MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
1954
TOMO XXVI
*
I
São Paulo, Brasil
Caixa Postal 65
MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
1954
TOMO XXVI
São Paulo, Brasil
Caixa Postal 65
As “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAX” são destinadas
à publicação de trabalhos realizados no Instituto ou com a contribuição.
Os trabalhos são dados à publicidade logo após a entrega c reunidos
anuaimente num volume.
Serão fornecidas, a pedido, separatas dos trabalhos publicados nas
“Memórias”, solicitando-se nesse caso o obséquio de enviar outras separatas
cm permuta, para a Biblioteca do Instituto.
Toda a correspondência editorial deve ser dirigida ao:
Redactor das ‘ Memórias do
INSTITUTO BUTANTAN
Caixa Postal, 65
S. Paulo, S. P„ BRASIL
PEDE-SE PERMUTA
EXCHANGE DESIRED
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1 X 1) 1 CE
NOTICIÁRIO:
rAc.
Reorganização dos serviços técnico-cientiiicos do Instituto Butantan . VII
1. W. BCCHERL — Otostigmus lalifcs sp n. (Scolopcndridcic. Olosligminat) - I
1. W. H. A. SCHÜTTLER — Lista suplementar de bibliografia sobre vcucnos
animais publicada nos anos de 1863 até 1946. 7
3. L. HOEHNE & G. ROSENFELD — Estudos de hematologia comparada. IV.
Dados hematológicos de fíradypus iridaclylus L., 1738 (Preguiça) . 75
4. F. FONSECA — Notas de Acarologia XXXVIII. Sareopliformtt da preguiça;
Lobalges trouessarti, gen. a, sp. n. (.-Irari. Epidemwptidac) . 85
5. F. FONSECA — Notas de Acarologia. XXXIX. Sistemática c filogénese dc
Psoralgidat Oudcmans. Sarcoptiformcs parafagistas dc mamiícros com
morfologia de A cari plumicolas . 93
6 G. A. EDWARDS, P. SOUZA SANTOS. H. SOUZA SANTOS. A. R. HOGE,
P. SAWAYA & A. VALLEJO FREIRE — Estudos cletrono-microscópicos
dc músculos estriados dc répteis . 169
Electron microscopc studies of reptilian striatcd musclcs . 177
7. AFRANTO DO AMARAL — Contribuição ao conhecimento dos ofidios do
Brasil. 12. Notas a respeito dc Hclminthophis tcmelsü Boulenger, 1896. 191
8. AFRANIO DO AMARAL — Contribuição ao conhecimento dos ofidios do
Brasil. 13. Observações a propósito dc " cobras-ccgas” (íam. Typhlopidae
e íam. Leplotyphlopidat) . 197
9. AFRANIO DO AMARAL — Contribuição ao conhecimento dos ofidios do
Brasil. 14. Descrição dc duas espécies novas dc “cobra-cega” (fam.
Leptotyphlopidae) . 203
10. AFRANTO DO AMARAL — Contribuição ao conhecimento dos ofidios ncotró-
picos. XXXV. A propósito da revalidação dc Çotubcr lanccolatus Lacé-
péde, 1789 . 207
11. AFRANIO DO AMARAL — Contribuição ao conhecimento dos ofídios do
Brasil. 15. Situação taxonómica dc algumas formas dc Crotalidac Lichc-
sinae rccentcmentc descritas . 215
12. AFRANIO DO AMARAL. Contribuição ao conhecimento dos ofidios neotró-
picos. XXXVI. Redescrição da espécie Bothrops hyoprora Amaral, 1935 .. 221
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13. AFRANIO DO AMARAL — Contribuição ao conhecimento dos ofidios neotró-
picos. XXXVII. Subespécies de Epicrates ccnchria (Lineu, 1758) . 227
14. W. H. SCHOTTLER — Aspectos metodológicos da titulação de soros
anti-peçonhentos . 249
15. JOSÉ M. RUIZ & JESUS M. RANGEL — Estrigèidas de répteis brasileiros
( Trematoda: Slrígeala ) . 257
ARTIGOS DE COLABORAÇAO:
16. K. SLOTTA & P. BORCHERT — Histamina e toxinas proteicas no veneno
de abelha . 281
17. K. SOTTA & P. BORCHERT — Sobre o fator hcmolítico dos venenos proteicos 299
18. K. SLOTTA & A. BALLESTER — Determinação colorimétrica da hialuronidase
dos venenos ofidicos . 313
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Mrm. Tnst. Butantan.
2«:VII-X. 1954.
NOTICIÁRIO
VII
noticiário
Ao circular o presente volume das “Memórias”, os serviços técnico-
científicos do Instituto Butantan, consoante plano elaborado por seu diretor
eíectivo, de acordo com o Decreto-Lei No. 15.094/45, e aprovado pelo Go¬
verno do Estado, acham-se distribuídos da seguinte forma:
REORGAXIZAÇAO DOS SERVIÇOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS
DO INSTITUTO BUTANTAN
(1954)
A PESQUISAS CIENTIFICAS
Secções:
S.C.l — Ofiologia c Zoologia Medica
laboratórios:
L.l — Laboratório de Ofiologia
L.2 — Laboratório de Zoologia Medica
Serviços anexos:
A.l — Taxidermia
A. 2 — Desenho
A. 3 — Serpentários
. A. 4 — Viveiros
A.5 — Museu Geral
A.6 — Cadastro e Estatística *
* (parte técnica)
S.C.2 — Parasitologia
Laboratórios:
L.l — Laboratório de Entomologia
L.2 — Laboratório de Helmintologia
L.3 — Laboratório de Protozoologia
L.4 — Laboratório de Micologia
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vi ir
NOTICIÁRIO
Serviços anexos:
A.l — Museu
A. 2 — Viveiros
S.C.3 — Bactério-Imunologia Experimental
laboratórios:
L.l — Laboratório de Bacteriologia
L.2 — Laboratório de Imunologia
Serviços anexos:
A.l — Museu de Culturas
A.2 — Meios de Cultura
A.3 — Esterilização e I .a vagem
A. 4 — Distribuição
S.C.4 — Vinis
Laboratórios:
L.l — Laboratório de Virologia
Serviços anexos:
A.l — Biotério de experimentações
A.2 — Microscopia electrónica
A.3 — Cultura de tecidos
S.C.5 — Fisiopatologia Experimental
Laboratórios:
L.l — Laboratório de Citoquimica
L.2 — laboratório de Cito-genctica
L.3 — laboratório de Hematologia
L.4 — Laboratório de Histopatologia
Serviços anexos:
A.l — Biotério Geral
A.2 — Hospital Vital Brazil (parte experimentalj
A. 3— Gabinete de Raios X
A.4 — Museu
S C.6 — Farmacobiologia Experimental
Laboratórios:
L.l — Laboratório de Fisiologia
L.2 — Laboratório de Endocrinologia
L.3 — Laboratório de Farmacologia
L.4 — Laboratório de Farmacognosia
Serviços anexos:
A.l — Horto Osvaldo Cruz
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Mem. Inst- Butantan,
2C: VII-X. 1954.
NOTICIÁRIO
IX
S.C.7 — Química Experimental
Laboratórios:
L.l — Laboratório de Bio-quimica
L.2 — Laboratório de Fisico-química
L.3 — Laboratório de Órgano-química
L.4 — Laboratório de Zimo-quimica
Serviços anexos:
A.l — Concentração e refino (tratamento de plasmas)
B. PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Secções :
5.1.1 — Antigcnoterapia (Bacterioterapia)
Laboratórios :
L.l — Laboratório de Bactcrinas comuns
L.2 — Laboratório de Bactcrina pcrtússica
L.3 — Laboratório de Bactcrina riquétsica
L.4 — Laboratório de Toxoidcs, Anatoxinas c Anavcnenos
L.S — Laboratório de Bactcrina tuberculosa (B. C. G.)
Serviços anexos :
A.l — Biotcrio de inoculações
5.1.2 — Imunotcrapia (Soroterapia)
Laboratórios :
L.l — Laboratório de Imuno-globulinas
L.2 — Laboratório de Soros antitóxicos (antitoxinas)
L.3 — Laboratório de Soros antivenenosos (antivenenos)
L.4 — Laboratório de Soros antianacróbicos
Serviços anexos :
A.l — Biotcrio de inoculações
A. 2 — Veterinária: criação, imunização c sangria de cavalos
A.3 — Concentração (tratamento de plasmas)
5.1.3 — Virustcrapia (vacinas)
Laboratórios :
L.l — Laboratório de vacina variólica
L.2 — Laboratório de antigeno amarilico
L.3 — Laboratório de antigeno poliomiclitico
L.4 — Laboratório de antígenos outros (gripe, etc.)
Serviços anexos :
A.l — Biotério especial
A.2 — Imunização de vitelos
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NOTICIÁRIO
A.3 — Incubação de ovos
A.4 — Cultura de tecidos
S.I.4 — Quimioterapia
Laboratórios:
L.l — Laboratório de Sulíonas
L.2 — Laboratório de Hormônios e Vitaminas
L.3 — Laboratório de Produtos outros
Serviços anexos:
A.l — Usina
C ENSINO, ASSISTÊNCIA E PUBLICIDADE
Serviços técnicos:
S.T.l — Cursos de especialização universitária
S.T.2 — Tratamento de doentes e acidentados
S.T.3 — Publicação de Memórias c Colcctáneas
S.T.4 — Documentação cientifica
S.T.S — Divulgação de trabalhos técnicos
Serviços anexos:
A.l — Epi-diascopia
A. 2 — Cinematografia
A.l — Hospital Vital Brazil (parte técnico-administrativa)
A.l — Biblioteca
A.2 — Filmotcca
A. 3 — Fotomicrografia
A.4 — Arquivo bibliográfico
A.5 — Multilitografia
A. 6 — Encadernação
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M«n. Inst Butantan. WOLFAXG BCRCHERL 1
26:1-6. 1954.
OTOSTIGMUS LATIPES sp. n.
(SCOLOPEXDRIDAE, OTOSTIGMINAE)
WOLFGANG BÜCHERL
(Laboratório do Zoologia Módica, Instituto Butantan)
(Com 2 fotografias c 2 desenhos)
INTRODUÇÃO
Xo ano de 1950 foi-nos remetido pelo Dr. Helniut Sick, biologista da
Fundação Brasil Central, um exemplar muito curioso cie OTOSTIGMlNEO
(SCOLOPEXDRIDAE, OTOSTIGMINAE), capturado na região do Rio das
Mortes, Mato Grosso.
Xo ano de 1953 encontrámos entre o material quilopódico, enviado ao
Instituto Butantan pelo Dr. Rudolf Langc, do Museu Paranaense (Curitiba),
mais alguns exemplares da mesma espécie que a do Rio das Mortes, de ma¬
neira que estamos agora cm condições de descrever os exemplares como espécie
nova i»ara a ciência c com o nome de
Otostiginus latires sp. n.
MORFOLOGIA EXTERNA
Medidas:
Comprimento total (sem antenas e últimas pernas) — 28 a 31 mm;
Comprimento das antenas — 6 mm;
Comprimento das últimas pernas — 9.3 mm (prefêmur — 2 mm; fêmur
— 2,1 mm; tibia — 2 mm; tarso 1 — 2 mm e tarso 1 — 1,2 mm). Êste
comprimento é igual ao dos últimos 7 segmentos do tronco e perfaz um
têrço do tronco total.
Recebido, para publicação, cm 30. IV. 1954.
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OTOSTIGUUS LATIPES sp. n.
Colorido: Tergitos verde oliváceos; estemitos verde amarelados; pernas
esverdeadas; antenas amarelas.
Morfologia do tronco : Placa cefálica tão longa quanto larga, com pontuações
muito raras e pequenas; lisa; ultrapassada em sua borda posterior pelo pri¬
meiro tergito; sem sulcos longitudinais.
l.° tergito sem sulcos paramedianos ; do 2.° ao 5.° tergito existem 2 sulcos
curtos, na borda anterior; do 6.° ao 20.° tergito há 2 sulcos paramedianos
nitidos e completos. Somente o 21.° tergito com 2 carenas laterais nítidas.
Em alguns tergitos anteriores as bordas laterais podem apresentar-se reforça¬
das e elevadas, a imitar “pseudocarenas”.
Antenas geralmente com 17 artículos, podendo existir também apenas 16
ou mesmo 15. Os 2 primeiros artículos basais completamente sem pêlos; o
terceiro se apresenta piloso já nos 3 quartos apicais.
Tergitos lisos, brilhantes, sem rugas ou quilhas.
Coxostemum forcipular sem sulcos; as 2 placas dentárias com 4 dentes iso¬
lados cada uma.
Estemitos completamentc lisos, sem depressões medianas; do 3.° ao 19.°
com 2 sulcos anteriores, curtos. Último estemito liso; com a borda posterior
arredondada.. .
Crateras estigmais normais.
I arsos 1 a 17 ou 18 com 2: 18 a 20 com 1 esporão tarsal; 21.° tarso
sem esporão. As “úngulas” de todas as pernas com 2 esporões laterais.
As dimensões das pernas 1 — 19 são normais; as do 20.° par já com um
comprimento igual ao dos últimos 4 tergitos.
21.° par de pernas com o prefemur delicado; o fêmur já mais alargado api-
calmentc ; a tíbia ainda mais larga e lateralmente comprimida e o primeiro tarso,
bem como o 2.°, lateralmente comprimidos e distalmente alargados. O último
como uma folha, semelhante à conformação das últimas pernas de Alipcs da
África.
Coxopleuras com pontas redondas, sem apófises e sem espinhos terminal
ou medial. Prefêmur das últimas pernas sem espinhos.
Diagnóstico diferencial :
As dimensões exageradas do 20.° par de pernas e particularmente o com¬
primento e a compressão lateral dos artículos do último par de extremidades
caracterizam a nova espécie cm tal grau e com tanta nitidez, que esta se torna
inconfundível entre as muitas do mesmo gênero.
A presença de 2 esporões tarsais nos primeiros 17 ou 18 pares de pernas
aproxima a nova espécie, de Otostiginus tidius Chamberlin, 1914, O. sulcatus
Meinert, 1886, O. bürgcri Attems, 1903 e O. cavalcatitii Búcherl, 1940.
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Mera. Ie?t Batasura.
26 : 1 - 6 . 1954 .
WOLFAXG BURCHERL
3
De tôdas estas espécies, entretanto, distingue-se a nova pela conformação
das últimas extremidades. Além disso, biirgcri tem 21 artículos antenais; ca-
icnas laterais nos tergitcs já desde o 7.° e um apêndice coxopleural de 2 pontas.
O. caralcantii apresenta apêndice coxopleural longo, cilindrico, terminado
em um espinlio. O. si.lcatus apresenta carenas laterais já desde o 6.° tergito c
quilhas longitudinais medianas nos tcrgitos 16 a 21 e mais 2 sulcos longitu¬
dinais completos nos esternitos. O. tidius apresenta um só sulco mediano nos
tcrgitos, ladeado nos dois lados por quilhas longitudinais.
Justificativa do nome:
A compressão lateral dos últimos artículos do 21.° par de pernas, principal-
mente do tarso, metatarso e da tibia, íomeccu-nos o ai>óio morfológico para
a escolha do nome latipcs para esta espécie nova.
Tipo: Macho, capturado em Ca vi una, Paraná, pelo sr. Dr. R. Lange e
guardado na Coleção quilopódica do Instituto Butantan, sob X.° 817.
Paratipoidcs: Colecção quilopódica do Inst. Butantan X.° 811 de Ca-
viuna; X.° 813. de Blumenau, Paraná. Mais 1 exemplar, montado cm lwlsamo
do Canadá, de Rio das Mortes, Mato Grosso.
SUMARIO:
Otostigmus latipcs é descrito como espécie nova, caracterizada princi¬
palmente pelo descomunal comprimento das últimas pernas, comprimidas la-
tcralmcnte.
ZUSAM M ENFASSUNG
Otostigmus latipcs wird ais neue Art. bcschriebcn. Sie ist von den an-
ceren Otostigmincnarten Brasiliens durch die schr langen und breiten Endbeinc
schr leicht zu unterschciden.
SUMMARY
Otostigmus latipcs is descirbed as a ncw spccies, distinct from thc othcr
species of the same genus in their last legs being very long and large and
completely diffcrent from the last legs of the othcr Brazilian species.
BIBLIOGRAFIA
Attcnas, C. — Das Tierreich-Scolopcndromorpha, Bcrlin und Leípzig, 1930.
Biichcrl, W. — Revisão das chaves sistemáticas de Chambcrlin c Attcnas sobre as espécies
ncotrópicas do gênero Otostigmus. Mctn. Inst Butantan, 26 : 69-84, 1942.
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Mera. Icít Butantan.
26 : 1 - 6 . 19 ?».
WOLFAXG IiURCHF.R I.
5
Fio. 1
Otostif/mus latipfs sp. n.
Placa cefálica, primeiros
tergitos c articulo* <las
antenas. (20 X)
Fm. 2
Última perna <lc Olasligntus latires
sp. n. (20 x)
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CTOSTIGMVS LATIPES sp. n.
Ferro 1
Otoilii/iniis latipes sp. n. (2 X >
Foto 2
Otostigmus latipa sp. n. Prefèmur das últimas pernas (6 X)
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Mem. In't BaUntaa.
-2*7-75. 1954.
W. H. A. SCnOTTLER
LISTA SUPLEMENTAR DE BIBLIOGRAFIA SÔBRE VENENOS
ANIMAIS PUBLICADA NOS ANOS DE 1863 ATÉ 1946
\V. H. A. SCHÜTTLER
(Laboralorio de Farmacobiologia, Instituto Butantan )
Em 1948, R. W. Harmon & C. B. Pollard publicaram uma bibliografia de
venenos animais sob o titulo original de “ Bibliography of Animal Venoms”
(University of Florida Press, Gaincsville, Fia.). Esta relação refere-se a tra-
lialhos sobre venenos publicados no periodo de 1863 até 1946 c foi compilada
-exclusivamente de indicações bibliográficas contidas em certas revistas de índices
c resumos, sem sua própria pesquisa bibliográfica. No prefácio, os autores
admitem que, sem dúvida, algumas referências pudessem ter escapado à sua
atenção, não obstante terem tentado ser completos. A inspeção dos dados apre¬
sentados confirma esta opinião e justifica a publicação da presente lista suple-
•mentar.
A primeira dificuldade que surge numa tal tarefa é a definição do assunto.
Na composição da seguinte relação, foi considerada como veneno a secreção de
•orgãos especializados de animais, capaz de provocar reações tóxicas em outros
organismos na dose que o orgão venenifero pode excretar e pôr em contato
natural com a vítima. Ambas estas limitações da matéria parecem necessárias,
.pois não somente segundo a expressão “dosis íacit venenum” tudo pode ser
veneno, como também a impossibilidade natural de transmitir uma substância
tóxica ao próprio substrato reativo de um outro organismo exclui automatica¬
mente tal composto da categoria dos venenos. Assim, por exemplo, doses facil¬
mente aplicáveis de tripsina suina, de cortisona bovina ou de sangue de enguia
injetadas, via parenteral, em camundongos são capazes de matar estes animais,
•ma9, não obstante isso, seria absurdo chamar o porco, o boi c a enguia de
animais peçonhentos.
Recebido, para publicação, em 11.VI.1934.
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LISTA SUPLEMENTAR DE BIBLIOGRAFIA SOBRE VENENOS
ANIMAIS PUBLICADA NOS ANOS DE 186J ATÉ 1946
Ora, o estudo dos venenos não pode abranger somente a pesquisa da sua
composição química, das suas propriedades íisico-químicas e dos efeitos fisio¬
lógicos, farmacológicos e imunológicos que provocam. Para a perfeita com¬
preensão do conceito geral das peçonhas é indispensável conhecer também a ana¬
tomia e o metabolismo dos orgãos geradores destas substâncias e, igualmente,
a constituição e o mecanismo de funcionamento dos eventuais aparelhos inocula-
dores. Por outro lado, porém, morfologia, biologia, ecologia, sistemática e
nomenclatura dos animais peçonhentos e também as suas anatomias e fisiologia
gerais parecem, de regra, demasiadamente afastadas da matéria especial em
questão para merecerem consideração neste contexto. Assim, é difícil com¬
preender que beneficio o pesquisador de venenos possa tirar, e. g., do conheci¬
mento de um trabalho no qual se descreve exclusivamente um micro-método
de titulação do ácido úrico na urina glomerular e os achados pela aplicação de
tal método â urina normal de cobras inofensivas e rãs (item X.° 2702 da
obra de Ilarmon & Pollard).
Xo arranjo das referências da presente lista suplementar, não foi seguido
o esquema adotado pelos autores norte-americanos no que diz respeito à distri¬
buição da bibliografia segundo o ano de publicação, o que não traz vantagem
alguma. Ao contrário, contém a nova seleção os titulos dos trabalhos em ordem
alfabética dos nomes dos autores e, dentro das contribuições do mesmo autor,
cm seqüencia cronológica relativa aos anos, sem considerar mês c dia da publi¬
cação. datas esses que geralmente são difíceis de determinar.
Sempre que foi possível, e isto era o caso na maioria dos itens, o titulo
dos referidos trabalhos foi citado no vernáculo original e por extenso para prestar
melhor informação aos interessados. A maneira de condensar os títulos das
publicações aplicada por Harmon & Pollard parece diminuir a utilidade da
bibliografia, como se vê no item X.° 1880 destes autores. Aqui, o título
abreviado "Avidity of Antitoxins” dá a idéia de tratar-se de um trabalho de
r
caráter geral, ao passo que o titulo original por extenso “über dic Bedeutung
der Aviditãt der Antitoxine und deren Hcilwert. 4. Hcilversuche mit
Skorpiencnserum” indica uma investigação altamente especializada sòbre o valor
curativo de sôro anti-cscorpiónico.
A atual relação adiciona á bibliografia norte-americana mais de 1200 refe¬
rências de publicações originais sòbre venenos animais no sentido limitado acima
mencionado e para o período coberto; erros nessa bibliografia, desde que não
impeçam o encontro da literatura citada, não foram corrigidos. Seria, porem»
pueril admitir que a combinação das duas listas se aproximasse da perfeição.
Do fichário particular dêste assunto que o presente autor tinha outrora com¬
pilado e que infelizmente foi destruido nas conjunturas da Segunda Guerra
Mundial na Europa, pode-se estimar o número total de trabalhos sòbre venenos
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Mcm. Xn»t. Butantaxz.
l«:7-7j 1954.
\V. H. A. SCHOTTLER
animais, publicados até o ano de 1946, em cèrca de “000. O autor lastima
que a falta quase absoluta, no Brasil, de acesso a revistas cientificas publicadas
antes do inicio do presente século não lhe tenha permitido desempenhar-se com
maior êxito da atual tarefa. Xão resta dúvida alguma que as condições no
Xovo Mundo são pouco favoráveis a pesquisas bibliográficas, ao contrário das
prevalecentes na Europa, onde os milhões de volumes nas enormes bibliotecas
dos velhos centros universitários tomariam relativamente fácil, embora labo¬
riosa, a compilação de mais abundante material bibliográfico sóbre venenos,
incluido o que foi publicado antes de 1863 e que não deveria ser arbitrariamente
desprezado.
Resta agora satisfazer à pergunta sóbre o valor real de uma lista biblio¬
gráfica completa. Os trabalhos sóbre peçonhas, ou sóbre qualquer outro assunto,
publicados em revistas de grande divulgação e, por conseqücncia, ao alcance
de todos os pesquisadores, são regularmente referidos nas revistas de índices
e abstratos. Por outro lado, o uso prático que um cientista peruano ou norte-
americano possa fazer da referência à existência de um artigo de seu interesse
publicado numa revista do Usbcquistão parece ser nulo. Por isso, a biblio¬
grafia de Harmon & Pollard c o presente suplemento apenas podem ser con¬
siderados como os primeiros passos para o estabelecimento de um arquivo cen¬
tral, que deveria tentar colecionar reproduções fotostáticas de todos os traba¬
lhos publicados a qualquer tempo sóbre a matéria em causa, o qual deveria
distribuir, a pedido, cópias a todos os interessados ao preço de custo. O vivo
interesse que as peçonhas atualmente despertam c as grandes possibilidades
terapêuticas a elas inerentes justificariam plenamente as despesas iniciais que
a instalação dc um tal centro bibliográfico exigiria j>am prestar inestimáveis
serviços aos pesquisadores neste vasto campo da ciência biológica.
Abeis, A. — Morde durch Skorpionsstiche und Schlangenbissc. (Arch. Kri-
minalanthropol. & Krim. 51: 260: 1913).
Abric, P. — Sur le fonctionncment des nématocystes des coelcntérés. (C. r.
Soc. Biol. 56: 1008; 1904).
Sur les nématoblastcs et les nématocystes des colidiens. (C. r. h‘oc.
Biol. 57: 7; 1904).
Ackcrmann, D., F. Holt & H. Reimvcin — Rcindarstellung und Konstantcn-
ermittlung des Tetramins, eines Giftes aus slctinia equina. (Zschr. Biol.
79: 113; 1923).
cm
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50 LISTA SUPLEMENTAR DE BIBLIOGRAFIA SOBRE VENENOS
ANIMAIS PUBLICADA NOS ANOS DE 1863 ATÉ 1946
África. C. M. — Three cases oi poisonous insect bite involving Trialoina ru-
brofasciala. (Phillipine J. Sei. 53: 169; 1934).
-Aguilar. D. — Heridas ponzonosas por aranas. (An. San. mil. Argentina 2:
SS5; 1901).
. Etude sémiologique des accidents dus aux piqúres d’arachnides. (Rev.
Assoe. med. Argentina 16: 69; 190S).
Aguirre, L. F. — Ofidismo. (Thesis, Buenos Aires; 1912).
Ahuja, M. L., A. G. Brooks, X. Veeraraghavan & I. G. K. Menon — A note
on the action of heparin on Russell’s viper venom. (Indian J. Med. Res.
34:317; 1946).
Alcock & Rogers — On the toxic properties of the saliva of certain non-
poisonous colubrines. (Brit. Med. J. ?: 1362; 1902).
Allen, W. — Snakebite cases in the District of the Lakes, Lancashire. (Brit.
Med. J. ?: ?; 1902).
Allnutt E. B. — The effects of a sting by a poisonous coelenterate. (J. Roy.
Army Med. Corps 46: 211; 1926).
Alvarenga. Z. d. — Sobre o emprego do soro anti-ophidico Vital Brazil. (Gaz.
clin S. Paulo 3: 47; 1905).
Álvaro, M. E. — Veneno de cobra em ophthalmologia. (An. Inst. Pinheiros,
S. Paulo, n.° 2, 3, 7; 1939).
Amaral. A. d. — Processo rápido de immunização para o preparo do sóro anti-
ophidico. (Brasil-Mcd. 34 : 384; 1920).
Xotas de sorotherapia. Dados estatísticos sobre os resultados obtidos
com o emprego dos soros do Butantan. (Boi. Soc. Méd. & Cirurg. S. Paulo
4: 109; 1921).
Um novo sóro anti-peçonhento (sóro anti-crotalico norte-americano).
(Boi. Soc. Méd. ’& Cirurg. S. Paulo 4: 134; 1922).
Do preparo dos sóros anti-peçonhentos. (Colet. Tralialhos Inst. Bu¬
tantan 2: 83; 1924).
Poisonous snakes and treatment of their bites. (S.-Western Med. 12:
150; 1928).
Improved process of venom extraction. (Buli. Antivenin Inst. Ame¬
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L HOEHfíE 4 G. ROSEXFELD
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Man. Inst. Bstiita.
2í:7S-77. 19: •
ESTUDOS DE HEMATOLOGIA COMPARADA I\'. DADOS
HEMATOLÓGICOS DE BRADYPUS TR1DACTYLUS L., 1758
(PREGUIÇA) (•)
L HOEHNE & G. ROSEXFELD.
{Laboratório de Hematologia, Instituto Butanlan )
No presente trabalho estão relatados os dados hematológicos dc Bradypus
tnaactylus L., 1758.
MATERIAL E MÉTODOS
Dois exemplares dc Bradypus iridactylus L. 1758, ligeiramente anestesiados
com “Dial”, foram examinados. O sangue foi retirado da veia ícmoral após
incisão da jxdc c heparinizado com 0.1 mg/ 1 ml dc sangue. (> sangue jwra
os esfregaços foi obtido da incisão da pele.
As hcmácias foram contadas cm 1/5 nuns; a hemoglobina foi doseada
num eletrofotõmetro ; o hcmatócrito, em tubo dc M introbc dcjjois dc 20 minutos
de centrifugação a 4.000 rp; a herrvosedimentação foi lida no tulxi dc Wintrobe
depois dc 60 minutos. O diâmetro médio das hcmácias foi medido cm 200
células cm esfregaços corados; os rcticulócitos foram contados em 1000 hcmácias
cm esfregaços fixados c corados.
Os leucócitos foram contados em 2 mm’; a contagem especifica foi feita
cm 100 células em esfregaços corados pelo método Roscnícld (5). Os dados
obtidos são sempre a média entre duas determinações.
. RESULTADOS
Os dados numéricos das hcmácias c dos leucócitos estão na tabela I. liráíicos
I e II mostram respcctivamcntc o diâmetro das hcmácias dc cada animal c a média
entre os dois.
(•) Trabalho feito com auxílio dc um fumlo do Conselho Nacional dc Pesquisas.
Recebido, para publicação, cm 15.VI.1954.
1, | SciELO
76
ESTUDOS DE HEMATOLOGIA COMPARADA IV. DADOS
HEMATOLÓGICOS DE BRADYPUS TRIDACTYLUS L-, !/58
(PREGUIÇA)
Xos esíregaços corados observamos que as células são, morfologicamente,
muito semelhantes às humanas. As principais diferenças dizem respeito ao
volume e ao diâmetro das hemácias que são maiores na preguiça. Ocorre uma
acentuada policrcmasia. Os neutrófilos têm um citoplasma muito hialino, com
granulações quase invisíveis. Os neutrófilos segmentados têm 2-3 segmentos.
Os eosinófilos têm granulações grossas, não tão individualizáveis como no ho¬
mem, porque se coram com menor intensidade. Os liníócitos têm as mesmas
características dos humanos mas são maiores. Em alguns monócitos podemos
observar uma tendência à lobulação do núcleo. As plaquetas não apresentam
características especiais.
DISCUSSÃO
Encontramos na literatura escassos dados a respeito do Bradypus tridactylus
L. 1758.
Oria (4) fez o exame hematológico de 13 animais, determinando em todos
a contagem diferencial dos leucócitos e o diâmetro médio das hemácias. Em
dois animais foi feita a contagem total de hemácias e de leucócitos. A contagem
específica forneceu os seguintes resultados: a porcentagem de neutrófilos foi
quase sempre acima de 50%; ocorreu uma grande variação na quantidade dos
liníócitos e a porcentagem média dos monócitos foi de 12.97%. A contagem
total de hemácias, feita por Oria em 2 animais, foi 2.250.000/mm 3 em um e
1.900.000/mm 3 no outro. Xossos resultados foram: 2.600.000/mm 3 num ani¬
mal e 4.000.000/mm 3 no segundo. A contagem dc leucócitos, feita por Oria,
foi 7.500 e 7.800/mm 3 respectivamente para cada animal, enquanto nossos resul¬
tados foram 5.025 e 5.500/mm 3 .
Oria considera a preguiça como tendo hemácias do maior diâmetro médio
(8.5-9. ljt) entre os mamíferos, com exceção do elefante. Compara seus resul¬
tados com os dc Gulliver (1) que encontrou 8.8p para o Bradypus didactylus
L. Xo entanto, Gulliver, em trabalhos posteriores (2,3) atribui ao tamanduá-
bandeira o maior diâmetro de hemácias (9.173p), abaixo apenas das do elefante.
Xós também observámos no tamanduá um diâmetro maior do que na pre¬
guiça (6). Achámos uma média de 9.398u no diàmptro das hemácias do
tamanduá e apenas 8.2u nas células da preguiça (Tabela I). Achamos também
um grande volume corpuscular nas duas preguiças examinadas sendo respecti¬
vamente lllu 3 e 122u 3 no l.° e 2.° animal.
Êstes resultados mostram que a preguiça tem hemácias muito volumosas,
mas menores que as do tamanduá, que são, de acordo com Gulliver (2,3),
menores apenas que as hemácias do elefante.
cm
2 3
z
5 6
11 12 13 14 15
SciELCVo
2
3
5
6
11
12
13
14
15
16
L
cm
Mcm. InH. Batactaa.
2«:79-SJ. 1954.
L. HOEHNE a C. ROSEXFELD
79
STUDIES ON COM PARATI VE H EM ATOLOGY IV. HEM ATO LOGIC
DATA OF BRADYPUS TRIDACTYLUS L.. 1758 (THE SLOTH). (♦)
L. HOEHNE & G. ROSEXFELD.
(Laboralory of Htmotology — Instituto fíutontan)
In thc proent jiapcr arc relaicd thc hcmatologic data of Bradypus tridaclylns
L.. 1758.
MATERIAL AND METHODS
Two specimens of Bradypus trídactylus L.. 1758 superficially ancsthctizcd
with “Dial”, wcrc examincd. Hlood was withdrawn froni fcmoral vcin aftcr
incision of thc >kin, and heparintzed with 0.1 mg/ 1 ml of blood. For thc smcars
was uscd thc blood obtained from thc incision of thc skin.
Thc rcd hlood cclls wcrc countcd in 1/5 mm-; thc hcmoglohin was doscd
in an clcctrophotomctcr ; thc hcmatocrit was dctcrmincd in Wintrobc’s tubc
aftcr 20 minutes of ccntrifíigation at 4000 rpm; thc sedimentation rate in Win-
trol>e’s tulxr aftcr 60 minutes; thc mcan corpuscular diameter was mrasured in
2(X) cclls. in staincd smcars; thc rcticulocytcs wcrc countcd in 1000 rcd hlood
cclls, in staincd and fixed smcars. Thc Icucocytcs wcrc countcd in 2 mm*;
thc spccific count was donc in 100 cclls in smcars staincd by Roscnfcld’s
mcthod (5).
Thc data refered arc always thc mcan bctwcen two dctcmiinations.
RESULTS
Thc numerie data of thc rcd hlood cclls and thc Icucocytcs arc on tablc I.
Graphs I and II show, rcspcctivclly, tlic rcd hlood cclls diameter of cach animal
and thc mcan of thc two.
(•) This work «ii supported by a íund from Conselho Nacional de Pesquisas.
Reccrvcd, for publicalkm on 15. VI. 1954.
1, | SciELO
80
STCDIES OS COM PARATI VE HEMATOLOGY IV. HEMATOLOGIC
DATA OF BRADYPVS TRWACTYLUS L-. 175* (THE SLOTH)
In the stained smears we observed that the cells are morphollogically, very
similar to the human cells. The capital differences are the volume and the
diameter of the red blood cells that are larger in the sloth. An accentuated
polychromasia occurs. The neutrophils have a very hyalin cytoplasm with
almost invisible granulations. The polymorphonuclear neutrophils have 2 — 3
segments. The eosinophils have coarse granulations not so individualized as
in the man, because they are stained with less intensity. The lymphocytes have
the same morphological characters as in the man but are larger. In some mo-
nocytes we can observe a tendency to lobulation in the nucleus. The platelets do
not present special characteristics.
DISCUSSIOX
We found scarce data in literature about the hematologic picture of the
three-toed sloth (Bradypus tridactylus L., 1758).
Oria (4) made the hematologic examination of 13 animais determining in
all of them the differential count of leucocytes and the mean diameter of the
red blood cells. In 2 animais he secured the total count of red blood cells and
leucocytes. The specific count fumished the following results: the percentage
of neutrophils was almost always over 50% ; there occurred a great variation in
the quantity of lymphocytes and the mean percentage of monocytes was 12.97%.
The total count of red blood cells, as secured by Oria in two animais, was
2.250.000/cmm in one and 1 ,900.000/cmm in the other. Our results were
2.600.000/cm for one animal and 4.000.000/cmm for the second. The total
count of leucocytes in Oria's work was 7.500 and 7.800/cmm respectively for each
animal, whereas our results were 5.025 and 5.500/cmm.
Oria considered the sloth as having the largest erythrocyte mean diameter
(8.5 — 9.1 u ) among the mammals, except the elephant. He compared his
results with these of Gulliver (1) who found S.8u for the two-toed sloth.
However, Gulliver. in posterior papers (2,3). assigned to the ant-eater the lar¬
gest diameter of red blood cells (9.173u), below only to that of the cells of
the elephant. We also observed in the ant-eater a larger diameter than in the
slo»h (6). We found a mean of 9.398}» in the diameter of the red blood cells
of the ant-eater, and only 8.2p in the cells of the sloth (Table I). We found
also a larger mean corpuscular volume in both sloths examined. being respecti¬
vely 111 n 3 and 122}» 3 in the first and the second animal.
These results show that the sloth, has very voluminous red blood cells but
smaller than those of the ant-eater, that are, according to Gulliver (2,3) smaller
than the red blood cells of the elephant.
cm
2 3
L
5 6
11 12 13 14 15
Mm. In»? BstlsUn.
Í*:7MJ. 1954.
L. HOEH.VE & P. ROSEXFELD
81
SUMMARY
Two jpecimcns oi Bradyfus tridactylus L., 1758 werc cxamincd hematolo-
gically and furnishcd the íollowing rcsults (raean betwcen thc two animais) :
Red blood cells — 3.300.(XX)/cmm; hemoglobin 10.4g%; mcan corpuscular hcmo-
globin 31-2 yy; hcmatocrit 39% mcan corpuscular volume 116p J ; sedimentation
rate 39 mm in 60 minutes; mcan diameter S.2u ; rcticulocytcs 1.12%; lcucocytes
5-262/cntm. Ditferential count: young neutrophils 0.5%; stab ncutrophils 13%;
segmented ncutrophils 38% ; cosinophils 4% ; basophils 0% ; lymphocytes 37% ;
monocytes 7.5%.
The capital morphological charactcristics oi thc cells are: volume and mcan
diameter of thc red blood cells greater than in thc human corpuscles ; the neu¬
trophils have a very hyaline cytoplasm with almost invisiblc granulations; thc
cosinophils have very large granulaticns that are littlc staincd; thc lymphocytes
are greater than thc human and some monocytes liavc a lobulated nuclcus.
BIBLIOGRAPHY
1. Gulliver, G. — On the blood corpuscles of the twes-toed sloth, fíradyf-us did<ulylus
L. — Proceed Zool. Soc. of London, 1844: 95.
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import of thc nucclus. with plans of tr.dr strocture, forni and size (on a uniform
scalc), in many of tlic diífcrcnt order», Proc. Zool. Soc. of London 1862: 91
3 Gulliver. G. — Obscrvations on tlw size arei shapes of thc red corpuscles of tlic blood
of vertebrates, with drawings of tlscm arei revised tables of incasurement», Pro¬
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data of Myrmtcofhaga tridjctyla trUactjlú L. 1758 (Tamanduá-bandeira) and
Tonuinduú Iftradtulyla tftrodúclyla L. 1758 (Tamandúa-mirim) Mcm. Instituto
Butantan 25: 41. 1953.
7
1, | SciELO
82 n T «V I ? IE ^i. 0í irf 0Mr,ARATIVE HKMATOLOGY iv. hematologic
DATA OF BRADYPUS TRWACTYLUS L., 1758 (THE SLOTH)
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mto. Injt BsUeUc.
2«:7MJ. 1954
I. 1IOEH.NK & C. ROSEXFELD
83
60 .
50 .
40 .
30 .
20 .
IO.
«o n «vi
v k q to
<õ r» o> d
ANIMAL 6334
6362
DIAMETERS IN JL
Grapii I
Red blood cells diameter of Bradyfus
tridictjlus L. 1758
*
DIAMETERS IN
Grapii II
/
Red blood cells dia meter of
Bradyf-uj tridactylus L., 1758
Mcan of two animais.
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
p
Mem. Inst Butantan,
26:85-92. 1956.
FLAVIO D.\ FONSECA
85
XOTAS DE ACAROLOGIA
XXXVIII. Sarcoptijormcs da preguiça; Lobalges troucssarti gen. n., sp. n.
(Acari. Epidermoptidac).
FLAVIO DA FONSECA
(Laboratório de Parasitologia do Instituto Butontan)
Num mesmo exemplar de Bradypus tridactylus L., a preguiça comum do
sul do Brasil, no qual já havia sido encontrada uma nova espécie de Psoral-
gidae Oudemans, 1923, descrita em outro trabalho, deparámos com outro ácaro,
também um Sarcoptiformes, do qual somente foram capturados o macho e
ninfas.
A existência de ambulacros em todas as patas das únicas fases do ciclo
encontradas, bem como a ausência de cerdas tarsais posteriores, logo demons¬
traram não se tratar de outra espécie de Psoralgidac, não podendo ser um
Psoroptidae à vista dos mesmos caracteres.
O estudo das formas cm exame veio confirmar tratar-se de espécie c
gênero novos, que somente puderam ser incluídos na família Epidermoptidac
Trouessart, 1892, aliás constituída quase só por espécies parafagistas de aves
ou de dipteros por sua vez parasitas de aves. A única exceção era a represen¬
tada pelo gênero Dermatopliagoides Bogdanow, 1864. com espécies já várias
vezes encontradas sôbre o homem, entre as quais a espécie tipo, Dermatopliagoides
scheremetcuskyi Bogdanow, 1864, causadora de acariase extremamente rebelde,
recentemente tão bem observada por Miss Travcr (1951). Dermatopliagoides
crassus (Canestrini, 1894) foi coletado na Florida por Thurman e Mulrcnnan
(1947), talvez acidentalmente, sóbre rato, vindo agora a estas somar-se a nova
espécie aqui descrita, genótipo somente encontrado uma vez e sôbre vertebrado.
O gênero Dermatopliagoides deverá, segundo Hughes (1954), passar para a
familia Psoroptidae.
À diagnose de Epidermoptidac, modificada por Turman e Tarshis (1953),
acomoda-se perfeitamente o novo gênero, exceto no que diz respeito à confor-
Rccebido, para publicação, em 16. VIII. 954
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
86
XOTAS DE ACAROLOGIA. XXXV
III
mação do idiosoma, que não é arredondado, pertencendo ao grupo com doi
úhÜno* T ", ^ n ° S tarSOS d0 P ro Podossoma caráter èstj
' “t emRwoltasia Canestrini, ,894 e üJ2n Trones^
ct Vumann. 1887 O tarso I\ do macho de Lobalgcs trouessarti, gen. n sd n
termina em unha bitida, alias diferente, ao que parece das mm ,T
outros membros da família e o tarso III L um ^ntce cTeo 1
Xao deixa de ter interesse o fato de um mesmo mamífero apresentar doiJ
purafagutas <le famíta, diferentes, cemmeme ambos derivado, de —r °
r • ° <ieve M,ar ,isad ° aM “•*- «*—■
tratar-se de' paraiagL próprio'™» i !,',"™'"- 'V .!° , ’ rtrenl f’ tório |
memiiros da íamilia são igados a aZ o n 1 T a ““““í 10 ' “
..* tiendricola, tal JE , mrúoTdós H
os exemplares capturados, não se deverá excluir a liin"’i I
acide, „a, do e.vemplar de prcgnica TZS
oportunidade para passar-sc a hospedeiro mds adv.p.ad,,. ' ''
Lobalgcs gen. n.
íip.dmeopridae com escudos do propodossoma e do histerossoma e só do
C^nTv <r "‘f S: amW * CTO em ,0di,i “ 1— » "tacho e „a. „i„.
la., pata IV do macho um pouco ma,s desenvolvida do ,,„c a pata III sen,
ST ;iri ' IO ' ,r0p0d0s “ n| ai optstossoma do macho bilobado. Genó-
tipo. Lobalgcs trouessarti, sp. n.
Lobalgcs trouessarti sp. n.
tsprae de corpo um tanto alongado, com patas do luctapodossoma pouco
u,a,s longas do que as do propodossoma. separadas desta, por intervalo com
sidera vel, com cerdas longas no opistossoma do macho.
DESCRIÇÃO DO MACHO
• . cho medindo 370u do ápice dos palpos à extremidade do lobos, tior 220»
dc maior largura, com patas posteriores mais desenvolvidas, porém não consi¬
deravelmente hipertrofiados e de lobos do opistossoma alargadol
IDIOSSOMA
Face dorsal. — Propodossoma saliente e estreitado na frente, cobrindo quase
completamente o gnatossoma. Escudo do propodossoma recobrindo toda a por¬
em
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mcm. Insl. Butantan.
28:85-92. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
87
çâo estreitada e muito alargado atrás, com margens postero-externas convexas e
posterior côncava, medindo de comprimento 90 u e de maior largura 87 u, ultra¬
passando o nível das coxas II em comprimento, e margem descoberta. Na
sua superfície não há cerdas, nem mesmo as verticais, que a família não possui.
Na superfície dorsal descoberta do propodossoma existem duas cerdas: a
humeral, longa e externa, já próxima da margem, com 50u de comprimento e
uma interna, curtissima, contígua à margem do escudo, ao nível do intervalo
das coxas I e II. Não há cerdas escapulares, aliás tão características nos
Acaridiac. A zona interescutal não apresenta cerdas. O escudo do histerossoma
começa adiante, ao nivel da coxa III, alarga-se no inicio para depois sofrer uma
constrição, recobrindo pràticamente todo o opistossoma, inclusive os lobos. Nele
não se implantam cerdas, as únicas formações existentes sendo dois pares de
poros, um anterior e outro mediano, muito brilhantes. Uma cerda curta, com
cerca de 18 M, acha-se implantada ao lado do escudo, ao nível da pata III,
havendo outra cerda curta no bordo do opistossoma, na região onde é mais
acentuada a constrição do corpo, margem esta onde a quitinisação é muito forte.
Os lobos divergem fortemente, ficando as extremidades separadas por intervalo
de 75 1 ‘; são largos, medindo 30 1 ‘ de largura ao nível da implantação das cerdas
distais. Apresentam no bordo externo da face dorsal uma cerda basal de
comprimento médio implantada no l>ordo, à qual se segue para trás uma longa
cerda com cêrca de 600 a; na região mediana da zona sub-apical fica outra
cerda muito longa com cerca de 800 a. Muito curioso é o par de cerdas
internas, muito forte para o seu comprimento de apenas 65}i, com uma das
margens profundamente serrilhada.
Face ventral. — Superfície nitidamente estriada, apresentando constrição
da margem externa do limite entre o pro- e o metapodossoma. Orificio genital
muito pequeno, entre as coxas do metaposossoma circundado por armadura qui-
tinisada. A frente e para fóra dele há um par de cerdas relativamentc fortes,
existindo um par submediano, bem menor, logo atrás do orificio. Anus subter-
rninal, ladeado por um par de ventosas de cerca de 15u de diâmetro, à frente dos
quais fica um par de cerdas. Há uma cerda curta, que chamaremos de metapo-
dossomica ventral, próxima do bordo e á frente da pata III.
Pata I. — Epímeros internos das coxas I tocando-se parcialmente e fun¬
dindo-se na linha média. Superfície da coxa com cerda média, sub-central c
Prjximal; basifemur com cerda forte, ventral; telofemur com três cerdas ven-
trds, interna, externa e posterior, sub-iguais; tibia com cerda basal interna e
dorsal distai, esta longa, correspondendo ao solenidio de Grandjean; tarso com
seis pêlos, sem garra e de ambulacro sessil, também sem garra; no pedunculo
do ambulacro existe uma saliência externa em forma de dente agudo, não re¬
presentada na figura, mas perfeitamente visível ao microscópio de fase. Pata
1, | SciELO
ss
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXVIII
II ccm quetatoxia semelhante, porém sem cerda na área coxal e com sete pelos
no tarso, o qual apresenta aspecto idêntico. Pata III sem alargamento apreciá¬
vel com cerdas coxal, do trocanter, distai do telofemur e proximal e distai do
íibia; esta apresenta uma área lamelar quitinosa no bordo ventral ligando-a ao
tarso, que apresenta cerda fina, basal, ventral e cerdas distai dorsal e distai ven¬
tral; êste tarso é muito quitinisado, como que transformado em garra de ápice
mais afilado, com ambulacro ligado a pedúnculo muito largo e curto. Pata IV
parecendo ter um articulo a menos por ser muito pouco nítida a subdivisão do
fêmur, sendo a única verdadeiramente alargada; nela apenas foram vistas a longa
cerda distai da tibia e três cerdas tarsais; o tarso é constituído por peça
inteiriça e quitinosa terminando em garra bífida de pontas dorsal e ventral,
iguais, e em ambulacro semelhante ao da pata III.
Do gnatossoma não puderam ser vistos detalhes no holótipo disponível,
apenas sendo percebido o par de cerdas das maxilicoxas e uma cerda tibial e
outra tarsal, ambas dorsais, sendo o desenho do gnatossoma fantasioso.
TRITONINFA
Elitica alongada, com grande intervalo entre as patas do pro- e do metapo-
dossoma, de opistossoma bilobado e com dois pares de cerdas muito longas.
Comprimento total de 359 M c maior largura de 165 i‘. Com ambulacro em todas
as patas.
Face dorsal. — Escudo do propodossoma pequeno, muito fracamente qui¬
tinisado e de contorno dificil de precisar no único exemplar existente, aproxi¬
mando-se do desenhado. Xâo existem cerdas verticais, tal como nos restantes
Epidcrmoptidac; na margem externa descoberta, ao nivel da II, há longa cerda
humcral, rigida, dirigida para fora. Xão há escudo do histerossoma. As cerdas
dorsais do opistossoma são as oito seguintes: uma par interno curto com 22p;
um par extremamente longo com cerca de 525p, na região mais proeminente dos
lobos; outro par longo externo a êste e um par curto mais externo. Cerdas
cscapulares não existem.
Face ventral. — Apresenta uma cerda externa anterior às patas III, com
cerca de 15p, dois pares de cerdas submedianas na altura das patas do metapodos-
soma; um par de cerdas curtas na altura do polo anterior do orifício anal
e mais duas cerdas curtas, interna e externa, ao nivel das cerdas do lobo do opis¬
tossoma.
Pata I com epimeros das coxas nítidos, os internos tocando-se na linha
média, apresentando a área coxal uma cerda curta postero-mediana. As cerdas
distais das tibias I c II têm apice rombo, o mesmo aspecto tendo a cerda
dorsal de ambos os tarsos anteriores; tarsos sem garra, com ambulacros de
pedunculo curto. Patas do metapodossoma não alargadas com cerda distai dorsal
cm
2 3
L.
5 6
11 12 13 14 15
Mera. Inst. Butantan,
:«:8S-92. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
S9
do teloíemur, tibia e tarso na pata III, que apresenta também uma cerda na
área coxal; tibia da pata IV com cerda distai mais curta; tarso da pata IV
com cerda distai dorsal, duas cerdas medianas e uma apical ventrais; ambas
as patas do metapodossoma terminadas em ambulacro de pedúnculo curto e
largo, sem garras tarsais ou do ambulacro.
PROTONINFA
Muito menor do que a tritoninía, com 210u apenas de comprimento. A
única diferença apreciável além do tamanho reside na aproximação das patas do
pro- e do meta-podosscma, pois são contíguas as áreas coxais das patas II e
III. As mesmas cerdas longas no opistossoma bilobado. Ambulacros em todos
os tarsos e cerdas tibiais rombas.
Do escudo dorsal apenas foi possível ver vestígios; não apresentava cerdas
verticais.
Descrição de um macho, o holótipo, uma tritoninía e uma protoninfa
capturados a 15.7.52 sóbre o Bradypus tridaclylus brasilicnsis. Xo. 6041 do
registro de hospedeiros do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan,
proveniente da Estação de Mario Soto, S. Paulo. A lâmina tipo tem o N.° 480 7,
nela estando também montado o material tipo de tuna nova espécie de Psoralgidac
do mesmo hospedeiro.
Admitida a inclusão de Myialgcs nos Epidermoptidac, proposta por Furman
c Tarshis, seria esta a quarta espécie, bem como o quarto género, de Epidermopti¬
dac observado no Brasil, representados os outros por Epidcrvioptcs bilobatus
Hi volta, 1876, R. gallimc Castro et Pereira, 1951 e Myialgcs auchora Trouessart,
1907, as duas primeiras encontradas em Gallus domcsticus e a última em diptcros
bipoboscideos.
BIBLIOGRAFIA
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Epidermoptidac), das fossas nasais da galinha, e critica o conceito dc cohortcs
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furman, D. P. nd Tarshis, I. B. — Mitcs of thc gcnera Myialgcs and Microlichus
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Parasitology 39 (1) : 70.1953.
Hughes, A. M„ J On a new species of Dermatophagoidcs bclonging to thc family Pso-
roptidae Canestrini, 1892 (Acarina) — Proc. Zx>l. Soc. Lond. 124 (1) : 1.1954.
SUMMARY
A new gentis and species of Sarcoptiformcs (Acari) of the family Epidcr-
luoptidac was found on the slotli Bradypus tridaclylus brasilicnsis Blainville,
from Mario Soto, State of S. Paulo, Brazil.
1, | SciELO
90
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXVIII
L ° balgeS gen ‘ n ’ - Epidermoptidae. Male with a podosomatal and an
hysterosomatal shield, the last being absent in the protonymph and in the
. tntonyniph, vertical setae absent; ambulacra in all legs in the male and
nymphs; 4th legs of the male somewhat wider and longer than the 3d- tarsi
of the propodosoma without claws; tarsi of the metapodosoma without long
seta; op.sthosoma of the male strong bilobed. Genotype: Lobalgcs trouessarfi
gen. n., sp. n..
Male 3/-0ji long by 220u wide, anterior propodosoma narrowed and covered
by a glabrous shield 90u long by 87u , much wider at the posterior half
Hysterosomatal shield covenng most of the posterior surface including the lobes
with o^y a marginal lateral seta. Epimera of the first coxae fused at the
middle me; sexual onfice at the levei of the coxae of the metapodosoma, verv
small, almost circular m outhne and without chitinous rim. Anus subterminal'-
vo circular anal suckers with a diameter of 15.. The extremities of the
obes presem an intervai of 15.. Each lobe lias four setae the most apical
bemg the longest with 800.: internai setae with a dentate extemal border
Ugs with s,x segments including the coxae, a genual being absent. Legs III
and longer. the last one also somewhat wider. All legs with ambulacra;
tibia and tarsus III with a chitinous lamelar distal blade; tarsus IV with a ter¬
minal hi t i(l claw.
Tntonyniph 350u long by 165p wide. Opisthosoma bilobed with two long
and two short setae on each side. Propodosomatal shield wcak. without vertical
setae; no hysterosomatal shield. Epimera of first coxae fused in the middle
r AU ta ' S '. W,th Sh0rt StaIked ambuIacra and without claws or long termi¬
nal setae T.h.a and tarsus of legs I, II and III and tarsus of leg IV with a
truncated seta.
II an P d r °m > ’ mPh 210j ‘ IO " g ’ SÍmÍ,ar t0 the tritcn >™ph but with contigous legs
nn ,?Ts" PtÍOn fr r, a maIC h0l ° ,yPe ' S triton - vn ’P h and a protonymph captured
on 15.7.5^ on a Bradypus tndactylus brasilicnsis from Mario Soto. S. Paulo,
razil. Fype sl.de Xo. 4807 together with the type material of ? new species
of Psoralgidac from the same host.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Metn. Tnst. Butantan.
I«:S5-92. 1934.
FLAVIO DA FONSECA
FIG. I
Lobalges Irouessarti sp. n. $
FIG. 2
Lobalges Irouessarli sp. n. 3
cm
92
NOTAS DE ACAROLOGIA. XXXVIII
FIG. 3
Lobalges trouessarti sp. n.
Tritoninfa ventraL
FIG. 4
Lobalges trouessarti sp. n.
Tritoninfa dorsal
SciELO
Inst ButacUn.
«9J-167. 1934.
FLAVIO DA FONSECA
93
XOTAS DE ACAROLOGIA
XXXIX — Sistemática e filogênese de Psoralgidac Oudemans, Sarcoptifonncs
paratagistas de mamiferos com morfologia de Acari plumícolas.
FLAVIO DA FONSECA
(Laboratório dc Parasitologia do Instituto Dutanian)
Um novo capítulo de estudos de filogenia, que bem mereceria o nome de
Xenoparasitologia, se esboça com o estudo das relações de sistemática entre
Parasitas e seus hospedeiros, o qual tem por mira reconhecer a afinidade de
espécies superiores pelo estudo do parentesco apresentado pelas espécies infe¬
riores que as elegeram para seu habitat ou, ao contrário, visa estabelecer a
diversidade especifica ou filogenética de espécies consideradas afins ou de origem
comum.
Sob ésse ponto de vista é conhecida a verificação tão demonstrativa da
ocorrência das mesmas espécies de ácaros plumícolas, o Ptcrolichus bicaudatus
(Gervais, 1844) e o Paralgcs pachycncmis Trouessart, 1885, em dois hospedei¬
ros de continentes diferentes, o Avestruz africano, Struthio camelus Lin. c a
Ema ou X T andú sul-americano, Rhca americana (Lin.), comprovada assim, mais
uma vez, a sua afinidade. Para essa nova especialidade é interessante o subsídio
agora apresentado, do achado, cm parafagismo de mamiferos, de espécies origi¬
nadas de Ácaros plumícolas e tão estreitamente aparentadas entre si que puderam
ser incluidas em uma mesma família, as quais se encontram, predominantemente,
ç ni outros tantos hóspedes por sua vez ligados por laços filogenéticos inconfun¬
díveis — os Xenarthra.
Quando Oudemans, em 1908, criou, para o gênero Psoralgcs Trouessart,
1896, a subfamília Psoralginac, mais tarde elevada à categoria de família, estava
longe de supor que essa nova entidade sistemática tivesse a extensão que acabamos
de verificar que apresenta.
Recebido, para publicação, cm 16. VIII. 19s4
P
B
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
94
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
Erigida para a única espécie Psoralges libertus, 1896, encontrada sobre
Tamandua tetradactyla, ácaro que não consta tenha sido obtido novamente após
essa data, a familia Psoralgidac constitui um agrupamento de gêneros e espécies
especializados no parafagismo de mamíferos, especialmente, segundo tudo faz
crer, de Desdentados. É o que podemos deduzir do encontro de outro gênero
e de duas espécies ainda desconhecidas, das quais uma vive sôbre a Preguiça
tridactila e a outra sôbre o Tamanduá bandeira, além de um outro gênero mono-
tipico, paraíagista de um Suideo silvestre.
Não é demais insistir sôbre os caracteres dessa família, pois os que dela se
tem ocupado o fizeram ainda sem um conhecimento suficiente, já que a única
espécie conhecida estava deficientemente descrita, o que determina ainda estejam
os Psoralgidac à espera de diagnose certa, sendo impossivel a sua distinção
pelas definições apresentadas nos tratados modernos de Vitzthum (1941) e de
Baker e Wharton (1952), sendo uma das mais mal conhecidas entre os ácaros
parasitas.
É a seguinte diagnose que propomos para a familia Psoralgidac Oudemans,
1923:
Sarcoptiformcs. Acaridae. Com dois escudos dorsais no macho e só o
do propodossoma nas fêmeas, ninfas e larvas, sempre de quitinisação fraca e o
propodossomico reduzido. Machos com opistossoma lobado e ventosas adanais.
Ambulacros ausentes nas patas do metapodossoma em alguma das fases do ciclo
e sempre presentes nas patas do propodossoma. Machos com as patas do me¬
tapodossoma hipertrofiadas e tarsos do 4.° par atrofiados. Cerdas das patas do
metapodossoma de todas as fases do ciclo e do opistossoma dos machos de
comprimento desmesurado. Jovens psoroptiformes. Parafagistas de Mamífe¬
ros. Gênero tipo Psoralges Trouessart, 1896.
É de interesse referir que Trouessart, ao fazer a descrição do gênero e da
espécie, não se refere às cerdas verticais de Psoralges libertus.
Oudemans, entretanto, ao criar a subfamilia Psoralginae, em 1908, inclúi na
diagnose a inexistência de tais cerdas, não dizendo se examinou ou não o material
de Trouessart. Tal asserção de Oudemans determinou que Vitzthum, em 1931,
incluísse Psoralgidac entre os Anacotricha e que ainda recentemente Baker e
Wharton (1952) utilizassem na sua chave de familias o caráter de inexistência
de cerdas verticais para chegar à determinação dos Psoralgidac. Acontece, po¬
rém, que Psoralges libertus apresenta cerdas verticais até muito conspícuas,
sendo inexplicável a asserção de Oudemans. Além de Psoralges Trouessart,
também as duas espécies aqui incluidas em Edcntalgcs, gcn. n., apresentam cerdas
verticais, sendo entretanto tais cerdas realmente ausentes em Trouessalges,
gcn. n.
A presença de cerdas verticais, quando se verifica, permite diferenciar
facilmente esta família das duas mais próximas, Psoroptidac e Epidcnnoptidac,
que podem ser distinguidos pela seguinte chave:
cm
2 3
L
5 6
11 12 13 14 15
Mem. Inst. Butantan,
*S:9J-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
95
1. Patas do metapodossoma não consideravelmente alargadas no macho;
-em cerdas verticais; paraíagistas de Mamíferos ou Aves — 2.
— Patas do metapodossoma alargadas no macho; com ou sem cerdas ver¬
ticais; paraíagistas de Mamíferos — Psoralgidac.
~ ■ Ambulacros nas quatro patas em todas as fases do ciclo; geralmente para¬
sitas de Aves, raramente de Mamíferos. — Epidcrmoptidac.
— - Ambulacros faltando em alguma das patas em alguma fase do ciclo; para¬
sitas somente de Mamíferos — Psoroptidac.
Xo ano de 1952 conseguimos obter uma dúzia de exemplares do Tamanduá
handeira, vindos da região limite dos Estados de S. Paulo e de Mato Grosso,
tendo prestado especial atenção à forma acarológica, o que nos valeu o encontro
cm um dos exemplares de um novo gênero e espécie de Psoralgidac, abaixo
descrito, sendo aproveitada a oportunidade para redescrever Psoralgcs libcrtus
ITouessart e apresentar os primeiros desenhos desta espécie, por nós capturada
cm um Tamandua tclradactyla faz já alguns anos.
As mesmas remessas de material nos trouxeram um exemplar da Preguiça
Bradypus tridactylus que, curiosamente, se achava parasitada por espécie dife¬
rente de Psoralgidac, do mesmo gênero a que pertence a nova espécie do Taman¬
duá bandeira, além de apresentar exemplares de um parasita também novo,
pertencente a uma outra família, Epidcrmoptidac. De uma preguiça tridactila
examinada faz muitos anos, esta proveniente de Cubatão, Santos, São Paulo,
tínhamos já em nossa coleção exemplares do mesmo Psoralgidac, colhidos cm
1936, o que demonstra ser esta espécie realmente própria da preguiça.
Tais observações redundaram na conclusão provisória de que a íamilia
Psoralgidac apresentava dois gêneros e três espécies, c se revelava grupamento
est>ecializado no paraíagismo de Xcnarlhra. ordem na qual talvez os Dasypodidac
laçam exceção, pois mesmo os mais peludos representantes dos Tatus apresen¬
tam pelagem rala que não se presta aos hábitos pilicolas dos ácaros cm questão.
Entretanto, o encontro de Edcntalgcs bradypus, sp. n., o de Psoralgcs libcrtus
1'rouessart e de Troucssalgcs pccari, sp n., no ouvido externo dos hospedeiros
■udica a possibilidade de sua localização fóra dos pêlos, devendo ser pesquisada
a ctacarinose também nos tatus. Xestes as espécies de Ácaros encontradas são
0s Ixodideos Amblyomtna auricularc Conil, 1878, Amblyomma pscudoconcolor
Arngâo, 1916 e um Parasitiformcs, o Dasyponyssus ncirai Fonseca, 1936, o qual,
Pa^a se fixar o couro espesso e quase glabro, dispõe de patas e garras anteriores
hipertrofiadas.
A pesquisa realizada em cêrca de 20 peles antigas, do Tamanduá mirim,
1 olypcutes didactyus Lin., da Amazônia e em 6 peles da Preguiça didáctila,
tholoepus didactylus Lin., da mesma região, existentes no Departamento de Zoo¬
logia de São Paulo, revelou-se negativa para quaisquer Ácaros.
1, | SciELO
96
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
_ O encontro de tres especies diferentes de Psoralgidac em parafagismo em
tres membros d.versos de Xenarthra fez-nos a princípio suspeitar uma adaptação
ma.s estrita daquela família a Desdentados. O achado de mais uma espécie dia
vez em mamitero de outra ordem, um Suidae, entretanto, veio comprometer seria¬
mente esta atraente hipótese provisória que construíamos, embora não a des¬
truindo, por ora, inteiramente.
De fato, a espécie do pecari difere sensivelmente das outras três por apre¬
sentar o macho o opistossoma menos lobado e as ventosas adanais atrofiados e
prmcipa lmente, pelo fato de não apresentar cerdas verticais. Este último caráter
entretanto, não parece eliminar a possibilidade de sequência lógica de hospedeiros’
que seria representada por - Ave _ Xenarthra dendrícola - Xenarthra ter-'
ncola _ Su.deo ou outro mamífero - pois não só é a espécie de Preguiça que
nos parece mais próxima dos parafagistas de Aves. dada a ocorrência de calcar
nos tarsos do propodossoma e o menor alargamento da pata IV do macho
como também a falta de cerdas verticais é observada com frequênaT nos'
candac plumicolas. Ahas, nada impediria que se admitisse a derivação inde¬
pendente das especies de Psoralgidac de mamíferos, ora de espécie plumícola
com cerdas %erticais, ora sem elas, ou por outras palavras, os vários gêneros de
plumTcflÍr ^ n5 ° ° rÍgeni C ° mUm dC Um mCSm0 ^ U P° de ^caridiac
Cliama a atenção a extraordinária semelhança dos Psoralgidae com os Anal-
gendoc plumicolas, tais como Mesalges Trouessart, 1888 e' Mcgninia Berlese
188-. A hipótese de Trouessart, da derivação dos agentes de sarnas psorópticas’
dos sarcopt.deos plum.colas, encontra nos Psoralgidac sua justificativa morfoló¬
gica ma.s completa, embora nao tão perfeita quanto o julgava aquêle acarologista
ao atribuir ao Psoralges libertus, nas fases jovens do seu ciclo, hábitos de
endoparasitismo cutâneo^ De fato, entre os géneros de sarcoptideos plumicolas
de família Analgcsidac Trouessart, 1915, podem ocorrer diferenças morfológicas
mais acentuadas do que as existentes entre os gêneros da família Psoralgidac
de um lado, e certos géneros de Analgcsidac de outro. Assim, por exemplo
o escudo dorsal do histerossoma falta nas fêmeas de Mcgninia Berlese 188? e’
existe nas de Mesalges Trouessart, 1888 e de Bcrlesclla Trouessart, 1919 todas
tres. entretanto, da família Analgcsidac. As diferenças morfológicas existentes
entre Mcgnuua e os generos de Psoralgidac, parecem-nos, pois, menos acentuadas
o que as que ocorrem entre Megnmia e os seus co-familiares, cujas fémeas
apresentem escudo do histerossoma.
Na realidade as espécies de Psoralgidac parecem aproximar-se de um lado
de Mcgmma devido a ausência do escudo do histerossoma (notogaster) nas
femeas e pela hipertrofia da pata IV nos machos e de outro lado de Mesalges
pela atrofia do tarso da pata IV dos machos. Em Edcntalgcs bradypus, gen n
sp. n„ nao falta mesmo um calcar (manchcttc de Trouesart) nos tarsos I e II,'
cm
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Vrm. Inst. Butantan,
Zí:9M67. 1954.
FLAVIO D.\ FONSECA
97
°uer do macho quer da fêmea, tal como em ilegítima, em Mcsalges e em Ingrassía
Oudemans, 1905.
Também é digno de nota que nas três espécies de Psoralgidãe encontradas em
Xenarthra as cerdas verticais estejam presentes, ao passo que faltam ccmpleta-
mente na espécie do cateto, aliás pertencente a gênero diverso. Tal variação
de comportamento desperta, ainda uma vez, a dúvida sobre o valor sistemático
a ser atribuído à presença ou ausência de tais cerdas como caráter distintivo de
entidades supra-especi ficas.
O critério proposto por Oudemans para dividir a supercoorte Acaridiae em
três coortes, . Inacotr.cha, Jfciiacotricha e Diacotricha, baseado na ausência de
cerdas \ erticais na primeira e na presença de uma ou de duas das tais cerdas
nas duas outras, vem se manifestando insubsistente c sendo gradativamente
abandonado. Já Vitzthum, em 1931, chamava a atenção para as exceções que
comportam tais divisões. Assim nos Pterolichidae (Diacotricha) as cerdas ver¬
ticais estão ausentes nos gêneros Eustatlria e Chauliacca; em Tyroglyphidac (Dia¬
cotricha) faltam tais cerdas em ccrtcs representantes de Histiogaster; em Lis-
troplwridac há também espécies sem essas cerdas. Em seu tratado cm Bronn’s,
Klissen und Ordungen des Tierreichs, terminado em 1941, já Vitzthum, cer-
tair.ente perplexo, não mais subdivide a supercoorte Acaridiac em coortes, que
sao saltadas, passando diretamente às famílias, não sendo feita alusão aos Ana-
Mono- e Diacothricha. Em 1951, Castro e Pereira ao descreverem Rhinoptcs (*)
gallinac, por encontrarem uma nova espécie de Epidcrmoptidac (Anacotriclia)
com formações por eles interpretadas como vestígios de implantação de cerdas
'eriçais, recusam ao critério de Oudemans qualquer outro valor além de caráter
meramente especifico, mesmo porque a espécie Glycyphagus (Oudcmansius) do-
Htesticus (De Geer, 1771) teria, ao lado da subespécie tipo, também as subespé¬
cies concretiplis Oudemans, 1903 c uniselus Oudemans, 1903, ambas com uma só
cerda vertical, como já o demonstrara o próprio Oudemans. Também Baker
* ^ barton, cm sua monografia de 1952, não mais utilizam aquele caráter na
s 'ilxlivisâo dos Acaridiac. Acrescente-se àquelas exceções a de Kneinidocoptes,
«lue não apresenta cerdas verticais, embora pertencendo à família Sarcoptidae
onde elas existem regularmente.
De um modo geral, dos Acaridac parasitas ou parafagisticos de mamiferos
c de aves sómente apresentam cerdas verticais: Sarcoptidae , Psoralgidac. Lis-
trophoridac e os plumícolas Dermogtyphidae e Analgcsidac (sensu Baker c
^ barton) , tedos com exceções (salvo talvez a penúltima família), mais nuine-
cosas em Analgcsidac, na qual há vários géneros com todas as espécies despro-
(*) Para este gênero foi proposta, no mesmo trabalho, por um descuido de revisão*
mbem a designação de Rkinacarus, como tal figurando na única estampa.
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cm
9S
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
vidas dessas cerdas. Quanto às famílias Psoroptidae, Epidcrmoptidac, Hctc-
ropsoridac, Laminosioptidac, Myialgesidae, Cytoditac e os plumícolas Procto-
phylloididae, seus representantes são sempre desprovidos de cerdas verticais,
com a exceção única do Epidcrmoptidac descrito da galinha por Castro e Pereira,,
no qual havia apenas vestigios da implantação dessas cerdas.
Xa realidade, portanto, um caráter morfológico, seguramente distintivo entre
os ácaros plumícolas e os Psoralgidac, não pode, no momento, ser apresentado.
Xem. tão pouco, pode ser confirmada a assertiva de Trouessart sôbre o habitat
cutâneo das formas jovens de Psoralgcs. O encontro de três espécies no con¬
duto auditivo externo de hospedeiros diferentes, entretanto, justifica a suspeita
de tratar-se de grupo causador de otacariases, apenas em Edcntalges quadriloba-
lu.;, sp. n. não tendo sido observada essa localização, que aliás, não foi pesquisada,
tendo sido este ácaro encontrado em abundância nos pêlos de um Tamanduá
Bandeira jovem.
Há dois gêneros de Acaridiac de mamíferos, ambos da família Psoroptidae
Canestrini, 1892, que apresentam afinidades grandes com os Psoralgidac e sôbre
os quais gostariamos de emitir opinião.
O primeiro deles é Otodcctcs Canestrini, 1894, cuja espécie única, O. cynotis-
(Hcring, 1838) é causadora de otacariases no cão, no gato e, segundo verifi¬
cámos, também em canideo silvestre (in C. Pinto, 1934) e em jaguatirica do-
Brasil. Ora, tendo três das espécies aqui tratadas sido encontradas no conduto
auditivo externo dos seus hospedeiros, há necessidade de justificar o motivo pelo
qual são colocados em outros gêneros de outra familia. O segundo gênero é
Caparlnia Canestrini. 1894, com as espécies C. scltifcra (Mégnin. 1880), C. rui pis
(Mégnin, 1880) e C. tripilis (Michael, 1889), a primeira africana, de hienas, e
as duas outras europcas, da raposa e do ouriço.
Embora os caracteres gerais de ambas as famílias sejam os mesmos, a
separação de Psoroptidae e Psoralgidac se justifica, sobretudo devido à hiper¬
trofia considerável das jiatas III e IV dos machos caráter que aproxima a
última dos Analgesidac de machos heteromórficos. Ora. apesar de ser a pata
III dos machos a mais desenvolvida tanto cm Otodcctcs quanto em Caparinia, a
hipertrofia não atinge, entretanto, o gráu observado quer nos Analgesidae, quer
nas espécies aqui incluídas em Psoralgidac. É inegável, entretanto, a afinidade
morfologica e etologica entre êsse dois gêneros e Psoralgidac, parecendo eles
estabelecer a ponte entre as duas famílias, do que redunda a ligação filogenêtica
de Analgesidac e Psoroptidae.
A seguinte série parece, no memento, exprimir a linhagem de descendência
filogenêtica das três famílias:
cm
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Mem. Inst. Tíutantan,
26:93-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
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■Tcsalgcs (ou outro gênero próximo de Analgcsidac ) -»- Edcntalgcs - *~
Psoralgcs — Trouessalges -► Caparitàa -*- Otodcctcs - — Cho-
rioptcs - Psoroptcs.
Talvez Psoralgcs e Trouessalges, cuja genitália masculina é tão diferenciada,
constituam um ramo a parte, ficando Caparinia ligada a Edcntalgcs, do seguinte
medo:
Psoralgcs -»- Troucssalgcs
S
Mesalges Edcntalgcs Caparinia Otodcctcs Cliorioptcs Psoroptcs
DESCRIÇÃO GERAL
Espécies de tamanho oscilando nos machos entre 450 e 620ii de comprimento
total, sendo os machos de Psoralgcs libertus um pouco menores e os de Edcntalgcs
quadrilobatus um pouco maiores do que os das outras espécies; das fêmeas é a
de Troucssalgcs pccari a maior e a de Psoralgcs libertus a menor, variando o
comprimento de 420 a 560u. Dê um modo geral, portanto, pode-se dizer que
os adultos têm meio milímetro de comprimento.
A conformação geral do corpo lembra sempre de perto nos machos a de
uni ácaro plumícola, mais especialmente um Analgcsidac devido ao comprimento
e alargamento da pata III, diferindo um pouco por ser a parta IV também alar¬
ida. Xas fêmeas e jovens o aspecto é psoroptiforme, distinguindo-se a de
Edcntalgcs bradypus cujo opistosoma é mais estreitado, mais accntuadamcnte bilo-
bado e de margem quitinisada e sem longas cerdas.
Na face dorsal dos machos há sempre dois escudos menores e de quiti-
msação bem mais fraca do que a oliservada nos plumicolas, deixando também
areas maiores descobertas. Em Psoralgcs e Troucssalgcs machos os escudos
dorsais são menos desenvolvidos, limitando-se o do propodossoma, no último, a
unia faixa estreita. As ccrdas verticais são sempre semelhantes nos machos,
femêas e jovens de Edcntalgcs spp. ; nos jovens de Psoralgcs, entretanto, tais
c crdas são espiniíormes. fortes, diferindo muito das dos adultos. Em Trouessal-
9cs não há siquer vestígios de tais cerdas em qualquer das fases do ciclo. Também
a maior das cerdas escapulares internas guarda em toda a espécie as mesmas
proporções de tamanho e de aspecto, sendo maior e mais flexível em E. qua-
drilobatus e menor e mais rígida em E. bradypus do que nas outras espécies. Só
n o macho de Psoralgcs libertus falta a pequena cerda intercseutal existente nos
das outras espécies. Em Edcntalgcs spp. as cerdas do escudo do histeros-
*°ma são quatro; em Psoralgcs são três, ficando o par posterior, marginal, já
*°ra do escudo; em Troucssalgcs só o par posterior e externo fica na área escutai,
P° ! s a cerda externa anterior fica já um pouco fora da área quitinisada c os dois
Pnres submedianos, tão conspícuos nas outras três espécies, faltam completa-
1, | SciELO
100
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
mente. Xas temeas as cerdas da superfície dorsal descoberta do idiossoma que
tiram para tras das escapulares, para dentro das marginais e para a frente das
opistossomicas são 4 pares nas espécies de Edcntalgcs e em Psoralgcs e 2 pares
apenas em Troucssalges. Cerda escapular externa existe em Edcntalgcs spp
e em Troucssalges nos dois sexos, faltando em Psoralgcs macho e existindo ná
fetnea, porem com situação mais interna. Nos machos há sempre duas cerdas
que chamaremos de metapodossomiras, de situação marginal e logo ã frente da
pata III, uma dorsal e outra ventral, sendo a dorsal muito mais longa em
E. quadrilobatus, mais ou menos igual à ventral em £. bradyfus e muito mais
curta do que a ventral em Psoralgcs; nas fémeas somente existe a cerda metapo-
dossomica ventral, que e muito longa em E. quadrilobatus e em Psoralgcs libcrlus
e muito curta em £. brad\f>us.
O opistossoma dos machos é sempre saliente e lobado, variando, porém o
grau de acentuação desde o de Troucssalges , onde tais caracteres são menos
notáveis, ate Edcntalgcs quadrilobatus, onde atingem o máximo, como se neta
pelas tiguras e pelas descrições apresentadas. As cerdas desses lobos são em
numero de cinco pares em Edcntalgcs spp. e em Troucssalges e de quatro pares
em / soralges, sendo mais curtas em Troucssalges; as cerdas 2 e 4, contadas de
dentro para tora são sempre as maiores em Edcntalgcs spp. e em Psoralgcs,
ixx ene o atingir em Edcntalgcs quadrilobatus o comprimento recorde de 2.500p
mais de quatro vezes, portanto o comprimento total do ácaro, sendo, provável-
mente, a maior cerda exibida por um representante desta ordem. Xas fêmeas é
ainda variável o número c comprimento dos pelos opitsossomicos. Em Psoralgcs
ha, proximo do bordo, um par nitidamente dorsal e outro ventral, ambos lon-cs
c um muito curto dorsal, um pouco para fora do par longo, seguindo-se os pares
adanais um mais curto mais anterior e mais próximo do anus, um outro,
muito longo para tras e para fora déste c um outro, ainda mais longo, logo
atras do ultimo e implantado em tubérculo muito nítido; em Troucssalges há
um par longo no limite das faces dorsal e ventral e outro curto para fora'deste-
segue-se um par longo, ventral, ao nível do meio do anus, para fora do qual
a ° U,ro I par clirto ’ flcnn<1 ° 30 niveI f -’° Polo anterior do anus e mais próximo dele
o par adanal curto.
Em Edcntalgcs quadrilobatus há um par de cerdas longas, dorsais, muito
afastadas uma da outra; dois pares distais muito longos, aproximados e subiguais-
um par muito curto ao nível do polo posterior do anus. e muito afastado dele]
e, f malmente, o par adanal extremamente longo e fino, ao nível do polo'
ant»r,or do anus. Em £. bradypus fémea não há cerdas longas no opistossoma.
fato muco na família, existindo cinco pares marginais curtos implantados na
arca estreita e quitmisada marginal; na face ventral há um par de cerdas curtas
lK-m aiastadas uma da outra; um mais posterior, tal como em £. quadrilobatus. e
o par adanal. de igual localização ao nível do polo anterior do anus. mas
muito curto.
cm
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Mem. Inst Untant: n.
«:9J-I67. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
101
Nas fêmeas de Edcntalgcs spp. o polo posterior do anus fica na margem
do bpistossoma, sendo subtemiinal em Troucssalges e mais anterior ainda em
Psoralges.
As ventosas adanais muito nítidas nas três outras espécies, estão muito redu¬
zidas em Troucssalges pecari, sp. n. onde medem apenas 7\i de diâmetro, ao
passo que em Psoralges libcrlus e Edenlalges bradypus têm 18u e em E. qua-
drilobalus alcançam 25u.
A genitália masculina se encontra sempre ao nível das coxas IV, apresen¬
tando sempre uma estrutura quitinosa arqueada e duas cerdas genitais, as quais
cm Edcntalgcs e Psoralges são posteriores à genitália, existindo só em Psoralges
mais um par de cerdas maiores, mais anteriores e para fora; em Troucssalges
as cerdas genitais ficam entre os braços da armadura genital, são duas de cada
lado e assemelham-se a orgãos pseudostigmáticos minúsculos. Somente em
Psoralges e Troucssalges há penis visível e de grande desenvolvimento, o qual
cm Psoralges é sinuoso e mais longo.
O tocostoma fica em Psoralges situado no limite entre o pro- e o metapo-
dossoma, de tal sorte que as pontas posteriores de sua armadura quitinosa alcan¬
çam o nível das coxas IV. Já em Troucssalges a situação é tal que tais pontas
apenas alcançam o limite das duas regiões precitadas, não atingindo o nível
siquer da coxa III. Em Edcntalgcs, spp. o tocostoma é tão anterior que a sua
armadura está fundida com os epímeros da coxa I, os quais parecem ligados
?nteriormente por uma barra quitinosa, constituindo um caráter de grande
tmportáncia genérica. A genitália feminina correspondem sempre dois pares
de cerdas das quais o anterior fica sempre entre os braços da armadura c o
Posterior em Edcntalgcs também, mas em Psoralges e Troucssalges já fica atrás
desta.
As patas do propodossoma, tanto nos machos como nas fêmeas e jovens,
tem desenvolvimento normal e apresentam seis artículos, terminando em tarso
com garra única, terminal, ligeiramente encurvada e ambulacros com pedúnculo
de comprimento médio e nunca longo ccmo em Psoroptes, mais fino em E.
quadrilobatus, sp. n., o qual em Troucssalges pecari, sp. n., parece ter um
'•egmento biarticulado entre a ventosa c o articulo basal, mesmo assim muito
"■ais curto do que em Psoroptes.
Edcntalgcs bradypus, sp. n. apresenta a particularidade de ter no bordo
dos tarsos I e II, tanto do macho como da fémea, um calcar obtuso, submediano, a
oianchcttc de Trouessart, tal como em certos gêneros dc Analgcsidae, o que não
Sc verifica em Edcntalgcs quadrilobatus, sp. n., confirmando a opinião de Vitzthum
I reubia, 1926, de que a tal formação não deve ser dado grande peso, como
° queria Trouessart.
Xa tibia das patas do propodossoma nunca falta, desde a fase de lana, a
Vfrda distai romba, que corresponde ao sclenidio dc Grandjean.
], | SciELO
102
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
A pata III dos machos é sempre muito alongada e alargada, o que confere
a todas as espec.es semelhança extraordinária com analgesidas. Principalmente
o trocanter e o bas.temur exibem largura desproporcionada, ultrapassando
sempre esta pata os lobos do opistossoma. Em E. bradypus nota-se não ser ela
tao alargada quanto nas restantes espécies, particularmente o telofemur -V
coxa presenta sempre duas cerdas, das quais a interna mais curta, exceto' em
E. quadnlobalus, no qual e muito mais longa do que a externa. Em Edcntalacs
SPP * t a j aprCSenta u,n es P' nho dista >. Pequeno cm £. bradyfius e muito lonm
e.n E. quadnlobalus, formação esta inexistente em Psoralges e Trauessalges
tar.-o III somente pode ser cons.derado normal em E. quadnlobalus, onde é
mais longo e em Psoralges libcrtus onde é mais curto; em E. bradypus é estreitado
e quitmisado, dando a impressão de uma garra longa; em Trauessalges pccari é
atro.,ado e tao curto que parece reduzido a mera base para a longa cerda que
todas as especes da família apresentam neste artículo. Com a única exceção
<!e I soralgcs libcrtus, que tem pedúnculo e ambulacro em todas as patas as
re-tantes cspecics apresentam uma formação em forma de empódio. subterminal,
parecendo representar o pedunculo de um ambulacro abortado. Xas fêmeas a
pata III é psoroptiforme, isto é, curta e terminada por duas longas cerdas tarsais
havendo em Trauessalges três cerdas. Das cerdas da coxa III a externa é
espin,forme na fêmea de Psoralges liberlus, provindo de um verdadeiro espinho
< aS nm aS e larva (Iesta es I >6clc - o logo as diferencia de todas as rolan¬
tes especies da familia.
A nata I\ dos machos é sempre alargada e muito mais curta do que a
pata III so em Psoralges ultrapassando nitidamente os lobos do opistossoma
rem ainda a particularidade de apresentar o tarso atrofiado em todas as espécies
reduzido a uma garra muito curta e larga, só em Psoralges havendo pedúnculo
c ambulacro. Xas fêmeas esta pata é psoroptiforme e termina em três longas
cerdas exceto em Psoralges liberlus, espécie em que há uma só cerda longa "no
tarso IV. ®
As patas III e IV das fêmeas de Edenlalgcs spp. têm cinco artículos, coxa
trocanter, fêmur, tíbia e tarso. Em Psoralges liberlus há seis artículos nessas
patas da femea, por estar subdividido o femur em basi- e telofemur. Em
Trauessalges pccan os artículos das patas III e IV da fêmea são também seis
porem o femur e indiviso, aparecendo outro articulo que deve ser o genual.
Nã° foram vistas diferenças entre as formas jovens atribuíveis a dimorfismo
sexual. Também nunca foi visto canal copulador nas tritoninfas, o qual entre-
anto e visível nas fêmeas, exceto em Psoralges, onde, alias, é provável que
ambem exista. O póro do canal copulador é muito nítido em E. bradypus
terminando nesta espécie em elevação papilar mediana na reintrância do
opistossoma.
cm
SciELO
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M«n. Inst. Buiar.tan.
2C 95-167. 1951.
FLAVIO DA FONSECA
103
CHAVE PARA OS GÊXEROS E ESPÉCIES DE PSORALGIDAE OUDEMANS.
.1. Ambulacros presentes em todas as patas do macho e da fêmea e só nas
patas do propodossoma nas ninfas e larva; tocostoma no limite entre pro-
dossoma e metapodossoma, de arco quitinoso não fundido com os epimeros
da coxa I; jovens com esporão ventral em frente à coxa III —
Psoralges Trouessart, 1896.
a) Psoralges libertus Trouessart, 1896, genótipo e espécie única, parafagista
em Tamandua tctradactyla.
- — Ambulacros presentes somente nas patas do propodossoma em todas as
fases do ciclo; tocostoma entre as patas do propodossoma; jovens sem
esporão ventral em frente da coxa III- 2
2. Cerdas verticais presentes em todas as fases do ciclo e escudo do propo¬
dossoma sempre alargado atrás; machos com opistossoma fortemente lobado
e ventosas anais conspícuas; penis invisível; machos com tarsos da pata
III modificados mas não atrofiados e 4 pares de cerdas no escudo do
histerossoma; fêmeas com tocostoma entre as patas do l.° par e com arco
quitinoso fundido com os epimeros anteriores da coxa I; patas II e IV das
fêmeas com cinco artículos. - Edcntalgcs, gen. n.
-a) Opistossoma do macho quadrilobado; cerdas verticais muito curtas em todas
as fases do ciclo; fêmeas e ninfas com cerdas muito longas no opistossoma
c na margem externa do podossoma; espécie parafagista de Myrmccophaga
tridactyla tridactyla. - E. quadrilobalus, sp. n., genótipo.
b) Opistossoma do macho bilobado; cerdas verticais longas em todas as fases
do ciclo; fêmea c ninfas com cerdas curtas no opistossoma c no bordo
externo do propodossoma; espécie parafagista de Bradypus Iridaclylus. -
- E. bradypus, sp. n.
-— Cerdas verticais ausentes em tôdas as fases do ciclo e escudo do propodossoma
sem alargamento posterior ; opistossoma do macho com lobos e ventosas anais
inconspicuos; penis longo e protudente; machos com tarsos da pata III
atrofiados e 2 cerdas no escudo do histerossoma; fêmeas com tocostoma
entre as patas do 2.° par e de arco quitinoso isolado, não fundido com
os epimeros das coxas. Patas III e IV das fêmeas com seis artículos. -
Troucssalges, gen. n.
-a) Troucssalges pceari, sp. n., genótipo e espécie única, parafagista em Tagassu
tajacu.
CHAVE PARA OS MACHOS DE PSORALGIDAE
1. Ventosas e lobos do opistossoma inconspicuos; tarso III reduzido; escudo
do propodossoma muito estreito; Cerdas verticais ausentes; penis conspícuo.
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Mem. In5t- Butantan,
«93-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
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DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES
Xos Myrmccophagidac do gênero Taiiiandua Frisch, 1775 os ácaros
assinalados limitam-se aos Ixodidac Amblyomma calcaratmn Xeumann, 1899,
é a e>pécie habitualmente encontrada; Amblyomma sp., rara e ainda r.ão
descrita; Amblyomma geoldii Xeumann, 1899; podemos agora assinalar ainda
Amblyomma pscudocoiicolor Aragão. 1908, espécie de que foi encontrada uma
só fêmea, fixada ao braço de um Tamandua tctradactyla proveniente de Ja-
guariaiva. Estado do Paraná. O único ácaro não Ixodidac , encontrado no Ta¬
manduá Colete, é o Psoralgcs libcrtus Troussart, 189ó, do gênero tipo da fa¬
mília Psoralgidac, da qual ora nos ocupamos.
GÊNERO PSORALGES TROUESSART, 1896.
Diagncse. — Psoralgidac com ambulacros nos quatro pares de patas no
macho e na fêmea e só nos pares do podossoma na larva e ninfas; orgão peniano
muito conspícuo. Tocostoma mediano. Macho com opistossema prolongado e
bilobado. Genótipo e espécie única: Psoralgcs libcrtus Trouessart, 1896.
REDESCRIÇAO DE PSORALGES LIBERTES TROUESSART. 1896
A descrição de Trouessart, embora sumária, permite identificar a espécie
e distingui-la das restantes da família. Xão tendo sido possível, entretanto, a
comparação com os tipos de Trouessart, resta a longínqua possibilidade de pe¬
quenas diferenças de valor especifico, aliás nada prováveis, entre o material
original e o que serve à presente descrição.
MACHO
Macho um pouco menos quitinisado, de escudo propodossomico menor e ce
cerdas mais curtas do que as espécies de Edcntalgcs, gen. n., medindo dc
comprimento total, desde o ápice palpai até o vértice dos lolx)s, 502 1 ‘, em um
exemplar de 448 u em outro.
Facc dorsal — Idiossoma prolongado na frente, como em todos os mem¬
bros da familia, mais largo ao nivel do III par e estreito dai para trás até
a raiz dos lobos, medindo 448u até o ápice dos lobos por 350u de maior largura
logo à frente da coxa III. Escudo do propodossoma muito curto com par de
cerdas verticais de 35u mais forte e bem mais longas do que cm Edcntalgcs
yuadrilobatus, sp. n., e mais curtas do que as de Edcntalgcs bradypus.^sp. n.
Escudo do histerossoma começando mais próximo do nivel da pata II do ue
da III, deixando larga margem lateral descoberta, com um par de cerdas
submedianas curtas anteriores, um par marginal mais posterior muito longo.
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100
XOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
muito aproximado, situado na altura das ventosas adanais e um par pequeno para
tóra do escudo e para trás, quase nos bordos dos lobos. Entre os dois escudos
ficam, quase no mesmo alinhamento, duas cerdas de cada lado, uma relativamente
pequena e interna e outra muito longa mais externa. Xão existe prega terminal
do tegumento logo atrás do escudo como em Edcntalgcs quadrilobatus, sp. n. Xa
margem do idiossoma uma constrição forte separa o propodossoma do nteta-
podossoma. Logo atrás desta há duas cerdas uma mais interna e mais curta,
dorsa>. e outra mais externa e mais longa, marginal, medindo cerca de •150u.
O pequeno par de cerdas interescutal posterior que existe nas duas espécies de
Edcntalgcs, gen. n., não ocorre em Psoralgcs libertus. Xa margem há, na
altura da coxa II, pequena área triangular fracamente quitinisada.
A região prolongada do opistossoma que vai formar os lobos mede 182u
a partir do ponto de encontro com a coxa IV. A fenda dos lobos mede
42p de profundidade. A cerda terminal posterior e interna é mais curta, medindo
126u; a ela se segue para fora uma cerda longuíssima com cerca de 61 Ou; a
seguir, e mais externa, vem a cerda mais curta do grupo, com 42p; a ela se segue
outra cerda extremamente longa com cerca de 730 u, implantada em região
separada do lobo por um entalhe, o que demonstra que na realidade Psoralgcs
tem também o opistossoma quadrilobado, sendo, entretanto, os lobos muito
menos pro fundamente separados do que cm Edcntalgcs, e sobretudo o lobo
externo não chega a ser separado do lobo interno. As cerdas grandes, embora
muito longas, são bem mais curtas do que em Edcntalgcs.
Eacc vcntral. Xão há zonas quitinisadas. O orificio genital fica entre as
-coxas do IV par e deixa ver por transparência um longo órgão peniano, caracte¬
rístico desta espécie, de cerca de 5òUH, a principio reto e de direção antero
posterior e que, já próximo das ventosas adanais, volta-se para a frente, descreve
duas espirais completas e continua o percurso até quase a altura do orificio genital,
depois de percorrer caminho sinuoso, sendo todavia a sua disposição variável,
-como o demonstra o aspecto em outro exemplar. O fato de apresentar luz em
toda extensão parece demonstrar tratar-se de penis verdadeiro.
Xo limite anterior do orificio genital e para fóra deste, há duas cerdas
relativamente curtas, finas e flexíveis e para trás destas dois pares de cada lado.
Mais para trás c mais perto da linha mediana há dois pêlos minúsculos lembrando
um pseudostigma. O anus fica já na região prolongada do opistossoma que
vai constituir os lobos, a qual apresenta duas ventosas circulares com 18u de
diâmetro e duas cerdas mais curtas do que as genitais. Da altura dessas ventosas
partem para diante e para trás dois apodemas.
Patas. As coxas das patas do propodossoma têm quitinisação fraca como em
Edcntalgcs, a qual, nas coxas I e II, é limitada a pequenas áreas. Epimeros
internos da coxa I separados na linha média, porém, fundidos aos da coxa II,
■ao contrário de Edcntalgcs, gen. n. ; na área da coxa I há cerda longa e flexivel;
cm
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z
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FLAVIO DA FONSECA
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tr-.-canier l com unia cerda vertical interna; basifemur I com uma cerda extenia;
telofemur I com uma cerda distai curta e duas medianas, interna e externa,
'ongas ; tibia I com longa cerda distai anterior e uma mais fina e mais curta
mediana, ambas solenidios; tarso I com sete cerdas das quais duas do tipo sole-
nidial, no sentido de Grandjean, terminando em ambulacro de pedúnculo curto e
garra curta, fraca e de ponta fina. Pata II com área coxal nua; trocanter II
com cerda flexível anterior; basifemur II com cerda posterior; telofemur com
duas cerdas internas e uma extenia; tibia II com uma cerda longa intenta e
distai e cerda curta interna proximal; tarso II com oito cerdas terminando como o
tarso I em garra curta e fraca e ambulacro de pedúnculo curto. Pata III muito
robusta e mais longa; área coxal com ligeira quitinisação e cerda longa implantada
em tubérculo e outra mais curta intenta; trocanter com cerda ventral externa
mais longa do que a da coxa; basi- e telofemur sem cerdas; tibia com cerda
distai fina e rígida, ventral interna e distai extenia, curva e voltada para trás;
tarso com duas cerda» basais das quais uma extenia muito longa com 300 M,
duas cerdas internas finas e curtas, uma mediana ventral de comprimento médio
e uma subterminal curta, terminando o tarso em garra mais curva c mais forte
do que nos outros pares de patas, com ambulacro de pedúnculo mais longo do
que nos outros pares. Pata IV cont alguns segmentos mais longos do que os
da pata III, ao contrário de Edcntalgcs; coxa IV inserida mais posteriormente
e mais extemamente do que nesse gênero levementc quitinisada c com cerda
curta; somente foram vistas outras cerdas, duas na tibia e uma no tarso, curtas;
o tarso é muito encurtado, transfonnado ent garra forte bífida, cont ambulacro
de pedúnculo curto e implantação ventral ent relação á garra.
O gnatossoma não pode ser examinado no preparado montado, sendo o
desenho apenas aproximado, tal como nas demais espécies novas aqui descritas.
DESCRIÇÃO DA FÊMEA
Eliptica irregular, de comprimento total de 4S0u.
Idiossonta de forma atenuada na frente onde tem projeção de base clianira¬
da, medindo de comprimento 420 1 * por 380n de maior largura logo adiante das
■coxas III, cont opistossonia ligeiramente dilatado e de margem posterior leve-
titente côncava, não chegando a ser bilobada.
Face ventral ccupada na frente pelas coxas I, com oriíicio genital no in¬
tervalo entre as coxas II e III, bem mais posterior, portanto, do que nas espécies
de Edcntalgcs, gen. n.. limitado à frente por debrum quitinoso semicircular, que
ot>‘de eptre as pontas 871». não fundido aos epímeros das coxas do propodossoma.
-Anus subterminal; com duas cerdas adanais mais curtas e flexíveis na altura do
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Mcm. Inst Butantan.
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FLAVIO DA FONSECA
109
niente reintrante entre as cerdas longas. Xão foi possível ver canal copulador
nas fêmeas dos dois lotes examinados.
Patas. As patas anteriores são mais robustas e mais longas do que as poste¬
riores, tendo as do l.° e 2.° pares comprimento igual, bem como as do 3.° e 4.°
pares.
Coxa I bem delimitada pelos epimeros, que não chegam a se tocar na
linha mediana, fundindo-se, entretanto, os anteriores com os posteriores, ao
contrário das espécies do gênero Edcntalges. Xão apresenta quitinisação coxal,
tendo uma cerda mediana longa; trocanter com cerda antero-intema ; basifemur
com cerda forte ventral externa ; telofemur com enorme cerda mediana no bordo
interno, outra curta à frente desta e uma de tamanho médio no bordo externo;
ribia com longa cerda distai dorsal e cutra curta ventral ; tarso com cerdas me¬
diana e distai, dorsal e outras duas medianas ventral e externa e três subter-
oiinais ; garra terminal simples, fraca e pouco encurvada e ambulacro de pe¬
dúnculo simples, sub-tenr.inal.
Pata II contígua a pata I. Coxa II sem epimero externo. Trocanter com
cerda antero-interna ; basifemur com cerda posterior muito Icnga, dorsal ; telo¬
femur com uma longa cerda interna e mediana e outra curta a frente desta,
«ilém da cerda longa sub-temúnal externa; tibia com cerda longa, distai interna,
e cerda mediana proximal interna ; tarso com uma longa cerda externa próxima
da base, e seis outras mais curtas; garra c ambulacro iguais ao do tarso I.
Pata III. Ccxa com epimeros que não chegam a circunscrever toda a
area coxal, área esta em que se encontram uma cerda fina posterior e uma curta
e muito forte anterior, de 27p dc comprimento por 3u de largura na base;
trocanter com cerda longa e fina mediana; basi- e telofemur sem cerdas; tibia
COni duas cerdas distais; tarso com enorme cerda mediana externa, de 5u de
largura na base por cerca de 360u de comprimento c outra bem mais fina c
menos longa, distai : pedúnculo terminal, simples, não segmentado, porém mais
longo do que nos tarsos I e II e com ambulacro menor. Há, portanto, nesta
Pata, como na pata I\ . seis articules, ao contrário dc Edcntalges spp. Pata
contígua à pata III, com área coxal Irem delimitada; apenas sc nota uma
cerda fina mediana na face dorsal da tibia, não tendo cerdas os outros artículos;
,arso com uma cerda de 7.5p de largura por — 560p dc comprimento, tão
l ar ga que a sua implataqão ocupa quase todo o bordo anterior do tarso; uma
cerda muito mais fraca terminal, um pêlo posterior fino e curto e outro terminal
c pedúnculo terminal e relativamente longo, não segmentado, terminando cm
•uttbulacro menor do que o dos tarsos I e II. As cerdas dos tarses das patas
Hl e I\ são mais curtas nesta espécie do que nas do género Edcntalges, gen. n.
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NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
TRITONINFA
tritoninfa mede 342u da maior largura. As patas anteriores, muito -
mais fortes do que as posteriores, terminam em pequena garra ligeiramente
encurvada e em ambulacros de pedúnculo curto, largo e não segmentado, que
atinge o ápice da garra. As patas posteriores, subiguais, terminam em duas
cerdas tarsais, das quais a ventral e anterior do tarso I\ é muito curta, pa¬
recendo este articulo ter ainda um pequeno tubérculo ao lado desta cerda e
mais uma cerda minúscula, somente visível com objetiva de imersão; do outro
lado do tubérculo, uma outra cerda também minúscula ficando no limite com a
tibia e também do lado ventral: a cerda apical longa desse tarso IV é da
ordem de 300u. O tarso III termina em duas cerdas longas, a apical menor,
havendo ainda três outras cerdas tarsais curtíssimas. Xo bordo externo do idios-
soma existe a cerda longa habitual, logo adiante da coxa III e para dentro desta
o espinho forte característico dos jovens desta espécie e (pie nas outras espécies
é representado por uma cerda de comprimento médio. Xo opistossoma há deis
pares de cerdas submarginais, um ventral e outro dorsal. Há um par de
cerdas adanais de comprimento médio, próximo do anus e ao nivel no seu terço
anterior e um outro par mais longo, mais externo, ao nivel do polo posterior.
As cerdas verticais são fortes. Os epimeros internos da coxa I quase se tocam
na linha média, tal como na larva e na protoninfa.
PROTONINFA
A protoninfa é sarcoptiforme, isto é, tem o corpo globoso c patas muito
curtas o que logo a distingue da fêmea, que é clitica; o idiosoma mede 238u
x 196u.
Difere da fêmea por não ter ambulacros nas patas III e IV, terminando
est^s tarsos em uma longa cerda, havendo no tarso III mais uma cerda de com¬
primento médio, também terminal e mais externa. Outro caráter diferencial é
(lado pela cerda curta situada ao lado da cerda externa ventral do idiosoma na
altura da coxa III, a qual é aqui substituído por um esporão fortíssimo, en¬
cimado para trás, medindo 20u por 6.5u de maior largura, formação esta que
ocorre em todas as fases jovens, sendo ausente nas outras espécies da família.
A existência do cscudetc do propodossoma e de cerdas verticais, bem como a res¬
tante quototaxia lembra a das fêmeas. Difere da tritoninfa quase só pelo ta¬
manho, pela implantação cm tubérculos do par de cerdas longas ventrais pos¬
teriores do opistossoma e pela ausência das cerdas minúsculas dos tarsos III.
cm
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Mem. Inst. Butantan,
2*93-15/. 1Ç54
FLAVIO D.\ FONSECA
1 J I
LARVA
Mede 105 3* por 115 1 * de maior largura e tem como principais ca¬
racterísticas a existência dc cerdas verticais espinhosas, em escudo que atinge
° nível das cerdas escapulares, espinho à frente da coxa III, uma única cerda
n ° tarso III, muito longa, ao lado de três outras muito curtas, ausência de
cerdas adanais, um único par de cerdas longas, de implantação ventral no hordo
do opistossoma e uma cerda longa, dorsal da margem externa do idtossoma, à
■rente da coxa III; a cerda grande escapular é também muito longa; há mais
quitro pares de cerdas curtas dorsais, dos quais um já próximo do bordo do-
opistossoma. Patas do propodossoma com espinho fraco e ambulacros. As-
maxilicoxas apresentam duas projeções rombas ventrais.
Redescrito de dois machos, um.a fêmea e duas protoninfas, nas lâminas
1696, capturados sòbre Tamandua tctradactyla tctradactxla L., 1785. X. 0,
1f J81 do registro de hospedeiros do Laboratório de Parasitologia do Instituto
Butantan, proveniente da Serra da Cantareira, Município de São Paulo, onde
ío! apanhado vivo a 22.7.1939. Larva do lote X.° 2119, capturada pelo autor
a 6-4 1954 sóbre hospedeiro da mesma espécie, X.° 7584 do registro dc hos¬
pedeiros, de Jaguariaiva, Paraná, no qual quase só foram encontrados ácaros no
cerutnen do ouvido, não tendo sido vistas lesões cutâneas.
Que se trata de espécie de encontro frequente nos Tamanduás do sul do
Brasil demonstra-o o fato dc a termos encontrado a 26.7.54. também no cerumen
<1° ouvido, no Tamanduá X\° 7791. proveniente também dc S. Paulo, no qual
3 penas foram capturados três exemplares adultos. Aliás parece que a proli¬
feração da espécie não é de grande intensidade. jk>ís nunca a obtivemos tão
abundante quanto em Edtntalges quadrilobalus, sp. n.
A respeito de Psoralgcs libertus merecem reparo algumas asserções de
trouessart no seu trabalho original. Trouessart foi mal informado por Goeldi
5 '° 're a lesão causada na Tamanduá. As manchas alaranjadas interpretadas como
Cf, onias de Psoralgcs libertus jovens, as quais, segundo informações do próprio
^-■ldi, são também vistas em outros animais silvestres, podendo o parasita, que
r Çvebeu o nome vulgar de tuicuini, passar para o homem que os manipula, nada
eni a ver com o Psoralgcs. São devidas ao parasitismo por larva de Trombi-
c 1,1 idade, possivelmente Eutrombicula alfrcddugcsi (Oudemans, 1916). eviden-
R‘niente confundidas com Psoralgcs libertus. como. aliás, o indica claramente a
c,t tção do nome vulgar de micuim, reservado pelo povo para essas lanas apenas.
Como se vê, o nome libertus dado por Trouessart à espécie, na presunção
lp Hue os jovens de Psoralgcs fossem de habitat subcutâneo e os adultos vi-
es seni livres, não exprime a realidade.
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% .*
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XOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
Ao estudar Psoralgcs Ubcrtus, exultou Trouessart, diante das informações
recebidas, julgando ter descoberto o élo entre os Sarcoptideos plumículas e os
Psoroptideos. Infelizmente não podemos confirmar essa particularidade bioló-
naraf^LÍ" 3 ^ b.valênria como pilicolas e dermatófüos ou como
l - - alistas e parasitas. .Nao obstante ser inválida a asserção de Trouessart a
esse respeito nao deixam entretanto os Psoratgidac de apresentar as mais fla¬
grantes analogias morfológicas, de um lado, na fase adulta, como as formas
« °'" r " ' 0nmS ' OVmS - COm 05 parecendo, real-
::v°rz: op "" áo “ ,OTadi ** - /«
s 7J1«. TÀ ““ - "T"”*™' “ formas dc tran-
' entreos dots grupamentos. n5o atingindo entretanto, ainda, a fase de
ras, tsnto dentuco circunstância esut que. en, vez de desvalorizar a idpJL
ai.ida talvez venlia reforçá-la singularmente.
EDEXTALGES QUADRILOBATUS GEX. X., SP. X.
agrUPament ° d0S Xenar,hra ^ o Tamanduá Bandeira
V llle COm ° ° ma ' 0r d ° S 561,5 representantes, embora talvez não o
/w C r ent ° e n,a,s I’ C5a<, °- P° is êste é provavelmente o Tatú Canastra
ontes gigantes. Ao contrário da relativa raridade do último, perseguido
e i:n s ;; cb,en '* * r de ^
; a,e de 20 1,tros ' ° Tamanduá Bandeira é ainda espécie comum nas
.nu.des campinas, onde praticamente não é molestado, já porque sabe defen¬
der-se com suas garras fortíssimas servidas pela musculatum possVnte d"s
Z ÍnUfÍ1Ídade * SUa * Porque fconsiderado
‘ _ uai util pelo combate incessante aos térmitas e às formigas, embora pareça
nao se alimentar justamente das espécies do género Atta, as Saúvas que são
mais perniciosas formigas. 9 ^
° aCaro ,nais frequentemente encontrado sôlre o Tamanduá Bandeira
e o Amblyomma nodosum Xeumann. 1905, que o parasita com regularidade’
í em,tr fl -7"' W T (Fa í rÍCÍUS * ,7W > é ° utra es P^ ie q>- encontramos com
rcqmncia sobre o Tamandua gigante. Excepcionalmente verificámos uma
sobre ele também o Amblyomma panmm Aragão. 1908, citando Aragão o
K^h ?84? SUa n Ambty0mma foss,,m Xe umann, 1899 e de A. longfrostte
nnnn ™ Xe,lmann - '**>' ^mblyomn.a incisum Xeu-
m.nn 1906 t Amblyomma scalpturalum Xeumann, 1899 são outras espécies já
assinaladas sobre o grande Tamanduá.
Em 1954 tivemos oportunidade de descrever um ácaro também heutató.
ago parastta de Uvrno-roMugu. „ ,Yro m yrm„oph.gu, Fonseca
1.4. da família Macronyssidae (sin. Lipcnyssidae).
ácunfreH Íd Nc ° lip 0 ”y ssus ^ynuccophagns, o único outro
■ caro registrado sobre os Xtynnccobhagidat é o Psoralgcs Ubcrtus Trouessart,
cm
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Mwn. Inst. BaUntas,
2*95-167. 1954.
FLAVIO DA FOXSECA
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1896, só encontrado em Tamandua tetradactyla, o Tamanduá Colete, e “outras
espécies do mesmo gênero”, asserção esta última errada, de Canestrini, c deri¬
vada da incompreensão do trabalho original de Trouessart, mesmo porque
não conheço outra referência à sua captura além da original do autor do gê¬
nero e da espécie, Trouessart.
Ao que parece os .1/ ynnccophagidac se prestam ao parasitismo de Sarcopti-
formes, pois esta é a segunda espécie encontrada em membros da familia e
talvez não seja a última.
Não é pcssivel inclui-la no gênero Psoralgcs Trouessart, 1S96, do qual o
■distinguem a ausência de ambulacros nas patas III c IV, nos dois sexos, ao
Passo que em Psoralgcs existem em tòdas as patas da fêmea e do macho, e a
falta de um órgão peniano tão desenvolvido quanto o de Psoralgcs, sendo tam-
héni muito diversa a posição do tocosma, que em Psoralgcs é mediano.
O parasitismo de hospedeiro do mesmo grupo, o aspecto geral, o desenvol¬
vimento das patas III e IV e a ocorrência de ventosas anais e de lobos nos
tnachos c de escudo semelhantes, a tendência para o grande desenvolvimento
tlts patas e o habitas psoroptiforme da fêmea e dos jovens, falam a favor tia
colocação na mesma familia Psoralgidac Oudemans.
Diagnose genérica de Edcntalgcs gen. n.
Psoralgidac com ambulacros somente nos tarsos I c II cm tòdas as fases
'lo ciclo, terminando os tarsos III c IV cm longas ccrdas, exceto nos machos
n ° s quais terminam em garra. Epimeros das coxas do l.° par das fêmeas
un; dos por barra transversal. Ventosas adanais bem desenvolvidas. Órgão
Pântano inccnspicuo e tocostoma no propodossoma, com arco quitinoso fundido
Coni os epimeros anteriores da coxa I. Gcnótipo: Edcntalgcs quadrilobaius, sp. n.
DESCRIÇÃO DE EDENTALGES QUADRILOBATUS SP. N.
Das quatro espécies que constituem a familia esta é a que apresenta ccrdas
^ais longas no idiossoma e nas patas c ccrdas verticais mais curtas, tanto no
Tnac ho quanto na fêmea e nos jovens. A pata III mais alargada c mais alon-
S^da e o opistossoma quadrilobado no macho são outras tantas caracterís-
hcas da espécie, cujo ovo é também muito maior.
MACHO
Lembrando um Analgcsidac pelo aspecto geral e desenvolvimento das patas
Interiores. Idiossoma sem os lobos com 468 p por 421 n de maior largura ao
n, 'cl do l>ordo anterior da coxa III. Lobos medianos muito salientes, com 154 n
de comprimento por 115u da maior largura na base, bruscamente atenuados no
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NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
meio do bordo externo para dar implantação à cerda externa proximai, a quaf
mede cerca de 1330u. terminando em duas cerdas apicais, das quais a externa
com 1S00 a 2500u e a interna com cerca de 700,1, sendo a sub-apical bem mais,
curta do que esta. Lobos externos menores, com 70u de comprimento, termi¬
nando em cerda apical de 630p mais ou menos.
Face ventral do idiossoma com orifício genital entre as coxas do IV
par a cerca de 3a(Xi do ápice dos palpos. com duas pequenas áreas de tegumento
d. erenaado de cada lado, lembrando dois pseudostigmas redondos com órgão
pseudostigmaticos mmusculos, setiformes. próximos do limite posterior Ori-
f.ao anal com bordo posterior na altura da emergência dos lobos externos la¬
deado por duas ventosas circulares, de 25,t de diâmetro, existindo uma cerda
cu.ta e longa adiante de cada uma delas e um póro posterior externo O
tegumento e estriado e glabro.
Face dorsal O idiossoma, estreitado e prolongado na frente, alarga-se até
a altura do III par. convergindo então os bordos externos até a raiz dos lolios
externos A região anterior do propodossoma é prolongada e recoberta pelo
esuido do proixKlossoma. pouco quitinisado e de superfície pontilhada, o qual
termina em forte prega transversal do tegumento, deixando dos lados margem
descoberta em toda a volta, menos no bordo posterior que termina na prega
citada, bossetas supra-coxais inconspicuas. Duas pequenas cerdas verticais
>u„ menores do que as das duas outras espécies da família, dirigidas para den-
o. ficam implantadas proximo do bordo anterior, distando uma da cutra me¬
nos que o dobro de seu comprimento. No tegumento situado abaixo da
margem da prega existem as duas cerdas escapulares internas, das quais a de
fora c do tipo exageradamente longo e flexível atingindo o nivel das ventosas
e a mtema e curta e rígida. O comprimento desta cerda é caracterstico da
especie e sempre presente em tódas as fases do ciclo. Há uma cerda rígida a
cscapular externa, no bordo externo na altura do bordo posterior da coxa II
muito mais curta todavia do que a cerda também marginal e perpendicular a
caI 1 o" T 1 ? T lU ’ S CCrda « q«al mede
cerca de 630,. O escudo do histerossoma vai do nível do orifício genital
. a extremidade posterior dos lobos, deixando na frente margem descoberta
qnc se estreita progressivamente para trás até desaparecer. Êsse escudo tem
." 1 (C Cerdas sub medianas finas e longas, muito flexíveis desde a base
dos quais um par anterior situado ao nível do bordo anterior do orifício genital
e para fora dele; outro par mais posterior, bem adiante do nivel do bordo
cx.emo das ventosas. Xa base do lobo externo fica implantada de cada lado
uma enorme cerda, havendo ainda uma cerda longa na margem externa do
escudo do histerossoma; uma cerda pequeníssima existe entre o escudo e a mar¬
gem na altura da coxa IV, havendo um par um pouco maior interescutal.
cm
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FLAVIO DA FOXSECA
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Patas. Uma das características da espécie é o desenvoh imento das patas
dc metapodossoma, cm contraste com o aspecto normal das do propodossoma.
Xa pata I a coxa tem epimeros robustos, que não chegam a encontrar-se
na linha mediana, tendo desaparecido o revestimento quitinoso sendo a área cor¬
respondente às coxas recoberta por tegumento nú estriado, existindo nessa re¬
gião uma longa cerda flexível; o trocanter I tem cerda ventral interna de com¬
primento médio e um espinho curto dorsal; o basifêmur tem longa cerda ven¬
tral e interna; o telofemur tem duas cerdas externas longas e distai'menor, e
nma interna; a tibia tem cerda curta dorsal e cerda muito longa, distai e externa;
o tarso I tem várias cerdas de comprimento médio, terminando em garra única,
ligeiramente encurvada, na base da qual está implantado o pedúnculo simples,
não articulado do ambulacro.
Xa pata II apenas é reconhecível o limite posterior da armadura da coxa;
trocanter com cerda de comprimento médio, interna; basiíemur com cerda lon¬
ga, ventral e interna; o telofemur tem uma cerda ventral e outra dorsal, ambas
longas e uma distai muito curta; a tibia tem cerda distai longa, e outra ex¬
terna, mediana, dorsal, curta; o tarso apresenta duas cerdas externas e duas
■nternas medianas c poucas cerdas distais finas, terminando como o tarso I.
A pata III, que mede 576u até o bordo anterior da coxa, tem a coxa
revestida de área quitinisada quadrangular, ficando separada da pata II por
tntervalo apreciável; apresenta cerda muito longa e flexível, muito mais com¬
prida do que nas outras espécies da familia, na região média da área coxal c
cerda mais curta no bordo externo; trocanter com cerca de 108u de maior largura,
c °m cerda distai externa; basiíemur desprovido dc cerda; telofemur com uma
tterda fina dorsal; tibia com longa cerda dorsal externa, sub-media na c cal-
rnr dorsal e distai interno, de ponta fina e com cerda fina em sua base; tarso
cont cerda longa basal externa e outra mais longa dorsal interna e mais quatro
cordas relativamente curtas nos bordos. Xa região sub-apical nota-se um pe¬
dúnculo simples, mais curto do que o das patas anteriores, semelhante a um
empódio. não havendo ambulacro. terminando o tarso em quitinizaçáo que não
chega a ter aspecto da garra, sendo êste articulo bem mais longo do que em
kdcntalgcs bradypus sp n.
Pata IV mais curta e mais estreita do que a pata III. com inserção sub-
TOcdiana, área coxal estreita quitinisada com cerda curta, dc epimero comum
a pata III do lado externo; trocanter, fêmur e tibia sem cerdas; tarso com
cerda basal interna e cerdas curtas distais, terminando em garra curta, com pe¬
dúnculo semelhante a empódio, menos desenvolvido que o da pata III e sem
a nibulacro.
O gnatossoma não poude ser examinado nos exemplares montados, sen-
o seu desenho apenas aproximado.
1, | SciELO
116
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
FÊMEA
bemca pouco menor do que o macho, parecendo menos desenvolvida de-
v,do a h,pertro ,a das pa.as III do último. Comprimento total de uma temea
desde o apice dos palpos 518 n. ’
Idiossoma elitíco, um pouco estreitado atrás, onde e ligeiramente büobado-
projetado na frente do propodossoma, tal como o macho. Comprimento do
idiossoma - 1621 . por 336 h de maior largura no limite do propodossoma.
Face ventral com epimeros da coxa I fundidos à armadura do toco,tema
cm toda extensão; orifício genital a 154p do ápice dos palpos, ficando situado
ao nível do intervalo entre as patas I e II; o tocostoma é ladeado por duas
pequenas cerdas tlexneis e duas mais posteriores maiores, havendo ainda um
par de comprimento intermediário no mesmo alinhamento, ao nível das patas
dn metapodossoma. Anus subtenninal ladeado per duas longas cerdas flexí¬
veis, muito mais compridas do que nas outras espécies da família e duas cerdas
muito curtas mais externas. No opistossoma duas cerdas extremamente longas
com 1600u mais ou menos e internas em relação às duas homólogas dorsais.
I-acc dorsal com escudo do propodossoma de conformação idêntica à do
macho, recobrindo a projeção do propodossoma, com cerdas verticais curtas, ter¬
minando atrás da prega transversal do tegumento, menos pronunciado do que a
do macho, na altura da qual ficam as cerdas escapulares internas, curta e rígida
o longa e flexível, idênticas às do sexo opesto. Cerda escapular externa muito
curta. Cerda da margem externa, metapodossomica, com 350u. Opistossoma
com cerda dorsal submarginal e cerda apical muito longas, a última mais grossa
e maior. Nao ha escudo do histerossema. O canal copulador abre-se a 45u
da extremidade posterior, muito mais à frente do que E. bradxpus sn. n e
apos curto trajeto, segue direção retrograda.
As patas do propodossoma da fêmea diferem das do macho pela ine¬
xistência da quitinisação coxal e pela ocorrência da bana quitinisada ligando
os epimeros. A quetatoxia coincide quase totalmente com a do macho dife¬
rindo em detalhes.
Ao contrario, as patas do metapodossoma diferem totaimente, apenas apre¬
sentando diferenciados coxa. trocanter, femur, tibia e tarso, sendo menores do
que as do propodossoma. Esta espécie e a sua congénere apresentam, portanto
apenas cinco artículos nas patas III e IV da fémea, diferindo das de Psoratge,
e 1 roucssalgcs que têm seis artículos.
A região da coxa III tem cerda muito curta e outra muito longa pos-
ICrior. O temur e o titia das patas III e IV são glabros. O tarso da pata
cm
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M«tt. Inst. ButanUn.
24 : 93 - 167 . 1954 .
FLAVIO DA FONSECA
117
III termina em duas cerdas muito longas, a anterior menor e o tarso IV termina
em três cerdas de tamanho progressivamente crescente para trás. Ambos esses
tarsos têm raros pêlos minúsculos subterminais e são desprovidos de ambu-
lacros ou garras. Das fêmeas desta familia é a que apresenta cerdas mais
longas nos tarsos do metapodossoma e no idiossoma.
O gnatossoma não poude ser examinado.
Alêm das fêmeas grávidas são vistas fêmeas não grávidas de morfologia
perfeitamente idêntica.
TR1TONINFA
A tritoninfa difere da fêmea por não apresentar a prega do propodossoma
tao anterior, ficando esta no limite entre o pro- e o metapodossoma, muito para
Vás das duas cerdas referidas no macho e na fêmea. Além disso a tritoninfa,
P° r não ter tocostoma, não apresenta a barra ligando os epimeros da coxa I
c tem as duas cerdas posteriores do opistossoma, que na fêmea são ventral c
dorsal, ambas na face ventral, ficando terminal o par de cerdas subterminais
fêmea. As patas comportam-se como as da fêmea. A ninfa cm questão
nicde de 350a a 550p, apresentando as menores lobos vestiais no opistossoma.
KROTONINFA
A ninfa I difere da ninfa II pela ausência completa da prega dorsal.
Pela ocorrência de apenas uma cerda terminal no tarso IV c por diferenças pe¬
quenas de quetatoxia. A ninfa I mede de 280 a 380}i, apresentando as meno-
r es lobos vestigiais que desaparecem com a repleção do exemplar.
LARVA
Mede lõOit por 140u de maior largura, tem garras de ápice encurvado c
*nibulacros inermes, de pedúnculo não segmentado nas patas do propodossoma.
Pata III com três cerdas tarsais das quais a dorsal muito curta e a posterior
'•entrai muito mais longa do que a restante anterior. Opistossoma com quatro
c "rdas longas na margem. Xão há cerdas adanais, do mesmo modo que na
larva de E. bradypus, sp. n. A cerda ventral da altura da coxa III c muito
,r ’ n ça. também existindo as duas cerdas situadas ao mesmo nivel mas no bordo
terno, uma longa e outra bem curta. O escudo dorsal não poude ser exami-
1, | SciELO
118
XOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
nado por estar oculto pelas patas encurvadas do preparado, cuja face vcntral está
voltada para cima.
O ovo tem um dos lados plano e mede 224u por 112u de largura.
Descrição de três cótipos machos, três alótipos fêmeas, três protoninfas,
sete tritoninfas e uma lana, que figuram na coleção montados em lâminas sob
o N.° 4843; numerosos exemplares em álcool em frasco com o mesmo número.
Todos capturados entre os pelos do corpo de um exemplar jovem de Tamanduá
Bandeira, Myrmecophaga Iridaclyla tridactyla (L., 1758), registrado na Secção de
Tarasitologia do Instituto Butantan sol» o X.° 6645 A, proveniente de Ribas do
Rio Pardo, Estado de Mato Grosso. A lana, uma protoninfa e uma tritoninfa
acham-se montadas a parte, na lâmina N.° 2005 ao lado dos cótipos e alótipos de
Neoliponyssus myrmecophagus Fonseca, 1954.
O mesmo Tamanduá estava parasitado por Neoliponyssus myrmecophagus
f: por três diferentes espécies de Ixodidac do gênero Amblyomma.
EDEXTALGES BRADYPUS SP. X.
í
Espécie encontrada em Bradypus tridactylus e congenérica à de Myrmeco¬
phaga trídalyla, da qual se distingue, como também das restantes espécies da
familia, sobretudo i»ela falta de cerdas longas no opistossoma das femeas e
jovens c pela cerda curta do bordo externo do idiossoma das fêmeas c ninfas,
l>em como pelo opistossoma mais acentuadamente bilol»ado destas, o qual nas
femeas apresenta a extremidade quitinisada; do macho de E. quadnlobatus, sp.
difere logo à primeira vista por ser o opistossoma apenas bilobado e não
-quadrilobado, como na esj»écie do Tamanduá.
MACHO
Aspectos geral lembrando o de sarcóptidas plúmicolas. com patas fortes, prm-
cipalmentc as do terceiro par que são alongadas e alargadas, sendo as do quarto
,«r menos alargadas do que na espécie E- quadnlobatus. O comprimento total
«lo ápice dos palpos â extremidade posterior dos lobos é de 560 1 4 e a largura ao
uivei do limite do podo- e metapodossoma é de 3201*.
Comprimento do idiossoma 5301*. Face dorsal com a saliência anterior do
propodossoma observada nos restantes membros da familia. Escudo do pro-
dossoma quase da largura dessa saliência na frente e alargado atras, ultrajias-
sando o nivel dos epimeros medianos da coxa I. Cerdas verticais rígidas, lon-
cm
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MtTn. Inst Butantan.
2*:9S-167. 1954 .
FLAVIO DA FONSECA
119
gas e finas, dirigidas para trás, com 58u de comprimento, implantadas já
próximo do polo anterior do escudo, ultrapassando o meio deste e separadas
por intervalo de 18u. Fossetas supra coxais inconspicuas, porém a sua cerda
c muito nitida e saliente. Opistossoma saliente e de bordos ligeiramente conver¬
gentes. Escudo do histerossoma estendendo-se desde adiante do nível do orifí¬
cio gen tal até quase os lobos que. entretanto, não são por ele recobertos, com
um par de cerdas submedianas na margem anterior, um cutro par marginal
na altura da pata III. um par mediano bem à frente do nivel das ventosas e
nm par marginal ao nivel destas, todas essas cerdas longas, finas, rígidas e em
arco de concavidade externa. A superfície dorsal descoberta é estriada, não
apresenta prega forte anterior como em E. quadrilobalus, e tem, para fóra da
margem postero-latera! do propodossoma, os dois pares de cerdas escapulares
internas tão típicos em vários grupamentos de Sarcoptifonncs e que nunca fal¬
iam nesta familia, um curto e fino mais anterior e outro longo e fino logo atrás
c paru fóra déste, existindo ainda, como em E. quadrilobalus. sp. n., e em
Trcuessalgcs pccari, sp. n., um par de cerdas muito curtas para trás déste, o
f l ur >! não existe em Psoralges libertus Trouessart. Xa linha mediana c na base
dos lobos encontra-se uma formação elitica com grande eixo de 35p, delimitada
nos dois terços anteriores por um debrum estriado transversalmente e de largura
uniforme. Esta formação é recoberta pela finissima camada do escudo dorsal
ç fica em situação nitidamente dorsal, colocada em situação correspondente à
a das ventosas adanais, das quais difere pela estrutura intenta c do debrum,
J endo maior do que elas. Duas cerdas marginais longas, uma no propodossoma,
completam a quetatoxia da face dorsal.
Face ventral com orifício genital na altura das coxas posteriores com ar-
ntadura em fonna de U de abertura posterior, menos quitinosa do que nas
outras espécies da familia, com duas cerdas curtas e aproximadas posteriores c
duas saliências palpili formes de cada lado sobre o 1 tordo extenio da armadura
Scnital.
Opistossoma estreitado com orifício anal na base dos lobos, ladeado por
duas ventosas de contorno circular com 18u de diâmetro, com póro central c
estrutura concêntrica, à frente das quais fica uma cerda muito curta. Os dois
lobos apresentam fenda profunda, com cerca de 60separando um do outro e
te 'ii cinco cerdas: uma terminal mais longa e mais forte com cerca de 1750u,
ladeada por duas outras mais curtas e mais finas; uma outra externa situada no
l>ordo. muito longa, com cerca de 14301* e uma mais anterior, mais fraca e
wienor.
Patas — Patas anteriores subiguais, sempre encurvadas, o que dificulta o
■^xarne. Patas III e IV alargadas, principalmentc a pata III que é também
], | SciELO
120
VOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
ngada. Coxa I com ep,meros medianos que não chegam a tocar-se na linha
e cerd d " *“ U * área coxal ^nisada na zona interna
cerda de comprimento medio na região mediana; tíbia de superfície quitinisada
com cerda longa distai interna; tarso I com 7 pelos, dos quais um distai termi¬
nando em garra fraca e ambulacro sem garras e de pedúnculo curto. Na região-
mediana do bordo tarsal interno há um esporão curto e obtuso. Coxa II contígua
a coxa I, com area antero-mtema quitinisada; trccanter com cerda antero-intema •
basifemur com cerda externa; teloíemur com cerda externa e duas internas; Zii
e superfície quitinisada, com longa cerda distai no bordo dorsal e cerda curta
basal, tarso com sete cerdas, esporão curto e obtuso mediano e garra terminal
pouco mais forte do que a do tarso I; pedúnculo iniciado na base da garra
curto, terminando em ambulacro sem garras. Coxa III muito larga de sup-r-
qW T ! ' COm IOnga CCrda mcdiana 'entrai, outra longa, externa, que deve
^Ve^rn^T-f 05501111 ” 6 CUrta interna : trocantcr ««" cerda
curta t l basifemur sem cerda; telofemur com cerda fina e relativamente
ur a, tíbia com enorme cerda sub-mediana externa de 9S0u e espinho terminal
na base do qualse insere uma cerda fina e flexivel; tarso III com enorme cerda
mediana de 1500p, uma cerda longa e duas curtas basais e dois pelos; o tarso
e por tal forma quitimsado e afilado que se transforma nos terços distais em
garra terminando em dois pequenos ganchos; há uma formação subtemiinal
semelhante e um empódio. Pata IV ultrapassando ligeiramente o ápice dos
Iojos. Coxa I\ de inserção submediana, quitinisada, com cerda muito curta no
bordo interno; trocanter e basifemur nús; telofemur com cerda curta distai; tibia
com ccrdas distai c proximal, ambas curtas; tarso recurvado, com cerda basal
tres pelos curtos distais e cerda basal no bordo externo, com garra de inserção
subtcnninal, curta e curva, sem ambulacro.
FÊMEA
Femea caracterizada sobretudo pela protusão do opistossoma bilohaao e
quitimsado na extremidade e pela ausência de cerdas longas em todo o idiossoma
Mede >00u de comprimento por 310p de maior largura na região posterior do
propodossoma. sendo menor do que a de F.dcntalgcs quadrilobatus e de con¬
torno menos regular. Limite entre o propodossoma e o metapodessoma assina¬
lado por constrição forte e pregueamento ventral.
Face dorsal em tudo semelhante à do macho na região do propodossoma,
chamando a atenção a visibilidade da cerda da fosseta supracoxal e a pequenez
da cerda cscapular interna. As únicas outras cerdas visíveis são notáveis por
serem muito curtas e finas em relação às das outras espécies da família; constam
de uma cerda escapular externa no bordo externo, ao nível da coxa II; do
cm
SciELO
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Inst. Bataman,
S«:9J-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
121
gnipo terminal, composto de duas cerdas do opistossoma, implatadas em peque¬
nos tubérculos e medindo apenas 25u, o que contrasta com o enorme comprimento
das homologas de Psoralgcs libcrtus e de Edcntalgcs quadrilobalus; de duas
outras cerdas mais externas e mais dorsais ainda menores c dois pares submedia-
nns maiores, mas ainda curtos. Xão há escudo do histerossoma e a área quiti-
nisada do bordo posterior do opistossoma, onde se acham implantadas as cerdas,
e recoberta pelo tegumento nú, estriado, mostrando que a quitinisação é interna.
Q cana! copulador termina em elevação papili forme mediana, encurvando-se para
direita depois de trajeto de 20u, tomando então direção recurrente.
A face ventral apresenta o tocóstoma entre os epimeros das coxas I, com
a porção anterior já muito próxima do gnatossoma, em situação ainda mais
a uterior do que em Edcntalgcs quadrilobatus, ficando a armadura genital intei¬
ramente fundida com os epimeros da coxa I. O ánus é uma fenda de localização
'ub-terminal, tal como nas fêmeas dos Acaridiac parafagísticos de Aves, e de cada
'-do apresenta uma cerda fina. A zona descoberta apresenta dois pares de cerdas
lIn ' na região mediana e outro próximo do tocóstoma e pouco para fora dele na
a 'tura da coxa II.
Patas anteriores encurvadas, bem mais robustas do que as posteriores,
«•ferindo muito pouco das do macho, terminando como neste em garra com
ambulacros c apresentando nos tarsos 1 c II um esporão obtuso. A pata III
'ermina em duas cerdas enormes c a pata IV em três cerdas, das quais a ante-
,,0 r um pouco menor, não havendo ambulacros. Patas III e IV com cinco
•"tteulos apenas, não havendo genual nem tão pouco desdobramento do fêmur.
Ovo ciitico alongado com 2I0u de comprimento por 110p de largura.
TRITONINFA
A ninfa difere da fêmea pela ausência do toccstoma, pelo contorno mais
re »ular e pelo opistossoma menos bilobado c não quitinisado na extremidade.
Tarso I e II com ambulacro, tarso III com duas longas cerdas terminais c
!, irso IV com três cerdas muito lcngas. Tal como nas fêmeas o comprimento
*°tal é variável, tendo sido medidas triíoninfas de 390, 490 e 560p.
LARVA
Comprimento total de 235p.
Com escudo do propodossoma estreito e com cerdas verticais. Tarsos do
prujKxlossoina com garra recurvada e ambulacro de pedúnculo curto, sendo a
f '°rsal anterior romba da tibia a mais comprida. Patas I e II com sete artículos.
Epimeros das coxas I afastados. Pata posterior com cinco artículos, tenni-
1, | SciELO
122
XOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
nando o tarso em duas longas cerdas, das quais a externa é muito maior,
medindo cerca de 500u.
Descrição de 14 machos cótipos, 8 fémeas alótipos e 7 tritoninfas capturados
a 15.7.52 sôbre um Bradypus trídactylus brasílicttsis Blainville, proveniente da
Estação de Mario Soto, S. Paulo. Larva descrita do lote Xo. 216. Todo o
material tipo se encontra na mesma lâmina Xo. 4807 na qual estão também
montados os tipos de LobaUjcs bradypus, gen. n., sp. n. (Epidermoptidae), captu¬
rados na mesma região e sôbre o mesmo hospedeiro. Paratipos X.° 216
constituídos de machos, ninfas e larvas capturados a 16.1.1939 no ouvido externo
do Bradypus trídactylus brasilicnsis N.° 632 do registro de hospedeiros, prove¬
niente de Cubatão, Santos, São Paulo.
DIAGNOSE GENÉRICA DE TROUESSALGES GEN. N.
PsoraUjidac com ambulacros somente nos tarsos do podossoma em todas as
fases do ciclo; sem cerdas verticais; de escudo do propodossoma não alargado
atraz; macho com tarso da pata III atrofiado, lobos do opistossoma pouco salien¬
tes. ventosas adanais inconspicuas e penis longo e em protusão; fémea com arco
do tocostoma não fundido com os epimeros das coxas. Genótipo: Troucssalgcs
pccari, gen. n., sp. n.
TROUESSALGES PECARI SP. N.
O macho lembra um pouco o Otodcctes cynotis (Hering, 1838), porém é
maior, mais alongado, tem patas do propodossoma mais fortes, cspeciahncnte
a pata IV, a qual é mais curta do que o opistossoma, ao passo que a dc
Otodcctcs ultrapassa os lobos posteriormente.
MACHO
Com o mesmo aspecto geral dos restantes membros da familia, apenas cha¬
mando a atenção a regularidade dos bordos do idiossoma e a grande separação
entre as patas do propodossoma das do metapodossoma. O comprimento total.
do ápice dos palpos à extremidade dos lobos, é de 504u e a maior largura,
ao nivel da emergência da coxa III, é de 350u.
IDIOSSOMA
Com 390ji de comprimento, atenuado na extremidade da face dorsal do
propodossoma e relativamente largo no opistossoma, que não é tão atenuado
como nas outras espécies.
cm
2 3
L
5 6
11 12 13 14 15
«ra. Inst. BaUnUn. FLAVIO DA FONSECA p3
J*:»J-I67. 1554.
Face dorsal. — O prolongamento do propodossoma atinge o meio do gna-
tossoraa, partindo os seus bordos de um ponto situado um pouco para dentro do
nivel do meio das coxas I. medindo essa projeção cerca de 36u. De próximo
da extremidade anterior parte o escudo dorsal, muito fracamcnte quitinisado e
muito estreito, sem alargamento posterior, com cêrca de 90a de comprimento
e 15u apenas de maior largura. Xão há quaisquer vestígios de cerdas verticais
ou de sua implantação, vendo-se à frente do escudo algumas zonas areolares
transversalmente alongadas. Xo limite da emergência do prolongamento dorsal
anterior do propodossoma, parece haver um epimero curvo para fora de cada
lado, ai ficando localizado o póro em forma da fenda com debrum quitinoso,
niuito mais nitido do que nas restantes espécies da família, junto do qual
fica implantado um pêlo curto. São os parastigmas de Oudemans ou fossctas
supracoxais de Grandjean, comuns a todos os Acarídiac, mesmo de vida livre,
mas particularmente desenvolvidos em Otodectes cynotis (Hering, 1838), espécie
na qual foram minuciosamente estudadas por Grandjean. o qual demonstrou
tratar-se de um orificio glandular e não de um estigma como o pensava Hirst.
Cerdas escapulares internas curtas mais anteriores do que as longas, dc
45 ii de comprimento; cerdas escapulares internas longas com cêrca de 300u.
l‘ara fóra e um pouco para trás fica a cerda escapular externa, com 60u mais
ou menos. Há um só par de cerdas suhmedianas, interescutais curtas. Uma
cerda marginal, a cerda metapodossomica, muito longa, ao nivel da inserção da
coxa III.
Escudo do histerossoma curto e de recorte irregular, atingindo os lobos
c recobrindo-os mas deixando cm toda a volta área lateral descoberta no idiossoma,
progressivamente estreitada para trás. Ao nivel da margem anterior do escudo,
porém para fóra do seu bordo externo, há um par de cerdas muito longo, apenas
havendo um outro par, muito mais curto, no bordo externo, já próximo dos
lobos, ao nível do polo anterior do anus, o qual é, portanto, o único par dc
cerdas do escudo. Um pouco à frente c bem na margem há, de cada lado, um
Póro brilhante, parecido com implantação, mas desprovido de cerdas nos dois
cótipos. As cerdas do opistossoma são cinco e ficam implantadas no bordo, a
mais anterior sendo a mais fraca e mais curta e a seguinte mais forte e mais
longa, bem mais curta, entretanto, do que nas espécies Edcntalgcs, gcn. n., e em
Psoralgcs libertus.
Face ventral. — Aparelho genital em frente das coxas III, constando de um
debrum quitinoso. com forma de U de concavidade voltada para trás em cujo
bordo se vem dois jwros brilhantes e cujas hastes sc prolongam cm duas quiti-
túsações que se podem accnqanhar até a extremidade proximal do trocanter IN',
^lais internamente reproduz-se a peça cm forma de U, desta vez sem prolon¬
gamento. Xos dois exemplares é visivel o penis em extrusão, terminando em
cm
124
XOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
poma fi„a e com peça basal alargada, „ qual te, comprimento lotai de eérca
de 210p, dos qualí 150,. pro.uden.es e de direção recorreme,
“ braços , d0 Prolonsamcnlo qnitinoso da amiadura genital vém-se
duas fonnaçoes crculares, aparentemente côncavas e de abertura oriem da "
r Tf r'*™"" n ° c ' n,r ° um !*• "««cui». a («dTtn
0 Z V ^ *“ «"■ apenas Ã, de Z J
, ™:, n r “ . 5 tr ' n " l» ra d '"‘™ das quais ficam dois pelos um pouco maú
àq.-,; Zi" L em . r hm ^° r?-*
ZZZ wZ POr ° CÍrCUlar nn, . Í ‘° ,,i,i,i0 de ada ,ad °" Zràvri 1 i°„”rçâo S
111 ,la afea qu.timsada com uma longa ccrda melanodcssomL
°” “ " ,esm ° " iíel 1“' a cerda marginal dorsal atrás regrida. ’
para 1 ,.'”’ i,adaí internamen.e por dois epimeros que convergem
para tras e depois divergem durante curto espaço, não se tocando na iLa
'' cerca de 2C0,,. Trocamer I com cerda longa vcn.ral anterior. Fenmr
com ccrda longa vcn.ral, de implamação mais ou menos mediana. Genual
cerda anterior muito longa, basal, outra anterior de comprimento médio ambas
dorsais, e uma ventral. Tibia com a cerda distai, dorsal e outta ba“l antérioT
r^í Zm " n '" nandü ™ S™ P»«o encurtada ,1a'
„ ^ MUnCU '° d' comprimento, par,
C°xa II rudimentar, núa. Trocanter com longa cerda ventral interna
, emur com cerda muito longa ventral externa. Genual com cerda externa c
jZ CCnla d ° rsa1 ’ d ' StaI - ™ a — cerda distai, dorsal e ccrda basal, ventral
Tarso com cinco cerdas, garra pouco encurvada, da base da qual parte pedún-
o para o ambulacro, de comprimento igual ao do tarso I. A espécie tem mis
o, peduneulos ambulacrais do macho segmentados, porém curtos e relativa,nen-
VSZ de 0 .”" * P, IT‘ SPP ' ° ■»“* - fisriTpor
te. sido a descrição acompanhada em microscópio de fase.
d- ãrLZZTJ: Pr0p<X ' CS " d,a C as d ° ntflnpodossoma há „m intervalo
■I. ,0,,. fitando contígua a cosa II uma área quitimsada estreita tu, f„„„, *
’ q “ e abranje a rnar - cnl e P«l l >^a parte das faces dorsal e ventral A nata
m mede cerca de 570u e tem <.5p de largura na base do trocaiT A £
Z2 TeTIÜirte” 5 , r? * ™ d '° l°"S* . a interna mais
curta, tendo parte de sua area quitimsada. Trocanter com uma única c ~da
longa ventral. Feumr globo*,. Genual ccm cerda dorsal ex"èmà T dislri
Tibia com cerda tibial distai, externa e eerda muito longa interna,' mediana.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
J?*®- I"»t R-iunt?r.
1954.
FLAVIO DA FONSECA
125
arso atro Macio, reduzido a mera base para a garra, com enorme .erda basal,
dorsal, cerda longa, mediana, dorsal e duas cerdas curtas no bordo interno; ter¬
mina em garra pouco encurvada, de cuja base parte um pedúnculo semelhante a
u ni empódio.
Pata IV de inserção submediana, atingindo a tibia III. Coxa IV com
^rda curta e área quitinisada antero-externa. Trocanter, fêmur e genual glo-
Z' 08 ' T *^'a com cerda tibial, muito forte, distai e cerda basal mais
na e mais longa. Tarso ainda mais atrofiado do que o da pata III, com
tr« cerdas curtas, garra pouco encurvada e pedúnculo semelhante a empódio
c °nio na pata III, porém um pouco mais longo. Xo genual parece haver
UIn pequeno calcar venfral externo.
Do gnatossoma, que mede 60p de comprimento, foi possível ver que a super-
■cie ventral da base dos maxilicoxas é quitinisada e que há um par de cerdas
triativamente longas na região distai interna. Xos palpos foi possível divisar
reS l )arcs de cerdas, o menor dos quais ventral, não sendo possível precisar o
articulo em que se achavam implantados, apesar do exame ser feito com objetiva
c imersão em microscópio de fase. As mandíbulas têm dedos iguais c com
dentes.
FÊMEA
hbtica, de opistossoma mais estreitado, medindo 560u de comprimento total
P° r 350p de maior largura ao nível do 3.° par de patas.
IDI0SS3MA
Pace dorsal. — Com a projeção anterior do propodossoma tal como é de
t ,los restantes membros da familia. Escudo do propodossoma pequeno
^ estreito, um pouco longo atrás, medindo 82u de comprimento por 34p dc
^ largura no bordo posterior c 21u na região estreita, não atingindo o bordo
erior do propodossoma e um pouco mais longo do que a projeção deste.
_ a ° 1,a cerdas verticais nem vestígios de implantação. Junto à base do prolcn-
^ ttiento anterior a região é mais quitinisada e apresenta o póro alongado c com
* «Tini igual ao do macho, lembrando um estigma, que é a fosseta supracoxal,
andular. medindo o póro 8u e o debrum que o envolve 13u 5. Cerda escapular
^terna curta, mais anterior do qúe a outra, que é muito longa c flexível, quase
^gindo o bordo posterior do opistossoma. Há dois pares de cerdas submedia-
çj ’ ° an terior mais curto e mais interno. Lm só par de cerdas marginais
as no bordo do opistossoma, bem afastados um do outro. O par escapular
'erno de cerdas marginais do idiossoma é de comprimento médio regulando
Jtn a submediana posterior, e fica em nível pouco posterior, cm relação às es-
B
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cm
126
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
capulares, internas. Outro par marginal, de cerdas metapodossomicas dorsais,
fica ao nível da coxa III e é muito mais longo. Xesta espécie chama a atenção
o pequeno numero de cerdas dorsais do histerossoma na face dorsal. O póro
copulador parece subterminal, podendo o canal copulador ser acompanhado num
trajeto de lCCu. quando deflete para a esquerda e se transforma em canal
curvo, de paredes espessas e estriadas.
Face ventral. — O tocostoma fica ao nível da coxa II, portanto em situação
intermediaria entre a de Psoralges e Edentalges. Consta de um arco semielitico.
mais largo na região mediana não fundido com os epímeros da coxa. na altura
de cujo quarto posterior fica implantada, do lado interno, uma cerda fina e
icxivel. de 4Su. de cada lado. Os bordos do orifício têm forma de V voltado
para trás e apresentam, no lado externo da extremidade dos hastes, uma cerda
pouco menor do que a precedentemente descrita. Entre a região genital e a
anal. mais próxima da primeira, há um par de cerdas de 50u. Anus subterminal
flanqueado por um par de cerdas curtas, com 37p, ao nível do seu polo anterior.
pt,r Um p, ' ,r c,c cerclas extremamente longas, com cerca de 700u, ao nível do
meio do anus e por um par curto ao nível do polo posterior. Pouco para fóra
do par longo ha um outro de cerdas curtas, atrás do qual fica o par de cerdas
marginais longas do opistossoma. de cerca de 400u, para fóra e a pequena dis¬
tancia do qual fica implantado, também no bordo do opistossoma um par de
cerdas curtas. Ao nível da coxa III, no bordo do idiossoma fica a cerdi
metapodossomica ventral de 90ii correspondendo à dorsal mais longa e de
mesma situação.
Patas. — Coxa I com epímeros internos semelhantes aos do macho, porém
com area de quitinisação mais estreita, o mesmo acontecendo ao epimero externo
comum a coxa II; cerda longa coxal próxima do epimero externo. Trocantcr I
com cerda ventral interna. Fêmur com cerda ventral externa, maior do que
a do trocanter. Genual com duas cerdas dorsais, a interna mais longa Tibia
com um cerda dorsal apical e uma basal ventral. Tarso com sete cerdas. sendo
a basal a mais longa, terminando em garra simples, pouco encurvada, na base
do qual esta implantado o pedúnculo de dois segmentos, terminando em ambulacro
sem garras, medindo o pendúculo cêrca de 22u por 6p de largura.
Coxa II pouco individualizada e sem cerda. Trocanter com cerda mais
longa do que a do trocanter I, ventral interna. Fêmur com cerda ventral externa,
longa. Genual com cerda dorsal, interna, mediana longa e apical curta. Tibia
com duas cerdas no bordo interno, apical e basal. Tarso com sete cerdas. garra
pouco maior do que a do tarso I e pedúnculo com ambulacros iguais aos do tarso I.
Coxa III com cerda longa basal. Trocanter com cerda externa ventral.
Fc-mur e genual nús. Tibia III com longa cerda ventral externa. Tarso muito
reduzido, com dois pêlos curtos e três cerdas longas, das quais a dorsal é
sub-apical e maior e a ventral posterior é apical e mais curta.
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Mrm. In't. B-jtjntan,
j *:93-I67. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
127
Coxa, trocanter, fernur e genual da pata IV nús. Tibia com cerda basal,
'entrai de comprimento médio. Tarso muito reduzido com um pélo curto e
três cerdas lcngas, a posterior ventral e mais curta e as outras longas, uma
dorsal e uma ventral.
As patas III e IV das fêmeas desta espécie diferem, portanto, por apre¬
sentarem um genual que não existe nas outras espécies, elevando assim a seis
0 número de artículos, tal como nas fêmeas de Psoralges em que esse número
r devido à subdivisão do fêmur.
Gnatossoma — Foram vistas duas cerdas dos palpos, uma mediana e uma
a pical e um par nas maxilicoxas.
TRITONINFA
Semelhante à protoninfa, porém com três cerdas no tarso IV e 4 auréolas
c °m prolongamento interno na superfície ventral.
PROTONINFA
Em tudo semelhante à fêmea, inclusive quanto à quetatoxia das faces dorsal
r 'entrai e forma de escudo dorsal diferindo principalmente por ter uma só
Cer, la longa no tarso IV e ter um escudo do propodossoma ainda mais estreito
p mais íracamente quitinisado, sendo também menores as duas cerdas longas do
°pistossoma e o grande par de cerdas adanais. Os dois pares de patas do
P r °podossoma apresentam garra fraca e ambulacros, tal como a fêmea. Xa
superfície ventral duas auréolas com pequeno prolongamento interno.
LARVA
A larva tem três cerdas longas no tarso III e somente duas cerdas adanais,
do par longo, aliás colocado mais para trás. O escudo dorsal é tão fracamente
quitinisado que sómente pode ser divisado com microscópio de fase. A queta-
*°xia da face dorsal é idêntica à das fêmeas. Patas anteriores com garras e
a nibulacros como as fêmeas.
ovo
Ovo elitico, medindo 300p por 100u de maior largura.
Descrição feita de um lote de cotipos machos, de uma fêmea alótipo, tri-
tr *ninfas, protoninfas e lanas, X.° 1719, capturados no ouvido externo de um
^ a fjassu ta jacu (Lin.), de nome vulgar “Cateto” ou “Caitetú”, um dos
1, | SciELO
12S
NOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
“ Pecar is”, Xo. 2026 do registro de hospedeiros do Laboratório de Parasitologia
do Instituto Butantan, cac.ado pelo autor a 1.9.1939 no Horto Florestal da Serra
da Cantareira, S. Paulo. Xa mesma floresta e a pequena distância fôra capturado
o lamandua tctradactyla tctradactyla (L.) X.° 1981, parasitado pelo Psoralgcs
libertus Trouessart.
ABSTRACT
Psoralgidac Oudemans, 1923 was erected from Psoralginac Oudemans,
190S for the only species Psoralgcs libertus Trouessart, 1896 found on Tamanduã
tctradactyla in Brazil by Goeldi, only a shert description without drawings
being givcn by Trouessart and representing all the information about this poorly
know family. Oudemans opinion that a new íamily should te created for
Psoralgcs in here justified as two new genera with three new species parapha-
gistic on Xenarthra and Suidac have been discovered.
In his paper on Psoralgcs libertus Trouessart insisted in his hypcthesis
that psoroptic Acari are dcscendents of plumicolous species. Assuming that
young stages of Psoralgcs caused a peculiar sort of mange in his host, living
free as adults, he belived to have found a transitional species from the plumico¬
lous to the psoroptic forms and therefore named it Psoralgcs libertus. Troues-
sarts statment was unfortunatly based on a wrong interpretation of the lesions
seen by Goeldi on Tamandua, as larvac Trotnbiculidac had been misinterpreted
by the collector as vesicular lesions caused by young forms of Psoralgcs
libertus.
If Ti rt’s hypothesis must be rejected if formulated in such basis it I
is neverthless possible to present better reasons for the acceptance of his thesis.
Morphologically it is very diíficult to separate the Psoralgidac from the Analge-
sidac, other species of the íomier family being here described in the new genus
Edcntalgcs which cxhibit an ever closcr similiarity with species of the latter.
The fact that Psoralgidac don’t cause real manges, as in the case of Psoroptidac,
creatcs a very interesting situation of transition frem the plumicolous to the
psoroptic behavior. Occurrcnce of species of Psoralgidac in arboreal Xenarthra
appears to increasc tiie possibility of the adaptation of some bird species on
mammals. Passage from arboreal species to terrestrial hosts is observed within the
family Psoralgidac. The most aberrant species of Psoralgidac, Psoralgcs liber¬
tus and Troucssalgcs pccari, are most related to some species of Psoroptidac, as
Caparinia and Otodcctcs, than to Analgesidac. Three species of Psoralgidac
exhibit the same auricular localization on their hosts as Otodcctcs. Therefore
it can be assumed that the species of Psoralgidac represent the missing link
bctween Analgesidac and Psoroptidac. The following series may express the
cm
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M*rn. Inst- BnlinUn.
«9J-167. 195-».
FLAVIO DA FOXSECA
129
philogenetic relationship of the three familics: Mcsalgcs (or some related genus
Analgesidac ) —> Edcntalgcs -► Psoralgcs ->• Troncssalgcs ->■
Caparinia ->■ Otodccles -► Chorioptcs —> Psoroplcs.
As in Psoralgcs and Troucssalges the male genitalia diífers strongly both
from that in Psoralgidac and in Psoroptidac it is possible that they form a sepa¬
re group, as follows:
■'Icsulgcs (/)—> Edcntalgcs
Psoralgcs —> Troucssalges
Caparinia — -!
->• Psoroplcs
Olodcclcs — ► Chorioptcs
Psoralgcs libertus Trouessart, contrarily to Oudemans statement, presents
c on>picuous vertical setae as also both species of Edcntalgcs gen. n., only
Troucssalges pccari gen. n., sp. n. being devoided of these setae. The division
the Acar.diac in the cohorts Anacotricha, Monacotricha and Diacotricha pro-
Poscd by Oudemans seeriis therefore to be undcfensible as also shown by the
c xceptions of the nile in the otherwise Diacotriclia Analgesidac, Sarcoptidac.
Tistrophoridac, Glyciphagidac and pcrhaps in the Anacotricha Epidcrmoptidac.
The use of thesè cohorts lias already been abandoncd by Vitzthum (1941) and by
^*iber and Wliarton (1952).
1923
The following diagnosis is proposed for the family Psoralgidac Oudemans,
Sarcoptiformes, Acaridiac. \\ ith two dorsal poorly chitinized shiclds in the
^ale and only a propodosomatal onc in all other stages of the lifc cvclc, the
always reduced in size. Males with a lolied opisthosoma, anal suckcrs and
'■pertrophic metapodosomatal legs. Tarsus I\* of the male reduced to a short
St ' ,ut claw. Short stalkcd ambulacra always prseent in the propo<losomatal legs
an d absent in the metapodosomatal legs in some of the stages of the lifc cycle.
• e<ae on legs of the metaposoma of all stages and of the lohcs of the malc-
^traordinarily long. \oung stages psoroptiform. Paraphagistic on Mantntalia.
>pc genus: Psoralgcs Trouessart, 1898.
GENERAL DESCRIPTIOX
•Small species half millimeter long, the male of Psoralgcs libertus being
Sfr udler and the females somewhat longer tlian in other species. Males elose
^embling Analgesidac mainly by the enlarged legs III, differing by the wider
. s ^ an( l by the smaller and weaker propodosomatal shield. Females psoropti-
rni ' Two poorly sclerotized shiclds are always present on males, the propo-
10
B
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130
NOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
tlosomic one bdng always narrow. \'ertical setae ií present have a similar
aspect through the liíe cycle of the same species but in Psoralges libertus they are
stoutcr in the young stages and in Troucssalges pecari sp. n. they are absent.
The internai scapular long setae also maintain their peculiar aspect through all
stages of the same species, bcing longer and more flexible in Edcntalgcs
quadrilobatus, sp. n., and smaller and more rigid in E. bradypus, sp. n. The
puir ot sinal 1 interscutal setae present in males of all other species is absent
in I toralgcs libertus. The setae on the hysterosomatai shield are four
pairs in Edcntalgcs spp., three pairs in Psoralges and one in Troucssalges gen. n..
In females there are four pairs of submedian dorsal setae in the uncovered inte -
gument of Edcntalgcs spp. and Psoralges and two pairs in Troucssalges. An
externai scapular seta is absent only m male Psoralges. In the males there are
always two marginal setae at the levei of the coxa III, here called metapodosomic
dorsal and ventral setae, but in females only exists the ventral one, with the cnly
exeption of h. bradypus in wich both exist. The lobes of the opisthosoma of
the males are more pronounced in E. quadriJobotus and very attenuated in
Troucssalges pccari; in Edcntalgcs spp. and in Troucssalges there are five setae
on each side and in Psoralges cnly four, setae 2 and 4 being always longer,
reaching 2500p in E. quadrilobatus, perhaps the longcst setae. found on any
mite. In Edcntalgcs quadrilobatus the female has very long opisthosomatal
setae and also a pair of very long adanal ones; in E. bradypus all opisthosoma
setae are \ery short, a very distinctive character of the females of this species.
The anal suckers of the males have a diameter of lSp in Psoralges libertus and in
Edcntalgcs bradypus and of 25p em E. quadrilobatus, but in Troucssalges pccari
they are redueed to unconspicuous struetures with a diameter of only 7\i. In
female Edcntalgcs spp. the posterior end of the anus is terminal, being sub-
terminal in Troucssalges and even more anterior in Psoralges. Male genitalia
at the le\cl of coxae I\ with an arched anterior strueture and two genital setae,
two other ones being present in Psoralges. A penis is present only in Psoralges
and Troucssalges, longer and sinuous in the former. Tocostomum of Psoralges
in the limit of pro-and metaixxlosoma and at the levei of coxae 11 but not íused
with the epimera in Troucssalges; in Edcntalgcs spp. it is much more anterior
and fused with the epimera of coxae I. Two pairs of setae are always placcd
inside the genital armature of the females except for the more posterior one in
I soralgcs and Troucssalges. Legs of the propodosoma normal in all stages,
w ith six segments, ending in a simple, only sligtly bent claw and unarmed
ambulacre with an unsegmented stalk of médium size. In Troucssalges there is
a segmentation of this stalk that never atains the lcnght of those of Psoroptcs-
Edcntalgcs bradypus sp. n. has calcarated tarsi I and II like some Analgcsidac. a
feature absent in E. quadrilobatus sp. n.. Leg III of males always enlarged and
wide like species of Analgcsidac; mainly the trochanter and the basiíemur exhibit
cm
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Hem, Inst. BuUntan,
Í49Í-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
131
great development; this leg is ahvays longer than the opisthosoma. Therc are
ahvays two setae on coxa III, the internai one shorter, except in E. quadrilobatus
that lias a longer internai seta. Tibia with a distai spine in inale Edcntalgcs spp.
this spine short in bradypus and long in quadrilobatus. Tibia oí the legs I and
II ahvays with a distai blunt seta, the solenidium of Grandjean. Tarsus III oí
niales long, narrow and chitinized in E. bradypus and reduced in Troucssalges
to a claw-Iike segnient. Only the male oí P. libcrtus bears an ambulacrum in
this leg, a struture with the aspect oí a stalk being present in the other species.
Legs of the metapodosonia with five segnients in females oí Edcntalgcs
species; in Troucssalges pccari there are six seginents on legs III and IV in
females, a genual being present; in Psoralgcs libcrtus the number of segnients
°f legs III and IV is also six becausc oí the individualization of a basi- and a
tekjfemur.
In females leg III is psoroptiíonn, that is shcrt and ending in two long
setae, only Troucssalges presenting three such setae. The externai seta oí coxa
III in Psoralgcs feniale is spini forni and in young stages it is transformed into
a stout spine, a vcry distinctive character of this species. Leg IV of males
ahvays wide and shorter than leg III, only in Psoralgcs being longer than the
lobes of the opisthosoma. Tarsus IV reduced in males of all species, only in
Psoralgcs ending in an ambulacrum. In females this leg is psoroptiíonn ending
ln three long setae, except in Psoralgcs that lias only a long seta in tarsus IV.
I^o sexual dimorphism could be observed in young stages. A copulation tube
"as only seen in females and never in tritonymphs; in Psoralgcs it was not
l>erceptil)le. In Edcntalgcs bradypus the ccpulatory porus is more conspicuous,
ending in a papillifonn elevation of the margin.
The following kcy is proposed for the diííerentiation oí the genera and
s pecies of Psoralgidae.
I • Ambulacra present in all tarsi of the male and of the íemale and only in
the tarsi of the propodosoma in the nymphs and the larva
PSORALCES TROUESSART, 1896
a ) Psoralgcs libcrtus Trouessart, 1896, genotype and only sjiecics, paraphagistic
on Taniandua tctradactyla.
~~~ Ambulacra present only in the tarsi oí the propodosoma in all stages of
the life cycle - 2
\ crtical setae present through all stages and propodosomatal shield ahvays
wider posteriorly; malc’s opisthosoma strongly lobed and anal suckcrs
conspicous; penis not visible; armadurc of the tccostomum fused with the
epimera of coxae I; legs of the metapodosonia 5-segmented in females.
I, | SciELO
132
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
Edentalc.es gen. n.
a) Ophisthosoma of males quadrilobed; vertical setae very short in all stages;
female and nymphs with very long setae on the opisthosoma and on the
externai margin of the podosoma; tocostomum at the interval of coxae I
and II; a species paraphagistic on Mynnecophaga tridactyla tridactyla.
E. qvadrilobatus sp. n., Gcnotype
b) Opisthosoma of males biloted ; vertical setae long in all stages; female
and nymphs with short setae on the opisthosoma and on the externai
margin of the podosoma; tocostomum in front of coxae I; paraphagistic on
Bradypus tridactylus
E. bradypus, sp. n.
— Vertical setae ahsent through all stages and propodosomatal shield not wider
posteriorly; male’s opisthosoma slightly bilobed and with inconspicous anal
suckers; long protruding penis; tocostomum between the coxae of 2nd pair;
legs of the metapodosoma 6-segmented in íemales
Troucssalgcs, gen. n.
a) Troucssalgcs pccari, sp. n., gcnotype and only species, paraphagistic on
Tagassu ta jacu.
REDESCRIPTIOX OF PSORALGES L1BERTUS TROUESSART, 18%.
MALE
Weakly chitinized, shields and setae shorter than in species of Edcntalgcs
gen. n.; 462u long from the apex of the palps to the base of the lobes. Idiosoma
prolonged in front; widest at the levei of legs III; 448u long to the apex of the
lobes and with a greatest wide of 350u. Propodosomatal shield small; vertical
setae 35 long. Shield of the hysterosoma lcaving a large uncovered margin, wider
in front, with a pair of anterior, subrr.edian, short setae, a pair of lateral
marginal, a jxiir of posterior very long setae and smaller pair in the uncovered
integument near the margins of the prolonged opisthosoma. Two pai rs of
scapular internai setae (a short and a very long externai one) are in the
uncovered surface between the shields, much in the same manner as in Edcntalgcs
gen. n., but the short pair posterior to these, as it exists in both species of
the last gentis, does not occur here. Externai scapular seta absent. A lateral
constriction divides the pro- and the metapodosoma; two setae, here called meta-
podosemie, a shorter, dorsal and a longer, ventral with 350u being inserted nearby.
The prolonged opisthosoma is lS2u long from the posterior llmit of coxa IV.
The fold between the lobes is 42u deep. The terminal setae of the lofce is short,
with 122}i; the next externai is the longest with about 560u; the next one is the
shortest with only 36u and the next externai is also very long, with 550}i;
cm
2 3
z
5 6
11 12 13 14 15
Mcm. Inst. ButanUn,
!« 93-16,-. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
in spite of this size these setae are much shorter than those of the species o{
Edcntalgcs.
Legs with six segments. Epimera of coxa I separeted in the median line,
but íused with those of coxa IL Setae on leg I as follows: coxa with a long
proximal seta; trochanter with a ventral seta; basiíemur with an externai, long
seta; telofemur with an anterior internai, short seta and two long ones, internai
an externai; tibia with a long distai, anterior seta and a median shorter one,
both with the aspcct of solenidia, scnsu Grandjean; tarsus with scven setae, two
of which are solenidifonn, ending in a short stalked ambulacnim and a weak,
short, fine pointed claw. In leg II there is no seta in the coxal arca and
the trochanter has a médium seized one; the basiíemur lias a cxtcmal seta and
the telofemur has two internai and one externai setae; tibia with a long, internai
distai and a short, internai proximal setae; tarsus with cight setae ending in a
short stalked ambulacnim and a short, weak claw. Leg III is the longcst and
widest; the coxal area presents a long, externai seta with a tubcrcular implantation
and a shorter, internai one; trochanter with a ventral, distai seta, longer than
tliat of the coxa! area: hasi-and telofemur nude; tibia with a proximal internai,
ventral rigid seta and a distai, externai one. rigid and liend hackwards; tarsus
with two basal setae, the externai one very long, two internai fine and short, a
median and a subterminal setae, ending in a stronger claw and a longer stalked
ambulacnim. Leg IV with some comparatively wider segments than leg III;
coxa inserted more posteriorly and cxtemaly than in species of Edcntalgcs
gen. n.; there exist only two setae on the tibia and one in the tarsus; the
tarsus is highly modiíied and transformed into a short, biíid spinc with a iiasal
implantcd comparatively long stalked ambulacrum. Dctailcd dcscription of the
gnathosoma can not bc presented and drawings are not accuratc.
FF.MALE
Eliptical, with 480u total lcngth. The idiosoma is dorsaly attenuatcd in front
as in the male and is 420* long by 30Sí* wide; the opisthosoma is slightly
bilobed; the propodosomatal shield lies almost completcly in the anterior pro-
jection ; it is broader in front and has a lcngth of 64p and a breadth of 4Sp
The vertical setae are rigid, dircctcd in front, 16.5p long and implantcd in
small tubercles. There is no hysterosomatal shield. The dorsal uncovered
surface presents the following setae; a pair short internai scapular setae 33[i
long and a pair of more posterior and externai enes lãOti long; two pairs of
submarginal setae, an anterior, externai, scapular, and a posterior metapodo-
sotnic one; four pairs of submedian ones, all very short are present in the
dorsal surface. A very long pair of setae with seme 360p lies in the pos¬
terior opisthosomatal border. The ventral propodosomatal surface is almost
cm
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134
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
entirely occupied by the coxae of the Ist and 2nd legs. The epimera of the
first coxae are separated in the median line by a small space. Female genital
aperture between the coxae of legs II and III with a semicircular chitinous
rim. Anus subterminal. Chaetotaxy of the ventral surface as follows: two
pairs of short setae at the levei of the genital region; another pair between
the coxae of the 4th pair of legs; three pairs cn the perianal region, increasing
m size to the posterior margin, the last pair with the same length of the
hcmologous from the dorsal surface. 360}.; a long seta. the ventral metapodo-
somic seta, on each side of the idiosoma near the antero-extcmal margin oi
coxa III, with 250}..
Legs. — The anterior legs are somewhat stouter and longer than the pos¬
terior ones. Coxa I well delimited by epimera tliat are not fused at the middle
lme and with a long seta; trochanter with an internai, ventral seta; basifemur
with a dorsal, externai seta; telofemur with a long median, internai seta.
two short ones also internai, and a median sized one in the externai lorder;
tíbia with a long distai, dorsal, seta and a short ventral one; tarsus with
seven setae; the terminal ciaw is week and only sligtly liend and the ambu¬
lacrum is short-stalked. Leg II contiguouS to lcg 1 with a smaller coxal area
"ithout seta - as also the troclianter; basifemur with a long externai, dorsal
seta ; telofemur with a long dorsal, a shcrt dorsal externai seta and a médium
sized internai one; tarsus with seven setae the longest externai; claw so¬
mewhat stronger than tliat of tarsus I and a similar ambulacrum. Metapodoso-
matal legs segmented. Leg III reduced in size; coxal area with two setae th»
externai one very strong, 27 ( . long by 3 f . wide at the basis; trochanter with
a median seta; basi- and telofemur mide; tíbia with two distai setae; tarsus
with two very short and two very long terminal and subterminal setae, the
last one 5p wide in the basis; a short stalked ambulacrum but no claws. ' Leg
IV also reduced in size and contigous to leg III; the próxima! segment*
wider ; tibia with a short distai seta and tarsus with two short and a median
sized setae and a very long one, 390}. long by 7.5}. wide, the implantation of
which occupies almost all the externai margin of the tarsus.
tritoxymph
The tritcnymph is 342}. long by 235}. wide. The propodosomatal legs are
stronger than the mctapodosomatal ones, ending in short stalked ambulacra and
m short claws. The metapodosomatal legs show no ambulacra ending in two
tarsal setae, the ventral anterior one of tarsus IV very short; in tarsus III
both setae are long. In the ventral margin there is a long seta at the levei
of coxa III and at íts internai side a stout spine, peculiar to the youngs of this
species. Two pairs of opisthosomatal marginal setae, a dorsal and a ventral
cm
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Vrm. In«t Bntantan.
5«:9J-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
135
one, are present. Two pairs
longer posterior one are seen
of adanal setae, a médium sized anterior and a
in this stage. Vertical setae stoui.
protoxymfh
Protonymph with a globous idiosoma and vcry short legs, sarcoptiform.
Idiosoma 238u by 196u. It diííers írom the female also by thc abscnce
of ambulacra in legs III and IV, both ending in a long seta and with a
supplementar médium sized one on tarsus III. A vcry stout spine replaces
the short externai seta at the area of coxa III of the female. Propodosomatal
shield, vertical setae and remaining chaetotaxy as in the female.
larva
The lana is 150p long by 115p wide. The narrow, weack and long
propodosomatal shield presents two strong vertical setae. Coxa II bears only a
long seta. The stout spine near coxa III is present as in all othcr young
stages. The long pair of opisthosomatal setae is vcntrally implantcd.
Redescribed írom two males, a female and two protonymphs in threc
slides X.° 1696. Thc material was obtaincd írom a Tamandua tctradactyla
tetradactyla (L.'1758), X.° 1981, írom the host-list of thc Laboratory of
Parasitology of the Instituto Butantan. captured m thc forest o: the ^crra
da Cantareira, S. Paulo, Brazil. on 22.7.1939. Lana from slide X.° 2119 of
anothcr host of same subspccies captured at Jaguariat va, State Parana, Brazil,
6.4.54. Three adults captured the 26.7.54 also in a Tamandua from S. Paulo
whcre the species secms to l>e vcry frequent. In thc last hosts thc material
was obtaincd from the car, no lesions of thc skin bcmg observcd.
It is impossible to acccpt Trouessarfs statcmcnt that this sacies deter¬
mines a kind of mange, its youngs living subcutancously m orangc red blades
and that this species can infcct human bcings. Thesc informations from thc
donour of the material, the well-known zoologist Goeldi, being due to a confusion
with lanae of Trombiculidae, perhaps Eutrombicula alfreddugísi (< mdemans.
1910), also found in thc same host, as shown by the common namc “micuim"
rited in Trouessart’s paper.
EDEXTALGES GEX. X.
Two new species hcrc describcd differ from Psoralgcs Trouessart by
the absence of ambulacra in legs III and IV of both dults and of a well
developed malc organ, the position of thc tocostomum also being different.
The general aspect, the grcat development of legs III and IV, the occurrcnce
1, | SciELO
136
NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
oí opisthosomatal lobes in the male and the presence of similar shields, as
well as the development of some setae and the psoroptiform aspect of me íe-
male and youngs plea for the mantaince of these species in the same family
Psoralgidae as Psoralgcs libertus.
Diagnosis of Edcntalgcs gen. n.
Psoralgidac with ambulacra only in tarsi I and II of all stages; tarsi
III and IV ending in long setae except in males where these are replaced by
claws; male organ inconspicuous and armature of the tocostcmum fused with
the cpimera of coxa I. Genotype: Edcntalgcs quadrilobatus sp. n.
EDEXTALGES QUADRILOBATUS, SP. X.
From the four species of the family this has the longest setae in idio-
soma and on the legs and the shortest vertical ones. The four lobed opis-
thosoma and the wider and longer leg III in males are also good spe-
cific characters.
MALE
With aspect of an Analgcsidac. Idiosoma, without the lobes, 468p long;
widest at the levei of legs III, with about 42 lp. Median lobes salient, 154p
long by 115n wide, suddentlv attenuated in the middle of the externai mar-
gin where a externai, proximal seta is implantcd; this seta is about 1330u
long; from the two apical setae the externai is 1800 — 2500p long and the
internai about 700p; a shorter subapical externai seta is also present in this
lobe. Externai lobe smaller, 70p long, with only a terminal about 630ji long seta.
Propodosoma narrowed in front, recovered partialy by the propodosomatal shicld
ncar whose anterior margin two very short vertical setae are present. Dorsal
shield longer than in Psoralgcs libertus and shorter than in Edcntalgcs brady-
t'«s. sp. n. A transverse fold of the integument runs parallel with the pos¬
terior margin of this shield. A very large flexible internai scapular seta and
a much shorter rigid one are implantcd in the uncovered integument under this
fold. A rigid shorter externai scapular seta at the levei of coxa II and a
much longer, flexible metapodosomatal, dorsal one with 630p at the levei of
coxa III are implanted in the margin of the dorsal surface. On the un-
coverd dorsal integument are seen two other pairs of very short setae, an inters-
cutal and a marginal at the levei of coxa IV. The hysterosomata! shield is
wider in front and covers the lobes leaving a lateral narrow strip of uncovered
integument at the levei of the metapodosoma. Two pairs of flexible subme-
dian setae and two pairs of submarginal ones, the posterior much longer, are
present on this shield. Genital oriíice at the levei oí the coxae of legs IV,
cm
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Mnn. In st- Butantsn.
26:93-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
137
with a semielliptical rim and two small setifonn organs near the posterior
margin. A male organ as in Psoralgcs libcrtus and Trouessalges peca ri is not
visible. Anal crifice with posterior border at the levei of the eniergence ot
the anterior lobe and with a circular sucker on each side; in front oí the sucker
a small seta.
Leg I. Epimera of the coxae stout not fused in the median line of with
those of coxa II; a long, ílexible seta in the coxal area; trochanter with a mé¬
dium sized, ventral. internai, seta; basifemur with a long internai, seta, tc-
lofemur with thrce setae of which the proximal, dorsal, internai, is longcr,
tikia with a long distai and a shorter dorsal setae; tarsus wi*.h scven setae,
a short, encurved claw and a short stalked ambulacrum. Leg II. Coxa with
only the posterior epimerum; trochanter with a médium sized internai seta.
basifemur with a very long internai, flcxiblc seta, tclofcmur with two setae,
and a very short distai ene; tibia with a long distai and a shorter submedian
setae; tarsus with seven setae and similar claw and ambulacrum. Leg III
cnlarged, 576ji long, chitinized coxal area with a long, internai and two more
externai setae; trochanter 108u wide with a very long externai seta; basifemur
Wiihout seta; telofemur with a fine dorsal seta; tibia with a long dorsal, ex¬
ternai seta and a stout dorsal, apical spine with a tine seta on its basis, tarsus
with a long, basal, externai seta, a longer dorsal, internai and íour smaller
ones; a short pcduncle similar to an empodium is scen in the subapical region ;
no ambulacrum and no claw. Leg IV shorter and narrowcr than leg III: coxal
area narrow, with a small seta; trochanter, basi- and telofemur without
setae; tibia with the habitual apical dorsal seta and a Ixisal onc; tarsus very
redueed, with only a terminal pilous area with six small hairs, ending in a
short claw. Dctails gnathosoma wcrc not very visible.
FEM AI.E
With a total length of 518u, clliptic, somewhat narrowcr and slightly bilobed
at the posterior end Idiosoma 462p long by 336p wide. ProjXKlosomatal
shield as in the male, also covering the projcction of the pro|xxlosoma, with
short vertical setae and ending in a transversed fold of the integument. Short
and rigid and long. flexible scapular internai setae near this fold as in oposite
sex. Marginal seta 350p long. Opisthosoma with dorsal sub-marginal seta and
an apical one, both very long, a very distinctive charactcr from the íollowing
species, Edcntalgcs bradypus, sp. n. A transverse bar unites the epimera of coxa
I. Genital orifice at the levei of interval of coxae I and II? a smaller and a
longer setae are seen in the neighbourough. A long metapodosomic ventral
seta exists at the levei of the legs III. Anus subterminal with two flexible.
long adanal setae. Two very long setae of about lGOOii are seen in the opis-
1, | SciELO
13S
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
thosoma. also a diííerence with Edentalges bradyfus, sp. n. The lees o’f the
propodosoma in the female only differ from that of the male by some^details.
Leg III and I\ have only five segments and are smaller than legs I and II.
he coxal region of leg III has a short anterior and a long posterior setae
The fêmur and tib.a of legs III and IV are glabrcus. Tarsus III ending in
ruo and tarsus IV end.ng ,n three long setae, both having small tarsal hairs
but no claws or ambulacra. The gnathosoma could not be examined.
tritoxymph
, Nymphs dit ‘ fer from the fc ™ le chiefly by the absence of the transverse
; z rrr sr mternai cpimera ° r ,eg l The ***** ^
female by the more postenor situation of the dorsal fold of the integu-
ment and by the ventral situation of the dorsal setae of the opisthosoma of the
vdth 1 vn, aS ,'-" thC T ,a,C ' TCtaI ' enght 55ÍV - A sma,ler ‘ritonymph
h <*** diffenng from the larger by the occurrencc of paramedian
tubercles where are implanted the setae of the opisthosoma identical with
t lat ot the females. This fonn is herc interpreted as a not fully engorged
iritonymph. ** 6
PROTOXYMPH
Xymph I differs from nymph III by the absence of the transverse dor¬
sal fold of the integument and by the occurrence of only one long seta of
tarsus IV. Total lenght 308ii. A smaller protonymph with only 280p and
tubercles in the opisthosoma is hcre also interpreted as a not fully engorced
protonymph. "
LARVA
The lan a is about 160u long by 140ii wide and shows incun-ed claws and
unanned ambulacra with unsegmented stalk in the propodosomatal legs. Leg III
Im three setae. the dorsal one, short. Therc are four long opisthosomatal
í-c.uc. As m E. bradypus sp. n., thcre are no adanal setae.
EGG
The egg is 224u long by 112u wide and has one of the sidcs straight.
Described from three male cotypes, three female allotypes, three pro-
tonymphs and seven tritonymphs mounted in slides numliered 4^13- abun-
dnnt unmounted matéria in alcohol with the same number. All sp^cimens
cm
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p
Vem. Inst. Bountan.
-Í:9J-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
139
captured on a young giam anteater, Mynnecofhaga tndactyla tndactyla L.,
1758. registered X.° 6245 A in the host-list in the Laboratory of Parasitology
of lhe Instituto Butantan and received frcm Ribas do Rio Pardo, State of
Mato Grosso, Brazil. The same host was parasited with Neolyponyssus
mxrmecophagus Fonseca. 1954 and with three different species of Ixodidae
of the gentis Amblxomma. The larva, a protonymph and a tritonymph arc
mounted in the saníe slide X.° 2005 as the types of Ncoliponyssus myrmcco-
fluigus.
EdENTAIXES BRADYPt*S 5p. «1.
This species differs írom the preceeding onc chiefly by the bilolied opis-
thooma of the male, bv the short seta of the rnargin of the idioscma m fe-
males and nymphs and by the more bilobed and chitinized opisthosoma o'
the females.
MALE
With the aspect of ccrtain feeder inhabiting Sarcoptids. as m the other
species of this remarkable family but with a less wide íourth pmr of legs
Total length to the a,x-x of the palpi 560»; wide 320p. Dorsal
surface protruding in frot as in the other meinbers of the family, this pro-
ttiMon narrower. .
Propodosomatal shield covering almost cntircly the prolonged anterior
extremitv and more elongated than in both cthcr species with a narrowcd
posterior end and two very long vertical sctae 58p long. Opisthosoma sa icnt
with slighlly convergem margins. Hysterosomatal shield almost quadrangular
not covering the lolies, with two very long pairs of submedian ngid sctae and
vwo others pairs of marginal, externai ones. The transverse fold of the
integument shown in E. quadrilobatus, sp. n. does not exist m the present
species. Two pairs of scapular internai setae of wich the posterior much
longer are implanted in the propodosoma outside the posterior end of the
shield as in the other two species; a more posterior short intcrcscutal pair
similar to that of E. quadrilobatus, sp. n.. but inexistent in Psorahjcs hbertus
Trouessart, is also present. Two long marginal setae, the externai scapular
and the dorsal metapodosomic setae exist respectively m the pro- and in the
metapodosorna. An eliptical strueture 335p long with striated mu
is seen at the levei of the hvsterosomatal shield. Genital orificc at the levei
of the hind coxae with two papilliform struetures on a wcak chitinous rim.
Two verv short setae are implanted near the posterior end of the gemta
orifice. Opisthosoma narrow with anal orifice on íts basis and two anal
suckers with a diameter of 18p and two small setae in íront. The two lobes
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cm
140
NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
are wide a part and ha ve five setae: a stronger and longer terminal seta not so
long as in E. quadrilobatus, sp. n., with about 720p; two much shorter
ones cn each side of the terminal one; a long one more externai in the
margin, with ãbout 550p and a posterior shorter one also in the externai margin of
the lobe. Legs of the propodosoma subequal, strongly arched. Leg I: epimera
of the coxa not fused in the median line or with those of coxa II; coxal area
weakly chitinized and with a median sized seta; setae of the segments as in
the figure; tarsus ending in a weakly developed claw and short stalked am-
bulacrum. I-eg II contiguous to leg I, without claws. Leg III enlarged; coxa
with a long externai seta and a short internai one; trochanter with an exter¬
nai seta; basifemur nude; telofemur with a shorter seta; tíbia with a fine seta
on its basis; tarsus with a very long externai seta and a short one at the same
levei, a long and a short basal ones and two small ones more apicaly; the
tarsus is modified, strongly chitinized in the two apical thirds ending in two
little claws and a subterminal structure like a stalk. Coxa IV with submedian
insertion in the idiosoma, with a very short internai seta; trochanter and basi¬
femur nude; telofemur with a distai seta; tibia with a proximal and a dis¬
tai seta, both short; tarsus modified, very shortened, with three small hairs
and a two pointed claw, without an ambulacrum.
FEMALE
The female has a strong bilobed and chitinized opisthosoma and is de-
void of long setae in the idiosoma thus differing markcdly from the othcr
species of the family. Total length 420 - 500p, width 305p.
Propodosoma dorsaly as in the male, the more anterior scapular seta of
the uncovered surface being very small and the second pair very long. Four
jxiirs of short submedian setae in the hysterosoma. Setae on the externai
margin at the levei of coxa III also very small. In the opisthosoma there are
ten short setae, the terminal pair 25ji long and implanted in small tubercles.
There is no posterior shicld and the chitinized bar of the opisthosoma is recovered
by the striped integument thus showing that the chitinization lies undcr the ex¬
ternai layer. Genital aperture at the levei of the coxae I. Anus with a fine
seta on each side. Three pairs of small setae are present in the ventral su-
facc; a median one, another near the genital aperture and a posterior one in
the opisthosoma. Anterior legs strong arched the epimera of front coxae ccn-
nccted by a transverse bar immediately in front from the genital aperture. Setae
on segments as show in the figure. Tarsi I with a terminal claw, a stout
internai spine and short stalked ambulacra. Legs of the metapodosoma five
segmented. Tarsus III ending in two very long setae and tarsus IV in three
such setae.
cm
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Mfm. Inst. Baunun,
«:9J-167. 19S4.
FLAVIO DA FONSECA
141
TRITOXYMPU
The tritonymph differs from the female by the absence oí a genital aper-
ture and of the bar connecting the anterior epimera of coxa I. by the more
regular outline and not so strong bilobed and not chitinized cpisthosoma.
I-ike females tritonyniphs oí difíerent sizes, 390, 490 and o06u also occur.
Tarsi I and II bear armbulacra; tarsus III lias two and tarsus IV has three
•ong setae.
LARVA
With a narrow dorsal shield and vertical sttac as in other stages. Tarsi
I and II ending in a rccurved claw and short stalked ambulacra. Epimera
of coxae I not fused in the midlc line. Metapodosomatal legs ending in two
long setae, the postericr one with about 500u.
Egg long, eliptical, 210 long by 110p wide.
Description from 14 males cotypes, 8 females allotypes and 7 tritonymphs
in one slide X.° 4807 obtained from a Bradypus tridactylus brasiliensis (Blain-
ville) from Mario Soto, S. Paulo, 15.7.1952. Lana described from an
older lct in slide N T .° 216 together with paratypcs of the same number captu-
r ed in the cerumcn of Bradypus tridactylus brasiliensis from C ulatão, Santos,
S. Paulo, on 16.1.1936. The typc slide N.° 4807 also contains the holotype of
Lobalgcs trouessarti Fonseca ( Epidermoptidac ) caught on the samt host as
Edcntalgcs bradypus, sp. n.
GENUS TROUESSALGES GEN\ N.
Psoralgidac with ambulacra only in the tarsi of the metapodosoma through
all stages; vertical setae absent; propodosomatal shield not wider posteriorly;
tarsus III of the male reduced; lobes of the opisthosoma not salient ; anal
suckers poorlv develooed; long protuding penis ; genital armaturc of the female
n ot fused with the epimera of the coxae. Genotype: Troucssalgcs pccari, sp. n. .
There is some similarity betwecn this species and Otodcctcs cynotis (!le-
ring, 1838), but the new species is larger, more elongatcd. has stouter me¬
tapodosomatal legs, specialy leg I\ cf the male is shorter than the opisthosoma
^nd has a reduced tarsus.
], | SciELO
142
XOTAS DE ACAROLOÕTA, XXXIX
MALE
The inale differs from other members of the same familv by the regu-
ianty of the margin of the idiosoma and by the greater interval between le-s
. and ln - Total length from the apex of the palpi 504u and greatest
width at the levei of the emergence of coxae III 350u. Idiosoma 390u
long, atenuated m frcnt and with a wider opisthosoma than other species.
Dorsal shield very narrow 90u long and 15u wide, without vertical setae.
Parastigmata (Otidemans) or supracoxal grooves (Grandjean) very conspi-
cnous, as m Otodcctet cynotis. where glandular organs were studied by Grand¬
jean. Internai scapular setae respectively, 45p lcng and some 300u long. Ex¬
ternai scapular seta about 60u long. There is only a pair of interscutal short
setae. A very long marginal seta. here called metapodoscmatal dorsal seta. at
•he levei of coxa III. Hysterosomatal shield irregular in outline, covering
the lobes Ieaving a lateral uncovered area. Xear the anterior margin but
cutside this shield is a pair of long setae. The only setae on the shield are
represented by a posterior pair in the lateral margins near the lobes. There
are five opisthosomatal setae on each side of the border of the lobes, the
anterior shorter and weaker and the posterior longer and stouter. all these
setae being shorter than in species of Edentalges gen. n. Male genitalia in front
of legs III, with a chitinous rim intermpted in the posterior end. whose arms
are prolongcd in two bars reaching the trochanter of leg I\*. The penis is
21(> f i long, protruding and fine-pointed. Two circular, concave stnictures with
a minute seta are seen inside the prolonged Ixirs of the genital annaturc. Anus
subtennmal. Two reduced anal suckers with diameter of only 7u and in front
of these two short setae implanted in struetures similar to those found in the
genital area. A very distinct circular pore is seen hinder and outside the
siakcrs. At the levei of coxa III lies the long mctapodosomatal marginal, ven-
tm! seta. Epimera of coxae 1 approximated but not fused; coxal area I with
a seta 200p long; trochanter I with a long. ventral. anterior seta; fêmur with a
long, ventral seta; genual with three setae; tibia with two seta; tarsus with
seven setae ending in a claw and a segmented. 21 p long stalk and an ambula-
cnini. Coxa II nude, its anterior epimerum common with coxa I; troclnn-
’.rr and genual each with a long seta; femur and tibia each with two setae;
tarsus with fine setae ending like tarsus I. Stalks of the ambuhcra segmented
but short and wide. Interval of 80p between legs II and III. Leg III 370p
long and 95p wide in the trochanter; coxal area with two setae the median
one longer; trochanter with one seta; genual nude; femur with one seta;
tíbia with two setae the median one longer; tarsus reduced to a suport of
two very long and two short setae, ending in a claw and a sort of empodium,
cm
SciELO
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Mera. Inst BuUnttu, FLAN IO DA FONSECA 143
2«:9J-167. 1954.
without claw. Leg I\' inserted submedian, with a seta on the coxal area
and nude trochanter, genual and femur; titia with two setae; tarsus very rc-
duced. with three short setae ending in a claw and a sort of etnpodimn. I - rom
the gnathosoma only a pair ot maxillicoxal liairs, three paires ot palpai liairs
and the denticulated mandibles could be seen.
FE M ALE
Elliptical, with a narrower opisthosoma, 560ji long to the apex of the
palpi by 350ii wide at the levei of leg III. Propodosomatal shield narrow.
82p long, 34p wide in the posterior margin and only 21 in the narrower
portion, without vertical setae. The oriíice of the supracoxal glands are
clearly visible and the rim has a diameter of 13.5p. Externai scapular seta
ver}- long and flexible. There are two pairs of submedian setae the anterior
one being shorter. Externai scapular setae of médium length, shortcr than the
metapcdosomatal dorsal ones. Only a pair of opisthosomatal marginal short
setae is present. At the vcntral side the most important feature is the tocos-
tonium at the levei of coxa II, also in an intermediatc situation as compared
with Psoralges and EdaUalgcs; the strong archcd chitinous rim has no contact
with the epimera of the coxae much in the same manner as in Psoralges; at
the internai side of this rim lies the genital pair of fine and flexible setae,
4Su long; another j>air of postgeuital setae is shorter than the preceeding one.
Bctween thesc and the anal region there is only a pair of 50u long setae.
Anus subtcrminal; anterior anal setae 37u long at the levei of the anterior end;
at the levei of the middle of the anus a pair of ver}- long setae with 700p, a
shorter pair being implanted at the levei of the posterior pole. Outsidc the
long pair of anal setae there is another pair of short ones and hinder this the
pair of opisthosomatal setae, 400u long at the externai side of which is another
pair of short setae. At the levei of the 3rf coxa lies the metapodosomatal vcn¬
tral seta, 90p long.
Epimera of coxa I like those of the male; coxal arca with one seta;
trochanter and genual each with a seta; femur and tibia each with two setae;
tarsus with seven setae ending in a only gently curvcd claw. an in a two segmen-
ted stalk 22p long and 6p wide with an unarmed ambulacrum. cxactly as in the
male; coxa II without seta; trochanter and genual with one seta; femur and
tíbia with two setae; tarsus with seven setae ending as tarsus I. Legs of the
•netapodosoma six segmented. Coxa III with a long basal seta and trochanter
also with a seta; femur and genual nude; tibia with one long seta, tarsus redueed,
with three short liairs and three long setae. the dorsal sulxipical one longest.
Coxa, trochanter, femur and genual I\ nude; tibia with one seta; tarsus redueed,
with a short hair and three long setae, the posterior, vcntral one shorter. Only
two palpai and one maxillicoxal setae could bc seen in the gnathosoma.
cm
144
NOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
TRITONYMPH
Like the protonymph but with three setae on tarsus IV
PROTONYMPU
With the same aspect and chaetotaxy as the íemale, differing chiefly by the
tarsus IV where only ene pair of setae is present, by the narrower dorsal
shield and by the shorter setae oi the opisthosoma.
LARVA
With three long setae on tarsus III and only two long adanal setae. A dorsal
shield coul only be observed in a phase microscope.
F.CG
FHiptical, 300p long and lOOii wide.
Description from two male cotypes, a female allotype. tritonymphs,
protonymphs, and larvae. Xo. 1719, found in the ear of a Tagassu
ta jacu (Lin.), coninton nanie “Cateto”, a peccary, N.° 2026 in lhe host register
of the Laboratory of Parasitology of the Butantan Institute, shot by the
author at the Horto Florestal da Serra da Cantareira, S. Paulo, on 1.9.1939.
In the same forest and at a short distancc was captured a Tamandua tctradactyla
Ictradactyh (Lin.), Xo. 1891, with Psoralgcs libertus Trouessart.
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L
5 6
11 12 13 14 15
Mm. Tnst. TtuUnUn. FLAVIO DA FONSECA
2«:9J-167. 1954.
Fic. 1
PsoraJges libertus Troucssart, 1696. 5
Face ventrai.
11
cm
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
6 SciELO 10 ^
Edcnlalgts bradyfits sp. n. ô
F ace ventrai.
SciELO
Mcm. In*t. Ratant n. FLAVIO DA FONSECA J-iy
26:95-167. 1954.
Fic. -1
Troucssalgcs pecari sp n, $
Face ventral.
SciELO
NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
cm
10 11 12 13 14 15
150
.VOTAS DE ACAROLOGIA. XXXIX
hdcntalgcs quadrilobatus sp. n. o
Face dorsal.
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
FLAVIO DA FOX SECA
151
—i. J-st K"Unl:n,
24:93-167- 193-».
FlC. 7
Edentalges bradyfus sp. n. ó
Facc dorsal.
Fic. 8
Troutssalgts ftcari sp. n. ô
Face dorsal.
SciELO
152
XOTAS DE ACAROLOCIA, XXXIX
MC. 9
Psoralges libcrlus Troticssart 9
Facc ventral.
cm
SciELO
Mera. Inst. ButanUn.
U:9J-167. 1954.
Fie. 10
EdoilahjfS qiuulrilobalus sp.
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
SciELO
Edentalges bradyfus sp. n. 9 *
Face ventral
Fic. 11
Mctti. Inst R*itantan,
25:93-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
FlC. 12
Trouessatgcs frcari sp. n. 9
Face ventrai.
cm
156
NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
FlC. 13
rsoralges hbcrtus Troucssart. Ç
Face dorsal.
cm
SciELO
Mem. Tnst. Butantan,
26 : 91 - 167 . 1934 .
FLAVIO DA FONSECA
157
Fic. 14
Edcntalgcs quadnlobatiis sp n. 2
Facc dorsal
2 3 4 5 6 SCÍELO lo h i2 13 14 15 16
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
FlC. 15
Edcntalgcs bradypus sp. n. 9
Face dorsal.
Fic. 16
Trouessalges fccari sp. n. Ç
Face dorsal.
SciELO
rn. T*-st RutanUn,
:9J-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
FlC. 17
Edentalges quadrilobalus sp. n.
Tritoninía vcntral.
160
NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
cm
SciELO
Fic. 18
Edcntalgts bradyf-us sp. n.
Tritoninfa ventrai.
FI-AVIO D.\ FONSECA
Mfm. Inst. Butantan.
25 : 93 - 167 . 1951 .
FlC. 19
Trouessatgcs ptcan sp. a.
Tritoninfa ventrai.
SciELO
162
XOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
Fic. 20
Fic. 22
Psoralgcs libcrtus T remes sart
Tritonínfa vcntral.
Edcntalget quadrilobatus sp. n
Tritoninía dorsal
Fic. 21
Fic. 23
Trousssalgcs fecori sp. n.
Tritonínfa dorsal.
Edcntolges bradyfus sp. n
Tritonínfa dorsal.
cm
SciELO
Mera. Inst. Butantan,
28:93-167. 1954.
FLAVIO DA FONSECA
163
Fie. 24
Edcntalges quadrilobotus sp. a
Tritoninía vcntral.
XOTAS DE ACAROLOG1A. XXXIX
FiG. 15
Trouessalges f:cari sp. n .
Protoninfa ventral.
SciELO
6
10 11 12 13 14 15
Mern. Inst. Butantan. FLA\ IO DA FONSECA 1
2«:9A-I67. 1934.
Fic. 26
Psoralges liberlus Trouessart
Protoninfa dorsal
Fia 27
Edenlalges quadrilobalus sp. n.
Protoninfa dorsal
Fic. 28
Trcuessalges pccari sp. n.
Protoninfa dorsal
Fic. 29
Psoralges liberlus Trouessart
Larva vcntral.
cm
NOTAS DE ACAROLOGIA, XXXIX
FiG. 30
Edcntalges guadrilobatus sp. n.
Larva.
Fic. 31
Edcntalges bradyf>us sp. n.
Larva ventral.
SciELCy 0
2
3
5
6
11
12
13
14
15
16
z
cm
p
Mm. I nrt. B-tantan,
3* 169-175. 1954.
tí A. EDWARDS. P. SOUZA SANTOS. H. SOUZA
SANTOS, A. R. HOGE. P. SAWAYA & A. VALLEJO
FREIRE
169
ESTUDOS ELECTROXO-MICROSCÓPICOS DE MÚSCULOS
ESTRIADOS DE RÉPTEIS
roa
■GEORGE A. EDWARDS*, PÉRSIO DE SOUZA SANTOS**, HELENA LOPES DE
'SOUZA SANTOS***, ALPHONSE RICHARD HOGE**** PAULO SAWAYA E
ARISTIDES VALLEJO-FREIRE**.
INTRODUÇÃO
As alterações que ocorrem em várias fibras de músculo estriado durante
a contração já foram largamente estudadas, tanto com auxilio do microscópio
óptico, como com o electrónico, em cortes e cm fibras e fibrilas isoladas, sem
que até o presente momento nada de conclusivo se tivesse conseguido quanto
à sua natureza. Na literatura sóbre estudos com o microscópio óptico pre-
doinina a opinião de que, durante a contração, as regiões anisotrópica c isotrópica
se revertem, isto é, no músculo relaxado a região A é a mais escura, enquanto
que no músculo contraído a região I se toma mais escura (Kõllíker, 18SS; Jordan,
1933; Speidel, 1939). Supunha-se outrossim, que, durante a contração, o sareô-
mero diminuía de comprimento, formando faixas escuras na região I, deno¬
minadas faixas de contração (Engelmann, 1878; Jordan, 1933; Speidel, 1939).
Entretanto, nem todos os autores subscreviam êste ponto de vista. Alguns
(Meigs, 1908; Schmidt, 1934) acreditavam cm um movimento do material sar-
eoplasmático para dentro c para fóra da fibrila durante a contração c o
relaxamento.
Igualmente o microscópio electrónico ainda não resolveu esta questão.
Hall, Jakus e Schmitt (1946) observaram que, a não ser cm contrações extre-
mamente violentas, as principais alterações durante a contração ocorrem na
região I; a região A permanece pràticamente inalterável em comprimento. Ba-
* Depto. dc Fisiologia Geral c Animal, Universidade dc São Paulo.
** Secção de Virus, Instituto Butantan, São Paulo.
*** Secção de Microscopía Electrónica, Universidade de São Paulo.
**** Secção de Ofiologia, Instituto Butantan, São Paulo.
Recebido, p.tra publicação, cm 26.X.1954.
13
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
cm
170
ESTUDOS ELECTROXO MICROSCÓPICOS DE MÚSCULOS
ESTRIADOS DE RÉPTEIS
seando-se em suas micrografias, afirmaram que, durante a contração, uma
“substância A” migra desde as proximidades da região M até a região Z, reforçan¬
do assim a linha Z. Esta afirmação foi confirmada por Draper e Hodge (1949).
Êstes autores também observaram, em fibrilas isoladas, a “reversão de es¬
trias” dos antigos histologistas. Bennett e Porter (1953), trabalhando com
cortes ultra-finos, não conseguiram confirmar estas observações, e até conclui¬
ram. baseados em medidas desintométricas de seus cortes, que o material sarcoplas-
mático se movimenta para dentro e para fora da fibrila. Demonstraram que,
nas fibras relaxadas, o retículo endoplasmático foi visto, principalmente nos
espaços interfibrilares, ligando as linhas Z e M, enquanto nas fibras contraídas
houve menos material interfibrilar, sugerindo um movimento do retículo para
dentro da substância da fibrila durante a contração.
O presente trabalho visa estudar miofibrilas isoladas de répteis durante
vários estágios de contração; fornece novos apoios para o ponto de vista mais
antigo da “reversão de estrias”.
Em outro trabalho, a ser publicado em breve, daremos do mesmo assunto
evidência obtida com cortes ultra-finos.
MATERIAL E MÉTODOS
O material empregado constou de vários músculos de três répteis : a serpente.
Constrictor constríclor amarali Stull, 1932; o lagarto, Tu/nnatnbts tcguixin
(L.. l/5iS) eo jacaré, Cainuin latirostris (Daudin, 1802). Todos os animais foram
obtidos da coleção registada do Instituto Butantan.
I ara conseguir fases comparáveis dos músculos procedeu-se como segue ■
Os músculos foram isolados e amarrados em uma extremidade de pequeno suporte
de madeira in situ ; a barriga do músculo foi esticada e a outra extremidade
amarrada ao outro extremo do suporte. O músculo foi então cortado alguns
milimctros além das extremidades da prancha e colocado em fixador. Desta
forma a barriga do músculo se encontrava esticada; as porções entre a barriga
e a ligadura, em várias fases de contração pardal; e as extremidades soltas,
eompletamentc contraídas. Êstc processo foi controlado por medições “in vivo”
dos comprimentos normais dos músculos em várias fases de contração.
O» músculos foram fixados em formei a 5% durante quatro ou mais
horas, seguidas por trituração com água destilada em gral comum, com subse¬
quente dissociação cm micro-liquidificador com água destilada a 20.000 r.p.m.,
durante 15 minutos e em períodos de a minutos. Após conveniente diluição,
colocaram-se, sõbrc as grades cobertas com “parlodion”, gotas da suspensão
resultante sendo em seguida secadas e sombreadas com crômio em ângulo de 12.°.
As observações foram feitas com microscópios electrónicos RCA, tipo EMU,
e Siemens, tipo UM lOOth, com aumentos iniciais de 1300, 3300 e 6200 X
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mera. Jn«t. Bnttnun.
« 169-175. 1954.
O A. EDWARDS. P. SOUZA SANTOS, H. SOUZA
SANTOS. A. R. HOCE. P SAWAYA & A. VALLEJO
FREIRE
171
a 40-60 KV. O aumento fina! de cada micrografia apresentada neste trabalho
está indicado pelo tamanho da linha representando um "micron”.
RESULTADOS
1. Fibrilas relaxadas ou esticadas.
As fibrilas dos diversos músculos estudados mostram características comuns.
Permitindo reconhecer facilmente que se encontram distendidas (Fig. 1, 2 e 3).
Caracteristicamente, a região I foi equivalente a região A em comprimento,
sendo frequentemente pouco mais longa. O músculo obliquo externo do jacaré,
quando esticado, na região A media 1,46 e, na região I, l,60,i em média;
de forma similar, no lagarto, em A, media l,67p, e, na região I, l,88u,
em média. Outros músculos mostraram também, a mesma relação, p. ex. temporal
da seqiente: A = 1 ,69p e 1 = 1,38 p; no hyoglossus do jacaré: A —
l,49ji e I = l,62u; e, no platysma do mesmo animal: A = l,64p e I =
l,67u. A média de todos os músculos observados foi A = l,63u c 1 = 1,63p.
A segunda caracteristica mais notável das fibrilas esticadas foi a grande
diferença em densidade entre as regiões A e I. A região A foi sempre extre-
niamente densa, apresentando somente jxhico menos densidade no disco longo
de Hensen (faixa H). A região 1 foi sempre de densidade consideravelmente
menor, bem menor do que a faixa H da região A.
Em todas as fibrilas o miofilamento parecia ser continuo através tias re¬
gues A e I. Os filamentos apresentavam uma série caracteristica de pequenas
estruturas em forma de colar de contas, arranjadas periodicamente, muitas vezes
em forma de finas linhas transversais, dando a tòda a fibrila um aspecto de tecido
grosseiro. O período das finas linhas transversais tinha cm média 340 A com
média de 80 linhas por sarcòmero, sendo 40 na região I e 40 na região A. As
linhas transversais eram mais visíveis na região I do que na A e este fato,
junto à densidade de A. dá impressão de haver uma “substância A” superposta
à estrutura fundamental de filamentos. Em alguns dos preparados cm condição
de esticamento, parecia haver leve agregação destas linhas transversais, dando
inicio á formação das sub-linhas N e M. Em nenhum preparado, entretanto, se
observaram linhas definitivas, que se pudessem denominar X ou sub-linhas M
definitivas.
Em tòdas as fibrilas a linha Z era visivelmente acentuada e em alguns
Parecia exceder os limites da fibrila (Fig. 2). A linha M também se destacava
consideravelmente do resto da região A, mas sempre limitada à fibrila. Tem-se
deste modo a impressão de que a linha Z não faz parte do sarcòmero, mas é um
ctul secundário restrito.
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
172
ESTUDOS ELECTROXO MICROSCÓPICOS DE MÚSCULOS
ESTRIADOS DE RÉPTEIS MCSCLLOS
2. Fibrila parcialmcntc contraída.
Retirando fibrilas de regiões sucessivas do músculo ligado iniciando-se na bar-
em Areçaoa bgadura; condiram-se fibrilas em diversas fases de contração
uai (Figs. 4, o e 6). Todas as fibrilas assim examinadas apresentavam impor¬
tantes alterações decorrentes das fibrilas esticadas. A alteração primordial, que
ocorre na t.bnla parcialmente contraída é o encurtamento da região I, com pequena
ou nenhuma modiiicação no comprimento da região A. O comprimento médio da
regiao í durante a contração parcial do músculo obliquo externo do lagarto foi
de 1,04»,, enquanto o da região A foi de l,5Sp. Em outros músculos existe
a mesma proporção, p. ex. obliquo externo do jacaré: A = 1 40u
1 - ^3;/'T-°, d n°, Ía “f : A = ‘ 1 = O. «fc « Kyoglo^ d„ j Karé: '
1,^» e I - 1,01 ii. Levando em consideração todos os músculos obser¬
vados, 'enrica-se que a região A apresentava encurtamento de 6,1% e a região
I em media de 4t>%, dando um média de 25% de encurtamento do sarcómero
total.
. Jlin '“ ltC 1 co j m ° ena 'rtamento da fibrila ocorriam duas acentuadas altera¬
ções a da densidade e a formação do estriamento secundário transversal Pare¬
ça haver uma alteração gradual de densidade das duas regiões durante as fases
sin essivas de contração. Nas fibrilas menos contraídas a região A ainda se
encontrava consideravelmente mais densa do que I; porém, nas fibrilas mais
contraídas a regiao I tendia a igualar-se a A em densidade. Xo primeiro
rÍ-. ’ a “ é aÍmIa baStante visível > a >S° mais curta do que
na fibrila extendida. Xas fibrilas em contração mais intensa, a faixa II é
restrita as imediações da linha M ou desapareceu completamente, deixando uma
região A unifonne a»)enas pouco mais densa de que I.
O fato mais notável durante êste processo foi a fonnação das sub-linhas M e
X. .Nos diversos preparados observamos até três linhas menores em cada lado
da linha M principal e ate cinco linhas menores em cada lado da linha Z. Das
varias micrografias se depreende que estas sub-linhas são formadas por agregações
de pequenas hnhas transversais, ito é, agregações das contas dos filamentos :i
m. d.da que os filamentos encurtam, principalmente na região I. Parecia ocorrer
dupla migração de substâncias. A medida que o disco de Hensen encurta,
observa-se a formação de sub-linhas M e. quando eventualmente a faixa H
desaparecera, a linha M aparece como uma única linha aumentada. As sub-linhas
' PareC,am f ° m,ar - se Primeiramente na região I que fica perto da A e. à medida
que a região I se toma mais airta, as linlias pareciam mover-se em direção a 7
formando eventualmente uma linha X única, saliente, reforçada de cada hdo de Z
O processo da fonnação das linhas M e X pode ser seguido pela contagem
do numero das hnhas transversais. Verifica-se que, as sub-linhas, se
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mra. In st. Butantsn, C. A. EDWARDS. P. SOUZA SAXTOS, H. SOUZA 17 Z
29: 169-175. 1954 SAXTOS. A. R. HOGE. P. SAWAYA & A. VALLEJO
FREIRE
formam a partir das ondas das finas linhas transversais, correspondendo
o número de ondas ao decréscimo do número de finas linhas transversais.
Notável também na fibrila parcialment" contraída é o fato de os mio-
filamentos serem mais facilmente identificáveis longitudinalmente, observando-se
com menor facilidade o aspecto de tecido da fibrila.
3. Fibrila completamente contraída.
Xa fibrila completamente contraída, as alterações do comprimento são
ainda mais evidentes na região I (Figs. 7 e 8). Os‘ dados médios para todos
os músculos observados na contração total são: encurtamento total do sarcòmero
= 36,5%, encurtamento da região I = 62% ; encurtamento da região A =11%.
Apenas em contração extrema (supercontração ou estado delta) notou-se
considerável encurtamento da região. A. Alguns dados médios para a fase de
contração de diversos músculos são: oblíquo externo do jacaré: A = 1,53(X,
I = 0,53u; obliquo externo do lagarto: A = l,50p, I = l,07|i ; temporal de
serpente: A = l,49u, I = 0,59p; hyoglossus do lagarto: A = l,50p, I
— 0,4 lp.
Xesta fase as regiões A e I são de densidade igual (Fig. 7: densidade esta
que é menor do que a da região A em contração parcial e maior do que a da I em
relaxamento ou contração parcial. Quando a região A se toma de densidade
uniforme, não mais é visível a faixa H. e a linha M se destaca como única,
grossa e densa. Xa região I as duas linhas X estão tão justapostas à linha Z,
que quase formam uma única linha grossa (faixa de contração de autores
anteriores).
Os mioíilamentos longitudinais eram mais claramente visíveis na fibrila
completamente contraída e o aspecto de trama grosseiramente tecida era observado
apenas em alguns dos preparados. Interessante é notar que o periodo axial do
«
tnioiilamento não encurtou significativamente, sendo na média 320 A. Entre¬
tanto, o número de periodos, i.e., o número dc finas linhas transversais, diminuiu
principalmente na região I com a formação e migração das linhas N.
DISCUSSÃO E RESUMO
Os resultados da investigação aqui descrita tendem a confirmar as afirmações
dos antigos microscopistas, tais como os de Kõlliker c dos mais recentes clectrono-
microscopistas que trabalham com fibrilas isoladas, p. ex. Hall, Jakus e Schmitt e
Draper e Hodge, no quanto diz respeito à “reversão de estrias’' e à
formação de faixas de contração durante a contração da fibra muscular. Os
l l SciELO
174
ESTLDOS EL.ECTROXO MICROSCÓPICOS DE MOSCULOS
ESTRIADOS DE RÉPTEIS
presentes resultados não podem confirmar ou negar as teorias de outros autores
p. ex. Beiínett e Porter. de que a contração involve a migração de material
sarcoplasmâtico para dentro e para fora da fibrila, pois que o seu trabalho foi
feito com cortes da fibra total, em que as estruturas integrais são mais facil¬
mente observáveis. Parece, porém, que nossos resultados são suficientes para
restabelecer a teoria mais antiga nos seguintes termos:
Xa fibrila relaxada, a região A é extremamente densa, enquanto aloé
menos, as linhas Z e M são proeminentes, porém não se encontram sub-linhas
X ou M. A faixa H é longa e menos densa do que o resto da região A. O
mio filamento é contínuo através de ambas as regiões. Xo decurso da contração,
as ondas transversais se agregam para formar as sub-linhas M e X. Com a
contração continuada, a faixa H desaparece, as sub-linhas M se incorporam ã
linha M e as sub-linhas X* se incorporam às linhas X singulares, que então se
aproximam da linha Z, formando assim a chamada faixa de contração. Depois
de completada a formação das linhas X e M as duas regiões A e I apresentam
densidade igual c uniforme. Durante a contração normalmente ocorre encurta¬
mento da fibrila, principalmente na região L O encurtamento parece consistir
cssecialmente da agregação das finas ondas transversais nas linhas M e X,
principalmente nestas. Desta forma, as linhas M c X parecem fazer parte e ser
formadas das substâncias da fibrila. A linha Z parece ser extra-sarcõmero.
AGRADECIMENTOS
Êste trabalho foi em parte realizado com o auxilio do Conselho Xacional de
Pesquisas e da Rockeffellcr Foundation. Queremos expressar aqui também
Teconhccimento, pela assistência técnica, ao Sr. Adolpho Brunner Jr., e à Srta.
Cecilia Doncux, bem como ao sr. Arnaldo Ruic que nos auxiliou com o material
fotográfico.
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SciELO
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G. A. EDVVARDS. P. SOUZA SANTOS, H. SOUZA
SANTOS. A. R. HOGE. P. SAWAYA & A. VALLEJO
FREIRE
177
ELECTRON MICROSCOPE STUDIES OF REPTILIAX STRIATED
MUSCLES.
BV
GEORGE A. EDWARDS* *, PÉRSIO DE SOUZA SANTOS**, HELENA LOPES DE
SOUZA SANTOS***. ALPHONSE RICHARD HOGE****, PAULO SAWAYA* AND
ARISTIDES VALLEJO-FREIRE**.
INTRODUCTION
The changes which occur in various striated muscle fibers during contraction
have been studied considerably with lx>th light microscopc and electron microscope,
in both sections and isolated fibers and fibrils, yet to date agreement has not
been reached as to their nature. In the literaturc on light microscope studics,
the prevailing opinion has been that during contraction the anisotropic and
isotropic regions are reversed, i. e. that in the relaxed muscle the A band is
the darker, whereas in the contracted muscle the I band becomes the darker
(Kòllikcr, 1888; Jordan, 1933; Speidel, 1939). Further, it was held that
as the sarcomere shortened in length. dark band, were formed in the 1 region the
so callcd contraction bands (Engelmann, 1878; Jordan, 1933; Speidel, 1939).
Not all authors, howcver, adhered to this vicw. Some (Meigs, 1908; Schmidt,
1934) belicved in a movcment of sarcoplasmic material into and out oí the fibril
during contraction and relaxation.
Electron microscope strdies have not resolved the question. Hall. Jakus
and Schmitt (1946) found that, cxcept in extremcly strcng contractions, the
principal changes during contraction occur in the I region ; the A region rcmaining
practically unchanged in length. On the basis of their micrographs they postu-
lated that during contraction an "A substance” migrates from around the M
region to the Z region, thus enhancing the Z line. This view was corroboratcd
l t
* Dcpto. dc Fisiologia Geral e Animal, Universidade de São Paulo.
** Secção de Virus, Instituto Butantan, São Paulo.
*** Secção de Microscopia Electrónica, Universidade dc São Paulo.
**** Secção dc Ofiologia, Instituto Butantan, São Paulo.
Rcceivcd, for publication, on 26.X. 1954.
I SciELO
178
ELECTRON MICROSCOPE STCDIES OF REPTILIAX
STRIATED MUSCIES
by Draper and Hodge (1949). These authors also confirmed, in isolated fibrils.
the “reversal of striation” of the older histologists. Working with ultra-thin
sections, Bennett and Porter (1953) were unable to confirm these observations,
and rather, on the basis of densitometric ir.easurements of their sections, conclu-
ded that sarcoplasmic material moves into and out of the fibril. The)* were ablc
to show that in the relaxed fibers the endoplasmic reticulum was seen principally
in the interfibrillar spaces, connecting the Z and M lines; whereas in the con-
tracted fibers there was less interfibrillar material, suggestive of a movement
of the reticulum into the substance of the fibril during contraction.
The present paper reports studies on reptilian, isolated myofibrils in \*arious
stages of contraction; giving further support to the older view of the “reversal
of striation”. In a second paper, to be published shortly, evidence from ultra-thin
sections will be presented on the same subject.
MATERIAL AND METHODS
The material used in the present study were various muscles from three
Teptiles: the snake, Constrictor constrictor amarali, Stull, 1932; the lizard,
Tupinambis leguixin (L., 1758) and the caiman, Caiwan latirostris (Daudin,
1802). All animais were obtained from the registered collection at the Instituto
Butantan.
Comparable States of the muscles were obtained as follows. The muscles
were isolated and tied at one end to a wooden splint "in situ”. The belly of
the muscle was then stretched and the other end tied to the extremity of the
splint. The muscle was then cut a few millimeters bcyond either end of tlie
spiint and placed in the fixative. Thus the belly of the muscle was stretched.
thosc portions from the belly to the ligature were in various stages of partial
and the loose ends quite fully contractcd. This practkre was controlled by
measuring, “in vivo”, the normal lengths of the muscles in the various stages
of contraction.
The muscles were fixed in 5 % formalin for four or more hours, follcwed
by trituration in distilled water in a common mortar, with subsequent blending
in a micro-blcndor in distilled water at 20,000 rpm. for 15 minutes in 5 minute
periods. After suitable dilution, drops of the resulting suspension were placed
on the parlodicn covercd grids, dried, shadowed with chromium at an angle
of 12°. Observations were made with the RCA, typc EMU, and the Siemens,
type UM 100b, electron microscopes at initial magnifications of 1300, 3300,
and 6200 X at 40-60 KV. The final magniíication of each micrograph presented
in the present paper is indicated by the size of the line representing one micron.
cm
2 3
z
5 6
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*
Mra. Ii.it- Bntantan.
-C: 177-190. 1954.
G. A. EDWARDS. P. SOUZA SANTOS. H. SOUZA
SANTOS, A. R. HOGE. P. SAWAYA & A. YAI.I.EJO
FREIRE
RESULTS
1. Relaxcd or stretched fibrils.
179
The fibrils of the various muscles investigated showed ccmmon characte-
ristics making them easily identifiable as being in the stretched condition (Fig.
1, 2 and 3). Characteristically the I region was equivalent to the A region in
length, often being slightly longer. In the caiman externai obliqúe niuscle in the
stretched condition the A measured 1 ,46u on the average and the I region 1.60u.
Similarly in the lizard A averaged 1.67 and the I region I.SSu Other muscles
showed also the same relationship ; e. g. temporal of the snake, A — 1.69 and I
= 1.38u; hyoglossus of the caiman, A = 1.49 and I — 1.62u; and in the
platysma from the same animal, A = 1.64 and I = 1.67u. The average for
all muscles observed was A = 1.63 and I = 1.63 microns.
The second most striking characteristic of the stretched fibrils was the
tremendous difference in density between the A and I regions. The A region
was always extremely dense; showing only slightly less density in the long disc
of Hensen (H band). The I region was always of considerable less density,
much less so even than the H band of the A region.
In all fibrils the myofilaments appeared to bc continuous throughout both the
A and I regions. The filaments showed a characteristic series of small beadlike
struetures periodicali arranged, often appearing as fine cross lines, giving to the
whole fibril the appearance of a roughly woven cloth. The period of the fine
cross lines averaged 340 A with and average of 80 lines per sarcomcre 40 being
in the I region and 40 in the A region. The cross lines werc more visible in
the I region than the A, and this, coupled with the density of A, gives
the impression of an “A substance” superimposcd upon the fundamental strueture.
In certain of the preparations in the stretched condition, there appeared to be
slight aggregations of thesc cross lines, forming what appeared to be the begin-
nings of sub-X-lines and sub-M-lines. In no preparations, however. werc there
seen definite lines that could be called the X’s, or definite sub-M-lines.
In all fibrils the Z line was quite salient, in some cases appearing to go
beyond the confines of the fibril (Fig. 2). The M line also stood out considc-
rably above the rest of the A region but was always confined to the fibril.
One thus has the impression that the Z line is not part of the sarcomcre, but
is a secondary, restricting ring.
2. Parlially eontractcd fibril.
By taking fibrils from successive regions of the ligated muscle from the
belly toward the ligature we were able to obtain fibrils representative of various
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180
ELBCT.O.V WgMOJg
stages of partial contraction (Fig. 4 5 and fi - . Ali cu -i .
íhowed importam changes from the stretched íibrils ' " “ am, ' ned
ss r rr
A = 1 58 and I - t lí., 1,7 ' ~ 063 - and ,n ,hc »»“■ hy-cglosas,
om ímds tha, .L A r^on ^ a ^t^' T “
Accompanying the shortening of the fibril wer<> ♦«-« • .
of densiiv a n,i ( • - 1 two promment changes, tliat
den^itj and the tom.at.on of secondary cross striations. There apptared to
he a gradual change in densitv ní - . . appearecl to
contraction. In the less contracted fibrils th^T* ' SUCCCSS1Ve Stages ot
rj* r a—1;; EIS
~ “ ”rr r ■ ,n ,te
and thc x”Ôs" °l a lt,« ní; , '' ,rmati “ °< «“ sub-M-lines
nes. In \anou<> preparat.ons we observed as manv as three «miw
üSrirír* z? ,he r in m ■* j h™:
r^.on. There appears to be a donble migration substance As ,he d j
1 hT”; , T'”’ are *“ *» ( °™ a "d eventnallv w b“
e H band has d.sappeared the M Une appears as a single, enlarged U„e The
tnnX.hnes appear ,o fonn firs, in ,„a, region ,„e , „J , llc \ ™
“ ' rc S 10 n beconies shorter the Unes appear to ntigratc toward the 7.
fonntng eventnallv a single, salient. rcinforced X Une o„ either side of the Z
The process of the tomtation of the ,\t and X lines can be íollowcd bv coumin»
‘nvèni Th?/- Cr °“ "T n ° tel "* «ere forme,I ir „n
in miniber of fineTr»''"^ °' “W** .0 the decrease
Xotable in the partially eontractcd fibril also is the fact tltat tbe mvofilament*
:: z; —*• - -—~ -
cm
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Mem. Inst. Rntantan,
2«:I7M90. 1954.
G A. EDWARDS. P. SOUZA SANTOS. H. SOUZA
SANTOS. A. R. HOGE, P. SAWAYA & A. VALLEJO
FREIRE
181
3. Fully contractcd fibríl.
In the fully contracted fibríl the changes in Iength are stil those oí the I rcgion
{Fig. 7 and 8). The average figures for all the muscles observed in the
fully contracted condition are: total shortening oi sarcoinere = 36.5%, shortening
■of I region = 62%, shortening of A region = 11%. Only in extreme con-
traction (supercontraction, or delta State) was there noticed considerable shorten¬
ing in the A region. Some average figures for the contracted State of several
nuiseles are: caiman externai obliqúe, A = 1.53 u, I = 053 u; lizard extenial
obliqúe, A 1. 50 (i, I = 1.07 u; snake temporalis, A = 1.49 t‘, I = 0.59
lizar hyoglossus, A = 1.50 u I = 0,41 u.
In this stage the A and the I regions are of equal density (Fig. 7); a
■density less tlnn that of the A region in partial contraction and greater than that
of the I in relaxation or partial contraction. As the A region becomes uniform
in density the H band is no longer visible, and the M line stands out as a single,
thick, dense line. In the I region the two X lines are closcly apposed to the Z
line, forming almost a single thick line (the contraction band of earlier authors).
The longitudinal myofilaments were more clearly visible in the fully con¬
tracted fibril, and the roughly woven cloth pattern was evident in only a fcw
of the preparations. Interestingly enough, the axial period of the myofilament
did not shorten signi ficantly; lieing on the average 320 A. However, the number
of periods, i. e. nuniber of fine cross lines diminished, principally in the I
region, with the fonnation and migration of the X lines.
DISCUSSIOX AND SÜMMARY
The results of the present investigation tend to confirm the postulates
°f the earlier microscopists. such as Kõlliker, and the more recent electron
niicroscopists working with isolatcd fibrils, e. g. Hall. Jakus and Schmitt and
braper and Hodge, as regards the “rcversal of striation" and the fonnation of
contraction bands during contraction of the musclc fiber. The present rc-
*uHs can neither confirm nor deny the theories of otther authors, e. g. Bennett
and Porter, that contraction involves a migration of sarcoplasmic material into
and out of the fibril, inasmuch as their work was with sections of the whole
fil.er wherein the processes "in totum” are more readilv observed. We do
feel, however, that our results are sufficient to restate the oider theory in
lhe following terms:
In the relaxed fibril the A region is extremely dense, and the I less so.
The Z and M lines are prominent, but no X or sub-M-lines are present. The
ll band is long, and less dense tlian the rest of the A region. The myofilaments
■are contimious throughout both regions. The filanients ha ve an axial period
*
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182
ELECTRON MICROSCOPE STUDIES OF REPTILIAX
STRIATED MUSCLES
of 340 A which gives to the fibril the appeirance of rough cloth, more noticeably
in the I than in the A region. In the ccurse of the contraction, the cross waves
.Tggregate to íorai the sub-M-lines and sub-X-lines. With continued contraction
the H band disappears, the sub-M-lines become incorporated into the M line
and the sub-X-lines incorporated into the single X lines which then approxi-
mate the Z line, forming the so called contraction band. With complete forma-
!ion of the X and M lines the two regions, A and I display equal and uniform
dcusity. Sbortening of the fibril during contraction normallv t.ccur» principaly
in the I region. The shortening appears to consist essentially of the aggre-
gation of the fine cross waves into the M and X lines, principally the latter.
Thus the M and X lines appear to be part of, and to bc formed from, the
substance of the fibril. The Z line appears to be extra-sarcomere.
ACKXOWLEDGEMEXTS
This work has been aided in part by grants from the Conselho Xacio-
nal dc Pesquisas and the Rockefellcr Foundation. We would like to acknowledge
t<>e technical assistance of Mr. Adolpho Brunner Jr.. and Miss Cecilia Doneux.
Aid with the photographic material was given by Mr. Arnaldo Ruic.
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SciELO
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Mem. In*t
Je:I 7 M 90 .
Butantan.
1954.
P SOLVA SANTOS. H. SOLVA
SANTOS, A. R. HOGE. P. S.WVAYA A. A. YAI.LEJO
FREIRE
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1SS
ELECTRON MICROSCOPE STI DILS OF REPTIIÍW
STRIATED MLSCLES
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Fio. 6 - Klcctron nucrc.Kr.pl> of i*ola.cd fibril. ,u-ar cnd „f partial contraction, from
externai obliqúe nuiscle of caitnan.
Mem. Tn*t. ButanUn,
2« : 191-195- 1954.
AFRAXIO DO AMARAL
191
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS DO BRASIL
12. Notas a respeito de Helminthophis tcrnctzii Boulenger, 18%.
AFRAXIO DO AMARAL
( Sec(ão de Ofiologia e Zoologia Médica, Instituto Bulantan)
Em minha “Lista Remissiva dos Ophidios do Brasil” (1), tratando das
espécies de Helminthophis Peters, 1860, atribui a //. tcrnctzii Boulenger, 18%
0 território de São Paulo e de Mato Grosso como área de dispersão. Cheguei
a esse resultado após haver posto na sinonimia desta espécie as formas II.
be ' u ’ por mim descrita em 1942 (2) e ocorrente cm Butantan (São Paulo) e II.
collcncttei, definida por Parker em 1928 (3) c encontrada em Buriti (Mato
Grosso). Essa minha iniciativa, de fundir numa só as três espécies citadas,
foi baseada em meticuloso estudo comparativo que, durante uma de minhas
visitas ao Museu Britânico, em 1929, procedi, cotejando os tipos c exemplares
respectivos.
No decurso desse exame, verifiquei diversos factos interessantes, que
divulguei logo depois (4) juntamente com as conclusões que tirei do estudo
rícém-realizado, a saber:
1. ° A fisionomia de collcncttei é idêntica à de bcui c à de tcrnctzii.
2. ° O tamanho da rostral é idêntico nas três espécies.
3. ° Na descrição de tcrnctzii, Boulenger assinalou que o tipo apresentava:
0 olho apenas discemivel através da ocular; 2 preoculares super-postas; 1 sub-
001 lar; 4 supra-labiais, das quais a 2. a a 3. a contiguas à preocular inferior.
e a 3 a e a 4 a contíguas à sub-ocular; 22 filas de escamas cm redor do coq>o ;
Cabeça e região anal claras.
4. ° Na descrição de collcncttei, Parker registou, como carácter distintivo, a
Presença de 20 filas de escamas em redor do corpo, e cabeça escura.
No exame que fiz, verifiquei que o tipo de ccllcncttci apresenta, como o
de tcrnctzii, 22 filas de escamas em alguns pontos.
Recebido, para publicação, em 12.X. 1954.
cm
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192
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
DO BRASIL, 12
Assim, a única diferença entre as duas espécies residiria no colorido da
cabeça, carácter este desprovido de importância, segundo se pode verificar pela
comparação em série de exemplares de serpentes deste gênero.
Xa descrição de bcui consignei a presença de 2 preoculares, das quais a
inferior estava separada das supra—labiais pela sub-ocular. Este carácter, jun¬
tamente com a existência de uma pre-ocular (a inferior), a nasal e a sub-
ocular a separarem a pre-frontal da 2. a supra-labial, constituiria elemento di¬
ferencial entre bcui e tcrnctzii.
Xo exame comparativo dessas espécies, verifiquei que Boulenger, ao es¬
tudar o exemplar, que se tornou tipo de tcrnctzii, deixou de dar atenção ao
desvio que devia ter sofrido o eixo vertical da calieça desse holótipo ao ser cap¬
turado, ou ao receber a injeção do preservativo, ou ao ser lançado no soluto
conservador. Desse modo, aquele notável e saudoso especialista do Museu
Britânico considerou como: supra-ocular a pre-ocular superior; como pre-ocular
superior o escudo que eu. mais tarde, na revisão do gênero (2), chamei pre-ocular
inferior; como pre-ocular inferior a placa que eu denominei sub-ocular; e como
sub-ocular o escutelo que em minha terminologia considerei “post-ocular inferior".
Parker, na definição de coUcncttci, seguiu as pégadas do seu grande mestre
e antecessor, embora, segundo me referiu, tivesse consultado a sinopse por mim
publicada cm 1924 (2). Por isso mesmo eu lhe mostrei que, dando-se o de¬
vido desconto ao possível desvio a que está sujeito o eixo vertical da cabeça
dos exemplares dessas “cobras-cegas”, a conclusão a que se chega é a de
havermos Boulenger, Parker e eu tido sob os olhos espécimes da mesma
serpente, sendo divergentes as nossas conclusões por terem sido diferentes os
termos de comparação por nós usados.
A essas conclusões cabe-mc agora acrescentar, liaseado no estudo de série
bem mais extensa de exemplares, que na espécie tcrnctzii (—coUcncttci =*
bcui) o máximo de filas de escamas (22) ocorre frequentemente na união
do terço anterior com o terço médio do corpo; e que o escutelo "post-ocular
inferior” (sub-ocular na terminologia de Boulegcr e de Parker) pode ser con¬
siderado também como sub-ocular posterior, admitindo-se, neste caso, a pre¬
sença de duas sub-oculares, das quais a anterior é que corresponde à pre-ocular
inferior na nomenclatura desses dois especialistas do Museu Britânico.
Passadas as espécies coUcncttci e bcui para a sinonimia de tcrnctzii, é de
mistér que, na futura comparação destas espécies entre si e com outras do
mesmo género e no exame de novos exemplares a serem identificados, se con¬
siderem, conforme eu fiz: como pre-ocular superior o escudo que, da ter¬
minologia de Boulenger e Parker, seria supra-ocular; como pre-ocular inferior a
pre-ocular superior de Boulenger e de Parker; e como sub-ocular (ou sub-
-ocular anterior) a pre-ocular inferior de Boulenger e Parker (Figs. 1, 1A,2)-
cm
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Mem. Inst. BiitasUn,
5 *. 191 - 195 . 1954 .
AFRAXIO DO AMARAL
193
Ftc. 1 — Cabeça de Helminthofhis collenettei Parker, 1928 (scmi-esquemática)
Nomenclatura de escudos cefálicos, à luz das descrições feitas por Boulenger (//.
tfrnctcii) c por Parker (//. collenetui) em seus respectivos trabalhos :
I, II, III, IV = supra-labiais.
1 — rostral; 2 — frontal; 4 = prc-frontal; 7 = nasal; 8 — ocular 9 — pre-ocular
superior; 10 = pre-ocular inferior; 11 = sub-ocular.
Nestas condições, as demais placas seriam assim denominadas: 3 = post-frontal;
5 = supra-ocular; 6 = post-ocular superior; seriam post-oculares medias as 2 placas
•caseiras à ocular (8) e intermediárias a 6 c 11.
Fic. 1-A — Cabeça de Helminthofhis collenettei Parker, 1928 semi -esquemática (aumentada
e corrigida por Amaral).
Fic. 2 — Cabeça de Helminthofhis beui Amaral, 1924 (semi-csquemática, X 6).
Nomenclatura usada à luz da descrição feita por Amaral cm seus trabalhos:
I, II, III, V = supra-labiais.
1 = rostral; 2 = frontal; 4 = pre-írontal; 5 = pre-ocular superior; 7 = nasal;
8 ocular; 9 = pre-ocular inferior; 10 = sub-ocular (anterior) 11 = sub-ocular
Posterior.
As demais placas seriam: 3 = post-frontal; 6 = post-ocular superior.
14
cm
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COX1RIBUIÇÀO AO COXHECIMEXTO DOS OFÍDIOS
DO BRASIL. 12
_ Na verdade ' P° sso cIizer c l ue talvez se possa atribuir também à represen¬
tação linear de uma figura no espaço e à distorsão do eixo verificada as di¬
ferenças que consignam as descrições dos tipos das duas espécies ternetãi e
collcnctlci ou de quaisquer outras: assim, um escudo que na serpente viva apre¬
senta posição mais dianteira do que superior com relação à ocular, aparece, na
igura baseada no exame de serpente conservada, como sendo mais supra-ocular
do que pre-ocular; outrossim, a placa que no vivo está situada mais pira baixo
o que para diante da ocular pode ser tomada ir.ais como pre-ocular do que
como sub-ocular. na representação gráfica do ofídio; além de que. pelo pró¬
prio processo de captura ou preservação, as placas látero-ce fálicas, desviando-
se, por pouco que seja, para trás e ligeiramente para baixo, na direcção dl
comissura bucal, podem concorrer para que a órbita (olho) surja em posi¬
ção mais ou menos pre-ocular, em lugar de permanecer sotoposta à placa que,
nos exemplares vivos, é a ocular propriamente dita.
SUMMARY
A careful comparative study of Hehninthophis ternctzii, bati and coltcnct-
ta shows the differences in the head scutellation of these fornis to depend on
the displacement of the skin over the skull of the specimens examined
BIBLIOGRAFIA
Amaral. A. do — Mcm. Inst. Butantan X :93, 1935 _ I93d.
Amaral. A. do — Proc. New F.ngland Zool. Club IX: 27, 1924.
Parker. H. W. — Ann. & Mag. Xat. Hist. (10) II: 97. lyiS.
Amaral, A. do — Mcm. Inst. Butantan IV: 5-8, 1929.
cm
SciELO
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EXEMPLARKS DE //. TERXHTZU NA COLECÇAO DO INSTITUTO HUTANTAN
Mem. Ir«t BataotP.n.
=« 191 - 195 . 1954 .
AFRAXIO DO AMARAL
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Mera. Inst. Bntantzn.
Z*: 197-202. 1954.
AFRAJilO DO AMARAL
197
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS DO BRASIL
13. Observações a propósito de “cobras-cegas” (fani. Typhlopidae e fam.
Leptotyphlopidac)
AFRAXIO DO AMARAL
(Sec(ão de Ofioloyia e Zooloyia Médica, Instituto Butantan)
A. RETROSPECTO SISTEMÁTICO E XOMEXCLATURAL
Boulenger, cm seu famoso Catálogo (1), colocou os gêneros Anomalepis Jan,
1861 e Glaticoiiia Gray, 1845 na íamilia Glattcottiidac. Actualmente essa íamilia
* chama Lcptotyphlopidac, de acordo com o seti genótipo. cujo nome. Lcplo-
b’Phlops, criado em 1843 por Fitzinger (2), tem, conforme Stejneger mostrou
1891 (3), prioridade sobre Glauconia Gray, 1845, Stenostoma Duméril &
Bibron, 1844, e outros posteriores.
O gênero Anomalepis foi por Jan criado para ccnter a espécie mexicana,
Por ele descrita e figurada (em desenhos de Sordclli) em 1860 (4). Os
desenhos de Sordelli foram mais tarde reproduzidos por Bocourt (5).
Boulenger, por presumir que Jan não examinara a dentição de Anomale-
Pi*. resolveu colocar este gênero entre as Glauconiidae (actualmente Lcptotv-
Phlopidae) em lugar de o situar entre as Typhlopidae. Preferiu, assim, não acom¬
panhar o parecer de Jan, embora não tivesse conferido os dados de Garman (6).
Todavia, segundo Dunn (7) mostrou e eu o confirmei posteriormente (8), Gar-
n ian incorreu em erro ao afirmar que Anomalepis não possuia dentes maxilares.
verdade, A. mexicana não somente apresenta maxilar dentifero como a sua
niandíbula é desdentada. Por este motivo, o gênero Anomalepis, cujos repre¬
sentantes se encontram entre as serpentes desprovidas de ectopterigoide, deve
Sç r incluido entre as Typhlopidae.
Subdivisão — Aliás, esta familia deve, a meu vêr, ser desmembrada em
'luas sub-familias, que facilmente se distinguem entre si pela presença ou
Recebido, para publicação, cm 13.X. 1954.
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198
COXTRIBl IÇAO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
DO BRASIL. U
ausência de escudos pre-anais. Essas duas sub-íamilias deverão denominar-se.
respectivamente. Typhlopinac e Anomalepidinae.
Feita essa separação, as chamadas “cobras-cegas”, representadas por ser¬
pentes desprovidas de ectopterigoide, passam, genericamente, a distinguir-se da
seguinte maneira:
1)
2)
Typhlopixae
Helmintiíopuís
Typhlops
Typhlophis
Anomalepidi.vae
Axomalepis
B. CHAVE SINÓPTICA DAS FAMÍLIAS
Maxilar curto, vertical, pauci-articulado, dentífero
em geral.
Mandíbula desdentada. Pelve uni-óssea. Xasal
afastada ou não da boca.
Cabeça com placas ou escamas . Typhlopid^e
A ) Escudos pre-anais ausentes. Xasal longe da
boca .
a) Cabeça com placas:
x) 2 prcfrontais e 1 frontal; nasal pe¬
quena. horizontal: narina entre 2 nasais
x ) 1 prefrontal. nasal grande, vertical,
desde focinho até topo da calieça
b) Cabeça com escamas .
B) Escudos pre-anais presentes. Xasal até à boca
Calieça com 2 prefrontais e 1 frontal, grandes
Maxilar r: longo, horizontal, multi-articulado (com
premaxilar, prefrontal e frontal), desdentado. Man¬
díbula dentifera. Pelve bi-óssea (isquios em
sinfise). Escudos pre-anais presentes. Xasal
contígua à boca . r _
Cabeça com rostral, nasal e ocular, grande,, e com
1 frontal, pequena . Leptotyph^ps
C CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESPÉCIE LEPTOTYPHOLOPS CUPIWENSíS
BAILEY & CARVALHO. 1946 .
Em 194(. toi criada a espécie Leptotyphlops cupinensis (9), acompanhada
de excelente descrição e de expressivos desenhos que representam os principais
caracteres da fol.dose cefálica e do hemipene do holóptipo. um 4 . colhido na re¬
gião do no Ta pi rapé, N. E. de Mato Grosso, Brasil.
A nova espécie, que foi pelos próprios autores considerada afim de L.
scptcin-stnata (Schneider. 1801)*, desta distinguir-se-ia por possuir maior nú-
mero ( + 6 0) de escamas dorsais na fila mediana, e maior número (cérca de
(*) Esta espécie foi, por engano desses autores, atribuída a Schlegel.
cm
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Mnsi. !-<t ButanS n.
26:19700’. 1954.
AFRANIO DO AMARAL
199
7) escamas sub-caudais e por não possuir as 7 estrias escuras ao longo do
dorso.
Comparando atentamente os desenhos dos escudos cefálicos (Figs. 1 e 2),
divulgados, por Bailey & Carvalho, no corpo da descrição de L. cupinensis,
com a gravura que da espécie L. scptcm-striata se encontra in Tab. VI, fig. 13,
do trabalho de Jan (10) e ora por mim reproduzida na Fig. 1-2. vcriquci
lue nessa gravura o desenho feito por Sordelli é realmente incorrecto na re¬
presentação, não somente da nasal ( que nele, Fig. 2, surge semi-dividida em
lugar de inteiramente dividida, como é na verdade), mas, sobretudo, das placas
situadas para trás da ocular. Isto, porque, no desenho a da Fig. 13 (conforme
Jan-Sordelli e Fig. 1 no presente trabalho) aparecem, de cada lado do tôpo
da cabeça, 3 grandes escudos j«ira trás da nasal ; desses escudos o primeiro cor¬
responde à ocular, podendo considerar-se como parietal o segundo e como tem¬
poral superior (occipital, na nomenclatura de Bailey & Carvallto) o terceiro; já
no desenho f de Jan-Sordelli (Fig. 2 no presente trabalho) que representa o
aspecto lateral aessa mesma cabeça, não se encontra o terceiro escudo (temporal
superior ou occipital).
Corrigindo e completando, conforme é de mister, esse desenho, encontro
0 aspecto que ora apresento na Fig. 2 A deste meu trabalho.
Comparando, agora, a cópia, assim corrigida, do desenho de l.. scptcmstriala
(conforme Jan-Sordelli), com o aspecto lateral (sua Fig. 1) da calxrça de L.
Cl >pincnsis. divulgado por Bailey & Carvalho, pode-se j>erfcitamentc admitir não
exista realmente diferença de maior monta neste particular entre as duas espécies.
Reparos — Xo tocante aos defeitos ocorrentes nos desenhos feitos por
Sordelli e publicados por Jan em sua Iconografie Générale, basta-me para o
círito recordar os seguintes factos:
a) Tratando da espécie Hclminthophis flazvlcrminatus. o seu próprio
autor, Peters (11), não se conteve que criticasse a figura divulgada na Ico-
"ografic Générale;
b) Redescrevcndo a espécie Anomalcpis mexicana, em trabalho anterior
eu patenteei (8) as incorrecções cometidas por Sordelli, divulgadas por Jan c
r cproduzidas por Bccourt (5) ;
c) Comparando-se, na Tab. VI, Fig. 11 (fase. II) de Iconografie Géne¬
se, os aspectos a (tôpo) e f (lado), apura-se haver Sordelli cometido, quanto
3 /-. suiidcuvlli. (*), a mesma incorrecção que a por mim acima apontada a res¬
peito de L. septcmslriata. Essa incorrecção se revela na falta, em J, de I cs-
(*) Este noir.c especifico foi por Boulengcr (in Cat. Sn. Brit. Mus. 1893. I: 68)
‘Iterado para sundnxtllii, com infracção das Regras Internacionais de Nomenclatura Zoológica.
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
DO BRASIL, 13
Fiq. 2 A
(f)
fiq 1
Fiq. 2
Fio. 1 — Cabeça (topo) de Leptotyphlops septcmslriata (Schneider)
(semi-esquemática, cf. Jan-Sordclli, X 2).
Fic. 2 — Cabeça (lado) de L. septemstriata (semi-esquemática, cf.
Jan-Sordelli, X 2).
Fic. 2-A — Cabeça (lado) de L. septemstriata (semi -esquemática,
corrigida por Amaral, X 2).
Fiq 4 A
( a )
Fiq. 3
Fiq. A
Fic. 3 — Cabeça (topo) de Leptotyphlops sundncalli Jan (semi-
esquemática, cf Jan-Sordelli, X 2).
Fic. 4 — Cabeça (lado) de L. sundrunlli (semi-esquemática, cf.
Jan-Sordclli, X 2).
Fic. 4-A — Cabeça (lado) de L. sundncalli (semi-esquemática,
corrigida por Amaral, X 2).
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AFRAXIO DO AMARAL
201
cudo que é o temporal superior, ou ocipital (Figs. 3 e 4 do presente trabalho).
Corrigido esse lapso do desenho feito por Sordelli, surge o aspecto revelado
pela Fig. 4A do presente trabalho.
Análise — Passo agora a analisar os 3 pontos restantes de distinção de
L. cupinensis, assinalados no trabalho de Bailey & Carvalho:
a) Escamas médio-dorsais: a diferença não teria valor especifico dentro
desse grupo, segundo conceito de quem dele possui a necessária experiência:
b) Escamas sub-caudais: a pequena diferença pode períeitamente ter sig¬
nificado apenas sexual nesse grupo: poder-se-ia admitir corresponder a uma
9 o número mais baixo (cerca de 7) encontrado em scptcmstriata, visto
como é um S o holóptipo de cupinensis ;
c) Colorido dorsal: sendo aparentemente jovem o único exemplar de cupi¬
nensis e decididamente adulto o tipo de scptcmstriata (120 mm versus 280 mm,
respectivamente, de comprimento total), tal diferença pederia talvez corresponder
a carácter ontogenético (idade).
Tratando-se de dois exemplares colhidos na liacia do Amazonas, embora
eni pontos bem distantes (um no distrito do rio Xcgro, çutro no distrito do
rio Araguaia), poder-se-ia finalmente admitir a sua identidade especifica à
luz do argumento zoo-geográfico, tanto mais quanto, para outras espécies do
nvsmo grupo (e especialmcnte com relação a L. albifrons), se admite área
de dispersão muito mais extensa.
Todavia, somente por meio do exame comparativo e cuidadoso de outros
exemplares dessas duas formas, colhidas em pontes intermédios àqueles dois
distritos, é que se poderia chegar à conclusão de tratar-se de espécies distintas
ou não.
SUMMARY
The characters assigned to Lcptotyphhps cupinensis by Bailev & Carvalho
(1946) are so dose to those found in L. scptcm-striala (Schneidcr, 1801) as
°ot to \varrant their separation as distinct species.
In the light of our present knowledge. the family Typltbpidae must lie
divided into two subfamilies: Typhlopinac (genera Typhtops, Typhlophis and
Hclminthoph is) and Anomalcpidinac (genus Anomalcpis) .
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co™"”®" Ao oo co B iT s ^r° Dos of,dios
BIBLIOGRAFIA
1. Boulengcr. G. A. - Cat. Sn. Brit. Mus. 1:57-71, 1893.
2. Fitzicger, L. — Syt Reptilium: 24, 1843.
3- Stejneger. L. - P roc . U. S. Natl. Mus. 14:501. 1891.
4 Jan - G - & Sordel,i - F - - Gên. Ophidiens 1. tb. 6, fig. 1. 1860.
o. Bocourt. M. F. — Miss. Scicnt. Mcx. & Atr.ér. Centr. Rept.: 503, tb. 29, fig. 4, 1882.
6. Garman. S. — Mcm. Mus Comp. Zool. 8(3): 2, 129, 1883
/. Dunn, E. R. — Proc. BioL Soc. Washington 36:185, 1923.
8. Amaral. A. do — Buli. Antivenin Inst. America 1 (3) : 88-89, 1927.
9. Bailo-, J. R. & Carvalho. A. L. de - Boi. Mus. Nacional, Rio (Zool.), 52: 1-4. 1946.
10 Jan, G. & Sordelli, F. — loc. cit. 1, tb. 6. fig. 13.
11. Petcrs. \\. C. H.. — Arch. f. Xaturgesch. 1: 43. 1862.
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SC:0J-205. 1954.
AFRAXIO DO AMARAL
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS DO BRASIL
14. Descrição de duas espécies novas de “cobra-cega" (fam. Lcptotyphlopidae).
AFRAXIO DO AMARAL
(.Secção de Ojiologia c Zoologia Médica, Instituto Butantan )
Leptotyphlops salgueiro» sp. n.
Focinho arredondado. Cauda pontuda. Supra-ocular presente, algo
niaior que a inter-naso-frontal (post-rostral); nasais contíguas entre si pela
IRi.ita. de modo a quase separarem da rostral a inter-naso- frontal; ponta da rostral
para diante da linha inter-ocuiar; nasal complctamente dividida cm 2; ocular
tontígua à lxxa (lábio); 3 supra-labiais: 2 adiante, e 1 atrás, da ocular; l. a
c 2 - a supra-labiais pequenas. a 2. a maior do que a I a c contígua à órbita; 3 a
supra-labial muito larga, tão larga quanto à porção labial da 1* e 2. a supra-
labiais e da ocular, reunidas; 6 infralabiais; occipital (4. a escama post-ros-
tral) desenvolvida, ladeada de 2 escamas menores de cada lado. 14 filas de
escamas em tomo do corpo. Escamas subcaudais: 19. Diâmetro do corpo 1/50
do comprimento total: comprimento da cauda 1/13,6 do total.
Colorido: pardacento em cima (5-6 séries transversais) c crémc-esbranqui-
Çado em baixo, com o centro das escamas pardacento. Comprimento total — 297
um; cauda = 21.9 mm.
Espécie afim de L. macrolepis (Peters. 1857). da qual se distingue pela
nirteza da rostral. pela maior extensão da 2 a supra-labial. jx-lo maior ta¬
manho da supra-ocular e pela peculiar íorn:ação ocipital.
Holótipo — Exemplar ó . No. 8.876 na colecção do Instituto Butantan,
{ olhido em 30.XI.1934. em Itá, Espirito Santo, Brasil, pelo sr. W. S. Sal¬
gueiro, a nueni a esjiécie é dedicada.
Leptotyphlops koppesi sp. n.
Focinho arredondado. Cauda pontuda. Supra-ocular presente e bem maior
do que a inter-naso-frontal (post-rostral); nasais separadas uma da outra pela
Recebido, para publicação, em 15.X.1954.
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
DO BRASIL. 14
sutura rostro-inter-naso-frontal; ponta da rostral para diante da linha inter-
ocular; nasal completamente dividida em duas; ocular contígua ã boca (lábio);
3 supra-labiais, 2 adiante e 1 atrás da ocular; 2. a supra-labial bem mais alta
do que a 1* e quase contigua à órbita; 3. a supra-labial muito larga, um pouco
mais curta do que a porção labial das 2 primeiras supra-labiais e da ocular,
reunidas; 6 infra-labiais; ocipital (4. a escama post-rostral) minúscula, ladeada
de 1 placa liem grande (post-parietal) e 1 escama grande, de cada lado. 14
filas de escamas em torno do corpo. Escamas sub-caudais: 16. Diâmetro do
corpo 1/36 do comprimento total; comprimento da cauda 1/13.4 do total.
Colorido: pardo em cima (5-6 séries tranversais) e mais claro (creme)
em l>aixo, onde cada escama tem a borda ainda mais clara.
Comprimento total 144 mm . comprimento da cauda 10,7 mm.
Figs. 1, 2, 3 = Lfptotyphlops salguciroi sp n.
Figs. 4, 5, 6 = Leptotyfhlopt koppesi sp. n.
Espécie afim de L. myopica (Garman, 1883) de que se distingue, pelo ta¬
manho da supra-ocular, pela curteza da rostral, pelo maior número de infra-
labiais c pela peculiar formação ocipital.
Holótipo — Exemplar <J , Xo. 8.883 na colecção do Instituto Butantan.
colhido cm 10.X.1934, em Terenos, Mato Grosso, Brasil, por Sr. S. J. Koppes,
a quem a espécie é dedicada.
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SUMMARY
Two new species of Leplolyphbps are descri bed, namely: salguciroi (from
Espirito Santo, Brazil), close to L. macrolcpis (Peters), from which it differs
in having a shorter rostral, a longer 2nd supra-labial. a larger supra-ocular
and a peculiar occipital formation; and koppesi (from Mato Grosso, Brazil),
close to L. tnyopica (Gartr.an), from which it differs in the rostral size, a
shorter rostral, a higher number of iníra-labials and a peailiar occipital
formation.
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS
XXXV. A propósito da revalidação de Coluber lanceolatus Lacépède, 1789.
AFRAXIO DO AMARAL
{Secção de Ofiologia e Zoologia Médica, Instituto Bulantan)
INTRODUÇÃO
Em tr«d»iho publicado em 1928, J. \ cllard (1), embora houvesse admitido
a diferenciação por mim estabelecida (2) entre a ‘■jararaca” do Brasil e a
ler de lance" da Martinica. procurou encontrar na estrutura dos hemipeiies
meio de oistinguir da caissaca , distribuída por grande parte da região neotró-
pica. a serpente “fer de lance” que Lacépède (3), em 1789, descreveu para
1 l,ha <la Martinica. A única distinção, aliás, por Vellard registada. consistiria
eni f l llc ma serpente martinicana( que ele chamou Lachesis lanccolata). cada
hemipenc seria fusifprme e dividido quase até a base; a porção de seu ápice,
em forma de jxmta longa, ocujwria peb menos um terço da altura total do órgão;
nus espinhos seriam grandes, muito ligeiramente recurvados na extremidade,
dispostos em séries longitudinais de 5 na face ventral c de 6 na dorsal. Ao
lado disso, na espécie continental (que ele denominou Lachesis atro. r), cada
hemipene pareceria um dedal, cuja jxjnta ocuparia cerca de metade da altura
total do órgão; seu ápice, mais volumoso, arrendodado no vértice c de bordas
quase paralelas e. assrm, não afilado na ]>onta. teria o mesmo comprimento c
largura da zona espinhosa, cujos espinhos, muito grandes c um pouco curvos,
se disporiam em séries de 4 a 5. Para substanciar essa sua conclusão, J. Vellard
apresentou desenhos da estrutura peniana na “fer de lance” e na "caissaca”.
DISSERTAÇÃO
Preiiminarmente, ao exame do texto do trabalho de J. Vellard ressalta o
tacto de o autor estar, ainda em 1928. seguindo a nomenclatura obsoleta, que
Ibulenger (4), em sua conhecida monografia, empregou para designar as formas
Recebido, para publicação, em 20.XI. 1954.
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS, XXXV
de Lachcsinae da familia Crotalidae. Xaqueia época (1928) já era ponto pací¬
fico entre os herpetólogos não serem congenéricas, dum lado, a espécie muta,
descrita por Lineu em 1758 e, doutro lado, as demais espécies que, no Catálcgo
do Museu Britânico, foram inclusas no género Lachesis, descrito por Daudin em
1803. A propósito deste assunto e admitida a hipótese de J. Vellard, antes
de se ocupar da matéria, não ter consultado a bibliografia a respeito, devo lem¬
brar que, em 1926, eu já havia publicado no Brasil um estudo (5) em que
tratava particularmente da diferenciação entre Lachesis, Trimeresurus e Bothrops.
A par dessa omissão verificada em seu trabalho, J. Vellard revelou desco¬
nhecimento das Regras Internacionais de Xomenclatura Zoológica co escrever:
“Lachesis muta Linn.", “L. lanccolata Lacep.”, “L. jararacuçu Lacerda” e “L-
jararaca Wied”, em vez de grafar, respectivamente, Lachesis muta (Linn.).
L lanccolata (I.acép.). L. jararacussu (Lacerda) e L. jararaca (Wied). dado
que nenhum destes nomes especificcs foi pelo respectivo autor descrito eni
combinação com o nome genérico (Lachesis) que Vellard empregou. Isto.
para não falar na adulteração da grafia do nome científico “ jararacuçu “ usada
por Vellard e que toma inidentificável a espécie correspondente, por parte de
todos os especialistas que, versados em questões de nomenclatura, sabem que
são obrigados a resjieitar os dispositivos do Código Internacional.
Fundamentalmente, não se pode, à luz dos desenhos divulgados por J. Vel¬
lard, aceitar as suas conclusões, o que representaria leviandade da parte de
quem, dando prova de falta de espírito científico, se decidisse a admiti-las
sem o devido exame critico e meticuloso. Realmente, bastaria a simples ins-
pecção das figuras publicadas por J. Vellard para mostrar que elas não podem
ser objecto de comparação, muito menos de conclusão decisória de assunto
importante como este. Isto, porque, segundo qualquer técnico de laboratório
poderia provar, os desenhos divulgados revelam claramente que foram prepv
rados de maneira diferente os órgãos cujo desenho J. Vellard deu à publicidade.
Assim é que se pode adiantar, mesmo sem ter visto os preparados (cujo número,
constante da colccçâo de qualquer museu, J. Vellard deixou de indicar para
ulterior confronto dos interessados), que, se a fig. 15, atribuida por Vellard à
espécie atro. r, reproduz hemipenes quase distendidos, a fig. 12, que Vellard
liga à forma lanccolata. já mostra hemipenes com o ápice inteiramente retraído
( murcho ), seja por falta de técnica do preparador, seja por insuficiénc.a
da substância (parafina liquefeita) empregada para a desenvnginação complri 3
do órgão copulador. A tal propósito eu diria que muito mais diferentes entre
si se revelam, à luz das figuras 10 e 10-A publicadas por Vellard. os hemipenes
que, decorrentes de gráu diverso de distensão ou de desenvaginação, este autor
atribui à mesma espécie Crolalus terrificus.
Finalmente, cumpre acentuar que eu já havia (6), tres anos antes do
trabalho de Vellard, publicado a gravura da forma, configuração e estrutura
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geral do hemipene de B. alrox, em estudo comparativo que fiz entre essa espécie
e as espécies B. jararaca e B. jararacussu.
Mais surpreendente do que a conclusão de J. Yellard em 1928, é a que,
«n 1952, chegou A. R. Hoge (7), ao ocupar-se do mesmo assunto. Mais
surpreendente, pcrque, se Yellard revelou desconhecimento da literatura per¬
tinente à matéria, Hoge citou, em seu trabalho, essa bibliografia. E, pretendendo
"demonstrar” que alrox e lanceolata são “espécies distintas”, recorreu a argu¬
mentos já utilizados por outros autores e a dados já conhecidos e, portanto,
despidos de originalidade. Tais dados e documentos eu, no referido estudo
monográfico do assunto (6), já havia provado serem ainda insuficientes para
conferir à serpente da Martinica situação específica em Sistemática Ofiológica.
Examinemos, portanto, os argumentos de Hoge, que foram Inseados no
exame de um único exemplar conservado (e, por sinal, mal conservado) de “fer
r ' c lance e resumidos na sua conclusão que é a seguinte :
“Bothrops lanccclata (Lacép.) é distinta de B. alrox (L.) e se distingue
desta última pelos caracteres hemipenianos, a forma das carenas. ò número de
dorsais e de vcntrais. Bothrops lanceolata é espécie distinta, i»orém próxima
de Bothrops jararaca.”
l.° — Caracteres hemipexianos — Da serpente martinicana reproduziu
Hoge o mesmo desenho publicado por Yellard (1: figs. 12 e 15) e a propósito
de cuja significação qualquer preparador ou estudante de questões hcrpetoló-
gicas (*) pode desde logo informar que se trata realmentc de representação
de órgão incomplctamente distendido ou preparado por técnica defeituosa.
Essa figura não pode evidentemente servir ao cotejo com a gravura, divul¬
gada por Hoge (correspondente à por mim publicada, tn pl. VII, fig. 1, no
'studo monográfico do assunto) e que representa hemipene complctamentc dis¬
tendido, mediante injecção de parafina liquefeita, da espécie B. atro. r.
Conclusão : Neste l.° ponto, a prova, sendo falha, não pode ser aceita.
-•° — 1' orma das carenas — Apesar de ter tido à mão o meu trabalho (6),
Pois o citou, Hcge não parece ter-lhe estudado o texto ou haver-lhe compreen¬
dido o sentido. Do contrário, à base de um único exemplar (No. 13.639, col.
Jnst. Butantan) e, ainda por cima, mal conservado segundo se depreende das
Próprias gravuras (figs. III, IY e V) que publicou, não teria éle conseguido
Mirmar que a carena das escamas dorsais de " lanceciatus” é longa e baixa.
Examinando, com o cuidado que merece assunto de tal importância, a foli-
d°se dorsal desse mesmo exemplar No. 13.639, pude verificar que. naquelas
Poucas escamas que ainda se acham bem conservadas, é curta e alta a carena
(•) Note-se que, em »cu artigo, Hoge escreve “ Erpetológicas”, como se o H inicial,
*°brevivenle da aspiração vocálica do étiir.o grego, já houvesse desaparecido do seio
a<: nossa lingua.
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS. XXXV
e, portanto, bem típica da espécie atro. r. Aliás, devo aproveitar o ensejo para
reproduzir aqui o tópico a que acima aludi, constante do meu estudo monográfico
(6: p. 28) para cuja confecção tratei prèviamente de conhecer as características
da folidose dos próprios tipos de atrox, utilizados por Lineu em sua descrição
e citados mais tarde por L. G. Anderson (8). Xesse tópico eu tratei de
reproduzir textualmente as verificações feitas a propósito pelo próprio Anderson:
“This latter specimcn is very well preserved and reexamining it and
comparing it with specimens of Lachcsis atrox and L. lanccolatus I find
that the scales of the median rows are similar to those of L. atrox, the kecls
bemg rather high and not extending to the extremity of the scales. In the
other specimen, which is not in so gcod state, the keels are lower and generally
perceived along the whole scale. In soir.e parts of the back, however, the scales
of this specimen also have more the atrox than the lanccolatus type, and
Linnaeus says regarding this that it is “striatus" hy the keels. which are very
distinct in his figure (on the liack as well as on the sides). If specimens of
both specics or íorms had heen at my disposal, when I wrcte my paper cited,
I do not belie\e that I should liave stated the Linnean specimens as belonging to
“the low-and-long-keeled form”. With certainty. the one of them is a mie
L. atrox with short and high keel on the dorsal scales, and with great
probability this is the case regarding the other, too”.
Conclusão : Xeste 2.° ponto, o argumento usado, sendo submetido a critica
cientifica, serve de prova contrária à premissa da distinção das duas espécies.
3 ° — NÓMERO de dormis e de ventrais — Quanto às ventrais, seu
número varia, segundo Hoge. entre 193 a 220 em atrox (nome oue englobaria
os exemplares do continente) e, entre 217 e 240, em “ lanccolatus ' V denominação
aplicada aos espécimes insulares).
Todavia, em meu citado estudo (6: pp. 3^37). mostrei que esse número
oscila entre 180 e 220 em exemplares continentais e entre 192 e ?31 em
espécimes insulares: Trindade, Tobago, Sta. Lúcia e Martinica. Parece-me
que o máximo de 240 ventrais teria sido, sem maior exame, copiado, por Hoge,
da descrição constante do Catálogo de Boulenger (vol. 3: p. 536), no qual,
alias, nao se encontra prova ou siquer indicio de haver êsse número extremo
sido objccto de recontagem ou verificação da parte do saudoso especialista do
Museu Britânico.
Com relaçao às dorsais, seu número, segundo Hoge. baseado evidentemente
em dados de terceiros, seria de 23 a 29 séries em atrox e de 31 a 33
séries em “ lanccolatus",
Em minhas contagens, verificadas em séries de exemplares por mini mesmo
examinados, encontrei : 23 a 29 séries em exemplares continentais e 25 a 33
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AFRAXIO DO AMARAL
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séries em espécimes insulares. Xeste particular, o maior número de séries
de escamas dorsais e de placas ventrais em exemplares da Martinica também
ocorre em espécimes de Tobago, sendo certo que em material precedente do
México, cujo número de ventrais é relativamente elevado, encontrei posterior-
mente até 31 séries de dorsais.
Xa ausência de qualquer outro carácter distintivo essencial, ainda não
consigo descobrir fundamento para modificar a posição que assumi em 1025
ao deixar de reconhecer especificidade ã serpente “fer de lance” da Martinica,
por insuficientemente diferenciada, a menos que estivesse disposto a admitir
a ocorrência, nessa ilha, de causas de especiação diversas daquelas verificadas
nas outras ilhas e muito especialmente em Sta. Lúcia, que é. entre as 3 restantes,
a que lhe fica mais próxima. Realmente, no material procedente de Sta.
Lúcia, o numero de \entrais varia entre 198 e 313 e o de séries dorsais entre
25 e 27, de maneira que não se pode distinguir de muito material de pro¬
cedência continental. Além disto, çumpre notar, a tal resj>eito, a verdadeira
al.trnância que existe entre a folidose dorsal e ventral des exemplares e a
posição geográfica das 4 ilhas com relação ao Continente: a folidose tende a
ser mais alta no material de Martinica e Tohago (que ocupam, respectivamente,
o 4.° e o 2.° lugares na ordem directa da distância) e menos alta no material
de Trindade e Sta. Lúcia (que ocupam, respectivamente, o l.° e o 3.° lugares
na ordem directa da distância).
Restaria por considerar a hipótese de diferenciação sub-especifica dentro
da população fie atrox. Esta hipótese, no entanto, não se pode ainda compro¬
var, não sómente por falta do necessário estudo meticuloso com base na compa¬
ração biométrica de grandes séries de exemplares, como também porque a
aceitação de sub-espécies insulares, nas condições geográficas reconhecidas para
as Pequenas Antilhas, suscitaria problema novo de difícil ou impossível expli¬
cação dentro dos conceitos actualmente admitidos em Oíiologia.
A propósito do aparecimento desta serpente em tais ilhas, ocorre-me lembrar
qv.e. segundo mostrou Schuchert. não existe evidência de ter havido, mesmo em
temjios remotos, ligação directa entre o Continente e essas Antilhas. Por isso
é que se admite nessa dispersão a interferência do Orcnoco. Com efeito, as
águas deste rio, depois de se lançarem no Atlântico, nele formam corrente na
direcção do X.O. e, passando entre a Trindade e a costa da Venezuela, seguem
justamente ao longo da cadeia das Pequenas Antilhas. Além disto, a liacia
do Orcnoco está sujeita ao regime de cheias periódicas, durante as quais as
suas águas carregam grandes blocos de terra de envolta com vegetação flutuante,
cm cujo meio podem ser conduzidas várias formas de animais • próprios do
Continente e capazes de, por esse mecanismo, ser introduzidas naquelas ilhas.
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NEOTRÓPICOS. XXXV
Fmalmente, quanto aos exemplares procedentes do ^léxico, continuo a
não encontrar base, mesmo levando em considerarão o limite máximo, que e
ligeiramente mais elevado, de ventrais, para admitir mesmo como sub-espécie a
forma asper (9), devendo-se notar que Garman, ao descrever Trigonoccphalus
asper, além de haver deixado de indicar-lhe o tipo, levou especialmente em
consideração a presença dc colorido mais claro e de escamas ásperas nos
exemplares capturados no Istmo de Darien. Quantos temos experiência de
serpentes \i\as sabemos que o colorido mais ou menes claro ou brilhante e
função da idade, da perda recente ou remeta de exúvias, da natureza do
terreno em que vive a serpente, e de outros factores acidentais; como não des¬
conhecemos igualmente que na mesma espécie a aspereza das escamas varia co.u
a idade (evolução ontogenética), conforme, aliás, se vê na pL V: tigs. 1’ _
4’ dc meu citado estudo monográfico (6: p. 32).
Conclusão : Xesse 3.° ponto: o argumento usado por Hoge, enquanto não
for submetido ao cotejo de verificações biométricas exactas e de outras provas
fidedignas, não poderá justificar a distinçãço entre alrox e " lanccolatus
Deixo propositalmente dc referir-me à afinidade, admitida por Hcgc, entre
a sua Bothrops lanccolata e Bothrops jararaca. Isto, porque os hábitos, o
colorido e a fohdose, para não falar nas propriedades liem tipicas do veneno 'la
nossa jararaca (actividade fisiológica, poder tóxico, propriedades bioquímicas c
imunológicas e características farmacodinàmicas) não deixam dúvida, ao pes¬
quisador experimentado e ao especialista cioso da responsabilidade de suas
conclusões, quanto à ausência de afinidade entre a espécie bem descrita pelo
Príncipe de Wied-Xemvied e a forma mal definida pelo Conde de la Ville de
Lacépcde.
RESUMO
Ao contrário das conclusões resultantes de estudo» superficiais, devidos a
autores que, deixando-se levar por simples impressões, admitiram a distinção
uitrc a serpente fer dc lance ( lanccolatus ) que Lacépèdc descreveu para
a Martimca e a “caissaca” cu “barba amarilla” ( alrox ), descrita por Lincu e
espalhada pela região neotrópica, deve-se afirmar que nenhum dos argumentos
até ago a invocados a favor cessa tese resiste à análise cientifica, baseada no
exame meticuloso de séries de exemplares desse perigoso ofídio.
A falta dc um estudo biométrico completo sobre os diversos grupos
populacionais, a representarem, em sua extensa área de dispersão, a
espécie Bothrops alrox Linnaeus. 1758. é impossível admitir-se a especificidade
da forma martinicana sem que se reconheça simultaneamente sejam a ela
pertencentes os exemplares ocorrentes na ilha de Toliago. Realmente, os caracteres
da fohdose dorsal e ventral dos exemplares de Tobago muito os aproximam da
população encontrada na ilha de Martinica.
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Mcm. Inst. Bulantan.
:«:207-2l4. 1954.
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Aceita que fosse, todavia, a identidade dessas duas populações (a de
Martinica e a de Tobago), tão separadas geograficamente, não se poderia com¬
preender, à luz dos nossos atuais conhecimentos dos fenómenos de especiação
entre ofídios, seja delas especificamente diversa a população confinada à ilha de
Santa Lúcia. Isto, porque, enquanto a ilha de Santa Lúcia é geograficamente
intermédia às de Martinica e Tobago, os exemplares de “barba amarilla” nela
encontradiços são indistinguíveis dos que vivem, por exemplo, na ilha de
Trindade ou na Venezuela, e no México ou na Guatemala.
Quanto aos exemplares procedentes do México, ainda não se possuem os
necessários dados biométricos que possam estabelecer a especificidade, e nem
mesmo a sub-especificidade, da forma aspcr descrita por Garman.
SUMMARY
Contrary to the conclusions of superficial papers published by authors
who have becn led by simple imprcssions to admit the "íer de lance’’ which
Lacépède described for Martinique under the specific namc of lanccolalus to
bc distinct from the “caissaca" (barba amarilla" or “echis") which. having
l>een described by Linné under namc of atrox, is found nearly all over the
Neotropical region, it is safe to State that none of the arguments thus far
produced in favor of that thcsis resists the scientific analysis, liased on a
careful examination of series of specimens of this most dangcrcus snDke.
In the absence of a complete biometric study of the varicus populational
groups representing the s[>ccies Bothrops atrox Linnaeus, 1758 in its wide
arca of dispersion, it is impossible to admit the Martinican fonn to bc specific
and so dcserve the name lanccolata unless at the samc time it is rccognizcd that
the specimens found in Totiago also belong to this fonn. As a rnatter of
íact, the characters of the dorsal and ventral pholidosis of the Toliago specimens
prove them to be very close to the population found in Martinique. However,
should the identity of these two populations (that of Martinique and that of
Tobago), bc recognized, it would lie impossible, in the light of our present
knowledge of the phenomena of spcciation among ophidians, to admit the
population coníined to the Santa Lucia island to lie spcciíically different from
lhose other two populations: while the Santa Lucia island lies gcographically
beetwen Martinique and Tobago, its specimens of atrox are not distinguishable
írom those living, for instance, on the island of Trinidad or in Venezuela, in
México and in Guatemala.
Conceming the Mexican specimens realiable data are not yet available to
"arrant the conclusion that they represent another species or are even a
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
XEOTRÓPICOS. XXXV
subspecies oí atro.i, the characters assigned to asper by Ganiian representing
but ontogenetic variations already known to occur in typical specimens of
atrox.
BIBLIOGRAFIA
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classificação-das serpentes. Boi. Inst. Vital Brazil, 6:1-19 (21 íigs) 1928.
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M«n. Inst. Rntantao.
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS DO BRASIL
15. Situação taxonómica de algumas formas de Crotalidac Lachcsinae,
recentemente descritas.
AFRAXIO DO AMARAL
(Secção de Ofiologia e Zoologia Médica, Instituto Butantjn)
INTRODUÇÃO
Em trabalho anterior, publicado neste mesmo volume (1), discutindo a
situação da serpente que em 1789 Lacépède descreveu sob o nome de Coluber
lanceolatus, mostrei que até hoje não foi feita uma análise estatística cuidadosa
de séries de exemplares da espécie hoje chamada Bothrops atrox, coligidos cm
todos os distritos, assim continentais como insulares, em que na Região Neotró-
pica eles costumam ser encontrados. Do estudo crítico que fiz dos argumentos
recentemente apresentados (2, 3) a favor do reconhecimento da forma descrita
p r Lacé[)ède. tirei a conclusão de que, na falta da referida revisão biométrica,
e à luz dos dos nossos atuais conhecimentos sôbre cspeciação em ofídios, não
é possível admitir a autonomia assim pleiteada para a serpente “fer de lance”
da Martinica.
— Ante a necessidade cm que me vejo de dar à publicidade a 3. a Edição
da minlia "Lista Remissiva dos Ophidios do Brasil” (4,5), com que objectivo
recclier dos demais especialistas a critica construtiva necessária á continuação
do meu trabalho de preparo do Catálogo Iconográfico das Serpentes do Brasil,
sou automaticamente conduzido a examinar, ao mesmo tempo, todas as descrições
que apareçam sobre o assunto.
Com relação à familia das Crotálidas, merecem desde logo referência, por
parecerem de perto relacionadas com a espécie Bothrops atrox, duas formas
descritas como novas por A. R. Hoge nos últimos anos. São elas, respectiva-
niente Trimcresurus pradoi (6) e Bothrops brazili (7).
Recebido, para publicação, etn 30.XI. 1954.
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COXTRIBl IÇAO AO COXHECIMEXTO DOS OFfDIOS
DO BRASIL, 15
DISSERTAÇÃO
A) Trimercsurus pradoi — Inicialmente, devo lembrar que existe indis¬
cutível impropriedade na aplicação do nome genérico Trimercsurus às serpentes
Em nota por mim publicada em 1944 (8) eu já criticara a tendência mani¬
festada por um ou outro autor moderno, em relegar para a sinonimia o nome
genenco Bothrofs, criado por Wagler em 1824. Tais autores mostram-se
esquecidos de que, dentro da conceituaçáo filosófica das subdivisões admitidas
em Sistemática, o grupo natural mais amplo que se pode legitimamente aceitar é
o da espécie. Os demais ajuntamentos, de hierarquia superior, tais como gê¬
neros, famílias, ordens, e outros mais elevados, não passam de criações artificiai*
de que se lança mão em Biologia, a titulo de conveniência, com o intuito de
tomar mais fácil e mais prático, mediante separações sucessivas, o estudo dos
vários seres.
A propósito da tendência apressada, que revelam alguns autores modernos,
cm aceitar, sem maior reflexão, iniciativas que sem a devida justificação vêm
surgindo no tocante a essas alternativas representadas por trocas de nomes
genéricos, cabe-mc recordar novamente a opinião que, há vários anos, emitiu o
saudoso e notável herpetólogo, prof. Leonhard Stejneger (9), ao ser consultado
sobre as razões da mudança do nome do gênero que ora nos interessa. São estas
as expressões que Stejneger usou l»ra fulminar de injustificável uma proposta
dessa natureza:
With regard to Bolhrops my own standpoint is about the samc as with
Notnx. I don’t want to cliange the present currcnt nomenclaturc until someone
makes a through study of all the important stnicturcs in pratically all the groups
of species (not only tails and scales and intromittent organs) demonstrating
the amount and quality of their relationships. What is the use of shifting
about from one uncertainty to another? The Trimercsurus — Bothrofs complex
is certainly not as homogeneous as the Agkistrodon. 1 dent believe that the
nomenclaturc should be made the foot-ball of a game of venting individual
theones of origin and distribution in paleogean times. The object of Xomencla-
ture is primarilv to be a convenience to help one talking of these creatures and
the present one is certainly helpful and convenient in that it tells you whcther
t ie snake I am talking about is an old world or a new world form. This help
is particularly useful in groups of large numbers of species. It is time enough
to makc a changc when it is convincingly proved that the group is strictly
monophyletic; in the mcantjme the present usage is preferable to such a no-
menclature as “American Trimercsurus with non-prehensile tail”, “Asiatic species
with prehensile tail", “American species with prehensile tail", etc.
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And this brings one to the question oí stable nomenclature. It does not
seeni as if a majority oí taxonomists realize that “stability” is obtainable
pratically only in the “species” names (apart from the juggling of binominals and
trincminals). In genera the best we can hope for is that the oldest name be
used for the varying concepts. “Genera” are conveniences and must reniain
so for quite a long time to come. Taxonomists may perhaps eventually succeed
in unraveling the true relationships oí the various groups of “Kreise” but
the varying attempts to do so need not be portrayed in a wcbbling nomenclature.
The great majority of zoologists, professional and othenvise, have scant chance
to investigate the intrincacies oí group relationships and must oí necessitv
accept the dictum of some specialist, and there is where the great usefulness cf
the check lists is apparent in “stabilizing” generic nomenclature or at least in
checking preniature and partial, no to say íashionable, improvements”.
— A descrição da espécie pradoi foi baseada no estudo de uma série de
exemplares, todos procedentes da mesma localidade: Pau Gigante. Espirito
Santo, Brasil.
Examinando esses exemplares, verifiquei que todos, sem excepção de um
só, foram mal preparados, insuficientemente injectados e demasiadamente endu¬
recidos pela formalina, antes de serem incorporados â colccçáo deste Instituto.
Em nenhum deles houve o cuidado de manter, convenientemente, nem mesmo as
relações das peças cefálicas, para que pudesse ter valia o estudo "da regressão
do comprimento da cabeça sobre o comprimento do tronco”, que surgiu no texto
da descrição escrita por A. Hoge. Curioso é que, ao comjxirar a recta de regressão
assim obtida, com aquela que considerou demonstrativa da espécie B. atro. r.
este autor haja igualmente utilizado uma série de exemplares de atrox que
ele próprio reconhece como sendo “infelizmente extremamente heterogénea, tanto
quanto a procedência quante no que concerna o estado de conservarão” (textual).
É também significativo o facto de A. Hoge, procurando justificar as suas
conclusões, ter conseguido lobrigar diferença mesmo entre os caracteres hemi-
penianos de pradoi de que publicou uma figura, c os de atrox. de que ele
p.óprio divulgou mais tarde (10) uma fotografia, considerando-a característica
dessa espécie. Para os entendidos neste assunto, a única diferença que pode
existir entre as duas gravuras decorre apenas do grau de turgescência (maior
cu menor) do órgão copulador, provocada pela injecção de parafina liquefeita.
Quanto a isto. posso dizer que essas duas gravuras, não somente não justificam a
«paração entre pradoi e atrox, como também não se afastam da figura que em
1925 (11) eu próprio publiquei ao tratar dos caracteres de Bothrops atrox.
Outrossim, é sobremaneira sintcmático que, para descrever o colorido dos
exemplares de pradoi, A. Hoge haja escolhido, para a caracterização das marcas
corsais, trechos de pele de espécimes mal conservados ao extremo, de tegumento
fetraido pelo formol e dobrado em pregas longitudinais. Mesmo assim, ainda
hoje se pode verificar que muitas manchas dorsais desses exemplares se en-
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DO BRASIL. 15
quadram no esquema por mim divulgado na monografia de 1925 (11), a qual
revela que essas marcas, sofrendo modificações ontogenéticas e, portanto po¬
dendo modificar-se com a idade, não devem ser tomadas como possuidoras de
valor especifico.
Quanto ao número de escamas dorsais, cumpre salientar que a comparação
feita por Hoge se referiu, de um lado, às indicações fornecidas por pequeno
número de exemplares de fradoi todos colhidos na mesma localidade (Pau
G.gante. Espírito Santo. Brasil) e. doutro lado, com os dados numéricos rela¬
tivos a 684 espécimes de atrox. procedentes de quase toda a Região Xeotrópica.
desde o Brasil até o México e as Antilhas. Os dados sobre atrox foram
copiados por Hcge, embora ele não o declare, do texto da monografia (11)
que eu publiquei a respeito desta espécie. Apesar de pequena, a série de
fradoi, por Hoge examinada, também revela tendência para apresentar dimor-
íismo sexual, devendo notar-se que o extremo de 33 séries de escamas dorsais,
que excepcionalmente ocorre nas fémeas de atrox, seguramente não corresponde
a exemplares procedentes do Brasil e sim a indivíduos encontradiços na Marti-
nica ou mesmo na Tobago.
A folidose \ entrai e sub-caudal atribuída a fradoi corresponde perfeitamente
à dos exemplares de atrox procedentes do Espírito Santo e de outros distritos
vizinhos.
Tratando do colorido dos exemplares de fradoi, Hoge surpreendentemente
deixou de referir que. em muitos deles (Xos. 10.601, 10.602. 10.605. 10.607.
10.611. 10.687, 10.688, 10.689 e 10.694), as marcas dorsais, opostas ou alternas
as do outro lado. são bastante tipicas de atrox, havendo mesmo persistido em
alguns, apesar do mau estado de conservação do material, certas gradações
de tonalidade que lembram o aspecto aveludado que costumam apresentar os
adultos de atrox quando vivos ou bem preparados para a colecção. Do colorido
do ventre. Hoge nem toca num ponto importante, a saber: cm diversos exemplares,
mormente adultos, quase não existem as manchas representadas na Figura 5 —
do artigo desse autor.
Finalmente, no tocante acs caracteres cranianos, devo salientar que. apesar
de ter tido à sua disposição crânios montados de fradoi e de atrox, Hoge deixou
de fazer a mais minima referência a qualquer ponto de distinção entre eles-
Examinando-os agora, antes de preparar este estudo critico da questão, veri¬
fiquei que, também do ponto de vista dos caracteres cranianos, fradoi positiva-
mente não pode ser distinguida de atrox. Xem mesmo poro no vestíbulo nasal
possúi fradoi. e. como se sabe. atrox também não o apresenta. Quaisquer
outras diferenças que Hoge haja assinalado no tocante à maior delgadeza tio
corpo, da calieça e das escamas, não passam de produto de má conservação
dos exemplares.
Conclusão Enquanto não for feita cuidadosa revisão, à luz do estudo
biométrico das populações de Bothrofs atrox, nem mesmo como r a ça geográfica
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dessa espécie pode considerar-se a forma pradoi, cujos exemplares não apresen¬
tam caracteres suficientes para substanciar a sua diferenciação especifica.
B) Bothrops brazili — Abandonando mais tarde a sua preferência pelo
género Trimeresurus, A. Hoge ligou ao género Bothrops a espécie brazili que ele
descreveu em 1953 (7).
Já no tocante à descrição dessa espécie, no texto que Hoge parece ter
preparado às pressas, foi ela especialmente cotejada com Bothrops jararaaissu
Lacerda (*), quando todos os caracteres revelados pelos 2 exemplares que exami¬
nou deveriam tê-lo induzido a compará-los com B. atros-.
Quanto à íolidose. tanto da cabeça, quanto do dorso e do ventre, os dois
exemplares que serviram à descrição de brazili não se distinguem essencialmente
de exemplares de atrox procedentes do Xorte do Brasil. Do colorido dorsal
apenas se pode dizer que o número restrito de manchas também se encontra
em exemplares de atrox de outras procedências.
Crânio; — Do crânio de brazili reproduz Hoge dois desenhos, correspon¬
dentes ao holótipo (Xo. 14.721 na colecçào do Instituto Butantan). Todavia,
em lugar de comparar essa estrutura com a de />. atros se estivesse agindo
sem preconceito, Hoge cotejou-a ccm a de B. jararacussu. Em minha revisão,
ao comparar o crânio de atrox com o de brazili. não encontrei diferença algum?.,
por mínima que fosse, entre eles.
Xo tocante ao tipo da carctia das escamas dorsais, é significativo que Hoge
o tenha achado semelhante ao de Lachesis nu ta. Revendo o assunto, também
não encontrei diferença alguma quanto a este ponto entre os exemplares de
brazili c os exemplares bem característicos da espécie atrox. A carinação dcrsal
cm mu ta é de tipo bastante diverso, não precisando de olho experimentado para
-‘•cr distinguida.
Quanto à ausência do poro no vestíbulo nasal, brazili é indistinguível de
atrox.
Conclusão — Xa ausência de meticulosa compararão biométrica dos caracte¬
res das populações de B. atrox. deve passar ]«rn a sinonimia desta espécie a
forma B. brazili descrita, em 1953. por A. Hoge.
SUMMARY
In the absence of a careful revision. liased on the biometric analysis of the
popuiations of the "Fer de lance . it is not possible to consider Trimeresurus
pradei Hoge, 1947 either as valid species or even as local race of Bothrops atros-.
(*) Esquecido das Regras Internacionais de Xonicnclatura, Hoge escreveu entre parên¬
teses o nome deste autor patrício, quando é certo não haver Lacerda, cm sua descrição,
ligado a espécie a gênero outro que não Bothrops.
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COXTRIBL IÇAO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
DO BRASIL. 15
The characters borne by the specimens of pradoi do not .varram the condusio»
that they are distmcí from typical atrox.
ln ., F0r the sanlc reasons il is advisable to consider Bothrops braxili Hoge,
I-oo a synonym of Botrrops atrox Linné, 175S.
BIBLIOGRAFIA
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iu. Hoge, A. K. — Loc. cit. 3 supra: (Fig. II).
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Mrm. Inst. BuUntan.
2<:221-225. 1954,
AFRANIO DO AMARAL
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS
XXXVI. Redescrição da espécie Bothrops hyoprora Amaral, 1935.
AFRANIO DO AMARAL
( Secção de Ofiologia e Zoologia Médica, Instituto Eutantan)
INTRODUÇÃO
Em 1935 (1), descrevi a espécie Bothrops hyoprora de acórdo com os
caracteres apresentados por um exemplar semi-jovem ( $ ) que me fora enviado
Colômbia pelo operoso biólogo. Irmão Xicéforo Maria. A essa descrição, N.
Maria adicionou em 1939 (2) os dados referentes a outro exemplar, este
adulto ( 9 ). igualmente colhido na Colômbia.
Baseado na experiência que adquiri no curso de longos anos de estudo
desse grupo dc serpentes (3, 4), conhecidas vulgarmente pela designação de
Focinho de porco" (e o nome cientifico hyoprora, por mim criado com essa
significação, objectivou realçar o caracter mais impressionante desses ofidios),
Pude. em 1944 ( 5). ligar a essa espécie a forma B. pessoai A. Prado. 1939 (6).
tavendo nessa ocasião publicado todos os dados que até então eu havia colhido
do cotejo a que me entregara.
Mais tarde (7). tendo recebido um outro exemplar (& ), A. R. Hoge
comparou-o com as descrições já conhecidas; achou que. cmliora os exemplares
de hyoprora e dc pessoai fossem muito parecidos, haveria entre eles certa dife-
r ?nça no colorido (que seria mais claro em pessoai), na agudeza do focinho
^ue seria maior em pessoai) e no comprimento da cauda (que também seria
Uiaior em pessoai) (*). Baseado na comparação apenas desses 3 exemplares
S e 1 9 ), A. Hoge achou que podia fixar a sua impressão mediante
rcrtas de regressão diferenciais para as 2 espécies que admitiu: e, quanto à
(*) Em seu artigo. A. R. Hoge ligou a espécie ao gênero Trimeresurus. Em outrs
,r abalho, publicado neste mesmo volume, mostro a impropriedade dessa ligação.
Recebido, para publicação, cm 1.XII.54.
cm
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRóPICOS. XXXVI
proporção da rostral. indicou a diferença de 1,2:1 para a relação altura: largura,
relativa ao exemplar ( Xo. A. H. 233) que teve em mão.
Posteriormente foram remetidos do Equador oriental para o Instituto Bu-
tantan mais 4 exemplares (2^e2n,,ce modo a se elevar a 8 a -crie
total sobre que se baseia o presente estudo de revisão e redescrição
DISSERTAÇÃO
A comparação cuidadosa a que acabo de submeter todos esses exemplares
ou as ^descrições correspondentes permite-me fornecer as seguintes indicações:
e J'° 7 am0 ™ 7 S | CnoniÍa e no coIoriclo > q«anto na proporção do corpo
/ivo^ror! ^ da f ° ,d ° Se ’ n5 ° Há n,d ° Se8Ur0 de (listinf5 ° entre pessoal e
, ~ -^'gundo eu indiquei em 1944 (5), a divisão transversa da sub-ocular
do tipo de pessoa, é provàvelmente uma anomalia que já se registou em outras
especies do mesmo genero e especialmente em nummifera e em nigroznridis;
üuanto à proporção di rostral, em lugar de ser de 1,2:1 conforme
A. Hoge indicou para o exemplar Xo. 233 por ele examinado, é aproximadamente
de 1,66.1 para esse mesmo exemplar, segundo apurei na verificação que fiz por
meio de desenho em câmara clara :
- As mter-nasais. de regra em número de 2 de cada lado, podem
apresentar subdivisão e chegar a 3 de um lado. conforme indicou X Maria (21
ou então formar de cada lado um grupo de 2 com uma plaquinha áziga, no
intervalo (ao todo 5).
5.° — Xo único espécime de pessoai — que é um <5 — sol* a 57 o
numero total de sub-caudais de que algumas (onze) se apresentam divididas.
Xa ocasião em que foi publicada a descrição desta espécie só se conhecia um
exemplar de hyoprora , o qual apresentava 44 sub-caudais; mais tarde, após
colheita e exame de mais 6 exemplares de hyoprora, esse limite já subiu para
' e ’ IX>r smal> este o®"™» em ? . procedente da Colômbia meridional.
Pode-se, pois, dizer aprioristicamente que. do ponto de vista biométrico. essa
pequeníssima diterença não tem significação definitiva, visto como pode ser
perfeitamente interpretada à luz do dimorfismo sexual, sendo certo que na
cspecie^ p,cta. que lhe e afim. essa variação de sub-caudais vai de 40 a 75
6. _ Sem grave injúria do critério cientifico que deve orientar estudos
desta natureza, nao se pode, conforme fez A. Hoge, pretender separar duas
especies, afirmando que em exemplar adulto (como é o holótipo de pessoal)
e uma serpente o tocmho é porventura mais ponteagudo do que em exemplar
semi-jovem (como e o holótipo de hyoprora) : tal diferença, se presente, pode
e.-tar ligada à evolução ontogenética.
cm
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Mena. I n' t RntanUn.
2C.22V225. 1954.
AFRA-MO DO AMARAL
223
7.° — Finalmente, com reierência ao colorido, tanto o tipo de hyoprora,
quanto o tipo de pcssoai correspondem a exemplares um tanto descorados, de
sorte que a característica cromática dessa serpente está a exigir referência especial.
É a seguinte a série de exemplares que serviu de base ao presente estudo:
Secção é No.
Procedência
Sexo
D
V.
S.-C.
Xotas
B - — 9.199
Colômbia E. Meridional
è
23
127
44
holótipo de
hyoprora
B. _ 10.004
Amazonas Central
S
23
128
46+ _ =57
holótipo de
11
pcssoai
1 H. _ 233
Amazonas X. Ocidental
<5
23
134
45
—
1 • — 776
Equador Oriental
S
23
129
9
38+ — =47
9
1 V - — 888
Equador Oriental
$
23
124
48
—
' v - — 801
Equador Oriental
9
23
132
3
43+ — =46
3
>
‘ v - — 802
Equador Oriental
9
23
135
46+ -1 =48
•>
—
' E S. - 84
Colômbia E. Meridional
9
23
128
• 50
holótipo de
hyoprora
Legenda: I. B. = Instituto Rutantan
A. H. = A. Hogc (colccção)
O. V. = Orcés Villagomcz
M. L. S. = Musco La Salle
Área de dispersão já conhecida: Distrito amazônico, desde o centro do
Estado do Amazonas, Brasil, até o sul da Colômbia e o este do Equador.
Dados para o possível dimorfismo sexual :
Sexo
Ventrais
Sub-caudais
$ é
124 1/2 — 134
4+57
9 9
128 — 135
46-50
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224
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÔPICOS. XXXVI
REDESCRIÇAO:
Aspecto — Serpente pequena, de corpo cilíndrico, com a linha vertebral
(neural) bem nítida; cabeca muito ampla, bem mais larga do que o meio do
corpo, focinho ponteagudo e proboscidi forme; cauda curta e não preênsil.
Folidose — Rostral pelo menos 1,5 tão alta quanto larga; canthus roslralis
bem agudo e revirado para cima, resultante do concurso de 2 (excepcionalmente
3) inter-nasais (1 posterior, maior -J- 1-2 anteriores, menores), de 2 cantais e do
ângulo superior da maior pre-ocular; supra-ocular grande, larga e inteira (por
excepção, estiiada ou mesmo dividida transversalmente) e com a borda livre
anteriormente saliente em aresta, a terminar o canthus roslralis; escamas inter-
cmtais carinadas; escamas inter-supraoculares em geral estriadas, dispostas em
3 a 7 séries irregulares transversais; 7 supra-labiais: 3. a e 5. a fpor excepção,
4 a e 6 a ) cm geral maiores ou mais altas, a 2 a separada da fosseta Iacrimal:
2 preoculares: a inferior minúscula, a superior bem grande, ligada na frente ao
canthus roslralis e com a borda posterior separada, às vezes, da órbita por
pequenas escarnas; 1 sub-ocular, separada das supra-labiais por 2 a 3 pequenas
escamas; 23 séries de escamas dorsais, todas carinadas (com carena alta c
curta bem acentuada jierto tia linha vertebral) com excepção da para-ventral que
é uni-estriada no centro e um tanto mais larga do que as outras; ventrais
124 a 135; anal inteira; sub-caudais 44 a 57, quase sempre todas inteiras.
Colorido — Corpo cinéreo até pardacento-róseo, com marcas laterais sub-
trian guiares ou quadrangulares escuras, alternas ou opostes às do outro lado
e, mediante coalescência através da linha neural, dispostas, posteriormente, cni
faixas transversais, ou semi-anéis sobre a cauda: essas marcas dorsais são em
geral limitadas adiante c atrás por dupla tarja vertical negra (interna) e clara
(externa), e, inferiomientc, terminam, adiante e atrás, por um ocelo negro,
circundado de branco. Cabeça ccm o topo escuro; uma estria pontilhada de
branca vai desde a região post-ocular até a nucal e é limitada em l aixo por uma
faixa obliqua bem escura; região infra-labial com manchas brancas, tarjadas
de nrgro. às vezes presentes até a região guiar, mòrmente nos jovens; a faixa
post-óculo-nucal branca, bordada de escuro iníeriormente, extende-se por vezes,
mermente nos jovens, até a parte posterior do corpo, ao longo da fila para-ventral,
tornando-se descontínua durante a evolução ontogenétkra (idade) ; a intervalos
mais ou menos regulares, essa borda escura da estria clara para-ventral avança
sobre o ventre, onde forma, de cada lado, uma série de grandes manchas ane-
gradas látero-ventrais; ventre pardo-achocolatado no centro, salpicado de claro-
cremc; superfície inferior da cauda mais clara do que o centro do ventre.
Corologia — Encontrada, até agora, apenas no distrito amazônico, desde o
centro do Estado do Amazonas, no Brasil, e, ao longo dos tributários prin¬
cipais do rio Amazonas, até o sul da Colômbia e a secção oriental do Equador.
cm
2 3
z
5 6
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-Jíctn. T-st. Butantan.
2*:-'212.'S. 1954.
AFRANIO DO AMARAL
SUMMARY
In a new revisionary study, based on the exainination of a larger series
■of spedmens and coníirming previous findings, the forni Bothrops pcssoai
Prado, 1939 is considered a strict synonym of B. hyoprora Amaral, 1935, which
is redescribed. The range of hyoprora, corresponding to the Amazonic district,
extends from the central section of the State of Amazonas, in Brazil, to S.
•Colombia and E. Ecuador.
BIBLIOGRAFIA
1. Amaral, A. do — Estudos sobre Ophidios Xeotropicos. XXXIII. Xovas espécies de
ophidios da Colombia. Mcm. Inst. Butantan X :222-3 (Figs. 7-8), 1935.
2. Maria, X. — Las serpientes Colombianas de hocico proboscidi forme, grupo Bothrops
lansbergii — nasuta — hyoprora. Rev. Acad. Colombiana C. £x., Fis. Xat., II:
420-1 (Figs). 1939.
3. Amaral A. do — Studies of Xeotropical Ophidia. \'. Xotes on Bothrops lansbergii and
B. brachystoma. Buli. Antivcnin Inst. America 1(1) :22, 1927.
4. Amaral, A. do — Studies of Xeotropical Ophidia. XII. On the Bothrops lansbergii
group. Buli. Antivcnin Inst. America. III(l): 19-27 (7 Figs.), 1929.
-5. Amaral, A. do — Xotas sobre a Oíiologia Xeotrópica c Brasilica. IV. Da invalidez
da espécie Bothrops pessoai. A. Prado, 1939. P. A. Dcp. Zool. S. A. S. Paulo,
V (4): 19-27, 1944.
6 Prado, A. — Xotas Oíiologicas. 1. Sobre as serpentes do grupo Bothrops lansbergii,
com a descrição de uma nova espécie. Mcm. Inst. Butantan XII:l-3 (Figs.),
1938-9.
Hoge, A. R. — Xotas Erpetológicas. 7. Sôbrc a ocorrência de Trimeresurus hyprcr.t
(Amaral) no Brasil. Boi. Mus. Paraense. E. Gocldi X :325-9. 1948.
16
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Mem. Tr«t. ButanUn,
:«:227-247. 1954.
AFRAKIO DO AMARAL
227
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS
XXXVII. Sub-espécies de Epicralcs cenchria (Lineu, 1758) -
AFRAXIO DO AMARAL
{,Scc(ão dc Ofiologia c Zoologia Módica. Instituto Butantan)
INTRODUÇÃO
Baseado em 1 exemplar procedente de Surinam (Guiana Holandesa), Lineu
(1), em 1758, descreveu a espécie Boa cenchria. Esta espécie foi mais tarde
incorporada ao género Epicralcs, criado por Wagler (2), em 1830.
A grafia ccnchria jiarece resultar de erro tipográfico, ocorrente nos pri¬
mitivos trabalhos de Lineu, tanto que. em edições posteriores de Systema Naturac,
este autor a corrigiu jtara ccnchris. Realmente, o nome ccnchris já constava da
literatura latina, pois havia sido usada por Lucano e por Plinio para designar certa
serpente (nome masculino), portadora de pintas miúdas no colorido (*). Sem em¬
bargo dessa correcção. prevalece a grafia cenchria, por oliediência a prescrição
constante do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica.
Boulenger, ao publicar o seu Catálogo (3), juntou, dum lado. sob o nome
de Epicralcs ccnchris algumas formas procedentes dos mais diversos distritos na
região neotrópica, tendo, doutro lado, reconhecido (4) a validez especifica da
forma Epicralcs crassus que fora descrita por Cope (5), à luz de um exemplar
procedente de “Cadosa”. distrito tio rio Paraná.
Examinando exemplares da nossa “Salamanta” ("Aboma” nas Guianas),
reconheci (6), em 1929, duas raças na espécie lineana: ccnchria e crassus.
(•) Lucano. no 1. IX de seu poema Pharsalia. comparou o colorido dessa serpente
à do mármore pintalgado, característico de Tebas:
“ Et semper recto lapsunts limite cenchris
Pluribus ille notis. va ria ta m tingitur aJvum”. ,
E>Plmio. no 1. XX. cap. 22 de Xaturalis Historia, a ela assim se referiu:
“ Serpillum adversus serpentes efficax, maxime ccnchrin et scolopondras"
Recebido, para publicação, em 20.XII.954. . j
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228
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRóPICOS. XXXVII
Mais tarde, no curso de sua revisão desse grupo, StulI (7) (8) acabou
reconhecendo, além destas duas, outras raças nessa mesma espécie, a saber:
E. cenchria maurus (Gray), E. ccnchria gaigei Stull e E. cenchria barbouri StulI.
Reunindo agora os dados fidedignos da literatura herpetológica e cotejan¬
do-os com os caracteres de numerosos exemplares de E. ccnchria existentes na
colecçao do Instituto Butantan, e com anotações registadas em meus cadernos,
pareceu-me que novas sub-espécies, cada qual representativa de bem definido
distrito geográfico, poderiam ser reconhecidas. Desse estudo comparativo é que
trata o presente trabalho.
DISSERTAÇÃO
A luz da presente revisão parece-me que as seguintes raças de E. ccnchria
deveriam ser preliminarmente aceitas:
A) — E. ccnchria ccnchria (L.),
B) — E. ccnchria crassus (Cope),
C) — E. ccnchria maurus (Gray),
D) — £• ccnchria barbouri Stull,
E) — E. ccnchria gaigei Stull.
A cada uma dessas formas caberiam as seguintes observações:
A) — Epicratcs ccnchria ccnchria (Lineu)
Os exemplares da forma típica vivem de preferência em lugares baixos e
úmidos, distribuindo-se desde as Guianas até a bacia do Amazonas (Xorte
do Brasil e N. E. do Perii). A esta forma pertencem provavelmente os exem¬
plares i, l, m, n (Guiana Britânica), q (Pará. Brasil) e s (Alto Amazonas,
Perii) do Catálogo do Museu Britânico, além de 12 exemplares (5 3 £ ç 7 9 9 )
da colecção do Instituto Butantan.
Esta forma típica distingue-se assim:
Caracteres Principais:
Foudose — Escamas dorsais — 43a51 (S $ = 44-49 ç ç — 43-51).
Ventrais - 256 a 271 (£ £ = 267-271, 9 9 = 256-270). Subcaudais -
56 a 66 ( á $ = 59-66, 9 9 = 56-65). Supralabiais — 12 a 15. Infralafciais
— 14 a 17.
— Para o exemplar tipico (Xo. 322) Lineu registou.
Escamas dorsais 49; ventrais — 266; subcaudais — 57, sendo certo
que Anderson (9), na revisão que fez dos exemplares lineanos, encontrou para
o desta forma (na colecção do Museu de Drottningholm) :
Escamas dorsais — 49; ventrais — 266; subcaudais — 57, além de:
comprimento total — 475 mm.; cauda — 58 mm., o que mostra tratar-se
de um jovem.
cm
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Mem. Inst. Butantan.
U .227-2*7. 1534.
AFRAXIO DO AMARAL
229
Xa colecção do Instituto Butantan existe um exemplar ( <5 ), recebido
do Pará (Jardim Zoológico), sem procedência certa. Esse exemplar. Xo. 14.628,
apresenta :
Escamas dorsais — 43; ventrais — 260; subcaudais — 60; supralabiais —
12/13; infralabiais — 15 14. Tal exemplar pode ter sido acarretado de
outro qualquer distrito pelas enchentes, tão comuns na região do Amazonas, de
algum tributário ou então ter sido remetido para o Jardim Zoológico por algum
coleccionador comercial, localizado em outras paragens.
COLORIDO TÍPICO DE E. CESCHRIA CESCHRIA :
Dorso pardo avermelhado brilhante. Cabeça com uma estria parda ane-
grac.a desde o focinho até a nuca onde geralmente pára numa tarja clara
que limita para diante uma estria escura transversal na nuca; uma estria
pardo-escura lateral, continua, desde o focinho, através da órbita, até o lado
da nuca (atrás do ângulo bucal) ; uma estria intermédia pardo-escura de
cada lado desde a supraocular até a nuca, onde termina (ás vezes ligada com
a ponta da estria transversal da nuca). Xo dorso, uma série de anéis pardo-
anegrados e com o centro às vezes claro (crêmc em jovens, transversalmente
alongados às vezes em S, ou alargados em forma de sela, por fusão de 2 semi-
ocelos opostos ou quase alternados) em número de 42 a 50 -f- 9 a 10 sobre a
cauda, em exemplares adultos, às vezes existe uma linha neural mais escura,
embora pouco nitida. a dividir as marcas em sela; de cada lado do dorso
(flancos), uma série superior de ocelos colocados para baixo do intervalo
(alternadas) das marcas transvertebrais c para cima do intervalo (alternadas)
de manchas arredondadas ou irregulares para-ventrais ; estes ocelos consistem
em geral de um arco, côncavo para baixo, castanho-clard, e de uma mancha
arredondada castanho-escura, separada do arco por uma estria curva clara
(creme) nos jovens; uma série inferior de manchas escuras, alternadas com os
ocelos acima descritos, e extendidos, nos exemplares adultos, até os lados das
ventrais, que são mais escuras nos adultos. Face ventral amarelada (crêmc),
manchada de escuro ao longo do extremo lateral das ventrais; e bastante
manchada de mais escuro sob a cauda.
Extensão da cauda — O comprimento relativo da cauda, expresso pela
Proporção “cauda: comprimento total” ê. em média, de ± 13.9%. nos exemplares
estudados.
(Vide Quadro I)
B) — Epicrafcs ccnchría crassus (Cope)
O holótipo, colhido ]>ela Expedição Page, procederia, segundo Cope. da
localidade "Cadosa, Parana River”: tratar-se-ia talvez de Cadorna, localidade
situada à margem do Rio Paraná, a S. E. do Paraguai.
cm
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Metn. Inst. Butantan,
-2* 227-2*7. 1954.
AFRANTO DO AMARAL
231
De qualquer modo, a área de dispersão desta raça parece extender-se desde
o Paraguai até o sul de Mato Grosso, de Goiás, Minas Gerais e desde os
Estados de São Paulo e Paraná, no Brasil, até o norte da Argentina, onde,
sob o nome de E. cenchria cenchria (L.), Serié (10) a consignou para as Pro¬
víncias de Catamarca. Chaco, Misiones. Salta e Tucumán, ocorrendo tam¬
bém em Corrientes. É possível que nessa extensissima área de dispersão esta
raca venha de futuro a ser desmembrada (*).
CARACTERES PRINCIPAIS:
Folidose — Escamas dorsais — 40 (excepcionalmente 39) a 46 séries:
6 <S = 40 ( 39)-45, 9 9 = 40-46; ventrais — 214 a 239 (exeepcionalmente
241, conforme Stull): <5 3 = 220-235, 9 9 = 214-239; subcaudais — 34 a
43 (exeepcionalmente 45, conforme Stull): 6 ô = 35-40. 9 9 = 34 a 43;
supralabiais — 12 a 14 (15); infralabiais — 13 a 16.
COLORIDO TÍPICO DE E. CENCHRIA CRASSUS:
Dorso pardo-atijolado, entremeado de manchas mais escuras ou mais claras.
•Cabeça com as estrias escuras central e lateral (transocular) bem nítidas, a
central bastante longa, e com a ponta posterior além da nuca, a lateral curta
c larga para trás, com a ponta posterior aquém da nuca. Marcas dorsais,
oceliformes (centro claro, cercado de escuro), às vezes subdivididas, com a
metade de cada lado da linha neutral, em número de 38 a 46 no dorso e 5 a 8
na cauda. Estria lateral escura, tarjada de claro (créme) em cima e
em baixo, ligada, em geral, na frente com a estria transorbitária e trans¬
formada para trás em ocelos escuros quase sempre completamente rodeados
ou tarjados de claro (créme) ; esses ocelos, alternados com outros escuros
do mesmo tipo e tamanho (às vezes maiores ) também tarjados de claro (creme)
e sobrepostos a 1 ou 2 séries de manchas e pintas escuras que se extendem
até o lado das ventrais. Face ventral amarelo — clara (créme) no jovem, bas¬
tante mancliado de pardo escuro dos lados, sobretudo no terço posterior do
corpo e sob a cauda.
Extensão da calda — O comprimento relativo da cauda, expresso pela
proporção "cauda: comprimento total" é, em média, de rV 10,7, nos exemplares
•examinados.
(Vide Quadro II)
(•) Ao exame atento dos exemplares ora disponíveis, embora cm series ainda insu¬
ficientes para o reconhecimento de outras raças, já se pode vislumbrar certa tendência
para a constituição de “populações”, delimitáveis pela folidose abdominal (soma: ventrais -+■
subcaudais), cujo número parece variar assim: em torno de 250-255, no C. e X. E. de
S. Paulo; entre 270-280, no S. de Goiás c dc M. Grosso; entre 260-265 (raramente, 256
e 270), no \V. e S. \V. de S. Paulo e S. de M. Gerais, sendo certo que o total de
263 (227 -f- 36), constante do tipo (N.° actual 12.413, Smithsonian), o aproxima desta
população”.
cm
SciELO
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Exemplares de /:. ccnchria crassas (Cope) na colccção do Instituto Butantan
232
CONTRIBtTÇAO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS, XXXVII
cr.
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cm
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São
234
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTRÓPICOS. XXXVII
C) Epicratcs ccnchria tnaurus (Gniv)
O holotipo (de E. maurus Gray), procedente da Venezuela, consta do
Catálogo de Boulenger (vol. I, p. 96). como sendo exemplar macho, com a
seguinte íolidose: escamas dorsais 51; ventrais 238; subcaudais 55.
Segundo Stull (7), esta espécie ocorreria em Costa Rica, Panamá, Ve¬
nezuela, Tobago e Trmidad, ao que eu acrescentaria: os distritos altos e pou¬
co úmidos da Colômbia e das Guianas. A essa raça corresponderiam os exem¬
plares k e o (Guiana Britânica) e p (Guiana Francesa) todos consignados
no Catálogo do Museu Britânico.
CARACTERES PRINCIPAIS:
Eolidosc - Escamas dorsais - 47 a 51 (excepciona.mente 53, conforme
Stull). \ entrais 231 (excepcionalmente 225, conforme Boulenger: exemplar
*) a 240. Subcaudais 52 (excepcionalmenfe 50, conforme Boulenger: exem¬
plares k c p). Supralabiais 12 a 13 (conforme Stull).
COLORIDO DE E. CESCHRlÀ MAURUS :
Colorido geral próximo do modelo ccnchria. Marcas dorsais e cefálicas,
indistintas, excepto nos jovens, onde reproduzem a distribuição cncontradiça
em cenchna.
Extensão da cauda — Não examinada.
D) — Epicratcs ccnchria barbouri Stull
O holotipo (v), procedente da Ilha Marajó, Pará, Brasil, apresenta,
segundo Stull, os seguintes
CARACTERES PRINCIPAIS:
Folidose — Escamas dorsais — 45 séries; ventrais — 233: subcaudais
51; supralabiais — 11 ; infralabiais — 15.
Nota: Os caracteres deste holótipo de barbouri aproximam-no de exem¬
plares procedentes do N. E. de Goiás (Ilha do Bananal), donde podem ter
sido primitivamente deslocados pelas enchentes do rio Araguaia c pelos rios
Tocantins e Amazonas, chegando até a ilha de MarajO.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
*Im. |fM Butantan,
5«:’27-247. 1954.
AFRAXIO DO AMARAL
235
Xa colecção do Instituto Butantan existe um exemplar de barbourí. pro¬
cedente da Ilha do Marajó. Esse topótipo, Xo. 15.224, também ?, apresenta:
dorsais 45; ventrais 232; subcaudais 46 -f- n ( = — 4); supralabiais 11 11
(a 6a. e 7a. contíguas à órbita ; a 7a. e 8a. fundidas = 7a.; a 9a. e 1&V
fundidas = 8a.: da la. à 7a. com depressões); inflalabiais 14/15 (da la.
à !la. com depressões. Comprimento total = 1.175 mm.; cauda = 135 mm.
COLORIDO DE E. CEXCHRIA BARBOURÍ:
Colorido geral próximo do modelo crassus. Cabeça com as 3 estrias (cen¬
tral, lateral e intermédia) nitidas desde o focinho, a central a formar, na
nuca, 2 ocelos incompletos. Dorso com 49 marcas em sela, de centro claro,
tarjado de escuro; cauda com 9 ocelos de centro escuro; estria escura ao lado
da nuca (em seguida à estria transocular), tarjada de claro em cima e em
baixo, e subdividida para trás em série de marcas ocelares de centro escuro
e tarja clara, de contorno irregular e muitas coalescentes ; abaixo dessa
estria numerosas manchas escuras irregulares e desordenadas. Ventre claro,
excepto nos lados e sob a cauda onde é bastante manchado de pardo averme¬
lhado.
Extensão da cauda — O comprimento relativo da cauda, expresso pela
proporção "cauda: comprimento total” é em média, nos 2 exemplares exa-
tiinados, de ± 11,9%.
E) — Epicratcs ccnchrui gaigei Stull
Esta forma foi designada como homenagem à Sra. Ilelen T. Gage (do
Museu de Zoologia da Universidade de Michigan). De acordo com o Art. 14
das Regras Internacionais de Nomenclatura, reforçado por decisão unânime
tomada pelo 14.° Congresso Internacional de Zoologia (Copenhague, 1953),
a grafia correcta deste nome deve ser gaigcac.
A descrição desta sub-espécie foi feita à luz do holótipo, procedente de
Santa Cruz, Bolívia c de 7 jarátipos, coligidos, respectivamente, em Santa
Cruz (cinco) Bolivia: em Manao, Bolívia: e em l ingo Maria. Perii. nos contra¬
fortes dos Andes, mas já na lacia do alto Amazonas (rio Iluallaga). A
essa forma parece-me dever ligar-se o exemplar r do Catálogo do Museu
Britânico, procedente de Moyobamba. Peru. igualmentc nessa bacia e portador
de escamas dorsais — 41; ventrais — 25/, subcaudais — 53.
Distinguir-se-ia a presente raça da seguinte maneira:
cm
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2i( ‘ c, “ r "" na ; ( a c sf“s dos oriD '“
CARACTERES PRINCIPAIS:
Folidose - Escamas dorsais - 40 a 45 séries. Ventrais - 237 (*>
a -61. Subcaudais - 45 a 59. Supralabiais - 12 a 13. Infralabiais - 14
COLORIDO DE E. CESCHRlA GAIGEI:
Colorido geral próximo do modelo cenchria. Cabeça com as 3 estrias
escuras mudas desde o tocmho. Dorso com séries de marcas negras alter¬
nadas: para-vertebrais (medianas) 49 no corpo + 9 na cauda, de forma cir¬
cular e de centro pardo, às vezes fundidas entre si ou separadas por 1 lista
as C nnrt U ™ *° ^ flanCOS COm «*** Remados com
cadsTocelo ^ *** < inferior ) * manchas:
cada ocelo formado de arco superior e de porção inferior, maior e mais escura
sendo mais claro o intervalo das 2 porções; mais 2 séries de manchas menores,
fTcc " 3 UUÍma S ' rie CXtendÍda Sobre ° lado das ventrais.
Extensão da cauda _ Xão é fidrdigna a informação, por scr™ incom-
plctos e contusos os dados publicados por Stull (média = 13,3%?).
AIein des “f formas acima indicadas, tem o Instituto Butantan re-
‘ Cobra de f° ^ de “Salamanta" ou
?. . ead ° ’ algUns dos 9 ua,s foram incorporados à colecção. O estudo
reVC,0U * n ° *“* dC — - seguintes
se Lí! ÍOmCC 7 05 ,hdPS individua!s dos parátipos, de sorte que não se sabe
p senta erro dc contagem ou corresponde a exemplar que d-va ser YmAn
E£r;7 r --- «irra tsrss
4M8 R T ,C Í8-L r j fiCa sÍr f 1^ n0 ’^ ParÍ,ÍP05 - T ' rrhr * m a seguinte contagem: E. D.
(E. D. 43 • \- ~2js■ Zu C 43) '• * ,mprcssSo de 1 ue ° «cmplar Na 68.068.
naiafaf cl ’ . C 43)> ’ nC,uso en,re 05 parátipos, é antes híbrido de crassus X
em Sta Crnz BoZTÍf * C ° !nPr ° Var ^ C ° lh ' !ta de «**" semelhantes
em sta. Lruz, Bolnia, a forma gaigeac passará a composta.
cm
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Mem. Tn't. Butxmac,
U-.227-247. 1954.
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• F) — Epicratcs cenchria xerophilus subsp. n.
Por toda a zona nordestina, assolada pela seca, desde o Piauí até o
Norte da Bahia, encontram-se espécimes que apresentam entre si muita afi¬
nidade na folidose e no cromatismo e assim se distinguem:
CARACTERES PRINCIPAIS:
Holótipo — Exemplar 9, No. 9.252 na colecção do Instituto Butantan,
procedente de Rio Branco, Pernambuco (Brasil), com a folidose constante
■do Quadro III.
Parátipos — 13 exemplares na colecçãc do Instituto Butantan, conforme
dados constantes do Quadro III.
Folidose — Escamas dorsais — 46 a 52 ( á i — 47-52; 9 9— 46-52).
Ventrais — 245 a 255 ( S 3 = 249-254 ; 9 9 = 245-255). Subcaudais —
46 a 60 ( á ô = 46-60, 9 9 = 49-56). Supralabiais — 12 a 15. Infra-
labiais — 13 a 17.
— Na colecção do Instituto Butantan existe um exemplar, No. 5.076
(pele), procedente de Montes Claros, zona seca do N. de Minas Gerais, o
•qual apresenta: dorsais — 46, ventrais — 233, subcaudais — 44. supralabiais
— 15/15, infralabiais — 14/?; colorido parecido com o de xerophilus c de
erassus (marcas transvertebrais, na maioria divididas e alternas entre si; ocelos
tarjados de claro e cobertos por mancha arei forme), dos quais pode repre¬
sentar forma intermédia. Outro exemplar, No. 15.857, jovem, 9, proce¬
dente de Lassancc, perto dessa zona. tem o colorido desse modelo e na folidose
apresenta: dorsais — 46, ventrais — 220, subcaudais — 45, supralabiais —
12/12, infralabiais — 14/14: parece também ser hibrido.
COLORIDO DE E. CENCHRIA XEROPHILUS :
Colorido geral próximo do modelo erassus. Cabeça com as duas estrias
laterais reduzidas; estria central, desde o focinho até a nuca, bem nítida;
«stria lateral, sem a porção pre-ocular e a iniciar-se atrás do olho, indo, às
vezes interrompida, até perto da nuca; estria intermédia, por vezes interrom¬
pida e não ligada à estria transnucal que se acha reduzida a pequenas manchas,
ou ausente. Dorso com marcas transvertebrais (às vezes em sela) escuras,
■de centro bem mais claro (créme), especialmente nos jovens, em número de
"42 a 52 no corpo -f 8 a 10 na cauda; a estria lateral (post-ocular), extendida
cm
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Mem. Tn*t Butantan.
2t .227-247. 1954.
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para trás (às vezes após interrupção de cada lado da nuca), em linha quase
continua anteriormente e interrompida posteriormente, onde forma ocelos alon¬
gados de cada lado; essa estria é tarjada de claro (crême), principalmente
em cima; a porção clara (crême) da tarja superior íonna, posteriormente, após
a subdivisão da estria longitudinal, um arco crême (de concavidade inferior)
sobre cada mancha do l.° grupo (superior) lateral e quase sempre posta no in¬
tervalo das marcas transvertebrais; de cada lado, principalmente no meio do
corpo, surge uma série (às vezes duas) de grandes manchas escuras (2.°
grupo ou médio) arredondadas ou irregulares, quase sempre alternadas não
somente entre si, mas ainda com os ocelos da l. a série (supericr) e com outras
manchas escuras, inferiores (3.° grupo). Face ventral clara, manchada late¬
ralmente de escuro, sobretudo sob a cauda.
Extensão da cauda — O comprimento da cauda, expresso pela relação
“cauda: comprimento total”, c, em média, nos exemplares examinados, de d=
13,47c.
(Vide Quadro 111)
G) — Epierates ccnchria hygrophilus subsp. n.
Xa zona do médio Rio Doce, Estado do Espirito Santo, e j>erto da fronteira
de Minas Gerais, zona limitada a Oeste pela serra do Espinhaço, em sitios
fartamente florestados, ocorre uma população bastante diferenciada e cujos repre¬
sentantes, espalhando-se talvez até o Estado do Rio de Janeiro, podem ser
assim reconhecidos :
Caracteres Principais:
Holótipo — Exemplar 9 . Xo. 8.845 na colecção do Instituto Butantan,
procedente do Baixo Guandu, bacia do médio Rio Doce, Espirito Santo (Brasil),
com a fohdose constante do Qaudro IV.
Parátipos — 11 exemplares na colecção do Instituto Butantan. conforme
dados constantes do Quadro IV.
cm
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Mtm. Inst. Bolantin.
2^:227-247. 1954 .
AFRAXIO DO AMARAL
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Folidose — Escamas dorsais — 45 a 50 ( á 3 = 46-49, 2 9 = 45-50).
Ventrais — 256 a 263 (33 = 258-263, 2 2 = 256-261). Subcaudais —
53 a 60 ( 3 S = 54-57, 2 2 = 53-60). Supralabiais — 12 (11) a 13 (14).
Infralabiais — 14 a 17.
Xa colecção do Instituto Butantan existe um exemplar ( 2 ), Xo. 608,
procedente de Caratinga (Minas Gerais), o qual, pela folidose ventral e pelo
colorido, se aproxima desta raça, enquanto, pelo número de sub-caudais, se
parece com a subespécie polylcpis, adiante descrita. Esse exemplar, de colorido
do modelo cencltria, apresenta : escamas dorsais — 49 ; ventrais — 255; subcaudais
— 50; supralabiais — 13; infralabiais — 15/16.
Xa aludida colecção se encontra outro exemplar ( 3 ), Xo. 1142. procedente
do Estado do Rio de Janeiro (zona da Estrada de Ferro Cental do Brasil) e
que apresenta: escamas dorsais — 50; ventrais — 257; subcaudais — 53. Assim,
pela folidose, ele se aproxima de hygrophilus. Todavia, pelo colorido, parece
intermédio da hygrophilus e crassus.
Xo trabalho do Príncipe de Wied (11) há referência a um exemplar
jovem por ele colhido na região do Rio Mucurí (Bahia — Espirito Santo).
Esse espécime que apresentava escamas dorsais — 43 (número baixo, talvez
resultante de engano de contagem) ; ventrais — 260 e subcaudais — 54, poderia
pertencer também à subespécie hygrophilus.
COLORIDO DE E. CEXCHRIA HYGROPHILUS :
Colorido geral próximo do modelo ccnchria. Dorso pardo avermelhado
brilhante. Cabeça com estrias escuras semelhantes às de ccnchria. Faixas
transvertebrais em número de 43 a 46 no corpo -f- 10 a 12 na cauda, em
geral divididas, excepto na parte anterior e posterior do corpo, de sorte a
formarem longos desenhos irregulares em S semi-ccntinuos de cada lado e ao
longo da linha neural; ocelos laterais grandes e bem manchados de claro (creme),
não somente em baixo da estria superior arciforme, mas em baixo do próprio
ocelo; 1 série de manchas escuras alternadas c inferiores aos ocelos, extendidas
até a primeira série dorsal (para-ventral). Face ventral amarelada (crême),
quase nunca manchada de escuro mesmo lateralmente, excepto sob a cauda, onde
existem grandes manchas transversais escuras.
Extexsão da cauda — O comprimento da cauda, expresso pela relação
“cauda: comprimento total”, é, em média, nos exemplares examinados, de db 12fó.
H) — Epicrales ccnchria polylcpis subsp. n.
Xa zona montanhosa do X. O. de Minas Gerais e S. E. de Goiás, desde
a bacia do Rio Pandeiro, afluente do Rio São Francisco e, através da serra
17
cm
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242
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
-XEOTRóPICOS, XXXVIi
e do vão do Paranã, até o Rio Canabrava, sub-afluente do alto Rio Tocantins, cr
distritos convizinhos, ocorre, íinalmente, outra população, cujos representantes
podem assim distinguir-se:
CARACTERES PRINCIPAIS:
Holótipo — Exemplar 6, Xo. 9.165 na colecção do Instituto Butantan,
procedente da área do Rio Pandeiro, X. O. de Minas Gerais (Brasil), com a
folidose constante do Quadro V.
Parátipos — 3 exemplares na colecção do Instituto Butantan. conforme
dados constantes do Quadro V.
Folidose — Escamas dorsais — 47 a 55 (<S S = 47-49, 9 9 = 49-55)-
Ventrais — 232 a 240 ( <5 <J = 232-236, 9 9 = 235-240). Sulicaudais —
45 a 54 ( ê & = 46-53, 9 9 = 45-54). Supralabiais — 14 a 15. Iníralabiais
— 15 a 17.
Xa colecção do Instituto Butantan existe um exemplar ( 9 ). Xo. 12.05-1,
que foi colhido vivo em Santa Isabel (ilha do Bananal), norte de Goiás, e
apresenta: escamas dorsais — 46, ventrais — 233, subcaudais — 41. supralabiais
— 14 e iníralabiais — 14. Esse espécime, de colorido do modelo crassus,
afasta-se de polylcfis apenas pelo número ligeiramente menor de subcaudais e
pode representar uma das formas intermédias das raças ora assinaladas.
COLORIDO DE E. CESCHRIA POLYLEPIS:
Colorido geral próximo do modelo crassus. Dorso róseo-pardo escuro-
Cabeça com as estrias escuras, longitudinais, reduzidas em tamanho e intensidade,
menos a lateral (quase sempre ausente adiante da órbita), que se continua par 3
trás ao longo de cada flanco. Marcas dorsais arredondadas, de centro claro c
boi das escuras, às vezes em sela ou divididas em 2. ficando então os semi-ocek»- 5
em posição alterna entre si. Estria lateral escura, tarjada de claro, em cinn *’
em baixo como em xcrophilus e subdividida, na parte média e posterior do corpf-
em manchas ccelares, sobrepostas e alternas quase sempre a 2 séries menores d**
manchas arredondadas ou irregulares escuras, estas alternas entre si e geralment^
desprovidas de tarja clara. I-ace ventral amarelo claro (créme-róseo no jovem)»
pouco manchado de escuro mesmo sob a cauda.
Extensão da cauda — O comprimento da cauda, expresso pela tclaçá 4 *
cauda : comprimento total ’, é, em média, nos exemplares examinados, ^
=t 13,2%.
cm
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Diagnose das raças de P.picratcs cntchria.
244
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
NEOTKÓPICOS, XXXVII
cm
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Mos. Inst. Butantan.
ZS:227-1*7. I93L
AFRAXIO DO AMARAL
245
RESUMO
À luz de análise feita dos caracteres de numerosos exemplares de Epicratcs
ccnchria, ao lado de descrições publicadas ültimamente, podem ser reconhecidas
as seguintes subespécies: ccnchria (L.) p crassus (Cope), maurus Gray), bar-
bouri Stull e gaigcac (por gaigci) Stull.
Ao lado destas, cujos caracteres mais importantes, ao par da distribuição
geográfica, são resumidos no texto, é publicada a descrição de outras subespécies
novas, que se acham representadas por vários exemplares na colecção do Instituto
Butantan. Estas novas subespécies são as seguintes: E. ccnchria xcrophilus
— para a zcna xeroíitica do X. E. do Brasil, desde o Piauí até o X. da
Bahia ; E. ccnchria hygrophüus — para os distritos florestados da zona do médio
Rio Doce, Espirito Santo; E. ccnchria popylcpis — para a secção montanhosa
(planalto) do X. O. de Minas Gerais e S. E. de Goiás (Vide Quadro VI).
Do ponto de vista do colorido, é curioso assinalar que, pelas marcas dorsais,
todas essas subespécies se reunem em dois agrupamentos distintos: a) modelo
ccnchria, caracterizado especialmente por uma série de desenhos anegrados, em
circulo (anéis) ou em S de cada lado, ou em sela através da linha neunil, além
de 1 série de ocelos laterais escuros e manchados às vezes de claro, existentes
desde a nuca até perto da cauda e sobrepostos apenas a 1 série intercalar de
manchas escuras, menores, para-ventrais; b) modelo crassus, caracterizado
principalmente por uma série de manchas escuras, de centro claro, às vezes
oceliformes, atravessadas ou alternadas de cada lado da linha ncural, além
de 3 séries laterais, alternadas, de manchas escuras arredondadas, de que a
superior é formada por unidades maiores ou ocelos escuros, rodeados de claro c
que anteriormente confluem em 1 estria escura tarjada de claro, a qual se extende
até a nuca e então por vezes se confunde com a estria transorbitária da cabeça.
SUMMARY
In the light oí an analytical study made of the cliaracters oí numerous
spccimens of Epicratcs ccnchria. besides dcscriptions as rccently published, the
following subspccies can be recognized: ccnchria (L.), crassus (Cope), maurus
(Gray), barbouri Stull and gaigcac (for gaigci ) Stull.
Besides these races, of which the most important cliaracters and the geo-
graphical distribution are briefly given in the text. the dcscription is published
of other new subspecies which are represented by several specimens in
the Instituto Butantan collection. These new subspecies are the following:
E. ccnchria xcrophilus — for the dried distriets of X. E. Brazil, írom Piauí
to X. Bahia; E. ccnchria hygrophilus — for the wooded distriets of the middle
Rio Doce basin. Espirito Santo; E. ccnchria polylcpis — for the mountainous
se^tion ( tahleland) of X. \Y. Minas Gerais and S. E. Goiás (See Quadro VI).
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246
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DOS OFÍDIOS
XEOTRÓPIC0S. XXXVII
From the standpoint oí their dorsal markings, all these races form Uivo
distincts groiips: a) ccichria pattem, characterized especiallv bv a series o£
round (nngs) or S - like or saddle-like markings on each side of or across
the neural Ime, besides 1 principal para-ventral series of dark, light-edged ocelli
fron, the nape to near the tail and placed above but 1 intemiediate series of dark
and smaller spots extending partly on the ventral sides; b) crassus pattem,
characterized especially by a series of dark, light-centred, sometimes ocellifonn
markings placed across or altemate on each side oí the neural line, besides 3
lateral altemate series of dark rounded markings of which the uppermost is
made up ot larger umts (dark centered, light edged ocelli) which become
comluent antenorly so as to form a dark light-edged stripe, sometimes extending
forward to the nape side so as to appear eventually connected with the transorbital
cephalic dark stripe.
BIBLIOGRAFIA
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La Pia ta : 38, 1936.
11. Wied. Maximilian (Pr. zu Wied) - Beitr. Xaturg. Brasili-ns 1:222. 1825 (AbbilA
10, Weimar, 1831).
cm
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10 11 12
16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27
M«n. Inst. Butantan,
126:249-256. 1954.
\V. II. A. tSCHOTTLER
249
ASPECTOS METODOLÓGICOS DA TITULAÇÃO DE SOROS
AXTIPEÇOXHEXTOS a
W. H. A. SCHÜTTLER b
(Laboratório de Farmacobiologia, Instituto Butantan)
Ao contrário do que se passa com a titulação de antitoxinas bactcrianas,
•onde os métodos de aferição e os “j>adrões" comportaram efetiva estandartização
inteniacional, ainda não foi possível chegar-se a acordo com referência aos
antivenenos (soros antipcçonhentos). De facto, cada instituição esjiecializada
nesta matéria está aplicando tqxi diverso de prova c usando tipo diferente
de padrão para seus produtos. Desta maneira, é práticamente impossível for¬
mar-se opinião razoável sôbrc a eficiência desses soros, entregues ao consumo
nos vários paises ou contra as diferentes espécies de serpentes venenosas.
Por isso, parece oportuno apresentar as condições básicas a que um método
de titulação de soros antipeçonhentos deve obedecer para ser universalmente
aplicável c examinar as dificuldades e fontes de erro inerentes à sua ex:cução.
Comparando o problema dos antivenenos com o das antitoxinas. irta-se
uma série de diferenças características, tais como:
(a) Trabalho apresentado no “ Simpósio sobre Venenos Animais", realizado sob a
presidência do proí. Afrânio do Amaral. Director do bis ti tu to Butantan. na sexta reunião
anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Ribeirão Preto. S. P., de S a
13 de Xovembro de 1954.
(b) Contratado pela Secretaria de Saúde Pública e Assistência Social do Govêmo do
Estado de São Paulo (contrato registrado sob n.° TC 47-53).
Recebido, para publicação, em 18.XI. 1954.
cm
SciELO
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250
ASPECTOS METODOLÓGICOS DA T1TULAÇAO DE SOROS
AXTIPEÇOXHEXTOS
Nas doenças provocadas por toxinas bacte-
rianas quanto à ação dos respectivos soros
antitóxicos :
Xas mordeduras por serpentes venenosas
quanto à ação dos respectivos soros anti-
peçonhentos :
Hà poucas doenças deste gênero com se¬
melhança antigènica relativamente grande
dentro do typo, de maneira que, por exem¬
plo, uma antitoxina diítérica fabricada na
Dinamarca tem o mesmo efeito terapêutico
cm casos de difteria na Dinamarca como
na Sul-A írica, no Brasil ou na China.
A diferença antigènica entre venenos até
dentro do mesmo gênero de serpentes pode
ser fundamental. Por exemplo, um anti-
' cneno obtido pela imunização com veneno
da cascavel norte-americana Crotalus ada-
manteus é sem valor prático no tratamento-
de uma picada pela cascavel sul-americana
Crotalus tcrrificus.
A abundância dos casos clínicos minucio¬
samente estudados permite a avaliação es¬
tatística do valor curativo das antitoxinas
c o estabelecimento de um esquema de do¬
seamento eficaz para a medxação antitó-
xica bactcriana.
0 número de casos de oficlismo que che¬
gam à observação critica de médicos es¬
pecializados é tão limitado, que nenhuma
conclusão sõbre a eficiência da soroterapia
antipeçonhenta pode ser tirada da clínica.
Decorre, em geral, um longo intervalo de
tempo entre a manifestação da doença e a
acumulação de um nível letal de toxina,
dando assim ampla margem para o início
da soroterápica antes de serem provoca¬
dos danos irremediáveis no organismo do
paciente.
Numa mordedura por serpeníe venenosa,
a vítima recebe bruscamente tóda a quan¬
tidade de veneno. Desta maneira, sempre
existe a dose final (concentração), c mui¬
tas vezes fatal, de veneno no corpo do
picado antes da aplicação do antisoro.
A quantidade de toxina produzida no de¬
correr de uma doença bactcriana é sempre
desconhecida e, por conscqüència, também
o é a necessária dose da antitoxina.
É conhecida, ou pode ser apurada, a quan¬
tidade máxima de veneno, que uma ser¬
pente de determinada espécie possa injetar
na pior das hipóteses, pelo peso das doses
individuais obtidas na extração da peço¬
nha em grande número de exemplares
dessa espécie
B difícil reproduzir ou mesmo imitar a
doença humana cm animais de laboratório
*ob condições controladas.
A mordedura por cobra venenosa efe¬
tua-se como simples injeção subcutânea ou
intramuscular íàcilmente reproductível cm
animais de laboratório, pois o aparelho
inoculador é tècnicarr.ente idêntico a uma
agulha hipodérmica.
As toxinas hacterianas para fins de estudo
são produzidas por bactérias cultivadas em
meios de cultura artificiais, cuja compo¬
sição pode alterar as qualidades das to¬
xinas desses germes de maneira, toman¬
do-as diirrentes do produto natural.
Podem-se obter os venenos oíidicos exacta-
mente cm estado natural e inalterado.
cm
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Mcm. Tn*t. Bntantan.
2«:249-236. 1954.
W. H. A. SCHÜTTLER
251
Baseando-se nos fatos relatados, pareceria à primeira vista bastante fácil
estabelecer um método eficiente para a titulação dos antivenenos. Seria somente
necessário determinar a dose mortal de um veneno em animais de laboratório:
uma vez, sem tratamento consecutivo; e, outra vez, com administração da dose
do soro a ser aferido. A diferença entre estas duas doses letais da peçonha
devia representar a quantidade de veneno neutralizada pela ação de certo
voiume do antiveneno. Bastaria então, teoricamente, calcular a dose do sòro
que corresponde à quantidade máxima de veneno injetável pela espécie oíidica
em questão, para saber quanto soro seguramente protege a vitima mesmo na
pior eventualidade.
Na tentativa de pôr êste principio em prática, surgem muitas dificuldades,
sendo a primeira destas a escolha do tipo de animal de laboratório a ser empregado.
Sabendo que a sensibilidade de cada animal a qualquer principio tóxico é indi¬
vidualmente diferente, é lógico que quanto maior fôr o número de espécimes
utilizados, tanto mais certa será a informação assim obtida. Deste ponto de
vista, apresenta-se como espécie mais apropriada o camundongo, pelo menor
custo de sua criação, pela maior disponibilidade do número de exemplares e
pela facilidade de manipular grande número de indivíduos ao mesmo tempo
em lugar relativamente pequeno. Outra vantagem que recomenda o uso do
camundongo é a evidente economia do material a ser investigado devida ao
baixo peso destes animais.
Mestra, porém, a prática que o emprego de grande número de animais,
na determinação da toxicidade de um veneno, em si não garante a obtenção
de resultados numéricos satisfatórios. Assim, entre centenas de pesquisas con-
gêneras, empregando mesmo cem e ainda mais animais para uma única titulação,
a zona de erro do resultado numérico obtido, estatiscamente acertada, alcançou
até mais de 100% do valor médio por via endovenosa e até 170% por via
subcutânea, com venenos botrópicos (1). Foram excluídas, nestas investigações,
como fontes de erro conhecidas, a diferença do sexo dos animais de laboratório
(2. 3), diferenças do ambiente, tais como temperatura (4. 5). estação do ano
(1, 6), tipo de gaiola para contenção dos animais (7) e volume de liquido
injectado. Outros íactores, porém, que podem influenciar a resistência de ani¬
mais de laboratório, não eram controláveis nas determinações acima referidas
devido a circunstâncias peculiares ã prova. Neste caso. os animais usados não
procediam de linhagem pura da mesma prole, nem havia entre eles homogeneidade
relativamente ao peso (8), e à idade (9), nem com referência à idade dos
seus progenitores no acto do acasalamento (10). Além disso, variava o espaço
à disposição de cada animal no decorrer das pesquisas (7), pois, não obstante o
número de animais por gaiola ser igual no início da titulação, variações da
mortalidade nos diferentes lotes de animais provocaram desigualidades na den¬
sidade de exemplares nas gaiolas durante a investigação. Outrossim, não foi
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252
ASPECTOS METODOLÓGICOS DA TITILAÇAO DE SOROS
A NTI PEÇONHENTOS
possível — e. de facto, nuncaoé — injetar várias doses de veneno no mesmo
volume e também na mesma concentração (8). Xem podia ser eíectuado o
cumprimento somente desta última exigência de nenhum jeito, pois, no men¬
cionado trabalho (1), a proporção entre a dose de veneno mais baixa e a mais
alta chegou a ser de 1: 6.000.
Ademais, intervém aí outro factor que provavelmente contribuirá para a
irregularidade da reacção dos animais em tace do veneno. Tal factor é a compo¬
sição complexa das peçonhas, e isto. porque um venenc contém vários componen¬
tes toxicos com propriedades íannacodinâmicas bem diferentes, sem que haja
paralelismo nas sensibilidades individuais dos animais de laboratório para com
estes diversos princípios activos. Por exemplo, um animal pode ter um sistema
nervoso muito resistente contra a acção neurotóxica de um veneno, mas possuir
um endotélio capilar que facilmente sucumbe à acção chamada hemorrágica do
mesmo veneno, emquanto num outro animal da mesma espécie a situação é
exactamente a oposta. Assumindo que mais de dois tais factores possam inter¬
vir no êxito letal pelo envenenamento ofídico, pode-se imaginar o grande
numero de combinações possíveis que determinam a sensibilidade global de um
animal individualmente e. assim, a grande margem de erro causada só por esta
complicação.
Lm dos problemas mais importantes na determinação da toxicidade de
um veneno, alias em qualquer ensaio biclógico, é a necessidade de poder repro¬
duzir os resultados na repetição da prova. Pesquisas realizadas para esta
finalidade com seis venenos botrópicos (1) não deram resultados muito satis-
factonos. Assim, em 43 pares de aferição da toxicidade, 14 vezes os resultados
mostraram-se estatisticamente diferentes, tendo sido de 1:10a maior discrepân¬
cia verificada entre dois resultados correspondentes.
Os factores responsáveis por esta falta de concordância são representados,
ora por diferenças do material animal relativamente aos índices já enumerados,
ora por diversidades na alimentação dos animais e em outras condições externas
da pesquisa, tais como temperatura do ambiente, hora de injeção, etc.. Para
a explicação das discordâncias na repetição da mesma prova devem-se também
tomar em consideração possíveis alterações nas propriedades farmacológicas dos
venenos pela armazenagem (11), pois ainda não se achou um método simples
que seja absolutamente satisfactório para a conservação de venenos oíidicos. Que
este último factor, porém, não é sempre responsável, é evidente pela observação
de que em certos casos a dose letal d3 mesma amostra de veneno se revelou
menor e, portanto, aumentada a toxicidade, na repetição da prova depois de
decorridos alguns meses.
Xão é surpreendente que, na maior parte dos venenos animais, a dose
fatal, para a mesma espécie de animal de laboratório e em função de seu peso,
■dependa oa via de inoculação do material, no sentido de que consideravelmente
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M«n. I r; ' t Butantan.
2«:’49-256. 1954.
\V. H. A. SCHOTTLER
253
menor quantidade de veneno é necessária para provocar a morte pela injeção
endovenosa do que pela administração subcutânea (1, 3). Xota-se como uma das
raras excepções o comportamento de certos venenos escorpiônicos, cujas doses
letais correspondentes a estas duas vias de aplicação não mostram diferença
apreciável (12). Todavia, um fenómeno bem embaraçoso foi observado na
determinação da aatitoxicidez de várias peçonhas botrópicas em camundongos ( 1 ) .
Os resultados destas investigações indicam que não há paralelismo nas interrela-
ções entre estes venenos, estabelecidas peles dois modos de inoculação; ou, em
outras palavras, verifica-se que a ordem de toxicidade destes venenos revelada
pela injeção endovenosa é inversa à obtida na prova subcutânea. Assim, por
exemplo, a peçonha mais tóxica pela administração na veia — neste caso um
vepeno de Caiçaca (Bothrops atrox) — era a mais fraca na prova por via
hipodérmica. Esta observação reforça a hipótese de que o mecanismo farma-
codinâmico da morte pelo envenenamento botrópico é diferente nas duas vias de
aplicação, embora se precisem de mais estudos sôbre o assunto antes de se
poder generalizar tal opinião.
A situação torna-se ainda mais complicada quando se considera que a
diferença da toxicidade entre várias amostras de veneno da mesma espécie oíídica.
cada uma escolhida de centenas de exemplares, pode ser extremamente grande.
Assim é que, por exemplo, cinco amostras de peçonha de Jararacuçu ( Bothrops
jararacussti) revelaram doses mortais médias, por via subcutânea em camundon¬
gos. de 5, 20, 35, 39 mg/kg, e, em duas provas separadas, uma vez 38 e outra
vez 100 mg/kg (1, 13).
Se é indiscutível que todos estes factores tem papel importante dentro de uma
mesma espécie de animal de laboratório, a dificuldade cresce quando se faz
a comparação de resultados obtidos em diferentes tipos de animais, dada a
diversa sensibilidade de cada espécie para com as várias peçonhas. Por exemplo :
com relação a serpentes da Austrália, um veneno do Pscudechis gultatus se
mostrou mais tóxico do que um veneno da Dcnisonia superba jxira o rato,
mas menos tóxico para o camundongo (14, 15).
As dificuldades e fontes de erro até agora relatadas referem-se somente à
determinação pura e simples da dose mortal do veneno. Logicamente, elas se
revelam igualmentc na determinação da potência do antiveneno, quando o veneno
é combinado com soro anti-peçonhento, o que introduz novos factores (variantes)
na prova. Assim, não há conformidade entre a dose de veneno neutralizada
por certo volume de soro. aferida pela prova subcutânea e pela endovenosa (1, 3) :
por exemplo, a mesma quantidade de um soro anti -jararaca neutralizou 15 mg de
um veneno de jararacussu na titulação per via endovenosa, contra 195 mg na
titulação por via subcutânea (1). Outra dificuldade impõe-se pelo facto de
a neutralização de veneno por antiveneno não obedecer à regra das proporções
múltiplas (3. 16, *17) e. assim. 2 ml de certo sóro não neutralizarem o dòbro,
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ASPECTOS -METODOLÓGICOS DA TITCLAÇAO DE SOROS
ANTI PEÇONHENTOS
mas algo menos do dobro, do mesmo peso de veneno que é neutralizado por
1 ml. Pode-se até chegar a uma dose de veneno que não seja mais possível de
neutralizar por qualquer aumento da quantidade de sôro (3).
Conforme nos parece, todos os institutos que se ocupam com a titulação de
soros antipeçonhentos, usam métodos baseados na neutralização do veneno pelo
antiveneno “m vitro”, feita antes da inoculação da mistura em animais de labo-
ratorio. Admite-se que este proceder, executado com todas as cautelas para
diminuir as possibilidades de èrro acima acusadas, permita a comparação entre
dois, ou mais, soros. Infelizmente, os resultados numéricos assim obtidos não
fornecem informação segura sobre a dose de antiveneno a ser eficientemente
aplicada no tratamento de casos humanos de ofidismo.
Xao resta duvida de que o valor terapêutico de um antiveneno só pode ser
comprovado mediante a perfeita imitação do fenómeno natural, i. e„ aplicando-se
o soro depois da inoculação subcutânea ou intramuscular do veneno, e este
tipo de investigação foi iniciado; em cães, no Instituto Butantan já há mais de
trinta anos (18). Ademais é indispensável experimentar com as doses máximas
de peçonlia que uma serpente possa injectar, e isso exige o emprego de animais
de grande porte na pesquisa, quer dizer do cão para cima. Tal exigência não
de\c >er considerada como original ou mesmo irrisória, pcis já foi por vezes
tentada em prática. Por exemplo, com o gasto de mais de 120 carneiros,
foram executadas investigações sobre o valor curativo do garrote (constrição)
no tratamento do ofidismo experimental (19). e com o emprego até de cavalos
foram feitas outras pesquisas sobre venenos (14, 20).
Injetando a dose máxima de veneno que existe disponível nas glândulas
dc determinada espécie ofidica e aplicando o soro destinado ao tratamento de
tai- casos após intervalo razoável, talvez de meia hora, peder-se-ia verificar se
volumes admissíveis de antiveneno exercem um efeito benéfico no envenenamento.
I. m .-oro antipeçonhento que, nestas condições, acusasse propriedades curativas
satisfactórias poderia servir como padrão, contra o qual novos produtos do mesmo-
srénero pudessem provavelmente ser titulados mediante o emprégo de animais
menores em condições experimentais semelhantes.
For mais laboriosa e custosa que esta tarefa possa parecer, devia ser
atacada, com o objcctivo de se transformar o atual mistério que cerca a titulaçáo
de soros anti-peçonhentos em método prático, acessível e cientificamente fun*
dado. Justificar-se-iam o trabalho e as despesas assim exigidas à luz dos alga¬
rismos impressionantes obtidos num inquérito recem-realizado pela Organização-
Mundial de Saúde (21), o qual mostrou que, fora da Europa Central, da União
Soviética e da China, cêrca de oOO.OOO pessoas são anualmente mordidas por
serpentes, com resultado fatal em 30.000 a 40.000 dêsses casos.
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Mem. Ir. st Butantsn.
2*249-256. 1954.
\V. II. A. SCHÜTTLER
RESUMO
Os métodos actualmente usados para a titulação de soros antipeçonhentos
são diferentes em cada país e somente têm em comum não permitirem a deter¬
minação do valor terapêutico de tais produtos. Além da necessidade de evitar
os erros inerentes ã determinação da toxicidez de venenos e da aferição da sua
neutralização por antivenenos, e de achar cs factores responsáveis para tais erros,
é preciso estabelecer soros padrões para os antivenenos, de forma semelhante à
adoptada para as antitoxinas bacterianas. Para servir como padrão, um deter¬
minado soro antipeçonhento deve, em volume razoável, ser capaz de salvar a vida
de um animal susceptível, prèviamente injectado com a quantidade máxima de
veneno que algum exemplar da espécie ofídica correspondente pode inocular
na picada.
SUMMARY
The methods now used in the titration oí antivenins vary from country
to country. In common thcy only liave the fact that they give no indication of
the therapeutic value of such scrums. It is, therefore, necessary not only to
cstablish standards for antivenins like those adopted for antitoxins but also
to avoid the errors inherent to in the determination of the toxicity of venom*
and of their neutralization by the specific antivenin as vvell as to trace the
factors responsible for such errors. In order for an antivenin to serve as
standard, it must, in a reassonable amount, be able to save the lifc oí a susceptible
animal that has l>een previously inoculated with the maximum amount of venom
any specimen of the corresponding specics of snake may inject on biting.
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256
ASPECTOS METODOLÓGICOS DA TITCLAÇAO DE SOROS
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Mem. Inst. Butantan,
2í :257-27fc>. 1954.
JOEfe M. RUIZ A JESUS M. RANGEL
257
ESTRIGÉIDAS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
( Trcmatoda: Strigcatti)
JOSÉ M. RUIZ (1) & JESUS M. RANGEL (2)
Os estngeideos constituem um vasto grupo de trematoides pouco estudado-
no Brasil. Xo catálogo dos trematoides brasileiros publicado por Vianna (1924),
figuram apenas 13 espécies; e na lista apresentada por Dultois (1938), para os
estrigeideos do Brasil e da Venezuela, são assinaladas 55 espécies. O mesmo
número vem referido no catálogo dos trematoides de réptis publicado por R.
Chester Hughes e col. (1942). número ésse que, evidentemente, não representa
senão uma parte das espécies que deverão existir em nossa fauna.
Xo presente trabalho são estudados os estrigéidas de répteis que se acham
na coleção helmintológica da Secção de Parasitologia do Instituto Butantan,.
representados por 6 espécies distribuídas em 5 géneros.
Da mesma coleção estudámos, em colaboração com A. T. Leão (1943), um
novo representante do género Cyathocotylc Muehling, 1896, parasito de Caimatr
sclcrops (Gray).
Das espécies estudadas no presente trabalho, 4 já foram descritas anterior¬
mente por outros autores e apresentamos agora uma redescrição das mesmas;
as duas outras são espécies novas, a saber: Pctalodiplostoiiiinii arislolcrísi sp. n.
e Pscudoncodiplostomum brasiliensis sp. n. Interessante ressaltar a presença
de um representante déste último género na fauna neotrópica, o que não havia
ocorrido anteriormente.
A lista de estrigéidas de répteis do Brasil fica assim atualizada:
subordem Stmgeata La Rue, 1926.
família CYATHOCOT1L1DAE Poche. 1926
subfam. Cyathocotiunae Mueling, 1896
Recebido, para publicação, a 16.XII.1954.
(1) Secção de Parasitologia. Instituto Butantan.
(2) Universidade de Los Andes íMérida — Vene/uciav
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258
F.STRIGE1DEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
1 — Cyathocotyle brasiliciisis Ruiz & Leão, 1943.
faniilia PROl ERODIPLOSTOMIDAE Dubois, 1936
subiam. Proterodiplostomixae Dubcis, 1936
2 — Prolcrcd iplostom um longtim (Brandes, 1888) Dubois, 1936.
3 — Protcrodiplostomum tumidulum Dubois, 1936
4 — Psaidoncodiplostomum brasilicnsis sp. n.
3 — " Diplostomum” mcdusac Dolífus, 1936.
subiam. Polycotyuxae MonticeUi, 188
6 — Cystodiplostomum hollyi Dubois, 1936
7 — Hcrpctodiplostonium caimancola (Doliíus, 1935) Dubois, 1936
8 — Hcrpctodiplostomum tcstudinis Dubois, 1936
9 — Paiadiplostomum abrcviatum (Brandes, 1888) La Rue, 1926
0 — Prolccithodiplostomum cavum Dubois, 1936
* — Prolccithodiplostcmum constrictum Dubois, 1936
subiam. Ophiodiplostomixae Dubois, 1936
- — Hctcrodiplostomum lanccolatum Dubois, 1936
3 — Ophiodiplostonium spcctabilc Dubois, 1936
4 — Pctalodiploslomum ancyloidcs Dubois, 1936
5 — Pctalodiploslomum aristclcrisi sp. n.
Pscudoncodiplostomum brasilicnsis sp. n.
(Fig. 1)
DESCRIÇÃO:
Pscudoncodiplostomum. Cutícula revestida de pequenos espinhos de difícil
observação. Segmento anterior elipsoide. Segmento posterior cilindroide, cm
continuação com o anterior, mais longo e mais delgado. Ventosa oral subter-
minal, de contorno circular, pequena. Prefaringe ausente. Faringe musculosa,
arredondada, menor que a ventosa oral. Esôfago curto. Cecos simples e estrei¬
tos, margeando o orgão tribocitico bem como os campos laterais do segmento
posterior e terminando nas proximidades da extremidade posterior do corpo-
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M**n. T"*t B*jtantan.
H .257-278. 1954.
JOSÉ M. RÜIZ 8c JESUS M. RAXGEL
259
Ventosa ventral mediana, situada na metade anterior do primeiro segmento,
limite superior dos vitelinos. Órgão tribocitico amplamente elíptico, localizado
na região central do segmento anterior. Vitelinos bem desenvolvidos, formados
por foliculos relativamente volumosos, distribuídos pelos campos laterais, con¬
fluindo acima e abaixo do orgão tribocitico, até próximo da zona do ovário;
dêsse ponto para trás os foliculos são mais esparsos, seguindo as margens
laterais do segmento posterior até a altura do poro genital. Ovário arredondado,
submediano, situado na altura da linha que divide os 1/3 anterior e médio
do segmento posterior. Útero pouco circunvoluido, sua alça ascendente não
atingindo o limite dos segmentos do corpo. Metratermo indiferenciado. Ovos
grandes, elipsoides. Testículos bem desenvolvidos, mais largos que altos, de con¬
torno subquadranguiar ou subtriangular ; o primeiro situado imediatamente atrás
do ovário, superpondo-se ligeiramente; o segundo atrás e na mesma direção
do primeiro, ficando entre ambos uma pequena zona de separação; ocupam,
ambos, a região submediana do segmento posterior. Vesícula seminal situada
atrás do segundo testículo, formando várias circunvoluções. Parapróstata bem
desenvolvida, ligeiramente tortuosa, dorsal à parte terminal do útero ou metra¬
termo, ficando entre ambos o dueto ejaculador. Termina com este último numa
pequena saliência ou cone genital; a abertura do metratermo é ventral; o
conjunto forma um átrito genital mais ou menos amplo que se exterioriza por
uma abertura também ampla, constituindo a "bursa copulatrix”, de posição
dorsal. O aspecto geral é semelhante ao descrito para Pscudoncodiplostomum
thomasi, apenas com um átrio genital menor.
DIMENSÕES:
Exemplar tipo ( fig . 1) : Segmento anterior — 0,985 mm de comprimento
por 0,587 mm de largura. Segmento posterior — 1,548 mm de comprimento por
0,422 mm de largura. \ entosa oral — 0,061 mm de diâmetro longitudinal
Faringe — 0,043 mm de comprimento. Acetábulo — 0,061 mm de compri¬
mento. • Orgão tribocitico — 0,352 mm de comprimento por 0,281 mm de
largura. Ovário — 0,140 mm de comprimento por 0,183 mm de largura.
Testículo anterior — 0,183 mm de comprimento por 0,352 mm de largura.
Testículo posterior — 0.211 mm de comprimento por 0.352 mm de largura.
Parapróstata — 0,422 mm de comprimento por 0.07 mm de largura. Ovos
— 0,111 mm de comprimento por 0,074 a 0,080 mm de largura.
Exemplar parátipo: Segmento anterior — 0,844 x 0,563. Segmento posterior
— 2,182 X 0.422. Ventosa oral — 0,064. Faringe — 0,055. Acetábulo —
0,074 X 0.092. Orgão tribocitico — 0.352 X 0.281. Ovário — 0,168 X 0,140.
Test. anterior — 0,281 X 0.337. Test. posterior — 0.295 X 0,295. Paraprós-
>ata — 0.422 X 0,070. Ovos — 0,117 a 0,123 X 0,067 a 0,080.
18
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ESTRIGEIDEOS DE RtPTEIS BRASILEIROS
Hospedeiro: Caiman sp.
Procedência: Brasil (localidade ignorada)
Localização: Intestino delgado.
Necropsia Xo. 3.9^2. Lâmina Xo. 5.924 na coleção helmintológica do Instituto
Butantan.
DISCUSSÃO :
Os gêneros Protcrodiplostomum Dubois, 1936 e Pscudoncodiplostomutn
Dubois, 1936 são muito próximos, sendo a separação feita à base dos caracteres
da porção terminal dos órgãos genitais.
Em Protcrodiplostomum existe uma formação musculosa, dando a idéia de
uma ventosa, próximo à extremidade posterior. O metratermo se exterioriza
entre essa “ventosa”, à frente, e o cone genital que é pequeno. A “bursa
copulatrix , átrio genital, é ampla e subterminal.
Em Pscudoncodiplostomum não existe a “ventosa” posterior. O metratermo
se abre na base do cone genital, adiante de uma pequena saliência da parede
ventral do cone. A “bursa copulatrix” parece menos ampla.
Cremos acertado colocar nossa espécie no segundo gênero, no qual são
assinaladas ainda as seguintes:
1 — P. thomasi (Dolííus, 1935) Dubois, 1936 (tipo).
Hospedeiro: Ostcolacmus tetrapis Cope.
Distr. Geográfica: Congo.
2 — P. tliomasi gabonicum DuIjoís, 1948.
Hospedeiro: Crocodylus cataphractus Cuv.
Distr. Geográfica: Gabão.
2 — P. siamcusc (Poirier, 1886) Dubois, 1936
Hospedeiro: Crocodylus siamcnsis Schneider
Distr. Geográfica : Ásia.
4 — P- bifurcatum (WedL, 1862) Dubois, 1948
Hospedeiro: Crocodylus vulgaris Cuv.
Distr. Geográfica: Egipto.
5 — P- crocodylarum (Tubangui & Masilungan, 1936) Tub., 1947
Hospedeiro: Crocodylus porosus Schneider
Distr. Geográfica: Filipinas.
cm
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Mero. Inst, Butantan.
26:257-278. 1954.
JOSÉ M. RU1Z & JESUS >í. RANGEL
261
6 — P. dollfusi Dubois, 1948.
Hospedeiro: Crocodylus siauier.sis Schn.
Distr. Geográfica: Ásia.
7 — P. acclabulata Byrd & Reiber, 1942
Hospedeiro: Alligalor mississipensis (Daudin)
Distr. Geográfica: E. U. A.
Xossa espécie é a primeira assinalada na América Latina.
A grande distribuição dos vitelinos, que atingem a extremidade posterior
do corpo, distingue inicialmente P. brasilicnsis sp. n. das espécies asiáticas e
africanas. Xesse particular, P. acctabulala se lhe assemelha, diferindo por uma
série de outros caracteres, entre os quais: a) relação entre o comprimento dos
segmentos do corpo, b) situação do orgão tribocitico e c) tamanho das ventosas.
Pelalodiplostomum aristolcrisi sp. n.
(Figs. 4-5)
DESCRIÇÃO:
Pctalodiplostoinum. Cutícula revestida inteiramente de minúsculos espi¬
nhos. Corpo com dois segmentos muito distintos. Segmento anterior muito
largo, achatado no sentido dorso-ventral, de contómo piri forme. Segmento pos¬
terior inserido dorsalmente na metade posterior do primeiro, formando como que
um apêndice cilíndrico ao corpo foliáceo. Ventosa oral subterminal, com aber¬
tura voltada para a face ventral. Prefaringe ausente. Faringe musculosa, hem
desenvolvida, Esôfago muito curto. Cecos largos, formando cm seu percurso
uma curvatura ampla, mediana, que acompanha a abertura do orgão tribocitico,
terminando na região mediana do ultimo segmento. Ventosa ventral com um
diâmetro igual ou ligeiramente menor que a ventosa oral, situada na região
mediana e a 1/3 da extremidade do segmento anterior, órgão tribocitico muito
amplo, de contómo arredondado, um pouco mais largo que longo. Vitelinos
distribuídos em dois grupos sublaterais que acompanham o j>ercurso dos ramos
cecais em sua grande curvatura e terminam antes destes, no segmento posterior
do corpo ; são formados por íoliculos de diâmetro muito menor que o dos ovos.
0%'ário arredondado, mediano, situado no têrço anterior do segundo segmento.
Útero pouco circunvoluido, a principio descendente até a zona testicular donde
se recurva para a frente, atingindo a região posterior do segmento anterior,
voltando, a seguir, pelo lado oposto, num trajeto pouco sinuoso, até a extremidade
posterior, onde situa-se o poro genital. Metra termo indiferenciado. Testículos
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
262
ESTRIGEÍDEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
in taiidni, na metade posterior do ultimo segmento, atrás do ovário. Canais
eterentes unindo-se para formar um canal deferente volumoso, transformado em
vesícula seminal, de trajeto sinuoso; a última porção corresponde ao dueto
ejaculador que é delgado e ao qual faz sequência um cirro calibroso, cilíndrico,
curto e inerme. Parapróstata pequena digiti forme, ligeiramente sinuosa, situada
entre o metratenno e o dueto ejaculador, sendo circundada por numeroass células
glandulares. O conjunto se abre num pequeno átrio genital subterminal. São
se observa a formação de uma ""bursa copulatrix . Oves elipsoides, grandes.
Hospedeiro; Liophis miliaris (L).
Procedência: Restinga Seo-Estado Rio Gr. do Sul-Brasil.
Localisação: Intestino delgado.
Necropsia N.° 3.399 — laminas N.° 5.520 na coleção helmintológica do Instituto
ButantaD
Tabela de medidas de Pctalodiplostomum arislotcrisi sp. n.
Era mm.
compí.
larg.
compr.
larg.
COTT.pr.
larg.
Segmento anterior .. .
2.236
2.105
2.631
2,342
2,578
2215
Segmento posterior ..
1.736
0.842
1,447
0,789
1,105
0.973
Órgão tribocitico . .
1.184
1.710
U15
2.105
1.184
2.105
Ventosa oral .
0.222
—
0,185
—
0,246
—
Faringe .
0,185
—
0.216
—
0.228
—
Acctábulo .
0.197
—
0.216
—
0.203
—
Ovário .
0,216
—
0.197
—
0203
—
Testículo ant.rior ...
0,491
—
0.037
—
—
—
Testiculo posterior ..
0.499
0.432
—
—
—
Parapróstata .
—
—
0.055
—
0,098
—
Ovos .
0.092 -
- 0.141 coropr. x WW9-0. 074
larg.
cm
2 3
6 SClELO 1Q ii 12 13 14 15
Mem. Irst. Butantan,
25:257-278. 1954.
JOSÉ M. RUIZ Sc JESUS M. RANGEL
263
Petalodiplostomum arislotcrisi sp. n. é a segunda espécie referida para
o gênero. Difere da espécie tipo, P. ancyloidcs Dubois, 1936:
1) Pela maior largura do segmento anterior;
2) pela forma do órgão tribocitico que é mais largo que longo, ao contrário
de P. ancyloidcs;
3) pela grande diferença de diâmetro da ventosa oral;
4) pela relação entre as ventosas oral e acetabular;
5) pelo tamanho dos ovos, menores em nossa espécie.
O nome específico é dedicado a nosso colaborador, Aristoteris T. Leão, a
tjuem devemos a coleta e montagem do presente material.
Cystodiplostomum hollyi Dubois, 1936
(Fír. 2)
Cystodiplostomum Hollyi Dubois, 1936 a, p. 514.
Cystodiplostomum Hollyi Dubois, 1936 b. p. 10, 11, 27, 34, 3S. figs. 10, 11.
Cystodiplostomum Hollyi Dubois, 1938, p. 390-391, figs. 277, 278.
Cystodiplostomum Hollyi Dubois, 1948, p. 12-13, fig. 4.
DESCRIÇÃO:
Cystodiplostomum. Cutícula recoberta de pequenos espinhos, dispostos
em fileiras, mais densos na porção anterior.. Segmento anterior lan-
ceolado. Segmento posterior nitidamente separado do anterior por uma
constricção; é mais estreito e mais longo, de forma cilíndrica e extre¬
midade arrendondada. Ventosa oral de contorno circular, subtenninal.
Preíaringe nulo. Faringe globoide, com um diâmetro ligeiramente menor que o
da ventosa oral. Esôfago curto e delgado. Cecos delgados, pouco sinuosos.
Acetábulo transversalmente elipsoide. bem desenvolvido, mediano, na metade
anterior do primeiro segmento. Órgão tribocitico largamente elíptico, situado na
segunda metade do segmento anterior. Yitclinos constituídos jxm dois grupos
de íoliculos pouco volumesos mas numerosos, ocupando toda a m tade posterior
do primeiro segmento do corpo e invadindo levemente o segundo até a zona
testicular. Ovário arredondado, situado medianamente no 1 /5 anterior do
segmento posterior. Ütero circunvoluido, situado ventralmente no segmento
posterior do corpo. Metratermo pouco diferenciado, ventral ao átrio genital.
Testículos situades in tanden na linha mediana, o primeiro imediatamente poste¬
rior ao ovário e o segundo logo após o primeiro, ficando entre ambos um
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
264
ESTRIGEÍDEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
pequeno espaço. Canais eíerentes curtos, formando, pela fusão, o canal deferente
que c dilatado na sua porção mais basal, diferenciando-se numa vesícula seminal
alongada e tortuosa à qual faz sequência o canal ejaculador; êste é paralelo ao
metratermo, que o acompanha pelo lado ventral, e à parapróstata, situada dorsal¬
mente; esta é longa, tubular, ultrapassando seu comprimento a metade do
segundo segmento do corpo. Êsse conjunto termina no átrio genital que c
guarnecido por uma “bursa copulatrix” medianamente desenvolvida e envolta
por células glandulares. Xa face dorsal da metade posterior do segundo segmento
do corpo, existe uma cápsula ou formação ventcsiforme, muito característica
desta espécia. Ovos grandes elipsoides.
Hospedeiro: Caiinan sclerops (Say).
Procedência: Rio Preto-Estado de São Paulo-Brasil.
Localização: Intestino delgado.
Xecropsia X.° 3o 14 — Lâmina X.° 5.449 da coleção helmintológica do Instituto
Butantan. Material constante de duas lâminas, cada uma com um exemplar
comprimido, corado pela hematoxilina e montado em bálsamo.
DIMENSÕES:
Segmento anterior — 1,842 a 1,052 mm de comprimento por 0,605 o
0,973 mm. de largura. Segmento posterior — 0,947 a 2,578 mm de compr. por
0,526 a 0,657 mm de larg. órgão tribocítico — 0,315 a 0,526 mm de compr.
por 0,421 a 0,605 mm de larg. Ventosa oral — 0,050 a 0,090 mm de
comprimento. Faringe — 0,024 a 0,092 mm de cempr. Acetábulo — 0,160
a 0,228 mm compr. Ovário — 0,185 a 0,191 mm compr. Testículo anterior —
0,234 mm compr. Testículo posterior — 0,308 mm compr. “Cápsula dorsal” —
0,490 de compr. por 0,280 mm de largura. Ovos — 0,062 a 0,104 mm de compr.
por 0.043 a 0,062 mm de largura.
Nossas medidas não correspondem exatamente às de Dubois, o que atri¬
buímos às condições diversas (material não comprimido, provàvclmente) com
que trabalhou o citado autor.
Hctcrodiplostomum lanceolatum Duliois. 1936
(Figs. 6-8)
Hctcrudiplostomum lanceolatum Dubois, 1936 a, p. 515
Hctcrodiplostomum lanceolatum, Dubois, 1936b, p. 10, 11, 57, 61 — fig. 26-28-
Hctcrodiplostomum lanceolatum, Dubois, 1938, p. 411-413, figs. 298 — 299, 300.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mrm. In<t. Bntintm,
26:257-278. 1954.
JOSÉ M. RUIZ & JESUS M. RANGEL
265
DESCRIÇÃO:
Hctcrodiplostomuin. Cutícula revestida de minúsculos espinhos, perceptí¬
veis somente na região anterior. Segmento anterior alongado, espatuliíorme,
com uma ligeira constricção ao nível da região acetabular. Segmento posterior
em sequência dorsal ao primeiro, mais longo e mais estreito que o mesmo, com
a extremidade atenuada, onde se abre o poro excretor. Ventosa oral pequena,
circular, subterminal. Faringe globoide. Esôfago relativamente curto, com um
comprimento subigual ao da faringe. Cecos delgados, quási paralelos, terminando
ao nivel da bolsa do cirro. Acetábulo maior que a ventosa oral, de contorno
circular, situado entre os cecos e ligeiramente acima da região equatorial do
primeiro segmento do corpo, órgão tribocitico elipsoide, muito alongado no
sentido longitudinal, ocupando o centro da metade posterior do segmento ante¬
rior do corpo. Yitelinos distribuidos em dois grupos ou fileiras, ao longo
dos cecos, desde o nível superior do orgão tribocitico até a zona ovariana; são
formados por foliculos numerosos e muito menores que os ovos. Ovário arre¬
dondado, mediano, proximo à região equatorial, do segmento posterior do corpo.
Útero simples, inteiramente localizado no segmento posterior, com um ramo
ascendente e outro descendente, aml>os pouco circunvoluidos e contendo pequeno
número de ovos. Metratenno bem diferenciado, de paredes fortes, mais longo
que a bolsa do cirro e de situação ventral. Ovos elipsoides, alongados. Testí¬
culos globoides situados um após o outro c em linha com o ovário, na metade
posterior do segmento posterior. Vesicula seminal tubular, muito enovelada,
atrás do testículo posterior, entre êste c a bolsa do cirro. Esta é piriforme,
tendo apenso, na sua parte distai, mais delgada, uma pequena parapróstata
digitiforme. O conjunto é envolto por células glandulares. Entre o metratermo
e a bolsa do cirro, paralelamente, situa-se o canal ejaculador. A bolsa do cirro
contém um orgão peniano cilíndrico, inerme, muito longo. O poro genital é
dorsal.
Hospedeiro: Xcnodon guentheri (Boulenger).
Procedência: Lapa-Estado do Parana-Brasil.
Localização: Intestino delgado.
Necropsia X.° 2.416 — Laminas Nos. 5.545 e 3.622 da coleção helmintológica
do Instituto Butantan. Lote constituído por 4 exemplares, um dos quais
fragmentado.
DISCUSSÃO:
Nossa descrição coincide com a de Dubois; entretanto, todas as dimensões
diferem muito, exceto a do orgão tribocitico. As relações entre os comprimento
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
266
ESTRIGEÍDEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
dos segmentos do corpo, bem como as medidas absolutas, diferem igualmente.
É notável a diferença do tamanho dos ovos. Considerando que Dubcis tra¬
balhou provavelmente com material conservado, não comprimido, ao contrário do
nosso caso, identificamos nossos especimens à especie de Dubois. Ficamos, no
entanto, na espectativa de encontro de novo material para reestudar a referida
espécie.
Tabela de medidas, em mm, de Hctcrodiplostomuin lanceolatum.
compr.
larg.
compr.
larg.
compr.
larg.
Segmento an.crior ...
4,657
1368
3,973
1342
4,499
1,421
Segmento posterior ..
4,736
0,921
4.078
0.921
5,052
0,789
Orgão tribocitico ...
1,710
0,526
1.526
0352
1,657
0,473
Ventosa oral .
0,111
0.092
0,080
Faringe .
0,092
0.080
0,104
Acetábulo .
—
0396
0.320
Ovário .
—
0316
0316
Bolsa do cirro .
0.442
0353
0.450
0352
0,563
0353
Ovos .
0,135 a
0,178 mm
compr. por 0,074 a
0,104 mm
larg.
Prolccithodiplostomum conslriclitm Dubois, 1936
(Fig. 3)
Prolccithodiplostomum constrictum Dubcis, 1938 a, p. 514
Prolccithodiplostomum constrictum Dubois, 1936 b, p. 10, 11, 25-30, 34
figs. 7-6.
Prolccithodiplostomum constrictum Dubois, 1938, p. 404-406, figs. 293-294.
DESCRIÇÃO:
Prolccithodiplostomum. Cutícula aparentemente inerme. Segmento ante¬
rior de contorno elíptico, afilando progressivamente para a frente; faz conti-
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mem. InsL Butantzn.
26 : 257 - 278 . 1954 .
JOSÉ M. RUIZ & JESUS M. RANGEI.
267
nuaçãc, gradativa, com o segmento posterior. Êste é ligeiratr.ente mais longo
e mais estreito e apresenta um estrangulamento um pouco acima do meio, cuja
porção anterior encerra os órgãos genitais primários. O referido estrangula¬
mento é uma dobra onde a porção posterior se invagina na anterior. Ventosa
oral terminal, pequena. Faringe globoide com um diâmetro um pouco inferior
àquela. Esófago curto. Cecos delgados, estendendo-se até as proximidades do
extremo posterior do corpo. Acetábulo bem desenvolvido, elipsoide, com maior
diâmetro no sentido transverso, situado entre os cecos, um pouco acima do meio
do segmento anterior. Orgão tribocitico eliptico, situado na segunda metade do
segmento anterior. Yitelinos formados por foliculos pequenos, muito menores
que os ovos, ocupando toda a metade posterior do segmento anterior e invadindo,
ao de leve, o segmento posterior. Ovário arredondado ou elipsoide situado na
linha mediana e no limite superior do segundo segmento do corpo. Testiculos
globoides, situados imediatamente atrás do ovário. Vesícula seminal logo atrás
do ultimo testículo, tortuosa e prolongando-se num dueto ejaculador delgado.
Ctero formando várias circunvoluções na porção ventral da primeira metade
do segmento posterior e dirigindo-se, a seguir, para a extremidade posterior, num
trajeto paralelo e ventral ao dueto ejaculador. Parapróstata longa e tubulosa.
“Bursa copulatrix” reduzida a uma pequena abertura, subterminal, voltada para
a face ventral e envolvida por células glandulares. Ovos grandes, clipsoides.
Hospedeiro: Caiman sp.
Procedência: ?
Localização: Intestino delgado.
Xecropsia X.° 3.952 — Lâmina X.° 6.138 da coleção helmintológica do Instituto
Butantan. O material consta de dois exemplares montados numa única lâmina.
DIMENSÕES:
Segmento anterior — 1,408 mm eompr. por 0,844 a 0,901 mm larg.
Segmento posterior — 1.470 a 1,619 mm eompr . por 0,430 a 0,633 mm larg.
Orgão tribccitico — 0,380 a 0,422 mm eompr. ]x>r 0.309 a 0.352 mm larg.
Ventosa oral — 0,043 mm eompr. por 0,067 mm Lrj. Faringe — 0,043 mm
eompr. por 0,050 mm larg. Acetábulo — 0,141 a 0.153 mm eompr. por 0,185
a 0.197 mm larg. Ovário — 0,126 a 0,154 mm eompr por 0,183 a 0,281 mm
larg. Testículo anterior — 0.211 a 0.225 mm eompr. por 0.309 a 0.352 mm
larg. Testículo posterior — 0.197 a 0.252 mm eompr. por 0.267 a 0,422 mm larg.
Xossas dimensões estão de acôrdo com as apresentadas por Dubois, com
ligeiras diferenças atribuíveis talvez à compressão do material estudado por
nós. Xota-se uma diferença mais acentuada nas dimensões dos ovos, bem
maiores em nesso material.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
268
ESTR1GEIDEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
Ophiodiplostomum spectabilc Dubois, 1936
(Figs. 9-12)
Ophiodiplostomum spectabilc Dubois, 1936 a. p. 514.
Ophiodiplostomum spectabilc Dubois, 1936 b. p. 10, 11, 50-53. figs. 21-23.
Ophiodiplostomum spectabilc Dubois, 1938 p. 413-415. figs. 301-303.
DESCRIÇÃO:
Ophiodiplostomum. Cutícula revestida de finos espinhos dispostos em fi¬
leiras transversais, mais evidentes no segmento anterior. Êstc é foliáceo com
dobras na face ventral, tendo a extremidade anterior atenuada e a posterior
larga. Segmento posterior, maior, inserido na face dorsal do primeiro. A me¬
tade anterior é mais larga, atenuando-se progressivamente para trás, sendo a
extremidade arredondada. Ventosa oral pequena, circular, subterminal. Prefa-
ringe curta. Faringe musculosa, globoide. Esófago curto com um comprimento
subigual ao da faringe. Cecos simples, largos superpostos à zona do órgão
trilxxitico e tendo, dali para trás. um percurso paralelo, quase retilíneo, ate as
proximidades da extremidade posterior do corpo. Acetábulo de contómo cir¬
cular, com um diâmetro geralmente maior que o da ventosa oral; situa-se na linha
mediana do 1/3 anterior do primeiro segmento, na base do triângulo formado
pela bifurcação dos cecos c o limite superior do órgão tribocitico. Êste é bem
desenvolvido, de contórno arredondado, situado na região mediana do segmento
anterior. Yitclinos muito desenvolvidos, formados por íolículos mais volumosos
que os ovos, distribuídos cm dois campos, ao longo dos cecos, em ambos os
segmentos do corpo, desde a margem superior do órgão tribocitico até à zona
do primeiro testieulo. Ovário arredondado, liso. mediano, situado no limite infe¬
rior da primeira metade do segmento posterior.
Útero constituído por um tubo simples, pouco circunvoluido, cuja alça supe¬
rior invade parte do primeiro segmento. Metratermo fino, quasi retilineo exceto
na porção terminal onde faz ligeira curvatura ventral. Ovos pouco numerosos.
ehpsoides. Testículos bem desenvolvidos, arredondados .colocados em linha com
o ovano, os tres orgáos sendo quáse equidistantes; ocupam a última metade do
em linha com
segmento posterior. Canais eferentes curtos unindo-se para formar o canal
deferente que é mais longo e se diferencia posteriormente numa vesícula seminal
bem desenvolvida, situada entre o testieulo posterior e a extremidade posterior
do corpo. Canal ejaculador curto, passando entre o metratermo e a parapróstata.
cm
2 3
z
JOSÉ M. RL'IZ & JESITS M. RANGEL
269
M«n. lnet- Batantan,
I*:257-27S. 1954.
Es u é pequena, digitiforme, envolta por células glandulares. Poro genital pe-
q.jeno, subterminal. Poro excretor terminal.
Trabalhamos com seis lotes desta espécie.
Os lotes 5 163 5.183 e 5.571, de Liophis miharis, perfazendo um total d-
14 exemplares, formam um conjunto muito homogéneo. As medidas nao corre,
pondem às de Dubois que trabalhou certamente com exemplares nao comprimidos
Tomo no caso da espécie Hetcrodiplostomum lanceolatum, identificamos este
• -crucie de Dubois não obstante as diferenças dimensionais.
MP T^ 5 irc:„s:ri'd„ico exemplar d„ intestino delgado de Leímo-
dobhis boecilogyrus. Trata-se de um exemplar jovem.
r O f lote 5 377 consta de 5 exemplares muito jovens idenuficatlos como
Ophioáiplostomum, provenientes do intestino delgado de Lcnaiopk* poca-
^ Finalmente, o lote 5.366, do intestino de Liophis milioris. i consti tuido por
4 exemplares que, embora plenam.n.e desenvolvidos, são menores ; o Kgmen.o
anterior é mais lanceolado, temtinando em cone mats ou '£££»
ventosa vcntral tende para a localiraçío na rona do orgao tr.bocmco,
contrário dos demais (Exceqão do exemplar figurado, Ftg. 9) ; essa ventosa_ em
um diâmetro menor como são menores todas as denta,s
entre as ventosas é relativamente maior que nos exemplar. antenores. e
lote parece constituir uma variedade procedente de Porto das 1 lor , >
de Rio de janeiro (os demais são do Estado de São Paulo, exceto o jovem
«xemolar 5 376 que procede do Estado de Paraná).
ais figuras 11 e 12 deste lote são bem demonstrativas se comparadas
com a Fig. 9 do lote 5.571.
A seguir damos uma taliela de medidas para melhor aprcciaçao.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Tabela de medidas, em mm, de vários lotes de Ophiodiplostomutn spcctabilc
LOTE X.°
5571
5163
5183
5566
Segmento
anterior
1.920.9
X
1.518.9
1.8683
X
:.447.3
1.657.8
X
1.552.5
1.684.1
X
1.4473
1.710.4
X
1.289.4
1.5263
X
1.236,8
1.5263
X
1.360,3
1.657.8
X
1.342.6
1.842,0
X
1.263.1
2.105.7
X
1.518.9
1.842,0
X
1.499,9
1.052.6
X
842,0
1.184,17
X
973.6
1.052,6
X
789.4
1.131,5
X
868,3
Segmento
posterior
2.815.7
X
1.184,2
.2.3683
X
973.6
2.315.7
X
789.4
2.289.40
X
8683
2.052.5
X
894.7
2.315.7
X
7363
2.473,6
X
842.0
2.078.8
X
789.4
2.236.7
X
763.1
2.368,3
X
684.1
2.562,2
X
815,7
1.605,2
X
578,9
1.631.5
X
657,8
1.447.3
X
605,2
1.499,9
X
605,2
Órgão
trifcoeitico
94734
X
1.078.91
815,76
X
1.078.9
1.0263
X
973,6
789,4
X
684.2
789,4
X
894,7
789.4
X
6843
684.1
X
526.3
921.4
X
894.7
789.4
X
789.4
X
921,0
X
1.0263
578.9
X
631,5
6053
X
710.5
447,3
X
473,6
526,3
X
552,6
Ventosa
oral
11736
93.75
133.40
37.03
104,92
67.89
80 23
86,46
8033
92.58
74,06
—
61.72
55,54
61,72
Faringe
104.92
92,58
98.75
92,58
86.40
74.06
92.58
—
117.26
104.92
111,09
—
67319
61.72
61,72
Acetábrlo
111.09
11736
—
111.09
98.75
8033
104.92
123.44
11736
104.92
101,92
67.89
67.89
61,72
67.89
Ovário
27136
283.91
222.19
246.88
234,53
197.50
216.02
22836
265.39
246.88
240.70
160.47
185.16
154.30
160,47
Testículo
anterior
401.18
—
—
—
493,76
—
401.18
518.44
—
512.27
339,46
—
308.60
370,32
Tcsticulo
posterior
555.49
—
530.79
506,10
493.76
—
462.90
543,13
—
493.76
—
—
308.60
339,46
Pai r,próstata
—
281.68
21135
—
—
—
—
—
—
16900
—
—
—
—
Os os
123,44
15430
X
86.40
148,12
X
74.06
92.58
129,61
141.95
X
86.40
92.5S
141.95
154.30
X
8033
86.40
—
123.44
129.61
X
8033
123.44
129.61
135.78
X
61.72
92.58
129.61
141.95
X
74.06
92,58
129.61
148,12
X
61.72
67.89
129,61
135.78
X
67.89
86.40
129,61
141,95
X
743)6
86,40
11736
123,44
X
67,89
111,09
123.44
X
55.54
61.72
129,61
X
61.72
67,89
111.09
X
55,54
67,89
cm
2 3
10 11 12 13 14 15 ]SCÍEL0_9 20 21 22 23 24 25 26 27 2í
29 30 31 32 33 34
p
Mcm. In't. Butantan,
26:257-278. 1954
JOSÊ M. RUIZ 4 JESUS M. RANGEL 2 7 3
RESUMO
São estudados os estrigeideos de répteis que se acham na ccleçao helminto-
lógica do Instituto Butantan, representados por seis espécies distribuídas em
cinco gêneros.
Quatro das espécies, já conhecidas, são redescritas e figuradas, a saber:
Cystodiplostomum hcllyi Dubois, 1936; Heterodiplostomum lanceolatum Dubois,
1936; Heterodiplostomum lanceolatum Dubois. 1936; Protcnosiplostomum Du¬
bois, 1936 e O phiodiplostom u m spcctabilc Dubois, 1936.
Duas outras são novas: Pseudoneodiplostomum braslliensis sp. n., do in¬
testino delgado de Caiman sp. e Petalodiplostomum arístotrris, sp. n.. do
intestino delgado de Licphis miliaris (L).
É apresentada uma lista atualizada dos estrigeideos de répteis do Brasil.
SUMMARY
Six species of strigeids of reptilia from the relminthological collcction of
tlie Instituto Butantan are descrilied and figured.
The foliowing four species are redescribed: Cystodiplostomum IwUyt
Duliois. 1936; Heterodiplostomum lanceolatum Dubois, 1936; ProUcitcdtplosto-
mum conxtrictum Dubois, 1932; and Ophiodiplostomum speetabde Dubois. 193o.
Two new species are found and descrilied: Pseudoneodiploslomum brasi-
liensis sp. n„ from the small intestine of Caimau sp.. and Petalodiplostomum
aristoterisi sp. n. from the small intestine of Liophts mtharis (L).
A list of strigeids of reptilia from Brazil is givcn.
BIBLIOGRAFIA
1. Byrd. E. E. & Rcibcr, R. ]. - Strigcid trematode, of the alligator. with
on the prostite gland and portions of the genital duets. J. Parasitol.. 28.. 1-/3.
1942
9 Dubois, G. - Les Diplostomcs de Reptiles ( Trcmatoda : Proterodiplostomdae nov.
fam.) du Musce de Vienne. Buli. Soc. Xeuch., 61 :l-«0. 1936 (a).
3. Dubois. G. - Xovcaux príncipes de classification des Trematodes du groupe des
Strigeida. Rcv. Suis. Zool.. 43:507. 1936 (b).
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Jub. Prof. Lauro Travassos, pp. 145-155. 1938 (b).
2 3 4 5 6 SCÍELO 10 n i2 13 14 15 16
cm
274
ESTRIGEiDEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
Ann.
6. Dubois, G. — Sur trois diplostomes de Crocodiliens ( Trcmoloda : Strigcida ).
Parasitologie Hum. et Comp., 23 :1-13, 1948.
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Part I, Systematic Section. The Amer. Midi. Xaturalist, 27:109-134, 1942.
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Part II. Host Catologuc. Proc. Oklahoma Acad. of Sei. 21:35-4 3. 1941.
9. Hughes, R. C., Higginbotham, J. \\ . & Clary. J. W. — The Trematodes of Reptiles,
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10. Ruiz, J. M. & Leão. A. T. — Xotas Helmintológicas. 6-Cyathocotyle brasilicnsis n. sp.
( Trcniatoda, Cyathocoiylidae), parasito de Caiman scUrofs (Gray) do Brasil.
Rev. Bras. Biol., 3: 191-198, 1943.
EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS:
Prancha I. — Fig. 1 — Pscudoncodiplostomum brasilictisis sp. n.
Fig. 2 — Cystodiplostomum hollyi Dubois, 1936. Orig.
Fig. 3 — Prolccitodiplostomum conslrictnm Dubois, 1936. Orig.
Prancha II. — Petalodiplostomiim aristoterisi sp. n.
Fig. 4 — tipo, Fig. 5 — parátipo. Original.
Prancha III. — Hcterodiplostomum lanccolatum Dubois, 1936.
Figs. 6 e 8 — Pormenores da extremidade posterior, Fig. 7 — Vista
total Original
Prancha IV. — Ophiodifloslomum sfectabile Dubois, 1936.
Fig. 9 — Exemplar do lote 5.571. Fig. 10 — Pormenor da extremidade
posterior de exemplar dc mesmo lote. Figs. 11 e 12 — Exemplares do
lote 5.366.
P
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
cm
Mcm- Inst Butintac,
:6:257-278. 1954.
JOSÊ M. RUIZ & JESUS M. RANGEL
Prancha 1
_ pscudonrodi(•lostomum brasitiensis sp. n.
_ Cystodiplostomum hollyi Dubois, 1936. Orig.
_ Prolecitodifloslomum conslriclum Dubois, 1936. Orig.
Fig. 1
Fig. 2
Fig. 3
cm
ESTRIGEIDEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
Pctalodiploslomum orisloterisi sp. n.
Fig. 4 — tipo. fig. S — parátipo. Original.
Prancha 2
cm
Mon. Inrt. Batintm.
26:257-278. 1954.
JOSÉ M. RUIZ & JESUS M. RANGEL
277
Prancha 3
Heterodiplostomum lanceolatum Dubois, 1936.
Figs. 6 e 8 — Pormenores da extremidade posterior, íig. 7 — Vista total. OrigmaL
19
cm
Praxcha 4
Ophiodiplostomutn spcctabile Dubois, 1936.
Fig. 9 — Exemplar do lote 5.571 — Fig. 10 — Pormenor da extremidade posterior dc
exemplar do mesmo lote. Figs. 11 e 12 — Exemplares do lote 5.366.
ESTRIGE1DEOS DE RÉPTEIS BRASILEIROS
cm
J(cn. Inst. BatanUn,
24:279-295. 1954.
K. SLOTTA Sc P. BORCHERT
279
HISTAMINA E TOXINAS PROTÉICAS NO VENENO DE ABELHA
K. SLOTTA & P. BORCHERT
{Dct . Cientificado Ind. Farm. Endochimico S/A. com o colaboração do Inst. Bnlanton).
Os sintomas de um choque histaminico compõem um quadro clinico tao
semelhante aos do choque provocado por peptona, tripsina, venenos otidicos ou
choque anafilático, que se pensou às vezes ser a histamina a única causa de
choques. Sua forte ação nos epitélios e capilares, na contraçao do musculo liso
e na secreção glandular endócrina, principalmente na hipófise e suprarrenal com
todas as suas consequências, parece falar em favor desta hipótese (1). Mas o
choque é um fenómeno muito mais complexo; e sabe-se que neste estado nao só a
histamina mas também a heparina é liberada em quantidade proporcional (-).
Muitos fatos levam a crer que a histamina como a heparina tem a mesma
origem, isto é. nas mastcélulas, as quais contêm quantidades variáveis de hcpari-
na e histamina mas com uma certa relação entre si (3). Principalmente ncos
em histamina são os mitocóndrios das células hepáticas que perdem durante o
choque cêrca de metade do seu teor cm histamina (4). Pode-se supor que a
histamina se forma durante o choque da histidina pela histidina-decarboxilase
c que por outro lado também pode-se dar uma destruição da histamma pela
Hstaminasc. Porém, provavelmente nenhuma destas suposições representa, cm
gráu apreciável, a realidade. Visto como aminas próprias^ ou estranhas ao
organismo podem ser ligadas muito fácilmente às proteínas (5). e bem provável
que a histamina mesma já exista dentro das mastcélulas ligada a proteína.
Quando as mastcélulas são destruidas por certas substâncias, a histamma e a
heparina são liberadas, produzindo o choque.
Portanto, para a produção de um choque é sempre necessária a presença
de histamina ou de uma toxina, que pode entrar no organismo como tal ou
pode ser formada, depois de um certo tempo no organismo, de substancias em
si inócuas, porém estranhas ao corpo, como a peptona ou albumina serica (ana-
Rccebido, para publicação, em 2.IV.1954.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
280
HISTAMINA E TO XIX AS PROTÉICAS XO
VEXEXO DE ABELHA
filatoxina). Existe tanibém a possibilidade da transformação de tecido trauma¬
tizado, sem entrada de substâncias alheias, conhecida como choque traumático.
Finalmente conhecemos tanibém o fato de toxinas estranhas, adindo como “to¬
xinas de arranque”, produzirem, nas células do organismo, "toxinas secundárias”
que causam choque pela liberação da histamina, heparina e talvez também da
acetilcolina. Estas toxinas secundárias foram descritas como "slow reacting
substances (SRS) (6) e bradicinina (7); trata-se de proteínas de pêso mole¬
cular e composição variável, caracterizadas pela ação músculo-constritora retar¬
dada. duradoura e que agem somente uma única vez intensamente no mesmo
músculo.
Bactérias, insetos e serpentes produzem toxinas protéicas que exercem por
si próprias uma ação sòbre o tonus muscular e pressão arterial, que além disso
têm ação tóxica, liberando histamina e heparina de células. Entretanto, sua
ação consiste principalmente na liberação de toxinas secundárias como SRS e
bradicinina. que posteriormente provocam o choque pela liberação de histamina.
Estas “toxinas de arranque" possuem naturalmente um interesse especial devido
à sua ação semelhante a uma “avalanche”. Todavia, a stn investigação química
e farmacológica torna-se difícil, por tres razões: 1) são proteínas assim como
as toxinas por ehs produzidas, oferecendo todas as dificuldades da química das
proteínas; 2) uma mesma secreção venenosa pede conter diferentes “proteínas
de arranque" e 3) a verificação de sua ação sòbre o intestino é dificultada
pela histamina que pode provir de duas fontes: da secreção venenosa própria
ou das células do organismo atacado. Hoje, felizmente, temos a possibilidade
de distinguir entre o efeito da histamina e o das toxinas, usando substâncias
cnti-histaminicas que bloqueiam a ação da histamina. sem contudo influenciar a
ação das toxinas protéicas.
Xos venenos oíidicos por nós investigados falta a histamina, enquanto certos
polcns (8). bactérias e insetos a contem. A toxina de estafilococos contém,
além da proteina tóxica que h'l>era a histamina, ainda histamina (9). O mesmo
fato foi verificado recentemente no caso de Streptomyces onde se conseguiu se¬
parar histamina d’uma substância “XX” que contraiu íoitemcnte o intestino del¬
gado, ação essa não influenciada pelo “Xeo-Antergan” (10).
Existe histamina, ao lado das toxinas protéicas, também nas secreções
venenosas de insetos. A cabeça do mosquito (Cii/c.r pipiais) contém 6 a 7 vezes
mais histamina do que o resto do corpo e depois da picada o conteúdo de
histamina na cabeça diminúi de 30%, enquanto no corpo fica o mesmo.
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
K. SLOTTA & 1'. BORCHERT
281
Mctn. Tn*t- Buuman.
JC:279-295. 1954.
Também o veneno da centopeia contém histamina (11). Há muito tempo
estudou-se o conteúdo de histamina do veneno de abelha, apondo que uma ca,
ações terapêuticas deste veneno é devido ao seu teõr em lnstamma. Ate agora
não foi possível determinar exatamente a quantidade de lnstamma nesta se¬
creção- Achamos somente um trabalho sóhre a determinação química quan¬
titativa de histamina no veneno de abelha na literatura: Reinert (12) achou
027 c de histamina básica por éle isolada em forma de 1,0# de d.picrato de
histamina. Outros (13) limitam-se a declarar que éle, "caracterizaram o
dipicrato de histamina pelo ponto de fusão” ou que “uma insulação qumuca da
histamina não era possível ao contrário das indicações da literatura (14 ).
Pelo desenvolvimento da electroforese em papel pareceu-nos possivel escla¬
recer êste ponto. Usamos veneno crú de abelha que foi conseguido por me, o
de trituração do aparelho venenoso das abelhas, extração com ácido formico
X/2 e liofilização. Assim procedemos porque Reinert (12) achou que ao veneno
crú de abelha se encontra 4 vezes mais histamina do que no assim chamado
veneno purificado por precipitação com ácido picrieo. Pela electroforese em
papel do veneno, eluição da fração de maior deslocação e determinação color,mé¬
trica. achámos 0.35 até 0,45# de histamina básica. Também por me, o da
fotometria direta da fração tingida pelo ácido sulfanilico d, azotado achou-se o
conteúdo entre C,40 até 0,48# de histamina Irisica.
Mas também por meio biológico, com determinação de contração do doo
de coliaia conforme o método clássico (15). alcança-sc o mesmo resultado.
Fluimos a fração histammica da tira de papel da electroforese e comparamos o
aumento de tonus obtido com esta solução, com o produzido por diferentes quan¬
tidades de histamina, resultando um conteúdo de 0.34 ate 0,4a# de Instam,n.
liásica no veneno dc abelha séco.
Como mostraremos mais adiante, o veneno de abelha contém duas outras
substâncias constritoras do intestino, pertencentes ao grupo das "toxinas ce
arranque", tão importantes no mecanismo do choque. Ambas agem somente
depois de um tempo determinado de indução de 35 respectivamente 60 segundos,
enquanto a histamina age imediatamente. Após a descoberta deste lato ,or¬
nou-se possivel a avaliação exata, por meio de experiência biologica, da quan¬
tidade de histamina contida no veneno crú de abelha, sen, prévia separaçao elec-
troforética: também assim achamos um teór de 0.35 até 0.40# de histamina.
Todavia, não se i>ode em caso algum exagerar no efeito integral do veneno
de abelhas a ação da histamina. Quando dividimos o veneno crú l>or electroforese
em papel durante 63 horas, recebemos os resultados da figura 1.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HISTAMIXA E TOXINAS PROTÉICAS XO
VEXEXO DE* ABELHA
Ficlua 1
Eletroforese de veneno erú de abelha
Quantidade aplicada: — 1 me.
Tampão: — biitalato dc potá«sio/N‘aOH ; pH 4.60
Força iònica calculada : — 0,21
l'cmperatura : — 18-20“C
Tempo dc duração: — 6.1 lis ; 120 V; 0.25 mA/cm
Papel: — Whatman 1
Corante: — “Amidoschwarz 10 B”
SciELO
_0 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan.
S«:279-295. 1954.
K. SLOTTA & P. BORCHERT
283
Como a fração histamínica neste tempo já saiu da tira, encontram-se so¬
mente 8 frações protéicas tingidas por “Amidoschwarz 10 B”. Xaturalmente
supomos que uma destas frações seja a proteína ccm atividade sobre o intes¬
tino. Igualmente como se verificou nas bactérias (9,10) e nos venenos ofidicos
(16), alguns cientistas já observaram que o veneno das abelhas provoca uma
contração duradoura da musculatura lisa. Uma nova aplicação do veneno no
mesmo pedaço de intestino quase não tem efeito, indicando uma dessensibili¬
zação (14, 17).
A semelhança da ação sóbre o intestino do veneno de abelha com a das
serpentes pode-se verificar claramente. comparando as curvas na figura 2.
I)
100y veneno crú de
abelha
2)
lavagem
3)
ly histamina
•»)
lavagem
5)
10y veneno crú de
abelha
6)
■+• ly histamina
7)
Intestino noro
8)
100y veneno crú de
Crotalus t. t.
9)
lavagem
10)
-ty histamina
11)
lavagem
12)
100y veneno crú de
(cuba de 100 cm3)
Crotalus t. t.
No ponto 1 um pedaço de intestino muito sensivel foi exposto ao veneno
de abelha. Observa-se claramente a ação imediata da histamina contida no
veneno crú que se destaca claramente contra as ações retardadas, mas mais
duradouras, das outras componentes ativas. Mesmo tendo o intestino agido
imediata e fortemente com pequeníssimas quantidades de histamina (ponto 3 e 6),
nenhuma ação se deu com nova aplicação de veneno (ponto 5).
A curva seguida ao ponto 8 mostra a contração de um outro pedaço intestinal,
por acaso muito menos sensivel, sob a influência de veneno crú de Crotalus
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HISTAMINA E TOXINAS PROTEICAS NO
VENENO DE ABELHA
2S4
tcrrijicus. Depois de 30 segundos de indução verifica-se também aqui a ação
duradoura deste veneno proteico. Após a lavagem o músculo responde à his-
tamina perfeitamente (ponto 10) enquanto que adicionando novamente veneno
crotalico (ponto 12) verifica-se pequena ação, indicando uma dessensibilização.
Queremos mencionar ainda que intestino primeiramente tratado com veneno de
abelha a 1 : 1.000.000 mostrou-se dessensibilizado para veneno crotalico a 1 : 1 .OOO.OCO
e vice-versa. Mas a ação da histamina pode ser observada mesmo depois de várias
aplicações dos venenos mencionados no mesmo pedaço de intestino. Como era
de esperar pode-se inibir, por substâncias anti-histamínicas, a ação do eluato
da fração histaminica de veneno de abelha da mesma maneira como a da his¬
tamina pura. Usamos para este fim Xeo-Antergan a 1 rlO.OOO. As toxinas
proteicas do veneno de abelha, bem como as toxinas dos venenos ofidicos, con¬
servaram sua atividade também em presença de substâncias anti-histamínicas.
Quando experimentamos separadamente os eluatos das frações isoladas por
meio de eletroforese em relação à sua ação constritora, verificámos, com surpresa,
não se tratar somente de uma, mas de duas “toxinas de arranque”, nitidamente
diferentes na sua ação. Para essas experiências as 8 frações da figura 1 foram
agrupadas em 5 frações (veja parte experimental VI) e usaram-se sempre dilui¬
ções de 1 : 10.000.000 destas proteínas (figura 3). Quando a fração E foi adicio-
Ficvra 3
13)
Intestino novo
14)
10y do eluato de
electroíorcsc
E
15)
lavagem
16)
4y de histamina
17)
lavagem
18)
10f do eluato de
clcctroinreíe C.
19)
lavagem
20)
4y de histamina
21)
Intestino «oro
22)
10y do eluato de
electroforcse
A
23)
lavagem
24)
4y de histamina
25)
lavagem
26)
10y do eluato de
(cuba de 100 cm3)
electroíorcsc
B
SciELO
M«n. In«t. Butantan,
2* :2/9-295. 1954.
K. SLOTTA S P. BORCHERT
285
nada a um novo pedaço de intestino (ponto 14), provocou primeiramente uma
contração fraca que depois de 60 segundos aumentou, atingindo o máximo
depois de 150 segundos. A caída do tónus se deu com o mesmo gradiente que
o da subida. Porém, a fração C agiu no mesmo pedaço de intestino após um
curto periodo de indução de 25 segundos, com subida mais íngreme (ponto 18).
Ao contrário da caída brusca das curvas da histamina, mostrou-se, depois de
alcançar o máximo aos 90 segundos, uma descida muito lenta. A fração D
não tem efeito, enquanto as frações A e B são muito pouco ativas como se vê
nos pontos 22 e 26. Atribuímos esta ação mínima a traços remanecentes da
fração C, devidos à separação eletroforética incompleta.
Que nas frações ativas C e E se trata de duas toxinas de ação e constituição
diferentes, já se podia concluir das curvas caracteristicas (como nos pontos 14
e 18). Que estas duas frações devem ser duas substâncias diferentes verifica-se
quando repetimos as experiências com frações E e C cm ordem cronologicamente
invertida no mesmo músculo. Quando primeiramente deixámos agir a fração
C, consegue-se uma curva idêntica à curva que segue ao ponto 18. Após la¬
vagem, prova com histamina c segunda lavagem, adicionamos fração E: não foi
observada reação alguma. Enquanto a fração E não dessensibiliza o músculo
contra a ação de fração C, a fração C dessensibiliza-o contra a fração E.
Deixando reagir a fração C durante tempo suficiente, isto é, 5 ate 10
minutos sóbre um pedaço de íleo (fig. 4 e 5) (ponto 27), lavagem (ponto 28),
prova de histamina (ponto 29), nova lavagem (ponto 30) e aplicação de uma
Figura 4
Dessensibilização de um pedaço dc íleo dc cobaia pela componente C
27) lOOy C (1:1.000.000) (começa após 25 segundos)
28) lavagem
29) Sy de histamina (1:12.500.000)
30) lavagem
31) 100y C (1:1.000.0001
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
286
HISTAMINA E TOXINAS PROTÉICAS XO
VENENO DE ABELHA
outra dose igual de fração C (ponto 31), não há contração. Uma curva quase
idêntica resulta da aplicação de crotoxina (ponto 32) ; entretanto, a subida
começa somente depois de 50 segundos. Também neste caso verifica-se z
dessensibilização (ponto 35).
Esta comparação do efeito da crotoxina (18) com o das duas frações
do veneno de abelha é de interesse especial, porque se trata, no caso de crotc-
xina, de uma proteína uniforme, cristalizada e pura, o que não se pode dizer
das nossas frações do veneno de abelha. Crotoxina é a substância de efeito
letal do veneno de Crotalus t. t., que pode ser neutralizado pelo anti-sòro corres¬
pondente (19). Enquanto crotoxina mostra uma variedade de ações enzímicas,
como por exemplo a transformação de lecitina em lisolecitina (18), o desdobra¬
mento do ácido hialurônico e os efeitos inibidores sôbre oxidases e succino-dehi-
drase (20), não há razão de responsabilizar nem mesmo a soma destas ações
enzimicas pela totalidade da toxicidez desta proteína. Crotoxina age fortemente
na musculatura lisa e na pressão arterial. Ela produz toxinas secundárias que,
da mesma forma como a própria crotoxina, libertam histamina e heparina das
células e tecidos. Esta sequência de reações esclarece perfeitamente a sua
toxicidez.
w
i)
14
Figura 5
Dessensibilização de um pedaço de íleo de cobaia pela crotoxina
32) 100y de crotoxina (1:1.000.000) (começa após 50 scg.)
33) lavagem
34) 4y de histamina (1:25.000.000)
35) lavagem
36) 100y de crotoxina (1:1.000.000)
As nossas trações ativas do veneno de abelha, bem como a crotoxina pare-
cem-nos substâncias tóxicas com propriedades enzimicas suplementares.
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Mern. Inst. Btitantan,
H.279-29S. 195-4.
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2S7
PARTE EXPERIMENTAL
!• Extração do veneno cní de abelha. — As glândulas peçonhentas e os
ferrões de 1MX) abelhas vivas foram arrancados com pinça e colocados em
álcool a 96%. Após evaporação do álcool e secagem no vácuo à temperatura
ambiente, restaram 976 mg de resíduo que foram pulverizados no gral, dando
um pó cinzento, o qual foi extraído três vezes com 200 cc cada vez de ácido
formico 0.5 X durante 3 horas á temperatura ambiente. Os extratos reunidos
Figura 6
Eletroforese de veneno crú de abellia (I) e histamina (2. 3 c 4)
Tampão: — biitalato de potássio/XaOH pH -4.40
Força iònica calculada: — 0,21
Temperatura: — 18-20°C
Tempo de duração: — 5 horas; 120 V; 025 mA/cm
Papel: — Whatman I
Corante: — ácido sulfanilico diazotado
Tira n.° 1 2.5 mg. veneno crú de abelha
Tira n.° 2 30 y histamina
Tira n.° 3 20 y histamina
Tira n.° 4 10 y histamina
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288
HISTAMINA E TOXINAS PROTEICAS XO
VENENO DE ABELHA
íoram centrifugados, filtrados e liofilizados, resultando 610 mg de uma massa
amarelada, cerosa e higroscópica, usada em tcdas as experiências subsequentes
c denominada “veneno crú de abelha”.
II. Elcctroforesc do veneno crú de abelha. — A electroforese foi feita numa
câmara construída de “Plexiglas” com capacidade para 8 tiras de 4 x 28 cm
(electroforese pequena) ou para uma só folha de 24 x 38 cm (electroforese
grande). A aplicação da solução do veneno para a electroforese grande foi
feita com um dispositivo mecânico (21), permitindo a aplicação de 10 a 100
mg de veneno de uma só vez.
1) Separação da hislainina do veneno crú de abelha. A separação da his-
tamina pode ser efetuada com qualquer tampão ácido. A histamina desloca-se.
junto com as outras frações proteicas do veneno, para o cátodo e, sendo sua
velocidade muito maior, separa-se quantitativamente destas. Junto com ela
acha-se somente uma fração muito pequena, tingivel com “Amidoschwarz 10 B”.
Identificou-se a* fração histaminica fazendo-se a electroforese paralelamente em
tiras com histamina pura. A figura 6, tira n.° 1, mostra a fração histaminica
do veneno tingida por ácido sulíanilico diazotado e as tiras n.° 2, 3 c 4 com
diferentes quantidades de histamina pura.
2) Separação do veneno crú de abelha em 8 frações. Para este fim tam¬
pões de citrato (22) e especialmente de biítalato (23) são muito satisfatórios,
permitindo o último o desdobramento em 8 frações (fig. 1). sem contar a fração
histaminica e a pequena fração proteica que a segue.
III. Reações coloridas para a identificação da histamina no papel. Alguns
autores (24) dão variantes da reação de Pauly (com ácido sulfanilico diazotado)
para identificar histamina também no j>apel.
Ao lado do método mais usual, isto é, nebulização duma solução alcalina
de ácido sulfanilico diazotado, parece digna de nota a técnica (25) que seca
a tira de papel c banha-a rápidamente numa solução alcalina de p-bromoanilina
dtazotada que tinge de vermelho o lugar da histamina.
Estávamos interessados em achar uma reação colorida especifica da hista¬
mina que diferenciasse esta da histidina c da tirosina. Procuramos então uma
reação com outros compostos diazotados. pois êstes possuem grande sensibilidade
e dão colorações muito vivas. Achamos que as anilinas substituídas diazotadas.
p-toluidina. p-cloro-o-metoxi-anilina e p-bromo-anilína formam, somente com o
anel imidazólico, colorações vermelhas mais ou menos vivas, enquanto que tiro¬
sina dá coloração fraca amarela. Entretanto, p-nitro-anilina diazotada reage
com o anel imidazólico l>em como com tirosina, produzindo uma côr roxa. Orto-
dúmisidina diazotada dá coloração marron com imidazolina. Xão conseguimos
achar uma reação que diferenciasse histidina da histamina.
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Mcm. Inst. Butantan.
;C :279-:95. 1954.
Para a técnica de tingimento no papel com compostos diazo, achamos
vantajosos dois métodos:
a) Prepara-se o cloridrato do composto diazotado. A tira sêca de papel
é nebulizada com solução aquosa a 10% de Na CO, e imeditamente depois com
uma solução gelada do sal diazónico (1 a 2%) em Xa., CO s a 10%. A copulaçao
se da com ácido sulíanilico diazotado instantâneamente ou dentro de 1 minuto
com p-toluidina diazotada até a intensidade máxima.
b) Preparam-se as seguintes soluções:
1) NaNC?,C.5%, em HC1 X/10, gelado.
2) A mina , p-toluidina, p-bromo-anilina, etc., 1%, em HC1 N/10, ge¬
lado.
3) Solução aquosa de Xa C0 3 a 10/c.
\ tira de papel é primeiramente nebulizada com solução 3). Misturam .e
então partes iguais de 1) e 2), deixa-se no gêlo por 1 minuto (diazotação) e
nebuliza-se a solução gelada sobre a tira ainda molhada com solução 3). Para
a melhor conservação da coloração é aconselhável nebulizar mais uma vez lcvc-
mente ccm 3, depois de alcançar a intensidade máxima.
IV Eluição das frações. — Hm vez de usar uma das muitas técnicas
comuns de eluição bastante demoradas (26), procedemos da seguinte maneira:
os recortes da tira contendo as diferentes frações protéicas foram postas junto
com o meio de eluição (água para histamina, solução aquosa de XaCl a 0,9%
para as frações proteicas) em tubos de centrifuga e transformados em polpa com
agitador de vidro em alta rotação. Após centrifugação e decantaçao do eluato,
o processo foi repetido 3 a 5 vezes. Os eluatos reunidos, completados para um
volume certo foram guardados na geladeira. P-ste método tem a vantagem
de uma eluição rápida, o que parece importante quando se trata da isolaçao de
frações sensíveis.
V. Métodos fara determinação quantitativa da histamina no veneno cru
de abelha.
1) Métodos químicos. — a) Método colorimétrico com ácido sulfanilico
diazotado (27). 10 mg de veneno crú de aliellia cm 0.1 cc. de uma mistura
de partes iguais de sóro fisiológico e ácido íórmico N/2 foram usadas numa
“electroforese grande” (1 mA/cm; 3.5 lis; tampão: acetato, pH 4,5 (28);
papel: Whatman n.° 1 (24 x 38 cm). Após a electroforese o papel 101 seco
cm corrente de ar frio. Uma tira que ficou em paralelo é tingida com ácido
sulfanilico diazotado para localização da histamina. A parte correspondente da
folha grande foi recortada e eluida pelo método descrito em I \ ) c os e untos
reunidos ajustados para 100 cc.
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290
HISTAMIXA E TOXTXAS PROTÉICAS XO
VENENO DE ABELHA
SOLUÇÕES:
A) Como padrão de histamina usamos duas soluções aquosas de bifosíato
de histamina puro com teor em histamina (base livre) de 1 e 10
microgramas por cc. respectivamente.
B) 0,2 g do hidrocloreto de diazõnio do ácido sulfanilico puro cristalizado
foram dissolvidos rapidamente em 20 cc. de água em temperatura
ambiente e imediatamente resfriados em água gelada.
C) Solução aquosa de Xa^COs a 2,5%. a 0°C.
D) Reagente diazo: 1 parte de B) -j- 2 partes de C).
Diferentes volumes das soluções padrão (A), sempre completados para 9
cc. nos tubos do colorimetro "Lumetron” foram misturadas com 1 cc. do
reagente diazo (D) frio e medidas as extinções, usando o filtro verde amarelado
(530mp). Os valore > obtidos entre 1 e 10 minutos após a copulação deram
curvas padrões que permitiram a determinação quantitativa de histamina em
solução.
Verificamos com êste método que 1 g de veneno crú de abelha contém
3,5 a 4,5 mg de histamina.
b) Método de fotometria direta no papel (método Elphor).
Tiras de pai>el com quantidades variadas e conhecidas de histamina (nêste
caso entre 5 e 30 microgramas) foram elcctroíorizadas durante 5 horas em
paralelo com tiras contendo 2,5 mg do veneno crú de abelha em tampão de
biftalato de potássio — solução de XaOH de pH 4,4 (ou taml>ém em outros
tampões ácidos) (veja figura 6). Após secagem, todas as tiras foram esticadas
entre dois kastões de vidro e sóbre os dois lados foi nebulizada a solução alcalina
de ácido sulfanilico diazotado a 0°C (veja IlI-a) até quase saturação do
papel. Estas tiras tingidas, sécas entre 60 a 70 n C e tornadas transparentes com
mistura bromonaftalina-óleo de parafina (29), foram submetidas à fotometria
direta no instrumento “Elphor”. Feito o gráfico, as áreas limitadas pelas curvas
foram medidas com planimetro. Da comparação das áreas resultantes das
curvas padrões com aquelas com veneno, conclúi-se que 2,5 mg de veneno cru
de abelha contém 10 a 12 microgramas de histamina, o que corresponde a
4,0-4,8 mg por grama do veneno (figura 7).
2) Determinação biológica de histamina. a) Xo eluato da fração hista-
minica da electroforese (veja V, 1) a). Pelo método usual foi feita comparação
com histamina, usando ileo de cobaia recém-isolado e conservado em solução
de Ringer-Locke a 37°C. Comparando as respostas obtidas com 5 cm3 do
eluato com a curva padrão recebemos, numa série de medições, sempre resultados
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I*:279-295. 1954.
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Figura 7
Linha padrão para determinação quantitativa de histamina com
aparelho " Elphor".
Tampão: — biftalato de potassio/N'aOH pH 4,-10
Força iônica calculada: — 021
Temperatura: — 18-20 °C
Tempo de duração: — 5 hs.; 120 V; 0,25 mA/crn
Papel: — Whatman 1.
entre 1,7 .1 2,25 microgramas cie histamina, correspondente a 3,4 a 4,5 mg de his-
tamina por grama do veneno.
As soluções padrões de histamina usadas na confecção da curva padrao
devem ser recém-preparadas. Soluções aquosas de hidroclorcto ou de chfosíato
de histamina perdem a sua atividade fisiológica totalmente dentro de 6 dias a
temperatura ambiente, enquanto soluções em mertiolato 1:1000, acido monoclo-
ro-acético 1:1000, ou água saturada com toluol conservam integralmente a sua
atividade fisiológica sóbre o intestino da cobaia. Soluções aquosas de histamina,
guardadas bem arrolhadas na geladeira, conservam sua atividade durante algumas
semanas. Soluções “estragadas” de histamina, sem atividade fisiológica, dão
entretanto ainda a coloração vermelha com ácido sulfamhco diazotado, com a
mesma intensidade das reoem-preparadas.
b) Diretamente no veneno crú de abelha. Qualquer método, utilizando dire¬
tamente o veneno crú, pressupõe o conhecimento exato da ação das frações do \e-
neno, que têm atividade semelhante à da histamina. A histamina age imediatamen¬
te sóbre o intestino isolado, enquanto dois outros componentes têm ação depois de
35 a 00 segundos respectivamente (veja VI). Usando cada vez 0,1 mg de veneno
1, | SciELO
292
HISTA.MIXA E TOXINAS PROTÊICAS XO
VEXEXO DE ABELHA
crú de abelha por cc. na cuba e medindo a contração imediata, provocada peli
histamina (veja fig. 2, ponto 1), recebémos sempre resultados entre 3,5 e 4
mg de histamina por grama do veneno.
VI. Determinação de substâncias com ação semelhante à da histamina.
Eluimos, com sòro fisiológico de unta tira tratada exatamente ccmo a da
figura 1, antes do tingimenío, as seguintes 5 frações: 1+2 = A;3=B;
4-f-5-j-ó = C;7=DeS = E, conforme o método descrito (IV). Comple¬
tados os volumes de cada fração para 50 cc, calculámos o teór em proteínas
por cc. peia distribuição percentual medida, na tira tingida, com o instrumento
"Hlphor": quantidade aplicada — 2 mg.
Fração
n.°
Eluato
n.°
Proteinas
em % r.o eluato
Proteinas
cm 1 cc elua*o
cc/10y
de proteina
1 1
2 /
3
5.97c
12.57c
5y
20
B
6.67o
23.47c
9.4y
1,06
i|
C
21.87c
2277c
49,85%
20v
0.5
6 1
7
D
5.337c
937c
3.9y
2,56
8
E
4,457c
1-Sy
5.55
Tara determinar a atividade sôbre o intestino isolado, quantidades equiva¬
lentes destas frações, contendo sempre 10 microgramas de proteina, forem
adicionadas ao banho de Ringer-Locke (100 cc ). As figuras 3 e 4 mostram
os resultados obtidos.
Os autores agradecem à Diretoria do Instituto Butantan e particularmente
ao Dr. Wolfgang Bücherl pelo fornecimento de venenos e aos Drs. João Jaeger
c Ernando Buratti peia colaboração na redação do trabalho.
RESUMO
Venenos de serpentes e de insetos mostram, ao lado de muitos outres
efeitos farmacológicos, também uns semelhantes ao da histamina. Não foi pos¬
sível afirmar até agora até que ponto a histamina no veneno de abelha é res¬
ponsável por esta ação, porquanto faltavam determinações quantitativas seguras.
Determinamos o teór em histamina do veneno crú de abelha por diversos
métodos químicos e biológicos e achámo-lo entre 0,34 e 0,48
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K. SLOTTA ít P. BORCHERT
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Mcm. I—t n --'*ntJn.
20:279-295. 1554.
Não se pode conceber que a forte ação fisiológica dêste veneno seja devida
somente a êste reduzido íeór de histamina.
A separação electroforética do veneno de abelha em tiras de papel niOi.tr> >.i
no minimo 5 frações protéicas, das quais duas têm ação forte, semelhante à
da histamina, sôbre a musculatura lisa, não inibivel por anti-histamínicos.
Ambas as frações ativas dessensibilizam o ileo da cobaia contra uma dose
repetida. Uma das frações dessensibiliza contra a outra, mas não vice-versa.
Outras diferenças entre as duas frações são os tempos de inibição (respetiva-
mente, 35 e GO segundos) e as formas das curvas cimográficas.
Tais atividades retardadas semelhantes às da histamina já foram também
observadas em venenos crús de serpentes, razão pela qual comparamos a ati¬
vidade sôbre o músculo das duas frações do veneno de abelha com a do veneno
crotálico e da crotoxina cristalizada. Parece que a maior parte da açao toxica
destas proteínas se deve à componente de atividade semelhante a da histamina.
ABSTRACT
Snake and insect venoms have — besides many othcrs — actions similar
to histamine. Until now it was impossible to know to what extent the action
of bee venom is due to its histamine, since no rcliable quantitative detenninations
had been carried out.
It was necessary, therefore, to determine, by mcans of different Chemical
and biclogical methods, the content in histamine of crude bee venom, the
amount of 0,34 to 0,48^ being found. This small amount cannot l>e responsible
for the strong physiological action of this venom.
EIcctrophoretic separation of bec venom on filter paper resulted in at
least 5 prctein íractions. Two of those have a strong action on the smooth
muscle. similar to histamine. which cannot \-e inhibited by antilustamine sub-
stances. Eithcr one of the active fractions desensitizes the guinea pig ilcum
against a second dose; one of thcm also against the other one, but not the
other way around. The two fractions also differ in their k.vmognvpluc curv.-s
and in their inhibition times (35 against 60 secondsl.
This delay in the onset of the histaminc-like action lias already becn
observed in the case of crude snake venoms and, therefore, the action on the
muscle of the two bee venom fractions was compared with the one of Crotalus
venom and crystallized crotcxin. It seems tliat the proteins similar m their
action to histamine play the decisive part in the poisonous action of these venoms.
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HISTAMIXA E TOXINAS PROTÉICAS XO
VEXEXO DE ABELHA
ZUSAMM EX F A SSU X G
Schlangen — wie Insektengifte zeigen, nel>en vielen anderen, auch hista-
minãhnliche Wirkungen. In wieweit die Wirkung des Bienengiítes auf dem
darin enthaltenen Histamin beruht, war bisher nicht íestzustellen, da zuverlãssige
quantitative Bestimmungen felilten.
Es wurde deshalb der Histamingehalt von Rohbienengift auf verschiedenen
chemischen und biologischen Wegen zu 0,34 bis 0,48% ermittelt. Daraus ergibt
sich, dass diese geringe Menge nicht für die starke physiologische Wirkung dieses
Giftes ausschlaggebend sein kann.
Die elektrophoretische Trennung des Bienengiítes auf Papierstreifen ergab
eine Aufteilung in mindestens 5 Proteinfraktionen, von denen zwei starke
histamináhnliche Wirkungen auf die glatte Muskulatur aufweisen, die durch
Antihistaminica nicht unterdrückt werden. Beide aktiveh Fraktionen dessen-
sibilisieren den Mecrschweinchen-Dünndarm gegen nochmalige Eimvirkung; eine
der Fraktionen hat diese Wirkung auch auf die andere Fraktion, aber nicht
anders herum. Weitere Unterschiede zwischen den beiden Fraktionen liegen in
den verschieden langen Inhibitionszeiten (35 bzw. 60 Sekunden) und in der
Form der sich ergebenden kyniographischen Kurven.
Solche verzôgert einsetzende histamináhnliche Wirkung ist auch schon an
Schlangenrohgiften beobachtet worden, und deshalb wurde die Muskelwirkung
der beiden Bienengiftfraktionen mit der von Crotalusgift und krystallisiertcm
Crotoxin verglichen. Es scheint, dass der übcrwiegende Teil der Giftwirkung
dieser Proteine auf die histaminãhnlich wirkende Komponente zurückzuíüh-
ren ist.
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K. SLOTTA 4 P. BORCHERT
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SÔBRE O FATOR HEMOLITICO DOS VEXEXOS OFiDICOS
K. SLOTTA & P. BORCHERT
( Dcfto. Cientifico da Ind. Farm. Endochimica S/A, com a colaboração do Instituto Bulantan).
A capacidade de produzir hemólisc parece uma propriedade muito generali¬
zada nos venenos dos insetos e serpentes, embora êles revelem no particular
grandes diferenças qualitativas e quantitativas. Os venenos botrópicos até agora
examinados possuem muito pouca, enquanto os crotálicos possuem acentuada
ação hemolítica. Até agora não se conseguiu isolar destes venenos de solenóglifas
uma proteína pura que possua somente a ação hemolítica. A croto.xina (1). pro¬
teína cristalizada, quimicamente uniforme c pura, isolada do veneno de Crotalus
tcrrificus, mostra, além dêsse principio hemolítico, um outro de natureza enzimica
(hialuronidase) (2) e, principalmente, a totalidade do componente tóxico do ve¬
neno crú.
Já há muito tempo temos conseguido desvendar algo do mecanismo da
ação hemolítica de uma maneira geral e, consequentemente, da croto.xina. Esta
remove o acido olêico da lecitina, formando lisolecitina que, por sua vez, exerce
ação forte sôbre os eritrócitos (3).
Apesar de a crotoxina revelar também os outros efeitos mencionados,
usa-se agora esta proteína tóxica em estudos enzimicos como a mais pura
“lecitinase A” (4).
Nos venenos das protcrógliías também se acha um fator hemolitico, a
“hemolisina”, que na índia foi isolada de dois venenos. Conseguiu-se sepa¬
rá-la da neurotoxina, da cardiotoxina e da colinestérase, também contidas nestes
venenos. Os cristais das hemolisinas assim isoladas possuem atividades hemo-
liticas muito grandes e qualitativamente iguais. Porém, quantitativamente, apre¬
sentam-se grandes diferenças: a hemolisina cristalizada do veneno de Xaja naja
contém, pêso por pêso, exatamente o dôbro do efeito dos cristais isolados do
veneno de Bungarus fasciatus (5).
Recebido, para publicação, em 22.IV.1954.
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298
SÔBRE O FATOR HEMOLÍTICO DOS VENENOS OFÍDICOS
Das experiências fragmentárias até agora publicadas, tem-se a impressão de
que nos venenos de certas proteróglifas, como Denisonia superba (6) e Naja
naja (7), ocorre, fora da “lecitínase A” também chamada “hemolisina”, ainda
um fator hemolítico direto. £ste fator é que destrói os eritródtos lavados
mesmo que não se adicione lecitina à suspensão.
A substância hemolítica dos venenos dos insetos, principalmente das abelhas,
a qual tem certa semelhança com os venenos ofidicos, é mais parecida com êste
fator hemolítico direto visto que também hemolisa diretamente os eritródtos.
Aliás, neste sentido, devem ser mendonados trabalhos recentes que provaram
existir, no veneno de abelha, além da substância diretamente hemolisante, uma
outra, que age somente em presença da ledtina (8). O ataque das suas frações
hemolisantes, eletroforèticamente separávds, contra os eritródtos também se
processa, à luz desses estudos, de modo diferente e o resultado é bem diverso,
como pôde ser verificado ao microscópio eletrónico (9).
Êste breve resumo dos fatos conhecidos sobre a ação direta e indireta destes
ênzimos mostra como são rudimentares ainda os nossos conhedmentos nêste
campo. A razão disso reside prindpalmente numa dificuldade que surge nas
pesquisas dos venenos protéicos. Os venenos de bactérias, insetos e serpentes
compõem-se principalmente de misturas de proteínas quimicamente bem semelhan¬
tes, mas com ações fisiológicas bem diferentes. Por exemplo, o mesmo veneno
pode conter o princípio hemocoagulante bem como o fator anticoagulante. A
maior parte destas proteinas nos venenos tem as propriedades características dos
ênzimos: atividade em quantidades mínimas, sensibilidade contra aquecimento,
dependência do pH e grande especificidade. Outras não mostram atividades
enzimicas diretas, mas são extremamente tóxicas no sentido clássico da far¬
macologia. Assim é que foi isolado do veneno da abelha uma toxina sem ação
enzimica provada (9).
MATERIAL E MÉTODO
A questão primordial na investigação científica dêstes venenos protéicos
consiste, por isso, na separação de diferentes proteinas quimicamente uniformes
e na possibilidade de associar cada diferente atividade fisiológica a cada uma
destas substâncias.
Depois da elaboração da cromatografia e da eletroforese em papel, pareceu
conveniente aproveitar êstes métodos para a separação destas misturas de
proteinas.
Já há alguns anos dois grupos de cientistas elaboraram, independentemente um
do outro, uma técnica simples para a localização de ênzimos separados por meio
de cromatografia (10) e de electroíorese em papel (11). A proteinase foi localiza¬
da por meio da digestão da gelatina da camada de um filme fotográfico O amido
SciELO
Man. Inst. ButanUn,
26:297-309. 1954.
K. SLOTTA & P. BORCHERT
299
de uma solução pulverizada sóbre a tira foi desdobrado pela amílase, verifican¬
do-se a sua localização por tingimento com iodo. O lugar da lípase e fosfátase
foi determinado por estearato de p-nitro-fenol e fosfato de fenolftaleina. Estas
técnicas podem ser úteis também para a localização da proteinase e fosfátase nos
venenos ofidicos. Porém, infelizmente não é fácil usar um método tão simples,
que determine o lugar nas tiras de papel depois da electroforese onde se acha
a proteina dotada da ação hemolítica.
Finalmente conseguimos resolver o problema com um aparelho que talvez
também possa ser útil para a determinação de outros énzimos, usando substratos
adequados. Êste nos permitiu localizar rápida e perfeitamente a fração hemo-
litica nas tiras de papel de electroforese dos venenos, o que facilita decisivamente
as pesquisas subseqüentes.
DESCRIÇÃO DO APARELHO
(Figuras 1 c 2)
O aparelho consiste de três placas de "Plexiglass”, A, B e C (255 x 68 x
6 mm) juntadas firmemente por meio de 14 parafusos. Na placa B há 32
furos de 35 x 4 mm com intervalos de 2 mm entre si. Cada célula tem aproxi¬
madamente um volume de 840 mm 3 . Na parede traseira da placa B (entre A e
B) está colocada uma tira de celulóide D (filme de Raio-X, livre da camada
gelatinosa) com uma cola especial: 2 partes de celulóide 20% em acetona -f- 1
parte de cavacos de “Plexiglass” 3% em acetona -f- 1 parte de clorofórmio.
Atrás da tira de celulóide fica uma marcação em material transparente E (celulóide
ou celofane) cujos números de 1 a 32 correspondem às células. Para a mon¬
tagem do aparelho veja a figura 2.
DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE HEMOLÍTICA
Colocam-se as placas A e B uma sóbre a outra, enfiando os parafusos nos
furos apropriados, unta-se o lado anterior da placa B, que terá contato com a
placa C, com vaselina ou melhor ainda com uma graxa especial, p. ex. “Nevastane
X Heavy” (da Keystone Lubricating Co., Philadelphia, Pa.), e enchem-sc as
células com 0,6 cc. da solução usada para a determinação (suspensão de
lecitina e de eritrócitos).
Uma tira (40 x 400 mm) da eletroforese é cortada em sentido longitudinal
em três partes iguais; uma destas é colocada sóbre a placa B com a marcação
da linha de aplicação exatamente no centro de uma das células, convenientemente
situada (célula 5 nas figuras 3, 4 e 5; célula 2 na figura 6). Esta tira de
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
300
SÔBRE O FATOR HEMOLÍTTCO DOS VENENOS OFÍDICOS
13 mm de largura que cobre um pouco mais de um terço do comprimento das
células, fica naquela metade, onde não há graduação. Coloca-se a placa C e
parafusa-se firmemente, fechando o blóco. Após girar várias vezes o aparelho
para misturar bem o líquido, coloca-se na estufa de cultura, de tal maneira,
oue a tira de papel fique totalmente em contato com o liquido. Experiências
repetidas mostraram que não há difusão apreciável entre as células quando
se apertam bem os parafusos (*). Somente depois de 5 a 10 horas, tempo
bem maior ao necessário para a conclusão da determinação do poder hemolitico,
a difusão começaria a intervir.
Aquela parte da tira que contém substâncias hemolíticas deixa, depois
de 5 a 120 minutos, dependendo da quantidade e do pcder hemolitico, transparecer
os números das células correspondentes. Xa hemólise total a marcação torna-se
perfeitamente visivel, enquanto, em sua falta, a opacidade da suspensão não
permite a leitura dos números.
LOCALIZAÇAO
Guiando-se pelo gráu da transparência e comparando com uma outra tira
ou com um outro terço da mesma tira, mas tingida com “Amidoschwarz 10 B"
pode-se localizar a fração ou as frações que têm poder hemolitico. Para do¬
cumentar o desenvolvimento cronológico da hemólise, pode-se fotografar o apa-
rêlho em intervalos de tempo determinados.
EXEMPLOS DA DETERM1XAÇAO QUALITATIVA DA HEMÓLISE
As três tiras das figuras 3, 4 e 5, com venenos ofidicos, foram tratadas
da mesma maneira, correndo paralelamente na electroforese.
Quantidade aplicada: — 1 a 2 mg, perto do anodo.
Tampão : — ácido cítrico -f- XaOH ; pH 5, 18.
Fôrça iònica calculada : — 0,13.
Corrente: — 110 V; 0,25 mA por cm de largura da tira.
Tempo de duração: — 48 horas.
Temperatura: — 20-25°C.
Papel: — Whatman 1.
A tira com veneno crú de abelha, figura 6, foi obtida nas seguintes
condições :
(*) Uma prova feita com tira dc papel limpa c com algumas células isoladas cheias
de solução d? KMnO. N/10, enquanto as células restantes estão com água, mostrou, depois
de 24 horas, uma difusão fraquíssima para as células imediatas àquelas ao permanganato.
SciELO
*
Vpm. T»st. Butantan.
:«-.297-309. 1954.
K. SLOTTA & r. BORCHERT
301
Quantidade aplicada : — 2mg, perto do ânodo.
Tampão: — Biftalato de potássio + NaOH; pH 4,2/.
Força iônica calculada: — 0,21.
Corrente : — 110 V; 0,25 mA por cm de largura da tira.
Tempo de duração: — 63 horas.
Temperatura : — 20 a 25°C.
Papel: — Whatman 1.
As tiras usadas nas determinações do poder hemolitico foram secas numa
corrente de ar à temperatura ambiente (**). cortadas longitudinalmente em tres
partes e um dêstes terços usado para a determinação da hemólise, enquanto um
outro terço foi tingido com “Amidoschwarz 10 B .
Os venenos de Crotalus tcrrificus (=Cascavel) e Trimercsurus flavovindis
(=Habu) não mostraram poder hemolitico direto; as figuras 3 e 4 mostram os
resultados de hemólise indireta- A suspensão de lecitina usada nestes casos
foi preparada, dissolvendo 0,5 g de lecitina de soja em 10 cm 3 de metanol e
diluindo 1 cm 3 desta solução com 20 cm 3 de tampão fosfato isotomco (pH 6.9).
Cada célula recebe 0,2 cm 3 desta suspensão de lecitina e 0,4 cm 3 de uma
suspensão de eritrócitos humanos a 3 até 4* no mesmo tampão fosfato. Os
eritrócitos foram lavados 5 vezes com solução fisiológica. No caso da hemol.se
direta (Naja naja, figura 5. e veneno de abelha. A pis mcllifica, figura 6) usamos
0,6 cm 3 da mesma suspensão de eritrócitos em cada célula.
RESULTADOS
Os venenos de Crotalus tcrrificus e Trimercsurus flavoviridis sc assemelham
muito, o que não é de se surpreender em vista do parentesco dos generos
Crotalus e Trimercsurus na família Crotalidae, separados sobretudo por diferente
distribuição geográfica: na América e no Japão, já as tiras da electro orese
(figuras 3 e 4) mostram esta semelhança e a localização das frações hemol.ticas
é igual Em ambos os venenos, as frações hemolisantes sao as mais acidas.
Trata-se da lecitinase A que age somente em presença de lecitina.
A hemolisina do veneno da Naja naja e do veneno de abelha mostrou ja
depois de 5 a 10 minutos, uma forte reação com eritrócitos humanos sem lecitina.
A fração hemolisante do veneno de Naja é a mais básica. O fato dc nossas
experiências terem mostrado a existência de duas frações diretamente hemoh-
(••) Para verificar uma possível influência da temperatura sobre os doilt atores do
veneno de abelha com poder hemolitico direto, as tiras foram secas a) 1S m,nu
a 50-eO°C; b) 15 minutos a l.W e c) 1 hora a 120“C Os resultados tina., foram
tempre os mesmos, verificando-se somente um peoucno retardamento.
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10 11 12 13 14 15 16
cm
302
SOBRE O FATOR IIEMOLITICO DOS VENENOS OFIDICOS
santes no veneno de abelha, não exclui a possibilidade de uma delas também
possuir ação hemolisante indireta, mascarada pela atividade direta. Isto nos
parece bem provável em vista dos resultados obtidos por outros. (8).
RESUMO
A fim de localizar diretamente nas tiras de papel da eletroforese as frações
hcmolisantes, foi construído um aparelho simples de matéria plástica. Assim,
foi verificado que a ledtinase A (ou fosfolípase A) dos venenos de Crotalus
tcrrificus (== Cascavel) e 7 rimeresurus flavoviridis (= Habu) se encontra
no lugar correspondente nas tiras. A fração diretamente hemolisante (“Hae-
molysin” )do veneno de Naja naja é a mais avançada; o veneno de abelha
possui duas frações diretamente hemolisantes.
ABSTRACT
A simple apparatus of plastic material was used to localize directly on the
filter papcr strip of the electrophoresis the haemolytic factors. By this proce-
dure it was determined that lecithinase A (or phospholipase A) of the venoms
of Crotalus tcrrificus (= Cascavel) and Trimeresurus flavoviridis (== Habu)
is found at the correspondent places on the strips. The directly haemolytic
fraction (“haemolysin") of the Naja naja venom is the most advanced fraction;
bce venom contains two directly haemolytic fractions.
ZUSAMMENFASSUNG
Mit einem einfachen Apparat aus Plexiglas wurde festgestellt, wo sich
nach der Papierelektrophorese die hãmolytisch wirksamen Fraktionen von ver-
schiedencn tierischen Giftenauf den Streifen befinden. Die Lecithinase A (auch
Phospholipase A gennant) von Crotalus terrificus (— Klapperschlançe) und
von Trimeresurus flavoviridis (= Habu), die die roten Blutkõrperchen nur
unter Lecithinzusatz lõst. wurdean sich entsprcchendcn Stellcn der Streifen ge-
funden. Der ohne Lecithinzusatz hãmolysierende Faktor des Naja naja Giftes
(“Hãmolysin”) entspricht der am stãrksten basischen Fraktion. Im Bienengift
wurden zwei direkthãmolysierende Fraktionen festgestellt.
BIBLIOGRAFIA
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SciELO
0 11 12 13 14 15 16
Mero. Inst. Butantan,
:»:297-309. 1954.
K. SLOTTA & P. BORCHERT
303
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11. Wallenfels. K. & v. Pechmann, P. — Angew. Chem. 63 : 44, 1951.
Os autores agradecem ao Çrof. A. do Amarai, diretor do Instituto Ilutantan. o
fornecimento de veneno de cascavel e de abelha, além da gentilesa de rever a redação
destes trabalhos; ao prof. Th. Wieland (Frankfurt), o veneno de Naja naja; e ao dr.
K. Nakamura (Tokyo), o veneno de Habu.
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Mem. Inst. Butantan.
:*:J97-309. 1934.
K. SLOTTA & P. BOKCHEKT
305
jSMjsMSí ilM
FIG. 1
E D B C
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3
5 6 7 SciELO l:L 12 13 14 15 16 17
306
SOBRE O FATOR HEMOÜTICO DOS VENENOS OEÍDICOS
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40Min,
60Min.
90Min.
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30S
SOBRE O FATOR HEM3LITIC0 DOS VENENOS OFÍD1COS
0
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FIG. 5
2
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Mem. Inst. Butantan-
20:297-309. 195<.
K. SLOTTA & F. BORCHERT
309
30 Mm
120 Min
FIG 6
Mem. Inn. ButanV.n,
25:311*318. 1934.
K SLOTIA Jt A. ItALLESTER
311
DETERMINAÇÃO COLORI MÉTRICA DA HIALURONlDASE DOS
VENENOS OF1DICOS
K. SLOTTA & A. BALLESTER
(Dcfto. Cientifico da Ind. Farm. Endochimica S/A, São Paulo,
com a colaboração do Instituto Butantan).
Quase que simultaneamente com o esclarecimento da estrutura do ácido
hialurônico, como sendo substância altamente polimerizada de quantidades iguais
de N-acetilglucosamina e de ácido glucurónico (1), foi também descoberto o
ênzimo, que desdobra o ácido hialurônico, isto é, a hialuronidase (2). Quanto
a ser a hialuronidase um ênzimo ou um grupo de ênzimos ou ser diferente
conforme a sua origem, aqui não tem importância e não será discutido. Todavia,
foi provado que o ênzimo descoberto já anteriormente cm diferentes venenos
ofidicos, chamado de “spreading íactor” (3), é idêntico à hialuronidase ou pelo
menos bastante semelhante a ela (4).
A hialuronidase é geralmente determinada viscosimètrica (5) ou turbimetri-
camente (6), porém ambos os métodos não são plenamentc satisfatórios, por
diversos motivos. Por isso pareceu conveniente experimentar se não seria pessi-
•>el usar um método quimico-analitico. Para tanto era necessário utilizar um
processo de determinação da quantidade mínima do açúcar redutor, formada pelo
desdobramento enzimico do ácido hialurônico. Tal método, que permite deter¬
minar seguramente 1 a 15 microgramas de glicose, foi publicado cm 1949 (7).
Este método consiste em deixar o ênzimo agir durante um determinado tempo,
sob condições idênticas, sóbre o ácido hialurônico. Depois, deixa-se reagir o
açúcar formado, sóbre ferricianeto de potássio cm solução alcalina. O ferrocia-
ncto de potássio resultante forma, ccm ferro trivalente, cm solução ligeiramente
ácida, ferrocianeto íérrico (azul da Prússia). A fim de conservá-lo cm solução
coloidal, junta-se o detergente Duponol c determina-se colorimètricamente a quan¬
tidade do corante.
Conforme foi demonstrado, èste método químico dá valores bem conco:dantes
com os obtidos pelo método turbimétrico. Uma unidade turbimétrica de hialuro-
nídase de origem testieular, agindo sóbre 200 microgramas de ácido hialurônico
Recebido, para publicação, cm 3. IX. 1954.
cm
SciELO
11 12 13 14 15 16 17
-?i -> DETERMINAÇÃO COLORI MÉTRICA DA HIALURONiDASE DOS
VENENOS OFIDICOS
puro em 1 cm3 de íampão acetato de pH 6,0, durante 30 minutos a 37°C,
libera uma quantidade de substância redutora equivalente a 1,6 microgramas de
glicose (8). Existe assim a possibilidade de exprimir os valores achados com
o método colorimétrico, também em unidades tubimétricas.
Antes de usarmos o método químico para a determinação de hialuronídase
em venenos ofídicos, fizemos algumas obáervaqões de interesse geral. Desde
que a preparação de ácido hialurônico puríssimo é difícil e demorada (9),
preparamos, conforme consta de indicação mais recente (10), de cordão umbi¬
lical, por tratamento com ácido tricloroacético, um ácido hialurônico que, após
precipitação repetida com álcool, era biureto-negativo e nos pareceu bastante puro.
Todavia, quando experimentamos a reação descrita, usando êste ácido hialu¬
rônico, as soluções apresentavam-se turvas, dificultando ou impedindo a fotome¬
tria. Além disso, observamos que o estado coloidal do azul da Prússia, às vezes,
apesar do acréscimo de Duponol, permaneceu estável somente por um tempo
relativamente curto. Ambas as dificuldades sáo fàcilmente eliminadas ao dei¬
xarmos formar-se o azul da Prússia em um meio um pouco mais ácido, isto é,
pH 1,0 a 1,5. A sensibilidade do método por nós usado é talvez um pouco
menor mas plenamente satisfatória. Evita-se, desta forma, o acréscimo de Du¬
ponol, podendo-se usar o ácido hialurônico de rápido e fácil preparo.
TÉCNICA USADA
Reagentes.
1) Solução de ferricianeto de potássio: — 0,5 g de fcrricianeto de potássio
p. a. cm 1 litro de água destilada (guardar em garrafa ambar).
2) Solução de cianeto-carbonato : — 5,3 g de carbonato de sódio anidro -f- 0,65 g
de cianeto de potássio por litro.
3) Solução de ferro trivalente: — 1,5 g de sulfato férrico amoniacal em 1 litro
de ácido sulfúrico 0,2 N.
4) Solução de ácido hialurônico: — 200 microgramas de ácido hialurônico (10)
em 0,5cc dc solução tampão pH 6,0 — 0,02 M\
5) Solução tampão dc pH 6,0: — acetato dc sódio e ácido acético 0,02 M.
6) Solução padrão de glicose: — solução de glicose contendo 10 microgramas
por cc.
Todas as séries de determinações foram feitas em espectro fotómetro de
Coleman modelo 14 com largura constante da faixa de 35 mp.
Inicialmente foi determinada a absorção da luz de uma solução coloidal de
azul da Prússia. Achámos o máximo num comprimento de onda de 675 mp
cm
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Mera. Inst. Butantan,
51:311-318. 1954.
K. SLOTTA £ A. BALLESTER
313
com interposição de filtro PC-5. Usamos tubos de 19 x 105 mm em todas as
determinações (Veja gráfico 1).
Detenmnação da reta padrão de glicose. Foram colocadas, numa série de
tubos, diversas quantidades de solução padrão de glicose e completou-se o volume
em todos os tubos para 3 cc com tampão acetado + ácido acético de pH 6,0.
Em seguida adicionou-se 1 cc da solução 1) e 1 cc da solução 2) cm cada
tubo e se colocaram em banho-maria fervente durante 15 minutos. Depois
de transcorrido êste tempo, esfriaram-se os tubos e adicionaram-se-lhes 5 cc da
solução de sulfato férrico amoniacal (reagente n.° 3) cm intervalos de 30 se¬
gundos (intervalos em que deve ser feita cada leitura, a fim de evitar correções
de tempo), sendo medida a côr desenvolvida ao adicionar êste último reagente
no espectrofotómetro dentro de 5 a 15 minutos. É feita uma prova em branco,
contendo todos os reagentes mencionados com exceção da solução de glicose
(gráfico 2).
A reta padrão de glicose -f- ácido hialurònico foi obtida com 0,5 cc da
solução 4) (200 microgramas de ácido hialurònico) -f- quantidade correspondente
de solução de glicose e completando o volume para 3 cc com tampão, seguin¬
do-se então o processo já indicado. A prova em branco continha únicamente
0.5 cc da solução 4). Conforme se vê, as retas obtidas com e sem acréscimo
de ácido hialurònico são quase idênticas e a proporção da concentração em gamas
de glicose (c) para a extinção (E = —log. T) cK = 15,5 nas experiências sem
ácido hialurònico e K = 15,9 nas experiências com ácido hialurònico.
cm
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314
DETERMINAÇÃO COLOR IM ÊTRI CA DA HIALUROXIDASE DOS
VENENOS OFIDICOS
0-6
0.5
0 4
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•
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*
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Gráfico 2
Conforme as experiências exatas de outros autores (8), 1,6 microgramas
de glicose correspondem a 1 unidade turbimétrica. Além disso, foi relatado
que 1 unidade viscosimétrica corresponde a 2 unidades turbimétricas (6).
Pode-se então dizer que, no nosso método, 1 micrograma de glicose equivale a
0,625 unidades turbimétricas e a cerca de 0,3 unidades viscosimétricas. Quando
não se trata de determinações do ácido hialurônico em soluções que contêm
outras substâncias redutoras, o método colorimétrico é preferivel a todos os
outros e os valores obtidos são fáceis de serem convertidos em outras unidades.
Usamos o método descrito, devido à sua simplicidade e exatidão, para a deter¬
minação da hialuronidase de diversos venenos oíidicos, onde principalmente inte¬
ressava saber se a Crotoxina (11) contém menos ou mais atividade de hialuroni¬
dase do que o veneno crú de Crotahis tcrrificus tcrrificus. Foram preparadas
soluções com as seguintes quantidades dos diversos venenos secos em cada 25
cc de solução de XaCl a 0,85%:
7) 19 mg de Crotalus t. tcrrificus (— Cascavel) (liofilizado).
8) 5.6 mg de Crotalus t. tcrrificus (liofilizado)
15 mg de Crotoxina cristalizada (preparada do veneno usado sob n.° 7)
10) 5,1 mg de Crotoxina (preparada do veneno usado sob n.° 8)
11) 14,3 mg de Bothrops jararaca (= Jararaca)
12) 7,3 mg de Naja naja (= Cobra)
13) 6,4 mg de Agklstrodon blonihoffi (= Mamushi)
14) 6,1 mg de Trimcrcsurus flavoviridis (— Habu).
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Mm. Inst. Butantan.
2S.311-318. 1954.
K. SLOTTA & A. BALLESTER
315
Em um tubo foi colocado somente 0,5 cc da solução de ácido hialurônico
(solução 4) como prova em branco; nos outros colocaram-se, além disso, 0,05,
0,10, 0,15 e 0.20 cc da solução de veneno de Crolalus t. terrificus (solução 7)
e da Crotoxina (solução 9), respectivamente. Em todos os tubos foi completado
o volume para 3 cc com solução tampão acetato de pH 6.0 0,2 M (solução 5),
colocando-se toda a série de tubos na estufa a 37°C durante 30 minutos, seguindo
depois a técnica descrita para o padrão de glicose.
Microgramas d?
veneno em 3 cm3
T
Extinção
(-log. T)
Corresponde a micro¬
gramas de glicose
Crolalus 1. terrificus (solução 7)
• 152,0
20,2
0.695
11,10
114,0
30.0
0,523
825
76,0
442
0,354
5,65
38,0
649
0,188
3,10
Crotoxina (solução 9)
120.0
17.9
0,750
12,00
90,0
24,1
0,618
9,90
60,0
39,8
0,400
6,40
30,0
62,5
0205
320
Destes dados obtcm-se o seguinte gráfico:
Podemos, pois, afirmar que, com a separação, precipitação e cristalização, a
Crotoxina não somente não perde a atividade de hialuronídase quanto ao veneno
cm
SciELO
11 12 13 14 15 16 17
316
DETERMINAÇÃO COLORI MÉTRICA DA HIALURONIDASE DOS
VENENOS OFIDICOS
crú, mas esta se acha enriquecida em 50%. É interessante fazer notar que
a toxicidade e a ação hemolitica da Crotoxina acha-se também enriquecida em
cêrca de 50% quanto ao veneno crú (11).
Da repetição destas experiências com soluções novamente preparadas de
outra partida de veneno crotálico e de Crotoxina, obtivemos resultados pràtica-
mente iguais. Usámos o método também para determinação da hialuronídase de
alguns outros venenos ofídicos:
Microgramas de
veneno em 3 cm3
T
Extinção
(—log. T)
Corresponde a micro¬
gramas d« glicose
Crotalus t. tcrrificus (solução 8)
150,0
19,9
0,700
11.2
112,5
29,8
0,526
8,42
75,0
44,0
0.356
57 O
37,0
64,1
0,195
3,12
Crotoxina (solução 10)
120,0
17,3
0,762
12,2
90,0
23,7
0,625
10,0
60,0
39,8
0,400
6,4
30,0
62,2
0,205
3,3
Naja naja (solução 12)
120,0
27,4
0,562
9,0
90,0
38,2
0,418
6,7
60,0
54,0
0,268
44
30,0
75,0
0,125
2,0
Agkistrodon blomhoffi (solução 13)
157,5
35,4
0,450
7,2
105,0
50,0
0,300
4,8
52,5
68,0
0,168
2,7
Bothrops jararaca (solução 11)
115,0
55,5
0,256
4,1
57,5
71.0
0,150
2,4
28,75
83,0
0,081
1.3
Trimcresurus flavowrídis (solução 14)
192
10,8
0,968
15,5
128
35,5
0,450
7,2
64
57,0
0,243
3.9
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
M«n. In'L Bntantan.
28:311*318. 1954.
K. SLOTTA & A. BALLKSTER
317
Destes dados obtivemos o seguinte gráfico:
Destas retas deduzimos o teôr de hialuronídase como sendo aquela quantidade
de glicose liberada por 1 mg de veneno. Assim, 1 mg dos venenos usados
ne»tas experiências libera, sob as condições descritas, as seguintes quantidades
de glicose do acido hialurônico:
Crotalus t. terrifkus ...
Crotoxina .
Naja naja .
Bothrops jararaca .
Agkistrodon blomhoffi ..
Trimcrcsurus flavoviridts.
74 microgramas;
110 microgramas;
75 microgramas.
38 microgramas.
47 microgramas.
57 microgramas.
// microgramas.
116 microgramas.
RESUMO
A hialuronídase libera, de ácido hialurônico, açúcar redutor. Êste é deter¬
minado por meio da reação de azul da Prússia. O acréscimo de detergente
pode ser evitado, trabalhando-se em pH 1 — 1,5. O método dá bons resultados
com quantidades correspondentes a 1 — 10 microgramas de glicose. O conteúdo
de hialuronídase de alguns venenos ofidicos foi assim determinado. A crotoxina
possúi atividade hialurônica cêrca de 50% mais alta do que veneno sêco de
Crotalus t. tcrrificus.
SUMMARY
Hyaluronidase liberates from hyaluronic acid reducing sugars, determined
by means of the Prussian blue reaction. Addition of detergents is avoided by
cm
SciELO
11 12 13 14 15 16 17
31S
DETERMINAÇÃO COLORI MÉTRICA DA HIALCROXIDASE DOS
VENENOS OFÍDICOS
working at a pH of 1 — 1,5. The method gives good results with amounts
correspondíng to 1-10 micrograms of glucose. The hyaluronidase content of some
rnake venonis was determined in this way. Crotoxin possesses a hyaluronidase
rctivity approximately 50% higher than dry Crotalus t. terrificus venoni.
ZUSAMMENFASSUXG
Hyaluronidase setzt aus Hyaluronsãure reduzierende Zucker frei. Diese
werden mittels der Berlinerblau-Reaktion bestimmt. Zusatz von Detergent wird
durch Arbdten bei pH 1 — 1,5 vermieden. Die Methode gibt mit Mengen
entsprcchend 1 — 10 Mikrogramm Glukose gute Ergebnisse. Der Hyaluroni¬
dase — Gehalt einiger Schlangengifte wurde so bestimmt. Crotoxin hat eine
ungefãhr 50% hühere Hyaluronidase-Aktivitãt ais getrocknetes Crotalus i. ter¬
rificus Giít.
Agradecemos à Diretoria do Instituto Butantan pelo fornecimento do veneno
crotálico, ao Prof. Th. Wieland (Frankfurt) pelo veneno de “Cobra” (Naja
naja} c ao Dr. K. Xakamura (Tokyo) pelo veneno de “Habu” (T. flavovíridsj
c “Mamushi” (A. blomhoffi).
BIBLIOGRAFIA
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11 Slotta, K. & H. L. Fracnkcl-Conrat — Mem. Inst. Butantan 12, 505, 1938.
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