EM O RI A
BUTANTAN
'
1974
VOLUME 38
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENADORIA DOS SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
INSTITUTO BUTANTAN
SÀO PAULO — BRASIL
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MEMÓRIAS
DD
INSTITUTO BUTANTAN
REDATOR RESPONSÁVEL
JANDYRA PLANET DO AMARAL
Diretora do Instituto Butantan
COMISSÃO EDITORIAL DAS “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN’ :
SECRETARIA
JESUS CARLOS MACHADO — Presidente
WILLY BEÇAK
BRUNO SOERENSEN CARDOZO
FAJGA RUCHLA MANDELBAUM
MARIA A. M. VOLPE MASCARO
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Serão fornecidas separatas dos trabalhos publicados nas “MEMÓRIAS DO INSTITUTO
BUTANTAN”, solicitando-se nesse caso o obséquio de enviar outras separatas, em permuta,
para a Biblioteca do Instituto.
Toda a correspondência editorial deve ser dirigida ao:
INSTITUTO BUTANTAN
Biblioteca
Caixa Postal 65
05504 — São Paulo — BRASIL
EXCHANGED DESIRED
PEDE-SE PERMUTA
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INSTITUTO BUTANTAN
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
Secretário — Dr. Getulio Lima Junior
COORDENADORIA DE SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
Coordenador — Prof. Dr. Otto Guilherme Bier
INSTITUTO BUTANTAN — DIRETORIA GERAL
Diretora — Dra. Jandyra Planet do Amaral
I — DIVISÃO DE MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA
Diretor — Dr. Bruno Soerensen Cardozo
a) Serviço de Imunologia
Diretor — Dr. Raymundo Rolim Rosa
b) Serviço de Virologia
Diretor — Dr. René Corrêa
II — DIVISÃO DE BIOLOGIA
Diretor — Dr. Alphonse Richard Hoge
a) Serviço de Animais Peçonhentos
Diretor — Dr. Hélio Emerson Belluomini
b) Serviço de Genética
Diretor — Dr. Willy Beçak
III — DIVISÃO DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS E QUÍMICA
Diretor — Dra. Alba Apparecida de Campos Lavras
a) Serviço de Bioquímica
Diretor — Dra. Fajga Ruchla Mandelbaum
b) Serviço de Farmacologia
Diretor — Dra. Mina Fichman
c) Serviço de Fisiologia
Diretor — Dr. Saul Schenberg
d) Serviço de Química Orgânica
Diretor — Dr. Raymond Zelnik
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IV _ DIVISÃO DE PATOLOGIA
Diretor — Dr. Jesus Carlos Machado
a) Serviço de Fisiopatologia
Diretor — Dra. Linda Nahas
Serviços Diretamente Ligados à Diretoria Geral
a) Serviço Agrícola
Diretor — Dr. Feres Saliba
LABORATÓRIOS ESPECIAIS:
Laboratório Especial de Imuno-Biologia
Diretor — Dr. Wilmar Dias da Silva
Centro OMS/OPS de Pesquisa e Formação em Imunologia
Diretor — Dr. Ivan Motta
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MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
1 _ FINALIDADE
As MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN são publicadas sob
a orientação da Comissão Editorial, sendo que os conceitos emitidos são
de inteira responsabilidade dos autores. Tem por finalidade a apresen¬
tação de trabalhos originais que contribuam para o progresso nos cam¬
pos da Biologia e da Medicina, elaborados por especialistas nacionais
ou estrangeiros que se enquadrem no REGULAMENTO DOS TRABA¬
LHOS.
2 — REGULAMENTO DOS TRABALHOS
2.1
NORMAS GERAIS
2.1.1 Os trabalhos devem ser inéditos e destinar-se exclusivamente
à revista “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN”. Os artigos serão
publicados a convite da Comissão Editorial.
2.1.2 ESTRUTURA DO TRABALHO
2.1.2.1 Elementos preliminares
a) cabeçalho — título do trabalho e nome do autor (es) ;
b) filiação científica e endereço para correspondência.
2.1.2.2 Texto
Sempre que possível deve obedecer à forma convencional
do artigo científico:
a) Introdução — Estabelecer com clareza o objetivo do
trabalho, relacionando-o com outros do mesmo campo
e apresentando de forma sucinta a situação que se
encontra o problema investigado. Extensas revisões
de literatura devem ser substituídas por referências
aos trabalhos mais recentes, onde tais revisões tenham
sido apresentadas.
b) Material e métodos — A descrição dos métodos usados
deve limitar-se ao suficiente para possibilitar ao leitor
a perfeita compreensão e repetição dos métodos; as
técnicas já descritas em outros trabalhos devem ser
referidas somente por citação, a menos que tenham
sido consideravelmente modificadas.
c) Resultados — Devem ser apresentados com clareza e,
sempre que necessário, acompanhados de tabelas e
material ilustrativo adequado.
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d) Discussão — Deve restringir-se à apresentação dos
dados obtidos e dos resultados alcançados, relacio-
nando-se novas contribuições aos conhecimentos an¬
teriores. Evitar hipóteses ou generalizações não ba¬
seadas nos resultados do trabalho.
e) Conclusões — devem ser fundamentadas no texto.
Dependendo do assunto do artigo, as divisões acima poderão ser mo¬
dificadas de acordo com o esquema de trabalho, porém, o artigo deve
conter obrigatoriamente:
a) Introdução;
b) Desenvolvimento do tema (com as divisões a critério
do autor);
c) Conclusão.
Agradecimentos — devem ser mencionados antes das Referências
Bibliográficas.
2.1.2.3 Material de Referência
Todo trabalho deve vir obrigatoriamente acompanhado de:
a) RESUMO — um no mesmo idioma do texto, outro em
inglês, redigidos pelo(s) próprio (s) autor (es), devem
expressar o conteúdo do artigo, salientando os elemen¬
tos novos e indicando sua importância. O resumo na
língua em que está redigido o trabalho deve ser colo¬
cado antes do texto; e o em inglês no final. Só excep¬
cionalmente excederá a 200 palavras. Os títulos dos
trabalhos devem ser traduzidos para o inglês e vice-
-versa.
b) UNITERMOS — Correspondendo a palavras ou ex¬
pressões que identifiquem o conteúdo, devem ser em
número necessário para a completa descrição do as¬
sunto e assinalados com asterísticos os 3 unitermos
principais. Para escolha dos unitermos usar o voca¬
bulário protótipo do campo especializado. (*)
c) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS — Devem ser
incluídas apenas as referências mencionadas no texto
e arranjadas em ordem alfabética do sobrenome do
autor, numeradas consecutivamente.
Periódico:
AMORIM, M. de F., MELLO, R. F. e SALIBA, F. —
Envenenamento botrópico e crotálico. Contribui¬
ção para o estudo experimental comparado das
lesões. Mem. Inst. Butantan, 23: 63, 1950-51.
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Livros
BIER, 0. — Bacteriologia e imunologia, 1, 13, ed.
Melhoramentos, São Paulo, 1966.
As citações no texto devem ser em números índices, correspondendo
às. respectivas referências bibliográficas.
Exemplos:
As investigações sobre a fauna flebotomínica no Estado de São Paulo,
foram feitas em várias ocasiões b 3. 4,.
. . . método derivado de simplificação de armadilha de Disney 2
(1968).
Referências Bibliográficas (correspondentes aos números índices)
1. BARRETO, M. P. — Observações sobre a biologia em condições na¬
turais dos flebótomos do Estado de São Paulo (Diptera Psycho-
didae) ; São Paulo, 1943. (Tese — Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo).
2. DISNEY, R. H. L. — Observations on a zoonosis: leishmaniosis in
British Honduras. J. appl. Ecol., 5:19, 1968.
3. FORATTINI, 0. P. — Algumas observações sobre Biologia dos fle¬
bótomos (Diptera, Psychodidae) em região da bacia do Rio Pa¬
raná (Brasil). Arq. Fac. Hig. S. Paulo, 5:15-136, 1954.
3. FORATTINI, 0. P. — Novas observações sobre Biologia de flebó¬
tomos em condições naturais (Diptera, Psychodidae). Arq. Fac.
Hig. S. Paulo, 25:209-15, 1960.
3 _ NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS
3.1 — Datilografia — Os originais devem ser datilografados,
em 3 (três) vias, com espaço duplo, em uma só face,
mantendo as margens laterais com 3 cm aproximada¬
mente. Todas as páginas devem ser numeradas conse¬
cutivamente, com algarismos arábicos, no canto supe¬
rior direito.
3.2 — Tabelas — devem ser numeradas consecutivamente com
algarismos arábicos e encabeçadas pelo seu título. Os
dados apresentados em tabela não devem ser, em geral,
repetidos no texto. As notas de rodapé das tabelas de¬
vem ser restritas ao mínimo possível e referidas por
asteriscos.
3.3 — Ilustrações — (fotografias, desenhos, gráficos, etc.) —
As ilustrações devem ser numeradas consecutivamente
com algarismos arábicos e citadas como Figuras. Todas
as figuras serão identificadas fora da área de repro¬
dução com: número, nome do autor, título abreviado
do trabalho, indicação da página de texto onde deverão
constar. As legendas devem ser apresentadas em folhas
à parte. As ilustraÇões devem permitir perfeita repro-
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dução em clichês até a redução mínima de 6,3 cm. Os
desenhos devem ser feitos em papel vegetal e tinta nan¬
quim preta e as letras com normógrafo, nunca datilo¬
grafadas.
A Revista admite clichês (branco e preto) até 6 no texto, para
cada trabalho, devendo os demais ser pagos pelo autor. Para clichês
coloridos deverá haver prévia combinação entre a Comissão Editorial e
o autor.
De cada trabalho serão tiradas 100 (cem) separatas, devendo o autor
pagar as separatas que excedam a esse número, quando solicitar uma
quantidade maior. As separatas em excesso devem ser solicitadas quando
o manuscrito for encaminhado à Comissão Editorial.
Os trabalhos poderão ser redigidos, além da língua portuguesa, em:
inglês, francês e espanhol. Outras línguas ficarão a critério da comissão
Editorial.
A reprodução total ou parcial dos trabalhos em outros periódicos —
com menção obrigatória da fonte — dependerá de autorização prévia da
Comissão Editorial.
Para fins comerciais, será proibida a tradução e reprodução dos tra¬
balhos publicados pela revista.
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MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN
CONTEÚDO
Artigos originais / Original Articles
1 Virulência y multirresistencia a drogas de cepas epidêmicas de
S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica.
I) — Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas
y no epidêmicas de S. typhimurium .
Virulência e multi-resistência a drogas de cepas epidêmicas de
S. typhimurium isoladas em hospitais infantis da América do
Sul.
Ciro A. PELUFFO, Kinue IRINO & Sylvia MELLO
2 Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos.
I — Análise comparativa dos componentes antigênicos de seis
espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos, atra¬
vés das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel
de ágar .
Contribution to the immuno-chemical study of bothropic venoms.
I — Comparative analysis of the antigenic components of 6
venom types against their respective antivenoms by the double
diffusion techniques, and immunoelectrophoresis in agar-gel.
Medardo SILES VILLARROEL, Flávio ZELANTE, Reynaldo
S. FURLANETTO, & Raymundo ROLIM ROSA.
3 Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos.
II — Análise comparativa dos componentes antigênicos comuns
de seis espécies de venenos botrópicos .
Contribution to the immuno-chemical study of bothropic venoms.
II — Comparative analysis of the antigenic components common
to 6 types of bothropic venoms.
Medardo SILES VILLARROEL, Reynaldo S. FURLANETTO,
Raymundo ROLIM ROSA, Flávio ZELANTE & José NAVAS.
4 Estudo morfológico e histoquímico da Glândula de Harder de
alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Morphological and histochemical study of the Harderian gland
of brasilian reptilians. I — Ophidea.
Ruberval A. LOPES, Cleide de OLIVEIRA, Geraldo M. CAM¬
POS & Jaime M. de BARROS
5 Ultrastructure of mature erythrocytes from five bothropic
species ..
Ultraestrutura de eritrócitos maturos de cinco espécies bo-
trópicas.
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Hercules MENEZES, C. Y. MITSUTANI, José Rafael R.
COIRO, Maria A. CARVALHO DOS SANTOS & A. BRUN-
NER JR.
Nota / Notes
6 Presença de Cysticercus pisiformes (Bloch 1780) em coelho
e lebres importados . 63
Presence of Cysticercus pisiformes (Bloch 1780) in imported
rabbits and hares
Bruno SOERENSEN, Luiz ZEZZA NETO, Mário Demar PE-
REZ, Gilda Meire BULKA & Antonia Elenice Gimenes ONO
7 Nota sobre a freqüência de hemoparasitas em serpentes do
Brasil. 69
Note on the hemoparasite frequency in the snakes of Brazil
Samuel B. PESSÔA, Pérsio De BIASI, & Giuseppe PUORTO
8 Evolução do Hepatozoon sp. parasita do Leptophis ahaetulla
(Lineu) (Serpentes — Colubridae) no Culex fatigans . 119
Evolution of Hepatozoon sp., parasite of Leptophis ahaetulla
(Lineu) (Serpentes — Colubridae) in Cxdex fatigans.
Samuel B. PESSÔA, Pérsio De BIASI & Lia SACCHETTA
9 Notas sobre o Hepatozoon tupinambis (Laveran e Salibeni
1909) ( Prctozoa , Àpicomp 1 exa), parasita do Teju ( Tupinam¬
bis teguixin Lineu, 1758) (Sauria, Teiidae) . 123
Notes on Hepatozoon tupinambis (Laveran and Salibeni, 1909)
( Protozoa , Apicomplexa) parasite of the Teju ( Tupinambis
teguixin Lineu, 1758) (Sauria, Teiidae)
Samuel B. PESSÔA, Pérsio De BIASI & Lia SACCHETTA
10 Some complementary notes on the biology of Exetasis
eickstedtae Schlinger 1972, a fly- parasiting Mygalomorph
spiders . 131
Algumas notas complementares sobre a biologia de Exetasis
eickstedtae Schlinger 1972, mosca parasita de .aranha
caranguejeira
Vera Regina Dessimoni von EICKSTEDT
11
Notes on Xenopholis Peters and Paroxyrhopus Schenkel (Ser¬
pentes Colubridae) . 137
Notas sobre Xenopholis Peters e Paroxyrhopus Schenkel (Ser¬
pentes Colubridae)
Alphonse Richard HOGE & Pedro A. FEDERSONI JR.
12
Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge 1969 .
(Serpentes, Viperidae, Crotalinae)
Notas sobre Trimeresurus brongersmai Hoge 1969
(Serpentes, Viperidae, Crotalinae)
Alphonse Richard HOGE, & S. Alma De Lemos ROMANO
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Notas Prévias / Previous Notes
13 Obtenção experimental do quadro anatomopatológico da pan¬
creatite hemorrágica aguda no cão pela inoculação de veneno
de Tityus serrulatus
159
Experimental achievement of the anatomo-pathological picture
of the acute hemorrhagic pancreatitis in dogs by the inoculation
of Tityus serndatus venom.
Jesus Carlos MACHADO & José Franco da SILVEIRA F.°
14 Obtenção de culturas de linfomas humanos — Tumor de
Burkitt.... .. 163
Attainment of human lymphangioma cultures — Burkitt Tumor
Jesus Carlos MACHADO & Leonor DENARO
15 Lista das espécies de serpentes coletadas na região da usina
hidroelétrica de Ilha Solteira — Brasil . 167
List of the snakes collected in the region of the hydro-
electric power at Ilha Solteira — Brazil
Alphonse Richard HOGE, S. Alma ROMANO, Pedro A. FE-
DERSONI JR. & Carmen L. Santos CORDEIRO
Resumos Bibliográficos / Review
índice de autores do volume 38 . 179
índice de assuntos do volume 38 . 181
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VIRULÊNCIA Y MULTIRRESISTENCIA A DROGAS DE CEPAS
EPIDÊMICAS DE S. TYPHIMURIUM AISLADAS EN HOSPITALES
INFANTILES DE SUDAMERICA.
I) VIRULÊNCIA COMPARATIVA PARA EL RATON DE CEPAS
EPIDÊMICAS Y NO EPIDÊMICAS DE S. typhimurium. —
C. A. PELUFFO, KINUE IRINO Y SYLVIA MELLO
RESUMEN — Se estudia la virulência
para el ratón de una muestra de 26 cepas
de S. typhimurium multirresistentes a dro¬
gas procedentes de brotes epidêmicos ocur-
ridos en 9 ciudades de 5 países sudameri-
canos (Argentina, Brasil, Chile, Paraguay
y Uruguay), comparativamente con 16
cepas no epidêmicas, sensibles.
prevención específica que se realizan usan¬
do al ratón como modelo experimental.
Se discute los factores que condicionan
esta marcada diferencia de virulência de
las cepas epidêmicas en el nino y el ratón
así como el mecanismo responsable dei cam¬
bio, senalando la importância de ampliar
nuestros conocimientos intensificando las
investigaciones sistemáticas en ese campo.
La media aritmética de la DL 50 de las
cepas epidêmicas estudiadas fue de 8,92 X
106 y la de las sensibles de 2,84 X 105
(P — <0,01, ^>0, 005). Se destaca lo
UNITERMINOS — Virulência comparativa
para el ratón. S. typhimurium: Cepas
epidêmicas, multirresistentes a drogas. Ce¬
pas no epidêmicas, sensibles.
inesperado de este hallazgo así como su
trascendencia para los estúdios sobre pa¬
togenia de la infección salmonelósica y su
A partir de 1970 han comenzado a producirse en Latinoamérica bro¬
tes de salmonelosis en hospitales infantiles causados por cepas multirre-
sistentes de S. typhimurium. — Las características de las cepas respon-
sables así como los aspectos clínicos y epidemiológicos tienen similitud con
los senalados por Mata y colaboradores en los brotes causados por Shi-
gella dysenteriae 1 en Centro América (20) así como con el brote de
tifoidea de México (11).
La trasmisión interhumana de salmonelas y la posibilidad de que
se produzcan brotes de salmonelosis en hospitales de ninos fueron men¬
cionados por Hormaeche y colaboradores (13, 15) desde el comienzo dei
estúdio de la participación de estos agentes en patologia infantil, consti-
tuyendo uno de los pilares en que se basó la “Doctrina de Montevideo”. —•
Los brotes eran sin embargo limitados, involucrando un corto
número de ninos en estrecho contacto entre sí y fácilmente controlables
por la aplicación de normas elementaes de higiene hospitalaria (14).
La aparición de las cepas epidêmicas multirresistentes tiene como
consecuencia un cambio radical en el panorama epidemiológico, de morbi-
lidad, de mortalidad y de algunos aspectos clínicos de las infecciones in¬
fantiles por enterobacterias.
A las infecciones esporádicas, con la característica distribución esta¬
cionai, suceden brotes hospitalarios-aún en pleno invierno- afectando si-
Endereço para correspondência
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PELUFFO, (’. A., IRINO, K. & MELLO, S. Virulência y multirresistcneia a drogas de
copas epidêmicas de typhimurium aisladas en hospitales infantilcs de Sudamcrica. I —
Virulência comparativa para el raton do copas opidemicas.
Mcm. Inat. Hutantan, .18:
-12, 1974.
multáneamente a un alto número de ninos internados y extendiéndose
rápidamente a todas las salas de un mismo hospital. — Los reingresos de
lactantes infectados llevan al agente a otros hospitales donde el proceso
se repite y luego a la comunidad donde se sefialan casos por el mismo
agente en ninos sin contacto hospitalario.
Como consecuencia, la frecuencia relativa de los agentes de enteritis
se modifica profundamente. — Las salmonelas pasan de una frecuencia
de 3% a 5% en estadísticas previas (1,9) al 20-30%, (3,6,10,16,23,25)
desplazando dei primer lugar a E. coli enteropatógeno, sin que se modifi¬
que la frecuencia absoluta de éste.
La letalidad que había descendido por debajo dei 5%. luego de la
creación de centros especializados de rehidratación con facilidades ade-
cuadas de laboratorio y atención de enfermería, sube en forma vertical.
— Al comienzo de los brotes, cuando aún no eran conocidas las peculia¬
res características de las cepas involucradas la letalidad llega al 50%
para mantenerse luego por encima dei 20% (3,10). — Son frecuentes
además los procesos generalizados, particularmente septicemias y menin-
gitis (3,25).
Todos los indicadores indirectos de la excepcional virulência de estas
cepas para el nino están pues presentes; alta trasmisibilidad — lo que
indica baja dosis infectante — elevada letalidad y frecuencia de la gene-
ralización dei agente.
Los brotes epidêmicos por salmonelas multirresistentes afectan a los
hospitales infantiles de la mayoría de los países latinoamericanos y cons-
tituyen un importante problema de Salud Pública. — Siendo producidos
por un tipo serológico único es posible intentar su control mediante el
empleo de vacunas, particularmente si éstas pueden administrarse por
via oral.
Con la finalidad de obtener una vacuna eficaz es necesario disponer
de mayor información sobre las características de las cepas productoras
de brotes en diferentes regiones dei Continente, que expliquen su com-
portamiento clinico y epidemiológico.
En esta primera etapa de ese estúdio damos los resultados de la deter-
minación de la virulência para el ratón de esas cepas epidêmicas, compa¬
rativamente con la de cepas sensibles a los antibióticos, aisladas contem¬
poraneamente de animales o de ninos, previamente a la producción de
brotes asi como cepas estandar procedentes de colecciones. — Los resul¬
tados obtenidos justificam esta publicación ya que difieren sustancial-
mente de los anticipados.
Materiales y métodos.
Cepas de S. typhimurium. — Hemos obtenido una nuestra consti¬
tuída por 84 cepas multirresistentes aisladas de brotes producidos en 9
ciudades de 5 países de Sud América y 28 cepas, no epidêmicas, sensibles
a los antibióticos, procedentes de sólo dos países.
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PELUFFO, C. A., IRINO, K. & MELLO, S. — Virulência y multirresistcncra a drogas de
cepas epidêmicas dc »S. typhitnuriutn aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Mem. Jnst. Butantan, SH\ 1-12, 1974.
No fué posible obtener una muestra de cepas sensibles más represen¬
tativa y comparable con la anterior ya que en la actualidad todas las cepas
aisladas de ninos son resistentes y no se han conservado en colecciones
cepas obtenidas en períodos anteriores. — Con fines de comparación se
han estudiado cepas clásicas de colección de comportamiento conocido.
En el Cuadro 1 se resume el origen de las 26 cepas epidêmicas y
16 sensibles de esa muestra, que han sido empleadas en esta etapa de
estúdio.
Estúdio de tas cepas. — Previamente a su empleo se realizo el estúdio
bioquímico y serológico de las cepas comprobando si poseían los caracteres
de S. typhimurium. — Se aislaron además en placas de agar simple, se
eligieron colonias morfologicamente lisas y se seleccionó, por la agluti-
nación con sueros somáticos y la reacción de Pampana, una colonia con
todos los caracteres de las cepas “S”. — No se utilizo ninguna cepa que
diera aglutinación positiva con tripaflavina.
Ratones — Se utilizo una cepa de ratones blancos procedentes dei
criadero dei Instituto Pasteur dc San Pablo en los que se demostro, luego
de una exaustiva investigación, que estaban libres de infección crónica por
salmonelas. — Experiências previas con ratones procedentes de otros
cuatro criaderos demostraron que estaban infectados por S. typhimurium
y/o S. enteritidis y que para excluir la infección no es suficiente realizar
cultivos repetidos de matérias fecales y/o bazo de animales de control.
De preferencia se utilizaron ratones machos de 18 a 22 grs. de peso;
debido a la insuficiência dei suministro fué necesario utilizar h«mbras en
algunas determinaciones después de demostrar en experiencias paralelas,
que no existían diferencias significativas entre ambos (X-=0,17; P=0,7).
Preparación de inóculos — Del cultivo en agar simple de 15 horas
se preparan suspensiones de solución fisiológica tope pH 7,4 (S.T.) ; cen-
trifugacjón a 1.000 X g., resuspensión en S.T y nueva centrifugación a
200 x g. durante 80 segundos, para eliminar acúmulos bacterianos.
Esta suspensión es ajustada a 5 X 10 h en fotocolorímetro Leitz a
535 mu y a partir de esa suspensión madre se realiza en S.T la dilución
apropiada para inocular.
Recuento de viables — Se utilizo una modificación de la técnica de
Miles, Misra e Irwing (23) realizando diluciones en S.T a partir de la
suspensión a 5 X 10 M , el día prévio a la inoculación. Diluciones con una
concentración aproximada de respectivamente 50 y 100 bactérias en 0,1 ml
se gotean por triplicado en tres cajas de Petri con agar simple. Luego de
incubación a 37°C, 24 horas, se realiza el recuento de colonias y se estima
el número de viables de la suspensión madre calculándose el promedio
de la lectura de las seis cajas. Periodicamente y como control se hizo un
segundo recuento, practicando diluciones similares a partir de la dosis
menor inoculada en los ratones.
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PELUFFO, C. A., IRINO, K. & MELLO, S. — Virulência y multirresistencia a drogas de
cepas epidêmicas de «S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I —
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Mem. Inst. Butantan, 88: 1-12, 1974.
En 19 de estas determinaciones paralelas llevadas a cabo en suspen-
siones conservadas 24 horas a 5°C se comprobó una disminución prome-
dial dei 7 % en el número de viables.
Inoculación — A partir de la suspensión madre, conservada 24 horas
en heladera, se realizan diluciones apropiadas en S.T., de acuerdo con
el resultado dei recuento de viables. Se utilizo diez ratones para cada
dosis, inoculando 0,2 ml de dilución por via intra-peritoneal. Para cada
determinación se utilizo como mínimo cuatro diluciones seriadas comen-
zando por diluciones factor 5, para la determinación previa dei nivel de
virulência, pero ajustando luego la DL 50, — en todos los casos — con
diluciones de factor 2.
Los ratones de cada dosis se colocan en cajas separadas donde se
mantienen 14 dias.
Determinación de la DL 50 — De acuerdo con la mortalidad obser¬
vada en 14 dias se calcula la DL 50 utilizando el método de Reed y
Muench (28). — Con fines de comparación se utilizo el método de Miller
y Tainter (22) en papel log. — probit sin apreciar diferencias que modi-
fiquen los resultados.
Determinación de la resistência a drogas — Para la determinación
preliminar de la sensibilidad de las cepas empleadas se utilizo el método
de difusión en placas de agar con discos impregnados con drogas proce¬
dentes de la casa Difco. — Para la determinación de los niveles de resis¬
tência se empleó el método dei tubo dilución en medio líquido aconsejado
por el grupo cooperativo de estúdio de la OMS (8).
Resultados — En el Cuadro 2 se expresa, junto con el espectro de
resistência a drogas de las cepas epidêmicas, el resultado de la determi¬
nación de la DL 50 para el ratón comparativamente con la de las cepas
no epidêmicas.
Los resultados obtenidos son muy llamativos pues 84,6% de las cepas,
procedentes de brotes epidêmicos ocurridos en 7 regiones de Latinoamé-
rica, muestran DL 50 para el ratón superiores a 10° y 9 de ellas por encima
de 10 7 .
La excepción la constituyen las cepas aisladas en Paraguay y Chile,
con DL 50 inferior a 10°; estas cepas tienen una característica común
que las distingue de la mayoría de las otras, y es su sensibilidad al ácido
nalidíxico.
La mayoría de las cepas estudiadas fueron aisladas de casos de ente-
ritis, por cultivo de heces, pero 4 de ellas lo fueron. de procesos extra-
entéricos: M 1/72 y P 227/71 aisladas por hemocultivo; M 4/72 de pus
de supuración mastoidea y BA 706 de líquido céfak) raquídeo. — Las
cepas aisladas de sangre y L.C.R. tienen una DL 50 ligeramente inferior
a la de las aisladas de heces de la misma región, pero — excluída P 227/71
— todas muestran una DL 50 para el ratón netamente superior a la
encontrada en cepas no epidêmicas, sensibles a drogas. — Esta diferencia
5
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) 11 12 13 14 15 16 17
PKLUFFO, C. A., IRINO, K. & MKLLO, S. - Virulência y multirresistencia a drogas de
cepas epidêmicas de S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I —
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Mcm. /iLHt. Butantan , .IX: 1-12, 1974.
es particularmente llamativa en la cepa M 4/72, aislada de un proceso
supurado, con una DL 50 de 4,7 x 10 7 .
Debe senalarse las grandes variaciones en la magnitud de la DL 50
de las cepas epidêmicas, no sólo cuando se comparan las de cepas aisladas
en diferentes regiones, como las de Chile y Paraguay, sino tambien entre
las aisladas de un mismo brote. Debido a la limitación en el suministro
de ratones no fué posible estudiar una muestra más amplia de cepas de
cada región lo que hubiera permitido asegurarse de que los resultados
obtenidos reflejan exactamente Ia realidad.
Las cepas estudiadas constituyen un material heterogéneo y no com-
parable estrictamente con la totalidad de las epidêmicas cronologica¬
mente, por su origen geográfico o fuente de aislamiento. — Sin embargo,
si admitimos-con las reservas que esas diferencias implican — que pueden
asimilarse a una muestra de las cepas normales en la naturaleza y la
comparamos con la muestra constituída por las cepas epidêmicas, surge
entre ambas claras diferencias de virulência. — La media aritmética
de las DL 50 de ambos grupos de cepas es respectivamente de 2,8 x 10 r *
y 8,9 x 10 ,! es decir más de 30 veces superior en el caso de las cepas
epidêmicas.
Si tomamos en cuenta exclusivamente el material que puede consi-
derarse más homogéneo para fines de comparación, es decir las cepas
aisladas de lactantes en Montevideo antes y después de la producción de
brotes epidêmicos, siendo las primeras sensibles a los antibióticos y las
segundas multirresistentes, encontramos que las diferencias son de mag-
nitud aún mayor. — La media aritmética de la DL 50 de las primeras
es de 2,1 x 10 5 y la de las segundas de 1,2 x 10 7 , es decir que ésta es
aproximadamente 57 veces mayor.
El análisis estadístico de los resultados se ve dificultado por los
factores ya mencionados: la falta de cepas sensibles de igual región y
origen y la gran dispersión en los resultados lo que significa una alta
desviación estandar. — Sin embargo, si determinamos la significancia
c r ADRO 3
DISTRIBUCION DE 2G CEPAS EPIDÊMICAS Y lfi NO EPIDÊMICAS DE
SAI.MONKU.A TYPHIMUItIVM EN KUNCION DE LA DL PARA EL RATON
CEPAS
TOTAL
< IO-'.
> ,ÜB
> 100
>10
<1(1''
<><> 7
epidêmicas
2(1
0
4
13
9
NO EPIDÊMICAS
1G
4
12
0
0
Para n — 3
X* - 29,31
<
0,001
de la diferencia de las medias aritméticas de ambos grupos, siendo “n”
= 40, obtenemos un valor de “t” de 2,81 y P < 0,01 y > 0,005, es
decir que Ia diferencia es significativa.
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PELUFFO, C. A., IRINO, K. & MELLO, S. — Virulência y multirresistencia a drogas de
cepas epidêmicas de S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I _
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Mem. Inst. Butantan, 38: 1-12, 1974.
De igual manera si distribuímos ambas muestras en grupos de DL 50
creciente, como se muestra en el Cuadro 3, y determinamos X 2 , encon¬
tramos un resultado que es altamente significativo (X 2 = 29,31-
P < 0,001).
DISCUSION
Es un axioma microbiológico que la virulência es un carácter relativo,
relacionado siempre con la especie animal en que se estudie. Sin embargo
es habitual el empleo dei ratón en experimentación salmonelósica, exis-
tiendo en los últimos diez anos una amplísima literatura donde se aborda
diferentes aspectos de la interrelación salmonela-hospedero, y en parti¬
cular los métodos de protección contra la infección salmonelósica; en
muchas de esas investigaciones — explícita o implícitamente-se extrapola
al hombre los resultados obtenidos en el ratón.
Creemos que nuestros hallazgos hacen dudar de la validez de las
conclusiones a que se llega con ese modelo experimental.
Por razones obvias no es posible determinar directamente cual es
la virulência para el lactante de las cepas aisladas de brotes epidêmicos,
pero todos los marcadores indirectos como la fácil trasmisibilidad, alta
letalidad y presencia de generalización indican que debe ser elevada. En
contraste, la virulência experimentalmente determinada en el ratón es
estremadamente baja, especialmente en nueve de las cepas en las cuales
la DL 50 es superior a 10 7 , lo que significa que estas tienen promedial-
mente una virulência 55 veces inferior a la de cepas mantenidas en
colección por mas de 40 anos.
Discrepâncias de tan alto nivel en la sensibilidad de ambos hospe-
deros para determinadas cepas de salmonelas, indica que estas deben de
poseer caracteres fisiológicos, antigénicos u otros que condicionen esa
diferente virulência y que aún desconocemos. Es pues imprescindible
aclarar esta interrogante antes que podamos progresar en nuestros cono-
cimientos sobre la infección salmonelósica dei lactante y en particular
sobre los métodos de prevención.
Es indudable la influencia de los antigenos somáticos principales
sobre la virulência experimental (19) siendo adernas necesaria la pre¬
sencia de un polisacárido completo con largas cadenas laterales para ase-
gurarla (25,27) ; los factores “O” accesorios 1,5 y 12 2 — no parecen
sin embargo influir sobre la virulência de S. typhimuriun como lo ha de¬
mostrado Valtonen y Mákelã (31) en variantes obtenidas por conversión
lisogénica, mutación o recombinación genética.
Muy escasa es sin embargo nuestra información en cuanto al factor
o factores que condicionan marcadas diferencias de virulência entre
cepas “S” que poseen idêntica composición antigénica. Jenkin (17, 18)
ha postulado que puede ser debida a la similitud antigénica de compo¬
nentes de la célula bacteriana virulenta y de la especie animal en que
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PELUFFO, C. A., IRINO, K. & MELLO, S. — Virulência y multirresistencia a drogas de
cepas epidêmicas de S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I —
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Mem. Inst. Dutantan, 38: 1-12, 1974.
se ensaya; siendo este antígeno propio de la especie animal, no genera
anticuerpos específicos u opsoninas dirigidos contra el parásito. Hob
son (12), estudiando comparativamente una cepa virulenta de S. typhi-
murium y una mutante de un solo paso resistente a estreptomicina y
de virulência disminuida, concluye que la diferencia esencial en ese caso
reside en la velocidad de multiplicación y en la capacidad para alcanzar
una población final crítica capaz de causar la muerte.
Las cepas que hemos estudiado son perfectamente “S” por todos los
métodos ensayados e idênticas en composición antigénica, excepto en lo
que se refiere al factor somático 5 que se encuentra con mayor frecuencia
y mejor desarrollado en las cepas no epidêmicas que en las epidêmicas.
Investigaciones iniciadas y que serán objeto de una publicación posterior,
tienden a dilucidar el papel de este y otros factores antigénicos en la
virulência de ambas muestras.
Otro aspecto a aclarar, planteado pór nuestros resultados, es el me¬
canismo dei cambio de virulência comprobado. Podría sostenerse que
ha intervenido el mecanismo biológico reconocido de exaltación de la
virulência por pasaje seriado en una especie, con pérdida de virulência
para otra. Si bien esta hipótesis no puede excluirse en forma absoluta
hay argumentos para descartaria. En primer término la información
epidemiológica es clara en cuanto a que las cepas epidêmicas aparecieron
bruscamente y que también abruptamente se modificaron los parâmetros
clínicos y epidemiológicos de la infección en el nino; no fué pues un
proceso gradual, como debía de esperarse si el aumento de virulência
fuera debido al pasaje repetido en el hombre.
Por otra parte, en los cuarenta anos en que hemos estudiado las
salmonelosis dei nino existieron oportunidades — y repetidamente se
produjo — la trasmisión interhumana de la infección sin que nunca se
observara modificación de la virulência apreciable clínica o epidemioló-
gicamente. Igualmente lo confirma el hecho de que las cepas prove¬
nientes de diferentes especies animales y las dei nino — previamente
a la eclosión de los brotes epidêmicos — muestran similar virulência
para el ratón, independientemente dei orígen.
El carácter objetivo que distingue a ambos grupos de cepas es su
sensibilidad a los antibióticos, lo que sugiere su vinculación con las mo-
dificaciones de virulência.
La resistência por si sola no parece poder explicar la aparición de
brotes epidêmicos. Si bien es cierto que en el ambiente hospitalario,
donde las drogas antibacterianas son usadas con profusión, las cepas
resistentes tienen mas posibilidades de subsistir y para trasmitirse por
lo tanto de un enfermo a otro ésto no explica ni lo explosivo de su
aparición ni las características dei cuadro clínico. Varias décadas de
uso de antibióticos en hospitales y la aparición de cepas resistentes a
las sulfas primero y luego a estreptomicina, tetraciclinas, etc. no tuvieron
consecuencias como las actuales.
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PELUFFO, ('. A., IRINO, K. & MELLO, S. Virulência y multirresistencia a drogas de
cepas epidêmicas de S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I —
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Mem. Inat. Dutantan, SX: 1-12, 1974.
Poclría tal vez atribuirse a otro de los caracteres de las cepas actua-
les o sea a que poseen multirresistencia infecciosa trásmisible por heren-
cia extracromosómica.
Anderson (2) ha senalado la posibilidad de que los plasmidios invo-
lucrados en la trasmisión de resistência, podrían trasmitir igualmente
determinantes capaces de modificar otras propiedades de las bactérias,
incluyendo su virulência. Por otra parte se ha demostrado que son va¬
riados los caracteres bacterianos trasmitidos por este mecanismo como
capacidad para producir hemolisina (29), producción de enteroto-
xina (30), colicinas (4), penicilinasa (5), ataque de hidratos de car¬
bono 7), etc. aisladamente o asociados con la trasmisión de determinantes
de resistência a drogas (21).
Con esta hipótesis de trabajo hemos realizado experiencias de con-
jugación de salmonelas epidêmicas con sensibles y los resultados preli¬
minares parecen confirmaria ya que se ha obtenido clones de la cepa
sensible, que han recibido parte de los determinantes de resistência y
muestran una DL 50 promedial 25 veces superior a la de la cepa ori¬
ginal.
La virulência bacteriana depende de un delicado ajuste entre las
características biológicas dei agente y las dei hospedero; cualquier modi-
ficación de ese equilíbrio, derivada de la perdida o adquisición de carac¬
teres citológicos o fisiológicos, puede modificaria profundamente para
algunas especies animales y no para otras.
Es pues ilusorio adelantar hipótesis sobre cual es la naturaleza dei
cambio que sufre la célula bacteriana cuando recibe el factor “R” y
que es responsable de las modificaciones de virulência encontradas. Sólo
la investigación sistemática, planeada con ese objetivo, puede dar res-
puesta a las interrogantes planteadas.
Consideramos que es imprescindible la ampliación de nuestros cono-
cimientos en este campo para desarrollar, con fundamentos sólidos, la
profilaxia específica de la salmonelosis. Puede igualmente dar respuesta
a otros interrogantes vinculados con la patogenia de la infección así como
explicar las diferencias de comportamiento epidemiológico de diferentes
tipos de salmonela con idêntica constitución antigénica.
SUMM ARY — The virulence of a sample
of 20 strains of multirresistant S. typhi¬
murium isolated from epidemic outbreaks
in nine cities of five south american coun-
tries (Argentina, Brazil, Chile Paraguay
and Uruguay), has been studied in mice
toge th er with 16 non epidemic, sensitive,
strains.
The arithmetic mean of the LD r of epi¬
demic strains is 8,92 x 10< s comparing with
2,84 x 10 r » for the sensitives ones (P =
<0,01, ^>0,005). These unexpected results
are stressed because of its bearing on stu-
dies employing mice as an experimental
model, mainly those concerning pathoge-
nesis of salmonella infections and their
specific prevention.
Factors responsible for the low viru¬
lence for mice of strains highly virulent
for mau, as the underlying mechanism
of the change are discusscd, pointing the
need for systematic research on this field.
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PELUFFO, C. A., IHINO, K. & MELLO, S. Virulência y multirresistencia a drogas de
cepas epidêmicas de S. typhimurium aisladas en hospitales infantiles de Sudamerica. I
Virulência comparativa para el raton de cepas epidêmicas.
Alem. Inut. Butantun, 55: 1-12, 1974.
UN1TERMS Comparative virulence for
mice. S. typhimurium: Epidemic, multir-
resistant strains.
strains.
Non epidemic, sensitive
AGRADECI MIENTOS: Agradecemos a
los Drs. Teresa Eiguer, Gil Pessoa, Ingen-
borg Prenzel, Amilcar Canesse y Hernan
Miranda por el suministro de las cepas uti¬
lizadas en este trabajo. Al Dr. Murillo
Paca Azevedo, Director dei Instituto Pas-
teur de San Pablo, por havemos facilitado
los ratones de su criadero.
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Recebido para publicação em 30-IV-1974 e aceito em 9-X-1974.
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Mem. Inst. Butantan
38: 13-30, 1974
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO IMUNOQUÍMICO DE VENENOS
BOTRÓPICOS
I. Análise comparativa dos componentes antigênicos de seis espécies de
venenos frente a seios respectivos antivenenos, através das técnicas
de dupla difusão e imunoeletroforese en gel de ágar.
MEDARDO SILES VILLARROEL*
FLÁVIO ZELANTE**
REYNALDO SCHWINDT FURLANETTO***
RAYMUNDO ROLIM ROSA***
RESUMO — Os autores analisaram com¬
parativamente os componentes antigênicos
de seis espécies de venenos botrópicos fren¬
te a seus respectivos antivenenos, “in na-
tura” e “purificados” através de micromé-
todos de Ouchterlony e de Grabar &
Williams.
Concluem, que a metodologia aplicada,
permitiu a obtenção de resultados satisfa¬
tórios quando da separação dos componen¬
tes antigênicos, principalmente pela imuno¬
eletroforese. Os antivenenos purificados
permitem caracterizar melhor os compo¬
nentes antigênicos quando seus resultados
são comparados com os obtidos com anti¬
venenos “in natura”.
UNITERMOS — Venenos botrópicos; du¬
pla difusão em gel de ágar de venenos bo¬
trópicos; imunoeletroforese de venenos
botrópicos.
INTRODUÇÃO
Em trabalhos anteriores, utilizando-se de membranas de “Cellogel”
verificamos electroforeticamente, o número de frações que compõem os
venenos de algumas espécies de serpentes do gênero Bothrops, sendo que
para a espécie B. jararaca, pudemos distinguir 15 frações (Siles Villar-
roel, 1972; Siles Villarroel e col., 1973).
Uma análise dos trabalhos publicados a esse respeito evidencia que
poucos autores se preocuparam com o estudo da composição antigênica
dos venenos ofídicos e, em particular com a dos venenos do gênero
Bothrops; aqueles que estudaram o assunto sob este aspecto limitaram-se
a verificar a existência de componentes comuns aos vários venenos,
através da reação de neutralização “in vivo” ou, então, muito mais rara¬
mente, “in vitro”. Neste aspecto, podemos destacar o trabalho de Rosen-
feld e col. (1962).
Ex-assistente da Seção de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do
Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da U.S.P.
** Professor Assistente Doutor do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de
Ciências Biomédicas da U.S.P.
*** Atual Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da U.S.P. e Professor Catedrático do Depar¬
tamento de Microbiologia do mesmo Instituto.
**** Diretor do Serviço de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do Depar¬
tamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da U.S.P.
Endereço para correspondência:
C.P. 4365 — S. Paulo — Brasil.
13
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. hi8t. Dutantan, 3X: 13-30, 1974.
Não encontramos na literatura consultada trabalhos que estabeleçam
uma análise comparativa entre os resultados observados com os venenos
botrópicos, quando da aplicação das técnicas de dupla difusão e de imu-
noeletroforese em gel de ágar. Os autores se limitaram em analisar
isoladamente, utilizando de uma das duas técnicas. Quer nos parecer que,
entre nós, somente Gonçalves (1961) realizou este estudo comparativo,
porém com veneno crotálico.
Schenberg (1958, 1961 e 1963), aplicando a técnica de Ouchterlony,
realizou observações com os venenos das espécies B. jararaca e B.
neuwiedi, introduzindo algumas modificações na metodologia original.
Este autor conclui da possibilidade de existir um grande número de
componentes antigênicos nesses venenos, tendo ainda verificado que, em
seis sub-espécies de B. neuwiedi, os venenos também diferem, entre si,
imunologicamente.
Outros autores, utilizando venenos de serpentes de vários gêneros,
inclusive o botrópico, e aplicando a técnica de dupla difusão em gel de
ágar, apresentaram resultados que assim podem ser sintetizados:
1 — é possível a utilização desse método no estudo da composição
antigênica dos venenos ofídicos (Grasset e col. 1956a e 1956b) ;
2 — é possível determinar a existência de identidades antigênicas
entre venenos de serpentes do mesmo gênero (Scavini & Ferra-
resi, 1962) e mesmo em gênero bastante distantes (Boquet e
col., 1969).
A imunoeletroforese também foi aplicada por alguns autores para
verificar a composição antigênica de venenos ofídicos, inclusive de espé¬
cies do gênero Bothrops.
Parece-nos que foi Gonçalves (1961), quem primeiramente se uti¬
lizou desta metodologia no estudo dos venenos ofídicos, aplicando-a na
verificação da composição do veneno crotálico.
Rascovsky & Scavini (1964), utilizaram da mesma técnica para veri¬
ficar a presença de anticorpos contra os venenos B. altematus, B.
neuwiedi e C. terrificus, nas frações globulínicas (3, e (3 2 de antivenenos
específicos.
Ferri (1967), entre nós, verificou através da imunoeletroforese, o
comportamento do veneno B. atrox tendo, todavia realizado a separação
eletroforética prévia do antiveneno, para em seguida realizar a difusão
do veneno. Tal modelo experimental, demonstrou as linhas de precipi¬
tação, somente na região y globulínica, o que aliás, era o único objetivo
do autor.
Uriel e col. (1968), pela aplicação da imunoeletroforese caracteri¬
zaram a natureza antigênica de duas enzimas constitutivas do veneno
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. X — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
da espécie B. jararaca, previamente isoladas através de processos quí¬
micos, demonstrando que uma delas é bastante heterogênica e, a outra,
representada por uma única fração.
Jouannet (1968), realizando a imunoeletroforense de vários venenos
de serpentes provenientes da Etiópia, obteve uma nítida e satisfatória
separação dos componentes antigênicos dessas peçonhas.
Boquet e col. (1969), aplicando esta metodologia, verificaram que,
a a toxina do veneno N. nigricollis, é comum a outros venenos de espécies
de serpentes diferentes.
Face ao exposto, nos propusemos a estudar comparativamente, con¬
tando com o aprimoramento das técnicas imunoquímicas originais de
Ouchterlony e de Grabar & Williams, a composição antigênica de seis
espécies de venenos de serpentes do gênero Bothrops. Os resultados
obtidos, eventualmente poderão fornecer subsídios a serem utilizados em
outros campos, como da filogenia e da sistemática das serpentes bo-
trópicas.
MATERIAL E MÉTODOS
Venenos ofídicos
Os venenos ofídicos utilizados, fornecidos pelo Instituto Butantan,
foram obtidos por extração manual de numerosas serpentes adultas,
cristalizados a vácuo e mantidos na geladeira a 0-4°C. Utilizamo-nos das
peçonhas das seguintes espécies: Bothrops jararaca (Wied, 1824).
Bothrops alternatus Duméril, Bibron et Duméril, 1854, Bothrops insulares
(Amaral, 1921), Bothrops jararacussu Lacerda 1844, Bothrops moojeni
Hoge, 1965* e Bothrops cotiara (Gomes, 1913).
Foram preparadas soluções a 0,5%, l%,2%e4%a partir do veneno
cristalizado, em solução fisiológica (NaCl a 0,85%) distribuídas em
frascos contendo 2 ml de cada solução, hermeticamente fechados e man¬
tidos à temperatura de -25°C, (Furlanetto, 1965). No momento do uso,
as soluções eram descongeladas e os excedentes desprezados.
Soros Hiperimunes
Utilizamo-nos de antivenenos específicos, obtidos por hiperimu-
nização de seis cavalos (um para cada espécie de veneno) ; os animais
escolhidos apresentavam-se em condições normais de saúde e nunca ha¬
viam sido antes utilizados para outras imunizações. As hiperimunizações
obedeceram ao esquema adotado pelo Serviço de Imunização do Instituto
Butantan.
A Bothrops moojeni Hoge, 1966. era até então, claasi içada como Bothrops atrox.
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 88: 13-30, 1974.
Ao término das hiperimunizações, cerca de sete dias após a última
inoculação, foram realizadas as sangrias finais em duas etapas:
a) inicialmente retiravam-se 500 ml de sangue; este era deixado
coagular e o soro era decantado e centrifugado a 3.000 rpm
por 20 minutos. Em seguida, era o soro distribuído em volumes
de 10 ml e guardado em frascos hermeticamente fechados e
conservados a -25°C até sua utilização. Este material constitui
o que chamamos de antiveneno “in natura”.
b) o restante de cada sangria individual era feita em recipiente
contendo citrato de sódio a 1,7 g por 100 ml de sangue; o plasma
era decantado após 24 horas de sedimentação dos elementos fi¬
gurados e encaminhado à purificação e concentração pelo método
de Pope (1938-1939) modificado por Furlanetto (1961), técnica
usualmente adotada nos laboratórios do Instituto Butantan. O
material assim tratado constitui o que chamamos de “antiveneno
purificado”.
Titulação dos antivenenos
A titulação dos antivenenos foi realizada pelo método de Vital
Brazil, segundo a Farmacopéia dos Estados Unidos do Brasil (1959). A
atividade neutralizante dos antivenenos está expressa na tabela I.
TABELA I
TÍTULOS APRESENTADOS PELO DOSEAMENTO “IN VIVO”, SEGUNDO O
MÉTODO DE VITAL BRAZIL, DOS ANTIVENENOS OBTIDOS
Veneno
Título do antiveneno
“in natura" (mg/ml)
Título do antiveneno
purificado (mg/ml)
B. jararaca
2,0
5,0
B. alternatus
3,0
6,0
B. insularia
4,0
15,0
B. jararacussu
2,0
5,5
B. moojeni
2,0
4,0
B. cotiara
>2,0<3,0
9,0
Dupla difusão em gel de ágar
Para a realização desta prova, baseamo-nos nos trabalhos originais
de Ouchterlony (1948, 1949). A perfuração do ágar obedeceu aos mode¬
los adotados por Ferri (1968) e sumariamente consta dos seguinte pro¬
cedimentos :
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SILES VILLARROEL, M„ ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímieo de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de' venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. lnst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
Preparo prévio da lâmina
Foram utilizadas lâminas de microscopia de 7,5 x 2,5 cm e de 1 mm
de espessura, numeradas em uma de suas extremidades.
As lâminas, sulfocromicamente limpas, eram revestidas com 1,0 ml
de ágar (Bacto Ágar Difco) a 1% em água destilada. Em seguida,
eram levadas à estufa a 37°C até a completa secagem do ágar. Assim
preparada, as lâminas conservavam-se até o momento de sua utilização.
No momento do uso, as lâminas recebiam um segundo revestimento,
constituído por 3,0 ml de ágar (Bacto Ágar Difco), a 1% em solução
fisiológica, adicionado de mertiolato a 1:10.000. Deixava-se solidificar
por 10 minutos à temperatura do laboratório.
Após o tratamento acima descrito, com o auxílio de perfuradora de
diâmetro de 5 mm, eram abertos os orifícios. Padronizamos a utilização
de três perfurações, com uma disposição triangular, com 8 mm de dis¬
tância entre cada orifício. A retirada dos fragmentos de ágar era reali¬
zada com o auxílio de uma agulha de grosso calibre, adaptada a uma
trompa de vácuo.
Execução da dupla difusão em gel de ágar
Em todas as reações, padronizamos, a colocação do antiveneno na
perfuração do vértice superior ou inferior e a colocação das soluções
de venenos, nas outras duas perfurações conforme o modelo experimental
adotado.
Também padronizamos, para todas as reações realizadas, o volume
de 0,02 ml, quer das soluções de venenos, quer de antivenenos. As lâminas
eram colocadas imediatamente em câmaras umedecidas com uma solução
de sulfato de cobre a 1%, onde permaneciam por 48 horas. Em seguida,
as lâminas eram lavadas por três dias, imersas em cubas com solução
fisiológica (NaCl a 0,85%) que era rertovada duas vezes ao dia. Após
este período, eram envolvidas em papel filtro umedecido em água des¬
tilada e colocadas na estufa a 60°C, até completar a secagem do papel.
Esta operação era repetida mais uma vez. Em seguida, eram lavadas
em água corrente e novamente submetidas a 60°C na estufa até a seca¬
gem do ágar. Após o resfriamento, eram coradas pelo Amido Schwarz
10 B a 4% em ácido acético, durante 10 minutos. Seguia-se a descolo¬
ração pelo ácido acético a 5% e subseqüente lavagem em água corrente
e secagem à temperatura ambiente. Para melhor visualização das linhas
de precipitação, realizamos a leitura das lâminas com o auxílio de Imu-
nocópio de Projeção Zeiss *.
Montado nos Laboratórios de Cari Zeiss — Companhia ótica e Mecânica, segundo recomendações
técnicas do Pro'. R. G. Fcrri.
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
tomponentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, S8: 13-30, 1974.
Imunoeletroforese
Seguimos as técnicas de Grabar & Williams (1953 e 1955), com as
modificações propostas por Ferri & Cossermelli (1964), relativas à apa¬
relhagem e técnicas necessárias à realização do micrométodo por nós
utilizado e que sumariamente consiste no seguinte:
Aparelhagem para Imunoeletroforese
a) retificador de corrente, munido de miliamperímetro e voltímetro,
regulável de zero a 100 mA e de zero a 500 yolts;
b) cuba de “plexiglás”, de procedência nacional, confeccionada se¬
gundo o modelo preconizado por Ferri e Cossermelli (1964) ;
c) lâminas de microscopia de 7,5 x 2,5 cm e de 1 mm de espessura,
numeradas em uma de suas extremidades.
Preparo de lâminas
As lâminas quimicamente limpas pelo tratamento sulfocrômico eram
revestidas com 1,0 ml de ágar (Bacto Ágar Difco) a 1% em água desti¬
lada. Em seguida, eram levadas à estufa a 37°C, até a completa secagem
do ágar. Assim preparadas, conservam-se até o momento de sua uti¬
lização.
No momento do uso as lâminas recebiam um segundo revestimento
com 3,0 ml de ágar a 1% (Bacto Ágar Difco), em solução tampão de
veronal acetato com pH 8,6 e força iônica de 0,05, adicionado de mer-
tiolato a 1:10.000. Deixava-se solidificar por 10 minutos e em seguida,
o ágar era recortado. A abertura das fendas e do orifício central, era
realizada através de um aparelho recortador, equipado com lâminas
laterais e tubo central oco. As fendas apresentavam um comprimento de
6,5 cm por 1 mm de largura; o orifício central tinha um diâmetro de
2 mm. As distâncias entre o orifício e as fendas eram de 5 mm. A
rçtirada dos fragmentos de ágar era realizada com o auxílio de uma
agulha de grosso calibre, adaptada a uma trompa de vácuo.
Execução da imunoeletroforese
A solução de veneno era depositada no orifício central, com o auxílio
de tubo capilar de vidro, observando-se os cuidados necessários para que
não transbordasse. Era depositado um volume de, aproximadamente,
0,015 ml de solução. Em seguida, a lâmina era colocada na cuba que
continha uma solução tampão de veronal acetato com pH 8,6 e força
iônica 0,1, com a sua numeração voltada para o polo negativo; era então,
acionada a fonte elétrica, regulada em 15 mA por lâmina, pelo período
de uma hora.
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Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, S8 : 13-30, 1974.
Após a corrida eletroforética de veneno, as lâminas eram retiradas
da cuba e tinham as suas fendas laterais preenchidas pelo antiveneno,
com o auxílio de seringa hipodérmica de 1,0 ml de capacidade, equipada
com agulha de pequeno calibre. Era depositado um volume de 0,1 ml.
Em seguida, as lâminas eram colocadas em câmaras umedecidas com
solução de sulfato de cobre a 1%, pelo período de 48 horas, e a seguir
lavadas por três dias, imersas em cubas com solução fisiológica que era
renovada duas vezes ao dia. Após este período, eram envolvidas em
papel de filtro umedecido em água destilada e colocadas na estufa a 60°C,
até completar a secagem do papel. Esta operação era repetida mais uma
vez. Eram então lavadas em água corrente e novamente submetidas a
60°C na estufa, até a secagem do ágar. Após o resfriamento, eram
coradas pelo Amido Schwarz 10 B a 4% em ácido acétido durante 10
minutos. Seguia-se a descoloração pelo ácido acético a 5% e subseqüente
lavagem em água corrente e secagem à temperatura ambiente.
Também neste caso, a leitura das lâminas foi realizada com o auxílio
do Imunoscópio de Projeção Zeiss, da mesma forma como procedido para
as lâminas de dupla difusão em gel de ágar.
RESULTADOS
Análise comparativa entre o número de linhas de precipitação obtidas
na dupla difusão em gel de ágar e o número de linhas obtidas na
imunoeletroforese, entre os venenos e os respectivos antivenenos especí¬
ficos “in natura”.
Como os antivenenos obtidos “in natura” apresentaram títulos de
anticorpos diferentes (tabela I) decidimos nivelar a concentração de
título de anticorpos para cada antiveneno específico. Assim sendo, di¬
luímos, quando necessário o antiveneno para 2 mg/ml (1,0 ml de anti¬
veneno neutralizando 2 mg de veneno). Com estes antivenenos realizamos
vários ensaios preliminares, colocando-os frente à concentrações variáveis
de veneno (0,5%, 1%, 2% e 4%), tanto para a dupla difusão em gel
de ágar como para a imunoeletroforese. Quanto ao primeiro método
pudemos verificar que a concentração a 0,5% dos venenos, não permitia
exteriorizar com nitidez algumas das linhas de precipitação por falta
da intensidade na coloração. As concentrações superiores a 1% não
mostravam vantagem alguma quanto ao número de linhas obtidas e, pelo
contrário, dificultavam a leitura visto que coravam muito intensamente
tendo o corante se difundido entre uma linha e outra. A mencionada
concentração de 1% dos venenos, além de evidenciar maior número de
linhas de precipitação, facilitava a leitura, sendo por essa razão escolhida
para a metodologia em questão. Quanto a imunoeletroforese, fenômenos
semelhantes foram observados; a concentração de 0,5% não permitia
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Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
evidenciar com nitidez todas as linhas de precipitação, resultando na
obtenção de um número menor de linhas que nas concentrações maiores.
As lâminas correspondentes às concentrações de veneno de 2% e 4%,
após sua coloração, ficaram coradas em excesso e com difusão do corante
entre as linhas, apesar da lavagem prolongada. Além disso, essas con¬
centrações fizeram com que a migração do veneno, nas nossas condições
de trabalho, fosse mais lenta, resultando em acúmulo de linhas em deter¬
minada zona da lâmina, o que dificultava em muito a leitura. Adotamos
a concentração de 1%, pois, foi aquela que permitiu uma nítida separação
das linhas e conseqüentemente uma visualização mais completa do seu
número.
A tabela II decalcada das figuras 1 a 12 apresenta o número de
linhas de precipitação obtidas com cada veneno e seu respectivo anti-
veneno “in natura” através das duas técnicas por nós utilizadas.
TABELA II
COMPARAÇÃO DO NÚMERO DE LINHAS DE PRECIPITAÇÃO OBTIDAS NAS
REAÇÕES DE DUPLA DIFUSÃO E IMUNOELETROFORESE EM GEL DE ÁGAR
(SOLUÇÕES DE VENENOS A 1% E ANTIVENENOS ESPECÍFICOS
“IN NATURA” NEUTRALIZANDO 2 MG/ML)
Solução de Veneno
N.° de linhas obtidas
na dupla difusão em
gel de ágar
N.° de linhas obtidas
na imunoeletroforese
B. jararaca
9
16
B. alternatus
9
14
B. insula ris
10
14
B. jararacussu
8
11
B. moojeni
8
12
B. cotiara
8
14
As figuras 1 a 12 ilustram os resultados consubstanciados pela
tabela II.
Fig. 1 — LAMINA N.° C-28. Dupla difusão em gel de ágar, entre
a solução de veneno de B. jararaca a 1% e o antiveneno específico
“in natura”.
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Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
Fig. 2 — LÂMINA N.° C-86. Dupla difusão em gel de ágar, entre
a solução de veneno de B. alternatus a 1% e o antiveneno específico
“in natura”.
Fig. 3 — LAMINA N.° C-59. Dupla difusão em gel de ágar, entre
a solução de veneno de B. insularis a 1% e o antiveneno específico
“in natura”.
CM
O
f
<w>
Fig. 4 — LÂMINA N.° C-92. Dupla difusão em gel de ágar, entre
a solução de veneno B. jararacussu a 1% e o antiveneno específico
“in natura”.
CM
c\J
0
Fig. 5 — LÂMINA N.° C-22. Dupla difusão em gel de ágar, entre
a solução de veneno de B. moojeni a 1% e o antiveneno específico
“in natura”.
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Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
Fig. 6 — LÂMINA N.° C-21. Dupla difusão em gel de ágar, entre
a solução de veneno de B. cotiara a 1% e o antiveneno específico
“in natura”.
Fig. 7 — LÂMINA N.° C-65. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. jararaca a 1% e o antiveneno específico “in natura”.
Fig. 8 — LÂMINA N.° C-62. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. alternatua a 1% e o antiveneno específico “in
natura”.
Fig. 9 — LÂMINA N.° C-80. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. insularia a 1% e o antiveneno específico “in natura”.
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Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
Fig. 10 — LÂMINA N.° C-70. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. jararacussu a 1% e o antiveneno específico “in
natura”.
Fig. 11 — LÂMINA N.° A-13. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. moojeni a 1% e o antiveneno específico '‘in natura”.
Fig. 12 — LÂMINA N.° A-48. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. cotiara a 1% e o antiveneno específco “in natura”.
Do exposto parece não haver dúvidas de que, submetendo-se o veneno
à corrida eletroforética e, em seguida, realizando a imunodifusão com o
antiveneno “in natura”, obtém-se sempre um número maior de linhas de
precipitação, quando se comparam esses resultados com o número de
linhas obtidas na reação de dupla difusão em gel de ágar.
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 88: 13-30, 1974.
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O NÚMERO DE LINHAS DE
PRECIPITAÇÃO OBTIDAS NA DUPLA DIFUSÃO EM GEL DE ÁGAR
E O NÚMERO DE LINHAS OBTIDAS NA IMUNOELETROFORESE,
ENTRE OS VENENOS E OS RESPECTIVOS ANTIVENENOS
ESPECÍFICOS PURIFICADOS
Como os antivenenos purificados apresentaram, em geral, elevado
título de anticorpos (tabela I), decidimos trabalhar reduzindo as con¬
centrações a um mesmo título, limitado pelo menor obtido, isto é, 4 mg/ml
(1,0 ml de antiveneno neutralizando 4 mg de veneno). Para essa con¬
centração de anticorpos testamos várias concentrações do veneno, con¬
forme o especificado na primeira parte deste capítulo. As experiências
prévias vieram demonstrar que nestas condições de trabalho, era prefe¬
rível usarmos concentração de veneno a 2%, tanto para a reação de
dupla difusão em gel de ágar, como para a reação de imunoeletroforese.
A tabela III decalcada das figuras 13 a 24, apresenta o número de
linhas de precipitação obtidas em cada veneno e seu respectivo antiveneno,
através das duas técnicas por nós utilizadas.
TABELA III
Comparação do nmero de linhas de precipitação obtidas nas reações de dupla difusão e
imunoeletroforese em gel de ágar (solução de veneno a 2% e antivenenos específicos purificados,
neutralizando cada um U mg/ml).
Solução de veneno
N.° de linhas obtidas
na dupla difusão em
gel de ágar
N.° de linhas obtidas
na imunoeletroforese
B. jararaca
10
16
B. alternatus
9
17
B. insularÍ8
10
16
B. jararacussu
11
12
B. moojeni
9
13
B. co tiara
9
15
As figuras 13 a 24 ilustram os resultados consubstanciados pela
tabela III.
Fig. 13 — LÂMINA N.° D-72. Dupla difusão em gel de ágar,
entre a solução de veneno de B. jararaca a 2% e o antiveneno
específico purificado.
24
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Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. In.8t. Butantan, 88: 13-30, 1974.
Fig. 14 — LÂMINA N.° C-l. Dupla difusão em gel de ágar,
entre a solução de veneno de B. altematus a 2% e o antiveneno
específico purificado.
Fig. 15 — LÂMINA N.° C-3. Dupla difusão em gel de ágar,
entre a solução de veneno de B. insularia a 2% e o antiveneno
específico purificado.
m ■
u
Fig. 16 — LÂMINA N.° C-20. Dupla difusão em gel de ágar,
entre a solução dé veneno de B. jamracussu a 2% e o antiveneno
específico purificado.
Fig. 17 — LÂMINA N.° C-52. Dupla difusão em gel de ágar,
entre a solução de veneno de B. moojeni a 2% e o antiveneno
específico purificado.
cm
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10 11 12 13 14 15 16
SILES VILLARROEL, M„ ZELANTE, F„ FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
O
Fig. 18 — LÂMINA N.° C-37. Dupla difuão em gel de ágar,
entre a solução de veneno de B. cotiara a 2% e o antiveneno
específico purificado.
Fig. 19 — LÂMINA N.° C-66. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. jararaca a 2% e o antiveneno específico purificado.
Fig. 20 — LÂMINA N.° C-76. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. alternatus a 2% e o antiveneno específico purificado.
Fig. 21 — LÂMINA N.° C-69. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. insularia a 2% e o antiveneno específico purificado.
26
cm
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SILES VILLAEROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
Fig. 22 — LÂMINA N.° C-73. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. jararacussu a 2% e o antiveneno específico purificado.
Fig. 23 — 1 LAMINA N.° C-85. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. moojeni a 2% e o antiveneno específico purificado.
Fig. 24 — LÂMINA N.° F-19. Imunoeletroforese entre a solução de
veneno de B. cotiara a 2% e o antiveneno específico purificado.
Os resultados expostos demonstram mais uma vez que submetendo-se
o veneno à corrida eletroforética e em seguida realizando a ímunodifusão
com o antiveneno purificado, obtém-se sempre um número maior de
linhas de precipitação, quando se comparam esses resultados com o
número de linhas obtidas na reação de dupla difusão em gel de ágar.
Por outro lado, comparando os resultados das tabelas II e III veri¬
fica-se que os antivenenos purificados, provavelmente por estarem mais
concentrados, exteriorizam de um modo geral, através das duas técnicas
empregadas, sempre um aumento do número de linhas de precipitação.
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í, i SciELO
SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. In8t. Butantan, 38: 13-30, 1974.
DISCUSSÃO
Análise comparativa entre o número de linhas de precipitação obtidas
na dupla difusão em gel de ágar e o número de linhas obtidas na
imunoeletroforese, entre os venenos e os respectivos antivenenos especí¬
ficos “in natura” e também com os antivenenos purificados.
A execução dos modelos experimentais para as reações de dupla
difusão e imunoeletroforese em gel de ágar, foram precedidas pelo do¬
seamento “in vivo” através do método de Vital Brazil, cujos títulos estão
apresentados na tabela I, no capítulo “Material e Métodos”. A análise
da tabela II nos demonstra que as reações entre o veneno e o respectivo
antiveneno específico, apresentam sempre um número maior de linhas de
precipitação na imunoeletroforese, do que na dupla difusão em gel de
ágar; assim por exemplo, a reação entre o veneno e o respectivo anti¬
veneno de B. jararaca, resulta em nove linhas de precipitação pela reação
de dupla difusão em gel de ágar e de 16 linhas de precipitação na de
imunoeletroforese. Esta melhor caracterização e melhor separação das
linhas, observadas através da imunoeletroforese, se confirma para as
demais reações por nós realizadas. De uma forma constante, a imuno¬
eletroforese sempre condicionou a uma melhor separação dos componen¬
tes antigênicos e a uma melhor visualização das linhas de precipitação.
Os antivenenos purificados, também foram submetidos às reações de
dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar. A análise da tabela
III mostra os resultados obtidos. Mais uma vez se verifica que a imu¬
noeletroforese é uma técnica que revela sempre maior número de linhaç
de precipitação, do que a dupla difusão em gel de ágar. Por outro lado,
a comparação dos resultados constantes das tabelas II e III, referentes
ao comportamento dos antivenenos “in natura” e antivenenos purificados,
demonstra de uma forma uniforme, que as reações com os antivenenos
purificados, apresentam um aumento do número de linhas de precipitação,
quer na reação de dupla difusão em gel, quer na imunoeletroforese. Evi¬
dentemente os soros purificados, sendo mais concentrados em anticorpos,
permitem revelar maior número de linhas de precipitação do que os
soros “in natura”, onde alguns anticorpos não atingem uma concentração
suficiente para exteriorizar o fenômeno de precipitação, quando frente
ao antígeno.
A comparação dos resultados das provas realizadas com antivenenos
“in natura” e purificados, foi feito com o objetivo de verificar se estes
não teriam perdido alguns anticorpos, visto que a purificação e concen¬
tração pelo método de Pope, controlados pela eletroforese, apresentam
somente uma banda, correspondente à fração gama globulínica. Os resul¬
tados obtidos nesta comparação, nos permitem crer que os anticorpos
antivenenos estão concentrados totalmente na zona eletroforética que
28
cm
SciELO
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F., FURLANETTO, R. S. & ROLIM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. In8t. Butantan, 38: 13-30, 1974.
engloba as várias globulinas localizadas na região gama da eletroforese,
visto que, sistematicamente foi obtido maior número de linhas de preci¬
pitação com os soros purificados.
CONCLUSÕES
1 .
2 .
3.
A aplicação de micrométodos nas técnicas de dupla difusão e
imunoeletroforese em gel de ágar, permitiram separar satisfa¬
toriamente os componentes antigênicos das seis espécies de vene¬
nos estudados;
a utilização da técnica de imunoeletroforese em gel de ágar para
a análise dos componentes antigênicos de venenos ofídicos, pro¬
porcionou a evidenciação de maior número de frações, do que
quando feita através da dupla difusão em gel de ágar;
os antivenenos purificados pelo método de Pope, modificado
por Furlanetto (1961), quando submetidos às duas técnicas
aplicadas (dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar),
evidenciaram um maior número de componentes antigênicos do
que os antivenenos “in natura”.
SUMMARY — The authors analysed com-
paratively the antigenic components of 6
types of bothropic venoms, crude and pu-
rified, by the micromethods of Ouchter-
lony, and of Grabar and Williams.
They came to the conclusion that the
applied methodology, mainly immunoelec-
trophoresis, allowed the achievement of
satisfactory results as for the antigenic
component separation. Purified antivenoms
granted better results for antigenic com¬
ponent characterization than crude anti-
venòms.
UNITERMS — Bothrops venoms; double
diffusion in agar-gel of Bothrops venom;
immunoelectrophoresis of Bothrops venom.
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SILES VILLARROEL, M., ZELANTE, F„ FURLANETTO, R. S. & ROHM ROSA, R. —
Contribuição ao estudo imunoquimico de venenos botrópicos. I — Análise comparativa dos
componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos antivenenos,
através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em gel de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
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10 .
11 .
12 .
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Recebido para publicação em 15-V-1974 e aceito em 15-X-1974.
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Mem. Inst. Butantan
38: 31-40, 1974
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO IMUNOQUÍMICO DE VENENOS
BOTRÓPICOS
II. Análise comparativa dos componentes antigênicos comuns de seis
espécies de venenos botrópicos.
MEDARDO SILES VILLARROEL*
REYNALDO SCHWINDT FURLANETTO**
RAYMUNDO ROLIM ROSA***
FLÁVIO ZELANTE**** •••••
JOSÉ NAVAS»**»*
RESUMO — Através de reações cruzadas,
com o emprego de antivenenos específicos
purificados e de técnicas de imunoeletro-
forese e de dupla difusão em gel de ágar,
os autores verificaram a existência de
componentes antigênicos comuns em venenos
de seis espécies de serpentes do gênero
Bothrop8. Concluem, baseados nos resul¬
tados obtidos com a aplicação das duas
técnicas, ser o veneno da espécie B. alter -
natus aquele que mais se aproxima anti-
genicamente ao veneno de B. jararaca; por
outro lado, o veneno de B. jararacussu é
aquele que mais se distancia.
UN1TERMOS — Venenos botrópicos; imu-
noeletroforese e dupla difusão em gel de
ágar de venenos botrópicos; componentes
antigênicos comuns em venenos botrópicos.
INTRODUÇÃO
Em trabalho anterior (Siles Villarroel e col. 1974), com a utili¬
zação de duas técnicas imunoquímicas, verificaram os componentes anti¬
gênicos de seis venenos botrópicos, utilizando antivenenos específicos, “in
natura” e purificados, estabelecendo ainda, uma comparação entre os
resultados obtidos com a aplicação das duas metodologias.
Uma revisão dos trabalhos publicados revela que poucos pesquisa¬
dores se preocuparam com o estudo de componentes antigênicos de vene¬
nos ofídicos, principalmente dos venenos de serpentes do gênero
Bothrops. Mesmo dentre aqueles que estudaram esses venenos, a maioria
se preocupou em verificar a existência de componentes comuns, através
de reações de neutralização “in vivo” ou então, mais raramente, “in
vitro”. Rosenfeld e col. (1962), verificaram que o antiveneno de B. cotiara
teria a capacidade de neutralizar “in vitro” a atividade coagulante dos
venenos das demais serpentes do gênero Bothrops, sem necessariamente
neutralizar outras atividades tóxicas. Inexistem na literatura pertinente,
* Ex-assistente da Seção de Imunologia do Instituto Butantan e Pro essor Assistente Doutor do
Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da U.S.P.
Atual Diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da U.S.P. e ProTessor Catedrático do Depar¬
tamento de Microbiologia e Imunologia do mesmo Instituto.
Diretor do Serviço de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do
Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da U.S.P.
Professor Assistente Doutor do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de
Ciências Biomédicas da U.S.P.
••••• Chefe do Setor de Imunização do Instituto Butantan.
Endereço para correspondência:
C.P. 4365 — São Paulo, Brasil.
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SILES VILLARROEL, M., FURLANETTO, R. S., ROLIM ROSA, R., ZELANTE, F. & NAVAS,
J. — Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mew. Inst. Bntantan, 38: 31-40, 1974
trabalhos que revelem a existência de componentes antigênicos comuns,
em venenos de serpentes, através da aplicação das técnicas imunoquí-
micas, isto é, a imunoeletroforese e a dupla difusão em gel de ágar.
Bouquet e col. (1969) quer nos parecer serem os únicos que aplicaram
as duas metodologias no estudo do veneno de N. nigricollis. Verificaram
que o componente a toxina está presente em outros venenos de serpentes
do mesmo gênero e, mais raramente, nos venenos de outros gêneros mais
distantes.
Baseados nestes aspectos, nos propusemos agora, utilizando da
mesma metodologia aplicada em trabalho anterior (Siles Villarroel e
col., 1974), verificar a presença de componentes antigênicos comuns em
seis venenos de serpentes do gênero Bothrops, através do emprego de
antivenenos purificados pelo método de Pope modificado por Furlanetto
(1961) visto que tal tratamento do soro hiperimune mostrou-se superior
para os fins colimados.
MATERIAL E MÉTODOS
Para o desenvolvimento do presente trabalho, utilizamo-nos do mesmo
material e dos mesmos métodos já descritos anteriormente (Siles Villar¬
roel e col., 1974). Acreditamos útil destacar que:
1. foram utilizadas soluções a 2% dos seguintes venenos: B. jara¬
raca, B. alternatus, B. insularis, B. jararacussu, B. moojeni e
B. cotiara;
2. foram utilizados os respectivos antivenenos específicos purifi¬
cados, em que 1,0 ml neutralizava 4 mg de veneno;
3. quando da utilização da imunoeletroforese, padronizamos a colo¬
cação da solução de veneno no orifício central num volume de,
aproximadamente, 0,015 ml, o antiveneno específico na fenda
superior e, o antiveneno não específico, na fenda inferior, ambos
num volume de 0,1 ml;
4. quando da utilização da dupla difusão em gel de ágar, padro¬
nizamos em todas as reações, a colocação do antiveneno na per¬
furação inferior; no orifício superior esquerdo colocamos a
solução do veneno específico e no orifício superior direito a
solução do veneno não especifico. As soluções de veneno e os
antivenenos, foram depositadas num volume de 0,02 ml.
RESULTADOS
Análise imunoeletroforética dos componentes antigênicos comuns ao
veneno de B. jararaca e aos demais venenos botrópicos reveláveis através
seus respectivos antivenenos purificados.
Com o intuito de analisarmos os componentes antigênicos comuns
aos vários venenos botrópicos tomamos por base o veneno de B. jararaca,
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*
SILES VILLARROEL, M., FURLANETTO, R. S„ ROLIM ROSA, R., ZELANTE, F. & NAVAS,
J. — Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mem. lnst. Butantan, 38: 31-40, 1974.
visto ser esta espécie a mais estudada e a mais freqüente entre nós.
Decidimos então realizar a corrida eletroforética do veneno de B. jara¬
raca, e em seguida submetê-lo à dupla difusão, aplicando à fenda supe¬
rior, o antiveneno específico purificado e na fenda inferior outro anti-
veneno purificado, porém não específico da espécie. Tal modelo expe¬
rimental foi escolhido em face da possibilidade de que as linhas de pre¬
cipitação formadas, pudessem nos levar à uma análise de identidades
antigênicas. Isso seria talvez possível, se os arcos formados, por sua
curvatura, localização e extensão, pudessem caracterizar identidades
totais, ou então pudessem indicar possíveis identidades parciais.
A tabela I resume os resultados encontrados e foi delineada das
figuras 1 a 5.
TABELA I
Resultados das reações de imunoeletroforese em gel de ágar, entre a solução de veneno de
B. jararaca a 2% frente ao antiveneno específico na fenda superior e outros antivenenos
inespecíficos à espécie, na fenda inferior (antivenenos purificados neutralizando sempre
4 mg/ml).
Lâminas
demonstrativas
N.° de linhas
obtidas frente
ao antiveneno
específico
N.° de linhas obtidas
frente aos antivene¬
nos de:
Identidades
possível
identidade
total
antigênicas
possível
identidade
parcial
D-76
16
B. alternatus
15
7
8
D-45
16
D. insularia
14
7
7
D-52
16
B. jararacussu
12
9
3
D-6
16
B. moojeni
13
9
4
D-83
16
B. cotiara
14
9
5
As figuras 1 a 5 ilustram os resultados consubstanciados pela tabela I.
Fig. 1 — LÂMINA N.° D-76. Imunoeletroforese entre a solução
de veneno de B. jararaca a 2% e o antiveneno específico purificado
na fenda superior e o antiveneno purificado de B. alternatus na
fenda inferior.
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*
S1LES VILLAREOEL, M., FURLANETTO, R. S„ ROLIM ROSA, R., ZELANTE, P. & NAVAS,
J. ■— Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mem. Inst. Butantan, 38: 31-40, 1974.
- 1
9
O
Fig. 5 — LÂMINA N.° D-83. Imunoeletroforese entre a solução
de veneno de B. jararaca a 2% e o antiveneno específico purificado
na fenda superior e o antiveneno purificado de B. cotiara na
fenda inferior.
É bom relembrar que o objetivo do emprego deste modelo experi¬
mental, foi o de estudar os componentes antigênicos comuns com identi¬
dade total ou parcial. Realmente a tabela I mostra que foi possível
com certa segurança analisar as identidades pretendidas. Quando os
arcos tinham uma evidente tendência a se fecharem (em alguns casos
foi obtido o fechamento completo), ou ainda, por sua localização e
extensão, nestes casos considerávamos identidade total. Quando as linhas
de precipitação não apresentavam exatamente estas características con¬
siderávamos como possível identidade parcial. Tal critério de avaliação
é que permitiu a confecção da mencionada tabela I.
Análise dos componentes antigênicos comuns entre o antiveneno de
B. jararaca e os vários venenos botrópicos em estudo, através da dupla
difusão em gel de ágar
Tal metodologia permitiu comparar através do antiveneno de B.
jararaca, os componentes antigênicos comuns dos demais venenos.
A tabela II resume os resultados encontrados e foi delineada das
figuras 6 a 10.
TABELA II
Resultados das reações de dupla difusão em gel de ágar, entre o antiveneno de B. jararaca
purificado neutralizando 4 mg/ml e os vários venenos de Bothrops a 2%.
Lâminas
demons¬
trativas
Venenos compa¬
rados frente ao
antiveneno de
B. jararaca
N.° de linhas
obtidas na
reação espe¬
cífica contra
o veneno de
B. jararaca
N.° de linhas
obtidas
frente ao
outro
veneno
Identidades
antigênicas
Identidade
total
Identidade
parcial
C-57
B. alternatu8
10
9
6
3
D-4
B. Í7i8ularÍ8
10
8
6
2
D-54
B. jararacussu
10
7
5
2
C-75
B. moojeni
10
9
6
3
C-77
B. cotiara
10
8
5
3
35
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cm
SILES VILLARROEL, M., FURLANETTO, R. S., ROLIM ROSA, R., ZELANTE, F. & NAVAS,
J. — Contribuição ao estudo imuniquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mem. Inst. Butantan, 38: 31-40, 1974.
Ns
lr>
I
O
Fig. 6 — LÂMINA N.° C-57. Dupla difusão em gel de ágar entre o
antiveneno de B. jararaca purificado, frente aos venenos de B. jara¬
raca e B. alternatus em solução a 2%.
Fig. 7 — LÂMINA N.° D-4. Dupla difusão em gel de ágar entre o
antiveneno de B. jararaca purificado, frente aos venenos de B.
jararaca e B. insularia em solução a 2%.
Fig. 8 — LÂMINA N.° D-54. Dupla difusão em gel de ágar entre
o antiveneno de B. jararaca purificado, frente aos venenos de
B. jararaca e B. jaracussu em solução a 2%.
>o
Nv
I
O
Fig. 9 — LÂMINA N.° C-75. Dupla difusão em gel de ágar entre
o antiveneno de B. jararaca purificado, frente aos venenos de B.
jararaca e B. moojeni em solução a 2%.
36
cm
SILES VILLARROEL, M., FURLANETTO, R. S., ROLIM ROSA, R., ZELANTE, F. & NAVAS,
J. — Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mem. Inst. Butantan, 38: 31-40, 1974.
Fig. 10 — LÂMINA N.° C-77. Dupla difusão em gel de ágar entre
o antiveneno de B. jararaca purificado, frente aos venenos de
B. jararaca e B. cotiara em solução a 2%.
Os resultados resumidos nas tabelas I e II mostram que a técnica
de Ouchterlony, revela sempre menor número de linhas de precipitação
do que a técnica de imunoeletroforese do veneno, confirmando as nossas
observações anteriores (Siles Villarroel e col., 1974). Obviamente o nú¬
mero de linhas com identidade é também menor.
DISCUSSÃO
A análise da tabela I corresponde ao estudo comparativo dos resul¬
tados das reações de imunoeletroforese em gel de ágar entre o veneno de
B. jararaca e os antivenenos, específico e não específico. A técnica por
nós utilizada permite caracterizar um maior número de componentes
antigênicos dos venenos. Tal fato deveria também mostrar um número
maior de componentes antigênicos comuns aos outros venenos, detectá-
veis através dos respectivos antivenenos. Assim sendo, poderíamos
também analisar as possíveis identidades totais e parciais.
Ainda, os dados constantes na tabela I já referida, demonstram que
os venenos de B. alternatus, B. insularis, B. cotiara e B. moojeni, repre¬
sentados por seus antivenenos, são os que apresentam maior número de
componentes antigênicos em comum, com o veneno de B. jararaca. Nessa
ordem de idéias, o veneno de B. jararacussu, seria aquele que possui um
menor número de componentes antigênicos em comum com o veneno de
B. jararaca.
Acreditamos, baseados nos dados da literatura, ter sido esta, a pri¬
meira vez que foi utilizado tal modelo experimental no estudo dos vene¬
nos ofídios, principalmente em espécies do gênero Bothrops.
A técnica de dupla difusão em gel de ágar, foi desenvolvida com a
finalidade de compararmos os seus resultados, com aqueles obtidos pela
imunoeletroforese. A técnica de Ouchterlony já realizada nos trabalhos
anteriores (Siles Villarroel, 1972 e Siles Villarroel e col., 1974), demons¬
traram que se obtém sempre um número menor de linhas de precipita¬
ção, quando estas são comparadas com o número de linhas obtidas pela
técnica de imunoeletroforese. No entanto, a dupla difusão em gel de
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I, | SciELO
SILES VILLARROEL, M., FURLANETTO, R. S., ROLIM ROSA, R., ZELANTE, F. & NAVAS,
J. — Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mem. In8t. Butantan, 38: 31-40, 1974.
ágar, tem sido o método clássico utilizado para o estudo dos componentes
antigênicos comuns, assim como para o estudo das identidades antigê-
nicas dos componentes, quer seja total, parcial ou de falta de identidade.
Acreditamos pois, ser imperativa, a análise comparativa destes resul¬
tados, com os da imunoeletroforese.
A tabela II, que corresponde aos resultados das reações de dupla difu¬
são em gel de ágar, entre o antiveneno de B. jararaca e o veneno específi¬
co, comparativamente com os outros venenos estudados, demonstra que os
venenos de B. alternatus, B. moojeni, B. insulares e B. cotiara, são os
que apresentam maior número de componentes antigênicos em comum
com o veneno de B. jararaca, ao passo que, o veneno de B. jararacussu
é o que possui menor número de componentes antigênicos em comum
com o veneno de B. jararaca.
A análise comparativa dos resultados constantes nas tabelas I e II,
demonstra que realmente os quatro venenos já assinalados anterior¬
mente, são aqueles que mais se aproximam antigenicamente do veneno
de B. jararaca, e que o veneno de B. jararacussu, é aquele que mais se
distancia.
O fato do veneno de B. moojeni aparecer na imunodifusão como
próximo ao de B. jararaca, o que não é confirmado pela imunoeletro¬
forese, pode ser interpretado através do fato de que o primeiro método
revela sempre menor número de linhas de precipitação, o que faz pressu¬
por que na técnica de Ouchterlony, haja sobreposição de algumas linhas
de precipitação o que dificultaria a diferenciação. Este fato provavel¬
mente ocorre com menor freqüência na técnica de Grabar & Williams,
em virtude da prévia corrida eletroforética do veneno, o que permite
melhor separação de seus componentes antigênicos.
CONCLUSÕES
Tomando-se por base os resultados da análise comparativa entre os
componentes antigênicos comuns das seis espécies de venenos botrópicos
estudados, permite concluir que:
1. A utilização da técnica de imunoeletroforese para a análise dos
componentes antigênicos comuns de venenos ofídicos, propor¬
ciona a evidenciação de maior número de frações comparáveis,
do que quando feita através da dupla difusão em gel de ágar.
2. A imunoeletroforese aplicada nas condições deste trabalho per¬
mitiu constatar ser o veneno de B. alternatus, aquele que mais
se aproxima do de B. jararaca, pois apresenta 15 componentes
antigênicos relacionados; por outro lado, o veneno de B. jara¬
racussu, com 12 componentes relacionados, é o que mais se
distancia de B. jararaca.
í, | SciELO
38
SILES VILLARROEL, M., FURLANETTO, R. S., ROLIM ROSA, R., ZELANTE, F. & NAVAS,
,T. — Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos. II — Análise comparativa
dos componentes antigênicos comuns de seis espécies de venenos.
Mem. Inst. Butantan, 38: 31-40, 1974.
3. A dupla difusão em gel de ágar, embora evidenciando menor
número de componentes antigênicos, confirmou também ser o
veneno de B. alternatus, aquele que mais se aproxima do de
B. jararaca, apresentando por esta técnica somente nove com¬
ponentes relacionados; também por este método, o veneno de
B. jararacussu com sete componentes relacionados é o que mais
se distancia de B. jararaca.
SUMMARY — Through cross reactions
between 6 types of bothropic venoms and
their respective specific purified antive-
noms, the authors, with the aid of immu-
noelectrophoretic techniques, and double
agar-gel diffusion, verified the existence of
common antigenic components. Based on
the results obtained through both techni-
ques they conclude that the venom of the
species B. alternatus is antigenically the
closest to that of B. jararaca, whereas the
venom of B. jararacussu is the most
different.
VN1TERMS — Bothrops venoms; immu-
noelectrophoresis and double agar-gel diffu¬
sion of Bothrops venoms; common antige¬
nic components in Bothrops venoms.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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dos componentes antigênicos de seis espécies de venenos frente a seus respectivos
antivenenos, através das técnicas de dupla difusão e imunoeletroforese em ge[ de ágar.
Mem. Inst. Butantan, 38: 13-30, 1974.
Recebido para publicação em 15-4-1974 e aceito para publicação em 16-X-1974.
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Mem. Inst. Butantan
38: 41-60, 1974
ESTUDO MORFOLÓGICO E HISTOQUÍMICO DA GLANDULA DE
HARDER DE ALGUNS REPTÉIS BRASILEIROS. I. OPHIDEA.
RUBERVAL A. LOPES, CLEIDE DE OLIVEIRA, GERALDO M. CAMPOS
E JAIME M. DE BARROS
Departamento de Ciências Morfológicas e Patologia da Faculdade
de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto
RESUMO — Os autores estudaram morfo¬
logicamente a glândula de Harder de al¬
gumas espécies de serpentes brasileiras e
histoquimicamente as mucossubstâncias e
algumas proteínas nessa glândula. Basea¬
dos nos resultados os autores concluiram
que a glândula de Harder de todas as es¬
pécies estudadas é formada de células mu-
cosserosas e que o produto de secreção des¬
sas células é constituído de um complexo
carboidrato-proteína e ácido siálico. Foi
constatada a presença de ácido hialurônico
nessas células.
UNITERMOS — Glândula de Harder de
serpentes. Histoquímica de mucossubstân¬
cias e proteínas. Determinação do tipo
celular.
INTRODUÇÃO
Meckel (1826) e Duvernoy (1832) descreveram, pela primeira vez,
a glândula de Harder em ofídios sob a denominação de glândula lacrimal.
Em 1873, Leydig descreveu-a como sendo a glândula da membrana nic-
tante; outra descrição da glândula foi a de Phisalix, em 1922; Smith e
Bellairs (1947) descreveram a glândula histologicamente, chamando a
atenção para o fato de somente parte da glândula localizar-se dentro da
cavidade orbitária (todos cit. em 13).
Bellairs e Boyd (2), num trabalho exaustivo em oito famílias de ser¬
pentes, descreveram detalhadamente as relações da glândula de Harder
e duetos com a membrana nictitante.
Estudos morfológicos e histoquímicos na glândula de Harder de
ofídios foram realizados por Barros et al. (1) em Eunectes murinus e
por Lopes et al. (7-8) em Micrurus coralinus e Bothrops jararaca.
O objetivo do presente trabalho é estudar a glândula de Harder de
alguns ofídios das famílias Boidae, Colubridae, Elapidae e Viperidae, iden¬
tificando o tipo celular aí existente, bem como detectar histoquimicamente,
por meio de técnicas adequadas, o produto de secreção dessa glândula.
Endereço para correspondência:
Ruberval A. Lopes
Departamento de Ciências Morfológicas e Patologia
Faculdade de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto
14.100 - Ribeirão Preto - SP.
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LOPES, R. A., OLIVEIRA, C., M. CAMPOS, G. & BARROS, J. M. — Estudo morfológico o
histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Mem. Inat. Butantan. S8\ 41-50, 1974
MATERIAL E MÉTODOS
Utilizaram-se para este estudo, os seguintes ofídios adultos, machos e
fêmeas:
Família
Espécie
Boidae:
Constrictor constrictor
Eunectes murinus
Epicrates cenchria crassus
Colubridae:
Xenodon merremii
Elapidae:
Micrurus corallinus
Micrurus frontalis
Viperidae:
Bothrops jararaca
Bothrops altematus
Crotalus durÍ88Ímu8 terrificus.
Os animais foram sacrificados por decapitação, sendo logo dissecadas as
glândulas de Harder e imediatamente imersas em Alfac, durante 24 horas.
Após a fixação, as peças foram incluídas em parafina.
Para a observação morfológica da glândula de Harder dos ofídios,
foram utilizados os métodos da hematoxilina-eosina e tricrômico de
Masson.
Para a pesquisa histoquímica das mucossubstâncias e proteínas, usa¬
ram-se as recomendações técnicas de Pearse (10), a menos que citada
recomendação especial. Os métodos foram os seguintes: PAS (ácido
periódico-Schiff), azul de alcian aos pH = 2,5 e 0,5, azul de alcian -f PAS,
metacromasia aos pH = 3,4 — 2,2 — 1,7, segundo Lison (6). Como
controle, utilizaram-se os seguintes métodos: amilase salivar, acetilação,
metilação, metilação seguida de saponificação, ação da hialuronidase tes-
ticular e o teste de Quintarelli et al. (11). Para grupamento amino uti¬
lizou-se a técnica da aloxana-Schiff e, para aminoácidos, o método de
Chèvremont et al. (3).
Para a caracterização da célula secretora adotou-se o critério de
Gabe e St. Girons (4). Por esse método, classificaram-se quatro tipos
celulares: mucoso, mucosseroso, seromucoso e seroso. Os critérios para
essa classificação são fornecidos pela alcianofilia, positividade ao PAS e
presença de proteína histoquimicamente detectável.
RESULTADOS
Resultados morfológicos
Família Boidae — A glândula de Harder da cobra Constrictor cons-
trictor é relativamente grande, apresentando parte de sua estrutura fora
da cavidade orbitária. É uma glândula do tipo túbulo-acinosa composta
e está envolvida externamente por uma cápsula fina de tecido conjuntivo,
1, | SciELO
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LOPES, R. A., OLIVEIRA, C., M. CAMPOS, G. & BARROS, J. M. — Estudo morfológico e
histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Alem. Inst. Butantan. 38: 41-50, 1974
a qual emite fibras colágenas delicadas que envolvem os ácinos. Os ácinos
são pequenos e constituídos por células prismáticas altas, com citoplasma
repleto de grânulos pequenos e acidófilos, e núcleo ovóide, de cromatina
densa, localizado na porção basal da célula (Fig. 1).
Essas células acinares lançam seu produto de secreção em duetos
pequenos, revestidos por epitélio simples, prismático, com citoplasma celu¬
lar ligeiramente basófilo; esses duetos vão se reunindo para formar duetos
maiores que, por sua vez, desembocam num dueto central grande, revestido
de células epiteliais altas e acidófilas.
A glândula de Harder da cobra Epicrates cenchria crassus é muito
semelhante à da Constrictor, apresentando, também, uma porção glandular
extra-orbitária. Os ácinos são bastante semelhantes, porém suas células
apresentam o núcleo com cromatina frouxa. O produto de secreção é
lançado em duetos pequenos, revestidos por epitélio simples, cubóide, que
vão se reunindo em duetos maiores, de células epiteliais prismáticas, e
finalmente esse produto vai ter ao dueto excretor maior, revestido por
epitélio plano estratificado (Fig. 2).
A glândula de Harder de Eunectes murinus é bem desenvolvida, sendo
que sua porção maior localiza-se fora da cavidade orbitária. Seu padrão
histológico é semelhante ao descrito para as duas espécies anteriores
(Fig. 3 e 4).
Família Colubridae — A glândula de Harder da cobra Xenodon
merremii divide-se em dois lobos distintos, unidos por uma fina ponte
glandular. O lobo extra-orbitário é recoberto por uma cápsula espessa
de tecido conjuntivo denso, ricamente vascularizado. Dessa cápsula par¬
tem fibras colágenas delicadas que irão envolver os ácinos glandulares.
O quadro histológico é bem semelhante ao das serpentes da família Boidae,
sendo essa glândula também túbulo-acinosa composta. Os ácinos são
pequenos e constituídos por células altas, de citoplasma contendo numerosos
grânulos acidófilos, com núcleo ovóide e de cromatina densa, localizado
na região basal.
O produto de secreção é lançado em duetos, de um modo semelhante
ao das serpentes da família Boidae.
O lobo intra-orbitário é idêntico ao extra-orbitário.
Família Elapidae — A glândula de Harder de Micrurus corallinus é
pouco desenvolvida, tendo também uma porção extra-orbitária. A cápsula
que delimita a glândula é delgada e constituida por tecido conjuntivo
denso, o qual emite fibras colágenas que delimitam os ácinos. Esses
ácinos são pouco volumosos e suas células são prismáticas, apresentando
núcleos esféricos na região basa', ricos em cromatina, e citoplasma gra¬
nuloso e acidófilo. Os duetos são constituídos por células prismáticas,
que vão se reunindo até formar um único dueto excretor (Fig. 5).
A glândula de Harder da serpente Micrurus frontalis é em tudo
semelhante à anterior.
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LOPES, R. A., OLIVEIRA, C., M. CAMPOS, G. & BARROS, J. M. — Estudo morfológico e
histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Mem. In8t. Butantan. 38: 41-50, 1974
Família Viperidae — As glândulas de Harder das cobras Bothrops
jararaca, B. alternatus e Crotalus d. terríficas são muito semelhantes
constituídas por uma cápsula de tecido conjuntivo denso, a qual emite
fibras colágenas que envolvem os ácinos. Os ácinos são grandes e consti¬
tuídos por células prismáticas altas, de citoplasma fortemente acidófilo,
com núcleos arredondados e localizados na região basal. Os duetos me¬
nores reúnem-se num único dueto excretor maior, de células epiteliais
altas e citoplasma pouco acidófilo (Fig. 6).
DISCUSSÃO
Nas serpentes a glândula de Harder geralmente é bem desenvolvida
e, em algumas espécies, relativamente muito grande, mostrando-se muitas
vezes maior que o bulbo ocular. Seus duetos excretores geralmente se
reúnem na região anterior da órbita e descarrega o produto de secreção
no dueto lacrimal que, nas serpentes, desemboca no espaço existente
abaixo da membrana transparente. A glândula de Harder geralmente
se localiza na parte mediana e posterior do bulbo ocular, usualmente abra¬
çando o nervo óptico (2).
A glândula de Harder, nos ofídios, é predominante, e a glândula la¬
crimal, quando presente, é pobremente desenvolvida. Sua função ainda
é motivo de controvérsias em algumas espécies. Entretanto para as ser¬
pentes, sua função parece ser bem específicas, podendo bem ser denomi¬
nada “glândula nictitans” (12). A relação íntima da glândula de Harder
com a membrana nictitante foi descrita por Loewenthal (1935, cit. em 2),
tendo sugerido esse autor que a membrana nictitante jamais ocorreria na
ausência da glândula de Harder. Walls (1942, cit. em 2) comentou que
era a glândula de Harder que lubrificava o olho e não a lacrimal, em espé¬
cies cuja membrana nictitante estivesse ausente, substituída pela mem¬
brana transparente, como é o caso das serpentes.
Em algumas cobras primitivas (Boidae), a glândula de Harder tanto
pode lançar seu produto de secreção diretamente no espaço localizado logo
abaixo da membrana transparente como também pode fazê-lo no dueto
lacrimal. As demais espécies de ofídios lançam o produto de secreção,
através de um só dueto excretor, na porção superior do dueto lacrimal,
não possuindo comunicação direta com o espaço existente sob a membrana
transparente (2).
Analisando os resultados histoquímicos constantes na tabela 1, e
tendo-se em vista o critério de Gabe e St. Girons (4), verificou-se que o
tipo de célula secretora da glândula de Harder de todos os ofídios estu¬
dados compõe-se de um complexo carboidrato-proteína e ácido siálico, os
quais são responsáveis pela reação positiva ao PAS e proteína histoquimi-
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LOPES, R. A., OLIVEIRA, C., M. CAMPOS, G. & BARROS, J. M. — Estudo morfológico e
histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Mem. Inst. Butantan. 38: 41-50, 1974
camente detectável (6-9), pela diminuição na coloração pelo azul de alcian
a pH = 2,5 após hidrólise ácida (11), respectivamente. Devido à dimi¬
nuição da alcianofilia após prévio tratamento com hialuronidase testi-
cular e posterior coloração pelo azul de alcian a ph = 2,5, pode-se cons¬
tatar a presença de ácido hialurônico nessas células (5). Estes resul¬
tados concordam com os de Lopes et al. (7-8) em Micrurus corallinus e
Bothrops jararaca e Barros et al. (1) em Eunectes murinus.
SUMMARY — Morphological and histo-
chemical study of the Harderian gland of
brazilian reptilians. I. Ophidea.
The authors studied morphologically the
Harderian gland of some species of brazi¬
lian snakes, and histochemically the muco-
substances and some proteins in this gland.
Based on the results, the authors concluded:
the Harderian gland of all species is
formed by mucous-serous cells; the mucous-
serous cells shows a carbohydrate-protein
complex and sialic acid; those cells also
produce hyaluronic acid.
UNITERMS — Snake’s Harderian gland.
Histochemical study of mucosubstances and
proteins. Determination of the celular type.
BIBLIOGRAFIA
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Recebido para publicação em 15-III-1974 e aceito eir» 15-VI-1974.
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histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Mem. Inst. Butantan. S8 : 41-50, 1974
Fig. 1 — Glândula de Harder de Constrictor constrictor mostrando ácinos pequenos constituídos
de células prismáticas altas com citoplasma repleto de grânulos pequenos e acidófilos e núcleo
ovóide, de cromatina densa, localizado na porção basal da célula, após coloração pelo HE
(400 X).
Fig. 2 — Glândula de Harder de Epicrates cenchria crassus mostrando ácinos pequenos
constituídos de células com citoplasma repleto de grânulos acidófilos, após coloração pelo
HE (400 X)
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histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Mem. Inst. Butantan. S8: 41-50, 1974
Fig. 3 — Glândula de Harder de Eunectes murinus mostrando ácinos constituídos de células
com citoplasma rico em grânulos acidófilos, após coloração pelo HE C400 XV
Fig. 4 — Glândula de Harder de Eunectes murinus mostrando ácinos com células repletas
de grânulos acidófilos e duetos mais claros de aspecto basófilo, após coloração pelo HE
(940 X).
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histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis brasileiros. I — Ophidea.
Mem. Inst. Butantan. 38: 41-50, 1974
Fig. 5 — Glândula de Harder de Micrurus coralhnus mostrando ácmos com células contendo
grânulos acidófilos, após coloração pelo HE (940 X).
Fig. 6 — Glândula de Harder de Bothrops jararaca mostrando acmos constituídos de células
altas coni citoplasma repleto de grânulos acidófilos, após coloração pelo HE (500 X).
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Mem. Inst. Butantan
S8: 51-62, 1974
ULTRASTRUCTURE OF MATURE ERYTHROCYTES FROM FIVE
BOTHROPIC SPECIES*
H. MENEZES, C. Y. MITSUTANI, J. R. R. COIRO, M. A. S. CARVALHO DOS SANTOS, and
A. BRUNNER JR.
Laboratory of Electron Microscopy — Instituto Butantan
SUMMARY — Mature erythrocytes of five
bothropic species were studied at the
ultrastructural levei. Vesicles of mitochon-
drial origin, carrying nuclear material, and
smooth endoplasmic reticulum distributed
through the cytoplasm or confined to a
restricted region, as well as Golgi comple-
xes containing electron-dense material,
were found; while the Golgi complex of
li. jararaca erythrocytes is highly develo-
ped, that of other species erythrocytes
rather small. All results of acid phospha-
tase reaction for cytolysome identification
were negative.
UNITERM — Erythrocyte ultrastructure
in Bothrops.
INTRODUCTION
There are only a few specific reports on the ultrastructure of mature
and immature avian and amphibian erythrocytes. No studies regarding
this matter have been done on reptiles. BEAMS and ANDERSON (1)
reported investigations on a supposed “segregation apparatus” in Nec-
turus maculosus erythrocytes. D AVIES (2) descri bed some aspects of
mature erythrocytes in Gallus domesticus and Rana pipiens giving em-
phasis to the hemoglobin penetration into and protusions rising from the
nucleus. In amphibians TOOZE and DAVIES (3) obtained positive
results for acid phosphatase reaction in morphologically characteristic
lysosomal bodies and autophagic vacuoles of erythrocytes. VANKIN et al.
(4) compared in Rana catesbeiana the ultrastructure of mature tadpole
red blood cells with the adult hemoglobin synthesizing microcytic cells (5),
the latter presenting the common ultrastructural characteristics of imma¬
ture mammalian erythrocytes.
Even at optical levei, little is known on the reptile erythrocyte cyto-
logy. Cytoplasmic granules, mitochondria, as well as Golgi complex were
described already in erythrocytes of birds, tortoise and some snake species
(6, 7, 8). This paper reports ultrastructural aspects of mature erythro¬
cytes from five bothropic species, mainly on the formation of vesicles
of mitochondrial origin, carrying nuclear material, the presence of more
or less developed Golgi complexes, and other structures.
MATERIAL AND METHODS
Five adult bothropic species ( B. jararaca, B. jararacussu, B. pradoi,
B. alternatus, B. neuwiedi), apparently without any traumatism, used in
This research has been supported by the Conselho Nacional de Pesquisas (Proc. 10112/71) and
Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan.
Adress: C.P. 65 — 05504 — São Paulo — Brazil
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MENEZES, H„ MITSUTANI, C. Y., COIRO, J. R. R., CARVALHO DOS SANTOS, M. A. S. &
BRUNNER JR., A. — Ultrastructure of mature erythrocytes from five bothropic species.
Mem. Inst. Butantan, 38: 51-62, 1974.
this study, were kindly supplied by the Serviço de Animais Peçonhentos
— Instituto Butantan. Blood samples, obtained by cutting off the tail,
were harvested into a 2% EDTA solution adjusted to pH 7.3-7.4 by the
addition of a 4% NaHC0 3 solution.
ROSENFELD staining: Staining according to ROSENFELD (9) was
done routinately for the detection of hemoparasites commonly found in
this material, as well as for the evaluation of the several hematological
aspects of the samples.
Supr a-vital staining: To evaluate the percentage of immature erythrocy¬
tes (cells presenting a basophilic reticulum) one drop of blood was added
to 10 drops of a 0.75% NaCl solution, containing 0.1% brilliant cresyl
blue, followed by the examination through immersion microscopy.
FEULGEN reaction: Blood smears were submitted to the FEULGEN
reaction according to LISON (10), in order to detect DNA within the
erythrocyte vesicles. Smears pretreated by phosphate buffer containing
DNase, as well as by plain buffer were used as Controls.
Electron-microscopy: Thin blood smears were hemolysed in a 0.80%
NaCl solution containing 2.5% v/v concentrated formalin (11), or a 2.5%
v/v aqueous 25% glutaraldehyde solution (12), followed by phosphotungs-
tic acid staining, and several washings in distilled water (11). Some
smears were then submitted to the shadow casting process with
palladium.
For thin sectioning, the fixation of untreated blood was done as
follows: a) direct fixation in 0.23M Millonig’s buffer containing 1% glu¬
taraldehyde for 1-2 h. b) To 15 drops of blood, 15 drops of 2% glutaral¬
dehyde in 0.23M Millonig’s were added drop by drop, each followed by
slow agitation. After 30 min, the suspension was diluted with 2-3 volumes
of buffer containing 1% glutaraldehyde and fixed for 2 h (12). After
both fixation procedures, the erythrocytes were extensively washed for
three times in the buffer, and fixed for 20 min in 1% osmium tetroxide
in the same buffer.
Acid phosphatase reaction was done according to KENT et al. (13) ;
the red blood cells were then fixed in 1 % osmium tetroxide in cacodylate
buffer. Ribonuclease digestion was done in 0.14M acetate buffer (pH 6.8)
containing 0.10% RNase (General Biochemical Inc.) ; the material was
incubated for 1 h at 37°C. (RNase solution was previously heasted at
80°C for 15 min, to eliminate a possible contamination by DNase).
As Controls, erythrocytes were incubated without RNase under the
same conditions. Fixation was done in 1% osmium tetroxide in
0.14M veronal-acetate buffer (pH 7.4).
Erythrocytes, submitted to acid phosphatase reaction, RNase diges¬
tion, or no treatment at all were stained, after fixation, in an 1% aqueous
uranyl acetate solution (60 min), dehydrated in the alcohol series, and
embedded in Polylite 8001-P (14). Thin sections were obtained in Por-
ter-Blum MT-1 and MT-2 microtomes, stained by lead citrate (15), and
examined in the ÜM 100b and Elmiskop I electron microscopes, at 60 Kv.
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RESULTS
Through the ROSENFELD staining technique, besides of endoery-
throcytic parasites, basophilic, polychromatofilic and orthochromatic
erythrocytes were found in the smears.
Erythrocytes supravitally stained by brilliant cresyl blue show varia-
ble amounts of a basophilic reticulum or “Substantia granulo-filamen-
tosa”. Blood of intensely parasitized specimens presents immature ery¬
throcytes in a proportion of about 40%, e.g. in Bothrops jararaca. Ma¬
ture cells, void of basophilic reticulum, contain one to six cytoplasmic
basophilic corpuscles. Smears submitted to the FEULGEN reaction,
contain erythrocytes presenting one to three spherical corpuscles per
cell positively evidenced by the reaction. The percentage of cells with
“Substantia granulo-filamentosa” is approximately the same as that of
cells without positive FEULGEN reaction in the cytoplasm.
Hemolysed smears show elliptical ghosts of mature erythrocytes, ge-
nerally presenting a re’atively wide peripheral fold (Fig. 1). From the
central ellyptical nucleus, rods or short fi’aments, measuring 0.31 |x in dia-
meter, seem to protrude to the cytoplasm; juxtaposed or distant from the
nucleus, corpuscles of 0.55 to 0.85 in diameter were also found.
As ascertained through thin sections, mature erythrocytes may pre-
sent remnants of the marginal band (Fig. 2). The red blood cells of all
bothropic species here studied present commonly, two or three mitochon-
dria near the nucleus or juxtaposed to the nuclear membrane; in all
instances their disposition occurs in regions, less or more distant from the
nuclear membrane pores, where chromatinic material is localized. Figure
3 ( B. pradoi) show penetration of dense chromatinic masses into the
mitochondria. In these cases the masses are more electron-dense than the
nuclear material, and at this stage of the phenomenon mitochondria show
only traces of their inner structure. In B. alternatus samples, condensation
of still intranuclear chromatin occurs, as seen in the erythrocyte of Fig. 4.
The erythrocyte of Fig. 5 presents a nucleus containing condensed
chromatin, and a less electron-dense formation corresponding to the nu-
cleolus, centrally disposed, magnified in Fig. 6. It is predominantly consti-
tuted by finely granulated material, and by higher electron-dense and lar-
ger granules at a region of its periphery. The effect of ribonuclease diges-
tion can be observed in Fig. 7. The cytoplasm presents only simple diffu-
sely distributed ribosomes; besides mitochondria and smooth endoplasmic
reticulum, two vesicles distant from the nucleus, with dense lamellated and
partially amorphous material, are observed. Erythrocytes of all species
present a smooth endoplasmic reticulum distributed throughout the cyto¬
plasm, but several red blood cells show a reticulum confined to a restricted
region. (Fig. 8). Highly developed Golgi complexes were frequently found
in mature B. jararaca erythrocytes, as in Fig. 9; the dictyosome is consti-
tuted by numerous narrow and arched saccules surrounded by smaller and
larger vesicles of low electron-density. Figure 10 shows two large vesicles,
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one of them containing an amorphous and partially lamellated dense ma¬
terial, near to the Golgi complex; in other instances, these large vesicles
contain finely granulated or vesiculated material as in Fig. 11. The dic-
tyosome of this erythrocyte is electron-dense.
Erythrocytes of B. pradoi present a rather less developed Golgi
complex as shown in Fig. 12. A large vesicle, whose remarkable dense
content contacts the dense dictyosome of this complex, is evident. Some
Golgi complexes are constituted by a dictyosome which contain an accen-
tuated dense material (Fig. 13). In this figure a smooth endoplasmic
reticulum seems to be continuous between the dictyosome and the obli-
quely sectioned plasmic membrane. In various assays, reactions for acid
phosphatase detection in B. jararaca erythrocytes, were never positive as
compared to the positiveness of the Controls.
The general aspect above described for mature erythrocytes of B.
jararaca, B. jararacussu, B. pradoi and B. álternatus, are depicted in
Fig. 14. Compact chromatin distribute itself more at the whole periphery
of the nucleus, except at the nuclear membrane pores; through the pore,
hemoglobinized cytoplasm enter the karyoplasm, enhancing their electron
density. However, in B. neuwiedi (Fig. 15) the chromatin of mature
erythrocytes is not compact and is distributed through practically the
whole karyoplasm. The cytoplasmic aspects are the same as those des¬
cribed for the erythrocytes of other species.
DISCUSSION
All bothropic specimens examined presented immature erythrocytes
in the peripheral blood, identified through the ROSENFELD staining, as
well as the brilliant cresyl blue supravital staining. This finding denotes
anemia, probably of hemolytical nature, ascribable to parasitism.
Mature erythrocytes show at least one, usually two or three dense
corpuscles of about 0.70 pi in diameter, rods, and short filaments, besides
the elements of the marginal band or their remnants, which in hemolyzed
smears of erythrocytes may be taken for wide foMs of the cell membrane
(Fig. 1). According to FAWCETT and WITEBSKY (16), the marginal
band found in avian (12), amphibian (17), and also, as expected, in
reptile erythrocytes* (Fig. 2) could be responsible for the cell shape. Com-
paring hemolyzed with sectioned erythrocytes, a correspondence between
mitochondria, and rods and short filaments, can be ascertained based on
the evidence obtained in the course of studies on mammalian immature
erythrocytes (18,19). Several corpuscles observed in hemolyzed ery¬
throcytes (Fig. 1) are the FEULGEN positive vesic’es, never found in
immature erythrocytes. Their mitochondrial origin (Figs. 3 and 4) has
been also stated in mature chick (12), frog (17), and fish (20) ery¬
throcytes; in experimental induced anemia, mature frog erythrocytes
shcwed besides a defined FEULGEN reaction, labelled vesicles through
3 H-thymidine incorporation. (21). A correlation can be considered
between this phenomenon, i.e. the expulsion of chromatinic material
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fragments from mature erythrocyte nuclei, and the extrusion of nuclei
in mammalian orthochromatic erythroblasts, as already suggested du-
ring the course of studies on mature chick (12), frog (17) and fish (20)
erythrocytes. Those erythrocytes are considered mature, which do not
present any polysomes, but still may contain simple ribosomes, because
globin synthesis had already ceased.
In mature B. jararaca, B. jararacussu, B. pradoi and B. alternatus
erythrocytes (Fig. 5) were found the same general aspects as in am-
phibian and fish red blood cells, except that in several instances the
smooth endoplasmic reticulum seems to be concentrated in certain re-
gions of the erythrocytes (Fig. 8). This aspect might suggest the for-
mation or disorganization of a Golgi complex. In one way or other
there is still no evidence to support either interpretation.
Compared with erythrocytes of other bothropic species, as B. pradoi
(Fig. 12), the Golgi complex of B. jararaca is markedly more developed,
suggesting a higher activity in the latter (Fig. 9) ; the nature of this
activity is still unknown, but it seems not to be correlated with the
cytolysomes, since the results for acid phosphatase reaction, obtained
according to KENT et al. (13), were negative; however, this fact does
not excluded a possible existence of cytolysomes without acid phosphatase.
TOOZE and DAVIES (3), in performing this reaction in amphibian
erythrocytes, found positiveness at the optical microscope. However, an
extrapolation fro mthe optical to the ultrastructural levei is difficult,
considering that at the latter several types of vesicles can be found
Figs. 9, 10, 11). The dictyosome of trythrocytes of all species examined,
generally, shows a dense material (Figs. 11, 13), possibly correlated with
the dense material observed within the vesicle closely connected to the
dictyosome, as shown in Fig. 12. Such dense material was also found
within a dictyosome of mature carp erythrocytes (20).
An accentuated difference was stated between the nuclei of the ma¬
ture erythrocytes of B. neuwiedi (Fig. 15), and those of other four
species (Figs. 5, 14). The former show the chromatinic material dis-
tributed through the karyoplasm, whereas the chromatin of mature B.
jararaca, B. jararacussu, B. pradoi and B. alternatus is predominantly
dispersed at the nuclear periphery. Their nuclei contain a less electron-
-dense, fine, and roughly granulated material (Fig. 5, 6, 14), which
can be identified as a nucleolus since a marked effect was obtained
through ribonuclease digestion (Fig. 7).
RESUMO — Eritrócitos maturos de 5 es¬
pécies botrópicas foram estudados ao nível
ultraestrutural. Vesículas de origem mito-
condrial, contendo material nuclear foram
constatadas. O retículo endoplasmático
liso pode estar distribuído pelo citoplasma
ou confinado a uma região restrita. Com¬
plexos de Golgi, contendo material eletro-
de so, são freqüentemente observados. En¬
quanto o complexo de Golgi de eritrócitos
de B. jararaca é altamente desenvolvido,
aqueles de outras espécies apresentam-se
com dimensões comumente observadas. Os
resultados para detecção de fosfatase ácida
em citolissomos foram negativos.
UNITERMO — Ultraestrutura de eritró¬
citos de Bothrops.
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BRUNNER JR., A. — Ultrastrueture of mature erythrocytes from five bothropie species,
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A cknowledgements.
The authors wishes to thanks Mrs. Vera Mondin Weisz for her
excellent technical assistence, and Mrs. Sibylle Heller for her editorial
aid and translation.
FIGURE LEGENDS
Fig. 1 — Mature B. jararaca erythrocyte from a hemolized smear. N. — nucleus; m —
mitochondria; v — probable vesicle; arroio — wide membrane fold.
Fig. 2 — Thin sections of mature Bothrops erythrocytes. B. jararacuesu erythrocyte pre-
senting traces of microtubules (arrows) of the marginal band; pm — plasmic
membrane. Figs. 3 and 4 — B. pradoi and B. alternatus erytrocytes respectively;
N. — nuclei; m — mitochondria receiving condensed chromatinic material. In the
latter case chromatinic condensation has already occured in the nucleus.
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Thin sections of mature B. jararaca erythrocytes. Fig. 5 — Nucleus N. containing a nucleolus
n; m — mitochondrion; v — vesicles; er — endoplasmic reticulum. The cytoplasm presents
simple ribosomes. Fig. 6 — Magnification of the nucleolus n of Fig. 5 showing fine and roughly
granulated material. Fig. 7 — Effect of ribonuclease treatment on a nucleolus.
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F
Thin sections of mature Bothrops erythrocytes. Fig. 8 — B. pradoi erythrocyte presenting
a smooth endoplasmic retriculum er confined to a limited region. N. — nucleus Fig. 9 —
B. jararaca erythrocyte containing a remarkable developed GCgi complex; d — dictyosome,
v — vesicles. Fig. 10 — B. jararaca erythrocyte. G. — Golgi complex; v — vesicle
containing a dense amorphous and partially lamellated material; v’ — vesicle without dense
material; v” — large vesicle surrounded by smaller ones; m — mitochondrion.
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Thin sections of mature Bothrops erythrocytes. Fig. 11 — B. jararacusau erythrocyte whose
Golgi complex present a dictyesome d containing dense material. Nine vesicles v, sectioned
at different leveis, carrying granulated and membranous material, are seen. Fig. 12 —
B. pradoi erythrocyte. N. nucleus; G Dense Golgi complex closely connected to a vesicle v
containing dense material. Fig. 13 — B. neuwiedi erythrocyte. The Golgi complex G presents
a highly dense material, and is continuous to a smooth endoplasmic reticulum er, which, in
its turn, is continuous to the plasmic membrane.
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Thin sections of mature Bathrops erythrocytes. Fig. H — B. jararaca erythrocyte showing a
nucleus N containing dense chromatin distributed mostly at their periphery, and a less electron-
dense nucleolus n. In the cytoplasm two mitochondria m and a smooth endoplasmic reticulum er
are seen. Fig. 15 — B. neuwiedi erythrocyte whose nucleous N presents a loose and conse-
quently less derse chromatin distributed throught the karyoplasm. The aspect of cytoplasm
is the same as that of other botropic species erythrocytes.
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10 .
11 .
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13.
14
19
20 .
21.
Recebido para publicavao em 30-V-1974 e aceito em 16-IX-1974.
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PRESENÇA DE CYSTICERCUS PISIFORMIS (BLOCH 1780)
EM COELHO E LEBRE IMPORTADOS
BRUNO SOERENSEN *
LUIZ ZEZZA NETO *♦
MARIO DEMAR PEREZ ***
GILDA MEIRE BULKA ****
ANTONIA ELENICE GIMENES ONO ****
RESUMO — É relatada a ocorrência de
Cysticercus pisiformis em dois leporinos im¬
portados da França.
Os autores alertam as autoridades sani¬
tárias no sentido de que a Taenia pisifor¬
mis não venha a se disseminar no Brasil.
UNITERMOS — Taenia pisiformis. —
Taenia serrata. — Cysticercus pisiformis.
— Cysticercus pisiformis em coelho e lebre.
INTRODUÇÃO
A Taenia pisiformis, segundo literatura consultada, foi assinalada
no Brasil, conforme lista helmintológica de Freitas (3). A raridade
de seu encontro justifica o presente relato.
Na fase adulta esse cestóide tem por habitat o intestino do cão,
do gato e de carnívoros silvestres; sua larva o Cysticercus pisiformis,
se desenvolve no fígado, epiploon e mesentério da lebre e do coelho.
O adulto mede de 0,5 cm a 2 m de comprimento, apresentando escólex
pequeno dotado de coroa de ganchos; o estróbilo, dentado, possue pro-
glotes quadrados na parte média da cadeia e retangulares na porção
distai.
Os ovos são ovais com 36 a 40 x 31 a 36 micra.
O hospedeiro definitivo se infesta ingerindo vísceras contendo o cis-
ticerco (1, 2, 4, 5, 7, 8, 9) sendo que dois meses após a infestação começa
a eliminar anéis maduros; a lebre e o coelho se infestam ingerindo ali¬
mentos contaminados com fezes do cão (1).
No estômago do hospedeiro intermediário o embrião hexacanto se
liberta e por via hemática atinge o fígado, o epiploon e o mesentério. Os
embriões retidos no fígado determinan lesões caracterizadas por fibrose,
sendo que após 15 dias da infestação já se observa densa infiltração
* Professor da Disciplina le Laboratório Clínico Veterinário da Faculdade de Ciências Médicas e
Biológicas de Botucatu e Diretor da Divisão de Microbiologia e Imunologia do Instituto Butantan.
** Profesoor Titular da Disciplina de Patologia Especial Animal da Faculdade de Ciências Médicas e
Biológicas de Botucatu.
*** Professor Adjunto do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da
Universidade de São Paulo.
**♦* Médicos Veterinários.
Endereço para correspondência:
C.P. G5 — 05604 — S. Paulo — Brasil.
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SOERENSEN, B., ZEZZA NETO, L., PEREZ, M. D., BULKA, G. M. & ONO, A. E. G.
Presença de Cysticercus pisiformes (Bloch 1780) em coelho e lebre importados.
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de leucócitos e linfócitos, chamando atenção a presença de eosinófilos;
posteriormente essas larvas se calcificam não sendo observadas células
gigantes.
As secções do epiploon e do mesentério, nas quais são encontrados
cisticercos, apresentam tecido hipertrofiado e intenso infiltrado celular.
A parasitose na lebre e no coelho é carente de sintomas, notando-se
apenas aumento de volume do abdômen, sendo o diagnóstico feito pelo
encontro do parasito nas necroscopias (8).
MATERIAL E MÉTODOS
Recebemos para necroscopia no mês de fevereiro de 1972 uma lebre
— Lepus europeus — e um coelho — Oryctolagus cuniculus — impor¬
tados da França há aproximadamente 15 dias.
As necroscopias foram realizadas obedecendo a técnica de Zencker
Borst, adaptada para a Medicina Veterinária por Martins (6).
Após a identificação dos cisticercos, fragmentos de diversos órgãos
foram fixados em formol a 10% ; os cortes histológicos posteriormente
obtidos foram corados pelo método da Hematoxilina Eosina.
RESULTADOS
O exame necroscópico dos animais revelou o abdômen quase todo
preenchido por formações císticas em forma de cacho de uva aderidas
ao epiploon (fig. 1 e 2) que foram identificadas como Cysticercus pisi-
formis; essas larvas císticas medem, em média, 0,5 cm de maior diâmetro,
são moles, de cor branco- amarelada, contendo escólex invaginado (fig.
3 e 4) e líquido fluido, limpido e transparente.
O exame macroscópico das demais vísceras nada revelou que fosse
digno de nota.
O exame microscópico do fígado mostrou no seio da massa hepática
área bastante circunscrita por tecido conjuntivo denso, contendo restos
do parasito, focos de calcificação, alguns eosinófilos e raros neutrófilos.
(fig. 5).
Ao exame microscópico o epiploon revelou-se bastante espessado e
com grande infiltrado eosinofílico; entre o tecido conjuntivo e a massa
eosinifílica verificam-se cortes do parasito em diferentes sentidos. São
vistos alguns neutrófilos e linfócitos além de vasos bastante dilatados,
cheios de sangue, e discreto foco de calcificação, (fig. 6).
CONCLUSÃO
Pelo exposto, recomenda-se, às autoridades sanitárias e criadores,
estarem alertas para que tal parasitose não seja disseminada em nosso
meio.
Recomenda-se ainda que as importações somente possam ser efetuadas
por criadores que comprovadamente possuam condições de higiene que
impossibilitem a progressão do ciclo do parasito.
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SOERENSEN, B., ZEZZA NETO, L., PEREZ, M. D., BULKA, G. M. & ONO, A. E. G. —
Presença de Cysticercus pisiformes (Bloch 1780) em coelho e lebre importados.
Mem. Inst. Butantan, 38: 63-68, 1974.
SUMMARY — The ocurrence of Cysticercus
pisiformis in two leporines imported from
France is described.
The authors call the attention of the
sanitary authorities to avoid that Taenia
pisiformis might disseminate itself ln
Brazil.
UNITERMS — Taenia pisiformis. — Tac-
nia serrata. — Cysticercus pisiformis. —
Cysticercus pisiformis in rabbits and hares.
BIBLIOGRAFIA
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Recebido para publicação em 15-III-1974 e aceito para publicação em 10-X-1974.
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SOERENSEN, B., ZEZZA NETO, L., PEREZ, M. D., BULKA, G. M. & ONO, A. E. G. —
Presença de Cyaticercua piaiformea (Bloch 1780) em coelho e lebre importados.
Jl/em- Inat. Butantan, 88: 63-68, 1974.
Fig. 1 — Cyaticercua piaiformia — Formações císticas, que tomam
todo o epiploon.
Cyaticercua piaiformia — Formação típica em cacho de uva, notando-se bem a
transparência dos cistos.
Fig. 2
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SOERENSEN, B., ZEZZA NETO, L., PEREZ, M. D., BULKA, G. M. & ONO, A. E. G. —
Presença de Cysticercus pisiformea (Bloch 1780) em coelho e lebre importados.
Mem. Inst. Butantan, S8\ 63-68, 1974.
Fig. 5 — Corte histológico do fígado mostrando áreas íntegras e áreas comprometidas pelo
parasito. Coloração H. E. (X 100).
Fig. 6 — Corte histológico do epiploon contendo segmento do parasito com reação fibrosa.
Coloração H. E. (X 100).
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NOTA SOBRE FREQÜÊNCIA DE HEMOPARASITAS
EM SERPENTES DO BRASIL
ÍNDICE DAS ESPÉCIES
Pág. j
Boa constrictor .
.... 85 1
Bothrops alternatus .
Bothrops cotiara .
.... 75
Bothrops insularis .
.... 75
Bothrops jararaca .
Bothrops jararacussu .
.... 77
Bothrops moojeni .
.... 78
Bothrops neuwiedi .
.... 81
Bothrops pradoi .
.... 82
Chironius bicarinatus .
.... 92
Chironius flavolineatus .
.... 94
Chironius foveatus .
.... 96
I Chironius laevicollis .
.... 96
Corallus caninus .
.... 87
Corallus hortulanus .
.... 88
1 Crotalus durissus .;.
.... 83
1 Cyclagras gigas .
.... 97
I Epicrates cenchria crassus .
.... 90
[ Erythrolamprus aesculapii .
.... 99
I Eunectes murinus .
.... 91
I Helicops carinicaudus .
.... 100
| Helicops modestus .
.... 101
K Leimadophis poecilogyrus .
. 102
1 Leimadophis typhlus .
.... 103
K Liophis müiaris .
. 103
1 Liophis undulatus .
. 104
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Mem. Inst. Butantan
tS: 69-118, 1974
NOTA SOBRE A FREQÜÊNCIA DE HEMOPARASITAS
EM SERPENTES DO BRASIL*
SAMUEL B. PESSÔA****
PÉRSIO DE BIASI**
e GIUSEPPE PUORTO***
RESUMO — Os autores relatam os resul¬
tados de pesquisa de hemoparasitas no san¬
gue de mais de 2.000 serpentes pertencen¬
tes a 24 gêneros e 45 espécies, peçonhentas
ou não, capturadas principalmente na re¬
gião centro-sul do Brasil. Verificaram que
os seguintes gêneros de hemoparasitas
foram encontrados nas serpentes brasilei¬
ras: Hepatozoon, Haemogregarina (s. s.),
Plã8modium, Trypanosoma e Toddia. A
maioria dos hemoparasitas encontrados
pertencem aos gêneros Hepatozoon, parasi¬
tando até mais de 70% de uma mesma
espécie, como por exemplo Cyclagras gigas;
menos freqüente é Haemogregarina pallida,
a única espécie do gênero Haemogregarina
(s. s.), encontrada no sangue de um único
exemplar de Thamnodynastes pallidus
nattereri.
Em algumas espécies de serpentes os
autores não encontraram hemoparasitas
(gênero Micrurus e Bothrops insularia).
Espécies de Trypanosoma são muito fre-
qüentes em algumas serpentes, como por
exemplo Rachidelus brazili (28% de 21
exemplares examinados). Poucas serpentes
são parasitadas por Plasmodium, todavia,
8% dos 164 exemplares de Bothrops
moojeni estavam infectados por este hemo-
parasita.
Finalmente, algumas espécies de serpen¬
tes, como Bothrops pradoi e Philodryas
olfersii são parasitadas (10%) pelo gênero
Toddia (provavelmente um “virus").
Nenhuma microfilária foi encontrada no
sangue das serpentes.
UN1TERMOS — Freqüência de hemopara¬
sitas; Serpentes; Sangue; Plasmodium;
Hepatozoon; Trypanosoma; Haemogrega¬
rina (s. s.); Toddia; Microfilária.
INTRODUÇÃO
Como há vários anos (1967-1974) vimos estudando os hemoparasi¬
tas das serpentes do Brasil, resolvemos nesta nota fazer uma súmula
estatística sobre a freqüência com que estes protozoários são encontrados
parasitando as várias espécies de nossos ofídios.
Este trabalho compreende o resultado dos exames de aproximada¬
mente 2.100 exemplares de serpentes, pertencentes a 24 gêneros e 45
espécies, peçonhentas ou não, capturadas principalmente na região
Centro-Sul do país, feitos nas Seções de Herpetologia e de Venenos do
Instituto Butantan.
* Trabalho executado com auxilio do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
** Do Instituto Butantan.
*** Bolsista do Instituto Butantan.
Endereço para correspondência:
C.P. 65 — 05504 — São Paulo
Brasil.
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PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inat. Butantan, 69-118, 1974.
Das serpentes mais comuns foi examinado um número substancial
de animais, sendo que, em relação às mais raras tivemos de nos contentar,
às vezes, com poucos exemplares ou mesmo, um só.
Também pudemos fazer observações mais pormenorizadas sobre o
hemoparasitismo de serpentes peçonhentas dos gêneros Crotalus e
Bothrops, respectivamente “cascavel” e “jararacas”, pelo fato de chega¬
rem em maior número na Seção de Venenos do Instituto Butantan.
Outro motivo que nos levou a publicar esta nota foi o fato de, até
hoje, não terem sido divulgados dados estatísticos sobre a prevalência
dos .diversos hemoparasitas nas nossas serpentes.
Aliás, também não nos parecem ser muito numerosos os estudos
nesse sentido em outros países; sem nos aprofundarmos na bibliografia
podemos citar os trabalhos de Ewers (1968), que estudou os hemato-
zoários dos répteis da Nova Guiné, tendo encontrado somente hemogre-
garinas (s. 1.) em 17 de 23 serpentes examinadas ou seja 74% infetadas.
Não registrou o encontro de Trypanosoma, Toddia ou Pirhemocyton e
Plasmodium. Hull e Camin (1960), nos EE.UU. registraram o en¬
contro de 154 serpentes infetadas por Hepatozoon, em 600 examinadas,
ou seja, a percentagem de 30,5%. Não relatam o encontro de outros
hemoparasitas. Anteriormente, estes autores (1956) tinham feito um
inquérito nas serpentes do Parque Zoológico de Chicago e encontraram
a taxa de 42,4% parasitados por Hepatozoon; um ano mais tarde a taxa
de infecção caiu para 23,1% nesta mesma população cativa. Também
estes autores assinalaram a presença de microfilarias em dois exempla¬
res, porém, nós em mais de 2.000 ofídios examinados nunca tivemos
ocasião de assinalar microfilárias no sangue destes animais.
MATERIAL E MÉTODOS
t
Nas serpentes foram feitos exames de sangue, a fresco e esfregaços
fixados com metanol e corados pelo Giemsa ou, às vezes, May Grünwald-
-Giemsa.
As serpentes examinadas foram numeradas compreendendo diversas
séries. A primeira série recebeu número, sem prefixo de letras; a se¬
gunda série recebeu o prefixo N.S. — (o que nos levou a iniciar esta
Nova Série foi o fato de não precisarmos trabalhar com números ele¬
vados) ; posteriormente, designamos uma série H — para as serpentes
examinadas na Seção de Venenos; outra F — para os filhotes; e a série
G — para as serpentes prenhes.
As lâminas que julgamos importantes para arquivo receberam uma
sequência numérica constituindo uma única série não precedida por letra
e se acham todas na Coleção do Instituto Butantan.
1956 — HULL, R. W. — Jour. Parasitol. i2 ( suppl .): 36.
1960 — HULL, R. W., e CAMIN, J. H. — Jour. Parasitol. 46:515-523.
1968 — EWERS, W. H. — Jour. Parasitol. 54 (1): 172-174.
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PESSÔA, S. B., BIÀSI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
As microfotografias foram feitas com aumentos que variaram entre
1.000 e 2.000 diâmetros; os casos de aumento maior são indicados no
texto. Representam elas formas sangüíneas consideradas em geral como
gametócitos e formas tissulares, que são formas esquizogônicas, as quais
muitos autores separam em macrocisto com numerosos esquizontes pe¬
quenos e microcistos, em geral com 2 a 6 esquizontes maiores.
Quanto às citações bibliográficas, nos restringimos às que se refe¬
rem às descrições originais da espécie e algumas às descrições das formas
evolutivas até agora conhecidas ou outra particularidade importante.
Os nomes específicos das serpentes aqui citadas estão baseados no
Catálogo de Peters e Orejas-Miranda (1970).
Família Viperidae:
1 — Bothrops alternatus (“urutu, cruzeira”), figs. 1-5.
Examinados . 23
Parasitados por: Hepatozoon . 4 ... 17%
Toddia . 1
O Hepatozoon desta espécie foi descrito por Phisalix e Laveran em
1913 com o nome de Haemogregarina roulei (= Hepatozoon roulei).
Sua evolução foi feita no Culex dolosus por Pessoa e cols. 1972.
BIBLIOGRAFIA
1913 — PHISALIX, MME. — C. R. Soc. Biol. pp. 110-111.
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1970 — PETERS, J. A. e OREJAS-MIRANDA, B. — Catalogue of the Neotropical Squamata
Part I. Snakes, Smithsonian Institution Press, Washington.
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em serpentes do Brasil.
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Figs. 1-5
2*5
aSÉtWM
M
74
Hepatozoon da Bothrops altematus
Figs. 1-3, formas sangüíneas
Figs. 4 e 5, formas tissulares (cistos esquizogônicos).
cm
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em serpentes do Brasil.
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2 — Bothrops cotiara (“cotiara”)
Examinados . 8
3 — Bothrops insularis (“jararaca ilhoa”)
Examinados . 6
Nestas espécies não foram encontrados hemoparasitas.
4 — Bothrops jararaca (“jararaca”), figs. 6-11.
Examinados . 131
Parasitados por: Hepatozoon . 31 ... 24%
Toddia . 3 ... 2%
O Hepatozoon desta espécie foi por nós identificado à Haemogre-
garina plimmeri Sambon, 1909 e redescrita por Phisalix e Laveran em
1913.
BIBLIOGRAFIA
1909 — SAMBON, W. — J. Trop. Med. Hyg. 12: 48-55.
1913 — PHISALIX, MM. e LAVERAN, A. — Buli. Soc. Path. Exot. 5:330-332.
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em serpentes do Brasil.
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FIGURAS 6-11
Ucpatozoon da Bothrops jararaca
Figs. 6-8 — Formas sangüíncas.
Figs. 9-11 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos; fig. 11, aumento x 2500).
cm
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
Hepatozoon da Bothrops moojeni
Figs. 14 e 16 — Formas sangüíneas.
Figs. 16-18 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos; figs. 16 e 17, aumento X 2500).
79
FIGURAS 14-18
cm
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em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
7 — Bothrops neuwiedi (“jararaca-pintada”), figs. 20-22.
Examinados . 62
Parasitados por: Hepatozoon . 24 ... 39%
Não foram aqui consideradas as diversas subespécies de B. neuwiedi,
de modo que a freqüência dos parasitas foi analisada como ocorrendo
na espécie.
O Hepatozoon desta serpente foi assinalado em 1916 por Migone, no
Paraguai, sem lhe dar nome específico. Não encontramos nenhum outro
hemoparasita além do hepatozoon. A transmissão congênita do Hepa¬
tozoon nesta espécie foi verificada por Biasi e cols. (1971).
BIBLIOGRAFIA
1916 — MIGONE, L. E. — Buli. Soc. Path. Exot. 9: 359-364.
1968 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 28(1): 71-76.
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Atas Soc. Biol. do Rio de
FIGURAS 20-22
20 m 2i r
Hepatozoon da Bothrops neuwiedi
Figs. 20 e 21 — Formas sangüíneas (fig. 21, aumento X 2500).
22
Fig. 22 — Forma sanguínea na membrana cório-alantóide do embrião.
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em serpentes do Brasil.
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8 — Bothrops pradoi — figs. 23-25.
Examinados . 100
Parasitados por: Hepatozoon . 46 ... 46%
Toddia . 10 ... 10%
Esta espécie foi uma das mais altamente parasitadas que encon¬
tramos, tanto pelo Hepatozoon como por Toddia. O Hepatozoon não foi
assinalado anteriormente por nenhum pesquisador; a Toddia foi estudada
por M.A. de Souza e Cols. (1973).
BIBLIOGRAFIA
1973 — SOUZA, M. A., BIASI, P. e PESSOA, S. B. — Mem. Instit. Oswaldo Cruz 71(1,):
443-480.
FIGURAS 23-25
23
Hepatozoon da Bothrops pradoi
Fig. 23 — Forma sangüínea.
Figs. 24 e 25 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
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em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
9 — Crotalus ( Crotalus ) duríssus. (“cascavel”) — figs. 26-32.
Examinados . 300
Parasitados por: Hepatozoon . 34 ... 11%
Trypanosoma . 5 ... 1,5%
Como se sabe foram descritas várias subespécies de Crotalus ( C .)
durissus de Lineu. Os parasitas desta espécie com suas diversas sub¬
espécies são aqui considerados em bloco como parasitando uma única
espécie, esclarecendo-se que a quase totalidade de exemplares examina¬
dos corresponde à C. d. terrificus e C. d. collilineatus. Nestas serpentes
encontramos no sangue espécie de Hepatozoon e Trypanosoma.
O primeiro autor a assinalar o Hepatozoon na cascavel foi Lutz em
1901, que considerando todas as espécies parasitas de serpentes como
uma única, a denominou Hemogregarina serpentium (= Hepatozoon
serpentium). Laveran em 1902 descreveu a Haemogregarina crotali no
C. confluens (= C. atrox) ; Luhe descreveu nesta espécie o Karyolysus
crotali e Phisalix em 1931 duas outras espécies: Haemogragarina romani
e H. capsulata. O tripanosoma da cascavel foi descrito por Pessoa e
Biasi em 1972, com o nome de Trypanosoma cascavelli, parasitando o
C. d. terrificus.
BIBLIOGRAFIA
1901 — LUTZ, A. — Zentrlb. f. Bak. 1 Abd. Orig. 29: 290-397.
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em serpentes do Brasil.
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FIGURAS 26-32
A
26
29
32
Hemoparasitas da Crotalus duríssus
Figs. 26-28 — Formas sanguíneas do Hepatozoon.
Figs. 29-31 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos), do Hepatozoon.
Fig. 32 — Trypano8oma cascavelli (aumento X 2500).
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em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 88: 69-118, 1974.
Familia Boidae
10 — Boa constrictor (“jibóia”), figs. 33-37.
Examinados . 29
Parasitados por: Hepatozoon . 18 ... 62%
Trypanosoma . 4 ... 14%
Lutz, 1901, assinalou a presença de hepatozoon nesta serpente;
Sambon a descreveu sob o nome de Haemogregarina terzii em 1909.
Plimmer também a assinalou em 1914 e Carini, 1917, a descreveu com
o nome de Haemogregarina (Karyolysus ) juxtanuclearis. O tripanosoma
encontrado na jibóia foi descrito por Pessoa e Fleury com o nome de
Trypanosoma constrictor em 1969. Neste mesmo ano Bali e cols. descre¬
veram uma nova espécie parasita desta serpente, o Hepatozoon fusiflex.
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PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
FIGURAS 33-37
Hemoparasitas da Boa constrictor
Figs. 33 e 34 — Formas sanguíneas, do Hepatozoon.
Figs. 35 e 36 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos), do Hepatozoon.
Fig. 37 — Trypanosoma constrictor.
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PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. In8t. Butantan, 88: 69-118, 1974.
11 — Corallus caninus (“cobra-papagaio”), figs. 38-40.
A Haemogregarina da Corallus caninus foi descrita por Brimont
(1909) em cobra da Guiana Francesa que lhe não deu nome específico.
Pessoa e cols. admitiram tratar-se de H. luhei e conseguiram o desenvol¬
vimento desta espécie, proveniente do Amapá, no mosquito Culex fatigans
(1970/. Examinamos somente dois exemplares da Corallus caninus,
sendo que somente um estava com Hepatozoon.
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FIGURAS 38-40
SL V
;■ *
nfl-
ate, IN®
l|p
%
28 Jfckfí&a. *38^
39
40
Hepatozoon da Corallus caninus
Figs. 38-40 — Formas sanguíneas (fig. 40, está livre no sangue).
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em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, S8: 69-118, 1974.
FIGURAS 41-47
Hemoparasitas da Coralina hortula.nus
Fig. 41 — Forma sanguínea do Hepatozoon.
Fig. 42 — Forma sangüínea do Hepatozoon e esquizonte do Plasmodium, em glóbulos
diferentes.
Fig. 43 — Forma sangüínea livre, do Hepatozoon.
Figs. 44-47 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos), do Hepatozoon. (fig. 47, aumento
X 2500).
89
cm
SciELO
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G.
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: C9-118, 1974.
Nota sobre a frequência de hemoparasitas
13 — Epicrates cenchria crassus (“salamanta”), figs. 48-49.
Examinados . 37
Parasitados por: Hepatozoon . 6 ... 16%
Trypanosoma . 1
As cobras do gênero Epicrates que se assemelham à jibóia, são de¬
nominadas salamantas; a única espécie deste gênero por nós estudada
foi a Epicrates cenchria crassus. Darling (1912), no Panamá, assinalou
hemogregarina em serpentes do gênero Epicrates; a hemogregarina do
E. cenchria foi descrita em 1931 na Venezuela por Phisalix. O seu tri-
panosoma foi descrito por Pessoa e Fleury, que o denominaram Trypa¬
nosoma salamantae (1969).
BIBLIOGRAFIA
1912 — DARLING, S. T. — Buli. Soc. Path. Exot. 5: 71-73.
1931 — PHISALIX, Mme. — Buli. Soc. Path. Exot. 21,: 187-190.
1969 — PESSÔA, S. B. e FLEURY, G. C. — Rev. Bras. Biol. 29(1): 81-86.
1969 — PESSÔA, S. B. e CAVALHEIRO, J. — Rev. Bras. 29(3): 351-354.
FIGURAS 48 e 49
«
48
m 49
Hemoparasitas da Epicrates cenchria crassus
Fig. 48 — Forma sangüínea do Hepatozoon.
Fig. 49 — Trypanosoma salamantae.
90
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S, B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Dutantan, 38: G9-118, 1974.
14 — Eunectes murinus (“sucuri”) — figs. 50 — 52
Examinados . 19
Parasitados por: Hepatozoon . 10
. 53%
Desta espécie, vulgarmente denominada “sucuri”, o Hepatozoon foi
assinalado em 1901 por Lutz e em 1909 por Brimont. Em 1910 foi des¬
crito por Hartmann e Chagas que o denominaram Haemogregarina
lutzi. Posteriormente foi assinalada por Plimmer (1914-1916) ; Migone
(1916) ; Carini (1947).
BIBLIOGRAFIA
1909 — BRIMONT, E. — C. R. Soc. Biol. 67: 169-171.
1910 — HARTMANN, M. e CHAGAS, C. — Arch. fur Protistenk. 20(3): 35-36.
1912 — PLIMMER, H. — Proc. Zool. Soc. 1912: 406-419.
1914 — PLIMMER, H. — Proc. Zool. Soc. 1914: 181-190.
1915 — PLIMMER, H. — Proc. Zool. Soc. 1915: 123-130.
1947 — CARINI, A. — Arq. Biol. 31(279): 61-63.
1916 — MIGONI, L. E. — Buli. Soc. Path. Exot. 9: 359-364.
FIGURAS 50-52
«*.
51
52
Hepatozoon da Eunectes murinus
Figs. 50-52 — Formas sangüíneas (fig. 52, livre no sangue).
91
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38'. 69-118, 1974.
FIGURAS 53-58
Hepatozoon da Chironius bicarinatus
Figs. 53 e 54 — Formas sangüíneas (na fig. 54, um Hepatozoon saindo do eritrócito).
Figs. 65 - 68 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
cm
SciELO
SciELCVo
2
3
5
6
11
12
13
14
15
16
z
cm
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118. 1974.
FIGURAS 59-66
59 60
Hemoparasitas da Chironius flavohneatus
Fig. 59 — Toddia.
Figs. 60 e 61 — Hepatozoon, formas sangüíneas (fig. 61, livre no sangue).
Figs. 62 - 66 — Hepatozoon, formas tissulares (cistos esquizogônôicos).
cm
SciELO
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. In8t. Butantan, 88: 69-118, 1974.
19 — Chironius foveatus
Examinados . 18
Parasitados por: Hepatozoon . 2
20 — Chironius laevicollis (“cobra-cipó”), figs. 67 — 69.
Examinados . 2
Parasitados por: Hepatozoon . 1
Toddia . 1
11 %
Um único exemplar desta espécie encontrava-se parasitado por
Hepatozoon, que foi descrito por Pessoa (1967), como Haemogregarina
laevicollis. Outro encontrava-se parasitado por Toddia, que Pessoa
(1966) denominou Pyrhemocyton brazili.
BIBLIOGRAFIA
1966 _ PESSÔA, S. B. e CAMPOS, E. P. — Rev. Bras. Biol. 26(i): 417-423.
1967 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27(1): 41.
1967 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27(2): 159-164.
FIGURAS 67-69
67
68
* 1
IH
Hemoparasitas da Chironius laevicollis
Fig. 67 — Toddia.
Fig. 68 — Forma sangüínea do Hepatozoon.
Fig. 69 — Forma tissular (cisto esquizogônico).
96
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSOA, S. B., BIASX, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inat. Butantan, 38: 69-118, 1974.
21 — Cyclagras gigas (“surucucu do pantanal”), figs. 70 — 72.
Examinados . 7
Parasitados por: Hepatozoon . 5 ... 71%
Schouten (1934) e Arantes (1934) denominaram, respectivamente,
a hemogregarina de H. migonei e H. cyclagrasi. Segundo Pessoa e cols.
(1970) provavelmente esta cobra é parasitada por duas espécies de Hepa¬
tozoon, uma que é transmitida por sanguessugas Hepatozoon migonei
(Schouten, 1934) e outra por mosquito Culex fatigans, que é o Hepa¬
tozoon cyclagrasi (Arantes, 1934). Nesta espécie Fonseca (1935) des¬
creveu o Trypanosoma mattogrossensi, que não encontramos nos sete
especimens que examinamos.
BIBLIOGRAFIA
1934 — ARANTES, J. V. — Rev. Biol. Hyg. S. Paulo 5: 9.
1934 — SCHOUTEN, C. B. — Rev. Soc. Cient. Paraguay, 3 : 145-147.
1935 — FONSECA, F. da — Mem. Instituto Butantan 9: 189-191.
1970 — PESSOA, S. B., SACCHETTA, L. e CAVALHEIRO, J. — Rev. Lat-Amer. Microbiol.
12 : 197-200.
97
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Alem. In8t. Butantan, 38: 69-118, 1974.
FIGURAS 70-72
Hepatozoon da Oyclagras gigas
Figs. 70 e 71 — Formas sangüineas.
Fig. 72 — Forma tissular (cisto esquizogônico) .
SciELO
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
era serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38 : 69-118, 1974.
22 — Erythrolamprus aesculapii (“falsa-coral”), figs. 73 e 74.
Examinados . 34
Parasitados por: Hepatozoon . 13 ... 38%
O Hepatozoon desta serpente foi descrito por Bõrner em 1901 (in
Simond, 1901) que o denominou Haemogregarina colúbri. Wenyon
(1909) redescreveu-o e descreveu um tripanosoma, o T. erythrolamprii.
Este flagelado não foi por nós encontrado nas serpentes desta espécie,
que examinamos.
BIBLIOGRAFIA
1901 — SIMOND, P. L. — Ann. Instit. Pasteur 15: 319-361.
1908 — WENYON, C. M. — Parasitology 1 : 314-317.
1967 — PESSOA, S.B. — Rev. Brasil. Biol. 27(2 ): 159-161.
FIGURAS 73 e 74
*
73
Hepatozoon da Erythrolamprus aesculapii
Fig. 73 — Forma sangüínea.
Fig. 74 — Forma tissular (cisto esquizogônico).
99
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inat. Butantan, 38: 69-118, 1974.
23 — Helicops carinicaudus (“cobra-d’água”), figs. 75 e 76.
Desta cobra examinamos somente 6 exemplares com dois positivos
para Hepatozoon. Pessoa e Cavalheiro (1969) realizaram a evolução deste
Hepatozoon que denominaram Hepatozoon carinicauda, na sanguessuga
Haementeria lutzi.
BIBLIOGRAFIA
1969 — Rev. Goiana Med. 15: 161-168.
FIGURAS 76 e 76
16
100
*
Hepatozoon da Helicops carinicaudus
Fig. 76 — Forma sangüínea livre.
Fig. 76 — Forma tissular (cisto esquirogônico).
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
24 — Helicops modestus (“cobra-d’água”), figs. 77 e 78.
Examinados . 54
Parasitados por: Hepatozoon . 1
Dos exemplares examinados, desta espécie, mais comum que a pre¬
cedente, só encontramos um parasitado por Hepatozoon, que foi denomi¬
nado Haemogregarina modesta. Brumpt (1914) descreveu um tripano-
soma nesta espécie, o T. brazili. Porém, no material que examinamos não
tivemos ocasião de encontrar nenhum parasitado pelo tripanosoma des¬
crito por Brumpt.
BIBLIOGRAFIA
1914 — BRUMPT, E. — Buli. Soc. Path. Exot. 7: 706-710.
1928 — BRUMPT, E. — Précis de Parasitologie, 5. tt ed.
1942/1943 — LAVIER, G. — Ann. Parasit. Human et Comp. 19: 168-169.
1969 — PESSÔA, S. B. e CAVALHEIRO, J. — Rev. Brasil. Biol. 29(3): 351-354.
1969 — PESSÔA, S. B. e CAVALHEIRO, J. — Rev. Goiana Med. 15: 155-159.
FIGURAS 77 e 78
78
m
%
X
rJj
Hepatozoon da Helicops modestus
Figs. 77 e 78 — Formas sangüíneas.
101
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. In8t. Butantan, 38: 69-118, 1974.
25 — Leimadophis poecilogyrus (“cobra-capim”), figs. 79 — 82.
Examinados . 55
Parasitados por: Hepatozoon . 6 _ 11%
Hepatozoon descrito por Pessoa (1967) sob o nome de Haemogre-
garina leimadophisi. Pessoa e Biasi (1974) obtiveram formas evolutivas
jovens na Haementeria gracilis.
BIBLIOGRAFIA
1967 — PESSOA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27(1): 33-46.
1974 — PESSOA S. B. e BIASI, P. — Rev. Pat. Trop. (J): 2, 221-224.
FIGURA 79-82
102
79
T Q2
i’
80
ã
^ -'n
Hepatozoon da Leimadophis poecylogirua
Fig. 79 — Forma sangüínea (aumento X 2500).
Figs. 80-82 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
cm
2 3
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUCRTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
era serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 88: 1-12, 1974.
26 — Leimadophis typhlus
Examinados . 9
Todos os exemplares examinados foram negativos para hemo¬
parasitas.
27 — Liophis miliaris (“cobra-d’água”), figs. 88 — 85.
Examinados . 121
Parasitados por: Hepatozoon . 13 ... 11%
Toddia . 1
Este Hepatozoon foi descrito em 1968 por Pessoa que o denominou
Haemogregarina miliaris. Em 1969, Pessoa e Cavalheiro realizaram a
evolução desta espécie em sanguessuga Haementeria lutzi.
BIBLIOGRAFIA
1968 — PESSÔA, S. B. — Rev. Bras. Biol. 28(1): 71-76.
1969 _ PESSÔA, S. B. e CAVALHEIRO, J. — Rev. Bras. Biol. 29(1,): 451-458.
FIGURAS 83-85
?
83 84 ISLiÉ 85
Hepatozoon da lAophis miliaris
Fifrs. 83 e 84 — Formas sarfjüíneas.
Fig. 85 — Forma tissular, (cisto esquizoRÔnico).
103
cm
2 3 4
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUCRTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Dutantan, 38: 69-118, 1974.
28 — Liophis undulatus
Examinados . 7
Todos exemplares negativos para hemoparasitas.
29 — Mastigodryas bifossatus bifossatus (“jararacussu do brejo”), figs.
86 — 90.
Examinados . 42
Parasitados por: Hepatozoon . 10 ... 24%
O Hepatozoon desta serpente visto em 1901 por Lutz, foi descrito
em 1912, numa cobra do Brasil, com o nome de Haemogregarina drymobii
Marullaz, 1912.
BIBLIOGRAFIA
1912 — MARULLAZ, M. — C. R. Soc. Biol., Paris, 73: 518-520.
1967 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27 ( 1 ): 33-46.
1967 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27 (3): 333-335.
. FIGURAS 86-90
Hepatozoon da Mastigodryas bifossatus bifossatus
Fírs. 86 e 87 — Formas sanRÜineas.
Fies. 88 -90 Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
104
cm
SciELO
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. lnst . Butantan, 38: 69-118, 1974.
30 — Oxyrhopus trigeminus (“falsa-coral ou boicorá”).
Examinados . 38
Nos exemplares desta espécie que examinamos não encontramos
hemoparasitas.
31 — Philodryas aestivus (“cobra-ver de”), figs. 91 e 92.
Examinados . 20
Parasitados por: Hepatozoon . 2 ... 10%
O Hepatozoon desta espécie foi descrito por Pessoa em 1928, com o
nome de Haemogregarina butantanensis Pessoa, 1928.
BIBLIOGRAFIA
1928 — PESSÔA, S. B. — Rev. Biol. Hyg. 35: 56-61.
FIGURAS 91 e 92
9i mp
92
' v
* * *
At.
Hepatozoon da Philodryas aestivus
91 — Forma sanguínea.
92 — Forma tissular (cisto esquizogônico).
106
cm
2 3 4
6 SciELO 10 11 12 13 14 15
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a íreqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
32 — Philodryas nattereri
Examinado . 1
O único exemplar examinado desta espécie encontrava-se positivo
para Hepatozoon. Pessoa (1967) descreveu as formas tissulares (esqui-
zogônicas) do Hepatozoon que Carini considerou como sendo Haemogre-
garina philodryasi. Pessoa (1928) descreveu nesta espécie um Trypano-
soma, que denominou T. philodriasi.
BIBLIOGRAFIA
1928— PESSOA, S, B. — Boi. Biológico, 13: 81-82.
1967 — PESSOA, S. B. — Rev. Bras. Biol. 27(1): 49-56.
FIGURAS 93 e 94
Hepatozoon da Philodryas nattereri
Fig. 93 — Forma sangüínea.
Fig. 94 — Forma tissular (cisto esquizogônico).
106
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inat. Butantan, S8: 69-118, 1974.
33 — Phüodryas olfersii (“boiubú”), figs. 95
Examinados .
Parasitados por: Hepatozoon .
Toddia .
. 32%
. 10 %
O Hepatozoon desta espécie foi assinalado por Lutz (1901) e por
Migone, no Paraguai (1916). A Toddia foi descrita em 1966, por Pessoa,
que a denominou Pyrhemocyton brazili.
BIBLIOGRAFIA
1916 — MIGONE, L. E. — Buli. Soc. Path. Exot. 9: 359-364.
19 66 — PESSOA, S. B. e CAMPOS, E. P. — Rev. Brasil. Biol. M(U)\ 417-423.
FIGURAS 95-97
ã
Ui
97
Hemoparasitas da Philodryas olfersii
Figs. 95 e 96 — Formas sangüíneas do Hepatozoon.
Fig. 97 — Toddia.
107
cm
2 3
6 SClELO 1Q ii 12 13 14 15
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
cm serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
34 — Phüodr7jas patagoniensis (“parelheira”), figs. 98-100.
Examinados . 66
Parasitados por: Hepatozoon . 10 ... 15%
BIBLIOGRAFIA
1901 — LUTZ, A. — Zentrlb. f. Bak. 1 Abd. 29: 390-397.
1928 — PESSÔA, S. B. — Boi. Inst. Hyg. 35: 56-61.
FIGURAS 98-100
108
Hepatozoon da Philodryas patagoniensis
Fig. 98 — Forma sangüínea.
Figs. 99 e 100 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
cm
2 3 4
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S. B. f BTAST, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 88: 69-118, 1974.
35 — Pseudoboa nigra, figs. 101-105.
Examinado . 1
Somente tivemos oportunidade de examinar um exemplar desta es¬
pécie, que se apresentava positivo para Hepatozoon. Pessoa (1967) des¬
creve como Haemogregarina pseudoboae.
BIBLIOGRAFIA
1907 — PESSÔA, s. B. — Rev. Bras. Biol. 27(1): 49-56.
FIGURAS 101-105
101
102
wEÊím
106
Hepatozoon da Pseudoboa nigra
Fig. 101 — Forma sangüínea.
Figs. 102-105 —- Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
109
cm
2 3 4
SciELO
10 11 12 13 14 15
*
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
36 — Rachidelus brazili (“falsa-muçurana”), fig. 106
Examinados . 21
Parasitados por Trypanosoma . 6
28%
Esta cobra também conhecida por falsa-muçurana, é interessante
pelo fato de somente ter sido encontrada parasitada por uma espécie de
Trypanosoma, que Pessoa (1968) descreveu sob o nome de Trypanosoma
hogei.
BIBLIOGRAFIA
1968 — PESSOA, S. B. — 0 Hospital 73(i): 265-270.
FIGURA 106
Tripanosoma da Rachidelus brazili
Fig. 106 — Trypanosoma hogei.
110
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
37 — Sibynomorphus turgidus (“dorme-dorme ou dormideira”)
Desta espécie foram examinados quatro exemplares, todos negativos
para hemoparasitas.
38 — Simophis rhinostoma
Examinados . 17
Parasitado por: Hepatozoon . 1
39 — Spilotes pullatus (“caninana”), figs. 107-109.
Examinados . 2
Parasitado por: Hepatozoon . 1
Lutz descreveu em 1901 como H. serpentium o hepatozoon desta es¬
pécie. Designação essa dada para todas as haemogregarinas das ser¬
pentes.
Pessoa (1968), descreve as formas sanguíneas e tissulares do Hepa¬
tozoon desta serpente, denominando o hemoparasita de Haemogregarina
pullatus.
BIBLIOGRAFIA
1901 — LUTZ, A. — Ztbl. Bakt. Orig. 29: 390-397.
1968 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 28(1): 71-76.
FIGURAS 107-109
107
^° 8 ™
109
•• •- i
VijL I
Hepatozoon da Spilotes pullatus
Fig. 107 — Forma sangüínea.
Figs. 108 e 109 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
111
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
40 — Thamnodynastes pallidus nattereri, figs. 110 — 112.
Examinados . 30
Parasitados por: Hepatozoon . 8 ... 27%
Haemogregarina pal-
lida . 1
Nesta serpente encontramos a única espécie de hemoparasita do gê¬
nero Haemogregarina (sensu strictu) descrita em serpentes. Esta espécie
foi descrita por Pessoa, Sacchetta e Cavalheiro (1971), nesta serpente do
gênero Thamnodynastes, proveniente de Juiz de Fora MG, que denomina¬
ram o hemoparasita Haemogregarina pallida.
Garnham (1965) descreveu em Thamnodynastes pallidus, proveniente
do Brasil, uma espécie de Plasmodium, que denominou P. wenyoni. Não
encontramos nos 36 exemplares de T. pallidus nattereri por nós exami¬
nados espécies do gênero Plasmodium.
BIBLIOGRAFIA
1965 — GARNHAM, P. C. C. — Trans. R. Soc. Trop. Med. Hyg. 59(3): 277-279
1971 _ PESSOA, S. A., SACCHETTA, L. & CAVALHEIRO, J. Rev. lat.-amer. Microbiol.
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FIGURAS 110-112
Haemogregarina e Hepatozoon da T. pallidus nattereri
Fig. 110 — Forma sangüínea do Hepatozoon.
Figs. 111 e 112 — Formas sangüíneas da Haemogregarina (s.s.)
112
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. lnst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
41 — Thamnodynastes strigatus (“cobra-espada”), figs. 113 — 116.
Examinados . 192
Parasitados por: Hepatozoon . 43 ... 22%
Plasmodium e Hepa¬
tozoon . 2
Plasmodium . 1
Toddia . 1
Pessoa (1967) descreveu a Haemogregarina strigatus, hepatozoon pa¬
rasita desta serpente; o mesmo autor e cols. (1970) realizaram sua evo¬
lução no Culex dolosus e C. fatigans.
BIBLIOGRAFIA
1967 — PESSOA, S. B. — Rev. Bras. Biol. 27(1): 49-56.
1970 — PESSOA, S. B., CAVALHEIRO, J. e SOUZA, D. M. — Arq. Instit. Biológico, S. Paulo,
37(3): 213-217.
FIGURAS 113-116
11 $
Hemoparasitas da Thamnodynastes strigatus
Figs. 113 e 114 — Formas sangüíneas do Hepatozoon.
Fig. 115 — Forma tissular (cisto esquizogônico) do Hepatozoon.
Fig. 116 — Esquizonte em divisão, do Plasmodium.
113
cm
2 3
6 SciELO 10 11 12 13 14 15
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüência de hemoparasita»
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
42 — Tomodon dorsatus (“cobra espada”), figs. 117-119.
Examinados . 179
Parasitados por: Hepatozoon . 7 ... 4%
Plasmodium . 2 ... 1%
Toddia . 7 ... 4%
O Plasmódium da T. dorsatus foi descrito por Pessoa e Fleury (1968)
sob o nome de Plasmodium tomodoni. A Toddia foi descrita por Pessoa
em 1967, como T. tomodoni.
BIBLIOGRAFIA
1967 — PESSOA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27(A): 391-394.
1968 — PESSOA, S. B. e FLEURY. G. C. — Rev. Brasil. Biol. 28(i): 625-530.
FIGURAS 117-119
Hemoparasitas da Tomodon dorsatus
Figs. 117 e 118 — Esquizontes em divisão do Plasmodium tomodoni.
Fig. 119 — Toddia.
114
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a frequência de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 38: 69-118, 1974.
43 — Xenodon guentheri
Examinados . 10
Todos os exemplares desta espécie encontravam-se negativos para
hemoparasitas.
44 — Xenodon merremii (“boipeva”), figs. 120-123.
Examinados . 146
Parasitados por: Hepatozoon . 8 ... 5 %
T rypanosoma . 1
O Hepatozoon desta espécie foi descrito sob o nome de Haemogrega-
rina butantanensi por Arantes em 1931; como o nome estivesse preocupado
(H. butantanensi Pessoa, 1928, da Philodryas aestivus), Pessoa propôs
denominá-la H. arantesi. Os tripanosomas parasitas desta espécie foram
descritos por Arantes e Fonseca em 1931, com o nome de Trypanosoma
butantanensis e T. merremii.
BIBLIOGRAFIA
1931 — ARANTES, J. B. — Mem. Instit. Butantan 6: 237-239.
1931 _ ARANTES, J. B. e FONSECA, F. — Mem. Instit. Butantan 6: 215-222.
1931 — ARANTES, J. B. e FONSECA, F. — Mem. Instit. Butantan 6: 227-229.
1967 — PESSÔA, S. B. — Rev. Brasil. Biol. 27(1): 36.
FIGURAS 120-123
HgmHB 121 |
* ■*«—■
II
Hepatozoon da Xenodon merremii
Fig. 120 — Forma sangüínea.
Figs. 121-123 — Formas tissulares (cistos esquizogônicos).
116
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
PESSOA, S. B., BIASI, P. & PUORTO, G. — Nota sobre a freqüêneia de hemoparasitas
em serpentes do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, S8: 69-118, 1974.
45 — Xenodon neuwiedii (“quiriripitá”).
Examinados . 30
Parasitados por: Hepatozoon . 3
Trypanosoma . 1
. 10 %
O Hepatozoon desta espécie foi descrito por Lutz em 1901.
Consideramos o Trypanosoma desta espécie idêntico a T. butantanen-
sis Arantes e Fonseca, 1931.
BIBLIOGRAFIA
1901 — LUTZ, A. — Zentrlb. f. Bak. 1 Abd. 29: 390-397.
1931 — ARANTES, J. B. — Mem. Instit. Butantan 6: 237-239.
1931 — ARANTES, J. B. e FONSECA, F. — Mem. Instit. Butantan 6: 215-229.
RESUMO E CONCLUSÕES
Considerando-se os dados estatísticos publicados neste trabalho, sobre
os hemoparasitas dos ofídios brasileiros, pode-se ver, em primeiro lugar,
que eles são parasitados pelos protozoários dos seguintes gêneros: Hepa¬
tozoon, Haemogregarina (s.s.), Plasmodium, Trypanosoma, e Toddia.
Devemos assinalar entretanto a provável natureza virótica do último
gênero.
Em segundo lugar verifica-se que os mais freqüentes destes hemopa¬
rasitas são os do gênero Hepatozoon e o menos freqüente pertence ao gê¬
nero Haemogregarina (sensu strictu). Com efeito, enquanto os primeiros
parasitam até 70% dos exemplares de certas espécies de serpentes (por
exemplo 71% das Cyclagras gigas), a Haemogregarina (s.s.) pallida foi
encontrada em um único exemplar da Thamnodynastes pallidus nattereri.
Em certas espécies não encontramos hemoparasitas, como por exemplo,
nas espécies de serpentes do gênero Micrurus ( M. corallinus e M. lemnis-
catus), do qual examinamos, é verdade, poucos exemplares. Também não
encontramos hemoparasitas na Bothrops insularis, espécie restrita à Ilha
da Queimada Grande, SP. Em relação aos outros gêneros de hemopara¬
sitas, assinalamos a freqüêneia relativamente grande com que encontramos
a Bothrops moojeni parasitada por espécies do gênero Plasmodium, que
alcançou 8% de 164 exemplares examinados. As espécies do gênero Trypa¬
nosoma- foram encontradas também em certas cobras, com muita freqüên-
cia, como na Rachidelus brazili (28% de 21 exemplares examinados) e
14% das Boa constrictor.
Finalmente, o gênero Toddia (que é provavelmente vírus), encontra¬
mos espécies de alguns gêneros de serpentes fortemente parasitadas, como
a Bothrops pradoi e a Philodryas olfersii, ambas com 10% de exemplares
positivos; as demais espécies eram negativas ou com baixo parasitismo,
116
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PKSSÔA, S. li., li IAS I. I». & PUORTO, (L
orn serpentes do Brasil.
Mim. Tnst. Ilntantan, 09-118, 11)74.
Nota sobre a freqüoncia de hernoparasitas
de 1 a 2%. Não pudemos ainda chegar a qualquer conclusão sobre o
mecanismo de transmissão destes parasitas sangüíneos.
Em relação aos Hepatozoon sabemos que são transmitidos por mos¬
quitos, flebótomos, carrapatos e sanguessugas. Também conseguimos a
infecção de mosquitos pela Hacmoprvfjarina pallidu, mas em relação aos gé¬
neros Tnjpanosoma e Plasmodium ainda não foi conseguida a elucidação
do mecanismo completo de sua transmissão. Ayala, em vários trabalhos
conseguiu demonstrar a infecção de Pldebotomiis por espécies destes gêne¬
ros, parasitas de lagartixa; nós não tivemos a oportunidade de experimen¬
tar a transmissão do Plasmodium por intermédio de Phlebotomux, porém
experiências com mosquitos foram sempre negativas; conseguimos entre¬
tanto a evolução de espécie de Trypanoaoma de serpentes aquáticas em
sanguessugas, fato aliás demonstrado há muito tempo por Brumpt. Quanto
aos Tripanosomas nas espécies terrestres ou arboricolas das serpentes a
transmissão parece processar-se por meio de mosquitos.
De qualquer forma, devemos levar em consideração também a trans¬
missão congênita destes parasitas, como já demonstramos a sua possibi¬
lidade no que se refere aos hepatozoons (Biasi e cols.). Tais estudos
porém, são difíceis de serem feitos, pois, dependem da criação de ser¬
pentes e do encontro de serpentes prenhes e parasitadas.
Finalmente devemos notar que não encontramos aparentemente dife¬
renças no parasitismo de serpentes vivíparas e ovíparas.
SUM M AliV — The* a u th o rs roport tlu* ro-
sults of a rosoarch on homoparasitos fbuml
i n tho blood of moro than 2,000 snakos
pertaining to 24 gcncra and 15 spocios, vo-
i.omous or not, captured mainly in lho
center-south rogion of Brazil. It has boon
vorifiod thal th o following venera of blood
protozoans parasitizo lho hrazilian snakos:
// c/ui to.zooii , Haemopret/arina (s. s.), I*las-
modium, T rypa nosoma and Todditt. Tho
majority of those homoparasitos bolong to
tho genus Hepatozoon, parasitizing up to
HW/t of cortai n spocios as for instanco
(' pela t/ ras f/if/u»; loss f roquent is Haetno-
{/ repa ri na /m Ilida , lho only spocios of tho
jronus Haeniopret/arina (s. s.), found only
onoo in tho blood of ono single spooimon
of Thamnodynasles pallidus nattereri.
No homoparasitos at all woro found in
certain spocios (in snakos of tho genus
Miernrns, and llothrops insula ris ). Spocios
of tho genus Trypunosoma wo.ro found
with great froquonoy in sovoral snako
spocios, as for instanco Rachidelns brnzili
(in 28 f /t of tho 21 spocimons oxaminod).
As regards tho tfonus Plasmodium , fow
snakos aro parasitizod, howovor, about 8 </<
of somo spocios, as llot h rops moojeni, woro
found to bo infoctod atnong tho KM spo¬
cimons oxaminod. Finally, thoro aro somo
snako spocios, as Hat U rops pradoi and l*hi-
lodryas olfersii markodly parasitizod ( 1 K,y )
by tho genus Toddin (probably a “virus”).
No microfilaria woro found in tho blood
of snakos.
UMT HUM S — Momoparasito froquoncy;
Sorpontos; Blood; 1'lasmodinin; Hepato¬
zoon; Typanosoma; Haemoyreya ri na (s.s.);
Toddin; Microfilaria.
Recebido para publicação em 110-V-11>74 e aceito em 10-X-1D74.
1000 — BRUMPT, K. — (\ R. Soc. Biol. fítl: 1(52.
1970 — AYALA, S. ('. — Jour. Parasitol. 56*: .'187-288.
1971 — AYALA, S. ('. —Jour. Parasitol. .77: 598-002.
1972 — BIASI, I\, PKSSÔA, S. B. o BK LLUOM1NI, II. F.
Janoiro HHtn 27. 28.
Atas Soc. Biologia do Rio do
117
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mtin. List. Hntaatan
3H: 1 lí)-122, 11)74
EVOLUÇÃO DO UEPATOZÜON SP. PARASITA DO LEPTOPHIS
AHAETULLA (LINEU) (SERPENTES, COLUBRIDAE) NO
CULEX FATIfíANS *
SAMUEL Li. PESSÒA**
PKRSIO DB BIASI**
LIA SA('('HETTA***
JiKS UM O — Mosquitos Culex futij/ana
picaram uma serpente não peçonhenta —
Leptophis ahaetulla, parasitada por espé¬
cies dos gêneros Plattmodiu ui e Heputo-
zoon. 0 Hepatozoon s/t. desenvolveu-se re¬
gularmente nos mosquitos, formando espo-
rozoítas no fim de 15 dias; não houve ne¬
nhum desenvolvimento do Planatodia m sp.
ihis ahuet a lia , parasitada por espe¬
tos gêneros Plattmodiu in e Heputo-
O Hcpatozoon s/t. desenvolveu-se re-
1'XITKIlMOS — He/>at.ozoon ; Hemopara-
sitas de serpentes; Hirudinea; Evolução do
ilepatozoon.
INTRODUÇÃO
Em setembro de 1973, examinamos uma serpente não peçonhenta,
Leptophi .s ahaetulla (Lineu) capturada em Promissão, SP e verificamos
estar o ofídio parasitado por plasmódio e por hepatozoon (figs. 1 a 3).
Há muito tempo vimos tentando conseguir a evolução de plasmódios
de serpentes em mosquitos. Já tivemos a oportunidade de experimentar
várias espécies de mosquitos, não só dos gêneros Culex e Aedes, como do
gênero Anopheles (p. ex. o A. darlingi), sempre com resultados negativos.
Como raramente temos encontrado serpentes parasitadas simultanea¬
mente por espécie do gênero Plasmodium e do gênero H epatozoon, apro¬
veitamos a oportunidade para tentar a evolução dos parasitas destes dois
gêneros em mosquito, havendo a possibilidade de se ficar conhecendo as
formas evolutivas de ambos os hemoparasitas (plasmódio e hepatozoon)
ou de apenas um deles, que parasitavam a Leptophis ahaetulla, ainda
não descritos. Realmenle, ocorreu a segunda possibilidade, pois obtivemos
unicamente as formas evolutivas do Hepatozoon sp., parasita daquela
serpente.
MATERIAL E MÉTODOS
O mosquito usado foi o Culex fatigam, criado em laboratório. A
serpente foi colocada na gaiola que continha cerca de 50 fêmeas do Cidex
fatigava, nas noites de 26/27 e 27/28 de novembro. As técnicas usadas
em tais experiências foram descritas em outros trabalhos nossos (1 >,
assim como a manutenção dos mosquitos em gaiolas até a maturação
dos oocistos e formação dos esporozoítas.
* Trabalho feito com o auxílio do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan.
♦* Do Instituto Butantan.
Do Instituto Adolfo Lutz,
Endereço para correspondência:
C.P. G5 — 05504 — S. Paulo — Brasil.
119
cm
2 3
Z
5 6
10 11 12 13 14 15
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Evolução do Hepatozoon sp. parasita
do Leptophis ahaetulla (Lineu) (Serpentes — Colubridae) no Culex fatigans.
Mem. In8t. Dutantan, 39: 119-122, 1974.
Quanto aos parasitas, Plasmodium sp. e Hepatozoon sp. como já
dissemos, não foram ainda descritos. O Plasmodium sp. apresenta rosá¬
ceas com 25-31 células filhas que têm a tendência de se colocar nos pólos
dos glóbulos vermelhos (fig. 1). Não nos alongamos nas considerações
deste parasita, pois estamos preparando um estudo mais amplo sobre os
plasmódios das serpentes brasileiras. O Hepatozoon sp. apresenta game-
tócitos alongados e em alguns exemplares o núcleo também se mostrava
muito alongado (figs. 2 e 3). O parasita não altera nem desloca o núcleo
do glóbulo. Mede cerca de 20 microns de comprimento por 2 a 2,5
microns de largura.
RESULTADOS OBTIDOS
Dez dias após picarem a serpente, dois mosquitos foram dissecados,
com resultados negativos (7/12/73). Cinco dias depois (12/12/73) e
por conseguinte 15 dias após a picada e sucção do sangue da serpente,
dissecando outros exemplares encontramos vários parasitados pelo hepa¬
tozoon, mas todos negativos para plasmódio. Alguns dos mosquitos apre¬
sentavam várias dezenas de cistos de hepatozoon, mas sempre negativos
para o plasmódio. Na figura 4 damos uma microfoto de alguns destes
cistos com aumento pequeno.- Na figura 5, com aumento maior (500x)
pode-se ver os cistos abarrotados de esporocistos; na figura 6 (com
imersão), já se podem ver os cistos cheios de esporocistos com os esporo-
zoítas completamente formados.
Os oocistos jovens medem 100 a 150 microns; os maduros de 150 a
200 microns e os esporocistos de 30 a 45 microns, e no seu interior um
número de esporozoítas muito variável, de 25, 30 até 45 organismos para
cada esporocisto.
Durante os 15 dias da evolução experimental do Hepatozoon parasita
da Leptophis ahaetulla a temperatura oscilou entre 25°C a 30°C e a
umidade relativa entre 78 a 82%.
Alguns mosquitos infectados foram triturados em solução fisiológica
e administrados por sonda gástrica a dois filhotes de Bothrops pradoi
(“jararaca”), que permaneceram negativos.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Sr. Joaquim Cavalheiro, do Instituto Butantan, que
capturou a Leptophis ahaetulla e fez a manutenção do exemplar em cati¬
veiro; ao Sr. Francisco C. Vieira, do Instituto Adolfo Lutz que cuidou da
criação dos mosquitos.
SUMMARY — Mosquitoes Culex fatigans
were induced to bite a non poisonous snake,
Leptophis ahaetulla infested with parasites
of both genera Plasmodium and Hepato¬
zoon.
Hepatozoon sp. developed normally in
the mosquitoes, forming sporozoites at the
120
end of 15 days, however, no development
of any Plasmodium sp. could be detected.
UNITERMS — Hepatozoon; Hemoparasi-
tes of serpentes; Hirudinea; Hepatozoon
evolution.
cm
PESSOA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Evolução do Hepatozoon sp. parasita
do Leptophis ahaetulla (Lineu) (Serpentes — Colubridae) no Culex fatigans.
Mem. Inst. Butantan, 39: 119-122, 1974.
BIBLIOGRAFIA
PESSOA, S. B. BELLUOMINI, H. E„ BIASI, P. e SOUZA M. (1971). Notas sobre hemo-
gregarinas de serpentes brasileiras XIV — Esporogonia da hemogregarina de Bothrops
moojeni Hoge, 1963 no Culex dolusus (L. Arribalzaga, 1891).
Arquivos Inat. Biológico, S. Paulo, 38(4): 253-268.
Recebido para publicação em 30-V-1974 e aceito em 10-X-1974.
DESCRIÇÃO DAS FIGURAS
Fig. 1 — Plasmodium sp. parasitando a Leptophis ahaetulla.
(Aumento 2000 X)
Fig 2 — Hepatozoon sp. e Plasmodium sp. no sangue da L. ahaetulla.
Focalizados no mesmo campo microscópico. (Aumento 2000 X)
F ig. 3 — Hepatozoon sp. parasitando a L. ahaetulla. (Aumento 2000 X)
Fig. 4 — Oocistos jovens de Hepatozoon sp. (da L. ahaetulla)
na cavidade geral do Culex fatigans. (Aumento 100 X)
Fig. 5 — Oocisto, com grande número de esporocistos na cavidade
geral do Culex fatigans que sugou a serpente L. ahaetulla.
(Aumento 500 X)
Fig. 6 — Esporocistos de Hepatozoon sp. de L. ahaetulla cheios
de esporozoítas ainda no interior do oocisto. (Aumento 1000 X)
121
cm
10 11 12 13 14 15
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Evolução do Hepatozoon sp. parasita
do Leptophis ahaetulla (Lineu) (Serpentes — Colubridae) no Culex fatigans.
Mem. Inst. Butantan, 39: 119-122, 1974.
122
cm
Alem. Inst. Butantan
38: 1283-130, 1974
NOTA SOBRE O HEPATOZOON TUPINAMBIS (LAVERAN E
SALIBENI, 1909) ( PROTOZOA, APICOMPLEXA), PARASITA
DO TEJÚ ( TUPINAMBIS TEGUIXIN LINEIJ, 1758) (S AU RI A,
TEIIDAE) *
SAMUEL B. PESSOA**
PÉRSIO DE BIASI**
LIA SACCHETTA***
RESUMO — Os autores examinaram 40
tejús (Tupinambis teguixin) de várias loca¬
lidades brasileiras, tendo encontrado 9 deles
parasitados por Hepatozoon spp. Em 3
tejús do Ceará e em 3 de São Paulo o
parasita foi identificado como sendo o
Hepatozoon tupinambis (Laveran e Sali-
beni, 1909;, não sendo identificados os
parasitas dos outros 3 lagartos, 2 de Santa
Catarina e 1 do Rio de Janeiro. Descre¬
vem as formas esquizogônicas e a evolução
do hepatozoon em mosquitos (Culex fati-
gans). Somente conseguiram a evolução do
H. tupinambis parasita dos lagartos de
São Paulo (Ilha Solteira); não consegui¬
ram a evolução daqueles que parasitam o
T. teguixin do Ceará. Pretendem estudar
futuramente a causa desta diferença.
UNITERMOS — Hemoparasita de Sauria;
Hepatozoon tupinambis; Evolução do He¬
patozoon.
INTRODUÇÃO
Laveran e Salibeni, apresentaram em 18 de janeiro de 1909 à Aca¬
demia de Ciências da França (6) , a descrição de uma espécie nova de
hemogregarina parasita do Tupinambis teguixin, (I) da Ilha do Gover¬
nador (Guanabara, Brasil), vulgarmente denominada “tejú” ou “teiú”.
Denominaram este parasita Haemogregarina tupinambis. Dez dias
depois, Carini (2) , na Sociedade Científica de São Paulo, leu a descrição
de duas novas espécies de hemogregarinas, parasitas do Tupinambis
teguixin, capturado nos arredores de São Paulo, e as denominou H. tupi-
nambisi e H. missoni. Laveran <4) após examinar os preparados de Carini
concluiu que a II. tupinambis Laveran e Salibeni era diferente da H.
tupinambisi Carini e propôs que esta última espécie fosse denominada
de H. caranii Laveran, 1909. Quanto à segunda espécie de Carini, Laveran
sugeriu tratar-se de forma jovem da H. carinii (= H. tupinambisi).
Em 1914 Ducceschi (3) descreveu uma nova espécie de hemogregarina,
parasita do T. teguixin, que denominou II. iguanae. Também Plimmer
em 1912 (10) e Migone <7) em 1916 assinalaram a presença de hemogre¬
garinas no tejú.
Talice, em 1929 (12) foi o primeiro autor a descrever um esporozoário
parasita de um Triatomíneo, pois encontrou grandes cistos de um espo-
• Trabalho do Instituto Butantan, São Paulo, feito com o auxílio do Fundo de Pesquisas deste
Instituto.
** Do Instituto Butantan, São Paulo.
•** Do Instituto Adolfo Lutz, São Paulo.
(I) A designação genérica do lagarto é a do “Catalogue of Neotropical Squamata; Part II. Lizards
and Amphisbaenians” — James A. Peters e Roberto Donoso — Barros; Smithsonian Institution
United States National Museum, Washington, 1970.
Endereço para correspondência:
C.p. 65 — 05504 — São Paulo — Brasil.
123
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
PESSOA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Notas sobre o Hepatozoon tupinambis
(Laveran e Salibeni, 1909) (Protozoa, Apicomplexa), parasita do Teju ( Tupinambis teguixin
Lineu, 1768) (Sauria, Teiidae).
Mem. Inst. Butantan, 38: 123-130, 1974.
rozoário e esporozoítas livres na parede intestinal do Triatoma rubro-
varia. Considerou estes cistos como formas evolutivas de uma hemogre-
garina que, possivelmente, teria um lagarto como hospedeiro vertebrado.
Posteriormente Osimani (8) descreveu outro esporozoário parasita do
Tupinambis teguixin, que considerou, provavelmente, transmitido pelo
Triatoma rubrovaria. Denominou-o Haemogregarina triatomae, que foi
colocado no gênero Hepatozoon por Reichenow (u> em 1953.
Bice (1) em 1965 encontrou um Hepatozoon em 9 exemplares de 451
Triatoma rúbida uhleri do Arizona (E.U.A.). Este autor, após discutir
a possibilidade deste parasita ser idêntico ao Hepatozoon triatomae
(Osimani, 1942) Reichenow, 1953, emitiu a hipótese de ser uma lagartixa
o Sceloporus magister, o hospedeiro vertebrado do esporozoário.
Finalmente, não podemos deixar de referir que, em 1917, Leger e
Mauzels (6) descreveram, no Tupinambis nigropunctatus, a Haemogrega¬
rina weinbergi que, segundo os seus descobridores, parasita unicamente
os glóbulos brancos do lagarto. Não vimos mais referências, na literatura
por nós consultada, sobre esta espécie, e nós mesmos não a encontramos
no único exemplar de Tupinambis nigropunctatus por nós examinado e
proveniente da lha Solteira (São Paulo).
II — MATERIAL E MÉTODOS
Examinamos esfregaços de sangue fixados pelo metanol e corados
pelo Giemsa. Foram feitos, também, exames histológicos de cortes de
tecidos de dois tejús parasitados, bem como esfregaços dos tecidos cora¬
dos pelo Giemsa. Os cortes eram corados pela hematoxilina-eosina. Tive¬
mos oportunidade de examinar 40 exemplares de Tupinambis teguixin,
de várias procedências; estes lagartos foram coletados desde 1967 até
1973, conforme demonstramos no quadro I.
As técnicas para tentativas de infecção experimental por meio de
mosquitos já foram dadas em outros trabalhos dos autores (9> . As técnicas
para tentativa de infecção de “barbeiros” (triatomíneos), também já
foram ali descritas.
QUADRO i
Número de Tupinambis teguixin examinados, com a procedência,
e resultados obtidos
Procedência
Examinados
Positivos para
hepatozoon
São Paulo — Ilha Solteira .
10
3
Paraná ..
2
0
Rio de Janeiro .
1
1
Santa Catarina .
2
2
Ceará .
7
3
Mato Grosso .
1
0
Outras localidades .-.
11
0
Procedência desconhecida .
6
0
TOTAL .
40
9
124
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
PESSÔA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Notas sobre o Hepatozoon tupinambia
(Laveran e Salibeni, 1909) (Protonoa, Apicomplexa), parasita do Teju (Tupinambia teguixin
Lineu, 1758) (Sauria, Teiidae).
Mem. Inat. Butantan, 38: 123-130, 1974.
III — RESULTADOS OBTIDOS
O quadro I registra os Estados donde foram recebidos os lagartos,
o número de positivos e de negativos para Hepatozoon em geral. Como
vemos por ele, tivemos a oportunidade de examinar 40 exemplares de
T. teguixin de 6 Estados, tendo encontrado 9 lagartos parasitados por
espécies do gênero Hepatozoon.
Os parasitas — Como vimos foram descritas cinco espécies de Hepa¬
tozoon parasitas do Tupinambis teguixin:
H. tupinambis (Laveran e Salibeni, 1909)
H. missoni (Carini, 1909)
H. carinii (Laveran, 1909)
H.iguanae (Ducceschi, 1914)
H. triatomae (Osimani, 1932)
Nós somente conseguimos identificar uma única espécie de Hepa¬
tozoon, nos lagartos por nós examinados, o Hepatozoon tupinambis
(Laveran e Salibeni, 1909), que parasitava tejús provenientes de São
Paulo (Ilha Solteira) e do Ceará (Fortaleza).
Além destes 6 lagartos parasitados pelo H. tupinambis encontramos
três outros, um do Estado do Rio de Janeiro e dois do Estado de Santa
Catarina, parasitados por espécies de hepatozoons que não conseguimos
determinar (Figs. 1 e 2), e que nos parece, são, provavelmente, parasitas
de lagartixas que invadiram os tejús, como lembrou Bice, para o caso
do H. triatomae.
HEPATOZOON TUPINAMBIS (LAVERAN E SALIBENI, 1909)
(Figs. 3-6)
sin : Haemogregarina tupinambis Laveran e Salibeni, 1909
” : Haemogregarina carinii Laveran, 1909
” : Haemogregarina tupinambisi Carini, 1909
Distribuição geográfica — Estado da Guanabara (Laveran e Sali¬
beni, 1909) ; São Paulo, Capital (Carini, 1909). Nós encontramos esta
espécie parasitando tejús de S. Paulo (Ilha Solteira) e do Estado do
Ceará, que nos foram enviados pelo Prof. Livino V. Pinheiro da Facul¬
dade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
Descrição — A descrição desta espécie foi excelentemente feita por
Laveran e Salibeni e por Carini, em 1909 e posteriormente, no mesmo
ano, novamente por Laveran. Pensamos não ser necessário repisar o que
já foi tão bem registrado. Laveran e Salibeni, no ano citado, também
deram boas figuras do parasita.
Faremos aqui somente anotações sobre certos pontos que nos pa¬
recem mais interessantes. Assim o parasita determina alterações pro-
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PESSOA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Notas sobre o Hepatozoon tupinambia
(Laveran e Salibeni, 1909) (Protozoa, Apicomplexa), parasita do Teju (Tupinambia teguixin
Lineu, 17B8) (Sauria, Teiidae).
Mem. Inet. Butantan, 38: 123-130, 1974.
fundas sobre o glóbulo vermelho parasitado; o núcleo do glóbulo pode
ser deslocado, torna-se delgado e alongado (Fig. 4) e muitas vezes é
dividido em duas porções, que se colocam nos dois polos celulares (Fig. 5).
Muitas vezes determina o Hepatozoon grande hipertrofia do glóbulo
(Fig. 6) que chega a alcançar 36 a 37 micras de comprimento por 12
a 13 micras de largura; a sua coloração torna-se muito pálida. Nas
várias microfotografias que apresentamos pode-se ver uma cápsula que
envolve o parasita.
Formas esquizogônicas tissulares — Não tinham sido até hoje des¬
critas as formas esquizogônicas tissulares do H. tupinambis. Nós as en¬
contramos no fígado e pulmão, mais freqüentemente, porém, no primeiro
daqueles órgãos. Examinamos também a medula óssea e a mucosa intes¬
tinal, sem conseguir assinalá-los.
Na Fig. 7 damos a microfotografia de um corte de pulmão, com cisto
esquizogônico do Hepatozoon tupinambis, do tejú de Fortaleza (Ceará).
(Tejú, n.° H-554). Nota-se que não difere dos cistos esquizogônicos por
nós descritos em infecções de serpentes por espécies de hepatozoon.
Na Fig. 8 vê-se um corte de fígado de T. teguixin de Fortaleza, com
um cisto esquizogônico de H. tupinambis. Trata-se de um macrocisto em
que se podem ver cerca de 36 pequenas células esquizogônicas situadas
na periferia do macrocisto, que ao se romper porá em liberdade os mi-
cromerozoítas.
Na Fig. 9 temos um corte de pulmão de T. teguixin de Fortaleza
com cisto esquizogônico do H. tupinambis, com dois macromerozoítas.
Esporogonia — Tentamos a evolução do parasita em carrapatos,
sanguessugas e mosquitos. Desde logo queremos assinalar que, nas nossas
experiências, somente conseguimos a evolução esporogônica do H. tupi¬
nambis em mosquitos, no caso, o Culex fatigans. Tentativas para con¬
seguir sua evolução empregando sanguessugas — Haementeria gracilis
(Weyenbergh), carrapatos — Amblyomma agammum (Aragão) ou bar¬
beiros — Rhodnius prc^ixus Stal e Panstrongylus megistus (Burmeister)
foram negativas.
Esporogonia no Culex fatigans — A técnica para a evolução em
condições experimentais de hemogregarinas de animais de sangue frio,
foi por nós descrita em outro trabalho (9) , não sendo necessário aqui
repetir. Os resultados positivos foram obtidos com Culex fatigans, cria¬
dos'em laboratório, que picaram tejus capturados na Ilha Solteira e
parasitados pelo H. tupinambis.
Nas duas experiências em que obtivemos a evolução completa do
hepatozoon, a temperatura mínima foi de 24.°C e a máxima de 31.°C;
a umidade variou entre 76 a 82%. Também queremos assinalar que não
conseguimos obter a evolução do hepatozoon parasita do teju do Ceará
mas somente nos da Ilha Solteira; foram feitas duas tentativas com os
lagartos do Ceará, e em uma delas os tejus do Ceará e da Ilha Solteira
foram colocados em idênticas condições, porém somente evoluíram os
hepatozoons dos tejus da Ilha Solteira. As experiências foram em pe-
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PESSOA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Notas sobre o Hepatozoon tupinambis
(Laveran e Salibeni, 1909) (Protozoa, Apicomplexa), parasita do Teju (Tupinambis teguixin
Lineu, 17B8) (Sauria, Teiidae).
Mem. Inst. Butantan, 38: 123-130, 1974.
queno número para chegarmos a qualquer conclusão; pretendemos pos¬
teriormente estudar melhor o assunto.
Os cistos esporogônicos jovens (Fig. 10) são semelhantes aos dos
outros hepatozoons que evoluem em mosquitos já descritos pelos autores (0) .
Quinze dias após a picada encontramos mosquitos com 50 e mais cistos
na cavidade geral, com numerosos esporocistos (Fig. 11). Vinte e dois
dias após a picada já encontramos cistos maduros, isto é, com esporo-
zoítas (Fig. 12). O número de esporozoítas varia bastante desde 7 até
30 por esporocisto. Já com 23 dias encontramos os esporozoítas formados,
praticamente em todos os cistos (Fig. 12). Finalmente nas Figs. 13 e 14
vemos os esporozoítas livres na cavidade geral do Culex; os núcleos são
grandes, situados no meio do corpo do organismo ou em uma das extre¬
midades. Os esporozoítas vivos apresentam movimentos lembrando as
larvas do Strongyloides stercoralis; o núcleo parecia deslocar-se.
SUMMARY — The authors examined 40
“tejua” (Tupinambis teguixin) from seve-
ral brazilian localities, and found 9 of them
paraaitized by Hepatozoon spp. In 3 “tejua”
from Ceará, and 3 from São Paulo, the
paraaite haa been identified aa Hepatozoon
tupinambis (Laveran & Salibeni, 1909);
the paraaitea of the other 3 lizards,
2 from Sante Catarina and 1 from Rio de
Janeiro, have not been identified. The
authora describe the schizogonic forma of
H. tupinambis in anake8, and their evo-
lution in moaquitoea (Culex fatigans). Suc-
cessful experimental evolution haa been
attained only of the H. tupinambis, para¬
sites of the São Paulo -(Ilha Solteira)
lizards.
UNITERMS — Hemoparasitea of Sauria;
Hepatozoon tupinambis; Hepatozoon evolu¬
tion.
AGRADECIMENTOS
Ao Prof. Dr. Livino V. Pinheiro, da Faculdade de Medicina da Uni¬
versidade Federal do Ceará e ao Sr. Rodrigo A. Monteiro, por nos terem
enviado tejus do Ceará e de Mato Grosso, respectivamente, à Dra. Maria
A. de Souza (do Instituto Oswaldo Cruz) e à Dra. Eva M. Kellen (do
Instituto Butantan) por nos terem fornecido, respectivamente, os tria-
tomíneos e as sanguessugas que usamos em nossas experiências; aos
universitários Giuseppe Puorto e Wilson Fernandes, pelo auxílio técnico.
BIBLIOGRAFIA
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(Laveran e Salibeni, 1909) (Protozoa, Apicomplexa), parasita do Teju (Tupinambis teguixin
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Recebido para publicação em 30-V-1974 e aceito em 10-X-1974.
EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS
Fig. 1 — Hepatozoon sp. do T. teguixin do Estado do Rio de
Janeiro. X 1000.
Fig. 2 — Hepatozoon sp. do T. teguixin do Estado do Espírito
Santo. X 1000.
Figs. de 3 a 14 — microfotografias do Hepatozoon tupinambis.
Fig. 3 — O parasita apresenta 2 pigmentos; o núcleo do eritrócito
está deformado e empurrado para um dos lados do glóbulo, que
não mostra seu contorno. X 2000.
Fig. 4 — O parasita apresenta um núcleo frouxo e em forma de
rede que se estende por quase toda a extensão do seu corpo.
Cápsula parasitária bem visível. X 2500.
Fig. 5 — O parasita alterou e rompeu o núcleo do glóbulo em
duas porções que se colocaram nos pólos celulares. X 1800.
Fig. 6 — Nota-se grande hipertrofia do glóbulo vermelho parasi¬
tado que alcança 37 micras de comprimento por 12,5 micras de
largura; a coloração é muito pálida e o núcleo celular deslocado,
é muito delgado e alongado. X 1800.
Fig. 7 — Corte de pulmão do tejú com um cisto esquizogônico,
mostrando três merozoítas (macromerozoítas). X 1800.
Fig. 8 — Corte de fígado do tejú, para mostrar um cisto esquizo¬
gônico (macrocisto) com cerca de 30 pequenos merozoítas (micro-
merozoítas). X 1000.
Fig. 9 — Corte de pulmão do tejú para mostrar um cisto esquizo¬
gônico com dois macromerozoítas. X 1800.
Fig. 10 — Oocisto jovem na cavidade geral do mosquito com 10
dias após a picada do Culex fatigans no tejú. X 300.
Fig. 11 — Oocisto, 15 dias após a picada. X 400.
Fig. 12 — Oocisto maduro do Hepatozoon do tejú da Ilha Solteira
(São Paulo); grande número de esporocistos com esporozoítas,
23 dias após a picada. X 1800.
Fig. 13 — Esporozoítas livres na cavidade geral do Culex fatigans.
X 1000.
Fig. 14 — O mesmo. X 1800.
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PESSOA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Notas sobre o Hepatozoon tupinambia
(Laveran e Salibeni, 1909) (Protozoa, Apicomplexa), parasita do Teju (Tupinambia teguixin
Lineu, 1758) (Sauria, Teiidae).
Mem. Inat. Butantan, 38: 123-130, 1974.
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PESSÔA, S. B., BIASI, P. & SACCHETTA, L. — Notas sobre o Hepatozoon tupinambis
(Laveran e Salibeni, 1909) (Protozoa, Apicomplexa), parasita do Teju (Tupinambis teguixin
Lineu, 1758) (Sauria, Teiidae).
Mem. Inst. Butantan, 38: 123-130, 1974.
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Mcm. In8t. Butantan
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SOME COMPLEMENTARY NOTES ON THE BIOLOGY OF
EXETASIS EICKSTEDTAE SCHLINGER 1972, A FLY
PARASITING MYGALOMORPH SPIDERS
VERA REGINA DESSIMONI VON EICKSTEDT
(Secção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan).
ABSTRACT — Biological information on
parasitism in the mygalomorph spider
Lasiodora klugi (C. L. Koch) by Exetasis
eickstedtae (DIPTERA; ACROCERIDAE)
was published in a previous paper (3). In
this article some additional notes are given,
with photograpbs of the several stages of
the fly. For the first time, six ACROCE-
RIDAE larvae were recorded to emerge
from one host spider.
UNITERMS — Internai parasitism by
Acrocerid fiies; Acrocerid spider parasites;
Lasiodora klugi (ARANEAE; MYGALO-
MORPHAE) as host of Exetasis eicksted¬
tae (DIPTERA; ACROCERIDAE).
INTRODUCTION
In a previous paper (3) the author related three cases of double para¬
sitism in the mygalomorph spider Lasiodora klugi (C. L. Koch), 1842
by dipterous larvae of the gentis Exetasis (DIPTERA; ACROCERIDAE)
which were subsequently described by E. Schlinger as Exetasis
eickstedtae {6) .
On May, 1973 during a routine inspection of the tarantulas kept alive
in the “Secção de Artrópodos Peçonhentos” of the Instituto Butantan I
noticed a new case involving the same host and parasite. In this time,
however, six larvae had emerged from the spider. Instances of multiple
parasitism were earlier reported by Jenks (4) who mentioned that “twins
and triplets and very rarely “quadrupleis” are found in an occasional
spider, and in these cases the adult flies are dwarfed”, and by Baerg U)
who illustrated his work with a photograph where four larvae are seen
leaving one single tarantula. This is the first report of six ACROCERI-
DAE larvae emerging from one host spider.
MATERIAL AND METHODS
At arrival in the laboratory the spider was placed in a separate
wooden cage and checked regularly. It was fed with a live baby mouse
every month until its death. Then it was preserved in 75° alcohol and
is now in the Arachnological Collection of the Instituto Butantan (N°
4118 IB) identified by the author as Lasiodora klugi (C. L. Koch)
(MYGALOMORPHAE; THERAPHOSIDAE).
The cage with the parasitic larvae was isolated from the others and
checked every day. The several phases of the metamorphosis process
were photographed and annotated on a eard.
The immature larval stages and one imago (a male) were sent to
Prof. E. Schlinger (University of Califórnia, Berkeley, U.S.A.) who
ADUESS — C.P. 65 — 05504 — São Paulo — llrusil.
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EICKSTEDT, V. R. D. von — Some complementary notes on the biology of Exetasis
eickstedtae Schlinger 1972, a fly parasiting Mygalomorph spiders.
Mem. Inst. Butantan, 88: 131-13G, 1974.
identified them as Exetasis eickstedtae Schlinger 1972 (DIPTERA;
ACROCERIDAE). These specimens were included in the ACROCERI-
DAE collection of Prof. Schlinger.
BIOLOGICAL DATA
On Noveraber 17, 1971 the Instituto Butantan received a specimen
of Lasiodora klugi sent by the company Moinho Santista S.A. The spider
had been captured from a hole in a log of rosewood from Itanhem,
Bahia (Brazil). It was sent to the Instituto Butantan for information
about its medicai importance.
On November 16, 1972 the spider moulted in the laboratory and on
May 11, 1973, it was found dead in its cage. A tangle of silken threads
occupied a great part of the space of the cage and hanging from these
threads there were five large yellow-white larvae, and on the ground
there was one more (PHOTOGRAPH 1). Tiny newborn insect larvae
(planidia) had penetrated into the spider body and parasitized it until
reaching the third larval stage. After consuming the major part of the
spider’s content they emerged from the dying host and crawled to the
web spun by the spider a short time before the emergence of the parasites.
In this way they guarantee their food supply and may complete the
last stage of their metamorphosis on the outside.
From the above data it can be concluded that the larvae need at
least a period of 540 days to mature whitin the hosfs body. I had
already observed in 1971 (3) a similar case of parasitism where the larval
period of Exetasis eickstedtae was at least 577 days. Since the spiders
are already infested at arrival, the exact duration of this period is not
known.
On May 16, 1973 four larvae had pupated. Three of them were
hanging from the web, and one was lying on the floor of the cage. Two
others died before pupation, and were preserved in 75° alcohol on May
23 and 30, 1973 respectively (PHOTOGRAPH 2).
On June 16, 1973 the specimen on the floor freed itself from the
* pupal skin and began to walk slowly (PHOTOGRAPH 3). It had an
orange to yellowish body itàth black head and legs.
DISCUSSION
In all four successful cases of parasitism by Exetasis eickstedtae
observed at our laboratory, the host has been a Lasiodora klugi, a com-
mon spider in the distribution area of these flies. The larvae has always
emerged from an immature or juvenile female suggesting that it is
profitable that the larval phase of Exetasis eickstedtae matures whitin
a growing up host.
As mentioned by Schilinger <6 > “in E. eickstedtae successful “super-
parasitism” may be the rule rather than the exception”. It may well
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EICKSTEDT, V. R. D. von — Some complementary notes on the biology of Exetasis
eickstedtae Schlinger 1972, a fly parasiting Mygalomorph spiders.
A/em. Inst. Butantan, 88: 131-136, 1974.
be that several larvae penetrate each host, and that the number of larvae
emerging from it depends on the conditions offered by the same.
From the six emerged larvae only one reached adulthood, probably
the only that stored sufficient amount of energy (in form of food reserve)
to further its subsequent phases of development (pupa — imago).
RESUMO — Em trabalho anterior (3),
relatamos algumas observações sobre três
casos de parasitismo interno entre a aranha
caranguejeira Lasiodora klugi (MYGALO-
MORPHAE; THERAPHOSIDAE), e um
díptero parasita da família ACROCERI-
DAE, posteriormente identificado pelo Prof.
E. Schlinger (Universidade da Califórnia,
Berkeley, E. U. A.) como espécie nova do
gênero Exetasis, que ele descreveu como
Exetasis eickstedtae (6). Neste artigo são
descritas algumas notas complementares
sobre este assunto, ilustradas com fotogra¬
fias da metamorfose do inseto parasita.
Pela primeira vez é mencionado o fato de
seis larvas de ACROCERIDAE terem emer¬
gido de um único hospedeiro.
UNITERMS: — Moscas de parasitas de
UNITERMS: — Moscas parasitas de
aranhas caranguejeiras; Lasiodora klugi
(ARANEAE; MYGALOMORPHAE) hospe¬
deira de Exetasis eickstedtae (DIPTERA;
ACKNOWLEDGEMENTS : I am indebted
to Prof. E. Schlinger who kindly identified
the ACROCERIDAE specimens, to Dr. N.
Papavero (Museu de Zoologia, Universidade
de S. Paulo) for reviewing the manuscript
and to Ms. Heller for translating it.
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Recebido parn publicação em 14-V-1974 e aceito em 16-IX-1974.
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EICKSTEDT, V. R. D. von — Some complementary notes on the biology of Exetasis
eickstedtae Schlinger 1972, a fly parasiting Mygalomorph spiders.
Mem. Inst. Butantan, 38: 131-136, 1974.
PHOTOGRAPH 1 — Eive Exetasis eickstedtae larvae hanging from
the web spun by Lasiodora klugi and another larva on the floor
of the cage. At right, a Container with the spider’s skin.
PHOTOGRAPH 2 — In the foreground, two dead Exetasis eick
stedtae larvae preserved in 75.° alcohol, and in the background,
four pupae.
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EICKSTEDT, V. R. D. von — Some complementary notes on the biology of Exetasis
eickstedtae Schlinger 1972, a fly’ parasiting Mygalomorph spiders.
.1/em. Inst. Butantan, 88: 131-136, 1974.
PHOTOGRAPH 3 — Imago of Exetasis eickstedtae freed from the
puparium.
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Mem. irist. Butantan
SH : 137-146, 1974
NOTES ON Xenopholis PETERS AND Paroxyrhopus SCHENKEL*
(Serpentes: Colubridae)
by A. R. HOGE and P. A. FEDERSONI JR.**
Seção de Herpetologia, Instituto Butantan - São Paulo - Brasil
ABSTRACT — The penus Paroxyrhopus
Schenkel is considered as a synonym of
Xenopholis Peters.
The species rcticulatus is considered as
a synonym of undulatus.
UNITERM S — Paroxyrhopus Schenkel,
1902. Paroxyrhopus rcticulatus Schenkel,
1902. Xeyiopholis Peters, 18G9. enopholis
scalaris (Wucherer) 1861. Xenopholis un¬
dulatus (Jensen) 1900.
Recently the collection of additional specimens of Paroxyrhopus
undulatus (auct.), gave us the opportunity to give additional informa-
tions on the systematic position of the genus and the species.
In 1900, Jensen (: 106), described Oxyrhopus undulatus, based on
a specimen from Lagoa Santa, Minas Gerais, Brazil.
In 1902, Schenkel (: 168), described a new species and genus Paro¬
xyrhopus rcticulatus, based on a specimen collected at Bemalcue, Para-
guay. Schenkel called attention to the fact that Paroxyrhopus may be
a synonym of Xenopholis Peters: “Since both have a peculiar form of
the neural spine of the vertebrae, expanded laterally above, forming
a shield which is quite rough and divided by a median groove; the num-
ber of maxillary teeth and other characters”. He only decided to des-
cribe the new genus, because of the separated prefrontals; two nasais
and presence of hypapophyses on posterior vertebrae.
In 1913, Werner (:30) described Oxyrhopus latifrontalis, based on
a specimen from eastern part of the state of Minas Gerais, Brazil.
In 1923, Amaral (:90) described Paroxyrhopus atropurpureus,
based on a specimen from Nova Baden, Minas Gerais, Brazil, and other
two specimens, also from Minas Gerais, Brazil. Amaral distinguished
his species from P. rcticulatus by: “Paroxyrhopus atropurpureus can be
distinguished from P. rcticulatus, by its physiognomy and general color,
and by having an entire nasal, two postoculars and supraocular not tur-
ned downwards behind the orbit”.
In 1926, Amaral (:18) redescribed and published drawing of Paro¬
xyrhopus a tro p urpureus.
In 1929, Amaral (:208), put his P. atropurpureus in the synonymy
of Paroxyrhopus latifrontalis, maintaining Paroxyrhopus reticulatus
Schenkel as a valid species.
Supported by (Irant o Conselho Nacional de Pesquisas — CNPq.
Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan — FEDIB.
ADRESS C.P. f>5 — 05504 — São Paulo
Brasil.
137
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
ÍIOCÍE, A. R. & FEDHRSONI JR., P. A.
Schenkel (Serpentes Colubridae).
A/cm. /vxt. liutanlan, XX: 137-14G, 1974.
Notes on Xenopholis Peters and Paroxyrhopus
In 1970, Bailey, in Peters & Orejas-Miranda (:238) has pointed
out, Oxyrhopus undulatus as a prior name for Paroxyrhopus latifron-
talis (auct.)
Peters & Orejas-Miranda l.c. maintain P. reticulatus and P. undu-
latus as distinct species, although Bailey thinks that the two species are
not distinguishable.
Peters & Orejas-Miranda prive the following key:
“1 — Two postoculars; supraocular not turned down
behind orbit; unicolor dorsally, sides variegated
with small spots or reddish color . undulatus
One postocular; supraocular has downward pro-
jecting extension behind orbit; dorsum with large
brownish-black spots . reticulatus”
Recently we had opportunity to collect more five specimens of
Paroxyrhopus from Mato Grosso and São Paulo; together with the
specimens already in the collection of IB, we have now 20 specimens;
one of the specimens: IB — 10.276, a female from Pedra do Sino,
Minas Gerais, presents: 1 postocular; the supraocular with downward
projection extension behind the orbit, wich is tipical of Paroxyrhopus
reticulatus Schenkel (see fig. 12 through 14) the coloration and pattern
is identical of the one given for Paroxyrhopus 'undulatus Jensen.
We see no reason to maintain the two species as distinct. There
is no doubt that Paroxyrhopus and Xenopholis, are closely related as
suspected by Schenkel: both have a peculiar form of the neural spine
of the vertebrae, expanded laterally above, forming a shield which is
quite rugose and divided by a median groove (see fig. 5 through 8),
and it’s interesting to note that in some specimens of Paroxyrhopus (from
Xenopholis, we had only the opportunity to examine two specimens),
there is a hole in the quadrate (see fig. 10). Similar dorsal pattern
(see fig. 15 and 16).
Xenopholis Peters
1869
1874
Xenopholis Peters, Monats. Akad. Wiss. Berlin — 1869:440
Gerrhosteus Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia — 1774:71
Type species — Gerrhosteus prosopis Cope.
Paroxyrhopus Schenkel, Verh. Naturforsch. Ges. Basel, 75:168
Type species — Paroxyrhopus reticulatus Schenkel.
Sympcltophis Werner, Sitzb. Nath. — Naturwiss. Kl.
Akad. Wiss. Wien abt. 1, 134:52, fig. 1
Type species — Sympeltophis ungalioides Werner
Type species — Xenopholis Braconnieri Peters
Range: Amazonian, Bolívia, Ecuador, Peru and Brazil — Sou¬
thern Brazil (Minas Gerais, Mato Grosso) and Paraguay.
138
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE. A. R. & FEDERSONI JR., P. A. — Notes on Xenopholis Peters and Paroxyrhopus
Schenkel (Serpentes Colubridae).
Mem. Inst. Butantan, 38: 137-146, 1974.
Xenopholis undulatus (Jensen)
1900 — Oxyrhopus undulatus Jensen, Vidensk. Medd. Naturhist.
Foren. Kjõbenhavn 1899 (1900:106, fig. 2)
1902 — Paroxyrhopus reticulatus Schenkel, Verh. Naturforsh.
Ges. Basel 13:169, fig. 5-5e.
Type locality — Bemalcue, Paraguay
1913 — Oxyrhopus latifrontalis Werner, Mitt. Naturhist. Mus. Ham-
burg — 30:30
Type locality — Eastern part of Estado de Minas Gerais, Brazil.
1923 — Paroxyrhopus atropurpureus Amaral, Proc. New England Zool.
Club, 8:90
Type locality — Nova Baden — Brazil
1926 — Paroxyrhopus atropurpureus Amaral, Arch. Mus. Nac. Rio de
Janeiro — 26:112, fig. 1-3 — est. III
1929 (1930) — Paroxyrhopus latifrontalis; Amaral, Mem. Inst. Butan¬
tan — 4:208
1970 — Paroxyrhopus undulatus; Bailey in Peters & Orejas — Miranda
— Cat. Neotrop. Squamata — I — Snakes:238
1970 — Paroxyrhopus reticulatus; Peters & Orejas — Miranda — Cat.
Neotrop. Squamata I — Snakes:238
Type locality: Lagoa Santa, Minas Gerais, Brazil.
Range: Paraguay (type specimen of P. reticulatus) ; Brazil, states
of Goiaz, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo and Paraná.
The occurrence of Xenopholis undulatus from Amazonian Colombia,
is based in a misidentified specimen.
Rostral slightly broader than deep; slightly visible from above;
internavais slightly longer than broad; prefrontals longer than broad;
frontal as long as broad, as long as its distance from the tip of.the
snout, much shorter than the parietais; supraocular, small, sometimes
projecting downward the orbit, by a fusion with the upper postocular;
nasal entire; loreal twice as long as deep; one preocular, largep than
the supraocular, in contact with the frontal; postocular, two (fig. 12),
rarely one, by fusion of the upper one, with supraocular, the upper one
largest (fig. 13), temporais, 1+2; eight upperlabials, 4 lh and 5 th entering
the orbit, sometimes, the 3 rd searcely entering; 8-9 lowerlabials, 4 in
contact with the anterior chin shields, which are generally as long as
the posterior ones; dorsais in 19/19/17 rows; ventrals: 166-181-)-l/2;
there is no sexual dimorphism in number of ventrals (males 169-178
and females 166-181+1/2) ; anal entire; subcaudals d+ided, 35-45, no
sexual dimorphism (males 35-45 and females 36-44).
Blackish brown above, with lateral projections, sides variegated with
small redish spots (in life) (fig. 15) ; belly yellowish invading dorso-
-lateral pattern (fig. 15). Head (fig. 14) blackish brown, upper and
lower labiais, yellowish.
139
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A. R. & FEDERSONI JR., P. A. — Notes on Xenopholia Peters and Paroxyrhopus
Schenke] (Serpentes Colubridae).
Mem. Inst. Butantan, S8\ 137-146, 1974.
SPECIMENS EXAMINED:
IB. colection
number
Locality
3.003* —
Nova Baden — MG
9.649 —
Pedregulho — SP
10.275 —
Franca — SP
10.276 —
Pedra do Sino — MG
10.325 —
Rio Verde — GO
10.992 —
Barretos — SP
15.508 —
Ouro Fino — MG
17.526 —
Franca — SP
18.936 —
Três Lagoas — MT
21.661 —
Três Lagoas — MT
21.906 —
Três Lagoas — MT
22.216 —
Três Lagoas — MT
23.689 —
Jardinópolis — SP
34.302 —
Araucária — PR
34.574 —
17 Km above the dam
of
Ilha
Solteira-Paraná
River —
34.575 —
70 Km above the dam
of
Ilha
Solteira-Paraná
River —
35.296 —
Without locality
35.782 —
20 Km above the dam
of
Ilha
Solteira-Paraná
River —
35.981 —
14 Km above the dam
of
Ilha
Solteira-Paraná
River —
36.755 —
1 Km above the dam
of
Ilha
Solteira-Paraná
River —
MT
MT
SP
MT
MT
* Type of Paroxyrhopus atropurpureus (Amaral)
TABLE I
Paroxyrhopus undulatus
IB. col. n.°
Sex
Ventrals
Sub-caudals
Head
Length in mm
Body
Tail
10.325
male
169
39/39
13,0
298
56
15.508
male
174
35/35
14,1
352
54
17.526
male
174
18 + n — CM
9,4
206
17-fn
34.302
male
174
44/44
11,5
223
27
34.574
male
176
44/44
11,5
262
48
34.575
male
172
45/45
11,5
254
47
35.782
male
178
40/40
10,0
199
31
35.981
male
175
30 -f n — CM
14,4
372
9.649
female
175
38/38
13,0
335
54
10.275
female
175
38/38
14,3
359
60
10.992
female
173
40/40
12,3
336
55
23.689
female
176
36/36
12,5
320
50
10.276
female
176
44/44
12,2
318
57
18.936
female
174
40/40
13,8
364
58
21.661
female
173
38/38
12,6
325
51
21.906
female
166
41/41
9,2
173
29
22.216
female
172
36/36
1? n
343
56
36.755
female
175
36/36
13,6
329
46
35.294
female
180
44/44
11,1
255
43
3.003*
male
181 + 1/2
40/40
13,9
364
62
* Type of Paroxyrhopus atropurpureus (Amaral)
SciELO
140
HOGE, A. R. & FEDERSONI JR., P. A. — Notes on Xenopholis Peters and Paroxyrhopus
Schenkel (Serpentes Colubridae).
Mem. Inst. Butantan, 38: 137-146, 1974.
mm
y.\x :
IV-'.-
tfv/íSí/ívs
'.•MiiSs
2.mm
2.mm
msm
msmm
2 mm
2.m m
J.X>.Cdv«LHeiRo
Fig. 1 — Xsnopholis .undulatus — IB. 18.936 — vertebrae — lateral view-posterior third
of the body
Fig. 2 — Xenopholis undulatus — IB. 18.936 — vertebrae — lateral view-mid-body
Fig. 3 — Xenopholis scalaris — IB. 21.129 — vertebrae lateral view-posterior third of the
body
Fig. 4 — Xenopholis scalaris — IB. 21.129 — vertebrae — lateral view-mid-body
141
cm
2 3
6 SciELO 10 11 12 13 14 15
HOGE, A. R. & FEDERSONI JR., P. A. — Notes on Xenopholis Peters and Paroxyrhopus
Schenkel (Serpentes Colubridae).
Alem. Inst. Butantan, 38: 137-146, 1974.
■■'•tf?
■;
2 mm
2. mm
. - ’ V
8
2 mm
2 m m
JCc,
Fig. 5 — Xenopholis undulatus — IB. 18.936 — vertebrae — frontal view-mid-body
Fig. 6 — Xenopholis undulatus — IB. 18.936 — vertebrae — dorsal view-mid-body
Fig. 7 — Xenopholis scalaris — IB. 21.129 — vertebrae — frontal view-mid-body
Fig. 8 — Xenopholis scalaris — IB. 21.129 — vertebrae — dorsal view-mid-body
142
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A. R. & FEDERSONI JR., P. A. — Notes on Xe nopholis Peters and Paroxyrhopus
Schenkel (Serpentes Colubridae).
Mem. Inst. Butantan, 88: 137-146, 1974.
2. mm
10
11
2.mm,
J.D Cavéí LHÇ t RO
Fig. 9 — Xenopholis undulatus — IB. 21.661 — quadrate
Fig. 10 — Xenopholis undulatus — IB. 18.936 — quadrate
Fig. 11 — Xenopholis scalaris — IB. 21.129 — quadrate
143
cm
2 3
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A. R. & FEDERSONI JR., P. A.
Schenkel (Serpentes Colubridae).
Mem. Inst. Butantan, S8: 137-146, 1974.
— Notes on XenopholU Peters and Paroxyrhopus
in
(O
3 m
au.
0,5 Cm.
Fig. 12 — XenopholU undulatus — IB. 34.574 — two postoculars and the supraocular not
turned down behind orbit.
Fig. 13 — XenopholU undulatus — IB. 10.276 — One postocular and supraocular has down-
ward projecting extension behing orbit.
Fig. 14 — XenopholU undulatus — IB. 34.574 — dorsal view of the head
Fig. 15 — XenopholU undulatus — IB. 34.674 — Dorso-lateral pattern
Fig. 16 — XenopholU scalarU — IB. 21.129 — Dorso-lateral pattern
144
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A. R. & FEDERSONI JR., P. A.
Schenkel (Serpentes Colubridae).
— Notes on Xenopholis Peters and Paroxyrhopus
Mem. Inst. Butantan, S8: 137-146, 1974.
RESUMO — O gênero Paroxyrhopus
Schenkel é considerado sinônimo de Xeno¬
pholis Peters. A espécie reticulatus é con¬
siderada sinônimo de undulatus.
UNITERMOS — Paroxyrhopus Schenkel,
1902; Paroxyrhopus reticulatus Schenkel,
1902; Xenopholis Peters, 1869; Xenopholis
scalaris (Wucherer) 1861; Xenopholis un¬
dulatus (Jensen) 1900.
ACKNOWLEDGEMENTS
We are indebted to Mr. João Domingues Cavalheiro for the drawings
and preparation of skulls.
Recebido para publicação em 04-VI-1974 e aceito para publicação em 10-X-1974.
145
*
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
cm
Mem. lnsl. Butantan
3tt: 147-158, 1947
NOTES ON TRIMERESURUS BRONGERSMAI HOGE 1969
(SERPENTES, VIPERIDAE, CROTALINAE) *
by A. R. HOGE and S. A. DE LEMOS ROMANO
Seção de Herpatologia, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil
ABSTRACT — Redescription of Trimere¬
surus brongersmai Hoge 19G9, and rela-
tionship with: T. puniceus (Boie) 1827; T.
cornutu8 Smith 1930; T. kanburiensis
Smith 1943 and T. borneensis Peters 1872
wich is cor.sidered a valid species.
UNITERMS — ■ Trimeresurus brongers-
mai Hoge 1969; T. puniceus (Boie) 1827;
T. cornutus Smith 1930; T. kanburiensis
Smith 1943 and T. borneensis (Peters i
1872.
This paper deals with a full description of Trimeresurus brongers-
mai Hoge 1969, first described in an abstract of the annual meeting of
the “Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência” in “Ciência e
Cultura” 21(2), 1969, and notes on related species.
Abbreviations used in reference to specimens:
British Museum (Natural History) London (BMNH) ; Rijks Museum
v. Natuurlijke Historie Leiden (RMNH) ; United States National Mu¬
seum, Washington D.C. (USNM) ; Museum National d’Histoire Natu-
relle, Paris (MNHNP) ; Instituto Butantan, São Paulo (IB) ; Natur-
historiska Riksmuseum Stockholm (NHRS).
KEY TO THE SPECIES OF THE PUNICEUS GROUP
I
Ventrals more than 190; caudais more than 71;
supraoculars broken up in 3-4 scales; strongly erec-
ted and convergent forming a horn-like appendage
(Fig. 4) ; Dorsal pattern (see Fig. 6) ; Dorsais
21-21-17 .
cornutus
II —
Ventrals fewer than 177; caudais fewer than 58;
A — 8 scales between the supraoculars which are
large and divided on their inner margins;
dorsais in 19-19-15 rows .. kanburiensis
B — 10-14 scales between the supraoculars
1 — Snout strongly projected, and squarish
(Fig. 2) ; ventrals 136-150; supraoculars
divided and divergent (Fig. 2) ; single
elongate dorsal blotches, fused, opposite
* Supportcd by Grant NIH, National Library of Medicine LM 00418-01, and Conselho Nacional de
Pesquisas of Brazil 1966-1967.
ADRESS — C.P. 65 — 05504 — São Paulo — Brasil.
147
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
II.OGE, A. R. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge 1969.
Mem. Iu8t. Butantan , 38: 147-158, 1974.
or alternated; 2 nd upper labial forming
the anterior border of the loreal pit
(Fig. 1) dorsal pattern (see Fig. 3 and
11). Dorsais (21-20) -19-15 . brongersmai
2 — Snout not strongly projected
a — 2 nd upper labial usually not for¬
ming the anterior border of the
loreal pit (Fig. 7) ; dorsais in 21-
-23 rows; 12-15 series of scales
between the supraoculars which
are narrow or broken up in
erected scales; snout rounded (Fig.
8) Dorsal pattern see fig. 9 and 12 puniceus
b — 2 nd upper labial forming the ante¬
rior border of the loreal pit (Fig.
13) ; dorsais in 19 — (exceptio-
nally 21) rows; 10-11 series of
scales between the supraoculars
which are generally divided and
knoblike (Fig. 13) ; snout promi-
nent, raised above the nostrils
(Fig. 13) ; Dorsal pattern (Fig. 10
and 14) ... borneensis
Trimeresurus brongersmai Hoge Fig. 1, 2, 3 and 11.
1969 — Trimeresurus brongersmai Hoge, Ciência e. Cultura, 21 (2) :459.
Type locality: Lugu, Simalur, west coast of Sumatra.
Holotype, RMNH Nr. 5654 A; from Lugu, Simalur, Sumatra;
4-1913; E. Jacobson col.
Diagnosis. A Trimeresurus (fig. 1, 2 and 3) with the second upper
labial forming the anterior border of loreal pit; supraoculars broken
up in non convergent, strongly erected and pointed scales; snout strongly
projected and laterally expanded; anterior part of nasais well visible
from front and forming, together with the rostral the tip of the snout;
supraoculars separated by 11-12 scales; ventrals 136-150; caudais 41-48;
dorsais in [20-21] — 19-15 longitudinal smooth rows. Dorsal pattern
of elongated markings, confluent or alternate, and below streaks of same
length; the lateral streaks gradually fusing, with the dorsal ones, on the
back of the body.
Description of holotype — Rostral slightly wider than high,
nearly twice as broad at base as at tip; internasals large, separated
by two scales, strongly projected laterally and forewards; two (left side,
by fusion of l st and 2 nd ) scales between internasals and upper preocular,
three on the rigth side; nasal entire, anterior part projected and well
visible from front, separated from the first upper labial; second upper
148
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge 1969.
Mem. Inst. Butantan, 38: 147-158, 1974.
labial íorming the anterior border of the loreal pit; a small scale between
nasal and upper part of 2 nd upper labial; third upper labial largest,
separated from the elongate suboeular by 1+2 scales; supraocular broken
up in 4-5 strongly erected and divergent spinelike scales; scales on upper
head smooth and imbricated; temporais strongly keeled or knobbed on
tip; 11 scales on a line between the erected supraoculars; 1-2 postoculars
and an elongate suboeular; horizontal diameter of eye less than the dis-
tance between eye and mouthcleft; 10 upper and 10-11 lower labiais;
first pair of lower labiais not in contact behind the symphysial; a single
pair of chin shields longer than wide, each one separated from the sym¬
physial by a scale resulting from the transverse division of first lower
labial. Color grey with elongated rectangular dark grey dorsal markings,
fused, opposite or alternated with the ones of the other side; the dorsal
blotches resulting from the fusion of right and left marking have r
lighter center. The dorsal blotches are formed by single dorsolatera.
marking, not by two vertical ones, separate or fused, as in T. puniceus
(Boie) 1827. Just below the dorsal markings there are, on the 4-5 th row,
longitudinal dark streaks, fused with the dorsal ones on the posterior part
of the body. Belly whitish grey, heavyly powdered with dark; the outer
side of ventrals more densely powdered and spotted with dark. The dark
color of outerside of ventrals invades the paraventral row in a manner
not unlike a saw; 29 dorsal blotches, 11 on ta.il ; lower part of tail dark
grey; a whitish postocular streak. Dorsais in 21-19-15 longitudinal rows
of smooth scales (some scales in the vertebral region of neck are slightly
knobbed on the tip). Ventrals 150; anal 1; caudais 47/48 rows. Hemipe-
nis spinous from bifurcation at tip; bifurcation at 4 th caudal; hemipenis
extending to 8-9 subcaudal. Head 26,1 mm; body + head 340 mm,
tail 66 mm.
Paratypes — RMNH 5654 B now IB 29925; male; same locality
and col. as holotype; Dorsais 20-19-15; Ventrals 148; anal 1; Caudais
48/48; 9 upper labiais; 11 scales between supraoculars. RMNH 5649,
male, Sibogo; Simalur, Sumatra, same col, as holotype, Dorsais 20-19-15;
Ventrals 150; anal 1; Caudais 48/48; 10 upper labiais; 11 scales between
supraoculars. RMNH 5181, female, Sinabang, Simalur, Sumatra, same
col. Dorsais 20-19-15; Ventrals 136; anal 1; Caudais 41/42. USNM 30758,
Simalur (Fig. 1 and 2).
RELATIONSHIP. Trimeresurus brongersmai is closest to Trime¬
resurus borneensis Peters 1872 from which it differs by: lower number
of ventrals, 136-150 against 152-168; dorsal rows in 19 against 21;
supraoculars long and strongly erected, against small and more knoblike
ones in borneensis fig. 2 and 13; the greyer color, and different dorsal
pattern (Fig. 11), specially the small sawlike intrusions of dark ventral
color in dorsais. Easily distinguished from T. cornutus Smith (Fig. 4, 5
and 6), the only species besides T. brongersmai with strongly erected
supraoculars, by the shape of the snout; and by the divergent instead of
convergent supraocular spines (Fig. 1 and 2) and the lower number of
ventrals 135-150 against 193-197; from T. kanburiensis Smith 1930 by
the number of scales between supraoculars 11-12 against 8; the erected
149
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurua brongersmai Hoge 1969.
Mcm. lnat. Butantan, 38: 147-158, 1974.
spinelike supraoculars against large undivided and not erected in T.
kanburiensis; possibly the higher ventral counts in kanburiensis (known
only from type, V. 159) and dif. shape of snout. From T. puniceus, T.
brongersmai can be distinguished by; Dorsais in 19 against 21-23 rows;
second upper labial forming anterior border of pit; the very long erected
supraoculars; the completely different shape of snout (Fig. 1, 2, 4.);
different dorsal pattern as explained in Holotype description (and fig.
11) ; and its smaller size 516 mm.
Material: All specimens examined are from the island Simalur
(Simeuloeé) on the West coast of Sumatra, Indonésia. RMNH 5654 A
(Holotype) from Lugu; IB 29925 (former RMNH 5654 B) from Lugu;
RMNH 5649 from Sibogo; RMNH 5181 from Sinabang; USNM 30758
from Simalur.
Range: known only from Simalur.
Trimeresurus borneensis (Peters) Fig. 10, 13 and 14
1872 — Atropophis borneensis Peters, Ann. Mus. Civ. Stor. Nat. Gênova,
5:41.
1893 — Bothrops sandakanensis van Lidth de Jeude, Notes Leyden Mus.
15 :256 + fig.
1896 — Lachesis borneensis; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus. (Nat. Hist.)
5:561.
1969 — T. [ rimeresurus\ borneensis; Hoge, Ciência e Cultura, 21 (2) :
459.
Type locality: Sarawak, Borneo
Type: Mus. Gênova
Related to puniceus from which it differs in having a more promi-
nent and truncated snout; strongly raised abo ve the nostrils (Fig. 13) ;
10-11 scales between the supraoculars instead of 12-14; 2 nd upper labial
forming the anterior border of loreal pit (Fig. 13) ; supraoculars
generally entire or knoblike (Fig. 13). From T. brongersmai it is dis¬
tinguished by the higher number of ventrals 152-168 against 136-150;
dorsal scales in 21 rows; supraoculars small and knoblike.
Range: Known only from Borneo (see notes under T. puniceus 1. c.).
Specimens examined: All specimens are from Borneo. RMNH 8405
(F 101) and 8405 (F 44) from Kenepai pass; RMNH 8407 from Nanga
Raoen, RMNH 8253 from above Mahakkam; RMNH 8406 from Siniai
river; RMNH 4338 (without labei) from Sandakan bay; RMNH 4338
(713) same locality as 4338 (Types of B. sandakanensis (van Lidth de
Jeude 1893); BMNH 91-8-29-38 from Mt Dulit Sarawak; BMNH
1900-7-18-6 from Gunong Merch Perak, 3000 ft; BMNH 94-6-30-67 from
Paitan North Borneo; BMNH 1911-1-30-29.30 (two specimens) from
Kidi district, Sarawak; BMNH 92-10-7-16 and 94-8-37 from Baram
Sarawak; BMNH 92-6-3-10 M l Dulit; BMNH 151 1 a juvenile mentioned
as puniceus from Java, but which is really a borneensis (see notes under
T. puniceus).
150
cm
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10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge 1969.
Mem. Inst. Butantan, 38: 147-168, 1974.
Trimeresurus cornutus Smith
1930 — Trimeresurus cornutus Smith, Ann. Mag. Nat. Hist. 5(10) :682.
Type locality: Fan-si-pan M 18 , Tong King.
Type: BMNH 1930-11-16-2- London.
Range: Known only by type specimen and a specimen in
MNHNP from Tong-King without further information.
Different from related forms by the strongly erected and conver-
gent supraoculars (Fig. 4 and 5) and high number of ventrals 193-197.
Specimens examined: BMNH 1930-11-16-2 from Fan-si-pan M t8 ,
Tong-King; MNHNP 1935-35- from Tong-King.
Trimeresurus kanburiensis Smith
1943 — Trimeresurus kanburiensis Smith, Fauna Brit. índia 3 (Serp.) :
519.
Type locality: Near Kanburi, Thailand.
Type: In BMNH London.
Range: Known only from type locality.
Trimeresurus puniceus (Boie) Fig. 7, 8, 9 and 12.
1827 — Cophias punicea Boie, Isis v. Oken 20:561.
1837 — Trigonocephalus puniceus; Schlegel Phys. Serp. 2:545-pl. XIX,
fig. 10 and 11.
1854 — Atropos puniceus; Duméril, Bibron et Duméril, Erpet. Gén.
7:1519.
1872 — Atropohis puniceus; Peters, Ann. Mus. Civ. Stor. Nat. Gênova
5(2) :41.
1892 — Trimeresurus puniceus; Boettger, Ber. Offenb. Ver. Naturk:
136.
1896 — Lachesis puniceus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus. 5:560.
1968 — Trimeresurus puniceus; [partim] Leviton, Ven. An. & Their
Venoms 1:570.
Type locality: Java.
Type: In RMNH Leyden.
Range: Sumatra, Java and Natuna Islands.
Specimens examined: Two specimens in the BMNH 44-2-22-6 a male
and a female from Borneo colected by Sir Low, are the same mentioned
by Boulenger in his catalogue (3:561 specimens e and f), and are true
T. puniceus. They are the only known specimens of puniceus from
Borneo. On an old labei on the Container of these specimens can be
read Java! There is also a labei in the jar with Gray’s writing “Atropos
151
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge 1969.
Mem. Inst. Butantan, 38: 147-168, 1974.
acontiu”. Originally Gray (Zool. Miscel.: 49) had only a single specimen.
Another jar labeled as puniceus, Java contain a single specimen who is
obviously a T. borneensis, also the only specimen of T. borneensis known
outside of Borneo.
It is highly probable that an exchange of specimens has occured
before Boulenger’s time.
BMNH 85.12.3.32-33 (three specimens) from Willis M ta , Kediri Java,
5000 ft; BMNH 1915-12-2-43 from Sungai Kumbang, Sumatra 4700 ft;
RMNH 8986, 8988 and 8907 from Nong Kodjajar Genger M ts ± 1200 m
Eastern Java; RMNH 11408 Botanical garden, Buitenzorg, Java; RMNH
14250 A and 14250 B from Poentjakpass, Western Java ± 1000 m; RMNH
8991 from Poentjakpass, Western Java ± 1400m; RMNH 8990 near Ban-
doeng, Western Java; RMNH 14251 (A through J) from Apoeran, Wono-
sobo, above 600 m, Java; RMNH 6981 from near Soekaboemi, Java;
RMNH 8613 from near Modjotengrak ± 1100 m Wonosobo; RMNH 14253,
through 14258, 14259, 14259 A, 14259 B, 15259 C and 11260 from Tjikad-
jang, Western Java 900 m; RMNH 14262 Poentjakpass ±: 1400 m, Wes¬
tern Java; RMNH 14263 through 14265 Poentjakpass 1500 m, Western
Java; RMNH 14261 from Sapoeran, Wonosoba ± 600 m; RMNH 1557
Java (labeled as “cotype”) ; RMNH 1558 (two specimens, a large female
and a juvenile also labeled as cotypes) ; RMNH 8504 Wonosoba, Java ±
1000 m; RMNH 7259 A, 7259 B and 7259 C from Kali Baroe Bandjoe-
wang, Java; RMNH 14266 A and 14266 B from Wonosoba, Java ± 600 m;
RMNH 8416 A, 8416 B, 8416 C and 8416 D, from top of Megamindoeng,
Java; RMNH 14267 from below Ardjoena, South of Goenoeng Papadjan,
east Priangan, Western Java ± lOOOrn; RMNH 14269 through 14274 from
Tjikadjang, Western Java; NHRS 3174 (21); 3174 (56); 3174 (44);
3174 (58) ; 3174 (52) ; 3174 (59) ; 3174 (1) ; 3174 (3) ; 3174 (57);
3174 (55) and 3174 (50) from Pagilaroe, Java; NHRS 2926 from Siti
Ardao, Java; RMNH 14275 (1118), 14276 (925), 14277 (812) and 14278
(552) from Tjikadjang 900 m, Western Java; RMNH 14279 and 14280
from Soemba Doerer near Malang; RMNH 14281 Padang; 14282 from
Poespo; RMNH 14283, 14284, 14285 and 14286 from Poentjak Gedeh M ts ,
Western Java; RMNH 14287 through 14299 (embr.) from Garoet,
Western Java ± 1500 m; RMNH 14300 and 14301 from Garoet. Western
Java ± 1500 m; NHRS 2926 from Siti Ardao Java.
RESUMO — Redescrição de Trimeresurus
brongersmai Hoge 1969 e comparação com:
T. puniceus (Boie) 1827; T. cornutus
Smith 1930; T. kanburiensis Smith 1943 e
T. borneensis (Peters) 1872 que é consi¬
derado como uma espécie válida.
UNITERMOS — Trimeresurus brongers¬
mai Hoge 1969; T. puniceus (Boie) 1827;
T. cornutus Smith 1930; T. kanburiensis
Smith 1943 e T. borneensis (Peters) 1872.
ACKNOWLEDGMENTS
I would like to extend my most sincere thanks to the following per-
sons who permitted me access to the specimens in their care: Alice Gran-
dison, British Museum (Natural History), London; L. D. Brongersma,
152
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A. E. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimereaurua brongeramai Hoge 1969.
Mem. Inst. Butantan, 38: 147-158, 1974.
Rijksmuseum v. Natuurlijke Historie, Leiden; the late Doris M. Cochran
and James A. Peters, United States National Museum, Washington DC. ;
Jean Guibé, Museum d’Histoire Naturelle, Paris; Hjalmar Rendahl and
Greta Vestergren, Naturhistoriska Riksmuseum Stockholm: Ralph Grant-
san for fig. 1, 2, 3, 7, 8 and 9.
LITTERATURE
BOETTGER, O. — Listen von Kriechtieren und Lürchen aus dem tropischen. Asien u. aus
Papuasien. Ber. u. Thât Offenbacher Ver. für Naturk.: 65-155.1892
BOIE, F. — Bemerkungen ü. Merrem’s Versuch eines Systems der Amphibien. in leia v. Oken
20 : 508-566.1827
BOULENGER, G. A. — Catalogue of Snakes in the British Museum (Natural History)
London 3: XIV -f- 727, 37 text fig, 25 pl. 1896
DUMÉRIL, A. M. C., BIBRON G. et DUMÉRIL A. — Erpétologie Générale ou Histoire
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HOGE, A. R. — Um novo Trimereaurua de Simalur [Serpentes Viperidae]. Ciência e Cultura
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LEVITON, A. E. — The venomous Terrestrial Snakes of Eeast Asia, índia, Malaya and
Indonésia: 529-576 in Venomous Animais an their Venoms 1 Venomous Vertebrates XVIII
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SCHLEGEL, H. — Essai sur la physionomie des Serpens 2:1-606 -f- Atlas 1837 La Haye
SMITH, M. A. — Two new Snakes from Tonkin Indo-China, Ann. Mag. Nat. Hiet. (10)6:
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SMITH, M. A. — The Fauna of British índia, Ceylon and Burma, including the whole of
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(Reprinted by the Survey of índia Press Dehra Dun 1961)
VAN LIDTH DE JEUDE, Th. W. — Note XXXIV on Reptiles from North Borneo. Notea
Leyden Mua. 15: 250-257. 1893
153
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A. E. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge 1969.
Mem. Inst. Butantan, 38: 147-158, 1974.
HOGE, A. R. & ROMANO, S. A. L. — Notes on Trimeresurus brongeramai Hoge 1969.
Mem. Inst. Butantan, 38: 147-158, 1974.
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Schematic pattern of:
Fig. 10 — T. borneen8Í8
Fig. 11 — T. brongersmai
Fig. 12 — T. puniceus
157
cm
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10 11 12 13 14 15
Mcm. Inst. Butantan
38: 159-162, 1974
NOTA PRÉVIA
OBTENÇÃO EXPERIMENTAL DO QUADRO ANÁTOMO-
-PATOLÓGICO DA PANCREATITE HEMORRÁGICA
AGUDA NO CÃO PELA INOCULAÇÃO DE VENENO
DE TITYUS SERRULATUS
JESUS CARLOS MACHADO *
e
JOSÉ FRANCO DA SILVEIRA FILHO **
Seção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan
UNITERMOS — Pancreatite hemorrágica
aguda; veneno escorpiônico.
Waterman, 1938, relatou a ocorrência de numerosos casos de Pan¬
creatite Hemorrágica Aguda em acidentes humanos provocados pelo
escorpião T. trinitatis. Bartholomew, 1970, em outra série de relatos de
acidentes humanos pelo mesmo escorpião, confirma a grande freqüência
desta pancreatite aguda, comprovadas por análises clínicas, laboratoriais
e laparotomias.
A partir dessa observação clínica dos acidentes humanos, procura¬
mos reproduzir experimentalmente em nosso laboratório este processo,
a partir desse veneno.
Verificamos em nossos trabalhos iniciais que o veneno escorpiônico
de T. serrulatus induz alterações patológicas no pâncreas do cão que vão
desde degenerações microvacuolares das células acinares até àquelas
características do quadro anátomo-patológico da pancreatite aguda. Jul¬
gamos oportuno publicar, desde logo, em nota prévia, esses primeiros
achados que reputamos interessar te, no sentido de se obter este modelo
biológico da patologia pancreática, a partir do veneno escorpiônico. A
tabela I mostra os resultados iniciais obtidos em cães inoculados intra¬
venosamente com o veneno total (conseguido por extração elétrica) de
T. serrulatus.
A potencialidade de veneno usado era de 500 gamas, dose mínima
mortal para cobaias de 500 gramas.
Os 8 animais inoculados com doses de 0,5-1,0 mg de veneno por kg
peso corpóreo morreram em menos de 4 horas após a inoculação. Estes
animais apresentaram fortes sinais de intoxicação 10 minutos após a
inoculação do veneno: salivação, respiração difícil, evacuação, sudorese,
vômitos, tremores contínuos, lacrimação, ficando o animal totalmente
prostrado.
* Diretor da Divisão de Patologia do Instituto Butantan.
*« Bolsista do F.E.D.I.B. (Bolsa Aperfeiçoamento I).
Endereço para correspondência:
q p eg — 06604 — São Paulo — Brasil.
159
cm
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10 11 12 13 14 15
MACHADO, J. C. & SILVEIRA F.°, J. F. — Obtenção experimental do quadro anátomo-
-patológico da pancreatite hemorrágica aguda no cão pela inoculação de venenos de Tityus
8errulatus.
Mem. Inst. Butantan, 38 : 159-162, 1974.
A análise histopatológica do pâncreas destes animais mostra dege¬
nerações vacuolares das células acinares e pequenas hemorragias nos
septos interlobulares.
Doses menores (0,05 — 0,09 mg de veneno/kg. peso) também cau¬
sam sinais de intoxicação logo após a sua inoculação, embora, em menor
intensidade do que no caso das doses maciças (0,5 — 1,0 mg). Vinte
quatro horas após a inoculação do veneno os sinais de intoxicação são
pouco acentuados. Os animais eram sacrificados 24 horàs após a inocula¬
ção do veneno.
A análise histopatológica do pâncreas destes animais mostra alte¬
rações mais acentuadas do que no caso anterior. Provavelmente, neste
último caso o veneno teve mais tempo para agir.
Em um animal tratado com 3 doses intercaladas (24 horas em 24
horas) de veneno de 0,08 mg/kg peso apresentou além de degenerações
nas células acinares, fortes hemorragias nos septos inter e intralobu-
lares.
Um animal inoculado com uma única dose de veneno de 0,05 mg
de veneno / kg peso, apresentou quadro típico da pancreatite hemorrá¬
gica aguda, constituída por alterações de necrose do tecido adiposo, e de
áreas parenquimatosas, ao lado de hemorragias interlobulares e lobulares.
TABELA I
N.° de cães, doses de veneno escorpiônico de T. serrulatus inoculado intravenosamente em
cães. (Veneno total obtido por extração elétrica) e aspectos anatomopatológicos.
N.°
CÃES
VENENO
Mg/Kg de peso corpóreo
HISTOPATOLOGIA
— Degenerações microvacuolares das células aci¬
nares pancreáticas
4
1,00
— Pequenas hemorragias nos septos interlobulares
— Âcinos pancreáticos normais carregados de
grânulos de zimogênio
1
0,90
Idem
3
0,50
Idem
2
0,09
Idem
2
0,08
Idem
' 1
0,05
Pancreatite hemorrágica aguda
OBS.: Não constam da tabela I, 2 animais que receberam 3 doses intercaladas (24 horas em
24 horas) de veneno escorpiônico de 0,08 mg por Kg de peso corpóreo. Em um dos
animais além das degenerações microvacuolares encontramos fortes hemorragias nos
septos intra e interlobulares.
160
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MACHADO, J. C. & SILVEIRA F.°, J. F. — Obtenção experimental do quadro anátomo-
-patológico da pancreatite hemorrágica aguda no cão pela inoculação de venenos de Tityus
serrulatus.
Mem. Inst. Butantan, 38: 159-162, 1974.
Completa o quadro exsudato redondo celular rico em polimorfonucleares
e fenômeno de trombose vascular.
Por suas propriedades farmacológicas e bioquímicas o veneno escor-
piônico parece constituir-se em uma preciosa ferramenta para o estudo
da etiopatogenia da pancreatite aguda.
Objetivamos, à partir desses achados iniciais, padronizar um método
de indução de pancreatite aguda no cão, usando o veneno de T. serrulatus
inoculando uma série maior de animais com a dose ideal acima referida.
Concomitantemente, pretendemos achar a eventual participação da ace-
tilcolina e/ou adrenalina na fisiopatologia da pancreatite hemorrágica
aguda.
VNITERMS — Acute hemorrhagic pan-
creatitis; Scorpionic venom.
BIBLIOGRAFIA
1. BARTHOLOMEW, C. — “Acute scorpion Pancreatitis in Trinidad”, British Medicai Jour¬
nal, 1: 666-668, 1970.
2. WATERMAN, J. A. — “Some notes on scorpion poisoning- in “Trinidad”, Transactions
of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, 31 (6):607-624, 1938.
Recebido para publicação em 17-V-1974 e aceito em 10-X-1974.
161
SciELO
MACHADO, J. C. & SILVEIRA F.°, J. F. — Obtenção experimental do quadro anátomo-
-patológico da pancreatite hemorrágica aguda no cão pela inoculação de venenos de Tityus
8errulatu8.
Mem. Inst. Butantan, 38: 159-162, 1974.
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Fig. 1 — Pâncreas: H.E. Necrose vascular com trombose e intenso edema e exsudato redondo
celular inflamatório com focos hemorrágicos.
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Fig. 2 — Pâncreas: H.E. Forte hemorragia do estroma fibroso com lesões degenerativas do
tecido adiposo e parenquimatoso.
cm
2 3
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10 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan
38; 163-166, 1974
NOTA PRÉVIA
OBTENÇÃO DE CULTURA DE LINFOMAS HUMANOS
— TUMOR DE BURKITT*** **•*
JESUS CARLOS MACHADO *
e
LEONOR DENARO **
UNITERMOS — Tumor de Burkitt: Cultura.
Os autores vêm realizando o estudo de tumores do tecido linfore-
ticular, no que se refere às peculiaridades do seu cultivo “in vitro”, às
características ultra-estruturais de suas células e aos efeitos por eles
causados em tecidos normais.
Iniciamos nossos estudos através do linfoma de Burkitt, um neo-
plasma maligno do sistema linforeticular, mais especificamente denomi¬
nado LINFOMA MALIGNO INDIFERENCIADO, tipo Burkitt (Berard
et al., 1969).
A singularidade desse linfoma é a sua provável correlação etioló-
gica com um agente virai, correlação essa já levantada por 0’Connor
em 1961, tendo o autor verificado a peculiar distribuição geográfica e
climática do tumor.
As células predominantes e características da massa tumoral são
células linforeticulares linfoblastóides indiferenciadas.
Sob as condições mais favoráveis de cultivo, células normais da série
linfocítica não conseguem ser mantidas “in vitro” senão por alguns dias
(Bichei, 1952 e Trowell, 1958).
Epstein e Barr, 1965, referindo-se à habilidade de crescimento das
células do linfoma de Burkitt, em culturas permanentes, levantam a
hipótese de que esse potencial, que parece ser um atributo específico dos
linfoblastos do tumor de Burkitt, diferindo-os de outros linfoblastos hu¬
manos, esteja conectado com a presença de um vírus em suas células.
Na presente nota, apresentamos alguns aspectos do referido tumor,
em cultura mantida em nosso laboratório (CP-7), por um período supe¬
rior a 4 meses.
Fig. 1 — Aspecto do rosto de uma criança, de 5 anos de idade,
L A.P.F. 0 ., portador de um tumor, na mandíbula direita.
* Diretor da Divisão de Patologia do Instituto Butantan.
** Assistente Responsável pelo Laboratório de Citopatologia da Divisão de Patologia do Instituto
Butantan.
*** Este trabalho foi comunicado na Reunião Regional da Seção Sul da Sociedade Brasileira de
Patologistas — 1973.
**•* Este trabalho está sendo realizado com o auxílio do CNPq e FEDIB.
Endereço para correspondência:
C.P. 66 — 06504 — São Paulo — Brasil.
163
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
MACHADO, J. C. & DENARO, L. — Obtenção de culturas de linfomas humanos — Tumor
de Burkitt.
Mem. Inst. Butantan, 38: 163-166, 1974.
Fig. 2 — Aspecto da massa tumoral, na cavidade oral, tomando
toda a bochecha direita e assoalho da boca.
Fig. 3 — Aspecto histológico do tumor, caracterizado pela presença
monótona de linfoblastos neoplásicos, monotonia esta quebrada pela pre¬
sença de macrófagos normais, dando ao quadro o aspecto típico denomi¬
nado de “céu estrelado”. Coloração Hematoxilina Eosina. ± 1000X.
Fig. 4 — Aspecto do tecido tumoral, esmagado entre lâmina e lamí-
nula. Note-se a marcante vascularização do tecido, sendo os capilares
neoformados muitas vezes ramificados, contendo hemácias no seu inte¬
rior. Coloração Giemsa. ± 1000X.
Fig. 5 — Célula epitelial. Preparação obtida por esmagamento do
tecido tumoral entre lâmina e lamínula. Coloração Giemsa. ± 1000X.
Figs. 6 e 7 — Células linfoblastóides, em cultura. Núcleo ocupando
grande parte do volume celular, com forma ovoide ou em “pera”. Cito¬
plasma limitando-se a uma pequena faixa periférica. Note-se a presença
de característicos vacúolos intra-eitoplasmáticos, possivelmente devidos
à inclusão de material lipídico. Colorações Mallory e Hematoxilina-
-Eosina. ± 1000X.
Fig. 8 — Célula mostrando a presença de 2 núcleos, parecendo indi¬
car a ocorrência de mitose parcial anômala. Coloração Giemsa. ± 1000X.
É importante notar que essas células, em cultura, crescem em sus¬
pensão, sem aderirem às paredes do frasco.
Esses aspectos, tanto do comportamento “in vitro”, quanto da mor¬
fologia das células fixadas, correspondem realmente àqueles descritos
por outros autores, com relação ao cultivo de células do tumor de Burkitt
(Epstein e Barr, 1964; Pulvertaft, 1964; Epstein e Barr, 1965; Stewart
et al., 1965).
UNITERMS — Burkitt Tumor: culturc.
BIBLIOGRAFIA
1. BERARD, C.; 0’CONNOR, G. T.; TIIOMAS, L. B. and TORLONI H. — Histopatholo-
gical definition of Burkitfs tumour. Biilletin of lhe World Health Organization 1,0,
4: 601-607, 1969.
2. BICIIEL, J. — Cultivation of leukemic cells in tissue culture. Acta Path. Microbiol. Scand.
31 :410-419, 1952.
3. EPSTEIN, M. A. and BARR, Y. M. — Cultivation “in vitro" of Human lymphoblasts
from Burkitfs mulignant lymphoma. Lancet 1:252-253, 1964.
4. EPSTEIN, M. A. and BARR, Y M. — Characteristies and mode of growth of a tissue
culture strain (EB1) of Human lymphoblasts from Burkitfs lymphoma. J. N. Câncer
Inst. 31,, 2:231-240, 1965.
5. PULVERTAFT, R. J. V. — Vytology of Burkitfs tumor (African Lymphoma). Lancet,
1: 238-240, 1964
6. STEWART, S. E.; LOVELACE, E.j WIIANG, J. J. and NGU, V. A. — Burkitt tumor:
Tissue culture, cytogenctic and virus studies. Jour. Natl. Câncer Inst. J4:319-327, 1965.
7. TROWELL, O. A. — The lymphocyte. lnt. Rev. Cytol. 7:257, 1958.
Recebido para publicação em 30-V-1974 e aceito em 10-X-1974.
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MACHADO, J. C. & DENARO, L. — Obtenção de culturas de linfomas humanos — Tumor
de Burkitt.
Alem. Ivst. Butantan, 38: 1G3-166, 1974.
Figura 2
165
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Figura 4
Figura 3
MACHADO, J. C. & DENARO, L. — Obtenção de culturas de linfomas humanos
de Burkitt.
Mem. Inst. Butantan, 38: 163-166, 1974.
Figura 5
Figura 8
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Tumor
14 15
Mem. Inst. Butantan
SS: 167-178, 1974
NOTA PRÉVIA
LISTA DAS ESPÉCIES DE SERPENTES COLETADAS NA
REGIÃO DA USINA HIDROELÉTRICA DE
ILHA SOLTEIRA — BRASIL
ALPHONSE RICHARD HOGE *
S. ALMA R. W. DE L. ROMANO *
PEDRO ANTONIO FEDERSONI JUNIOR **
CARMEM LÚCIA DOS SANTOS CORDEIRO **
(Secção de Herpetologia do Instituto Butantan — São Paulo — Brasil)
RESUMO — Nota prévia sobre as espécies
de serpentes coletadas na região da repre¬
sa da Usina Hidroelétrica de Ilha Solteira,
São Paulo, Brasil. 30 espécies identificadas
até o momento.
UNITERMOS — Nota prévia sobre as es¬
pécies de serpentes coletadas na região da
represa da Usina Hidroelétrica de Ilha Sol¬
teira, São Paulo, Brasil.
Aproveitando a elevação gradual das águas do Rio Paraná, motivada
pelo fechamento das comportas da Barragem da Usina Hidroelétrica de
Ilha Solteira, a Secção de Herpetologia do Instituto Butantan, em cola¬
boração com a C.E.S.P. (Centrais Elétricas de São Paulo), coletou grande
número de espécimes, durante o período de 14 de abril de 1973 a 5 de
setembro de 1973.
A região, ao montante da barragem, afetada pelas águas naquela
oportunidade, compreendia, inclusive ilhas fluviais, que com a formação
do “lago” artificial, desapareceram completamente.
A área total, se apresenta nas imediações das coordenadas 51°W e
20°S.
Os exemplares foram coletados nas margens do Rio Paraná, em suas
antigas ilhas, nas margens de seus afluentes e principalmente em árvores
semi-submersas de suas margens (tais árvores constituíram uma média
de 95% dos locais de coleta).
Considerando que o estudo do material coletado (vários milhares de
exemplares), levará um tempo considerável, achamos útil a publicação
preliminar de uma nota, com uma simples lista provisória das espécies
coletadas na região.
Foram encontradas as seguintes espécies:
FAMÍLIA Boidae
SUBFAMÍLIA Boinae
* Bolsa cio Conselho Nacional de Pesquisas .— CNPq.
** Bolsa do Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan — F.E.D.I.B.
Endereço para correspondência:
ç.p. 65 — 05504 — São Paulo — Brasil.
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HOGE, A. R„ ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Butantan, 38: 167-178, 1974.
Boa constrictor amarali (Stull)
1932 Constrictor constrictor amarali Stull, Occ. Pap. Boston Soc. Nat.
Hist., 5:27.
1951 Boa constrictor amarali; Forcart, Herpetologica, 7:199.
Localidade tipo: — São Paulo, Brasil.
Distribuição : — Brasil: sul e sudoeste. Bolívia: sudeste.
Epicrates cenchria crassus (Cope)
1862 Epicrates crassus Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila., 1552:349
1929 Epicrates cenchria crassus; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4:140
Localidade tipo: — Cadosa, Rio Paraná, Paraguai.
Distribuição : — Região sul do Brasil. Paraguai e norte da Ar¬
gentina.
Eunectes murinus murinus (Linnaeus)
1758 Boa murina Linnaeus, Systema Naturae, Ed. 10:215.
1936 [Eunectes murinus ] murinus; Dunn e Connant, Proc. Acad. Nat.
Sei. Phila., 55:503.
Localidade tipo: — “América”.
Distribuição: — Desde a Bacia Amazônica, em direção ao sul, até
o Rio Paraná e afluentes.
FAMÍLIA Colubridae
SUBFAMÍLIA Colubrinae
Apostolepis assimilis (Reinhardt)
1861 Elapomorphus assimilis Reinhardt, Vid. Meddel. Naturch. For.
Kjobenhavn, 1550:235, pl.-4, figs. 1-5.
1896 Apostolepis assimilis; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:234
Localidade tipo: — Minas Gerais, Brasil.
Distribuição: — Brasil: regiões central e sul. Chaco Argentino.
Chironius bicarinatus (Wied)
1820 Coluber bicarinatus Wied, Reise nach Brasilien, 1:181.
1955 Chironius bicarinatus; Bailey, Occ. Pap. Mus. Zool. Univ. Mich.,
571 :8.
Localidade tipo: — Lago próximo ao Rio Jucu, cinco léguas ao sul
da Cidade de Espírito Santo, Estado de Espírito Santo, Brasil.
Distribuição: — Brasil: Espírito Santo, leste de Minas Gerais, no¬
roeste de São Paulo e sul de Mato Grosso. Argentina: sudo¬
este de Missiones e Rio Uruguai, Províncias de Chaco, Cor-
rientes, Salta, Formosa e Entre Rios. Noroeste do Uruguai.
168
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HOGE, A. R„ ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lists,
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inat. Butantan, 38: 167-178, 1974.
Chironius flavolineatus (Boettger)
1885 Herpetodryas flavolineatus Boettger, Zeitz. für Naturwiss., 58 :234.
1955 Chironius flavolineatus; Bailey, Occ. Pap. Mus. Zool. Univ. Mich.,
571 :13.
Localidade tipo: — Paraguai
Distribuição: — Brasil: savanas do oeste e centro da Bahia, nor¬
deste de Mato Grosso, São Paulo, e também, encontrado na
Amazônia, nos campos de Humaitá.
Chironius quadricarinatus (Boie)
1827 Erpetodryas 4 — dricarinatus Boie, Isis von Oken, 20(1) :548.
1955 Chironius quadricarinatus; Bailey, Occ. Pap. Mus. Zool. Univ.
Mich., 571: 15.
Localidade tipo: — Não determinada; restrita a Assunción, Pa¬
raguai, por Bailey, Occ. Pap. Mus. Zool. Univ. Mich., 571 :15.
Distribuição: Brasil: áreas de savanas do norte de Mato Grosso e
São Paulo. Centro da Bolívia. Centro do Paraguai.
Clelia occipitolutea (Duméril, Bibron et Duméril)
1854 Brachyruton occipito-luteum Duméril, Bibron et Duméril, Erp.
Gén., 7:1009.
1970 Clelia accipitolutea; Bailey, in Peters and Orejas-Miranda, Cat.
Neot. Squam. — Part I — Snakes: 64.
Localidade tipo: — Desconhecida.
Distribuição: — Sul do Brasil, até o Uruguai e Centro da Argen¬
tina.
OBSERVAÇÃO: — Maglio, considerou as espécies de Leimadophis,
como Dromicus em: “West Indian Xenodontinae Colubrid
Snakes: their probable origin, philogeny and Zoogeography ”,
Buli. Mus. Comp. Zoology, 141(1) :l-53. 1970.
Dromicus almadensis Wagler
1824 Nairix almadensis — Wagler, in Spix, Sp. Nov. Serp. Bras.: pl. 10.
1926 (Leimadophis) almadensis; Amaral, Rev. Mus. Paulista, 15: 78.
Localidade tipo: — Proximidades da Bahia, Brasil.
Distribuição: — Brasil central, oeste e sul. Paraguai. Argentina.
Uruguai.
Dromicus reginae macrosoma Amaral
1935
Amaral, Mem. Inst. Butantan,
Leimadophis reginae macrosoma
9: 238.
Localidade tipo: — Canna Brava, Goiás, Brasil.
Distribuição: — Brasil: em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e
São Paulo.
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HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Dutantan, 38: 167-178, 1974.
Drymarchon corais corais (Boie)
1827 Coluber corais Boie, Isis von Oken, 1827:537.
1899 [ Drymarchon corais corais ]; Stejneger, North Amer. Fauna, 14 :70.
Localidade tipo: — América.
Distribuição: — Bacia Amazônica e do Paraguai. Da Venezuela
até a Argentina. Trinidad e Tobago.
Helicops carinicaudus infrataeniatus (Jan)
1865 H. [ elicops\ infrataeniatus Jan, Arch. Zool. Anat. Fis., 5:253.
1916 Helicops carinicauda var. infrataeniata; Griffin, Mem. Inst. Car-
negie Mus., 7: 179.
Localidade tipo: — “Surinam” (in error) e “Brasile”.
Distribuição: — Sul do Brasil: Santa Catarina, Rio Grande do Sul,
a sudoeste, em São Paulo e Mato Grosso. Uruguai e Argentina.
Hydrodynastes bicinctus schultzi Hoge
1966 Hydrodynastes bicinctus schultzi Hoge, Ciência e Cultura, São
Paulo, 15:143.
Localidade tipo: — Presidente Epitácio, Estado de São Paulo,
Brasil.
Distribuição: — Bacia do Paraná.
Hydrodynastes gigas (Duméril, Bibron et Duméril)
1854 Xenodon gigas Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gén., 7:761.
1966 Hydrodynastes gigas; Hoge, Ciência e Cultura, São Paulo, 15:143.
Localidade tipo: — Província de Corrientes, Argentina.
Distribuição: — Brasil: ao sul e no Território Federal do Amapá.
Bolívia: ao leste. Argentina: ao norte. Paraguai.
Leptodeira annulata annulata (Linnaeus)
1758 Coluber annulatus Linnaeus, Systema Naturae, Ed. 10: 224.
1958 Leptodeira annulata annulata; Duellman, Buli. Amer. Mus. Nat.
Hist, 114: 47.
Localidade tipo: — Bacia Amazônica; restrito por Duellman (l.c.:
48), para: Baixo Rio Amazonas, Pará, Brasil.
Distribuição: — Bacia Amazônica: desde a Venezuela, abaixo de
1.100 m de altitude; Equador; Peru e Bolívia, até a foz do
Amazonas. Ao longo da Costa Atlântica, até São Paulo e
Mato Grosso.
Leptophis ahaetulla marginatus (Cope)
1862 Thrasops marginatus Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila., 1862:34,9.
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HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
A/em. Inst. Butantan, 38: 167-178, 1974.
1958 Leptophis ahaetulla [marginatus ~\; Int. Comm. Zool. Nomen., Op.
52A :270.
Localidade tipo: — Paraguai.
Distribuição: — Desde o sudeste da Bolívia, até o sul do Brasil.
Paraguai. Norte da Argentina.
Liophis brazili (Amaral)
1923 Rhadinaea brazili Amaral, Proc. New England Zool. Club, 7:87.
1926 Liophis brazili; Amaral, Arch. Mus. Nacional Brazil., 26: 9, pl. 1,
figs. 4-6.
Localidade tipo: — Júlio Pontes, São Paulo, Brasil.
Distribuição: Brasil: Mato Grosso e São Paulo.
Liophis joberti (Sauvage)
1884 Enicognathus Joberti Sauvage, Buli. Soc. Philom. Paris, (7)
8: 146.
1958 Liophis joberti; Hoge, Pap. Avul. Depto. Zool. São Paulo, 13: 223.
Localidade tipo: — Ilha de Marajó, Pará, Brasil.
Distribuição: — Brasil: ao longo da costa, desde o Pará até o
Rio de Janeiro, e Brasil Central, do Mato Grosso ao Ceará.
Bolívia e Paraguai.
Lygophis lineatus meridionalis (Schenkel)
1901 Aporophis lineatus var. meridionalis Schenkel, Verh. Naturforch.
Ges. Basel, 13(1900) :160. ,
1952 Lygophis lineatus meridionalis; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 2U
(1952) :252, fig. 3.
Localidade tipo: — “Mte. Sociedad”, Bemalcue, Paraguai.
Distribuição: — Brasil sul. Paraguai. Norte da Argentina.
Mastigodryas bifossatus bifossatus (Raddi)
1820 (1822) Coluber bifossatus Raddi, Mem. Soc. Italiana Sei. Mo¬
derna, 1(5:333.
1970 Mastigodryas bifossatus bifossatus; Peters and Orejas-Miranda,
Cat. Neot. Squam. — Part I — Snakes: 192.
Localidade tipo: — Rio de Janeiro, Brasil.
Distribuição: — Brasil: do Rio de Janeiro e Minas Gerais, até o
Rio Grande do Sul. Uruguai.
Oxyrhopus petola digitalis (Reuss)
1834 Coluber digitalis Reuss, Mit. Senckenb. Naturforsch Ges., 1 -148 pl
9, fig. 1.
171
HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Butantan, 38: 167-178, 1974.
1970 Oxyrhopus petola digitalis; Bailey, in Peters and Orejas-Miranda,
Cat. Neot. Squam — Part I — Snakes: 233.
Localidade tipo: — Ilhéos, Brasil.
Distribuição: — Partes Amazônicas do norte da Bolívia, Peru e
Equador. Brasil: costeiro e central, nas regiões da floresta.
Região do Chocó da Colômbia e leste do Panamá.
Oxyrhopus trigeminus Duméril, Bibron et Duméril.
1854 Oxyrhopus trigeminus Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gén.,
7:103.
Localidade tipo: — Bahia e Rio de Janeiro, Brasil.
Distribuição: — Brasil: do norte do Rio de Janeiro até o Rio
Amazonas, e a oeste, até o Mato Grosso; Ilha de Marajó.
Philodryas olfersii (Lichtenstein)
1823 Coluber Olfersii Lichtenstein, Verzeichneiss der Doubetten des
Zoologischen der Konigl. Universitát zu Berlin: 104.
1896 Philodryas olfersii; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., .7:129.
Localidade tipo: — Brasil.
Distribuição: — Oeste do Brasil. Leste do Peru, até a Bolívia.
Paraguai. Argentina. Uruguai.
Philodryas patagoniensis (Girard)
1857 Callirhinus patagoniensis Girard, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila.,
1857: 182.
1964 Philodryas patagoniensis; Hoge, Mem. Inst. Butantan, ,70:67.
Localidade tipo: Foz do Rio Negro, Patagônia, Argentina.
Distribuição: — Brasil. Bolívia. Paraguai. Argentina. Uruguai.
Pseudoboa nigra (Duméril, Bibron et Duméril)
1854 Scytale neuwiedi var. Nigrum Duméril, Bibron et Duméril, Erp.
Gén., 7:1002.
1962 Pseudoboa nigra; Bailey, Buli. Zool. Nomen., 19( 3) :164.
Localidade tipo: — Bahia, Brasil.
Distribuição: — Nordeste do Brasil, até o leste do Pará; ao sul do
Estado do Rio de Janeiro e São Paulo; para oeste, até o noro¬
este do Mato Grosso. Bolívia central. Argentina: do sul ao
norte de Corrientes.
Thamnodynastes rutilus Prado
1942 Dryophilax rutilus Prado, Ciência, México City, ,7:204, fig. 1-2.
172
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HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Butantan, 38: 167-178, 1974.
1948 Thamnodynastes rutilus; Vanzolini, Rev. Brasil. Biol., #:382.
Localidade tipo: — Gália, Estado de São Paulo, Brasil.
Distribuição: — Estado de São Paulo e Mato Grosso, Brasil.
Thamnodynastes sp.
Xenopholis undulatus (Jensen)
1900
1975
Oxyrhopus undulatus Jensen, Vidensk. Medd. Naturhist. Foren
Kjõbenhavn, 1899 {1900) : 106, fig. 2.
Xenopholis undulatus; Hoge e Federsoni Jr., Mem. Inst. Butantan,
37: fig. 1-16.
Localidade tipo: — Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil.
Distribuição: — Brasil: Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás
e Minas Gerais. Paraguai.
1973
Waglerophis merremi (Wagler)
1824 Ophis merremi Wagler, in Spix, Sp. Nov. Serp. Braz.: 47, pl. 14.
Waglerophis merremi', Romano e Hoge, Mem. Inst. Butantan, 36:
209.
Localidade tipo: — Bahia, Brasil.
Distribuição: — Brasil. Bolívia. Paraguai. Norte e centro da
Argentina.
SUBFAMÍLIA Dipsadinae
Sibynomorphus mikanii mikanii (Schlegel)
1837 Dipsas mikanii Schlegel, Essai Physionom. Serpens, 2 :277
Sibynomorphus mikanii mikanii; Peters, Misc. Publ. Zool. Univ.
1960
Mich., 114: 148.
Localidade tipo: — Brasil.
Distribuição: — Sudeste do Brasil, não incluindo áreas costeiras,
com exceção do norte; nos Estados de Mato Grosso, Minas
Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e
São Paulo.
EAMiLIA Elapidae
SUBFAMÍLIA Elapinae
1936
Micrurus frontalis frontalis (Duméril, Bibron et Duméril)
1859 Elaps frontalis Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gén., 7:1223.
Micrurus frontalis frontalis; Schmidt, Zool. Ser. Field. Mus. Nat.
Hist., 20: 199.
Localidade tipo: — Corrientes e Missiones, Argentina.
Distribuição: — Brasil sul. Paraguai sul. Incluindo região adja¬
cente da Argentina.
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HO GE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Butantan, 38: 167-178, 1974.
FAMÍLIA Viperidae
SUBFAMÍLIA Crotalinae
Bothrops moojeni Hoge
1966 Bothrops moojeni Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32(1965) : 126, pl.
4-5, fig. 2.
Localidade tipo: — Brasília, Distrito Federal, Brasil.
Distribuição: — Brasil, desde o Maranhão, através das savanas
do Brasil Central, até o Paraná.
Crotalus [ Crotalus ] durissus collilineatus Amaral.
1926 Crotalus terrificus var. collilineatus Amaral, Rev. Mus. Paulista,
15:90.
1966 Crotalus durissus collilineatus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32
(1965) : 139, pl. 13.
Localidade tipo: — Não especificada na descrição original; restrita,
através da designação de um neótipo, para Mato Grosso, Brasil,
por Amaral e Hoge, in Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32, 1965
(1966) :139.
Distribuição: — Brasil: Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, nordeste
de São Paulo e sudoeste de Mato Grosso.
COMENTÁRIOS
Embora o material coletado, ainda não tenha sido estudado, devido
às suas grandes proporções, chamamos a atenção para o pequeno número
de espécies de serpentes peçonhentas coletadas. Somente uma espécie
de Micrurus; uma espéeie de Bothrops e uma espécie de Crotalus.
Faz-se digno de nota, a ausência total de Bothrops alternatus, Bo¬
throps jararaca e Bothrops neuwiedi, tão comuns nas zonas próximas da
área de captura.
O número de gêneros e espécies coletados, com exceção das peço¬
nhentas, é bastante elevado:
22 gêneros e 30 espécies; de maneira geral, cada um representado por
grande número de exemplares. Como exemplo, citamos os gêneros: Chi-
ronius e Philodmjas, dos quais foram coletados mais de mil espécimes de
cada um; e gênero Thamnodynastes e, também, as Boa constrictor ama-
rali, com várias centenas de exemplares cada uma.
Como era de esperar, o número de exemplares de espécies aquáticas
foi reduzido, devido às condições ambientais, que lhes propiciaram a fuga,
já que estavam em seu meio de vida normal.
Digna de nota, também, se faz, a coleta de cinco exemplares de Xeno-
pholis undulatus, antigo Paroxyrhopus undnlatus (vide página ...).
Em trabalho que oportunamente será publicado, daremos detalhada¬
mente a lista dos exemplares e espécies coletados na região.
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HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Butantan, 38: 167-178, 1974.
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HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. Inst. Butantan, 3ti: 167-178, 1974.
MAPA
Figura I — Mapa da região de Coleta
Legendas das localidades:
1 — Cidade de Ilha Solteira
2 — Barragem de Ilha Solteira
3 — Cidade de Véstea (Antiga — Nossa Senhora de Guadalupe do Alto Rio Paraná)
4 — Rio São José dos Dourados
5 — Ribeirão da Ponte Pensa
6 — Porto Tabuado (São Paulo e Mato Grosso)
7 — Rubinéia
8 — Porto Itamaraty (São Paulo e Mato Grosso)
9 — Ilha dos Três Estados
10 — Ilha Grande
A região do Rio Paraná, indicada em branco no mapa, representa o rio, antes do enchi¬
mento da represa. Os limites externos representam as atuais margens do rio, com a elevação
máxima das águas. Tais dados foram fornecidos pela C.E.S.P (Centrais Elétricas de São
Paulo).
As partes, tracejadas mostram os' locais de captura cm toda a sua extensão.
As partes pontilhadas, representam as regiões não exploradas por nós, ou exploradas,
porém, onde não se encontrou nenhum material durante nossa permanência.
176
cm
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10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A. R., ROMANO, S. A., FEDERSONI JR., P. A. & CORDEIRO, C. L. S. — Lista
das espécies de serpentes coletadas na região da usina hidroelétrica de Ilha Solteira.
Mem. hiat. Butantan, 38: 167-178, 1974.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Direção Geral das Centrais Elétricas de São Paulo
C.E.S.P. — na pessoa do Professor Lucas Nogueira Garcez; ao Sr. João
Francisco Aranha, da Administração de Ilha Solteira em São Paulo;
à Direção da Usina de Ilha Solteira, representada por Dr. José Roberto
Monteiro, engenheiro residente da Obra, por nos ter facilitado o acesso
às localidades de captura e por nos ter franqueado o acesso a algumas de
suas dependências, na Cidade de Ilha Solteira, como as dependências de
sua Unidade Hospitalar, dirigida por Dr. Wanderley Torraca de Almeida,
para a instalação de nosso posto de coleta e preparação do material, bem
como, 'agradecemos a colaboração de seus funcionários pela presteza de
seus serviços; e de maneira toda especial, ao Sr. Francisco Takahashi,
colaborador em todas as explorações feitas e diuturnamente à nossa
disposição.
Estendemos nossos agradecimentos:
— à Prefeitura da Cidade de Nova Rubinéia, pela sua acolhida e cola¬
boração.
— à Dra. Jandyra Planet do Amaral, Diretora do Instituto Butantan, pelo
apoio prestado às equipes.
— à Diretoria Administrativa do Instituto Butantan; em especial, ao
Serviço de Finanças e à Subfrota, pelas facilidades prestadas às
equipes.
— ao Sr. João Domingos Cavalheiro, pelos desenhos confeccionados.
Somos gratos também, aos seguintes funcionários e estagiários do
Instituto Butantan, que participaram ativamente da captura, durante o
período de enchimento da Represa. Em ordem alfabética:
— Arthur Teophilo Martins Filho — Dirceu dos Santos — Helena Ribas
Lopes = Estagiária (na época) — Joaquim Cavalheiro — Laerte
Paula Santos — Liberato Caetano dos Santos (f) — Luiz Otávio de
Assis Melin = Estagiário (na época) — Manoel Caetano — Marcílio
Pereira Bueno — Maria Angélica Girotto = Estagiária (na época) —
Pedro Nascimento Martins Ferreira — Pedro Villela — Sérgio Branco
de Miranda.
ABSTRACT — Prelimir.ary list of snakes
collected in the “Ilha Solteira” regíon São
Paulo, Brasil. Till now 30 species are iden-
tified.
UNITERMS — Preliminary list of snakes
collected in the “Ilha Solteira” region, São
Paulo, Brasil.
Kecebido para publicação em 17-V-1974
Aceito para publicação em 10-X-1974
177
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
ÍNDICE de autores
EICKSTEDT, V. R. von
HOGE, A. R. & Federsoni, Jr., P. A.
HOGE, A. R. & Romano, S. A.
HOGE, A. R., Romano, S. A., Federsoni Jr., P. A. & Santos Cordeiro, C. L.
LOPES, R. A.; Oliveira, C.; M. Campos, G. & Barros, J. M.
MACHADO, J. C. & Denaro, L.
MACHADO, J. C. & Silveira Filho, J. F.
MENEZES, H.; Mitsutani, C. Y.; Coiro, J. R. R-, Carvalho dos Santos,
M. A. S. & Brunner Jr., A.
PELUFFO, C. A.; Irino, K. & Mello, S.
PESSOA, S. B„ De Biasi, P. & Sacchetta, L.
PESSOA, S. B.; De Biasi, P. & Sacchetta, L.
PESSOA, S. B.; De Biasi, P. & Puorto, G.
SILES VILLARROEL, M.; Furlanetto, R. S.; Rolim Rosa, R.; Zelante, F. &
Navas, J.
SILES VILLARROEL, M.; Zelante F., Furlanetto, R. S. & Rolim Rosa, R.
SOERENSEN, B.; Zezza Neto, L.; Perez, M. D,, Bulka, G. M. & Ono, A. E. G.
SH: 131-136
SH : 137-146
SH: 167-178
SH: 147-158
SH: 41 - 50
SH: 161-164
SH: 157-160
SH: 51 - 62
SH: 1 - 12
SH: 119-122
SH: 123-130
SH: 69-118
179
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Moscas parasitas de aranhas caranguejeiras
1 uixiodara klmji hspocdeiru de Kxctaxix cicktcdtfic
SX:
1 . 31-130
Pancreatite hemorrágica aguda
Veneno escorpiónico
SH:
157-100
Varoxyrhopux Schenkel, 1902
Tarox y rhopux rc 1 iciilat.HH Schenkel, 1902
SX:
137-145
Plasmódium
Freqüência de hemoparasitas
SX:
09-118
Sangue
Frequência de hemoparasitas
SX:
09-118
Serpentes
Freqüência de hemoparasitas
SX:
09-118
S. typhimurium
cepas epidêmicas multirresistentes a drogas
cepas não epidêmicas — sensíveis
SX:
1- 12
Tacuia pixiformix
Tacuia a erra ta
SX:
03- 08
Toddia
Freqüência de hemoparasitas
SX:
09-118
Trimerexurux brou yerxmai Iloge 1909
Trimerexurux puniceux (Boie) 1827
Trimerexurux cornutux Smith 1930
SX:
147-158
Trirnerexurux kanburienxix Smith 1943
Trimerexurux borneenxix (Peters) 1872
SX:
147-158
T rypanosoma
Freqüência de hemoparasitas
SX:
09-118
Tumor de Burkitt
Cultura
SX:
101-104
Ultraestrutura de eritrócitos
Both rops
SX:
51- 02
Venenos botrópicos
dupla difusão
imunoeletrofore.se em gel de ágar
componentes antigênicos
SX:
31- 42
Veneno escorpiónico
Pancreatite hemorrágica aguda
SX:
157-100
Virulência comparativa para camundongo
»S\ t yph im u riurn
SX:
1- 12
Xevopholix Peters, 1809
Xevopholix xcolarix (Wucherer) 1801
Xenopholix undulatus (Jensen ) 1900
SX:
147-158
182
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO
SÃO PAULO — BRASIL
19 7 5
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