MEMÓRIAS
INSTITUTO
8UTANTAN
1969
VOLUME XXXIV
SAO PAULO - BRASIL
CAIXA POSTAL 65
cm
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As “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN” são destinadas à publicação
de trabalhos realizados no Instituto ou com a sua contribuição. Os trabalhos são
reunidos anualmente num volume.
Serão fornecidos, a pedido, separatas dos trabalhos publicados nas “MEMÓ¬
RIAS”, solicitando-se nesse caso o obséquio de enviar outras separatas, em permuta,
para a Biblioteca do Instituto.
Tôda a correspondência editorial deve ser dirigida ao:
INSTITUTO BUTANTAN
Biblioteca
Caixa Posta], 65
São Paulo, BRASIL
EXCHANGE DESIRED
PEDE-SE PERMUTA
COMISSÃO DE PUBLICAÇÕES DO
INSTITUTO BUTANTAN
Dr. Gastão Rosenfeld — Presidente
Dr. Wolfgang Bücherl
Pharm. Eva M. A Kelen
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III
MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN
ÍNDICE
VOLUME XXXIV
19 6 9
Pág.
Errata for Mem. Inst. Butantan 33(1): 1966 ...
ROSENFELD, G. — Biografia do Dr. Vital Brazil (1865-1950) .
KELEN, E. M. A. — Bibliografia dos trabalhos do Dr. Vital Brazil .
BÜCHERL, W. — Escorpionismo no Brasil .
BÜCHERL, W. — Aranhas da família CTENIDAE. II. PHONEUTRIINAE, sub-
família nova .
DESSIMONI VON EICKSTEDT, V. — Aranhas da família CTENIDAE, subfamília
PHONEUTRIINAE. III. Redescrição do macho de Phoneutria fera Perty, 1833
LUCAS, S. — Aranhas da família CTENIDAE subfamíla PHONEUTRIINAE. IV.
Contribuição ao estudo da ooteca, dos ovos, e a eclosão da aranha
armadeira Phoneutria sp .
BÜCHERL, W. & DESSIMONI VON EICKSTEDT, V. — Aranhas da família
CTENIDAE, subfamília PHONEUTRIINAE. v. A segunda fila ocular em
Phoneutria Perty, 1833 .
BÜCHERL, W., LUCAS, S. & DESSIMONI VON EICKSTEDT, V. — Spiders
of the family CTENIDAE, subfamily PHONEUTRIINAE. VI. Bibliographia
Phoneutriarum .
DESSIMONI VON EICKSTEDT, V., LUCAS, S. & BÜCHERL, W. — Aranhas
da família CTENIDAE, subfamília PHONEUTRIINAE. VII. Contribuição ao
estudo de Phoneutria fera Perty, 1833 .
DESSIMONI VON EICKSTEDT, V. & LUCAS, S. — Revisão dos tipos de Pho¬
neutria paca (Mello-Leitão) 1922 e Phoneutria luederwaldti (Mello-Leitão)
1927 (ARANEAE; LABIDOGNATHA; CTENIDAE) .
STEWIEN, K. E. — Estudos sistemáticos sôbre aranhas caranguejeiras. Des¬
crição da fêmea de Acanthoscurria musculosa Simon 1892 (AVICULARIIDAE
THERAPHOSINAE) .
HOGE, A. R. — Chironius scurulus (Wagler) recorded from Venezuela .
HOGE, A. R. — Notes on the holotype of Dipsas indica cisticeps (Boettger)
(SERPENTES — DIPSADINAE) .
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. — Notes on Pseustes dieperinckii (Schlegel)
SERPENTES .
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. — A new species of Chironius (SERPENTES —
COLUBRID AE ) .
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IV
ARTIGAS, P. de T. & PEREZ, M. D. — Sistemática dos OPISTHOGONIMIDAE
(TREMATODA, PLAGIORCHOIDEA). Criação da familia BIERIIDAE n. fam. 97
VALLEJO-FREIRE, A., OLIVEIRA FILHO, B. & BRUNNER JR., A. — My-
xomatose experimental em Oryctolagus sp. e Sylvilagus sp. 111
RIZZO, E. DE, BRUNNER JR., A. & VALLEJO-FREIRE, A. — Multiplication
of Myxoma virus in epithelial cell culture of rabbit kidney . 121
TOLEDO, C. DE — Considerações sôbre a ultraestrutura de um melanoma
maligno do corpo ciliar . 129
AMORIM, M. F. DE, MELLO, R. F. DE & SALIBA, F. — Lesões renais indu¬
zidas experimentalmente no cão pelo veneno crotálico . 137
MACHADO, J. C. — Incidência e comprometimento cardíaco pela gôta úrica
em Crotalus d. terrificus . 159
SALIBA, F. & MACHADO, J. C. — Comprometimento dos vasos nutridores da
aorta em dois casos de ruptura espontânea dessa artéria em equinos sôro-
-produtores . 165
FERRI, S., MARTINS, L. F„ LEITE RIBEIRO, M. C. & WORSMAN, T. U. —
Blood proteinic picture of thoroughbred horses . 171
MARTINS, L. F„ AR AT ANGY, L. R. & MEDEIROS, L. O. — Relationships
among performance, sex and erythrogram in thoroughbred horses . 179
AMORIM, L. M. — O desenho microscópico na documentação científica. Nor¬
mas para o seu aprendizado . 191
Remissive list of papers published in “Memórias do Instituto Butantan, Volumes
1 to 33 (1918-1966) . 209
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V
ERRATA FOR MEM. INSTITUTO BUTANTAN 33(1): 1966
Houssay, B. A. — Transcendence of Vital Brazil’s work
Page XIV — line 30 •— For Elaps read Micrurus
Page XV — line 10, 13 — For Rosenberg read Rosenfeld
Mertens R. — Unterlagen Zur Õkologie, Ethologie, und Evolution der
Baumschlangen (Arboricolous Snakes: Their Ecology,
Geographical Distribution and Evolution)
Page 85 — line 3 — For ecology read evolution
line 27 — For longicauta read longicauda
line 31 — For Milos read Milos und in Marokko
line 40 — For nahmlich read namlich
Page 86 — line 1 — For zu weilen read zuweilen
line 2 — For Verwandschaft read Verwandtschaft
line 3 — For Konvergens read Konvergenz
line 6 — For nahmlich read namlich
line 8 — For seitlichen read seitlich
line 21 — - For also read ,also
line 22 — For auffalig read auffallig
line 33 — For Langereihen read Liingsreihen
line 36/37 — For verg-leicht read vergleicht
line 50 — For Arten schwiieher read Arten, schwiicher
Page 87 — line 1 — For der Gonyiphis read dem Gonyophis
line 4 — For wenigen read wenige
line 5 — For Fortbewegung die read Fortbewegung, die
line 19 — For Baumberwohnern read Baumbewohnern
line 47 —- For nahmlich read namlich
Page 88 — lines 1-3 — read daischen Ahaetulla und Dryophiops sowie die
iithiopische Thelotornis. Je nach dem Ruhezustande
schwankt die eigenartige Pupillenform bei Ahaetulla und
Thelotornis, indem sie sich bei schlafenden Tieren erhe-
blich zusammenzieht. Die Bedeutung einer derartigen
line 18 — For Biss- read Biss
line 19 — For Columbian read Columbien
line 24 — For der read oder
line 34 — For Erpeton langere read Erpeton- liingere
line 49 ■— For Dendrelapis read Dendrelaphis
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line 16 — For seneus read aeneus
line 17 -— For Lebenswesen, auch die read Lebewesen, auch der
line 19 — For grosstmõgliche read grõsstmõgliches
line 21 — For garnicht, read garnicht
line 23 — For oxyrhyncus read oxyrhynchus
line 23/24 — For Chlorophi read Chlorophis
line 32 — For auffalende read auffallende
line 33 — For kontrastierenyde read kontrastierende
For Biespiel read Beispiel
line 38 — For ( Dendroaspis) read (Dendroaspis).
line 14
line 22
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line 30
line 35
line 38
line 40
line 43
line 50
For Philothamus read Philothamnus
For Baumsch-langen read Baum-schlangen
For (Ahaetulla Arten, read (Ahaetulla- Árten,
For Philothamus read Philothamnus
For Eingans read eingangs
For Blutverwandschaft read Blutsvenvandtschaft
For zusammenhangende read zusammenhángenden
For verwandschaftlichcn read verwandtschafllichen
For Langaha read Langaha; For verwandschaftliche
read verwandtschaftliehe
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line
line
2 — For Strauch oder Baumbewchner read
Strauch- oder Baumbewohner
4 — For Chry sopeies read Chrysopelea
5 — For Philothamus read Philothamnus
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line 25/26
line
line
For Verwandschaftsverhàltniss read Verwandtschafts
verhaltnis
— For Thelotornis engere verwandschaftliche read
Thelotornis eine engere verwandtschaftliehe
For typus einer read typus, einer
31/32 — For FitzSimon read FitzSimons
33 — For Philothamus read Philothamnus
30
Kl emmer, K. — Observations On The Biology Of Sea Snakes — Hydrophiidae-
With Remarks On Their Systematics
Page 101 — line 6 — For Aegean region read Asian region
line 10 — For Tahal-sea read Lake Taal
line 11 — For Renon Island on the Salomons read Rennell
island of the Salomons
line 16 — For the genus Laticauda laticauda laticaudata read
the species Laticauda laticaudata
line 21 — For Blenis, Dobis, viviparous Blenis read Blennius,
Gobius, Zoarces viviixirus
line 36 — For Bergmann read Bergman
line 37 — For of more than 400 read of these
Page 102 — line 6 — For Worries read Voris
line 11 — For chemiotectedly read by chemotactic approach
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VITAL BRAZIL
1865 - 1950
Fundador do Instituto Butantan
Encarregado da organização:
24/12/1899 - 22/2/1901
Diretor:
23/2/1901 - 9/7/1919
16/9/1924 -1/7/1927
SciELO
XII
“VITAL BRAZIL”
Vilal Brazil começa a ter seu interesse cada vez mais centralizado no proble
ma do ofidismo e vai criando no Instituto Butantan uma equipe e um ambiente
propício para êsses trabalhos, mas ao mesmo tempo vai ampliando o campo de
estudos, transformando em Instituto de Pesquizas em Medicina Experimental, o
que havia sido, no início, um laboratório destinado ao preparo de sôro contra a
peste.
Enquanto cumpre a sua obrigação, fornecendo ao Serviço Sanitário do Es¬
tado, o sôro e a vacina antipestosa que são empregados no Estado de São Paulo e
em outras regiões do Brasil, vai preparando o sôro anticrotálico, o antibotrópico e
o antiofídico pela mistura dos dois empregado para neutralizar os venenos de
serpentes do gênero Crotalus e Bothrops (5). Na preparação dêsses sôros imuniza
cavalos e muares com veneno não tratado, ao contrário de Calmette que fazia an¬
tes agir o hipoclorito de cálcio sôbre o veneno e, de Phisalix e Bertrand que aque¬
ciam o veneno a 80°C; provavelmente por isso consegue soros bem ativos. Já
em 1902 começa a distribuir os soros antiofídicos entre os médicos do Estado de
S. Paulo, parecendo que a primeira observação de sua aplicação no homem é a
do Dr. Olympio Portugal que clinicava em Araras e tratou com sucesso uma pa¬
ciente picada por jararacuçu em março de 1902 (5). Em 1903 já inicia a dis¬
tribuição de soros por vários Estados, desde o Ceará até o Rio Grande do Sul, em
1905 já remete para Cuba e também para Ehrlicb na Alemanha para estudos ex¬
perimentais. Em 1909 os soros já são solicitados no Uruguai e na Argentina.
Até 1912 o número de aplicações da soroterapia nos acidentes ofídicos vai au¬
mentando em lôda a parte e a produção de soros antiofídicos cresce rapidamen¬
te, tendo também Vital Brazil iniciado a preparação do sôro antielapídico com
B. Rangel Pestana em 1910 (5).
Enquanto isso, vai fazendo trabalhos de laboratório a fim de conhecer melhor
as diversas propriedades dos venenos, as melhores maneiras de produzir soros e
aumentar-lhe a atividade antitóxica, estudando tamhém a sua conservação e a
fase do envenenamento em que o sôro é capaz de evitar a morte. Assim é que,
em 1907 analisou os diferentes métodos existentes para a dosagem dos soros, ve¬
rificando que a neutralização da atividade hemolítica ou da proteolítica não res¬
pondia às necessidades. O método clássico de Ehrlich para a dosagem de sôro
anti-diftérico, usando quantidade fixa de toxina e diluições do sôro, no caso de
soros antiofídicos dá resultados que não satisfaziam integralmente seu espírito me¬
ticuloso; depois de numerosas experiências em que demonstra uma grande com¬
preensão dos fenômenos imunológicos e técnica segura, chega a outra maneira de
dosar os soros com doses fixas dêste e variáveis de veneno que lhe dá melhores
residtados (6). Atualmente êsse problema ainda existe, pois, quem o utiliza e
observa os detalhes verifica que realmente não é o ideal, há pontos duvidosos não
solucionados. Observou e referiu (7) que, ao se fazer a mistura de sôro e ve¬
neno depois da incubação para neutralização, bavia uma precipitação que era
mais evidente na proximidade das proporções ótimas para essa neutralização,
não coincidindo porém, exatamente, com o teste “in vivo”, servindo porém de
dado orientador. Essa precipitação é a reação de floculação que tem muitas apli¬
cações na imunologia moderna e talvez Vital Brazil tenha sido o primeiro a
descrevê-la e ulilizá-la na dosagem de soros antivenenos. Desde essa época já
adota o uso da indicação da potência de cada sôro em miligramas de veneno que
cada centímetro cúbico neutraliza (6). Essa indicação, que é indispensável para
o uso do sôro. infelizmente ainda não está generalizada em outras partes do mundo.
Estuda a conservação dos soros antitóxicos (8), tanto anti-diftéricos como an-
tipeçonhentos, constata que os primeiros nada perdem de sua atividade dentro de
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Mem. Inst. Butantan
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G. ROSENFELD
Xlll
5 anos, diminuindo somente de 13% após 6 ou 7 anos, enquanto os segundos per¬
dem, com variações, até o máximo de 33% de cêrca de 4 anos. É de se assina¬
lar que fêz essas verificações com soros devolvidos e, portanto, que sofreram as
condições mais diversas de armazenamento. Conclui por uma afirmativa que
foi esquecida e hoje vem sendo propagada após novas verificações: os soros anti-
peçonhentos mesmo com data vencida não devem ser inutilizados, podem ser usados
empregando-se apenas uma dose maior.
Vital Brazil, experimentando em cães (7), verifica que o sôro deve ser apli¬
cado precocemente pois, com doses de veneno ofídico injetado por via intramus¬
cular que provocam a morte em 48 horas, o sôro evitou o desfecho fatal quando
aplicado até 4 horas depois do veneno.
Estudando os diferentes venenos (10) descreve as propriedades coagulantes,
hemolíticas e proteolíticas de muitos dêles; assinalou então fato desconhecido dos
outros pesquisadores que foi causa de muitas afirmações discordantes; é a sensi¬
bilidade diferente de eritrocitos de diversos animais diante de um mesmo vene¬
no. Essa sensibilidade específica foi recentemente redescoberta, tendo servido para
uma análise mais ampla do problema.
Quanto à atividade proteolítica dos venenos, afirmou com muita justeza,
como resultado de experiências bem simples e claras feitas com Bruno Rangel
Pestana (10), que a atividade coagulante dos venenos era independente da pro¬
teolítica, noção que já existia porém contraditada; mais tarde foi novamente ne¬
gada para afinal ser comprovada atualmente. Passou despercebida uma pequena
observação que talvez possa servir de ponto de partida para trabalhos interessan¬
tes: é a de que o sôro normal é capaz de ativar “in vitro” a ação proteolítica do
veneno de cascavel (10), que não é aparente por outros métodos.
Experimenta diversos esquemas de imunização dos animais, a fim de dimi¬
nuir o risco de perda dos cavalos, e também no intuito de apressar a obtenção de
títulos mais elevados do sôro (10). Tenta, também com bom resultado, a inje¬
ção de diferentes venenos simultâneamente, para preparar soros polivalentes (4),
completando depois com soros monovalentes as frações menos ativas. A fim de
aumentar ainda a potência dos soros, aplica conhecimentos recentemente adquiri¬
dos em outros centros: separa as globulinas dos soros, constata que a antitoxina
está contida nessa porção de proteína, preparando, assim, soros fracionados e
concentrados, livres das sôro-albuminas (9) (11), que chegam a neutralizar por
mililitro 3,8 mg de veneno botrópico e 1,3 mg de veneno crotálico nos soros mo¬
novalentes, e no sôro polivalente 2,4 mg do primeiro veneno e 0,6 mg do se¬
gundo (5).
Num trabalho que deve ter sido muito extenso, estuda com Rangel Pesta¬
na (10) a sensibilidade de diversos animais à uma série de venenos. Determina
as doses mínimas mortais, demonstra haver uma variação bem acentuada, chegan¬
do a conclusões definidas que em parte confirmam trabalhos de outros autores, mas
em grande parte são novas aquisições para os conhecimentos da ciência.
Verificou que as aves são mais sensíveis do que os mamíferos, dentro dêstes
os herbívoros são mais sensíveis do que os carnívoros e os animais de sangue frio
são os mais resistentes de todos. Esclarece que a resistência maior do suíno é
devida a uma certa capacidade de neutralização do veneno pelo sôro desses ani¬
mais e não, como supunha Calme tte, devida é dificuldade de absorção do veneno
em conscqiiêneia da abundância do tecido adiposo. Trabalho publicado há pou¬
co tempo veio demonstrar que, realmente, o tecido adiposo não representa nenhu¬
ma proteção à disseminação do veneno no organismo do porco. Ainda dentro
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XIV
“VITAL BRAZIL"
dêste tema de resistência específica faz lima observação sintética interessante, a
de que os animais que maior sensibilidade natural apresentam aos venenos são
os que produzem mais anticorpos nas imunizações. Ainda com Rangel Pesta¬
na (10) injeta venenos ofídicos em serpentes notando uma grande resistência,
maior nas espécies peçonhentas e muito maior quando se trata de veneno da mes¬
ma espécie. Exceções existem como a da mussurana, ofiófaga não peçonhenta
que resiste muito às toxinas botrópica e crotálica e ainda, a falta de resistência de
quasi tódas as serpentes aos venenos elapídicos. Verificou ainda que os soros das
serpentes são capazes de neutralizar peçonhas apesar de, por sí só, demonstrarem
propriedades tóxicas quando injetados em animais de laboratório. Essa toxici¬
dade dos soros de serpentes havia sido atribuída à presença de veneno por Phisahx
e a componentes do mesmo por Calmette, opiniões que as experiências de Vital
Brazil e Rangel Pestana mostraram não serem válidas (10).
No seu interêsse por tôdas as faces do problema do ofidismo faz experiências
no sentido de verificar se as crendices populares de que aves como a ema, a sirie-
ma, o jaburu e os gaviões destroem as serpentes (7). Observou que essas aves
não atacaram serpentes venenosas e não venenosas, mesmo quando submetidas a
um jejum prévio.
Em 11 de Julho de 1919, depois de quase 21 anos, sai do Instituto Butantan
para onde retorna em l.° de Setembro de 1924, ficando até l.° de Setembro de
1927. Nesse segundo período vai aumentando o campo de estudo dos animais
peçonhentos. Experimenta também os venenos escorpiônicos e aracnídicos, e, em
colaboração com Vellard, publica uma grande série de trabalhos sôbrc o assunto,
preparando também os soros antivenenos correspondentes.
Vital Brazil que havia exercido a profissão médica num período curto mos¬
tra, ao lado do espírito de cientista, o de médico, na sua preocupação de divulgar
a soroterapia antiofídica.
Já no relatório das atividades do Instituto Butantan em 1901 exprime-se com
essas palavras: “Seria muito para desejar que o sôro encontrasse aceitação pron¬
ta e geral, concorrendo para diminuir ou suprimir o número de óbitos por mor¬
dedura de cobras, que ainda se encontram em nossas estatísticas”. Êsse interêsse
sempre o norteou e encontrou ainda as fórmulas para aplicá-lo pràticamente. No
meio médico e científico do Brasil faz continuamente palestras e conferências que
estendia também aos meios leigos que estivessem ou pudessem estar próximo aos
meios rurais.
Em virtude da repercussão de seus trabalhos no 5.° Congresso Brasileiro de
Medicina e Cirurgia, realizado no Rio de Janeiro em Junho de 1903, o Congresso
Nacional custeou uma viagem “para o Dr. Vital Brazil divulgar na Europa os seus
estudos sôhre o envenenamento ofídico, submetendo à apreciação dos competen¬
tes os seruns preparados no Instituto de Butantan” (12). Nessa viagem feita du¬
rante o ano de 1904, trava relações pessoais com os cientistas interessados em
venenos e imunologia e, a partir dessa época, mantém contatos permanentes no
estrangeiro que muito auxiliaram o progresso dos trabalhos e sua divulgação.
Mantém uma promoção ativa e continuada em todos os ambientes, o que re¬
sulta numa extensão rápida da soroterapia antiofídica no Brasil e em países vi¬
zinhos. Vital Brazil mostra dotes excepcionais como divulgador, criando e man¬
tendo uma campanha antiofídica permanente. Cria também para isso um siste¬
ma de remessas de serpentes que, em 1903, consegue fornecer ao Butantan 159
ofídios de vários lugares de S. Paulo e em 1911 já atinge o volume de 3.322 co¬
bras. Cria o serviço de permuta, fornecendo em troca soros antiofídicos e lam-
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Mem. Inst. Butantan
34:X-XVI, 1969
G. ROSENFELD
XV
bém seringas que naquela época não eram de uso generalizado nos meios rurais.
Desde 1904 solicita do Governo do Estado providências para que seja concedido
transporte gratuito para as serpentes enviadas ao Instituto Butantan. Insiste sem¬
pre nesse serviço de permuta pois necessita das serpentes a fim de obter venenos
para os trabalhos experimentais, a imunização dos cavalos que produzem os soros
antiofídicos e ainda vão constituir material para os trabalhos de classificação e
achados de novas espécies de serpentes, em que estão empenhados novos assisten¬
tes, como João Florêncio Gomes. Em 1911 providencia para que o Governo do
Estado faça o Instituto Butantan ser representado na Exposição Internacional de
Higiene de Dresde na Alemanha por Bruno Bangel Pestana e o Dr. Ataliba Flo-
rence, êste último então presente naquela cidade.
Êsse trabalho de divulgação em todos os setores, e as maneiras práticas que
nele emprega fazem com que Vital Brazil consiga criar um movimento que não
tinha e ainda não tem paralelo em todo o mundo na campanha da luta contra os
animais peçonhentos. O Instituto Butantan, ao lado de suas numerosas ativida¬
des de pesquisa científica, nos mais diversos campos da Medicina Experimental
e na produção de produtos biológicos para a Saúde Pública, sempre manteve o que
foi criado por Vital Brazil. e atualmente vem ativando muito, tanto os estudos de
venenos como também a assistência direta aos picados por animais peçonhentos que
agora é dada no seu setor denominado Hospital Vital Brazil inaugurado em 12-
11-1945 com a presença do seu patrono. 0 Hospital Vital Brazil foi instalado em
nôvo pavilhão a 8-1-1954.
Pela leitura de seus trabalhos verifica-se que opiniões, conceitos e afirmações
que neles se encontram são sempre fruto de numerosas experiências de laboratório,
muitas vêzes apenas referidas, daí pensarem muitos que Vital Brazil só deve o
seu prestígio às suas atividades como fundador do Instituto Butantan e descobri¬
dor da especificidade dos soros anti-venenos.
Pelo pequeno sumário de uma parte dos trabalhos de Vital Brazil pode-se
fazer uma apreciação de seu valor científico e de sua atividade incansável pois
em todos os assuntos sôbre veneno e envenenamento por animais peçonhentos es¬
tudou e experimentou, criando um grande cabedal de conhecimentos que com¬
preendeu. organizou e difundiu.
Referências
1. Calmette, A. -— Proprieté du serum des animaux immunisé contre le venin
des serpents; therapeutique de 1’envenimation. C. rend. Acad. Sc., 118:720-
722, 1894.
Phisalix, M.
Animaux venimeux et venins. Masson, Vol. II, p, 768, 1922.
3. Brazil, V. -— Contribuição ao estudo do veneno ophídico. III. Tratamento das
mordeduras de cobra. Rev. Med. 8. Paulo, 4:375, 1901.
4. Brazil, V. — Do envenenamento ophídico e seu tratamento. Conferência rea¬
lizada em 1-12-1901. Coletânea Trab. Inst. Butantan, 1:31-55, (1901-1917), 1918.
5. Instituto Butantan — Relatório das atividades. Volumes de 1901 a 1912.
6. Brazil, V. — Dosagem do valor antitóxico dos serums anti-peçonhentos. Rev.
Med. 8. Paulo, 10:457-462, 1907.
Brazil, V.
1914.
La Défense contre 1’ophidisme. Pocai-Weiss & Cia., S. Paulo,
cm
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Mem. Inst. Butantan,
34:1-7, 1969.
EVA M. A. KELEN
1
BIBLIOGRAFIA DOS TRABALHOS DO DR. VITAL BRAZIL
(28-4-1865/8-5-1950)
EVA M. A. KELEN
Seção de Fisio patologia Experimental, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Não tendo sido encontrada nenhuma relação bibliográfica completa dos tra¬
balhos publicados pelo Dr. Vital Brazil, foi feita uma pesquisa bibliográfica cui¬
dadosa e laboriosa, consultando cada artigo ou monografia. Esta tarefa não foi
sempre fácil pois, muitas vezes, deparamos com êrros de referência ou com re¬
ferências incompletas, o que dificultou a localização do artigo. A própria rela¬
ção de trabalhos citada pelo Dr. Vital Brazil na “Memória Histórica do Insti¬
tuto Butantan” (1941) não reune todos seus trabalhos nem os coloca por uma
ordem cronológica.
Dada a importância que representa a contribuição científica do Dr. Vital
Brazil, principalmente no que se refere ao estudo do ofidismo e dos venenos,
onde estabeleceu conceitos, muitos dos quais até hoje utilizados, e apresentou in¬
formações valiosas para as atuais pesquisas no assunto, é oportuno e útil que se
tenha uma fonte de referências correta, feita de maneira sistemática dentro da
ordem cronológica de publicação. Trata-se de mais uma homenagem em co¬
memoração ao Centenário do Nascimento do ilustre Cientista.
Veneno e Tratamento
Brazil, V. — Estudos experimentaes sobre o preparado denominado Salva-vidas,
preconisado contra as mordeduras de cobras e outros animaes venenosos,
Rev. med. S. Paulo, 1:139-141, 1898.
Brazil, V. — Resposta ao Dr. Mamede Rocha, Rev. Med. S. Paulo, 4:449, 1901.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do veneno ophidico; I. Espécies venenosas bra¬
sileiras. Mortalidade por mordeduras de cobras, Rev. med. S. Paulo, 4:
255-260, 1901. Ibid: Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:1-12
(1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do veneno ophidico; II. O veneno de algumas
espécies brazileiras, Rev. med. S. Paulo, 4:296-300, 1901. Ibid: Collectanea de
Trabalhos do Instituto Butantan, 1:12-20 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do veneno ophidico; III. Tratamento das mor¬
deduras de cobra, Rev. med. S. Paulo, 4:375-380, 1901. Ibid: Collectanea de
Trabalhos do Instituto Butantan, 1:20-30 (1901-1917), 1918.
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Ibid,: Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:31-35 (1901-1917),
1918.
Brasil, V. — Envenenamento ophidico e seu tratamento. Resumo da conferência
em 20-9-1902 na Escola Polytechnica de S. Paulo, em: “Trabalhos sobre Ofio-
logia pelo Dr. Vital Brazil”, 1900-1925, Diário Official, S. Paulo.
Brasil, V. — Resumo das experiências sôbre os venenos crotálico e bothropico rea¬
lizadas em 18 e 20-9-1902 na Escola Polytechnica de S. Paulo, em: "Tra¬
balhos sôbre Ofiologia pelo Dr. Vital Brazil”, 1900-1925, Diário Official, S.
Paulo.
Brasil, V. — Contribuição ao estudo do veneno ophidico; III. Tratamento das mor¬
deduras de cobra, Rev. meã. S. Paulo, 5:22-25, 1902.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do veneno ophidico; III. Tratamento das mor¬
deduras de cobra, Rev. meã. S. Paulo, 6:265-278, 1903.
Brazil, V. — Appareil compressif du caillot pour augmenter la production du sérum,
Rev. meã. S. Paulo, 6:476-477, 1903.
Brazil. V. — Serum anti-ophidico, Brasil-Médico, 17:384-385, 1903. Ibid: J.A.M.A.,
41:504, 1903.
Brasil, V. — Serum anti-ophidico, Quinto Congresso Brasileiro de Medicina e Cirur¬
gia (Rio de Janeiro, 16-6 a 2-7 1903), Typ. Besnard frères, Rio de Janeiro, Vol.
I, 1904, pp. 198-201.
Brasil, V. — Da Serumtherapia no envenenamento ophidico, Quinto Congresso
Brasileiro de Medicina e Cirurgia (Rio de Janeiro, 16-6 a 2-7 1903), Typ. Besnard
frères, Rio de Janeiro, Vol. II, 1904, pp. 145-169.
Brasil, V. — Contribution à 1’étude de 1’intoxication d’origine ophidienne, Paris,
Maloine ed., 1904.
Brasil, V. — Contribuição ao estudo do ophidismo, Typ. Porto Medico, Porto, 1904,
pp. 3-25.
Brazil, V. — Da Serumtherapia no envenenamento ophidico, Brasil-Medico, 18:21-
31, 1904.
Brasil. V. — Da Serumtherapia no envenenamento ophidico, Brasil-Médico, 18:31-
38, 1904.
Brasil, V. — Sôbre um novo tratamento organo-therápico do ophidismo do Dr.
Ernst von Bassewitz, Rev. meã. S. Paulo, 7:25-26, 1904.
Brasil, V. — A propósito de uma observação do Dr. Z. de Alvarenga sôbre o em-
prêgo do sôro anti-ophidico, Rev. med. S. Paulo. 8:150-152, 1905.
Brasil, V. — Contribuição ao estudo do ophidismo; I e II, Impr. Med. S. Paulo, 13:
241-247, 1905.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do ophidismo; III, Impr. med. S. Paulo, 13:
261-268, 1905.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do ophidismo (conclusão), Impr. med. S. Paulo,
13:281-287, 1905.
Brasil, V. — O ophidismo no Brazil, Brasil-Medico, 20:7-8, 1906.
Brazil, V. — Tratamento de mordeduras de cobra pelos seruns especificos prepara¬
dos no Instituto Serumtherápico do Estado, Rev. med, S. Paulo, 9:408-412,
1906.
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Mem. Inst. Butantan,
34:1-7, 1969.
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Brazil, V. —■ A serumtherapia do ophidismo em relação à distribuição geographica
das serpentes. Espécies venenosas americanas. Rev. med. S. Paulo, 10:196-
201, 1907. Ibid: Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:109-117
(1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Das globulinas e serinas dos seruns anti-toxicos, Rev. med. S. Paulo,
10:368-373, 1907. Ibid-, Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:
137-148 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Contribuição ao estudo do envenenamento pela picada do escorpião
e seu tratamento. Rev. med. 8. Paulo, 10:385-390, 1907. Ibid: Collectanea
de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:69-81 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Dosagem do valor anti-tóxico dos seruns antipeçonhentos, Rev. med.
S. Paulo, 10:457-462, 1907. Ibid: Collectanea de Trabalhos do Instituto Bu¬
tantan, 1:121-133, (1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Do anhydrido carbônico como meio conservador dos séruns e das
toxinas, Rev. meã. S. Paulo, 471-473, 1907.
Brazil, V. — Dosagem do valor anti-toxico dos seruns anti-peçonhentos, Tribuna
Medica (Rio), 14:39-44, 1908.
Brazil, V. — As cobras venenosas e o
med. S. Paulo, 17:17-21, 1909.
Brazil, V. — As cobras venenosas e o
med. 8. Paulo, 17:35-44. 1909.
Brazil, V. — As cobras venenosas e o
med. S. Paulo, 17:52-58, 1909.
Brazil, V. — As cobras venenosas e o
med. 8. Paulo, 17:65-71, 1909.
Brazil, V. — As cobras venenosas e o
meã. S. Paulo, 17:87-93, 1909.
tratamento
especifico
do
ophidismo,
Impr.
tratamento
especifico
do
ophidismo,
Impr.
tratamento
especifico
do
ophidismo,
Impr.
tratamento
especifico
do
ophidismo,
Impr.
tratamento
especifico
do
ophidismo,
Impr.
Brazil, V. — Dosagem do valor anti-tóxico dos seruns anti-peçonhentos, (Memória
apresentada ao VI Congresso Brazileiro de Medicina e Cirurgia). Typ. Diário
Official, S. Paulo, 1909, 21 pp.
Brazil, V. — Das globulinas e serinas dos seruns anti-toxicos, (Memória apresen¬
tada ao VI Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia), Typ. Diário Official,
S. Paulo, 1909, 20 pp.
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica, Rev. med. S. Paulo, 13:293-307, 1909.
Ibid: Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:197-229 (1901-1917),
1918. ;
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica; I. Considerações geraes, Tribuna Me¬
dica (Rio), 15:287-293, 1909.
Brazil. V. — Serumtherapia anti-ophidica; II. Algumas peçonhas de especies brasi¬
leiras, Tribuna Medica (Rio), 15:310-313, 1909.
Brazil, V. e Pestana, B. R. — Nova contribuição ao estudo do envenenamento ophi-
dico; I, II, III, iv, R ev . med. 8. Paulo, 13:375-379, 1909. Ibid: Collectanea
de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:151-160 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. e Pestana, B. R. — Nova contribuição ao estudo do envenenamento ophi-
dico; V. Acção physiologica, Rev. med. S. Paulo, 13:415-425, 1909. Ibid:
Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:160-183 (1901-1917), 1918.
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Brazil, V. e Pestana, B. R. — Nova contribuição ao estudo do envenenamento ophi-
dico; VI. Acção coagulante, Rev. med. S. Paulo, 12:439-442, 1909. Jbid:
Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:183—189 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. e Pestana, B. R. — Nova contribuição ao estudo do envenenamento ophi-
dico; VII. Acção proteolitica, Rev. med. S. Paulo, 12:442-444, 1909. Ibid:
Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:189-193, (1901-1917), 1918.
Brazil, V. e Pestana, B. R. — Nova contribuição ao estudo do envenenamento ophi-
dico; VIII. Hemolise, Rev. med. S. Paulo, 13:61-64, 1910.
Brazil, V. e Pestana, B. R. — Nova contribuição ao estudo do envenenamento ophi-
dico; IX. Ação neutralizante e precipitante especificas dos seruns anti-peço¬
nhentos sôbre os venenos, Rev. med. S. Paulo, 13:161-164, 1910.
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica, Tribuna Medica (Rio) 16:9-12, 1910.
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica, Brazil-Medico, 24:353-357 1910.
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica, Brazil Médico, 24:363-365, 1910.
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica, Brazil-Medico, 24:373-376, 1910.
Brazil, V. — Serumtherapia anti-ophidica, Brazil-Medico, 24:383-386, 1910.
Brazil, V. — Rachidelus brazili: espécie ophióphaga. Seu papel na destruição das
cobras venenosas, Rev. Soc. Cientifica S. Paulo, 5:1-5, 1910.
Brazil, V. — Therapêutica do ophidismo, Rev. med. S. Paulo, 14:164-174, 1911.
Brazil, V. — A defesa contra o ophidismo, Pocai & Weiss, S. Paulo, 1911, 152 pp.
Brazil, V. ■— La défense contre Tophidisme, Pocai & Weiss, S. Paulo, l.° ed., 1911,
181 pp.
Brazil, V. — La défense contre 1’ophidisme (trad. franc. do Dr. J. Maibon), Pocai
Weiss & Co., S. Paulo, 2.° ed., 1914, 319 pp.
Brazil, V. e Rocha, F. da — Tratamento da epilepsia, Anais paul. med. cir., 5:
321-330, 1915.
Brazil, V. — Das pseudo-globulinas especificas dos soros (anti-toxinas). Seu pre¬
paro e seu emprego em therapeutica, l.° Congresso Paulista de Medicina, S.
Paulo (1916), 2:255-267, 1917. Ibid: Collectanea de Trabalhos do Instituto
Butantan, 1:351-366 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Duração da atividade anti-toxica dos soros, l.° Congresso Paulista de
Medicina, S. Paulo (1916). 2:215-225, 1917. Ibid: Collectanea de Trabalhos
do Instituto Butantan, 1:297-309 (1901-1917), 1918.
Brazil, V. — Soro anti-escorpionico, Mem. Inst. Butantan, 1:47-52, 1918.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno das aranhas. Aranhas
inimigas das serpentes. Gênero Grammostola, Brazil-Medico, 39 (l.° s.):
47-51, 1925.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno das glândulas das ser¬
pentes aglyphas, Brazil-Medico, 39 (l.° s.):95-98, 1925. Ibid: An. paul. med.
cir., 60:463-470, 1950.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno de Batrachios do gê¬
nero Bufo. Brazil-Medico, 39 (l.° s.):175-180, 1925. Ibid: An. paul. med. cir.,
60:525-553, 1950.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno das aranhas. Brazil-
Medico, 39:(2.° s): 131-133, 1925.
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Mem. Inst. Butantan,
34:1-7, 1969.
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Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno das aranhas. Imuniza¬
ção por via intradérmica e por via subcutânea. Sôro anti-ctenus. Método
de dosagem e primeira aplicação no homem, Brazil-Medico, 39 (2.° s.):224-227,
1925. Ibid: An. paul. med. cir., 60:555-563, 1950.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno das aranhas. Sôro
contra o veneno da Lycosa raptoria. Método de dosagem, Brazil-Medico, 39
2.o s.):249-251, 1925. Ibid: An. paul. med. cir., 60:473-479, 1950.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo do veneno das aranhas, Mem.
Inst. Butantan, 2:5-77, 1925.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo dos batrachios, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 3:7-70, 1926.
Brazil, V. e Vellard, J. ■— Contribuição ao estudo do veneno das aranhas (2.° me¬
mória), Mem. Inst. Butantan, 3:243-299, 1926.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo das glândulas das serpentes
aglyphas, Mem. Inst. Butantan, 3:301-325, 1926.
Brazil, V. e Vellard, J. —■ Contribuição ao estudo da coagulação e da proteolyse;
I. Acção coagulante e proteolytica dos venenos. Brazil-Medico, 40 (l.° s.):
239-243, 1926.
Brazil, V. e Vellard, J. —- Contribuição ao estudo da coagulação; II. Acção coagu¬
lante dos soros normaes e coaguabilidade dos plasmas correspondentes na
série animal, Boi. Inst. Bras. Sciencias, 2:195-213, 1926.
Brazil, V. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo da coagulação; III. Modificação
do plasma e do sôro sob a influência do processo de immunização, Rev. biol.
hyg. S. Paulo, 1:5-16, 1927.
Brazil, V. e Vellard, J. — A coagulação sanguínea, Brazil-Medico, 41:1247-1252, 1927.
Brazil, V. e Vellard, J. — Immunidade anti-toxica experimental por via oral e por
via nasal, Brazil-Medico, 41:1311-1318, 1927. Ibid: An. paul. med. cir., 69:
565-579, 1950.
Brazil, V. et Vellard, J. — Action coagulante et anticoagulante des venins, Ann. Inst.
Pasteur, 42:403-451, 1928. Ibid: An. paul. med. cir., 60:481-523, 1950.
Brazil, V. et Vellard, J. — Action coagulante et anticoagulante des sérums. Coa-
gulabilitê des plasmas normaux, Ann. Inst. Pasteur, 42:907-944, 1928.
Brazil, V. und Vellard, J. —
pfung, 7:12-22, 1930.
Brazil, V. und Vellard, J. —
pfung, 7:96-111, 1930.
Brazil, V. und Vellard, J. —
pfung, 7:158-176, 1930.
Das Gift der brasilianischen Spinnen, Seuchenbekãm-
Das Gift der brasilianischen Spinnen, Seuchenbekãm-
Das Gift der brasilianischen Spinnen, Seuchenbekãm-
Brazil, V. e Brazil Filho, V. — Do envenenamento elapineo em confronto com o
choque anaphylactico, Ann. paul. med. cir., 25:185-210, 1933.
Brazil, V. e Brazil Filho, V. — Do envenenamento elapineo em confronto com o
choque anaphylactico, Ann. paul. med. cir., 25:295-322, 1933.
Brazil, V. e Brazil Filho, V. — Do envenenamento elapineo em confronto com o
choque anaphylactico, Boletim do Inst. Vital Brazil, 15:3-49, 1933. Ibid: An.
paul. med. cir., 60:411-461, 1950.
Brazil, V. — Do emprego da peçonha em terapêutica, Biologia Medica (1):7-21,
1934. Ibid.: An. paul. med. cir., 60:389-400, 1950.
cm
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BIBLIOGRAFIA DOS TRABALHOS DO DR. VITAL BRAZIL
Brasil, V. — Do emprêgo da peçonha em terapêutica, Biologia Medica (2): 50-62,
1934. Ibid: An. paul. med. cir., 60:400-408, 1950.
Brazil, V. —■ Contribuição ao estudo do ofidismo. Biologia Medica (13) :3-27, 1938.
Brazil, V. — Considerações gerais sôbre a biologia dos animais peçonhentos, Proc.
VlIIth American Scientific Congress (Washington, 1940), Vol. III, Department
of State, Washington, 1941, pp. 311-322.
Brazil, V. — Considerações gerais sôbre a biologia dos animais peçonhentos, Bio¬
logia Medica 7(15): 3, 1944.
Assuntos Diversos
Brazil, V. — Fisiologia do baço, Tese de doutoramento, Fac. de Medicina, Rio de
Janeiro, 1891.
Brazil, V. — Relatório apresentado a Diretoria do Serviço Sanitário sôbre a febre
amarela em Belém do Descalvado, 1894.
Brazil, V. -
1898.
Um caso de abcesso dysenterico do figado, Rev. med. S. Paulo 1:6-8,
Brazil, V. — Alguns casos de diphteria tratados pelo serum anti-diphterico, Rev.
med. 8. Paulo, 1:51-56, 1898.
Brazil, V. — A serumtherapia na febre amarella, Rev. med. S. Paulo, 1:127-131, 1898.
Brazil, V. — A peste bubônica em Santos, Rev. med. 8. Paulo, 2:343-354, 1898.
Brazil, V. — A peste bubônica em Santos, Relatório do Inst. Bacteriológico de S.
Paulo, Escola Typ- Salesiana, S. Paulo 1900, 49 pp.
Brazil, V. — Mal de cadeiras em S. Paulo, Rev. med. 8. Paulo, 10:2-4, 1907. Ibid:
Collectanea de Trabalhos do Instituto Butantan, 1:57-62, (1901-1917), 1918.
Brazil, V.
Mal de cadeiras, Typ. Diário Official, S. Paulo, 1909, 8 pp.
Brazil, V. — Notas sobre a biologia do Conepatus chilensis. Contribuição ao estu¬
do do seu apparelho defensivo, Arch. Inst. Vital Brazil, 2:57-67, 1924. Ibid:
Biologia Médica (10):3-16, 1937.
Brazil, V. — A defeza contra a mosca, Mem. Inst. Butantan, 3:189-203, 1926.
Brazil, V. — A defeza contra a mosca, Ann. III Congresso Bros. hyg. (1926), São
Paulo Editora Ltda., S. Paulo, 1929, pp. 3-14.
Brasil, V. e Vellard, J. — Do papel dos lipoides em immunologia, Funcção fixa¬
dora e capacidade modificadora dos lipoides. Vaccinas lipoidicas, Ciência
Médica, 5:419-434, 1927.
Brasil, V. e Vellard, J. — Do papel dos lipoides em immunologia, Funcção fixa¬
dora e capacidade modificadora dos lipoides. Vaccinas lipoidicas, Brazil-Me-
dico, 41:743-751, 1927.
Brazil, V. e Braga, A. — Da importância dos lipoides no preparo da vaccina contra
o carbúnculo hemático, Boletim do Inst. Vital Brazil, (17): 21 pp. 1935.
Outros Artigos
Brazil, V. — João Florêncio de Salles Gomes (t), Ann. paul. med. cir., 10:122-124,
1919.
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Mem. Inst. Butantan,
34:1-7, 1969.
EVA M. A. KELEN
7
Brazil, V. — Emilio Ribas, Arch. hyg. S. Pub. S. Paulo, 1:7-12, 1936.
Brazil, V. — Recordando. . ., Mem. Inst. Butantan, 14:IX-XII, 1940.
Brazil, V. — Memória Histórica do Instituto Butantan, E. Pocai, S. Paulo, 1941,
170 pp.
Brazil, V. — Autobiografia, Discurso no Rotary Club de Niterói em 19-11-1942,
Ann. paul. med. cir., 60:339-345, 1950.
Brazil, V. — Jubileu de Formatura, Discurso em 16-1-1942, An. paul. med. cir., 60:
581-582, 1950.
Brazil, V. — Discurso na Cerimônia da inauguração do novo edificio do Instituto
Vital Brazil em 11-9-1943, Biologia Medica (4): 14-24, 1943.
Brazil, V. — História de uma instituição, Discurso em 11-9-1943, inauguração do
nôvo edifício do Inst. Vital Brazil, An. paul. med. cir., 60:585-594, 1950.
Brazil, V. — Algumas notas autobiográficas, (postumo), Pinheiros Terapêutico, 17:
12-19, 1965.
cm
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Mem. Inst. Butantan,
34:9-24, 1969.
VVOLFGANG BÜCHERL
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ESCORPIONISMO NO BRASIL
WOLFGANG BÜCHERL * **
Frequência do Escorpião
Durante o decênio de 1956 a 1966 recebia o Instituto Butantan 256.721 Tityus
serrulatus e 30.920 T. bahiensis. Estas quantidades atestam, sem sombra de dú¬
vida, de que ainda hoje existem escorpiões perigosos em grande quantidade. Ainda
em 1968, no mês de outubro, houve um recrudescimento na frequência de T. scrru-
latus em certos bairros de Belo Horizonte, cidade nova, mas construída sôbre solo
“escorpionífero”. Os principais locais de procedência dos escorpiões recebidos são:
Nova Era, bairros de Belo Horizonte, Monlevade, arredores de Ribeirão Prêto,
Teofilo Otoni, Santana de Ferros, São Miguel e Porto de Guanhães, Conceição do
Serro, Serro, São José da Lagoa, Ponte Nova, Sabará, Aparecida do Norte, Serra
Negra, algumas fazendas a cêrca de 20 km de Campinas, um foco circumscrito em
Osasco, Roseira, Bom Jesus do Calho, Goiás, Goiânia — T. serrulatus. Ouro
Prêto, Capital de São Paulo (Morumbí. ao longo do canal de Pinheiros, cemitérios
de São Paulo, Lapa, da Av. Dr. Arnaldo, Pacaembú. Pacaembuzinho, alguns tre¬
chos das Alamedas Lorena, Santos, Tietê, Casa Verde, SanPAna, Santo Amaro,
principalmente). Judiai, Campinas, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Taubaté, Apare¬
cida (associado com focos de T. serrulatus ), Pindamonhangaba, Botucatú. Baurú,
Lençóis, etc., — T. bahiensis.
O Instituto Ezequiel Dias, até l.° de agosto de 1923 tinha recebido da popu¬
lação de Belo Horizonte cêrca de 120.000 serrulatus (Magalhães, 1928) ; um número
ainda mais avultado foi capturado no período de 1929 a 1950; Lopes da Silva, diri¬
gindo o expurgo da cidade de Ribeirão Prêto, indica 5.358 serrulatus, capturados
naquela cidade nos anos de 1948, até maio de 1950. 2.156 foram capturados na
mesma cidade, somente nos meses de junho e julho de 1950. Segundo o relatório
de Baerg, em 1961, foram capturados vivos em Durango, México, nos meses de
abril, maio e junho de 1865 cêrca de 80.000 a 100.000 C. suffusus, e em 1925
nada menos de 116.000 — o que demonstra insofismavelmente que é extremamente
difícil erradicar-se êste mal.
Freqüência dos Acidentes humanos
Número de acidentes — Embora os escorpiões só picassem em defesa pró¬
pria, quando tocados fortuitamente, pode estabelecer-se, contudo, uma relação entre
a freqiiêneia numérica e o número de acidentes humanos. O "escorpionismo ainda
constitui assunto médico-sanitário de enorme importância para popnlações urba-
* Apresentado, em 6 de março de 1969, no Forum Científico da Academia de
Medicina de São Paulo.
** Ex-chefe da Secção de Artropodos Peçonhentos; bolsista do Conselho Nacional
de Pesquisas.
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nas de certas cidades. Cremos que ainda hoje devam ocorrer cerca de 6.000 aci¬
dentes, anualmente, como calculou Magalhães em 1946.
A estatística do Hospital “Vital Brazil” do Instituto Butantan, a nós gentil¬
mente cedida por G. Rosenfeld, médico chefe daquela Instituição, dá para os anos
de 1954 até 1965 nada menos 1.279 acidentes por picada de escorpião, sendo 701
por bahiensis (São Paulo e arredores são zona de T. bahiensis ), 36 por serrulalus,
534 por escorpiões não identificados e mais 6 por Bolhriurus.
O. Magalhães registrou em 1946, 2.529 acidentes em Belo Horizonte, M.G..
O mesmo autor dá em 1938, um relatório de Sebastião Santos, de São João dei
Rei (citado também por V. Brazil, em 1907) segundo o qual verificaram-se até
1905, naquela cidade, 981 acidentes. O mesmo Magalhães registrou acidentes, em
1938, em Minas Gerais nas cidades de Teofilo Otoni, Antonio Dias, Mariana,
Tauna, Itabira, Bom Despacho, São Gonçalo Rio Abaixo, SanFAna de Ferros, São
José da Lagôa, Ponte Nova, Taboca, Nova Lima, Sabará, Conceição do Serro, São
Miguel de Guanhães, Pôrto de Guanhães, Rio Casca, Serro, Santa Barbara e San¬
ta Luzia.
No relatório de Tito Lopes da Silva lemos 985 acidentes para Ribeirão Prêto,
SP, nos anos de 1945 a 1950 e no relatório do Pronto Socorro Municipal, a nós
gentilmente cedido pelo Dr. Chiarcllo, então médico chefe, foram atendidos 393
acidentados, em 1951/52.
Em outras regiões tropicais e sub tropicais as estatísticas de acidentes se per¬
filam com as do Brasil: Stahnke, H. L., em 1956, relata 1.573 acidentes, ocorridos
num período de 10 meses no Arizona (USA) ; centenas de acidentes são referidos
nas publicações de E. Sergent, verificados anualmente em Algier, Marrocos, Tunis;
Waterman, J. A., em 1957, dá 698 acidentes, ocorridos em Trinidad, nos anos de
1929 a 1933 e W. J. Baerg, em 1961, registrou no México 1.143 acidentes, ocor¬
ridos em 1953, principalmente em Durango, Nayarit, Guerrero, Colima e na
própria cidade do México.
Acidentes perigosos verificam-se também em Israel (Shulow), no Egito (Todd)
e na África do Sul (Grasset, Schaafsma e Hodgson, 1946). Na índia, acidentes
de extrema gravidade não costumam ocorrer (Basu, 1939), também não na região
Filipino-Malasia (Keegan).
Região do corpo mais atingida
Temos estatísticas do Instituto Butantan, de Magalhães (Ambulatório do Ins¬
tituto Ezequiel Dias e do Pronto Socorro Policial de Belo Horizonte) e do dr. Chia-
rello do Pronto Socorro Municipal de Ribeirão Prêto, SP. Segundo a última, que
concorda surpreendentemente com as de Minas Gerais, verificam-se cêrca de 57%
das picadas nas mãos (que, nos afazeres da casa, tocam involuntariamente no es¬
corpião), cêrca de 7% nos braços, quasi 18% nos pés, principalmente ao vestir
o calçado, 3,5% nas pernas até a coxa e apenas cêrca de 14,4% em outras partes
do corpo (ao vestir camisa, calça, paletó, etc..). Portanto, cêrca de 65% das
picadas se dão nas mãos e nos braços e 21% nos pés e nas pernas! (Total de aci¬
dentes — 393, tratados no Pronto Socorro Municipal de Ribeirão Prêto, 1951/52).
Local do acidente
122 nos quintais e jardins das casas residenciais: sob tijolos empilhados e reme¬
xidos (59), sob madeiramente (17), sob a lenba a secar (14), sob telhas, la¬
drilhos (15), em garagens (2), ao cortar a grama (2), em barricas (2), em
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vasilhames e embrulhos abandonados (2), nas vigas do telhado (1), sob
folhas de zinco (1), em casos de plantas (1), em cisternas (3), no tanque
de lavar roupa (2), em cerca de bambú (1).
57 na limpesa de salas, quartos, dispensas: ao remover móveis, quadros, tapetes,
cortinas (11), limpesa de quartos (18), sob assoalho solto (4), em malas e
baús mal fechados (3), portas, portões e fendas de muros (4), em garrafas
abandonadas (2), em feixes de roupa (4), em utensílios guardados em po¬
rão (3), pondo a mão sob mesas (2), na copa (2), no quarto de despejo
(1) , sentando numa cadeira (1), fechando a veneziana (2).
43 nos dormitórios: na cama (31), na roupa de cama (4), em guarda-roupa (8).
43 nas lides na cozinha: na lenha (21), no interior de fogões à lenha (6), em
panos de prato e de chão (4), nos vasilhames de lixo (3), em sacos de lim¬
pesa (2), no guarda-comida (4), em um cacho de bananas (1), nas dobras
de um pacote de açúcar (1), sob palha (1).
30 Dentro de peças do vestuário: em calçado (12), tamancos (2), no paletó
(2) , ao vestir as calças (6), no pijama (3), no casacão (2), no vestido (1),
no capote (1), na camisa (1).
23 em banheiros e lavatórios: privadas (12), utensílios de limpesa, vasilhames,
ralos (6), em cestas de roupa (3), sob toalha (1), na torneira (1).
5 Em outros objetos de uso na casa: Dentro de guarda-chuva (2), em ferro de
passar (1), numa barca (1), em atelier fotográfico (1).
7 Sôbre veículos: em autos de passeio (2), carroça (1), caminhonete (1), ca¬
minhão de lenha (2), vagão de lenha (1).
Fora do recinto das casas residenciais, são mais sujeitos a serem picados os
que trabalham em: serrarias e marcenarias ou depósitos de madeira (9 acidentes),
os que lidam com tijolos em construções (17), os que trabalham em remoção de
terra (8), em olarias, em pedreiras ou marmorarias (11), em livrarias (3), em
lenha empilhada no mato (4). Em cemitério houve 1 acidente, em matagal 1,
nas vias públicas 6, na estrada 1, em buracos de barrancos 2. Apenas 63 aciden¬
tes fora de casa e 330 dentro de casa.
Veneno escorpiônico
O escorpião emprega sua peçonha para subjugar e imobilizar rapidamente a
sua presa que lhe serve de alimento: baratas, grilos, aranhas de médio porte que
não emitem fios. É importante anotar os termos: “imobilizar rapidamente”. A
peçonha é inoculada pelo dardo agudo; a presa é apreendida pelas duas mãos por
meio dos dedos preenseis, munidos de grânulos tão minúsculos que conseguem
arrancar cabelos humanos, a presa apreendida é então suspensa, diante da cabeça
do escorpião — e o dardo venenífero é dobrado rapidamente para a frente por sôbre
o dorso e a cabeça, encravando-se sua ponta na vítima “de traz para diante”. A
peçonha escorpiônica, ao que fazem supor as observações biológicas, não tem, pois,
função digestiva, mas é, antes de tudo “ofensiva”, paralizante.
Máximas e médias de peçonha sêca por escorpião (eletrochoque). Biicherl I
T. serrulatus — 4 mg e 0,23 a 1,1 mg valores máximos e médios
T. bahiensis — 4 mg e 0,20 a 0,9 mg
ID 50 por g de camundongo: vias venosa e subcut. Biicherl 2
T. serrulatus — 0,6 gamas e 0,65 gamas
T. bahiensis — 0,75 gamas e 1,35 gamas
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ESCORPIONISMO NO BRASIL
Na intoxicação experimental de animais de laboratório (camundongo, cobaio,
coelho, pombo), surge a manifestação imediata dos sintomas locais, a dôr nunca
falta (um camundongo despedaçou com os dentes a própria pata (O. Magalhães
1935) ; há hipersecreção das glândulas e mucosas (V. Brazil) ; a toxina é ràpida-
mente neutralizada ou eliminada; nas intoxicações mais graves há atonia dos mem¬
bros e finalmente paralisia (Maurano, 1915) ; ataca as terminações nervosas da
região picada e dos nervos próximos o que se traduz pela dôr. A dôr é devida à
peçonha inoculada e não à ação perfurante do dardo. J. de Bellesme fechou os dois
orifícios de veneno com colódio; a picada não mais era dolorosa. Na fase tardia
da intoxicação grave suspende-se totalmente a excitabilidade reflexa e inicia-se a
paralisia medular, do vago, do accessório, do hipoglosso; morte por paralisia bulhar
(Joyeux-Laffuie). Atua sôbre o músculo estriado, mas não como o curare
(Talaat). Antes de tudo, ação seletiva sôbre a motricidade (O. Magalhães, 1928);
6.500 experiências com tôda a sorte de animais, para aferir a ação da peçonha
(O. Magalhães, 1935) ; determina eriçamento dos pêlos no local da picada, prin¬
cipalmente, (Magalhães, 1938).
A toxina escorpiônica não é absorvida pela pele íntegra: polvos, peixes, em¬
briões de rã não manifestam intoxicação alguma, quando se adiciona veneno escor-
piônico à água de recipiente, em que vivem.
A toxina é inócua, quando ingerida: Caranguejos comiam quantidades de
vesículas, que se lhes davam, sem intoxicação — Joyeux-Laffuie; Galináceos devo¬
ram escorpiões com avidês, também os saguis, os sapos (observações de Maurano,
de nós também).
As primeiras gotículas, que afloram no fim do aguilhão, quando se segura um
escorpião com pinça, são geralmente límpidas e transparentes, as posteriores bran¬
co-leitosas e viscosas. O pH é geralmente neutro ou pouco ácido. O veneno fresco,
obtido por eletrochoque e dessecado a vácuo, forma palhetas esbranquiçadas; quan-
d > a peçonha fôr mais velha, torna-se amarelada, às vêzes com leve tonalidade para
o \erde. A peçonha pura não se dissolve completamente na água destilada nem
no soluto fisiológico; resta sempre um fino precipitado, retido por simples filtro
de papel. Segundo Wilson tem o veneno de L. quinquestrialus um peso específico
em torno de 1.092, com 20,3% de sólidos, 8,4% de resíduos. O veneno é insolú¬
vel em álcool absoluto, no éter; resiste ao clorofórmio e à glicerina; é sensível à
amônea, ao iôdo. permanganato de potássio; atravessa a vela de Chamberland, mas
muito mal a de Berkefeld; precipita-se sob adição de sulfato de amôneo ou por
excesso de álcool (Maurano. 1915).
Enquanto que as descrições mais antigas sôbre a sintomatologia da intoxica¬
ção humana e as experiências laboratoriais das peçonhas acentuavam a grande se¬
melhança, senão a identidade quase, do empeçonhamento escorpiônico do mundo
inteiro, vieram os modernos métodos da bioquímica e da farmacologia a demons¬
trar que êstes sintomas comuns (contraturas musculares, dôr, irregularidades respi¬
ratórias progressivas levando em alguns casos à paralisia respiratória, a pilo-ere-
ção, midriase, aumento da pressão, constrição laríngeal, sudorese, febre e frio, etc...)
podiam ter mecanismos diferentes, conforme o gênero do escorpião e sua reparti¬
ção pelo mundo. Atualmente, na América do Sul, no México, no sul dos E.Ü. da
América, na África do Sul, na Argélia, em Israel, no Egito, no Sudão e na índia,
principalmente, estão em andamento intensivos estudos experimentais, bio-químicos
e farmacológicos sôbre a peçonha escorpiônica. Todos parecem concordar sôbre a
ação sôbre o sistema nervoso e as junções neuro-musculares. A todos os laborató¬
rios, quasi, falta matéria prima em maior quantidade; as técnicas empregadas va¬
riam bastante.
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Ação muscular: A injeção endovenosa de peçonha escorpiônica em cães,
galos, ralos e camundongos provoca imediatamente o aparecimento de eaimbras e
contraturas musculares generalizadas. Esta atividade origina-se na espinha e per¬
siste após a secção do tronco cerebral ou a transsecção da espinha, mas desaparece
completamente após a destruição da medula dorsal ou dos nervos motores. A pe¬
çonha ataca a região das placas terminais do músculo. Bloqueando-se a trans¬
missão neuro-muscular pelo curare e injetando-se depois veneno escorpiônico in-
tra-venoso, surge uma decurarização. Doses grandes de veneno, entretanto, produ¬
zem bloqueio completo da transmissão neuro-muscular, não mais neutralizável pelo
curare ou a prostigmina, ficando, porém, preservadas as respostas musculares ao
estímulo direto elétrico ou acetilcolínico. Em resumo, o efeito muscular do enve¬
nenamento escorpiônico é produzido por dois caminhos: um, o central, localizado
na medula espinhal e o segundo periférico, sôbre as junções neuro-museulares. O
veneno parece transpor as membranas excitáveis, alterando o equilíbrio iônico.
Ejeitos respiratórios: A frequência e a amplitude dos movimentos respiratórios
são alterados, assemelhando-se, em intoxicações graves, ao ritmo do tipo de Cheyne-
Stokes, até a paralisia final, de origem central. Obstruções bronquiolares, se¬
creção abundante, contrações dos musculos laríngeos e bronquiolares contribuem
ao surgimento da paralisia respiratória, mas não são a causa da asfixia. A origem
central pode ser comprovada, quando se injeta pequena quantidade de peçonha di¬
retamente na cisterna magna, o que determina a paralisia respiratória imediata.
Efeitos cardio-vasculares: Há aumento inicial da pressão sanguínea, aliada à
uma bradicardia; depois a pressão retorna aos níveis normais, mas, em intoxicações
graves, continua caindo gradualmente até zero. O aumento inicial não é devido a
uma ação periférica do veneno mas à sua ação sôbre os neurônios pre-sinápticos
vaso-constrictores da medula, de um lado, e do outro, sôbre a liberação simultânea
da epinefrina, também pelos estímulos dos neurônios pre-ganglionares da medula,
que ativam as adrenais. A bradicardia corresponde igualmenle à uma ação cen¬
tral. Desaparece após destruição da medula ou corte do vago. Ouiros efeitos:
Midriase, pilo-ereção, sudorese, etc. são explicáveis igualmente pela ação central
da peçonha sôbre os neurônios simpatéticos pre-ganglionares. (E. dei Pozo, 1966).
As peçonhas de T. serrulatus e bahiensis são misturas de proteinas, principal¬
mente de natureza básica e contém componentes tóxicos, uma componente estimula¬
dora da musculatura lisa, uma componente que aumenta a permeabilidade capilar
e hialuronidase. A componente tóxica é a Scorpiotoxina T, a substância ativa sô¬
bre a musculatura lisa é a Scorpiokinina. (Diniz e Moura Gonçalves). 69% da
peçonha do T. bahiensis são proteinas. Em 100 g de peçonha foi encontrada a se¬
guinte composição de amino-ácidos: cistina 5,4 g; tirosina 4,6; valina 3,2; metio-
nina 1,3; ácido asparagínico 7,1; ácido glutâminico 9,1; serina 4,3; glicocol 4,1;
treonina 3,0; alanina 4,0; lisina 8,1; arginina 4,6; fenilalanina 5,5; isoleucina 3,3;
leucina 4,7; prolina 5,8; histidina 1,3; triptofano 1,7: total 81,1 g. A peçonha cons¬
ta de 6 frações, sendo 5 catódicas e 1 que migra para o anódio. A peçonha de
T. serrulatus apresenta 7 frações proleínicas (eletroforese), 2 migrando para o
anódio.
A bioquímica e principalmente aspectos farmacológicos das peçonhas de 7.
serrulatus e bahiensis estão sendo investigados no Instituto Butantan, em Belo Ho¬
rizonte tanto no antigo Instituto Ezequiel Dias como na Faculdade de Medicina
(Prof. Carlos Diniz e colaboradores), em Ribeirão Prêto (Prof. Moura-Gonçalves
e colaboradores) e em Campinas (Prof. Oswaldo Vital Brazil e colaboradores),
tendo êstes grupos contribuido com pesquisas importantes sôbre o assunto.
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ESCORPIONISMO NO BRASIL
Sintomatologia dos picados
O acidente pela picada de escorpiões constitui obra do acaso. O ponto ou os
pontos das picadas nem sempre são visíveis. Os acidentes costumam ser gradua¬
dos em leves, graves e mortais, com tôda a gama possível de variantes. A
peçonha age de imediato sôbre o sistema nervoso periférico, com paralisia si-
derante, de sua presa (baratas, grilos, pequenas aranhas, particularmente Li-
cosas). Nos casos leves verifica-se calor local, onde penetrou o dardo, ligeiro ru¬
bor e dôr local, viva mas tolerável, amainando-se esta depois de algumas horas. O.
de Magalhães fala em uma vaso-dilatação local.
Nos casos graves distingue o mesmo autor 2 fases: a primeira de excitação e
dôr. A peçonha age sôbre as terminações nervosas. A dôr se irradia pelos tron¬
cos nervosos; torna-se muitas vêzes insuportável, vai dos dedos da mão à axila
correspondente ou da ponta do pé à dobra inguinal; os capilares se constringem,
não sendo impossível que vasos de calibre pequeno fiquem obstruídos. A vaso-cons¬
trição capilar periférica é generalizada e intensíssima, podendo perdurar entre 2 e
cêrca de 6 horas. A fase posterior se inicia com vista escura, tonturas, sialorreia,
rinorreia, náuseas, vômitos, cefaleias intensas, delírio brando, poliúria, dispneia bem
pronunciada; finalmente segue-se um profundo abatimento e o início da paralisia.
A esta altura os fenômenos locais são mínimos ou mesmo nulos. As extremidades
são lívidas; o corpo inteiro está frio, embora muitas vêzes coberto de suores abun¬
dantes e frios. O que mata os inidivíduos é a lesão dos núcleos neuro-vegetativos
do bulbo pela peçonha escorpiônica. Se o veneno impregna com o tempo outros
centros, vegetativos ou não, do cérebro, do diencéfalo ou da medula, isto não in¬
valida o quadro central, nitidamente bulbar, da intoxicação escorpiônica.
Segundo V. Brazil, citado por Maurano, a dôr local, viva, intensa, lancinante,
sempre presente já nos primeiros 10 minutos, parece não ser combatível com a
vida. Há comprometimento dos gânglios linfáticos, faringite, dificuldade de de¬
glutição, caimbras, espasmos musculares, salivação intensa, priapismo, respiração
ofegante, intermitente; nos casos muito graves predominam os fenômenos respira¬
tórios e nervosos: dispneia, cianose das mucosas, abolição dos movimentos espon¬
tâneos e reflexos, colapso, algidês, anúria, coma, asfixia por inibição do diafragma.
Em casos benignos as crises costumam durar entre 3 e 8 horas.
Sôro anti-escorpiônico
Foi Vital Brazil e com ele o Instituto Butantan o primeiro no mundo a preo¬
cupar-se com o envenenamento pelo escorpião e seu tratamento; em 1905 come¬
çaram os estudos, em 1907 foi apresentado ao VI Congresso de Medicina e Cirurgia
um trabalho sôbre a ação tóxica da peçonha escorpiônica em coelhos e cobaios e,
eivado em suas experiências com a feitura dos sôros anli-ofídicos, conclui Brazil, ser
possível imunizar-se um animal de grande porte desde que se tenha bastante antígeno.
Em 1915, H. Maurano, sob a orientação de V. Brazil, imunizava o primeiro ca¬
valo, injetando-lhe em cada 3 o ou 4.° dia uma dose crescente de vesículas de T.
bahiensis, até chegar na 15. a injeção ao total de 394 vesículas. A imunização
teve que ser interrompida por falta de “matéria-prima”; o sôro obtido tinha um
título antitóxico baixo, neutralizando apenas 2 m.m. Em 1916 e 17, finalmente,
fez se no Instituto Butantan a imunização completa de um cavalo, produzindo-se
assim a primeira partida do sôro anti-escorpiônico: cêrca de 1.500 vesículas foram
injetadas num período de 3 meses e o sôro obtido neutralizava em cobaios 10 vesí¬
culas de escorpião por ml.
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No mesmo ano, E. Villela tentava um anti-sôro no Instituto Ezequiel Dias em
Belo Horizonte, aumentando 0. de Magalhães a produção do mesmo nos anos de
1939/40. dosando 8 U. camund. p. ml.
Soros anti-escorpiônicos são fabricados hoje no Brasil, México, nos EE.UU. da
América, no Inst. Pasteur na Algeria, no Egito, em Israel, na África do Sul e na
índia.
A técnica já vinha desde Calmette: triturar os telsa cortados em água desti¬
lada, filtrar o macerado, evaporar o filtrado no vácuo, retomar o extrato sêco em
água destilada mais glicerina. Todd, no Hygienic Institute de Cairo em 1906
secava os telsa ao sol, durante um a um dia e meio e os conservava depois em
dessecadores sôbre cloreto de cálcio até o momento do uso. Moía então as vesí¬
culas em moinho de café, adicionava sol. fisiológico; passava a suspensão em agi¬
tador mecânico durante 1 a 2 horas; decantava o fluído opalescente e o clareava
com sulfato de alumínio e água de cal; conservava esta “solução — mãe” a frio,
em frasco fechado e com um pouco de clorofórmio. Maurano (e com ele o Ins¬
tituto Butantan) triturava os telsa em sol. Eis. ou dissolvia o veneno sêco nesta mes¬
ma mistura na proporção de 1 mg para 5 ou 10 ml de mistura.
Nós, durante os anos de 1956 a 1966 conseguimos obter por eletrochoque
138 g de peçonha sêca de 256.721 serrulatus e 15,500 g de peçonha sêca de T.
bahiensis de 30.920 especimens, sendo esta peçonha empregada no Instituto Bu¬
tantan para titulação mais rigorosa do sôro e para a hiperimunisação de cavalos.
T rolamento
O. de Magalhães, após ter assistido a 2.449 acidentes em Belo Horizonte, no
Pronto Socorro Policial, tendo aí observado 145 mortes, das quais 109 que não
receberam sôro e 37 que receberam sôro, analizou de perto êstes últimos casos,
chegando às seguintes conclusões: 9 vieram ao Pronto Socorro tardiamente, isto é,
entre 5 e 23 horas depois do acidente; 8 outros picados receberam insuficiência, de
dose de sôro (apenas 10 ml) e por via inadequada (subcutânea), embora tivessem
chegado já dentro de 1 h a 1 h e meia.
Em lodos os acidentes graves deve ser dado o sôro, principalmente em zonas
onde predomina o T. serrulatus. Menores de 15 anos são as maiores vítimas e a
profissão doméstica é a mais prejudicada. O artrópodo se adapta perfeitamente
ao domicílio; dentro do lar acontecem os acidentes.
Em casos graves, em crianças, decorridos já mais de uma hora entre o aci¬
dente e a injeção do sôro, êste deve ser dado intravenosamente, em doses generosas,
até 50 ou 80 ml. A via intra-raquiana seria a decisiva, em muitas circunstâncias.
Combater a dôr. a hipotermia, a fase de prostração, se impõem. A intoxicação
pelo T. serrulatus, sem sôro ou com sôro em quantidade insuficiente ou por via
inadequada, leva com frequência à morte. O tratamento, portanto, deve ser o
mais ràpidamente possível. Isto exige que a população local receba instruções,
que procure imediatamente o Posto de Saúde, sem perda de tempo; por outro lado,
os médicos devem ter em estoque o sôro anti-escorpiônico, pelo menos um estoque
mínimo de 10 ampôlas. O sôro deve ser instilado na veia, com tôdas as cautelas
naturalmente e em quantidades tais que sejam neutralizados certamente pelo menos
3 a 4 mg de peçonha sêca.
0 T. bahiensis (Ouro Prêto, Capital de São Paulo) não leva ou apenas excepcio¬
nalmente leva ao êxito letal. Em adulto dificilmente será necessário injetar-se sôro,
em crianças de pouca idade pode ser necessário.
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ESCORPIONISMO NO BRASIL
Resultados da Sôroterapia
Os autores são unânimes que, antes do advento da soroterapia anti-escorpiônica,
a percentagem de mortalidade por picada pelos escorpiões ditos “perigosos” era
muito elevada, principalmente em crianças até 5 ou 10 anos. Todd, p. ex., para
um período entre 1901 a 1907, relatou as seguintes cifras de mortalidade para 7
cidades do Egito: Cairo 153 mortes, Assouan 63 mortes, Henek 46, Sohag 33,
Assioul 87, Minia 15 e Fayoum 29 mortes; Bray, citado por Wilson, escreve que em
1902 morreram 21 crianças picadas, na cidade de Omdurman, tendo tido 5 menos
de 1, 9 entre 1 a 5 e 7 entre 1 a 15 anos. Wilson afirma que Leiurus quinques-
triatus chega a matar cêrca de 60% de crianças de menos de 5 anos e Cavaroz
estima que 200 a 250 crianças eram mortas anualmente pelo Cenlruroides sujjusus
na cidade mexicana de Durango. Em 36 anos, a contar de 1891, verificaram-se
em Durango 1.608 acidentes mortais, a maior parte em crianças de 1 a 6 anos
(L. de la Pena e Venzor). Segundo Baerg ainda houve 28 mortes naquela ci¬
dade, em 1928; com o emprego do anti-sôro decresceu rapidamente a cifra de
moites, até 7 em 1931; em 1953 receberam sôro 551, tendo havido apenas 3
mortes em um total de 1.143 picados. No Arizona verificaram-se 64 mortes num
período de 1929 a 1948 e de 1949 a 1954 apenas 5 mortes por picada de C.
scnlpturatus e g erlschi (soroterapia) num total de 1.573 acidentados. Em Trinidad
houve, segundo a estatística de Waterman, no período de 1929 a 1933, 33 mortes,
sendo 22 em crianças de 1 a 5 anos, 5 com 6 a 10 anos, 5 com 11 a 20 e 1 acima
de 20 anos. Pelo cálculo do autor importava a percentagem de morte em crian¬
ças abaixo de 5 anos em cêrca de 25% das picadas e não tratadas pelo sôro. Em
anos posteriores adotou aquele país o sôro anti-escorpiônico do Instituto Butantan,
fozendo baixar sensivelmente a percentagem de mortes.
O. de Magalhães calcula o número de mortes, anualmente, para o Brasil em
237; nos 2.449 picados e que não recebiam sôro houve 145 mortes; com o emprego
da soroterapia decresceu a mortalidade para apenas 23 em 2.529 picados em Belo
Horizonte, no período de 1939 a 1941. Dos 985 picados em Ribeirão Prêto por
T. serrulaliis, nos anos de 1945 a 1950 houve 64 casos graves que receberam o
sôro do Instituto Butantan, tendo-se verificado apenas 7 mortes (1 criança de 3
meses, 1 de 9 meses, as restantes de 2-3-5-6 e 7 anos), o que prova a eficácia do
anti-sôro feito pelo Inst. Butantan (Lopes da Silva). A estatística do Pronto
Socorro Municipal daquela cidade, nos anos de 1951 e 52, demonstra ainda me¬
lhor a eficiência do sôro; 1951: 193 picados — 44 crianças — sôro nos casos
graves = nenhuma morte; 1952: 206 picados —- 49 crianças — apenas 1 morte.
Estatística do Hospital Vital Brazil, Instituto Butantan, anos de 1954 a 1965 —
1.279 picados — casos graves recebiam sôro — nenhuma morte por serrulatus (o
escorpião mais venenoso em nosso meio); 2 mortes por T. bahiensis! Constitui
êste fato algo de insólito, pois quasi não se conhecem mortes por picada desta es¬
pécie. Mesmo assim — 2 mortes em 701 picados por esta espécie é mais uma
prova de eficácia do sôro.
Profilaxia
a) Inimigos naturais dos escorpiões: Os próprios escorpiões, mesmo da mes-
uma espécie, não se toleram facilmente, brigam pelo alimento, mães costumam mui¬
tas vêzes devorar os próprios filhotes, enquanto repousam sôhre suas costas; quando
rareia o alimento, os mais fortes dominam e devoram os mais fracos. Quando, em
uma cidade se encontram 2 ou mais espécies, como p.ex. em Belo Horizonte ou em
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Ribeirão Prêto o T. serrulalus e I . bahiensis e o li. magalhaensi, o primeiro a desa¬
parecer é o Bothriurus, depois começa a rarear o bahiensis, predominando finalmen-
le apenas o serrulalus. Em Ouro Prêto, ao contrário e em São Paulo (Capital),
predomina o bahiensis.
Pássaros, seriemas, corvos e principalmente as galinhas, armados de um bico
corneo protetor, dão golpes certeiros nos escorpiões e os devoram com avidês. Em
sítios e fazendas, as galinhas, ao ciscarem em volta das casas e dependências, eli¬
minam muitos escorpiões.
Os sapos também não se intimidam. Embora picados com frequência e sen¬
tindo o efeito da intoxicação, não desistem, enquanto não tiverem devorado o es¬
corpião encontrado.
Maurano, em 1915, considera pouco sensíveis ao veneno os lagartos, ratos,
gatos, as cobras e os próprios escorpiões, muito sensíveis as aranhas em geral, os
cobaios, as lagostas e de média sensibilidade o homem, o cão, o cavalo, o gado
vacum.
b) Combale aos escorpiões por meio de inseticidas: 0 DDT líquido a 30%,
em solução final de 4%, dá resultados satisfatórios; o BHC em pó a 10%, tanto
em suspensões aquosas de 0,5 g, 0,25 g e até de 0,13 g por metro quadrado (T.
Lopes da Silva, 1950) dá resultados muito bons, quando se repetem pelo menos
três aspersões do mesmo local, dentro de um ano (Bücherl, 1959: ensaios em São
José dos Campos) ; o Rhodiatox, nas concentrações de 0,50 e 0,24% de tiofosfato,
deve ser considerado igualmente um poderoso escorpionicida (L. G. Lordello, 1950).
0. de Magalhães empregava o DDT em várias concentrações, em Belo Horizonte,
em 1945 e achava, em publicações posteriores “que o escorpionismo era um pro¬
blema vencido!”
Autores mexicanos, da África e de Israel concordam com as qualidades de
qualquer um dos inseticidas de contato. Mas não há que iludir-se: em 1950, nos
meses de junho e julho, o Serviço da Profilaxia da Malaria da Secretaria de Saúde
do Estado de São Paulo, sob a chefia do prof. T. Lopes da Silva, espargia DDT ou
BHC em boeiros, muros externos e internos, em paredes, rodapés, nos porões, quin¬
tais, sôbre todo o entulho de 2.126 residências de Ribeirão Prêto, tendo-se gasto
2.129 kilos de BHC em 766.090 litros d’água e 200 1 de DDT líquido em 32.500
1 d’água. Os resultados foram impressionantes à primeira vista, mas ainda dois
anos depois houve centenas de picados humanos naquela cidade.
A rigor deveriam as campanhas de erradicação com inseticidas de contato ser
continuadas, de ano para ano, com vigilância contínua. Há os problemas da to-
xidês destes compostos químicos; dificilmente podem ser empregados nas cozinhas
e dispensas e mesmo dentro dos dormitórios. Houve quem aconselhou a pura e
simples evacuação da cidade, durante alguns dias, para poder colocá-la sob um
“guarda-chuva” de inseticidas. Prefeituras mais pobres não podem arcar com as
despesas destas erradicações.
Por êstes motivos partiu-se para a coleta direta dos escorpiões vivos, pagan¬
do-se uma certa importância por cada animal enviado. Por êste caminho temos
recebido no Instituto Butantan, no decênio dc 1956 a 1966 nada menos de 256.721
T. serrulalus principalmente de Sta. Barbara da Nova Era, Passagem, Monlevade,
Roseira, Bom Jesus do Galho e Ribeirão Prêto e 30.920 T. bahiensis de Ouro
Prêto e de Pindamonhangaba, capturados por cêrca de meia duzia de homens
apenas, geralmente caçadores. Pelos esforços dêstes pode o Inst. Butantan fazer
o sôro anti-escorpiônico; além disto, contribuem para terminar com o flagelo ou,
pelo menos, mantê-lo, dentro de limites toleráveis. Segundo Baerg, 1961, os Ins-
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titutos mexicanos incentivavam igualmente a captura direta, chegando-se nas pro¬
víncias de Durango, Nayarit, Guerrero e Colima a uma verdadeira “comercializa¬
ção” destes artrópodos, como “varejistas” e “atacadistas”; os “alacraneros” criavam
os escorpiões, para que sua “fonte de renda” não se esgotasse; houve “atravessado-
resdenúncias, um foi preso! Certas Municipalidades designavam, então, os “pro¬
fissionais” que podiam caçar e vender um determinado número, anualmente; houve
até “concessões” de Terrenos escorpioníferos e só se caçavam escorpiões que tives¬
sem cêrca de 2 anos de idade, para poderem ser aproveitados pelos Institutos. Fa¬
lava-se em meio milhão de telsa, para que se pudesse produzir sóro em quantida¬
des suficientes para prover a tôdas as localidades.
Mas tanto no México como em Minas, nas regiões ricas em escorpiões, curiosa¬
mente o povo nativo não lhes tem muito medo. Em Sahará, Mariana e em Aparecida
alguns cidadãos consideram o escorpião um “animal doméstico”, embora indesejá¬
vel, mas cuja presença é algo de natural e costumeiro. Em Durango o principal
time de fotebol chama-se “Los Alacraneros” e há aí uma canção oficial: '‘Du-
rango-tierra do alacran!. . . ”
0. de Magalhães aventou a possibilidade de imunizar-se ativamente a popu¬
lação, pelo menos a juvenil, com toxoide escorpiônico para conferir-lhe uma imuni¬
dade de pelo menos meio ano.
Segundo Ezequiel Dias, Samuel Libanio, Marques Lisboa, 0. de Magalhães,
H. Maurano, Vital Brazil e outros não deve o expurgo das residências ser conside¬
rado como meio definitivo. Na própria construção das casas deviam ser obedeci¬
das certas medidas de precaução, evitarem-se fendas, rachaduras, revestir as pare¬
des com reboco; vedar tôdas as frestas nos tetos, nos rodapés; calafetar hem o assoa¬
lho e o teto; onde deve entrar ar, devem eolocar-se telas finíssimas de barragem;
manter as casas sempre limpas, sem baratas, grilos, para que os escorpiões não en¬
contrem alimento; o expurgo prévio da lenha, que chega de fora, deveria ser obri¬
gatório; muros de taipa devem ser proibidos; os terreiros devem ser mantidos sem
tijolos, telhas, madeira empilhada, para que o escorpião não encontre, onde escon¬
der-se; a hera deve ser proibida como ornamento de muros e paredes externas.
Resumo
0 Relatório inclui dados estatísticos sôbre a freqüência de escorpiões perigosos
( T. sernâatus e bahiensis, principalmente), o número de acidentes em cidades “es-
corpioníferas”, as percentagens de mortalidades (quasi só em crianças) sem e com
sôro.
A soroterapia é postulada em tôdas as regiões, onde existe o T. sernâatus e
quando as vítimas têm menos de 12 a 15 anos. Para os casos ditos graves indi¬
ca-se a via intravenosa, devendo as doses serem generosas- até 5 ou mais ampolas
de 5 ml cada, de uma só vez por via venosa. Em casos gravíssimos foi recomen¬
dada por 0. de Magalhães a via intra-raquiana, que dispensaria maiores quanti¬
dades de anti-sôro.
Em face do fato, estatisticamente comprovado, de que um prazo de 2 a 3 horas,
desde o acidente até a soroterapia, é às vêzes já longo demais, para se salvar a vida,
postula-se que- em cidades, onde existam T. serrulatus em grande quantidade e
onde costuma haver acidentes, em maior ou menor número anual, a população local
fique constantemente alertada sôbre o perigo por meio de conferência, palestras,
cursos, publicações pela imprensa, para que procure imediatamente o Posto médico,
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promova a desinfecção domiciliar constante, elimine dos quintais tijolos, telhas e
madeiras empilhadas, tenha particular cuidado em manejar lenha empilhada, etc.
Acentua-se que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a preocupar-se
com o problema do escorpionismo, tendo Vital Brazil lançado, já em 1905, as bases
para a fabricação de um sôro anti-escorpiônico, mais tarde produzido em escala
industrial no Instituto Butantan e lemporàriamente também no Instituto Ezequiel
Dias de Belo Horizonte.
A contribuição brasileira pelas Escolas do Instituto Butantan, de Belo Horizon¬
te (Inst. Ez. Dias e Faculdade de Medicina), de Ribeirão Preto (Faculdade de Me¬
dicina) e de Campinas (Fac. de Medicina) à bioquímica e farmacologia das peço¬
nhas escorpiônicas formam valiosa contribuição ao esclarecimento destes complexos
tóxicos.
As campanhas projiláticas de erradicação, conduzidas pelos Serviços de Profi¬
laxia da Malaria, sob a égide da Secretaria da Saúde, nas cidades de Ribeirão
Preto e em Belo Horizonte, em 1950, demonstram a eficiência dos inseticidas de
contato, o BHC, o DDT, o Rhodiatox e de outros, mas deixam entrever também,
que uma única aspersão não é suficiente e não acaba com o flagelo.
Os acidentes escorpiônicos acontecem dentro das residências; as pessoas, que
exercem habitualmente os afazeres de casa, são as mais expostas.
Para cidades, particularmente sujeitas a esta “praga”, julgamos oportuno que
sc criem “Centros de Vigilância Permanentes”, possivelmente sujeitos às respecti¬
vas Secretarias de Saúde e com as seguintes incumbências:
divulgação entre a população dos meios de combate ao escorpião dentro da
cidade e das residências;
promover para que os picados sejam imediatamente encaminhados aos diver¬
sos Postos de Saúde, onde há estoques permanentes de sôro;
coleta de escorpiões e seu envio ao Instituto Butantan, para que haja sempre
“matéria prima” para a produção do sôro.
Abstract
This “relatorium” describes statistical data of the frequency of dangerous
scorpions, T. serrulatus and bahiensis, in Minas Gerais and São Paulo, the number
of accidents by serrulatus — infested cities, the percentages of deaths (in chil-
dren) wilhout and icith anti-serum. Serumtherapy is postulated for all severe
cases, produced by serrulatus, chiefly when victims are under 12 to 15 years old.
From 5 to more vials of anti-serum have to be administered, by the intravenous-
route, as soon as possible after the accident. Even from 2 to 3 hours may often
be too late. O. de Magalhães recommended in these cases the intra-rachian-way.
for the serumtherapy.
In certain cities of Minas, São Paulo and Goiás, the scorpion, T. serrulatus,
must be considered as “public enemy number one” among all other venomous
animais. Permanent Vigilancy-Centers, addicted tc Health-Secretaries, are urgen-
tly recommended, to instruct all the people of infested places by conferences, in
schools, newspapers, radio, etc. to follow some simple precautions:
1. Not to walk around in the house-rooms barefooted after dark (scorpions are
night animais);
2. Shake your shoes and your clothes and bed-linen before using.
3. Keep your beds away from the vvalls. The legs of baby-beds should be kept
inside of wide-mouthed porcellan or glass-jars (scorpions cannot climb smooth
glass).
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4. Scorpions can be killed with DDT, BHC, RHODIATOX, NEGUVON or one
of modern contact insecticides, but their eradication is much more difficult
than that of other house-pests. Chickens and cats may act as scorpion con-
trollers. Cats can be reálly trained to catch scorpions! It seems that the
most effective insecticide in eradication of scorpions should leave a residue
that is toxic to them for a minimum of 3 to 4 months! Therefore, kerosene-
dissolved Chemicals seem the best. After evaporation of kerosene a very
fine layer of insecticide will remain and adhere to the scorpion-body and
paralyze it.
5. Keep away of old boxes, rags, bricks, lumber, boards, sticks, papers, etc. from
house-rooms, garages, gardens.
6. Old cárter- or tractor-oil, poured in the crevice at the house foundations, makes
this place unhabitable for scorpions.
7. Trap scorpions at your home and send it to INSTITUTO BUTANTAN for
serum production: Damp burlap sacks or old clothes and spread it in the
evening over the ground, along walls. During the night or at evening scorpions
will crawl under it and can be readily captured the following morning. BU¬
TANTAN, at request, will send you "Scorpion-boxes”.
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE
II. PHONEUTRIINAE SUBFAM1LIA NOVA *
WOLFGANG BÜCHERL**
Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
As aranhas do gênero Phoneutria Perty 1833 (1) vivem em nosso meio,
costumam penetrar em nossas residências, colocar-se em posição de defesa “arma¬
da” — o que lhes rendeu o nome popular de “armadeiras” —- picam facilmente
e o seu veneno é um dos mais ativos sôhre o homem e a maioria dos animais
domésticos.
Pois, justamente as espécies dêste importante gênero, estudado já em 1925
e 26 por Vital Brazil e Jehan Vellard (2, 3) sob o ponto de vista médico sani¬
tário, eram por longo tempo e ainda o são frequentemente confundidas com as do
gênero Ctenus Walckenaer 1805 (4). Roewer (5), ainda em 1954, no “Katalog
der ARANEAE”, páginas 638-657, as incorporava sob o último gênero, em fla¬
grante inobservação da revalidação do gênero Phoneutria, feita por Mello-
Leitão em 1936 (6).
Estudos sistemáticos (7), de distribuição geográfica (8), da biologia (8, 9),
do mecanismo da picada (10), da conformação da glândula de veneno (11), da
atividade de seu veneno sôhre animais de laboratório (12, 13) não só nos con¬
venceram da profunda diferença entre os dois gêneros Phoneutria e Ctenus,
mas justificam, a nosso ver, o estabelecimento de uma subfamília nova, a das
Phoneutriinae, para dirimir em definitivo qualquer dúvida sôbre a validade
dêste importante gênero.
Material e Método
Desde 1948 temos dedicado especial atenção às aranhas do gênero P h one u-
tria, cujas glândulas de veneno são aproveitadas sem interrupção, a partir de
1925, na elaboração dos soros anti-aracnídicos. Em 500 viveiros, sobrepostos e
seriados, foi possível proceder-se às mais diversas observações biológicas: alimen¬
tação, consumo de água, acasalamento, ootecas e posturas, eclosão dos filhotes,
mudas de pele, extrações periódicas por electro-choque dos venenos. A morfo¬
logia de filhotes, jovens e adultos, machos e fêmeas foi e ainda está sendo estu¬
dada principalmente no tocante aos caracteres que separam as aranhas dêste gê¬
nero das de outros.
* Apresentado por W. Bücherl no simpósio sôbre “Web Building spiders”, da
A.A.A.S., Seetion on Zoology, em New York, dezembro de 1967. Trabalho
realizado sob os auspícios do F.P.I.B.
** Bolsista do F.P.I.B.
Recebido para publicação em 15 de março de 1968.
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AKANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE
De 1956 até fins de novembro de 1967 foram recebidos pelo Instituto Bu-
lantan e mantidos vivos na Secção de Artrópodos Peçonhentos 7.303 exemplares
de Phoneutria, pertencentes possivelmente a duas espécies.
Histórico da família CTENIDAE e de suas sub famílias
Walckenaer (14), em 1837, distinguiu no gênero Ctenus três grupos,
“família” Ambiguae, Genuinae e Phoneutria e. Keyserling (15),
em 1877, estabeleceu para o gênero a família CTENIDAE. Simon, entretanto em
1897 (16) reuniu os DRASSIDAE, LYCOSIDAE e THOMISIDAE na superfa-
mília dos CLUBIONIDAE, que comprendia então 8 subfamílias, incluindo a das
Cteninae. Em 1909 (17) agrupou os gêneros das três subfamílias Cteninae,
Acantheinae e Caloctentnae, continuando a adotar o nome CLUBIONIDAE para
a família. A maioria dos autores, entretanto, adotou definitivamente o nome de
CTENIDAE Keys. 1877. Além das três subfamílias, reconhecidas também por
Petrunkevitch (18), estabeleceu Mello-Leitão (16), em 1936, a subfamília
Argocteninae e, em 1939, 1 19) a Corinocteninae.
Caracterização das aranhas da família CTENIDAE
Labidognatas, dipneumatomorfas, acribeladas, com seis fiandeiras; pernas com
duas garras denteadas em uma só fila, com tufos subungueais e com densas escó-
pulas ventrais nos tarsos e nos metatarsos. Em alguns gêneros podem as escópulas
metatarsais ser reduzidas no terceiro e no quarto par de pernas, principalmente em
machos. Com oito olhos em três fileiras, segundo o esquema: 2-4-2 (apenas em
Acantheinae: 4-2-2); lábio livre, mais longo que largo, tão longo quanto largo
ou mais largo que longo; lâminas maxilares quase paralelas, distalmente pouco
ou muito alargadas, em Corinoctenus, foliar, sempre com escópula apical, que cos¬
tuma estender-se também por uma grande área da face anterior interna; fóvea
torácica longitudinal; goteira queliceral com dentes nas duas margens; face exter¬
na do artículo basal das quelíceras com pequeno côndilo.
Descrição de. Phoneutriinae subfamília nova
Em 1902 procedeu F. Pickard Cambridge (20) a uma revisão das espécies
neotropicais de Ctenus e distinguiu nitidamente dois grupos: o primeiro “tibia
and tarsus of pedipalp with thick velvety pad of soft and short hair on inner
side. Patella and tibia I in the females much longer than patella and tibia IV...
vulva with a pair of dark longitudinal ridges (only on reidyi and andrewsi
without ridges but emarginate anteriorly) — reidyi, andrewsi, rufibarbis, bo-
liviensis, nigriventer, feras ”, e o segundo grupo: “Tibia and tarsus of pedipalp
without any pad of short hair on the inner side. Patella and tibia 1 in the females
equal to or only slightly longer than patella and tibia IV. Vulva with a pair of
oval, convex, obliquely convergenl tubercles on anterior portion (Ctenus medius)
or simple, broad, convex (C. falcatus ), with or without a stout curved dentiform
process”.
Ora o primeiro grupo abrange exatamente as espécies do gênero P h o n e u-
l r i a e o segundo as do gênero Ctenus.
Phoneutriinae subfamília nova pode ser caracterizada:
l.° — pela presença em filhotes e adultos, machos e fêmeas, de uma densa escópula
vdudosa, formada por pêlos curtos, escópula esta que ocupa tanto a face
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anterior como a ventral das tíbias e dos tarsos dos palpos (Fig. 1) ; nas
tíbias a escópula é estreita na porção basal e se alarga distalmente, nos
tarsos ela é larga na base e se estreita para a frente em sentido tangencial.
Em C t e nus existem nestas áreas pêlos comuns ou cerdas longas, que
nunca formam escópula.
2. ° — Pelo aspecto do epígino das fêmeas, das apófises tibiais e do bulbo dos
machos: O epígino (Figs. 2, 3) ou é alongado, com área central, acom¬
panhada dos dois lados por uma trabécula de quitina espessa e saliente
e com mais outra saliência lateral posterior (as espécies do Sul do Brasil)
ou (nas espécies amazônicas) a porção central apresenta uma entrância
anterior com um processo saliente em cada lado depois do meio. Os
epíginos de C t e nu s apresentam aspecto profundamente e inconfundi¬
velmente diferente, em geral bilobados, largos, com a maior largura no
terço anterior. Em Phoneutria a maior largura fica no terço pos¬
terior e a peça tôda é estreita na frente. Os machos de Phoneutriinae
apresentam geralmente 1 só apófise tibial, não ou muito pouco bifurcada,
os de Cteninae têm apófise dupla ou nitidamente bífida. O alvéolo do
bulbo copulador em Phoneutriinae (Fig. 4) é encoberto geralmente pela
escópula veludosa, o que não ocorre em Ctenus.
3. ° — A ooteca das Phoneutriinae apresenta a forma de um disco, é afixada
pela mãe num objeto propício e não carregada, pousando a mãe ao lado.
A maioria das Cteninae tem ootecas pequenas, bastante achatadas e que
são carregadas pela mãe sob o esterno.
4. °-— As Phoneutriinae, principalmente no sul do Brasil, onde são mais fre¬
quentes, “armam” invariàvelmente o bote, colocam-se em defesa “armada”,
saltam e picam, enquanto que as Cteninae procuram fugir.
5. ° — A ação do veneno, até agora estudado nas espécies do Sul do Brasil, se
faz sentir principalmente sôbre o sistema nervoso periférico, verificando-se
centenas de acidentes humanos de ano para ano (Phoneutriinae). As
Cteninae, ao contrário, além de serem relativamente raras, não têm pro¬
vocado acidentes humanos quase.
Chave das subfamilias de CTENIDAE
1. Lâminas maxilares de base estreita, contornando o lábio e dilatando-se apical¬
mente em forma de fôllia, com seus bordos externos muito curvos; lábio
pouco mais longo que largo, também um pouco dilatado na frente e com os
ângulos anteriores arredondados — Corinocteninae Mello-Leitão 1939;
Gênero único: Corinoctenus M. L. 1939;
Genótipo: C. anomalostomus M. L. 1939 — 1 fêmea. Procedência: Delta
de Las Palmas, Argentina. Tipo no Mus. Argent. de Ciências Naturales,
Buenos Aires, sob o n.° 3823.
Lâminas maxilares com base relativamente larga e com lados interno e exter¬
no relativamente direitos, com ápice mais largo, mas apenas moderadamente
dilatado e com a porção externa, que corresponde à inserção dos trocânteres,
levemente escavada . 2
2 . Lábio mais largo do que longo (apenas em poucas espécies de Odo tão largo
quanto longo), moderadamente arredondado na frente e sem escavações la¬
terais e não ultrapassando geralmente a metade do comprimento das lâminas
maxilares.. 3
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAK
3.
5.
Lábio mais longo do que largo ou pelo menos Ião longo quanto largo, ul¬
trapassando ou pelo menos atingindo o meio dos maxilares; sempre com esca¬
vações laterais . 4
Tíbias I e II com 7 a 9 pares de espinhos inferiores muito longos (raras
vêzes apenas 5 pares) — Calocteninae (Simon) 1897 -—
Gêneros: Anahita Karsch 1879 com 18 espécies palaeárticas, 1 oriental
e 2 neotropicais (Bahamas e sul de U.S.A.) ; Apoia n ia Sim. 1897, 1
espécie das Seichelas; Caloctenus Keyserling 1876 com 10 espécies da
África e 7 neotropicais (São Vicente, Venezuela e Brasil), Elassoctenus
Sim. 1909 com 1 esp. da Austrália, Gephyroctenus Mello-Leitão 1936
com 3 esp., Guianas e Paraná, Brasil, Hesti moderna Sim. 1909 com 2
esp. da Austrália, Odomasta Simon 1909 com 1 esp. Tasmania, Pseu¬
do c te n a s Caporiacco 1949 com 1 esp. de Kania, Thasyraea L. Koch
1878, com 2 esp. da Austrália e Trujilina Bryant 1948, com 1 esp.
de San Domingo.
Tíbias I e II com apenas 4 pares de espinhos inferiores ou menos; olhos
anteriores em linha direita ou pouco recurva —- Argocteninae Mello-Leitão
1936. —
8
esp
Gêneros: Argoctenus L. Koch 1878, <
troctenus Mello-Leitão 1929, com 2 esp. da
co, Brasil, Horioctenus Chamberlin 1916 com
canas (1 — Peru, 2 — Argentina, 1 — Brasil),
da
Argentina
Austrália, C e n-
e de Pernambu-
4 espécies sul-ameri-
N eoctenus Simon
1897 com 3 esp. de Fonteboa; Amazonas, O do Keyserling 1887 com 2 esp.
da Austrália e 14 espécies neotropicais, sendo 5 do Brasil, Paravulsor
Mello-Leitão 1922 com 1 esp. do Rio de Janeiro, Vulsor Simon 1888 com
7 espécies da África e 1 do Brasil.
Tíbias I e II geralmente com 6 ou mais pares de espinhos inferiores, longos
e cerdiformes; cefalotórax relativamente plano, com a região cefálica bem
destacada da torácica e mais elevada; olhos 2-4-2 ou 4-2-2 (no segundo caso
as dimensões dos olhos anteriores semelhantes às de L y c o s a) — Acan-
theinae (Simon) 1897. —
Gêneros: Acantheis Thorell 1891 com 6 espécies da índia, C t e n o m-
m a Thorell 1890 com 1 espécie da Austrália, Diallomus Simon 1897
com 2 espécies de Ceilão, Enoploctenus Simon 1896 com 5 espécies
exclusivamente do Brasil, Mesoctenus Mello-Leitão 1929, com 1 espé¬
cie de Pernambuco, Nothroctenus Badcock 1932 com 2 espécies de Pa-
raguassú, Bahia e do Paraguai, Phymactoctenus Simon 1896 com
4 espécies, sendo 3 de Costa Rica e 1 do Tocantins, Brasil, Z o r a C. L.
Koch 1848 com 18 espécies da Europa e Asia Menor e 1 esp. de Alabama,
Zoroides Berland 1924 com 1 espécie da Nova Caledónia, P ar ac an-
t hei s Kraus 1955 com 1 espécie de El Salvador.
Tíbias I e II geralmente com 4 a 5 pares de espinhos inferiores, robustos,
eréteis e moderadamente longos; olhos 2-4-2; carapaça mais elevada na região
da fóvea torácica . 5
Tíbias e tarsos dos palpos em machos e fêmeas apenas com a costumeira es-
cópula ventral; na face anterior dos mesmos artículos há cerdas ou pêlos ro¬
bustos — Cteninae Simon 1897 —
Gêneros: Asthenocte nus Simon 1897 com
C elaetycheus Simon 1897 com 6 espécies
6 espécies da Argentina,
de Cuba, Guianas, Porto
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7.
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Fig. 1 — Palpo direito de uma Phoneutria, fêmea, com escópula veludosa nas faces ante¬
rior e ventral da tibia e do tarso.
Fig. 2 — Epigino de um espécimen de Phoneutria de São Pauio.
Fig. 3 — Epigino de um espécimen de Phoneutria da Amazônia.
Fig. 4 — Palpo do macho de uma Phoneutria com o esporão tibial e o bulbo copulador.
Fig. 5 — Lábio e Lâminas maxilares de uma Phoneutria.
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE
Rico e Panamá, C t e n u s Walckenaer 1805 com 127 espécies palaeárticas,
8 da região australiana, 1 neártica e 145 neotropicais, sendo cêrca de 60
do Brasil, Cupiennius Simon 1891 com 17 espécies exclusivamente
neotropicais, Diactenus Mello-Leitão 1938 com 1 espécie da Argentina,
/ ncasoctenus Mello-Leitão 1942 com 1 espécie do Peru, Isoctcnus
Bertkau 1880 com 4 espécies, sendo 2 do Paranaguá e 2 do Rio de Janeiro,
Itatiaya Mello-Leitão 1915 com 3 espécies, sendo 1 do norte da Argen¬
tina, 1 do Brasil e 1 de Porto Rico, T lio rios a Simon 1910 com 3 es¬
pécies da África, T i ti o tu s Simon 1897 com 2 espécies, sendo 1 da Cali¬
fórnia e 1 do Brasil, Tuticanus Simon 1896, com 2 espécies do Peru e
Equador, U lio d o n L. Koch 1873 com 9 espécies da região australiana
e 1 da Etiópia.
Tíbias e tarsos dos palpos em machos e fêmeas, além da escópula ventral ainda
com escópula veludosa na face anterior — Phoneutriinae subfamília nova —
Genótipo: Phoneutkia Perty 1833, com 12 espécies sul-americanas.
Resumo
Phoneutriinae é descrita como sub-família nova de CTENIDAE; é compa¬
rada com as demais subfamílias, sendo citados também os gêneros e o número
fie espécies de cada gênero, bem como sua distribuição geográfica.
SuMMARY
Phoneutriinae is described as a new subfamily of the CTENIDAE, LABIDO-
GNATHA, ARANEIDA and compared with all the other subfamilies; the names of
all the genera are given, including their number of species with geographical
distribution.
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V. DESSIMONI von EICKSTEDT
33
ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAM1LIA PHONEUTRI1NAE
III. REDESCRIÇÃO DO MACHO DE PHONEUTRIA FERA PERTY, 1833 *
V. DESSIMONI von EICKSTEDT
Secção ãe Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, S. Paulo
Até hoje, somente um macho de Phoneutria fera Perty, 1833 (1), o especimen
de C. L. Koch, 1848 (2), foi descrito. Todos os outros exemplares-machos men¬
cionados ou redescritos como pertencentes a esta espécie não eram amazônicos.
O especimen de C. L. Koch fôra guardado em sua coleção particular e por consultas
a colegas europeus, soubemos que provavelmente deve estar perdido.
Por êstes motivos, tendo à nossa disposição um exemplar macho de Phoneu¬
tria, do Território do Rio Branco, próximo à Divisa do Brasil com a Venezuela,
resolvemos descrevê-lo. Embora não esteja em bom estado de conservação para
nos proporcionar detalhes sôbre o colorido, pudemos aferir diversas medidas e for¬
necer, pela primeira vez, vários esclarecimentos sôbre a sua morfologia externa, in¬
clusive no que diz respeito ao bulbo copulador e à apófise tibial do palpo, caracteres
específicos de importância fundamental na sistemática moderna.
Descrição
Medidas : (em mm)
Compr. total
(com quel.) :
27
Esterno :
5,5
x 5,0
Cefalotórax:
14 x
11,5
Lábio:
2,3
x 1.8
Pernas:
Fêmur Pa
+ Ti
Metat.
Tarso
Total
I
19
26
19
5
69
II
18
23
17
5
63
III
14
18
13
4,5
49,5
IV
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Colorido — Como o exemplar em estudo está há muitos anos conservado em ál¬
cool damos, a seguir, a descrição do seu colorido atual: cefalotórax castanho-aver-
* Trabalho realizado sob os auspícios do F.P.I.B.
Recebido para publicação em 15 de março de 1968.
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAM1LIA PHONEUTRIINAB. III.
melhado, ornamentado por linhas escuras convergentes para a fóvea, revestido
esparsamente por pêlos curtos amarelados e circundado por uma fímbria de longos
pêlos flavos. Artículo basal das quelíceras castanho-escuro, revestido na frente
por pêlos castanho-amarelados e com uma escópula de pêlos compridos, avermelha¬
dos, delimitando a margem superior do sulco ungueal. Pernas da mesma côr que
o cefalotórax, munidas de longos pêlos amarelados no lado ventral. Tíbia c metade
basal do tarso do palpo de colorido cinza-escuro, quase prêto, apresentando no lado
dorsal, interno, uma faixa de pêlos esbranquiçados. Esterno e coxas das pernas
castanho escuros, revestidos por pêlos curtos amarelados; na base das coxas, uma zona
triangular mais clara. Lábio e lâminas maxilares da mesma côr que o esterno; ápice
das lâminas maxilares com pêlos longos, amarelados. Nada se pode afirmar quanto
à existência ou não de desenho ou manchas no dorso do abdômen; ventre com
quatro filas longitudinais de sigilas, convergentes para as fiandeiras, delimitando
um campo triangular.
Caracteres morfológicos —- Cefalotórax mais longo que largo com fóvea
longitudinal distinta. Quelíceras: margem inferior do sulco ungueal com 5 den¬
tes, o basal muito pequeno e os outros quatro equidistantes e quase do mesmo
tamanho; margem superior com três dentes, o médio, o maior. Olhos: ver Fig. 1.
Pernas: Espinulação — tíbias I e II com 5 pares de espinhos ventrais, o último par
apical (na tíbia II os espinhos de cada par não se conservam bem lado a lado)
metatarsos I a III com 3 pares de espinhos ventrais, o IV com séries irregula¬
res de numerosos espinhos. A espinulação dos demais segmentos é semelhante
à descrita para a fêmea (3). Ao redor da inserção dos espinhos existem pêlos
esbranquiçados. Escópida de pêlos revestindo tôda a extensão da face ventral
dos tarsos I a IV, chegando até quase a base dos metatarsos I e II, revestindo
a metade apical do metatarso III e ápice do metatarso IV. Longos pêlos ama¬
relados em tôda a extensão da face ventral dos fêmures, patelas e tíbias I a IV,
formando um tufo basal nos metatarsos I e II, presentes na metade basal do
metatarso III e pràticamente em todo o metatarso IV. Tarsos com tufos subun-
gueais e. duas garras munidas de dois dentes grandes e um pequeno, seguidos
ou não por uma fileira de dentículos; êles são curvos para baixo e dispostos em
uma única fila (Fig. 2a, 2b). Palpos: com escópula anterior de pêlos cinza
amarelados revestindo o têrço basal do tarso, tôda a tíbia, pràticamente ausen¬
te na patela e presente apenas nos dois têrços apicais do fêmur; tíbia cêrca de
duas e meia vêzes mais longa que larga, com uma apófise lateral externa sub-
apical em forma de gancho, curva para o lado ventral, pràticamente do mesmo
tamanho que a largura da tíbia e que termina em ponta afilada, levemente acha¬
tada (Fig. 3). As estruturas do bulbo podem ser vistas na Fig. 4.
Material e procedência — macho, Exemplar n.° 1183, Coleção Aracnológica
do Instituto Butantan, l/VII/1952 — Território do Rio Branco, próximo à Di¬
visa do Brasil com a Venezuela.
Diagnose diferencial: distingue-se do macho de Phoncutria boliviensis Cam-
bridge, 1897 pelas estruturas do bulbo e da apófise tibial (4). Do macho de Ctenus
sus Strand, 1910 (5), proveniente do Surinan e que, conforme Caporiacco já assi¬
nalara (6), deve pertencer ao gênero Phoncutria, distingue-se pela apófise tibial do
palpo; segundo Strand ela apresenta dois ramos que aos poucos se fundem em um só.
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2 (.
Fig. 1 — Grupo ocular do macho de Phoneutria fera, visto de cima, estando a aranha
em posição vertical.
Fig. 2a, 2b — Garras tarsais vistas de perfil.
Fig. 3 —- Tíbia e tarso do palpo esquerdo, vista lateral externa.
Fig. 4 — Tibia e tarso do palpo esquerdo, vista ventral.
cm
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAMILIA PHONEUTRIINAE. III.
Discussão
Como a descrição do macho de Phoneutria fera feita por C. L. Koch em 18481
não fornece elementos realmente úteis à identificação dos machos dessa espécie e|
como o exemplar de Koch, muito provavelmente, está perdido, é impossível, tendoI
apenas um exemplar à disposição, afirmar com certeza que o macho em estudoI
pertença de fato à espécie fera. Somente com maior quantidade de material (ma-|
chos e fêmeas) da localidade típica das espécies de Perty, poderíamos confirmar oul
não esta classificação. Apesar disso, a escassez de exemplares machos descritos I
dêsse gênero, até esta data, procedentes da região norte do Brasil e o fornecimento I
de dados de morfologia externa, principalmente no que diz respeito à estrutura do
órgão copulador do macho, justificam o presente trabalho.
Resumo
É redescrito o macho de Phoneutria fera Perty, 1833 (ARANEAE, LABIDOG-
NATHA, CTENIDAE). O primeiro macho dessa espécie foi descrito por C. L.
Koch, 1848. Após várias consultas, chegamos à conclusão de que êsse exemplar [
deve estar perdido.
SUMMARY
The male of Phoneutria fera Perty, 1833 (ARANEAE, LABIDOGNATHA, CTE-
N1DAE) is redescribed. The first male of this species was described by C. L. Koch,
1848. We are sure, after consultation of European colleagues that P. fera
Koch’s specimen as well as the P. ochracea type (probably a synonym of fera)
must be considered lost.
Agradecimentos — Agradeço a W. Büeherl, ex-chefe da Secção de Artrópo-
dos Peçonhentos a orientação dada na execução dêste trabalho e ao Sr. Klaus
Stewien, bolsista do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan, a colaboração
prestada.
Bibliografia
1. Perty, M. — Delect. Anim. Artic., p. 197, 1833, Pl. 39, Fig. 3.
2. Koch, C. L. — Die Arachniden, 15:60, 1848, Pl. DXX, Fig. 1459.
3. Von Eickstedt, V. D.; Lucas, S. e Büeherl, W. — Contribuição ao estudo de
Phoneutria fera Perty, 1833. Revalidação e sinonimias de Phoneutria rufibarbis,
1833, Mem. Inst. Butantan, 34:67, 1969.
4. Cambridge, P. O. P. — On Cteniform spiders from the Lower Amazons, Ann.
Mag. Nat. Hist., 19 (Ser. 6):80, 1897, Pl. III, Figs, 3a, b, c.
5. Strand, E. •—- Neue oder wenig bekannte Sudamerikanische Cupiennius und
Ctenus arten, Zool. Jahr. Syst. 28:300, 1910.
Caporiacco, L. di
118(3) :681, 1948.
Arachnida of British Guiana, Proc. Zool. Soc. London,
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Mem. Inst. Butantan,
34:37-41, 1969,
SYLVIA LUCAS
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAMÍLIA PHONEUTRIINAE
IV. CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA OOTECA, DOS OVOS, E A ECLOSÃO
DA ARANHA ARMADEIRA — PHONEUTRIA SP.* *
SYLVIA LUCAS
Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil.
Em 1951 e 1952, Biicherl (1, 2) fez algumas anotações sôbre o acasalamento,
a ooteca e o desenvolvimento de Plioneutria fera e nigriventer. Em 1957, Tretzel (3)
publicou dados interessantes sôbre a criação e manutenção de Plioneutria fera em
cativeiro.
Como nos laboratórios da Secção de Artrópodos Peçonhentos são mantidas
vivas, anualmente, centenas de aranhas armadeiras para extração do seu veneno,
achamos oportuno aproveitar êste material para um estudo mais detalhado sôbre
a ooteca e o desenvolvimento embrionário.
Material e Método
Tivemos à disposição as aranhas enviadas por fornecedores, além de grande
número de ootecas fixadas em álcool. Observamos a evolução de dezenas de oote-
cas, anualmente confeccionadas no cativeiro.
Através de uma pequena incisão num dos bordos da ooteca, retiramos em¬
briões em diferentes fases de desenvolvimento e continuamos a observá-los dentro
de pequenos tubos de vidro, envoltos em papel prêto tampados com algodão.
Apesar de que o fornecimento de aranhas armadeiras para o laboratório é
ininterrupto, verificando-se durante todo o ano, nota-se uma maior freqüência nos
meses de abril a agosto, predominando inicialmente os machos adultos e surgindo
as primeiras fêmeas com ootecas em meados de julho. Assim durante o ano de
1966 foram recebidas entre abril e agosto 486 Plioneutria sp., enquanto que
nos restantes meses do ano recebemos 259. Em 1967 recebemos 828 entre abril e
agosto e 340 nos meses restantes.
A OOTECA: confeccionada em laboratório como também na natureza, apre¬
senta-se de cor branca. Não há uma camada externa mais escura, que a confun¬
da com o meio, como é frequentemente observado entre aranhas caranguejeiras.
A sua confecção se dá durante a noite e a mãe fixa-a num substrato. Em
cativeiro observa-se muitas vêzes que a ooteca é afixada ao vidro que serve de
tampa para a gaiola. Não há, portanto, receio de expô-la a uma maior intensi¬
dade luminosa.
Recebido para publicação em 15 de março de 1968.
* Trabalho realizado sob os auspícios do F.P.I-.B.
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAM1LIA PHONEUTRIINAE. IV.
A mãe cuida da ooteca cobrindo-a parcialmente com o esterno e repousando
os palpos e os dois primeiros pares de pernas sôbre ela. Eventualmente o terceiro
e o quarto par de pernas também podem colaborar. Sentindo-se perturbada pro¬
cura defender ferozmente a ooteca, despregando-a mesmo de seu substrato para
afixá-la em outro ou segurando-a prêsa entre as quelíceras, junto ao corpo. Quan¬
do se isola a mãe, ao retornar, logo volta a procurar a sua ooteca. Retirando-se
a ooteca e devolvendo-a mais tarde a mãe também a aceita sem maiores problemas.
Cada aranha faz e cuida somente de uma ooteca por vêz. Excepcionalmente
aceita além da sua própria uma outra, que rejeita porém mais tarde.
Raros são os casos de abandono da ooteca. Geralmente isso ocorre quando
a mãe morre. A aranha não aceita alimento, de modo geral, quando está cui¬
dando de sua ooteca. Somente a deixa por alguns segundos para beber água, que
nunca deve faltar no viveiro. Às vêzes devido ao estado de inanição não conse¬
gue cuidar da ooteca até a eclosão dos filhotes.
Há também parasitas que atacam a ooteca, alimentando-se tanto de ovos
em início de desenvolvimento como também de aranhas prestes a eclodir. Resta,
ao final, apenas um pó muito fino e a mãe termina por abandoná-la. Outras
• ■ V
Fig. 1 — “Ventosa", detalhe de um fio de fixação.
Fig. 2 — Ovo de Phoneutria sp.
Fig. 3 a 9 — Diversas fases de desenvolvimento do embrião.
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Aranha recém eclodida do corion, vista lateral.
Aranha recém eclodida do corion, vista ventral.
Fig. 10
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vêzes os ovos não se desenvolvem. Aglutinam-se numa região da ooteca e tor¬
nam-se duros e de côr amarelo forte.
A fixação da ooteca no substrato se dá por meio de inúmeros fios que se
fixam no substrato através de uma espécie de “ventosa”. Cada fio, realmente, é
constituído de inúmeros, a “ventosa” é formada pelo fio múltiplo que termina
espessado e do qual partem para ambos os lados inúmeros fios curtos (Fig. 1).
Estas “ventosas” aderem fortemente ao substrato e mesmo depois de retirada a
ooteca elas permanecem no local. Assim, facilmente pode-se identificar o local onde
havia sido fixada uma ooteca.
A ooteca é formada por dois “pratos”, um, inferior, achatado, que adere per¬
feitamente ao substrato e o outro, superior, que serve de tampa. Ambos estão for-
temenle unidos na linha equatorial. Cada “prato” é formado por duas camadas
de tecido diferente. A externa é constituída de fios densos, serve para proteger
a ooteca, isolando-a do meio ambiente. A outra, interna, é formada de fios frou¬
xamente entrelaçados semelhante a uma camada de algodão. Conforme a ooteca
esta camada é constituída apenas por fios formando uma rede em cima dos ovos,
ou é bem espessa. Protege os ovos contra choques e os mantem no seu lugar.
0 tamanho das ootecas varia. As confeccionadas em julho, agosto, isto é
no início do período, são grandes atingindo em média cêrca de 35 mm de diâ¬
metro. As últimas, confeccionadas em fevereiro e início de março são pequenas
raramente ultrapassando 25 mm de diâmetro.
40
ARANHAS DA FAMÍLIA C T E N I D A E, SUBFAM1LIA PHONFAJTRUNAE. IV.
Os OVOS estão dispostos dentro da ooteca lado a lado e em camadas, sem
porém obedecerem a uma orientação determinada. Medem de 1,2 a 1,5 mm de
diâmetro e são redondos, de cor amarelo esbranquiçada (Fig. 2). Seu número
varia conforme as dimensões da ooteca, sem contudo se poder estabelecer um cri¬
tério rígido. De modo geral, ootecas grandes tem maior número de ovos do que
as menores.
Diâmetro da
ooteca — mm 11 12 16 19 20 21 21 24 30 31 32 38
Número de ovos 347 145 418 664 376 1073 1122 211 678 1482 1308 1677
O desenvolvimento embrionário é rápido. Pode-se acompanhar as diversas
fases de desenvolvimento retirando-se, periodicamente, embriões de dentro da ooteca.
Simultaneamente podem-se também observar várias fases dentro de uma mesma
ooteca. Assim, ao lado de embriões bem evoluídos, há ovos ainda em início de de¬
senvolvimento (Figs. 3, 8).
Cêrca de 20 dias após a confecção da ooteca as aranhas começam a nascer,
isto é, irrompem pelo corion. Êste, ao final do desenvolvimento, é uma cutícula
delgada, transparente, que se rompe a altura das quelíceras da aranha. Abre-se
uma tampa e libertam-se o cefalotórax e os dois primeiros pares de pernas, além
dos palpos. O corion através de movimentos lentos da própria aranha é empur¬
rado para trás em direção à ponta do abdômen. Saem depois as pernas poste¬
riores e finalmente o corion permanece preso apenas à ponta do abdômen e termi¬
na por cair (Figs. 9, 10 e 11).
Nem o filhote recém nascido, nem a mãe se alimentam do corion. Êste seca,
fica cada vez mais enrugado e adquire cor branca opaca e fica dentro da oòteca.
A aranha recém nascida é muito frágil. Permanece semidobrada como se ain¬
da estivesse envolta pelo corion. Seus movimentos são lentos e raros. As pernas
ficam dobradas sôbre o abdômen, assim como também o cefalotórax. Lentamen¬
te procura desdobrar-se. As pernas dobram-se e novamente esticam-se, as quelí¬
ceras abrem-se e fecham-se. A aranha é muito sensível à luz. Quando retirada,
nesta fase, de dentro da ooteca, para mantê-la viva é necessário colocá-la em am¬
biente escuro. Não pode caminhar pois não coordena seus movimentos. As fian¬
deiras não podem emitir fio. Tôda aranha tem cor branco amarelada e é semi
transparente. Não apresenta pigmentação e nem pêlos revestindo o corpo e as
pernas. Os olhos estão esboçados sob forma de manchas mais brancas e a dispo¬
sição corresponde à fórmula ocular das aranhas adultas. O cefalotórax, por trans¬
parência deixa ver parte do sistema nervoso. No esterno, também por transparên¬
cia, observa-se a musculatura que movimenta as extremidades. As pernas são
transparentes mas já existe a divisão em artículos, apesar de que a separação en¬
tre tíbia e patela, e metatarso e tarso não é muito nítida. As quelíceras apresen¬
tam uma pequena garra terminal. Os pulmões aparecem sob forma de duas man¬
chas brancas e não há indício de fenda genital. As fiandeiras formam uma
protuberância na ponta do abdômen, podendo-se ver, por transparência, os três
pares. O abdômen está repleto de gema nutritiva (Fig. 10).
Com o passar dos dias a aranha torna-se mais ágil nos seus movimentos e
perde um pouco seu aspecto transparente. Após cêrca de sete dias muda pela
primeira vez de pele, dentro da própria ooteca.
Após a primeira muda, a aranha, apesar de ainda permanecer protegida, den¬
tro da ooteca, apresenta maior mobilidade e suas fiandeiras já são capazes de
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emitir fios. A transparência da aranha desaparece, e surge um leve revestimen¬
to piloso, tanto nas pernas como no corpo. Com o passar dos dias a aranha torna-se
cada vêz mais acinzentada, principalmente as pernas e o cefalotórax e aparece um
desenho no abdômen. Os olhos ficam com o aspecto do dos adultos apesar de
que são relativamente maiores, ocupando tôda fronte do cefalotórax.
Uma semana depois os filhotes começam a sair da ooteca. A mãe ajuda a
abri-la, mordendo num dos bordos fazendo uma pequena abertura. Esta ajuda
da mãe é necessária. Os filhotes saem em geral durante a noite. Agrupam-se
perto da mãe e permanecem quase imóveis na teia que êles próprios constroem.
Não procuram alimento. Seu abdômen ainda está cheio de gema. Dois a três
dias após a eclosão manifesta-se um geotropismo negativo, os filhotes constroem
uma teia semelhante a um véu e procuram localizar-se no alto do viveiro, mudam
pela segunda vez de pele e procuram se dispersar.
A mãe termina por abandonar a ooteca onde restam apenas o corion, a pri¬
meira exúvia e algumas aranhas mortas e ovos que não se desenvolveram.
Resumo
Nêsle trabalho é feito um estudo da ooteca, dos ovos e do desenvolvimento
embrionário de Phoneutria sp., da família CTENIDAE, sub-família Phoneutrunae.
SüMMARY
This work is a study about the egg sac, the eggs and the embrionary
development of Phoneutria sp., family CTENIDAE, subfamily Phoneutrunae.
AGRADECIMENTOS — Agradecemos ao Dr. Wolfgang Bücherl pela orien¬
tação dada e a Laurinda Caly pela cooperação prestada durante a criação das
aranhas. A Theresa Sarli agradecemos a feitura das ilustrações
Bibliografia
X. Bücherl, W. — Estudos sôbre a biologia e a sistemática do gênero Grammos-
tola Simon, 1892. Mon. Inst. Butantan (1), 1951.
2. Bücherl, W. — Brutfürsorge und Brutpflege bei einigen brasilianischen Spinnen,
Trans. Internat. Congress Entomol., Amsterdam, 1:1091-1092, 1952.
3. Tretzel, E. — Haltung, Zucht und Entwicklung von Phoneutria fera (Perty) und
anderen Spinnen, Zool. Garten, 23:74-110, 1957.
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V. DESSIMONI von EICKSTEDT
e WOLFGANG BÜCHERL
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAMÍLIA PH ONE UTRIINA E
V. A SEGUNDA FILA OCULAR EM PHONEUTRIA PERTY, 1833*
V. DESSIMONI von EICKSTEDT e WOLFGANG BÜCHERL **
Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Nêste trabalho é feito um estudo morfológico comparativo dos olhos, principal¬
mente da segunda fila ocular da aranha Phoneutria Perty, 1833. 0 autor do
gênero e das duas primeiras espécies, rufibarbis e fera, omitiu no desenho de ruji-
barbis, os olhos laterais anteriores e em jera, desenhou a segunda fila muito recur¬
va (1). 0 primeiro revisor do gênero, F. 0. P. Camhridge (2), em 1897, em face
dêsses desenhos, declarou a rufibarbis como “forma ignota”, designou fera como tipo
do gênero e afirmou que, baseando-se na descrição sumária e nos desenhos de Perty,
o gênero Phoneutria só poderia ser separado de C t e n us pela disposição dos
olhos da segunda fila (reta ou procurva em C t e nu s e recurva em Phoneutria)
Strand (3), em 1917, reexaminou o exemplar tipo de fera, etiquetado pelo próprio
Perty, exemplar êste que, inexplicàvelmente, veio parar no Museu de Berlim e
constatou que o campo ocular do espécimen estava parcialmente lesado, o que
contribuiu para o deslocamento dos olhos do lado esquerdo, enquanto que do lado
direito a segunda fila era, na realidade, ligeiramente recurva e não fortemente
recurva como Perty, exageradamente, a representou. Assinalou não ser possível
diferenciar Ctenus de Phoneutria baseando-se unicamente na disposição ocular,
pois, examinando vários exemplares de Ctenus constatou ligeiras variações da
segunda fila de olhos: desde ligeiramente procurva até ligeiramente recurva. Afir¬
ma ainda que os demais caracteres morfológicos do exemplar de Perty são se¬
melhantes aos de Ctenus, não vendo, por isso, razão em separar os dois gêneros.
Estudos posteriores (4, 5) permitiram o reconhecimento de caracteres que possi¬
bilitam essa diferenciação. Como Strand observou os olhos de apenas um exem¬
plar de Phoneutria, achamos interessante pesquisar, em vários exemplares
de uma mesma espécie dêsse gênero, a variação existente no tocante à segunda
fila de olhos, já que, por muito tempo, êsse assunto foi alvo de intensa polêmica
entre os aracnólogos.
Material e Método
Foram estudados 50 exemplares de Phoneutria, procedentes dos arredo¬
res da cidade de São Paulo e pertencentes todos a 1 só espécie. As observações
foram feitas com auxílio de lupa estereoscópica. A segunda fila ocular é dita
procurva tôda vez que, traçando-se imaginàriamente, uma reta tangente à margem
* Trabalho realizado sob os auspícios do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
** Bolsista do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
Recebido para publicação em 15 de março de 1968.
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ARANHAS DA FAMÍLIA CTENXDAE, SUBFAM1LIA PHONEUTRJWAE. V.
anterior dos dois olhos medianos posteriores, o prolongamento dela cortar os olhos
laterais da mesma fila; reta, quando êsse prolongamento também fôr tangente à
margem anterior dos laterais e recurva tôda vez em que êsse prolongamento passar
adiante da margem anterior dos olhos laterais.
Resultados
O número de exemplares observados foi suficiente para mostrar a grande
variabilidade existente em relação à segunda fila ocular. Conforme a posição
em que se segura a aranha, num mesmo exemplar ela pode se apresentar procur-
va, reta e até mesmo levemente recurva. Note-se também que, frequentemente,
ocorre assimetria quanto à posição dos olhos laterais de um e outro lados, resul¬
tando que uma metade da linha pode ser reta, por exemplo, e a outra ser procurva.
Num dos exemplares estudados foi verificado que, segurando-se a aranha em
posição vertical e observando-se os olhos de cima, a segunda fila apresentava-se
reta de um lado e levemente recurva do outro. Inclinando-se um pouco a aranha
para trás, mas mantendo-a ainda na posição vertical, a metade reta da linha pas¬
sava a levemente procurva e a metade levemente recurva passava a reta e até
mesmo a levemente procurva, se a inclinação fôsse um pouco maior. Seguran-
do-se a aranha de perfil, a segunda fila ocular apresentava-se nitidamente procurva
e, quando a aranha era observada pelo lado dorsal com o cefalotórax ligeiramen¬
te inclinado para cima, a linha mostrava-se ligeiramente recurva. Pode existir,
portanto, uma pluralidade de interpretações diferentes em decorrência do modo
de segurar a aranha (Fig. 1 e 4).
Para obter-se um desenho que mostre a exata posição relativa dos olhos de
Phoneutria, é necessário segurar a aranha em posição bem vertical, de tal
forma que o plano dos olhos da aranha seja paralelo ao plano dos olhos do obser¬
vador, isto é, que o clípeo esteja em posição horizontal. Nessa posição, vêem-se
quase num mesmo plano, os dois olhos medianos anteriores e os quatro olhos da
segunda fila; os dois olhos laterais posteriores ficam num plano diferente, pois es¬
tão situados um pouco mais para trás, mas, para desenhá-los não se deve mudar
a posição da aranha a fim de não causar distorsões na representação dos olhos.
Observando-se a segunda fila ocular de vários exemplares de Phoneutria,
sempre do mesmo modo, (clípeo horizontal), encontramos as três modalidades pos¬
síveis: de 50 aranhas examinadas, 22 apresentaram-se com segunda fila ocular
ligeiramente procurva, 17 com segunda fila ligeiramente recurva e 11 com se¬
gunda fila pràticamente reta (Fig. 1 a 3).
Conclusão
Em face dos resultados obtidos, conclui-se que, no gênero Phoneutria, a
disposição dos olhos da segunda fila ocular é caráter muito variável, mesmo den¬
tro de uma mesma espécie e, portanto, não pode ser usado para caracterizar nem
espécie nem gênero.
Resumo
É feito um estudo da variação da segunda fila ocular da aranha Phoneutria ,
mostrando não ser possível considerá-la caráter específico ou genérico.
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o o
JTD_Q3
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Í.O...OJ
o o
^ O Q
O O
Figs. 1, 2 e 3 — Olhos de três aranhas de uma mesma espécie de Phoneutria, estando os
exemplares em posição vertical, vendo-se os olhos de cima. Flg. 1 — segunda fila ocular
Procurva. Fig. 2 — segunda fila ocular reta. Fig. 3 — segunda fila ocular recurva.
Fig. 4 — Olhos do mesmo exemplar utilizado para a Fig. 1, estando a aranha em posição
horizontal com o cefalotórax inclinado de 45° em direção ao observador. A segunda fila
ocular mostra-se recurva.
SüMMARY
This is a study on the variation of the second ocular row of the spider
Phoneutria, showing that it is impossible to consider it as a specific or generic
character.
Bibliografia
1. Perty, M. — Delect. Anim. Artic., 1833, prancha 39, figs. 2 e 3.
2. Cambridge, F. O. P. — On Cteniform Spiders from the Lower Amazons, Ann.
Mag. Nat. Hist., Ser. 6, 19:58-60, 1897.
3. Strand, E. — Arachnologia varia. Arch. Naturges., 82A(2):72, 1917.
4. Mello-Leitão — Contribution à 1’Étude des Ctenides du Brésil. Festschr. Strand,
1:18, 1936.
5- Bücherl, W., Lucas, S. e Dessimoni, V. — Redescrição dos gêneros Ctenus
Walckenaer, 1805 e Phoneutria Perty, 1833, Mem. Inst. Butantan, 31:95, 1964.
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SPIDERS OF THE FAMILY CTENIDAE, SUBFAMILY PHONEVTR1INAE
VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
WOLFGANG BÜCHERL *, SYLVIA LUCAS and VERA DESSIMONI von EICKSTEDT
Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil.
The Bibliographia Phoneutriarum contains: 1. References to all original
descriptions of species, with their primary synonyms, including the sex, type-loca-
lity, range of the species, and the deposition of the type specimen (when known) ;
2 The most important topics of the original descriptions in the languages of
authors; 3. Only for the first time we cited behind the author’s narae and the
publication’s date the full title of lhe publication and the periodic in which it has
appeared.
Petrunkevitch’s (1911), Roewer’s (1954), and BonneFs (1958) general spider-
catalogues dealing with Phoneutria (the last one) or with Phoneutria but sub
Ctenus (the first two) are frequently cited in the checklist and the bibliography.
The validity of all nominal species of Phoneutria is not questioned here.
Phoneutria Perty 1833 — Bras. Spinnen, in C. F. Ph. de Martius (Editor),
Delectus Animalium..., Monachii, 1834, pp. 196-197; Pl. 39, Fig. 3. Character
Essentialis: oculi 8, subaequales: 4 antice in quadratum positi, postice utrinque 2,
íere inter se contingentes. Pedes elongati: illi paris primi et quarti Iongitudine
íere aequales, pedes paris tertii inter omnes brevissimi. Labium rotundatum.
Lharacter Naturalis: oculi 8, subaequales: 4 minores antici in quadratum positi,
postice utrinque 2 parum maiores per paria valde remoti, inter se fere con¬
tigentes. Palpi subfiliformes, apicem versus paulo crassiores. Chelicornua stipite
crasso robusto, unguibus paene decussatis. Maxillae ad apicem subtrigonae. Labium
rotundatum. Cephalothorax antrorsum coarctatus, postice rotundatus. Abdômen
ovatum. Pedes elongati: illi paris primi et quarti Iongitudine fere aequales, paris
secundi praecedentibus breviores, paris tertii inter omnes brevissimi; omnes tarsis
attenuatis. “Phoneutria” significat interfectrix, peremptrix. Genus Lycosae pro-
Ximum, a qua vero notis sufficientibus differt. Praeter species hic descriptas
adhuc plures novi, omnes Américas Meridionalis indígenas, staturas grandis.
Type — species Phoneutria fera Perty, by subsequent selection by F. O.
1 ickard-Cambridge 1897 — Ann. Mag. Nat. Hist. ( 6 ) 19, pg. 59: “... and 1
dierefore select P. fera Perty as the type of the genus Phoneutria .... one is
cornpelled to regard it as a "forma ignota”, though its generic relations are certain
So far as the eye-formula is concerned. . .”, and by E. Strand 1917 — Arachnol.
^aria 16, Arch. Naturg. 82 A(2), pp. 72-73: “Es Iiegen mir einige trockene
-'Xernplare von Spinnen vor, die mit Perty’s Handschrift “Brasília” etikettiert sind,
u nd die ich für Perty’sche Typen halte, trotzdem leider keine Namenetiketten daran
Granted by the Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
Received for publication in march 18, 1968.
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
stecken; wahrscheinlich sind die Etiketten nicht an, sondem neben der Nadei des
Tieres eingesteckt gewesen und sind dann nachher verloren- gegangen, wáhrend die
an der Nadei steckenden Lokalitaetsetiketten nocli vorhanden sind. Von Ctenus
findet sich nur Cephalothorax mit Extremiliiten eines einzigen Exemplares, das die
Type (wenn überhaupt eine solche) von Phoneutria fera sein muss, da die dun-
kelbranne Behaarung der Mandibeln soforl zeigt, dass es P. rufibarbis unmõglich
sein kann.”
Gervais, P. 1840, Dic. Sei. Nat. Suppl. 1, p. 307; Erichson, G. F. 1845, Nom.
syst. gen. Arachnid, in L. Agassiz, Nomencl. zool., Soloduri, p. 10; Agassiz, L. 1848,
Nomencl. zool. Soloduri, p. 828; Koch, C. L. 1848, Die Arachniden, Nürnberg,
p. 101, and 1851, Übersicht d. Arachnidcnsyst. 5, Niirnherg, p. 36; Simon, E.
1864', Hist. Nat. Araign. I, p. 377; Karsch, F. 1879, Westafrik. Arachn., Zeitschr-
ges. Naturw. 52, p. 344; Keyserling, E. 1881, Neue Spinn. aus Amerika IE, Verh.
zool. boi. Ges. Wien 30, p. 575; Scudder, S. H. 1882, Nomencl. zool. Washington,
and Buli, U. S. Nat. Museum, 19; Pickard-Cambridge, F. O. 1897; Scherborn,
C. D. 1922, Index Animalium..., London, p. 4923; 1932. p. 829; Petrunkevitch,
A. 1928, Syst. Aranear., Trans. Conn. Acacl. Arts Sei. 29, p. 241; Mello-Leitão,
C. de 1936, Contr. à Fetude des Cténides du BrésiI,' Festschr. E. Strand 1, pgs.
2, 14; Neave, S. A., 1939, Nomencl. zool. London. p. 725; Bonnet, P. 1958, Bibl.
Ar. II, p. 3619; Biicherl, W., Lucas, S. and Dessimoni, V. 1964, Redescrição dos
gêneros Ctenus e Phoneutria, Mem,. Inst. Butantan 31, pgs. 95-102.
Ctenus: Walckenaer, C. A. 1837, Hist. Natur. des Ins. Aptércs, Paris, pgs.
369-370; Simon, E. 1864, p. 478; 1897, Hist. Nat. des Araign. II, Paris, pgs.
108-111; Keyserling, E. 1891, Spinn. Amerikas, Bras. Spinn., Nürnberg, 3, pgs.
144-145; Pickard-Cambridge, F. 1897, On Cteniform Spid. from the Lower
Amazons... Ann. Mag. Nat. Hist. (6) 19, pgs. 78-79; 1898, On lhe Cteniform
Spiders. . . Proc. zool. Soc. London, p. 18; Strand, E. 1907, Über drei Clubioni-
den... Zeitschr. Naturw. 79, p. 125; Petrunkevitch, A. 1911, Synonymic Ind.
Catalogue..., Buli. Am. Mus. Nat. Hist. 29, p. 471; Mello-Leitão, C. de 1917,
Notas Aracnol., Broteria 15, p. 97; Novas Club. do Brasil, Arch. Esc. Sup. Agr.
med. Vet. 6, p. 41; Aracnídeos de Sta. Catarina, Rev. Mus. Paul. 15, pgs. 397-403;
Roewer, C. F. 1954, Katalog der Araneae 2, Abt. a, Bruxelles, pgs. 638-639.
1. Phoneutria andrewsi (Pickard-Cambridge, F. O.)
Ctenus andrewsi Pickard-Cambridge, F. O. 1897, On Cteniform spiders from
the lower Amazons. pgs. 79-80 Pl. III Fig. 2 e; “ Hab. Santarém and Pará Forest.
Type in coll. Brit. Mus. Nat. Hist., London. Female. Length 32 mm. Colour the
same as in reidyi, except that the abdômen has a dorsal series of three conspicuous
and three smaller and less conspicuous spots on each side of the central line. Vulva
longer in proportion to its breadth. Lateral curved side-pieces absent, their place
taken by a black tubercle surmounted l»y sharp black spur. Measurement in millim.
Tot. len. 32, carp. 12,25; legs I — 56, II — 51,5, III — 42,5, IV — 56;
pat. + tib. I — 20, IV — 16, III — 12,25. Two females werc taken from the
hollow stem of a decayed palm-tree in lhe forest close to Pará, near the Casa da
Olaria. Both of them had a large dull white egg-sac attached to the inner surface
of the hollow stem. This form is evidently very closely allied lo reidyi, but,
seeing that the two specimens from Pará were evidently fully adult, the differences
are not merely those due to immaturity, as one would have otherwise suspected.
I shall be surprised if fresh material does not confirm the specific differences
between the two forms, though it is never safe to prophecy without being in
possession of the facts. A third example was taken in the forest near Santarém,
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wandering about some wooden palings close lo lhe “Sitio AndirobaP". These
huge spiders are evidently nocturnal in their habits, the last menlioned specimen
having been disturbed from its hiding-place; P. Camhridge, F. O. 1902, New
species of Spiders belonging to the genus Ctenus, with supplementary Notes, Ann.
Mag. Nat. Hist. Série 9 (7), pgs. 409-412; Petrunkevitch 1911, p. 471; Strand,
1915, Archiv. f. Naturg. A9, pg. 129; Vellard, J. 1936, Le venin des Araign.
Paris, p. 173; Roewer, F. 1954, p. 647.
Phoneutria andrewsi Mello-Leitão, C. de ■— 1936, p. 15: “Nós vimos uma
fêmea do Alto Juruá: compr. tot. 32 mm; pernas: 46 — 41,5 — 34,5 — 44.5;
pat. + tíb. I — 18,5; II — 16; III — 13; IV — 15; metat. I — 11; II — 10;
III — 8; IV — 13,5 mm. Pêlos das quelíceras róseos; tíbia dos palpos marron
com duas linhas cinzentas; dorso do abdômen com quatro pontos vermelho-escuros;
tíbias com longos pêlos”.
2. Phoneutria boliviensis (Pickard-Cambridge, F. O.)
Ctenus boliviensis Pickard-Cambridge, F. O. 1897, Ann. Mag. Nat. Hist.
19 (6), pgs. 80-81; Pl. III, 3 a-c: “Male and female. llab. Bolivia. Types in coll.
Brit. Mus. Nat. Hist., London, 1896. Male: total length, including mandibles,
34 mm; female 40 mm. Male-colour: carapace, legs and sternum very dark red-
brown mahogany, clothed with dull yellow-brown pubescence. Abdômen brown,
clothed with yellow-brown pubescence. Legs clothed beneath with thick ycllowish
hair. Female: colour similar to that of the male, but darker. Abdômen with
broad central scalloped pale band and two or three obliqúe lateral bands of pale
spots extending down lhe sides, while the integuments have been denuded of
pubescence. Pedipalps without pale lines in front. Mandibles clothed at apcx
with dull orange hairs. Male: structure - carapace, profile almost straight. Eye-
formula similar to that of reidyi and andrewsi. Lateral eyes on a distinct tuber-
cle; second row straight by anterior margins. Ocular quadrangle slightly longer
than broad, scarcely narrowed in front. Armature of legs similar in both sexes
to that of reidyi. Lower margin of fang-groove with 5 teeth, upper with 3. Tarsal
claws 2, with 4 curved denticules. Clawtuft present. Scopula thick on protarsi
and tarsi I and II, slighler on protarsus III, and absent on that of IV. Tibia of
pedipalp furnished with a very thick scopula, and its apex on outer side armed
with a very stout, curved, chisel-headed spur. lor palpai organs see Pl. III,
fig. 3, a, b, c. Female: structure similar to that of the male. The vulva was so
damaged that no satisfactory figure can be made of it. It is, however, similar in
general character lo lhose of keyserlingi and nigriventer.
Measurements in millim. — Tot. len. 41, carap. 16,75; legs I — 65; II —?;
III — ?; IV — 64. These, the largest species of the genus I have met with
(except reidyi), were taken by Herr Rolle at "Madre de Dios (Bolivia). Ihey
are allied to reidyi, but have not the pale lines on the palps (female), nor is the
hair on the mandible of so bright an orange ’.
Strand, E. 1907 — Über drei Clubioniden und eine Pisauride von Sorata
in den Cordilleren. Zeitschr. Naturw. 79, pgs. 426-427: Ctenus boliviensis I.
Cambr. 1897 — Günther leg. Museum Lübeck. Weibchen: Totallange 39 mm.
Cephalth. 17,5 mm lang, 13,5 mm breit, am Clypeus 7-8 mm breit. Abdômen
19 mm lang, 14 mm breit. Mandiheln 8,5 mm lang, an der Basis 6,5 mm breit.
Palpen: Fem. 7, Pat. 3,5, Tib. 4,8, Tars. 5,6 mm, zusammen 20,9 mm. Beine:
I — Fem. 16, Pat. 7,5 Tib. 16,2, Metat. 14,5, Tars. 4,5 mm; II — bezw. 15; 7.2;
14,2; 13; 4,5 mm; III — 12,5; 6; 10; 10,5; 4,3 mm; IV — 15,5; 6,2; 13;
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
17; 4,5 mm. Totall: I — 58,7; II — 53,9; III — 43,3; IV — 56,2 mm. Epigyne
2,8 mm lang, grosste Breite (über die Seitenfortsãtze) 2,9 mm, Breite des Endstückes
2 mm, grosste Breite des Mittel (Vor) stückes 1,9 mm, Eange desselben 1,7 mm.
Sie besteht aus einern dunkelbraunen, an den Seiten senkrechten, oben mitten der
Lange nach eingesenkten, an den Seiten, insbesondere hinten, vvulstartig verdickten,
nach vorne verschmalertem Mittelstück, das sich vorn in einen ganz kurzen, grob
gekôrnelten l 'Hals” verliingert, hinten plotzlich niedergedriickt ist und unmittelbar
vor dieser Einsenkung eine kleine mittlere Erhõhung zcigt; das beiderseits gerundete,
hinten quergeschnittene, doppelt so breites ais langes Endstück ist durch eine fein
erhohte Querleiste von dem Mittelstücke getrennt; die Seitemvülste des Ietzleren
glatt, glanzend, sonst das Ganze fein gestreifl und matt. In Flüssigkeit erscheint
das Mittelstück an den Seiten schwarz, sonst dunkelrot, das Endstück braun, die
Seitenfortsãtze schwarz. Lelztere bilden zwei nach hinten leicht konvergierende,
dicke, schriig nach hinten gerichtete, am Ende horizontal abgeschnittene, also an
der hinteren Ecke spitze, an der vorderen stumpfe Langsplatten, deren Spitze im
Niveau mit den Seitenwülsten des Mittelstückes gelegen ist; eine die beiden
Fortsiitze hinten tangierende Gerade würde mit der das Mittel — und Endstück
trennenden Leiste zusammenfallen. Von vorne gesehen erscheinen die Seitenfortsãtze
ais zwei etwa parallelgerichtete, vom Mittelstück um mehr ihre Breite entfernte,
nach aussen stark konvex gebogene Langsleisten, die von vorn nach hinten allmahlich
ansteigen.
E. Cambridge’s Bestimmungstabellen der neotropischen Ctenus -Arten (1897)
führen auf Ct. reidyi; unsere Art unterscheidet sich aber von dieser ausser durch
die Epigyne noch durch den rõtlichbraunen, vorn am starksten verdunkelten Ce-
phalothorax, Abdômen ebcnfalls im Grunde dunkelbraun mit kaum merklich helleren
Flecken, die eine Liingsreihe von vier quergestellten, dreieckigen Doppelflecken
bilden. Behaarung der Mandibeln in der Basal-hiilfte aus schwarzbraunen, nur an
der Spitze gelblichen Haaren bestehend; Lippenteil und Palpencoxen dunkelbraun,
schwarz behaart, auch ersterer an der Spitze rotlieh behaart. Die ganzen Beine
im Grunde rõtlichbraun, schwach violettlich glanzend, Femoren I und II unten in
der Endhiilfte schwãrzlich, unten innen in der Basalhalfte lebhaft ockergelb
behaart; Behaarung der Tibien unten olivenfarbig dunkelgrau, Scopula grauschwarz
bis rein schwarz; Oberseite aller Glieder rost-rotbraun, goldig schimmernd behaart;
an der Basis aller Stacheln ein kleiner weisslicher Haarfleek. Unten am Gelenke
zwischen Tibien und Metatarsen einige ockergelbe Haare. Ilinterbcine unten mehr
einfarbig, trübgelblich bis braungelblich behaart, die Scopula heller ais an den
Vorderpaaren. Palpenfemoren oben an der Spitze und die Patellen wie die Ober¬
seite der Beine, erstere aussen gelblieh behaart, Scopula dunkelgrau; Tibial- und
Tarsalglied
wie bei reidyi;
die helleren Langslimen
erscheinen
Irocken eesehcn
weisslich und erstrecken sich am Tarsalglied nur über die 2 basalen Dritte
Tibia
I etwa bis zur Mitte scopuliert, II nichl so weit, aber beide unten mil dichter, fast
scopulaahnlicher Behaarung. Metatarsen 111 nieht ganz bis zur Basis, IV im
apikalen Driltel scopuliert; Tibien und Metatarsen III und IV liinger behaart ais
I — 11. Behaarung des Cephalothorax aus fcinen anliegenden rostbraunen und
darunler gemischten weissen Haaren, sowie, jedenfalls hinten, mit unter sich entfernt
stehenden, liingeren hellgelhlichen, abstehenc
laaren. Abdômen mit rotlichbrau-
nen, am Ende weisslichcn bis gelblichen Haaren unten wie oben bekleidet. Vordere
S.A. um reiehlich ihren Durchmesser von den hinteren entfernt; vordere M.A.
unter sich um erheblich weniger, von den hinteren M.A. fast um ihren Durchmesser
entfernt. Sonst Augen wie bei reidyi. Bestachelung: Femoren I- oben 1-1-1, vorn
in der Endhiilfte 1-1, hinten l-l-l-l; II — III: oben 1-1-1, vorn und hinten je
l-l-l-l, IV: ohen 1-1-1, hinten an der Spitze 1-1 Stacheln. Patellen III — IV vorn
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und hinten je 1 Stachel. Tibien I — II unten 2-2-2-2-2, III — IV unten 2-2-2,
vorn und hinten je 1-1, oben in der Endhãlfte 1 Stachel. Metatarsen I — II
unten 2-2-2, an der Spitze scheint cin kleiner Stachel jederseits vorhanden gewesen,
III unten 2-2-2, vorn und hinten je 1-1-2, IV unten hinten je 1-1-2-2, unten vorn
1-1-1, an der Spitze unten mitten 2, vorn und hinten je 1-1-1, ohen in der Endhãlfte
1 Stachel. Palpen: Fem. ohen am Ende 1-4 (dasselbst innen scopuliert, sonst die
Palpen wie hei reidyi scopuliert), Pat. innen 1, Tib. an der Basis 4, namlich innen
2, oben und aussen je 1, Tars. an der Basis innen 2, aussen ebenda 1 Stachel.
In Flüssigkeit erscheinen Cephalothorax und Extremitaten dunkelrot, die Seiten
des Kopfteiles und eine Schragbinde von den hinteren S.A. bis zum Rande undeutlich
dunkler; Augen dunkel bernsteingelb. Mandibeln schwarz, vorn in der Endhãlfte
lebhaft orangegelb hehaart. Abdômen oben schwarzlich mit deutlich erkennbarer
Pleckenreihe, an den Seiten mit gelhlicher Behaarung. Bauch und Abdominalseiten
dunkel olivengraubraun, ersterer um 2,7 mm hinter der Spalte mit zwei kleinen,
weissen, unter sich um 2,2 mm entfernten Muskelpunkten, letztere mit schwacher
Andeutung hellerer Querhinden. Unterseite des Cephalothorax und Coxen rotlieh
dunkelbraun.
Mannchen — stimmt mit Beschreibung und Figuren von Ct. boliviensis F.
Camhridge 1897 mit der Ausnahme, dass es ein wenig grosser ist, das Tihialglied
der Palpen vorn 2 helle, sich auch an der Basis des Tarsalgliedes íortsetzende
Langshinden hat (wie hei Ct. reidyi) und die Metatarsen IV wie III scopuliert.
Letztere beiden Abweichungen würden sich wohl durch die Annahme, F. Cam-
bridge’s Typen seien abgeriehen, erkliiren lassen und erstere ist von wenig Belang.
Falzrandbiirste lebhaft orange. Tolallange 38 mm. Cephal. 19 mm lang (ohne
Mandibeln), 15 mm breit, am Clypeus 7,5 mm breit. Abdômen 17 mm lang, 13 mm
breit. Mandibeln 8,5 mm lang, 7 mm breit. Sternum 8 mm lang, 7 mm breit.
Palpen: Fem. 9, Pat. 4, Tib. 5, Tars. 7 mm lang, 3,5 mm breit. Beine. I — Fem.
21,5 Pat. 9, Tib. 32,5, Metat. 32,5, Tars. 7 mm; II — 20,5; 8,5; 20; 20; 6;
UI — 17,5; 7,5; 14; 16; 5,5; IV — 21; 7,7; 18.5; 26,5; 6,5. Totallange: 1 -
102,5; 75; 60,5; 80,2 mm. Abdômen erscheint in Flüssigkeit braunlich mil 2-3
Paaren kleiner, hellerer Punktflecken. Femoren (jedenfalls I u. II) unten in der
Endhãlfte dunkler ais an der Basis und ais oben. Abdômen oben hüchst undeutlich
uiit feiner schwarzer Liingslinie und 3 helleren Wischen jederseits dieser vor der
Mitte gezeichnet.
Da die Palpenorgane des Mãnnchens ganz mit boliviensis stimmen, die Epigynen
jedenfalls ahnlich sind (über die von boliviensis enthalt die Beschreibung nur eine
Andeutung), die Lokalitaten nicht sehr weit entfernt und Cambridge’s Typen,
jedenfalls das Weibchen, abgeriehen waren, wird unsere Art wahrscheinlich Ct.
boliviensis F. Cambr. sein. Auf alie Fálle mochte ich jedoch den Namen bolivicola
niihi vorschlagen.
Bei einem weiteren, wahrscheinlich derselben Art angehorenden, kleineren
Und anscheinend jüngeren, wenn auch reifen Weibchen ist die Epigyne heller rot,
die Seit enwülste nicht so schwarz, eine deutliche Querleiste zwischen Mittel- und
Endstück findet sich nicht, die Seitenfortsiitze sind elwas schriig gegen das Mittelstück
geneigt und erscheinen von vorne gesehen gerade, nur an der Basis Ieicht nach
uussen gebogen; ihre Spitze ragt auch ein wenig hoher und zwar ein klein wenig
hoher ais die Seitenwülste des Miltelstückes. Ich mochte diese Abweichungen ais
Altersunterschied erkliiren. . . Fventuell ware das grosste Weibchen ais Type meiner
bolivicola anzusehcn”.
Petrunkevitch, A. 1911, p. 471; Roewer, F. 1954, p. 648; Bonnet, P. 1956,
P- 1276.
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
Phoneutria boliviensis Schmidt, G. 1954, Zur Herkunftsbestimnuing von Bananen-
importen nach dem Besatz an Spinnen, Zeitsch. f. angew. Entomol. 36(4),
pgs. 414-415, Figs. 7a and 7b — vulva: one female. Hamburg.
3. Phoneutria colombiana Schmidt.
Phoneutria colombiana Schmidt, G. 1954, Zeitschr. /. angew. Entomol. 36(4),
p. 406; Type of the vulva of the female like in Fig. 7b (Ph. boliviensis) ; venlral
side of lhe abdômen witb four series of whitish points- Ph. colombiana sp. n.; p. 418:
Phoneutria colombiana sp. n. gehort gleichfalls in die P. boliviensis Gruppe. Die
sehr grosse Spinne tragt dorsal auf dem Abdômen eine 2-reihige Punktzeichnung”.
Type in coll. of the Institut für Umweltforschung der Universitat Hamburg. Type-
place- Colombia; with bananas.
4. Phoneutria decora Gerstacker
Phoneutria decora Gerstacker, A. 1873, Arachnoidea, in C. Von Der Decken,
Reisen in Ostafrica 3(2), Leipzig, p. 483 Pl. 18, fig. 7. Type- one female; Type-
place- Mbaramu, East África; Simon, E. 1890, Études Arachnol. 22. A An. Soc.
cnt. Fr. (6)10, p. 851; 1892, Arachnida in Hõhnel, L. R. von, Zum Rudolph See
und Stephanie See, Wien, p. 851; Bbsenberg, W. and Lenz, H. 1894, Ostafrika-
nische Spinnen, Jahrb. Hamb. wiss. Anst. 12(2), p. 35; Pickard-Cambridge, F. O.
1898, On some arctic spiders..., Journ. Linn. Soc., London 26, pgs. 15,18; Arts. L.
Des 1912, Zusammenstellung der afrikanischen Arten der Gattung Ctenus, Jahrb.
Ilamb. wiss. Anst. 29(2), p. 213; Bonnet, P. 1958, p. 3620.
Ctenus decorus Roewer, Fr. 1954, p. 640.
5. Phoneutria fera Perty
Phoneutria fera Perty, M. 1833, Delect. Anim. p. 197, Pl. 39, Fig. 3: “Tota
fusco brunnea; pedibus nigro setulosis. Leg. 15’” (34 mm). Habitat ad flumen
Rio Negro dictum, Provinciae ejusdem nominis. Specie praecedente (rufibarbis)
satis major, crassior, robustior. Supra et subtus fusco — brunnea, unicolor, opaca,
brevi — pilosa. Chelicornua ungue atro, nitido. Pedes passim setulis nigris muniti,
quae e punctis albis oriuntur; subtus in genículis flavi”.
Gervais P. 1840, p. 307; Koch, C. L. 1848: “Mãnnchen 13’” = 29 mm;
Wcibchen 15”’ — : 34 mm. Valerland — Brasilien. Bescheibung des Mannchens:
... Die 4 Mittelaugen .. ziemlicb im Quadrate stehend und kaum um Augenbreite
voneinander entfernt, die 2 hinteren Mittelaugen etwas grosser ais die vorderen,
alie vier vorwiirts sehend. Das vordere Seitenauge sehr klein, dem hinteren
Mittelauge zur Seite, . . das hintere Seitenauge ein klein wenig seitwiirts hinter
dem vorderen liegend, das hintere von der Grosse des vorderen der 4 Mittelaugen
und ziemlich riickwarts sehend. . . Das Tasterendglied stark gewolbt, muschelformig,
mit verlangerter etwas dünner Spitze; alie Tastenglieder dicht filzig behaart.
Die mannlichen Genitalien dick. nierenformig, an der Spitze nach unten ein schwarz-
liches Anhiingsel. Der kleine Hinterleib des Mannes ist zottig dicht behaart. Die
Beine sehr lang, die zwei vorderen und hinteren ziemlich gleich lang, das 2.
Paar etwas kürzer ais das 1., das 3. am kürzesten... Die Stachelborsten an diesen
kurz und nicht stark. Vorder- und Hinterleib erdfarbig braunlich ocker gelb, der
Hinterleib oben etwas dunkler. Die Fresszangen rostrot, vorn aufs Ockergelbe
ziehend, an der Spitz ins Rote übergehend. Taster und Beine ockergelb, wie der
Vorderleib, die Schenkel an der Spitze ins Hellbraune übergehend, die folgenden
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Mem. Inst. Butantan,
31:47-66, 1969.
VVOLFGANG BÜCHERL, SYLVIA LUCAS and
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Glieder braungelb, der bürstenartige Filz imlen an den Fersen und Tarsen
grauschwarz. Die íris der Augen dunkelbernsteinfarbig”. “Das Weibchen ist
grôsser, stãmmiger und hat kürzere Beine. In der Farbe sind beide Gesehlechter
gleich. Nach den Beschreibungen von Perty und Walckenaer gcht letztere ins
dunkler Braune über.
A fêmea, recaracterizada por Koch, era a mesma que Perty usara para des¬
crever P. jera. A mesma, em 1917, já se encontrava no Museu de Berlim e foi
redescrita por Strand. A etiqueta de procedência “Brasília” era ainda manuscri¬
ta por Perty (Strand, 1917). Em vista disto, tudo faz supor de que também o
macho, descrito por Koch, era da coleção do Gabinete Real de Munich, e perten¬
cia também às coletas que Spix e Martius realizaram às margens do rio Negro,
Amazonas.
Holmberg, E. L. 1876, Aracnidos argentinos. An. A gr. Argent. 4 p. 26:
Sólo un ejemplar, hembra, tomado cêrca de Buenos Aires, en San José de Miraflores
Por el Sr. Coni, existe en nuestra coleción (Museo Público de Buenos Aires). Por
este hallazgo, su distribución geográfica se extiende desde las Guayanas, por el
Brasil, basta Buenos Aires”.
É evidente, que o exemplar citado por Holmberg dos arredores de Buenos
Aires, não pertence à espécie P. jera, que é amazônica e sim a uma espécie nova,
aliás a primeira do gênero da área atlântica sul e à qual a maioria dos autores
posteriores continuaram erroneamente designando como jera. Parece-nos que de-
v em ser referidos a ela a diagnose e os desenhos de R. D. Schiapelli e B. S.
Gerschman de Pickelin, em Mem. Inst. Butantan 33(3), pgs. 675-679, 1966.
Pickard-Cambridge, F. O. 1897, p. 66: “... The specific identity (of Pert’s
s pecimen) cannot be determined. I have little doubt that the figure of the eyes
is entirely wrong.. but no one, not even the “earliest aulhor”, has any right to
assume that Perty’s figure of the eyes is wrong... If the figure is correct, then
Keyserling’s ferus is not the same as Perty’s. I have assumed the figure to be
correct, and have therefore given to Keyserling’s ferus a new name. . . Whatever
Koch’s species (male, 29 mm, female, 34 mm) may be (and possibly the type is still
m existence), one cannot consider it P. fera Perty, nor Ctenus ferus Walck., with
Both of which Koch regards his species as identical.
Mello-Leitão, C. de 1936, pgs. 15. 16: “P. fera e P. nigriventer constituem as
Buas espécies mais frequentes do Brasil e também as mais volumosas, medindo as
fêmeas de 35 a 40 mm e os machos de 30 a 32 mm. Medidas mais comuns para
P- fera — Fêmeas — 32 a 35 mm; Patas I: 14 — 15; 20,5; 12 — 13; 4,5 e= 52
— 54 mm; II: 13 — 14; 19.5; 10 — 12; 4,5 = 47 — 51 mm; III: 10 — 11;
14,8; 9 — 10; 4 = 37 — 40 mm; IV: 14 — 15; 17 — 20; 15 — 17; 5 = 51 —
56 mm. Machos — 30 mm; Patas I: 18 — 26,5; 20; 6,5 — 71; II: 18; 24; 17,5;
6 ,5 = 66; III: 14; 18; 13; 4 = 49; IV: 19; 23; 21; 7 = 70 mm.
Schmidt, G. 1954, Zur Herkunftsbestimmung von Bananenimporten nach dem
Besatz an Spinnen, Zeitsch. f. angew. Entomol. 36(4), p. 419, Figures 12a and
12b: “Phoneutria fera Perty wird bis zu 4 cm lang und ist durch Augenstellung,
Braune Korperfarbe und Forni der Vulva hinlanglich gekennzeichnet”. Bücherl,
Studies on dried venom of P. fera Perty, in E. E. Buckley and N. Porges
(Editors), Venoms, Amer. Ass. Adv. Sei. Washington, pgs. 95-97, 1956. Bonnet,
p - 1958, p. 3620.
Ctenus ferus: Walckenaer 1837, p. 370 (the same specimen of Perty); Key-
serling, E. 1891, Die Spinn. Am. Bras. Spinn. 3, p. 145: Weib- Totalliinge 30 mm;
Gephalothorax lang 17,2; in der Mitte breit, 13,1; vorn breit 7,3 mm; Abdômen
lar >g 18,5, breit 13 mm; Bein I: 14,6 — 7 — 13,5 — 12,2 — 3,6 = 50,9 mm;
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
II: 14,0 — 6,9 — 12,6 — 11,2 — 3,6 48,3 mm; III: 11,0 — 5,8 — 8,5 —
8,8 — 3,0 = 37,1; IV: 14,6 — 6,2 — 12,0 — 15,0 — 4,0 c= 51,8. Das ganze
Tier dicht und kurz behaart, Cephalolhorax und Abdômen einfarbig braun, die
Bcine, besonders oben, gelblich, die Schenkel unten am Ende und die Tibien, sowie
die Metatarsen unten in ihrer ganzen Liinge schwarzlich, die Mandibeln vorn mit
rõtlichen Ilaaren besetzt... Position of eyes and leg lengths are thc same like in
C. nigriventer. Habitat : Rio de Janeiro. Prol. Gôldi legit. Type : in coll. Brit.
Mus. Nat. Hist., London. Giildi, E. A. 1892, Zur Orientierung in der Spinnenfauna
Brasiliens. Mitt. OsterL, (N. F.) 5, p. 213. Simon, E. 1897, p. 108; 1897, List
des Arachnides... dans Ia Republique Argentine et le Paraguay.. . Boi. Mus. Zool,
anat. comp. Torino 12(270), pgs. 2, 3. Pickard-Cambridge, F. O. 1897, pgs. 53,
58, 81, Pl. 3, fig. 2c: “The two forms referred by Gount Keyserling to P. ntjibarbis
and P. fera Perty, sub Ctenus, have been re-named (by me) pertyi and keyscrlingi
respectively”; p. 55: “C. keyserlingi nom. nov. = C. ferus (Perty) Keys. P. 81,
Pl. 3, fig. 2-c”. P. 58: “..it is probable that Perty is describing one of lhe larger
Cteninae, there is no certainty in the matter. He says “ochracea, chelicornubus
rufo — hirtis”, a coloration whicli is to a greater or less extent characteristic of
several other large species. There is, however, one character which, if it appearcd
on any forni of large Ctenus, ivould go jar to substantiate its identity” —
abdomine albopuctanto. Seriebus tribus longitudinalibus punctorum alborum”
— a character which receives double significance from Perty’s figure. If one
(spider) is found so decorated, my conclusion would need reconsideration . . . The
figure of the eye formula... the second row of eyes is strongly recurved (in
the figure). In all thc New World forms 1 have been able to examine this row
is either straight or procurved. . . The type of the form lo which Keyserling assigned
the name P. fera Perty, is now before me, and in this specimen the second row of
eyes is most distinctly straight. It cannot be called fera Perty, and I have much
pleasure... to refer it as C. keyserlingi. As to the specific identity of the true
P. fera Perty, one is compelled to regard it as a “forma ignota” also, thougli its
generic relations are certain so far as the eye-formula is concerned. Keyserling
probably concluded that Perty’s figure was erroneous; most likely it is, but without
any description bearing out such a conclusion, one has no right to assume it to
be so”. P. 61: “Ctenus ferus (Perty) Walck. 1837. Female, 34 mm. Rio Negro,
Brazil”. P. 64: “Ctenus ferus (Perty) Keyserling 1891. Female, 30 mm; Rio de
Janeiro; Gõldi legit; type in coll. Brit. Mus. Nat. Hist. I changed the name of
this specimen to C. keyserlingi... I may add, however, that it is very unlikely that
a species found at Rio Janeiro would be idenlical with one taken on the Rio Negro.
The vulva having never to my knowledge been figured, I give one from Keyser-
ling’s types Pl. III, fig 2-c”; 1902, p. 412: C. keyserlingi F. Cambridge for C.
ferus (Perty), the specimen of Keyserling — Rio de Janeiro. Moenkhaus, W. J.
1898. Contribuição para o conhecimento das aranhas de São Paulo, Rev. Mus.
Paulista, 3, p. 78: Habitat-Piquete, State of Rio de Janeiro, Brazil; Banks, N.
1899, Spiders among Bananas, Ent. News 10, p. 44; Petrunkevitch 1911, p. 473
(keyserlingi ); Strand, E., 1917, Arachnol. Var. Arch. Naturg. 82A(2), p. 72:
“Es liegen mir einige trockene Exemplare von Spinnen vor, die mit Perly’s Hand-
schrift “Brasília” etikettiert sind, und die ich fiir die Perty schem typen haltc,
trotzdem leider keine Namenetikettcn daran stecken. Wahrscheinlich sind die
Etiketten nicht an, sondem neben der Nadei des Tieres eingesteckt gewesen und
sind dann nachher verloren gegangen, wáhrend die an der Nadei steckenden Lo-
kalilãtsetikettcn noch vorhanden sind. Von Ctenus findet sich nur Cephalothorax
mit Extremitãten eines einzigen Exemplares, das die Type (wenn überhaupt eine
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solche) von Phoneutria fera sein muss, da die dunkelbraune Behaarung der Man-
dibeln sofort zeigt, dass es P. rufibarbis unmbglich sein kann... Bei dem Typen...
exemplar ist leider das Augenfeld etwas beschãdigt, wodurch das Unhe hintere
M. A. stark verschoben und das Unhe vordere M. A. schwach vemnstaltet worden
ist. Jedenfalls deuten die rechten Augen, die unbeschadigt geblieben, an, dass die 2.
Augenreihe tatsãchlich schwach recurva ist, ais der Hauptsache nach wie von
Perty gezeichnet, wenn auch weniger stark gebogen. . . weil der Unterschied so
gering ist und die allmühlichsten iibergãnge swischen der procurva, geraden und
schwach recurva gebogenen Form der 2. Augenreihe bei sonst gãnzlich übereins-
timmenden Ctenus vorkommen.. . Unwahrscheinlich ist es auch nicht, dass die 2.
Augenreihe bei Alkoholexemplaren gerade sein würde... Das mittlere Augenfeld
ist vorn ein klein wenig schmiiler, die vorderen M. A. kleiner, von den hinteren
M. A. fast um ihren Durchmesser entfernt; die vorderen S.A. von den hinteren
M. A. und hinteren S. A. um reichlich ihren langsten Durchmesser entfernt;
letztere scheinen unbedeutend kleiner ais ihre M.A. zu sein... Beine — I: 11;
pat. + tib. 16; 9,5; 3,5 = 40 mm; II: 10,5; 14,5; 9; 3,5 — 37.5 mm III: 9;
11,5; 11,5; metat. u. Tarsen mindestens 11 <= circa 31 mm; IV: 11; 13; 13,5;
4 c= 41,5 mm. Bestachelurtg: Alie Femuren oben mitten 1-1-1; I: vorn 1-2-1,
hinten 1-1-1; II: vorn l-l-l-l in gekrümmter Reihe, hinten 1-1-1; III; vorn und
hinten l-l-l-l; IV: vorn l-l-l-l oder 1-1-1, hinten an der Spitze-1. Patellen I
und II scheinen unbewehrt, III und IV vorn und hinten je 1. Tibien I: unten
2-2-2-2-2, an den Seiten scheinen keine zu sein; II: unten wie I, vorn 1-1 (oder
1-1-1?); III: unten 2-2-2, vorn und hinten je 1-1, oben 1-1-1; IV: wie III
Metatarsen I und II der trockenen Type so dem Korper angedrückt, dass eine
genaue Untersuchung nicht mbglich ist, III und IV mit vielen. Palpen: Femur
oben nahe der Spitze 4 oder 5, Patellen jedenfalls innen 1, Tibien jedenfalls mit
2 innen nahe der Basis und 1 oben, auch das Tarsalglied bestachelt”.
This is very important, because the descriptions of P. fera from Rio Negro,
Amazonas, made by Perty (the first female), by Koch (the first male), and by
Strand (redescription of the type from Perty), point out that the amazonean species
of this genus are really different from the species of the South of Brazil. Argentina,
and Uruguay, described under the same name (fera) by several authors (Keyserling,
Holmberg, Mello-Leitão, Moenckhaus, Brazil and Vellard, Gerschman de Pikelin
and Schiapelli, BucherI, and others). Brazil, V. & Vellard, J. 1925, Contribuição
ao estudo do veneno de aranhas, Mem. Inst. Butantan 2, p. 28: “A Ctenus ferus
é uma aranha grande, a fêmea cinzenta escura, o macho quase preto, podendo a
primeira atingir 42 mm, o segundo 36 mm; reconhece-se esta espécie pelas suas
fortes quelíceras cobertas de pêlos fulvos e pelos espinhos, em série, das patas, im¬
plantados em pontos brancos... quando é atacada, toma uma atitude ameaçadora,
levantando suas patas anteriores, pronta a pular sôbre as posteriores, funcionando
como uma mola. Esta espécie se encontra com muita facilidade nos arredores do
Rio de Janeiro e Niterói, sôbre as bromélias; é encontrada igualmente no Estado
do Espírito Santo e no litoral do Estado de São Paulo”. Berland, L. 1932, Les
Arachnides, Encyclop. entomol.. Paris, 16, p. 247; Mello-Leitão, C. de 1933, Catai.
Aranhas Argent., Arch. Esc. Sup. agr. med. veter. 10(1), p. 47; Schmidt, G. 1953,
p. 101, Fig. 9; Roewer Fr. 1954, p. 650.
6. Phoneutria lucderwaldti (Mello-Leitão)
Ctenus luederwaldti Mello-Leitão, C. de, 1927, Arachnídeos de Santa Catarina
(Brasil), Rev. Mus. Paul. 15, pgs. 397-403, One female; type in coll. Museo Pau¬
lista, São Paulo, Brasil, n.° 823. Type-locality : Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
Olhos L. A. formando com os M. P. uma linha reta. Área dos olhos médios quase
tão larga quanto alta, muito pouco mais estreita adiante. Tíbias anteriores com
5 pares de espinhos inferiores, sendo os apicais hem menores, sem espinhos late¬
rais; metatarsos com densa escópula até a base e com 3 pares de espinhos inferiores.
Escópulas dos metatarsos IV apenas no lêrço apical. Cefalotórax fulvo claro, côr
de mogno, com pêlos curtos, brancos e pequenas cerdas negras, apresentando no meio
estreita faixa mediana longitudinal fulvo escura, em ponta de flecha, entre os olhos
da 2. a fila e terminando no sulco toracal, onde está situada a parte sagitiforme.
Olhos com orlas de pêlos brancos, maiores que os do revestimento. Face com duas
linhas escuras que partem dos olhos da 3. a fila e vão terminar nos ângulos ínfero-
laterais do clípeo. Abdômen no dorso pardo-amarelado, com densos pêlos sedosos
brancos e amarelos e com cerdas negras eretas; no têrço anterior uma linha me¬
diana longitudinal escura e de cada lado, outra linha clara. Depois seguem-se 4
pares de manchas indecisas, formadas de pêlos brancos, orladas, na posição externa,
por pêlos negros. Ventre fusco adiante da fenda genital, negro atrás desta fenda
e junto às fiandeiras, sendo os dois campos negros separados por larga faixa ver¬
melho-alaranjada, curva para diante em “U” muito aberto e cortada na linha me¬
diana por 2 estrias longitudinais negras, paralelas, duas pontes ligando os dois cam¬
pos negros. O campo posterior em forma de “V”, de vértice muito largo. Epígino
com duas cristas virguliformes longitudinais. O desenho característico distingue
facilmente a espécie das outras”. Camargo-Andrade, C. A. De 1937, índice das
formas novas... Rev. Mus. Paulista, 21, p. 688; Roevver, Fr. 1954, p. 652.
Phoneutria luederwaldti Mello-Leitão, C. De 1936, pgs. 15, 18; Bonnet, P. 1958,
p. 3620, V.R.D. von Eickstedt e S. Lucas 1969, Revisão dos tipos de Phoneutria
paca (Mello-Leitão), 1922 e Phoneutria luederwaldti (Mello-Leitão), 1927, Mem.
Inst. BiU., vol. 34.
7. Phoneutria nigriventer (Keyserling)
Ctenus nigriventer Keyserling 1891, pgs. 144-, 145, Pl. 4, lig. 98- vulva: Weih;
Totallánge 30 mm; Cephalothorax lang — 15, in der Mitte hreit — 11,5, vorn
breit — 6,8 mm; Abdômen lang — 16, hreit — 11 mm; 1. Fuss: 12,6 — 6 —
11,9 — 10,4 — 4 = 44,9 mm; 2. Fuss: 12 — 6 — 10,7 — 9,7 — 3,8 = 42,2 mm;
3. Fuss: 10 — 5 — 7,8 — 8 — 3,5 = 34,3 mm; 4. Fuss: 13 — 5,6 — 10,8 —
13,3 — 4,1 — 46,8 mm. Das ganze Tier dunkel braun, das Sternum, die Coxen,
die untere Seite der Tibien, Metatarsen und Tarsen, besonders der vorderen
Beinpaare und das Endglied der Palpen fast schwarz, der Cephalothorax und die
Beine kurz hell braun und gelblich behaart, vorn an den Mandibeln lange rote
Hãrchen. Das dicht und lãnger behaarte Abdômen auch braun, ohen mit undeu-
tlichem Lãngsbande hellerer Flecken und am Bauche mit einem vorn sehr breitem,
nach hinten zu schmãler werdenem schwarzem Bande. Der Cephalothorax... ohen
nicht hoch gewolht, von der Mittelritze bis zu den Augen gleich hoch, der Kopfteil
an den Seiten recht schràge abfallend. Die beiden vordersten Augen etwas kleiner
ais die hintersten und sichtlich kleiner ais die M.A. der 2. Reihe und mehr ais
doppelt so weit vom Stirnrande. Die 2. Reihe gerade, d.h. eine gerade Linie
würde den unteren Rand (vorderen) der M.A. und S.A. berühren. Die kleinen
S.A. sitzen etwas mehr ais um ihren Durchmesser von den M.A. und ebenso weit
von denen an der Seite einer Wulst befindlichen der hintersten Reihe. Die M.A.
der 2. Reihe liegen nicht ganz um ihren Durchmesser von einander und doppelt
so weit von den kaum kleineren der etwas hreiteren hintersten Reihe... An dem
Falz der starken Mandibelklaue sitzen vorn 3 und hinten 5 Zãhnchen, von denen
der 1., von der Basis aus gerechnet, ganz klein ist und sich dicht an den 2.
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grõsseren anlegt. Die stark gewolbte, vorn gerundete Lippe, so breit ais lang und
kaum balb so lang ais die Maxillen. Das dicht behaarte flache Sternum etwas
langer ais breit... Die dichte Scopula erstreckt sich an den beiden vorderen
Beinpaaren bis auf den grossten Teil der unteren Seite der Tibien, an den hinteren
reicht sie nicht ganz bis an den Anfang der Metatarsen. Die Bestachelnng der
einzelnen Clieder ist folgendermassen: Femur an allen oben und an den Seiten-
-zahlreiche; Patella nur an III und IV vorn und hinten 1; Tibia I und II unten 5
Paar, III und IV unten 3 Paar, an jeder Seite 2 und oben 3; Metatarsus I und
II unten 3 Paar, III und IV zahlreiche.
Habitat: Rio Grande do Sul (Brazil). Dr. von Ihering legit. Die Epigyne
von C. nigriventer ist wesentlich anders gestaltet ais die von ( Phon .) Ctenus
rufibarbis (Perty) Keys., die beide grosse Ãhnlichkeit haben, sich aber noch durch
den schwarzen Bauch des ersteren von einander unterscheiden . . . Da C. nigriventer
eine ganz ebensogestaltete Epigyne wie C. jerus (Perty) Keys, 1891 (Pickard-
Cambridge = C. keyserlingi) besitzt, iihnlicb gefárbt, nur diinner behaart ist und
sich eigentlich nur durch das schwarze Feld am Bauche auszeichnet, ist er vielleicht
nur eine Varietiit von C. ferus.! Die Stellung der Augen, sowie die Lãngenver-
haltnisse der Beine sind bei beiden Arten auch dieselben”. Pick- . Cambridge, F.
1897, p. 55, Pl. 3, fig. 2-d: Ctenus nigriventer; p. 64: C. nigriventer Keys,
1891: Type in coll. Brit. Mus. Nat. Hist., London. This íorm is very closely allied
to C. bolivensis as well as to C. keyserlingi. The externai plate of the vulva is,
however, shorter in proportion lo the breadth than in either of the two latter species.;
p. 81: distinguished from keyserlingi and boliviensis by the hlack ventral surface
of the abdômen and a difference in the íorm of the vulva. Pl. 3, Fig. 2-c and d.
To finally confirm or refute lhe apparent distinctions belween these forms one
needs many more specimens. It is impossible to make definite assertions based
on a single specimen of each form; 1902, pgs. 410, 412; Moenkhaus, W. J. 1898,
p. 77: Habitat — Piquete, Raiz da Serra, Alto da Serra, Perus, around the city
of São Paulo, and Ipiranga in the city of São Paulo; Strand, E. 1910. Neue
oder wenig bekannte südamerikanische Cupiennius und Ctenus Arten, Zool. Jahrb.
Syst. 28(3), p. 296-297: “Exemplare aus Paraguay und Mato Grosso. Cf. Strand,
Zeitschr. Naturw. 79, pgs. 268-269, 1907, Ferner Exemplares von Rio Alto, Pa¬
raná; col. Niederlein. Bei unreifen Exemplaren von San Bernardino, Paraguay,
unter Steinen gefunden (Fiebrig), die wahrscheinlich dieser Art angehòren, ist
eine schwarze Lángsbinde am Bauche nicht oder hochst undeutlich vorhanden,
dagegen befindet sich hinter der Spalle ein die ganze Vorderhalfte des Bauches
einnehmendes tief schwarzes Querfeld. Die helle Lãngsfigur des Abdominalríickens
meistens wenig deutlich, die Beine am Ende bisweilen an der ganzen Oberseite
geschwãrzt, an den Beinen I und II unten mit je einem tiefschwarzen Fleck am
Ende der Femoren, an der ganzen Unterseite der Patellen und in der Endhálfte
der Tibien. Mandibeln in Flüssigkeit blutrot. Ein weiteres unreifes Exemplar
(21 mm lang), von Fiebrig arn 17. Dezember gefangen, “in der Krone eines
hohen Baumes. Springt aggressiv.” Ferner fand Fiebrig ein Exemplar an einer
Blattunterseite, 8 Meter über dem Boden. Ein unreifes Exemplar von nur 19 mm
Korperlãnge fand Fiebrig am 4. Dezember an einer Blattunterseite, 7 Meter über
dem Boden, wohin die Spinne zwei starke Fãden gesponnen hatte. Ein Weibchen
von Blumenau, Brasilien — 32 mm Totallãnge, Cephaloth. 15 mm lang, 11,5 Mitte
breit, 6,5 mm vorn breit; Beine — I: 13,5 — 6,5 — 13 — 11 — 4 — 48 mm;
II: 13 — 6,2 — 11,2 — 10,2 — 4 = 44 mm; III: 10,5 — 5 — 8 — 8 —
4 — 35,5 mm; IV: 13,5 — 5 — 12 — 14,5 — 4 = 49 mm. Epigyne 3 mm
lang und hinten breit. Der Bauch ist nicht schwarz hinter der Spalte, jedoch
dunkel. Ferner ist eine deutliche Reihe heller Flecke auf dem Abdominalrücken
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VI. BIBLIOGRAP1IIA PHONEUTRIARUM
nicht vorhanden, der helle Herzstreif aber scharf ausgeprãgt. Ein Mãnnchen, von
San Bernardino, von Fiebrig am 8. Marz im Haus gefangen. Mandibeln und
Abdômen ventralteils ziegelrot. 32 mm; Cephalothorax 16,5 mm lang, 12,5 mm
breit, vora 5-6 mm breit. Beine — I: 18 — 7 — 18,5 — 19 — 7,5 = 70 mm;
II: 17 — 7 — 16 — 17,5 — 7 — 64,5 mm; III: 16 — 6 — 12 — 13 — 5 =
50 mm; IV: 18 — 6 — 16 — 22 — 7 = 69 mm. Palpen: Fêmur 9, Patella 4,
Tibia 5, Tarsus 5,5 mm = 23,5 mm. Die Farbung wie die des Weibchens,
sowohl der Herzstreif ais die Schrãgflecken des Abdominalrückens deullich, Bauch
aber mit gelblicher Behaarung; in Alkohol erscheinen aber in gewissen Richtungen
gesehen vier dichte Reihen gelblicher Flecken auf schwarzem Grunde. Cephalothorax
mit dichter graugelblicher Behaarung, aber die grosse tiefe Millelritze dunkler
erseheinend. Tibial- und Tarsalglied der Palpen innen dicht scopulaahnlich behaart,
erstere vorn mit zwei schmalen parallelen Haarblòssen. Tibialglied der Palpen
am Ende aussen mit einem schwarzen, zungenfórmigen, dem Tarsalgliede dicht
anliegendem Fortsatz,
der von der Seite gesehen schrag nach unten und vorn
gerichtet erscheint, oben der Lange nach gewolbl und leicht wellenfórmig begrenzt,
am Ende breit abgerundet ist. Von oben und etwas vorn erscheint er gerade
schrág nach aussen und vorn
gerichtet, mit schwach zusammengedrückten Ober-
und Endrand; die Liinge fast gleich der Breite des Gliedes an der Spitze. Der
rotbraune, binten quergeschnittene und etwas verjiingte, im Profil gesehen, an der
Unterseite kaum gewblbt erscheinende Bulbus tragt unten in der Endhãlfte einen
runden, am Ende etwas zackigen weissen Pleck. Langs dem Innenrande des
Bulbus ein starkcr, sichelfôrmiger, gekrümmter, em Ende zugespilzter Fortsatz, der
etwas hinter der Spitze, an der Aussenseite leicht ausgerandet ist. Am Ende des
roten Bulbushügels befindet sich ein etwa bohnenfõrmiger schwarzer, schriig quer-
gestellter Fortsatz, der vorn die Begrenzung des weissen Fleckes bildet... Diese
Form wird wohl gleich C. keyserlingi F. Cambr. (= ferus Keys.) sein, wenn auch
weder die Farbung nocli genau die Epigyne übereinstimmen. Sowobl Cambr.
ais Keys. waren übrigens geneigt, beide Formen ais Varietaten einer Art anzusehen.
Spezifische morphologisehe Unterschiede kann icb nicht finden. Die Bauchfiirbung
erinnert mehr an die jungen Individuen. Bei letzteren kbnnen auch die Rücken-
figuren ebenso undeutlich sein. Ferner unreifes Exemplar (Weibchen) von Sta.
Catarina, Brasilien (Kilman). Ein reifes gravides Weibchen von “Südbrasilien,
Sta. Catarina. Von botanischen Garten erhallen;... der Bauch schwarz behaart,
etwa wie beim typisehen nigriventer. Rücken mit scharf markiertem Herzstreif und
dahinter zwei parallele Langsreihen von je 4 kleinen, weissen, aussen und innen
schmal schwarz begrenzten Haarflecken. Weisse Haarj)unkte auch an der Basis
aller Stacheln. Zusammen mit diesen ein ganz junges Exemplar. Auch an diesem
ist am Abdominalrüeken an hellen Zeichnungen nur der Herzstreif vorhanden; der
Bauch nur hinter der Spalte mit schwarzer Querbinde... Von San Bernardino liegt
ein altes Weibchen... vor, das oben wie die dunkleren keyserlingi gefiirbt ist. Der
Bauch ist aher ganz einfarbig schwarz und zwar auch an den Seitenpartien; 1916:
Systematische-faunistische Studien..., Arch. Naturg. 81A(9), p. 129. Petrunke-
vitch, A. 1911, p. 575. Brazil, V. and Vellard, J. 1925, p. 45-46: “A Ctenus
nigriventer é uma espécie muito vizinha da ferus, que ela substitui nos arrabaldes
de São Paulo, onde é comum em casas velhas, nas casas de cupins. Mello-Leitão,
C. de, 1927, p. 397. Berland, L. 1932 pgs. 247-251. Gerh & Kãstn., 1938 p. 628.
Phoneutria nigriventer Mello-Leitão, C. de, 1936, pgs. 15-16: “As fêmeas
entre 28 e 40 mm; machos entre 20 e 30 mm. Medidas de exemplares por nós
medidos: Fêmeas: Comprimento total do corpo: 28 mm; 29 mm; 31 mm; 34,5 mm;
38 mm. Comprimento total das pernas: I — 47; 42; 4). 51,5; 57,5 MM; IV —
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48; 41; 43; 53; 60; Pat. + Tibias I e IV — 15,5 — 16,5; 16,4 — 15; 15,5 —
15; 20,5 — 18; 22,5 — 20; Metatarsos I e IV — 11,5 — 14; 10 — 12; 9,6 —
16,5; 12 — 21; 13,5 — 17,5.
Em 3 machos: comprimento total: 20 — 22 — 27. Comprimento total das
pernas I e IV — 54 — 53,5; 62 — 59,7; 56 — 57. Patelas e tíbias I e IV —
20,5 — 18; 22,5 — 20; 21 — 19. Metatarsos I e IV — 15 — 16,5; 17 — 18,5;
13 — 18. Variação de colorido: Em uma fêmea, abdômen flavo, no dorso com
uma faixa mediana lanceolada e com 4 pares de manchas grandes, indecisas, mais
pálidas; pêlos das quelíceras vermelhos. Em outra fêmea, abdômen com pêlos
pálidos, no dorso sôbre a faixa pálida indecisa 3 pares de pontos flavos; campo
prêto do ventre cortado por duas faixas transversais marrons, perto do epíginio e
em frente às fiandeiras”. Bücherl, W. 1951 — Estudos sôbre a biologia e a sis¬
temática do gênero Grammostola, Monograf. Inst. Butantan 1: pgs. 22, 23, 30, 40,
53, 67; 1952. Aranhas do Rio Grande do Sul, Mem. Inst. Butantan 24(2) : p. 135,
1953. Nôvo processo de obtenção de veneno sêco, puro, de P. nigriventer, Mem.
Inst. Butantan 25(1): pgs. 153-174, 1953. Dosagem comparada da atividade dos
extratos glandulares e do veneno puro de P. nigriventer (Keys.) 1891, Mem. Inst.
Butantan 25(2):l-22. Bonnet, P. 1958, p. 3621. Schiapelli, R. D. and Gersch-
man de Pikclin, B. S. 1966, Mem. Inst. Butantan 33(3) :675-682.
Phoneutria jera Schmidt. G. 1954. Über das Auftreten mittcl- und süda-
merikanischer Giftspinnen in Deutscbland, Àrzteliclie Praxis 6(39), p. 5, synonym
C. jerus, C. nigriventer, C. keyserlingi. Bücherl, W. 1956, pgs. 95, 97.
8. Phoneutria nigriventroides (Strand)
Ctenus nigriventroides Strand, E. 1907. Über drei Clubioniden und eine
Pisauride vom Sorata in den Cordilleren, Zeitschr. Naturw. 79, pgs. 425, 426.
‘"Weibchen, Totallãnge 42 mm; Ceph. 18 mm lang, 14 breit, 7,5 vorn breit. Palpen:
Fem. 7, Pat. 3,8, Tib. 5, Tars. 6 mm = 21,8 mm. Beine — I: Fem. 17. Pat. 8,
Tib. 16,5, Met. 15,5, Tars. 5,2 = 62,2 mm; II: 16,3; 7,7; 14,5; 14,5; 5 = 58; III:
13,5; 6,5; 11; 11,5; 4,5 = 47; IV: 17,5; 6,8; 15; 19,5; 6 = 64,8 mm. Epigyne
2,8 mm lang und ebenso breit über die beiden Seitenfortsátze, das Hinterstück
2 mm breit, Aussenseiten der Enden der Lángskiele (zwischen den Seitenfortsàtzen
gemessen) unter sich um 1,5 mm entfernt; sie áhnelt jedenfalls der Epigyne
von C. nigriventer Keys. (cfr. Cambr. in Ann. Mag. Nat. Hist. (6)19, p. 3, fig.
2-d), aber die schwarzen Lángskiele sind gleichbreit, divergieren ganz allmáhlich
von der Basis bis zur Spitze (d.h. zwischen den beiden Seitenfortsàtzen) und zwar
ganz stark, das Endstück ist breiter, etwa doppelt so breit ais lang und jederseits
in der vorderen Hálfte mit zwei sichtbaren Querfurchen versehen. Vor den Sei-
tenfortsátzen je eine liefe Lángsfurche. Die Originalabbildung der Epigyne von
nigriventer stimmt eigentlich besser mit meinen Exemplaren ais die Abbildung
von Cambr. Bauch mit schwárzlichem, nach hinten verschmálertem, beiderseits
von einer grauweisslichen Punklfleckenreihe begrenztem Mittelfed, in welchem
zwei weitere ãhnliche, mit den áusseren parallele Fleckenreihen s:ch befinden.
Rüeken scheint eine hellere, durch einen braunen Streif geteilte Langsbinde zu
haben. Vorderbeine unten, mit Ausnahme der Basalhálfte der Tibien, scbwárzlich.
Alie Scopulen schwarz. Gegen die Identitát der vorliegenden Art mit C. nigri¬
venter würde sprechen, dass die Palpen vorn mit zwei hellen Lángslinien, áhnlich
wie bei C. reidyi und C. boliviensis versehen sind und dass der Bauch mit hellen
Punktfleckcn gezeichnet ist; beide Abweichungen lassen sich aber durch die
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
Annahme, Kcyserling’s einziges Exemplar sei abgerieben, erklãren. Eventuell mòge
die Art C. nigriventroides m. genannt werden”. Mello-Leitão, C. De, 1936, p. 16.
“Como temos dito acima, é bem difícil de precisar, se tôdas as Phoneutria conhe¬
cidas, não sejam apenas uma única espécie. Deveríamos, então, considerar, pelo
menos provisoriamente, a C. nigriventroides Strand, como uma espécie bem ca¬
racterizada”. Roewer, Fr., 1954, p. 653.
Phoneutria nigriventroides Bonnet, P., 1958, p. 3621.
9. Phoneutria niveobarbata Mello-Leitão
Phoneutria niveobarbata Mello-Leitão, C. De, 1945. Ararias de Misiones,
Corrientes y Entre Rios, Rev. Mus. La Plata ( N.S .), S. Zool. 4, pgs. 256-257,
Fig. 41. “Macho — 22 mm. Pernas I: Fem. 13; Pat. + Tib. 18; Met. 12,4;
Tar. 4 = 47,4 mm; II: 12,6; 16,4; 11,2; 3,8 = 44 mm; III: 10; 12,4; 9,4;
3,2 = 35 mm; IV: 13; 15,8; 15,6; 4,2 — 48,6 mm. Cefalotorax anaranjado,
revestido de corta vellosidad blanca, con estrecha línea mediana negra, desde el
borde posterior hasta los ojos posteriores. Faz con dos fajas castano negruzcas
desde los ojos laterales anteriores hasta el borde dei clípeo y dos fujas blancas y
ancha mancha mediana en la cual están los ojos médios. Quelíceros de tegu¬
mento casi de color carmín, con largos pelos blancos. Palpos de color caoba; las
tíbias con una fimbria de color castano oscuro; patelas con dos anchas fajas ne¬
gruzcas, separadas por ancha faja blanca; tarso negruzco con larga fimbria de
largos pelos blancos. Patas de color caoba, con largos pelos sedosos amarillen-
tos. Pieza labial de color caoba; lâminas maxilares de color caoba en su mitad
basilar, negras en su mitad distai y con estrecha faja blanca apical. Esternón
negro. Abdômen pardo-escuro, revestido de pelos sedosos de color amarillo claro
y de cerdas negras; cara ventral parda, mosqueada de amarillo y ornada de una
gran mancha castaíío-oscura, parecida al dibujo ventral de Polybetes pythagoricus,
con dos hileras de puntos amarillos y dos manchas circulares de pelos blancos.
Coxas negras. Segunda hilcra ocular reta. Área de los ojos médios poco más
larga que ancha, paralela, los ojos anteriores algo menores. Quelíceros con cuatro
dientes en su borde inferior y tres en el superior. Protarsos y tarsos con densas
escópulas. Tíbias armadas de 2-2-2-2-2 espinas ventrales y 1-1 laterales, en su
tercio basilar. Protarsos armados de 2-2-0-0-2 espinas ventrales. Palpos presen-
tando en la cara interna de la tibia y de la patela un denso cepillo de largos pelos
sedosos. Localidad ti[x>: Rosário Tala. Entre Rios. Col. Boero.
Ctenus nivcobarbatus Roewer, Fr., 1954, p. 653.
10. Phoneutria ochracea C. L. Koch
Phoneutria ochracea Koch, C. L., 1848. Die Arachniden, 15, p. 62, T. 1460:
“Manchen. “Brasília”... Im Bau des Korpers, aller Glieder und Augenstellung
mit fera übereinstimmend, nur ist der Hinterleib nicht zoltig behaart, sondem
seidenartig mit kurzcn Hárchen dicht bedeckt. 26,5 mm. Das ganze Tier ist saml
Taster und Beincn einfarbig bráunlich ockergelb, nur der Bauch und die Seiten
etwas heller. Ich kenne nur die münliche Spinne, wovon ein gut erhaltenes Exem¬
plar sich in dem Kõniglichen Gabinet in München vorfindet. Vaterland- Brasilien;
1851, Ubers. d. Arachnidensyst. 5, Nürnberg, p. 36. Pickard-Cambridge, F.,
1897. “I have not met with any form which agrees with this figure and des-
cription. Possibly lhe type is also in existence”. Mello-Leitão, C. de, 1936, pgs.
15, 17”. Males-Tibia des pattes machoires environ deux fois plus Iong que large;
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il y a deux apophyses tibiales — P. ochracea C. Koch, 1848. Nous avons iden-
tifié à cette espèce un mâle de São Paulo. Mâle — 29 mm; Pattes — Fémur
20,5; Pat. + tib. 27; Protarse 21; Tarse 5,5 = 73 mm; II: 18; 24,5; 18,5;
5 = 66 mm; III: 15,5; 19; 14,5; 5 = 54 mm; IV: 19; 25; 23,5; 5,5 = 73 mm.
Céphalothorax élévé en avant. Deuxième ligne oculaire droite. Aire des yeux
médians plus longue que large, parallèle, des yeux egaux. Bandeau plus étroit
que les yeux antérieurs. Marge inferieure des chélicères avec 4 dentes seriées,
le basal le plus petit. Tibias I et II avec 5 paires d’épines inférieures et 1 la-
térale basale. Céphalothorax fauve, avec des lignes rayonnantes un peu plus
pâles et orné de poils pâles marginaux. Abdômen íauve-brique concolore; le ventre
orné de poils noirâtres de pointes pâles. Pattes, chélicères, sternum et pièces
buccales fauve fonce”. Bonnet, P. 1958, p. 3621.
Ctenus ochraceus Simon, E., 1864, p. 378; Petrunkevitch, A. 1911, p. 475;
Roewer, Fr., 1954, p. 653.
11. Plwneutria paca (Mello-Leitão)
Ctenus paca Mello-Leitão, C. de, 1922. Novas Clubionidas do Brasil. Arch.
Esc. sap. agr. meã. velcr. 6, p. 41:. “Female; Type in coll. Departamento de
Zoologia, Ipiranga, São Paulo. 33 mm; Cef. 16,5 por 12,5 mm; Pernas -—- 51;
45; 38,5; 51 mm. Palcla + tíbia — 20; 18; 13; 17,5 mm. Clípeo mais es¬
treito que a área dos olhos médios. 2a. fila ocular direita. Área dos olhos
médios pouco mais estreita adiante, os anteriores menores. Quelíceras com 4
dentes iguais na borda inferior e 3 na superior, dos quais o médio muito maior.
Tíbias anteriores com 4 pares de espinhos inferiores, sem espinhos laterais ou
superiores, do II par com 4 pares e mais 1-1 de cada lado; protarsos dos 2 pri¬
meiros pares com 3 pares de espinhos inferiores, sem laterais. Cefalot. fulvo es¬
curo com uma linha negra mediana. Quelíceras da côr do cefalotórax, com pêlos
vermelhos dorsais. Esterno e ancas das pernas, lábio e lâminas maxilares, negros.
Pernas fulvo escuras, tendo, na face ventral, manchas negras nos ápices dos fê¬
mures, nas patelas e na metade apical das tíbias, protarsos e tarsos negros. Abdô¬
men negro, tendo na parte anterior do dorso 3 linhas claras longitudinais, das
quais a mediana maior e mais estreita, seguida por uma larga faixa denteada,
formada por manchas triangulares de base posterior; de cada lado dessa faixa
há 3 linhas obliquas para baixo e para trás, paralelas, formadas de pequenos
pontos claros; ventre castanho escuro, com um grande campo triangular media¬
no negro. Epígino com duas cristas longitudinais, semelhantes às de C. nigri-
ventris Keys. Habitat — São Paulo”. Roewer, Fr., 1954, p. 653.
Phoneutria paca Mello-Leitão, C. de, 1936, pgs. 15, 18; V.R.D. von Eickstedt
e S. Lucas 1969, Revisão dos tipos de Phoneutria para (Mello-Leitão), 1922 e
Phoneutria luederwaldti (Mello-Leitão), 1927, Mem. Inst. Buí., vol. 34.
12. Phoneutria reidyi (Pickard-Camhridge)
Ctenus reidyi Pickard-Camhridge, F., 1897, p. 54. “C. reidyi sp.n. — Fe-
tnale, Santarém, Lower Amazons. Pl. 3, Figs. 1 a 2”. P. 78. “ Ctenus reidyi sp.n.,
Female. Ilab. Forest, Santarém. Type in coll. Brit. Mus. Nat. Hist., London.
Length, including mandibles, 40 mm. Colour-Carapace orange mahogany, clothed
with short golden brown hairs. Abdômen dull yellow-brown, clothed with golden-
brown hairs. Mandibles stout, black, densely clothed with bright orange hairs in
front. Coxae of pedipalps and sternum dark brown, the latter clothed with
golden-brown hairs. Lcgs-Coxa, trochanter, femur and tibia orange-brown; pro-
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VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
tarsus and tarsus dark brown, entirely clothed with golden-brown pubescence.
Pedipalp-Femur and patella orange-brown; tibia and tarsus clothed with a broad
band of black pubescence on inner side, a thin line of gray pubescence, and
anolher broader band, lilack, followed on the outer side with a broad band of
gray pubescence, appearing on the upperside as two narrow grey lines. Slructure-
Carapace 16 mm long, 13,5 mm broad; abruptly inclined behind, slightly raised
towards caput. Central groove distinct, segmentai striae just discernible. Eyes-
laterals situated on a strong tubercle; diameter of anteriors half lhat of posteriors,
situated one diameter from them. Second row straight by anterior margins; the
four centrais situated in a quadrangle, slightly longer than broad; posterior
centrais very slightly larger. Mandibles with a shiny tubercle at base on outer
side. Fanggroove with 5 teeth on outer margin, 3 on inner margin. Legs —
(1-4)- 2-3. Every segment except the first and last spinose. Tibiae 1 and
II with a double series of 5, of III and IV of 3 stout spines beneath. Protarsi
I and II with a double series of 3 spines, of IV with a irregular series beneath.
Tarsi, protarsi I and II, and apex of libia slightly, tarsi and protarsus III and
tarsi and apex of protarsus IV clothed with thick scopula. Femora, tibia, and
protarsi III and IV clothed beneath with golden-yellow hairs, I and II with
pubescence only. Tarsal claws 2, with claw-tuft on each side; armed on inner
side with 3 small denticules. Spinners 6, anterior pair and posterior pair two-
-jointed. Vulva consisting of a broad dark cbitinous plate, emarginate before,
broadly truncate behind (towards spinners), with two curved yellow side-pieces.
Total len. 40, carap. 15,75 mm; Legs — I: 62,5; II: 59; III: 47,5; IV: 62,5 mm;
pat. + tib. I: 23, IV: 19; III: 15 mm.
A single female of this species, lhe largest of the group met with, was taken
by myself in the forest near Santarém. Il was started from the palm-leaf
thatch of a hut in the forest, in which we have taken refuge from the rain. 1902,
p. 409: “Females-Tibia and tarsus of pedipalps with thick pad of short hairs on
the inner side. Patella and tibia I much longer than IV; vulva without pair of
longitudinal dark ridges. Tibia and tarsus of pedipalp black, with two narrow,
sulphur-gray, longitudinal lines in front. Inner side of femur I sulphur-grey.
Mandibles black, clothed with scarlet hairs in front; a band of black hairs along
the side, followed by a narrow band of scarlet hairs, passing into sulphur-grey at
the base of lhe mandible. Vulva emarginate anteriorly. Size 40 mm”. Petrunke-
vitch, A., 1911, p. 476. Vellard, J., 1936, p. 173.
Phoneutria reidyi Mello-Leitão, C. de, 1936, p. 15, 18. “Provàvelmente a
mesma espécie como andrcwsi. Caporiacco, L. Di, 1949, Arachnida of Brilish
Guiana. Proc. soc. Zool. London 118, p. 681”. A great female at Bartica... Hub.
Brazil (Amazonas). Bonnet, P., 1958, p. 3621.
13. Phoneutria rufibarbis Perty
Phoneutria rufibarbis Perty, M., 1833, p. 197; Pl. 39, Fig. 2. “Female;
ochracea; ehelicornubus rufo-hirlis; abdomine albo punctato; pedibus nigro-setu-
losis. Longitudo 14”’. Habitat ad flumen Bio Negro dictum, provinciae ejusdem
nominis. Chelicornua stipite supra rufo-hirto. Maxillae fusco-nigrae. Palpi fus-
co-grisei, articulis duobus ultimis lineis duabus albis. Cephal. fusco-ochraceus.
Abdômen ferrugineo-ochraceum, seriebus tribus longitudinalibus punctorum albo-
rum. Subtus fulvo-ochraceum. Pedes omnes ochracei, pilosi, punctis albis et se-
tulis nigris e puncto quovis orientibus”. Gervais 1840, p. 307; Koch. C. L.,
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1848, p. 63. “Vorderleib rotbraun, Hinterleib rotgelb mit 4. Langsreihen weisser
Flecken; clie Fresszangen rostrot, oben clicht rot behaart; Taster und Beine
ockergelb, auf ersteren zwei weisse Linien, Schenkel und Schienen unten blassgelb
mit einem braunen Flcck vor der Spitze. Liinge 13”’ = 29 mm. Der Hiigel der
zwei Seilenaugen halbkugelfõrmig. Die Beine — unten mit wolligen und lãngeren
Haaren. Die Taster oben braun, unten gelblich, oben zwei Langslinien gelblich
weiss, die íiussere oben an den Seiten weniger deutlich. Der Hinterleib auf dem
Riicken 4 Langsreihen weisser Flecken, die der ausseren Reihe etwas grõsser und
weniger deutlich; der Bauch einfarbig ockergelb. Die Beine braunlich ockergelb,
die Shenkel und Schienenbeine unten gelb, and den Schenkeln der Vorderbeine
schwefelgelb; vor der Spitze der Schenkel der 4 Vorderbeine auf der Unterseite
ein breiter Querfleck braun, eben ein solcher an der Spitze der Schienbeine, aber
weniger deutlich; an den Wurzeln aller Stachelborsten ein gelblich weisses Fleck-
chen. Mann (male) noch nicht entdeckt. Habitat — Brasilien.
Keyserling, E., 1881, p. 576, 577. “Weibchen. Totallánge 32,2 mm; Beine-
46,6 — 41,8 — 33,5 — 46 mm; Pat. + Tib. I — 18,5; IV — 16 mm; Metat.
I — 11, IV — 13,6 mm. Beide vorderen Beinpaare, unten am Ende der Schen¬
kel und Tibien, an der ganzen Unterseite der Patellen und Metatarsen fast schwarz
gefárbt. Die ersten Glieder der Palpen rot, die beiden Endglieder schwarz, unten
gelb und oben dicht schwarz behaart. Der Hinterleib oben auf dem Riicken mit
einem wenig sichtbaren hellem Langsbande aus helleren Dreiecken. Die Mittel¬
augen der Mittelreihe nur unbedeutend grõsser ais die beiden der obersten und
untersten, aber mindestens dreimal so gross ais die kleinen Seitenaugen, welche
um ihren Durchmesser von ihnen und den hintersten Seitenaugen entfernt sind
und nicht oder nur unbedeutend niedriger sitzen. Die vorderen Mittelaugen fast
um ihren Durchmesser voneinander und um das Doppelt derselben von dem Stirn-
rande entfernt. Die vier Mittelaugen bilden ein Quadrat. Eine dichte und ziem-
Hch lange Scopula an den Tarsen und Metatarsen. Am ersten Fusspaar reicht sie
sogar noch bis auf die Tibien. Die Bestachelung ist folgendermassen: 1 Fuss:
F. oben 3, vorn 4, hinten 3; Pat. keine; Tib. unten 5 Paare, an der Innenseite
1-2, an der aussenseite 1 ganz kleiner; Metatarsen unten 3 Paare. 2. Fuss: ebenso.
3. und 4. Fuss: Femur oben, hinten und vorne 3, Patellen hinten und vorn jc
1, Tibien unten 3 Paare, jederseits und oben 2; Metarsus zahlreichere aber weniger
regelmassig stehende. Brasilien: Neu Freiburg, Rio de Janeiro. In der Sammlung
des Herrn Dr. Koch.
Pickard-Cambridge, F. 0., 1897, p. 65, 66. “... lhere is not sufficient
evidence as lo the identity of this form. None of the authors who have adopled
Rerty’s name mention that they have seen the original type specimcn, so that one
can conclude that their only evidence is drawn from Perty’s description and fi¬
gures. These, in the case of rujibarbis, are sufficient neither for generic purposes
uor for specific identification. Mcllo-Leitão, C. De, 1936. “Existem no Brasil 9
espécies de Phoneutria que nos parecem tôdas apenas variedades das espécies
R. fera e P. rujibarbis. Habitat de rujibarbis. Todo o Brasil desde o sul de
Riauí até a Argentina”. Bonnet, P., 1958, p. 3621.
Ctenus rujibarbis Walckenaer, B., 1837, p. 369. “... Nouveau Monde —
Amér. Mér. — Brésil: sur Ies bords du Rio Janeiro”. He has not seen any
specimen of Phoneutria, but changed only the generic name of rujibarbis Perty
to Ctenus, and changed also the habitat Ria Negro to Rio Janeiro. Lucas 1840, p.
366. Simon, E. 1861, p. 378; 1897, p. 108, 111. Pick.-Cambridge, O. 1897.
P* 61 (in relation with Walcken. Rio de Janeiro); 1902, p. 412: rujibarbis
SciELO,
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SPIDERS OF THE FAMILY CTEN1DAE SUBFAMILY PHONEUTRIINAE.
VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
(Perty) Walck. Rio de Janeiro, rufibarbis Holtnberg — Argenline Republic.
Moenckhaus 1898, p. 78. “Piquete, Estado do Rio, and São Sebastião, Estado
de São Paulo. Petrunkevitch, A. 1911, p. 476; Mello-Leilão, C. De, 1923”. A
female, a male and another female, Alcatrazes-island, State of São Paulo.
Specimens in coll. Depart. de Zoologia, Ipiranga, São Paulo. Franganillo 1930,
p. 33; 1935, p. 43; 1936, p. 102. Vellard, J., 1936, pgs. 173, 181. Roewer, F.,
1954, p. 654.
Ctenus pertyi Piek-Cambridge, F. 0., 1897, p. 80 — nomen novum pro C te nus
rufibarbis Keyserling 1881. Hab. Neu Freiburg, Rio.
14. Phoneutria rufichelis (Mello-Leitão)
Ctenus rufichelis Mello-Leitão, C. De, 1917. Notas arachnológicas V. Espécies
novas ou pouco conhecidas do Brasil, Broteria 14, pgs. 12, 13; Figures 15, 16 —
Male, 19 mm. Habitat — São João dei Rei, State of Minas Gerais, Brazil; leg.
Álvaro Leitão. Cephalothorax laevis, fere planus, vix eminens, longitudine la-
titudinem partis posterioris paulum excedens, Iaete fulvo rufescens, sulco area
oculorum vittaque marginali exili fuscis. Chelae rufescentes, pilis igneo-rufis
erectis, crebris vestitae, margine inferiore sulci dentibus quinque, superiores den-
tibus 3 ornato. Laminae labiumque fulvo rufescentes, apice testaceo. Sternum coxaque
fusca. Pedes rufescentes, fusco variati, femoribus supra aculeis 3-3 utrinque 2 et
supra 3, metarsis I et II subtus aculeis 2-2 utrinque 2 armatis. Abdômen fuscum,
supra vitta longitudinali testacea in parte antica instructum subtus pilis aureis
seriatis ornata, processu apicali nigro laminoso, subtus et extus incurvato, apice
bifido, tarso acuminato, valde convexo, ovato, bulbo fulvo, reniformi foveis mediis
testaceis duabus atque processu nigro obtuso munito, stylo curvo. Cefalotorax
liso, muito pouco elevado, quase plano, pouco mais longo que largo; 11 por
8,2 mm, pardo avermelhado claro, com o entalhe mediano, a região ocular e uma
estreitíssima orla marginal muito mais escuros. Quelíceras avermelhadas, densa¬
mente revestidas de pêlos eretos, vermelhos côr de brasa. Garras mais escuras.
Margem inferior do sulco ungueal com 5 dentes, o inferior um pouco menor, mar¬
gem superior com 3 dentes, pouco visíveis entre as cerdas vermelhas. Maxilares
e lábio da côr do cefalotorax, de pontas amareladas. Esterno e coxas fuscas.
Pernas brúneo avermelhadas, lavadas de fusco, os fêmures com espinhos nume¬
rosos na face dorsal, dispostos em 3 filas paralelas, com 1 pequeno espinho na
face posterior; tíh. I e II com 5-5 espinhos inferiores, 3 de cada lado e 3 superio¬
res; III e IV com 3-3 espinhos inferiores, 2 de cada lado e 3 superiores; Metatar-
sos I e II com 2-3 pares de espinhos inferiores, 1 de cada lado na base e outro
no ápice. Escópulas em todos os tarsos e metatarsos. Pubescência das pernas
amarelo doirada, escópulas fuscas. Abdômen fusco, revestido no dorso de pu¬
bescência pouco densa amarelo parda e com uma faixa clara mediana, ocupando
a metade anterior; de cada lado da faixa correm duas ordens de manchas indis¬
tintas, confluentes atrás, indo quase até as fiandeiras. Ventre muito densamen¬
te revestido de curta pubescência alaranjada, tendo de cada lado uma linha
clara, ponteada muito finamente. Palpos da côr das pernas, fuscos nos dois úl¬
timos segmentos; tíbia maior que a patela, com uma linha dorsal longitudinal de
pêlos doirados; apófise apical negra, laminosa, curva para baixo e para fora, le¬
vemente bífida na ponta; tarso ponteagudo, muito convexo, ovóide, o bulbo aver¬
melhado, brúneo, ocupando a face inferior do tarso, nos dois terços basais, reni-
forme, com 2 fossetas claras no meio e 1 apófise negra curta e obtusa; estilete
delgado, ponteagudo, curvo, terminando pouco adiante da apófise. “2." fila de
olhos direita. Abdômen 9 por 5,7 mm”. Roewer, F., 1954, p. 654.
cm
SciELO
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Mem. Inst. Butantan,
34 : 47 - 66 , 1969 .
WOLFGANG BÜCHERL, SYLVIA LUCAS and
VERA DESSIMONI von EICKSTEDT
65
Plioneutria rufichelis Mello-Leitão, C. De, 1936, p. 15. Bonnet, P. 1958,
p. 3622.
15. Plioneutria sus (Strand)
Ctenus sus Strand, E., 1910, pgs. 300, 301. “Ein Mãnnchen von Surinam
(Michaelis). Totallânge mindestens 31 mm; Cephalot. ohne Mandibeln 15 mm
lang, 11,5 mm breit, vorn 6 mm breit; Abdômen 13 mm lang, 8 mm breit Palpen:
Fem. 7,5; Pat. 3; Tib. 3,6, Tars. 6 mm lang und 3 mm breit = 20,1 mm.
Beine — I: F. 20; Pat. 7; Tib. 20; Metat. 20; Tar. 5,5 = 72,5 mm; II: 18,5;
7; 17,5; 5 = 65,5 mm; III: 14,5; 6; 16; 23,5; 5 = 52 mm; IV: 18,5; 6;
16; 23,5; 5 = 69 mm. Fiirbung nicht melir genau zu erkennen; in Fliissigkeit
erscheinen Cephalothorax und Extremitaten hell rbtlich oder braun gelb, jeden-
falls Beine I und II mehr gelblich, imlen in der Endhiilfte der Femuren und Tibien
geschwarzt, alie Metatarsen wegen der Scopulicrung unten geschwiirzt; Mandi¬
beln wahrscheinlich violettlich braun; Unterseite der Coxen und des Cephalo-
thoraxes nur unbedeutend dunkler. Abdominalrüken hat wahrscheinlich vorn eine
hellere Langsbinde und hellere Paarflecken gehabt. Ob Bauchfeld dunkler, bleibt
fraglich. Tibialglied der Palpen am Ende aussen mit einem kriiftigen, 2,5 mm
langen, stark abstechendem und daher auffallendem Hacken versehen, der von oben,
bzw. von vorne gesehen, wie aus 2, allerdings allmahlich ineinander übergehenden
Tasten zu bestehen scheint: der basale dicker, besonders an seiner Basis, nach
aussen und ein klein wenig nach vorn gerichtet, am Ende, etwa im Niveau mit
der Spitze des Gliedes reichend, wiihrend die Apikalhalfte des Hackens parallel-
seitig, gerade nach vorn etwa parallel zum Gliede gerichtet und am Ende aussen
schraggeschnitten erscheint. Von der Seite gesehen, erscheint er am Ende oben
abgeschnitten (die untere Ecke also erhalten und zugespitzt). Der Liingsfortsatz
am Innenrande des Bulbus nicht hackenfõrmig gebogen, vor der Spitze, an der
Aussenseite mit einem kurzen, plattenfõrmigen, nach unten gerichtetem, etwa
senkrecht zu der Langsachse des Hautpfortsatzes, gestelltem Forsatz und gege-
nüber, an der entgegengesetzten inneren oder vorderen Seite des erstern befindet
sich eine hõckerfõrmige Verdickung. Tibial- und Tarsalglied innen dicht sco-
pulaiihnlich behaart.” Petr. 1911, p. 478. Roewer, Fr. 1954, o. 656. Bonnet,
P. 1958, p. 1290.
Plioneutria sus Caporiacco 1949, p. 681: In Dutch Guiana lives, too, Ctenus
s &s Strand, which, judging írom the description, is surely a Plioneutria’.
Discussion
The definitive elucidation about the “good” and really “objective” species
among those described for the genus Plioneutria will constitute an arduous and
laborious task. Too old and unsufficient descriplions, which do not permit to
recognize the species or distinguish one from lhe other; “subjective” descriptions of
new species, usually based on one single sample, being the opposite sex unknown up
to now; the irreparable loss of the types from the old collections as well as from
E. Mello-Leitão’s material; the fact of species having been described (usually one
sample) from distant and less accessible places such as Surinam, Santarém, Belém
surroundings, Rio Negro, Colombia, Bolivia, Paraguai. Southern and Central Brazil
'— all this will demand a pacient gathering of these rare arachnida, an International
cooperation among the arachnologysts in the search of the specimens, and also
Patient and detailed comparisons, mainly of the male copulating bulbs.
cm
SciELO,
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66
SPIDERS OF THE FAMILY CTENIDAE SUBFAMILY PHONEUTRIINAE.
VI. BIBLIOGRAPHIA PHONEUTRIARUM
It seems correct to establish, since now, three groups of Phoneutria: a) An
Amazonic group {fera, rujibarbis, reidyi, andrewsi, sus and ochracea), certainly
reducible to 2 or 3 species. Fera and rujibarbis, and possibly ochracea, have been
captured by Spix and Martius, the first one “at Rio Negro banks’’. Reidyi and
andrewsi are very much alike and resemble rufibarbis.
b) A group from Southern Brazil, Uruguai, Argentina and Paraguai, where
the species nigriventer seems to be the best known.
c) The third group is the Bolivian group (P. boliviensis, bolivicola (?),
colombiana ), according to Cambridge and Strand showing much resemblance to
the Amazonic group and partially to nigriventer (Strand).
The species luederwaldti, niveobarbata, paca and rufichelis will probably
not resist to the synonymisation to the older species, since really "‘objective” com-
parative elements are available.
Summaiíy
As an introduction to the systematic revision of species of the genus
Phoneutria Perty the bibliography of the species with the principal topics of
original descriptions is presented, their primary synonyms, including the sex,
type-locality, and the deposition of the type-specimens in official collections
(when known).
Resumo
Como preâmbulo a uma revisão sistemática das espécies do gênero Phoneutria
é apresentada a bibliografia tanto quanto nos foi possível reuni-la, incluindo
informações sôbre os tipos, os sexos dos especimens descritos, os locais de captura
e as coleções, onde os tipos estão ou estavam depositados.
cm
5 SciELOj,
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Mem. Inst. Butantan,
34 : 67 - 74 , 1969 .
V. DESSIMONI von EICKSTEDT, S. LUCAS e
W. BOCHERL
67
ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAMÍLIA PHONEUTRIINAE
|VII. CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DE PHONEUTRIA FERA PERTY, 1833.
IkEVALIDAÇÂO E SINONÍMIAS DE PHONEUTRIA RUFIBARBIS PERTY, 1838 *
V. DESSIMONI von EICKSTEDT, S. LUCAS e W. BÜCHERL **
Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Como já mencionamos em trabalhos anteriores (1, 2, 3), Perty, em 1833, des-
Icreveu como novos o gênero Phoneutria e as espécies rujibarbis e fera, ba-
Jseadas cm duas fêmeas, capturadas por Spix e Martius às margens do Rio Negro,
|na província do mesmo nome, Brasil e então depositadas no Gabinete Real de Mu¬
nique. Embora a descrição tivesse sido sumária, é, contudo, suficiente para justi¬
ficar o gênero.
C. L. Koch (4), em 1848, descreveu o primeiro macho de Phoneutria fera
I citando também uma fêmea, e redescreveu uma fêmea de rujibarbis, devendo êstes
especimens terem sido depositados em sua coleção particular em Niirnberg. Nem
a procedência dada por Koch, que é apenas “Brasília”, nem o texto, oferecem ele-
I mentos suficientes para se poder afirmar com certeza que estas aranhas realmente
I pertençam às espécies amazônicas de Perty, não se podendo excluir, porém, a possi-
Ihilidade dêsle autor ter trabalhado com material da coleta de Spix e Martius (a
fêmea de Phoneutria fera estudada por Koch tem a mesma medida do exemplar de
y‘honeutria fera de Perty).
Em 1897, Cambridge (5) descreveu duas novas espécies de Phoneutria:
I rcidyi e andrewsi, não as comparando com as de Perty. No mesmo trabalho
Ijustificou a designação de fera como tipo do gênero Phoneutria, por considerar
I r ufibarbis, “forma ignota”.
Vinte anos depois, Strand (6) descobriu no Museu de Zoologia de Berlim e
Iredescreveu o exemplar tipo de Phoneutria fera, etiquetado pelo próprio Perty. In-
Ifelizmente, o exemplar, sêco e espetado em alfinete, já nessa época encontrava-se
|com a região ocular parcialmente lesada e sem abdômen, impossibilitando a ob-
pervação do epígino e de pormenores do colorido.
Walckenaer (7), Gervais (8), Holmberg (9), Keyserling (10, 11), Goeldi (12),
|Simon (13), Moenkhaus (14) e outros autores mais recentes mencionaram ou re-
Idescreveram diversos especimens, capturados desde a Argentina e sul do Brasil
I a té o Rio de Janeiro, atribuindo-lhes erroneamente, o nome de fera ou rujibarbis,
Icoino já assinalara Cambridge (5) ao alterar os nomes fera e rujibarbis de
IKeyserling para keyserlingi e pertyi, respectivamente.
Trabalho realizado sob os auspícios do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
1 * Bolsista do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan, Ex-Chefe da Secção de
Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan.
Recebido para publicação em 17 de junho de 1968.
cm
ISciELO,
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68
ARANHAS DA FAMÍLIA CTEN1DÁE, SUBFAM1LIA PHONEUTRIINAE. VII.
De acordo com consultas feitas aos colegas W. Engelhardt (Munique), 0. Kraus
(Frankfurt), W. Crome (Berlim) e G. Rack (Hamburgo) é pouco provável a atual
existência dos tipos de Perty e dos exemplares da coleção de Kocli.
Como os exemplares estudados dêste gênero, procedentes da região amazônica,
são, até esta data, em número muito limitado, achamos interessante realizar o pre¬
sente trabalho, baseado em onze especimens coletados nessa zona.
Phoneutria fera Perty, 1833
1833 Phoneutria fera Perty, Delect. Anim. Artic., p. 197, Pl. 39, Fig. 3 —
Margens do Rio Negro, Amazonas, Brasil, Spix e Martius col. 1817-1820,
Gabinete Real de Munique, Holótipo fêmea, por designação de Cam-
bridge, 1897.
1848 Phoneutria fera C. L. Koch, Die Arachniden, 15: 60, Pl. DXX, Fig.
1459 — 1 macho e 1 fêmea, Brasil, Col. part. C. L. Koch, Nürnberg,
provavelmente perdidos.
1917 Ctenus ferus Strand, Arachnol. Var., Arch. Naturg., 82A(2): 72 —-
redescrição do tipo de Perty, Museu de Zoologia de Berlim, provàvel-
mento perdido.
Diagnose
Aranha marron escura, revestida por pêlos amarelo-acinzentados. Artículo
basal das quelíceras, na face anterior, com pêlos castanhos, que passam a verme¬
lho junto ao sulco ungueal. Face dorsal dos três últimos artículos do palpo per¬
corrida por uma larga faixa longitudinal, mediana, escura. Dorso do abdômen
com manchas claras.
Descrição
Medidas (em mm): Compr. total (com quel.): 39. Cefalot. : 17 compr.;
13 larg. max.; 7,5 larg. frente. Esterno: 8 compr.; 6 larg. Lábio: 3 compr.;
2,3 larg. meio. Epígino: 3,8 compr.; 3,5 larg. incluindo peças laterais.
Pernas:
Fêmur
Patela
Tíbia
Metat.
Tarso
Total
17,5
7,5
19,5
17
4
65,5
16,5
7,5
16
15
4
59
13,5
6,5
12
12
4
48
17,5
6,5
15,5
20,5
4,5
64,5
Aranha
de colorido
marron
escuro.
revestida de
curtos pêlos
Colorido:
amarelo-acinzentados. Artículo basal das quelíceras, em sua face anterior, com
pêlos castanho-amarelados, que passam a vermelho junto à margem superior do
sulco ungueal. Lábio e lâminas maxilares denegridos, ápice das últimas com fím¬
bria de pêlos alaranjados. Abdômen dorsalmente com três faixas claras, longitu¬
dinais: uma mediana, que parte da base e vai até pouco antes da metade do dor¬
so e duas laterais a ela, formadas por pares de manchas claras, que se dirigem
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SciELO
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34 : 67 - 74 , 1969 .
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W. BÜCHERL
69
para as fiandeiras. Indícios de linhas oblíquas de manchas claras, dorso-ventrais.
Ventre com 4 linhas longitudinais de sigilas, convergentes para as fiandeiras. Face
dorsal das patelas, tíbias e tarsos dos palpos com uma faixa mediana escura,
quase negra, acompanhada de ambos os lados por pêlos cinza-claros. Escópulas
dos palpos e da face ventral das pernas cinza-escuras, quase negras. Fêmures
I e II com mancha escura, ventral, subapical. Pernas posteriores com longos pêlos
-amarelados na face ventral.
Morfologia: Cefalotórax mais longo que largo, com fóvea longitudinal distin¬
ta e pouco profunda; perfil cefalotorácico plano; clípeo vertical. Olhos: os
quatro medianos formando um quadrângulo, ligeiramente mais estreito na frente;
M.A. distantes entre si e dos M.P. pouco menos de um seu diâmetro; M.P. dis¬
tantes entre si e dos L.A. pouco mais de um raio dos M.P.; L.P. distantes en¬
tre si pouco mais de 4 vêzes seu diâmetro; segunda fila ocular levemente procur-
va; M.P. um pouco maiores que os M. A., L. P. um pouco maiores que os M.P.
Quelíceras: cinco dentes na margem inferior do sulco ungueal, o interno, o me¬
nor e os quatro outros, grandes e aproximadamente iguais; margem superior com
tres dentes, o médio, o maior. Lábio e esterno mais longos que largos. Pernas
(1-4) 2.3. Escópula em tôda a face ventral dos tarsos e metatarsos I e II, nos
V5 apicais do metatarso III e nos 2/3 apicais das tíbias I e II. Tarsos com
4uas garras terminais munidas de 3 dentes nítidos, seguidos por uma fileira de
dentículos. Longos pêlos amarelados revestindo tôda a face ventral dos fêmures,
patelas e tíbias III e IV, formando um tufo basal no metatarso III e ocupando
todo o metatarso IV. Espinulação (dm = dorso-mediano; la = lateral anterior;
^P — lateral posterior; v = ventral; ap = apical) :
Perna
Fe
Pa
Ti
Met
I
3 la, 3dm, 4 lp
0
10v (5 pares)
6v (3 pares)
II
4 la, 3dm, 4 lp
0
10v (5 pares)
6v (3 pares)
III
4 la, 3dm, 4 lp 1
la, 1 lp
6v (3 pares)
6v (3 pares)
2 la, 3dm, 2 lp
4 la, 3 lp,
2d ap
IV
4 la, 3dm, 4 lp 1
Ia, 1 lp
6v (3 pares)
vários (16-17)
2 la, 3dm, 2 lp
irreg. disp.
Palpos:
com escópula nítida
na face anterior das tíbias e
tarsos e uma gar-
r a com cinco dentes grandes, seguidos por outros muito pequenos. Espinulação:
íêrnur com 4 d.ap. e 1 dm.; patela: 1 la; tíbia: 1 lp, 1 dm, 2 la, 1 d. ap.; tarso:
3 la, 2 lp.
Epígino: formado por uma placa fortemente quitinizada e duas peças late-
r ais, curvas para dentro (Fig. 1).
Material e procedência: $> N.° C. 3945, Dcp. Zool. Secr. Agr. S. Paulo,
r e - Pereira col. 1964, Tapurucuara, Amazonas, Brasil.
Phoneutria rufibarbis Perty, 1833
1833 Phoneutria rufibarbis Perty, Delect. Anim. Artic., p. 197, Pl. 39, Fig. 2
— Holótipo fêmea, Margens Rio Negro, Amazonas, Brasil, Spix e Mar-
tius col. 1817-1820, Gabinete Real de Munique. Perdido.
cm
SciELO,
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70 ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAMILIA PHONEUTRIINAE. VII.
1848 Phoneutria rufibarbis C. L. Koch, Die Arachnidcn, 15:63, Pl. DXXI,
Fig. 1461 — 1 fêmea, Brasil, Col. part. C. L. Koch, Nürnberg. Pro¬
vavelmente perdido.
1897 Ctenus reidyi F. O. P. Cambridge, Ann. Mag. Nat. Mst. 19 (Ser. 6) :
78, Pl. III, Fig. la, 2a — 1 fêmea, Santarém, Baixo Amazonas, F. O. P.
Cambridge col., Museu Britânico (História Natural).
1897 Ctenus andrewsi F. O. P. Cambridge, Ann. Mag. Nat. Ilist., 19 (Ser.
6) : 79, Pl. III, Fig. 2b — 2 fêmeas, Santarém e Pará, Baixo Amazo¬
nas, Museu Britânico (História Natural).
Outros exemplares de Phoneutria reidyi e andrewsi da região amazônica, fo¬
ram citados também por Mello-Lcitão (15), que menciona uma fêmea capturada
no Alto Juruá e por Caporiacco (16), que cita uma fêmea de Bartica, Guianas
Britânicas.
Em 1897, F. O. P. Cambridge (5) considerou P. rufibarbis “forma ignota”,
no que não foi apoiado por autores posteriores. Pràticamente do mesmo biótopo
de P. rufibarbis, descreveu nessa mesma data, 2 espécies novas de C t e nu s, que
posteriormente foram colocadas sob Phoneutria (15): reidyi e andrewsi.
Os dois exemplares de reidyi e andrewsi só se diferenciam, conforme o pró¬
prio autor assinala, apenas pela presença ou não de pontos brancos no dorso do
abdômen, pelo tamanho e pelo epígino.
Tendo à nossa disposição vários exemplares de Phoneutria da região
amazônica, cujos caracteres morfológicos são plenamente concordantes com os das
espécies de Cambridge, pudemos avaliar que os caracteres específicos diferenciais
apontados são apenas variações individuais: “a série dupla dorsal de três pontos
brancos conspícuos e 3 menores e menos conspícuos de cada lado da linha cen¬
tral” do dorso do abdômen ora se apresenta muito nítida ora é pràticamente ine¬
xistente; o tamanho não é, como se sabe, caráter específico; o fato de o epígino
ser mais longo que largo em andrewsi e pràticamente tão largo quanto longo em
reidyi não é suficiente para distinguir duas espécies quando se tem vários exem¬
plares de uma mesma espécie à disposição (Figs. 2 a 4); as duas peças laterais
curvas que Cambridge cita como presentes apenas no epígino de reidyi, são
provàvelmente excreções que ficam aí aderidas e endurecem com o tempo, pois
são fàcilmente removíveis, não constituindo parte integrante do epígino. Levan¬
tando-se, cuidadosamente, essa “peça”, observa-se por baixo dela o tubérculo prêto
que Cambridge cita como presente em andrewsi. Para confirmar nossas obser¬
vações, consultamos o Dr. D. J. Clark do Museu Britânico (História Natural)
que, examinando os exemplares tipo, verificou que de fato as peças curvas do
epígino de reidyi são excreções e quando elas são removidas, os dois epíginos não
se distinguem.
Cambridge, dando unicamente importância à disposição da segunda fila ocular
dos seus exemplares, não os colocou sob Phoneutria e assim não os compa¬
rou com as duas espécies mais antigas do gênero. Verificamos também que os
nossos especimens, além de concordarem com a minuciosa descrição de Cambridge,
também se enquadram perfeitamente nos caracteres apontados por Perty para
Phoneutria rufibarbis.
Pelo exposto, conclui-se que P. reidyi e andrewsi são sinônimas entre si e
idênticas à Phoneutria rufibarbis Perty.
cm
2 3
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Mem. Inst. Butantan,
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V. DESSIMONI von EICKSTEDT, S. LUCAS e
W. BÜCHERL
71
Material
Damos, a seguir, a relação de 4 dos exemplares de Phoneutria rujibarbis es¬
tudados :
9 N.'° 6305 — Col. Dep. Zool. Secr. Agric. S. Paulo, exped. 20/X/59, Ro¬
dovia Belém-Brasília, Km. 93, Pará, Brasil.
Medidas (em mm) :
Cefalot.: 15 x 12,5
Esterno: 7 x 5,5
Pernas:
Lábio: 2,5 x 2
Compr.: 37 (com mand.)
Fe
Pa + Ti
Met.
Tarso
Total
16,5
24
14,5
4
59
16
21,5
13,5
4
55
13
16
11
4
44
15,5
19,5
18
4,5
57,5
9 N.° 6328 — Col. Dep. Zool. Secr. Agric. S. Paulo, exp. Dep. Zool. 20/1 V/67,
Margem esquerda Rio Negro, abaixo ilha Anavilhana, Ama¬
zonas, Brasil.
Medidas (em
mm) :
Cefalot.:
14 x 11
Lábio:
2,5 x 2,1
Esterno :
6,5 x 5,5
Compr.
: 36 (com mand.)
Pernas:
Fe
Pa + Ti
Met
Tarso
Total
I
15,5
22
13
4
54,5
II
14,5
20
12
4
50,5
III
12
15
9,5
4
40,5
IV
14,5
18
16
4,5
53
9 N.° 6313 •
— Col. Dep.
Zool. Secr. Agric. S.
Paulo, Vanzolini col.
67, Boca
Purus,
Amazonas, Brasil.
Medidas (em
mm) :
Cefalot.:
13 x 10,5
Lábio:
2,4 x 1,9
Esterno :
5,5 x 5
Compr.
: 27,5 (com
mand.)
Pernas:
Fe
Pa + Ti
Met.
Tarso
Total
I
12
18
11
3
44
II
11
16
9,5
3
39,5
III
9
12,5
7,5
3
32
IV
11,5
15
13
3,5
43
9 N.° 2002 — Col. Inst. Butantan, Reinaldo Damasceno col., Macapá,
Território Amapá, Brasil.
Medidas (em mm) :
Cefalot.: 16 x 12
Esterno: 7x5
Lábio: 3 x 2,5
Compr.: 40 (com mand.)
cm
ISciELQ
10 11 12 13 14
72
ARANHAS DA FAMÍLIA CTENIDAE, SUBFAM1LIA PHONEUTRIINAE. VII.
Pernas:
Fe
Pa + Ti
Met.
Tarso
Total
16
23,5
14,5
4
58
15
21
13
4
53
12,5
16
10,5
3,5
42,5
15
19,5
17
4
55,5
exemplares,
tivemos
em mãos
uma fêmea
adulta de Utinga,
Pará (N.° 2169 Col. Inst. Butantan), urna fêmea e um macho jovem de Iquiri,
Território do Acre (N.° 2435 Dep. Zool. Secr. Agric. S. Paulo) e uma fêmea e 2
machos jovens do Rio Tracajatuba, Território do Amapá (N.° 1957 Col. Inst.
Butantan).
Para complementar a descrição de Cambridge, fornecemos em seguida alguns
pormenores sôbre o colorido e a morfologia externa de P. ruji barbis: Abdômen
com pares de pontos brancos no dorso e filas oblíquas de manchas brancas indo
da região dorsal até o ventre; quatro filas longitudinais de pequenas sigilas na
região ventral, as 2 mais anteriores e centrais, maiores e cercadas por pêlos claros.
Compridos pêlos amarelados revestindo tôda a face ventral dos fêmures, pat. e
tíbias III e IV, ocupando a 1/2 basal do met. III e pràticamente todo o met. IV.
Escópula em tôda a face ventral dos tarsos I a IV e met. I e II, nos 2/3 apicais
do met. III, no ápice do met. IV e no têrço apical da tíbia I. Espinulação das
pernas e dos palpos como a descrita para fera, notando-se pequenas diferenças
individuais quando se comparam os diversos exemplares.
Diagnose diferencial: Distingue-se P. fera de P. rujibarbis pelo epígino,
pela presença de um desenho formado por manchas claras no dorso do abdômen
em fera e de uma série dupla de pontos brancos em rujibarbis, pelo colorido dos
pêlos da face anterior do artículo basal das quelíceras, castanho em fera e ver¬
melho em rujibarbis, pela existência de uma larga faixa long. mediana escura
nos 3 últimos artículos do palpo de fera e de 2 linhas claras long. paralelas em
rujibarbis. Quanto à boliviensis Cambridge, 1897, distingue-se de rujibarbis pelo
desenho do dorso do abdômen, pelo epígino (Cambridge o compara com os de
kcjserlingi e nigriventer, que são muito diferentes do de rujibarbis) . 0 exemplar
descrito neste trabalho como P. fera assemelha-se bastante com Phoneutria boli¬
viensis Cambridge mas difere dela pelo epígino, que não se parece com o de
nigriventer.
Discussão
0 estudo do material amazônico disponível revelou que a espécie rujibarbis
de Perty é bem definida e válida, não se justificando a designação de “forma
ignota” feita por Cambridge. O exemplar procedente de Tapurucuara foi clas¬
sificado como P. fera, apesar de apresentar desenho nítido no dorso e lados do
abdômen porque tudo faz supor que tenha sido capturado num biótopo semelhante
ao do tipo de fera. Além disso, como êle distingue-se nitidamente dos especimens
de rujibarbis estudados e como Cambridge designou fera o tipo do gênero e êste
nome já está consagrado na literatura, achamos ser êste o procedimento mais
acertado.
cm
SciELO
10 11 12 13 14
Mem. Inst. Butantan,
34:67-74, 1969.
V. DESSIMONI von EICKSTEDT, S. LUCAS e
W. BÜCHERL
73
Ex.N?6505
i
Tutu,
1 — Phoneutrla fera Perty, 1833, epígino, face ventral.
Fi s. 2-4 — Phoneutria rufibarbis Perty, 1833, epígino, face ventral.
cm
2 3 4
5 ^SciELO, 10 11 12 13 14
74 ARANHAS DA FAMÍLIA CTEN1DAE, SUBFAMÍLIA PHONEUTRIINAE. VII.
Resumo
Uma fêmea adulta de Phoneutria fera, Perty, 1833, procedente de Tapuru-
cuara, junto ao Rio Negro, Amazonas, é descrita e sua posição específica é justi¬
ficada. É demonstrado que as espécies amazônicas Phoneutria reidyi e andrewsi
são sinônimas entre si e idênticas à Phoneutria rujibarbis.
Summary
An adult female of Phoneutria fera Perty, 1833 from Tapurucuara, on the
Rio Negro, Amazonas, is described and its specific position is discussed. The
Amazonean species, Phoneutria andrewsi and Phoneutria reidyi (Cambridge),
1897 are synonymous of the older species Phoneutria rufibarbis Perty, 1833.
Agradecimentos: Agradecemos aos Drs. P. E. Vanzolini e P. de Biasi, Dep.
Zool. Secr. Agric. S. Paulo, pelo empréstimo do material que possibilitou êste tra¬
balho, ao Dr. D. J. Clark, British Museum (Natural History) pelo exame dos
tipos de Cambridge, aos Drs. W. Engelhardt, Zoologisches Sammlung des Bayris-
chen Staates, Munique, O. Kraus, Senckenberg Museum, Frankfurt, W. Crome,
Zoologisches Museum, Berlim, e G. Rack, Zoologisches Staatsinstitut und Zoolo¬
gisches Museum, Hamburgo pelos esclarecimentos sôbre o destino dos tipos e
coleções antigas.
Bibliografia
1. Bücherl, W.; Lucas, S. e Dessimoni, V. — Redescrição dos gêneros Ctenus
Walckenaer, 1805 e Phoneutria Perty, 1833, Mem. Inst. Butantan, 31:95-102,
1964.
2. Bücherl, W. — Phoneutriinae, subfamília nova. Mem. Inst. Butantan, 34:25,
1969.
3. Bücherl, W.; Lucas, S.; Von Eickstedt, V. — Bibliographia Phoneutriarum,
Mem. Inst. Butantan, 34:47, 1969.
4. Koch, C. L. — Die Arachniden, 15:60-63, 1848.
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Mag. Nat. Hist., 19 (Ser. 6):78-79, 1897.
6. Strand, E. — Arach. Var., Arch. Naturg., 82A(2):72, 1917.
7. Walckenaer, M. — Histoire Naturelle des Insectes Aptères, 1:369-370, 1837.
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9. Holmberg, E. L. — Arácnidos argentinos, An. agr. Arg., 4:26, 1876.
10. Keyserling, E. — Die Spinnen Amerikas. Brasilianische Spinnen, 3:145, 1891.
11. Keyserling, E. — Neue Spinnen aus Amerika, Verh. zool. bot. Ges. Wien, 30:
576, 1881.
12. Goeldi, E. A. — Orientierung in der Spinnenfauna Brasiliens, Mitt. Osterl.
5:213, 1892.
13. Simon, E. — Liste des Arachnides recueillis aux iles du Cap-Vert, dans la
Republique Argentine et te Paraguay, Boll. Mus. zool. anat. comy. Torino, 12
(270) :2-3, 1897.
14. Moenkhaus, W. J. — Contribuição para o conhecimento das aranhas de S.
Paulo, Rev. Mus. Paulista, 3:78,1898.
15. Mello-Leitão, C. — Contribution à 1’étude des Ctenides du Brésil. Festschr.
Strand 1:15-18, 1936.
16. Uaporiacco, L. — Arachnida of British Guiana. Proc. Zool. Soc. London, 118:681,
1948-49.
cm
2 3
z
5
10 11 12 13 14
Mem. Inst. Butantan,
34:75-77, 1969.
VERA REGINA DESSIMONI VON EICKSTEDT e
SYLVIA LUCAS
75
REVISÃO DOS TIPOS DE PHONEUTRIA PACA (MELLO-LEITÃO), 1922 E
PHONEUTRIA LVEDERWAEDTl (MELLO-LEITÃO), 1927 (ARANEAE;
LABIDOGNATHA; CTENIDAE) *.
VERA REGINA DESSIMONI VON EICKSTEDT e SYLVIA LUCAS
Secção Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
Introdução
Mello-Leitão, em 1922 (1) e 1927 (2), descreveu duas novas espécies per¬
tencentes ao gênero Ctenus: paca e luederwaldti, que o próprio autor, em 1936 (3),
ao fazer a revisão dos Ctenídeos brasileiros, colocou sob o gênero Phoneutria.
A fim de verificar a validade dessas espécies, examinamos o material-tipo perten¬
cente à coleção aracnológica do Departamento de Zoologia da Secretaria da Agricul¬
tura de São Paulo.
Revisão dos tipos
Phoneutria paca (Mello-Leitão), 1922
Holótipo fêmea N.° 537, A, Coleção aracnológica Depto. Zool. Secr. Agric.
Paulo e em todo o sul do Brasil.
Comparando a descrição original com o exemplar catalogado como tipo veri¬
fica-se uma sensível discrepância em relação às medias e à espinulação.
0 texto de Mello-Leitão não oferece elementos suficientes para distinguir esta
sua espécie de Phoneutria nigriventer (Keyserling), 1891, que é comum em São
Paulo e em todo o sul do Brasil.
Mello-Leitão distinguia (3) as duas espécies apenas pela presença ou não de
três linhas oblíquas formadas de pequenos pontos claros, partindo do dorso do abdô¬
men. Verificamos que em Phoneutria nigriventer, tanto em animais vivos como
em exemplares da coleção do Instituto Butantan, êsse desenho ora se apresenta
muito nítido, ora pràticamente inexiste.
0 estudo da evolução do epígino, por nós observada em numerosos exemplares
de Phoneutria nigriventer, criados em laboratório, permite-nos afirmar que o epígi¬
no de Phoneutria paca corresponde a uma das fases jovens do desenvolvimento do
epígino de Phoneutria nigriventer (Fig. 1).
A observação detalhada do tipo confirma que Phoneutria paca é um exem¬
plar imaturo de Phoneutria nigriventer.
Trabalho realizado sob os auspícios do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
Recebido para publicação em junho de 1969.
cm
SciELO,
10 11 12 13 14
76
REVISÃO DOS TIPOS DE PHONEUTRIA PACA (MELLO-LEITÂO), 1922 E
PHONEUTRIA LUEDERWALDTI (MELLO-LEITAO), 1927
Phoneutria luederwaldti (Mello-Leitão), 1927
Holótipo fêmea N.° 823 (atual N.° 940), Coleção aracnológica do Depto. Zool.
Secr. Agric. S. Paulo, H. Luederwaldt leg. XI-1924, Blumenau, Santa Catarina.
O tamanho (20 mm), o aspecto do epígino (Fig. 2) e o desenho do ventre re¬
velam tratar-se de uma fêmea jovem de Phoneutria nigriventer, espécie frequente
em várias localidades de Santa Catarina, conforme foi verificado nos catálogos da
coleção do Instituto Butantan.
O desenho, tido por Mello-Leitão como tão característico dessa espécie, é ape¬
nas uma fase evolutiva do colorido ventral: em exemplares muito jovens nota-se,
junto ao sulco epigástrico e depois também adiante das fiandeiras, uma estreita fai¬
xa negra que, com o desenvolvimento do animal, vão-se alargando até se unirem
completamente, formando um único campo triangular negro nas fêmeas adultas,
fato êste já observado por Bücherl (4).
Pelo que foi exposto, pode-se afirmar que também esta espécie não deve ser
■considerada válida por ser sinônima de Phoneutria nigriventer (Keyserling), 1891.
Fig. 1 — Epigino de Phoneutria paca
(Mello-Leitão), 1922. Vista Ventral.
Fig. 2 — Epígino de Phoneutria lue-
denvaldti (Mello-Leitão), 1927 vista
ventral
Resumo
Phoneutria paca (Mello-Leitão), 1922 e Phoneutria luederwaldli (Mello-Lei¬
tão), 1927 são sinônimas de Phoneutria nigriventer (Keyserling), 1891.
SlJMMARY
Phoneutria paca (Mello-Leitão), 1922 and Phoneutria luederwaldti (Mello-
Leitão), 1927 are synonymous of Phoneutria nigriventer (Keyserling), 1891.
Agradecimentos: Agradecemos ao Departamento de Zoologia da Secretaria
da Agricultura de São Paulo pelo empréstimo do material que possibilitou a exe¬
cução deste trabalho.
cm
5 SciELOj,
10 11 12 13 14
Mem. Inst. Butantan,
34:75-77, 1969.
VERA REGINA DESSIMONI VON EICKSTEDT e
SYLVIA LUCAS
77
Bibliografia
1. Mello-Leitão, C. F. — Novas Clubionidas do Brasil, Arch. Esc. sup. agr. med..
veter., 6:41, 1922.
2. Mello-Leitão, C. F. — Arachnideos de Santa Catharina, Rev. Mus. paul. 15:403,.
1927.
3. Mello-Leitão, C. F. — Contribution à 1’étude des Cténides du Brésil, Festschr.
Strand, 1:15, 1936.
4. Bücherl, W. — Aranhas do Rio Grande do Sul, Mem. Inst. But., 24(21:136, 1952..
I |SciEL0,
Mem. Inst. Butantan,
34:79-84, 1969.
KLAUS E. STEWIEN
79
ESTUDOS SISTEMÁTICOS SOBRE ARANHAS CARANGUEJEIRAS
descrição da fêmea de acanthoscubria musculosa simon, i892,
(AVICULARIIDAE, TheRAPHOSINAE) . *
KLAUS E. STEWIEN
Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Em 1892, descreveu Simon o macho de A. musculosa de San Mateo, Bolívia,
e Mello-Leitão, em 1923, redescreveu a espécie com machos de Cáceres, Mato
Grosso, conservados na coleção aracnológica do Departamento de Zoologia de S.
Paulo. De então para cá, a espécie não mais foi estudada.
Material
A descrição da fêmea de A. musculosa foi baseada no estudo comparativo de
25 exemplares, dos quais 16 vivos, suas exúvias, além de 9 exemplares conservados
da coleção do Instituto Butantan.
0 material é procedente do Estado de Mato Grosso das seguintes localidades:
17 indivíduos de Cáceres, 4 de Agachi, 1 indivíduo de Salobra, 1 de Corumbá e
1 do Rio Cuiabá.
Descrição — Exemplar n.° 3.756, Coleção Aracnológica Instituto Butantan —
® Inea » Cáceres, Mato Grosso, Instituto Santa Maria Ieg. 24-1-66.
Dimensões — Comprimento total: 70,0 mm;
Cefalotórax — comprimento: 27,0 mm; largura: 25,5 mm;
Esterno — comprimento: 13,0 mm; largura: 8,0 mm;
Pernas — comprimento: I = 78,5 mm; II = 70,5 mm; III — 68,5 mm;
^ 81,5 mm;
Patela + tíbia I — 24,0 mm; patela + tíbia IV = 23,5 mm.
Dimensões médias de 8 exemplares — Comprimento total médio: 65 mm.
Trabalho realizado sob os auspícios do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan,
e sob a orientação de W. Buecherl.
Recebido para publicação em 1 de fevereiro de 1966.
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ISciELQ
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80
ESTUDOS SISTEMÁTICOS SÕBRE ARANHAS CARANGUEJEIRAS
Cefalotórax — comprimento médio: 22,0 mm; largura média: 20,0 mm; a
diferença percentual média da relação comprimento-largura está demonstrada na
Tabela I.
TABELA I — A.
musculosa SIMON, 1892 — VARIAÇÃO DA RELAÇÃO COMPRIMENTO-
-LARGURA DO CEFALOTÓRAX.
N.o
Comprimento
Largura
Dif. percentual
1
28,5
26,5
7%
2
26,5
23,5
11%
3
23,0
20,5
11%
4
22,5
20,5
9%
5
21,5
20,0
7%
6
20,0
17,5
12%
7
17,5
16,0
9%
8
16,0
14,0
12%
Média .
22,0 mm
20,0 mm
10%
Rima
ocular mais larga que longa
, variando de
sub-circular até perfeitamen-
te elíptica
(Tabela II).
TABELA II
— VARIAÇÁO DA RELAÇÃO
COMPRIMENTO-LARGURA DA RIMA OCULAR
N.o
Largura
Comprimento
Dif. percentual
1
2,6
1,6
39,0%
2
3,7
2,4
35,0%
3
3,2
2,2
33,3%
4
3,0
2,0
33,3%
5
3,4
2,3
32,0%
6
3,3
2,4
27,0%
7
3,7
2,8
25,0%
8
2,7
2,2
18,5%
Média .
3,2 mm
2,2 mm
30,0%
Tamanho, forma e disposição dos olhos na rima ocular bastante variável
(Diagrama I).
Quelíceras robustas com 10 a 12 dentes cônicos na face ventral interna; os
5 primeiros, a partir do ápice, grandes, seguidos sempre por 1 dente pequeno.
Fóvea torácica profunda e direita. Lábio na porção posterior bem mais lar¬
go que longo, apresentando na metade anterior numerosas cúspides. Esterno
mais longo que largo, normalmente convexo, com sigilas posteriores elípticas, afas¬
tadas da margem no máximo por um diâmetro.
Comprimento das pernas de sequência decrescente: IV, I, II, III.
A Tabela III mostra os comprimentos de patela + tíbia I e IV e a Tabela
IV, os comprimentos do cefalotórax de 15 indivíduos. Encontram-se, também, as
diferenças das relações patela -+- tíbia I e IV, e patela + tíbia I e o cefalotórax,
bem como os valores médios.
Metatarsos I e II escopuladcs quase até a base, os metatarsos III, pouco mais
que a metade apical, e os metatarsos IV, por um quarto apical. Escóptdas in¬
ternas dos fêmures do 4.° par de pernas de grande densidade. Aparelho estridu-
cm
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34:79-84, 1969.
KLAUS E. STEWIEN
81
TABELA III — A. musculosa SIMON, 1892 — RELACAO DOS COMPRIMENTOS DE
PATELA + TÍBIA I E IV.
N.o
P. + T. I
P. + T. IV
Diferença
1
25,0
24,5
0,5
2
25,0
24,3
0,7
3
24,5
24,0
0,5
4
24,0
23,5
0,5
5
24,0
23,5
0,5
6
23,8
23,2
0,6
7
23,5
23,0
0,5
8
22,5
22,0
0,5
9
22,5
22,0
0,5
10
20,2
20,0
0,2
11
20,0
19,5
0,5
13
17,7
17,2
0,5
14
16,5
16,2
0,3
15
15,5
15,0
0,5
Média ..
21,6 mm
21,1 mm
0,5 mm
tabela iv
— A. musculosa
PATELA
SIMON, 1892 — RELACAO DOS
+ TÍBIA I E O CEFALOTÓRAX.
COMPRIMENTOS DE
N.o
P. + T. I
Cefalotórax
Diferença
i
25,0
28,5
3,5
2
25,0
29,0
4,0
3
24,5
27,5
3,0
4
24,0
25,0
1,0
5
24,0
26,5
2,5
6
23,8
26,5
2,7
7
23,5
25,0
1,5
8
22,5
23,0
0,5
9
22,5
23,5
1,0
10
20,2
23,5
3,3
11
20,0
22,5
2,5
12
19,5
20,0
0,5
13
17,7
18,0
0,3
14
16,5
17,5
1,0
15
15,5
16,0
0,5
Média
21,6 mm
23,5 mm
1,9 mm
tante formado por 25 a 35 cerdas claviforines plumosas, dispostas na face posterior
trocânter dos palpos; na face anterior do l.° par de pernas, poucas cerdas cur-
^ as nos trocânteres. Pernas munidas por poucos espinhos. Unhas tarsais com
llI na série variável de 5 a 15 pequenos dentículos. Tarsos dos palpos com uma
unha ímpar muito robusta e lisa.
Espermatecas: unidas intimamente a uma bôlsa quitinosa, resultando aspecto
característico, conforme Diagrama II. Nêste conjunto bôlsa-espermatecas, estas
^ apresentam como dois lobos fundidos e apoiados sôbre a bôlsa, cuja abertura
e sta na extremidade inferior, sob forma de fenda total. Dimensões: altura:
mm; base da bôlsa: 8,0 mm; largura dos lobos juntos: 3,0 mm. O conjun¬
to é
e quitmoso e aparece sempre na exuvia.
cm
ISciELQ
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Inst. Butantan,
34:79-84, 1969.
KLAUS E. STEWIEN
83
Fig- 1 — L.A. maiores que os L.P. e os M.A.; M.P. contíguos aos L.P.
F*g- 2 — L.A. iguais aos L.P. e aos M.A. os M.P. apenas ligeiramente menores. M.P.
de disposição quase mediana entre M.A. e L.P.
Fig. 3 — L.A., L.P. e M.A. de tamanho pràticamente igual. M.P. menores e medianos
entre os M.A. e os L.P.
Fig. 4 — L.A., L.P. e M.A. do mesmo tamanho. M.P. maiores do que na íig. anterior.
Fig. 5 — m.A. maiores que os L.A. e os L.P.; M.P. bem pequenos e algo mais próximos
aos L.P.
Fig. 6 — A. musculosa Simon 1892. Desenho semi-esquemático do conjunto bôlsa-esper-
matecas. Aumento: 15 vêzes. Face dorsal (= superior).
Fig. 7 — Mesmo que Fig. 6 . Face ventral (= inferior).
cm
ISciELO,
10 11 12 13 14
84
ESTUDOS SISTEMÁTICOS SÔBRE ARANHAS CARANGUEJEIRAS
Colorido — Cefalotórax, abdômen e pernas de pubescência negra, densa e
veludo6a, com variação conforme a idade, e principalmente com as trocas de pele.
Após à muda, a pubescência é negra e brilhante, com reflexos esverdeados nas
escópulas dos tarsos; com o tempo surgem tonalidades desde cinza a marron es¬
curo, permanecendo o ventre sempre negro; animais, antes da muda, podem apre¬
sentar coloração marron pronunciada. Os segmentos das pernas após os fêmures
ostentam, às vêzes, coloração cinza, com duas faixas longitudinais negras nítidas
em cada segmento. O corpo se reveste de pêlos ruivos, longos e deitados de 5
a 10 mm de comprimento; cefalotórax e pernas com pêlos louro-ruivos ou ruivo-pá¬
lidos até ruivos.
Pilosidade das pernas bem mais abundante nas fêmeas. Esterno e ancas das
pernas negros, com alguns pêlos ruivo-pálidos; lábio e coxas dos palpos roxos, as
últimas com uma franja de pêlos longos côr de braza.
As côres se conservam mal em álcool, ficando a aranha após alguns anos com
tonalidade castanho-rósea.
Resumo
É descrita a fêmea de Acanthoscurria musculosa Simon, 1892, baseando-se
num estudo comparativo de 25 exemplares, vivos e conservados, procedentes de di¬
versas localidades do Estado de Mato Grosso.
Summary
The description of the female of Acanthoscurria musculosa Simon, 1892, is
based on the comparative study of 25 specimens from Mato Grosso, Brazil.
Agradecimento — Agradeço a Sylvia Lucas e Vera Dessimoni por sua ajuda e
estímulo.
Bibliografia
1. Simon, E. — Ann. Soc. Ent. Fr. 61:281-283, 1892.
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5. Bonnet, P. — Bibliographia Araneorum, Toulouse 2:137, 1955.
6. Buecherl, W. — Ann. Acad. Brasil. Cien. 29(3) :397, 1957.
cm
2 3
L.
5
10 11 12 13 14
Mem. Inst. Butantan,
■*- 1 : 85 , 1969 .
A. R. HOGE
85
CHIRONIUS SCURULUS (WAGLER) RECORDED FROM VENEZUELA
A. R. HOGE
Department of Herpetology, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Recently Hoge and Nina (:72) considered Natrix scurula Wagler as a valid
s pecies beloneing to the senus Chironius , and recorded several specimens from
Brazil and Peru.
A specimen in the ‘'Museo de Biologia de la Universidad Central de Vene-
zuela extends the range of this species far Northwards and represents the first
record from Venezuela.
Description: A specimen without number in the MBUCV; a female, from
Rio Pa ragua between the mouth of Rio Kauni and Raudal Guaiginina, Estado
Bolívar, Venezuela, Brewer leg. jan. 13-1962. Rostral larger than high, visible
Rom above; internasals longer than hroad; prefrontals as long as broad, as long
as the internasals; preocular well visible from above; frontal longer than hroad,
ttRich broader anteriorly than posteriorly; supraoculars elongated, hroadest hehind;
nine upper labiais the fifth and sixth entering the orbit; one pre and two
Postoculars; temporais 1 + 2, large; loreal longer than high; nasal divided; ten
lower labiais, the five pairs in contact with the anterior chin-shields; anterior
r hin-shields as long as posterior ones (the posterior one ahnormally elongated,
nearly twice as long as his fellow). Ventrals 158; subcaudals 117/117; dorsais
ln 10-10-10 longitudinal series, all smooth.
Ground color hrownish yellow, with irregulary distributed dark brown to
naek scales in strong color contrast against ground color. Head dark-brown,
nearly black. above. Rostral and nasais light brown; upper labiais as dark as
npper surface of head, except sixth and seventh which are of a slightly lighter
c °lor below. Eower jaw yellowish white. The dark dorsum color invades the
''entrais; belly strongly marked with dark, underside of tail mottled with dark
brown.
Distribution : Peru, Brazil (Amazonian aequatorial forests) ; Venezuela; from
ar agua River (affluent of Orinoco).
Acknmvledgments — We are indebted to Drs.: J. Racenis and H. Solano G.,
no gave us all the facilities to study the specimens in the MBUCV, Caracas and
0 Conselho Nacional de Pesquizas do Brazil who supported travei and living
Apenses in Venezuela.
Litterature
B 7 ugler, i n Spix — “Serpentum brasiliensium species novae, ou Histoire Naturelle
des Espèces Nouvelles de Serpents, receullies et observées pendant le voyage
dans 1’interieur du Brésil dans les années 1817, 1818, 1819, 1820, exécuté par
ordre de Sa Majesté le Roi de Baviére” 1-4, 1-75, Pl. 1-26. Monachii, 1824.
H°ge, a. R. and Nina, A. C. M. — Serpentes coletadas pelo Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia, Mem. Inst. Butantan, 30:71-96, 1964.
Received for publication in May 8, 1969.
ISciELO,
10 11 12 13 14
Mein. Inst. Butantan,
34:87-88, 1969.
A. R. HOGE
87
NOTES ON THE HOLOTYPE OF DIPSAS INDICA CISTICEPS (BOETTGER)
(SERPENTES-DIPSADINAE)
A. R. HOGE
Department o] Herpetology, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
Generally the specimens of Linnaea Institut, after description, they were
sold to several Museums and consequently the actual location of types is sometimes
unknown.
From the three new species of snakes described by Boettger (1885) we
already had lhe opportunity to examine: the Holotype of Rhinaspis Rhodci —
Simophis rhinostoma (Schlegel) now in Z.M.H.U. Berlin 10602, and one of the
eotypes of Liophis ( Lygophis) genimaculata = Liophis joberti (Sauvage) now
in British Museum of Natural History.
Rcently we found a specimen of Dipsas indica cisticeps in the collections
°f Z.I.L. * which although not labelled as Type specimen is without
doubt the Holotype of Dipsas indica cisticeps (Boettger).
Boettger’s description of cisticeps was hased on a unique specimen from Pa-
raguay, leg. hy Linnaea Institut at Frankfurt a/Main, (a commercial organization) .
The specimen ZIL 6659, a male, is registered as being from Paraguay, 1885,
l e g. Linnaea Firma (with an annotation that the Firma Linnaea was a commercial
tostitution that traded specimens).
Comparing the original description with the ZIL specimen it becomes evident
l hat it is the Holotype of Dipsas indica cisticeps.
Redescription of holotype : Rostral a little wider than deep (4 x 3,3 mm)
not visible from above; internasals half the lenght of prefrontals; frontal
slightly longer than wide, shorter than the parietais; nasal semidivided above (the
tlivision does not reach the nostril) ; loreal entering the orbit; two postoculars, equal
in height, the upper one slightly longer than the lower; 7 th upper labial in contact
"ith unique primary temporal on left side, none on the right side; two first pairs
°f lower labiais in contact behind the symphysial; 4(R.) and 5(L.) Lower labiais
in contact with anterior chin-shields, chin tubercles present; dorsais in 13/13:13
r °Ws, the vertebral one enlarged; first 11 caudodorsals enlarged.
The dorsal dark blotches are opposed and fused anteriorly and alternating
posteriorly, the blotches are chocolate brown with a fine darker brown horder;
°n some places in the dorsal region an externai fine white orla can be detected;
first blotch with some very thinny white streaks on vertebral line; belly light
Zootogicat Institut of Leningrad.
Reeeived for publication in May 8, 1969.
cm
SciELO,
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88
NOTES ON THE HOLOTYPE OF DIPSAS INDICA CISTICEPS
(BOETTGER) (SERPENTES-DIPSADINAE)
TABLE I
Characters
Original clescription
Z.r.L. number 6659
Body length in mm.
Taii length in mm . .
Head length in mm.
Head width in mm. .
Praeoculars .
Postoculars .
Temporais .
Dots in parietais . ..
Upper labiais .
Lower labiais .
Upper labiais in eye
Ventrals .
Anal .
Subcaudals .
Body blotches .
Taii blotches .
439,0
156,0
17.4
11.5
2 (equal in height)
2
1-2 (L.) and 1-3 (R.)
one in each
7
12-13
3,4,5 (R.) and 4,5 (L.)
186
1
S7/87
22 4- %
13 + %
The comparison of data on table I shows clearly that the Z.I.L. specimen is the Holotype
of Dipsas indica cisticeps (Boettger)
brown; the dark color of dorsal blotches invading lightly the ventrals; no white
or whitish dots between the bases of dark blotches.
SlIMMARY
The Holotype of Dipsas indica cisticeps Boettger 1885 is rediscovered in the
collections of the Department of Herpetology from the Zoological Institut at
Leningrad. A redescription of the rediscovered Holotype is given.
Acknoioledgments — We are indebted do Dr. I Darevsky who allowed us free
access to all the collections of the Department of Herpetology at the Zoological
Institut of Leningrad; to the National Library of Medicine, Grant NLM 00418-01
00418-01 who permittcd us the visit to the Zoological Institut of Leningrad.
cm
5 SciELOj,
10 11 12 13 14
Mem. Inst. Butantan,
34:89-92, 1969.
A. R. HOGE
89
NOTES ON PSEUSTES DIEPER1NCKII (SCHLEGEL) SERPENTES
A. R. HOGE and S. A. ROMANO
Secção de Herpetologia, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
Historie ai — Nalrix suljurea described by Wagler (1824; 26 pl. IX) from
a single specimen collected on lhe riverside of Rio Japura, Estado de Amazonas,
Brazil.
Dipsias Dieperinckii described by Schlegel (1837, 7:163 and 2:282) from a
single specimen, collected in Surinam.
Fitzinger (1843: 26-27) erected the genus: Thamnobius with Coluber poeci¬
lostoma Wied as “species typica” and Pseustes with Dipsas dieperinckii as “species
typica”.
Duméril, Bibron and Duméril (1854, 7:221-1050) refered erroneously specimens
Bom Surinam as Spilotes poecilostoma.
Cope (1862:348) described the genus Phrynonax with Tropidodryas lunulatus
Cope as “species typica”.
Boulenger (1894, 2:18) uses Cope’s Phrynonax and did not mention Dipsas
dieperinckii in his Catalogue.
Phrynonax Fauchéri described by Mocquard (1903, n.° 5:214) (4) (a single
specimen) from Dutch Guyana sended ot the Paris Museum by Fauchér.
Amaral (1930 (1929) 4:13), includes Phrynonax jauchérie in the synonymy
°f Phrynonax sulphureus sulphureus (Wagler) and in an other paper, 1930 (1929)
4:302, mentions that he considers dieperinckii as a probable synonym of
s nlphureus, hut that this cannot be proved since the lype specimen of Dieperinckii
w as lost.
Brongersma (1937, 20: 5-6, fig. a 2b) proves that the type specimen of Dipsas
dieperinckii still exists in the Leiden Museum under n.° 384 and considers the specimen
a s belonging to Phrynonax sulphureus sulphureus as described by Amaral in his-
revision (1929:306, fig. 5).
Brongersma in the same paper pointed oul that the oldest name for the genus
*s Thamnobius Fitzinger, 1843 with Coluber poecilostoma Wied — Phrynonax
s ulphureus poecilostoma “aucto”, as “species typica” but is preocupied by 7 hamno-
bius Schoenherr 1836 (fide Sherborn, Index Animalium, S.2,P1.26,1931:6480)
and that the next available generic name is Pseustes Fitzinger 1843 which has
priority over Phrynonax Cope 1862.
Hoge (1964, 50:61) identifies a specimen of the Surinam Museum, from River
J aloemen, Kamp Jeté-té Tumuc-humac Brazilian-Surinam border, as Pseustes sul¬
phureus sulphureus (Wagler), he mentions that the specimen shows some cha-
r acters of P. fauchéri, hut that the lack of material does not allow a conclusion
a^out the validity of fauchéri.
SciELO,
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90
NOTES ON THE HOLOTYPE OF D1PSAS INDICA CISTICEPS
(BOETTGER) (SERPENTES-DIPSADINAE)
During 1967-1968 we were ablc to examine several specimens from the Guyanas
and compare them with the data already available on P. sulphureus sulphureus
and now consider P. dieperinckii as a valid subspecies of P. sulphureus with
jauchèri as synonym.
Pseustes sulphureus dieperinckii (Schlegel)
1837 — Dipsas Dieperinckii Schlegel Phys. Serp. 7:163 and 2:283.
1843 — Pseustes.. . type species Dipsas Dieperinckii Fitzinger. Syst. Rept. (1) :27.
1854 — Spilotes poecilostoma: Duméril, Bibron et Duméril (“partim” specimens
from Guyana) Erpet. gén. 7:221-223.
1894 — Phrynonax sulphureus; Boulenger (partim B) Cat. Snak. brit. Mus. 2:19.
1903 — Phrynonax Fauchèri nsp. Mocquard, Buli. Mus. Hist. Nat. (5) :212 (4).
1930 — (1929) Phrynonax sulphureus sulphureus: Amaral, (partim) (consider
jauchèri ) as a synonym of /'. sulphureus sulphureus Mem. Inst. But. 4:
13 and 4:306.
1930 (1929) — (Dipsas ( dieperinckii : Amaral (considers it a probable synonym of
P. s. sulphureus) Mem. Inst. But. 4:302.
1937 — Dipsas dieperinckii = Pseustes sulphureus sulphureus sensu Amaral 1928;
Brongersma, Zool. Med. 20:5, fig. a 2b.
1964 — Pseustes sulphureus sulphureus; Hoge — Mem. Instituto Butantan 30:61.
Type locality. Surinam.
Type RNHL n.° 384.
Range: Coastal regions of the Guyanas and NE Venezuela.
Diagnosis: closest related to Pseustes sulphureus sulphureus (Wagler) but
distinguishablc from it by: the black borders on upper labiais; the keels which,
although sometimes darker than ground color, never form distinct longitudinal
stripes (Fig. 1-2) ; dark crossbands present in adults, at least on posterior part of
cm
5 SciELOj,
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Mem. Inst. Butantan,
34:89-92, 1969.
A. R. HOGE
91
body; tail black. In juveniles and sometimes in adults the nuchal stripes
contact with the postocular stripe.
Material
Pseustes sulphureus dieperinckii: AMNH 8595 Vega Oropouche; AMNH 60753
Kuyuwini river, Brit. Guyana; AMNH 25171 Brit. Guyana; AMNH 60817 Kuyuwini
nver, Brit Guyana; AMNH 98215 Karlabo, Brit. Guyana; USNM 65575, Caripito,
Venezuela. MNHNP., Type of Fauchèri, Surinam; S S M. 6 Paloemeu river
(final Camp Jeteté, Tummuc Humac, Brazilian- Surinam border line).
Ackn&wledgments — We are indebted to: Drs. J. Guibé, Alice Grandisson;
G. Bogert, J. Peters, Brongersma and Ramon Lancini who allowed us free access
lo their collections; to the "Conselho Nacional de Pesquizas” which grant permitted
Us to visit American and European Museums.
Resumo
Pseustes sulphureus dieperinckii é considerado subspécie válida.
Litterature
Amaral, A. do — Estudos sôbre Ophidios Neotrópicos. XVII. Valor systematico
de varias fôrmas de Ophidios Neotrópicos. Mem. Inst. Butantan, 4:4-68,
1929 (1930).
Amaral, A. do — Estudos sôbre Ophidios Neotrópicos. XX. Revisão do gênero
Phrynonax Cope, 1862. Mem. Inst. Butantan, 4:301-320, Fig. 1-6, 1929.
Boulenger, G. A. — Catalogue of the Snakes in the British Museum (Natural His-
tory) 3:1-727, + pl., 1894.
cm
ISciELO,
10 11 12 13 14
92
NOTES ON THE HOLOTYPE OF Dl PS AS INDICA CISTICEPS
(BOETTGER) (SERPENTES-DIPSADINAE)
Brongersma, L. D. —- Herpetological notes. XV. The Type of Dipsas Dieperinckii
Schlegel, 1837, and the Genus Pseustes Ditzinger, 1843. Zool. Med. Leiden
20:5-10, fig. a e b.
Cope, E. D. — Catalogues of the Reptiles obtained during the Exploration of the
Paraná, Paraguay, Vermejo and Uruguay Rivers, by Capt. Thos. J. Page,
U.S.N.; and of the Expedition conducting the Survey of the Atrato River,
Proc. Ac. Nat. Sei. Philad., pp. 346-359, 1862 (1863).
Duméril, A. M. C., Bibron, G. & Duméril, A. — Erpétologie Générale ou Histoire
Naturelle complète des Reptiles, vol. 7, and part. Paris, XII pp. — pp. 781-1536,
1854.
Fitzinger, L., ■ — Systema Reptilium. Fasciculus Primus. Vindobonae, 106 pp. 1843.
Hoge, A. R. — Serpentes da Fundação “Surinaam Museum”. Mem. Inst. Butantan,
30:51-64, 1960 (1962).
Mocquard, M. F. — Notes Herpetologiques. Buli. Mus. d’Hist. Nat. n.° 5, p. 209,
1903.
XVagler, J. and Spix, J. — Serpentum Brasiliensium species novae ou Histoire Na¬
turelle des Espèces Nouvelles de Serpens, Recueillies et Observées Pendant
le voyage dans LTntérieur du Brésil dans les années 1817, 1819, 1820, exécuté
par ordre de Sa Majesté Le Roi De Bavière, Monachii, 1824.
cm
5 SciELOj,
10 11 12 13 14
Mem. Inst. Butantan,
34:93-96, 1969.
A. R. HOGE and S. A. ROMANO
93
A NEW SPECIES OF CH1RONWS (SERPENTES — COLUBRIDAE)
A. R. HOGE and S. A. ROMANO
Seção de Herpetologia, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
In 1962 (:54) we identified provisorely as Chironius multiventris a specimen
írom Onverwacht, Surinam.
Since more specimens became available the description of a new species is
now possible.
Chironius cochmnac n. sp. *
Holotype: U.S.N.M. N.° 1581103, from Agua Preta Utinga (near Belem),
State Pará, Brazil, c? collected by E. Dente, July 19, 1965.
Diagnosis: A Chironius characterized by: dorsais in (12-14)-12-8 rows the
two vertebrais, strongly keeled: Ventrals 181-189, caudais 181-203; 9 upper labiais
(526) the 4th not or nearly not entering the orbit; the dorsal dark color extending
t° ventrals and caudais all over the body and in strong color contrast; very large
^nd distinct apical pits; no white, black bordered, vertebral streak; ventrals without
olack edges except on midline suture between caudais; lhe light colored cross bands,
' v hen present, not bordered with dark, and nearly always ill deíined.
Relationship: closely allied to Chironius multiventris Schmidt 1942 and
Chironius carinatus (Linnaeus, 1758) but easely distinguished from C. carinatus
' J y his higher ventral counts lhe absence of yellowish dots on paravenlral row
dnd different pattern, from multiventris by: the absence of vertebral light stripe;
a bsence of black edges on ventrals and caudais, the dark dorsal color invading
Ve ntrals and caudais all over the body; the indistinct, never dark edged, light
colored crossbands.
Description of Holotype : rostral wider than deep, visible from above, inter-
na sals as long as wide; prefrontals wider than long, longer than the internasals;
(contai (anteriorly) only a Iitlle smaller than its lenght, as long as its distance to
the end of snout, nearly in contact with preocular; 9 upper labiais, the fifth and
Sl xth largely entering the orbit, the 4th scarcely in contact; nasal divided; loreal
longer than deep; one pre and two postoculars; temporais 1 + 2; 10 lower labiais,
^ íirst pairs in contact with anterior chin shields, the 5th and 6th much larger
than the other ones; anterior chin shields as long as posterior ones; dorsais (12-13)-
(2-8 smooth, except the two vertebral rows which are strongly keeled, the keels
e ^tending on the two vertebral rows of tail till the 8 subcaudal; very distinct apical
Pcts on the two vertebral rows, the pits always on the outer side of keel; ventrals
~b 181; Anal 1/1: caudais 180/181.
Dedicated to Dr. Doris Cochran curator of Reptiles and Amphibians at the
Smithsonian Institution.
Received for publication in May 20, 1969.
cm
SciELO,
10 11 12 13 14
A NEW SPECIES OF CHIRONIUS (SERPENTES
COLUBRIDAE)
5 CM.
2 IN.
Fig. 1 — Chironius cochrane Holotype USNM 158103
Fig. 2 — Holotype USNM 158103
2 3 4 5 6 7 SClELO 1:L 12 13 14 15 16 17
Mem. Inst. Butantan,
34:93-96, 1969,
A. R. HOGE and S. A. ROMANO
95
Ground color brown-olive; lhe keels of dorsal scales slightly darker than
ground color; a series of light, very indistinct crossbands on the posterior part of
the body, without black edges and heavily spotted witli dark olive-brown; lhe
dorsal ground color extending laterally on the ventrals and caudais.
The head, ahove of sarae brown-green ground color, slightly lighter behind
lhe parietais. After some time of preservation the somewhat light regions of occiput
anl lateral sides of the head hecomes of a very light brown, even white color, giving
a peculiar aspect only observed in this species.
Paratypes : IBH 64629 from Moengo, Surinam collected by C. Bonne. SSM.
(Surinam, Stichting Museum) N. 10 from Onverwacht, Surinam, collected hy
Geyskes, April 25, 1954 (This specimen was provisorly indentified as C. multiventris
(Hoge, 1954).
The paratypes besides scale counts are almost identical in pattern and coloration
except that, in some specimens the ground color is much darker on the outer side
of ventrals building up a dark lateral stripe from posterior part of body till the
end of the tail becoming more distinct on tail.
Another specimen USMM n.° 28947 in bad State, from “Lower Amazon”,
although not quoted as a paratype is here identified as C. cochranae
MMNH 18174, — Kartabo, Brit. Guyana, Berbe — V. 183, T. 1 + 1 (by fusion
MMNH 18174, — Kartabo, Brit. Guyana, Berbe — V. 183, T. 1 + 1 (by fusion
of first and 2nd upper temporal, two vertebral strongly keeled
in both specimens
AMNH 25030, — V. 187, Kamakusa, Brit. Guyana — caud. 190/190
AMNH 8216, — V. 186, Kalacoon, W. Beebe — G. 183/184
AMNH 8991, — V. 183, Kalacoon, W. Beebe — V. 183, T. 1 + 2, caudais, (inj.)
AMNH 15151, — Kartabo, Brit. Guyana, Beebe -— V. 186, G. 199/200 a very faint
central gray streak at middle of ventrals,
AMNH 6801, — Rochstone — Brit. Guyana, A. Lutz Head only
SSH 10, Onverwacht, Surinan V. 189. G. 203/203.
Achnowledgments -— We are indebted to Drs. J. Peters, C. Bogert, J. Guibé
and Brongersma, and to the Conselho Nacional de Pesquisas.
Resumo
Descrição de uma sp. n. de Colubridae; Chironiiis cochranae — loc. tipo..
Água Preta, Utinga, próximo a Belém, Pará, Brasil.
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
cm 12 3 4:
SciELO
.0 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan,
34:97-110, 1969.
PAULO DE TOLEDO ARTIGAS
e MARIO DEMAR PEREZ
97
SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGON1M1DAE (TREMATODA, PLAGIORCHOl-
DEA). CRIAÇÃO DA FAMÍLIA BIERIIDAE N.FAM.
PAULO DE TOLEDO ARTIGAS* e MÁRIO DEMAR PEREZ**
Secção de Parasitologia, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Departamento de Parasitologia, Faculdade de Farmácia e Bioquímica, U.S.P.,
S. Paulo, Brasil
Em 1896, West descreve um trematódeo encontrado nas cavidades bucal e
nasal de Philodryas schotti; ao parasito em apreço deu West a denominação de
Distoma philodryadum, esclarecendo ser o hospedeiro originário do Brasil.
Nesse trabalho, West oferece uma descrição aceitável, além de figuras bem
demonstrativas, para o reconhecimento do trematódeo descrito.
Lühe, em 1900, descreve Opisthogonimus lecithonotus n.g. et n.sp., parasito
de bôca e intestino de Coluber sp., da bôca de Coluber eririo e de Philodryas
schotti, Como no caso de West, os parasitos encontrados por Lühe eram prove¬
nientes de ofídios brasileiros. No mesmo ano. Lühe externa a opinião de que
O. lecithonotus seria sinônimo de D. philodryadum, afirmando que o parasito des¬
crito por West deveria passar a ser considerado como Opisthogonimus philodrya¬
dum (West, 1896) ; Lühe, 1900. Em nenhum dos seus dois trabalhos publicou
Lühe figuras, limitando-se a descrições extensas e bastante pormenorizadas.
Em 1943, Artigas, Ruiz e Leão demonstram que Distoma philodryadum e
Opisthogonimus lecithonotus são espécies distintas e retificam os erros a que ti¬
nham sido levados vários autores, confiados nas duas publicações já referidas de
Lühe. Entre os autores induzidos a êrro, merece proeminência Pereira que, em
1929, redescreveu Opisthogonimus philodryadum (West, 1896). Provaram Arti¬
gas, Ruiz e Leão que O. philodryadum, no senso de Pereira não corresponde a
Distomum philodryadum de West; na realidade, O. philodryadum, redescrito por
Pereira, se ajusta hem ao parasito descrito por Lühe com o nome de O. lecitho¬
notus.
Esta afirmativa foi apresentada com bastante segurança, desde que a espécie
figurada por West tem o poro genital nitidamente pré-testicular e pós-acetabular,
características anatômicas das espécies do gênero W estella Artigas, Ruiz e
Leão, 1942. Lühe, quando descreve o O. lecithonotus, frisa, na página 556: “Die
genitalõffnung liegt median, etwas hinter dem Vorderrande des vorderen Hodens”.
Portanto, O. lecithonotus apresenta uma característica anatômica hem assinalada
por Lühe e que, justamente, serviu mais tarde para diferenciar as espécies de
W estella das espécies de Opisthogoni m u s.
Professor Catedrático da Cadeira de Parasitologia da Faculdade de Farmácia
e Bioquímica da U.S.P.
Professor Assistente Docente da Cadeira de Parasitologia da Faculdade de
Farmácia e Bioquímica da U.S.P. e Biologista do Instituto Butantan.
Recebido para publicação em 2 de abril de 1968.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
98
SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGONIMWAE ( TREMATODA, PLAGIORCHOIDEA).
CRIAÇÃO DA FAMÍLIA BIERIIDAE N.FAM.
Nossa impressão, fazendo a análise do trabalho de West, é que êste autor leve
exemplares d e Opisthogonimus ede Westella no material à sua dis¬
posição. Esta dedução se impõe, pela leitura do seguinte trecho de páginas 323-324
da publicação de West: “The genital orifice is situated posterior to the ventral
sucker and a little to the left of the median line; its posterior position is nol quite
constant, being only just posterior to the ventral sucker in some, and in others
a considerable distance posterior to it”.
Pelo que temos observado, a situação do poro genital é constante numa
determinada espécie de Opisthogonimus, ou de Westella, ou de
Liophistrema. De outro lado, eventualmente, encontramos mais de uma
espécie de trematódeo parasitando o mesmo hospedeiro, sejam espécies do mes¬
mo gênero, ou de gêneros diferentes. Pereira também verificou êste fato ' io-
lógico. Não obstante, que fique declarado que a norma é encontrar-se uma única
espécie e todos os exemplores, via de regra numerosos, apresentam uniformida¬
de no tocante à situação do poro genital.
Nesse trabalho, Pereira, põe em sinonímia D. philodreyadum e D. xenodonlis,
espécie descrita por Cordero e Vogelsang, em 1928. Êstes últimos autores referem
o encontro de D. xenodontis (125 exemplares) no intestino da cobra parasitada;
c que é verdadeiramente extraordinário, pois que trabalharam com trematódeos
parasitos exclusivos da bôca e vias aéreas.
A segunda espécie de Opisthogonimus foi encontrada em 1914, por
Nicoll que a descreveu com o nome de Opisthogenes interrogativas n.g. et n.sp.,
sendo o trematódeo parasito de Philodryas schotti.
Nicoll criou o gênero Opisthogenes, invocando, entre os caracteres di¬
ferenciais, a situação testicular do poro genital. A observação de Nicoll foi
criteriosa e o nôvo gênero Opisthogenes deveria subsistir se não tivesse sido
revalidada a espécie de Lühe, Opisthogonimus lecithonotus. Entretanto, Travassos,
em 1928, ao considerar Opisthogenes sinônimo de Opisthogonimus,
declarou que Nicoll fôra vítima de confusão devida à deficiência na descrição e
nas imperfeições das figuras de West.
Nicoll, na realidade, não se confundiu; ao contrário observou muito bem as
diferenças entre Opisthogonimus philodryadum (no seu trabalho, “lapsus calami",
Opisthogonimus philodryochus West) e Opisthogenes interrogativus. Não fôsse,
como já assinalamos, o ensejo de ter sido revalidada a espécie de Lühe, devería¬
mos considerar Opisthogenes um bom gênero, no qual seriam incluídas as
atuais espécies de Opisthogonimus; em Opisthogonimus, a seu
turno, teriam que ser incluídas as atuais espécies de W estella.
Ruiz e Leão, em 1950, tornam a encontrar e redescrevem O. lecithonotus,
numa condição anormal, como parasito errático de pâncreas de Tomodon dorsatus.
Pereira, em 1928 e 1929, descreve Opisthogonimus megabothrium e Opis¬
thogonimus afranioi e redescreve Opisthogonimus philodryadum; como já dis¬
semos, O. philodryadum de Pereira é O. lecithonotus de Lühe. Pereira, discí¬
pulo de Travassos, seguiu a orientação do mestre e não vislumbrou o verdadeiro
mérito da descrição de Lühe e da descrição e figuras de West.
Mais três espécies de Opisthogonimus foram descritas em 1942, por
Ruiz e Leão; são as seguintes, O. artigasi, O. jonsecai e O. pererai. Finalmente,
em 1943, Ruiz e Leão descreveram O. fariai.
Em 1942, Artigas, Ruiz e Leão descrevem, com a denominação de Westella
sulina um trematódeo muito próximo de Opisthogonimus e dos quais se
I, | SciELO
Mem. Inst. Butantan,
34:97-110, 1969.
PAULO DE TOLEDO ARTIGAS
e MÁRIO DEMAR PEREZ
99
diferencia principalmente pela conformação de bolsa do cirro e pela posição do
poro genital. Em 1943, Artigas, Ruiz e Leão apresentam razões para considerar
Westella na situação de sub-gênero de Opisthogonimus. Em 1956, Tei¬
xeira de Freitas, sem discutir o assunto, reconsidera W estella como gênero.
Na realidade, existem caracteres que diferenciam nitidamente os dois agrupa¬
mentos:
1 — Opisthogonimus-.
campo acetabular.
Bolsa do cirro muito grande. Poro genital no
2 — W estella : Bolsa do cirro menos desenvolvida. Poro genital na zona
ovariana ou pré-ovariana e fora do campo acetabular.
0 gênero Liophistrema Artigas, Ruiz e Leão, 1942, monotípico, com
a espécie tipo L. pulmonalis Artigas, Ruiz e Leão possui características suficien¬
tes para ser isolado em uma sub-família à parte. Em seus trabalhos, Artigas,
Ruiz e Leão propuzeram o nome de Liophistreminae, que Teixeira de Freitas
modificou, atendendo a normas de etimologia sistemática, para Liophistrematinae.
li i e r ia Leão, 1946 e B. artigasi Leão, 1946 são gênero e espécie que se
afastam dos opistogonimideos, quer por seu tamanho, relativamente grande, quer
pela situação nitidamente anterior das ventosas e, de um modo geral, pela orga-
nología interna. Teixeira de Freitas, com acêrto, erigiu para o gênero Bieria
a sub-família Bieriinae.
Quanto a Sticolecitha Prudhoe, 1945 e S. serpentis Prudhoe, 1945,
devemos dizer que se trata de tipo curioso de trematódeo, com uma gibosidade
dorsal onde se alojam os vitelinos. Como Bieria, afasta-se morfologicamente
dos opistogonimideos, com os quais coparticipa parasitismo da cavidade oral e
vias aéreas superiores. Teixeira de Freitas cria para êste parasita a sub-família
Sticholecithinae; talvez fôsse mais acertado colocá-lo em família à parte.
Material e Método
0 presente trabalho é baseado na observação de grande número de exempla¬
res de trematódeos OPISTHOGONIMIDAE, parasitas de ofídios, integrados nas
coleções helmintológicas do Instituto Butantan e da Faculdade de Farmácia e
Bioquímica da Universidade de São Paulo. 0 exame do material em aprêço per¬
mitiu a revisão do grupo, em particular, das espécies do gênero Opisthogo¬
nimus, não tratadas em conjunto desde 1929, data da publicação do trabalho
de Pereira. Pudemos examinar tôdas as espécies dos gêneros Opisthogon i-
mus, W estella, Liophistrema e Bieria, para um estudo geral do
grupo que, em 1956, Teixeira de Freitas reuniu em uma nova família,
OPISTHOGONIMIDAE. Só não pudemos microscopar Sticholecitha serpentis, cujo
conhecimento nos foi dado pelo trabalho de Prudhoe e pelas informações de Tei¬
xeira de Freitas. A nosso ver, têm oportunidade as apreciações que passamos a
enumerar.
Discussão e Conclusões
Gênero Opisthogonimus Lühe, 1900.
As características morfológicas invocadas pelos vários autores para a de¬
finição das espécies de Opisthogonimus, são, em geral, satisfatórias. Te-
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SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGONIM1DAE (TREMATODA, PLAGIORCHOIDEA).
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mos alguma dúvida quanto a O. afranioi e O. fonsecai e quanto a O. lecithonotus
e O. interrogativus. Nos dois casos, a diferença específica reside no comprimen¬
to dos cecos, curtos em O. afranioi e O. interrogativus atingindo a extremidade
posterior em O. fonsecai e O. lecithonotus. Êste caracter, cecos relativamente
curtos ou se prolongando até o extremo do corpo, já utilizado na chave de Pe¬
reira, talvez não seja de valor decisivo. Não nos sentimos, entretanto, capacita¬
dos para pôr em sinonimia, respectivamente O. afranioi, e O. fonsecai e O. interro¬
gativas e O. lecithonotus.
Para a identificação das espécies de Opisthogonimus apresentamos a seguin¬
te chave:
1 — Acentábulo maior que a ventosa oral. O. megabothrium
la — Acetábulo e ventosa oral subiguais. 2
2 — Porção proximal da bolsa do cirro dilatada (pelo menos
duas vêzes mais grossa que a porção distai) . O. artigasi
2a — Porção proximal da bolsa do cirro não dilatada . 3
3 — Trematódeos de tamanho médio (9,5 — 12 mm) Viteli-
nos dispostos em campos distintos . O. pererai
3a — Trematódeos de tamanho pequeno (menos de 7,5 mm).
Vitelinos irregularmente dispostos e com campos em par¬
te coincidentes. 4
4 — Poro genital pré-testicular, ou situado na zona anterior do
testículo anterior. 5
4a — Poro genital francamente testicular ou pós-testicular ... 6
5 — Cecos curtos, terminando à certa distância da extremida¬
de posterior . O. afranioi
5a — Cecos longos, prolongando-se até à extremidade posterior O. fonsecai
6 — Poro genital testicular. 7
6a — Poro genital pós-testicular . O. fariai
7 — Cecos curtos, terminando à certa distância da extremida¬
de posterior . O. interrogativus
7a —- Cecos longos, prolongando-se até a extremidade posterior O. lecithonotus
Gênero W estella Artigos, Ruiz e Leão, 1942.
As espécies de Opisthogonimus caracterizam-se por terem a bolsa do
cirro, em parte, pré-acetabular, ou acetabular, ou pós-acetabular e muito desen¬
volvida, assumindo frequentemente a forma de C, ou de ponto de interrogação;
a porção proximal da bolsa sendo nitidamente dirigida para diante e a distai di¬
rigida para trás. Outra característica é a situação do poro genital, que se abre
sempre no campo acetabular. Em W estella, a bolsa do cirro, embora de¬
senvolvida, não tem o comprimento observado em Opisthogonimu s; além
de que o poro genital em W estella é paramediano, fora do campo acetabu¬
lar.
Quando descreveram W. sulina, Artigas, Ruiz e Leão não tinham conheci¬
mento do trabalho de West, referente a Distomum philodryadum. Em 1943, des¬
creveram W. serpentis, que se diferencia de IV. sulina pela morfologia da bolsa
do cirro, de menor tamanho, e pela presença de um receptáculo seminal muito
volumoso. Êste órgão, também presente em W. sulina, é, nesta espécie, muito
menor.
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Nesse trabalho, Artigas, Ruiz e Leão se reportam à publicação de West e
chegam à conclusão de que D. philodrjadum deve ser colocado no gênero
W estella. Referem, na publicação em apreço, a confusão de que foi presa
Pereira, quando publicou a revisão do gênero Opisthogonimus; reconsi¬
deram 0. philodryadum e afirmam o modo de ver de Lühe, que opinava serem
O. lecitlionotus e D. philodryadum uma mesma espécie. Está claro que, se as
duas espécies forem diferentes, o nome lecitlionotus tem que ser mantido e O.
lecitlionotus passa a ser a espécie tipo do gênero. De outro lado, D. philodrya¬
dum, também revalidado, passa para a nova combinação Westella philodryadum.
Aliás, tòda esta argumentação já foi bem elucidada em 1943. Entretanto,
faça-se justiça ao trabalho de West; Travassos externou: “Consideramos o gênero
Opisthogenes Nicoll igual do (sic) Opisthogonimus Lühe, sendo
a confusão de Nicoll devida a deficiência na descrição e imperfeições nas figuras
de West”; afirmam Artigas, Ruiz e Leão: “A descrição oferecida por West é
deficiente sob vários aspectos e, sobretudo, por não fazer referência aos vitelinos...”.
Realmente, West poderia ter sido mais preciso na descrição, mas seus desenhos
são elucidativos e é clara a situação dos vitelinos na figura do seu D. philodryadum,
que aparecem em situação dorsal, cecal e extracecal; não têm, pois, procedência
as críticas acima referidas.
Estamos com Artigas, Ruiz e Leão, que consideram três espécies de Westella,
cuja diferenciação pode ser feita com as características oferecidas na seguinte
chave:
1 — Vitelinos cecais e extracecais . W. philodryadum
la — Vitelinos cecais e intracecais . 2
2 — Vesícula seminal relativamente pequena . W. sulina
2a — Vesícula seminal notoriamente volumosa . JV. serpentis
Seria interessante fazer o estudo comparativo entre W. philodryadum e W.
sulina. São, sem dúvida, espécies muito próximas; no caso da figura de West
não representar a realidade, teríamos que considerar W. sulina sinônimo de W.
philodryadum. É de notar, porém, que W. sulina é de maiores dimensões; en¬
tretanto, a nosso ver, êste caráter, tamanho, não tem valor de primeira ordem,
pois variação de tamanho ocorre com frequência nos trematódeos.
Gênero Liophistrema Artigas, Ruiz e Leão, 1942
A diferenciação essencial invocada pelos autores para a ereção dêste gênero
e da espécie monogenérica, L. pulmonalis, é a situação pré-ovariana do poro
genital, que em Opisthogonimus é pós-ovariana. Êsse e outros caracteres
bem definidos permitiram a ereção da sub-família Liophistuematinae (Liophis-
treminae in Artigas, Ruiz e Leão). Teixeira de Freitas oferece, baseado no tra¬
balho daquêles autores, a seguinte diagnose: “Corpo foliáceo, de contorno elítico.
Poro genital imediatamente pós-acetabular, intra-cecal, levemente afastado da li¬
nha mediana, pré-ovariano. Bolsa do cirro pequena, pós-acetabular e pré-ovaria¬
na, fracamente encurvada, com a porção distai dirigida pra diante. Testículos
arredondados, oblíquos, com campos e zonas em contato. Ovário no campo do
testículo posterior, levemente adiante do testículo situado mais anteriormente. Vi¬
telinos pós-acetabulares”.
A definição proposta por Artigas, Ruiz e Leão para esta sub-família foi a
seguinte: “Poro genital de situação pós-acetabular e pré-ovariana, localizado li¬
em
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SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGONIMIDAE ( TREMATODA , PLAG1ORCHOIDEA ).
CRIAÇAO DA FAMÍLIA BIERIIDAE N.FAM.
geiramente para fora da linha mediana na espécie tipo do gênero tipo. Bolsa do
cirro pequena, pré-ovariana, dirigindo-se do lado do ovário para o do acetábulo.
Ovário arredondado, de superfície lisa. Receptáculo seminal presente, testículos
ligeiramente piriformes, de superfície lisa, de situação equatorial. Vitelinos dor¬
sais, intracecais, formados de cachos de ácinos volumosos. Vesícula excretora em
forma de Y, com o ramo ímpar muito curto”.
Dentro da consideração de que os caracteres específicos se impõem para a
diferenciação das espécies, que os genéricos são comuns nas espécies do gênero e
que os de suh-família são comuns nos gêneros da sub-família, no futuro, caso ve¬
nham a ser descritas novas espécies de Liophistrematinae, qualquer uma das
duas diagnoses deverá ser modificada.
Gêneros B i e r i a Leão, 1946 e Sticholecitha Prudhoe, 1945.
Nossa maneira de ver diverge da de Teixeira de Freitas, que criou para
êsses dois gêneros, duas sub-famílias monogenéricas, subordinando-as à família
OPISTHOGONIMIDAE Teixeira de Freitas, 1956. Por isso, propomos uma al¬
teração na sistematização proposta por aquêle autor para os trematódeos parasitos
do aparelho respiratório e primeiras porções do aparelho digestivo dos ofídios,
até o presente exclusivamente sul-americanos. É o que passamos a discutir.
Teixeira de Freitas reuniu em uma família, OPISTHOGONIMIDAE Teixeira
de Freitas, 1956, as sub-famílias Opisthogoniminae Travassos, Liophistrematinae
Artigas, Ruiz e Leão, 1928, Bieriinae Teixeira de Freitas, 1956 e Sticholecithi-
nae Teixeira de Freitas, 1956.
Quanto às afinidades de Opisthogoniminae e Liophistrematinae, elas são
indiscutíveis. As duas outras sub-famílias se afastam das citadas; em Bieriinae
e Sticholecithinae, temos trematódeos que se separam pela posição do poro
genital pré-acetabular e bolsa do cirro também pré-acetabular. A conformação da
bolsa do cirro, em B. artigasi e S. serpentis, também diverge decididamente do
que se observa nas espécies de O p i s t h o g o n ini u s. Se separamos Liophis-
trema de Opisthogonimus sem esforço, pela reduzida dimensão relativa
da bolsa do cirro, devemos convir que a conformação geral orgânica do trema-
tódeo obedece ao plano anatômico dos Opisthogonimus. Evidentemente,
não é o que acontece com B. artigasi e S. serpentis, com relação aos gêneros de
Opisthogoniminae e Liophistrematinae. Daí a nossa divergência quanto ao
plano sistemático de Teixeira de Freitas. Opinamos que Bieriinae e Sticho-
lecithinae devem ser separadas em uma família à parte, para a qual propomos o
nome de BIERIIDAE n.fam., com a seguinte definição:
BIERIIDAE n.fam.
PLAGIORCHOIDEA. Trematódeos de corpo alongado, com a parte anterior
ligeiramente mais larga que a posterior. Eventualmente, com gibosidade dorsal,
no sentido longitudinal. Ventosa oral sub-terminal. Acetábulo de situação niti¬
damente pré-equatorial. Aberturas genitais masculina e feminina contíguas. Poro
genital pré-acetabular, extracecal, marginal ou sub-marginal. Bolsa do cirro, em¬
bora desenvolvida, relativamente pequena e de situação pré-acetabular. Testículos
pós-ovarianos, com zonas coincidentes ou parcialmente coincidentes e campos
distintos. Ovário pós-acetabular, pré-testicular e intracecal, seu campo coincidindo
com o testicular. Vesícula seminal presente, paraovariana. Vitelinos pós-aceta-
bulares, ou parcialmente pré-acetabulares. Poro excretor terminal. Vesícula se¬
minal em Y. Parasitos da bôca, vias respiratórias e esôfago de ofídios.
Sub-família tipo: Bieriinae Teixeira de Freitas, 1956.
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Outra suh-família: Sticholecithinae Teixeira de Freitas, 1956.
Com a proposição da família BIERIIDAE , a diagnose da família
OPISTHOGONIMIDAE Teixeira de Freitas, 1956, deverá ter a seguinte enunciação:
PLAGIORCHOIDEA. Trematódeos com o corpo tendendo para a forma elíp¬
tica, relativamente pouco alongados, com a porção anterior mais larga que a
posterior. Ventosa oral sub-terminal. Acetábulo situado no têrço médio do corpo.
Aberturas genitais masculina e feminina contíguas, de situação pós-acetabular, in-
tracecal, ou paramediana, nas zonas pré-ovariana, ovariana ou pós-ovariana, ou
testicular. Bolsa do cirro em geral, muito desenvolvida, eventualmente com me¬
nor desenvolvimento, de situação acetabular ou pós-acetabidar, ou pré-acetabular.
Testículos pós-ovarianos, com zonas em parte coincidentes e campos afastados ou
não. Ovário pós-acetabular, eventualmente na zona acetabular. Vesícula semi¬
nal presente, paraovariana. Vitelinos essencialmente pós-acetabulares. Poro ex-
cretor terminal. Vesícula excretora em Y. Parasitos do esôfago e vias respira¬
tórias de ofídios.
Resumo
No presente trabalho é feita uma revisão do gênero OpisÜwgonimus Liihe,
1900, com a apresentação de dados relativos à diferenciação das suas várias es¬
pécies; o mesmo é feito com relação aos gêneros WesteUa, Liophistrema, Bieria e
Sticholecitlia. Levando em conta o trabalho de Teixeira de Freitas, são sugeri¬
das a alteração do stntus proposto por êsse pesquisador para a família Ophistogo-
nemidae e a criação de nova família, Bieriidae.
Figs. 1 e 2 — Opisthogonimus megabothrium Pereira, 1928. Exemplares dos lotes 5556
e 5522 — Original.
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1 mm
Flgs. 3 e 4 — Opisthogonimus artigasi Ruiz e Leão, 1942. Exemplares 'los lotes 3709 e
5130 — Original.
Flgs. 5 e 6 — Opisthogonimus pererai Ruiz e Leão, 1942. Exemplares dos lotes 5590 e
5151, cootipo — Original.
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SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGON1MIDAE (TREMATODA, PLAGIORCHOWEA).
CRIAÇÃO DA FAMÍLIA BIERIIDAE N.FAM.
Figs. 11 e 12 — Opisthogonimus fariai Ruiz e Leão, 1943. Exemplares dos lotes 5562
e 5561 — Original.
'rt)
Figs. 13 e 14 — Opisthogonimus interrogativus (Nicoll, 1914). Exemplares dos lotes 3637
e 5371 — Original.
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Figs. 15 e 16 — Opisthogonimus lecithonotus Lühe, 1900. Exemplares dos lotes 5495 e
3612 — Original.
Figs. 17 e 18 — Westella sulina Artigas, Ruiz e Leão, 1942. Exemplares do lote 5316 —
Original.
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SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGONIMIDAE ( TREMATODA, PLAGIORCHOIDEA).
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0,5 m m
Westella serpentis Artigas, Rulz e Leão, 1943. Original de Arttgas,
Ruiz e Leão, 1943.
Figs. 19 e 20
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e MÁRIO DEMAR PEREZ
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1 mm
Figs. 21 e 22 — Liophistrema pulmonalis Artigas, Ruiz e Leão, 1942. Exemplares do
lote 2444, cootipo — Original.
U1UJ |
Fig. — 24 — Sticholecitha serpentis Prudhoe, 1949. In Prudhoe, 1949.
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SISTEMÁTICA DOS OPISTHOGONIMWAE (THE M ATOO A, PLAGIORCHOIDEA).
CRIAÇÃO DA FAMÍLIA BIERIIDAE N.FAM.
SUMMARY
The present work deals with thc genus OPISTHOGONIMUS, adding some
considerations to their various species; the same proceeding is applied to the genus
WESTELLA, LIOPHISTREMA, BIERIA and STICHOLECITHA. Concerning to
the work of Teixeira de Freitas, a change of the status of the OPISTHOGONIMIDAE
family is proposed and a new family, BIERIIDAE, suggested.
AGRADECIMENTO — Agradecemos a colaboração do Sr. Flávio Sarti, do Ins¬
tituto Butantan, que conosco compartilhou o acabamento dos desenhos originais.
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Mem. Inst. Butantan,
34:111-120, 1909.
A. VALLEJO-FREIRE, B. OLIVEIRA FILHO e
A. BRUNNER Jr.
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MYX0MAT0SE EXPERIMENTAL EM ORYCTOLAGUS SP. E SYLVILAGUS SP.
A. VALLEJO-FREIRE, B. OLIVEIRA FILHO e A. BRUNNER Jr.
Secção de Vinis, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
A myxomatose, infecção grave, específica dos coelhos, foi reconhecida numa
epizootia em laboratório, no Uruguai e descrita pela primeira vez por Sanarelli (1)
em 1898. Epizootias ocorrem nas Américas do Sul, Central e Oeste da América
do Norte.
Sanarelli reproduziu experimentalmente a doença e estudou os tumores sub¬
cutâneos característicos, afirmando serem êles devidos a proliferação de células
de formas dendríticas que denominou “células myxomatosas”. Incluiu a myxo¬
matose entre as doenças causadas por virus, em virtude de ter mostrado sua na¬
tureza infecciosa, não encontrando formas bacterianas nas preparações feitas com
aquêle material; denominou o agente infectante de “vírus myxomatogênico”. É
um vírus classificado entre os do grupo pox (2), embora se comporte quan¬
to a algumas propriedades adotadas como critérios taxonômicos, de modo diverso
em relação aos demais componentes do grupo.
Splendore (3) descreveu inclusões em tecido lumoral corado pelo Giemsa e
comparou-as com os corpos de inclusão descritos por Halherstaedter e Prowazek
nas lesões tracomatosas. Moses (4) não confirmou a presença de inclusões ci-
toplasmáticas, mas demonstrou que o agente infectante atravessa as velas esteri-
lizantes Bcrkefeld, comprovando, assim, tratar-se de um vírus filtrávcl. Aragão (5)
também não evidenciou corpos de inclusão no citoplasma, mas descreveu inclusões
intranucleares, reconhecendo, posteriormente, tratar-se de acúmulos de cromatina (6).
Torres e Almeida Cardoso (7) descreveram inclusões intranucleares em células não
caracterizadas admitindo, porém, a possibilidade de contaminação dos animais por
um vírus intranuclear.
Foi Aragão (5) quem primeiramente reconheceu partículas intracitoplasmá-
lic.as, identificando-as como sendo o vírus do myxoma. muito semelhante ao vírus
da varíola e do molluscum contagiosum. Lipschütz (8) e Findlay (9) constataram
também a presença de corpúsculos no citoplasma das células myxomatosas, às vêzes
agrupados, formando massas mais ou menos extensas.
0 tecido tumoral subcutâneo, é de natureza edematosa, não proliferativa, se¬
gundo Findlay (9). Rivers (10), todavia, observou um processo proliferativo, se¬
guido da destruição dos elementos celulares.
Alterações no epitélio foram descritas por Rivers (11), com ocorrência de hi¬
pertrofia das células seguida da formação de uma inclusão eosinófila que pode ocupar
grande parte do citoplasma. Verificou também inclusões azurófilas e, concomitan¬
temente, uma rarefação do núcleo, disposto excentricamente.
Recebido para publicação em 2 de fevereiro de 1968.
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112
MYXOMATOSE EXPERIMENTAL EM ORYCTOLAGUS SP. e SYLVILAGUS SP.
Além de partículas azurófilas intracitoplasmáticas, foram descritos também cor¬
pos esféricos basófilos, de 2 a 3 p. de diâmetro, que por vêzes davam reação positiva
ao Feulgen (12).
Van Rooyen e Rhodes (13) observaram pelo método de Paschen, corpúsculos
elementares em sedimentos obtidos por centrifugações da suspensão do material co¬
lhido de lavagens da conjuntiva de coelhos infectados; as primeiras elctromicro-
grafias do virus parcialmente purificado foram obtidas por Borries e col. (14).
Êste trabalho tem por objetivo mostrar aspectos decorrentes da infecção pelo
vírus do myxoma em coelhos domésticos e silvestres nos tecidos epitelial e conjun¬
tivo da pele.
Material e Métodos
lnóculo — A amostra do vírus do myxoma foi fornecida pelo Dr. Paulo Mello
Freire, do Instituto Biológico de São Paulo, isolada em 1954 de coelho doméstico
(Oryctolagus) , em Itaquaquecetuba. Foram feitas duas passagens em coelho e os
tumores mantidos a -20°C, em glicerina a 50%.
Os tumores cutâneos eram triturados com areia e as partículas suspensas em
salina com tampão fosfato de pH 7,2 — 7,4. As inoculações eram feitas por via
intradérmica ou subcutânea, com 0,1 a 1,0 ml da suspensão. Diariamente, em dois
período, eram verificadas as temperaturas dos animais (Oryctolagus sp e Sylvila-
gus sp.).
O coelho doméstico apresentava febre no 2.° ou 3.° dia após a inoculação, que
regredia no 7.° ou 8.° dia e a morte sobrevinha geralmente no 10.° dia apresentando
o animal todos os sintomas característicos da doença.
As biópsias dos tumores cutâneos, eram feitas de 3 a 10 dias e a pele do local
da inoculação, de 4 a 24 horas após a infecção.
O coelho silvestre apresentava temperaturas variáveis e o animal se recuperava
em tôrno de 60 dias. O material era colhido de 7 a 48 dias após a inoculação.
Microscopia Eletrônica — Fragmentos de pele, de 1-2 mnr aproximadamente,
foram fixados em ácido ósmico a 1% em tampão veronal-acetato, isotônico, de pH
7,4 ou em subtosan, durante 1-2 horas, desidratados na série alcoólica e incluidos
em metil-butil metacrilatos misturados na proporção de 3:7, contendo 1% de pe-
róxido de benzoila. A polimerização se processou a 54°C, durante 12 a 24 horas.
O sangue foi colhido da veia marginal da orelha, no 3." ou 5.° dia e no pe¬
ríodo agônico, fixando-se e incluindo 2 ou 3 gôtas nas mesmas condições que os
fragmentos de tecido, por centrifugações e decantações sucessivas.
Os cortes foram obtidos num micrótomo Porter-Blum e fotografados no mi¬
croscópio Siemens UM 100b com aumentos de xl300 a xl5000.
Resultados e Conclusões
Sylvilagus — Nos coelhos silvestres observamos uma tumoração apenas no local
da inoculação do vírus, ocorrendo uma recuperação dos animais ao redor de 60 dias,
os quais adquiriram inclusive imunidade. Quanto ao aspecto ultramicroscópico do
epitélio, podem-se salientar as alterações que ocorrem no tecido, devidos à intensa in¬
festação pelo vírus, como se observa na fig. 1. É uma região próxima à camada
basal, em que as células se apresentam com distribuição e contornos irregulares. Os
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núcleos, excêntricos c também irregulares, apresentam com freqiiência uma rarefa¬
ção possivelmente correlacionada com o processo de desenvolvimento dos corpúsculos
elementares no citoplasma. Nos núcleos e no citoplasma observam-se membranas
cujas secções, aproximadamente circulares, envolvem material de menor ou igual
densidade que a zona circunvizinha. Há poucos desmosomas, estando as células,
em extensas regiões, apenas apostas umas às outras. A fig. 2 corresponde a
uma célula epitelial, com o citoplasma totalmente ocupado por partículas de vírus.
Há regiões pouco densas aos eletrons, limitadas por membranas simples ou múlti¬
plas, de contornos irregulares. Observa-se, aproximadamente no centro do citoplas¬
ma, uma região granular, homogêneamente densa, já descrita em outras infecções
por vírus do grupo pox, como o vacínico (15, 16, 17, 18, 19) e o molluscum con-
tagiosum (20). No centro dessa região granular há uma massa compacta e densa
de aproximadamente 1200 x 400 m/x. Não se observam mitocôndrias e retículo
endoplasmático, que estão presentes nas fases iniciais do desenvolvimento do vírus,
diminuindo aquêles em número e êste em extensão, até o total desaparecimento, à
medida em que aumenta o número de partículas, o que pode ser considerado como
uma consequência da infecção. O núcleo, alongado e excêntrico, apresenta uma
rarefação contendo no seu limite uma formação elíptica, densa aos electrons. Junto
à membrana há duas vesículas, contendo uma delas uma partícula da mesma den¬
sidade e dimensões que as de um corpúsculo elementar. Êste aspecto pode corres¬
ponder a uma invaginação nuclear coincidente com a presença de uma partícula
naquela região do citoplasma.
Algumas células apresentam, além de partículas livres, aglomerados de corpús¬
culos, bem delimitados, semelhantes aos corpos de Bollinger da varíola aviária, quan¬
to a densidade e compacticidade, descritos por Eaves e Flewel (21). Uma das
células da fig. 3 contém duas inclusões dêsse tipo. A maior contém regiões mais
ou menos circulares pouco densas, em cujos limites se dispõem aglomerados de par¬
tículas de vírus.
Na fig. 4 observa-se uma formação de secção circular, constituida na sua peri¬
feria por uma massa granular, densa aos eletrons. A maior parte dessa formação
é constituida por regiões circulares pouco densas, delimitadas umas com as outras
por finos cordões de citoplasma nos quais se dispõem as partículas. É, possivel¬
mente, o citoplasma de outra célula, invaginado numa célula não infectada.
Numa fase, ao que se supõe, mais adiantada do parasitismo, o citoplasma se
desintegra apresentando apenas vesículas em cujos limites se observam os corpús¬
culos elementares (fig. 5). É interessante observar que em algumas regiões do
epitélio, as células apresentam diferentes graus de intensidade de parasitismo, ha¬
vendo mesmo algumas, apostas a células de aspectos semelhante à da fig. 5, cujas
secções não apresentam partículas.
Com a regressão do tumor, o epitélio sofre descamação, seguida da completa
destruição do tecido. As células se desintegram e as partículas de vírus são libe¬
radas (fig. 6), o que pode explicar, em parte, a disseminação do vírus no campo
e a consequente aquisição de imunidade pelos coelhos silvestres. O epitélio se re¬
genera, a partir da camada basal, tomando as características normais do tecido.
As partículas aparentemente livres das estruturas citoplasmáticas apresentam-se
menos densas na região central, com secção circular, enquanto que as incluidas no
citoplasma, ou mesmo no tecido já desintegrado, porém, próximas a vestígios de
estrutura celular, apresentam secção elíptica e são mais densas aos eletron».
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MYXOMATOSE EXPERIMENTAL EM ORYCTOLAGUS SP. e SYLVILAGUS SP.
Fig. 1 a 6 — Cortes do epítélio cutâneo de Sylvilagus inoculado com o virus do myxoma.
1) Células de forma e distribuição irregulares, com núcleos (IV) excêntricos e geralmen¬
te rarefeitos (r). No citoplasma observam-se numerosas partículas de virus V.
2) Célula com o núcleo N excêntrico e rarefeito (r). O citoplasma contém numerosos
corpúsculos elementares V, membranas me simples ou duplas, irregulares, e uma re¬
gião G contendo uma mossa densa aos eletrons. Observam-se alguns mltocôndrios m
dispostos no citoplasma periférico; não há mais retículo endoplasmático.
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3) Célula com duas inclusões i, densas aos eletrons, constituídas por aglomerados com¬
pactos de partículas de vírus. A inclusão de secção maior, contém algumas vesí¬
culas pouco densas aos eletrons, e, próximas a essa inclusão, observam-se partículas
de virus V livres.
4) No centro da Ilgura, observa-se uma formação aproximadamente circular, limitada
por uma massa granular G. Esta formação contém vesículas delimitadas por finos
cordões citoplasmáticos nos quais se dispõem partículas de vírus.
5) Célula com o citoplasma vesiculado, contendo partículas de vírus dispostas em cor¬
dões citoplasmáticos que delimitam as vesículas. Esta parece constituir uma fase
adiantada de degeneração celular devida ã infecção,
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116 MYXOMATOSE EXPERIMENTAL EM ORYCTOLAGUS SP. c SYLVILAGUS SP.
G) Células totalmenle degeneradas, apresentando apenas vestígios de delimitação e con¬
tendo pràticamente só partículas de vírus maturo.
Fig. 7 — Célula com características de mastóclto, encontrada somente no tecido conjun¬
tivo de Sylvilagus, contendo grãos de forma variável, densos aos eletrons.
Fig. 8 a 12 — Corte de células de coelho Oryctolagus inoculado com o vírus do myxoma.
8) Epitélio cutâneo de Oryctolagus. As alterações do tecido são menores do que no
Sylvilagus, quanto à forma e disposição das células.
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9) Célula do tecido conjuntivo, não identificada, com o núcleo N, contendo subunida-
des SU das quais se originam as partículas de vírus; m — mitocôndrios; 1 — inclu¬
são lipídica.
10) Célula myxomatosa com numerosas vesículas VS associadas aos grãos de ribonu-
cleoproteínas; N — núcleo; G — zona de Golgi; m — mitocôndrios.
11) • Capilar obliterado pela proliferação de células endoteliais ed, segundo alguns au¬
tores (12).
12) Hemácia h de sangue de coelho no período agónico da infecção, contendo uma
partícula V adsorvida à membrana.
Fig. 1 to 6 — Sections of cutaneous epithelial cells of the wild rabbit Sylvllagus, infected
by my.xoma virus.
1) Cells with irregular forms and distribution with excentric and generally rarefacted
(r) nucleus N. Numerous viruses particles V are seen in the cytoplasm.
2) A cell with an excentric and rarefacted (r) nucleus N. The cytoplasm contains
numerous elementary corpuscules V, simple or double irregular membranes me and
a granular region G with an electron dense mass. Some mitochondria m are dlsposed
in the periphery of the cytoplasm. There is not endoplasmic reticulum.
3) A cell with two electron dense inclusions i, constituted of agglomerated virus
particles. The greater section contains some vesicles of low electron density and
near to this inclusion free virus particles V are seen.
4) In the center of this figure, an approximately circular formation limited by a gra¬
nular mass G, is seen. This formation contains vesicles limited by fine citoplasmic
cords in which virus particles dispose themselves.
5) A vesiculated cell with virus particles disposed in the cytoplasmic cords. This
seems an advanced phase of cellular degeneration due to the virai infection.
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MYXOMATOSE EXPERIMENTAL EM ORYCTOLAGUS SP. e SYLVILAGUS SP.
6) Totally degenerated cells with debrles of cellular membranes, containing practl-
cally only mature virus partlcles.
Fig. 7 — A cell with characteristics of mast-cell, observed only in the Sylvilagus con-
junctive tissue. It contains electron dense grains of variable forms.
Fig. 8 to 12 — Sections of cutaneous tissues and cells of the domestic rabbit Oryctolagus,
inoculated with the myxoma virus.
8) Cutaneous epitheiium in which alterations are not so evident as in Sylvilagus,
concerning the form and disposition of the cells.
9) A not identified conjunctival cell, with the nucleous N, containing subunits SU
from which virus partlcles are originated; m — mitoehondria; l ■— lipidic inclusion.
10) Myxomatous cell with numerous vesicles VS, associated to ribonucleoprotein grains;
N — nucleous; G — Golgi zone; m — mitoehondria.
11) A blood capilar obliterated by the proliferation of endothelial cells ed, accordlngly
to some authors (12).
12) A red blood cell h of rabbit ln the agonie period of the infectlon, containing on
the membrane an adsorbed particle V.
No tecido conjuntivo não observamos inclusões a vírus nos vários tipos de
células. Epstein e col. (22) mostraram partículas de dimensões e formas irregu¬
lares, o que não convence quanto a sua natureza virai, no citoplasma de células
identificadas como sendo myxomatosas.
Encontramos com freqüência, células contendo numerosos grãos de forma e di¬
mensões características que poderiam ser identificadas como mastócitos (fig. 7).
Oryctolagus — O epitélio cutâneo desses animais, se apresenta menos infestado
por partículas de vírus do que o do coelho silvestre.
As células sofrem alterações em menor grau, quanto à forma, disposição no
tecido e quanto a posição dos núcleos que se situam normalmente (fig. 8). Como
no coelho silvestre, mitocôndrios e retículo endoplasmático diminuem em número e
extensão, respectivamente, até o seu desaparecimento quando a célula está total¬
mente infectada.
Nestas células surpreendemos diferentes fases de desenvolvimento das partí¬
culas semelhantes às dos vírus integrantes do grupo pox, já descritas por vários au¬
tores, acima citados. Estas fases não são observadas com frequência nas células
epiteliais da pele de Sylvilagus, provavelmente por ser mais rápido o processo de
desenvolvimento do vírus nestes animais. Verificamos entre partícnlas maturas,
mais densas na periferia, e, medindo 195xd20 mp., corpúsculos imaturos de
220 x 265 m/j.. As partículas, à medida que se desenvolvem, diminuem em di¬
mensões, e aumentam em densidade aos electrons. A fase inicial da evolução é
semelhante à do vírus vacínico, já descrita por Vallejo-Freire e col. (16), surpreen¬
dida numa célula do tecido conjuntivo, não identificada. Os corpúsculos elemen¬
tares se originam de regiões densas, denominadas subunidades, por um processo se¬
melhante ao de um brotamento. As partículas se individualizam durante o desen¬
volvimento até se tornarem livres no citoplasma. As subunidades medem, aproxi¬
madamente, em secções, 800 x 460 mp, (fig. 9).
O tecido conjuntivo apresenta, com freqüência, células alongadas, às vêzes de
forma dendrítica, que seriam responsáveis pelo desenvolvimento da tumoração. São,
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por êstes aspectos, consideradas como sendo as células chamadas myxomatosas
(fig. 10). Além de mitocôndrios, aparelho de Golgi e retículo endoplasmático,
estas células contêm, mantendo continuidade com esta última estrutura e distri¬
buídas por todo o citoplasma, vesículas delimitadas por membranas associadas a
gãos provavelmente de ribonúcleoproteinas, dadas as dimensões que apresentam
O
(150-200 A). Não observamos no tecido conjuntivo de Oryctolagus, células com
características de mastócitos. É comum surpreender capilares parcial ou totalmen¬
te obliterados. Esta obstrução é devida à proliferação das células endoteliais, fe¬
nômeno já observado por Hurst (12). Há destruição dos demais elementos dos
vasos, podendo ocorrer um extravazamenlo de hemácias, que se dispõem nas pro¬
ximidades dos mesmos (Fig. 11).
A infectividade do sangue foi constatada por Splendore (2) e Sanarelli (1)
48 horas após inoculação subcutânea e 24 horas quando a inoculação era endove¬
nosa. A infectividade do sangue se inicia no segundo dia e perdura até o período
agônico (6), tendo Moses (4) obtido um maior título nesta última fase da molés¬
tia. Na fig. 12, observa-se a secção de uma hemácia, de sangue de Oryctolagus
no período agônico, tendo adsorvida à sua membrana, uma partícula de secção
elipsoídica, de dimensões (250 x 180 m/i) e densidade aos electrons que se apro¬
ximam das do vírus do myxoma. Êste seria o meio de disseminação do vírus no
organismo do animal, resultando na generalização da lumoração.
Surpreendemos aspectos da myxomatose visando não somente a observação das
alterações celulares mas também acompanhar as diferentes fases do ciclo evolutivo
do vírus, o que oferece dificuldades, pois quando a tumoração se manifesta, as par¬
tículas encontram-se já numa fase adiantada de desenvolvimento. Fazendo-se a
biópsia do local da inoculação, encontramos alterações que podem ser atribuídas
também à ação mecânica exercida pela agulha, além das devidas à atividade do
vírus. Afim de contornar estas dificuldades, estamos estudando o ciclo evolutivo do
virus utilizando a técnica de cultura de tecido cpitelial de rim de coelho, o que
constitui um sistema simples de trabalho para esta investigação.
Sumário
Tumores cutâneos de coelhos domésticos (Oryctolagus sp.) e Silvestres (Syl-
vilagus sp,), com myxomatose, foram estudados por meio de cortes ultra-finos ao
microscópio eletrônico.
São analizadas não somente as alterações celulares devidas a infecção pelo
vírus, mas também os diferentes aspectos correspondentes às várias fases do desen¬
volvimento das partículas, nos tecidos epitclial e conjuntivo da pele de ambos os
gêneros. A viremia em alguns animais foi igualmente observada.
Summary
Tumors of domestic ( Oryctolagus ) and wild (Sylwlagiis) rabbits with myxo-
matosis, obtained by biopsy with the skin were studied through the electron micros-
copy of thin sections of the tissues.
Not only the cellular alterations, due to the virai parasitism, but also the
different aspects of the corresponding phases of particles devclopment in the epitelial
and connective skin tissues of both genus were analysed. The viremia was also
observed in some domestic animais.
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MYXOMATOSE EXPERIMENTAL EM ORYCTOLAGUS SP. e SYLVILAGUS SP.
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34:121-128, 1969.
E. de RIZZO, A. BRUNNER Jr. and A. VALLEJ O-FREIRE ]_21
MULTIPLICATION OF MYXOMA VIRUS IN EPITHELIAL CELL CULTURE
OF RABBIT KIDNEY
E. de RIZZO, A. BRUNNER Jr. and A. VALLEJO-FREIRE
Vírus Department, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
The study of lhe development of virus, utilizing lhe tissue ciillure technique,
permitted lo follow the various phases of particle formalion from adsorption lo
maturation. This simple System presents less faclors interferring in the mechanism,
permitting, with even higher evidence, the ohservation of alterations causcd hy
infracellular parasitism, different from the ones caused hy tissue ageing.
Sanarelli (13) was the first author to show that the rabbit myxoma has a virus
as its elhiological agent, which is presently classified as a member of the Pox grou])
( 6 ).
The verification of virus presence in the cell, as a morphologic entity, was
done by Aragão (1) and has been confirmed by several other studies; (12, 10, 7).
The first photos of partially purified virus, at the electron microscope, were done
by von Borries et ai. (3). Its presence in lhe conjunctive cell, denominatcd my-
xomatous, was evidenced by Epstein et al. (5) ; those documentations, however,
are not convincing, since the particles do not show constanl shape and size.
Some aspects on virus infection in conjunctive and epithelial tissue of lhe
domestic rabbit (Oryctolagus sp.) and of the wild one (Sylvilagus sp.) were
described in a more recent paper (15).
Several authors succeeded in the multiplication of lhe virus in rabbit tissue
culture, as well as in pleural cavity cells, (2), testicle, (16), and more recenlly, in
epithelial tissue of kidney (4). The methods used in our laboratory to study lhe
evolulional cycle of vaccine virus (14), permitted to follow some phases of lhe
virus development at the electron microscope.
The purpose of this work is to show, at lhe electron microscope, the cellular
alterations through culture infections by virus of low and high passages.
Materials and methods
Cell cultures — Casein-hydrolysate médium, (8, 9), has been used with the
following modifications:
Received for publication in march 25, 1968.
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1 OO MULTIPLICATION OF MYXOMA VÍRUS IN EPITHELIAL.
CELL CULTURE OF RABBIT KIDNEY
a) Lactalbumin hydrolysate (enzymalic) instead of Caseyn hydrolysate.
b) 0.07% final of lactalbumin hydrolysate instead of 0.05%.
c) no alpha-thocopherol.
The médium for culture growth contained 18 to 20% inactivated calf serum.
The inoculated cultures sometimes received no more than 5% serum, hui in
general, during growth and after inoculation, the culture médium was enriched
witli 18 lo 20% calf serum, adding 200 U.I. Penicillin and 50 /xg Streptomycin.
Primary rabbit (60 to 70 days old) kidney cell cultures were obtained by
0.20% trypsin dispersion iu phosphate buffer solution at room temperature and
moderate stirring during 4-5 hours. After filtration through 8 layers of cheese
cloth, the cell suspension was cenlrifuged (20 min at 45 g) and the sediment
washed in serum-free médium. The cells were cenlrifuged and suspended in
culture médium enriched wilh 18% calf serum and antibiotics. After incubating
for 48 hours at 37“C the médium was discarded, new one was added and generally
the cultures became confluent in three to four days. A previous washing was
done with warmed PBS to remove destroyed cells. Since the growth médium
with the same percentage of serum and antibiotics was lo be used also for
maintenance of the inoculated cultures, no washing was necessary to remove
serum excess.
While lhe cultures did nol show a cytopalhic effect the médium was changed
every 2 or 3 days. Harvesting of the supernatant of the inoculated tubes was
done after stirring wilh glass pearls, to liberate cells nol yet detached, when lhe
cytopathic effect and infection of the whole layer appeared.
Only primary cultures of rabbit kidney cells were used to obtain passages
but replication cultures were used sometimes for virus titration.
Vírus — The sample was originally isolated by P. M. Freire from the Ins¬
tituto Biológico de São Paulo, during an outbreak in a rabbit colony at Itaqua-
quecetuba, São Paulo. It has had two rabbit passages. The resulting tumours
were maintained in glycerin solution at -20°C. A fragment of lhese tumours
was used as inoculum for rabbits Oryctolagus, after being triturated with sand
and buffer.
Two virus samples obtained from experimental tumours were used in this
work:
Sample E — lias been inoculated in tubes and boltles, dilutions of 1:10 till
1:1.000. The supernatants of the infected tubes and boltles were harvested after
7 days, and when inoculated in rabbits proved to be non-infectious.
Sample D — has been inoculated in tubes and boltles, incubated for 31 days
with periodical changes of médium.
The supernatant harvested on lhe 31st day from several tubes proved in-
fectious when inoculated in rabbits. The same occurred with lhe supernatants
harvested from bottles on either the 7th, 13th and 20th day. The virus harvested
from the tubes on the 31st day, constituting lhe first passage of myxoma virus in
rabbit kidney cells, was used as inoculum for the seeond passage of the virus in
the same cell system. For the subsequent passages always the pure supernatant
has been used as inoculum.
As the myxoma virus is of slow adaplalion to cultures, il has been kept in
contact with lhe cells during variable periods of time in the incubator at 37°C.
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Mem. Inst. Butantan,
34 : 121 - 128 , 1969 .
E. de RIZZO, A. BRUNNER Jr. and A. VALLEJ O-FREIRE 123
The first change of médium was done only after 96 hours. In the continuance
of the passages, lhe adaptation time virus-to-cell at the incubator was given up
and the first change was done after 48 hours.
Au immune-serum was preparcd in rabbit by one endovenous inoculation
of 1.0 ml of suspension of virus of high passage (38th). The bleeding was
done by cardiac-puncture 15 lo 20 days after inoculation and the obtained serum
was inactivated, distrihuted to flasks and stored at —20°C.
Electron microscopy — The eleclron micrographs showed infected cells collected
20 to 48 hours after contact wilh myxorna virus of the 10th, 33rd and 38th
passage in tissue culture. Only the virus of the latter induced evident cytopalhic
effect.
After elimination of the médium, the infected cultures were trypsinized for
5 minutes at 37 U C witli a 0.20% trypsin solution (Difco 1:250) in phosphate
buffer (pll 7.0), to detach the tissue from tube walls. The cell suspensions obtained
were centrifuged for 10 minutes at 60 g and the sediment was resuspended in osmic
acid at 1% in subtosan. After fixation for 15 to 20 minutes the cells were
dehydrated in alcoholic series and included in a 3:7 mixture of methyl-bulyl inela-
chrylate. Every change of médium from fixation to final inclusion was done after
successive centrifugation and decantation.
Ultrathin sections were obtained througb a Porter-Blum microlome and exa-
mined with a Siemens ÜM 100 b and a Elmiskop 1 microscopes, magnifying x 1.300
to x 20.000. The eleclromicrographs were amplified photographieally.
Results and niscussioN
In the ]>assages from 1 to 12 lhe virus did not induce any cytopalhic effect
in lhe cultures, but the samples collected from the replaced media, showed always
a positive lelhal result when inoculated in rabbits.
Erom the 13th passage on, a morphologic alteration of the infected cells started
40 to 50 hours after inoculation, diminishing lhe lime necessary to appear this
cytopalhic effect until, in the 67th passage, 50% of lhe culture showed the effect
even before the 20lh hour after infection.
There also appeared a change in the pathogenic properties of the virus used
in this experiment. In the low passages no cytopalhic effect was induced by the
virus, but when inoculated in rabbits Oryctolagus, it proved to be lethal within 10 to
11 days. In lhe high passages, the virus caused great cylopathic effect showing,
however, only antigenic properties.
Rabbits inoculated several times with the virus of the 38th passage, did not
show any myxomatous symploms when inoculated afterwards with virus of low
passages. The activity of the virus was determined then by inoculations in
monolayer cell cultures. The virus dilutions were done with lhe same culture
mediurn and 8 lo 10 confluent cell cultures received each 0.1 ml of the virus
dilution. 0.9 ml of culture médium with calf serum and antibioties were added
to complete the volume to 1.0 ml. After an incubation for 48 hours at 37°C
the reading of lhe infected tubes was done and the TCID 50 (Reed-Müench method)
resulted in titer of 10 !, - ,! ’ / 0.1 ml (38lh passage). Mc Kercher & Saito (11)
obtained a similar result working with the same material and conditions, with a
titer of 10 3 - 71 in the 2lsl passage and 10 G -' r ' in the 40th passage.
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MULTIPLICATION OF MYXOMA VIRUS IN EPITHELIAL
CELL CULTURE OF RABBIT KIDNEY
The myxoma virus obtained in the 38th passage, diluted from 1:10 to 1:100
million, was neulralized with nondiluted immune-serum (mixturc of equal parts).
Since nothing was known about lhe activity of the immune-serum, no particular
attention was givcn to inoculatc known quantities of virus. Il lias been observed
thus that the serum which neulralized lhe virus of lhat passage, proved to be
immune.
Electron microscopic observations of the culturc cells infected willi first passages
virus demonstrated nuclear rarefaction as the principal alteration, similar to that
ohscrved in epilhelial cells of the rabbit Oryctolagus, inoculated with pathogcnic
virus, obtained through passages in animais, or low passages in cultures. Appa-
rently, the cytoplasm still contains imature virus particles, mitochondria and
endoplasmic reticulum are present (Figs. 1 and 2). The cultures infected with
virus of high passages, antigcnic and not palhogenic, present cells with numerous
electron dense particles, displayed at the periphery, and eorpuscles of low
density. Mitochondria and endoplasmic reticulum are present. This aspeet
corresponds to a still intermediate phase of virus development in cell (Fig. 3).
Jn a more advanced phase of infection the cell components lend to disappear and
practically only dense and agglomerated particles may be observed (Fig. 4).
In other cells, besides those particles, we found numerous eorpuscles, delimited
by the membrane and the central region of less electron density (Fig. 5).
Remarkahle is lhe fact lhat in both cases the nuclcus did not show rarefaction,
only alterations of morphology and disposilion.
Probably a relation exists between vacuolated nucleus and pathogcnic virus
and non-vacuolated nucleus with non-pathogenic but antigcnic virus.
Th is vacuolation is a consequence of the infection of the cells by lhe loss of
nuclear material. The newly formed virus is a structurally complete particle and
shows pathogenicity which can be demonstrated by lhe inoculation of rabbits
Oryctolagus; tissue cultures infected with this virus do not show any cytopathic
effect.
To verify the relation between vacuolation and formation of complete virus
particles it would be necessary that the cells incorporate radioactive substances,
constituent of their desoxyrihonucleic acid or nuclear proteins, iufecting them
aftcrwards with the virus, and then doing an autoradiograph of the eorpuscles
formed in these cells.
Referring lo lhe virus of high passages, incomplete particles also are formed,
showing, however, antigenic activity. The synthesis of the virus structural com¬
ponents proceeds intensely, causing a cytopathic effect in a short period of time.
In several animais, at the site of inoculation with the 38th passage virus, a small
response appeared persisting from 8 to 10 days, with posterior desquamation.
This response may be caused by some complete virus that devclop in the cultures
or by particles of the inoculum of low passages that did not penetrate into the
cells and did not follow the suecessive passages.
SUMMAKY
The myxoma virus, isolated from cutaneous tumours of the rabbit Oryctolagus,
was partiaity purified and inoculated in epithelial tissue cultures of rabbit kidney.
Ultrathin sections from cultures infected with this virus, when observed with the
electron microscope, demonstrated frequently a vacuolated nucleus, signifying a
loss of nuclear material, evidently related to the infection with the virus of low
passage. Nuclear vacuolation has also been observed with frequency in epithelial
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Mem. Inst. Butantan, E. clc RIZZO, A. BRUNNER Jr. and A. VALLEJO-FREIRE 19^
34:121-128, 1969. LZ,J
Fig. 1 — Cell infected with virus of 10th passage; N — nucleus with vacuolation r; V _
immature virus particles; m — mitochondria. Methyl-butyl methacrylate embedding.
Magnification: x 24.000.
Fig. 2 — Cell infected with virus of low passage (10th) showing: N — nucleus; r — va-
eulation; V — immature virus particles; m — mitochondria. Methyl-butyl methacrylate
embedding. Magnification; x 21.500.
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MULTIPLICATION OF MYXOMA VIRUS IN EPITHELIAL
CELL CULTURE OF RABBIT KIDNEY
126
Fig. 3 — Cell infected with virus of hlgh passage (33rd); N — nucleus without vacuolation;
V — immature virus particles; V — viruses in a more advanced phase of development;
m — mitochondria. Methyl-butyl methacrylate embedding. Magniíication: x 21.500.
Fig. 4 — Cell infected with virus of 33rd passage; N — nueleus without vacuolation; V —
virus in an advanced phase of development; m — mitochondria in low number. Methyl-
butyl methacrylate embedding. Magnlfication: x 21.500.
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Mem. Inst. Butantun,
34:121-12S, 1969.
E. de RIZZO, A. BRUNNER Jr. and A. VALLEJ O-FREIRE
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Fig. 5 — Cell inlected wlth virus oí 33rd passage; V —
virus particles of low electron density, upparently limlted
only by merabranes; V’ — electron dense virus particles.
Methyl-butyl methacrylate embedding. Magnification:
x 24.000.
cells of rabbit skin. Up to lhe 12th passage, no cytopathic effect occurred, but
lhe virus maintained its pathogenie characteristics when inoculated in rabbits.
The viruses of high passages (33rd and 38th) induced evident cytopathic effect
48 hours after inoculation. They have no pathogenie properties when inoculated
in rabbits, but are antigenic. An immune-serum was prepared from those animais
and its activity demonstrated by virus neutralization, preventing a cytopathic
effect in tissue cultures. Cultures infected with 33rd and 38th passage virus
showed cells with numerous particles, however without nuclear vacuolation. It
is possible that there exists a conncction between vacuolated nucleus and patho-
genic virus, and non-vacuolatcd nucleus with non-pathogenic but antigenic virus.
Resumo
Multiplicação do virus do myxoma em cultura dc célula epitelial de rim de coelho
O virus do myxoma, obtido dc tumores cutâneos do coelho Oryctolagus, foi
parcialmente purificado e inoculado em culturas de células epiteliais de rim de
coelho. As células das culturas infectadas com êsse vírus, examinadas ao micros-
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128
MULTIPLICATION OF MYXOMA VÍRUS IN EPITHELIAL
CELL CULTURE OF RABBIT KIDNEY
cópico eletrônico através de cortes ultrafinos, apresentavam núcleo rarefeito, efeito
êsse, também observado nas células epiteliais da pele de coelhos. Até a 12. a pas¬
sagem não ocorreu efeito citopático c o vírus manteve suas características patogê¬
nicas quando inoculado em coelhos.
0 vírus de altas passagens (33. a e 38 a ) provocou efeito citopático evidente
nas células das culturas com éle infectadas, embora elas não apresentassem núcleos
com rarefação. Quando inoculado em coelhos, o vírus apresentava apenas pro¬
priedades antigênicas.
É possível a existência de uma relação entre núcleo rarefeito e vírus patogê¬
nico e, núcleo não rarefeito e vírus não patogênico, porém, antigênico.
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CELSO DE TOLEDO
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CONSIDERAÇÕES SÔBRE A ULTRAESTRUTURA DE UM MELANOMA
MALIGNO DO CORPO CILIAR
CELSO DE TOLEDO *
Secção de Microscopia Eletrônica do Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
A microscopia eletrônica do melanoma maligno da coróide íoi descrita por
Bierring, Egelberg, François, Rabaey e Lagasse, (2, 3 e 6), e Jensen, (1), Hogan,
e Feeney (5), Kroll e Kuwabara(4). A descrição da ultraestrutura do melano¬
ma maligno do corpo ciliar é, no entanto, muito mais rara.
Nosso trabalho tem por finalidade descrever a eletromicroscopia de um me¬
lanoma maligno do corpo ciliar em um ôlho que tivemos a oportunidade de
enuclear.
Material e Métodos
0 caso por nós operado é o de um moço de 24 anos, branco, brasileiro, co-
merciário. 0 tumor, estudado à oftalmoscopia direta, indireta e ao biomicroscó-
pio, com e sem lente de contacto, tinha uma forma elíptica de côr prêta que
comprimia e deformava o cristalino por um lado e, por outro, se estendia até os
limites da pars plana.
Finda a intervenção, o ôlho foi aberto com uma lâmina cortante à altura
do equador. 0 tumor foi dividido em duas metades, sendo uma fixada em
formol e enviada para exame anátomo-patológico. Um pedaço da outra me¬
tade foi fixado em ácido ósmico a 1%, tamponado em veronal acetato.
A deshidratação foi feita na série alcoólica. A inclusão, fizemo-la em mis¬
tura de mctil e butilmetacrilatos na proporção de 3:7 com peróxido de bezoíla
a 2%, como catalizador, e nitrato de uranila a 0,1%, como corante.
Os cortes foram feitos num micrótomo de Porter-Blum e, depois de colhi¬
dos em grades metálicas, foram postos a secar em temperatura ambiente.
Os exames foram feitos nos microscópicos eletrônicos ÜM 100b e Elmiskop
I da Siemens. Os aumentos variaram de 7.200x a 40.000x. As chapas foram
ampliadas fotograficamente.
* Do Serviço de Oftalmologia do I.N.P.S. (São Paulo). Contratado pelo Fundo
de Pesquisas do Instituto Butantan.
Recebido para publicação em 19 de fevereiro de 1968.
í, i SciELO
130
CONSIDERAÇÕES SOBRE A ULTRAESTRUTURA DE UM MELANOMA
MALIGNO DO CORPO CILIAR
Resultados e Discussão
0 exame da peça ao microscópio ótico, feito pelo Dr. Donalo de Próspero,
anátomo-patologista do I.N.P.S., mostrou um melanoma maligno de tipo misto,
com células fusiformes e epitelióides. Não foi feita impregnação argêntica para
fibras de i reticulina.
Provavelmente por motivos técnicos, por termos usado mais o córtex tumoral
ou porque a fixação se iniciou na sala de operações, fora da geladeira, os limites
celulares, em muitos campos, não se apresentam retilíneos, com desmossomos,
como se vêm em preparações de outros autores.
Um fato que chama a atenção nêste tumor é a grande riqueza em vesículas,
que parecem fazer parte do retículo endoplasmático agranular. Na fig. 1 po¬
demos observar esta riqueza em vesículas (V) e em alguns casos, se pode
constatar que estão interligadas por canais do retículo endoplasmático (Re);
P - — pigmento.
MiotQCÔndrios foram encontrados frequentemente em grande número. Apre¬
sentam-se em forma cilíndrica, circular ou mais ou menos irregulares. Estas for¬
mas podem ser observadas na fig. 2; m — mitocôndrios; N — núcleo.
Morfologicamente poderia pensar-se na transformação de mitocôndrios em
pigmento, particularmente quando se observam grânulos osmiofílicos no interior
dos mitocôndrios. François, Rabaey e Lagasse (3), acharam possível esta trans¬
formação. Seiji, Shirmao, Birheck e Fitspatrick (8), mostraram, por métodos
bioquímicos, que isto é improvável, porque os mitocôndrios estão sempre asso¬
ciados à glutamatoxidase e à succinoxidase, ao passo que os grãos de melanina
são muito ricos em tirosinase. A fig. 3 mostra uma porção de citoplasma de
célula tumoral em que se vêm mitocôndrios (m), alguns com grânulos osmiofí¬
licos, misturados com grande número de grãos de melanina (P).
François Rabaey e Lagasse (6), descreveram, em melanomas malignos, mi¬
tocôndrios inchados, com sinais de degeneração turva. Na fig. 4 pode-se obser¬
var alguns mitocôndrios (m) entumecidos, em franca degeneração. Em algumas
delas ainda se podem vêr cristais intramitocondriais. Ribossomos livres são muito
evidentes nesta micrografia.
François, Rabaey e Lagasse (3), descreveram chanfraduras nucleares nêste
tipo de tumores. No presente caso, foram observadas frequentemente pequenas
chanfraduras, como são vistas na fig. 5 (Ch). Em alguns casos estas chanfra¬
duras nucleares podem atingir grandes proporções, como se pode observar na
fig. 6 (Ch). N — núcleo.
ffogan e Feenay (5), descreveram, em alguns melanomas malignos, células
com citoplasma escuro e outras com citoplasma claro. Esta diferença seria devida
à maior ou menor riqueza em ribonucleoproteínas. No caso descrito foi obser¬
vado frequentemente êste aspecto (fig. 7), claras (c) e escuras (E).
O estudo do pigmento nêste melanoma maligno do corpo ciliar mostra que
êle apresenta todos os graus de maturidade desde o melanossomo até a melanina
madura. A fig. 8 mostra tôda esta escala evolutiva. Me — melanossoma.
P — pigmento em faze de maturação. Observa-se a evidente tendência da me¬
lanina em sintetizar-se formando faixas longitudinalmente dispostas. Esta ten¬
dência já se esboça nitidamente no melanossomo (Me). Alguns grãos melâni-
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cos, de aspecto compacto, estão muito próximos da maturidade, lendo perdido
quase tôda atividade lirosinásiea.
A íig. 9 mostra, num mesmo campo, algumas células tumorais (CT) e um
macrófago (M). Êste tipo de célula pode ser um macrófago verdadeiro ou uma
célula tumoral com atividade fagocitária. Ohserve-se como as granulações pig¬
mentadas do macrófago são muito mais grosseiras, contendo pigmento e uma
substância menos eletrodensa que, em alguns casos, chega a obscurecer a mem¬
brana limitante das vesículas.
Nucléolos com estrutura reticular são muito evidentes em grande número de
células mas, como no caso de Bierring, Egelberg, e Jensen (1), não vimos retí¬
culo endoplasmático granular em quase uma centena de preparações examina¬
das. A fig. 10 mostra dois nucléolos (NU) bem típicos.
Nada encontrámos, nêste tumor, que sc parecesse com virus.
Resumo
Foi estudada a ultraestrutura de um melanoma maligno do corpo ciliar.
Talvez por razões técnicas, ou por ter sido usado preferentemente o córtex tu¬
moral, as células não apresentam a coesão intercelular geralmente vista em pre¬
parações de outros autores. Estudaram-se os mitocôndrios e suas possíveis rela¬
ções com a melanina. Constatou-se a presença de pequenas e grandes chanfra-
duras nucleares. Foram observadas freqüenlemente grandes vesículas interliga¬
das, muitas vêzes, por canais do retículo endoplasmático. Observou-se a exis¬
tência, nêste tumor, de células de citoplasma escuro e de outras de citoplasma
claro, de acordo com a maior ou menor quantidade de ribonucleoproteínas. O
pigmento foi estudado desde a forma de melanossoma até a de melanina madura,
sem atividade tirosinásica. Chamou-se à atenção para os nucléolos de estrutu¬
ra reticular que foram frequentemente encontrados. Evidenciou-se a presença
de macrófago ou de células tumorais com atividade fagocitária. Viu-se frequen¬
temente, no citoplasma das células tumorais, grande número de ribossomos livres.
Não foram observados no tumor, partículas parecidas com virus nem retículo en¬
doplasmático granular.
SüMMAKY
The ultrastructure of a malign melanoma of the ciliary body was studied.
Perhaps by technical reasons, or because it was used preferently the tumoral
córtex of the cells did not show the intercellular cohesion usually found in the pre-
parations of other papers. Mitochondria and their eventual relations to melanin
are studied. Presence of small and large nuclear chanferings are shown. The
frequent existence of great vesicles interconnected, often, by canais of the en-
doplasmatic reticulum is indicated. It was observed that in this tumor exist
cells of dark as well as of light cytoplasm in accordance to the major or minor
quantity of ribonucleoproteins. The pigment is studied from the form of mela-
nosome to the one of mature melanin, without tyrosinasic activity. Attention
was given to the nucleolus of reticular strueture frequently found. The presence
of macrophages or of tumoral cells with phagocytical activity were observed. In
the cytoplasm of the tumoral cells, many free ribosomes were present. In the
examined tumor neither granular endoplasmatic reticulum nor virus-like parti-
cles were found.
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A ULTRAESTRUTURA DE UM MELANOMA
MALIGNO DO CORPO CILIAR
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Mem. Inst. Butantan
34:129-135, 1969.
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Fig. 1 — Parte do tumor fixado em ácido ósmico a 1%, tamponado em veronal acetato
mostrando riqueza em vesículas. V — vesículas; Re — retículo endoplasmãtico;
P — pigmento.
Fig. 2 — Presença de mitocôndrios no mesmo material, m — mitocândrios; N — núcleo.
Fig. 3 — Porção do citoplasma de célula tumoral. m — mitocôndrios; P — gãos de melanina.
Fig. 4 — Mitocôndrios inchados; m — mitocôndrios.
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CONSIDERAÇÕES SÔBRE A ULTRAESTRUTURA DE UM MELANOMA
MALIGNO DO CORPO CILIAR
FIg. 5 — Chanfraduras nucleares; Ch — chanfradura.
Fig. 6 — Ch — chanfradura; N — núcleo.
Fig. 7
Freesnça de células com citoplasma escuro e com citoplasma claro. C — claras
E — escuras.
Fig. 8 — Escala evolutiva do pigmento em um caso de melanoma maligno de corpo ciliar
Me — melanossoma; P — pigmento em fase de maturação.
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Mem. Inst. Butantan,
34:137-157, 1969.
MOACYR DE FREITAS AMORIM, RAUL FRANCO
DE MELLO e FERES SALIBA
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LESÕES RENAIS INDUZIDAS EXPERIMENTALMENTE NO CÃO
PELO VENENO CROTÁLICO
MOACYR DE FREITAS AMORIM *, RAUL FRANCO DE MELLO e FERES SALIBA
Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de 8. Paulo e Secção de Anatomia
Patológica, Instituto Butantan, 8. Paulo, Brasil
Em autopsias humanas de indivíduos intoxicados pela cascavel, C. d. terrificus,
Amorim e Mello (1952-54) observaram que a morte se dava com um quadro ana¬
tomopatológico típico de nefrose hemoglobinurica, também chamada de nefrose
do nefron inferior, ou melhor do nefron intermediário, segundo preferiram deno¬
mina-la pelas razões que já expuzeram em suas publicações anteriores.
Naquilo que diz respeito ao envenenamento em geral, não encontramos men¬
ção alguma à hemoglobinúria em publicações nacionais, como também nas es¬
trangeiras que foram consultadas por nós. Sabemos apenas que se trata, no caso
do veneno crotálico (C. d. terrificus) de um tóxico fortemente hemolítico (Fon¬
seca, 1949), ao contrario dos venenos do gênero Bothrops que apresentam proprie¬
dades fortemente coagulantes, sendo até usados terapeuticamente para tal fim,
muito embora possuam, igualmente, uma fração hemorragipara.
Pearce (1909) refere ter produzido a hemoglobinúria e a hematúria, em
coelhos tratados com veneno de Crotalus adamanteus.
Flavio da Fonseca (1949), em seu livro, relata a existência de hematúria,
albuminúria e anúria (pg. 145). Êstes fenômenos são descritos, principalmente
em relação aos acidentes por veneno botrópico, nos quais o autor descreve he¬
morragias da mucosa bucal, uterina, intestinal e pelos ouvidos, “vômitos e urina
sanguinolentos” (pg. 136). “As hemorragias pelas mucosas são causadas por
lesão do endotélio capilar pela histamina libertada”, do mesmo modo como “as
hemorragias em orgãos importantes da economia” (pg. 145). Fonseca refere-se
também, de um modo geral, à ação hemolítica dos venenos ofídicos, isto é, “des¬
truidora dos globulos vermelhos, alterando o sôro sanguíneo, que passa a exer¬
cer uma ação dissolvente sôbre as hemácias, graças à transformação da lecitina
em uma substância altamente hemolítica, a lisolecitina”. Nêsses casos, não se re¬
fere nem uma vez à existência ou não da hemoglobinúria, isto é, à presença de
hemoglobina livre na urina, sem a coexistência de hematúria.
Schõttler (1951), em seu trabalho de revisão da toxidêz dos principais ve¬
nenos ofídicos do Brasil, acentua com razão que o veneno crotálico quase não
causa alterações macroscopicamente visíveis. Não se refere, nenhuma vez sequer,
* Professor Catedrático de Anatomia e Fisiologia Patológicas da Escola Paulista
de Medicina, Universidade Federal de S. Paulo.
Recebido para publicação em 20 de março de 1968.
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LESÕES RENAIS INDUZIDAS EXPERIMENTALMENTE NO CÃO PELO
VENENO CROTALICO
às lesões renais ou à ação dos venenos ofídicos, em geral, sôbre c rim ou sôbre
o sangue, nem a uma ação hemolítica e muito menos à hemoglobinúria. Refe¬
re-se ao poder proteolítico do veneno, com libertação de histamina e de suas liga¬
ções celulares e também, a um princípio hemorrágico, ou hemorragina, que fal¬
taria não de todo ao veneno crotálico. Segundo Schõttler, a toxidêz do veneno
crotálico, aliás a maior de lôdas, seria, principalmente baseada na chamada neu-
rotoxina. Não se refere porém à gravidade das lesões renais. Conforme Schõttler,
existiriam diferentes tipos de hemorragina com afinidade especial para certos
orgãos. Conclui também que “there exists a marked variation among the indi¬
vidual venoms of the same species” (pg. 498). Sòmenle na página 494 faz re¬
ferência ao fato de que “macroscopically discernible hlood in urine and feces was
not infrequently manifest”. Trata-se porém como se percebe de uma observação,
apenas “ macroscópica” deduzida, provavelmente, da côr da urina. Como o autor
não refere, nêsse trecho, qual dos venenos se achava em jogo, falando sempre de
um modo geral sôbre o efeito de vários venenos, indistintamente, sem fazer re¬
ferência a diferenças no seu mecanismo de ação patogênica, concluímos que na
hipótese de haver realmente eritrocitos, microscopicamente, na urina, nêsses ca¬
sos deveria se tratar, provavelmente de outros venenos (botrópico ou outro).
Quanto à produção experimental da nefrose hemoglobinúrica, é sabido como
vários autores tem chamado a atenção sôbre a dificuldade em consegui-la. As¬
sim, Yuile, Gold e Hinds (1945) referem justamente que “the mechanism involvcd
in the production oj this type of renal failure has remained a mystery despite the
effort of many investigators woidd appear to be duc, ai least in part, to the
difficultics encountered in attempting to producc a similar lesion in the kidneys.
of experimental animais”.
Talvez, por êsse motivo poucos são ainda os investigadores que trabalharam
sôbre o assunto, conseguindo reproduzir experimentalmente o quadro da nefrose,
pelo menos, com a semelhança dos característicos que ela apresenta no homem, e
tornados bem conhecidos sobretudo com as descrições do “Crush Syndrome” (By-
waters e Dible, 1942, Ogilvie, 1951), já antes bem descrito, na Alemanha por
Minami (1923) sob a designação de “Verschüttungsnephrose” e depois por Mallo-
ry (1947), como nefrose hemoglobinúrica, estudada por Hamburger (1950), co¬
mo uma nefrite tubular e também por Lucké (1946) sob a designação de nefrose
do nefron inferior, designação essa que Amorim e Mello (1952-54) preferiram
substituir pela denominação de Nefrose do Nefron intermediário, repousando prin¬
cipalmente na nomenclatura mais frequente para designar o setor lesado do nefron.
Yorke e Nauss (1911-12) conseguiram produzir a hemoglobinúria em coe¬
lhos, porém somente quando êstes eram conservados, previamente, em uma dieta
sêca, privada de vegetais verdes, antes da injeção de uma solução de hemoglobina.
Baker e Dodds (1925) elaboraram um método para a preparação de soluções,
concentradas de hemoglobina que injetavam por via endovenosa em coelhos, con¬
cluindo que haveria a necessidade de dois fatores para a precipitação de hemo¬
globina: primeiro, uma reação ácida que converta o pigmento cm metahemoglo-
bina e possivelmente “in tarn to acid hematin”; segundo, a presença de certa por¬
centagem de sais inorgânicos. Se o pH da urina fôr acima de 6, a hemoglobina
é excretada sob a forma de oxyhemoglobina, tornando-se a urina de côr vermelha,
não resultando efeitos maléficos. Se a reação da urina tiver pH abaixo de 6 e-
houver uma concentração suficiente de cloreto de sódio (cêrca de 1%), preci¬
pitar-se-á um pigmento marron nos tubulos. A hemoglobina passa através da
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cápsula de Bowman, no transudato diluído. Quando êste alcança os lubulos, en¬
tão a reabsorção e a concentração tomam parte, juntamente com um aumento
da acidez da urina. Concluindo, sugerem para o tratamento de tais estados, a
produção de uma diurese alcalina.
Yuile, Gold e Hinds (1945), no trabalho já citado acima não conseguiram
confirmar os resultados de Baker e Dodds (1925), como também os resultados
de Degowin, Osterhagen e Andersch (1937) (injeção de eritrócitos), Bywaters
e Stead (1946) (injeção de miohemoglobina), Anderson, Morrison e Williams
(1942) (injeção de hematina) e Bing (1943-44) (metahemoglobina) naquilo que
diz respeito à obrigatoriedade de acidez da urina na obtenção da hemoglobinúria.
Êles concluem que a hemoglobina pura é precipitada com dificuldade, “if at aW\
no rim normal. Segue-se daí, logicamente que a “hemoglobinemia per se is in
all probability not the basic factor in the production of renal lesion seen in the
clinicai States under consideration” . Êles referem também de que “as lesões tu¬
bulares associadas encontradas nestas lesões foram diversamente atribuidas a efei¬
tos dos pigmentos precipitados, a distúrbios anafiláticos, espasmo de vasos renais,
e à ação nefrotóxica de substâncias exógenas e endógenas” .
Yuile, Gold e Hinds (1945) injetaram a hemoglobina em coelhos com urina
ácida ou alcalina, porém cujos tubulos renais haviam sido, prèviamente lesados em
grau moderado, ou por pinçamento do pedículo renal, durante menos de 1 hora,
ou pela administração de um veneno químico específico do túbulo urinífero, o
tartrato de sódio. Obtiveram, regularmente a formação de cilindros de hemoglo¬
bina, nos animais com urina ácida, assemelhando-se às lesões obtidas com aque¬
las do “rim de transfusão” (“transfusion kidney”). Concluem que a precipita¬
ção, nos túbulos renais não é, primàriamente, dependente da acidez ou da alcali¬
nidade da urina, “nem da quantidade de hemoglobina circulante”, mas de algu¬
ma anomalia funcional dos nefrons individuais. Tais alterações não seriam etio-
lògicamente, específicas, como bem o demonstram os resultados finais (“ end re¬
sidis”) semelhantes, obtidos com agentes tão diversos como a isquemia, completa
ou transitória, ou um veneno químico tendo uma ajinidadc particular para os
túbulos contornados do rim {“a chemical poison having a particular affinity for
the convoluted tubules of the kidney”). O veneno químico específico (“ specific
chemical poison”) empregado foi o tartrato de sódio.
Extremamente interessantes são, nêsse sentido, também as observações de
Meessen (1952) sôbre a nefrosc pelo urânio (“ Uranephrose ”) que obteve após
a injeção subcutânea em coelhos com 1 ml de solução de urânio a 2%, aplicada
duas vêzes. 48 horas depois da última injeção, ou 5 dias após o início da ex¬
periência, o rim aparece macroscopicamente vermelho e tumefeito. Os glome-
rulos estão intatos. As alterações mais intensas se encontram, nos canalículos, ao
nível do limite córtico-medular. A parte inicial do segmento principal fica pou¬
pada. Porém, notável foi a observação de Meessen de que nas coelhas prenhes,
a ação do urânio se fazia sentir até no rim do feto e nêsse também, os glomerulos
e os canalículos proximais eram absolutamente intatos. Meessen designou essa ne-
frose de nefrose necrotisante, porém quando a lesão não é muito grave, pode se
dar uma restituição marcante por regeneração. A sua localização, na zona limi-
tante córtico-medular, leva a concluir por uma “eigenartiger elektiver Schadigung
bestimmlcr Abschnitte des einzelnen Ncphrons”, que Meessen relaciona de um
lado com a circulação renal, pois no féto só os grandes glomerulos justamedulares
são irrigados e em seus túbulos é que foi notada a alteração e de outro lado êle
relaciona com a estrutura fina dêsses segmentos e com a sua função. Afirma
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VENENO CROTÁLICO
ainda que outros pesquisadores obtiveram com o nitrato de urânio, em oposição
às suas observações, uma lesão igualmente dos glomérulos, isto é, uma glomerulo-
nefrose com lesão em foco das alças.
Lalich (1954) obteve, no coelho uma nefrose hemoglobinúrica, por injeção
de metahcmoglobina combinada com uma dieta alcalina de fosfato de sódio, por¬
tanto em animais com alcali nuria. Conclui que “fatores associados podem ser
de maior significação na produção da nefrose hemoglobinúrica do que a hemoglo-
binemia per se”. Entre êsses fatores menciona: lesão tubular antecedente, inje¬
ções de histamina ou de arsina, inanição, restrição de água e outros. Porém na
sua macrofotografia B, notam-se dois volumosos infartos anêmicos do rim que
não são referidos e nem tampouco interpretados no texto.
Material e método
O nosso objetivo principal consistiu em reproduzir um quadro de nefrose
hemoglobinúrica que representasse o mais de perto possível o quadro da nefrose
humana, tal como foi descrito por Amorim e Mello (1952-54). Em pesquisas
anteriores, já havíamos observado que nos envenenamentos superagudos com gran¬
des doses de veneno, ràpidamente letais, dificilmente se observavam as lesões na
autopsia. Procuramos nestas experiências utilizar altas doses de veneno, porém
subletais, permitindo assim, uma certa duração dos animais, e reproduzindo, si
possível a duração característica dessa síndrome, no homem. Como foi estabe¬
lecido por Bywaters e Dible (1942) e por Ogilvie (1951) a duração dos casos
humanos era de 3 a 7 dias. Igualmente, Amorim e Mello (1952-54), em casos
de picados humanos por cascavel encontraram a mesma sobrevida de 3 a 7 dias
após a picada pela serpente. Assim, em nossas experiências, partimos de uma
dose suposta conveniente para conseguir condições semelhantes, no cão.
Por outro lado, como nos casos humanos de envenenamento, em geral, se
intervem com o tratamento pelo sôro, contendo antiveneno, um grupo de cães
recebeu também posteriormente, doses de antiveneno, em quantidade em geral
suficiente para neutralizar o veneno inoculado.
Na coleta da urina, não utilizamos sondas para evitar que qualquer ação
traumática pudesse provocar o aparecimento de hemacias, na urina. Com o fim
de ser conseguida a colheita total da urina eliminada, construimos um tipo de
gaiola especial com um fundo móvel, em forma de funil achatado por baixo de
um piso de tela. O fundo possuia um orifício central pelo qual a urina caia
ou era recolhida em um vaso de vidro, protegido por uma fina tela que im¬
pedia a passagem de fezes e de resíduos alimentares. Uma parte da urina era
centrifugada, fazendo-se a pesquisa de hemácias, no sedimento. A outra parte era
filtrada em papel de filtro comum e utilizada para a pesquisa de hemoglobina pelo
método de Lepehne (1919) com benzidina. Quando o exame não era feito logo,
a urina era conservada em baixa temperatura.
A reação de benzidina era feita segundo a técnica descrita em Hawk, Oser
e Summerson (1953), seguindo o teste de confirmação por ser mais delicado e
sensível. Tomavamos 10 ml de urina acidulada ligeiramente com ácido acético;
depois era feita a extração da hemoglobina livre com 5 ml de éter sulfúrico, em
um funil separador após agitação. Como sabemos, o ácido transforma a hemo¬
globina em globina e em hematina, sendo esta última solúvel em éter. O éter era
então colocado em uma cápsula de porcelana e em seguida, evaporado até secar,
em banho-maria. Ao resíduo, adicionavam-se algumas gôtas de água distilada,
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uma gôta de solução saturada de benzidina em ácido acético glacial e uma gôta
de água oxigenada a 3%. A reação é positiva quando aparece uma coloração
que varia do verde ao azul escuro, conforme a sua intensidade.
Os orgãos, logo depois da autopsia dos cães eram fixados em Bouin, Zenker,
Helly, Carnoy e Formol a 10%. Os cortes histológicos eram feitos em congela¬
ção e após a inclusão em parafina. Foram os seguintes os métodos empregados
para a coloração dos cortes histológicos: Hematoxilina-Eosina, Mallory-Masson,
Van Gieson, Weigert para fibras elásticas. A reação de benzidina em cortes his¬
tológicos era feita pelo método de Lepehne, segundo a técnica descrita por Rou-
let (1948) e Romeis (1936). Entre outros corantes, empregamos ainda a he-
matoxilina férrica de Weigert e o Sudan III. Finalmente, nos casos necessários,
para se afastar com mais segurança a possibilidade de alguma dúvida com a glo-
merulonefrite, foi feita a reação da oxidase em cortes por congelação, segundo o
método de Gráff (Roulet, 1948).
Foram constituídos dois grupos de cães; o grupo I foi inoculado só com ve¬
neno crotálico e o grupo II, além de ser inoculado com veneno crotálico, foi tra¬
tado com antiveneno.
No primeiro grupo, empregamos cães adultos, cujo pêso corporal variou de
6 a 14 quilos, sendo 7 machos e 1 fêmea. Foi utilizado veneno sêco de casca¬
vel (C. d. terrificus), na quantidade de 0,5 a 2,0 mg por quilo de pêso corpo¬
ral. A atividade do veneno crotálico empregado foi de 1 a 2 microgramas, dose
mínima mortal para pombos de 250 a 320 grs de pêso corporal. O veneno sêco
uma vez pesado era prèviamente dissolvido em solução fisiológica na proporção
de 0,5 a 1,0 ml por quilo de pêso corporal, sendo administrado por injeção sub¬
cutânea. Todos os animais receberam uma única injeção subcutânea, com a
exceção dos cães n.° 9 e n.° 10 que foram injetados 3 vêzes (quadro 1), sendo 2
vêzes com 0,5 mg e 1 vez com 1.0 mg de veneno sêco por quilo de pêso corporal.
No segundo grupo, empregamos 7 cães machos cujo pêso corporal variou
de 7 a 13 quilos. A quantidade de veneno crotálico sêco foi de 0,5 mg a 2,0 mg
por quilo de pêso corporal. O veneno sêco foi antes dissolvido, em solução fi¬
siológica, na proporção de 1 ml a 2 ml por quilo de pêso corporal. Foi adminis¬
trado o veneno por uma única vez por injeção subcutânea com a exceção do cão
n.° 14 que recebeu 2 injeções de 1,5 mg de veneno sêco por quilo de pêso cor¬
poral. A capacidade de neutralização do antiveneno variou para 1 ml de sôro
de 0,5 mg a 2,0 mg de veneno sêco de cascavel, in vitro. O antiveneno foi ad¬
ministrado de um mínimo de 2 horas (cães n.° 12 e n.° 13) até um máximo de
24 horas e meia (cães n.° 7 e n.° 8) depois da inoculação do veneno.
Resultados
Os animais dos dois grupos, logo depois da intoxicação apresentaram, ptia-
Iisrno intenso, incoordenação dos movimentos, apatia, mostrando-se frequentemente
cambaleantes. Havia midríase acentuada e tremores musculares. A prostração,
em alguns era marcada, chegando no fim a uma paralisia intensa, não se man¬
tendo mais em pé, ficando sempre em decúbito lateral. No início, a respiração
era torácica, depois se tornava mista e finalmente só abdominal, com intensa ta-
quipnéa.
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VENENO CROTALICO
No início da experiência, a urina cra de aspecto normal, amarelo citrino, de¬
pois passava a vermelho, marron esverdeado ou vermelho-castanho, sendo positiva
à reação de benzidina. Tornava-se depois clara quando o animal se recuperava,
dando então a prova de benzidina negativa. A tonalidade marron esverdeada da
urina, vermelha castanha ou simplesmente vermelha escura, coincidia pois com a
presença de hemoglobina livre, havendo somente duas exceções que embora ti¬
vessem aspecto normal deram uma reação de benzidina com intensidade fraca.
Várias vezes foi observado um aspecto oleoso da urina que correspondia a um
conteúdo hemoglobinúrico positivo. As tonalidades da côr da urina acima enu¬
meradas não estão em relação com a presença de hemácias, porquanto a pesquisa
destas foi sempre negativa no sedimento urinário e também ao exame histológico,
no interior dos tubulos uriníferos, isto é, a pré-urina, tanto glomerular como pré-
tubular.
Os residtados do grupo I estão expostos no quadro n.° 1, onde podem ser vis¬
tos em detalhe. A duração da observação dos 8 cães injetados com veneno de
cascavel foi de um mínimo de 7 horas (cão n.° 3) a um máximo de 9 dias e 4
horas (cão n.° 9). Seis animais morreram pelo envenenamento crotálico e o
cão n.° 9 foi sacrificado com éter anestésico. 0 animal n.° 6 recuperou-se com¬
pletamente, não tendo sido autopsiado, tendo contudo apresentado uma reação
de Lepehne positiva. Houve anúria em um caso que foi o cão n.° 5. A oligúria
apresentou-se em 3 animais (cães n.°s 1, 3 e 4). Não houve caso de hematúria,
sendo a pesquisa de hemácias sempre negativa, no sedimento urinário. Por outro
lado, dos 8 animais do grupo I, injetado com veneno, 7 cães apresentaram ou a
hemoglobinúria evidenciada pela reação de Lepehne ou a presença de cilindros de
hemoglobina ou de seus derivados, no interior dos tubulos uriníferos ao exame
histopatológico. A presença de cilindros de hemoglobina, no interior dos tubulos
uriníferos, em cortes histológicos de rim, foi positivada em 5 animais (n. os 1, 2, 3,
9 e 10). A hemoglobinúria foi positivada pela reação de benzidina, segundo
Lepehne em 6 cães (n. os 1, 2, 4, 6, 9 e 10) de um total de 8 animais do grupo 1.
É interessante notar que o cão n.° 6, nove horas depois da inoculação de veneno,
apresentava uma reação de benzidina positiva que ainda foi positiva 22 horas
depois da inoculação. Após o 4.° dia, o cão n." 6 melhorou consideravelmente,
com a sua recuperação completa, tornando-se então negativa a reação de benzidina.
Os resultados do grupo II que foi injetado com veneno de cascavel e depois,
tratado com antiveneno crotálico, encontram-se em detalhe no quadro n.° 2. Os
cães n. os 7, 8 e 13 foram tratados uma vez com antiveneno crotálico e os cães
n. os 11, 12 e 15 foram tratados 2 vêzes. Finalmenle o cão n.° 14 recebeu 3 in¬
jeções subcutâneas de antiveneno crotálico depois da inoculação do veneno.
A duração da observação dos animais do grupo II foi de um mínimo de
8 horas (cão n.° 11) até um máximo de 8 dias e 7 horas (cão n.° 14) depois da
primeira inoculação de veneno. 3 animais morreram pelo envenenamento (11,
13 e 15). Os cães n. os 7, 8 e 14 foram sacrificados com éter anestésico. Não
foi encontrada anúria nos cães do grupo II. Houve oligúria em dois casos (7 e
11). A hematúria não foi encontrada, nos animais do grupo II, tendo sido sem¬
pre negativa a pesquisa de hemácias, no sedimento urinário. Entretanto a rea¬
ção de benzidina segundo Lepehne foi positiva em seis animais de um total de
7 cães do grupo II. Os cães 11 e 13 além da hemoglobinúria, apresentaram ci¬
lindros de hemoglobina no interior dos tubulos uriníferos, em cortes histológicos
de rim ao exame microscópico. No cão n.° 12, a reação de benzidina foi posi-
.tiva seis horas depois da injeção de veneno, mostrando-se ainda positiva no 2." dia
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144 LESÕES RENAIS INDUZIDAS EXPERIMENTALMENTE NO CAO PELO
VENENO CROTALICO
depois do tratamento com antiveneno. A reação de Lepehne permaneceu positiva
até o 5.° dia, tornando-se negativa, no 6.° dia. 0 cão n.° 12, melhorou conside¬
ravelmente, não tendo sido autopsiado.
A — Exame macroscópico
Foi realizado o estudo anatomopatológico de 13 cães autopsiados, sendo 7
do total de 8 animais do grupo I injetado com veneno e 6 cães de um total de 7
animais do grupo II, tratado com veneno e depois com antiveneno. Apresentamos,
ao mesmo tempo, os resultados dos exames anatomopatológicos dos dois grupos
pelo fato dos resultados serem análogos.
Macroscopicamente, os nossos achados confirmam de modo geral, as obser¬
vações feitas antes por outros autores, sôbre a ausência de alterações dignas de
nota nos orgãos em geral, em contraste com as produzidas com veneno bolrópico
(Schõtller, 1951 e Amorim, Mello e Saliha, 1951). Entretanto, devemos notar
que em tôdas as experiências foi notada uma côr vermelha escura do rim, exce¬
tuando-se no cão n.° 15, no qual se notou uma côr castanha clara.
Além disso, em 8 animais foi expressamente marcada uma diferença de co¬
loração vermelha entre a zona cortical e a medular, sendo mais escura na cortical
e rosa palida ou vermelha clara na medular em 8 casos (cães n. os 1, 2, 3, 4 e 5 do
grupo I e 7, 8, 11 do grupo II) em um total de 13 autopsias.
B — - Exame histopatológico
Faremos adiante uma descrição do conjunto dos casos, salientando apenas
aquêles em que certos detalhes ou lesões se apresentam com maior intensidade ou
de um modo mais característico.
Na maioria dos casos, houve hiperemia, ora discreta, ora hem intensa (1,
2 e 5 do grupo I e 11 e 13 do grupo II), para o lado p'rincipalmente da zona
Iimitante do rim e também dos glomérulos e capilares da zona labiríntica do córtex.
Pequenas hemorragias da zona intermediária, foram notadas somente nos cães 1
do grupo I e 13 do grupo II. Na cavidade da cápsula de Bowman e no lume
dos tubulos contornados, havia na maioria dos casos, conteúdo albuminoso simples.
Os duetos contornados de l. a ordem ou proximais, apresentavam freqüêntemente
inchação turva nítida. A degeneração hidrópica dêsses tubulos a qu.al Bell (1950)
chamou particularmente a atenção foi observada em 3 animais (n. us 2, 5 e 9 do
grupo I). A degeneração vacuolar foi particularmente ihtensa no cão n.° 15
do grupo II, onde atingia os aspectos idênticos descritos pelo autor acima men¬
cionado, porém, nêsse caso, a degeneração vacuolar existia exclusivamente na
zona Iimitante do rim e nas pirâmides de Ferrein; além disso, não havia hemo-
globinúria e nem cilindros de haeme, nos cortes histológicos, tendo sido a du¬
ração da experiência de 9 horas. Nos cães n. ,)s 2 e 9 do grupo I, havia uma
degeneração vacuolar evidente, nas partes retas do nefron.
Nos segmentos ascendentes da alça de Henle, notamos frcqiientemcntc a ne¬
crose e o desaparecimento das células da parede, com pienose nuclear.
No cão n.° 9 do grupo I, havia além de forte inchação turva dos tubulos
contornados, intensa vacuolização das células, principalmente das partes ascen¬
dentes das alças de Henle, com a formação de finos vacuolos, em vários trechos.
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Igualmente no cão n.° 13 do grupo II, nas partes ascendentes das alças
de Henle e nos tubulos contornados de 2. a ordem (nefron intermediário), as cé¬
lulas mostravam degeneração vacuolar pela H. E. e gordurosa, nos preparados
pelo Escarlate R, como se pode vêr na figura n.° 5, em corte transversal da zona
limitante do rim. As células apresentavam cariolise e picnose nuclear, estando
desaparecidas em vários trechos. Outras células estão fortemente tumefeitas com
o núcleo em cariorrexis. Nítida degeneração granulo-hialina, principalmente nos
tubos retos da zona limitante e nos tubos contornados de 2. a ordem, em pleno
córtex com vacuolização e desintegração das células, cujos contornos então desa¬
parecem ou por vêzes se fundem com os cilindros granulosos contidos, no inte¬
rior do lume.
As células da parte ascendente e descendente dos tubulos se mostram tume¬
feitas e degeneradas ao máximo, na zona limitante “ houndary zone”.
No cão n.° 14 do grupo II, na zona limitante e no início da medular, em cer¬
tos trechos esparsos, nota-se a luz dos tubulos com intensa descamação celular de
mistura com típicas plasmacelulas. As plasmacelulas se vêm também, no tecido
intersticial em tôrno do tubulo, formando pequenas áreas de inflamação focal
peritubular, reacional.
O animal n.° 15 do grupo II, mostrou nítida hiperemia do córtex e da zona
intermediária, sendo a mesma discreta nos glomérulos. Havia uma intensa pie-
lite, não se observando fócos de nefrite intersticial crônica. Notou-se uma forte
degeneração hidrópica, formando ilhotas ou porções disseminadas pela zona li¬
mitante e em partes do córtex. A sua localização, às vêzes, é típica, nas pirâ¬
mides de Ferrein. As células, nêsses túhulos apresentam-se tumefeitas e forte-
mente vacuolizadas. Em cortes por congelação e corados pelo Escarlate R, nota-se
que se trata de típica degeneração gordurosa, atingindo por assim dizer, quase que
eletivamente, os tubulos retos da pirâmide de Ferrein ou Pars radiata do córtex
e algumas partes da zona limitante ou justamedular do córtex. É notável assi¬
nalar que nêste caso, os tubulos de primeira ordem apresentavam somente a in¬
chação turva, não havendo nêsses tubulos nem a degeneração vacuolar e nem a
esteatose. Havia ausência de cilindros de hemoglobina, no interior dos tubulos,
apresentando vários dêles, um conteúdo albuminoso.
Em relação aos cilindros de hemoglobina em cortes histológicos, pudemos pre¬
cisar a sua presença com a estrutura típica, em quantidade relativamente abun¬
dante, facilmente identificável, mormente em 4 cães (1 e 10 do grupo I e 11 c
13 do grupo II) e menos intensa em 3 casos (2, 3 e 9 do grupo I). Dêsse modo,
os cilindros de hemoglobina foram encontrados em cortes histológicos apenas em
7 casos de um total de 13 cães autopsiados, não significando que não tivessem
apresentado uma simples hemoglobinúria.
Os cilindros de hemoglobina sempre se encontravam, nas partes retilíneas do
nefron ou nos segmentos das alças de Henle e nos tubos contornados de segunda
ordem. Em maior número, ou mais fáceis de serem identificados, eram vistos
na zona limitante e justamedular do córtex, bem como na zona medular; em
menor número e mais difíceis de serem pesquisados, em pleno córtex, na zona
labiríntica e nas proximidades dos glomérulos.
Entretanto, em um dos animais autopsiados (cão n.° 13 do grupo II), os
cilindros de hemoglobina eram facilmente visíveis, mesmo em todo o córtex, desde
o Córtex corticis, sob a cápsula, como bem o demonstram as microfotografias.
Isso é visto, especialmente nos cortes histológicos preparados pelo método de
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VENENO CROTALICO
Mallory-Masson, onde os cilindros de hemoglobina atraem a atenção pela sua
côr vermelha viva que os distingue da côr pálida ou ligeiramente azulada do sim¬
ples conteúdo albuminoso, ou dos cilindros hialinos comuns que estão presentes
em vários casos.
Pudemos verificar que a hemoglobinúria foi positiva em 12 casos (1, 2, 4,
6, 9 e 10 do grupo I e 7, 8, 11, 12, 13 e 14 do grupo II) de um total de 15 cães.
Porém, no momento da autopsia, só 7 animais apresentaram hemoglobinúria (1, 2,
4, 9 e 10 do grupo 1 e 11 e 13 do grupo II), pois dois cães que estavam com he¬
moglobinúria, durante a observação, não foram autopsiados por se terem recupe¬
rado ao fim da experiência (cão n.° 6 do grupo 1 e n.° 12 do grupo II).
Em três cães (7, 8 e 14 do grupo II), na ocasião da autopsia, a reação da
benzidina era negativa, pois êsses animais já tinham se recuperado, no fim da
experiência. Mas mesmo assim, foram aproveitados para pesquisa, sendo autop¬
siados após anestesia pelo éter.
No cão n.° 11 do grupo II, houve aparentemente um resultado paradoxal,
porquanto, nos cortes histológicos os cilindros de hemoglobina eram muito nume¬
rosos, na zona limitante e eram menos numerosos na zona medular, e bem menos
frequentes, na zona cortical. Apesar disso, a hemoglobinúria foi muito pouco
intensa. Talvez êsse fato, nêsse particular possa ser explicado pela maior reten¬
ção de cilindros de hemoglobina nos túbulos.
Em seis animais (cães n. 0B 1, 2, 3, 9 e 10 do grupo I e 11 e 13 do grupo II),
quando havia a presença de cilindros de hemoglobina, nos cortes histológicos ao
exame microscópico, também havia hemoglobinúria, com uma única exceção (cão
n.° 3 do grupo I).
Não foram encontrados glóbulos vermelhos, na urina ou no interior dos
túbulos uriníferos ou na cavidade da cápsula de Bowman. Dêsse modo, não houve
hematúria nos animais dos dois grupos investigados por nós, mas somente hemo¬
globinúria.
C — Resumo das lesões
As lesões histológicas do rim obtidas experimentalmente, nos dois grupos são
idênticas e assim podem ser resumidas:
1) Ausência de lesões glomerulares, por vêzes apenas conteúdo albuminoso, na
cavidade da cápsula de Bowman;
2) Ausência de isquemia no córtex, havendo por vêzes ligeira hiperemia, prin¬
cipalmente da zona labiríntica do rim, e mais acentuada nos vasos retos da
zona limitante do rim;
3) Ausência de lesões importantes dos túbulos contornados principais que mos¬
travam apenas, por vêzes, degeneração vacuolar, inchação turva, conteúdo al¬
buminoso no lume;
4) Presença de cilindros pigmentados de derivados de hemoglobina, principal¬
mente nos tubos ascendentes da alça de Henle e tubos contornados distais
(isto é, em todos os segmentos do nefron, classicamente designados como o
segmento intermediário de Schweigger-Scidel) e nos tubos coletores da zona
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radiada do córtex e da zona medular. Em alguns casos, os cilindros de he¬
moglobina ou de seus derivados podem ser encontrados desde o Córtex corticis
sob a cápsula até a papila renal;
5) No segmento intermediário do túbulo urinífero, isto é, parte ascendente da
alça de Henle e do túbulo contornado distai ou de segunda ordem, as lesões
eram mais acentuadas, havendo não só inchação turva degeneração vacuolar
e gordurosa, como também lesões nucleares (pienose e cariorrexis), termi¬
nando com o desaparecimento por necrobiose e descamação das células em lar¬
gos trechos desses segmentos do nefron. Nesses trechos, os cilindros de he¬
moglobina se apresentam em contacto com a Lâmina própria ou com o es-
troma conetivo do rim. Êste fato foi observado, constantemente, já em pleno
córtex no ponto em que o segmento intermediário, voltando das irradiações
da medular ou pirâmides de Ferrein se aproxima ou se justapõe aos glomé-
rulos;
6) Todavia, as lesões mais intensas e numerosas se verificam na chamada zona
limitante do rim, na passagem das partes retilíneas do túbulo para a zona
medidar, como foi assinalado classicamente na síndrome do nefron distai por
vários autores, entre os quais Bywaters e Dible (1942), Ogilvie (1951) e por
Amorim e Mello (1952-54) no homem afetando portanto, principalmente, as
partes ascendentes da alça de Henle, isto é, o chamado segmento interme¬
diário do nefron;
7) Em alguns animais, nota-se a presença de pequenos focos inflamatórios rea-
cionais ou secundários, constituídos ora por granulócitos neutrófilos, ora por
plasmacélulas, em tôrno de túbulos cujas células haviam desaparecido, em
contato com os cilindros de hemoglobina. Não chegamos a observar, porém,
em nossos casos, nenhuma vez, a proliferação histiocitária de aspecto granulo-
matóide notada no homem por Amorim e Mello (1952-54), nem as lesões
de esclerose ou tromboses venosas citadas por Ogilvie (1951), Bywaters e
Dible (1942).
Discussão e considerações gerais
Flavio da Fonseca (1949) diz em seu livro, embora sem especificar a va¬
riedade de envenenamento a que se refere, que a albuminúria e a anúria seriam
consecutivas à glomerulonefrites. Tal fato pode ser verdadeiro, nos casos em que
se trate de envenenamento botrópico, se nos basearmos, nas observações de Mac
Clure (1935-1946). Porém não é o caso, quando se trata de envenenamento
crotálico, pois as nossas verificações experimentais demonstram que o mecanismo
patogênico da albuminúria e da anúria deve depender com mais probabilidade de
fenômenos degenerativos puros do parenquima renal. Na intoxicação por veneno
crotálico, não encontramos sinais de glomerulonefrite, tanto no cão, como no
homem (Amorim e Mello, 1952-54).
Nunca notamos a presença de cilindros típicos de hemoglobina, nos túbulos
contornados de primeira ordem. Em relação à localização típica dos cilindros de
hemoglobina, nos túbulos contornados de segunda ordem (segmento intermediá¬
rio), o caso do cão n.° 13 (grupo II), é particularmente demonstrativo, indican¬
do tal localização e não deixando qualquer dúvida sôbre a sua presença no Córtex
corticis, bem sob a cápsula renal, como é visto nas ilustrações. Não somente a
estrutura das células dos túbulos, como também a sua colocação extrema provam
de modo irrefutável não se tratar do tubo coletor de Bellini, duvida que poderia
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VENENO CROTÁLICO
Fig. 1 — Por baixo da cápsula renal, ve-se em grande aumento um cilindro de hemoglobi-
nia, metade hialino, metade granuloso com a conhecida estrutura tipica dos cilindros de
hemoglobina. Nota-se o epitelio de revestimento cubico baixo em quase tôda extensão
da parede do segmento intermediário que contém o cilindro de hemoglobina em seu interior.
Cão n.° 13. Fixação pelo Formol. Coloração pelo método de Mallory-Masson.
Microfotografia x 420.
Fig. 2 — Cilindro granuloso de hemoglobina em grande aumento visto no interior de um
tubulo contornado de segunda ordem, cujas células estão com inchação turva com alguns
núcleos em picnose. Ao lado esquerdo, vê-se um túbulo contornado proximal. Cão n.° 13.
Fixação pelo Formol. Coloração pela Hematoxilina e Eosina. Microfotografia x 420.
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Fig. 3 — Sob a cápsula aparecem dois cilindros de hemoglobina, finamente granulosos,
no interior de segmentos contornados de segunda ordem, cujo epitélio de revestimento
baixo é visível no túbulo do centro. Túbulos contornados proximais com degeneração
hidrópica microvacuolar. Notar a diferença em contraste com os eritrócitos dos capilares
visinhos. Cão n.° 13. Fixação pelo Formol. Coloração pelo Mallory-Masson.
Microfotografia X 386.
Fig. 4 — Volumoso cilindro granuloso de hemoglobina em partes da alça de Henle.
Corte longitudinal, passando pela zona limitante do rim. O epitelio cúbico baixo da parede
•do túbulo ainda se encontra relativamente bem conservado. Cão n.° 13. Fixação pelo
Formol. Coloração pela Hematoxilina e Eosina. Microfotografia x 420.
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LESÕES RENAIS INDUZIDAS EXPERIMENTALMENTE NO CAO PELO
VENENO CROTALICO
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Fig. 5 — Corte transversa]
da zona limitante do rim,
mostrando três cortes da
parte ascendente da alça
de Henle com os lumes
vasios, revestidos por epi-
telio baixo achatado. No¬
tar as diferenças com al¬
guns capilares sangüíneos
menores, irregulares, visí¬
veis na figura. Em cima,
um corte da parte ascen¬
dente da alça de Henle,
contendo em seu interior,
partes de um cilindro
granuloso de hemoglobina.
Cão n.° 13. Fixação pelo
Formol. Coloração pelo
Escarlate R. Mierofotogra-
fia x 420.
Fig. G — Zona medular
do rim, mostrando peque¬
nos focos de infiltração in¬
flamatória de caráter
exsudativo agudo por gra-
nulocitos neutrófilos. Cão
n.° 9. Fixação pelo líquido
de Bouin. Coloração pela
Hematoxilina e Eosina.
Microfotografia x 380.
Fig. 7 Zona medular do
rim, próxima da zona 11-
mitante, mostrando vários
focos inflamatórios, cons¬
tituídos principalmente por
linfócitos e plasmacelulas,
próximos de alguns lóbu¬
los em parte cheios de
células descamadas. Cão
n.° 14. Fixação pelo For¬
mol. Coloração pela He¬
matoxilina e Eosina. Mi¬
crofotografia x 200.
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surgir ao interpretar essas lesões na zona limitante do rim (* í boundary zone”).
Ora, em tal posição extrema do córtex, não se encontram, como é sabido, partes
do tubo coletor de Bellini. Êsse fato dá maior apoio à interpretação de que as ima¬
gens idênticas vistas nos túbulos da zona limitante do córtex sejam realmente re¬
ferentes à parte ascendente do segmento intermediário, nada tendo que vêr com
o tubo coletor.
Não constatamos a presença de hemácias no interior de qualquer segmento
do nefron. Êsse fato viria provar que a reação da benzidina quando positiva é
causada pela hemoglobinúria existente e não por uma possível hematúria, ob¬
jeção que poderia surgir. Em realidade, o que existe é uma hemoglobinúria pura,
não havendo indício algum de hematúria, como pode ser visto nos resultados dos
exames anatomopatológicos e nos dados dos quadros sinóticos.
Verificamos em nossas experiências um fato de sumo interêsse sôhre a capa¬
cidade de recuperação do tecido renal. Existiria um paralelismo entre a recupe¬
ração fisiológica e a recuperação histológica do parenquima renal. Quando há
melhora clínica do animal, haveria também uma concordância com a diminuição
e o desaparecimento dos cilindros de hemoglobina aos cortes histológicos do rim.
Mas quando sucede o contrário, como ocorreu no cão n.° 13 (grupo II) que apre¬
sentou uma hemoglobinúria intensíssima, desde o l.° dia até a morte, os cilindros
de hemoglobina se tornam mais numerosos, com um quadro histopalológico de ne-
írose mais rico em cilindros de hemoglobina nos cortes histológicos. Assim é
muito interessante notar que Rosenfeld (1963-68) demonstrou a metahemoglobi-
núria em casos clínicos de pessoas picadas por cascavel. Observou que a meta-
hemoglobinúria se tornava cada vez mais intensa com o agravamento do estado*
dos pacientes, aparecendo depois a oligúria e em um grau extremo sobrevindo a
anúria.
Não pudemos observar em nossas experiências, os graves fenômenos de pro-
trusão dos cilindros de hemoglobina para fora dos túbulos uriníferos, como foi
tão bem descrito por Ogilvie (1951), quando chegam a lesar a parede das veias
proximais, causando tromboses. Entretanto, como bem o demonstram algumas
das nossas figuras, vários trechos onde as células de revestimento dos túbulos de¬
sapareceram, os cilindros de hemoglobina chegam realmente a aflorar e a entrar
em contato com a membrana basal do túbulo urinífero, como foi descrito por
Ogilvie.
Hadler e 0. Vital Brazil (1966) fizeram o estudo histopatológico do rim de
cães tratados com crotoxina, não empregando o veneno crotálico sêco, como nós.
Referem não ter encontrado as mesmas lesões. Contudo, citam Rodrigues Lima
(1966) que em casos humanos de picados por cascavel salienta a presença de
lesões degenerativas nos túbulos proximais, mas não deixa de acentuar a existên¬
cia de lesões necróticas muito mais graves no “segmento distai”, o que portanto
não vem senão confirmar os nossos achados. Êsses fatos seriam mais uma de¬
monstração das diferenças de ação da crotoxina e do veneno crotálico.
Em nossas investigações experimentais, não pudemos reproduzir no cão, as
lesões renais descritas por Amorim e Mello (1952-54), no homem, no qual encon¬
traram um processo inflamatório reacional, secundário, intenso. Somente dois
cães, n.° 9 do grupo I e o n.° 14 do grupo II, apresentaram fenômenos discretos
de inflamação reacional, caracterizado, no primeiro por pequenos aglomerados de
granulocitos neutrófilos e no segundo, por plasmacélulas, em tôrno dos túbulos uri-
níferos da zona limitante. No cão, a ausência de um processo reacional secundário
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LESÕES RENAIS INDUZIDAS EXPERIMENTALMENTE NO CAO PELO
VENENO CROTALICO
talvez possa ser explicada pela duração menor da sobrevida do animal, reforçando
dêsse modo a conclusão sôbre a natureza “sintomática” ou reacional, secundária
dêsse processo inflamatório, na realidade post-nejrótico. Êsse fato constituiria
uma demonstração experimental da tese defendida por Amorim e Mello (1952-54),
como também do conceito primordial e básico de inflamação sintomática, emitido
por Spielmeyer (1922).
Resumo
Foi obtida em cães, com relativa constância uma nefrose do tipo da nefrose
hemoglobinúrica (Mallory, 1947) também denominada como, nefrose do nefron in¬
termediário (Amorim e Mello, 1952-54, Raab e Kaiser, 1966), reproduzindo-se
experimentalmente essa síndrome, tanto sob o ponto de vista clínico, como tam¬
bém histopatológico.
No envenenamento crotálico experimental, no cão, existe uma hemoglobinúria
relativamente constante. Nunca encontramos hematúria, pelo menos no cão. Não
existem hemácias na urina, como também, no interior dos túbulos renais e na ca¬
vidade da cápsula de Bowman, Assim, é acentuado o fato da presença de hemo¬
globina livre, na urina, e a ausência da eritrocitose. A duração da observação
variou de 7 horas até 9 dias e quatro horas.
As lesões histopatológicas se superpõem exatamente àquelas, prèviamente
descritas no homem (Amorim e Mello, 1952-54), caracterizadas por lesões degene¬
rativas necrobióticas do chamado segmento “intermediário” do nefron, isto é a
parte ascendente da alça de Henle e o túbulo contornado de segunda ordem e
também pela presença de cilindros de hemoglobina no lume do mesmo, dando
uma reação de Lepehne positiva.
0 veneno crotálico vem fornecer um meio fácil para induzir a nefrose do
nefron intermediário cuja reprodução foi julgada difícil por vários investigado¬
res (Yuile, Gold e Hinds, 1945), sendo necessários sempre dois fatores lesionais
coadjuvantes simultâneos.
As pesquisas feitas permitem a conclusão de que o veneno crotálico por si só
deve induzir não só a ação hemolítica necessária, como também uma “ação nefro-
tóxica”, preenchendo assim a qualidade de efeito simultâneo reconhecida, como
indispensável (Yorke e Nauss, 1911-12, Baker e Dodds, 1925) para a indução
da nefrose hemoglobinúrica experimental.
SüMMARY
Hemoglobinuric nephrosis (Mallory, 1947) also designatcd as nephrosis of
the intermediate nephron (Amorim and Mello, 1952-54), was obtained in dogs with
relatíve constancy, this syndrome having been reproduced experimentally both
from the clinicai as well as from the histopathological point of view.
The presence of free hemoglobin in the urine is stressed, which until now
has not been deseribed in literature on either human or experimental crotalic
poisoning, as well as the absence of erythrocytosis in the urine. The duration
of the observation varied from 7 hours to 9 days and 4 hours. The histopatho¬
logical lesions superpose themselves upon those deseribed in man (Amorim e
Mello, 1952-54) characterized by degenerative necrobiotic lesions of the segment
of the nephron denominated as “Intermediate” and by the presence of hemoglobin
casts in its lumen, producing a positive Lepehne test.
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Crotalic venom (C. d. terrificus) provides an easy way to induce nephrosis
of the intermediate nephron whose experimental reproduction was considered
difficult by various authors (Yuile, Gold and Hinds, 1945) since there always
existed the necessity of two simultaneous lesionai factors.
These investigations permit the conclusion that crotalic venom (C. d. terrificus),
besides inducing a hemolytic action also possesses a “nephrotoxic action” thus
fulfilling the condition of duality of effects already to be indispensable (Yorke and
Nauss, 1911-12 and Baker and Dodds, 1925) to the induction of experimental
hemoglobinuric nephrosis.
Agradecimentos ■— Consignamos, aqui os nossos melhores agradecimentos à
Sra. Vera Mondim Weizz, técnica do Instituto Butantan pelo grande auxilio
prestado, tanto na parte técnica, como na parte dactilográfica do trabalho; ao
Sr. A. Seixas, fotomicrógrafo do Instituto Butantan pela cópia de filmes e pelas
ampliações dos mesmos; a Srta. Dolores Alvarez do Departamento de Anatomia
Patológica da Escola Paulista de Medicina pela complementação de técnicas es¬
peciais, entre outras, a reação da oxídase.
À Sra. Lucília Maia Amorim pela colaboração continua e inestimável, na
redação e na revisão do texto e à Sra. Charlotte Franco de Mello pelas numero¬
sas traduções e versões feitas.
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Mem. Inst. Butantan, JESUS CARLOS MACHADO I^Q
34:159-164, 1969.
INCIDÊNCIA E COMPROMETIMENTO CARDÍACO PELA GÔTA ÚRICA EM
CROTALUS D. TERRIFICUS
JESUS CARLOS MACHADO
Laboratório de Anatomia Patológica, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Ao iniciarmos êste relato julgamos oportuno transcrever as palavras de Appleby
e Siller, 1960 (1) ; “apesar da Gôta Úrica ser familiar aos patologistas que es¬
tudam tais animais — no caso os répteis — as publicações sôbre ela são poucas
e superficiais”.
A Gôta Úrica deve-se à deposição patológica de sais de ácido úrico (biuratos
de sódio) em diversos locais do organismo animal. No homem, segundo Willis (11),
Gierke (5) e Collins (4) são comprometidos pela ordem: cartilagem articular, mem¬
brana sinovial, tecidos peri-articulares, cartilagem da orelha, rim, fígado e pericár¬
dio. No que diz respeito ao miocárdio e endocárdio, encontramos referido no traba¬
lho de Lichtenstein, Scott e Sevin (7) à respeito de 11 necroscopias, que é ex¬
tremamente raro não sendo mesmo notado em seus casos. Bunin e McEwen (3)
descreveram por sua vez, deposição de uratos comprometendo a valva posterior da
válvula mitral com prolongamento, pelo endocárdio e miocárdio, atingindo 4 cm
de comprimento por 0,5 cm de diâmetro. Pund e colaboradores (8), revendo a
literatura, encontraram somente 11 casos de comprometimento cardíaco publicados.
No caso publicado, o nódulo gotoso encontrava-se na base da válvula mitral ao
longo da artéria coronária circunflexa esquerda.
Nos animais, a Gôta Úrica é também relativamente freqiiente, principalmente
nas aves e répteis, quando em cativeiro. Appleby e Siller (1), relatam 9 casos de
Gôta Úrica em répteis. Siller (9) em extenso e minucioso trabalho descreve-a nas
aves. demonstrando, que a deposição dos uratos se processa nos mesmos locais que
no homem. Quanto ao coração, relata que o seu diagnóstico pode ser feito mais
precocemente, pois a deposição forma inicialmente, delicadas estrias brancas tanto
no epicárdio como na gordura da região coronariana. Com o aumento da depo¬
sição, os uratos aparecem na parte visceral do pericárdio e comprometem o espaço
pericárdico sob a forma de material branco semi-fluído. No miocárdio, a deposição
apresenta-se de forma radial sem inflamação secundária ao derredor, nada relatan¬
do quanto ao endocárdio. Collins (4), analisa as diferenças metabólicas existen¬
tes entre as diferentes espécies animais e afirma: os porcos apresentam afecção se¬
melhante à Gôta Úrica, somente que, os depósitos não são de urato, mas, sim, de
guanina por não possuirem êstes animais, uma enzima — a guanase.
Belluomini e Hoge (2), isoladamente e, posteriormente com Soerensen e co¬
laboradores (10), relataram, no Instituto Butantan, a presença de Gôta Úrica em
Recebido para publicação em 13 de setembro de 1966.
], | SciELO
1CA INCIDÊNdA E COMPROMETIMENTO CARDÍACO PELA GÔTA ÜRICA
J - uu EM CROTALUS D. TERRIFICUS
Crotalus d. terrificus mantidas em cativeiro. Mostraram que cêrca de 46% das 89
serpentes que morreram nos meses quentes de janeiro, fevereiro e março de 1965,
apresentavam sinais dessa afecção e, sugeriram que a alta mortalidade talvez, se
devesse à Gôta Úrica. Pessoalmente, H. Belluomini nos informou que em grande
percentagem dos casos as deposições encontradas, por si só, não justificariam a
morte. Daí, supusemos que deveriam existir outras lesões de verificação macros¬
cópica mais difícil, em órgãos nobres, que pudessem explicar a “causa mortis” de
bom número de serpentes. Assim, solicitamos e obtivemos dos Drs. H. Belluomini
e R. Franco de Mello corações de Crotalus d. terríficas mortas espontâneamente no
cativeiro com ou sem sinais evidentes de Gôta Úrica com a finalidade de estudá-las
e verificar: existência, incidência e localização de possíveis depósitos de uratos.
Material e Métodos
Nosso material constou de 30 corações de Crotalus d. terrificus que morreram
espontaneamente nos serpentários do Instituto Butantan, nos meses de janeiro a
março de 1965. Depois de serem estudados macroscopicamente, foram os cora¬
ções cortados ao meio no sentido do maior eixo, fixados em formol e montados em
blocos de parafina com a preocupação de colocar na superfície do mesmo, as vál¬
vulas cardíacas para serem cortadas e estudadas histològicamente. Êsses estudos
foram feitos em preparações histológicas coradas pela Hematoxilina e Eosina.
Resultados
Macroscopicamente, como era de se esperar, a lesão mais fàcilmente diagnos-
ticável foi a pericárdica pela perda precoce de transparência quando da deposição
dos uratos. Isso ocorreu em 9 dos 30 casos. Em 7 outros, o diagnóstico somente
poude ser efetuado pelo exame microscópico devido a pouca intensidade da deposi¬
ção. Entre êsses, havia 3 nos quais somente o endocárdio valvular estava compro¬
metido; 2 outros, nos quais, estavam comprometidos o miocárdio e endocárdio e,
finalmente, os 2 restantes, nos quais as lesões endocárdicas eram leves. Os cora¬
ções em 16 dos 30 casos estavam comprometidos, ou seja, 53,3%.
Discussão e Conclusões
Observamos que o coração apresentou isoladamente, comprometimento pela Gôta
Úrica, superior àquele verificado por B. Soerensen e outros (10) em necroscopias
completas de serpentes, ou seja, 53,3% para 46%. Tal diferença, a nosso ver,
corresponde aos casos nos quais o diagnóstico só é possível através do estudo micros¬
cópico dos órgãos. Ainda, é de se assinalar, o alto grau de comprometimento dos
endocárdios parietal e valvular em 30% dos casos, ao contrário do observado em
outras espécies animais, como por exemplo, o homem e aves.
O elevado comprometimento cardíaco, representado por vêzes pela acentuada
deposição dos uratos entre os folhetos pericárdicos e por vêzes pelas lesões valvu-
lares que acarreta, justifica, a nosso ver, grande número de óbitos.
Queremos também assinalar que o gânglio simpático cardíaco localiza-se no
Crotalus d. terrificus em lugar onde a deposição dos sais de urato é de modo geral
intensa e, que não possuem os mesmos uma cápsula protetora. As células simpá-
1, | SciELO
Mem. Inst. Butantan,
34 : 159 - 164 , 1969 .
JESUS CARLOS MACHADO
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Fig. 1 — Válvula endocárdica de Crotalus d. terrificus,
apresentando deposição de uratos de sódio — ácido úrico —-
constituindo verdadeiro Tôfo Gotoso intravalvular. Mode¬
rada reação redondo celular em derredor e, início de de¬
posição de elementos corpusculares sanguineos na super¬
fície endotelial.
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Mem. Inst. Butantan,
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JESUS CARLOS MACHADO
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TABELA IV
Autor
Ano
Animal
Localização
Pagenstecher + (1)
1863/64
Alligator-Sclerops
Articulação e músculos
Liebig (1) .
1849
Alligator-Sclerops
Músculo
Fox (1) .
1925
Squamate
Membrana serosa
Osman Hill (1) .
1954/55
Aves; Répteis
Articulações, rins e vísceras
Hamerton (1) .
1932/33/39
Teguexin (3)
Crocodilo
Appleby e Siller (1) ..
1960
Répteis
Articulações, fígado, rim e
pericárdio
Soerensen e outros (10)
1962
Crotalus d. terrificus
Rim, fígado, serosas, pericár¬
dio, adventícia grandes
vasos.
Resumo
Foi feito estudo sôbre a incidência e localização do comprometimento cardíaco
pela Gôta Úrica em Crotalus d. terrificus que morreram espontâneamente em ser¬
pentários do Instituto Butantan. Essa afecção foi encontrada em 53,3'% dos casos
(16 em 30 corações), assinalando que o estudo microscópico concorre para o en¬
contro de maior número de casos. É demonstrado que a lesão do endocárdio, é es¬
pecialmente significativa e superior mesmo do que em outras espécies animais.
Conclue-se que as lesões cardíacas, aliadas ao fato de que os gânglios simpáticos
cardíacos não são protegidos por verdadeira cápsula facilitando a ocorrência de
lesões pela deposição compressiva dos uratos nas suas proximidades podem justifi¬
car grande número de mortes nessas serpentes.
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FERES SALIBA e JESUS CARLOS MACHADO
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34:165-170, 1969.
COMPROMETIMENTO DOS VASOS NUTRIDORES DA AORTA EM DOIS
CASOS DE RUPTURA ESPONTÂNEA DESSA ARTÉRIA EM
EQÜINOS SÔRO-PRODUTORES * v
FERES SALIBA e JESUS CARLOS MACHADO
Laboratório de Anatomia Patológica, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
A ruptura espontânea da aorta, conhecida desde Bostroem (1) 1888, tem sido
relatada tanto na espécie humana (10) como em outras espécies animais (7, 9,
11 e 13).
Inicialmente era considerada idiopática, mas os exames dos sucessivos casos
humanos descritos permitiram o encontro de lesões degenerativas da parede da
aorta (6, 8) ligada a diversos processos patológicos e principalmente a hiperten¬
são do sangue dentro dos vasos, a causas degenerativas e metabólicas e a lesões
inflamatórias. Experimentalmente (4), conseguiu-se produzir tais lesões no coelho
através de colapso ortostático.
Outros autores (2, 14) buscaram interpretar as lesões da musculatura e das
fibras elásticas da aorta, como resultado de deficiências de irrigação, devido a
lesões degenerativas ou mesmo acomodativas dos “vasa vasorum”. Estas foram
atribuídas, ora a processos arterioescleróticos (13), ora a hipertensão arterial pri¬
mária ou secundária (2, 12) e a lesões renais como a produzida pela nefrite glo-
merular crônica (4).
Nos animais, os casos descritos são por vêzes considerados idiopáticos (9) ou
resultantes de lesões do aparelho elástico muscular da média aorta (7, 11, 13).
Êste trabalho demonstra que, ao lado das lesões da média muscular existem,
nos casos aqui relatados — dois equinos — alterações dos vasos nutridores da aorta
semelhantes àquelas verificadas em processos hipertensivos do homem e que certa-
mente são os responsáveis pela ruptura da referida artéria.
Material e Métodos
O primeiro caso diz respeito a eqiiino feminino, 20 anos de idade que há dez
meses vinha sendo utilizado no trabalho de preparo de sôro anti-crotálico. Tra¬
tava-se de animal indócil que na hora da sangria debateu-se com violência vindo
a falecer subitamente. O exame cadavérico revelou anemia aguda por ruptura linear
* Trabalho realizado com o auxílio do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
Recebido para publicação em 25 de fevereiro de 1966.
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COMPROMETIMENTO DOS VASOS NUTRIDORES DA AORTA EM DOIS CASOS DE
RUPTURA ESPONTÂNEA DESSA ARTÉRIA EM EQÜINOS SORO-PRODUTORES
da aorta, perpendicular ao seu grande eixo, com extensão dc 6 cm, localizada a
1,5 cm acima das válvulas sigmóidcs aórticas e acima da saída dos vasos coronaria-
nos. 0 coração apresentou hipertrofia do miocárdio.
0 segundo caso concerne a eqiiino masculino, dez anos de idade, do serviço
de produção de sôro anti-diftérico. A aorta revelou ruptura localizada a 1 cm aci¬
ma das válvulas sigmóides e abaixo da emergência das coronárias.
Tal ruptura apresentava forma de um Y alongado, perpendicular ao grande
eixo da aorta, com 5 cm de comprimento no seu braço maior e como no caso an¬
terior, o miocárdio apresentava-se hipertrofiado.
Foi colhido material ao nível das rupturas e feitos cortes histológicos em con¬
gelação e parafina, corados pelos métodos de Hematoxilina-eosina, Sudan III, Weigert
para fibras elásticas, Van Gieson e Tricrômico de Masson.
Resultados
0 exame histo-patológico revelou na aorta áreas de degeneração das fibras
musculares e elásticas, substituídas, ora por zonas edemaciadas de coloração baso-
fílica, ora por zonas densas eosinofílicas hialinas, formando no primeiro aspecto, ver¬
dadeiros lagos. No sub-endotélio havia presença discreta de material lipoídico sem
contudo assumir aspecto ateromatoso.
0 estudo microscópico dos vasos nutridores da aorta revelou nas arteríolas
(tabela) hiperplasia e hialinização da íntima (figs. 1 a 4), hipertrofia acentuada
da média muscular (figs. 5, 7) chegando a obliterar completamenle o lume vascular
(fig. 6) e elastose (fig. 8) não havendo deposição de lipóides nas arteríolas.
PRESENÇA E INTENSIDADE DOS COMPONENTES LESIONAIS DOS VASOS DA
ADVENTÍCIA E DA
PAREDE DA
AORTA
N.°
caso
Hipertrofia
muscular
Hialinização
Hiperplasia
Elastose
Lipoidose
1
2
+ +
+ +
+
+
+
+
+
+
negativo
negativo
Discussão
As lesões arteriolarcs dos vasos nutridores da aorta humana, inicialmente admi¬
tidos por Wiesel (14), foram descritas por Tyson (13) como proliferação da íntima
associada à trombose e discreto grau inflamatório. Ashworth e Hayncs (2) des¬
crevem a hipertrofia da muscular dos mesmos vasos. Amromim, Schlichter e
Solway (3) assinalam que ao lado da hipertrofia da média ocorre também a elas¬
tose. Pasqualucci (12) relata cm uma série de casos, comprovadamente hipertensi-
vos, a presença de Iipoidose e necrose, por vêzes com granuloma peri-arteriolar de
Fahr, assinalando a importância dessas lesões no processo patogenético da ruptura,
por isquemia e consequente degeneração das camadas muscular e elástica da aorta.
Nos animais, autores como Hirsch (9), não descrevem lesões na parede da
aorta, considerando as rupturas como espontâneas, aceitando como explicação, sim-
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Fig. 1 — Hialinização da parede de uma arteríola próxima à adventícia da aorta. H.E.
Fig. 2 — Hialinização da parede de uma arteríola da adventícia da aorta. H.E.
Fig. 3 — Arteríola da espessura da aorta apresentando necrose da parede por perda de
estrutura e diminuição de núcleos, com outros apresentando sinais degenerativos. H.E.
Fig. 4 — Espessamento da íntima por edema do sub-endotélio com diminuição do lume
vascular. H.E.
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1R8 COMPROMETIMENTO DOS VASOS NUTRIDORES DA AORTA EM DOIS CASOS DE
RUPTURA ESPONTÂNEA DESSA ARTÉRIA EM EQUINOS SORO-PRODUTORES
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iéns
Fig. 5 — Arteriola cia adventícia da aorta com espessamento c hialinização das paredes
musculares da média. H.E.
Fig. 6 — Espessamento da intima com quase total obliteração do lume vascular. H.E.
Fig. 7 — Hipertrofia da média de uma arteriola da parede da aorta próxima da adven¬
tícia. H.E.
Fig. 8 — Hiperpiasla e espessamento das fibras elásticas da intima. Elastose. Weigert-Van
Gleson para fibras elásticas.
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34 : 165 - 170 , 1969 .
FERES SALIBA e JESUS CARLOS MACHADO
169
pies variações anatômicas dos diversos segmentos da mesma. Siller (13) e Mar-
cato (11), encontraram alterações do sistema músculo-elástico da aorta, assinalan¬
do o primeiro que essas são primordiais no processo da ruptura. Guarda (7), ao
apresentar um caso de ruptura da aorta em lebre, afirma que as lesões da média
lembram a degeneração mucoidecística da aorta humana e associa o caso à periaor-
tite prolifcrativa que descreveu. Não houve preocupação, por parte dêsses auto¬
res, pelo estudo dos vasos nutridores.
Neste trabalho êles foram estudados a fim de verificar quais as lesões presen¬
tes e seu possível papel patogenélico.
As lesões acomodativas e degenerativas encontradas indicam que os animais
eram hipertensos e justificam a isquemia da parede da aorta e sua conseqiiente
degeneração e ruptura. Nos dois casos não havia lipoidose nessas arteríolas, já
que nos mamíferos domésticos ela é muito discreta ou inexiste em tais processos.
A impossibilidade de verificar nos dois equinos, lesões arteriolares e parenqui-
matosas em outros órgãos, tais como os rins, pâncreas, intestino e retina, não per¬
mitiram precisar se a hipertensão era primária ou secundária.
0 calibre da aorta e de seus vasos nutridores dos eqüinos facilita o estudo
das lesões em ambos. Trata-se, portanto, de material inestimável para a elucida¬
ção da patogênese dêsse processo.
Resumo
São descritos dois casos de ruptura espontânea da aorta em dois eqüinos sôro-
produtores e estudam-se, com especial atenção, as lesões dos vasos nutridores da
aorta, onde ocorre hipertrofia da musculatura, hialinização e elastose da íntima,
responsáveis por isquemia e lesões degenerativas da parede aórtica e a consequen¬
te ruptura do vaso.
SUMMARY
Two cases of spontaneous rupture of the aorta are described in two serum-
producer horses. The “vasa-vasorum”” lesions were carefully studied, where muscle
band hypertrophy, hialinization and intimai elastosis occur, which are responsible
for ischemia and degenerative processes in the aortic walls and the consecutive
vessel rupture.
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34:171-177, 19G9.
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BLOOD PROTEINIC PICTURE OF THOROUGHBRED HORSES
S. FERRI*; L. F. MARTINS**; M. C. LEITE RIBEIRO** & T. U. WORSMAN*
Laboratory of Hematology, Instituto Butantan, 8. Paulo, Brasil
Devartment of Histology and Embriology, Scliool of Veterinary Medicine, USP
Campello and col. (3) have revised lhe most important bihliographies about
lhe proteinic picture of the blood serum and the several factors which may have
influence on the results.
Patrushev (13) verified that even among Thoroughbred horses there are va-
riations according to the lineage. Individual variations have also been demons-
trated (11, 17).
The oscilation of the contents of proteinic fractions in the serum of lhe equine
is such that Geinitz (7) advises that the normal mean values for the populational
group we are dealing with, should always be estahlished.
Dzialoszynski and Maciejewska (5) investigated the influence of sex. They
could not find any difference for the total proteins between geldings and mares
but, in the geldings, beta globulin apparently shows higher leveis and albumin
exists in greater quantity.
Concerning to serum proteins, Campello (2) did not find different results
for male and female Thoroughbred horses.
According to Stankiewicz and col. (17), the rate of serum proteins is not in-
fluenced by the sex, the same occurring with the gamma globulins, according to
Odebrecht and Branco (12).
There is no objective reference in literature indicating a research work to verify
the influence of the proteinic picture of lhe serum on the performance of lhe animal.
The present study has been planned in order to analyse the influence of sex
on the contents of total serum proteins and the various fractions in Thoroughbred
horses, and the influence of lhe proteinic picture on the competitive capacity of
the animal.
Material and Methods
The material for the present work consisted of blood of 120 Thoroughbred
horses, with ages ranging from 3 to 5 hippie years, submitted to regular physical
exercises and similar regimen and lodged at lhe Jockey Club of São Paulo.
The animais were divided into two groups called “winners” and “loosers”, on
lhe basis of times considered minimum and maximum for 1400 and 1500 meters
* Department of Histology and Embriology of the School of Veterinary Medicine
of the University of São Paulo (Caixa Postal 7064 — São Paulo — Brasil).
** Department of Histology and Embriology of the School of Dentistry at Bauru,
University of São Paulo. ,
Received for publication in october 15, 1968.
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races, light sand; tliose which reached times inferior to lhe minimum vvcre callcd
winners, and loosers lhose wliich wenl beyond the time established as maximum.
The indexes for classification of the animais as winners or loosers were cal-
culatcd according to the rcsnlts obtained for 200 animais placed in lhe l st and
2 nd places and the same number in the two last posts in each of lhe two races
mcntioncd above.
The data were obtained from lhe archives of lhe Comission of Races of the
Jockey Club. As only the result of lhe l Bt placed is cxpressed in “time” and that
from the olhers, in “bodies” in relation to the first, we made a Iransposition from
“bodies” to “time”, employing the photochart which documents lhe races.
In ordcr to verify the validity of lhe adopted criterion, the scores obtained by
the firsts and the lasts were statistically analysed as a preliminar care in the design
of a propcr experimcnt. The comparison betwcen lhe values showed a significant
difference hetween the means of lhe two indexes at the levei of 5% making il
valid to use them in the selection of the animais.
After the 1400 or 1500 meters races, light sand, the time of the l st placed
was determined hy a chronometer and that of the others by the photochart, thus
sclecting the competitors on the basis of pre-established characteristics for the
sampling.
The animais rested for 16 — 20 hours after the racc and lhe blood was tlicn
collected. The horses which we kncw were not successful for adverse reasons,
as for example, indocibility at the start, were rejected.
The blood was collected from the jugular vein in the morning, hefore the
animais had received their meais, and anything that could excite them was avoided.
10 to 15 ml of blood were collected in 18x140 mm test tubes without the use
of anticoagulant, in order to obtain lhe serum for a dosage of total proteins and
electrophoretical analysis.
Total proteins — After coagulation the clot was detached and after retrac-
tion the serum was removed and centrifugated at approximately 1000 r.p.m., for
3 minutes, and then kept frozen in a test tube until the analysis could be done.
The GornaH’s and col. (9) method was used for this dosage. The results
were read through a spectropholometer using a 540 milimicra wave length.
Proteinic fraclions — The eleclrophoretic migration for lhe separation of pro-
teinic fraclions was made on a No. 1 \Vatmann’s filter paper, in a Elphor set,
using acetato veronal huffer with ionic force := 1 and pH 8,6.
0,7 ml of serum was placed at 9 cm from one end of the paper. The intensity
of the current was equal to 2 mA per strip of paper, for 16 hours. The strips were
then dried at 70 — 80"C.
They were devcloped with the use of Schwarlz 10 R starch, after Grassman
and Harniing’s technic, modifyed hy Ferri and col. (6); diaphanization was
obtained vvitli Elphor’s special oil and an “Intergraph” set was used for reading
lhe results.
Statistical analysis — The measures of posilion and variability were calculated
for each group of the experimcnt.
The comparison betwcen winners and loosers, males and females, was accom-
plished through the StudenFs test, after Snedecor (16).
For lhe comparativo analysis of the proteinic fractions, the alphai glohulin
was not taken into consideration, since the values were calculated in percentual
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terms and werc interdependent, lhe last value becoming automatically known, and
llius being lost one degree of freedom.
The rejection levei for lhese comparisons was 5%.
Results
The results obtained are given on tables I, 11. III and IV.
Discussion
Before discussing the results obtained we must point out that, although the
number of fractions in tbe equine serum is variable, we have restrained tbe ana-
lysis to tbe main fractions, according to lhe authors taken into considcration (1, 3,
4, 7, 10, 15), thus achieving a more accurate dosage.
The proteins did not differ significantly between males and females of bolb
cathegories, regarding to lhe total content and also to the fractions.
This confirms some Works (2, 12, 17) and contradicts others (5, 14).
There is a significant differcnce between the two male groups, regarding to
total proteins, beta and gamma globulins, whicb are present at a higher concen-
tration in the loosers. Between the female groups lhe same occurred, but oídy
with the beta fraction.
Data have not been found in literature to make possible a comparative
analysis.
The fact of the total proteins being present at a higher concentration in the
loosers might be accounted for a greater loss of liquid by these animais.
We must still point out that before the blood was collected the animais rested
for a period of time considered sufficient for them to return to their resting
condilion.
The serum proteins are very important, its main function being the maintenance
of blood volume, carrying and mobilizing antibodies, nourishment, transportation
of lipids and other substances, and also mobilization of secreted hormones (8), being
difficult to appraise precisely the real significance of the pointed differences.
The beta globulins are related mainly to the transportation of certain soluble
lipids, with carotenoids and strogens; to the beta-globulins is also related a
specific protein, the siderophilin, which serves for transporting the iron from lhe
intestinal cells to the liver, spleen and bone marrow. Besides, they are related
to a number of proteins which are important for the blood clotting and other
activilies, for example, the prothrombin, inhibitors of thrombin, plasminogen, serum
lipase, vaso-pressor substances, etc. (8).
Further researches should be carried on in order to explain the differences
we met with.
Antibodies, as it is well known, are related to the gamma-globulins. Specu-
lating on lhe possible causes for these being found in a smaller number in the
winners, we might presume that this is due to the fact that the wir.ners are less
challenged by antigenic elements, probably of infectious nature.
Concerning to the females, it is interesting to point out that only the beta
globulin fraction presented a significant difference between winners and loosers,
but there is no available evidcnce to substantiate this verification.
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TABLE III — SERUM PROTEINS IN THOROUGHBRED HORSES
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male; F — female; W = winner; L = looser
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Comparisons were made between winners and loosers for total proteins and
fractions. The results obtained for males and females were grouped, as no diffe-
rence was observed between them.
Tliis analysis made it possible to verify that the total proteins and the beta
globulins differed significantly in the two groups.
Through this fact we perceive that the differences between the male winners
and loosers liave sufficiently influenced the results, regarding to the total proteins.
The same did not occur in regard to the gamma globulins, where the differences
observed before were masked.
StJMMARY
The rates of total serum proteins and its eletrophoretic fractions were
analysed in 120 Thoroughbred horses. The animais were divided into two groups,
"winners” and “loosers”, and comparative studies were made between males
and females, winners and loosers.
The statistical analysis showed:
1 — The male winners have lower rates of total proteins, beta and gamma-
globulins, than the loosers;
2 — The female winners have lower leveis of beta globulins than the loosers;
3 — The male and female winners have lower leveis of total proteins and
beta globulins than the loosers;
4 —- The leveis of total proteins and the other analysed fractions are the
same for males and females, in both groups, winners and loosers.
Ashton, G. C.
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L. F. MARTINS, L. R. ARATANGY
and L. O. MEDEIROS
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RELATIONSHIPS AMONG PERFORMANCE, SEX AND ERYTHROGRAM IN
THOROUGHBRED HORSES *
L. F. MARTINS**; L. R. ARATANGY*** & L. O. MEDEIROS***
Laboratory of Hematology, Instituto Butantan, S. Paulo, Brasil
Various factors of physiologic arul ecologic order have been studied regarding
their influence over the blood piclure of the equines and many works have showed
that alterations of the latter may be the status of health or, on the other hand,
may influence the physical capacity. In spite of these correlations, few investi-
gators were interested in the analysis of the relations between hemogram and the
capacity of the animal.
Palrushev (9) seemed to be the first one to verify that the quickest horses
had higher concentrations of erythrocytes. Later on, there appeared the works
of Brenon (2), Irvine (6) and Steel & Whitlock (14), who attempted to demons-
trate that the good racers have a better blood picture. Regarding to the influen¬
ce of sex over the results of the hematologic tests there are great controversies in
the literature. Van Den Berg (16) did not verify significant differences in the
hemoglobin value and Vaulont (17) noted them for the erythrocytes. McLeod
et al. (8), who analysed the blood picture of lhe Thoroughbred Horses and of the
Arabean Horses under different conditions, established that stallions have the
highest value for the erythrocytes while the barren mares the lowest. Hansen
et al. (5) did not detect differences between the sexes in the various hematologic
tests when comparing weanling animais. Curiously, for Delgado (3) the figures
for the erythrocytes, hemoglobins and packed cell volumes of lhe males exceeded
that of the females in the higher zones, lhe contrary occurring in the lower zones.
Differences in the erythrogram for both sexes were found by Archer (1), Stan-
kiewicz et al. (13) and Ferri et al. (4). Santos (11) did not confirm that, ve-
rifying otherwise these differences in the leukogram.
Considering the scarcity of data in the literature on the relationships between
blood picture. and performance, and also the disagreement of the authors on the
influence of sex, this paper was planned in order to study both problems through
the tests used for lhe evaluation of the erythrogram in Thoroughbred Horses.
* This work was supported by grants from Jockey Club de São Paulo and Fun¬
dação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
** From the Departamento de Histologia e Embriologia, Faculdade de Odontolo¬
gia de Bauru, Universidade de São Paulo — Bauru, S.P., Brasil.
*** From the Departamento de Histologia e Embriologia, Faculdade de Medicina
Veterinária, Universidade de São Paulo — São Paulo, Brasil.
Received for publication in October 15, 1968.
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RELATIONSHIPS AMONG PERFORMANCE, SEX AND
ERYTHROGRAM IN THOROUGHBRED HORSES
Material and Methods
The material consisted of blood of 120 Thoroughbred Horses with ages ranging
between 3 and 5 years, submitted to regular exercises and similar regimen and
lodged in Jockey Club of São Paulo. The animais were divided into two groups,
which are called “winners” and “loosers”.
The selection for these groups was based on the times considered minimum
and maximum for the 1,400 and 1,500 meters races, light sand; the ones which
reached times inferior to the minimum index were called winners and the ones
which went beyond the time established as maximum, were called loosers.
The indexes for classification of the animais as winners and loosers were
calculated in function of lhe results obtained by 200 animais placed in l 8t and
2 nd places and by the same number placed in the two last posts in each of the
races mentioned above.
The setting of the data was made in the archives of the Jockey Club’s
Commission of Races.
As only the result of the l st placed is expressed in “time’* and the results
of the others, in “bodies” in relation to the first, a transposition of "bodies” in
“time” was made, using the photochart which documents the races.
In order to verify the validity of the adopted criterion the scores obtained
for the firsts and the lasts were previously analysed. The stastistical analysis
which was made for comparing these values, demonstrated a significant difference
between the rnean results at a significance levei of 5%, making valid its employment
in the selection of the animais.
After lhe 1,400 or 1,500 meters races, light sand, the time of the l st placed
was determined by a chronometer and that from the others, by the photochart,
thus selecting the competitors with pre-established characteristics for lhe sampling.
The animais rested for 16-20 hours after the race, and then the blood was
collected, skiping on purpose the horses which we knew had not been succeded
for adverse reasons, like, for example, indocility at the start.
The blood was obtained from the jugular vein in special siliconized flasks,
containing an ethylenediaminetetraacetic acid disodium salt (E.D.T.A., seques-
trene) in a solution of 10% in a proportion of 10 mg of salt to 5 ml of blood
according to indications of Rosenfeld (10), in the morning, before the animais had
received their meais, and avoiding anything that could excite them.
The following tests were carried out: counting of erylhrocytes, determination
of hemoglobin, packed cell volumes and the mean corpuscular hemoglobin con-
centration.
Erythrocyte counting — The blood was mechanically agitated for 2 minutes
and then diluted in the red blood cell pipets, at 1/200 with HayenTs solution.
After 2 minutes of mixing with a Clay-Adams agitator about 1/3 of the liquid
of the pipet was discarted and the counting was made on a Neubauer counting
chamber.
Hemoglobin — It was done with a spectrophotomeler under the forni of cya-
nomethemoglobin, as indicated by King & Wootton (7).
The spectrum of cyanomethemoglobin absorptions of thoroughbred horses blood
was determined from the beginning in order to know the adequate wavelength
for the analysis. The results showed that a wavelength of 540 milimicra should
be used (Figure 1).
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34:179-189, 1969.
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and D. O. MEDEIROS
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FIGURE 1
Abscrption spectrum of cyanomethemoglobin
of thoroughbred horse.
Packed cell volumes — A Wintrobe tube was used to centrifugate the mate¬
rial for 30 minutes at 3,500 r.p.m.
Indexes (M.C.V., M.C.H.C.) were calculated after Wintrobe (18).
Statistical analysis — The distributions of all variables studied in each
group were calculated.
The comparisons between winners and loosers, and between sexes were carried
on through the StudenFs test, after Snedecor (12).
The significance levei adopted for all the tests was that of 5% (Table I).
Kesults
The results are in the following tables. Figures 2 to 5 illustrate the dispersion
of the results obtained for packed cell volumes and erythrocyte or mean corpus¬
cular volume and erythrocytes for the winners and loosers for both sexes.
Discussion
The analysis of the results showed a significant difference in some of the tests
between winners and loosers. A more accurate examination allowed interesting
observations. Thus, it was concluded that in the sample of males, the winners
had a higher number or erythrocytes, nevertheless mean corpuscular volume and
mean corpuscular hemoglobin were significantly lower. Regarding the number
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L. F. MARTINS, L. R. ARATANGY
and L. O. MEDEIROS
183
TABLE III — ERYTHROGRAM
t VALUES FOR THE DIFFERENT CONTRASTS
Tests
Contrasts
Erythro¬
cytes
Hemoglobin
P.C.V.
M.C.V.
M.C.H.
M.C.H.C.
MW
X ML
2.27
1.79
1.80
2.20
2.20
0.46
FW
X FL
0.20
1.44
0.63
0.52
0.89
2.73
MW
X FW
4.86
4.91
6.53
1.42
2.64
2.71
ML
X FL
0.40
3.11
2.50
0.10
0.24
0.90
Crltic value oí t, 5% = 2.00
MW = Male Winners; ML = Male Loosers; FW = Female Winners; FL = Female Loosers.
of erythrocytes, there was a clear dislocation of higher values favoring the winners,
so that the lower numher found was that of 9,4 million of erythrocytes per cubic
milimeter, ranging till 13,1 while in the loosers the range was from 7.2 to 11,7
million.
This fact is illustrated hy Figure 2, which shows distribution of the frequency
in the animais in relation to the mean corpuscular volume and to the number of
erythrocytes.
These observations confirmed the findings of Patrushev (9) and Brenon(2),
who noted that the best animais presented a higher number of erythrocytes.
Nevertheless, the data obtained hy the last author show great variability (in 207
Thoroughbred animais he found values over 10 and under 6,2 million for the
groups of the 10 best, and under 6,2 for the group of the 10 worse, the mean
result being 6,8). It is possible that the equines from which the material was
collected were not similar in conditions to the ones used in this work.
Concerning to hemoglobin, although the difference is not significant between
the male winners and loosers, it was found that the lowest value for the former
were that of 14,06 while for the later it reached 11,62 grams percent. Probably,
it was not feasible to detect any significance between the two groups because
of the great variability among the loosers.
The same considerations can be extended to the packed cell volumes of the
two groups mentioned above, which is shown in figure 3.
The mean corpuscular hemoglobin concentration does not show any tendency
to deviate in the males, in any category. This fact is in disagreement with the
observations of Irvine (6) who without defining the sex, asserted that the best
animais presented erythrocytes with higher saturation of hemoglobin. The same
author, examining the hlood of 30 of the quickest racers among 184 animais,
found much smaller values than the ones here marked for hemoglobin and packed
cell volumes. Besides, the mean value in these with reference to this sample and to
the total group of equine, roughly did not present differences and it must be
pointed out that the data obtained were very low, which seems to indicate that
his sample is not adequate for this kind of study.
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184
RELATIONSHIPS AMONG PERFORMANCE, SEX AND
ERYTHROGRAM IN THOROUGHBRED HORSES
FIGURE 2
Frequency distribution of thoroughbred males, winner and
looser, ln relation to the mean corpuscular volume (M.C.V.)
and the erythrocytes number
ERYTHROCYTES* 10 6 / mm 3
Analysing now the results found íor the females, in respect to the already
commented tests, it was noticed that only the mean corpuscular concentration
shows significant difference with a higher value íor the winners. No explanation
could be suggested for these observations as it did not occur in the males. Con-
cerning the tests in which the results did not differ significantly, the main reason
seems to be that they showed a more compact distribution for the winners, as they
did not reach very high values, mainly in the number or erythrocytes. Figure 4
and 5 show this aspect for the erythrocytes, packed cell volumes and mean
corpuscular volume.
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SciELO Jo
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RELATIONSHIPS AMONG PERFORMANCE, SEX AND
ERYTHROGRAM IN THOROUGHBRED HORSES
FIGURE 4
Frequency distribution o £ thoroughbred females, winner
and looser, in relation to the mean corpuscular volume
(M.C.V.) and the erythrocytes number
60 —
15 —
50 —
45 —
40—
35
T
- 1 - 1 - 1 —
6 10
ERYTHROCYTES x 10 * 6 /mm J
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34:179-189, 1969.
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and L. O. MEDEIROS
187
FIGURE 5
Frequency distribution of thoroughbred íemales, winner
and looser, in relation to the hematocrit and the
erythrocytes number
ERYTHROCYTES» 106/mm 3
Besides, high values are also found among the loosers which leads them to a
greater variability. As the values of erythrocytes present a lower dispersion for
the females in hoth groups, a significance which can he found when the male
and female winners are compared, is not ohserved when dealing with the loosers.
Thus, this fact comes to be an evidence of the tendency to higher values presented
by the male winners, although an indirect one.
These aspects show a need for homogeneous samples for the hematologic
contrasts, hetween sexes, homogeneousness which is much higher in the population
of winners, thus permitting to accept as real a difference found in relation to
the number of erythrocytes and confirming the findings of other authors (1, 8,
13, 17).
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188
RELATIONSHIPS AMONG PERFORMANCE, SEX AND
ERYTHROGRAM IN THOROUGHBRED IIORSES
The hemoglobin is seen significantly higher in the males, liolh winners and
loosers which is in agreement with Stankiewicz et al. (13) but not with the
observation of Archer (1), Santos (11) and Van Den Berg (16).
The packed cell volumes behaved similarly to lhe hemoglobin. which confirms
the findings of Santos (11), while the mean corpuscular volume did not differ
between the two categories.
The differences found eoncerning the mean corpuscular hemoglobin and mean
corpuscular hemoglobin concentration were significant only in relation to the
winners, being smaller in the males. As the hemoglobin values and number of
erythrocytes are used to calculate the mean corpuscular hemoglobin, and the com-
putation of the mean corpuscular hemoglobin concentration is based upon the
hemoglobin and packed cell volumes, their values are not independent and one
could antecipate the results for the mean corpuscular hemoglobin as it was shown
by Archer (1). Concerning the results of lhe mean corpuscular hemoglobin con¬
centration however, the fact can only be attributed to a redistribution of the va-
riables with an increase of variability, since the elements used for ils calculation
differ in sex for both groups.
Summary
The main tests which are used for the evaluation of the red series of the
blood picture were carried out with 120 Thoroughbred Horses. These equines
were divided into two groups considered “winners” and “loosers”. They were
separated according to their sexes and comparisons were made between males and
females and between winners and loosers.
The statistical analysis showed:
1) The male winners have a higher number of erythrocytes, but the mean
corpuscular volume and the mean corpuscular hemoglobin are lower than those
of the loosers.
2) The female winners show a higher mean corpuscular hemoglobin con¬
centration than the loosers.
3) In the group of the winners, the number of erythrocytes, the hemo¬
globin values and packed cell volumes are higher in the males while the mean
corpuscular hemoglobin and the mean corpuscular hemoglobin concentration are
lower than in the females.
4) The male loosers have higher hemoglobin values and packed cell volumes
than the females.
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], | SciELO
Mem. Inst. Butantan,
34:191-207, 1969.
LUCILIA MAIA AMORIM
191
O DESENHO MICROSCÓPICO NA DOCUMENTAÇÃO CIENTIFICA.
NORMAS PARA 0 SEU APRENDIZADO
LUCILIA MAIA AMORIM*
Importância do desenho microscópico nas ciências morfo-biológicas.
sua necessidade.
Pouco valor se dá ainda, entre nós, ao desenho microscópico como documen¬
tação científica para as publicações de livros, atlas, monografias, trabalhos de pes¬
quisas, etc.
Com algumas raras exceções, nem mesmo se começou a reconhecer a neces¬
sidade dêsse gênero tão importante e valioso de documentação científica. Entre¬
tanto, as numerosas publicações estrangeiras, tanto antigas como recentes, de vários
países de cultura tradicional, ilustradas com desenhos microscópicos coloridos e
até em branco e prêto, estão sempre a atestar a necessidade e a importância dêsse
gênero de documentação, não obstante o uso atualmente mais generalizado das
microfotografias, por serem estas mais fáceis de obter.
Citaremos apenas algumas obras em que o valor do desenho como meio de
ilustração se torna evidente. Assim, em analomia patológica, por exemplo, o gran¬
de tratado de Henke e Lubarsch, não só em seus volumes mais antigos, como
ainda em seus últimos volumes editados depois de 1955, sôbre Sistema Nervoso;
o tratado de Anatomia Patológica Geral de Buechner, Roulet e Letterer; o com¬
pêndio de Histopatologia de Borst tão útil e elucidativo nos casos duvidosos de
diagnostico, quase inteiramente ilustrado com desenhos microscópicos; a Patalogia
Morfológica de Ilueck (1944) feita quase exclusivamente com desenhos em bran¬
co e prêto, frequentemente esquematizados; o Atlas du Câncer em 9 fascículos edi¬
tado pela Association Française pour 1’étude du Câncer, inteiramente ilustrado
com desenhos microscópicos coloridos; o Diagnostic da Câncer Genital Chez la
Femme, Raymond Bourg, Claude Compel, Jean Paul Pundel (1954), o Atlas of
Exfoliative Cytology de Papanicolau publicado em 1954, reeditado últimamente
em 1962.
Em histologia normal, são numerosos os livros didáticos que empregam pre¬
ferentemente o desenho microscópico como meio de ilustração. Assim, além do
tratado de Moellcndorf, os compêndios, dêsde os clássicos como Rudolf Krause, G.
Levi, etc., até os mais recentes de Maximow-Bloom, o de Worth-Han (1958) e
Ham e Lesson (1961), e a Histologia Normal de Celestino da Costa que inclue
* Desenhista microscopista do Departamento de Patologia, Cátedra de Anatomia
e Fisiologia Patológicas da Escola Paulista de Medicina (Prof. M. de Freitas
Amorim, ex-cheíe da Secção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan).
Recebido para publicação em 17 de julho de 1968.
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O DESENHO MICROSCÓPICO NA DOCUMENTAÇÃO CIENTIFICA
192
vários desenhos do próprio autor; a histologia de Schumacher e Marienfrid, em
edições atuais, etc. Inúmeras são as obras que deixamos aqui de mencionar para
não nos alongarmos demasiadamente.
Em certos casos, é indiscutível a necessidade dos desenhos microscópicos para
demonstrar detalhes histológicos, somente possíveis de reproduzir a bico de pena
ou a pincel. Uma gôta de gordura por exemplo, em cortes corados pelo Escarlate
R. pode ser muito melhor reproduzida por uma gôta de tinta transparente aplicada
com o pincel. A microfotografia só dá nesse caso, uma imagem opaca e empastada.
A estrutura finíssima dos glóbulos sanguíneos, principalmente as pequenas
diferenças existentes entre os glóbulos imaturos, podem ser admiravelmente imi¬
tadas com o uso de tintas transparentes como o nankin, e a aquarela.
A composição microscópica das estruturas de natureza fibrilar, qualquer que
seja a coloração usada nos preparados, o tecido nervoso impregnado pela prata
como nos métodos de Cajal para a demonstração das neurofibrilas, a coloração
da mielina pelo método de Spielmeyer, a representação da micro e oligodendro-
glia pelos métodos de Hortega e Penfield, que nas microfotografias aparecem mais
grosseiramente, empastadas, podem ser nítidas e perfeitamente imitadas em tôdas
as suas complicadas tramas e minúcias pelo pincel e a bico de pena.
A representação dos diferentes planos, tão necessária para evidenciar os pro¬
longamentos nervosos, a direção das fibras, etc. nunca é tão perfeita em uma mi¬
crofotografia, como em um desenho microscópico. Da mesma forma os detalhes
íntimos das células cancerosas, os distúrbios nucleares, mitoses patológicas e nor¬
mais, a evidenciação até de cromosomas superpostos, etc.
Êstes são apenas alguns dos numerosos exemplos que poderiamos aduzir de¬
monstrando a enorme vantagem e a necessidade dos desenhos microscópicos, de
tão larga aplicação também em tantos outros ramos da ciência, como à Botânica,
Zoologia, Genética, etc.
Um desenho microscópico bem objetivo e perfeito, dá a idéia exata do pre¬
parado. Por isso, é extremamente útil e elucidativo, facilitando o reconhecimen¬
to do tecido e o diagnóstico durante o aprendizado da histologia e da histopa-
tologia. '
Não é esta uma afirmação apaixonada de quem se devotou a êste mister.
Ouçamos a abalizada opinião dos grandes histologistas: Celestino da Costa e
Chaves, que em sua última edição revista e aumentada preceituavam “Como do¬
cumentação científica, exceptuando a microfotografia, que tem suas indicações
especiais, o desenho é a forma de expressão mais completa que possui o micró-
grafo; esta forma de expressão é muito mais objetiva que a verbal ou escrita e
muito mais clara e compreensível. Um bom desenho com uma concisa legenda,
vale uma longa descrição” (Manual de Técnica Histológica, 3. a Edição, 1943).
0 desenho microscópico chamado didático (vide adiante pág. 196) como
auxiliar de aprendizado de histologia e histopatologia, é também preconizado por
muitos, pois auxilia a gravar melhor na memória do aluno as imagens micros¬
cópicas.
Por isso, em alguns cursos de Histologia Normal e Embriologia e em Ana¬
tomia Patológica de nossas Faculdades, a exemplo do que é feito em certas Uni-
vesidades estrangeiras, o desenho mesmo simplesmente feito a lápis de côr é
obrigatório. Assim, M. F. Amorim, na Escola Paulista de Medicina, desde 1943,
exige em seus cursos práticos de Histopatologia o desenho de todos os preparados
demonstrados e emprestados aos alunos em caixas de 100 ou mais lâminas. Êstes
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Mem. Inst. Butantan,
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34:191-207, 1969.
devem apresentar o seu caderno individual, para poderem entrar nos exames prá¬
ticos e finais. Assim procede êsse professor, afirmando: “só desenhando podemos
ver e gravar certos detalhes que nos passariam completamente desapercebidos ao
exame habitual dos preparados a uma simples vista de olhos”. O mesmo faz,
segundo sabemos, o Prof. Nilceu Marques de Castro na cadeira de Histologia e
Embriologia da mesma Escola.
Wolfgang Buecherl ainda últimamente, em seu ótimo livro de Técnica His¬
tológica, atualizado e reeditado em 1962, afirma: “Desenhar ao microscópio educa
o ôlho do observador para o estudo dos detalhes. Só o que foi desenhado, foi
realmente visto”. “Um bom desenho de uma estrutura histológica ou de um
animal nôvo para a ciência, esclarece o leitor mais que a descrição”.
Evidentemente, dadas as dificuldades que se encontram para se chegar a
ser um bom desenhista miscroscopista, principalmente devido à necessidade do
preparo científico prévio, segundo o ramo da ciência em que se venha a traba¬
lhar, poucos são aqueles que, mesmo em países adiantados, se dedicam a êsse
campo tão difícil, ingrato e de regra mal recompensado.
Todavia, nos grandes centros, um desenhista microscopista, é considerado
como um artista extremamente especializado, e recebe da parte dos cientistas um
grande estímulo, pela compreensão e respeito ao seu enorme auxílio nas publica¬
ções, e o alto nível do seu trabalho.
Julgamos importante, por isso, incentivar também entre nós o cultivo desta
arte que vive modestamente escondida na sombra de alguns laboratórios ou fe¬
chada nas estantes de livros e visível apenas para uns poucos que entretanto, lhe
sabem dar o devido valor.
Realmente, não se deve esperar que êsse trabalho, tão altamente especializa¬
do, apareça a vista de todos como tarefa de primeira grandeza. 0 principal é
que se consiga coadjuvar, dando uma pequena colaboração à ciência ainda que
indireta e modesta, embora fiquem ignorados todos os esforços, o preparo prévio
e o idealismo exigidos do desenhista microscopista.
Antes, contudo, de passarmos às técnicas do desenho microscópico vejamos
ainda algumas considerações sôbre suas vantagens e desvantagens em relação à
microfotografia.
0 DESENHO MICROSCÓPICO EM FACE DA FOTOMICROGRAFIA. IMPORTÂNCIA E
LIMITAÇÕES RESPECTIVAS
Por tôdas as dificuldades acima referidas e devido aos progressos da foto-
micrografia, passaram alguns cientistas a usar como ilustração somente esta úl¬
tima, o que entretanto, conforme o caso, poderá dificultar ao estudante ou mesmo
ao pesquizador o trabalho de identificar uma lesão ou um tecido. Todavia,
muitos autores entre os mais esclarecidos, como citamos, continuam, malgrado as
dificuldades, usando também os desenhos microscópicos coloridos em seus traba¬
lhos e obras, embora na maioria dos casos de permeio com microfotografias.
Certamente, em numerosos casos, o uso da fotomicrografia colorida e mes¬
mo em branco e prêto, presta relevantes serviços e é insubstituível, na documen¬
tação científica. Longe de nós pretender diminuir o valor inestimável dêsse tipo
de ilustração.
Todavia, julgamos importante chamar a atenção para a necessidade absoluta
do uso mais frequente dos desenhos microscópicos nas publicações científicas,
principalmente naquelas que têm finalidade mais acentuadamente didática. Além
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O DESENHO MICROSCÓPICO NA DOCUMENTA CA O CIENTIFICA
disso, achamos útil salientar os perigos da má aplicação das microfotografias quan¬
do mal feitas ou mal escolhidas, pois estas não raro reproduzem também os defeitos
e artefatos de técnica acaso existentes em preparados tidos até como perfeitos, além
de acrescentar-lhes muitas vêzes outros, inerentes a própria microfotografia segun¬
do adiante veremos, o que pode levar o estudante a êrros de interpretação, etc.
Nem por outro motivo Wolfgang Buecherl salienta judiciosamente: “Cuidado com
as microfotografias! Para que uma reprodução microfotográfica possa realmen¬
te vir a constituir uma documentação detalhada e correta do que se observa de fato
sob o microscópio, deveriam ser sanados inúmeros inconvenientes”. (Técnica Mi¬
croscópica, pág. 31, 1962).
A principal desvantagem da microfotografia, tanto em branco e prêto como co¬
lorida, é que ela reproduz inexoravelmente os defeitos acaso presentes nos prepa¬
rados microscópicos. Muitas vêzes pode acontecer que êstes não tenham sido no¬
tados ao exame prévio, mas aparecem então na foto de modo a chamar a atenção
e a prejudicar a sua interpretação, para não nos referirmos já a sua beleza e per¬
feição. Outras vêzes, eram quase invisíveis ao exame comum e agora chamam
a atenção, como manchas, bolhas de ar, grãos de poeiras atmosféricas, precipitados,
ou mesmo artefatos de técnica, etc. Nestes casos, quando se é habituado a usar
só a microfotografia, pode acontecer que nos vejamos obrigados a pôr de lado
um preparado precioso e único, insubstituível, só porque no ponto justamente
escolhido para a fotografia, apresenta qualquer dessas imperfeições, mesmo que o
seja em planos diferentes do foco desejado, mas que na microfotografia nos irá
perturbar por aparecer como uma mancha preta ou um defeito indesejável e im¬
possível de ser afastado. Fatos como esse já ocorreram não raramente neste labo¬
ratório e certamente também em outros. Óra, com o desenho podem se apro¬
veitar também tais preparados, quando de reconhecido valor científico, pois
o desenhista não será obrigado nem deverá reproduzir o que não faz parte in¬
tegrante do objeto.
Por outro lado, mesmo independente dêsses senões, também em muitos outros
casos, como é fácil de se constatar ao analisar muitos livros didáticos ou trabalhos
de pesquisa atuais, a microfoto nem sempre é o método ideal para o escopo didá¬
tico, mesmo em se tratando de livros científicos, médicos, etc., pois frequentemen¬
te muitas imagens que se vêm nêsses livros, são difíceis de serem “lidas” ou “in¬
terpretadas”, nada demonstrativas e, portanto, mesmo antididáticas.
Ocorre ainda uma outra desvantagem comumente observada nêste laborató¬
rio e em inúmeros trabalhos atuais. Muitas vêzes aparecem na figura, formando
um fundo artificial à mesma, tonalidades ou manchas que o preparado não con¬
tém. No caso especial das microfotos coloridas, é comum sobrevir uma colora¬
ção de fundo “adicional” que absolutamente não existia no preparado original,
não raro prejudicando enormemente a reprodução fiel do mesmo. Assim um de¬
feito conhecido, por exemplo, por todos aqueles que estão habituados com o tra¬
balho de microfotos em côres, é o fundo demasiado amarelo esverdeado ou azula¬
do que conslitue um inconveniente de certos filmes, além de ser exlrcmamente an¬
ti-estético.
Em conclusão, pois, também a microfotografia tem as suas indicações pre¬
cisas e deve ser bem escolhida para ser útil. Só as microfotos muito perfeitas
claras e nítidas, com rigorosa exposição dos detalhes e de fundo devem ser apro¬
veitadas para publicação, após serem submetidas a rigorosa crítica e seleção artís¬
tica e técnica. Não é só por ser microfoto que pode ser utilizada, pois, quando
má, a ilustração iconográfica de qualquer trabalho, seja ela qual fôr, tanto de¬
senho como fotografia, diminuirá certamente o valor do mesmo, baixando-o a um
nível inferior.
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LUCILIA MAIA AMORIM
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Dada a ausência de cursos de desenho científico entre nós, dedicamos longos
anos a êsse mister em demorado preparo prévio artístico e científico no Brasil, êste
último nos Laboratórios de Anatomia Patológica do Instituto Butantan e Escola
Paulista de Medicina (serviço do Prof. M. de Freitas Amorim). Mais tarde na
Alemanha continuamos êsse estudo, trabalhando primeiramente no Instituto de
Patologia Cerebral de Spielmeyer-Scholtz, em Munich, depois na Universidade
de Freiburg in Breisgau, sob a direção do Prof. Bissier e no Instituto de Patologia
de Aschoff.
Procuramos resumir adiante alguns conselhos práticos ditados pela nossa
experiência, na esperança de que sejam úteis àqueles que tiverem o desejo de se
dedicar ao desenho microscópico.
Preparo prévio para o desenho microscópico. Conhecimentos artísticos e
técnicos. Preparo básico científico.
Como ainda não existem entre nós cursos apropriados especiais para o de¬
senho científico, onde os alunos possam adquirir ao mesmo tempo tanto os conhe¬
cimentos artísticos como o preparo científico, só podemos admitir, evidentemente,
que possa abordar a especialização em desenho microscópico, aquele que já tenha
um bom preparo cultural biológico e artístico prévios.
A prática em desenho e pintura é necessária, pois a firmeza e a segurança
do pincel só se conseguem após longa paciência e treinamento, e sem essa quali¬
dade é inútil tentar o desenho microscópico para ilustrações.
Partindo dêsses princípios, deve-se passar ao preparo científico dentro da es¬
pecialidade em que se vae trabalhar. É necessário que o aluno além de possuir
as bases científicas indispensáveis adquira pelo menos noções gerais sôbre o as¬
sunto a abordar.
Como porta de entrada, julgamos muito importante as noções gerais de his¬
tologia e citologia. Além do aluno adquirir com isto conhecimentos indispensá¬
veis sôbre as diversas estruturas de tecidos e órgãos, aprende a penetrar assim na
intimidade dos mesmos e a educar a visão no microscópio.
No caso da Anatomia Patológica é indispensável que o desenhista esteja fa¬
miliarizado também com a imagem microscópica dos diferentes tecidos e órgãos
normais e patológicos. Para êsse fim deve êle frequentar as aulas de projeção
de lâminas e estudar, tanto quanto possível, as mesmas ao microscópio, com as
respectivas descrições, de modo a “adquirir uma visão, ainda que parcial, de al¬
guns aspectos microscópicos comuns nessa ciência”.
No caso dos ramos mais especializados da ciência, havendo já uma base, os
conhecimentos necessários de histologia e histopatologia serão mais limitados para
o desenhista. Assim se êste vai trabalhar para a patologia do olho por exemplo,
bastam-lhe os conhecimentos mais profundos de histologia e histopatologia ocular
e o mesmo se dará com outras especialidades.
Esses conhecimentos preparatórios acima citados, podem ser adquiridos du¬
rante uma frequência, como ouvinte, às aulas de Histologia Normal e Patológicas
e a aplicação ao microscópio pelo espaço de um ano aproximadamente, enquanto
o aluno exercita, em primeiros ensaios, o desenho das imagens microscópicas, pro¬
curando objetivá-las bem a lápis de côr ou prêto ou mesmo já a nankin ou a
aquarela.
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O DESENHO MICROSCÓPICO NA DOCUMENTAÇÃO CIENTIFICA
0 mesmo seria aplicável a outras especialidades, variando, como disse, a ex¬
tensão dêsses estudos, segundo a sua necessidade.
Somente após êsse preparo, deve o aluno se considerar apto a começar real¬
mente a fazer as primeiras tentativas de realização do desenho microscópico apli¬
cável à ilustração de trabalhos científicos.
OS DIFERENTES TIPOS DE DESENHOS MICROSCÓPICOS
Existem vários tipos de desenho microscópico, conforme a sua finalidade.
1 — O desenho microscópico chamado didático usado no aprendizado de
ciências biológicas, médicas, etc. Tem a finalidade de desenvolver as faculdades
de observação, da memória visual, auxiliando o estudante a reter os caracteres
morfológicos e as suas relações topográficas. Concorre pois com eficiência para
o aprendizado científico.
É geralmente semi-esquemálico. feito a lápis de côr ou mesmo prêto. Deve
reproduzir o mais corretamente possível a estrutura do preparado. Porém, eviden¬
temente não se pode exigir que seja obrigatoriamente perfeito, isto é, representan¬
do ora o relevo, ora a profundidade dos diferentes planos, tais como são vistos ao
microscópio, o que exigiria já muito mais tempo para a sua execução e especial
capacidade artística. Êsses desenhos devem apenas demonstrar que o aluno com¬
preendeu, aprendeu e interpretou a estrutura do objeto estudado, reproduzindo-o
diretamente da natureza. São geralmente feitos a lápis de côr para maior rapidez.
2 — Desenho microscópico para documentação de trabalhos científicos: a
finalidade de um desenho microscópico dêsse gênero é sempre demonstrar um as¬
pecto histológico que possa ser realmente reconhecível. Sua função pode ser
ainda aqui também didática ou apenas comprobatória de achados científicos, o
que aliás não exclue a possibilidade de ser aproveitável também para o ensino.
Assim sendo, pensamos que só se pode conceber um desenho desta espécie,
quando seja a expressão fiel da verdade, o que aqui significa a reprodução exata
do preparado.
Ao desenhista microscopista não é permitida nenhuma fantasia. Os seus
olhos trabalham como uma objetiva fotográfica, facultando-lhe porém, maiores re¬
cursos técnicos, que lhe permitem, como dissemos no início deste trabalho, repro¬
duzir aspectos e detalhes que, ao contrário do que se pensa comumente, muitas
vêzcs não podem ser atingidos pela própria microfotografia.
0 pesquisador exige pois, do seu desenhista, uma grande honestidade cientí¬
fica, não permitindo nunca ao seu pincel, nenhum ligeiro desvio ou interpretação
fantasiosa.
Este é não somente o nosso modo pessoal de interpretar e executar os dese¬
nhos microscópicos para ilustração, como também o de vários outros desenhistas,
como muitos principalmente da escola alemã (vide Freitag na Histologia Patoló¬
gica de Horst. no Tratado de Henke e Lubasch P. Schwartz, L. R. Miiller, Hermann
e vários outros, tanto antigos como modernos).
Existem porém, outros desenhistas como por exemplo Constantin, no Atlas du
Câncer que não copiam exatamente o preparado. Facilitam a sua tarefa represen¬
tando primeiramente a topografia das estruturas principais do mesmo, esquemati-
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zando apenas ligeiramente as estruturas mais finas. Não desenham todos os dife¬
rentes planos e não procuram representar todos os pormenores do preparado,
senão somente aqueles que fazem parte essencial da estrutura a representar. Esta
é uma técnica também muito usada que preenche de um modo geral a sua fina¬
lidade. Mas, a nosso vêr tais desenhos não são perfeitamente elucidativos quan¬
do se trata de bem interpretá-los, sobretudo para os mais inexperientes no assunto
desenhado. Para êstes, julgamos muitíssimo mais útil ou mesmo indispensável
que encontre no desenho a expressão a mais fiel possível do preparado, para que
possam facilmente identificá-lo depois quando do exame microscópico.
3 — O desenho microscópico realmente esquemático : É útil, de mais fácil
execução e deve ser usado somente quando indicado, para finalidades didáticas, a
fim de chamar a atenção sôbre determinados caracteres histológicos.
É geralmente representado por traços a nankin ou mesmo feito a aguada,
com pincel. Tem em vista reproduzir apenas formas e poucos detalhes sempre es¬
quematicamente e não tem nem a finalidade e nem a propriedade de demonstrar
verdadeiramente as estruturas finas do objeto (vide como exemplo Diagnostique
Cytologique du Câncer Genital Chez la Femrne — Raymond Burg, Claude Combel,
Jean Punder — Atlas —- 1954). Também em outros ramos o mesmo se aplica.
Assim na Bacteriologia, o professor Otto Bier em sua Microbiologia — 1961 afirma
ter preferido no que concerne às ilustrações, esquemas e desenhos semi-esquemá-
ticos, gerahnente mais demonstrativos do que fotografias, uma vez que em se
tratando de um livro didático, não houve preocupação de documentar o texto,
mas tão somente de facilitar-lhes a comprensão.
Não deixam entretanto, êstes desenhos, de ser uma “forma de expressão da
verdade” a única aliás, concebível em um desenho de ordem puramente científica.
Regras e normas gerais rara o desenho microscópico
Antes de abordarmos ainda a execução propriamente do desenho, desejamos
abrir um parêntesis para salientar um princípio muito importante do qual não
poderemos nos separar durante tôda a execução do mesmo, isto é: A representação
dos diferentes planos no desenho microscópico a noção do relevo ou profundidade.
Quando examinamos um preparado ao microscópio, movendo o mierométrico,
percebemos diferentes planos que mudam de aspecto conforme o movimento que
imprimimos ao mesmo. Quando porém, focalizamos um determinado ponto ou
plano e conservamos o mierométrico parado, vemos então, não somente êste pri¬
meiro plano focalizado, mas podemos observar também que ele se superpõe a ou¬
tros planos mais profundos, dos quais alguns aparecem mais próximos, ainda com
os seus contornos ligeiramente nítidos, e outros ainda mais profundos e pouco
perceptíveis. A representação dêsses diferentes planos é muito importante e mes¬
mo indispensável à realização de um desenho realmente objetivo, pois só assim
podemos dar a noção do relevo e da profundidade.
O CONHECIMENTO EXATO DO PREPARADO
Ao começarmos um desenho microscópico, antes de mais nada devemos estu¬
dar muito bem o assunto a reproduzir, conhecer a sua estrutura e procurar saber
exatamente qual a sua finalidade, isto é, o que há de mais importante a ressaltar,
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pois embora se trate de um desenho mais objetivo, conforme já salientamos, não
se deve trabalhar só mecanicamente. Os nossos olhos devem trabalhar como uma
objetiva fotográfica, tal a exatidão que devemos observar, porém, sincronizada¬
mente com o nosso raciocínio.
0 campo escolhido deve ser bem estudado sob diversos aumentos a fim de
sabermos qual deles evidencia melhor a nossa finalidade. Depois estuda-se a
topografia que melhor se adapta à forma geral de conjunto que desejamos dar
ao nosso desenho. Esta pode ser um círculo, um retângulo, um quadrado, etc. ou
mesmo ter uma forma irregular, conforme a nossa necessidade ou desejo.
É muito importante escolher o tamanho do desenho de acordo com o au¬
mento usado. Notar que um desenho panorâmico, por exemplo, dificilmente se
enquadra em um campo muito pequeno, pois o nosso pincel não tem o mesmo al¬
cance de uma objetiva de pequeno aumento.
Material
Mesa.
Lâmpada: um abat-jour cuja luz possa ser projetada sobre a prancheta.
Microscópio: sôbre o qual falaremos adiante.
Prancheta: do tamanho aproximado de 40x30 cms.
Papel: o mais indicado é liso, mais opaco do que brilhante e de ótima qua¬
lidade. As marcas “Bristol” e “Cavalinho” são as mais recomendáveis para o
desenho microscópico destinado a ilustração e podem também ser usados para
os desenhos a lápis.
Os lápis pretos devem ser marca Faber n." 1, 2 e 3.
Usam-se para os desenhos a lápis de côr as melhores marcas, e tanto os duros
com ponta bem fina para os detalhes, como os moles para os fundos e traços mais
grossos. É recomendável ter o maior número possível de miances.
Tintas: as melhores para se obter uma hôa transparência são os nankins de
côres e para os preparados corados pela hematoxilina e eosina, os próprios coran¬
tes, quando novos e bons.
As aquarelas transparentes também são usadas. Estas quando acondiciona¬
das em tubos, oferecem a vantagem de conterem tintas puras e livres de mistura
de outras côres. Quando novas e moles, são preferíveis aos tijolos, pois êstes
ficam muitas vêzes impregnados de outra côr levada pelo pincel, o que é quase
inevitável quando se misturam as tintas; todavia, pela sua duração, são muito
usados.
Pincéis: devem ser de pêlo de marta legítimos, mais geralmente de forma
arredondada e ponta fina, de acordo com o fim a que se destina. Os de forma
achatada são raramente usados, devendo ser reservados somente para os fundos,
quando necessários.
Penas: podem ser desde as mais finas até as de ponta comum de escrever,
também aplicáveis em determinados casos.
Borrachas: bem moles e de boa qualidade.
Esfuminhos: de diversos tamanhos.
Palheta de porcelana.
Godets: com várias divisões para serem usados com as tintas líquidas.
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Câmara clara: existem várias e boas e de simples manejo, como por exem¬
plo a Nachet (franceza) a Zeiss (alemã) e outras.
Microscópio : para o desenho se devem usar os microscópios mais aperfei¬
çoados, pois êstes auxiliam mais a evidenciar os detalhes. Para o início, um
microscópico binocular de padrão regular, já presta bons serviços. O aluno deve
se familiarizar bem com o mesmo, procurando adquirir prática em maneja-lo,
mesmo nas suas operações mais simples, como trocar as oculares e objetivas, a
abrir e fechar o diafragma, levantar e abaixar o condensador, acertar a focaliza-
ção e iluminação, usar o macro e o micrométrico, etc.
A prática no manuseio do microscópio, póde, a nosso vêr, ser adquirida pelo
uso diário dêsse aparelho, uma vez que sejam observadas as devidas precauções
recomendadas em todos os laboratórios.
Com relação propriamente ao seu conhecimento mais detalhado, êste é um
assunto que não cabe neste pequeno trabalho, por isso enviamos o leitor acaso in¬
teressado, às muitas descrições dos diferentes tipos e marcas de microscópios exis¬
tentes tanto em livros científicos, como em quase todos os manuais de técnica
microscópica para uso dos laboratórios.
Técnica do desenho microscópico em côres para documentação
O desenho microscópico em côres para documentação propriamente dita é
na realidade um mixto de desenho e pintura, como adiante veremos, e talvez mais
ainda pintura, tais os problemas verdadeiramente pictóricos com que nêle depa¬
ramos.
Pode-se iniciar o seu aprendizado como uma faze preparatória, com os de¬
senhos a lápis de côr. Todavia, o aluno deverá observar rigorosamente tôdas as
recomendações que se seguem, apenas substituindo o pincel, a pena e a tinta, pelos
lápis que devem ser de boa qualidade, uns mais moles para os fundos e outros
mais duros para os detalhes. Usa-se o menos possível a borracha para não ferir
o papel. Êstes desenhos, porém, nunca devem ter o mesmo caráter dos chama¬
dos didáticos, isto é. semi-esquemáticos, pois isso disvirtuaria e viciaria aquele
que se propusesse justamente a reproduzir um preparado. Conforme atrás assi¬
nalamos, o desenho didático é utilíssimo apenas para o aprendizado de histologia,
das ciências biológicas, médicas, etc.
Nós, pessoalmente, aconselhamos iniciar o aprendizado do desenho micros¬
cópico para ilustração já com tinta, pincel e pena.
Em uma mesa estável, coloca-se o microscópio, tendo a prancheta à di¬
reita e um abat-jour cuja luz possa ser projetada sôbre a mesma.
Coloca-se na prancheta, preso por taxas, um pedaço de papel de desenho do
tamanho apropriado. Marca-se ao lado da zona a ser desenhada, o n.° e indi¬
cações do preparado, da ocular, objetiva e a marca do microscópio. Assinala-se
sôbre a lamínula, com tinta de escrever e pena bem fina, o campo escolhido,
fixando-se a lâmina ao microscópio.
Tomaremos para começar um campo inteiro do microscópio, ao contrário de
iniciarmos o aprendizado com uma área mais restrita ou mesmo com uma só
célula como poderia à primeira vista parecer mais fácil e indicado; se por um
lado reproduzir um campo inteiro parece mais complicado, por outro lado essa
técnica nos oferece certas facilidades, como por exemplo, a sua limitação natural
e a possibilidade de encaixá-lo dentro de um círculo igual no papel e dividí-lo em
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diferentes partes, o que nos impede os erros de proporção etc., facilitando tam¬
bém a localização da conformação das figuras principais.
Para o principiante é muito difícil, entre os vaevem dos olhos, do microscó¬
pio para o papel, localizar, sem um limite preestabelecido um determinado trecho
dentro de um campo grande. Só com a prática se consegue êste objetivo.
Antes de iniciarmos o esboço, devemos estudar o campo escolhido em seus
diferentes planos, preferindo aquele que mais evidencia aquilo que é mais impor¬
tante salientar. Uma vez escolhido o plano que vai ser desenhado, não mais se
toca no micrométrico durante o trabalho que se segue para não mudar o plano.
Somente se usará o micrométrico, quando necessário, no decorrer do desenho,
para tirar qualquer dúvida sôhre sombras vistas em planos mais profundos que
podem tanto ser artefatos de técnica que neste caso não devem ser reproduzidos,
como também células ou outros detalhes que se encontram em vários planos. Ês-
tes deverão ser representados, porém, somente como são vistos no plano escolhido;
é necessário, pois, sempre que se mover o micrométrico, tomar o cuidado de reen¬
contrar o plano que está sendo desenhado. Esta observação é muito importan¬
te, pois, um bom desenho jamais poderá ser executado, como já dissemos, íoca-
lizando-se diferentes planos ao mesmo tempo, o que daria uma imagem confusa
e inexata do preparado. É portanto, necessário estar sempre vigilante durante
a execução do desenho, para que o micrométrico não se desloque com qualquer
trepidação, levando o desenhista menos experiente a reproduzir insensivelmente
um plano diferente do primeiro escolhido, ou, pior ainda, reproduzir ora um ora
outro.
As 4 etapas do desenho microscópico
Geralmente executa-se o desenho em quatro etapas, conforme exemplificamos
na fig. 1.
A nossa experiência também nos convenceu da vantagem dêsse método, porém
com pequenas variações. Assim, em muitos casos, adotamos as técnicas de divisão
em 4 etapas, mas do modo que procuramos representar em nosso desenho da fig. 2.
Para o primeiro modelo, desenha-se primeiramente levemente um círculo de
tamanho escolhido que se divide com um leve traço a lápis prêto n.° 3, em 4 par¬
tes iguais. Procura-se fazer o mesmo com linhas imaginárias (não esquecer nun¬
ca estas linhas no decorrer do trabalho) no campo do microscópio. Esta opera¬
ção já por vários autores usada, auxilia bastante a fim de serem conservadas as
mesmas proporções, quando se deseja reproduzir o campo inteiro como é o caso
que tomamos por modelo.
Para começar, tomamos como exemplo um tecido glandular normal (glân¬
dulas gástricas da região pilórica), corado pela hematoxilina e eosina, visto sob
forte aumento (objetiva 40, ocular 10) (Fig. 1). O fundo é constituído por
tecido conetivo intersticial que se vê corado em róseo pela eosina, variando em
nuances, destacando-se os núcleos em azul, corados pela hematoxilina.
Destacam-se os ácinos glandulares como motivo principal, formados pelo epi-
télio glandular constituído por células altas, cilíndricas ou cúbicas, cujo citoplas¬
ma é corado em róseo, ligeiramente hasófilo, percebendo-se levemente as granu¬
lações citoplasmáticas. Os núcleos são de um azul arroxeado e aparecem contor¬
nados por um halo mais escuro, deixando ver em sua estrutura, pequenas granu¬
lações de cromatina.
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Antes ainda de começar o esboço, procura-se objetivar bem a sua topogra¬
fia em relação ao círculo.
1? etapa: com lápis faber n.° 3 de ponta bem fina, marca-se esquematica¬
mente, encaixando dentro das respectivas divisões de círculo, a configuração prin¬
cipal do campo escolhido. Verifica-se depois a sua exatidão, tirando-se o aspecto
mais esquemático, pelo acréscimo de alguns poucos detalhes (vide 1“ etapa, fig. 1).
2. ? etapa: observam-se então muito bem ao microscópio as diferenças de
côres e a escala de valores de intensidade das mesmas. É indicado neste caso,
fazer primeiramente o fundo róseo (com eosina bem diluída em água ou tinta
nankin carmin) do conetivo com suas nuances, respeitando os claros em tôrno
das glândulas e deixando para fazer os núcleos das células em azul. Notar que
se deve sempre partir do mais claro para o mais escuro, somente em certos casos,
os desenhistas mais arrojados fazem o contrário. Nunca se usa de uma vez a
intensidade exata. Procura-se sim a côr exata, porém, sempre mais clara do que
aquela que se vê ao microscópio. É importante aqui não confundir intensidade
da côr com diferença da côr.
Repete-se a operação e se não se consegue a intensidade desejada, usa-se tinta
um pouco mais forte.
Os claros devem ser rigorosamente respeitados.
3. '-' etapa: passa-se agora a trabalhar nas figuras mais salientes, isto é no
caso da nossa lâmina, glândulas, usando-se ainda a mesma técnica do fundo, porém,
com a côr rósea ligeiramente misturada com a azul (a própria hcmatoxilina ou o
azul ultramarino do nankin) para fazer sobressair o citoplasma das células do epi-
télio glandular, podendo-se já, com um pincel bem fino ou pena, assinalar ligei¬
ramente, se necessário, a sua junção, limites e algumas nuances mais delicadas.
Deve-se fazer aqui uma pequena pausa a fim de descansar a vista e prepa¬
rá-la para uma revisão da parte do trabalho já executado.
Concentra-se a atenção na avaliação da intensidade dos tons róseos e seus
contrastes, em confronto com o original, fazendo-se os retoques necessários.
Nesta altura, deve-se começar a assinalar os núcleos dos planos mais pro¬
fundos, primeiro levemente, com pena bem fina, fazendo-se os contornos e enchen¬
do-os com as côres de fundo dos mesmos, ora mais escuros, ora mais claros. Ob¬
serva-se, com cuidado a tonalidade relativa entre fundo dos núcleos feitos a pincel
e as granulações à pena, isto é, notando que os núcleos mais claros, vistos em
planos mais profundos, têm também contornos mais claros, quando êstes são vi¬
síveis.
4“ e última etapa: finalmente, após um exame acurado feito comparativa¬
mente entre o preparado e o desenho, apura-se a avaliação de intensidade dos ro¬
xos, seus grandes e pequenos contrastes e as leves sombras correspondentes aos pla¬
nos mais profundos.
Desenham-se então os núcleos do primeiro plano.
Por último, tomando-se uma pena finíssima, chega-se aos últimos detalhes,
reavivando traços, etc. e assinalando as granulações da cromatina nuclear, etc.
A fig. 2. como dissemos, mostra-nos um exemplo de uma das variações, por
nós adotada em determinados casos, da técnica do desenho em um campo restri¬
to, porém, sempre em 4 etapas.
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Trata -se de um trecho de epitélio respiratório colorido pela hematoxilinaeosina.
Na 1? etapa vemos o esboço a lápis. Na 2? o mesmo esboço, já feito fraca¬
mente a nankin. Apagam-se então bem, com borracha mole, os restos visíveis do
esboço a lápis.
Na 3. ç etapa pintam-se a pincel, levemente, os fundos, isto é, os citoplasmas
e o tecido conetivo com os sombreados correspondentes. Finalmente na 4.® etapa
fazem-se todos os detalhes, tanto dos planos mais profundos, como do primeiro
plano.
Esta é pois apenas uma pequena variação de um desenho mais ou menos do
tipo da fig. 1.
Entretanto, a diversidade dos motivos que se nos apresentam, obrigam-nos a
vários métodos adequados para obter determinados efeitos, conforme a estrutura
dos tecidos que devemos reproduzir. Vide legenda das figs. 3, 4 e 5.
Desenho Panorâmico com fraco aumenta
É recomendável só abordar êsse tipo de desenho, após muita prática. Para
abreviar a sua execução, muitos preferem usar para o esboço a câmara clara.
Após a primeira etapa, de esboço, pode-se, para facilitar, fazer cada secção
isoladamente até as suas últimas etapas, mas sempre obedecendo a mesma ordem
e a mesma técnica, atrás referidas.
Técnica do desenho em branco e prêto
Se o trabalho é em branco e prêto, temos de um lado a facilidade de tratar
com uma só tinta, mas de outro a dificuldade, já por nós mencionada, de necessitar
distinguir bem o valor da intensidade dos tons, não confundindo êste caráter com
as diferenças de côres.
Quando nos propomos a reproduzir um preparado microscópico em branco
e prêto, devemos pois, nos abstrair das diferenças das côres, levando em conta
somente os claro-escuros, isto é, aquilo que se compreende por diversa intensidade
nos tons.
Vencida esta dificuldade, adota-se a mesma técnica do desenho a côres.
Resumo
É inicialmente salientada a importância do desenho microscópico como meio
de documentação nas ciências morfobiológicas, chamando a atenção sôbre a necessi¬
dade da sua aplicação mais frequente entre nós.
Salienta o uso dêsse tipo de documentação comum em muitos países da Eu¬
ropa e na América do Norte e tanto na literatura antiga, como em obras as mais
recentes, conforme exemplifica.
Sem menosprezar o valioso auxílio da fotomicrografia, chama a atenção en¬
tretanto, para as desvantagens desta em muitos casos, de um lado devido a de¬
feitos intrínsecos aos próprios films atualmente usados, e, de outro devido a
defeitos nos próprios preparados, os quais são reproduzidos automaticamente, o
que limita a sua aplicação.
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Ressalta a vantagem do desenho microscópico em muitos casos, demonstrando
com exemplos, como êste se torna frequentemente indispensável.
Descreve os diferentes tipos de desenhos microscópicos e as suas indicações.
Exalta a necessidade do preparo prévio tanto técnico como científico geral
para aqueles que pretendem se dedicar a êsse tipo de desenho.
Dada a ausência de cursos dêsse gênero de desenhos em nosso país, a autora
reune nesta pequena monografia a sua experiência sôhre o assunto, procurando
expôr minuciosamente a técnica do aprendizado do desenho microscópico aplicado
á documentação científica. Chama a atenção para certas regras e normas que
julga serem indispensáveis á hoa execução de um desenho dessa espécie, lais como:
1) a representação dos dijerentes planos no desenho microscópico levando á no¬
ção do relevo ou profundidade. 2) Necessidade do estudo prévio e conhecimen¬
to exato do preparado.
Tendo em vista essas finalidades, utiliza no decorrer do trabalho, figuras
demonstrativas não só sôhre as diferentes fases da execução do desenho microscó¬
pico, como sôhre as diversas técnicas aplicáveis nos mesmos, segundo o objeto a
ser reproduzido.
Bibliografia
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fig. 2 — Epitéiio cilíndrico estratificado ciliado. Col. II.È. — Mícrosc. Zeiss — Ocul. iú —-
Obs. 40. Outra modalidade do desenho microscópico também em 4 etapas (des¬
crição no texto, página ).
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Fig. 3 — Célula nervosa: Coloração pelo método de Nissl. Notar no citoplasma os pig¬
mentos de lipofucsina feitos a bico de pena, bem como a levíssima e delicada
estrutura nuclear vista por êsse método. Microsc. Zeiss — Ocul. 10 — Obj. 40.
Fig. 4 — Célula nervosa: Impregnação pela prata pelo método de Bielschowski. Notar
no citoplasma bem como nos prolongamentos, as fibrilas reproduzidas em seus
diferentes planos. Microsc. Zeiss — Ocul. 10 — Obj. 40.
Fig. 5 — Dois desenhos publicados na Alemanha em um trabalho de M. de Freitas Amorim
sôbre Beitray zur Histhopathologie der Jortgeschrittenen Stadieii der phthisischen
Primarkomplexe (Beitr. Pathol. Anat. 95:349-381, 1935) os quais reproduzem a
estrutura de nódulos do complexo primário tuberculoso, caseificados e encapsu¬
lados, corados pelo Escarlate R, em cortes obtidos por congelação. A fim de
reproduzir o aspecto finamente granuloso das áreas de necrose de caseificação,
coloridas pela Escarlate R, e da mesma forma na cápsula fibrosa-hialina dos
nódulos de C.P.T., tivemos que adotar a técnica de pontilhado finíssimo feito
a bico de pena. Conforme se percebe, o pincel só foi usado para dar uma leve
coloração de fundo, sôbre a qual trabalhamos com a pena. As gotas grandes
de gordura reproduzindo as próprias células adiposas do tecido mielo-símile do
N.R.C.P., foram feitas com pequenas gôtas de Nankin apenas depositadas pelo
pincel.
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Atnonm, Phtlusxscher Primarkomplex.
VERLAG VON GUSTAV FISCHER IN JENA.
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Beitrage z. path. Anal. u. z. allgem. Pathol. Bd. XCV
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REMISSIVE LIST OF FAPERS PUBLISHED IN
“MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN”
VOLUMES 1 TO 33 (1918-1966)
The “Memórias do Instituto Butantan” are being published since 1918, and
up to the present date 33 volumes with 725 papers were printed.
The purpose of this list is to indicate an easy reference for the published
papers, for most of them constitute fundamental basic scienlific acquisition. How-
ever, the fact those publications being edited by a São Paulo State govemmental
Institution, has difficulted sometimes the regular scientific work reference distribution
througb International organs, the more so, because the “Memórias” publish ar-
ticles on experimental works as well as on systematics in many scientific investi-
gation fields.
Index consultation in each volume would be a tiresome and difficult task,
and we had the opportunity to prove lhat topics still discussed on certain classical
notions do not take into account investigations and elucidating work already done
and published in “Memórias do Instituto Butantan”.
In order to make the search for references easier, the articles were grouped in
chapters, assembling general subjects, since a simple author index or a chronological
order would not be suitable. This grouping sometimes had lo be rather arbitraiy,
and from now on, we accept as justified any criticism which may be done by
whoever will make use of this list.
The Editorial Committee
Ofídios
Sistemática
1. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos, XVII. Valor systemático
de várias formas de ophidios neotrópicos. Mem. Inst. Butantan, 4:3, 1929.
2. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ophidios do Brazil. IV.
Lista remissiva dos ophidios do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 4:69, 1929.
3. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XVIII. Lista remissi¬
va dos ophidios da região neotrOpica, Mem. Inst. Butantan, 4:127, 1929.
4. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XIX. Revisão do gê¬
nero Spilotes Wagler, 1830, Mem. Inst. Butantan, 4:273, 1929.
5. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XX. Revisão do gê¬
nero Phrynonax Cope, 1862, Mem. Inst. Butantan, 4:299, 1929.
6. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XXI. Revisão do
gênero Drymarchon Fitzinger, Mem, Inst. Butantan, 4:321, 1929.
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7. Amaral, A. do ■ — Estudos sõbre ophidios neotrópicos. XXII. Sôbre a espécie
Coluber dichrous (Peters) Boulenger, 1894, Mem. Inst. Butantan, 4:331,
1929.
8. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XXVIII. Commentá-
rios a propOsito de alguns boideos, Mem. Inst. Butantan, 6:173, 1931.
9. Amaral, A. do — Studies of neotropical ophidia. XXVIII. Remarks on some
boid snakes, Mem. Inst. Butantan, 6:183, 1931.
10. Amaral, A. do — Estudos sôbre Lacertilios neotrópicos. I. Novos gêneros e
espécies de lagartos do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 7,51, 1932.
Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ophidios do Brasil. V.
Uma nova raça de Bothrops neuwiedii. Mem. Inst. Butantan, 7:95, 1932.
12. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ophidios do Brasil. VI.
Uma nova raça de Bothrops neuwiedii, Mem. Ints. Butantan, 7:95, 1932.
1830, Mem. Inst. Butantan, 7:99, 1932.
Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XXIX. Novas notas
sôbre espécies da Colômbia, Mem. Inst. Butantan, 7:103, 1932.
14. Amaral, A. do ■—• Estudos sôôbre ophidios neotrópicos. XXX. Novo gênero
e espécie de Colubrideo na fauna da Colômbia, Mem. Inst. Butantan, 8:
157, 1933-34.
Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotropicos. XXXI. Sôbre a es¬
pécie Bothrops alternata D. & B., 1854 (Crotalidae). Variações. Redescrip-
ção, Mem. Inst. Butantan, 8:161, 1933-34.
Amaral, A. do — Collecta herpetologica no nordeste do Brasil, Mem. Inst.
Butantan, 8:183, 1933-34.
17. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XXXII. Apontamen¬
tos sôbre a fauna da Colômbia, Mem. Inst. Butantan, 9:209, 1935.
18. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotropicos. XXXIII. Novas espé¬
cies de ophidios da Colômbia, Mem. Inst. Butantan, 9:219, 1935.
19. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ophidios do Brasil. VII.
Novos gêneros e espécies de Colubrídeos ophisthoplyphos, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 9:203, 1935.
20. Amaral, A. do — Collecta herpetologica no nordeste do Brasil (Contribuição
II), Mem. Inst. Butantan, 9:225, 1935.
21. Amaral, A. do — Collecta herpetologica no centro do Brasil, Mem. Inst.
Butantan, 9:233, 1935.
22. Amaral, A. do — Estudos sôbre Lacertilios neotrópicos. II. Nôvo gênero
e espécie de lagarto do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 9:249, 1935.
23. Amaral, A. do — Estudos sôbre Lacertilios neotrópicos. III. Um nôvo gê¬
nero e duas novas espécies de Geckonideos e uma nova raça de Amphisbe-
nideo, procedentes do Brasil Central, Mem. Inst. Butantan, 9:253, 1935.
24. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ophidios do Brasil. VIII.
Lista remissiva dos ophidios do Brasil (2.® edição), Mem. Inst. Butantan, 10:
87, 1935-36.
25. Amaral, A. do — Estudos sôbre Lacertilios neotrópicos. IV. Lista remissiva
dos Lacertilios do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 11:167, 1937.
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26. Amaral, A. do — Contribuição aos conhecimentos dos ophidios do Brasil.
IX. Nova espécie de Colubrideo opisthoglypho confundivel com Philodryas
serra (Schlegel 1837), Mem. Inst. Butantan, 11:205, 1937.
27. Amaral, A. do — Contribuição aos conhecimentos dos ophidios do Brasil. X.
Redescripção de Philodryas serra (Shlegel, 1837), Mem. Inst. Butantan, ll:
213, 1937.
28. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ophidios do Brasil. II.
Synopse das Crotalideas do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 11:217, 1937.
29. Amaral, A. do — Estudos sôbre ophidios neotrópicos, XXXIV. Novas notas
sôbre a fauna da Colômbia e descripção de uma espécie nova de Colubrideo
aglypho, Mem. Inst. Butantan, 11:231, 1937.
30. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Brasil. XII.
Notas a respeito de Helminthophis ternetzii Boulenger, 1896, Mem. Inst.
Butantan, 26:191, 1954.
31. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ofídios neotrópicos.
XXXVII. Subespécies de Epicrates cenchria (Lineu, 1758), Mem. Inst. Bu-
tam, 26:227, 1954.
32. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Brasil. XIII.
Observações a propósito de “cobra-cegas” (fam. Typhlopidae e fam. Leptoty-
phlopidae), Mem. Inst. Butantan, 26:197, 1954.
33. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Brasil. XIV
Descrição de duas espécies novas de Cobra “cega” (fam. Leptotyphlopidae),
Mem. Inst. Butantan, 26:203, 1954.
34. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Brasil. XV.
Situação taxonômica de algumas formas de Crotalidae Lachesinae recente¬
mente descritas, Mem. Inst. Butantan, 26:215, 1954.
35. Amaral, A. do — Contribuição ao conhecimento dos ofícios neotrópicos. XXXV.
A propósito da revalidação de Coluber lanceolatus Lacepede, 1789, Mem. Inst.
Butantan, 26:207, 1954.
36. Amaral, A. do —- Contribuição ao conhecimento dos ofídios neotrópicos.
XXXVI. Redescrição da espécie Bothrops hyoprora Amaral, 1935, Mem. Inst.
Butantan, 26:221,1954.
37. Belluomini, H. E. & Hoge, A. R. — Uma nova espécie de Bothrops do Brasil.
(Serpentes), Mem. Inst. Butantan, 28:195, 1957-58.
38. Brongersma, L. D. — Poisonous snakes of Surinam, Mem. Inst. Butantan, 33
(1) :73, 1966.
39. Gomes, F. J. —• Contribuição para o conhecimento dos ofídios do Brasil, III.
Mem. Inst. Butantan, 1:57, 1918.
40. Hoge, A. R. — Um nôvo lagarto da Ilha da Queimada Grande, Mem. Inst.
Butantan, 19:241-248, 1946.
41. Hoge, A. — Notas erpetologicas. 3. Uma nova espécie de Trimeresurus,
Mem. Inst. Butantan, 20:193-202, 1947.
42. Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. 7. Fauna erpetologica da Ilha da Quei¬
mada Grande, Mem. Inst. Butantan, 22:151-172, 1949.
43. Hoge, A. R. — Snakes from the Uapés region, Mem. Inst. Butantan, 24: (2),
225, 1952.
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Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. 1“ Contribuição ao conhecimento dos
Ofídios do Brasil Central, Mem. Inst. Butantan, 24(2): 179, 1952.
Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. 2. a Contribuição ao conhecimento dos
ofídios do Brasil Central, Mem. Inst. Butantan, 24(2) :215, 1952.
46. Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. Revalidação de Thamnodynastes stri-
gatus (Günther, 1858), Mem. Inst. Butantan, 24(2) :157, 1952.
Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. Contribuição ao conhecimento dos Tes-
tudinata do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 24(2) :173, 1952.
.48. Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. Revalidação de Bothrops lanceolata
(Lancepede), Mem. Inst. Butantan, 24(2): 231, 1952.
49. Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. Anomalia na lepidose e pigmentação
das escamas dorsais em B. jararaca e B. altemata, Mem. Inst. Butantan, 24
(2) ,237, 1952.
50. Hoge, A. R. — Notas erpetologicas. Uma nova subspecie de Leimadophis re-
ginae, Mem. Inst. Butantan, 24(2) :241, 1952.
Hoge, A. R. — Notes on Lygophis Fitzinger. Revalidation of two subspecies,
Mem. Inst. Butantan, 24(2) :245, 1952.
Hoge, A. R. — A new Bothrops from Brasil. Bothrops Brazili, sp. nov.,
Mem. Inst. Butantan, 25(1) :15, 1953.
53. Hoge, A. R. — A new genus and species of Boinae from Brazil. Xenoboa
cropanii, gen. nov. sp. nov., Mem. Inst. Butantan, 25(1) :27, 1953.
Hoge, A. R. — Uma nova espécie de Micrurus (Serp. Elap.) do Brasil, Mem.
Inst. Butantan, 27:67, 1955-56.
55. Hoge, A. R. — Notes sur la position systematique de Opisthoplus degener
Peters 1882 et Leimadophis regina macrosoma Amaral 1935 (Serpentes),
Mem. Inst. Butantan, 28:67, 1957-58.
Hoge, A. R. — Étude sur Apostolepis coronata (Sauvage 1877) at Apostolepis
quinquelineata Boulenger 1896 (Serpentes), Mem. Inst. Butantan, 28:73, 1957-58.
57. Hoge, A. R. — Étude sur Uromacerina ricardinii (Paracca) (Serpentes), Mem.
Inst. Butantan, 28:77, 1957-58.
58. Hoge, A. R. — Note sur la position systematique de Trigonocephalus (Bothrops)
pubescens Cope 1869, Mem. Inst. Butantan, 28:83, 1957-58.
59. Hoge, A. R. — Sur la position systematique de Coluber quinquelineatus Radii,
1820, Mem. Inst. Butantan, 28:267, 1957-58.
60. Hoge, A. R. — Posição sistemática de Natrix sexcarinatus Wagler 1824 Ser¬
pentes, Mem. Inst. Butantan, 30:27, 1966-61-62.
Hoge, A. R. — Notas sôbre Xenopeltis unicolor (Reinwardt) 1827, Mem.
Inst. Butantan, 30:31, 1960-61-62.
62. Hoge, A. R. — Sur la position systematique de quelques serpents du genre
Siphlophis Fitzinger 1843. W. Serpentes, Mem. Inst. Butantan, 30:35, 1960-
1961-1962.
63. Hoge, A .R. — Serpentes da Fundação “Surinam Museum", Mem. Inst.
Butantan, 30:51, 1960-61-62.
Hoge, A. R. — Notes sur Xenodon schottii Schlegel, Mem. Inst. Butantan, 30:
65, 1960-61-62.
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84.
Hoge, A. R. — Preliminary account on neotropical Crotalinae (Serpentes
Viperidae), Mem. Inst. Butantan, 32:109, 1965.
Hoge, A. R. & Belluomini, H. E. — Serpentes coletadas em Jacareacanga,
Estado do Pará, Brasil, Mem. Inst. Butantan, 29:15, 1959.
Hoge, A. R. & Belluomini, H. E. — Notas sôbre Bothrops fonsecai Hoge e
Belluomini, Bothrops alternatus Dumeril, Bibron et Bothrops cotiara Gomes,
Mem. Inst. Butantan, 30:97, 1960-61-62.
Hoge, A. R. & Garcia, A. —• Notas erpetológicas. 5. Notas sôbre Ela-
pomorphus nasutus Gomes, 1915, Mem. Inst. Butantan, 21:67-76, 1948.
Hoge, A. R. & Lancini, A. R. —- Notas sôbre Micrurus surinamensis nattereri
Schmidt, Mem. Inst. Butantan, 29:9, 1959.
Hoge, A. R. & Nina, A. C. M. — Serpentes coletadas pelo Instituto Nacional
de Pesquisas da Amazônia, Mem. Inst. Butantan, 30:71, 1960-61-62.
Hoge, A. R. & Romano, S. A. R. W. D. L. — Leptomicrurus in Brasil (Ser¬
pentes — Elapidae), Mem. Inst. Butantan, 32:1, 1965.
Lancini, V., A. R. ■—- Notas sôbre as diferenças existentes entre as sub-espécies
venezuelanas de Coluber (Masticophis) mentovarius (Dum. Bibr. et Dum.
1854), Mem. Inst. Butantan, 32:9, 1965.
Latifi, M., Hoge, A. R. and Eliazan, M. — The poisonous snakes of Iran,
Mem. Inst. Butantan, 33(3) :735, 1966.
Prado, A. ■— Notas Ofiológicas. I. Sôbre as serpentes do grupo Bothrops
lansbergii, com a descrição de uma nova espécie, Mem. Inst. Butantan, 12:
1, 1938-39.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 2. Observações sôbre os ofídios da fauna
amazônica, com a descrição de um nôvo gênero e espécie, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 13:1, 1939.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 4. Cinco espécies novas de serpentes co¬
lombianas do gênero Atractus Wagler, Mem. Inst. Butantan, 13:15, 1939.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 5. Observações sôbre serpentes da Colôm¬
bia, Mem. Inst. Butantan, 14:1, 1940.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 6. Uma nova espécie de Colubrídeo aglifo
da Colômbia, Mem. Inst. Butantan, 14:13, 1940.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 7. Sôbre a determinação de Elapomorphus
Boulenger e afins, Mem. Inst. Butantan, 14:19,1940.
Prado, A. — Nota Ofiológicas. 8. Dois novos Atractus da Colômbia, Mem.
Inst. Butantan, 14:25, 1940.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 10. Outras serpentes da Colômbia, com a
descrição de uma nova espécie de Boideo, Mem. Inst. Butantan, 14:35, 1940.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 11. Sôbre uma raça de serpente neotrópica,
Mem. Inst. Butantan, 15:373, 1941.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 12. Considerações em torno de dois Atrac¬
tus da Colômbia com a descrição de uma nova espécie, Mem. Ins. Butantan,
15:377, 1941.
Prado, A. — Notas Ofidiológicas. 13. Redescrição de duas serpentes colom¬
bianas, Mem. Inst. Butantan, 16:1, 1942.
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85. Prado, A. — Notas Ofidiológicas. 14. Comentários acêrca de algumas ser¬
pentes opistoglifas, do gênero Apostolepis, com a descrição de uma nova es¬
pécie!, Mem. Inst. Butantan, 16:7, 1942.
86. Prado, A. — Notas Ofiológicas. 15. Serpentes do gênero Dryophylax, com a
redescrição de uma nova espécie, Mem. Inst. Butantan, 17:1, 1943.
87. Prado, A. — Notas Ofiológicas. 17. A posição do gênero Rhadinaea em sis¬
temática, com a descrição de uma nova espécie, Mem. Inst. Butantan, 17:11,
1943.
88. Prado, A. — Notas Ofiológicas. 18. A posição do gênero Rhadinaea em
sistemática (Continuação), Mem. Inst. Butantan, 18:105-108, 1944-45.
89. Prado, A. — Notas Ofiológicas. 19. Atractus da Colômbia, com a redes¬
crição de três novas espécies, Mem. Inst. Butantan, 18:109-114, 1944-45.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 20. Descrição do alotipo de Dryophylax rutilus
Prado, 1942, Mem. Inst. Butantan, 20:189-192, 1947.
Prado, A. & Hoge, A. R. — Notas Ofiológicas. 21. Observações sôbre ser¬
pentes do Peru, Mem. Inst. Butantan, 20:283-296, 1947.
92. Stanic, M. — Die Sandotter, Vipera ammodytes ammodytes Linnaeus, Mem.
Inst. Butantan, 33(3) :745, 1966.
Lancini, V. A. R. — Crotalus vegrandis Klauber, redescripción y distribución,
Mem. Inst. Butantan, 33(3) :725, 1966.
Ofídios
Biologia
94. Amaral, A. do — Notas sôbre chromatismo de ophidios. I. Primeiro caso de
erythrismo em serpentes observado no Brasil, Mem. Inst. Butantan, 7:75, 1932.
95. Amaral, A. do — Notas sôbre chromatismo de ophidios. II. Casos de variação
de colorido de certas serpentes, Mem. Inst. Butantan, 7:81, 1932.
96. Amaral, A. do — Contribuição à biologia dos ophidios do Brasil. III. Há¬
bitos curiosos da espécie Tachymenis brasiliensis Gomes (Colubridae, Boi-
ginae), Mem. Inst. Butantan, 7:89, 1932.
97. Amaral, A. do — Contribuição à biologia dos ophidios do Brasil. IV. Sô¬
bre um caso de necrophilia heterologa na jararaca (Bothrops jararaca),
Mem. Inst. Butantan, 7:93, 1932.
98. Amaral, A. do — Notas sôbre chromatismo de ophidios. III. Um caso
de xanthismo e um nôvo de albinismo, observados no Brasil, Mem. Inst.
Butantan, 8:149, 1933-34.
99. Amaral, A. do e Klobusitzky, D. von — Hemagglutininas naturaes no san¬
gue de serpentes e de outros animais pecilothermicos, Mem. Inst. Butantan,
7:179, 1932.
Bailey, J. R. — Modes of evolution in New World opisthoglyph snakes, Mem.
Inst. Butantan, 33(1) :67, 1966.
101. Belluomini, H. E. — Bicefalia em Xenodon merremii, (Wagler 1824) (Des¬
crição de um Teratódimo derodimo) (Serpentes), Mem. Inst. Butantan, 28:
85, 1957-58.
102. Belluomini, H. E. — Venon production of snakes in captivity, Mem. Inst.
Butantan, 32:79, 1965.
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34 : 209 - 249 , 1969 .
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103.
Belluomini, H. E. & Hoge, A. R. — Um caso de cópula heteróloga entre
Bothrops e Crotalus (Serpentes), Mem. Inst. Butantan, 28:91, 1957-58.
104.
Belluomini, H. E. & Hoge, A. R. — Operação cesariana realizada em Eu-
nectes murinus (Linnaeus 1758) (Serpentes), Mem. Inst. Butantan, 28:187,
1957-58.
105.
Belluomini, H. E. & Hoge, A. R. —- Observações sôbre hábitos alimentares
de “Sucuris” em cativeiro. Contribuição à biologia de Eunectes murinus
(Linnaeus 1758) (Serpentes), Mem. Inst. Butantan, 28:207, 1957-58.
106.
Belluomini, H. E. & Lancini, A. R. — Bicefalia em Leptodeira annulata
ashmeadii (Hallowell) 1845 (Serpentes) Descrição de um teratódimo deró-
dimo, Mem. Inst. Butantan, 29:175, 1959.
107.
Belluomini, H. E., Nina, A. F. M. & Hoge, A. R. — Contribuição à biologia
do gênero Eunectes Wagler, 1830 (Serp. Boidae). Estudo de seis ninhadas
de “sucuris”, Mem. Inst. Butantan, 29:165, 1959.
108.
Darevsky, I. S. — Ecology of rock-viper (Vipera xanthina raddei Boettger)
in the natural surroundings of Armênia, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :81, 1966.
109.
Dourado, L. — Contribuição aos processos de fixação do colorido vermelho
e verde das serpentes brasileiras, Mem, Inst. Butantan, 21:137-144, 1948.
110.
Erhart, M. B. ■— Atérias coronárias cardíacas dos ophidios, Mem. Inst.
Butantan, 9:319, 1935.
111.
Erhart, M. B. — The coronary cardiac arteries of snakes, Mem, Inst. Bu¬
tantan, 9:335, 1935.
112.
Hoge, A. — Notas erpetológicas. 2. Dimorfismo sexual nos Boideos, Mem.
Inst. Butantan, 20:181-188, 1947.
113.
Hoge, A. R. — Herpetologische Notizen. Farbenaberrationen bei Brasilia-
niscen Schlangen, Mem. Inst. Butantan, 24(2) :269, 1952.
114.
Hoge, A. R. & Belluomini, H. E. — Aberrações cromáticas em serpentes
brasileiras, Mem. Inst. Butantan, 28:95, 1957-58.
115.
Hoge, A. R. & Garcia, A. — Notas erpetológicas. 4. Sôbre caracteres
sexuais secundários nas serpentes, Mem. Inst. Butantan, 21:55-66, 1948.
116.
Klemmer, K. — Observations on the biology of sea-snakes (Hidrophiidae)
with remarks on their systematics, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :101, 1966.
117.
Leal Prado, J. — A glicemia normal nos ofídios, Mem. Inst. Butantan, 19:
59-68, 1946.
118.
Mertens, R. — Unterlagen zur õkologie, Ethologie und Evolution der Bau-
mschlangen, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :85, 1966.
! 119.
Penteado, D. C. de — Estudos histológicos das glândulas da cabeça dos ofí¬
dios brasileiros, Mem. Inst. Butantan, 1:27, 1918.
120.
Picado, C. — Serpentes venenosas occorrentes em Costa Rica. I. Sôbre a
espécie Bothrops lansbergii e formas affins. Seu veneno e microorna-
mentos epidérmicos, Mem. Inst. Butantan, 8:389, 1933-34.
■ 121.
Picado, C. — Serpentes venenosas occorrentes em Costa Rica. II. Sôbre a
espécie Bothrops godmanni. Seu veneno e microornamentos epidérmicos,
Mem. Inst. Butantan, 8:395, 1933-34.
i 3.22.
Prado, A. — Notas Ofiológicas. 3. Mais um caso de albinismo em serpen¬
te, Mem. Inst. Butantan, 13:9, 1939.
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139.
140.
REMISSIVE LISt
123. Prado, A. — Notas Ofiológicas. 16. Um nòvo caso de bicefalia em serpente,
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Prado, A. & Burros, F. P. de — Notas Ofiológicas. 9. Duas cascavéis albinas
do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 14:31, 1940.
Shulov, A. — Biology and ecology of venomous animais in Israel, Mem. Inst.
Butantan, 33(1) :93, 1966.
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Aracnídeos e Artropodos
Sistemática
Bücherl, W. — Os Quilópolos do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 13:49, 1939.
Bücherl, W. — Quilópodos novos da coleção miriapodológica do Museu Na¬
cional do Rio de Janeiro, Mem, Inst. Butantan, 15:119, 1941.
Bücherl, IV. — Estudos morfo-anatômicos sôbre Geofilomorfos neotrópicos,
Mem. Inst. Butantan, 15:159, 1941.
Bücherl, W. — Catálogo dos Quilópodos da zona meotrópica, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 15:251, 1941.
Bücherl, W. — Estudo comparado dos órgãos sexuais externos dos Quilópodos
do Brasil, baseado nos gêneros Scolopendra L. 1758, Otostigmus PORAT, 1876,
Rhysida WOOD. 1862, Cryptops LEACH, 1815 Scolopocryptops NEW PORT,
1844, e Otocryptops, HAUSE, 1887, Mem. Inst. Butantan, 16:13, 1942.
Bücherl, IV. — Contribuição ao estudo dos órgãos sexuais externos das espé¬
cies do gênero Scolopendra LINNE, mais freqüentes no Brasil. Um nòvo mé¬
todo morfo-comparado para a sua sistematização, Mem. Inst. Butantan, 16:
37, 1942.
Bücherl, IV. — Descrição de uma nova subespécies do género Otostigmus
Porat, subgênero Coxopleurotostigmus Bücherl (Scolopendromorpha, Scolopen-
dridae), Mem. Inst. Butantan, 16:85, 1942.
Bücherl, IV. — Revisão das chaves sistemáticas de Chamberlin e Attems sôbre
as espécies neotrópicas do gênero Otostigmus POR., 1876 (subfam. Otostigminae
KRPLN; 1903), Mem. Inst, Butantan, 16:69, 1942.
Bücherl, IV. — Quilópodos do Peru, Mem. Inst. Butantan, 17:19, 1943.
Bücherl, IV, — Quilópodos do Museu Paranaense de Curitiba, Mem, Inst. Bu¬
tantan, 19:1-10, 1946.
Bücherl, IV. — Novidades sistemáticas na ordem Scolopendromorpha, Mem.
Inst. Butantan, 19:135-158, 1946.
Bücherl, W. — Estudo comparativo das espécies brasileiras do gênero Pampho-
beteus Pocock, 1901 (Mygalomorphae), Mem. Inst. Butantan, 20:233-282, 1947.
Bücherl, W. — Duas novas espécies do gênero Eupalaestrus Pocock, 1901, Mem,
Inst. Butantan, 20:297-314, 1947.
Bücherl, W. — Chilopoda das Ilhas da Queimada Grande e Pequena, Mem.
Inst. Butantan, 21:1-8, 1948.
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156.
157.
158.
159.
Bücherl, W. — Estudos sôbre Escutigeromorfos brasileiros, Mem. Inst. Ba-
tantan, 21:9-54, 1948.
Bücherl, W. — Estudos sôbre o gênero Magulia Simon, 1892 (Theraphosidae,
Ischnocolinae), Mem. Inst. Butantan, 21:261-274, 1948.
Bücherl, W. — Em torno das três espécies insulares e praianas do gênero
Pamphobeteus Pocock, 1901 (Mygalomorphae), Mem. Inst. Butantan, 21:117-
136, 1948.
Bücherl, W. — Descrição do macho de Magulia symmetrica Bücherl, 1949,
Mem. Inst. Butantan, 22:1-10, 1949.
Bücherl, W. — Quilópodos da Venezuela. I, Mem. Inst. Butantan, 22:187-198,
1949.
Bücherl, W. — Quilópodos do Perú. II. Mem. Inst. Butantan, 22:173-186, 1949.
Bücherls, W. — Revisão das espécies do gênero Enoploctenus Simon, 1897,
Mem. Inst. Butantan, 23:1, 1950-51.
Bücherl, W. — Aranhas do Rio Grande do Sul, Mem. Inst. Butantan, 24(2):
127, 1952.
Bücherl, W. — Quilópodos, Aranhas e Escorpiões enviados ao Instituto Bu¬
tantan para determinação, Mem. Inst. Butantan, 25(1) :109, 1953.
Bücherl, W. — Otostigmus latipes sp. n. (Scolopendridae, Otostigminae). Mem.
Inst. Butantan, 26:1, 1954.
Bücherl, W. — Escorpiões e Escorpionismo no Brasil. VI. Sinonimia de Bo-
thriurus melloleitãoi Prado 1934 da fêmea de Bothriurus sigatus Pocock 1893
com Bothriurus bonariensis asper (Pocock) 1893 e de Bothriurus semiellypticus
Prado 1934 com Bothriurus b. bonariensis (Koch) 1842, Mem. Inst. Butantan,
28:1, 1957-58.
Bücherl, W. — Escorpiões e Escorpionismo no Brasil, VIII. Simonimia de
Bothriurus fragilis M. L. 1934 e B. zeugma M. L. 1945 com B. rochai M. L.
1932, com o nome definitivo de Bothriurus coriaceus rochai (Mello-Leitão)
1932, Mem. Inst. Butantan, 28:11, 1957-58.
Bücherl, W. — Escorpiões e Escorpionismo no Brasil, VIII. Revisão das es¬
pécies do gênero Bothriurus descritas da Argentina, Mem. Inst. Butantan, 28:
19, 1957-58.
Bücherl, IV. — Chilopoden von Venezuela, Mem. Inst. Butantan, 29:233, 1959.
Bücherl, W. — Escorpiões e Escorpionismo no Brasil, IX. Combate ao escor¬
pião, Tityus serrulatus (Buthidae, Titynae), nos terrenos da General Motors
do Brasil, em S. José dos Campos, Est. de S. Paulo, Mem. Inst. Butanta,
29:243, 1959.
Bücherl, W. — Escorpiões e Escorpionismo no Brasil X. Catálogo da coleção
escorpiônica do Instituto Butantan, Mem. Inst. Butantan, 29:255, 1959.
Biirchel, W. ■ —- Aranhas do gênero Loxosceles e “loxoscelismo” na América
do Sul. I. Introdução, comentários bibliográficos, caracterização da subfamí-
lia Loxoscelinae, do gênero Loxosceles e enumeração das espécies da América
do Sul, Mem. Inst. Butantan, 30:167, 1960-61-62.
Bücherl, W. — Revisão dos Botrurídeos da coleção escorpiônica do Museu
Nacional do Rio de Janeiro, Mem. Inst. Butantan, 30:187, 1960-61-62.
Bücherl, W. — Luxosceles e Loxoscelismo na América do Sul. V. As espécies
sul-americanas do gênero Loxosceles Heinecken e Lowe 1832, Mem. Inst.
Butantan, 31:15, 1964.
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178.
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Bücherl, W„ Lucas, S. & Dessimoni, V. — Aranhas da família Ctenidae, sub-
família Cteninae. I. Redescrição dos gêneros Ctenus Walckenaer 1805 e
Phoneutria Perty 1833, Mem. Inst. Butantan, 31:95, 1964.
Bücherl, WMartin, P. R. 8.; Cunha, M. F. da; Matthiesen, F. A.; Zimber,
S. e Bücherl, I. — Escorpiões e escorpionismo no Brasil. XII. Revisão siste¬
mática e çrítica dos escorpiões de gênero Bothriurus Peters 1861, Mem. Inst.
Butantan, 30:207, 1960-61-62.
Bücherl, W. & Navas, J. — Descrição dos machos das espécies de Tityus Lutzi
Giltay, 1928 e Tityus Costatus (Karsch, 1879) Género Tityus C. L. Koch, 1836;
subfam. Isometrinae Birula, 1917; fam. Buthidae, (Simon, 1879), Mem. Inst.
Butantan, 22:11-24, 1949.
Gerschman de Pikelin, B. y Schiapelli, R. D. — Contribución al conocimiento
de Theraphosa lebloni (Latreille) 1804 (Aranea: Theraphosidae), Mem. Inst.
Butantan, 33(3) :667, 1966.
164.
Lucas, S. — Sôbre a posição sistemática de algumas espécies de aranhas ver¬
dadeiras do gênero Cupiennius, Simon, 1891, da família Pisauridae, Mem.
Inst. Butantan, 31:127, 1964.
Mello-Leitão, C. de — Três aranhas novas nas collecções do Instituto Butantan,
Mem. Inst. Butantan, 8:399, 1933-34.
Mello-Leitão, C. de — Novas Gonyleptidae nas collecções do Instituto Butantan,
Mem. Inst. Butantan, 8:409, 1933-34.
Mello-Leitão, C. de — Três novas aranhas tetrapneumones nas collecções do
Instituto Butantan, Mem. Inst. Butantan, 9:353, 1935.
Mello-Leitão, C. de — Dois gêneros raros de aranhas nas collecções do Insti¬
tuto Butantan, Mem. Inst. Butantan, 9:361, 1935.
Mello-Leitão, C. de — A propósito de alguns opiliões novos, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 9:367, 1935.
Mello-Leitão, C. de — Notas sôbre opiliões do Instituto Butantan, Mem. Inst.
Butantan, 10:289, 1935-36.
Mello-Leitão, C. de — Sôbre o gênero Trichodamon M. L., Mem. Inst. Butan¬
tan, 10:297, 1935-36.
Mello-Leitão, C. de — Alguns opiliões da collecção do Instituto Butantan, Mem.
Inst. Butantan, 11:275, 1937.
Mello-Leitão, C. de — Um gênero e sete espécies novas de aranhas, Mem.
Inst. Butantan, 11:311, 1937.
Mello-Leitão, C. de — Algumas aranhas de S. Paulo e Santa Catarina, Mem.
Inst. Butantan, 12:523, 1938-39.
Prado, A. — Uma nova espécie de escorpião do gênero Bothriurus Peters,
Mem. Inst. Butantan, 8:145, 1933-34.
Prado. A. — Notas sôbre o Rhopalurus dorsomaculatus Prado, Mem. Inst.
Butantan, 12:5, 1938-39.
Prado, A. — Contribuição ao conhecimento dos escorpiões sul-americanos. Si¬
nopse das espécies de Rhopalurus, Mem. Inst. Butantan, 13:25, 1939.
Prado, A. <& Rio-Patino, J. L. — Contribución al estúdio de los escorpiones de
Colombia, Mem. Inst. Butantan, 13:41, 1939.
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34 : 209 - 249 , 1969 .
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179. Schiapelli, R. D. y Gerschman de Pikelin, B. S. — Estúdio comparativo de
Phoneutria fera Perty 1833 y Phoneutria nigriventer (Keyserling) 1891 (Ara-
nea Ctenidae), Mem. Inst. Butantan, 33(3) :675, 1966.
180. Schubart, O. — Os Diplopoda de algumas ilhas do litoral paulista, Mem. Inst.
Butantan, 21:203-254, 1948.
181. Vellard, J. — Um novo gênero e duas espécies novas de aranha do estado de
S. Paulo, Mem. Inst. Butantan, 2:79, 1925.
182. Vellard, J. — Contribution à 1’ètude des araignées. Nouvelles espèces d’Ar-
giopidae, Mem. Inst. Butantan, 3:327, 1926.
Aracnídeos e Artropodos
Biologia
183. Arvy, L. — Données histochimiques sur la glande à venin (glande chélicé-
rienne) des araignées dipneumones, Mem. Inst. Butantan, 33(3):711, 1966.
184. Bücherl, W. — Sôbre a musculatura da Scolopendra viridicornis Newp. Uma
contribuição para o estudo comparativo da musculatura dos quilopodos e insetos,
Mem. Inst. Butantan, 14:65, 1940.
185. Bücherl, W. — Escorpiões e escorpionismo no Brasil. 1. Manutenção de es¬
corpiões em viveiros e extração do veneno, Mem. Inst. Butantan, 25(1) :53, 1953.
186. Bücherl, W. — Escorpiões e escorpionismo no Brasil. IV. Considera¬
ções em tôrno de substâncias escorpionicidas e outras medidas de combate aos
escorpiões, Mem. Inst. Butantan, 27:107, 1955-56.
187. Bücherl, W. — Escorpiões e escorpionismo no Brasil, V. Observações sôbre
o aparelho reprodutor masculino e o acasalamento de Tityus trivittatus e
Tityus bahiensis, Mem. Inst. Butantan, 27:121, 1955-56.
188. Bücherl, W. — Fauna aracnológica e alguns aspectos ecológicos da Ilha de
Trindade, Mem. Inst. Butantan, 29:277, 1959.
189. Bücherl, W. — Distribuição geográfica dos aracnóides peçonhentos temíveis
(classe Aracnomorpha, subclasse Arachnoidea, ordens Scorpiones e Araneida,
Mem. Inst. Butantan, 31:55, 1964.
190. Bücherl, W. — Mecanismo da picada das aranhas peçonhentas perigosas, Mem.
Inst. Butantan, 31:67, 1964.
191. Bücherl, W. — Histologia das glândulas de veneno de algumas aranhas e es¬
corpiões, Mem. Inst. Butantan, 31:77, 1964.
192. Bücherl, W. — Biologia de artropodos peçonhentos, Mem. Inst. Butantan, 31:
85, 1964.
193. Bücherl, W. — Latrodectus e latrodectismo na América do Sul, Mem. Inst.
Butantan, 32:95, 1965.
194. Delgado, A. — Investigación ecologica sobre Loxosceles rufipes (Lucas) 1834
en la region costera dei Perú, Mem. Inst. Butantan, 33(3) :683, 1966.
195. Landim, C. C. e Kitajima, E. W. — Ultraestrutura do aparelho venenífero de
Apis (Hymenoptera, Apidae), Mem. Inst. Butantan, 33(3) :701, 1966.
196. Lucas, S. — Estudos sôbre aranhas da família Lycosidae. 2. Sôbre o colo¬
rido de algumas espécies da subfamília Lycosinae, Mem. Inst. Butantan, 31:
115, 1964.
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REMISSIVE LIST
Lucas, S. & Bücherl, W. — Importância dos órgãos sexuais na sistemática de
aranhas. I. Variação interpopulacional dos receptáculos seminais em Actino-
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Butantan, 32:89, 1965.
Lucas, S., Eichstedt, V. D. von <£ Bücherl, W. — Sôbre o sistema nervoso de
Tityus serrulatus — Titynae — Buthidae — Scorpiones, Mem. Inst. Butantan,
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Reed, C. F. — Spider Webs and Psychotropics, Mem. Inst. Butantan, 33(2):
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Vellard, J. — La fonction venimeuse chez les araignées, Mem. Inst. Butantan,
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BatrÁQUIOS
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Leão, A. T. — Sôbre dois batráquios da Ilha dos Alcatrazes, Mem. Ins. Bu¬
tantan, 22:63-74, 1949.
Leão, A. T. — Sôbre dois batráquios da Ilha da Queimada Grande, Mem. Inst.
Butantan, 22:139-150, 1949.
Leão, A. T. é Cochran, D. M. — Revalidation and re-description of Bufo
ocellatus Gunther, 1858 (Anura: Bufonidae), Mem. Inst. Butantan, 24(2),271,
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Vital Brazil, O. e Vellard, J. — Contribuição ao estudo dos batrachios, Mem.
Inst. Butantan, 3:7, 1926.
Botânica Médica
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Barros, F. P. de — Contribuição à matéria médica vegetal do Brasil. 8. Com¬
plemento ao estudo farmacognóstico e terapêutico das várias espécies do gê¬
nero Jacaranda (Bignoniaceae), Mem. Inst. Butantan, 1G:357, 1942.
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Hoehne, F. C. Kiihlmann, J. G. — Utriculárias do Rio de Janeiro e seus ar¬
redores, Mem. Inst. Butantan, 1:1, 1918.
Peckolt, W. —- Contribuições à matéria médica vegetal do Brasil. I. Estudo
pharmacognóstico da Cucurbita máxima Duch e Cucurbita pepe L. (Cucurbi-
taceae), Mem. Inst. Butantan, 8:357, 1933-34.
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Peckolt, W. — Contribuições à matéria médica vegetal do Brasil. II. Estudo
pharmacognóstico de Struthanthus marginatus (Desr.) Blume (Loranthaceae).
Um nôvo princípio da planta, Mem. Inst. Butantan, 8:371, 1933-34.
209.
Peckolt, W. — Contribuições à matéria médica vegetal do Brasil. III. Estudo
pharmacognóstico do Chondrodendron platyphylum (St. Hil) Mier (Meninper-
maceae), Mem. Inst. Butantan, 8:379, 1933-34.
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Peckolt, W. — Contribuição à matéria mádica vegetal do Brasil. V. Estudo
pharmacognóstico do Carica papaya L. (Caricaceae), Mem. Inst. Butantan, 9:
277, 1935.
211 .
Peckolt, W. — Contribuição a matéria médica vegetal do Brasil. 7. Estudo
farmacognóstico de Heckeria umbellata (L.) Kunth. Piperaceae, Mem. List.
Butantan, 15:59, 1941.
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Peckolt, W. & Prado, A. — Contribuição á matéria vegetal do Brasil. VI. Es¬
tudo pharmacognóstico e therapêutico da jacaranda decurrens Cham. (Bigno¬
niaceae), Mem. Inst. Butantan, 9:301, 1935.
cm
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34 : 209 - 249 , 1969 .
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Anatomia Patológica
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225.
226.
227.
228.
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Machado, J. C. — Alterações espontâneas da base de implantação e da túnica
média muscular da aorta de cobaias. Aspectos morfológicos sugestivos do seu
desenvolvimento e estudo da freqüência, Mem. Inst. Butantan, 31:153, 1964.
Machado, J. C. — Oclusão trombótica da artéria pulmonar de cobaias com
tuberculose, Mem. Inst. Butantan, 32:33, 1965.
Machado, J. C. — Formações cartilaginosas em miocárdio de Crotalus d. terri-
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Amaral, A. — Filariose de Bancroft, Mem. Inst. Butantan, 1:89, 1918-19.
Aragão, H. de B. — Classificação dos Hemosporidios, Mem. Inst. Butantan, 1:
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Arantes, J. B. — Estudos parasitológicos. I. Do comportamento do Trypa-
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Arantes, J. B. — Estudos parasitológicos. II. Haemogregarina butantaneasis
sp.n., parasita da boipeva, Ophis merremii Wagler, 1824, Mem. Inst. Butantan,
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Arantes, J. B. e Fonseca, F. da — Pesquisas sôbre trypanosomas. I. Try-
panosoma butantanense, sp.n., parasita da serpente Ophis merremii Wagler,
1824, Mem. Inst. Butantan, 6:215, 1931.
Arantes, J. B. e Fonseca, F. da — Pesquisas sôbre trypanosomas. II. Try-
panosoma manguinhense, sp. n., parasita do bugio Alauatta caraya (Hum-
boldt, 1809), Mem. Inst. Butantan, 6:223, 1931.
Arantes, J. B. e Fonseca, F. da — Pesquisas sôbre Trypanosomas. III. Try-
panosoma merremii, sp. n., parasita da serpente Ophis merremii Wagler,
1824, Mem. Inst. Butantan, 6:227, 1931.
Arantes, J. B. & Fonseca, F. da — Sôbre a possível synonymia de Trypanoso-
ma manguinhense Arantes et Fonseca, 1931 e Trypanosoma Florestali Romana,
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Araújo, P. — - Aspiculuris (Aspiculuris) artigasi, n. sp., (Nematoda: oxyuroidea)
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Artigas, P. de T. — Montagem de helminthos e pequenos arthropodos. Novo
methodo, simples e eficiente, Mem. Inst. Butantan, 10:65, 1935-36.
Artigas, P. de T. — Mounting of helminthus and small arthropods. A new,
simple and efficient method, Mem. Inst. Butantan, 10:71, 1935-36.
Artigas, P. de T. — Estudos helminthologicos. I. Paraoxyuronema brachy-
telesi, g. n., sp. n., parasita de Brachyteles arachnoides (Geoffr. 1806): Oxyu-
ronemidae, fam. n. (Nematoda), Mem. Inst. Butantan, 10:77, 1935-36.
Artigas, P. de T. & Perez, M. D. — Considerações sôbre Opisthorchis Pricei,
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pseudofelineus Ward, 1901. Descrição de Amphimerus pseudofelineus Minu-
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Artigas, P. de T. & Perez, M. D. • — Catadiscus eldoradiensis n. sp., Trematoda,
Paramphistomata de Leptodactylus ocellatus, Mem. Inst. Butantan, 31:5, 1964.
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214.
215.
216.
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246.
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REMISSXVE LIST
Artigas, P. de T., Ruiz, J. M. & Leão, A. T. — Trematóides de Ofídios. Lio-
phistrema pulmonalis, n. g., n. sp., Liophistreminae, n. subfam., Westella su¬
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Artigas, P. de T.; Ruiz, J. M. & Leão, A. T. — Algumas notas sôbre o gênero
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nyl-salicylic acid) and related compounds. IV. The vermidal, antiprotozoic,
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Fonseca, F. da — Notas de acareologia. I. Papel dos acarianos do gênero
Trombicula na transmissão das Rickettsias pathogenicas e applicação dessa
hypothese à Rickettsia brasiliensis, Monteiro, 1931, Mem. Inst. Butantan, 7:
125, 1932.
Fonseca, F. da — Notas de acareologia. II. Ichoronyssus butantanensis, sp.
n., (Acarina, Dermanussidae), Mem. Inst. Butantan, 7:135, 1932.
Fonseca, F. da — Notas de acareologia. III. Parasitismo do homem e de
Cavia aperea por Liponissus bacoti (Hirst, 1913) (Acarina, Dermanyssidae),
Mem. Inst. Butantan, 7:139, 1932.
Fonseca, F. da — Notas de acareologia. IV. Presença de Ophionyssus ser-
pentium (Hirst, 1915) (Acarina, Dermanyssidae) no serpentário do Inst.
Butantan, Mem. Inst. Butantan, 7:145, 1932.
Fonseca, F. da — Notas de acareologia. V. Trombicula butantanensis, sp.
n., (Acarina, Trombidiida), Mem. Inst. Butantan, 7:147, 1932.
Fonseca, F. da — Notas de acareologia. V. Duas novas espécies de larvas
do gênero Trombicula: Trombicula ophidica, sp. n., e Trombicula ewingi,
sp. n., (Acarina Trombidiidae); nota sôbre Trombicula butantanensis Fl. da
Fonseca, 1932 e sôbre a inexistência da T. akamushi (Brumpt, 1910) entre nós,
Mem. Inst. Butantan, 7:151, 1932.
Fonseca, F. da — Eimeria pintoensis, sp. n., parasita do coelho sylvestre (Syl-
vilagus minensis), Mem. Inst. Butantan, 7:173, 1932.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. X. Ocorrência, em S. Paulo, e
acarianos transmissores de várias modalidades de febre exanthematica e suas
possíveis relações com a Rickettsiose neotropica paulista, Mem. Inst. Butantan,
9:27, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XI. Validade de espécie e cyclo
evolutivo de Amblyomma striatum Koch, 1844, (Acarina, Ixodidae), Mem. Inst.
Butantan, 9:43, 1935.
Fonseca, F. da — Notes d’Acareologie. XI. Validité de 1’éspèce et cycle
evolutif de 1’Amblyomma striatum Koch, 1844 (Acarina, Ixodidae), Mem. Inst.
Butantan, 9:53, 1935.
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261.
262.
263.
264.
265.
Fonseca, F. ãa — Notas de Acareologia. XII. Eulaelaps vitzthumi, sp. n.,
(Acarina, Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 9:59, 1935.
Fonseca, F. da — Acareologische Notizen. XII. Eulaelaps vitzthumi, sp. n.,
(Acarina, Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 9:65, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XIII. Novas espécies sul-america¬
nas de parasitos do gênero Liponissus Kolenati, 1858, (Acarina, Liponissidae),
Mem. Inst. Butantan, 9:69, 1935.
Fonseca, F. da — Acareological Notes. XIII. New South American species of
the genus Liponissus Kolenati, 1858, (Acarina, Liponissidae), Mem. Inst.
Butantan, 9:99, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XIV. Ceratonyssus joaquimi, sp. n.,
(Acarina, Liponissidae) parasita de Glossophaga soricina (Palias), de S. Paulo,
Mem. Inst. Butantan, 9:115, 1935.
Fonseca, F. da — Acareologische Notizen. XIV. Ceratonyssus joaquimi, sp.
n., (Acarina, Liponisidae) ein Parasit der Fledermaus Glossophaga soricina
(Palias) aus dem Staate S. Paulo, Mem. Inst. Butantan, 9:125, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XV. Occorrência de sub-espécie
de Ixodes ricinus (L., 1758) no Estado de S. Paulo (Acarina, Ixodidae), Mem.
Inst. Butantan, 9:131, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XVI. Ixodes amarali, sp. n., (Aca¬
rina, Ixodidae), Mem. Inst. Butantan, 9:137, 1935.
Fonseca, F. da — Acareological Notes. XVI. Ixodes amarali, sp. n. (Aca¬
rina, ixodidae), Mem. Inst. Butantan, 9:141, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XVIII. Localização, frequência, dis¬
tribuição geográphica e hospedadores de Spelaeorhynchus latus Banks, 1917
(Acarina, Spelaeorhynchidae), Mem. Inst. Butantan, 9:145, 1935.
Fonseca, F. da — Trypanosomas de peixes brasileiros. Descripção de uma
nova espécie, Mem. Inst. Butantan, 9:149, 1935.
Fonseca, F. da -— Ocorrência de formas anômalas na Leishmania brasiliensis,
Mem. Inst. Butantan, 9:185, 1935.
Fonseca, F. da — Trypanosoma mattogrossense, sp. n., Mem. Inst. Butantan,
9:189, 1935.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XVIII. Gêneros e espécies de aca-
rianos parasitas de ratos (Acari. Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 19:17,
1935-36.
Fonseca, F. da — Notas da Acareologia. XIX. Gêneros e espécies de aca-
rianos parasitas de mamíferos (Acari. Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 10:
25, 1935-36.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XX. Espécies de acarianos do gê¬
nero Laelaps, parasitas de ratos do Brasil (Acari. Laelaptidae), Mem. Inst.
Butantan, 10:33, 1935-36.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXI. Gymnandromorphismo em
Amblyomma cajennense (Fabr., 1787), Mem. Inst. Butantan, 10:39, 1935-36.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXII. Liponissus haematophagus,
sp. n., (Acari. Liponissidae), Mem. Inst. Butantan, 10:43, 1935-36.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXIII. Novas espécies de Trombi-
culinae dos gêneros Trombicula, Hannemania e Neoschongastia, Mem. Inst.
Butanta, 10:47, 1935-36.
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Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXIV. a) Representante brasileiro
do gênero Dermanyssus Dugês, 1834 (Acari. Dermanyssidae) B) Nota sôbre
o nome genérico Paralaelaps, Mem. Inst. Butantan, 10:51, 1935-36.
267.
Fonseca, F. da —■ Nota sôbre uma espécie de Flebotomus do Brasil (Diptera.
Psychodidae), Mem. Inst. Butantan, 10:61, 1935-36.
£ 268.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXV. Os Laelaptidae gigantes, pa¬
rasitas de roedores sul-americanos; gênero e espécies novos (Acari), Mem.
Inst. Butantan, 12:7, 1938-39.
269.
Fonseca, F. da — Acareological Notes. XXV. The giant Laelaptidae, para¬
sites of South American rodents; new genus and species (Acari.), Mem. Inst.
Butantan, 12:55, 1938-39.
270.
Fonseca, F. da —• Notas de Acareologia. XXVI. Novos estudos sôbre o gê¬
nero Laeiaps, Koch, 1836 (Acari. Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 12:103,
1938-39.
271.
Fonseca, F. da — Acareological Notes. XXVI. New studies on the genus
Laeiaps Koch, 1836 (Acari. Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 12:125, 1938-39.
272.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXVII. Liponissus brasiliensis, sp.
n., parasita habitual de roedores e acidental do homem, Mem. Inst. Butantan,
12:147, 1938-39.
273.
Fonseca, F. da — • Acareological Notes. XXVII. Liponissus brasiliensis, sp.
n., usual parasite of rodents and accidental of man, Mem. Inst. Butantan, 12:
155, 1938-39.
274.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXVIII. Ocorrência de Derma¬
nyssus gallinae (Degeer, 1778) no Brasil (Acari. Dermanyssidae), Mem. Inst.
Butantan, 12:161, 1938-39.
i 275.
Fonseca, F. da — Acareological Notes. XXVIII. Occurrence of Dermanyssus
gallinae (Degeer, 1778) in Brazil (Acari. Dermanyssidae), Mem. Inst. Butan¬
tan, 12:163, 1938-39.
276.
Fonseca, F. da — Protozoários parasitas. I. Ciliado gigante, Muniziella cunhai,
gen. n. sp. n., parasita de Hidrochoerus capybara (Holotricha. Pycnothrichi-
dae), Mem. Inst. Butantan, 12:165, 1938-39.
277.
Fonseca, F. da — Parasitische Protozoen. I. Ein Riesiges Infusor, Muniziella
cunhai gen. n. sp. n., Parasit von Hyprochoerus capybara (Holotricha, Pycno-
thrichidae), Mem. Inst. Butantan, 12:173, 1938-39.
273.
Fonseca, F. da — Descrição no macho de Flebotomus arthuri Fonseca, 1936,
(Diptera. Psychodidae), Mem. Inst. Butantan, 12:181, 1938-39.
279.
Fonseca, F. da — Observações sôbre o ciclo evolutivo de Porocephalus clavatus,
especialmente sôbre o seu orquidotropismo em cobaias, Mem. Inst. Butantan,
12:185, 1938-39.
280.
Fonseca, F. da — Espécies de Amblyopinus parasitas de Murideos e Didelfideos
em S. Paulo (Coleoptera. Staphylinidae), Mem. Inst. Butantan, 12:191, 1938-39.
á 281.
Fonseca, F. da — Observação de uma fase do ciclo evolutivo de Cuterebra
apicalis Guerin (Diptera. Oestridae), Mem. Inst. Butantan, 12:195, 1938-39.
282.
Fonseca, F. da —• Brachylaemus fleuryi Fons., 1939 (Fascioloidea. Brachy-
laemidae), Mem. Inst. Butantan, 12:197, 1938-39.
283.
Fonseca, F. da — Brachylaemus fleuryi Fons., 1939, (Fascioloidea. Brachy-
laemidae), Mem. Inst. Butantan, 12:203, 1938-39.
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302.
Fonseca, F. da — Protozoários parasitas. IV. Protozoários novos de tapi-
rideos, Mem. Inst. Butantan, 14:43, 1940.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXX. Famílias, gênero e espécie
novos de acarianos parasitas do pulmão de serpentes (Acari. Pheumopniony-
ssidae, n. fam. e Entonyssidae, n. fam.), Mem. Inst. Butantan, 14:53, 1940.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXXI. Boiivilaelaps tricholabiatus,
gen. n., sp. n. (Acari. Laelaptidae), Mem. Inst. Butantan, 14:59, 1940.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXXII. Novas espécies brasileiras
do gênero Liponissus Kolenati (Acari. Liponissidae), Mem. Inst. Butantan, 15:
103, 1941.
Fonseca, F. da — Notas de Acareologia. XXXIV. Posição do gênero Lipo¬
nissus Kolenati em face das espécies tropicais; seu desdobramento em novos
gêneros (Acari. Liponissidae), Mem. Inst. Butantan, 16:149, 1942.
Fonseca, F. da — Notas de Acarologia. XXXVIII. Sarcoptiformes da pre¬
guiça; Lobalges trouessarti, gen. n. sp. n., (Acari. Epidermoptidae), Mem. Inst.
Butantan, 26:85, 1954.
Fonseca, F. da — Notas de Acarologia. XXXIX. Sistemática e filogênese de
Psoralgidae Oudemans, Sarcoptiformes parafagistas de mamíferos com mor¬
fologia de Acari plumicolas, Mem. Inst. Butantan, 26:93, 1954.
Fonseca, F. da — Notes d’Acarologie. XLI. Haemolaelaps Berlese versus
Atricholaelaps Ewing et Ischnolaelaps Fonseca: Ornithonyssus Sambon versus
Bdellonyssus Fonseca, Mem. Inst. Butantan, 28:45, 1957-58.
Fonseca, F. da — Acarologische Notizen. XLII. Geruchsorgane und Ent-
wicklungsgeschichte der Mesostigmata und Spelaeorhynchidae (Acari), Mem.
Inst. Butantan, 28:55, 1957-58.
Fonseca, F. da — Notas de Acarologia, XLIII. Fauna acarológica de roedores
em Ouro Prêto, Mem. Inst. Butantan, 28:59, 1957-58.
Fonseca, F. da — Notas de Acarologia. XLIV. Inquérito sôbre a fauna aca¬
rológica de parasitas no nordeste do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 28:99,
1957-58.
Fonseca, F. — Notas de Acarologia. XLVI. Acarofauna zooparasita na Bolí¬
via, Mem. Inst. Butantan, 29:89, 1959.
Fonseca, F. da — Atricholaelaps (Ischnolaelaps) marioi, sp. n., Mem. Inst.
Butantan, 31:111, 1964.
Fonseca, F. da & Corrêa, R. R. — Infecção experimental de Anopheles (Ker-
teszia) cruzi pelo Plasmodium vivax, Mem. Inst. Butantan, 15:91, 1941.
Fonseca, F. da & Ramos, A. S. da — Nôvo subgenero e novas espécies de ano-
felinas neotrópicas (Diptera. Culicidae). (Nota prévia), Mem. Inst. Butantan,
13:383, 1939.
Fonseca, J. A. B. da & Fonseca, F. da — Leptomonas anophelini, sp. n., pa¬
rasita do Anopheles eiseni, Mem. Inst. Butantan, 15:101, 1941.
Fonseca, J. A. B. da & Fonseca, F. da — - Transmissão da malária humana por
anofelinos da série tarsimaculatus, Mem. Inst. Butantan, 16:93, 1942.
Leão, A. T. — Discussão em tôrno dos gêneros Ochetósoma Braun, 1901, e
Renifer Pratt, 1902 (Trematoda), Mem. Inst. Butantan, 18:67, 1944-45.
Leão, A. T. — Sôbre um nôvo gênero de Liophistrematinae Artigas, Ruiz &
Leão, 1942, (Trematoda, Plagiorchiidae), Mem. Inst. Butantan, 19:33, 1946.
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Leão, A. T. & Eichbaum, F. W. — Ação vermicida do óleo de cajú (Anacar-
dium occidentale) e derivados. Experiências em cães, Mem. Inst. Butantan,
20:13, 1947.
Pessôa, S. B. e Corrêa, O. — Notas sôbre os Oxyurus parasitos das baratas
domésticas, com a descrição de uma nova espécie: Oxyurus australasiae, sp.
nov., Mem. Inst. Butantan, 3:71, 1926.
Prado, A. — Contribuições ao conhecimento dos culicideos de São Paulo. I.
Notas sôbre Mansonia albifera Prado e sôbre o maco de M. albicosta (Chagas),.
Mem. Inst. Butantan, 6:191, 1931.
306.
Prado, A. — Contribuições ao conhecimento dos culicideos de São Paulo. II.
Notas sôbre as espécies encontradas nos arredores da capital e sôbre a de¬
terminação de Aêdes crinifer (Theob), Mem. Inst. Butantan, 6:199, 1931.
307.
Prado, A. — Contribuições ao conhecimento dos culicideos de São Paulo. III.
Notas sôbre Psorophora (Janthinosoma) discrucians (Walker) e descripção do
exemplar macho, Mem. Inst. Butantan, 6:205, 1931.
Prado, A. — Contribuição ao conhecimento dos culicideos de São Paulo. IV.
Uma nova espécie de Uranotaenia, Mem. Inst. Butantan, 6:209, 1931.
309.
Prado, A. — Contribuição ao conhecimento dos culicideos de S. Paulo. V.
Synopse das espécies de Mansonia, Mem. Inst. Butantan, 8:1,1933-34.
310.
Prado, A. — Contribuições ao conhecimento dos culicideos de S. Paulo. VI.
Notas sôbre os mosquitos originários das taquaras: Sabethoide intermedius
(Lutz) e Megarhinus bambusicola Lutz & Neiva, Mem. Inst. Butantan, 9:
193, 1935.
Prado, A. e Fonseca, F. da — Um gênero nôvo e algumas espécies de sarco-
phagas (Diptera, Stephanostomatidae) da Cidade de São Paulo, Mem. Inst..
Butantan, 7:159, 1932.
312.
Ruis, J. M. — Catadiscus freitaslenti, sp. n., (Trematoda: Paramphistomoi-
dea), parasito de ofídeo neotrópico; observação sôbre a presença de dois ca¬
nais eferentes no gênero Catadiscus Cohn, 1904, Mem. Inst. Butantan, 17:29,
1943.
Ruis, J. M. — Neoctanguim travassosi, gen. n. sp. n., (Trematoda: Paramphis-
tomoidea), parasito de quelônio marinho. Chave dos gêneros da família
Microscaphidiidae Travassos, 1922, Mem. Inst. Butantan, 17:35, 1943.
Ruis, J. M. — Pronocephalidae (Trematoda). Estudos das espécies brasilei¬
ras e revisão da família, Mem. Inst. Butantan, 19:249, 1946.
Ruis, J. M. — Estudo do sistema excretor de Leptophyllum stenocotyle Cohn,
1902 (Trematoda: Plagiorchiidae), Mem. Inst. Butantan, 23:45, 1950-51.
Ruis, J. M. — Sôbre a distinção genérica dos Crotalidae (Ophidia: Crota-
loidea) baseada em alguns caracteres osteológicos, Mem. Inst. Butantan, 23:
109, 1950-51.
Ruis, J. M. — Contribuição ao estudo das formas larvãrias de trematóides
brasileiros. 2. Fauna de Santos, Est. de S. Paulo, Mem. Inst. Butantan, 24
(1) :17, 1952.
Ruis, J. M. — Contribuição ao estudo das formas larvãrias de trematóides
brasileiros. 3. Fauna de Belo Horizonte Jaboticatubas, Est. de Minas Gerais,
Mem. Inst. Butantan, 24(1) :45, 1952.
Ruis, J. M. — Sôbre um nôvo Gnathostoma assinalado no Brasil (Nematoda.*
Gnathostomatidae), Mem. Inst. Butantan, 24(1) :37, 1952.
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333.
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335.
336.
337.
Ruiz, J. M. — índices cercários específicos do Schistosoma mansoni verifica¬
dos em Neves e Mariana, Est. de Minas Gerais, Mem. Inst. Butantan, 24(1):
63, 1952.
Ruiz, J. M. — Técnica de perfusão para a coleta de Schistosoma mansoni em
animais de laboratório, Mem. Inst. Butantan, 24(2) :101, 1952.
Ruiz, J. M. — • Schistosomose experimental. I. Receptividade de Procyon can-
crivorus à infestação pelo Schistosoma mansoni, Mem. Inst. Butantan, 24(2),
111, 1952.
Ruiz, J. M. — Esquistossomose experimental. 3. Cuniculus pacca e Grison
furax, novos animais reptíveis à infestação pelo Schistosoma mansoni, Mem.
Inst. Butantan, 25(1) :23, 1953.
Ruiz, J. M. — Preparo do antígeno para intradermo-reação na esquistossomo¬
se, Mem. Inst. Butantan, 25(1) :5, 1953.
Ruiz, J. M. — Esquistossomose experimental. 4. Nausa narica e Didelphis
paraguayensis, animais sensíveis à infestação experimental pelo Schistosoma
mansoni, Mem. Inst. Butantan, 25(2) :23, 1953.
Ruiz, J. M. — Processo rápido de perfusão do sistema porta de mamíferos
para coleta de esquistossomatídeos, aplicável aos trabalhos de campo, Mem.
Inst. Butantan, 25(2): 29, 1953.
Ruiz, J. M. — Contribuição ao conhecimento das formas larvárias de trema-
tóides brasileiros. 4. Nota sôbre o sistema excretor da cercária de Schis¬
tosoma manosni, Mem. Inst. Butantan, 25(2) :45, 1953.
Ruiz, J. M. Contribuição ao estudo das formas larvárias de trematóides bra¬
sileiros. 5. Descrição de três furcocercárias que ocorrem em planorbideos
hospedeiros do Schistosoma mansoni, Mem. Inst. Butantan, 25(2) :77, 1953.
Ruiz, J. M. & Carvalho, J. M. — Australorbis immunis (Lutz, 1918) hospe¬
deiro intermediário de Schistosoma mansoni na cidade de Santos, Est. de S.
Paulo, Mem. Inst. Butantan, 25(1) :175, 1953.
Ruiz, J. M. cê Coelho, E. — Schistosomose experimental. 2. Hermafroditismo
do Schistosoma mansoni verificado na cobaia, Mem. Inst. Butantan, 24(2) :115,
1952.
Ruiz, J. M. & Coelho, E. — Nematóides (Oxyuroidea) parasitos de diplópodos
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Mem. Inst. Butantan, 16:171, 1942.
Ruiz, J. M. cê Leão, A. T. — Notas Helmintológicas. 2. Algumas considera¬
ções em tôrno do gênero Leptophyllum Cohn, 1902 (Trematoda: Plagiorchiidae),
Mem. Inst. Butantan, 16:187, 1942.
Ruiz, J. M. & Leão, A. T. — Notas Helmintológicas. 3. Nova espécie de tre-
matóide do gênero Infidum Travassos, 1916, (Dicrocoeliidae), parasita de ofí¬
dio brasileiro, Mem. Inst. Butantan, 16:203, 1942.
Ruiz, J. M. cê Leão, A. T. — Notas Helmintológicas. 4. Choledocystus vesi-
calis, n. sp. parasita da vesícula biliar de Bufo marinus (L.) (Trematoda: Pla¬
giorchiidae), Mem. Inst. Butantan, 16:209, 1942.
Ruiz, J. M. cê Rangel, J. M. — Estrigeidas de répteis brasileiros (Trematoda:
Strigeata), Mem. Inst. Butantan, 26:257, 1954.
Silva, P. da — Contribuição à micologia parasitária do Brasil (Duas novas es¬
pécies de fungos produtores de maduromicose), Mem. Inst. Butantan, 1:187,
1918-19.
320.
321.
322.
323.
324.
325.
326.
327.
328.
329.
330.
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341.
342.
346.
REMISSIVE LIST
Endociunologia
Belluomini, H. E., Mello, R. F., Penha, A. M. e Schreiber, G. — Estudo ci-
tológico e ponderai do testículo de Crotalus durissus terrificus durante o ciclo
reprodutivo anual, Mem. Inst. Butantan, 33(31:761, 1966.
Beta, T. W. — The ovarian cycle oi Natrix rhombifera — an apparently ge-
neralized cycle of snakes of temperate latitudes, Mem. Inst. Butantan, 33(1):
115, 1966.
Brandi, G. M. W., Cabib, E. & Prado, J. L. — Identificação cromatográfica de
adrenalina e arterenol na adrenal de ofidios, Mem. Inst. Butantan, 25(21:35,
1953.
Brandi, C. M. W.; Cabib, E. cê Prado, J. L. — Chromatographic Identification
of adrenaline and arterenol in snake adrenals, Mem. Inst. Butantan, 25(2):
39, 1953.
Décourt, L. & Lobo, J. I. -
Inst. Butantan, 17:99, 1943.
Efeito da progesterona nas amenorréias, Mem.
Dreyfus, A. —- Hermaphroditismo alternante proterogynico em Rhabdias fülle-
borni, Trav., Mem. Inst. Butantan, 11:289, 1937.
Dreyfus, A. — Sôbre a evolução de ovocytos contidos no testículo do sapo, Mem.
Inst. Butantan, 11:299, 1937.
345.
Fraenkel, L. cê Martins, T. —- Estudos sôbre a fisiologia sexual das serpentes,
Mem. Inst. Butantan, 13:393, 1939.
Henriques, O. B. & Henriques, S. B. ■—■ Sôbre a determinação dos 17-cetoste-
róides na urina humana, Mem. Inst. Butantan, 19:11-22, 1946.
347.
Hoge, A. R.; Belluomini, H. E.; Schreiber, G. & Penha, A. M. — Sexual ab-
normalities in Bothrops insularis (Amaral) 1921, Mem. Inst. Butantan,' 29:
17, 1959.
Lobo, J. I. & Décourt, L. — O tratamento do diabete insípido, Mem. List.
Butantan, 15:37, 1941.
Lobo, J. I. & Décourt, L. — Alguns aspectos da evolução de cretinismo e do
mongolismo, Mem. Inst. Butantan, 16:243, 1942.
350.
Lobo, J. I. & Décourt, L. — Novas observações sôbre o diabete insípido, Mem.
Inst. Butantan, 16:275, 1942.
Marcondes Silva, A. — Contribuição ao estudo de exoftalmo, Mem. Inst.
Butantan, 17:105, 1943.
Marcondes Silva, A. — Citologia vaginal e seu emprêgo em ginecologia endó-
crina, Mem. Inst. Butantan, 18:75-100, 1944-45.
353.
Martins, T. — Estudos sôbre gonadas e hypophyse. I. Desenvolvimento pre¬
coce dos caracteres sexuais em gallinaceos tratados com substâncias gonado-
estimulantes do sôro gravídico equino, Mem. Inst. Butantan, 8:347, 1933-34.
354.
Martins, T. — Pesquisas endocrinológicas. 51. Alterações histológicas e fun-
ccionamento da hypophyse enxertada em ratos, Mem. Inst. Butantan, 10:261,
1935-36.
355.
Martins, T. — Pesquisas endocrinológicas. 52. Acção das altas doses de es-
trina sôbre a hypophyse in situ ou enxertada na câmara anterior do olho
dai rato, Mem. Inst. Butantan, 10:267, 1935-36.
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34:209-249, 1969.
356. Martins, T. & Mello, R. F. de — Estudos sôbre gonadas e hypophyse. II.
Sôbre os resultados da parabiose de ratos fêmeas com ratos castrados e hypo-
physectomizados, Mem. Inst. Butantan, 8:353, 1933-34.
357. Martins, T. & Valle, J. R. — Excitação do hipogástrico e ação da adrenalina e
da pitocina sôbre a musculatura lisa genital masculina de gatos e cobaios em
diversas condições hormonais, Mem. Inst. Butantan, 14:109, 1940.
358. Martins, T.; Porto, A. & Valle, J. R. — Contratilidade “in vitro” de canais de¬
ferentes, vesículas seminais e próstatas de ratos castrados e injetados simultânea¬
mente com propionato de testosterona e benzoato de estradiol, Mem. Inst.
Butantan, 14:151, 1940.
359. Martins, T., Valle, J. R. & Porto, A. — Estudo in vitro da musculatura lisa ge¬
nital masculina de ratos em diversas condições hormonais, Mem. Inst. Butantan,
14:119, 1940.
360. Martins, T.; Valle, J. R. & Porto, A. — Sôbre a duração do tratamento necessá¬
rio para que os hormonios sexuais influam sôbre a contratilidade “in vitro”, dos
canais deferentes e vesículas seminais de ratos castrados, Mem. Inst. Butantan,
14:129, 1940.
361. Martins, T.; Valle, J. R. & Porto, A. — Estudo morfológico e funcional de en-
xêrtos de orgãos genitais acessórios de ratos e cobaios em diversas condições
hormonais, Mem. Inst. Butantan, 14:139, 1940.
362. Martins, T.; Valle, J. R. & Porto, A. — Efeitos do tratamento prolongado de
cadelas com o propionato de testosterona, Mem. Inst. Butantan, 16:237, 1942.
363. Mello, R. F. de — A acção synergica dos hormonios sexuaes, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 10:275, 1935-36.
364. Miller de Paiva, L. — Efeitos de um extrato pré-hipofásico sôbre as adrenais
e o timo de camundongos infantis, Mem. Inst. Butantan, 18:101-104, 1944-45.
365. Miller de Paiva, L. — Ovário e adrenal. Suas relações com a alimentação e com
o benzoato de estradiol, Mem. Inst. Butantan, 20:219-226, 1947.
366. Pôrto, A. — Sôbre a presença de Progesterona no corpo amarelo de serpentes
ovoviviparas, Mem. Inst. Butantan, 15:27, 1941.
367. Porto, A. — Farmacologia comparada do canal deferente do coelho normal e
castrado, Mem. Inst. Butantan, 17:75, 1943.
368. Porto, A. — Sôbre a passagem de substâncias androgênicas nas parabioses de
ratos castrados com ratos normais, Mem. Inst. Butantan, 16:219, 1942.
369. Porto, A. & Ferraz, M. — Presença de hormonio antidiurético na hipófise de
serpentes do gênero Philodryas, Mem. Inst. Butantan, 16:219, 1942.
370. Porto, A. & Scavone, R. — Efeitos da implantação de estilboestrol sôbre o apa¬
relho reprodutor da canária (Sicalis flaveola holti Muller), Mem. Inst. Butantan,
15:31, 1941.
371. Saint, H. — Le cycle sexuel des serpents venimeux, Mem. Inst. Butantan, 33(1):
105, 1966.
372. Salvatore, C. A. & Schreiber, G. — Pesquisas cariometricas no ciclo estral e
gravídico. Pesquisas de citologia quantitativa: IV., Mem. Inst. Butantan, 20:
39-78, 1947.
373. Salvatore, C. A. & Schreiber, G. — Pesquisas de citologia quantitativa. V.
Estudo cariométrico das células foliculares e luteínicas., Mem. Inst. Butantan,
20:335-352, 1947.
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230
REMISSIVE LIST
374. Schreiber, G. — O crescimento interfásico do núcleo. Pesquisas cariométricas
sôbre a espermatogênese dos ofídios, Mem. Inst. Butantan, 20:113-180, 1947.
375. Slotta, C. H. — Sôbre a chimica dos hormonios sexuaes. 1. Estado actual da
questão, Mem. Inst. Butantan, 11:1, 1937.
376. Slotta, C. H. & Forster, W. — Sôbre a chimica dos hormonios sexuaes. 3. Cons¬
tituição das substâncias estrogenicas obtidas com o anol, Mem. Inst. Butantan,
11:31, 1937.
377. Slotta, C. H.; Szyszka, G. & Blanke, E. — Sôbre a chimica dos hormonios
sexuaes. 2. Obtenção da estrona da urina de éguas prenhes, Mem. Inst.
Butantan, 11:17, 1937.
378. Ubisch, G. von — Estudo sôbre femeas, machos e formas sexuaes aberrantes
em Antennaria dioica (L)., Gaertn., Mem. Inst. Butantan, 10:163, 1935-36.
379. Valle, J. R. — Estudos sôbre a physiologia da lactação. I. O emprego da
fistula do papo po pombo na identificação da Prolactina, Mem. Inst. Butantan,
10:283, 1935-36.
380. Valle, J. R. — Padronisation biologique de la Prolactine, Mem. Inst. Butantan,
15:9, 1941.
381. Valle, J. R. — Sobrevida da Parelheira (Philodryas, L. sp.) depois da adrena-
lectomia, Mem. Inst. Butantan, 18:237-240, 1944-45.
382. Valle, J. R. & Porto, A. — Novos resultados do estudo “in vitro” da muscula¬
tura lisa genital masculina do cobaio. Influência do estilboestrol, Mem. Inst.
Butantan, 15:1, 1941.
383. Valle, J. R. & Porto, A. — Teor em acetilcolina da genitalia de ratos em diferen¬
tes condições hormonais, Mem. Inst. Butantan, 17:65, 1943.
384. Valle, J. R. & Porto, A. — A note on the adrenin content of the adrenals of
snakes, Mem. Inst. Butantan, 18:247-250, 1944-45.
385. Valle, J. R. & Valle, L. A. R. — Substâncias androgênicas nas gomadas de ser¬
pentes dos gêneros Bothrops e Crotalus, Mem. Inst. Butantan, 16:225, 1942.
386. Valle, J. R. & Valle, L. A. R. — Teneur en prolactine de 1’hypophyse humaine
selon le sexe, Mem. Inst. Butantan, 16:231, 1942.
387. Valle, J. R. & Valle, L. A. R. — Substâncias estrogênicas nos ovários das Cro-
talideas, Mem. Inst. Butantan, 17:61, 1943.
Genética-Animal
388. Beçak, W. — Constituição cromossômica e mecanismo de determinação do sexo
em ofídios sul-americanos. I. Aspectos cariotípicos, Mem. Inst. Butantan, 32:
37, 1965.
389. Beçak, W. — Constituição cromossômica e mecanismo de determinação do sexo
em ofídios sul-americanos. II. Cromossomos sexuais e evolução do cariótipo,
Mem. Inst. Butantan, 33(3) :775, 1966.
390. Beçak, W., Beçak, M. L. & Nazareth, H. — Evolution and sex chromosomes in
Serpentes, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :151, 1966.
391. Diaz, M. O. & Saez, F. A. — Karyotypes of South-American Araneida, Mem. Inst
Butantan, 33(1): 153, 1966.
392. Olmo, S. — Evolution of vertebrates genomes, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :155,
1966.
cm
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Mem. Inst. Butantan,
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231
34 : 209 - 249 , 1969 .
393. Schreiber, G., Melucci, N. B., Gerken, S. E., SanfAna, Y. X., Fallieri, L. A. &
Amorim, F. O. — Pesquisas de citologia quantitativa. XIX. DNA e volume
nuclear nos tecidos somáticos dos vertebrados, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :135,
1966.
Química
394. Berti, F. A. & Ziti, L. M. — The preparation of 2,6-Dinitroaniline, Mem. Inst.
Butantan, 24: (1), 9, 1952.
395. Berti, F. A., Reickmann, B., Perego, C. & Rzeppa, H. W. — A produção em larga
escala de 4,4’-diaminodifenilsulfona e derivados para a campanha anti-leprotica
no Est. de S. Paulo, Brasil, Mem. Inst. Butantan, 21:107, 1948.
396. Hõxter, G. & Mungiolo, R. — Estudos electroforéticos. I. Métodos e técnica,
Mem. Inst. Butantan, 22:75-126, 1949.
397. Klobusitzky, D. von — Um electro-ultrafiltro modificado, Mem. Inst. Butantan,
6:295, 1931.
398. Klobusitzky, D. von — Contribuição ao exame dos vidros para empolas, Mem.
Inst. Butantan, 7:17, 1932.
399. Klobusitzky, D. von — Apparelho simples para produzir hydrogènio ou oxygênio
por elecrolyse, Mem. Inst. Butantan, 7:27, 1932.
400. Klobusitsky, D. von — Um micro-methodo para pesquisa de vários saes de estry-
chnina, Mem. Inst. Butantan, 8:105, 1933-34.
401. Klobusitzky, D. von — Estudos physico-chimicos sôbre proteínas em presença
de álcool. I. Sôbre a coagulação pelo calor das soroproteinas em presença
do álcool, Mem. Inst. Butantan, 8:111, 1933-34.
402. Klobusitzky, D. von e Magyary, C. von — Sôbre a viscosidade dos corpos albumi-
nosos bicarbonatados, Mem. Inst. Butantan, 7:5, 1932.
403. Rieckmann, B. — Some symmetric a-aminoacetyl derivatives of 4,4’-diaminodi-
phenylsulfone, Mem. Inst. Butantan, 24: (2)77, 1952.
404. Slotta, C. H. & Neisser, C. — O café sob o ponto de vista chimico. 1. Deter¬
minação do extracto e da cafeina, Mem. Inst. Butantan, 11:39, 1937.
405. Slotta, C. H. & Neisser, C. — O café sob o ponto de vista chimico. 2. Alcaloides
do café, Mem. Inst. Butantan, 11:49, 1937.
406. Slotta, C. II. & Neisser, C. — O Café sob o ponto de vista chimico. 5. Três
novas substâncias do café, Mem. Inst. Butantan, 11:71, 1937.
407. Slotta, K. & Prinosigh, J. — A new method of quantitative paper chromato-
graphy, Mem. Inst. Butantan, 24: (2)85, 1952.
408. Slotta, C. & Szyszka, G. — O café sob o ponto de vista chimico. 3. Uso do café
no preparo de sabão ou óleo comestível, Mem. Inst. Butantan, 11:55, 1937.
409. Slatta, C. H., Neisser, C. <& Cardeal, A. — O café sob o ponto de vista chimico.
4. Determinação e extracção do acido chlorogênico do café, Mem. Inst. Butan¬
tan, 11:61, 1937.
410. Slatta, C. H., Neisser, C. & Cardeal, A. — O café sob o ponto de vista químico.
6. Nôvo método para a determinação do ácido clorogenico no café, Mem. Inst.
Butantan, 12:487, 1938-39.
411. Slatta, C. H., Neisser, C. & Cardeal, A. — O café sob o ponto de vista químico.
7. Nôvo método para a determinação da trigonelina, Mem. Inst. Butantan, 12:
497, 1938-39.
cm
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5 6
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232
REMISSIVE LIST
412. Taborda, A. — Electrodio de vidro. Generalidades. Teoria. Tipos. Aplicações,
Mem. Inst. Butantan, 13:447, 1939.
413. Taborda, A. d Navarro, J. S. — Nova câmara para diálise, Mem. Inst. Butan¬
tan, 14:199, 1940.
Bacteriologia
414. Amaral, J. P. do & Andrade, M. C. de — Portadores do bacilo de Loeffler entre
os escolares de São Paulo, Mem. Inst. Butantan, 18:1-3, 1944-45.
415. Amaral, J. P. do d Aguiar, A. A. — Reações da precipitina em alguns Culicidas,
Mem. Inst. Butantan, 22:205-212, 1949.
416. Amaral, J. P. do d Brandi, R. — Da conservação da atividade da tuberculina
diluída em líquido de Gottschall & Bunney, Mem. Inst. Butantan, 21:179-186,
1948.
417. Amaral, J. P. do d Esteves, M. B. — Antigenos de Salmonela em bacilo Flexner
II, Mem. Inst. Butantan, 22:199-204, 1949.
418. Amaral, J. P. do d Lacerda, Jr. M. G. de — Estudos sôbre a vacinação antití-
fica. I. Vacinação pelo método de Felix, Mem. Inst. Butantan, 20:227-232,
1947.
419. Aamaral, J. P., Biocca, E., Bier, O. d Esteves, M. B. — Estudos sôbre as sal-
moneloses em S. Paulo. III. Ocorrência de um bacilo paracoli com antigenos
de salmonela (VI, XIII, XXV, VI) em casos de diarréia infantil, Mem. Inst.
Butantan, 19:221-228, 1946.
420. Amaral, J. P. do d Sousa e Silva, O. R. de — Imunidade antidiftérica na mãe
e no recém-nascido. Suas relações com o Schiek test, Mem. Inst. Butantan, 18:
9-20, 1944-45.
421. Assumpção, L. de — Contribuição ao estudo dos typos de meningococcos encon¬
trados no Brasil, Mem. Inst. Butantan, 3:143, 1926.
422. Assumpção, L. de d Ribas, J. C. — Incidência de bactérias do género Salmonella
em ratos da cidade de S. Paulo, Mem. Inst. Butantan, 17:127, 1943.
423. Biocca, E. d Amaral, J. P. — Estudos sôbre o tratamento da infecção tífica ex¬
perimental do camundongo. I. Comportamento “in vitro” e “in vivo” de
várias substâncias, Mem. Inst. Butantan, 19:41-48, 1946.
424. Biocca, E. d Amaral, J. P. — Estudos sôbre o tratamento da infecção tífica
experimental do camundongo. II. Sinergismo entre medicamentos químicos
sintéticos e medicamentos de origem biológica, Mem. Inst. Butantan, 19:
49-58, 1946.
425. Biocca, E., Amaral, J. P. do d Bier, O. G. — Estudos sôbre a quimioterapia da
infecção meningocócica experimental do camundongo: derivados aminados da
difenilsufona e substâncias antibióticas de origem microbiana (penicilina e
piocianina), Mem. Inst. Butantan, 18:37-44, 1944-45.
426. Biiller Souto, A. d Lima, C. — Ação da vitamina C (ácido 1-ascorbico) sôbre as
toxinas da gangrena gazosa, Mem. Inst. Butantan, 12:265, 1938-39.
427. Biiller Souto, A. d Lima, C. -— Action de la vitamine C (acide 1-ascorbique)
sur la toxine du Bacillus perfringes, Mem. Inst. Butantan, 12:297, 1938-39.
428. Calazans, S. C. de e Pestana, B. R. — Emprêgo do ácido rosolico no isolamen¬
to e identificação dos bacillos do grupo coli-typhico-dysenterico em meios solidos,
Mem. Inst. Butantan, 7:283, 1932.
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Mem. Inst. Butantan, REMISSIVE LIST 233
34 : 209 - 249 , 1969 .
429.
Carrijo, L. N., Pires, C. D. A. & Brandão, C. — Vacinação T. A. B. Formação |
de aglutinina “O” no homem pelo emprêgo de vacina formolada, Mem. Inst. i
Butantan, 18:45-54, 1944-45.
430.
Leme, J. S. de M. & Carrijo, L. N. — Vacinação T. A. B. I. Formação de aglu-
tininas no homem resultante do emprêgo de vacina formolada, Mem. Inst.
Butantan, 17:111, 1943.
431.
Leme, J. S. de M. & Carrijo, L. N. -— Vacinação T. A. B. 2. Vacina formolada
pela via intradérmica, Mem. Inst. Butantai, 17:117, 1943.
432.
Leme J. S. de M. & Carrijo, L. N. — Nível médio de aglutininas tíficas em S.
Paulo. Contribuição para o seu conhecimento, Mem. Inst. Butantan, 17:121, 1943.
433.
Lemos Monteiro, J. — As diferentes phases da autolysis do “Bacilus anthracis”,
Mem. Inst. Butantan, 2:95, 1925.
434.
Lemos Monteiro, J. — Presença do bacteriophago na água dos rios de S. Paulo,
Mem. Inst. Butantan, 3:187, 1926.
435.
Lemos Monteiro, J. — Sôbre o phenomeno de d'Hérelle. O bacteriophago nas
polpas vaccinicas glycerinadas. Considerações sôbre a natureza do phenome¬
no, Mem. Inst. Butantan, 5:25, 1930.
436.
Lemos Monteiro, J. e Godinho, R. — Do emprego do soro vaccinico no trata¬
mento da coqueluche, Mem. Inst. Butantan, 7:311, 1932.
437.
Lemos Monteiro, J. e Travassos, J. — Estudos experimentaes sôbre o bacillo de
Friedmann, Mem. Inst. Butantan, 7:195, 1932.
438.
Mello, J. de T. —- Sôbre a prova de leite nas pesquisas bacteriológicas, Mem.
Inst. Butantan, 15:423, 1941.
439.
Mello, J. de T. — Sôbre um Proteus imóvel, Mem. Inst. Butantan, 15:429, 1941.
440.
Mourão, B. M. — O papel do estreptococo no pênfigo foliaceo (fogo selvagem).
Estudo clínico-bacteriológico, Mem. Instituto Butantan, 17:141, 1943.
441.
Peluffo, C. A., Bier, O., Amaral, J. P. & Biocca, E. — Estudos sôbre as salmo-
neloses em S. Paulo. I. Incidência dos diferentes tipos em diarréias infantis,
Mem. Inst. Butantan, 19:211-216, 1946.
442.
Pelluffo, C. A., Bier, O., Amaral, J. P. & Biocca, E. — Estudos sôbre as sal-
moneloses em S. Paulo. II. Um nôvo tipo de salmonela patogênica para o
homem. S. Butantan (III-X-XXVI.-b-l,5...), Mem. Inst. Butantan, 19:217-220,
1946.
443.
Pestana, B. R., Amaral, J. P. do & Barreto Neto, L. P. — Tipos de C. diphte-
riae em S. Paulo. Reações culturais, virulência, toxigenicidade e suas relações
com os casos clinicos, Mem. Inst. Butantan, 13:407, 1939.
444.
Prado Jr., F., Taborda, A. & Taborda, L. C. — Ensaios terapêuticos com a pe¬
nicilina preparada no Instituto Butantan, Mem. Inst. Butantan, 18:115-128,
1944-45.
445.
Ribas, J. C. •— Caracterização sorológica dos meningococos, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 16:315, 1942.
446.
Rodrigues, P. M. — Tipos de bacilo de Koch na tuberculose pulmonar huma¬
na, Mem. Inst. Butantan, 16:329, 1942.
447.
Rodrigues, P. M. ■ — Controle de esterilidade de produtos biológicos e químicos.
Técnica adotada no Instituto Butantan, Mem. Inst. Butantan, 15:391, 1941.
448.
Santos, P. S., Vallejo-Freire, A., Furlaneto, R. S. and Andrade, M. C. — Cor-
relation between the adsorption of diphtheria toxoid and of alizarin by aluminum
oxide hydrate gels, Mem. Inst. Butantan, 28:221, 1957-58.
2 3
4 5 6 SCÍELO 10 n 12 13 14 15
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
234
REMISSIVE LIST
449. Santos, P. S., Freire, A. V., Furlanetto, R. S. e Andrade, M. C. — Studies on
the adsorption of diphteria toxoid by aluminum oxide hydrate gels, Mem. Inst.
Butantan, 29:197, 1959.
450. Travassos, J. — Estudo experimental sôbre toxina estaphylococcica, Mem.
Inst. Butantan, 8:233, 1933-34.
451.
VlROLOGIA
Riquetsia
Amaral, A. do e Lemos Monteiro, J. — Ensaio de classificação das Rickettsioses
á luz dos nossos actuaes conhecimentos, Mem. Instituto Butantan, 7:343, 1932.
452. Lemos Monteiro, J. —- Estudos sôbre
Mem. Inst. Butantan, 6:3, 1931.
o typho exanthematico de S. Paulo,
453. Lemos Monteiro, J. — Vaccina contra o “typho exanthematico” de S. Paulo.
Novas correlações entre esta infecção e a febre maculosa das Montanhas Ro¬
chosas, Mem. Inst. Butantan, 8:9, 1933-34.
454. Lemos Monteiro, J. — Comportamento experimental do virus do "typho exan¬
thematico” de S. Paulo após passagem pelo carrapato (Amblyomma cajennen-
se), Mem. Inst. Butantan, 8:21, 1933-34.
455. Lemos Monteiro, J. — Comportamento experimental do coelho aos virus do
“typho exanthematico” de S. Paulo e da febre maculosa das Montanhas Ro¬
chosas, Mem. Inst. Butantan, 8:39, 1933-34.
456. Lemos Monteiro, J. — Tentativas de transmissão experimental do “typho exan¬
thematico” de S. Paulo por percevejos (Cimex lectularius), Mem. Inst. Butan¬
tan, 9:1, 1935.
457. Lemos Monteiro, J. — A vaccinação preventiva como base da prophylaxia do
"typho exanthematico” de S. Paulo (Rickettsiose Neotropical, Mem. Inst.
Butantan, 10:1, 1935-36.
458. Lemos Monteiro, J. e Fonseca, F. da — Typho exanthematico de S. Paulo.
XI. Novas experiências sôbre a transmissão experimental por carrapatos
(Boophilus e Amblyomma cajennense), Mem. Inst. Butantan, 7:33, 1932.
459. Lemos Monteiro, J. — Typho exanthematico de S. Paulo. XII. Sôbre um
virus isolado de ratos da zona urbana da cidade e suas relações com o do
typho de S. Paulo, Mem. Inst. Butantan, 7:41, 1932.
460. Lemos Monteiro, J. e Fonseca, F. da — Localização da Rickettsia brasilien-
sis nas cellulas dos diverticulos intestinaes do Amblyomma cajennense, Mem.
Inst. Butantan, 8:47, 1933-34.
461. Lemos Monteiro, J., Fonseca, F. da & Prado, A. — Pesquisas epidemiológicas
sôbre o typho exanthematico de S. Paulo, Mem. Inst. Butantan, 6:137, 1931.
462. Travassos, J. e Lemos Monteiro, J. — Contribuição ao estudo da reacção de
Weil-Felix na infecção experimental pelos virus do “typho exanthematico” de
S. Paulo e a febre maculosa das Montanhas Rochosas, Mem. Inst. Butantan,
8:57, 1933-34.
463. Travassos, J. & Vallejo, A. — Comportamento de alguns cavídeos (Cavia ape-
rea e Hydrochoerus capybara) às inoculações experimentais do vírus da febre
maculosa. Possibilidade desses cavídeos representarem o papel de depositários
transitórios do vírus na natureza, Mem. Inst. Butantan, 15:73, 1941.
464. Travassos, J. & Vallejo, A. — Possibilidade de Amblyomma cajennense se infetar
em Hydrochoerus capybara experimentalmente inoculado com o virus da fébre
maculosa, Mem. Inst. Butantan, 15:87, 1941.
cm
7 SCÍELO) 2.1 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan,
34:209-249, 1969.
REMISSIVE LIST
235
465. Travassos, J. & Vallejo-Freire, A. — Sôro anti-rickettsia na febre maculosa
experimental, Mem. Inst. Butantan, 16:285, 1942.
466. Travassos, J. & Vallejo-Freire, A. — Criação artificial de Amblyomma ca-
jennense para o preparo da vacina contra a febre maculosa, Mem. Inst.
Butantan, 18:145, 1944-45.
467. Travassos, J., Rodrigues, P. M. & Carrijo, L. N. — Tifo murino em S. Paulo.
Identificação da Rickettsia mooseri isolada de um caso humano, Mem. Inst.
Butantan, 21:77, 1948.
468. Vallejo-Freire, A. — Spotted fever in México, Immunological relationship
between the virus of the rickettsiosis observed in sonora and sinalvoa,
México, and other spotted fever viruses, Mem. Inst. Butantan, 19: 159, 1946.
469. Vallejo-Freire, A. — Febre maculosa no México. Cultivo de Riquétsias, Mem.
Inst. Butantan, 20:1, 1947.
470. Vallejo-Freire, A. — Transmissão do vírus da febre maculosa mexicana por
Amblyomma striatum Koch, 1844, Mem. Inst. Butantan, 20:107, 1947.
471. Vallejo-Freire, A. & Brunner Jr. A. — Rikettsiemia experimental da febre
maculosa do Brasil, Mem. Inst. Butantan, 31:201, 1964.
472. Lemos Monteiro, J. — Contribuição ao estudo das relações immunológicas en¬
tre o “thypho exanthemático” de S. Paulo e demais febres exanthemáticas que
ocorram na América do Sul, Mem. Inst. Butantan, 8:195, 1933-34.
473. Lemos Monteiro, J. — O “typho exanthematico” de S. Paulo e suas relações
com a febre maculosa das Montanhas Rochosas, à luz das provas de immuni-
dade cruzada, Mem. Inst. Butantan, 8:207, 1933-34.
VlROLOGIA
VÍRUS
474. Beçak, W. & Baixeiras, A. — Produção de anti-corpos anti-rabicos em camun¬
dongos submetidos a radiações Beta-Gama, Mem. Inst. Butantan, 29:227, 1959.
475. Calazans, 8. C. de, e Godinho, R. — Possibilidade de contaminação da lympha
vaccinica pelo virus da febre aphtosa, Mem. Inst. Butantan, 7:269, 1932.
476. Fonseca, F. da — Conservação da vitalidade do virus amarilico inoculado no
testículo de cobaias, Mem. Inst. Butantan, 12:209, 1938-39.
477. Fonseca, F. da ■ — Persistance de la vitalité du virus amaril inoculé dans les
testicules du cobaye, Mem. Inst. Butantan, 12:213, 1938-39.
478. Fonseca, F. da — Hipersensibilidade de um roedor brasileiro ao virus amarilico
neurotrópico, Mem. Inst. Butantan, 12:217, 1938-39.
479. Fonseca, F. da — LTiypersensibilité d’un rongeur Brésilien au virus amaril
neurotrope, Mem. Inst. Butantan, 12:221, 1938-39.
480. Fonseca, F. da — Comportamento do bugio Alouatta fusca Humboldt inocula¬
do com virus amarilico Asibi, Mem. Inst. Butantan, 13:363, 1939.
481. Fonseca, F. da — On the behaviour of the monkey Alouatta fusca Humboldt
inoculated with Asibi strain of yellow fever virus, Mem. Inst. Butantan, 13:
367, 1939.
482. Fonseca, F. da & Artigas, P. — Sensibilidade do gato doméstico ao virus ama¬
rilico neurotrópico, Mem. Inst. Butantan, 12:225, 1938-39.
236
REMISSIVE LIST
483. Fonseca, F. da <& Artigas, P. — Sensibilité du chat au virus amaril neurotrope,
Mem. Inst. Butantan, 12:229, 1938-39.
484. Fonseca, F. da <& Artigas, P. — Pesquisas sôbre o comportamento de animais
silvestres inoculados com virus amarilico, Mem. Inst. Butantan, 12:233, 1938-39.
485. Fonseca, F. da & Artigas, P. — Recherches sur la sensibilité d’animaux sau-
vages au virus amaril, Mem. Inst. Butantan, 12:249, 1938-39.
486. Fonseca, F. da & Artigas, P. — Inquérito sôbre a sensibilidade de Cebus cirrifer
ao virus amarilico, Mem. Inst. Butantan, 13:373, 1939.
487. Fonseca, F. da & Artigas, P. — Investigations on the sensibility of Cebus cirrifer
to the yellow fever virus, Mem. Inst. Butantan, 13:377, 1939.
488. Godinho, R. — Resistência de differentes germes pathogenicos experimental¬
mente associados ao virus vaccinico, Mem. Inst. Butantan, 8:81, 1933-34.
489. Godinho, R. -— lmmunização com o virus vaccinico cultivado na allantoide do
embryao de gallinha, Mem. Inst. Butantan, 8:131, 1933-34.
490. Godinho, R. — lmmunização anti-variolica por inoculação sub-dermica de virus
vaccinico filtrado, Mem. Inst. Butantan, 10:191, 1935-36.
491. Godinho, R. e Klobusiteky, D. von — Influência do pH sôbre a actividade do
virus vaccinico, Mem. Inst. Butantan, 8:95, 1933-34.
492. Lemos Monteiro, J. — Estudos sôbre a febre amarella. Modernos conheci¬
mentos sôbre a infecção experimental, Mem. Inst. Butantan, 5:49, 1930.
493. Lemos Monteiro, J. e Godinho, R. — Do preparo da lympha vaccinica, Mem.
Inst. Butantan, 5:3, 1930.
494. Lemos Monteiro, J. e Travassos, J. — Diagnóstico sorologico da febre ama¬
rella. Sôbre a reacção de fixação do complemento, Mem. Inst. Butantan, 5:
171, 1930.
495. Lemos Monteiro, J. e Travassos, J. — Sôbre a duração de actividade do anti-
geno para a reação de fixação do complemento na febre amarella, Mem. Inst.
Butantan, 7:237, 1932.
496. Lemos Monteiro, J. e Travassos, J. — A reacção de fixação do complemento na
determinação de focos e no diagnóstico retrospectivo da febre amerella, Mem.
Inst. Butantan, 8:221, 1933-34.
497. Macedo, J. J. e Vellini, L. L. — O uso da novocaina intravenosa como anal¬
gésico na colheita da linfa vacinica, Mem. Inst. Butantan, 22:127, 1949.
498. Vallejo-Freire, A., Brunner Jr., A. and Beçak, W. — Vaccinia virus multipli-
cation in rabbit-kidney cell cultures. Aspects of the evolution cycle, Mem.
Inst. Butantan, 28:275, 1957-58.
499. Vellini, L. L. — O uso da penicilina na purificação da linfa vacinica, Mem.
Inst. Butantan, 21:145, 1948.
VlKULOGIA
Microscopia Eletrônica
500. Brunner Jr., A. — A estrutura intrareticulocitária, Mem. Inst. Butantan, 30:
15, 1960-61-62.
501. Brunner Jr., A. & Vallejo-Freire, A. — Estruturas em reticulócitos, Mem. Inst.
Butantan, 31:9, 1964.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan,
34 : 209 - 249 . 1969 .
KEMISSIVE LIST
237
502. Edwards, G. A., Santos, P. de S., Santos, H. L. de S., Hoge, A. R., Sawaya, P.
& Vallejo-Freire, A. • — Estudos eletrono-microscópicos de músculos estria¬
dos de répteis, Mem. Inst. Butantan, 26:169, 1954.
503. Edwards, G. A.; Santos, P. S.; Santos, II. L. de S.; Hoge, A. R.; Sawaya, P.
& Vallejo-Freire, A. — Electron microscope studies of reptilian striated
muscles, Mem. Inst. Butantan, 26:177, 1954.
504. Santos, P. S.; Santos, H. S.; Edwards, G. A.; Hoge, A. R. & Sawaya, P. —
Uma contribuição ao conhecimento da estrutura ultra-fina e das propiedades
químicas de fibrilas do tecido conjuntivo animal, Mem. Inst. Butantan, 27:1,
1955-56.
505. Santos, P. S.; Santos, H. S.; Edwards, G. A.; Hoge, A. R. <& Sawaya, P. — A
contribution to the knowledge of the fine structure and Chemical properties
of animal connective tissue fibrils, Mem. Inst. Butantan, 27:27, 1955-56.
506. Vallejo-Freire, A. & Brunner Jr., A. — Eritrocitos na reticulocitose do satur-
nismo experimental. Estrutura mitocondrial, Mem. Inst. Butantan, 28:245,
1957-58.
Immunologia
Soros
507. Amaral, A. — Venom and antivenin specificity: modern concept, Mem. Inst.
Butantan, 33(1) :293, 1966.
508. Amaral, A. do; Arantes, J. B. e Fonseca, F. da — Sôbre a duração da aeti-
vidade das antitoxinas e antivenenos, Mem. Inst. Butantan, 7:321, 1932.
509. Arantes, J. B. & Brandão, C. H. • — Antígenos e anticorpos botrópicos. T.
Contribuição ao estudo da dosagem dos soros antibotrópicos polivalentes, Mem.
Inst. Butantan, 21:153-178, 1948.
510. Arantes, J. B. & Brandão, C. H. — Antígenos e anticorpos botrópicos. II.
Contribuição ao estudo da produção de soros antibotrópicos monovalentes
(Nota prévia), Mem. Inst. Butantan, 21:255-260, 1948.
511. Arantes, J. B.; Karmann, G. & Bier, O. G. ■— Emprêgo da reação de flocula-
ção específica na dosagem do antiveneno crotálico, Mem. Inst. Butantan, 18:
21-26, 1944-45.
512. Barrio, A. — Diferencias inmunológicas entre entidades simpatridas de ara¬
rias dei gênero Latrodectus Walckenaer, Mem. Inst. Butantan, 33(3) :865,
1966.
513. Barrio, A. & Miranda, M. E. — Estúdio comparativo morfológico e inmuno-
logico entre las diferentes entidades dei gênero Micrurus Wagler (Ophidia,
Elapidae) de la Argentina, Mem. Inst. Butantan, 33(3) :869, 1966.
514. Barrio, A. & Miranda, M. E. — Las diferentes poblaciones de Bothrops al-
ternata Dumeril y Bibron (Ophidia, Crotalidae) de la Argentina, considera¬
das desde el punto de vista morfologico y antigénico, Mem. Inst. Butantan,
33(3) :887, 1966.
515. Bier, O. G. — Estudo quantitativo da reação de floculação entre o veneno
e o antiveneno crotálico, Mem. Inst. Butantan, 18:27-32, 1944-45.
516. Bier, O. G. — Estudo quantitativo da reação de floculação entre o antivene¬
no crotálico e uma fração purificada do veneno de cascavel neotrópica
(Crotalus t. terrificus), Mem. Inst. Butantan, 20:31-38, 1947.
517. Vital Brasil, O. — Sóro antiescorpiônico, Mem. Inst. Butantan, 1:47, 1918.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
238
REMISSIVE LIST
518. Christensen, P. A. — The preparation and purification of antivenoms, Mem.
Inst. Butantan, 33(1):245, 1966.
519. Christensen, P. A. — Venom and antivenom potency estimation, Mem. Inst.
Butantan, 33(1) :305, 1966.
520. Cohen, P. — In vivo neutraliza tion of Coral snake venom, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 33(3) :881, 1966.
521. Cohen, P. and Seligmann Jr., E. B. • — Immunologic studies of Coral snake
venom, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :339, 1966.
522. Hõxter, G. & Decoussau, D. — Concentração, purificação e controle fisico-
químico dos soros antitóxicos e antipeçonhentos, Mem. Inst. Butantan, 21:187-
202, 1948.
523. Klobusitzky, D. von & Kõnig, P. — Sôbre a fixação da substância coagulante
do veneno de Bothrops jararaca pelo sôro antiophidico, Mem. Inst. Butantan,
10:245, 1935-36.
524. Klobusitzky, D. von & Kõnig, P. — Sôbre a fixação específica da Bothropo-
toxina. I. Fixação por diversos antivenenos, Mem. Inst. Butantan, 10:205,
1935-36.
525. Klobusitzky, D. von & Kõnig, P. — Sôbre a fixação específica da Bothropo-
toxina. II. Fixação pelo antiveneno lachetico, Mem. Inst. Butantan, 10:217,
1935-36.
526. Klobusitzky, D. von & Kõnig, P. — Novos estudos immunológicos sôbre a
substância coagulante do veneno de Bothrops jararaca, Mem. Inst. Butantan,
11:149, 1937.
527. Krag, P. & Bentzon, M. W. — Antivenin testing at different venom leveis,
Mem. Inst. Butantan, 33(1) :251, 1966.
528. Latifi, M. and Manhouri, II. — Antivenin production, Mem. Inst. Butantan,
33(3): 893, 1966.
529. Ohsaka, A., Kondo, H., Kondo, S., Kurokawa, M. and Murata, R. — Pro-
blems in determination of antihemorrhagic potency of Habu (Trimeresurus
flavoviridis) antivenin in the presence of multiple hemorrhagic principies
and their antibodies, Mem. Inst. Butantan, 33(1): 331, 1966.
530. Puranananda, C., Lauhatirananda, P. & Ganthavorn, S. — Cross immuno-
logical reaction in snake venoms, Mem. Inst. Butantan, 33(1) :327, 1966.
531. Schõttler, W. H. A. — Aspectos metodológicos da titulação de soros antipe¬
çonhentos, Mem. Inst. Butantan, 26:249, 1954.
532. Schõttler, W. H. A. — Miscellaneous observations on snake venoms and an-
tivenins, Mem. Inst. Butantan, 27:85, 1955-56.
533. Schõttler, W. H. A. — Observações miscelâneas sôbre peçonhas ofidicas e an¬
tivenenos, Mem. Inst. Butantan, 27:73, 1955-56.
534. Zwisler, O. — The role of enzymes in the processes responsible for the to-
xicity of snake venoms (an immunological study), Mem. Inst. Butantan, 33
(1) :281, 1966.
Immunologia
535. Amaral, J. P. do — Técnica do preparo da toxina e antitoxina diftérica no
Instituto Butantan, Mem. Inst. Butantan, 12:253, 1938-39.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan,
34 : 209 - 249 , 1969 .
REMISSIVE LIST
239
536. Ainaral, J. P. do — O emprêgo da lanolina na imunização de cavalos para
produção de antitoxina diftérica, Mem. Inst. Butantan, 12:259, 1938-39.
537. Amaral, J. P. do — Observações em torno da imunidade antidiftérica, Mem.
Inst. Butantan, 15:383, 1941.
538. Ashcar, H. — Ensaios sôbre imunidade antiestafilocócica, Mem. Inst. Bu¬
tantan, 15:399, 1941.
539. Assumpção, L. de — O Sôro diagnóstico da syphilis pelo methodo actualmen-
te usado no Instituto Pasteur de Paris, com soros activos, em confronto com
a recção de Wassermann, Mem. Inst. Butantan, 3:205, 1926.
540. Bier, O. G. & Amaral, J. P. do — Desencadeamento do fenômeno de Schwar-
tzman em coelhos mediante a injeção venosa de glicogênio puro, Mem. Inst.
Butantan, 18:33-36, 1944-45.
541. Büller Souto, A. & Rivarola, J. B. — Preparación dei suero antigangre-
noso. 1. Preparación dei suero antiperfringens, Mem. Inst. Butantan, 12:
393, 1938-39.
542. Büller Souto, A. & Rivarola, J. B. — Preparación dei suero antigangrenoso.
2. Preparación red suero antioedematis-maligni, Mem. Inst. Butantan, 12:
435, 1938-39.
543. Büller Souto, A. & Rivarola, J. B. — Preparación dei suero antigangreno¬
so. 3. Preparación dei suero antioedematiens, Mem. Inst. Butantan, 12:
453, 1938-39.
544. Büller Souto, A. & Rivarola, J. B. — Preparación dei suero antigangrenosso.
4. Preparación dei sueno antihistolyticum, Mem. Inst. Butantan, 12:465,
1938-39.
545. Büller Souto, A. & Rivarola, J. B. — Preparación dei suero antigangrenoso.
5. Estandardización dei suero antigangrenoso, Mem. Inst. Butantan, 12:
477, 1938-39.
546. Büller Souto, A. & Ubisch, G. von — Comportamento da cobaia (Cavia por-
ceTÍUs L.) e do preá (Cavia rufescens Lund) em relação aos antígenos tetâ¬
nicos, Mem. Inst. Butantan, 12:313, 1938-39.
547. Büller Souto, A. & XJbisch, G. von — Comportement du cobaye (Cavia por-
cellus L.) et du préa (Cavia rufescens Lund) vis-a-vis des antigènes tétani-
ques, Mem. Inst. Butantan, 12:349, 1938-39.
548. Fonseca, F. da — Modernas technicas de preparo da antitoxina tetanica,,
Mem. Inst. Butantan, 7:303, 1932.
549. Godinho, R. e Travassos, J. — Observações em torno do phenomeno de Duran-
Reynals, Mem. Inst. Butantan, 7:243, 1932.
550. Klobusitzky, D. von ■ — Estudos sôbre a unidade das fracções albuminosas
do sôro, Mem.. Inst. Butantan, 6:275, 1931.
551. Klobusitzky, D. von — Concentração da antitoxina tetanica por meio de ad-
sorpção, Mem. Inst. Butantan, 11:163, 1937.
552. Lemos Monteiro, J. — Immunização anti-tetanica pelo methodo toxoide-toxi¬
na, Mem. Inst. Butantan, 2:85, 1925.
553. Lemos Monteiro, J. — Sensibilidade e immunidade a diphteria. Sehick-Test
e Kellogg-Test, Mem. Inst. Butantan, 3:137, 1926.
554. Lemos Monteiro, J. — Anatoxina diphterica e seu valor prático. Preparo,
poder antigenico, emprego na produção de antitoxina e na prophylaxia da
diphteria, Mem. Inst. Butantan, 3:96, 1926.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
240
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652. Slotta, C. H. & Szyszka, C. — Estudos chimicos sôbre os venenos ophidicos.
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Butantan, 11:133, 1937.
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