clava antenal pardo-enegreci-
da. 16-17 mm. Brasil, Guianas
34. D. luctuosus
(Harold, 1869)
— Giba da cabeça entalhada em
cima; clava antenal ferrugi-
nea. 16-18 mm. Brasil, Bolívia
35. D. carbonarius
(Mannerhein, 1829)
16. Ateuchus Weber, 1801
1. Cabeça com carena ou tu-
bérculo 2
— Cabeça sem carena ou tu-
bérculo 6
2 . Cabeça com tubérculos ... 3
— Cabeça com carena 4
3. Cabeça com 3 tubérculos, 8
mm. Amazonas
... 1. A. tridenticeps (Arrow,
1913)
— Cabeça com um tubérculo.
6 mm. Brasil
. . 2. A. semicupreus (Harold,
1868) = striatulum (Pruedh.,
1886) n. syn.
4. Pigídio sem sulco basal e com
pontos transversos; pronoto
finamente pontuado. 3-4 mm.
Amazonas
. . 3 .A. romani (Boucomont,
1927)
— Pigídio com sulco basal; pro-
noto liso 5
5. Carena cefálica longa e um
pouco arqueada; élitros forte-
mente estriados. 5 mm. Brasil,
Guianas
. . 4. A. frontalis (Boucomont,
1928)
588
Atas do Simpósio sobre a Biota Amazônica
— Carena cefálica curta; élitros
finamente estriados, 5,5-6 mm.
Brasil, Guianas
5. A. pauki (Balthasar, 1939)
6. Lado superior mate ou pouco
brilhante 7
— Lado superior muito brilhan-
te, às vêzes irizante 10
7. Lado superior pouco brilhan-
te com fina escultura micros-
cópica e brilho cúpreo .... 8
— Lado superior completamente
mate 9
8. Pronoto liso com sulco médio
fraco; cabeça finamente pon-
tuada somente na frente; es-
trias elitrais ou com pontos
fracos, interestrias apenas
pontuadas, 8-9 mm. Venezue-
la e Panamá
6. A. candèzei (Harold, 1868)
— Pronoto fino porém claramen-
te pontuado e no meio da base
com alguns pontos grossos;
cabeça com pontos finos e ma-
nifestos; estrias elitrais com
pontos fortes e interestrias
elitrais finamente pontuados,
7, 5-8, 5 mm. Norte da América
do Sul
7. A. simplex (Serville, 1828)
9. Pronoto liso, com pontos finos
e esparsos somente nos lados,
5-6 mm. Bolívia
8. A. viduus (Blanchard, 1843)
— Pronoto claramente pontuado
mesmo no disco azulado com
fraco brilho brônzeo, 7,5-8
mm. Amazonas e Guianas . . .
. . 9 .A. setulosus (Balthasar,
1939)
10. Pigídio pontuado ou mate e
chagrinado 11
— Pigídio liso e brilhante com
pontos finos 12
11. Pigídio mate com uma giba
lisa; cabeça e pronoto clara-
mente pontuados; estrias eli-
trais fortemente dilatadas pa-
ra trás. 6,5 mm. Bolívia
. 10. A. fuscipes (Blanchard,
1843)
— Pigídio mate nos $ $ com
uma gibosidade triangular em
Y; nas 9 9 convexo com gi-
bosidade brilhante; cabeça do
S com pontos finos, e nas
9 9 com pontos rugosos; es-
trias elitrais alargadas para
trás, 5-6,5 mm. Bolívia
11. A. steinbachi (Boucomont,
1928)
12. Tôdas as estrias elitrais iguais
e não alargadas para trás . 13
— Estrias elitrais internas alar-
gadas para trás na região api-
cal 16
13 . Grandes, 8,5-10 mm 14
— Pequenos, 4, 5-6, 5 mm .... 15
14. Completamente pretos e for-
temente irizantes; pronoto fi-
namente pontuado sem sulco
médio; interestrias elitrais fi-
namente pontuadas, 8,5-10
Volume 5 (Zoologia)
589
mm. Amazonas
. . 12. A. substriatus (Harold,
1868)
— Brilhantes com brilho metáli-
co; pronoto liso; interestrias
lisas. 8, 5-9, 5 mm. Brasil
13. A. vividus (Germar, 1823)
15. Totalmente prêto ou casta-
nho; cabeça na frente com
pontos finos e obsoletos; pro-
noto liso sem sulco médio,
4,5-6 mm. Amazonas
14. A. murrayi (Harold, 1868)
— Muito brilhante e metálico
com reflexos dourados ou
cúpreos; cabeça rugosa na
frente; pronoto com pontos
atrás e com pequeno sulco
médio. 5, 5-6, 5 mm. Amazonas
e Panamá
15. A. aeneomicans (Harold,
1868)
16. Estrias elitrais mais ou menos
fracas e finas com pontos ape-
nas atingindo as interestrias
ou obsoletas 17
— Estrias elitrais fortes com
pontos transversos que inva-
dem as interestrias 21
17. Pequenos, 3, 8-5, 5 mm 18
— Maiores, 6-9 mm 20
18. Curto, ovais; élitros fortemen-
te abaulados; interestrias a-
bauladas, 3,8-4 mm. Peru . . .
16. A. peruanus (Balthasar,
1939)
— Longo ovalados; élitros pouco
abaulados com as interestrias
planas ou quase 19
19. Tíbias médias e posteriores
fortemente alargadas na re-
gião apical interna; pontos
das interestrias apenas visí-
veis; muito brilhante com
fracos reflexos metálicos. 4
mm. Equador
. . 17. A. parvus (Balthasar,
1939)
— Tíbias médias e posteriores
normais e sem dilatação na
região interna apical; interes-
trias elitrais claramente pon-
tuadas; prêto brilhante, 4-4,5
mm. Guianas e Peru
18. A. globulum (Boucomont,
1928)
20 . Lado superior claramente prê-
to, com reflexos azulados e
violetas; cabeça pontuada so-
mente na frente. 6-7 mm.
Amazonas e Guianas
. . 19. A. irinus (Balthasar,
1939)
— Lado superior prêto, com ma-
nifesto brilho metálico; cabe-
ça fortemente pontuada na
frente, 7-8 mm. Amazonas . . .
... 20. A. connexus (Harold,
1868)
21. Grandes, 9-12 mm; prêto bri-
lhante; cabeça lisa com finos
pontos e rugas somente na
frente. Amazonas
... 21. A. laevicollis (Harold,
1868)
— Menores, 4, 8-5, 5 mm 22
590
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
22. Pigídio simples em ambos os
sexos; 4, 8-5, 2 mm. Colômbia .
22. A. persplendens
(Balthasar, 1939)
— Pigídio com quilha ou giba
alta 23
23. Pigídio dos s S na base com
giba transversa simples e cur-
ta. 5-5,5 mm. Bolívia
23. A. euchalceus (Balthasar,
1939)
— Pigidio dos á S com quilha
longitudinal 24
24. Menores; 6-7 mm; pronoto
pontuado nos ângulos ante-
riores e com claro sulco cen-
tral posteriormente; pigídio
dos á s além da quilha lon-
gitudinal, com uma pequena
giba transversa na base.
Equador
24. A. ecuadorensis (Bouco-
mont, 1928)
— Maiores, 8-8,5 mm 25
25. Sulco médio do pronoto ma-
nifesto; quilha média do pigí-
dio presente em s $ e 5 9.
8-8,5 mm. Colômbia
25. A. columbianus (Harold,
1868)
— Sulco médio do pronoto au-
sente; quilha média do pigídio
nos á S com um forte dente
na base. 8 mm. Colômbia . . .
26. A. hoplopygum (Harold,
1868)
17 . Neocanthidium Martinez &
Halffter & Pereira, 1954
Chave para as espécies
da região amazônica
1 . Proepisterno sem c a r e n a
transversal 2
— Proepisterno com c a r e n a
transversal 8
2. Estrias elitrais internas não
terminando em fóveas apicais
3
— Estrias elitrais internas ter-
minando em fóveas apicais . 5
3. Clípeo com 1 tubérculo. 6-10
mm. Colômbia, Panamá
. 1. N. haroldi (Preudhomme,
1886)
— Clípeo com carena transver-
sa 4
4. Base do pronoto com uma fi-
leira de pontos. 10-12,5 mm.
Brasil, Bolívia
2. N. bokermanni Mart. &
Halfft & Pereira, 1964
— Base do pronoto com 2 filei-
ras de pontos; 5-5,5 mm. Co-
lômbia, Venezuela e Peru . . .
3. N. basipunctatum (Baltha-
sar, 1932)
55. Estrias elitrais 1-3 termina-
das em fóveas apicais. 8 mm.
Amazonas
4. N. atricolle (Preudhomme,
1886)
— Estrias elitrais 1-2 terminadas
em fóveas apicais 6
Volume 5 (Zoologia)
591
6. Pronoto sem sulco médio. 8-9
mm. Brasil, Guianas e Peru .
. . 5. N. gerstackeri (Harold,
1867)
— Pronoto com sulco médio . 7
7. Estrias elitrais fracas e com
pontos fracos; interestrias
chagrinadas. 7-9 mm. Brasil,
Guianas e Peru
. . 6. N. dohrni (Harold, 1867)
— Estrias elitrais fortes e com
pontos fortes; interestrias fi-
namente pontuada. 9 mm.
Amazonas
7. N . auricolle (Harold, 1867)
8. Parte superior dos olhos gran-
de 9
— Parte superior dos olhos pe-
quena 13
9. Estrias elitrais 1-3 terminadas
em fóveas apicais. 7,5-8 mm .
8. N. kiesenwetteri (Harold,
1867)
■ Estrias elitrais alargadas pa-
ra trás ou 2-3 em fóveas api-
cais 10
10. Cabeça com carena em $ e
2 . 6-6,5 mm. Guiana France-
sa
9. N. guyanense (Boucomont,
1928)
— Cabeça inerme 11
11- Pigídio com pontos fortes em
tôda a sua extensão. 9 mm.
Brasil e Guiana Holandesa . .
• • . 10. N. depressum (Bouco-
mont, 1928)
— Pigídio liso ou com pontos so-
mente na base 12
12. Estrias elitrais com pontos
fortes preta cúprea. 8 mm.
Peru, Guianas
.... 11. iV. lentum (Erichson,
1847)
— Estrias elitrais com pontos
fracos; côr preta ou esverdea-
da. 5, 5-6, 5 mm. Brasil
12. N. barbacenicum (Preud-
homme, 1886)
13. Ângulos laterais do pronoto
marcados 14
— Ângulos laterais do pronoto
ausentes 15
14. Ângulos laterais do pronoto
muito salientes. 5,5 mm. Ama-
zonas e Guianas
. . 13. N. latipleurum (Preud-
homme, 1886)
— Ângulos laterais do pronoto
não salientes. Amazonas, Co-
lômbia
. . 14. N. obscurum (Harold,
1867)
15. Estrias elitrais 1-3 terminadas
em fóveas apicais 16
— Estrias elitrais não termina-
das em fóveas apicais .... 17
16. Clípeo sem dentes na frente.
5 mm. Amazonas
. . 15. N. miscellum (Harold,
1883)
— Clípeo com dentes na frente.
5-6,5 mm. Amazonas, Guianas
16. N. deyrollei (Harold,
1867)
592
Atas do Sirwpósio sôbre a Biota Amazônica
17. Pronoto granuloso na parte
anterior. 7 mm. Guianas ....
17. N. aurichalceum (Preud-
homme, 1886)
— Pronoto sem grânulo .... 18
18. Côr azul escuro; élitros ma-
tes. 7-9 mm. Equador, Vene-
zuela
18. N. coerulescens (Baltha-
sar, 1932)
— Côr preta brilhante. 13 mm.
Guianas
19. N. gigas (Balthasar, 1932)
18. Canthidium Erichson, 1847
Chave para as espécies
da região amazônica
1 . Clípeo quadridentado. 4-6 mm.
Amazonas, Guianas
1. C. quadridens, Harold, 1867
— Clípeo bidentado ou emargi-
nado na frente 2
2. Base do pronoto com uma fi-
leira de pontos finos que po-
dem diminuir e mesmo faltar
no centro 3
— Base do pronoto sem fileira
de pontos 17
3. Cabeça inerme 4
— Cabeça armada 6
4. Estrias internas elitrais não
alargadas nem terminadas
em fóveas atrás. 4-4,5 mm.
Guianas
. . 2. C. gracilipes Harold, 1867
— Estrias internas dos élitros
alargadas para trás e termi-
nadas em fóveas apicais . . 5
5. Pronoto liso; parte superior
e inferior amarelada. 4 mm.
Equador
3. C. luteum Balthasar, 1932
— Pronoto pontuado nos lados,
liso no disco; côr escura. 4,5-6
mm. Pará, Guianas
. . 4. C. paranum Harold, 1867
6. Cabeça com carena 7
— Cabeça com tubérculo ... 11
7. Carena clipeal bituberculada
8
— Carena clipeal simples e sem
tubérculos 9
8. Clípeo adiante da carena com
2 fóveas manifestas; cabeça e
pronoto cúpreos. 5,5-8 mm.
Amazonas, Panamá
5. C. angusticeps Bates, 1887
— Clípeo sem fóvea na frente da
carena. 8-9 mm. Colômbia . . .
. . 6. C. steinheili Harold, 1880
9. Carena da cabeça arqueada e
baixa. 8 mm. Equador
. . 7. C. inoptatum Balthasar,
1932
— Carena reta 10
10 . Carena da cabeça alta e longa
e um pouco emarginada no
meio. 7,5 mm. Equador
8. C. escalerai Balthasar, 1932
— Carena da cabeça baixa e cur-
ta. 5, 5-6, 5 mm. Pará
9. C. aeneólum Harold, 1867
11 . Cabeça com l tubérculo . . 12
— Cabeça com 2 ou 3 tubérculos
13
Volume 5 (Zoologia)
593
12. Tubérculo da cabeça dirigido
para a frente. 6 mm. Peru . . .
10. C. histrio Balthasar, 1932
— Tubérculo da cabeça não di-
rigido para a frente. 6 mm.
Brasil
11. C. monoceras Harold, 1869
13. Cabeça com 2 tubérculos . 14
— Cabeça com 3 tubérculos . 15
14. úmeros dos élitros com man-
cha avermelhada. 4-4,5 mm.
Brasil
• • 12. C. humerale (Germar,
1813)
— Úmeros sem mancha verme-
lha. 5-6,5 mm. Pará
... 13. C. basale Harold, 1867
15. Pronoto com a fileira basal de
pontos, íntegra. 4-5 mm. Bra-
sil
14. C. refulgens Boucomont,
1928
— Pronoto com a fileira basal de
pontos interrompida no meio
16
— Corpo normal e abaulado . 18
18. Cabeça inerme 19
— Cabeça armada 25
19. Pronoto ruivo com mancha
escura no centro. 4 mm. Ama-
zonas
18. C. bicolor Boucomont, 1928
— Pronoto de outra côr .... 20
20. Fêmures ruivos 21
— Fêmures de outra côr .... 22
21. Côr verde; pronoto cúpreo;
estrias elitrais finas e não
alargadas para trás. 5,5 mm.
Colômbia
. . 19. C. gemmingeri Harold,
1867
— Côr preta ou verde bronzeada,
escura; estrias elitrais forte-
mente alargadas para trás.
4-6 mm. Amazonas
20. C. versicolor Harold, 1867
22. Clípeo com uma linha careni-
forme de ôlho a ôlho. Guianas
o Panamá. 7-8 mm .........
. . 21. C. centrale Boucomont,
16. Pigídio com pontos rugosos,
convexo e com o ápice liso.
5-6 mm. Amazonas
... 15. C. batesi Harold, 1867
— Pigídio finamente pontuado
em tôda a sua extensão. 4,5-7
mm. Brasil
16. C. ruficolle (Germar, 1824)
17 • Corpo achatado e liso em tôda
a superfície. 7 mm. Colômbia
17. C. deplanatum
Balthasar, 1932
1928
— Clípeo sem linha careniforme
23
23. 7.a estria elitral obsoleta; clí-
peo rugoso-pontuado na fren-
te e liso na região posterior.
7 mm. Colômbia
. . 22. C. muticum (Boheman,
1858)
— 7.a estria elitral normal . . 24
24. Clípeo liso e sem pontos. 4-4,5
mm. Amazonas, Guianas ....
38 — 37 145
594
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
23. C. cognatum Preudhom-
me, 1886
— Clípeo pontuado. 8 mm. Brasil
. 24. C. auricolle Harold, 1867
25. Cabeça com carena 26
— Cabeça com tubérculos ... 30
26. Cabeça com carena simples e
arqueada 27
— Cabeça com carena mais ou
menos tuberculada 29
27. Pronoto com um tubérculo
nodiforme na parte central
anterior, côr do pronoto es-
cura ou amarela. 10-11 mm.
Amazonas, Guianas
25. C. onitoides (Perty, 1830)
— Pronoto sem tubérculo na
frente 28
28. Élitros fracamente estriados e
apenas pontuados; pronoto
com forte sulco na região pos-
terior. 6 mm. Guianas
26. C. sulcicolle Harold, 1868
— Élitros profundamente estria-
dos e fortemente pontuados. 6
mm. Amazonas
. . 27. C. cereum Harold, 1868
29. Carena cefálica levemente tri-
dentada; élitros ruivos ou pre-
tos; fêmures ruivos. 8 mm.
Amazonas, Colômbia
28. C. rufinum Harold, 1867
— Carena mais ou menos bitu-
berculada. 4,5 mm. Pará ....
29. C. atramentarium Baltha-
sar, 1932
30. Cabeça com 1 tubérculo . . 31
— Cabeça com 2 ou 3 tubérculos
32
31. Grandes, 9,5 mm; brilhantes.
Colômbia
30. C. persplendens Balthasar,
1932
— Pequenos; sem brilho. Amazo-
nas e Colômbia
. . 31. C. nanum Harold, 1867
32. Cabeça com 2 tubérculos . 33
— Cabeça com 3 tubérculos . 34
33. Cabeça densamente pontuada
com os tubérculos unidos por
uma linha careniforme. 6,5-7
mm. Amazonas
32. C. bovinum Harold, 1867
— Cabeça esparsa e fracamente
pontuada. 5,5-7 mm. Brasil . .
. . 33. C. chrysis (Fabricius,
1801)
34. Superfície completa ou par-
cialmente opaca ou subnítida
35
— Superfície completamente bri-
lhante 42
35. Interestrias elitrais chagrina-
das e com diminutos tufos
mais brilhantes. 5,5 mm.
Guiana Francesa
34. C. euchalceum (Balthasar,
1932)
— Interestrias sem tufos bri-
lhantes 36
36. Élitros opacos no centro com
os lados e região apical bri-
lhantes. 6-8 mm. Guiana Fran-
cesa
35. C. fúnebre Balthasar, 1932
Volume 5 (Zoologia)
595
— Élitros completamente opacos
37
37. Clípeo inteiro ou quase . . 38
— Clípeo claramente bidentado
40
38. Interestrias claramente pon-
tuadas. 4-4,5 mm. Brasil, Pe-
ru e Bolívia
36. C. thalassinum Erichson,
1847
— Interestrias chagrinadas . 39
39. Côr esverdeada; disco do pro-
noto com pontos finos nos
$ S e mais fortes nas 2 2 .
7 mm. Bolívia
. . 37. C. nitidum (Blanchard,
1843)
— Côr cúprea; disco do pronoto
com pontos grossos nos 2 se-
xos. 7 mm. Bolívia
38. C. cupreum (Blanchard,
1843)
40 . Estrias elitrais um pouco
mais alargadas para trás; in-
terestrias chagrinadas. 4 mm.
Equador
39. C. opacum Balthasar, 1932
— Estrias elitrais não alargadas
para trás 41
41. Clípeo fracamente pontuado;
pronoto com ângulos laterais
obtusos. 7-8 mm. Brasil
... 40. C. manni Arrow, 1913
— Clípeo fortemente pontuado;
pronoto arredondado nos la-
dos. 4-6 mm. Brasil, Colômbia,
Venezuela
.... 41. C. lebasi Harold, 1867
42. Pronoto claro e densamente
pontuado; estrias elitrais fra-
cas e com pontos esparsos.
4 mm. Norte da América do
Sul, América Central até Mé-
xico
42. C. puncticolle Harold, 1867
— Pronoto liso ou finamente
pontuado 43
43 . Élitros negro píceo ou verde
escuro ou amarelo 44
— Élitros verde dourado ou
cúpreo ou purpúreo 50
44. Superfície preta sem brilho
metálico 45
— Superfície verde, azul ou ama-
rela 46
45. Pronoto com os ângulos ante-
riores fortemente pontuados;
estrias elitrais com pontos dis-
tantes e transversos. 6,5-7
mm. Guianas
43. C. aterrimum Harold, 1867
— Pronoto com pontos finos em
tôda a extensão; estrias eli-
trais com pontos muito fra-
cos. 7 mm. Pará
. 44. C. semicupreum Harold,
1868
46. Parte superior e inferior ama-
relo bruneas; pronoto angulo-
so no meio da base. 4,8 mm.
Equador
45. C. flavum Balthasar, 1932
— Parte superior de outra côr
47
cm l
SciELO
10 11 12 13 14 15
596
Atas do Simpósio sôbre a Biota Amazônica
47. Pronoto escuro, píceo ou ver-
de escuro. 4 mm. Colômbia . .
. . 46. C. picipes Harold, 1867
— Pronoto ruivo ou amarelo e
então os fêmures posteriores
são também amarelos .... 48
48 . Pronoto excavado atrás dos
ângulos posteriores. 4-4,5 mm.
Brasil
47. C. clypeale Harold, 1867
— Pronoto sem excavação atrás
dos ângulos posteriores no
máximo emarginado .... 49
49. Cabeça com 2 pequenas intu-
mescências perto de cada ôlho.
4 mm. Amazonas
18. bis. C. bicolor Boucomont,
1928
— Cabeça sem tais intumescên-
cias. 3 mm. Guianas
48. C. atomarium Balthasar,
1932
50. Pigídio liso ou finamente pon-
tuado. 3,5-5 mm. Colômbia,
América Central
... 49. C. ardens Bates, 1887
— Pigídio fortemente pontuado
ou rugoso 51
51. Pigídio rugoso. 3,5-4 mm. Pa-
rá
. . 50. C. rutilum Harold, 1867
— Pigídio pontuado 52
52. Cabeça e pronoto igualmente
pontuados. 4,5-6 mm. Amazo-
nas
. . 51. C. discolor Harold, 1867
— Cabeça com pontos desiguais
e pronoto liso 53
53. Clípeo verde; pronoto cúpreo;
élitros azul ou verde escuro.
3 mm. Guianas
52. C. tricolor Balthasar, 1932
— Côres diferentes 54
54. Interestrias lisas; estrias eli-
trais com pontos. 4-5 mm. Pa-
rá
53. C. metallicum Harold, 1867
— Interestrias elitrais com pon-
tos finos; estrias com pontos
muito finos. 4,8 mm. Equador
54. C. pseudaurifex
Balthasar, 1932
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SUMÁRIO
Os Autores dão chaves até es-
pécies para os membros destas fa-
mílias ocorrentes na Região Ama-
zônica em sentido geográfico e
não político, com exceção de um só
gênero (Onthocharis) .
Discutem na introdução o ca-
minho provável percorrido pelas
espécies tanto para o Norte até
América Central e Sul do México
como as infiltrações em direção ao
sul da América do Sul através das
matas ciliares das diferentes ba-
cias hidrográficas. A penetração
vai até os contrafortes dos Andes
que parece ser barreira intranspo-
nível para os Scarabaeidae; quan-
to aos Passalidae, há somente 3 es-
pécies de vasta distribuição geo-
gráfica, que podem ocorrer tanto
nas alturas como na planície ama-
zônica.
Dão bibliografia completa pa-
ra as duas famílias separadamente.
Composto e impresso nas oficinas do
Serviço Gráfico da Fundação IBGE, em
Lucas, Rio de Janeiro, GB — Brasil.