MEMÓRIA
INSTITUTO
BUTANTAN
U
1971
VOLUME 35
SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE
COORDENADORIA DOS SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
INSTITUTO BUTANTAN
SÃO PAULO — BRASIL
cm
2 3
SciELO
10 11 12 13 14 15
MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
REDATOR RESPONSÁVEL
JANDYRA PLANET DO AMARAL
Diretora do Instituto Butantan
COMISSÃO EDITORIAL DAS “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN
JESUS CARLOS MACHADO — Presidente
WILLY BEÇAK
BRUNO SOERENSEN CARDOZO
SECRETARIA
MARIA A. M. VOLPE
1, | SciELO
Serão fornecidas separatas dos trabalhos publicados nas “MEMÓRIAS DO
INSTITUTO BUTANTAN”, solicitando-se nesse caso o obséquio de enviar outras
separatas, em permuta, para a Biblioteca do Instituto.
Tôda a correspondência editorial deve ser dirigida ao:
INSTITUTO BUTANTAN
Biblioteca
Caixa Postal 65
São Paulo — BRASIL
EXCHANGED DESIRED
PEDE-SE PERMUTA
í, | SciELO
MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN
Conteúdo
Pag-
Editorial. XI
Artigos Originais/Original Articles
Maturação eritrocitária em roedores . 1
Erythrocytary maturation in rodents
Adolpho BRUNNER JR.
Achados anátomo-patológicos em necroscopia de paciente falecido
por envenenamento elapídico . 41
Autopsy findings in a human case of elapidic poisoning.
Jesus Carlos MACHADO e Gastão ROSENFELD
Epidemiologia da Moléstia de Hodgkin em crianças. Um estudo de
36 casos . 55
Epidemiology of Hodgkin’s disease in children. A study of 36 cases.
Jesus Carlos MACHADO, J. FRANCO da SILVEIRA F.° and
Antonio Dionísio RUSSO.
Alterações do epilélio e esfregaços vaginais da preá ( Cavia aperea
aperea ) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia
Alterations in the epithelium and vaginal smears of the Preá ( Cavia
aperea aperea) during the estrous cycle and comparison with those
of the Guinea-Pig.
José FRANCO da SILVEIRA F.° e Jesus Carlos MACHADO
63
III
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Produção de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção
intradérmica, em coelhos e macacos, de sôros de doentes com título
elevado de autoanticorpo . 79
Production of Pemphigus-like lesions by intradermal injection of
monkeys and rabbits with Brazilian Pemphigus Foliaceus sera with
high content of intracellular antibody.
Ernst BEUTNER, Gary W. WOOD, Tadeusz P. CHORZELSKI,
Cid ABREU LEME e Otto G. BIER
Estudo comparativo da alergia tuberculínica e da proteção conferida
pela vacina BCG. Via oral e intradérmica, em cobaios. 95
Comparative study on tuberculin allergy and protetion conferred to
guinea-pigs by oral and intradermal BCG vaccine.
Bruno SOERENSEN Cardozo, Jandyra Planet do AMARAL, Marta
Maria MUTTI PEREIRA e Maria Antonieta da SILVA
Ocorrência de Micrurus hemprichii hemprichii no Brasil (Serpentes
Elapidae).. . 107
Micrurus hemprichii hemprichii recorded for Brazil
Alphonse Richard HOGE e Sylvia Alma ROMANO
8 Notas sôbre Leptomicrurus Schmidt (Serpentes Elapidae)
Notes on Leptomicrurus Schmidt
Sylvia Alma R. W. L. ROMANO
111
Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras(ORTHOGNATHA)
estabelecidos por Cândido de Mello Leitão e depositados no Museu
Nacional do Rio . 117
Revision of some types of Mygalomorph spiders of the collection in
the Museu Nacional — Rio de Janeiro
Wolfgang BÜCHERL, Anna Timotheo da COSTA e Sylvia LUCAS
10 Três casos de parasitismo no Brasil entre a aranha caranguejeira
Lasiodora klugi (C. L. Koch) e uma môsca do gênero Exetasis
(DIPTERA, ACROCERIDAE) . 139
Three cases of parasitism in the Mygalomorph spider Lasiodora
klugi (C. L. Koch) by a fly of the genus Exetasis (DIPTERA,
ACROCERIDAE) in Brazil.
Vera Regina D. von EICKSTEDT
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MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
1 — FINALIDADE
As MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN são publicadas sob a
orientação da Comissão Editorial, sendo que os conceitos emitidos são de intei¬
ra responsabilidade dos autores. Tem por finalidade a apresentação de trabalhos
originais que contribuam para o progresso nos campos da Biologia e da Medici¬
na, elaborados por especialistas nacionais ou estrangeiros que se enquadrem no
REGULAMENTO DOS TRABALHOS.
2 — REGULAMENTO DOS TRABALHOS
2.1 NORMAS GERAIS
2.1.1. Os trabalhos devem ser inéditos e destinar-se exclusivamente à
revista “MEMÓRAS DO INSTITUTO BUTANTAN”. Os artigos serão publi¬
cados a convite da Comissão Editorial.
2.1.2. ESTRUTURA DO TRABALHO
2.1.2.1 Elementos preliminares
a) cabeçalho — título do trabalho e nome do autor (es);
b) filiação científica e enderêço para correspondência.
2.1.2.2 Texto
Sempre que possível deve obedecer à forma convencional do
artigo científico:
a) Introdução — Estabelecer com clareza o objetivo do tra¬
balho, relacionando-o com outros do mesmo campo e apre¬
sentando de forma sucinta a situação que se encontra o
problema investigado. Extensas revisões de literatura de¬
vem ser substituídas por referências aos trabalhos mais re¬
centes, onde tais revisões tenham sido apresentadas.
b) Material e métodos — A descrição dos métodos usados
deve limitar-se ao suficiente para possibilitar ao leitor a per¬
feita compreensão e repetição dos métodos; as técnicas já
descritas em outros trabalhos devem ser referidas somente
por citação, a menos que tenham sido consideràvelmente
modificadas.
c) Resultados — Devem ser apresentados com clareza e, sem¬
pre que necessário, acompanhados de tabelas e material
ilustrativos adequados.
VII
í, | SciELO
ERRATA
- "Normas Gerais" - 2.1.X - onde se le: MEMORAS leia-se MEMÕRIAS
- "EDITORIAL" - 5a.linha - onde se lê: deve-se le j a-s e deve se
4 4 - for Golgi Complex read Golgi coroplex
§ 1 - line 7 - for erõthroblast read erythroblast
for end read and
for Dibutyl phtalate 1% v/v
Benzoil peroxide 0.05 ml
read
Dibutyl phtalate 0.05 ml
Benzoil peroxide 1% v/v
Pg. 7
-
§ 4 - line
6
- for identifyed read identified
Pg. 8
-
§ 1 - line
3
- for Threre read There
Pg. 9
-
§ 2 - line
4
- for cach read each
Pg. 12
-
§ 2 - line
3
- for polychrornatiphi1ic read polychr omatoph i1ic
Pg. 15
-
§ 1 - line
10
- for Skutelsby read Skuteisky
F$.16
-
§ 5 - line
14
- for rhytydia read crytydia
Pg - 1 7
-
line 2 - for
fiblroblasts read fibroblasts
§ 2 - line
3
- for aggress read aggrees
Pg. 19
-
5 2 - line
1
- for aforemenitioned read aforementioned
Pg • 20
-
6 - line
3
- for Laitha read Lajtha
Pg.27
-
Fig.16 - for
— 4
Dye at 1x10 read Dye at 1x10
Pg • 36
-
line 7 - for
HumanErõthropoiesis read Human Erythropoiesis
Pg.37 -
Pg.38 -
line 19 - for Etudy read Study
line 22 - for Nuclear-Mitochondria read Nuclear-Mitochondrial
line 23 - for inPelomyxa carolinensis read in Pelomyxa carolinensis
line 35 - for Estrutura read Estruturas
line 9 - for Eearle ' s read Earle’s
line 21 - for Zelforch read Zellforch
line 46 - for "in Vitr" read "in vitro"
line 48 - for Exptl.Cel Res.,:56-59,1963 read Exptl.Cell Res.,^5:
56-59,1963
line 5 - for SchWeiz read Schweiz
line 10 - for Fred. read Fed.
line 20 - for LEBLOND.C.P. and Droz , read LEBLOND ,C.P.and DROZ ,
line 21 - for show read shown; for Procursors read Precursors
line 30 - for Size.Phenylhydrazine
read Size..... Phenylhydrazine - Induced.Reti*culocytos is
Proc.Soc.Exper.Biol.Med. , 57 :344-347,1944
line
36 -
for
9:228,1960 read
9:248,1960
line
43 -
for
SC11ULTZ ,H.UND DE
PAOLA read
SCHULTZ ,11. und
DE PAOLA
line
4-5 -
for
SEN0.S.,HABA,K.,
T... read
SENO.S. - The
Structure
and the Function of Reti-
culocyte . Acta Haem.Jap .21:
171-181,1958.
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
cont
Pg.38 -
Pg.39 -
Pg•50 -
Pg.61 -
Pg • 63 -
Pg•71 -
Pg•113 -
Pg. 119 -
Pg.120 -
Pg•130 -
Pg.H8 -
Pg•152 -
Pg•153 -
line 47 - for SENO , S. ,HABA,K. ,T. and NAKAMOTO,T.
read SENO ,S. ,HABA,K. ,MAKI,T. and NAKAMOTO,T.
line 5 - for oes read Does
line 29 - for and Hall.C.E. read and HALL,C.E.
Leg.Figs.3 e 4 - onde se le hemogrobina leia-se hemoglobina
" BIBLIOGRAPHY" - for FRAUMENT,Jr. read FRAUMENI ,Jr.
"INTRODUÇÃO" - 9a. linha - onde se lê "Antes dele, von Ubisch e
Mello,1940, fizeram esses estudos era
animais provenientes diretamente do
campo"...
leia-se " Antes dele,von Ubisch e Mello
1940, publicaram algumas observações sobre
o ciclo sexual da preá e seu período de
gestação. De 11ias , 1969 , e von Ubisch e
Mello, 1940, fizeram esses estudos em a-
nimais provenientes diretamente do campo"...
§ 2 - 29a.linha - onde se le ....Rosa e Alvarado, 1959)
leia-se ...Rosa e Ve 1 ardo , 1959)
for narducii or narducci read narduccii
"DIPLURIDAE,DIPLURINAE" - 3a.linha - onde se lê: D.borgmieri
leia-se : D.b orgmeie ri
"BARICHELIDAE,DIPLOTHELINAE" - 2a.linha - onde se lê
N.leonardosi leia-se N.leonardoi
leg.fig.8 - onde se lê Diplura bitaeniatas
leia-se Diplura bitaeniata
§4 -line 2 - for show read shown
§2 -line 1 - for Benzimodazo 1e read Benzimidazole
§1 -line 1 - for (12) read (2); for dymethy1aminopropiophenone
read dimethylaminopropiophenone
cont
Pg.38 -
Pg.39 -
Pg.50 -
Pg.6 1 -
Pg.63 -
Pg•71 -
Pg•113 -
Pg.119 -
Pg.120 -
Pg•130 -
Pg.148 -
Pg•152 -
Pg.153 -
line 47 - for SENO , S. ,HABA,K. ,T. and NAKAMOTO,T.
read SENO , S. , HABA,K.,MAKI,T. and NAKAMOTO,T.
line 5 _ for oes read Does
line 29 - for and Hall.C.E. read and HALL.C.E.
Leg.Figs.3 e 4 - onde se lê heraogrobina leia-se hemoglobina
" BIBLIOGRAPHY" - for FRAUMENT,Jr. read FRAUMENI ,Jr.
"INTRODUÇÃO" - 9a. linha - onde se lê "Antes dêle, von Ubisch e
Mello,1940 , fizeram esses estudos em
animais provenientes diretamente do
campo"...
leia-se " Antes dele,von Ubisch e Mello
1940, publicaram algumas observações sobre
o ciclo sexual da preá e seu período de
gestaçao. De 11ias , 1969 , e von Ubisch e
Mello, 1940, fizeram esses estudos em a-
nimais provenientes diretamente do campo"...
§ 2 - 29a.linha - onde se lê ....Rosa e Alvarado, 1959)
leia-se ...Rosa e Velardo , 1959)
for narducii or narducci read narduccii
"DIPLURIDAE .DIPLURINAE" - 3a.linha - onde se lê: D.borgmieri
leia-se : D.borgmeieri
"BARICHELIDAE,DIPLOTHELINAE" - 2a.linha - onde se lê
N. leonardosi leia-se N■leonardoi
leg.fig.8 - onde se lê Diplura bitaeniatas
leia-se Diplura bitaeniata
§4 -line 2 - for show read shown
§2 -line 1 - for Benzimodazole read Benzimidazole
§1 -line 1 - for (12) read (2); for dymethy1aminopropiophenone
read dimethy1aminopropiophenone
d) Discussão — Deve restringir-se à apresentação dos dados
obtidos e dos resultados alcançados, relacionando-se novas
contribuições aos conhecimentos anteriores. Evitar hipó¬
teses ou generalizações não baseadas nos resultados do tra¬
balho.
e) Conclusões — devem ser fundamentadas no texto.
Dependendo do assunto do artigo, as divisões acima poderão ser modifica¬
das de acordo com o esquema de trabalho, porém, o artigo deve conter obriga¬
toriamente:
a) Introdução;
b) Desenvolvimento do tema (com as divisões a critério do
autor);
c) Conclusão.
Agradecimentos — devem ser mencionados antes das Referências Biblio¬
gráficas.
2.1.2.3 Material de Referência
Todo trabalho deve vir obrigatoriamente acompanhado de:
a) RESUMO — um no mesmo idioma do texto, outro em
inglês, redigidos pelo(s) próprio (s) autor(s), devem
expressar o conteúdo do artigo, salientando os elementos
novos e indicando sua importância. O resumo na língua
em que está redigido o trabalho deve ser colocado antes
do texto; e o em inglês no final. Só excepcionalmente ex¬
cederá a 200 palavras. Os títulos dos trabalhos devem ser
traduzidos para o inglês.
b) UNITERMOS — Correspondendo a palavras ou expres¬
sões que identifiquem o conteúdo, devem ser em número
necessário para a completa descrição do assunto e assina¬
lados com asteristicos os 3 unitermos principais. Para a
escolha dos unitermos usar o vocabulário protótipo do
campo especializado. *
c) REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS — Devem ser in¬
cluídas apenas as referências mencionadas no texto e arran¬
jadas em ordem alfabética do sobrenome do autor, nume¬
radas consecutivamente.
Periódico:
AMORIM, M. de F., MELLO, R. F. e SALIBA, F. —
Envenenamento botrópico e crotálico. Contribuição
para o estudo experimental comparado das lesões.
Mem. Inst. Butantan, 23: 63, 1950-51.
Para as ciências da saúde usar o "Medicai Subject Headings", com tradução em português rea¬
lizada pelo Grupo de Bibliotecários Biomédicos da A.P.B.
VIII
cm
SciELO
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Livro:
BIER, O. — Bacteriologia e imunologia. 1, 13. ed. São
Paulo, Melhoramentos, 1966.
1 .
2 .
3.
3.
As citações no texto devem ser em números índices, correspondendo às res-
vas referências bibliográficas.
Exemplos:
As investigações sôbre a fauna flebotomínica no Estado de São Paulo, fo-
feitas em várias ocasiões *■ s > 4 .
. .. método derivado de simplificação de armadilha de Disney 2 (1968).
Referências Bibliográficas (correspondentes aos números índices)
BARRETO, M. P. — Observações sôbre a biologia em condições naturais
dos flebótomos do Estado de São Paulo (Diptera Psychodidae); São
Paulo, 1943. (Tese — Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo).
DISNEY, R. H. L. — Observations on a zoobosis: leishmaniosis in British
Honduras. J. appl. Ecol., 5:1-9, 1968.
FORATTINI, O. P. — Algumas observações sôbre Biologia dos flebótomos
(Diptera, Psychodidae) em região da bacia do Rio Paraná (Brasil).
Arq. Fac. Hig. S. Paulo, 5:15-136, 1954.
FORATTINI, O. P. — Novas observações sôbre Biologia de flebótomos
em condições naturais (Diptera, Psychodidae). Arq. Fac. Hig. S. Paulo,
25: 209-15, 1960.
3 _ NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS
3.1 — Datilografia — Os originais devem ser datilografados, em 3
(três) vias, com espaço duplo, em uma só face, mantendo as
margens laterais com 3 cm aproximadamente. Tôdas as pá¬
ginas devem ser numeradas consecutivamente, com algaris¬
mos arábicos, no canto superior direito.
3.2 — Tabelas — Devem ser numeradas consecutivamente com al¬
garismos arábicos e encabeçadas pelo seu título. Os dados
apresentados em tabela não devem ser, em geral, repetidos no
texto. As notas de rodapé das tabelas devem ser restritas ao
mínimo possível e referidas por asteristicos.
3 3 — Ilustrações — (fotografias, desenhos, gráficos, etc) — As
ilustrações devem ser numeradas consecutivamente com al¬
garismos arábicos e citadas como Figuras. Tôdas as figuras
serão identificadas fora da área de reprodução com: número,
nome do autor, título abreviado do trabalho, indicação da
página de texto onde deverão constar. As legendas devem ser
apresentadas em folhas à parte. As ilustrações devem permitir
perfeita reprodução em clichês até a redução mínima de 6,3
cm (largura da coluna do texto). Os desenhos devem ser fei¬
tos em papel vegetal e tinta nanquim preta e as letras com
normógrafo, nunca datilografadas.
1 .
2 .
3.
3.
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A Revista admite clichês (branco e preto) até 6 do texto, para cada traba¬
lho, devendo os demais serem pagos pelo autor. Para clichês coloridos deverá ha¬
ver prévia combinação entre a Comissão Editorial e o autor.
De cada trabalho serão tiradas 100 (cem) separatas, devendo o autor pagar
as separatas que excedam a êsse número, quando solicitar uma quantidade maior.
As separatas em excesso devem ser solicitadas quando o manuscrito fôr encami¬
nhado à Comissão Editorial.
Os trabalhos poderão ser redigidos, além da língua portuguesa, em: inglês,
francês e espanhol. Outras línguas ficarão a critério da Comissão Editorial.
A reprodução total ou parcial dos trabalhos em outros periódicos — com
menção obrigatória da fonte — dependerá de autorização prévia da Comissão
Editorial.
Para fins comerciais, será proibida a tradução e reprodução dos trabalhos
publicados pela revista.
X
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EDITORIAL
Este número das “Memórias do Instituto Butantan” assinala uma nova fase
na vida funcional deste Instituto, representada pela implantação de uma nova
estrutura técnico-científica e administrativa mais complexa, que proporcionou uma
hierarquia funcional e melhoria na inter-relação dos diferentes trabalhos. E certo
que a atual organização deve-se modificar com o tempo e a experiência, para que
ela melhor se adapte às necessidades crescentes do Estado de São Paulo e do
Brasil.
Originado em 1898 como dependência do Instituto Bacteriológico, com a
finalidade de preparar sôro antipestoso para atender a surto epidêmico de peste
bubônica desencadeado na cidade de Santos, foi em 23 de fevereiro de 1901 des¬
ligado dessa instituição sanitária tornando-se uma unidade autônoma com o nome
de Instituto Butantan.
Já nesta época se aliavam os estudos dos sôros antivenenosos, muito espe¬
cialmente os antiofídicos, aos trabalhos iniciais de sôros e vacinas contra as mo¬
léstias infecciosas em geral. Seu primeiro Diretor e orientador dos trabalhos foi
o ilustre cientista e médico brasileiro Vital Brazil Mineiro da Campanha.
Decorridos 70 anos de existência com grandes realizações técnico-científicas,
muito especialmente no campo da saúde pública, tendo passado por seus labo¬
ratórios uma plêiade de cientistas nacionais e estrangeiros, arrola no presente
importantes equipes de trabalhos que se identificam no campo da Imunologia,
Biologia, Zoologia muito especialmente relacionada aos animais peçonhentos,
Genética, Microbiologia, Patologia, Fisiologia, Farmacologia, Química e Citolo-
gia, podendo ser considerado no presente uma das mais complexas e importantes
organizações técnico-científicas do Brasil.
Orgão da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, anexo à Coordenado-
ria de Serviços Técnicos Especializados, tem suas finalidades gerais discrimina¬
das como segue:
— desenvolver estudos e pesquisas, puras e aplicadas, em qualquer ramo
da medicina e biologia, direta ou indiretamente relacionados com a Saú¬
de;
— colaborar com os órgãos da Secretaria da Saúde no combate a surtos
epidêmicos;
— prestar assistência aos órgãos oficiais do Estado no controle e na pa¬
dronização de produtos biológicos;
— divulgar suas pesquisas e trabalhos que interessem ao progresso da me¬
dicina e biologia;
XI
cm
SciELO
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— realizar missões científicas, tanto no País como no exterior;
— promover e colaborar na formação e aperfeiçoamento de pessoal técnico
científico de nível médio e superior, do Instituto ou de outras entidades;
— fabricar medicamentos e substâncias químicas para uso diagnóstico, pro¬
filático ou curativo, estudados ou aperfeiçoados no Instituto Butantan ou
ainda, de interêsse especial para os serviços de saúde pública;
— facultar à indústria farmacêutica, considerado o interêsse nacional, con¬
dições para o seu aperfeiçoamento tecnológico e a realização de pesqui¬
sas médicas e farmacológicas.
Jandyra Planet do Amaral
DIRETORA GERAL
XII
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z
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Mero. Inst. Butantan
35: 1-39, 1971.
ERYTHROCYTARY MATURATION IN RODENTS. *
A. BRUNNER JR.
Laboratório de Microscopia Eletrônica
Instituto Butantan
SUMMARY: Erythrocytary series of
peripheral rabbit and hamster blood
have been studied by methods of he-
molysis and thin sections at the ul-
trastructural levei.
The presence of filamentous or rod-
like mitochondria, that disintegrate to
circular membranous forms, has been
demonstrated when hemolysis was do-
ne in suspension in distilled water.
After nuclear extrusion, occurring
generally in the orthochromatic ery-
throblast, concomitantly with active
contraction and expansions, an increa-
se of mitochondria occurs. This is
coincident with the higher intensity
of hemoglobin synthesis, as verified
by other authors.
Besides the organelles, as mitochon¬
dria and polyribosomes, which parti-
cipate in hemoglobin synthesis, there
is the Golgi Complex, probably
acting in the reticulocyte water and
salts balance during maturation, as
well as vesicles and a smooth endo-
plasmic reticulum.
The final maturation of the erythro-
cyte is characterized by the increase
of hemoglobin concentration followed
by a Progressive disappearance of all
the cytoplasmic structures and the
rise of the characteristic discoidal bi-
concave form, constituted by only an
ordinate paracrystalline structure at
the molecular levei.
UNITERMS: Erythrocytary Matura¬
tion.
INTRODUCTION
An accurate study of mammalian erythrocytes shows that the cell during the
maturation process, undergoes successive structural and biochemical transforma-
tions which confer a functional specificity to it. Theses modifications arise in a
cell at the beginning of differentiation, and therefore, without any definitive mor-
phologic and physiologic characteristics. In this respect, erythropoiesis is a very
illustrative phenomenon, well known nowadays. Every maturation phase was follo-
wed up by the classical staining and cytochemical techniques for optical rnicros-
copy. Proerythroblast, the first phase of differentiation, is followed by the baso-
philic, polychromatophilic and acidophilic erythroblast; the latter gives rise to
the non nucleated cell, namely reticulocyte, that develops to the mature erythro-
cyte.
* Thesis of the doctorate sustained at the Departamento de Fisiologia Geral e Animal of the Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras at the Universidade de São Paulo.
Add t*açç •
C.P. 65, São Paulo, Brazil
cm
SciELO
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mcrn. Inst. Butantan, 35: 1-39. 1971.
In animais considered as normal, the transitional phases follow the synchrcc-
nism law of nucleocytoplasmic evolution, occuring a parallelism between cyto-
plasmic and nuclear transformations during the maturation of the blood cells;
this synchronism did not occur under pathological conditions (Bessis, 1961). In
this sequence of evolution, mitosis takes place, followed or not by cytoplasmic
division (Berman, 1947; Wolff and Hofe, 1951), and loss of the nucleolus in
the basophilic eròthroblast; further, a gradual decrease of basophilia occurs,
and hemoglobin synthesis takes place in the polychromatophilic phase; the aci-
dophilic erythroblast shows a marked decrease of nucleoplasmic relationship at
the picnotic stage of the nucleus, and a reduction in number of mitochondria that
arrange themselves generally near the nucleus. At this phase the nucleus vanishes
through cariolysis, carioexis or extrusion, the latter being the more frequent phe-
nomenon (Astaldi et ah, 1950; Leonardi, 1951).
Right after this phase, the reticulocyte develops, showing a more intense he¬
moglobin symhesis in accordance with comparative microspectrophotometric de-
tcrminations for mature erythrocytes, reticulocytes, erythroblasts and purified
o
hemoglobin, corresponding to the extinction at 4060 A wave length (Seno, 1953).
The immature erythrocyte, or reticulocyte is characterized by granules and fila-
ments at vital or supravital staining with brilliant cresyl blue, Janus green B or
other dyes. The nature of the reticulum thus formed has been studied exhaustively
by Cesaris-Demel (1907). The granules were denominated A substance, and the
filaments, B substance; these structures are known as “Substantia granulo-filamen-
tosa”. It has been discussed also whether or not this structure could be an artifact,
resulting from the precipitation of the dyes employed. The majority of authors con-
sider “Substantia granulo-filameníosa” as a real artifact on the basis of their ex¬
perimental results.
Dustin (1947) and Theorell (1950) carne to the conclusion that the mamma-
lian reticulocytes contain a diffuse basophilic substance, resulting in a granular
agglomeration in the presence of basic dyes. They demonstrated that basophilia is
due to the presence of ribonucleoproteins, since this structure is not evidenced
after treatment of the reticulocytes with ribonuclease; Burt et al. (1951), and
Thoma (1959) confirm these observations. Kosenow (1952), when observing
young erythrocytes staincd in increasing acridin-orange H-concentrations by fluo-
rescence microscopy, demonstrated an increase of granules and filaments. He con-
cludes, as others do, that this fact is due to the presence of diffuse nucleic acid.
Bessis (1954) holds the hipothesis of an artifact due to dye and ribonucleopro-
tein precipitation, and does not admit the preexistence of the so-called “Substan¬
tia granulo-filamentosa”.
However, the preexistence of a structure in non stained reticulocytes has
been observed through dark field microscopy by Simmel (1926) and Seyfarth
(1927), as well as by phase contrast microscopy after hemolysis (Lüdin, 1949),
or in intact reticulocytes (Sano, 1965). The nature of this structure and its
relationship to the “Substantia granulo-filamentosa” was enlightened by electron
microscopy with various techniques (Brunner et al., 1956; Braunsteiner et al.,
1956; Vallejo-Freire and Brunner, 1958; Brunner, 1962).
Structures that constitute the Golgi complex, or vesicles and dictyosomes,
were observed in normal and lead poisoned guinea-pigs as well as in rabbit embryo
erythrocytes. Concentric lamellar structures of unknown function, described for
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several kinds of cells, were also observed in reticulocytes (Brunner and Vallejo-
Freire, 1964).
Basophilia and all the structures of the reticulocytary phase disappear gra-
dually, giving rise to a mature erythrocyte with the characteristic discoidal and
biconcave form that contains only a structure at the molecular levei.
In the present work, morphologic aspects of some evolutive phases at the
ultrastructural levei are analysed, occurring during the maturation of the erythro-
blast up to the definitive red blood cell. With reference to the above considera-
tions, various questions arise, mainly related to physiology. The following facts
are quoted: a — “Substantia granulo-filamentosa” is of essential mitochondrial
nature; b — the different aspects of mitochondria, when reticulocytes are hemoly-
sed by different techniques; c) — the quantitative increase of mitochondrial
structures after nuclear extrusion; d — in consequence of the former phenomenon,
the mechanism that leads to the quantitative increase of mitochondria, as well as
the degenerating process of these organelles; e — the components of the Golgi
complex in the young erythrocytes; f — the possible existence of a molecular
arrangement in the normal mature erythrocyte.
MATERIAL AND METHODS
Guinea-pigs ( Cavia porcellus ) weighing 350-400 g, newbom rabbits (Orycío-
lagus cuniculus), rabbit and hamster embryos ( Mesocriceíus auratus), 16-22 and
10 days old, respectively, were used.
Bleeding anemia in guinea-pigs.
To increase the number of reticulocytes in blood, 5 to 6 ml of blood were
withdrawn daily by cardiac punction during 5 days; 2-3 days after the last
bleeding, blood was collected for examination. The Giemsa stained smears show
reticulocytes recognized by their diffuse basophilia, with a percentage varying
between 10 and 15%.
Lead poisoning anemia in guinea-pigs.
One ml of an 1 % aqueous lead acetate solution was injected subcutaneously
during 3 to 9 days. Blood was withdrawn by cardiac punction after 3-7 days.
Reticulocytosis varied from 6 to 50%, and the proportion of erythroblasts was
about 6%.
Blood samples with reticulocytosis and erythroblastosis.
Blood samples of newborn rabbits were obtained by cardiac puncture; from
hamster and rabbit embryos, by sectioning the umbilical cord. Embryonic blood
consists merely of megaloblasts, megalocytes, erythroblasts and reticulocytes; the
percentage of reticulocytes is about 20% in newborn rabbits; erythroblasts are
rarely found in the peripheral blood.
Hemolysis.
Technique A — Thin blood smears were prepared on collodion-coated his-
tological slides and allowed to dry at room temperature for 5-10 hs, and hemolysis
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was pcrformed in 0.8% NaCl solution containing 2.5% formalin. The stromas
were then stained for 5-10 min 1% aqueous phosphotungstic acid solution, pH
about 3.5, washed in distilled water and dried at room temperature. The films,
carrying the stromas, were transferred to metal grids for examination (Brunner
and Vallejo-Freire, 1956).
Technique B — One ml of blood was washed once in 0.85% NaCl solution
and hemolysed in 20 ml distilled water.
Technique C — Washed blood was hemolysed in 20 ml of 0.2% NaCl
solution containing 2.5% formalin.
In the latter two instances, 2 ml of a 2% O O^ aqueous solution were
added to the samples after hemolysis. After 5 min the ghosts, or stromas, were
centrifuged at 60 g for hemoglobin elimination, and washed three times in distilled
water; the sediment was suspended in 4 or 5 ml of distilled water and then
dropped over collodion-coated metal grids. After 50 or 60 min the excess of
water was absorbed with filter paper, and the preparations air dried at room
temperature (Brunner and Vallejo-Freire, 1956).
Replica
To investigate the existence of structures on the erythroblast nucleus, blood
smears were fixed with O O vapor for 1 h, and then covered with a 1%
s 4
collodion amyl acetate solution, and tilted at an angle of about 50° to the hori¬
zontal, for 30 min. After drying, the replicas were detached from the smears and
transferred to metal grids.
Treatment with ribonuclease
Smears hemolysed according to technique A, without staining, were kept in
a M/7 veronal-acetate buffer, pH 6.8, containing 0.1% ribonuclease (General
Biochemical Inc ) at 37°C for 1 h; Controls were treated under the same con-
ditions. All smears were washed in distilled water and stained for 5 to 10 min
in an 1% aqueous phosphotungstic acid solution. After washing and drying the
films with the adhering stromas or ghosts were transferred to metal grids.
Most of all these preparations were submitted to the shadow-casting process,
with chromium or palladium.
Retraction of the inner erythrocyte material by osmic acid.
Peripheral blood erythrocytes of normal guinea-pigs were fixed for 18 to 20
h in NaCl Solutions of concentrations varying between 0.60 and 0.40%, con¬
taining 10% formalin. Part of each suspension was centrifuged at 60 g and the
sediments suspended or not in 1% aqueous phosphotungstic acid solution for 15
min; the remaining part of each suspension was centrifuged and the sediments
suspended in 1% aqueous osmic acid solution for 15 min.
The erythrocytes treated with phosphotungstic or osmic acid were, after
dehydration, embedded in methyl and butyl-methacrylates, and ultrathin sections
prepared for examination.
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Supravital staining wilh Janus green B.
Reticulocytes of guinea-pings with bleeding anemia, were stained with Janus
green B, adding 2 or 3 blood drops to 3 or 4 ml of 0.85% NaCl in a series
of dye dilutions from lxlO 4 to 5x1o- 6 . After 5 min, and when the staining at the
IxlO 4 dilution is microscopically visualized, the erythrocyte suspensions were
centrifuged at 60 g, and the sediments suspended in an 1% osmic acid solution
in veronal-acetate buffer of 7.4 pH. For fixation of the dye, and to increase the
contrast at the electron microscope, an equal volume of an aqueous solution,
containing 3.0% HgCl 2 and 5.6% Kl was added to the suspension after 5 min,
according to the technique of Seno et al. (1958). After washing in distilled
water, the erythrocytes were dehydrated in alcoholic series; the passages should
be as short as possible because the Janus green B-dye fixative complex is soluble
in alcohol.
Fixation end embedding techniques for ultrathin sectioning.
A few blood drops of rabbit and hamster embryos were added to an 1%
KMnO ( solution in veronal-acetate buffer, pH 7.4. After 5 min the suspension
was centrifuged at 60 g for 10 min, the supernatant discarded, and the sediment
suspended in an 1 % O O solution in “Subtosan” or veronal-acetate buffer for
10 min. Blood of normal and lead acetate treated guinea-pigs was fixed only in
an 1% O O solution in veronal-acetate buffer, pH 7.4, for 15-20 min. Erythro-
s 4
cytes embedded in a 3:7 methyl and butyl methacrylate mixture, containing 1%
benzoil peroxide, were dehydrated in alcoholic series; embeddings prepared in
Epon 812+, and in Crystic-araldite++ were firstly dehydrated in acetone se¬
ries, or when dehydrated in alcoholic series, they were finished in 100% acetone.
The time allowed for erythrocytes in each dehydrant médium was about 15 min,
and passages from one médium to another were made by successive centrifuga-
tions up to the final embeddings.
Sections were cut in a Porter-Blum microtome with glass knives, and har-
vested on collodion or carbon-coated metal grids. To increase the contrast of the
sections of Epon or Crystic-araldite inclusions, lead citrate staining was employed,
according to the procedure of Reynolds (1963).
+ Epon mixture (Luft, J., 1961), modified
Epon 812
DDSA
NMA
DMP-30
5.3 ml
2.0 ml
3.8 ml
2% V
V
+ + Crystic-araldite mixture (Weigl, D.R. and Kisielius, J.J., 1967)
Crystic 196
Araldite
Dibutyl phtalate
Benzoil peroxide
7.5 ml
2.5 ml
1% v/
0.05 ml
V
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Comparative stucly of the number and area of mitochondria in immature
erythrocytes.
The criterion adopted in the computation of sectioned cells or from hemoly-
sed smears, to determine the total mitochondrial area per early reticulocytes, and
erythroblasts, is based on the following facts: 1 — The reticulocyte loses gra-
dually the mitochondria as it develops into the mature erythrocyte; 2 — in an
immature erythrocyte population exist, therefore, besides erythroblasts, reticulo¬
cytes of any maturation phase, from that containing the highest number of mito¬
chondria to the end phase of evolution. In each preparation, only cells showing
the highest number of mitochondria have been considered, to verify whether the
early reticulocytes actually contain a higher number of those organelles than the
erythroblasts. The values obtained for mitochondrial areas in thin sections of
nucleated and non nucleated erythrocytes in relation to the respective frequencies
of the erythrocytes, considered in this work, were graphically represented.
Determination of the mitochondrial areas in sections or after hemolysis of
the smears.
The areas are estimated from the weight of the mitochondria, cut out from
the photographic paper used for the copies or enlargements of the negatives, with
relation to the médium paper weight per area unit. The total mitocondrial area
per erythrocyte was converted to yf-.
The preparations were examined and photographed with the Siemens ÜM
100 b and Elmiskop I electron microscopes of the Instituto Butantan. The magni-
fications were from x 1200 to x 20000; an acceleration potencial of 60 KV was
applied.
RESULTS
There are no morphological differences between erythroblasts, reticulocytes,
and erythrocytes of guinea-pigs, rabbits and hamsters, except for those guinea-pigs
with lead acetate intoxication, whose immature erythrocytes present mitochondria
much larger than the ones of normal animais.
Blood of hamster and rabbit embryos obtained from the umbilical cord, and
examined in Giemsa-stained smears, contains besides erythroblasts, 10 to 15%
of megaloblasts; no mitosis occurs in the blood of 18 to 19-days old rabbit embryos;
in the embryos of 16 days, only two mitoses could be observed.
In peripheric blood of lead poisoned guinea-pigs with an aproximately 50%
reticulocytosis, and a 5-6% erythroblastosis, only a few basophilic erythroblasts
were found.
Megaloblasts are easily distinguished from erythroblasts by their much larger
diameter, and by the small nucleus, generally Iocated at the center of the cells;
reticulocytes are readily distinguished by the electron dense reticulum at dif-
ferent stages, and by the absence of a nucleus (Figs. 1 and 2).
Erythroblasts
Hemolysed smears prepared in accordance with technique A, show erythro¬
blasts with a fine membrane, containing large electron dense filaments and gra-
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nules. The nucleus, larger than that of megaloblasts, are of irregular periphery
(Fig. 3), sometimes located at an excentrical position, probably during the
extrusion phase.
Erythroblasts, when hemolysed in suspension in distilled water without
partial drying, according to technique B, present granules and circular forms
within the folded membrane. Under those conditions of hemolysis, no filaments
nor rods have been observed. Their irregular nucleus may be found at the center
or at the peripherv of the stroma (Fig. 4). The same structures are also found
in the subsequent evolutive reticulocytary phase, where a more detailed analysia
has been done.
Ultrathin cell sections undergo less drastic treatment, and are integrally
analysed without any hemolytic procedure. Megaloblasts contain a more electron
dense cytoplasm as compared to erythroblasts, with several mitochondria, vesicles
and endoplasmic reticulum. The nucleus is small and heterogeneous (Fig. 5).
Only one mitotic figure was observed in hundreds of preparations of ultrathin
rabbit and hamster embryo sections. Fig. 6 shows a possibly basophilic erythroblast
in mitosis, corresponding to an intermediary phase between prophase and me-
taphase; the double nuclear membrane shows large gaps at several regions with
a mitochondrion at one of the extremities; the other organelles dispose themselves
close to the membranes. Chromosomes are less electron dense than cytoplasm, and
apparently individualized. The cell shows an irregular configuration, probably due
to protoplasmic movements, ocurring during mitosis.
The erythroblast in Fig. 7 is constituted by an electron dense cytoplasm,
compared to other types of cells, because at this stage it contains already synthe-
sized hemoglobin. Some sections show mitochondria of about 0.3 jx in diameter,
disposed near the agranular endoplasmic reticulum. This structure is sometimes
associated with the Golgi complex. In other cytoplasmic regions there is a fine,
dense granulation, identifyed as ferritin, enclosed in a membrane; these granu-
lations may agglomerate to form masses of about 0.03 to 0.1 situated between
double membranes of mitochondrial nature. The ferritin granules may also be
aligned, forming parallels as if corresponding to the mitochondrial lamellar
structure (Fig. 8). The nucleus (Fig. 7), generally less electron dense, presents
however, regions similar in density to the cytoplasm; it is limited by a double
membrane that shows small pores.
At the acidophilic maturation phase that precedes that of nuclear extrusion,
the cell shows an irregular configuration, and a homogeneously dense excentric
nucleus limited by a double membrane, generally without pores. Cytoplasmic con-
tractions and expansions are observed at a more advanced evolutive phase, giving
rise to several lobes, one of which contains the nucleus. At this stage of deve-
lopment the proximity of mitochondria is commonly noted near the nuclear mem¬
brane (Fig. 9).
Reticulocyte
Well-marked cytoplasmic contraction and expansion movements persist still
in the earlier reticulocyte after the extrusion of the erythroblast nucleus (Fig. 10).
This reticulocyte from lead poisoned guinea-pigs, shows mitochondria with dia-
cm
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meters of about 0.90 jx, corresponding on the average to three times the diame-
ter of mitochondria in normal animal reticulocytes; the internai membrane, as well
as the lamellas, are disrupted.
This anucleated, basophilic, and therefore immature erythrocyte presents the
same structures already described for erythroblasts, when hemolysed according to
the three techniques. Threre are differences, however, as to quantity, of large
filaments or circular forms, according to technique A or B, respectively. The
recently constituted reticulocytes present large filaments and rods in a higher
number and length (technique A) than the erythroblasts; also the number of
circular forms is higher in less evolved reticulocytes, in conformity to technique B
for hemolysis in suspension in distilled water, as will be seen later.
The large filaments may attain 10 ^ in length, or more, and show diameters
ranging from 0.20 to 0.30|j.; generally, they are continuous to an irregular region
of the same density. Their extremely variable dispositions present a radial, con-
voluted or undefined configuration (Fig. 11). There are diffusively distributed
granules, ranging from 0.10 to 0.15 p. in diameter, which may appear in a large
number, exceeding sometimes one hundred; these granules disintegrate through
treatment with ribonuclease under the above exposed conditions. In erythrocytes
slightly shadowcasted, thin filaments are clearly visible whose extremities maintain
contact with the border of the stroma, and apparently with the large filaments
too (Fig. 12).
Reticulocytes of lead poisoned animais show the same structures; the large
filaments, however, have diameters of about 0.75 p, (Fig. 13), corresponding, on
the average, to three times that observed in normal animais.
When reticulocytes are supravitally stained with Janus green B at dilutions
from lxl0 4 to 5x10 4 in physiologic saline, and hemolysed in partially dried
smears, according to technique A, they show large and irregular filamentous struc¬
tures of accentuated electron density; thin filaments and granules are not visible
at low dilutions (Fig. 14). At higher dilution of Janus green B, these immature
erythrocytes show clearly all the structures (Fig. 15). Through ultrathin sections,
reticulocytes stained with dye at dilutions of lxl0 4 , show well contrasted mito¬
chondria due to mercuric chloride and potassium iodide, that form a dense complex
with the dye within these organelles, close to the internai membranous structures,
thus reducing the intertrabecular space; this complex is also near the agglomeration
o
of granules from 100 to 150 A, and the enlarged endoplasmic reticulum (Fig.
16); the Controls show reticulocytes with the same structural aspects as unstained
cells, when submitted to the same treatment.
Reticulocytes from blood hemolysed in suspension in distilled water (technique
B) contain circular forms from 0.3 to 1.0 ^ as well as granules from 0.15 to
0.20 p, (Fig. 17). In these preparations, no large nor thin filaments were found.
When reticulocytes have been hemolysed in hypotonic NaCl and formalin
(technique C), they show forms similar to the circular ones, but not individua-
lized; granules are also present in these red cells (Fig. 18). Ultrathin sections
of these erythrocytes show that mitochondria became volumous, presenting sections
of about 0.08 | } ., as in Fig. 19; this initially filamentous mitochondrion shows
several constrictions, due to osmotic changes.
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The ultrathin sections of intact blood present reticulocytes of less electron
density than the mature erythrocyte. This fact is due to the lower hemoglobin
concentration in immature cells. A varying number of mitochondria is found in
transverse, obliqúe or longitudinal sections of rods and filamentous forms; sections
of greater diameters measure up to 0.35 p, in normal material. Transverse and
longitudinal sections from the agranular endoplasmic reticulum were observed. The
diameter of these canaliculated Systems are of about 0.07 p. (Fig. 20); this
reticulum is continuous to the plasmic membrane as in other kinds of cells,
existing however, temporarily in reticulocytes (Fig. 21); frequently a relation
of proximity to the mitochondria is observed (Figs. 7 and 20). Some cells show
membranous structures, constituting the dictyosomes and vesicles of the Golgi
complex as in Fig. 22; the distance between the membranes is of approximately
0.02 p..
Quantitative considerations on erythroblast and reíiculocyte structures.
Through hemolysis by technique A, structures of erythroblasts and reti¬
culocytes may be observed integrally, thus providing a more suitable way for
comparative studies on the quantity of these structural elements within these
cells. In cach preparation, only cells with a higher number of large filaments
were taken into account, considering that they diminish gradually during the
reticulocyte maturation phase. By using technique A for hemolysis of partially
dried smears, we observed that the quantity of large filaments with respect to
number and extension, is higher in reticulocytes than in erythroblasts. These struc¬
tures of erythroblasts with excentric nucleus may present areas of about 8.5 p, 2
(Fig. 23); in erythroblasts with the nucleus already in the extrusion phase, the
area of filaments and rods decreases considerably (Fig. 24), and a value of
3.6 p, 2 was found. The newly constituted reticulocytes show an increase of large
filaments, attaining twice the above values, taking into account only the areas
of erythroblasts still containing an excentric nucleus; the anucleated erythrocytes of
Figs. 25, 26, 27, and 28 show areas of 8.6, 12.7, 16.7, and 17.2 p. 2 , respectively.
These cells are still of an irregular shape due to protoplasmic movements that occur
during the extrusion of the nucleus at the late evolutive erythroblastic phase.
The immature erythrocytes, hemolysed in suspension in distilled water,
according to technique B, show also a higher number of circular forms in the
reticulocytes when compared with erythroblasts (Figs. 29 and 30).
By the ultrathin sectioning method a confrontation was performed based on
statistical values, whereas the presence of a higher or a smaller number of mito¬
chondria depends on the levei of the sections as well as on the evolutive erythro¬
cytary stage, since mature red blood cells are destitute of any structure. Hence,
in each preparation only erythroblasts and reticulocytes with a higher number
of mitochondria were considered.
Determinations were done in 138 erythroblasts and 191 reticulocytes, and
the percentual frequency of cells were listed in the Table; the mitochondrial area
per cell has been converted into p, 2 with interval of 0.1 p, 2 and represented in the
histogram of Fig 31.
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Erithroblasts -
- 138
Reticulocytes — 191
E B
%
Mitoch. área/cell (y_ 2 )
R C
%
14
10,1
0.0
0.1
1
0.5
34
24.6
0.1 -
0.2
4
2.1
32
23.9
0.2 -
0.3
3
1.6
20
14.5
0.3
0.4
13
6.7
18
13.0
0.4 -
0.5
18
9.4
7
5.1
0.5 -
0.6
19
10.1
5
3.6
0.6 -
0.7
15
7.9
4
2.9
0.7 -
0.8
17
8.9
4
2.9
0.8 -
0.9
21
11.0
0.9 -
1.0
23
12.1
1.0 -
1.1
10
5.2
1.1 -
1.2
9
4.7
1.2 -
1.3
8
4.2
1.3
1.4
5
2.6
1.4 -
1.5
6
3.2
1.5
1.6
7
3.6
1.6 -
1.7
3
1.6
1.7
1.8
1
0.5
1.8 -
1.9
1
0.5
1.9 -
2.0
1
0.5
2.0 -
2.1
2
1.0
2.1 -
2.2
2
1.0
2.2 -
2.3
0
—
2.3
2.4
0
—
2.4 -
2.5
0
■ —
2.5 -
2.6
0
—
2.6 -
2.7
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0
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Genesis and disappearance of mitochondria.
These aspects were only observed in a few reticulocytes. Several sections
show mitochondrial structures apparently in formation (Figs. 32 and 33). A
possible canalicular system, sectioned longitudinally, shows two parallel and con-
voluted membranes (Fig. 34), and it seems that the inner membrane of the
whole gives rise to a double lamella by invagination; the externai one may cons-
titute the limiting membrane of a newly formed mitochondrion. A relationship
between canalicules and partially formed mitochondria is well suggestive in Figs.
35 and 36. More complex inner structures of mitochondria, resulting from bifur-
cations or bilateral expansions of the double lamellas, were also observed.
Several aspects of mitochondrial structures, suggesting a gradual breakdown,
were also found in some reticulocytes (Figs. 37 and 38). Mitochondria lose the
externai limiting membrane, then the internai one; finally, only double lamellas,
or traces of them, are seen.
Erythrocyte.
This final stage of the evolutive erythrocytary process in characterized by
its structural simplicity at the cytological levei. Through the techniques A, B, or
C, for osmotic hemolysis, only the remnants of the folded plasmic membrane,
namely stroma, can be observed.
When red cells are fixed integrally by formalin in hypotonic saline, and
embedded as above described for ultrathin sectioning, their transversal sections
show biconcave forms of enlarged diameters due to osmotic changes, provoked
under these conditions; these sections show electron dense granules attached one
to another by thin, more or less long filaments. As a whole these elements give
an aspect of an irregular meshwork with the larger and more agglomerated granules
concentrated at the periphery (Figs. 39 and 40).
If erythrocytes fixed by formalin in hypotonic saline are suspended in an
aqueous ormic acid solution before dehydration, they present biconcave forms,
but now compact, and therefore with a high electron density and normal dimen-
sions, as if fixed by formalin or osmic acid in an isotonic médium. This is due to
a retraction of the inner components of the erythrocytes; the membrane, or
stroma, remains expanded and partially detached from the erythrocytary content.
Three dimensionally this membrane constitutes large sacs, enclosing the retracted
material (Figs. 41 and 42).
In some erythrocytes, partially hemolysed by disruption of the membrane
during manipulation previous to treatment with osmic acid, no such phenomenon
has been observed.
DISCUSSION
In this study, cytologically less heterogeneous material has been used, closely
related to other investigations on the isolation of a possible intrinsic maturation
factor in cells of the erythrocytary series. Peripheral blood of anemic animais or
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embroyonic blood is a more adequate material than bone marrow or erythropoietic
liver. Early embryonic blood is also favorable since leuco — and thrombocytopoie-
sis does not occur at this uterine growth stage. Lead poisoned animais present a
much longer maturation period in the erythrocytary series, according to Seno et
al. (1953), thus allowing the detection of all structures from active phases to
disappearance.
Structures observed ajter hemolysis.
The blood of embryos hemolysed in partially dried smears (tecnique A),
allows an observation of at least three elements, relatively preserved as a whole,
eommon to megaloblasts, erythroblasts and reticulocytes: granules that correspond
to the polyribosomes, large filaments or rods, and thin filaments well defined in
Figs. 2, 12, 13, and 15, constituting the agranular endoplasmic reticulum, better
examined in ultrathin sections. The large filaments are identified as mitochondria
in accordance with the following facts: 1 — they are stainable with ferric hema-
toxylin and acid fucsin for mitochondrial evidence by the methods of Regaud and
AJtmann, respectively; 2 — they decrease quantitatively as the reticulocyte de-
velops to a mature erythrocyte, the same ocuring with mitochondria; 3 — in
erythroblasts as well as in reticulocytes of lead poisoned animais, they increase in
diameter, on the average, about three times that of normal animais, comparing
Fig. 13 with others; the same enlargement is observed in mitochondria as seen
in Fig 10 in comparison with Fig. 20 of normal animal reticulocyte (Vallejo-Freire
and Brunner. 1958); 4 — they are morphologically comparable with the mito¬
chondria in fibroblasts from tissue culture médium examined as a whole (Porter,
1953); 5 — they increase in size when in contact with a hypotonic médium
(Brunner and Vallejo-Freire, 1956); the same occurs with mitochondria as
observed by Lewis and Lewis (1915), Zollinger (1948), and Vallejo-Freire and
Brunner (1958).
Partial drying of the smears preserves relatively the large filaments or mito¬
chondria without coagulation of the hemoglobin, now existent in the polychroma-
tiphilic erythroblasts, thus allowing hemolysis (technique A); when hemolysis is
performed in suspension in distilled water (tecnique B), the mitochondria in¬
crease in size up to disintegration, resulting circular forms (Figs. 4, 17, 29, and
30) as observed by Bernhard et al. (1949). Intermediary forms may be obtained
.vhen hemolysis is performed according to technique C, in a less hypotonic mé¬
dium containing formalin (Fig. 18). These structures can be observed in sections,
as in the reticulocyte shown in Fig. 19, whose inicially filamentous mitochondrion
increased in size, consequently giving rise to sectors limited through cons-
trictions. The disruption of these membranous septa gives origin to circular forms
constitutcd by the limiting mitochondrial membrane, traces of the inner mem-
brane and double lamellas.
Reticulocyte granules, ranging from 0.10 to 0.15 p., clearly visible in Figs.
11, 12, 17, and 18, did not change morphologically when hemolysed by any one
of the three techniques, A, B, or C. Each granule is morphologically similar to
the polyribosomes described by Warner et al. (1962) as tetra, penta, and hexa-
merous forms, from lysed reticulocytes, constituting the site of globin synthesis.
rhese granules disintegrate partially when treated with ribonuclease; remnants
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possibly represent the proteic part of the ribosomes. In reticulocytes stained with
Janus green B, these granulations precipitate with the dye, as will be shown
later.
Mitochondria and “Substantia granulo-filamentosa”
Our observations on reticulocytes treated with Janus green B agree with
those of Kosenow (1952) which refer to the concentrations of the dye used.
In reticulocytes treated with a lxlO 4 dilution, the struetures are detected with
some difficulty at optical microscopy. Figure 14 shows a reticulocyte supravitally
stained with this dilution, and hemolysed according to technique A, where only
13 single, long and pronounced electron dense strueture can be observed. In these
preparations the large filaments or mitochondria, the polyribosomic granules and
íhe thin filaments or endoplasmic reticulum, agglomerate with the dye. Reticulo¬
cytes treated with higher dilutions, e.g., 5x1o- 6 , show clearly all those struetures,
independent one of each other (Fig. 15). Ultrathin sections of the stained reti¬
culocytes show mitochondria of increased contrast after HgCl 2 and Kl fixation.
The membranes, mainly the double lamellas are thicker than in Controls, reducing
therefore the intertrabecular space (Fig. 16). Surrounding these mitochondria,
sections of the enlarged endoplasmic reticulum and agglomerated particles werc
íound, identified as ribosomes by their density and dimension.
Lazarow and Cooperstein (1953) suggest that the cytochomoxidase system
takes part in the staining of mitochondria with Janus green B; this enzymatic
system is probably responsible for the specificity of this staining. Rubinstein et
al. (1956) determined cytochromoxidase in the mitochondrial fraction of rabbit
reticulocytes.
Mitochondria are the predominant structural elements in immature erythro-
cytes; they may therefore be regarded as the essential component of the “Substan¬
tia granulo-filamentosa” in those cells stained with Janus green B, considering that
the dye fixes itself within the mitochondria, and that the resultant ribonucleoprotein
precipitate surrounds these organelles. Thus, a pre-existent strueture is indirectly
evidenced at the optical microscope. The concept of “Substantia granulo-fila¬
mentosa” is restricted merely to the mitochondria of unstained reticulocytes, only
hemolysed after partial drying of the smears.
Observations on some evolutive phases.
The embryonic, megaloblastic, or primordial erythroblastic series are distin-
guishable from the definitive or secondary erythroblastic series through their cells
of larger dimension, contain hemoglobin in higher concentration, even at the
nucleated phases (Fig. 5). In comparison with the definitive erythroblasts there is
an evolutive cytoplasmic anticipation in relation to the nucleus.
According to Jolly (1923) the definitive erythroblasts arise in 14-day rabbit
embryos. In spite of a low mitosis frequency, and the reduced examination field
at the electron microscope, a possible basophilic erythroblast has been detected,
showing a mitotic figure at an intermediary phase between prophase and metaphase.
In this latter stage, the nuclear membrane disappears, and the individualized
chromosomes arrange themselves at the equatorial region of the cell. Fig. 6 shows
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a nuclear membrane with long interruptions, and at one point, one mitochondrion
arrange itself dose to one of the extremities of this membrane. The well defined
chromosomes, as a morphological entity, are less electron dense than cytoplasm,
and apparently will dispose themselves at the equatorial region of the erythroblast.
These dislocations are accompanied by cytoplasmic movements which confer to
the cell an irregular configuration.
The erythroblast in Fig. 7, more frequently observed in the preparations,
may be considered as polychromatophilic due to its relative dense cytoplasm,
containing now synthesized hemoglobin. Some of the mitochondria arrange
themselves close to the endoplasmic reticulum whose function probably consists
in conducting material between those organelles and blood plasma. Fig. 21 shows
a reticulocyte whose plasmic membrane is continuous with the endoplasmic reti-
o
culum, constituting a pore of about 180 A. These pores exist only temporarily
and disappear during maturation.
In some hypochromic anemias, morphological aspects of hemoglobin biosyn-
thesis is easier to be detected because of the slowness or interruption of the pro-
cess in which iron, originating from the reticular cells, participates in the for-
mation of the heme prostetic group. Using this material, Bessis and Breton-Gorius
(1957) detected part of the iron cycle through electron microscopy, from its in-
corporation into the erythroblast, as ferritin, its allocation in mitochondria at the
intertrabecular space, to finally, its dispersion in the cytoplasm in form of fine
grains, by disruption of the mitochondrial membranes. Rimington (1957) attained
from a suspension of liver cell mitochondria, some stages of hemoglobin biosyn-
thesis. In normal, immature red cells, these enzymatic reactions are rapid; it is,
therefore, difficult to detect some of these aspects at the electron microscope. Fig.
8 shows a fine ferritin granulation disposed between membranes of mitochondrial
nature. The mitochondria decrease quantitatively up to the acidophilic stage of
erythroblasts, as observed by Sorensen (1960) and confirmed by our observations.
However, these organelles increase in number in the less evolutive phase of
reticulocytes, as shown by comparative examinations.
The nucleus of erythroblasts (Fig. 7) is heterogenously electron dense,
presenting regions of the same density as the cytoplasm. This material is often
continuous to the cytoplasm through pores of the double nuclear membrane, a
fact also verified by Grasso et al. (1962), and Skutelsky and Danon (1967) in
mouse erythroblasts. Simpson and Kling (1967) reported the same fact for dog
erythroblasts, and suggested the presence of hemoglobin in the nucleus. The same
observation was also described in amphibian erythroblasts, where the nuclear
hemoglobin arranges itself in a paracrystalline form, an arrangement not suggested
for cytoplasmic hemoglobin (Fawcet and Witebsky, 1964). Through cytochemical
reactions and absorption determinations at a wave length of 4047 A in human
and rat erythrocytes, Carvalho (1953) suggested the presence of the heme group
in the nucleus. Davies carne to the same conclusion through measurements with
the same wave length and by electron microscopy of bird and amphibian erythro¬
blasts.
A few hamster erythroblasts showed a less electron dense material extruded
from the nucleus into the cytoplasm. According to Simpson and Kling (1967) this
Feulgen positive material could be the result of a karyolytic process, giving rise
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to Jolly bodies. Summarizing, there exist in the nucleocytoplasmic relationship of
erythroblasts, intranuclear regions of the same electron density as in cytoplasm,
o
which absorb wave lengths of 4047 A, corresponding, therefore, to the heme
group, and sometimes less electron dense cytoplasmic regions, deriving from the
nucleus and containing desoxiribonucleic acid.
At the beginning of the extrusion process the erythroblast shows active
contraction and expansion movements, and the nucleus disposes itself excentrically
up to its location within a cytoplasmic lobe (Fig. 9). These movements have been
studied through microcinematography by Comandon and Jolly (1923), and by
Bessis and Bricka (1952). Observations of this phenomenon are relatively
frequent in blood smears, stained by usual methods, of embryos, or of animais
with erythroblastosis (Albrecht, 1951; Brunner, 1968). The here observed
agglomeration of some mitochondria in close proximity to the nuclear membrane,
is not to be seen in the preceding phases. These aspects were also observed by
Sorenson (1960), Grasso et al. (1962), Skutelsby and Danon (1967), Orlic et
al. (1965). Simpson and Kling (1967) suggest that these mitochondria provide
the energy necessary for extrusion; they also may be related to the constituíion
of a new membrane which is required at the site of the nuclear extrusion,
according to Skutelsky and Danon (1967). The nuclear membrane pores
disappear, and the nucleus becomes homogeneously electron dense. However,
some authors, as Skutelsky and Danon 1967) described a heterogeneous nucleus,
apparently liberated.
The nuclear extrusion process lasts for at least ten minutes, from inicial
contractions to definite elimination, under examination conditions (Bessis and
Bricka, 1952).
With exception of our findings and the ones of Zamboni (1965), the
supposedly liberated nucleus seems to be surrounded by a thin cytoplasmic
layer, containing one or more mitochondria (Grasso et al., 1962; Orlic et al.,
1965; Simpson and Kling, 1967; Skutelsky and Danon, 1967, and Weiss,
1965). Details correlaíed with this phenomenon might be elucidated by serial
sectioning of those erythroblasts or by an examination of a suspension of nuclei
now liberated, and without cells. Depending on the levei of sectioning, the nucleus
may appear as already liberated; it must be considered that the erythroblasts
present at this stage a well pronounced irregular configuration. It is quite possible
that the few nuclei devoid of any cytoplasmic layer, observed by us and by
Zamboni (1965) are the result of an artefact. Further investigations of numerous
and totally isolated nuclei, may supply more detailed information.
The active movements still persist in the reticulocytes, as shown in Fig. 10.
After this new evolutive stage the cell resumes its normal configuration which may
be spherical or ovid, as shown in Fig. 20. At these evolutive stages the mitochon¬
dria increase in number and length, and assume considerably long, filamentous
forms. At no time, erythroblasts show long structures similar to those observed
during the reticulocytary phase.
By hemolysis method, technique A, and through comparative analysis, it can
be verified that the number of mitochondria is higher in reticulocytes than in
erythroblasts (Figs. 23-28). In this way however, mitochondria, disposed under
or over the nucleus, are not detected, an error partially eliminated through the
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replica method that shows that rarely erythroblast mitochondria are found over
the nucleus. On the other hand, the majority of erythroblasts, used for such com-
parisons, presented a nucleus practically eliminated, a condition under which all
organelles may be observed.
Tecnique B for hemolysis in suspension in distilled water, has also been
used to compare the number of circular forms, resulting from the disintegration of
mitochondria of those nucleated and anucleated cells. The results are the same
(Figs. 29, 30).
The less developed reticulocytes (Figs. 28 and 30) present accentuated high
amount of filamentous or circular forms, compared to the more evoluted and
more frequent cells. This aggrees with the statistical values obtained with the
ultrathin sectioning method. Reticulocytes, presenting mitochondria during the
formation and growth process, are less frequent too, as will be shown below.
Both observations suggest that the increase as well as the decrease of mitochondria
is a relatively rapid process within the anucleated cells, thus reducing the proba-
bility of a frequent detection of these aspects.
Through ultrathin sections of erythroblasts and reticulocytes, values on
mitochondrial areas per cell, were obtained and distributed, according to the
histogram in Fig 31. This histogram shows a different distribution of classes
among the two kinds of evolutive cells, which is in aggreement with the observa¬
tions aforementioned, about those cells examined by the hemolysis method. The
comparative histogram, conceming mitochondrial area, is more significam,
although comparisons with respect to the number of these organelles per cell
show also differences. A mitochondrion may be sectioned at variables planes,
depending on its disposition within the cell, resulting either a diminute or a very
large area.
Figure 31 shows high erythroblast frequencies, corresponding to small
mitochondrial areas of about 0.30 p> 2 ; the frequencies decrease at about
0.90 y. 2 , the highest value obtained. The inverse occurs in reticulocytes, up to
0.95 fj. 2 , although the larger areas of about 2.85 p- 2 correspond to low fre¬
quencies.
The increase of mitochondrial struetures in reticulocytes evidently results
from the formation of new organelles, or the growth of the pre-existent ones; it
is quite possible that both phenomena are involved (Figs. 32-36). There are
no data on the origin of mitochondria from canalicules as suggested for reticulo¬
cytes. Floffman and Grigg (1958) reported the formation of mitochondria in
onion root tip cells, rat thymus, and mouse lymph nodules, frequently ocurring
during mitosis, what accounts for their similarity. The relationship between nuclei
and mitochondria in those cells is the same; it has been verified that the externai
nuclear membrane is continuous to the mitochondrial membrane, suggesting that
mitochondria are originating from it. The same relationship has been observed by
Brandt and Pappas (1959) in the ameba Pelomyxa carolinensis, frequently
in nuclear evagination. In other cases, the increase of mitochondrial number is
due to the division of pre-existent organelles, as in rabbit oocytes (Blanchette.
1961). An important fact is Steinert’s observation (1961) on the rhytydia phase
of Tripanosoma mega from “in vitro” cultures, where the mitochondrion is derived
from the Feulgen positive kinetoplast. After the completion of its development.
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the mitochondrion is liberated, individualizing itself. This could be related to the
findings of Chèvremont (1963) in fiblroblasts, whose mitochondria contain DNA,
detected by Feulgen reaction. Further studies have shown that an incorporation
of 3 H-thymidine occurs in those cells. These not yet generalized facts could
explain the cytogenetical phenomena related to mitochondria.
The mechanism of hemoglobin biosynthesis in reticulocytes is not yet clear,
due to the lability of the messenger RNA, only synthesized in the presence of
DNA, according to the hypothesis on nucleocytoplasmic genetic relations of
Jacob and Monod (1961). No DNA has been yet detected in reticulocytes. Some
authors, however, as Nathans et al. (1962) suppose, that in such case. the
messenger RNA would be well stable and synthesized at the nucleated phase.
They noted that the incorporation of aminoacids is higher than the degradation
of RNA, as determined by liberated 32 P measurements. Burny (1962) concluded
that there exists RNA synthesis in reticulocytes, because 32 P was incorporated
and distributed to the messenger and transfer RNA. On the other hand, Seno et
al. (1963) verified that an incorporation of labeled uridine did not occur in
these erythrocytes, concluding therefore, that any kind of RNA may be synthesi¬
zed. Pinheiro et al. (1963) reported identical results, demonstrating that also
labeled citydine and adenin are not incorporated at this erythrocytary phase.
The increase of mitochondrial structurcs at the reticulocytary phase coincides
with higher capacity for hemoglobin synthesis at this evolutive phase, according
to the microspectrophotometric determinations of Seno (1958). This aggress also
with the cqual or higher degree of 59 Fc incorporation by those erythrocytes in
relation to erythroblasts, as observed by autoradiographic determinations in hu-
man bone marrow cultures (Lajtha and Suit, 1955; Suit et al., 1957). In rabbit
bone marrow, the degree of 59 Fe incorporation is the same in both evolutive
phases, but it increases highly in reticulocytes of the peripheral blood (Suit et al.,
1957). Evidently these three facts are correlated with hemoglobin biosynthesis,
considering that mitochondria take an important part in the biochemistry of these
immature erythrocytes.
Reticulocytes of normal animais, intoxicated guinea-pigs, and embryos, show
a membrane system, consisting of vesicles and dictyosomes (Fig. 22). This
structural set composes the Golgi complex, as in other kinds of cells. The obser-
vation that the region which involves the contractile vacuoles of some protozoans,
reduces the osmic acid, as occurs in the vertebrate Golgi complex, leads Nassonov
(1924) to suggest the existence of a homology between these two structures.
This hypothesis has been confirmed by Gatenby et al. (1955) through electron
microscopic examination of protozoans and spongeans. This apparent homology
involves the Golgi complex, as a control system for the osmotic equilibrium in
cells, although other functions were atributed to this structure. It is possible that
in reticulocytes this structure is involved in the loss of sodium, potassium, calcium,
and phosphorus, whose concentrations are higher than the ones in mature red
blood cells, according to Kay (1930), Rappaport et al. (1944), and Kruszynski
(1955). Consequently, the elimination of water which is 5% higher in reticulo¬
cytes (Gaffney, 1957; Lowenstein, 1959) occurs too.
Reticulated, concentric or convoluted lamellar structures were described in
basophilic myelocytes (Pease, 1956), epithelial cells from convoluted proximal
mouse kidney tube (Clark, 1957), 1-60 cells (Dales and Siminovitch, 1961),
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and in epithelial cells frora salamander branch (Schulz and de Paola, 1961). The
function of these structures is unknown, just as the one rarcly observed in reticulo-
cytes from lead poisoned animais (Brunner and Vallejo-Freire, 1964). Similar
structures were also found in smooth human megacolon fibers, and less frequen-
tly in the normal colon (Kiss, 1968). Jones (1966) reported an intramitochon-
drial formed lammellar structure, in early erythroblasts from fetal rats, arising
from degenerated mitochondria, and followed by its extrusion from the cell,
suggesting that this might be a normal secretory lipoprotein process.
All these structures, above described, disappear gradually as occurs with
mitochondria. The externai membrane is the first to disappear, followed by the
internai one, and finally the double lamellas, clearly to be seen in Figs. 37 and
38. These less frequent reticulocytes from lead poisoned guinea-pigs does not
present any mitochondria of increased volume nor disrupted lamellas, morpholo-
gically characterizing those immature erythrocytes (Fig. 10). The reticulocytes
in Figs. 37 and 38 present a cytoplasm of low electron density due to its low
hemoglobin content, and its mitochondria present themselves in degeneration, their
function having ceased by now. According to Rouiller (1960) the degenerated
mitochondrial forms vary in aspect, showing a disrupted or a single integral mem¬
brane. In the malignant melanoma of the ciliary body, similar aspects were found
(Toledo, in press). Jones (1966) showed degenerated mitochondria of early
erythroblasts, with the same forms as shown in reticulocytes.
The final stage of the evolutive erythrocytary process is characterized by
distinctly shaped red blood cells. The obtained results confirm indirectly the exis-
tence of a structure at the molecular levei. Its hemoglobin content (Bessis, 1961)
attains about 33 per cent, e.g., in human blood cells.
Several authors suspect that there might exist a certain order in the interior
of red blood cells. Dervichian et al. (1947), through X-ray diffraction of horse
erythrocytes, came to the conclusion that there is a paracrystalline arrangement
of hemoglobin molecules. Perutz (1948) suggests that the inner components of
erythrocytes do not arrange themselves at random, in view of the molecular weight
of hemoglobin and the red cell volume. Hitherto, it has also been shown that
hemoglobin can crystallize in the red cells of some animais under certain conditions
(Ponder, 1945). Pauling et al. (1949), in aggreement with the conclusions of
othcr investigators, ascribe falciform anemias to a molecular intraerythrocytary di-
sease. However, it seems that physicochemical surface phenomena, due to several
factors in the blood plasma, are responsible for the shape of erythrocytes, as
shown by Furchgott and Ponder (1940), Ponder (1948) and Bessis and Bricka
(1950). Spherical or sea urchin forms were restored to their discoidal form by
treatment of washed red cells, with normal plasma, albumin, glucose, and other
substances; this was even observed in ghosts or stromas, void of hemoglobin.
Besides these facts it is also known that the pcripheral region of erythrocytes is
more dense than the more internai one (Bessis and Bricka, 1950), where hemo¬
globin exists as a solution of high concentration. The periphery is constituted of
iipoproteins and glucosides with only a small amount of hemoglobin (Ponder,
1948). Thus, the ultra-structure cannot be regarded merely as a sac, containing
hemoglobin, or as a spongework in which hemoglobin is contained. The experi¬
mental results support the hypothesis that the structure seems to be something
between these two alternatives (Bessis, 1961).
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Guinea-pig erythrocytes, fixed by formalin in hypotonic saline, present
an increased volume, maintaining however its discoidal-biconcave form (Figs. 39
and 40). These red cells show a peripheral electron dense region, limited by a
very thin film, and a less dense internai region. The sections show an irregular
meshwork, constituted by granules, larger and more agglomerated at the periphery
than the ones from the central region; very thin filaments, long or short, link the
granules to each other. When those erythrocytes are suspended in an aqueous
osmic acid solution, after “fixation” with formalin, they resume their normal
dimensions through retraction of their content, which becomes compact and highly
electron dense, their membrane remaining stretched (Figs. 41 and 42). This
aggrees with the observations of Dervichian et al. (1947), that the membrane
might be independent of the inner erythrocytary structure. If erythrocytes were
partially hemolysed through disrupture of the membrane, this retraction, pro-
voked by osmic acid, did not occur, what might be explained by the partial loss
of their content.
These observations aggree also with the aforemenitioned experimental results,
suggesting that, at least in part, besides externai factors, also an internai mole¬
cular arrangement would be responsible for the shape of red blood cells.
CONCLUSIONS
1 ■ Megaloblasts, erythroblasts, and reticulocytes hemolized in partially dried
blood smears, and integrally examined, present large filaments and rods identi-
fied as mitochondria, and thin filaments, corresponding to the endoplasmic reti-
culum and polyribosomic granules, diffusively distributed.
2. When hemolysis is performed in suspension in distilled water, without par¬
dal drying, the filamentous mitochondria disintegrate, giving rise to circular
forms. Intermediary structures between the filamentous and circular forms are
observed when hemolysis is interrupted.
3. Erythroblasts and reticulocytes, supravitally stained with Janus green B
show an agglomeration of endoplasmic reticulum, and a dye-polyribosomic preci-
pitate, surrounding the mitochondria. As a whole, this constitutes the so-called
■‘Substantia granulo-filamentosa”. This concept is restricted to the filamentous or
rodlike mitochondria of those unstained cells, only hemolysed in partially dried
smears.
4. The nucleus of erythroblasts shows equal electron dense regions as cyto-
plasm, continuous with the latter through the pores of the nuclear membrane.
This fact and the specific absorption determinations at wave length of 4047 A
(Carvalho, 1953; Davies, 1961), or 4060 À (Seno, 1958), suggest the presence
of hemoglobin or of the heme-group within the nucleus.
5. The nucleus of erythroblasts is eliminated by extrusion, a process not yet
completely elucidated. Aspects which may suggest a karyolysis or karyorrexis
process, were rarely observed.
6. The number of mitochondria in the less evoluted reticulocytary stage is
higher than in the nucleated phase. This coincides with the higher isotopic iron
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uptake (Laitha and Suit, 1955; Suit et al., 1957), and with the higher activity
of hemoglobin biosynthesis in reticulocytes in relation to erythroblasts (Seno,
1958).
7. The increase in mitochondrial number in early reticulocytes is due to the
formation of new organelles, arising from canalicules. This increase might also
lesult through growth of the already existent mitochondria.
8. Erythroblasts and reticulocytes show an endoplasmic reticulum close to
the mitochondria, and continuous to the plasmic membrane, constituting pores at
the cell surface. The function of this canalicular system is supposed to conduct
material between the inner structures, mainly the mitochondria, and blood plasma.
9. The Golgi complex observed in reticulocytes is identical with that of other
kinds of cells. It is quite possible that its function is related to the salt-water equi-
librium between cells and blood plasma.
10. All these structures disappear gradually as the concentration of hemo¬
globin increases. Mitochondria disappear through sucessive loss of the externai
membrane, followed by the internai one, and finally by the double lamellas.
11. The mature erythrocyte has probably an internai structure at the mole¬
cular levei, independent of the stroma or the limiting membrane. This molecular
arrangement would be, in part, responsible for the discoidal and biconcave form of
the erythrocyte.
RESUMO: A série eritrocitária do
sangue periférico de embriões de coe¬
lho e hamster foi submetida a estudos
ao nível ultraestrutural pelos métodos
de hemólise, segundo três técnicas, e
através de cortes ultrafinos. Pelo mé¬
todo de hemólise em esfregaço foi
constatada a presença de mitocôndrios
filamentosos ou em bastonete, que se
desintegram em formas membranosas
circulares quando a hemólise se pro¬
cessa em suspensão em água destilada.
Após a extrusão nuclear, geralmente
ocorrente no eritroblasto ortocromá-
tico, acompanhada de movimentos ci-
toplasmáticos ativos de contrações e
expansões, foi constatado um aumento
da quantidade de mitocôndrios, fato
coincidente com a maior intensidade
de síntese de hemoglobina, segundo
verificações de outros autores.
Além dos organelos participantes na
síntese hemoglobínica, como mitocôn¬
drios e poliribosomos, foi observada
ainda a presença do complexo de
Golgi, provàvelmente com função no
equilíbrio da água e sais no reticuló-
cito, no decorrer da maturação. Foi
constatada a presença de vesículas e
de retículo endoplasmático liso.
A maturação final do eritrócito ca-
racteriza-se pelo aumento crescente na
concentração em hemoglobina com o
desaparecimento gradual de tôdas as
estruturas citoplasmáticas e a aquisi¬
ção da forma discoidal bicôncava ca¬
racterística, constituída apenas por
uma estrutura ordenada, paracristali-
na, ao nível molecular.
UNITERMOS: Maturação eritroci¬
tária.
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A CKNO WLEDGEMENTS.
The author is indebted to Prof. Dr. Paulo Sawaya, Director of the Departa¬
mento de Fisiologia Geral e Animal at the Universidade de São Paulo, for his
helpful orientation during the course of this work.
To the sucessive Directors of the Instituto Butantan, Dr. Aristides Vallejo-
Freire, Prof. Dr. Lucio Penna de Carvalho Lima, and Dr. Jandyra Planet do Ama¬
ral for material support, and for facilities and conditions provided during the
realization of this work.
To Prof. Ary J. Dias Mendes and Prof. Clóvis de Araújo Peres, from the
Departamento de Estatística of the Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras at
the Universidade de São Paulo, for their help in statistical analysis.
To Mrs. Sibylle Heller for translation and editorial aid.
To Mr. José Antônio de Toledo Bilotta for his extensive tecnical work; Miss
Alice Henrique Pedreira, Mr. Eduardo Navas Neto, and Mr. Roberto Navas for
typewriting.
To Mr. Taufic Aued, and Mr. Antônio Seixas Neto for the execution of the
electromicrographs.
Dedication : To my parents, Olga Brunner and Adolpho Brunner. To my wife,
Margarida and my daugthers Olga and Luiza.
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Hcmolysed embryo blood.
Figs. 1 and 2. —* Mb — megaloblasts ; Eb — erythroblasts; Rc — reticulocytes. Tcchnique A.
Fig. 3 — Erythroblast. N — nucleus; / — large filaments. Technique A.
Fig. 4 — Erythroblast. N — nucleus; arrows — circular forms M Technique B.
cm
SciELO
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cm
BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39. 1971.
Embryo blood. Thin sections stained with lead acetate. Epon 812.
Fig. 5 — ■ Megaloblast. N — nucleus; m — mitochondria; re — endoplasmic reticulum:
Fig. 6 —■ Mitotic erythroblasts, c — chromosomes; mn —■ nuclear membrane; m — mitochondria; re -
endoplasmic reticulum; mp — plasmic membrane.
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
mp>
me
Embryo blood. Thm sections stained with lead acetate
Fig. 7 — Polychromatophilic erythroblast. N — nucleus; p — pores; mn — nuclear membrane; m —
mitochondria; re — endoplasmic reticulum; mp — plasmic membrane. Epon 812.
Fig. 8
Erythroblast. fe — ferritin grains; me — mitochondnal membrane; fe — elcctron dense
agglomerated grains. Crystic-araldite.
SciELO
cm
BRUNNER JR.. A.
Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Blood of lead poisoned guinea-pigs. Methyl-butyl methacrylate.
Fig. 9 — Acidophilic erythroblast. N — nucleus; m — mitochondria; mp — plasmic membrane.
Fig. 10 — Early reticulocyte. m — mitochondria; re — endoplasmic reticulum; mp — plasmic
membrane.
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan t 35: 1-39. 1971.
Hemolyscd reticulocytes of guinea-pig blood (Technique A).
Fig. 11 — Bleeding anemia. / — large filaments; g — polynbosomes; e — stroma.
Fig. 12 — Bleeding anemia. / — large filaments; g — polyribosomes; arrows —* thin filaments.
Fig. 13 — Lead poisoning anemia. / — large filaments; g — polyribosomes; arrows — thin filaments.
SciELO
cm
BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Bleeding anemia. Reticulocytes supravitally stained with Janus green B.
Fig. 14 — Dye at 1x10 4 . Sgf — "Substantia granulo-filamentosa”. Technique A.
Fig. 15 — Dye at 5x10* 6 . f — large filaments; arrows — thin filaments. Technique A.
Fig. 16 — Thin section. Dye at 1x10 „ m — mitochondria; tr — double lamellas; re — endo-
plasmic reticulum; p — polyribosomes; e — stroma. Methyl-butyl methacrylates.
27
cm
BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mcm. Inst. Butantan, 35: 1-39. 1971.
Fig. 17 — Hemolysis (technique B). Awows — circular forms; g — polynbosomes.
Fig 18 — Hemolysis (technique C). .Arrows — not individualized circular forms; g — polyribosomes.
Fig. 19 — Thin section. e — constrictions; mm — mitochondrial membranes; mp — plasmic mem-
brane. Methyl-butyl mcthacrylates.
SciELO
cm
Bleeding anemia. Reticulocytes.
BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39. 1971.
.... / '
i U.y)M 0-4
Thin sections of reticulocytes. mp — plasmic membrane; re — endoplasmic reticulum;
m — mitochondria.
Fig. 20 — Embryo blood. Epon 812; lead acetate.
Fig. 21 — ,Lead poisoned guinea-pig blood. Methyl-butyl methacrylates.
Fig. 22 — Embryo blood. d — dictyosome; v — vesicles. Epon 812; lead acetate.
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst . Butantan, 35: 1-39, 1971.
Fig
Fig
Fig
Fig
Hemolysed embryo blood smears (technique A). N — nucleus; / — large filaments (mito-
chondria); arrows — thin filaments (endoplasmic reticulum); g — polyribosomic granules.
— Erythroblast. Mitochondrial area (f) — 8.5 ^2.
— Erythroblast. / — 3.6 ^2 #
— Reticulocyte. / — 8.6 2 .
r
— Reticulocyte. / — 12.7 2.
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BRUNNER JR. ( A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Hemolysed embryo blood smears (technique A). Arrows — thin filaments (endoplasmic
reticulum); g — polyribosomic granules; / — large filaments (mitochondria).
Fig. 27 — Reticulocyte. / — 16.7 ^2.
Fig. 28 — Reticulocyte. / — 17.2 2.
r
Hemolysed embryo blood (technique B). Arrows — circular forms (disintegrated mito¬
chondria).
Fig. 29 — Erythroblasts. N — nucleus.
Fig. 30 — Reticulocyte.
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BRUNNER JR., A.
Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Erythroblasts
Reticulocytes
O n n n PI !!
cm
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— Frequency distribution histogram presenting mitochondrial areas ^ ^2 ^ f cell — abscissa —
of sectioned erythroblasts and reticulocytes with intervals of 0.1 2. Ordinate: % of cells.
r
— Mitochondriogenesis in a reticulocyte. m^ — mitochondria formation; m — mitochondrion ;
re — endoplasmic reticulum; V — vesicles; arrows — canalicules. Epon 812; lead acetate.
Fig. 32
Fig 31
cm
BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Mitochondriogenesis in reticulocytes. Epon 812; lead acetate.
Fig. 33 — 1 — double lamellas; V — vesicles.
mitochondria formation; m — mitochondrion ; re — endoplasmic reticulum
mitochondrion .
mitochondrion with a mem-
branous expansion (e).
Fig. 34 — w 1 and m,
Fig. 35 — m 1 — mitochondrion formation; ai^rows — canalicules; m
Fig. 36 — — mitochondrion formation; arrows — canalicules; m
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
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Figs. 37 and 38 — Reticulocytes of lead poisoned guinea-pigs, presenting degenerative mitochondrial
forms (m , m,,, m 3 ); m 4 — mitochondrion with digitiform membrane system; fe —
ferritin granules; re — endoplasmic reticulum. Methyl-butyl methacrylates.
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cm
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BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan, 35: 1-39, 1971.
Mature erythrocytes of normal gumea-pigs, fixed with formalin in hypotonic NaCl
solution. Embedding in methyl-butyl methacrylales.
Figs. 39 and 40 — Erythrocytes stained by phosphotungstic acid.
Fig. 41 and 42 — Erythrocytes treated by aqueous osmic acid solution after "fixation" with formalin
in a hypotonic médium; e — envelope or membrane.
cm
SciELO
BRUNNER JR., A. — Erythrocytary Maturation in Rodents. Mem. Inst. Butantan , 35: 1-39, 1971.
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35: 41-53, 1971.
ACHADOS ANÁTOMO-PATOLÓGICOS EM NECROSCOPIA DE
PACIENTE FALECIDO POR ENVENENAMENTO ELAPÍDICO
JESUS CARLOS MACHADO * * e GASTAO ROSENFELD **
(Laboratórios de Anatomia Patológica e Fisiopatologia do Instituto Butantan).
RESUMO: Os Autores apresentam
um caso de envenenamento elapídico,
assinalando que a raridade de tal ma¬
terial justifica sua publicação. Anali¬
sam os dados clínicos e os achados
de necrópsia com estudo histopato-
lógico. Discutem o problema do acha¬
do de cilindros de hemoglobina nos
rins, apesar do veneno elapídico não
ser considerado hemolítico, nefrotó-
xico ou proteolítico. Acreditam que
a morte do paciente deveu-se à insu¬
ficiência cardíaca que se instalou após
o acidente. O paciente era portador
de hipertensão essencial com insufi¬
ciência cardíaca crônica, fator êsse
que no entender dos AA. justifica a
“Causa Mortis” apesar dela ter ocor¬
rido horas após o acidente, possibili¬
tando a hipótese de ter sido provo¬
cada associadamente com a ação do
veneno.
UNITERMOS: Envenenamento elapi-
dico; Nefrose hemoglobinúrica.
INTRODUÇÃO
Os acidentes provocados por animais peçonhentos não são raros na medicina
clínica. Já os relatos de necroscopias humanas por diversas razões que aqui escapam
à análise mais objetiva, não são numerosas na literatura especializada (ver ta¬
bela 1).
Algumas espécies de serpentes, como p.e. as Crotálicas e as Botrópicas por
apresentarem distribuição mais vantajosa na natureza, aliado a outros fatores,
provocam maior número de acidentes. As (corais) elapídicas, por seu pequeno
porte, sua menor agressividade, por possuir pele mais vistosa, facilitando sua
identificação e por apresentar aparelho bucal de menores proporções, determinam
somente cêrca de 2,5% do total de acidentes ofídicos segundo Mc Collough e
Genaro (7) e 0,29% no Instituto Butantan, segundo G. Rosenfeld (8). Dêstes
acidentados pelas corais, o êxito letal ocorre em cêrca de 15 a 20%. Esses fatos
Realizado com o auxílio do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
* Diretor de Divisão de Patologia.
** Ex-Chefe do Serviço de Fisiopatologia do Instituto Butantan. Chefe de Pesquisas do C.N.Pq.
Endereço para correspondência
C.P. 65, São Paulo, Brasil.
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MACHADO, J. C. e ROSENFELD, G. — Achados anátomo-patológicos em necroscopia dc paciente
falecido por envenenamento elapídico. Mem. Inst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
por si só demonstram a extrema dificuldade em se obter material para estudo das
lesões que o veneno dessas serpentes provoca no homem. O veneno elapídico é
obtido em quantidades mínimas, dificultando também estudos experimentais, pela
avidez com que se o procura para produzir o anti-sôro correspondente.
Na literatura, segundo Amorim e Mello (1952), encontramos relatos de
necroscopias humanas e estudos experimentais produzidos por envenenamento
botrópico com Bates (1925); Mallory (1926); Roltes (1937); Mac Clure
(1935); Pena de Azevedo e Teixeira (1938); Amorim e Franco de Mello
(1952); e envenenamento crotálico com Mitchell (1860); Reichert (1886);
Pearce (1909); Taube e Essex (1937); Fidler, Geangow e Carmichael (1940).
Já, dados referentes a necroscopias humanas condicionadas por envenenamento
elapídico com estudo histopatológico não encontramos referência Há um caso pu¬
blicado por Vital Brazil e Vital Brazil F.° (10) com estudo necroscópico mas sem
laudo histopatológico. Daí acharmos justificativa para a publicação de necroscopia
com estudo histopatológico que realizamos em paciente acidentado por serpente
coral e falecido em decorrência do mesmo.
MATERIAL E MÉTODOS
Caso 11.573 (1-10-1962)
O paciente (P.M.) de 50 anos, sexo masculino, côr branca, acidentou-se
no litoral paulista sendo picado por uma serpente coral, provavelmente Micrurus
coralinus. Imediatamente, dado o agravamento do quadro clínico, seus familiares
rumaram para o Instituto Butantan, trazendo-o para tratamento. Mas, no cami¬
nho, o paciente faleceu, seis horas e trinta minutos após o acidente. Realizamos
a necroscopia, algumas horas após, tendo sido observado o que se segue:
RELATÓRIO MACROSCÓPICO DA NECROSCOPIA (S-B-911): Rea-
lidade da morte : esta verificou-se pelos sinais tanatológicos clássicos: rigidez ca¬
davérica, resfriamento do corpo, opacificação da córnea, depressibilidade dos
globos oculares e ausência de fenômenos vitais de respiração e circulação. Exame
externo: cadáver dc indivíduo do sexo masculino, aparentando a idade referida de
50 anos com distribuição pilosa de acordo com o sexo. Epiderme discretamente
pálida, apresenta à altura do pé. E., na face lateral externa, lesão ulcerada re¬
coberta por crosta hemorrágica em forma de X, medindo 2,8 x 2,7 cm. de com¬
primento em cada ramo, tendo a ulceração da pele uma espessura máxima de
0,7 cm. e mínima de 0,3 cm. (foto 1). Mucosa levemente descorada. Segmento
cefálico: calota craniana — couro cabeludo sem alterações dignas de nota. Me-
ninges transparentes, hiperêmicas com acentuação evidente do relêvo vascular.
Encéfalo pesando 1.290 gr., com as circunvoluções aumentadas em espessura e
comprimindo os sulcos. Ao corte, discreta saída de líquido claro que borra a
emergência dos pequenos vasos encefálicos seccionados. Nada digno de nota nos
núcleos da base. Pedúnculos, protuberância, bulbo, cerebelo e hipófise: nada dig¬
no de nota. Olhos: pupilas isocrômicas e isocóricas. Cavidade bucal e órgãos do
pescoço: Bochechas — mucosas descoradas, rósea, e brilhante. Língua de super¬
fície rugosa, coloração brancacenta e saburnosa. Amígdalas de superfície rugosa,
irregular, de coloração rósea escura. Faringe apresentando mucosa rósea, lisa e
brilhante. Cordas vocais sem nada digno de nota. Traquéia apresentando mucosa
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falecido por envenenamento elapídico. Mem. Inst. Butantan , 35: 41-53, 1971.
rósea, discretamente hiperemiada. Tireóide pesando 190 gr., apresenta superfí¬
cie lisa, brilhante, de côr castanha clara e consistência elástica. A superfície de
corte é de côr castanha clara, vesiculada. Paratireóide e partes moles sem nada
digno de nota. Tórax: panículo adiposo escasso. Musculatura normotrófica. Glân¬
dulas mamáreas de acordo com o sexo, sem nada digno de nota. Pulmões: D. pe¬
sando 550 gr. de superfície lisa, coloração rósea clara com pontos pretos, não
contrátil à abertura do gradeado costal. Crepitação diminuída, principalmente
nas bases. Aderências filiformes no ápice do pulmão. Pulmão E. pesando 650 gr.
do mesmo aspecto que o D. Ao corte os pulmões D. e E. apresentam intensa saí¬
da de líquido claro espumoso e regular quantidade de sangue, cuja coloração é
vermelho escura. Gânglios linfáticos peri-bronquiais apresentam intensa coloração
escura, preta e discretamente aumentados de volume. Pleuras: superfície lisa, bri¬
lhante, transparente, apresentando à altura do ápice do pulmão D. aderências
filiformes. Mediastino sem nada digno de nota. Pericárdio transparente, liso e
brilhante. Conteúdo líquido claro, transparente, levemente amarelado. Coração —
Miocárdio: apresenta-se de coloração vinhosa, elástico sem nada digno de nota.
Endocárdio mostra-se liso, brilhante e transparente. Válvulas sigmoides aórticas
apresentam discretas placas ora de um branco nacarado ora amareladas irregula¬
res. As demais válvulas nada digno de nota apresentam. Pêso de 290 gr. Esôfago
com mucosa brancacenta lisa e sem alterações dignas de nota. Cavidade abdomi¬
nal: panículo adiposo normotrófico. Musculatura normotrófica. Peritôneo parietal e
visceral apresentam hiperemia dos vasos que se destacam no relêvo seroso. Estô¬
mago apresenta mucosa com pregueamento íntegro, conteúdo líquido, espesso,
de côr escura. Duodeno e intestino delgado e grosso, nada digno de nota. Fígado
pesa 1.450 gr. e mostra superfície lisa e brilhante de côr castanha amarelada e
consistência elástica. Ao corte observamos congestão vascular. Vesícula biliar
cheia de bile espessa e de côr escura. À abertura, ausência de cálculos. Pâncreas
pesando 190 gr., sendo de superfície lisa, brilhante e de côr castanha clara, sendo
de consistência firme elástica. Ao corte nada digno de nota. Baço com superfície
lisa, brilhante, de coloração cinza clara, e consistência elástica. Ao corte intensa
congestão da polpa vermelha e atrofia da branca. À raspagem, saída de polpa
vermelha. Rins D. e E. pesando cada um 145 gr. Apresentam superfície lisa, bri¬
lhante e de côr vermelha escura. Cápsula, não muito facilmente destacável, obser¬
vando-se que a superfície parenquimatosa acha-se grosseiramente sulcada por de¬
pressões moderadamente profundas. Ao corte atrofia da cortical com nítida sepa¬
ração desta para com a medular. Nesta, observamos na parte superior, justa cor¬
tical, coloração vermelha escura que se estende até a parte medial, trajeto descen¬
dente dos túbulos das pirâmides de Malpighi. Em alguns cálices a coloração aver¬
melhada compromete as paredes mais inferiores dos túbulos. Adrenais D. e E.
superfície lisa e brilhante de côr castanha clara. Ao corte nítida delimitação da
cortical e da medular notando-se nesta hiperemia vascular. A cortical apresenta
côr clara deslipidizada. Ureter: mucosa brancacenta lisa c brilhante. Pélvis, bexi¬
ga, mucosa brancacenta, pregueada, lisa e brilhante. Próstata discrctamente au¬
mentada de volume, sendo de consistência elástica e coloração brancacenta. Ao
corte salpicado preto, irregularmente distribuído. Trombose dos plexos venosos,
peri-prostáticos. Pênis: nada digno de nota. Membros inferiores: Pele: já descrita
a lesão do pé E. Músculos e esqueleto sem nada digno de nota. Vasos venosos:
ausência de trombos. Artérias com endotélio liso, brilhante e de côr amarelada em
alguns trechos. RELATÓRIO MICROSCÓPICO : O relatório microscópico apre-
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MaCHADO, J. C. e ROSENFELD, G. — Achados anátomo-patológicos cm necroscopia de paciente
falecido por envenenamento elapídico. Mem. Inst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
sentou como o de maior interêsse o que se segue: Pele: necrose localizada com
focos de hemorragia, disseminados. Exsudato leucocitário — polimorfonucleares I
neutrófilos e basófilos e histiomonócitos, com discreto edema. Rins: após pesquisa
paciente encontramos alguns cilindros de hemoglobina, não muito numerosos.
Inchação turva e congestão passiva crônica. Chamou a atenção a intensidade de
arterio-arterioloesclerose apesar de macroscopicamente, não se observar rim re¬
traído. Os cilindros de hemoglobina foram mais verificados na zona intermediá- [
ria, como acentuam Amorim e Mello. Pulmões: Congestão passiva crônica. En¬
farte hemorrágico com embolia trombòtica de pequenos ramos da artéria pulmo¬
nar. Coração: franca hipertrofia do miocárdio. Fígado e Baço: hiperemia passiva.
Adrenais hiperemia passiva. Inchação turva. Discreta adrenalite crônica inespecífi-1
ca. Pâncreas: hiperemia passiva. Cérebro: intenso edema cerebral.
Dos achados macro e microscópicos poderíamos ao proceder a epicrise de¬
duzir o que se segue: tratava-se de um paciente de 50 anos, portador de uma
Hipertensão essencial benigna, já fixada, pelas alterações arteriolares encontra-1
das, com sinais de insuficiência cardíaca — verificável pelo grau de congestão
passiva dos pulmões, fígado e rins.
DISCUSSÃO
A ação dos venenos animais e das serpentes em particular, possue uma ação
local e outra geral, manifestando-se à distância do ponto de inoculação (gráfi¬
co 2).
No caso que descrevemos, podemos afirmar pelos achados macro e micros¬
cópicos que se tratava de paciente de 50 anos, portador de Hipertensão essencial
benigna, já fixada com lesões renais microscópicas evidentes e sinais de insuficiên¬
cia cardíaca aliada a trombose venosa dos plexos peri-prostáticos. Como conse¬
quência local o veneno produziu pequena necrose com moderado exsudato celular
e seroso. A ação à distância caracterizou-se por vaso dilatação generalizada com
queda de pressão, agravamento da insuficiência cardíaca e embolia trombòtica de
pequenos ramos da artéria pulmonar com enfarte hemorrágico. Veio a falecer
com Edema agudo pulmonar bilateral. Os achados macroscópicos de vaso dila¬
tação, com moderada exsudação correspondente aos achados de Vital Brazil e
Vital Brazil F.° (10) em caso que publicaram.
Chamou-nos a atenção a presença de alguns cilindros de hemoglobina, obser¬
vados após árdua pesquisa, nos túbulos renais. Para o lado do sistema nervoso
central, a única lesão evidente foi o edema cerebral.
Teríamos portanto, de analizar êstes dois aspectos, primeiro o não encontro
de lesões do sistema nervoso, e segundo, a presença de cilindros de hemoglobina
desde que não se tem o veneno elapídico na conta de hemolizante potente e de
nefrotóxico.
Sabemos que a ação do veneno brotrópico é fortemente tóxica no local da
inoculação, determinando forte necrose. Já, o veneno crotálico que localmente não
produz extensas lesões, tem ação lesiva renal evidente — fator nefrotóxico — e
forte fator hemolítico.
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MACHADO, J. C. e ROSENFELD, G. — Achados anátomo-p^tológicos em necroscopia de paciente
falecido por envenenamento elapídico. A/em. Inst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
Amorim, Mello e Saliba (1965) descrevem mesmo a reprodução experimen¬
tal do que chamam “Nefrose do Nefron intermediário” em cães inoculados com
veneno crotálico. Antes Amorim e Mello (1954) haviam descrito estas lesões em
três casos de acidente crotálico humano.
O veneno elapídico, segundo G. Rosenfeld (8), não produz lesões locais pois
é pràticamente destituído de atividade coagulante e proteolítica. Afirma ser o ve¬
neno especificamente neurotóxico proporcionando sintomatologia ligada a essa
ação. Assinalamos ainda que segundo êste autor, “qualquer veneno pode provo¬
car choque e colápso periférico” e tôda a sintomatologia daí decorrente, quando
penetra na circulação em grande quantidade. Boquet e colaboradores (6) obtive¬
ram do veneno elapídico — Najá nigricollis — após extração por GEL DEX-
TRANE (Sephadex G 100 fino), seis (6) frações. A neurotóxica, na sua clas¬
sificação é de número seis (6). A número 1, coagula o sangue e a três inibe a
coagulação. Não há referência sôbre fatores nefrotóxicos ou cardiotóxicos. No
que diz respeito à presença dos cilindros de hemoglobina, podemos analizá-los sob
dois aspectos. Inicialmente sôbre se seriam realmente cilindros de hemoglobina.
A descrição feita por Amorim e Mello, à página 284 (1952), a respeito da mor¬
fologia dos cilindros corrobora as observações de Baker e Doolds (1925): “os
cilindros formam, assinalam os A.A. ora um bloco homogêneo ora são for¬
mados pelo amontoamento de numerosos fragmentos de estrutura homogênea;
as partes ascendentes das alças de Henle chamam atenção por apresentar a luz
cheia pelos cilindros de material hialino fortemente corados pela eosina”. Em
nosso caso, os cilindros sempre foram de aspecto homogêneo e não tão abundan¬
tes, como nos casos de acidentes crotálicos. Para a formação dos cilindros de he¬
moglobina são necessários pelo menos dois fatores (gráfico 3), uma liberação
de hemoglobina a partir de uma hemólise ou de uma mionecrose. As necroses mus¬
culares maciças ocorridas quando do esmagamento de membros ou “crush syn-
drome” em processos musculares graves, são fatores de liberação de hemoglobina;
o segundo fator será o nefrotóxico. O rim assim lesado não dissolverá os cilin¬
dros e os precipitará conforme acentuam Amorim e colab. (1965). Também ou¬
tra forma de precipitação de hemoglobina seria a alteração do pH da urina.
Assim é como se os reproduz experimentalmente em coelhos mantidos em dieta
verde durante três dias, segundo Yorke e seus colaboradores (11).
Qual seria a origem da hemoglobina em nosso caso? Segundo vimos, Rosen¬
feld (8) afirma que o veneno elapídico não possui ação necrotizante porque é
destituído de atividade coagulante ou proteolítica; e não há segundo Boquet (6)
nos venenos elapídicos por êle estudados fração hemolítica. Estávamos nesse pro¬
blema quando resolvemos em colaboração com F. Saliba estudar a ação do ve¬
neno elapídico em coelhos. Podemos antecipar, após inoculação de 12 exemplares
que a ação local não é assim tão destituída de toxidade, havendo uma necrose
muscular evidente, apesar do veneno ter sido inoculado subcutâneamente. Por¬
tanto, poderíamos ter aí uma possível fonte de hemoglobina.
Estamos com Amorim, Mello e Saliba (1965), quando afirmam que há ne¬
cessidade de um fator nefrotóxico para se ter a cilindraria, mas acrescentaríamos
a possibilidade de que, se o Rim estiver prèviamente lesado por processos pato¬
lógicos anteriores, têrmos a formação de cilindros.
Procuraremos em estudos experimentais, já em andamento na Secção de
Anatomia Patológica do Instituto Butantan, esclarecer êste problema.
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falecido por envenenamento elapídico. Mem. Inst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
• SUMMARY — The authors present a
case of micrurus venon noting that
the rarity of such material justifies
its publication. We analysed the cli¬
nicai data, the autopsy findings and
the histopathology. We discuss the
problem of finding cilindres of hemo-
globin in the kidneys, even though
the micrurus venon is not considered
hemolytic, nephrotoxic or proteolytic.
We believe that the death of the
patient was due to cardiac insuffiency
that occurred after the accident. The
patient suffered essential hyperten-
sion, with chronic cardiac insuffici-
ency, a fact that, to the authors, jus¬
tifies the “causa mortis”, even though
cardiac insufficiency occurred hours
after the accident, possible hypothesis
being that it was provoked by the
action of the poison.
UNITERMS: Elapidic poisoning; He-
moglobinuric nephrosis.
TABELA 1
ESTUDOS EXPERIMENTAIS E RELATOS DE NECROSCOPIAS HUMANAS EM
PACIENTES FALECIDOS POR ENVENENAMENTO OF1DICO
I BOTRÚPICO.
a) NECROSCOPIAS HUMANAS
1. Mallory (1926) 1 caso.
2. Mac Clure (1935) 1 caso.
3. Bates (1925-27) 2 casos.
4. Rotter (1937) 3 casos.
5. Azevedo Teixeira (1938) 1 caso.
b) EXPERIMENTAL
1. Amorim, Mello e Saliba (1952) B. Jararaca-coelho cão.
2. Saliba (1964) B. jararaca — coelho.
3. Amorim, Mello e Saliba (1952) B.jararacussú — coelho
II. CROTALICO.
a) NECROSCOPIAS HUMANAS
1. Amorim e Franco de Mello (1952) 3 casos.
b) EXPERIMENTAL
1. Mitchell (1860).
2. Mitchell e Rcichert (1886)
3. Pearce (1909)
4. Taube e Essex (1937)
5. Fidler, Glasgow e Carmichael (1940).
6. Amorim, Franco de Mello e Saliba (1951) cão.
III ELAPÍDICO (CORAL).
a) NECROSCOPIAS HUMANAS
1. Vital Brazil e Vital Brazil F.° (1933).
2. Machado e Rosenfeld (1968).
b) EXPERIMENTAL.
1. Gennaro e Mc Collough (1963) (Micrurus fulvius).
2. Vital Brazil e Vital Brazil F.° (1933).
3. Machado e Saliba (1968-69).
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AÇÃO DOS VENENOS DE SERPENTES EM ANIMAIS DE EXPERIMENTAÇÃO E NO HOMEM (2).
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falecido por envenenamento elapídico. Mem. Inst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
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Fig. i — Pé D. mostrando o local do acidente elapídico
— Atrofia parenquimatosa com hiperplasia “ex-vacuo do tecido adiposo da pélvis.
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falecido por envenenamento elapídico. Mem. Inst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
Fig. 5 — Rim; col. H.E. (8x45); Cilindros de hemoglobina em túbulos renais.
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falecido por envenenamento elapídico. Mem. Jnst. Butantan, 35: 41-53, 1971.
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Anatomopathological study. Frankfurt. Z. Path. 75: 87/99, 1965.
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Toxines des Venins de Serpents. Recherches Biochimiques et Immuno-
logiques sur le Venin de Naja nigricollis. Mem. Inst. Butantan, vol.
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7. MC COLLOUGH, N.C. and GENNARO Jr., J.F. — Coral Snakes bites in
the United States. J. Fia. med. Ass., 39: 968/972, 1963.
8. ROSENFELD, G. — Acidentes por animais peçonhentos. Serpentes, aranhas
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Livraria Luso-Brasileira-Espanhola. S. Paulo, 2.° vol., 1960.
9. SALIBA, F. — Estudo Anátomo Patológico da evolução da necrose produzida
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substância organoheparinoide. Mem. Inst. Butantan, 31: 191/200, 1964.
10. VITAL BRAZIL, O. e VITAL BRAZIL F.°, O. — "Do envenenamento elapídico
em confronto com o choque anaphylático”. Boi. Inst. Vital Brasil n.° 15,
jan. 1933.
11. YORKE, W. and R.W. Naun — The mechanism of the prodution of supression
of urine of biach-vater fever. Ann. trop. Med. Parasit. 5 :287/312, 1911.
Recebido para publicação em 27 de novembro de 1969.
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EPIDEMIOLOGY OF HODGKIN’S DISEASE IN CHILDREN
A STUDY OF 36 CASES. *
JESUS CARLOS MACHADO **. J. FRANCO DA SILVEIRA FILHO e ANTONIO D. RUSSO ***
SUMMARY: The authors presents
their findings with respect to the epi-
demiology of Hodgkin’s disease in
36 cases of children coming from
the South of Brazil, on the bounda-
ries between the tropical and tem-
perate zones.
They produce evidence that the
peak incidence occurs, in their mate¬
rial, at age 5/6 years, and that there
is another peak at age 9. They find
the male/female ratio to be 4:1. They
State that the highest incidence of
its clinicai onset is in Autumn. Signi-
ficant peaks and falis were observed
in other seasons.
These findings, compared with
those reported by MacMahon, Innes
and Newall, and Cridland, show that
both in the Northern Hemisphere and
in the Southern Hemisphere, the
highest incidence of Hodgkin’s disea¬
se in children occurs at the end of
Autumn.
In the opinion of the authors their
findings corroborate the hypothesis
that Hodgkin’s disease is an infec-
tious disease.
UNITERMS: Hodgkin’s disease; Epi-
demiology on neoplastic disease;
Seasonal influence on neoplastic di¬
sease.
I. — INTRODUCTION
Epidemiological studies on Hodgkin’s disease being made in the Northern
Hemisphere by MacMahon (8), Fraumeni and Li (5), Cridland (3), Innes and
Newal (6) and others, give support to old ideas about the nature and etio-
logy of this disease. Further studies must be made in other parts of the world
£o obtain more statistical data and new observations. In this paper we intend to
enlarge the comparative sector conceming the epidemiology of Hodgkin’s disease
and to provide statistics for the Southern Hemisphere, that is, cases of Hodgkin’s
disease observed in children in the south of Brazil on the boundaries between the
tropical and temperate zones.
Study made in cooperation with the Department of Pathological Anatomy of the APCC Central
Institute (Dr. A. Luisi, Director) and the Pathological Anatomy Section of the Butantan Institute,
Pathology Division (Director Dr. Jesus Carlos Machado).
Director of the Pathology Division of the Butantan Institute; Member of the WHO Internacional
Reference Committee for the Classification of Lymphomas and Leukemias.
Fellows of the Butantan Institute Research Fund
Study made with assistence of the Butantan Institute Research Fund.
Adress
C. P. 65 — São Paulo, Brazil.
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MACHADO, J. C.; FRANCO DA SILVEIRA F.°, J. and RUSSO, A. D. — Epidcmiology of Hodgkin’s
disease in children. A study of 36 cases. Mem. Inst. Butantan, 35: 55-61, 1971.
II. — MATERIAL
The data used in this study relate to 36 out of 46 cases of Hodgkin’s disease
recorded in the files of the Department of Pathological Anatomy of the APCC
Central Institute (See Table 1). We disregarded ten cases because of lack of
clinicai data.
In all 36 cases the diagnosis was established by histopathological examination
and reviewed by the author. The data given here were obtained from the clinicai
records of these patients on file at the AC Camargo Hospital.
III. — RESULTS
Table 1 shows the incidence of the cases by age, sex, and race. These data
are being published separately, together with other observations on other types
of malignant lymphomas. We see that in our material Hodgkin’s disease affects
children that are more than 4 years of age, there being only one child aged two
years. The highest peak is betwen five and six years, and there is also another less
pronounced, at age nine, after which the incidence of the disease diminishes. The
írequency in males is much greater than in females reaching a ratio of 4:1. As
expected, the highest incidence is among Caucasians and there is not a single case
among Orientais and Negrões.
In Table 2, in addition to age, and sex, for the purpose of comparison we have
listed associated diseases, whether or not related to Hodgkin’s disease. Sometimes
they are concurrent to the treatment. Thus we note that toxoplasmosis is asso¬
ciated with Hodgkin’s disease in three cases, herpers zooster in two cases, and
Kaposi Sarcoma in one, in addition to other which, in our opinion, are of less
importance.
Figures 3 and 4 give the percentage data of the frequency according to the
calendar month of the clinicai onset of the disease. With respect to diagnosis we
see that the months of highest incidence are January, February, March, July and
September. Deaths occur more frequently in the months of January/February and
June/July.
What is striking are the data relating to the clinicai onset of the disease,
that is, when the first signs or symptoms of it were observed. Figures 3 and 4
show that the highest percentage was characteristic of the months of May/June,
that is, of Autumn in the Southern Hemisphere. It is also to be noted that, in
all seasons, there is a rise and sudden fali of incidence.
IV.
DISCUSSION
When we compare the number of cases and the age with those presented by
Fraumeni and Li (5), we see that in our material the peak incidence occurs at age
5/6, whereas for those authors its was age 9. We wish to point out that, surpri-
singly, after age 5-6 we also have a peak at age 9 with a subsequent decline until
age 14, as occurs in the data of Fraumeni and Li (5). We believe that, in our
country children are, perhaps, more exposed to infectious and parasitic agents,
which would more actively excite the reticuloendothelial system and the lymphoid
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MACHADO, J. C.; FRANCO DA SILVEIRA F.°, J. and RUSSO, A. D. — Epidemiology of Hodgkin's
disease in children. A study of 36 cases. Mem. Jnst. Butantan , 35: 55-61, 1971.
tissue, thereby favoring the appearance of this incidence before age 9. In our
cases the incidence in males exceeds the statistics of the above-mentioned authors.
Whereas they found the ratio to be 3:1, we foiind it to be 4:1. For the purpose of
comparison, we point out that our findings are similar to those of Junqueira Al¬
varenga (1) in children in the State of Minas Gerais, near São Paulo. The peak
incidence occurs at age 6/7 and there is another similar peak at age 9, which
subsequently declines. That author found the ratio betwen male and female inciden¬
ce to be 3:1, lower than what we found. Now the data provided by Adónis de Car¬
valho (2) of Pernambuco, in Northeastern Brasil, are significantly different as far
as incidence by sex is concerned. In his data we find a ratio of 1.5:1 (male/female).
In his age table we find that the peak appears at age 6/7. We would need further
data from different places before we could be certain that this variation is actually
due to geographical differences, since Brazil is continental in size.
The most interesting verification relates to the variation according to sea¬
sons of the year. By plotting the clinicai onset of the disease by frequency on a
monthly graph, we find (Figures 1 and 2) that, in our material, the greatest fre¬
quency occurs in Autumn, and that in each season there is a peak and fali in
incidence. If we construct a similar graph with the data obtained by J. F. Fraumeni
and F. P. Li (5), we see that our observations coincide with those of the two
above-mentioned authors. Thus we see that the highest peak is also in Autumn
and there is a peak and fali in other seasons. The map shows the geographical
arigin of the patients, all of whom are from the south of Brazil, on the boundaries
between the tropical and temperate zones.
V. _ CONCLUSIONS
In addition to the conclusion which the authors (7) reached in collaboration
with others namely that, among the malignant lymphomas and related diseases,
excluding leukemias, Hodgkin’s disease in children is the most frequent illness in
Brazil, we can now add that the incidence by age in this more selected material,
occurs at age 5/6, with a new peak at age 9. We believe, like Dalldorf (4), that
perhaps in our country other agents can act in the direction of sensitizing the
reticulo-endothelial system and inducing it more in the direction of Hodgkin’s
disease, in contrast to África, where the direction is towards Burkitt Lymphoma.
With respect to sex, our male/female ratio is 4:1. The most interesting fact, in
our opinion, is the influence of the seasons of the year. We observe that in our
material the highest frequency of clinicai onset occurs in the month of June, that is,
at the end of Autumn. We note that the statistics from the Northern Hemisphere,
that is, those of MacMahon (8), Innes and Newall (6), Cridland (3) also show
that the highest incidence of clinicai onset occurs in Autumn. Therefore, we can
State that, according to our findings, Autumn is the season of the year in which
the greatest number of cases of Hodgkin’s disease occurs also in the Southern
Hemisphere. These observations will facilitate further comparisons of speculations
concerning the etiology of this disease.
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MACHADO, J. C.; FRANCO DA SILVEIRA F.°, J. and RUSSO, A. D. — Epidemiology of HodgkirFs
discase in children. A study of 36 cases. Mem. Jnst. Butantan, 35: 55-61, 1971.
RESUMO: Os autores apresentam
seus achados sôbre a epidemiologia
da Moléstia de Hodgkin em 36 casos
de crianças procedentes do sul do
Brasil, nas fronteiras entre as zonas
temperadas e tropical.
Há evidência de que a máxima in¬
cidência ocorre no seu material entre
os 5 e os 6 anos, havendo outro pico
aos 9 anos. Verificaram ser a relação
masculino/feminino 4:1. Observaram
que a maior incidência do início clí¬
nico da afecção é no outono.
Êstes achados, comparados àqueles
relatados por MacMahon, Innes e
Newall, e Cridland mostram que nos
dois hemisférios da Terra, Norte e
Sul, a maior incidência da Moléstia
de Hodgkin em crianças ocorre no
fim do outono. Na opinião dos auto¬
res êstes achados auxiliam a hipótese
de ser a Moléstia de Hodgkin possi¬
velmente afecção a virus.
UNITERMOS: Moléstia de Hodgkin;
Epidemiologia de neoplasias; Influên¬
cia sazonal nas neoplasias.
T A B L E 1
L
1 2 3
SE
MALE 29
FEMALE 7
8
10
11 12 13
14
CAUCASIAN 87.3 %
NEGRÕES 13.7 Yo
ORiENTALS 0
LSLl
58
2 3 4 5 gSCÍELO 10 1X 12 13 14 15
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disease in
C.; FRANCO DA SILVEIRA F.°, J. and RUSSO, A. D. — Epidemiology of Hodgkin's
children. A study of 36 cases. Mem. Inst. Butantan, 35: 55-61, 1971.
T A
BLE 2
Case No.
Sex
Age
Associated Diagnosis
1
M
5
Toxoplasmosis, Herpes zooster
2
M
9
Anemia
3
M
13
—
4
M
9
—
5
M
9
—
6
M
8
Anemia
7
F
10
—
S
F
11
M alaria
9
M
10
Kaposi’s Sarcoma
10
M
9
—
11
M
5
—
12
M
5
Taxoplasmosis
13
M
6
Anemia: multiple skin lesions
14
M
5
Herpes zooster
15
F
5
Anemia: multiple skin lesions
16
M
8
Toxemic shock due to pneumonia
17
F
13
Ulcers lesions of the skin;
Sarcomatosis meningea;
Cushing’s syndrome;
Amenorrhea due to radiotherapeuti-
cal castration; Deafness; Purpura
due to dyscrasia; licken planus
18
M
12
Exulcerated skin lesions
19
M
5
Anemia j
20
F
2
Aplasticanemia '
21
M
6
Lichen planus — lichenoid urticaria
22
M
13
—
23
M
6
—
24
M
12
—
25
M
9
—
26
M
5
—
27
M
6
Nevus juvenil
28
M
8
Impetigo
29
M
11
—
30
M
6
—
31
M
6
Anemia
32
M
4
—
33
M
4
—
34
F
11
—
35
M
4
Nephritis due to iradiation —
Toxoplasmosis
36
M
6
—
59
^no d"-
MACHADO, J. C.; FRANCO DA SILVEIRA F.°, J. and RUSSO, A. D. — Epidemiology of Hodgkin's
disease in children. A study of 36 cases. Mem. Jnst. Butantan, 35: 55-61, 1971.
HODGKIN’S DISEASE IN CHILDREN
Seasonal influence
Fig. 3
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MACHADO, J. C.; FRANCO DA SILVEIRA F.°, J. and RUSSO, A. D. — Epidemiology of Hodgkin's
disease in children. A study of 36 cases. Mem. Inst. Butantan, 35: 55-61, 1971.
BIBLIOGRAPHY
1- ALVARENGA, R. Junqueira: Relatório aos Congressos Integrados de Cance-
rologia, na mesa redonda sôbre: “Patologia geográfica dos Linfomas Ma¬
lignos e afecções correlatas em crianças no Brasil” setembro, 1969.
2. CARVALHO, Adónis de: Relatório aos Congressos Integrados de Cancerologia,
na Mesa Redonda sôbre: “Patologia geográfica dos Linfomas Malignos e
afecções correlatas em crianças no Brasil”, setembro, 1969.
3. CRIDLIAND, M.D.: Seasonal incidence of clinicai onset of Hodkin’s disease.
Brit. med. J. 2: 621-623, 1961.
4. DALLDORP, G.: Lymphomas of African children with different forms of en-
vironmental influences. J. Amer. med. Ass. 181: 1026-1028 (1962).
5. FRAUMENT, Jr. J. and LI, P. P.: Hodgkin’s Disease in Childhood: An Epide-
miologic study; J. nat. Câncer Inst. 42: 681-691, 1969.
6. INNES, J. and NEWALL, J.: Seasonal incidence in clinicai onset of Hodg-
kin’s disease. Brit. meã. J. 2: 765 (1961).
7. MACHADO. J. C.; CARVALHO, A.; JUNQUEIRA, Alvarenga, R.; PINHEIRO,
L.; FAGUNDES, L. A.; LYSANDRO: Patologia geográfica da Moléstia de
Hodkin em crianças no Brasil. Rev. bras. Cirurg. (No prelo).
8. MAC MAHON, B.: Epidemiology of HodgkFs disease. Câncer Res. 26: 1189-1200
(1966).
Recebido para publicação em 10 de agosto de 1971
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Mem. Inst. Butantan
35: 63-78, 1971.
‘ALTERAÇÕES DO EPITÉLIO E ESFREGAÇOS VAGINAIS DA PREÁ
(Cavia aperea aperea) DURANTE O CICLO ESTRAL E ESTUDO
COMPARATIVO COM AS DA COBAIA”. *
JOSÉ FRANCO DA SILVEIRA FILHO ** e JESUS CARLOS MACHADO ***
(Seção de Anatomia Patológica, Instituto Butantan)
RESUMO: A preá (Cavia aperea
aperea) nascida em cativeiro apre¬
senta ciclo sexual (duração de 13 a
17 dias) muito semelhante ao da co¬
baia e foi por nós dividido em 2 par¬
tes, de acordo com o aspecto do
esfregaço vaginal: estro ou fase de
atividade sexual (26 a 56 horas) e
diestro ou fase de repouso (10 a 15
dias). Durante o estro que subdivi¬
dimos em 4 estágios a população
celular do epitélio vaginal apresenta
intensa proliferação, diferenciação e
descamação. Inicialmente ocorre mu-
cificação das células superficiais e
posteriormente queratinização das cé¬
lulas subjacentes à camada mucifica-
da. As células superficiais mucosas
tornam-se picnóticas e descamam in¬
tensamente, seguindo-se a descamação
das células queratinizadas. O final do
estro é caracterizado por intensa leu-
cocitose em tôda a parede da vagina.
No diestro o epitélio vaginal apresen¬
ta-se delgado e não podemos dividí-lo
em zonas tal como o estro.
Discutimos os resultados obtidos le¬
vando em conta o estado endócrino
do indivíduo, principalmente o aspecto
dos ovários.
UNITERMOS: Cavia aperea aperea;
Colpocitologia hormonal.
INTRODUÇÃO
O Laboratório de Anatomia Patológica do Instituto Butantan iniciou em
1969 a organização de um biotério destinado a criação e manutenção de preás
em cativeiro, como tentativa de estudo sistemático da preá como animal de la¬
boratório. Este roedor foi utilizado, tempos atrás, por von Ubisch e Amaral,
1936, e por Bueller-Souto e von Ubisch, 1939, em experimentos imunológicos e
por von Ubisch e Mello, 1940, em experimentos genéticos. Recentemente, Castro
e colaboradores, 1961, e Miranda e colaboradores, 1967, utilizaram a preá em
estudos leprológicos. Finalmente, Dellias, 1969, estudou alguns aspectos da bio
logia da preá e neste mesmo trabalho abordou o seu ciclo estral. Antes dêle, von
* Trabalho realizado com o auxílio do F.P.I.B.
** Bolsista da Seção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan.
*** Diretor da Divisão de Patologia do Instituto Butantan.
Endereço para correspondência
C-P. 65, São Paulo, Brasil
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F. SILVEIRA F.°, J. c MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperca aperea) durante o ciclo estral c estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
Ubisch e Mello, 1940, fizeram êsses estudos em animais provenientes diretamente
do campo. Assim não puderam controlar certas variáveis importantes em um es¬
tudo desta natureza tais como: a idade das fêmeas, se elas eram virgens ou não,
se já tinham procriado e no caso afirmativo quantas vêzes (Stockard e Papani-
colaou, 1917, e Papanicolaou, 1933 a). Também permanecia em aberto a ques¬
tão de como seria o ciclo sexual das preás nascidas em cativeiro.
Tendo em vista esclarecer êsses pontos e comparar o ciclo sexual da preá
com o da cobaia, realizamos estudo sistemático das alterações cíclicas do epitélio
e esfregaço vaginais de preás nascidas em cativeiro. Para realizá-lo foi necessário
reformulação da classificação dos esfregaços vaginais apresentada por Dellias,
1969, pois constatamos a presença de alguns tipos celulares no esfregaço vagi¬
nal que foram omitidos por êsse autor. Também no que diz respeito a duração
das fases do ciclo estral, nossas observações diferem em alguns aspectos das de
Dellias, 1969.
MATERIAL E MÉTODOS
Utilizamos em nosso trabalho 12 preás fêmeas nascidas no biotério. Destas,
9 eram virgens e foram mantidas antes e durante a experimentação na ausência
de macho. As outras 3 fêmeas foram submetidas ao exame vaginal 2 meses após
terem dado cria e, foram mantidas durante a gestação e o período de experimen¬
tação na ausência de macho. As preás virgens tinham idade variável entre um
mês e meio até 10 meses quando foram examinadas, ao passo que, as outras 3
tinham mais de um ano de idade. Para estudo comparativo tomamos 1 lote de 10
cobaias fêmeas virgens, cuja idade variou de 3 a 10 meses de idade, e que fo¬
ram examinadas concomitantemente com as preás. As preás e as cobaias foram
examinadas durante 8 meses (julho de 1970 a fevereiro de 1971).
Os esfregaços vaginais foram executados diàriamente procedendo-se uma
ligeira raspagem do epitélio vaginal com alça metálica. Os esfregaços eram ime¬
diatamente fixados em álcool-éter 50% e corados pelo Método de Harris-Shorr
(Pundcl, 1967). A avaliação dos elementos presentes no esfregaço foi feita se¬
gundo método proposto por Lipschütz, 1929, e utilizado com bons resultados
por Mello e Franke, 1945. Quando percebíamos que um animal aproximava-se
do estro, êle era submetido a esfregaços vaginais a intervalos de 2 em 2 horas
até 22 hrs., sendo reiniciados no dia seguinte às 7:30 horas. Desta maneira tôdas
as fases do estro puderam ser estudadas, até mesmo, aquelas que como observa¬
mos podem ter apenas 2 horas de duração.
Os animais foram sacrificados nas diferentes fases do ciclo estral. Sistema¬
ticamente foram executados esfregaços vaginais imediatamente antes dos animais
serem sacrificados. Tôda a genitalia foi fixada em Bouin, para posteriormente,
serem obtidas secções da vagina e dos ovários, os quais foram incluídos em
parafina.
Os cortes histológicos foram corados pelos Métodos de Mallory e Hema-
toxilina-Eosina. Também, utilizamos a coloração indicativa Alcian-Blue, pH : =2,5
(Lison, 1960) com a finalidade de melhor evidenciar a presença de células mu¬
cosas no epitélio vaginal.
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F. SILVEIRA F.°, J. c MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst, Butantan, 35: 63-78, 1971.
RESULTADOS
Para a descrição das aiterações cíclicas do esfregaço vaginal da preá adota¬
remos classificação baseada naquelas apresentadas por Selle, 1922; Young, 1937;
e Bacsich e Wyburn, 1939, para a cobaia. Segundo a análise do esfregaço vaginal
nós podemos dividir o ciclo sexual das preás em 2 partes distintas: estro ou fase
de atividade sexual, na qual o opérculo vaginal encontra-se aberto e diestro ou
fase de repouso, na qual o opérculo vaginal apresenta-se fechado por uma mem¬
brana que foi descrita por Dellias, 1969. Esta membrana encontrada na preá é
semelhante à membrana que fecha o opérculo vaginal da cobaia durante o dies¬
tro. (Stockard e Papanicolaou, 1919, e Kelly e Papanicolaou, 1927).
O estro na preá segundo os nossos dados tem uma duração de 26 à 56 ho¬
ras, a média para 12 preás foi de 39,1 horas. Nós dividimos o estro em 4 dife¬
rentes estágios.. O esfregaço vaginal e o aspecto do epitélio vaginal de cada fase,
bem como sua correlação com a cobaia serão descritos a seguir:
Estágio 1 — (duração de 12 a 42 horas; duração média de 22,0 horas).
Para o cálculo da duração das diferentes fases computou-se os dados obtidos em
12 preás.
Marca o início do estro. Corresponde na cobaia ao estágio 1 de Selle, 1922,
a subdivisão Ia e 1b inicial do estágio 1 de Young, 1937, e ao estágio 1 de
Bacsich e Wyburn, 1939. Inicialmente, o esfregaço vaginal da preá no estágio 1
caracteriza-se por apresentar grande quantidade de células epiteliais superficiais
mucosas, poucos leucócitos e quantidade relativamente grande de muco. As cé¬
lulas superficiais mucosas apresentam citoplasma bastante volumoso (ocupando
quase totalmente a célula), vacuolizado, que se cora de azul claro ou, às vêzes,
de rôxo claro pelo Método de Harris-Shorr. O núcleo de cromatina densa, ge¬
ralmente encontra-se comprimido na base da célula, à maneira das células muco¬
sas (fig. 1). Mesmo no início do estágio 1 algumas células superficiais mucosas
já apresentam núcleo em picnose. As células superficiais mucosas encontram-se
no esfregaço vaginal isoladas ou em grupos de muitas células lembrando o arranjo
que ocupavam no epitélio vaginal, sendo êste último caso mais comumente en¬
contrado. A medida que o estágio 1 progride verificamos no esfregaço vaginal
aumento no número de células superficiais mucosas com núcleo em picnose e o
desaparecimento dos leucócitos (fig. 2). As células mucosas picnóticas apresen¬
tam citoplasma delgado e com bordos dobrados, que se cora de azul muito pálido
pelo Método de Harris-Shorr. Podemos notar no citoplasma granulações espêssas
dando-nos a impressão de que quando a célula sofre picnose nuclear, ela apre¬
senta aumento destas granulações citoplasmáticas. No fim do estágio 1 o es¬
fregaço vaginal contém grande quantidade de células superficiais mucosas picnó¬
ticas e uma quantidade relativa de células queratinizadas e de muco. As células
mucosas que não sofreram picnose e os leucócitos estão pràticamente ausentes.
A presença de células superficiais mucosas não picnóticas e picnóticas no início do
estro foi omitida por Dellias, 1969.
No estágio 1 do estro o epitélio vaginal apresenta-se com a sua máxima es¬
pessura e podemos dividí-lo em 3 diferentes zonas: germinativa, basal e super¬
ficial.A zona germinativa, que está em contacto com o estroma vagina], é forma¬
da por uma camada de pequenas células cilíndricas com núcleos grandes e ova-
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F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia apcrca apcrca) durante o ciclo cstral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mcm.. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
íados ocupando grande parte da célula. A zona germinativa apresenta grande nú¬
mero de mitoses no estágio 1. A zona basal é formada por muitas cama¬
das de células ovaladas ou poliédricas com núcleos grandes, vesiculares ten¬
do um nucleólo bem evidente (fig. 1 e 2). Estas células apresentam conexões
em suas superfícies, processos espinhosos semelhantes aos descritos na epiderme
humana e no epitélio vaginal da mulher (Pundel, 1967). Na cobaia, Tribby,
1943, também comprovou a existência de pontes intercelulares entre as células
do epitélio vaginal. Notamos, ainda na zona basal um grande número de células
binucleadas. A zona superficial durante o estágio 1 pode ser subdividida em 2
camadas: uma formada por células superficiais mucosas que estão em contacto
com o lúmen vaginal e outra subjacente, formada por células queratinizadas ou em
vias de queratinização. Êstc aspecto da zona superficial do epitélio vaginal no
início do estro, também, foi descrita na cobaia (Selle 1922) e na rata (Long e
Evans, 1922). Na metade do estágio 1 somente uma pequena porção da parede
da vagina próxima ao opérculo vaginal não apresenta a camada queratinizada.
Nesta região o epitélio vaginal é menos espêsso e não se notam tôdas as suas
zonas, de modo que a camada de células superficiais mucosas repousa direta¬
mente na zona basal (fig. 1). No restante da vagina as células mucosas apresen¬
tam-se dispostas sôbre a camada queratinizada formando estruturas que lembram
os ácinos mucosos. As características morfológicas de tais células foram descritas
anteriormente. No final do estágio 1, as células mucosas apresentam núcleos
picnóticos e descamam intensamente fornecendo as células encontradas no esfre-
gaço vaginal. Somente, a camada de células mucosas da zona superficial cora-se
com o Alcian-Blue, tanto no início do estágio 1, como no seu fim quando as cé¬
lulas superficiais mucosas apresentam-se picnóticas.
A camada queratinizada já está completamente formada no fim do estágio
1 e reveste completamente tôda a vagina. Entre a camada basal e a camada que¬
ratinizada notamos, frequentemente, existência de uma camada com uma ou
duas células de altura que contém quantidade razoável de densas granulações
citoplasmáticas coráveis pela hematoxilina.
O estroma vaginal (lâmina própria de tecido conjuntivo) durante o estágio
1 apresenta-se com poucos leucócitos polimorfonucleares, sendo que alguns leu¬
cócitos já alcançaram a zona germinativa do epitélio. Notamos algumas mitoses
no tecido conjuntivo do estroma. No início do estágio 1 podemos encontrar alguns
leucócitos no lúmen vaginal, mas no seu final êles são raros.
Estágio 2 — (duração de 3 a 10 horas; duração média de 5,8 horas). Cor¬
responde na cobaia ao estágio 2 de Selle, 1922, a subdivisão Ib médio e Ib final
do estágio I de Young, 1937, e ao estágio II de Bacsich e Wyburn, 1939. O es¬
tágio 2 da preá é caracterizado pela presença preponderante de células superfi¬
ciais queratinizadas no esfregaço vaginal. No início do estágio 2, temos juntamente
com as células queratinizadas a presença de pequena quantidade de células super¬
ficiais mucosas em pienose, remanescentes do estágio anterior e, uma quantidade
pequena de muco. As células queratinizadas apresentam citoplasma largo, delga¬
do e com bordos dobrados, que se cora intensamente de alaranjado (orange)
pelo método de Harris-Shorr, portanto são células eosinófilas ou acidófilas (Pun¬
del, 1967). Geralmente, as células queratinizadas são anucleadas podendo-se per¬
ceber no citoplasma um halo que foi anteriormente ocupado pelo núcleo. Algu-
66
F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperca apcrea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
mas células queratinizadas apresentam o núcleo em pienose, ocupando normal¬
mente a parte central da célula. As célula queratinizadas descamam isoladas ou
então em grupos de muitas células. No fim do estádio 2, começam a aparecer no
esfregaço vaginal as células epiteliais basais provenientes da zona basal do epi¬
télio vaginal. Dellias, 1969, também encontrou células queratinizadas no esfre¬
gaço vaginal da preá em estro.
No estágio 2, o epitélio vaginal apresenta-se com sua espessura diminuída
devido à descamação das células superficiais mucosas, deixando a camada que-
ratinizada em contacto com o lúmen vaginal (fig. 3). Em alguns pontos da va¬
gina a camada queratinizada descama-se de uma só vez, aliás, tal fato também
foi observado por Selle, 1922, na cobaia. A zona germinativa apresenta grande
número de mitoses e a zona basal apresenta-se tal como no estágio anterior. No
fundo das pregas da vagina inferior nós vamos encontrar ainda células superfi¬
ciais mucosas não picnóticas e picnóticas. Tal fato pode ocorrer também, nos es¬
tágios 3 e 4. O epitélio vaginal ou seja a camada queratinizada da zona superfi¬
cial, a zona basal e a zona germinativa não se coram com o Alcian-Blue. Somente
aquêles trechos do epitélio vaginal que ainda possuem células superficiais mucosas
é que são evidenciadas pela coloração de Alcian-Blue, no estágio 2.
O estroma vaginal acha-se ligeiramente edemaciado e invadido por poucos
leucócitos. Alguns leucócitos já penetram na zona germinativa e na zona basal
do epitélio, porém, no lúmen vaginal êles são extremamente raros.
Estágio 3 — (duração de 2 a 9 horas: duração média de 4,8 horas). Cor¬
responde na cobaia ao estágio 3 de Selle, 1922, ao estágio 2 de Young, 1937, e
ao estágio 3 de Bacsich e Wyburn, 1939. O estágio 3 da preá é caracterizado pela
presença no esfregaço vaginal de grande quantidade de células epiteliais basais.
No fim do estágio 2 começam a aparecer no esfregaço vaginal as células basais,
cujo número torna-se preponderante no estágio 3. Em alguns estros examinados,
o estágio 2 confundiu-se com o estágio 3, devido ao grande número de células ba¬
sais e queratinizadas presentes no esfregaço. Nêstes casos, nós consideramos o
início do estágio 3 quando 50% das células presentes no esfregaço eram células
basais (tal procedimento foi realizado por Young, 1937 na cobaia). O fim do
estágio 3 é marcado pelo advento de leucócitos no esfregaço vaginal. Nos esfre¬
gaços do estágio 3 existe pequena quantidade de muco. As células epiteliais ba¬
sais são células pequenas, redondas ou ovaladas, cujo citoplasma se cora em ver¬
de escuro ou em alguns casos de azul escuro pelo Método de Harris-Shorr, pode¬
mos enlão classificá-las como células cianófilas ou basófilas (Pundel, 1967). No
citoplasma de algumas destas células notamos uma ou mais granulações. O núcleo
de forma ovalada ou arredondada é bastante grande ocupando a região central
da célula. Apresenta cromatina homogênea e nucléolo bem definido (fig. 4). As
células basais do esfregaço do estágio 3 podem apresentar sinais de degeneração.
Unias apresentam vacúolos perinucleares envolvendo núcleos parcialmente pienó-
ticos, outras apresentam vacúolos no citoplasma, o que é um sinal de início de
degeneração celular (fig. 4). Algumas células basais apresentam leucócitos no
seu interior. As células basais comumente descamam isoladas, podendo também
descamar em grupo de muitas células. Um fato que nos chamou a atenção foi o
número relativamente grande de células basais binucleadas presentes no esfregaço
do estágio 3. A presença de células basais ou seja o nosso estágio 3, passou des¬
percebida a Dellias, 1969.
67
F. SILVEIRA F.°, J. c MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantan, 35: M-Vs. 1971.
Durante o estágio 3, o epitélio vaginal apresenta-se com espessura menor do
que a do estágio anterior. Agora, a zona basal é que está em contacto com o
lúmcn vaginal. Na zona germanativa as mitoses são raras. Fazendo uma análise da
parede da vagina em tôda a sua extensão, verificamos que existem pequenos tre¬
chos do epitélio vaginal que ainda apresentam células queratinizadas e células mu¬
cosas picnóticas. O epitélio vaginal constituído pela zona basal e germinativa não
se coram com o Alcian-Blue, de modo que somente aquêles trechos que ainda
possuem células mucosas picnóticas é que se coram com o Alcain-Blue.
No estágio 3 há aumento de leucócitos presentes no estroma vaginal que se
encontra ligeiramente edemaciado. O epitélio vaginal acha-se parcialmente inva¬
dido pelos leucócitos, podendo-se notar células basais com leucócitos no seu in¬
terior. Apesar disso, apenas no fim do estágio 3 é que os leucócitos começam
a aparecer no lúmen vaginal.
Estágio 4 — (duração de 8 a 20 horas; duração média de 12,2 horas). Cor¬
responde na cobaia ao estágio 4 de Selle, 1922, ao estágio 3 de Young, e ao es¬
tágio 4 de Bacsich e Wyburn, 1939. O estágio 4 da preá é caracterizado pela
presença no esfregaço vaginal de grande quantidade de células basais e polimor-
fonucleares. No início dêste estágio, o esfregaço vaginal é composto de grande
quantidade de células basais e leucócitos, e às vêzes, de pequena quantidade de
células mucosas picnóticas e queratinizadas que ainda se encontram no lúmen va¬
ginal. O muco está presente em pequena quantidade no esfregaço. As células ba¬
sais apresentam as degenerações descritas anteriormente: vacúolos perinucleares
envolvendo núcleos picnóticos e vacúolos citoplasmáticos que são prenúncios de
degeneração celular. À medida que o ciclo progride tais degenerações são mais
acentuadas e são detectadas em um maior número de células basais. A partir da
metade do estágio 4, a grande maioria das células basais presentes no esfregaço
vaginal apresentam núcleo em pienose. Tais células coram-se em verde escuro
pelo Método de Harris-Shorr, ou então, mais raramente em vermelho escuro. No
fim do estágio 4 o número de células basais é bastante reduzido. Quase tôdas as
células estão degeneradas, certamente devido à ação fagocitária dos leucócitos. A
maioria das células basais apresentam núcleos picnóticos, notando-se também a
presença de células basais cm cariorrexix e células basais totalmente vacuolizadas.
Células basais com um ou mais leucócitos no seu interior ocorrem durante todo o
estágio 4 c são uma das características dêste estágio, embora, possam ocorrer no
esfregaço do estágio 3, como já afirmamos anteriormente. Tais células apresen¬
tam núcleo e citoplasma em degeneração, coram-se difusamente pelo Método de
Harris-Shorr e são semelhantes àquelas descritas na cobaia (Stockard e Papanico-
laou, 1917 e Stockard, 1932). O estágio 4 também foi descrito por Dellias, 1969.
Secções da vagina durante o estágio 4 mostram o estroma e o epitélio vaginal
totalmente tomados por um grande número de leucócitos, os quais deixam os
leitos dos capilares, atravessam o epitélio vaginal e vão ter no lúmen da vagina
(fig 5). O epitélio vaginal apresenta-se com a zona basal e germinativa, e à me¬
dida que o ciclo progride a zona basal vai tornando-se cada vez menos espêssa
e mais colapsada, devido à descamação das suas células e à ação leucocitária (fig.
5). As camadas basal e germinativa dão reação negativa ao Alcian-Blue e as mi¬
toses estão ausentes. O estroma vaginal apresenta-se extremamente edemaciado.
t>8
F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia apereá aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst . Butantan, 35: 63-78, 1971.
O epitélio vaginal emite algumas projeções que adentram no estroma vagi¬
nal. A zona germinativa e as células basais nestas projeções parecem não sofrer
injúrias devido à ação leucocitária. Talvez, isto tenha papel importante na re¬
constituição do epitélio vaginal após a intensa descamação de suas células e a
leucocitose fisiológica que caracterizam o estro. Esta idéia também foi apoiada
por certos autores na cobaia (Stockard e Papanicolaou, 1917, e Selle, 1922).
Em duas preás sacrificadas no início do estágio 4 observamos que peque¬
no trecho do epitélio vaginal, próximo ao opérculo vaginal, apresentava células
superficiais mucosas dispostas diretamente sôbre a zona basal. Evidentemente,
êste curto trecho do epitélio vaginal não sofreu queratinização mas somente mu-
cificação. Nas demais regiões da vagina dessas preás podemos perceber nitida¬
mente restos da camada queratinizada no lúmen vaginal. Isto explica o apareci¬
mento de células superficiais mucosas bem conservadas em alguns esfregaços
do estágio 4.
Verificamos, também, a ocorrência de alguns estros que apresentam leucó¬
citos em tôdas as fases. Isto foi também observado na cobaia por Young, 1937.
O diestro na preá tem a duração de 10 até 15 dias, a média para 12 preás
foi de 13,1 dias. O diestro pode ser dividido em 2 partes levando-se em conta o
aspecto do esfregaço vaginal.
Diestro 1 (duração de 5 a 10 dias; duração média de 6,4 dias).
O esfregaço vaginal do diestro 1 é, geralmente pobre tanto em elementos ce¬
lulares como acelulares. Porém, podemos caracterizá-lo pela presença de uma
quantidade razoável de muco e leucócitos e, pequena quantidade de células epi-
teliais e restos de células basais, provenientes do estro anterior. A medida que o
diestro 1 progride a quantidade de restos de células basais vai diminuindo cada
vez mais. As células epiteliais diestrais são células pequenas, redondas ou ovala¬
das, com citoplasma que se cora de azul pálido pelo Método de Harris-Shorr. Apre¬
sentam núcleo ovalado ou arredondado, com cromatina homogênea e nucléolo
bem definido. O núcleo, que é relativamente grande ocupa geralmente a posição
central da célula. As células epiteliais diestrais encontram-se isoladas no esfregaço
vaginal do diestro 1.
O epitélio vaginal durante o diestro 1 apresenta-se delgado não permitindo
divisão em zonas tal como fizemos no estro. O lúmen vaginal no diestro é bas¬
tante pregueado e o seu diâmetro é notadamente menor do que o diâmetro visto
no período de atividade sexual. O epitélio vaginal emite projeções que penetram
no estroma vaginal. Nas regiões mais delgadas, o epitélio vaginal apresenta uma
ou duas camadas de células de altura. A zona germinativa é perfeitamente dis¬
tinguível no epitélio diestral e nela notamos algumas mitoses. As células epiteliais
que estão em contacto com o lúmen vaginal podem ser achatadas ou alongadas, ou
então de forma cuboidal. Algumas destas células de forma cuboidal apresentam
citoplasma vacuolizado e dão reação positiva ao Alcian-Blue, acusando a presen¬
ça de muco (fig. 6). Tribby, 1943, observou a presença de células epiteliais
contendo muco na superfície do epitélio vaginal diestral da cobaia. Devemos
acrescentar ainda, que nas regiões próximas ao opérculo vaginal, o epitélio vagi¬
nal da preá apresenta-se mucificado. Aí nós vamos encontrar células superficiais
mucosas, semelhantes aquelas descritas no estágio 1 do estro.
69
F. SILVEIRA F.°. J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperca aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mc?n. Inst. ButanUm, 35: 63-78, 1971.
O estroma vaginal no diestro 1 apresenta-se ligeiramente edemaciado e in¬
vadido por poucos leucócitos. Podemos surpreender alguns leucócitos no epitélio
vaginal e no lúmen vaginal.
Diestro 2 (duração de 5 a 10 dias; duração média de 6,5 dias).
No enfregaço vaginal do diestro encontramos uma quantidade bem maior
em relação ao diestro de: células epiteliais diestrais, leucócitos e muco. A princi¬
pal característica do esfregaço do diestro 2 é a descamação das células diestrais
em grupos de muitas células e a presença de algumas figuras de mitose. Pode¬
mos notar também, células diestrais com leucócitos no seu interior.
Um ou dois dias antes do estro há no esfregaço vaginal diminuição na quan¬
tidade de leucócitos e de células diestrais e, aumento na quantidade de muco e
o aparecimento das primeiras células superficiais mucosas do estro.
O epitélio vaginal, no início do diestro 2 apresenta-se com espessura menor
do que qualquer outra fase do ciclo estral (fig. 7). Selle, 1922, verificou o mes¬
mo na cobaia. Muitas mitoses podem ser observadas tanto na zona germinativa
como nas camadas superficiais. Podemos surpreender figuras de mitose em célu¬
las que estão em contacto com o lúmen vaginal, prestes a descamarem. Nas re¬
giões mais delgadas o epitélio vaginal apresenta-se com espessura de uma ou
duas camadas de células de altura. No início do diestro 2, o epitélio vaginal dá
reação negativa ao Alcian-Biue.
O estroma vaginal acha-se invadido por leucócitos, cuja quantidade é bem
superior àquela vista no diestro 1. Os leucócitos atravessam o epitélio vaginal e
vão ter no lúmen da vagina.. Em quase tôda extensão da vagina, as células epi¬
teliais das camadas superficiais apresentam leucócitos no seu interior (fig. 7). Um
dia antes de iniciar-se o estro, o epitélio vaginal apresenta-se com a sua espessura
aumentada e as células superficiais já exibem o processo de mucificação.
Algumas vêzcs, obtivemos tanto no diestro 1 como no diestro 2, esfregaços
vaginais contendo quantidade enorme de muco filamentoso e leucócitos, e raras
células epiteliais. Em alguns casos é tal a quantidade de muco e leucócitos no
lúmen da vagina que a membrana diestral que fecha o opérculo vaginal se rompe
e o material purulento se estravasa. Com exceção dêstes casos, no diestro o
opérculo vagina) está obliterado por uma membrana.
DISCUSSÃO
O ciclo estral da preá nascida em cativeiro é extremamente semelhante ao da
cobaia (Selle, 1922, Young, 1937, Bascich e Wyburn, 1939), existindo perfeita
correlação entre os estágios do ciclo estral dêstes dois roedores. A sequência e
duração dêstes estágios também é semelhante ao da cobaia. O ciclo sexual da preá
tem a duração de 13 a 17 dias, raramente, temos ciclos de 12 ou 18 dias. A
média foi de 14,9 dias, bastante próxima à da cobaia (Stockard e Papanicolaou,
1917 e Selle 1922). Não notamos diferenças entre o ciclo sexual das preás vir¬
gens e daquelas examinadas após a parturição. Por êsse aspecto acreditamos que
a preá nascida em cativeiro reproduz-se normalmente.
70
2 3 4
SciELO
cm
10 11 12 13 14 15
F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO. J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mern. Inst. ButanUm, 35: 63-78, 1971.
Para nossos estudos foi necessário reformular a classificação de Dellias, 1969.
Êste autor omitiu o estágio 1 do estro quando ocorre mucificação do epitélio va¬
ginal. Êle diz ter encontrado no início do estro células ovaladas com núcleo gran¬
de e central. Nas nossas observações nunca deparamos com tais células no es-
fregaço vaginal do início do estro. Também, passou desapercebido a Dellias a
presença de células epiteliais basais no esfregaço do estro ou seja como descre¬
vemos no estágio 3. Provàvelmente, isto ocorreu devido a curta duração do es¬
tágio 3 (2 a 7 horas), pois, Dellias, 1969, realizava apenas um esfragaço vagi¬
nal por dia e, em alguns animais os esfregaços eram feitos em dias alternados.
Quanto à duração do metaestro que chamamos estágio 4, acreditamos que a du¬
ração de 2 a 5 dias prevista por Dellias, 1969, é bastante excessiva, pois em nos¬
sas observações o estágio 4 teve a duração de 9 a 20 horas, o que está de acordo
com resultados obtidos na cobaia (Stockard e Papanicolaou, 1917, Tribby, 1943,
e Young, 1937). Dellias, 1969, não dividiu o diestro em duas partes tal como
nós fizemos.
No estágio 1, primeiramente, ocorre mucificação da camada de células su¬
perficiais em contacto com o lúmen da vagina, depois, as células subjacentes à
camada mucificada se queratinizam. Quadro semelhante foi descrito no início
do estro na cobaia (Selle, 1922). Paralelamentc a esta diferenciação da zona
superficial do epitélio vaginal em camadas mucificada e queratinizada notamos,
também, uma intensa proliferação na sua zona germinativa. A proliferação, di¬
ferenciação e descamação da população celular do epitélio vaginal da preá du¬
rante o estro parece estar relacionada com a grande quantidade de estrogênio
presente no organismo, pois, examinado ovários de preás sacrificadas nos está¬
gios 1, 2 e 3, notamos a presença de folículos em crescimento e maturos e corpos
iúteos degenerados e não funcionais. A mucificação no epitélio vaginal no estro
foi descrita na cobaia (Selle, 1922, e Tribby, 1943) e obtida experimentahnente
com doses subqueratinizantes de estrogênio na cobaia e na camundonga (Meyer
e Allen, 1933) e na rata (Clarke e Selye, 1942 e Rosa e Alvarado, 1959). Do¬
ses superiores àquelas necessárias para mucificação causam mucificação e quera¬
tinização do epitélio vaginal da cobaia (Allen e Meyer, 1933, Nicol e Sncll, 1954
a, Harmreck e Greenwald, 1966). Recentemente, Harmreck e Greenwald, 1966,
sugeriram que a interação estrogênio-progesterona resulta na mucificação vaginal
da cobaia e acentuaram a importância da adrenal na produção de hormônios se¬
melhantes à progesterona e ao estrogênio.
A medida que o estágio 1 progride aumenta a espessura da camada quera¬
tinizada e as células superficiais mucosas tornam-se picnóticas e descamam inten¬
samente. Talvez, um dos fatores que faz com que as células superficiais muco¬
sas tornem-se picnóticas e descamem seja a diminuição de nutrição destas cé¬
lulas devido a grande espessura do epitélio vaginal. Aliás, em alguns estros não
ocorre queratinização em regiões próximas ao opérculo vaginal e nelas podemos
encontrar epitélio relativamente delgado com células superficiais mucosas bem
conservadas. Êsse ponto de vista coincide com o de Tribby, 1943 e Nicol e Snell,
1954 a, b, para explicação da pienose nuclear e descamação das células superfi¬
ciais do epitélio vaginal da cobaia. Meyer e Allen, 1933, demonstraram experi-
oicntalmente na cobaia que a queratinização das células subjacentes à camada
mucificada do epitélio vaginal acarreta a descamação das células superficiais mu-
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cm
SciELO
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F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio c esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperca aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
cosas. Desta maneira, acreditamos que pelo menos parte do muco encontrado no
esfregaço vaginal do estro seja proveniente de uma secreção vaginal. Esta conclu¬
são é semelhante a de Selle, 1922, e Tribby, 1943, em relação ao muco presente
no esfregaço vaginal do estro na cobaia. Talvez, a secreção vaginal da preá no
estro constitua um tipo de secreção holócrina tal como Lelièvre e Retterer, 1910,
descreveram na cobaia à têrmo.
A coloração indicativa de Alcian-Blue, permitiu-nos comprovar o caráter
mucoso das células da camada mais externa da zona superficial do epitélio va¬
ginal no estágio 1, e também afastar a hipótese de que as células superficiais
picnóticas encontradas no esfregaço vaginal do fim do estágio 1 sejam exclusiva¬
mente células em vias de queratinização ou tipos de células queratinizadas como
alguns autores descreveram na cobaia (Stockard e Papanicolaou, 1917 e 1919,
Selle, 1922 e Papanicolaou, 193 b.).
O fim do estro ou estágio é marcado por intensa leucocitose em tôda
a parede da vagina. A invasão leucocitária inicia-se no fim do estágio 3, mas so¬
mente no estágio 4 que os leucócitos alcançam o lúmen vaginal e ela deve ser
um fenômeno secundário tal como na cobaia (Stockard e Papanicolaou, 1917).
Os leucócitos exercem sua ação tanto nas células descamadas no lúmen como nas
células que estão na parede da vagina. É comum nos esfregaços vaginais do es¬
tágio 4 têrmos células basais com leucócitos dentro. As projeções do epitélio va¬
ginal do estroma podem não sofrer ação leucocitária, talvez, isto esteja relacio¬
nado com a restauração do epitélio vaginal pós-estro.
Em contraste com o estro, o epitélio vaginal diestral apresenta-se delgado
e não podemos dividí-lo em zonas. Um ou dois dias após o estro, êle está re¬
cuperado das injúrias sofridas devido à leucocitose do estágio 4. No dies ro 1 é
pequena a quantidade de leucócitos no estroma e epitélio vaginais. Em certas re¬
giões da vagina e principalmente na região próxima ao opérculo vaginal encon-
tra-se mucificado. O aspecto das células superficiais diestrais que contém muco
é semelhante ao das células mucosas do estro. Nesta época, examinando os ová¬
rios verificamos a presença de corpos lúteos grandes e funcionais (geralmente um
por ovário) e folículos pouco desenvolvidos. Possivelmente, existe relação entre
a secreção do corpo lúteo e a mucificação parcial do epitélio vaginal diestral da
preá. Hemreck e Greenwald, 1966, obtiveram mucificação vaginal na cobaia com
aplicações de progesterona.
No diestro 2, o epitélio vaginal apresenta-se com sua menor espessura e in¬
vadido por leucócitos. As mitoses são comuns tanto nas camadas profundas co¬
mo nas superficiais.. A fina espessura do epitélio, talvez, deva-se a descamação
relativamente intensa de suas células.
Somos levados a relacionar a êsse início da proliferação do epitélio vaginal
diestral com o crescimento e amadurecimento dos folículos ovarianos. Por volta
de 8 dias após o estro, os ovários apresentam folículos em crescimento e maturos
e corpos lúteos funcionais do último estro.
O comportamento da população celular do epitélio vaginal da preá durante
o ciclo estral é muito semelhante ao da cobaia e deve estar relacionado com o
estado cndócrino do indivíduo tal como nêste último.
72
F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantcm, 35: 63-78. 1971.
CONCLUSÕES
A preá nascida em cativeiro apresenta ciclo sexual (duração de 13 a 17
dias) semelhante sôbre quase todos os aspectos ao da cobaia. Baseando-se no as¬
pecto do esfregaço vaginal dividimos o ciclo sexual em 2 partes: estro ou fase
de atividade sexual (26 a 56 hs) e diestro ou fase de repouso (10 a 15 dias). No
estro (por nós subdividido em 4 estágios) a população celular do epitélio vagina]
apresenta intensa proliferação, diferenciação e descamação.
Inicialmente, ocorre mucificação das células epiteliais superficiais e poste¬
riormente, as células subjacentes à camada mucificada se queratinizam (estágio 1
inicial). À medida que o ciclo progride, as células superficiais mucosas tornam-
se picnóticas e descamam intensamente (estágio 1 final). Segue-se a descamação
das células queratinizadas (estágio 2) e das células epiteliais basais (estágio 3).
O final do estro é caracterizado por uma intensa leucocitose em tôda a parede
da vagina, que se encontra colapsada (estágio 4).
No diestro, inicialmente, o esfregaço vaginal apresenta poucas células epi¬
teliais diestrais, leucócitos e muco. O epitélio vaginal e delgado e com raras mi¬
toses, podendo ocorrer mucificações das células superficiais tal como no estro
(diestro 1). Posteriormente, o esfregaço torna-se rico em células diestrais que des¬
camam em grupo. O epitélio apresenta-se delgado, mas com algumas mitoses
(diestro 2).
O epitélio vaginal da preá apresenta comportamento durante o ciclo sexual
semelhante ao da cobaia, e tal como nêste último deve estar relacionado com o
estado endócrino do organismo.
SUMMARY: The preá (Cavia aperea
aperea) a wild Brasilian cavoy born
in captivity has a estrous cycle (du-
ration 13-17 days) very similar to that
of the guinea pig and which we divi-
ded into two parts on the basis of
vaginal smears: estrus, or the phase
of sexual activity (26 to 56 hours)
and diestrus, or the resting phase
(10-15 days). During estrus (which we
subdivided into four stages) the cellu-
lar population of the vaginal epithe-
lium is characterized by intense pro-
liferaticn, differentiation and delami-
nation. Initially, there occurs a
mucification of the superficial cells
and, later, a keratinization of the
cells subjacent to the mucified layer.
The superficial mucus cells become
pyenotie and delaminate intensely,
followed by the delamination or the
keratinized cells- The end of estrus is
characterized by an intense leucocyto-
sis in the entire vaginal wall. In
diestrus, the vaginal epithelium is thin
and cannot be divided into zones as
it can in estrus.
We discussed the results obtained,
taking into consideration the endocri-
ne state of the individual, principally
from the point of view of the ovaries.
UNITERMS: Cavia aperea aperea
Hormonal Colpocitology.
agradecimentos
Ao Dr. Newton Macha, do Departamento de Histologia da U. S. P.; ao Dr.
Earl Albert Hart da Seção de Anatomia Patológica do Inst. Butantan, queremos
agradecer a colaboração emprestada. Também desejamos agradecer ao Sr. Elyseu
Baptista de Oliveira cuja dedicação ao biotério nos propiciou a boa execução da
presente pesquisa.
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F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
Fig. 1 — Secção longitudinal da parede da vagina próxima ao opérculo vaginal. Aspecto do
estágio 1 inicial do estro. Notar o epitélio vaginal espessado e o aspecto glanduliforme
apresentado pelas células superficiais mucosas. Em outras regiões da vagina dêste mesmo
animal a camada queratinizada já está formada. (Mallory, _f_ 160 vêzes).
Fig. 2 — Secção transversal da parede da vagina próxima ao cérvice. Aspecto do fim do
estágio 1 do estro. Notar as células superficiais mucosas picnóticas em vias de descamação.
Podemos observar as zonas germinativas, basal e germinativa do epitélio vaginal. (Mallory _f-
160 vêzes).
cm
SciELO
F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mcm. Inst. Butantan , 35: 63-78, 1971.
Fig. 3 — Secção transversal da parede da vagina próxima ao cérvice. Aspecto do estágio
2 do estro. Agora é a camada queratinizada que está em contacto com o lúmen vaginal.
(Mallory, 160 vêzes).
Fig. 4 — Esfregaço vaginal do estágio 3 do estro. A maioria das células epiteliais basais
presentes apresentam vacúolos perinucleares que indicam picnose nuclear. As células basais
coram-se intensamente pelo Método de Harris-Shorr. (Shorr, _j_ 500 vêzes).
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F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
Fig. 5 — Corte transversal da parede da vagina próxima ao cérvice. Aspecto do estágio 4 do
estro. O epitélio e estroma vaginais encontram-se intensamente invadidos por leucócitos. O
epitélio vaginal é formado pelas zonas germinativa e basal, sendo que esta última apresenta-se
vacuolizada em muitos pontos, devido à ação leucicitária.. (HE 130 vêzes).
Fig. 6 — Corte transversal da parede da vagina próximo ao cérvice. Aspecto do diestro 1 (2
dias após o estro). Comparar a espessura e o aspecto dêste epitélio vaginal com os dos está.
gios do estro. Notar a mucificação em certos trechos e a presença de alguns leucócitos no
epitélio vaginal (HE _f_ 130 vêzes).
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F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia
Mem. Inst. Butantan, 35: 63-78, 1971.
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Fig. 7 — Corte transversal da vagina próximo ao cérvice. Aspecto do diestro 2 (8 dias após o
estro). Epitélio vaginal extremamente delgado e a presença de leucócitos nas suas células
superficiais. (HE, -4- 130 vêzes).
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F. SILVEIRA F.°, J. e MACHADO, J.C. — Alterações do epitélio e esfregaços vaginais da preá
(Cavia aperea aperea) durante o ciclo estral e estudo comparativo com as da cobaia.
Mem. Inst. Butanban, 35: 63-78, 1971.
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Recebido para publicação em 10 de novembro de 1971.
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Mcm. Inst. Butantan
35: 79-94, 1971.
PRODUÇÃO DE LESÕES SEMELHANTES ÀS DO PÊNFIGO FOLIÁCEO
PELA INJEÇÃO INTRADÉRMICA, EM COELHOS E MACACOS, DE
SÔROS DE DOENTES COM TÍTULO ELEVADO DE AUTOANTICORPO
ERNST BEUTNER *, GARY W. WOOD *, TADEUSZ P. CHORZELSKI **,
CID DE ABREU LEME *** e OTTO G. BIER ****
RESUMO — Microbôlhas intraepidér-
micas acantolíticas histològicamente
semelhantes às encontradas no pênfi-
go humano puderam ser induzidas
experimentalmente em coelhos e ma¬
cacos, mediante a injeção intradérmi-
ca de sôros de casos de Pênfigo Fo-
liáceo Brasileiro (PFB) com teor ele¬
vado de anticorpo intercelular.
Nas experiências em coelhos, resul¬
tados positivos foram obtidos sòmente
com um sôro selecionado (Sôro N.°
D e tratando-se o sítio inoculado
com solução a 1-2% de dinitrocloro-
benzeno. Três outros sôros experi¬
mentados, embora possuidores de alto
título de anticorpo intercelular, exi¬
biram menor capacidade de fixação à
pele do coelho e foram incapazes de
produzir lesões acantolíticas. Compor¬
tamento semelhante mostrou o Sôro
n.° 1 após “envelhecimento” no labo¬
ratório a —20.°.
Em macacos, lesões semelhantes às
do pênfigo humano foram obtidas
após 2 ou 3 injeções intradérmicas de
sôros de PFB com alto teor de anti¬
corpo intercelular na mesma área
cutânea, mas não com uma única in¬
jeção.
UNITÊRMOS — Pemphigus Foliaceus
(“Fogo Selvagem”); Transferência
passiva de lesões penfigóides; Autoi-
munidade no Pênfigo Foliáceo.
INTRODUÇÃO
Em 1964, Beutner & Jordan (1) verificaram que no sôro de doentes de
Pemphigus vulgaris (PV) existiam autoanticorpos reveláveis por imunofluorescência
indireta, utilizando como substrato o epitélio escamoso estratificado do esôfago de
rnacaco ou humano. O anticorpo em questão mostrou ser notavelmente específico
para o pênfigo e localizava-se electivamente nas áreas intercelulares, sobretudo ao
nível do stratum spinosum.
* Departamento de Microbiologia, Escola de Medicina, SL'NY em Buffalo, Buffalo, New York,
E. Unidos.
** Departamento de Dermatologia, Escola de Medicina, Varsóvia, Polônia.
*** Hospital Ademar de Barros, São Paulo, Brasil.
**** Centro OMS/OPS de Pesquisa e Formação em Imunologia, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil.
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BEUTNER. E., WOOD. G. W.. CHORZELSKI. T. P.. ABREU LEME, C. c BIER O. G. — Produção
de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan. 35: 79-94, 1971.
Estas observações foram confirmadas e ampliadas em 1968 quando se de¬
monstrou que, em pràticamente 100% dos casos de Pemphigus Foliaceus (“Fogo
selvagem”), encontravam-se anticorpos fluorescentes intercelulares em título mais
elevado que no PV, podendo, em certos casos, atingir a 1:2560 ou acima (2).
Embora os dados epidemiológicos indiquem que o Pênfigo Foliáceo Bra¬
sileiro (PFB) tenha etiologia virai e esteja associado à transmissão por artró¬
podes (3), a correlação observada entre o teor de autoanticorpo circulante e a
gravidade da doença levou a sugerir que em sua patogenia estivesse envolvido um
mecanismo autoimune. As evidências em favor dêste conceito são múltiplas e fo¬
ram sumariadas em (4):
1. °) Presença constante do autoanticorpo nos casos com lesões ativas.
2. °) Relação entre os títulos de anticorpo e a gravidade da doença.
3. °) Fixação in vivo do anticorpo e de complemento (3) ao nível das le¬
sões cutâneas.
4. °) Correspondência entre a localização do antígeno reativo e a sede das
lesões.
5. °) Fixação intercelular do anticorpo em macacos injetados pela via in¬
tradérmica com sóro de pacientes.
6. °) Aparecimento do anticorpo intercelular antes do desenvolvimento das
bolhas típicas intraepiteliais.
No que pese a fôrça de sugestão dêstes argumentos, prova crucial da pato-
genicidade do autoanticorpo requer a produção das bolhas acantolíticas que carac¬
terizam a etiologia da doença.
As tentativas feitas neste sentido com sôros de casos de PV foram negativas
pois evidenciaram apenas a fixação do anticorpo à pele de macacos, coelhos e
cobaias, mas não o desenvolvimento das lesões características (5, 6, 7).
Grob & Inderbitzen (8) e Shu & Beutner (9) induziram a formação de
autoanticorpos anti-pele em coelhos, porém experiências de bloqueio da imuno-
fluorescência mostraram que tais anticorpos diferiam dos encontrados no PV ou
no PFB (9). Inderbitzen & Grob (10) referiram haver observado o desenvolvi¬
mento de lesões acantolíticas nos coelhos com alto teor de autoanticorpo, porém
o método empregado por êstes autores incluía a cauterização da pele com gêlo sê-
co, o que, por si só, é já capaz de provocar o aparecimento das referidas lesões.
Mfiis recentcmcnte, Chorzelski et al. (11) comunicaram haver obtido o de¬
senvolvimento de lesões acantolíticas mediante a injeção intracutânea em coelhos
de sôros de pênfigo diluídos em sôro de fase aguda (pneumonia, tuberculose),
seguida de tratamento local com 2,4 dinitroclorobenzeno (DNCB). Resultados
idênticos foram posteriormente referidos com sôros selecionados de casos de
PFB (12).
No presente trabalho, as experiências de transferência passiva em coelhos fo¬
ram ampliadas a fim de melhor definir o papel do sôro de fase aguda usado nas
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan 35 : 79.94 1971 ’
experiências anteriores. Além disso, são também apresentados os resultados de
inoculações intracutâneas em macacos, nas quais se eliminou o tratamento local
com DNCB.
MATERIAL E MÉTODOS
Sôros — Sôros de PFB foram obtidos de casos agudos, esterilizados por fil¬
tração e mantidos, congelados ou liofilizados, a — 20^. Todos os sôros foram prè-
viamente titulados em relação ao teor de anticorpo intercelular, de acordo com o
método descrito em (2).
Como controles, utilizaram-se sôros de pacientes com doenças autoimunes
(lupus eritematoso sistêmico, myasthenia gravis, tireoidite), penfigóide bolhoso,
pneumonia, tuberculose, bem como sôros de indivíduos aparentemente normais.
Transferência passiva — Nas experiências em coelhos, os animais receberam
0.05 a 0.2 ml de sôro não diluído ou diluído a 1:2 na pele prèviamente raspada do
abdômen ou do dorso. Imediatamente após a injeção intradérmica, os sítios injeta¬
dos foram tratados com soluções de DNCB em concentrações variáveis de 0.1 a
5%. Na maioria das vêzes utilizaram-se soluções ala 2%. Numa série de expe¬
riências, ao invés do tratamento dos sítios injetados com DNCB, procedeu à cau¬
terização local com gêlo sêco durante 10 a 30 segundos.
O emprêgo dêstes irritantes teve como objetivo aumentar a permeabilidade
da barreira dermo-epidérmica. Sítios não injetados foram também irritados com
DNCB, a fim de servirem como controles.
Nas experiências em macacos (rhesus), 0.2 ml de sôro não diluído foram
injetados intradèrmicamente, uma, duas ou três vezes na mesma área cutânea,
a intervalos de 3-4 horas.
Biópsias —- Fragmentos de pele de áreas injetadas ou distantes foram reti¬
rados por biópsia 24-48 horas após a injeção intracutânea em coelhos. Nos
macacos, o intervalo das biópsias variou nos animais que receberam 1, 2 ou 3
injeções: a.) no caso de uma única injeção, as biópsias foram feitas após 3, 7 e
24 horas; b) no caso de duas ou três injeções, 3-4 horas após a segunda e 17
após a terceira.
por dois
apos a rerceira.
Os resultados das biópsias foram avaliados após leituras “cegas”,
m três investigadores, de espécimes codificados.
Colorações — Os fragmentos obtidos por biópsia foram fixados com formol
e corados pela hematoxilina-eosina, de acordo com a técnica histológica rotineira,
ou congelados e cortados em criostato para a técnica de imunofluorescência. O
conjugado anti-IgG humana utilizado foi prèviamente verificado com relação à sua
sensibilidade, mediante determinações de proteína (P), anticorpo (Ac) e fluores-
ccína (F), de acordo com métodos anteriormente descritos (13) e tal como
exemplificado na tabela 1. A concentração de anticorpo (em proteína) foi ajus¬
tada a 20-60 mcg/ml.
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos, |
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan 35: 79-94, 1971,
TABELA 1
Características do conjugado anti-IgG humano (anti-kappa e anti-lambda) usado
para a coloração imunofluorescente dos fragmentos de pele obtidos por biópsia
N.° do
conjugado
Anticorpo(Ac)
mg/ml
Fluores-
ceina(F)
mcg/ml
Proteína (P)
mcg/ml
Ac/F
F/P 1
310
3.4
108
10.6
31.5
10.2 1
RESULTADOS
Experiências em coelhos
Antes de proceder às tentativas de transferência passiva em coelhos, expe¬
riências prévias foram feitas para determinar: a) qual a concentração de DNCB
que poderia ser utilizada sem produzir dano epitelial em sítios não injetados; b)
que doses de sôro deveriam ser empregadas para produzir um grau de fixação
in vivo detectável pela metodologia utilizada.
Com relação ao primeiro item, verificou-se dano epitelial não específico com
DNCB a 5% em sítios não injetados e, por vezes, com a concentração de 2%
nos locais injetados com sôros controles. Por esta razão, a concentração de 1%
foi preferida na maioria das experiências.
No que concerne ao item b), resultados avaliados em 3 +, 2 + e + ou ±
foram obtidos, respectivamente, com 0.1, 0.05 e 0.025 ml de sôros PFB com
alto teor de anticorpo intercelular.
Experiências com um sôro selecionado de PFB
Uma primeira série de experiências foi realizada em abril-maio de 1968 com
o sôro PFB n.° 1, com elevado teor de anticorpo intercelular. 0.1 ml de sôro 1
mais 0.1 ml de sôro de fase aguda (pneumonia) foram injetados intradèrmica-
mente em 16 coelhos, seguindo-se tratamento local com DNCB a 2%.
A experiência revelou fixação do anticorpo in vivo em todos os animais ino¬
culados e formação de microbôlhas intraepidérmicas com células acantolíticas se¬
melhantes às encontradas no pênfigo humano em 6 dêles (tab. 2 e figs. 1-4).
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos;
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan . 35: 79-94, 1971.
F '0. 1 e 2 — Imunofluorescência (IF) de pele de coelho injetada com 0.2 ml de uma diluição a 1:2
dc sôro de PFB em sôro de fase aguda. Tratamento do sítio injetado com DNCB a 2%. Nota-se não
sd a fixação do anticorpo intercelular, como também o aparecimento de lesões características intra-
epidérmicas. X 600.
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan_ 35: 79-94, 1971.
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Fig. 3 — Corte ao criostato de pele de coelho injetada com 0.1 ml de sôro de caso agudo de pneu¬
monia e tratada com DNCB a 20%. Coloração pela hematoxilina-eosina. Derme à direita e em
baixo. Aspecto histológico normal. X 600.
Fig. 4 — Corte ao criostato de pele de coelho tratada como nas figuras 1 e 2. Coloração pela
hematoxilina-eosina. Microbôlha intraepitelial. X 600.
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos;
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan _ 35 ; 79 - 94 , 1971 ,
Experiências realizadas, na mesma oportunidade, com o sôro de fase aguda
aquecido a 56? 30 minutos, deram resultado semelhante.
A experiência acima foi repetida em janeiro-fevereiro de 1969 e revelou en¬
fraquecimento da atividade do sôro, que só foi capaz de mostrar fixação in vivo
em 12 de 14 coelhos inoculados e não mais determinou a formação de microbô-
Ihas típicas (figs. 5 a 7).
X
- * ’ a
V
5 — Coloração de pele de coelho injetada com sôro de PRB rico em autoanticorpo. Notar a
torte coloração IF da substância intercelular e a formação de uma pequena bôlha intraepidcrmica no
local indicado pela seta. X 250.
ÍQ. 6 -— Idem. Bôlha sub-epidérmica inespecífica. X 250.
Fig. 7 — Coloração IF de pele de coelho injetada com sôro normal. A forte fluorescência à
superfície da pele resulta da ação de um autoanticorpo contra o stratum comeum, existente em
sôros normais. X 250.
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan . 35: 79-94, 1971.
Numa segunda replicação da prova em março-abril de 1971, o fenômeno
se acentuou e houve fixação in vivo somente em 3 de 12 animais inoculados, sen¬
do que em nenhum deles se observou a formação de microbôlhas.
É interessante notar que esta modificação da reatividade do sôro não se
acompanhou de qualquer alteração do título de anticorpo intercelular, que se
manteve constante. A tabela 2 resume os resultados destas experiências num total
de 42 coelhos, durante o período de um ano.
TABELA 2
Experiências de transferência passiva com um sôro selecionado de PFB (Sôro 1)
em coelhos injetados pela via intradérmica.
Data da
experiência
Abril-maio/68
Jan.-fev./69
Março-abril/69
Reações observadas à transferência passiva
Número
de
Coelhos
Fixação
in vivo
Lesões
intraepidérmicas * *
Positivas
Duvidosas
Negativas
16
16/16
5
0
11
14
12/14
0
5
9
12
3/12
0
0
12
* As reações positivas correspondem a microbôlhas intra-epidérmicas com células acantolfticas e as
negativas a lesões semelhantes, porém não acompanhadas de acantólise.
Embora as lesões intradérmicas observadas no período de janeiro a feve¬
reiro de 1969 não se assemelham histològicamente às bolhas do pênfigo huma¬
no, elas parecem ser imunològicamente específicas, pois não se desenvolve¬
ram em grupos de controle inoculados com sôros não específicos. É pertinen¬
te ainda mencionar que sôros de casos de PFB que mostraram anticorpos inter-
celulares quando se usou como substrato esôfago de primata, mas não com esô¬
fago de coelho, também foram incapazes de fixar-se in vivo ou de produzir mi¬
crobôlhas à inoculação intradérmica no coelho.
Experiências com três outros sôros cie PFB
Em face do comportamento peculiar do sôro PFB n.° 1, experiências adicio¬
nais foram feitas com três outros sôros (N. os 2, 3 e 4) que apresentavam títulos
de anticorpo intercelular comparáveis ao Jo sôro n.° 1.
Estas experiências estão resumidas na tabela 3, na qual se evidencia que a
proporção de sítios imunofluorescentes (fixação in vivo ) foi de 53/59 para o
sôro 1 e de 22/38 para os sôros 2, 3 e 4. Quanto à formação de microbôlhas,
foi sempre do tipo não acantolítico e ocorreu na proporção de 53/99 com o sôro
1 e de 22/38 com os sôros 2, 3 e 4. Em 72 controles jamais se observou, seja
fixação in vivo, seja formação de bolhas intraepidérmicas.
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. 31 cm. Inst. Butantan . 35 : 79 - 94 , 1971 ,
TABELA 3
I Fixação in vivo e desenvolvimento ds lesões intraepidérmicas em coelhos injeta¬
dos com 4 diferentes sôros de PFB e 20 sôros de não penfigosos.
Sôros
injetados
Título de
anticorpo
intercelular
N.° de sítios
injetados
Proporção de
sítios imuno¬
fluorescentes
Proporção de
sítios com le¬
sões intraepi¬
dérmicas
PFB N.° 1
1280
99
53/99
5/53
PFB Ns.° 2-4
640 a 2560
38
22/38
8/22
Contrôles *
0
72
0/72
0
Os contrôles incluem biópsias de sítios injetados com 1 de 20 sôros não penfigosos mais 14 sítios
não injetados e tratados comí DNCB.
Os resultados precedentes levaram a reexaminar o papel do sôro de fase
pguda (tuberculose, pneumonia aguda) com relação à fixação in vivo e à pro¬
dução de lesões pelo sôro PFB.
Em experiências nas quais o sôro 1 foi diluído em sôro de fase aguda ou
Fm salina, a proporção de sítios imunofluorescentes foi de 32/57 (cêrca de 56%)
Ro primeiro caso e de 16/26 (cêrca de 61%) no segundo. Não parece, portanto,
pue a adição de sôro de fase aguda desempenhe qualquer papel na fixação in vivo
po anticorpo intercelular.
No que concerne ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais, puderam tam-
pém ser obtidas na ausência do sôro de fase aguda.
Experiências em macacos
Sete sôros de PFB foram injetados em rhesus por via intradérmica e a in-
| e nsidade de fixação in vivo foi verificada em fragmentos de pele retirados por
piópsia ao nível dos sítios de inoculação após intervalos de 3, 7 e 24 horas.
Como indicado na tabela 4, as variações de intensidade da fixação in vivo
|°ram paralelas às variações de título de anticorpo intercelular. Por exemplo, os
lôros Le e Fe, com títulos inferiores a 1:80 (com pele de macaco) exibiram ca¬
pacidade de fixação fraca ( + ) e limitada à camada basal da epiderme, em con-
pste com o sôro Ci (título de 1:1280), que mostrou forte intensidade de fixa-
lão ( + + + + ), extensiva a tôda a epiderme. Sôros com títulos entre 1:160 e
11320 exibiram comportamento intermediário (fig. 8).
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BEUTNER, E., WOOD, G. W.. CHORZELSKI. T. P.. ABREU LEME. C. e BIER O. G. — Produção
de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan t 35: 79-94, 1971.
TABELA 4
Relação entre o título de anticorpo IF intercélular e a intensidade de fixação à
pele do macaco após uma injeção única de sôro de PFB
Sôro
Título de anticorpo
(pele de macaco)
Grau de fixa¬
ção in vivo
Localização
da IF
Le
40
+
basal
Fe
80
+
basal
RoA
160
++
basal
Li
160
+++
basal
Tr
320
+++
basal
Ro
320
+++
total
Ci
1280
++++
total
Fig. 8 — Fixação in vivo de anticorpos intercelulares à pele do macaco 3 horas após injeção única
de 0.2 ml de sôro de PFB com titulo médio de autoanticorpo (Sôro AM). X 1000.
Quatro dos sôros precedentes e mais dois outros (SiA, AM), bem como
um “pool” de 4 sôros de título mais baixo foram experimentados num esquema
de 1, 2 ou 3 injeções, conforme especificado na tabela 5.
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BEUTNER, E., WOOD, G. W., CHORZÉLSKI, T. P., ABREU LEME, C. e BIER, O. G. — Produção
de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst . Butantan J 35: 79-94, 1971.
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BEUTNER, E., WOOD, G. W.. CHORZELSKI, T. P.. ABREU LEME, C. c BIER. O. G. — Produçrão
de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, cm coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan J 35: 79-94, 1971.
Embora a fixação in vivo tenha ocorrido, em qualquer caso, em cerca de
80%, o desenvolvimento de lesões só teve lugar à repetição das injeções na mes¬
ma área cutânea.
É de notar que nos sítios inoculados duas vezes, apenas o sôro Ci, de alto
título (1:1280 com pele e 1:5120 com esôfago de macaco) foi capaz de produ¬
zir lesão intra-epidérmica (3/4).
Nos animais que receberam 3 injeções, embora tenha havido correlação entre
a frequência do aparecimento de lesões características e o título de anticorpo
intercelular, houve uma exceção (sôro Li), para a qual não há explicação plau¬
sível.
As figuras 9 e 11 ilustram o aspecto das lesões, à imunofluorescência, com
duas injeções do sôro Ci (figs. 9 e 10) ou do sôro Ro (fig. 11).
Fio. 9 — Microbôlha intraepidérmica cm macaco injetado duas vezes com 0.2 ml de sôro de PFB
com título elevado de autoanticorpo (Sôro Ci). Biópsia feita 7 horas após a primeira injeção. IF
intercelular no epitélio do teto e na cavidade da bôlha. Quadro imunopatológico semelhante ao
observado no PV. X 500.
Fio. 10 — Idem. X 1000
Fio. 11 — Microbôlha intraepidérmica com células epiteliais livres em macaco injetado três vezes
com 0.2 ml de sôro de PFB de título médio (Sôro Ro). Biópsia feita 24 horas após a primeira
injeção. Notar a coloração IF difusa, que sugere tenham-se eliminado do sítio os anticorpos inter-
celulares, deixando apenas as lesões por êles causadas. X 500.
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BEUTNER, E., WOOD, G. W„ CHORZELSKI. T. P., ABREU LEME, C. e BIER, O G. — Produçpo
de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos;
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan . 35: 79-94. 1971.
As figuras 12 e 13 representam, em coloração por hematoxilina-eosina, o
aspecto de lesões verificadas em biópsias de pele 7 horas após a injeção inicial
de sôro Ci injetado duas vezes (fig. 12) ou 24 horas após a injeção inicial do
sôro Ro injetado três vezes na mesma área cutânea (fig. 13).
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Fig. 12 — Microbôlha intraepidérmica acantolítica sem células inflamatórias consecutiva a 2 injeções
intradérmicas de sôro Ci. Biópsia feita 7 horas após a primeira injeção. Coloração por hematoxilina-
eosina. X 1000.
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Fig. 13 — Microbôlha intradérmica com algumas células acantolíticas e numerosos leucócitos em
macaco injetado 3 vêzes com 0,2 ml de sôro Ro. Biópsia feita 24 horas após a injeção inicial.
Coloração por hematoxilina-eosina. X 1000.
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BEUTNER, E., WOOD, G. W.. CHORZELSKI, T. P., ABREU LEME, C. e BIER, O. G. — Produção
dc lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, cm coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Jnst. Butanlan , 35: 79-94, 1971.
Nas lesões provocadas por 3 injeções e retiradas por biópsia após 24 ho¬
ras, a coloração intercelular à imunofluorescência foi muito mais fraca e de ca¬
ráter difuso (fig. 11).
Na figura 12 a lesão não se acompanhou de reação inflamatória, ao con¬
trário do que se verifica na figura 13.
Nenhuma fixação de IgG ou desenvolvimento de lesão se observou em 61
sítios controles injetados três vezes com 1 de 45 sôros não penfigosos Bolhas
sub-epidérmicas foram ocasionalmente observadas nos animais inoculados 2 ou 3
vezes e com igual frequência nos sítios injetados com sôros PFB ou com sôros
não especificados. Tais reações foram classificadas como negativas, pois em nada
se assemelham às lesões características do pênfigo.
DISCUSSÃO
A indução experimental de microbôlhas intraepidérmicas acantolíticas his-
tològicamente semelhantes às observadas no pênfigo humano foi conseguida, nu¬
ma primeira série de experiências em coelhos, mediante a injeção intracutânea de
um sôro selecionado de PFB (Sôro n.° 1) diluído em sôro de fase aguda e tra¬
tamento local do sítio injetado com DNCB. A conservação dêste sôro no labora¬
tório, em estado congelado, a - 20'-’, foi, porém, acompanhada de uma redução
progressiva de sua capacidade de fixar-se in vivo à pele do coelho e de produzir
as lesões características, embora se tenha mantido constante o seu teor de anti¬
corpos intercelulares reveláveis por IF.
Bolhas intraepidérmicas não acantolíticas puderam, entretanto, ser produ¬
zidas com o sôro N.° 1 “envelhecido”, bem como com três outros sôros de PFB
ricos em anticorpo intercelular. Tais microbôlhas diferem das observadas no pên¬
figo humano, porém são imunològicamente específicas, pois não foram observadas
à injeção de sôros não penfigosos ou de um sôro dc PFB positivo em título ele¬
vado quando ensaiado à imunofluorescência com esôfago de primata, mas não
com esôfago de coelho.
Nas experiências em macacos foi eliminado o tratamento adjuvante destinado
a aumentar a permeabilidade dermo-epidérmica (diluição em sôro de fase aguda
e aplicação local de DNCB). Substituiu-se, ao invés, a injeção única de sôro por
duas ou três injeções repetidas, na mesma área cutânea, com o objetivo de expôr
a epiderme, durante um período de tempo prolongado, a uma concentração ele¬
vada do anticorpo anti-pênfigo. Isto é, de alguma maneira, o que ocorre nos
doentes, nos quais se verifica paralelismo entre o teor de autoanticorpo circulante
e a gravidade das lesões cutâneas.
Dentro desta ordem de idéias, caso os anticorpos autoimunes do sôro de
PFB estivessem envolvidos no desenvolvimento da lesão acantolítica, era de es¬
perar que lesões semelhantes às do pênfigo humano pudessem ser provocadas pe¬
la injeção repetida de antisôros ricos em anticorpo intercelular. Tal previsão foi
confirmada pelas experiências relatadas neste trabalho, em condições nas quais
foram inteiramente negativos os resultados obtidos com sôros de controle não
penfigosos.
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de lesões semelhantes às do Pênfigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan . 35: 79-94, 1971.
Bôihas volumosas, tais como se observam no pênfigo humano, não puderam,
entretanto, ser obtidas experimentalmente no macaco, sendo razoável supôr que
a presença de numerosos folículos pilosos nas áreas cutâneas injetadas possam de
certo modo impedir o desenvolvimento das microbôlhas. Experiências em curso
visam, por isso, esclarecer a especificidade das bolhas relativamente grandes que
podem ser obtidas mediante a injeção repetida de sôros de PFB na mucosa oral
de primatas. A ação lesiva da fração IgC dos sôros de PFB ou de frações purifi¬
cadas obtidas por meio de imunoadsorventes específicos está sendo também in¬
vestigada.
SUMMARY — Intraepidermal changes
resulted from intradermal injections
of rabbits and monkeys with sera of
patients suffering from Brazilian
Pemphigus Foliaceus (BPF) which
contained ligh titers of pemphigus in-
tercellular immunofluorescent antibo-
dies.
In the rabbit experiments the intra¬
dermal injection of serum was follo-
wed immediately by treatment with
a l°/o or 2% solution of 2,4 dinitrochlo-
robenzene. With one selected serum
(Serum N.° 1) intraepidermal lesions
similar to those seen in human pem¬
phigus were demonstrated both by
immunofluorescence and by histopa-
thology. Three other sera produced
intraepidermal clefts without acan-
tholytic cells and the same behavior
was shown by Serum N.° 1 after
“aging” in the laboratory in the frozen
State at - 20.°.
11 BPF sera were tested for their
ability to transfer the characteristic
epidermal lesion of pemphigus to
monkeys.
Sera were injected one, two or
three times in the same intradermal
site. Intraepidermal acantholytic mi¬
cro bullae were frequently observed
foliowing two or three injections of
sera with high intercellular antibody
titers, but only occasionally following
one single injection.
UNITERMS — Pemphigus Foliaceus;
Passive Transfer of Pemphigus-like
Lesions; Autoimmunity in Pemphigus
Foliaceus.
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BEUTNER. E„ WOOD. G. W.. CHORZELSKI, T. P„ ABREU LEME, C. e BIER. O, G. — Produçtão
de lesões semelhantes às do Pêntigo Foliáceo pela injeção intradérmica, em coelhos e macacos,
de sôros de doentes com título elevado de autoanticorpo. Mem. Inst. Butantan . 35: 79-94, 1971 .
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Symp. Immunodermatol., 39, 1970.
12. CHORZELSKI, T. P„ BEUTNER, E. H. & JARZABEK, M. Int. Arch. Allergy &
Appl. Immunol., 39: 106, 1970.
13. BEUTNER, E. H., Ann. N. Y. Ac Sc., 177: 506, 1971.
Recebido para publicação em 20 de dezembro de 1971.
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Mem. Inst. Butantan
35: 95-105, 1971.
ESTUDO COMPARATIVO DA ALERGIA TUBERCULÍNICA E DA
PROTEÇÃO CONFERIDA PELA VACINA BCG, VIA ORAL E
INTRADÉRMICA, EM COBAIOS
BRUNO SOERENSEN * *, JANDYRA PLANET DO AMARAL **, MARTHA MARIA MUTTI PEREIRA *** e
MARIA ANTONIETA DA SILVA ***
Serviços de Controle e Técnicas Auxiliares e de Bacteriologia
Instituto Butantan
RESUMO — Foram administradas
doses equivalentes de BCG em gru¬
pos de cobaios pelas vias oral e intra-
dérmica.
Um terceiro grupo não vacinado
serviu de controle.
A capacidade alergizante dos dois
métodos de vacinação foi verificada
através da reação à tuberculina.
45 dias após a vacinação, os ani¬
mais vacinados e os do grupo con¬
trole foram submetidos à inoculação
de prova com pequena e grande car¬
ga da cêpa virulenta H37.Rv, por via
traqueal. A observação dos animais
vacinados mostrou que a capacidade
alergizante da vacina BCG adminis¬
trada pela via intradérmica (0,1 mg)
foi superior à da vacina administra¬
da pela via oral.
Embora a vacinação pela via oral
tenha induzido certo grau de resis¬
tência, os dados experimentais indi¬
cam que, na cobaia, a administração
de 0,1 mg de BCG pela via intradér¬
mica tem poder imunizante superior
ao da vacinação oral em 100 mg.
UNITERMOS : BCG; Tuberculose ex¬
perimental; Imunização contra a tu¬
berculose; BCG e alergia tuberculíni-
ca.
A vacinação BCG por via oral foi proposta originalmente por Calmette.
Posteriormente, passou-se a utilizar a via parentérica, em particular, a vacinação
intradérmica, que foi adotada em numerosos países inclusivamente na França.
A via oral tem a seu favor a simplicidade de execução, porém, é vista com
reserva por vários experimentadores, em virtude de despertar alergia tuberculínica
em grau menor do que o provocado pela vacinação intradérmica.
A absorção e difusão do BCG pela via digestiva em animais de laboratório
foi verificada, entre outros, por Nélis (13-14) através do reisolamento do sangue
e pulmão de cobaios jovens; por Gernez-Rieux e col. (7), pela recuperação do
Trabalho realizado cora o auxílio do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
* Diretor do Serviço de Controle e Técnicas Auxiliares do Instituto Butantan.
** Diretor da Divisão de Microbiologia — Diretor Geral do Instituto Butantan.
*** Assistentes do Serviço de Bacteriologia do Instituto Butantan.
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SOERENSEN, B.; AMARAL, J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. e SILVA. M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tubcrculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105, 1971.
BCG na linfa do canal torácico de cobaios; por Archipova (2), em experiências
com BCG marcado com P ;)2 e inoculado pelas vias intradérmica, subcutânea e
oral em cobaios. Esta última técnica permitiu estabelecer que o BCG, adminis¬
trado pela via oral, já é encontrado no sangue e nas vias linfáticas 30 minutos
após.
A absorção do BCG através da via digestiva também foi verificada no ho¬
mem por Zeyland e Piasecka-Zeyland (16) pelo isolamento dos linfonodulos me-
scntéricos de crianças que faleceram de outras causas que não a tuberculose, bem
como por Calmette e col. (4), ao verificarem a presença do BCG no sangue de
crianças após a ingestão da vacina.
Quanto à proteção da vacina administrada pela via oral em cobaios, Ama¬
ral e Soerensen (1) verificaram um aumento do tempo de sobrevida na tuber¬
culose experimental.
Kreis (8), comparando a eficiência do BCG oral e intravenoso em camun¬
dongos, refere que o grau de proteção conferido é o mesmo com ambas as vias,
porém Nagata (11), trabalhando com coelhos, assinala maior proteção dos ani¬
mais inoculados com doses repetidas de BCG pela via intradérmica do que pela
via oral. Drabkine e Sukhodolskaya (5), concluem que doses repetidas de BCG
oral podem conferir a cobaios resistência à infecção tuberculosa semelhante à con¬
ferida pelo método de escarificação.
Finalmente, diversos autores verificaram à necropsia de cobaios prèviamen-
te vacinados com BCG por diversas vias, diferenças apreciáveis com relação ao
grupo não vacinado, indicando maior grau de resistência para os primeiros (3,
12, 9, 6, 15).
No presente trabalho procuramos verificar comparativamente o efeito pro¬
tetor e a capacidade alergizante da vacina BCG administrada pela via oral e pela
via intradérmica em cobaios.
MATERIAL E MÉTODOS
Verificação da proteção conferida pela vacina BCG, por via oral ou intradérmica,
ante a inoculação de prova de grande carga bacilar (8 milhões de bacilos )
Utilizamos três grupos de cobaios machos, pesando aproximadamente 350 g.
O primeiro grupo de 86 animais recebeu 100 mg de BCG em 5 ml, pela via
oral, através de sonda esofagiana (sonda uretral gomada n.° 7). O segundo gru¬
po de 83 animais recebeu 0,1 mg de BCG em 0,1 ml., pela via intradérmica. O
último grupo de 78 cobaios não recebeu vacina, servindo de controle.
A vacina usada foi preparada no Instituto Butantan com a cêpa Moreau.
Com a finalidade de observar o tempo de sobrevida dos três grupos de co¬
baios, administramos, após 45 dias de imunização, uma grande carga bacilar de
H37.Rv em 0,1 ml., por via traqueal (8 milhões de bacilos), obedecendo à técni¬
ca descrita por Lorian (10).
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SOERENSEN, B.; AMARAL, J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. e SILVA, M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105. 1971.
Os animais pertencentes aos três grupos foram conservados em idênticas con¬
dições e, para cada grupo, determinou-se a percentagem de mortalidade, através
de um período de 130 dias, ao fim do qual, o grupo controle já havia atingido
100% de letalidade. Todos os animais foram necropsiados a fim de serem subme¬
tidos a estudo anatomopatológico.
Verificação da capacidade alergizante conferida pela vacina BCG, vias oral e
intradérmica, e da proteção ante a inoculação de prova de pequena carga bacilar
(1 a 10 bacilos).
Utilizamos também três grupos de cobaios: o primeiro, de 78 animais, re¬
cebeu 100 mg de BCG pela via oral; o segundo, de 80 animais, recebeu 0,1 mg
de BCG em 0,1 ml pela via intradérmica e o terceiro, de 88 cobaios, serviu de
controle.
45 dias após a vacinação, todos os grupos foram submetidos à prova tu¬
berculínica, mediante a injeção intradérmica de tuberculina OT diluída a 1/10
(aproximadamente, 1000 U.T.).
48 horas depois, procedeu-se à leitura da reação e, logo a seguir, adminis-
trou-se pequena carga bacilar de H37.Rv, representada por 1 a 10 bacilos em 0,1
ml, por via traqueal.
Os animais pertencentes aos três grupos foram mantidos em idênticas con¬
dições, sendo determinada a letalidade para cada grupo durante o período de 210
dias, quando a letalidade dos diferentes grupos de cobaios proporcionou dados
capazes de permitir uma avaliação da proteção. Todos os animais foram necrop¬
siados e submetidos a exame anatomopatológico.
RESULTADOS
Os resultados da primeira série de experiências, resumidos na Tabela I e
no Gráfico correspondente (Fig. 1), permitem uma estimativa aproximada do
grau de proteção conferido pela vacina administrada pelas duas vias, ante a ino¬
culação de prova de uma grande carga bacilar. É interessante destacar três pon¬
tos principais: 1) Pràticamente durante todo o período de observação, a letali¬
dade no grupo que não recebeu BCG foi superior à dos grupos vacinados. 2) A
proteção dos grupos de animais vacinados pelas vias oral e intradérmica foi mais
ou menos a mesma. 3) A percentagem de cobaios que, ao exame macroscópico,
revelou comprometimento tuberculoso, foi maior no grupo controle que nos gru¬
pos vacinados, sendo de assinalar que o grupo vacinado pela via intradérmica
mostrou percentagem ligeiramente inferior de animais portadores de lesões, quan¬
do comparado ao grupo vacinado pela via oral (Tabela III).
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TAPEIA I
FROTEÇXO LA VACIIiA B.C.G. VIA ORAL E IlfiTUDfcLICA Eh COBAIOS
(inoculação de Frova: H.37 Rv 8 milhões de bacilos via traqueai, após 45 dias de transcorrida a vaciiiação)
SOERENSEN, B.; AMARAL, J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. e SILVA, M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105. 1971.
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SOERENSEN, B.; AMARAL J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. & SILVA, M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mera. Inst. Butantan. 35: 95-105, 1971.
Fig.l
PROTEÇÃO DA VACINA B.C.CVIA ORAL E INTRADÉRMICA EM COBAIOS
(Inoculação d* Provo:-H. 37 Rv. (8 mitiõas d* bacilos) vio traqueol, após 45 dia* d* transcorrida o Vacinação)
.Controla (H.37 Rv -8 milho'** d* bacilos via traqu*al) 78 cobaios.
. B.C.6. 100 mg. vlo orol (H.37 Rv.-0 milhõas d* bocilos vio troquaol) 86 coboio*.
. BCG. O.l mg. vio Introdármlca (H.37. Rv. - 8 milhõas d* bacilos vio troquaol) 83 cobolos
Númaro obsoluto d* mortos
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SOERENSEN, B.; AMARAL J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. & SILVA, M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105, 1971.
Numa segunda série de experiências, a capacidade alergizante da vacina ad¬
ministrada pela via oral foi comparada à da via intradérmica, tendo-se verificado
uma percentagem de positividade superior na vacinação pela via intradérmica à
da vacina administrada pela via oral. O grupo não vacinado não revelou qual¬
quer grau de alergia (Fig. 2).
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ESTUDO COMPARATIVO DA ALERGIA TUBERCULÍNICA DE COBAIOS
VACINAD08 COM B.C.0-V1A ORAL E VIA INTRADÉRMICA
Via oral lOOmg.; via intrcdermlco O.lmg.
(Tuberculina bruta l/IO;45 dio9 apde vacinaçao)
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10.0 %-
5.0 ■
2.5 %-
0.0 %
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SOERENSEN. B.; AMARAL J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. & SILVA, M, A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: V5-105. 1971.
Quanto ao grau de proteção conferido pela vacina administrada pelas duas
vias à inoculação de prova com pequena carga bacilar, cumpre destacar o seguin¬
te: 1) Pràticamente durante todo o período de observação, a letalidade no grupo
de animais que não recebeu BCG foi significativamente superior à dos grupos
vacinados (Tabela II e Fig. 3). 2) A proteção conferida pela via intradérmica foi
superior à conferida pela via oral. 3) A percentagem de cobaios não vacinados
que, ao exame macroscópico, revelaram comprometimento tuberculoso, foi supe¬
rior às percentagens observadas nos vacinados e, nestes, o grupo que recebeu BCG
pela via intradérmica mostrou comprometimento menor que o grupo vacinado
pela via oral (Tabela III).
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SOERBNSEN, B.; AMARAL, J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. e SILVA. M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tubcrculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105, 1971.
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SOERENSEN, B.; AMARAL J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. & SILVA, M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105, 1971.
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SOERENSEN, B.; AMARAL J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M. & SILVA, M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105. 1971.
CONCLUSÕES
1) A capacidade alergizante da vacina BCG administrada pela via intradér.
mica (0,1 mg) é superior à da vacina administrada pela via oral. 2) A proteção
da vacina avaliada através da letalidade ante uma inoculação de prova de grande
carga bacilar não revelou diferença apreciável quanto aos dois métodos de vaci¬
nação, porém, quando a inoculação de prova foi de pequena carga bacilar, o mé¬
todo intradérmico mostrou-se superior ao método de vacinação oral. 3) o grau
de proteção, avaliado pela percentagem de cobaios que, ao estudo macroscópico,
revelou lesões tuberculosas ante uma inoculação de prova com grande ou peque¬
na carga bacilar, evidenciou a superioridade da vacinação pela via intradérmica.
4) Destas observações parece lícito concluir que o método de vacinação BCG
intradérmico (0,1 mg) revela capacidade imunizante superior à do método oral
(100 mg), embora êste também seja capaz de induzir certo grau de proteção.
SUMMARY — Three groups of gui-
nea-pigs were used: Groups I and II
received BCG doses, respectively by
the oral and intradermel route, equi-
valent to those used fou human vac-
cination, and Group III included un-
vaccinated Controls.
The allergic reactivity of the vacci-
nated groups was determined by the
tuberculin test.
After a certain period of time, all
vaccinated and control animais were
challenged by tracheal inoculation of
low and high concentrations of the
H37Rv strain of M. tuberculosis. Exa-
mination of the two vaccinated
groups showed that the allergic reac¬
tivity was higher in the intraderma-
lly vaccinated group than in the oral
immunized animais.
The conclusion is drawn that gui-
nea-pigs injected intradermally with
0,1 mg BCG showed a higher degree
of resistance to virulent. M. tubercu¬
losis when compared to the group
which received 100 mg of BCG by
mouth.
However, when Groups I and III
were compared, conspicuous degree
of protection was found, providedthe
challenge was made with a small
amount of virulent bacilli.
UNITERMS: BCG; Experimental
Tuberculosis; Imunization against
Tuberculosis; BCG and Tuberculin
Allergy.
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SOERENSEN, B.; AMARAL, J. P.; MUTTI PEREIRA, M. M, e SILVA. M. A. — Estudo Comparativo
da Alergia Tuberculínica e da Proteção Conferida Pela Vacina BCC. Via Oral e Intradérmica em
Cobaios. Mem. Inst. Butantan. 35: 95-105. 1971.
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14 _ NÉLIS, P. — Sur 1’absorption du BCG administré per os au cabaye
nouveau-né. — Comp. Rend. Soc. Biol., 104: 1187-1188, 1930.
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Recebido para publicação em 25 de novembro de 1971.
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35: 107-109, 1971.
MICRURUS UEMPR1CH11 HEMPRICHII RECORDED FOR BRAZIL *
(Serpentes Elapidae)
A. R. HOGE and S. A. ROMANO
OSeção de Herpetologia, Instituto Butantan).
ABSTRACT: Micrurus hemprichü hem-
prichii (Jan) is recorded for Brasil.
The study of avaiable specimens
shows that Micrurus hemprichü hem-
prichii occurs in the lowlands of mé¬
dium and lower Amazon, Guianas, and
Orenoco drainage; Micrurus hempri-
chii ortoni; Schmidt, occuring on the
higher places of the Upper Amazon
drainage.
UNITERMS:
Micrurus hemprichü hemprichü
(Serpentes Elapidae);
States of Pará and Amazonas (Brazil);
Micrurus hemprichü ortoni. Tefé,
Amazonas (Brazil).
Till now the only record of Micrurus hemprichü for Brazil was based on a
specimen mentioncd by Schmidt (1953:165-166), from “Belém”, without number
in the Munich collection. This specimen was identified by Schmidt as Micrurus
hemprichü ortoni, but the locality “Belém” so far away from the range of this
subspecies suggested to him that the specimen was either transported by man or
by rafting from the upper Amazon.
Three specimens now available permit us to give some additional Informa¬
tion about the distribution of Micrurus hemprichü.
Micrurus hemprichü Jan.
1858 Elaps hemprichü Jan, Rev. Mag. Zool., 10:523.
1929 Micrurus hemprichir, Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4:230.
Distribution : Northern south America east of the Andes.
Content: Two subspecies.
* Supported by a Grant of Conselho Nacional de Pesquisas and National Library of Medicine.
Adress :
C. P. 65, São Paulo, Brazil.
107
SciELO
10 11 12 13
HOGE, A. R. and ROMANO, S. A. — Micrurus hemprichii hemprichn rçcorded for Brazil. Mem. Inst.
Butantan, 35 : 1971. 35: 107-109, 1971.
Micrurus hemprichii hemprichii
1953 Micrurus hemprichii hemprichii ; Schmidt,, Fieldiana Zool., 34:166.
1970 Micrurus hemprichii hemprichii ; Roze in Peters et Orejas U.S.N.M.
297:210.
Type locality: Colombia.
Range: Eastern Colombia, Southern Venezuela, the Guianas, and Brazil from
the State of Pará to Amazonas (Manaus).
Material: IBH„ 20.678, from Km 86 on the BelénvBrasília road, State of
Pará, Brazil, Gol. E. Dente, 7-1960. INPA, 1.160, “Reserva Duke” near Ma¬
naus, Amazonas, Brazil, Col. A. C. Maranhão Nina.
Description: IBH, 20.678, a 9 ; dorsais 15-15-15; ventrals 166; anal un-
divided; 30/30 subcaudals; 7-7 upper labiais. Head 9 mm; body 205 mm; tail
22 mm. Seven and 1/3 triads on body and 1 on tail INPA, 1 .160, a cf ; dorsais
15-15-15; ventrals 183; anal undivided; 28/28 subcaudals; 7-7 upper labiais; 7-7
lower labiais. Head 18 mm; body 670 mm; tail 60 mm; 8 triads on body and 1
on tail. The scales of nuchal collar bordered with black.
Micrurus hemprichii ortoni
1953 Micrurus hemprichii ortoni Schmidt, Fieldiana Zool. 34:166.
1970 Micrurus hemprichii ortoni, Roze in Peters et Orejas U.S.N.M. bul.,
297:210.
Type locality: Pebas, Peru.
Range: Amazonian slopes of Southern Colombia, Equador; Peru, Bolivia and
Brazil (Tefé, State of Amazonas, Brazil). The specimen from Belém mentioned by
Schmidt is obviously not from this locality.
Material: A single specimen from Tefé, Amazonas, Brazil, Col. by A. R.
Hoge and J. D Cavalheiro, 9-23-52, a 9 , dorsais 15-15-15; ventrals 181; 23/23
subcaudals; anal undivided; 7-7 upper labiais; 7-7 lower labiais. Head 9 mm;
body 208 mm; tail 19 mm. Six triads on body and 1 on tail.
Discussion — The wide gap between the areas of distribution of the subspe-
cies mentioned by Schmidt no longer exists. Is is interesting to note that all known
specimen of M. hemprichii ortoni (exception of the Munich specimen already
mentioned) are from the highlands, and the M. hemprichii hemprichii from the
lower parts of the Amazon from the Guianas and Orenoco drainage.
108
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2 3
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HOGE, A. R. and ROMANO, S. A. — Micrurus hemprichii hemprichii recorded for Brazil. Mem. Inst.
Butantan, 35: 107-109, 1971.
RESUMO: — Ficou registrada a ocor¬
rência de Micrurus hemprichii hem¬
prichii (Jan) no Brasil. Com os exem¬
plares estudados, as áreas de distri¬
buição da subspecies, antes extrema¬
mente afastadas, ficaram próximas.
Micrurus hemprichii hemprichii (Jan)
ocorre nas terras baixas do médio e
baixo Amazonas, Guianas e Bacia do
Orenoco.
UNITERMOS:
Micrurus hemprichii hemprichii
(Serpentes Elapidae);
Estados do Pará e Amazonas (Brasil);
Micrurus hemprichii ortoni, Tefé,
Amazonas (Brasil).
ACKNOWLEDGEMENTS
We are indebted to the Conselho Nacional de Pesquisas for a Grant awarded
to the junior author; to the National Library of Medicine grant LM 00418-01. To
Dr. Afonso Celso do Maranhão Nina from the Instituto Nacional de Pesquisas
Amazonas for the loan of specimens; and to Dr. Ramon A. Lancini from the
Museo de Ciências Naturales de Caracas for the loan and gift of specimes.
BIBLIOGRAPHY
AMARAL, A. — Estudos sôbre ophidios neotrópicos. XVIII — Lista Remissiva
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NOTES ON LEPTOMICRURUS SCHMIDT
(Serpentes Elapidae )
SYLVIA ALMA R. W. L. ROMANO
(Seção de Herpetologia, Instituto Butantan)
ABSTRACT — The genus Leptomi-
crurus Schmidt is synonymized with
Micrurus Wagler.
Micrurus collaris (Schlegel) is re-
corded for the first time from Brasil.
The specific name schmidti is chan-
ged (nom. nov.) to karlschmidti on
the grounds of the homonymy raised
by the inclusion of the former Lepto-
micrurus schmidti in the genus Mi-
crurus.
UNITERMS: Leptomicrurus Schmidt
(Serpentes Elapidae)
Presence of annuli; Leptomicrurus
synonymized with Micrurus Wagler.
In previous publication Hoge and Romano, 1966, described a new species,
L. schmidti, from Tapurucuàra, Amazonas, Brazil, and recorded definetly L.
narduccii from the State of Acre, Brazil.
Three specimens of Leptomicrurus now available enable us to give some
additional information.
Schmidt (1937: 377) based his new genus Leptomicrurus on the meeting of
mental and chin shields and on the presence of ventral spots without tendency
to form annuli. The first character, or meeting of mental and chin shields is adven-
titious in several species of Micrurus (Schmidt, 1936: 200, and 1937:363).
Actually the absence of rings was the only distinctive character between Micrurus
and Leptomicrurus.
Two specimens of Micrurus narduccii from Brazil, Amazonas, show reddish
annuli on the anterior part of the body.
Museum Bocage n.° 1401 a, dorsais 15-15-15; 266 ventrals; anal divided;
19/19 subcaudals; 7-7 upper labiais; temporais 1 + 1; 7-7 lower labiais. Length
of head 8,7 mm, body 380 mm, tail 20 mm. The lst and 2 nd ventral blotches
are in contact dorsally forming complete annuli, although vcry narrow on dor-
sum. The 3 th and 4th forming nearly complete annuli; the remaining, although
not forming distinct annuli, are joined on the dorsum by a series of whitish spots.
All ventral blotches reach the 4th, 5th, or even 6th dorsal row, forming triangular
lateral blotches.
Supportcd by a grant of Conselho Nacional de Pesquisas
Address. C. P. 65, São Paulo, Brazil
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ROMANO, S. A. W. L. — Notes on Leptomicrurus Schmidt (Serpentes Elapidae). Mem. Inst.
Butantan. 35: 111-115, 1971.
Museum Bocage 1401 b, dorsais 15-15-15; 257 ventrals, anal divided;
13/14 +n subcaudals; 7-7 upper labiais; lower labiais mutilated; length of head
9,7 mm; body 4,5 mm; tail 15 + n mm. The first 8 annuli complete, dorsally
constricted at (1-3 scales long); the annuli 8 to 14 incomplete but connected
dorsally by indistinct whitish spots. The remaining ones are separated; 4 com¬
plete annuli on tail. In this specimen large black rings alternate with smaller ones,
giving the impression of triads.
Consequently none of the characters used to separate Micrurus from Lepto-
micrurus are stable and Leptomicrurus should return to the synonymy of Micru¬
rus.
It should be mentioned that the temporal formula of 0+1 used by Schmidt
and all subsequent authors, is also a variable character, as observed in a speci¬
men of collaris (0+1 on one side and 1 + 1 on the other).
Micrurus collaris (Schlegel)
1837 Elaps collaris Schlegel, Essai Physion. Serp., 1:181; 2:448.
1844 Elaps gasírodelus Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gen. 7(2):
1212 — Type locality: unknown.
1881 Elaps collaris ; Kappler, Hollandish Guiana. Erg. v. Erf. etc. 167.
1886 Hemibungarus collaris; Boettger, Ber. Senck. Natf. Ges. 1885/1886:
117.
1937 Leptomicrurus collaris; Schmidt, Zool. Ser. Field Mus. Nat. Hist. XX
n.° 26:361-354.
1966 Leptomicrurus collaris; Hoge et Romano, Mem. Inst. Butantan (1965);
31:4, fig. 3,3 a-c.
1969 Leptomicrurus collaris; Hoge et Romano, Ciência e Cultura, 21(2):
454.
Type locality : designated (Hoge et Romano, 1966), the Guianas.
Distribution: South-eastern Venezuela; the Guianas and State of Pará,
Brazil.
Material:A. single specimen IBH.25.593, a c? from Icoarací, Belém, State
of Pará, Brazil.
Micrurus karlschmidti nom. nov. *
1966 Leptomicrus schmidti (error typographicus pro Leptomicrurus ) Hoge
et Romano, Mem. Inst. Butantan. 32(1965):1, fig. 2,2 a-c
Type locality: Tapurucuàra, Mun. Uaupés, State of Amazonas, Brazil.
Distribution: Only known from type locality.
* nom. nov. pro Leptomicrurus schmidti Hoge et Romano preocupied by Micrurus schmidti
Dunn, 1940 and Micrurus schmidti (now putumayensis) Lancini, 1962.
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ROMANO, S. A. W. L. — Notes on Leptomicrurus Schmidt (Serpentes Elapidae). Mem. Inst.
Butantan. 35: 111-115, 1971.
Micrurus narduccii (Jan)
1863 Elaps narducii Jan, Arch. Zool. Anat. Fis. 2:222.
1870 Elaps scutiveníris Cope, Proc. Amer. Phil. Soc. 11(1869): 156 —
Type locality: Pebas, Peru.
1881 Elaps melanotus Peters, SitzJl. Ges. Naturforsh. Freunde, Berlin,
1881:51 — Type locality —: Sarayacu, Equador.
1937 Leptomicrurus narducci; Schmidt, Zool. Ser. Field. Mus. Nat. Hist.
20:363.
1966 Leptomicrurus narducci ; Hoge et Romano, Mem. Inst. Butantan,
32(1965) :5, fig. 1,1 a-c.
Type locality: Bolivia.
Distribution: Amazonian slopes of the Andes in Southern Colombia; Equa¬
dor; Peru; Bolivia and Brazil, States of Acre and Amazonas.
Material: two specimes, M. Bocage, N.° 1.401 from Brazil, State of Ama¬
zonas; dorsais 15-15-15; ventrals 266; subcaudals 19/19; 7-7 upper labiais; 7-7
lower labiais. Length of head 8,7 mm; body 380 mm; tail 20 mm. There are
two distinct annuli on anterior part of body (fig. 1 and 2). N° 1401, b, same
locality; dorsais 15-15-16; ventrals 257; 13/13 + n subcaudals; 7-7 upper labiais.
RESUMO: O gênero Leptomicrurus
Schmidt é colocado na sinonímia de
Micrurus Wagler.
Micrurus collaris é registrado pela
primeira vez para o Brasil.
O nome específico schmiãti é mu¬
dado para karlschmidti (nom. nov.),
em razão da transferência da espécie
para o gênero Micrurus (homônimo
de M. schmiãti Dunn 1940 e M. schmi¬
ãti Lancini 1962)
UNITERMOS: Leptomicrurus Sch¬
midt (Serpentes Elapidae); Presença
de anéis; O gênero Leptomicrurus
passa para Micrurus e M. karlschmi-
ãti.
ACKNOWLEDGEMENTS — We are indebted to Mr. J. A. Fernandes, Mu¬
seu Bocage, for the loan of specimens.
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Fig. 1
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ROMANO, S. A. W. L. — Notes on Leptomicrurus Schmidt (Serpentes Elapidae). Mem. Inst.
Butantan. 35: 111-115, 1971.
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Recebido para publicação em 14 de setembro de 1971
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35: 117-138, 1971.
REVISÃO DE ALGUNS TIPOS DE ARANHAS CARANGUEJEIRAS
( ORTHOGNATHA ) ESTABELECIDOS POR CÂNDIDO DE MELLO
LEITÃO E DEPOSITADOS NO MUSEU NACIONAL DO RIO.
WOLFGANG BÜCHERL *; ANNA TIMOTHEO DA COSTA ** *** e SILVIA LUCAS **'
(Seção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan)
RESUMO: — Pelo reestudo do mate¬
rial típico de aranhas da subordem
ORTHOGNATHA encontradas na anti¬
ga coleção catalogada por C. de Mello
Leitão no Museu Nacional do Rio,
constatamos:
CTE NIZIDAE. ACTINOPODINAE:
Actinopus rufibarbis M. L. 1930, A. pa-
ranensis M. L. 1923 e mais um espe-
cimen etiquetado sob o nome de “A.
niger" pertencem ao grupo de A. cras-
sipes (Keyserling) 1891;
CTENIZINAE, I diops nilopolensis
M. L. 1923, pode ser considerada
especie boa e Idiops crulsi M.L. 1930
e um especimen etiquetado sob o no¬
me de "Idiops anomalus” são sinôni¬
mos de Idiops petitii (Guérin) 1938.
DIPLURIDAE, DIPLURINAE a espé¬
cie Diplura bitaeniata M. L. 1941,
ainda sem receptáculos seminais, pa¬
rece-nos sinônima de D. aequatorialis
Auss. 1871, que é da mesma região
do tipo da segunda; D. borgmeieri
M. L. 1924 é sinônima de D. gymnog-
natha Bertkau 1880, ambas do mesmo
local típico; D. fallax M. L. 1926 deve
ser enquadrada sob o gênero Uruchus,
com o nome de Uruchus fallax (M. L.)
1926; Diplura nigerrima M. L. 1941 é
apenas uma variação de colorido de
D. aequatorialis. O exemplar tinha mu¬
dado de pele, sendo, por isso, seu
colorido mais vivo.
Harmonicon nigridorsi M. L. 1924 é
espécie boa. Thalerothele aurantiaca
M. L. 1943 e Th. minensis M. L. 1926
são sinônimos de Th. uniformis M. L.
1923, com o mesmo local típico e Th.
sanguínea (F. Cambridge) 1896 pare¬
ce-nos sinônimas de Th. annectens
(Bertkau) 1880, também do mesmo
biotopo. Especimens etiquetados com
o nome de “Uruchus costatus” são
fêmeas jovens, sem receptáculos semi¬
nais formados e devem ser conside¬
rados como sendo do grupo de Uru¬
chus jelskii (F. Cambridge) 1896; na
subfamília das MACROTHELINAE Is-
chnothele sexpunctatum e I. zoroda,
descritas por Mello Leitão em 1941 e
43 respectivamente, parecem-nos espé¬
cies boas.
THERAPHOSIDAE, AVICULARINAE:
Avicularia cuminami M. L. 1930 e A.
pulchra M. L. 1933, cada espécie foi
* Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas
** Seção de Invertebrados do Museu Nacional de Rio de Janeiro
*** Seção de Artrópodos Peçonhentos — Instituto Butantan
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BÜCHERL. W.; T. COSTA, A. e LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOONATIIA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
descrita com uma fêmea jovem, ainda
sem bôlsas receptaculares; A. palmi-
cola M. L. 1945 parece-nos espécie boa.
GRAMMOSTOLINAE: Pterinopelma
nellutinum M. L. 1923 e Pt. dubium
M. L. 1923 são sinônimos de Pt. wa-
cketi M. L. 1923, todos do mesmo lo¬
cal típico.
ISCHNOCOLINAE: Cyriocosmus se-
mifasciatus M. L. 1939 é Chaetorrhom-
bus semifasciatus (M. L.) 1939; Aphan-
topelma venosum M. L. 1936 é espécie
boa; Phormictopus multicuspidatus
M. L. 1929 é Cyclosternum multicus-
pidatum M. L. 1929, de que é sinônimo
também um exemplar etiquetado sob
o nome de "Magulla atrogaster";
Cyclosternum schmardae Auss. 1871
é espécie boa e C. semiaurantiacum
Simon 1897 é Ceropelma semiauran¬
tiacum (Simon) 1897. Um especimen-
de Ouro Prêto etiquetado como
“Hapalopus sp” é redescrito sob o
nome de Cyclosternum melloleitaoi
n. sp.
O gênero Dolichothele M. L. 1923, com
a espécie típica D. exilis M. L.
1923 deve ser enquadrado sob ISCH-
NOCOLINAE e não BARYCHELIDAE.
Também o especimen etiquetado co¬
mo “Lsptopelma nigrioculatum” per¬
tence a ISCHNOCOLINAE. Cyrthopho-
lis zorodes M. L. 1923 é espécie boa.
Ischnocolus parvus Keyserling 1877
parece-nos espécie sul-americana boa.
São válidas igualmente Pseudhomoe-
omma fasciatum M. L. 1930 e Tmesi-
phantes montanus M. L. 1923.
SELENOSCOMIINAE: Ephebopus vio-
laceus M. L. 1930 não pôde ser re-
identificado pelo mau estado de con¬
servação; tem a mesma procedência
de Avicularia cuminami.
BARYCHELIDAE, DIPLOTHELINAE
— Neodiplothele fluminense M. L.
1924 é espécie boa, da qual é sinônimo
Trichopelma annulatum M. L. 1943 do
mesmo local típico; Neodiplothele
leonardoi M. L. 1940 é fêmea jovem,
ainda sem receptáculos seminais.
LEPTOPELMATINAE: dois exempla¬
res sem etiquêta, macho e fêmea, do
bairro da Tijuca, Rio. São descritos
como Neostothis melloleitaoi n. sp.;
Psalistopoides fulvimanus M. L. 1934
é sinônimo de Neostothis gigas Vel-
lard 1925.
UNITERMOS: Aranhas
j eiras; Revisão de tipos.
Carangue-
INTRODUÇÀO
No presente trabalho reestudamos alguns tipos de aranhas caranguejeiras e
outro importante material, estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados na
Coleção Aracnológica do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
MATERIAL E MÉTODO
Foi reestudado o seguinte material:
CTENIZIDAE, ACTINOPODINAE,
Actinopus rufibarbis M. L. 1930, tipo fêmea, Rio Cuminá;
A. niger — etiquetado por M. L. com êste nome, mas provavelmente não
publicado, macho, Pedras Altas, Rio Grande do Sul;
A. paranensis M. L. 1923 — tipo, macho, Paraná (sem localidade) Hermes
Lima leg.
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BUCHERL. W.; T. COSTA, A. e LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOONATHA) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan , 35: 117-138, 1971.
CTENIZINA E,
Idiops anomalus — etiquetado por M. L. sob este nome, mas provavelmente
não publicado — fêmea, jovem, rio Jaminauá;
I. crulsi — M. L. 1930 — tipo, fêmea, rio Cuminá, Pará;
I. nilopolensis — M. L. 1923 — tipo, fêmea, Nilopolis, Est. do Rio; Blanc
de Freitas leg.
DIPLURIDAE, DIPLURINAE,
Diplura bitaeniata M. L. 1941 — tipo, fêmea jovem, Bogotá, Colômbia;
D. borgmieri M. L. 1924 — tipo, fêmea e 2 sintipos, fêmeas, Petropólis,
Estado do Rio;
D. fallax M. L. 1926 — tipo, fêmea, e sintipo, fêmea, Alto Juruá, Amazonas;
D. nigerrima M. L. 1941 — tipo, fêmea, Bogotá, Colômbia;
D. paulistana M. L. 1924 — tipo, fêmea, Santos, Est. de São Paulo (n.° 55
da col.) ;
Uruchus costatus — etiquetado por M. L. com êste nome, mas provavelmen¬
te não publicado, 2 fêmeas jovens — Peru (sem localidade);
Harmonicon nigridorsi — M. L. 1924 — tipo, macho, sintipo, fêmea jovem,
Rio (n.° 847 da coleção);
Thalerothele aurantiaca M. L. 1943 — tipo, fêmea, Ouro Preto, Est. Minas
Gerais (n.° 53 945);
Th. sanguínea (F. Cambridge) 1896 fêmea, Pará;
Th. uniformis M. L. 1923 — macho, Ouro Preto, Minas Gerais. O especi-
men está etiquetado por M. L. como tipo, embora o autor, ao descrever a
espécie, tenha publicado: Habitat — São Paulo, tipo, macho, no Museu Pau¬
lista, E. Garbe leg.
MACROTHELINAE,
Ischnothele sexpunctatum M. L. 1941 — tipo, fêmea, sintipos, 2 fêmeas, Bo¬
gotá, Colômbia;
I. zoroda M. L. 1943 — tipo, fêmea, Veadeiros, Est. de Goiás.
THERAPHOSIDAE, THERAPHOSINAE,
Phormictopus multicuspidalus M. L. 1929 — tipo, macho, Tapera, Per¬
nambuco.
GRAMMOSTOLINAE,
Pterinopelma vellutinum M. L. 1923 — Tipo, macho, São Paulo;
Pt. dubium M. L. 1923 — tipo, macho, Capital de São Paulo; n.° 48 da
coleção. O autor, ao descrever esta espécie, parece ter designado um segundo
tipo, macho, depositado no Museu Paulista, sob n.° 148, capturado no bair¬
ro do Ipiranga, Capital de São Paulo, por H. Lüderwaldt.
ISCHNOCOLINAE,
Aphantopelma venosum M. L. 1936 — tipo, fêmea jovem, Chile (sem lo¬
calidade), n.° 50234 da coleção;
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BÜCHERL. W.; T. COSTA, A. c LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOGNATIIA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
Cyclosternum schmardae Ausserer 1871 — macho, Colômbia;
C. semiaurantiacum Simon 1897 — 2 fêmeas jovens, Barra do Tapirapé,
Mato Grosso;
Cyrtopholis zorodes M. L. 1923 — tipo, fêmea, São Paulo;
Hapalopus sp. — macho, Ouro Preto, Minas Gerais;
Ischnocolus parvus Keyserling 1877 — jovem, Montevidéu, Uruguai, n.°
14120 da coleção;
Magulla atrogaster — fêmea, Ceará. Não pudemos verificar se o autor
publicou esta espécie;
Pseudhomoeomma fasciaíum M. L. 1930 — tipo, macho, rio Cuminá, Pará;
sintipos, fêmea e fêmea jovem;
Tmesiphantes montanus M. L. 1923 — tipo, macho, e sintipo, fêmea, Reti¬
ro do Ramos, Itatiaia, Est. do Rio; Carlos Moreira leg.
Cyriocosmus semifasciatus M. L. 1939 — fêmea, Ilha Otomana, Venezuela.
A V1CULARI1NAE,
Avicularia cuminami M. L. 1930 — tipo, fêmea jovem, Rio Cuminá, Pará;
A. palmicola M. L. 1945 — tipo, fêmea, Mumbaba, Paraíba;
A. pulchra M. L. 1933 — tipo, fêmea jovem, Tapera, Pernambuco.
SELENOC OSMIINA E,
Ephebopus violaceus M. L. 1930
tipo, fêmea, rio Cuminá, Pará.
BARYCHEL1DAE, DIPLOTHELINAE,
Neodiplothele fluminense M. L. 1924 — tipo, macho, Niterói, Est. do Rio;
N. leonardosi M. L. 1940 — tipo, fêmea jovem, Paraguassu, Estado da
Bahia.
LEPTOPELMA TINA E
Sem etiqueta que designasse nome científico; macho e fêmea, bairro da Ti-
juca, cidade do Rio;
Dolichothele exilis M. L. 1923, tipo, fêmea, sintipo, fêmea, Paraíba do Nor¬
te; Tranquilino Leitão leg.;
Leptopelma nigrioculata — macho, Alto Tocantins, Goiás; ao que parece,
não publicada pelo autor.
Trichopelma annuiatum M. L. 1943 — tipo, macho, bairro de Copacabana,
cidade do Rio de Janeiro; (n.° 58299 da coleção).
Os nomes que referimos nesta lista achavam-se nas etiquêtas. No presente,
reestudo procuramos aferir alguns caracteres não mencionados por Mello Leitão,
como: receptáculos seminais, bulbos, escópulas nos metatarsos, espinulação nos
metatarsos, apófises nas tíbias do primeiro par de patas em machos, medidas do
comprimento das fiandeiras; bem como os desenhos que publicamos, elucidam me¬
lhor algumas das espécies descritas por aquêle autor.
REESTUDO DO MATERIAL
1
Actinopus rufibarbis — As garras superiores têm apenas um dente grande,
situado no têrço basal. (Fig. 1).
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BÜCHERL. W.; T. COSTA, A. e LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
(ORTIJOGNATHA) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mcm. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
Actinopus niger — Tíbias do primeiro par de pernas sem apófise; todos os
tarsos escopulados até a base; garras superiores com um só dente; bulbo perifor-
me, com duas saliências na base do êmbolo, levemente retorcido, de ponta adel¬
gaçada e em ângulo de cêrca de 120 graus em relação ao eixo do bulbo (Fig. 2);
rasteio das quelíceras colocado sobre uma apófise saliente, com muitos espinhos
curtos e robustos, sendo os do canto interno os mais longos. Deve tratar-se, pro-
vàvelmente, do macho de A. crassipes (Keyserling) 1891, espécie descrita de Ta¬
quara, Rio Grande do Sul.
Actinopus paranensis — Patela do terceiro par de patas com espinhos cur¬
tos, robustos, dispostos em várias fileiras (Fig. 3); garras superiores com um
só dente; bulbo e êmbolo como na Fig. 4.
Idiops tinomalus — O tubérculo ocular frontal é fortemente bilobado; lábio
com 3 cúspides; esterno com 4 cm de comprimento por 3 cm de largura. Todo
o resto é igual à descrição de I. petitii (Guérin) 1838, de Santarém, Pará, com
a qual julgamos êste especimen idêntico.
Idiops crulsi — Receptáculos seminais (Fig. 5) formando dois tubos diver¬
gentes em forma de “S”, afastados entre si o seu comprimento.
Idiops nilopolensis — Esterno 4,5 cm de compr. por 4,0 cm de largura;
receptáculos seminais representados pela Fig. 6; garras superiores com 1 dente
sub-mediano grande e abaixo dêle um bem menor. (Fig. 7).
Diplura bitaeniata — Esterno quase circular; último par de sigilas marginal;
sulco ungueal com 9 dentes, aproximadamente do mesmo tamanho e equidistan¬
tes; garras superiores pectinadas em duas séries, aproximando-se as séries na base
(Fig. 8); o espécimen ainda não apresenta receptáculos seminais, de maneira
que será difícil justificar sua separação de D. aequatorialis ou longicauda, descri¬
tas por Ausserer em 1871 ou ainda de D. cousini Sim. 1888, as três do norte do
Equador.
Diplura borgmeieri — No espécimen maior o abdômen tem 10,5 mm e a
fiandeira superior de 8,9 mm (2,5 — 2,6 — 3,8); num segundo exemplar, me¬
nor, o abdômen mede 9,0 mm e a fiandeira superior também 9,0 mm. Isto mos¬
tra que as duas medidas têm valor secundário apenas na especificação. Lábio sub-
quadrado, mais largo que longo, sem cúspides; ancas dos palpos sem cúspides;
sulco ungueal das quelíceras com 12 a 14 dentes, os 4-6 apicais maiores, os ba¬
sais menores, alternando-se um grande com um pequeno; cômoro ocular cêrca de
duas e meia a três vêzes mais largo que longo; l. a fila ocular pouco procurva, pas¬
sando uma reta tangente à borda anterior dos M.A. no l.° quinto dos L.A.; M.A.
maiores que L.A.; êstes pouco maiores que L.P. e quase contíguos a êles; fóvea
pequena, oval; metatarso I e II com 3 pares de espinhos ventrais e mais 1 ou
2 na face interna; metatarsos III e IV com numerosos espinhos; por baixo da
sutura do lábio há 2 impressões laterais grandes, glabras, que não devem ser
confundidas com sigilas; sigilas anteriores pequenas, separadasdas margens me¬
nos de seu diâmetro, segundo par maior, afastado da margem também menos de
seu diâmetro; terceiro par o maior afastado da margem cêrca de meio diâmetro. As
três fêmeas são jovens, duas sem receptáculos, a terceira com receptáculo rudi¬
mentar. Deve-se relacionar esta espécie com D. gymnogmtha Bertkau 1880, des¬
crita de Pedra Açu, Est. do Rio, perto de Petrópolis.
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BÜCHERL. W.; T. COSTA. A. e LUCAS. S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan t 35: 117-138, 1971.
Diplura fallax — Uruchus fallax (Mello Leitão) 1926 — Tarsos anteriores
com escópula inteira, não dividida; as escópulas dos tarsos III e IV divididas por
fileiras medianas de cerdas; cômoro ocular quase frontal; todos os tarsos flexuo-
sos, com a porção basal mais espessa que a apical e parecendo pseudo-articula¬
dos (Fig. 9); tarsos do palpo escopulados até a base, nas faces ventral e lateral,
tarsos III e IV com escópulas distais apenas na face ventral, mas quase até a
base nos lados anterior e posterior; metatarsos I e II escopulados quase até a
base, III até a metade, IV sem escópula. Receptáculos seminais (Fig. 10) rami¬
ficados no ápice, cada ramo com seu duto, que se une ao duto principal.
Diplura nigerrima — Valem também as considerações feitas em tôrno de
D. bitaeniata, que é da mesma procedência. Abdômen 25 mm; fiandeira supe¬
rior 24 mm (6 — 7 — 11 mm); metatarsos I e II com 2 espinhos apicais, 2 ven-
trais submedianos e 2 laterais; sulco ungueal com 13 dentes grandes, os apicais
maiores, os inferiores alternando-se um grande com outro menor (como em D.
borgmeieri)\ receptáculos seminais como na espécie seguinte, mas ainda não
tão evoluídos.
Diplura paulistana — Receptáculos seminais com 2 bolsas num e 3 no
outro lado, de dutos retorcidos (Fig. 11).
Uruchus costatus — No tarso I a escópula é indivisa, embora existam na
metade basal, ventral, algumas cerdinhas delicadas, quase invisíveis, que não di¬
videm a escópula; cômoro ocular frontal, distante da margem anterior apenas
um diâmetro dos olhos L.A.; nenhum especimén apresenta receptáculos seminais,
razão porque julgamos que seria melhor enquadrar êstes espécimens sob Uruchus
jelskii (F. Cambridge) 1896, descrita também do Peru.
Harmonicon nigridorsi (TRECHONINI) — com aparelho estridulante; abdô¬
men 10 mm, fiandeira superior 10,8 mm (3,5 — 3,6 — 3,7 mm); bulbo co-
pulador (Fig. 15) em forma de cebola, êmbolo cêrca de três vêzes mais longo
que o bulbo, quase reto, mas com ponta curva; ápice da tíbia I do macho (Fig.
16) com pequena apófise ventral externa, com robusto e longo espinho recurvo;
o metatarso dobra-se do lado interno desta apófise e apresenta na face sub-basal
externa uma saliência romba, que, ao dobrar-se o articulo, vem de encontro
ao esporão tibial.
Thalerothele aurantiaca — (TRECHONINI) — Escópulas dos metatarsos
e tarsos como em Diplura ou em Harmonicon; fiandeiras posteriores mais curtas
que o abdômen, o artículo apical mais longo que o médio; abdômen 7 mm, fian¬
deiras 5,8 mm (1,8 — 1,9 — 2,1 mm); lira com 7 cerdas; receptáculos seminais
(Fig. 12) formando duas vesículas subredondas, seu duto um pouco mais longo
que seu diâmetro. É a fêmea de Th. unijormis M. L. 1923.
Thalerothele sanguínea — (F. Cambridge) — A fiandeira superior do es¬
pécimen mede 7,1 mm (2,4 mm — 2,2 mm — 2,5 mm); em volta da ca¬
rapaça céfalo-torácica há cerdas claras, enfileiradas, com pontas curvas para a
frente, longas e eqüidistantes; seus receptáculos seminais obedecem à conforma¬
ção da espécie precedente, mas se distingue desta por seus dutos muito mais
curtos que o diâmetro longitudinal da vesícula. Pelo confronto do espécimen com
a descrição de Th. fasciata Bertkau 1880, impõe-se a convicção de pertencer o
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( ORTHOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan t 35: 117-138, 1971.
mesmo a esta espécie, a qual ocorre na Venezuela e no norte amazônico do Bra¬
sil. Th. annectens (Bertkau) 1880, fasciata e sanguínea, três espécies do norte
do Brasil, cada uma conhecida apenas pelo exemplar típico, fêmea. Talvez for¬
mem um só grupo.
Thaleroíhele uniformis — Escópulas tarsais ralas (trata-se de um macho);
tarsos flexuosos, pseudo-articulados; bulbo copulador (Fig. 13) em forma de
cebola, êmbolo pouco curvo, de ponta aguda, pouco mais longo que o eixo lon¬
gitudinal do bulbo. Tíbia I do macho com pequena apófise quase apical, munida
de robusto espinho quase reto (Fig. 14). Em 1926 Mello Leitão descreveu mais
outro macho, de Ouro Preto, sob o nome específico de Th. minensis, que apresen¬
taria apenas diferenças individuais, principalmente no tocante ao número de cer-
das da lira. Mas em trabalho posterior, o autor destituiu de valor específico as
variações dos pêlos das liras nesta sub família. Em vista disso Th. minesis M. L.
1923 deverá chamar-se Th. uniformis M. L. 1923 e como local do tipo deve pre¬
valecer o da etiqueta do exemplar do Museu Nacional que é Ouro Preto, Estado
de Minas Gerais.
Ischnothele sexpunctaíum (MA CR O TH ELI NA E ) — Garra superior do
primeiro par de pernas com 8 a 9 dentes, os apicais os mais longos, decrescendo
em tamanho em direção à base (Fig. 17, à direita); garra do quarto par com 4 a
5 dentes (Fig. 17, à esquerda); a inserção dos dentes é em linha de um “S”. Re¬
ceptáculos seminais (Fig. 18) com bolsas ovais, seus dutos convergentes mais es¬
treitos no colo; esterno esférico com as sigilas posteriores marginais. Lábio cêrca
de três vêzes mais largo que longo, sem cúspides. Ancas dos palpos, entretanto,
muito cuspulosas. Sulco ungueal das quelíceras com duas fileiras de dentes, a in¬
terna com 5 a 6, a externa com 7 a 12.
Ischnothele zoroda — Garras do primeiro par de pernas com 8 a 9 dentes,
os apicais maiores, o quarto par com 5 dentes, os dois apicais os menores; sua in¬
serção é em forma de “S” (Fig. 19). O artículo terminal das fiandeiras superiores é
tão longo quanto os dois precedentes juntos; fiandeiras inferiores afastadas entre si,
na base, cêrca de 4 vêzes o diâmetro de seu artículo basal. Lábio duas vêzes mais
largo que longo, com 2 cúspides minúsculas, localizadas submarginalmente; lábio
avermelhado, mas a margem anterior amarela. Ancas dos palpos com numerosas
cúspides. Receptáculos seminais (Fig. 20) em dois pares de cada lado, vesiculares,
com 4 dutos independentes, envoltos em membranas.
Phonnictopus multicuspidatus — A espécie descrita sob êste nome deverá
chamar-se Cyclosternum multicuspidatum (M.L.) 1929 ( THERAPHOS1DAE,
ISCHNOCOLINAE), com os seguintes caracteres, não mencionados pelo autor:
Tarso IV (Fig. 21) com a escópula nitidamente dividida na metade basal por filei¬
ras de cerdas curtas, rígidas; as escópulas dos outros tarsos inteiras. Sem aparelho
estridulante; sigilas posteriores pequenas e marginais; trocanter dos palpos na face
posterior com pêlos plumosos, densíssimos e eretos; face anterior das coxas do pri¬
meiro par de pernas veludosa; fóvea torácica levemente recurva; lábio sub-quadra-
do, com muitas cúspides. Tíbia I do macho (Fig. 22) com 2 apófises, a ventral
inferior maior, alongada, com 1 pequeno espinho no tôpo e mais outro, longo, do
lado; a lateral, interna, menor, de ponta curva e romba, com um espinho apical por
dentro, recurvado por cima da ponta. O metatarso dobra-se ao lado da apófise
maior. Tíbia do palpo do macho (Fig. 23) com robusto rasteio apical e mais 2
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JBUCHERL. W.; T. COSTA, A. c LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan J 35: 117-138, 1971.
a 3 espinhos sub-medianos. Bulbo sub-esférico (Fig. 24), com profunda fenda na
base do êmbolo; êste um nada mais longo que o bulbo, de ponta chanfrada. Me-
tatarso I com 1 espinho apical mediano ventral e mais 1 ventral sub-basal; II com
3 apicais e 1 sub-basal; III com 4 apicais e 4 medianos; IV muito espinhoso.
Pterinopelma vellutinuni, Pt. dubium (GRAMMOSTOLINAE ): apresentam
o lábio um pouco mais longo que largo. O autor atribuíra erroneamente a dubium
um lábio mais largo que longo, salvo êrro de impressão. Em 1923 Mello Leitão
descreveu mais uma terceira espécie, Pt. wacketi, usando como tipo também um ma¬
cho (Museu Paulista n.° 147), capturado em Raiz da Serra, baixada santista, Esta¬
do de São Paulo. Teríamos, assim, três espécies, conhecidas apenas por 3 machos,
tôdas da área Capital de São Paulo, Serra do Mar. Certamente deverão formar uma
só espécie, para a qual deverá prevalecer, por prioridade de página, o nome de
Pt. wacketi M. L. 1923.
Aphantopelma venosum — (ISCHNOCOLINAE ) — Lábio mais largo que
longo, com 2 cúspides. Sigilas posteriores pequenas, afastadas das margens menos
de seu diâmetro; fóvea torácica sub-reta; tarsos I, II e III escopulados até a base,
e com escópulas indivisas, tarso IV (Fig. 25) também escopulado até a base,
porém a escópula dividida por faixa longitudinal estreita de cerdas; metatarso I
escopulado até a base, II em mais da metade, III com pequena escópula apical, IV
sem escópula; metatarsos I c II com apenas 1 espinho sub-basal, III e IV com cer¬
ca de 8 espinhos; tíbia I sem espinho, II com um apical, III com dois apicais, dois
anteriores e mais dois posteriores, IV com três apicais e 1 par anterior e posterior;
patelas e fêmures inermes. Garras superiores com 2 séries de dentes (com 7 ex¬
ternos e 9 internos na IV); sulco ungueal com 8 dentes, mais ou menos equidis¬
tantes e do mesmo tamanho. O exemplar ainda estava sem receptáculos.
Cyclosternum schmardae — Tíbia do palpo do macho (Fig. 26) com rasteio,
restrito à área apical interna, formado por cêrca de 9 espinhos em três filas, face
externa com pequena apófise sub-apical. Bulbo (Fig. 27) com conformação seme¬
lhante ao de múlticuspidatum, porém, com constricção leve no meio, êmbolo mais
curto e ponteagudo.Apófises da tíbia I como em multicuspidatum, a menor, po¬
rém, não apresenta espinho interno no tôpo, mas 1 lateral; metatarso I com 2 es¬
pinhos apicais pequenos e 1 sub-basal, II com 3 apicais e 1 sub-basal. Fiandeiras
superiores com artículo basal mais longo que o médio, o apical mais longo que o
basal. O espécimen representa o 1,° macho descrito da espécie. Como o tjpo de Aus-
serer era do Equador e êste macho é da Colômbia, não se pode ter muita certeza
sôbre a co-especificidade dos dois exemplares.
Cyclosternum semiaurantiacum — Escópula do tarso II com algumas cerdas
pequenas, delicadas, e mfilas longitudinais, quase invisíveis e que não dividem a
escópula. O espécimen é jovem, ainda sem receptáculos e segundo Schiapelli e
Gerschman de Pipelin é Ceropelma semiaurantiacum (Simon) 1897.
Cyrtopholis zorodes — Área ocular paralela. Último par de sigilas afastado da
margem um pouco mais de seu diâmetro; lábio sub-quadrado, com muitas cúspi¬
des; escópulas dos tarsos I e II indivisas, III e IV divididas por estreita faixa de
cerdas; metatarsos I e II escopulados até a base; a lira do aparelho estridulante está
na face posterior dos trocânteres dos palpos c os pinos percussores, na face ante¬
rior dos trocânters do primeiro par de pernas. Receptáculos seminais (Fig. 28) em
forma de duas cúpulas, próximas na base.
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( ORTHOQNATIIA) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
Hapalopus sp. — O espécimen etiquetado sob êste nome pertence ao gênero
Cyclosternum. Tíbia I do macho (Fig. 29) semelhante à de multicuspidatum ou
schmardae, como também a flexão do metatarso, apenas a apófise inferior, maior,
não apresenta espinho lateral, mas um apical. Tíbia do palpo do macho (Fig 30)
com rasteio apical interno, formado de quatro dentes (2 apicais e 2 sub-apicais); fa¬
ce externa da tíbia I lisa; bulbo (Fig. 31) do tipo de Cyclosternum, próximo ao de
multicuspidatum, mas com variações específicas, como se infere da comparação
com as Figs. 24 e 27. Como se traía do primeiro espécimen de Ouro Preto, Minas,
de onde não se conhecem representantes dêste gênero, consideramos o exem¬
plar como tipo de nova espécie, à qual demos o nome de Cyclosternum melloleitaoi
n. sp., em homenagem ao autor. Tipo do Museu Nacional do Rio.
Ischnocolus parvus — Embora Petrunkevitch no Index-Catalogue, Buli.
A. M. Nat. Hist. 29, à pág. 74, 1911, tenha pôsto em dúvida a existência na
América de representantes do gênero Ischnocolus, contudo, a descrição dêsse exem¬
plar coincide com a chave que Simon estabeleceu para êste gênero. O espécimen
apresenta: área ocular retangular, sigilas posteriores afastadas das margens um pou¬
co menos de seu diâmetro, fóvea torácica levemente procurva, lábio sub-quadrado,
com numerosas cúspides, tarsos IV com escópula dividida por faixa ventral de cer-
das, que não ocupam mais que um têrço da largura do tarso; I e II também com
escópulas divididas, embora em I as cerdas sejam minúsculas e pouco nítidas. Além
dêsses caracteres genéricos apresenta: tarsos I e II nitidamente mais longos que os
metatarsos; tarsos III pouco mais longo que o metatarso; tarso IV pouco mais
curto que o metatarso; metatarsos I e II com espinho um apical, III com 3 apicais;
I e II escopulados até a base, III até a metade; IV apenas com escópula apical.
Garras com apenas um dentículo mediano. Como o local de captura dêste espé¬
cimen coincide com o local do tipo da espécie, confirmamos a espécie /. parvus
Keyserling 1877, para o Uruguai. Garras superiores (Fig. 32).
Magulla atrogaster — Cyclosternum multicuspidatum (M. L.) 1929 — Tarso
I com escópula indivisa, II com cerdas divisórias delicadíssimas, III com cerdas
mais robustas, dispostas em faixa divisória mais estreita na base, alargando-se em
leque em direção apical, IV com faixa estreita, completa, de cerdas divisórias.
Tíbia do palpo com 3 espinhos apicais e 3 mediais; tíbias I e II com 2 espinhos
ventrais apicais e 1 mediano; metatarso I com 1 espinho apical e 2 sub-basais, II
com 3 apicais e 2 sub-basais, I e II escopulados até a base, III menos da metade
apical, IV apenas apicalmente; mais longos que os tarsos; garra I-IV com apenas
3 dentes, pequenos, iguais e equidistantes (Fig. 33). Receptáculos seminais (Fig.
34) com aspecto de pequenas vesículas, de duto curto convergente na base e
distantes um do outro mais de seu comprimento. Escópulas, espinulação e local
de captura coincidem com C. multicuspidatum.
Pseudhomoeomma fasciatum — Metatarsos I e II, em macho e fêmeas,
com escópulas na metade apical, III no têrço apical e IV no quarto apical. Es¬
cópulas nos tarsos I e II, na fêmea, divididas por poucas cerdas, mas nítidas
(Fig. 35, à esquerda), em IV formam uma faixa bastante larga (Fig. 35, à di-
teita); no macho as cerdas divisórias são mais delicadas e formam, no IV, faixa
mais estreita (Fig. 36). Metatarso I, em macho e fêmea, com 1 espinho apical,
II com 1 apical e 1 sub-basal. Garras dos tarsos sem dentes em macho e fêmea;
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( ORTHOONATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Metn, Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
esterno quase esférico, sigilas posteriores minúsculas, quase marginais; lábio qua¬
drado, tão longo quanto largo, com muitas cúspides; fiandeiras superiores do
macho com artículo apical mais longo que o basal, o médio um nada mais curto
que o basal; na fêmea, médio e basal do mesmo comprimento e apical um pouco
mais longo; sulco ungueal com 7 dentes, eqüidistantes e do mesmo tamanho.
Tíbia I do macho, como foi descrita por Mello Leitão; bulbo longo, periforme,
com êmbolo curvo, ponteagudo e mais uma apófise, à guiza de uma “guia”, bem
saliente, paralela ao êmbolo (Fig. 37-A). Receptáculos seminais (Fig. 37-B) ve¬
siculares, com dutos curtos, alargados na base, enovelados, com recurvo lateral.
Tnxesiphantes montams — Sigilas posteriores afastadas das margens quase
duas vêzes o seu diâmetro longitudinal; fóvea procurva; lábio com numerosas
cúspides; escópula do tarso IV dividida por faixa ventral de cerdas, que ocupa
tôda a largura do artículo; fiandeiras com os artículos basal e apical equilongos,
o mediano pouco mais curto; tíbia do palpo do macho (Fig. 38) com 2 acúleos
robustos no canto apical interno; bulbo (Fig. 39) com êmbolo recurvo quase
em ângulo reto, com ponta aguda; tíbia I (Fig. 40) com 2 apófises, a maior,
ventral, curva com um espinho no ápice, a menor de ponta romba, com 1 acúleo
do lado. Receptáculos seminais (Fig. 41) afastados entre si e unidos na base.
Metatarsos I e II escopulados até a metade ou menos, III apenas apicalmente,
IV apicalmente na fêmea, sem escópula no macho; metatarso I com 1 a 3 espi¬
nhos apicais, II com 3 a 4 apicais e mais alguns inferiores.
Cyriocosmus semifasciatus = Chaetorrhombus semijasciatus. (Mello Leitão)
1939 — Metatarsos I e II mais curtos que os tarsos, III com escópula apical,
com 4 espinhos apicais e mais 4 ventrais, IV sem escópula (há um vestígio, de¬
marcado por pelinhos delicados); fiandeiras superiores com artículos: o basal
mais longo que o médio, êste tão longo ou pouco mais curto que o apical. Sulco
ungueal com 6 a 7 dentes, eqüidistantes e do mesmo tamanho. Garras I e II sem
dentes. Receptáculos seminais (Fig. 43) vesiculares, com duto longo, delgado,
sinuoso, serpentiniforme. Tarso I com escópula dividida por estreita faixa de
cerdas, IV com cerdas ocupando tôda a largura do artículo (Fig. 42); metatarsos
I e II escopulados quase até a base, com 1 acúleo apical e 1 sub-basal; área
ocular retangular, sigilas posteriores marginais, fóvea levemente procurva; lábio
sub-quadrado, com muitas cúspides. Muito próxima de Chaetorrhombus kochi
Ausserer 1871, cujo local típico também é a Venezuela.
Avicularia cuminami — O espécimen ainda não apresenta receptáculos se¬
minais e encontra-se em péssimo estado de conservação.
Avicularia palmicola — A Fig. 44 representa os receptáculos seminais. Pa¬
rece que o espécimen é ainda jovem.
Avicularia pulchra — Espécimen jovem, ainda sem receptáculos.
Ephebopus violaceus — Pelo mau estado de conservação em que se encontra
o espécimen, não conseguimos, nem mesmo, estabelecer se existe ou não e onde
estaria localizado o aparelho cstridulador.
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( ORTHOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leilão e depositados no Museu Nacionaf do Rio.
Mem. Inst. Butuntan, 35: 117-138. 1971.
Neodiplothele fluminense — (BARYCHELIDAE, DIPLOTHELINAE ) —
com um só par de fiandeiras, cujo artículo basal é pouco mais longo que largo,
e o médio e distai são anuliformes (Fig. 45). Rasteio das quelíceras (Fig. 46)
formado por 3 espinhos robustos, rombos, sem estarem sôbre uma saliência.
Bulbo (Fig. 47) oblongo, êmbolo ponteagudo. Lábio cêrca de cinco vêzes mais
largo que longo, laminar (Fig. 48) e ancas dos palpos com 3 cúspides grandes
cilíndricas. Garras sem dentes (Fig. 49). Ápice da tíbia I com 2 robustos espi¬
nhos apicais internos (não externos) se mestarem sôbre apófises e mais 1, me¬
nos robusto, apical externo. Esterno mais longo que largo; sigilas invisíveis. Tarsos
I e II curvos, III e IV quase direitos. Há uma terceira garra rudimentar. É o pri¬
meiro e único macho do gênero Neocliplothele M. L. 1917.
Neodiplothele leonardoi — Tarsos retos. Rasteio das quelíceras com cêrca
de 6 espinhos e robustas cerdas. Sulco ungueal com 7 dentes. O exemplar é
uma fêmea jovem, ainda sem receptáculos seminais.
Sem etiqueta ( BARYCHEL1DAE , LEPTOPELMATINAE) Neostothis
melloleitaoi n. sp. (Em homenagem a Mello Leitão, em cuja coleção se en¬
contravam os dois exemplares); macho e fêmea jovem; localidade tipo: à beira de
um caminho nas matas da Tijuca, cidade do Rio de Janeiro, Guanabara: 4 fian¬
deiras, o artículo distai da superior, na fêmea, mais curto que o médio, no macho
os dois equi-longos; quelíceras com rasteio; cômoro ocular cêrca de uma vez e
meia mais largo que longo, de posição quase frontal, os L. A. separados entre
si menos de seu diâmetro; rasteio sub-espiniforme; lábio mútico, mais longo que
longo; ancas dos palpos com numerosas cúspides; tarsos I e II com escópulas
indivisas, III e IV com faixas de cerdas divisórias, ocupando área mais larga no
IV e na fêmea; garras com dentes em 2 filas; tíbia do palpo do macho (Fig. 50)
com uma fila lateral de cerdas e outra (do outro lado) de cerdinhas mais deli¬
cadas; em direção ao ápice espículas curtas e no ápice com dois espinhos; tíbia
I do macho (Fig. 51) sem apófise, mais 2 espinhos, o ventral, externo, mais
robusto e curvo, o ventral interno mais delicado e reto. Fêmea ainda sem recep¬
táculos seminais. A espécie distingue-se de Psalistops Simon 1889 pelas escópulas
dos tarsos III e IV divididas.
Pela comparação de Neostothis melloleitaoi n. sp. com N. gigas Vellard 1925,
do Alto da Serra, Ana Dias e raiz da Serra, Estado de São Paulo, vimos justificada
a nova espécie. Por outro lado estamos convencidos que o gênero Psalistopoides
M. L 1934 com sua espécie típica Ps. fulvimanus M. L. 1934 são sinônimos
de Neostothis e da espécie N. gigas Vellard 1925, ambos do mesmo local.
Dolichothele exilis — Ao descrever, em 1923, o gênero Dolichothele e en¬
quadrá-lo sob BARYCHEL1DAE, LEPTOPELMATINAE, deu-lhe Mello Lei¬
tão os seguintes característicos principais: “Escópulas tarsais anteriores inteiras,
as posteriores divididas por uma larga faixa com duas séries de cerdas espinifor-
mes. Fiandeiras superiores delicadas, longas, de segmento médio e apical iguais
em comprimento; lábio com dupla fila de 5 cúspides”. Examinando o tipo de D.
exilis, vimos: a) a ausência de um rasteio; b) que as fiandeiras superiores têm o
comprimento da metade do abdômen — Abdômen 10,0 mm; fiandeiras 5,1
mm (art. basal: 2,0 — médio 1,2 — apical 1,9 mm). Somando-se a êstes
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BÜCHERL. W.; T. COSTA, A c LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTIIOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leilão c depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
dois caracteres, ainda, a divisão das escópulas dos tarsos posteriores por fileiras
ventrais de cerdas, deve incorporar-se o gênero Dolichothele com sua espécie
típica D. exillis M. L. 1923 sob THERAPHOSIDAE, ISCHNOCOLINAE.
A Fig 52 representa os receptáculos seminais do tipo, cujos tarsos III e IV
apresentam escópula nitidamente dividida por estreita faixa de cerdas; no ápice
do artículo basal das quelíceras há cerdas longas curvas, mas que não devem
ser confundidas com um rasteio sub-espiniforme.
Leptopelma nigrioculatum — um espécimen, macho, etiquetado com êste no¬
me, mas não publicado, apresenta, de fato, um conjunto de caracteres que o en¬
quadra sob ISCHNOCOLINAE, THERAPHOSIDAE. De resto, as espécies de
Leptopelma Auss. 1871 são quase tôdas da África. A tíbia I do macho reexami¬
nado não apresenta apófise, mas 2 espinhos robustos, ventrais e mais 5 sub-apicais.
A Fig. 53 apresenta a tíbia do palpo e o bulbo copulador. A má conservação não
nos permitiu identificar a espécie.
Trichopelma annulatum — Neodiplothele fluminense Mello Leitão 1924,
com que coincidem o aspecto do bulbo copulador e a tíbia I do macho; fêmea
ainda desconhecida.
SUMMARY: Spider-types of the su-
dorder ORTHOGNATHA from the col-
lection in the Museu Nacional, Rio,
described by C. de Mello Leitão, have
been re-examined.
CTENIZIDAE, ACTINOPODINAE —
Actinopus rufibarbis M. L. 1930, A.
paranensis M. L. 1923, and another
specimen named by the author, “A.
niger” (not published) shurely are
the group of A. crassipes (Keyser-
ling) 1891.
CTENIZINAE — Idiops nilopolensis
M. L. 1923 seems to be a good species,
but I. crulsi M. L. 1930 and another
specimen, named by the author, “I.
anomalus” are synonyms of I. petitii
(Guérin) 1838.
DIPLURIDAE, DIPLURINAE — Di-
plura bitaeniata M. L. 1941, a young
female without receptacula seminalia
may be synonym with D. aequatoria-
lis Auss. 1871, both from the same
geographic region; D. borgmeieri M.
L. 1924 is synonym with D. gymnog-
natha Bertkau 1880, both from the
same region; D. nigerrima M. L. 1941,
from the same region like aequatoria-
lis seems to be only a color-variation
of the later; Harmonicon nigridorsi M.
L. 1924 is a good species. Thalerothele
aurantiaca M. L. 1943 and T. minensis
M. L. 1926 are synonyms with Th.
uniformis M. L. 1923, the three types
from the same region; Th. sanguínea
(F. Cambridge) 1896 belongs to the
group of Th. annectens (Bertkau)
1880, both from the east Amazonean
region. Diplura fallax M. L. 1926 is
really Uruchus fallax (M. L.) 1926;
several young females without recep¬
tacula seminalia, named by the au¬
thor “Uruchus costatus” not pu¬
blished) really are of the group of
Uruchus jelskii (F. Cambridge) 1896.
MACROTHELINAE - Ischnothele scx-
punctatum M. L. 1941 and I. zoroda
M. L. 1943 are good species.
THERAPHOSIDAE, AVICULARIINAE
— Avicularia cuminami M. L. 1930 and
A. pulchra M. L. 1933 have been esta-
blished on hand of some young íema-
les, without receptacula seminalia; A.
128
cm
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10 11 12 13 14 15
BÜCHERL. W.; T. COSTA, A, c LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
(ORTHOGNATHA) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
palmicola M. L. 1945 is a good species.
GRAMMOSTOLINAE — Pterinopelma
vellutinum M. L. 1923, and Pt. dubium
M. L. 1923 shurely are synonyms with
Pt. wacketi M. L. 1923. all from the
same type-locality.
ISCHNOCOLINAE — Aphantopelma
venosum M. L. 1936 is a good epecies.
Cyriocosmus semifasciatus M. L. 1939
is a Chaetorrhombus semifasciatus (M.
L.) 1939; Phormictopus multicuspida-
tus M. L. 1929 and another specimen,
named by the author “Magulla atro-
gaster” (not published) shurely are
Cyclosternum multicuspiãatum (M.
L.) 1929; C. schmarãae Auss. 1871 is a
good roeuis and C. semiaurantiacum
is a Csropelma semiaurantiacum Sim.
1897. One specimen, from Ouro Preto,
Minas Gerais, named by the author
“Hapalopus” sp. is here described as
Cyclosternum melloleitaoi n. sp.
The genus Dolichotele M. L. 1923 with
the type species D. exilis M. L.
1923, placed by the author under the
family BARYCHELIDAE, is a ISCH-
NOCOLINAE, with normaly long spin-
nerets. Another specimen named “Lep-
topelma nigrioculatum” (not publi¬
shed) belongs also to ISCHNOCOLI-
NAE. Cyrtopholis zoroães M. L. 1923
is a valid species. Ischnocolus parvus
Keyserling 1877, studied by us with a
well preserved specimen, seems to be
a South-Americari species. Pseuãho-
moe fasciatum M. L. 1930 Tmesiphan-
tes montanus M. L. 1923 are good spe¬
cies.
SELENOCOSMIINAE — We did not
succeed to identify Ephébopus viola-
ceus M. L., because the specimen was
too badly preserved. It is from the
same place like Avicularia cuminami.
BARYCHELIDAE, DIPLOTHELINAE
- Neoãiplothele fluminense M. L. 1924
is a good species; Trichopelma annu-
latum M. L. 1943 is a synonym N. flu¬
minense, both from the same type
locality; Neoãiplothele leonardoi M. L.
1940 is a young female, without re-
ceptacula seminalia. LEPTOPELMATI-
NAE — We found two specimens,
male and female, from Tijuca, Rio;
which are Neotothis melloleitaoi n. sp,
Psalistopoiães fulvimanus M. L. 1934
is synonym with Neostothis gigas
Vellard 1925.
UNITERMS: Mygalomorph spiders;
Review of the types.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Prof. José Lacerda de Araújo Feio, Diretor do Museu Na¬
cional do Rio de Janeiro, o empréstimo do material reestudado e a Sra. Thereza
Sarli, desenhista do Instituto Butantan a confecção dos desenhos.
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BUCHERL, W.; T. COSTA, A. c LUCAS, S, — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
(ORTHOGNATIIA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mcm. Inst. Butantan 35: 117-138, 1971.
0,5-m
m
0,3 mm
Fig. 1 — Actinopus rufibarbis : dente da garra superior;
Fig. 2 — “Actinopus niger bulbo copulador;
Figs. 3 e 4 — Actinopus paranensis: Patela do terceiro par de patas e bulbo copuladoi (4):
Fig. 5 — Idiops crulsi: receptáculos seminais;
Figs. 6 e 7 — Idiops nilopolensiss : receptáculos seminais(6) garra superior(7);
Fig. 8 — Diplura bitaeniatas: dentição na garra superior;
130
cm
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BUCHERL, W.; T. COSTA, A. e LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
10
*1,Z mm
12
II
13
Figs. 9 e 10 — Uruchus fallacc: primeiro tarso (9); receptáculos seminais (10);
Fig. 11 — Diplura paulistana: receptáculos seminais;
Fig. 12 — Thalerothele aurantiaca : receptáculos seminais;
Figs. 13 e 14 — Thalerothele uni/ormis: bulbo copulador (13); apófise da tíbia I;
cm
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BUCHERL W.; T. COSTA, A. e LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOGNATIIA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
//({
li
17
1 9
Figs. 16 e 16 — Hannonicon nipridorsi bulbo copulador(15); espinho e apófise na tíbia I e
no metatarso I
Figs. 17 e 18 — Ischnothele seocpunctatum : dentição das garras I e IV (17); receptáculos
seminais(18);
Fig. 19 — Ischnothele zoroda: dentição na garra I; inserção dos dentes; dentição da garra
IV(19); receptáculos seminais(20);
132
cm
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BUCHERL W.; T. COSTA. A. e LUCAS. S — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTIIOGNATIIA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
20
V
k
21
2 4
Fig. 20 — Ischnothele zoroda: receptáculos seminais;
Flgs. 21 a 34 — Cyclostemum multicuspidatum: face ventral do tarso XV (21); tíbia I do
macho (22); tíbia do palpo do macho (23); bulbo copulador (24);
Fig. 25 — Aphantopelnva vcnosum : face ventral do tarso IV;
Flgs. 26 e 27 — Cyclostemum schmardae — tíbia do palpo do macho (26); bulbo copulador(27)
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2 3 4
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cm
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BUCHERL W.; T. COSTA. A. e LUCAS S — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
(ORTHOGNATHA) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mtm. Inst. Butanían, 35: 117-138. 1971.
3,0imk
28
29
vá
30
31
32
33
34
Fig. 28 — Cyrtopholis zorodes: receptáculos seminais:
Flgs. 23 a 31 — Cyclosternum melloleitaoi n. sp.: Tíbia X do macho (23); tibia do palpo do
macho (30); bulbo copulador (31);
Fig. 32 — Ischnocolus paxvus; dentição das garras I (à esquerda)) e IV (à direita);
Figs. 33 e 34 — Cyclosternum multicuspidatum'. dentição das garras I (à esquerda) e IV (à
direita) (33); receptáculos seminais (34);
134
cm
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BUCHERL. W.; T. COSTA, A. e LUCAS, S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTHOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 117-138, 1971.
Figs. 35 a 37B — B — Pseudhomoeomma fasciatum: cerdas divisórias nas escopulas dos tarsos
I e IV: em machos (35), em fêmeas (36); bulbo copulador (37-A);
receptáculos seminais (37-B);
Figs. 3S a 41 — Tmesiphantes montanus: tíbia do palpo do macho (38) bulbo copulador (39);
apófises na tíbia I do macho (40); receptáculos seminais (41);
Figs. 42 — Chaetorrhombus semifasciatus — cerdas nas escópulas dos tarsos I (esquerda) e
IV (direita);
135
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10 11 12 13
tíÜCHERL. W.; T. COSTA. A. e LUCAS. S. — Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras
( ORTIIOGNATHA ) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan , 35: 117-138. 1971.
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VELLARD, J. — Mem. Inst. Butantan, 2: 82-83, 1925.
Recebido para publicação em 25 de fevereiro de 1970
138
cm
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Mem. Inst. Butantan
35: 139-146. 1971.
THREE CASES OF PARASITISM IN THE MYGALOMORPH SPIDER
LASIODORA KLUGl (C. L. KOCH) BY A FLY OF THE GENUS
EXETASIS (DIPTERA, ACROCERIDAE) IN BRAZIL
VERA REGINA D. von E1CKSTEDT
(Seção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan)
ABSTRACT: Three cases of para-
sitism in the Mygalomorph spider
Lasidora klugi by an acrocerid fly
were studied. ACROCERIDAE in
their larval phase are known only as
internai parasites, developing and
evolving inside the host spider. Be-
fore emergence, the parasite consu¬
mes the greatest part of the hosfs
content, thus killing it. Up to now
there is only one described case of
parasitism by ACROCERIDAE from
Brazil (Vellard, 1934); the parasite
however had not been identified by
the author. For the first time in the
literature a spider genus of the sub-
-family THERAPHOSINAE is cited as
host of these flies.
The parasite insects have been rea-
red by the author up to adulthood
and were later sent to Prof. Evert
Schlinger (University of Califórnia,
Berkeley, U.S.A.) who identified them
as a new species of the genus Exe-
tasis, to be described elsewhere.
UNITERMS : Spider parasitism; La-
siodora klugi parasitism; Parasite
flies; ACROCERIDAE flies; Exetasis
flies.
INTRODUCTION
Instances of parasitism of spiders by acrocerids have been know for about
one century. The oldest reference is by Menge (1866), who in his monograph of
Prussian spiders stated to have reared a larva of Ogcodes pallipes Erichson from
Clubiona putris Koch (CLUBIONIDAE). ACROCERIDAE in their larval phase
are known only as internai parasites of spiders. The fecundated female lays masses
of eggs over the ground, on twigs, on living or dead branches of shrubs and trees.
After an incubation of several weeks, the tiny (some tenths of a millimeter long)
but quite active larvae, known as planidia, emerge. They may remain standing
erect beside their egg shell or may walk worm-like or jump from one place to the
other in order to attach themselves to a suitable host which they may encounter.
They enter the host by means of a piercing organ present on the head of the larva,
which they use to tear the thin intersegmental membranes of the spidefs legs.
Address:
C.P. 65, São Paulo, Brazil
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SciELO
von EICKSTEDT, V. R. D. — Thrce cases of parasitism in the Mygalomorph spider LASIODORA
KLUGI (C. L. KOCH) by a fly of the genus EXETASIS (DIPTERA ACROCERIDAE) in Brazil.
Mem. Inst. Butantan , 35: 139-146, 1971.
Otherwise, they may use the natural orifices of the spider, such as the respiratory
or genital slits, without lacerating the hosfs integument (Millot, 1938). According
to Schlinger (1960) several larvae of Ogcodes were seen to enter the host through
the intersegmental membranes of the legs but 50% of them seemed to prefer ente-
ring the spider through the dorsofrontal region of the abdômen. They develop, molt
twice and change morphologically inside the hosfs body. When mature, the larvae
emerge from the spider through the abdominal region, usually piercing it (Schlin¬
ger, 1952) or (according to Eason et al. (1967) for one larva of Ogcodes palli-
dipennis which was seen emerging from one of the lung slits of a female Pardoso
lapidicina ) emerges without damaging its abdômen.
The third larval stage, shortly before emergence, consumes the greatest part
of the host contents, thus killing it. The larva, at this phase, is yellowish-white
and its body is covered by a glossy, vicous substance. A short time before the
emergence of the parasite, the spider, probably stimulated by the movements of
the larva in its entrails, spins an irregular web of silken threads, similar to a pre-
-moulting web (Schlinger, 1962). This is the first sign that something anormal is
going to happen.
According to most authors, not until this moment it is possible to know
whether the spider is parasitired or not — it does not show any externai evidence
of parasitism, neither by changes of the body (the increased abdômen might well
be mistaken as gravidity or overfeeding) nor by behavioral changes. This irregu¬
lar web spun by the spider is the place where the larva will fix itself for pupation.
It adheres to the silken threads by means of the oral hooks and a series of tiny
groups of abdominal hook-like setae, with the head turned upwards. The larva
then becomes motionless and gradually darkens. After some days or weeks, the
delicate pupal skin starts to break, and the imago emerges. Near the web there
can be found the remains of the spidefs body, reminding one more of an exuvia
than that of the body of a spider.
There are, up to present, only two cases dealing with the biology of acrocerids
from the neotropical region: that of Schlinger (1968) who reared Arrynchus rna-
culatus Schlinger from the chilcan Theraphosid Phrixotrichus roseus (Guerin) and
that of Vellard (1934) on a Grammostola actaeon (Pocock) from Paraná, Brazil,
parasitized by a larva that, according to Vellard “présente tous les caractères des
Ochaea; ce n’est ni 1’ O. calida Wied, ni 1’ O. lugubris Gerst; je n’ai pu me procurer
actuellemcnt la description des deux autres espèces de ce genre décrites au Bré-
sil”.
The Seção de Artrópodos Peçonhentos of the Instituto Butantan in São
Paulo receives every year hundreds of specimens of living Mygalomorph spiders
(tarantulas or “caranguejeiras” in Brazil) from the most diverse regions of the
country. These specimens are sent by people willing to learn something about
their peculiarities, by persons aware of their importance to public health, who
became our assiduous collaborators, or are obtained during the excursions of the
Instituto Butantan staff. Among some of these spiders I had the opportunity to
observe three cases of parasitism of Lasiodora klugi (MYGALOMORPHAE:
THERAPHOSIDAE) by acrocerid flies of the genus Exetasis ( = Ocnaea of
authors but not Walker, 1852).
Most of the published records of endoparasitism by acrocerids published up
140
cm
2 3
z
5 6
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von EICKSTEDT, V. R. D. — Three cases of parasitism in the Mygalomorph spider LASIODORA
KLUGI (C. L. KOCH) by a fly of the genus EXETASIS (DIPTERA ACROCERIDAE) in Brazil.
Mem. Inst. Butantan, 35: 139-146 1971.
to present involve true spiders (LABIDOGNATHA), especially of the families
LYCOSIDAE and SALTICIDAE. Few cases were recorded in Mygalomorph
spiders of the family CTENIZIDAE (Brauer, 1869; Jenks, 1938) and THE-
RAPHOSIDAE (Baerg, 1958; Eason et ai, 1967 and Schlinger, 1968). Among
the THERAPHOSINAE, no instance of parasitism has been published prior to
this note. Besides this, the cases of parasitism by ACROCERIDAE in Mygalo¬
morph spiders described up to now, involved only fossorial genera. Therefore,
this account on parasitism of a nomadic THERAPHOSINAE, may be of interest
to entomologists and biologists in general.
MATERIAL AND METHODS
At arrival in the lab the spiders are identified and then put inside wooden
cages. Each cage has a number and a corresponding slip of paper, where there are
recorded: classification, sex, origin and arrival date of the spider, name and
address of the collector. The spiders are checked regularly and observations on
shedding, making of cocoons, birth of spiderlings, changes in behavior, feeding,
etc. are recorded.
The cages measure 30x25x20 cm., the back wall is of wire screen and the
front is a glass sliding door. This way, cleaning, treatment and observation of the
spider are easily done. The several cages (about 400) are arranged by numerical
order in special shelves, one next to the other in a rearing room. During hot
weather the animais are kept at room temperature, during cold weather the room
is heated to 23°C. Every two or three weeks the spiders are fed with a live baby
mice. The water they are supposed to drink is kept in little clay containers and
renewed constantly; the water never must be missing in the cage.
The hosts have been identified by the author and the acrocerid parasites by
Prof. Evert Schlinger (University of Califórnia, Berkeley, U.S.A.) who concluded
that these ACROCERIDAE represent a new species of Exetasis which he intends
to describe. The drawings were done with a camera lúcida by Mrs. Delma Tra¬
vassos. The exact time of emergence from the host and eclosion of the adults were
recorded, but not the precise dates of pupation.
BIOLOGICAL DATA
First case: On December 26, 1967, we have received a specimen of Lasiodora
klugi, sent by the company “Sul Madeiras, Ltda”. The spider had been captured
when trying to escape from a log of rosewood (jacarandk) from Bahia, Brazil.
On January 26, 1968, the spider moulted in the laboratory and on June 26 of
the same year was found dead inside its cage. The body was almost empty and
showed in the dorsum of the abdômen, near the base, two orifices. Inside the
cage two yellowish-white larvae were found, and were preserved in 70% alcohol
for study. They will be described by Schlinger. Their collection number is N.°
310, IB. The host, unfortunately, was not preserved.
2nd. case: On February 16, 1968, the Company Masul S. A., Osasco, sent
us six specimens of Lasiodora klugi, found in a load of logs from Colatina, State
of Espírito Santo, Brazil. Three specimens were already dead at the time arrival,
and were included in the arachnological collection of the Seção de Artrópodos
Peçonhentos of the Instituto Butantan (N.° 3845 IB). Of the three remaining
specimens, one was a male which died on February 24, 1970, and was not parasi-
141
cm
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von EICKSTEDT, V. R. D. — Thrce cases of parasitism in thc Mygalomorph spider LASIODORA
KLUGI (C. L. KOCH) by a fly of lhe genus EXETASIS (DIPTÉRA ACROCERIDAE) in Brazil.
Mem. Inst. Butantan , 35: 139-146 1971.
tized; the second, a female, is still alive; the third, an immature specimen, was
parasitized by two larvae, which emerged on July 5, 1968, causing the death of
the spider (preservcd under N.° 28, IB). The larvae were reared. At the time of
emergence, the larvae had a whitish color, with a slight greenish tinge. On July
25, 1968, the pupae had already formed, with a yellowish-brown coloration, and
hung from the irregular web spun by the spider (Photograph 1). On September 2,
1968, one of the imagos had freed itself almost completely from the puparium, the
wings and legs plainly visible. On September 9, 1968, it walked about the cage,
very slowly, dying a few days afterwards (the exact date was not recorded). The
host was a juvenile female spider, with the genital slit still closed.
3rd. case : An immature specimen of Lasiodora klugi, without procedence,
arrived at the Instituto Butantan on December 11, 1967. On February 20, 1969
shedding took place and on July 10, 1969, it was found dead in the cage. Near
its body, were two shining larvae each with eight dark ventral spots (setal pla-
telets). One larva was found dead the following day, but the other was reared to
an adult. On July, 1969, the pupa was already formed and its skin contained a
gap near the region of the head (prothoracic gap). On July 15, 1969, the pupa
had a much darker color, practically grey; the gap reached the median region of
the body. On August 12, 1969, the adult emerged, and the puparium had at this
time a blackish color. Two days later the adult was found dead, being preserved
together with the remmants of the host (N.° 3955, IB). The host was an immature
female, with the genital slit closed and the spermathecae still in process of forma-
tion.
CONCLUSIONS
1. Contrary to the observations of several authors dealing with north tem-
perate spiders, emergence of these brazilian parasites occurred during the winter.
One possible explanation is that the spiders were kept under laboratory condi-
tions, in heated rooms during the winter. It is possible that, if the spiders were
kept under natural conditions of temperature, the parasites would have emerged
later.
2. In all three cases two larvae per host emerged. In one of the cases (2nd.)
it seems that the second larva used the same hole as the first did, for no other
exit hole was found. Other cases of double or multiple parasitism by acrocerids are
those of Jenks (1938), Baerg (1958), Eason et al. (1967), and Montgomery
(1903).
3. It was always possible to see the exact site of fixation of the larvae
near the edge of the exit hole (Fig. 1 and 2). In that region a small chitinized
shell (spiracular plate) was observed containing the spiracular remnants of the
second-instar larva. In case 2, the region of fixation of the larva which used the
same exit hole as the first, could be seen very clearly: simmetrically to this exit
hole there was a slightly modified integument region with the two second-instar
larval caudal spiracles at the center. Millot (1938) cites an analogous fact for
Ogcodes in the abdômen of a Clubiona but this is the first time that an illustra-
tion is given of these structures. Thus, contrary to most author’s statemcnts that the
detection of parasitism can be done only just prior to the emergence of the larva,
an accurate examination of the spider integument would have revealed much
earlier this fact, at least in our three specimens.
142
cm
2 3
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5 6
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von EICKSTEDT, V. R. D. — Three cases of parasitism in the Mygalomorph spider LASIODORA
KLUGI (C. L. KOCH) by a fly of the genus EXETASIS (DIPTÉRA ACROCERIDAE) in Brazil.
Mem. Inst. Butantan, 35: 139-146 1971.
4. The time of development of the larvae could not be determined, since
the spiders received were already parasitized. However, we could observe that
from arrival to emergence of the larvae, periods between 139 and 577 days elapsed
The larvae needed from 33 to 66 days from host emergence to adulthood.
RESUMO — Foram estudados três
casos de parasitismo entre a aranha
caranguejeira Lasiodora klugi e uma
espécie nova de môsca do gênero
Exetasis (ACROCERIDAE). Os acro-
cerídeos na sua fase larval são sem¬
pre parasitas internos de aranhas,
desenvolvendo-se e transformando-se
profundamente no interior delas. An¬
tes de emergirem do hospedeiro, con¬
somem a maior parte do seu conteú¬
do interno, matando-o.
Existia até agora somente um caso
relatado sôbre a biologia de ACROCE-
RIDAE do Brasil (Vellard, 1934) on¬
de, porém, o autor não chega a iden¬
tificar o parasita. Pela primeira vez
na literatura, um gênero de aranha
da sub-família THERAPHOSINAE é
citado como hospedeiro dessas mos¬
cas.
Os insetos parasitas foram criados
pelo autor até a fase adulta e, poste¬
riormente, enviados ao Prof. Evert
Schlinger (University of Califórnia,
Berkeley, U.S.A.) que os identificou
como espécie nova do gênero Exeta¬
sis, que êle irá descrever.
UNITERMOS: Parasitismo em ara¬
nhas; Parasitismo em Lasiodora klu¬
gi; Dípteros parasitas de aranhas.
ACKNOWLEDGEMENTS
My best thanks are due to Prof. Evert Schlinger (Department of Entomo-
logy, University of Califórnia, Berkeley) for reviewing the manuscript and making
the identification and description of the new species of ACROCERIDAE and to
Mr. Nelson Papavero (Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo) for many
suggestions.
TABLE 1: BIOLOGICAL DATA
HOST
PARASITE
N.°
sex
caged on
emergence
larval*
period
adult
from
emergence
to imago
310 IB
9
26.XII.1967
26.VI.1968
180
23 IB
9
16.11.1968
5.VII.1968
139
2.IX.1968
60 days
3955 IB
9
11.XII.1967
10.VII.1969
577
12.VIII.1969
33 days
* larval period (inside the host) recorded only in the lab. (in days).
143
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
von EICKSTEDT, V. R. D. — Threc cases of parasitism in the Mygalomorph spider LASIODORA
( ORTHOONATIIA) estabelecidos por C. de Mello Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio.
Mem. Inst. Butantan, 35: 139-146. 1971.
Fig. 1: Emergence hole of an Exetasis sp. larva showing: 1 ) emergence hole 2) spiracular
remnants seen from inside 3) spiracular plate seen from inside 4) spider’s integu-
ment with its setae
0,5mm
Fig. 2: Regíon of fixation of an Exetasis sp. larva in the abdominal spider integument
showing: 1) caudal spiracles of the larva 2) spiracular plate seen from outside.
144
cm
2 3
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10 11 12 13 14 15
von EICKSTEDT, V. R. D. — Three cases of parasitism in the Mvgalomorph spider LASIODORA
KLUGI (C. L. KOCH) by a fly of the genus EXETASIS (DIPTÉRA ACROCERIDAE) in Brazil.
Mem. Inst. Butantan, 35: 139-146 1971.
Photooraph 1: Pupae of Exetasis sp. hanging from the web spun by Lasiodora klugi.
145
cm
von EICKSTEDT, V. R. D. — Three cases of parasitism in the Mygalomorph spider LASIODORA
KLUGI (C. L. KOCH) by a fly of the genus EXETASIS (DIPTERA ACROCERIDAE) in Brazil.
Mem. Inst. Butantan, 35: 139-146 1971.
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Buli. Soc. Zool. France, 59:293-295, 1934.
Recebido para publicação em 19 de novembro de 1971.
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*
Mem. Iríst. Butantan
35: 147-155, 1971.
yff-OXO N-SUBSTITUTED BENZAZOLES. I — THE /i-ACYLETHYLATION
OF BENZIMIDAZOLES WITH MANNICH BASES * **
RAYMOND ZELNIK and FATIMA STREHLAU
(Serviço de Química Orgânica, Instituto Butantan)
ABSTRACT: Benzimidazoles and ter-
tiary ketonic Mannich Bases react in
ethanol at reflux temperature to yield
R -oxo N-substituted benzimidazoles.
Reduction with NaBH 4 afforded the
corresponding À-hydroxy N-substitu¬
ted derivatives. Some biological data
are reported.
UNITERMS: Benzimidazole, Alcoyla-
tion with Mannich Bases; Michael
addition.
The discovery of the inhibitory action of benzimidazole against a number
of microorganisms, a process antagonized by certain purines (13) and evidence
henceforth of biological activity associated with the benzimidazole nucleus have
resulted in the description of a wide variety of physiologically active substances.
These include analgetic (6), antibacterial (1), central depressant (4) and anti-
viral (10) agents.
In continuation of our studies on p-oxo N-substituted theophyllines (14)
which involved the reaction of /?-acylethylation with tertiary ketonic Mannich
Bases (5), it seemed pertinent to extend this reaction to benzimidazole (15), and
to 2-substituted benzimidazoles in order to provide new compounds for chemo-
therapeutical evaluation.
As in the mechanism frequently proposed (3), the over-all reaction, eq. [1],
is likely to proceed by elimination of the dialkylamine, eq. [2], followed by a
classical Michael addtion of the benzimidazole to the a, /Tunsaturated ketone,
eq. [3], generated in situ.
* Investigação realizada sob os auspícios do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan, da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do Conselho Nacional de Pesquisas.
** Parte da tese de doutoramento de F.S., Universidade de São Paulo, 1967.
Adress: C.P. 65 — São Paulo, Brazil.
147
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10 11 12 13 14 15
cm
ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — p-oxo N-substi tuted benzazoles. I — The ^-acylethylation of ben-
zimidazoles with Mannich Bases. Mem. Inst. Butantan. 35: 147-155, 1971.
Rj -COCH 2 CH 2 N(RR)
-HN(RR)
Rj -COCH=CH 2
2
Benzimidazoles and the appropriate tertiary ketonic Mannich Bases were
made to react in ethanol under reflux. The reaction was followed by observation
of the elimination of the volatile amine under a stream of nitrogen and also by
TLC when aliquots were analysed at intervals. The benzimidazoles were obtained
by the Phillips condensation (11) of o-phenylenediamine with organic acids. The
Mannich Bases were prepared and stocked in the form of their hydrochlorides
and according to need transformed with the help of cold alkali into the base
which was taken up in ether and used as a residual oil without further purification.
After completion of the reaction between the benzimidazole and the Mannich
Base, concentration or cooling of the solution afforded the product in a crystalline
form. In other cases when it was contaminated with the starting material or
resisted crystallization, isolation of the product was accomplished by way of
chromatography. Under these conditions, the desired /?-oxo N-substituted benzimi¬
dazoles were obtained in yields ranging from 37 to 74% as recorded in Table I.
As previously reported (15), the Michael addition according to eq. [3] was
effected when benzimidazole and phenyl-vinyl ketone were heated under reflux
in toluene in presence of Triton B as a catalyst. The resulting product of conden¬
sation was identical to the corresponding compound (I, Table I) obtained under
the preceding conditions.
The new benzimidazoles were readily reduced to the corresponding secondary
alcohols by NaBH 4 with excellent yields as show in Table II, to constitute a pool
of starting materiais for further synthesis.
148
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-0X0 N-SUBSTITUTED BENZIMIDAZOLES
cm
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ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — ^g-oxo N-subst tuted benzazoles. I — The ^g-acylethylation of ben-
zimidazoles with Mannich Bases. Mem. Inst. Butantan. 33: 147-155, 1971.
BIOLOGICAL ACTIVITIES
I were evaluated for their anti-tumor
transplanted tumors Mecca lymphosar-
no reproducible activities were found.
some indicative features in retardation
125 mg/kg/day respectively.
anti-schistosomiasis activities, all the
with Plasmodium berghei or with Schis-
The compounds described in Table
activities: in the in vivo tests with mouse
coma and Ridgway osteogenic sarcoma,
However, compounds I and V displayed
of ROS tumor growth at doses of 500 and
In the tests for anti-malarial and
compounds were inactive in mice infected
tosoma mansoni.
The compounds were also tested in the supramaximal electroshock for po-
tential antiepileptic properties: only compound VI displayed some anticonvulsant
activity.
EXPERIMENTAL
Melting points were taken on a Kofler-Reichert hot stage microscope and
are uncorrected. The infra-red spectra were measured in KBr discs on the Unicam
SP-200 spectrophotometer Chromatography was carried out on silicic acid (Merck
0.05 — 0.20 mm) and thin-layer chromatography on plates coated with Silicagel
G (Merck). Spots were detected with ultraviolet light or iodine vapour.
Analyses were performed by the microanalytical laboratory, Pharmazeu-
íisches Institut der Universitat, Basel. We express our thanks to Professor Kuno
Meyer for this courtesy.
Percent yields and time of reactions are listed in Table I and Table II.
3-( 1 -benzimidaz,olyl)-propiophenone (1)
A mixture of benzimidazole (2.36 g, 0.02 mole) and /?-dimethylamino-
propiophenone (8) in ethanol (50 ml) was heated under reflux. Upon concen-
tration of the solvent, the precipitate was filtered and recrystallized from acetone-
-petrol ether b.p.35-80°, to give 3.23 g of the product, m.p. 129-131°.
H- max 1670 cm-i(C = O).
Anal. Calcd. for CioHj.NoO : C, 76.78; H, 5.64; N, 11.20.
Found: C, 76.53; H, 5.48;N, 11.19.
2-(l-benzimidazolylmethyl)-cyclohexanone (II)
Benzimidazole (9.4 g, 0.08 mole) and 2-dimethylaminomethyl-cyclohexa-
none (7) (12 g, 0.08 mole) in 75 ml of ethanol were refluxed. The solvent was
evaporated and the viscous residue chromatographed. The elutions from benzene-
•chloroform 3:1 and 1:1 furnished 6.18 g of the product which crystallized from
benzene-petrol ether, m.p.83-87°.
t* max 1705 cnrl =
Anal. Calcd. for ChHioNoO : C, 73.65; H, 7.06; N, 12.27.
Found: C, 73.55; H, 7.11; N, 12.53.
151
cm
SciELO
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ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — p-oxo N-substituted benzazoles. 1 — The ^-acylethylation of ben-
zimidazoles with Mannich Bases. Mem. Inst. Butantan. 35: 147-155, 1971.
5-(l-benzimidazolyl)-l-(p-methoxyphenyl)-l-penten-3-one (III)
A mixture of benzimidazole (14 g, 0.12 mole) and 5-dimethyl-amino-l-
-(p-methoxyphenyl)-l-penten-3-one (9) (35 g, 0.15 mole) in 100 ml of ethanol
was heated under reflux. Upon concentration and cooling, the precipitate was
collected and crystallized from acetone-ether, yield 26 g, m.p. 136-138°.
(i max 1685 cm 1 (C=0).
Anal. Calcd. for C in H 18 N 2 0 2 : C, 74.49; H, 5.92; N, 9.15.
Found: C, 74.68; H, 5.98; N, 8.85.
5- ( 1-benzimidazolyl ) -1-phenyl-l -penten-3-one (IV)
Benzimodazole (0.59 g, 0.005 mole) and 5-dimethylamino-l-phenyl-l-
-penten-3-one (9) (1.26 g, 0.006 mole) in 20 ml ethanol were heated under
reflux. Upon concentration, the solid residue crystallized from acetone-ether,
yield 0.66 g of the product, m.p. 128-130°.
I* max 1660 cm_1 ( c = °)-
Anal. Calcd. for C 18 H 1(1 N 2 0 : C, 78.23; H, 5.84; N, 10.14.
Found: C, 78.31; H, 5.99; N, 10.34.
3- [7 - ( 2-methylbenzimidazolyl ) ] -propiophenone (V)
A mixture of 2-methyl-benzimidazole (12) (19.8 g, 0.15 mole) and
/J-dimethylaminopropiophenone (26 g, 0.15 mole) in ethanol (90 ml) was heated
under reflux. Upon concentration, the solid residue crystallized from acetone-
•ether, yield 15.9 g of the product, m.p.97-99°.
1* max 1675 cm -‘ ( C = °)-
Anal. Calcd. for C, 7 H 1B N 2 0 : C, 77.23; H, 6.09; N, 10.61.
Found: C, 77.28; H, 6.26; N, 10.45.
Oxime, m.p.213-215°. Anal. Calcd. for CitHi 7 N 3 0 : C, 73.08; H, 6.13.
Found: C, 72.81;H, 5.83.
5- [ 1 - ( 2-methylbenzimidazolyl) ]-1 - ( methoxyphenyl ) -l-penten-3-one (VI)
2-methyl-benzimidazole (13.2 g, 0.1 mole) and 5-dimethyl-amino-l-(p-me-
thoxyphenyl)-l-penten-3-one (30 g, 0.14 mole) in 75 ml of ehanol were heated
under reflux. After distilling off the solvent, the viscous residue was chromato-
graphed and the elutions from benzene-chloform 1:1 and chloroform yielded 22
g of the product which crystallized from acetone-ether, m.p. 100-102°.
[j. max 1680 cnv 1 (C = 0).
152
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ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — p-oxo N-substituted benzazoles. I — The ^-acylethylation of ben-
zimidazoles with Mannich Bases. Mevn. Inst. Butantan. 35: 147-155, 1971.
Anal. Calcd. for C 20 H 20 N 2 O 2 : C, 74.97; H, 6.29; N, 8.74.
Found: C, 75.09; H, 6.36; N, 8.89.
3-[]-(2-rj-hydroxyethylbenziniidazolyl)-\-propiophenone (VII)
2-a-hydroxyethyl-benzimidazole (12) (5 g, 0.037 mole) and /i-dymethyla-
minopropiophenone (8.5 g, 0.048 mole) were refluxed in ethanol (60 ml). On
cooling the product which precipitated was contaminated by the starting material
and attempts to purify it by recrystallizations failed as shown by t.l.c. It was
therefore chromatographed and the elutions from chloroform-acetone 5:1 gave
8.1 g of the product which was crystallized from acetone-petrol ether, m. p.
134-135°.
M- max 1675 cm4 < C = °)-
Anal. Calcd. for C^H^NaO, : C, 73.45; H, 6.16; N, 9.52.
Found: C, 73.61; H, 6.12;N, 9.61.
Oxime, m.p. 185-186°. Anal. Calcd. for Ci8H w N 3 0 2 : N, 13.58.
Found: N, 13.41.
5-\_l-(2-a.-hydroxyethylbenzimidazolyl)'\-]-{methoxyphenyl)-l-penten-3-
-one (VIII)
A mixture of 2-a-hydroxyethyl-benzimidazole (8 g, 0.05 mole) and 5-dime-
thylamino-l-(p-methoxyphenyl)-l-penten-3-one (15 g, 0.065 mole) in 90 ml of
ethanol was heated under reflux The solvent was taken to dryness and the viscous
residue was chromatographed. The elutions from benzene-chloroform 1:2 and
chloroform gave 6.5 g of the product which crystallized from acetone-ether,
m.p. 123-125°.
a max 1650 cnrl ( C = °>
Anal. Calcd. for C 21 H 22 N 2 0 3 : C, 71.98; H, 6.32; N, 7.99.
Found: C, 72.03;H, 6.42; N, 8.10.
3- [ 1 - ( 2-a-hydroxybenzylbenz.imidaz.olyl) ] -propriophenone (IX)
A mixture of 2-a-hydroxybenzyl-benzimidazole (11) (22.4 g, 0.10 mole)
and yS-dimethylaminopropiophenone (22.2 g, 0.12 mole) in 100 ml of ethanol
was heated under reflux. Üpon concentration the precipitate was collected and
scparated from contaminants by chromatography. The elutions from chloroform
afforded 21.4 g of the product which crystallized from acetone-petrol ether,
m.p. 158-160°.
li max 1675 cmJ < C=0) -
Anal Calcd. for C 23 H 20 N 2 O 2 : C, 77.50; H, 5.66; N, 7.86.
Found: C, 77.46; H, 5.78; N, 7.97.
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cm
ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — yj-oxo N-subs! tuted benzazoles. X — The yj-acylethylation of ben-
zimidazoles with Mannich Bases. Mcrn. Inst Butantan. 35: 147-155, 1971.
5-[l-(2-a,-hydroxybenzylbenzimidazoIyl ] -/-( p-methoxyphenyl)-1-penten-
-3-one (X)
A mixture of 2-a-hydroxybenzyl-benzimidazole (9.3 g, 0.04 mole) and
5-dimethylamino-(p-methoxyphenyl)-l-penten-3-one (12.5 g, 0.05 mole) in 80
ml of ethanol was heated under reflux. Upon concentration of the solvent, the
solid residue was collected and recrystallized from chloroform-acetone, yield 9.5 g,
m.p. 168-170°.
u.
max
1680 cm- 1 (C = 0).
Anal. Calcd for C 20 H 2i N,O :i : C, 75.71; H, 5.86; N, 6.79.
Found: C, 75.45; H, 6.12;N, 6.81%.
NaBH,, reduction of the 3-oxo N-substituted benzimidazoles
The X-hydroxy N-aralkylbenzimidazoles were obtained when NaBHj was
added to a solution of the keto derivatives (0.02 mole) in methanol (25 ml) and
the mixture stirred at room tcmperature for 1 h.After neutralisation with acetic
acid, evaporation of the solvent and dilution with water, the product precipitated.
It was then collected, dried and recrystallized from acetone-ether. Table II lists
the analytical data and physical constants of the alcohols.
SUMÁRIO: Benzimidazois N-substi-
tuidos por uma cadeia yj-oxo-aralquila
foram sintetizados por aciletilação de
diversos benzimidazois com Bases
cetônicas de Mannich. A redução pe¬
lo NaBH, forneceu os compostos
Ã-hidróxi correspondentes. Algumas
atividades biológicas são comentadas.
UNITERMOS: Benzimidazol; alcoila
ção com Bases de Mannich; Reação
de Michael.
ACKNOWLEDGEMENTS
The authors are indebted to Drs. C. Chester Stock and Georges S. Tarnowski,
Division of Experimental Chemotherapy of the Sloan-Kettering Institute for Cân¬
cer Research (New York) for the anti-tumor assays and interpretatíon of the
results, to Dr. J. Pellegrino, Instituto de Biologia da Universidade Federal de
Minas Gerais (Belo Horizonte) for the anti-schistosomiasis tests, to Dr. Z. Brc-
ner. Instituto Nacional de Endemias Rurais (Belo Horizonte) for the anti-malarial
tests and to Dr. H. Edery, Israel Institute for Biological Research (Ness-Ziona)
for the electroshock evaluations. One of us (FS) express her thanks to the Fun¬
dação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, for the award of a doctoral
fellowship. The technical assistence of Miss Rita Kuribara, Mrs. Kazuko Kajibata
Gaeta and Mr. Alipio Raul da Silva is appreciated.
154
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10 11 12 13 14 15
ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — ^g-oxo N-subsl tuted bcnzazoles. 1 — The ^g-acylethylation of ben-
zimidazolcs with Mannich Bases. Mem. Inst. Butantan. 35: 147-155. 1971.
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4 — De STEVENS, G.; BROWN, A. B.; ROSE, D.; CHERNOV, H. I. and PLUM-
MER, A. J. — J. Med. Chem. 10: 211, 1967.
5 — GILL, N. S.; JAMES, K. B.; LIONS, F. and POTTS, K. T., J. Amer. chem.
Soc., 74: 4923, 1952.
6 — HUNGER, A.; KEBRLE, L.; ROSSI, A. and HOFMANN, K. — Experientia,
13: 400, 1957.
7 — MANNICH, C. und BRAUN, R. — Ber. dtsch. chem. Ges., 53: 1874, 1920.
8 — MANNICH und HEILNER, G. — Ber. dtsch. chem. Ges., 55: 356, 1922.
9 — NISBET, H. B. — J. chem. Soc., 1237, 1938.
10 _ 0’SULLIVAN, D. G.; PANTIC, D. and WALLIS, A. K. — Experientia, 23:
704, 1967; BUCKNALL, R. A., J. gen. Virol., 1: 89, 1967.
11 — PHILLIPS, M. A. — J. chem. Soc. 2393, 1928.
12 — WAGNER, E. C. — J. Org. Chem., 5: 133, 1940.
13 — WOOLLEY, D. W. — J. biol. Chem., 152: 225, 1944.
14 — ZELNIK, R. et PESSON, M. — Buli. Soc. Chim. France, 1667, 1959.
15 — ZELNIK, R. and STREHLAU, F. — preliminary communication, Experientia,
21: 617, 1965.
Recebido para publicação em 27 de agôsto de 1971.
155
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
ÍNDICE DE AUTORES
BEUTNER, E. H., WOOD, G. W., CHORZELSKI, T. P.,
ABREU LEME, C. e BIER, O. G.
BRUNNER JR., A.
BÜCHERL, W., T. COSTA, A. e LUCAS, S.
EICKSTEDT, V. R. D. von
HOGE, A. R. and ROMANO, S. A.
FRANCO da SILVEIRA F.“, J. e MACHADO, J. C.
MACHADO, J. C., F. SILVEIRA F.° and RUSSO, A D.
MACHADO, J. C. e ROSENFELD, G.
ROMANO, S.A.R.W.L.
SOERENSEN, B., AMARAL, J. P„ MUTTI PEREIRA,
M. M. e SILVA, M. A.
ZELNIK, R. and STREHLAU, F.
5,35: 79- 94
1,35: 1-39
9,35: 117-138
10,35: 139-146
7,35: 107-109
4,35: 63- 78
3,35: 55- 61
2,35: 41- 53
8,35: 111-115
6,35: 95-105
11,35: 147-155
157
cm
10 11 12 13 14 15
cm l
2 3
6 SciELO 10 11 12 13 14 15
ÍNDICE DE ASSUNTOS
Alergia Tuberculínica
BCG
6,35: 95
Aranhas caranguejeiras
Revisão
9,35: 117
Alcoilação com Bases de Mannich
Benzimidazol
11,35: 147
Autoimunidade
Pênfigo Foliáceo
5,35: 79
BCG
Imunização contra a tuberculose
Tuberculose experimental
6,35: 95
Cavia aperea aperea
Colpocitologia hormonal
4,35: 63
Colpocitologia hormonal
Cavia aperea aperea
4,35: 63
Dípteros parasitos de aranhas
10,35: 139
Envenenamento elapídico
necroscopia
2,35: 41
Epidemiologia das neoplasias
Moléstia de Hodgkin
3,35: 55
Imunização contra a tuberculose
BCG
6,35: 95
Influência sazonal nas neoplasias
Moléstia de Hodgkin
3,35: 55
159
2 3 4 5 6 SClELO 1Q ii
12 13 14
cm
10 11 12 13 14 15
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm 12 3 4:
5 6 SciELO 10 2.1 12 13 14 15
COMPOSIÇÃO E IMPRESSÃO
Tipografia Fonseca Ltda.
RUA CORIOLANO, 962
CGC 61.276.648
fone: 62-5205
SÃO PAULO
SciELO
10 11 12 13 14