MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
1938 - 39
TOMO XII
Sáo Paulo, Brasil
Caixa Postal 65
MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
1938 - 39
TOMO XII
São Paulo, Brasil
Caixa Postal 65
ÍNDICE
Pag.
Noticiário VII
ALCIDES PRADO — Notas Ofiologica*.
I. Sobre as serpentes do grupo Bothrop* lansbergii, com a descrição de
uma nova espccic 1
ALCIDES PRADO — Notas sobre o Rhopalurus dorsomaculatua PRADO 6
FLAVIO da FONSECA — Notas de Acareologia.
XXV. Os Larlaptidae gigantes, parasitas de roedores sul-americanos; gê-
nero e cspccics novos (Acari) 7
Acarologica! Notes. XXV. The giant Laelaptldae, parasites of South
American rodents; ncw genus and spccics (Acari) 55
XXVI. Novos estudos sobre o gencro Laelaps KOCiL 1836 (Acari. Larlaptidae) 103
Acarologica! Notes. XXVI. Ncw studies on thc genus Laclap» KOCH,
1836 (Acari. Larlaptidae)
XXVII. Llponissu» braslliemds, sp.n, parasita habitual de roedores c aci-
dental do homem H7
Acarological Notes. XXVII. Liponlaaua braalllenala, sp.n„ usual
parasite of rodents and accidcntal oí 155
XXVIII. Ocorrência de Dermanyssus gallinae (DEGEER, 1778) no Rrasil
(Acari. Dermany»»idae) 161
Acarological Notes. XXVIII. Occurrencc of Dermanyssus gallinae
(DEGEER. 1778) in Braiil (Acari. Derroanysaldae) 163
FLAVIO da FONSECA — Protozoário» parasitas.
I. Ciliado gigante. Munlilella cunhal, gen.n.. sp.n, parasita de Hldrochoe-
ru* capybara (Holotricha. Pycnothrlchidae) 165
Parasitische Protozoen. I. Ein Ricsiges Infnsor, Munltirlla cunhal,
gen.n., sp.n. Parasit von Hydroehorrus capybara (Holotricha. Pycno-
thrlchldae) 173
FLAVIO da FONSECA — Descrição do macho de Flebotomus arthurl FONSECA.
1936 (Diptera. Psychodidae) 181
FLAVIO da FONSECA — Observações sobre o ciclo evolutivo de Porocephalus
clavatus, especial mente sobre o seu orquidolropismo cm cobaias .... 185
FLAVIO da FONSECA — Espccics de Amblyopinus parasitas de Muridcos c Didcl-
fideos cm S. Paulo (Coleoptera. Staphylinidar) 191
FLAVIO da FONSECA — Observação de uma fase do ciclo evolutivo de Cuterebra
aplealis GUfiRIN (Diptera. Oestrldae) 195
FLAVIO da FONSECA — Brachylaemus flruryi FONS-, 1939 (Fascloloidca. Brachy-
laemidae) 197
Brachylaemus fleuryi FONS-, 1939 (Fascloloidra. Brachylarmidar) ... 203
FLAVIO DA FONSECA — Conservação da vitalidade do vinis amarilico inoculado
no testículo de cobaias 209
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Pag.
Persistance de la vitalité dn virus amaril inoculé dans les testicules
du cohaye
FLAVIO da FONSECA — Hipersensibilidade de urn roedor brasileiro ao virus ama-
rilico neurotropico 217
LTiypcrsensibilité d’un rongeur Brésilien au virus amaril neurotrope 221
FLAVIO da FONSECA & PAULO ARTIGAS — Sensibilidade do galo domestico ao
virus amarilico neurotropico 225
Scnsibilité du chat au virus amaril neurotrope .... 229
FLAVIO da FONSECA & PAULO ARTIGAS — Pesquisas sobre o comportamento
de animais silvestres inoculados com virus amarilico 233
Recherches sur la sensibilité d’animaux sauvages au virus amaril... 249
JANDYRA PLANET do AMARAL — Técnica do preparo da toxina c antitoxina
difterica no Instituto Butantan 253
JANDYRA PLANET do AMARAL — O emprego da lanolina na imunização de ca-
valos para produção de antitoxina difterica 259
A. BÜLLER SOUTO A C. LIMA — Ação da vitamina C (acido 1-ascorbico) sobre
as toxinas da gangrena gazosa 265
A. BÜULER SOUTO A C. LIMA - Action de la vitamine C (acide 1-ascorbiquc)
sur la toxinc du Bacillu* perfringen» 297
A. BÜLLER SOUTO & GERTRUD von UBISCH — Comportamento da cobaia (Cavla
porcellus L.) c do preã (Cavla rufeacen* LUND) em relação aos
antigenos tetânicos
Comportemcnt do cobaye (Cavla porcellus L.) et du pría (Cavla
rufeacen» LUND) vis-a-vis des antigenes tetaniques 349
A. BÜLLER SOUTO & JUAN B. RIVAROLA — Preparación dcl suero antigangrenoso.
1. Preparación dcl suero antiperfringens 393
2. Preparación dcl suero antioedcmatis-maligni 435
3. Preparación dcl suero antioedematiens 453
4. Preparación dcl suero antihistolyticum 465
5. Estandardización dcl suero antigangrenoso 477
C. H. SLOTTA : C. NEISSER & A. CARDEAL — O café sob o ponto de vista quimico.
6. Novo método para a determinação do acido clorogcnico no cafí 487
C. H. SLOTTA: C. NEISSER A A. CARDEAI O cafí sob o ponto de vista quimico.
7. Novo metodo para a determinação da trigonelina 497
C. H. SLOTTA A H. L. FRAENKEL-CONRAT — Estudos químicos sobre os venenos
ofidicos.
4. Purificação e cristalização do veneno da cobra Cascavel 505
C. li. SLOTTA A FORSTER. \V. — Estudos químicos sobre os venenos ofidicos.
5. Dctcim inação quantitativa dos componentes que contêm enxofre.... 513
Artigo de colaboração:
C. de MELLO LEITÃO — Algumas aranhas de S. Paulo c Santa Catarina 523
], | SciELO
NOTICIÁRIO
O presente numero das “Memórias” contem 38 artigos originais, relativos
às principais pesquisas realizadas nas secções técnicas do Instituto. Nele tam-
bém inserimos um artigo de colaboração do prof. C. de Mello Leitão (do Museu
Nacional do Rio de Janeiro), o qual vem fazendo uma revisão nas coleções
aracnologicas do Butantan.
Atualmente, o pessoal superior dos serviços técnicos do Instituto Butantan
é o seguinte:
Diretor — Dr. Jayme Cavalcanti
Assistcntcs-chefes —
Drs. Alcides Prado
José Bernardino Arantes
Sebastião de Camargo Calazans
Paulo Monteiro de Barros Marrey
Joaquim Hugo Travassos da Rosa
Cicero de Moura Nciva
Flavio O. R. da Fonseca
Thales Martins
Moacyr de Freitas Amorim
Francisco de Paula Barata Ribeiro
Assistentes — Drs. Jandyra Planei do Amaral
Ariosto Büller Souto
Aristides Vallejo Freire
José Ribeiro do Valle
Armando Taborda
Antonio de Salles Teixeira
Leonidas de Toledo Piza
Paulo Rath de Souza
Fernando Paes de Barros
Louriva! Francisco dos Santos
Plinio de Lima
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NOTAS OFIOLOGICAS
1. Sobre as serpentes do grupo Bothrops lansbcrgii, com a des-
crição de uma nova especie
POR
I
ALCIDES PRADO
As serpentes deste grupo são cspecies americanas, de cauda não precnsil,
que possuem uma arca de dispersão compreendida entre 5o de latitude S. e 2CB
de latitude N.
Caracterizam-se em geral, por um apendice rostral proboscidi forme e pelo
tamanho relativamentc curto do corpo.
São conhecidas vulgarmente por “Chatilla” c "Tamagá” no Sul do México
e por “Tavas” na Colombia, paises cm que frequentemente ocorrem.
Dêste grupo tão controvertido, após as discussões de Dunn e Amaral, foram
separadas definitivamente as seguintes espccics: Bothrops lansbcrgii (Schlegel),
Bothrops tiasuta Bocourt e Bothrops ophryomcgas Bocourt.
Mais tarde, foi o grupo acrescido de mais uma especie, procedente de
La Pcdrera, na Colombia, a Bothrops hyoprora, descrita por Amaral, que, na
mesma ocasião, organizou a seguinte chave sinotica:
A. internasais duplas:
1. Cantais duplas; focinho proboscidi forme; ventrais
127 ; subcaudais 44 hyoprora
(Distribuição: fronteira colombo-brasileira).
B. Internasais simples:
l. Cantais simples; focinho proboscidi forme ; ventrais
130-145; subcaudais 24-35 tiasuta
(Distribuição: terras baixas do Oeste do Equador e
da Colombia e do Leste da America Central).
cm
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
2. Cantais simples; focinho algo ereto: vemrais 147-159;
subcaudais 28-41 lansbergii
(Distribuição: distritos semi-aridos do Noroeste da
America do Sul, através da America Central até o
Sul do México).
3. Cantais duplas; focinho não ereto; ventrais 166-173;
subcaudais 32-39 ophryomegas
(Distribuição: distritos áridos do Oeste da America
Central).
Sobre a ocorrência de qualquer delas no Brasil, não ha sinão informaçõe-
muito vagas. Com a descrição da especie Bothrops pessoai, que presumo seja
nova, ficará assinalada a presença de um representante deste grupo entre nós.
De inicio, tive dificuldade em considerá-la como Bothrops, devido a certas
variações estruturais : carinas das escamas, por exemplo, curtas e espessadas atrás ;
placas supra-oculares divididas pouco abaixo do meio.
Veri ficando, depois, que, alem de outros caracteres morfologicos bem nitidos,
os dentes pterigoideos transpõem em baixo a articulação transverso-pterigoidea,
pude, com segurança, colocá-la entre os representantes do genero Bothrops.
Esta especie ainda não adulta, foi-me remetida ha tempos, conservada em
álcool. Procede de zona de floresta das margens do rio Parauary, a Sudoes-
te do Estado do Amazonas, Brasil.
Bothrops pessoai, sp. n.
<5 — Cabeça larga; focinho curto, com a ponta levantada; corpo relati-
vamente grosso e forte; cauda moderada, não preensil.
Focinho pontudo, com o “canthus rostralis” bem marcado; olho moderado,
rostral uma vez e meia tão alta quanto larga; nasal dividida; internasais cons-
pícuas, separadas entre si, na linha mediana, por tres series de escamas, da ros-
tral por duas series, porém, em contacto com a nasal anterior; cantais pouco
mais longas e mais largas do que as precedentes; supraoculares algum tanto
grandes, rugosas, divididas pouco abaixo do meio e separadas entre si por cer-
ca de quatro series de escamas; duas preoculares, sendo que a de cima, longa
e larga, contribuc com seu bordo latero-superior para a formação do “canthus”,
tres postoculares c uma subocular separada das supralabiais por algumas esca-
mas; 7 supralabiais, 2.m separada da fosseta lacrimal por uma serie de pequenas
escamas. 5.* maior; temporais pequenas e fortemente carinadas; 9 infralabiais,
1.* e 2.* de cada lado, em contacto com a mental anterior respectiva; mentais
posteriores ausentes, confundem-se com as guiares. Escamas dorsais longas
2
Alcides Prado — Xotas Ofiologicas 3
e lanceoladas. em 23 filas, fortemente carinadas: ca ri nas curtas, espessadas e
salientes atrás, não atingem a extremidade posterior das escamas. Ventrais
128; anal inteira; subcaudais 57 (=43 +5/5+1+4/4+1+2/24-1).
Pardo-cinza em cima, com uma serie lateral de manchas trapezoides umas
e romboidais outras, pardo-negras, que, geralmente, se unem na linha vertebral;
as ultimas, das mesma côr. sobre a cauda, transformam-se quasi em faixas, en-
trecortadas por outras mais estreitas, cinza-claras; cabeça pardo-cinza, com uma
linha mais clara, muito tenue, que vai, de cada lado, do angulo posterior do
olho à comissura dos lábios; outra semelhante, em cada flanco, por toda a ex-
tensão do corpo; ventre cinza, inteiramente salpicado de pardo.
Comprimento total 475 mm.; cauda 85 mm..
Holotipo, macho, sob o N.° 10.004, na coleção do Instituto Butantan, S.
Paulo.
Procedência : Rio Parauary, Est. do Amazonas, Brasil.
Colecionado por C. Worontzow, cm janeiro de 1937.
Oferecido pelo prof. Samuel Pessoa, catedrático de Parasitologia da Fa-
culdade de Medicina de S. Paulo, a quem o nome da especie é dedicado.
A especie aqui tratada pertence ao grupo onde se incluem: Bothrops laus-
bergii, Bothrops ttasula, Bothrops ophryomegas e Bothrops hyoprora, sendo
afim de B. nasuta, da qual difere por não possuir apcndice rostral triangular à
extremidade do focinho, pelas intemasais que não se tocam na linha mediana,
pelas supraoculares que são divididas, pelo numero das ventrais que c de 128 ao
invés dc 130 e geralmente mais, pelo numero das subcaudais que é de 57 c não
de 24-35, emfim pelo tamanho c pelo colorido geral, além dc varias diversida-
des estruturais.
BIBLIOGRAFIA
Dumtril, M. A. & Bocourt, li. — Recherches Zoologiques, Paris: 943.1870.
Boulengcr, G. A. — Catalogue of the Snakes in thc British Museum 3:546.1896.
Ihering. R. — Revista do Museu Paulista 8:362.1911.
Bracil, V. — “A Defesa contra o Oíidistuo": 49.
Amaral. A. do — Buli. Antiv. Inst. of America 1(1) :22. 1927.
Dunn. E. R. — Buli. Antiv. Inst. of America 2(2) :30. 1928.
Barbour, T. & Loi-rridgr, A. — Buli. Antiv. Inst. of America 3(1) :1. 1929.
Amaral. A. do — BulL Antiv. Inst of America 3(1 ) :19. 1929.
Amaral. A. do — Mem. Inst. Butantan 4:237.1930.
Picado, C. — Mcm. Inst. Butantan 8:389.1933/34.
Amaral. A. do — Mem. Inst. Butantan 9:222.1935.
Maria. 1. X. — Rcv. de la Acad. Colombiana de Cienc. Exactas, Fis. y N'at. 2(7) :417.1938
(TnkttU 4a Secçá* d* OíwUu » a MfdW*
Institat* Bota alia. dmalxt 4# 19)4. Da4« à |
Uicv4a4* em 19)9).
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Mcm. In»t- Hutanton
Blkropi r**M
Vol. XII — 19S8-J9
Alcides Prado
— Solas ofiologicas l.
593.46
NOTAS SOBRE O RHOPALURUS DORSOMACULATUS PRADO
ALCIDES PRADO
De um grande lote de escorpiões recebido de Goiás, comecei por estudar a
especie cujo nome encima estas notas, a qual foi em nota previa publicada in
Ann. Paul. de Med. e Gr. J5(4) :347. 193S.
As espedes locais do genero Rhopalurus, são hoje muito bem estudadas,
graças aos trabalhos de C. de Mcllo-Lcitão, do Museu Nacional, a quem muito se
deve no campo da aracnologia.
Rhopalurus dorsomaculatus Prado
9 — Cefalotoracc pardo-cnegrcddo, sem brilho, com uma grande mancha
antracoide, irregular, que envolve parte dos olhos medianos. Tcrgitos quasi da
mesmo côr; cada um com uma mancha antracoide, também irregular, do lado
direito da crista mediana; no ultimo, essa mancha é menor e está colocada do
lado oposto. Estemitos pardo-cnegrccidos, com exceção do I, que c pardo-
amarelado. Cauda quasi uniformemente pardo-escura, sem brilho; face dorsal
dos segmentos I a III, pardo-avermelhada ; dos segmentos IV e V pardo-ene-
gredda ; côr antracoide, ventral, destes dois últimos ; vesicula pardo-avermelhada,
brilhante, com a ponta do aculeo infuscada. Mandibulas pardo-amareladas, bri-
lhantes. distalmentc enegrecidas. Palpos pardo-escuros, com tonalidade pardo-
avermelhada da tíbia e da mão; dedos igualmcnte pardo-cncgrecidos e com as,
pontas respectivas pardo-avermelhadas. Patas pardo-amareladas. Opcrculo e
orgãos pectineos pardo-amarelados, pálidos.
Cefalotoracc fortemente granuloso, com granulações maiores dispostas em
cristas ; cômoro ocular com um sulco mediano profundo.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Tergitos grosseiramente granulosos; porção intercalar do I ao VI. bem dis-
tinta. e reduzida a duas metades no VII, finamente granulosa; crista mediana
forte, do I ao VI ; apenas basilar e com duas outras laterais, simétricas, no VII ;
cristas laterais rudimentares do III ao VI.
EsUrnitos lisos em sua maior extensão ; estemito I, com areas laterais depri-
midas, densa e finamente granulosas; uma formação triangular em relevo, lisa,
pontilhada e pilosa; porções intercalares de todos os segmentos bem visiveis;
estemito V grosseiramente granuloso, com 4 cristas da mesma natureza.
Cauda forte, quasi 5 vezes mais compridas do que o cefalotorace, alargan-
do-se ligeiramente no sentido apicilar; dorsalmente granulosa e mais fortemente
na porção latero-ventral ; cristas granulosas em numero de 10. nos segmentos I
e II ; face dorsal dos segmentos IV e V profundamente deprimida; vesícula com
aculeo longo e curvo ; denticulo subaculear saliente, em forma de ponta de prego.
Mandíbulas pouco salientes, com um dente no bordo inferior do dedo imóvel.
Palpos: femur e tibia com cristas granulosas; mão levemente achatada do
lado externo e convexa do interno, pouco mais larga do que a tibia e com cristas
risíveis ; dedo movei levemente lobado e tão longo quanto o segmento caudal ;
granulações dos gumes dos dedos dispostas em 8 fileiras.
Patas ligeiramente granulosas e com cristas nitidas.
Órgãos pcctincos alargados na base, e com 20/21 dentes.
Medidas : comprimento total. 92 mm. ; cefalotorace, 1 1 mm. ; preabdome,
27 mm. ; cauda, 54 mm.. Mão, 4,5 x 7 mm. ; dedo movei, 12 mm..
Habitat: Cana Brava (Nova Roma), Estado de Goiás, Brasil.
Colecionado par Blaser.
Holotipo, íemea, em vidro sob o No. 35, na coleção do Instituto Butantan,
S. Paulo.
— Esta especie é afim de Rhopalurus borclli Pocock c de Rhopalurus
iglesiasi Werner. Distingue-se da primeira pela coloração geral pardo-enegre-
cida, a que se juntam manchas antracoides, nitidas, distribuídas no dorso; pelo
tamanho da cauda em relação ao cefalotorace, numa proporção inferior a 5 vezes
o comprimento daquela; pelo numero de dentes pectineos que é de 20-21, ao
invés de 19-20; finalmente, prlo comprimento total, que é eridentemente maior.
Difere da segunda, pelo colorido geral, que se revela pela presença de manchas
antracoides no dorso e ausência de duas elevações basilares do dorso da vesícula.
(Trabalho da Sefçia de OImImu e Zoolof.a Medira do laMÜnla
Hutantan. frirabra de 1931).
Mem. Inst. ButanUin
Alcides Prado — Xotas sobre o Rhopalurus dorsoma-
culatus Prado.
Vol. XII — 19S<-39
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616968. 5
NOTAS DE ACAREOLOGIA
XXV. Os Laelaptidae gigantes, parasitas de roedores sul-ameri-
canos; genero e especies novos ( Acari ).
FLAVIO da FONSECA
(com 30 figuras no texto )
SUMARIO
Relações do novo genero 8
Descrição do genero Gigantolaelaps, gcn. n 12
Descrição das novas especies 15
Gigantolaelaps oudemansi, sp. n. 15
Gigantolaelaps gilmorei, sp. n. 22
Gigantolaelaps vilsthumi, sp. n 28
Gigantolaelaps goyanensis, sp. n 32
Gigantolaelaps comatus, sp. n. 39
Rcdcscrições 41
Gigantolaelaps mattogrossensis (Fons., 1935) 41
Gigantolaelaps butantanensis (Fons., 1935) 44
Gigantolaelaps braehyspinosus (Fons., 1935) 51
Bibliografia 53
Das cento e tantas famílias incluídas na ordem Acari Leacu, 1817, é a fa-
mília Laelaptidae Berlese, 1892. a que se deixa decompor em maior numero de
géneros, devendo orçar em perto de uma centena os que lhe têm sido ate hoje
atribuídos. Vitzthum, em 1931 (1), citou 78 generos a ela filiados. Deste nu-
mero cerca de um quarto é composto de generos cujas especies parasitam verte-
brados, principalmente mamíferos; foram reunidos, em grande parte, em chave
muito pratica, por Ewing. em 1929 (2).
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8
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Entre os generos parasitas sobresai, pela frequência com que são encontradas
as suas especies, o genero tipo, Laclaps C. L. Koch, 1836, que inclúi numerosas
formas parasitas de roedores, algumas das quais cosmopolitas. O numero de
especies incluidas no genero Laclaps, sensu striclu, deve ultrapassar trinta;
é este, nesta familia, sem duvida o grupo mais numeroso, tendo os seus repre-
sentantes, sido objeto de estudo de Ljung, Koch, Berlese, Oudemans, Trãgardh,
Vitzthum, Hirst, Ewing e outros.
Nos últimos 12 anos os tres últimos acareologistas citados e nós mesmo nos
vimos compelidos a criar cerca de 15 novos generos para certas formas da fami-
lia Laclaptidac encontradas principalmente sobre roedores.
O critério utilizado para a distinção generica é múltiplo: dimensões, forma
do corpo, pilosidade, numero de cerdas da placa genito-ventral, forma desta placa,
presença ou ausência de espinhos simples ou bifidos nas coxas, coroa de cerdas
no pulvillus das mandíbulas e até presença ou ausência de escultura no escudo
dorsal das femeas.
Relações do novo genero
Dentre os generos recentemente criados, um, Macrolaelaps Ewing, 1929,
que até agora incluia os maiores Laclaptidce parasitas de vertebrados, será objeto
de nossa atenção especial.
Criando o genero Macrolaclaps, deu-lhe Ewing, em 1929 (2), a seguinte
diagnose: “Body as a wholc clothcd with stout setae, which tend to become
thickly set along the lateral margins. Chclicerae oi femalc very large, scmewhat
swollen and with a brush of setae situatcd ncar the base oi the movablc arm.
Dorsal plate covcring most of the body and irregularly sculptured over the region
of the ccphalothorax. Stemal plate large, heavily chitinized and extending well
between third coxac. Genito-ventral plate of íemale large, much expanded
beneath fotrth coxae and with four pairs of setae. Anal plate almost circular, with
three setae, the last or unpaired one, being much the largest. Metapodal plates
small to minute. First and second pairs of legs cnlarged but not calcarate. First
femora with long spines above. Type : Laclaps sanguíneas Vitztiium ".
Em 1933, Ewing (3) propôs para o mesmo genero a diagnose seguinte:
“Body stout, but longcr than broad, not subeireular; well clothed with short,
spine-likc setae; dorsal plate of female sculptured. Chclicerae each with a brush
of setae attached near the base of the movable arm ; íixed arm without recurved,
fang-like seta. Sternal plate of female broad, with two pairs of pores and three
pairs of setae; genito-ventral plate not reaching anal plate; anal plate as long
O
F. da Fonseca — Xotas de Acareotogia XXV 9
as broad, broadly roundcd in front and pointed behind, and provided with two
paired and one unpaired setae. Legs stout, provided with spine-like setae; each
coxae with one or two short, peg-like spines. Type spedes : Laclaps sanguineus
Vitzthum”.
O primeiro fato a chamar a atenção nas diagnoses de Ewing é o nome da
espede tipo: Laclaps sanguineus; trata-se de nomen nudum, derivando da con-
fusão com Laclaps ( Laclaps ) sanguisugus Vitzthum, 1926 (4), a qual passa,
portanto, a especie tipo, como Macrolaelaps sanguisugus (Vitzthum, 1926).
Como diferenças entre as duas diagnoses nota-se que, na segunda das apre-
sentadas por Ewing, este pesquisador não mais assinala a existência de quatro
cerdas na placa genito-ventral, nem a larga expansão posterior desta placa, da
qual passa apenas a dizer que não atinge a anal. Também não diz mais que as
placas metapodais (inguinais) sejam muito pequenas. Assinala a existência de
1-2 espinhos curtos em cada coxa ; diz ainda que os pêlos do corpo são espinifor-
mes, curtos.
Com esta segunda diagnose acomoda Ewing no genero Macrolaelaps as duas
especies por éle assinaladas, a saber: M. sanguineus (Vitzthum) (syn.: M.
sanguisugus) e M. penananus Ewing (3).
Que ambas esta scspecies apresentam afinidades c manifesto, principalmcntc
em relação às grandes dimensões, que alcançam 1530 p cm M. sanguisugus c
1900 |i cm M. peruvianus, bem como ao comprimento das cerdas das placas ven-
trais e à ocorrência de cerdas longas no fêmur I. Ê. todavia, fora de duvida que
a cspecie de Ewing apenas apresenta na genito-ventral, que c menos expandida
atrás, um par de cerdas, o genital, ficando as cerdas da região vcntral já implan-
tadas no tegumento descoberto. Além disso, a forma do bordo anterior da ester-
nal também difere nas duas especies; apresentam ambas estemal longa, alcan-
çando a base do tritostemo, mas a zona anterior da placa é estreitada, cm forma
de projeção mediana, na espccie sul-americana, ao passo que a largura c muito
mais uniforme na especie javanesa. Outra diferença a assinalar entre as duas
especies é a que se dep-eende da comparação da figura de Ewing, cuja descrição
especifica é muito deficiente, com a figura c a modelar descrição de Vitzthum
relativamente às cerdas das coxas : ao passo que a especie sul-americana apresenta
cerda curta distai na coxa I, a especie de Java a tem muito longa, quasi do ta-
manho das cerdas estemais ; por outro lado, M. peruvianus tem a cerda longa
posterior na coxa II, o que veremos ser caratcr constante das especies sul-ameri-
canas, ao passo que M. sanguisugus tem espinho nesta região. Outra diferença a
acentuar é a do comprimento do tritostemo, longo na especie de Ewing c curto
na de Vitzthum.
Xo mesmo trabalho de Vitzthum em que c descrita a espccie tipo do genero
Macrolaelaps (4), é também descrita, sob o nome de Laclaps ( Laclaps ) sculptu-
C»i. 2
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10
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
ratus, uma outra especie. também de Java, muito próxima de Macrolaclaps san-
guisugus, dela diferindo pelas menores dimensões, que apenas alcançam 1340 p
c por pequenos pontos de importância apenas especifica, pelo que deverá também
ser incluída no genero Macrolaclaps. As diferenças e afinidades observadas en-
tre M. sculpturatus e M. peruviaiius são as mesmas já notadas a proposito da
M. sanguisugus, exceção feita para a cerda da coxa I, que não é tão longa em
M. esculpturatus e para o tritostemo, que é longo nesta espede.
O estudo por nós empreendido no presente trabalho, abrangendo oito dife-
rentes espedes de Laelaptidae gigantes do Brasil e da Republica Argentina, além
da espede peruana, deixa-nos a nitida impressão de existenda de um grupo de
especies sul-americanas bastante homogêneo para figurar como genero indepen-
dente, embora manifestando afinidade grande, por um lado, com o genero Macro-
laclaps, cuja especie tipo é M. sanguisugus e, por outro, com o genero Laclaps.
Este grupo de espedes sul-americanas é caracterizado pelas grandes dimen-
sões das especies a êle pertencentes, das quais a menor das por nós observadas,
aliás um tanto atipica. mede 1480 p ; a forma da estemal é constantemente a
mesma, com projeção anterior estreitada, ocupando a zona pre-estemal do idio-
soma, na qual fica implantado o par de cerdas anteriores ; a genito-ventral é sem-
pre pouco expandida posteriormente, não dando inserção a outras cerdas, além
das do par genital : a cerda posterior da coxa II é sempre mais longa do que as
restantes cerdas das coxas, sendo mesmo de regra excepcionalmente longa. As
cerdas longas das placas c da6 patas são flexiveis e não rigidas como nas especies
de Java. O labrum é sempre lanccolado e não como em Macrolaclaps sculptura-
lus (\ itzthum ) , cm que é dividido por uma constrição.
No genero sul-americano, assim caracterizado, ficariam incluídas: a especie
Macrolaclaps petuvianus Ewi.vg, 1933. que, apesar da deficiência da descrição
de Ewing, se pode reconhecer como pertencente a este grupo; as e-pecies Macro-
laclaps butantanensis Foxs., 1935, Macrolaclaps mattogrossensis Foxs.. 1935 e
Macrolaclaps brachyspinosus Foxs., 1935 (5). A este grupo se deve também
acrescentar Laclaps maximus Berlese, 1903 (6), capturada em Montevidéo so-
bre Hcspcrommys vulpinus, cujas dimensões e caracteres gerais coincidem com os
das especies restantes. Embora Berlese, ao se referir ao escudo genito-ventral,
o classifique de nudum, temos como certo que se refere tão somente à zona ven-
tral da placa citada, não nos sendo possivcl reconhecer probabilidade alguma de
existência de um Laelaptidae sem o par de cerdas genital.
Também Laclaps versteegi Oudemans, 1904, descrito de Mus sp. do Suri-
nam (11) pertence certamente a este genero, como se deduz das suas grandes di-
mensões e do fato de só apresentar, na placa genito-ventral, o par de cerdas ge-
nitais.
4
F. da Fonseca — Solas de Acareologia XXV
11
É possível que também Laclaps wolffsohni Oudemans, 1910 deva ficar in-
cluída neste genero, pois Oudemans, em seu Laclaps Studiên, o dá como espcde
próxima de Laclaps vcrstecgi; a falta de bibliografia nos impediu, entretanto, de
decidir este ponto.
Além dessas especies, descrevemos no presente trabalho mais dnco, sendo,
portanto, de 11 o numero de especies até hoje conhecidas, de acordo com a se-
guinte lista:
1 . G igantolaclaps
2. Gigantolaelaps
3. Gigantolaelaps
4. Gigantolaelaps
5. Gigantolaelaps
6. Gigantolaelaps
7. Gigantolaelaps
8. Gigantolaelaps
9. Gigantolaelaps
10. Gigantolaelaps
11. Gigantolaelaps
maximus (Berlese, 1903)
versteegi (Oudemans, 1904)
peruvianus (Ewing, 1933)
butantanensis (Fons., 1935)
mattogrossensis (Fons., 1935)
brachyspinosus (Fons., 1935)
oudemansi, sp. n.
gil morei, sp. n.
vitztkumi, sp. n.
goyanensis, sp. n.
conta tus, sp. n.
Acreditamos que a distinção espedíica das oito ultimas especies acima seja
íacil de estabelecer a qualquer tempo, prevkta já a necessidade dc futuramente
distingui-las dc outras novas espedes e de ser apresentada descrição ou redcscri-
ção minuciosa. O mesmo não se pode, todavia, dizer de Gigantolaelaps maximus
( Berlese) , cuja descrição, si bastava quando ainda nada se conhecia das espedes
sul-americanas, já é hoje insuficiente para distingui-la de varias outras. A mesma
consideração é extensiva a Aí. peruvianus Ewing, cuja descrição, demasiado su-
cinta, como aliás todas as deste pesquisador, era bastante para estabelecer distin-
ção no momento da descrição da especic. mas se manifesta insuficiente para com-
pará-la com varias das primeiras especies noras que. após a sua, aparecem na li-
teratura.
Tanto quanto podemos deduzir da diagnose de Ewing para o genero Macro-
laclaps, que conservamos com o seu valor original (1929), c pela literatura dc
que dispomos, ficaria o genero Macrolaelaps Ewing, 1929 reservado para as se-
guintes espedes:
Macrolaelaps muricola (Tragakdh, 1910) (7)
Macrolaelaps giganteus (Berlese, 1918) (8)
Macrolaelaps ugandanus (Hirst, 1923) (9)
cm
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Macrolaelaps gigantcus barkeri (Hirst, 1925) (10)
Macrolaelaps grandis (Hirst, 1925) (10)
Macrolaelaps sanguisugus (Vitzthum, 1926), espede tipo (4)
Macrolaelaps sculpturatus (Vitzthum, 1926) (4)
Diagnose do genero Gigantolaelaps, 8en- n-
Laelaptidae, proximos de Macrolaelaps Ewing, 1929 e de Laelaps Kocn,
1836, de dimensões maiores do que em qualquer outro genero parasita da fami-
lia; placa estemal estreita na frente, de modo a constituir uma larga projeção an-
terior, que ocupa quasi toda ou toda a zona pre-estemal, na qual ficam implan-
tadas as cerdas do par anterior; além dos tres pares habituais de cerdas ester-
nais, podem ainda existir cerdas menores nesta placa; genito-ventral pouco ex-
pandida posteriormente, nela só tomando inserção um par de cerdas, o genital ;
cerda posterior da coxa II sempre mais longa do que as demais cerdas das coxas,
sendo mesmo, em geral, extremamente longa; cerdas longas das patas e das pla-
cas flexiveis; labrum lanceolado.
Especie tipo: Gigantolaelaps vitsthumi, sp. n.
Descrição do genero
Como já ficou evidenciado do estudo que fizemos paginas atrás entre Ma-
crolaclaps sanguisugus (Vitzthum) e MacroLwlaps sculpturatus (Vitzthum),
de um lado, e Gigantolaelaps peruvianus (Ewing), de outro, o genero Giganto-
laelaps apresenta maior afinidade com Macrolaelaps Ewing. Também sc apro-
xima do genero Laelaps Koch, do qual o distinguem o aspeto da placa estemal,
o numero de cerdas da genital e o comprimento maior das cerdas das placas e
de alguns artículos das patas, bem como o aspeto das pcritrctnalalia.
O comprimento das cspecies é sempre grande, ultrapassando o comprimento
do idiosoma das 9 9 cm todas as espeaes, com exceção de Gigantolaelaps oude-
mansi, sp. n., 1700 p, podendo atingir até mais de 2000 p , como acontece em
Gigantolaelaps vitsthumi e em Gigantolaelaps gilmorci. Em Gigantolaelaps ou-
detnansi o tamanho é menor, não chegando a 1500 p. A largura é também grande,
atingindo 1560 |t cm Gigantolaelaps vitsthumi. As dimensões dos machos são
menores do que as das femeas das respectivas especies, sua largura também é
menor, não havendo arqueamento pronunciado dos ombros, tendo eles conforma-
ção geral mais estreitada do que a das femeas.
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F. da Fonseca — Sotas de Acareologia XXV
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A placa estemal, sempre muito chitinizada, é reticulada e apresenta em to-
das as especies a mesma conformação, com larga e forte projeção anterior, co-
brindo a zona pre-esternal e atingindo frequentemente a base do tritostemo. Não
raro se percebe espessamento dos bordos, principalmente do anterior e dos late-
rais, bem como vestígios de uma placa pre-esternal. As seis cerdas habituais da
estemal são extremamente longas, chegando a posterior a medir 400 [i de com-
primento em Gigantolaelaps coinatus, sp. n.. Fato curioso é o de apresentar uma
das especies, Gigantolaelaps oudemansi, sp. n., hipertricose na estemal das 9 9 ,
à semelhança do que acontece em Acanthochcla chilensis Ewing, 1933 e Hacmo-
gamasus sternalis Ewing, 1933; em todos os exemplares, aliás numerosos, se ve-
rifica a existenda dc 3 cerdas suplementares de menor desenvolvimento entre as
cerdas do par normal anterior.
As metaesternais são fracamente quitinizadas e apresentam cerdas longas, do
mesmo tipo das estemais e flexiveis como estas.
A genito-ventral é sempr- pouco expandida posteriormente, de tal forma, que
cm uma espede, Gigantolaelaps butantannetisis, só se pode falar dc genital, tão
pequeno é o seu desenvolvimento. Cerdas não existem no bordo posterior; no
máximo, e isto mesmo só em algumas especies em que a zona vcntral c mais
expandida, se vê que as cerdas próximas da zona vcntral, embora implantadas
no tegumento descoberto, deprimem o bordo posterior da placa, que fica ondeado.
É este um dos melhores caracteres do novo genero c o que nos levou a nele incluir
Laelaps tnaximus Berlese.
O pequeno desenvolvimento da genito-ventral determina o grande afasta-
mento existente entre esta placa e a anal, o oposto, portanto, do que acontece com
Macrolaelaps sculpturatus (Vitztiíum), em que a proximidade das duas placas
lembra o aspecto de Laelaps cchidninus Berlese, e, num g_au menor, o dc Ma-
crolaelaps inuricola (Tragardii), Macrolaelaps grandis (Hirst), Macrolaelaps
ugandanus (Hirst), Macrolaelaps barkeri (Hirst) e Macrolaelaps giganteus
(Berlese).
Na anal ha a notar o grande desenvolvimento das cerdas, principalmente da
impar, que é ílexuosa, e o desenvolvimento relativamentc pequeno da zona do
cribrutn, que não ultrapassa dc regra a inserção da cerda impar. Esta placa é
em geral reticulada e tem ângulos antero-extemos mais chitinizados.
As inguinais têm desenvolvimento medio, apresentando-se cm geral pouco
chitinizadas.
Os estigmas têm a situação habitual cm Laclaptidac, ficando ao nivcl do in-
tervalo entre as coxas III e IV. As peritrematalia apresentam a particularidade
de não se prolongarem para atrás dos estigmas, o que, aliás, também acontece em
Macrolaelaps sanguisugus (Vitztiíum ) , ao contrario do que sucede nas espe-
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
des do genero Lcclaps Koch, em que sempre as pcrimatralia se apresentam pro-
longadas atrás das estigmas. Tritostemo sempre longo e com lascinias filamen-
tosas.
As cerdas da zona descoberta da face ventral, de regra, são tanto maiores
quanto mais posteriores, podendo mesmo haver um par bem maior do que os
restantes no bordo posterior do corpo, como se vê em Gigantolaelaps gilmorei e
em Gigantilaelaps vitzthumi. Em Gigantolaelaps oudemansi, porém, as cerdas
são sub-iguiis nessa região. Em Gigantolaelaps comatus as cerdas da zona ven-
tral descoberta são mais longas do que de liabito. A zona ventral da região ex-
terna às coxas de r.gra é nua, mas em Gigantolaelaps brachyspinosus se apresenta
recoberta de espinhos característicos.
O escudo dorsal do idiosoma vai até perto do bordo posterior do corpo, exceto
em Gigantolaelaps oudemansi, em que termina a certa distancia dessa extremidade ;
é relativamente estreito, deixando lateralmente faixa larga de tegumento desco-
berto. A quitinização é forte, principalmente na zona anterior dos bordos e na
extremidade anterior, que representa a zona mais quitinizada do corpo, chegando
a ter coloração quasi negra. Para êsse aspecto ainda concorrem as peritrematalia
que se unem à zona anterior do bordo do escudo. As cerdas apresentam disposi-
ção quasi igual em todas as especies. havendo sempre tres pares na extremidade
anterior, dos quais o anterior horizontal e curto e o posterior longo. Também é
tipico o par de cerdas submedianas pequenas, encontrado sempre proximo do ul-
timo par de cerdas da extremidade posterior. Zonas areolares mais claras cons-
tituem a esculptura, apresentada por todas as especies e mais abundante nas zonas
anterior e media do escudo. Marcas circulares simétricas e de diferentes tama-
nhos ocorrem no escudo do idiosoma em todas as especies. A zona descoberta
da face dorsal apresenta cerdas e, em Gigantolaelaps brachyspinosus verdadeiros
espinhos.
O epistoma é membranoso, largo na base e afilado no apice. Mandíbulas
fortes, alargadas, com coroa de cerdas nos pulvilli, e cerda unica próxima da in-
serção do digitus fixus. Digitus mobilis com dois dentes fortes e digitus fixus
com tres, dos quais o medio em geral muito pequeno. Pilus dentilis não dilatado
no digitus fixus. É frequente ver-se uma formação globosa transparente nos
pulvilli e uma membrana entre as hastes da tesoura formada pelos dois dentes.
Styli em forma de haste curta, de situação externa. Labrutn triangular, lanceo-
lado, estriado longitudinalmente e de bordos pilosos. Paralabra largos, iíalae
internae em forma de lascinias pilosas. A rima hypopharyngis tem sempre
series de denticulos.
As patas do I e II pares são em geral alargadas, podendo, entretanto, suce-
der que não o sejam, como acontece em Gigaittolaclaps gilmorei. O IV par é
sempre o mais longo. As coxas podem ser apenas cerdosas ou apresentar espi-
nhos, sendo característica no genero a cerda posterior da coxa II, que é de
regra excepcionalmente longa, fazendo apenas exceção em Gigantolaelaps oude-
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mansi, em que assim mesmo tem comprimento maior do que qualquer outra cerda
das coxas. Xos basi- e telo-fémures das patas I ha sempre cerdas dorsais extre-
mamente longas, em geral em numero de duas em cada um desses articulos,
existindo também cerda longa no basiíemur II. Os tarso6 do I par têm apenas
pêlos finos. Os tarsos II têm cerdas longas e mais fortes do que em qualquer
outro dos pares de patas. As cerdas do tarso III «são mais longas do que as do
tarso II, porém um pouco mais fracas. Os tarsos IV têm cerdas muito longas
e finas. Em Gigantolaclaps brachys pino sus ha espinhos fortes c mesmo esporões
no tarso II. A garras são mais fracas no tarso I.
O genero tem larga distribuição geográfica na America do Sul, sendo ja
conhecidas especies do Perú, do Norte, Sul e Centro do Brasil, da Republica
Argentina do Uruguai, e da Guiana Holandêsa.
Parecem ser parasitas exclusivos de ratos silvestres, nunca tendo sido por
nós encontrados em ratos domésticos. O fato assinalado do encontro de Gigan-
tolaclaps goyanensis, sp.n., parasitando Metachirops opossum deve ser casual.
A infestação por especies deste genro é, de regra disc*eta, só excepcionalmentc
sendo encontrado numero elevado de exemplares.
E’ interessante assinalar a raridade do encontro de <5 S c formas jovens,
mesmo quando a pesquisa é minuciosa, não devendo o fato ser unicamente atri-
buído à circunstancia de serem os o ô menores c passarem assim despercebidos.
A unica espede de que se conhece a larva é Gigantolaclaps oudemansi,
sp.n., que é larvipara.
Descrição das novas especies
Gignntolaelnps oudemansi, SP- n-
(Figj. 1-5)
O dr. R. M. Gilmore, da Fundação Rockefeller, capturou cm Anápolis,
Estado de Goiás, durante estudos sobre a epidemiologia da febre amarela sil-
vestre, vários lotes de Laclaptidac, entre os quais predominavam Gigantolaclaps
goyanensis, sp.n., havendo ainda lotes de mais duas especies noras, Giganto-
laclaps gilmorei, sp.n. e Gigantolaclaps oudemansi, sp.n.. Este material, reme-
tido ao dr. H. de Bcaurepaire Aragão. chefe de serviço do Instituto Oswaldo
Cruz, nos foi por este enviado para estudo, pelo que lhe deixamos consignado
agradecimento.
Gigantolaclaps oudemansi, sp.n. é, entre todas as suas congeneres a mais
característica, distinguindo-se pelo fato, unico no genero, de apresentar no bordo
anterior da cstemal das 9 9 , entre os dois longos pares de cerdas anteriores
peculiares ao grupo em estudo, mais tres cerdas de dimensões bem menores.
cm
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Este fato, inteiramente excepcional e inesperado, poderia à primeira vista ser
considerado caráter já por si suficiente para o estabelecimento de um novo
genero, si não fosse a circunstancia de serem tres cerdas de aspecto niti-
damente diverso do da6 cerdas estemais ; este caráter é demonstrativo de tratar-se
de tuna aquisição secundaria e recente, que não pode ter o mesmo valor que
apresentaria si se tratasse de cerdas do mesmo tipo das seis estemais habituais
no grupo, caso este em que o eeu caráter primário ficaria demonstrado e exigiria
a criação de um grupamento distinto.
O aspecto geral e os caracteres genericos restantes, concordes com os de
Gigantolcwlaps, são, além disso, razão suficiente para, em nosso juizo, conservar
neste genero a especie em estudo.
E’ um acariano dotado de movimentos rápidos e capaz de viver fóra do
hospedeiro, em tubos de ensaio, pelo menos 48 horas.
Descrição da 9
Idiosoma
O idiosoma do holotipo 9 , um pouco achatado pela compressão da mon-
tagem, mede 1486 p de comprimento por 1105 p de largura ao nivel do IV
par de patas. E’, portanto, especie relativamcnte pequena para o genero c um
tanto larga, aspecto este ultimo, sem duvida, em parte atribuível à compressão,
não devendo talvez a sua largura ultrapassar, em exemplares bem conservados,
1050 p. A quitinização é relativamente fraca para o genero.
Facc vcntral (Fig. 1).
Placa estcnial quadrilatera, com prolongamentos angulares pronunciados, de
superficie reticulada e muito finamente pontilhada. O espessamento dos bordos,
tão frequente cm outras especies do genero, não existe nos bordos anterior e
posterior, sendo pouco pronunciado nos laterais. Anteriormente, ao nivel dos
ângulos anteriores, sua largura é de 292 p , sendo de 370 p ao nivel dos ângulos
posteriores. O comprimento na linha mediana ó de 235 p apenas, incluida a
saliência anterior. É muito característica nas especies sul-americanas do genero
a projeção anterior da placa esternal, saliência esta em cujos bordos laterais
ficam implantadas as cerdas do par anterior.
Na especie que estamos descrevendo esta saliência tem 27 p de compri-
mento por uma largura de 148 p , continuando-se a ela imediatamente uma pre-
estemal. Os bordos laterais são concavos e um tanto espessados e o posterior
ligeiramente deprimido no centro. As cerdas habituais da esternal têm o aspecto
peculiar ao genero: muito largas e longas; o par anterior mede 228 p de com-
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F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXV
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primento, por uma maior largura, perto da base, de 15 p ; este par, como os
restantes das zonas quitinizadas ventrais, nasce com largura menor do que a
maxima, estreitando-se em seguida gradualmente para terminar em ponta afilada
e implantando-se nos extremos do prolongamento anterior já referido da esternal.
O par medio tem 235 p de comprimento, implantando-se um pouco para dentro
dos bordos laterais, mais proximo do bordo anterior do que do posterior. O
par posterior mede 260 p, ficando implantado um pouco para dentro c para
trás dos ângulos posteriores.
Como já ficou acentuado, apresenta ceta espede, além das seis ecrdas ester-
nais habituais, ainda uma serie de tres cerdas de dimensões menores, com 95 p
de comprimento; a impar está implantada na linha mediana, no mesmo nivd
que o par normal anterior, portanto, já na salienda do bordo anterior da placa;
as pares ficam mais ou menos equidistantes da mediana e das laterais anteriores,
num nivd mais posterior, que equivaleria ao nivd do bordo anteror da placa,
si não existisse prolongamento anterior; o intervalo entre as cerdas pares pe-
quenas é de 50 (i c o existente entre as antero-lateraÍ6 é de 102 p. Em alguns
exemplares do lote 1168, todavia a cerda mediana secundaria se desdobra em
duas, colocadas lado a lado na linha media ou uma atrás da outra.
Pre-cstcmcl continuando-se imediatamente à esternal, parecendo mesmo que o
prolongamento anterior desta cavalga o seu bordo posterior, muito mais fraca-
mente quitinizada, prolongando-6c até o ponto de origem do tritostemo, de su-
perfície reticulada.
Mctacstcnuiis longas e estreitas, indo desde o bordo posterior da esternal
até quasi o meio da coxa IV; apresentam, no mesmo nivcl do intervalo entre
as coxas III e IV, uma longa cerda, cm tudo semclliantc às da esternal, me-
dindo 255 p dc comprimento.
Tritostemo largo c longo, filamentoso desde o ponto de bifurcação, atin-
gindo os cornicula maxillaris.
Genital — Esta placa é, nas espccies sul-americanas do gcncro Maerolaelaf>s,
sempre curta c pouco dilatada posteriormente, culminando este ultimo carater na
especie cm causa, na qual quasi não se percebe dilatação, medindo a placa 133 p
dc largura imediatamente adiante das cerdas genitais, seu ponto mais estreitado,
e 144 |i ao nivcl do ponto mais dilatado da zona posterior. As cerdas genitais
tem aspeto idêntico ao das estemais e medem 182 p. Além de uma mancha mais
clara em forma de forquilha, não se percebe outro desenho na placa, que apre-
senta pontuação finissima. O comprimento da placa até o epigynutn inclusive
é de ca 400 p .
Anal Fica a 373 p da genital e mede cerca de 155 p de comprimento
(difícil de medir por acompanhar a placa a curvatura da extremidade posterior
do corpo) por 180 p e distando 30 p de maior largura, medindo o anus 60 p
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do bordo anterior. A superfície da placa é reticulada, tendo os ângulos laterais
mais quitinizados, como é frequente no gencro. A zona do cribrum não atinge
o nivel do anus. As cerdas pares medem 160 p, ficam equidistantes do meio
do anus e do seu polo posterior, muito mais próximas da margem do orifido anal
do que do bordo da placa. A cerda posterior mede 240 ^ , sendo um pouco
mais larga e mais flexivd do que as pares.
Inguinais — Pequenas, com cerca de 60 p de comprimento, e estreitas,
medindo cerca de 22 p de largura.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV. Tubos do peri-
trema visiveis até a coxa II, caminhando pela face ventral e pelo bo"do. Peri-
trcmatalia muito pouco desenvolvidas posteriormente e pouco quitinizadas, visi-
veis até a coxa I. Xa face ventral descoberta ha cerca de cinco pares de cerdas
entre a genital e a anal e uma centena de cerdas esparsas pelo resto desta
superficie. excetuanda a zona antero-lateral. que é rua.
Face dorsal (Fig. 3).
E' parcialmente recoberta pelo escudo dorsal, constituído por placa rclati-
vamcntc estreita, curta e de quitinização fraca, salvo na zona marginal anterior
até a altura da margem posterior do l.° par de coxas, onde é mais forte a quiti-
nização. A superficie do estudo apresenta retículo mais estreito do que o mos-
trado na Fig. 2, só apresentando escultura, representada por areas finamente
pontilhadas, na zona media. O escudo dorsal mede 1288 p dc comprimento
por 735 p ao nivel das coxas IV, onde apresenta largura maxima. A sua
extremidade anterior muito aguda e projetada para diante, como é regra nas
espccies sul-americanas do genero, apresenta tres pares de cerdas: o primeiro
dirigido horizontalmente para diante, mede 6S p ; o segundo, vertical c, porisso,
dificil de medir, tem cerca de 110 p1 ; o terceiro, mais largo e mais flcxivel,
dirige-se para trás e mede 220 p . Há. além desses, 1 1 pares dc cerdas sub-
mcdianas. dos quais o quarto é o mais afastado da linha media c o nono o
mais aproximado, decrescendo o seu comprimento do primeiro ao nono par (l.3
par = 182 p ; 2.° par = 159 p ; 3.° até 5.° pares = 144 p ; 6.° par = 136 p
7.° e 8.° pares = 128;; 9.° = 113pe 10.° 60 p apenas); o 11.° par ou
postero-mediano do escudo, volta a ser longo, medindo 166 p. Existem, além
destas, cerca de 15 cerdas marginais dc cada lado e cerca de 10 de cada lado
entre estas e as sub-marginais. Todas as cerdas são lisas nesta especie. tanto
na face dorsal, quanto na ventral ou nos membros, não existindo, portanto,
farpas como é frequente no genero Laeiaps. O escudo dorsal apresenta, além
do par de poros anteriores habitual, situado na projeção anterior do escudo,
alguns pares de fendas pequenas e algumas marcas circulares.
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F. da Fonseca — Xotas de Acareologia A'.XV
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G natos o via
Palpos — Com 320 p do l.° ao 5.° artículos. O l.° articulo tem apenas
duas cerdas centrais relativamente longas. O 4.° articulo apresenta a cerda
biíida. apicilar e interna característica dos Laelapiidac. A formula dos artículos
é 1,2 (3,4), 5.
Maxillicoxae bombeadas externamente, com cerdas de 95 u. Cerdas ante-
riores do hipostoma com 75 p ; postero-extemas com S0 p e postero-internas
muito longas, com 138 p.
Comiculi bem quitinizados.
Rima hypopharyngis com varias series de 2 a 3 dcnticulos.
Epistoma membranoso de margens rugosas, prolongando-se em ponta na
frente.
Labrum triangular, longo, atingindo a extremidade distai do 2.° articulo dos
palpo>, afilado gradualmente, terminando em ponta, piloso nos bordos.
Paralabra largos, rombos, membranosos.
Malae intcrnac membranosas, filamentosas, flexíveis, pilosas.
Styli em forma de haste com ligeira concavidade interna, pouco quitinizados,
não atingindo o apice dos comiculi.
Mandíbulas possantes (Fig. 2), medindo 304 ji da extremidade proximal
do genual até o apice, com largura de 70 p no genual. PmviUus com coroa de
cerdas. Pelo na base do digitus fixus. Digitus mobilis com 102 p, apresen-
tando dois dentes iguais. Digitus fixus com tres dentes de situação mais anterior
do que a dos do digitus mobilis, dos quais o posterior c o maior c o medio o
menor, e com um pilus dentilis de 15 p de comprimento.
Patas — Robustas c cerdosas, apenas apresentam um espinho, o posterior
da coxa III. Das patas o IV par c o mais longo, medindo cerca de 1350 p
e o II par o mais curto, com 920 p apenas, sendo de 105 p o comprimento dc
I e do III pares. A coxa I apresenta duas cerdas, a distai maior, com 120 p
e mais fina c a proximal com 95 p. Basifémur I largo, com 138 p de maior
largura, com duas cerdas longas distais e dorsais, medindo a maior, que c a
mais distai, 2ò0 p e a menor 115 p. Tclofémur I alargado, com 150 p de
maior largura, com quatro cerdas longas, das quais a maior, que é a mais pro-
ximal, mede 266 p c a menor, a mais distai mede 115 t!; apresenta alem dessas
outras cerda$ curtas. O tarso tem cerdas finas e curtas, relativamente às homo-
logas das outras (>atas, e uma arca apicilar coberta de pelos curtos. PulvUlus
bem desenvolvido e garras fracas relativamente às das outras patas.
Pata II muito alargada, medindo o teloíemur 190 p de maior largura.
Coxa II com duas cerdas, das quais a anterior, menor, é curva. A posterior
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mede 175 p. fazendo, portanto, exceção, pois em todas as es peei es sul-americanas
do genero costuma ser muito mais longa, exceto nesta e em Macrolaelaps bra-
chyspinosus Fons.. Os restantes segmentos apresentam-se cerdosos, porém,
sem espinhos, terminando o tarso com pulvillus e duas garras fortes e encur-
vadas em angulo reto.
Coxa II com uma ccrda encurvada anterior e um espinho posterior, o
unico merecedor desse nome na espede que descrevemos, medindo este 60 p de
comprimento por 12 p de largura na base. Articulos restantes da pata III
cerdosos, principalmente o tarso onde ha ceidas espiniformes mais fortes do
que nas outras patas, garras fortes, encurvadas em angulo reto.
Coxa IV com cerda mediana, curta e fraca. Outros articulos com cerdas
finas e longas.
Larva
(Figs. 4-5)
A larva foi obtida do lote 1168, capturado pelo autor, que a poude obter
conservando as numerosas 8 8 colhidas (não foram encontrados S $ neste
como cm outros lotes) cm tubo de ensaio. Ao cabo de algumas horas haviam
já nascido varias larvas, que, observadas durante cerca de 24 horas, não tinham
ainda feito muda, tendo sido então montadas para a competente descrição.
Larvas de grandes dimensões, medindo o idiosoma 995 por 645 p de lar-
gura, no nivel do 3.° par de patas. Até o apice dos palpos mede a larva 1380 p
Face vcntral (Fig. 4) — A fraca quitinização da larva não deixa ainda
perceber a existência de placas, nem mesmo da anal. No propodosoma vêem-se
dois pares de cerdas com cerca de 120 p de comprimento, o anterior na altura
do intervalo entre as coxas I e II com cerdas mais aproximadas c o posterior
ao nivel do bordo posterior da coxa II com cerdas mais afastadas da linha media,
distanciados 150 p um do outro. Estes dois pares parecem corresponder ao
par anterior e ao posterior da placa estemal do adulto, não sendo vistos vestí-
gios do par tnedio, nem das cerdas medianas secundarias do bordo anterior da
estemal. Um outro par de cerdas de dimensões semelhantes existe na altura
da coxa III, correspondendo ao par metaestemal. Na região que, no adulto,
corresponde ao par de cerdas genital, vê-se na larva o menor dos pares de cerdas
da face v entrai, o qual mede apenas 46 p, distando 75 p uma cerda da outra,
cerdas, mais longas, com 90 d, situadas a igual distancia uma da outra. Ainda
sendo, portanto, bastante aproximadas. Logo atrás deste par ha duas outras
um pouco para trás e para fóra ha outro par de cerdas, com 106 p dc compri-
mento. Mais para fora e para trás ha ainda dois outros pares de cerdas um
pouco maiores. Na extremidade posterior, finalmentc. ha dois pares dc cerdas
14
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXV
21
extremamente longos: um submediano, com 405 jt e outro com igual compri-
mento, um pouco mais para fóra.
O anus é ladeado por tres cerdas: duas pares, laterais, muito longas, com
230 p. de comprimento, e uma impar, posterior, com 290 p. Não ha vestígios
da quitinização da zona anal.
Os estigmas parecem representados por zonas reíringentes marginais, situa-
das bem para trás do terceiro par de patas. Não foi visto peritrema.
Face dorsal (Fig. 5) — Não foram vistas zonas de maior quitinização na
face dorsal nos dois exemplares examinados. A zona anterior da face dorsal
apresenta, além do par de cerdas verticais, cinco outro6 pares na zona media,
dos quais o primeiro e o terceiro são os mais aproximados e o quarto o mais
afastado da linha mediana; ha, além desses, quatro pares de cerdas sub-mar-
ginais. Na extremidade posterior do opÍ6tosoma ha quatro pares de cerdas
longas, das quais as maiores com cerca de 380 p.
Patas — Dos tres pares o segundo é o mais curto. As coxas apresentam
todas duas cerdas, sendo já a maior a cerda posterior da coxa II.
Gnatosoma
Epistoma em forma de faixa transversal mais larga no centro, com extre-
midades ponteagudas, de bordo livre liso. Mandíbula com dedos fixo c movei,
parecendo cada um apresentar um pequeno dente, não tendo sido vistas cerdas
na base dos dedos. Labrum lanccolado c finamente piloso. Maxillicoxac com
as setae maxíllicoxales fraturadas, apenas tendo uma das anteriores c uma das
posteriores. Rima hypopharyngis com bordos iigeiramente serrilhados. Tri tos-
terno com pelos finos já desde proximo da bifurcação. Palpos com pelos nume-
rosos no 5.° articulo c cerda bifida no 4.°:
Holotipo 9 No. 1013 da nossa coleção no Instituto Butantan, capturado,
juntamente com os numerosos exemplares 9 9 do lote No. 914, sobre rato
silvestre de especie não determinada, por R. M. Gilmorc, a 7-X-936, cm Aná-
polis, Estado de Goiás. Metatipos e topotipos capturados pelo mesmo colecio-
nador nos lotes No. 910, parasitando "Sylvagus ê " (sic) ; No. 912 e 915 sobre
rato não determinado; No. 970, sobre Echimys, sp. juntamente com Giganto-
laelaps gilmorci, sp. n.. $ e ninfas desconhecidas.
Metatipos e larvas do lote 1168 capturados pelo autor sobre a ratazana
sihcstrc Nectonrys squamipes Brants, No. 1521 do registo da Secção de Para-
sitologia do Instituto Butantan, nas matas da Serra da Canta-eira, cm São
Paulo, a 23-IX-37.
O nome da especie é dedicado ao notável acarcologista A. C. Oudemans,
a quem tanto deve esta divisão da zoologia, o qual dá neste momento publi-
15
cm
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
cidade a um exaustivo e erudito trabalho critico de revisão do grupo, destinado
a tomar-se clássico.
Gigantolaelaps gilmorei, sp.n.
(Figs. 6-10)
Pertence esta especie ao numero das que foram capturada» por R. M.
Gilmore, em Anápolis, Estado de Goiás, durante estudos sobre febre amarela
silvestre realizados em roedores selvagens. Dela possuímos dois lotes: o lote
tipo. de Xo. 913, da coleção do Instituto Butantan, capturado sobre “ratos”.
Xo. 1527 de Gilmore, cujo hospedeiro se achava também parasitado por Gigan-
tolaelaps oudemansi, sp. n., e o de Xo. 951, capturado sobre Echimys, sp., Xo.
1036 de Gilmore. E’ uma das maiores especies do genero, diferindo das espe-
cies restantes pelo menor alargamento dos femures da pata I. A quitinização
é media.
Descrição da 9
(Figs. 6-8)
Idiosoma
Especie muito grande, cujo idiosoma mede 2024 pt de comprimento no
holotipo, sendo de 2630 p o comprimento até o apice dos palpos. A largura
ao nivel do IV par de coxas é de 1320 p. A forma geral é mais elíptica do
que ovoide, embora a extremidade anterior seja mais afilada.
Facc ventral (Fig. 6).
Placa cstcrnal de superfície reticulada e pontilhada, com prolongamentos
angulares pouco pronunciados atrás ; mede no bordo anterior 430 p de largura
e no posterior 570 p. O comprimento na linha media é dc 300 P , incluida a
• •
projeção mediana. Eeta projeção não é muito pronunciada, medindo apenas
3S p por 250 p de largura, sendo de quitinização igual à da placa, nitidamente
diferenciada, portanto, da pré-estemal, que a ela se segue imediatamente. Dos
bordos apenas nos laterais, que são concavos, se percebe um ligeiro espessa-
mento. O bordo posterior é levemente concavo na parte central, sendo mar-
geado por zona menos quitinizada, que também existe em volta dos bordos
laterais, onde é denteada.
As cexdas anteriores da placa atingem o bordo posterior, medindo 236 p
por 19 p de maior largura a alguma distancia da base: ficam plantadas ao nivel
16
F. da Fonseca — Sotas de Acareologia XXV
23
do angulo externo da projeção anterior da placa e distam 174 p uma da outra.
Par medio mais proximo do angulo anterior do que do posterior da placa, im-
plantado um pouco para dentro do bordo lateral, medindo 334 |i indo até além
do meio da coxa III. Cerdas posteriores afastadas do angulo posterior, me-
dindo 350 [i, muito afiladas para a extremidade distai como todas as cerdas
longas desta espede, quasi atingindo o meio da coxa IV. Poros anteriores
transversais, grandes, situados atrás das cerdas anteriores; poros posteriores
obliquos, para trás e para dentro das cerdas medias.
Prc-esternal de quitinizaçáo fraca, originando-se imediatamente para frente
da estemal e indo até a base do tritosterno, com superfície estriada.
Metaestcmais alongadas, acompanliando o bordo interno das coxas III c
IV e medindo 342 p.
Tritosterno largo na base onde mede 60 de largura, com pilosidade desde
pouco depois da origem das lasciniae , mede da base ao apice 470 p atingindo
a base dos cornicula.
Genito-vcntral — Placa de quitinizaçáo mais fraca do que a estemal, alon-
gada e muito pouco dilatada posteriormente, não ultrapassando a maior largura
da porção ventral a da porção genital, isto é, atingindo no máximo 220 p de
largura. O comprimento é de cerca de 644 p ; a maior largura c de 166 p
logo atrás do par de cerdas genitais. A superfície c pontilhada c apresenta
retículo pouco nitido. As cerdas genitais semelhantes às estemais, medem 2S8 p
A escultura da genito-vcntral é representada por duas 6cries de manchas claras
divergentes e que sc originam na região submediana. logo para trás das cerdas
genitais, dirigindo-se para trás e para fóra.
Anal — Fica a 380 p do bordo posterior da gcnito-ventral no holotipo,
atingindo 760 p cm exemplar gravido. O comprimento c difícil de medir devido
4 curvatura da extremidade posterior do opistosoma que a placa acompanha,
devendo ter cerca de 266 p de comprimento. A largura maxima é de 25S p
no bordo anterior do holotipo, medindo 288 p cm outro exemplar. O anus fica
u cerca de 38 p do bordo anterior. A forma da placa é triangular e a super-
fície reticulada, com bordos externos c ângulos mais escuros. O bordo anterior
é levemente conca vo no centro. As cerdas pares ficam mais ou menos ao nivel
do polo posterior do anus. medindo cerca de 212 p ; a ccrda par mede de 380 p,
atingindo o cribrum mais ou menos o seu ponto de emergencia.
I mjmnais alongadas, com cerca dc 76 p.
Estigmas situados ao ni\-cl do intervalo entre as coxas III e IV. Pcritre-
mas visiveis em larga extensão, acompanhadas de pcritrcmatalia muito desen-
volvidos anteriormente, terminando posteriomiente esta placa ao nivel dos estig-
mas, não tendo sido visto o prolongamento posterior. Zona ventral descoberta
17
cm
SciELO
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Memórias do Instituto Butantan
Tomo XII
com numerosas cerdas longas e finas, que raream nas partes laterais e proximo
da anal.
Face dorsal (Fig. 7).
Escudo dorsal cobrindo quasi inteiramente o idiosoma e deixando apenas
livre uma faixa que margea os bordos laterais e posterior. Mede 1940 p de
comprimento por 1 160 p de maior largura. Sua extremidade anterior termina em
ponta, sendo a posterior larga e convexa. Os bordos laterais são ondeados
anteriormente, sendo paralelos e retos na zona media. A impressão da forte
quitinização da porção anterior dos bordos laterais é, em grande parte, dada
pela forte quitinização das peritreniatalio, vistas por transparência. A superfície
do escudo apresenta retículo fino e escultura muito extensa, indo desde a extre-
midade anterior até o limite posterior, mas sendo mais pronunciado na metade
anterior. A zona ponteaguda anterior do escudo apresenta os 3 pares de cerdas
habituais: um anterior projetado para frente, um vertical, mais curto, e um mais
longo dirigido para trás. As cerdas anteriores restantes do escudo medem cerca
de 185 a 220 p e as da zona posterior cerca de 150 p , excetuando o par subme-
diano proximo da extremidade posterior, que mede 88 p, e o posterior terminal,
que tem cerca de 200 p de comprimento. Além do g"upo de 3 pares anteriores
ha 11 pares submcdianos, dos quais os 5.°, 6.° e 10.° são os mais proximos
e os 4.° e 8.° os mais afastados da linha mediana. Vários pares de marcas
circulares são ainda vistas na superfície do escudo, bem como um par de poros
anteriores, em forma de fenda. A superfície lateral descoberta da face dorsal
apresenta cerdas numerosas. Todas as cerdas são lisas nesta especie.
Patas
No exame das patas chama a atenção o fato de não se apresentarem os
femures da pata I tão dilatados quanto em outras espedes do genero, não
havendo tambem tuberosidades neste segmento. Outro caráter da especie é não
serem as patas II tão alargadas quanto seria de esperar dado o seu tamanho.
O espinho da coxa III é o unico que existe.
Pata I é a 2.a em comprimento. A coxa I tem duas cerdas, a distai mais
fina, com 220 p e a proximal com 170 p. O tclofemur I mede só 170 p de
largura e apresenta duas cerdas das quais uma com cerca de 170 p apenas c
outra com cerca de 230 p, além de outras curtas, não tendo tuberosidade. O
basiíemur tem uma cerda longa com 25S p , aproximadamente, tambem não
apresentando tuberosidade. Tarso com cerdas finas.
Pata II pouco alargada, medindo o basifemur 220 p de largura. Coxa II
com duas cerdas das quais a posterior, cujo comprimento é tão característico
no genero Gigantoíaclaps, mede 236 p. O taro tem cerdas espini formes longas,
IS
F. da Fonseca — Solas de Acareologia XXV
25
mais fortes que as das outras patas, terminando em pulvilli e garras iguais às
das patas III e IV e mais fortes que as da pata I.
Pata III apresentando espinho posterior na coxa, com cerca de 100 ^ de
comprimento por cerca de 22 p de maior largura na base.
Pata IV é a mais longa, tendo a coxa apenas uma cerda, sendo notável o
comprimento da- cerdas inseridas no tarso, que podem atingi' 260 p .
Gnatosoma
O gnatosoma mede 800 p da base ao apice dos palpos, só tendo podido
ser examinado minuciosamente após disseção de um exemplar do lote 951.
Palpos com 530 ji, tendo o l.° articulo uma cerda ventral de quasi 150
O 5.° articulo é longo, medindo 80 ;i.
Maxillicoxae com todas as cerdas de grande desenvolvimento, medindo, res-
pectivamcnte, 142, 224, 142 e 135 p.
Corniculi maxillaris bem chitinizados, com ponta aguda.
Labrum piloso, gradualmente afilado para a extremidade distai, terminando
em ponta não muito fina, recoberta por formação de igual aspecto c conformação.
Aíalae inlernae maxillarum pilosas, retas, contíguas, medianas, terminando
cm ponta afilada e sem pelos.
Styli membranoíos, ligeiramente encurvados, de aspecto canaliculado, atin-
gindo o apice dos corniculi.
Mandíbulas (Fig. 8) fortes, com dois dentes (o posterior maior) no digilus
• nobílis c tres no digilus fixus (o medio menor c o posterior maior), que apre-
senta um pilas dcnlilis não dilatado; na base do digilus fixus um pêlo curto c*
na do digilus tnobilis coroa de cerdas com formação globosa. transparente no
meio. Xa supcrficie interna do digilus fixus vê-se também uma formação lame-
lar, de aspecto membranoso.
Descrição do macho
<Fig>. 9-10)
Entre o material capturado por Gilmorc recebemos um lote, o de N. 1068,
colhido sobre Echimys. sp.. em Anápolis, Estado de Goiás, que constava de
duas espeaes: G. oudetnansi, sp.n. e G. gilmorci, sp.n.. Xo material predo-
minavam as 9 9, existentes cm grande numero, não havendo formas jovens;
foi, porém, encontrado também um exemplar macho. Xão c íacil decidir si o
' encontrado pertence à especie G. oudemansi. sp.n. ou a G. gilmorei, sp.n..
26
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Inclinamo-nos, todavia, a aceitar de preferencia a segunda hipótese, não só por-
que se trata de exemplar de grandes dimensões, maior do que as 9 8 de C.
oudcmansi, como também devido à inexistência das tres cerdas pequenas do
bordo anterior da estemal, características desta espede. Este ultimo carater não
deve, todavia, ser considerado dedsivo, pois não se pode a priori exduir a
hipótese da inexistenda de tres cerdas em G. oudcmansi S $ , mesmo porque
é justamente nessa zona que se encontra o orgão sexual masculino, fato que
por si só justificaria tal dimorphismo sexual. As grandes dimensões do exem-
plar e algumas outras minudas de morfologia, tais como a escultura do escudo
do idiosoma e o não alargamento e a inexistenda de tubérculos nos femures I.
falam ainda a favor da identidade com Gigantolaclaps gilmorci, espede a que
filiamos, provisoriamente, o S encontrado.
Idiosotna
Exemplar alotipo de contorno quasi elíptico, apenas mais afilado na extre-
midade anterior, de espaduas pouco pronunciadas. Idiosoma com quitinização
fraca, de grandes dimensões, medindo 1760 p de comprimento por 1175 p de
maior largura ao nivd do IV par de patas.
Facc ventral (Fig. 9).
Triiostcrno largo na base, com 340 p de comprimento e lasciniae pouco
pilosas.
Placas ventrais fundidas, pouco quitinizadas, com retículo em toda extensão,
de malhas mais estreitas na zona ventral. Bordo anterior da estemal pouco
proeminente, nele se abrindo a genitália e continuando-se com uma pre-estemal
*mais fracamente quitinizada que vai até o tritostemo. Ângulos antero-externos
proeminentes, formando prolongamentos entre as coxas I e II. Ângulos poste-
riores da estemal pouco salientes. Bordos laterais da estemal espessados, bem
como os da zona meta-estemal. Zona ventral muito alargada, apresentando seus
bordos varias chanfraduras. Cerdas estemais anteriores com 175 p, cerdas me-
dias e posteriores um pouco mais fortes c com 2C8 Cerdas metaesternais
com 152 p e genitais com 148 ^ A superfície da zona ventral é recoberta por
cerca de 150 cerdas finas de 90 a 110 p de comprimento. A placa anal é
diíerenciavcl pelo reticulo mais largo, tendo forma semelhante à da 9 . As
cerdas pares desta placa medem 140 p e a impar 245 j,. As placas inguinais
ficam incluídas na placa ventral. que é extremamente larga na frente, estrei-
tando-sc gradualmente para trás, aparecendo as inguinais sob a forma de zonas
mais claras de contorno um pouco irregular.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III c IV.
20
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXV
27
Pcritrcma de tubo curto, terminando ao nivel do bordo posterior da coxa II.
Pcritrcmatalia prolongam-sé anterionnente até a extremidade anterior do
idiosoma. mais largas entre as coxas II e III e fortemente quitinizadas anterior-
mente. Posteriormente ao estigma parecem ser interrompidas em certa extensão,
reaparecendo depois para contornar a coxa IV até a face ventral, aspecto este
que também parecem apresentar as 9 9 nas especies deste genero.
Face dorsal (Fig. 10).
Escudo do idiosoma relativamente pouco quitinizado, de bordos regulares,
curvatura pouco pronunciada ao nivel do ombro, extremidade posterior larga e
regularmente arredondada e anterior bem afilada. As margens mais quitinizadas
até o nivel da coxa II devido a aparecerem por transparência as pcritrcmatalia.
A extremidade anterior do escudo tem um par de cerdas anteriores com 120 p.
um par medio com cerca de 70 p apenas e um posterior com 200 p. Ha, além
dessas, 12 pares de cerdas da linlia media, sendo o 7.° o maÍ6 afastado, o 2.° o
longo, medindo 215 p e o 11.° o mais curto, com 68 p. O par posterior mede
195 p. A superfície do escudo é reticulada, apresenta muitas marcas circulares,
simétricas, de tamanho variavcl e escultura muito semelhante à da 9 .
Patas
A pata 1\ é a ma» longa, medindo cerca de 1760 p, e a II a mais curta,
com cerca de 1 350 p Coxas sem espinhos, apenas apresentando cerdas ; destas
a posterior da coxa II é a mais longa c mede 160 p ; é, portanto, bem menor
do que o tamanho habitual nas 9 9 das cspccies sul-americanas ; a ccrda da coxa
!\ apresenta de notável, além de suas pequenas dimensões (pois mede apenas
60 p), o fato de ser de implantação bem mais anterior do que é regra cm Lac-
laptidae.
Os fêmures da pata I não são alargados c não apresentam tuberosidades.
concordando com o que se pa>>a nas 9 9 ; o basifemur apresenta duas c o tclo-
femur uma. ccrda mais longa, respectivamente com cerca de 135 c 150 p, sendo
portanto, bem menores do que as da 9 . Tibia e tar.-o da pata I com pêlos finos.
Basifemur II com dois espinhos muito forte c cu-tos do lado ventral; telo-
íemur II com um espinho mais fraco que as do basifemur; gcnual com um es-
pinho ; pretarso com dois («pinhos muito fortes.
Os outros dois membros apenas apresentam cerdas, que são maiores e mais
finas no tarso IV.
i odas as patas apresentam nos vários artículos escultura dorsal de manchas
claras.
28
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
A especie é dedicada a R. M. Gilmore, da Fundação Rockefeller, que em Aná-
polis. Goiás, capturou abundante material de acarianos de ratos, o qual veiu em
parte constituir objeto do presente trabalho. Depositado sob o No. 1033. na co-
leção do Instituto Butantan.
G na to soma
Mede 735 ;t da base das maxilicoxac ao apice dos palpos.
Palpos finos; o articulo IV é o mais cexdoso; existe uma cerda ventral longa
f forte no articulo I.
Maxillicoxae com as cerdas habituais, sendo as anteriores as mais longas.
Corniculi muito fracamente quitinizados e extraordinariamente alongados.
Rima hypopharyngis com cerca de 7 fileiras de pequenos denticulos.
Epistoma mcmbranoso, largo na base e afilado no apice.
Labrum triangular, longo, gradualmente afilado, estriado longitudinalmente
com pêlos curtíssimos, quasi atingindo o apice do 2.° articulo dos palpos.
Mala,- internar longas, estriadas longitudinalmente.
Mandíbulas finas, longas, atingindo o apice do 2.° articulo dos palpos quando
retraídas. Digitus fixus muito longo, com 4S0 p; termina em ponta romba, con-
vergente, fortemente quitinizado e parece apresentar um orifício apicilar. Pro-
ximo da sua base, tem inserção uma formação membranosa alongada, afilada para
a extremidade. Descrição mais minuciosa não foi possível, dado o retraimento
das mandíbulas e o fato de ter sido feito o estudo com o exempla- integro.
Gigantolaelaps vitzthumi, sp. n.
(Figs. 11-14)
É a especie tipo do genero.
Especie notável por suas extraordinárias dimensões, que ultrapassam mesmo
as de Gigantolaelaps gilmorei, sp. n., atingindo 2580 |t de comprimento até o apice
dos palpos ; c, portanto, no grupo, o maior parasita conhecido.
Mais ainda do que por suas dimensões, das quais se aproximam algumas ou-
tras especies, fica o especialista surpreendido pela coloração carregada, castanha
escura, vista em preparados clareados pelo liquido de Btrieve, como pontos ne-
gros nas zonas de mais intensa quitinização ; à vista desarmada a coloração c
ainda mais carregada, principalmente no propodosoma, devido à existência da
quitinização estemal.
22
cm
ISciELO
D 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XX\
29
Desta espede, capturada pelo sr. Blaser nos limites de Minas Gerais e Goiás,
a pcna^ possuímos 2 9 . não sendo o <S e os jovens desconhecidos.
Idiosoma
Muito grande, com 2050 p de comprimento, muito largo na frente, estrei-
lando-se para trás, com largura maxima de 1560 jt ao nivel do IV par de patas.
O alargamento brusco na frente não determina a constituição de ombros pro-
nunciados.
Face ventral (Fig. 11).
Placa csternal — Muito fortemente quitinizada. tal como sucede a Laelaps
sculpturatus Vitzthum, segundo a modelar descrição deste notável acareologista,
de superficie reticulada, com projeção anterior tão pronunciada que avança até a
base do tritostemo, numa extensão de 118 p; da quitinização fraca da pre-ester-
nal apenas se vê uma faixa estreita e elevada circundando esta projeção. Que
esta projeção faz parte integrante da estemal, não representando o resultado da
quitinização c fusão da pre.-estcmal com a estemal, parece-nos certo, porquanto
c nela que se vai implantar o par de ccrdas estemais anteriores, ficando o par an-
terior dos pari repugnatorii exatamente no limite da sua base. Dos bordos da
estemal os laterais c o posterior, mas principalmentc este. são espessados, apre-
sentando este espessamento no bordo posterior a largura de 55 p. Os ângulos
anteriores apresentam longas projeções entre as coxas I c II, sendo as poste-
riores muito menos pronunciadas. As ccrdas estemais são muito longas, fortes e
pouco flexíveis, medindo o par anterior 347 ji, o medio 40S c o posterior 370 p.
A placa, de comprimento de 382 p , mede dc largura 205 p ao nivel do prolonga-
mento anterior, 382 p imediatamente para trás deste c 558 p ao nivel dos ân-
gulos posteriores.
Mctaestcnuas alongadas, menos quitinizadas, elevadas, com cerda dc 347 p
dc comprimento ao nivel do intervalo entre as coxas III c IV.
Tritosterno com 355 p dc comprimento, bifido, com lascinias pilosas desde
o ponto dc emergcncia.
Genito-vcntral pouco expandida posteriormente, medindo de comprimento
642 p, com maior largura, posteriormente, dc 294 p e menor, logo para trás das
cerda $ genitais, de 235 p. A superficie apresenta rcticulo largo c alguma escul-
tura na zona genital ; o par de ccrdas genitais mede 296 p dc comprimento. Como
nas restantes espccics sul-americanas do genero, não ha cerdas inseridas no re-
bordo ventral desta placa, notando-se, porém, o que também ocorre cm outras cs-
pecies, que este rebordo é deprimido pelas ccrdas da zona ventral descoberta que
se acham inseridas mais perto da placa ; no caso vertente ha 5 cerdas que depri-
30
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
raem o bordo nessa região, ficando uma das do par mediano suficientemente afas-
tada para não deixar impressão na placa.
Anal a 460 de distancia do bordo posterior da genito-ventral, de forma
triangular com ângulos arredondados, com anus de 83 p de comprimento, a 53 p
do bordo anterior. Bordo anterior da placa levemente concavo e laterais ligei-
ramente convexos; superficie reticulada. Cerdas pares ao nivel do meio do anus
com 244 p num cotipo e 290 p em um paratipo; a cerda impar, fraturada nos co-
tipos, media no mesmo paratipo 355 p de comprimento. O cribrum atinge dos
lados o nivel da cerda posterior. Ha cerca de 100 cerdas esparsas pela superfície
ventral descoberta da placa, com comprimento que oscila entre 1 50 e 225 p .
Inguinais pequenas, alongadas, de quitinizaqão relativamente fraca.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV.
Pcritrcma. com tubo visivel até mais ou menos o nivel do bordo anterior da
coxa II.
Pcritrcmatalia praticamente sem quitinizaqão posterior aos estigmas, mais
largas no intervalo entre as coxas II e III e muito fortemente quitinizada da
coxa II em diante, onde formam uma placa dorsal que se une à zona anterior do
escudo dorsal, constituindo um dos pontos de maior quitinizaqão do corpo.
Face dorsal (Fig 12).
Escudo do idiosoma fortemente quitinizado, não cobrindo todo o corpo;
deixa larga margem lateral e posterior descoberta, mais estreitada nas extremi-
dades, principalmente na anterior, que é aguda e proeminente, tal como nas res-
tantes especies do genero. Mede este escudo 1910 p de comprimento por 1264 p
de largura ao nivel do IV par de patas. Sua superficie é toda desenhada por um
retículo de malhas estreitas. A escultura é abundante na metade anterior e rara
na posterior, havendo uma grande mancha clara central logo para trás do polo
anterior do escudo. Os bordos são regulares e as espaduas pouco pronunciadas.
Os pares de cerdas submedianas são cm numero de 14 mais ou menos, incluídos
os tres pares da projcqão anterior estes têem o aspecto habitual : anterior, de di-
mensões medias, dirigido para a frente; medio, pequeno, vertical, e posterior,
muito longo, com 350 p de comprimento. Dos restantes pares submedianos o
que fica logo após a cerda longa citada da extremidade anterior e o ultimo da
extremidade posterior são 05 mais longos, medindo cerca de 280 p ; o menor c o
penúltimo que mede 88 p apenas, ‘•endo, portanto, como nas restantes especies do
genero, de muito a menor cerda do escudo dorsal. Ha ainda cerca de 15 cerdas
marginais de cada lado do escudo doreal e outras tantas entre estas e as subme-
dianas. Marcas circulares de situaqão simétrica são numerosas na superficie do
24
F. da Fonseca — Solas de Acareologia XXV
31
escudo. O par de poros anteriores é pouco visivel, parecendo ficar ao nive! do
longo par de cerdas da projeção anterior do escudo.
Todas as cerdas são lisas, nesta como nas outras especies do genero.
Patas
Patas longas, medindo o 4.° par 1760 p , quitinizadas, robustas, cerdosas, com
l.°e 2.° pares alargados.
Pata I fortemente fletida, mesmo em repouso. Coxa I larga, com serrilha
de dentes aguçados nos lados anterior e posterior do bordo distai, muito maiores
neste ultimo. Espinho proximal da coxa, de desenvolvimento medio, com 80 p
implantado cm tuberosidade ; cerda distai com 96 p. Fémures alargados, me-
dindo ate 260 m de largura. Maior cerda do basi fémur com 470 p , medindo a ou-
tra cerda longa do mesmo articulo 380 p. No telofémur existem também duas
cerdas mais longas do que as restantes, medindo a maior cerca de 380 p. As cer-
das de maior desenvolvimento se inserem em tubérculos fortemente quitinizados
que dão à superfície dos articulos um aspeto eriçado. Também na tibia ha cerdas
fortes; as do tarso, porém, são fracas, terminando-se este articulo em puhnüus
com garras.
Pata II muito alargada e também fletida para o lado vcntral. Coxa II com
espinho dorsal extremamente largo, terminando cm ponta muito aguçada, fa-
zendo saliência no rebordo anterior do articulo. Cerda vcntral posterior da coxa
II com 420 u de comprimento. Com exceção do tarso, que apresenta 8 ou 9 es-
pinhos fortes, o restante revestimento é constituído por cerdas medias.
Pata III não alargada. Espinho posterior da coxa com 80 p. Espinhos do
tarso mais longos e tão fortes quanto os da pata II.
Pata IV é a mais longa, só apresentando cerdas rclativamcntc fracas e rigidas
no tarso. Na coxa só ha uma cerda.
O aspeto das patas da 9 deixa prever forte alargamento das patas do S ,
que deve apresentar espinhos fortíssimos, verdadeiros esporões.
Descrição feita de dois cotipos 9 9 , um dos quais dissecado, montados em
laminas No. 1041 da nossa coleção no Instituto Butantan; paratipo sob o No. 518
na mesma coleção. Macho c forma6 jovens desconhecidos.
A espede é dedicada ao grande acareologista Conde Hermann Yitzthum. au-
toridade a quem são devidos trabalhos numerosos e modelares sobre A ca ri e a
quem é grato o autor por ensinamentos recebidos.
32
Memórias do Instilulo Butanlan - — Tomo XII
- • — • - 4 - - ■
Gnatosomo
(Figs. 13 c 14)
O retraimento das mandíbulas e a quitinização excedonalmente forte da es-
pecie exigiu, para um exame minucioso das peças do gnatosoma, previa dissec-
ção de um exemplar, o que foi feito em material do lote tipo.
P aipos com l.° articulo apresentando uma crista ventral, em que se implan-
tam duas cerdas relativamente longas. 5.° articulo com grupo ■sub-tenninal de
sete pêlos e um mais longo terminal, além de outros esparsos.
Episloma membranoso, de base larga, acuminado no apice, com alguns den-
ticulos na região sub-apicilar dos bordos.
Mandíbulas (Fig. 14) — O articulo que dá inserção aos dedos das cheliccrac
mede 300 p por 102 de largura. O digitus mobilis, de 120 p de comprimento,
apresenta dois dentes ponteagudos separados por intervalo de 8 p e distantes do
apice respectivamente 20 a 35 p. O pulvillus apresenta coroa de cerdas de cerca
de 35 p na base do articulo. O digitus fixus mede cerca de 90 p e tem tres dentes,
dos quais o proximal ponteagudo, o distai menor do que este e sub-apicilar; o
dente situado entre estes dois é muito pouco visivel e fica ao lado do pilus den-
tilis. Pilus dentilis não dilatado, com 35 p. Xa base do digitus fixus um pêlo
muito largo na base e rapidamente afilado. Percebe-se nitidamente uma forma-
ção globosa no pulvillus e uma outra lamelar na tesoura das mandíbulas.
Labrum triangular, estriado longitudinalmente, piloso nos bordos e com es-
piados na extremidade livre.
Malae internae sob a forma de duas lasdnias muito pilosas, atingindo o apice
do labrum.
Styli em fo*ma de haste levemente, encurvada para dentro.
Paralabra membranosos, largos de extremidades largamente arredondados.
Maxillicoxac com as cerdas habituais, medindo as posteriores internas cerca
de 150 p.
Rima hypopharyngis com 12 fileiras de dois ou de tres denticuloe, mais for-
tes do que habitualmcnte.
Cornicula apenas um pouco mais fortemente quitinizados.
üigantolaelaps goyanensis, sp. n.
(Figs. 15-18)
A especie de que nos vamos agora ocupar é muito próxima de Gigantolac-
laps mattogrossensis Foxs., 1935, com ela tendo sido por nós confundida até em-
26
F. da Fonseca — X oitis de Acarcologia XXV
33
preendermos a revisão generica que ora apresentamos, quando um estudo com-
parado minucioso nos permitiu descobrir diferenças suíicientemente constantes
para distinguir com segurança as duas «pedes.
Baseia-se esta distinção pincipalmente no aspecto da ccrda distai da coxa I,
que em Giganlolaelaps tnatlogrossensis é mais estreita, gradualmente afilada, rela-
tivamente flexivel, terminando em ponta fina, ao passo que em G. goyanensis
assume aspecto de espinho apenas um pouco menor e mais fraco do que o proximal
do mesmo articulo, afilando-se pouco para a extremidade, que se estreita brusca-
mente, terminando em ponta semelhante à do espinho proximal. Outra distinção
constante repousa no comprimento da placa estemal, que oscila entre 360 a 400 ji
em G. goyanensis e entre 260 a 330 p em G. mattogrossensis.
Giganlolaelaps goyanensis, sp.n., foi por nós identificada de material enviado:
a) de Anápolis. Estado de Goiás, por R. M. Gilmore, de Estrimys (?) sp. No.
1043, de ratos 3094, 3874, 3876, 3850 e de Motachirops opossmn 3873; b) de
Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro, sobre “rato paca”, Lauro Travassos
leg.; c) de Manguinhos, Distrito Federal, Rio de Janeiro, sobre Nectomys squa-
nupes, Fabio Wemcck leg.; d) do limite de Minas Gerais e Goiás, sobre rato
silvestre, Blascr capt..
Esse abundante material consta quasi exclusivamente de 9 9 , apenas tendo
sido encontrado um exemplar <5 , escolhido para alotipo, no material enviado por
Fabio Wemcck. As formas jovens são desconhecidas.
Descrição da 9
(Figs. 15 e 16)
Especic grande, com 2200 p de comprimento até o apicc dos palpos. bem
quitinizada. de corpo mais largo ao nivel do III par, estreitando para trás. bas-
tante pilosa. com algumas ccrdas muito longas.
Idiosotna
Com 1850 |i de comprimento por 1293 ji d* largura ao nivel do IV par e
1323 |i ao nivel do III par de patas, afilado para a frente desde o bordo anterior
do II par; de aspecto cerdoso.
Faec r entrai (Fig. 15).
Placa estemal muito quitinizada. pcrccptivcl sob a forma de mancha escura
quando vista a olho mi cm preparados clareados. Bordos espessados, principal-
mente òs laterais, que são levemcntc conca vos e o posterior, que é convexo c
34
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
forma frequentemente dois prolongamentos posteriores submedianos. Bordo an-
terior com forte projeção mediana, ocupando toda a zona pre-estemal; atinge o
tritostemo, cuja base é mesmo em parte coberta pelo bordo anterior da projeção.
Dos ângulos os antero-laterais são os mais proeminentes. A superfície da placa
é toda reticulada, sendo a quitinização da zona pre-esternal um pouco mais fraca.
A placa mede 370 p de largura ao nivel do bordo anterior e 430 p ao nivel dc
posterior e tem o comprimento de 378 p no holotipo, oscilando entre 360 p e
400 p em outros exemplares medidos; permite distinção com Gigantolaelaps
mattogrossensis, no qual é menor, como já ficou assinalado. Das cerdas as an-
teriora», implantadas na zona pre-esternal da placa, medem 318 p, as medias
370 p e as posteriores 340 p ; são flexiveis e afilam-se gradualmente até terminar
em ponta finíssima, tal como nas outras especies do genero. A projeção estemal
anterior mede 110 p de comprimento por cerca de 350 p de largura na base. Os
poros tem a situação e forma habituais.
Da pre-esternal apenas ha indicação em um rebordo que circunda a projeção
anterior da estemal.
Mctaestcrnais com zona mais quitinizada ao nivel do intervalo entre as co-
xas III e IV e prolongamentos posteriores e anteriores, estes mais desenvolvidos,
margeando os rebordos daquelas coxas. Cerdas metaesternais com aspecto idên-
tico ao das este mais, medindo 340 p' de comprimento.
Tritostemo largo na base. com lascinias pilosas desde o ponto de bifurcação,
atingindo o nivel das cerdas posteriores do hipostoma.
Genito-ventral com cerca de 580 p de comprimento até o epigynum, de qui-
tinização media, pouco expandida posteriormente, medindo 260 p de maior lar-
gura e 220 p ao nivel das cerdas genitais. Retículo largo na zona posterior c
escultura representada por um grupo de seis manchas mais claras, tres de cada
lado, contíguas, ao nivel das cerdas genitais. Cerdas genitais com 267 p de com-
primento. Ao nivel do rebordo posterior, depressões correspondentes aos tres
pares de cerdas da superficie descoberta que se implantam mais proximo da placa,
só um destes, porém, o mais anterior, a tocando no holotipo
Anal separada da genito-ventral por um intervalo de 400 p no holotipo.
Triangular, dc superficie reticulada, mais escura nos ângulos anteriores, de bordo
anterior mais ou menos reto no centro e ângulos anteriores arredondados ; maior
largura da anal 207 p, sendo o comprimento impossível de medir no holotipo de-
vido a acompanhar a placa a inclinação do bordo posterior do idiosoma. A cerda
impar mede cerca de 2 22 p e as pares cerca de 148 p . O anus fica a cerca de 45 p
do bordo anterior.
Inguinais. Placas inguinais mais ou menos triangulares, medindo cerca de
90 p, bem quitinizadas.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV.
28
cm
'SciELO
D 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Sotas de Acareologia XXV
35
Peritrema visível até a coxa III, não podendo ser acompanhado dai em diante
devido à forte quitinização.
Pcritrcmatalia sem prolongamentos posteriores, fortemente quitinizadas, prin-
dpalmente na frente, passando para a face dorsal ao nivel do ponto em que o idio-
soma se estreita bruscamente, no intervalo entre as coxas I e II, visíveis até a
extremidade anterior do escudo dorsal. Xa zona descoberta da face ventral ha
cerca de 180 cerdas rígidas, com 125 a 200 p de comprimento, mais raras em
torno da anal e ao lado das pcritrcmatalia.
Face dorsal (Fig. 16).
Escudo do idiosoma de contorno muito regular, porém muito agudo na ex-
tremidade anterior, onde a quitinização atinge o máximo verificável no corpo,
com extremidade posterior terminada reta. Seu comprimento é de 1715 p, apre-
sentando a largura de 1030 p ao nivel do IV par de coxas. Escultura abundante,
contrastando sobretudo a forte quitinização anterior. As cerdas submedianas são
em numero de 11 pares, além do grupo de 3 pares da extremidade anterior, o
que foi verificado em um paratipo por estar fraturada a maioria das cerdas do
holotipo. O par de cerdas submediano posterior do escudo mede 244 p de com-
primento e o de pequenas cerdas submedianas que ficam logo à frente deste mede
66 p apenas. Marcas circulares são frequentes no escudo.
Patas
Patas I c II alargadas.
Pata I — Coxa com um espinho proximal forte, medindo cerca dc 80 p de
comprimento por 18 p de largura na base e um espinho distai rigido, um pouco
menor c um pouco mais fino c de conformação igual à da proximal, nisto dife-
rindo nitidamente de Gigantolaclaps mattogrossensis, onde o espinho distai é subs-
tituído por cerda espiniforme afilada e flexivcl. Rebordo distai da coxa I com
denticulos nos bordos anterior e posterior, maiores neste. Basiíémur I com 2
longas cerdas, das quais a maior com cerda de 440 p c a outra com cerca dc 370 p
Telofémur também com 2 longas cerdas de cerca dc 370 c 320 p. rcspectivamente.
Além destas apresentam ainda ambos os articulos muitas cerdas fortes. Tarso I
com pêlos fracos.
Pata II muito alargada. Coxa com 2 cerdas, das quais a posterior longa,
com 407 p . Xo "ebordo anterior da coxa um espinho muito largo e agudo. Ba-
6Ífémur e telofémur com uma cerda dorsal longa, medindo, respectivamente, 405
e 190 p a primeira c a segunda. Tarso II com alguns espinhos fortes.
Pata III com 2 espinhos nas coxas e espinhos nos tarsos mais fracos e mais
largos que os da pata II.
3G
Memórias do Instituto Butantan — Tomo X!I
Pata IV com uma cerda na coxa e espinhos dos tarsos mais iracos e mais
largos do que os da pata III.
Descrição feita do holotipo 9 No. 1042 da nossa coleção no Instituto Bu-
tantan, exceto o gnatosoma que foi descrito de um paratipo dissecado para este fim.
Gnatosoma
Mede 392 p até o apice dos cornicula, tendo sido necessária dissecção de
um paratipo para seu estudo minucioso.
Palpos sem particularidades dignas de nota.
Epistoma — Largo na base, estreitando-se bruscamente para o apice que
termina em ponta afilada.
Mandíbulas — Fortes, bem quitinizadas ; articulo que dá inserção aos dcdo6
mede 300 p de comprimento por 85 ji de largura. Digitus mobilis com 145 a de
comprimento, de extremidade distai incurvada, tal como nas outras cspecies do
genexo, apresentando dois dentes distanciados das extremidades e bem afastados
entre si ; o dente distai fica a 22 p e o proximal a 44 jt da extremidade anterior.
O digitus fixus apresenta um dente maior situado em correspondência com o in-
tervalo entre os dois dentes do digitus mobilis e um menor, 6ub-terminal, na al-
tura da extremidade distai do digitus mobilis; do dente intermediário, muito pe-
queno, que ocorre em outras especies do genero, apenas se consegue ver um ves-
tígio um pouco à frente do pilus dcntUis não dilatado, que apresenta este dedo
Na base do digitus mobilis fica o pulvillus com sua coroa de cerdas habitual e a
formação globosa transparente já assinalada em outras especies. Também en-
tre os dois dedos existe a mesma formação lamelar encontrada com frequência
no genero, onde parece ser constante. Proximo da base do digitus fixus fica a
a cerda curta e dilatada já verificada em outras especies.
Labrum — Triangular, longo, estriado longitudinalmente e pi los o até o apice.
Paralabra — I.argo. de apice arredondado.
Malar internar cm forma de lascinias pilosas.
Styli em forma de hastes hialinas.
Maxillieoxae com as cerdas habituais, sendo as posteriores internae hyposto-
malis as mais longas.
Rima hypopharyngis com 12 series de um a dois denticulos
Cornicula de quitinização e forma normais.
30
cm
'SciELO
D 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Xota* de Xcareologia XXV
37
Descrição do ê
(Figs. 17 e 18)
O unico exemplar c encontrado pertence ao lote No. 954, capturado sobre
Nectomys squamipes no Distrito Federal pelo dr. Fabio Wemeck, conservado na
coleção do Instituto Butantan sob o No. 1043.
Macho bem menor e mais estreitado do que a femea, de conformação dife-
rente, fracamente quitinizado.
Idiosoma
Com 1320 ;i de comprimento por 820 p. de largura ao nivcl do I\ par, sendo
as margens do corpo retas e paralelas desde o bordo posterior do 1 1 par até o
meio do opistosoma, quando se estreita até a extremidade posterior.
Face veutral (Fig. 17).
Escudo holoventral — De quitinização fraca, mais pronunciada nas partes
laterais da porção anal, com superfície reticulada. O bordo anterior da cstemal
não apresenta a projeção que têm as femeas, apenas fazendo saliência no ponto
em quê se encontra a genitalia. Também não se vê vestígio da pre-cstemal. O
escudo emite prolongamentos entre as coxas, mais pronunciados entre as coxas I
c II, dilatando-se considera \elmcnte ao nivcl do bordo posterior da coxa 1\ ,
ocupa quasi toda a zona vcntral, da qual só deixa livre a margem lateral. As
cerdas da zona c-tcrnal tem a situação habitual, medindo as anteriores, que são
mais finas. 185 p, as medias 208 |i c as posteriores 230 ji . As mctaecternais
têein 194 p. As genitais medem somente 160 p. A zona que fica daí para trás
c densamente recoberta por cerca de 80 ccrdas curtas c rigidas dc comprimento
oscilante entre 88 a 110 p. Estrcita-sc o escudo holoventral na zona anal, onde
toma coloração mais carregada, ai sendo vistas as cerdas habituais, a impar com
cerca de 185 ji e as pares com cerca dc 90 ;i.
Tritostemo — Largo na base divide-se cm duas lascinias estreitas, pilosas
desde o ponto dc bifurcação.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV.
Peritrcmatalia visíveis até a extremidade anterior do escudo dorsal. Face
ventral descoberta com algumas cerdas curtas.
Facc dorsal
Escudo do idiosoma — Muito fracamcntc quitinizado. mesmo na extremidade
anterior, não apresentando escultura no alotipo. Na extremidade anterior os tres
31
38
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
pares de cerdas já descritas da 9 . Cerdas submedianas como na 9 . Cerdas
submarginais muito longas, podendo atingir 205 p, aproximadamente o mesmo ta-
manho das duas longas cerdas posteriores do escudo. As duas pequenas cerdas
submedianas posteriores medem apenas 45 p.
Patas
Pata I pouco alargada; coxa I com duas cerdas e serrilha no bordo distai:
basifémur I com cerda mais longa, que não atinge aliás as grandes dimensões da
cerda homologa da 9 .
Pata II alargada. Coxa II com cerda posterior bem mais curta do que a
da 9 . Trocanteres, basifémur, telofemur, tíbia e tarso com espinhos fortíssimos,
visíveis no tarso e no trocanter, sendo estes os únicos espinhos fortes apresen-
tados.
Coxa III com cerda curta e fina.
G nato soma
Não pode ser estudado com minúcia devido à retração das mandíbulas. Me-
de 305 jt da base das maxilHcoxa c até o apice dos cornicula.
Mandíbulas — O articulo que dá inserção às mandíbulas tem 150 p de com-
primento, apresentando puli-illus com coroa de cerda6. que puderam ser vistas por
transparência ape-ar da retração das mandíbulas. O digitus fixus. com forma de
haste cura para dentro e flexível, mede cerca de 220 p, parecendo percorrido
por um canal. Não foi possível ver si existe um processo lateral.
Labrum — Triangular estriado longitudinalmente, piloso nos bordos, termi-
nando em ponta fina.
Malac intemae com forma de lascinias longas, pilosas.
Epistoma, paralabra c styli não foram vistos.
Maxillicoxae com as cerdas habituais, as postero-intemas do hispostoma
maiores.
Rima hypopharyngis com 12 series de dois a quatro denticulos.
Cornicula muito fracamente quitinizados e extraordinariamente alongadr*,,
terminando em ponta longa e muito fraca. .
32
F. da Fonseca — Xotas de Acareulogia XXV
39
Qigantolaelaps comatus, sp. n.
(Figs. 19 c 20)
Sobre um rato silvestre não identificado, por nós capturado nas terras do
Instituto Butantan, São Paulo, encontrámos um exemplar S unico de uma e* pe-
ei c do genero Gigantolaelaps próxima de G. butantanensis Fons., 1935, desta se
distinguindo pelo comprimento maior das cerdas de quasi todas as regiões do
corpo, como se verificará pela comparação da redescrição de G. butantanensis
com a descrição da sp. n. abaixo apresentada.
Descrição da 9
Idiosoma
Mede 1760 p de comprimento por 1300 p de largura ao nivel do IV par no
holotipo, aliás um tanto achatado.
Face r entrai (Fig. 19).
Placa cstcrnal — Mede 400 p de largura ao nivel dos ângulos laterais ante-
riores c 480 p ao nivel dos laterais posteriores por um comprimento de 350 p na
linha mediana até o bordo anterior da projeção anterior. A projeção anterior
quasi atinge a base do tritostemo. A superfície da placa tem reticulado mais apa-
rente nos lados; os bordos laterais e posterior são quasi retos c apenas aqueles
espessados. As ccrdas anteriores medem 380 p c as medias c as posteriores 400 p
de comprimento. Pre-cstemal visivel à frente e dos lados da projeção esternal,
pouco quitinizada.
Metaesternais muito pouco quitinizadas, como é regra no genero, com cerdas
de 370 p de comprimento.
Genital com cerca de 520 p, com largura maxima de 250 p , sendo, portanto,
muito pouco expandida atrás.
Anal com cerca de 220 p de largura, por 260 p de comprimento, mais ou
menos. Anus com cerca de. 80 p e a 40 p do bordo anterior da placa. Superfí-
cie da placa sulcada por algumas linhas longitudinais laterais, com ângulos ante-
riores mais esculpidos. Cerdas implantadas cm tubérculos, as pares situadas para
trás do nivel do meio do amx> e muito longas, medindo cerca de 300 p e a impar
com cerca de 370 n dc comprimento. Zona do cribrum larga, não ultrapassando,
porem, a cerda posterior.
A zona desprotegida da tace ventral c densamente cerdosa c caracterizada
pelo comprimento das cerda-, o qual se toma um dos característicos da cspecie,
33
2 3 4
5 6 7
11 12 13 14 15 16
-to
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
medindo elas na sua maioria cerca de 205 u e as menores 130 ; vê-se um par
ao lado do cribrum com 350 u
Tritostenio largo na base, com lascinias pilosas desde a origem.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV.
Pcritrcmas visíveis até o bordo posterior da coxa I.
Pcritrematalia pouco quitinizadas. parecendo atingir a extremidade anterior
do escudo dorsal.
Face dorsal (Fig. 20).
Escudo do idiosoma fracamente quitinizado, como aliás o é todo o exemplar
em estudo. Deixa margem lateral descoberta e densamente revestida por cerdas
longas. Superíide do escudo reticulada e esculpida. Cerdas do escudo longas,
medindo as do pequeno par posterior 162 u e a maioria 260 u ; algumas atingem
300 n. Varias manchas circulares são vistas na superfície.
Patas
Patas I e II muito alargadas e III e IV também alargadas, relativamente
às outras cspecies.
Coxa I com duas cerdas, das quais a distai fina. As duas cerdas longas
do basifémur I são ainda maiores do que habitualmente, medindo 580 e 520 u.
respectivamente. Telofémur I com as duas cerdas maiores com 400 e 330 u de
comprimento. Largura do basi- e do telofémur na articulação 260 u . Tarso I
com pelos fracos.
Coxa II com longo espinho dorsal e duas cerdas ventrais. das quais a
posterior com 440 n. Cerda do basifémur II com 380 u e largura deste articulo,
na articulação com o telofémur, 300 m- Tarso II com cerdas longas e fortes.
As cerdas do tarso III são mais fortes e mais longas do que as do tarso
II; as do tarso IV são mais longas e mais fracas do que as do tarso III.
Descrição do holotipo 9 Xo. 115 da coleção do Instituto Butantan.
G nato soma
Mede 390 u até o apice dos cornictda. não tendo sido possível estudá-lo com
minúcia por só existir o holotipo.
Mandíbulas largas e fortes como nas restantes especies, medindo o articulo
our dá inserção aos dedos 260 u- O digitus mobilis tem 135 a de comprimento
e apresenta dois dentes bem afastados entre si e do apice, que é encurvado.
Digitus fixus com dente proximal forte e dois dentès sub-apicilares e iguais,
parecendo, neste ultimo fato, diferir das especies restantes, o que não assegu-
ramos por só termos podido observá-lo numa das mandíbulas. Pilus dentilis
44
F. da Fonseca — .Vo las de Acareologia XXV
4 1
não dilatado mais proximo do dente basal. PuIviUus cora dilatação globosa trans-
parente e com coroa de cerdas na base do digilus mobilis; eerda simples, curta
e larga, na base do digilus fixus. Entre os dedos das mandíbulas uma lamina
membranosa transparente, como já tem sido assinalada em outras especies.
Labrum Ianceolado, estriado longitudinalmente, de ponta não muito fina.
piloso nos bordos e mesmo no centro.
Paralabra — arredondadas no apice.
AíaxUlicoxae e hipostoma com as cerdas habituais.
Rima hypopharyngis com 10 series de 1 a 3 denticulos.
Redescrições
Em 1935 apresentámos à 8* secção do XII.0 Congresso Internacional de
Zoologia e publicámos nas Memórias do Instituto Butantan uma nota prévia
versando sobre novos generos e especies novas de acarianos parasitas de ratos
(5), em que descrevémos sumariamente tres noras especies do genero Giganlo-
laelaps por nós até aquela data observados no Brasil, os quais ainda até hoje
continuaram a ser os únicos assinalados no pais. Xo presente desdobramento
do genero aproveitamos a oportunidade para uma redescrição dos holotipos, bem
como para descrever um macho e um jovem c jcira apresentar os desenhos
então prometidos.
Gigantolnelaps mattogrossensis (Foxs., 1935)
sin. : Macrolaetaps mattogrossensis Fons., 1935
(Figs. 21-22)
Fonseca, F. da — NtXas de Acareologia. XVIII. Novos generos e
especies de acarianos parasitas de ratos. ( Acari . I.adaptidac). Xota prévia
in Mcm. Inst. Butantan 10:17.1935/36.
Fonseca, F. da — New gencra and species of Acari Laclaptidae from
Brazilian rodents. In C. R. XIIc Congrés Intem. Zool. 3:1597.1937.
Redescrição do holotipo 9
Gigantolaelaps mat t ogros sen sis foi por nós originalmcnte descrito de ma-
terial capturado cm Porto Joffre, Estado de Mato Grosso, Brasil, sobre o rato
Holociiilus vuJpinus Brants pelo dr. Fabio Werneck. Postcrionnente tivemos
oportunidade de receber a mesma cspecie de Crato, Estado do Ceará, Brasil,
parasitando o rato Holochilus sciurcus Wagner, capturado pelo dr. Hennann
35
C*d. 4
cm
SciELO
11 12 13 14 15 16 17
42
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Lent e de Tobacal, Salta, Republica Argentina, parasitando rato silvestre não
determinado, capturado pelo prof. Salvador Mazza.
A especie é próxima de Gigantolaclaps goyanensis, sp.n., da qual se dis-
tingue pela cerda distai da coxa I, que é mais fina em G. viattogrossensis, e pelo
comprimento da estemal. menor em G. viattogrossensis ; também é próxima de
G. peruvianus Ewing, 1933, da qual se pode distinguir por existirem em G.
viattogrossensis duas cerdas longas no basifemur e duas no telofemur, ao passo
que Ewing apenas cita uma cerda em cada um desses articulos para a sua
especie, bem como pelo aspecto dos bordos posterior e anterior da placa esternal
segundo se deduz da figura de Ewing (3).
Idiosoma
Especie grande, medindo o holotipo 2350 p até o apice dos palpos, bem qui-
tinizada, bastante pilosa, com algumas cerdas muito longas nas placas e nas
patas.
Idio6oma com 1900 p de comprimento, medindo a largura no holotipo, um
tanto achatado pela montagem. 1529 p ao nivel do IV par.
Face vcntral (Fig. 21).
Placa esternal muito quitinizada, de bordos laterais levemente concavos e
posterior ligeiramente convexo, ambos espessados. Bordo anterior com forte
projeção mediana que ocupa quasi toda a zona pre-estemal, não chegando, porém,
a atingir a base do tritostemo, circundada por uma pre-estemal de quitinização
fraca. Ângulos antero-laterais mais proeminentes. Superfície da placa reticulada
um pouco menos quitinizada ao nivel da projeção mediana anterior. A placa
mede 370 p de largura ao nivel dos ângulos antero-laterais e 444 p ao nivel dos
postero-latcrais, tendo comprimento de 310 p no holotipo e de 260 p a 330 p
em outros exemplares examinados; permite, portanto, distinção com G. goya-
nensis, como j«á foi frisado. Das cerdas as anteriores têm 325 p, as medias
347 p e as posteriores 350 p , tendo o mesmo aspecto das restantes especies do
genero. A projeção estemal anterior tem 88 p de comprimento por cerca de
295 p de largura na base. Poros com situação e forma habituais.
A pre-estemal aparece mais nitidamente do que em G. goyanensis. sob a
forma de faixa estriada que margea a projeção anterior da placa esternal.
Mctaestemais quitinizadas ao nivel do bordo posterior da coxa III, onde
se implantam cerdas com 320 p. apresentando prolongamentos finos anteriores e
posteriores.
Tritostemo de base larga, com lascinias pilosas desde o ponto de bifurcação,
atingindo o nivel das cerdas posteriores do hipostoma.
36
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXV
t3
Genito-vcntral — Com cerca de 555 u de comprimento por 300 u de largura
c um pouco mais expandida atrás do que em G. goyanetisis, verificando-se,
porém, certa variação de largura em outros exemplares, nos quais é mais estreita
do que no holotipo. A quitinização é menor do que a da estenial, o reticulo
largo e a escultura representada por tres manchas mais claras ao nivel das cerdas
genitais, tres de cada lado, liem 6cparadas. Cerdas genitais com 280 u . Ao
nivel do rebordo posterior Ira depressões correspondentes à implantação das
cerdas no tegumento mais proximo da placa. Vêem-se ainda no holotipo duas
pequenas plaquetas de cada lado entre a genito-vcntral e as inguinais c mais
uma quasi encostada à genito-ventral.
Anal separada do bordo posterior da genito-vcntral por intervalo de 407 u
no holotipo. O seu comprimento é impossível de medir no holotipo por acom-
panhar o bordo posterior do idiosoma, apresentando a maior largura de
236 ii. A forma geral é triangular, a superfície é reticulada e os bordos
laterais mais quitinizados, principalmente ao nivel dos ângulos anteriores, onde
fazem saliência. Bordo anterior levemente convexo com depressão central.
Cerdas pares ao nivel do meio do anus. com 185 |t de comprimento c cerda
impar com 310 g. Anus a cerca de 50 u do bordo anterior da placa.
Cerdas da zona vcntral descoberta numerosas, medindo cerca de. 100 a 230 p
de cumprimento.
Inguinais — Placas inguinais bem quitinizadas, triangulares, com cerca de
75 u de maior diâmetro.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxa.- III e. IV.
Pcrilrmor visiveis cm longa extensão.
• Pcritrcmatalia sem prolongamento posterior, com zonas mais largas, forte-
mente quitinizadas a partir do II par, passando para a face dorsal, onde podem
ser acompanhadas até a extremidade anterior do escudo dorsal.
Face dorsal (Fig. 22).
Escudo dorsal de bordos laterais regulares, deixando larga margem lateral
e posterior descoberta, de quitinização maior ao nivel da zona anterior dos bordos
laterais c na extremidade anterior. Extremidade posterior levemente côncava.
Comprimento 1590 u c largura de 1030 u ao nivel do IV par As cerdas do
escudo têm a disposição habitual, havendo 3 pares na extremidade anterior e
cerca de 11 pares submedianos. dos quais o primeiro muito longo, com cerca
de 300 e o posterior com 225 p , medindo o pequeno par submediano que
fica imediatamente à frente do par posterior 80 u . Também as cerdas submar-
ginais são longas. A superfície do escudo c reticulada, apresentando marcas
circulares numerosas c escultura abundante.
37
2 3 4
5 6 7
11 12 13 14 15 16
44
Memórias do Instituto Butantan Tomo XII
Patas
Patas I e II alargadas.
Coxa I com espinho proximal forte com cerca de 78 n por uma largura
aproximada de 15 t na base e uma cerda distai com cerca de 80 ,u, que se afila
rapidamente, terminando em ponta fina, de aspeto bem diverso de sua homologa
em G. goyaiicnsis. Basifemur I com duas longas cerdas de 405 e 370 y , respec-
tivamente, e telofemur também com duas de 260 e 330 respectivamente. Tarso
I com pêlos finos.
Pata II muito alargada. Coxa II com cerda posterior de 407 M . Xo
rebordo anterior da coxa II um espinho largo dorsal. Bordo distai do meio do
articulo com denticulos. Basi- e telofémur com uma cerda mais longa cada um,
medindo, respectivamente, 405 e 185 y.. Tarso II com cerdas fortes e uma longa
basal de 205 y. Coxa III com os dois espinhos fortes habituais e tarsos com
espinhos mais longos e mais finos do que os da coxa II. Coxa IV com uma
cerda e tarso IV com cerdas longas e finas.
Redescrição do holotipo que se encontra em nossa coleção no Instituto
Butantan, sob o Xo. 15.
Gtujtosonia
Excetuadas as mandíbulas c o epistoma, que não puderam ser examinados
no holotipo, coincide a descrição do gnatosoma com a apresentada para G.
goyatiensis.
üigantolaelaps butantanensis (Foxs., 1935)
Sn.: Macrolaclaps butantanncnsis Foxs, 1935
(Figs. 23-27)
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XVIII. Novos generos e
cspecies de acarianos parasitas de ratos ( Acari . Laclaptidae) . Nota previa i»;
Mem. Inst. Butantan 10:17. 1935/36.
Fonseca, F. da — New genera and spedes of Acari Laclaptidae from
Brazilian rodents. In C. R. Xlle Congrès Intern. Zool. 3:1597.1937.
Originalmente foi esta especie por nós descrita em 1935 (5) de material
capturado sobre o rato silvestre Orycomys eliurus Wagner (No. 266), em
Butantan, S. Paulo, Brasil. Posteriormente obtivemos material de ratos não
determinados dos suburbios da cidade de S. Paulo e de Barra do Rio S. Do-
mingos, Estado de Goiás. Um 5 foi capturado no laboratorio.
38
cm
'SciELO
D 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — .Vo/uj de Acareologia .YXV
45
Também esta especie se aproxima de outra aqui descrita, Gigantolaclaps
cotnatus, sp.n., da qual a distinguem sobretudo as longas cerdas da face ventral
nesta «iltima especie.
Redescrição do holotipo 9
Especie de tamanho normal para o genero, medindo o holotipo, aliás um
pouco achatado pelo processo de montagem, 2350 p até o apice dos palpos ou
cerca de 2100 p até o apice dos comicula.
I diosoma
Com 1920 p de comprimento; a largura no holtipo c de 1500 p, não
doendo, na realidade, ultrapassar 1300 M . dado o desconto devido ao achata-
mento do exemplar.
Face ventral (Fig. 23).
Placa csternal com o aspecto normal no genero, medindo cerca de 400 p de
largura na altura dos ângulos antcro-latcrais c cerca de 510 p ao nivcl dos
posteriores, por um comprimento de 320 p na linha mediana, ate o bordo da
projeção anterior. A projeção mediana anterior mede cerca de 90 p de com-
primento por cerca de. 240 p de largura na base. atingindo o tritosterno. Da
pre- csternal apenas se ve uma faixa que circunda a projeção da este mal. Par
de cerdas anteriores com cerca de 340 p de comprimento, inscxindo-sc já na
projeção anterior; par medio com 379 p c posterior com cerca de 350 p de
comprimento. A superfície da placa é reticulada c os bordos posterior c laterais
muito espessados. Entre as coxas I c II ha prolongamento de curta extensão.
Poros de situação normal.
Síctacsternais fracamcntc quitinizadas, alargadas, com cerdas de cerca de
350 p iguais às cerdas estemais.
Genital — Com 450 p de comprimento ou 550 ^ incluindo o cpigynutn por
260 p dc maior largura, sendo de 225 p a menor largura ; a dilatação posterior
é, portanto, insignificante. O par dc cerdas genitais mede 290 p. A superfide
da placa pareceu-nos lisa, mas estando o exemplar montado com a face ventral
para baixo, a nitidez obtida no exame com aumento forte foi prejudicada, não
tendo sido possível o exame com o mesmo aumento através da lamina por não
dar a sua espessura distanda focal suficiente. Tres manchas claras submedianas
de cada lado na altura do par genital constituem toda a escultura desta placa.
O pequeno alargamento da sua porção posterior faz com que as cerdas da super-
46
jíemorias do Instituto Butantan — Tomo XII
ficie ventral descoberta fiquem sufidentemente afastadas da placa para que esta
quasi não apresente impressões.
Anal — Acha-se a cerca de 380 p. do bordo posterior da genital no holo-
tipo, que é uma 9 gravida, com larva vista por transparência. Comprimento
280 n por 240 n de maior largura, com anus a cerca de 30 u do bordo anterior.
Cerdas pares ao nivel da extremidade posterior do anus, com 200 ^ de compri-
mento. Cerda impar com 340 u . Cribrum não ultrapassa o ponto da implan-
tação desta cerda. Superfirie da placa reticulada, com ângulos de aspecto ponti-
lhado. Superfirie ventral descoberta com cerdas numerosas de 125 M até 300 ft,
comprimento este atingido apenas pelas sub-medianas posteriores, medindo 190 u
o par que fica à frente da anal.
Estigmas ao nivel do intervalo entre o II e o IV par de coxas.
Peritrcma com tubo visivel até o bordo posterior da coxa I.
Pcritrnnatalia sem prolongamento posterior visivel, muito quitinizada na
frente, atingindo a extremidade anterior do escudo dorsal.
Face dorsal (Fig. 24).
Escudo dorsal — Extremidade anterior afilada e posterior com reintrancia
em angulo obtuso, com 1650 u de comprimento por 960>ide largura ao nivel do
IV par, deixando descobertas as zonas marginal anterior e posterior. A super-
fície é reticulada c apresenta escultura de manchas claras, mais abundantes na
zona anterior. A extremidade anterior, fortemente quitinizada, apresenta os 3
pares de cerdas habituais e um par de poros. O par submediano que se segue
a estas é muito longo, tendo 330 /i de comprimento. O par submediano poste-
rior mede 280 u e o pequeno par liso para trás deste mede 162 /», sendo, por-
tanto, bem maior do que habitualmente e comparável ao do Gigantolaelaf>s coma-
tus, sp.n.. As restantes cerdas do escudo são todas muito longas, medindo a
maioria 260 a 300 y .
Patas
l.° e 2.° pares alargados.
Coxa I com 2 cerdas, das quais a distai muito mais fina. Basifémur I
com uma cerda extremamente longa, de 540 p, e outra quasi do mesmo tamanho,
com 495 u . Telofémur I com 220 u de largura, apresentando uma cerda de
370 fi e outras de 240 u ; vêcm-se em ambos os artículos ainda outras cerdas
fortes, porem, mais curtas. Tarso I com pêlos finos.
Coxa II com duas cerdas, das quais a posterior com 380 n, e a anterior
curta. Basifémur II com cerda de 260 fi de comprimento. Telofémur II com
260 de maior largura e uma cerda dorsal de 185 p. Tarso com cerdas fortes,
espiniformes.
40
F. da Fonseca — .V o/as de Acareologia XXV
47
Coxa III com 2 espinhos e tarso III com cordas mais longas e fortes do
que as do tarso II.
Coxa IV com uma só cerda; tarso IV com cerdas muito longas e finas.
Todos os tarsos com pulvillus e garras fortes, excetuando o tarso I, em que as
garras são mais fracas.
G nato soma
Mede 400 n até o apice dos cornicula e cerca de 640 u ate o apice dos
palpos.
Mandíbulas (Fig. 25) — O articulo que dá inserção às mandíbulas mede
300 n de comprimento por 75 de largura, apresentando pulvillus com coroa de
cerdas na base do digitus tnobilis e cerda curta na base do digilus fixus.
Digitus tnobilis de extremidade encurvada com dois dentes bem afastados e dis-
tanciados do apice. Digilus fixus com um dente subtcrminal, um muito pequeno
logo para trás deste e outro, o maior, bem distanciado; o pilus dentilis, não
dilatado, está implantado entre os dois últimos citados.
Labrutn com a forma lanceolada habitual, estriado no sentido longitudinal
e piloso nos bordos.
Styli cm forma de hastes levemente encurvadas para dentro c de situação
externa.
As restantes peças não são visiveis no holotipo.
Descrição do $
(Fig*. 26-27)
O único macho encontrado entre numerosos exemplares femeas examinados
de muitos hospedeiros, era do rato silvestre não determinado No. 413, por nós
captu-ado cm Butantan, S. Paulo a 12-VII-34.
Tal como o S de Gigantolaclaps gilmorci c acariano de contorno quasi
elíptico, de extremidade anterior mais afilada, sem ombros, de corpo cerdoso,
sendo, porém, as cerdas finas; só na pata II foram vistos espinhos.
Idiosoma
O idiosoma mede 1508 u de cumprimento por 1100 u de maior largura ao
nivel da coxa IV.
48
Memórias do Inslituto Butantan — Tomo XII
Face vciitral (Fig. 26).
Tritosterno fino, bifurcado, relativamente curto, filamentoso.
Placas ventrais fundidas, com quitinização media, reticuladas. Zona ester-
nal com projeção anterior tal como nas íemeas do genero, porém muito menos
pronunciada, ficando quasi toda ela ocupada pela abertura do orgão genital mas-
culino, diferindo, portanto, ésse aspecto do de Gigantolaelaps gilmorci, sp. n., no
qual não existe tal projeção no 5 . Bordos laterais da zona estemal um tanto
espessadas. Cerdas anteriores da estemal com 230 p , implantadas nos limites
inferiores da projeção. Cerdas medias com 244 p e cerdas posteriores, um
tanto desiguais, com 244 p de um lado e 260 p do outro. A frente da esternal
vê-se claramente a pre-estemal de quitmização fraca, deprimida no centro do
bordo anterior, não tocando o tritosterno. Cerdas metaestemais com 220 p e
cerdas genitais com 228 p. A zona ventral expande-se logo atrás das patas do
IV par, cobrindo toda a região até a zona inguinal ; estreita-se gradativamente
para trás até a anal, com bordos ondulosos e com reintrancias. Xa sua sujxr-
ficie encontram-se cerca de 70 cerdas finas de 105 a 150 p. havendo, portanto,
menos cerdas nesta região do que em Gigantolaelaps gilmorei. A anal distin-
gue-se da ventral pelo reticulo mais alongado, seu contorno é mais arredondado
do que o de Gigantolaelaps gilmorci, não ultrapassando o cribrum o nivel da
implantação da cerda impar. O anus, elíptico, mede 70 p. As cerdas pares
íicam ao nivel da extremidade posterior do anus e medem 135 p e a impar,
fina e flcxivcl. como, aliás, também as pares, mede 220 p.
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas UI e IV.
Pcritrcma visivel até o meio da coxa II.
Pcritrematalia visíveis até a extremidade anterior do escudo, mais quitini-
zadas da coxa II em diante, com zona mais alargada entre, as coxas II e III.
não tendo sido visto prolongamento posterior aos estigmas.
Face dorsal (Fig. 27).
Escudo dorsal recobre quasi todo o idiosoma, mede 1470 p de comprimento
por 920 p de largura ao nivel do IV par, distinguindo-se do de Gigantolaelaps
gilmorci principalmente por apresentar a extremidade posterior chanfrada como
na 9 , sendo apenas esta chanfradura menos pronunciada.
A pilosidade é escassa, sendo as cerdas finas e longas. As pequenas cerdas
do par submediano posterior medem 76 p . sendo, portanto, um pouco menores do
que em Gigantolaelaps gilmorei. A 6uperficic do escudo é reticulada, apresenta
escultura mais abundante na zona media da metade anterior c tem alguns jiares
de marcas circulares.
42
cm
'SciELO
D 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Solas de Acareologia XXV
4»
Patas
Relativamente íina5, só sendo ligeiramente alargada a pata II.
Pata I com ditas cerdas longas na face dorsal do hasifémur, com 2c0 e 175 g
rc>pcctivamente. sem espinhos; tarso I com pêlos finos.
Pata II um tanto ala*gada, basifemur II com uma cerda longa dorsal, com
168 n, c um espinho curto ventral. Um espinho curto em cada um dos dois
articulos seguintes; tarso II com dois espinhos fortes, dos quais o maior me-
diano, A-entral, com 52 d. e cerdas fortes.
Tarso III com cerdas mais fortes do que os do tarso II e tarso IV com
cerdas mais longas, porém mais fracas do que as do tarso III.
Alotipo 3 No. 1002 da coleção do Instituto Butantan.
Gnatosoma
Não poude ser examinado com minúcia por ter ‘ofrido distorsão no alotipo.
Maxillicoxac com a- cedas habituais, sendo as posteriores internar hypos -
tomatis as mais largas.
Cortticula pouco quitinizados c muito alongados, tal como cm GigantolaelaP.-
gilmorei. sp n., lembrando o aspecto dos comicula dos 3 3 de Ixobioides butan-
tanensis Fons., 1934.
Paralabra arredondados no apice. membranosos, com alguns pelo- curtos na
ponta.
Malar internar curtas, pouco A-isiveis.
.9/y/í invisíveis.
Mandíbulas com dedos fixos curtos, largos, parecendo percorridos por um
canal com um prolongamento curto c fino na união do terço anterior com os
dois terços posteriores, no lado interno.
F.pistoma membrana»), afilado no apice.
Deutoninfa
Só dois exemplares foram encontrados em abundante material examinado,
não tendo sido ris tas as outras fases, protoninfa e larva.
Os caracteres gerais concordam com os das femeas, às quais muito se asse-
melham. sendo, porem, a quitinização bem menor; medem cerca de 1450 a até
os cornirula.
43
50
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Idiosoma
Bem mais longo do que largo, com 1320 p de comprimento.
Facc ventral
Estemo-metaesternal — De quitinização muito fraca, com largura maxima
da zona estemal de 214 p, estreitada na zona metaesternal, com forma geral
de uma raqueta, medindo de comprimento 440 p ; atinge o nivel das cerdas
genitais. Cerdas anteriores com 148 p , medias com 170 p e posteriores com
165 p. Não ha projeção do bordo anterior como nas 9 9-
Pre-esternal de quitinização ainda mais fraca, reticulada, atingindo a base
do tritostemo.
Cerdas da zona metaesternal com 130 p e da zona genital com 110 p de
comprimento.
Anal triangular, de bordo anterior quasi plano, com 185 p de comprimento
por 170 p de largura, de superfície reticulada, com anus a 50 p do bordo ante-
rior. Cerdas pares situadas em nivel um pouco posterior ao meio do anus,
medindo 122 p e cerda impar 165 p. Cribrum subindo lateralmente até o nivel
da cerda impar.
Estigmas ao nivel do IV par de coxas.
Pcritrema com tubo fino, visivel até a coxa I.
Peritrematalia muito menos quitinizadas do que nas 2 2 , visíveis até a
coxa I.
Tritostemo largo na base, com lascinias longas, pilosas desde o seu ponto
de origem.
Face dorsal
Escudo dorsal cobrindo quasi todo o idiosoma, reticulado, pouco quitinizado,
bastante esculpido; mede 1320 p de comprimento por 740 p de largura ao nivel
do IV par. As cerdas apresentam aspecto muito semelhante às das 2 2 , me-
dindo o par posterior 170 p e o pequeno par logo à frente deste 68 p. O
escudo não é tão pontudo na extremidade anterior, nem tão quitinizado como
nas 2 2 e o par medio das cerdas desta extremidade acha-se nitidamente des-
viado para fóra. As cerdas laterais do escudo são maiores do que as subme-
dianas, exceto o primeiro par eubmediano que é longo.
Patas
As coxas não têm espinhos, apenas apresentando as cerdas habituais. A
cerda posterior da coxa II não tem o desenvolvimento exagerado que se veri-
44
F. da Fonseca — Sotas de Acareologia .UV
fica na 8 . O basiíemur I tem duas certas mais longas, a maior das quais
não ultrapassa, porém, 130 n de comprimento. Telofemur I sem cerdas longas.
Basiíemur II com uma cerda um pouco maior, com 10S p. Dos tarsos o do
3.° par apresenta cerdas mais fortes. Das patas apenas a pata II é um tanto
alargada.
Deutoninfa descrita de exemplares capturados sobre os ratos silvestres Zygo-
dontomys las: urus Lund. Xo. 744 e rato não determinado No. 800, ao lado de
8 8 de Gigantolaclaps butantanensis, em Butantan, Estado de S. Paulo, Nos.
1004 e 1007 da coleção do Instituto Butantan.
Gnatosoma
Tanto quanto foi possivd examiná-lo sem dissecção, não apresentou dife-
rença do da 8 , parecendo-nos, todavia, o labrutn mais curto c mais desen-
volvidas as malar internar. Os dentes do digitus fixus também não puderam
ser examinados devido à má posição das mandíbulas.
Gigantolaclaps brachyspinosus (Fons., 1935)
sin. : Macrolaelaps brachyspinosus Fons., 1935
(Fijr*. 28-30).
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XVIII. Novos generos c
espeeies de acarianos parasitas de ratos {A cari. Laclaptidac). Nota previa in
Mcm. lnst. Butantan 10:17. 1935/36.
Fonseca, F. da — New genera and spccics of Acari Laclaptidac írom
Brazilian rodents. In C. R. XIIc Congrès Intcrn. Zool. 3:1597.1937.
Desta cspccie só c conhecido o holotipo 8 , capturado cm Porto Joífrc,
Estado de Mato Grosso, pelo dr. Fabio Wcmcck sobre o rato silvestre Holo-
ekilus vulpinus Brants, holotipo este mal conservado, com falta de patas c
de numerosas cerdas. figurando cm nossa coleção no Instituto Butantan sob o
No. 16.
Caracteriza a especie o fato de apresentar espinhos fortes nas zonas «ião
quitinizadas do corpo, principaJmcntc nas margens laterais do idiosoma, bem
como verdadeiros esporões no tarso II.
Idiosoma
Mede 1770 p de comprimento por cerca de 1300p de largura.
Face ventral (Fig. 28).
52 Memórias ilo Instituto liutantan Tomo Xli
Placa cstenial — Apresenta os ângulos antero-laterais e postero-laterais
salientes, bem como duas projeções sub-medianas no bordo posterior, as quais
se vêem esboçada> em algumas outras especies do geuero. A projeção mediana
do bordo anterior atinge a base do tritostemo. A placa mede 300 n de largura
ao nivel do par anterior de cerdas e 420 a ao nivel dos ângulos postero-laterais.
O comprimento na linha media é de 260 u- Das cerdas desta placa apenas uma
posterior está conservada no holotipo, medindo 340 a* de comprimento.
Metacstcrnais pouco quitinizadas, com cerdas de 300 /*•
Genital curta, com cerca de 460 a de comprimento por 200 n de maior
largura, sendo, portanto, muito pouco expandida posteriormente. Xa zona das
cerdas genitais ha algumas manchas esculturais, não parecendo a placa ser
reticulada. As cerdas genitais, fraturadas na base, não puderam ser medidas.
Ancd a cerca de 370 u da genital com cerca de 220 a» de comprimento por
200 n de largura, com ângulos espessados e cerdas pares ao nivel do bordo
[losterior do anus e não ao nivel do meio do anus como é dito na descrição
original. Anus a cerca de 35 fi do bordo anterior da placa e com 65 /i de
comprimento. As cerdas anais não existem mais no holotipo. vendo-se pela im-
plantação que a impar deve ser maior. A zona do cribrum não vae alem da
implantação da cerda impar.
Tritosterno largo na base e com lascinias pilosas desde a emergencia.
Cerdas da zona descoberta da face ventral distintas nas zonas mediana e
'iibmediana c nas laterais, sendo naquelas finas, com cerca de 4 ji apenas de
largura na base e. nestas largas, verdadeiros espinhos de cerca de 80 u de com-
primento por 10 ai de largura, atingindo a maior largura na zona lateral anterior
do idiosoma. Um par submediano posterior é fino e longo, medindo 160 a de
comprimento.
Estigmas na altura do intervalo entre as coxas III e IV.
Tubo do periirema visivel até o bordo posterior da coxa I.
Peritrnnatalia visivel até a extremidade anterior do escudo dorsal.
Face dorsal (Fig. 29).
Escudo dorsal com 1350 u de comprimento por 790 u de largura, com
extremidade posterior truncada, superfície reticulada, com escultura abundante.
Das cerdas do escudo apenas se pode dizer que devem ser largas, o que se
ajuiza pelas marcas de implantação, e que o par submediano posterior de cerdas
pequenas mede 75 m-
A zona lateral anterior descoberta da face dorsal apresenta, como a ventral.
numerosos espinhos fortes que caracterizam a especie.
46
cm
SciELO
11 12 13 14 15 16 17
F. d\ Fonseca — .Vo las de Xcureohiyia XXV
:»3
Patas
Patas I e II alargadas.
Na coxa I só a cerda distai, fina, está conservada. Nos basi- e teloícmur
I, ambos alargados, vêem-se implantações de cerdas fortes, partidas na base.
Tarso I com pêlos finos.
Coxa II com cerda posterior dc ISO p. Tarso II curto e largo, com unt
tremendo esporão apicilar de 80 p de comprimento por 30 p de largura na base
e outro mais estreito no meio do articulo.
Coxa III com espinho posterior largo.
Coxa I\ com cerdas largas e tarso IV com cerdas espinifonnes e longas.
G nato soma
Epistoma lamelar, largo na base e acuminado no apice.
Mandíbulas (Fig. 30) — O articulo que dá inserção aos dedos das chtli-
cerac mede cerca de 90 p de maior largura c apresenta pubülus com coroa dc
cerdas na base do digitus mobilis e pequena cerda larga na base do digitus
fixus. Digitus mobilis de apice encurvado, com 2 dentes afastados entre si e
da extremidade distai, o proximal um pouco maior. No digkus fixus só pude-
ram ser vistos, talvez devido à posição tias mandíbulas, os dois dentes proximal
e distai e um pilus dmtilis situado entre cies.
Labrum lanceolado, piloso, estriado longitudinalmente.
Malar internar pareceram-nos ter o aspeto de lascinias pilosas.
BIBLIOGRAFIA
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Vol. XII — 19J9-M
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Vol. XII — 1S3S-33
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ACAROLOGICAL NOTES
*XV. The giant Laelaptidac, parasites of South American ro-
dents; new genus and species (Acari).
BY
FLAVIO da FONSECA
From the Instituto Butantan — S. Paulo, Brazil.
( Witk 30 Figures in the text)
COXTEXTS
The new genus 58
Description of the genus 61
Description of the new species 64
Gigantolaelaps oudemansi, sp. n 64
Gigantolaelaps gilmorei, sp. n. 71
Gigantolaelaps vitsthnmi, sp. n. 77
Gigantolaelaps goyanensis, sp. n 81
Gigantolaelaps comatusl sp. 87
Redescriptions 89
Gigantolaelaps mattogrossensis (Fonseca, 1935) 90
Gigantolaelaps butantanensis (Fonseca. 1935) 93
Gigantolaelaps brachysfnnosus (Fcnseca, 1935) 100
616. 96S. 5:593. 42
ACAROLOGICAL NOTES
XXV. The giant Laelaptidae, parasites of South American
Rodents. New genus and species.
BY
FLAVIO da FONSECA
Of the hundred and more families induded in the order Acari Leach, 1817,
l-ztlaptidae Berlese, 1892 is the one which seems to contain the grcatest num-
^r of genera; those which have been described up to the prcscnt amount to
nearly one hundred. In 1931 (1), Count Vitzthum had already rccognized
^ genera in this family. About one quarter of this number is composed of
genera, most cspecies of which live as parasites on vertebrates, cspccially on
mamnTals. They were arranged in a ver)' praticai key by Ewing, in 1929 (2).
Among thc parasitic genera, the typical genus Laelaps C. L. Kocu, 1936,
Pfedominates due to the frequency in which its species are encountercd, including
nnmerous forms of rodent parasites, some of them cosmo politan. Tlic number
species included in the genus Laclaps, sensu strictu, seems to be more than
thirty; this js undoubtedly the most numerous group in this family; its represen-
^hves have been studied by Ljung, Koch, Berlese, Oudemans, Trãgardh,
^ dzthum, Hirst, Ewing and others.
Por the last 12 years, Vitzthum, Hirst, Ewing and the author were induced to
^escribe about 15 new genera to contain certain forms of the family Laelaptidae,
Principally found on rodents.
The criterion used for the generic distinction is manifold : size, body shape,
P'losity, number of setae on the genito-ventral plate, shape of this plate, prcsence
°‘ a*3censc of simple or bifid spines on the coxae, crown of setae on the puhrillus
°* fhe mandibulae and even presence or absence of sculpture at tlic dorsal shield
*he females.
cm
7SCÍELO) 2.1 12 13 14 15 16
58
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
a) — The new genus:
Among the genera recentlv described, Macrolaelaps Ewing, 1929, which up
to the present had induded the largost Laelaptidac parasites of vertebrates, will
be object of our especial attention.
Ewing, in 1929, (2), described the genus Macrolaelaps as follows: “Body
as a whole clothed with stout setae, which tend to become thickly set along the
lateral margins. Chelicexae oí female very large, somewhat swollen and with
a brush of setae situated near the base of the movable arm. Dorsal plate covering
most of the body and irregularly sculptured over the region of the cephalothorax.
Sternal plate large, heavily chitinized and extending well between third coxae.
Genito-ventral plate of female large, much expanded beneath fourth coxae and
with four pairs of setae. Anal plate almost circular, with three setae, the last ot
unpaired one being much the largest. Metapodal plates small to minute. Fi*st
and second pairs of legs enlargexl but not calcarate. First femora with long
spines above. Type: Laelaps sangiiineus Vitzthum”.
In 1933, Ewing (3) proposed for the same genus the following diagnosis:
“Body stout, but longer than broad, not subcircular; well clothed with short,
spine-like setae; dorsal plate of female sculptured. Chelicerae each with a brush
of setae attached near the base of the movable arm ; íixed arm without recurved,
fang-like seta. Sternal plate oí female broad, with two pai~s of pores and three
pairs of setae; genito-ventral plate not reaching anal plate; anal plate about as
long as broad, broadly rounded in front and pointed behind, and provided with two
paired and one unpaired setae. Legs stout, provided with spine-like setae; each
coxae with one or two short, peg-like spines. Type species: Laelaps sanguineus
Vitzthum.”
The first íact which strikes one's attention in Ewing's diagnosis is the nanie
of the type species: Laelaps sanguineus. This is a noinen nudum, originated froni
confusion with Laelaps ( Laelaps ) sanguisugus Vitzthum, 1926 (4), which.
therefore, becomes the type species as Macrolaelaps sanguisugus (Vitzthum, 1926)-
As a difference between the two diagnosis, it should be noted that in the
second one, Ewing did not point out the existence of four setae on the genito-
ventral plat, nor a large- posterior expansioo of this plate, the only reference being
that it does not touch the anal plate; he said nothing more about the small size of
the metapodal (inguinal) plates; he pointed out the existence of 1 - 2 short spines
on each coxa; he affirmed, finally, that the hairs of the body are spine-like and
short.
In his second diagnosis Ewing included in the genus Macrolaelaps the two
species reported by himselí, viz: M. sanguineus [syn. : 3/. sanguisugus
(Vitzthum)] from Java and M. peruvianus Ewing (3) írom South America.
These two species are quite close especially in view of their large size, which
reaches 1530 p in M. sanguisugus and 1900 p in M. peruvianus, as well as ot
2
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
59
length of the setae on the ventral plate and thc presence of long setae on fe-
mur I. There is no doubt, however, that the species of Ewing bears on the
Renito-ventral plate, which is less expanded behind, only one pair of setae. the
Renital; the setae on the ventral region are already implanted in the uncovered
•egument. We can further consider that although both species present a long
sternal plate reaching the base of the tritostemum, the shape of the anterior
marg>n of their sternal plate is difíerent thus; it is mesially protruding in the
South- American species, and much more unifomi in the Javanese species.
Another difference to be noted between the two species is that resulting from
coniparison of the figure of Ewing, whose specific description is very insuffident,
"ith the diagram and excellent description of Vitzthum, as to the setae of the
c°xae: whilst the South- American species bears a short. distai seta on the coxa I,
Jhe Javanese species bears a very long one, of nearly the size of thc sternal setae ;
m°reover, AI. pcruzianus has a long posterior seta on the coxa II. which we con-
s’der as a constam character of the South American species, whilst M. sanguisu-
&Us has a spine in that region. Still another difference to be noted is thc size of
tritostemum. which is long in the species of Ewing and short in that of
V'tzthum.
In thc same paper of Vitzthum. in which the type species of the gcnus Aíacro-
ktlaps (4) was described, another species, likewise from Java, wa> defined under
the nanie of Laclaps ( Laclaps ) sculpturatus. This is very similar to Aíacrolaclaps
^"'juisugus, differing from it by its smaller size, which only reaches 1340 u and
lesser points of only specific importancc; for this reason it must l*e included
'n the genus Aíacrolaclaps. The. difference and resemblances observed between
•'I- sculpturatus and Aí. peruvianus are thosc already noted as regards Aí. sangui-
**9**; however, in Aí. sculpturatus coxa I bears a shorter seta and the tritoster-
num is longer.
The pre.ent paper, which contains cight difíerent species of giant Laclaptidac
Ifjund in Brazil and Argentine and distinct from the Peruvian species, seems
t° prove the exretence of a group of South-Amcrican forms sufficiently homoge-
to figure in an independem gcnus, though presenting great closeness, on
c one hand, with the genus Alacrolaclaps, thc type species of which is AI. satt-
9Ulsugus, and on the other hand, with the genus Laclaps.
This group of South-Amcrican species is characterized by the large size of
|ts sPetíes, the smallest of which we have observed, being somcwhat difíerent
0111 the type, meastires 1480 u ; the shape of the sternal plate is always the same.
"th an anterior narrow projection occupying the pre-stcmal zone of the idiosoma,
1 "h'ch a pair of anterior setae is implanted; the genito-ventral plate is always
^ther expanded posteriorly and does not permit thc insertion of setae besides
^0ic the genital pair; the posterior seta of the coxa II is always longer than
rest of the coxal setae, being as a rule exceptionallv long. The long setae of
ÜO
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
the plates and legs are flexible and not rigid as those of the species oi Java.
The labrum is always lanceolated and not as in Macrolaclaps sculpturolus
(Vitzthum), in which it is divided by a constriction.
In the South American genus, characterized as above, the following species
may be induded: Macrolaclaps peruvianus Ewing, 1933, which, in spite of the
insufficiency of Ewing’6 description, can be recognized as belonging to his group :
Macrolaclaps butantancnsis Fons , 1935; Macrolaclaps mattogrossensis Fons.,
1935; Macrolaclaps brachyspinosus Fons., 1935 (5). In this group should also
be included Laclaps inaximus Berlese, 1903 (6) (caught in Montevideo on Hes-
peromys v ulpinus), the size and gene-al character of which are similar to those of
the other species of this genus. Although Berlese, in referring to the genito-ven-
tral shield, classifies it as nudum, we are certain that he only referred to the ven-
tral zone of that plate, since we cannot admit the existence oi any Laclaptida'
bearing no pair oi genital setae.
Also Laelaps verstecgi Oudemans, 1904 described írom Mus sp. of Surinani
(11) certainly belongs to this genus, as follows from its large size and from
the fact that it bears only the pair of genital setae in the genito-ventral plate.
It is possible that Laclaps ivolffsohni Oudemans, 1910 should also be in-
rluded in this genus, for Oudemans, in his Laelaps Studiên, mentions it as a
species ver}- similar to Laclaps verstecgi ; however, we did not have the necessary
bibliography at our disposal to decide this question.
In this paper we describe five other species in addition to the above ones,
thus bringing to 11 the species so far known:
1. Gigantolaclaps
2. Gigantolaclaps
3. Gigantolaclaps
4. Gigantolaclaps
5. Gigantolaclaps
6. Gigantolaclaps
7. Gigantolaclaps
8. Gigantolaclaps
9. Gigantolaclaps
10. Gigantolaclaps
11. Gigantolaclaps
tnaximus (Berlese, 1902)
verstecgi (Oudemans, 1904)
peruvianus (Ewing, 1933)
butantanensis (Fons., 1935)
mattogrossensis (Fons., 1935)
brachyspinosus (Fons., 1935)
oudemansi, sp. n.
gilmorei, sp. n.
vitcthumi, sp. n.
goyanensis, sp. n.
cotnatus, sp. n.
We think that the distinction of the last eight species will be easy to establish
at any time; indeed, in their respective description we had already foreseen the
necessity of distinguishing them írom other species that might be described >"
the íutu-e by means of a detailed description or redescription. The 'ame. howe-
4
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
01
'er- cannot be said of Giganiolaelaps maximus Berlese, the description of
"hieh, if sufficient when nothing was known alwut South- American species, is
today insufficient to distinguish it from several other forms. This is also true
as regards Jf. peruvianus Ewing, the description of which, exceedingly succint
lhe rule in the papers of this distinguished specialist, was sufficient to establish
distinaion at the time it was published, but proves to be insufficient when
compared with the definition of many of the latest species.
As far as we can deduce from the diagnosis of Ewing for the genus Macro-
taelaps, which we retain with its original conception (1929), and from the litc-
rature at hand, the genus Macrolaelaps Ewing, 1929, should be reserved for the
following species:
Macrolaelaps muricola (Trãgàrcih, 1910) (7)
Macrolaelaps gigantcus (Berlese, 1918) (8)
lacrolaelaps ugandanus (Hirst, 1923) (9)
Macrolaelaps giganteus barkcri (Hirst, 1923) (9)
Macrolaelaps grandis (Hirst, 1925) (10)
Macrolaelaps sanguisugus (Vitzthum, 1926), type species (4)
Macrolaelaps sculpturatus (Vitzthum, 1926) (4).
Diagnosis of the genus Gigantolaclaps, gen. n.
Laelaptidae dose to Macrolaelaps Ewing, 1929, and to Laelaps Kocn, 1836,
°f larger size than any other parasitic genus of this family ; sternal plate narrow
’n ^r°nt thus constituting a large anterior projection, which occupics ncarly the
"^ole or the wholc pre-stemal zone and in whidi the setae of the anterior pair
arc implanted; besides the usual threc pairs of sternal setae, there may exist
nia^'er setae on this plate ; genito-vcntral a little expandede posteriorly, with
°n'> one pair of setae, which is the genital ; the posterior seta of coxa II is always
!,’nger than the other setae of coxae, being generally cxtremely long. Long setae
°l l^e legs and of the plates flexible; labrum lanceolatc.
T>Pc species: Gigantolaclaps vitathumi, sp. n.
Description oj the genus.
I At it may be seen from the study we made on the preceding pages of Macro-
ah sanguisugus (Vitzthum) and Macrolaelaps sculpturatus (Vitzthum),
ç. one hand. and Macrolaelaps peruzdanus (Ewing) on the other, the genus
' 9a»tolaelaps presents a greater affinity with Macrolaelaps Ewing. It is also
?c to the genus Laelaps Kocn, from which it may be distinguished by the
02
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
aspect of the sternal plate. the number of setae of the genital plate, the greater
length of the setae of the plates and of some joints of the legs, and the aspect
of the peritrematalia.
The lenght of the species is ahvays considerable, exceeding the lenght of the
idiosoma of the 9 9 in all species, excepting Giganiolaelaps oudcmansi, sp. n., of
1700 n, at times even exceeding 2000 a as in the case of Giganiolaelaps vitsthuini
and in Giganiolaelaps gilmorci. In Giganiolaelaps oudcmansi the size is smaller.
not reaching 1500 u. The width is also large in Giganiolaelaps litsthuini,
nearly 1560 u. The male is of smaller size than the íemale; it is also narrower
and does not show any pronounced incurvation at the shoulders, which are as
a rule narrower than those of the female.
The sternal plate, always heavilly chitinized, is reticulated and presents in
all species the same shape, with a large and pronounced anterior projection, co-
vering the pre-sternal plate and írequently reaching the base of the tritosternum.
The thickncss of the edges, espccially the anterior and the lateral, is often per-
ccptible together with traces of a pre-sternal plate. The six usual setae of the
sternal plate are extremely long, the posterior being nearly 400 p in length in
Giganiolaelaps comatus, sp n. A curious fact is that one species, Giganiolaelaps
oudcmansi, sp. n., presents hypcrtrichosis on the sternal plate of the 9 9, simi-
lar to what is seen in Acantochcla chilensis Ewing, 1933 and Haemogatnasus
sternalis Ewing, 1933 ; in all the specimens which are moreover very numerous,
there can be verificd the existence. of three supplementary setae of smaller deve-
lopment between the setae of the normal anterior pair.
The metasternalia are weakly chitinized and have long setae, of tlie same typc
as the sternal plates and as flexible as these.
The genito-ventral plate is always little expanded postcriorly, in such a way
tliat in one species, Gigantolaelaps butantanensis. it is reduced to the genital por-
tion, so small it is. No setae are seen on the posterior margin ; in most cases, and
in some species, in which the ventral zone is more expanded, it can be seen that
the setae near the ventral zone, in spite of being implanted in the uneovered
tegument, depress the posterior edge of the plate, which becomes undulated. This
is one of the best characteristic of tire new genus, and has induced us to include
here Laelaps maximus Berlese.
The small devclopment of the genito-ventral plate increases the distance
between this plate and the anal plate, which is the opposite to what happens with
Macrolaelaps seulpiurotus (Vitzthum), in which the proximity of the two plates
recalls the aspect of Laelaps echidninus Berlese and, in a smaller degree, of
Macrolaelaps sanguisugus (Vitzthum), Macrolaelaps muricola (TrãgÀrdií).
Macrolaelaps grcíndis (Hirst), Macrolaelaps ugandanus (Hirst), Macro!aclaps
barkeri (Hirst) and Macrolaelaps giganteus (Berlese).
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
G3
As to the anal plate, we call attention to the extensive development of the
setae, principally of the unpaired, which is flexible, and to the relatively small
development of the cribrum, which generally does not exceed the insertion of the
unpaired seta. This plate is generally reticulated and lias antero-external cor-
ners. which are heavier chitinized.
The inguinalia have a median development and generally are weakly chitinized.
The stigmata are in the usual place in Laclaptidac, being on the levei of
the space between the coxae III and IV. The peritrcmatalia have the pcculiarity
of not stretching behind the stigmata, what, however, also happens in Macrolac-
kps
sanguisugus (Yitzthum) as opposed to the species of the genus Laclaps
^°ch, in which the peritrcmatalia are prolonged behind the stigmata.
Tritosternum is always long and with filamentous lasciniae.
Of the setae of the uncovered zone of the ventral side, the more posterior
^e usually the larger, but there may be a pair much larger than the rest on
‘he posterior margin of the body, as in Gigantolaclaps gilmorci and in Giganto-
!°elaps vitztliumi. In Gigantolaclaps oudctnansi, howovcr, the setae are sub-cqual
5n that region. In Gigantolaclaps comatus, the setae of the uncovered ventral zone
are longer than usual. The ventral zone of the region externai to the coxae is
s — erally bare, but in Gigantolaclaps brachysphiosus it is covered with citara creristiç
*ptn*í.
The dorsal shield extends to near the posterior margin of tlte body, with
exception of Gigantolaclaps oudemansi, in which it ends at a certain distance
,r°m this extremity; it is relativcly narrow and leaves late-ally a large zone
uncovered tegument. The chitinization is heavv, principally at the anterior
*°ne of the margins and at the anterior extremity, which is the most chitinized
z°ne of the body, so that it has nearly a black colour. The peritrcmatalia con-
,z>kutc towards this aspcct by uniting with the anterior zone of the shield margin.
lc setae present the same arrangement in all species, there being always three
^ s at the anterior extremity, of which the anterior is horizontal and short.
the posterior long. It is also typical that there is always a little submedian
^®lr °f setae near the pair of setae of the posterior extremity. Clearer areolated
Z°n's establish the sculpture presented by all species and most abundant in
c anterior and median zone of the shield. Circular symmetrical marks of
^dferent sizes occur in the shield of idiosoma in all species. The uncovered
2one of the dorsal side has setae and, in Gigantolaclaps brachyspinosus , real
sP>nes.
When it was possible to examine in detail the gnathosoma. this always
l^ ented a large hemogenity of characters.
The epistoma is membranous, b'oad at the base and pointed at the apex.
1 JJt and enlarged mandibulae with a setae crown of in the pulvilli and single
SCta the in.e:tion of the digitus fixus. Digitus mobilis with two strong
/
64
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
teeth and digitus fixus with three, the middle one generally very small. Püus
dentüis not inflated in the digitus fixus. It is comraon to see a transparent
globose fonnation in the pulvilli and a membrane between the stems of the
scissors formed by the tvvo íingers. Styli in form of a short stem of externai
situation. Triangular, lanceolate, longitudinally grooved labrum with pilous
margins. Broad paralabra. Malae intcmae in form of pilous lasciniae. The
postero-intemal setae are the longest of the hypostoma. The rima hypopharyngis
has ahvays ahvays series of denticles.
The legs of pairs I and II are usually enlarged ; the opposite may take
place, however, as in Gigantolaelaps gilmorei. The pair IV is ahvays the lon-
gest. The coxae may be only setous or have spines, the posterior seta of coxa
II being characteristic in the gcnus, and often exceptionally long, the only
exception being Gigantolaelaps oudnnansi, in which, however, it is still much
longer than any other setae of the coxae. In the basi- and telo-femura of the
legs I, there are ahvays extremely long dorsal setae, generally two in each of
these joints; there are, however, also long seta in the basifemur II. The tarsi
of the first pair have only fine hair. The tarsi II have long setae, which are
stronger than in any other pair of legs. The setae of the tarsi III are longer
than those of the tarei II, but a little weaker. The tarsus IV has long and
thin setae. In Gigantolaelaps brachyspinosus there are stout spines and spurs
in tarsus II. The claws are weaker in tarsus I.
The genus has a very large geographic distribution in South-America,
species being already known from Perú, the North, South and Centre of Brazil.
Argentine and Uruguay.
They seem to be exclusively parasites of field-rats, having never been found
on domestic rats. The fact that the Gigantolaelaps goyanensis, sp. n., has been
found as a parasite on the XIctachirops opossum, must be accidental. The infes-
tation with spedes of this genus is generally moderate, a large number of
spccimens being an exception.
It is interesting to note the rarity of finding i á and young spccimens.
even after a minute research. this, however, should not he ascribed only to the
fact that the á <5 are smaller, and therefore more difficult to find.
Gigantolaelaps oudcnuinsi, sp. n., a larviparous species, is the only one on
which lanes were found.
b) — Description of the new species
Gigantolaelaps oudemansi, sp. n.
Whilst studying the epidemiology of the jungle yellow fever, Mr. R.
Gilmore, of the Rockefeller Foundation, caught in Annapolis, State of Goyaz-
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
05
5?veral Laclaptidac, in which Macrolaclaps goyanensis, sp. n., predominated
^sides two other new 6pecies, Gigantolaclaps gilmorci, sp. n., and Giganto-
ke^aps oudcmansi, sp. n.. This material was sent to Dr. H. de Beaurepaire
Aragão, of the “Instituto Oswaldo Ctiz” and was by him fonvarded to us for
exaniination, for which we are very grateful.
Gigantolaclaps oudcmansi, sp. n., is the most characteristic of all fonns in
ItB genus; it is the only one, the 9 9 of which bear, at the anterior margin
ot the stemal plate, between the two long pairs of setae, which a~e peculiar to
group under consideration, three more setae of much smaller dimensions.
fact, which is quite exceptional and unexpected, could only be considered,
at first sight, as sufficiently characteristic for the establishment of a new genus
!t it were not that these three setae are of an entirely different aspect from
that of the sternal setae; this characteristic is evidence of secondary and
recent acquisition, which cannot have the same value as it would, if thcre were
5ctac of the same type as the six stemal ones, which are customary in the
S^P- In this case their primary significance would be demonstrated and
"•°uld call for the creation of a dÍ6tinct group.
The general aspect and the other generic characteristics, which are in
*‘Cc°rdance with those of Gigantolaclaps, are, however, sufficient reason to
retam the species under consideration in this genus.
The only fact which strikes for attention about the habitat is that it is
a Parasite species especial ized on rodents.
It is a species of rapid and swift movements, which lives, after been takcn
01 'Tom hosts, at least 48 hours in test-tubes.
The female are larviparous, the larves observed during 24 hours having not
"ndergone any molt.
Description of the 9
Idiosoma
°f the
The idiosoma of the holotype 9 is somewhat flattened by the comprcssion
mounting and measures 1486 |i in length and 1105 p in b'eadth to the
— CAAiVA ilivaoutw A-TVJV UI ÍCUgUI UJIVi UUJ H 111 UCdUlll UIC
^ c Of the fourth pair of legs. It is, therefore, a relatively small species for
k S^nus and rather wide, this, doubtless, being partly due to the compression ;
lts breadth, perhaps. should not exceed 1050 p in well preserved specimens.
chitinization is relatively weak for the genus.
^ entrai side.
$ terna] platc quadrilateral, with pronounced angular prolongations of reti-
j C_ and verj' finely pointed surface. The thickness of the margins, which
50 Tequent in all other species of the genus, does not exist at the anterior
9
CG
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
and posterior margins. and is only slightly pronounced at the lateral margins. In
front. at the levei of the anterior corners, its length is 292 p and 370 /i at the
levei of the posterior corners. Including the anterior projection. the length at
the median line is 235 /i. The anterior projection of the stemal plate is very
characteristic in the South American species of this genus. The setae of the
anterior pair are implanted at the lateral margins of this projection. In the
species which wc are now describing, this projection is 27 p in length and 148 p
in breadth and has a pre-sternal plate immediately in front. The lateral mar-
gins are concave and rather thick, and the posterior is a little depressed in the
centre. The usual setae of the sternal plate have the aspect which is peculiar
to the genus: very wide and long; the anterior pair measures 228 p in length
with a greater width near the base of 15 p; this pair like the others of the
chitinized ventral zones comes out with a smaller breadth than the maximum,
becoming narrower afterwards to terminate in a sharp point, implanted in the
extrenrities of the anterior prolongation of the sternal plate already referred to.
The middle pair is 235 p in length, implanted a little inside the lateral margins,
nearer to the anterior margin than to the posterior. The posterior pair measu'es
260 p, being implanted a little inside to the back of the posterior corners. 1
As it has already been pointed out this species presents. besides the six
usual sternal setae. thrce other setae of smaller size, that is, 95 in length ; the
unpaired one is implanted in the median line on the same levei as the normal
anterior pair, just in the projection of the anterior margin of the plate; the
paired ones are more or less equidistant from the median and írom the anterior
lateral, on a more posterior levei, which would be equal to the levei of the
anterior margin of the plate, if the anterior prolongation did not exist; the space
between the small paired setae is of 50 p and that between the antero-latcral
is 102 p.
In some of the specimens of lot 1168, however, there are two secondary
median setae, placed side by side at the median line, or one behing the other.
The pre-sternal plate lies immediately in front of the stemal and it even
seems as if the anterior prolongation of the latter go es over its posterior mar-
gin, which is rnuch less chitinized, being prolonged up to the point of origin
of the tritosternum. Its surface is reticulated.
The mctastcrnalia are long and narrow, going from the posterior margin
of the stemal plate up to nearly the middle of coxa IV and having on the same
levei of the space between the coxae III and IV a long seta, rnuch like those
of the sternal plate, and measuring 225 p in length.
The tritosternum is wide and long. and filamentous from the point of bifur-
cation, reaching the comiculi maxillaris.
Ge^iital plate: — This plate, in the South American species of the genus
Gigantolaclaps, is always short and only slightly inílated posteriorly, this latter
10
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
67
characteristic culminating in the species under consideration, in which the dila-
íation is hardly noticeable, the plate measuring 133 u in width immediately in
lr°nt oi the genital setae, its narrowest point, and 144 p at the levei of the most
dilated point of the posterior zone. The genital setae liave the samc appearance
^ the sternal and measure 182 p. Apart from a lighter fork-like mark there
,s no other sculpture on the plate which shows very fine punctation . The
•«igth of the plate up to and including the cpigynum is about 400 p.
sitiai plate : — This is 373 p f'om the genital plate and is about 155 p
ln length (it is difficult to measure, as the plate accompanies the curvature of
‘*’e posterior extremity of the body), 180 p in breadth, the anus measuring 60 u
a'id being 30 p from the anterior margin. The suríace of the plate is reticulated
"'th the lateral comers more chitinized. as is frequent in the genus. The zone
. (he cribrum does not reach the levei of the anus. The paired setae measure
^ 1‘ and are equidistant from the middle of the anus and from its posterior
P°‘e> niuch nearer to the ma-gin of the anal opening, than the margin of the
plate. The posterior seta measures 240 p and is a little wider and more flexible
^n the paired.
higuinalia — Small, with setae 60 p in length, and narrow. measuring
ab°ut 22 p in width.
Estigmata — On the levei of the space bctween the coxae III and IV.
* °f the peritrema visible up to the coxa II running along the. Adentrai side
and long on the margin. Peritrcmatalia very slightly developed jxjstcriorly and
°n'-v very little chitinized, visible up to the coxa I. On the uncuvered vcntral
S:^e there are about five pairs of setae betwcen the genital and the anal plate
and a hundred of setae scattered over the rest of this surfacc, cxcepting the
antero-iateral zone, which is bare.
Dorsal side: — It is partially covered by the dorsal shield, formed by a
cnnipa-atiVely narrow plate, which is short and of weak chitinized, excepting
e niarginal anterior zone up to the height of the posterior margin of the first
, r of coxae. where the chitinization is stronger. The surfacc of the shield
a narrower reticulation than that shown in Fig. 2, tire only sculpture shown
Rg represented by finely pointed areas, in the middle zone. The dorsal
. Ic^ Measures 1288 p in length by 735 p at the levei of the coxae IV where
I has the greatest width. At its anterior extremity it is very pointed and
l’r°jccting fonvards; as it is the rulc in South American species of the genus,
II ^as three pairs of setae: the first, pointing forwards horizontally, measures
: the sccond. which is vertical and, therefore, difficult to measure, is about
u u- the third, which is wider and more flexible, points backwards and mea-
* r°ÍCct'ng forwards ; as it is the rule in South-American species of the genus,
jj|re5 220 p. Besides these setae, there are still eleven pairs of submedian setae,
* ^°urth being the -nost distant from the middle linc and the ninth the ncarest.
68
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
decreasing in length from the first to the ninth pair (Ist pair = 182 p; 2nd
pair — . 159 p ; 3rd, 4th, 5th = 144 p; 6th pair = 136 p; 7th and 8th = 128 p
9th = 113 p and 10th pair = 60 p only; the llth or postero-median pair of the
shield becomes long again, measuring 166 p. In addition to these there are
about 15 marginal setae on each side and some 10 on each side between these
and the submarginal. All the setae of this species are smooth both on the
dorsal and ventral sides and on the legs, there being no barb as is frequent in
the genus Laclaps. Apart from the usual pair of anterior pores, which ré situa-
ted in the anterior projection, the dorsal shield has also some pairs of slits and
some circular ma-ks.
Legs — Stout and setous with only one spine, the posterior of coxa IH-
The IV pair of the legs is the longest, measuring about 1350 p, and the II pair
the shortest, measuring only 920 p; the length of pairs I and III is 1050 p-
The coxa I has two setae. the distai being the larger and the thinner with 120 p>
and the proxinal with only 95 p. Basifemur I wide, with 138 p at its widest
point, with two long distai and dorsal setae, of which the larger, which is
more distai, measures 280 p and the smaller 515 p. Telofemur I enlarged, with
150 p at it6 greatest breadth, with four long setae, of which the largest, which
is the most proximal, measures 266 p and the smallest, the most distai, 115 p;
apart from these, there are other short setae. The tarsus bears setae which
are thin and short as compared to the similar ones of the other legs, and an
apical area, which is covered with short hai*s. PulviUus very developed and
with wcak claws compared with the other legs.
Leg II very enlarged, the greatest length of the telofemur being 190 p-
Coxa II with two setae, of which the anterior, smaller, is curved the posterior
measuring 175 p; this is an cxception, however, for in all South American
species of the genus it is as a rule very long, cxcepting in this case and in
Gigantolaelaps brachysphosus Fonseca. The remaining segments are setous.
but without spines, the tarsus ending with puhnüus and two strong claws.
which are curved at a right angle. Coxa III with a curved anterior seta
and a posterior spine, the only one worthy of this name in the species which
we describe, for it measures 60 p in length by 12 p in breadth at the base.
The remaining segments of leg III are setous, principally the tarsus. where are
spine-like setae, which are stronger than in the other legs; strong claws, which
are curved in a right angle.
Coxa IV with median, short and weak setae. Other segments with fine
and long setae.
Gnathosoma
Palps — With 320 p from the lst to the 5th joint. The first joint h3?
only two central setae, which are relatively long. The seta of the 4th joint >s
12
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
69
bifid, apical and internai, as in all species of Laelaptidae. The formula of the
joints is 1,2 (3,4), 5.
3/ axillicoxae externally rounded, with setae of 95 n . Anterior setae of the
bypostoma 75 n ; posterior externai 80 u and postero-intemal, which are very
138 fi.
Corniculi heavily chitinized.
Rinia hypopharyngis with various series of 2 or 3 denticles.
Epistoma membranous with rugged edges, prolonged into a point in front.
Eebrum triangular, long, reaching the distai extremity of the 2nd joint of
palps, becoming gradually sharper, ending in a point, pilous at the edges.
Paralabra wide, membranous, rounded.
Malae intemae, membranous, filamentous, flexible, pilous.
Siyli in form of curved stems.
Powerful nutndibulae, measuring 304 p from the extremity which is near
t'1" g^nual up to the apex, 70 p broad at the genual. Pulvillus with a crown
°‘ setae. Hair at the base of the digitus jixus. Digitus mobilis 102 n with
equal teeth. Digitus fixus with three teeth placed farther forwards than
^>Sc of the digitus vwbilis, of which the posterior is the greatest and the
^■ddle one the smallest; pilus dcntilis 15 u long.
Larve
Hie larve was íound in the lot 1168, caught by the author, who obtained it
, * Prcserving the numerous 9 9 collectcd ( S S were not found nor in this
01 ne'ther in others) in test-tubes. After a few hours, various larves were
rit. which did not present any moult after 24 hours, thereforc being mounted
^ description.
Larves of large sizes, the idiosoma measuring 995 m by 645 g in width,
{be leve! Qf third pair Qf Iegs. The larve measures 1380 n up to the
af*x of the palps.
I
>«t.
cntral side — Due to the weak chitinization the larve does not present plates
n°t even the anal plate. In the propodosoma are two setae about 120 p
,n length; the anterior at the height of the space betwecn the coxae I and II
n,ore approximated setae; the posterior at the levei of the posterior mar-
^ °t the coxa II with setae, which are more distant from the median linc,
nK 150 M distant one from the other. These two paire seem to correspond
1° ' anterior and the posterior pair of the stemal plate of the adult, having
^ s^n no traces of the median pair, nor of the secondary median setae of the
13
70
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
anterior margin of the stemal plate. At the beight of the coxa III is another
pair of setae of similar size, correnponding to the metastemal pair. In the
region, which in the adult corresponds to the pair of genital setae, there is the
smallest pair of setae of the larve, in the ventral side, measuring only 46 p,
being 75 p distam one from another, therefore very approximated. Imme-
diately hehind this pair there are two other longer setae, of 80 p , situated at
the sanie distance one from another. There is another pair of setae somewhat
to the back and outwards, measuring 106 rf in length. Mo"e outwards and to
the back are other pairs of setae which are somewhat larger. Finally at the
posterior extremity, there are two pairs of setae, which are extremely long: a
sub-median. 405 u and another of the same length, somewhat outwards.
The anus is marginated by three setae: two lateral paired, which are ver)’
long, 230 m in length, and one posterior unpaired of 290 n . There are no
traces of chitinization of the anal zone.
The stigmata seem to be represented by a marginal and refractive zone.
situated much behind the third pair of legs. The peritrema was not seen.
Dorsal side — Zones of heavier chitinization at the dorsal side could not
be seen in the two specimens examined. The anterior zone of the dorsal sid '
presents. apart from the pair of vertical setae, five other pairs in the median
zone. the first and the third being the most approximated and the fourth the
most distant from the median Iine ; there are, apart from these, four pairs ot
sub-tnarginal setae. At the posterior extremity of the opisthosoina. there are
four pairs of long setae, the longest measuring 380 u.
Gnatlwsoma — Epistoma in shape of a band which is broader in the centre,
with sharp pointed extremities and smooth free edges. Mandibulae with iixed
and movrable fingers, each seeming to present a little tooth. Setae have no<
been seen at the base of the fingers. Labrun: lanceolated slightly filamentou»-
Maxillicoxae with fractured setae maxillicoxae , having only one of the anterior
and one of the posterior. Conticufí relatively well chitinized. Rima hypophO'
ryngis with slightly toothed edges. Tritostcntum with fine hairs beginning nc3r
the point of bifurcation. Palps with smaller hairs in the fifth and a bifid seta
in the fourth joint.
Legs — From three pairs. the second is the sho-test. Each of the coxae
presents two setae, being the posterior seta of coxa II the largest.
Holotype 9 Xo. 1013 in the collection of the Instituto Butantan, caught.
togcther with the numerous 9 9 specimens of the lot Xo. 914, on field-rat»
of undetermined species, by R. M. Gilmore, on 7-10-936, in Annapolis. State
of Goyaz. Metatypes and topotypes captured by the same collector in lot»-
Xo. 910. living as parasites on " Sylvagus & Xos. 912 and 915 on rat oi
14
cm
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K da Fonseca — Acarological Xotes XXV
71
undete-inined species; Xo. 970, on Echiniys, sp. together with Gigantolaelaps gil-
m°reii Sp n $ and y0ung specimens unknown.
Metatypes and larves of lot 1168, caught by the author on a wild rat,
Xectomys squamipcs Brants, Xo. 1521 of the register of the Sectio>n of Para-
sitology, Instituto Butantan, in the forest of the “Serra da Cantareira”. São
Paulo, on 23-9-37.
The name of the species is dedicated to the well-known acarologist A. C.
^udemans, to whom this branch of zoõlogy owes so much, and who is at present
Publishing an exhaustive and erudite criticai work, revising this group, dcstined
ío become classic. •
III
Gigantolaelaps gilmorei, sp. n.
This species belongs to the number of those which were caught on wild
f°dents by Mr. R. M. Gilmore, in Annapolis, State of Goyaz. whilst studying
JUngle yellow fever. Wc possess two lots of this species: the typc lot Xo. 913
ln lhe Instituto Butantan collection, caught on “rats” (Xo. 1527 of Gilmore,
^so parasited by Gigantolaelaps oudemansi , sp. n.) and lot Xo. 951, caught
0,1 Echimys sp. (Xo. 1063 of Gilmore). It is onc oi the largcst species of the
Kçnus, differing from the "emaining species by the smaller enlargement of the
etT10ra of leg I. The chitinization is median.
Description of the 9
Idiosoma
^cr}' large species, the idiosoma of which is 2024 u long in the holotype,
^ kngth being 2630 a to the apex of the palps. The width at the levei of the
pair of the coxae is 1320 a . The general shape is more clliptical than
'°'h although the anterior extremity is more pointed.
Central side.
Sternal plate of reticulated and pointed surfacc, with angular prolongations,
•*3<) arC pronouneed at the back, measuring at the anterior tnargin
1‘ in width and the posterior 570 p. The length at the median line is 300 p,
^uding the median projection. This projection is not very pronouneed,
Pia Ur'n^ on*y ^8 M by 250 a in width ; the chitinization is equal to that of the
. c’ riearly dktinguished, however, from the pre-stcmal, which immediately
.. ow* >t. Of the margins only on the lateral, which are concave, there is a
s ’ •hickness. The posterior margin is slightly concave at the central part,
15
72 Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
being encircled by a less chitinized zone, which also exists around the lateral
margins, where, however, it is toothed. The anterior setae of the plate reach the
posterior margin, measuring 236 p by 19 p at the greatest breadth, at some dis-
tance from the base and being planted at the levei of the externai angle of the
anterior projection of the plate, and 174 p one from another. Median pair nearer
the anterior angle than the posterior of the plate, implanted a little within the
lateral margin, measuring 334 p and extending beyond the middle of coxa III.
Posterior setae removed from the posterior angle, measuring 350 p, very sharply
pointed towards the distai extremity as all the long setae of this species and
nearly reaching the middle of the coxa IV. Anterior transversal pores large,
situated behind the anterior setae; posterior pores obliqúe, behind and inside of
the median setae.
Prc-stcmal of easy chitinization, beginning immediately in front of the stemal
and extending to the base of the tritostemum. with grooved surface.
Metasternalia elongated, accompanying the internai margin of coxae III and
IV and measuring 342 u .
Tritostemum wide at base where it measures 60 p in width, pilous beginning
a little after the origin of the lasciniae, measuring 470 M from the base to the
apex and reaching the base of the corniculi.
Genito-ventral plate — Plate of weaker chitinization than the sternal plate,
elongated and very slightly dilated posteriorly, not exceeding the greatest breadth
of the ventral part that of the genital part, maximum width 220 p. The
Icngth is about 644 u ; the greatest width is 166 a directly behind the pair of
genital setae. The surface is punctuated and has a very slight reticulation.
The genital setae, similar to the stemal, measure 288 n .The sculpture of the
genito-ventral is repreeented by two series of clear divergent marks, which begi»
in the submedian region, directly behind the genital setae and go back — and
outwards.
Anal plate — It is at 380 u from the posterior margin of the genito-ventral in
the holotype, reaching 760 p in a pregnant specimen. The length is difficult to
measure owing to the incurvation of the posterior extremity of the opisthosoma
which the plate accompanies; it may be about 266 u in length. The maximum
breadth is 258 n at the anterior margin of the holotype, measuring 288 n in ano-
ther specimen. The anus is about 38 a from the anterior margin. The bhape
of the plate is triangular and the surface reticulatcd, with externai margin and
angles darker. The anterior margin is slightly concavc in the centre. The
paired setae lie more or less at the levei of the posterior pole of the anus.
measuring about 212 u; the paired setae measure about 380 p. reaching the
cribrum mot or less at its point of emergence.
Inguinalia elongated. of about 76 p.
16
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
73
Stigmata situated at the levei of the space between the coxae III and IV.
Peritremata visible in wide extension, accompanied by pentrcmatalia very de-
veloped anteriorly; this plate terminates at the levei of the stigmata, the posterior
prolongation not having been seen. Uncovered ventral zone densily covered with
I°ng and fine setae, which become fewer in the lateral parts and near the anal
Plate.
Dorsal side.
Dorsal shield — Covering nearly the whole idiosoma, leaving only free a
stripe around the lateral and posterior margins. It measures 1940 |i in
*€ngth by 1160 fi at the greatest width. Its anterior extremity ends in a point,
:;-e posterior being wide and convex. The lateral margins are undulated ante-
n°r!y, being parallel and straight in the median zone. Tlie imp-ession of hcavy
chitinization of the anterior portion of the lateral margins is, to a considerable
rxtend, produced by the strong chitinization of the peritrematalia, seen by trans-
parency. The surface of the shield has fine reticulation and very extensive sculp-
turc: this goes from the anterior extremity up to the posterior limit, being,
howçver, more pronounced in the anterior halí. The sharp pointcd anterior zone
the shield has the three usual pairs of setae: an anterior, projected towards
{he front ; a vertical, shorter ; and a longer going backwards. The anterior remain-
UlS íetae of the shield measure about 185 to 220 u and those of the posterior
z°ne about 150 p, excepting the submedian pair, which is near the posterior
^ttremity, which measures 88 p and the posterior terminal, which is about 200
In length. Apart from the group of three anterior pairs therc are 11 submedian
Pairs, of which the 5th, 6th and 10th are the nearest and the 4th and 8th the
lanhest from the median line. Various pairs of circular marks are moreover seen
on the surface of the shield, as also a pair of anterior pores, in form of a slit.
The lateral uncovered surface of the dorsal face has numerous setae. All the
setae are smooth in this species.
Legs
In examining the legs attention is called to the fact that the femora of leg
1 are not so dilated as in other species of the genus; there are no tuberosities
In these segments. Another characteristic of the species is that the legs II are not
50 elongated as might have been expected from their size. The spine of coxa III
ls the only one which occurs.
Leg I is the second in length. The coxa I lias two setae, the distai being
the finest, of 220 p and the proximal of 170 p. The telofemur I measures only
170 n jn width and has two setae, of which one only about 170 p and the other
ahout 230 p, apart from other short ones; there are no tuberosities. The basi-
^niur has a long seta of approximately 258 u, also without tuberosity. Tarsus
"'•th fine setae.
74
Memórias do Instituto Butantan
Tomo XII
Leg II somewhat elongated, the basifemur measuring 220 /i in width. Coxa
II with two setae of which the posterior (its long size is characteristic in the
genus) measures 236 p. The tarsus has spine-like long setae, which are stronger
than those of the other legs, ending in pulvillus and claws equal to those of legs
III and IV and stronger than those of leg I.
Leg III with posterior spine in the coxa, about 100 p in length by about
22 p, its greatest width at the base.
Leg IV is the longest, the coxa having only one seta, the length of the erect
setae of the tarsus being noticeable; they may reach 260 n
Gnathosoma
The gnathosoma measures 880 n from the base to the apex of the palps, a
minute examination only having been possible after dÍ6section of a specimen of
lot 951.
Palps 530 M, the first joint having a vcntral setae of nearly 150/i. The
5th joint is long, measuring 80 u .
Afaxillicoxae with setae hypostomatis internac all of large development.
measuring respectively 142, 224, 142 and 135 p.
Corniculi maxillaris well chitinized, with sharp point.
Labnim pilous, gradually pointed towards the distai extremity, ending in a
not vcry sharp point, covered by a structure of equal aspect and conformation.
Malae internac tnaxillarum pilous, straight, contiguous, median, ending in
a sharp point and without hairs.
Styli membranous, slightly curved, of canaliculated aspect, reaching the apex
of the corniculi.
Mandibulac strong, with two teeth (the posterior larger) in the digitus tno-
bilis and three in the digitus fixus (the middle one smaller and the posterior lar-
ger), which has a pilus dcntilis not dilated; at the base of the digitus fixus h
short hair and in that of the digitus mobilis a crown of setae with a globo e forma-
tion, transparent in the middle. On the in*ernal surface of the digitus fixus
also a lamellar formation may be seen, of membranous asp:ct.
Description of the ma!e
Amongst the material caught by Dr. Gilmore we received a lot, X.° 1068.
caught on Echimys sp., in Annapolis, Sta*e of Goyaz ; it contained two spe-
cies: G. oudnnansi, sp. n. and G. gilmorci, sp. n. The 9 9 predominated in
the material, cxisting in large numbe-, but there wer; no young forms ; a male
18
cm
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LO 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Acarulogical Xotes XXV
7õ
specimen was also found, however. It is not easy to decide if the S encountered.
belongs to G. oudcmansi, sp. n., or to G. gilmorci, sp. n. However, we are inclin-
ai to prefer the second hypothcsis not only because the specimen in question is
large in sÍ7.e, bigger than the 2 9 of G. oudcmansi, but also due to the non-exis-
tence of the three 6mall setae of the anterior margin of the stemal, characteristic
°f this species. The latter characteristic should not, however, be considered de-
c*S!ve, for the hypothesis of the non-existence of three setae in G. oudcmansi c S
cannot a priori be excluded, for the reason that it is precisely in this zone, that
the male sexual organ is found, a fact which in itself alone would justify such
roorphologic variation. The large dimensions of the specimen and some other
morphologic details, such as the sculpture of the shield of idiosoma. the lack of
enlargement and the non-existence of tubercles in the femur I, speak in favour
0l" its identification with Gigantolaclaps gilmorci, a species with which we are
tentatively identifying the á found.
Idiosoma
Allotype specimen in shape almost elliptical, only somewhat more pointed at
the anterior extremity, with slightly pronounced shoulders. Idiosoma with wcaker
chitinization, of large dimensions, measuring 1760 g in length by 1175 g at the
"tdest point at the levei of the IV pair of legs.
Vcntral sidc
Tritosternum wide at the base, 340 p in length and slightly pilotis lasciniac.
V entrai plates fused, weakly chitinized, with reticulation throughout the whole
«■xtension, narrower mashes in the ventral zone. Anterior margin of the sternal
plate slightly prominent, the genitalia opening therein, continuing with a pre-ster-
t>al mo e slightly chitinized which goes up to the tritosternum. Prominent antero-
fxtcrnal angles, forming a prolongation betwecn the coxae I and II. Posterior
ang es of the sternal somewhat projected. Lateral margins of the ítcrnal thickrned,
as also those of the metasternal zone. Ventral zone very cnlarged, its margins
Itaving various groovings. Anterior sternal setae 175 fi, median and posterior
st*tae somewhat strong r and 208 p long. Metasternal setae of 152 u and genital of
M. The surface of the ventral zone is covered with about 150 fine setae of
to 110 p in length. The anal platc is differentiated by the wider reticulation,
s»nilar in form to that found in the 9 . The paircd setae of this platc measurc
^0 and the unpaired 245 a- The inguinal plates are encloscd in the vcntral
Plate. which is extremely wide in front, becoming gradually narrower towards
back, the inguinalia appearing in the form of clearer zones a little irregular
shape.
Stiginata at the levei of the space between the coxae III and IV.
19
76
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Peritrema of short tube, ending at the levei of the posterior margin of
coxa II.
Peritrcmatalia prolonging anteriorly up to the anterior extremity of the idio-
soma, wider between the coxae II and III and heavily chitinized anteriorly.
Behind the stigma they seem to be interrupted to a certain extent, appearing
afterwards to encircle the coxa IV up to the ventral side ; the 9 9 in the species
of this genus also seem to have this aspect.
Dorsal side
Shield of idiosoma relatively slightly chitinized, with regular margins, slightly
pronounced incurvation at the levei of the shoulders, posterior extremity wide and
fairly rounded, and anterior very sha-ply pointed. The margins seem to be more
chitinized up to the levei of coxa II as the peritrcmatalia appear by transparency.
The anterior extremity of the shield has a pair of anterior setae of 120 p, a me-
dian pair of only about 70 n and a posterior of 200 n- Apart from these there
are another 12 pairs of setae of the middle line, of which the 7th is the íarthest
away, the 2nd the longest, measuring 215 p and the llth the shortest, 68 p long.
The posterior pair measures 195 fi . The surface of the shield is reticulated, and
has many circular symmetric marks, of varying size and sculpture very similar
to that of the 9 .
Legs
The leg IV is the longest, measuring about 1760 p and the second the shortest,
about 1350 jx. Coxae without spines and with setae only; of these the posterior
of the coxa II is the longest, measuring 160 n ; it is, however, much smallcr tlian
the usual size in the 9 9 of the South American spccies ; the seta of the coxa IV
is noteworthy, apart from its small dimensions, as it only measures 60 n , for the
íact that it is implanted much fa"ther forwards than is the rule in Laelaptidae.
The fcmora of leg I are not enlarged and have no tuberosities, agreeing in this
with the 9 9 ; the basifemur has two and the telofemur one longer seta, whicli
measure respcctively about 135 p and 150 m; they are, however, much smaller
than those of the 9 . Tibia and tarsus of leg I with fine hairs.
Basifemur II with two very strong and short spines at the ventral side;
telofemur II with a weaker spine than those of the basifemur; genual with one
spine; pretarsus with two very strong spines.
The other two legs have only setae which are larger and finer in the tarsus IV.
All the legs have sculpture with light marks in the various joints.
This species is dedicated to Dr. R. M. Gilmore. of the Rockefeller Foun-
dation. who in Annapolis, Goyaz, caught abundant material of rat mites, a part of
which forms the object of the present work. Allotype Xo. 1033 in the collectio»
of the Instituto Butantan.
20
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
77
Gnathosoma
Measures 735 g from the base of the maxillicoxae to the apex of the palps.
Palps fine, the IV joint being more setous, with a long and strong ventral
in the joint I.
Maxillicoxae with the usual setae, the anterior being the longest.
Comiculi ver)- weakly chitinized and extraordinarily elongated.
Rima hypopharyngis with about seven rows of small denticles.
Epistoma membranous, wide at the base and pointed in the apex.
Labrum triangular, long, gradually pointed, longitudinally grooved, with very
short hairs, nearly reaching the apex of the second joint of the palps.
Mallae interna? long. longitudinally grooved.
Mandibulac fine, long, reaching the apex of the second joint of the palps,
when withdrawn. Digitus fixus vcry long, of 480 p, with rounded end.
convergent, heavily chitinized, seeming to have an apical orifice. Xcar its
^a5'e is inserted an elongated membranous formation, pointed towards the
^tremity. A more minute description was not possible owing to the retraction
°í the mandibulae and to the íact that the description was based on an entire
sPecimen.
Gigantolaelaps vitzthumi, sp. n,
This is the tvpc species of the genus.
This species is notable for its extraordinary size, which surpasscs cven those
°i Gigantolaelaps gilmorci, sp. n., as it reaches 2580 p in length up to the apex
°* the palps, being, therefore, the largest parasite known in this group.
Apart from its size in which it approaches certain othcr species, the
Sl*xialist will be surpriscd at the deep colouring, which is dark brown, and
"hich can be seen in preparations. cleared by Bcrlese’s mounting fluid, with black
l^ints in the zones of strongest chitinization ; seen with the nakcd eye, the colouring
!s even darker, especially at the propodosoma, owing to the cxistenee of the sternal
chitinization.
Oi this species, caught by Mr. Blaser on wfld rats in the Minas Geraes and
<J°-Vaz boundary, we only have 9 9 , the $ and young forms being unknown.
IdJosoma
^ ery large, 2050 p in length. very broad in front. becoming narrower
towards the back, the greatest breadth being 1560 p at the levei of the IV pair
°i legs. The sudden front widening is not the cause of a prominence of the
78
Memórias do Instituto Butantan — - Tomo XII
Ventral side
Stcrnal plate very heavily chitinized, as ín Laclaps sculpturatus Vitzthum
according to the excellent description of this acarologist; surface reticulated.
with anterior projection so pronounced, that it goes to the base of the
tritosternum. to a distance of 118 p; of the weak chitinization of the pre-
stemal plate all that is noticeable is a narrow raised stripe around this projection.
It seems certain to us that this projection forms an integ"al part of the
sternal plate and does not represent the result of the chitinization and
fusion of the pre-stemal with the sternal, as it is in it that the pair of
anterior sternal setae is implanted, the anterior pair of the pori repugnatorii
being cxactly at the limit of its base. Of the borders of the stemal plate the
lateral and the posterior, principally the latter, are thick, this thickness being of
55 p in breadth at the posterior margin. The anterior angles have long projections
between the coxae I and II, the posterior being much less pronounced. The
stemal setae are very long, strong and only slightly flexible, the anterior pa;r
measuring 347 p , the tniddle one 408 p and the posterior 370. The plate with
382 (» in length measures 205 p, in width at the levei of the anterior prolongation
382 p immediately behind this and 558 at the levei of the posterior angles.
Mctastcrnalia clongated, less chitinized, raised, with seta of 347 p in length
at the levei of the space between the coxae III and IV.
Tritosternum 355 p in length, biíid, with lasciniac which are pilous from the
point of emergence.
Genito-ventral plate slightly expanded po.-teriorly, measuring 642 p in length,
being widest posteriorly, 284 p, and narrowest dircctly behind the genital
setae, 235 p. The surface presents wide reticulation and some sculpture at
the genital zone ; the genital setae pair measures 296 p in length. As in all the
othe- South American spccies of this genus. there are no setae inserted at the
ventral edge of this plate, but it so happens in this as in other species, that this
edge is depressed by the setae of the uncovered ventral zone, which are inserted
nearer the plate ; in the present case there are five setae which depress the border
in this region, one of those of the median pair lying sufficiently far away so as not
leave any impression on the plate.
The anal plate 460 p distant from the posterior edge of the genito-ventral
plate, of triangular form with rounded comers, with anus of 83 p in length, at
53 M from the anterior margin. The anterior edge of the plate is slightly concave
and the lateral ones are slightly convex; surface reticulated. Paired setae at the
levei of the middle of the anus with 244 p in a cotype, and 290, in a paratype ;
the unpaired seta, broken in the cotypes, measured in the same paratype 355 a in
length. The cribrum reaches at the sides the levei of the posterior seta. There
22
cm
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7'J
are about a hundred setae scattered over the uncovered ventral surface of the
PÍate, varying in length between 150 and 225 p
Inguinalia small, elongated, of a comparatively weak chitinization.
Stigmata at the levei of the space between the coxae III and IV.
Peritmiia with a visible tube up to more or less the levei of the anterior
tnargin of the coxae II.
Pcritrematalia practically without posterio- chitinization behind the stigmata,
larger in the space between the coxae II and III and very heavily chitinized froin
tne coxa II onwarcfe, where it constitutes a dorsal plate which unites with the
anterior zone of the dorsal shield, forming one of the points of hcaviest chitinizi-
tion of the body.
Dorsal side
Shield of idiosoma heavily chitinized, not covering the whole body, leaving
a "ide lateral and posterior margin uncovered, narrower at the extremities, prin-
apally at the anterior, which is sharp and pronounced, as in the other species of
the genus. This shield measures 1910 p in lenght hy 1264 p in breadth at the
levei of the IV pair of legs. Its surface is all marked by a reticulation of narrow
tnashes. The sculpture is abundam in the anterior part and rare in the pos-
por, having a large clear central mark directly behind the anterior cnd of the
shield. The margins are regular and the shoulder-blades only slight p‘onounced.
lhe submedian pairs of setae are more or less 14 in numbcr, including the three
I^trs of the anterior projection ; thesc have the usual aspcct : anterior, of median di-
tner^ions, pointed forwards; median, small, vertical; and posterior, very long,
•150 „ in length. Of the remaining submedian pairs that which is directly after
the above mentioned long seta of anterior extremity and the last of the posterior
^trernity, a*e the longest, measuring about 280 p; the smallest is the penulti-
tnate which measures only 88 n, being, therefore, as in the other species of the
Eenus, by far the smallest 6eta of the dorsal shield. Thcre are still about 15
t^npnal setae on cach side of the dorsal shield and othcrs between thesc and the
"Ubrncdians. Circular marks of symmetrical situation are numerous on the surface
01 the shield. The pair of anterior pores is scarcely visible, and sccms to bc at
’he levei of the long pair of setae of the anterior projection of the shield.
All setae are smooth, in this as in the other species of the genus.
Legs
Legs long. the IV pair measuring 1760 p. chitinized, stout. setous, with íirst
^tid second pair enlarged.
Leg I strongly flexed, even in rest. Coxa I wide, with serration of
sharp teeth at the anterior and posterior sides of the distai edge, much largcr at
23
80
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
the latter. Proximal spine of the coxa, of median development, with 80 n, im-
planted in tuberosity; distai seta 96 p long. Femura enlarged. measuring up to
260 p in width. The greatest seta of the basifemur measures 470 p and the other
long seta of the same joint 380 p. There are also two setae in the telofemur, which
are longer than the rest, the largest measuring about 380 p. The setae of greater
development are inserted in heavily chitinized tubercles, which give a rough aspect
to the surface of the joints. There are also strong setae in the tibia; those of
the tarsus, however, are weak. this joint terminating with claws and puhnUus.
Leg II much enlarged and also flexed to the ventral side. Coxa II with
dorsal spine extremely wide, ending in a sharp point, making a projection at the
anterior margin of the joint. Ventral posterior seta of coxa II measures 420 p
in length. With exception of the tarsus, which has 8 or 9 strong spines, the
remaining covering is constituted by median setae.
Leg III not enlarged. Posterior spine of the coxa with 80 p. Spines of
tarsus longer and as strong as those of leg II.
Leg IV the longest, having only relatively weak and rigid setae in the
tarsus. There is only one seta cm the coxa.
The aspect of the legs of the 9 lead us to expect a considerable enlargement
of the legs of the <5 which should have very strong spines, real spurs.
Description based on two cotypes 9 9 , one of which was dissected, mounted
on slides, No. 1041 in the collection of the Instituto Butantan; paratypes No.
518 in the same collection. Male and young forms unknown.
The species is dedicated to the great acarologist Count Hermann Vitzthum.
to whom the author is grateful for important adise.
ünathosoma
Owing to the withdrawal of the mandibulae and the exceptionally heavy chi
tinization, a specimen would have to bc dissected for a minute examination of the
parts of the gnathosoma, as was dcne in material of the typical lot.
Palps with first joint presenting a ventral ridge in which two comparatively
long setae are implanted. 5th joint with sub-terminal group of seven hairs and
one longer terminal, and other scattered ones.
Epistotna membranous, of broad base. eliarp pointcd in the apex, with some
denticles in the sub-apical region of the margins.
Mandibulae — The joint which permits inscrtion to the fingers of the cheli-
crrae measures 300 p by 102 a in breadth. The digitus mobilis 120 p in length.
has two pointed tceth separatcd by a space of 8 p and distant from the apex 20
and 35 u respectivcly. The puhnllus has a crown of setae of about 35 p at the
base of the joint. The digitus jixus measures about 90 M and has three teeth.
24
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
81
being the proximal sharp pointed, the distai smaller than this and sub-apical ; the
tooth, which is situated between these two, is hardly visible and is at the side of
lhe piius dentilis. Pilus dentilis not dilated, with 35 p. At the base of the digitus
fixus is a hair, which is very wide at lhe base and rapidly pointed. A globose
íormation at the puknllus and another laminated at the scissors of the mandibulae
are clearly to be seen.
Labrum triangular, longitudinally grooved, pilous at the margins, and with
Üttle spines at the free extremity.
Malae internae in the form of two lasciniae, which are very pilous, reaching
lhe apex of the labrum.
Stily in form of a stem, which is slightly curved inwards.
Paralabra membranous, broad with extremities, which are widely rounded.
M axillicoxae with the usual setae, the posterior s interna e measuring
about 150 p.
Rima hypopharyngis with 12 lines of two or three denticles, which are
stronger than usual.
Cornieuli only a little more heavily chitinized.
V
Gigantolaelaps goyanensis, sp. n.
This species is very similar to Gigantolaelaps mattogrossensis Fox-
SECa. 1935, with which it was confused by us until we undertrook the generie re-
Vlsi°n. which we are now presenting, when a minute comparative study enabled
ü> lo discover differences which are sufficiently constam to distinguish the two
''Peei es. This distinction is based principally on the aspcct of the distai seta of
00X3 I, which in Gigantolaelaps mattogrossensis is narrower, gradually pointed,
relatively flexible. ending with a sharp point, whilst in G. goyanensis it assumes
l*le aspect of a spine, only a little smaller and weaker than that of the proximal
°ne of the same joint, becoming a little pointed towards the extremity, which
narr°"'s suddenly ending in a point similar to that of the proximal spine. Ano-
*her constant distinction is the length of the stemal plate, which varies between
^b0-400 p in G. goyanensis and between 260 and 330 p in G. mattogrossensis.
Gigantolaelaps goyanensis, sp. n. was identified by us from material collectcd :
a) >n Annapolis. State of Goyaz, by Mr. R. M. Gilmore, on Estrimys (?) sp.
^3, on rats Nos. 3094, 3874. 3876, 3856. 3850 and on Mctachirops opossutn
3873; b) in Angra dos Reis, State of Rio de Janeiro, on “rato paca”, Lauro
^vassos leg. ; c) in Manguinhos, Federal District. Rio de Janeiro, on Nectomys
25
82
Memórias cio Instituto Butantnn — Tomo XII
squmnipes, Fabio Werneck leg. ; d) in the Minas Geraes - Goyaz boundary on
field rats, Blaser capt..
This abundant material consists almost exclusively of 9 2, only one S
specimen having been íound, selected for allotype amongst the material sent by
Dr. Fabio Werneck. The young forros are unknown.
DESCRIPTION OF THE 5
Species large, 2200 n in length up to the apex of the palps, heavily chitini-
zed, body wider at the levei of the III pair. becoming narrower towards the back,
very pilous, with some setae, which are very long.
Idiosoma
1850 in length by 1293 #i in brcadth at the levei of the IV pair and 1323 n
at the levei of the III pair of legis, pointed towards the front from the anterior
margin of the II pair; of sctous aspect.
V entrai sidc
Sternal plate heavily chitinized, visible under the form of a dark spot, when
seen with the naked eye in cleared preparations. Margins thick, principally the
!ate*al, which are slightly concave, and the posterior, which is convex and írcqucnt-
ly fonns two submedian posterior extensions. Anterior margin with a strong
median projection, which occupies the whole prc-sternal zone, reaching the tri*
tostemum, the base of which is even covered in part by the anterior edge of
the projection. The antero-lateral angles are the most prominent. The surface
of the plate is all reticulated, the chitinization of the pre-stemal zone being some-
what lighter. Tlie plate measures 370 v in brcadth at the levei of the anterior
margin and 430 p at the levei of the posterior, the length being 378 a in the
holotype, varying between 360 and 400 n in other specimens measured, pcr-
mitting distinction with Gigantolaclaps maltogrosscnsis in which it is smaller.
as has been pointed out. Of the setae the anterior, which are implanted in the
anterior zone of the plate. meamrc 318 ^ , the middle ones 370 n and the pos-
terior 340 n ; they are flexiblc and become gradually sharper, ending in an
extremely fine point, as in the other species of the genus. The anterior sternal p-o-
jection measures 110 p in length by about 350 p in breadth at the base. The
pores have the usual situation and shape.
The only indication of the prc-sternal is found in a margin which surrounds
the anterior projection of the sternal plate.
26
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
83
Àulnst entalia with a more chitinized zone at the levei of the space bctween
fhe coxae III and IV and posterior and anterior prolongations, the latíer moro
'*t'fc*üped. along the m?rgins of those coxae. Metastemal setae identical in
aPpearence xvrith the stemal, measuring 340 u in length.
Tritostermim wide at the base. with piious lasciniae from the point of bi-
•urcation, reaching the levei of the posterior setae of ihe hypcstcma.
Gcnito-vcntral with about 5S0 u in length up to the eplgynum of median
chitinization, somewhat expanded posteriori}-, measuring 260 g in the maximum
ídth and 220 g at the levei of the genital setae. Wide reticulation in the pos-
tenor zone and sculpture represented by a group of six Iighter marks, three on
each side. contiguous, at the levei of the genital setae. Genital setae 267 g in
length. At the levei of the posterior margin are depressions corresponding to
three pairs of setae of the exposcd surface which are implanted nearer the
P'ate, only one of these howcver. the more anterior, touching it in the holotype.
Anal plate separated from the genito-ventral by a space of 400 g in the
holotype. Triangular, surface reticulated. darker in the anterior corners, ante-
r'°r ma gin more or less straight in the centre and anterior corners rounded ;
peatest width of the anal plate 207 g , the length being impossible to measure
>n the holotype, as the plate accompantes the inclination of the posterior margin
the idiosoma. The unpaired seta measures about 222 g and the paircd about
14S rt. The anus lies at about 45 g from the anterior margin.
Diffuinalia. Inguinal plates more or less triangular, measuring about 90 p,
"ell chitinized.
3 Hgtnata at the levei of the space between the coxae III and IV.
Perit remata visiblc up to coxa III; thcy cannot bc followcd farthcr, owing
lo the heav}- chitinization.
Peritr cmatalia without posterior prolongations, heavily chitinized principally
,n the front, going to the dorsal side at the levei of the point in which the idio-
|°tna hecomes suddenly narrower, in the space bctween the coxae I and II, visi-
e UP to the anterior extreinity of the dorsal shield. In the uneovered zone
Jf the ventral side, there are about 180 rigid setae, 125 to 200 g in length. rarer
ar°und the anal plate and at the side of the peritrtmatalio.
Dorsal side
Shield of the idiosoma of very regular outline, but ver}- pointed at the an-
' ' '0r extremitv, wherc the chitinization reachcs the maximum vcrffiable in the
"Uh posterior extremity sttaight ended. Its length is 1715 g witli the
^dth of 1039 g at the levei of the IV pair of coxae. Sculpture abundant, the
•eavy anterior chitinization being an especial contrast. The submedian setae
ar< atranged in 11 pairs, apart from the group of three pairs of the anterior ex-
trpn;ity : this was verified in a paratype as lhe majority of the setae of the holo-
27
84
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
type were broken. The pair of posterior submedian setae of the shiçld measures
244 p in length and that of the small submedian setae. which are imrnediately
in front of this, only measures 66 p. Circular marks are frequent on the shield.
Legs
Legs I and II enlarged.
Leg I — Coxa with a proximal stout spine, measuring about 80 p in
length by 18 p in width at the base and a distai rigid spine, a little smaller and
finer and of equal shape to the proximal, in this differing clearly from G>-
gantolaelaps mattogrossensis, where the distai spine is substituted by a spine-
like seta, which is pointed and flexible. Distai margin of coxa I with denticles
at the anterior and posterior edges, being larger in the latter. Basifemur I with
two wide setae, the larger being about 440 p and the other about 370 p Telo-
femur also with two long setae of about 370 p and 320 p , respectively. Apart
from these charasteristics both joints have many strong setae. Tarsus I with
weak hains.
Leg II very enlarged. Coxa with two setae, the posterior being long measuring
407 p. At the anterior margin of the coxa is a spine, which is very wide and
sharp pointed. Basifemur and telofemur with a long dorsal seta, the former
measuring 405 p and the latter 190 p. Tarsus II has a few stout spines.
Leg III with two spines in the coxae and spines of the tarsi, wcakcr and
wider than those of leg II.
Leg IV with a seta in the coxa and spines in the tarsi. which are weaker
and wider than those of leg III.
This description is based on the holotype 9 . Xo. 1042 in the collection of
the Instituto Butantan. excepting the gnathosoma, which has bcen described
from that of a pamtypc. dissected for this purpose.
Gnathosoma
Measures 392 p up to the apex of the corniculi. a dissection of a paratype
having been necessary for a minute study.
Palps — Without particularities worthy of note.
Epistoma — Wide at the base, suddenlv narrower towards the apex, which
ferminates in a sharp point.
ifandibula c — Strong, well chitinized ; joint which permits insertion of the
fingers, measuring 300 p in length by 85 u in width. Digitus mobilis 145 p.
28
cm
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F. da Fonseca — Acarological Sotes XXV
85
length, distai extremity curved, as in other species of the genus, with two
teeth distant from the extremities and well separated írom each other; the distai
tooth is 22 u and the proximal 44 p from the anterior extremity. The digitus
frxvs has a larger tooth, situated in a position corresponding with the space
between the two teeth of the digitus mobilis and a smaller one, sub-terminal at
the height of the distai extremity of the digitus mobilis; of the very small inter-
n*diate tooth, which occurs in other species of the genus, there is only a trace
to be seen a little in front of the undilated pilus dentilis, which appears in this
tinger. At the base of the digitus mobilis is the ptãvillus with the usual crown
°f setae and the transparent globose formation, already found in other species.
There is also between the two fingers the same lamellar formation, írequently
found in the genus, where it seems to be constant. Near the base of the digitus
tl*us is the short and dilated seta. already verificd in other species.
Labrum — triangular, long, longitudinally grooved and pilous up to the apex.
Paralabra — wide, and with a rounded apex.
Malac internas — in form of pilous lasciniae.
Styli in form of hyaline stems
Maxillicoxae with the usual setae, the postero internae hypostomatis being
*he longest.
Pima hypopharyngis with 12 series of one to two denticles.
Corniculi of normal chitinization and shape.
Description of the i
The only S specimen found, belongs to the lot Xo. 954. caught on Necto-
,nys squotnipes in the Federal District by Dr. Fabio Wcrncck, preserved in the
c°'Iection of the Instituto Butantan, under the No. 1043.
Male much smaller and narrowcr than the fcmale, of different shape, weakly
^‘tinized.
Idiosoma
1320 p in length by 820 p in width at the levei of the IV pair. the margins
01 fhe body l>eing straight and parallel from the posterior margin of the II
f>a'r up to the middle of the opisthosoma, where it becomes narro wer up to
P°steri0r extremity.
Central side
Holoventral shicld — Of weak chitinization, more pronounced in the lateral
of the anal segment. with reticulated surface. The anterior margin of the
sternal does not present the projection which the females have, the only pro-
8G
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
jection lving at the point in which the genitalia is found. The-e is dlso no trace
of the pre-stemal. The shield has prolongations between the coxae, more -prò-
nounced between the coxae I and II, dilating considerably at the levei of the
posterior margin of coxa IV, occupving nearly the whole ventral zone and leaving
free only the lateral margin. The setae of the sternal zone are in the usual posi-
tion, the anterior, which are the finest. measuring 185 jj, the middle ones 298 p
and the posterior 230 n. The metasternalia measure 194 n- The genital measure
only 160 p. The zone which lies behind this is densily covered with some 80
short and rigid setae, which vary in length from 88 to 110 p. The holoventral
shield becomes narrower in the anal zone, where it aequires a deeper colouring.
the usual seta being visible, the unpaired of about 185 p and the paired
about 90 p.
Tritoslernum — Wide at the base, divided into two narrow lasciniae, pilous
from the point of bifurcation.
Stiginata — at the levei of the space between the coxae III and IV.
Perürematalia visible up to the anterior extremity of the dorsal shield.
Uncovcred ventral side with some short setae.
Dorsal side
Shield of the idiosovia very weakly chitinized, even at the anterior extremity.
having no sculpture in the allotype. At the anterior extremity, the three pair-;
of setae alrcady described in the 9 . Submedian setae as in the 9 . Submarginal
setae very long up to 205 p, app'oximately the same size as the two long posterior
setae of the shield. The two small posterior submedian setae measure only 45 p-
Legs
Lcg I only slightly enlarged; coxa I with two setae and serration at the
distai margin; basifemur I with longcr setae not reaching, moreover, the large
dimensions of the homologous seta of the 9 .
Leg II enlarged. Coxa II with posterior seta much shorter than that of
the 9 . Trochanters, basifemur, tclofcmur, tibia and tarsus with very strong
õpines. visible in the tarsus and in the trochanter, these being the only stroog
spines found.
Coxa III with short and fine seta.
tinathosoma
No minute examination can be made, owing to the retraction of the m*®*
dibuiae. It measures 305 p from the base of the maxillicoxac to the apex of the
corniculi.
30
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
S7
Mandibulae — The joint, which perinits insertion of the mandibulae, is 150 p
ln língth, having puhnUus with a crown oí setae which coúld be seen by trans-
Parency in spite of the retraction of the mandibulae. The digitus fixus, stem-
*ike and curved inwards and flexible, measures abunt 220 p, and looks as if it
"ere crossed by a canal. It was not possible to verify if a lateral process exists.
Labrum triangular, longitudinally grooved, pilous at the margins, ending
'n a sharp point.
Malae internae in form of long, pilous lasciniae.
E pis to ma, paralabra and styl were not seen.
Comiculi very weakly chitinized and extraordinarly elongated, ending in a
•arger.
Rnna hypopharyngis with 12 series of two to four dcnticles.
Comiculi very easily chitinized and extraordinarily elongated, ending in a
P°‘nt which is long and very weak.
VI
Gigantolaelaps comatus, sp. n.
On an unidentified field-rat, caught by us in the grounds of the Instituto
B«taman. S. Paulo, we found a single 2 specimen of a species of the genus
Gigantolaelaps which, although similar to Gigantolaelaps butantancnsis Fon-
SECa- 1935, is distinguished írom the latter by the greatcr Iength of the
5«tae of nea-ly all regions of the body, as may bc seen by comparing the redes-
^ption of G. butantancnsis with the description of the sp. n. which íollows:
Description of the 2
Idiosoma
Measures 1760 u in Iength by 1300 u in breadth at the levei of the IV pair
ln lhe holotype, somewhat ílattened.
Vcntral side
Eternal platc — Measures 400 u in breadth at the levei of the lateral an-
Cfior angles and 480 u at the levei of the lateral posterior by a Iength of 350 u
median line up to the anterior margin of the anterior projection. The
anterior projection reaches nearly the base of the tritostcmum. The surface
p!ate shows reticulation which is more apparent at the sides; the lateral
88
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
and posterior margins are nearly straight, only the former being thickened. The
anterior setae measure 380 /i and the median and the posterior 400 n in length.
Pre-sternal visible at the front and from the sides of the stemal projection, weakly
chitinized.
Metastcrnalia very easily chitinized, as is the rule in this genus, with setae
of 370 n in length.
Genital plate — oí about 520 u, with maximum breadth of 250 p being,
therefore, very slightly expanded behind.
Anal plate — about 220 n in width, by 260 n in length, more or less.
Anus about 80 u and at 40 u from the anterior margin of the plate. Surface
of the plate grooved by longitudinal lines laterally, with anterior angles more
defined. Setae implanted in tuberdes, the paired situated at the back of the
levei of the middle of the anus and very long, measuring about 300 ^ and the
unpaired about 370 p in length. Zone of the cribrum wide, not surpassing,
however, the posterior seta.
The unprotected zone of the ventral side is densily setous and characte-
rized by the length of the setae, which is therefore one of the characteristics of
the species; the majority of them measures about 205 p, the smaller ones being
130 p; there is even one pair at the side of the cribrum with 350 p.
Tritostemum wide at the base, with lasciniae which are pilous from the
beginning.
Stigmata at the levei of the space between the coxae III and IV.
Peritrcmata visible up to the posterior margin of coxa I.
Peritrcmatalia weakly chitinized, seeming to reach the anterior extremity
of the dorsal shield.
Dorsal side
Shield of the idiosoma — Weakly chitinized. as also the whole of the specimen
under consideration. The lateral margin is left exposed and densily covered
with long setae. Surface of the shield reticulated and sculptured. The setae
of the shield are long, thosc of the small posterior pair measuring 162 u and
the majority 260 p, some reaching 300 p. Some circular marks are seen
on the surface.
Legs
Lcgs I and II very enlarged and III and IV also enlarged, in comparisoO
with other species.
Coxa I with two setae, of which the distai is fine. The two long setae oí
basifemur I are even larger than usual, measuring 580 p and 520 p in length-
32
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
89
Telofemur I with the two largcr setae 400 and 330 |i in length. Width of
the basifemur and of the telofemur in the articulation 260 u. Tarsus I with weak
hairs.
Coxa II with long dorsal spine and two ventral setae, of which the poste-
rior with 440 u. Seta of the basifemu- II with 380 u and the width of this joint, at
'be articulation with the telofemur, 300 u. Tarsus II with long and stout setae.
The setae of tarsus III are stronger and longer than those of tarsus II;
those of tarsus IV are longer and weaker than those of tarsus III.
Description of the holotype 5, Xo. 115 in the collection of the Instituto
Hutantan. caught by the author.
Gnathosoma
It measures 390 u up to the apex of the corniculi, a minute examination
baving been impossible, as only the holotypc exists.
Mandibulac wide and stout as in the other species. the joint, which permits
■nsertion to the fingers, measuring 260 u. The digitus mobilis is 135 u in length
and has two teeth, which are distant from each other and from the apcx, which
,s curved. Digitus fixus with strong proximal tooth and two sub-apical teeth
"bich are small and e<iual, seeming in this last characteristic, to differ from
fbe reniaining species. We are not positive about this, as we werc only ablc
to observe it in one of the mandibulac. Pilus dcntilis not dilated nearer the hasal
'fM),h. Pulvillus with transparent globose dilatation and with a crown of setae at
*be base of the digitus mobilis; single seta, short and wide, at the base of the
d*ffitus fixus. Betwecn the fingers of the mandibulac there is a transparent
IÍ1en>branous lamina as has alrcady l>een noted in other specics.
Ixsbrum lanceolated, longitudinally grooved. the point not very fine. pilous
at lhe margins and even in the centre.
Par alabra roundcd at the apex.
3/ axillicoxac and hypostoma with usual setae.
Pinta hypopharyngis with 10 series of one to three denticles.
c) — Redescriptions
In 1935 we presented to the VIII Section of the XII International Con-
?ress of Zoology and published in the “Memórias do Instituto Butantan” a pre-
'narv note dealing with new genera and new species of A cari parasites of
rat' (5). \\re described briefly three new species of the genus Gigantolaclaps
"bich we had observed up to that date in Brazil and which up to the time of
33
7
90
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
this writing are still the only ones found in this country. In the present revision
of the genus ve take the opportunity to give a redescription of the holotypes, to
describe a male and a young and to present the respective drawings.
VII
Gigantolaelaps mattogrossensis (Fonseca, 1935)
syn: Macrolaclaps mattogrossensis Fonseca, 1935.
Fonseca, F. da — Acarological notes XVIII. New genera and speties of
Acari parasites of rats ( Acari , Laclaptidae) . Preliminary note in Memórias do
Instituto Butantan X:17.1936.
Fonseca, F. da — New genera and species of Acari Laelaptidae from Bra-
zilian rodents. In C. R. XII* Congrès Intern. Zool. 3:1597. 1937.
VII
Redescription of the holotype 2
Gigantolaclaps mattogrossensis was originally describcd by us from material
caught in Porto Joffre, State of Matto Grosso, Brazil. on the rat Holochilus
vulpinus Brants, by Dr. Fabio Werneck. We subsequently had the opportunity
of receiving the same species from Crato, State of Ceará. Brazil, living as a pa-
rasite on the rat Holochilus sciureus Wagner, caught by Dr. Hermann Lent and
from Tobacal, Salta, Argentine Republic. living as parasites on undctermined
field-rat, caught by Proí. Salvador Mazza.
The species is similar to Gigantolaclaps goyancnsis, sp. n., from which it is
distinguished by the distai seta of coxa I which is thinner in G. mattogrossensis
and by the length of the stemal, smaller in G. mattogrossensis; it is also similar
to G. penivianus Ewing 1933, from which it may be distinguished by the fact
that in G. mattogrossensis there are two long setae in the basiíemur and two ú'
the telofemur, whilst Ewing only reports onc seta in each of these joints for his
species ; it is also distinguisliable by the aspect of the posterior and anterior mar-
gins of the sternal plate, as may be seen from Ewing figure (3).
Idiosoma
Large species, the holotype measuring 2350 u up to the apex of the palps.
well chitinized, very pilous, with some very long setae in the plates and in the
Iegs.
34
cm
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F. da Fonseca — Acarological Soles XXV
i»l
Idiosoma 1900 p in length, the breadth in the holotype, which is somewhat
flattencd by the mounting, measuring 1528 p at the levei of the IV pair.
V entrai side.
Sternal plate very chitinized. the lateral margins being slightly coneave and
posterior slightly convex, both thickened. Anterior margin with stout median
Projection which occupies nearly the whole prestemal zone. not reaching how-
ever. the base of the tritostemum, which is encircled by a pre-sternal plate of
"eak chitinization. Antero-lateral angles more pronounced. Surface of the reti-
^lated plate somewhat less chitinized at the levei of the anterior median pro-
jection. The plate measures 370 n in breadth at the levei of the antero-lateral
^gles and 444 a at the levei of the postero-lateral. being 310 n in length in the
holotype; the length in other specimens examined varies between 260 m and
P» distinction being made in the case of G. goyanensis, as has already bcen
Pointed out. Of the setae the anterior are 325 p, the middle ones 347 p and
[he posterior 350 |i, having the same aspect as the other species of the genus.
"^le anterior sternal projection is 88 p in length by about 295 ^ in width at the
^asc- Pores with usual position and shape.
The pre-sternal plate appears more clearly than in G. goyanensis, in shape
a grooved stripe, which borders the anterior projection of the sternal plate.
The metasternalia chitinized at the levei of the posterior margin of coxa III,
"here setae of 320 n are implanted; thin anterior and posterior prolongations.
Tritostemum of wide base, with lasciniae, which are pilotis from the point
bifurcation, reaching the levei of the posterior setae of the hypostoma.
Gcnito-ventral about 555 in length by 300 a in breadth somewhat more
^Panded at the back than in G. goyanensis, a certain variation in width being
n°ticenble in other specimens, in which it is narrower than in the holotype. The
chitinization is less than that of the sternal, the rcticulation is wide and the
^Ipture. represented by three lightcr spots at the levei of the genital setae,
ree on each side, well separated. Genital setae of 280 n- At the levei of the
Interior margin there are depressions corresponding to the implantation of the
<t'!c at lhe levei of the middle of the anus, 185 p in length. and unpaircd 310 p.
sntall plates on each side between the genito-ventral and the inguinalia and
aUother one nearly touching the genito-ventral.
■Gial plate separated from the posterior margin of the genito-ventral bv a
5Pace of 407 a in the holotype. Its length is impossible to measure in the holotype.
2^* acc°mpanies the posterior margin of the idiosoma, the largest width being
w . The general form is triangular, the surface reticulated and the lateral mar-
j,rií °iore chitinized, principally at the levei of the anterior angles, where thcy
rrn a projection. Anterior margin slightly convex with central depression. Paired
92
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
setae at the levei of the middle of the anus, 185 a in length and unpaired 310 M
Anus at about 50 a from the anterior margin of the plate.
Setae of the exposed ventral zone. nutnerous, measuring from about 100 p
to 230 a in length.
Inguinalia — Inguinal plates very chitinized. triangular, the greatest diameter
being about 75 p.
Stigmata at the levei of the space between the coxae III and IV.
Pcritremata visible in long extension.
Pcritrcmatalia without posterior prolongation. with wider zones. heavily
chitinized from the II pai r onwards. passing to the dorsal side. where they can be
followed up to the anterior extremity of the dor>al shield.
Dorsal side.
Dorsal shield with regular lateral inargins. leaving a wide lateral and poste-
rioi margin uncovered, of lieavier chitinization at the levei of the anterior zone
of the lateral margin and anterior extremity. Posterior extremity slightly con-
cave. Length 1590 n and width 1030 n at the levei of the IV pair. The setae of
the shield have the usual arrangement. There are three jwirs at the anterior
extremity and about 1 1 submedian pairs, the first of which is very long. of about
300 p and the posterior of 225 p. the small submedian pair, which is directly in
íront of the posterior jKiir, measuring 80 p. The submarginal setae are also long-
The surface of the shield is reticulated and has numerous circular markings and
abundant sculpture.
Legs
Lcgs I and II enlarged.
Coxa I with strong proximal spine about 78 n by a width of approximately
15 p at the base, and a distai seta of about 80 p, which becomes rapidly sharp.
ending in a thin point. in aspect very different from its homologue in G. goyu'
nensis. Basifemur I with two long setae of 405 and 370 n respectively and telo-
femur also with two of 260 and 230 ^ respectively. Tarsus I with fine hairs.
Leg II very enlarged. Coxa II with posterior seta of 407 M . At the anterior
margin of coxa II is a wide dorsal spine. Distai margin of the middle joint with
denticles. Basi- and telo-íemur each with a longer seta, measuring respectively
405 and 185 p. Tarsus II with strong setae and a longer basal one of 205 n-
Coxa III with the two usual strong spines and tarsi with longer and finer spines
than those of coxa II. Coxa IV with one seta tarsus IV with and fine setae-
Redescription of the holotype. which is Xo. 15 in the collection of the Instituto
Butantan.
36
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
93
Gnathosoma
Excepting the mandibulae and the epistoma, which could not be examined in
l^e holotype. the description of the gnathosoma coincides with that of G. goya-
ncnsis.
VIII
Gigantolaelaps butantanensis ( Fonseca, 1935)
syn. : Mac rolada ps butantanensis Fonseca, 1935.
honseca. F. da — New genera and especies of Acari Ladaptidac from Brazi-
**an '°dents. In C. R. XIP Congrès Intern. Zool. 3:1597.1937.
Fonseca, F. da — Acarological Notes XVIII. New genera and species of
Acari parasites of rats (Acari Laclaptidac). Preliminary note. in Memórias do
,n*ituto Butantan X:17.1936.
This species was originally described by us in 1935 (5) from material caught
’n a field-rat. Orysomys eliurus Wagner (Xo. 226), Butantan. São Paulo,
az". Subsequently we obtained material from rats of undetermincd species
nus the suburbs of the dty of S. Paulo and from Barra do Rio S. Domingos,
**** of Goyaz. A S was caught in the laboratory.
This species also resembles anothcr now described, Gigantolaclaps comatus,
SP- n-. from which it is mainly distinguished by the presence of long setac on the
%çntral side of the latter.
Redescription of the 9 holotype.
Species of normal size for the genus. the holotype, which is moreover some-
flattcned by the process of mounting, measuring 2350 ^ up to the apex of
ç l'aIPs or about 2100 n up to the apex of the corniculi.
Idiosoma
for
400
'^20 p in length, the width in the holotype is 1500 p; making an allowance
flattening of the especimen, it should not in reality cxceed 1300 p.
Glernal platc with the normal aspect of the genus, measuring about
1* m width at the height of the antero-lateral angles, and about 510 p
37
’J4
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
at the levei of the posterior, by a length of 320 p at the median line, up to the
margin of the anterior projection. Tlie anterior median projection measures
about 90 p in length by about 240 p in breadth at the base. reaching the tri-
tostemum. Of the pre-stemal only a stripe is seen, which encPcles the projection
of the sternal. Anterior pair of setae about 340 p in length, already inserted in
the anterior projection ; middle pair 370 u and posterior about 350 u in length.
The surface of the plate is reticulated and the posterior and lateral margins
very thick. Between the coxae I and II a prolongation of short extension.
Pores of normal situation.
V entrai side
MetastcrnaUa weakly chitinized, enlarged, with setae of about 350 p equal
to the sternal setae.
Gemto-vcntral 450 p in length, or 550 p including the epigyne, by 260 p at
the widest jxiint, the Ieast width being 225 p; the posterior dilation is, however,
insignificant. The pair of genital setae measures 290 p. The surface of the plate
seemed smooth, but, as the specimen was mounted with the ventral side under-
neath, its deamess was reduced in the examination with a great enlargement
and it was not possible to examine it through the slide, since its thickness did
not provide sufficient focal distance. Three light submedian marks on each side
at the levei of the genital pai- constitute the whole sculpture of this plate. The
small enlargement of its posterior part results in the setae of the uncovered ven-
tral surface being sufficicntly íar from the plate, for the latter to show hardly
any impressions.
Anal plate — Lies at about 380*1 from the posterior margin of the genital
in the holotypc, which is a pregnant 9 . with a larva visible by transparency.
Length 280 p by 240 p at the widest point, with anus about 30 p from the ante-
rior margin. Paired setae at the levei of the posterior extremity of the anus.
200 p in length. Unpaired seta of 340 p. Cribrum not exceeding the point of
implantation of this seta. Surface of this plate reticulated, with angles of
punctuated aspect.
Uncovered ventral surface with numerous setae of 125 *i up to 300 *i , this
length being only attained by the posterior submedian. the pair which is in front
of the anal measuring 190 p.
Stigmata at the levei of the space bctween the III and IV pair of coxae.
Pcritrcma with tube visible up to the posterior margin of coxa I.
Pcritremalalia without visible posterior prolongation, very chitinized in
front, reaching the anterior extremity of the dorsal shield.
Dorsal side.
38
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXV
95
Dorsal shield with anterior extremity pointed and posterior with reentrance
,n obtuse angle, 1650 n in length by 960 ^ in width at the levei of the IV pair.
1 e anterior and posterior marginal zones being left uncovered. The 6urface is
[ehculated with sculpture of light marks, more abundant in the anterior zone.
e ^terior extremity. heavily chitinized, has the usual three pairs of setae and
°ne P2'1- of pores. The submedian pair which follows those is very long. 330 n
■n length. The posterior submedian pair is 280 n and the small smooth pair behind
ls m€asures 162 g, being, however, much larger than usual and comparable
•° that of G. comatus. The reinaining setae of the shield are all very long, the
^jority measuring 260 to 300 p.
Legs
Rrst and second pair enlarged.
Coxa I with two setae, of which the distai is much finer. Basifemur I
°nc extrcmely long seta, of 540 p and another one of nearly the samc sizc,
„ ^ Te,°lem«r I wide 220 p with a seta of 370 p and others of 240
*611 further strong setae which are, however, shorte- being visible in both
Jj*nts. Tarsus I with thin hairs.
Coxa II with two setae, of which the posterior with 380 p and the anterior
rí* Basifemur II with seta of 260 p in length. Telofemur II with 260 p
1 the widest point and with a dorsal seta of 185 p. Tarsus with strong spinc-
,lke setae.
th ^°Xa ^ wi*h two spines and tarsus III with stronger and longer setae
n those of tarsus II.
Coxa I\ with a single *cta; ta_sus IV with very long and fine setae. All
tarsi with pukUlus and strong claws, exccpting the tarsus I, in which the
are weakcr.
Holotype Xo. 14 of the Instituto Butantan collcction.
Gnathosoma
t* ^ mcasures 400 p up to the apex of the corniculi and about 640 p up to
aP®x of the palps.
^'.ea ^andlbulae — Tlte joint which permits the insertion of the mandibulac
of s ‘"S 300 1‘ in length by 75 p in width; it has a pulvillus with crown
ae at the base of the digitus inobilis and short seta at the base of the
39
96
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
digitus fi.rus. Digitus mobilis ot curved extremity with two teeth well se-
paratcd and distam from the apex. Digitus fixus with one subterminal
tooth, a ve rs- small one directly behind this and another one, the large-, very dis-
tant; the pUus dentilis, not dilated, is implanted between the two last men-
tioned.
Labrum with the usual lanceolated shape, longitudinally grooved and pilou»
at the margins.
Styli in form of stems. which are 6lightly curved inwards and oí externai
situation.
The remaining parts are not visible in the holotype.
Description of the 3
The only male found amongst numerous ícmale specimens examined froni
many hosts, was that taken from a field-rat of undetermined specics. Xo. 413,
caught by us at Butantan, São Paulo, on 12-7-34.
Like the <3 of Gigantolaclaps giltnorei it is an acarian of nearly elliptical
contour; anterior extremity more pointed, without shoulders, sctous body, the
setae, howcver, being fine. and spines only visible on leg IF.
Idiosoma
The idiosoma measures 1508 u in length by 1100 p at the widest point
at the levei of the coxae IV.
Vcntral side
Tritostcrnum fine, íorked. rclativcly short. filamentous.
Vcntral platcs sunken. with median chitinization, rcticulated. Sternal zonc
with anterior projection as in the female of the genus, but much less pro*
nounced, nearly the whole of the projection being occupied by the opening
of the masculine genital organ ; this aspect differs, however, from that of
Gigantolaclaps giltnorei, sp. n., in which therc is no such projection in the & •
Lateral margins of the sternal zone somewhat thickened. Anterior setae oi
the sternal with 230 |i implanted in the inferior limits of the projection. MediaU
setae of 244 u and posterior setae somewhat unequal. 244 n on one side and
260 u on the other. In front of the sternal can be clcarly secn the presternal of
easy chitinization, depressed in the centre of the anterior margin, not tou-
ching the tritostemum. Metasternal setae of 220 Mand genital setae of 228 >*•
40
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Soles XXV
97
The ventral zone is expanded directly behind the legs of the I\' pair covering
lhe whole region up to the inguinal zone and becoming gradually narrower
■ackwards up to the anal. with undulated margins and with reenfances; on its
surface there are about 70 fine setae of 105 to 150 g, there being, however,
setae in this region than in Gigantolaclaps gilmorci. The anal platc is
‘hstinguished from the ventral by the more elongated reticulation, its outline
'» more rounded than that of G. gilmorci. The cribrum does not cxceed the
*'e'- of the implantation of the unpaired seta. The anus. elliptical, measures
M- The paired setae are at the levei of the posterior extremity of the anus
an'l measure 135 p and the unpaired on, fine and flexible, like the paired,
R*asures 220 p.
Stigmata at the levei of the space between the coxae III and IV.
P cri trema visible up to the middle of coxa II.
Pcritrcmatalia visible up to the anterior extremity of the shicld, more
chitinized from the coxa II onwards, with more cnlargcd zone between the
Coxac II and III, a posteior prolongation to the stigmata having not l>ccn
*een.
Dorsal side
Dorsal shicld covering nearly all the idiosoma, measuring 1470 g in
j^th by 920 g in breadth at the levei of the IV pair ; this is distinguished
ro,n that of Gigantolaclaps gilmorci principally as it lias the posterior extre-
In,,.v chamfcrcd as in the 5 . this chamfcring. however, being less p'onounced.
Its pilosity is scanty. the .>-etae being fine and long. The small setae of
posterior submedian pair measure 76 p, being. there forc, somcwhat
^oiallfr tlian in Gigantolaclaps gilmorci. The surfacc of the shield is reticu-
■‘ted, with more abundant sculpture in the median zone of the anterior half
*nd has some pairs of circular marks.
Legs
1?5
Relatively fine, only the Ieg II being slightly enlarged.
Leg I with two long setae at the dorsal side of the basifemur, of 250 n and
u rcsj>ectively, without spines; tarsus I with fine liai rs.
Leg II
somewliat enlarged. basifemur II with a long dorsal seta, of 168 m.
' a short ventral spine. A short spinc in each of the two following joints; tarsus
II .
“u two strong spines, of which the largest is thz median. ventral, of 52 p
stout setae
4t
98
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Tarsus III with stronger setae than those of tarsus II, and tarsus IV with
longer setae, which are, however, weaker than those of tarsus III.
Allotype ô Xo. 1002 in the collection of the Instituto Butantan.
Qnathosoma
It could not be accurately examined as it has suffered distorsion in the
holotype.
Maxillicoxae with the usual setae, the postcro internac hyposlomatis being
the widest.
Corniculi only slightly chitinized and very elongated, as in GigaiUolaelaps
gilmorci, sp. n., recalling the aspect of the corniculi of the S S of Ixobioides
butantanensis Fons., 1934.
Paralabra rounded at the apex, membranous, with some short hairs at the
point.
Malae intemae short, hardly visible.
Styli invisible.
Mandibulae with short. wide iixed fingers ; it seems to be crossed by a
canal with a short and fine prolongation at the union of the 1/3 anterior with
the 2/3 posterior, at the internai side.
Epistotna membranous, sharp pointed in the apex.
Deutonympha
Only two specimens were íound in the abundant material examined, the
other phases, protonympha and larve, not having been secn.
The general characteristics agree with those of the female, which they great-
ly resemble, the chitinization, however, being much less; measuring al>out 1450 I»
up to the corniculi.
Idiosoma
Much longer than wide, 1340 p in length.
Vcntral side
StcniaJ-mctastcrna! — Of very weak chitinization, with maximum width at
the sternal zone 214 p, narrowed in the metastemal zone, in a general form of a
42
F. da Fonseca — Acarological Soles XXV
99
^cket, measuring 440 m in length. reaching the levei of the genital setae. Anterior
setae of 148 n . middle ones 170 m. and posterior 165 /i. Tliere is no proje-
aion at the anterior margin as in the 9 9 .
Prc-stcrnal of still weaker chitinization. reticulated. reaching the base of
tritosternum.
length.
Setae of the metasternal zone 130 u and of the genital zone 110 |i in
Anal platc triangular, of anterior margin nearly flat. 185 m in length by
m in width, of reticulated surface, with anus 50 n from the anterior margin.
Paired setae situated in. levei a little behind the middle of the anus. measuring
122 u and unpaired seta 165 /». Cribrum rising laterally up to the levei of the
“npaired seta.
Stigmata at the levei of the IV pai: of coxae.
Pcritrenui with fine tube, vkible up to coxa I.
Pfritrcmatalia much less chitinized than in the 9 9, visiblc up to coxa I.
Tritosternum wide at the base, with long lasãniac, which are pilous from
^>e’r point of origin.
Dorsal side
Dorsal shidd covering nearly all the idiosoma, reticulated, slightly chiti-
fiizçrj vcrj. scuiptured, measuring 1320 n in length by 740 n in width at the
!çytl of the IV pair. The setae havc a vcry similar aspect to thosc of the 9 9.
Posterior pair measuring 170 p and the small pair, which is directly in from
^ lhe latter 68 #i . The shicld is not so pointed in the anterior extrcmity. nor so
^'bnized as in the 9 9 and the middle pair of the setae of this extremity is
tarlv tumed outwards. The lateral setae of the shicld are larger than the
'^«iiedian, cxcepting the first submedian pair which is long.
Legs
coxae have no spines, showing only the usual setae. The posterior
of coxa jj Jjjjj not t^e çxaggcrated development which is to bc seen in the 9 .
hc tasifemur I has two longcr setae. the larger of which, howtver, does not
e*Cc*d 130 p in length. Telofemur I without lonc setae. Basifcmur II with
^mewhat larger seta. of 108 n . Of the tarsi the third pair has stronger setae.
'*'e legs only leg II is somewhat enlarged.
, ^utonimpha described from specimens caugth on field-rats Zygodontomys
an,ír«M Lu Nd, No. 744 and the undetermined species No. S00 together with 9 9
43
100
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
of Gigantolaclaps butantanensis, in Butantan, State of S. Paulo; Xos. 1004 and
1007. in the collection of the Instituto Butantan.
(inathosoma
As far as it was possible to acertain without dissection, this showed no
difference from that of the 9 ; the labrum. however, seenied shorter and the tnaloc
intcmae more developed. The teeth of the digitus fixus could not be examined
either, due to the bad position of the mandibulae.
Gigantolaelaps brachyspinosus i Fonseca. 1935)
syn. : Macrolaclaps brachyspinosus Fonseca, 1935.
Fonseca, F. da — Acarological Xotes XVIII. New genera and species oi
Acari parasites of rats ( Acari Ladaptidae). Preliminarv note. In Memórias
do Instituto Butantan X:17.1936.
Fonseca, F. da — Xcw genera and species of Acari Laclaptidae from Br3-
zilian Rodents. In C. R. XII* Congrès Inter. Zool. 3:1597.1937.
Only the 9 holotype of this species is known, caught m Porto Jofíre. State
of Matto Grosso, by Dr. Fabio Werneck on the field-rat Holochilus vulpinu s
Brants, this holotype, morcover, badly pre.cved, and lacking legs and numerous
setac; it figures in our collection, at the Instituto Butantan, under the Xo. 16.
The species is characterized by the fact that it has strong spines in the
unchitinized zones of the body, principally at the lateral margins of the idiosonia.
as also real spurs at tarsus II.
Idiosoma
It measures 1770 u in length by about 1300 p in width.
Ventral side
Stcrnal platc — It has the antcro-lateral and postero-Iateral angles p ojccting
as also two submedian projections at the postenor margin, which can be
outlined in certain species of the genus. The median projection of the anterior
margin reaches the base of the tritostemum. The plate measures 300 u in width
at the levei of the anterior pair of setae and 420 n at the levei of the postero*
44
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Soles I.W
101
kteral angles. The length at the inedian line is 260 ji. Oi the setae of this
plate only one posterior is preserved in the holotype, measuring 340 n in length.
■\fctastenwlia only slightly chitinized, with setae oi 300 g.
Genital plate short, al>out 460 a in length by 209 a at the widest point; it
*" ^owever, very slightly expanded posteriorly. In the zone of the genital setae
r': are some sculptured marks, the plate not seeming to be reticulated. The
®en,ta4 setae. broken at the base. could not be measured.
Anal plate at about 370 u from the genital, of about 220 p in length by 200 p
111 "ith thickened angles and paired setae at the levei of the posterior
^^gin of the anus and not at the levei of the middle of the anus as is said in
C °nS,na! description. Anus at about 35 /i from the anterior margin of the
e anc* °f 65 a in length. The anal setae do not exist any more in the holotype :
dedueed from the implantation that the unpaircd one must be the larger.
zone of the cribrum does not go bcyond the implantation of the unpaircd seta.
Trilostemum wide at the base and with lasciniae which are pilous from the
P°'nt of emergence.
Setae of the exposed zone of the ventral side distinct in the median and
“mcd'an zones and in the lateral ; in the former they are fine and only aliout
•* ,n " idth at the base. and in the latter they are wide, real spines alxmt 80 p
^ length by 10 n in width, the greatest width being in the lateral anterior zone
. l^c idiosoma. A submedian posterior pai- is fine and long, measuring 160 p
length.
GGgniata at the top of the space bctwecn the coxac III and IV.
Tube of the peritrema visiblc up to the anterior margin of the coxa I.
Deritrcmatalia visiblc up to the anterior extremity of the dorsal shicld.
Dorsal side
j I>0rS(d sliield 1350 n in length by 790 n in width. with posterior extremity
lhe lcatc<' rcticulated surface, with abundam sculpturc. .Vil that can be said of
^ ^«tae of the shield is tliat they must be wide. as can be presumed from the
s of implantation, and that the submedian posterior pair of small setae
^5u-c 75 p.
n ar>terior uncovered lateral zone of the dorsal side lias, like the ventral,
rr,u> strong spines which characterizc the species.
Legs
I and II enlarged.
rn the
— - TOxa I only the distai thin seta is preserved. In the basi - and
. CniUr botli enlarged, there are implantations of strong setae, devided at
'c Tarsus I with fine liairs.
Z5
102
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Coxa II with posterior seta of 180 p. Tarsus II short and wide with an
enormous apical spur 80 p in length by 30 p in width at the base and a thimer
one at the middle of the joint.
Coxa III with wide posterior spine.
Coxa IV with wide setae and tarsus IV with spine-Iikc and Iong setae.
Gnathosoma
Episloma lamellar. wide at the base and pointed at the apex.
Mandibulac — The joint which permits the insertion to the fingers of the che-
licerae measures about 90 p at the greatest width and shows the pulvillus with
a crown of setae at the base of the digitas mobilis and a small wide seta at the
base of the digitus fixas. Digitus mobilis oi curved apex, with two teeth
separated from each other and from the distai extremity, the próxima] somewhat
larger. In the digitus fixus only the proximal and the distai tooth, and a dcntilis,
situated bctween them, could be seen, owing perhaps to the position of the
mandibulae.
Labrum Ianceolatcd, pilous, groovcd longitudinally.
Mallac intcmac seemed to have aspect of pilous lasciniae.
BIBLIOGRAPHY
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(Trabalka da d* ParaolaUf ta * PralanaUfia d» IniUl»1*
Butantan. Dada à paMieidade rm Junha de 1939).
46
cm
SciELO
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616 968.5:595.42
NOTAS DE ACAREOLOGIA
XXVI. Novos estudos sobre o genero Laelaps Kocn, 1836
(Acari. Laelaptidae) .
POR
FLAVIO da FONSECA
( com 9 figuras no texto)
Em 1935 foi-nos dado publicar o resultado de uma primeira inspeção da
feuna brasileira de acarianos pertencentes ao genero Laelaps Kocn, setisv
strKtu (1).
Abandonado o conceito lato do gcncro. contemporâneo de Berlesc e ainda
0,1 vigor até o fim do primeiro quarto deste século, como o demonstram os tra-
lho-, de Ewing cm 1925 (2) e do Conde Vitzthum cm 1926 (3), pareceria lo-
P» prever grande abalo na ir íportancia do genero tipo da íamilia, redundante da
d»Persão. por novos géneros que iam sendo propostos pelos especialistas, de toda
Uma serie de cspccies. nele até então incluídas e de numerosas outras a descrever.
Tal previsão, porém, {>arece-nos destinada a completo desmentido pelas re-
ates aquisições da sistemática do grupo.
Limitada a acepção generica por Stanley Hirst, cm 1926 (4), reduzida por
'tzthuin no mesmo ano (3), restringida por Ewing, primeiro em 1925 (5) e
^ ^guida, mais energicamente, em 1933 (6), foi o seu valor sistemático preci-
p com vigor ainda maior, quando, em 1935, crcámos os generos Mysolaelaps
f<NX Ichnolaclaps Fons., (7) c Cavilaclaps Fons. (8). Apesar dessas succssi-
_ Mutilações, conservou, todavia a diagnose do genero Laelaps amplitude bas-
ante Para incluir, no primeiro estudo feito sobre a fauna brasileira, as cinco
n°'as espedes propostas no trabalho citado (1).
Passados mais dois anos de coleta de material acareologico, já se toma, cn-
necessária nova e mais profunda incursão na sistemática do grupo. Em-
1
1 U4
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
bora venham simultaneamente descritas, em outro trabalho desta mesma publi-
cação (9), cinco novas especies que, até 1929. antes da vinda à luz do trabalho
citado de Ewing. seriam certamente incluídas no genero Ladaps. sei> outras esj>c-
cies coincidem ainda plenamente com a diagnose restrita hoje admitida.
Tal abundancia de material demonstra a importância sistemática e parasi-
tologica do genero em estudo e bem justifica a opinião externada pelo notável
acareologista Conde Vitzthum ao descrever Ladaps jettmari Vitzthum. 1930 (10).
quando asseverava que o genero Ladaps não tinha ainda sido trabalhado como ja
o permitiam os conhecimentos da epoca.
Si tal conceito exprime a verdade para a fauna de regiões melhor exploradas
sob o ponto de vista acareologico. é ainda mais aplicavcl às condições do Brasil,
onde bem se poderá assegurar que sobre a sistemática deste grupo nada havia
sido feito antes de 1935. A esta asserção somos levados por não nos ser possível
continuar a admitir a inclusão neste genero da especie Ladaps brasilicnsis Ewing.
1925; tanto quanto podemos induzir da descrição sumarissima do autor da es-
cie (2), é no genero Caviladaps Foxs., 1935 que se deverá encontrar a correta po-
sição sistemática para este acariano.
Segundo a revisão bibliográfica e sistemática que levámos a efeito ao ela-
borar o presente trabalho, o numero de especies que podem ser incluidas no ge-
nero Ladaps , tal como deve ser atualmente compreendido, orça em pouco mais
de trinta, das quais mais de um terço ( onze especies autóctones c «luas cosmopo-
litas) caberão ao Brasil, onde. aliás, está por explorar a fauna, sem duvida ri-
quíssima. do distrito amazonico.
1. Laelaps berlesci. sp. n.
(Figs. I e 2)
Especie grande para o genero. muito pouco quitinizada. lembrando de muito
perto Ladaps echidninus Berlese. da qual a distingue sobretudo a largura «la
genito-vcntral. que é. além disso, angulosa.
Descrição do holotipo 9
(Fig. 1)
Idiosoma
O idiosoma mede 1012 u de comprimento por 735 [i de largura ao nivel <i°
4.° par. A forma é oval muito regular, não apresentando o aíilamento da extre-
midade anterior característica de Ladaps cchidinus Berlese. segundo o fez no-
tar Vitzthum (5).
->
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI
105
Face rentral — Tritostemo piloso. Placa estemal levemente reticulada,
quasi quadrada, medindo 243 de comprimento por 250 /ide largura no lado an-
terior (excluídos os prolongamentos) e 281 no bordo posterior. O bordo ante-
n°r é levemente proeminente no meio, sendo os laterais retos na metade ante-
por e curvos na posterior; o bordo posterior é levemente concavo no meio. A
Pjaca apresenta prolongamentos extensos entre as coxas I e II e curtos entre
e Das cerdas. cuja situação é normal, as posteriores são pouco mais alon-
*adas; medindo 190 /i; as medias têm 182 M e as anteriores 168 M. Os poros são
c°nstituidos por fendas muito estreitas com um ponto mediano dilatado. O retículo
««tente à frente da esternal trae a presença de uma pre-estemal, mal aparente
ev’do à fraca quitinização da especic.
As metaestemais são curtas e relativamente largas e têm uma cerda de 190 u,
«ndo exatamente ao lado do intervalo entre as coxas III e IV.
Oenito-vcntral — A genito-ventral, íracamente quitinizada como todas as pla-
desta espede, tem confonnação muito caraterística. lembrando de perto a de
ae/<j/\r echidninus. Distinguc-sc, todavia, facilmente desta especic. por ser a zona
hÜÜÍT niUÍt° maÍS alargada’ copando todo o intervalo entre as coxas IV que
egani a ser por ela tocadas. Alem disso, o alargamento da zona expandida
! muito mais à frente do que em L. echidninus, sendo bem mais pronun
?a,,° do que nesta espede. Lateralmcnte também os bordos são diferentes, po-
?r‘d°'Sc mesmo classificál-os de angulosos c sinuosos. O bordo posterior, po-
^ comporta exatamente como o de L. echidninus, quasi tocando o bordo an-
. °r da anal- A superfície da placa é sulcada por 4 ou 5 linhas transversais si-
osas. ta! como em muitas outras espedes do gencro. As cerdas genitais im-
*adas proximo dos bordos, medem mais ou menos 166 /i c são flexíveis. O
j*r Entrai anterior fica mais afastado do bordo. O par vcntral medio fica
atrá*. do ponto anguloso do bordo, existindo entre os dois um poro cir-
3r no k°rdo da placa. As cerdas posteriores estão situadas bem à frente do
^ posterior da placa. Quanto à distancia entre o bordo posterior da genito-
, ra e ° anterior da anal, é por tal forma diminuta, que as duas placas parecem
se na linha media, não excedendo 2 /. o intervalo nesta zona.
^ anal — Muito regularmente arredondada no bordo anterior c nos an-
Cçr^’ ,nicde 188 /i de comprimento até o apice do tubérculo da implantação da
a ImPar- nao tendo podido ser medida até o cribrum por acompanhar a cur-
]0.^ra da niargem posterior do corpo. A largura maxima, ao nivel dos angu-
_pIaca é exatamente igual, 186 p. O anus fica a 45 Mdo bordo anterior c
tfenr 56 U dC comPrimento- As cerdas P^es ficam exatamente ao nivel da ex-
'dade posterior do anus e medem 102/.. A impar, muito mais forte,
I6om
lacas inguinais Mais longas do que largas, com 54 /. de comprimento.
cm
JSciELO
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10G
Memórias do Instituto Butantan — Tomo Xil
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV. Pcri trema visível
apenas até o nivel do bordo posterior do I par. Pcritrcmatalia prolongando-se
posteriormente aos estigmas como é normal no genero.
Facc dorsal — Escudo dorsal cobrindo todo o idiosoma, fracameme quitini-
zado, reticulado, sem escultura aparente, de bordos regulares, com a extremidade
anterior mais estreita, mas não tão pronunciadamente quanto em Laelaps echid-
ninus.
Além dos tres pares de cerdas anteriores do escudo, dos quais o primeiro,
projetado para frente, é o mais curto, medindo 58 /x , e o terceiro o mais longo,
com 150/x , lia ainda dez pares de cerdas submedianas. O par posterior é o
mais longo e mede 190 p. Dos lados do penúltimo par, que mede 98 p. vêm-se
duas manchas circulares. Além desses ha ainda cerca de 60 cerdas no escudo,
quasi todas lisas, só em algumas sendo observadas farpas.
Patas
•
Das patas as do par IV são as mais longas, medindo 1012 p e as do par U
as mais largas. Coxa I com espinho distai e ccrda fina proximal; coxas II e III
com espinho posterior e cerda encurvada anterior; coxa IV com pequena ccrda
espiniforme mediana; dos espinhos das coxas o da coxa II é ligeiramente maior
e o da coxa III o de ponta mais aguda; o rebordo anterior das coxas apresenta
pecten de cerdas curtas, mais nitido nas coxas I c II. Fêmures das patas I c H
um tanto alongados, com 2 cerdas mais longas. Tarso 1 com cerdas finas c tarsos
II — IV com alguns espinhos mais fortes e longos no tarso III.
Gnalosoma
P aipos — Medem 220 do l.° ao 5.° articulo, apresentando o l.° articulo
apenas as 2 cerdas ventrais, das quais a distai longa.
Maxillicoxac — Com cerdas de 34 p.
Rima hypofharingis — Com series de 2 ou 3 dendculos.
Hypostoma — Pouco quitinizado, com as cerdas postero-extemas mais lon*
gas medindo 76 p.
Corisiculi — Fracamente quitizinados.
Epistoma — Membranoso. largo, de bordo anterior denteado.
Labrum — Membranoso, triangular, piloso nos bordos.
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI 107
Paralabra — Meinbranosos de bordo denteado.
Malae intcrnae — Curtas, estriadas Iongitudinalmente.
Styli — Em forma de liaste de ponta recurvada.
Mandíbulas — Normais, medindo o genual 162 u de comprimento por 38 p
de maior largura, com pulziUus com cerca de 10 cerdas largas para trás do
Wtus mobitis e pequena cerda no ponto limítrofe com o digitus fixus. Digitus
obífis com 70 u. provido de dois dentes mais ou menos iguais. Digitus fixus
"°ni Cefda de 58 u. apresentando tres dentes menores do que os do digitus
'n°bilis, dos quais o mediano é o maior e pilus dcntilis de 20 p, não dilatado.
Descrição do $
(Fig. 2)
Idiosoma
í>OU:o quitinizado, medindo 845 M de comprimento por 590 de largura
50 da coxa IV, de forma oral regular, sem espaduas.
Face vcntral
Waca holoventral começando ao nivcl <lo bordo anterior da coxa II. com rc-
1011 a‘*f> n,t>do. que lhe confere aeqieto escamoso desde a região cstcrnal ate a gc-
lta*‘ No bordo anterior da região cstcrnal faz saliência na parte media, o orgão
'^sculino, para fóra do qual ficam insertas, no proprio bordo, as cerdas anterio-
tes '*a csternal, que medem 120 u, sendo ligeiramente menores c mais fracas «lo
!>H as (I°s dois pares posteriores, que medem rcspcctivamentc 130 e 152 g. As
rrr<las metaestemais são iguais às esternais posteriores c as genitais iguais às
tenores. Existem ainda na zona genito- vcntral. que e largamer.te expandida,
"'passando o nivcl «las coxas, mais quatro pares de certlas. No alotipo vê-se
^'n<la a esquerda mais uma cerda. que à direita está implantada no tegumento
. SCO >Crto. As cerdas anais pares medem 76 a c ficam ao nivcl do bordo poste-
«la 00 anus‘ ^ cerda impar tem o dobro «lo comprimento dos pares. As cer«las
P-acas são todas lisas, -em entalhe. A supcrficic vcntral descoberta do opisto-
Vnna apresenta do lado externo cerca de 12 cerdas. das quais as duas posteriores
to ^is longas, todas farpeadas.
Na vestígios de uma prc-estemal caraterizada por estriação transversal.
Tritostcnio com lasciniab pilosas desde a base.
» . s,*9»tas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV, prolongando-se as
tre*nalaha para trás e para frente até a extremidade anterior do idiosoma.
poce dorsal
cm
JSciELO
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Escudo dorsal cobrindo inteiramente o idiosoma, com estriação nitida, apa-
rentemente sem escultura, de extremidade anterior pouco afilada. Apresenta 12
pares de cerdas submedianas e cerca de 50 outras entre estas e os bordos laterais,
todas lisas e relativamente longas e flexiveis.
Patas
Patas I e IV são as maiores e pata II a mais curta e mais larga. Coxas I
e II com duas cerdas fracas; coxa III com a cerda recurvada anterior e cerda
espinifonne curta posterior; coxa IV com uma só cerda, menor e mais fina do
que as das restantes coxas. Fémures das patas I e II com duas cerdas um pouco
mais longas do que as restantes. A pilosidade dos tarsus aumenta de desenvolvi-
mento à medida que são mais posteriores.
Holotipo — 9 , No. 147 da coleção do Instituto Butantan.
Hospedeiro — GaJlictis vittata (No. 825) capturado pelo autor em Butantan,
S. Paulo, a 26-S-35. achando-se o mesmo hospedeiro parasitado por Liponissus sp-
Gnatosoma
Epistoma membranoso, subdividido em tres laminas de apice arredondado
Mandíbulas de descrição impossível devido à sua retração.
Labrum largo, afilando no apice, finamente piloso e estriado no sentido lon-
gitudinal.
Palpos normais.
2. Laelaps aragonensis, sp.n..
Especie muito característica e curiosa devido ao grande desenvolvimento apre-
sentado por cerdas habitualmente finas nas restantes especies do genero. lem-
brando de perto a quetotaxia do genero Ncolaelaps Hirst, do qual logo o distingue
o fato de apresentar 4 pares de cerdas na genito-ventral.
Descrição da 9
(Fig. 3 e 4)
Idiosoma
Especie de dimensões medias, tendo o idiosoma 700 p de comprimento po‘
cerca de 500 u de largura ao nivel do 4.° par de patas. A quitinização é media.
Face ventral (Fig. 3).
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI
109
Tritosterno largo, filamentoso desde o ponto de bifurcação das lascinias, as
<lua,i atingem o apice dos comicula.
Placa estcrnal muito mais larga do que longa, medindo S3 fi de comprimento
°a linha mediana por 167 n de largura ao nivel dos prolongamentos anteriores e
^28 M ao nivel do6 posteriores. Seu bordo anterior é ligeiramente convexo, apre-
sentando nos ângulos externos os prolongamentos liabituais, que mal se insinuam
entre as coxas I e II ; o bordo posterior é fortemente concavo, ficando a parte
media mais ou menos ao nivel do meio da coxa II e as extremidades posteriores ao
n,vel do meio da coxa III. A superfície da placa é nitidamente reticulada, apre-
stando os dois pares de poros em forma de fenda com a situação habitual. Nela
estão implantados tres pares de cerdas muito caraterísticas por serem mais largas
a Pequena distancia do ponto de implantação, afilando-se em seguida lenta c pro-
£r«sivamente até o apice, que é muito agudo e fkxivel. Os pares anterior e me-
*®° são iguais, com 90 n de comprimento c o posterior um pouco maior, com
^tca de 100 n.
l~m leve reticulado do tegumento anterior à estcrnal parece indicar a cxis-
tenc,a de uma pre-estcmal.
-17 etacstcrnais prolongando-se da estemal até o intervalo entre as coxas III
* ^ . com um par de cerdas iguais às estemais.
Gcnito-ventral muito caraterística, com grande expansão posterior, prolon-
fando-se até proximo da anal, à semelhança do que sucede em outras cspecics do
S^ero, com L. echidninns Berlese, L. lativcntralis Fons. e L. bcrlcsci, sp. n.. A
largura desta placa é de 235 n um pouco para trás do terceiro par de ccr-
'k*- Seu bordo é fortemente convexo c o posterior fortemente concavo, contor-
nando o bordo anterior da anal, do qual a separa, na linha media, um intervalo de
®erc» de 5 <i apenas. Sua superfície é percorrida por 10 linhas transversais, das
r*üa,s as quatro posteriores de concavidade anterior, a quinta mais ou menos reta
e as cinco anteriores de concavidade posterior. As quatro cerdas desta placa tem
° «nestno aspeto das estemais, medindo as tres anteriores 80 n c a posterior 95 a.
•cando implantadas a certa distancia dos bordos da placa; a ccrda posterior fica
® H à frente do angulo posterior da placa e a igual distancia do 3.° par.
inguinais com 28 a de comprimento, ovoides, de grande eixo antero-posterior.
Anal — Triangular, de bordo anterior convexo, adatado à concavidade do
Wdo
18
do
posterior da genito-ventral. de superfície reticulada, com anus de 34 u a
l1 do bo*do anterior. Cerdas pares com 42 p, implantadas um pouco para trás
n'vcl do meio do anus e a igual distancia desta e do bordo externo da placa.
. ‘< a posterior com 70 w. Críbnnn subindo dos lados pouco além do nivel da
UlíCrÇâo da cerda posterior.
Pstigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV. Pcri treina passando
a a face dorsal ao nivel da coxa II c visivel até o nivel da coxa I. Pcritrcma-
nttidas com pequeno poro atrás dos estigmas, passando para a face dorsal,
unem com o escudo dorsal.
/
110
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Superfície descoberta da face ventral quasi núa. apenas apresentando seis cer-
das de cada lado, das quais as posteriores mais longas.
Face dorsal (Fig. 4) — Parcialmente recoberta pelo escudo dorsal, que deixa,
nas zonas media e lateral do idiosoma, larga faixa descoberta com algumas cerdas
de aspeto igual ao das do escudo.
Escudo dorsal — Elíptico, de bordos levemente ondeados no centro, de su-
perficie reticulada. Apresenta 11 pares de cerdas submedianas, dos quais o ante-
rior dirigido para frente, medindo cerca de 25 n e os restantes até o 9.° par com
cerca de 60 n; o 10.° par é minusculo, medindo apenas 12 n e o 11.° é o maior,
tendo cerca de 105 n ; as restantes cerdas do escudo, cerca de 60, todas de extre-
midade próxima! larga e distai muito aguda, medem de 52 a 65 y. , com exceção
dos últimos pares marginais que são maiores. A zona anterior do escudo se
apresenta mais fortemente quitinizada e resulta da fusão com as perílrematalia
no seu percurso anterior.
Patas
As do par IV são as mais longas e mais finas; as do |>ar II as mais curtas
e alargadas.
As coxas do par I apresentam dois fortíssimos espinhos iguais; as do par
II um espinho posterior c uma cerda encurvada e forte anterior; as do par IIl
um espinho posterior e uma cerda anterior menores do que as do par II ; as do par
IV apresentam na parte media uma unica cerda pequena e finíssima, que con-
trasta fortemente com o aspeto das dos pares anteriores. Os fémures das patas
I e II apresentam duas cerdas um pouco mais longas.
Cotipos — Dois exemplares 9 9 . Xo. 905 na coleção do Instituto Butantan.
colhidos por R. M. Gilmore sobre “rato”, em Anápolis, Estado de Goiás e en-
viados ao autor pelo dr. H. de Beaurepaire Aragão. a quem é dedicada a especie-
(jnatosoma
A pouca visibilidade da maioria das peças do gnatosoma imp.de a apresen-
tação de uma descrição completa.
Maxillicoxae — Caracterizam-se jx>r apresentarem as cerdas transformada*
em fortíssimos espinhos em tudo idênticos ao das coxas, o que torna a cspecie
facilmente reconhevivel, lembrando o aspeto de X colada ps magnistigmat **
(VtTZTHUM) ( loc . cit.). São também tipicas as cerdas postero-internas do hipos-
toma, as quais, ao contrario das postero-extertia, e das anteriores do hipostonia.
são muito longas e largas.
8
F. da Fonseca — Xotas de Acareotogia XXVI
111
3. Laelaps thori, sp.n..
(Fig. 5)
Especie pequena, de quitinização fraca e contorno elíptico.
ldiosoma
Idiosoma com 810 u de comprimento por 530 /i de largura ao nível da coxa
^ • Não ha espaduas pronunciadas c o afilamento da extremidade anterior é
Pequeno.
Face ventral
Placa estcmal apenas reticulada proximo dos bordos anterior e laterais, com
a Zona central pontilhada, medindo 150/ide largura no bordo anterior, excluídos
,,s prolongamentos entre as coxas I e II, e 200 p no bordo posterior, excluídos os
Prolongamentos entre as coxas II e III. Seu comprimento, na linha mediana,
* ‘k 105 n, O bordo anterior avança ligeiramente na zona situada entre as cerdas
P®res. Os laterais e o posterior são fortemente concavos. As ccrdas anteriores
,'ran> implantadas no bordo anterior, distando 58 u uma da outra. As medias
e posteriores ficam afastados dos bordos laterais e posterior. O comprimento
e a largura das cerdas esternais aumenta progressivamente à medida que são mais
P°steriores, medindo respetivamente. 76. 95 e 106 u-
As placas metaesternais são alongadas, fundindo-sc com o bordo posterior da
eternal. Suas cerdas acha vam- se fraturadas no holotipo.
A gcnito-vcntral mede cerca de 210 m de comprimento por 170 m dc maior
Impura ao nivel do segundo par dc ccrdas. E’ pouco expandida e dc contorno
P°sterior muito regularmente circular. A sua zona ventral é percorrida por 4 li-
nha* transversais, das quais as duas anteriores dc concavidade posterior c a pos-
terior de concavidade anterior, sendo a seguinte quasi reta. Os pares dc ccrdas
Kcnital c posterior medem 95 u . sendo os restantes pouco menores. Os quatro
l>ares se inserem diretamente nos bordos da placa c ficam dirigidos para trás.
Placa anal — Dista 80 u do bordo posterior da genito-ventral, tendo contorno
triangular, medindo 115 n tanto de comprimento quanto dc largura maxima. O
*nUs mede 38 a e dista 20 n do bordo anterior. As cerdas pares ficam adiante
'r* n’v'el da extremidade posterior do anus e medem 45 m dc comprimento, mc-
í^o a impar Q5 u- A superfície da placa c reticulada nos bordos. Os ângulos
**° afredondados e o bordo anterior quasi reto.
Placas inguinais alongadas, muito estreitas, com cerca dc 45 x 10 u .
Pritostcrno com lascinias pilosas.
Fstigtnas ao nivel do intervalo entre os pares III e IV.
Pen trema relativamcnte largo, visivcl até a coxa I.
9
112
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Pcritranatalia prolongando-se triangularmente atrás dos estigmas, visíveis
até a extremidade anterior do idiosoma; caminham fundidas ao escudo dorsal
desde a altura do l.° par de patas.
Facc dorsal
Escudo dorsal terminando proximo da extremidade posterior do corpo, deixa
uma estreita faixa descoberta desde a altura do 2.° par até a extremidade posterior.
A superficie é toda reticulada e levemente esculpida anteriormente. Ha 13 pares
de cerdas submedianas, incluídas as verticais e excluído o par posterior, e 12 pares
marginais. O par submediano mais proximo do bordo posterior é o menor, me-
dindo 50 m ; o par marginal posterior é o mais longo, tendo 98 u . Para fóra do
ultimo par submediano e para trás e para dentro do 10.° par marginal, ha dua6
marcas circulares, refringentes.
Patas
Os l.° e 4.° pares 6ão os mais longos e o 2.° o mais largo. Coxas sem espi-
nhos. Fémures dos l.° e 2.° pares com duas cerdas um pouco mais fortes do
que as restantes. Tarsos com cerdas progressivamente longas e mais fortes do
l.° ao 4.° par.
Descrição feita de um holotipo 9 que figura sob o No. 1011 na coleção do
Instituto Butantan, sem indicação de proveniência, nem de hospedeiro. O mate-
rial é certamcnte brasileiro. A especic é dedicada ao notável acareologista nór-
dico Sig Thor.
Gnatosoma
Palpos normais.
Cerdas das maxülicoxae relativamente curtas, com 22 n apenas, ao passo que
as postero-intemas do hipostoma têm 50 u.
Labrum lamelado, relativamente estreito, de bordos serrilhados.
Mandíbulas de aspeto normal, com coroa de cerdas nos pulvilli. Pilus den-
tilis não dilatado no digitus fixus. Outras formações do gnatosoma impossíveis
de descrever no holotipo.
4. Laelaps mazzai, sp.n..
(Fig. 6 e 7)
Especic relativamente pequena e larga, robusta, 6endo a 9 bem quitinizada.
Descrição da 9
(Fig. 6)
Idiosoma
Mede 700 u de comprimento por 550 n de largura ao nivel do 4.° par ; espa-
duas bastante pronunciadas ; extremidade anterior afilada.
10
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI
113
Facc vcntral
Tritosterno largo na base. com lascinias muito transparentes, pouco visíveis
no holotipo.
Placa cstcrnal mais larga do que longa, com prolongamentos afilados entre as
coxas I e II e prolongamentos pouco acentuados entre as coxas II e III. Mede
1'0 m de largura ao nivel do bordo anterior, excluídos os prolongamentos, e 195 g
a° ttivel do posterior, tendo, na linha mediana, o comprimento de 98 g apenas.
Sua superfície apresenta retículo difidl de ser percebido. O bordo anterior reto,
c Icvemente e o posterior fortemente espe.-sado e ligei-amente concavo. As cerdas
interiores medem 85 g, ficando implantadas ao nivel do bordo anterior, eepara-
P°r intervalo de 60 p; as medias têm 125 }i de comprimento e ficam a
cerca de 12 >i do bordo lateral ; as posteriores ficam nos ângulos posteriores e me-
d«n 136 g.
bord
A presença da pre-esternal c indicada pelo reticulado da superficie desde o
o anterior da esternal até o tritosterno.
-\Ietaestcrnais alongadas, pouco quitinizadas com ccrdas de ce'ca de 135 p
Genito-ventral — Relativamente curta e larga, medindo cerca de 200 g dc
COniprimento por 160 g de maior largura. Ha quatro pares dc ccrdas. das quais
Rcnital com 105 gc o posterior com 72 g, estando os dois restantes fraturados
00 h°lotipo. A superficie da placa c percorrida por 4 linhas transversais, das
a anterior fortemente côncava para trás c as duas posteriores ligeiramente
inçavas para frente.
Anal — Dista 105 g do bordo posterior da gcnito-vcntral, é pirifonne e mede
M de comprimento por 88 g dc maior largura. O anus mede 30 g c dista
105
15
do bordo anterior da placa. As ccrdas pares ficam ao nivel do bordo poste-
r,0r do anus. achando-sc fraturadas, tal como a impar, que se deduz, entretanto,
l^la marca da implantação, ser maior do que as pares. Os ângulos laterais da
!''aca. arredondados, são mais fortemente quitinizados, como ocorre em varias
°utras
espedes.
P'acas inguinais elípticas, muito regulares, de grande eixo antero-posterior,
COni cerca de 30 g de comprimento.
A superficie descoberta da face ventral apresenta cerca de 50 ccrdas, tanto
,5 longas quanto mais posteriores, medindo o par posterior, que é dc muito o
or* 115 g, todas lisas, só as maiores apresentando ligeira rugosidade.
Pstigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV. Pcritrcma passando
n'vel do n par para o bordo lateral.
Face dorsal
Fscudo dorsal — De bordos ondeados, correspondendo ao alargamento das
Paduas do idiosoma. muito afilado na extremidade anterior, com reticulado alon*
ao nivel da zona anterior dos bordos, na qual é mais acentuada a quitiniza-
11
114
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
ção. A restante superfide do escudo também apresenta retículo, sempre mais
acentuado atrás das cerdas, onde o traço tem forma de V da concavidade poste-
rior, abraçando o ponto da implantação da cerda. O escudo deixa larga margem
descoberta lateral e posteriormente, sendo reto o bordo posterior entre as cerdas
tio ultimo par. As cerdas são mais numerosas do que habitualmente, principal-
mente no terço anterior do escudo, havendo 16-18 pares submedianos, incluído o
vertical. As cerdas mais longas são flexiveis, como acontece com o 3.° par sub-
mediano. que é também o mais largo.
Na superfície do escudo vêm-se ainda algumas grandes marcas circulares,
simétricas, das quais dois pares marginais posteriores. Ha também vários pares
de poros em forma de fenda. As cerdas marginais são em numero de cerca
de 12 para cada lado. estando as posteriores quebradas no holotipo; pela
marca de implantação parecem ser muito longas e fortes. Todas as cerdas do
escudo são lisas. Ha escultura areolar anterior.
A superfície dorsal descoberta tem cerca de 20 cerdas de cada lado, sendo
maiores os dois pares posteriores.
Patas
Pata II ligeiramente alargada, bem como o genual I. Cerdas posteriores das
coxas I — III espiniformes. largas, a da coxa II maior. Cerda distai da coxa I
implantada quasi no meio do bordo posterior do articulo. Coxa IV com cerda
muito fraca, próxima do bordo distai e mais perto do bordo anterir do que dú
posterior. O fémur II tem duas cerdas longas e o genual II uma. O tanso UI
é o que apresenta cerdas mais fortes e o IV o que as tem mais longas.
(jnatosoma
Palpos normais.
Episloma membranoso. de aspeto foliaceo no apice.
Mandíbulas retraídas no holotipo, não podendo ser descritas. O piliis den-
tilis não é dilatado.
Labrum lanceolado, com pilosidade muito reduzida.
Corniculi pouco quitinizados.
Cerdas das maxillicoxac e do hipostoma normais.
12
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Sotas de Acareologia XXVI
113
Descrição do <5
(Fig. 7)
O material de que dispomos consiste dc uma só íemca, o holotipo.
^ Ires exemplares S $ , dos quais foi feita a descrição. O fato de terem
esscs ° á sido capturados ao mesmo tempo que a 9 sobre o mesmo hospedeiro
nao Para.-itado por outra especie do mesmo genero ou de genero proximo. faz
Ja supor tratar-se de individuos da mesma especie. Xo caso vertente esta hipo-
tesc é ainda reforçada por argumentos de homologia morfologica. tais como a
tendência para hipertricose no escudo dorsal nos dois sexos c a identidade dc
aspeto de certas cerdas.
ldiosoma
De forma elíptica, com espaduas apenas acentuadas, com extremidades an-
terior ligeiramente acuminada. A quitinização c media. Tem 552 n de compri-
mento por 420 ii de largura ao nivel do 3.° par.
Face ventral — O aspecto da face ventral toma os machos desta especie muito
Cnracteristicos, pois em vez de apresentarem um escudo holovcntral, resultado
^nsão das placas estemal, ventral e anal, como é regra nos Laclaptidac e cm
kntilias próximas, tem a placa anal livre, o que lhes dá uma aparência andro-
fna. Que não se trata de fato unico já o estabeleceu Oudcmans, nos “ Laclaps
Studicn" (11), a proposito de Laclaps pachypus Koch, 1839, especie na qual a
mesma anomalia é observada.
especie cm estudo é às vezes dificil percelter a solução dc continuidade
k* placa holovcntral, pois o tegumento, apresentando cór idêntica à da placa, obs-
CUrccc o> limites lateral e posterior da região. Certas pregas do tegumento con-
teibuem ainda mais para a confusão, pois o aspecto do tegumento nú se toma
famoso, idêntico, portanto ao da superfície das placas. Só o exam; com fortes
'ugmentos permite estabelecer distinção, Itaseada na estriação do tegumento,
*üc Hão existe nas placas.
Friiostcnio piloso dosde o ponto de bifurcação.
Placa cstcrno-gcnito-vcntral — Mais quitinizada na zona estemal. carntcri-
te pela nitidez do reticulado, cujas malhas se assemelham a escamas juxtapos-
• A placa emite prolongamentos no intervalo das coxas, sendo as anteriores
nia's acentuadas. A zona ventral, de limites um tanto imprecisos, estcndc-sc la-
^slíiiente até cerca do meio das coxas, achando-se separada da anal por distancia
cerca de 35 n . Além das cerdas normalmente existentes nesta placa encon-
~*e ainda vários outros pares de cerdas, dos quais quatro pares tia região ven-
13
cm
JSciELO
D 11 12 13 14 15 16
1 10
Memórias do Instituto Butnr.tan — Tomo XII
trai e dois na zona metaestemal. Xa região metaestemal estas cerdas suplementa-
res são muito menores do que as estemais e as metaestemais. medindo cerca de
50 n o par anterior e 58 ^ o posterior, ao passo que as estemais anteriores têm
76 n, as medias 102 p( as posteriores 112 n e as metaestemais 105 #i. O par
de cerdas genital mede 95 u e o posterior da placa 57 u . tendo as suplementarei
da região ventral cerca de 45 u-
Ha vestigios de uma pre-estemal. O orgão masculino faz saliência no meio
do bordo estemal anterior.
Placa anal — De conformação piriíorme, mede 95 u de comprimento por 82
de largura, distando o anus 18 u do bordo anterior. As cerdas pares ficam para
trás do meio do anus, medindo 38 u. A oerda impar tem 64 y. A supe*ficie da
placa tem reticulo alongado proximo dos bordos.
Placas inguinais — Alongadas, livres, com cerca de 23 u-
Estigmas ao nivel do intervalo entre as coxas III e IV. Pcritrema visivel
até o meio da coxa II.
Facc dorsal
Escudo dorsal cobrindo quasi totalmente o idiosotna, do qual apenas existe
livre estreita faixa lateral, com extremidade anterior afilada. Sua quitinização é
media, chegando mesmo a ser fraca no» bordos, cujos limites são pouco nitidos.
A superficie é toda reticulada. A quetotaxia do escudo é muito caraterística: nor-
mal na zona mais anterior, a pilosidade se torna muito densa para trás, desde o
nivel do segundo par de patas, composta de cerdas curtas de cerca de 45 p, lem-
brando o aspeto do escudo dorsal de Eulaelaps vitzthumi Fons. (12). Só as
anteriores, laterais e posteriores são mais longas, medindo o par posterior, o mais
longo. 106 u . Logo atrás das cerdas posteriores ha duas marcas circulares re-
fringentes. havendo duas outras iguais mais para frente e para fóra.
Patas
As patas são alargadas, especialmente a pata II.
As coxas têm cerdas relativamente fracas, salvo a posterior da coxa III que
é relativamente forte. A coxa II apresenta no bordo anterior um forte aculeo. O
genual I tem uma cerda longa e o fémur I duas. O gcnual II tem duas cerdas
longas e o fémur II uma. No tarso II ha alguns espinhos muito fortes, especial-
mente o distai. No tarso I apenas ha pelos fracos.
O material estudado consta de uma 9 e tres <5 <5 capturados sobre rato
silvestre na Província de Salta, Republica Argentina, pelo dr. S. Mazza, achando-
se os exemplares catalogados sob o No. 604 na coleção de acarianos do Instituto
Butantan.
14
F. da Fonseca — Sotas de Acareologia XXVI
117
Unatosoma
Palpos normais.
E-pistoma membranoso, de bordo anterior reto. apenas atingindo o primeir
articulo dos palpos. . . ... ,
Labrum lanceolado. fendido no sentido longitudinal, de apice quasi bífido.
hgeiramcnte piloso.
Hipostoma com 6-7 fileiras de denticulos, em geral em numero de 3 pares
cada fileira.
Comiculi dc quitinização muito fraca.
Mandíbulas difíceis de descrever devido á sua retração, em torma de hastes
canaliculadas de apice truncado.
5. Lealaps hirsti, sp. n.
(Fig. 8)
Especie grande, pouco quitinizada.
Idiosoma
De contorno eliptico, cotn espaduas pouco pronunciadas, medindo 920 #» de
COrnpriniento por 644 g de largura ao nivel do 4o par.
Face vcntral
7 eistosterno piloso após a bifurcação.
Placa csternal bem quitinizada. dc superfície reticulada, medindo -00 n dc
Urgura no bordo anterior, excluído* os prolongamentos anteriores, por 145 M dc
CORlprimento na linha mediana. O bordo anterior é reto até o nivel dos prolon-
^entos, sendo o posterior levemente c os laterais fortemente concavos. Tanto
* Prolongamentos anteriores, quanto os posteriores são longos, insinuando-se cn-
trc as coxas. As cerdas anteriores estão implantadas diretamente no bordo ante-
;ior. distando 90 g uma da outra e tendo 115 n de comprimento. As medias
ílcam próximas dos bordos laterais e medem 124 m- As posteriores tem —0 m
'* «»no as restantes, são lisas e de apice muito afilado. Alem dos dois pares nor-
de poros, parece haver um outro par menor, imediatamente para frente das
CCTdas posteriores da placa.
Mctaestcrnais pouco nitidas, com cerdas de 130 p.
Ccnúo-vcntral — Bem quitinizada. larga, medindo cerca de 280 n de com-
primento por 2S3 n dc maior largura, de superfície percorrida transversalmente
P°r quatro linhas pouco nitidas. As cerdas genitais medem 130 p, as duas se
15
118
Memórias do Inslituto Butantan
Tomo XII
guintes 114 #1 e as posteriores 122 #i, sendo todas lisas. O bordo desta placa é
espessado desde o nivel do segundo par de cerdas.
Inguinais ovais, alongadas, bem quitinizadas, com 38 p.
Anal — Esta placa é piriforme, com ângulos esculpidos, distando o seu bordo
anterior 70 a do bordo posterior da genito-ventral. Mede 130 n de comprimento
por 114 u de largura. O anus mede 38 a e dista 32 a do bordo anterior. As
cerdas pares ficam adiante do nivel do bordo posterior do anus e medem 76 n ;
a cerda impar está fraturada no holotipo, dando a marca da sua implantação a
quasi certeza de ser mai« longa do que as pares, o que. aliás, é regra no genero.
exceção feita par L. cxceptionalis Foxs. (1).
Estigmas de localização normal. Perítrema visivel até o bordo anterior da
coxa II. Pcritrcmatalia com prolongamento triangular posterior com poro, fun-
dindo-se na frente à margem do escudo dorsal, que, devido a êsse fato, torna
aspeto espessado.
A superfície descoberta da face vcntral apresenta ainda cerca de 12 pares de
cerdas localizadas na região postero-extema do opistosoma, dos quais o par poste-
rior é o mais longo, medindo 168 p.
Face dorsal
Escudo do idiosoma elíptico regular, cobrindo quasi toda a superfície, da qual
apenas deixa livre estreita faixa lateral e posterior. A sua superfície, toda fina-
mente pontilhada, apenas é reticulada proximo dos bordos, sendo finas e pouco
percetíveis as linhas do retículo. A superfície apresenta ainda escultura cons-
tituída por manchas areolares, mais claras, que vão desde o propodosoma até o
histerosoma. As cerdas do escudo são de apice fino c flcxivel, liavcndo treze pares
submedianos. incluídos os dois pares da extremidade anterior do escudo; o pri-
meiro e o penúltimo são os mais curtos e o posterior é o maior; ha ainda onze
pares marginais e quinze entre estes c os submedianos. Marcas circulares de as-
jieto refringente, idênticas às assinaladas em outras especies. ha dois pares na
altura do opistosoma. caraterizados por um ponto claro central. Além do par
de poros anteriores ha ainda seis ou sete outros, em geral com forma de fenda. A
extremidade anterior do escudo não é tão afilada como em geral sucede às especies
do genero. Todas as cerdas do escudo como as restantes são lisas, não apresen-
tando o farpeado do apice que ocorre em outras especies.
Patas
I e IV são as maiores e II a mais larga.
Coxa I com espinho posterior bastante largo, um pouco maior e mais largo
do que a posterior da coxa III, de extremidade romba; cerda distai fraca no
bordo posterior, afastada da extremidade.
16
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI
119
Coxa II com duas cerdas, ambas distais, a posterior maior; o bordo anterior
apresenta dente ação e um espinho moderado dorsal.
Coxa III com espinho posterior, cujo aspeto representa uma ligeira redução
do da coxa I e cerda anterior encurvada. Coxa IV com cerda fraca distai e me-
diana. Fémures I e II com uma cerda mais longa cada um. Genual I com uma e
genual II com duas cerdas mais longas. Tarso I com pelos finos e os restantes com
cerdas espiniformes, mais longas no tarso IV.
Descrição de um exemplar 9 , o holotipo Xo. 128 da coleção do Instituto
1'ütantan. capturado pelo autor sobre um rato silvestre, Oryzomys eliurus Wagner,
^"nhecido pela denominação de “rato do taquaral”, a 3.1.35, em Butantan. São
Paulo. O hospedeiro estava também parasitado por Ischnolaelaps sp. e por Lac-
l<*Ps butantanaisis Fons.
O nome especifico é proposto em homenagem ao grande acareologista Stan-
^ Dirst. do Museu Britânico, ao qual tanto deve este capitulo da pararitologia.
c cuja perda prematura é tão lastimável.
Gnatosoma
Epistonta membranoso, parecendo de extremidade anterior truncada, atin-
ado o apice do segundo articulo dos palpos.
Mandíbulas longas, não espessadas, com coroa dc cerdas na base do digitus
^obilis e pequena cerda na base do digitus fixus; pilus dentilis com a metade
^‘stal muito afilada ; a posição das mandíbulas no preparado não permite a descri*
dos dentes.
Lobrutn muito caraterístico, em forma dc lingua, dc extremidade anterior
krga em vez dc ser triangular ou lanccolada, como na maioria das cspccics; su-
P^riicie finamente pilosa.
Paralabra largos, pilosos.
Styli
em forma de haste progressivamente afilada.
•'fa/ac internac com forma de haste truncada.
Sctac maxillicoxalcs finas.
Sctac hipostomatis internac finas c muito mais longas do que as extemae.
C°miculi d: quitinização media.
Palpos normais, com algumas cerdas relativamcntc grossas na superfície
d0rsal dos a niculos II e III.
17
120
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
6. Laelaps navasi, sp. n.
(Fig. 9)
Especie pequena, de quitinização media, com morfologia tipica do genero.
Idiosoma
Elíptico, com a extremidade anterior ligeiramente afilada, de espaduas pouco
pronunciadas, medindo 736 de comprimento por 530 n de largura ao nivel do
4o par. A extremidade posterior apresenta no holotipo leve potuberancia cor-
respondendo à zona do cribrum da placa anal.
Face vcntral
T ritostcrno — Só a base e o apice das lascinias, que se apresentam pilosas.
são vkivcis. estando a parte media alojada na goteira do hipofaringe até a altura
das cerdas posteriores do hipostoma.
Placa cstcmal bem quitinizada, de bordos laterais ligeiramente espessados,
com retículo pouco aparente. Os ângulos anteriores formam projeções longas
entre as coxas I e II, havendo também projeções mais moderadas entre as coxas
II e III. O comprimento da placa na linha media é de 110 u c a largura
no bordo anterior, excluídas as projeções, é de 160 u. Dos bordos o an-
terior é levemente convexo e muito ligeiramente espessado entre as cerdas ante-
riores, sendo os laterais e o posterior concavos, este mais íortemente. As cer-
das anteriores ficam implantadas diretamente no bordo anterior, distando 64
uma da outra, e medem 83 M de comprimento. As medias são bem mais externas,
ainda assim, porém, bem afastadas dos bordos laterais, tendo o mesmo compri-
mento dos posteriores, isto é, 118 n. As posteriores têm situação um pouco mais
exte-na do que as medias sem, todavia, alcançar os bordos laterais ou o poste-
rior. Todas as cerdas são largas na base, afilando-se de modo muito regular ate
o apice, que é finíssimo. Os fori repugnatori têm a forma e situação habituais,
sendo, porém, as suas fendas bem mais largas do que de habito.
Prc-estcrnal reconhecivel pelo retículo nitido que vae do bordo anterior da
esternal até o tritostemo.
Mctaeslcrnais pouco quitinizadas, com cerdas iguais, em comprimento e as-
peto. às posteriores da esternal.
Gcnilo-vcntral de quitinização um pouco mais fraca do que a da esternal, de
expansão normal na zona ventral, medindo cerca de 260 fi de comprimento por
182 p de largura maxima. A superfície da placa apresenta as quatro linhas trans-
versais encontradas com frequência em especies do genero, além de linhas longi'
18
«
F. da Fonseca — Sotas de Acareologia XXVI
121
tudinais na zona mais anterior da ventral. As cerdas genitais são submarginais
e medem 95 I*; os dois pares médios são marginais e têm 76 u de comprimento
c ° posterior tem 84 p.
Placa inguinal muito mais longa do que larga e mais fina atrás. Dos lados
0 primeiro par de cerdas da zona ventral da placa ha, no tegumento, duas pla-
rçuetas alongadas, à semelhança do que se verifica com frequência em cspccies do
fcnero Liponissus Kolenati. Entre este par e a cerda genital ha outro par, este
menor, existindo um outro par punctifome para trás e para fora da plaqueta
°ngada assinalada em primeiro logar.
Placa anal cordi forme, caraterizada pela convexidade do bordo anterior, mc-
!n o cerca de 110 n de comprimento por 102 n de maior largura. O orifício anal
^ /*. distando a sua extremidade anterior 23 n do bordo anterior da placa.
rüas pares com 52 ^ situadas ao nivcl do bordo posterior do anus ; cerda im-
muito mais forte, com 100 g de comprimento. A superfície da placa apre-
Scnta linhas longitudinais proximo dos bordos anterior e laterais e tem escultura
k^angulos externos. O cribrum vae até adiante da implantação da cerda pos-
Pstignuis na posição habitual.
Pcritrcma visível até o meio da coxa II.
P*ritrematalia com prolongamento posterior curto c estreito c com um poro
** «tremidade.
A zona descoberta da face ventral apresenta, de cada lado, cerca de 30 cerdas
5 c curtas, salvo a posterior que é longa, com 120 p c de apicc farpeado.
Pocc dorsal
^SCud° dorsal — Não recobre inteiramente a supcrficic do idiosoma, dei-
ivre, a partir do nivcl do segundo par de patas, margem de largura pro-
tin^Sl'a,nc:,te crescente. A extremidade anterior c levemente acuminada, apresen-
t jjJ °s k°rd°s ligeira ondulação, a qual, ao nivcl do intervalo entre as coxas I
fcado aSSUmC ProPor<iões de verdadeira reintrancia. O rcticulo c mais pronun-
da nas Proximidades dos bordos, sendo apagado no centro. A metade anterior
f0 2003 mediana tem escultura constituída por aureolas mais claras. Marcas em
lo^1 ,enc*a ou circulares existem também aos pares ; das ultimas ha um par
a frente das cerdas posteriores e outro marginal, à frente do penúltimo par
tüJjCrc^as- O escudo apresenta numerosas cerdas curtas, com cerca de 50 p , exce-
JlO °S °s Primeiros pares e o par posterior, que são longos, medindo o ultimo
p^r /*• Ha cerca de 18 pares medianos, incluído o grupo anterior. O penúltimo
fr C cerclas medias, localizado logo à frente do par posterior, que se apresenta
entemente muito reduzido, tem nesta cspccie o mesmo tamanho da maioria
ri- restantes cerdas. A zona do bordo situada no intervalo entre as cerdas noste-
rçs é reta.
lisa
39
JSciELO
D 11 12 13 14 15 16
cm
122
Memórias cio Instituto But-ntan — Tomo XII
Patas
Patas robustas, parecendo o 3o pãr um pouco encurtado.
Coxa I com cerda espiniforme forte posterior e uma cerda espiniforme fraca
anterior. Coxa II com cerda espiniforme posterior mais fraca do que a posterior
da coxa I e cerda encurvada anterior; ha além disso ainda um espinho curto e
forte, de apice afilado, no bordo anterior. Coxa III com cerda espiniforme p°s*
terior mais fraca do que a da coxa II e pouco mais forte do que a anterior «Ia
coxa I e com cerda encurvada anterior. Coxa IV com fina cerda mais proxinra
do bordo distai e da margem anterior. Genual I com uma cerda longa e genual
II com duas do lado dorsal. Fémures I c II com uma cerda mais longa cada um*
Tarso I com pelos finos, cs restantes com cerdas espiniformes mais longas n0
tarso IV.
Descrição do holitico 9 , N'o. 1098, capturado cm Butantan, São Paulo*
a 7 -Y- 1937, sobre um rato silvestre que vive em bambus, provavelmente OrysO'
mys eliurus Wagner ou O. flazrsccns Thomas, conhecido pelo nome vulgar 3c
"rato do taquaral”, pelo auxiliar do Instituto Butantan, sr. José Navas, a qúcn*
dedicamos o nome especifico em agradecimento ao grande auxilio que nos teni
prestado na coleta de material.
Gnatosoma
Epistoma membranoso, largo, de apice trilobado.
Mandíbulas de aspecto normal, com co oa de cerdas no apice do genual. cor-
respondendo ao lado do digilus mobilis. Devido à posição das mandíbulas não
foi possível verificar a ocorrência da cerda habitualmente existente nessa extre-
midade. do lado do digilus fi.rus. Pelo mesmo motivo não foi possivel desenhar
a mandíbula, que parece apresentar tres dentes no digilus jixus e dois no digit »s
mobilis, bem como um pilus dcnlilis não dilatado.
Labrum piloso de apice rombo, triangular.
Paralabra foliaceos, largos, com finos prolongamentos.
Malac internet formando lascinias pilosas.
Sctac maxillicoxalcs iguais em comprimento ás hyposlomalis intcrnac, apena5
ligeiramente mais largas.
Corniculi pouco quitinizados.
Palpos normais.
20
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI
123
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Fif. 2
L**lmpt brUtré, *p. n. Ç
6 -SciELO-, 2.1 12 13 14 15 16
cm
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SciELO
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2 3 4 5 6 -SCÍELOd X1 12 13 14 15 16
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/ tfiapi mmzzmi. «p n
SciELO
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cm
I,A Fonseca — Xotas de Acareologia XXVI.
Mem. In*?. liutantan
Vol. XII — 1939-3*
cm
SciELO
/ oelnpt nmmí, tji.
616.963.5:595.42
ACAROLOGICAL NOTES
XXVI. New studies on the genus Laclaps Koch, 1836.
(Acari. Laelaptidae)
ar
FLAVIO da FONSECA
In 1935 thcrc was published the result of a first inspcction oí thc Brazilian
,auna of acarians belonging to the genus Laclaps Kocn, sensu strictu (1).
Should we restrict the conception made oí tlic genus sincc Bcrlesc’s time
and acccpted up to thc end of the first quartcr oí this ccntury, as shown by
1^* Work of Ewing in 1925 (2) and of Count Vitzthum in 1926 (3), th:
l:nportance of thc type genus of Laelaptidae would bc greatly diminished, as a
r<*ult of the dispersion, through ncw gcncra, which have bccn proposcd by
‘rwãalists, oí a whole series of species, which still rcccntly were includcd in it
and of nume*ous othcrs yct to bc dcscribed.
Such a vicw, howcver, seems to bc cntircly contradicted by rcccnt researches
0,1 systematie of this group.
lhe gencric conception rcstrictcd by Stanley Hirst in 1926 (4), was also
r'-',Uiccd by Vitzthum in the samc ycar (3), limited by Ewing, first in 1929 ( 5),
a!:d more precisely, in 1933 (6). The systematie value bccamc still more restrict
,n 1935, with the description oí the gcncra Mysolaelaps Fons., Idmolaclaps
(7) and Cavilaclaps Fons. (8). In spite of these continuous modifica-
tl<ms. the diagnosis of the genus Laclaps remained, howevcr, broad enough to
•nclude, in the first study on thc Brazilian fauna, thc íive new specics which
' rc proposcd in tlie mentioned paper (1).
After two more years of collccting acarological material, a ncw and more
a^nrate incursion in the systematie of the group has becomc necessary. In spite
°l* simultaneous description, in anothcr article of this publication (9),
°! «ve new species, which, till 1929, before Ewing published the afore men-
l,oncd paper, would certainly be included in the genus Laclaps, six other spe-
ClCs were in plain accordance with the restrict diagnosis admitted nowadays.
1
126
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Such an abundance of material shows thc taxonomic and parasitological
importance of the genus under investigation, and justiíies the opinion of th;
great acarologist Count Vitzthum, set forth in the description of Laclaps jett-
tnani Vitzthum, 1930 (10), when he stated that the genus Laclaps had not
yet been as thoroughly studied as the knowledge would have permitted it, at
that time.
If his conception expresses the truth about the acarological fauna of regions
which are much better explored, it is still more applicable to the Brazilian re-
gions, where nothing had been dorte about the systematies of this group until
1935 This belief is based on the impossibility of continuing to include the species
L. brasilicitsis Ewing, 1925 in the genus Laclaps. In so far as we can infer
from tlie very brief description presented by the author of this specics (2), this
mite should be included in the genus Caz-ilaclaps Fons., 1935.
In accordance with a systematic and bibliographic revision made while
writing this paper. there are about thirty species which should be included in
the genus Laclaps, as it is known at present. Out of these thirty species, more
than the third part (11 autochtone and two cosmopolitan species) were found
in Brazil, where, however, the fauna of the Amazon district, doubtless very
rich, still remains to be explored.
I. Laelaps berlesei, sp. n.
(Figs. 1-2)
Large species for the genus, very wcakly chitinized. similar to Laclaps
tchidninus Berlese, from which it is distinguished principally by thc width of
the gcnito-ventral plate, which is, also angulous.
Description of the holotype 9
(Fig. 1)
Idiosoma
The idiosoma measures 1012 p in length by 735 u in width at the levei of
the fourth pair. The shape is very regularly oval, without the sharpening of the
anterior extremity, which. as appointed by Vitzthum, is characteristic of Laclaps
echidninus Berlese.
Vcntral side — Pilous tritostemum. Stemal plate slightly reticulatedt
almost square, measuring 243 n in length by 250 m in width at the anterior mar-
2
F. da Fonseca
Acarological Soles XXVI
127
ípn (excluding the prolongations) and 281 at the posterior margin. The an-
terior margin is soraewhat projected in the middle ; lateral rnargin straight at the
interior half and curved at the posterior ; the posterior margin is slightly concave
te lhe middle. The plate presents conspicuous prolongations between coxae I and
H and short ones between II and III. The setae are in a normal position;
lhe posterior are somewhat longer measuring 190 p; the median 182 p
^'1 the anterior 168 fi . Tlie pores are represented by very narrow slits and have
a median dilated point. The reticulation in front of the stemal makes tlie existence
0Í a pre-stemal possible, this being. howcver. almost unnoticeable due to the
^tce chitinization of the species.
Tlie metaste-nalia are short, relatively wide and have a seta of 190 p,
exactly in front of the space betAveen the coxae III and IV.
Gcnito-ventral plate — The genito-ventral plate. weakly chitinizcd as all the
hlatcs of this species, has a very characteristic shape. rcminding that of Laelaps
ecl>'dninus. It is, however, easily distinguished from this species, owing to its
ftenital zone, which is much wider, occupying the whole space between the coxae
Jlf
v and even touching them. Apart from this. the enlargemcnt of the expanded
t0tle begins much more in front than in L. cchiduinus, and far more pronouneed
lk*n in the better. The lateral margins are also diffcrent; thcy are angulous
undulated. The posterior margin, however, is exactly likc that of L.
tch'dtiinus nearly touching tlie anterior margin of the anal. Tlie surfacc of
’*te plate is crossed by 4 or 5 transversal sinuous lines. such as in many other
'Itecies of the genus. The genital setae which are implanted ncar the margins
ricxible and measurc nwe or less 166 p. The anterior v entrai pair is the
*arthcst from the margin. The median ventral pair is placcd just bchind the
antTuIous point of the margin, showing a circular porc between them at the
°f the plate. The posterior setae are situatcd just in front of the posterior
*nSle of the plate. The distanee between tlie posterio- margin of the genito-
Cntral and the anterior of the anal is so short, that the two plates seem to
tech in the median line. althought the space in this zone does not cxcced 2 p.
A»ol plate — Very rcgularly rounded at the anterior margin and at tlie an-
• teeasuring 188 p in lengtli up to the apex of the tuhcrcle of the implantation
l|lc unpaired seta; however, it was not possible to measure it till the cribrum,
follows the curve of the posterior margin of the body. The widest
f^tet, at the levei of the angles of the plate is practically equal. 1S6 p. The anus
* "^5 u from (|lc anterior margin and measures 56 M in lcngth. The paired setae
exactly at the levei of the posterior extremity of tlie anus and measurc
»re
102
!*• The unpaircd one. which is much stronger. measures 160 p.
Inguinal plates — Longer than broad, 54 p in length.
3
128
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Stigmata at the levei of the space betwecn the coxae III and IV. PeritrerM
visiblc up to the levei of the posterior margin of the first pair. Peritrematalio
elongating posteriorly to the stigmata as it is the rule in this genus.
Dorsal sidc — Dorsal shield covering the entire idiosoma, weakly chitinized,
reticulated, without apparent sculpture, of regular margins, the anterior extremity
being narrower, hut not as pronounced as in Laelaps echidninus.
Apart from these three pairs of anterior setae of the shield, of which the
first, projected fonvards. is the shortest, measuring 58 #1, and the third the
longest, 150 n, there are 10 other pairs of submedian setae. The hindmost pair
is the longest and measures 190 p . There are two circular spots at the sides of
the penultimum pair, which measures 9S n. Apart from these, there are more
or less 60 setae in the shield, almost all smooth, cuts being noticed only in some
of thcm.
Legs
The legs of pair IV are the longest, measuring 1012 n and the legs of pair
II the widest. Coxa I presents a distai 6pine and a fine proximal seta; coxae I*
and III with posterior spine and anterior seta curved ; coxa IV with small spinc-
like mcdian seta; the spine of coxa II is somewhat larger and that of coxa H*
presents a sharper point; the anterior margin of the coxae sho%vs pcclcn with
short, setae, more visiblc in the coxae I and II. Fcmura of the legs I and II some-
what elongated, with two longcr setae. Tarsus I with fine setae and tarsi H»
III, IV with some spines, which are stronger and longer in tarsus III.
Gnathosoma
Palps — Measurc 220 n from the first to the fifth joint, the first joint pre*
senting only two ventral setae, the distai of which is long.
Maxillicoxac — With setae of 34 u.
Rima hypopharingis — With series of 2 or 3 denticles.
Hypostoma — Weakly chitinized, the postero-external setae are the longe?*'
measuring 76 p.
Corniculi — Weakly chitinized.
Epistoma — Membranous, wide, the anterior margin toothed.
Labrum — Membranous, triangular, pilous at the edges.
Paralabra — Membranous. toothed edges.
Malac intcrnac — Short, longitudinally chamfered.
Slyli — In the shape of a stem with curved point.
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Soles XX VI
129
andibulae — Normal, the genual measuring 162 u in length by 38 p at the
W,dest point, with pulvillus bearing more or less 10 broad setae to the back of
digitus mobilis and a small seta at the limiting point with the digitiis fixus.
Digitus mobilis 70 p, with 2 more or less equal teeth. Digitus fixus with a seta
°t 58 u, presenting three teeth, which are smaller than thosc of digitus mobilis,
niedian being the largest. Pilus dcntilis of 20 p, not inílated.
Description of the S
(Fig- 2)
Idiosoma
Slightly chitinized, measuring 845 p in length by 590 p in width at the levei
01 the coxa IV, of regular oval shape, without shoulders.
f entrai side — Front margin of the holovcntral plate at the levei of the an-
*Cr*°r margin of coxa II, with distinct reticulation, having a squamous aspcct
°m the stemal region up to the genital. The male organ is projccted in the mc-
d«n liaif
at the anterior margin of the stemal region, the anterior setac of the
Genial being inserted outside i the same margin. Thcsc setac measure 120 p and
ar° •ontewhat smaller and weakcr tlian thosc of the two posterior pairs, which
tncasurc 130 and 152 |i respectivcly. The metastc-nal setae are equal to the po-
sttrior stemal and the genital are equal to tlie anterior. Thcrc are four more
Pairs °f setae in the gcnito-ventral zonc, which is very expanded, surpassing Ia-
lera'Iy the levei of the coxac. Thcrc is anothcr seta in the lcft side of the allo-
^'l^. the corrcsponding one at the right side being implanted in the uneovered
lç8umcnt. The paired anal setac are placed at the levei of the posterior margin
^ measure 76 p. The unpaircd seta measures the doublc of the paired. The
^ae of the plates are all smooth, without barbs. The uneovered vcntral surfacc
A opisthosoma presents 12 setae at the externai margin, the two posterior of
^hich are much longer. all with barbs.
Therc are traces of a pre-stemal characterizcd by transversal striation.
T ritos ter num with pilous lasciniae from the base.
Stigmata at the levei of the spacc betwen the coxae III and IV, the peri-
* *nat alia prolonging backwards and to the front up to the anterior extremity
^e idiosoma.
Dorsal side
Dorsal shicld — Covering the whole idiosoma, with distinct reticulation,
rently without sculpturc, with the anterior extremity somcwhat pointed. It
a
130
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
bears 12 paires of submedian setae and more or less 50 othere between these and
the lateral margins, all being smooth and relatively long and flexible.
Legs
Legs I and IV are the largcst and leg II the shortest and the widest. Coxae
I and II with two weak setae coxa III with curved anterior seta and spine-like
short posterior seta; coxa IV with a single seta, smaller and finer than those
of the other coxae. Femura of the legs I and II with two setae, which are some-
what longer than the others. The pilosity is more developed in the more po-
sterior tarsi.
Type material — A 9 holotype and a 3 allotype, mounted on one elide,
No. 147 in our collection. Both specimens were captured by the author on a
GalUctis vitlata in Butantan, S. Paulo, on 26.8.1935. The same host was also
parasited by a Liponissus sp.
Gnathosoma
Epistoma membranous, divided in three laminac of rounded apex.
Mandibulae impossible to describe due to its retraction.
Labrtnn wide, pointcd at the apex, slightly pilous and longitudinally
striatcd.
Palps normal.
2. Laclaps aragonensis, sp. n.
(Figs. 3-4)
A very characteristic and interesting species, due to the large development
of setae, which are usually slender in the other species of this genus, remind*
ing the choetotaxy of the genus Ncolaclaps Hirst, from which it is distinguished
by the existence of four setae in the genito-ventral plate.
Description of the 9
Idiosoma
Species of median size, the idiosoma measuring 700 n in length by about
500 p in width at the levei of the íourth pair of legs. The chitinization >s
median.
cm
SciELO
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F. da Fonseca — Acarological Xotes XXVI
131’
Ventral side (Fig. 3).
Tritosicnnim wide, filamentous from the point of biíurcation of the lasci-
nujt\ which reach the apex of the corniculi.
Sternal platc much wider than long. measuring 83 }t in length at the rnedian
'f>e by 167 in width at the levei of the anterior p-olongations and 228 |i at
e levei of the posterior. Its anterior margin is slightly convex. presenting in
externai angles the usual prolongations. which are hardlv visible betwecn
the
the
coxae I and 1 1 ; the posterior margin is very eoncave, the rnedian part being
plíeed at the levei of the middle of the coxa II and the posterior extremities
the levei of the middle of coxa III. The surface of the platc is clearly
reticulated, presenting the two pairs of pores in form of slits in the usual
P°Slt‘°n- In the surface three pairs of setae are implanted, which are very cha-
^«istic as they are broad at a short distance from the point of implantation,
j] *** slowly and progressively up to the apex, which is very pointcd and
*^ihle. The ante-ior and tlie rnedian pairs are equal, measuring 90 p in length
,( tlie posterior, somewhat larger, more or less 100 p .
A shght reticulation of the anterior tcgtmient secms to indicatc the cxistence
1 a Prc-sternal platc.
letastemal platc elongating from the sternal to the sjwcc between the
c Hl and IV, with a pair of setae, which is cqual to the sternal onc.
^ Gcnito-ventral platc — Very characteristic, with large posterior expansion
near the anal. similary to what is seen in other sp?cies of the genus,
as L. echidninus Berlese. L. lath-cntralis Fons., and L. berlcsci, sp. n.
^ w'dest point of this plate measures 235 p, a littlc l>ehind the third pair
_c- lis externai margin is very convcx and the posterior very concave.
o — — ■ — j *,,v ivi Auiaatv., 6UT-
° lng the anterior margin of the anal, of which it is separatcd from the rnedian
]• ’v a space of more or less 5 p. Its surface is crosscd by 10 transversal
• which the four posterior are of anterior concavity, the fifth more or less
an<J the ÍÍV€ antcnor oncs oí Postcnor concavity. The four setae of this
r,VJrCf -r<: just alike the 5tcrnal ; the three anterior measure 80 p and the poste-
thç ^ ^Cinf’ ,mPlanted a at certain distance from the ma-gins of the platc;
thç r'°Stcnor scta at 58 p in front of the posterior anglc of the plate and at
sarric distance from the third pair.
^'H/uinalia 28 p in length, ovoid, with large antero-posterior axle.
of f>,aic — Triangular, anterior margin convex, adapted to the concavity
t0 |^C P^terior margin of the genito-vcntral, reticulated surface, anus at 34 p
Uty M frotn the anterior margin. Paired setae with 42 p, implanted somewhat
the levei of the middle of the anus and at equal distance from this
,he externai margin of the plate. Posterior seta with 70 p . Cribrum
g at the edges somewhat beyond the levei of the insertion oi the posterior seta.
cm
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132
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Sligmata at the levei oí the space between the coxae III and IV. P cri trena*
extending to the dorsal side, at the levei oí coxa II and visible up to the levei
of coxa I. Pcritrcmatalia distinct with a small pore behind the stigmata.
extending to the dorsal plate where they join the dorsal shield.
Uncovered surface of the ventral side almost naked, presenting only 6 setae on
each side, the posterior of which are the longest.
Dorsal side (Fig. 4) — Partially covered by the dorsal shield, which, in the
median and lateral zone of the idiosoma, leaves a wide stripe uncovered with some
eetae like those of the shield.
Dorsal shield — Elliptic, margins slightly undulated in the centre, surface
reticulated. It bears eleven pairs of submedian setae, the anterior of which
pointing forwards measures about 25 u and the others up to the 9th pair about
60 p; the 10th pair is very small, measuring only 12 u and the 1 1 th is th; largest.
measuring about 105 u ; the other setae of the shield, about sixty, all of large
proximal extremity and very’ sharp distai extremity, measure írom 52 to 65
excepting, the last marginal pairs, which a'c larger. The anterior zone of the
shield is heavily chitinized and is a result of fusion with the pcritrcmatalia in its
anterior position.
Legs
The legs of pair IV are longer and slender, those of pair II shorter and
wider.
The coxae of pair I p-esent two equal very strong spines; the coxae of pair H
show a posterior spine and a curved and strong anterior seta; the coxae of pair
III present a posterior spine and an anterior seta, both smaller than those of
pair II ; in the median part oí the coxae of pair IV, there is a single small and
very thin seta, contrasting with those of the anterior pairs.
The femura of legs I and II present two setae which are somewhat longer-
Cotypcs — Two female specimens, No. 905 in the collcction oí the Instituto
Butantan, caught by R. M. Gilmorc on “rat”, in Anápolis, State of Goiás, and
sent to the author by dr. H. de Beaurcpaire Aragão, to whom this species >5
dedicated.
Gnathosoma
As the greatest part of the picces of the gnathosoma is hardly visible, it ”
not possible to present a complete description.
Maxillicoxac — Characterized by the transformation of the setae in ver?'
strong spines, identical to those of the coxae; this fact makes it easv t0
recognizc the species, its aspect recalling that of Neolaclaps magnistigmahlS
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Acarological Soles XXVI
133
( itzthlm) (loc. cit.). The postero-intemal setae oí thc hypostoma are also
Picai, that is, very long and broad, contrasting with the postero-extemal and
e anterior of the hypostoma.
3. Laelaps thori, sp. n.
(Fig. 5)
Small species, weakly chitinized and with elliptic contour.
Idiosoma
^ IcJl°soma 810 M in Iength by 530 n in width at the levei of coxa I\'. There
c «o pronounced shouldcrs and the pointing of the anterior extremity is not
Very sharp.
I' entrai side
Slcr,t°l plate — Reticulated only ncar the anterior and lateral margins, its
•ral zonc is iK>inted and measures 150 m in width at the anterior margin,
.UdinS the prolongations bctwecn the coxae I and II, and 200 » at the po-
j IOr margin, excluding the prolongations bctwecn coxac II and III. Its
jyf1 ‘ the median line, is 105 /t. The anterior margin is somewhat pro-
gin 10 t,1C Z°ne between thc setae. The lateral and the posterior mar-
atid' Vcry concave- The anterior setae are implantcd in the anterior margin
P?ac í8- ,l separated from cach oth?r- The median and tlic posterior are
íar from the lateral and posterior margins. Thc lcngth and width of
Scta«' increase progressively, thc posterior being thc largest; thev measure
P^iA-ely 76, 95 and 106 p.
Jt„r "I t,c metastcmal plates are clongatcd, joining thc posterior margin of thc
^ Plate. Their setae were fractured in the holotype.
genito-ventral plate measures about 210 n in lcngth by 170 p at the
Í!u] f* 1)01111 the levei of thc sccond pair of setae. It is somewhat expanded
fou_ * posterior contou* is regular ly circular. The vcntral zones is crosscd by
tran'versal lines, the two anterior of which are of posterior concavity and thc
of ^?T of anterior concavity, the followirg being almost straight. Thc pairs
Th. ltaI and Pnsterior setae measure 95 n , the othcrs are somewhat smaller.
**rds°Ur P3irs are insertcd dircctly in thc margins of the plate. pointing bacfc-
p ktc^na* ^latC — «listam from the posterior margin of thc genito- vcntral
Thç °f triangular contour. measuring 115 n in Iength and at thc widest point.
anus measures 38 a and is 20 ^ distant from the anterior margin. Thc
134
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
paired setae. in front of the levei of the posterior extrtemity of the anus, measurc
45 n in length, the unpaired one 95 n. The surface of the plate is reticulated at
the margins. The angles are rounded and the anterior margin is almost straight.
Inguinal plalcs elongated, ver)- narrow, about 45 u to 10 u.
Tritostcrnum with pilous lasciniac.
Stigniata at the levei of the space betwcen the pairs III and IV.
Pcritrctna comparatively wide, visible up to coxa I.
Pcritrcmatalia prolonging in triangular shape behind the stigmata, visible
till the anterior extremity of the idiosoma, fused with the dorsal shield, at
the levei of the first pair of legs.
Dorsal sidc
Dorsal shield ending near the posterior extremity of the body, leaving a
narrow stripe uncovered, from the heigth of the second pair up to the posterior
extremity. The surface is reticulated and slightly sculptured anteriorly. There
are thirteen pairs of submedian setae, including the vertical and exduding the
posterior pair, and twelve marginal pairs. The submedian pair, which lies next
to the posterio- margin, is smaller, measuring 50 u ; the posterior marginal pair
is the longest, measuring 98 u. To the outside of the last submedian pair and
to the back of and inside of the 10th marginal pair, there are two circular
reíractive marks.
Legs
The first and the íourth pair are the longest and the second the widest. C»xae
without spines. Femura of the first and second pair with two setae somcwhat
stronger than the others. Tarsus with setae increasmg in length and strength
from the first to the fourth pair.
Description made from a holotype 9, No. 1011 in the collection of the
Instituto Butantan, without data on either locality t>r host. The material is ccr-
lainly Brazilian. This species is dedicated to the great northern acarologist S«r
Thor .
Gnathosoma
Normal palps.
The setae of the maxillicoxac are comparatively short, measuring only 22 M-
whereas the postero-internal of the hypostoma measure 50 p.
Labrum lamellar, comparatively narrow, of toothed margins.
Mandibulac of normal aspect, with crown of setae in the pulvilli. Pilus den'
tilis not dilatcd in the digilus fixus. Other structires of the gnathosotn3
impossible to describe in the holotype.
10
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXVI
135
4. Laelaps mazzai, sp n.
Figs. 6 — 7
C°niparatively small, wide and robust species, the 9 is well chitinized.
Description of the 9
(Fig. 6)
Idiosoma
^ measures 700 u in length by 550 « in width at the levei of the fourth pair;
***>' Pronounced shoulders; anterior extremity sharpened.
Central side
Tntosternum wide at the base, with very transj>arent lasciniae, which are
dl-v visihle in the holotype.
j ^ ,ernal plate — Wtder than long, with sharp prolongations bctween the coxac
an'l II and slight prolongations beetwccn coxae II and III. Measures 170 n
. "ldth at the levei of the anterior tnargin, cxcluding the prolongations, and
^ u nt i « t A. • : no * t At- _A At. ... .11
line,
i1 at the levei of the posterior, rneasuring only 98 n in length at the median
íts surface prcsents reticulation which is hardly noticeablc. The straight
. ’ ?r,0r 'nargin is slightly and the posterior sfongly thickcncd and somewhat
Cave- The anterior setac. rneasuring 85 p, are implanted at the levei of the
(jj^Cn°r niargin, and separated from each other by a spacc of 60 #i ; the me-
^ mCasurc ^25 fi in length and are about 12 ^ distant from the lateral mar-
• *bc posterior are placed at the posterior angles and measure 136 p.
^ The reticulation of the surface from the anterior margin of the stcrnal up to
tnt°stcmum indicates the presencc of a prc-stcrnal plate.
'^rtajtcniaJia elongated. wcakly chitinized with setae of about 135 p.
jn j Gcmto-ventral plate comparatively shon and wide, rneasuring alxrut 200 p
by 160 p at the widest point. There are fou- pairs of setac, the genital
!v^ ^ a and the posterior with 72 /i, the other two being fractured in the holo-
*^i ’ *^bc surface of the plate is crossed by four transversal lines, the anterior of
,s Very concavc backwards and the two posterior slightly concave fore-
ui ' ^^'Plate — Piriform, 105 n distant from the posterior margin of the gc-
w 'Cntral plate. rneasuring 105 n in length by 88 n at the widest point. The
TV mcasur^ 30 and is 15 n distant from the anterior nrargin of the plate.
I^^ed setae are placed at the levei of the posterior margin of the anus and
11
13G
Memórias do Instiluto Butantan — Tomo XII
fractured just like the unpaired one; the latter, however, according to the mark
of implantation. is supposed to be much larger than the paired ones. The late'al
angles of the plate are rounded and much more heavily chitinized, as is the ca>e
in several other species.
Inguinal platcs elliptic, veiy regular, with large antero-posterior axle, about
30 m in length.
The uncovered surface of the ventral side bears about 50 setae which
increase in length posteriorly, the posterior pair, which is the largest, measurins:
115 ti ; all smooth, only the larger presenting slight roughness.
Stigniata at the levei of the space between the coxae III and IV.
Pcritrana passing on to the lateral margin at the levei of the second pair.
Dorsal sidc
Dorsal shicld with undulated margins, corresponding to the widening of the
shoulders of the idiosoma, ver)- sharpened at the anterior extremity, with clong'
ated rcticulation at the levei of the anterior zone of the margins, which is mor<
heavily chitinized. The remaining surface of the shicld also shows rcticulation
always more pronounced behind the setae, where the line has the shape of a I >
eurrounding from the posterior concavity the point of implantation of the set**
The shicld leaves a wide edge laterally and posteriorly uncovered. the postcriof
margin being straight between the setae of the last pair. The setae are more r.u*
merous than usually, principally at the anterior third of the shicld; there a1*
16-18 submedian pairs including the vertical one. The longest setae are fl exibi**
like the third submedian pair, which is also the widest.
There are some circular symmetric marks on the surface of the shieÜ
two being marginal posterior pairs. There are also several pairs of slit-li^
po'es. There are more or less twclve marginal setae on cach side ; the posterior-
which are broken in the holotypc, secm, by the marks of implantation, to be vcO
long and strong. All the setae of the shicld are smooth. There is an anteri01
acrolatcd sculpture.
The uncovered dorsal surface has about twcnty setae on each side, the p0®'
terior paire being larger.
Legs
Leg II slightly elongated, just like the genual I. Posterior setae of the cO*H
I, II and III spine-like, wide, that of coxa II being larger. Distai seta
the coxa I implanted almost in the middle of the posterior margin of the joi,1*‘
Coxa IV with a ver)- weak seta, near the distai margin and approaching the ****
terior rathcr than the posterior margin. Femur I has a long seta and the g®11^
I two long setae. Femur II has two long setae and the genual II one. Tar*11-'
III presents the strongest setae and IV the longest.
12
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXVI
137
Gnathosoma
•formal palps.
E pis tom a membranous, of foliaceous aspect in the apex.
Mandibulae retracted in the holotype, therefore not described. The pilus
***** not dilated.
L-vbrum lanceolated, with reduced pilosity.
Conuculi slightly chitinized.
Seta of the maxillicoxae and of the hypostoma normal.
Description of the $
(Fig. 7)
^ur material consists
IPecirn
ttens
"as
of an unique female, the holotype, and thrcc male
ens, on which the description was based. The fact that these male speci-
"erc caugth at the same time as the female and on the same host, which
. not parasited by any othcr species of the same genus or of a similar genus,
^ 't^lf leads to the supposition that thcy bclong to the same spccics. It this
se ^JT°thcsis is still strengthencd by arguments of moqihologic homology.
r as tendcncy to hypertrichosis in the dorsal shicld in both sexes and the
emblance of aspect of certain setac.
Idiosoma
C)\ elliptic shape, anterior extremity slightly sharpened. The chitinization
tK- It measures 552 p in length bv 420 p in width at the levei of the
rd Pair.
V'ntral side
Vçjjj e males of this species are ver}- charactcristic duc to the aspect of the
of ^ *,ck; instead of presenting the holoventral shield, a result of the fusion
• ternaI> genito ventral and anal plates, as is the rule in the Laclaptidac
jw SlIru'ar families, thcy bear a free anal plate which gives them an andro-
tnjtj. afpearcnce- That this is not an unique case, was alrcady shown by Oude-
1 spçV0 *** Laelaps Studiên (11), conceming Laclaps pachypus Koch, 1839,
■ ,n which the same anomaly of the plates was observed.
nio*tcrnutn pilous from the point of bifurcation.
rizef , rna^'9cnito-vcntral plate — More chitinized in the sternal zone, charactc-
- the clearness of the reticulation, the mashes of which are scalc-like.
«H
n
13
138
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
The plate emits prolongations into the interval of the coxae, the anterior being
the more pronounced. The ventral zone, of indistinct limits, extends laterallj’
up to about the middle of the coxae, being 35 p distant from the anal platt
Apart from the setae, which are normally found in this plate, there are se*
veral others, four pairs being in the ventral region and two in the metasternal
zone. The supplementary setae are, in the metasternal region, much smaller than
the stemal and the metasternal, the anterior pair measuring 50 p and the p o**
terior 58 p, whereas the anterior stemal measures 76 p. the median 102 p, the
posterior 112 p, and the metasternal 105 p. The pair of genital setae me3-
sures 95 p, the posterior of the plate 57 M and the supplementary of the vefl*
trai region measures about 45 p.
There are traces of a pre-stemal plate. The male organ projects into the
middle of the anterior stemal margin.
Anal plate — Of piriform shape, measures 95 p in length by 82 p in width»
tlie anus being 18 p distant from the anterior margin. The paired setae af*
behind the middle of the anus, and measure 38 p. The unpaired seta measure*
64 p. The surface of the plate presents an elongated reticulation near the margin-'-
In some specimens the intensive dark coloration of the integument in this re-
gion raises diíficulties in tracing the lateral and posterior limits of this plate.
androgyne aspect is also marked by folds of the integument that is very 6ÍnailJ'
to the scale-like aspect of the ventral plates. Only the examination with h;?‘
magnification permits to observe the characteristic striation of the integument-
that is absent in the plates.
14
F. da Fonseca — Acarological Soles XXVI
139
Legs
The legs are enlarged, esperially leg II.
The coxae have comparatively weak setae, excepting the posterior of coxa
'"Wch is comparatively strong. The ccxa II presents a strong sting in the
lr‘íerior margin. The genual I presents one and femur I two long setae. The
fc^nual II has two and the femur II one long seta. In tarsus II there are some
!P>nes, which are very strong, specially the distai one. In tarsus I there are only
hairs.
The material under investigation consists of a 9 and three S S , caught on
a *i’d rat in the Provinda de Salta, Argentine Republic, by Dr. S. Mazza, the
PCQmens being catalogued under No. 604 in the collection of acarians of the
In*itut0 Butantan, S. Paulo.
tinathosoma
-formal palps.
Epistomo membranous, anterior margin straight, touching only the first
of the palps.
t-vbrum lanceolated, cut longitudinally, almost bifid apex, slightly pilous.
Hypostoma with 6-7 lines of dcnticlcs, usually with 3 pairs in each line.
Corniculi with very weak chitinization.
•■landibulae difficult to dcscribe, owing to the retraction, in shape of canali-
ted stems with truncatcd apex.
5. Laclaps hirsti, sp. n.
(Fig. 8)
species, weakly chitinized.
Idiosoma
^ eUiptic contour, shoulders slightly pronounced, measuring 920 p in lcngth
^ in width at the levei of the fourth pair.
y'ntral side
T^osternum pilous after the bifurcation.
plate — Well chitinized, of reticulatcd surface, measuring 200 p in
at the anterior margin, exduding the anterior prolongation, by 145 p in
15
140
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Ienght at the median line. The anterior margin is straight up to the levei of the
prolongations, the posterior being slightly and the lateral strongly concave. The
anterior prolongations such as the posterior are long, projecting between the
coxae. The anterior setae are implanted directly at the anterior margin, being
90 ft distant from each other, and 115 a in length. The median are near the
lateral margins and measure 124 p. The posterior measure 220 p and as the
other they are smooth and with very sharp apex. Apart from the two normal
pairs of pores, there seems to be another smaller pair, immediately in front of
the posterior setae of the plate.
Mctastcrnalia not very distinct, with setae of 130 p.
Genito-ventral plate — Well chitinized, wide, meaeuring about 280 m 'n
length by 288 a at the widest point. The surface is cut transversally by fotif
not very distinct lines. The genital setae measure 130 p, the two following
114 p and the posterior 122 p, all being smooth. The margin of this plate
thickened from the levei of the sccond pair of setae.
Inguiiialia — Oval, elongatcd, well chitinized, with 38 p.
Anal plate — This plate is piriform, with sculptured angles, the anterior
margin being 70 p distant from the posterior margin of the genito-ventral plate*
It measures 130 p in length by 114 u in width. The anus measures 38 p and •i
32 p distant from the anterior margin. The paired setae in front of the levei of
the posterior margin of the anus measure 76 p; the unpaircd seta is fractured
in the holotype, however, its mark of implantation indicates as almost ccrtai»
that it is longer than the paired ones, this being a rule in the genus, exceptm?
L. cxceptionalis Fons..
Stigmata of normal position. Pcritmna visible up to the anterior margin of
coxa II. Pcrítrcmatalia with triangular posterior prolongation with pore, joining
in front to the margin of the dorsal shield, which, thercíore, seems thickened.
The uneovered surface of the ventral side shows about twelve pairs of setae
in the postero-external region of the opisthosoma. the posterior pair, the l°n'
gest, measuring 168 p.
Dorsal side
Shield of the idiosoma regularly elliptic, covering almost the entire surface.
of which it leaves only a narrow lateral and posterior stripe free. Tlie surface-
all oyer covcrcd with fine points, is reticulated only near the margins, the line*
of the reticulation being fine and hardly noticeable. The surface presents also *
sculpture, consisting of lighter areolated spots from the propodosoma up to the
hysterosoma. The setae of the shield present a fine and flcxible apex, there l»eing
thirtecn submedian pairs, including the two pairs of the anterior extremity of tl>e
shield, the first and the penultimum being shorter and the posterior larger ; the*e
are also eleven marginal pairs and fifteen hetween these and the submedian onc*
16
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXVI
14J
TVre arc tvro pair óf circular niarks of refractive, identical to those mentioned in
other spides, at the heigth of the opisthosoma, characterized by a light central
Apart from the anterior pair of pores the*e are also six or seven others,
ger.erally slit-shaped. The anterior extremity of the shield is not as sharp as is the
ruk in the genus. All the setae of the shield as well as the others are smootli,
not heing indented in the apex as it occurs in other species.
Legs
Lcgs I and IV are the largest and II the widest.
Coxa I with posterior spine very wide, somewhat larger and wider than the
P°stc-ior of coxa III, of roundrd crtremity; distai seta weak at the posterior
rnarK>n, distant from the extremity.
Coxa II with two setae, both distai, the posterior larger, the anterior margin
15 toothed and shows a moderate dorsal spine.
Coxa III with posterior spine, somewhat smaller than that of coxa I and
*nterior seta curved. Coxa IV with weak distai and median seta. Femura
an<l II each with one longcr seta. Genual I with one and genual II with
longcr setae. Tarsus I with fine hairs and the rest with spinc-likc setae,
*hich are longcr in tarsus IV.
Dfscription of a female specimcn, the holotype, No. 128 in the collection of
Instituto Butantan, caught by the author on a wild rat Orysomys clinrus
ACn'eR, known hy the common name “rato do taquaral”, on 3-1-35 at Bu-
^atan. São Paulo. On the same host wcre found Ischnoladaps sp. and Lodaps
uta*tancnsis Fons..
Gnathosoma
Epistoma mcmhranous, anterior extremity sccming to Iw truncatcd, touching
aPex of the second joint of the palps.
Mandibulae long, not thickened, with crown of setae at the base of the digitus
and small seta at the base of the digitus jixus; pilus dentilis with the
talf ven’ sharp; the position of the vumdibulac in the preparation did not
^t a description of the teeth.
vj; ^°^rum very characteristic, shaped like a tongue with anterior extremity
f ' ,nstead of triangular or lanceolated, as in the majority of the species; 6ur-
e slightly pilous.
pQralabra wide, pilous.
17
142
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Styli in the shape of a progressively sharpening stem.
Malae internae in the shape of a truncated stem.
Setae maxillicoxales thin.
Selae hypostomatis inlcfnae thin and much longer than the externai ones-
Conticuli of median chitinization.
Palps normal, with 6ome comparatively thick setae on the dorsal surface oi
joints II and III.
6. Laelaps navasi, sp. n.
(Fig. 9)
Small spccies, median chitinization, with the typical morphology of the genus-
Idiosoma
Elliptic, anterior extremity slightly sharpened, shoulders somewhat pt-0* t
nounced, meaeuring 736 p in length by 530 p in width at the levei of the fourth
pair. In the holotype, the posterior extremity pre ents a slight protubcrance.
corresponding to the zone of the cribrum of the anal plate.
Venlral side
Tritostcrnum — Visible only at the base of the apex of the lasciniac which
are pilous, the median part at the rima hypopharyngis up to the height of th*
posterior setae of the hypostoma.
Slcriml plate — Well chitinized, lateral margins slightly thickened, retieul3'
tion hardly noticeable. The anterior angles form long projections between t!'e
coxae I and II, there existing smaller projections between the coxae II and
The length of the plate at the median line is 110 p and the width at the anten°r
margin, excluding the projections, 160 p. The anterior margin is slightly conve*
and somewhat thickened between the anterior setae, the lateral and the postcn<>r
being concave, the latter more strongly. The anterior setae are implanted directl)
at the anterior margin, being 64 p distant one from the other, and measure 83 1*
in length. The median are much more externai, but still very far from the '3
teral margins. The length is the same as that of the posterior, i.ê., 118 p.
posterior are of somewhat more externai position than the median, yet not touch'
ing the lateral or the posterior margins. All the setae are wide at the base and
sharpen regularly up to apex, which is very thin. The pori repugnalori have tb*
usual position and shape, its slits being, however, much wider than usual.
18
144
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
sculptured by lighter halos. Paired circular or marks also exist slit-shaped; oi
the latter there is a pair directly in front of the posterior setae and another mar-
ginal in front of the penultimum pair of setae. The shield presents nuinerou-;
ihort setae, about 50 u, excepting the first median pair and the posterior oatí.
which are long, the last measuring 110 ^i. There are about 18 median pair*-
including the anterior group. The penultimum pair of median setae, directly 31
front of the posterior pair, which generally is very reduced, is in this species o*
the same size as the majority of the other setae. The zone of the margin in the
space between the posterior setae is straight.
Legs
Robust legs, the third pair seeming to be somewhat shorter.
Coxa I with spine-like posterior seta, which is weaker than the posterior
of coxa I, and a curved anterior seta; there is, apart from this, a short and etrons.'
spine of sharp apex at the anterior margin. Coxa III with spine-like posteriof
seta. which is weaker than that of coxa II and somewhat stronger than the ante*
rior of coxa I, and a curved anterior seta. Coxa IV with fine seta, nearer th4
distai edge and the anterior margin. Genual I with a long seta and genual
with two on the dorsal side. Fcmura I and II with a longer seta each. Tarso*
I with fine hairs, others with spine-like setae longer in tarsus IV.
Dcscription of a 9 holotipe, No. 1098, caught by the employcc of the Insh'
tuto Butantan, José Navas, in Butantan, State of S. Paulo, on the 7-5-1937, on 1
wild rat, known by the common namc “rato do taquaral”, which lives in “BaO**
boo-trcci” (probably Oryzomys cliurus Wagner or O. flavescens Tiiomas)-
We dedicate the specific namc to this employee in appreciation of his great bdP
in collecting material.
Gnathosoma
Efnsloma memb"anous, wide, of trilobed apex.
Mandibulac of normal aspect, with crown of setae in the apex of the genual-
corresponding to the side of the digilus mobilis. Owing to the position of *1*
mandibulac it was not possible to verify the existence of the setae, which usual 'T
exist at this extremity of the side of the digilus firxis. For the same rcasons. 3
was not possible to draw the mandible, which seems to present three tecth in th*
digilus fixus and two in the digitus mobilis, such as a not dilated pilus dcnti /»*-
Labrum pilous of triangular rounded apex.
Paralabra foliaceous, wide, with thin prolongations.
20
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Acarological Xotes XX [VI
145
Xlalae intemae forming pilous lasciniae.
Sctae vtaxillicoxalcs equal in length to the of hypostomatis itUernac, only
SOrr>e\vhat wider.
Corniculi weakly chitinized.
Palps normal.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
8.
9.
10.
11.
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(Trabalho da A* Para*itolo«ta * Proto*oolo«ia «jo laitiUI*
Butantan. Pado à publiridad* em junho IW).
21
61S. 968.5:595. 12
NOTAS DE ACAREOLOGIA
II. Liponissus brasiliensis, sp.n., parasita habitual de roedores
e acidental do homem
POR
FLAVIO da FONSECA
^süciro
1930 vimos observando o parasitismo quasi constante de um Cavüdae
*ilvi
do
, Cavia aperca Erxl. ( rufesccnsf ), ccrtamente o mais abundante roedor
cs,re da fauna dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, por um acariano
. ^ener° Liponissus Kolenati, muito proximo de Liponissus bacoti (Hirst,
)■ Embora tivéssemos verificado algumas diferenças entre o aspeto do aca-
r*an°' já então encontrado sobre o homem, sobre Epimys nonvcgicus, Didelphys
Mr*ta. etc., c as figuras de Hirst (1), não nos atrevemos a descrever a especie
. nova, mesmo porque, sendo Liponissus bacoti (Hirst, 1913) especie já
^'n^lada em quatro continentes, Australia por Hirst, África, de onde foi descrito,
^ r°Pa. por Oudcmans (2) e mesmo da America do Norte, seria e continua a
, Operar que venha a ser também encontrada no Brasil, pois o seu hospeda-
habitual, Epimys nonvcgicus, a grande ratazana dos esgotos, é cosmopolita e
rernamente abundante entre nós.
Concordando a descrição, aliás muito resumida, de Liponissus bacoti apre-
ça ua por Stanley Hirst. com a da esj<cie por nòs encontrada no Brasil, publi-
jjj s 035 Memórias do Instituto Butantan um trabalho, Notas de Acareologia
no qual referimos o encontro de Liponissus bacoti (Hirst) parasitando
Wem
Cavia aperca e Epimys norwegicus, tendo ainda sido feitas por nós
» » - nu v. a-* p •* jfj ui/# ívi * v • i<jv> amua aiuu IvlUVO JA/ 1
referencias à ocorrência deste parasita no Brasil, em trabalho sobre pa-
^e ratos, publicado cm colaboração com Alcides Prado (4), e em outro
f ,10vas especies de Liponissus.
1
148
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Ainda recentemente na sua obra “Zooparasitas de Interesse Medico e ^ e*
terinario”, às pp. SO e 81 (5), Cesar Pinto reproduziu desenhos inéditos que lhe
fornecemos de material por nós identificado, colhido 6obre Didelphys aurita, coino
sendo de Liponissus bacoti (Hirst), quando na realidade se trata da n.sp. que
vamos descrever abaixo.
Desde que verificámos a existência de diferença entre L. bacoti e a espeae
brasileira, puzemo-nos em comunicação com a então especialista em A cari do
Museu Britânico, onde se acham depositados os tipos de Liponissus bacoti, Mi»5
Suzan Finnegan, para que fosse feito o necessário confronto, o que não poude íer
realizado na ocasião devido à ausência da encarregada da Secção, só agora no$
tendo sido comunicado pelo dr. Whittick ter sido feita a comparação por Mrs-
Hughes, que se está especializando no grupo e que nos enviou o seguinte relatorio:
“Stcrnal platc slightly longcr and much wider in L. brasiliensis.
Genital and anal plates fairly similar.
Peritrcmc extends to commencement of coxa I in brasiliensis and is more
undulating. In bacoti it only extends to just bclow the anterior edge of coxa H*
Peritrematal shield in brasiliensis is wider and better chitinized and extends
full lcnght of peritrcmc. (N. B. this may bc due to method of preparatioo
of slide).
In bacoti, shield ends anteriorly as an abrupt externai lateral projection
betwecn coxa II and III and posterior to the aperture.
Body hairs more numerous and slightly longer in brasiliensis.
Dorsal shield in brasiliensis wider anteriorly and does not taper to a point s°
abruptly as L. bacoti".
Descrição da 9
Espccie de tamanho muito variavel com o grao de repleção do exempl* r'
apresentando os cotipos (99 repletas) 828-900 u, devendo porém, ser bei*1
menores as dimensões das 9 9 em jejúm, outros exemplares havendo l*111
maiores; a còr é pardo-avermelhada nos cotipos devido à coloração do sangue dr
que estão repletos. A largura dos cotipos ao nivel do 4o par varia de 500 a 550 *
Face ventred — Placa estemal de euperficie reticulada e pontilhada, befl’
mais larga do que a de Liponissus bacoti, comparada com as Figs. de Hirst
e de Ewing (2), medindo nos cotipos 76 — 83 u de comprimento no centro P°{
133-152 n de largura no bordo anterior, apresentando, portanto, a relaÇ*0
largura: comprimento =: 1.8-2, ao passo que nos desenhos de L. bacoti apresent3
7
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXVII
149
' 05 por Hirst e Ewing esta relação é respectivamente de 1 :2,2 e 1 :3. Bordo
^nterior apenas ligeiramente convexo, bordos laterais ligeiramente concavos e
J‘ ur> posterior concavo. Cerdas da placa estemal sub-iguais, as anteriores no
^•do anterior da placa com 53 g as posteriores nos ângulos posteriores e as me-
dias
P3ra dentro dos bordos laterais, mais próximas das posteriores do que das
^-eriores, ambas com cerca de 68 g. Placa genital menos aguda do que a de L.
bacoti.
percorrida por linhas longitudinais, com espessamento central longitudinal,
aPresentando as duas cerdas em frente ao bordo posterior das coxas IV. Placa
anal com 168 X 80 g, cerdas pares ao nivel da extremidade posterior do anus,
brando por todos os caracteres a de L. bacoti, com anus a 1/2 do seu compri-
^'o da extremidade anterior. Plaqueta para-genital alongada presente, bem
®Díno a plaqueta punctiforme situada adiante desta. Duas placas maiores ao lado
s coxas IV. Cerdas metaesternais implantadas diretamente na tegumento nú.
^uetas inguinais pequenas.
^estante superfície ventral com cerdas esparsas que apresentam um pequeno
tnWhe dorsal.
Estigmas ao nivel do IV par. Peritrcma visivcl ate o nivel do Io par, com
trenatalia nitida, ao passo que em L. bacoti (Hirst) apenas atinge o bordo
*”Cri°r da coxa II.
Pat,
— Io e 4o pares são os mais longos, medindo o Io cerca de 940 g e o
Jerca de 830 g. Não ha espinhos nas coxas. Tibias I longos. Fcmurcs sen)
^P,nhos ou cerdas espiniformes.
22~ GntUosoitia — Comprimento total 350 M até o apice dos palpos. Palpos com
^ Cheüceras longas c finas. Hipostoma com os 3 pares habituais de cerdas,
* Huais o postero-intemo é o mais longo.
jQ. ^aCf dorsal — Escudo dorsal medindo 790 g estreitando-se gradativamente
cj ],raí C n^° ^ruscamcnte estreitado como cm L. bacoti, de supcrficie reti-
ne
tres
Ha 5 pares de cerdas marginais ou sub-marginais na metade anterior
P°rção mais alargada do escudo, um par mais interno posterior a estes
j. Interiores, na extremidade posterior; destes o anterior é um pouco mais
^ do mediano do que este do posterior; as cerdas sub-medianas são em
r° de 7 pares, dos quais o 4" par é o mais afastado da linha mediana. Entre
Pelf 01315 anter*or e ° niedio do grupo posterior ha uma marca com minusculo
^ vendo mais um par de marcas punctiformes iguais, porem sem pelo, ao
e Psra frente do par minusculo e dois outros pares de marcas entre a cerda
eri°r c a media deste grupo.
tV •
<jç o cnção baseiada em 4 cotipos 9 9 , capturados sobre Cavia apcrca No. 275
utantan. Estado de São Paulo.
3
150
Mi morins do Instituto Butnntan — Tomo XII
R*. i
Descrição do <S
De dimensões menores do que as fcmeas e também mais raros, medindo 0
idiosoma 550 p no alotipo e 592 p em outro exemplar do lote tipo. A largu**
ao nivel do IV par é de 300 p.
Facc ven trai — Placas fundidas numa só peça alongada, medindo cerca &
440 p , que vai do bordo anterior da coxa II até a extremidade posterior do corf°-
A porção correspondente à placa estcrnal fica situada entre as coxas II, tem
perficie reticulada, é um pouco mais longa do que larga, medindo cerca de 80 1*
até a inserção das cerdas posteriores, fazendo saliência no bordo anterior e a abef
tura correspondente ao orgão masculino ; apresenta dois pares de poros em f°rí1'í
de fenda, os anteriores transversais, situados atrás das cerdas anteriores c os p05
teriores oblíquos e situados entre as cerdas medias e as posteriores, bem afasta^
dos bordos laterais ; os quatro ângulos formam prolongamentos entre as coxas I J
II e II e III. A esta porção segue-se outra que se estreita gradativamente
o meio das coxas IV, alargando-se em seguida novamente para de novo estí**
tar-se ao nivel da confluência com a placa anal. Esta porção apresenta cinco p****
de cerdas marginais, ocorrendo, no alotipo, a existência de uma cerda supr3®0
4
F. da Fonseca — Sotas ite Acareologia XXVI l
151
iSciELO
geraria. A porção anal apresenta o anus, com maior diâmetro de 28 p no alotipo,
cerdas pares um pouco para trás do meio do anus, um pouco mais próximas
tc do que dos bordos laterais e uma cerda posterior, impar, mais longa do que
pares, ultrapassando de muito o cnbrum. Todas as cerdas da peça constituída
diferentes placas são lisas, mas as externas e as posteriores do tegumento
aPresentam entalhe apicilar. Plaqueta inguinal presente, bem como uma pequena
P Queta elíptica próxima da placa mediana.
Estigmas ao nivel do IV' par. Peritremas visíveis até o meio do Io par.
laca do peritrema nitida com mancha clara logo atrás dos estigmas.
Face dorsal — Escudo dorsal muito largo, cobrindo quasi todo o corpo,
v xando núa apenas estreita faixa lateral do tegumento, de superfide nitida-
reticulada, medindo 555 g e cerca de 300 g de maior largura. Apresenta
^ do par vertical de cerdas curtas. 8 pares de cerdas sub-medianas, dos quais
^ ^ «xtremidade posterior do escudo e cerca de 16 pares marginais ou sub-
^inais. Um pouco para diante e para fóra do par posterior ha duas marcas
^^iformes ; para diante do par de cerdas que se segue a esta ha uma cerda
oscula e para fóra, no bordo do escudo, uma marca punctiforme. Varias
***» otarcas punctiformes são ainda vistas no escudo dorsal. Todas as cerdas
escudo dorsal são longas, com exceção das verticais, e apresentam entalhe
Pr°xirn0 do apice, da mesma forma que as do tegumento nú.
n«. j
cm
152
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Gnatosoma
Mede 190 |i até o apice dos palpos. O tritosterno é pouco visível. A rí»**
hypopharyngis apresenta uma serie de denticulos. As cerdas do hipostoma apre-
sentam a mesma disposição das da 9 . Mandibulas com a conformação apre-
sentada pela fig. Palpos apresentando um tubérculo ventral-extemo no apice
do qual está implantada uma cerda relativamente forte.
Patas — Io e 4o pares são os mais longos. Coxas sem espinhos exceto a
dorsal da coxa II. apresentando 2 cerdas, excetuada a coxa IV que apresenta uma
cerda. Tibia I longa; femures sem espinhos ou cerdas espiniformes.
Descrição de um alotipo do mesmo lote que os cotipos 9 9 .
Protoninfa
Face vcntral — Placa estemal de superfide reticulada, com tres pares oc
cerdas sub-iguais. Placa anal de bordo anterior achatado e com ligeira elevação
central. Cerdas pares um pouco adiante do nivel posterior do anus, a meia dis-
tancia entre este e o bordo lateral, cerda impar mais longa do que as pares. P*3'
quetas inguinais muito pequenas e um par de plaquetas punctiformes ao nivd
destas e mais próximas da linha mediana. Entre a placa esternal e anal ha *
pares de cerdas, dos quais o anterior muito mais curto e os do>6 posteriores í°r'
mando uma fileira de 4 cerdas. Dos lados da placa anal um par de cerdas longas
e na extremidade posterior um par ainda mais longo. Exceção feita para o par
posterior que apresenta um entalhe com filamento, todas as demais cerdas ventra»
são lisas.
Estigmas ao nivel do intervalo das 3a e 4* coxas. Peritremas encurvado»-
mal atingindo o bordo anterior da coxa III, com dilatação logo adiante dos c5'
tigmas. Escudo do peritrema presente. Adiante da extremidade anterior do pen'
trema, no bordo lateral, ha uma plaqueta alongada muito nitida.
Face dorsal — Escudo do podosoma com um par de cerdas verticais nia*5
curtas c cinco pares longos até os ângulos posteriores. Xo meio do escudo ha tw
pares de cerdas longas, dos quais o 3o par mais afastado da linha mediana. ',0
bordo posterior ha um par de cerdas longas. Dois pares de marcas punctiforn**
existem neste escudo: um adiante e para fóra do Io par central e outro adian*
e para fóra do par posterior. Escudo pigidial com tres pares de cerdas longa6 e
um par minusculo entre o anterior e o medio, apresentando além disso cerca d*
sete pares de marcas circulares. As cerdas dos dois escudos apresentam entali*-
Cerca de sete pares de plaquetas são visíveis entre os dois escudos.
6
F. da Fonseca — Xotas de Acareologia XXY1I
153
Gnatosoma como na femea.
Pmh° dorsal na coxa II.
Patas como na femea, apenas existindo um es-
Fi». J
Larva
’arva
apenas puderam ser observados poucos detalhes pois foi montada
° inicio da eclosão, estando ainda com as patas dobradas sobre o idio-
’ 0 rçue impossibilitou o exame deste.
^ tosterao presente, bifido, de ramos largos, não pcctinado. Ccrdas das
'C0X(U' presentes. Das cerdas do hipostoma apenas existe o par postero-
T1°' Hipostoma terminando cm duas pontas aguçadas e bem quitinizadas.
n,:indibulas apenas se vê um esboço, no qual não se distinguem os dedos
^ ®10v*l. Dos palpos não se vêm as linhas divisórias dos artículos. NTo
em**e as seguintes cerdas: um par vertical, tres pares sub-marginais de
crescente para trás e quatro pares submedianos, dos quais o se-
COnstituido por cerdas airtas c o quarto par de cerdas mais longas. Na
""'•ade posterior ha tres pares de ccrdas longas. As cerdas da placa anal
^bern longas.
7
154
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Descrito de uma larva do lote tipo.
Descrição de 4 2 9 cotipos, 1 alotipo S , protoninfas e larva, No. 175 o*
coleção do Instituto Butantan, todos do mesmo lote tipo, capturados pelo a°'
tor sobre Cazda aperca Erxl., Xo. 275, em Butantan, São Paulo, Brasil, 1
11. VII. 1933. Metatn>os de Caz-ia apcrca, Didclphys aurila, Epiinys nonvegi^’
Hoirto sapiens, Nectomys squamipes, Eurysygomatomys spinosus catcllus, 0*T
myctcrus judex, Silvilagus minensis, Gallictis vitlala e ratos silvestres de sPP-
não determinadas, todas de S. Paulo, Brasil.
BIBLIOGRAFIA
•
Hirst, S.' — Buli. Ent. Res. 5:215.1914.
Oudemans, A. C. — Entom. Berichten 8(182) :319. 1931.
Fonseca, F. da — Mem. Inst. Butantan 7:139.1932.
Prado, A. & Fonseca, F. da — Rev. Medico-Cirurgica do Brasil 40(3) :65. 1932.
Pinto, Crsar — Zooparasitos de Interesse Medico e Veterinário, Rio de Janeiro,
Pimenta de Mello :S0 et 81 . 1938.
(Trrbath* «ia do ParatifoUç ta * PraUiMlacu do
Butantan. Dado â publxtdado em junho de 1W).
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
616 968. 5:595.42
ACAROLOGICAL NOTES
Liponissus brasiliensis. sp. n., usual parasite of rodents
and accidental of man
BV
FLAYIO da FONSECA
í;!ia S'nCC 1930 we have becn stating the almost constant parasitism of a Bra-
CaiiidaC' Cavia aperra Erxi.. ( rufcsccnsf ), certainly the most abundant
rodent of the fauna of the States of Rio de Janeiro and São Paulo, by an
(Hi'30 ^cnus Liponissus Kolenati, very similar to Liponissus bacoti
Rst‘* 1913). Although we observed some differenccs bctwecn the aspcct of
e«c ÍCa Ian> alrcady found on man, on Epitnys norwegicus, Didclphys aurita,
W an<* l^e figures of Hirst (1). we do not dare to describc the spccics as a ncw
causc having Liponissus bacoti (Hírst) bren found in four contincnts, in
r^'a ^ ^,rst. in África, where it has been dcscribcd, in Europc by Oudc-
^ and even in North America, it might bc found also in Brazil, as its
k°>t, Epimys noncegicus, the large rat of the drains, is very common
crc and cxtrcmely abundant in Brazil.
Stanley Hirsts description of Liponissus bacoti, although ver)- resumed,
th ^lat °f dic specics which we found in Brazil, we published a jiaper
Memórias do Instituto Butantan, Acarological Notes III (3), in which w<-
4fl. r" ^ finding of Liponissus bacoti (Hírst) parasiting man, Cavia aperra
*>2 f*"»*
^il
nonccgicus. We also referred to the occurrence of this parasite in
' 1,1 a Paper on parasites of rats, published in colaboration with Alcides
° (4), and in another one on ncw spccies of Liponissus.
hjjjj- JCcntly in his book Cesar Pinto (5) reproduced original figures which we
n , him believing to be of Liponissus bacoti (Hirst), when it really was
' SP- which we are now going to describc.
1
156
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
As soon as we found differences between L. bacoti and the Brazilian specitó,
we got in contact with Miss Suzan Finnegan, at that time specialist in Acari ot
the British Museum, where the types of Liponissus bacoti are preserved. in ordfr
to make a comparison. Unfortunately, it could not be done right away due to tl>*
absence of Miss Finnegan. Dr. Whittick wrote us now that the comparison ha*
been made by Mrs. Hughes, who is specializing in the group and who sent o*
the following report:
" Sterml platc slightly longer and much wider in L. brasilicnsis.
Genital and anal plates fairly similar.
Pcritranc extends to commencement of coxa I in brasilicnsis and is nio5*
undulating. In bacoti it only extends to just below the anterior edge of coxa
Pcritrcrnatal shield in brasilicnsis is wider and better chitinized and extentb
full lenght of peritreme. (N. B. this may be due to method of preparai**1
of slide).
In bacoti, shield ends anteriorly as an abrupt externai lateral projcctio*1
between coxa II and III and posterior to the aperture.
Body hairs more numerous and slightly longer in brasilicnsis.
Dorsal shield in brasilicnsis wider anteriorly and does not taper to a point 50
abruptly as L. bacoti".
Description of the 9
The size of this species varies aceording to the grade of replction of t!*
spccimen ; the cotypes present (replete 9 9 ) 828-900 a. the sizes of
9 9 must, howcver, be much smaller when fasting, other spccimens presenti^
much larger sizes; the colour is brownish-red in the cotypes due to the c°'0'
ration of the blood with which thcy are replete. The width of the cotypes at
levei of the fourth pair varies between 500 and 550 n .
Vcntral side
Stcrnal platc — Of rcticulated and pointed surface, much wider tlian that
Liponissus bacoti, compared with the figures of Hirst (1) and of Ewing (' ' '
measuring in the cotypes 76-83 u in length in the centre, by 133-152 1‘
width at the anterior margin, showing. therefore, the p'oportion wicltlt-
length = 1,8:2, whercas in the figures of L. bacoti, presented by Hirst and E"'0^ ,
the proportion is 1 :2,2 and 1 :3 respectively. Anterior margin only slightly conv**’
lateral ma-gins slightly concave and posterior margin concave. Setae of the stert1** ,
plate sub-equal, tlie anterior ones at the anterior margin of the plate mensuri11^
53 p, the posterior at the posterior angles and the median inside the lateral margi*15’
2
F. da Fonseca — Acarological Xotes XXYI1
157
approaching rather the posterior than the anterior, both of more or less 6S /i.
. Ila* plate less pointed than that of L. bacoti, crossed by longitudinal lines,
'^•ckened longitudinally in the centre, bearing the two setae in front of the po-
Stenor niargin of the coxae IV. Anal plate 168 by 80 n, paired setae at the levei
° ‘he posterior extremity of the anus, recalling by all the characteristics those of
• bacoti, with anus at halí of its length from the anterior extremity. The elongated
-genital plaquette as well as the punctiform plaquette right in front of the
cr are present. Two larger plates at the sidc of the coxae IV. Metastcmal
***** 'tnplanted directly in the bare tegument. Inguinal plaquettes small.
rhe rest of the ventral surface bears scattered setae, which present a small
<i0r<al slit
.^igmata at the levei of the fourth pair. Peritreme visible up to the levei
1 first pair. with distinct peritrematalia, whercas in L. bacoti (IIirst) it
"e' only the anterior margin of coxa II.
„ Degs — The first and fourth pair are the Iongest, the first measuring about
1* and the fourth about 830 [«. Thcre are no spines in the coxae. Tibiae I
S- Fctnura without spines or spinc-like setae.
Gnathosoma
, Total length 350 n up to the apex of the palps. Palps of 220 n. Chcliccrac
• *> and slendcr. Hypostomu with the three usual pairs of setae, the postero-
ernal tóng the longost.
Dorsal sidc
Dorsal shield — Measuring . 790 n. narrowing gradually backwards and
’ a*,ruptlv as in L. bacoti, with reticulated surface. Thcre are five pairs of
°r su^'niar&*na^ setae the anterior halí of the shield up to the
Portion of the shield, one mo-c internai pair l)ehind those, and three
* Crior at the posterior extremity ; of these the anterior one is somewhat more
in ^ ír°m ^ m^dian than tliis from the posterior; the submedian setae are
thç1 nun'^cr of seven pairs, of which the fourth pair is the most distant from
- niedian line. Between the more anterior pair and the median one of the
^^<jr‘0r group thcre is a mark with a minute hair, another pair of punctiform
^ ^tarks, without hair, at the sidc and frontwards of the minute pair and
... Cr two pairs of marks between the posterior seta and the median one of
,h,sRro„p.
y- *^'e description is based on four female cotypes, caught on Cavia aperca,
in the collection of the Instituto Butantan, São Paulo.
cm
ISciELO
D 11 12 13 14 15 16
158
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Description of the 5
Of smaller sizes than the female and also rare-, the idiosoma measuring
550 n in the allotype and 592 in another specimen of the type lot. The widtb
at the levei of the fourth pair is 300 n.
Ventral side — Plates fused into one elongated piece, which goes froto
the anterior margin of coxa II up to the posterior extremity of the body, BK*'
suring about 440 (t. The portion which corresponds to the stemal plate is placei
between the coxae II, presents a reticulated surface, Í6 somewhat longer than
wide, and measures about 80 ^ up to the insertion of the posterior setae.
projecting at the anterior margin and the opening which corresponds to the mal*
organ ; bears two pairs of slit-shaped pores, the anterior transversal, plac«<f
behind the anterior setae and the posterior obliqúe and placed between the mediai1
and the posterior setae, very far from the lateral margins; the four angles fofl11
prolongations between the coxae I-II and II-III. Behind this portion there
is another one which narrows gradually up to the middle of the coxae I' »
widening afterwards again in order to narrow once more at the levei of
confluence with the anal plate. This portion bears five pairs of marginal setae.
a supemumerary seta being observed in the allotype. The anal portion presents
the anus, in the allotype, with a larger diameter of 28 p, two paired setae
somewhat to the back of the middle of the anus, somewhat rather approaching
this than the lateral margins and a posterior unpaired seta which is longer tb*®
the paired one, surpassing by far the cribrum. All the setae of this piece, whic*
is constitutcd by the differcnt plates, are smooth, but the externai and the posteriof
of the tegument present an apical barb. Inguinal plates as well as a sta&
elliptic plaquctte near the median plate.
Stigmata at the Ievcl of the fourth pair. Peritremata visible up to the mid<Ne
of the first pair. Plate of the peritreme distinct, with light spot immediatdjj
behind the stigmata.
Dorsal side
Dorsal shield — Very wide. covering almost tlie entire body, leaving ba**
only a narrow lateral stripe of the tegument, of distinct reticulated surfa*»
measuring 555 n and about 300 at the widest point. Apart from the vertic^
pair of short setae, it bears eight pairs of submedian setae, one of which at thf
posterior extremity of the shield, and about sixteen marginal or submarginal
There are two punctiform marks somewhat in front and outwards of the posteH°r
pair; in front of the pair of setae which follows that. appears a minute seta, afl®
outwards. at the margin of the shield, a punctiform mark. Various othe*
punctiform marks are seen, bosides. in the dorsal shield. All th€ setae of
dorsal shield are long, excepting the vertical ones, and present a slit near the ape**
of the same shape as those of the bare tegument.
4
JScíEL03
2
3
5
6
11
12
13
14
15
16
L
cm
160 Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Gnathosoma. — The same as in the teniale. Legs as those of the female»
presenting. however. a dorsal spine in the coxa II.
Larve
Of the larve only a fcvr details could be observed. for it has been mounted
immediately after the beginning of the eclosion, so that the legs were
folded upon the idiosoma, making an examination impossible.
Tritostcmum present, bifid, of wide branches, not pectinated. The setae
of the maxÜlicoxae present. Of the setae of the hypostoma only the postero-
externai pair exists. Hypostoma ends in two sharp and well chitinized point»-
Of the mandibulae only an utline can be seen. in which the fixed and movab.e
fingers cannot be distinguished. The divisor}- lines of the joints of the palps
not visible. The back shows the following setae: a vertical pair, thrce
marginal pairs, the length of which increases backwards, and íour submedn0
pairs. the second one being constitutcd by short setae, and the fourth pair b)
longer setae. There are three pairs of long setae at the posterior extrenuty*
The setae of the anal plate are ateo long.
Txpc material.
* J
Dcscription of four femalc cotypes, one male allotype, protonympha ai>
larve, No. 175 in the collcction of the Instituto Butantan, all of the same tyl*
lot, caught by the author on Cazia aperea Erxl., No. 275, in Butantan, Sa°
Paulo, Brazil on the 1 1.733. Mctatypcs of Cavia aperea, Didclphys aurita, Ep»’'>'s
norwegicus, Homo sapiais, Neciomys squamipes, Euryzygomatotnys spi nOí**
catellus, Oxymyctcrus judex, Silvilagus minensis, GalUctis vittata and ficld-r*
of undetermined spp., all of São Paulo, Brazil.
BIBLIOGRAPHY
1. Hirst, S. — Buli. Ent Rcs. 5:215.1914.
2. Oudentans. A. C. — Entom. Berichten 8(182) :319. 1931.
3. Fonseca, F. da — Mem. Inst. Butantan 7:139.1932.
4. Prado, A. & Fonseca, F. da — Rev. Mcdico-Cirurg. do Brasil. 40(3) :65. 1932.
5. Pinto, Cesar — Zooparasitos de Interesse Medico e Veterinário, Rio de Janeiro, ^
tor Pimenta de Mello :80 et 81.1938.
6
616.968.5:393. 12
NOTAS DE ACAREOLOGIA
III. Ocorrência de Dermanyssus gallinae (Degeer, 1778) no
Brasil ( Acari . Demumyssidae)
POR
FLAVIO da FONSECA
As referencias até hoje feitas à ocorrência desta espccic no Brasil, provi-
n^ni da
sua confusão com um acariano muito disseminado, parasita habitual de
j^inaoeos, Liponissus bursa (Berlese), que o povo conhece com o nome de
P>o!ho de galinha”. Isto mesmo frizámos cm trabalho anterior, ao descrever-
JJJq. .
a unica cspecie do mesmo gcnero até agora conhecida do Brasil, Dermanys-
*** bra*lic>isis Fo.ns., 1937 (1).
^ Sobre o encontro de Dtmumyssus gallinae em outros paises da America
0 não possuímos dados seguros. cmlxira Ewing (2) a tenha per como ocor-
***** todos os Estados da União Americana.
p. ^',n 1937. o dr. José Reis, chefe da Secção de Ornitopatologia no Instituto
l0,°gico de Defesa Agrícola c Animal, de São Paulo, enviou-nos para deter-
uma cspecie de Dermanyssus por élc capturada sobre pintasilgo da Vc-
e‘a ( Spinus cuculahis). Pouco mais tarde efetuou nova captura sobre ca-
tin °S ^ Ctrinus canarius), fomecendo-nos igualmente o material, tratando-se
^Iws os casos de passaros de criação nacional.
Q exame da cspecie em questão revelou tratar-se de Dermanyssus gallinae
(De,
Ceer), parasita habitual de galináceos na Europa e na America do Norte.
É curioso deixar consignado que esta cspecie não foi ainda encontrada em
Winacc,
*«ar
TUe
** da mesma região de onde a estamos assinalando, parecendo só agora
Sc adaptando, embora certamente já muitas vezes tenha sido importada sem
sc tenha aclimatado.
1.
2.
BIBLIOGRAFIA
F. da — Memórias do Inst Butantan 10 :51 . 1936.
//. £. — Proc. Knt. Soc. Washington 38(3) :47.1936.
1
616.963.5:595.42
ACAROLOGICAL NOTES
Xx' ni. Occurrence of Dermanyssus gallinae (Deceer, 1778) in
Brazil. ( Acari . Dermanyssidae)
BY
FLAVIO da FONSECA
Reports of this species in Brazil werc tnade on account of ist confusion with
disseminated acarian, usual parasite of fowls, Liponissus bursa (Berlese),
* tropical fowl mite. The samc fact hae been stressed by us in an carlier paper,
1 we described the unique Brazilian species of thc samc genus known up to
e present, Dermanyssus brasiliensis Fons., 1937 (1).
-^hout the occurrence of Dermanyssus gallinae in other countries of South
Cr’ca, we do not possess reliablc data, although Ewing (2) considers it a
111011 species, which occurs in all States of the Union,
g. ^37, dr. José Reis, head of the Section of Omitopathology of the Instituto
^tofpco de Defesa Agricola e Animal, in São Paulo, sent us a species of
^rtnanyssus, which he caught on a "pintasilgo” of Venezuela (Spinus cucu-
^0r Identification. Soon after that, lic caught new material on canaries
canarius), and sent it to us; in both cases the birds wcre bred in
^ ocamination of the species under investigation showed that it was a
gallinae (Degeer), usual parasite of fowls in Europe and North
trica
It
**rtiç
*s a curious fact that this species has not been found yet on fowls in the
rcK1on, where we stated this one, and it seems that it is onlv now adapting
’ ^^ough it certainlv has been imported several times, without being ac-
a9llated.
BIBLIOGRAPHY
p
Ç *Ca‘ F. da — Mem. Inst Bittantan 10:51.1936.
Xe'n‘7, H. E. — Proc. Ent. Soc. Washington 38(3) :47. 1936.
1.
2.
593. 17:616. 9G
PROTOZOÁRIOS PARASITAS
*• Ciliado gigante, Muniziella cunhai, gen. n., sp. n., parasita de
Hydrochoerus capybara ( Holotricha . Pycnothrichidae )
FLAVIO da FONSECA
O' ciliados parasitas de grandes dimensões são extremamente raros; não
(k'Xa- por isso, de representar curiosidade digna de nota o encontro, cm um repre-
<n,ante da familia Caviidac, de uma outra especie gigante de ciliado, de que
4 I,r'nteira conhecida é Pycnothrix monocystoidcs Schubotz, 1907 (1), o maior
aliado
Parasita até hoje descrito, que atinge até 3.000, parasita dos Procaviidac
r°cavia capensis (Pallas) c Procavia brucci Gray,
■ Ciliados parasitas de Hydrochoerus capybara
O estudo dos ciliados intestinais do Caviidac Hydrochoerus capybara foi rca-
por Marques da Cunha c Julio Muniz com material proveniente das mar-
^ d°s rios Paraguai e S. Lourenço, na zona do Pantanal, no Estado de Mato
°'s° e de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.
... ^>or estes autores foram descritas nesse mamífero as seguintes cspccics de
^ados;
^'otricha:
P rot°hallidac (Cu xha ct Muniz, 1925) syn. : Rhipidostomatidac Cunha
f 1925 (2, 3) :
^ ProtohalUa undnata (Cunha et Muniz, 1925) syn. : Rhipodostoma unci-
atu"' Cunha ct Muniz, 1925 (2, 3).
tarais otrich idac Cunha, 1917 (4):
pQfaisotricha hydrochocri Cunha, 1915 (5)
f>araisoiricha acu mi nata Cunha, 1915 (5)
H ydrochocrclla intestinalis Cunha ct Muniz. 1925 (2)
cm
JSciELO
D 11 12 13 14 15 16
166
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Blcpharocorys hydrochoeri Cunha et Muxiz, 1925 (2)
Entcrophryidac Hasselmann, 1918 (6) :
Enterophrya elongata Hasselmann, 1918 (2, 6)
Enterophrya pirifonnis Hasselmann, 191S (2, 6)
Heterotrichida:
Familia?
Protolutzia hydrochoeri Cunha et Muniz, 1925 (2)
Oligotrichida:
Cycloposthiidac Poche, 1913:
Cycioposthium hydrochoeris Cunha, 19)5 ( 5)
Cycloposthium incurvum Cunha, 1915 (5)
Cycioposthium compressum Cunha, 1915 (5)
Cycloposthium maçnutn Cunha ct Muniz, 1927 (7)
Cycioposthium cristatum Cunha ei Muniz, 1927 (7)
Cycloposthium caudatum Cunha et Muniz, 1927 (7)
Cycloposthium minutum Cunha ct Muniz, 1927 (8)
Cycloposthium vorax Cunha et Muniz, 1927 (8)
Destas especies as do genero Enterophrya Hasselman, 1918, originalnicrtf
descritas como parasitas de Covia aperea, foram encontradas também em Hydr0~
choents capybara por Cunba e Muniz, que ainda observaram a pfesença de E*l(‘
rophrya elongata em Caria porcellus.
A nova especie
Além das de Cunha c Muniz, não nos consta existirem outras pesquis^5
sobre os ciliados dc Hydrochoerus capybara, não deixando, todavia, de scf
curioso não terem tido estes investigadores ocasião de registar a ocorrência d»
ciliado que vai constituir objeto da presente nota, o qual foi encontrado ^
grande abundancia em quasi todos os exemplares de capivara da mesma procC*
dencia até agora examinados. Por não nos ter sido possivel ultimamente exami*1^
hospedeiros de proveniências variadas, pouco podemos por ora informar a rcí'
peito da distribuição geográfica do parasita em estudo, sendo êle até agora ape*135
conhecido de material dos Estados de São Paulo e de Mato Grosso.
Durante a necropsia de um exemplar de Hydrochoerus capybara, prove"
niente do Parque do Estado, em Agua Funda, cidade de São Paulo, sacrifica^0
na ocasião em nosso laboratorio, o nosso colega. Prof. Paulo Artigas, chamou-*105,
a atenção para um protozoário gigantesco, facilmente visivel à vista desarma^3-
2
F. da Fonseca — Muniziclla cunhai, gen. n., sp. n.
167
1ue encontrava em grande numero no coect tn desse Caviidae. Xovos exames
Proced:doç em outros hospedeiros da mesma proveniência, sacrificados no mo-
n>ento. demonstraram a existência do mesmo intenso parasitismo.
O exame a fresco revelou tratar-se de um Ciliola, Euciliata, Holotricha, ra-
P'damente alteravel após a abertura do coecum, sofrendo lise que, em cerca de
Uln-i hora, determina o seu quasi desaparecimento do conteúdo f :cal.
Dimensões. — O que logo chama a atenção neste ciliado são as grandes di-
visões, que podem atingir 1620 u de comprimento e certamentc mais; exemplares
X 820 e de 1 . 100 X 740 u de maior largura são frequentes, havendo-os
tembeni menores, sempre, porém, facilmente visíveis a olho nú. Às suas grandes
dimensões deve a especie ter passado até agora despercebida, mesmo às pesquisas
••'arques da Cunlia e Julio Munir, cm cujo material conservado cm massa.
Proveniente de Porto Joffre, Estado de Mato Grosso, tivemos ocasião de cncon-
,rá-!o. Explica-se este fato, aparentemente paradoxal, porque o ciliado sc rompe
40 P*50 da laminula durante o exame a fresco, devido à sua grande espessura,
t°rnando-se logo irreconhecível para quem não esteja prevenido da sua existência.
Forma. — A forma ovoide predomina, sendo a extremidade anterior mais
^«ita, ocorrendo, porém, com frequência a eliptica ou mesmo a sub-circular.
^ ormações se verificam rapidamente no material visto a fresco, diluido cm so-
0 fisiologico, sem laminula, mesmo tendo-se o cuidado de substituir o liquido
CDtn frequência.
Diliatura. — O corpo do ciliado é todo densamente revestido de cilios iguais.
C?rt0s* com cerca de 10 |i, dispostos em fileiras, com movimento ondulato*io de
nímo rapido (Fig. 6). Estes cilios continuam-se insensivelmente na zona do pc-
^«Otna, recobrindo-lhe a superíicic interna, onde parecem diminuir de tamanho.
‘ c,palmcnte na parte posterior da parede interna. Xo peristoma não ha cilios
^Tancfes. nem fusão de cilios constituindo membranas.
brana
•feinbrana. — O corpo do ciliado é recoberto cm toda a periferia por mem-
krga. refringente quando vista a fresco após ruptura do ciliado, medindo
rxt Mt^e ^rgura (Figs. 5 e 6). Esta membrana é constituída por trrs folhas:
rna’ sobre a qual se inserem inúmeras fileiras de cilios, originados dc gra-
f«sais; interna, muito fina. nitida, intensamente coravel, de aspecto elástico,
tando em toda a extensão o folheto medio; e folha media que exige descrição
^ a*. pois apresenta os mais importantes caractéres da familia. É a mais larga
^ ^°^a* da membrana do corpo, salvo, talvez, cm um ou outro ponto da parede
f^sfoma em que se estreita a ponto de qyasi desaparecer, tal como já tinha
ass>nalado por Chatton e Pérard (15 p. 97) em Nicolella ctenodactyli. A
^ largura, normal nos dois terços posteriores, augmenta bruscamente no ante-
* Corno se vê nas Figs. 2, 3 e 4, a ponto de incluir toda a extremidade anterior,
'nStuindo-se do endoplasma por seu aspecto mais claro e fibrilar. Tem-se, po-
3
1G8
Memórias do Instituto Butnntan — Tomo XII
rém, a impressão de que a zona que ocupa também contem protoplasma, pois
as mesmas inclusões bacterianas do protoplasma são aí encontradas. Nos cortes
que alcançam o peristoma percebe-se ser ai a membrana bem mais fina, principal'
mente na face interna.
Peristoma — Consta o peristoma de longa e profunda fenda ventral esquerda
que tem inicio, na extremidade anterior, em abertura afunilada, prolongando-se
para trás às vezes até o terço posterior do corpo (Fig. 1). Esta longa fenda
é margeada por dois lábios juxtapostos, direito e esquerdo, dos quais o ultimo
merece descrição. Nasce da parede dorsal elevando-se para o lado ventral, com
a face que olha a fenda do peristoma coberta de cüios pouco mais curtos do q“e
os da restante superfície do corpo. A sua extremidade anterior, que forma 3
parede esquerda do funil anterior do peristoma é também elevada e arredondada.
O Iabio esquerdo se apresenta, portanto, num corte longitudinal e ventral, com 0
aspecto de uma faixa protoplasmatica rodeada pela membrana e apenas ligada 3
célula pela extremidade posterior (Figs. 2, 3). Deduz-se do exame de cortes se-
riados que o labio esquerdo forma a parede externa de uma fenda estreita c pr0'
funda, a bolsa do peristoma, de direção amero-posterior e situada à esquerda,
a qual lembra de perto a estrutura do peristoma em Cyathodinium vcstculosu*’1
Mapques da Cunha. 1914 (10). Quanto ao labio direito, parece ser formado
pela própria parede do corpo também revestida de cilios. Em cortes mais P1^'
fundos apenas se percebe a porção mediana da fenda (Fig. 4), a qual pode se»
acompanhada cm muitos cortes sucessivos, o que demonstra ser bastante Prl>-
funda. Nestes cortes se verifica, não só que a ciliatura de suas duas faces parece
ser de dimensões mais reduzidas, principalmente a da face interna, como tainbcm
que a cuticula que reveste essas faces é muito mais fina do que a da «uperíiof
do corpo.
Não conseguimos observar o ponto exato em que as partículas alimentam*
penetram o endoplasma celular, isto é, o citostoma propriamente dito. Não í0'
visto vestígio de canal alimentar, debalde tendo sido procurado, pelo emprego das
mais variadas técnicas, um aparelho nassular ou alguma solução de continuid3^
da membrana interna da bolsa do peristoma por onde pudessem passar os 3’''
mentos, não tendo mesmo sido vistos poros, como os descritos para Pycnothri *
monocystoidcs. Só numa serie de cortes, provenientes de um mesmo excmp-ari
foi vista uma vez uma invaginação da parede direita da bolsa do peristoma, 3tr3”
vés da qual pareciam ter penetrado os numerosos ciliados que se viam no
plasma.
Aliás, as grandes dimensões das particular ingeridas, vistas às vezes aind*
cm bóas condições de conservação no endoplasma. as quais podem ser consvitU1‘
(* ) A denominação de peristoma ou bolsa do peristoma é empresada Ji-n.ru
1925 (9).
Wrrí**-
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Muniziella cunhai, geri. n„ sp. n.
1G9
trit nia’ores protozoários encontrados no coccuin do hospedeiro ou por de-
^ 'egetais dc grandes dimensões, são contrarias à sua penetração por orificio
^ pcquenae dimensões. A hipótese mais provável é que, penetrado o alimento
',lla °u bolsa do j>eristoma ganhe êle o interior do protozoário, atravessando
I^retlt interna desta bolsa em um ponto qualquer desprovido de membrana li-
,ntc’ tal corr>o o acima assinalado. Apesar de termos visto alguns protozoários
mtenor da fenda do peristoma do ciliado, não nos foi. todavia, possível obser-
e ' ° l,rc«seguimento do processo de ingestão, o qual. dada a extrema labilidade
°P’cidade do ciliado em estudo, não poude ser desde logo verificada a
Oto,
“°P^as>na — Em corte-- longitudinais distinguem-se no protoplasma duas
lntenia c externa- esta ,nais c,arn- íibrilar e dc alvéolos mais finos. O cn-
171,1 rnn'to vacuolizado, apresenta no «eu interior grande quantidade de dc-
etit. '*£cta,s> às vezes dc dimensões consideráveis, bem como microorganismos
Cm i ' 'llla's sao frequentes o> ciliados Holniricha e Oliijotrirha, assinalados por
e Muniz no coecum de Ilydrochocrus ca py bar a.
— Ka extremidade posterior do corpo vê-se. na linha mediana, um
l" ° ,1C *arRa a^*rt^ra* de rnargens formadas cm curta extensão pelo cn-
0 "" i,lcnto da membrana externa do protozoário (Figs. 2, 5 c 0). E' este
° *K,nto do corP° em que, com nitidez, foi visto entrar o endoplasnta em
t lc^çao com a sujierficie externa, encontrando-se mesmo, às vezes, nos cor-
nt°s jã em parte insinuados no citopigio.
aítii • "Cle° — ^ grande espessura da cutícula c do proprio coqx> do ciliado tnr-
prr ""pnssivel qualquer observação a fresco do citoplasma ou do núcleo. Só
réni ”, l*°r compressão. a ruptura da célula >e vê o núcleo, alongado, po-
ç», (!"IUl,° *arg‘»- levemente encurvado, dc extremidades ligeiramente mais lar-
*le /,° 1Uc a zona centra*> lembrando o aspeto do núcleo de Balantidium eoli c
Po* \(^nol,,nx monocyst oides. Visto em prcj>arados clareados j>clo ícnol. unico
hüclçj50 ***° f,ua* ^ol l)°'s'vel um exame sem coloração, mostra já a membrana
dor * ®ctyemameme larga com cerca dc 4 p. anista. O núcleo tem situação ante-
' ,reita c * dc grande eixo antero-jjosterior ou obliquo. mc<lindo o maior
^‘ninado 97A «;•
^«Sen ~ U "* ' ,St° em cortes- tem estrutura granulosa, compacta ( Figs. 2. 3)
pouç, .. do as vezes vacuolos ou mesmo corpúsculos dc estrutura igual ou um
da ds substancia nuclear, os quais poderão em certos casos ser in-
d!rut a< 05 como ° micronucleo, de situação interna, pois não foi possivel divisar
do, a,8uma que lembrasse um micronucleo no citoplasma, quer cm prepara-
^vào <*Uer Cm cortes alguns casos foi possivel verificar aspectos dc di-
httclç t'lU l' ar' tencl° s'do visto em um preparado total, um núcleo dividido cm tres
l^Z s (Fig- e em outros constrição mediana, indicc de divisão em
*Vlrj a,Ua'Ia- Foi este. aliás, o unico sinal dc reprodução que poude ser obser-
n,J ciliado em estudo.
c,
170
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Sistemática
Os caracteres acima descritos permitem facilmente filiar o ciliado em estud°
aos Euciliata, Holotricha, Stoiuatca, Trichostoniata, setisu Kahl. Sua colocaça0
entre uma das familias já conhecidas, entretanto, merece algumas consideraçó^5
mais aprofundadas.
A ciliatura densa e completa, a espessura da memb 'ana e a pre ença d£
fibras de sustentação [Karioforos de ten Kate (12)], lembram a íamilia Isotn'
chidae Bütsciili, principalmente o genero tipo. Isotricha Stf.in. Difere, P°'
rém, desta familia pelo seu tamanho e pelo comportamento de sua membranâ-
Além disso, o aspecto do peristoma. o qual em Isotricha prostoma tem, segund0
Shacleton Campbell (13), contorno circular, sendo apenas ligeiramente alou*
gado em Isotricha intcstinalis, segundo ten Kate {loc. cit. Figs 17-32), aprese*1'
tando o mesmo contorno subcircular cm um outro Isotrichidac, Dasytricha r»'*"1'
nantium (ten Kate, loc. cit.), é muito diverso.
Também é acentuada a semelhança apresentada pelo peristoma de Munis*d‘s'
gen. n., com o dos representantes da familia Cyathodiniidac Marques p'
Cunha, 1914 (10), criada para incluir o genero Cyathodinium, que inclui ps*3-'5
tas do coccum de um outro Caviidae, Cavia aperca Erxl. Muito mak> proxi,fl0
é, porem, o parentesco existente entre Muniziclla, gen. n., e a aberrante fanúl**
Pycnothrichidac Poche, 1913 (4) (= Nicollcllidae Chaton ct Pérard, 1919)*
Esta familia foi criada por Poche ( op . cit.), que para ela erigiu a nova ord**1*
Pycnotrichidac Poche, 1913, para incluir o então unico representante conhtÓ“9
Pycnothrix monocystoidcs Schubotz, 1907 (1), tendo sido o seu estudo apí®’
fundado por Oiatton c Pérard cm 1919 (11) e 1921 (15). A esta familia l*r
tencem as tres espccics seguintes, cujo estudo minucioso, levado a efeito P°f
Chatton e Pérard, nenhuma duvida deixa sobre a sua intima ligação com
ziclla cunhai, sp. n.: Pycnothrix monocystoidcs SfitUBOTZ, 1907 (1 e 15),
sita de Procavio capensis (Pallas), da África do Sul, e Procavia brticci C*"
da Abissínia; Nicollella ctcnodactyli Chatton et Pérard. 1919, parasita &
Ctcnodactylus ijundi (Pallas) de Tunis; Coilineüa gundii Chatton ct PÉ*'*1*"
1919, também parasita de Ctcnodactylus guudi ( Pallas) de Tunis.
Os aliados desta familia são. portanto, conhecidos parasitas de duas orde'1*
Ungulata (Procaviidac) e Rodcnrio ( Octodontidac , Ctcnodactylinae). A
cie aqui descrita provém também de um Rodentia Hystrichomorpha, mas di-‘ 3
vez da familia Caxóidac, o maior dos roedores existentes, Hydrochoerus capy^
Erxl., 1777.
Sobre a distribuição geográfica apresenta Muniziclla, sp. n., a particulari^30
de ser a unica especie extra-africana da familia. . I
As dimensões, só ultrapassadas por Pycnothrix monocystoidcs, o extraoo^
nario desenvolvimento do folheto medio da membrana no polo anterior, uni
6
F. da Fonseca — Muniziella cunhai, gen. n., sp. n. 171
111315 'mport antes carateres da família, e o aspeto excepcional da bolsa do peris-
t0ma- constituem os elementos comuns de maior relevo entre Muniziella cunhai,
'P- n-. e os restantes Pycnothrichidae.
Xão nos é por ora possivel dar um papel decisivo ao fato de não ter sido
«rvado micronucleo na especie em estudo, o que constituiria exceção unica na
1 ta. pois não podemos excluir a hipótese de ttr sido o numero de cortes por
n ** examinados, casualmente insuficiente para surpreender o micronucleo, talvez
muit0 P£queno. Aliás, o preparo de cortes seriados oferece em Muniziella difi-
^dades excepcionais devido à presença no jyotoplasma de detritos vegetais de
^Tant^Cs dimensões.
Muniziella, gen. n.
pycnothrichidae constituídos por grandes ciliados de forma eliptica mais ou
t<ri f ' a'ar‘P>da, cuja Irolsa do peristoma com ça afuni ada na extremidade an-
c Se prolonga em forma de fenda até para trás do meio do corpo. Seu ta-
trç ' contorno* forma do núcleo, aparelho bucal e citopigio distinguem-no dos
* rtetantes generos da familia.
RESUMO
'"»**//« cunhai, gen. n. et sp. n., é um novo ciliado gigantesco, visível a
^ ru. medindo ate 1620 p de comprimento., parasita do coccuin dc Hydrochoe-
^ Ca!'yhara do Brasil. Seu estudo permitiu inclui-lo entre os Holothricha, Sto-
l richostomata, sensu Kaiil, c colocá-lo na familia até agora cxclusiva-
,p -africana dos Pxcnothrichidae PociTE.
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8
»
»«. •
cm
SciELO
r
• Fonseca — Muniziella cunhai, gcn. n.. sp. n.
Mcm. Inst. IJutantan
Vol. XII — 1938*39
Fü. 5
593 17:616.96
PARASITISCHE PROTOZOEN
-m Riesijjes Infusor, Miuiiziella cunhai . gen. n., sp. n., Parasit
'on Ilydrochoerus capybara ( Holotricha . Pycnothrichidae)
VOSi
FI.AVIO da FOXSECA
k'*her ais am Hydrochoerus capybara parasitierend bekannten Ciliaten.
'kUsserordentIich grosse parasiti.-chc Ciliaten sind sehr selten. Die g‘osste der
,-4' •‘• 'V nrv?011 ^yc"Gl^r‘r monocystoides Sciiubotz, 1907 (1), ein Infusor,
' 5* *n «ler Lãnge errcichen kann und das die Procaviidac Procavia ca-
‘ rocama brucci parasitiert. Benierkcnswert its die Tatsache, dass
^licíT an<,CrC ncscnRrossc Art «iuf einem Wirt einer verse hiedenen Familie,
w0r , C hydrochoerus capybara. das Wasscrschwcin, ein Caviidae , geíundcn
"■n ist
cn,j jJ’ ,)arn'ciliaten von Hydrochoerus capybara sind von Marques da Cunha
p i,Uniz Ijearbeitet worden. Ihr Material stammtc aus der Umgtbung der
nn,| a ara€u*iy und S. Lourcnço. in der Pantanalzone, ini Staate Matto Grosso,
Y ■^,1k'ra dos Reis. im Staate Rio de Janeiro,
hvi, -°? Íencn Forschem sind aus diesem Wirtc folgende Arten von Ciliaten
^ worden:
Ho,««richa:
n .\li dialhdac (Cunha et Muniz, 1925) svn. : Rhipidostoniatidae Cunha
' 1925 (2 und 3) :
lincniata (Cunha cl Muniz, 1925) syn.: Rhipodostoma unci-
t, x»a et Muniz, 1925 (2 und 3)
para,*oirichidac Cunha, 1917 (4) :
p "u,,richa hydrochoeri Cunha, 1915 (5)
ff raiSo,richa acuminata Cunha, 1915 (5)
■dcoehocreUa intestinalis Cunha et Muniz, 1925 (2)
cm
SciELO
11 12 13 14 15 16 17
174
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Blcpharocorys hydrochocri Cunha et M»'xiz, 1925 (2)
Entcrophryidac Hasselmaxn, 1918 (6) :
Entcrophrya elongala Hasselmann, 1918 (2 und 6)
Enlerophrya pirifonnis Hasselmann, 1918 (2 und 6)
Heterotrichida:
Familic t
Protolutcia hydrochocri Cunha et Muniz, 1925 (2)
Oligotrichida :
Cycloloposthiidac Poche, 1913:
Cycloposthium hydrochocris Cunha, 1915 (5)
Cycloposthium incurvum Cunha. 1915 (5)
Cycloposthium comprcssum Cunha, 1915 (5)
Cycloposthium mognum Cunha et Muniz, 1927 (7)
Cycloposthium cristatum Cunha et Muniz, 1927 (7)
Cycloposthium caudatum Cunha et Muniz, 1927 (7)
Cycloposthium minuium Cunha et Muniz, 1927 (8)
Cycloposthium vorax Cunha et Muniz, 1927 (8)
Von diesen Arten warcn die der Gattung Entcrophrya Hasselmann, 19^
ursprünglich ais Schmarotzer von Cavia aperca bcchri l>en worden. Cunha un°
Muniz haben Entcrophrya elongala auch auí Cavia porccllus geíundcn.
Die neue -Xrt.
JUH
Ausser den beiden obcn zitierten Autorcn ist uns k in anderer bekannt, c
sich mit den Ciliaten von Hydrochoerus capybara beschãftigt hãtte.
ist es merkwürdig, dass dic hicr beschriebene neue Art den beiden Protozo°*<r
gen unbrmerkt blieb, da diese* Infusor in reichlichcr Anzahl im Dickdann ,iSt
aller Wasserschweine derselben Herkunft zu finden ist, eine Tatsache. &***
Ursache veiter unten noch besprochen werden wird.
Da es uns nicht niõglich gewcscn ist. Material aus anderen Gegendcn
studieren, kònncn wir vorlàufig in Bczug auf die geographi eh: Verbreitung
Art nur aussagen. dass sie in den beiden Staaten von S. Paulo und Matto 0*°*^
vorkommt. Das typische Material stammt aus S. Paulo.
Diese Art ist zum ersten Mal in unserem Laboratorium bei der Sekl!<
ck*
eines Wasserschweine, das aus dem Orchideengarten von Agua Funda >n ^
Stadt S. Paulo stammte. von unserem Kollegen, Prof. Paulo Artigas. der n
2
F. da Fonseca — Muniziella cunhai, gen. n., sp. n.
175
H i
m:n‘hen suchte, mit blossem Auge gesehen und dem Verfasscr sogleich gezeigt
*°rden. Eriuute Untersuchungen haben im Dickdarm anderer Wasserdiweine
5e-o:n Herkunft g'eichfalls einen reichlichen Parasitismus enviesen.
^ ^'e Cntersuchung an fritchem Material hat gezeit. dass es sich um ein Ci-
a ■ Euciliata, Holotricha, handelte. das nach üffnung des Dickdarms schnell
^ncai lytischen Prozess unterging, der innerhalh einer Stunde das fast võllige
ersch.vinden der Ciliaten bedingt.
Grõsse: Die ungeheure Grõsse dieser Protozoen ist die erste Tatsacbe,
ecbc die Aufmerksamkeit bei ihrer Beobachtung erweckt. Sie kõnnen bis
' ^ « in der Lánge messcn und sicher auch noch mehr; Individuen mit 1-200
pj R2n u grõssten Breite und 1.100 zu 740 p sind hãufig zu sehen; auch kleinere
. Wnplare sind vorhandm, die jedoch immer noch leicht mit blossem Auge
Khtbar sind. Dank ihrer ungehcuren Grõsse muss die Art bis jetzt unbekannt
j ^'e^n sein. Die Erk’ârung dieser scheinbar widersprechenden Tatsachc liegt
• dass bei der gewõhnlichen protozoologischen Untcrruchungstechnlk im fri-
, n Zustande diese Ciliaten durch das Gewicht des Deckglascs zerquet.cht und
“rch unerkennbar und mit unbelebtcm Material verwechselt werden. Zur
‘ «chtung im lebenden Zustande muss man unbedingt ohne Deckglas arbeiten.
j l'°r>n: Mcistcns sind die Parasiten cifòrmig, mit einem engeren Vorderen-
p 1), clliptische oder sogar fast *und'iche Formen sind âber nicht selten.
dei C**CS' 'n physiologischer Kochsalz-Lo ung bcobachtetes Material wird lcicht
0rniiert, selbst wenn man die Trocknung durch Hinzufügen von neuem Wasser
^indert.
D . ...
ku ^"'Pcrung: Die ganze Obcrflãchc ist dicht mit untereinander glcichen.
Ct"a ^ P kmgen (Fig. 6). in Rcihen angcordnetcn Wimpern l>edeckt,
j *Inc We^enartige, schnelle Bewcgung zeigen. Diese Cilenrcihen setzen sich
r iVri-tonigrube weiter fort, wo die tinzelnen Elemente kleincr werden,
,!V^Crs am hintersten Tcil der inneren Wand. Im ganzen Pcristomf :ld gibt es
r Erossc isolierte noch vcrklebte Wimpern die die Membrancn bilden.
K õrpcfhifflg Die ganze Oberfãchc wird von cinc- m eis tens ungerfãhr 10 p
'!> ‘ *',£- 3 c 6), im frischen Zustande stark lichtbrcchendcn Pellikulc l»cd.ckt,
a<1' drei Membranen bestcht, welche den scltsamstcn Betrag zeigen.
^í!]^ aussere Membranc bedcckt normalerwcise dm ganzen Kõrper und trãgt
W iniperreihen, die auf Basalkorperchen cingcpflanzt sind.
1*-^^* m*ttlere Membrane aber. die an den hintercn zwci Drittcln normal ist,
(.• ain vorderin Drittel aTmãhlich auf solclie Wci e aus. wie man an
j 'íturen 2. 3 und 4 ersehen kann. dass sie das ganze Vorderende cinnimmt
r,,nn U Cr *aum anzunehmen, dass in dieser Gegcnd auch kein Protoplasma ist.
K Ilan s*cht auch hier dieselben zahlreichcn bakícriellen Inklusioncn, dic im
roi°pla
sma vorliandcn sind. Vom Endoplasma unterscheidet sie sich durch ihr
3
176
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
klares, fibrillãres Aussehen. Ausnahmsweise verschmãlert sich clie mittlere Me*11'
brane an der Mundgrube soviel. dass nur ein vi'tueller Raum zwischen der
ãusseren und der inneren Membrane iibrig bleibt. eine Tatsacbe die auch von
Chatton und Pérard (15, S. 97) bei Xicollella clenodactyli beobachtet worden ist-
Die innere Membrane ist viel dünner ais die ãussere, stãrker fãrbar, von
elastischem Aussehen und begrenzt ülterall deutlich die innere Wand der mittle*
ren Membrane; auch bei ihr beoliachtet man ein grosses Ausbreiten am Vordef*
ende. Selbst and dtn fast undurchsichtigen Totalprãparaten kann man sie nb
und zu ais eine Grenze zwischen dem von der mittleren Membrane gebikleten
klaren Yordcrende und dem dahinter liegenden, dunkleren protoplasmat i sebefl
Teil finden.
Diese Struktur der Kõrixirhül!e stimmt võllig überein mit der Arbeit übcf
Xicollella clenodactyli Chatton cl Pérard, 1919 (11) und Pycnolhrix tnonoc)*'
toides ScitUBOTZ, 1909 (1), wie es sich aus dem Vergleich mit der wunderbarrfl
Arbeit von Chatton und Pérard (15) ergibt.
Peristom: (*) Wird von einem langen. tiefen. v entrai und links sich
befindenden S]>alt gebildet, welciier am Vorderende ais eine trichtef'
formige Einstülpung anfãngt und sich bis zu dem hinteren Drittel des Korpc*5
fortsetzt (Fig 1). Dieser lange Spalt ist von zwei dicht nebeneinanderliegenden
Lippen begrenzt, von decen wir die linke hicr kurz besprechen wollen. Sie steig*
von der dorsalen Wand der Peristomgrubc steil hervor, indem ihr rundliches \ °r'
derende die linke Wand des vorderen Peristomtrichters bildet. Im'olgedesscn
erscheint die linke Lippe in einem ventralcn Lãngsschnitt ais ein von der Pellik»1'3
umgebcner protoplasmatischer schmaller Streifen, der nur am Hinterende mit de®*
Kòrpcr in Verbindung steht. (Fig. 2 und 3). E, ergibt sich au* der Untcrsud1'
ung von Serienschnitten, dass die linke Lippc die ãussere Wand eints ticí***
schmallcn Sjsalts, der Peristomgrubc, bildet, die links von vorn nach hinten verlã°
und dessen Aussehen stark an das von Cyalhodinium vesicolosum Marques <**
Cunha, 1914 (10) crinnert. Die rechte Lippe scheint von der mit Wimpc01
übertleckten Kõrperwand selbst gebildet zu sein. In tieferen Schnitten sieht r,,3l,
nur die Mittelzone der Grube (Fig. 4), die in vielen aufeinanderfolgcndc,,
Schnitten ve*folgt werden kann, was ein Beweis ihrer ziemlich grossen *1 ‘C,L
darstellt. In geschnittenen Ciliaten sieht man nicht nur. dass das Wimperkfc*”
in der Gruhc kíirzcr, sondem auch, dass die Pellikula viel dünner ist. ais die dcf
Oberflãche.
Es ist nur nicht gelungen. die genaue Stelle ícstzustellcn. wo die XahriH1^
j)artikeln in das Endoplasma eindringen. Obwohl die verschiedensten Tcchi*1
ken angewandt worden sind. wurde kein richtigei Cytoston gesehen. Wrgcbef*-
(*) Die Bczeichnung von Peristom <xtcr Per’stomgrubc ist hier icnsu
1925 (9) gcbraucht.
Wrr*11*
4
F. da Fonseca — Muniziclla cunhai, gen. n„ sp. n.
177
l5t auck >n dcn meisten Schnitten ein Reusenapparat oder irgend eine Unter
‘cctlunS der inneren Membrane der Peristomgrube gesucht worden, wodurch
^ahrung das Endoplasma erreichen kõnnte. Auch sind keine kleineren Off-
nungen zu sehen, wie sie in der Mundrinnc von Pycnothrix vwnocystoidcs bc-
c^-’cben worden sind. Nur bei eineni einzigen Exemplar ist eine weite Einstülp-
"‘nK der Pelükula am Vorderteil der rechten Wand der Peristomgrube gesehcn
*0rden, wodurch die zahlreichen am Endoplasma sich befmdenden Protozoen
Ingang gefunden zu haben schienen.
^ ^ t^ie Grosso der von Muniziclla cunhai, sp. n.. verschluckten Xahrungsparti-
n- die aus den grõsstcn im Dickdarm des Wirtcí sich befindenden Ciliaten oder
^ar aus grossen Pílanzenbruchstücken bestchen kònnen. sprechen gegen die
^ c enheit einer engen Eingangsoffnung. Wahrscheinlicher ist es, dass aus
^ ^ 'r,stomgrube die Nahrungspartikeln in das Endoplasma durch rgendeine
der inneren Wand eindringen, wo eine Unterbrcchung der Mcmbrancn
!**■*. wie schon oben gesagt worden ist. Obwohl wir mehrmals Protozoen
hnern der Peristomgrube gcschen liaben, ist es uns nicht mõglich gewesen,
T ^ndurchsichtigkeit des Ciliaten hall>er, den ganzen Vorgang der Nahrungs-
hltle im frischen Zustande zu verfolgen.
l r°l°plastna: Die Beobachtung der in «ler IJiiigc durchgeführten Schnittc
^ ^ protoplasmatiche Zoncn erkenncn. von denen die ãussere enger, klarcr
'°n fibrillãrem Ausschen ist.
j.., *);i' Endoplasma ist stark vakuolisiert. trãgt vicie, manchmal sclir grosse
\j n?cn^mchstücke, wie auch Mikroorganismcn, darunter die von Cunha und
,Wllz aus dem Dickdann von // xdrochocrua capxbara beschricbenen Oliqolricha
Holotricha.
tçr (' '^Pyyiuw : Am Hintcrende liegt in der Mittcllinic des Kiirpcrs ein brei-
p^^-v*°pigium dessen Afterrõhre von der kurzen Einstülpung der ãusseren
d;ç !kul,'‘ ^‘bildet wird und in einer Ausscheidungsvakuole anfàngt. Diesc ist
«!*
■ ’3l nioglich, an der Afterrõhre halbhincingedrungenc Dctriktc zu bco-
Cl,,z,ge Stelle des Kòrpers in der eine unmittelbare Vcrbindung des Endoplas-
n,|t der Oberílãchc stãndig gesehen worden ist (Fig. 2, 5 und 6). Es ist
*n.
Pr< ^a^'r°nuklcus : Die grosse Dichte der Pcllikula macht die Beobachtung des
dür, t ' 3 "Uls °^er ^cs ^crns >m frischen Zustande unmòglich. Wenn man aber
^Mlck (i'e Zelle aufplatzcn lásst, wird let/.tcrer deutlich ais eine grosse.
al*gegrenzte Masse sichtbar. die schwach gelxjgcn. mit stumpfen Enden
l,^hr ,,reit ist, manchmal in der Mitte schwach eingeschnúrt und stark an dem
b> ’nukIeus von Balantidium coli und von Pycnothrix inonocystoidcs erinnert.
hflmiiithologischer 'Pccbnik, dem einzigen íür eine Beobachtung ohnc
nU mbglichen Verfahren. mit Carbolsãure aufgehellten Ciliaten, lassen schon
178
Memórias do Instituto Butnntan — Tomo XII
die ausse'ordentlich dicke strukturlose Kemmembrane erkennen, die ungefãhr 4 »
breit ist. Der Kem liegt nahe dem Voiderende in der Lãngsrichtung oder auch
quer gestellt: der grõsste gem ssene "ar 270 u lang. In Schnitten erscheint d«e
Struktur fein kõrnig. kompakt (Fig. 2 u. 3) ; es sind manchmal vakuolen oder
sogar Bildungen im Innern des Kems gesehen wordrn, die eine entweder gleiche
oder nur leicht verschiedene Struktur zeigen, welche vielleicht den Mikronukleus
darstellen. Ein ãusseres Mikronukleus ist. weder im Totalprãparat noch >n
zahlreichen untersuchten Schnitten, jemals beobachtet worden.
Ais Hinweis einer Kernteilung ist manchmal auch die Einschnürrung de?
Kems anzusehcn. Ein einziges Mal ist ein Kern gesehen wordrn (Fig. 1). ,n
dem aus der Teilung drei Tòchterkerne ontstanden sind. Diese waren dif
einzigcn Spuren einer Vermehrung des Ciliaten, die beobachtet werden konnten-
cytoplasmatische Teilung ist uns nie zu Auge gekommen.
Systematisches
Die obcn beschriebenen Charakteren lasscn das hicr studierte Infusor leicht
in die Euciliata, Holotricha, Stomatca, Trichostomata, sensu Kahl, einreihen kanfl
Seinc Einschliessung in einer der schon bekannten Familien ist jcdoch einer nãhere11
Besprcchung wert.
Das dichte, vollkommene Wimpcrkleid, die grosse Breite der Pellikula
das Vorhandcnscin von Kcrnstielen ( Karyophoren von ten Kate (12) ), crinnet11
stark an die Isotrichidac Bütschli, besonders an die typische Gattung Isotrid*8
Stein. Es untcrscheid t sich al>er deutlich von die er Familie durch seinc Grõs^
und durch das Bcnehmcn seiner Pellikula. Der Peristom. der im Isotricha f'r°s
toma, nach Shackleton Campbell (13), rundlich und der der Isotricha intestinal
naeh ten Kate (loc. cit., Fig. 17-32). nur schwach verlãngert ist, was auch h**
einem anderen Isotrichidac, Dasytricha ruminar ti um (nach ten Kate. loc, cit-) ^
Fali ist. ist ausserdem bedeutend verschieden.
Grosse Ahnlichkeit zeigt auch Municiella, gen n., mit den Vertrctern c^f
Familie Cyathodiniidae Marques da Cunha. 1914 (10). die für die auch 1(11
Dickdarm cincs anderen Caz-iidac. Cavia apcrca Erxl.. parasitische Gattung O"**
thodinium bcgründet worden ist. Da aber diese Ãhnlichkeit sich auf das Auss-h411
des Peristoms beschrànkt. darf die neue Art nicht in diese Familie einget4'*51
werden.
Vicl grõsser ist die Verwandscliaft. die zwischen Muniziclla, gen. n., und (‘ef
b.mcrkcn werten Familie Pycnothrichidae Poche, 1913 (14). (= Nicollali'^
Chattox et Pérard. 1919) besteht. Diese Familie ist von Poche ( op ■ ***
ais d:e cinzige einer neu.n Ordnung. Pycnothrichidae Poche, 1913, für Pyc*0"
thrix monocystoidcs Schubotz, 1907 (1) l)egründet worden. und dann '°fl
Oiatton und Pérard im Jahre 1919 (11) und 1921 (15) genauer untersu
6
F. da Fonseca — Muniziella cunhal, geri. n., sp. n.
179
d®- 2u dieser Familie werden bis jetzt drci Alen gezãhlt, deren grimdliche
^atton und Pérard durchgeführte Beschreibung keinen Zwcifel über ihre
nvandschaft mit Muniziella cunhai, sp. n., bestehen lãsst. Die drei bis jetzt be-
níen Arten der Familie Pycnothrichidae sind folgende:
Pycnothrix monocystoides Schubotz, 1907 (1 und. 15), Parasit von Proca-
cal’cnsis ( Pallas) aus Südafrika und Procavia brucci Gray aus Abyssinicn;
Kicollella ctcnodactyli Chatton et Pérard, 1919, auch ein Schmarotzer von
Ctc nodaclylus gundi (Pallas) aus Tunis.
tbese Ciliaten sind infolgedessen aus zwei verschiedenen Ordnungen,
mamIich Ungulaia (Procaviidac) und Rodentia ( Octodontidac , Ctcnodactyli-
K°e) schon bekannt. Die jetzt hier beschricbene Art stammt auch von einem
cntia Hystrichomorpha, aber diesmal aus der Familie Caviidac, dem grò sten
kbenden Nagetier, das Wasserschwein, Hydrochocrus capybara Erxleb.,
^ ber die geographische \rerbreitung muss hervorgchobcn werden, <lass Mti-
Ki'ldla cunhai, sp. n. ,die einzige ausserafrikaniscbe Art dieser Familie ist.
Grõsse, die nur von Pycnothrix monocystoides überschritten wird, die
*^sserordentliche Entwicklung der mittleren \\’and der Pellikula am Vorderende,
«ner der wichtigstcn Mcrkmalc dtr Familie bildet. und die seltsame \ erlãn-
K^ning der Peristomgrubc. sind die wichtigsten gemeinsamen Charakteren der Mu-
*l<CI<^a 'unhai, sp. n., und der Familie Pycnolhrichidoc.
Dem Fehlcn eines Mikronukleus, wae cinc Ausnahme l>ci den Pycnothrichidae
m es sen wir vorlãufig kcinen entschcidcndcn Wert 1>ei, da die Mõglich-
r,t ^stcht. dass die Zahl der von uns untcrsuchtcn Schnittc zufãllig nicht aus-
Sç 1Cn * ^ewescn >st urn den vicllcicht zu kleinen Mikronukleus zu sehcn und
», CT,Schnitte überhaupt nur sehr schwcr bei Muniziella wegen den groesen
*cnbruchstückcn am Protoplasma gelingen.
.Muniziella gen. n.
meh* oder weniger breit elliptiscnen
Q. ^Mnothrichidae : Wird von grossen.
anptCn Ke^’'d-t, deren Peristomgrubc ventral trichterfõmig am Vordcrende
, und spaltfòrmig bis hinter die Mitte des Kõrpers vcrlãuft. Sie unter-
*det sich von den anderen drei Gattungen der Familie durch ihre Grdsse,
Jrper . uncj Kernform, Mundeinrichtung und Cytopygium.
7
180
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS
Fig. 1 — Preparado total mostrando o macronucleo em divisão e o peristoma. Colo
ração pela hematoxilina íerrica (Met. de Heidenhain).
2 — Corte longitudinal no qual se vèm o macronucleo, o citopigio, o labio es-
querdo da bolsa do peristoma e o grande espessamento da folha media da
membrana, caraterístico da familia Pycn&h rich idae.
3 — Mesmo exemplar da Fig. 2 visto em altura diversa para mostrar as relações
do labio esquerdo do peristoma.
4 — Corte passando pelo fundo da bolsa do peristoma.
5 c 6 — Cortes passando pelo citopigio de dois exemplares diferentes, vendo-se 3
insinuação de detritos, os folhetos da membrana e a ciliatura.
TAFELERKLARUNG
Fig. 1 — Totalprãparat. Tcilung des Makronukleus. Pcristom. Eiscnhímatoxiliníãrbunf!
nach Heidenhain.
2 — Langssclmitt. Makronukleus, Cytopygium, linkc Lippe der Pcristomgrube
und ausscrcrdentliche Ycrbrcitung der mittlcrcn Mcmfcrane der Kõrperhúlle*
ein Keniueichen der Fam. Pycnolhrichdac. sind sichtbar.
3 — Lángsschnitt durch cinc andere Hõhc dcsselben Excmplars, um dic B'_zichungrtl
zu der linken Lippe zu zcigen.
4 — Schnitt durch den Grimd der Pcristomgrube.
5 u. 6 — Schnitt durch den Cytopygium von zwei verschiedenen Excmplarcn. l,x*
Hineindringen von Detrikten, sowohl wic auch dic Mcmbrancn und *l,c
Bewimpcrung der Kõrpcrhüllc sind dcutlich crkcnnbar.
(Trjh.Iho d« S»»ti. *■ hmM(k • PrsisssaUsi» ***
Bnlanlsn. Ojdo • pubhruiada ra Junho ir ISIS).
8
595.77
DESCRICÃO do macho de flebotomus arthuri
FONSECA, 1936 ( DIPTERA . PSYCHODIDAE)
POR
FLAVIO da FONSECA
(com 3 figuras no texto )
V)
f<
sempre é facil atribuir a uma determinada especie. anteriormente des-
um exemplar de sexo ojx>sto ao que serviu à descrição, mormente tratando-sc
Cinero com especies numerosas c às vezes distinguidas apenas por filigranas dc
^orfologia. Este é o caso no genero Flebotomus Rondam, 1840. no qual não
“ especies são muito numerosas, como também de muitas só se conhecem as
e,,lcas uu machos. Autores ha que julgam só se ficar autorizado a atribuir um dado
c*«"plar de sexo opo-to a uma das especie- preexistentes, quando os indivíduos
- v*n* de uma mesma postura ou quando são encontrados cm copula, como si
. ** '"ateria pacifica que a copula, entre os componentes do genero Flebotomus,
1 'ves se logar entre indivíduo- da mesma cspecic.
Mesmo abstraídos os casos em que a esjxcie é caracterizada jxjr um elemento
ffologico de valor excepcional e presente nos dois sexos, como no subgencro
'"toniyia. ]x>r exemplo, caso que dirime qualquer duvida, ainda assim c às vezes
r^>"i\xrl. com alto grau de probabilidade, filiar um novo flebotomo a uma especie
conhecida jxda descrição do outro sexo. o que nos parece ser verdade cm Fle-
b0,0»us arthuri.
Este especie. por nós já identificada de material capturado em domicilio da
Aferia da cidade de S. Paulo (rua Oscar Porto), foi originalmente capturada
^ '"atas da Serra da Cantareira, na imediata vizinhança da mesma cidade. Dcs-
"tatas, onde, já fazem quatro anus. vimos colecionando Flebotomus. só con-
*&uinios até agora obter as especie- /•'. fisclteri Pinto, 1926, F. montkolus C.
1935. F. limai Fonseca. 1935, F. migonei
e F. arthuri Fonseca.
**A> 1932. F. alphabctieus Fonseca
^^0, que aqui assinalamos pela primeira vez
f vizinhanças dessa região apenas é conhecida ma* uma especie. F. iti
r,nedius Lutz et Neiva. 1912. Ora, dc F. intennedius e de F. fisclteri já se co
1
182
Memórias tio Instituto Butantan — Tomo XII
nhecem ha muito os o <5 . de F. monticolus, alphabcticus e limai, apenas {oram tu
capturados, em quatro anos, um exemplar de cada um dos dois primeiros e dois
do ultimo, sendo sem duvida especies raras. Excetuando a especie intcrvwdlUS
todas as restantes têm o 5o articulo dos palpos maior do que o 3o salvo, talvez,
F. alphabcticus de que não se conhece o 5o articulo dos palpos.
O encontro, em um lote de cerca de 200 flebotomos, capturados em domiciho
situado naquelas matas, atraídos pela luz, de cerca de 150 9 2 de arthurí, 50 S &
e 9 2 de fischeri e um só <5 desconhecido, dá por si só grand; probabih'
dade de tratar-se de S de arthurí. Essa probabilidade se transforma cm qus*>i
certeza, quando se verifica que, como e:n F. arlhuri, o 5o articulo dos palpos n°
4 referido é menor do que o 3o (Fig. 1), o que apenas ocorre em um pequenu
numero de flebotomos americanos, entre os quais estão as especies F. intent*'
dius e /•. arthurí. Ha ainda a assinalar que o indice está dentro dos hmi'
P
tes da relação encontrada nas íemeas (Fig. 2).
Xo <5 de Flcbotomus arthurí a formula dos palpos é 1 : 4 : 5 : 3 : 2. igu***
portanto, à das femeas. O indice alar. no alotipo, unico exemplar conhecido*
é de 2.5 para a relação -* — , enquadrando- se, portanto, nos limites encontrada
P
para as 9 2. nas quais oscila entre 2 e 3.
7
DIFERENÇAS ENTRE KLEB
F. da Fonseca — Descrição do macho de Flebotomus
184
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Pelo exame da Fig. 3 se verifica que o aspecto da terminalia lembra o àc
F. interinedius, da qual a distinguem o comprimento das gonapofises, beB*
maior em F. arthuri e a situação do grupo de espinhos basais, que em F. art'nur>
ficam muito perto dos apicais, ao contrario de F. intermedius. De F. intcrt**'
dius distingue-o ainda o fato de ter F. arthuri um dos espinhos basais mais Iin0
do que o outro. Com F. panamensis a distinção pode desde logo ser feita P0*
estarem nesta especie os dois espinhos basais em nivel diferente, ao passo 0°*
se encontram no mesmo nivel em arthuri.
BIBLIOGRAFIA
Root. F. M. — Some American species of Phlebotomus with short terminal palpai sego*1'-'’
— Amer. Joum. Hyg. 20(1) :223. 1934.
Shannon. R. C. — The occurrence of Phlebotomus in Panama — Joum. Washington
Sciences 16(7) : 19. 1926.
Costa Lima. A. da — Sobre os phlebotomos americanos (Diptcra. Psychodidae). — M***’
Inst. Oswaldo Cruz 26:15.1932.
Costa Lima. A. da — Chave para determinação dos Flebotomus americanos — Revista
Entomokgia 4( 4) :427. 1934.
Pinto, C. — Tratado de Arthropodos Parasitas, etc. :491 . 1930.
Pinto, C. — Zoo-parasitas dc interesse medico c veterinário: 142. 1938.
Fonseca, F. da — Flebotomus das cercanias da cidade de S. Paulo, cora a dcscriç»0
Flebotomus arthuri n. sp. e alphabeticus n, sp. ( Piptera . Psychodidae) —
de Entomologia 6(3/4) :323. 1936.
Antunes. J. P. — Notas sobre ílebotomos sul -americanos. I. Um novo flebotomo,
tomus Uo)di. encontrado em S. Paulo ( Diptera . Psychodidae) — Rcv. de »*
e Hygicnc 8(1) :24 . 1937.
(Trabalha da S*c{ãa d* Parnii«t«fU * ProtoroaUa.a da t*
Butantan Dado ã poblindad* rm Junho à* ltW).
cm
'10 11 12 13 14 15 16
DA Fonseca — Descricão do macho de Flebotomus.
i: !antao
Vol. XII — 1938-39
Fleboiomut ar th uri Ko>*.
A Io tipo £
Flrbotomut arthuri Fo«».
AUtipo £
Fif. 3
F lebotnmm* arthuri F©**.
Alotipo ^
r
616.96
OBSERVAÇÕES sobre o ciclo evolutivo de poroce.
pHALUS CLAVATUS , ESPECIALMENTE SOBRE O SEU
ORQUIDOTROPISMO EM COBAIAS.
POH
FLAVIO da FONSECA
Pt 'ntCresse medico apresentado pelo parasitismo do homem por larvas de
0,,lida é incontestável, especialmente no caso do gcnero Linguatula
Ucn» de Que existe obeservação já referida do Brasil por Faria e Travas-
Ma* raros são os casos de parasitismo por larvas do gcnero Porocc-
j Us lIUMBOLDT, dos quais, entretanto, ha referendas na bibliografia mo-
(2 e 3).
p^Cr*a 'uteressante saber até que ponto coincidem as localizações das larvas
ocephalus em parasitismo no homem com as observadas em animais. Nas
**çào° SCrva<‘^cs dc 03503 humanos, cuja bibliografia foi acima citada, a locali-
^ os serosa peritoneal foi a observada, o que coincide em parte com o que
^uito CrVa Cm an'ma's de taboratorio. Como, porém, o tropismo testicular é
r>0 ^ acentuado nas infestações experimentais, seria de todo interesse saber si
. CTtl tcru logar o mesmo tactismo. No Brasil, onde não raro os ofidios são
ltados P°r Poroccphalus, não 6e deve perder de vista a hipótese de uma
a contaminação de alimentos com fezes de cobras, unico modo pelo qual
ilitnç ^ a<^° SCr adquirida P^° homem. O aproveitamento de ofidios para
r>taçâ°i como refere Manuwa (2), o que, aliás, não se observa no Brasil,
C Seneralizada entre o povo a crença do perigo oferecido pela carne de
P- . ’ nao apresenta relação alguma direta com o ciclo evolutivo do parasita,
crjij, . ^°dera haver durante o manuseio dos ofidios e consequente contaminação
i^.jr Cs que apresentem ovos, o que poderá acontecer durante o preparo culi-
^ ürn ofidio. O pessoal que por dever de oficio lida com serpentes, nos
Ut°s eui que se traballia em herpetologia, nos museus, jardins zoologicos,
dc ’ °s “camelots”, que não raro os trazem sobre o corpo como elemento
í»,., 7^° do publico, estão, evidentemente mais arriscados a contrair a in-
1
186
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Aproveitando o abundante material de Porocephalus clavatus \VyMA>'>
1845 (Fig. 7S) obtido de um exemplar de Lachesis tnuta (Linneo), Xo. H-*'
capturado em Pedra Corrida, Estado de Minas Gerais, e remetido a este Insti'
tuto, instituímos uma serie de experiencias de infestação em animais de labora*
torio que nos conduziram a algumas verificações aproveitáveis.
Ratos malhados. — Dois ratos da criação do Instituto, Xos. 1215 e 12&
foram infestados a 20.11.36 com ovos embrionados expulsos com as ieze'
havia quatro dias, misturados ao alimento (Figs. 8 e 9). Ao cabo de tres niesc*
notava-se grande aumento do volume do abdome, como mostra a fotografia ^°‘
1, tirada 104 dias após a infestação do rato 1215, na qual se pode comparar
a diferença notada entrego rato infestado, à direita, e um rato normal.
O rato No. 1215 morreu a 24.3.37, apresentando grande numero de larva'
nas serosas de todas as vísceras abdominais e toraxicas, bem como ascite e ***
drotorax.
O rato Xo. 1216 morreu a 30.5.37, apresentando aspecto idêntico das ^
rosas, bem como derrame sanguinolento nas cavidades abdominal c toraxica-
Fato curioso, que não encontrámos registado na literatura compulsada. e
o de se observarem larvas em grande abundancia em plena espessura de tedd0
testicular, determinando grande aumento de volume do orgão. O fato é tanto
mais interessante, quanto é este o unico orgão cujo parenquima é parasitada-
eendo as larvas encontradas apenas sobre a serosa que reveste os orgãos rc5*
tantes.
i
Ratos brancos. — Dois ratos brancos da criação do laboratorio, Xos. 1 — .
c 1223, foram infestados a 24.11.36 com fezes do mesmo exemplar de Lacht '^
tnuta , datando dc oito dias. Sacrificados, respectivamente, a 17 e a 2 2.2-^
apresentaram infestação idêntica aos precedentes, mostrando as Figs. 2 e
um aspecto geral das cavidades toraxica e abdominal do rato 1223, a Fig. 3 o*5
pccto dos orgãos toraxicos, vendo-se as larvas sobre a pleura c sobre o pcrR3
dio; a Fig. 4 mostra o aspecto do testieulo cujo parenquima se acha complft3^
mente tomado pelas larvas. A Fig. 74 mostra o aspecto das serosas do No. l*"*
invadidas pelas larvas.
Camondongos. — Dois camondongos brancos foram infestados a 20. H*
com fezes da mesma origem, datando de quatro dias, tendo um deles, o dc ^
1217, morrido a 7.12.36, não tendo sido vistas larvas à nccroscopia. O de
1218. sacrificado a 17.3.37, apresentou larvas nas pleuras parietal e visceral, 1,0
mesenterio, nos testieulos, bem como uma sub-cutanea. Duas larvas abcedaí*^
no peritonio.
Dois camondongos brancos, Xos. 1224 e 1225, foram infestados com lcZ^
de Laclicsis 1121, datando de oito dias. O de Xo. 1225 morreu a 4.1.37. 1,31
revelando a necropsia. O de Xo. 1224 apresentava forte infestação ao ser sac
ri**'
cado a 7.4.37, inclusive testicular, tendo sido encontradas algumas larvas
livl*
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Ciclo evolutivo de Porocephalus clavatus
187
111 avidade peritonial. A Fig. 5 mostra o aspecto do abdome distendido pelo
^ulo de lanas nas serosas.
Ç ^atacana ÇEfntnys norzvegicus) . — Ratazana Xo. 1241 alimentada a
•^•37 com fezes provenientes de uma Bothrops jararaca (1232) por sua vez
bestada a 22.2.37 com lanas provenientes do rato 1223. Sacrificada, foram
'Entradas algumas lanas nas serosas das visceras abdominais.
j. (-"baias ( Cavia porccllus). — Duas cobaias, Xos. 1220 e 1221, ambas <3 <5 ,
,ram 'bestadas a 20.11.36 com ovos expulsos havia quatro dias pela Lachesis
, ,a 1121. A de Xo. 1220 foi sacrificada a 23.2.37. revelando a necropsia in-
^0 pouco intensa e localizada exclusivamente no testículo. A de Xo. 1221,
•^•iíicada mais tarde, a 7.4.37, apresentava, ao confario, infestação intensissi-
c°m lanas completamente desenvolvidas, mas, curiosamente, localizadas
exclusivamente no testículo e epididimo, cujo aumento de volume era
•na.
**nbem
n°*avel>
^nio se podia verificar tanto em vida do animal (Fig. 6), como após a
°P$ta (Fig. 7 2). A localização testicular e epididimal parece ser a unica
)',v'a em cobaias, sendo, provavelmente, esta a razão pela qual foi Stiles
0 a negar a possibilidade de infestação deste cavidco (4).
f l^uas outras cobaias 5 á , Xos. 1226 e 1227, infestadas a 24.2.37 com
cÜniinadas havia oito dias, não apresentaram parasitismo quando foram
^^das a 30.4.37.
Gato 1232 é . — Infestado a 8.3.37 com fezes de jararaca 1232 nada
es€nt°u ao ser sacrificada a 19.7.37.
Gato 1242 ç. — Infestado a 9.3.37 com o mesmo material também nada
CVtIou a 19.7.37.
^ Gato 1248- A S . — Infestado com o mesmo material na mesma data igual -
nao se mostrou parasitado a 19.7.37.
Coelho domestico 1237. — Infestado a 8.3.37 não apresentou Poroccplia-
X * 2.6.37.
9 3 Íoveni $ 1238. — Recel>eu ovos de PorocephaJus de jararaca 1232 a
J/: a 30.3 morreu de pneumonia sem apresentar parasitismo.
Q-
^ ÍJ adulto <J 1239. — Inoculado na mesma data com o mesmo material
r^'elou infestação a 21.7.37.
r ^'^clphys Parag uayensis 1240. — Infestado a 19.3.37 com fezes de jara-
*• nao apresentou parasitas a 19.7.3/.
[jtf ^'^clphys paraguayensis 1284. — Infestado a 22.10.37 com ovos de
Phalus de jararaca 1253 — prejudicada, morta a 4.11.37.
aurita 1553. — Infestada com ovos de Poroccphalus de cobra
-jud içada por ter morrido acidentalmcnte.
3
18S
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Ccrdocyon thous azarae 1532. — Negativo e 1533 (jovens), infestados 3
5.11.37 com fezes de cobra 1235 com ovos de Porocephalus.
Ccrdocyon thous azarae 1554. — Infestado a 5.11.37 com fezes de cobr*
1235 com ovos de Porocephalus — prejudicado, morto a 26.11.37.
Columbia livia domestica 1249. — Infestada com fezes de jararaca
com ovos de Porocephalus a 9.3.37, não apresentou parasitismo a 19.7.3/-
Tupinambis teguixin. — Infestado com ovos embrionados de Porocephe
não apresentou parasitas quando examinado a 2.2.38.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Ciclo evolutivo de Porocephalus clavatus
189
Verificações em ofidios
Eataranas silvestres, Nectomys squamipes Braxts, com infestação natural por
orocephalus sp., provavelmente Porocephalus claintus.
5
190
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
CONCLUSÕES
Ovos embrionados de Porocephalus clavatus expukos com as fezes ha'"5*
4-8 dias, infestaram ratos brancos e malhados, Epimys nonvegicus. Mus muscr
lus albinus e Cavia porcellus. Gatos e cães, coelho, Didelphys paraguoycnsis,
Didclphys aurila, Marmosa sp., Ccrdocyon thous azarac (cão do mato), C0"
lumba livia domestica e Tupinambis teguixin, não ap'esentaram infestação con*
sequente à ingestão de ovos embrionados.
A localização das larvas limita-se às serosas toraxicas e abdominais, o unic°
parenquima de orgão afetado sendo o testieular.
Em Ccrvia porcellus não é observada a localização nas serosas, mostrando
as larvas tropismo exclusivo para o testículo e o epididimo.
Larvas de Poroccplicdus clavatus, obtida-s por infestação experimental d«
ratos brancos, prosseguiram o desenvolvimento quando administradas a Bothrof 5
jararaca, Dothrops atrox e Crotalus terrificus.
ABSTRACT
Embryonated eggs of Porocephalus clavatus expelled with the feccs 4"®
days ago, infested white and speckled rats, Epimys nonvegicus, Mus musc*!**
albinus and Cavia porcellus. Cats and dogs, rabbit, Didelphys paraguaycns‘s-
Didclphys aurila, Marmosa sp., Ccrdocyon thous azarac, Columbo livia "r
mestiça and Tupinambis teguixin, did no show infestation in consequence 01
the ingestion of embryonated eggs.
The larves are spread only upon the thoracix and abdominal scrouí^'
the testieular being the unique parenchym involved.
In Cavia porcellus the larves were not stated upon the serouses, show®i
tropism exdusively for the testicle and the epidydimus.
Tlie larves of Porocephalus clavatus obtained bv experimental infestatífl
of white rats continued developing after ingestion by B. jararaca, B. atrox 311
Crotalus terrificus.
BIBLIOGRAFIA
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D\
Fonseca — Sobre o ciclo evolutivo de Poroce-
phalus clavatus. Vol. xn
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f*. s
1 amondonc. No. 1.224 — 100 dia* apó* infrila^i* com o«o* ambrionado* da /’orocapÀo/o* damfai.
AI»lom# d i «tendido.
Fm. 6
* •21. — Cabaia com 10* d»a* d* nírtlaf
Km«
ao com o» oa
adai dc Porotwphalm
a rxtraordinana d ‘trnti# do* leatirvlo* pela* knat enquiatada* no parenquima.
Mem. In*:. Butantan
i>a Fonseca — Sobre o ciclo evolutivo de Poroce-
phalus clavatus.
Vol. XII — 1938-39
Mirido d»
Hurant# a tidi.
Fi*. *
0»« Mnbrionido df Pororrphmlma Ire*
dut drpau de rrlirado «lo inIrtliM
«t» Lmrkrua mmtm.
r
595.76
EsPECIES de amblyopixus parasitas de murideos
E DIDELFIDEOS EM S. PAULO ( COLEOPTERA .
STAPHYLINIDAE) .
POR
FLAVIO da FONSECA
Dos Coleoptcra Staphylinidae do genero Amblyoplnus Solsky, 1875, pa-
riSI*as murideos e didelfideos só foram até hoje descritos do Brasil quatro
pccies, todas no Sul do país, nos Estados do Rio de Janeiro, Sta. Catarina e
14,0 Grande do Sul.
^stcs curiosos coleopteros levam provavelmente vida apenas parafagistica,
^ _ P°r isso mesnx) que se alimentam de detritos, não é impossível que sirvam
^eiros intermediários a algum helminto parasita dc ratos, gambás ou
mesmo porque alguns têm, de preferencia, localização pcnanal, ingerindo
^tam
iente detritos fecais e com êles ovos de vermes,
jilv I'm consequenria de numerosos exames parasitologicos praticados cm ratos
^lri^rCS C Cm ^‘t*c'1'^eos capturados cm São Paulo, foi-nos possivcl colecionar
S Intes de ^m^y°Pnus> os quais ao serem estudados, revelaram pertencer
a especies já conhecidas e assinaladas no Brasil, bem estudadas por Costa
*l«e CTn (iOÍS tra,xl,llos' um cm que descreve uma especie nova (1 ) c outro era
biu U a rev's5° (,as especies sul-americanas dos gêneros Amblyopitms e Edra-
* (2).
Ê ‘
^ Intercssante deixar consignada a ocorrência de todas as quatro especies
Jc descritas do Brasil em area relativamente muito restrita, em uma mesma
p!o Porto Florestal, na Serra da Cantareira, nas imediações da cidade de
t^ 'U1 °> Estado onde ainda não havia sido assinalada a presença de represen-
Ujjj . ^c> Scnero, salvo nos trabalhos de Costa Lima, ao qual havíamos enviado
A‘ lravassosi C- Lima- capturado em Butantan, Estado de São
1^00 e cm ,ima comunicação de Lutz à Sociedade Cientifica de São Paulo, era
^segundo refere Costa Lima.
u,|jr ,aTnbem curiosa a observação que fizemos «la ocorrência de duas especies
. ,!ni niesmo exemplar do camondongo Thaptotnys nigriia Lichtenst., no
0rarn capturados A. travassosi C. Lima c A. longus Franz.
1
192
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
A revisão das especies sul-americanas feita por Costa Lima toma facil 2
determinação das espedes brasileiras, dada a documentação grafica que apresenta,
bem como a chave para especies.
Quanto a esta ultima, deve. porém, ser feito um reparo: A. longus FraSZ-
1930, não apresenta fileira cerrada de cerdas curtas no bordo lateral do pronoto,
não podendo, portanto, a especie entrar no item 4 da chave proposta. O ma-
terial que capturámos concorda plenamente com a descrição original de
Franz (3), explicando-se o lapso por não dispor Costa Lima dessa especie ao
elaborar o seu trabalho.
São as seguintes as referencias da literatura sobre a captura das especies
por nós até agora coligidas:
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Amblyopinus parasitas de miirideos
193
O material coligido e identificado pelo autor distribuia-se pelos seguintes
k°sPedeiros.
a’ P°rtanto, um novo hospedeiro para A. longus, o camondongo negro de
L, CUrta' 9ue caminha sob a folhagem seca dos matos, Tlioptomys nigrita
(jç En'stein-, c outro para A. travassosi, Oxytnyetcrus judex Tiiomas. sendo
cone tan cia do hospedeiro para A. gahami, Nectomys squamipes
4 a grande ratazana das florestas, c a quasi exclusiva especificidade de
para Didclphyidae.
^ . C. S. Morrison-Scott, do Museu Britânico, agradecemos a idcntifica-
^ois hospedeiros.
RESUMO
Em
Uma mesma mata no Estado de São Paulo, foram capturadas as
4. 7(j/,S f'° gencro Amblyopinus Solsky ate hoje atribuídas ao Brasil, a
*,,:i Eauvel, 1901, A. henseli Kobbe 1911. A. travassosi Costa
c longuj Franz, 1930.
rjyj» j
travassosi e A. longus é descrito um novo hospedeiro.
quatro
saber:
Lima,
3-
595 77
°bSERVaçàO de uma fase do ciclo evolutivo de
LíTEREBRA APICALIS GUÉRIN ( DIPTERA . (ESTRIDAE ')
POR
FLAVIO da FONSECA
A raridade de publicações sobre o parasitismo de roedores por Ocstridac
^^*tler’canos, pertencentes aos generos Culercbra e Rogcnhofcra, leva-nos a
ç CVcr uma das fases do ciclo evolutivo que nos foi dada acompanhar cm
•*r fbra apicalis Gléri.v, a mais frequente das espccies desses dois generos.
Lutz, na sua monografia de 1917 (1), ao citar a especic de que nos ocu-
r i • n^° faz referencia ao prazo exigido pelo parasita para completar as difc-
tc' fases do seu ciclo evolutivo, o qual parece até agora ignorado.
q ^ ^4. IV. 37 tivemos oportunidade de receber um rato silvestre da especic
hiç'°m^S c^urus Wagner que apresentava duas larvas de um Ocstridac já cm
^ do parasitismo, ambas localizadas subeutaneamente dos lados de um
^^robros posteriores (Fig. 1).
* ^ ira
‘^° de dois dias as larvas abandonaram o hospedeiro, sendo recolhidas
*"<> contendo terra, na qual logo penetraram alguns centímetros cm pro-
fttnH contendo terra, na qual logo pei
A 28. IV. 37 já haviam pupado
0 Piadas á temperatura ambiente, humedecida a terra de dias a dias, saiu
rT'r° adult° al9VI11-37 c o segundo a 13. IX. 37.
l^Ur°u, portanto, a fase de pupa 113 dias para um dos exemplares e 125
Para o segundo.
^rin,e*ro adulto obtido foi mantido vivo de 19. VIII a 4. IX, na espe-
*'r ^Ue houvesse diversidade sexual c reunidos os dois exemplares tivesse
dr, j0 1 ,ccundação, podendo talvez ser observada postura. A morte espontanea
a<1ulto interrompeu, porém, a experiência.
'"rvação interessante foi feita a proposito do modo de alçar vôo nesta
^ara fazê-lo, põe o diptero preliminarmente em vibração com ruido ca-
i^iç^ l'C° C PerccPt*vcl de longe, as aluías, extremamente desenvolvidas nesta cs-
demonstrando existência de musculos cspecialmente encarregados de movi-
1
196
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
mentá-las independentemente da ação sobre as azas. Só depois de vibrarem a>
aluías por 10 a 20 segundos, alçava o inseto vôo dentro do vidro em que se achava
retido.
RESUMO
A fase de pupa de dois exemplares de Cuterebra apicalis Guérin, captu*
rados sobre o rato silvestre Oryzommys eliunis Wagner em estado larvario, dut°fl
respectivamente 113 e 125 dias.
Antes de alçar vóo, Cuterebra apicalis põe em vibração com ruido caracte-
rístico as aluías, que parecem funcionar como um motor de arranque.
ABSTRACT
The pupal stage oi two specimens oi Cuterebra apicalis Guérin*, caugh*
as lanes while parasiting the wild rat Orysomys cliurus Wagner, lasted
and 125 days rcspcctively.
Immediately before the f light, the alulae of Cuterebra apicalis, indepe®
dently of the wings, vibrate with a very characteristic noise.
BIBLIOGRAFIA
Luts, A. — Mctn. Inst. Oswaldo Cruz 9(1) :94. 1917.
(TraUlh* da Setçi* d» Pimil«I»f a * Pr«l*mU<U d»
Butantan. Dada à paUkdatk ta Junho do 193*).
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
'o d.v Fonseca — Observação de uma fase do ciclo
evolutivo de Cuterebra apicalis, etc.
Mtm. Inse. Butantan
Flay
Vol. XII — 1935-39
**»• d.
CalmVa mpúmlis CltRIN. pariMlami* • ral* iilmln Orytmmyt Wivai WAGNER.
595.122
ÜRACH YLAEMUS FLEURYI FONS., 1939 ( FASCIOLOIDEA .
BRACHYLAEMIDAE )
POR
FLAVIO da FONSECA
^‘rn nota previa publicada anteriormente (1) tivemos oportunidade de des-
e* como nova especie um Brachylaemus encontrado em coecum de ealinha em
^ P«-lo. Brasil.
examc das revisões do genero Brachylaemus Dujardin, 1843, syn. Har-
Braun, 1899, justifica o nosso procedimento, demonstrando a inccr-
reina sobre o valor a atribuir a grande numero de cspccics desse genero.
^ disparidade de opiniões sobre a autonomia das formas descritas é tal que
s esPecia!istas modernos, como Witenberg (2) alinham como bôas nume-
ürn CSPec*Cs> ao passo que outros, como Sinitsin (3), restringem o genero a
^^'nimo de unidades validas, posta a maioria em sinonimia. Outros, ainda,
,j, ^«íu» (4), ficam cm situação intermedia-ia, dando também valor à diver-
j ^ ^os hospedeiros c à distribuição geográfica como elementos que militam
da distinção especifica ou sub-cspeciíica.
P^d ^‘Vers,dade de interpretação do conceito especifico entre especialistas de
dç C ^Pcriencia no grupo, demonstra que ainda jwrdura grande insuficiência
[>r ^hccãnentos sobre os limites de variação morfologica entre as cspccics de
f,r ] cnt“S- A menos que se trate de espccies que apresentem caracteres di-
lue • S mu‘to fipico5» continuará, portanto, a haver dificuldade na distinção, o
Uni estudo comparado futuro permitirá aplainar, decidindo então sobre o
djj ^Ue deve ser atribuído a cada uma das variações morfologicas, hoje utiliza-
COrn° demento de distinção especifica.
Caracteres de Brachylaemus fleuryi
/*
,ht]^LSCl°l°'<*Ca’ Brachytaemidac, de forma alongada e extremidades
l*^ ’ Adindo 5440 — 6760 ^ de comprimento por 2205 — 2440 u
*r«ura,
11,11 P°uco deprimido na altura da ventosa acetabular. Ventosa
arredon-
de maior
oral sub-
1
198
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
terminal, medindo 735 — 823 n de comprimento por 882 — 1029 n de largü"
ra. Acetabulo pre-equatorial mais largo do que longo, com 646 — 735 n d*
comprimento por 850 — 940 n de largura. O acetabulo divide o corpo n*
proporção de 1 :2.5 — 1 :3.5. A distancia do bordo posterior da ventosa oral a°
bordo anterior do acetabulo é de 823 — 1225 p . A ventosa oral segue-se o10
faringe muito desenvolvido, com 470 — 588 no sentido longitudinal, P0^
440 m de largura, o qual. em contração, mediu em um exemplar 323 n no 'en'
tido longitudinal por 970 n de largura. Xão foi possivel verificar a existeoO*
do esofago por estar a região coberta po_ alças uterinas, tanto no holotip^
quanto nos dois paratipos que estão sendo utilizados na presente descrição. 0*
cocca, difíceis de examinar por estarem em quasi toda a extensão recobertos 1**
las alças uterinas, dirigem-se a principio para frente e depois para trás, onde s*0
campo coincide em frente com o dos vitelinos; o percurso é muito sinuoso, int^T
terminar na extremidade posterior. O aspecto do intestino e do útero aprox',n*
a cspecie do subgenero Postharmostomiim Witenberg, cuja validade tem
aliás posta cm duvida por vários especialistas, ao passo que outros o elevam *
categoria gencrica.
Testículos situados quasi inteiramente no quarto posterior do corpo, media
do o anterior 646 — 940 /i de extensão antero-posterior por 735 — 1235 n d*
maior largura c o posterior, que é levemente lobado, 529 — 588 no sentid®
longitudinal por 937 — 1176 p no transversal. A boi a do cirro é pouco P70*
nunciada c de situação pre-testicular.
O ovário fica situado do lado direito do testículo anterior, não ultrapas^*0'
do a linha media, tendendo para a forma oval e mede 323 — 494 n no srntw3
antero-posterior por 411 — 499 p de maior largura.
Vitelinos submarginais indo desde quasi o meio do acetabulo (no lado d**
reito do holoripo) ou do bordo posterior deste, até o bordo anterio* do testíetd0
posterior. Vitcloductus convergindo entre os dois testículos, com ramo e'<IlK
do mais calibroso. O utero parece apresentar o aspecto atribuído ao subgenf*®
Postharmorstowum Witenberg, com alças muito sinuosas que caminham P3**
frente, pela face dorsal, até a altura do faringe, voltando-se em seguida P3**
trás, pela face vcntral. até o nivel da bolsa do cirro, terminando em metrate0”0
curto e levemente encurvado. Orifício genital pre-testicular, ao nivel da b»**
de cirro. Ovos muito numerosos, com 31 x 15 p .
Descrição feita do holotipo e de dois paratipos. colhidos em coccum de g3
nha em São Paulo, Brasil, pelo sr. Carlos Toledo Fleury.
DISCUSSÃO
As espccies até hoje assinaladas do Brasil distinguem-se a tal ponto de
flcuryi que, mesmo adaptado o critério restritivo de Sintsin, ainda assim não
pr.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Brachylacmus fleuryi Fons., 1939
199
114 Pwssivel identifica-lo a nenhuma das espedes assinaladas na região neo-
fropica.
^ Br. opisthotrias (Lutz, 1895), que, aliás, ocorre também cm São Paulo,
^Snaria identificá-lo já pela diversidade da situação dos hospedeiros na escala
*^°?ica, sendo a especie de Lutz parasita de um marsupial, Didelphys aurita.
% diferenças morfologicas são, porém, bastante acentuadas para que não seja
'Sario lançar mão deste caráter. De fato, as dimensões e forma da ventosa
j
■ uo acetabulo, do faringe, cios testiculos e do ovário, bem como o afasta-
*r*nío dos testiculos e o pequeno desenvolvimento lateral das alças uterinas, distin-
^•ho logo de Br. fleuryi. Quanto à altura atingida pelos vitelinos, conside-
*té ^"a maior’a caráter constante, varia em Br. opisthotrias, indo desde atrás
0 nteio do acetabulo, segundo Dollfus, que examinou e figurou material
** Lutz.
^ Br. marsupium (Braun, 1901), parasita de Odontophoms guojennensis,
& ’ f crdix rufina, Br. mordens (Braun, 1901), encontrado em Rallus sp. e
j..' Ccntrodcs (Braun, 1901), que tem como hospedeiros varias aves dos gêneros
J** C Crypturus, bem como Nothura maculosa, todas as tres cspecies brasi-
. ras' *0 distancia Br. fleuryi pela situação dos vitelinos, que cm Br. fleuryi
s alcançam, no máximo, o meio do acetabulo, nivcl este ultrapassado
tf». , t §
fj ^ 5 «pccies atadas. Além disso cm marsupium o tamanho do ovário iguala
testiculos, cm mordens o utero apenas atinge o acetabulo c a ventosa oral
r'a e cm ccntrodcs o cirro é armado.
^ Br. mazsantii (Trav., 1927), parasita de Columba livia domestica c dc
gallina talpacoti do Brasil, distinguem-no as dimensões muito menores
Tentosas oral e acctabular. a distancia entre estas, as dimensões c forma da
cl-. ***’ ** dimensões c forma dos testiculos e ovário, a posição do ovário, que
a linha media cm Br. massahtii, a situação do poro genital, que em
fica na arca do testículo anterior, o limite anterior dos vitelinos que
r^j. atinge a zona bifurcai. Além disso tm ntaszontii os coeca são quasi
c o utero tem a disposição descrita jiara o subgenero Harmostomum
' üenberg.
p-
,Ca assim eliminada a hipótese de coincidir a espede por nós descrita de
{°"lcsl'cus 0001 qualquer outra já assinalada do Brasil, não havendo
0 'L outras especics neotropicas.
v,v a America do Norte conhecem-se as cspecies: Br. virginianus (Dickf.r-
(s^n' : Lf. migrans (Dujardjn), H. recurvum (Dujardin), //.
(Hofma.), //. equans Loos, H. opisthotrias virginianus Dickerson)
tf^ C Prrjxima de Br. opisthotrias Lutz, distinguindo-sc de Br. fleuryi pela*
dimensões; Br. pcromysci Reynolds, 1938, cuja ventosa acetabular
° COrp° na proporção de 1:6; Br. laruci (Mcintosh, 1934), parasita do
i
200
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
roedor Taiiias striatus lystcri, cujos vitelinos atingem o bordo posterior do f*
ringe; Br. pdlucidus (Werby, 1928), parasita de Plancsticus migratorius t*0"
pinquus, que logo se diferencia por ter a ventosa oral menor do que o acetabufr
Sr
Mais importante é o estabelecimento do diagnostico diferencial entre & '
flcuryi e as especies já assinaladas em Gallus domesticus na Europa. Aí'lC3
Asia. São elas :
Brachylaemus annamensis (Railliet, 1924)
Brachylacmus commutatus (Dies., 1858)
Brachylaemus hatvaiiensis (Guberlet, 1928)
Brachylacmus horisaxvai (Osaki, 1925)
Brachylacmus gallinus (Witexberg, 1923).
Br. annamensis tem dimensões menores para a ventosa acetabular, os vU
nos apenas alcançam o orificio genital, os ovos são menores.
Br. commutatus tem ventosa oral redonda e acetabulo menor; os vitelit**
bc&
começam ao nivel da area bifurcai. Segundo Joyeux, os testículos senaixi
menores, da mesma forma que as ventosas. Só em Dollfus se encontra unta °!í
ção de Joyeux, in literis, assinalando Br. commutatus com ventosa oral de
e mesmo 800 p, em material de Meleagris gallopavo, do Hawaii, e de
meleagris da Tunisia. Esta é a unica especie considerada valida por Sin^*
entre os parasitas de galináceos domésticos, colocando-a este autor no SeIieí0
Postharmostomum.
Br. gallinus tem as ventosas oral e acetabular bem menores e o acctab*^
circular c dividindo o corpo na proporção dc 1 :2, ao passo que cm Br.
a proporção oscila entre 1 :2,5 a 1 :3,5 (*) ; o faringe tem menores dimensões»
vitelinos alcançam atrás apenas o bordo anterior do testiculo anterior o ori^
genital fica tu area testicular; os ovos são nuis largos.
Dc Br. horizasvai os ovos grandes, de 35-38 p X 21-22 p, já o distingi***1’
Dc Br. /uxwaiicnsis distingue-se principalmente pelas dimensões das vento»1'
oral c acetabular, que são alem disso quasi circulares e pela diversidade
dimensões do testiculo e ovário.
Pelo que se deduz da descrição dos autores que admitem a separação das ° .
especies já descritas como parasitas de Gallus domcsticus, nenhuma destas desC*1*
•ções coincide com a da especie por nós encontrada, cujas dimensões são de
maiores do que as de qualquer outra.
É de notar que Dollfus cm sua monografia de 1935, apenas admite
c*r
goria sub-especifica para os Brachylacmus de Galliformcs domésticos, teco
fll*-
(•) A proporção de 1:5 que, por engano do revisor, se lê na descrição original,
na holotipo, deve evidentemente, como se deduz da gravura do exemplar que serviu *
criçáo dc Ur. flcuryi, ser corrigida para 1 :2,5.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
F. da Foxseca — Brachylaemus íleuryi Fons., 1039
201
Ctn^° tres subespecies: Br. covimulatus commulaíus. Br. commulaius amtamensis
* commutatus gallinus, considerados sinonimos da ultima as especies Br.
^ -~uai e Br. hazvaiiensis. Br. commutatus commutatus ocorreria apenas na
T0P*; Br. commutatus gallinus, distinto porque os vitelinos não ultrapassam o
do bordo posterior do acetabulo, existiria na África, Asia e Hawai, e
c°n»nutatus annamensis em Hue, no Annam.
Admitido o critério de Dollfus, que leva em consideração o hospedeiro e a
&e°grafica, ficaria a especie que descrevemos mais próxima de
nus> não só por ser a de mais dilatada distribuição geográfica, como tambcm
incidir mais ou menos o nivel anterior dos vitelinos e por apresentarem
^rateres comuns ao subgenero Postharmostommn Witenbekg. Dadas as
fTÇn<>as já assinaladas entre as duas especies, não nos é, por ora, licito
^•ficá-las.
c- Putras especies cujas descrições comparámos, no original ou através de
k,0*5’ cotno B. furcatus (Rud.), B. inflatococlum (Witenberg), B. spinu-
g helicis (Meckel), B. equans (Loos), B. mesostomus (Rud,),
^ (Wrr.), B. arcuatus (Duj), B. attenuatus Baer e B. crinacci
^ todas se distinguem de Br. flcuryi por caracteres morfologicos, aos
5ç 'cm juntar os dados zoogeograficos.
CONCLUSÕES
£ ' CsP«cie do gencro Brachylaemus encontrada cm galinha e descrita como
«Jjj J fleuryi Fonseca, 1939, não se adapta à descrição de nenhuma
do genero ate hoje referidas, aproximando-se, todavia, de Br. galli -
fWlTEí
n'berg, 1925), da qual se distingue pelas dimensões muito maiores das
_ 0ral c acctabular, pela forma da ventosa acetabular, que é cliptica, pelas
do faringe, pela situação do orifício genital e pelo tamanho dos ovos.
BIBLIOGRAFIA
I. F
‘ H'r' a’ ^ — Boletim Biologico 4 (Nova Série) (1) :1 14. 1939.
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(Trabalh# «Ja d « ParttiuU|u • Pr*l*iMU|ia «U Inttitof*
Buta&tan. Da«U • pnblx dada em Jaailta 1W).
5
393.122
}
Bi^CHYLAEMVS FLEVRYI FONS., 1939 ( FASCIOLOIDEA .
BRACHYLAEMIDAE )
BY
FLAVIO da FONSECA
1 prebm,nar>' ,lote (1) »’e had the opportunity to dcscribc as a ncw
^ a Brachylaemus found in thc coccum of a hcn in São Paulo, Brazil.
'Vn ^ C'IS,on ot" Prev,°us works on thc gcnus Brachylaemus Dujardin, 1843,
va<t.rx^nU3Stúulum Bbaün» 1899. seems to justify our proccdurc. showing thc
‘Pttic lnt-' ,hat prevaiIs about the va,uc to bc ascribed to a large number of
^°‘ this genus.
’’ ‘«eh' d., parity of °Pinions about thc autonomy of most of thc forms known
. 1 some modem spccialists, as Witenberg (2), point out nume-
tei*, as K°od ones. whcrcas othe-s. such as Sinitsin (3). restrain thc
0u*rj ° a m'nimum of valid units. and sink thc majority as synonyms.
'■t thç I>,!!lU5 (4). l>old an intermediar)- position, considcring thc diversity
* >p?cif]° tS as wcl1 as thc gcogiaphic distribution as elements that contributo for
h °r subspec't,c tl^tinction.
'‘th kj * ci,versity of conception of spcciíic charactcristics arnong spccialists
?h' <bfrPCrÍenCe Ín thC grOUp’ sh°WS that ,he rcscarchcs about thc limits of
tfi1,, 0glC vanat,ons are still incomplete arnong species of Brachylaemus.
': ffieul, 2 PrCSent very t-vPicaI featurcs- diífcrcntiation will continue to be
°nIy a íuture comparative study will permit to remove these diífi-
**** d"c,de about thc vaIue to 1* a^ribed to cach of the morphologic
cd nowadays as elements for thc specific distinction.
Charactcrs of Brachylaemus fleuryi
^uri nT°^Ca’ Brachylacmida<- of elongatcd shape with roundcd extremities,
*^^t d!/ 6760 Ín Iength by 2205 - 2440 H at thc widest point.
^'tirin., Sf5*11 ^ thC hCÍght °£ thC aCetabuIum- 0ral suckcr subtcrminal,
/*>-823 p in length by 882-1029 p in width. Acctabulum
I
204
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
pre-equatorial, wider than long, 646 - 735 p in length by 850 - 940 I* 1
width. The acetabulum divides the body in the ratio 1 :2.5 - 1:3.5 (*). The
tance from the posterior margin of the oral sucker to the anterior margin
823 - 1225 p. The oral sucker is followed by a very strong pharynx, meacur
ing 470 - 588 p in length by 440 p in width, which, in contraction, has
measured in a specimen 323 p in length by 970 p in width. It was not possib^
to verify the existence of an oesophagus because this region is covered by ute-
rine loops, in the holotype, as well as in the paratypes which are used in
present description. The cocca, difíicult to examine because they are covered
almost over the whole extension by the uterine coils, proceed first anteriad ^
then posteriad, their fields matching in front that of the vitellaria; the course 15
very sinuous, ending at the posterior extremity. The aspect of the intcstP*
and of the uterus approaches the species to the sub-genus PosthannostoM*'*
Witenberg, the validity of which, besides, has been doubted by various speciahs-'-
Testicles situated almost entirely in the posterior quarter of the body, ***
anterior with 646 - 940 p of antero-posterior length by 735 - 1235 p at
widest point, and the posterior, which is slightly lobated, 529 - 5S8 p in lcng^1
bv 937- 1176 p in width. The cirrus pouch is less pronounced and of P1**
testicular situation.
The ovary is placed at the right side oi the anterior testicle not surpaS*0^
the median line, of almost oval shape, and measures 323 - 494 p antero-posteriotl'
by 411-499 u at the widest point.
Submarginal vitellaria starting from almost the middle of the acctabulnflI
(at the right side of the holotype) or from its posterior margin. up to d**
anterior margin of the posterior testicle. Vitelloducti convcrging betwcen ^
two testicles, with a left more calibrous branch. The uterus sccms to prc5ffl!
the aspcct attributcd to the sub-genus Postharmostomum Witenberg, with
sinuous loops that proceed anteriad, at the do-sal side, up to the heigth of
pharynx, then turning back, at the ventral side up to the levei of the
pouch, ending in a short, slightly curvcd metraterm. Genital orifice P^
testicular. at the levei of the cirrus pouch. Eggs very numerous sizcd 31 X 1* ^
Description from tlie holotype and two paratypes, caught in the cocctH*
a h:n in São Paulo, Brazil, by Mr. Carlos Toledo Fleury.
DISCUSSION
The species described up to the present in Brazil are so diíferent from p
flcuryi that, even admitting the restrictive criterion of Sinitsin, it would
l>c possible to identify it with any one of the species reported from the neotrtT*C
region.
(•) Th* pr*p«rt «n 1 :S MÍffTtd m th# «nfiul deKtiptMi niJenilj i» aa errata
1 whkh i* th# rtrrwt on#
and ikaaM b#
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
F. da Fonseca — Brachylaemus fleuryi Fons., 1939
205
It would be diíficult to believe, a priori, in an identity with Br. opisthotrias
CTz, 1895), which, besides, occurs also in São Paulo, on account of thc
oí the zoological situation of the hosts, the spedes of Lutz being a
Panuite of a marsupial, Didelphys aurita. Morphological dif ferences are, however,
“^rked enough to avoid the necessity to apply such a criterion. Really, the
dãncns
the
'°ns and shape of the oral sucker, acetabulum, pharynx, testicles and
£ srna'l lateral development of the uterine loops, distinguish it immediately from
r- fleuryi. The levei reached by the vitellaria. considered by the majority as
oonstant character, varies in Br. opisthotrias, going from the posterior margin
t0 the middle of the acetabulum, according to Dollfus, who examined and
material of Lutz.
s;t ^rom three other Brazilian spedes, Br. tnarsupium (Braun, 1901), para-
19r °l Odontophorus guajennensis, syn. Pcrdix rufina. Br. mordens (Braun,
^ 1). caught on Rallus sp., and Br. centrodcs (Braun, 1901), which has as
its s<veral birds of the genera Tinamus and Crypturus, as well as Nothura
, . Sa- Br- fleuryi is distinguished by the anterior situation of thc vitellaria.
*hich
m Br. fleuryi reach, at the maximum, but the middle of the acetabulum.
^ lcvcI l>cing surpassed in the three species mentioned. Besides, thc size of
*n tnarsupium resembles that of the testicles; in mordens the uterus
c* only the acetabulum, the oral sucker being diíícrcnt; and in ccntrodes
c oirrus -*
is spmous.
li.- ^ *s d^tinguished from Br. mazzantii (Trav., 1927), parasite of Columba
^ dotnestica and of ColumbigaUina talpacoti from Brazil, by thc much smallcr
ora* suc'<cr and acetabulum, tlie distancc bctwccn these, thc size and
t-irí» °* t*1C Phar7nx' testicles and ovary, the position of thc ovary, which
^ SCs the median line in Br. maxxantii, thc situation of thc genital pore,
tbç • ln ,na:~a,llH lies in the field of the anterior tcsticle, the anterior limit of
'‘‘Cllaria which in mauantü rcaches thc bifurcai zone. Besides, thc cocca in
for \ " are a*most straight and thc uterus has thc situation which was describcd
c sub-genus Harmostomum by Witenberg.
•j, ^''s "a.v, the hypothcsis that thc species of Gallus domesticus describcd by
',C idêntica! to any other one occurrcnt in Brazil is removed, therc existing
rceord of other neotropic spedes.
°>- North American spedes are known thc following: Br. virginianus
ff R.V) x, 1930), [syn. ff. migrans (Dujardin), ff. recurvutn (Dujardin),
(Hofma.), H. equans Loos, ff. opisthotrias zdrgittianus
Br RS0ííl» species which recalls Br. opisthotrias Lutz, being distingui>hcd from
of w,.kr*‘ the smaller size; Br. pcrotnysci Reynolds, 1938. the acetabulum
Ii>o.Ích divides the body in the ratio 1:6; Br. laruci (Mcintosh, 1934), para-
Hjjrp- tflc r°dent Tanias striatus lysteri, the vitellaria of which reach thc posterior
n °t the pharynx; Br. pellucidus (Werby, 1928). parasite of Flanesticus
3
206
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
migratorius propinquus, immediately distinguished by the oral sucker which
smaller than the acetabulum.
It is more important to establish the difíerential diagnosis between Br-
fleuryi and the species already appointed from Gallus domesticas in Europc»
África and Asia. They are:
Brachylaemus annamensis (Railliet, 1924)
Brachylacmus commutatus (Dies., 1858)
Brachylaemus hcnvaiicnsis (Guberlet. 1928)
Brachylacmus horisawai (Osaki, 1925)
Brachylacmus gallinus (Witexberg, 1923)
Br. annamensis has smaller size for the acetabulum, the vitcllaria only rea^h
the genital orifice, the eggs are smaller.
Br. commutatus has round oral sucker and smaller acetabulum: the vitellâri*
start at the levei of the bifurcai area. According to Joycux. the testicles
suckers should be much smaller. Only Dollfus indicates a rcference of Joyco*
in litcris, pointing out Br. commutatus with oral sucke' of 600 u and even 800 (*’
in material from Melcagris galhpavo, of Hawaii, and of Xumida meleagf**’
of Tunis. Sinitsin believes that this is the only valid species parasitic on hen*
sinking thereforc all others as synonyms of his Post harmostomum commutaiu">'
Br. gallinus has- much smaller oral and ventral suckcrs and circula
acetabulum. dividing the body in tlic ratio 1 :2, whercas in Br. fleuryi the ra’-'°
varies b.twien 1 :2,5 and 1 :35; the pharynx has smaller size. the vitcllaria reaC^
at the back only the anterior margin of the anterior testicle and the genital orif,c*
lies in the testicular area ; the eggs are vrider.
Of Br. horisawai the large eggs, 35-38 p X 21-22 u, distinguish it suííicient'.'"
Of Br. lumaiicnsis it is distinguished mainly by the size of th; oral suck^
and the acetabulum, which are, besides. almost circular, and by the diversity 0
the size of the testicles and ovary.
By what can be deduced from the description of the authors who adniit W®
separation of the five species already described as parasites of Gallus domestic*5'
none of these descriptions agrees with that of the species íound by us, the
of which arc generally larger than those of any other spreies.
Dollfus in his monography of 1935 admits only the sub-sp;cific categ°r-'
for the Brachylacmus of domestic Galliformes, recognizing, therefore, three
species: Br. commutatus commutatus. Br. commutatus annamensis and
commutatus gallinus; Br. horisawai and Br. haxcaiiensis are considered synoO*®*1
of Br. commutatus gallinus. Br. commutatus commutatus should occu" only 1
Europe; Br. commutatus gallinus. distinguished owing to the vitcllaria which
4
F. da Fonseca — Brachylaemus flcuryi Fons., 1939
207
^ sarpass the levei of the posterior margin of the acetabulum, should exist in
^ Asia and Hawaii. and Br. commutatus annamcnsis in Hue, in the Annani.
.. ^ the criterion of Dollfus, who considers also the host and the geographic
ution, is admitted, the species which «e are describing would approach
" 9oUittus, not only due to its large geographic distribution, but also on
°* the anterior levei oí its vitellaria, which are more or less coincidem and
p to *he fact that both present characters which are common to the suh-genus
ost^nnostomum Witenberg. Owing to the differences between these two
• "hich were alreadv pointed out, we are not allowed, at present, to
'«onify them.
^tbcr sPec'es> the descriptions of which were compared, by the original
nieans of references, as B. furcatiis (Rud.), B. inflatocoelum (Witen-
B. s pi nulo sus (Hofm.), B. hclicis (Meckel), B. equans (Loos), B.
ií^0StO>n“s (Rud-)» R- nicolli (Wit.) , B. arcuatus (Duj.), B. attcnuatus Baer
cl cn,,ac ci (Blanch), all differ from Br. fleuryi by morphological
ers- to which should be added also the zoogeographic data.
COXCLUSIOX
The
Br C Spcc,cs the genus Brachylaemus caught on hcn and describcd as
C fleuryi Fonseca. 1939, in São Paulo. Brazil, does not agree with
^oescrir- . -
r,ption of any one of the species of the genus refcrrcd up to the present,
ehing, howevcr, Br. gaOimu (Witenberg, 1923), being distinguished by the
th ' tllC 0ral suckcr and acetabulum, which are much larger, by the shape
0f , ^tabulum, which is elliptic, by the size of the plia-ynx, by the situation
K^nital orifice and by the size of the cggs.
REFEREXCES
lf . Ca’ da — Boletim Biologico 4 (Nova Série) (1) :1 14. 1939.
Si*'*1"0' ~ Zo°’- Jahrb* AbL f- SysL’ mw' 51(2/3) : 167. 1925.
/>o;:r — Ztschr. í. Parasitcnk. 3:786.1931.
**• B Bh. — Ann. de Parasit. Hum. ct Comp. 12:551.1934 et 13:52.1935.
5
616 928:614.541
C°NSERVAÇÃO da vitalidade do vírus amarilico
INOCULADO NO TESTÍCULO DE COBAIAS (*)-(**)
POR
FLAVIO DA FONSECA
t-ina analise das técnicas de cultura e inoculação utilizada em bactcriolo-
rJ ; “1ICO‘Ogia, parasitologia e principalmente no estudo dos virus permite con-
quc o tecido seminal constitui meio excelente para o desenvolvimento dc
duir
'■^rias
espécies parasitarias.
Como base para o cultivo dc virus em culturas de tecido tem sido utilizado
teticulo por vários pesquisadores. Andrewes (1) e Topacio e Hyde (2),
^do
^Pes
por êsse meio a cultura do virus III, a qual é, entretanto, negativa
empregadas células do figado, baço, rim e medula ossea. O virus do
q também cultivado cm células de testículo de coelho por Andrewes (3).
'lfus da pseudoraiva, segundo Traub (4), e o virus vacinico, segundo
Ur c (5>* são igtialmentc passiveis dc cultivo cm presença de células testicu-
e C5‘ ^ Própria cultura do virus amarilico foi já obtida por Haagcn e Thciler (6)
Haagen (7), utilizando culturas de tecido seminal de coelho e de cobaio.
^ rcações escrotais, devidas à localização na vaginal dc Pfcifjcrclla maUei e
1^Urrias das muitas espedes dc Rickcttsia são bastante conhecidas.
(*) A
A presente nota já se achara elaborada c tinha sido entregue para publicação nos
Rmdus de la Société de Biologie, quando nos foi dado lêr, no Tropical Discas cs
t*aeia‘n :496. 1938, uma referencia a um trabalho de Hugh H. Smith sobre a persis-
{°r» tn-M- virus amarilico inoculado nos testiculos de camondongos brancos. Esse trabalho
■*i ^klicado no Amer. Joum. Trop. Med. 18(1) :77. 1938, cujo exemplar se extraviara an-
tv ^egar à biblioteca do Instituto Butantan, que ainda o não possui, razão pela qual
^ a nossa revisão bibliográfica. Nele refere Smith ter efetuado 20 passagens com
42 com virus francês, além dc outros, observando máximo da concentração do
80 7.° d;a e persistência até mais ou menos o 20.°.
^ Trabalho realizado no Instituto Butantan em colaboração com o extinto Serviço
j.r? De fez a contra a Febre Amarella, a cujo Diretor. Dr. H. dc Beaurepairc Aragão.
^fttos agradecimentos.
1
210
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
A inoculação do Trcponcma pallidum em coelhos, a de Leiskmania tropúa
e de Leiskmania brasiliciusis em camondongos brancos, a de cogumelos d3S blas*
tomycoses em cobaias, da mesma maneira que o tropismo testicular demonstrado
pelas larvas de Poroccphalus claz-alus administradas por via oral a cobaias (neste
volume), testemunham igualmente constituírem as células seminais um 3m*
hiente propicio ao desenvolvimento de muitos parasitas íóra dos seus hospedeiro*
naturais.
Baseado no conhecimento destes fatos empreendémos pesquisas tendentes 3
experimentar a via testicular como porta de entrada do virus amarilico em algo*
mas especies animais, tendo utilizado camondongos brancos da estirpe Swiss, c°'
baias e gambá ( Didclphys aurita).
Xão tínhamos ainda nesta ocasião conhecimento dos trabalhos de Lloyd e
Mahaffy (8), que já haviam verificado a possibilidade de manter-se e multiplicar*
se o vinis amarilico no testículo de camondongos sensíveis durante um lapso de
tempo máximo de 120 horas. Estes pesquisadores conseguiram obter até 9 p**'
sagens em serie, inoculando virus neurotropico por via testicular, não tendo, 1°"
davia, conseguido reisolar o virus em duas tentativas após o decurso de 140 hor3-4-
falhando às vezes a inoculação mesmo com 120 horas apenas.
As observações de Lloyd e Mahaffy visaram tão somente o estudo do c01”
portamento do virus inoculado em testículo de camondongo, com vistas sobretudo
á obtenção de amostra orquidotropica passível de futura aplicação cm técnica de
vacinação, não tendo interessado a êsses pesquisadores conhecer o prazo maxá**9
de persistência do virus inoculado.
Em nosso trabalho visava a finalidade primaria verificar o comportamento
do virus inoculado por esta via em diversas especies animais nas quais já fosse*11
conhecidos os resultados da inoculação por vias mais comuns. Secundariamente
depois de observada a persistência da vitalidade do virus no testículo de cobaia*-
tivemos cm mira conseguir processo facil de conservação da atividade do vii®*
amarilico durante prazo mais ou menos longo sem necessidade de passagens í***
quentes ou de utilização da técnica dc secagem cm vacuo c a baixa temperatut3-
só possível em laboratorios dotados de aparelhagem adaptada a êsse processo.
Além do de Lloyd c Mahaffy, o unico trabalho que conhecemos em que é íc:‘a
referencia à pratica de inoculações tcsticulares de vin» amarilico é o de CowdO
c Kitchen (9), que apenas visaram a pesquisa de inclusões nucleares em tecido*
diretamente inoculados com o virus, não tendo siquer verificado a vitalidade d°
virus introduzido por essa via.
O material utilizado constou de amostra do virus Asibi e da amostra ncUf°*
tropica francèsa, ambas obtidas da Fundação Rockefeller pelo dr. Henrique A*3
gão, diretor do extinto Serviço Especial de Defesa contra a Febre Amarela, 30
qual consignamos o nosso agradecimento. A amostra Asibi foi por nós secada
cm
SciELO
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F. da Fonseca
Vitalidade do viras amarilico
211
0 vácuo segundo a técnica de Sawyer, Lloyd e Kitchen (lü) e utilizada em
a ^ : 10- O virus neurotropico foi mantido quer por passagens sucessivas
Cam°ndongos sensíveis, quer seco em alto vacuo, sendo utilizado material
'^do por ambos os processos diluido a 1 : 20.
^xt’er^cncia I — 6 camondongos da estirpe Swiss foram inoculados a 27-1 V-
via testicular. com 0,1 cc. de virus Asibi a 1 : 10 em solução fisiológica.
Icados a 9-Y, foi feita emulsão dos testículos sendo inoculados por via cere-
*is camondongos com 0,03 cc., os quais não apresentam sintomas durante
de 30 dias.
4 j ^xPertcncia II — Didelphys aurita 1S15, inoculado com 0—5 cc. de diluição
^ 10 dc virus Asibi em cada testículo, a 27-1 V-38. Xão apresentou sintoma
. _ . durante todo o tempo cm que foi observado, nem mesmo virus circulante,
0 lsado a 30-Y e a 4-V, até 11-V, quando o animal foi sacrificado. Inoculado
0 >«t0 'Ia maceração dos tcsticulos cm seis camondongos suissos, na dose de
Cc-. não foram observados sintomas até mais de 20 dias depois da inoculação.
1 .-^0^a’a 1711 — Inoculada a 20-\ -38 com 0.5 cc. de vinis neurotropico a
. 0,1 cada testiculo. Sangrada c sacrificada a 23- V, não foi obtido isolamento
US c'rcu^ante, sendo positiva a inoculação do tecido testicular em camon-
°S' aPresentando-se estes doentes a partir do 4o dia.
» 1 *'a — Inoculada a 27-IV-38 com 025 cc. de virus Asibi seco diluido
em «da testiculo. Sangrada a 30-1 V c 4-V não foi obtido isolamento do
çjj, ç Verificada a 11-V, foi o maccrato de testículos inoculado por via cerebral
can>ondongos, morrendo os primeiros a 17-V, tendo sido rcisolado virus.
1 -2q° 0,0 1^10 — Inoculada a 20-Y-38 com 03 cc. de virus neurotropico a
rada testiculo. Sangrada a 23-Y não foi obtido isolamento do virus.
n a a 9-V I-38, foi feita passagem de maccrato de testiculos para cercbro
°ndongos, que apresentaram paralisia tipica a 14-YI-38.
tçy °>Q^IS 1717 e 171S — Inoculadas a 24- V-38 com 0.5 cc. de emulsão de virus
*in.0,r°^Co a 1 :20 em cada testiculo. Sacrificadas a 1 l-YII-38 foi rcisolado
íj,; . * s tnoculação do maccrato de testiculos cm camondongos. Nestes dois
“^is
De
° vinis pennaneceu, portanto, ativo durante 48 dias.
^ tinia outra cobaia do mesmo lote que as precedentes inoculada pela mesma
* ° mesmo material a 24-V e sacrificada a 25- VI, não foi conseguido o
■namcnto do virus, o que demonstra que a conservação da vitalidade não é
**>re observada.
CONCLUSÕES
1» v.
! *Sao foi possivel reisolar o virus Asibi 12 dias depois de inoculado nos
05 dc camondongos brancos c de Didelphys aurita.
3
212
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
2. * Foi observada persistência de vitalidade do viras Asibi 14 dias aPoí
inoculação em testículos de cobaia.
3. a Foi rcisolado viras neurotropico ativo até 48 dias depois da inocula30
em testículos de cobaia, parecendo, entretanto, inconstante a persktencia da vlta
lidade durante tão longo lapso de tempo.
4. * A analogia de comportamento em relação ac desenvolvimento dos vin^’
observada entre as células seminais e os tecidos embrionários, deve estar, proV3
velmente, ligada à grande atividade de reprodução, esta devida ao tipo identtf0
de metabolismo (11), que lhes é, aliás, comum às células tumorais.
BIBLIOGRAFIA
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C piflv
11. 1 Varburg, — Cit. de Martins, T. — Glandulas sexuaes e hypophysc, 5.
1937:493.
, tm**
(Trabalho 4a Vc^âo 4o Para«itoUc a » Prolo»oolo«»a **•
Butantan. Dado i publtr dado em Junho do !*!*)•
cm
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PeRSISTANCE de la vitalité du vírus AMARIL INO-
CULé DANS LES TESTICULES DU COBAYE (*)-(**)
PAR
FLAVIO da FONSECA
La connaissance de Ia technique de culture et d’inoculation nous pcrmct de
[. * cr facilemcnt que le tissu testiculaire constitue un excellent millieu pour
cloppenient de plusieurs espèccs parasitaires.
^ virus III, qui n’est pas cultivablc cn préscnce de cellulcs du foie, de la
C’ rcin et de la moellc osseuse, lc vírus de 1’hcrpes, le virus de la pseudo-
• Cclui du vaccin, de même que le virus de la fièvre jaunc, ont déjà cté cul-
c’ dans des cultures de tissu testiculaire.
^ ^ féactions scrotales dues à 1’infcction par Pfcifferclla vuülci et par cer-
Rickcttsia se localisant dans la vaginale, sont bicn connues.
lnocukttion du Treponema pallidum aux lapins, cclle de Ltishmania tropica
|. s<)Uris. celle des champignons des blastomycoses aux cobaycs, de même que
íü;°P^e testiculaire des larvcs de Porocephalus clavatus administrés per os
C°ka^cs (voir ce volume), temoignent aussi Ies bonnes conditions offcrtes
Ccllules séminales au dévéloppcment parasitaire.
nous basant sur ces faits qui nous avons entrepris des expcricnces
^ C5 à éprouver le tissu testiculaire commc voie d’introduction du virus
1’organisme de quelques espèces animales.
'-ette note avait déjà été envoyée pour étre publicc aux C. R. Soc. Biol. dc Paris
avons eu Toccasion de lire une réiércnce ã un articlc de Hugh H. Smith, parue
Dis. Buli. 35(7) :496. 1938, dans lequel cet auteur signalait la persistcncc du
Ui; fllrnar'I inocule dans les testicules des souris blanches. L/original de ce travail fut pu-
P», * Am. Jour. Trop. Med. 18(1) :77. 1938, dont le numero, perdu ã Ia Poste, n’est
viii^ . e arr*vé a la bibliothèquc de 1'Institut Butantan, ayant ainsi echapc à notre ré-
P»,!^*' *a bibliographie. Dans sa publication Smith signale avoir obtenue jusqu'a 20
_ * SVec du virus Asibi et 42 avcc du virus trançais, ayant constaté une plus grande
,lon du virus au 7ème jour et sa persistancc jusqu'aux environs du 20cme.
(*•) T
1 rava|l réalisé avec la collaboration dc 1'Institut Butantan e du Service Es-
^éfense contre la Fièvre Jaunc.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Xous navions pas encore à cette epoche connaissance des recherches c<r
Lloyd et Mahaffy (1), qui, tãchant d’obtenir une souche orchidotrope de viras
amaril qui leur permit dobtenir un vaccin depourvu de danger pour lespéc*
humaine, avaient inoculé des souris blanches dans le testicule. Ces savants c'r“
constate que le virus ainsi inoculé conservait sa vitalité pendant 120 heures a'J
maximum, un délai de 140 et même quelques fois de 120 heures nayant p'uí
fou*ni de résultats positifs. Xeuí passages en série de testicule ã testicule or,t
été réalisés chez les souris.
Un autre travail que nous avons rencontré en percourant la littérature et °°
est citée 1’inoculation testiculaire du virus amaril est celui de Cowdry et X*
chcn (2), qui ont seukment recherché des inclusions nucléaires dans des cellu10*
des tissus inoculés directement, sans avoir même vériíié la persistance de la vrt*
lité du virus introduit par cette voie.
Dans ces recherches préliminaires nous avons utilisé des souris de la soud*
Swiss, des cobayes et une sarigue, Didelphys aurita.
Les virus utilisés furent le virus Asibi et la souche neurotrope frança'5*’
obtenues de la Fondation Rockefeller par le D.”r Henrique Aragão, Directcur o®
Service Spécial de Défcnse contre Ia Fiévre Jaune, que nous tenons à rernerõ^
La souche Asibi fut desséchée dans le vide selon la technique de Sawver, Ll°>
et Kitchen (3) et utilisée à la dilution de 1 :10. Le virus ncurofope fut aU'?1
desseché dans le vide et entretenu par des passages succcssifs sur des sout*5
blanches à la dilution de 1 :20.
#• • • • • • mf t\T tf
Expirience I — Six souris furent inoculécs pa* voie testiculaire le 27.1' •
avec 0 cc. 1 dkrne dilution au dixiéme de virus Asibi. Sacrifiées le 9.V Ic v’rJ
nc put être réisolé par 1’inoculation cérébrale du produit de broyage des testic^**
á des souris ncuves.
Expirience II — Un Didelphys aurita (Xo. 1715) inocule le 27. IV. 38 a'^
0 cc. 25 d'une dilution au dixiéme de virus Asibi dans chaque testicule, n’a Ia"
presenté des symptòmcs de la maladic, ni du virus circulam, qui fut recherché
30-1 V et le 4 et le 11-V. Sacrifié le 11-V, le produit du broyage fut inoculé P:
voie cérébrale à la dose de 0 cc. 03 à six souris. qui nont pas manifeste
symptòmes de maladie pendant 20 jours d’observation.
Expirience III — Cobaye 1724, inoculé le 27-IY, avec 0 cc. 25 de virus
au dixiéme dans chaque testicule nc presente pas de virus circulant rccherche
30-IV et le 4-V. Sacrifié de 11-V le virus fut réisolé après 1'inoculation
produit de broyage des tcsticules à six souris, les premiers mourant le 17-'-
Expirience IV — Un cobaye (Xo. 1741) inoculé le 20-Y-38 avec 0 cc. 5
virus neurotrope ã la dilution de 1 :20 dans chaque testicule. n'avait pas de 'i1^'
circulant le 23-Y; sacrifié ce jour même ou réisola du virus par 1’inocul»**
cérébrale du tissu testiculaire à des souris.
cm
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F.da Fonseca — De la vitalitè da virus amaril
21õ
Expcnencc V — Cobaye 1740, inoculé Ie 20- V avec 0 cc. 5 de virus neuro-
*°P^ ã Ia dilution de 1 :20 dans chaque testicule. La saignée suivie d’inoculation
le 23- V n'a pas demontré 1’existence de virus en circulation. L’inoculation
Jnna une paralysie typique qui le 14- VI.
Expéricnce VI — Deux cobayes (Nos. 1747 et 1748) ont été inocules le
24-V-38
avec 0 cc. 5 de virus neurotrope dilué au vingtième dans chaque testi-
^c- Ils furent tués le ll-VII-38, on est parvenu à réisoler le virus du produit
jl _^r°yage des testicules de ces deux animaux par 1’inoculation à des souris.
Uí donc observée dans ces deux cas une pcrsistance de vitalitè du virus de
* jours.
• fésultats négatifs furent obtenus chez un autre cobaye du mênie lot VI,
^ é av<* du virus neurofope le 24-V et sacriíié le 25-V, ce qui scmblc
°ntrer qUe la vitalitè ne persiste pas dans tous les cas.
COXCLUSIOXS
Le virus Asibi semblc ne pas conserver sa vitalitè quand il est inoculé
'°'e testiculaire pendant 12 jours chez Ia souris ct chez Didtlphys aurita.
ij.r ^ * ' L'ne pcrsistance de vitalitè de 14 jours fut vcrifié pour le virus Asibi
^ v aux testicules d'un cobavc.
,n°vu!
«rc
Du virus neurotrope actif fut rcncont-é dans les testicules de cobayes
-Mc CS 48 J°UrS auParavant- 13 conservation de la vitalitè dans ce délai semblant
i-j lnconsfante, puisque dans une autre expèricncc le réisolemcnt èchoua
'"«íulation après 30 jours.
n * ** "- Lanalogic quon observe entre lc comportement des ccllules sétninales
Ptolip ^CS tISSUS «u^ryounaircs à 1’égard du dcvcloppement des virus, doit ctre
avtc >,ernent rattachée à Ia grande activité rcproductrice, qui est en rapport
c°uiin tVpe identi(iue de ™étabolisme (WARBURG (4)), qui leurs est daillcurs
Un aux ccllules tumo~ales.
BIBLIOGRAFIA
'■ D. & ilahaffy, A. — Jcum. Immunology 22:471.1933.
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199t).
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616.928:614 541
^ersensibilidade de um roedor brasileiro ao
vírus AMARILICO NEUROTROPICO (*)
PO R
Ff.AVIO Da FONSECA
Em
banais
^ Eu
consequência de observações sobre a sensibilidade de varias especies
ao virus amarilico verificou Findlay, em 1934
'“«ado,
Iv^lad
^ 100
(1), que o ouriço
com virus ncuro-
tambem necrose do
que nã0 acontece a mais animal algum dos sensíveis ao virus amarilico.
°s com virus pantropico, verificaram Findlay e Clarke (2), que morre-
j-, r°P3, Erinaccus europeus, inoculado por via cerebral
r *'C0, não somente apresenta lesões de encefalite mas t;
,o dos 28 animais experimentados.
ijç j ^criormente, divulgaram os mesmos pesquisadores (3) que a sensibilidade
nCCCUs cur°pcus c tal que a própria inoculação do virus neurotropico, pra-
ta] ”, ,^°r v*a subcutânea ou intraperitoncal, é sempre seguida dc encefalite fa-
af?1 rk necrosc do figado, aparecendo os sintomas do 6.° ao 11.° dia. A
‘ J<kde é, portanto, neste caso, ainda maior do que a dos rhesus, que ape-
Ccrca de 30% das inoculações morrem dc encefalite quando a via de intro-
&Cfl° v irus neurotropico é extraneural, só 50% apresentando reação febril (4).
ai°da o comportamento do Erinaceus europeus dos restantes animais sen-
^lo fato de persistir o virus. após a morte, no figado, oerebro, rins, baço e
rcnais, embora só raramente ocorra no sangue.
Esta
verificações apresentam interesse considerável, pois sendo a sensibili-
' 0 Erinaccus europeus maior do que a do proprio rhesus, possibilita o em-
^esse animal como reativo para determinação do grão de atividade dos
Ijja utl',7-ados na vacinação humana, como bem o assinala Thiroux (5) em tra-
rcccnte. De fato, o virus amarilico atenuado por culturas em embrião des-
^ ° galinha (virus 17 D) pode ser controlado pela inoculação em Eri-
eur°pcus, animal hipersensivel, no qual, entretanto, este virus. introduzido
^ ])J "E^halho realizado
contra
no Instituto Butantan com a colaboração do Serviço Especial
Febre Amarela.
cm
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
por via subcutânea, não mais causa infecção mortal, segundo o verificai310
Theiler e Smith (4).
Também o ouriço sudanez ( Erinaccus pruncri) teve comprovada a senSb*'
iidade à inoculação com virus Asibi, o que foi observado por Findlay, Hewer f
Garke (6).
Na fauna neotropica não são encontradas especies do genero Erinaccus °°
próximas a este. Não é, todavia, demais lembrar que entre os ouriços europ0®*
e os sul-americanos nenhuma afinidade zoologica existe, o unico traço rocfí^
sendo a existência de espinhos... De fato, aqueles pertencem à ordem Insc''r
vora, familia Erinaceidac, genero Erinaceus e estes á ordem Rodcntia, fan®**
Coendidac, genero Coendu, sendo por nós demonstrada em outra nota, com
Artigas (7), a insensibilidade da especie Coendu prehensilis à inoculação sü^
cutanea do virus -Asibi.
Outro animal que apresenta igualmente receptividade exaltada ao virus aim
rilico é o camondongo africano Mus musculus asoricus, que Laigret (8) Vl'r‘“
cou apresentar paralisia consecutiva à inoculação intraperitoneal de um
amarilico que, por analogia com as experiencias relatadas no mesmo trabalho -P
bre o comportamento de Mus musculus musculus, se deduz ser o neurotrop*^
Constituiu, portanto, para nós motivo de grande interesse poder verificai-
um pequeno roedor que o Instituto Butantan recebera vivo de Rosário, Es1*0
do Rio Grande do Sul. este mesmo gráo de hipersensibilidade à inoculação
cerebral do virus neurotropico francês, recebido da Fundação Rockefeller
vez do Serviço Especial de Defesa contra a Febre Amarela do Estado de
Paulo. Trata-se de um pequeno roedor (Fig. 1), da familia Octodontidac, íeíieS°
Ctcnomys. A diagnose especifica não foi ainda precisada, havendo duas
cies assinaladas no Brasil, segundo o catalogo de Trouessart: Ctcnomys 0**"'
Nehring e Ctcnomys brasiliensis Bl-UNVille (sin. : C. naltcri Wagner)-
Este pequeno roedor, que chamara já a atenção de Darwin em sua est3'
ir
na America do Sul, recebe do povo a denominação onomatopaica de tuco-tuco. ^
vido ao grito que emite com frcqüencia. Escava galerias subterrâneas d»®
cando as plantações, principalmente as de batatas, de que são ávidos. Os
especimens por nós recebidos eram de indole mansa, facilmente manejáveis, P1**
tando-se bastante à manipulação em laboratorio.
yit
1.* cxpcricncia — Ctcnomys sp., 1705 — A 22-4-38 foi inoculado p°r
cerebral com 0 c c. 5 do virus neurotropico a 120 proveniente de camond°r-iv_
paralíticos sacrificados no momento. A 30-4 foi sangrado para pesquisa
rus circulante, não sendo concludente o resultado desta verificação por ter ^
rido um camondongo, no 7.° dia, do qual não foi feita passagem ; os cinco ft5
tes estavam normais no 22.° dia. A 4-5-38 amanheceu doente, paretico, 0
dor 1705, tendo sido sangrado e sacrificado, sendo feitas inoculações em
dongos com sangue, cerebro e figado. Os camondongos inoculados com 53
cm
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da Fonseca — Hipersensibilidadc de um roedor brasileiro
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8ào
normais
reagiram até o 20.° dia. Dos seis inoculados com figado quatro estavam
no 20.° dia, porém, um teve paralisia tipica no 16.° dia; a passagem
Afeada com o cerebro deste camondongo matou seis com paralisia tipica do S.°
• dia, havendo doentes desde o 4.° dia ; com este vinis reisolado do figado
fàtas mais tres passagens, comportando-se o vinis normalmente.
^0i seis camondongos inoculados com cerebro do roedor 1705, um morreu
^dia seguinte ao da inoculação, outro no 4.° dia e dois estavam normais no 20.°
11111 doente no 9.° dia (ainda sem paralisia) foi feita passagem de cere-
rnorrendo os seis camondongos da passagem do 4.° ao 6.° dias. Com o vi-
reisolado do cerebro foram feitas 6cis passagens, comportando-sc o vinis nor-
n^mente.
^ CtcnomyS' sp., 1704 — Inoculado a 24-5-38 por via subcutânea com Ocx.5
doMrus neurotropico. A 3-VI amanheceu com dificuldade dc locomoção, toman-
a Parc6i'a mais pronunciada no dia seguinte, quando foi sacrificado, sendo
,n°culação de cerebro, figado, baço, rim e sangue em camondongos. Dos
“dongos inoculados com este material alguns morreram em prazo mais ou
_ 5 normal ; como, porém, não puderam ser feitas novas passagens, a obser-
ficou incompleta.
Tcnd° sido, além disso, cedida nessa ocasião à Fundação Rockefcller a maior
dos
taa.
feiram
camondongos brancos de estirpe Swiss da criação do Instituto Butan-
, nesta experiencia, ao contrario da anterior, utilizados camondongos
ra<»a menos sensível ao viras amarilico, não sendo, portanto, possível negar
Sc£u rança a existenda do viras nos orgãos inoculados.
^ Ittetituto Butantan empenha-se neste momento em rcccbtr maior numero
jji .'^Pkres de tuco-luco para completar as verificações iniciadas sobre a sen-
a ^ -v‘" so viras neurotropico e para experimentar com o vinis Asibi, ao qual,
’ <iuasi se pode assegurar scnsivel a espede cm estudo.
^ duas experiendas já realizadas pode-se todavia concluir tratar-sc de
^r°edor mais sensível ao viras amarilico do que os camondongos brancos, si
r‘Ue a sensibilidade demonstrada não tenlia sido tamanha quanto à obser-
r^j. ^ Erinaceus europeus. De fato, a pesquisa anatomo-patologica do figado,
rjçr n° Prime>ro pdo dr. João Montencgro, anatomo-patologista do Ser-
pecial de Defesa contra a Febre Amarda, e no segundo pelo dr. Moacyr
^ rn- do Instituto Butantan, apenas revelou degeneração gorda do figado, sem
Yçj ler*do sido possível conduzir a segunda experiencia com o rigor deseja-
va '^,Çnas podemos suspeitar ser o animal sensivd à inoculação subcutânea do
rr>^ r‘ÇUr,Jtropico, o que o poria, cm relação à sensibilidade à febre amarela, pdo
0111 Pé de igualdade com Mus tnusculus asoricus.
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SIS 923:614.541
L’hYPERSENSIBILITÉ D’UN RONGEUR BRÉSILIEN AU VIRUS
AMARIL NEUROTROPE (*)
FLAVIO da FONSECA
ses rechcrchcs sur la sensibilitc de plusicurs espcces animales au vírus
r****11. Fíndlay a pu constater (1) que le hérisson curopécn, Erinaceus europeus,
|. e par voie cérébralc avec du vírus ncurotrope presente non seulement de
mais aussi de la necrose du foie. Fíndlay ct Clarkc (2) ont
Une mortalité de 100% parmi 28 hérissons inoculés avec du vírus pan-
auteurs ont vérifié ultéricurcmcnt (3) que la scnsibilitc du hc-
**t tcllc que 1’inoculation du vírus ncurotrope pratiquéc par une des voies
foi 'an'e ou intrapéritoncálc est toujours suívic d’cnccphalite et de necrose du
trr scnsibilité de cct animal à 1’inoculation cxtrancuralc du virus ncuro-
^ f5t donc plus prononcée que ccllc des rhesus {Macaca mulata mulata ), pour
lencéphalite est seulement observéc à 30% environ des cas (4).
.;r ,ntcrêt pratique de cette constatation porte surtout sur la possibilite <Tcm-
r *c hérison comine test pour déterminer lc degré dactivité des virus
Ejj cn '^ccination humaine, comme 1’a noté tout réccmment Thiroux (5).
sCffct- Ic virus amaril atténué par la culture en préscncc d’cmbryon de poulet
^ ^êphale (virus 17 D), actuellcment cmployé en vaccination humaine, ne
^^mine pjus mort hérisson apres 1’inoculation souscutanéc, comme l’a
ZTéSmith (4)-
' ,1crisson du Soudan, Erinaceus pmneri, est aussi «ensible à 1’inoculation
^ Asibi, daprès Findlay, Hewer ct Oarke (6).
‘aune néotropique ne présente pas d’espèce appartenant au genre Eri-
k* herissons européens n’ayant aucune affinité zoologique avec les eud-
(%)
fravail
«Tljç
réaKsc à 1’Institut Butantan avcc Ia collaboration du Service Especial
sontre la Fièvre Jaune.
cm
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222
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
americaines ; les premiers appartiennent à 1’ordre Insectívora, íamille Erinacd^’
genre Erinaceus et les demiers à 1'ordre Rodentia, íamille Coendidae,
Cocndu. L'espèce Cocndu prehensilis n est pas sensible a 1’inoculation souscuta»
du virus Asibi, comine nous le démontrons avec P. Artigas dans une auJíf
note (7).
• ' A
Un autre animal qui présente également une réceptivité exaltée à 1’ega'u
virus amaril est Mus musculus as o riais, qui Laigret (8) vériíia mourrir en ^
ralysie à la suite de 1’inoculation intrapéritonále d’un virus présumablement neut*®
Chez un rongeur brésilien dont lTnstitut Butantan avait reçu vivants «
exemplaires de Rosário. État de Rio Grande do Sul, nous avons pu égal01*"
constater cette même réceptivité à la suíte de 1’inoculation du virus a"1*1
neurotrope.
C’est un petit rongeur appartenant à la íamille Octodontidae, genre '
tnys, dont la diagnose spcciíique n’a pas encore été établie. D’ap'és le cata
de mammifères dc Trouessart, il n’y a que dcux espèces attribuées au Bresil* ^
nomys minulus Neurixg et C. brasiliensis Blaixville (syn. : C. natteri ^ AC'S
. jjH
Ce rongeur. dc taille un peu plus mince qu’un Epimys norzveepcus, a r ^
queue, três connu par les citations de Darvvin datis son voyage en AmériquC
Sud, porte le nom vulgaire onomatopéique de “touc-touc” dú aux cris qu
il ifl*1
kj UU f J/VI IV, IV. IIWIII I UI^UIIV. uv “*•*» J
íréquemment. Ce sont des rats très íaciles à manier au laboratore, qui creU ^
des galcrics dans les champs et surtout dans les plantations de patâtes, <1
mangcnt avidement.
Le premier des Ctcnotnys (1705) íut inocule le 22-4-38 par voie cerc •
avec Oc.c.5 du virus neurotrope dilué à 1 :20, provcnant de souris
ques sacrifiécs pour cette occasion. Le 30-4 il íut saigné et le sang inoçu^
six souris par voie cérébrale, dont une seulc mourut au 7*“* jour sans qu
possible de 1’observcr ou de pratiquer des passages. Le 4-5 le Ctcnotnys
préscntant des symptômes dc paralysie íut sacrifié et des inoculations de - ^
de íoic et de ccrveau furent pratiquées. Des six souris inoculées avec du -
une mourut le 2*m* et une autre le 3èm* jour après 1’inoculation ; les autrcs ne P*
scntèrent aucun symptòme jusquau 26*'”* jour.
, .<ie 1<
Des six souris inoculées avec du foie une seule préscnta de la parai) -
Igèmc jour . ie passage pratiqué avec du cerveau de cette souris tua six autre- ^
5ím* au ó*"** jour, les symptòmes ayant apparu dès le 4èm* jour. Trois aU
passages pratiqués avec ce virus réisolé du íoie ont montré une marche
gulière du virus.
L’inoculation du cerveau du Ctcnotnys 1705 tua une souris au 4*“f 1 Aj
deux autres furent malades le 9*™ jour, mais une se retablit et l aut e ^
sacriíiée pour des passages. D’un groupe de six souris inoculées avec le cef'
cm
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F. da Fonseca — Lhyperscnsibilité d'un rongeiir brisilien
223
"f toutes sont mortes paralysées du 4*”' ou 5*“' jour. Avec le vinis
101 rosolé on a effectué plus six passages par groupes de six souris toujours
un résultat régulier.
^ «cond Ctcnomys (1704) fut inocule le 24-VI-38 par voie souscutanéc
iTfc Occ.5 de vinis neurotrope à la dilution de 1 :20. I.c 4-\'I 1’animal présen-
j . ^ la parésie. ne se tenant plus debout, fut sacrifié, des inoculations furent
H 'Cs ayec du sang, du foie, du rein, de la rate et du cerveau. Exccptué les groupes
souris inoculécs avec du foie et de la rate, dans tous les aufes groupes a
C°nstat' la mort de quelques souris dans des delais à peu près normaux. On na
de passages de cerveau dc ces souris mortes de sone qu’on ne pcut conclurc
“Wivernent sur 1’infectiosité du material inoculé.
^ difficulté d’obtenir dautres Ctcnomys nous a jusquici cmpêché de pour-
‘tavrc i
ctudc de son comportement à 1’égard du vinis ainaril. Des deux expé-
Jaetlces déjà realisées on peut néamnoins conclure qu'il sagit d’un rongcur dont
, Serfcibilité au virus dc Ia fièvrc jaune est plus grande que cellc des souris blan-
bicn
• t
qu’e e ne soit pas si elevée que celle du hérisson européen, puisque
***Il,Cn histologique du foie, effectué chez le premier par le Dror J. Montenegro
c‘bíz le second par le D*" M. Amorim, aux qucls nous tenons à remercier,
jatra seulement dc Ia dégenércsccncr graisseuse, cn 1'absencc dc lésions de
°«crose.
1-a deuxieme expcriencc nayant j>as pu être suivie dc plus pres. nous laisse
j, *ín>CTlt suspecter la sensibilite de 1’animal à 1’inoculation soascutanée dc virus
tropc, ce qUj démontrerait qu’il est au moins si scnsiblc que Mus musculus
**0r» cus.
^ f* constatation, dans la prcmicrc cxpericnce, de la prcscnce du virus dans
frjt lc cn 1’absencc de virus circulant, après 1'inoculation cércbrale dc virus neu-
. °Pp. n'a rien de surprenant, la mêmc verification avant été faite clicz ÍEri-
*** europeus.
BIBLIOGRAFIA
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n.t.Rtan. Dado i |»uh)í< dad* ia C. R. Sac. Rial. !»(*«)•
ISIS).
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«16.928:614 511
SENSIBILIDADE DO GATO DOMESTICO AO
VIRUS AMARILICO NEUROTROPICO (*)
FLAVIO da FONSECA & PAULO ARTIGAS
^ 1930 foi pela primeira vez pesquisada a sensibilidade de gatos ao virus
teí» ' IC°’ nosso s€mPre lembrado companheiro de trabalho Lemos Mon-
^ O). Suas pesquisas, que visavam a verificação da possibilidade da existen-
^ de depositários naturais do virus da febre amarela, redundaram na descoberta
v^Ccr*'a sensibilidade deste felideo ao virus em questão. De fato. a inoculação por
. leriioneal de 2 ccs. de sangue dc rhesus infetado com virus Asibi, permitiu
^ ar elevação térmica, mostrando-se o sangue infetante para rhesus no 12.°
’ c°ncedendo ainda imunidade ao mesmo animal no 30° dia. Outro gato ino-
por via subcutânea não apresentou sintomas, mas o seu sangue mostrou-se
^ 0 dc propriedades imunizantes no 4o e no 30° dias. A inoculação cerebral
**n^Ue de rhesus não conferiu, entretanto, ao gato infecção tipica.
A
,• °s resultados positivos obtidos por Lemos Monteiro opõem-sc os nega-
is reccntementc divulgados por Findlay (2) e por Nicolau e Baffct (3), os
yçjj * tr*lwlhando com virus neurotropico inoculado por via cerebral cm gatos jo-
na° obtiveram infecção, não tendo além disso estes últimos pesquisadores
’ado lesões histo-patologicas idênticas às por eles encontradas em cães ino-
°s c°tn o mesmo virus.
verificação da insensibilidade do gato ao virus neuorotropico inoculado
Zebral assinalada pelos autores supracitados surpreendeu-nos, pois não
Uy rcv,sta bibliográfica por nós realizada e publicada cm trabalho anterior, de-
<ir°u ser mais frequente a sensibilidade de animais ao virus neurotropico do
P^tropico, como também as pesquisas originais que levámos a efeito (3)
lrinam este ponto de vista, parecendo, portanto, a priorí, pouco provável que
(<\
rraba'ho do Instituto Butantan, realizado com a colaboração do antigo Serviço
Defesa contra a Febre Amarela do Estado de S. Paulo.
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22Ü
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
um animal sensível ao vinis visceral, como o afirma Lemos Monteiro, fosse
sensível ao vinis neurotropico, como o asseguram os autores citados.
Para derimir a divergência entre esses resultados, instituímos uma sene
experiencias de inoculação do virus neurotropico (F 654) e do vinis A51**
(No, 40.0S7 -f- 4.061) recebidos da Fundação Rockefeller através do extin'*0
Serviço Especial de Defesa contra a Febre Amarela do Estado de S. Paulo. 1
cujo diretor, dr. H. B. Aragão, apresentamos os nossos agradecimentos.
Todas as experiencias foram realizadas com gatos domésticos jovens, c00*
poucos meses de idade, com uma unica exceção em que foi utilizado um aniit*
adulto. A provenienda dos felideos foi sempre S. Paulo, Capital.
Gato 1653 — Inoculado a 11-2-38 por via cerebral com 0 cc. 1 de enud5*’
a 120 de cerebro de camondongos paralíticos. A temperatura de 30°3 a
apresentada nos quatro primeiros dias. baixou a 35° e fração nos dias seguin^
apresentando o animal paralisia do trem posterior a 19-2 (Fig. 1), quando
sacrificado. A tentativa de isolamento do virus drculante feita no 3.° dia, ^
infrutifera. Camondongos brancos inoculados com o cerebro deste gato mot^
ram paralíticos desde o 6.° dia. Com o cerebro do mesmo animal foi inocula
o gato 1660.
Gato 1660 — Inoculado a 19-2-38, por via cerebral, com 0 cc. 5 de emul»*0
de cerebro a 1 :10, do gato 1653. A 23-2 estava paralítico, sendo franca a P3^
lisia a 25-2, quando foi sacrificado. O cerebro inoculado na mesma data tua*00
do 4.° ao 5.° dia os camondongos inoculados. A tentativa de isolamento do vi
circulante praticada no 3.° dia da inoculação deu resultado negativo.
Gato 1668 — Gato adulto inoculado a 25-2-38, por via cerebral, com 0 cC'.
de emulsão de cerebro do gato 1660. Não apresentou sintomas de infecção
28-3. Tentativas de isolamento do virus circulante feitas no 7.°, 18.° e 26°
foram negativas.
Gato 1685 — Inoculado a 25-3-38, por via cerebral, com 0 cc. 5 de cmu*^
de cerebro de camondongos. A 31-3-38 apresentava perda da atividade e a
• #
rexia, tendo amanhecido morto a l-°-4, não mais sendo recuperado o virus
o cerebro inoculado em camondongos.
Gato 1684 — Inoculado a 25-3-38 com 0 cc. 5 de emulsão de cerebro &
mondongos infetados. Amanheceu paralítico a l.°-4-38, tendo sido sacri‘,c3^
e sangrado, não tendo sido conseguido reisolar virus, quer do sangue, q«cr
cerebro deste animal. A temperatura desceu de 39° a 39°3 no l.° e 2.° dias. Y*
3892, 35 °3 e 35°5.
Gato 1602 — Inoculado a 6-12-37 com 2 ccs. de diluição a 1 :40 de
Asibi, por via peritoneal, não apresentou sintoma algum até o dia 18-2 T
1 11 (Ji'
amanheceu morto. A tentativa de isolamento do virus circulante feita no *»•
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F. da Fonseca a P. Artigas — Sensibilidade do galo domestico 227
neSativa. A inoculação do cerebro deste animal em camondongos não permi-
bu 'solamento do vinis.
Gato 1603 — Inoculado a 6-12 com 2 ccs. da diluição a 1 :40 de vinis Asibi.
por
*‘a pontoneal. Não apresentou sintomas, morrendo, porém, a 23-2. Do
*an?Ue. retirado no 4.° dia, não foi conseguido reisolamento do vinis.
Cofo 1680 — Inoculado a 25-3-38, por via peritoneal, com 2 ccs. da diluição
20 do vírus Asibi, não apresentou sintomas, nem elevação térmica, sendo in-
!Icras as tentativas de reisolamento do vi ms praticadas no 6.° e no 12.° dias.
('do 1681 — Inoculado a 25-3-38, por via peritoneal, com 3 ccs. da dilui-
w a 1 :20 de vinis Asibi, não apresentou sintomas de infecção, nem elevação
e !ca’ tendo sido negativas as tentativas de reisolamento do viras feitas no 3.°
R° 7.° dias de inoculação.
^ato 1082 — Inoculado a 25-3-38, por via sub-cutanea, com 2 ccs. de dilui-
^ J a 1 :20 de riras Asibi, não apresentou sintomas de infecção, nem elevação
^ttiperatura. sendo infrutíferas as tentativas de reisolamento de viras feitas
** 3 °. 7.o c 17° dias.
'"do 1683 — Inoculado a 25-3-38. por via intra-cardiaca, com 1 cc. da dilui-
«o
«ido
a 1 20 do vnrus Asibi. Não apresentou sintomas, nem elevação térmica, tendo
J^ativas as tentativas de reisolamento do varas circulante praticadas no
' e 17.° dias a partir da data da inoculação.
Gato 1738 — Inoculado a 19-5-1938 com 4 ccs. de sangue de rhesus por via
°neal. Sangrado a 23-5 não foi conseguido isolamento do viras circulante.
beccu morto a 27-5-38; o cerebro inoculado cm camondongos matou-os do
a° 12.° dia, sem sintomas tipicos.
1739 — Inoculado a 19-5-38 com 5 ccs. de sangue de rhestis por ria
^^Oeal. Sangrado a 23 a 27-5 e a 27-6 não foi conseguido reisolamento do
• 'Amanheceu parctico a 13-6-38 e moribundo no dia seguinte, sendo feitas
do cerebro e figado a 14-6, não tendo sido obtido isolamento do viras.
CONCLUSÕES
|jr0 * ' ^ Gatos jovens são sensíveis à inoculação intra-cerebral do viras amari-
ncUiotr°piCo na diluição de 1 :20, morrendo com sintomas de encefalite.
2*1 A , ,
rtjyj ' A passagem do vírus neurotropico de gato para um gato jovem deu
0 Positivo, sendo, porém, negativa a passagem para gato adulto.
^ Do sangue dos gatos inoculados com viras neurotropico por via cere-
^ foi possivel reisolar riras a partir do 3.° dia até o 20.°.
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228
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
4. *) Dois gatos jovens inoculados com diluição a 1 :40 e dois com dilmÇ30
a 1 :20 do virus Asibi, todos por via peritoneal, não apresentaram sintomas àc
infecção, o mesmo insucesso sendo verificado com sangue de rhesus em natureza-
5. a) Não foi conseguido isolamento de virus circulante de gatos inoculado*
com virus Asibi, diluido a 1 :20 e 1 :40, por via peritoneal, a partir do 3.° dia ài
inoculação.
6. a) A inoculação de 2 gatos jovens pelas vias intra-cardiaca e sub-cuta
nea com virus Asibi diluido a 1 :20 foi negativa, não tendo sido, outrosim, o03"
seguido reisolamento do virus circulante a partir do 3.° dia.
7. *) Tais verificações somadas às de Monteiro, Findlay e Nicolau e Baffct
parecem demonstrar grande variação no comportamento dos gatos em relação 3
sensibilidade aos vin» Asibi e neurotropico.
(Trabalho «Ia Serção do Para.itolof ia • Prot*iool*i • *
Butantan. Dada à pobliodad* m Junho do
4
SENSIBILITé DU CHAT AU VIRUS AMARIL NEUROTROPE (*)
FLAVIO da FONSECA et PAULO ARTIGAS
La scnsibilité des chats au virus amaril fut étudiée en 1930 par notre rcgretté
'gue Lemos Monteiro (1). Dans ses rechcrches, qui avaicnt commc but Ia
'cation de la possibilite d’existence d’un reservoir du virus de la fièvre jaune,
A >4
tio, 1 *)arvenu 3 démontrer une certaine scnsibilité de ce félidé, puisque Finocula-
_^Par voie péritonéale de 2 cc. de sang de rhesus infecte avec du virus Asibi a
12*>»«S ^ observer de niyperthcrmie et le pouvoir infccticux du sang du chat au
• jour; le sang était encore immunisant au 30'1"* jour. Un autre chat,
^onte’ro. bien que n’a_vant pas préscnté de symptòmes avait d’anticorps
Unisants dans le sang dês le 4*®* jour et jusqu’au 30""» jour.
c. inoculation cérébrale de sang de rhesus pratiquée par Monteiro nc pa-vint
a donner une infection typiquc au chat.
ti^ rCSU*tats P°s*l^s signalés par Monteiro sopposent les rechcrches néga-
5 ‘ic Findlay (2) et de Nicolau et Baffct (3). qui ont experimenté avec du virus
^ °trope inocule à de jeunes chats par voie cérébrale. Mème des lésions histopa-
4Pqucs semblabes à ccllcs rencontrés chcz le chien inocule avec le meme
IeI nont pas pu être rencontrées chcz le chat par ces auteurs.
^ cst facile de coniprendre que Monteiro n’ait pas obtenu 1’infcction en
^^nt du
virus Asibi introduit par voie cérébrale à cause de la moind‘e affinité
lei P°ur la substance nerveuse ; mais il est surprenant que le virus neurotropc
ne parvienne pas à infccter un animal dont la scnsibilité à 1’Asibi
i-r P31" voie peritonéale avait dejá eté demontréc. En effct, nos rechcrches
3 Ia * Scns’bilité de nombreuses espèces d'animaux (4) nous avaient conduits
c<^nclusion que Finfection par le virus neurotropc était de beaucoup plus
a °btenir que Finfection par le virus pantropc et la littérature sur lc
apprend qu'il n’y a pas danimal, pour peu qu’il soit sensiblc au
V ijJ' Teavail réalisé à 1'Institut Butantan avec Ia collaboration du Service Especial
contre Ia FièvTe Jaune de FÊtat de S. Paulo.
cm
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F. da Fonseca * P. Ahtigas — Sensibilitè du chat
231
Avec du vinis Asibi desséché dans le vide ou avec du sang de rhcsus en na-
tu:e furent inoculés sans succès 6 jeunes chats par voie péritonéale, un par voie
^soitanée et un par voie intracardiaque.
RESUMÉ
Linoculation de virus, amaril neurotrope dans le cerveau du chat confère
Paralysie tipique, un passage du virus de chat à chat pouvant être obtenu,
u ‘ju on utilise d’animaux jeunes. La drculation du virus neurotrope ino-
P11- voie cerebrale ne put pas être constatée même au 3ème jour. Des jeunes
«ttlé
títtts
Asibi
jantes
’ ln°culés par les voies péritonéale, souscutanée ou cardiaque avec du virus
°ont pas presente des symptômes ncts d’infection. Ces verifications
a celles de Monteiro, de Findlay et de Nicolau et Baffet, semblent dé-
?aj^!rtr UnC Sranc^ var’at'on dans le comportcment des chats aussi bien à l’é-
dc 1'inoculation awc du virus neurotrope qtfavec le virus Asibi.
BIBLIOGRAFIA
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Frndtay g. At. — JL of Path. and Bact. 38(1) :1 . 1934.
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(TriUIk* d* $««{•• <U ParatHol««la •
Butantan. Da<U ã publxadad*. tm
Bi*!.
KM «)• Imt.tuU
im C. R. 5*<-
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616928
PEsQUISAS sobre o comportamento DE ANIMAIS SIL-
VESTRES INOCULADOS COM VIRUS AMARILICO (*)
POR
FLAYIO da FONSECA & PAULO ARTIGAS
Desde
que íicou estabelecida a noção da sensibilidade de Macaca mulatta
(= Aíacacus rhesus = Silcnus rltcsus ) (1) ao virus amarilico, esfor-
tr^ Os pesquisadores por encontrar outras cspccics de primatas que demons-
>C(.. 'Stul receptividade, iniciando-se uma serie de investigações sobre a in-
mental de macacos que ainda hoje prossegue.
1930 o nosso malogrado companheiro de trabalho Lemos Monteiro (2)
(j^***3, Primeira vez, a idea, talvez então julgada por demais avançada, de pes-
3 sensibilidade de cães e gatos ao virus amarilico, tendo demonstrado a
Vencia de virus circulante no organismo desses mamiferos domésticos,
o advento das novas noções sobre a epidemiologia da febre amarela,
a possibilidade de se manifestar a infecção com modalidade extra-
t0rnou-se do mais alto interesse a pesquisa da sensibilidade de animais
ao virus amarilico, pois a descoberta de um ou mais que pudessem fun-
in ^ ^COrn° reservatórios natura» viria não somente simplificar a compreensão
*9iar ° **1° qual se entretem o virus na natureza, como também, talvez, au-
^ eficazmente as medidas profiláticas a serem aconselhadas.
^luisa de realização aparentemente facil, oferece na pratica um sem nu-
"!* . C dificuldades, desde que se a deseje realizar em maior escala. A obtenção
'■idj ,s silvestres vivos e de boa saúde, de proveniência perfeitamente conhe-
^ ^ numero suficiente e em prazo curto depende de um serviço de capturas
J °* trabalhos em questão foram realizados no Instituto Butantan em virtude de
* f-.. ,c ***a instituição e o extinto Serviço Especial de Defesa contra a Febre Amarela.
rc,or. dr. Henrique Aragão, deixamos consignados agradecimentos pelo auxilio
-rrjv ’ Ilira a realização das presentes pesquisas. Somos também gratos a T. C S.
? SC°,t- do Museu Britânico, que levou a efeito a determinação de vários exem-
AfürUae, Ftlidae e Canidae.
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234
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Jjfc
bem organizado, funcionando com regularidade perfeita e, a menos que se c
ponha de numerário à discreção, deverá ser organizado pelo proprio laboraton0
interessado, que regulará os fornecimentos e determinará a proveniência do 0,3
terial.
A raridade de informes registados na literatura sobre o momentoso P^
blema repousa certamejite nesta dificuldade que oferecem as capturas. Al<stmk'
as pesquisas sobre a sensibilidade de simios, iniciadas logo após as verific®^
de Stockes, Bauer e Hudson, por Aragão, em 1928 (3), só se encontram re*f"
rencias esparsas sobre a sensibilidade desta ou daquela espede animal, não b*
vendo na literatura um só trabalho de maior vulto, em que seja feito un1J
qüerito, ainda que parcial, sobre o comportamento da fauna de uma dada refp3"
Mesmo assim são valiosas as pesquisas isoladas até agora realizadas,
quais permitiram já a descoberta de animal ainda mais sensível do que o rh?***
o ouriço europeu, Erinaceus europeus, segundo as pesquisas de Findlay e c°*r
boradores (4).
Encarregados de efetuar pesquisas sobre a sensibilidade de animais
tres pela diretoria do extinto Serviço Especial de Defesa contra a Febre -AjI'a
que controlava as pesquisas sobre a febre amarela no Estado de São Paulo, tr^
támos de conjugar os esforços do serviço de capturas de animais silvestres y
mantem a nossa Secção de Parasitologia no Instituto Butantan, com o
de fornecimento de animais entretido pelo mesmo Instituto no interior do P^
e com o auxilio do que nos poude prestar o S.E.D.C.F.A,. Dessa assoC,3Ç
resultou um fornecimento de mamiferos que, sem ser o ideal, possibilitou, ^
tanto, a obtenção de resultados interessantes para a fauna da região nco'otr°r
Revista a bibliografia pertinente ao assunto e postas de lado as verifie3^
sobre a sensibilidade de primatas, referidas em outro trabalho, encontram-?1
literatura dados sobre o comportamento das seguintes cspccies animais. aprc'
tados pela ordem cronologica das observações.
Canis jamiliaris. — Segundo as verificações de Lemos Monteiro (2), 3
culação subcutânea de sangue e figado de rhesus infetado com virus Asibi cru
permite o encontro de virus circulante atenuado até 12 dias após a inocu*3(> ^
não sendo, porém, o cão sensível à infecção. Xicolau e Baffet (5), inoculando P
via cerebral virus neurotropico não obtiveram infecção, verificando, porem
rY**
apesar do ccrebro não ser infetante 8 a 19 dias após a inoculação, se obsc
todavia, lesões de encefalitc c inclusões nucleares.
In*'
Fehs calus. — Xa mesma serie de experiencias realizadas em 1930 no
tituto Butantan. relatou Lemos Monteiro (2) poderem gatos adultos inocu
pelas vias peritoncal ou subcutânea com 6angue de rhesus infetado com .
Asibi apresentar reação febril, abatimento e paresia fugaz. Rhesus in^
com sangue destes animais, datando até de 30 dias, não apresentaram im^
cm
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• D' Fonseca a P. Artigas — Animais silvestres inoc. com vinis amarilico 235
C10atran<lo-«c> porém, imunizados ao lhes ser feita inoculação de material scgu-
^)ente ativo. Vinis Asibi inoculado por via cerebral (0 cc. 5 de sangue de
r4J) não provocou infecção, tendo, porém, sido obtida paralisia passageira
inoculação de virus amarilico neurotropico ( ? 3.* passagem por camon-
por via peritoneal.
Nicolau e Bafíc-t (5), inoculando virus neurotropico por via cerebral cm
íatos
Gbserva;
jovens, não só não obtiveram sintomas de infecção, como também não
duindi
ra*n lesões histo-patologicas semelhantes às encontradas nos cães, con-
0 Parecerem os gatos ser completamente refratários, resultado este ao qual
°Poc o dos autores da presente nota, referido em outra publicação (34),
Covia porcellus. — Não levado em consideração o trabalho de Kuczinski e
/T^del (7), cm qtte é a'egado haver sido obtida infecção amarilica (!) da
^ *a ora com material de rhesus, ora após inoculação de uma mistura de tres
0 ^ do diíteroide B. hcpatodysdrophicans, considerado então por Kuczinski
rj]fSei'te ^re amarela, a primeira verificação da persistência do virus ama-
no organismo da cobaia cabe a Sellards (8), que conseguiu reisolar virus
t<JrA^ inoculada com material de rhesus infectado. Dinger, Schüffncr c Snij-
j s &) obtiveram resultados semelhantes, bem como Sawyer c Frobischer (10).
F^nieira verificação de produção de encefalite, porém, cabe a Thcilcr (11),
^ ^°°Q8eguhi a transmissão cm serie, partindo do virus neurotropico da amos*
Hj^^ncisa com 158 passagens em camondongo, fato este logo a seguir confir-
0 P°n Stcphanopoulo e Wassermann (12).
, !%d, Penna e Mahaffy (13) obtiveram encefalite em cabaias, estudando
5 r,buição do virus, que alcança o sistema nervoso periférico, c a patologia
^rtis'^5 ^tephanopoulo (14) assinala a sensibilidade da cobaia à introdução do
P°r via intraraqueana e mesmo, excepcionalmcntc, à via intrapcritoncal,
r'fer,
Pnodução de encefalite em ambos os casos. Nicolau, Mathis e Baffct (15)
^ ^ o alargamento do periodo da incubação c a diminuição da virulência
S’co ^ Pesagens em serie em cobaia. Sob o ponto de vista anatomo-patolo-
Sten,Í0RUn ta*s *cs®es *-®tuóadas em cobaias c outros animais por Findlay e
ç ‘ 06). Findlay (17) verificou a presença do virus no sistema nervoso
‘ e nas capsulas suprarenais de cobaias inoculadas com virus neurotropico
4r ( c^febral. Nicolau, Kopciowska, Mathis e Baffet (18) fizeram estudo
°>nt ° Patol°g>co antes de Findlay e Stem. Cowdry c Kitchen (19) não en-
raran' inclusões nucleares em cobaias inoculadas por via cerebral.
V, '^°l°ssus obscurus e Dcsviodus rufus. — Kumm (6) baseado no fato de
UlCntareni facilmente os Acdes acgypti em morcegos, experimentou a sen-
fjçj. j e destas duas especies ao virus Asibi por picada de Aedcs acgypti in-
verificando não serem eles sensíveis. Obteve, entretanto, transmissão
’ca do virus de rhesus infectados para sãos durante a picada de Desmodus
cm
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236
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
rotvndus, desde que o intervalo entre as duas picadas não ultrapassasse 2 i®
nutos.
Dasyprocta aguti. — Lloyd e Penna (20» e Lloyd, Penna e Mahaftv O"1
demonstraram ser a cotia sensível à inoculação intracerebral do virus neun-
tropico.
Microtus agrestis. — A infecção deste roedor foi obtida com vinis neuroU®’
pico por Findlay (21) que obteve 80% de enceíalite.
Mus musculus musculus, Mus muscutus gentilis e Mus musculus asoft***'
— A primeira destas especies, o camondongo cosmopolita domestico foi veriú
cada sensivel à inoculação do virus neurotropico por via cerebral, mas não P6**
intraperitoneal por Laigret (22), assinalando também Stephanopoulo a ^
sensibilidade (13). As duas outras sub-especies, ambas africanas, foram
rimentadas por Laigret (22), que observou ser a primeira sensivel à inoculaÇ^5
cerebral e a ultima também à inoculação intraperitoneal de virus presui®'
mente neurotropico, pois em seu traballw não é declarado taxativamente
o virus utilizado, salvo para Aí. m. musculus.
Sus scrofa. — Stephanopoulo. Mollaret e Desnos (23) observaram
paralisia c morte no 7.° dia consecutiva à encefalo-mielite em um leitão ir,or‘
e o
lado por via cerebral com virus neurotropico. não tendo, porém, o cerebro
liquido cefalo-raqucano se mostrado infetantes para camondongos c macac0
Obtiveram provas da proteção positiva no 28° dia com o sóro e o liquido
falo-raqueano de um segundo leitão inoculado por tres vezes com virus
pico e uma vez com virus neurotropico.
■SciMrwr vulgaris. — Findlay (21) obteve enceíalite neste esquilo apos
culação do virus neurotropico.
Ennaccus europeus. — Findlay cm 1934 (24) verificou a alta sensibilid*^
deste Insectívora europeu ao virus neurotropico, cuja inoculação intracerep ^
,-ai®”
rri*
provoca necrose do figado. Posteriormente (25) Findlay c Clarke obscrv
a grande sensibilidade do mesmo animal ao virus pantropico, tendo ®°:
100 % de 28 inoculados do 4.° ao 70.° dia. Subsequentemente verificara® ^
mesmos pesquisadores (26) que a sensibilidade do Erinaceus europeus é tal Q
a própria inoculação do virus neurotropico praticada por via intraperitoneal ^
subcutânea tem sempre decurso fatal, aparecendo os sintomas do 6o ao H “
Ao contrario dos restantes animais sensiveis, o virus persiste após a morte
cerebro. figado. rins, baço e suprarenais, embora só raramente exista no sanf11
ç£jl*
Estas verificações apresentam um interesse considerável, pois sendo a -
sibilidade de Erinaceus europeus maior do que a do proprio rhesus, possibü,ta^
emprego desse animal como reativo para verificação do grao de atividat»e
virus utilizado na vacinação humana (27), como bem o assinala Th irou* (
conferindo maior segurança ao seu emprego.
cm
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p
• Fonskca * P. Artigas — Animais silvestres inoc. com vinis amarilico 237
dtelerix albiveiitris (= Erinaceus pruncri). — A sensibilidade do ouriço
^danés foi verificada por Findlay, Hewer e Qarke (29), que observaram in-
***> aPóã inoculação com vinis Asibi.
Cytilus cytilus. — Stephanopoulo, Nagano e Wassermann (30) comuni-
cyani ter verificado que o cerebro do espermofilo inoculado com vinis neurotro-
' P°r via cerebral era infetante no 5o dia, sendo, todavia, negativa a inocula-
lr‘traperitoneal e a intracerebral com vinis Asibi e com vin» adaptado à
a- Só foi conseguida a primeira passagem em serie.
^c>:a caicsbiana. — E’ a unica citação da obtenção de vinis de animal de
5» frio inoculado; foi conseguido do sangue por Sawyer e Frobischer (31)
dias de inoculação do vinis Asibi no coeloma.
Kaio ( sp . ?). — Citado por Findlay (21) como sensível à inoculação in-
*®ral. sobrevivendo o vim» seis dias.
***eis
Evot,
otnys glareolus, Apodemus sylvoticus c o coelho não se mostram sen-
. scgundo Findlay (21). Furão ( Putorius foetidus), “hamster” dourado
^ *tus auratus ). pombo, galinha e canario foram inoculados sem 6Ucesso por
cerebral por Findlay (21), bem como Rana temporário, inoculada por via
‘ ^ c no saco linfático por Stephanopoulo, Nagano e Wassermann (30), o
irn° sucedendo no coelho domestico, segundo Whitman (32), o qual, aliás,
l'r°va da proteção positiva, sendo mesmo possível a hiperimunização.
Pesquisas originais
Conhecidas as aquisições modernas sobre a sensibilidade de animais sil-
•vjípju
^ . °u domésticos ao virus amarilico, passaremos a descrever as experien-
'ustituidas em nosso laboratorio no decurso dos anos de 1937 e 1938, dei-
100 de parte, por constituírem objeto de outro trabalho, as que dizem res-
*° «os primatas.
Material
^ animais utilizados em nossas verificações provinham em grande parte
ÇTijofnata's Horto Florestal do Estado de S. Paulo, na Serra da Cantareira,
ftj-° ^'rc,or> dr. José Cabral, nos concedeu, a titulo excepcional e à vista dos fins
utiadc
fíPresç:
°s> permissão para efetuar a captura de quaisquer especimes de fauna
cntada nessa importante reserva de caça. Para a captura desses exempla-
’ntámos com a decisiva colaboração do dedicado auxiliar técnico do Insti-
J -'Utantan, sr. José Navas, o qual de modo absolutamente desinteressado se
*$tOu •% • . « • • •
r^( a executar. sob a nossa onentaçao, esses penosos e muitas vezes a ms-
trabalhos. O restantes exemplares por nós utilizados, foram, cm sua
cm
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238
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
maior parte, obtidos graças ao serviço de permuta entretido pela Secção de P*
rasitologia com os fornecedores de otidios do Instituto Butantan. Em me°°r
percentagem foram os animais em questão adquiridos de particulares graça* a°
auxilio do Serviço Especial de Defesa contra a Febre Amarela.
Os virus utilizados nas experiendas foram fornecidas pelo S.E.D.C.F -^"
que os obteve da Fundação Rockefeller: vinis pantropico Asibi (**£
40. 0S7 -f- 4.061 ) e virus neurotropico (F. 654). O primeiro foi V°T ***
conservado seco em alto vacr.o após congelação pela neve carbônica, segundo
técnica de Sawyer, Lloyd e Kitchen (33), tendo o segundo sido entretido
por passagens sucessivas por camondongos brancos de estirpe Swiss, importa^
pelo S.E.D.C.F.A. da America do Norte e criados no Instituto Butantan-
quer por secagem em alto vácuo após congelação.
De todos os animais utilizados foi, antes de injetá-los com virus, ret‘í^
sangue para inoculação em camondongos, visando a pesquisa do virus natu
verificação esta de resultados negativos em todos os animais examinados.
Suidae
Tajassus tajassu. — Cateto ou peca ri — Foram utilizados apenas 3n'nvX1
jovens, com alguns meses de idade, todos capturados em estado selvagem
Horto Florestal, na Serra da Cantareira, cidade de São Paulo.
Cateto 1630. — Inoculado por via cerebral com 0 cc. 5 de emulsão a 1 '
de cercbro de camondongos moribundos, a 11.2.3S. Sangrado a 14.2.33
foi encontrado virus circulante. A temperatura foi de 39°1, 38°9, 4 CP e 33 ”
Io ao 5o dia da inoculação. A 15.2 apresentava-se paretico e com contratur3-4
A 16.2 a paralisia era completa nos membros não se sustendo o animal de P
doitf*
ino-
rali**
do*
do
(Foto 1), sendo então sacrificado. Do figado inoculado em seis camon
não foi possível rei solar virus, nem tampouco do sangue. O cerebro, porem,
culado cm seis camondongos deu como resultado a morte de um c a P3
de tres no 6o dia. morrendo tres no 7o dia. quando foram sacrificados os
restantes para passagens, tendo sido feitas sete passagens sucessivas em c3'
dongos com o virus reisolado.
Cateto 1634. — Inoculado a 16.2.3S com 1 cc. de emulsão do cerebro
cateto 1630 por via intracerebral, apresentou-se paretico a 25.2., firmando-**
paralisia a 26.2. (Foto 2), amanhecendo morto a 27.2.. A temperatura- 4
oscilara entre 38°7 c 39°1 nos sete primeiros dias subiu a 40°5 no oitavo d**
a 40°4 r.o nono dia. A pesquisa do virus circulante realizada a 23.2 foi
tiva. Do cerebro foi reisolado virus em um lote de seis camondongos que p
reram do 6o ao 7o dia, tendo sido feitas ao todo com este virus sete p3**3^
de camondongo a camondongo.
Cateto 1633. — Irmão de um dos precedentes. Inoculado a 21.1 .0*»
1 cc. de soluto 1 : 20 de virus Asibi por via subcutânea não apresentou *'n
10
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' Da Fonseca & P. Antigas — Animais silvestres inoc. com virus amarilico 239
de moléstia, não tendo sido conseguido o reisolamento do virus circu-
le no 5®
'Ü» da
10° nem no 17° dias. A temperatura, que foi de 39°S no segundo
inoculação, baixou a 38°9 no terceiro dia, subindo a 39°8 no sétimo dia,
indo além de 39°2 nos dias seguintes.
C*viidae
fei-ia apcrec Erxl. ( rufcscens? ). — Com este pequeno Caviidac cxtrcma-
comum em todo o Brasil, foi feita uma cxperiencia levada a bom termo
^ animal proveniente de Pmdamonhangaba, Estado de São Paulo:
^reá 1620. — Inoculada a 5.1.38 por via ce'ebral com Occ. 5 de emulsão
. "20 de cerebro de camondongos paralíticos. A 8.1 foi sangrado, não tendo
10 Ct*UcSlddo isolamento de vitus circulante. Apresentou-6e paralítica a
'*•38, morrendo no dia seguinte. O cerebro deste animal inoculado cm ca-
j^dongos suissos matou todos do 4o ao 6o dia, tendo sido efetuadas mais doze
de camondongo a camondongo com este virus, cujo comportamento
ioi
n°rmal.
P4Ul0
^a experiência com a preá No. 1621, de Ribeirão Pires, Estado de São
•noculada por via cerebral, com virus neurotropico, não foi possivel chc-
^ a conclusão por ter morrido acidentalmcntc poucos dias depois da inocula-
■ ^ Preá $ 1 598. inoculada a 1.11.37 com 2 ccs. de vinis Asibi por via
toneal não apresentou sintomas, morrendo a 6.12.37; o cerebro inoculado
carnondongos não foi isolado virus. De ambas foi tentado o isolamento do
arculante, no terceiro dia após a inoculação, com resultados negativos.
j . Jhdroclwerus capybara. — No. 1690 inoculado a 5.4.38 com 5 ccs. da di-
nJ*r> a 1:10 de virus Asibi por via subcutanca: não foi conseguido o reisola-
. ' 0 do virus no 3o dia. A morte do animal durante a punção cardiaca pra-
cesse dia não permitiu a continuação da obse^-ação.
1 .SaP't'ara 1735. — Inoculada a 12.5.38 com 1 cc. de virus neurotropico a
" P°r ria cerebral. Sangrada a 16.5.38, morreu na çangria, não tendo sido
^'tulo reisolamento do rirus do sangue.
(vi CJP'Vara 7737. — Inoculada a 19.5.38 com 2.5 ccs. de sangue de rhesus
4 ^ Asibi ) por via peritoneal. Amanheceu com abatimento a 3.6, morrendo
'f>- Camondongos inoculados com cerebro não apresentaram sintomas.
^ ra 1751. — Inoculada a 27.5.38 com 1 cc. 5 de emulsão a 1 :20 de
Uj. 1 nçUrotropico apresentou temperatura maxima de 35°8. Amanheceu para-
, ^ a 14.6.38 (Foto. 5), 6endo sacrificada, não tendo sido conseguido reiso-
^'delphyidae
^'dtlphys aurita. — Foram realizadas expericncias com r.ovc animais, dos
5 ,rcs machos, só em dois casos tendo sido positiva a inoculação.
11
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Gambá 1615 9 . — Proveniente de Cerqueira César, Estado de São Pauto
Inoculada a 5.1.38 com 0 cc. 5 de emulsão a 1 :20 de vinis neurotropico P°r
via cerebral. Sangrado no 3o e 8o dias após a inoculação, não foi verificada exis-
tência de virus circulante. A temperatura oscilou entre 35°6 e 36°8 até o -
dia, subindo a 39°2 no 79, tendo morrido o animal no 8.° dia. A inoculação
cerebro deste animal em camondongos matou-os com encefalite no 7o dia. Co®
o virus assim reisolado foram efetuadas mais 22 passagens em camondong05-
comportando-se normalmente o virus.
Uma outra gambá, No. 1628, da Serra da Cantareira, São Paulo, insu-
lada a 11.2.38 com 0 cc. 2 de emulsão de virus neurotropico por via cerebrx-
não apresentou sintomas, tendo morrido a 22.2. Outras verificações não fora-'11
instituídas, não ocorrendo elevação térmica nas vesperas da morte (tempera®®
maxima observada 35 °7).
Gambá 1629 $ . — Proveniente da Serra do Mar, São Paulo. Inocula^1
\T1/I
a 21.1.38 com 1 cc. 5 de diluição a 1 : 20 do virus Asibi por ria subcutânea. •'
teve outro sintoma além da elevação térmica a 37° no 6o dia. o que é excepa0*1-1
em didelfideos, cuja temperatura media é de 35°. A tentativa de isolamento &
virus circulante a 26.1 foi infrutifera. Como amanhecesse morta a 30.1. t'°l
o cerebro inoculado em camondongos, conseguindo-se isolamento do virus, C°°J
0 qual foram feitas cinco passagei» em camondongos, parecendo o virus estar’
inicialmcnte, bastante atenuado.
Quatro outros exemplares foram inoculados por via subcutânea com
ção a 1 : 20 e 1 :40 de virus Asibi seco (Nos. 1530 e 1627 S & c 1580, 1^
9 9) com resultados negativos, quer quanto à infecção, quer quanto ao i-*°J
mento do virus circulante, tentado no 3o e no 8o dias após a inoculação.
1627, inoculado com o mesmo material e no mesmo dia que o 1629, foi tefl!3<^°
sem resultado o isolamento do virus do cerebro no 28° dia.
i -40.
Também foi negativa a tentativa de infecção com virus Asibi a 1 :20 e 1 •
injetado por via peritoneal, em duas gambás 9 9 (Nos. 1612 c 1675). 113 C*°5Í
de 2 ccs.. Também neste caso foi infrutifera a tentativa de isolamento do vin#
circulante já no 3o dia.
Um outro exemplar (No. 1715) foi inoculado a 27.4.38 com soluç3^ '
1 : 10 de virus Asibi nos dois testículos (0 cc. 25 cm cada um), não tendo
conseguido reisolamento do virus quer circulante, tentado a 30.4 e 4.5, 4uff
dos testículos, ao ser sacrificado a 11.5.38.
Didclphys paraguaycnsis. — Desta especie foram experimentados T13
animais, dos quais tres (Nos. 1284 e 1671 S S e 1672 9 ) injetados com
1
de diluição a 1 : 20 ou 1 : 40 do virus .Asibi, por via subcutânea e um U
1674 S ) com 0 cc. 5 de virus neurotropico por via cerebral. Estas inocubÇ0^
foram negativas nos quatro animais, não tendo também dado resultado & u’*
tativas de isolamento do virus circulante feitas no 3o e no 8o dias de inocutov*
12
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• ih Fonseca a P. Artigas — Animais silvestres inoc. com vinis amarilico 241
-1 lartnosa spp.. — Foram inoculados tres animais pertencentes a especies
^crentes, todos com 1 cc. de virus Asibi em diluição a 1 :40, por via subeu-
,anea- Apenas o de No. 1576 ô apresentou sintomas suspeitos, como paralisia
trem posterior no 15° dia. Sacrificado, porém, e inoculado o sangue, cerebro
c tigado em camondongos, não foi reisolado o virus.
Nasua narica (Coati). — Foram inoculado^ dois exemplares.
Coati 1679. — Inoculado a 25.3.38 com 0 cc. 5 de emulsão a 1 :20 do vi-
rUi n«urotropico por via cerebral. As tentativas de reisolamcnto do virus cir-
^ante foram frustadas por se ter o sangue mostrado altamente, toxico ao ser
‘n°culado em camondongos por via cerebral, matando 70 a 80 °/o dos animais
110 mesmo dia da inoculação. A 3.4 manifestou-se inicio de paralisia, que se
,0rn°u completa no dia seguinte, quando o animal foi fotografado (Foto. 3) e
^Cn^cado. O cerebro inoculado em camondongos matou a todos com paralisia
,1?ica do 6o ao 7o dias. tendo sido ainda realizadas mais quatro passagens com
v,rus assim reisolado, comportando-se êle nonnalmente. A temperatura deste
^•nial elevou-se a 40°5 e 40p4 no 5o e 6o dias, baixando em seguida até 39°1
vespera de ser sacrificado.
Outro exemplar (No. 1666), capturado pelo nosso Serviço na Serra da
freira, em São Paulo, inoculado por via subcutanca com 2 ccs. de soluto a
^ u de virus Asibi, não apresentou sintomas, oscilando a temperatura entre
e 38°7. A tentativa de isolamento do virus circulante, feita no 8o dia foi in-
‘^tifera.
Trahira barbara (Irara). — Foram inoculados dois animais ainda jovens
^r°'en,entes de Coronel Macedo, Estado de São Paulo.
?rára 1610 <5 . — Inoculada a 22-12-37 por via subcutânea com 2 ccs. de
^ ° a 1 :40 de virus Asibi, não apresentou sintomas de infecção, tendo a tem-
ura oscilado entre 39 e 40°4 durante os vinte dias em que foi tomada. A
,Va de isolamento de virus circulante não poude ser levada a efeito, por
, r ° sangue deste animal todos os camondongos com éle inoculados dentro
prazo.
^r“r° 1609 9 . — Inoculada a 5.1.38 com 0 cc. 5 de emulsão a 1 :20 de
^rif nCUr0tr0^'CO ^°r '**a cere^ra^’ -^Prcscntou inicio de paralisia a 10.1, sendo
. leada a 14.1.38. A tentativa de reisolamcnto do virus foi dificultada por
Cl" mostrado toxicos não só o sangue como também o cerebro deste animal,
0 moculados em camondongos.
Ki P^yPodidae. -
^ dç
1 £ ammais.
Coóa
Tres especies tiveram a sensibilidade pesquisada, num to-
~°asSous unicinclus. — “Tatú de rabo mole”, No. 1637. Capturado na
a f'a Cantareira, em São Paulo. Inoculado a 21.1.38 com 1 cc. 5 de virus
13
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Asibi na diluição de 1 : 20 por via subcutânea. A 26.1 foi sangrado, sendo
culados tres camondongos por via cerebral, dos quais um se apresentou mon*
bundo, sendo sacrificado para passagem no dia 6.2.. Um outro dos camondong05
inoculados com sangue do tatú a 26.1 adoeceu a 10.2, morrendo a 12.2; o r*5'
tante não teve sintomas de infecção. Com o cerebro do camondongo sacrific3^0
a 6.2 foram inoculados seis novos camondongos que morreram do 8° ao 10° <^*3
com encefalite. Com o virus circulante assim reisolado foram feitas mais °nZÍ
passagens. A 31.1 foi o tatú novamente sangrado não mais sendo consegui^0
reisolar virus circulante, o mesmo acontecendo a 7.2. O tatú não apresentou
sintomas de infecção por virus, vindo a morrer muito mais tarde de infecção in'
tercorrente.
Dasypus novemdnctus. — Tatú 1709 à . proveniente da Serra do ^ar'
São Paulo. Inoculado a 22.4.38 com 0 cc. 5 de virus neurotropico a 1 :20 p°r
via cerebral. Apresentou inicio de paralisia a 2.5.38, amanhecendo moribundo
a 4.5, quando foi sacrificado, havendo a necropsia demonstrado suputaÇÓ0
encefálica. A temperatu-a maxima apresentada foi de 35°5 no 5o dia.
Tatú 1710 9 . — Da mesma proveniência que o anterior. Inoculado cotn o
mesmo material, na mesma data e pela mesma via, amanheceu com contratur*5
e paralisia completa das patas posteriores a 28.4.38, tendo sido sacrificado no*5*
data, fazendo-se passagens de sangue, cerebro c figado, cujos resultados forafll
negativos. A temperatura deste animal nunca chegou a atingir 35°.
Tatú 1700, 1701 e 1712 S S . — Provenientes da Serra do Mar. 5^
^
Paulo. Inoculados os dois primeiros a 18.4.38 com 2 ccs. 5 e o segundo a
cotn 2 ccs. de diluição a 1 : 10 do virus .Asibi por ria subcutanca. Foram ucg3
tivas tanto a inoculação quanto as tentativas de isolamento do virus circula11^’
Tatú 1713 ê. — Inoculado a 25.4.38 com 2 ccs. de diluição a 1 : 10
virus Asibi por via peritoneal. A pesquisa do virus circulante feita a 29.4 c a - '
foi negativa. Sacrificado a 2.5 foi inoculado material de figado e cerebro d0
camondongos, não tendo sido conseguido isolamento do virus. A tempcratl,r3
maxima apresentada foi de 35°5.
i . 'X)
Tatú 1744. — Inoculado a 24.5.38 com 1 cc. de virus neurotropico a * •
por ria cerebral. Sangrado a 27.5.38 não foi conseguido reisolamento do viru-
A 2.6.38 apresentou inicio de paralisia, amanhecendo moribundo a 3.6, quaI,^°
foi sacrificado. Sangue, figado e cerebro foram inoculados em comondong0'"
sendo reisolado virus do cerebro c feitas passagens.
Tatú 1752. — Inoculado a 30.5.38 com 5 ccs. de virus Asibi seco dilu’^°
-taf
a 1 : 10 por via peritoneal. Sangrado a 1.6 e a 6.6.38. Sacrificado por c5
moribundo a 11.6, sendo feitas passagens de cerebro e sangue, sendo inocuW
com cerebro o tatú 1753. Foi isolado virus circulante a 1°.6, com ele sC°
feitas quatro passagens em camondongo.
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D' Foxsbca * P. Árticas — Animais silvestres inoc. com vinis amarilico 243
Por
Totú 1753. — Inoculado a 11.6.38 com emulsão do cerebro do tatú 1752
' ,a Pcritoneal. Amanheceu morto a 17-6, não tendo sido realizadas outras
guisas.
E-uphractes scxcinctus
^ail* A 7 o. 1649 5. — Inoculado a 3.2.3S com emulsão de cerebro dc ca-
inf °^°S Para''tICOS' P°r v*a subcutanca, nada apresentou de anormal, sendo
jo ‘Iera a tentativa feita no 15° dia para isolar virus circulante, tendo as dos
c a° dias falliado por se mostrar o sangue toxico para camondongos.
Tatú 1711 $ . — Inoculado a 25.4.38 com virus Asibi nos testiculos não
l°u sintomas de infecção, não tendo sido levadas a efeito outras pesquisas
5-11
Grupos experimentados com resultados negativos
Coendidae
Coeitdu prehensüis. — Dois ouriços desta especie (Nos. 1534 e 1536) fo-
^ inoculados por via peritoneal a 6.10.37 com emulsão dc figado de rhesus
lc^re amarela (virus Asibi), conservado dois dias a -15°. Não apresenta-
g, S!n,°mas de moléstia, sendo negativa a pesquisa do virus circulante no 3o,
*•* dias. A inoculação do figado c cerebro do ouriço No. 1536, morto a
^ camondongos não permitiu o isolamento do virus.
tún outro ouriço da mesma especie inoculado a 1.12.37 com virus Asibi
?a ^0Se ^ ccs- da diluição a 1 :40, não apresentou sintomas de infecção.
^ J sido infrutífera a tentativa de isolamento do virus circulante feita a 3.12.
^ i“°culações de camondongos feitas a 17.12.37 com figado, cerebro e baço
0 xr f>Un<*0, mc"t° espontaneamente nessa data, foram prejudicadas por estar
er*al contaminado.
■'luridae
tctomys squamipes Brants. — Desta grande ratazana das matas foram
<Ülüiç-dOS trcs ( o* <5 1541 e 1551 c 9 1552), todos com 1 cc. de
f t .jj 0 a 1 : 40 de virus Asibi por via subcutânea, não tendo havido reação
^ ' r,u outros sintomas dentro dos dois meses em que se prolongou a observa-
01 dois deles e um mês em outro (1551).
0®^ “s ,,,usculus musculus. — Do camondongo domestico foram inoculados
1 ^ ^CInplares (lotes 111, 112 e 261). todos por via cerebral, com emulsão a
' e cerebro de camondongos suissos moribundos na dose de 0 cc. 03. Ne-
c eles apresentou sintomas de infecção.
r'Tn ^alhts norwcgicus. — Desta ratazana foi inoculado 1 exemplar (lote 470)
Mrus neurotropico, não tendo apresentado sintomas.
15
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Muridae sp. — Sete exemplares pertencentes a duas es pedes diíered®'
ainda não identificadas, inoculadas por via cerebral, quatro com 0 cc. 3 c trtí
com 0 cc, 1 de vinis neurotropico, também não se mostraram sensíveis à ,n<y
culação.
Canidae
Ccrdocyon ihous azar cie Wied. — Foram submetidos ã inoculação com
cc. da diluição a 1 : 40 de virus Asibi, por da subcutânea, 7 exemplares de c*6*
do mato, dos quais tres jovens, com poucos meses, provenientes de varias 1°^
dades do Estado de São Paulo. A pesquisa do virus circulante, feita no 3° e 00
14° dias, foi negativa em todos êsses animais. Além da ligeira ascenção termjc3-
não ultrapassando 39°7, observada na maioria nos dias subsequentes à i1**11
lação, atribuível talvez à excitação dos animais nos primeiros dias de tornai
temperatura, não foram observados outros sintomas. De quatro destes anim35-
reinoculados, por via cerebral, com 0 cc. 5 de virus neurotropico, no 35°
dois apresentaram forte ascenção térmica, atingindo até 39°3 em um e 40 °6 ^
outro, sem outras manifestações.
Leporidae
Sylvilagus minensis 1597 9. — Inoculado a 1.12.37 com 2 ccs. de diluK*^
a 1 :40 de virus Asibi por via peritonal, não apresentou sintomas durante^
observação, tendo sido notada ligeira ascenção térmica no 6o dia. A pesqu^a
virus circulante, feita já no 2o dia, foi negativa.
Bradypodidae
Bradypus tridactylus. — Dois exemplares foram inoculados por via
neal com 2 ccs. da diluição a 1 : 40 de virus Asibi. Em ambos foi negativa a
quisa do virus circulante no terceiro dia e em um também no decimo dia-
cerebro e figado de um deles não foi conseguido isolamento do vinis no 1^
Outro exemplar inoculado por via cerebral com 0 cc. 5 de virus neurotrop
morreu dois dias depois, não tendo sido aproveitado.
Felidae
Hcrpailurus pardinoides Gray. — Dois gatos do mato, Nos. 1605 e 1
foram inoculados respetivamente com 0 cc. 5 de vinis neurotropico por via
rebral e com 2 ccs. de virus Asibi a 1 : 40 por via peritoneal. Tentativa5
obtenção do virus circulante feitas com o primeiro no 3o e 8o dias foram nt5*
tivas. O segundo amanheceu morto no 7o dia, não tendo sido conseguido •
lamento do virus do figado desse animal, morrendo no proprio dia da inocul-1
todos os camondongos inoculados com êsse material.
Sciuridae
Seiurus aestuans $ . — Um exemplar, No. 1667, inoculado por via 5U
tanea com 2 ccs. da diluição a 1 : 15 de virus Asibi a 25.2. Não apres*15 ^
sintomas de infecção, não tendo sido conseguido isolamento do vinis circula15
no 8o. 12° e 15° dias.
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DA Fonseca * P. A Rn g as — Animais silvestres inoc. com virus amarílic 245
*ri.
CONCLUSÕES
Não foi conseguido isolamento de virus amarilico natural em animais
'tres. CTn que foi praticada a pesquisa.
2.* Tajassus tajassu. o pecari ou cateto, é extremamente sensivel à ino-
l»ao de virus neurotropico por via cerebral, morrendo com paralisia.
O virus reisolado do cerebro deste suidco não sofreu alterações no seu
r°fT,P°rtamento em relação aos camondongos sensíveis, salvo leve e passageira
*ação. mesmo após uma segunda passagem em Tajassus.
*■* O virus neurotropico inoculado por via cerebral em Tajassus não cir-
^ 0 sangue a partir do terceiro dia. não sendo tampouco infetante o figado
^'stno animal morto de encefalite.
A passagem do virus neurotropico em serie parece ser possivel no pe-
*>0ls 11111 segundo animal inoculado com o cerebro do primeiro veiu a mor-
^ afetado.
A inoculação de virus Asibi por ria subcutânea na dose de 1 cc. da
<',1° a 1 : 20 foi negativa no cateto.
/- Não foi possivel reisolar o virus .Asibi, inoculado por via subcutânea
cla dose em Tajassus jovem, a partir do quinto dia.
Caina aperea Erxl. (rufescensf), a preá. pequeno cavideo extrema-
c comum no Brasil, é sensivel à inoculação do virus neurotropico por via
Zebral.
9*
,j. • O virus neurotropico reisolado do cerebro da preá não parece sofrer
^Çâo sensivel no seu comportamento cm relação aos camondongos.
*0-* Não foi conseguido isolamento do virus circulante, 3 dias após a ino-
l;it^ rm duas preás injetadas por via cerebral com virus neurotropico e em
ln°culada com virus pantropico .Asibi, por via peritoneal.
iw * ‘ H ydrochoerus capybara, a capivara, é sensivel à inoculação do virus
r0P'C0 por via cerebral, apresentando paralisia.
r0f. Os Didclphydac parecem pouco sensíveis ao virus amarilico, quer neu-
°P‘co. quer pantropico.
t, -13 * De um Didelphys aurita inoculado por ria cerebral com virus ncuro-
e morto espontaneamente no 8o dia foi isolado virus do cerebro, o qual se
011 Um tanto atenuado para camondongos, embora passageiramente,
e _ ' De um Didelphys aurita inoculado por ria subcutânea com virus Asibi
0 Espontaneamente no 9° dia foi reisolado virus do cerebro.
^>1 . Não foi conseguido reisolamento de virus circulante em 14 didclfi-
In°cu lados com virus neurotropico ou pantropico.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
16.* A inoculação de vinis Asibi por via testicular em Didelphys attn 3
foi negativa.
1 7 a Nasua ttartca, o coati, é sensivel à inoculação do virus neurotrop*0
por via cerebral.
18* Não foi obtida infecção do coati com virus Asibi inoculado P°r
subcutânea, não tendo sido, tampouco, conseguido isolamento do virus circul*nte‘
19. a Trahira barbara, a irara, parece ser sensivel ao virus neurotropico lC£r
culado por via cerebral, porém não ao pantropico injetado por via subcutanf*-
20. * Foi obtido isolamento do virus circulante de Cabassous unicind**' 0
fatú de rabo mole, cinco dias após a inoculação por via subcutânea de 1 cc. 5
virus Asibi diluido a 1 :20, não apresentando o animal sintomas de infecção.
21. a O virus desaparecera do sangue desse Dasypodidae já no 10°
após a inoculação.
22. * O virus circulante reisolado desse tatú não sofreu alteração do &
comportamento experimental.
23. a Dois Dasypus novemcinctus, inoculados com virus neurotropico
via cerebral, apresentaram sintomas de paralisia respectivamente no 5o c n0
dias, não tendo, porém, sido conseguido quer o reisolamento de virus do c*1*"
bro, quer do sangue.
24. * Tatus da mesma cspecie inoculados pelas vias subcutânea e tc»t,ctí"
lar não apresentam infecção, nem virus circulante a partir do 3o dia.
25a Foi reisolado virus circulante de um Dasypus novemcinctus io°cir
lado dois dias antes com 5 ccs. de virus Asibi a 1 :10 por via peritonal.
26a Foram negativas as inoculações subcutâneas de virus Asibi o« **
tentativas de isolamento de virus circulante ou ambas, nas seguintes
cies de mamíferos. Coendu prchcnsilis, Nectomys squatnipes, Ccrdocyon
thc*
azar ac, Sciurus aestuans, Hydrochocrus capybara, Didelphys paraguaycnStS
iíariiiosa sps.
27.* Foram negativas as inoculações intraperitoneais de virus AstW
as tentativas de reisolamento de virus circulante dos animais assim *noc;J
. j Ãf*
lados ou ambas, nas seguintes especies : Sylvilagus minensis, Bradypus o'
ctylus, Dasyprocta anu ti e Hcrpailurus pardinoides.
28. a Foram negativas as inoculações de virus neurotropico pratic3'
ds*
tf*
por via cerebral, bem como as pesquisas de virus circulante, nas seg^,n
especies: Mus tnusculus museu lus, Rattus norxajicus, Muridae spp.,
lurus pardinoides. Euphractcs sexcinctus, Didelphys paraguaycnsis.
29a Os resultados negativos obtidos após inoculação cerebral de '
neurotropico cm Mus tnusculus tnusculus demonstram que nesta sub-e^i^
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• «A Fonseca * P. Árticas — Animais silvestres inoc. com virus amarilico 247
1 exemplo do que recorre com Mus viusculus albinus, também existem raças de
*cnsibilidade diversa ao virus amarilico, o que provavelmente também acontecerá
* °utras especies animais, como parece ser o caso para os gatos domésticos (34).
BIBLIOGRAFIA
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(Tnkalk* d* 4* ParatilaUfia • PmUan»1af ia a* Instilo!»
Butantan. DmU & pabltenlad# rm Junha «J* 1W).
19
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pum
10 DA Fonseca a Paulo Artigas — Pesquisas sobre o
comportamento de animais silvestres, etc.
Mcm. Iiist. Butantan
Vol. XII — 1939-39
F*. 1
I *. I
F« J
F«. «
F*. :
SciELO
616.928
R£cherches SUR LA SENSIBILITé D’ANIMAUX sauva-
GES AU VIRUS AMARIL
PAI
FLAVIO DA FONSECA et PAULO ARTIGAS
Contrairement à ce qu’on pourrait attendre de 1’importance acquise au
lr> de ces dernières années pa- 1c problème de la fièvrc jaunc forestière en Afri-
^ ^ Amerique du Sud, le noinbrc danimaux sauvages et domestiques
,n* 'a sensibilité au virus amaril a été rccherchéc est relativcnicnt très réduit.
^1
A ». # m . m » m 0
_ * cxception des primates on ne possede des renscigncments sur la positmte
ç lr,oculation avcc du virus ncurotrope ou Asibi que chcz les cspèccs suivantes :
. *** familiaris et Fclis calus [Monteiro (2) ct Xicoiau ct Ba ff et (5)), Cavia
^ ‘‘W/kj [Sellards (8) ct d’autres], Dasyprocla aguii [Lloyd et Penna (13)],
<JCr°lus agrestis [Findlay (21)]. Mus musculus tnusculus. Mus tnuscuJns gentilis
[p! f“s "iuscuJus azoricus [Laigrct (22) et Stcphanopoulo (14)], Rat sp.
^ ,r>fllay (21 ) ] . Sciurus vul garis [Findlay (21)], Cylilus cylilus [Stcphanopoulo,
"asscrmann (30)], Sus scrofa [ Stcphanopoulo. Mollarct ct Dcsnos
(p * ^a,la caiesbiatia [Sawycr ct Frobischer (31)], Erinaccus europeus
(-, nrlla-v (24)] ct Atclerix albivcntris = Erinaccus pruncri [Findlay, Hcwcr et
J ^29)]. Des résultats négatifs ont été constatés chcz Evolomys glarcolus,
c»ius sylvaticus, Oryctolagus cuniculi, Putorius foetidus, Cricctus auratus,
(K P°u'c «t canaris [Findlay (21)], Molossus obscurus, Dcsmodus rufus
airn (6)] et Rana temporaria [Stefanopoulo. Xagano et Wassermann (30)].
‘Vches cours des années 1937 et 1938 il nous fut possiblc de réaliscr des re-
au sujet de la sensibilité de quelques mamniifères brésiliens au virus
( ’ Krâee au concours du Service de Défense contre la Fièvrc Jaune de
^ao Paulo, dirigé por le Drur H. de Beaurcjwirc Aragão, que nous
a reniercier pour le matériel que ce Service nous a foumi.
L-. . ...
rw 5 '*>rus utilisés dans ces experiences furent 1’Asibi (No. 40.0S7) ct le
I* ç °P€ (F- 654) fournis au Service de Défense contre la Fièvrc Jaune par
°mmission Rockcffcllcr. Le virus Asibi fut conservé au lalwratoirc après
cm
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250
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
dessication dans le vide daprès la technique de Sawyer, Lloyd et Kitchen (33)
le virus neurotrope fut entretenu par passages successifs sur des souris blanche*
de la souche Swiss.
Des recherches que nous avons realisées au laboratoire de Parasitologte de
rinstitut Butantan dcrivent les condusions suivantes.
lire — II n’a pas été possible de constater la présence de virus amaril n*
turel chez aucun des nombreux animaux capturés à 1’état sauvage dont le
fut inoculé par voie intracérbrale à des souris blanches.
2ètne — Tajassus tajassu, le pécari, est três sensible à 1’inoculation ccft~
brale du virus neurotrope, qui est suivie de. paralysie et mort de 1’animal.
3imt — Le passage en série semble possible, puisqu’un deuxièmc Tafá***
inoculé avec du cerveau du premier succomba paralysé.
— lc virus réisole de nouveau du cerveau du 2*m* Tajassus n’a mor‘:re
qu’une fugace atténuation pour les souris blanches.
5*me — ji n’a pas été possible d’isoler de virus circulant de ces Taj^5*5
dès lc 3*m* jour qui suivit 1’inoculation.
Jj.
6im* — L’inocuIation souscutanée d’un jeune péccari avec 1 cx. d’une
lution à 1 :20 de vinis Asibi fut négative, aussi bien que la tentative d'is o'.#0***
de virus circulant, faite au 5è'rae jour.
7ím« — Caz-ia a perca ( rufcsccns? ) , un cobaye sauvage três commun *
Brésil, est sensible à 1’inoculation cérébrale du virus neurotrope.
gíme — JjC virus isolé de nouveau du cerveau de Cavia apcrca ne montr3 P*s
d’altération sensible dans son comportement vis-à-vis des souris blanches.
9*™ — Xous navons pas réussi à isolcr lc virus circulant trois jours aP,CÍ
1’inoculation cérébrale de deux Cazda apcrca avec du ■virus neurotrope et *f0lí
jours après 1’inoculation intrapéritonéale d’un autre avec du virus Asibi.
10*™ — Hydrochocrus capybara, le plus grand rongeur connu, est scfl5^*
à 1’inoculation cérébrale du virus neurotrope. il présente des phenomènes de P*
ralysie, le virus inoculé ne circulant pas à partir du troisiènie jour.
1 l^me — L’inoculation intrapéritonéale de virus Asibi au capybara W
gative.
12*m« — Les Didclphydac semblent être peu sensible à 1’inoculation du
rus amaril, tant neurotrope que pantrope.
13èro* — jj fU[ néannioins possible d'isoler du virus neurotrope du cer>
d’un Didclphys aurita mort spontanément à lliuitième jour aprés 1'inocu'3
lati00
intracérébrale. et du virus Asibi du cerveau d’un autre mort au 9*m* jou* de 1 ,t>Cr
culation 60uscutanée.
cm
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Fonseca a P. Árticas — Sensibililé d’animaux au vinis amaril
251
— II ne fut pas possible d’isoler le vírus circulant neurotrope ou pan-
chez 14 Didelphydés inocules.
15*“* — L’inoculation intratesticulaire de virus Asibi fut négative chez
131 Didclphys aurito.
lô*1»' — Xasua imrica, le coati, meurt paralvtique quand on 1'inocule par
V°'e cérébrale avec du vinis neurotrope.
l/èni. — L’inoculation souscutnnée du coati avec du vinis Asibi. aussi bien
f‘Uc la tentative d’isolement du virus circulant faite à 1’huitièine jour ont echoué,
18*®* — Talara barbara semble être sensiblc à 1'inoculation intracéréb-ale
de ••
neurotrope. présentant des symptômes de paralysie cinq jours après.
rasolement du virus du cerveau fut impossible à cause de la toxicité des or-
de cet animal pour les souris.
19*®« — L’inoculation souscut:mée de 2 c. c d’unc dilution à 1 :40 du vi-
ru$ Asibi a été négative chez Tahira barbara, 1'isolement du virus circulant etant
^•pêché par lc nième motif exposé ci-dessus.
— Chez un tatou, Cabassous unicinctus, bien qifil ne p'éscntât pas des
-H'>'jnics d’infcction, il fut possible de réisoler le virus circulant cinc jours
I inoculation souscutanéc d’un centimctrc cubique et demi d’une dilution
^ 1 -Tfi
--U de virus Asibi. Lc virus rcisolc na présenta pas des modiiications de
COll5Portemcnt experimental. Une nonvelle tentative d’isolement échoua lc
jour.
2lo»e — Deux tatous de Tespecc Dasypus novemcinctus inocules avec du
neurotrope par voie cérébrale présentèrent paralysie respcctivcment au
^ et au jour. mais il ne fut pas possible de réisoler lc vinis a partir
CerveaU ou du sang.
22®»* . — Chez un Dasypus novemcinctus inoculé deux jours auparavant
f|,r v°>e péritonéale avec 5 c. c. de virus Asibi dilué au 10*mc il fut possible
**°^r du virus circulant.
23*®* — L’inoculation souscutanée de virus Asibi ou la tentative d'isolc-
1 de virus circulant ou les deux ont cchoué chez les espèces suivantes : Cocndu
*nsil,S' Nectomys squamipes, Sciurus aestuans, Hydrochoerus capybara.Ccr-
*°n thous acarac, Didclphys paraguaycnsis et Marmosa sp.
... - — L’inoculation intrapéritoneále du virus Asibi ou les tentatives de
^^ctnent du virus circulant ou les deux ont été négatives avec Syhnlagus
Cn*is, Bradypus tridactylus, Dasyprocta aguti et Hcrpailurus pardinoides.
— L’inocu!ation cérébrale du virus neurotrope, aussi bien que la rc-
c"e du virus cirailant. ont échoué chez Mus musculus musculus, Epimys «or-
em
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
vegicus, Muridae spp., Euphractes sexcincius, Didelphys paraguayensis et H**'
paüurus pardinoides.
26*®° — Les résultats négatifs observes chez Mus musculus musculus aprei
1’inoculation cérébrale de vinis neurotrope 6’opposant aux résultats positiís dej3
enregistrés dans la littérature de la fièvre jaune, démontrent 1’existence chez cette
sous-espèce, comme chez Mus musculus albinus, de races de sensibilité dif férente
à 1’égard de 1’inoculation du virus amaril, ce qui serait aussi vraisemblablenient lf
cas pour d’autres espèces animales.
iTrabalba da Sftfia da Paraatlalaftia e Pralaiaelaaia ^a
luto Butantan. Dado à poklicidide, ta rtioata, •*
S«c. Biol. WÍJ4). !•>«).
4
1, | SciELO
612.398.8:616 91
TÉCNICA DO PREPARO DA TOXINA E ANTITOXINA
DIFTERICA NO INSTITUTO BUTANTAN
POR
JANDYRA PLANET do AMARAL
As grandes dificuldades que encontramos ao iniciar a preparação da antito-
difterica, dificuldades estas que deverão surgir a cada técnico que principia
0 Preparo da toxina homologa cm grande escala, nos levam à publicação deste
,raball:o onde procuramos coordenar algumas observações dc nossa experiência.
Todos os pesquisadores que procuraram aperfeiçoar a fabricação do soro an-
b ~di f et eriço concordam que o elemento primordial para a fabricação deste, e um
^bgeno dc alto valor. Assim Glcnny. Ramon, Schmidt c muitos outros afirmam
experiências comprovadas que um bom soro depende de um bom antigeno,
^midt demonstrou, em 1931. que uma toxina com menos dc 8 u. f. não deve
<<rr usada para imunização. É bem verdade que o conceito estabelecido por Ra-
n’°n. que certas substancias inespeciíicas adicionadas ao antigeno melhoram de
modo a produção de anticorpos, tem grande valor na fabricação dc soros :
tna' ficará sempre num plano secundário, pois não suprirá nunca o valor de um
^ antigeno.
Las ados nestes conhecimentos é que o problema da fabricação dc uma to-
*lna difterica potente apresenta-se logo ao técnico que tem necessidade de prepa-
far Uni soro terapêutico.
to cio dc cultura — Si examinarmos a literatura sobre a toxina difterica po-
notar que a quantidade de trabalhos com receitas e detalhes sobre o seu
**paro c bem grande, cm relação á aparência simples do assunto. Do simples
Martin até os meios mais complicados, ha um numero enorme dc formulas
^do interessante notar que cm geral a receita dada por um experimentador, ou-
]?° a reproduz com um pequeno detalhe de alteração que em suas mãos dá me-
rcsultado. Desta maneira nos parece que. diferenças dc condições locais c da
^eria prima fizeram do preparo da toxina difterica um problema a ser rcsol-
dc maneira própria em cada pais, em cada região, em cada laboratorio. Sor-
t11'- em 1935. chama com insistência a atenção sobre êsse ponto que também j til-
em
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254
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
gamos de suma importância, pois varias formulas foram por nós experimentada*
com resultados sempre pouco satisfatórios. Hoje que conseguimos regular unta
serie de detalhes circunstancias, obtemos resultados em um meio muito simpk'
e de facil preparo.
A um quilo de carne de vitela, desembaraçada de gorduras e nervos e passada
por maquina, são adicionados 2 litros dagua distilaria. Deixa-se a 37° durante
mais ou menos 15 horas. Dá-se uma fervura de 5 minutos, passa-se num pan°
e filtra-se em papel de filtro. Adiciona-se 3% de peptona Witt farmacêutica f
0.5 de cloreto de sodio; dissolvem-se estes ingredientes, alcaliniza-se a 7.7 — ■ 7*
com soda normal, leva-se ao autoclave a 120 por 20 minutos. Filtra-se a quente
em papel fino e distribui-se em balões de maneira que a camada liquida tenha mais
ou menos 1.5 cc. de altura. (300 ccs. em balões de Fernbach com capacidade de
2 Iitrcxs) . Esteriliza-se a 110° por 30 minutos. A este caldo c adicionado na oca-
sião do repique acetato de sodio na proporção de 5 gs. por 1 .000 e glicose na ra-
zão de 2 gs. por 1 .000. O acetato e a glicose funcionando com substancias eco-
nomizadoras do consumo proteico têm papel preponderante na elevação da
D.M.L. da toxina.
Reação do meio de cultura. — Devemos lembrar que o pH usado por nós
está entre 7,5 e 7,8; num caldo mais acido ou mais alcalino não logramos oMff
toxinas razoaveis.
Amostra usada — sua conservação. — A amostra usada é a Park 8. E*ta*
além de cultivada em meio de Loeííler para a conservação da cultura, é transp-30"
tada cada 2 ou 3 dias em tubos contendo o proprio caldo preparado para o íahric°
da toxina. Desta maneira procura-se conservar a toxigenicidade da amostra Pe'3
sua maior adaptação ao meio. Destes tubos será a cultura transplantada para «n1
balão intermediário que apresenta fomação intensa de pele já em 48 horas ; des;c
balão é feito o transplante ultimo, sendo suficiente para mais ou menos 25 outro*-
Estes ao fim de 48 horas apresentam uma pele espessa, sendo a massa do caM®
transparente.
Si por um lado é razoável que a adaptação da amostra ao meio de cultivo 3U*
menta sua toxigenicidade. por outro sabemos que uma cultura em transplan,Cí
sucessivos e frequentes dissocia, quasi sempre com perda de suas propriedades de
virulência e toxigenicidade. Foi o que verificámos no decorrer do nosso scrv*!0
de rotina; com um numero excessivo de passagens perde-se a toxigenicidade d*
amostra, o que se exterioriza no caldo por uma formação de peles finas e
bradiças.
Felippe M. quando propõe a conservação das culturas do Park 8 sob o’*0
de vaselina lembra também êsse detalhe. Vejamos estes 4 exemplos com p*1553”
gens diferentes do Park 8 experimentadas em condições perfeitamente idêntica* •
2
J. Planet do Amaral — Toxina e antitoxina diftcrica
20a
^ emos que a D.M.L. da cultura muito antiga em passagens, é sempre maior
a das culturas mais recentes.
^ <->s olhos de um técnico acostumado, raramente se enganam com o aspecto
Ulna oultura que irá dar uma toxina forte ; o crescimento luxuriante das peles
^ formam à superfície do caldo e caem depois para se depositarem em cama-
«la5
n° fundo do balão, dando aparecimento a noras peles, a tonalidade escura
lo,na o caldo, são indícios quasi seguros de caldos muito toxicos.
^ ^tn serviço de soroterapia desde que se tenha cm mãos toxinas de titulos
torna-se grandemente facilitado, conhecimento teorico que podemos compro-
. Sl Racionarmos o serviço de imunização destes 3 últimos anos com a produ-
ic toxinas neste mesmo espaço de tempo.
QUADRO 1
Quantidade de toxina difterica produzida em relação à D. M. L. nestes
tres últimos anos
DM.L.
>ATjO
, 1/1 000
Ti
1936
Quantidade
23.000 ccs.
54.000 ccs.
22.000 ccs.
5.000 ccs.
1.500 ccs.
*uio
medio — 1/200
cm
SciELO
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256
Memórias cio Instituto Butantan
Tomo XII
QUADRO 2
Relação entre os mais altos títulos antítoxicos alcançados pelos animais
nos últimos 3 anos
Pela comparação dos (Juadros 1 e 2 notamos que a uma D. M. L. n>a*s
altí»
estão relacionadas as melhores porcentagens de titulos antitoxicos dos 311 ‘I,U
imunizados. Em 1936 quando a D.M.L. média foi 1/200 não conseguimos tit°
antitoxicos de 500u. por cc. Em 1937, com toxma já melhorada, mas cm nKflt*
quantidade que cm 1938, temos porcentagens intermediarias, mais altas
primeiro ano e mais baixas que neste ultimo. Em 1938, com uma D.M.L. o"-
de 820 u. temos um titulo antitoxico medio de 720 u., c ainda porcentagem
regular para titulos mais altos como seja 15.3% para 1.000 unidades. A P0IX^
tagem de animais com titulos inaproveitaveis (menos que 300 unidades)
bastante em 1938. sendo de 12,8%. É sabido que o animal j«ra apresentar um ^
alto de antitoxina diítcrica, deve possuir uma certa imunidade natural ; deste u* ^
por mais potente que seja um antigeno haverá sempre uma porcentagem ^
animais que não produzem titulos antitoxicos aproveitáveis. Savino em bem
ganizadas estatkticas. estabelece uma media de 31% de animais maus produ ^
de antitoxina. Desta maneira nossa porcentagem de 2,8%, em 1938. nos P3
bem razoavel.
Com relação ao processo de imunização empregámos um método ha "nI
anos adotado neste Instituto (Método de Dean) que nos parece excelente, P0*
4
J. Planet do Amaral — Toxina e antitoxina difterica
257
^rameme temos deparado com animais, que tendo ingressado em serviço com
^de suficiente e em boas condições de saude, apresentem reações tão intensas
tiUe o impossibilitem de suportar o ritmo da imunização. Começando com quan-
tidade infima de toxina (0,01 cc.) o animal em doses crescentes deverá apresentar
0 titulo antitoxico máximo quando receber de 250 a 300 ccs.. Neste ponto será san-
Stado 3 a 4 vezes com intervalo de 15 dias entre duas sangrias. Frequentemente
H*5 ultimas sangrias o titulo baixa, se bem que existam exceções para as quais não
^contramos ainda nenhuma explicação. Pela esquematização abaixo dos dife-
rentes títulos alcançados nas varias sangrias de 16 cavalos podemos verificar que
cada animal ha uma particular alternativa de titule».
Como ponto geral, podemos no entanto concluir que, com exceção de 3 ani-
nos quais o titulo mais alto não se apresenta na primeira sangria, os res-
têm um titulo antitoxico medio reduzido em relação ao volume total do
^SUe. Fm nosso serviço o animal depois de sangrado numa media de 15 litros
de sangue entra em descanço, retomando a este após tres meses. Nas possibili-
*®des apresentadas pelo Instituto, o animal de retomo ao serviço já não oferece
°* trtulos alcançados na primeira imunização.
Sempre que é praticada uma segunda imunização, o titulo máximo alcançado
ç 'ttferior ao primeiro o que se poderá verificar no esquema 4 que mestra a relação
*** duas imunizações sucessivas em 13 diferentes animais. Não é raro ainda
* ^rte do animal durante o periodo de descanço. A possibilidade do aproveita-
n*nt0 dos cavalos de titulos antitoxicos muito baixos será objeto de um traliallio
**I*cia].
QUADRO 4
delação entre os mais altos titulos alcançados pelos animais na imunização
inicial e na de retomo
ttí- .
Xr...
; • .
«CC--
gB = imunização inicial.
I — i = imunização de retomo.
cm
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Si Si
258
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Considerando o valor de uma unidade antitoxica relacionada com preço da
manutenção de um animal em descanço, nos parece que, se as possibilidades de
aquisição de animais não fossem restritas, a sangria a branco dos animais imuni-
zados seria preferível no ponto de vista economico.
RESUMO
O A. refere e discute as condições de processo e obtenção de toxina e anti-
toxina diíterica no Instituto Butantan.
ABSTRACT
The author reports and dicusses the condition of the process and obtainin?
of diphtheric toxin and antitoxin at the Instituto Butantan.
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(TrabalH* da Sffçia d« IiaoaaUfU do Instituto Bulanl**- ^
b.do rm tMirmbro «i« 1911. Dado à publxidado ^
do 19»),
6
612.398.8:614. 512:616.33
m
° EMPREGO de lanolina na imunização de cavalos
para produção de antitoxina difterica
POR
JAXDYRA PLANET do AMARAL
iaej^nion. etn uma serie de trabalhos demonstrou, desde 1926, que substancias
•i* pro! Ica* adicionadas aos antigenos têm considerada importância na elevação
,y '^e anticorpos. Estas observações tiveram inicio com a verificação
th* ]'JT aquele pesquisador, em 1925, do teor das antitoxinas diftcricas c tetanicas
"^|os 9ue apresentaram abcessos durante o processo de imunização. Esta
mostrou a importância de certas reações locais na produção de anti-
^uc este estimulo poderia ser obtido por abcessos acéticos ficou ulte-
te demonstrado, pela junção aos antigenos de substancias inertes tais
o*,, ,l taP'oca pulverizada, o cloreto de cálcio c o alúmen, sendo que este ultimo
açao nitidamente superior aos primeiros.
>ülnt recentemente, Ramon c seus colaboradores estudam a ação de diversas
*ã^/"aas sucetiveis de, pela união com as vacinas microbianas, toxinas ou
®as, aumentar a produção de anticorpos cspecificos. Ramon, Lemctayer,
«^'tan .Cstudaram em animais de laboratorio a influencia de numerosas outras
iiy. fj CIas sobre a ação imunizante das anatoxinas tctanica c difterica. A ana-
itiyj^ tt"m° coadjuvante destas substancias estudadas, selecionou como as mais
COlesterina e a lanolina, sendo que esta ultima ainda se mostra mais atira
0 rnisturada ao oleo de oliva.
niç^ s/I10n e Lemetayer, inoculando carneiros e caralos com anatoxina teta-
J e adicionada de lanolina e oleo de oliva, obtêm uma maior imunidade
Wêi, Sc?un(1° caso. Thibault e Richou em expericncias feitas cm coelhos c co-
ntia ,deStUdaram a influel)cia de diversas substancias adicionadas seja á anato-
itérica, seja ã tetanica, e concluiram que a imunidade antitoxica pro-
Por qualquer destes antigenos. é acrescida em proporções mais ou menos
POrín, 1,1 11,(30 este é incorporado a uma mistura de lanolina mais oleo de oliva.
quç a influencia da lanolina é rariavel segundo a especic animal; assim
_ C u uiiuiioi t uOOU 1 1
, Pronunciada na cobaia do que no coelho; na mesma ordem de ideas já
SciELO
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cm
260
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
se havia verificado que a junção da tapioca que favorece tão altamerte a produç3"
de antitoxina nos cavalos é quasi sem efeito nas cobaias.
M. Weinberg e Mlle. Guiilaumie têm utilizado com sucesso este nervo pr,!1'
cipio usando o antigeno incorporado à lanolina mais oleo de oliva na preparaç3'
do soro anti-vibrião-septico. Mais recentemente Weinberg e Kreuguer obtivera'-1
por esse mesmo processo um soro anti-butolinico bivalente. Em trabalho recente
Pagniez conclui que o método de Ramon é sucetivel de interessante aplicaÇ2’’
no estudo das cito-toxinas. As próprias condições que regulam a produção <**
antitoxina difterica neste Instituto, condições essas estipuladas detalhadamen,c
em publicação anterior, nos levaram a experimentar o processo de Ramon ^
cavalos, como medida economica na produção industrial desta antitoxina.
nosso fim principal a possibilidade do aproveitamento dos cavalos que tendo
frido uma imunização anterior, apresentavam titulos antitoxicos baixos e (lu!
sem esta possibilidade deveriam ser afastados, sem alternativa de poderem -e1
substituídos. Fizemos primeriamente uma expcriencia prévia cm tres anima’
— pois que como ficou visto acima o comportamento das espccies anima*5
em relação a estes estímulos inespecificos, não pode ser avaliada a pr.ore. c
em relação ao antigeno diíterico inoculado em cavalo conjuntamente c°n'
lanolina não conhecemos nenhuma observação. Em nossas experiências utl
lizámos cs cavalos que tendo já sofrido imunização anterior pelo proces>°
mumente usado no laboratorio, apresentavam titulo antitoxico igual ou iníer*of
a 200 u.i. por cc..
Tratando-se de cavalos em retorno de imunização, iniciamos as injeções *•
com 10 cc. de toxina adicionada de volume igual de uma mistura de oleo +
lina na proporção de 2/3 da primeira substancia para 1/3 da segunda. A (lu3fl
tidade dc toxina foi dobrada em cada injeção seguinte c o aumento da Ianol’n
mais oleo foi de 10 ccs. para cada dose, até 250 ccs. onde o volume dc Ian°^'5
mais oleo, alcançou 70 ccs.. A mistura de toxina com lanolina mais oleo -sC ^
rapidamente, dando aparecimento a um liquido leitoso, facilmente injetável-
intervalo entre duas injeções as mais das vezes precisou ser maior que na ’n,u
nização comum, onde os animais são injetadas cada dois dias durante as
iniciais c com intervalo de 4 dias para as maiores. Isto se verificou em v,rt
das reações intensas apresentadas pelos cavalos. As dosagens de prova c as -
grias foram praticadas pela mesma maneira que na imunização comum.
262
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABELA 2
Relação entre os pesos iniciais e finais nos cavalos em imunização simples < c0í5
antigeno + lanolina e oleo de oliva
Os resultados das nossas experiencias estão condensados na Tabela 1-
comparação do teor antitoxico alcançado anteriormente e os obtidos com o
tigeno e lanolina mais oleo de oliva, nota-se uma nitida melhora dos titulo»
titoxicos. Assim é que, dos 24 cavalos reimunizados. 19 alcançaram um
p'l i
afl'
titulo
máximo bastante aumentado, 3 conservaram o mesmo teor de antitoxina ‘F*
apresentavam anteriormente e 2 apresentaram antitoxina em titulo inferior-
aumento global do titulo antitoxico correspondente é cerca de lOO^c do aP**"
sentado anteriormente pelos mesmos animais. Este extraordinário aumento P°
centual na realidade, é ainda maior, pois como demonstramos em trabalho 3íl^
rior, nas condições habituais os cavalos retomados em nosso serviço apre-^11
uma diminuição de cerca de 30 Considerando ainda o fato de que o
de cavalos experimentados é composto de animais com pequena capacidade P
4
J. Punei do Amaral — Lanolina na imunização de cavalos
263
'‘“‘Ora de anticorpos, mais significativo se torna o aumento verificado. Quere-
rr'°s assinalar nossas observações sobre o estado geral dos animais imunizados
T*5 condições referidas. Os pesos dos animais utilizados vêm expressos na Ta-
2. Nota-se que na imunização comum a maioria dos animais aumentou de
durante a imunização, acontecendo o inverso e em grau mais acentuado
lUando se incorpora lanolina mais oleo ao antigeno. Por outro lado os abcessos
C*JÍIt l<-ndencia à necrose deixam o animal em estado íisico deplorável. A maioria
* animais alcança somente a primeira sangria, sendo necessário sangria a
ur*nco. Neste particular, estamos de acordo com Mme. Nenchiloff quando diz
<’Ut cn^ virtude das infiltrações extensas que persistem no ponto da injeção do
4lni^no englobado em lanolina e que conduzem algumas vezes a abcessos e ne-
. ...
• nao recomenda o emprego da lanolina como antigeno para uma aplicação
Este ponto de vista não se aplica nas particulares condições locais de pro-
**a° de antitoxina difterica. Como tivemos oportunidade de expor em traba-
anterior, preconizamos como medida economica de produção a sangria a
*c° dos animais quando atingirem titulos antitoxicos satisfatórios ; deste modo
. r':‘K'Jcs locais muito extensas e o precário estado geral dos animais inoculados
«ao
^trani em linha de conta.
RESUMO E CONCLUSÕES
^ A. verifica os bons resultados que se obtem pelo processo de Ramon (anti-
'ncorporado à lanolina) na imunização de cavalos para a produção de anti-
difterica.
O aumento verificado cm um lote de 24 animais foi de cerca de 100
A. sugere que, nas condições gerais locais, este processo dc imunização
;nado com a sangria a branco é o mais eficiente c economico.
ABSTRACT
C* author verifies the excellent rcsult obtaincd by Ramon’s process (an-
r . 5 tncorporated in the lanoline) in the immunization oi horses for production
* diP»Uhe
The
leric antitoxm.
increase statcd in onc lot vvas of about 100 %
author suggests that, in the common local conditions. this immunization
-s combined with the total bleeding might be the most accurate and economic.
BIBLIOGRAFIA
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btda em novembro do 1954 • dado à pobliridade em
do 19191 .
6
616. 243
ACÃO da VITAMINA C (ACIDO 1-ASCORBICO) SOBRE AS
TOXINAS DA GANGRENA GAZOSA
por
A. BÜLLER SOUTO & C. LIMA
INTRODUÇÃO
ã gangrena gazosa é essencialmente uma toxemia. Em sua patogcnese,
rcsistencia organica individual desempenha um papel capital.
E’ bem conhecida a influencia da vitamina C sobre a resistência organica,
mti.
como suas propriedades ncutralizantcs sobre as toxinas c poder de inativa*
sobre o vinis. A ação da vitamina C sobre a toxina diíterica foi observada
Hardc (1) qu? atribui àquela substancia o poder de neutralizar a toxina m
0 c> **» vivo, fixal-a m loco, protegendo desta maneira o organismo. Hardc
tra] " ,pI>C ^ encontraram certo poder antigcnico das misturas de toxina neu-
l7-ada pela vitamina C: este pode- antigenico seria ligado não somente à ca-
'•ade oxi-redutora, como ao poder estimulante da produção de adrenalina pelo
r?anismo. Harde e Greenwall (3) acharam que a vitamina C aumenta a re-
il«cn,
«O*
°a das cobaias contra 1 D. M. M. de toxina difterica padrão, tornando me-
léxicos os solutos de toxinas e não destruindo as propriedades anti-toxicas da
**r0
coba,
loxina difterica. Jungeblut e Zwemer (4) concluiram que a vitamina C tn
,r*ativa a toxina difterica; in vivo, pequenas dóses preventivas tomariam as
*ina,
las temporariamente resistentes ou menos sensíveis a pequenas dóses de to-
Pud.
0 que sc póde apreciar pelas provas intracut ancas. Grootcn c Bczssonoff (5)
f^ eram demonstrar que a vitamina C. após neutralização quimica (pH), inje-
^ cobaias simultaneamente com a toxina difterica. lhes aumenta a resis-
à intoxicação contra fraca quantidade desta toxina ; não puderam, porém,
‘•utistrar a ação direta sobre ela acreditando antes que a vitamina C estimula
^ ceaçoes do organismo, as quais aumentam a resistência á intoxicação. Zil-
) não encont*ou ação protetora in vivo da vitamina C sobre a intoxicação dif-
Ca* Sobre a toxina tetanica, Jungeblut (7) observou notável poder incenti-
n
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
266
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
vante da vitamina C, não tendo, porém, conseguido demonstrar a ação protc-
tora. A ação da vitamina C (acido 1-arcorbico) sobre esta toxina foi estudada
por Schulze e Hecht (8), que lhe observaram também, e simultaneamente com
Diechofí (9) a ação sobre a anatoxina difterica. A ação anti virulenta ou viro*
cida da vitamina C foi verificada sobre os vinis da poliomielite, da enceíalite, d»
mosaico e do lierpes.
O aspecto pratico desse estudo estaria no seguinte : é sabido que o organismo
da criança necessita de uma “dóse quotidiana minima” de 0,003 gs. de acido l'ai'
corbico, ou sejam 60 unidades internacionais, ao passo que um adulto necessita
da “dóse quotidiana minima” de 0,009 gs. ou sejam 180 unidades. No periodo de
paz essas “dóses quotidianas minimas” são facilmente obtidas na ração alimentar,
nos periodos de guerra o mesmo não se dá, resultando das deficiendas nutritiva5
tão comuns durante os mesmos, todos os graus de carenria vitaminica que explican1,
talvez, a insólita frequência e a gravidade então manifestada pelas infecções g30'
grenosas. Ela é segundo Aperlo (1) um: “processo che ha il triste privilegio d>
comparire ogni volta che una guerra piu o meno lunga ed atroce vienc impegn3,a
da popoli ira loro belligeranti e, solo rarissimamente in tempo di quiete c di P3^
insorge a minaciare 1’esistenza di qualche ferito accidentale”.
“Eppurc la gangrene gassosa costituisce 1’afíezionc piú communc e tern*
bilie che minacci la vi ta dei feriti di guerra e quali sempre essa aggredischc
se tavolta no uccide, molto apesso tragicamente munifica dclle piú estese e dctur'
panti mutilazionc”.
Por isso e tendo em vista a literatura acima referida, resolvemos investiga
a ação da vitamina C (acido 1-ascorbico) sobre as toxinas gangrenosas. No prC"
sente trabalho descreveremos uma serie de verificações que fizemos sobre a 3<130
preventiva, curativa in vivo e neutralizante in vitro, da vitamina C sobre as ta'
xinas do Cl. welchii, Cl. ocdematimaligni (vibrion septique), Cl. oedematien* c
do Cl. histolyticum.
AÇAO DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO CLOSTRlDl^"
WELCHII
Técnica
Toxina utilizada — Toxina seca, preparada pela precipitação, por meio
sulfato de amonio, do filtrado isento de germes; proveniente de uma cul{ur3
de 18 a 20 horas a 37° C. O sobrenadante era recolhido e seco em baixa tc’n
peratura, em vacuo sulíurico e, depois, sobre anidrido fosforico até peso c°nS
tante. A dóse minima letal da toxina era de 0,0004.
2
A. Büller Socto & C. Lima — Vitamina C na gangrena gazosa 2C7
Vitamina C — A vitamina (acido 1-ascorbico) foi-nos fornecida pela Casa
^a>er, a quem agradecemos. Usamos um soluto de vitamina C, que continha
^ miligramas por cc. e com pH 6,6 0,1).
Animais de prova — Usamos camondongos, que. além de serem os animais
-íiuiveis recomendados pela Comissão Permanente de Padronização Biologica da
Li&a das Xações (10) para doseamento das toxinas zcclchü (em vista da
ua capacidade uniforme de sintetizar a vitamina), nos poderiam fornecer resul-
kdos mais constantes. Foram utilizados 4 lotes, tão padronizados quanto possi-
'eb e em geral da mesma idade com peso variante entre 17 a 20 gs..
Como a D. M. L. das toxinas gangrenosas é aquela que mata alguns, mas
0 todos os camondongos inoculados, foi necessário utilizar sempre lotes muito
nui«erosos. Só com um lote de 70 animais é que conseguimos determinar a
‘ L.. Com um segundo lote de 168 camondongos, determinamos a ação pre-
' 01 ti va; com um ]ote f]c 152, detenninamos a ação curativa; c. com um de 118,
germinamos a ação neutralizante. As inoculações da toxina xvelchü foram
13 s por via venosa. As injeções da vitamina C o foram por via muscular,
nas experiencias sobre a ação neutralizante. Xestas, injetamos por via
v<*iosa as misturas de vitamina C c toxina zcclchü. A cada serie de pes-
<*®zas corresponderam testemunhos paralelos.
Foram feitos ensaios preliminares afim de verificar: l.°, si a toxina supor-
ta'’a bem a diluição em salina de pH 6,6 {zh 0,1 ), pois este era o pH tia diluição
jk vhamina C : 2.°, si dóses de 25 mgs. de vitamina C eram bem suportadas pe-
camondongos e pela via venosa, não obstante as experiencias de Rohmcr,
*'-°noff, Stoer- e Pcrricr (11) já terem provado que os mamiferos suportam
°s niassiças de vitamina C ; 3.°, si os solutos dc toxina continham cobre. pois.
^iotTne Barrou . De Meio e Klcmperer (12). e,te metal é catalizador
03C)dação do acido ascorbico, exercendo ação em concentração de 46 micro-
^nias. Esta pesquiza do cobre adquiria grande importância, porque nossas di-
^,JCs foram feitas em salina fisiológica. Conforme Mawson (13), Kellie e
va (14)( “The oxydation catalysed by Cu was very much slowcr wlien NaCl
^fscnt”, embora Barron, De Meio e Klemperer não tivessem podido notar este
^ 0 mibitorio do cloreto de sodio sobre a autoxidação da vitamina C. E so-
porque o cobre, além dc oxidar a vitamina C. conduz á formação dc pc-
JXÍ,|o dc hidrogênio (15), cuja ação sobre as toxinas anaeróbias é sobejamente
^becida.
rigoro>as analises dos solutos das toxinas, realizadas na secção dc Qui-
TW»1 — .
Pelo nosso colega. Carlos Slotta, mostraram que os solutos estavam pratica-
te b\Tes dc cobre. Slotta empregou “o método indicado por Fischcr, que
^ ,çte cni adicionar na concavidade de uma placa de Tuppel, para cada 3
•> de soluto, 3 gotas de um soluto de 1 mgs. de difcnilticcarbazona em 10 cs.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
268
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
de tetracloreto de carbono. Segundo FeigI (Qualitative Analyse init Hilfe '°n
Tüpfelreaktionen, Leipzig 1935, 175), dá-se a viragem do soluto reagente par3
o amarelo castanho ainda com a presença de 0,2 gamas de cobre”.
AÇAO PREVENTIVA
Um lote de 16S camondongos foi utilizado: 112 animais receberam, durante
3 dias, 10 miligramas de vitamina C por via muscular; este lote foi repartido o11
2, um de 55 animais, que receberam 1 D.M.L. de toxina e outro de 50 animai»-
que receberam 2 D.M.L. Como testemunhos foram utilizados 56 camondongo»-
dos quais 26 receberam 1 D. M. L. e 30, 2 D. M. L..
Os resultados obtidos estão resumidos no quadro I e grafico I.
QUADRO I
AÇAO PREVENTIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO CL. WELCH^
I
NOTA — Nio houve nlteraçio apó» 48 hora* de observação.
AÇAO CURATIVA
Procuramos verificar: l.°, qual o periodo máximo em que a vitamina C P^‘
deria exe*cer sua atividade contra 1 e 2 D.M.L. de toxina do Cl. weUk*’
2.°, si dóses dc 10 mgs., repetidas com intervalo de 1 e 3 horas, teriam ação cm3
tiva maior do que dóses únicas. Para esse fim. 152 animais foram divididos ^
5 lotis: o primeiro lote, de 30 animais, que foi subdividido em 2 outros de 1- 3"'
mais, que receberam, respectivamente, 1 D. M. L. e 2 D. M. L., sendo a v,ts
mina C dada, uma hora depois, a cada animal, na dóse de 25 mgs. (grafico ^ *
2.°, o lote de 29 animais foi também subdividido em 2 outros, respect"’**
mente, de 15 e 14 animais, dos quais um recebeu 1 D.M.L., e o outro, 2 D-^
e, 2 horas depois, 25 mgs. de vitamina C (grafico III).
4
270
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
O 3.° lote, de 32 animais, exatamente como os primeiros, recebeu, respccti-
vamente, 1 e 2 D.M.L. de toxina e. 3 horas depois, 25 mgs. de vitamina C (g13*
fico IV).
<7
O 4.° lote recelteu. 1 e 3 horas depois da inoculação respectiva de 1 e '
D.M.L. de toxina. 2 dóses de 10 mgs. de vitamina C (grafico V).
O 5.° lote, testemunho, recebeu sómente, respectivamente, 1 e 2 D.M.L- de
toxina.
Os resultados obtidos estão resumidos no quadro II.
QUADRO II
AÇAO CURATIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO CL. WELCHÜ
NOTA — Não houve alterarão após 48 horas tlr observarão.
AÇAO XEUTRALIZAXTE in vitro
Procuramos verificar in vitro: L°, si a vitamina C neutralizava a tos,n*
tuelchü; 2.°, si a neutralização obedecia à lei das proporções múltiplas; 3- *
si o tempo de contato exercia influencia na neutralização.
Para esse fim. foram deixadas quantidades de 1 D.M.L. em contacto, na
peratura de 30° C. durante 30 minutos com 10 e 25 mgs. de vitamina C, sen
inoculadas em 15 e 13 camondongos. respectivamente ; igualmente 2 D.M.L. P°'
tas em contacto, na temperatura de 3CP C, por 30 minutos com 10 e 25 mgs- t<r
ram inoculados em 2 lote- de 15 camondongos (grafico VI).
6
272
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Outra série de experiencias foi realizada deixando-se em contacto, na tempe*
ratura de 30° C, por 60 minutos 1 D.M.L. com 10 mgs. e 2 D. M.L. com 25 mg5-
de vitamina C, sendo inoculados 2 lotes de 15 camondongos com cada dóse (gr*'
fico VII).
<1
30 camondongos testemunhos em 2 lotes de 15 foram inoculados com 1 c
D.M.L., respectivamente.
Os resultados estão resumidos no quadro III.
QUADRO III
AÇAO NEUTRALIZANTE DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA
DO CL WELCHII
NOTA — K2o houve alteraçlo após 48 horas de observado.
CONCLUSÕES
1.1 — A vitamina C (acido 1-ascorbico) parece incrementar a resisten^5
organica do camondongo, tomando-o mais resistente á ação da toxina do
tvelchü.
2.a — A vitamina C (acido 1-ascorbico) exerce ação curativa até 1 ^or*
depois de inoculada a toxina welchü, não tendo ação quando a toxm*
inoculada 2 e 3 horas antes. A vitamina C em dóses repetidas de 10 111
1 e 3 horas depois de inoculada 1 D.M.L., tem ação curativa mais nitid*
que em dóses únicas de 25 mgs., porém, é sem ação contra 2 M. D. L..
3.a — A vitamina C (acido 1-ascorbico) não demonstrou exercer ação I,cü
tralizante in vitro mesmo após contacto de 60 minutos com a toxina, parece11
8
•274
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
sensibilizar o organismo do animal ás misturas de toxina-vitamina ou dar crn
contacto com a toxina do Cl. scelchU, produtor de degradação maÍ3 toxic°5
para o camondongo do que a toxina só. A intensidade da ação toxica deste*
p-odutos é diretamente proporcional: ao tempo de contacto das misturas: tocctn3'
vitamina e a quantidade de vitamina utilizada.
AÇÃO DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CLOSTRIDIUM OEDEMATIS MALIGNI
( VIBRIÃO-SEPTICO )
Toxina utilizada — Toxina seca preparada por precipitação por meio
sulfato de amonio, do filtrado isento de germes provenientes de cultura de
horas a 37° C. O precipitado era recolhido a seco a baixa temperatura
do
4$
etn
vacuo sulfurico e depois sobre anidrido fosforico até peso constante. A D.M-
desta toxina era 0.00005.
Vitamina C — Usamos a vitamina C (acido l-ascorbico) quiniican*nte
puro. na diluição de 50 mgs. por c.c. com pH 6,6 (±: 0,1). Esse produt0
foi-nos fornecido pela Casa Baycr, a quem agradecemos a gentileza.
Animais dc prova — O camondongo. que é o animal sensível, utilizado
doseamentos das toxinas, conforme ass recomendações do C. de PadronizaÇ-*J
Biologica da Liga das Nações (16), e pelo National Institute of Health (‘ ’’
foi também preferido pelas nossas pesquizas atuais. Usamos 4 lotes tão
nizados quanto possível, em geral com a mesma idade, com peso variando
17 a 20 gs.. As DD. MM. LL., sendo por definição aquelas que matam alg1111^
mas não todos os camondongos injetados, exigiram sempre lotes mais ou mcnOÍ
numerosos.
Com um lote de 50 animais fixamos a D.M.L. ; com outro de 83 ani»*35*
determinamos a ação preventiva e, com 2 lotes de 62 animais, estudamos, ^
pectivamcnte, a ação curativa e a neutralizante. As inoculações da toxm3
vibrião séptico foram feitas por via venosa. Exceto nas experiencias sobre a 3<*3°
neutralizante. em que injetamos as misturas de vitaminas C e toxina vib*330
séptico por via venosa, nas demais a vitamina C foi injetada pela via nuiscular
A cada serie dc pesquisas corresponderam testemunhos paralelos.
Experiencias preliminares demonstraram: l.°, que a toxina não era
quando diluida em liquido com pH 6,6 (á: 0,1); 2.°, que a vitamina C,
dóses de 25 mgs. por via venosa e muscular, não tinha efeito nocivo sflbr*^
vida dos camondongos ; 3.°, que as nossas diluições de toxina do vibrão sept|C° t
tinham cobre em dóse maior do que 0.2 gamas, conforme as analises real»*3
na secção de Quimica pelo nosso colega Carlos Slotta.
10
270
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
AÇAO PREVENTIVA
Utilizamos um lote de 83 camondongos, dos quais 61 foram injetados, d«'
rante 3 dias seguidos, com 10 mgs. de vitamina C por via muscular. Este l°te
foi dividido em 2 partes: 30 receberam 1 D.M.L. e 31 receberam 2 D.M-^-
de toxina vibrião séptico. Como testemunho, 10 animais, receberam 1 D.M.L. e 1
receberam 2 D.M.L.
Os resultados obtidos estão resumidos no quadro IV e grafico VIII-
QUADRO IV
AÇAO PREVENTIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CL OEDEMATIS MALIGNI ( VIBRIÃO-SEPTICO )
NOTA — Mo houve altcraçio após 43 horas de «bservaçlo.
AÇAO CURATIVA
Procuramos verificar: l.°, 6Í a vitamina C tinha ação curativa contr3
• • • • gjçCÍ"
foxina do Cl. oedematis nialigni; 2.°, qual o espaço máximo em que se
ceria esta ação; 3.°, si dóses repetidas de 10 mgs. de vitamina C teriam a
curativa maior de que dóses únicas.
Ql
Um lote de 62 camondongos foi subdividido em 5 outros: no prime'r°’^
animais foram inoculados com 1 D.M.L. e 2 D.M.L.. recebendo. 1 hora dep4*
25 mgs. de vitamina C (grafico IX). ^
No segundo lote foram inoculadas 1 e 2 D.M.L. e, 2 horas depo15,
mgs. de vitamina C (grafico X).
No terceiro lote foram inoculadas 1 e 2 D.M.L. e 5 horas depois- "*
mgs. de vitamina C (grafico XI).
12
278
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
No quarto, injetado com 1 e 2 D.M.L., foram dados, com intervalo?
1 e 3 horas, 10 mgs. de vitamina C (grafico XII).
No quinto lote foram injetados 1 e 2 D.M.L., servindo como testcmunh0-
Otí resultados obtidos estão resumidos no quadro V.
QUADRO V
AÇAO CURATIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO CL.
OEDEMATIS MALIGNI ( VIBRIÃO SÉPTICO )
d-
NOTA — Não houve alteração apôs 48 hotu de observação.
A desigualdade na ação antitoxica da vitamina C, que se notam nitid3*1*
no quadro acima, já haviam sido registadas por Hardc e Grccnwald (3). c ^
Bezssonoíí (5), nos seguintes termos que acentuou:
même
niíestc au cours des experiences
On remarquera d116
\ WilItOJ UV.CI a l 1 1 JUV ■ — • ^
e inégalité de 1’action antitoxique de la vitamine s’est régulièreineflt
te au cours des experiences de Mllc Hard et de Grcenwald et Mmc. H',n
AÇAO NEUTRALIZANTE
C ***!
1 e '
Procuramos também aqui verificar si a vitamina C: l.°, ncutrali*3V3
toxina do Cl. oedematis maligni (vibrião séptico) ; 2.°, si o tempo de co-
exercia ação sobre o poder neutralizante da vitamina C. Da vitamina
de 10 a 25 mgs. foram deixadas em contacto 30 minutos a 30° C. com
D.M.L. de toxina do Clostridium oedematis maligni (grafico XIII).
Em outra serie de ensaios, 10 a 25 mgs. de vitamina C permanecem
contacto a 30° C., durante 60 minutos, respecthamente, com 1 e 2 D-M
toxina do Cl. oedematis maligni (grafico XIV).
14
280
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Todas as misturas foram injetadas pela via venosa. Os resultados e5ta°
resumidos no quadro VI.
QUADRO VI
AÇAO NEUTRALIZANTE DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA D°
CL. OEDEMATIS MALIGNI ( VIBRIAO SÉPTICO)
NOTA — Não houve alteração após 43 horas de observação.
CONCLUSÕES
| p£jf*
1. a — A vitamina C (acido I-ascorttico) parece tornar o camondongo
resistente á ação da toxina de Cl. oedcmalis tnaligni (vibrião séptico). ^
2. a — A vitamina C (acido 1-ascorbico), até uma hora depois de ifll,cU ^
a toxina tem ação curativa contra 1 e 2 D.M.L. ; inoculada 2 horas drp°b
toxina, apresentou desigualdade de ação anti-toxica; dóses repetidas de 1® 0 -j
feitas e 1 e 3 horas depois da injeção de 1 D.M.L. de toxina de Cl. otie
nuzligní protegem lOO^c dos animais inoculados.
3.a — A vitamina parece ter ação neutralizante sobre a toxina
de
ocdcmatis maligni; essa ação neutralizante parece obedecer á lei das prop"
múltiplas; o tempo de contacto parece aumentar o poder neutralizante <i
mina C sobre a referida toxina.
AÇAO DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CLOSTRIDIUM OEDEMATIENS
Toxina utilizada — Toxina seca preparada pela precipitação p°r
sulfato de amonio em atmosfera inerte, do filtrado isento de germes ;
111^
nl-O'
16
282
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
niente de cultura de 6 dias a 37° C. A toxina foi recolhida e seca em bai*3
temperatura sobre cloreto de caldo e depois sobre anidrido fosforico até 1*-°
constante. Triturada e tamisada foi conservada em ampolas fechadas no vaco°
A D.M.L. desta toxina era de 0,000242.
Vitamina C ■— Usamos vitamina C (acido 1-ascorbico) quimicamente
na diluição de 50 mgs. por centimetro cubico, com pH 6,6 (i: 0,1). ■^^r3
decemos á Casa Haver a gentileza de no-la ter fornecido.
Animais de f>róva — Adotamos camondongos, de acordo com as recon*®*
dações da Comissão Permanente de Padronização Biologica da Liga das N’3^'
(18) e do National Inst. of Health (19) expedidas sobre o doseamento das to*’ni
oedematiens. Usamos 4 lótes tão padronizados quanto possivel, em geral coto *
mesma idade e com peso variante de 17 a 20 gs.. A D.M.L., sendo aqu<r-J
que mata alguns, mas não todos os camondongos injetados, exigiu que U:J'
semos sempre lótes mais ou menos numerosos de camondongos. Com um
de 60 animais determinamos a D.M.L. ; com um de 68, a ação prcvenU'®'
com um de 73, a ação curativa e com um de 100, a ação neutralizante.
Xão obstante as pesquizas de Grotova (20) sobre a via de inoculai*1
venosa a que se deveria dar preferencia nos doseamentos da toxina do Cl- °t*t"
matiens preferimos seguir a técnica indicada pela Liga das Xações ( 18). ,sí
e. usamos a via muscular nas inoculações das toxinas de Cl. oedematiens.
vitamina C também foi aplicada por via muscular. A cada serie de pesfl®'5*5
1
corresponderam testemunhos paralelos. Provas preliminares demonstraram:
que a toxina suportava bem a diluição em salina fisiológica com pH 6.6 < '
0.1) ; 2.°, que dóses de 25 mgs. eram bem suportadas pela via muscular: ^
que os nossos solutos de toxina oedematiens não continham cobre, conforTl
analises realizadas na secção de Quinica pelo nosso colega Carlos Slotta.
AÇAO PREVEXTIVA
Durante 3 dias seguidos, 46 animais receberam 10 mgs. de vitamina C P
via muscular; destes, 22 receberam 1 D.M.L. e 24 receberam 2 D . M • (
toxina; 22 animais serviram como testemunhos; 22, inoculados com 1 D-^'
e 1 1 com 2 D.M.L. O periodo de observação foi prolongado por 72 hut*"
pois em alguns casos encontramos modificações após 48 horas de observa<*°
Os resultados estão resumidos no quadro VII e grafico XV.
18
284
Memórias do Instituto Butantan — Tomo Xli
QUADRO VII
AÇAO PREVENTIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DE
CL. OEDEMATIENS
AÇAO CURATIVA
Procuramos verificar: 1.°. qual o perioclo em que a vitamina C
exercer ação curativa; 2.°, si doses rq>etidas de vitamina C teriam ação cUra
tis-a maior do que as dóses únicas. 73 animais foram divididos cm 5 lot<*
0 l.° lote recebeu 25 mgs. de vitamina C. 1 hora depois de inoculado con> 1
2 D.M.L. de toxina ocdcmaticns (grafico XVI).
, _ :
O 2.° lote recebeu 25 mgs. de vitamina C. 2 horas depois de inocu
com 1 e 2 D.M.L. de toxina ocdcmaticns (grafico XVII).
1 Jil
O 3.° lote recebeu 25 mgs. de vitamina C, 5 horas depois de íikko
com 1 e 2 D.M.L. de toxina ocdcmaticns (grafico XVIII).
O 4.° lote recebeu 2 dóses de 10 mgs. de vitamina C com intervalos '*
1 e 3 horas após ter recebido a toxina ocdcmaticns. (grafico XIX).
O ultimo lote serviu de testemunho.
Os resultados estão resumidos no quadro VIII.
20
28G
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO VIII
AÇAO CURATIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CL. OEDEMATIENS
AÇAO NEUTRALIZANTE
Procuramos verificar: l.°, si a vitamina C neutralizava a toxina do Cl-
ocdematicns ; 2.°, si esta neutralização obedecia á lei das proporções multipl*5,
3.°, si o tempo de contacto exercia influencia sobre o poder neutralizante. ^
vitamina C cm dóses de 10 a 25 mgs. foi deixada em contacto a 30° C P°r
30 minutos com 1 e 2 D.M.L. de toxina do Cl. ocdematicns (grafico XX)-
Em outra serie de ensaios. 10 a 25 mgs. de vitamina C permaneceram
contacto a 30° C, durante 60 minutos, com 1 e 2 D.M.L. de toxina (grafico XXD-
As misturas foram injetadas por via muscular. Os resultados estão re»t>‘
midos no quadro IX.
QUADRO IX
AÇAO NEUTRALIZANTE DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CL OEDEMATIENS
22
NOTA — Nio houve alteraçSo após 72 horas de observaçlo.
288
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
CONCLUSÕES
1. a — A vitamina C (acido 1-ascorbico), aumentando a resistência orç3
nica, torna os animais mais resistentes contra 1 D.M.L. de toxina de
ocdematicns.
2. a — A vitamina C tem sobre a toxina do Cl. ocdematicns fraca a<?°
curativa, a qual se manifesta até 2 horas depois da inoculação de 1 e 2 D-M
de toxina; a vitamina C não exerce nenhuma ação curativa 5 horas depois
inoculadas 1 ou 2 D.M.L. de toxina; dóses de 10 mgs. de vitamina C,
tidas 1 e 3 horas depois, têm mais nitida ação curativa contra 1 D.M-L- &
toxina do CL oedematiens do queumadóse unica de 25 mgs.. sendo, porein. se»
ação contra 2 D.M.L..
3a — A vitamina C tem nitida ação neutralizante sobre a toxina do C '
ocdematicns; não foi po;«sivel observar si esta ação neutralizante segue a lei
proporções múltiplas; o tempo dc contacto reforça a ação neutralizante da vlt3
mina C sobre a toxina do Cl. ocdematicns ; não foi verificada si as ntisW*5
neutralizantes eram antigenicas; dóses dc 10 mgs. de vitamina C têm
inativante mais intensa sobre 2 D.M.L. do que 25 mgs., {«recendo haver U',J
relação ou fator ponderai ]>ara a neutralização ótima.
AÇAO DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CLOSTRIDIUM HISTOLYTICUM
Toxina utilizada — Toxina seca preparada pela precipitação, por nie>°
sulfato de amonio, do filtrado isento de germes e proveniente de cultura
a 20 horas a 37° C. O precipitado foi recolhido c seco cm baixa temp***1
sobre cloreto de cálcio c depois sobre anidrido fosforico até peso constan,í
A D.M.L. desta toxina era de 0,00003.
Vitamina C — Usamos vitamina C (acido 1-ascorbico) quimicamente Pu
na diluição de 50 mgs. por centímetro cubico, com pH 6,6 ( ± 0,1)*
decanos á Casa Bayer a gentileza de no-la ter fornecido
r ffcr
Animais dc f>róva — Adotamos o camondongo, de acordo com a
mendação da Comissão Permanente de Padronização Biológica da Liga das f*
(21) c (22), exDcdidas sobre doseamentos de toxinas de Cl. histolylicvt *.
1 cttd^
Foram utilizados 4 lótes tão padronizados quanto possível, em gera*
a mesma idade e com o peso variavel de 17 a 20 gs.. A D.M.L-, **
definida como aquela que mata alguns, mas não todos os animais injct*^
exigiu que usássemos sempre lótes mais ou menos numerosos de anima*-
<**-
O**
24
2IÍ0
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
uni lóte de 60 animais determinamos a D.M.L.; com um ióte de 56, a ação
preventiva; com um de 60, a ação curativa e com um de 61, a ação neutrah-
zante. As inoculações de toxina foram sempre pela via muscular, a não 'cr
nas misturas neutralizantes. em que as injeções de vitamina C foram inoculada»
pela via venosa. A cada serie de pesquisas corresponderam testemunhos para-
lelos. Foi verificado: l.°. que a toxina suportas-a a diluição em salina fisW
lógica com pH 6,6 (:£ 0,1); 2.°, que dóses de 25 mgs. eram bem suportada»
pela via muscular e venosa ; 3.°, que os solutos de toxina não cotinham traço»
de cobre, conforme analises realizadas na secção de Quimica pelo nosso colega
Carlos Slotta.
AÇÁO PREVENTIVA
Durante 3 dias seguidos, 36 animais receberam 10 mgs. de vitamina C
pela via muscular. Em seguida, 18 receberam 1 D.M.L. e 18 receberam -
D.M.L. de toxina do Cl. histolyticum ; 30 animais serviram como testemunho»-
15 foram inoculados com 1 D.M.L. e 15 com D.MJL. As observações foram
conduzidas durante 96 horas, só tendo mostrado variações dentro de 48 horas-
Os resultados acham-se resumidos no Quad'o X c Grafico XXII.
QUADRO X
ACÇAO PREVENTIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CL. HISTOLYTICUM
AÇAO CURATIVA
Procuramos verificar: l.°. qual o periodo máximo em que a vitaniin3 ^
poderia exercer sua ação curativa; 2.°, si dóses repetidas de vitamina C teriam
ação curativa maior do que dóses únicas. 60 animais foram divididos enl
lótes: o l.° lóte recebeu 25 mgs. de vitamina C, 1 hora depok de ter
inoculado com I e 2 D.M.L. (Grafico XXIII).
26
292
Memórias do Instituto LSutantan — Tomo XII
O 2.° lóte recebeu 25 mgs. de vitamina C, 2 horas depois de ter s'c‘0
inoculado com 1 e 2 D.M.L. de toxina do Cl. histolyticum (grafico XXI'r)-
O 3.° lóte recebeu 25 mgs. de vitamina C. 5 horas depois de ter sid°
inoculado com 1 c 2 D.M.L. de toxina do Cl. histolyticum (grafico XX^)-
O 4.° lóte recebeu 2 dóses de 10 mgs. de vitamina C, com intervalos de 1
e 3 horas após ter recebido a toxina histolitica (grafico XXVI).
O ultimo lóte serviu de testemunho.
Os resultados se acham resumidos no Quadro XI.
QUADRO XI
AÇAO PREVENTIVA DA VITAMINA C SORRE A TOXINA DO
CL. HISTOLYTICUM
AÇAO XEUTRALIZAXTE
Procuramos verificar: 1®, si a vitamina C neufalizava a toxina <1° ^
histolyticum ; 2.°, si esta ação neutralizante obedecia á lei das proporções 1,10
tiplas; 3.°, si o tempo de contacto exercia alguma influencia sobre o poder
tralizante. Foi posta em contacto a toxina do Cl. distolyticum com I *
de vitamina C por 30 minutos a 3(P C. (grafico XXVII).
Em uma outra serie de ensaios I e 2 D.M.L. de toxina permanccc^»,,,
por 60 minutos em contacto a 30° C. com 10 c 25 mgs. de toxina, respetiva”*11’1
(grafico XXVIII).
Os resultados estão resumidos no Quadro XII.
28
294
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO XII
AÇAO CURATIVA DA VITAMINA C SOBRE A TOXINA DO
CL. HISTOLYTICUM
CONCLUSÕES
l.a — A vitamina C (acido 1-ascorbico) parece aumentar a rc5‘stC0<^
organica do camondongo, tomando-o mais resistente contra 1 e 2 D.M-k-
toxina do Cl. histolxticum.
2.a — A vitamina C tem ação curativa contra 1 D.M.L. de toxina.
cs."
ação se manifesta sómente 1 hora depois da injeção da toxina; após 2
ha desigualdade na ação anti-toxica; dóses repetidas de 10 mgs. de vitauiia3^
com intervalo de 1 e 3 horas após a injeção de 1 c 2 D.M.L., não **
ação curativa sobre a toxina de Clostridium histolyticum.
3a — A vitamina C parccc ter ação neutralizante sobre a toxina
do
O#'
ir0y~
tridium histolyticum; esta ação neutralizante não segue a lei das pr0P°
múltiplas; o tempo de contacto não aumenta o poder neufalizante da v,,a
sobre a toxina; não verificamos si as misturas neutralizantes eram anttgcl ,
dóses de 10 mgs. de vitamina C parecem ter maior ação inativante
D.M.L. de toxina do Cl. histolyticum do que dóses de 25 mgs., mo-1
assim, que ha talvez uma relação ou fator ponderai de neutralização ótintt-
RESUMO GERAL
1. ° — A vitamina C (acido 1 -ascorbico) parece estimular certas reaÇÓ*5
organismo, aumentando-lhe a resistência contra as toxinemias gangrenosas-
2. ° — A vitamina C (acido 1-ascorbico). injetada 1 hora depois d* .
culação de 1 D.M.L. das toxinas gangrenosas. exerce nitida ação cl,r3
ino-
ti**'
30
A. UilXF.R Soi/to * C. Lima — Vitamina C na gangrena gazosa
295
Injetadas 1 hora depois da inoculação de 2 D.M.L. das toxinas de Clostridiutn
oedcmatiens e ocdcmatis maligtd (vibrião séptico) tem fraca ação
^Jrativa. e nenhuma contra 2 D.M.L. da toxina do Clostridiutn histolyticum.
Ejetada 2 e 5 horas depois da inoculação de 1 e 2 D.M.L. das toxinas gan-
^cnosas, tem ação curativa irregular ou nula. Injetoda em dóses repetidas, com
,ntervalos de 1 e 3 horas, tem ação curativa contra 1 D.M.L. das toxinas
Uel'hü, oedcmatiens e ocdcmatis malitfni; contra 2 D.M.L. destas toxinas.
'njeções repetidas de vitamina C não demonstraram ação curativa, nem sobre
* ou 2 D.M.L. da toxina do Clostridiutn histolyticum. Em dóses repetidas,
nu!n total de 20 mgs. exerce ação curativa mais intensa do que dóses únicas
‘e 25 mgs. em todos os casos em que atuou.
3.° — A vitamina C (acido 1-ascorbico) parece exercer ação ncutralizante
vitr0 sobre a stoxinas de Clostridiutn ocdematis maligni (vibrião séptico),
^ oedcmatiens e Cl. histolyticum. A ação ncutralizante sobre a toxina do
' I- 0<'dcmatieits c Cl. histolyticum parece exercer dentro de uma zona limite.
tttnpo de contacto aumenta a ação ncutralizante da vitamina C contra as
to**nas que ela tem ação. A vitamina C (acido 1-ascorbico) parece não exercer
ncutralizante in zntro sobre a toxina do Clostridiutn xvelchii, parecendo
^^biliza,- o organismo do animal ás misturas de toxina, vitamina ou dar cm
Crjnta;0 com a toxjna (j0 Clostridiutn zvelchii, produtos de degradação mais
^fcicos para o camondongo do que a toxina só. A intensidade da ação toxica
. ^ produtos é diretamente proporcional: ao tempo das misturas toxina.
V>ta,nina e a quantidade de vitamina usada.
31
296
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
ÜBh. 72h.
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32
ACTION DE LA VITAMINE C (ACIDE L-ASCORBIQUE) SUR
LA TOXINE DU BACILLUS PERFRINGENS
PAR
A. BÜLLER SOUTO et C. LIMA
La gangrene gazcuze est esscnticllement tine toxcmie. La résistence organiquc
,0üe un ròle capital dans se pathogenèse. La moindrc résistance de 1’organismc,
C0lu'qucnce des guer'es prolongécs. est une des causes de 1’cxtraordinaire fré-
^°eace et de la gravite insolite de la gangrene gazeuzc.
Au cours d’une série dexpericnce s portam sur plus dc 2.000 souris, nous
*Von* pu constater 1’influence in vivo dc la vitamine C sur la résistencc organiquc
*** toxémies gangréneuses, ainsi que son action neutralisantc in vitro.
Laction dc la vitamine C sur les toxines diphté'iquc et tctanique, parmi
*0*rcs. a été déjà bien obscrvéc.
^ Toxinc uiilisée. — Toxine sèchc préparce cn precipitam par le sulfate
*ftlnK>nium le filtrat d’une culture de Bacillus pcrfringens, dc 18 à 20 hcurcs
* Le liquide sumagcant rccueilli et séché à la tempcraturc de 2-5°, dans un
*?tc*Ccateur à vide sur acide sulfurique, a été conscrvé sur 1’anhydride phospho-
La D.M.M. de la toxine était 0,0004.
^ilamine C. — Nous avons employé une solution de vitamine C à 50 mgr.
fcr
et dont le pH était 6,6 (d: 0,1).
dninu jux d’éprcuze. — Nous avons choisi les souris, qui, parmi les animaux
^■‘'^les, donnent des résultats plus constants à cause de leur capacité uniforme
^ Tothétiser la vitamine. Nous avons employé 4 lots étalonnés, dc meme âge
Poids compris entre 17 et 20 gr.. La D.M.M. a été fixée avec un lot de
avec un second lot dc 168 animaux nous avons déterminé 1’action
íaitive; avec un troisième de 152, laction cu-ative et, avec un dernicr de 118,
^ lon neutralisante. Les inoculations de la toxine du Bacillus perfringens ont
k*tes par voie veineuse et les injections dc vitamine C par voie musculaire, a
1
298
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
1’eception des épreuves sur 1’action neutralisante. Chaque série de recherche*
comportait ses témoins correspondants.
Des essais p'éliminaires ont été eífectués afin de vérifier: l.°) si la to**0*
supporterait bien la diluition saline a pH 6,6 (±0,1); 2.°) si des doses de 25 mg •
de vitamine C seraient bien tolerécs para les souris et par voie veineuse; 3 o) 51
les Solutions de toxine contenaient du cuivre. Des analyses rigoureuses des solu*
tions des toxines, faites par notre collegue Slotta, ont révélé que ces soluti®05
étaient prtiquement exemptes de cuivre.
Action prcvcntive. — On a utilité un lot de 168 sou"is, 112 animaux recev*B~
pendant 3 jours, 10 mgr. de vitamine C par voie musculaire. Ce lot a été subdi**5^
cn 2 autres: un de 57 animaux qui ont reçu 1D.M.M. de toxine et 1’autre de -/
animaux, auxquels on donna 2 D.M.M. Comme témoin on a pris un lot & *
souris, parmi lesquelles 26 ont reçu 1 D.M.M. et 30, 2 D.M.M.. Les resulta»5
obtenus sont résumés dans le tableau I.
TABLEAU I
ACTION PRfiVENTIVE DE LA VITAMINE C SUR La
TOXINE PERFRINGEXS.
NOTE:— II n'y apa«tu aucunc changrmrr.l apr<* 48 hcurrs clobwrralion.
Action curative. — Nous avons tãche d’établir l.°) quelle serait la
longue du-é de lactivité curative de la vitamine C contre 1 et 2 D.M.M. de t®*1^
du Bacillus perfringens et 2.°) si des doses de 10 mgr., répétées à intervall®
une et 3 heures. auraient une action curative plus forte que des doses un«luC^
A cette fin, 152 animaux ont été divisés en 5 lots: le premier, de 30 anima11*’ ^
été subdivisé en 2 autres de 15 animaux, auxquels on donna, respective*11^
1 D.M.M. et 2 D.M.M., chaque animal recevant, une heure après, 25 mg»-
vitamine C.
O
Büller Socto ã. C. Lima — La vitamine C sur le Bacillus perfringens
2'J'J
Le deuxieme lot, de 29 animaux a aussi été divise en 2 aufes de 15 et 14
^imaux, qui ont reçu, respectivement, 1 et 2 D.M.M. de la toxine et, après 2 h.,
^ mgr., de vitamine C. Le troisieme lot de 37 animaux, a reçu exactement comme
^ premiers 1 et 2 D.M.M. — de toxine et 3 h. plus tard, 25 mgr. de vitamine C.
‘ u ■L0 lot nous avons injecté, une et 3 h. après 1'inoculation de une et 2 D.M.M.
toxine, 10 mgr. de vitamine C. Le 5.° lot, témoin, a reçu seulement une et 2
*M-M. de toxine. Les résultats obtenus som résumés dans le tableau II.
TABLEAU II
ACTION CURATIVE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE
DU BACILLUS PERFRINGENS.
NOTE;— Xaile alteralioa ap»e» Vi heucrt.
‘‘htion ncutralisante in vitro. — Nous avons tâche de vérifier in vitro l.°)
l| u . ... . '
r V|tamine C ncutraliserait la toxine du Bacillus pcrfringens; 2.°) si cettc
c ra'isation obérait à la loi des proportions multiples; 3.°) si le tcmpes de
31:1 aurait quelque influcncc sur la ncutralisation.
^ L'ne D.M.M. a été laissée cn contact. pendant 30 min., avec 10 et 25 mgr.
-> V|taitiine C et ensuite inoculée respectivement à 15 et 13 souris; de mêmc.
* d-M.m
°nt
•M- en contact pendant 30 min. avec les mémes quantités de vitamine C,
r*ali
cte inoculées à 2 lots de 15 souris.
^ L nc autre série dVxpcrienccs a été
jj en kissant cn contact. pendant 60 min., une D.M.M. avec 10 mgr. et 2
f, ^L avec 25 mgr. de vitamine C. 2 lots de 15 souris étant inoculés avec chanuc
«t r ‘"cv " mgr
• a 30 souris témoins, cn 2 lots de 15 on a inoculé,
2 D M.M..
chaquc
respectivement. une
3
300
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Les résultats sont résumés dans le tableau III.
TABLEAU III
ACTION NEUTRALISANTE DE VITAMINE C SUR LA TOXINE
PERFRINGENS
XOTE: II n'y a pas eo de changenent aprfs 4$ heures d'otwcrT.ition.
Conclusioiis. — 1) La vitamine C scmble augmenter la résistance organiquC
dc Ia souris, qui devient moins sensible à 1'action de la toxinc du Bacillus
fringens.
2) La vitamine C exerce une action curative duram 1 heurc après 1 ,n°"
culation de la toxinc du Bacillus períringens, elle est inactive quand la toxine *
été inoculéc 2 et 3 heures auparavant. Des doses répétées de 10 mgr. donnee*
et 3 heures à la suite de 1’inoculation de une ont une action cuf*t,ve
nette, mais sont inactives contre 2
3) La vitamine C ne montre aucune action neutralisante in vitro. vKa>e
après 60 minutes de contate avcc Ia toxine, et ne suit pas la loi des proport*°n*
multiples.
ACTION DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE DU
VIBRION-SEPTIQUE
Toxinc utilisce. — Toxine sèche préparée en precipitam par le 5U',at*
dammonium le filtrat exempt de germes d’une culture de 48 heures a 37o-
precipite a été rccueilli et séché à Ia température de 7-5°, dans un exsiccateu^
«de sur acide sulíurique, et ensuite sur 1’anhydride p‘Osphorique jusquâ P°‘
constant.
4
'■ ^liER Sol'TO * C. Lima — La vitamine C sur le Baeillus perfringens
La D.M.M. de cette toxine était 0,00005.
301
chimii
l itamine C. — Nous avons employé la •vitamine C (acide 1-ascorbique)
iquement pure, à la dilution de 50 mgr. par c.c. à pH 6,6 (db 0,1).
Animaux d’eprcuve. — Nous avons utilisé la souris: 4 lots étalonnés. de
m«ne âge et de poids compris entre 17 et 20 gr.. Sur un lot de 50 animaux,
avons íixé la D.M.M. ; sur un autre, de 83, 1’action préventivc a été dcte--
|®tnée et, avec un troisième lot de 62 animaux, nous avons établi respectivement
action curative et laction préventive.
Les inoculations de latoxine du vibrion septique ont été íaites par voie
^sculaire veineuse et celles de la vitamine C par voie musculairc, à 1’cxception
CxI^eriences sur 1’action neutralisante.
Lhaque série de recherches avait ses témoins correspondants. Lcs cxpérien-
^ parallèles ont montré l.°) que Ia toxine n'est pas modifiée quand on la dilue
s Un liquide à pH 6,6 (d: 0,1); 2.°) que des doses de 25 mgr. par voie
^Ucusc et musculaire ndnt pas deffcct sur la vic des souris; 3.°) que, dans
dilutions de la toxine du vibrion septique, 1c cuivrc nc dépassait pas la dose
gr., selon les analyses cfíectuées par Slotta.
slction prcventivc. — Nous avons utilisé un lot de 83 souris. dont 61 ont été
^J«ctécs pcndant 3 jours de suite avec 10 mgr. de vitamine C pa- voie musculairc.
lot
a été divisé en2partics ;30 ont reçu 1 D.M.M. ct a 31 on a injeaé 2 D.M.M.
r * • -v* - — wi» u •• ■> L/aàU.iU.
k toxine du vibrion septique. 10 animaux témoins ont reçu 1 D.M.M. et à
12
00 a 'njecté 2 D.M.M. Lcs résultats obtenus sont résumés dans lc tableau IV.
TABLEAU IV
ACTlO\ PRfiVENTIVE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE DU
VIBRION-SÊPTIQUE
NOTE: II n*y a pa« cu aucunc chanjfcracnt aprés 48
dob*crration.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
oU2
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Action cura tive. — Notre but était de vérifier l.°) si la vitamine C aura'1
une action curative sur la toxine du vibrion septique; 2.°) quel serait le p-115
long intervalle pour qu'une telle action puisse s’exercer ; 3.°) si des doses répétees
de 10 mgr. de vitamine C auraient une action curative plus grande que des do^5
uniques.
Un lot de 62 souris a été divise en 5. Les animaux du premier lot ont Çtc
inocules avec 1 D.M.M. et 2 D.M.M. de toxine, et ont reçu, une heure api*5’
25 mgr. de vitamine C. Dans !e deuxieme lot, les animaux ont été injectés avec
1 et 2 D.M.M. et 2 heures après, avec 25 mgr. de vitamine C. Au 3.° lot, 1
-1° 2
2 D.M.M. ont été données et, au bout de 2 h., 25 mgr. de vitamine C. Le 4-
été inoculé avec 1 et 2 D.M.M. et reçu, aux intervalles d’une er de 5 h., 10 in?r'
de vitamine C. Le 5.° lot, qui a reçu 1 et 2 D.M.M., a servi de témoin.
résultats de cctte expéricnce sont résumés dans le tableau V.
TABLEAU V
ACTION NEUTRA LIS ANTE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE
VIBRION-SEPTIQUE
NOTA : Noite alttration aprts 4-S heure* d‘ob*enration.
Les irregularités dans 1’action antitoxique de la vitamine C qu’on
nettement constater dans le tableau V. ont été observées par Harde et Grcen"
Grooten et Bezssonoff.
Action ncutraiisantc. — Nous avons tâché encore ici d’établir;
vitamine C neutraliserait la toxine du vibrion septique; 2.°) si cette ncu
1.0) si !a
trali*til’°
6
Blxler Souto 4 C. Lima — La vitamine C sur le Bacillus perfringens
303
obdrait à ]a loi des proportions multiples; 3.°) si le temps de contact aurait de
'influence sur le pouvoir neutralisant de la vitamine C.
Des doses de 10 et 25 mgr. de vitamine C ont été mises en contact, du_ant
^ non. a 30°, avec 1 et 2 D.M.M. de toxine du vibrion septique. Dans une
a’Jtre <érie d’essais nous avons laissé des doses égales de vitamine C en contact,
60 min. a 30°, respectivement avec 1 et 2 D.M.M. de toxine du vibrion
^Ptique; tous les mélanges ont été injectés par voic veineuse. Les résultats sont
r‘5umés dans le tableau VI.
TABLEAU VI
ACtION neutralisante de i.a vitamine c sur la toxine du
VIBRION-SEPTIQUE
NOTE: II n*y a pa> cu «Taltcration ao boul dc 24 heurr* dobxrvation.
tonclusions. — 1) La vitamine C (acide 1-ascorbique) semble conférer à la
JUr,s une plus grande résistance à 1’action de la toxine du vibrion septique.
I -) La vitamine C (adde 1-ascorbique) possède une action cu*ativc contre
j. Ct 3 D.M.M., ju.-qu a 1 heure aprês son inoculation ; inoculé au bout de 2 hcures,
a^ti°n antitoxique est incgale. L’action curativc se manifeste jusqu’à aprês, ce
cst la limite actuelle de nos recherches. Des doses répétées de 10 mgr. 1
'a *'Urcs aprês 1'injection de 1 D.M.M. de toxine du vibrion septique, confèrent
Lotection à 100p. 100 des animaux inoculés.
3) La vitamine C exerce sur la toxine du vibrion septique une action
' ^"santc qui semble obéir à la loi des proportions multiples. Le pouvoir
^lisante de la vitamine C sur la toxine du Q. oedematis-maligni (vibrion
**,(lUe) augmente avec le temps de contact.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
304
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
ACTION DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE DU
BACILLUS OEDEMATIENS
Nous avons recherchés 1’action de la vitamine C sur la toxine du
oedematiens.
Toxine utiiisée. — Toxine sèche préparéc par précipitation du íiltrat exa^í*
de germes, dune culture de 6 jours à 37°, par le sulfate dammonium cn atnio»*
phere inerte. Le precipite a été recueilli et séché à la température de 2 à ^
du chlonire de calcium te ensuite sur de 1'anhydride phosphorique jusqua P01^
constant. Triture et tamise, il a été conservé dans des amjxiules íermées da*15
vide. La D.M.M. de cette toxine était 0,000242.
Vitamine C. — Nous avons employé la vitamine C (acide l-ascorbiquC)
chimiquement pure à la dilution de 50 mgr. par c.c., le pH 6,6 ( — 0,1).
Animaux cTéprcuze. — Nous avons utilisé des souris réparties cn * *
étalonnés, du même âe et de poids oscillant entre 15 et 20 gr. Avec un lot
60 animaux nous avons déterminé la D.M.M. ; avec un autre, de 68 annna«3C*
1’action curative; avec un troisièmc, de 73, 1’action préventive et avec un der» *
de 100, l’action neutralisante.
Malgré les recherches de Grotova sur la voie d'inculation qui doit être <d)01^
pour les dosages de la toxine du B. oedematiens, nous avons donné la prétereo ^
à la technique indiquée par la Societé des Nations, c’est-à-dirc que nous *
fait les inoculations de la toxine du Bacillus oedematiens par la voie muscu!a,rf •
la vitamine C a été introduit par la même voie.
Des témoins correspondaicnt à chaque série de recherches. Des tests Pr*
minaires ont révélé l.°) que la toxine supporte bien la dilution en solution pbJ^
logique a pH 6,6 ( — 0,1); 2.°) que des doses de 25 mgr. sont bien tolér
par voie musculaPc ; 3.°) que nos Solutions de toxine oedematiens ne contic
pas de cuivre, selon les analyses faites par Slotta.
Action préventive. — Pendant 3 jours consécutiís 46 animaux ont
10 mgr. de vitamine C par voie musculaire. Parmi cux, 22 ont reçu une
et 24 deux D.M.M.; 22 animaux ont servi de témoins; 11 ont été inocule5 3
une D.M.M. et 11 avec deux D.M.M..
ont
Le temps dobservation a été prolongé a 72 heures, car certains c3 {
présenté des modifications apres 48 heures dobservation. Les résultats
reunis dans le tableau VII.
8
®C'LLer Souto * C. Lima — La vitamine C sur le Bacillus perfringens
305
TABLEAU VII
aCTIOX PRÉVENTIVE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXIXE DU
CL. OEDEMATIENS
NOTE: II nV a pas ea dalteration apre» 72 heures.
Actions curativc. — Nous avons tâché d'établir l.°) quclle cst la période
^^iina pcndant laquelle la vitamine C pourrait exercer une action curative ; 2.°)
r^' doses répctces de vitamine C aurraicnt une action curativc plus grande
Ue ^cs doses uniques.
Soixante-trcize animaux ont etc distribues cn 5 lots; à 3 lots, 25 mgrs. dc
í’tj lnC ^ °nt ^onn^s’ rcspectivemcnt une, deux et cinq heures après Pinoculation
et deux D.M.M. dc toxine dc B. oedematiens ; 1c quatrieme lot a requ 2 doses
1a
mgr. de vitamine C à des intervallcs de une ct trois heures après avoir
r^J k toxine de B. oedematiens, et le cinquieme lot a servi de temoin. Lcs
u^tats sont résumés dans le tableau VIII.
TABLEAU VIII
AcTION CURATIVE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE DU
CL. OEDEMATIENS
1 *' i
NOTE : II o*y a pa» cu dalteration aprt» 72 heure» d*ob»enration.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
30G
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Action neutralisante. — Nous nous proposions de chercher l.°) si la vitanui*
C neutraliserait la toxine du Badllus oedematiens; 2.°) si cette neutralisa*100
obéirait à la loi des proportions multiples; 3.°) si le temps de contact avait ^
influence sur le pouvoir neutralisant.
TABLEAU IX
ACTION NEUTRALISANTE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE
CL. OEDEMATIENS
vr
IO) I*
,no .
s:
NOTE: Nulle allrraiion au bout de 73 heures d obsenration .
La vitamine C aux doses de 10 et 25 mgr., a été laissée en contact. a e
'pendam 30 min., avcc une et deux D.M.M. de toxine du Bacillus oedeniatifn
Dans une autre série dessais, 10 et 25 mgr. de vitamine C sont reste * en con*3t
à 30° pendant 60 min. avcc une et deux D.M.M. de toxine. Les mclangeS
été injectés par voie musculairc. Les résultats sont résumés dans le tableau
. .Conclusiotts. — 1) La vitamine C (acide 1-ascorbique), en augmcnt3nt ^
résistance organique, produit chez les anima ux une plus g-ande résistance co0ir<
une D.M.M. de toxine du Bacillus oedematiens.
2) La vitamine C a sur la toxine du B. oedematiens une faible acti°0
curative, qui se manifeste jusqua deux heures apres Tinoculation d’une et
D.M.M. de la toxine. La vitamine C nexerce nulle action curative 5 beufts
après rinoculation d’une et deux D.M.M. de toxine. Des doses de 10
de vitamine C répétées à intervalles d’une et trois heures, ont une action cura
nette confe une et deux D.M.M. de la toxine du Bacillus oedematiens: e ^
sont cepedant inactivcs contrc deux D.M.M..
3) La vitamine C a une action neutralisante nette sur la toxine du B-
matiens. II na pas été possible d’observer si cette action, neutralisante sUI*
loi des proportions multiples. Un contact prolongé augmente 1'action neutra!'**0
de la vitamine C sur la toxine du Bacillus oedematiens.
10
•'- íílller Souto a C. Lima — La vitamine C sur le Bacillus pcrfringens 307
^ou.s n avons pas recherché le pouvoir antigénique des mélanges neutralisés.
doses de 10 mgr. de vitamine C, ont pouvoir inactivant plus g'and sur deux
-* M. qu'une dose de 25 mgr.. II semble exister une relation on un facteur
P°ndéral pour la meilleure neutralisation.
ACTION DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE DU
BACILLUS HISTOLYTICUS
Toxine utilisce. — Toxine seche préparée en précipitant par le sulfate
j arniri nium le filtrat. exempt de germes, d'une culture de 18 à 20 heu-es à 37°.
pfecipité a été recueilli et séché à liasse température sur <lu chlorurc de
^•cium et ensuite sur de 1'anhydride phosphorique jusqu’ã poids eonstant. La
de cette toxine était 0,00003.
* •lamine C. — Xous avons employé de la vitamine C (acide 1-ascorbiquc)
«itn,-
1(IUement pu_e à Ia dilution de 50 mgr. par c.c. a pH 6,6 (2: 0,1).
•Iniiitaux d'cpreuve. — Nous avons choisi la souris. Nous en avons utilisé
etalonnés. de mem .• âge et pesam de 17 a 20 gr. Avec un lot de 60 animaux,
avons détenniné Ia D.M.M.; avec un autre de 50, 1’action préventive; avcc
^trois
4lots
'lous
,sieme de 60, faction curative et, avec un dernicr de 61. 1'action ncutralisante,
'noculations de toxine ont toujours etc faites par voie veineuse et Ics injections
'uatnine C par voie musculaire, à cxception des mélanges ncutralisants.
. Chaque série de rccherches avait ses témoins corresjxmdants. II a été
, * Io) que la toxine supporte la dilution en solution physiologique à pH 6,6
^ 0 1 \ •
”1 í 2.°) que des doses de 25 mgr. sont bien tolérées par les voies musculaire
^ 'viniuje ; 3.°) que les Solutions de toxine ne contenaient pas de traces de
rv suivam les analyses par Slotta.
TABLEAU X
ACTlOX PRÉVENTIVE DF. LA VITAMINE C SLR LA TOXINE DU
CL. HISTOLYTICUM
*«k.
NOTA : II n*y a pa» cu nalle allcralion ape t% 48 heureu dobiervalion.
résultats sont restés les mémes après 48 heures d’observation.
II
308 Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Action preventive. — Trente-six animaux ont reçu, pendant 3 jours coo5*"
cutifs, 10 mgr. de vitamine C par voie musculaire. Ensuite 18 ont reçu
D.M.M. et 18, deux D.M.M. de toxine du B. histolyticus ; 30 animaux
servi de témoins; 15 ont été inocules avec une D.M.M. et 15 avec deux D3»
Des ohservations ont été poursuivies pendant 92 heures, des variations napí*
raissant que dans les 48 heures.
Action curative. — Xous nous proposions d’établir; l.°) la période
pendant laquelle la vitamine C exercerait son action curative; 2.°) si des
répétées de vitamine C auraient une action curative plus grande quc
doses uniques.
Soixante animaux ont été divisés en 5 lots ont reçu 25 mgr. de v'taíL^
C, une, deux et cinq heures ap'ès avoir été inoculés avec une et deux D
de la toxine du B. histolyticus ; le 4.° lot a reçu 2 doses de 10 mgr. de vitafl®®*
a intervalle d’une et trois heures apres Tinoculation de la toxine histolyt>*tuf '
le 5.° lot a servi de témoin. Les résultats sont résumés dans le tableau XI*
TABLEAU XI
ACTION CURATIVE DE LA VITAMINE C SLR LA TOXINE Pt'
CL. HISTOLYTICUM
4* *-
NOTE : II ny a pa» eu d*alteration apr*« 48 heure* (ToU^rtition.
Les résultats sont restés les mêmes après 48 heures d'observation.
Action neutralisonte. — Nous avons táché detablir: l.°) si la vitan’ 0^.
neufaliserait la toxine du B. histolyticus; 2.°) si cette action neutrasilante
12
^ Souto * C. Lima — La vitamine C sur le Bacillus pcrfringrns 309
* L ‘oi des proportions multiples ; 3.°) si le temps de contact exerccrait quelque
••i-uence sur le pouvoir neutralisant.
La toxine du B. histolyticus a été mise en contact avec une D.M.M. de vita-
L, pendant 30 min. a 37°, dans une autre série dessais une et deux D.M.M.
tox'ne ont été laissées en contact pendant 60 min. a 30°, respcctivement avec
1 25 mgr. de toxine.
TABLEAU XII
ACTlOX NEUTRALISANTE DE LA VITAMINE C SUR LA TOXINE DU
CL. HISTOLYTICUM
NOTE: II n*y a pa» cu d'»llrralion aprr» líí heurc* d*ob*erralion.
résultats sont résumés dans le tableau XII.
fé?i 0nc us*onS‘ — 1 ) La vitamine C (acide 1-ascorbique) scmble augmenter la
t)jj 'lncc organique des animaux, qui devicnnent moins sensiblcs à une et dcux
L toxine du B. histolyticus.
La vitamine C exe-ce une action curative contrc une D.M.M. de toxine
•iç , aclion ne se manifeste qu’une heure après 1’injection de toxine. Au bout
4 ^ CUres, elle devient inégale. Des doses répétées de 10 mgr. de vitamine C
lnkrvalles d’une et trois heures après 1’injection d’une et deux D.M.M.
CCftt point d’action curative sur la toxine du B. histolyticus.
La vitamine C parait avoir sur la toxine du B. histolyticus une action
fr/j).. Isantc, qui ne suit pos la loi des proportions multiples. Le temps de
n augmente pas le pouvoir neutralisant de la vitamine sur la toxine.
navons pas vérifié si les mélanges ncutralisants sont antigéniques.
4, {* ^e ^ mgr. dc vitamine C semblant avoir sur deux D.M.M. de toxine
*1 ílist°Iyticus une action inactivante plus grande que des doses de 25 mgr.
dons y avoir une zone óptima dc neutralisation.
13
310
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
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(Publ «.do ia Campi. Rrnd. Sat Bml. lí» <Í4. Jt). I9U a ia
Bra.il-Mrdira S? Ct. ST. ÍS # Z9) . 1»JÍ. Camua. Sar.ad.da
Ja Vrd.r.n. a Címraia da R*a da Jaaara am Atwü da !M*>.
15
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
599 32:616 851
COMPORTAMENTO DA COBAIA (CAVIA PORCELLUS L.)
E 00 PREÁ (CAVIA RUFESCENS LundJ EM RELAÇÃO AOS
ANTIGENOS TETÂNICOS
POR
ARIOSTO BÜLLER SOUTO & GERTRUD von UBISCH
•N"a verificação do poder antigenico da anatoxina tctanica c no doseamento
sôro antitetanico, em unidades americanas conforme processo em uso no Ins-
",u«o Butantan, 6ão, por sua sensibilidade, utilizadas as cobaias.
Conforme estatuiram Rosenau c Anderson (24), o poder protetor de uma
^toxina tctanica c avaliado pela maior quantidade dessa antitoxina necessária
proteger a rida de uma cobaia de 350 gs- durante 9ó horas contra a dose de
Pr°va de toxina padrão.
Para uma apreciação segura dos resultados dos doseamentos é necessário que
* Criação individual nas reações imunologicas dos lotes de cobaias usados seja
Paca amplitude. Os lotes de cobaias, pois, devem ser padronizados tanto
'iaanto possivel. A este respeito escrevem Dreifus c Lesné (8) que “Chez les
an,»naux plus petits qui servent aux expcricnccs de laboratoirc, la determination
"^acte des propriétés d’immunité ou dc sensibilité vis-a-vis de ccrtaines affections
1 ,In intérêt indiscutable. II faut, cn cffect, se méficr babituellement des variations
^'viduelle? et on conçoit sans pcine 1’ntcrét, lors des dosages de toxicité et de
»orte que leurs rcactions soient comparables les unes aux autres”. Irwin (14)
^ece também que ‘Tn all experiments dealing with thc intcr-reaction of
q,hogenic bactéria and their host, almost the most desirablc charactcristic in the
,udies. and one most difficult to obtain. is the uniformity rcacting strain in tlie
limais”.
Wilson (36) assim se refere às múltiplas dificuldades na obtenção de rea-
<’°Cs Uniformes: “The standardisation of thc dosage within reasonable limits pre-
!eT,ts little difficulty. but the selcction of animais of uniform resistancc presents
tlr°b1cm that at the moment appears frankly insoluble”.
t
314
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Esta resolução, porém, parece ser dada teoricamente ao menos, nos P°5tu
lados de Perrin* e Cuéxot (23) : “Si une experience peut etre absolutement PrC"
cise, le protocole devra non seulemcnt speciíier le produit inocule, mais aussi
jnd*'
quer li nature du "terrain” que le reçoit. La création d’une ou plusieurs
homozygotes de Cobaye, c’est-á-dire de formule génétiques constantes est ^
necessite, tant qu’elle ne será pas réalisée, il sera impossible de répéter plus**0**
fois une meme experience de façon identique. La seule ressource que nous P0'
sédons actuellement est de multiplier les experiences pour obtener des movem*5
sérieuses”. Estes autores assinalam a grande resistência das cobaias albmaa
toxina tetanica, informando que uma dose de toxina tetanica que mata as
pigmentadas cm menos do que 85 horas é tolerada perfeitamente pelas albinas,
contrario de tal afirmativa Nicot.le e Ramon (22) antes ja haviam veri»
serem os albinos menos resistentes ás toxi-infecções. Tais verificações foram &
firmadas por Lémétayer (20), o qual. inoculando 1 D.M.L. de toxina tétano
nos musculos da coxa de 131 cobaias albinas e cm igual numero de cobaia»» P^
gmentadas. poude confirmar tal resultado. A discrepância entre os resultados
Lémétayer, Xicolle e Ramon, dum lado. e os de Perrin e Cuénot, de °utr"
talvez tenha por causa o fato de poderem ser isoladas raças albinoticas de
pigmentadas, diversamente suscetíveis. Sabemos, com efeito, que a mutaÇ*
“albino” é a mais frequente, pois ocorre em quasi todas as especies de anima®*
O peso-padrão de 350 gs. fornece nova fonte de engano dado que uma
atinge este peso mais cedo, outra mais tarde, como também assinala IkW
escrevendo: “Weight in itself is determined largcly by hereditary factors
ra<?
•IS (l6)
Este
co*
dado poude por nÓ6 ser confirmado: Trabalhamos no Instituto Butantan
três raças diferentes de cobaias, denominadas: Butantan, Faculdade de ^c<11 .
c Alemanha. A raça “Butantan" é uma “população” no sentido genetico, ,e
se originado dum cruzamento iniciado ha cerca de 13 anos. A raça “Factil
de Medicina” originou-se, inicialmente, de 6 cobaias fornecidas gentilmente P.
Proí. Paulo Sawaya. tendo a creação aumentado no decurso de 1 ano c meto-
nalmentc, é uma “raça pura” no sentido genetico. obtida pela gentileza 3°
Krocning do Instituto de Zoologia Goettingen e aumentada também no But3 ^
A seguinte tabela dá o numero de dias necessários para que animais destas
raças atinjam o peso-padrão de 350 gs. :
QUADRO I
2
'■ Bi ller Sovto * G. v. Ubisch — .4 cobaia em rei. aos antig. tetânicos 315
Certa amplitude de variação não pode ser eliminada, considerando que o nu-
mcT° diferente de filhotes numa ninhada tem influencia com o peso dos animais
ros primeiros meses da vida, a não ser que só se usem animais provenientes duma
n'nhada certa.
Devemos admitir ainda que a faculdade de imunização e as outras proprie-
<lades do sangue dos roedores dependem não só do peso, nus também da idade.
Enquanto as variações devidas á existência de animais não uniformes gene-
tlcaniente, não podem ser eliminadas sinão pela criação de raças puras, outras
COlno por exemplo a falta de uniformidade do meio ambiente podem ou elimina-
** °u toma-las em consideração.
Herwick, Weir e Tatum (13) adiaram que a cobaia c mais suscetível á
,rjxina tctanica durante o verão e menos suscetível durante o inverno, ao contrario,
)u'taniente, do que havia sido notado por Glexxy c Suedmersen (11) e outros
em relação á toxina difterica, a qual é mais toxica para a cobaia no inverno do
'1Uc °° verão. Desejamos mendonar tais observações só para esclarecer o assunto,
^°*5> nosso fim nesta serie de experiencias é estudar as diferenças imunologicas
Ccrias especies de cobaias. Existindo no Bioterio do Instituto Butantan um
Çt^nde numero de cobaias hibridisadas com preás, resolvemos investigar si os
?re^ puros (e no caso afirmativo os hibridos preás-cobaias) se comportavam
'Snalnunte como as cobaias puras nos doseamentos da toxina tctanica e na res-
á solicitação antigenica, isto é, si tinham a mesma resistência ou a mesma
^ctibilidade e o mesmo carater reativo ao antigeno tetânico. Esta questão
j fsçntava para nós uma importância partieularmente especial, por haver neste
fctuto já sido verificado (33) que as cobaias têm diversa capacidade de reação
^ Ece do antigeno difterico.
ANIMAIS USADOS
Os animais de expericncia eram preás puras e cobaias do bioterio do Insti-
tü!° butantan e da Faculdade de Medicina de São Paulo (os animais acima men-
Cl°nados recebidos da Alemanha não tinham multiplicado ainda bastante para
usados). Nesta primeira prova, feita apenas para orientação nãc
nao usamos
•dos, pois precisavamos em primeiro lugar verificar si havia diferença fisio-
Ica entre as duas especies Cavia porccllus e Cavia rufescens. No caso afirma-
0 devíamos repetir a esperiencia com hibridos de conhecida porcentagem de
^nRue preá cm relação á cobaia. Neste caso. a palavra “sangue” está empregada
vcr>tido figurado, usual na criação de animais, como se dá no exemplo seguinte :
9 X Preá S = Yi sangue cobaia c Vi sangue preá.
Jbaia 5 x Preá S ) X Preá <5 = (quer dizer uma femea da primeira geração
de cruzamento entre cobaias e preás cru-
9 zada com um preá puro) = % sangue
sangue cobaia e y sangue preá.
3
310
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
(Cobaia 2 X Preá <5 ) X Cobaia £ = (quer dizer uma femea da primeira ge‘
ração de cruzamento entre cobaias e
2 preás cruzada com um cobaio puro)
= y* sangue cobaia e Y\ sangue P1*3"
Os animais com pouco sangue preá eram para nós os mais interessantes
relação ao cruzamento que vem sendo efetuado ha cerca 13 anos no bioterio de Bu‘
tantan. O tato de encontrarmos frequentemente animais dando reação imundo*
gica diversa (ver paginas 27 e 28) do que era para esperar, justificava, de ante
mão. a suspeita de apresentarem as referidas especies diferenças imunologicas 1 *r
taveis.
QUADRO II
Animais usados na primeira experiencia (Começo 30. V. 1937)
t
'kiosto Büller Souto a Gertrud von Ubisch — Com-
portamento da cobaia (Cavia porcellus L.) e do
preá (Cavia rufescens Lund) , etc.
Inst. HuUntan
Vol. XII — 1938-39
Fu. II
< obiu llp
l.lr I.
Pr»i lipir*
U«* II.
Fut. IV
F«. III
>• m HikrxU
XXXIV.
II. br, d.
L.u II
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
A cobaia cm rei. aos antig. tetânicos
317
BCu.En Socto t G. v. Ubisch —
QUADRO III
Animais usados na segunda experiencia (Começo 4. VII. 1937)
Todos os animais de cxpiricncia eram machos
QUADRO IV
Anima:s usados na terceira experiencia (Começo 4. II. 1938)
S .
318
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
MÉTODOS
a)
b)
c)
Animais de experiência — Foram utiiizados 3 lotes de animais (vide quadro
II-IV) : o Io lote de 5 preás e 6 cobaias recebeu 28 unidades íloculantes d*
anatoxina; o 2o lote de 5 preás e 5 cobaias, recebeu 70 unidades flocalant®»
de anatoxina : o 3o lote de 3 preás e 4 cobaias, serviu para verificar, st 05
preás eram mais resistentes do que as cobaias na ausência de qualquer tmn
nização anterior; e mais dois preás e três cobaias do 2o lote, para controla*
o poder protetor decorrente da imunização efetuada.
Antigeno — Foi usada uma anatoxina preparada no Instituto Butantan 03111
7 unidades floculantes por cc. em relação a um sôro antitetanico padrão ‘F*
gentilmente nos enviou o professor Ramon do Instituto Pasteur de f>arlS‘
Cobaias puras inoculadas com 10 ccs. desta anatoxina ficaram, ao fim de U,T1
mês aptas, a resistir a inoculação de 100 D.M.L. de toxina tctanica.
Dóscs — Os animais foram inoculados por via hipodérmica: o Io lote rcee
beu inicialmente 1 cc. de anatoxina ou sejam 7 unidades floculantes
e de-
d)
c)
Io
pois de 7 dias. mais 3 ccs. de anatoxina ou sejam 21 unidades floculantes ntCn
total de 28 unidades floculantes. O 2o lote recebeu 3 ccs. de anatoxina °°
sejam 21 unidades floculantes e uma semana depois, mais 7 ccs. ou seja1”
49 unidades floculantes num total de 10 ccs. ou sejam 70 unidades floculantes
Sangrias — Foram feitas sangrias iniciais em todos animais afim de se
rificar si possuiam antitoxina de origem natural. O Io lote sofreu sangria*
10, 20, 50, 70, 100. 130, 150 e 190 dias após a ultima injeção de anatox*0*
O 2o lote sofreu sangrias 10. 30, 50, 80. 100, 130. 150 e 180 dias ap°*
ultima inoculação.
Técnica de doseemento — Na avaliação do crescimento da curva antitoX**
utilizamos o método estabelecido por Tcnkrock e Bauer (28-31).
Antigeno usado no doseamento — Toxina tetanica seca, obtida por
tação, pelo sulfato de amonio, do filtrado isento de germes de uma cultura
8 dias de Clostridium tetani em caldo-coração-de-vitela, glicosado, c°m
ços de figado (semeadura de amostras conservadas desde 1931). O bltr3 ^
inicialmente seco em vacuo 6ulfurico, foi conservado em secador Hemp°‘
presença de cloreto de cálcio e anidrido pentafosforico. A toxina, tritur3
em gral. tamisada e conservada, sob anidrido pentafosforico, posto cm
un-
dos ramos de tubos em U de cor ambar e no outro a toxina ; aspira Ç30
vacuo de uma corrente de ar seco pelo cloreto de cálcio. Durante t°d° t-
de nossos trabalhos a D.M.L. desta toxina foi 0,000005 gs.. Todas 35 3 ^
rições foram controladas com 1 c 2 D.M.L.. A morte dos testemunho* 1 ^
reu dentro de um prazo medio de 84-108 hs. com 1 D.M.L. e com 3
6
®®UE» Souto * G. v. Ubisch — A cobaia em rei. aos antig. tetânicos 319
hs. com 2 D.M.L.. Em virtude das fracas variações observadas no tempo
morte dos testemunhos nos quadros dos doseamentos, não foram regista-
dos os testemunhos feitos paralelamente a cada aferição dos soros.
Animais empregados nos doseamentos — Empregamos camondongos brancos,
finto quanto possível da mesma geração e com o peso uniforme de 30 gs.
cada serie de inoculações correspondem sempre testemunhos paralelos.
Técnica — Era posto em contacto 0,1 cc. de sôro dos animais de cxperiencia
com D.M.L. variaveis, completado o volume para 2 ccs. com salina a 8 l/c e
PH = 7.0. As misturas eram levadas á estufa a 37°C por 30 minutos e, em
seguida, inoculadas nos camondongos por via subcutâneo, perto da cauda.
Estas inoculações foram feitas de colaboração com a Senhorinha Chloé de
Lima, a quem apresentamos os nossos agradecimentos, que fazemos exten-
sivos, também, á Senhorinha Etnma de Lima.
QUADRO V
Resultados obtidos nos doseamentos das sangrias preliminares em animais
*0. do
»nitna]
f*. 31
P- 238
P- 304
7
32i.
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Ia sangria — Esta sangria foi feita inicialmeiue antes de terem os animais à*
experiência recebido o antigeno. Verifica-se do quadro acima que r.enhifl;1
dos animais de experiencia apresentou imunidade natural, pois 0,1 de
sôro protegeu um camondongo de 30 gs. contra 0,000005 de toxina, ou
contra 1 D.M.L.. Esta preá foi íambam aquela cujo sôro atingiu uni titul '
antitoxico mais elevado no decorrer da imunização.
QUADRO VI
Resultado dos doseamentos 10 dias após a inoculação de 28 unidades floculantes d*
anatoxina tetanica
(D
2* sangria — Esta sangria foi praticada 10 dias após a 2a inoculação de
xina tetanica. Verifica-se do quadro acima que 2 dos preás inoculada
começavam a apresentar uma fraca imunidade, ocorrendo o mesmo na'
baias, cujo grau do imunidade era ligeiramer.te maior.
8
Souto * G. v. Ubisch — .4 cobaia em rei. aos anlig. tetânicos 321
QUADRO VII
citado dos doseamentos 20 d as após a mocu’ação te 28 unidades floculantes de
anatoxina tetanica
S
322
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
3a sangria — Esta sangria foi praticada 20 dias após a 2* inoculação de »níl‘
geno. Verifica-se que o resultado das aferições, praticadas 20 dias após t1*
rem os animais de esperiencia recebido a 2* dose de antigeno, pouco diffrt'15
dos obtidos nas sangrias feitas com intervalo de 10 após a 2a dose.
QUADRO VIII
à*
Resultado dos doseamentos 50 dias após a inoculação de 28 unidades floculantes
anato xina tetanica
10
^ Hi lleh Souto í G. v. Ubiscii — .4 cobaia em rei. aos anlig. tetânicos 323
Jietoj,
QUADRO VIII (Continuação)
fcdo dos doseamentos 50 dias após a inocu’ação de 28 unidades floculantes de
anatoxina tetanica
c i
251
^ 295
£ 31]
312
**ngria — Esta sangria foi praticada 50 dias após a 2a inoculação de anato-
Xlna tetanica. Verifica-se, em comparação com os resultados do quadro VII,
diferença notável, exceto quanto ao preá n.° 232, que não se imunizou.
tr*los os preáb como as cobaias mostraram clara resposta á solicitação anti-
^ica por meio de 28 unidades floculantes de anatoxina tetanica. Somente
Uln preá continuava a não apresentar resposta á solicitação antigenica, ou-
tr°s eram protegidos contra mais de 200 D.M.L.
11
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
324
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO IX
Resultado dos doseamentos 70 dias após a inoculação ce 28 unidades floculantes
anatoxina tetanica
Ac
* »• ‘'“•‘ti* ‘ ' * IMUtMMHI » V um.’ *• J' vrj . VIII VJ
periencia sido injetados com 28 unidades dc anatoxina tetanica. ^ Cf1 ,
que a curva de formação de antitoxina continua a subir. O sóro ^
das cobaias, na dose de O.i cc. protegeu o camondongo contra 2
sejam 500 D.M.L. de toxina.
12
BcU.er Souto * G. v. Ubisch — A cobaia cm rei. aos anlig. tetânicos
325
Multado
QUADRO X
dos doseamentos 100 dias após a inoculação de 28 unidades floculantes de
anatoxina tetanica.
Sangria — Esta sangria foi praticada 100 dias após os animais de expcricncia
,erem sjd0 injetados com 28 unidades floculantes de anatoxina tetanica. Duas
^baias atingiram, neste intervalo, o máximo de sua curva antitoxica: a
13
326
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
C.313, cujo sôro, na dose de 0,1 cc. protegeu o camondongo contra ntai*
800 e menos de 1.000 D.M.L. ; e a 312 que protegeu contra um máximo
150 D.M.L. A curva antitoxica nos preás exceto no preá 232, contin»33**
a crescer.
QUADRO XI
Resultado dos doseamentos 130 dias após a inoculação ce 28 unidades floculante*
Anatoxina Tetanica
16
BCller Souto * G. v. Ubisch — A cobaia em rei. aos antig. tetânicos 327
QUADRO XI (Continuação)
*«uli
tado dos doseamentos 130 dias após a inoculação de 28 unidades floculantes de
anatoxina tetanica
k4ngria — Esta sangria foi praticada 130 dias depois de terem os animais
experiencia sido injetados com 28 unidades floculantes de anatoxina te-
^Hica. Três cobaias deste lote, nos. 262, 295 e 251, atingiram então o ma-
Xiny> de sua curva antitoxica, conferindo 0,1 cc. de seu sóro proteção ao ca-
^tidongo contra 500, 80, 125 e 300 D.M.L., respectivamente. Verifica-se
assirn que diante de um estimulo antigenico fraco as cobaias se imunizam
^ pouco melhor e um pouco mais rapidamente do que os preás; estes, no
^anto, apresentam uma media de imunização mais uniforme. A não imu-
n,*a<;ão de um dos preás (n.° 232) indica que estes estudos precisam ser re-
tr,niados, utilizando-se maior numero de animaes para experiencia. Um dos
!'reas. o de n.° 238, que na sangria preliminar demonstrou possuir anticorpos
Aturais circulantes, foi o que melhor se imunizou.
15
328
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO XII
Resultado dos doseamentos 150 dias após a injeção de 28 unidades floculantrt &
16
'• BCller Soito i G. v. Ubisch
8*
A cobaia em rei. aos antig. tetânicos
329
^gria — Esta sangria foi praticada 150 dias após a injeção da 2a dose de
antigeno. Tanto nos preás, como nas cobaias, começou a decrescer a curva de
•Riuuização de anatoxina tetanica 5 méses depois de terem estes animais re-
gido 28 unidades floculantes.
QUADRO XIII
‘■ado dos doseamentos 190 dias após a injeção de 28 unidades floculantes de
Anatoxina Tetanica
•V do
mirrai
31
238
304
232
262
C.
3 13
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
330
Memórias do Instituto Butnntan
Toiim XII
QUADRO XIII (Continuação)
Resultado dos doseamentos 190 dias após a injeção de 28 uni('ades floculante*
anatoxina tetanica
àe
qa
sangria — Esta sangria foi praticada 190 dias após a injeção do
\ crifica-se que a curva antitoxica continua a declinar, atingindo linntes ^
riores. mais rapidamente ras cobaias do que nos preás: os preás de11 ^
a se imunizar; imunizam-se menos fortemente mas seu sòro conserea l,J
tulo amitoxico mais elevado e por inais tempo.
18
Mem. Iost. BjtaiVan
Ri°sto BClleh Souto í. Gertrud vox Ubisch — Com-
portamento da cobaia (Cavia porcellus L.) e do Vol. xii — 19SM9
preá (Cavia rufcscens Lund), etc.
Büller Souto * G. v. Udisch — .4 cobaia em rei. aos antig. tetânicos
331
QUADRO XIV
Re*Jltados obtidos nos doseamentos te sangrias preliminares em animais pertencentes
ao lote 2.0
•lç '“°n,° 03 serie anterior, esta sangria foi feita preliminanncnte. na ausência
'lUaiquer imunização, afim de se vcriticar si o sòro dos preás e das cobaias pos-
1 a'ititoxina circulante de origem natural.
Qj ‘^cnlium dos animais mostrou possuir antitoxina natural, que. na dose dc
’ Cc- fosse suficiente para proteger a vida de camondongos inoculados contra 1
&D.M.M.L.L. de toxina.
19
332
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO XV
jg
Resultado dos doseamentos 10 dias após a injeção de 70 unidades floculantes
Anatoxina Tetanica
Esta sangria foi praticada 10 dias deoois da inoculação de 70 L*. ílocu-’in!
e -
de anatoxina tetanica. Em dois preás. nos. 15 e 20, o sôro possue quanti
ixiente de antitoxina para proteger camondongos contra a inoculação dc *
D.D.M.M.L.L. de toxina tetanica. Xenhunta cobaia inoculada poude.
deste curto período, produzir antitoxina suficiente para proteger os canfcJ1
gos contra as mesmas D.M.L..
20
BCller Souto * G. v. Ubisch — A cobaia em rei. aos antig. tetânicos
333
QUADRO XVI
®**Ultado dos doseamentos 30 dias após a injeção de 70 unidades floculantes de
•Vo. do
animal
15
20
28
37
303
C- 271
C 273
C 274
C 329
21
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
331
Sangria praticada 30 dias após a inoculação da anatoxina tetanica.
O preá n.° 37 atingiu neste curto intervalo o máximo de sua curva antitO"
xica. sendo 0,1 cc. de seu eòro capaz de conferir proteção ao camondongo contn
1.200 D.M.L. O sòro de dois preás. nos. 15 e 20. poude proteger o camondonç0
contra mais de 900 e 500 D.M.L. respectivamente.
QUADRO XVII
Resultado dos doseamentos 50 dias após a injeção de 70 unidades floculante*
Anatoxina Tetanica
22
A- BCiíer Souto a G. v. Ubisch — A cobaia em rei. aos antig. tetânicos
335
QUADRO XVII (Continuação)
Resultado dos doseamentos 50 dia após a injeção de 70 unidades floculantes de
Anatoxina Tetanica
'Vo. do
mimai
C- 273
274
329
^gria — Sangria feita 50 dias depois <la inoculação da 2a dose dc anti-
geno. Todas as cobaias inoculadas atingiram uniformemente o máximo dc
Sua curva antitoxica nesta data. O soro de uma das cobaias protegeu na do»c
0,1 cc., o camondongo contra 3.000 D.M.L.. quando inicialmente não
Protegia nem contra 1 D.M.L. Isto evidencia a sensibilidade das cobaias
a Um estimulo antigenico maior c a capacidade imunizante da anatoxina uti-
•'zada. Dois preás, nos. 20 e 15, atingiram também o máximo dc sua curva
antigenica, conferindo 0,1 cc. de seu sôro. proteção ao camondongo contra
a moculação de 1.000 D.M.L. Camondongos inoculados com doses maiortt-
aPfesentaram sintomas de tétano. O preá N.° 37 apresentou nesta data
^Ueda acentuada do titulo antitoxico de sôro.
23
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
33C)
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO XVIII
&£
Resultado dos doseamentos 80 dias após a injeção de 70 unidades floculanteí
Ana toxina Tetanica
Sangria praticada 80 dias após a inoculação do antigeno. Vent**
queda lerta do titulo antitoxico das cobaias, mais lenta do que n3s cxpcn<’
anteriores. Ao lado desta queda, verifica-se um crescimento progressi''11'1
lento do teor antitoxico do sóro de 2 preás.
Nota: — Não foi praticada a sangria na cobaia 273. Os preás 15 e 20 nv>i
terem recebido alimentação imprópria.
24
BCixer Solto * G. v. Ubisch — A cobaia em rei. aos anlig. tetânicos
3.17
QUADRO XIX
®**ultado dos doseamentos 100 dias após a injeção de 70 unidades floculantes de
Anatoxina Tetanica
Sangria praticada 100 dias após a inoculação do antigcno.
^no na dosagem anterior continua progredindo lentamcntc a queda do ti
^titoxico das cobaias, enquanto ee dá a ascenção lenta do teor antitoxico do
*°r° d« 2
preás.
O preá Xo. 37 morreu poi ter recebido alimentação inadequada.
25
338
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO XX
Resultado dos doseamentos 130 dias após a injeção de 70 unidades floculantes
Ana toxina Tetanica
Sangria praticada 130 dias depois da inoculação do antigeno. O pre* ^°^fO
atinge somente agora o máximo da curva antitoxica. protegendo 0,1 cc. de ^
o camondongo inoculado com 1.200 D.M.L. de toxina. O titulo antito*100
sõro do preá No. 303 continua a crescer.
36
'■ ,jCu.ek Souto a G. v. Ubisch — .4 cobaia em rei. aos antig. tetânicos 331)
QUADRO XXI
faltado
dos doseamentos ISO dias após a injeção de 70 unidades floculantes de
Ana toxina Tetanica
Sangria feita 150 dias depois da inoculação do antigeno. O preá No. 303
mÇç o máximo do teor antkoxico, protegendo 0.1 cc. de seu sôro o camondongo
, ‘ ra 750 D.M.L. de toxina. A queda da curva antitoxica das cobaias continua
Emente.
34(1
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
QUADRO XXII
Resultado dos doseamentos 180 dias após a injeção de 70 unidades floculante*
Anatoxina Tetanica
ie
Sangria praticada 180 dias depois da inoculação de 70 unidades fl ocu**^
de anatoxina. O titulo antitoxico dos preás vai Ientamente em declínio.
28
AniosTo Büller Souto í Ghrthud von Ubisch — Com- m™. in»t. BuUntu
portamento da cobaia (Cavia porccllus L.) e do Vol. xn — tws-ss
preá (Cavia rufescens Liind), etc.
Cr.l III
Cr«t. I\
Ctn* 4* imumu( «1*. prvã« qor rutUiim TO
an»4a4e« (WulmV. iMlatiu IrUaid.
*■ BCller Souto * G. v. Ubisch — .4 cobaia em rei. aos antig. tetânicos 341
Relação entre antitoxina circulante e a imunidade do animal
Com o fim de verificar si havia relação entre a antitoxina circulante obtida
**** imunização atira por meio da inoculação de 70 unidades floculantes de ana-
í0*ina tetanica, inoculamos 100 D.M.L. de toxina tetanica (D.M.L. para co-
de 350 gs. 1/30.000) no segundo lote de preás e cobaias imunizados; 4 co-
ilsas e 3 preás não imunizados serviam de testemunha, sendo inoculadas com
1 D.M.L.
QUADRO XXIII
Lote 3
^s)
* crifica-sc deste quadro que os animais imunizados atiramente (cobaias ou
fr^Jtir
frm a
apresentaram notável resistência contra a toxina tetanica, c que podiam
'5lr a mais 100 D.M.L.. ao passo que as cobaias testemunhas não resistiam
1 D . M . L. de toxina tetanica. Ha. pois, como era de esperar, paralelismo
quantidade de antitoxina circulante e a resistência animal.
Pifa
enÇ« de comportamento das preás e cobaias cm relação á toxina tetanica
I** '-Uant° aos preás, o quadro XXIII demonstra que são muito mais resistem
v_ Por outra, menos suscetíveis á toxina tetanica; ao passo que as cobaias ti-
Prtá 1 *00% de morte, os preás tiveram só 33 % com 67 % de proteção. O
ii^ não resistiu, morreu só 132 hs. depois da inoculação da toxina, isto é,
r,.. ^ tarde do que as cobaias, que morreram em media 87hs. depois da ino-
C Os p-eás apresentam pois, um carater maior de resi-tencia á toxina te-
'lo que as cobaias.
29
34 2
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Diferença de comportamento das preás e cobaias em relação ao teor
antitoxina tetanica
Na pratica, notáveis prejuízos podem decorrer desta maior resistência
preás ou de seus descendentes quando se usam preás ou seus descendentes
doseamento da antitoxina tetanica. Desde que eles são mais resistentes, oi P*”
quenos traços de toxina residual, não neutralizados, serão insuficientes P3-1^1 15,3
ta-los como deveria ocorrer em virtude de sua maior resistência. Disso dccot**
JM
a possibilidade de apresentarem as aferições, feitas em preás, resultados acima __
reais. Estas dificuldades mais se acentuam quando se empregam híbridos 03
xação do L + (limite de morte) de uma dada toxina conforme se verifica
quadros abaixo.
QUADRO XXIV
Determinação do limite de mort<
(L +)
S. s, — «em « inlomâ « .
S. I. — «inlwma* Itftt.
S. gr. “ «in irnr*.
M »*rtf.
5 = MUrvida.
N.tla: — A cobaia n.° 125 tinha as cores dum preá legitimo, mas suas suturas na*e*
eram de tipo intermediário entre o de cobaia e o de preá, testemunhando
c*-
rater mestiço do animal ; doseamento prejudicado.
30
A- BC
U-En Souto * G. v. Ubisch — .4 cobaia em rei. aos antig. tetânicos
343
L’m lote paralelo de cobaias exteriormente puras nos deu o seguinte resultado:
QUADRO XXV
Determinação do limite de mort*
*°*ina
Quando se usam hibridce e doses muito diferentes de toxina na determinação
+. corre-se o risco de tomar como L -f- uma dose cxcrssivamtnte alta de
nas aferições posteriores dos sôros, principalmcntc quando nestas se em-
só cobaias (c não híbridos). Si inicialmente nas determinações do L +
|uani coliaias puras c de temer que nas verificações posteriores dos sôros se
Wili
Joses muito fracas de toxina desde que evcntualmcnte se empreguem lii-
^dos
DISCUSSÃO
<*u
D
W
^ tnetodo de doseamento empregado nas experiências em ctireo nos forne-
s«mpre resultados comparativos. Este procc«o foi usado por Ten Broeck
f (28-31) Coleman c Meyer (5) Zia, Kha e Lech (38) Mikhaii.ova
eUkanov (21 ) ; estes últimos muito recentemente empregaram esta técnica
fiação da atividade antitoxica do sòro de individuos imunizados atiramente
ttieio da anatoxina tetanica. Com as técnicas de Adamson (1) c Gilles
*■) c de Spry (27) realisamos investigações que estão em curso, afim de vc-
s> os preás são portadores e eliminadores de Cl. tetani.
uma primeira serie de experiencias procurámos verificar si um estimulo
>->T
^car
Irr| 0 /k 28 unidades floculantes em 2 doses era suficiente para que os preás se
^lr,|*assem. Pudemos verificar que nas cobaias a curva antitoxica do sòro atin-
rrj^'J ^ximo entre 100 c 130 dias. protegendo 0.1 cc. de seu sòro o camondongo
itj- ra Urn n,ax'mo de 800 D.M.L. de toxina tetanica. Nos preás, o acme foi
^ ?'d° 13o dias depois a 2a inoculação, conferindo seu sòro proteção contra
j^^aximo de 600 D.M.L.. Nesta primeira serie as cobaias se imunizam um
rj mais rapidamente do que os preás; estes no entanto, apresentam uma ca-
31
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
344
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
paridade de imunização mais uniforme. A não imunização de um dos preás. 0
n.° 232, sugere que estes estudos necessitam ser retomados com um numero no>°r
de animais de experiencia.
Si, de um lado, os preás se imunizam mais demoradamente e menos inten^'
mente, conservam, por outro lado, um titulo antitoxico mais elevado e por n»1-
tempo.
Em uma segunda serie de experiencias os animais inoculados com 70 unid-1'
des floculantes de anatoxina tetanica mostram resultados diversos dos obtidos
primeira serie. Nas cobaias o sóro atingiu o ponto máximo de sua curva antJtO"
xica 50 dias após a inoculação do antigeno. Um decimo de cc. do sóro dc urn3
das cobaias foi suficiente para proteger o camondongo contra 3.000 D-M-^
Um dos preás alcançou aquele máximo 30 dias após a injeção do antigeno, c°°
ferindo seu sóro proteção contra 1.2000 D.M.L. de toxina. Em dois olltrOÍ
preás alcançou o sóro titulo antitoxico máximo com intervalo de 130 e 150 d**5,
protegendo 0,1 cc. dele contra 1 .200 e 650 D.M.L. respectivamente. Tanto °°
primeiro como no segundo lote, a curva antitoxica começou a declinar depois de
ter atingido o máximo ; a queda já era bastante acentuada 200 dias depois da &
jeção do antigeno, sendo mais visivel nos animais que receberam estimulo 3ntl*
genico menor.
Existe portanto uma relação direta entre a dose de anatoxina inoculada *
quantidade dc anticorpos circulantes, conforme ja haviam notado também La****
e Nchmidt (19).
Os animais imunizados ativamente apresentam notável resistência c°n^*
mais de 100 D.M.L. de toxina, ao passo que os não imunizados morrem qu30*^
inoculados com 1 D.M.L. da mesma toxina.
íVr
Quanto ao seu comportamento diante da toxina tetanica, verifica-se qu£ ^ ^
dos preás apresentam carater dc resistência á toxina tetanica, ao passo que
das cobaias apresentam carater de suscetibilidade. As diferenças obtidas entre
baias e preás são tão nitidas, que no serviço sorologico seria prejudicial u
preás ao lado de cobaias. Na primeira geração do cruzamento entre cob*1**
preás existe uma imunidade intermediaria. Todavia, estes naimais da pr!I“ ,
geração podem facilmente ser eliminados, pois mostram o aspecto de preás. *1
dizer, cotia Mais perigosos, porém, são os animais das gerações seg»1
nas quais as diferentes qualidades obtidas de cobaias e de preás se desl t-’ .
dando por exemplo um animal cor cobaia e de imunidade preá, ou de cof
e dc imunidade cobaia.
Examinamos um carater morfologico diferente em cobaias e preás: as
turas naso-frontais e fronto-parietais. seguindo as indicações de Detlefsen (
Como se vê nos Quadros II-IV, certo numero das cobaias mostra suturas
mediarias, o que significa que estes, sem duvida, são descendentes do cru»
cobaia-preá. São os animais seguintes:
inte*
I»
CO***
(24)-
ifltef
32
KC'u.er Solto a G. v. Ubiscm — .1 cobaia em rei. aos antig. tetânicos
345
n° 262 do Bioterio geral de Butantan : cor brinca, pelagem crespa.
295 9t " " " " " " " 99
**■ ^ ” ” ” ” ” ” branca-amarela preta, pelagem lisa.
’ 271 da Faculdade de Medicina, de Butantan : cor branca-amarela, pelagem lisa.
Este ultimo animal tinha sutura naso-frontal indistinguível do preá. emquanto
4 'utura fronto-parictal era como a duma cobaia, (vide fig. IV).
Alem destas cobaias, que eram seguramente descendentes do cruzamento
*ntre as duas especies, tinhamos mais um aninuil, o de Xo. 468 (Quadro XXIII
*|Ue Mostrando as cores branca-amarela-ro/w, traindo a sua origem mestiça, evi-
d-ticii
Preás.
,Qu também um caracter de succtibilidade menor, com certeza herdado dc
Xuma mesma geraçáo, além dos caracteres morfologicob, encontra-sc grande
3i^nça na faculdade de imunização; comparemos só os três irmãos Xos. 311,
“ c 313 na curva (Graf. I) ; o n.° 313 imunizou-se facilmente, enquanto os dois
7 rcvt‘Iaram peores do que todas as outras cobaias. Diante dos resultados obti-
(Jf
• esses três irmãos revelavam claramente na sua ascendência ter havido um
Cr'Uamento de especies porccüus e rufescens.
Si c verdade, que os mestiços masculinos parecem ser todos estereis segundo
Vcníicára Detlefscn e nós pudemos confirmar, as femeas são duma fertilidade
***ra°rdinaria.
•lif,
dfra
As três primeiras femeas mestiças da nossa criação ( Preá 9 X Cobaia <J )
3,11 as seguintes ninhadas:
N*o y
M nascida 15/ 11/36
V37
!9/ 7/37
'}' 9/37
^H/37
•/ 2/38
filhote
(s)
j, ^*sso decorre a necessidade de se substituírem as cobaias do Bioterio de
r^tantan P°r uma pura e uniforme no seu |x>der imunizante e reativo. Pa-
^ ' também certo que fóra de Butantan ha em São Paulo mestiços conforme se
I*c1t cobaia acima mencionada Xo. 271 (Fig. IV) que veio do Bioterio da Fa-
^ade de Medicina e mostrava indicio certo dc sangue preá.
r . criação de raças puras com pequena amplitude de variação nos teores so-
_//8,c°s é muito mais fadl. mais rapida c mais eficaz, do que o método quasi
aplicado pelos imunologos baseado na seleção entre individuos duma po-
rção.
33
c,
34Ü
Memórias do Instituto Butnntan — Tomo XII
CONCLUSÕES
1. ° — A generalidade dos preás não possue antitoxina de origem natural tto
sôro. Nenhuma das cobaias examinadas demonstrou possuir no sôro antitoxina de
origem natural.
2. ° — As cobaias são mais suscetíveis á toxina tetanica do que os preás, <1^
são claramente mais resistentes.
3. ° — Ao contrario do que ocorre com a anatoxina difterica, a anatoxina te
tanica parece imunizar a maioria dos preás tão bem como as cobaias, embora 3
curva de imunização seja diferente.
4. ° — O grau de imunidade depende da quantidade de amigeno inoculado e*0
cada animal, dentro de certo limite.
5. ° — Quando se usam indivíduos híbridos de cobaia e preás, as diferenças de
suscetibilidade dos preás c cobaias á toxina tetanica, tomam-se bem patentes
acarretam mesmo notáveis prejuízos na avaliação da D.M.L. das toxinas tct*
nicas, dado o grande numero de animais que exigem para cada prova. Esses P^
juizos ainda surgem quando com tais híbridos se faz o doseamento das antit0-^
nas. isto como re-ultado da ação de quantidades residuais de toxina, libertados
neutralização parcial da antitoxina homologa.
6. ° — E necessário selecionar raças de cobaias puras com fraca amp!'-11^
na variação de idade com que atingem o peso padrão de 350 gs..
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35
348
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
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(Psr Itlliku Sm frmi C. Hmmmn. Sm llMtltvU P*'*»**
e (•) • prwns traSalS» paUaaja na Iraara» mm " K*’ ** . p.»
muaolat a** JII):J»1»J». P.bl.ad. p-lcr-r-'"*» **
SJU. ZJ.I*M).
36
599 .32:616.834
COMPORTEMENT DU COBAYE (CAVIA PORCELLUS L.) ET
DU PRÉA (CAVIA RUFESCENS LundJ VIS-A-VIS DES
ANTIGENES TÉTANIQUES (*)
PAR
ARIOSTO BULLEK SOUTO kt GERTRUD von UBISCH
^°ur le controle <Iu pouvoir atuigéniquc <ie 1’anatoxine tétanique et lc dosage
H'nini antitétaniquc en unités amcricaines selon le procede en usagc à ITnsti-
0 Kutantan, on utilisé le cobave. animal três scnsiblc.
‘«an
fcntr
Hfia;
* uivant Rosenau et Anderson (24). le pouvoir protecteur d’unc antitoxinc
!quc cst c vai ué daprcs la plus faible quantité de c.-tte antitoxinc ncocssairc
proteger la vic d’un cobave de 350 grammcs pcndant quatrc-vingt seize
Tes contre la dose d*épreuve dr la toxine ctalon.
^’our apprécicr exactement les remltats des dosages, il faut (juc les variations
*'*duelles dans les rcactions inununologiques. chez les lots de colmes etnployés,
',,ient (jue légères. Les lots de coliayes doivent donc étre étalonncs autaiit que
A oct égard. écrivent Dreyfus et I-esné (8) : “Chcz les animaux plus
jir ' ' f*U' scrvcnt aux expériences de lalxiratoirc. la détermination exactc des pro-
d*immunité ou de sensibilité vis-à-vis de certains affections a un intcrét
'Cutable. 11 faut. en cffet. se méfier habituellement des variations individucllcs
°n conçoit sans pcine qu’il est importam lors des dosages de toxicité par
"tople que leu rs réaction- '•ocint comparables les unes aux autres. Irwin (14)
j . *üssi que:” In all expcriments «leaüng with the intercaction oí pathogenic
and their host. almost the most desirable charactcristic in the studics. and
"K*-'* diíficult to obtain. is the unifomiity reacting strain in the animais”,
j. Gilson (36) insiste de la façon suivante: sur les multiples diíficult és que
'Prouve a obtenir des réactions uniformes: “The standardization of the
( . ' t'c "ithin reasonable limits presents little diíficult, but the selection of animais
11,1 'forni resistance presents a prohlem that at the moment apix-ars frankly
**ol"ble”
^ Kcvue iTImmunologic 5(l ):>t, 1939.
350
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Toutefois, cette solution parai être donnée. du moins théoriquement, dans lrf
postulats de Perrin et Cuénot (23) : “Si une expérience veut être absoiutefl'eB|
precise, le protocole devra, non seulement spécifier le produit inocule, mais aus*1
indiquer la nature du “terrain” qui le reçoit. La création d’une ou plusiers ta1*4
homozygotes de cobayes, c’est-à-dire de formules génétiques constantes, est u!*
necessite; tant quelle ne sera pas réalisée, il sera impossibgle de répéte" plu^-4
fois une même expérience de façon identique. La seule ressource que nous P0*"
sédons actuellemcnt est de multiplier les expériences pour obtenir des mo)<nl'f5
sérieuses”. Ces auteurs soulignent la grande résistance des cobayes albino?- *
Ia toxine tétanique, indiquant qu’une dose qui tue les cobayes pigmentes en mo*®5
de quatre-vingt cinq heures est parfaitement tolérée par les albinos. Par cont**’
Nicolle et Ramon (22) avaient déjà constaté que les albinos sont moins résist*0*
aux toxi-infections. De telles vérifications furent confirmées par Lemetayer (2®'*
qui arriva aux mêmes résultats, inoculant 1 D.M.M. de toxine tétanique, dans
muscles de la cubse, à 131 cobayes et à un nombre égal de cobayes pignicntc-
La discordance entre les résultats de Lemétayer, Nicolle et Ramon d’une P1**’
et ceux de Perrin et Cuénot d’autre part, tient peut-être au fait qu’on pcut
des races albinotiques de races pigmentées, dont la sensibilité est variable. ^*0’'5
savons, cn effet, que la mutation “albinos” est la plus fréqucnte, car cll*
présentc chez presque toutes les espèccs danimaux.
Le poids-étalon de 350 grammcs constitue une nouvcllc sourcc d’crrc*Jl
étant donné que ce poids est atteint plus tòt par une race que par 1’autre, w
est aussi remarqué par Irwin (16): “Weight in itself is dete-giined largai'-
hercditary factors”. Nous avons cu 1’occasion de constater ce fait en trava* •
à 1’Instituto Butantan avec trois races différentes de cobayes, nommés: Bn!3n
tan. Faculdade de Medicina et Alemanha. La race “Butantan” est une ■‘PC,PU'3^
tion” dans le sens génétique, car clle provient d’un croiscment commencé *
a environ treize ans. La race "Faculdade de Medicina” a pour origin*
d’abord six cobayes aimablemcnt donnés par le Prof . Paulo Sawaya, 1 'iC' *
ayant augmenté pendant un an et demi. La race “Alemanha” est une ^
pure” dans le sens génétique, obtenue grâce a 1’amabilité du Prof. Kroentng- ^
1’Institut de Zoologie de Goettingen. Le tableau I donne !c nombre de J°
qu‘il faut à ces animaux pour atteindre le poids-étalon de 350 grammcs:
TABLEAU I
2
BCller Souto * G. v. Ubisch — Le cobaije vit-a-vit des tmlig. letaniques 351
n’est pas possible d’elimine nine certaine amplitude de variation, car le
‘^rnbre des petits d’une nichée influe sur le poids des animaux dans les premiers
9,015 la vie, amoins qu*on prenne seulement des animaux d’une même nichée.
ll faut admettre également que la faculte d’immunisation et les autres pro-
P^étés du sang des rongeurs dépendent de l’âge aussi bien que du poids.
Tandis que les variations dues à fexistence d’animaux génétiquement non
9,11 formes ne peuvent être éliminées que par lelevage de races pures, d'autres,
^^me par exemple le manque d’uniformité de 1'entourage, peuvent être soit
*lr*Ses cn considération. Herwick, Weir et Tatum (13) trouvcrent que le coliaye
^ plus sensible à la toxine tétanique pendant l*été que pendant ITiiver, cc qui
5‘ ^actement contraire à ce qui avait été constate par Glenny et Sucdmersen 11)
I* ^ autres auteurs (3) pour la toxine diphtériquc, laquclle est plus toxique pour
c°baye au cours (]e 1’hiver que pendant 1’cté. Nous rapportons ces observations
“!ri'Jement pour que notre travail soit complet, le but de ccttc série dVxpériences
^nt detudier les différences immunologiques de certaines cspcces de cobaycs.
^■ste à 1’Instituto Butantan cn grand nombre de cobaycs hybridisés avcc des
**r*as> ce qui nous amena à faire des expériences pour constater si le com-
^ttnent des préas purs (et dans le cas affirmatif celui des hybrides préas-
,>cs) était semblable à celui des cobayes pur lors des dosages de toxine
'ar>que et lors des essais d’immunisation, c’cst-à-dire s’ils avaient la même résis-
Ce ou la même sensibilité et le même caractere réactif vis-a-vis de lantigènc
*tanique.
^ question avait pour nous une importance toute spccialc, car il avait
^ été constaté à 1’Instituto Butantan (33) que les cobaycs ont une capacité
rcaction variable vis-à-vis de lantigène diphtérique.
ANIMAUX EMPLOYÉS
t'ut ^nt P°ur *es «périences des préas purs et des cobayes élcvés à 1’Insti-
- 0 ^*utantan et à la Faculdade de Médicine de São Paulo (les animaux reçus
-etnagne ne s’étaient pas encore assez multipliés). Dans cette prcmicre
^ r>ence, faite seulement pour notre orientation, nous nemployâmcs pas
tifU r'des’ car il nous fallait encore vérifier s’il y avait quelque diífércnce phy-
g ^!clUc entre les deux espèces Cavia porccllus et Corta rufcsccns. Dans le
ai,'rniatif, 1’expérience serait répétéc avec des hybrides dont les pourcentagcs
l^ifs de sang de preá et de cobaye seraient connus. Le mot “sang” est ici
p °)é dans le sens figuré, habituei dans félevage d animaux, cotnme dans
^le suivant:
3
352
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Cobayc 9 X Preá <5 = '/t sang cobaye et l/i sang préa.
(Cobaye 9 X Preá <5 ) X Preá <5 = (c'est-à-dire une íemelle de la premi***
génération d’un croisement entre ct>'
bayes et préa croisée avec un préa In1,1
= 'A de sang cobaye et A de sang Prf3
( Cobaye S X Preá è ) X Cobaye <J = (cest-à-dire une femelle de la pretim1*
• 0 • «• . lc*
generation d un croisement entre
0' cobayes et des préas croisées avec 00
cobaye pur ) = ^ sang. cobaye ct -
sang p-eá.
Etant donné le croisement íait à 1'lnstituto Butantan depuis treize ans.
i nimaux Ies plus intéressants [x>ur nos expéricnccs étaicnt ccux n’ayant ‘l1**
j>cu de sang preá. Le fait. que nous trouvâmes souvcnt des animaux à réact'03'
immunologiqucs différentes ( voyez j»age> 27 ct 28) de cellcs cspérécs nous PeTt^.
de soupçonner des 1’abord que ces cspècw» présenteraient de rcmarquablcs d"10
rences au point de vuc immunologique.
TABLEAU II
Animaux employés dans Ia première cxpériencc — Commencée le 20-V-3*
4
M-m. In*U Butantan
•'ftiosTo Büller Souto í Gertbud vox Ubiscb — Coni-
portemcnt du cobaye (Cavia porccllus L.), etc.
Vol. XII — 19SS-39
r«. i
0U7*
Elp«nrOf» I.
F*. in
!Iyt>r>4r. %•. 1 li
TabUau XXIV.
F«. II
I*r»i typiqw.
Etp*nr®f» II.
rü. iv
Eiparirac* II.
BCller Souto * G. v. Ubisch — - Le cobatje vis-a-vis des anlig. tetani/iues 353
TABLEAU III
Animaux employés dans Ia deuxième expérience — Commencée le 4-VII-37
Tous les animau.x de 1’expériencc êtaient inales.
TABLEAU IV
Animaux employés dans la troisième expérience — Commencée Ie 4-1 1-38
2%
*3
2?1
2?3
129
a»
«'o
«70
«7l .
S
354
Memórias do Instituto Butantan — Tomo Xll
MÉTHODES
a) Animaux d’expérience. — 3 lots furent employés (v. tableaux Il-I'
le l.*r lot de 5 péas et 6 cobayes reçut 28 unités floculantcs d’anatoxine; -c —
lot, composé de 5 préas et 5 cobayes, reçut 70 unités floculantes d’anatoxi-c’
le 3.* lot, constitué par 3 péas et 4 cobayes, servit pour constater si les preai
étaient plus résistants que les cobayes en 1’absence d’immunisation antérieure-
en outre, on prit 2 préas et 3 cobayes du 2.* lot pour le controle du pou'"01'
protecteur acquis au moyen de l’immunisation effectués.
b) Antigènc. — On employa une anatoxine prép3rc à 1’Instituto Buta"
tan, titrant 7 unités floculantes par centimètre cube vis-à-vis d’un sérum antt
tétanique étalon qui nous fut très gentiment envoyé par le Prof. Ranion. ^
1’Institut Pasteur de Paris. Des cobayes purs injectés avec 10 centimetre cub^J
de cettc anatoxine devinrent, au bout d’un mois, capables de résister à Vtoccdl*
tion de 100 D.M.M. de toxine tétanique.
• i 1 ,f
c) Doses. — Les animaux furent injectés par voie hypodermique : le •
lot reçut dabord 1 centimètre cube d'anatoxine, soit 7 unités floculantes, P°
au bout de sept jours, une nouvelle injection de 3 centimètrcs cubes d’anatoX>° •
eoit 21 unités floculantes; au total. 28 unités floculantes. Le 2* lot reçut 3
timetres cubes d'anatoxine, soit 21 unités floculantcs et, après une semair*-
centimctrcs cubes, soit 49 unités floculantes; au total, 10 centimètres cubes, s°'
70 unités floculantes.
d) Saignées. — Tous les animaux furent saignés préalablement et *
rccherclia dans leur sérum 1'antitoxine naturelle. Le l.*r lot subit des saig15^*’
10, 20, 50, 70, 100, 130, 150 et 190 jours après la demicre injection d’anato*'-n^
Les animaux du 2* lot furent saignés 10. 30, 50, 80, 100, 130, 150 et 1P0 j°
apres la demiere injection.
e) Technique du dosage. — Pour établir la croissance de la cou
toxique, nous employâmes la méthode de Ten Brocck et Bauer (2S-31 )•
1.* Antigène employé pour le dosage. — Toxine tétanique sèche,
par précipitation, au moyen du sulfate d’ammoniaque, du filtrat exempt
bc a011*
obtfnuC
de íe"
coeut*
mes d'une culture de huit jours de Clostridium tetani, dans du bouill°n ^
de-veau, glycosé a\-ec des morceaux de foie (seniaine d’échantillons con>^0.
depuis 1531). Le filtrat. préalablemcnt séche dans le vide sulíurique, lu'
servé dans un sécheur Hcmpel en préscnce de chlorure de calcium et d *j£
dride pentaphosphonque. La toxine fut triturée, tamiséc et conservée, s0111’
1’anhydride pentaphosphorique mis dans une des branches d'un tubc cn
couleur ambre, 1’autre branclie contcnant la toxine; aspiration par le v'^c ^
courant d'air seclié par le chloure de calcium. Pendant toute la durée de
6
A- Blxler Socto * G. v. Ubisch — Le cobaije vis-a-vis des antig. tetaniques 355
travaux, la D.M.L. de cette toxine fut 0gr.000005. Tous les étalonnages furen:
Wntròlcs avec 1 et 2 D.M.L. La mort chez les témoins survint dans un temps
de 84-108 heures avec 1 D.M.L. Etant données les faibles variations
^servées dans le moment de la mort, les témoins faits parallelement à chaquc
^lonnage des sérums ne furent pas en regi st rés dans les tableaux des dosages.
2. ° Animaux employés pour les dosages. — On prit des souris blanches,
5jtant que possible de la méme génération et d’un poids uniforme de 30 gram-
°'es- ^es témoins furent faits pour chaque série d’injcctions.
3. ° Techniques. — Ocmc.l du sérum des animaux d’expériences fut mis
^ contact avec des D.M.L. variables, le vclume était complété à 2 centimctrcs
avec de l’eau physiologique à 8 p. 1.000 et pH-7,0. Les mélangcns fu-
,<rnt chauffés à 37°C. pendant trente minutes et cnsuite inoculés aux souris par
v°ie sous-cutanée, tout frès de la qucue.
Ces inoculations ont été faites avec la collaboration de Mlle. Odoé de Lima.
Çui nos presentons nos remerciements, ains: qu’à Mlle. Ema de Lima.
TABLEAU V
fcétui
tat des dosages des saignées préalablcs chez les animaux appartenant au ler. lot
7
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
3õ6
1." Saignée. — Cette saignée tut *’aite avant que les ar.unaux d expérie1**
ne reçoivent 1’antigène. A 1'examcn du tahleau ci-dessus on peut constater <l°c
seul un préa présenta de 1’immtmité naturelle. Ocmc.l de sérum protégeait une
souris de 30 gramnus contre 0.000005 de toxine. soit 1 D.M.L.
TABLEAU VI
Rcsultat des dosages d:x jours après l’injectíon de 28 unités floculantes
d'anatoxine tétanique
2' Saignée. — Cette saignée fut pratiquée 10 jour? après la deuxiénw ?
jection danatoxine tétanique. Dans le tableau ci-dessus ou peu constater O1*
des préas inoculés montrent déjà une faible immunité. de nième que les c° •
dont le degré d’invnunité était légerement plus élevé.
8
Bi LLKit Souto a (i. v. Ubisch — - Le cobaye ris-a-vis des antig. telaniqiies 337
TABLEAU VII
Pésultat des dosages v-ngt jours après Tinjecrion de 28 unités floculantes
d'anatoxine tétanique
Saignée. — Cette saignèe fut pratiquèe vingt jours après Ia deuxième
d’antigènc. On pcut constater que les résultats des titragens cffcctucs
jours après 1’adniinistration aux animaux de la deuxième dose dantigène,
^ Peu diffèrents de ceux obtenus dix jours après 1’injection de la deuxième
9
358
Memórias do Instituto Butantan — Tomo X.
TABLEAU VIII
Résultat des dosages cinquante jours après 1’injection de 28 imites floculantes
d’anatoxine télanique
10
BCller Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des anlig. tetaniques 3Ò'J
TABLEAU VIII
^'*ultat des cosages einquante jours après l’injectíon de 28 unités floculantes
d'ar.atoxine tétanique
rsj Cct,e saignée fut pratiquée einquante jours après la dcuxième injcction d*a-
°x>ne. II y a, comparativeincnt aux résultats du tableau VII, une différence
/T^quablc ; à lexception du preá n.° 232, qui n: s’immunisa pas, tous les
Çç.-5 a'ns' <lue fcs cobayes montrerent une nette reponse à la sollicitation anti-
au moyen de 28 unités floculantes danatoxine tétanique. Un seul préa
. ‘nüait à ne pas répondre à la solicitation antigénique, tous les autres étant
‘A^ contre plus de 200 D.M.L.
11
360
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU IX
Résultat des dosages soixante-dix jours après 1'injection de 28 unités floculante*
d’anatoxine tétanique
5.' Saignée. — Les animaux íurent saignés soixante-dix jours 3Prcs j
nistration de 28 unitcs danatoxine tétanique. On peut constater la court*
titoxine s'éleve toujours. Le sérum d‘un d«> cobayes, a la dose de (XrolC'
tégea la sourís contre 2 nigr.50. soit 500 D.M.L. de la toxine.
12
^ ®f'U.ER Souto * G. v. Ubiscii — Le cobaye vis-a-vis des antig. tetaniques 361
TABLEAU X
Résultat des dosages cent jours après 1'inject'on cc 28 unãés floculantes
d'anatoxine tétanique
Ho. de
* animal
31
238
304
232
262
313
251
295
311
C.
312
Sa,’gnée. — Le sang fut prélcvé ccnt jours après 1’administration aux
. ü* de 28 unités floculantes d’anatoxine tétanique. Chcz clcux des cobayes la
ant,t°xique attcint à ce monient le tnaximum: lc sérum du C.313, à la
^ Qcmc.l, protégea la souris contre un maximum de 150 D.M.L. de to-
13
302
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
xine. Giez Ies préae, à 1'exception du n.° 232, la courbe antitoxique contin^'
à monter.
TABLEAU XI
Résultat des dosages cent treme jours après 1’injectton de 28 unités floculaate*
d’anatoxine téíanique ^
14
^Cller Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des anlig. tetaniques 3C3
TABLEAU XI
Résultats des dosages cent trente jours après I'injectíon de 28 unités floculantes
d’anatoxine tétanique
7* Saignée. — Le sang íút prélcvé ccnt-trentc jours aprcs 1'administration
^ animaux de 28 unités floculantes danatoxine tctanique. Chez trois cobaycs
*ot, nos. 262, 295 et 251, la courbc antitoxique attcint alors son maximum.
^^•1 de leur sérum protégeant la souris contre 500, 80, 125 ct 300 D.M.L.
P^ut donc constater que par une simulation antigénique faiblc 1'immunisa-
** Sç fait un peu mieux et plus rapidcmcnt chez les cobaycs que chez les préas ;
présentem toute-fois une moyenne d’immunisation plus uniforme. L’ab-
“Cc d’immunité chez un des preás, n.° 232, indique que les cxpéricnces doi-
^re reprises avec un nombre plus grand d’animaux. Le p'cá n. 238, cclui
^ a Ia saignée prélimiraire montra qu’il possédait des anticorps naturels, fut
,rjUs le mieux immunisé.
IS
3G4
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU XII
Résultat des dosages cent-cinquante jours après 1’injection de 28 unités flocuüst**
d'anatoxine tétanique
16
? ¥ ? ? n ??? ?^ ??????? gr???????? TTH
BCller Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des antig. telaniques 365
8.* Saignée. — Cette saignée fut pratiquéc cent-cinquante jours après l’in-
l^ctior, dc la deuxième dose dantigenc. Aussi bien chez les préas que chez les
«Ves. la courbe d’immunisation par l'anatoxine tétanique commençait à des-
Ctr<drc cinq mois après 1’injection de 28 unitcs íloculantes.
TABLEAU XIII
Ké*ul
**t des dosages cent-quatre-vingt-dix jours après 1’injection de 28 unités floculantes
d’anatoxine tétanique
17
3CG
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU XIII
Késultat des dosages cent-quatre-vingt-d-'* jours après 1’injection de 28 unités flocuUn;£5
d'anatoxine tétanique
9.» Saigncc. — Cette saignée fut pratique- cent quatre-vingt-dix jour* ^
1’injection de 1’antigène. On peut constater que Ia courbc an ti toxique s _
toujours, atteignant des limites inférieures plus rapidement clicz Ics coba.vCS
chez les preas: ceux-ci s’immunisant plus lcntemnit leur immunité c*1 1
(lible, mais leur sérum conserve un titre antitoxique plus élévé et plus (‘u
18
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
■'kiosto Bülleb Souto et Gebtrud vox Ubisch — Com-
portement du cobaye (Cavia porccllus I..), etc.
M cm. Inst PuUntan
Vo!. XII — 1938-39
Cr.pl». I
Cr.ph. II
C*orbr d'intm<im.4lwr iki prr.» iianl rr{n 2M
oailr* ílarnlirirf d’.n.totin# itUniqiw.
Blxler Socto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des antig. tetaniques 3G7
TABLEAU XIV
P^sultat des dosages saignées préliminaires chez les animaux appartenant au lot 2
Comme dans la prcmière série, cette saignéc fut faits préa’ablcment à l'im-
^"sation, dans Ic but de constater si le scruni des prcas et des cobayes possê-
11 flc 1'antitoxine dorigine naiurelle.
Aucun des sérums des animaux ne contenait 1‘antitoxine naturclle à un
sufíasant pour proteger, à la dose de Qcmc.l, la vic de souris inoculées avec
** 2 D.M1. de toxine.
19
3G8
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU XV
Résultat des dosages dix jours après Tinjection de 70 unités floculantes
d'anatoxine tétanique
Cettc saignée fut pratiquée dix jours après rinjection de 70 U. flocol*®^
d’anatoxine tétanique. Oiez dcux préas, nos. 15 et 20, la quantité dantitoxi^'
contenuc dans lc sérum suffisait pour proteger la souris contre 1 et 2 D-*
de toxine tétanique. Aucun des cobaycs inocules nc fut capable de produirc. da'
cette courte période, de 1’antitoxine en quantité suffisante pour protéger lrt 501
ris contre les mêmes D.M.L.
20
cm
SciELO
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Blxleb Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye ois-a-vis des antig. tctaniques 3G9
TABLEAU XVI
Résultat des dosages trente jours après 1’injectlon de 70 unités floculantes
d’anatoxine tétanique
21
370
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Saignée faite trente jours après 1’injection de 1’anatoxine tétaniquc: '
unités floculantes produisirent, chez les cobayes et les préas, une inununi’-e
beaucoup plus rapide et plus intense que 2á U. floculantes.
Giez le préa n.° 37 la courbe antitoxique attcint au bout de si peu de
le maximum: Ocmc.l du sérum de ce préa protege la souris contre 1.200 D ^*-
Le sérum de 2 preás, nos. 15 et 20, p-otège la souris contre 1.200 D.M-L.
sérum de 2 preás, ns. 15 et 20, protege la souris respectivement contre pl115
900 et 500 D.M.L.
TABLEAU XVII
Rcsultat des dosages cinquante jours après 1’injection de 70 unités floculante*
22
cm
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BCxler Souto 4 G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des antig. tetaniques 371
TABLEAU XVII
Résultat des dosages cinquant jours après 1’injection de 70 unités floculantes
d'anatoxine tétanique
, Saipnce faite cinquante jours après 1’injection de Ia deuxicme dose danti-
^e. Chcz tous Ics cobaycs injcctés la courhç antitoxique atteint uniformémeut
j, max>mum à cctte date. Lc sérum d’un des cohayes, à la dose de Ocmc.l pro-
Ia souris contre 3.000 D.M.L., tandis qu’au début cctte quantité ne suf-
^ * Pas mcme pour proteger contre 1 D.M.L. L es cobayes sont donc sensi-
à une stimulation antigeniquc plus forte. Qiez deux preás, nos. 15 et 20,
/ourbe antitoxique atteint égalcment le maximum, Ocmc.l de leur sérum pro-
j Pa°t la souris contre 1.000 D.M.L. Des souris injectés avec des doses plus
to^!Cs Présenterent des symptòmes de tétanos. Chez lc preá n.° 37 le titre anti-
que avait déja considérablement baissé.
23
372
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU XVIII
Résultat des do&ages quatre-vtngt jours après 1’injection de 70 unités floculantes
d'anatoxine tétanique
Saignéc faite quatre-vingts jours après 1'injection de 1’antigène. OlC2
cobayes le titre antitoxique sabaisse plus lentement encore que dans les
riences antéricurcs. Au contraire, on peut constater une élevation progresstv*
lente de la teneur antitoxique du sérum chcz deux preás.
Sole: Le cobaye n. 273 ne íut pas saigné. Les preás ns. 15 et 20 moururent P°°f
reçu une mauvaise alimentation.
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'• BCxler Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des antig. telaniques 373
TABLEAU XIX
Résultat des dosages cent jours après l’injection de 70 unités floculantes
d'anatoxine tétanique
Saignée faite ccnt jours après 1'injcction de 1’antigène. Comme dans le do-
antérieur, la chute du titre antitoxique chez les cobayes s’accentue lentc-
tandis que chez deux des préas la tcneur antitoxique du sérum s’éleve pro-
S^ivement.
06.
,rrivtion : Le preá n.° 37 mourut à la suite d'unc mauraisc alimentation.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU XX
Résultat des cosages cent trente jours après finjection de 70 unités floculante*
d’anatoxine tétanique
... ... L»
Saignéc pratiquée cent trente jours après 1’injection de 1’antigene.
courbe antitoxique du préa n.° 28 natteignit qu’a ce moment 6on maxim^111
Ocmc.l de son sérum protégeait la souris contre 1.200 D.M.L. de toxine.
le preá n.° 303 le titre antitoxique du sérum continue à s’élcver.
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tr 3
A. Büller Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des anlig. lelaniques 375
TABLEAU XXI
Résultat des dosages cent cinquante jours après l'inject:on de 70 uni tés floculantes
d'anatoxine tétanique
Saignéc faite cent-cinquante jours après 1'injection de 1’antigcne. La tcncur
antitoxine du preá n.° 303 attcint son maximum, Ocmc.l du sérum protege
souris contrc 750 D.M.L. de toxine. Chcz les cobaycs la courbc antitoxique
^tinue à baisser lentemcnt.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
TABLEAU XXII
Résultat des dosages cent quatre-vingts jours après 1'injection de 70 unités flocu^ir“fí
d-anatoxine tétanique
Saigncc faitc cent quatrc-vints jours après l’injcction de 70 unités A
lantcs d’anatoxine. Chcz Ics preás le titre antitoxine baisse lentcmcnt.
RAPPORT ENTRE L’ANTITOXINE CIRCULANTE ET LTMMUNlTÊ
DE L’ANIMAL
Dans le but detablir s’il y avait quelque rapport entre l'antitoxinc c
lante et l’immunité de 1’animal obtcnue par l'immunisation active au vnOjcU _
i’injection de 70 unités floculantes d‘anatoxine tétanique, le second lot dc P
et cobaycs fut éprouvé avcc 100 D.M.L. de toxine tétanique (D.M.L. P°l,r
cobaye de 350 grammes : 1 /30.000) ; quatre cobayes et trois préas éprouve*
1 D.M.L. servirent comtne témoins.
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A* BCxler Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a- vis des antig. Iclaniques 377
TABLEAU XXIII
On peut constater que les animaux activemcnt immunisés (cobayes ct préas)
Préscnt«rent une remarquable résistance à la toxine tétanique; ils résiiterent a
Plus de 100 D.M.L., tandis que les cobayes témoins ne résisterent pas metne à
' D.M.l de toxine. II y a donc un parallélísmc certain entre la quantité d’ana-
l°xine circulante et la résistance de 1’animaL
C°MPORTEMENT DIFFÉRENT DES COBAYES ET DES PREAS
VIS-A-YTS DE LA TOXINE TÉTANIQUE
Le tableau XXIII montre que les preás sont beaucoup plus résistante, ou
^'cux, moins sensibles à la toxine tétanique que les cobayes: tandis que chez
^ cobayes la mortalité fut de 100 p. 100, chez les préas elle ne depassa pas 33
P; ^00. Le preá qui ne resista pas ne mourut que ccnt-trentc-dcux heures après
t ’njcction de toxine, c’est-à-dire beaucoup plus que les cobayes, chez lesquels
1 II1ort survint en moyenne quatre-vingt-sept heures après 1’épreuve. Les préas
Prcsentent donc une résistance plus grande que les cobayes à la toxine tétanique.
DiFFêRENCE DE COMPORTEMENT DES PREAS ET DES COBAYES,
LORS DU TITRAGE DE LVANTITOXINE TÉTANIQUE
Dans la pratique, cette plus grande résistance des préas ou de leurs des-
peut entrainer des erreurs considérables lorsqu'ils sont utilisés pour le
de 1’antitoxine tétanique. Etant plus résistants, les petites quantités de
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
toxine résiduelle non neutralisées seront insuffisantes pour les tuer, alors
qu’ils devraient mourir si leur résistance était moins grande. Donc, les titrages
faits avec des preás donnent des résultats au-dessus de la réalité. Ces diffieul'
tés deviennent encore plus grandes quand on emploie des hybrides pour fi*cr
la dose L -f- (dose limite mortelle) d’une toxine, comme il apparait à rexam«n
des tableux ci-dessus.
TABLEAU XXIV
Ob».
S.
s.
s.
M. 2SSl2
M. 26, 3|»
M. 27>|36(3
a
5. 5. — MM rymptõm #«.
5. L. — Ugrri.
5. p. = tymptòm+a pnvi.
M. — mort.
5. — IV(K.
Mole: —• Lc cobaye n. 125 avait les couleurs d’un véritable preá, mais les sutures
frontales étalcnt du typc intermédiairc entre cobaye et preá, temoignant du caractef*
métis de l'animal ; dosage erroné.
Un lot parallèle de cobayes extérieurement purs donna le résultat siii'-31*'
TABLEAU XXV
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A- BCxler Souto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des antig. tetaniques 379
Lorsqu’on emploie des hybrides et des doses tort diftérentes de toxine,
*°rs de la détermination de la dose L on court le risque de prendre pour
^ + une dose de toxine qui sera beaucoup trop élevée pour les titrages pos-
{erieurs de sérums, surtout si à ce moment on emploie seulement des cobaycs
(« non des hybrides). Si pour la détermination de la dose L -f- on emploie au
début des cobayes purs. il est à craindre que la dose déterminée ne soit trop
feible pour les titrages à eftectuar plus tard si on emploie alors des hybrides.
DISCUSSIOX
La méthode de dosage utilisée au cours de ces expérienccs nous a tou-
J°urs foumi des résultats comparables. Ce procede a été adopté par Ten Broeck
^ Bauer (28-31), Coleman et Meyer (5), Zia, Kha et Lech (38), Mikhailova
** Welikanov (21). Ces demiers auteurs 1'ont employc pour évaluer le taux
a°titoxique du sérum d’individus immunisés activement au moyen de 1'anato-
*lne tétanique. Nous avons entrepris des expcricnces. suivant la tcchnique
^ Adamson (1) et Gilles (10-a) et de Spray (27), dans le but de constatcr si les
kreas sont des porteurs etdcséliminateurs du Cl. tctani.
Dans une première série d'éxpérienccs nous avons cherché a établir si une
^'rnulation faible avec 28 unitcs íloculantcs injectécs en deux fois suffirait pour
ITÍ1uiuniser les préas. Nous constatâmes que chez les cobaycs la courbc antitoxiquc
^ sérum atteignait son maximum entre cent cet ccnt trcnte jours, Ocmc. 1 de ce
Scruni protégeant la souris contre un maximum de 800 D.L.M. de toxine tétanique.
Chea
les préas, le maximum fut attcint ccnt trcnte jours après la dcuxieme
'nÍc«ion, le sérum protégeant la souris contrc un maximum de 600 D.M.L..
Jans cette première séries les cobayes s’immunisèrcnt un pcu plus rapidemcnt
lüe ies
préas; touteíois la capacité dlmmunisation fut plus uniforme chez ces
'krniers. La non-immunisation d'un des préas, le n.° 232, nous indique que ces
^'tdes doivent être reprises sur un plus grand nombre d’animaux.
Si, d’une part, les préas s’immunisent plus lentemcnt et avec moins d'intensité,
^tiservent, d autre part, un titre antitoxique plus haut ct plus durablc.
Dan s une seconde série d'expériences les animaux immunisés avec 70 unités
1°Culantes danatoxine tétanique donnercnt des résultats différents de ceux
%
*«e
Cnus dans la première série. Chez les cobayes la courbc antitoxique du sérum
%nit son maximum cinquantc jours après l’injection de l’antigène. Le sérum
^Un des cobayes, à la dose de Ocmc. 1, suffit pour protéger la souris contre 3.000
'^•L. de toxine. Un des préas atteignit son immunité maximum trente jours
1'injection de 1’antigène; son sérum protégeait la souris contrc 1 .200 D.M.L.
*°xine. Chez deux autres préas le titre antitoxique du sérum atteignit son
^*,rnum respectivcm.nt après cent-trentc et cent-cinquante jours; Ocmc. 1 du
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
sérum protégeant les souris respectivement contre 1 .200 et 650 D.M.L. de toxi"e'
Ainsi, chez le premier comme chez le second lot, la courbe antitoxique commens3
à s’abaisser après avoir atteint le maximum ; la chute était déjà assez marquée d«u*
cents jours après 1’injection de 1’antigène ; elle était plus accentué chez les anima'-1*
qui avaient reçu la plus faible stimulation antigénique.
II existe donc un rapport direct entre la dose d’anatoxine injectée et la q®3”
tité danticorps circulants, comme 1’avaient déjà remarqué Larsen et Schmidt
Les animaux immunisés activemcnt montrent une remarquable résistanc*
contre plus de 100 D.M.L. de toxine, tandis que les non-immunisés succofflbeflt 3
1’injection de 1 D.M.L. de la mème toxine.
Pour ce qui est de la résistance des animaux vis-à-vis de la toxine tétaniquC'
on peut constater que 67 p. 100 des préas résistent à cette toxine, tandis <!’•*
100 p. 100 des cobayes lui sónt sensibles. Les différences remarquées entre cobayv
et préas sont si nettes qu’il serait préjudiciable d’employer dans un service séro-0"
gique indistinctement des préas ou des cobayes. Dans la premicre généraho11
entre cobayes et préas, il existe une imunité intermédiaire. Cependant ^
animaux de la première génération pcuvent être éliminés sans peine, car ils Pre"
sentcnt 1’aspect de préas, c’est-à-dire la couleur cotia. Plus dangereux sont 1*
animaux des génération suivantcs, chez lesquels les différentes qualités provens®5
des cobayes et des préas se détachent, donnant, par exemple, un animal coule®5
cobaye avec immunité préa, ou encore couleur cotia avec immunité cobaye.
Nous avons fait 1’examen d’n caractere morphologique qui diffère chez
cobayes et chez les préas: les sutures naso-frontales et fronto-pariétablcs, sui'"3 '
les indicationes de Dctlcfsem (24). On peut voir sur les tableux II-IV 4®
ccrtain nombre de cobayes présentent des sutures intcrmédiaires, ce qui s'£nl
sans doute, qu’ils sont des descendants du croisemem cobaye-préa. Ces anim3'3*
sont les suivants:
N.° 262 de 1’Instituto Butantan: couleur blanche, pelage frisé.
N.° 295 de Tlnstituto Butantan: couleur blanche, pelage frisé.
N.° 471 de rinstituto Butantan: couleur blanche-jaune-noire, pelage l'5^
N.° 271 de la Faculté de Médidne: couleur blanche-jaune, pelage 1>SSC'
Ce demier animal avait une suture naso-frontale semblable à celle du Pre*
tandis que la suture fronto-pariétale était identique à celle d’un cobaye t
fig. 4).
-I
Outre ces cobayes, qui étaicnt assurément des descendants du croí ^
entre les deux cspèces, nous avons également examiné un animal (n.° 46S, ta ^
XXIII) qui, à côté des couleurs blanche- jaune-cotia trahissant son origine m
montra une sensibilité plus faible, certainemcnt héritée des préas.
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•L BOller Soüto * G. v. Ubisch — Le cobaye vis-a-vis des antig. tctaniques 38!
On trouve dans une même génération, en deliors des caracteres morpholo-
ÉPlues, une grande différence dans la capacite d’immunisation ; si l’on compare,
P61- exemple, la courbe antitoxine obtenue chez les trois frères nos. 311, 312 et
on constate que si ce demier s’imunisa iacilement, les deux autres se mon-
*r«ent plus réfractaires que tous les autres cobayes. En présencc de ces résultats
® devint évident qu’il y avait eu dans 1’ascendance de ces trois frcres un croisement
espèces porcellus et rufescens.
S’il est bien vrai que les métis masculins scmblent être tous stériles, suivant
^ constation de Detlefsen, que nous pouvons confirmer, les femelles, par contre,
í0tU d’une fertiiité extraordinaire.
Les trois premières femelles métisses de notre élevage (Prca 9 X Cobaye
^ ) eurent les nichées suivantes :
H faut donc cmploycr les Services sérologiques des cobayes provcnant d'unc
**** purc et qui s’immunisent uniformément. L’élevagc de raccs purcs prcscntant
^ de variations dans leurs aptitudes scrologiques est beaucoup plus facile, rapidc
^ cfficace que la mcthodc employce par la plupart des immunologucs et basée sur
s^çction parmi les individus d’une population.
CONCLUSIONS
* — La généralité des préas ne possèdent pas dans leur sérum d’antitoxine
fjr,gine naturelle, ce qui est aussi le cas de tous les cobayes examines.
2 — Les cobayes sont plus sensibles à la toxine tétanique que les préas, qui
10,11 nettement plus résistants.
j, ^ — Contrairement à ce qui a été rcmarqué avec 1’anatoxinc diphtérique,
^'‘loxine tétanique semble immuniser la plupart des preás aussi bien que les
C°^a>cs, quoique la courbe d’immunisation soit différcnte.
^ — Le dcgré d’immunité dépend de la quantité dantigcne injecté à chaque
*,rnal. tout au moins dans une certaine limite.
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382
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
5 — Lorsqu’on emploie des individus hybrides de cobaye et p*eá. les difte"
rences dans la sensibilité de l'une et de 1’autre espèce à la toxine tétanique devie»*
nent bien nettes et peuvent mème entrainer d’importantes erreurs dans la deter-
mination de la D.M1. des toxines, étant donné qu’il faut un nombre considérabX
d’animaux pour chaque épreuve. Ces erreurs se produisent encore lorsqu°n
emploie de tels hybrides pour le dosage des antitoxines.
6 — II faut sélectionner des races de cobayes purês, de telle sorte que
animaux atteignent le poids étalon de 350 grammes à un âge qui ne varie Quí
légèrement.
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34
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( P»r italilfU à» Pr*í C. Rimtn. dn Instilai* Pisirar df Pari*.
Ui 0 pr* trabalha paUirada, «m (rixti, o a "Rmo* d*I«*
munalaf-a** 5( 1) :>4. 19J«. PuUkada pailtnanasalf m ~Bra*
ait-Maeib»** »(!• n.lt»).
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PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
POR
ARIOSTO büller souto
d- la <Mil da Aaaarabto* dal
Iiutituto DotatiUn (Brild).
v JUAN B. RIVAROLA
M» itl LaUriUrh d# 5ar«Ur«pii d»
la Sanidâd Militar (Paraf nay).
NOTA
El presente trabajo, siendo en parte cl resultado de algunos anos dedicados
al estúdio de los gérmenes anaeróbios, íué enviado simultaneamente a la “ Re-
vista de Sanidad Militar ", órgano oficial dei Departamento de Sanidad dei
Ejercito Paraguayo. La dirección de la citada Revista, dedico a esa publi-
cación cuatro números especiales preccdiéndola de las siguientes y generosas
expresiones :
“ La Dirección de la Revista de Sanidad Militar, se honra en pu-
blicar en el presente número, como una dcferencia espec ai dei Insti-
tuto Butantan a la Sanidad Militar, el original trabajo sobre la té-
cnica cmpleada actualmente para la prcparación dei suero antigan-
grenoso.
Siendo la gangrena gascosa, un problema casi exclusiva mente mi-
litar que amenaza al herido de guerra, y teniendo en cucnta cl honor
especial dispensado al Sr. Juan B. Rivarola, bactcriólogo militar en-
viado por la Dirección Superor de Sanidad Militar y el Ministério
dc Salud Pública para realizar estúdios sobre inmunoterapia y orga-
nización de algunas institucioncs cientificas dei Brasil, consideramos
la presente colaboración cientifica, como un alto honor dispensado a
la Resista de Sanidad Militar de nuestro pais.
Sirvan pues estas lineas, como un cordial homenaje dc agraded-
miento de la Resista de Sanidad Militar, a la Dirección dei Instituto
Butantan dc San Pablo, que ha contribuído así a afianzar la tradi-
cional amistad entre los dos países y a iniciar el intercâmbio inte-
lectual de sus hombres de ciência”.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
NOTA . 387
PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIPERFRINOENS
Introdocciõn 393
A — Suero antipcrfringens tipo A
1 — Preparación dc la toxina
Cepas 401
Médios de cnltiro 402
Condiciónes que favorecem la producción dc toxina 404
Condiciónes que atcnuan la toxina 404
Siembra 404
Pcriodo de incubación 405
Obtención de la toxina 405
Deterroinaciòn de D. M. L. 405
Preparación de la toxina seca 400
D. M. L. de Ia toxina seca 407
Acción dc la toxina 407
Sintomatologia *10
Necropsia
II — Preparación dei suero
Inmunización 411
Preparación de los cuerpos microbianos 412
Preparación de anaculturas , 412
III — Dosificacion dei suero
Xaturaleza dei Patrón 413
Preparación pel Patrón 413
Uso dei Patrón 414
Animales usados 414
Toxina Patrón para los dosages 415
Dcterminación dei test dosis (Lt) de toxina perfringens por el
método dc inyccciones venosas em lauchas blancas 415
Dosaje dc la antitoxina perfringens de valor dcsconocido (cnsayos
prévios) 416
Dosaju daflnttlras 416
® ■ — Holosucros antipcrfringens
I — Preparación de las toxinas
O?3* 417
Médios de cultivo 4^
Siembra
Período de Incubacióu 4jg
Obtención de las toxinas 4jg
Propriedades de las toxinas de los diversos tipos de Cl. perfringens 422
Dosajcs de las toxinas:
Detenninación de D. M. N ug
Dcterminación de D. M. H 421
Detenninación dei poder patogênico 422
Detenninación de D. M. L 422
390
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
II — Preparación dei holosuero 4JJ
Inmunización
III — Dosificación dei holosuero
Valoración dei holosuero por via intracutanea en cobayos albinos
de 300 a 400 gramos
Dosaje dcl holosuero de valor desconocido por via intracutanea -•
Dosaje dei holosuero de valor desconocido por determinación dei
titulo antihemolitico
Dosaje dei holosuero por el método de inyeccioncs venosas cn lan-
chas blancas
Bibliografia
II — PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIOEDEMATIS-MALIGNI.
Istroducción
I — Preparación de la toxina
Cepas
Médios de cultura
Condiciones que favorecem la producción de toxina
Condiciones que atenuan la toxina
Condiciones que no influyen en la producción de toxina
Siembra
Periodo de incubación
Obtcnción de la toxina
Acción de la toxina
Sintomatologia -
Necropsia
Determinación de D. M. L.
Preparación de la toxina seca
Determinación de D. M. L. de la toxina seca -
II — Preparación dcl sucro
Inmunización
Preparación de los cuerpos microbianos '
Preparación de anacultura
Preparación de anatoxina
III — Dosificación dcl soero
Naturaleza dcl Patrón
Preparación dei Patrón **
Uso dcl Patrón
Animales usados
Toxina Patrón para los dosajes
Determinación dcl test. dosis (Lt) de toxina Patrón:
I) Por inyección intravenosa cn lauchas blancas
Dosaje de antitoxina oedematis maligni (vibrión septicí’
de valor desconocido. íDosajes prévios)
Dosajes definitivos
II) Por inyección intracutanea en cobayas de 300 a 400 gramos
Bibliografia
III — PREPARACIÓN DEL SUERO ANTI-OEDEMATIENS
Introducción
I — Preparación de la toxina
Cepas
Médios de cultura
Condiciones que favorccen la produción de Ia toxina
Siembra
Periodo de incubación
Obtención de la toxina
Acción de la toxina
Sintomatologia
], | SciELO
%£*.£*** tfcfcfcfc £%£**%%**&%*%* £ fcu H
^ BlLLER SOl I° * J- B- RrvAROLA — P^paración dei suero antigangrenoso 391
Necropsia
Determinaeión de D. M. L. 458
Preparación de la toxina seca 458
Determinaeión de D. M. L. de la toriZ ltcx [ \ [ \ ‘ * ' ' ' ’ ‘ 4“
^ Preparación dei snero
Preparación de los cnerpos microbianos 459
Preparación de a na cultura ^9
Preparación de anatoxina 460
460
DI — Dosificación dei snero
Naturaleza dei Patrón
Preparación dei Patrón . . 460
Uso dei Patrón 461
Animales usados 461
Toxina Patrón para los dosajes 487
^termijjación dei test. dosis (Lt) de toxina' Pa, rón-
Dosaje dc antitoxina oedematien* dc v*1nr ? * ’* * * * *
prévios) 'aIor df^onocido (Dosajes
Dosajes definitis'os W2
Bibliografia 463
PREPARACIÓN DEL SUERO ANTÍHISTOLYTICUM
Introducción .
I — Preparación de la toxina 465
Cepas
Médios dc cultivo 466
Condiciones que favorecen la nrndnmlA« j V " 466
Condiciones que atenuan Ia tõSL * ,0’ini, 487
Condiciones que no influj-en 468
Obtención dc la toxina * * 488
Acción dc Ia toxina 488
Sintomatologia 468
Necropsia 469
Determinaeión dc D. M. L 469
Preparación de la toxina seca 478
Determinaeión de D. M. L. de U toxina' seca | ' ' ' ; * * ] J
D — Preparación dei suero
Inmunización 470
Preparación de los etierpos microbianos .... ÍI!
Preparación de anacultura 4i*
Preparación de anatoxina ... • 472
472
DI — Dosificación dei suero
Naturaleza dei Patrón
Preparación dei Patrón 473
Uso dei Patrón 473
Animales usados 473
Toxina Patrón para los dosajes 473
Determinaeión dei test. dosis <U) de toxina P.YrÃn.* 474
0“ttr,ÍlOXÍna bÍS,0l-VUcUni «•« valor dcsconocidó (cnsãyos 4'4
Dosajes definitivos 475
Bibliografia 475
476
ANDARDIZACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
2' Z aC! ,UCr° “"Dperfringens
sÍuc5 “C ^ .SUCr0 anl'"oc^cma,ii maligul (vibriôn 4?'
4 “ Í!!aÕHar!l!“C!ín t'\ 50Cr0 anD°edematiens ZZZZ"" íf?
BibZogmfia " SÜCr0 an,ihi*‘ol>Dcum ” JJJ
461
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615.37:616.243
PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
I. Preparación dei suero antiperfringens
POR
ARIOSTO BÜLLER SOUTO y JUAN B. RIVAROLA
«*• la Semmu è» Aiurrobioi M IniUtut*
BuIídUb (BraiU)
J*<« d*l LaUralaria <U SrraUrapla da la
Saaidad MJiUr (rara,uay)
INTRODUCCIÓN
j La capacidad dei Cl. pcrfringcns de produdr cxotoxina genuína termolábil,
116 senalada por primera vez en 1917 por Buli y Pritchett (6) hacicndo crcccr
anaerobio, de 18 a 24 horas, cn caldo glucosado a 1 %, con fragmentos de
"^culos; 0,1 a 0,01 c.c. de este caldo toxina filtrado e inoculado cn palomas
^frcaba la muerte de ésta.
t Lstos trabajos fueron confirmados por De Kruiff, Adams e Ircland (10).
. l919, cl British Medicai Research Committee (25), cstableda, que el Cl. pcr-
,, S«is requeria médios áddos para la producdón de toxina, que la presencia
^ P^uenos trozos de músculo favoreda la producción, y que pasajcs prclimi-
^.es de las muestras en palomas, aumcntaban su poder toxigénico. La toxina
, °btenida era termolábil, no dializablc y muy susceptible a la acción de los
°s, sicndo capaz de producir hemolisis in-vitro e in-vivo, necrosis, edema y
^uladón de los músculos involuntários, poseyendo por otra parte propieda-
^tigénicas.
fy . Li toxina de Cl. pcrfringcns, primitivamente era de muy difídl obtención;
^inbçrg y Seguin (55) senalaban cn 1919, que Hitschmann, Lindenthal, Ka-
jjjj. ' Engano y Distaso, Tissier, jamás consiguieron prepararia ; al paso que, Pas-
^letchnikoff, Korentchewsky y Melikoff sólo consiguieron bastante débil,
toxinas que mataban los cobayos a dosis de 2 c.c. por via venosa, Klosc
Y > consiguió un suero polivalente francamente antitóxico conoddo como
^demmischserum K. W. A.”.
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394
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
En 1920 Weinberg y Xasta (51) mostraron que Ia toxina de G. períring«nS
debia su poder tóxico tanto a su hemolisina, como a un componente no hemolitic°-
Una toxina privada de su hemolisina puede aun matar un cobayo pequeno,
usando dosis dobles o triples de la toxina con hemolisina.
Henry y Lacey (17) en 1920, mostraron la possibilidad de obtener unJ
toxina seca de la manera siguiente: la toxina es filtrada y precipitada en 2/3
sulfato de amonio. El precipitado cs comprimido y secado al vacio sulfur*0,
siendo pulverizado en seguida. El polvo obtenido es redisuelto en solución sab0*
o en agua destilada y precipitado nucvamente en 2 volúmenes de alcohol ; 1 cC’
de esta toxina contiene 50 a 250 D. M. L. para la laucha. Por este processo s*
obtiene 40 a 60% de actividad de la toxina bruta. Henry (16) verifico todavl3,
que Ia hemotoxina puede ser precipitada por el suíato de amonio y que el &
perfringens aparte de su hemotoxina producc ofa toxina que él designo co«n°
miotoxina. I.a hemotoxina seria más estable que la tetanolisina, conservando**
por largos períodos a baja temperatura. En cuanto a la miotoxina cs destrui
en estas condiciones.
Fuera de esta toxina verdadera, Yon Wassermann (37) demostro que el
perfringens, en ciertos médios contcnicndo glucosa, forma un veneno no esf*^
fico, capaz de matar instantaneamente la lauclia por via venosa. Esta obser'"a
rión fue confirmada por Kojima (22) que demostro, que además de la toxina et
nuina termolabil. ncutralizable por el suero especifico, no dializable. auc ,iat
Ir* animalcs en algunas horas, se producc en los médios ricos en glucosa. un
neno agudo termostable, dializable, no ncutralizable por el suero y que acarre*
muerte instantânea de los animalcs inoculados.
unJ
Kcndall à Schmitt (18) pudicron concluir que este veneno agudo UCI'C
del-
constitucion semejante a la histamina, causando la contracción dei intestino ^ ^
gado y dei útero aislados dcl cobayo, siendo inactivado por la adición de 0.
de formol neutro.
in-
;3n<i0
roj0*
Wuth (58) estudió la hemolisina dei líquido dei edema de los cobay
tectados y de los médios de cultura, hallando que era termolabil. dcstnúblc tUt
es expuesta al aire y neutralizable solamente por el suero anti-perfringens
La reacción dei liquido en que se hace la suspensión de los glóbulo»
ejerce influencia en el dosaje de esta hemolisina, la cual es destruída en • .
de reacción muy alcalina. Del mismo modo, puede admitirse que la reaccio'^ ^
guinea, siendo alcalina, impide en cierto modo in-vh-o la acción hcmobtica
hemolosina dei Ct. perfringens.
Mason y Glenny (24) mostraron que se puede dosar un suero pcr'-'r^ a
por su poder antihemolitico in-iitro. Los resultados obtenidos son iden
aquellos de la dosificación in-vhv y obtenida por la mezela toxina-antitox*03
ailada en lauchas por via intravenosa.
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A. Büllek Souto * J. B. Riyarola — Preparación dei suero anligangrenoso 395
Al lado de los componentes hemotóxicos de Ias toxinas. Weinberg. Xativelle
>' Prevot (52 admiten la existência en las toxinas, de otros componentes no hcmo-
loxicos, según puede verse en el esquema siguiente:
a) Toxinas hemotóxicas
o hemotoxinas ...
b) Toxinas no hemotóxicas
Hemolisinas.
Hemoaglutininas.
^ Leucoaglutininas.
( Neurotoxina.
•[ Miotoxina.
I Hepatotoxina.
Aparte de las toxinas neutralizadas por el suero preparado con cepas de CL
t^iringcns tipo Welch, describicron los bacteriólogos inglees, otros tipos de Cl.
ttrfringens: Bacilo agni (Lamb Dysentery bacillus) descripto por Dalling (8), el
paludis de Mc Ewen (23), el Bacilo D de Wilsdon y cl Bacilo ovitoxicus de
®*®netts (2) cuyos componentes antigcnicos no scrian generalmentc neutralizados
*)0r cl sue'o antiperfringen» obtenido por immunización, con toxina de CL pcr-
fri»gens tipo Welch.
La descriptión d? estos tipos con antigenos propios, imprimió nueva oricn-
^ión a los estúdios sobre los antigenos y los sueros de este anacrobio.
Va anteriormente, habia. sido admitida la existência de tijws diversos de CL
**rfringcns. basándose su individualización en critérios dispares.
Simmonds en 1915 (33) basándose en la fennentación dc la glicerina y la
^•oa, establcció una dastfkación cn 4 tipos. Esta clasiticación fuc abandonada
^Pués de Humphreys (19) que demostró que la fermcntación de la glicerina por
*-L perfringens producc la acroleina que cs tóxica pa*a cl mismo.
Basándose en pruebas de ncutralización de la toxina jwr los sueros prepara-
*n conejos y cameros. Wilsdon (56) propuso una nueva clasificación.
Ln esta clasificación la toxina dei CL perfringens tipo humano (tipo Welch)
1 dignada por la letra A; la toxina de la diarrea dei cordtro (L D bacillus, B.
por la letra B; la toxina <lel Bacillus paludis por la letra C; y jxjr la letra
' ** toxina de una cepa especial aislada por cl.
Los resultados de estas expericncias están esquematizadas en cl cuadro si-
^ente:
3
396
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Estos resultados muestrar. claramente las diferencias de estruetura antig^1 ^
de los 4 tipos. El tipo A, cs cvidcntenxmte el tipo más simple, pure su antit
es incapaz de neutralizar las toxinas B. C y D.
Witedon (56) propone cl signo W para representar el factor o los *3 n
antigénicos presentes en A. — W está presente por tanto, en los tipos d. - ^
pues sus antitoxinas son capaces de neutralizar la toxina A. Juntamente ^
\V existe en B otro componente designado con la letra Z. siendo antitoN'"^
capaz de neutralizar la toxina B (tal como es preparada ordinariamente) - ^ ^
factor Z está también presente en el tipo C. siendo él. sin duda, la cau^ -
muerte rápida de los animalcs inoculados con las toxinas B y C. E^tc 13
está probablemente presente en mayor proporción en C. que en B. porque
tidad coTespondiente de antitoxina de cada tipo, necesaria para neutral'13*^.^.
cantidad de C, cs prácticamente dos veces la requerida para una cantidnd
lente de toxina B. Pero esta diferencia sólo dificilmente justificaria la cole*3
de B y C en grupos separados.
Después de los estúdios de Wilsdon (57) sobre el otro tipo de
a
necc**0*’
gens denominado tipo D, esta separación de los tipos B y C tornóse • ^
En efecto, la toxina dei tipo D es neutralizada por antitoxina B, no sicn ^
antitoxina C; existe por tanto un componente antigénico que íue denoniu ^
el signo X. común a las toxinas B y D, no existiendo en la toxina C. -aCt ’r
B y C no son por tanto antigénicamente idênticas. El tipo D no contia
Z porque su antisuero no neutraliza las toxinas B o C.
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A. BCller Socto 4 J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 397
Esquematicamente Wilsdon representa en la siguiente forma estos 4 tipos:
TypO. “■
T ypo. B
T ypo C.
L >PO
1 i - r«c io« w
r "-i - f Aciou x
_ fXClOK Z
Numerosas pruebas mostraron que la antitoxina C no contienc cl factor X,
dando antitoxina C, por otro lado. fucrte protección contra B, puede concluirse
^ cl factor X. existe en muy pequena cantidad en la toxina B, obtenida con 18
de incubación.
Sicndo el factor X el componente más importante de la toxina D, cuyo tenor
'áxico máximo es alcanzado después de 3 dias de incubación, Wilsdon (53) pro-
11 ró verificar si era posible aumentar el tenor dei componente X después de un
I^iodo de credmicnto de tres dias.
Después de incubación por 18 horas a 37° C, de uma cepa tipo B, en caldo de
E-, la D. M. L. era de 0.0025 c.c. Las antitoxinas de los tipos B y C neutrali-
**han esta toxina, la cual no era neutralizada por la antitoxina tipo D. Al fin de
,rts dias de incubación fue filtrada dando una D. M. L. de 0.05 c.c., perdiendo
de manera notable su tenor tóxico en comparación con el dosaje primitivo,
en cuanto a antitoxina B aun daba proteedón ; las antitoxinas C y D. aislada-
tttfrUc no protegian. dando todavia protección cfectiva la reunión de las dos, lo
^ ha venido a evidendar que la cantidad de factor X presente en la toxina B.
***** con el tiempo de incubación. Después de 18 horas de crecimiento es muy
^ueno el tenor dei factor X presente en la toxina B ; después de 3 dias ceta can-
lr^d ya no es despredable. Con 18 horas de incubadón la toxina B es termolabil.
^ Paso que con 3 dias de incubación la toxina B no es enteramente destruida por
* calor. Este aumento de la termoresistenda está de acucrdo con la presenda de
^hdades mayores de factor X al cual también se debe la termoestabilidad de
* toxina D.
Estudiando comparativamente la toxina de tipo D con la producida por el
^dl,
0 aislado por Bennetts en 1932 (2) dei intestino dei camcro en Australia,
binado Badllus ovitoxicus — probablcmente idêntico al Bacillus ovitoxicus,
*r- Nueva Zelandia. aislado por Gill (12) y al Badllus ovitoxicus, var: Tas-
aislado por Oxer (29), — Wilsdon (57) concluyó por estabelecer la iden-
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398
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
tidad de la toxina dei tipo D con la toxina dei tipo Ov conforme se verá en
cuadro eeguiente:
A este notable trabajo, Glenny, Barr. Llewelly-Jones. Dalling y Ross
hicicron dos serias objrciones : Io el poder protector pucde preexistir como reSt^
tado de uma inmunidad natural, anterior a cualquier immunización ; 29 la aiise001*
de poder protector dcl suero contra un antigeno dado, no es una prueba sufic,en*e
de ausência de este antigeno en el filtrado inmunizantc.
Por otra parte la variación de poder tóxico por via venosa en lauchas. ***
presenta la medición de los vários efcctos. no dando indicación suficiente
los caracteres individuales de cada toxina separadamente, siendo ncccsario P®
esto, irsar vários métodos, basados va sca en cl tnxlcr h emoli tico. va en le P°^f
' r * 'ncO
necrosantc. Consiguicron asi los citados autores, demostrar la existência dc &
toxinas que fuexon designadas con las letras Alfa, Beta, Gama. Delta y Ep^'00'
Toxina Alfa. — Es la toxina de Cl. perfringens clássico (tipo Welch) 4
es neutralizada cuantitativamcntc por la antitoxina de la Gangrena gascosa (Pv
fringens) ; está también prrsente en I06 filtrados dc los ailtivos L D v >‘3C^ ^
paludis. La cantidad de toxina Alfa presente en los filtrados de bacilos I- ^
Bacillus paludis representa cerca de 1/40 de la tasa contenida en un filtra*'0
Cl. perfringens ( tipo Welch).
Toxina Beta. — Eis una toxina nccrótica, no hcmolitica; producc
rcacc^
purpúrea en el cobayo, usualmente después dei segundo dia de inoculacron s ^
tánea. Es neutralizada sólo por los sueros anti L D o anti paludis y en 1,110
reducido dc casos, por los sueros de algunos animales nucvos. La toxiu3
es Ia constituyentc principal de los filtrados dc L D y paludis.
Toxina Cama. — Es encontrada en los filtrados de L D, mortal P3^3
\lta :
lauchas por vía venosa. No es neutralizada por la antitoxina Beta v
presencia sólo puede ser inferida por la observación de la existência de suen
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A. BClleii Souto * J. B. Rivauoi.k — Preparaciôn dei suero antigangrenoso 399
gnin poder protector contra las toxinas L D (pruehas íntracutáncas en cobayos)
y poder protector bajo para las lauchas, mismo en presencia de cxccso de anti-
toxina Alfa. Esta toxina es probablemente producida en pequenas cantidades por
e! paludis porque antitoxina Gama existe en los sucros de los caballos inmu-
atzados contra toxina paludis.
*T>r
Toxina Delia. — Es una hemolisina producida por cl B. paludis, siendo
Probable que exista también, en pequena cantidad cn los filtrados de L D, por-
'1Ue ,os sucros dc los caballos inmunizados con los filtrados de L D protegen con-
la hemolisina dei B. paludis. Sueros con bajo poder protector para las lau-
Chas- cn relación a su contenido de antitoxina Beta son también pobres cn antito-
*’na DcI,a- La toxina Delta es diferentes de Ia toxina Gama porque cl sucro de
Un caballo inmunizado con filtrado dc paludis muy activo por via venosa, contra
j°xina paludis y contcniendo un exccso de antitoxina Alfa y antihemolisina pa-
muestra tener un titulo mucho más débil que dosado contra la toxina L D.
caballo inmunizado con filtrado L D no produjo ni hemolisina paludis, ni
*nt*toxina Gama. Prosiguiendo la inmunización dc este caballo, el suero no dc-
rrV,nstr‘> jamás Ia existência de antihemolisina paludis. to-nándosc muy activo,
m° por 'ia venosa por via subcutânea confa la toxina L D. Io que hacc
P^sar que el sucro debería contcncr anticuerpos Gama.
Toxina Ffsilon. — Es producida j>or el Cl. perfringens tipo D dc Wilsdon.
, cI,a se encuentra una hemolisina idêntica a Ia toxina Alfa y una toxina nc-
J**’ca. La toxina no cs neutralizada de una manera notablc, ni per la antitoxina
çj*’ ni" P°r í°s sueros antitóxicos L D y paludis rccicntcmcntc preparados. Este
neurótico sólo fuc neutralizado por un sucro L D preparado cn caballos
J^unizados con toxina obtenida antes deJ ano 1930. Como la muestra que liabia
Pa™ obtener los sucros antitóxicos dc la primera experiência, era la misma
pj* SIrvió Para la preparaciôn dc la toxina cnvejccida dc Ia segunda experiência,
los autores, que estas muestras pierden con el tiempo sus propiedades dc
'' 'riucir toxina Epsilon o que. tal vez, una pequena modificación cn cl crecimiento
f3)
Mi.
muestra D habia alterado la capacidad de produción de la toxina Epsilon.
Confirmando los trabajos de W ilsdon. en sus lineas gcnerales, Borthwick
con todo. encuentra algunos resultados discordantes. Tales discordâncias s
• w6u>>w .WU..HUW5 uixuruames. i aics aiscoraancias se
. Men particularmente a los sueros ant: C y anti D y se. hasan en lo siguiente:
Usqi — r** * • • * * *
seria
venosa)
^on, Glenny y colaboradores (13) establecicron que cl ^uero anti C s
dc neutralizar la toxina A (exp.: hechas en lauchas por via vem
^hwick no consiguió demostrar la neutralización dc la toxina A por los sueros
mismo usando sucro puro (exp. hechas en lauchas por via venosa). Esta
ralización sólo fue observada usando cl cobayo por via subcutânea, [.os sucros
^ 1 L y ami ovitoxicus preparados por Borthwick en concjos no actúa absolu-
^obre la acción nccrosantc de la toxina C (exp. cn cobayos por via subeu-
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400
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
tánea). Una aceión protectora débil por los suero6 anti D y anti ovitoxicus cs
ejercida mismo en la dilución de 1/5 sobre la toxina C cuando se usa la laucb*
por via venosa, el suero anti D manifiesta esta acción protectora retardando j1
muerte de los animales de prueba, al paso que el suero anti ovitoxicus protejc
66 °fo de los animales inoculados. De sus experiencias Borthwick pudo conc'm:-'
que el suero anti A neutraliza solamente la toxina A, protegiendo la dosis de
c.c. contra 0,5 c.c. de las culturas de A y D.
El suero anti B, neutraliza las toxina A, B, C, D y Ov y los cultivos A, jj
y C. El suero anti C protege 50 de los cobayos inoculados con cultivos de
y C. El suero D neutraliza solamente cultivos B. Verifícase de estas expe^1^
cias que el suero anti A que no neutraliza la toxina D, neutraliza los cultivos ^
y que el suero anti B que neutraliza la toxina D, no neutraliza el cultivo D-
suero anti D mucho más activo contra la toxina ovitoxicus que contra la pr0?'3
toxina D se muestra inexplicablemente inactivo contra los cultivos ovitoxic^5
En trabajos posteriores Borthwick (4) analizando cepas de Cl. perfriwj^
provenientes dei intestino de cobayos, conejos, perros y dei hombre, senaló
irregularidades en la producción de dertos componentes tóxicos de los difere0*^
tipos de Cl. perfringens. Verifico que el factor X de la toxina tipo B puede no
produddo en cobayos, pudiendo dertos cultivos dei tipo B, perder su cap3C
de producir el factor X. Verifico, aun más, que todas las muestras aisladas
cobayo eran dd tipo D, y que de las hcces humanas y de conejos, solan*11
pudo aislar. muestras dei tipo A. De las heces de perros consiguió aislar Ç3
tras de los tipos A y D y pudo constatar que las muestras dei tipo D rccic •
mente aisladas de perros, mostrahan tendencia a simplificarse pasando
tipo A. Juntamente con Gray (5) pudo confirmar que todas las muestras de
perfringens aisladas dei hombre eran invariablemcnte dei tipo A.
Continuando esta serie se investigaciones Weinberg y Guillaumie (**“ ^
jeron nuevos esdaredmientos sobre la constitudón antigénica dei Cl. ptnrin- ^
En sus trabajos adoptaron la nomenclatura de Wilsdon para los diversos l,P°' ^
Cl. perfringens, designando los antigenos correspondientes con las letras a>
‘,dyov- . .
La toxina A, contcndría los antigenos a y b (b cn muy pequena ‘-a‘'
J y #•
La toxina B, los antigenos b y c en gran cantidad y los antigenos o. ■
en cantidad débil.
La toxina C los antigenos b y c.
La toxina D, los antigenos b (en pequena cantidad), d y ov.
• • • n efl ^
De donde se puede conduir que los dnco antigenos se encuentran ^
tidades importantes, pero en propordones variables en la toxina dd tip°
En virtud de esta constitudón antigénica. verifícase que el suero 3n,:^,ri.
ejerce acción antitóxica potente sino sobre la toxina A. El suero anti B
liza muy fuertemente las toxinas B y C y ligeramente las toxinas A,
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A. Büller Sovto * J. B. Rivakola — Preparación dei suero antigangrenoso 401
El suero and C neutraliza debilmente la toxina A y fuertemente las toxinas B
y C. Los sueros and D y and Ov son capaces de neutralizar adcniás las toxinas
Enólogas D y Ov y cantidades importantes de toxina A, siendo poco eficaces
^tra las toxinas D y C.
Así, los sueros anti C, and D y anti Ov, neutralizan nitidamente la toxina A,
tanto que el suero and A no neutraliza ni la toxina C, ni la toxina D, ni la
t°*ma Ov. Los sueros anti ovitoxicus neutralizan la toxina C, en tanto que el
*•**0 and C, no neutraliza la toxina Ov.
Para explicar estos hechos podria pensarse que la toxina A condene cierta
^tidad de haptenc», esto es, substancias o agrupaciones antigénicas capaces
^ üjar la antitoxina D o la andtoxina Ov, y en la toxina C haptcnos para la an-
btoxina Ov. Es probable entonces, que la toxina Ov cuntenga pequena cantidad
(*e antígeno a. El suero anti A no neutraliza la toxina Ov porque la cantidad de
*°tigeno a presente en la toxina Ov es tan pequena que su ncutralizadón por el
!üçro and A no llegaría hasta disminuir sensiblemente cl eíecto tóxico (para la
de la dosis de toxina Ov usada.
Teniendo en cuenta los vários hechos apuntados, Weinbcrg y Guillaumic (44)
®v*den Ias especies períringens cn dos tipos:
Tipo Welch o dpo A
Tipo Ovino
Grupo I
Grupo II
L D B o tipo B
Bac. paludis o dpo C
B. D. de Wilsdon o tipo D
B. ovitoxicus o tipo Ov
Dc estos estúdios resulta, que para que la reacción toxina-antitoxina tcnga
^°r. es necesario eíectuarla con antitoxina muy activa contra todas las toxinas
^ tos diferentes tipos de Cl. perfringcns; y para reducir al minimo el número
Acasos de la seroterapia especifica es indispensablc usar un suero activo con-
tados los andgcnos tóxicos de una especie microbiana.
Para preparar buenos sueros antiperfringens tipo A, se dcbe emplear cepas
„ > activas dei tipo A, que scan buenas productoras de los diferentes coinpo*
■’Çs tóxicos dei tipo A: toxina hemolitica, no hemolidca, necrosante, neuro-
^ y miotóxica.
* . Para preparar los holosueros antiperfringens (44), esto es, sueros antiper-
•^^ens eficaces contra todos los gérmenes de la especie perfringcns. es necesario
^ttttizar los animales contra todos los antigenos de los diferentes tipos de
’ Ptrfringens.
A — Suero antiperfringens tipo A.
I — Preparación de la toxina
•«, *~ePa - Xo todas las cepas de Cl. perfringcns tipo A son buenas productoras
| 5fj*ina. Es pues necesario sclcccionar aquellas activamente toxigénicas.
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402
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Para la preparación de toxina destinada a la obtención de sueros tipo A *
debe emplear las muestras de tipo A, tipo Welch. activas productoras de los &
ferentes componentes tóxicos, de acción hemolitica, no hemolitica, nccrosantC"
neurotóxica y miotóxica de la toxina de tipo A.
Solamente un número muy pequeno de muestras, es capaz de producir
xinas óptimas. Se puede a vcces conseguir aumentar la capacidad toxigénica ^
una muestra, por inoculadón cn el músculo pectoral de palomas, que causa k
inuerte de t«ta .generalmente en 8 horas. Retirándose un fragmento de esta ma**
muscular y emulsionándola, se inyecta a otra nueva paloma, de la que se ba °e
pasar dircctamentc al medio de cultura.
A veces el poder toxigeno de las muestras caen inexplicabl emente, aún tc
mando todas clases de prccauciones. Estas caídas bruscas dei poder toxíg600
fueron observadas por nosotros y senaladas igualmente por vários autores.
Es necesario repicar las muestras toxigénicas diariamente, antes de cf ectuar
las siembras definitivas en los balones. conteniendo el medio de cultura.
Para la preparación de holosueros de Cl. pcrfringcns es necesario p °s^tt
muest'as de los cinco tipos de Cl. pcrfringcns conocidos, esto cs: tipo A
Welch), tipo B (L D bacillus B, agni), tipo C (Bacillus paludis), tipo D (®*
cillus de Wilsdon) y tipo Ov (Bacillus ovitoxictis).
En el Instituto Butantan posccmos 34 cepas para la preparación de suero antipert
tipo A (tipo Welch).
rit*4**
Mcdios dc cultivo.
A. — Medicai Research Committce (25) propuso cl medio siguicnte*
Io — Hcrvir durante 1 hora. carne dc caballo triturado cn agua en partes
les, adicionando cloruro de sodio a 0.5 %.
2o — Filtrar la carne cocida por medio dc pano y adicionar al caldo desptlC
filtrado, 1 % de peptona y 0.2 % de glucosa.
3o — Calcntar este caldo hasta Ia disolución dc la peptona, agregando caI1
suficiente de soda hasta obtener reacción alcalina al tornasol.
4o — Hervir durante 1/2 hora y filtrar para remover cl precipitado.
5o — Distribuir en frascos Winchester, 4 litros dei medio y 2% de carne
6o — Esterilizar durante 3 horas a 33 libras.
. t |
7o — La reacción final dcl medio asi preparado tiene acidez variable ; de -
titulada com íeuoltaleina como indicador.
Es de notar que la peptona es indispensable para la formación de
No asi la calidad, pudiendo usar-se cualquicra de las conocidas pues no y
tablemcntc; es de notar también que la reacción dei medio tiene cfecto .
sobre el crecimiento y que la adición de músculo fresco o cxtracto de carne
temente prejarado. favorece indiscutiblemente la producción <le la toxtn*
cod^
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BClleií Souto * J. B. Rivahola — Preparación dei sneru antigangrenoso 403
B. — El Comité Permanente de Standardización Biológica de la Liga de las
^ aciones (26) aconseja el medio siguientc:
— A caldo hecho con extracto de carne, adicionar 3% de Proteosa Peptona
Diíco y 0.5% de cloruro de sodio.
— Distribuir en frascos de Winchester la cantidad de 2 litros en cada uno,
agregando 10% de carne cocida. Ajustar cl pH a 8.0 y esterilizar evi-
tando el calentamiento excessivo. El medio cs enfriado a 37° C y sem-
brado com 25 c.c. de cultivo de 12 a 14 horas en medio de la misma com-
posición.
C. — En el medio de Walbum y Reymann (40) se producen óptimas toxi-
845 • Tienc Ia composición siguinte : :
1°
— Caldo de temera comun com peptona Ricdcl a 1%.
* Antes de esterilizar, ajustar la rcacción a pH 8.0. Si despucs de autoclavar
estuvierc a pH 7.8 ó 7.6. no es ncccsario rcalcalinizar cl medio.
Distribuir en frascos en la cantidad de 1 litro en cada uno.
40
En el momento de sembrar adicionar 0-25% de glucosa y 20 a 30 gramos
de carbonato de caldo por cada litro de medio. Hervir durante 2 horas,
agregar 200 gramos de parafina liquida estéril, continuando cl calcnta-
micnto por 1 hora más.
En cloruro de cálcio cs ncccsario para evitar la dcstrucción de la toxina jwr
ácidos formados. El medio debe ser agitado frequente y continuamente. Sem-
^ r 1 c.c. de cultivo de 20 horas (varias subeulturas “incat médium” con para-
*** ''quida) en 1000 cjc. de medio. I.a producción máxima cs obtenida con in-
^ ^rión de 10 a 11 horas a 37° C o después dc 21 a 24 horas a 31# C. La
-*-L. obtenida con esta toxina es de 0.015 a 0.03 c.c. (en lauchas por via ve-
«o siendo neccsaria la adición dc carne cocida en el fondo dcl tubo.
^ I-a toxina de acción fulminante dc Kojima (22) no es producida en cantida-
2 ' aPrcciables en los médios conteniendo menos dc 0.75% dc glucosa. Con
^ % de glucosa. esta substancia se producc en cantidades apreciables. La to-
8*nuina es más estable a pH 6.0 ó 7.0.
— El medio de cultivo que nos lia proporcionado toxinas dc tenor más
••*-'1° y f)Ue nosostros aconscjamos para la producción de la toxina es el si-
«Xmte:
Higado 500 gramos.
Peptona Chapoteau o
Xeopcptona Difco o
Peptona Wittc o
Peptona Bac. de
Park-Davis 10 gramos.
Agua destilada 1000 c.c.
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404
Memórias cio Instituto Butantan — Tomo XII
Io — Se pasa el higado por la máquina, agregándole d agua y dejando a
rar por 12 horas.
2o — Hervir a íuego lento durante 15 minutos.
3o — Colar en pano y filtrar por papel de filtro n° 50.
4o — Agregar la peptona, previamente disuelta.
5o — Ajustar d pH a 7,8.
6o — Llevar al autodave a 120“ C. durante 20 minutos.
7o — Filtrar de nuevo por papel.
8o — Distribuir en balones con 500 c.c. en cada uno, agregando 10 /ó (más o B**
nos) de trozos de higado y vaselina liquida.
9o — Esterilizar a 115° durante 30 minutos.
En el momento de usar para la siembra, calentar los frascos a 70° C. en
i na ria. enfriando bruscamente a 37° C. La siembra debe practicarse con cultnra"
de Cl. perfringcns de 12 a 14 horas efectuados en medio de igual compo
5ÍCÍÓO-
xi*5*
Condiciones que favoreceu la producción de toxina
La agitación.
La adición de dururo de cálcio que impide que el pH baje de 6. La t°
genuina espedfica se conserva mejor con pH 6.0 ó 7.0. La hemolisina se
serva mejor con pH 5 conforme verifico Walbum (39). „
A 31° C la produdón de toxina es más lenta. A 37° C se obtienc crecòn**0
óptimo en 18 a 24 horas de incubadón. . j,
La adición de carne fresca estéril o de higado cocido aumenta 5 veces mas
toxicidad dei filtrado.
La cantidad de medio de cultivo. Nosotros aconsejamos 500 c.c.
La adición de sangre desfibrinada o de suero de caballo.
Condiciones que atenuan la toxina
La filtradón.
La permanência en la estufa por más de 24 horas.
La falta de calentamiento prévio, dei medio.
La ación de la luz solar sobre el medio, aún antes de sembrado.
La permanência prolongada dei medio de cultivo en la temperatura artJ
El envejedmiento, mismo a baja temperatura.
La addez dei medio. La toxina de Cl. perfringens tipo A se atenúa
mente en los médios áddos, siendo necesario ajustar el pH a 7.0 a h°
servarla en estado líquido.
Siembra
La siembra será hecha después de calentar el medio hasta ebulicion (j£Í.
1 hora. y enfriado rápidamente en agua corriente o por medio de um vCfltl
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A- Bcller Souto * J. B. Rivap.ola — Preparación dei suero antigangrenoso 405
Pueúe hacerse la siembra con fragmentos de músculos de paloma, inoculada en el
®úsculo pectoral con cultivos originados en caldo o en agar. Las culturas hechas
directamente cor cultivos en caldo deberán ser cultivadas varias veccs en tubos
^nteniendo médios de la misma composición que el medio que va a servir para
k Producción de toxina.
Período de incubacion
No es necesario adoptar para el crecimiento dei Cl. pcrfringens métodos espe-
res de anaerobiosis. Un medio recubierto con parafina liquida o raspar recien-
temente esterilizado al autoclave o recalentado y bruscamente enfriado, ofrece con-
^riones de anaerobiosis satisfactorias para la producción de toxina. El período de
’°cubación varia con los autores; algunos aconsejan 10, otros 13, 18 y 24 horas.
Después de numerosas experiencias, encontramos el período de incubacion
de 18 a 24 horas para la producción máxima de nuestras toxinas.
I-as toxinas tipo Ov son obtcnidas después de 3 dias de incubadón y las de
D después de 5 dias.
ObUnción de la toxina
Se obtiene por filtración y por centrifugación. La centrifugación dcbc durar
^ 20 a 30 minutos hasta la obtención de un liquido limpido.
^ Antes de Ia dosificación convienc hacer una prueba de crecimiento cn agar
^Uon a fin de verificar si ha habido crecimiento abundante. L^sar tambicn los
^r°Wdimiento3 nefelométricos con este objeto.
Determinaeión de D.ií.L.
Las técnicas usadas por los distintos autores son las siguientes :
Buli (1917) Bengston (1920) : 0.1 c.c. D. M. L. en pa-
lomas via muscular.
Dalling, Glenny y Mason y O’
Brien (1928) : 0.1 — 1 c.c D. M. L. en
lauchas via muscular.
Los mismos : 0.01 — 1 c.c. D. Al. L.
en lauchas via venosa.
Klose (1916) Glenny y ADen
(1921) : 0.01 — 1 c.c. D. R. Ai.
Henry (1917) Wcinberg (1928) : 0.01 — 1 c.c. M. H. D.
hemolisina in-vitro.
Weinberg y Seguin (1917) : 0.5 c.c. D. Ai. L. lauchas
via cutânea.
Sordclli, Asúa y Ferrari (1929) : 6 mgs. D. Al. L. cobayo
viia pcritoneal.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Nosotros usamo6 palomas y lauchas blancas, preferentemente lauchas blanca*
de 17 a 20 gramo?, empleando la via venosa (1).
Prcparación de la toxina seca
Para los dosajes por via venosa se usan volúmenes muy pequenos de toxi15*'
De aqui Ia conveniência de conservar secas las toxinas. Preparamos de acueri*
al siguiente procedimiento :
Io — Precipitar por ei sulfato de amonio purisimo (750 gramos de sulfato
amonio por 1000 de toxina fresca centrifugada).
2o — Agitar con una varilla dc vidrio durante 1 hora.
3o — Recoger la espuma sobrenadante.
4° — Colocar en un cristalizador quitándolc por expresión la mayor parte
sulfato dc amonio.
5o — Distribuir la espuma sobrenadante en tubos scrológicos de dosaje, 0.? CA'
cn cada tubo. Secar en hielo seco a baja temperatura y en alto vacuo.
Preparar ltielo 6eco : colocar una bomba de C02 sobre una mesa. Atl3P**r
un saco sobre el tubo de salida, abrir este tubo de salida dentro dei saco-
Batir bastante el saco, violentamente. Colocar el hielo seco en un recipicflt<
con alcohol. Disponer un secador Hempel con glicerina. Antes de u _
este secador retirar todo el aire dc la glicerina hasta que no salgan tIlí"
borbujas. .
6o — Agitar rapidamente los tubos contcniendo la toxina a-15° C. ó-10°
mczcla dc hielo seco y alcohol. Toda la toxina se deposita cn las l'3f
lo que facilita cl secado.
7o — Enjugar los tubos por íuera (a fin dc retirar cl alcohol y cl C02).
immediatamcnte dentro dc secaderos modelo Hempel sin tapa, con
acido sulfurico e cloruro de cálcio. Pasar vaselina o vasoil por los b°‘l
. 3 un
dcl secador. Colocar dentro un termómetro. Trasportar cl secador
frigorc a-5° C. y ligar la bomba de alto vacuo hasta cl manómetro
de »ir<
j w • — — _r,cr>
baje a zero. Bombear por 1 hora. verificando el termómetro, de n
que dentro dei secador haya-5° C.
Conservar el secador cerrado en cl frigore a- 15° C. durante 24 horas.
(1) La definición classica de D. M. L. de toxina gangrenosa definitivamente
ta*"
(3* 1
cf
lecida por Wcinberg y Guillaume (59) y admitida cn nuestros trabajos anteriores (4>
35) considera como D. M. L. de uma toxina gangrenosa: la menor
cantidad de
de
U»
toxina que inoculada en lauchas. de 17 a 20 gs., por via venosa mata cl
lauchas inoculadas. -jjA
Bcnron". en trabajo rccicnte (2a) considera como dosis minima leta) la menor c ^
dc toxina que inoculada cn lauchas. de 17 gs.. por via venosa, mata lOO^t de Ia*
inoculadas.
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*■ Bülleb Solto * J. B. R nr aro la — Preparación dei suero antigangrenoso 407
— Retirar y pasar por tamiz fino.
— Dosar.
— Colocar en tubos especial es de conscrvación como los de la figura 1 ideado
por Prausnitz. (30).
La toxina es colocada en la ampolla a; cl recipiente b cs llcnado con anhídrido
"fórico en polvo. Se suelda cl aparato con lámpara de mecânico y se liga por
** hibo X al vacuo. Se conserva esta ligación con cl vacuo durante 30 minutos.
^ suelda en X y se conserva en la hcladera por 2 ó 3 meses. Agitar una que
**** vez a fin de renovar las camadas de polvo de la superficic. Cuando se suponc
*** nos últimos restos de agua han desaparecido sc cicrra en cl punto marcado con
11 '«ra Y.
\
-P,0*
Hr. 2
tubo de la figura 2 ha sido ideado por Rosenau (32). Es de vidrio y de
átnbar. Se introducc p ri mero algodón hasta la constricción. Se coloca en
los bulbos 1 gramo de anhidrido fosfórico. Se cicrra con llama la rama
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
por la çual se ha introduddo el anhídrido. Se coloca cerca de 1,2 gramos de to-
xina seca en la otra rama y se liga esta rama al vacuo, dejándose así por
hora. Es necesario ligar el vacuo suavemente, de lo contrario la toxina seria as
pirada. Condene retirar todo el aire de la toxina antes de cerrar el tubo.
pués de transcurridos dos meses, separar el anhídrido fosfórico y conservar
tubo en la heladera. Una vez abierto el tubo conservardo en un desecador c°°
cloruro de cálcio cobierto de papel negro, siempre con presión negativa dentro-
Las toxinas secas tienen una estabilidad muy grande. Nosotros redosat®0®
las nuestras de seis en seis meses.
D. M. L. de la toxina seca
Diluir la toxina seca en solución salina fisiológica o caldo con pH 7,0
culando a lauchas de 17 a 20 gramos por via venosa a la dosis total de 0.5 cx-
Conviene aprovechar para toxina seca patrón solamcnte aquellas que tie1*®
gran poder toxigénico. Las toxinas secas más débiles pueden usar-se pa*11
inmunización de caballos.
Acción de la toxina
A fin de poder observar los efectos expcrimentales de la inoculación de la *
xina, es necesano conocer su accion.
Estudiando Ia acción de la toxina de Cl. períringens, Xicholson (27) vCf‘
fícó
no
(IS)
que la acción de Ia toxina de Cl., períringens es debida a la toxina dei mismo
a una substancia semejante a la histamina encontrada por Kcndall y Schmitt
en los filtrados de Cl. perfringens. ^
Sobre el aparato circulatório, nótase que la toxina causa notable aunic"'0
la presión sanguinea. Este aumento se inicia gradualmente (dependiendo ^
acción dei tipo de toxina inoculada), cayendo la presión rápidamente cuan 1 _
animal se aproxima a la muerte. La toxina C es la más activa de las t0*
La toxina B tiene acción ligeramente más débil. Usando dos» proporciona^-
estas dos toxinas, es imposible distinguir sus efectos por la observandón
curvas de la presión sanguínea. Las toxinas A y D son mucho más lentas ^
acción que las toxinas B y C, no causando tan rápidamente la elevadón <
presión.
d®*
La acción de la toxina de Cl. perfringens se asemeja a la aedón de la
de Vibrión séptico, que produce tanbién una elevadón preliminar de la
sanguínea, seguida de una dctención y nuevamente uma elevadón. ternu
por una nueva detendón final.
La mayoria de las experiendas sobre la acción de esta toxina, hiciero0^^
dl decidir, si los latidos dei corazón procedieron a la cesadón de los n10'’1^1.^.-
respiratorios. o si éstos preccdieron a la cesadón de los movimientos c3
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BCllhk Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero anliyangrenoso 409
^ el caso de la toxina D, con todo. no hay duda, de que cesan primero los
^vimientns respiratórios antes que los movimientos cardíacos. Como el aumento
** la presión sanguínea se produce. asimismo, cuando las toxinas son inyecta-
en gatos decapitados con la medula destruida, es evidente, que el aumento
** la presión sanguínea producida por la toxina, debe ser imputada a la con-
tracción de los vasos periféricos. Además las toxinas de Cl. perfringens p-o-
Ven contracción coronaria, bloqueo cardíaco y fibriladón ventricular.
Sobre el aparato respiratório los efectos de la toxina de Cl. perfringens se
^dencian por una disminución dei número de los movimientos respiratórios, de-
Cr°c**ndo la amplitud de los mismos, siempre paralelamentc a un aumento de la
P^ión sanguínea. Estas modificaciones dei estado general persisten hasta que
■* presión sanguínea comienza a caer, aumentando por el contrario los movimien-
l0s respiratórios en amplitud y en número, para cesar después súbitamente, cn el
^íento de la muerte dcl animal.
Los cuatro tipos de toxina de Cl. perfringens producen efcctos idênticos sobre
^ aparato respiratório, criando solamente la intensidad de la acción de cada una.
disminución de la amplitud de los movimientos respiratórios es debida a la
rxjfUracción de los músculos lisos de los bronquios y se constata, asimismo, admi-
^drando previamente atropina o dividiendo previamente ambos neumogástricos.
Sobre el sistema nervioso central. I.a inyección de 1 D. M. L. de toxina fue
W^u'da siempre de una disminución de la repuesta a la cstimulación dcl ncumo-
^rico, lo que indica que durante cl curso de la intoxicación existe progresiva
<T>resión de los centros corrcspondientcs a este par. Es razoable suponer que
*r°* centros son también afcctados. teniendo cn cuenta que la toxina B poscc afi-
lies por las células nerviosas llegando al cerebro por via sanguínea, La to-
*!n4 dei Cl. perfringens causa una contracción espástica sobre trozos aislados de
x,Ta*ón v útero, lo que demuestra su acción directa sobre los músculos involun-
»»rio5.
f-n cobayos inoculados por via venosa se constata Ia acción de la toxina sobre
j. 'l5tema nervioso. por la aparición de una parálisis seguida de contraccioncs.
í; substancia paralizante y convulsionante cs neutralizada por cl suero cspect-
• conforme demostraron Weinbcrg y Barotte en 1929. El suero antiperfrin-
1 más antineurotóxico que antihemolitico.
Sobre el aparato gostrointestinal Ia toxina de Cl. perfringens tipo A tienc
notable. Las lauchas. conejos y cobayos inoculados por via venosa con
^ón
’í>.^
^ de Cl. perfringens. presentan pcristaltismo intestinal violento, acompanando
^ ^*rrea. Lee vómitos que se notan cn las palomas y en los enfermos de gan-
^ Kaseosa en su periodo final, tal vez corran por cuenta de esta acción.
E^°l're la sangre. . Las toxinas de Cl. perfringens son fuertemente hemolíticas
í'fr° e in-vhro Existirian dos toxinas hemotóxicas. A y B. La primera de
J:i in-vitro y Ia segunda de acción in-vrvo. La toxina hemotóxica A puede
'^tenida cn medio de Kahn y Torrey. pro<luciendo lisis rápida de los glóbulos
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
rojos, siendo neutralizada por el suero anti A. La toxina hemotóxica B, es ta*0'
bién obtenida en medio de Kahn y Torrey al cual se agrega trozos de múscd0
pectoral de paloma o 2 c.c. de sangre fresca estéril de conejo, que absorben ^
toxina A al final de las 18 a 24 horas. La toxina B es cuaíro veces más tóx*3
que A, produciendo las modificaciones morfológicas de la sangre en las inf ecPV
nes dei Cl. pcrfringcns. La acción combinada de las toxinas hemotóxicas J dc _
toxinas de acción necrosante, que alteran las paredes vasculares, explican las lc5’0"
nes hemorrágicas tan frecuentes en las infecciones por el Cl. pcrfringcns.
Orr, Campbell y Reed (28) mostraron que in-vitro esta toxina produce u-3
evidente anisocitosis, muy semejante a la observada en la anemia perniciosa, ir-
ciándose por una disminución dei diâmetro de los hematies Restado microaO^'
Posteriormente los hematies aumentan de diâmetro (estado macrocitico).
viendo en seguida a aproximar se a la normal. Estas alteradones dei tamano
los hematies no se produce con otras hemotoxinas, como Cl. tctani, zibrion scfn
que , Strcpto scarlatinae, Staph. aurciis.
bles que los de conejo.
Los hematies humanos son mas
seflí»*
In-vivo produce esta toxina, notable disminución de los hematies.
Buli (6)
relato que una paloma que daba inicialmente 4.280.000 glóbulos rojos por c.c.
pués de 3 1|2 horas de inoculadón, no daba más de 800.000 hematies P°r 1
La toxina en dosis única o en «rias dos» repetidas, produce en los animales J
culados anemias y grandes alteraciones de la sangre.
Las lesiones más graves son obtenidas por inyecdón subcutânea de cu'tlV°
En los periodos graves se puede constatar también graves alteraciones
cuadro hematológico : anisocitosis, hematies nudeados, hematies policromat
y células de Türck, pudiendo encontrarsc a nivel dei bazo, higado y rinones-
quenos trazos oscuros de un pigmento mclánico tliio aminado debido a Ia 3
addemia y a la thiohemia, causado por insuficiência hepática grave y mal ,u
namiento dd higado, rinones y 6uprarenales. tfl.
La acción hcmolitica no es debida a la presencia de ácidos, pues con l3
tralización quimica (pH) continua produciéndose los mismos efectos. ^
Los enfermos infectados con Cl. pcrfringcns presentan en d curso de ^
fennedad, fenómenos hemorrágicos, hemorragias gastrointestinalcs, hemopti^-^
moglobinurias y hematúrias. Estas lesiones son dehidas a dos factores. ^
dón de las paredes vasculares por la toxina necrosante y por la elevacion ^
presión sanguínea. La hetnoglobinuria y la hematúria, es acompanada
tensa pigmentación de Ias células renales, células endoteliales de los vasos •
ncos y células conjuntivas dei endotelio interstidal. jetic0**
Sobre los glóbulos blancos la toxina de Cl. pcrfringcns ejerce accio'1 ^
glutmante. Este poder lcucoaglutinantc de la toxina es directamente Pr0P°
a la virulência. Es destruído por el calentamiento a 58°-60p C. en 30 su’>
No existe relaaon entre el poder Ieucoaglutmante de Q. perfnngcns >
toxigénico.
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A. Büller Souto * J. B. Rivarola — Preparacián dei suero antigangrenoso 411
La acción necrótica puede ser demostrada por los efectos de la toxina sobre
*a piei. por inoculación intracutánea o por inoculación intramuscular. Los mús-
fulos se vuelven edematosos, friables, tomándose íinalmtnte en una pulpa di-
'"iuente. Produce también un edema seroso y extenso dei tejido subcutâneo; el
'iquido dei edema no contiene células y coagula rápidamente dando un liquido de
^lor amarillo claro. En la laucha este liquido es rojizo dando el espectro de la
°*ihemoglobina.
Sintomatologia
Después de las inoculaciones, las lauchas tómanse disncicas, con movimien-
’°s respiratórios profundos y espadados ; en seguida sobrcvicne una serie de movi-
mentos respiratórios lentos y superficiales. A veces el animal gira sobre si mismo,
'k grandes saltos, sobreviniendo una fase de paresia de los músculos de los miem-
^r°=> posteriores, que en ocasiones llega hasta el tronco, cl animal procura soste-
nfrrsc con auxilio de los miembros anteriores. Sobrevienc luego una fase de quie-
tud, de movimientos respiratórios muy rápidos y superiicialcs, los músculos entran
^ felajamiento y la muerte llega por parálisis flácida.
La hematúria es extremadamente frecucntc; con dosis débiles demora un
más en producirse la muerte; en estos casos cl animal está triste, abatido,
^'rde cl apetito, los pelos erizan. habiendo notablc descenso de la temperatura,
observa con frecuencia hematúria y diarrea.
Necropsia
La toxina de Cl. perfringens no produce sintomas patognomónicos. En las
^opsias de lauchas. encontramos vejiga llena, con orina a veces sanguino-
Rifiones congestionados c ingurgitados saliendo fucra de las cápsulas cuando
son cortadas. El higado con degeneración grasa circunscripta en placas o
^usa. Aumento de liquido en las caridades serosas, más particulannentc en la
^dad plcural y pericárdica. El duodeno y parte dcl intestino delgado disten-
con contcnido tenido por bilis. El recto se muestra a veces lleno de gas con
■^tenido semifluido. Las suprarenales están enrojccidas y el bazo aumentado
* volumen. Estas alteraciones no son constantes. En las lauchas que sobreviveu
de 6 horas después de la inyección tóxica Gortzen (15) scnala edema abun-
n'e ael vientre de color rosáseo, edema pulmonar y lesiones celulares gencri-
^'■as en la cáp6ula renal. No todos los animales presentan hemolisis intra-
****1 lo que hace aceptar la teoria de Priggc (31) de que no es la Alfatoxina la
^Porisable de la acción letal de la toxina y si, un otro factor. la Zetatoxina que
<trr,,ina la muerte de los animales.
II — Prcparación de suero antiperfringens tipo A
En las infecciones gangrenosas por Cl. perfringens existe desde cl comienzo
f*uberante desarrollo bacteriano que conduce a Ias más graves alteraciones
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Memórias do Inslituto Butantan — Tomo XII
tisulares, con credente invasión de la corriente de los humores y de la sangre, p°r
cada vez mayores cantidades de toxina. Por esta razón el suero antiperíringen?
debe ser antimocrobiano y antitóxico. La acción antimicrobiana es profiláctica )
directa sobre el desarrollo y desenvolvimiento de los gérmenes. La acción antito-
xica se ejerce sobre las toxinas elaboradas que pasan a Ia corriente de los hun*>-
res y a la sangre. La acción antimicrobiana dei suero antiperfringens pucde se'
monomicrobiano, actuando sólo sobre el Cl. pcrfringcns tipo A o tipo Welch; 0
polimicrobiano, actuando contra todos los tipos de Cl. pcrfringcns, esto es. un h0*0*
suero antiperfringens. activo al mismo tiempo contra tipo A (tipo Welch). hP°
B (L D bacillus B. agnis, 192S), tipo C (Bacillus paludis. 1930), tipo D (B. ,5c
Wilsdon, 1931) y tipo Ov (Bacillus ovitoxicus. 1932).
Las toxinas de los vários tipos de Cl. pcrfringcns sólo serán eficazmente neu-
tralizadas por un suero antiperfringens poliantitóxico, que ejerza acción ncutr**
lizante contra sus hemolisinas, hemoaglutininas, leucoaglutininas. miotoxinas. 1**
j>atotoxinas y necrotoxinas.
Inmunizacinn
El animal fie elección jjara la preparación de los vários tipos de sueros ant>-
perfringens, es el caballo.
Cuidados especiales deben ser tomados. Mtiltiples causas pueden imi*J,r **
inmunizadón y la obtención de sueros antiperfringens activos. La mucrte de
animalcs cn semeio cs frequente, debido a que, la inmunización es hccha con !C>
xinas centrifugadas, ricas en gérmenes vivos, a la producción de pseudotoxina &
acción letal aguda producida en los médios altamente glucosados. a la falta de g**
dación de los efectos tóxicos de la toxina cn relación al “limiar” de inmun*®*
activa adquirida cn cl curso de la inmunizadón. y a los efectos tóxicos sobre 1°*
diferentes tejidos y órganos ocasionando su degeneración, miopráxia íuncion3* '
su conscvuente caquexia.
La inmunizadón se inicia con anatoxina filtrada (la filtración atenúa mu1’"
la toxina) mixturada con un suero antigangrenoso polivalente (sólo en la prin*‘rJ
dosis). pasándose después a anatoxina centrifugada, más cuerpos microbianos l,u^
culados directamente en la vena o mixturados con anatoxina. Alcanzado 300 c-
de anatoxina, se practica una sangria de prueba; si el suero tiene un título cü’"'
niente se pasa a toxina centrifugada pura o associada a cucrpos microbianos. 1’
diendo estos últimos inocularse separadamente en la vena.
La via de inoculación será subcutânea para la toxina y venosa, en ciertos
sos. para aierpos microbianos. El periodo de intervalo de una a otra injTcCC*°r
una semana.
Preparación de los cucrpos microbianos
Io — Centrifugar los cultivos.
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Blller Souto a J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 413
2o — Diluir cl depósito de centrifugación en 10% c.c. de solución salina, en
reladón al volumen centrifugado.
3o — Agregar formol al 4 por mil en proporción al cultivo centrifugado.
- — Agitar vigorosamente.
5o - — Dejar en la stufa durante 4 dias a la temperatura de 37° C.
— Verificar esterilidad para ae*obios y anaeróbios.
— I^avar los cuerpos microbianos en agua fisiológica dos veces seguida,
centrifugando cada vez y agregando nucvamente agua fisiológica.
■ — Recoger el depósito en Placa de Petri con minimo posible de liquido.
^ - — Secar al vacuo sulíúrico.
IfP — Triturar en mortero.
'1° — Pesar la cantidad total obtenida a fin de hacer las proporciones entre la
toxina bruta y la cantidad de cuerpos microbianos obtenidos.
Importante — El grado de dilución tiene gran importância. Emulsiones poco
'luminosas y muy densas provocan abcesos. Dilucioncs muy voluminosas provo-
^ placas de induración en el punto de inoculación y a veces grandes abcessos
fiue pueden prejudicar o interrumpir las inoculacionrs siguientes. Es ncccsario
usar volúmenes médios, dosis de 50, 100 ó 150 c.c. que deberán ser ino-
^dos de acuerdo al peso de los microbios a inyectar.
Preparación de anaeulturas
w,
^i
Preparamos nuestras anaeulturas de acuerdo a la técnica recomendada por
c>nberg y Prevot (54), adicionando a la toxina bruta, formol al 5 por mil y
J^ndo en la estufa a 37° C. durante 8 dias.
io
Control : El control de inocuidad de la anacultura se obtendrá inoculando de
a 20 c.c. por via intracutánca al cobayo. No debe provocar más que una ligera
,ürncfacción
III — Dosificación dei suero antiperfringens tipo A
A Taturalcza dei Patrón
La preparación cs hecha de acuerdo a las Reglamcntaciones (1931) y según
J estabelecido por Therapeutique Substances Act (1925).
La Unidad de antitoxina de Gangrena gascosa (períringens), es la actividad
^tralizantc especifica para la toxina de gangrena gascosa (períringens) conte*
en aquella cantidad de preparación Patrón de antitoxina, que es cxactameme
valente a 0322 mgs de la preparación seca y estable de suero Patrón ameri-
Esta Unidad aceptada para uso internacional es idêntica a la Unidad ado-
en los Estados Unidos de América por National Institute of Health (T).
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Memórias do Instituto Hutantan Tomo XII
Preparación dei Patrón
Es preparado de suero sqjarado de sangre de un caballo inmunizado contt*
toxina de gangrena gaseosa (perfringcns), después de pruebas preliminares P3*3
asegurar que la antitoxina tiene un poder antitóxico conveniente para ser usâd*
como Patrón. El suero natural es reducido a estado seco usando los médios ^
nocidos, preservado en ampollas al abrigo de la luz y mantenido a la temP'-
ratura de 4o C.
El Patrón, de acuerdo cor. Therapeutique Substances Act (1925), es disue^3
en solución gliccrinada (glicerina 2 partes, solución salina 1 parte), 1 c.c. de ^
solución Standard contiene 20 Unidades.
Uso dei Patrón
El poder antitóxico en unidades de antitoxina de gangrena gaseosa (f**
fringens), es determinada por inyecciones en animales (palomas o laucha6 bla11
cas), de uma mixtura de la antitoxina en prueba, con la toxina de gangrena í1
seosa (pcrfringens) que fue Standardizada en rclación de la Antitoxina Patn'í1
de gangrena gaseosa (perfringcns).
Pucde ser usado cualquicr animal y adoptado cualquier método para *3
ficación de la Antitoxina de la Gangrena gaseosa (pcrfringens), toda vez fl0*’
relacionem los valores obtenidos con cl Standard internacional, ya que las ‘‘C‘C\
minaciones de los valores de un suero sólo tienen un sentido práctico, cuand0
valor obtenido da la medida de sua actividad.
Animales usados
Para la Standardización de la Antitoxina de la Gangrena gaseosa (pcrf*1^
gens) puede usarse palomas, cobayos o lauchas blancas. El Comité PcrTr,3n^*.
de Standardización Biológica de la Liga de las Xaciones. rccomicnda de P‘ ^
rencia las lauchas blancas, por ser el uso de este animal, más simple, rápi('0,
nómico y preciso. Xosotros usamos lauchas de la misma gencradón >' c°”
uniforme de 17 a 20 gramos, de acuerdo a las recomendaciones de dicho
Permanente.
Con el fin de establecer la comparación final, es recomendado grup05
lauchas para cada mixtura de toxina-antitoxina. Con este número de lau^35
puede conseguir una precisión en los dosajes de más o menos 4 fo. ^
de observación es de 48 horas ; la mayoría muere durante las primeras 24
ocurricndo muy pocas muertes después de las 48 horas.
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Büller Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 415
El National Institute of Health de Washington recomienda el uso de pa-
lmas por vía muscular, en virtud de su mayor sensibilidad. Bengtson (1) ve-
nficó que la dosis de prueba de una toxina recientemente preparada, liabiendo
5>do de 0,021 grs para la paloma de 350 gramos, fue de 0.0044 para las lauchas.
Si la sensibilidad de los animales fuera la misma, la dosis de prueba de 0.0044
^s para la laucha de 20 gramos, se elevaria a 0.079 mgs para la paloma, siendo
01 realidad un cuarto de esta dosis.
Toxina Palrón para los dosa j es
Para la dosificación de suero antigangrenoso (perfringcns) cs escndal con-
con una toxina de la Gangrena gasecsa (perfringens), estable y cxactamcnte
Standardizada en relación a la Antitoxina Patrón. Aprovechamos cn el Instituto
^utantan, las toxinas, que dosan arriba de 60 D M L por c.c. y que dan
1111 Test-dosis de 0.002 mgs.
^ttenninación de test-dosis de toxina perfringens por el nutodo de inyccciones
venosas en lauchas blancas
Definición: Test-dosis (Lt) internacional de toxina perfringens, es la canti-
de toxina perfringens que, mixturada con 1/5 de Unidad de Antitoxina por-
tagens Patrón, provoca la muerte de algunas, pero no todas las lauchas inocu-
Wlas.
Test-dosis Francesa (Wcinberg y Guillaumic), es la cantidadc de toxina
unida a la Unidad antitóxica de un suero Patrón francês, provoca Ia muerte
^ ia mitad de las lauchas inoculadas.
Unidad de toxina, cs la cantidad de toxina correspondientc a 20 D M L de
Una toxina dada. Una de las razones por la cual el titulo antitóxico de un suero
'terminado con el test-dosis de una toxina, es gcneralmcnte superior al que se
r^*icnç cuando se utiliza la unidad de toxina, es que el test-dosis estabelecido
medio dei suero Patrón representa gencralmente un número inferior a 20
dm L.
Para Ia detcnninación de Test-dosis preparar las siguientes dilucioncs:
1 c.c. de antitoxina perfringens Patrón internacional cs diluida de manera
que 1 c.c. de la diluidón contiene 1 Unidad de Antitoxina Patrón perfringens.
^ Una cicrta cantidad de toxina seca es rigurosamente pesada y disuelta en so-
lución con pH 7.0. El volumen debe ser ajustado de tal manera que 10 mi!i-
gramos de toxina estén contenidos cn 1 c.c. de dilución.
.. Las mixturas de la dilución de Antitoxina Patrón perfringens y de la dilu-
de Toxina son hechas en un volumen total de 0.5 c.c. (cantidad a ser inyc-
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Memórias do Instituto Butantan
Tomo XII
ctada en cada Iaucha), la cual deberá contener 0,2 c.c. de Antitoxina diluída
de Unidad) más cantidades variables de la dilución de Toxina.
Las mixturas son dejadas a la temperatura ambiente durante 45 ó 60 n”
nutos, inyectándose 0,5 c x. por via intravenosa en lauchas.
I-os animales son observados durante 48 horas. La mayoria de ell«> n,uerí
en las primeras 24 horas, ocurriendo pocas muertes después de las 48 horas.
Cuando la dosis es aumentada todas las lauchas mueren. y cuando la d051*
es disminuída algunas quedan tristes, otras con hematúria, pero ninguna n,ucri"
Es necosario usar para cada dosis de 6 a 12 lauchas con el fin de determinar c00
precisión las curvas porcentuales.
Después de vários dosajes efectuados por nosotros, pudimos comprobar (lut
cl test-dosis hallado, contcnía una media de 18 a 20 D M L..
«alin»
ur.
co
Dosajc de la antitoxina dc la gangrena gascosa ( perfringens) de valor descono
(Ensayos prévios)
Preparar las diluciones siguientes:
a) — Dilución dei suero en prueba.
b) — Preparar la dilución de la toxina Patrón.
1 Test-dosis de toxina, cs rigurosamente pesada y disuelta en solución -
fisiológica, de numera que 1 test-dosis esté contenido en 0,2 c.c.
Mixturas dc diluciones de suero a dosar con el test-dosis, son hechas ci>
volumen total de 0.5 cx., la cual debe contener cantidades variables dcl sUcri->,
prueba diluído, más 0 2 cx. dei test-dosis y más la cantidad neccsaria de s°
salina para completar cl volumen total dc 0,5 c.c.
La cantidad sobrante dc solución salina debe ser aprovechada a fi° “e
el tubo de dosage y emplear totalmente Ia dilución a inocular. Las mixturas
de usarias son mantenidas dc 45 a 60 minutos a la temperatura ambiente. ^
La cantidad de 0,5 cx. es inoculada intravenosamente a 4 lauchas
17 a 20 g ramos, mantenidas a temperaturas constantes en los climas varia ^
Tanto para la prcparación de las diluciones. como para la pratica
inyecciones, deben usarse pipetas y jeringas distintas (una para cada dosis
Efectuadas las inoculacioncs. observar las lauchas durante 24 a 48
Testigos. — Los testigos se inoculan con una mixtura de 1/5 ('c . ^
de suero Patrón con 1 test-dosis y en cantidades mínimas, superiores o in
a 1 test-dosis. .
. 4(j5l5 ^
Estos testigos indican si la cantidad dc toxina empleada, como lfsi
exacta o si hubo una variación en más o en menos.
La cantidad dc animales sobrevivientes indican la exacta proteccioo
rida por el suero en prueba.
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•V Bülj.er Souto * J. B. Rivauola — Preparación dei suero anligangrcnoso 417
Dosajes definitivos
La técnica dei dosaje definitivo e« la misma empleada en los ensayos prévios,
*°Io que en estos casos, debe aumentarse la cantidad de animales a 10, haciendo
ks diluciones aproximados a los títulos obtenidos.
B, — Holosuero antiperfringens
Cepas. — Para la preparación de holosuero antiperfringens neccsitamos de
diferentes tipos de Cl. perfringens a fin de conseguir las diferentes cspecies de
toxinas.
El Instituto Butantan posce en su colección lõs siguientes tipess de Cl.
Icrfring ens :
Cl. perfringens tipo Wclch, 34 cepas.
Latnb dysentery bacillus strain 5 recibido por especial obséquio dcl Dr. C.
^mann de Statens Scruminstitut de Copenhague.
Bacillus of tamb dysentery — Miss M. Robcrtson, U, 15, Col. 4 Lamb Dy-
to^tory. Isolated by T. Dalling, Wdcome Physiological Research Laboratories,
^enhan 1930, N* 3110 da N. C. T. C.
Bacillus paludis — C. T. 40 isolated by A. D. Mac Ewen, Inst. for Research
JJ* Animal Pathology, Camden Town, X. \V. fron lesions of shccp suffering fron
«ruck” or “gangrene” 1930, Xo 3178 da X. C. T. C.
Bacillus paludis — Wyc 3 isolated by A. D. Mac Ewen. Lsed by Miss R.
°kertson in animal tests 1930, Xo 3227 da X. C. T. C.
Bacillus ovitoxicus — H. \V. Benneth, Perth. W Australia R 1 Shccp in-
'«stinc Xo 3752 da X. C. T. C.
Las diferentes muestras y los diferentes tipos tienen capacidad toxigénica
variablc. Cada uno de los tipos muestran fluctuacior.es individuales nítidas
hempo en tiempo en su capacidad toxigénica. Estas fluctuaciones constante-
scnaladas, no pudieron ser enteramente alejadas hasta hoy.
Para aumentar la toxigenia es aconsejable ei pasaje de las muestras por
^toulo pectoral de una serie de palomas. Esta técnica da buenos resultados en
.número reducido de casos. El crecimiento abundante y vigoroso es siempre
1C|° de una buena producción de toxina. Por eso cuando los cultivos son con
*rvados en stock por mucho tiempo, es necesario repicarlos varias veces en medii
^ carne cocida. a fin de colocarlos en la fase de crecimiento logarítmico, consi-
Cr>dose asi una producción máxima de toxina. A veces estos tipos pueden
f ' er la capaddad de producir algunos de sus factores antigénicos. Borthwick
^ notó que las muestras dei tipo D rccientemente aisladas dei intestino dei
0 tienen tendencia a simplificarse pasando para el tipo A.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Médios de cultivo
Los siguientes médios son aconsejados por Borthwick (4) :
1° — “Cooked meat médium” con 1 % de Lab Lemco, 1 % de peptona Hopkn”
Williams y 0,5 % de cloruro de sodio.
2o — “Meat médium” preparado con extracto de carne.
3o — "Meat médium” preparado con extracto de carne más 1 % de peptoIía
Witte.
4o — Caldo de temera fosfatado conteniendo 1 % de peptona Fresne; 0,1 r
de glucosa ; 0,2 % de fosfato de potasio y carne cocida en el fondo,
este medio 6e puede obtener buenas toxinas de los diferentes tipos.
Coo
Eli caldo V F tal como la formula el Instituto Pasteur fue usado por
(citado por Wilsdon), por Wilsdon (53) y por Weinberg y Guillaumie (
La reacción dei medio V F es ajustada a pH 7,6 y glucosado a 0,2 /ó-
Nosotros usamos el caldo-higado con trozos de higado, que ya hemos
ra-
cionado para la producción de las diferentes toxinas de los diversos ttp0'
Cl. perfringens.
Sienibra
Luego de esterilizado el medio y enfriado a 40°C. hacemos la sienrbra
pipeta de bola y cerca de 20 c.c. de cultivo joven, de intenso crecimiento en
fluido. Se puede sembrar también fragmentos inoculados de músculo peet°
palomas.
ral *
Periodo de incubación
ale«
Ninguno de los tipos de Cl. perfringens exigen condiciones esp001 u„
anaerobiosis. Bastan los cuidados recomendados más arriba, para obtene^ ^
buen crecimiento. Para los tipos A, B y C basta incubar de 18 a 24 horas-
de obtener una buena toxina. Para los tipos D y Ov es necessário ^
horas para obtener e! máximo teor tóxico.
Obtención dc las toxinas
Pueden ser obtenidas por filtración o por centrifugadón.
E! filtrado puede hacerse usando bujías Berkeíeld o filtro Seitz sobre P ^
negativa de 15 centímetros de mercúrio. Debido a cierta variantes mucoi
dan consistência viscoso-gelatinosa al medio, es conveniente, sin embar?1-
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A. Bülleh Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 419
Presión negativa mayor, hasta 25 eras. Esta tendencia a la viscosidad dei medio
fac estudiada por Gaughey (11). La viscosidad dei medio causa grandes trans-
tornos para la filtradón ; hasta ahora tal dificultad no ha 6Ído totalmente resuelta ;
k adición de tierra de infusorios dirime en derto modo tal inconveniente. Esta
*ubstancia es colocada en la superfície dei medio y cuando el líquido se torna
claro, se decanta y se filtra.
Resolvemos pardalmente las dificultades en la filtradón de las toxinas B,
C y Ov, combinando dos filtros Sdtz, una mayor con capacidad de 2 litros mu-
todo de placas clarificantes puestas en conexión con un filtro menor munido de
Placas esterilizantes. Con una bombona de hidrógeno, nitrógeno o C02, hace-
°tos que se ejerza en el filtro mayor, una presión de 1 a 1.5 atmosferas. Se evita
k formación de grandes cantidades de espuma y se consigue una filtradón estéril
tottcho más rápida, con pequena baja dei tenor tóxico en rclación a la toxina cen-
Irffugada.
Propriedades de las toxinas de los diversos tipos de Cl. perfringens
Toxina de CL perfringens tipo A. tipo IV ele h. Sus propiedades y su acción
^toron descriptas en páginas atrás.
Toxina de Latnb dysentery bacillus o Bac. agni, tipo B. — Su producción
p**Una cs obtenida después de un período de incubación de 15 a 24 horas. El
^ dei medio cac mucho llegando a 6,5 siempre que haya buena producción de
toxina.
Es muy inestable. Dos o tres semanas después de preparada se torna prá-
C!lcaniente inerte, mismo, conservada a baja temperatura. La caida dei poder
toxico cs mucho más lenta quando el pH de la toxina cs sostenida a 7.0. En estos
to*>s se puede aun verificar derto poder tóxico después de 3 meses. Es com-
^ctaniente destruída por calentamento a 60 0 C. durante 15 minutos. La incu-
^ón por 3 día6 en presencia de 0,1 de íormol toma la toxina atóxica. El
hemolítico varia de acuerdo con las muestras que sirvieron para la prepa-
^ón de toxina, pero nunca et tan acentuado como en el tipo A.
El poder necrosante cs muv acentuado. Glenny, Llewcllvn-Jones Masson.
scnalaron que “The reaction produced by this toxin is almost cntirely of
•^crotic naturc”. La D M L para las lauchas varia de 0,01 a 0.0001 c.c.
’ sintomas aparecen muy hápidamente y la mucrte se produce en período
N^tivaniente corto, La muerte más o menos rápida está ligada a la riqueza mayor
toenor dei componente Z de la toxina. La acción de este componente de la to-
6po B, se aproxima mucho por esta propriedad de provocar la muerte ful-
rante o rápida, a la acción dei factor tóxico de Kojima de la toxina tipo A.
En las lauchas. las toxinas producen aceleración de la rcspiración con dismi-
de la amplitud de los movimientos respiratórios, espasmos musculares cló-
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
nicos, taquicinesia, movimientos rápidos y desordenados. El animal amenas*
violentamente con grandes saltos. Después de algún tiempo las dificultades re-'
piratorias se acentuam y la muerte se produce por parálisis de los centros resp!"
ratorios. No se observa nunca hematúria en las lauchas inoculadas con to»"-*
tipo B. En la toxina de tipo B, Wilsdon (56) identifico el componente Z e*1
mayor porcentaje y W en cantidad menor; el componente X está presente en Pra
porción restringida en toxinas obtenidas con 24 horas de incubación. Después àe
3 dias de incubación a 37° C la cantidad de componente X aumenta, volviéndos{
la toxina, al mismo tiempo, más termoestable.
Por Glenny, Llewellin-Jones, Masson y Dalling (14) fueron descrip®5
e«
esta toxina los componentes beta, gama y delta. El componente epsilofl n°
constante ; con el tiempo las muestras de L D puedem perder su capacidad de PriV
ducirlo.
Toxina de Bac. paludis o tipo C. — Su produción máxima es obtenida
18 a 24 horas de incubación a 37° C. La reacción dei medio, al contrario de lo
acontece con la toxina L D B. no cae de pH 7.0. Esta toxina es notablenieu-
cstable. Wilsdon (56) cita el caso de una toxina con D M L originariainente
0.0005 cx.. después de conservada a la temperatura de 5o C durante 8
tenia todavia una D M L de 0.05 c.c., atribuyendo esta estabilidad. en gran P* *.
a la reacción dei medio, pues la toxina tornóse rápidamente inerte en medio* ^
dos. Es más resistente a la acción dei formol que la toxina B. siendo uecesa
agregar 0.5 de esta substancia y dejar la toxina durante 14 dias a 37° C- Ia
que se vuclva atóxica.
15 flU*
La toxina es complctamente destruída calentándola a 60° C durante *
nutos. Produce como la toxina de! tipo B extensa área de nccrosis ctitáne* ^
los tejidos vivos. Todas la muestras de toxina de Bac. jvaludis dan tomo** ^
molíticas. La media de D M L para las lauchas es de 0.0005 c.c. y lo* ani
muestran los mismos sintomas que con la toxina tipo B. La muerte sobr^'
rápidamente debido a la riqueza de la toxina en componente Z. Este comp°^ 7
Z existe en mayor cantidad en Ia toxina C que en B. Además dei cotnp00 ^
encontramos en la toxina C el componente W. En el tipo C, se encuentra
xina alfa en proporción 40 veces menor que en el tipo A ; beta que es c* °
nente de e^te tipo confiere su propiedad nccrosante a la toxina de este tip°- ^
tal vez este presente en el tipo C; delta confiere a esta toxina su pr°P'
molitica. ,
Toxinas dei Bac. D y Bac. Ovitoxicus, tipo D y Ov. — Contrariame .
lo que ocurre con las demás toxinas dcl grupo perfringens, estas toxina* -
* • • , • • ff A* •* V*
ducidas en la fase catabólica. después de un crecimicnto de 2 a J dias a *
Em vez de ser exotoxinas solublcs, como las toxinas de los dcnias ^
son tal vez. endotoxinas solubles, liberadas por la disgregación de los cueO
I • .1^ 1
crobianos y difundidas en el medio ambiente. Ixi r.acción dei medio
28
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Büller Souto * J. B. Rivarola — Preparaciõn dei suero luilif/angrenoso 421
raranvente cae por debajo de pH 7.0. Las toxinas son relativamente estables y
n° pierden enteramente su poder tóxico después de 6 meses de frigorífico. No
r«sisten a la acción dei formei : 0.2% a 37° C durante 4 dias, torna estas toxinas
tóxicas. Una cualidad característica de esta toxina es su resistência al calor.
^*>mo después de su calentamiento a 100° C durante 1 hora, no se vuelve comple-
mente atóxica. siendo todavia capaz de matar lauchas en la dosis de 0.5 c.c. y
Producir signos nitidos de intoxicación cn conejos en la dosis de 2.5 c.c. El
c°niponente responsable de esta tennoestabilidad, es el componente X y es pro-
^*ahle que este componente X sca idêntico al descripto por Kendal y Schmitt (18)
01 1926. Posee un evidente poder hemolitico, no tan marcado como en la toxina
^1 tipo A. La D M L para las lauchas, varia entre 0.1 c.c. a 0.00025 c.c. El
**nipo entre la inyección y la muerte dcl animal es relativamente largo, exce-
Púfândo cuando se usa dosis fucrtcs de toxina. I-a sintomatologia se aproxima
1 ariuella producida por la toxina dei tipo A y difiere de la sintomatologia provo-
C,da por las toxinas de los tipos B y C. La hematúria es a veccs observada. No
^'ríuce necrosis extensas dcl tejido como cn los casos de las toxinas de los tipos
®y c.
Dosaje dc las toxinas
Dctenninaciôn dc D M N. — Dosis mínima necrosante cs Ia menor dilución
^ toxina que. puede aun cn la dosis de 0.2 c.c. inycctada intradérmicamente cn
Animal de prueba, producir necrosis circundada por un anillo dc critema bien
*,-nido en el 2o ó 3o dia.
>í
La -eacción causada por la inyección dc la toxina dei Cl. perfringens tipo A,
^tnienza por una zona purpúrea nítida con necrosis poco evidente. Después de
, el sitio dc la inyección muéstrasc dc color acentuado y nccrótieo; a las
^°fas es posible hacer una buena lectura. obsérvasc cntonces una zona de ne-
Qtov* *
r con tendência a invadir el vientre. La toxina tipo D producc idênticas rea-
y de igual intensidad.
^ La rcacción necrótica producida por la toxina dei tipo B. es siempre muy
. 1Çl,sa y acentuada ; la inyección dc pequenas D M N produce rápida y visible
cn 2 ó 3 horas. Considerable cantidades de toxina pueden ser inyectadas
t^Usar la muerte dei cobayo. La toxina C. produce reaccioncs un poco menos
^'ttsas.
^ Ll método intracutáneo ofrece ventajas en el dosaje de las toxinas B y C,
v fr*Uc siendo su aedón muy violenta, causando la muerte de las lauchas rápida-
v . e y en dosis mínimas, se hace muy dificil sorprender las diferencias dei poder
Crj de las diversas toxinas, por via venosa.
Lara determinar la D M N de una toxina dada, es neccsario disolver dosis
J-( s de esta toxina en un volumen total de 0.2 c jc. en solución salina con pH
cm
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422
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
7.0 e inocular en los flancos de cobayos albinos con pesos de 300 a 400 grau**5-
En cada flanco serán practicadas 5 a 6 inyecciones. La experiencia ensenara **
puntos más adecuados. Hemo6 verificado que no todos los cobayos reaccioo33
bien; la intensidad reactiva varia mucho y es necesario tenerla en cuenta cuan^3
se desea dosar toxinas o antitoxinas perfringens por ria subcutânea.
Antes de comezar a hacer uso de estos métodos, es acon6ejable que ca(1,J
investigador estudie el aspecto de las reacciones producidas en la piei dei cobay-
f rente a cada una de las toxinas de los diversos tipos de Cl. perfringens,
necesario usar siempre para los preparados de toxina, médios de cultivos i^01*1
cos. siguiendo la misma técnica para la desecadón de la toxina, y empleando el fíat
mo volumen total. Los flancos dei cobayo, serán tratados por un depilatorio 3
de sulfuro de bario ; después de remover el depilatorio con una espátula de n*
dera y agua caliente, colocar una crema sobre la piei depilada y dejar as*
rante 24 horas; al siguiente dia, verificar si el depilatorio no ha producido
guna reacrión local y aprovechar sólo aquellas zonas que no presentaron el
leve trazo de eritema.
Determinación dc D M H. — Dosis mínima hemolitica, es la menor cant'^
de toxina que puede aun hemolizar 0.1 c.c. de uma suspensión dc heinati
carnero a 5% en cuatro horas y a la temperatura de 37°C.
» (42)-
La D M. H es determinada por Ia técnica dc Weinberg y Guillatunie v
de la siguinte manera :
ccQ'
En una serie de tubos conteniendo volúmenes decrccientes de cultiv ^
«rifugado y diluido, se colocan 0.1 c.c. dc una suspensión de glóbulos 1X1)0
en
to-
carnero al 5 % y agua fisiológica, dc manera a tencr un volumen de 1 c£‘
dos los tubos. Sc llcvan al termoostato a 37° C. Se hacen lecturas frecueflte5'if
fin dc 4 horas se colocan los tubos a la temperatura dcl laboratorio >' ^
fuertemente el poder hemolitico de las toxinas muy ácidas y no modif,c3 ^
di fica. ligeramente el poder hemolitico de las toxinas cuyo pH es de 0 - ^ ^
El calentamiento a 100^*0 durante 30 minutos destruye las hemoli»®** Jtjn
tipos B y C: después de este calentamiento los cultivos no hcmoliz3n ^ frj{
en la dosis de 1 c.c. Después de 48 horas a 37°C la hemolisina dei tipo D
casi integramente el poder hemolitico. siendo necesario emplear 0.5 c.c. p31^
lizar 0,1 c.c. de glóbulos rojos,
c.c. de glóbulos rojo6.
Determinación dcl poder patogênico. — Cultivar los tipos dc Cl.
en caldo-higado con fragmentos de higado durante 24 horas y hacer )aS
ciones por via intramuscular en cobayos de 400 a 450 gramo-.
bus-
Determinación de D M L. — Se puede usar para esta determinao00
dc 17 a 20 gramos, por via venosa o palomas por via muscular. f>ri’ur
30
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A. Büller Souto * J. B. Rttarola — Preparación dei suero antigangrenoso 423
buchas, por ser más prácticos y más económicos. Las toxinas son cuidadosa-
®ente centrifugadas ; las toxinas de los tipos A, B y C, 24 horas después de sem-
bradas, las toxinas dei tipo Ov, 48 horas después y la dei tipo D, 120 horas des-
Pués.
El material obtenido por centrifugación es diluído de tal manera que el vo-
Itunen total no ultra pasará de 0.5 c.c.
Los datos que consignamos más abajo han sido obtenidos por Weinberg y
Guillaumie (39).
Tipo A mata a 1/10 ó a 1/20 de c.c.
Tipo B mata a 1/1000 de c.c.
Tipo C mata a 1/1000 ó a 1/2000 de c.c.
Tipo D y Ov mata a 1/10 de c.c.
Preparación de la toxina seca
Es preparada con la técnica descripta al ocupamos dei Suero antiperfrin-
t*ns tipa A.
D M L de la toxina seca. — Los valores médios obtenidos fueron :
Tipo A 0-mgs 06
Tipo B O.mgs 0009
Tipo C O.mgs 005 a O.mgs 007
Tipo D O.mgs 03
Tipo Ov O.mgs 04.
Las toxinas deben ser conservadas en los tubos de vidrio ya descripto, to-
^do las precauciones recomendadas al ocuparmos de las toxinas dei Tipo A.
Preparación dcl holosucro antiperfringens
L'n buen holosuero antiperfringens neccsita ser antimicrobiano y antitóxico.
Para que los resultados terapêuticos sean eficaccs, es neccsario que el holo-
antiperfringens sea además poliantimicrobiano y poliantitóxico, esto es,
^ Preparado con diversas razas de vários tipos y con todas las toxinas de ca-
^ liPo.
hnnunixación
j. El animal de elección cs el caballo. La inmunización se inicia con anato-
filtrada. pasándose a anatoxina solamente centrifugada, más cuerpos micro-
31
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424
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
tal
bianos inoculados directamente en !a vena o diluídos en anatoxina, v finalmente
toxina pura.
Puede inmunizarse los animales con un solo tipo de antigeno. Tiene vfn
taja sin embargo, en asodar los antigenos, de tal manera que su asociación,
vez venga a concurrir a una posible sinergia antigénica. Es decir que las a soe11'
ciones antigênicas vengan a estimularse recíprocamente.
Sabemos que el organismo animal puede elaborar mediante la solicitacio-1
antigénica de un antigeno complexo, numerosos anticuerpos a la vez: es ncCÍ*
sario entonces combinar los antigenos de manera que la producción de un an
ticuerpo dado, no se realice a costa de los demás. Fue verificado que los animai
inmunizados con exotoxina B proporcionan sueros con tasa elevada de antici*1
pos anti B y anti C y tasas bajas de anticuerpos anti A, anti D y anti Ov. ^ *1^
los animales immunizados con toxina D, cuyo sucro poseia títulos elevado»
anticuerpos anti D y anti Ov, rccibiendo toxina B, mostraron formaciones P31^^
de anticueqjos anti B y la disminución progesiva de los títulos anti D y an11
de suero. Estos hechos demuestran que el antigeno d común a las toxinas B
no existe en cantidad suficiente en la toxina B, sea para hacer aparecer en
O*
VC
un
animal nuevo gran cantidad de anticuerpos anti D, sea para mantener en
elevada el titulo anti D dei suero de un animal inmunizado anteriormente 0:1
toxina D.
Un animal inmunizado con muestras de toxinas A y C, produjo un 5UffV
con titulo de 100 unidades anti A, en tanto que cl titulo anti C, conservo du
rante 10 meses la tasa media de 1500 unidades. Hecha la hipótesis de la
rrencia de los antigenos, esto es, que la inmunización por cl antigeno C
, ,j jr*‘
caba la formacion de anticuerpos A, fue suspendida la inmunización contra c .^;
tigeno C y cl titulo A no mejoró, lo que viene a demostrar la falta de rcacti'"1
que muchas vcccs tiene cl animal para elaborar cantidadcs aprcciables de ar-!
aierpo A.
Para jxxier obterter buenos holosucros se puede inmunizar el caballo
mixturas de toxina A. B y D o con mixturas de A, C y D. Ix>s resultados 0
nidos con la primera mescla es superior a los obtenidos con la segunda. .
inmunizaciones hechas con las mixturas A y B o A y C no determinaron t0
ciones de buenos holosucros. En cada inoculación se combinan dosis igualc-
antigeno de las tres especies y de cuerpos microbianos, en dosis prog1*
conforme está esquematizado a propósito de sueros antiperfringens tip° *'k'
Las respuestas antigênicas a este mosaico antigénico es muy varia01
animales receptivos respondem a estos mosaicos bastante mejor. De la rtaC*
de los animales dqiende d valor de los titulos obtenidos.
Los diferentes anticuerpos no se forman con intensidades iguales. ^ f|
titoxinas B y C se comportan paralelamcnte ; su producción es intensa d - ^
comienzo de la inmunización como acontece con A. A vcces cl aumento
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A- BCller Souto * J. B. Rivaiiola — Preparación dei suero antignngrenoso 425
títulos de uno de los anticuerpos anti A, anti B o anti C coindden con la dis-
fninución de los títulos de los otro«.
Obtiénense títulos mejores. cuando se adiciona lanolina a los antigenos. Los
cuerpos microbianos son disueltos en 2 a 3 c.c. de toxina centrifugada; la toxina
^ca es también disuelta en toxina centrifugada y el todo cs englobado en lanolina.
Con antígenos lanolinados, Wcinberg y Guillaumie, consiguieron obtener
$ueros convenientes desde la primcra inyección. Los títulos obtenidos con estos
Antigenos, jamás habian sido alcanzados con otros métodos de inmunización. Ca-
milos que no dan sueros por otros procesos. dan asi, a vcces titulos convenientes
Con gérmens que dan toxinas fuertes. como L D o paludis, bastan pequenas
Entidades de ellos, envuelta en lanolina para conseguir sueros fuertes.
El antigeno C envuelto en gelatina o en gelosa después de !a 5a invccción.
^ resultados comparables a aquellos obtenidos con lanolina, solamente que cl
*ntigeno C en gelatina produce escaras mucho más intensas que cuando se usa
bolina.
Dosifieación dei holosucro
fri:
Ei holosuero es dosado contra cada una de las toxinas de la especie per-
ngens *
Como este suero no fue todavia patronizado, nosotros aconsejamos dosarlo
^°r los procedimientos siguientes: Los sueros patrones homólogos a cada tipo
'líber. ser preparados de acuerdo con la técnica general de preparación de los
^atrónes p?rfringens ya mencionada.
^aloración dcl liolosucro por ria inlraattanca cn cobayos albinos dc 300 a 400
gramos
Test-dosis intracutáneo (Lr) de toxina, cs la menor cantidad de toxina que
^Ida a 1/5 de unidad patrón de antitoxina homóloga producc una zona de lesión
rufãnca caracteristica en cl 2o ó 3o dias, circundada po- un anillo de critema bien
^ido.
Se determina el test-dosis (Lr) de toxina combinando cantidades variablcs
^ toxina con 1/5 de unidad patrón de antitoxina homóloga.
, Para determinar el test-dosis intracutáneo (Lr) preparar las siguientes di-
^°nes :
lo . .
1 c.c. de antitoxina Patrón homologa es diluído en solución salina, de
manera que 1 c.c. contiene 2 unidades de antitoxina Patrón homologa ó
__ 0.1 c.c. contiene 1/5 de unidad.
> -t •
Lna cierta cantidad dc toxina seca cs rigurosamente pesada y disuelta cn
solución salina con pH 7.0. El volumen debe ser hecho de tal manera que
33
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426 Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
20 miligramos de toxina estén contenidos cn 1 c.c. de diludón. Las iw*'
turas de diludón de toxina perfringens y de antitoxina son hechas en
volumen total de 02 c.c. (cantidad a inyectar en los cobayos albinos
300 a 400 g ramos) y deberá contener 1/5 de unidad y cantidades ''ar*a
bles de toxina.
Se dejan las mixturas 1 hora a la temperatura ambiente, inyectándose •"
cjc. por via intracutánea. Los animalcs son observados durante 72 horas. t)rs*
puéts de 4 horas se comienza a esbozar la reacdón. Después de 18 horas cs P05**
ble hacer una buena lectura.
Dosaje dei holosucro de valor desconocido por nu intracutanea
Una vez determinada el test-dosis intracutánea operar de la siguicntc meners
a) Preparar las diluciones de holosucro o de los sueros monotípicos anti A. an‘
B, anti C, anti D y anti Ov.
b) Preparar las diluciones dei tes-dosis intracutáneo (Lr) :
Pesar rigxirosamente la toxin^y disolver en solución de doruro de soó'0^ ^
8% hccha con cloruro de sodio previamente fundido y con pH 7. Cada
c.c. de esta dilución debe contener 1 test-dosis intracutanea.
Las mixturas de las diluciones de suero a dosar con test-dosis de toxina. -
, , , n o c.c-
hcclias de tal mancra que esten contcnidas en un volumen total cie «
Esta mixtura contiene 0.1 c.c. de suero a dosar más 1 test-dosis.
A con sejamos para mayor precisión, hacer siempre las diluciones n,crK'tura
das en volumen total 10 vcccs mayores, tomando siempre 0.2 c.c. de la nl,x
total. iJH
Las mixturas son dejadas cn contacto de 45 a 60 minutos a Ia tcnip0 •
ambiente. La cantidad de 0.2 c.c. cs inoculada intracutáneamcnte en lo> *'*iriCC ^
cobayos albinos de 300 a 400 gramos, previamente depilados. Los aniinalc-
observados durante 48 a 72 horas. Son consideradas positivas, las reacci°nC^ ' . ^,.
se iniciam 4 horas después de inoculadas y traducidas por una intensa cong^ ^
seguida de una pápula enrojecida que aparece cn general 8 horas dcspnc'- ^ ^
calmente se forma una zona acintada con zona necrótica central. n»s
iecró«icJ
temente al fin de Ias 48 horas. A su alrededor obsérvase una zona penn^ ^
bien definida. Las reacciones menos intensas se observan después de las /"
y se traducen por la formación de una zona más pigmentada y descamac°n . ,.
Es necesario medir cl tamano de las pápulas. El diâmetro oscila 1 nt ^
40 milímetros. El endurecimiento local es enrojecido, siendo por otra P
variable.
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A. Büller Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 427
Las reacciones son definidas en ligeras, medias y fuertes. La mayor dilución
que impide la aparición de lesiones características con 1 test-dosis indica el nú-
mero de unidades que dosa el suero. Gcneralmcnte el test-dosis intracutánea re-
presenta 1/10 de test-dosis para la laucha.
Como las toxinas B y C. producen lesiones casi enteramente dc natural eza
uecrótica y como las inyecciones intravenosas de toxinas B y C matan a la laucln
rápidamente, debido a la misma toxina beta de las dos, y en cantidades muy pe-
quenas, siendo a veces imposible sorprender diferencias muy pequenas en el
dosaje dc los sueros, pues cantidades infimas dc toxina que no fueron neutrali-
zas son suficientes para matar los animales dc prueba, el dosaje por via in-
,racutánea encuentra para el dosaje dc las antitoxina» B y C una indicación
formal.
Este dosaje por via intracutánea nos proporciona una prccisión de 10 Çí en
Zlación a los dosajes en lanchas por via venosa.
Valoración dei holosuero por determimeión dei titulo ontihemolitico
Las toxinas dcl grupo perfringens pueden ser dosadas con gran exito por
•Zedio dc su poder antihemolítico. Existe notablc correspondência entre cl titulo
rátitóxico obtenido in-vivo por inyecciones intravenosas en lauchas y cl titulo an-
rá*molitico obtenido in-vitro conforme demonstraron Masson y Glenny (27),
La hemotoxina Patrón usada para Ia detcrminación dei título antihemolítico
^herá ser seca. La toxina liquida es inestable; para conservaria dclxrrd ser co-
^da en frascos dc vidrio dc color âmbar con capacidad de 100 c jc. complctamcntc
®ráos. Cuando se ha usado, más de 1/3 dc Ia toxina conservada en dichos fras-
es, debe abandonarse el restante. Esta toxina conservada en volumen pequeno
** deteriora muy rápidamente.
En la detcrminación dei test-dosis antihemolítico (Lh) mixtúransc cantida-
Jz variables de hemotoxina seca. con una cantidad fija de suero Patrón hotnó-
^o, verificando la aedón dc la lisina residual, no neutralizada sobre los hematies
^ Zrnero a 5 Je, después de 4 horas de permanência en el bano maria a 37° C.
Técnica — Test-dosis hemolitica (Lh), cs la menor cantidad de toxina que
***’da a 1/5 dc unidad de antitoxina standard homóloga, puede todavia producir
J^lisis moderada dc 0.1 c.c. de suspensión dc hematies de camcro a 5 fo en
**°ras y a la temperatura de 37° C.
Para determinar L h es necesario preparar las soluciones siguientes:
1*
1 c.c. dc antitoxina patrón homologa cs diluido en solución salina dc tal
manera que 1 c.c. contendrá 1 unidad de antitoxina Patrón homologa o
0.2 c.c. contendrá 1/5 c.c. de L'nidad.
35
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
2o — Una cierta cantidad de toxina seca es rigurosamente pesada y disuelta e°
solución salina con pH 7.0. El volumen debe ser hecho de tal manera <li;í
20 miligramos de toxina estén contenidos en 1 c.c. de dilución. Las lT,lX*
turas de dilución de toxina perfringens y antitoxina son hechas cn un
volumen total de 0.9 c.c. (0.2 c.c. de unidad de antitoxina Patrón y cal,‘
tidades variables de toxina y salina fisiológica con pH 7.0)). Se deja-1
Ias mixturas durante 30 minutos a la temperatura ambiente y se adicv'1-1
0.1 cx. de suspensión de hematies de camero a 5 % en salina («iológ1^
Asi tendremos el volumen de 1 c.c en todos los tubos.
Los tubas son colocados después al bano maría por 4 horas, agitando
20 minutos y haciendo constante lectura. Se rctiran los tubos dei ba*10
maría y se hacc una nueva lectura, dejándolo a la temperatura amb<ntC
hasta el dia seguientc en que ha de praticarse una nueva lectura defin't,va
Dosando L h de varias toxinas, Glenny halló las siguientcs correspor.denc,ai
Estas correspondências son siempre relativamente constantes; a *cst
animal, definida como la menor cantidad de toxina que mata cl 50 7° l*e 3 , v
inycctadas, corresponde el test-dosis hcmolítica que cs la meror cantidad c ^
xina capaz de producir hemolisis moderada. Un test-dosis hemolitica ' jj
extenderse de la zona de hemolisis en largos trazos. hasta la zona de he*111
parcial.
Dosajc dei holosuero de valor desconocido por dtterminocion dei
antihemolitico
C. a"*1
Una vez determinado L h se opera de la siguiente manera:
Preparar diluciones de sueros monotipicos, anti A, anti B, anti
y anti Ov, o mixturas ya prontas de holosueros perfringens.
Preparar la dilución de L h. t
Pesar la toxina y disolver en solución salina con ph 7.0. Cada 0.2 c c-
dilución debe contener 1 te6t-dosis L h.
V
st»
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A. Bülleh Souto a J. B. Rivabola — Preparación dei suero imligangrenoso 421)
Las mixturas de las diluciones de suero a dosar con test-dosis (Lh) de toxina
son hechas de tal manera que estén contenidas en un volumen total de 0.4 c.c.
Adiciónanse 0-5 c.e. de salina elevando asi el volumen total a 0.9 c.c. Se deja
en contacto a la temperatura ambiente durante 30 minutos.
La antitoxina combínase con la hemolisina y la neutraliza.
Para la verificación de la hemolisina residual que el suero no fue capaz de
•Wuttralizar, se coloca 0.1 c.c. de suspcnsión de glóbulos rojos de carnero al 0.5 .
Tenemos asi un total de 1 cx. en todos los tubos. Estos son llevalos al bano maria
durante 4 horas, siendo agitados frecuentemente y practicando lccturas cons-
tantes. Al fin de 4 horas se hace una nueva lectura y se colocan los tubos a la
temperatura ambiente hasta la manana siguiente en que sc hace la lectura defi-
nitiva.
El método hemolítico proporciona resultados muy aproximados a los obte-
nidos por el método de las inoculaciones intravenosas en lauchas, prindpalmcnie
los dosajes de antitoxinas A, C, D y Ov, porque los filtrados de A, C. D y
Ov son fuertemente hemoliticos para los hematies de carnero.
Este método puede ser usado por economia de animales de experiência y de
t'etnpo en !a evaluación de los titulos de sangrias exploradoras de animales de
•nniunización y las antitoxinas naturales presentes en caballos normales, los cuales
'ttnndo más antitoxinas naturales proporcionarcn, proporcionarán también mejo-
rfs titulos en el decorrer de la inmunización.
üoiagc dei holosuero antiperfringens por el método de inyecciones venosas
en lauchas blancas
El processo es idêntico al ya dcscripto a propósito dei holosuero antiperfrin-
tipo A.
Se hace primero, separadamente el dosaje prévio de cada suero monotipico.
A, anti B, anti C y anti Ov y después de mixturadas las diferentes antito-
*Inas monotipicas, sc efectúa el dosaje definitivo dei holosuero antipcrfríngico.
Cuando usamos el método de dosajes en lauchas por ria intravenosa, debe-
&1°s considerar lo siguiente: siendo la especie perfringens constituída por vários
Vs capaces de producir vários componentes antigénicos que pueden preexistir
*** un mismo tipo, la capacidad neutralizante de las antitoxinas depende dei grado
reactividad dei animal que sirrió para la inmunización. Es asi que la ausência
fV t
Ufi anticuerpo dado en una antitoxina no indica necesa riamente ausência dcl
*^l'geno correspondiente en el filtrado usado para inmunizar cl animal. Este an-
**ftno, no obstante, puede faltar, pues una muestra dada puede dejar de producir
~Crminado factor tóxico dependiendo en muclvos casos la intensidad de su pro-
37
430
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
ducción de Ia composición dei medio de cultivo. Como más de un factor tóxico
concurre para la muerte de la laucha, el resultado de los dosajes depende de l1
proporción rela ti\"a de varias antitoxinas en el suero en relación a las proporcio-
nes de los diferentes factores tóxicos presentes en el test-dosis (Lt) de toxina
usada.
Los sueros podrán tener sus títulos rariables, dependiendo de la riqueza °
pobreza de los factores tóxicos neutralizables, homólogos.
El método de dosaje por via intravenosa en lauchas no permite dar indica-
ciones exactas sobre la propriedad biológica de cada toxina. Asi los títulos de
los sueros anti C pueden variar con las muestras de toxina empleada, nusm0-
cuando se usa. como ha hecho Weinberg y Guillaumie (50) D M L muy débile5
(0.003 a 0.008 mgs.). Lo mismo ocurre con el suero anti D.
Conforme ya verificamos más atrás, los suero6 monotípicos pueden tcnfr
acción ncutralizante rariables, según sus diferentes anticuerpos. reforzando s'ncr
gicamente la acción eficaz dei holosuero. Ast, el suero anti L D bacillus, neutra
liza muy fuertemcnte las toxinas L D bacillus y paludk y ligcramentc las toxina^
tipo welchii, Bac. D y ovitoxicus.
El suero anti paludis neutraliza fuertementc las toxinas paludis y Bac. api?
debilmente la toxina tipo welchii y anti ovitoxicus, son capaces de neutrali**1
también las toxinas homólogas Bac. I-os sueros anti D y anti ovitoxicus. 500
capaces d; neutralizar tambien cantidadcs importantes de toxina tipo " e '
siendo poco eficaz contra las toxinas paludis y agni.
El suero antiperfringcns tipo Welch no ejerce acción neutralizante sino sob**
la toxina tipo Welch.
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PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
II. Preparación dei suero antioedematis-maligni
POR
ARIOSTO BÜLLER SOUTO
d*
U Smiíl d* Anarrob oi
Buimun (Briid)
JUAN B. RIVAROLA
Jt (• «UI UUrilMM d* 5*r*Uf»pU d» U
>aatd«d Mililir (Par*|Mj)
INTRODUCCIÓX
Los trabajos iniciales sobre la toxina dcl Clostridium ocdcmatis-maligni (vi-
septique), fucron realizados por Roux y Qiambcrland (13). Pero la pro-
^dad dcl Clostridium ocdcmatis-maligni (v. septique) de producir exotoxina
^uina termolabil, fuc scfialada por primera vez en 1901 por Lcclainclc y Morei
hacicndo creccr este anaerobio durante 5 dias en caldo Martin glucosado.
En 1915, Raphacl y Frascy (12) prepararem su toxina de Ia niancra siguien-
Ias muestras conservadas en caldo ycma de hucvo, eran repicadas en caldo
anin glucosado al 2 % ; la cultura hija era patsada en caldo Martin no glucosado.
2 cultura neta obtenida servia para sembrar un balón de caldo glucosado al
Despucs de 24 horas de incubición, el caldo era centrifugado y filtrado en
Vçk El filtrado niataba regularmente cl concjo de 2 kilos en la dosis de 0.5 c.c.
* c.c. La toxina asi obtenida era muy incstable y se atenuaba rápidamente mismo
l*lan tenida en Ia heladera.
N'icolIe, Césare y Raphacl (8) usaron tambien cl caldo Martin glucosado a
La cultura era también filtrada, pero sólo después de liaber eido incubada
termostato durante 5 a 15 dias. Las toxinas asi obtenidas. eran muy atenuadas,
tji ...
Vez debido a la incubación inuy prolongada que causa un debilitamiento muy
^‘derable de la toxina .
‘o*
^Veinberg y Seguin (20) incubando de 36 a 40 horas, obteniam mejores
rtj ,naS Expcrimentaron numerosas médios habiéndoles proporcionado mejores
^"‘•tados cl caldo Martin glucosado a 0.5 o/oo, desejado envejecer varias sema-
4 a la temparatura dcl laboratorio.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Según British Medicai Research Conunittee (7) Miss Muriel Robertson-
preparaba toxina vibrión séptico de título muy elevado, usando caldo simple o g'u'
cosado con pH 7.8 a 8.0 sembrado con fragmentos de higado de cobayo niuert0
por infección a vibrión séptico.
Ficker (3) adicionando carbonato de cálcio para neutralizar los ácidos I0‘
mados, consiguió obtener toxinas muy fuertes, con D M L para la laucha 0-00- Cí'
Wuth (22) adicionando también carbonato de cálcio al caldo gluco>a^
obtuvo el máximo de producción de toxina entre 9 a 1 1 dias. pudiendo ya cn '
horas, demontrar Ia presencia de toxina. Este autor demostro que la toxina
destruída en 20 minutos a 70° C y que se atenuaba a la temperatura amb’cr! “
siendo muy sensible a la acción de la luz y dei aire.
Karube (4) hizo un estúdio comparativo sobre los diferentes médios.
mejores resultados fueron obtenidos con medio V F y medio con carne de
nera. que da toxina mortal para la laucha en la dosis de 0.005 c.c. ; con tenor
vado cn glucosa aumentaba el poder tóxico de la toxina.
La adición de cistcina acelera la producción de la toxina y retarda su at
nuación espontânea. El medio sin glucosa no producc toxina; después de / 11
la toxina ya está presente, y con 16 a 20 horas llega a su concentración n***10^
después dc 48 horas comicnza a atcnuarse, desapareciendo entcramente al >'n
14 dias. Las mejores peptonas fueron la Chapoteaut y Witte; ambas dan L-
a la producdón de gran cantidad de hemolisina. Los médios de cultura
7,6 ó 7,8, fueron los que producian cantidades mayores de toxina vibrión 'c> '
Según Karul)c la toxina se conserva mejor con pK entre 5 y 6.0.
ele-
I. — Preparación de la toxina
Cepa
Según Robertson (14) existen por lo menos 3 tipos serológicos deint>'! ^ ^
por la aglutinación. Tanto las muestras antiguas, como las muestras recient
aisladas, cuando son toxigénicas, dan buenas toxinas. ^
Dcbe usanse una o varias muestras, buenas produetoras de toxina. Los
por cobayos pueden aumentar bastante el poder toxigeno. Para esto s« 1
0.5 cc. de uma cultura en cl músculo de la piema y cuando el cobayo
agonizante, se sacrifica y se retira un fragmento dc higado que se sienibra
mente cn los balones de cultivo o en tubos de Tarozzi con suero: Io5
destinados a la producción de toxina deben ser siempre muy jóvrnes. 1*
razón conviene -epicarlos frecuentemente. jP!Í
Posemos en cl Instituto Butantan 20 cepas para la preparación de íUC'
ocdematis-maligni (vibrión séptico).
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A* Büller Souto * J. B. Riyabola — Preparación dei suero antigangrenoso -137
Médios de cultivo
A) . — Medicai Research Committee (7) aconseja caldo simple o gluco^ado
«on pH 7.8 a 8.0.
B) . — Walbum y Reymann (16) obtienen buenas toxinas con el siguiente
íiedio:
— Caldo de ternera cotnún conteniendo 1 Jo de peptona.
^ — Antes de autoclavar ajustar a pH 8.0 y distribuir en frascos de 1 litro a
1 litro y medio ; después de esterilizado el pH se conserva a 7,6 — 7,8.
3°
— Antes de sembrar agregar glucosa (6olución a 50 % ) a 1 % y 20 a 30
grs. de carbonato de cálcio estéril.
JO T-,
" Expulsar el aire por calentamiento durante 2 horas, himendo cn bano
tnaria con agitación regular; adicionar 200 cjc. de parafina liquida estéril
y continuar el calentamiento durante 30 minutos.
Los médios preparados con peptona Ricdel, Protcosa-peptona Difco y pep-
Martin dan buenas toxinas.
La e6tabilidad máxima de las toxinas fueron obtenidas a pH 6.5.
L.) — Weinberg, Xativelle, y Prevot (17) obtuvieron los mcjorcs resul-
to* con el conocido medio de V F.
D ) — Bengtson (2) usa caldo Martin y 2 % de suero de caballo estéril.
. E ) — Xosotros aconscjamos el medio descripto a propósito de la prepara-
de sucros períringens, glucosado a 1 Çi.
Condiciones que favoreccn la producciòn de toxina
La agitación una vez al dia; la agitación excesiva oxida la toxina.
La adición de cloruro de cálcio que impide que el pH baje de 6,5.
La adición de carne cocida, de suero normal de caballo y de higado.
La adición de cistcina.
Condiciones que atenuan la toxtna
La permanência en la estufa, por más de 48 horas.
La presencia de O en el medio por falta de calentamiento prévio.
La acción directa de Ia luz solar sobre el medio, aun antes de sembrado.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
d) — La permanência muy prolongada dei medio de cultivo en la estufa o a
la temperatura ambiente.
e) — El envejedmiento de la toxina, aun a baja temperatura.
f) — La acidez dei medio. La toxina de Clostridium ocdematis-maligni se c0°’
serva bien con pH 6,5.
g) — La filtración.
h) — El pasaje de burbujas de aire, dc oxigeno o de hidrógeno.
Condiciones que no influyen cn la produccion de toxina
La concentración de peptona.
Sietnbra
El medio, una vez retirado dcl autoclave es enfriado a 40° C. Será ^
brado de preferencia con un fragmento de hígado de cobayo inoculado cl dia
terior con cultura bien virulenta dc vibrión séptico y sacrificado en el n1on1C'*
de la siembra. Si hubiese nccessidad de haccr repiques directos, las culturas
berán ser conservadas en médios dc igual composición al caldo de toxina
repiques serán repetidos cada 12 horas. Cada 1000 c.c. de medio será rcpi
con 20 c.c. de cultura joven.
Período dc incubación
Las exigências anacróbicas dcl vibrión séptico le colocan entre el Clostríà***
tvelchii y el Clostridium oedematiens.
Obtiéncse un crccimiento abundante en un medio recubierto con una
■ n dc ,<r
de parafina liquida, 1 a 2 c.c. en la superfície. EI máximo dc produccion
xina es obtenida con 36 a 40 horas de incubación a 37° C.
Obtcnción dc la toxina
Para los fines de inmunización la toxina debe ser centrifugada hasta Ia 0
ción de un líquido limpido.
La toxina dei vibrión séptico no consigue siempre atravesar las velas ^ ^
bcrland. Ciertas velas dejan pasar totalmcnte o casi totalmente. De a^l1"^.^
cesidad de comenzar la inmunización con toxinas filtradas y terminar con ^
- - -ido
centrifugadas. Usar los métodos nefclométricos a fin dc precisar cl
turbidez de la toxina y su consecuente riqueza en gérmenes.
gra<
4
A- BCller Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antlgangrenoso 439
Acción dc la toxina
Produce un edema extenso de coloración rojo fuerte y una considerablc can-
bdad de gas en deredor de los músculos y tejidos inválidos por el proceso de
?*ngrcna gaseosa.
Pastemack y Bengtson (10) verificaron que la toxina dei vibrión séptico
^uaba casi sin periodo de incubación. dependicndo la rapidez dc su acción tó-
x*ca, exclusivamente de la dosis inoculada, al contrario dc otras toxinas que ne-
^itan, sea cual fuere la dosis inoculada, un cierto período de incubación para
PRJducir su acción tóxica. Además verificaron que un aumento insignificante
*** dosis no tóxicas es suficiente para tomarias mortales.
“Lautenschlager, however, as the rcsult of this experimcnts, reachcd thc
^clusion that the toxic dose for rabbits followed the “all or none”, i. é, the
^llest amount of toxin which was fatal reacted as quickly and potently as a
^sidcrably larger fatal dose. An amount slightly smallcr than the minimal
k*hal dose had no effect”.
Esta ley explica, porquê es a veces tan dificil determinar el test-dosis vibrión
*Ptico y hacer el dosage dcl suero respectivo, una vez que se exige, por defim-
^ 50 % dc muertes cn el primer caso y 50 % dc protección cn los dosages
^ suero. Mínima cantidad dc toxina residual no neutralizada cs suficiente para
^ducir 100 % dc mortalidad.
Acción sobre cl aparato circulatório — La inoculación de toxina dc vibrión
^Ptico produce una rápida elevación y despues un descenso brusco de la prcsión
****rial acompanada dc una arritmia cardíaca. El corazón cs dircctamcntc ata-
Cad° por la toxina, quedando esta acción sin cfccto seccionando k>> ncumogástri-
La acción de la toxina vibrión séptico cs idêntica a la acción dc la digital sobre
Músculo cardíaco.
Acción sobre la sangre. — El poder hcmolitico dcl vibrión séptico cs muy
k^undado. La acción hcmolitica se maniíiesta sobre los glóbulos rojos dcl
conejo, camero, caballo y humano. Los hematies dcl concjo y el co-
son aglutinados por las toxinas dei vibrión séptico. Según Walbum la es-
^‘klad óptima de la hemolisina se obtiene con pH 5. 0.
Sintomatologia.
. Ll periodo de incubadón no existe o es muy corto, variando de algunos
*ündos a 60 minutos.
Lespuées de la inoculación de la toxina vibrión séptico, las lauchas pre-
una serie de movimientos violentos y convulsivos. Giran sobre si mis-
tasta que sobreviene la muerte. La muerte no demora mucho eti virtud de
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Memórias do Instituto Butuntan — Tomo XII
Ia acción que ejerce la toxina vibrión séptico sobre el organismo dei animal
experiencia como vimos más arriba.
Necropsia.
La toxina dei vibrión séptico no produce lesiones características. E*1 tr3
bajos recientes Pastemack y Bengston (10) estudiaron la acción de Ia toxina
dei vibrión séptico sobre lauchas, cobayos. conejos y palomas.
En los músculos de cobayos inoculados, se observan intensa coloración W
ja; el hígado, y la cápsula suparenal presentan una coloración menos intenda,
veces hay ruptura de estômago.
En lauchas, animales usados por nosotros para dosages de toxina V sUtri
el corazón prcsenta la musculatura muy blanda; microscópicamente los caP
res y vasos cardíacos están regularment Ilenos de sangre. Nótase hemo-ta
gias intersticiales de grado variables. Estas lesiones cardíacas son de tam*^
y grado tambiém variables. En general estas variaciones dependen de I3
sis y duración dcl processo tóxico. Areas proeminentes de deger.eración 1 ^
na de Zenker pueden constatarse en los animales que sobrevivem más de
minutos. En algunos casos grandes extensiones de músculo cardiaco n°nn
están presentes. En otras áreas, grupos de músculos y de fibras apareccn P*
lidos. En estas fibras las cxtriaciones trasver.sales están generalmente *
midas. Los núcleos quedan normales. La necrosis hialina de Zenker es I3 ^
gencración paranquimatosa más común, siendo más frecuente en los ventru
No se encucntra regeneración dei músculo cardíaco.
a
Los rinones se hallan igualmente afectados, aumentados de volume11
tie*11'
irre*
tensamente congestionados y rojos. Animales que sobreviven por algt>n
po. muestran hemorragias en el tejido capsular y perirenal. En rinón es
gularmente moscado por un puntillado hemorrágico intercalado por áreas
llentas de necrosis. Este cuadro es más evidente cuando se secciona la
la. Seccionado el rinon sc verifica el aumento de tamano dei córtex y l°s . ^ón
rulos como minúsculos puntos rojos en la palidez dei córtex. En la conj
dei córtex con la médula se notan muchas veces una zona hemorrág>ca-
zona medular está intensamente congestionada y frecuentemente niucstr*
quenas hemorragias. j<
Al examen microscópico el rinón de las lauchas inoculadas con to- ‘ ^
vibrión séptico muestra degeneración tubular, principalmente de los rtT.
Henle y de los tubos colectores; con todo la necrosis dei epitelio cesa
namente en la conjunción dei córtex con la médula.
de
1 c*
Prácticamente todas las lauchas muestran alteraciones degenerativa5 jf-
tubos. Estas varian en intensidad y son de distribuición irregular. * 0
gencración glomcrular y liemorragias difusas y focalcs peri, intra y subcap-’
cm
SciELO
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A. Büller Souto t J. B. Bi varo la — Preparación dei suero antigangrenoso 441
Los vasos de la región medular están muy distendidos. Se ha visto con frecuen-
cia trombonecrosis de vasos de calibre medio y de capilares.
El Bazo csá distendido y friable. Las lesiones sólo pueden ser bien caracte-
rizadas cuando las lauchas inoculadas con la toxina de vibrión séptico viven
•nás de 7 horas. Xóta-se congestión de los senos y de la pulpa, grados varia-
Lles de extra va sación hemorrágica en la pulpa con modiíicación de su arqui-
tectura; picnosis nuclear y cariolexis de los linfocitos foliculares de la pulpa-
y fagocitosis de los restos celulares por las células dei retículo; degeneración
nuclear y fragmentación de las células linfoides de los corpúsculos de Malpighi.
Prácticamente los animales muestran considerable cantidad de pigmento
•aoguinco en el bazo. Este pigmento puede ser visto libre cn la pulpa o en las
*nárgenes dei corpúsculo de Malpighi y fagocitado cn cantidad variable por las
célula_s dcl retículo y por los macrófagos libres de la pulpa y de los espacios libres
'isculareB.
El higado, cn general está ingurgitado por sangre. Este ingurgitamiento
4Ç verifica principalmente en las sinuosidades de las venas centrales. En las
areas necróticas se constatan algunos trombos hialinos. Las células hepáticas
aParecen frecuentemente entumecidas, este entumecimiento es tan grande que
Puede llcgar a obliterar los sinusoides. Las células hepáticas son hialinizadas,
?eneralmente intensamente ecfiinofilicas, mostrando picnosis nuclear marcada o
n'odcrada. El pigmento sanguineo puede ser encontrado o cn la célula hepá-
tica o cn la célula de Kupffer.
Los pulmones permanecen generalmcntc normales; a vcccs presenta zonas
congéstion o edema y extra vasación hemorrágica. Las cápsulas suprarena-
están generalmcntc normales.
Determinación de D M L.
Esta determinación se realiza usando lauchas blancas de 17 a 20 gramos,
ltl°culadas por \ia venosa.
La D M L es cn general 24 vcces menor que 1 L-t.
%
Preparación de la toxina seca.
Se prepara de acuerdo a la técnica empleada para la preparación de la toxi-
*** *eca dei Cl. perfringens.
Determinación de D M L de la toxina seca.
Diluir hi toxina seca en solución salina fisiológica o caldo con pH 7.0 c
^Jettlar lauchas de 17 a 20 gramos por via venosa cn un volumen total de 0.5 c.c.
7
442
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Sólo aprovecharmos para toxina Patrón en los dosages de suero las <3U?
tengan gran poder toxigeno. Las más débiles usamos para immunización.
II. — Preparación dei suero antiodematis-maligni (vibrión séptico).
Inmuniaación
El animal de elección para la preparación dei suero antivibrión séptico- ei
el caballo. Eis necessário seguir el curso de la inmunización con todo cuida
do, verificando siempre los cuadros de peso y de temperatura. Si el peso C3.'c
ra visiblemente, se debe espadar las inoculadones, asimismo cuando las rcacciO"
nes térmicas son fuertes.
«9
Los caballos pueden morir con dosis tóxicas ligeramente “super limiar*5
en virtud de la ley dei “todo o nada" estudiada por I^autenschlager.
Oms (9) refiere algunos casos de fracasso de la inmunización de anIin^
les en grado avanzado de inmunización. Xosotros hemos advertido tambicf*
necessidad de que los animales sujetos a la preparación de suero antivibrión scP*
tico, scan mantenidos permanentemente a la vista de los encargados de c»te íCf
vido, hasta cl final, en virtud de accidentes desagradables que ya hemos PrtS<n
ciado por falta de esos cuidados.
La inmunización se inicia con anatoxina y suero gangrenoso poIiva.l^nte
lo en la primera dosis), pasándose dcspuées a anatoxina centrifugada,
cucrpos microbianos, inoculados directamcnte en la vena o mixturado con
toxina. Alcanzado a 300 c.c. de anatoxina se practica la sangria de PrU
Si el suero dei animal presentare antitoxina dreulante, se podrá pasar d«
mente a la inoculación de la toxina pura o associada a cucrpos niicrob
Las toxinas usadas para estas inoculadones deberán ser frescas y nunca to
conservadas.
de *
Xosotros jamás empleamos para la inmunizadón toxinas con mas
«ubs1'
horas, esto es, sólo empleamos con tiempo justo para esperar el dosage
guente y poder constatar si la toxina a usarse, tiene poder tóxico.
A los antígenos específicos associamos, a veces, ciertos antígenos u * ^
dficos, tales como Ia tapioca, el doruro de cálcio o lanolina. Numero* .
nuestroe animales fueron inmunizados con anaculturas. La adición de
microbianos, permite obtener sueros, al mismo tiempo antitóxicos }' an ^
bianos que poseen poder antitóxico y antiinfeccioso más acentuado que
ros antitóxicos y antimicrobianos solamente.
La via de inoculación será subcutânea.
cm
SciELO
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A. Bülleh Souto * J. B. Ritabola — Preparación dei suero antigangrenoso 443
Prcparaciôn de los cuerpos microbianos.
1. ° — Centrifugar las culturas.
2. ° — Diluir el depósito de centriíugación en 10% de solución salina, en
relación al volumen centrifugado; por ejemplo, si se ha centrifugado
4 litros, se diluirá en 400 c.c. de salina.
3. ° — Agregar fomiol al 4%°, en proporción a la cultura centrifugada.
4. ° — Agitar rigorosamente.
5. ° — LIevar a la estufa durante 4 dias a 37° C.
6. ° — Verificar esterilidad para aerobios y anaeróbios.
7. ° — Lavar los cuerpos microbianos en agua fisiológica, dos veccs seguida,
centrifugando cada vez y renovando la solución fisiológica.
8. ° — Recoger cl depósito en placa de Petri con el mínimo posible de liquido.
9. ° • — Secar al vacio sulfúrico.
10. ° — Triturar en mortero.
11. ° — Pesar la cantidad total obtenida a fin de haccr la proporción entre la
toxina bruta y la cantidad de cuerpos microbianos.
Importante. — Tambicn aqui, como en el caso dei Cl. perfringens, cl gra-
*1° de dilución de los cuerpos microbianos tiene mucha importância. Emulsio-
nes
poco voluminosas y muy densas provocan abcesos. Diluciones muy volu-
mosas dan lugar a placas de induración en cl punto de inoculación y a veccs
Ktancles abccsos que puedem perjudicar las inoculaciones subsiguientes. Es pues
íecesario usar volúmenes médios. Dosis de 50 a 100 ó 150 c.c. deberán ser
'Pulados de acuerdo al peso de microbios a inocular.
Preparación de anaculiura.
Es preparada de acuerdo a la técnica de Wcinberg y Prcvot (IS).
Las anacultunvs exigen más tiempo que las anatoxinas para que se tornem
*V'cas. Como la toxina de vibrión séptico es muy sensible a la accion dei
pudiendo perder íntegramente su poder antigénico. cuando la acción
lfjtTlJol
formol es demasiado intensa o muy prolongada, es necessário tratar separa-
. 'tente la toxina y los génnenes. El formol es aflicionado a los cultivos a
^OO v con-ervatlos a 37° C durante 8 dias.
Vi
Conlrol. — 10 a 20 c.c. de esta anacultura inoculada al cobayo no debe pro-
r sino tumefacción ligera.
9
444
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Prcparación de anatoxina.
La toxina dei vibrión séptico es muy sensible a la acción destrutiva dd
formol. Se prepara la anatoxina siguiendo da técnica de Weinberg y PreV0‘
(19). La adición de formol toma la toxina dei vibrión séptico completam
atóxica mantenida en la estufa durante 48 horas a 37° C.
Control. — Una dosis de 3 a 5 c.c. de anatoxina no debe provocar ningtt^
reacción inflamatória en el cobayo, ni producir trazos de hcmolisis.
III. — Dosificación dei suero anti-oedematis-maligni
En 1931 el Comité Permanente de Standardización Biológica de Ia
des Xaciones (5) recomendo estudiar la posibilidad de adoptar una unidad **
titóxica internacional antigangrenosa (oedcmatis-maligni) basado sobre el ^ttti
mo principio seguido para la antitoxina perfringens. En 1935, Hartlcy >’
te (5) propusieron un nuevo Patrón antitóxico internacional para 13 antito*'03
oedematis-maligni (vibrión séptico) que fue aceptado.
Naturalc:a dei Patrón
La unidad antiodematis-maligni internacional es definida como la actI"
dad antitóxica específica ejercida por 0-2377 ings. de preparación seca >'
ble de suero antiodematis-maligni dei National Institute for Medicai Research
Hampstead. Por sugestión dei Prof. Martin fue especificado que 1 unu
neutraliza una cantidad correspondiente de cerca de 24 dosis mortales P313^ ,
lauclu de ia toxina cmpleada en das experiências de determinación. Esta um
es exactamcnte mitad de la unidad propuesta por MacCoy y casi el doble
la unidad propuesta por Weinberg, Davesne y Prevot. Una unidad ír31**-
es la mitad de la unidad internacional y un cuarto de la unidad MacCoy.
Prcparación dei suero Patrón.
El suero Patrón es preparado de sangre de un caballo inmunizado co
los cuerpos microbianos y toxina de Cl. oedcmatis-maligni. El suero anttoo^”^
tis-maligni, para ser usado como patrón, debe tener un titulo elevado. & f
ro natural (sin antiséptico de ninguna especie) es reducido a estado ^
los médios comunes hasta peso constante y conservado en ampollas al abng°
luz y a la temperatura de 4o C.
10
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A. Büller Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antujangrenoso 445
Uso dei Patrón
El suero Patrón de acuerdo con Therapeutique Substances Act (1925) debc
s?r disuelto en soludón glicerinada (glicerina 2 partes, solución salina 1 parte).
El poder antitóxico de los sueros antiodematis-maligni en unidades inter-
^cionales es determinado por inyecciones en animales (lauchas blancas, co-
"®yos) de una mixtura de la antitoxina en prueba con la toxina oedematis-ma-
patrón que fue standardizada en relación al suero Patrón antiocdcmatis-
maligni.
Animales usados.
Se usan en las determinaciones por via venosa, lauchas blancas de 17 a 20
Çramos. En los dosages por via intracutánea se cmplean cobayos albinos de
300 a 400 gramos.
Toxina Patrón para los dosages.
Para los dosages de los sueros antiocdcmatis-maligni (vibrión séptico) es
^cssario standardizar las toxinas ocdcmatis-maligni (vibrión séptico) en re-
^ón al suero Patrón antioedematis-maligni (vibrión séptico).
Dctcrminación dei test-dosis (L t) de toxina Patrón.
La dctcrminación dei test-dosis (L t) de toxina Patrón puedc cfctuarse por
** métodos:
!). — por ínyección intravenosa en lauchas blancas de 17 a 20 gramos.
^ ‘ Por inyección intracutánea en cobayos albinos rasurados en los flan-
cos o depilados y cuyo pese ha de ser de 350 a 400 gramos.
0- — Por inyección intravenosa en lauchas blancas:
®efinición. — Test-Dosis (L t) de toxina ocdematis-maligni (vibrión sé-
c°) es la cantidad de toxina Patrón que unida con 1 unidad de antitoxina
r°n mata algunos, mas no todos los animales inoculados.
Para determinar el test-dosis (L t) de toxina oedematis-maligni (vibrión
^*'Co) se prepara las diluciones siguientes:
11
44G Memórias do Instituto Butantan — Tomo XJI
a) . — 1 c.c. de antitoxina Patrón es diluída de tal manera que 1 c.c. contenga
5 unidades antítóxicas.
b) . — Una cierta camidad de toxina oedeniatis-maligni (vibrión séptico) c'
cuidadosamente pesada y disuelta en solución salina fisiológica con
7.0. El volumen final debe ser completado de tal manera que 1 c-c'
de la solución de toxina contenga 20 miligramos.
c) . — Las mixturas de cada una de las diluciones de antitoxina Patrón
hechas en un volumen total de 0.5 c.c. (cantidad a ser inoculada intr3‘
venosamente en cada laucha) la que deberá contener 0.2 c.c. de antito-
xina diluida (1 Unidad) más cantidades variables de la solución c't
toxina.
Las mixturas son dejadas a la temperatura ambiente durante 1 hora, «;!cn‘
do inyectadas intravenosamente la cantidad de 0.5 c.c., a grupos de 6 laucha5-
Las lauchas deben ser elegidas de un stock de animales de peso uniforme,
es de 17 a 20 gramos. Las lauchas inoculadas serán observadas durante 3 m*5,
precisando conservarias a temperatura constante. La mayoría de los anim*^
mueren en las primeras 24 horas, ocurricndo muy raras muertes con 72 hora5-
El test-dosis, contienne en general 24 D M L.
Cuando la dosis de toxina es muy elevada todos los animales mueren-
Cuando Ias dosis están próximas al test-dosis (L t), algunos animales mue**0-
otros quedan enfermos y tristes y otros sobreviven.
En la determinación dei test-dosis de toxina oedematis-maligni ( vibr»0
séptico) raramente tuvimos la proporción de 50% de muertes. En general en
contramos proporciones aproximadas o alejadas (1/6. 2/6, 5/6).
Dosagc dc antitoxina de gangrena gaseosa ocdetnalis-tnaligni (vibrton
séptico) dc valor desconocido
(Dosages prévios).
Preparar las diluciones siguientes:
a) . — Dilución el suero en prueba.
b) . — Preparar la dilución de toxina Patrón.
La toxina es rigorosamente pesada y disuelta en solución salina
de manera que 1 te6t-dosis este contenido en 02 c.c.
son
he-
Las mixturas de las diluciones dei suero a dosar con el test-dos>s
chas en volumen total de 0.5 c.c. en tubos cspeciales. el que debe contener lJ‘
12
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A. IiÜLLEn Solto a J. B. Rivaüola — Preparación dei suero antigangrenoso 447
des variables dei suero a dosar diluído, más 0.2 c.c. de test-dosis y más la
eantidad necesaria de soludón salina para completar el volumen total de 0.5 c.c.
Esta solución salina servirá para lavar el tubo, después de haber reti-
rado la mixtura suero-toxina.
Las diluciones antes de inoculadas son dejadas durante 1 hora a la tem-
peratura ambiente.
La dosis total de 0.5 cx., es inoculada intravenosamente a 4 lauchas blan-
Qs de 17 a 20 gramos mantenidas a temperatura constante.
Aconsejamos usar siempre pipetas certificadas para hacer las diluciones.
Para las inoculaciones serán empleadas jeringas metálicas de 1 c.c. dividi-
das en centécimos y munidas de agujas de platino; una seringa para cada serie
de diluciones. Las lauchas inoculadas serán observadas durante 72 horas.
Tcstigos. — Cada dosage será acompanado de su testigo. Sin este re-
quisito los dosages no tendrán valor. Los testigos serán inoculados con una
mixtura de 1 unidad de suero patrón antiodematis-maligni (vibrión séptico), más
l test-dosis y cantidades mínimas de toxina, superiores e inferiores a este test-
dosis.
Estos testigos son imprescindibles a fin de constatar si la cantidad de to-
x,na empleada como test-dosis ha sido exacta o si hubo variación cn más o en
'Uenos.
El porccntaje de animalcs sobrevivientes indica la protccción aproximada
inferida por el suero cn prueba.
Dosages definitivos.
La técnica a seguir es la misma que la empleada cn los cnsayos prévios,
*°lo que en estos casos el número de animalcs de cxperiencia debe ser aumen-
to a 10 ó 12 para cada dosis.
II) Por inyeccióri intraeutánea cn cobayos dc 300 a 400 gramos.
La toxina y antitoxina de vibrión séptico pueden ser medidas con aprcciable
Precisión por inyccción intraeutánea. Hartley y White (5) liallan este método,
SlIuple, conveniente y económico, pudiendo prorporcionar resultados compara-
is a los obtenidos por el método de inyécción intravenoso cn lauchas.
La toxina líquida, no obstante más cstable que la toxina dei CL perfringens
** deteriora tomandose inútil como toxina test.
I-a toxina a ser usada debe por tanto ser seca. En estas condiciones con-
*Çrvu su poder tóxico por lo menos tres anos.
13
448
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XJI
Primero debe verificarse el aspecto de la reacción produdda en la piei dei
cobayo. Prepáranse concentraciones variables de toxina en un volumen invaria-
ble de 0.2 c.c. Usualmente dosis de 0.5 mgs. producen lesiones necróticas mu)'
extensas, y 0.025 mgs. no produce reacdón. Deben inocularse dosis intenti-'
dias entre 0.5 mgs. y 0.025 mgs. debiendo cada observador conceptúé más con-
veniente para inocular y a distancia conveniente entre ellas.
Lo cobayos albinos de 300 a 40 son los mejores; en cada flanco puc^c
hacerse 5 inyecdones. Las lecturas son hechas a las 24 horas, y la lectura íinl*
a las 48 horas.
Para determinar el test-dosis intracutáneo preparar las siguientes diluciones-
a) . — La antitoxina es diluída de tal manera que 1 c.c. contenga 5 unidade^
b) . — Una derta cantidad de toxina seca es rigurosamente pesada y disueb3
en soludón salina con pH 7.0 El volumen debe ser completado de
tal manera que 1 c.c. contenga 30 mgs. de toxina.
Hacer una serie de mixturas de toxina de antitoxina en volumen total de *
c.c.. 5 unidades son mixturadas con cantidades variables de toxina. Las nuv
turas son dejadas durante 1 hora a la temperatura ambiente; rctirase 0— c*“
de cada mixtura e inyéctase por da intracutánea ; cada losis inycctada, por tan-
to, contiene 0.5 unidades de antitoxina, más la cantidad total de 0.1 de toxina
contenida cn los 2 c.c. de mixtura. Se determina asi Lr, esto cs la cantidad
esto cs la can-
Lr
contenida, cn los 2 c.c. de mixtura. Sc determina asi
tidad de toxina que unida a media unidad de antitoxina e inyectada intracuta
neamente produce una reacción pequena pero característica en la piei dei coba>°-
Los resultados obtenidos por Ssilanowa (15) muestran que el método >n'
tracutánco, por sus resultados concordantes con aquellos obtenidos en laucl’-3'-
puede servir perfcctamentc como método auxiliar para cl dosage de los suem*
antiodematis maligni (vibrión séptico).
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BCller Solto a J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 449
a). — DETERMIXACIÔX DE LR (1)
b). — VERIFICACIÔN DE LR
^ció,
'ti de antitoxinn
AN‘tITOXIXA PA
Tl<ox ixterxa
Qoxal.
DOSAGE DE AXTITOXIXA OEDEMATIS-MALIGXI (ViBRIÔN
SÉPTICO) DE VALOR DESCONHECIDO
%
twi
trak«)« Ú0 BfDflMa (2)
iltuMi (jrapUi ie par «U bt/tra'!»**.
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A. Büller Socto * J. B. Ri varo la — Preparaciún dei sitero antigangrenoso 451
19. Weinberg, Sl. y Prevoi, A. — “ Xouvelles recherches sur les anatoxincs gangrcneuses,
leur cir.ploi dans la vaccination du cobaye ct la preparation des scrums spcciíiques
C. R. Soc. Biol. 92:1454.1925.
20* Weinberg, Sl. y Segnin, P. — “ Quclqucs documents sur la preparation dc la toxine
et de 1’antitoxine du Vibrion-septique ". C. R. Soc. Biol. 80:715.1917.
21. Wille, ]. y Schaaf, J. — “ Veber die spedfizitat und thcrapeutischc Wirkung von Gaso-
demscrum’' Zcntral, für Bakteriol. Or. 87:122.1931.
22- Wuth, O. — “ Bioch. Ztschr. 93. 289, 1919 apud Walbum e Reymann”. Jour. Path.
Bact. 42(2) :351.1936.
615.37:616.215
PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
III. Preparación dei suero antioedematiens
POR
ARIOSTO BüLLER SOUTO
Jeí* d# U Smiâo de AaMwbÍN dei Ia»tituto
Batinlio (Braiil)
JUAN B. RIVAROLA
J eíe dei Lebenlorio de Ser«!erapU de
Sentdad Mihur (Paracoaj)
INTRODUCCIÓN
El Clostridium ocdematicns íuc descripto durante la guerra curopca, de
a 1919 por Weinberg y Seguin (13) que llegaron a demonstrar su capacidad
^ produdr exotoxina específica temiolabil, incubando de 1 a 6 dias a 37° C. cn
glucosado a 2/1000.
Estos autores, deíinieron con precisión, las propiedades de la toxina y pu-
^on preparar sueros altamente antitóxicos por inmunización cn caballos.
Las toxinas obtcnida6 inicialmentc fueron débiles, matando los cobayos en
^ a 17 en dilución a 1/40, inoculados cn la vena. Estas toxinas, aun a dosis
V altas, jamás mataban los cobayos cn forma fulminante, necessitando siem-
un período de incubación para producir su acción tóxica.
Más tarde consiguicron toxinas más fucrtcs que mataba las lauchas blancas
^ ^sis de 1/800 a 1/1600 en 48 horas por inoculación subcutânea (14;.
El Medicai Research Committc en 1919, (5) aconsejaba para la producción
^ toxina el mismo medio empleado para la preparación de toxina de Q. wel-
(B. perfringens). La toxina asi obtenida matala los animales de labora-
l°r'r> por inoculación intravenosa, subcutânea o intramuscular. Esta toxina podia
^ fácilmente titulada por la invécción intramuscular en lauchas, tomando cn
^tas los resultados después de 48 horas.
En 1928. Sordelli, Ferrari y Mayer (8) usando un caldo básico con pH
Ki
adicionado de 5% de gelatina, conteniendo carne cocida en el fondo e in-
f'^do durante 6 a 8 dias a 37° C, conseguieron una toxina con D M L de
^ a 0.005 para cobayos de 250 gramos inoculados por via intramuscular, los
^Kiriam 3 o 5 dias despuécs.
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434
Memórias do Instituto Butantan
Tomo XI i
Cdareck y Stetkiewicz (2) encontraron que en caldo higado y el caldo co-
mún conteniendo carne codda en el fondo con pH 7,6 y recubierto con parai»133
líquida constituía un excelente medio para la obtención de toxina de G. oedf
tnatiens.
I. — Preparación de Ia toxina
Cepas
La obtención de buenas muestras productoras de toxina oedematiens no &
un problema simple. Una vez obtenida pueden peder bruscamente su capaci--
toxigénica. Este hecho pudo ser verificado por nosotros con varias de nuestr3-
cepas. Pasajes de las muestras destinadas a la producción de toxina. p°r u1^
serie de lauchas blancas, exalta la virulência. I-a siembra puede ser hecba di
rectamente con pequenos fragmentos de músculo extraído de lauchas inocula^
Es mejor repicarias frecuentemente en tubos de Hall conteniendo fragmentos
higado en el fondo dei caldo, que ha de ser de igual composición que aquel 41*
servirá para la producción de toxina. ^
Bcngtson (1) notó que el G. oedematiens. bajo este aspecto, difere dd
oedematis-maligni (vibrion séptico) que se comporta muy uniformemente fn
producción de toxina: todas las muestras producen toxina de valor aproxin*
De 16 amuestras de G. oedematiens por ella estudiadas, 4 no producian to*10*
2 nuestras producian toxina fatal para la laucha en la dosis de 0.1 c.c. ; * P0-
ducian toxina con DM L de 0.01, y 2 con D M L de 0.001 c.c. o menos.
Médios de cultivo
A.) — Sordelli, Ferrari y Mayer (8) aconsejan el siguiente medio:
1. ° — Carne 1 parte y agua 2 partes cs dejada en maceración una nocl» 3 ^
temperatura ambiente. Al dia siguiente calentar a ebullición durante
minutos.
2. ° — Filtrar. — Adicionar 5 1000 de cloruro de sodio y 2% de peptona
riológica Park-Davis.
3. ° — Ajustar el pH a 8,4 — Precipitar.
4. ° — Adicionar 5% de gelatina.
5. ° — Esterilizar a 100° C durante 1 hora y a 110° C durante 15 minut°
6. ° — Alcalinizar nuevamente a 8,4 después de Ia esterilización.
B.) — Walbum y Reymann (10) aconsejan el siguiente medio:
1. ° — Caldo común de temera fermentado por el Coli durante 20 horas a
2. ° — Calentar al bano maría.
3. ° — Filtrar en papel.
s*c
], | SciELO
A. Büller Souto a J. B. Rivarola — Preparación dei sucro antigangrenoso 455
4.° — Adicionar 3% de peptona Riedel previamente disuelta.
i 0 — Ajustar el pH a 8.0 Distribuir en frasees con 1000 c.c. en cada uno.
®*° — Recubrir con parafina liquida.
^•° — Esterilizar. Conservar en la heladera después de las pruebas de este-
rilidad.
Antes de semb"ar calentar hasta ebullición durante 1 hora y adicionar 20
Sramos de carbonato de cálcio y calentar otra hora más hasta ebullición.
C. ) — Bengtson (1) usa un medio, constituido por 1|4 de caldo básico y
3K de caldo común com pH 8,4 distribuído en baloncs de Erlemeycr de 2 a 4
litros esterilizados en autoclave a 121° C durante 30 minutos. Después de es-
^lizado la reacción cae a pH 7.0. Antes de usar, los balones son calentados
^ürante 1|2 hora a vapor fluente y enfriados a 40° C adicionándole 5 % de suero
°°nnal de caballo.
D. ) — Nosotros obtenemos buenas toxinas empleando el medio dcscripto
000 motivo de la preparación dei suero antiperfringens, haciendo la preparación
f’°r maceración con Coli a 37° C. durante 24 horas y aumentando la tasa de
l*Ptona hasta 2 y 3%.
%
Condiciones que fai'orccen la prodncción dc toxina.
— La adición de trozos de hígado produce toxinas con títulos más eleva-
dos, que la adición dc trozos de músculos en el fondo dil balón, tal vez,
porque con hígado el Cl. ocdcmaticiis encuentra mayor facilidad cn fa-
bricar nidos de anacrobiosis que tanto auxilia la prcducción de toxinas
fuertes.
■ — La agitación suave que difunde en todo el medio dc cultivo cl peroxido
formado, evitando que Ilegado a cicrta concentración se destruya la to-
^ xina formada o que mueran los gérmenes en los nidos de anaerobiosis.
‘ — La adición de gelatina.
. La adición dc carbonato de sodio.
La adición de suero.
s La adición de cloruro o de sulfato férrico.
/.o
La ausenaa de glucosa.
Condiciones que atcnnan la produeción de toxina.
l.o ...
La falta de regeneración dei medio; la regeneración deberá ser siem-
, pre en exeeso.
La presencia dc glucosa en los médios de cultivo.
3
456
o.v
4.°
6.° —
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
La oxidación. La toxina liquida deberá ser conservada en frascos col< |
âmbar y completamente llenos. En caso contrario será conservada pt°"
tegida por una capa de toluol.
El envejecimiento atenua la toxina con gran rapidez.
La acción de la luz solar «sobre el medio de cultivo, aun antes àe ^
siembra.
La caida dei pH. I.a toxina a fin de ser conservada deberá teflef c‘
pH ajustado entre 6, 5 y 7.0.
Siembra.
El medio debe ser regenerado con exceso a fin de expulsar completai**11''
el aire. pues el Cl. oedematiens es muy sensiblc a pequenos trazos de Oxi£cn
El calentamiento debe ser prolongado durante 1 hora en bafio maria > P°
\'2 hora a vapor fluente.
Omb (7) consiguc una siembra buena enfriando la parte inferior dei ba-^J
hasta una temperatura que sea tolerada por la mano; sembrando el germen
fondo dei balón las capas liquidas más altas conserva n una temperatura
elevada que hacia abajo asegurando una anaerobiosis más perfecta.
*
Las muestras serán siempre conservadas cn tubos de Hall, con medio-
igual composición al que va a servir para preparar la toxina. Las siembra5
rán hechas con 20 c.c. de cultura de 24 horas. Se puede igualmente 5<rnl
el medio, con un fragmento de músculo de Iaucha inoculada con d- oede*
algunas horas antes.
•en
Período de incubación.
Lo mejor es adoptar, para los fines de un buen crecimiento dei Cl-
matiens, todos los médios de anaerobiosis que tengamos a mano.
Después de la siembra, estando el medio aun caliente, será puesto ^
de grandes secadores Hempel, o en campánulas de vacio dentro de '3
r lent*'
en comunicadón directa con una bomba de vacio, retirando el aire nau>
mente a fin de evitar el burbujamiento dei medio o la mojadura de los ^3*j
que podria contaminar los balones. Diariamente será retirado el aire
secador. Ademais de esto debe procurar hacerse una agitación suave ^ ,{
todo el periodo de incubación. Hacemo» la filtración dei 5.° al 1
incubación a 37° C.
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A. Bülleu Souto * J. B. Rivauola — Preparación dei suero anliyangrenoso 457
Obtención de la toxina.
Puecle obtenerse por filtrado y por centrifugación. La toxina dei Cl.
oedematiens cuando es obtenida de buenas muestras, es siempre una toxina
fuerte. Para la inmunización y preparación de nucstros sueros antitóxicos-
*oti microbianos, preferimos inicialmente en todos los casos, usar toxinas obte-
nidas por filtración, asociadas a cuerpos microbianos secos, mucrtos previamente
por el Lugol, en vez de usar las toxinas obtenidas por centrifugación. Las to-
rnas centrifugadas son usadas sólo cuando son perfectamente límpidas.
Acción dc la toxina.
La toxina de Cl. oedematiens necesita un período más o menos largo dc
•Vencia para producir su acción.
Sobre el aparato circulatório su acción se manifesta por un aumento de
^ presión arterial y al comienzo, aumento dei número de latidos cardíacos. En
*1 período final disnúnuyen los latidos cardíacos. La toxina mata por deten-
Cl°n dei corazón.
Sobre la sangre. — Cicrtas muestras de Cl. oedematiens secretan hemo-
*>sinas. La cultu*a total destruyc in-vitro los hematies humanos, dc carnero
y de cobayo. Entre tanto esta acción, bien que constante, cs mucho más débil
■foe la acción hcmotóxica de Cl. perfringens y de Cl. ocdcmatis-maligni. Cicrtas
'Ostras ovinas tienen un poder hcmolitico muy elevado. Scgún Walbum (10j
^ hemolisina dcl Clostridum oedematiens se conserva mejor con pH 6.0.
Sobre el aparato respiratório. — Produce un aumento dcl número de
t*cUrsiones respiratórias, con disminución de la amplitud de las mismas. En los
kr>odos finalcs produce disnea.
Sintomatologia
Según Humpreys (4) cl animal inoculado con toxina de Cl. oedematiens
k^senta siempre un cierto período de latencia. Este período dc incubación,
de 6 a 18 horas, durante el cual no se notan ningún sintoma, no siendo
^ cdcma local. Después de este período de incubación, los pelos dei animal
** Çr>zan, el ritmo respiratório se acelera, los flancos se cscaran y el animal se
r*a gradualmente apareciendo convulsiones. Cuando se usan eobayos, ade-
de estos sintomas, estos animales lanzan pequenos gritos. La mucrte so-
‘ 'vienç rápidamente con sintomas de intoxicación grave. La disnea y sobre
H
Ia hipotermia constituyen seiiales precursoras de, muerte próxima.
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10 11 12 13 14 15 16
•458
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Necropsia.
La toxina de Cl. oedematicns produce como carácter distintivo un edema g*'
latinoso incoloro que llega a tomar tanto el músculo como el tejido subcutáne0-
Este edema no produce crepitación gaseosa y se diferencia fundamentalmente óel
edema producido por la toxina de Cl. oedematis maligni (v. séptico) que es ’n'
tensamente rojo y da crepitación gaseosa.Si la infección evoluciona rápidamente.
el edema toma a veces una coloración rosada.
La inoculación intramuscular de la toxina en el músculo de, la pata de I-1
laucha produce un aumento dei volumen dei miembro inoculado. La p3*3 **
toma fria, la piei pálida y azulada. Un edema poco depresible invade la P31^
abdominal y va hasta afuera. Por la incisión se constata la presencia de u°
edema gelatinoso franco incoloro o de coloración rosada.
No hay necrosis dei tejido atacado y la lesión no tiene olor fétido.
Nótasc zonas de necrosis en el hígado, bazo y rinón. Hiperemia de los &
testinos y cápsulas suprarenales.
Determinación dc D .1/ L.
Esta determinación se hace en lauchas blancas por inoculación intranm
La D M L es en general 28 veces menos que Test-dosis.
>cular'
Prcparacíón de la toxina seca.
... . • 'n de ^
Se prepara usando la técnica dcscripta a propósito de la preparaaon ^
toxina de Cl. ivelchü. Es necesario precipitar la toxina en una atmósfcr3
nitrógeno, debido a la combinación dei sulfato de amonio con el oxigcn°
, la
aire. El medio gelatinoso de Sordelli no sirve para la preparaaon oc
xina seca.
Determinación de la D M L de la toxina seca.
Diluir la toxina en solución salina o caldo con pH 7.0 (el caldo P^1
ejerce acción protectora contra la oxidación de las toxinas y asi obtcnem0> . .
lorcs más elevados), e inocular en lauchas por via intramuscular. -° 3 ^
aprovechamos las toxinas secas muy fuertes para toxina Patrón. D35 {°
débiles son aprovechadas para inmunización.
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BCller Solto a J. B. Rivarola — Preparación dei suero anligangrenoso 439
II. — Preparación dei suero antioedematiens.
Inmunización
El animal de elección para la preparación dei suero antioedematiens cs el
«bailo. La preparación dei suero antioedematiens exige, más que ningún ot.o,
^cepcionales cuidados en lo que respecta a la vida de los animales emplcados
la inmunización. El caballo es muy sensible a la acción de esta toxina.
^ inoculación de débiles dosis deter mina la aparición de edemas locales y ede-
**«5 a distancia, que desaparecen a solamcnte después de varias semanas. El
«bailo presenta además de sintomas locales graves, fiebre, disnea y perdida
apetito que muchas veces hacc temer por su existência.
La inmunización se inicia con el suero atigangrenoso polivalente y anato-
*!r-a, pasándose después a anatoxina pura, más cuerpos microbianos, inocula-
*°s con mixturas de anatoxina dircctamcnte en la vena. Alcanzado a 300 c.c.
^ anatoxina se practica la sangria de prueba; ei cj suero dei animal presenta
** alguna antitoxina circulante se podrá pasar dircctamcnte a toxina pura o
4s°ciada a cuerpos microbianos. Las toxinas usadas podrán ser secas, como sc
^ actualmentc en cl Instituto Butantan o toxinas brutas redentemente prepa-
conservadas con toluol y pH 6. 5 c, 7. A los antigenos específicos aso-
^los dertos antigenos inespecificos tales como la tapioca, el doruro de cálcio
' knolina. Algunos animales fucron inmunizados co n êxito por medio dc
^culturas.
Preparación dc los cuerpos microbianos.
^ — Centrifugar las culturas.
— Diluir el depósito de centrifugación en 10% dc soludón salina en rc-
lación al volumen centrifugado. Por cjemplo si sc ba centrifugado 4 li-
tros. se diluira en 400 c.c. de salina.
' — Agregar formol al 4 por mil en proporción a la cultura centrifugada.
• Agitar vigorosamente.
5 Llevar a Ia estufa durante 4 dias a 37° C.
y Verificar esterilidad para anaeróbios y aerobios.
' ' Lavar los cuerpos microbianos en agua fisiológica, dos veces seguida, een-
trifugando cada vez renovando la solución fisiológica.
^ Recoger el depósito en placa de Petri con el mínimo posible de liquido.
jrj Desecar al vacuo sulfúrico.
j.’ Triturar en mortero.
' Posar la cantidad total obtenida a fin de haccr la proporción entre la to-
xina bruta y la cantidad de cuerpos microbianos.
7
460
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Importante. — El grado de diución tiene mucha importância. &110*
siones poco voluminosas y muy densas provocan abcesos. Diluciones muy '
luminosas dan lugar a placas de induramiento en el punto de inoculación J
veces grandes abcesos que pueden perjudicar las moculaciones siguientes. ^
pues necesario usar volúmenes médios. Dosis de 50, 100, 150 c.c. que deber*3
ser inoculados conforme al peso dei germen a inocular.
Preparación de la anacullura.
T **>
Es preparada de acuerdo a la técnica de Weinberg y Prcvot (12)-
culturas de Cl. ocdematiens exigen 7 dias de estufa a 37° C con íorniol
3/1000 para transformarias en anaculturas.
COXTROL. — Esta anacultura inoculada en la dosis de 10 a 20 c.c. a u"
cobayo, no debe producir sino tumefacción ligera.
Preparación de la anatojrina.
Se transforma la toxina de Cl. ocdematiens en anatoxina adicionánd°
formol de 1.5 a 3 por mil y dejando 7 a 8 dias en la estufa a 37° C.
Esta toxina puede ser purificada por el sulfato de amonio y diali*3^
Inoculada por via intravenosa produce un voluminoso exudado seroso de
cavidad pericárdica; no produce sin emargo el edema gelatinoso subcutâneo
es característico de Cl. ocdematiens.
Control. — Una dosis de 3 a 5 c.c. de anatoxina no debe producir rc.
inflamatória en el cobayo.
accio1.
III, — Dosificación dei suero antioedematiens.
1 l-Jí3
En 1932 el Comité Permanente de Standardización Biológica dc 3
de las Xaciones reunido en Copenhague decidió que el State Scrum
de Copenhague estableciese una nueva unidad antigangrenosa (oedeu-'1
basado 6obre los mismos princípios seguidos para la antitoxina perfring1-11'
Natural cea dei Patrón.
* . - j
La unidad antioedematiens internacional es definida como la activi
titóxica especifica ejerdda por 0.2681 mgs. de la preparación seca ’
de suero antioedematiens. Por sugestión dei Profesor Martins fue c'íiec
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•L BCller Solto a J. B. Riv.vp.ola — Preparación dei suero antigangrenosn 461
Sue 1 uniclad neutraliza una cantidad correspondiente de cerca de 1.400 D M
L para la laucha, de la toxina usada en las experiencias de. determinación. Una
'Hiidad internacional corresponde a 10 unidades francesas y a 50 unidades ale-
“'anas. Una unidad francesa corresponde a 5 unidades alemanas y a 0.1 uni-
^ad internacional.
Preparación dcl Patrón.
El suero Patrón es preparado de suero de caballo inmunizado contra cuerpos
tacrobianos y toxina de Cl. ocdematicns. El suero antioedematiens para ser
ü»do como Patrón debe tener un titulo elevado. El suero natural (sin adición
^ antisépticos) es distribuído rigurosamente por medio de pipetas aforadas o
''e aparatos apropriados, cn ampollas cn la cantidad de 5 c.c. Las ampollas son
focadas en desccadores con cloruro de cálcio y ligado al vacuo, hasta que d
^tenido dé la apariencia de estar seco. Esto se consiguc cn 2 ó 3 dias.
s*ndo necesario durante estos dias cambiar varias veccs cl cloruro de cálcio con-
tando en el desecador. Colócase entonces las ampollas en otra serie de descca-
^°rç£ contenicndo anhidrido pentafosfórico. Se dejan alli estas ampollas du-
taite 2 meses hasta conseguir que se torne completamentc seca. Una que otra
han de ser retiradas de estos desecadores y pesadas. Cuando se ha alcan-
un peso constante deben ser llenadas con nitrógeno. cerradas, y conserva-
^ en la obscuridad, a 4o C.
Uso dcl Patrón.
El suero Patrón de acucrdo con Therapeutique Substances Act (1925) debe
disuelto en solución glicerinada (glicerina neutra 2 partes, solución salina
^ PH 7.0 una parte).
El poder antitóxico de los sueros antioedematiens es determinado por
^ción en animales sensibles de una mixtura de Ia antitoxina ocdematicns
^ Pnieba con la toxina oedematiens Patrón que fue standardizada en reladôn
5Uero patrón antioedematiens.
Animales usados.
j Se usan para estas determinaciones. por via muscular. lauchas blancas dc
' a 20 gramos.
Toxina Patrón para los dosages.
Para el dosage dei suero antioedematiens es necesario standardizar las toxi-
* **dematicns en relación al suero Patrón antioedematiens.
9
462
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Determinado» dei test-dosis (L t) de toxina Patrón.
Dcfiiiición. — Test-dosis de toxina oedematiens es la cantidad de t0<irU
las que mixturada con 0.02 unidad antitóxica Patrón mata algunas, p«r0 D
todas las lauchas inoculadas (cerca de 50 %).
Para determinar el test-dosis de toxina oedematiens preparar las sigu*6®®** |
diluciones :
a) . — 1 c.c. de antitoxina patrón es diluida de tal manera que 1 c.c. contePg* |
0.2 unidad antitóxica.
b) . — Lna cierta cantidad de toxina oedematiens es cuidadosamente pesâd* .
disuelta en solución salina fisiológica con pH 7.0. El volumen 11
debe se.r completado de tal manera que 1 c.c. de solución conter-'"1
mgs de toxina.
c) . — Las mixturas de cada una de las diluciones de antitoxina patrón ^
hechas en un volumen total de 0.2 c.c. (cantidad a ser inycctada cíl
músculo de la laucha) el cual deberá contener 0. 1 c x. de antit°
diluida (0.02 unidades) más cantidades variables de solución de to-
I
Las mixturas son dejadas a la temperatura ambiente durante 1 hora. - ^
inyectadas por via muscular (0.2 c.c.) en grupos de 6 lauchas. Las »u ,-
deben pertenecer a un stock uniforme y tener un peso también uniforme de
a 20 gramos. Los animales inoculados scrán observados durante tres
debiendo mantenérseios en un cuarto con temperatura constante.
Un L t contienc en general 28 D M L de toxina.
sou
Dosagc de antitoxina oedematiens de valor desconocido
( Dosages pr eidos)
Preparar las diluciones siguientes:
a) . — Dilución de suero en prueba.
b) . — Preparar las diluciones de toxina Patrón. La toxina es riglir0^3
te pesada y disuelta en solución salina de manera que 1 t«t-d'ist'
contenido en 0.1 cx.
Las mixturas de las diluciones de suero a dosar con el test-dosis >' n * . ,,
• #*n
en un volumen total de. 0.2 c.c. en tubos espedales. Estoe contienci ^
des variables de suero a dosar liquido, más 0.1 c.c. de test-dosis y n13S
tidad necesaria de toxina para completar el volumen total de 0.2 c.c.
h*5
U
cir
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A. BCller Solto * J. B. Rivap.ola — • Preparación dei suero antigangrenoso -103
Las diluciones son dejadas durante 1 hora a la temperatura ambiente. La
dosis total de 0.2 cx. es inoculada intramuscularmente en 4 lauchas blancas de
17 a 20 gramos mantenidos a temperatura constante.
Aconsejamos usar jeringas metálicas de 0.25 cx:. divididas en centécimos,
debiendo emplearse una jeringa para cada serie de diluciones a fin de evitar que
quede retenido niucho líquido de cada dilución en el pabellón de la jeringa o
en la aguja.
Testigos. — Cada dosage será acompanado siempre de su testigo. Sin
«stos testigos el dosage no tendrá valor. Los testigos serán inoculados con
^•02 unidad de suero patrón antiodematiens, más 1 test-dosis y cantidades rni-
n«nas de toxina, superiores o inferiores a este test-dosis.
Los testigos indicarán si la cantidad de toxina empleada como test-dosis es
fxacta, o si fue usada una dosis demasiado grande o muy pequena como test-
dosis.
El porcentaje de animales sobrevivientes indicarán la protección aproxima-
da conferida por el suero en prucba. Para obtencr resultados más exact06, cs
^essario haccr dosages definitivos.
Dosagcs deftnkivos.
La técnica a usar es la misma empleada en los ensayos prévios, 6Ólo que
estos casos el número de animales de experiência dobe ser aumentado a 10
« 12 para cada dosage.
Método intraeutaneo.
El suero antiodematiens puede ser también dosado por via intracutáneo.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
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l9&-
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PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
IV. Preparación dei suero antihistolyticum
POR
ARIOSTO BÜLLKR SOUTO y JUAX B. RIVAROLA
J»f« d« U Srcción de Atuerobi*! Ia. titulo
BuUdIib (Braiil)
Jef* dei laboratório de $«roicrapi* c!« la
Saaáiad Militar (Parafoay)
INTRODUCCIÓN
La propriedad dei Cl. histolyticum de producir toxina especifica se dehc a
estúdios de Weinbcrg y Seguin (20).
La toxina obtenida era termolábil, no hcmotóxica Ilcgando al máximo de su
^centración con 18 a 24 horas de incubación a 37 0 C, en un caldo de carne
^ o sin glucosa y con trozos de carne en el fondo, recubicrto con parafina li-
^'da para assegurar las condiciones de anaerobiosis.
El Medicai Research Committee (8) demostro que la toxina de Cl. histoly-
l,Cu»i podia ser producida en culturas de caldo de carne después de incubación
^rante 14 a 16 horas. Después de 18 horas la toxina seria destruída.
Mac Intosh y Bulloch (7) acentuaron las graves reacciones locales produ-
en el sitio de la inoculación.
Mita (9) empleando caldo de higado con pH 7.2 a 7,8 pudo obtencr
í*Cçlente toxina después de 24 horas de incubación.
Stewart (13) estudió la influencia de la reacción dei medio, el período de
^ubación, el efecto de la adición de glucosa, y los resultados obtenidos con dos
Gerentes tipos de peptona. en la produdón de toxina histolytica. Con infusión
^ carne conteniendo 1 c/c de peptona, 2 % de glucosa y con pH 7,6 pudo obtener
^nas toxinas (D M L para la laucha de 0.002 a 0.005 c.c.). Las variaciones
PH podian ir de 6,8 a 7,8 sin que la producción de toxina se alterase sensi-
^ente, siempre que las demás condiciones dcl medio fuesen óptimas, asi
las condiciones de anaerobiosis satisfactorias.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Con infusión de ca*ne. más 1 ó 2 % de peptona, Stewart pudo obtec<r
toxinas más potentes con una D M L para la laucha de 0.002 c.c. a O.OO5
c.c. obteniendo también íuerte hemolisis (0.1 c.c. de cultura da completa hetno-
lisis de 0.5 c.c. de suspensión al 5 de glóbulos rojos de conejo lavado?!
La prueba de nitroprusiato de sodio para la verificación de la presencia dd
grupo sulfidrilo era fuertemente positiva.
I. — Preparación de Ia toxina
Cepa
Para obtene,r buenas toxinas es menester usar muestras toxigénicas fr ecnín
temente repicadas. Las muestras usadas para la preparación de toxina no dcbe0
tener nunca más de 18 horas. Cuando se usan culturas más viejas se consta11
una acentuada disminución de la D M L de la toxina.
Pasajes intermédios cn cobayos exaltan cl poder toxigeno de las nuiestrii
EI poder toxigeno no se altera cuando se conservan las muestras toXÍgcn
cas en la heladera y son repicadas en caldo clara de huevo.
Smith (11) ha observado alteraciones en la estructura antigénica de
histolyticum en relación a las variadones S — R. Este autor liama la atcn .
en el sentido de que las variaciones cn la estructura antigénica de los anaexo»
esporulados no han sido suficientemente estudiadas.
Existiendo por otra parte estrecha correjación morfológica y bioqu’,rnl
(5) entre el Cl. histolyticum y el Cl. sporogcnes es necesario especialcs PrcC3
ciones a este respecto.
F.n cl Instituto Butantan pos canos 16 cepas para la preparación de suero anl
lyticum.
Médios de cultizo
A). Higado 500 gran*5
Peptona Chapoteaut 10 gramo*»
Agua 1000. cX*
Operar asi :
1 . — Lavar el higado.
2. — Pasar por la máquina.
4. — Macerar durante 12 horas a Ia temperatura ambiente.
5. — Henir a fuego lento, 15 minutos.
6. — Colar en pátio.
7. — Filtrar por papel N. 50.
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A. Blller Solto a J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 467
8. — Agregar la peptona. Ajustar a pH 8.0.
V. — Llevar al autoclave a 120° C durante 20 minutos.
10. — Filtrar nuevamente por papel de filtro.
11. — Distribuir eu balones agregando trozos de higado y vaselina líquida.
12. — Esterilizar a 115° C durante 30 minute*.
13. — Ajustar el pH a 7.8.
14. — En el momento de usar calentar a 70° en bano maria y enfriar brusca-
mente a 37° C. Hacer las siembras con cultivos preparados de antema-
no de Cl. histolyticum.
B). — En comunicación personal el Doctor Reymann nos indico el siguiente
Oiedio :
“Aus unseren Aufsatzen werden Sie erschen, dass wir íur die Versuche
cinen Apparat mit Umrühren venvenden ; in der taglichen Toxindarstellung
tun wir dies nicht, sondern venvenden 1 yí Literkolben, die, darni und watrn
geschwenkt werden, weil dies bei der inuner launischcn Toxinbildung es erlaubt,
jeden einzelnen Kolben auszutitrieren”.
“Für die Toxindarstellung mit B. histolyticus un B. Sordclli venvenden
"ir dasselbe Nahrmcdium wic bei den andercn Anacrobcn und zwar bei Histo-
bticus mit 0.5 % Glucose aber mit ciner Bcbrütungszeit auf 48 Stundcn. In
t*iden Fallen bei pH 7,5. Bei sammtlichen toxigmen Anacrobcn wirkt cin
2usatz von 5 — 10 % normalen Pferdcserun auf die Toxinbildung fordemd cin.
En trabajos posteriores con Walbum, aconseja Rcymann (16) adicionar al
^tedio arriba dcscripto, 1 /ó de peptona Riedel. Ajustar cl pH a 8.0 antes de
iutoclavar, el cual después de autoclavado cae a pH 7,9.
Los médios de cultivos estériles, en balones de 1 litro, son conservados cn
k heladera. Immediatamente antes de uso adicionar al medio, 20 a 30 gramos
carbonato de cálcio por litro y la cantidad necesaria de glucosa (de una so-
'ución al 50 %). El caldo es entonces hervido y su supcrficie rccubierta con
'lna capa de parafina liquida estéril.
Stewart (13) usa caldo-infusión de carne con 1 °/o de peptona Witte y
PH 7,6, distribuído en frascos de 2 litros. En el momento de sembrar calicnta
^urante dos horas a vapor fluente y enfría a 40° C.
Condiciones que favorccen la producción de toxina.
• — La agitacion suave.
— La adición de cloruro de cálcio que impide que el pH caiga por debajo
de 6. La toxina se conserva mejor a pH 6ó pH 6,5.
— La adición de higado, músculo fresco, carne cocida o suero de caballo.
3
468
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
4. — La adición de peptona, rica en grupos sulíidrilo.
Condiciones que atenuan la toxina.
La filtración.
El tiempo de permanência en la estufa ( más de 18 horas).
La falta dei calentainiento prévio dei medio.
La acción directa de la luz solar sobre el medio, aun antes de sembrado-
La permanência prolongada dei medio de cultivo a la temperatura am-
biente. Después de haber hecho la prueba de esterilidad debe ser con-
servada en el frigore.
La acidez dei medio o de la toxina. El pH debe estar a 6. ó 6.5.
Condiciones que no influyen.
La adición de Permutito para retirar cualquicr trazo de histamina proVf*
niente dei caldo higado. La adición de cisteina.
El pH inicial dei medio que puede estar entre 6,8 a 7,8.
Obtención de la toxina.
La toxina dei Cl. histolyticum pasa dificilmente a través de la vela filtr3^
te; esta la retiene en eu mayor parte. Las velas Chamberland rctienen na*
toxinas que las velas Berkefeld.
El poder tóxico de los filtrados es igual a um tercio o a una mitad dei P0^
tóxico de la toxina original. La centrifugación a alta velocidad por medio
centrifugadoras refrigeradas proporcionan toxina con elevada D M L y mu>'
cos gérmenes, óptimas para inmunización.
Acción de toxina.
Inoculada por via venosa Ia toxina histolitica producc acción letal n?u ^
Por via muscular produce acción necrótica muy activa, disolución dei te)
* v/i » la piVAiUV.t aV.UUII Ilv.V.lUllV.d 1IIU> üLlltd,
muscular, lisis de los núcleos y vaciamiento completo de las fibras
sólo el sarcolema. La fibra muscular se Ilena de sangre coagulada. E3 3
de la toxina no es especifica solamente para el músculo, degenerando tai"
profundamente los órganos.
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
A. Bülleu Souto * J. B. Hivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 469
Sobre el aparato circulatório se manifesta por una aceleradón de los movi-
mente» cardíacos y aumento de la presión arterial. El músculo cardíaco suíre
intensa acción degenerativa cuando la toxina es inoculada por via venosa.
Las paredes vasculares se rompe debido a la acción histolizante de la to-
xina y se prodüce hemorragias difusas, la sangre se mezcla al tejido muscu-
«r licuefacto.
Sobre la sangre. — El Cl. histolyticum no seceta hemosilina para los he-
maties elel hombre, carnero y cobayo.
Sobre el aparato respiratório. — Produce taquipnea al comienzo e intensa
disnea en el período preagónico.
Sintomatologia.
Conforme ya habia sido verificado por el Medicai Research Committee (8)
•3 acción de la toxina histolítica se a-eme ja a la acción dei V. séptico cn lo
Çue se refiere al periodo de incubación. En ambos cl periodo de incubación
lo existe. Las lauchas inoculadas con dois altas de toxina caen como fulmi-
nas muriendo instantaneamente. Dcspués de la inyección intramuscular, las
^Uchas tómanse intensamente disneicas, ejecutan movimientos desordenados,
j patas anteriores quedan paralizadas, los músculos dei cucllo presentan con-
jeturas violentas y espasmódicas, agitan la cabcza en todo sentido, procuran
irrastrarse con auxilio de las patas posteriores sobreviniendo una fase de violcn-
*3s con%-ulsiones. El animal cac sobre un lado, ejccuta rapidisimos movimien-
‘Os con los miembros posteriores. La respiración se toma difícil y muy lenta,
laucha cae cn coma y muere respués de un tiempo más o menos corto.
Necropsia.
La toxina histolítica rcproduce in vitro como in vivo todos los fenómenos
^Wrvados con cl cultivo. Si cl animal es sacrificado poco tiempo dcspués de
lri°culada la toxina cn el músculo de la pata. se constata la existência de un
çdema blando, depresible que invade una parte dei abdômen. Al comienzo
destra la existência de una masa hemorrágica en el tejido conjuntivo subeu-
encontrándose coágulos enrojccidcs. El tejido subcutâneo y perimuscu-
cs fuertemente alterado o en vias de digestión intensa. La lesión se pro-
^ga por un edema suero-hemorrágico que invade el tejido conjuntivo dei abdo-
*****•• Si el animal muere al fin de un periodo más o menos largo se constatan
üri edema disecante y una alteración completa de la arquitectura de los clemen-
dei tejido muscular. Las células todavia aisladas degeneran, las fibras mus-
5
470
Memórias do Instituto Butantan
Tomo XII
culares están vacuolizadas y presentan al corte un aspecto íenestrado. Lo»
músculos están disociados y licuefactos, lo que se puede verificar extemaniente
por la palpación dei miembro. Esta histolisis llega a todos los tejidos, desde
la piei hasta el hueso. La epidermis es roja violásea. La lesión se abre
espontaneamente al fin de 12 a 16 horas dejando ver una papilla hemorrágica
constituída por tejidos degenerados. El fêmur, la tibia y el peroné quedou
completamente desnudos.
Los ligamentos articulares son a veces alcanzados y el miembro se destaca
espontaneamente existiendo una auto-amputación inflamatória. Esta histolisis no
es pútrida ni gaseosa. Si la histolisis llega a la pared abdominal y peritoneal
encontraremos en la autopsia las 26as intestinales haciendo hérnia, exteriorinente-
El bazo se presenta hipertrofiado, friable y de un color rojo negruzco.
Las cápsulas suprarenales hemorrágicas. El higado congestionado )' a’!'
mentado de volume. Los pulmones puedem estar normales o presentar sig110'
de edema y congestión. El músculo cardíaco tal como acentúa Robertson 0®-
presenta profundas alteraciones degenerativas.
Dctcrminación dc D M L.
Esta determinación se hace en lauchas blancas de 17 a 20 gramos p°T ***
venosa.
Preparación dc la toxina seca.
Se prepara dc acuerdo a la técnica empleada para la preparación de Ia t(>
xina seca dei Cl. pcrfringcns.
Dctcrminación de la D M L dc la toxina seca.
Diluir la la toxina en solución salina o caldo con pH 7.0 (con caldo t,lü
los ohtenidos son mayorcs debido a la acción protectora de la peptona) c '!', x
lar lauchas de 17 a 20 gramospor via venosa. Aprovechamos las toxina5
muy fuertes para toxina patrón ; las toxinas más débiles son aprovechadas Tv
inmunizadón.
II.
Preparación dei suero antihistolyticum.
El
animal de elección es el caballo. El caballo es muy sensiblc a ^ ^ &
de la toxina. La inoculación de esta toxina provoca en los tres
primf
1, | SciELO
A. BCller Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 471
oieses de inmunización, edema y formación de colecciones liquidas que llegan
4 tomar un gran volumen. La piei que recubre esta colección se adelgaza
considerablemente y clínicamente podría concluir por la existência de un abceso
Purulento con inminencia de romperse. Entre tanto esta colección no se rompe,
el líquido se reabsorbe poco a poco acabando por desaparecer completamente
*1 fín de 8 a 10 dias.
Weinberg, Nativelle, y Prevot, (18) afirman que esta colección es una
colección hemorrágica provocada por la destruedón de algunos vasos y dei tejido
subcutáneo produdda por el fermento fibrinolítico. Durante la inmunización
tas animales pueden presentar reacciones generalea intensas. Las reacciones
•ocales se caracterizam en el punto de inoculación por grandes abcesos que se
iünden produdendo extensa ulceración o cicatrización consecutiva. El pus cs
aiUarillo rojizo, gomoso, encontrándose alli el Cl. histolyticum en abundancia.
Inmunización.
La inmunización se inicia con suero antigangrenoso (sólo en la primera
**is) y anatoxina centrifugada, pasándose a anatoxina sola. Despucs de la
!Ooculación de 300 c.c. de Anatoxina sola, se practica una sangria de prucha.
«1 suero pose e anitoxina en cantidad suficiente go pasa a toxina. Las
,0*inas para inmunización podrán ser secas o frescas conservadas sob toluol.
A los antígenos específicos asociamos ciertas substancias estimulantes tales
tapioca o cloruro de cálcio o lanolina. A fin de producir un estímulo
^yor asociamos a estos antigenos inespecificos cucrpos microbianos homólo-
*°s tal como hicimos con los demás sueros. Algunos animales fucron inmuni-
^os con anaculturas.
Prefaración de los cucrpos microbianos.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Operar así :
— Centrifugar las culturas.
■ — Diluir el depósito de centrifugarión en 10 % de soludón salina fisioló-
gica y en relación al volumen centrifugado.
Agregar formol al 4 por mil en proporción a la cultura centrifugada.
— Agitar vigorosamente.
' — Dejar en la estufa por 4 dias a 37.° C.
Verificar esterilidad para aerobios y anaeróbios.
Lavar los cuerpos microbianos en agua fisiológica dos veccs seguida,
centrifugando cada vez y renovando el agua fisiológica.
472
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
S. — Recoger el depósito en Placa de Petri con minimo posible de liquido.
9. — Desecar al Vacio sulfúrico.
10. — Pesar la cantidad total obtenida a fin de hacer las proporciones cntrí
la Toxina bruta y la cantidad de cuerpos microbianos obtenidos.
Importante. — El grado de dilución tiene mucha importância. Emul=i°ní5
poco voluminosas y muy densas provocan abcesos. Diluciones muy volununo»»5
prvocan largas placas de induración en el punto de inoculación y a veces
des abcesos que pueden interrumpir las inoculadones siguientes. Es necesari'1
pues usar volúmenes médios, dosis de 50 — 100 — 150 c.c. que deben ser iuocu
lados conforme al peso de los microbios a inyectar.
Esquema :
Prcparación de anceulturas.
Adicionar a la toxina bruta formol al 5 por mil y dejar en la estufa a j*
temperatura de 37. C durante 15 dias. Puede dejarse 8 dias adidonano
formol al 10 por mil (Weinberg y Prcvot).
Prcparación de la anatoxina.
Se prepara de acuerdo con la técnica de Weinberg y Prevot (19)-
adiciona formol al 1,5 a 3 por mil y se deja en la estufa a 37.° C durante
a 8 dias.
Control. — La dosis de 3 a 5 c.c. de esta Anatoxina asi preparada
debe provocar reacción inflamatória en el cobayo (por via subcutânea).
III. — Dosificación dei suero antihistolyticum.
—
La Comisión Permanente de Standardización Biológica reunida en
hague en Xoviembro de 1932 decidió que la Antitoxina de la Gangrena
(histolyticum) debia ser preparada en líneas generales, de acuerdo con ^
nica aconsejada para la preparación de antitoxina de la gangrena gaseosn
fringens). Fue propuesta y aceptada por el Comité Permanente de j j^jth
zación Biológica de la Liga de Xaciones y por el Xational Institute o
de Washington (1) un nuevo Patrón internacional para la antitoxina de ^
grena gascosa (histolyticum) determinado por Walbun y Reymann (®)’
y (15).
], | SciELO
8
A. BCller Souto & J. B. Ri varou. — Preparaciõn dei suero antigangrenoso 473
A' aturai cea dcl Patrón.
La unidad antihistolítica internacional es definida como la actividad anti-
tóxica específica ejercida por 0.3575 mgs. de la preparaciõn seca y estable de
'Uero antihistolítico.
Una unidad internacional corresponde a 1 unidad francesa y equivale a
^ unidades alemanas.
Preparaciõn dcl Patrón.
Es preparado de suero natural separado do un caballo inmunizado contra
tóxina de Gangrena Gaseosa (histolyticum) y conservado sin adición de anti-
tópticos.
El suero para ser usado como Patrón debe tencr título elevado. Es distri-
buído por medio de aparatos cspeciales o de pipetas aforadas cn ampollas en
^ cantidad de 5 c.c. Las ampollas son colocadas en dcsccadores contcnicndo
tloruro de cálcio y ligado al vacuo hasta que el contenido de las ampollas den
k apariencia de estar seco. Esto se observa al fin de 2 ó 3 dias, siendo ne-
tósario durante este tiempo cambiar cl cloruro de cálcio contenido en el dc-
tócador.
Colócase las ampollas en otra serie de desecadores contenicndo anhidrido
f*ntafosfórico conservándolas aqui por 2 ó 3 meses hasta completa desecación.
^■na que otra vez son retiradas y pesadas. Cuando alcanzarcn un peso cons-
’^nte son lienadas con nitrógeno y cerradas, conservãndose en la obscuridad y a
b* temperatura de 4.° C.
Uso dcl Patrón.
De acuerdo con Therapeutique Substances Act (1925) el suero Patrón debe
disuelto en solución glicerinada (gicerina neutra 2 partes, solución salina
biológica con pH 7.0 una parte).
El poder antitóxico en unidades de antitoxina de gangrena gaseosa (lusto-
^t>cum) es determinado por inycccioncs en animales (lauchas) de una mix-
de la antitoxina en prueba con la toxina de la gangrena gaseosa (histo-
^uni) que fue standardizada en rcladón de la Antitoxina patrón de gan-
ítftia gaseosa (histolyticum).
Aninuücs usados.
Para la standardización de la .Antitoxina de la Gangrena gaseosa (histolyti-
puede usarse cobayos y lauchas blancas. siendo preferibles las lauchas
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474
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
blancas, tal como recomienda el Comité Permanente de Standardización Bioló-
gica de la Liga de las Xaciones, por ser más simples, rápido, económico }
preciso. Son necesarias lauchas de la misma generación y con peso uniforme óe
17 a 20 gramos.
Toxina Patrón para los dosagcs.
Para la dosificación de la Antitoxina de la Gangrena gaseosa (histoly0
cum) es esencial tener una Toxina Patrón de la gangrena gaseosa (histob*3
cum) seca, estable y exactamente standardizada.
Determinación de test-dosis de toxina Patrón.
Definici&n. — Test-dosis (L t) de toxina antihistolyticum es la cantidad
toxina que mixturada con 1 unidad de antitoxina Patrón mata un cierto núa**0
de lauchas inoculadas, pero no todas (más o menos el 50%).
Para la determinación dei test-dosis preparar las siguientes dilucioncs.
1. ° — 1 c.c. de solución de antitoxina Patrón (histolyticum) es diluW0 ^
manera que 1 c.c. de la dilución contenga 5 unidades patrón.
2. ° — Una cicrta cantidad de toxina seca es rápida y rigurosamente I ^
V disuelta en solución salina con pH 7.0. El volume dcbe ser ajo-'53
de tal manera que 10 miligramos de toxina estén contenidos
de la dilución.
[>si!a
Una vez determinada el test-dosis, las ampollas que contienen la tP
seca deben permanecer rigurosamente cerradas y al abrigo de la luz.
Las mixturas de la dilución de la Antitoxina Patrón y de 1*
de toxina son echas en un volume total de 0.5 c.c. (cantidad a ser >n-' ^
en cada laucha), la cual deberá contener 0.2 c.c. de -Antitoxina diluida 0
dad), más cantidades variables de la dilución de Toxina.
Las mixturas son dejadas a la temperatura ambiente durante 2 hora*-
mándose un ligero precipitado que debe ser removido por la centrifugaci ‘
solución bien límpida es inyectada en la vena de las lauchas (0.5 c.c.)-
Los animales serán observados durante 3 dias.
El test-dosis contienc en general 30 D M L.
10
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A. Büller Souto * J. B. Rivarola — Preparación dei suero antigangrenoso 475
Dosaje dc antitoxina histolyticum de valor desconocido
( Ensayos prévios).
Preparar las siguientes diluciones:
a) — Dilución dei suero en prueba.
b) — Preparar la dilución de toxina Patrón.
La toxina es rigurosamentc pesada y disuelta en solución salina, de manera
Çue 1 L t esté contenido en 0.2 c.c.
Las mixturas de las diluciones dei suero a dosar con el L t son heclias en
yolume total de 0.5 c.c. en tubos especiales, los cuales deberán contener canti-
^des variables dei suero a dosar diluido más 0.2 c.c. de tcst-dosis y más la
^ntidad necessária de solución salina para completar cl volumen total dc 0.5 c.c.
La cantidad de solución salina sobrantc servirá para lavar cl tubo, des-
Pués de haber retirado la mixtura sucro-toxina.
Las diluciones antes de inoculadas son dejcdas a la temperatura ambiente
durante 1 hora.
La dosis total dc 0.5 c.c. cs inoculada intravenosamente en cuatro lauchas
^kncas de 17 a 20 g ramos mantenidas a temperatura constante. Aconsejamos
U'0 de pipetas certificadas para hacer las diluciones. Para las inoculacioncs
^fán usadas jeringas metálicas dc 1 c.c. divididas en centécimos, emplcándose
üne jeringa para cada serie de diluciones.
Las lauchas inoculadas serán observadas durante 72 horas.
Tesligos. — Cada dosage será siempre acompanado de su testigo. Sin
requisito los dosages no tendrán valor. Estos testigos serán inoculados
una mixtura de 1 unidad de suero antihistolyticum más test-dosis (L t) y
^tidades mínimas de toxina superiores e inferiores a este test-dosis.
Los testigos sirven para indicar si la cantidad de toxina empleada como
t ha sido exacto o si hubo variación en más o en menos.
El porcentaje de animales sobreviventes indica la protccción aproximada
Aferida por el suero en pmeba.
Dosajcs definitivos.
A fin de obtener dosages más exactos serán hechos los dosages definitivos.
En estos casos, a técnica es la misma empleada en los ensayos prévios, sólo
^ en estos casos el número de animales de experiencia debe ser aumentado
^ ó 12 pa“a cada dosis de diluciones mas aproximadas.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
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£15.37:616.245
PREPARACIÓN DEL SUERO ANTIGANGRENOSO
V. Estandardización dei suero antigangrenoso
POR
ARIOSTO BÜLLER SOUTO y JUAN B. RIVAROLA
J*í« d# La Sccrtin de Aumbia* dal ln«l;tn:«
Butaaua (Braiil)
Jeíe dal I aborator»o da Sarolrrapia da U
5 a aida d Militar (Parafoty)
I. — Suero antiperfringens.
En el ano 1930 la Comisión Permanente cie Standardización Biológica de
^ Organización de Higiene de la Socicdad de Xaciones (10) tcnicndo en cucn-
** las recomendaciones de la Conferencia sobre Standardización de Francfort
D 928), estudió la posibilidad de un acucrdo internacional relativo a la adop-
Cí0ri de un patrón para suero antigangrenoso (perfringcns).
De acucrdo a los resultados alcanzndos por los técnicos encargados de dar
^•nión sobre el Patrón internacional antigangrcno o (perfringens) resolvió la
v*nisión (10) recomendar como Patrón y unidad internacional, la prcparación
a‘rón y la Unidad adopiada cn los Estados Unidos dc America y encomendar
“Statcns Serumistitut”, para funcionar como Laboratorio Central dc la Or-
^ización de Higiene de la Socicdad de Xaciones y asimismo conservar y dis-
’r>lntir esta prcparación Patrón internacional.
1.°
2.o
U
De acucrdo con e! método entonces propuesto:
El suero antigangrenoso (perfringens) podia ser dosado con gran pre-
cision.
El método de inyeccion intravenoso cn lauchas. de la mixtura de toxina
y antitoxina es simple y práctico, dando resultados concordantes y com-
parables aplicado por investigadores diversos.
Las preparaciones cstables y secas de suero antigangrenoso (perfringens)
pueden ser estabilizadas y tituladas en relación al Patrón americano,
siendo posible preparar soluciones perfectamente patronizadas. próprias
para ser remitidas a los laboratorios y ser usadas en dosages biológicos.
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
La unidad internacional adoptada corresponde a 1/100 de Unidad ainen-
cana, anterior a las “Instrucciones Oficiales” dei 10 de Diciembre de 1930 à&
National Institute of Health.
Para relacionar, pues, unidades internacionales a unidades americanas a,l~
tiguas, se debe multiplicar los resultados por 100.
Procurando relacionar el valor terapêutico de suero perfringens a los tltu'
los obtenidos en unidades internacionales, Weinberg, Davesne y Prevot 0^
pudieron concluir que el suero antiperfringens titulado 100 unidades 'antito*1
cas por c.c. protege los cobayos por Io menos contra 2 D M L de cultura
G. perfringens, mismo en la dosis de 1/200 c.c. Sueros antiperfringens mc^06
deben dosar por lo tanto como mínimo 100 unidades antitóxicas por cx. P3r3
tener valor terapêutico.
Prigge (11) por orden dei Ministério de Guerra dei Reich realizo
riencias en las cuales se basaron las “Vorschriften für die staatliche Prúfong
der (Perfringens) Sera” de 1 de Mayo de 1937. (11).
5
Para poder ser usadas en' las dosificaciones las toxinas deben ser
en Z-toxinas, factor principal de la intoxicación perfringica esencial y conte***
porcentajc mínimo de componente hemotóxico W o Alfa-toxina.
Según las instrucciones, sólo son considerados dosando, los sueros 9
protegen un número de animales mayor o más o menos igual a aquellos an'
males protegidos por el suero Patrón. Para esto cs necessário trabajar sicmPr
con lotes grandes de animales, teniendo en cuenta que las variaciones en Ia ^
lación individual es tan grande, que análisis realizados al mismo tienipo»
el mismo suero y con las mismas dosis de toxina pueden no presentar iT?
tados idênticos.
EI factor reaccional individual sólo puede ser menospreciado cuando
usan series grandes de animales. Aun así, no siempre se puede esperar
númerT’-
hecbo*
sobre vivan 50 % o mueran 50 /c. Si son usados seis animales, los
de sobrevivientes son bastante diferentes: 2/6, 4/6 ó hasta 1/6. Est°s 1
deben ser tomados en cuenta cuando se organizan estadisticas ^
Las instrucciones dei Ministério de Guerra dei Reich exigen para el
antiperfringens la tasa mínima de 100 unidades internacionales de antdo
P°’ C C- . . . de*
Estas exigências son provisórias, pues el título mínimo tendra que -
vado en cuanto se torne posible la obtención dc sueros con títulos
más altos.
Weinlierg y Guillaumie (19) verificaron que el método recoin ^
por la Liga de las Naciones no daba una precision rigurosa; los titulo»»
eran títulos aparentes y no titulos rcales.
Los dosages mostraron Ia inexistência de regularidad en las variacio'*-
los títulos antitóxicos obtenidos, dosando vários sueros con varias to.
dosando vários sueros con la misma toxina.
cm
SciELO
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A. Büller Solto * J. B. Rivabola — Preparación dei suero antigangrenoso 479
Estas variaciones fueron atribuídas cn principio, a la constitución de la
toxina, a la constitución dei suero específico o a la reactividad dei animal usado
para la prueba. Alejado el tercero factor, mediante un criadero bien dispuesto
y perfectamente controlado, se admite generalmente que las variaciones dei titulo
antitóxico son debidas, sobre todo, a la variabilidad de la constitución de la toxina
>’ la calidad dei suero. Los titulos reales de los sueros antitóxicos perírin-
gens, deben ser obtenidos, con toxinas bastante purificadas, a íin do reducir
al minimo las influencias que ejercen sobre los resultados los constituyentes no
específicos dei suero.
Estas variabilidades de los titulos antitóxicos, pueden ser tal vez atenuadas
empleando toxinas-tipo preparadas con nuestras de Cl. perfringdns aisladas por el
método de las células únicas y cultivadas en médios sintéticos apropriados.
A fin de obtener títulos comparables, seria aconeejablc que las titulaeioncs
los sueros espeeificos fueran practicados con test-dosis de una toxina esta-
bilizada y remitida juntamente con la toxina Patrón por la Comisión Perma-
nente de Estandardización Biológica de la Liga de las Xaeiones.
Con el fin de conseguir el valor real o valor terapêutico de un suero antiper-
fringens, recomiendan lots autores arriba citados (20) que el suero Patrón sca
Preparado con un suero de título antitóxico muy elevado, o mejor aun, con
Ufia mixtura de sueros específicos de titulos los más elevados posiblcs, o que
ks mixturas utilizadas en las titulaeioncs scan ricas cn cada uno de los anticucrpos
**o y endotóxieos de Cl. perfríngens, tifjo A.
Otras veccs los títulos bajos bailados para un detenninado suero antiper-
fringens tipo A, cuando se usa una cierta toxina tipo A, no o> real sino apa-
nnte, porque la neutral ización de la toxina por los anticuerpos dei suero exa-
minado es imposibilitado por constituyentes no específicos dei suero o por cons-
btuyentes no espeeificos de la misma toxina. O cierto antígenos de la toxina
1,0 son neutralizados por cl suero o es que falta cn cl suero ciertos anticucr-
P*>s capaces de neutralizar estos antigenos corrcspondientcs o finalmcnte porque
contiene cn débil proporción. Adcmás cl Cl. perfringens cn medios cultu-
mies diferentes y con periodo de incubación también diferentes, produce anti-
genos tóxicos en proporciones variables.
El valor dcl test-doeis de cada muestra de toxina varia con los sueros usa-
para Ias titulaeioncs; esta variación es debida a la variabilidad de la consti-
*üción de las toxinas y de los sueros.
La neutralización de la toxina de Cl. perfríngctis tipo A por su suero
Etnólogo es un problema muy complejo y todavia se complica más, cuando se
la neutralización de las varias toxinas de los diferentes tipos de Cl. per-
fcfigens por su holosucro homólogo, pues estas variaciones pueden ser tam-
observadas cuando se detenninan los titulos antitóxicos de sueros antiper-
fri
ngcns tipo C y tipo D por las toxinas homólogas (22).
cm
SciELO
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480
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
El titulo antitóxico real de un suero debería indicar su riqueza en ants-
cuerpos contra todas las toxinas de una especie microbiana, lo que se tornara
posible, sólo cuando se consiga disociar o purificar todos los constituyente*
especificos de la toxina pertringens tipo A o de los sueros antiperfringens t*P®
A. Los resultados de los dosabes serán perfectamente comparables cuanu®
todos los laboratorios usen las mismas toxinas y las mismas unidades de suero?
antiperfringens tipo A. Y 6e comprende que sea asi, admitiendo que una uni-
dad padrón es en cierto modo una entidad localizada y definida y no un fenô-
meno abstracto; ella existe realmente y está situada en ei espado, según opn13
Jensen (9).
El método de eleedón para determinar el valor de un suero antiperfrini:en'
es la determinación de su titulo curativo. El suero Patrón antiperfringe0'
actualmente es enviado por el Laboratorio Central de Statens Seruminstitut a
los laboratorios interesados. Seria útil que cada pais tuviese un LaboratonO
Seroterapico Ofidal como es el Instituto Seroterápico Butantan que pudic^
distribuir substandards locales patronizados en reladón a los Patrónes de la L:?3
de las Xadones enviados por el Statens Seruminstitut. Estas substandard? loca^'
seriam preparados con toxinas autóctonas y estas produddas por muestras 06
Q. perfringens tipo A aisladas de casos locales de gangrena humana, los suero»
Patrónes seriam de otra parte preparados con estas toxinas autóctonas. Tal
las muestras de determinadas regiones puedan producir de esta manera fadorc5
tóxicos ausentes en muestras oriundas de outras regiones. Estos sueros patrot*’
y toxinas enviadas como substandard tal vez contribuyan a la obtención de mej°rf'
sueros, de resultados terapêuticos más eficientes.
II. — Estandardización dei suero antioedematis maligni (vibrión sépt'c°^’
La Comisión Permanente de Patronización Biológica reunida en Lo°dre
el 23 de Junio de 1931 recomendo que fuese estudiada la posibilidad de rcali*3r
un acuerdo internacional para la adopción de un Patrón para el suero a®1,
oedematis maligni (vibrión séptico), tomando por base los mismos prinop*
seguidos para el suero antiperfringens (13).
El National Institute for Medicai Resarch de Londres dando cu mpl'111^011
a estas recomendaciones estabeleeió, gradas a la cooperadón dei Profcsor ^ ein
berg, un nuevo Patrón. Teniendo en cuenta los trabajos dei National In?tl
tute for Medicai Research pudo la Comisión recomendar (14) "que Ia Prc^_]
ración desecada estable de suero antivibrión séptico estableddo por X*3tl°
Institute for Medicai Research de Londres con ayuda de los produetos PuC'
a su disposición por el Profesor Weinberg dei Instituto Pasteur de Pan?’
adoptado como Patrón Internacional de este suero, y que una unidad >n
cional sea definida como la actividad antitóxica especifica ejercida por
mgs de esta preparación Patrón desecada.”
to*
se*
tern3'
0&
4
I, | SciELO
A. Iíüller Souto * J. B. Riv.uiola — Preparación dei suero antigangrenoso 481
Por sugestión dei Profesor Martin fue especificado que una unidad neutra-
liza una cantidad correspondiente a cerca de 24 D. M. L., para !a laucha. de la
toxina usada en las experiendas de determinadón.
El suero antioedematis maligni (vibrión séptico) puede ser dosado de acuer-
do con la técnica propuesta por Hartley y White (7).
La unidad internacional propuesta equivale a la mitad de una unidad ame-
ricana y a 2 unidades franceses, siendo 5 veces menor que la unidad soviética.
1 unidad intemarional es igual a 0.2 unidad soviética, igual a 0.5 unidad ame-
ricana e igual a 2 unidades francesas-
1 unidad franiesa es igual a 0.5 unidad internacional e igual a 0.25 unidad
americana.
Esta nueva unidad fue aprobada por el National Institute of Health dc
Washington (2) y adoptada oficialmentc desde l.° de Junio dei ano 1935.
Para obtener resultados en unidades internacionales cn los casos en que se
^ usado el patrón americano antiguo, basta multiplicar los resultados por
Y si se ha usado el patrón francéh dividir los resultados por 2 a fin de
°btencr los dosages en unidades internacionales.
La unidad internacional antioedematis maligni es 5 veces menor que la
^'dad soviética (5).
Antes de los trabajos de Weinberg, Davesne y Prevot (18) se exigia que
1511 suero antivibrión séptico debía tencr como mínimo 250 unidades francesas
l*ra uso terapêutico, siendo actualmcntc exigido con este fin el dosage mínimo
^ 125 unidades internacionales.
Weinberg y Guillaumie (22) demonstraron por otra parte que el suero anti-
rj^lematis maligni (vibrión séptico) podia ser dosado por el método interna-
Ql>nal con un error solamcnte dc 10 a 20 '/o.
III. — Estandardización dei suero antioedematiens.
La Comisión Permanente de Standardización Biológica rcsolvió cn cl ano
^2 recomendar al “Statens Scrum Institute” de Copenhague que hieiese
^ Patrón estable de suero antioedematiens.
Gracias al patrón propuesto per el “Statens Serum Institute” el poder anti-
j ■ ^o de un suero antioedematiens puede ser medido con toda la cxactitud desea-
e’ La comisión recomicnda (15) "que Ia preparación desccada estable de
'*To antioedematiens dcl “Statens Serum Institute” de Copenliague sca adop-
^ como Patrón internacional y que una unidad internacional sca definida
^ la actividad antitóxica especifica ejercida por 0.2681 mgs de esta pre-
^ación dcsecada”.
cm
SciELO
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482
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Por sugestión dei Proíesor Martin fue especificado que: una unidad neutra*
liza una cantidad correspondiente a cerca de 1400 D M L para la laucha de
toxina en las experiencias determinación.
El suero antioedematiens, puede ser dosado de acuerdo con la técnica p'0'
puesta por Walbun y Reyman (16).
La unidad internacional profuesta equivale a 10 unidades francesas )' 3
50 unidad alemanas.
1 Unidad francesa es igual a 5 unidades alemanas e igual a 0.1 unidad »n"
temacional.
La relación entre una unidad internacional y 1 unidad soviética es de 1 0-*‘
Esta nueva unidad fue aprobada por el National Institute of Health
Washington (3) y adoptada oficialmente desde el 1 de Abril de 1936.
EI Instituto Tarassévitch de control de sueros y vacunas de Moscou, H21^3
la atención en el sentido de que el método internacional de standardizacion
de
lo>
suero antioedematiens diíiere esencialmente de los métodos usados para
otros sueros. La diferencia no es solamente sobre el valor de la unidad an>1
tóxica sino también sobre la via de inoculación: la via venosa es sustituid3
por la via muscular.
Experiencias hechas en el Instituto de Medicina Experimental de LeU,n
grado y en el Instituto de Microbiologia y Epidemiolgia de Moscou mostrar0
que los resultados obtenidos por el método intramuscular cs mucho menos P
ciso de aquellos obtenidos por inyecciones endovenosas. A veces por _n'C"
todo intramuscular se constata 100 % de mucrtes y la otro dia con la nusn'3
dosis no se ocasiona muerte alguna.
Glotova (5) cree que las dificultades encontradas para estabelecer
cl «c*1*
V-/ ~ JJÍ-
dosis (L t) de la toxina ocdcmatiens es consecuencia de la via muscular u
zada. Los músculos dei muslo de la laucha, son en efecto, tan peque”0
la cantidad de 0.1 c.c, tan insignificante, que puede acontecer que la °x
itren”'
dad de la aguja toque el hueso o penetrando hasta la aponeurosis, la iny60-' ^
no sea estrictamente intramuscular. La absorción de toxina es por este
retardada y los resultados falsos, pues sabemos que las cantidades míni|,,3S^
toxina 0. mg. 1, por ejemplo, puede modificar cnteramente los resultado»
pcrimentales. Glotova (5) halla que el método intramuscular no cs
y aconseja el método intravenoso.
Para comparar los resultados obtenidos por el método soviético c°n.
resultados
hallados por el método internacional es necesario dividir lo:
dos por 3,5.
Un suero antioedematiens para uso terapêutico, debe dosar 1000 lU1
francesas o 100 unidades internacionales.
k*
obt^1'
id»**
1, | SciELO
6
A. BCller Souto a J. B. Rivarola — Preparación dei siiero antigangrenoso 483
IV. — Estandardización dei suero antihistolyticum.
La Comisión Permanente de Patronizadón Biológica reunida en Copen-
hague en Xoviembre de 1932 decidió establecer un patrón de suero antihistolyti-
cum, basado en los mismos princípios seguidos anteriormente para la prepara-
ción dei suero antiperíringens.
Existiendo dos unidades: una francesa preconizada por Weinberg y otra
alemana preconizada por Schmidt los dosages demostraron que 1 unidad fran-
cesa equivalia a 3 unidades alemanas.
Por razones de orden práctico fue recomendado por el “Statens Scrum
Institut” (17) que íuese adoptada como patrón internacional la unidad francesa.
1 unidad internacional es igual a 3 unidades alemanas e igual a 1 unidad
francesa.
La Comisión recomienda (8) que la preparación seca y estable de suero
antihistolitico dei “Statens Scrum Institut” de Copenhague sca adoptada como
Patrón internacional y que como unidad internacional sea adoptada la unidad
antihistolítica de Weinberg. El equivalente de esta unidad internacional es la
actividad antitóxica especifica ejercida por 0.357 mgs de preparación seca y
estable de suero antihistolitico dcl "Statens Scrum Institut” de Copenhague.
El suero antihistolitico puede ser dosado de acucrdo con la técnica de
Walbum y Rcymann.
Esta nucva unidad fue aprobada por cl National Institue of Health de
Washington (4) y adoptada oficialmente desde, el l.° de Xoviembre de 1936.
El método de dosage internacional dei suero antihistolitico cs análogo al
toétodo soviético. No se diferencia sino en cl valor de la unidad antitóxica:
1 c.c. de suero patrón soviético (como todos los otros sueros patrónes soviéti-
cos) contiene 1 unidad antitóxico y no 5 unidades antitóxicas como en cl patrón
'ntcrnacional. Asi 1 unidad antitóxica soviética cs 5 veccs mayor que 1 unidad
'Otemacional. Para conocer pues el poder antitóxico de un suero soviético cu
Unidades intemacionales es necesario multiplicar su título por 5.
El método internacional da gran precisión en los dosages de sueros anti-
^'stoliticos. El test-dosis de las toxinas histoliticas puede ser avaluada con gran
Precisión sea con 6uero patrón francês, sca con suero patrón dinamarquês.
Weinberg y Guillaumie (22) determinando el titulo antitóxico de un suero
^tihistolitico usando test-dosis de diferentes toxinas histoliticas obtuvicron re-
atados que no diferían en más de 15 %.
Un suero histolitico para uso terapêutico debe dosar 250 unidades francesas
*lüe corresponden a 250 unidades intcrnacionales.
Provisioriamente se puede admitir como mínimo de dosage para los dife-
res sueros antigangrenoso :
7
484
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
100 unidades antitóxicas internacionales pertringens por c.c.
125 unidades antitóxicas internacionales antioedematis maligni (vibrón sép"
tico) por c.c.
100 unidades antitóxicas internacionales antiodematiens por c.c.
250 unidades antitóxicas internacionales antihistolyticum por c.c.
1.
3.
4.
5.
7.
8.
9.
10.
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11a
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“ Serums antigangreneux a) vibrion septique ” — Rapp >rt de la Commission ^
Trim. de 1’Organis. d'HyS*fnC
pttf
Mi"-*'
nente de Standartisation Biologique
Numero special: 1. 1935.
Buli.
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
cm
A. Bülleb Solto a J. B. Rivat.ola — Preparación dei suero antigangrenoso 485
16. Walbum, L. E. y Reymann, C. — “ Etalon intemactional proposé pour le serum anti-
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1'. Walbum, L. E. y Reymann, G. C. — " Memorandun sur un étalon intemational pour
le sérum anti-histolitique BulL trimct. de 1’Organis. d’Hygiene 5 : 752. 1936.
18. Weinberg, M„ Dai-esne, ]., y Prevot, A. — “ Recherches sur la standardisation des
sénms antigangreneux. An. Inst. Past. 49 (4) : 386. 1932.
19. Weinberg, .1/., y Guillaumie, AI. — “Titres apparcnts et titres reels des serums anti-
toxiques” — C. R. S. Biolog. 123 (31) : 661. 1936.
20- Weinberg, AI. y Guillaumie, il. — “ Xouvellcs recherches sur la titrage des serums
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21. Weinberg, M. y Guillaumie, J /. — Titrage des serums antitoxiques ”. Acad. Sciences
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22. Weinberg, AI. y Guillaumie, i I. — “ Titrage des serums antigangreneux (antiperfrin-
gens D, antihistolitique et anti Vibrion septique” — C. R. Biolog. 127 (12):
1084. 1938.
(PnMicada lambam na Raaiita da Sanidad Mílilar da Rapublica
d. Parafuaa 10(91/94) AST a TH. Jullo a Oclobra da 1910).
9
612 3932
0 CAFÉ SOB O PONTO DE VISTA QUÍMICO
6- Novo método para a determinação do acido clorogenico no café
POR
C. H. SLOTTA ; C. XEISSER & A. CARDEAL
Em nosso primeiro artigo sobre a determinação do acido clorogenico con-,
kdo no café (1), mostrámos a ineficiência dos métodos descritos na literatura
e passámos a descrever os estudos que fizemos, afim de descobrir um novo
Processo, afastando as dificuldades que se nos apresentavam. O primeiro obice
c°nsiste na extração completa do acido clorogenico do café; o segundo, no pre-
P*ro. partindo dos extratos assim obtidos, de solutos finais puros, que sejam
aproveitáveis para a determinação analítica; o terceiro, na inexistência de meio
^tisfatorio de determinação do acido clorogenico.
Xeste artigo podemos, felizmente, indicar como conseguimos solucionar com-
P^t amente essas dificuldades, embora agindo, cm quasi todos os casos, de modo
'^'erso do que a principio supúnhamos.
A primeira das dificuldades apontadas, i. é., a extração completa do acido
^Orogenico, é facilmente afastada uma vez que se disponha de um método bas-
eie scnsivel para a determinação do acido clorogenico. Então, já não se
^essitam mais de amostras de 10 gs. de café; 2 gs. são suficientes, o que natu-
^rriente toma a extração mais rapida. Para êsse fim, utilizam-se saquinhos
^ linho, que se enchem com café. extraindo-se com agua, durante uma hora.
aparelho de Soxhlet. Como recipiente emp'ega-sc um balão bem grande,
que os solutos em forte ebulição formam muita espuma. Reconhece-se o
^1 da extração pelo resultado negativo da reação de Hoepfner (2). Xo
C*s<> de não 6e dispor de um aparelho de Soxhlet. pode-se proceder à extração
^diante repetidas fervuras do saco de linho com agua, em uma vasilha aberta.
A segunda dificuldade que consiste em preparar, desses extratos, solutos
^r°Prios para a determinação e com todo o acido clorogenico, mas livre, quanto
1
48S
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
possível, de outras substancias, foi removida do seguinte modo : precipita-se 0
extrato com acetato de chumbo, segundo o método anteriormente descrito ; ccfl'
trifuga-se e lava-se o precipitado. Reunem-se, então, o soluto e as aguas àc
lavagem, aproveitando-se para a determinação da trigonelina, sobre a qual aind*
trataremos em um proximo trabalho. O percipitado de chumbo é desdobrado |
em suspensão aquosa com hidrogênio sulfurado, passando-se em seguida o solu^1-
conjuntamente com o sulfureto de chumbo, quantitativamente para um bala0
volumétrico ; completa-se até a marca e filtra-se. Xo caso de café crú. o som* |
é ligeiramente amarelo, e pardacento no de café torrado. Outros ácidos, esp*"
cialmente acido cafeico e acido acético e provavelmente também acido citnco. |
estão contidos nesse soluto, como já tivemos ensejo de mostrar em nosso pn
meiro trabalho. Xo entanto, não é possivel determinar volumetricamente, nf!:1
mesmo mediante titulação potenciometrica, o acido clorogenico em um tal solut°
muito diluido de pelo menos tres ácidos orgânicos. Todas essas experienc^*
nas quais em nosso trabalho anterior (1) tínhamos depositado grandes e5Pe
ranças, e que nos custaram muito tempo e trabalho, infelizmente não tiverai11
resultados satisfatórios.
Neste caso surgiu cm nosso auxilio um processo analítico, fundamentalm#1^
novo, que permite determinar com exatidão, tanto o acido clorogenico, c0tnfi
o acido cafeico, sem a interferência dos demais ácidos orgânicos. Tivemos, P°‘ '*
a surpresa de verificar que o acido clorogenico c o acido cafeico cm
alcalino podem ser titulados exatamente com 10 átomos de iodo. Trata-se nC':
caso de um desdobramento oxidativo da molécula pelo hipo-iodeto. Observa 5
trabalhando com soluto devidamente concentrado, depois de um certo temp0*
aparecimento de um precipitado cristalino e amarelo, que pudemos identi >
como iodoformio. Pelo hipo-iodeto provoca-se uma destruição profunda da
lecula de acido clorogenico. Em vista de também o acido cafeico reagir
iodo na mesma proporção de 1:10, deduz-se que a destruição da molécula Pr
vavclmente se dá na parte aromatica, que é comum aos dois ácidos. D-'11111*7’
fazendo estudos sobre o mecanismo desta reação, os quais relataremos mais
É claro que estudamos minuciosamente as condições da reação de aC1^
clorogenico puríssimo com iodo em excesso cm soluto alcalino. A reação
5o n*0
se dá imediatamente, terminando, porém, depois de mais ou menos meia
(Experiência Xo. 1). Depois de adicionados iodo e alcali, é aconselhável
rar cerca de uma hora antes de se acidular e de se titular o excesso uc
com tiosulfato. Recomenda-se deixar o soluto durante êsse tempo no c ^
como é em geral aconselhável para as reações com hipo-iodeto. Dep®1’ ^
acidulaçáo, convem, afim de evitar perda de iodo, proceder imediatan*1*11 ^
titulação, cujo ponto final é facilmente visivel, como em geral ocoirc dep ^ ^
adição de amido. Para nós foi de capital importância o fato de ser tão ta
final da titulação, tanto nos solutos finais fortemente coloridos de cafe 10
rr**
cm
SciELO
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C. H. Suotta a Als. — O café sob o ponlo de vista químico 6.
489
como nos solutos preparados de café crú ou de acido clorogenico puro. Desde
que o excesso de iodo ou de hipo-iodeto, por maior que seja, não influi na
precisão da determinação (Experiência Xo. 2), deve-se evitar o emprego de
excessos pequenos demais de solutos de iodo. Além dos ácidos clorogenico e
cafeico, também o sal complexo de clorogenato de potássio e cafeina reage com
iodo numa proporção de 1 :10; por isso, executámos nossas experiencias em parte
com essa substancia, que é mais accessivel (Experiência Xo. lb).
Essa nova titulação dos ácidos clorogenico e cafeico é muito exata, o que
se explica pelo fato de 1 molécula de acido consumir 10 átomos de iodo e de a
titulação de iodo com tiosulíato pertencer aos métodos analíticos mais precisos.
Portanto, é possível com o emprego de solutos de titulação X/20 analisar ainda
quantidades de apenas 10 mgs. de acido clorogenico com a maior exatidão
(Experiência Xo. 3b). Mais favoravel é, naturalmente, titular uns 20 a 30
«igs. de acido clorogenico, contidos em 0,5g. de um café medio. Em nossas
analises partimos, com maior vantagem, de uma quantidade quatro vezes maior,
afim de não termos que esperar pela filtração quantitativa, tanto mais quanto,
como mais tarde se verá, executamos duas dessas titulações.
E’ claro que a principio obtemos aquela quantidade de iodo, consumida
pelos addos clorogenico c cafeico contido no café. Como desses dois ácidos
4penas o acido cafeico é solúvel cm eter, pode-se êste facilmente afastar de
'“na parte aliquota da mistura e cm seguida titular o acido clorogenico sosinho
r-a camada aquosa. Da diferença de ambas as titulações calcula-se, de um modo
ntuito simples, o teor do acido cafeico contido no café. A unica precaução que
deve ser observada, é que o eter empregado esteja complctamcntc livre dc
Pcroxidos, pois, cxtraindo-sc agua pura com eter comum c expulsando-sc então
c°tnpletamente o eter da agua, ao titular-se esta agua com iodo em soluto alca-
lino, verifica-se que o consumo de iodo está bem além do limite de erro (Expc-
ti^ncia No. 4).
Desde que a titulação dos ácidos clorogenico c cafeico pelo nosso processo
P°ssúi um limite de erro muito pequeno (Experiência Xo. 3a), é natural que a
**Paração desses dois ácidos, nu‘smo com eter puríssimo, não seja tão exata
(Experiência Xo. 5). Os valores para o acido clorogenico estão um pouco
*hos. Essa diferença do verdadeiro valor para os estudos comparativos seriados.
Por nós propostos, dc diferentes tipos de cafés é insignificante, visto que em
*°das as analises ela aparece em igual proporção.
Os resultados que até agora colhemos com uma serie de cafés c que serão
^atados, em pormenor, mais tarde, provam quão necessário era o descobrimento
um novo método, que, na determinação de acido clorogenico, merecesse ver-
dadei ra confiança e que fosse de facil manejo. Esses resultados provam que
^os os métodos até então conhecidos para a determinação dc acido clorogenico
r"° café crú e especialmente no café torrado davam resultados erroneos. Me-
>2
cm
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Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
diante o novo método nos é possível, não só analisar um grande numero de
• «tf
cafés diferentes em estado crú e torrado, como também detemurar o teor
acido clorogenico nas bebidas de café e fazer estudos sobre a influencia d*
torrefação sobre o teor de acido clorogenico. Êsses estudos, completados esp-
cialmente pelas pesquisas feitas na Secção de Fisio-patologia do Instituto, t°r
nam-se cada vez mais interessantes.
Normas para a determinação do acido clorogenico no café crú (A),
no torrado (B) e na bebida (C).
1. A e B, Determina-se a humidade numa amostra de 10 gs..
2. A. Extraem-se, primeiramente com eter de petroleo e em seguid*
com cloroformio, 10 gs. de café muito bem moido; o café assim dcscngofdW '
c isento de cafeína, é pesado depois de seco.
3. A. Pesa-se a quinta parte do café desengordurado, o que correspoi**1
a 2,0 gs. de café crú, dentro de um saquinho de linho.
B. Pesam-se exatamente 2 gs. de café torrado em um saquinho de link0’
A c B. Deita-sc o saquinho num aparelho de Soxhlet, cujo recipiente tcfll-*
pelo menos uma capacidade de 500 ccs. e no qual já estejam 100 ccs. de a?^
Procede-se então a uma encrgica extração durante uma hora. Retira-se ^
seguida o saquinho do aparelho, expreme-se o liquido porventura ainda 11
contido dentro de um tubo de ensaio e prova-se então com a reação de Ha-p,r,e
(Reação de Hoepfner: Acidula-sc fracamentc o soluto com ae do a
o**
uP--1
tico; em seguida, adicionam-se algumas gotas de um soluto de nitr.to de 5
ajuntando imediatamente algumas gotas de soda cr.ustica para alcalin:**r-
coloração vermelha indica a presença de acido clorogenico) .
Si a extração foi perfeita, a reação de côr é complctamente negativa-
caso contrario, tem-se que continuar a extração.
Depois de resfriar, transfere-se o soluto para um copo dc centrifugado*"^
precipita-se. misturando bem com 2 ccs. de um soluto satu*ado de acetat°^.
chumbo. Agora, centrifuga-se até que o precipitado se liaja depositado,
xando-se o soluto claro, o que em geral dura 10 minutos. Retira-se e gu3r^3
o soluto. O precipitado é misturado bem com um pouco de agua e nova1*
centrifugado; a agua de lavagem é ajuntada ao primeiro soluto. Repete-se ^
duas vezes estas lavagens, reunindo todas as aguas de lavagem ao soluto
ginal. Depois da primeira centrifugação, é conveniente certificar-se, pel3 a<*K.0
de um pouco de acetato de chumbo, si no soluto claro não ha mais for*1
4
C. H. Slotta * Als. — 0 café sob o ponto de vista químico 6. -TJ1
de precipitado. Os líquidos decantados reunidos serão usados para a determi-
nação da trigonelina.
Em seguida o precipitado é transferido quantitativamente para um copo de
Becher com o menos possível de agua. aquecido à ebulição, fazendo-se passar
durante meia hora uma corrente não muito lenta de hidrogênio sulfurado. Du-
rante todo o tempo, o soluto deve estar fervendo, sendo conveniente amassar as
partículas mais grosseiras do precipitado com um bastão de vidro, durante a
Passagem do gas. Xo caso do café crú, já depois de no máximo 10 minutos,
desaparece a ultima particula amarela ; mesmo assim, deve-se continuar a passar
gas, fervendo e misturando bem o soluto durante mais 20 minutos. Desliga-se
então a corrente de gas e ferve-se durante alguns minutos, afim de expulsar o
hidrogênio sulfurado em excesso.
O soluto ainda quente, juntamente com o precipitado de sulíureto de chumbo,
e transferido quantitativamente para um balão graduado de 100 ccs.. em seguida
kvando bem o copo e juntando as aguas de lavagens ao liquido no balão,
hhtpois de bem resfriado, completa-se o volume do balão até a marca (caso se
haja formado espuma no gargalo do balão, pode-se destruir esta por meio de
aPcnas uma gota de álcool); em seguida agita-se bem o conteúdo e filtra-sc
P°r um filtro de dobras, devendo o filtrado aparecer perfeitamente claro. Ccr-
hfica-se da ausência de chumbo no filtrado, provando uma pequena amostra em
^ tubo de ensaio com hidrogênio sulfurado. Xo caso de se tomar turvo o
s°Iuto ou houver até precipitado, lava-se bem o precipitado de sulfureto de
^Umbo sobre o filtro, no minimo 10 vezes, com agua quente, e trata-se todo o
filtrado, junto com as aguas de lavagem, novamente com hidrogênio sulfurado
**** um copo, como acima ficou indicado. Do soluto assim obtido retiram-se
**atamente 25 ccs. para a "Titulação do acido clorogcnico -f- acido cafcico”.
Esta titulação íaz-sc do seguinte modo: tratando-se de café crú. adicio-
nam-sc ao liquido 30 ccs. de soluto de iodo X/30 c, tratando-se de café torrado,
apenas 25 ccs. de soluto: em seguida agitando-se bem. cerca de 30 gotas de soda
caustica 2 X. Cobre-se com um vidro de rclogio c deixa-se repousar durante
50 minutos no escuro. Depois, acidula-se com cerca de 2,5 ccs. de acido sulíu-
rico 2 X c titula-se, agitando bem com soluto X/20 de Cosulíato, adicio-
nando, íinalmentc, algumas gotas de um soluto de amido a l^i.
Calculo: Multiplica-se o fator do soluto de iodo por 30 c 25, rcspcctiva-
mente. subtraindo-se deste valor o numero de centimetros cúbicos de soluto de
tiosulfato exatamente X/20 c anota-sc este resultado, que corresponde ao gasto
de soluto de iodo X/20 para addo clorogcnico acido cafeico.
Outros 50 ccs. do filtrado são extraidos num extrator para liquidos durante
horas com eter destilado, livre de peroxidos. Depois, coloca-se a camada
*^'J°5a junto com as aguas de lavagem num Kitasato, introduz-se um capilar
' c*pelc-se o eter no vacuo, sendo conveniente mergulhar finalmente o Kitasato,
cm
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492
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
por poucos momentos, num banho-maria fervente. Deixa-se resfriar e transfí*
rem-se o soluto e as aguas de lavagem pa~a um balão volumétrico de 100 c<3-
e completa-se até a marca. Desse soluto empregam-se 50 ccs. para a titulei110
do acido clorogcnico :
Procede-se à titulação como acima ficou descrito, empregando, porém. ***
25 ou 20 ccs., respectivamente, do soluto de iodo S/20. Por um calculo arJ"
logo obtem-se o numero de ccs. de soluto X/20 de iodo. gastos pelo adó*5
clorogcnico contido no soluto. Multiplicando-se este numero por 1,77 obtem-**
a quantidade de acido clorogcnico em miligramas. Gamo esta quantidade cof‘
responde a 0,5 gs. de café, tem-se que multiplicar por 0.2 para saber a Pr
centagcm de acido clorogcnico no café. Finalmcntc, para referir o resulta^0
ao café seco, é mister dividi-lo por (100-% de humidade).
Exemplo'. Foram adicionados 25 ccs. de soluto de iodo com fator f=l-0^’
isto corresponde a 25,37 ccs. de soluto de iodo exatamente X/20; o g3St0 ^
soluto de tiosulíato exatamente X/20 era de 9.32 ccs.; portanto, o acido
genico consumiu 25,37 — 9,32 = 16,05 ccs_ Multiplicando-se 16,05 p or
obtem-se o \alor de 28,4 mgs. para addo clorogcnico contido em 0.5 8*
café. Isto corresponde a 5,68%.
Si o café continlia 112% de humidade, deve-se ainda dividir P0*
100 — 11,2=88,8, obtendo-se assim: 6,40% de acido clorogenico no café ****
C. Na bebida — A determinação é feita de tal modo, que se prcciph3 UÍTI
volume exatamente medido com acetato de chumbo, continuando-se depois c°nX
foi indicado acima para o café crú e torrado. A quantidade de bebida oeCti
saria para a determinação depende, naturalmente, da quantidade de acido
genico que se espera obter, portanto, da concentração da bebida. No caíf'
preparado ã moda brasileira, a quantidade mais favoravel é de 10 ccs.. qu** ^
media, contém cerca de 100 mgs. de acido clorogenico; no soluto final dev*-^
titular 25 mgs., o que corresponde a um consumo de cerca dc 14 ccs. de sohiç30
iodo N/20. — Nota: Não é necessária a retirada das gorduras e da c3,clfl*
antes da determinação.
4. Calculo do acido cafcico.
(No café crú, torrado e na bebida)
Na determinação do acido clorogenico obtem-se primeiro o gasto de |L .
para addo clorogenico -f- acido cafeico, e, na determinação seguinte, o g3*10
para o addo dorogenico. A diferença multiplicada por 0,9 fornece o teo- ^
acido cafeico em miligramas, que predsa ser multiplicado por 0,2, P31^
o teor percentual de addo cafeico. Êste, por sua vez, pode ser referido 30
no café seco, tomando-se em consideração o respectivo teor em humidade.
Exemplo: O gasto etn iodo, para acido clorogcnico + acido ca,f,C<^{er)
de 20,54 ccs. e para addo clorogcnico só (depois da extração conl
6
C. H. Slotta s. Als. — 0 café sob o ponlo de vista químico 6.
493
de 16,48. A diíerença=4,06 é multiplicada por 0,9, dando 3,65 mgs. de addo
cafeico ou sejam 0,73%. Si o caie continha 11,2% de humidade então deve-
se dividir por 88.8. O resultado é: 0,82% de acido caíe'co no café seco.
Descrição das experiencias
Experiência No. 1 — Dependencia entre consumo de iodo e tempo.
a) Em cada experiencia: 10,75 mgs. de acido cafeico, 20 ccs. de soluto de
iodo N/20 com í =0,771 e 1 cc. de alcali; depois de vários períodos,
acidulação com acido sulfurico diluido e titulação com soluto de tiosul-
fato exatamente N/20.
O acido cafeico empregado não estava complctamcnte puro; porisso, o teor
,e*)rico de 10,0 átomos de iodo, mesmo depois de 30 minutos, não foi inteira-
l*lcMe alcançado.
b) Em cada experiencia: 40,0 mgs. de clorogenato de potássio mais ca-
feina, 20 ccs. de soluto de iodo N/20 de f=1.015, e 1 cc. de alcali;
acidulação e titulação depois de diversos periodo de tempo.
11)4
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
c) Em cada experiencia: 21,3 mgs. de acido dorogenico, em 20 ccs. &
um soluto de iodo X/20 de í=0,771 e 1 cc. de alcali. Acidulaçáo e
titulação depois de diversos períodos de tempo.
Experiencia No. 2 — Independencia entre consumo de iodo e excesso de i°^°'
Em cada experiencia, 21,3 mgs. de acido dorogenico foram tratados c°,nl
quantidades crescentes de iodo e alcali, sendo acidulados e titulados depois
20 minutos.
Experiencia No. 3 —
a) Analises de addo dorogenico puro. sendo quantidades desconl
ao analista.
hccid*
8
C. H. Slotta a Ai.s. — O café sob o ponto de vista quimico 6.
495
b) Analise de uma quantidade reduzida de acido clorogenico.
Dado: 8,5 mgs. Achado: S,0 mgs.
£.r pertencia Xo. 4 — Influencia do tter empregado na extração sobre o consumo
de iodo na camada aquosa.
Agitou-se agua com eter comum, separou-se-a e o eter foi completamente
expulsado da agua pela devida aeração. Na titulação subsequente com iodo, em
soluto alcalino, consumiram-se mais ou menos 2 ccs. de soluto de iodo N/20.
O ensaio foi novamente feito com eter livre de peroxidos e cuidadosamente
destilado.
Consumo: 0,37 cc. de soluto de iodo N/20.
£-r periéneia No. 5 — Separação dos ácidos clorogenico e cafcico.
19,2 mgs. de acido clorogenico e 7.0 mgs. de acido cafeico em soluto aquoso
foram extraídos durante 4 horas num aparelho com eter livre de peroxidos. A
htulação na camada aquosa acusou 21,5 mgs. de acido clorogenico.
Em um ensaio analogo, cm vez dos 20,0 mgs. de acido clorogenico obtive-
rani-sc 22,2 mgs.. O teor para o acido cafeico calculado da diferença da titu-
kção antes e depois da extração com eter era de 5,8 mgs., enquanto que a
Quantidade original era de 6,0 mgs..
RESUMO
Afim de elaborar um método suíicientemente exato e ao mesmo tempo adap-
tei a doseamentos cm serie, havia tres problemas a resolver:
1 . Extração completa do acido clorogenico do café. Foi conseguida com
0 emprego de quantidades bastante pequenas (2 gs.), por extração com agua,
^Urante 1 hora, num aparelho Soxhlct.
2. Preparo de solutos finais os mais puros possíveis. Por precipitação do
**trato com acetato de chumbo, decomposição do precipitado com hidrogênio
*uhurado e extração do filtrado com eter, obtiveram-se solutos finais quasi inco-
Wres no caso do café crú e levemente pardos no caso do café torrado. O
de pureza era bem o suficiente para a determinação subsequente.
3. A possibilidade de doseamento de quantidades, mesmo pequenas, de
^do clorogenico. Verificou-sc que o acido clorogenico em soluto alcalino reage
^hunente com 10 átomos de iodo, o que representava um método de dosea-
^«to do acido clorogenico extremamente simples c muito exato. Esse metodo
* ^escrito minuciosamente no texto.
9
496
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
ZUSAMMEXFASSUXG
Um eine genügend genaue, zu Reihenanalysen geeignete Bestimmungs-tne-
thode für Chlorogensãre auszuarbeiten, varen 3 Probleme zu lõsen:
1. Die vollstãndige Extraktion der Chlorogensáure aus dem Kaffee. ~lf
gelingt bei Amvendung genügend kleiner Mengen (2g) durch 1-stündige E*'
traktion im Soxhletapparat mit Wasser.
2. Die Herstellung mõglichst reiner Endlõsungen. Durch Fãllung
Extraktes mit Blei-acetat, Zerlegung des Xiederschlages mit Schwefelwasserstotf
und Aether- Extraktion des Filtrates orhãlt man bei Rohkaífee fast íarblosc, be*
Rõstkaffee hell braun-gelbe Endlõsungen, deren Reinheit für die folgende Bestm*"
mung vo!l ausreichend ist.
3. Die quantitative Erfassung selbst kleiner Mengen Chlorogensáure. ^
wurde die Tatsche gefunden, dass Chlorogensáure in alkalischer Lõsung mit gcnaJ
10 Atomen Jod reagiert, womit eine überaus einíache und sehi
mungsmcthocle für Chlorogensáure gegeben ist. Die ausführliche
wird verõííentlicht.
■ genaue Bestinl
Arbeitsvorschn c
BIBLIOGRAFIA
1. Slolta, C. H.; Neisser, C . & Cardtal A. — Rev. Inst. Café — 12:2006- 1937.
2. Hotpfntr, IV. — Q, em. Ztg. 56:991. 1932.
(Traltllw «la Stcfât da Qoímka • FirmanUçia E*
Initituto Butantan. mrbula para publicará® rtn **■*•
Butantan. Dada à pabliridad* era Junho d» 1*^)*
10
612.3932
0 CAFÉ SOB O PONTO DE VISTA QUÍMICO
7. Novo método para a determinação da trigonelina
POR
C. H. SLOTTA & C. XEISSER
Em nosso trabalho anterior (1), descrevemos para a determinação do acido
dorogenico no café crú e torrado um novo método, cuja grande exatidão nos
f^ttnite partir de apenas 2 gs. de café em pó, ou então 10 ccs. de bebida. É
daro que envidámos esforços afim de abranger, o quanto possível, nessa dimi-
nuta quantidade de substancia, ainda outros produtos para os quais até então
a*nda não existia método de. determinação analítica. Em primeiro logar, focali-
^Urios nosso interesse sobre a trigonclina, a qual, depois da cafeina, representa o
dealoide mais importante do café.
A presença da trigonclina no café é conhecida de ha muito (2), embora sua
d>soluta identificação com a trigonelina preparada sinteticamente tivesse sido
t*°ssivel apenas alguns anos atrás (3). As analises realizadas por Xottbohm &
^ayer (4.5) foram as que em primeiro logar nos indicaram a quantidade da
*dgonelina contida no café, mas seu método não é complctamcnte satisfatório,
^ara os fins a que nos propúnhamos, esse método já não era o apropriado, visto
^ ele partia de quantidades de 20 gs. de café. Além disso, requeria uma auto-
que certamente não existe em todos os laboratorios ; e de analises em serie,
desde o principio visavamos fazer, nem poderiamos cogitar, pois era éle
^uito demorado e exigia simultaneamente exames comparativos com trigonelina
hUra.
Segundo as analises de Xottbohm & Maycr (5), existiriam 0.49c de trigo-
^*ua no café crú. Em nossa amostra de 2 gs., portanto, devíamos contar com
.^gs. de trigonelina. Xesse caso, mais que no do acido clorogenico, seria neces>a-
J encontrar um método microanalitico, que fosse capaz de determinar uma
Entidade tão diminuta de trigonelina. Felizmente verificamos que a Irigoiu’-
1
498
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Una em soluto alcalino pode ser titulada com exatamente 10 átomos de iodo •
Esse novo método ultrapassa bastante as nossas exigências quanto à exatidão-
permite o doseamento, com a necessária exatidão, de quantidades apenas de -
mgs. (Experiência Xo. 1). Baseados nisso, ioi-nos possível determinar, no
decurso de nossas analises, a trigonelina mediante o emprego da mais exata «
mais simples de todas as titulações, a titulação pelo iodo.
Faltava agnu apenas resolver o problema de obter a trigonelina do café c01
solutos bem puros e livres de substancias secundarias. Também isto íoi s°'u‘
cionado. Xa precipitação do acido clorogenico com acetato de chumbo, a tng°"
nelina permanece no soluto. O soluto depois de retirado o chumbo mediante o
emprego de hidrogênio sulfurado, é quasi incolor no café crú, e ligeirainentf
amarçlado no café torrado e na bebida. Pode-se agora proceder à titulação do
iodo numa parte aliquota de soluto, e depois, em uma outra parte de soluto, de*
terminar a glicose redutora segundo Bertrand e calcular o teor de trigonelina I*'1
diferença (Experiência Xo. 2). Já que esse método, como todos os baseados 1,0
calculo por diferenças, está sujeito a natu*ais inexatidões, achamos conveniente
procurar um outro método para a separação direta da trigonelina.
Também este problema teve solução feliz. Verificámos que a detemiinaÇ*0
da trigonelina pode ser realizada por precipitação pelo acido íosfo-tungstico.
se consegue facilmente, mesmo cm soluto» muito diluídos, como os que obten*1*
em nossas analises, uma vez que se tome em consideração o seguinte: T
precipitação dá-se unicamente em meio acido; 2. o precipitado somente se tor*1*
fil travei, si se adiciona ao soluto, a frio, acido fosfo-tungstico, aquecendo até .
lução clara e, deixando esfriar muito lentamente ; 3. o composto de trigone'10*
e acido fosfo-tungstico, tampouco, não é completamente insolúvel em soluto a&do>
cm volume de 110 ccs. permanecia dissolvida uma quantidade do composto.
correspondia a 1,0 mgs. de trigonelina (Experiência Xo. 3). Esse fator enip'11^
deve ser acrescentado à quantidade de trigonelina achada.
Com o emprego da precipitação com acido fosfo-tungstico o nosso proc^-^
para a determinação da trigonelina no café se toma extremamente SÓÇ®
exato. O soluto livre de chumbo é acidulado e precipitado com acido fosfo-tu’1^
tico do modo descrito. O precipitado é filtrado c dissolvido no filtro com » ^
caustica diluida. Adiciona-se a ésse soluto alcalino uma quantidade medid3
soluto de iodo, deixa-se repousar uma hora, acidula-se em seguida, titulan ^
excesso de iodo com tiosulíato. Convencemo-nos de que a presença do 3<-
fosfo-tungstico no soluto não influi sobre a titulação da trigonelina pelo i°d°'
Desde a elaboração do método, já realizamos dezenas de analisa.
sem exceção, coincidiram, dentro do limite estrito, com a prova de controlo -
periencia Xo. 4). Com o emprego desse método tão extremamente siniplc*'
está ao alcance de qualquer auxiliar de laboratorio pouco pratico, cuja rea '
o
C. H. Slotta * C. Neisser — O café sob o ponto de vista quimico 7. 499
não leva mais que um dia, tomou possivel analisar inúmeras amostras de café
quanto ao seu verdadeiro teor de trigonelina.
Faremos em breve uma comunicação sobre os resultados. De antemão que-
remos adiantar que o teor de trigonelina no café crú é muito mais elevado, do
que até então se supusera : em media 1 % ! Xa torragem, grande parte da trigo-
nelina é destruída, de modo que o café torrado contem apenas uma media de 0,5%
de trigonelina. Xossas analises revelaram, além disso, que o conceito expresso
por Xottbohm & Mayer (7) sobre o “indice de alcaloides”, i. é., relação da ca-
feína para a trigonelina, requer uma revisão meticulosa, visto que este indice está
baseado sobre uma determinação incorreta da trigonelina.
Técnica para determinação da trigonelina
(O café crú, café torrado e bebida)
Os líquidos reunidos, decantados da precipitação de chumbo combinado com
o acido clorogenico (Vide técnica para doseamento do acido clorogenico, Mem.
Inst. Butantan 12. 1938). são aquecidos num copo sobre a chama até a ebu-
lição, fazendo-se passar, ao mesmo tempo, uma corrente de hidrogênio sulfurado
durante meia hora. Convém reparar que, no final desta operação, o volume do
liquido seja mais ou menos de 150 ccs.. Após a passagem do hidrogênio sulfurado,
deixa-se ainda ferver durante algum tempo, afim de expulsar os residuos do hidro-
gênio sulfurado. Filtra-se, ainda quente, cm um balão volumétrico de 200 ccs..
Lava-se varias vezes o filtro, completando o balão volumétrico até a marca, de-
pois de esfriado. Retiram-se então 100 ccs., despejando-os em um balão de
Lrlenmeycr de boca larga de 200 ccs.. Adiciona-sc 10 ccs. de acido sulfurico
(2 X') e 40 gotas de um soluto a 10% de acido fosfo-tungstico. O soluto turvo
* aquecido até o ponto de ebulição, com o que o soluto fica complctamente claro.
Oeixa-se então esfriar lentamcnU , pondo-o finalmente na geladeira. Num funil
^nalitico prepara-se um filtro cm otimo estado de funcionamento, humedecc-sc
c°m addo sulfurico N/2 e filtra-se o soluto esfriado. Convém ter o devido cui-
dado para evitar que a menor quantidade possivel do precipitado seja levada ao
Litro. Lava-se então duas vezes com 5 ccs. de acido sulfurico N/12, tomando-se
®0vamente o cuidado de levar a menor quantidade possivel do precipitado ao
Litro. Então coloca-se o funil sobre o vasilhame, no qual se acha a maior quan-
tidade do precipitado. Deitam-se então no fitro 10 ccs. de soda caustica 1/N
divididos em duas porções, com que se dissolve o precipitado do filtro. Lava-sc
'^rias vezes o filtro com agua fria, procedendo-se então à determinação da trigo-
^lina no soluto assim obtido por meio da titulação de iodo.
Para esse fim, acrescentam-sc ao soluto 20 ccs. dc soluto dc iodo X/20,
cobrc-se o copo com um vidro dc rclogio c deixa-sc repousar no escuro du-
3
ÕOO
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
rante uma hora. Acidula-se enão com 7 ccs. de acido suliurico 2/X e titula-**
o excesso cora um soluto de tiosulfato X/20, adicicnando-se, finalmente, anui3-
Calculo: O numero de ccs. consumidos de soluto X/20 de iodo obtém-se ào
modo usual. Multiplicando-se este numero por 0,69, obtém-se o numero i*
mgs., contidos nos 100 ccs. de soluto (=1,00 g. de café). Adiciona-se, entá°-
a esse numero 1,00 mg., pois esta quantidade permanece nos liquidos empreS3'
dos e foge, portanto, ã titulação. Divide-se então por 10. para obter o teo*
porcentual da trigonelina. Calcula-se então o valor de referencia ao café seco.
dividindo-se por (100 — % de humidade).
Exemplo: Adicionaram-se 20 ccs. de um soluto de iodo de um 'aí0f
f= 1.020; isto corresponde a 20, 40 ccs. de um soluto X/20 de ioda O consun*3
em tiosulfato foi 9,58 ccs.. O consumo em iodo do soluto foi, portanto, dc
10,82 ccs.. Isto multiplicado por 0,69 dá 7.46 mgs. de trigonelina. Adiciona-**
então 1,00 mg.; obtendo-se como resultado 8,46 mgs. ou seja de 0,85%-
café empregado continha 10,0% de humidade; o teor em trigonelina no 01:4
séco é, portanto, de 0,94%.
Descrição das experiencias
Experiência Xo. 1 — Doseamento de hidrocloreto de trigonelina puro com
em soluto alcalino. Os valores obtidos são calculados sobre a base
um gasto de 10 átomos de iodo para molécula de trigonelina
• • * • • Ac
Experiência Xo. 2 — Doseamento indireto da trigonelina em presença a
cose. A glicose foi titulada segundo Bertrand. A titulação da 101 ^
com iodo em soluto alcalino deu o valor para a soma: gasto de i°^°
], | SciELO
4
C. H. Slotta & C. Xeisseh — O café sob o ponto de vista químico 7.
Õ01
glicose (2 átomos de iodo por molécula) gasto de iodo da trigonelina
(10 átomos de iodo por molécula, calculando-se então os teores da tri-
gonelina.
£-r pertencia No. 3 — Doseamento de hidrocloreto de trigonelina por precipita-
ção com acido fosfo-tungstico c titulação com iodo.
A quantidade de hidrocloreto de trigonelina exatamente pesada foi dissolvida
100 ccs. de agua e depois tratada segundo a técnica acima descrita.
Portanto, ficam dissolvidos na media de 1,30 mgs. de hodrocloreto de trigo-
^'na ou seja 1.00 mg. de trigonelina, que escapa à titulação e tem que ser
^Cscentado no calculo.
Para controlo, foram analisadas duas amostras do mesmo café, a uma das
foram adicionados 2,27 mgs. de hidrocloreto de trigonelina, ou seja 1,80
S
502
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
mgs. de trigonelina. A analise deu 8,97 e 10,67 mgs. de trigonelina, respectiva*
mente. A diferença de 1,70 mgs. concorda bem com a quantidade adicionada.
Experiência No. 4 — Exemplos de resultados, obtidos pelo novo método de do*
seamento da trigonelina.
RESUMO
A trigonelina cm soluto alcalino consome exatamente 10 átomos de >°^0,
com o que se obtém um método quantitativo simples.
Xo decorrer do método de analise elaborado conseguiu-se a trigonelina, »Ç®
cares redutores, como substancias consumidoras de iodo. O açúcar pode í*r
terminado por um dos métodos correntes (p. ex., o de Bcrttand), e a trig0^
iina pode entãc ser calculada pela diferença entre a titulação iodometrica c a .
terminação do açúcar; melhor ainda é a precipitação da trigonelina cm
acido com acido fosfo-tungstico, o que a separa deste modo do açúcar.
de dissolvido o precipitado do acido fosfo-tungstico em soluto de soda cau>*
titula-se com iodo.
O novo método distingue-se pela execução rapida e pela alta precisão, nie'
cm diminutas quantidades de trigonelina. Sua aplicação a uma grande varicn
de tipos de café revelou o fato surpreendente de conter o café crú em n1
1% e o café torrado 0,5% de trigonelina.
.vi n..\ r u -\ u
Es wird gezeigt, dass Trigonellin in alkalischer Lòsung genau 10 Atc,!r‘c ^
verbraucht, womit eine einfache quantitative Bestimmungsmethode gegc^K’n
6
C. H. Slotta a C. Xeisser — O café sob o ponto de vista quirnico 7.
503
In dem ausgearbeiteten Analysengange wird das Trigonellin in sehr reinen
Lõsungen erhalten, die an jod-verbrauchenden Substanzen nur noch reduzieren-
den Zucker enthalten. Man kann nun entweder diesen Zucker nach einer der
üblichen Methoden (z. B. Bertrand) bestimmen und dann das Trigonellin aus
der Differenz der Jodtitration und der Zuckerbestimmung errechnen. Oder
besser aber kann man das Trigonellin in saurer Lõsung mit Phosphorwoltram-
sãure fãllen und auf diese Weise vom Zucker trenncn. Nach Auflõsung des
Phosphonvolframsãure-Xiederschlages in Xatronlauge wird das Trigonellin mit
Jod titriert.
Die neue Methode zeichnet sich durcli schnelle Ausführbarkeit und hohe
Genauigkeit selbst bei geringen Mengen Trigonellin aus. Ihre Anwendung auf
rine grosse Zahl von Kaffeesorten íührte zu dem überraschenden Resultat, dass
Rohkaffee durchschnittlich 1 im Rõstkaffec 0,5^ Trigonellin enthalten sind.
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(Tnhlb« da d* Quimira t FarniinlocU EtparimtBla» da
Institat* Butir.tin. r«*biU para publicará* rm maia da I93t«
Dado á publicidade cm junho de 1939).
7
612.31412:613.94:598.122
ESTUDOS QUÍMICOS SOBRE OS VENENOS OFIDICOS
4. Purificação e cristalização do veneno da cobra Cascavel
POR
C. H. SLOTTA & H. L. FRAEXKEL-COXRAT
Quando iniciámos as experiências sobre o enriquecimento do veneno da ser-
pente Cascavel ( Crotalus I. tcrrificus), utilizamos da coleção do Instituto pre-
parados já antigos, secados a uma temperatura de 37° e com um teor de toxi-
cidade (1) de 1200 a 1700. Mediante vários métodos de coagulação e
Precipitação, conseguimos, com relativa facilidade, libertar esse veneno, leve-
mente amarelado, das substancias não ativas que o acompanham, c obter um
Produto incolor com u TT (teor de toxicidade) de 2500 a 3000, o qual não
conseguimos mais enriquecer. Quando tivemos oportunidade de obter maiores
Quantidades de secreção venenosa, bem fresca, fizemo-las secar por meio de
congelação no alto vacuo, e assim conseguimos 20^c de veneno seco e branco
com um TT de 2000.
Com o emprego dos métodos que prosaram ser os melhores para os pre-
Psrados velhos, apenas pudemos enriquecer esse veneno ao TT de 2500 a 3000.
^•zetnos também: fracionamentos com álcool e acetona, semelhantes aos empre-
gos por H. Wieland (2) com o veneno de Naja, separações pelo método usual
Com sulfato de amonio, bem como precipitações fracionadas a diversos graus
addês, entre pH=4 até 6, por tanto perto do ponto iso-cletrico dessas
Proteínas venenosas. Apesar de todas as precauções tomadas, não obtivemos
Preparados com um TT além de 3000. sendo que as frações de cada experiência,
estudadas separadamente, eram, entre si, analogamente ativas.
Tomando como base essa experiencia, poude-se facilmente concluir que o
Veneno da cascavel consiste, naturalmente, de mais ou menos dois terços de uma
Proteína toxica, uniforme. Para remover a proteína que acompanha o principio
*ivo do veneno crotalico, adiamos dois processos adequados:
l
M
506
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
A secreção crúa ou o ver.eno crú, cuidadosamente concentrado como adntf
foi descrito, é aquecido durante 10 minutos em soluto de pH=4,l até 70°,
que sómente as proteinas neurotoxicamente inativas coagulam. Leva-se o solut°
a um pH=4,6 até 5000 pelo que 40% a 50% do peso do veneno sêco se pre~
cipitam com proteína atira. Pela adição de álcool, o rendimento póde ser nif*
lhorado; assim, consegue-se separar a atividade neurotoxica quasi que quar‘::’
tativamente, em forma de uma molécula uniforme, como logo veremos. Coos^'
gue-se praticamente o mesmo, diluindo-se um soluto da mencionada maten3
prima com soro fisiologico e levando-se com sulfato de amonio a um grau d«
saturação de 0,45, o que precipita as substancias anexas e sómente muito P°uC°
da toxina. Em seguida lera-se o soluto a um grau de saturação de 0.62, P°‘
adicionamento de mais sulfato de amonio; dissolve-se em seguida o precipd3^'’
forme. Empregámos, para esse fim, o método de E. J. Cohn (3), rccentemente
aplicado à componente proteinica da “enzima amarela” (4) :
Faltava ainda verificar si o preparado obtido por estes dois métodos, c0”1
o teor de toxicidade de 2500 até 3000, representava de fato uma proteína uB1
forme. Empregámos, para esse fim, o método de E. J. John (3), recentemen!f
aplicado à componente proteinica da “cnzvma amarela” (4) :
A proteína a ser examinada era precipitada com sulfato de amonio
graus de saturação crescentes e as quantidades de proteína remanescentes c‘n
solução eram determinadas para os diversos graus de saturação. Traçando-**
um gráfico, no qual uma das ordenadas represente as quantidades remar*5
centes e a outra os logaritmos das concentrações de sulfato de amonio, result3v3
uma reta, no edso de se tratar de uma proteína uniforme. Aplicando esse n íctod^
à toxina obtida pelos dois processos diferentes, acima descritos, verificamos tr3
tar-se de uma proteína uniforme. A determinação da pureza absoluta da
toxina foi também aprovada na Suécia por Nils Gralén c The Svedberg (5)
mcíodos totalmente diferentes.
u it i » i|
Cmrxm 1
(Vfcl« paru aiparicoenlal II. 1)
Cmrtm 2
(Vidt parto tip«ria«atal II. 2)
Ordenadas: mg», de «Crotoxina» em soluto.
Abcissas: lOgs. dos graus de saturação de sulfato de amonio, cf. da "a ""
completa.
2
C. H. Slott.v * H. L. F ra f.n k ki.-Con iut — Sobre os venenos ofidieos í.
507
Denominamos de Crotoxina a esta proteína, apresentada pela primeira vez
em estado puro, e que representa a toxina insulada do veneno crotalico. Este
nome é mais curto e suíidentemente diferente de “Crotalotoxina”, estipulado
por Faust. Este autor deu tal nome a um produto livre de azoto .encontrado
no veneno crotalico, e que não foi possível a nós nem a outros obter novamente.
A Crotoxina é uma proteína tipica, incolor, cujo teor de enxofre, de 4,0 %,
é bem mais elevado que o do veneno crotalico crú. Possui um TT (teor de
toxicidade) médio de 2800 e um TL (teor de lecitinase) (1) de 170. Nem
a nós nem a outros foi possivel, até hoje retirar um preparado do veneno
de Crotalus t. tcrrificus com maior poder toxico. E' interessante observar que
tonto o teor de enxofre como os TT e TL da Crotoxina se elevaram propor-
Qonalmente cerca de 20% a 25% sobre os do veneno crú.
Após vários ensaios preliminares, conseguimos cristalizar a Crotoxina.
Para isso, dissolvemo-la em acido acético diluido, sob aquecimento moderado,
fevando com piridina o soluto ao pH=4,4. Refrigerando o soluto bem vaga-
tosamente, a Crotoxina depositava-se nas paredes sob a forma de drusas de
Estais macroscopicos. Esses consistem em laminas quadradas muito finas, que
Seralmente se acham agrupadas, conforme mostra o desenho anexo. Vistas de
lado, mostram polarização (Figs. 1 e 2).
Cristalizando-se a Crotoxina, como foi dito, dc um soluto dc Crotoxina
*toorfa a 10%. recupera-se cerca de 80% de edstais como primeira porção. Nas
'eguintes rccristalizações (até 5 vezes) pcrdc-sc de cada vez, cerca de 10% a 15%.
^ Crotoxina cristalizada tem o mesmo TT c TL que a Crotoxina amorfa (TT
3*X) até 2000: TL 170 a 200) e o seu teor de enxofre é o mesmo (S=4.0%).
£sses teores não se elevam com as varias rccristalizações; pelo contrario, pude-
toos verificar que a toxicidade do preparado aquecido muitas vezes para novas
^cristalizações à temperatura de 55° é prejudicado embora insignificantemente.
O adicionamento de sais dc zinco não é necessário para a cristalização da
Crotoxina. Ao contrario dos dados de outros autores, não nos foi possivel
toeontrar zinco no veneno fresco, nem também, naturalmcnte. na Crotoxina
^stalizada, a qual na combustão não deixa vestígios de cinzas susceptíveis de
l**agem.
Outrora, tínhamos a impressão que os diferentes componentes fisiologica-
^Ue ativos dos venenos de cobra se concentrassem acumulados em um comum
Crjtoplexo. Depois de termos conseguido, pela primeira vez, insular uma tno-
^toda uniforme e cristalizada, altamente toxica, do veneno da cascavel, surgiu-nos
que proporções todos os efeitos fisiologicos do veneno dela seriam
4 duvida sobre
"^Pendentes.
Já dissemos que as atividades neurotoxica e lecitinasica, isto é. os prin-
^Ptos ativos preponderentes do veneno da cobra Cascavel, se acham totalmcnte
3
508
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
e na mesma proporção tanto na Crotoxina cristalizada, como no veneno clU'
Portanto, essa molécula possui os característicos anteriormente considerados
como pertencentes a duas substancias diferentes: não só o efeito toxico sobre 0
sistema nervoso como também a ação hemolytica ou seja a ação fermentam-»
sobre a lecitina dos globulos do sangue. Podia-se, assim, suspeitar de que 3
mesma enzima que decompõe a lecitina nos globulos vermellios, reage analo-
gamente sobre os lipoides dos nervos; desse modo, a ação toxica não passa113
de simples efeito enzimatico. Xeste caso, a Crotoxina deveria ser consider3o»
uma enzima que reage diferentemente com os seus substratos nos diversos o*"g30S
do corpo, o que. aliás, também se dá com outras enzimas. A urease, p- cX-’
em virtude de seu efeito enzimatico sobre a urea do sangue, é um princip!°
altamente toxico; sua atividade neste particular corresponde aos venenos ofíd,c0S
mais ativos.
Quando examinámos o seu poder coagulante da Crotoxina sobre o sangtJÍ
oxalatado, verificamos que ele havia desaparecido. Em vista disso resolvo1**5
preparar a Crotoxina com todas ae precauções possíveis, mas também o Prf
parado assim obtido estava livre de principio coagulante. Acontece, porém. (luC
o TC (teor de coagulação) do veneno crotalico crú é de somente 30 (°
veneno botropico é ao contrario, de cerca de 2000), donde se deduz que o vene°°
crotalico deve conter ainda uma outra molécula enzimatica. Si bem que C553
não desempenhe papel importante nessa cspecie de veneno cm comparação c°*n
a Crotoxina. parece-nos importante chamar a atenção para esse fato.
Protocolo das Experiências
I. Preparo da Crotoxina
1. Por meio dc coagulação pelo aquecimento c precipitação perto do P1
iso-elctrico.
*10
15 ccs. de veneno fresco centrifugo (=3gs. de substancia sêca)
adicionados de 36 cs. de acido clorídrico 0,1-N e 250 ccs. de agua e aqu^
• 1 tf*
à temperatura de 70° durante 10 minutos. A parte coagulada, depois oe ^ ^
trifugada e secada, pesava cerca de 300 mgs. e não era venenosa. A solução
foram adicionados 21,5 ccs. de amoníaco 0,1 -X, sempre agitando-se bem- ^
precipitado pesava, depois de centrifugado e secado no alto vacuo, 1-23
que correspondia a 42% do peso seco do veneno crú. TT cerca óe
TL=165; TC=0 ; cinza menos de 0,2%. .
3.978 mgs. de substancia (com 5,75% de humidade) : 0,574 c0-
(29°, 702 mm.).
], | SciELO
c. H. Slott.v * H. L. Fiia tN kkl-Conmt — Sobre os venenos ofidicos i.
509
6,044 mgs. de substancia (com 5,75% de humidade) : 0,963 ccs. X2
(29° ,702 mm.).
Achado N 16,%; 15,% (calculado sobre a substancia sêca).
(Analises de enxofre: Vide artigo 5 desta serie).
Achado S 4,05% ; 4,02%.
Rotação otica em soluto fisiologico:
1 = 1 dm, c=2,4, a = —0,17°, [a] 23 = —7.1 ± 0,9°.
Do soluto-mãe poude-se ainda, adicionando 6 ccs. amoníaco 0,1 -X e 60
ccs. acool absoluto, obter uma fração com um teor de toxicidade de 2500.
Eram 500 mgs. ou sejam 17% do peso do veneno sêco. Desta maneira poude-se
°bter, no total, em forma de Crotoxina amorfa, 59% da substancia solida exis-
tente na secreção das glandulas.
2 Por melo do fracionamento com sulfato dc amorno.
10 ccs. do veneno fresco (=2gs. dc veneno seco) foram misturados com
175 ccs. de soro fisiologico e, sob forte agitação, adicionados aos poucos 150
Ccs. de soluto saturado dc sulfato de amonio. O grau de saturação em sulfato
amonio era então dc 0,45. O precipitado foi centrifugado, dissolvido em
aSua, e êsse soluto dializado ate que a agua não désse mais reação dc iões dc
Olfato; finalmente, o soluto foi congelado e a agua, evaporada no alto vacuo.
Obtiveram- se 250 mgs. (=12,5% do veneno séco) com um TT dc 2000.
O soluto foi novamente precipitado com mais 50 ccs. dc sulfato de amonio
durado, de modo que o grau de saturação cm sulfato dc amonio era de 0,52.
^ precipitado agora obtido, depois dc tratado, como acima descrito, era Croto-
**na pura com um TT de 2500. Pesava 312 mgs.. Finalmcnte o soluto foi
"'•'•'anienfe precipitado com outros 100 ccs. de soluto saturado de sulfato de
^onio, dc modo que o seu grau de saturação chegou a 0.62. Essa fração,
is dc elaborada, deu mais 430 mgs. de Crotoxina com um TT de 2500.
II. Precipitação fracionada da Crotoxina com Sulfato de Amonio
1) 220 mgs. de Crotoxina, obtidos de acordo com o método descrito sob
*’l- foram dissolvidos num soluto de 55 ccs. de sulfato dc amonio 0,1 saturado.
Cada 10 ccs. desse soluto, que correspondiam a 40 mgs. de Crotoxina, foram
^ipitados com diversos solutos aquosos dc sulfato de amonio, dc modo que
vo!ume contido em cada frasco era dc 45 ccs.. As porções de sulfato de
5
510
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
amonio foram escolhidas de modo que os dnco solutos tinham um grau
saturação em sulfato de amonio de 0,47 ; 0,50; 0,53; 0,57 e 0,61 respectivamente-
Os precipitados foram, depois de algumas horas, centrifugados e dissolvidos eI1'
agua distilada e os solutos dializados contra agua até completo desaparecimento
de iões de sulfato. As suspensões de Crotoxina assim obtidas foram evapo
radas à temperatura ambiente, secadas sobre pentoxido de fosíoro e os residuos
pesados. As quantidades entre os 40 mgs. de veneno empregado em cada exp*"
rienda e as quantidades de veneno precipitado e pesado. Os pesos da Crotoxina
ainda em solução, portanto, eram: 31,0; 24,1; 17,8; 10,4; 1,7 mg. a um g****
de saturação de 0,47; 0,50; 0,53; 0.57; 0,61. Traçando-se um grafico, no 4a31
as quantidades cm mgs. representam as abcissas e os logaritmos dos graus de
saturação em sulfato de amonio as ordenadas, obtem-se uma reta (Curva D"
2) 180 mgs. de Crotoxina, obtidas de acordo com o método descrito
1,2, foram divididos em quatro parcelas, cada uma de 45 mgs. e precipitadas com
um soluto saturado de sulfato de amonio e agua, de modo que o volume
total cm cada frasco era de 45 ccs. e os graus de saturação de sulfato de
amonio 0,3; 0,4; 0,5 e 0.6. Da determinação das quantidades de proteina preC1
pitada e do calculo da remanescente no soluto resultou que 45,0; 44,8; 20,8 e
1,2 mgs. de Crotoxina a um grau de saturação de 0,3; 0,4; 0,5 e 0,6 continuará
dissolvidos. Obtivemos assim a curva 2, como acima ficou demonstrado.
III. Cristalização da Crotoxina
730 mgs. de Crotoxina amorfa foram dissolvidos a uma temperatu'»
55°, cm 8.5 ccs. de acido acético a 1 % e adicionados, sob agitação, de
ccs. de piridina a 1%. O soluto, que tinha um pH de 4.4, continha, portan*0’
0.6% de acetato de piridina. Ao resfriar vagarosamente em banho-maria. ,nl
ciou-se a cristalização, depois de ± 30 minutos. Xo dia seguinte, a crotoxm
cristalizada foi separada e secada. Devc-se notar que, sómente depois de f*111
lavada em agua, é possível seca-la, pois vestigios de piridina e acido 3CCtu
aderentes a ela desnaturam em parte a proteina durante a secagem e P°^
reduzir o TT do preparado. 1 cc. de agua dissolve somente 2,3 mgs. de
xina. de modo que se pode considerar insignificante a perda motivada l*
lavagem. Nesta experiencia obtiveram-se 575 mgs. (=80%).
De 140 mgs. de Crotoxina amorfa obtivemos, depois de 5 recristaliza^5*
74 mgs. de C-otoxina cristalizada.
A Crotoxina cristalizada tem um TT de 2750. Ela é. como foi dito, 4
u.T*
I-ju
insolúvel em agua. mas bem solúvel em soluto de cloreto de sodio a *♦ ,
um soluto de acetato de piridina a um pH=4,4 ela, a uma temperatura de
também não se dissolve.
6
■C. H. Slotta a lí. L. Fraenkel-Conhat — Sobre os venenos ofidicos i. 511
Renunciando-se, na cristalização, ao rendimento máximo em proveito de
■cristais perfeitos, pode-se dissolver a Crotoxina em acido acético a 1% a uma
temperatura de 40° (pelo que somente se obtem um soluto de proteína de 3 a
-5%) e obter assim, depois de adicionar a respectiva quantidade de piridina a
1%, cristais bem formados, relativamente grandes.
De 140 mgs. de Crotoxina amorfa, obtidos pelo método descrito sob 1,1
produzimos um tal preparado, cuja recristalização não requerem aquecimento
além de 40°.
Depois de 5 recristalizações, obtivemos 14 mg. de Crotoxina cristalizada
Depois de 5 recristalizações, obtiveram 14 mgs. de Crotoxina cristalizada
puríssima, cujos valores analíticos eram os seguintes:
3,439 mgs. (secadas no alto vacuo a 100°) subst. :
6,400 mgs CO» 1,970 mgs. H» O
5,707 mgs. subst. (com 13,2% de humidade) : 0,747 ccs. Na (26°,701 mm.)
7,453 mgs. subst. ( ” ” ” ” ): 0,980 ” ” (27°, ” ” ;
5,993 mgs. subst. ( ” 12,4% ” ” ): 1,834 mgs. de sulfato de benzina
16,061 mgs. subst. ( ” 9,1% ” ” ):5.1SS ” ” ”
Achado: C 50,77 H 6,41 N 15,86; 15,90 S 3,96; 4,03
Achado: C50.77 H6.41 N15,86; 15,90 S3.96; 4,03
RESUMO
Conseguiu-se isolar, por dois modos diferentes, a substancia ncurotoxica c
hemolitica do veneno crotalico, como uma proteina uniforme. A prova de uni-
formidade dessa substancia, que foi chamada Crotoxina, foi obtida j>clo método
de E. J. Cohn. A Crotoxina possui um TT (teor de toxicidade) e um TL
(teor de lecitinase) cada 25% mais elevado do que os do veneno fresco. Con-
Scguiu-se a sua cristalização por meio da dissolução em acido acético diluido
e a adição ao soluto de piridina diluida.
A forma cristalina da Crotoxina é reproduzida por desenhos esquemáticos
ç por microfotografias. Os valores analíticos, tanto da Crotoxina amorfa, como
da cristalizada, são de C = 50.77 ; H=6,41 ; N== 15,90 ; S=4,01. O TT c dc
•f-000, o TL de 200, enquanto o TC desapareceu, de modo que deve haver na
Crotoxina ainda uma outra substancia que origina o poder de coagulação do
vcncno crú.
Pela separação da Crotoxina do veneno de Crotalus t. tcrrificus, consc-
Suiu-se, pela primeira vez, obter o componente principal em forma de cristais.
7
512
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Este fato é também mais interessante em relação aos venenos animais de estru-
tura proteinica, quanto, até agora, não tinha sido possível obter siquer um, em
forma pura, muito menos eob forma cristalizada.
ZUSAMMEXFASSUNG
Es gelang auf zwei vcrschiedenen Wegen, die neurotoxisch und hãmolytif^
wirksame Komponente des Klapperschlangen-Giftes in Form eines einheitlichen
Proteins zu isolieren. Der Beweis fuer die Einheitlichkeit dieser Substanz, die
Crotoxin genannt wird, wird mit der von E. J. Cohn vor 13 Jahren angege*
benen Methodik erbracht. Crotoxin besitzt im Vergleich mit frischem trockncni
Rohgift einen um rund 25% hõheren Gift-und Lecithinase-Wert. Es Hess s'c‘:
durch Lõsen in verdünnter Essigsãure und Yersetzen der Lõsung mit vcrdúnntem
Pyridin in krystallisierter Form abscheiden. Die Krystall-Form des Crotoxin5
wird durch schematische Zeichnung, wie durch Mikrophotographie wiedergcgeben-
Die Analysen-Werte des amorphen, wie des krystallisierten Crotoxins
C=50,77; H=6,41; N=15,90; S=»,01. Der Giítwert betrãgt 3.000, dff
Lecithinase-Wert 200. wãhrend der Koagulations-Wert verschwunden ist, soda-'J
also im Crotalus-Gift noch einc zweite Substanz vorhanden sein muss, der
Koagulations-Wirkung des Rohgiftes zukommt.
Es ist mit der Isolierung des Crotoxins aus dem Crotalus t. tcrrificus-G i|1
erstmalig gcglückt, eine der Komponenten der Schlangengifte in krystalli>icrtrr
Form zu erhalten. Das ist auch im Hinblick auf alie anderen tierischen Gi,J'
stoffe ãhnlicher Art mit Proteinstruktur von Interesse, da auch von diesen nocb
keines in reiner, geschweige krystallisierter Form erhalten worden ist.
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ESTUDOS QUÍMICOS SOBRE OS VENENOS OFIDICOS
5. Determinação quantitativa dos componentes que contêm
enxofre
pou
C. H. SLOTTA & \V. FORSTER
Como já havíamos provado na segunda comunicação dessa nossa serie (1),
fcnia parte do enxofre contido nos venenos ofidicos se apresenta cm forma de
Pontes -S-S- e que são de capital importância na atividade dos venenos. Intc-
re*ava saber agora, depois de conseguida (2) a apresentação pura do veneno
d» cobra Cascavel ( Crotalus t. tcrrificus), quais os componentes sulfurados que
Estivessem nele contido. Xo estudo que se segue, podemos demonstrar em que
Proporção o enxofre do veneno c distribuido entre os divensos amino-acidos
c°m enxofre dessa proteína. Hidrolizamos Crotoxina amorta (2) com uma
Mistura (3) de acido clorídrico c acido formico, afim de determinar as sub-
5*incias de teor de enxofre contidas no hidrolizado.
Primeiramente, examinámos o teor de cistina (-S-S-) dos hidrolizados da
Crotoxina pelo método mencionado por Sullivan (4) por ser a cistina (-S-S-)
0 amino-acido sulfurado que gcralmcnte ocorre. Êssc método compreende
s°rnente o amino-acido livre e não quando se acha ligado em peptidas nem os
homologos. Com o emprego desse método foram apurados 13,1% de cis-
hna (-S-S-), i. é, 87,5% do enxofre total que 6c eleva na Crotoxina a 4,0%.
^ürgiu, então, a questão quais seriam os demais componentes com enxofre que
^nda existem no veneno e, para sua resolução, fizemos a seguinte preponde-
ro, que se toma mais compreensivel por meio da seguinte tabela:
1
514
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
São apreendidos por meio dos métodos de
Enquanto o método de Sullivan, como anteriormente dito, eó responde 1
cistina (-S-S-), o método de Folin (5), também muito usado, abrange ainda
sistemas disulfatos-tiões. Em nosso caso, encontrámos, por meio desse método
13,3% de cistina (-S-S), quer dizer, no limite de erro a mesma quantidade ql!í
é achada pelo método de Sullivan ; daí sobresai que na Crotoxina não existem
outras ligações -S-S- além da cistina (-S-S-). Também si o enxofre aparecesse
em uma ligação completamentc nova a quimica das proteínas, como tiolacton».
êlc seria apurado pelo método de Folin, mas não pelo de Sullivan, de modo
que se pode também excluir esta possibilidade, em vista desses dois teores serem
praticamente iguais.
A subsequente 6uposição mais provável era que, além da cistina (-S-?*’
existisse ainda na Crotoxina a metionina, CHj.S.CH3.CH2.CH(XH2) .COOtf-
Para determinar isso, pudemos, de acordo com o método de Baemstein
proceder como segue: hidroliza-sc a proteína como acido iodidrico, pelo qu£ 0
grupo metila se separa do enxofre, podendo ser determinado quantitativamcr.tÇ-
No hidrolizado, a cisteina (-SH), produzida pela ação redutora do acido i0^
drico da cistina (-S-S-), permite a titulação com biodato de potássio, cnqua0t°
que a homocisteina formada da metionina, forma nesse soluto acido um an
tiolactonico, que somente se desfaz em um soluto fracamente alcalino. Alcab01
zando-se, pois, com amoníaco sob certas precauções técnicas, obtem-se o ^ ^
homocisteina com grupo -SH livre, que combina com outro igual por àff0
drogenação, formando uma ponte -S-S-, o que se produz pela adição de qu311
tidade medida de tetrationato. Pela titulação com biodato obtem-se o tiosul>3t°
assim formado, do que resulta com grande exatidão a quantidade de mettO0*®*
no soluto de metionina empregada, 9,10 mgs.. Recuperamos, assim, em prúV3í
em branco, p. ex. de 9,15 mgs.. Essa determinação volumétrica da meti00'0*
parece-nos muito mais precisa para pequenas quantidades de protein3 do (luC
determinação do iodeto de metila formado pela ação do addo iodidrico, c°nl
qual diversas vezes, por exemplo no caso da insulina cristalizada, obtivemos
por demais altos. Determinámos, por este motivo, com o método de titu&Ç30
2
C. H. Slotta * W. Fobster — Sobre os venenos ofidicos 5. 515
Baernstein, não só cistina (-S-S-) como também a metionina e encontrámos para
dstina (-S-S-) 13,2, isto é, o mesmo valor como com os métodos de Sullivan e
Folin. Para a metionina resultou 1,36%, o que correponde a 7,3% do enxofre na
Grotoxina. Qualquer outros amino-addos substituídos no enxofre c ainda desco-
nheddos, mas em todo o caso imagináveis, teriam sido encontrados com a cistina
(-S-S-), si aplicadas as condições de experiencia de Baernstdn. 'Pois, somente
a posição 5 do enxofre na metionina permite a formação da cadeia tiolactonica
e, possibilitando assim a determinação separada da metionina ao lado da cistina
(-S-S-).
Outrossim, pode deduzir-se o seguinte: do teor da metionina que, com
muita precisão, se pode determinar na Crotoxina, resulta um peso molecular
mínimo de 11.000; pelas determinações do peso molecular de proteinas feitas
por Svedberg é muito provável que êsse teor multiplicado por 3 ou por 6, repre-
sente o verdadeiro peso molecular da Crotoxina. Calculando-se, entretanto, com
o peso molecular minimo de 33.000, o enxofre esclarecido se distribui na propor-
ção de 18 restos de cistina (-S-S-), para 3 de metionina. Essas cifras permitem
sua subordinação, sem obrigatoriedade, as cifras fundamentais deduzidas por M.
Bergmann (7) dos estudos da periodicidade de amino-acidos em proteinas, isso
é nesse caso 18 = 21 X 32 : 3 = 2o X 31.
Tendo, porém, a molécula de Crotoxina o peso molecular de 33.000. resulta
do teor de enxofre, determinado com exatidão, de 4,0% um teor de 41 átomos
de enxofre, dos quais 36 + 3 existem como cistina (-S-S-) e metionina. A
Analise, ainda a ser mencionada, dos componentes contendo enxofre, de um outro
Veneno, nos mostrou que não ha decomposição pelo método de hidrólise de
Baernstein e que os teores de cistina (-S-S-) mais metionina, assim esclarecidos.
Podem corresponder, plenamcnte, ao teor de enxofre da analise de combustão.
Tendemos, por isso, mais para a opinião que ainda existam, entre os 41 átomos
de enxofre da Crotoxina, 2 cm uma ligação que ainda não foi possível reconhe-
cer. Entretanto, deve-se salientar que aqui não se trata de um outro composto
Com ligação -S-S- ou -SH, nem de uma tiolactoma c nem de um tiol alquilado
fio enxofre.
Como demonstrámos anteriormente (1), o enxofre, contido no veneno de
Sothrops jararaca, de ação tão diferente, também se apresenta como pontes -S-S-
*lfie são de capital importância na ação. Por êsse motivo esclarecemos também
°s componentes desse veneno, os quais contêm enxofre. Acontece, porém, que
0 veneno botropico, apesar do adicionamento de acido fomiico ao acido clori-
drico ou sulíurico, não pode ser hidrolizado sem que se dê forte decomposi-
ção, motivo pelo qual tivemos de abandonar a determinação da cistina (-S-S-)
Wo, métodos de Sullivan e Folin.
Durante a hidrólise com acido iodidrico não aparecem as dificuldades cita-
is, de modo que pudemos determinar bem a cistina (-S-S-) e metionina pelo
3
516
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
método de Baemstein (6). Não utilizamos o veneno crú, mas uma fração puri-
ficada, com com toda a atividade neurotoxica. Encontrámos na media 5,73%
de cistina (-S-S-) e 1,08% de metionina, do que resulta um teor de enxofre de
1,75% para o veneno de Bothrops jararaca, enquanto que o teor medio das ana-
lises de combustão era de 1,74%.
Descrição das experiencias
Tomou-se absolutamente necessário para as analises dos venenos uma cuida-
dosa, porém energica secagem. Essa conseguimos somente depois que as subs-
tancias foram 6ecadas durante duas horas a uma temperatura de 100°, sob uma
pressão de 0,01 mm. sobre pentoxido de fosforo até peso constante. O teor de
toxicidade não sofreu com isso. Os teores das analises em % se referem ao>
preparados assim obtidos, completamentc livres de agua.
Com a questão de secagem dessas proteinas ativas, altamente higroscopicas.
é de interesse geral, expomos as nossas experiencias, feitas na secagem de ve-
nenos sob diversas condições, em curvas de perda de peso, que certamente n3°
requerem mais explicações. Como já achou du Yigneaud (3), no caso da insu-
lina, os teores de enxofre podem baixar de até 0,3% si a secagem for insuf'"
ciente. Os venenos de cobra são igualmente ou talvez mais higroscopicos do
que a insulina.
I. Crotoxina amorfa, fura (TT = 3.000, TL = 165, TC = 0 )
1) Determinação do teor de enxofre segundo Schõberl (8).
43,793 mgs. substancia deram 15.60S mgs. de sulfato de benzidina
22,872 ” ” ” 8,087 ” ” ”
Em cada caso a substancia deixou somente vestígios de cinza.
S = 4,05; 4,02. Media: S = 4,03%.
2) Determinação dos amino-acidos que contém enxofre.
a) Cistina (-S-S-) determinada como cisteina (-SH), conforme bo
lin (5) c Sulivan (4)
55,44 mgs. de substancia foram dissolvidos num balãosinho de boca csnifn
lhada em 5.8 ccs. de acido clorídrico concentrado ; 6,2 ccs. de addo formico Puí°
foram adicionados e, depois de adaptados a um tubo de refluxo com junta esn>c”
rilhada, aquecidos em banho de oleo durante 48 horas a uma temperatura
130 a 140°. Depois de exames preliminares poude-se verificar que a hidrol'5"-
após ésse tempo, era completa. Em seguida o soluto foi, a uma pressão
4
Mem. Inst- Butantnn
C. H. SijOtta & W. FonsTER — Estudos químicos sobre os
venenos ofidicos. 5. Voi. xii — 19S8-S9
j i i i i i i
li 8 10
Curvas <!e secagem do veneno de Crotalus t. lerrifieus, contendo 15,3% de humidade.
Ordenada : perda de peso em %
Abcissa: tempo dc secagem cm horas.
X Secagem no alto vacuo dc 0.01 mm., a 100°C. sobre P„0.
• " " ” 0.01 mm., a 54°C. "
^ " " " 0.01 mm., a 25°C. ” "
O Secagem numa corrente de ar seco sob a pressão de 55 mms., a 54°C.
C. H. Slotta * W. Forster — Sobre os venenos ofidicos 5.
517
50 ms., evaporado à secura em bar.ho-ma-ia e o resíduo dissolvido em 3 ccs.
de agua. Depois de levar esse soluto, com a adição de sóda caustica 0,1 X, a
um pH de 3,5, êle foi colocado em um balão graduado de 10 ccs..
Avaliação colorimetrica segundo Folin (5) — Num lxilão volumétrico de
25 ccs. foram colocados 1 cc. do soluto acima mais 1 cc. de acido sulfurico 0,5 N
e 1 cc. de agua. Do mesmo modo tratou-se um soluto padrão de 8,071 mgs. de
Cistina (-S-S-) pura, em 10 ccs. de acido sulfurico 0,5 N, do qual 1 cc. mais
2 ccs. de agua foi empregado.
A cada um desses balões foram adicionados os seguintes reagentes : a) 1 cc. de
um soluto de sulfito de sodio a 10% (20 g Xa2 SOj.7 H20 para 100 cs. dissol-
vidos com agua) ; b) depois de deixar 1 minuto: 5 ccs. de um soluto de carbonato
de sodio a 18% (18 g Xa2 COj, anidro para 100 cc. dissolvidos em agua) ; c)
1 cc. de um soluto de sulfato de litio a 10% (11,6 g Li2 SO<.H50 para 100 ccs.
dissolvidos em agua) ; d) 2 ccs. do “reagente para acido urico”, segundo Folin,
diluído, quanto às indicações originais, à razão de 1 :6. Esse reagente fora
preparado de tungstato de sodio da firma Schering-Kahlbaum (XaAYO^H-O)
mais uma vez por nós purificado pelas ultimas indicações de Folin (5) ; c) de-
pois de agitado e estacionado durante 5 minutos: 13 ccs. de um soluto de sulfito
de sodio a 3% (6 g Xa2 SOj.7 H20 para 100 ccs. dissolvidos cm agua).
Em seguida foi feita a avaliação colorimetrica com um colorimctro Dubosq
de dois degraus (Leitz). Para compensar a côr própria do hidrolizado, empre-
gou-se um soluto, feito de acordo com o que devia ser determinado, mas que con-
tinha 2 ccs. de agua em vez do reagente de Folin. 30 mms. de camada de soluto
* ser examinado correspodiam a 27.83 mms. de camada do padrão que continha
0,807 mgs. de cistina (-S-S-). O soluto a ser determinado continha, pois, por
ccs. 0.75 mgs. de cistina (-S-S-). i.é. o teor de cistina (-S-S-) do veneno era
<5e 13,5%.
Avaliação colorimetrica segundo Sullivan (4) — 2 ccs. de hidrolizado,
Neutralizado como acima descrito, que correspondiam, portanto, a 11,09 mgs. de
'eneno, foram colocados em um Erlenmeyer de 25 ccs.. Simultaneamente, um
vduto de 1,558 mgs. de cistiaa (-S-S-) e 5 ccs. de acido clorídrico 0,1 X, desti-
Nado a soluto comparativo sofreu o mesmo tratamento, que damos a seguir.
Ao hidrolizado e ao soluto padrão foram adicionados: a) 2 ccs. de um so-
•uto de cianeto de sodio alcalino (5 gs. cianeto de sodio para 100 cs. dissolvidos (9)
®0tn soda caustica-lX.) Depois de bem agitadas, as soluções ficaram paradas
'lurante 10 minutos; b) 1 cc. de um soluto a 0,5% do sal de sodio do acido 4-sul-
^rico da naíto-quinona 1,2 recem-recristalizado. Agitou-se durante 10 segun-
ios; c) 5 ccs. de um soluto de sulfito de sodio a 10% (20 g Xa2 SOs.7 H20
l^fa 100 ccs. dissolvidos com soda caustica 0,5-X. Os solutos ficaram parados
'ttrante 30 minutos; d) 1 cc. de um soluto de hodrosulíito de sodio a 2%
5
518
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
(2 g Na2 S2 O4 da firma Schering-Kahlbaum para 100 ccs., dissolvidos em soda
caustica 0,5 N).
Os dois solutos foram colorimetrados no aparelho mencionado, sendo que 3
còr própria do soluto a ser examinado foi compensada por um soluto obtido d3
mesma forma, que, porém, continha 1 cc. de agua em vez do reagente indicado
sob b). 30 mms. da camada do soluto a ser examinado correspondiam a 27,41
rams. do soluto padrão, do que resultou um teor de cistina (-S-S-) do veneno
de 13,0%.
Pela segunda vez foram, como acima dito, hidrolizados 42,12 mgs. de CrO"
toxina durante 48 horas. Do hidrolizado levado a 10 ccs., 2 ccs. foram empregado-
para a reação conforme Folin e comparados do modo descrito com 1 cc. do so-
luto padrão, que continha 0,807 mgs. de cistina (-S-S-), 20 mms. da canttd3
desse soluto desconhecido correspondiam a 27,50 do soluto padrão; o teor de
cistina (-S-S-) na Crotoxina é, portanto, de 13,2%. Para a reação de SuUi'-3*
foram utilizadas 2 ccs. do soluto mencionado, que foram comparados com 3 c°-
do soluto padrão, que continha 0.3115 mgs. de cistina (-S-S-). 30 mms. da ca-
mada do soluto cm questão correspondiam a 35,51 mms. do soluto padrão do
que resulta um teor de cistina (-S-S-) na Crotoxina de 13,1%.
b) Cistina (-S-S-) e metionina determinadas segundo Baernstein (6).
«
179.54 mgs. de Crotoxina foram colocados em um balãosinho com boca
mcrilhada de 25 ccs. c foram conservados com acido iodídrico que continha 1 %
hipofosfito de sodio, sob refluxo e condução de gaz carbonico puríssimo em ,fr
vura, em banho de oleo de 150°, durante 5 horas. O hidrolizado foi, depois des-3
operação, concentrado a 3 ccs. c adicionado com um cristal de hipofosfito de sod*°
(NaHs P02.H20) c fervido durante um minuto. O balão, ainda quente, foi ,c'
chado com uma rolha esmerilhada e resfriado. Simultaneamente encheu-**
um balão volumétrico de 25 ccs. com azoto puríssimo e transferido para êste p°r
um funil pequeno o hidrolizado. O balão da reação foi lavado tres vezes c®111
acido clorídrico a 4%, livre de oxigênio e saturado com azoto, sendo que o h3^0
foi completado com o mesmo acido a 25 ccs.. O soluto tinto de amarelo d3*1
não continha iodo livre como mostrara a prova de amido.
Afim de determinar a cistina (-S-S-), foram colocados 10 ccs. desse solu*0
em um balão de 25 ccs. com junta esmerilhada e adicionados um cristal de iode*1
de potássio, uma quantidade de soluto de amido e um pequeno excesso de tin
soluto de biiodado de potássio (KHJ3 0«). O iodo em excesso não utilizado &
oxidação da cisteina (-SH,) para cistina (-S-S-) foi titulado com tiosulfato 0.01-
Em duas titulações foram necessários 7,91 e 7,96 ccs. de soluto de biiodato de
tassio, do que 6e pode calcular para a quantidade total da Crotoxina eniptrí?3
um teor de cistina (-S-S-) de 13,2% e 13.3%, respectivamente.
6
C. H. Slotta & \V. Forster — Sobre os venenos ofidicos 5.
519
Para determinar a metionina foram adicionados ao soluto incolor 3 gotas de
soluto de fenolftaleina a 0,5% e 2 ccs. de soluto de tetrationato de alcali 0,01 N,
que havia sido feito, pouco antes, de partes iguais de soluto de tiosulíato de so-
dio 0,01N (Na2 S2 Os) e biiodato de potássio (KHJ2 O# com iodcto de potássio e
um pouco de acido clorídrico diluido. Sobre o balão, com o soluto assim prepa-
rado, foi colocada uma junta esmerilhada, na qual se achava um funil conta-gotas
com torneira e um tubo lateral para o vacuo. Depois de diminuída a pressão até
mais ou menos 50 mms., o vacuo foi fechado e pelo funil acrescentando amoníaco
concentrado, assim que o soluto tomasse uma còr vermelha forte. Depois de
aberta, com todo o cuidado, a torneira do vacuo, o amoníaco em excesso evapo-
rou, espumando. Fechado novamente o soluto vermelho foi abandonado durante
15 minutos, permitindo-se em seguida a entrada de ar pela torneira. Acidulou-se
rapidamente com 10 ccs. de acido clorídrico a 10%. O tiosulíato assim formado
foi titulado com um soluto de biiodato de potássio, 0,01N (KHJ2 0o). Foram
utilizados 0,68 cs. de soluto de biiodato de potássio, donde se dá um teor de me-
tionina na Crotoxina de 1,41%.
Uma segunda experiencia foi iniciada com 80,54 mgs. de Crotoxina, executada
como descrito. O hidroiizado, porem, foi somente completado a 10 cs., dos quais
cada 5 cs. foram utilizados para cada das duas marchas de titulação. Nas pri-
meiras titulações foram necessários 4,70 e 4,68 cs. de soluto de biiodato de po-
tássio, correspondentes a 13,05 e 13,00% de cistina (-S-S-). Nas segundas ti-
tulações foram utilizados 0,38 e 0,40 cs. de biiodato de potássio, o que corresponde
a 1,31 e 1,37% de metionina.
Resumo dos teores de Crotoxina assim obtidos:
S: 4,02: 4,05% (Crotoxina amorfa).
3,96; 4,03% (Crotoxina cristalizada)
Teor medio: 4,01 ir 0,05%
Cistina: 13,2; 13.5% (Folin)
13,0; 13,1% (Sullivan)
13,0; 13,1; 13,2; 13,3% (Baernstein)
Teor medio: 13.2 ir 0,3% correspondentes a 87,6 ir 2,3% do en-
xofre total.
Mitionina: 1,31; 1,37; 1,41% (Baernstein)
Teor medio: 1,36 ir 0,05% correspondentes a 7,2 ir 0,3% do
enxofre total.
7
■520 Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
II. Fração do veneno de Bothrops jararaca, purificada c neurotoU'
mente de completa atividade.
1. Determinação do teor do enxofre total, scgifltdo Schõberl (8).
32,710 mgs. Subst. resultaram 4.945 mgs. sulfato de benzidina.
29,770 ” ” ” 4,610 ”
Adiado S = 1,72; 1,76.
2. Determinação de cistina (-S-S-) e metionina, segundo Bacnistein (8)*
198,81 mgs. de veneno foram hidrolizados como descrito para a Croto-
xina, e o soluto obtido levado a 25 ccs.. Para a marcha de titulação foram uti’1'
zados 2 vezes 10 ccs. de soluto. Xa titulação da dstina (-S-S-) foram necessá-
rios 3,80 e 3,79 ccs. e na da metionina 0.55 e 0,60 ccs. biiodato de potássio, 0
que corresponde a um teor de dstina (-S-S-) de 5,75 e 5,73% e um teor de mf'
tionina de 1.03 e 1,12%.
RESUMO
Determina-se o teor de cistina C-S-S-) e o teor de metionina na Crotoxi°J-
segundo os métodos de Folin, Sullivan e Baemstein que dão, respcctivamen1*’
13,2 e 1,36%. Esclareceu-se, assim, 95% do enxofre contido na Crotoxina I'05
seus modos de ligação. É de supòr que, pelo peso molecular provável de 33-0O-1,
baseado no teor de metionina, existam na Crotoxina 18 moléculas de Cisõ11*
(-S-S-) e 3 moléculas de metionina. Os 5% do teor de enxofre que faltam
veriam então pertencer a dois outros componentes contendo enxofre ( 10) -
Uma fração do veneno Bothrops jararaca com o total da atividade contio^1
1.74% de enxofre. Essa substancia deu 5,73% de cistina (-S-S-) e 1.08 de nlf”
tionina, do que 6e poderia calcular um teor de enxofre de 1,75%.
ZUS AM M ENFASSUNG
Mit Hilfe der Methoden von Folin, Sullivan und Baernstein wird der
des Crotoxins an Cystin (-S-S-) und Methionin zu 13,2% beziehungsweise
emiittelt. Damit sind rund 95% des im Crotoxin enthaltenen Sch»‘f|C>
(4,01%) in ihrer Bindungsart aufgeklãrt. Es ist wahrscheinlich, dass bei eit,eS51
aus dem Methionin-Gehalt zu vermutenden Molekelgewicht von 33.000, im
8
C. H. Slotta a W. Forster — Sobre os venenos ofidicos 5.
521
toxin 18 Cystin (-S-S-) und 3 Methionin-Molekeln sind. Die fehlenden 5%
des Schvefelgehaltes müssten 2 andeven schwefelhaltigen Molekeln angehõn (10).
Eine vollaktive Fraktion des Bothrops jararaca-Giiíts enthiel 1,74% Schwe-
fel. Diese Substanz ergab 5,73% Cystin (-S-S-) und 1,08% Methionin, woraus
sich ein Schwefelgehalt von 1,75% errechnem würde.
BIBLIOGRAFIA
1. Slotta, C. H. & Fraenkel-Conrat, H. L. — Mem. Inst Butantan 11:121. 1937.
2. Slotta, C. H. Si Fraenkel-Conrat, H. L. — Mem. Inst Butantan 12: . 1938.
3. Síiler, G. L. & Vigneaud, V. du — J. Biol. Chem. 118:101. 1937.
4. Sullivan, 3/. X. — Publ. Health Rep., Washington, suppl. (78). 1929.
5. Folin, O. Si Marenzi, A. D. — J. Biol. Chem. 83:103. 19029.
6. Baemstein, H. D. — J. Biol. Chem. 106:453. 1934.
7. Bergmann, Sí. & Xiemann, K. — Science 86:187. 1937.
8. Schõberl, A. — Ztsch. angew. Chem. 50:334. 1937.
9. Trabalhámos na execução da reação de Sullivan num soluto um pouco mais fortemente
alcalino que de costume, pelo que se pode evitar o emprego de tamponagem acon-
selhado por outros. Reconhecemo-nos gratos ao colega Sr. M. X. Sullivan pela
sua indicação particular nesse sentido.
10. O peso molecular da Crotoxina é de 30300, segundo as determinações de Gralcn, N.
& The Svcdbcrg — Biochemical J. 32:1375. 1938.
(Trabalho da do Qaiaiira • Farmacologia Eip»ri»»nUl» d*
d» Instituto Butantan. rrcobido *m maio d* ]9U.!*ublirado ram»
Nata PratU, (B aUmio, m Boncht* dar Deutsche n D»#bÍkI»»*
CaoaUorkaft 71: 19J*. Dado k publscidado »m junho do 1919).
9
C«4 M
595.44
ALGUMAS ARANHAS DE S. PAULO E SANTA CATARINA
POR
C. de MELLO-LEITÁO
Na ultima remessa de aracnideos que me chegaram «às mãos, e pertencentes
as coleções do Instituto Butantan, haviam as seguintes especies novas que passo
a descrever:
Fam. BARYCHELIDAE
Gen. Psalistops Simoíí
Psalistops nigrifemuratus, sp.n.
(Figs
i — 23 mm.
1 a 3)
Protarso Tarso Total
7 5 33 mm.
7 5 32 mm.
7 5 29 mm.
1 1 6,5 39,5 mm.
Todo o animal fulvo-ccrvino escuro, com os femures das pates denegridos.
Patas armadas de abundantes espinhos robustos, irregularmentc dispostos;
tíbias anteriores (I e II) com 3-3 espinhos apicilarcs inferiores. Comoro
^ular duas vezes mais largo do que longo, com um tufo de longos pêlos em seu
k°tdo anterior. Olhos posteriores em fila recurva, os médios ovais c quasi
contiguos aos laterais. Olhos anteriores grandes, os médios um pouco menores,
formando uma linha fortemente procurva. Olhos laterais anteriores muito maio-
do que os Laterais posteriores. Rasteio das queliceras fraco.
1
524
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Palpos do femur direito com um espinho apidlar interno; pateia pouco
mais longa do que larga, levemente dilatada para o apice, com um espinho suba-
picilar interno; tibia bem mais espessa na base, afilando-se para o apice. cor.»
duas filas internas de 3-6 robustíssimos espinhos; tarso muito pequeno, bilobado;
bulbo piriforme, muito dilatado na base, de estilete recurvo para diante (Fig. 3)-
Hab. : Burí, S. Paulo.
Tipo: No. 269, na coleção do Instituto Butantan.
Fam. DINOPIDAE
Gen. Dinopis
Dinopis pallidus. sp.n.
(Fig. 4)
$ — 12 mm.
Cefalotorace pardo-acinzentado claro, com uma linha branca mediana c
ornado de tres manchas negras de cada lado. marginais, ao nivel dos tres ultim05
pares de patas. Olhos médios anteriores com uma orla de pêlos curtos, 3vef
melhados, densos ; entre os olhos ha um tufo de longos pêlos eretos. Patas par^0"
-acinzentadas, com alguns pontos escuros, irregularmente dispostos. Abdofl1*
pardo acinzentado, com pequenas cerdas baciliíormes esparsas, apresentando
cada lado u’a mancha alongada negra, de contorno irregular (Fig. 4).
Cefalotorace baixo, de perfil dorsal plano. Abdome com dois pequen0’
tubérculos no terço mediano, com um sulco transverso pouco atrás do^5
tubérculos e muito rugoso logo adiante do tubérculo anal, que é muito grandf>
com vestígios de anelação e ornado de pelos bacili formes. Patas incrmf-*
muito delgadas.
Hab. : Ribeirão Pires, S. Paulo.
Tipo: No. 358, na coleção do Instituto Butantan.
2
C. de Mello Leitão — Aranhas de S. Paulo e Santa Catarina
525
Fam. LYCOSIDAE
Gen. Lycosa
Lycosa sericovittata, sp.n.
(Figs. 5 e 6)
S — 15 mm.
Patas Fêmur
Patela-tibia Protarso
Tarso
Total
I 8 9
II 7 8
III 7 7
IV 7 9.5
6 3,8 26,8 mm.
6 3.2 24,2 mm.
5,5 3 22,5 mm.
9 4 29,5 mm.
Cefalotorace alto, regularmente arredondado dos lados cm seus dois terços
posteriores, bem mais estreito e direito em sua porção ccfalica. Arca dos olhos
Posteriores mais larga do que longa, mais larga atrás do que adiante. Olhos
anteriores iguais, equidistantes, cm fila nitidamente procurva. Tibias anteriores
(I e II) com 2-2-2 espinhos inferiores; protarsos com 2-2 inferiores c dois apici-
•ares de cada lado.
Cefalotorace castanho-negro, ornado de uma larga faixa mediana creme.
revestida de pêlos sedosos, ocupando toda a porção cefalica, estreitando-se um
Pouco para trás; de cada lado essa faixa é limitada por uma fimbria de pelos
sedosos brancos e apresentando nos ângulos do clipco um tufo de pelos seme-
lhantes. Junto à margem ha uma estreita linha do mesmo tom que a faixa
•Hediana. Abdome negro. O dorso é quasi inteiramente ocupado por uma
labei longitudinal esbranquiçada. Xessa faixa ha duas manchas castanhas no
{erço anterior, seguidas de tres ângulos pardos (Fig. 5). Ancas fulvo-escuras.
Eterno, laminas maxilares, peça labial e ventre negros, uniformes. Patas negras.
Palpos: femur direito, tres vezes mais longo do que largo, com 1-1-3 espi
®hos robustos ; patela bem mais longa do que larga, pouco curva, com um espinho
Ht> terço medio da face interna : tibia com longos pelos em tufo, sem apófise api-
rilar ; tarso quasi igual à tibia-patela, de bulbo basilar saliente (Fig. 6).
Hab. : Paramirim, S. Paulo.
Tipo: Xo. 344, na coleção do Instituto Butantan.
3
õ28 Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
Fam. ACANTHOCTENIDAE
Gen. Acanthoctenus Keyserlixg, 1877
Acanthoctenus mammiferus, sp.n.
(Figs. 11 a 13)
S — 18 mm.
Cefalotorace pardo-claro com duas faixas escuras e duas estreitas fai**5
marginais negras; os olhos orlados de negro. Região ocular com abundante*
pêlos sedosos cremes. Patas pardas, irregularmente manchadas de escitf0-
Abdome pardo claro com seis pares de pequenas manchas negras, os tres pa1*5
posteriores unidos por linhas transversais curvas, negras, de convexidade an'e'
rior (Fig. 11). Ventre pardo-claro, quasi creme, sombreado dos lados e a***5'
Cribelo bipartido, de borda posterior negra.
Cefalotorace baixo, regularmente curvo dos lados, pouco estreitado adian‘c'
Sulco torácico mediano muito alongado, profundo. Todos os olhos proximaim’11'*
iguais, sendo apenas bem menores os laterais anteriores (Fig. 12), que fornnttn
com os médios posteriores uma fila procurva. Arca dos olhos médios quadrad-
os quatro olhos iguais. Peça labial muito mais longa do que larga, de borda
anterior regularmente arredondada e ultrapassando muito o meio das lamin*5
maxilares. Margem inferior do sulco ungueal das qucliceras com tres dente*
robustos e equidistantes; a margem superior com tres dentes junto ao ang^j0-
o medio bem maior. Tibias anteriores (I e II) com 2-2-2-2-2-2 espinhos *nlC
riores, l-l-l-l-l externos e l-l-l-l internos; protarsos com 2-2-2 inferiores
1-1-1 de cada lado, com densas escopulas que chegam até a base. Cribelo bip*
tido. Fiandeiras anteriores tres vezes mais espessas do que as posteriores*
, 1at<^
Epigino grande, transverso, sem crista quitinosa mediana e sem cristas
rais espiraladas (portanto de um tipo diverso dos dois outros), apresentando e
suas placas simétricas duas robustas eminências mamilares (Fig. 13).
Hab. : S. Paulo ( ?)
Tipo: No. 368, na coleção do Instituto Butantan.
Nota: A quem tenha lido minha Monografia da familia será facil >dcn^
ficar esta especie: pelo desenho, ela está entre A. cxilis (do qual apresen-”1
6
C. de Mello Leitão — Aranhas de S. Paulo e Santa Catarina
529
olhos orlados de negro) e A. Marshii (do qual tem o desenho abdominal e as
linhas escuras do cefalotorace). Xo quadro das femeas esta especie ocupará,
pela forma do seu epigino, uma posição inteiramente aparte.
Fam. GNAPHOS1DAE
Gen. Zelotes
Zelotes scutatus, sp.n.
Cefalotorace, esterno, peça bucal, laminas maxilares, patas, queliceras e pal-
Pos cor de mogno ; abdome esbranquiçado, com um pequeno escudo basilar dorsal
e a região cpigastrica do mesmo colorido do cefalotorace, e revestido de pelos
trigueiros; os pelos baciliformes das patas são também denegridos.
Cefalotorace baixo, pouco estreitado adiante, com o sulco torácico alongado
c profundo. Olhos posteriores dcspigmentados, em fila quasi direita, os médios
triangulares e subcontiguos, maiores do que os laterais, que são circulares e
separados dos médios cerca de meio diâmetro. Olhos anteriores em fila direita,
os médios negros c maiores do que os bterais, separados uns dos outros cerca
de meio diâmetro dos médios. Clipeo pouco mais alto do que o diâmetro dos
°lhos médios anteriores. Area dos olhos médios paralela, quasi duas vezes mais
longa do que larga. Peça labial paralela, quasi alcançando o apice das laminas,
de borda livre direita ; laminas maxilares muito exeavadas em sua borda externa
‘dem da inserção dos palpos. Patas anteriores inermes; os seus tarsos c pro-
brso6 com uma escopula rala de pelos baciliformes seriados. Patas posteriores
*0111 escopulas nem tufos de sustentação sub-ungueais ; tibias e protarsos irre-
Sularmcnte espinhosos. Fiandeiras inferiores tres vezes mais longas e mais ro-
bustas do que as superiores, separadas cerca de seu diâmetro, com uma coroa
aPidlar de grossas fusulas. Abdome com pequeno escudo basilar dorsal, reves-
tido de pelos sedosos pouco abundantes.
Palpos do femur direito e curto; patela cilíndrica; tibia do comprimento da
loteia mas muito mais espessa com robusta apófise apicilar interna romba:
7
530
Memórias do Instituto Butantan — Tomo XII
tarso pouco maior do que a tibia, de bulbo complexo, ocupando quasi todo o
tanso (Fig. 15).
Hab.: S. Paulo
Tipo: No. 354, na coleção do Instituto Butantan.
Fam. CLUBIONIDAE
Gen. Corinna
Corinna penicillata, sp.n.
$ — 12 mm.
Cefalotoracc fulvo, de região cefalica denegrida; patas fulvas bem como °*
palpos; quelicera, peça labial e laminas maxilares fuvo-dcnegridas ; esterno
ancas cor de mogno. Abdome cinzento-escuro, quasi negro, com um escud°
basilar alongado, cor de mogno; ventre castanho escuro; na região qiiga>tnca
ha uma grande mancha denegrida e duas faixas claras.
Cefalotoracc pouco elevado; a região cefalica muito convexa. Tegumento*
“chagrinés”. Olhos posteriores em fila levemente procurva, os médios menorC5-
separados entre si quasi dois diametro6 e a cerca de tres diâmetros dos latem15-
Olhos anteriores em fila direita, os médios duas vezes maiores do que os late
rais, separados um do outro um diâmetro e a meio diâmetro dos laterais.
dos olhos médios mais larga do que alta, os anteriores bem maiores. ChP^
mais baixo do que os olhos médios anteriores. Margem inferior do sulco ungnf
das queliceras com tres dentes iguais, a superior com tres, dos quais o me^10
muito mais robusto. Tibias I com 2-2-2-2-2-2 espinhos inferiores e protars°5
com 2-2 e densa escopula; tibias II com 2-2-2-2-2 espinhos inferiores.
Palpos: femur curvo, levemente dilatado para o apice, com tres curtos C5f”
nhos dorsais subapicilares ; patela mais longa do que larga, inerme; tibia 11,310
do que a patela, com do» longos espinhos internos e robusta apófise aplCl'J
8
G. de Mello Leitão — Aranhas de S. Paulo e Santa Catarina
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externa, chanfrada e com pequena apófise apidlar interna, recurva; tarso com
uma apófise basilar; o bulbo volumoso, de estilete longo e espirilado.
Hab. : Eugênio Lefèvre, S. Paulo.
Tipo: No. 320, na coleção do Instituto Butantan.
(Trabalho do colaboração do Muwu Nacional. Rio. recebido em
tetrmbro do USI. Dado â publicidade em junho do 1939).
9
-Mello- Leitão — Aranhas de S. Paulo e Santa Catarina.
Mem. Inst. Butantan
Vai. XII — 1938-39
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Aranhas de S. Paulo e Santa Catarina.
Mem. In.«t. Butar.*an
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Vol. XII — 1939-39
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