vol.39/1975
Memórias
do
Instituto
Butantan
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE - COORDENADORIA DE SERVIÇOS-TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
INSTITUTO BUTANTAN SÃO PAULO BRASIL
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Memórias
do
Instituto
Butantan
vol. 39/1975
REDATOR RESPONSÁVEL
Otto Guilherme Bier — Diretor do Instituto Butantan
COMISSÃO EDITORIAL*
Jesus Carlos Machado — Presidente
Mina Fichman
Helio Emerson Belluomini
Eva Maria Antonia Kelen
Paulo Mello Freire
SECRETÁRIA — REDATORA
Cecilia Rosa Geraldes
PROGRAMADORA VISUAL
Heloiza Helena Carneiro Carrettiero
* Foram também Membros da Comissão Editorial até outubro de 1975
os Drs. Linda Nahas e Bruno Soerensen Cardoso.
ISciELO
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Toda correspondência editorial
deve ser dirigida à:
Biblioteca do Instituto Butantan
Avenida Vital Brazil, 1500 - caixa postal 65
05504 - São Paulo, SP - Brasil
Memórias do Instituto Butantan. São Paulo, SP
Brasil, 1918
1918-1974, 1-38
1975, 39
O
Publicação anual / Annual publication
Solicita-se permuta / Exchang desired
Serão fornecidas separatas dos trabalhos publicados nas "Memórias do Instituto
Butantan”, solicitando-se nesse caso o obséquio de enviar outras separatas, em
permuta, para a Biblioteca do Instituto.
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Memórias do Instituto Butantan
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
1 — FINALIDADE
As MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN são publicadas sob a
orientação da Comissão Editorial, sendo que os conceitos emitidos são de inteira
responsabilidade dos autores. Tem por finalidade a apresentação de trabalhos
originais que contribuam para o progresso nos campos da Biologia e da Medi¬
cina, elaborados por especialistas nacionais ou estrangeiros que se enquadrem
no Regulamento dos Trabalhos.
2 — REGULAMENTO DOS TRABALHOS
2.1 — Normas gerais
2.1.1 Os trabalhos devem ser inéditos e destinar-se exclusiva¬
mente à revista “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BU¬
TANTAN”. Os artigos serão publicados a convite da
Comissão Editorial.
2.1.2 Estrutura do Trabalho
2.1 .2. 1 Elementos preliminares
a) cabeçalho — título do trabalho e nome do
autor (es);
b) filiação científica e endereço para corres¬
pondência.
2.1.2.2 Texto
Sempre que possível deve obedecer à forma
convencional do artigo científico:
a) Introdução — estabelecer com clareza o ob¬
jetivo do trabalho, relacionando-o com ou¬
tros do mesmo campo e apresentando de
forma sucinta a situação que se en¬
contra o problema investigado, Extensas
revisões de literatura devem ser substituí¬
das por referências aos trabalhos mais re-
cm
SciELO-, 2.1 12 13 14 15 16
centes, onde tais revisões tenham sido
apresentadas.
b) Material e métodos — A descrição
dos métodos usados deve limitar-se ao
suficiente para possibilitar ao leitor a per¬
feita compreensão e repetição dos méto¬
dos; as técnicas já descritas em outros
trabalhos devem ser referidas somente por
citação, a menos que tenham sido consi¬
deravelmente modificadas.
c) Resultados — Devem ser apresentados
com clareza e, sempre que necessário,
acompanhados de tabelas e material ilus¬
trativo adequado.
d) Discussão — Deve restringir-se à apre¬
sentação dos dados obtidos e dos resulta¬
dos alcançados, relacionando-se novas con¬
tribuições aos conhecimentos anteriores.
Evitar hipóteses ou generalizações não
baseadas nos resultados do trabalho.
e) Conclusões — Devem ser fundamentadas
no texto.
Dependendo do assunto do artigo, as divisões acima poderão ser modifica¬
das de acordo com o esquema do trabalho, porém, o artigo deve cònter obriga¬
toriamente:
a) Introdução;
b) Desenvolvimento do tema (com as divisões a critério
do autor);
c) Conclusão.
2.1.2.3 Agradecimentos
Devem ser mencionados antes das Referên¬
cias Bibliográficas.
2.1.2.4 Material de Referência
Todo trabalho deve vir obrigatoriamente
acompanhado de:
a) Resumo — Um no mesmo idioma do tex¬
to, outro ©m inglês, redigidos pelo(s) pró-
prio(s) autor(es), devendo expressar o
conteúdo do artigo, salientando os ele¬
mentos novos e indicando sua importân¬
cia. O resumo na lingua em que está re¬
digido o trabalho deve ser colocado antes
do texto; e o em inglês, no final. Só ex¬
cepcionalmente excederá a 200 palavras.
Os títulos dos trabalhos devem ser tradu¬
zidos para o inglês e vice-versa.
b) Unitermos — Correspondendo a palavras
ou expressões que identifiquem o conteú¬
do, devem ser em número necessário pa-
SciELO
ra a completa descrição do assunto e as¬
sinalados com asteriscos (*) os 3 uniter-
mos principais. Para escolha dos uniter-
mos usar o vocabulário protótipo do
campo especializado.
c) Referências Bibliográficas — Devem ser
incluídas apenas as referências menciona¬
das no texto e arranjadas em ordem alfa-
tica do sobrenome do autor, numeradas
consecutivamente.
Periódico:
AMORIM, M. de F.; MELLO, R.F. &
SALIBA, F. Envenenamento botrópico
e crotálico. Contribuição para o estudo
experimental comparado das lesões.
Mem. Insí. Buíantan, 23: 63-107,
1950-51.
Livro:
BIER, O. Bacteriologia e Imunologia. 1,
13. a ed. São Paulo, Melhoramentos,
1966.
As citações no texto devem ser em números índices correspondendo às res¬
pectivas referências bibliográficas.
Exemplos:
As investigações sobre a fauna flebotomínica no Estado de São Paulo, fo¬
ram feitas em várias ocasiões x > 3 ' 4 ’.
. . . método derivado de simplificação de armadilha de Disney 2 (1968). . .
Referências Bibliográficas (correspondentes aos números índices)
1. BARRETO, M.P. Observações sobre a biologia em condições naturais
dos flebótomos do Estado de São Paulo (Diptera, Psychodidae). São
Paulo, 1943 (Tese, Faculdade d© Medicina da Universidade de São
Paulo).
2. DISNEY, R.H.L. Observations on a zoonosis: lishmaniosis in British
Honduras. J. appl. Ecoi, 5: 1-19, 1968.
3. FORATTIN1, O.P. Algumas observações sobre biologia dos flebótomos
(Diptera, Psychodidae) em região da bacia do Rio Paraná (Brasil).
Arq. Fac. Hig. S. Paulo, 8: 15-136, 1954.
4. FORATTINI, O.P. Novas observações sobre biologia de flebótomos
em condicões naturais (Diptera, Psychodidae). Arq. Fac. Hig. S. Paulo,
25: 209-215, 1960.
3 _ normas para apresentação dos originais
3.1 — Datilografia
Os originais devem ser datilografados, em 3 (três) vias, com es¬
paço duplo, em uma só face, mantendo as margens laterais com
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3 cm aproximadamente. Todas as páginas devem ser numeradas
consecutivamente, com algarismos arábicos, no canto superior
direito.
3.2 — Tabelas
Devem ser numeradas consecutivamente com algarismos arábicos
e encabeçadas pelo seu título. Os dados apresentados em tabela
não devem ser, em geral, repetidos no texto. As notas de rodapé
das tabelas devem ser restritas ao mínimo possível e referidas por
asteriscos.
3.3 — Ilustrações (fotografias, desenhos, gráficos, etc.)
3.3.1 Todas as ilustrações devem ser coladas numa extensão
de 2 cm na parte superior de um papelão um pouco
maior.
3.3.2 Para melhor proteção cobrir a ilustração com papel ve¬
getal de comprimento um pouco maior que o papelão,
de maneira a poder ser dobrado para trás na parte su¬
perior e colado.
3.3.3 Tôda e qualquer anotação deve ser feita sobre o papel
vegetal em letra de forma e algarismo arábicos com a
precaução de não calcar muito a fim de não marcar as
ilustrações.
3.3.4 As fotos devem ser entregues inteiras e não recortadas,
em papel fotográfico liso não abrilhantado. Limitar com
um traço no papel vegetal a parte importante da foto;
não colocar letras ou números sobre as fotos, mas sim
sobre o papel vegetal.
3.3.5 Os desenhos e gráficos devem ser feitos com tinta nan-
kin preta em papel Schoeller Hammer 3G ou 4G, ou
equivalente. O tamanho dos desenhos e gráficos quando
ocupar página inteira deve ser no mínimo de 12,6 x
19,8 cm, podendo ser proporcionalmente maior até atin¬
gir ao máximo d© duas vezes aquela dimensão.
3.3.6 A numeração das ilustrações será feita com algarismos
arábicos na parte inferior do papel vegetal. Quanto aos
demais elementos necessários à identificação das ilustra¬
ções (número, nome do autor e título do trabalho), de¬
vem ser escritos atrás do papelão em que as mesmas es¬
tiverem coladas.
3.3.7 As legendas devem ser apresentadas à parte em folhas
datilografadas, constando a numeração correspondente à
ilustração.
A Revista admite até 6 clichês (branco e preto) no texto, para cada tra¬
balho, devendo os demais ser pagos pelo autor. Para clichês coloridos deverá
haver prévia combinação entre a Comissão Editorial e o autor.
De cada trabalho serão impressas 100 (cem) separatas, devendo o autor
pagar as separatas que excedam a esse número, quando solicitar uma quantidade
maior. As separatas em Excesso devem ser solicitadas quando o manuscrito for
encaminhado à Comissão Editorial.
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8.
Ácaros pilícolas do Brasil ( Acarina: Listrophorídae).
Fur-mites of Brazil ( Acarina: Listrophorídae).
Nélida M. LIZASO .
73
9.
Sobre uma hemogregarina e um tripanossomo de peixe de
mar de São Paulo (Brasil).
On a haemogregarin and a trypanosome of sea fish from São
Paulo (Brasil).
Samuel B. PESSÔA & Pérsio de BIASI .
79
10.
Nota sobre formas evolutivas de Trypanosoma de serpentes
em meio de cultura.
Note on evolutive forms of snake Trypanosoma in culture mé¬
dium .
Pérsio de BIASI, Samuel B. PESSÔA, Giuseppe
PUORTO & Wilson FERNANDES.
85
11 .
Kalicephalus subulatus Molin, 1861 {Ne ma toda, Diaphano-
cephalidae). Confirmação desta espécie: informações
sobre sua dispersão geográfica e enumeração de serpen¬
tes parasitadas.
Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda, Diaphano-
cephalidae). Confirmation of this species; information on
its geographic dispersion and enumeration of parasitized
snakes.
Maria da Penha Maia FERNANDES & Paulo de Toledo
ARTIGAS .
103
12.
Bandas G e C em cromossomos humanos tratados com vene¬
nos ofídicos.
G- and C-bands in human chromosomes treated with snake
venom.
Itamar Romano Garcia RUIZ & Willy BEÇAK ....
123 |
1 13.
Observações sobre a ultra-estrutura das células germinativas
masculinas da espécie diplo-tetraploide Odontophrinus
americanus (Amphibia: Anura).
Observations on the germ cell ultrastructure of male diploid and
tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
Sylvia Mendes CARNEIRO.
135
14.
Mecanismo de extrusão cromatínica em eritrócitos de aves
( Gallus gallus) e sua possível significância.
Chromatin extrusion mechanism in avian erythrocytes {Gallus
gallus) and its possible significance.
José R.R. COIRO & Adolpho BRUNNER Jr.
149 !
15.
Aspectos ultra-estruturais de eritrócitos maturos de Cyprinus
carpio.
Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Adolpho BRUNNER Jr., José R.R. COIRO, Clara Y.
MITSUTANI, Maria Angélica S. CARVALHO DOS
SANTOS & Hércules MENEZES .
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16. Estudo comparativo da ultra-estrutura de elementos das sé¬
ries eritrocitárias de aves e mamíferos. Correlação com
a biossíntese de hemoglobina.
Comparative study on the ultrastructure of the elements of the
avian and mammalian erythrocytes series. Correlation
with hemoglobin biosynthesis.
José R. R. COIRO .
169
17. Importância da constituição anatômica da ponta do ventrículo
esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias
do Brasil.
Importance of the anatomic constitution of the left ventricle’s
tip in pathologic processes of this region in myocardio-
pathies in Brasil.
Mércia A.C. BARTKEVITCH, Helena MÜLLER &
Carlos MARIGO . 207
18. Relato e considerações sobre a presença de células de War-
thin-Finkeldey em paciente portador de moléstia de
Hodgkin em atividade.
A rcport and comments on the presence of Warthin-Finkeldey
cells in a patient with active Hodgkin disease.
Jesus Carlos MACHADO & Leonor DENARO . 217
19. Alterações na estrutura cromossômica observada em paciente
com sarampo e moléstia de Hodgkin concomitantes.
Changes in chromosome structure observed in patient with con-
comitant Hodgkin’s disease and measles.
Leonor DENARO, Jesus Carlos MACHADO & Yamara
Rodrigues MARTINS . 225
20. Pseudotuberculose em camundongos. Isolamento de Coryne-
bacterium kutscheri da cavidade oral e da pele de animais
doentes e aparentemente sãos.
Pseudotuberculosis in mice. Isolation of Corynebacterium
kutscheri from the mouth and skin of sick and apparen-
tly healthy animais.
Bruno SOERENSEN, Maria José F. YAR1D, Luiz
ZEZZA Neto & Jesus Carlos MACHADO . 233
21 . Lista remissiva dos trabalhos publicados nas “Memórias do
Instituto Butantan’’ — volumes 34 a 38 (1969-1974).
Remissive list of papers published in “Memórias do Instituto
Butantan” — volumes 34 to 38 (1969-1974) . 239
ÍNDICE DE AUTOR/AUTHOR INDEX . 247
ÍNDICE DE ASSUNTO . 249
SUBJECT INDEX . 253
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APRESENTAÇÃO
O presente volume das “Memórias do Instituto Butantan” representa justa
homenagem a Afrânio do Amaral, herpetologista de renome internacional, pelo
importante papel que desempenhou na vida do Instituto em momento crítico
de sua existência e pelos relevantes serviços que lhe prestou, através de um
período longo de administração operosa e fecunda.
O trabalho introdutório, de autoria de Edgard C. Falcão, é um relance
biográfico da carreira científica de Afrânio do Amaral. Os demais artigos, em
sua maioria de pesquisadores do Instituto Butantan, foram cuidadosamente se¬
lecionados para este volume, situando-se predominantemente no campo da
Zoologia, particularmente dos Animais Peçonhentos — especialidade à qual o
homenageado dedicou a maior parte de sua atividade científica.
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Mem. Inst. Butantan
39: 3-9, 1975
BREVE NOTICIA SOBRE
A VIDA CIENTÍFICA DE AFRÂNIO DO AMARAL. *
EDGARD C. FALCÀO
INTRODUÇÃO
Há mais de um século atrás, precisamente em meado da década oitocen¬
tista de 60, ou seja, no ano de 1865, instituiu-se na Cidade do Salvador, Bahia
de Todos os Santos, um círculo de estudos médicos de alto nível, composto de
meia dúzia de facultativos, que, após a afanosa labuta diária, ainda tinha tem¬
po e ânimo para trocar idéias acerca dos casos clínicos mais curiosos e educati¬
vos, que se lhes antolhavam.
Desse grupo, que se reunia quinzenal e revezadamente em casa de cada
um deles, três elementos se distinguiram sobremaneira: um médico escocês, for¬
mado em Aberdeen (Inglaterra) e radicado na Bahia havia mais de vinte anos,
John Lidgertwood Paterson, idealizador e animador de tais tertúlias; um alemão,
que se diplomara em medicina pela Universidade dc Tübingen (Wurtenberg),
Otto Edward Henry Wucherer, que também morava na capital baiana há mais de
três lustros, tendo trazido da Alemanha a prática do microscópio e do escalpelo;
e, finalmente, um português, emigrado adolescente, natural duma aldeia d’além-
mar (Vilarinho), e que, no espaço apenas de onze anos, completara estudos de
humanidades e fizera todo o curso médico na Faculdade da Bahia, diploman¬
do-se no ano de 1851. Chamava-se José Francisco da Silva Lima, e veio a tor¬
nar-se o expoente máximo da profissão naquele meio, durante toda a segunda
metade de oitocentos.
Wucherer, levando vantagem sobre os demais, pelos conhecimentos práticos
de microscopia e anatomia patológica, teve oportunidade de iniciar estudos de
medicina experimental na Bahia, sagrando-se pioneiro nesse campo de investi¬
gações em todo o Brasil. Duas grandes descobertas conseguiu realizar em me¬
nos de três anos: l. a ) A demonstração do papel etiológico do Ancylostoma cluo-
denale na hipoemia inter-tropical (opilação ou cansaço) em 1865-66; 2. a ) A
descoberta dum verme ainda não descrito, sob a forma de embriões (microfilá-
rias), em urinas hematúricas e hêmato-quilúricas, no dia 4 de Agosto de 1866,
verme esse mais tarde identificado sob a forma adulta (1876) e hoje universal¬
mente conhecido debaixo da denominação de Wuchereria bancrofíi.
* Baseada em dados fornecidos pelo biografado.
Endereço para correspondência: Rua General Rondon, 17 - Santos, SP.
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FALCÃO, E.C. Breve noticia sobre a vida científica de Afrãnio do Amaral.
Mem. Inst. Butantan, 39: 3-9, 1975.
Cinquenta anos depois do achado inicial de Wucherer, colava grau de Dou¬
tor em Medicina pela Faculdade da Bahia, em Dezembro de 1916, um jovem
nascido em Belém do Pará, cujo pendor para a pesquisa científica cedo se reve¬
lara capturando répteis para o Museu Goeldi.
Vindo para a Cidade de Salvador, alí bacharelou-se com distinção em Ciên¬
cias e Letras no Ginásio da Bahia e, promovido automaticamente ao estágio
superior, ingressou na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, a única
que, no Norte do Brasil, possuia tradição científica e onde, logo no primeiro
trimestre de 1911, serviu de monitor voluntário ao grande Mestre da Parasito-
logia e da Medicina Tropical, que foi M. Pirajá da Silva. Afrãnio do Amaral
era o seu nome.
Concluindo o curso médico com distinção em todas as Cadeiras, Afrãnio
dedica-se profundamente ao estudo da doença produzida pelo nematóide des¬
coberto por Wucherer, tomando-a como tema para obter a láurea doutoral e
faz jus a três prêmios: l.°) Colocação de seu retrato no Pantheon da Escola;
2.°) Viagem ao estrangeiro para aperfeiçoamento; 3.°) Medalha Alfredo Brito
pela originalidade da tese de doutoramento (“Bancroftose”, 236 p.).
Deixando os bancos acadêmicos, partiu então em direção ao Sul, para en¬
frentar a vida profissional em São Paulo. Pondo de lado a especialização que
praticara quando estudante, a alta cirurgia, realizada sob a orientação do Prof.
Antonio Borja, ingressou Afrãnio num campo totalmente diverso, para o qual
já revelava forte pendor, ao escolher o assunto da tese para o doutorado: os
trabalhos de laboratório.
Assim, a partir de Março de 1917, passou a frequentar, no Instituto Bu¬
tantan, os serviços de João Florêncio Gomes, Assistente encarregado de Ofio-
logia e Parasitologia, além de Microbiologia.
Cinco meses mais tarde, precisamente em Agosto, foi contratado para o
cargo de Auxiliar-Médico da referida instituição, instalando então o serviço
de Fisiologia Operatória em relação com a Endocrinologia e a Opoterapia. De¬
dicando-se com afinco a esse mister, já em Outubro de 1918, teve ensejo de
ser um dos três representantes do Butantan enviados à 2. a Conferência Sul-Ame¬
ricana de Higiene, Microbiologia e Patologia, reunida naquela data no Rio de
Janeiro e dispersada pela pandemia gripal, no auge de sua incidência na então
capital do Brasil. A esse certame apresentou original contribuição sob a epí¬
grafe “Tratamento das úlceras atômicas e fagedênicas pelo soro seco”, ilustrada
com peças de cera demonstrativas. Baseado nessa contribuição e em monogra¬
fia de revisão da filariose, concorreu ao posto de Sub-assistente do Instituto, de
cujas “Memórias” então criadas (juntamente com os “Anexos” de Ofiologia),
passou a ser o editor.
Nessa altura (1918), o Butantan veio a sofrer a primeira de suas grandes
crises. Desaviera-se o seu Director Geral, Vital Brazil, com o Governo do Es¬
tado, em virtude da manifesta oposição do Secretário do Interior da Presidên¬
cia Altino Arantes, Dr. Oscar Rodrigues Alves, à criação da Universidade Li¬
vre de São Paulo, da qual fazia parte como professor aquele eminente cientista,
que, em acentuada divergência com o Director do Serviço Sanitário de então,
Arthur Neiva, acabou por aposentar-se, no decorrer de 1919, tão logo com¬
pletou o necessário tempo de serviço. Ao fazê-lo, arrastou consigo todo o pes¬
soal técnico superior do Butantan, levando-o para o Estado do Rio, onde
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FALCÃO, E.C. Breve notícia sobre a vida cientifica de Afrânio do Amaral.
Mem. Inst. Butantan, 39: 3-9, 1975.
veio a fundar uma instituição privada da mesma natureza, a qual recebeu o
seu próprio nome (Instituto Vital Brazil). Apenas não quiseram acompanhá-lo,
apesar de convidados, João Florêncio Gomes e Afrânio do Amaral, o primeiro
naturalmente indicado para suceder a Vital Brazil. Não quis o destino que tal
acontecesse. Em Janeiro de 1919, poucos meses antes da retirada de Vital
Brazil, João Florêncio adoece de infecção gripal e vem a falecer, mais tarde,
de suas complicações. Afrânio do Amaral é, então, promovido a Assistente e
a Encarregado da Seção de Ofiologia. Com a saída do antigo Director, o Bu¬
tantan não só fica acéfalo, mas sobretudo desfalcado da totalidade dos seus
colaboradores científicos (Dorival de Camargo Penteado, Otávio Veiga, Cris-
siuma de Toledo, Arlindo de Assis, Costa Pereira, Nova Gomes e Paulo Araú¬
jo). Apenas Afrânio permanece na estacada. Passa a despachar o expediente
da repartição em cooperação com Arthur Neiva e assume a responsabilidade
de todas as seções técnicas, não deixando perecer a obra magnífica de tantos
anos, orgulho da terra bandeirante; procura e consegue cumprir a promessa
que fizera ao governo paulista, de que “o Butantan não fecharia”, aludindo,
assim ao derrotista vaticínio que corria a respeito do desfecho da série crise
funcional que dificultara a vida da tradicional instituição. São convidados, su¬
cessivamente, para dirigir Butantan, grandes técnicos de Manguinhos, entre
outros Flenrique de Beaurepaire Aragão e FTenrique da Rocha Lima. Apresen¬
taram eles condições tais, que não puderam ser aceitas. Aliviam as tarefas de
Afrânio, encarregando-se o Director do Instituto Bacteriológico, Ulhôa Cintra,
de despachar o expediente de Butantan. Procura Amaral, sobretudo, formar
novos técnicos, em substituição aos que se ausentaram. É nessa época que, me¬
diante indicação do Serviço Sanitário, passam a trabalhar para a instituição
em apreço, J. Lemos Monteiro, J. Pires Fleury, J. Bernardino Arantes, J. Ro¬
cha Botelho e J. Maria Gomes.
Após a mudança do Governo Estadual, em Maio de 1920, Alarico Sil¬
veira, Secretário do Interior da Presidência Washington Luís, convida Afrânio
e o nomeia Director em comissão do Butantan, cargo em que ele permanece
até fins de 1921, quando, por ter de ausentar-se do país em gozo do prêmio
de viagem ao estrangeiro ganho na Faculdade de Medicina da Bahia, afasta-se
por largo tempo do estabelecimento que sua energia e capacidade não deixa¬
ram soçobrar.
Reorganizado assim o Instituto Butantan, pôde Afrânio do Amaral par¬
tir para o Exterior, a fim de aprofundar e actualizar os seus conhecimentos,
aproveitando a oportunidade que se lhe apresentava. Recebeu então da velha
Faculdade o encargo de cumprir o seguinte ternário de estudos, conducentes
aos relatórios que deveria enviar à medida que fosse executando a sua missão:
a) Ensino da Medicina Experimental na Europa e na América do Norte;
b) aspectos práticos do problema das avitaminoses;
c) soro-reações usadas no diagnóstico diferencial da sífilis;
d) orientação do Sistema Universitário na Europa e na América do Norte.
Ao termo de seus estudos e observações nos principais centros universitá¬
rios europeus (Itália, França, Ibéria, Áustria, Alemanha, Países Baixos, In¬
glaterra e Escócia), seguiu para os Estados Unidos onde iria permanecer por
mais 2 anos, aproveitando a bolsa (“fellowship”) que lhe oferecera o Con¬
selho Internacional de Saúde (C.I.S.). Nos Estados Unidos, primeiro esta-
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FALCÃO, E.C. Breve notícia sobre a vida cientifica de Afrânio do Amaral.
Uem. Inst. Butantan, 39: 3-9, 1975.
giou na Universidade Johns Hopkins, onde o Prof. Elmer V. McCollum o
orientou nas pesquisas sobre vitaminas e nutrição.
Em seguida, ao receber convite da Universidade Harvard, dali prosseguiu
para Boston e Cambridge, a fim de cursar as Faculdades de Filosofia, de Me¬
dicina e de Higiene e Medicina Tropical, estagiando ainda no Mass. Institute
of Technology (que então mantinha convênio com Harvard), onde, a par das
actividades de Engenharia Sanitária, observaria as técnicas de concentração e
de dessecação (inclusivamente do café, de cuja química se enfronhou). Na
Harvard, estudou Fisiologia Animal e Experimental e Herpetologia, além de
Farmacologia, bem como as reacções sorológicas da sífilis, acompanhando
ainda o desenvolvimento de pesquisas que, servindo de base à Medicina e à
Higiene, iriam auxiliá-lo, mais tarde, no progresso de sua carreira no Brasil,
conforme se deduz de seu trabalho in Mem. Inst. Butantan, 1966. 33 (1). Ao
cabo desses estudos, apresentou sua tese de doutoramento em Saude Pública e
Medicina Tropical, intitulada “A General Consideration of Snake Poisoning”,
que recebeu distinção com menção especial por parte de toda a Comissão Exa¬
minadora. Esse trabalho foi julgado como “the most concise and satisfactory
general statement on the principal points of interest conoerning snake poisoning
that has yet appeared”, pelo que passou a ser impresso pela própria Harvard
University Press (incl. todos os clichês para as gravuras em tricromia, prepa¬
rados pela Oxford University Press), tendo aparecido no vol. II da série “Con-
tributions from the Harvard Institute for Tropical Biology and Medicine”.
Essa obra despertou a atenção das autoridades americanas para o agra¬
vamento do problema do ofidismo levando-as, depois de Afrânio ter sido con¬
vidado a ensinar na Harvard, a requisitá-lo, por intermédio do Itamarati (Mi¬
nistério do Exterior) junto ao Governo de São Paulo, para que pudesse organi¬
zar c dirigir os serviços de pesquisa e defesa anti-ofídica nas Américas do Nor¬
te e Central. Nesse meio tempo, antes de regressar ao Brasil para apresentar
à Faculdade da Bahia o relatório final de sua missão, Afrânio conseguiu ainda
que o C.I.S. lhe facilitasse estágio e visitas a grandes instituições de pesquisa,
sobretudo em Nova York (Banzhaf), Philadelphia (Kolmer), Toronto (labo¬
ratórios de pesquisa e estandardização da insulina, dirigidos por Banting e Best),
Minnesotta (metabolismo, nutrição, bócio: Clínica Mayo, E.C. Kendall); In-
dianapolis (produção de insulina: Laboratórios Eli-Lilly).
Graças à ampla experiência assim adquirida, pôde, de volta ao Brasil, aqui
introduzir e divulgar as técnicas de desidratação e liofilização de substâncias or¬
gânicas, de redução de matérias minerais, e estandardização biológica, além de
contribuir com capítulos especiais para vários tratados americanos de Medicina
Interna, Medicina Tropical, Imunoterapia e Terapêutica. Outrossim, coube-lhe
estimular e divulgar em nosso meio a aproveitabilidade da soja na alimentação
humana, como fonte inigualável de proteínas (ricas de amino-ácidos) nutritivas.
Tudo isto no terreno da Tecnologia. No dominio da organização cultural e cien¬
tífica, participou da introdução do Sistema Universitário em nosso meio e da
fundação da Escola Paulista de Medicina, cuja cadeira de Higiene lhe foi reser¬
vada. Ao retomar seu cargo vitalício na direcção técnica do Butantan, transfor¬
mou o Instituto, nele fundando o primeiro Centro de Medicina Experimental
dedicado à Patologia Humana a existir na América Latina, dotando-o de vários
departamentos pioneiros, destinados a pesquisas em Química Orgânica, Bioquí¬
mica, Físico-Química, Farmacologia, Fisiopatologia (Endocrinologia), Histopa-
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FALCÃO, E.C. Breve notícia sobre a vida científica de Afrânio do Amaral.
Mem. Inst. Butantan, 39: 3-9, 1975.
tologia. Botânica Médica e Farmacognosia, Embriologia e Genética, todos pro¬
vidos de facilidades bibliográficas, instalações adequadas e biotérios bem orga¬
nizados .
Desse modo, conseguiu que as “Memórias do Instituto Butantan’’ passassem
a ser publicadas regularmente e, ainda, servir de veículo para permuta com re¬
vistas científicas numerosas e bem selecionadas. Possibilitou, ao demais, o au¬
mento da produção de imunobiológicos, parte para distribuição oficial e
parte para venda aos interessados, assim conseguindo saldos financeiros que,
mediante depósito no Banco do Estado, vieram reduzir o estrangulamento que
a burocracia fazendária impunha às actividades de pesquisa.
ACTIVIDADES DO ESPECIALISTA
No período de pesquisa e divulgação, organização e tecnologia e ensino uni¬
versitário - no Brasil e nos Estados Unidos da América -, Afrânio do Ama¬
ral aprofundou-se em Ofiologia (ofídios, venenos e ofidismo), passando, a par¬
tir de 1935, a trabalhar igualmente em Saurologia, estudando os nossos lacertí-
lios.
Sintetizou as suas pesquisas, catalogando todas as espécies e publicando com
base sistemática 2 Listas Remissivas de Ofídios do Brasil (2 edições) e 1 Lista
Remissiva dos Lacertílios do Brasil (1 edição).
À luz da 2. a edição da Lista Remissiva dos Ofídios do Brasil, continuou a
preparar, em português e em inglês, 4 volumes com gravuras coloridas das princi¬
pais serpentes que ocorrem em nosso território. Essa síntese ilustrada consta
da monografia “Iconografia Colorida das Serpentes do Brasil” (Colour icono-
grapli of the Brazüian Snakes), cuja publicação está em vias de ser efetuada
com o Instituto Nacional do Livro.
O sobre-humano esforço que fez no dito período (em que por duas vezes
teve de reorganizar, modernizar e ampliar o Instituto Butantan; e depois, orga¬
nizar e dirigir, nos Estados Unidos da América e na América Central, o Antivenin
Instituíe of América) não lhe arrefeceu o entusiasmo pela pesquisa, conforme
se vê pela seguinte estatística de sua produção original:
Em Ofiologia: das 245 espécies reconhecidas até então (distribuídas por
7 famílias, 6 sub-famílias, 71 gêneros) são de sua autoria 1 sub-família, 8 gê¬
neros, 21 espécies e 35 subespécies.
Em Saurologia: das 131 espécies que reconheceu em 1935 (distribuídas por
4 famílias e sub-famílias e 59 gêneros), são de sua autoria 7 gêneros e 31 es¬
pécies e subespécies.
BIBLIOGRAFIA CIENTÍFICA
Em sua extensa bibliografia se arrolam actualmente 453 trabalhos, dos
quais 207 versam sobre Ofídios e Ofidismo, Venenos e Animais Veneníferos.
Veterano investigador, é tido como o mais activo e conhecido especialista
na América Latina, onde tem orientado pesquisadores de pelo menos duas ge¬
rações; por isso, costuma ser consultado sobre assuntos técnicos e questões ta-
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FALCÃO, E.C. Breve notícia sobre a vida científica de Afrânio do Amaral.
Mem. Inst. Butantan, 39: 3-9, 1975.
xonômicas e nomenclaturais, sobre que tem exarado centenas de pareceres cien¬
tíficos ou tecnológicos.
Afastado do Butantan durante 15 anos, soube Afrânio do Amaral tirar
proveito de suas viagens de estudo no Exterior, para ultimar pesquisas e con¬
signar em livros as suas conclusões sobre muitos assuntos científicos, entre os
quais se destacam os seguintes:
a) “Animais Veneníferos, Venenos e Antivenenos” (prefácio do Prof. Ro-
quette Pinto). Ed. Caça e Pesca, 1945; 169 p., 63 fig..
b) “Siderurgia e Planejamento Econômico do Brasil” (Prêmio Carlos de
Laet” da Academia Brasileira de Letras). Ed. Brasiliense, 1946; 460 p.,
31 fig.. (Dissertação científica sobre geogênese, siderogenia e siderotecnia
com farta documentação favorável à introdução da redução directa da he-
matita com vistas à produção do “esponja”. Com carácter pioneiro, as
previsões desse trabalho cada dia mais se confirmam ante a escassez mun¬
dial de sucata, pois o esponja lhe toma o lugar com vantagem e passa
a abastecer os fornos elétricos na produção até dos aços de qualidade).
c) Siphilis — moléstia e têrmo através da História” (Prêmio Arnaldo Vieira
de Carvalho” da Sociedade Paulista de História da Medicina). Ed. Insti¬
tuto Nacional do Livro, 1966; 309 p., 7 fig.. (Vista de conjunto do pro¬
blema mundial das treponematoses, na qual se desvenda o mito da origem
americana da lues venérea; liga em angenericidade muitas entidades mór¬
bidas conhecidas como bejel, irkintja, njovera, dichchwa, yacos-pian-bouba,
pinta, sibbens, lues endêmica ou mal judio ou mal dos Marranos e tantas
outras; divulga, em nosso meio, as vantagens que, para o diagnóstico da
sífile trouxe a reação de Nelson & Mayer — com ulteriores aperfeiçoa¬
mentos, usando os próprios treponemas, obtidos de cultura, como antíge-
no específico (“TPIA test”).
CARREIRA
No Instituto Butantan escalou uma por uma todas as posições científicas,
desde Auxiliar e Sub-Assistente de laboratório, até Director-Científico comis¬
sionado e, depois, efectivo, em cujo cargo se aposentou ao completar 50 anos
de serviço público (prestado no Brasil e no Exterior) e recebendo o prêmio
previsto em lei. Sua brilhante carreira foi coroada pelo já citado convite que
lhe formulou o Governo Norte-Americano, por indicação da Universidade de
Harvard e do Departamento de Saúde do Exército dos Estados Unidos da Amé¬
rica, para voltar aos Estados Unidos e organizar o Antivenin Institute of Ame¬
rica (de cujo Bulletin foi também criador e l.° editor), que dispunha de 3 Museus
c Estações, 1 Laboratório Central de Produção e Pesquisa e 6 Regionais, além
de 7 Serpentários, espalhados desde o Sul © Nordeste dos Estados Unidos até
a América Central e Panamá.
VIDA INTERNACIONAL
Do exercício dessas árduas actividades resultou sua eleição (por 2 Con¬
gressos Internacionais de Zoologia) para os cargos de Membro e Director (até
a Presidência e o Conselho da Comissão Internacional de Nomenclatura Zooló-
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FALCÃO, E.C. Breve notícia sobre a vida científica de Afrânio do Amaral.
Mem. Inst. Butantan, 39: 3-9, 1975.
gica sediada em Londres, no Museu Britânico de História Natural) e também
sua nomeação para Consultor da Organização Mundial da Saúde, em Genebra,
a fim de tratar de questões relativas à produção e aferição de antivenenos e
outras substanciais terapêuticas (Departamento de Produtos Terapêuticos).
SOROTERAPIA ANTI-OFÍDICA
No capítulo relativo ao uso de antivenenos, Afrânio do Amaral defendeu
(nos Estados Unidos da América e no Brasil) a necessidade de serem atendi¬
das as seguintes noções novas:
1. °) A dose do específico deve ser inversamente proporcional ao tama¬
nho (peso) da vítima: criança e cachorro devem tomar dose maior que pes¬
soa adulta ou cavalo. Esta noção não fora prevista por nenhum antecessor na
Europa ou na América.
2. °) Para os venenos necrosantes (proteolíticos), o antiveneno pode ser
também dado por inoculação local em torno do ponto atingido, convindo em
casos mais graves inocular ênzimo permeabilizante (hialuronídase) dos tecidos
afectados.
3. °) Para conservar a potência do antiveneno, o ideal é mantê-lo no
frigo. Para uso no hinterland, Afrânio do Amaral começou a usar nos Estados
Unidos o processo de liofilização (evaporação em vácuo, a baixa temperatura).
Antes da aplicação, o pó do antiveneno deve ser sulubilizado conforme hoje se
adopta para outras substâncias facilmente deterioráveis quando mantidas como
solutos.
4. °) Para actualizar racionalmente a aferição das actividades de vene¬
nos e antivenenos, introduziu as recomendações feitas através da Organização
Mundial da Saúde e constante dos Aperfeiçoamentos científicos e precauções
tecnológicas que descreveu no artigo publicado in OMS-RS 373/1956. Final¬
mente, em novo artigo publicado in OMS-RS 373/1956, sugeriu, à luz de pa¬
cientes pesquisas ecológicas e toxicológicas que realizou em duas “populações”
vizinhas, morfologicamente indistinguíveis, do tanatofídio Jararaca (Bothrops
jararaca) — a existência de “raças biológicas” (bioquímicas), reconhecíveis pe¬
la composição e toxicidade dos respectivos venenos.
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Mem. Inst. Butantan
39 : 11-25, 1975
AFRÂNIO DO AMARAL
BIBLIOGRAFIA DE SEUS TRABALHOS.
1. PESQUISAS ORIGINAIS PUBLICADAS EM REVISTAS CIENTÍFICAS
1 . 1
1 . 2
1. 3
1. 4
1. 5
1 . 6
1 . 8
1.10
1.11
1915 Contribuição ao estudo da leishmaniose cutâneo-mu¬
cosa pelas injeções endoflébicas de emético. Arq.
bras. Meei., 5: 145.
1918 A filariose de Bancroft (revisão). Mem. Inst. Bu-
tcmtan, 7 (2): 89.
1918 Do emprego do soro normal sêco no tratamento das
úlceras atônicas e fagedênicas. Mem. Inst. Butantan,
7(2): 209.
1921 Contribuição para o conhecimento dos ofidios do
Brasil. Anexos das Mem. Inst. Butantan, Secção
Ofiologia, 7(1).
1921 Processos biológicos usados na profilaxia da peste
bovina. Boi. Soc. med. cir. S. Paulo, 4(3): 39.
1921 Notas de soroterapia. Boi. Soc. med. cir. S. Paulo,
4(5/6): 109.
1921 Últimos trabalhos inéditos de J.F. Gomes (Duas
novas espécies de Colubridos Opistóglifos brasilei¬
ros). An. Paul. Med. Cir., 9 (7/8): 1.
1921 Um novo soro anti-peçonhento (soro anti-crotálico
norte-americano). Boi. Soc. med. cir. S. Paulo, 4
(5/6): 134.
1923 The Brazilian contribution towards the improve-
ment of the specific snake bite treatment. Proc. N.
York pathol. Soc., 23 (1/5): 89.
1923 New genera and species of snakes. Proc. N. Engl.
Zool. Cl., 8: 85.
1924 Eight short papers on snakes and their biology. Co-
peia, (126): 17.
ii
cm
SciELO
.0 11 12 13 14 15 16
AFRÂNIO DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 11-25, 1975.
1 . 12
1924
New genus and species of South American snakes
contained in the United States National Museum.
J. Wash. Acad. Sc., 74(9): 200.
1. 13
1924
Helminthophis (Studies of Neotropical Snakes. I).
Proc. TV. Engl. Zool Cl., 9: 25.
1. 14
1924
Notes on some Central American snakes. Occ. P.
Boston Soc. Nat. Hist., 5: 129.
1.15
1924
Hyperovarianism and its specific treatment. Endo-
crinology, 8 (5): 652.
1.16
1924
On the biological diferentiation of Neotropical spe¬
cies of snakes Pit-Vipers. Am. J. trop. Med., 4 (5):
447.
1. 17
1925
South American snakes in the collection of the Uni¬
ted States National Museum. Proc. U .S. Nat. Mus.,
67.
1.18
1925
On the oviparity of Lachesis muta. Daudin, 1803.
Copeia, 149: 93.
1 .19
1925
Ofídios de Mato Grosso. Com. (Rondon) L. T. E.,
Mato Grosso ao Amazonas. Publ. 84, 43 p.
1 .20
1926
Ophidia from South America in the Carnegie Mu¬
seum: a critique to Dr. L. E. Griffin’s, “Catalogue
of the Ophidia from South America at present (Ju-
ne 1916) contained in the Carnegie Museum’’.
Ann. Carneg. Mus., 16 (2): 319.
1 .21
1926
Notas de Ofiologia. Rev. Mus. Paulista, 14.
a) Sobre o emprego do nome genérico Micrurus
em vez de Elaps, p. 3.
b) Sobre o emprego do nome genérico Sibynomor-
phus em vez de Leptognathus, Cochliophagus,
etc., p. 7.
c) Sobre a preferência do nome genérico Pseudoboa
Schneider, 1801 a Clelia Fitzinger, 1826 e
Oxyrhopus Wagler, 1830, e do nome específico
Pseudoboa petola (L., 1758) a P. petolaria (L.,
1758), p. 10.
d) Sobre a invalidez de um gênero e algumas es¬
pécies de ofídios sul-americanos, p. 17.
e) Sobre a diferenciação dos nomes genéricos La-
chesis, Trimeresurus e Bothrops, p. 34.
22
1926
Novos gêneros e espécies de ofídios brasileiros. Arq.
Mus. Nac. Rio de Janeiro, 26: 95.
23
1926
Nomes vulgares de ofídios do Brasil. Boi. Mus. Nac.
Rio de Janeiro, 2 (2): 19.
AFRÃNIO DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 11-25, 1975.
1.24
1926
1 .25
.26
1926
1926
Série de trabalhos publicados in: Coletânea Ofioló-
gica (14), Rev. Mus. Paulista, 15: 1-110.
a) Albinismo em “cobra coral”.
b) Três subespécies novas de Micrurus corallinus
(Wied): M. corallinus corallinus, M. corallinus
riesei e M. corallinus dumerilii.
c) Da invalidez da espécie de Colubrideo Elapineo
Micrurus ibiboboca (Merren) e redescrição de
M. lemniscatus (L.).
d) Sobre a Lachesis muta (L.), espécie ovipara.
e) Da invalidez da espécie de Colubrideo Dipsadi-
neo Sibynomorphus perua,nus (Boettger).
f ) Albinismo em Dorme-Dorme.
g) Da ocorrência de albinismo em cascavel.
h) Ofídios sul-americanos do Museu Carnegie e
espécies novas de Griffin.
i ) Sobre o nome genérico dos ofídios Liophis (Wa-
gler, 1839) vs. Leimadophis (Fitzinger, 1843).
j ) Da invalidez do nome genérico de ofídios Erpe-
todryas ou Herpetrodyas.
k) Da pholidose dorsal da espécie de Colubridae,
Philodryas aestivus.
1 ) Variações das marcas dorsais de Crotalus terri-
ficus Laurenti, 1768.
m) Bicefalia em ofídios.
n) Estudo comparativo da evolução ontogenética
de Pseudoboa cloelia (Daudin) e Pseudoboa
haasi (Boettger).
On Micrurus mipartitus and allied fornis (Studies
of Neotropical Ophidia. II). Proc. N. Engl. Zool.
Cl., 9: 61.
On Helminthophis jlavoterminatus (Studies of Neo¬
tropical Ophidia. III). Proc. Biol. Soc. Washington,
39: 123.
A new North American Snake. Proc. N. Engl. Zool.
Cl., 9: 79.
The snake bite problem in the United States and in
Central America. Report Med. Dept. United Fruti
Co. Ann. Rept., 15: 229 e Buli. Antivenin Inst.
Am., 7: 31, 1927.
Antivenin specificity. J. Bacteriol., 13 (1): 48.
A new form of Crotalidae from Bolivia (Studies
of Neotropical Ophidia. IV.). Buli. Antivenin
Inst. Am., 1(1): 5.
13
cm
2 3
5
SciELO
.0 11 12 13 14 15 16
AFRÂNIO DO AMARAL.
Mem. Inst. Butantan, 39:
Bibliografia de seus trabalhos. j
11-25, 1975. 1
1.31
1927
Notes on Bothrops lansbergii and B. brachys (Stu- |
dies of Neotropical Ophidia. V.). Buli. Antivenin I
Inst. Am., 1 (1): 22. 1
1.32
1927
Studies of African Ophidia. Buli Antivenin Inst.
Am., 1 (1): 25. 1
1.33
1927
A new genus of snakes from Honduras (Studies
of Neotropical Ophidia. VI.). Buli. Antivenin
Inst. Am., 1 (1): 28.
1 .34
1927
The new Antivenin Institute. Hcirvard Alumni
Buli., Febr.: 601.
1.35
1927
Snake poisoning and its treatment. Trans. Coll.
Physns. Philad., 49: 65.
1.36
1927
The snake bite probleni in the United State and
in Central America. Buli. Antivenin Inst. Am., 1
(2): 31. |
1.37
1927
An interesting collection of snakes from West Co¬
lômbia (Studies of Neotropical Ophidia. VII.).
Buli. Antivenin Inst. Am., I (2): 44.
1.38
1927
Crotalus goldmani Schmidt, 1922, a synonym of 1
C. mitchellii Cope, 1861 (Studies of Neartic Ophi¬
dia. 1.). Buli Antivenin Inst. Am., I (2): 47.
1 .39
1927
Crotalus pricei V. Denburgh, 1896, a synonym of
C. triseriatus (Wagler, 1830) (Studies of Neartic
Ophidia. II.). Buli. Antivenin Inst. Am., 1 (2): 48.
1 - 4Ü
1927
The anti-snake bite campaign in Texas and in the
sub-tropical United States. Buli. Antivenin Inst.
Am., I (3): 37.
1 .41
1927
Notes on neartic poisonous snakes and the treat¬
ment of their bites. Buli Antivenin Inst. Am., 1
(3): 61.
1 .42
1927
Trctchyboa Peters, 1860 (Studies of Neotropical
Ophidia. VIII.). Buli Antivenin Inst. Am., I (3):
86. I
1.43
1927
Anomalepis Jan 1861 (Studies of Neotropical Ophi¬
dia. IX.). Buli Antivenin Inst. Am., 1 (3): 88.
1 .44
1927
A new Elapid from Western Panama. Buli Antive¬
nin Inst. Am., I (4): 100.
1 .45
1927
The anti-snake bite campaign in the United States.
Brazil, 1 (1): 13.
1.46
1928
Improved process of venom extraction. Buli Anti¬
venin Inst. Am., I (4): 100.
1 14
cm
SciELO
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AFRÁNIO
DO AMARAL.
Bibliografia de seus trabalhos.
: Mcm. Inat
Butantan, 39
11-25, 1975.
1 .47
1928
Amounts of venom secreted by Neartic Pit-Vipers
(Studies of snakes venom. I.). Buli. Antivenin
Inst. Am., 1 (4): 103.
1.48
1928
Further notes on an interesting collection of snakes
from W. Colombia (Studies of Neotropical Ophidia.
X.). Buli. Antivenin Inst. Am., 2 (1): 6.
1.49
1928
Snakes from the Santa Marta region, Colombia
(Studies of Neotropical Ophidia. XI.). Buli. Anti¬
venin Inst. Am., 2 (1): 7.
1.50
1928
The fine art of snake culture. Independent, (April);
403.
1 .51
1928
Specific antivenins to combat scorpionism and
arachnidism. Buli Antivenin Inst. Am., 2 (3): 69.
1.52
1928
On Crotalus confluentus Say, 1823 and its allied
forms. Buli. Antivenin Inst. Am., 2 (4): 86.
1.53
1929
Notes on Crotalus tigris Keunicott, 1859. Buli An¬
tivenin Inst. Am., 2 (4): 82.
1.54
1929
On Crotalus tortugensis V. & S., 1921, C. atrox
elegans Sch., 1922 and C. a. lucasensis (V.,
1920). Buli. Antivenin Inst. Am., 2 (4): 85.
1.55
1929
Filogenia das cascavéis. An. Soc. Cient. Argent.,
107 : 369.
1.56
1929
Phylogeny of the rattlesnakes. Buli. Antivenin Inst.
Am., 3 (1): 6.
1.57
1929
Key to the rattlesnakes of the genus Crotalus Linné,
1758. Buli. Antivenin Inst. Am., 3 (1): 4.
1.58
1929
On the Bothrops lansbergii group (Neotrop. Ophi¬
dia. 12). Buli. Antivenin Inst. Am., 3 (1): 19.
1.59
1929
A new colubrine snakes in the Vienna Museum
(Neotropical Ophidia. 13). Buli. Antivenin Inst.
Am., 3 (2): 40.
1.60
1929
Da classificação e conceito de espécie em ofiologia.
Boi. Agric., 30 (7/8): 538.
1 .61
1929
Campanhas anti-ofídicas. An. Congr. Bros. Hig., 5.°,
Recife, p. 145.
1.62
1929
Notas à margem da sciencia. Boi. Mus. Nac. Rio
de Janeiro, 5 (4): 105.
1.63
1929
Ofídios da região neotrópica. Nota sobre as espécies
mais importantes do ponto de vista médico e hi¬
giênico. An. IV Conf. S.A . Hig. Microb. Pat., Rio
de Janeiro, 7: 55.
15
AFRÀNIO
Mem. Inst.
DO AMARAL.
Butantan, 39:
Bibliografia de seus trabalhos. 1
11-25, 1975. I
1.64
1929
Ofídios do Brasil. An. IV Conf. Sul Am. Hig. Mi- j
crob. Pat., Rio de Janeiro, 1 : 25. ]
1.65
1929
Estudos sobre ofídios neotrópicos. Mem. Inst. ]
Butantan, 4. 1
a) Valor sistemático de várias formas de ofídios 1
neotrópicos. 1
b) Lista remissiva dos ofídios neotrópicos. 1
c) Lista remissiva de ofídios do Brasil. 1
d) Revisão do gênero Spilotes. I
e) Revisão do gênero Phynomax.
f ) Revisão do gênero Drymarchon. j
g) Revisão da espécie C. dichrous (Drymoluber).
1 .66
1930
Uma raridade ofídica do Brasil. Boi. Mus. Nac.
Rio de Janeiro, 6 ( 1 ): 1.
1.67
1930
Notes on Spilotes pullatus. Buli. Antivenin Inst.
Am., 3 (4): 98.
1.68
1930
Princípios e planos de campanha anti-ofídica. Rev.
Hig. Saúde Pubt., 4: 225.
1.69
1930
Notes on two colubrine snakes (Studies of Neo- i
tropical Ophidia. XIV.). Buli. Antivenin Inst. j
Am., 4 ( 1): 12. 1
1.7°
1930
A rare brazilian snake (Studies of Neotropical Ophi¬
dia. XV.). Buli. Antivenin Inst. Am., 4 { 1): 13. |
1 .71
1930
Two new snakes from Central Colombia (Studies 1
of Neotropical Ophidia. XVI.). Buli. Antivenin \
Inst. Am., 4 (2) : 27. j
1 .72
1930
A new brazilian snake ( Atractus serranus) (Studies
of Neotropical Ophidia. XXIV.). Buli. Antivenin
Inst. Am., 4 (3): 65. I
1 .73
1930
A new race of Bothrops neuwiedii (Studies of Neo- |
tropical Ophidia. XXV.). Buli. Antivenin Inst.
Am., 4 (3): 65.
1 ' 74
1930
Sobre a caracterização das espécies em Ofiologia.
Rev. Agric. (S. Paulo), 5 (11/12): 488. j
1.75
1930
Regras internacionais de nomenclatura zoológica
(ed. portuguêsa). Mem. Inst. Butantan, 5: 233. |
| 1.76
1930
Campanhas anti-ofídicas. Mem. Inst. Butantan, 5; j
193. í
| 1.77
1931
Additional notes on Colombian snakes (Studies of
Neotropical Ophidia. XXIII.). Buli. Antivenin
Inst. Am., 4 (4): 85.
I 16
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
AFRÀNIO DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 11-25, 1975.
1.78
1.79
1.80
1.86
1.87
1.91
1931 Ophidia of Colombia, Check-list (Studies of Neo¬
tropical Ophidia. XXVI.). Buli. Antivenin Inst.
Am., 4 (4): 89.
1931 O sôro sêco como cicatrizante das úlceras produzi¬
das pelo veneno botrópico. Boi. Soc. med. cir. S.
Paulo, 15 (10): 382. Mem. Inst. Butantan, 6: 251.
1931 Modernas aquisições no terreno da terapêutica pe¬
los agentes biológicos. Boi Soc. med. cir. S. Paulo,
15 (10): 398.
1931 Estudo atual da terapêutica biológica. Bras. méd.,
45 (43): 994.
1931 Maximiliano, Príncipe de Wied. Boi Mus. Nac.
Rio de Janeiro, 7: 187.
1931 Comentários a propósito de alguns boidos (English
translation). Remark on some Boid snakes. Studies
of Neotropical Ophidia. XXVIII.). Mem. Inst. Bu¬
tantan, 6: 173.
1932 Pontos de vista básicos na terapêutica do ofidismo.
Mem. Inst. Butantan, 6: 241.
1932 On two small collections of snakes from Central
Colombia (Studies of Neotropical Ophidia.
XXVII.). Buli Antivenin Inst. Am., 5 (3): 66.
1932 Notas sobre cromatismo de ofídios, I. Primeiro ca¬
so de eritrismo em serpente, observado no Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 7; 75.
1932 Notas sobre cromatismo de ofídios, II. Casos de
variação de colorido de certas serpentes. Mem. Inst.
Butantan, 7: 81.
1932 Aequalia cum aequalibus. Resen. clin. cient., 1 (5):
147.
1932 Aequalia cum aequalibus (Italiano). Rass. clin.
scient., 10 (5): 3.
1932 Novos gêneros e espécies de lagartos do Brasil
(Estudos sobre Lacertílios Neotrópicos. I). Mem.
Inst. Butantan, 7: 51.
1932 Novas notas sobre espécies colombianas (Estudos
sobre Ofidios Neotrópicos. XXIX.). Mem. Inst.
Butantan, 7: 103.
1932 Notas sobre ofidismo no Brasil. Alm. Agric. bras.,
12 .
1932 Hemaglutininas naturais no sangue de serpentes
e de outros animais pecilotérmicos. Mem. Inst.
Butantan, 7: 179.
17
cm
2 3 4 5
SciELO
.0 11 12 13 14 15 16
1 AFRÂNIO
1 Mem. Inst.
DO AMARAL.
Butantan, 39:
Bibliografia de seus trabalhos.
11-25, 1975.
1 1.94
1932
Ueber die natuerlichen Haemagglutinine der Schlan- !
gen und anderer Kaltblutehier. Z. Imrnunjorsch., 77
(3/4): 315.
1.95
1932
Ensaio de classificação das rickettsioses à luz de i
nossos atuais conhecimentos. Mem. Inst. Butantan,
7: 343. |
1 .9ô
1932
Hábitos curiosos da espécie Tachymenis brasiliensis
Gomes ( Colubridae, Boiginae). Mem. Inst. Butan¬
tan, 7; 89.
1 .97
1932
Sobre um caso de necrofilia heteróloga na jararaca i
( B . jararaca). Mem. Inst. Butantan, 7: 93.
1 98
1932
Uma nova raça de Bothrops neuwiedii. Mem. Inst.
Butantan, 7: 95.
1 .99
1932
Uma nova espécie de Colubrideo opistóglifo, do
gênero Chlorosoma Wagler, 1930. Mem. Inst. Bu¬
tantan, 7: 99.
| 1.100
1933
Histoire naturelle et classification des Rickettsioses.
Position systématique du typhus exantématique de
S. Paulo. Rev. sud-am. Méd. Cliir., 4 (11): 781.
1.101
1933
Toxemia gravídica e seu tratamento racional. Boi.
Soc. med. cir. São Paulo, 17: 44.
1.102
1933
La toxémie gravidique et son traitment rationnel.
Rev. sud-am. Méd. Chir., 4 (5): 345.
1.103
1933
Alimentação das serpentes do Brasil. Boi. biol .. I
d): 2.
1.104
1933
Significação do aparelho venenífero nos ofídios.
Bahia Rural, 1 (2): out.°. j
1.105
1933
Serpentes venenosas e não venenosas. Bahia Rural, 1 1
(3): nov.°. j
1.106
1933
Principais serpentes venenosas da Bahia. Bahia Ru- 1
ral, 1 (4): dez. 0 1
1.107
1934
Sobre a duração da atividade das antitoxinas e an- I
tivenenos. Mem. Inst. Butantan, 7: 321. et Bras. 1
med., 48 (27): 525. 1
1.108
1934
De la durée de Faction des antitoxines et des anti- j
venins. Rev. sud-am. Méd. Chir., 5: 209. I
1.109
1934
Estatísticas sobre ofidismo. Bahia Rural, 1 (8): 1
157. 1
1.110
1934
Envenenamento ofídico. Preparo dos antivenenos. J]
Bahia Rural, / (7): 107. 1
18
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
AFRANIO DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 11-25, 1975.
1.116
1.117
. 120
1.123
1934
1935
1935
1935
1.127
1935
Envenenamento ofídico. Prevenção das picadas.
Bahia Rural, 1 (6): 55.
Envenenamento ofídico. Sua profilaxia. Bahia Ru¬
ral, 1 (5): 9.
Regras internacionais de nomenclatura zoológica ao
alcance de todos. Boi. biol., 1 (2): 72.
Hábitos da boipeva (Xenodon merremii). Boi.
biol., n.s. 2 (1): 2.
Notas sobre cromatismo de ofídios. 3. Um caso
de xantismo e um novo de albinismo observados
no Brasil. Mem. Inst. Butantan, 8: 149.
Estudos sobre ofídios neotrópicos. 30. Novo gê¬
nero e espécie de Colúbrideo na fauna da Colôm¬
bia. Mem. Inst. Butantan, 8: 157.
Estudos sobre ofídios neotrópicos. 31. Sobre a
espécie Bothrops alternata D. & B., 1854 ( Cro-
talidae ). Variações, redescrição. Mem. Inst. Bu¬
tantan, 8: 161.
Coleta herpetológica no nordeste do Brasil. Mem.
Inst. Butantan, 8: 183.
Noções práticas sobre picadas de serpentes, ara¬
nhas, escorpiões e centopéias. Boi. biol, n.s. 2 (2):
52.
Lista de animais nocivos ao homem, à lavoura e
à pesca. Boi . biol., n.s. 2 (2): 54.
Schlangen in der Wissenschaft. Med. Welt, 21 : 1.
Estudos sobre lacertílios neotrópicos. 2. Novo gê¬
nero e espécie de lagarto do Brasil. Mem. Inst. Bu¬
tantan, 9: 249.
Estudos sobre lacertílios neotrópicos. 3. Um novo
gênero e duas espécies novas de Geckonidae e uma
nova raça de Amphisbenidae , procedentes do Bra¬
sil Central. Mem. Inst. Butantan, 9: 253.
Coleta herpetológica no Centro do Brasil. Mem.
Inst. Butantan, 9: 233.
Coleta herpetológica no nordeste do Brasil (Contr.
2). Mem. Inst. Butantan, 9: 225.
Estudos sobre ofídios neotrópicos. 32. Apontamen¬
tos sobre a fauna da Colombia Mem. Inst. Butan¬
tan, 9: 209.
Estudos sobre ofídios neotrópicos. 33. Novas espé¬
cies de ofídios da Colombia. Mem. Inst. Butantan,
9: 219.
19
cm
2 3
SciELO
.0 11 12 13 14 15 16
AFRANIO
DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos. 1
Mem. Inst.
Butantan, 39: 11-
-25, 1975. II
1.128
1935
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- 1
sil. 7. Novos gêneros e espécies de Colubrideos 1
opistóglifos. Mem. Inst. Butantan. 9: 203. 1
1.129
1936
Schlangengift und Schlangift-Schutzerum. Med. 1
Welt., 10: 851. 1
1.130
1935/36
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- 1
sil. 8. Lista remissiva dos ofídios do Brasil (2. a I
edição). Mem. Inst. Butantan, 10: 87. H
1.131
1937
Estudos sobre lacertílios neotrópicos. 4. Lista re- 9
missiva dos lacertílios do Brasil. Mem. Inst. Butan- 1
tan, 11: 167. 1
1.132
1937
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- 1
sil. 9. Nova espécie de Colubrideo opistóglifo con- j
fundível com Plnlodryas serra (Schlegel, 1837). j
Mem. Inst. Butantan, 11: 205. I
1.133
1937
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- 1
sil. 10. Redescrição de Plúlodryas serra (Schlegel,
1837). Mem. Inst. Butantan, 11: 213.
1.134
1937/38
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- |
sil. 11 . Sinopse das Crotalideas do Brasil. Mem. 1
Inst. Butantan, 11: 237 et in Livro Jubilar Prof.
L. Travassos.
1.135
1937
Estudos sobre ofídios neotrópicos. 34. Novas no- j
tas sobre a fauna da Colombia e descrição de uma 1
espécie nova de Colubrideo áglifo. Mem. Inst. Bu¬
tantan, 77: 231.
1.136
1937
Regras internacionais de nomenclatura zoológica |
(2, a edição). Mem. Inst. Butantan, 77: 241. 1
1,137
1937
A vacina variólica no laboratório e na prática sani¬
tária. 7 Iras. med., 51 (47): 1157 e 57 (48): 1179.
I 1.138
1946
Nota sobre nomenclatura zoológica. Papeis Avulsos. \
Depto. Zool. Sec. Agric. E. S. Paulo, 7 (14): 181. j
1 1.139
1948
Lacertílios do Pará. Boi. Mus. Goeldi, 10: 107. |
■ 1.140
1948
Ofídios do Pará Boi. Mus. Goeldi, 10: 150. |
1 1.141
1948
Serpentes gigantes. Boi. Mus. Goeldi, 10: 211.
1 1.142
1950
Codificação da nomenclatura zoológica. Arq. Zool. 1
S. Paulo, 7: 379. j
1 1.143
1950
Two new South American lizards. Copeia, 10: 281. 1
1 1.144
1953/54
Reintegração do diretor efetivo. Mem. Inst. Butan¬
tan, 25 (2): vii-xi. ]
■ 1.145
1954
Reorganização dos Serviços T. -A. do Instituto Bu- !
1 20
tantan. Mem. Inst. Butantan, 26: vii-x. (
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
AFRANIO
Mem. Inst.
DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos. ■
Butantan, 39: 11-25, 1975. H
1.146
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Brasil 1
(12). Notas a respeito de Helminthophis ternetzii n
Blgr. Mem. Inst. Butantan, 26: 191. 1
| 1.147
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- 1
sil (13). “Cobra-cegas” (Fam. Typhlopidae e Fam. 1
Leptotyphlopidae ). Mem. Inst. Butantan, 26: 197. J
1.148
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- 9
sil (14). Duas novas espécies de “cobra-cega”. 1
Mem. Inst. Butantan, 26: 203. 1
I 1.149
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios neotró- 1
picos (35). A propósito da revalidação de Coluber 1
lanceolatus Lacépède. Mem. Inst. Butantan, 26: I
207. j
1.150
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios do Bra- j
sil (15). Situação taxonômica de algumas formas |
de Crotalidae, Lachesinae, recentemente descritas. I
Mem. Inst. Butantan, 26: 215. j
1.151
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios neotrópi-
cos (36). Redescrição da espécie Bothrops hyoprora
Amaral, 1935. Mem. Inst. Butantan, 26: 221.
1.152
1954
Contribuição ao conhecimento dos ofídios neotró-
picos (37). Sub-espécies de Epicrates cenchria
(L.). Mem. Inst. Butantan, 26: 227.
1.153
1954
Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica.
Mem. Inst. Butantan, 25 (2): xiii. Papéis Avulsos
Depto. Zool. S.A. S. Paulo, XI (27): 517.
1-154
1956
Notes on the principies and procedures for the in-
ternational standadization of antivenins. World
Health Organization (Expert Commit. Biol. Stan-
dardization). WHO/BS/364.
1 1.155
1956
Preliminary data for the collaborative assay of ve-
noms. World Health Organization (Expert Commit.
Biol. Standardization). WHO/BS/373.
1 1-156
1959
Codificação da Nomenclatura Zoológica. Boi. Soc.
Est. Filol., 2 ( 3): 107.
1 1.157
1959/60
Especificidade da composição enzímica dos venenos.
Cien. Cult., 11 (3): 176.
E 1.158
1960
Peçonha e veneno: seu conceito e distinção em lin¬
guística comparada. Boi. Soc. Est. Filol., 2 (4): 151.
1 1.159
1960
Despoupança, neologismo indispensável em Ciência
Econômica. Boi: Soc. Est. Filol., 2 (4): 335.
1 1.160
1961
Prosódia de — Stylus e stilus e seus compostos. Boi.
Soc. Est. Filol., 3 (5): 3.
21
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
AFRÂNIO DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos. ■
| Mem. Inst. Butantan, 39: 11-25, 1975. 1
1.161
1961
Ruy e a Medicina Preventiva (Centen. Nasc. Ruy 1
Barbosa). Boi. Soc. Est. Filol., 3 (5): 153. 1
1.162
1963
Herpetological Note: Calamodontophis n.n., for 1
Calamodon Amaral. Copeia, 3: 580. 1
1.163
1963
Comment on the proposal to validate the name 1
Lystrophis Cope. Buli. Zool. Nomencl., 20(2): 83. D
1.164
1963
Venomous animais and zootoxicoses. Proc. XVI In- 9
tern. Congr. Zool., Washington, 1: 95. H
1.165
1964
Comment on the proposal to substitute the generic |
name Dryadophis Stuart for Mastigodryas Amaral. 1
Buli. Zool. Nomencl., 27 (1): 13. j
1.166
1964
Gender of generic names in -ops. Buli. Zool. No- ]
mencl, 21 (3): 212. 1
2. CONFERÊNCIAS,
GAÇÃO
COMUNICAÇÕES E TRABALHOS DE DIVUL-
2. í
1920
Excursão à Ilha da Queimada Grande (Notas so¬
bre a biologia de uma Lachesis ). Com. Soc. Med.
Cir. São Paulo, 15/04. Colet. Trab. Inst. Butantan,
2: 49.
1 2. 2
1920
Anafilaxia e doença do soro. Com. Soc. Med. Cir.
São Paulo, 15/04. Colet. Trab. Inst. Butantan, 2:
77.
2. 3
1920
Do preparo de soros antipeçonhentos. Com. Soc.
Med. Cir. São Paulo, 1/06. Colet. Trab. Inst. Bu¬
tantan, 2: 85.
2. 4
1921
Contribuições para o conhecimento da biologia dos
ofídios brasileiros: Habitat, hábitos e alimentação.
Com. Soc. Med. Cir. São Paulo, 1/09. Colet. Trab.
Inst. Butantan, 2: 177. |
1 2. 5
1921
Contribuição para o conhecimento da biologia dos j
ofídios brasileiros: Reprodução. Com. Soc. Med.
Cir. São Paulo, 15/09. Colet. Trab. Instituto Butan¬
tan, 2: 185. 1
1 2.6
1925
Vitaminas e avitaminoses. Conf. Soc. Med. Cir. São |
Paulo. Boi. Soc. med. cir. S. Paulo, 7: 18. j
1 2 ' 7
1925
El metabolismo basal y las endocrinopatias. Conf.
no Inst. Med. Exp. Buenos Aires.
1 2.8
1926
Remarks on some Neartic and Neotropic poisonous
snakes. Lect. Am. Soc. Trop. Med., Wash., May.
I 2.9
1929
Conferência inaugural do V Congr. Bras. de Hi¬
giene, Recife. Brasil Hig., 1: 28.
■ 22
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
AFRÂNIO DO AMARAL. Bibliografia de seus trabalhos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 11-25, 1975.
2.10
1930
Serpentes venenosas sul-americanas. Com. Congr.
Int. Biol., Montevideo.
2.11
1931
Campanhas anti-ofídicas no Brasil e nos Estados
Unidos. Conf. realizada na Ac. Nac. Med., Rio de
Janeiro, 16/07.
2.12
1934
Vitaminas e aparelhos endócrino. Conf. inaugural
da Escola Paulista de Medicina, 29/09.
2.13
1959
Modern Toxinology. Conferências (2) realizadas no
Inst. Infect. Dis. & Exp. Med., Tóquio, Japão.
2.14
1966
Comunicação ao Int. Symp. on Animal Venoms,
Instituto Butantan, São Paulo, 17-23/07.
3.
RELATÓRIOS
3.1
1923
O ensino da Fisiologia Experimental nos Estados
Unidos. Prêmio de viagem da Fac. Med. Bahia,
Rei. I. In: Gaz. med. Bahia, 54 (7): 515.
3.2
1924
A questão das vitaminas; sua compreensão atual.
Prêmio de viagem da Fac. Med. Bahia, Rei. II. In:
Gaz. med. Bahia, 55 (4): 147.
3.3
1925
A questão das vitaminas: sua compreensão atual.
Prêmio de viagem da Fac. Med. Bahia, Rei. III.
In: Gaz. med. Bahia, 54 (4).
4 ESTUDOS HISTÓRICOS, BIOBIBLIOGRÁFICOS, SÓCIO-ECONÔMI-
COS, FILOLÓGICOS E LINGUÍSTICOS E TRABALHOS DE DIVUL¬
GAÇÃO
Além dos publicados em livros e que constam das referências 5.17, 5.18,
5.22, 5.28 e 5.38, apresentou o homenageado uma lista de 176 notas e publi¬
cações maiores em jornais diários, que denotam a extraordinária versatilidade
e atividade intelectual do autor. Nada menos de 126 trabalhos versando sobre
Filologia e Linguística (excluídos os que se relacionam à nomenclatura zooló¬
gica, inseridos no item 1 desta relação), 23 sobre histórico de instituições mé¬
dico-científicas e notas biobibliográficas e 27 sobre estudos sócio-econômicos in¬
tegram a lista de tais contribuições, que constituem parte relevante do acervo
bibliográfico do Dr. Afrânio do Amaral e que a Comissão Editorial lamenta
não poder reproduzir in extenso, por absoluta carência de espaço.
5. LIVROS E MONOGRAFIAS
5. 1 1916 A Bancroftose. Tese, Fac. Med. Bahia (Prêmio
Alfredo Britto).
5. 2 1922 Snake Poisoning. In: Am. Med. Encycl. (Nelson
Loose-Leaf Living Med.).
AFRÂNIO
Mem. Inst.
DO AMARAL.
Butantan, 39:
Bibliografia de seus trabalhos. ■
11-25, 1975. 1
5. 3
1924
Snake venoms in relation to the snake bites. Tese |
(m.c.l.), Harvard Univ. School Publ. Health, Bos- 1
ton, Mass. 1
5. 4
1925
General consideration of snake poisoning and ob- 1
servations on Neotropical Pit-Vipers (6 papers), 1
Contr. II. Harvard Inst. for Trop. Biol. & Medicine. 1
Cambridge, Harvard Univ. Press. 64 p. 1
5. 5
1930
Animais venenosos do Brasil. São Paulo, Inst. Bu- 1
tantan, 65 p. 1
5. 6
1931
Animais venenosos do Brasil. São Paulo, Secr. Agr. 1
Ind. Com. 65 p. 1
5. 7
1931
Venoms and Antivenins. In: Jordan, E.O. & Falk. j
— The newer knowledge of bacteriology and 1
immunology. Chicago, Univ. of Chicago Press. p. j
1066.
5. 8
1931
Snake venoms and antivenins. In: Piersol, The Cy-
clopedia of Medicine.
5. 9
1933
Snake poisons and their antidotes. Brennemanms
Practice of Pediatrics, l. a ed.
5.10
1937
Snake bites. Poisonous snakes. In: Sajou’s Cyclo-
pedia of Medicine, 2. a ed.
5.11
1937
Snake poisoning. In: Nelson’s System of Medicine, l
2. a ed. p. 683." ]
5.12
1937
Snake poisons and their antidotes. Brennemann’s |
Practice of Medicine, 2. a ed. i
5.13
1937
Cinco anos de reorganização do Instituto Butantan. \
São Paulo, Rev. Tribunais. 74 p.
5.14
1937
O progresso da Biologia. In: Peixoto, A. et ai, As- '
pectos da cultura americana. São Paulo, Editora |
Nacional.
| 5.15
1941
Serpentes em crise. São Paulo, Rev. Tribunais.
1 5.16
1945
Animais veneníferos, venenos e antivenenos. São '
Paulo, Ed. Caça e Pesca. 169 p. |
1 5.17
1945
Biologia e Lingüística. São Paulo, Edigraf. 150 p.
K 5.18
1947
Siderurgia e planejamento econômico (Prêmio Car¬
de Laet). São Paulo, Ed. Brasiliense. |
■ 5.19
1951
Poisoning (venenation) by punctures of fish and |
other animais. In: Gradwohl, R.B.H. et ai, Clin. ,
Trop. Medicine (St. Louis). p. 1265.
I 5.20
1951
Snake venenation. In: Gradwohl, R.B.H., Clin. 1
Trop. Medicine (St. Louis). p. 1238.
■ 24
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
AFRANIO
Mem. Inst.
DO AMARAL.
Butantan, 39:
Bibliografia de seus trabalhos. fl
11-25, 1975. 1
5.21
1951
Poisoning (envenomation) by scorpions and spi- 1
ders. In: Gradwohl, R.B.H. et al., Clin. Trop. 1
Medicine (St. Louis). p. 1224. 1
I 5.22
1951
A soja na alimentação popular (Prêmio Nacional 1
de Alimentação). Rio de Janeiro, SAPS. 152 p. 1
5.23
1951
Pesquisas filológicas. São Paulo, Rev. Tribunais. 1
275 p. 1
5.24
1954
Ofiotoxicoses. In: Roos, Terapêutica Clínica, Ha- I
vana. 1
I 5.25
1954
Os nossos Institutos Científicos (Mem. IV Cent. 1
Fund. São Paulo). São Paulo, Graf. Municipal. 1
5.26
1955
Snake venom poisoning. In: Cecil Textbook of Me- I
dicine, New York. j
5.27
1955
Atividades do Instituto Butantan em 1954 (Pro- I
jeto de autarquia). São Paulo, Rev. Tribunais.
5.28
1958
Soja e alimentação. Monog. São Paulo, Sec. Agric.
5.29
1959
Snake bite. In: Conn, H.F., Current Therapy.
Philadelphia, Saunders.
5.30
1959
Snake venom poisoning. In: Cecil & Loeb, Text¬
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COMPLEXIDADES NOMENCLATURAIS EM BIOLOGIA.
GÊNERO* DE NOMES GENÉRICOS
TERMINADOS EM -OPS Z. N. (S) 1572. **
AFRÂNIO DO AMARAL
RESUMO: A expressão -ops final de nomes genéricos em Zoo¬
logia não pode corresponder a -WlJ) (-õps), pois esta forma é um
nome defectivo e seu nominativo singular apenas surgiu pela
obra do médico bizantino Areteus, a qual, por definição, não
pertence ao “grego antigo”. Lexigenicamente, proveio da contra¬
ção do substantivo iS(-ópszs) e, como este, conservou breve
a vogal da raiz simpies; oreve, que sempre foi, também admitiu
a ampla faixa polissêmica (de caráter genérico em Zoologia) de:
aspecto, aparência, face, vista e até voz. DesVarte, a admissão de
-õps em Zoologia infringe 2 dispositivos fundamentais do Código
Internacional de Nomenclatura, a saber: a) art. 11 (f), que
exige: “um nome de nível genérico deve ser um substantivo no
nominativo singular ou como tal considerado”; b) art. 29 (a) (i),
que esclarece: “quando ocorre no Código o termo “Latim” cor¬
responde às formas antiga, medieval e moderna do latim; toda¬
via, o termo “Grego” se refere exclusivamente ao “grego anti¬
go”. Finalmente, õpsis (ou õps ) e todos os demais nomes em
-sis sempre foram considerados femininos no grego.
UNITERMO: Nomes genéricos terminados em -ops.
INTRODUÇÃO
No XIV C.I.Z. (Copenhague, 1963), votei pela aprovação das “Re¬
gras Revistas” para a determinação do gênero de nomes genéricos. Nesse do¬
cumento, a Regra t(b) (III)], baseada na Proposta 84, disposição 7, conside¬
ra como sendo do gênero feminino todos os nomes que têm o final em -ops
ou -opsis, ob viamente derivado da correspondente palavra grega. Na discussão
decorrente da publicação das “Decisões de Copenhague sobre Nomenclatura
* Gênero gramatical.
** Buli. 2 ooI. Nomencl., 21(3): 212-221. 1964.
Idem, 21(6): 474, 1964.
Endereço para correspondência: Rua Itacoloml, 623 - Sáo Paulo - Brasil
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturais em Biologia. Gênero de nomes genérlco6
terminados em -o ps Z. N. (S.) 1572.
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Zoológica” insisti na manutenção da dita regra. E, quando chegou o momen¬
to de votar-lhe a revisão, oferecí, no dia 20.XI.57, a seguinte declaração de
de voto [V.P. (57) 631:
“Após investigar profundamente os vários aspectos linguísticos deste caso,
à luz dos argumentos aduzidos em Z.N. (S.) 1020 e Z.N. (S.) 1206,
convenci-me — conforme expliquei em carta de 21 .VI.57 — de que a evi¬
dência favorecia o gênero feminino como o preferível çara osjiomes genéri¬
cos em -õps (no sentido de face, ou de olho) no Gr. oip ou ú)'li , das quais
a 2. a forma talvez fosse variante métrica da l. a . Tendo apoiado a manu¬
tenção da regra que o Congresso em Copenhague estabeleceu, no sentido
de se tratarem como femininos os nomes que terminam em -ops, voto con¬
tra a proposta expressa no V.P. (1957)63 e formulada em Z.N.(S)
1276”.
Agora que a referida questão do gênero que se deve atribuir a todos os
nomes genéricos terminados em -ops, surgiu de novo, e de maneira conflitante,
por meio do Caso n.° 18 (B.Z.N. 1963, 20, 1:73), para ser considerada no
XVI C.I.Z. (Washington, 1963), sinto que me cabe, seja como zoólogo, seja
como antigo professor de grego e de latim, dar as razões deste meu voto.
ANÁLISE LINGÜ1STICA
A - À luz do Código de Nomenclatura Zoológica, “um nome do grupo
de gênero deve ser um substantivo no nominativo singular ou tratado como
tal”.
B - O consequente -opsis de vários nomes genéricos apenas representa a
transliteração de um substantivo grego. Tal substantivo é Ot|UÇ (com os
significados de aspecto, aparência, face, vista, visão, etc.), cuja terminação
( - tjnÇ ) conota a ação exercida pelo verbo: e esta ação significa aparência
ou vista (raiz OU , verbo ò’jioyai ). Todavia, otJnÇ , por ter sido sempre
tratada como feminino em grego (vide, p.ex., Friedrich Preisgke - Wõrterbuch
d. griechischen Papyruskund, Ed. Hubert & Co., Gõttingen, Berlin 1927, 2:217;
e Brighenti, E. - Diz. Greco Moderno - Italiano, etc. Ed. V. Hocpli, Milano,
1927, 1:457), fica fora de discussão no presente caso.
C — O sufixo -ops dc nomes genéricos representa:
(a) pela regra, a transliteração de' qualquer das formas otjt ou wtjt de
um substantivo grego, ambas com o sentido de aspecto, face, aparência, olho
etc. (raiz oIT , verbo 0'jioyai).
(b) por exceção, a transliteração de , que é homônima de 6 < p , como
em (a), mas denotante dc voz, palavra (cognata de efíoÇ , verbo ElUeiV).
Desde que, na classificação dos animais, um nome genérico terminado em
-ops (no sentido de voz, como caracter do grupo) dificilmente entraria em co¬
gitação, dada a sua virtual inaplicabilidade x , na análise só se poderiam versar
as referidas formas de -ops que denotam aspecto, face, aparência, olho, etc.
A esta altura, deve o analista distinguir entre (1) õps ( oip ) c (2) õps
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturais em Biologia. Gênero de nomes genéricos
terminados em -ops Z. N. (S.) 1572.
Mem. Inst. Butantan, 39: 27-36, 1975.
( üiijj ), a fim de poder fixar o gênero atribuível a um nome genérico que este¬
ja considerando:
(1) O l.° õps nada mais é que a forma contrata de õpsis (e as pessoas
iletradas são sempre capazes de confundí-las na pronúncia): tal qual óijnç.
ela se tem sempre considerado como substantivo feminino em Grego.
(2)0 2.° õps, qual forma poética de õps ( o4> , raiz 07T verbo oipoyat ),
provavelmente foi introduzido em Grego clássico, assim por Homero (século
IX A.C.), como por Hesíodo (século VIII A.C.); e apenas foi^por eles
aplicado no caso acusativo singular como integrante da expressão eíÇtdTTa
no sentido de em face. Em poesia, tbip parece ter sido empregado em vez de
6i}i por motivo de conveniência métrica, conforme se pode verificar ao se es¬
candirem os seguintes versos de Homero:
aívãg á0aváxr|cn 0e7jç eíg téna eotxqv
xexXaíq xuvéog 7tep êúv eíg unta íòéa0ai
auxáp énqv e\0nte, Àtóg x etg unta tòqcrOe
Yvúpevaf oó |iév yáp xi xaxü eíg unta êi^ixet
atpaxóevxa nê\et, betvóg 6’eíg unta íôéa0ai
ou6 etg unta lõeaOai evavxiov. Eu 6 exeov òq
(Ilíada
3:158),
( "
9:373),
( ”
15:147),
(Odisséia
1:411),
( "
22:405),
( ”
22:107).
Na verdade, caso houvesse a forma prosáica sido usaua nestes hexámetros,
o 5.° pé em (a), (b), (c), (d) e (e) e o 2.° em (f) teriam todos sido
formados por 3 silabas breves, quebrando assim o ritmo desses belos versos,
falta esta inadmissível em Homero. Este argumento também se aplica ao últi¬
mo exemplo dado por H.G. Liddell & R. Scott (Greek-English Lexicon, Ed.
Clarendon Press, Oxford 1951, 2: 2.042), viz., Hesíodo — Opera et Dies : 62,
onde o dáctilo entrou igualmente se teria tornado um tríbraco, e esta é outra
impossibilidade, já agora da parte de Hesíodo.
Com relação à forma poética wip , duas outras questões exigem exame
separado: (I) a forma plural inflectiva; (II) o gênero e o sentido
(I) Plural — Admite-se que tnrjj , comojome da 3. a declinação, possui
duas formas de plural: a normal (Ltres(nom.: (Imas , acus.); e a anormal (Lua
(nom. e acus.) que ocorre em Platão (m Cratylus: 409C) - ÒTl xá Sua
’ avaaxpéijieiv [“porque ela (a luz brilhante) obriga os olhos a se des¬
viarem” ].
(II) Gênero e sentido — O gênero varia de acordo com o número e o
sentido deste nome: (a) No singular — quando denota face, aspecto, aparência,
é em geral considerado feminino; todavia, quando significa olho, vista, visão,
é emoregado como masculino; (b) No plural (e então ambas as formas, a
normal úriraç e a anormal toira , têm, apenas o significado de olhos, vis¬
tas) a forma anormal surge como neutra no único exemplo que se conhece
1 Quando morto — para integrar coleções de museu — não pode ter voz; e, quando vivo,
raramente tem voz que possa ser descrita ou caracterizada nqma descrição, de base mor¬
fológica em geral.
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terminados em -ops Z. N. (S.) 1672.
Mem. Inst. Butantan, 39: 27-36, 1975.
na literatura, e esic é justamente o da supra-citada expressão de Platão (in
Cratylus: 409C).
Finalmente, devem ser acentuados mais dois pontos a fim de facilitar a
todos a compreensão desse intricado problema, a saber:
(a) Em Nomenclatura, nenhuma forma plural está em jogo, visto que
um nome genérico, por definição, deve ser um substantivo no nominativo sin¬
gular. Por conseqüência, a nossa escolha se restringe ou confina, limitada como
fica, apenas entre o feminino singular e o masculino singular como indício do
gênero que se deve atribuir a qualquer nome composto sob exame para definir
um gênero.
(b) Caso o elemento final (consequente) -ops do nome genérico tivesse
o sentido de olho ou vista como carácter proeminente escolhido para de¬
finir um gênero animal, então este gênero ( genus) podia ser considerado mas¬
culino. Do contrário, isto é, quando ele conota aspecto ou face como o
escolhido carácter do gênero, então o substantivo composto é feminino.
COMENTÁRIO
Felizmente, apenas em exemplos bastante raros será o caráter olho usa¬
do para definir um gênero (genus), porquanto ele é tão instável e tão freqüen-
te e profundamente mutável após a morte e a preservação de animais (e
todo trabalho taxonômico em Zoologia é baseado virtualmente em exemplares
preservados) que, para fins práticos, podemos chegar, mediante elimina¬
ções sucessivas, a estabelecer a seguinte regra geral: Onde o térmo final (con-
seqüente) do nome genérico é -ops (procedente de òi/r = -ó/w, ou de tòtjj
= -õps), o substantivo composto, correspondente a esse nome genérico, é fe¬
minino, sobretudo quando.tal sufixo (terminação -ops) traz a idéia de aspecto
ou face. Isto representa aparentemente a grande maioria dos casos por con¬
siderar em Nomenclatura Zoológica. Consequentemente e tanto mais que o gê¬
nero masculino representa a exceção neste caso, seria, do ponto-de-vista linguís¬
tico, incorreto usá-lo com base para regra do gênero atribuível a nomes termi¬
nados em -ops.
A fim de tomar o assunto ainda mais fácil para aqueles que não são ver¬
sados em tais complexidades da lingüística, poderrse-ia até estabelecer que a
palavra Ü )ip/ (-õps), sendo apenas uma forma poética de bijt (-õps), não ca¬
rece de ser considerada na determinação do gênero para fins de Nomenclatura
Zoológica. Isto deixaria para consideração, como o conseqüente -õps em nomes
genéricos baseados em substantivos compostos do Grego, apenas a palavra bt|>
(-õps). Isto, todavia, não representa problema, porquanto, no sentido, seja de
face ou de olho, é estrictamente feminino.
A divulgação do fato de até o gênero de u)ijt (no sentido de aspecto)
ser feminino é geralmente imputada a Gaisford (in Etymologicum Magnum,
1848). Sem embargo de tal asserção, o próprio gênero feminino é o aceito nas
antigas edições de tão conceituados léxicos como os seguintes:
1. Henricus Stephanus — Thesaurus Graecae Linguae. Ed. F. Didot,
Paris 1572, vol. 8, p. 2150;
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AMABAL, A. do Complexidades nomenclaturals em Biologia. Gênero de nomes genéricos
terminados em -ops Z. N. (S.) 1572.
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2. Fridericus Sylburgius — Etymologicum Magnum. Ed. H. Commelini,
Heldelberg 1595, p. 139 (col. 4).
Quanto a dicionários modernos, sobretudo dos que são facilmente encon¬
trados em instituições científicas à base da preferência nacional, os seguintes
(além do conhecido H.G. Uiddell & R. Scott — loc. cit.) podem ser citados
como atribuindo a -ops ( jOI \) , singular) apenas o gênero feminino:
1. Bailly, A.
p. 1433.
Dict. Grec-Français, E. Hachette & Cie., Paris 1950,
Boisacq, E, — Dict. Étymol. L. Grecque, Ed. C. Winter Heidelberg
1950, p. 1085.
3. Demetrakos, D. — Méga Lexikón t. Hell. Gloss., Ed. D. Demetrakos,
Athens 1950, vol. 9, p. 8056.
4. Hofmann, J.B. — Etymol. Wõrterb. d. Griechischeh, Ed. Olden
bourg, München 1949, p. 433.
5. Rocco, L. — Vocabol Greco-Italiano, Ed. D. Aleghieri & S. Lapi.
Gênova 1943, pp. 1384, 2074.
6. Yarza, F.S. Dicc. Grieco-Espanol, Ed. R. Sopena, Barcelona
1954, pp. 1001, 1547.
Atualmente parece quase impossível tirar a limpo a veracidade de certos
documentos dosQrego antigo (de modo a provar ou reprovar várias afirmações
encontradas na literatura) sobretudo pelo fato de haver a língua de Homero e
Hesíodo, de Aristóteles e Platão, em sua longa evolução, sofrido in-luências es¬
tranhas e deformantes, sobressaindo-se a Bizantina como a primeira e a mais
antiga entre elas.
NOMES MITOLÓGICOS
Resta examinar o gênero (gramatical) que se deve atribuir a tais nomes,
terminados em -ops de origem mitológica ou histórica, quais Cecrops, Cercops,
Cyclops, Glaucops, Merops, Pelops, etc., todos os quais pre-cxistiam na litera¬
tura greco-latina como substantivos compostos aplicados a homens ou divinda¬
des masculinas. O gênero (gramatical) de todos esses nomes também foi pre¬
determinado na língua que primeiro os usou. Quando normalmente aplicados a
seres machos reais ou hipotéticos, tais substantivos têm sempre sido tratados
como nomes próprios masculinos:
1. Buttmann, Ph. K.
Ed. Berlin 1867, p. 67;
2. Stephanus, Henricus — loc. cit., vol. 8, o.
Lexicologus o. Beitr. z. griech. Wo.t-Erklarung
150.
PONTOS ESSENCIAIS
(1) Um nome genérico (singular, por definição) não se pode basear no
plural de qualquer étimo.
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturais em Biologia Gênerò' de nomes genéricos
terminados em -ops Z. N. (S.) 1572.
Mem. Inst. Butantan, 39: 27-36, 1875.
(2) Uma regra em Nomenclatura não se pode basear na forma poética
(que representa em geral uma licença ou exceção ) de qualquer étimo.
Leia-se na 2. a parte * (tradução) deste trabalho o original do seguinte parecer
COMMENTS ON THE GENDER OF GENERIC NAMES END1NG
IN -OPS Z.N. (S.) 1572
By C.W. Sabrosky (U.S. Department of Agriculture, Entomology
Research Diyision, Washington, D.C., USA.
* B.Z.N., 1964, 21 (3): 215-217
Leia-se na 2. a parte * (tradução) deste trabalho o original do seguinte parecer:
By Jaspcr Griffin (Balliol College, Oxford)
Classical Adviser to the International Trust for Zoological Nomenclature
* B.Z.N. 1964. 21 (3): 217-218.
Continuação do parecer de Afrânio do Amaral:
Em minha prévia contribuição ao Caso n.° 18, escrita de modo impessoal
e simplificado para tornar o assunto facilmente compreensível, apenas aflorei
alguns aspectos filosóficos que considerei dignos de atenção.
Ao ser agora citado nominalmente no Comentário que o prof. J. Griffin
foi chamado a preparar para publicação neste “Bulletin”, e havendo, entre¬
mentes, sabido indiretamente da existência de” cartas que o prof. Grensted 1
escrevera ao Secretariado sobre este mesmo caso — sem que eu tivesse acesso
ao assunto nelas contido — sinto-me na obrigação de redigir a presente no¬
ta adicional (não somente para confirmar o resultado de minhas prévias pesqui¬
sas e conclusões, mas para esclarecer, mediante análise objetiva e desprecon-
cebida, alguns argumentos que têm sido aduzidos desde então), na esperança
de tocar, desfarte e para o benefício dos nossos leitores, em todos os aspectos
importantes de que tais documentos se possam ter ocupado.
Ao fazê-lo, tentarei ordenar e considerar a questão fundamental que se
destaca em assunto tão complexo.
Forma poética: Em seu comentário, o prof. Griffin gentilmente admitiu
que a dita “palavra ( õps ) era poética e rara: nos poetas antigos jamais
foi usada de modo a revelar-lhe,o gênero”. Minha tese, minha principal afirma¬
ção lingüística. que objetivou o esclarecimento dos nomenclaturistas, tem sido
assim confirmada. Todavia, peço vénia, agora, para adir que, na minha mo-
Jesta opinião, a disputa entre os velhos gramáticos gregos resultou do fato
de haver a dita palavra sido, durante algumas gerações, usada como substan-
1 Laurence W. Grensted, saudoso mestre, professor emérito da Universidade de Oxford e
ex-conselheiro clássico do Secretariado da Comissão Internacional de Nomenclatura Zooló¬
gica (Londres) .
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturais em Biologia. Gênero de nomes genéricos
terminados em -ops Z. N. <S.) 1572.
Mem. Inst. Butantan, 39- 27-36, 1975.
tivo defectivo, desprovido de forma nominativa singular que pudesse decidir a
questão de maneira definitiva.
A forma nominativa -õps deve ter aparecido nos trabalhos de tais gramá-
eos como mera decorrência de outras formas do caso gramatical (õpa, õpas,
e lc.), criadas, por simples conveniência métrica, no remoto período de Homero.
Sabe-se, à luz de recentes pesquisas bibliográficas c históricas, que o apa¬
recimento da dita forma (ho õps) surgiu no tratado de Aretaeusvsobre o trata¬
mento de moléstias agudas e crônicas (Peri therapeias oxcõn kai khronikõn
pathõn). Todavia, este trabalho médico, escrito em dialeto jónico, foi publicado
no fim do segundo século A. D., correspondendo assim ao fim do período
greco-romano da literatura grega: ele sc acha, tanto no tempo quanto na qua¬
lidade, longe de satisfazer às exigências do C.l.N.Z. [Código: artigo 29 (a)
(i)], tanto que não pode ser (nem tem sido jamais) considerado como uma
publicação clássica do grego antigo (“ancient Greck”).
[A este propósito é taxativo o Código Internacional de Nomenclatura
Zoológica, Art. 29 (a) (i):
“Onde ocorre no Código, a palavra “Latim’’ compreende o latim antigo,
medieval ou moderno, ao passo que a palavra “Grego” apenas se refere ao
“grego antigo”.]
Nota: Vários zoólogos e nomenclaturistas (inclusive, eu próprio) chamados
a expor sua opinião sobre o gênero atribuível a -õps, olho, tiveram que re¬
correr a indicações zoo-estatísticas a fim de justificar sua preferência pelo gê¬
nero masculino ou feminino. Conquanto as estatísticas disponíveis revelem que
os exemplos com o sentido de olho representam a minoria (exceção), tem-se
verificado que o sentido de -õps não tem sido, em grande número de nomes de
gêneros zoológicos, claramente afirmado pelos seus autores, nem pode mais
constituir objeto de apuração cuidadosa, confiável e completa. Felizmente pa¬
ra nós, a dita verificação — relativa à inexistência de -õps no nominativo sin¬
gular em “grego antigo” — remove tal dificuldade e estabelece claramente a
impossibilidade de considerar masculino o termo -õps quando conseqüente de
nomes genéricos de animais.
Forma nominativa - Ainda mais: desde que o referido substantivo não possuia
a forma nominativa singular em “grego antigo”, não pode essa mesma palavra
ser invocada como parte de qualquer nome em nível de gênero, visto que o Có
digo (C.I.N.Z.), em seu artigo 11 (f) exige que ela esteja no nominativo
singular ou seja considerada como tal:
“O nome do grupo de gênero deve ser um substantivo no nominativo sin¬
gular ou ser considerado como tal”.
— õpsis -õps: A ligação entre estes dois substantivos pode ser encon¬
trada, por exemplo, no nome próprio Aethiops, cujo consequente deriva de
-opsis, face, segundo Scheller (Riddle transi.) Totius Latinitatis Lexicon,
Oxford, 1875.
— õps -õps: A ligação existente entre estes dois termos (formas pro-
sodicas) pode ser descoberta na evolução de seu étimo comum e simplificado
"°P, através do grego e de outros idiomas indo-europeus. É considerada em
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturals em Biologia. Gênero de nomes genéricos
terminndos em -ops Z. N. (S.) 1572.
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grego como exemplo de alterância quantitativa, a qual se manifesta na inflexão
revelada pela dita raiz (op), isto é, em um dos três étimos que intervêm na for¬
mação do correspondente verbo horaõ, ver: fut. õpsomai vs. aor. õpsamên,
fut. pass. ópththêsoimii vs. aor pass. õphthên.
Gênero - Com relação aos nomes próprios, ou comuns, eu diria que, à luz
da concepção fundamental de gênero (A Meillet — Introd. Étude Comparat.
Langues Indo-Européennes, Paris, 1937), os nomes gregos terminados cm -ops
são masculinos quando definem seres (homens, heróis, divindades, mitos, ani¬
mais) que são considerados machos. Do contrário, eles são femininos. Este
fato banal é suficiente até para explicar por que o gênero masculino é atribuído
por todos os lexicógrafos, inclusive os modernos, a nomes em -ops ( Cercõps,
Dolõps, dr\õps, ellõps, etc.) a despeito de -ops (no sentido de olho e de aspecto)
ser estritamente feminino em grego. Quanto a Cercõps, e Dolõps, seria realmente
de admirar, tendo em vista a conotação essencial de gênero, que algum lingüís-
ta competente considerasse tais nomes como femininos, por causa da respectiva
terminação. Vice-versa um nome em -õps (na hipótese de ser masculino este
sufixo quando significa “olho”), tal como Glaucõps, de olho azul, seria femi¬
nino quando definisse uma divindade fêmea.
Por conseqüência, este argumento de gênero (gramatical) está fora de
discussão: é inaplicável quando se trata de esclarecer a presente controvérsia
nomcnclatural.
Nota: No tocante ao nome próprio Merõps, que é masculino, seu conse¬
quente procede do étimo simplificado oks (ops) com o sentido de voz, sendo
õps também feminino com tal significação. Análise mais profunda dos fatos re¬
lativos a estes exemplos do gênero revela que õps procede realmente de duas
raizes diferentes: OK+ (>OP), Lat, õc-ulus, Gr. õps-is, e WOK + (>- v OKS),
Lat. vox, ambas as quais estão sujeitas a inflexão por alternância quantitativa.
Sua aproximação sob ops parece haver-se produzido por intermédio das formas
flectivas osse ( > okje) da primeira e ossa (> oksa) da segunda. Ainda mais: tal
alternância compreende-se dentro dos limites de outro bem conhecido fenômeno
lingüístico e que se chama variação de vocalismo (F. Sommer — Hb. Latein.
Laut - u. Formenlchre, Heidelberg, 1948), o qual também tem sido invocado
para explicar a ligação -õps -õps.
Dicionários - À lista dos léxicos facilmente disponíveis (e em várias línguas mo¬
dernas), todos a considerarem õps (sing.) como substantivo feminino e assim
citado na l. a parte deste trabalho, o seguinte pode ser acrescentado: Pape, X.,
Griech. - Dcutsch. Wõrterbuch, Brunswig, 1880.
Na minha referida lista eu inclui os principais léxicos que são considerados
“dicionários padrões” sobre o grego, consoante exigência feita pelo Código
[C.I.N.Z.: Art. 30 (a) (i)]:
“Um nome do grupo de gêneros que represente uma palavra em grego, ou
latim, ou nela termine, recebe o gênero (gramatical) que lhe conferem os di-
Forma simplificada (para uso de não especialistas) de OK e WOK
Vendryes - Tr. Gramm. Comparat. Langues Classiques. Paris, 1948.
A. Meillet & J.
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturais em Biologia. Gênero de nomes genéricos
terminados em -ops Z. II. (S.) 1572.
Mem. Inst. Butantan, 39: 27-36, 1975.
cionários padrões de grego ou de latim, a menos que a Comissão decida o
contrário”.
Resumo: Os aspectos glotológicos e nomenclaturais relevantes nesta questão
podem agora ser rapidamente resumidos assim:
1. O termo õps com o sentido de olho não pode, à luz do Código, ser
invocado em Nomenclatura Zoológica, visto que a sua forma nominativa sin¬
gular não existiu em “grego antigo”.
2. O único étimo que, à luz do Código, pode ser corretamente atribuído
a nomes genéricos terminados em ops é õps, o qual é estritamente feminino e
possuidor da tripla conotação de olho, aspecto e voz.
3. Esta conclusão, lingüística e lógica, parece satisfazer às aspirações de
todos os meus confrades, Comissários e lingüistas em geral, com os quais eu me
tenho ultima mente correspondido à procura de “uma decisão para conferir um
único gênero (gramatical) a tais nomes, sem considerar a derivação linguística
de tais nomes” (palavras textuais de Holthuis), ou “uma Regra que torne as coi¬
sas tão simples de manobrar quanto possível” (expressão de Lemcke), ou “u’a
maneira de evitar o esforço de todo desnecessário de rememorar qual é mascu¬
lino e qual é feminino” (modo de sentir de Follett).
Reflexões finais - Esta solução simplificada tem a grande vantagem de não ser
arbitrária. Ela é cientificamente correta. Em face da crescente oposição que o
trabalho da Comissão Internacional vem encontrando, e que procede de vários
quadrantes, parece pouco sábio e inoportuno estarmos novamente a dar demons¬
tração de absolutismo e, à base de falsas premissas, invocar a Cláusula de ple¬
nos poderes contra o restabelecimento da Regra de Copenhague (b) (III), re¬
sultante da Proposta 84, Provisão 7, a qual era lingüisticamente correta e intei¬
ramente despreconcebida. Devemos lembrar-nos que a atual Nomenclatura já
tem sido chamada de “úma espécie de,monstro: virtualmente não existe mais um
zoólogo que possa facilmente localizar e interpretar a regra que ele pretende apli¬
car. A nomenclatura zoológica já tem passado por experiências suficientemente
tempestuosas e cheias de perigo — quais aquelas que decorrem de rivalidade nacio¬
nal, interpretação do liberum veto, aplicação da lei de prioridade e, ultimamente,
as questões relativas a nomina conservando e nomina oblita — para ser posta
em risco pela nossa Comissão mediante uso injustiçado de plenos poderes nes¬
te caso.
ADVERTÊNCIA
1. Desde que -õps, ao contrário de -õps, obedece ao Art. 11 (f), Art.
11 (f), Art. 29 (a) (i) e Art. 30 (a) (i) das exigências do Código Inter¬
nacional de Nomenclatura Zoológica quando aplicadas a nomes do nível de gê¬
nero;
2. Desde que o texto do atual Código Internasional de Nomenclatura
Zoológica, aprovado pela Comissão Internacional de Zoologica, foi adotado
pelo XV Congresso Internacional de Zoologia;
— nenhuma alteração que se introduza nesse texto — até por efeito de
má interpretação ou má aplicação de qualquer de suas provisões e que torne
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AMARAL, A. do Complexidades nomenclaturais em Biologia. Gênero de nomes genéricos
terminados em -ops Z. N. (S.) 1572.
Mem. Inst. Butantan, 39: 27-36, 1975.
impossível a promoção de estabilidade e universidade nos nomes científicos de
animais — poderá assegurar-se de validez internacional antes que seja explícita
e legalmente adotada por um subseqüente Congresso Internacional de Zoologia.
WARNING
1. Since oiji as opposed to tiiji complies with the provisions of artieles
11 (f), 29 (a) (i) and 30 (a) (i) of the International Code of Zoological
Nomenclature; and
2. Since the text of the present Code, as approved by the international
Commission on Zoological Nomenclature, was adopted by the XV Internatio¬
nal Congress of Zoology:
— No change introduced into that text — whether through misinterpre-
tation or misapplication of any of its provisions or otherwise — which migh,
fail to promote stability and universality in the scientific names of animais will
attarn international validity until it is explicitly and lawfully adopted by a sub-
sequent International Congress of Zoology.”
SUMMARY: -ops, as a final expression of generic names in Zoo¬
logy, could nqt correspond to U)\p (-õps), since this form is a
defective noun, its nominative only appeared in the singular
through the book of the byzantine physician Areteus, which,
by definition, could not be taken as “ancient greek”. Lexigenically
it resulted from -õpsis, through contraction and, like this, it
kept as short its simpleroot vowel; as a short word it also
covered the broad polysemous band of: aspect, appearance, face,
view and, even, voice. Therefore, the admission of -õps in Zoo¬
logy will infringe upon 2 fundamental prescriptions of our Inter¬
national Code of Nomenclature, to wit: a) art. 11 (f): “A genus-
-group name must be a noun in the nominative singular or be
treated as such”; b) art. 29 (a) (i): “When the word “Latin”
is used in the Code it includes ancient, medieval and modern
Latin, but the word "Greek” refers only to ancient Greek”.
Finally, õpsis (or õps) and all the other names in -sis ha ve
always been considered as feminine in Greek.
UNITERM: Generic names ending in -ops.
ReceDldo para publicação em 30-V-1975 e aceito em 28-IX-1975.
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LO 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan
39: 37-50, 1975
POSIÇÃO TAXONÔMICA DE LYSTROPHIS NATTERERI
(STEINDACHNER). [SERPENTES, COLUBRID AE] *
ALPHONSE RICHARD HOGE, CARMEN LUCIA CORDEIRO e
SYLVIA ALMA DE LEMOS ROMANO
Secção de Herpetologia, Instituto Butantan
RESUMO: Revalidação de Lystrophis nattereri (Steindachner)
1869, espécie até 0 momento incluída na sinonimia de Lystrophis
histricus (Jan) 1863.
UNITERMOS: Serpentes, Colubridae. Lystrophis histricus (Jan)
1863. Lystrophis nattereri (Steindachner) 1869.
Durante a revisão dos especimens de Lystrophis histricus (Jan) 1863, de¬
positados na coleção do Instituto Butantan, observamos a existência de duas es¬
pécies distintas.
HISTÓRICO
1863 Jan descreve Heterodon histricus ( : 224).
1864 Steindachner ( : 223), menciona um exemplar de Heterodon histricus co¬
letado por Natterer no interior do Brasil, mencionando todavia que o exem¬
plar se diferenciava da descrição de Heterodon histricus por vários ca-
ractéres.
1869 Steindachner ( : 90), menciona que o exemplar por ele citado em 1864
( : 233), e, procedente do Brasil, pertence à uma espécie nova, H. nattereri.
Steindachner, não dá uma descrição da espécie nova, mas diz que os da¬
dos e gravura, publicados cm 1864, permitem facilmente distinguir as duas
espécies.
1894 Boulenger ( : 152), coloca a espécie nattereri na sinonimia de histricus.
Desde aquela data, todos os autores mantiveram nattereri na sinonimia
de histricus, inclusive Orejas-Miranda 1966 ( : 203) e Peters e Orejas
Miranda 1970 ( : 188).
* Trabalho realizado com auxílio do Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan
(FEDIB) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Endereço para correspondência: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil
37
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SciELO
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HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). \ Serpentes, Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
O estudo de 70 exemplares de Lystrophis histricus “sensu” Boulenger per¬
mitiu-nos constatar que Heterodon nattereri Steindachner 1869 é uma espécie
válida, passamos pois a redescreve-la.
CHAVE ARTIFICIAL PARA AS ESPÉCIES DE LYSTROPHIS
I — Dorsais em 21 séries longitudinais
A — Ponta da cauda pontuda (Fig. 3); olho geralmente
separado das sub-oculares; coloração dorsal com 3
séries de manchas pretas ou castanhas, algumas vezes
fundidas (Fig. 5); em bandas transversais irregulares;
ventrais 123 -147 . dorbignyi,
B — Ponta da cauda redonda (Fig. 4); olho em contato
com as supralabiais; coloração dorsal com sucessivos
anéis pretos, amarelos, pretos, vermelhos; os anéis
pretos apresentam-se algumas vezes fundidos no meio
(Fig. 6); ventrais 153 - 173 . semicinctus.
II — Dorsais cm 19 séries longitudinais
A — Coloração dorsal com bandas transversais pretas, es¬
treitas, separadas por espaços vermelhos (Figs. 2, 7
e 12); corpo com 32 - 36 bandas pretas transversais
nas fêmeas . histricus.
B — Coloração dorsal com bandas transversais largas, acas¬
tanhadas ou cinzentas, não separadas por espaços ver¬
melhos (Figs. 8 e 11); corpo com 15-29 bandas
acinzentadas transversais nas fêmeas . nattereri.
Lystrophis nattereri
1864 Heterodon histricus; Steindachner, Verh. zool.-bot. Ges Wien 1864: 233
“1”, Taf. VI.
1869 Heterodon nattereri; Steindachner, Reise der Osterreichischen Fregatte
Novara, Zool. Reptilien: 90.
1894 Lystrophis histricus; Boulenger (partim), Catalogue of the Snak.es in the
British Museum, 2: 152.
1898 Lystrophis histricus; Koslowsky, Rev. Mus. La Plata: 28.
1919-1920 Lystrophis histricus; Griffin, Mem. Carneg. Mus., 7: 192.
1966 Lystrophis histricus; Orejas-Miranda (partim), Copeia, 1966 (2): 203.
1970 Lystrophis histricus; Peters and Orejas-Miranda (partim), Catalogue
of Neotropical Squamata. I. Snakes,: 188.
Localidade tipo: Brasil.
Distribuição: Brasil: Piaui, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, São Paulo
e Paraná (vide Fig. 19).
38
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
KOGE, A.R.; CORDEIRO. C.L. & ROMANO. S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette -
Teri (Steindachner). [Serpentes, Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
Fig. 1 - IB N.° 9.101. Lystrophis nattereri - Vista dorsal, Alfredo Ellis, SP. Brasil.
Fig. 2 - IB N.° 7.626. Lystrophis histricus - Vista dorsal, São Leopoldo. RS. Brasil.
Fig. 3 - IB N.° 30.766. Lystrophis dorbignyi - Ponta da cauda. Porto Alegre. RS. Brasil.
Fig. 4 - IB N.° 604. Lystrophis semicinctus - Ponta da cauda. Pampa Central. Argentina
SciEL0 1
KOGE. A.R.; CORDEIRO. C.L. & ROMANO. S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette -
u'ri (Steindachner). [ Serpentes, Colubridac ].
Mcm. Inst. Dutantan, 30: 37-50. 1975.
8
Flg. 5 - IB N.° 20.948. Lystrophis dorbignyi - Vista dorsal, Higienópolis. R Alegre, RS Brasil.
Fig. 6 - IB N.° 604. Lystrophis semicinctus - Vista dorsal. Pampa Central. Argentina.
Flg 7 - IB N.» 17.623. Lystrophis histricus - Vista dorsal. Passo Fundo. RS. Brasil.
Fig. 8 - IB N.° 9.668. Lystrophis nattereri - Vista dorsal, Piomissão. SP. Brasil.
cm
SciELO
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [ Serpentes , Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
9 a 11 - IB N.° 25.590. Lystrophis nattereri , Altinópolls, SP. Brasil.
cm
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [ Serpentes, Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975,
MATERIAL
Lystrophis nattereri: todos os exemplares pertencem à Coleção do IBH e pro¬
cedem dos seguintes Estados e Localidades:
GO — IBH n. os
MT
10.258 e 10.324 de Rio Verde; 33.107 Ipameri.
IBH n. os 29.075 Campo Grande; 8.229 Corrente; 32.165 Coxim; 4.910
Rio Branco; 25.345 Três Lagoas.
IBH n. os 1.700 Eng 0 Dot-Sta Filomena.
IBH n. os 3.069 Piraquara e 3.068 Serrinha.
IBH n. os 12.942, 31.782, 19.775 e 34.357 Agudos; 25.590 e 20.888
Altinópolis; 17.293 Araçatuba; 9.101 Alfredo Elis; 7.731, 9.256 e
7.713 Avanhandava; 10.020 e 9.960 Aymorés da Paulista (Antigo Ay-
rés); 33.514 Boa Esperança do Sul; 32.630 e 32.346 Brotas; 6.546
Caiuá; 9.977 Casa Branca; 4.480 Conde do Pinhal; 3.202 Fortaleza;
10.482 e 13.122 Indiana; 33.576 Limeira; 3.272 Promissão; 12.736
Martinópolis; 10.410 Macedonia; 709 Motuca; 9.469, 8.330, 9.274 e
23.699 Penápolis; 31.319 Paraguassu Paulista; 9.668 Promissão;
209 Pantojo; 1.394 Rio Preto, atual São José do Rio Preto; 16.035
São Joaquim da Barra; 10.498 Toriba; 14.570, 14.579 e 14.556 Uru-
tagua; 10.403 Uparoba; 26.184 e 26.627 Visconde do Rio Claro.
Comprimentos
N.os
Coleção
Sexo
Ventrais
Subcaudais
Cabeça
Corpo
Cauda
• Aneis
1 .700
9
152
23/23
11,9mm
208mm
21mm
15
29.075
9
147
26/26
14,7mm
331 mm
4 lmm
23
32.165
(T
144
26/26+4
8,3mm
143mm
19mm
22
8.229
cT
148
34/34
1 l,7mm
250mm
38mm
31
25.345
<?
148
30/30
11,4mm
255mm
38mm
26
4.910
c?
148
29/29
11,7mm
255mm
37mm
21
10.258
c?
152
35/35
8,8mm
164mm
23mm
27
33.107
(T
145
37/37
14,5mm
270mm
49mm
17
10.324
9
150
28/28
162mm
19mm
25
12.942
9
147
28/28
17,5mm
396mm
5 lmm
24
31.782
9
139
30/30
17,1 mm
387mm
53mm
26
21.333
9
153
26/26
17,1 mm
383mm
45 mm
25
32.630
9
137
27/27
14,2mm
335mm
46mm
24
16.035
9
148
23/23
16,7mm
325mm
33mm
26
25.590
9
148
25/25
13,9mm
282mm
29 mm
20
32.346
9
138
26/26
9,5mm
175mm
19mm
24
17.293
9
151
23/23
41 lmm
40mm
24
9.469
9
149
29/29
10,0mm
I49mm
18mm
27
13.122
9
147
22/22
11,4mm
196mm
21mm
28
8.330
9
151
29/29
440mm
58mm
23
42
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L.
feri (Steindachner). [ Serpentes, Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
Posição taxonomica de Lystrophis nette
Fig. 12 - IB N.° 22.549. Lystrophis histricus, São Borja, RS. Brasil.
2 3 4 5 6 SCÍELO 10 X1 12 13 14 15 16
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L.
reri (Steindachner). [Serpentes, Colubridae |.
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
Posição taxonômica de Lystrophis nette-
N.os
Coleção
Sexo Ventrais Subcaudais
Comprimentos
Cabeça Corpo Cauda
Anéis
3.202
9
143
25/25
15,6mm
390mm
45mm
24
9.101
9
142
23/23
373mm
40mm
19
7.731
9
150
28/28
380mm
49mm
25
9.256
9
149
29/29
430mm
56mm
22
10.482
9
145
23/23
12,0mm
354mm
40mm
26
3.272
9
152
27/27
15,1 mm
375mm
46mm
25
10.020
9
146
30/30
14,9mm
349mm
47mm
27
1.394
9
153
26/26
13,8mm
348mm
40mm
24
9.977
9
146
26/26
15,2mm
374mm
45mm
22
208
9
145
28/28
16,8 mm
383mm
50mm
6.546
9
155
25/25
15,3mm
395mm
43mm
24
23.699
9
152
28/28
10,5mm
137mm
16mm
26
31.309
<T
141
34/34
14,0mm
280mm
48mm
26
14.570
148
26/26+ 3
13,1 mm
260mm
38mm
27
14.579
<T
147
33/33
15,2mm
305mm
51mm
27
33.576
cT
141
33/33
15,6mm
325 mm
52mm
26
10.403
143
28/28
13,8mm
318mm
49mm
23
9.668
33/33
12,6mm
290mm
49mm
24
20.888
c?
151
33/33
13,2mm
245mm
37mm
22
27.627
d'
143
34/34
12,9mm
200mm
28mm
21
19.775
cT
141
34/34
1 l,7mm
225mm
33mm
27
14.556
cT
146
29/29
14,2mm
310mm
43mm
22
26.184
(T
141
32/32
9,2mm
165mm
21mm
25
33.514
cT
144
32/32
12,8mm
240mm
30mm
22
10.410
cT
141
35/35
18,2mm
278mm
50mm
24
209
(T
139
32/32
14,2mm
320mm
53mm
26
7.713
c?
144
32/32
13,3mm
280mm
45mm
24
709
<T
141
32/32
10,7mm
244mm
39mm
19
12.736
cT
148
37/37
12,1 mm
166mm
29mm
25
9.274
cT
143
33/33
8,9mm
151 mm
21 mm
23
10.498
cT
147
29/29
9,1 mm
149mm
18mm
24
9.960
cT
140
34/34
10,5mm
150mm
23mm
26
4.480
cT
147
33/33
11,3mm
292mm
55mm
24
3.069
9
152
29/29
14,5mm
330mm
43mm
21
3.068
9
147
28/28
13,7mm
3 25 mm
43mm
25
Rostral mais larga do que alta, com carena dorsal; internasais de forma
triangular, não em contato por detrás da rostral; pre-frontais muito mais largas
do que longas, frontal tão longa ou ligeiramente mais longa do que larga, mais
44
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
KOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [ Serpentes, Colubridae].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
0,5 cm
Pig- 13 - IB N.° 17.293. Lystrophis nattereri - Maxilar, Araçatuba, SP. BrasP
Pig- 14 - IB N.° 17.293. Lystrophis nattereri - Supra-temporal, Araçatuba, SP. Brasil.
Pig- 15 - IB N.° 7.626. Lystrophis histricus - Supra-temporal, São Leopoldo, RS. Brasil.
Pig. 16 - IB N.° 7.626. Lystrophis histricus - Maxilar, São Leopoldo, RS. Brasil.
Pig. 17 - IB N.° 17.293. Lystrophis nattereri - Preocular, Araçatuba, SP. Brasil.
Pig. 18 - IB N.° 7.626. Lystrophis histricus - Preocular, São Leopoldo. RS. Brasil.
Nota-se o número menor de dentes maxilares em Lystrophis histricus, (fig. 16) e a presença
de uma apófise no preocular de Lystrophis nattereri.
45
cm
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [ Serpentes, Colubridae],
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
curta do que sua distância da ponta do focinho, tão longa quanto as parietais;
parietais mais largas do que longas; 1 ou 2 pre-oculares; geralmente 2 post-ocu-
lares; temporais 1 + 2, ou 1 + I; supralabiais 7, 3. a e 4. a (excepcionalmente
3. a , 4. a e 5. a ) entrando na órbita; infralabiais 7 a 9; 5 (excepcionalmente 3)
infralabiais em contato com as mentuais anteriores; as mentuais anteriores muito
mais longas do que as posteriores que são muito pequenas; dorsais em 19/19/17
séries longitudinais; ventrais 137 até 155 (139 - 152 nos machos e 137- 155
nas fêmeas); subcaudais 22 a 37 (28 - 37 nos machos e 22 - 30 nas fêmeas);
faixas castanho-cinzentas no dorso, ocupando de 3 até 7 escamas dorsais, sepa¬
radas por faixas cinzentas estreitas (15-29 faixas pretas nas fêmeas e 17 - 27
nos machos); cabeça com três faixas escuras em forma de V invertido e uma
bem larga na nuca, ventre claro manchado de preto. Comprimento total 498mm
nas fêmeas e 377mm nos machos.
Lystrophis histricus
1863 Heterodon histricus; Jan, Arch. Zool. Anat. Fis., 2: 224 “9,15”.
1865 Heterodon histricus; Jan et Sordelli, Icon. Gén. Opliid., Livr. 11 Pr. IV,
fig. 2.
1886 Heterodon histricus; Boulenger, Ann Mag. Nat. Hist., (5) XVIII (108):
434.
1893 Lystrophis histricus; Boettger, Kat. Rept. Sammlung Senck. Naturf. Ges.,
(2): 64.
1894 Lystrophis histricus; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus., 2: 152.
1898 Lystrophis histricus; Koslowsky, Rev. Mus. La Plata; 164 e 192.
1925 Lystrophis histricus; Devicenzi, Ann. Mus. Hist. Nat. Montevideo: 27, Pr.
IV, fig. 1-3.
1929 Lystrophis histricus; Devicenzi, Le vie dHtalia e Dell' America Latina, 35
(5): 468 + fig.
1929 Lystrophis histricus; Amaral, Mem. Inst. Butantan 4: 176.
1939 Lystrophis histricus; Devicenzi, Publ. Soc. Linneana, Montevideo: 42 + fig.
1966 Lystrophis histricus; Orejas-Miranda (partim), Copeia : 203, Figs. 8e-f,
9f.
1970 Lystrophis histricus; Peters and Orejas-Miranda (partim), Cat Neotr.
Squamata, I, Snakes: 188.
Localidade tipo: Desconhecida.
Distribuição: Sul do Brasil, desde o sul de Mato Grosso c Paraná até o
nordeste da Argentina, Paraguai e nordeste do Uruguai.
MATERIAL
Lystrophis histricus (Jan) - todos os exemplares pertencem à Coleção do Ins¬
tituto Butantan e procedem dos seguintes Estados e Localidades:
46
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner) . [ Serpentes , Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
Fig. 19 - Mapa de distribuição: 9 Lystrophis nattereri e ^ Lystrophis histricus
HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [ Serpentes, Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975,
MT — IBH n. os 26.012 Três Barras; 1
vidosa; 16.475 Ponta Porã.
PR — 7.622 Carambei; 25.643, 34.381
RS — 9.865 Pinheiro Machado; 9.006
so Fundo; 7.626 São Leopoldo;
6.868 Brilhante; 10.387 localidade du-
Ponta Grossa.
São Simão; 17.623, 8.186, 8.185 Pas-
10.024 Cacequi; 14.367 Pampeiro.
N.os
Coleção
Sexo
Ventrais
Subcauda:
Comprimentos
Anéis
Cabeça
Corpo
Cauda
26.012
c?
142
33/33
13,3mm
260mm
43mm
36
16.475
cT
145 + 1/1
33/33
9,4mm
136mm
19mm
36
16.868
cT
142
29/29
10,9mm
240mm
40mm
36
10.387
cT
136
31/31
10,7mm
228mm
38mm
27
7.622
cT
134
36/36
13,4mm
250mm
43 mm
27
25.643
133
31/31
1 l,4mm
238mm
40mm
24
34.381
c?
137
27/27
15,Omni
281 mm
40mm
26
9.865
cT
140
35/35
242mm
142mm
33
9.006
c?
137
34/34
1 l,5mm
215mm
3 5 mm
29
17.623
(T
141
36/36
10,0mm
228mm
41 mm
37
8.186
9
136
27/27
375mm
48mm
32
7.626
9
136
25/25
350mm
41 mm
36
8.185
9
137
26/26
17,5mm
376mm
48mm
32
10.024
9
145
32/32
15,2mm
300mm
41 mm
36
14.367
9
138
29/29
16,8mm
345mm
48mm
32
Rostral mais larga cio que alta, com carena dorsal; internasais de forma
triangular não em contato por detrás da rostral; prc-frontais muito mais largas,
do que longas, geralmente em contato, excepcionalmente separada por uma es¬
cama ázigo; frontal tão longa ou ligeiramente mais longa, quanto larga, mais
curta do que sua distancia da ponta do focinho, tão longa quanto as parietais,
que são mais largas do que longas; 1 ou 2 pre-oculares; geralmente 2 post-ocu-
lares; temporais I + 2 ou 1 + 1; supralabiais 7, 3, a e 4. a (excepcionalmente
3, a , 4, a e 5, a ) entrando na órbita; infralabiais 8 a 9; 5 (excepcionalmente 3) in-
fralabiais em contato com as mentuais anteriores; que são muito mais longas
do que as posteriores, que são muito pequenas; dorsais em 19/19/17 séries
longitudinais; ventrais 133 até 146 (133 - 146 nos machos e 133 - 145 nas
fêmeas); subcaudais 25 a 36 (27 - 36 nos machos e 25 - 32 nas fêmeas); fai¬
xas pretas estreitas no dorso, ocupando de 1 1/2 até 3 escamas dorsais, separadas
por faixas vermelhas largas; (32 - 36 faixas pretas nas fêmeas e 24 - 37 nos
machos); cabeça com três faixas pretas em forma de V invertido e uma bem
larga na nuca, ventre claro manchado de preto. Comprimento total 424mm nas
fêmeas e 321 mm nos machos.
Agradecimentos: Ao Sr. Ralph Grantsau pelos desenhos n. os 9, 10, 11 e
12 e ao Sr. João Domingues Cavalheiro pelos desenhos e mapa.
48
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SciELO
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KOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L. & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [ Serpentes , Colubridae],
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
GRÁFICO COMPARATIVO DOS ANÉIS DO CORPO NAS FÊMEAS
de E3 Lystrophis nattereri e ■ Lystrophis histricus
n.» de
exemplares
5 -
4 -
J
15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37
20 número de anéis
GRÁFICO COMPARATIVO DOS ANÉIS DO CORPO NOS MACHOS
de E2I Lystrophis nattereri e O Lystrophis histricus
n.« de
exemplares
6 -
m
21
15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37
número de anéis
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2 3
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HOGE, A.R.; CORDEIRO, C.L, & ROMANO, S.A.L. Posição taxonômica de Lystrophis nette-
reri (Steindachner). [Serpentes, Colubridae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 37-50, 1975.
ABSTRACT: Revalidation of Lystrophis nattereri (Steindachner)
1869, species included till now in the synonymy of Lystrophis
histricus (Jan) 1863.
UNITERMS: Serpentes, Colubridae. Lystrophis histricus (Jan)
1863. Lystrophis nattereri (Steindachner) 1869.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ckenberg Museu. 1893, ix + 160p.
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5. DEVICENZI, G.J. Fauna Herpetológica dei Uruguay. Ann. Mus. Hist. Nat.
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6. DEVICENZI, G.J. Serpenti DelFUruguay. Le vie ã’Italia e delVAmerica
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10. GRIFFIN, L.E. A catalogue of the ophidia from South America at present
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25-32, 1898.
12. KOSLOWSKY, J. Enumeracion sistemática y distribucion geográfica de los
reptiles Argentinos. Rev. Mus. La Plata, : 161-200, 1898.
13. OREJAS-MIRANDA, B.R. The Snake Genus Lystrophis in Uruguai. Copeia,
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14. PETERS, J.A. & OREJAS-MIRANDA, B.R. Catalogue of the Neotropical
Squamata. Part I - Snakes. U.S. Nat. Mus. Buli., (297), 1970.
15. STEINDACHNER, F. Ueber Heterodon histricus Jan. Verh zool. bot. Ges.
Wien, : 233-234, Tab. VI, 1864.
16. STEINDACHNER, F Reise der Õsterreichischen Fregatte Novara Zool. Rep¬
tilien. Wien, Karl Gerald.s Sohn, 1869.
Recebido para publicação em 02-VI-1975 e aceito em 24-IX-1975.
50
cm
2 3 4 5 6 SCÍELO lo h i2 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan
39: 51-60, 1975
A NEW SUBSPECIES OF DIPSAS INDICA FROM BRAZIL.
[SERPENTES, COLUBRIDAE, DIPSADINAE}
ALPHONSE R. HOGE and SYLVIA ALMA DE LEMOS ROMANO
Department of Herpetology, Instituto Butantan
ABSTRACT: Description of a new subspecies of Dipsas indica
from Brazil: Dipsas indica petersi subsp. nov. and redescription of
Dipsas bucephala (Shaw) 1802.
ÜNITERMS: Serpentes, Dipsaãinae. Dipsas indica indica Laurenti
1768. Dipsas indica bucephala (Shaw) 1802. Dipsas indica cisticeps
(Boettger) 1885. Dipsas indica ecuaáorensis Peters 1960. Dipsas
indica petersi subsp. nov.
Identification of the specimens of Dipsas indica subsp. in the IBH collection,
according to Peter's revision (1960) shows that Dipsas indica bucephala (Shaw)
1802 “sensu” Peters (1960: 73) is a complex of two subspecies.
The reason why Peters did not recognize two subspecies is probably the
fact that nine of the fourteen specimens at his disposition were either from unk-
nown localities or from São Paulo, Brazil and “the name of the city may be
the point of reception rather than the actual place of collection'’. Peters 1. c.
: 77).
The figure published by Shaw (Fig. 1) although poor, permits to recognize
a subspecies of Dipsas indica characterized by: regular dots on the head (although
Shaw’s artist did not represent them on the drawing, Shaw mentioned the parietal
spots in his description) and a short first dorsal blotch.
The presence of dots on parietais shows its relationship with both Coastal
and inland population of Southern Brazil. The short first dorsal blotch excludes
the population of the coastal Atlantic slopes.
Peters (1960 pl. III fig. a, UMMZ 62706 from São Paulo) represents as
typical for his bucephala a specimen who belongs to the landward slope of Southern
Brazil.
I maintain here the name of bucephala for the subspecies occuring in the
landward slopes and interior of Southern Brazil since Shaw’s, figure shows
Research supported by the National Library of Medicine (Grant L.M. 00418-01) and
Conselho Nacional de Pesquisas (Proc. 2640/66).
Adress: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil
51
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica from Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae ].
Mem. Jnst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
clearly that his spccimen belongs to a form with short first dorsal blotch (Fig. 1)
instead of the long one observed in the specimcns from the Atlantic slope of
the Coastal range of south eastern Brazil. (Figs. 9 and 10)
Although I have not seen intergrades until now, the new form is so closely
related to D. indica that I will consider it a subspecies, at least for the moment.
The population of the Coastal region of southeastern Brazil is considered
as a new subspecies.
DESCRIPTION OF THE NEW SUBSPECIES
Dipsas indica petersi * subsp. nov.
Holotype: 1BH n. 23.460, a 9 , from Pedro de Toledo, São Paulo, Brazil,
collected by V. Rodrigues, November Ith, 1963.
Diagnosis: A subspecies of Dipsas indica Laurenti 1768 characterized by:
a unicolor light brown head dorsum with a few dark spots occupying less than
one quarter of each plate (Fig. 10); the first pair of dorsal blotches meeting
accross the vertebral row, and occupying 14 to 23 scales at the middorsal line
(Figs. 9 and 10); the dorsal blotches extending laterally to the ventrals (Figs. 4
and 11); no yellowish-white stippling centered at the base of the dorsal blotches;
a more or less distinct white spot on the outer side of blotches (Fig. 11). Ven¬
trals 182 - 196 in c? and 175 - 185 in females; caudais 103 - 118 in cT and
78 - 106 in 9.
Relationship: Dipsas indica petersi differs from all other subspecies by
the extension of the first dorsal blotch which occupies 15 to 23 vertebral scales;
differs also from Dipsas indica indica Laurenti 1768 and Dipsas indica
ecuadorensis Peters 1960 by the light brown color of the head with a few
spots, instead of dark brown and heavily variegated or striped (Figs. 12, 13 and
14). It differs from Dipsas indica, cisticeps (Boettger 1885) by the smaller size
of the spots on the head shields and the higher number of subcaudals 103 to
117 cT and 91 to 106 9, instead of 89 to 99 in c? and 76 to 92 in 9 of cisticeps.
From Dipsas indica hucephala (Shaw, 1802) as defined below, it differs by the
absence of light stippling centered on the base of the dorsal blotches (Figs. 5
and 8); by the prcsence of a series of supplementary vertebral white-bordered
dark brown stripes (Fig. 2); and by the higher subcaudal counts: 103 - 117 c? and
78 - 106 9 instead of 80 - 99 cT, 83 - 89 9 in hucephala.
Description: Rostral broader than deep, visible from above; internasals
half as long as the prefrontals, broader than long; prefrontals as long or a
little longer than broad, not entering the orbit; frontal as long or a little longer
than broad, shorter than the parietais; nasal divided; loreal entering the orbit;
8-10 upper labiais (2 or 3 entering the orbit); lower labiais 13 - 16. Ventrals
and subcaudals as given in the diagnosis. First pair of dorsal blotches meeting on
the middorsal line and occupying from 15 to 23 vertebral scales; 17 to 26
dorsal blotches on the body (17 - 21 cT and 16 - 26 in females); vertebral
row strongly enlarged; dorsais in 13 rows, not reducing to eleven, except in two
* in honor to our friend the late James A. Peters.
52
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HOGE, A.R. & ROMANO, S»A.L. A new subspecies of Dipsas indica írom Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
Fig. 1 - Shaw’s figure of Coluber bucephala
Fig. 2
Fig. 3
Dipsas indica petersi IBH 24.169
Dipsas indica bucephala IBH 9.306
Fig. 4
Fig. 5
Dipsas indica petersi IBH 23.631
Dipsas indica bucephala IBH 7.849
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HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica from Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
Figs. 6 a 8 - Dipsas indica bucephala IBH 23.404
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspeoies of Dipsas indica írom Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
F1 gs. 9 a 11 - Dipsas indica petersi IBH 23.460 Holotype
cm
HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica from Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dipsadinae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
specimens. Dorsal ground color of head unicolor light brown, with small dark
brown spots occupying less than a quarter of the plates (Fig. 10); generally
a small longitudinal stripe on occiput (Fig. 10). Dorsal ground color brownish
tan with 16 to 26 dorsal chesnut-brown blotches. The outer ends of dorsal
blotches marked at the base with a very distinct white (sometimes irregular)
dot (Fig. 11) on the first dorsal row or outer ends of ventrals; the dorsal
blotches extending to the ventrals (Figs. 4 and 11); interspaces at middorsal
line with a distinct white-bordercd dark chesnut-brown stripe (Fig. 2).
Description of Flolotype: Rostral as high as broad: internasals less than
half the length of prefrontals, broader than long; prefrontals longer than broad
in contact with nasal, loreal and preocular; frontal a little longer than broad;
shorter than long; frontal a little longer than broad, shorter than parietais which
are nearly as broad as long; temporal 2 + 3; loreal a little longer than deep
entering the orbit; dorsais 13 - 13, vertebral row strongly enlarged; ventrals 185;
anal entire; caudais 28 + n; 9 upper labiais (5th and 6th entering the orbit);
14 lower labiais, three first pairs in contact behind the simphysial a (preocular?)
intercalated between 4th upper labial and the orbit. Ground color brownish tan
with 20 dark chesnut-brown dorsal blotches nearly as wide above as beneath
(Fig. 11); not bordered with white except upper side when not alternate; one
or two yellowish-white dots on the sides of dorsal blotches situated on lst
dorsal row or ventrals; belly powdered with dark brown, the color of dorsal
blotches invading lhe ventrals (Fig. 11); anterior part of belly light, gradually
darker posteriorly. Supplementary light-cdged dark-brown stripes on middorsal
line between the dorsal blotches.
Range: (Fig. 15). This subspecies occurs on the Atlantic slopes of the
Coastal range of southeastern Brazil; from the State of Paraná to Espirito Santo,
and probably as far north as State of Bahia. The known range is entirely in the
broad leaved, tropical humid Coastal forest. Two specimens (see map. Fig. 15)
although apparently localized out of the limits are:one from the gallery forest
of Rio Doce and the other from a region where numerous isolated forests occur.
Paratypes: Brazil: State of Espirito Santo: 1BH 15.632 Castelo; JBH
7.441 Itapina (formerly Ita) Mcp. Colatina; CDZ 2.460 Li¬
nhares, Soretama; MNR 1.272 Santa Teresa.
State of Paraná: IBH 7.157 Paranaguá; IBH 827 Antonina.
State of Rio de Janeiro: IBH 15.464 Barcelos, Mcp. São
João da Barra; IBH 10.478 and 477 Mangaratiba.
State of São Paulo: IBH 13.137 Cubatão; 12.780 and 23.631
Cubatão; IBH 16.049 Embu-guassu; IBH 5.355 Prainha;
IBH 10.391 Santos; IBH 13.938, 13.939, 13.940, 13.941
and 9.244 São Vicente (Praia das Vacas); IBH 2.548 and
2.543 Vicente de Carvalho (formerly Itapema Mcp. Guarujá).
REDESCRIPTION OF D. INDICA BUCEPHALA
Dipsas indica bucephala (Shaw)
1802 Coluber bucephala Shaw, 1802: 422
1810 Bungarus bucephalus; Oppel: 392
56
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica írom Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
^ igs - 12 a 14 - Dipsas indica indica. All figures IBH 23.935 from Conceição do Araguaia,
State of Para, Brazil.
cm
HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica from Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
1822 Dipsas bucephala; Schinz (in Cuvier): 117 ( partim )
1854 Dipsadomorus indicus; Duméril, Bibron et Duméril: 470 ( partim )
1858 Leptognathus indicus; Günther: 180 ( partim)
1868 D. [ipsadomorus] bucephalus; Jan: 99 ( partim)
1894 Dipsas indica ; Boulenger, 3: 461 ( partim )
1960 Dipsas indica bucephala; Peters: 73 ( partim)
Type locality: “Ceylon” (in error) restricted to Brazil (Peters 1960: 73).
Holotype: unknown: described on basis of Shaw’s (Fig. 1).
Range: (Fig. 15) Brazil, States of Paraná, São Paulo, Mato Grosso (where
it probably intergrades with cisticeps) and Goiás.
Rostral as broad as deep, or a little broader, visible from above; internasals
one third to one half as long as the prefrontals, broader than long; prefrontals
as long or a little longer than broad not entering the orbit; frontal broader than
long, shorter than parietais; nasal divided or semidivided; loreal a little deeper
than long entering the eye: 8-9 upper labiais (2 or 3 entering the orbit); lower
labiais 13 - 15; ventrals 181 - 195 in males, 183 - 189 in females; anal entire;
subcaudals 80 - 99 in males and 77 - 89 in females.
Dorsal groiind color of head unicolor light brown with light edged dark
brown spots occupying less than one quarter of the plates (Fig. 7). Dorsal ground
color of body brownish-tan with 22 - 33 dark brown blotches (Fig. 7) the first
pair in contact at middorsal line (Fig. 7) occupying 4-12 vertebral scales.
Dorsal blotches edged with yellowish-white stippling on the outcr sides of the
base of blotches and a stippling of same color centered at the base (Figs. 5
and 8); belly, at least anteriorly, with brown dots interspersing yellowish white
irregular bordus (Fig. 8).
Material: State of São Pauto: 1BH 5.412 Araçatuba; IBH 16.664; 8.665,
7.377, 6.103, 2.542, 1.704, 1.307, I.720, 7.848, 7.822, 7.392 and 7.387
from Aurora— Mcp. Descalvado; 1 .015 Banharão Mcp. Jaú; 10.336 Brodoski;
13.121 Brotas; 8.440, 5.192, 5.193 Brumado; 9.266 Cajuru; 7.795 Corre¬
deira Mcp. Cajuru; 7.498 Coronel José Egydio Mcp. Tambaú; 2.672 Córrego
Fundo; 7.534 Cravinhos; 9.799 and 9.809 Domingos Vilela Mcp. Ribeirão
Preto; 7.849 Esmeralda; 5.021 Faveiro; 8.466 Fcrnão (formerly Fernão Dias)
8.466 Gália; 10.039 Gália; 10.348 Garça; 5.406 Guatapará Mcp. Ribeirão
Preto; 7.850; 5.639 Itapeva; 1.166 Itobi Mcp Casa Branca; 16.295, 4.757,
4.371 and 6.847 Jacaré Mcp. São Carlos; 9.804 Jacareí; 6.088 Jaguariuna
(formerly Jaguari); 9.306 Jurucê (formerly Sarandi) Mcp Jardinópolis; 8.043,
6.067, 4.440 Leme 692 and CDZ 1.516 Lençóis Paulista (formerly Lençóis)
2.679 Loreto Mcp. Araras; 9.551 Mocóca; 6.925 Ourinhos; 898, 2.675 Pal-
mital; 5.592, 4.514 Pinhal (formerly Espirito Santo do Pinhal); 9.549 Pira-
tininga; 9.234 Porto Ferreira; 9.930 and 6.168 Ressaca Mcp. Mogi-Mirim;
Santa Cruz das Palmeiras 2.673, 1.837, 1.828, 1.375, 1.098; 1.001 Santo Aleixo
(on the margin of Serra Negra Ri ver) Mcp. of Serra Negra; IBH 7.087 Santo
Antônio do Jardim (Formerly Jardim); IBH 1.010 Santa Rita do Passa Qua¬
tro (formerly Santa Rita); IBH 7.520 São Carlos; IBH 4.518 and 6. 100 São
José do Rio Pardo; IBH 922 São Simão; 14.238 Timbira Mcp. Araraquara;
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HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica from Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dispsadinae ].
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HOGE, A.R. & ROMANO, S.A.L. A new subspecies of Dipsas indica from Brazil. [Serpentes,
Colubridae, Dipsadinae ].
Mem. Inst. Butantan, 39: 51-60, 1975.
IBH 2.674 São José do Rio Pardo; IBH 2.721 Tombadouro Mcp Santa Rita
do Passa Quatro.
State of Goiás: IBH n.° 9.585 Leopoldo Bulhões.
State of Paraná: IBH 16.877 Andirá; IBH 6.617 Coronel Procópio also
n. os IBH 7.372 and 10.263 from same locality; IBH 23.404 Cambará; IBH
9.362 Leoflora Mcp. de Cambará; IBH 10.361 Meireles.
State of Mato Grosso: IBH 22.826; IBH 21.644 and 22.887 Jupiá.
Acknowledgments: We would like to extend our most sincere thanks to
the following persons: to the late James A. Peters who permitted acess to the
specimens under his care; to Ralph Grantsau for the drawings (Figs. 7 to 14);
to João Domingues Cavalheiro for the elaboration of the map (Fig. 15); to
Pedro Villela and Joaquim Cavalheiro for scale counts.
RESUMO: Descrição de uma subsp. nov. de Dipsas indica do
Brasil: Dipsas indica petersi subsp. nov. e redescrição de Dipsas
bucephala (Shaw) 1802.
UNITERMOS: Serpentes; Dipsadinae. Dipsas indica indica Lau-
renti 1768. Dipsas indica bucephala (Shaw) 1802. Dipsas indica
cisticeps (Boettger) 1885. Dipsas indica ecuadorensis Peters 1960.
Dipsas indica petersi subsp. nov.
REFERENCES
1. BOETTGER, O. Liste von Reptilien und Batrachiern aus Paraguai. Zeitsch.
fur Naturwiss, 58: 213-248, 1885.
2. BOULENGER, G.A. Catalogue of the snakes in the British Museum (Natu¬
ral History). London, Taylor & Francis, 1896. v. 3. I-XIV: 1-727 + 25 pis.
3. DUMÉRIL, A.M.C.; BIBRON, G. & DUMÉRIL, A. Erpétologie genérale ou
histoire naturelle complète des reptiles. Paris, Roret. v. 7. (pis. 1-2):
1-1536.
4. GÜNTHER, A. Catalogue of the colubrine snakes in the collection of the
British Museum. London, Taylor & Francis, 1858. I - XVI + 1-281.
5. JAN, G. Elenco sistemático degli ofidi, descritti e designati per Ticonografia
generale. Milan, Tipografia Di Lombardi, 1863. I - VII + 1-143.
6. LAURENTI, J.N. Specimen medicum, exhibens synopsis reptilium emenda-
tum cum experimentis circa venena et antidota reptilium austriacorum.
Wien, Typ. Joan, Thom. De Trattern, 1768. : 1-214 + 5 pl.
7. OPPEL, M. Suite du ler Mémoire sur la classification des reptiles. Ann.
Mus. d’Hist. Nat, 16: 376-395, 1810.
8. PETERS, J.A. The snakes of the subfamily Dipsadinae. Miscel. Publ. Mus.
Zool. Univ. Michigan (114). Ann Arbor : 1-224 + VIII pis. 1960.
9. SCHINZ, H.R. (in Cuvier). Das Tierreich, 2: 117, 1822. (non vidi).
10. SHAW, G. General Zoology and systematic natural history. London; G.
Kearsley, 1802. 3(2): I - VIII + 313-615.
Recebido para publicação em 02-VI-1975 e aceito em 24-IX-1975.
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ARANHAS COLETADAS NAS GRUTAS CALCÁRIAS
DE IPORANGA, SÃO PAULO, BRASIL.
VERA REGINA D. VON EICKSTEDT
Seção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan
RESUMO: O presente trabalho refere-se a três espécies de ara¬
nha LABIDOGNATHA coletadas no interior da gruta Santana
(município de Iporanga, São Paulo) durante uma expedição bioes-
peleológica.
Uma das espécies mencionadas, Ctenus fasciatus Mello Leitão
1943 (CTENIDAE) era representada até o momento apenas pelo
exemplar-tipo. A fêmea desta espécie é recaracterizada e sua
genitália ilustrada pela primeira vez. O macho, desconhecido
até então, é agora descrito e seus caracteres morfológicos dis¬
tintivos ilustrados.
É relatada a ocorrência na gruta de espécimes de Loxosceles
adelaida Gertsch 1967 ( SCYTODIDAE ) e são feitas algumas consi¬
derações sobre o status taxonômico desta espécie.
Finalmente, algumas notas são fornecidas sobre uma espé¬
cie de THERIDIOSOMATIDAE, a aranha mais comum no inte¬
rior da gruta.
UNITERMOS: Aranhas cavernícolas do Brasil. Ctenus fasciatus
Mello Leitão 1943. Loxosceles adelaida Gertsch 1967. Loxosceles
similis Moenkhaus 1898 THERIDIOSOMATIDAE.
INTRODUÇÃO
O Centro Excursionista Universitário, fundado em 1970 por alunos da
Universidade de São Paulo, tem realizado, periodicamente, expedições bioes-
peleológicas nas grutas e cavernas calcárias do vale do rio Ribeira de Iguape
(São Paulo), na região de Irecê e Morro do Chapéu (Bahia) e no município
de São Domingos (Goiás). Tem como objetivo estudar a topografia e a geo¬
logia das grutas bem como conhecer a fauna espeleológica, através da coleta
sistemática de exemplares cavernícolas.
Endereço para correspondência: Instituto Butantan, Caixa Postal 65, São Paulo, Brasil
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EICKSTEDT, V.R.D. von Aranhas coletadas nas grutas calcárias de Iporanga, São Paulo,
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 61-71, 1975.
São exíguas e dispersas as referências existentes na literatura especializada
sobre aranhas encontradas em grutas no Brasil, o que motivou o interesse do
autor em um trabalho conjunto com o C.E.U.
O presente estudo, o primeiro de uma série sobre o assunto, refere-se a
três espécies de aranha LABIDOGNATHA coletadas durante uma expedição
de quinze dias, em janeiro de 1975, no interior da gruta Santana, situada no
vale do rio Betari (afluente da margem esquerda do rio Ribeira de Iguape),
no município de Iporanga, São Paulo.
MATERIAL E MÉTODOS
Com exceção do material determinado por Mello-Leitão, pertencente ao
Museu Nacional do Rio de Janeiro c de um exemplar de Ctenus fasciatus, doa¬
do ao Instituto Butantan por um habitual fornecedor, todos os outros espéci¬
mes que serviram de base à execução deste trabalho foram coletados pelos inte¬
grantes do C.E.U. em diversas ocasiões.
Os exemplares foram, em geral, capturados vivos e mantidos dentro de
frascos individuais, com tampa de plástico perfurada, contendo um chumaço
de algodão embebido em água. As aranhas que morriam durante ou após a co¬
leta eram preservadas em álcool a 75%. Numa etiqueta colada no frasco era
anotada a sigla correspondente ao exemplar c, num caderno de registro, rela¬
cionavam-se as siglas com os respectivos dados de coleta: nome do coletor, lo¬
cal e data de captura e observações ecológicas.
Ao terminar a expedição, o material era trazido ao Instituto Butantan, clas¬
sificado pelo autor e anexado à coleção aracnológica. Uma relação do material
fornecido era, a seguir, entregue ao C.E.U. juntamente com as aranhas em
duplicata.
As figuras 1 a 6 e 8 foram desenhadas pelo autor, em câmara clara e pas¬
sadas a nanquim pela Sra. Dclminda Travassos. O desenho da figura 7 foi
feito pelo Sr. R.C.H. Grantsau. A região das grutas e cavernas mencionadas
no texto é representada, de modo aproximado, em um mapa (Fig. 8).
FAMÍLIA THERIDIOSOMATIDAE
Brignoli 3 observou que as aranhas desta família constituem um grupo niti¬
damente troglófilo nas regiões tropicais, sendo encontradas em grande número
no interior de grutas e cavernas. De fato, a espécie mais frequente de aranha
no interior da gruta Santana pertence a esta família. São aranhas diminutas
(cerca de 2 mm. de corpo), sedentárias, que constroem uma pequena teia orbi-
cular (9-10 cm. de diâmetro) nos espaços entre as estalactites. Suas ootecas,
em forma de cubinhos branco-rosados, ficam penduradas, perto das teias, em
fios verticais de seda, isoladas ou formando séries de duas a quatro ootecas.
Apesar de bastante comuns na gruta, pouco desses espécimes foram cole¬
tados pelos excursionistas. À nossa disposição tivemos, em bom estado de con¬
servação, apenas duas fêmeas adultas, cuja posição genérica permaneceu du¬
vidosa quando seus caracteres morfológicos foram comparados com os dos gê-
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Figs. 1 a 6 - Ctenus fasciatus - Mello-Leltão 1943: 1 - dorso do abdomem. 2 - disposição
ocular. 3 - palpo esquerdo do macho, vista lateral externa. 4 - palpo esquerdo do macho,
Vista ventral. 5 - epígino do holótlpo. 6 - epígino do exemplar 2569A.
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neros a que mais se aproximam: Wendilgarda Keyserling 1886 (9, pg. 130),
Totuu Keyserling 1891 (10, pg. 261), Theridiosoma O. Pickard-Cambridge 1879
(11, pg. 193), Allotoíua Bryant 1945 (4, pg. 410) e Parogulnius Archer 1953
(1, pg. 20). Tendo em vista a possibilidade de obtenção de machos em futuras
excursões, permitindo uma definição da posição taxonômica da espécie, acha¬
mos mais indicado registrar, por ora, apenas a ocorrência, deixando para um
trabalho posterior a caracterização.
Material examinado: 1B 2749/13206 — uma fêmea com ootecas, Clayton
F. Lino (C.E.U.) col. set. 73, gruta Ouro Grosso. 1B 2749/15689 - quatro fêmeas
e ootecas, Maria Thereza Temperini (C.E.U.) col. jan. 75, gruta Santana.
FAMÍLIA SCYTODIDAE
Gênero Loxosceles Heinecken e Lowe
São aranhas sedentárias, de seis olhos, cefalotórax plano, colorido geral
castanho amarelado. Constroem teia em lençol, formada por um emaranhado
de fios pegajosos de seda. Diversos acidentes graves e mesmo fatais tem sido
provocados pela picada de várias espécies de Loxosceles.
Essas aranhas são comumente coletadas cm expedições bioespeleológicas 3 > 7 .
Segundo Gertsch 7 , que estudou a fauna araneológica das grutas da América
Central e México, as Loxosceles cavernícolas diferem das achadas do lado de
fora apenas por ligeira despigmentação do colorido e devem ser classificadas co¬
mo troglófilas.
Depois das THERIDIOSOMATIDAE, as Loxosceles foram as aranhas mais
encontradas dentro da gruta Santana. Suas teias irregulares podiam ser vis¬
tas, a cada pouco, pelo chão e revestindo as paredes de calcário; presas a elas,
foram observadas diversas ootecas, em geral, disfarçadas com grumos de argila
e restos de insetos predados pela aranha. Essas Loxosceles alimentam-se, prin¬
cipalmente, de pequenos dípteros, existentes, na ocasião, em grande quantidade
no interior da gruta. Notou-se que, contrariamente ao usual, as Loxosceles pra¬
ticamente “caçavam” essas moscas, em vez de aguardarem, pacientemente, que
elas, inadvertidas, se prendessem aos fios adesivos de sua teia.
A espécie a que pertencem essas Loxosceles inclui-se, sem dúvida, no gru¬
po gaúcho, criado por Gertsch 5 para agrupar um conjunto de espécies sul-ame¬
ricanas relacionadas entre si pelo colorido, proporções corporais e morfologia
da genitália. Em geral, é mais fácil reconhecer as espécies de Loxosceles pela
genitália feminina do que pelo palpo do macho, cuja estrutura é mais ou menos
semelhante nas diversas espécies de um mesmo grupo. A genitália das fêmeas
capturadas nas grutas é idêntica à ilustrada por Gertsch 5 para L. adelaida. Além
disso, o tarso do palpo dessas aranhas é dilatado, um caráter encontrado no
grupo gaúcho apenas em fêmeas de adelaida (5, pag. 138). No entretanto, as
proporções corporais dessas aranhas não coincidem com as obtidas por Gertsch
do holótipo de adelaida. O macho capturado nas grutas apresenta o tipo básico
de genitália das espécies do grupo gancho e proporções corporais mais próximas
às do tipo de similis.
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Ctenus fasciatus Mello-Leitáo 1943. Vista dorsal, fêmea.
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Brignoli 3 examinou um macho, 4 fêmeas e 12 jovens de Loxosceles, cole¬
tados na gruta das Areias (situada também no vale do rio Betari) que são, com
certeza, co-específicos aos ora em estudo, e os identificou como L. adelaicla.
Segundo êste autor, o macho de L. adelaicla, que êle descreveu, é muito seme¬
lhante ao de similis e variegala Simon 1907 mas pode ser distinguido deles
graças ao êmbolo, que é quase reto em adelaicla. Assim, de acordo com o esta¬
belecido até o momento para as espécies do grupo gaúcho, as Loxosceles cole¬
tadas nas grutas de Iporanga devem ser determinadas como L. adelaida, tendo
em vista, principalmente, a morfologia da genitália feminina. No entretanto, a
meu ver, muitos indícios existem sugerindo que L. adelaida Gertsch 1967 seja a
fêmea de L. similis Moenkhaus 1898 e que as aranhas até agora referidas como
fêmeas de similis sejam, na verdade, pertencentes à espécie surata Simon 1907
que, neste caso, não seria sinônima de similis, como tem sido considerada.
Material examinado: IB 2571 — 3 jovens, Clayton F. Lino (C.E.U.) col.
jul. 72, gruta Santana. IB 2751/14226 — 1 fêmea, C.E.U. col. abr. 74, gruta
Morro Preto. IB 666/15689 — 1 macho, 1 fêmea e 2 jovens, Maria Thereza
Temperini (C.E.U.) col. jan. 75, gruta Santana.
Dimensões da fêmea: IB 2751/14226: Compr. cefal. — 3,5 mm. Fêmur I-
6,5 mm. Compr. relativo das pernas: 2 4 13 (25,6 : 23,2 : 22,5 : 19,6).
Compr. fêmur 1/compr. cefal. — 1,8. Compr. perna I/compr. cefal. — 6,4.
Dimensões do macho: IB 666/15689 — Compr. cefal — 3,0 mm. Fêmur 1-
7,0 mm. Compr. relativo das pernas 2 4 13 (33,5 : 26,0 : 25,5 : 22,5).
Compr. fêmur I/compr, cefal. — 2,3 Compr. perna I/compr. cefal. — 8,5.
FAMÍLIA ctenidae
Os ctenídeos constituem uma família de aproximadamente 400 espécies
tropicais e subtropicais. São aranhas errantes, de hábitos noturnos. Segundo
Gertsch 6 , tem sido registradas com frequência em cavernas, onde costumam ser
encontradas, a plena vista, andando pelo chão e paredes.
Cíenus fasciatus Mello-Leitão 1943
Desta espécie era conhecido, até o momento, apenas o exemplar-tipo, uma
fêmea procedente de Iporanga (N.° 58152, Museu Nacional do Rio de Janeiro).
A sistemática das Cíenus encontra-se ainda bastante precária devido, em
parte, a ocorrências deste tipo. Embora sejam bastante comuns e existam cen¬
tenas de referências a espécies desse gênero, muitas das aproximadamente 120
espécies neotropicais citadas na literatura foram descritas baseadas em um único
exemplar (várias vezes em filhotes, na maioria em fêmeas) e diversas delas não
mais foram coletadas ou estudadas posteriormente. Assim, como bem observou
Bonnet (2, pg. 45), “malgré ses 234 espèces, ce genre Cíenus est loin d’être
bien assis. . . A situação agrava-se ainda mais quando as descrições ori¬
ginais são insuficientes para caracterizar a espécie.
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Big. 8 - Mapa da região das grutas e cavernas calcárias do vaie do rio Betari, Iporanga,
mencionadas no texto (baseado na íig. 15 do item bibliográfico 12): 1 - caverna Alambari.
2 - gruta Morro Preto. 3 - gruta Ouro Grosso. 4 - gruta da Agua Quente. 5 - gruta Santana.
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O estudo do exemplar-tipo de Ctenus fasciaíus e do material coletado pelo
C.E.U. nos permitiu fornecer novos dados para o reconhecimento dessa es¬
pécie.
Diagnose: Espécie pouco pilosa, de colorido geral castanho-avermelhado no
dorso e amarelo pálido na região ventral. Abdome acinzentado, com uma sé¬
rie de linhas claras em forma de telhado na face dorsal (Fig. 1). Pernas 14 2 3
(macho) e 4 1 2 3 (fêmea), longas e finas. Genitália masculina e feminina co¬
mo nas figuras 3 a 6.
Etiomologia: Ctenus jasciatus = Ctenus cingido por faixas. O nome específico
refere-se ao desenho típico encontrado no abdome de macho, fêmea e filhotes
da espécie.
Descrição da fêmea: Quando Mello-Leitão descreveu a fêmea 10 não fêz nenhuma
referência à sua genitália, fazendo supor tratar-se de um exemplar imaturo. O
exame do holótipo, porém, mostrou tratar-se de uma fêmea adulta, cujo epígino é
representado na Fig. 5. Algumas das estruturas morfológicas, citadas por Mello-
Leitão, seriam, a meu ver, melhor caracterizadas como segue: olhos laterais
posteriores (O.L.P.) e medianos posteriores (O.M.P.) do mesmo tamanho;
O.M.P. separados entre si por cerca de um raio e dos laterais posteriores
(O.L.P.) por pouco mais que um diâmetro. O.L.A. alongados, seu maior
diâmetro igual ao diâmetro dos medianos anteriores. O.L.A. separados dos M.A.
por um diâmetro dos M.A. Área ocular mediana tão larga quanto longa,
mais estreita na frente. O.L.A. e O.L.P. cm cômoros isolados. Altura do
clípeo igual ao diâmetro dos M.A. Sulco ungueal com 4 dentes grandes e um
muito pequeno na margem inferior (retromargem). Tíbia 1 com 5 pares de
espinhos ventrais, 1 lateral interno, 1 lateral externo e nenhum dorsal.
Descrição do macho: - IB 2740/15689A
Dimensões: Compr. do corpo: 16,5 mm. Envergadura total 137 mm. Cefal.:
8,3 mm. compr. e 6,5 mm larg. Tíbia do palpo: 3,2 mm. compr. e 0,6 mm.
larg.
Perna
Fêmur
Pa+Ti
Metatarso
Tarso
Total
I
16,5
24,0
19,0
6,5
66,0
II
15,5
21,0
16,5
5,5
58,5
III
13,0
16,5
13,5
5,0
48,0
IV
16,0
19,5
19,5
5,5
60,5
Colorido: Cefalotórax, palpos e pernas castanho avermelhado no dorso. Tíbia,
metatarso e tarso das pernas castanho mais escuro. Face dorsal dos fêmures com
pelos escuros, formando manchas irregulares. Quelíceras castanho avermelhado
escuro, cobertas por pelos acinzentados. Esterno, face ventral das coxas e fê-
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mures das pernas, castanho amarelado; dos demais artículos, castanho averme¬
lhado. Lábio e maxilas castanho avermelhado. Dorso do abdome cinza escuro
com uma linha longitudinal clara desde a base até quase a metade do dorso, se¬
guida de 4-5 linhas claras em forma de V aberto, invertido (Fig. 1).
Estrutura: Área ocular mediana tão larga quanto longa, ligeiramente mais es¬
treita na frente. O.M.A. um pouco menores que os O.M.P. Segunda fila de
olhos procurva pelas margens anteriores. Clípeo igual ao diâmetro dos O.M.A.
(Fig. 2). Sulco ungueal das quelíceras com 4 dentes grandes, seguidos de 1 ou 2
dentículos punctiformes na margem inferior (retromargem); promargem com 3
dentes, o segundo maior que os outros dois. Lábio mais longo que largo (2,4 mm.
compr. e 2,0 mm. larg. atingindo a metade das lâminas maxilares, mas não o
têrço apical. Pernas 1 4 2 3. Tíbia I com 5 pares de espinhos ventrais, 1 lateral
interno, 2 laterais externos e 1-2 dorsais. Metatarso 4 reto. Garras tarsais com
3-4 dentes conspícuos e outros muito pequenos em direção à base. Palpo (figs.
3 e 4): Tíbia 5 vezes mais longa que larga, com uma apófise lateral externa no
terço distai e uma apófise apical, recortada na margem anterior. Artículos do
palpo sem escópula veludosa de pelos na face lateral interna.
Material examinado: N.° 58152 Museu Nacional R. Janeiro (holótipo), fe-
mea, Oton Leonardos col. Iporanga, S. Paulo. 1B 2451/7598 — 1 fêmea, C.E.U.
col. jul. 71, vale rio Betari, município de Iporanga. IB 2451/7880 1 fêmea,
Josias Jacobsen col. set. 71, município de Guapiara, S. Paulo. IB 2536/8909A
—• 1 jovem, C.E.U. col. fev. 72, Abismo dos Caramujos, vale rio
Betari. IB 2536/8909B — 1 jovem, C.E.U. col. fev. 72, entrada da caverna
Alambari de Baixo. IB 2569 — 2 fêmeas e 1 jovem, C.E.U. col. jul. 72, Ca¬
verna Ouro Grosso. IB 1976 — 1 fêmea e 1 jovem, C.E.U. col. jan. 73, Gruta
das Figueiras, vale rio Betari. IB 2690/13206 — 1 fêmea com ootecas e filhotes
recém-nascidos, Clayton F. Lino(C.E.U.) col. set. 73, Gruta Ouro Grosso.
IB 2690/13638A — 1 jovem, Martin Christoffersen (C.E.U.) col. jan. 74, Gruta
da Água Quente, vale rio Betari. IB 2690/13638B — 1 jovem, Martin Chris¬
toffersen col. jan. 74, Caverna Alambari de Baixo. IB 1393/14226 — 1 fêmea,
(C.E.U.) col. mar. 74, Abismo das Ossadas, região da Serra da Onça Parda. IB
2740/15689 — 2 machos e 2 jovens, Maria Thereza Temperini (C.E.U.) col.
jan. 75, gruta Santana.
Entre os tipos de Ctenus do Museu Nacional do Rio de Janeiro que me fo¬
ram emprestados para estudo encontrei um exemplar sem número, acompanhado
de uma etiqueta manuscrita por Mello-Leitão, onde se lê: “Ctenus quadrilineatus
typus, Gruta Itaperussu, dez. 46, Dr. Curial”. Nos registros do Museu Nacional,
conforme informações da Dra. Anna Timotheo da Costa, nada consta além dos
dados mencionados na etiqueta e na literatura não encontrei citação dessa espé¬
cie. O exame do exemplar mostrou tratar-se de uma fêmea semi-adulta de Ctenus
fasciatus. A gruta I taperuçu é uma gruta calcária situada no município de Rio
Branco do Sul, a 25 quilômetros de Curitiba, Paraná.
Distribuição geográfica: São Paulo: Iporanga (arredores e interior de grutas
calcárias) e Guapiara. Paraná: Rio Branco do Sul (gruta Itaperuçu).
Dados biológicos: Estas aranhas foram, geralmente, encontradas andando pelas
paredes de calcário próximas à entrada das grutas mencionadas. Um dos exem-
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EICKSTEDT, V.R.D. von Aranhas coletadas nas grutas calcárias de Iporanga, São Paulo,
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 61-71, 1975.
piares (IB 2740/15689B) foi coletado no interior da gruta Santana a uma dis¬
tância aproximada de 260 metros em linha reta da entrada da gruta. Uma fêmea
semi-adulta (IB 2690/13638) apresentava um verme parasitando seu abdome.
CONCLUSÕES
Nenhuma das três espécies capturadas no interior das grutas de Iporanga é
cavernícola obrigatória (troglóbia): a não ser por uma ligeira despigmentação
do colorido e um certo alongamento das pernas, não mostram nenhuma adapta¬
ção especial à vida cavernícola. Conforme a terminologia bioespeleológica, essas
aranhas devem ser classificadas como troglófilas.
De maneira geral a presença de aranhas no interior da Gruta Santana foi
constatada até uma distância de aproximadamente 260 m. da entrada, tanto na
galeria do rio Roncador (que corre dentro da gruta) como também nas galerias
superiores, situadas a mais ou menos 15 m. acima.
É interessante observar a ausência de caranguejeiras nas diversas grutas
até agora exploradas pelo C.E.U. Em outras grutas da região tropical elas tem
sido normalmente encontradas 3 .
Os nossos dados confirmam a observação de Brignoli 3 de que na fauna
araneológica cavernícola do Brasil predominam THERIDIOSOMAT1DAE e
SCYTOÜIDAE, seguidas por outros grupos menos frequentes.
Agradecimentos: Este trabalho não teria sido possível sem a colaboração
dos integrantes do C.E.U. A eles e, em especial, a Maria Thereza Temperini,
que dedicou particular interesse à coleta e observação das aranhas cavernícolas,
os meus agradecimentos. À Dra. Anna Timotheo da Costa, do Museu Nacional
do Rio de Janeiro, que gentilmente emprestou-me os tipos de Ctenus sob sua
responsabilidade, o meu agradecimento.
ABSTRACT: This paper deals with three cave-dwelling species
of spiders collected in a large limestone cave (Gruta Santana)
near Iporanga, São Paulo, Brazil, during a fifteen-day biespe-
leological expedition.
One of the species, Ctenus fasciatus Mello-Leitão 1943 ( LABI -
DOGNATHA; CTENIDAE ) was known so far only from the ori¬
ginal description. The female is recharacterized and genitalia
illustrated for the first time. The male, so far unknown, is des-
cribed.
Specimens of Loxosceles ( LABI DOGNATHA-, SCYTODIDAE )
collected during the expedition are mentioned, and remarks are
made about their identification, which is still provisional.
Some notes are given on a species of THERIDIOSOMATI-
DAE, the commonest spider in the caves explored.
UNITERMS: Brazilian cave-dwelling spiders. Ctenus fasciatus
Mello Leitão 1943. Loxosceles adelaida Gertsch 1967. Loxosceles
similis Moenkhaus 1898. THERIDIOSOMATIDAE.
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EICKSTEDT, V.R.D. von Aranhas coletadas nas grutas calcárias de Iporanga, São Paulo,
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 61-71, 1975.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Raspe, 1886. v. 2, par. 2, 295 p., 11 pis.
9- KEYSERLING, E. Die Spinne Amerikas. Brasilianische Spinnen. Nürnberg,
Bauer & Raspe, 1891. v. 3, 278 p., 10 pis.
10. MELLO-LEITÃO, C.F. Araneologica Varia Brasiliana. An. Acad. Bras. CL,
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11. PICKARD-CAMBRIDGE, O. On some new and rare British spiders, with
characters of a new genus. Ann. Mag. Nat. Hist., 4 (5): 190-215, pl. XII,
1879.
12. SÃO PAULO. Secretaria de Economia e Planejamento. Superintendência do
Desenvolvimento do Litoral Paulista. Possibilidades turísticas no vale do
Ribeira e litoral sul. São Paulo, [1971/74].
Recebido para publicação em 09-VI-1975 e aceito em 24-IX-1975.
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39: 73-77, 1975
ÁCAROS PILÍCOLAS DO BRASIL
(ACARINA: LISTROPIIORIDAE)
NÉLIDA M. LIZASO
Divisão de Biologia, Instituto Butantan
RESUMO: O gênero Prolistrophorus Fain, 1970 inclui doze es¬
pécies, todas da região neotropical. No presente trabalho é des¬
crita uma espécie nova: Prolistrophorus dolichus parasitando
“rato” capturado no Instituto Butantan, São Paulo.
UNITERMOS: Prolistrophorus Fain, 1970 (Acarina: Listrophori-
dae). Prolistrophorus dolichus sp.n.
INTRODUÇÃO
O gênero Prolistrophorus foi caracterizado por Fain em 1970 para incluir
duas espécies descritas anteriormente por Hirst, 1921 em Listrophorus e mais
seis espécies novas. Em 1973, Fain acrescentou mais quatro espécies à esse gê¬
nero, portanto o total de espécies de Prolistrophorus atualmente é de 12. Todas
a s espécies são da região neotropical, assim distribuídas: Suriname (2), Perú
(1), Brasil (3), Paraguai (1), Argentina (5).
No presente trabalho é descrita uma espécie nova; Prolistrophorus dolichus,
s P-n. coletados em “rato” por Flávio da Fonseca, em 12-III-1934, no Instituto
Butantan.
Prolistrophorus dolichus, sp.n.
Macho (Figs. 2, 3, 4)
Corpo comprimido lateralmente. Dimensões: 440 p. de comprimento. Lar¬
gura máxima ao nível da placa propodosomal de 112 p. Apresenta uma região
segmentada (5 aneis) entre as placas propodosomal e opistosomal; pernas bem
desenvolvidas.
Bace dorsal: distinguem-se 3 placas: uma que recobre o capitulum seguindo-se
sem intervalo pela placa propodosomal, que está separada da opistosomal por
Endereço para correspondência: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil.
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LIZASO, N.M. Ácaros pilicolas do Brasil ( Acarina: Listrophoridae).
Uem. Inst. Butantan, 39: 73-77, 1975.
5 aneis, que lhe dão aspecto de sanfona, onde se implantam 2 pares de cerdas.
A placa que recobre o capítulum é pontilhada. Placa propodosomal, de aspecto
semelhante à anterior, com 2 pares de cerdas. Placa opistosomal lisa, recobrindo
o dorso até a extremidade posterior, com 1 par de cerdas pequenas na região
posterior.
Faoe ventral: as placas propodosomal e opistosomal se continuam pela face
ventral até quase unir-se na linha média. Fica assim uma faixa média sem quiti-
nizar onde se implantam: 1 par de cerdas pequenas entre as coxas I e II, 1 par
antes da coxa 111, 1 par anterior e outro posterior da coxa IV. Região genital
ao nível posterior da coxa III. Poro anal por detrás do sulco anal. Extremidade
posterior do corpo bilobulada, apresentando 1 par de cerdas longas e 2 pares de
cerdas pequenas, e 1 par de cerdas em posição lateral.
Pernas: os tarsos I e II apresentam 1 par de cerdas longas, sendo as do tarso II
voltadas para trás; apresentam também 3 pares de cerdas menores. Tarsos 111 e
IV com cerdas pequenas.
Fémea (Fig. 1)
Corpo: mede 510 p por 105 p.
Face dorsal: o capítulum semelhante ao do cT. Escudo propodosomal escultu-
rado, apresentando uma zona médio-dorsal diferenciada. Nele implantam-se 3
pares de cerdas. Por detrás do escudo, o corpo apresenta-se segmentado (com as¬
pecto de sanfona) até o seu terço posterior, com dois pares de cerdas. No terço
posterior do corpo, de aspecto liso, implantam-se 3 pares de cerdas.
Face ventral: a região médio anterior semelhante ao á\ Ao nível da coxa III
acha-se o orifício genital, e na extremidade posterior do corpo, o orifício anal e
1 par de cerdas.
Pernas: as pernas I e II semelhantes às do c?. Pernas III e IV menos desenvol¬
vidas que nos cT, com cerdas pequenas.
Ninfa (Fig. 5)
De aspecto semelhante ao adulto mede 420 p de comprimento.
Face dorsal: apresenta somente a placa do capítulum, vendo-se em continuação
o corpo uniformemente segmentado (de aspecto semelhante ao da fêmea adulta).
Face ventral: semelhante à fêmea adulta, orifício genital indistinto.
Pernas: semelhante às do adulto.
Holótipo macho coletado parasitando “rato” procedente do Instituto Butan¬
tan, São Paulo, em I2-III-34, depositado sob o n.° 260 da Coleção Flávio da
Fonseca, do Instituto Butantan. Montados na mesma lâmina parátipos em um
total de 7 9, 18 çT e 1 ninfa. Outro lote com as mesmas características de hospe¬
deiro e localidade de procedência com 7 c? e 8 9.
DISCUSSÃO TAXONÔMICA
Prolistrophorus dolichus diferencia-sc de Prolistrophorus frontolis (Hirst,
1921) por não possuir projeção anterior no escudo do capítulum, caráter este
que o aproxima de P. argentinus (Hirst, 1921), mas do qual se diferencia pela
forma geral do escudo do capítulum, especialmente a projeção lateral.
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LIZASO, N.M. Ácaros pilicolas do Brasil ( Acarina : Listrophoridae ).
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Fi gs. 1 a 3 - Prolistrophorus dolichus sp. n.: 1 - lêmea, vista lateral. 2 - macho, vista
lateral. 3 - macho, vista vertral.
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LIZASO, N.M. Ácaros pllicolas do Brasil ( Acarina: Listrophoridae).
Mem. Inst. Butantan, 39: 73-77, 1975.
Flgs. 4 e 5 - Prolistropdorus dolichur. sp.n.: 4 - macho, vista dorsal. 5 - ninfa, vista lateral.
Flgs. 6 a 8 - Detalhes das regiões anterior e posterior de 3 espécies de Prolistrophorus:
6 - P. argentinus (Hlrst, 1921). 7 - P. frontahs (Hlrst, 1921). 8 - P. dolichus sp. n.
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LIZASO, N.M. Ácaros pilicolas do Brasil ( Acarina : Listrophorid&e).
Mem. Inst. Butantan, 39: 73-77, 1975.
Considerando a região posterior do corpo, em Prolistrophorus dolichus,
sp.n. os pelos se implantam, na seguinte ordem, a partir da linha média do
corpo: 1 longo, 1 pequeno, 1 médio; em P. fronícilis (Hirst) são: 1, pequeno,
1 longo, 1 médio, igual que em P. argentinus (Hirst). (Figs. 6 a 8)
Das espécies descritas por Fain em 1970 e 1973, a descrição é muito su¬
mária e não existem desenhos publicados, para podermos comparar. Não tive¬
mos oportunidade de examinar os exemplares tipos, para poder precisar mais
nitidamente as semelhanças e diferenças.
O c? de P. dolichus diferencia-se do de P. cryptophallus Fain, por não apre¬
sentar arco esclerozado muito largo e espesso em forma de U envolvendo o
pênis, e pelo aspecto do escudo pos-capitular que em dolichus é pontilhado e
em cryptophallus tem aspecto de pseudo escamas.
Diferencia-se do d* de P. striatus pelo escudo opistosomal, que nesta espé¬
cie se apresenta com estrias transversais na sua quase totalidade, e em dolichus
é liso, único, entretanto que em hirstianus há 2 escudos separados na linha mé¬
dia do corpo.
P. nectomys apresenta as ventosas adanais de forma triangular, e dolichus,
arredondadas.
ABSTRACT: Twelve species are considered in the genus Prolis¬
trophorus Fain, 1970, all of them from the Neotropical region.
In the present paper one new species is described: Prolistropho¬
rus dolichus, sp.n. from “rat” of Instituto Butantan, São Paulo.
UNITERMS: Prolistrophorus Fain, 1970 (Acarina: Listrophori-
dae). Prolistrophorus dolichus sp.n.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. FAIN, A. Diagnoses de noveaux Lobalgides et Listrophorides (Acarina: Sar-
coptiformes). Rev. Zool. Bot. Afr., 81 (3/4): 271-300, 1970.
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Zool. Bot. Afr., 87(2): 330-332, 1973.
3. HIRST, S. On some new or little-known Acari mostly Parasitic in habit.
Proc. Zool. Soc. LOnd., 25: 357-378, 1921.
4. Mc DANIEL, B. The subfamily Listrophorinae Gunther with a description
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5. Mc DANIEL, B. The Superfamily Listrophoroidea and the stablishment of
some new families (Listrophoroidea, Acarina). Acarologia, 10 (3): 477-482,
1968.
Recebido para publicação em 30-III-1975 e aceito em 27-X-1975.
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SOBRE UMA IIEMOGREGARINA E UM TRIPANOSSOMO
DE PEIXE DE MAR DE SAO PAULO (BRASIL). *
SAMUEL B. PESSÕA e PÉRSIO DE BIASI
Secção de Venenos, Instituto Butantan
RESUMO: Os autores, após terem estudado o sangue de algumas
espécies de peixes marinhos por eles coletados nas costas de
São Sebastião (Norte de São Paulo), descreveram uma hemo-
gregarina ( Haemogregarina moringa n. sp.) no sangue de uma
moréia (Gymnothorax moringa) e um tripanossomo ( Trypanoso-
ma radiale n. sp.) no sangue de um michole (Diplectrum radiale).
UNITERMOS: Peixe. Haemogregarina. Trypanosoma. Hemopara-
sitas.
INTRODUÇÃO
No ano passado, em outubro de 1974, aproveitamos uns dias de férias que
passamos em São Sebastião (Litoral Norte do Estado de São Paulo), para exa¬
minar o sangue de alguns peixes pescados, por nós mesmos, no mar que banha
as costas daquela localidade. Aqui relatamos o encontro de hemoparasitas em
duas espécies de peixes do mar da localidade em apreço.
MÉTODOS
Os peixes, uma vez fisgados com anzol, eram colocados em um recipiente
com água do mar e levados com vida até nossa casa, onde o seu sangue era ex¬
traído e espalhado em lâminas de microscopia. Para isso fazíamos um corte com
tesoura pelas branquías expondo o coração que era puncionado com uma serin¬
ga armada de agulha para injeção ou, mais frequentemente, com pipeta de Pas-
teur. Retirado o sangue, espalhávamos uma gota em lâminas de microscopia e
fazíamos um esfregaço fino que era imediatamente secado. O sangue colhido e
seco era fixado pelo álcool metílico e corado pelo Giemsa. De cada espécime
de peixe fazíamos em média 4 a 6 lâminas e assim colhemos cêrca de 150 lâ¬
minas com o sangue dos exemplares de peixes pescados.
Trabalho executado com auxílio do Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan
Endereço para correspondência: Caixa postal, 65 - São Paulo - Brasil.
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PESSÔA, S.B. & BIASI, P. Sobre uma hemogregarina e um tripanossomo de peixe de
mar de São Paulo (Brasil).
Mem. Inst. Butantan, 39: 79-83, 1975.
HEMOPARASITAS
Encontramos unicamente uma hemogregarina no sangue de uma moréia e
um tripanossomo no sangue de um michole.
Trypanosoma : Encontramos um único paixe parasitado por tripanossomo.
Trata-se de um exemplar do peixe vulgarmente denominado michole. Este pei¬
xe, Diplectrum radiale (Quoy & Gaimard, 1824), pertencente à família Serrani-
dae, é muito frequente nas costas norte de São Paulo. De 8 especimens exami¬
nados, só encontramos um único parasitado por tripanossomo (Figs. 1 e 2). O
flagelado que era muito raro no sangue do peixe, pois achamos um único pa¬
rasita nas lâminas examinadas, media 27.5 microns de comprimento e 4,7 microns
de largura, na sua porção mais larga; cinctoplasto situado a 10 microns da extre¬
midade posterior; o flagelo corre ao longo de uma membrana ondulante estreita
e torna-se livre na extremidade anterior do organismo, sendo esta porção quase
imperceptível na nossa preparação. O núcleo alongado, situado no meio do cor¬
po do animal, mede 4 microns de comprimento. A este tripanossomo, que con¬
sideramos uma espécie nova, propomos o nome de Trypanosoma radiale n. sp.
Haemogregarina : Examinamos 4 exemplares da moréia mas somente um re¬
velou algumas hemogregarinas no sangue.
A moréia, como se sabe, pertence à família Muraenidae; parece-nos que há
várias espécies de moréias, classificadas no gênero Gymnothorax. Só pescamos
uma espécie que tem o corpo pontilhado de escuro, denominada pelos pescado¬
res locais “moréia pintada”, identificada como Gymnothorax moringa (Cuvier).
Segundo Halstead e Courville 3 , a distribuição geográfica deste peixe vai do gol¬
fo do México ao Brasil. Como possui um corpo alongado e é um peixe agres¬
sivo, os pescadores de São Sebastião também o chamam de serpente do mar.
Foi Carini 2 quem em 1933 descreveu, pela primeira vez um hemoparasita
de peixe do mar do Brasil, uma hemogregarina da tainha (Mugil brasiliensis).
Não encontramos depois deste trabalho pioneiro, nenhum outro sobre hemopa-
rasitas de peixes marinhos brasileiros, ao contrário do que ocorre com peixes
de água doce, cujos trabalhos são em maior número.
A hemogregarina que encontramos na moréia apresenta-se sob a forma de
um crescente, medindo cerca de seis microns de comprimento, colocada obliqua¬
mente dentro da hemácia; possui núcleo arredondado, bem visível, medindo cer¬
ca de dois microns de diâmetro (Figs. 3 c 4). Alguns outros glóbulos também
se mostraram parasitados por formas da hemogregagrina (Fig. 5), que nos pa¬
recem ser esquizontes jovens.
A este parasita, que julgamos não ter sido ainda descrito, damos o nome de
Haemogregarina moringa, n. sp.
COMENTÁRIOS
A única espécie de hemoparasita de peixe marinho do Brasil até hoje des¬
crita foi, como já assinalamos, uma hemogregarina da tainha, por Carini 2 em
1933. Depois desse trabalho não tivemos conhecimento de outras publicações
abordando o assunto. Na Argentina, Bacigalupo e De La Plaza *, estudaram os
tripanossomos dos peixes do mar da Prata.
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PESSÔA, S.B. & BIASI, P. Sobre uma hemogregarina e um tripanossomo de peixe de
mar de São Paulo (Brasil).
Mem. Inst. Butantan, 39: 79-83, 1975.
F *g- 1 - Microíotografia de Trypanosoma radiale em esíregaço de sangue de mlchoJe
(Diplectrum radiale). Notar a têr,ue membrana ondulante e o cinetoplasto no terço posterior
do flagelado. (X2300).
■Pig. 2 - Desenho da microíotografia anterior.
3 - Microíotografia de Ilaemogregarina moringa em esfregaços de sangue de moréla
(Oymnothorax moringa), mostrando o parasita em forma de crescente e próximo ao núcleo
tia hemácia. (x 1500).
F1 S- 4 - Desenho da microíotografia anterior.
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PESSOA, S.B. & BIASI, P.
mar de São Paulo (Brasil) .
Mem. Inst. Butantan, 39: 79-83, 1975.
Sobre uma hemogregarina e um tripanossomo de peixe de
Relatou-nos pessoalmente, O. Froés (da Faculdade de Medicina da Uni¬
versidade do Rio Grande do Sul), ter examinado o sangue de várias espécies de
peixes marinhos capturados em águas daquele Estado, com resultados negativos.
Além dos parasitas figurados acima (Figs. 3 e 5) também encontramos na
mesma moréia certas formas semi-lunares que por suas extremidades tocam no
núcleo da hemácia. Nelas pode-se perceber um núcleo situado no centro de seu
corpo (Figs. 6 e 8). Estes organismos assemelham-se a formas descritas por
Henry em sangue de peixes europeus 4 .
ABSTRACT: In this paper the authors describe Haemogregarina
moringa n. sp., haemoparasite of the fish “moreia” (Gymno-
thorax moringa) and Trypanosoma raãiale n. sp., in the blood
of the fish “michole” (Diplectrum radiale), collected in São Se¬
bastião, S.P., Brazil.
UNITERMS: Fish. Haemogregarina. Trypanosoma. Hemopara-
sites.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1 BACIGALUPO, J. & DE LA PLAZA, N. Presencia de tripanosomas en las
rayas de iMar dei Plata: Trypanosoma marplatensis n. sp. Rev. Soc. arg.
Biol, 24: 269-274, 1948.
2. CARINI, A. Sobre uma hemogregarina de um peixe do mar do Brasil. Arch.
Biol. (S. Paulo), 172: 13, 1933.
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1967, v. 2, p. 953.
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1929.
Recebido para publicação em 22-V-1975 e aceito em 28-IX-1975.
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Mem. Inst. Butantan
39: 85-101, 1975
NOTA SOBRE FORMAS EVOLUTIVAS DE TRYPANOSOMA
DE SERPENTES EM MEIO DE CULTURA. *
PÉRSIO DE BIASI, SAMUEL B. PESSÕA, GIUSEPPE PUORTO
e WILSON FERNANDES
Secção de Venenos, Instituto Butantan
RESUMO: Os autores estudaram em meio de cultura de
N.N.N., original e modificado com sangue de serpente ao in¬
vés de sangue de coelho, formas evolutivas de duas espécies
de Trypanosoma de serpentes: T. salamantae (parasita da Epi-
crates cenchria crassus ) e T. phylodriasi (parasita da Phüodryas
nattereri). Não encontraram nas formas evolutivas de ambas as
espécies de Trypanosoma diferenças significativas.
Assinalam que nos organismos destes tripanossomos que se
multiplicam por fissão longitudinal a divisão é rápida, enquanto
que o processo de individualização é lento naqueles em divisão
múltipla (“roseta”).
Fizeram experiências de inoculação subcutânea ou por admi¬
nistração “per os”, de meios de cultura com T. salamantae e
T. phylodriasi em filhotes de serpentes criadas em laboratório.
Resultados positivos foram obtidos com dois filhotes de Bothrops
alternatus (“urutu”) inoculados por via subcutânea com culturas
de T. phylodriasi. Os demais foram negativos.
Experiências de evolução do T. salamantae e do T. phylo-
ãriasi em mosquitos Culex fatigans e C. dolosus que picaram as
serpentes parasitadas e se engurgitaram de sangue, deram resul¬
tados negativos, exceto um exemplar de C. dolosus que apresen¬
tou formas evolutivas flageladas, mostrando a possibilidade de
ser este mosquito vetor potencial.
UNITERMOS: Trypanosoma. Hemoparasitas. Serpentes. Cultura
de Tripanossomo. Transmissão experimental.
INTRODUÇÃO
Ao contrário do que se verifica com os tripanossomos de anfíbios, aqueles
que parasitam as serpentes se constituem num dos grupos menos estudados den¬
tre os tripanossomos encontrados nos vertebrados heterotérmicos.
* Trabalho executado com auxílio do Fundo de Pesquisas do Instituto Butantan
Bndereço para correspondência: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil
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BIASI, P.; PESSÔA, S.B.; PUORTO, G. & FERNANDES, W.
tivas de Trypanosoma de serpentes em meio de cultura.
Mem. Inst. Butantan, 39: 85-101, 1975.
Nota sobre formas evolu-
Isto se deve a uma série de razões, dentre as quais podemos destacar: ser¬
pentes parasitadas por tripanossomos são pouco frequentes; quando apresentam
estes parasitas, são eles encontrados em pequeno número no sangue periférico;
quando em cativeiro, mesmo as serpentes não venenosas, sobrevivem menos e
são mais difíceis e susceptíveis ao manuseio do que os anfíbios; raramente en¬
contramos em curto espaço de tempo, mais de um exemplar de uma mesma es¬
pécie parasitada por tripanossomo.
Em relação a este último fato, podemos citar como exemplo o T. erythro-
lampri descrito por Wenyon 18 em 1908, cm serpente da América do Sul, o qual,
ao que nos consta, nunca mais foi visto por qualquer outro pesquisador. Nós
mesmos, nestes últimos oito anos examinamos, provenientes de várias regiões
do Brasil, 34 exemplares de Erythrolamprus aesculapii, serpente em que foi en¬
contrado o T. erythrolampri e não encontramos um único exemplar parasitado
por ele. No entretanto, cêrca de 40% destes ofídios eram parasitados por outro
hemoparasita ( Hepatozoon ), o que também fôra verificado por Wenyon nestas
serpentes. Outro exemplo temos com T. merremii e T. butantanensis parasitas
da Waglewphis merremii (=Xenodon merremii ) descritos por Arantes & Fon¬
seca 1 (1931) que tiveram de examinar, segundo eles, dezenas de exemplares
durante alguns anos, para encontrar quatro parasitados por T. butantanensis e
seis outros por T. merremii. De 146 exemplares desta serpente por nós exami¬
nados, somente um deles estava parasitado por tripanossomo. Também quere¬
mos nos referir ao fato de termos examinado cêrca de 200 serpentes Crotalus
durissus terrificus e C. d. colillineatus para encontrarmos quase seguidamente 4
exemplares parasitados pelo Trypanosoma cascavelli Pessoa & Biasi 16 , 1972.
Posteriormente examinamos o sangue de cêrca de 100 outras serpentes da mes¬
ma espécie, sem termos encontrado uma única cobra parasitada.
Algumas serpentes apesar de ocuparem “habitat” semelhante apresentam di¬
ferenças acentuadas na frequência desses hemoparasitas: a Rachidelus brazili
(“falsa-muçurana”) serpente de hábito aquático, pouco frequente, apresenta
alta taxa de parasitismo por tripanossomo, pois em 21 cobras examinadas, en¬
contramos seis — 30% — que mostravam tripanossomo. As “boipevas” (Wa-
glerophis merremii) que possuem hábito aquático semelhante à espécie ante¬
rior ou então são de lugares úmidos, apresentam como vimos, baixa percentagem
de infecção para estes parasitas.
Como se sabe, a transmissão dos tripanossomos nos casos de serpentes de
hábito aquático se faz por meio de sanguessugas. Segundo Brumpt 7 (1914), o
T. brazili parasita da Helicops modesta é transmitido por sanguessugas ( Pla-
cobdelta brasiliensis e P. catenigera). Em relação às serpentes terrestres e ar-
borícolas, provavelmente ocorra por meio de insetos hematófagos. É difícil de
se cogitar sobre qual destes vetores é o mais eficiente no mecanismo de trans¬
missão dos tripanossomos.
Laveran & Mesnil 12 (1904) citam, mas sem comprovação positiva, a pos¬
sível transmissão de tripanossomos nos répteis através dos carrapatos.
Há outros pontos que nos parecem obscuros: cm certas épocas do ano de¬
saparece praticamente a infecção das serpentes por tripanossomo, mas perma-
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necem aquelas determinadas por Hepatozoon-, em exemplares de algumas espé¬
cies de serpentes conseguimos encontrar parasitismo só por tripanossomo; exem¬
plares de outras espécies (p.ex. Micrurus) aparentemente não apresentam he-
moparasitas. Isto nos leva a recomendar maiores estudos experimentais sobre
a transmissão destes hemoparasitas, afim de conseguirmos melhor compreensão
da sua fenomenologia.
De uma maneira geral, as espécies da Trypanosoma das serpentes foram
descritas baseadas na morfologia das formas encontradas nos hospedeiros ver¬
tebrados, sendo em geral pouco conhecida a morfologia de suas formas evolu¬
tivas, as quais, em outros répteis (na maioria lagartos) foram observadas e des¬
critas nos vetores invertebrados que são em geral insetos (mosquitos e flebóto-
mos) ou sanguessugas (hirudíneos).
Em nossas serpentes, Arantes & Fonseca 1 assinalaram formas evolutivas
do T. butaníanense no sangue periférico da Ophis merremii ( = Waglerophis
merremii) e também em meio de N.N.N; Pessoa e Fleury 17 (1969) observa¬
ram na Haementeria lutzi (sanguessuga) formas evolutivas do T. Iiogei parasita
da Rachidelus brazili; do T. cascavelli, apesar das experiências com mosquitos
do gênero Culex (C. fatigam e C. dolosus ), “barbeiros” ( Triatoma infestam)
e sanguessuga ( Haementeria gracilis) , só foram observados tripanossomos aglu¬
tinados e parcialmente lisados nas sanguessugas (Pessoa & Biasi 16 ).
MATERIAL E MÉTODOS
Trabalhamos com as serpentes n. os NS — 787 ( Epicrates cenchria crassus),
popularmente conhecida por “salamanta”, chegada ao Instituto Butantan no
dia 09/05/74 e NS — 800 (Philodryas nattereri) recebida no dia 20/05/74,
ambas de procedência desconhecida e respectivamente parasitadas pelo Trypa¬
nosoma salamantae Pessoa & Fleury 17 , 1969 e 71 phylodriasi Pessoa 15 , 1928.
O sangue destas serpentes foi colhido por punção direta no coração do
animal, com seringa e agulha estéreis, ou asséticamente com pipeta Pasteur atra¬
vés de corte na extremidade da cauda da serpente.
O sangue colhido foi semeado cm tubos de ensaio com meio de N.N.N.,
mantidos a 26°C.
Utilizamos este meio de cultura, deixando de experimentar outros, pelo
fato de ser o meio que mais facilmente obtivemos através da colaboração da
Seção Meios de Cultura do Instituto Adolfo Lutz, uma vez que, nossas expe¬
riências são desenvolvidas na Secção de Venenos do Instituto Butantan, especia¬
lizada na colheita de venenos de serpentes peçonhentas.
Os esfregaços, tanto da cultura como de sangue, foram fixados pelo me¬
tanol e corados pelo Giemsa ou pelo May Grünwald-Giemsa.
Em geral, os organismos corados pelo May Grünwald-Giemsa mostraram
melhor as suas estruturas do que quando corados só pelo Giemsa. Os núcleos
dos parasitas mostram-se avermelhados, citoplasma com granulações e vacúolos
bent evidentes.
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As duas espécies dc Trypanosoma com que trabalhamos foram suficiente¬
mente descritas em seus trabalhos originais de modo que achamos desneces¬
sária a redescrição (Figs. 1 e 21).
Além de algumas microfotografias, também fizemos em maior número
desenhos dos parasitas, por se tratar de organismos cuja estrutura é complexa
e pode ser melhor representada por desenhos.
Nas experiências de transmissão em filhotes de serpentes dos gêneros
Crotalus e Bothrops criados em laboratório, procedemos à inoculação sub-cu-
tânea ou administramos “per os”, culturas em N.N.N., positivas para T. sa-
lamantae e T. phylodriasi e triturados de mosquitos Culex clolosus e C. fatigans
engurgitados com sangue parasitado das serpentes E. c. crassus e P. nattereri.
Os mosquitos foram criados na Seção de Arboviroses do Instituto Adolfo
Lutz e mantidos em gaiolas apropriadas, contendo 50 a 60 mosquitos cada
uma. As experiências foram feitas conforme técnicas descritas anteriormente
(Biasi e cols 4 ).
RESULTADOS
Na maioria das vezes, 48 horas após havermos semeado sangue de E. c.
crassus ou de P. nattereri positivo, respectivamente, para T. salamantae e T. phy¬
lodriasi, em tubos de ensaio com meio de cultura de N.N.N., já eram observa¬
das formas evolutivas daqueles tripanossomos. O período de permanência dos
organismos vivos nas culturas não é em geral muito longo, pois, rapidamente elas
se apresentam contaminadas, levando-nos a crer que o sangue das serpentes
apresenta contaminação natural. Todavia uma das culturas de T. phylodriasi
manteve-se estéril por mais de 45 dias.
O meio de N. N. N., que modificamos substituindo o sangue de coelho
pelo sangue de serpente não se mostrou mais favorável do que o meio original.
Realmente encontramos, em tais condições, poucas formas evolutivas de tripa-
nossomo, mesmo quando a cultura era examinada 4 a 5 dias após a semea¬
dura.
Em todas as culturas pudemos identificar formas que classificamos como
amastigota, promastigota e epimastigota, ao lado dc outras que se mostravam
ou não em divisão e que dificilmente pudemos relacioná-las com uma das clás¬
sicas formas evolutivas dos flagelados. Não conseguimos identificar formas tí¬
picas de tripomastigota, mas acreditamos estarem elas presentes nas culturas
visto termos conseguido infectar cobrinhas negativas para estes protozoários.
Admite-se serem as formas tripomastigota as únicas infectantes.
a) Formas evolutivas do Trypanosoma salamantae:
Nota-se uma grande variação no tamanho de uma mesma forma evoluti¬
va destes flagelados. Encontram-se alguns organismos de dimensões relativa-
mente pequenas e outros maiores como amastigota com cêrca de 7 a 18 mi-
crons (Figs. 2 a 6), promastigota com 14 a 36 microns (Figs. 7 a 9) c epimas¬
tigota com 18 a 27 microns (Figs. 10 a 14).
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Plg. 1 - Trypanosoma salamantae. Esfregaço de sangue da serpente Epicrates cenchria crassus
(X 1800).
Plgs. 2 a 7 - Formas evolutivas de T. salamaniae em meio NNN*: 2 - Forma amastigota:
notar o reservatório no cinetoplasto. 3 - Forma amastigota: notar o clnetoplasto dividido
e m 3 partes. 4 - Agrupamento (roseta) com 8 organismos (X 2600). 5 - Agrupamento de
forma multiplicativa, com 3 organismos. 6 - Dois organismos amastigota. 7 - Forma pro-
mastigota (x 2300).
* O tamanho dos organismos desenhados o<-n a -se referido no texto.
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Nota sobre formas evolu-
Nas culturas desta espécie de Trypanosoma liá predominantemente orga¬
nismos isolados, sendo poucos os casos em que são eles encontrados agrupa¬
dos (“rosetas”). Neste caso, é pequeno o n.° de indivíduos associados não ul¬
trapassando em geral 6 a 8 (Figs. 4 e 5).
Amastigota : tem o citoplasma granuloso (Figs. 2, 3 e 5), o cinetoplasto al¬
gumas vezes circundado por uma área hialina — reservatório — (Fig. 2); nas
formas em multiplicação verifica-se primeiramente uma divisão do cinetoplasto
(Fig. 3), podendo-se encontrar duas ou mais destas organelas num mesmo in¬
divíduo.
Promastigota .: o núcleo nestes organismos, se localiza em geral, no terço an¬
terior do corpo (Figs. 7 e 8); citoplasma também granuloso e,em alguns casos,
o reservatório é visível (Fig. 8); flagelo de comprimento variável alcançando até
20 microns.
Um destes organismos em divisão, apresenta dois flagelos com respectivos
cinetoplastos individualizados; o citoplasma, em começo de fissão longitudinal
mostra cinco massas cromáticas que nos levam a pensar tratar-se de um orga¬
nismo em divisão mútlipla (Fig. 9).
Epimastigota : organismos de tamanho variável, com inúmeros deles apresen¬
tando uma membrana ondulante bem visível (Figs. II a 13), enquanto outros
não tem membrana evidente (Figs. 10 e 14).
Algumas formas evolutivas peculiares foram notadas e dentre elas desta¬
camos:
a) dois organismos paralelos, um deles já individualizado enquanto que o ou¬
tro, com aproximadamente o dôbro do comprimento, apresenta um núcleo e
um cinetoplasto em cada extremidade, deixando entrever que está concluindo
a sua divisão por fissão longitudinal (Fig. 14);
b) organismo em forma esférica (“esferimastigota ou pirimastigota”), com
flagelo e cinetoplasto em polos opostos (Fig. 15). Parece-nos que quando es¬
tes organismos adquirem esta forma, tendem a evoluir para uma fase multi¬
plicativa, aumentando o volume de seu citoplasma e adquirindo, cm seguida,
um aspecto amebóide, às vezes desprovido de flagelo.
c) o parasita apresenta a massa citoplasmática em princípios de fissão longi¬
tudinal, podendo-se notar já formados dois núcleos e dois cinetoplastos, bem
como as respectivas membranas ondulantes (Figs. 16 e 17).
d) organismo com larga área citoplasmática granulosa e grande vacúolo cen¬
tral junto ao qual há dois núcleos e logo atrás deles um cinetoplasto com pe¬
queno flagelo. A área citoplasmática forma estreito prolongamento em S, cuja
extremidade posterior bifurca-se num ramo curto e outro longo. Ao lado do
ramo menor vê-se um cinetoplasto que se encontra fora do citoplasma (Dutton
e cols. 10 em 1907, observaram que o flagelo pode ser desprendido e abandona¬
do juntamente com o cinetoplasto). O ramo maior curva-se em 180° retornan¬
do sobre a área citoplasmática inicial onde forma uma nova membrana ondu¬
lante (Fig. 18).
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Figs. 8 a 15 - Formas evolutivas de T. salamantae em meio NNN*: 8 - Forma promastigota
com reservatório e cinetoplasto. 9 - Forma promastigota em fissão longitudinal. Notar cine-
toplasto e flagelo divididos; presença de 5 massas cromáticas. 10 - Forma epimastlgota sem
membrana ondulante aparente. 11, 12 e 13 - Formas epimastigota com membrana ondulante
aparente. 14 - Forma epimastigota em divisão, notando-se um organismo isolado e outro en
fase final de divisão. 15 - Forma “esferimastigota” ou "pirimastigota”, notando-se flagelo <
cinetoplasto em polos opostos.
* O tamanho dos organismos desenhados acha-se referido no texto.
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b) Formas evolutivas do Trypanosoma phylodriasi :
Em meios de cultura de N.N.N., semeado com sangue da P. nattereri in¬
fectada com o T. phylodriasi desenvolveram-se como nas culturas da espécie
anterior, indivíduos amastigota, promastigota e epimastigota, com tamanhos va¬
riáveis dentro de uma mesma forma evolutiva e aproximadamente iguais aos do
T. salamantae. São encontrados frequentes agrupamentos (“rosetas”) de orga¬
nismos em multiplicação, podendo-se contar neles até 27 organismos ou mais
(Figs. 19, 20, 22 e 23).
As formas evolutivas do T. phylodriasi (amastigota, promastigota e epi¬
mastigota), são muito semelhantes àquelas do T. salamantae (Figs. 19, 20 e 22
a 26); alguns organismos resultantes da multiplicação, que podemos considerar
como formas promastigota, porém sem flagelo aparente, apresentam numa das
extremidades uma área de citoplasma hialino, não chegando a se constituir ain¬
da numa verdadeira membrana ondulante. Esta área cora-se ligeiramente em róseo
pelo May Grünwald-Giemsa, (Figs. 19 e 20).
Nas culturas do T. phylodriasi em N.N.N., pudemos observar algumas
formas peculiares que se tratam em geral de organismos em fase de multipli¬
cação: a) indivíduo longo de extremidades alongadas e finas, com flagelo, por¬
tando 2 núcleos e 2 cinctoplastos (Fig. 27); b) forma aparentemente epimasti¬
gota, mas sem flagelo, só com membrana ondulante, com 3 núcleos (Fig. 28);
c) organismo em fissão longitudinal, apresentando um só núcleo, porém o ci-
netoplasto dividido em 2 grânulos (Fig. 29); d) forma evolutiva com 2 núcleos
próximos, 2 cinetoplastos separados, partindo de cada um deles um flagelo,
que ao sairem do corpo celular unem-se formando um flagelo único (Fig. 30);
e) organismo com 2 núcleos bem evidentes,, cinetoplasto bipartido, porém ain¬
da próximos e na extremidade do flagelo aparece uma pequena área de expan¬
são citoplasmática (Fig. 31); f) forma epimastigota em término de fissão lon¬
gitudinal, ligados sómente por pequena ponte citoplasmática (Fig. 32); g) for¬
ma evolutiva com 2 grandes vacúolos na massa citoplasmática (Fig. 33); h)
organismo estreito alongado com grande dilatação vacuolar em uma de suas
extremidades (Fig. 34).
EXPERIÊNCIAS COM MOSQUITOS E INOCULAÇÕES EM SERPENTES
Ambas as serpentes, E. c. crassas (“salamanta”), NS — 787, e P. nattereri,
NS — 800, foram colocadas em gaiolas com mosquitos Cale.x fatigans e C. dolo¬
sas para serem sugadas. Foram feitas três tentativas cm datas diferentes e 24,
48 e 72 horas após os mosquitos terem se engurgitado com sangue das serpen¬
tes foram alguns deles dissecados. Em lâminas confeccionadas com um dos mos¬
quitos da primeira experiência, após coloração com Giemsa foram identificadas
duas formas que acreditamos serem formas evolutivas do T. phylodriasi (Figs.
35 e 36). Na terceira experiência que fizemos, quando colocamos a E. c. crassus
(“salamanta”) para os mosquitos C. dolosus sugarem, 24 horas após a sucção
um dos mosquitos dissecados apresentava formas evolutivas flageladas, em mo¬
vimentação, que infelizmente não se coraram satisfatoriamente pelo Giemsa,
não permitindo microfotografias.
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Nota sobre formas evolu-
F ‘gs. 16 a 18 - Formas evolutivas de T. salamantae em melo NNN*: 16 e 17 - Organismo
em divisão, notando-se dois flagelos, dois clnetoplastos e dois núcleos. Inicio de fissão
■ongltudlnal do citoplasma (Flg. 17 - x 2.000). 18 - Organismo em multiplicação, apresen¬
tando d-„s massas cromáticas, grande vacúolo, clnetoplasbo com pequeno flagelo, prolonga¬
mento cltoplasmátlco bipartido, com um clnetoplasto; outro clnetoplasto fora do citoplas¬
ma, no ramo menor da bifurcação. 19 e 20 - Trypanosoma phylodriasi: agrupamento (roseta)
úe formas promastlgota.*
* O tamanho dos organismos desenhados acha-se referido no texto.
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Culturas em meio de N. N. N., do T. sàlamantae e T. phylodriasi, bem co¬
mo triturado de mosquitos C. fatigans e C. dolosus engurgitados com sangue da
“salamanta” — E. c. crassus — e da P. nattereri foram inoculados ou adminis¬
tramos “per os” nos seguintes filhotes de serpentes dos gêneros Crotalus e Bothrops
nascidos e mantidos no laboratório em caixas a prova de prováveis vetores: 4
filhotes de C. durissus terrificus (“cascavel”), 1 de B. neuwiedi (“jararaca-pin-
tada”), 1 de B. jararacussu (“jararacussu’’) e 4 de B. alternatus (“urutu”).
Obtivemos resultados positivos para 2 filhotes de B. alternatus (“urutu”),
que 5 dias após a inoculação da cultura de N.N.N., semeada com T. phylodriasi,
apresentaram formas sanguíneas deste tripanossomo (Figs. 37 e 38).
COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES
As espécies de Trypanosoma que parasitam os répteis e outros animais de
sangue frio, tem sido identificadas principalmente com base no seu hospedeiro
vertebrado. Os caractéres- morfológicos destes flagelados (comprimento do cor¬
po e flagelo, posição relativa do núcleo e cinetoplasto, aspecto da membrana on¬
dulante, etc.) nem sempre tem se revelado suficientes para a diferenciação es¬
pecífica.
Através do reconhecimento dos vetores e das formas evolutivas dos tripa-
nossomos, quer nos hospedeiros intermediários, quer nos meios de cultura, os
autores tem procurado encontrar caractéres diferenciais que permitam melhor
identificação específica dos tripanossomos de répteis ou de outros animais hete-
rotérmicos.
Entre os mais antigos estudos das formas evolutivas de tripanossomos dos
vertebrados de sangue frio, temos o de Bouet 5 que observou estes flagelados do
sangue de rã em meio de cultura; o de Brumpt 6 que as descreveu em sangues¬
sugas que sugaram lagartixas positivas para tripanossomos e o de Dutton e
cols. 10 que as observaram em preparações a fresco, do sangue de diversos verte¬
brados com tripanossomo.
Mais recentemente, nos animais hcterotérmicos citamos, para os anfíbios:
Lehmann 13 que em sanguessuga do género Erpobdella verificou formas evoluti¬
vas do T. ambystome parasita do Taricha granulosa (“salamandra”); Bailey 3
que estudou formas do tripanossomo de rã em Aedes aegypti, admitindo ser este
inseto provável vetor; Pereira e cols. 14 que, estudaram em meio de cultura
formas evolutivas do T. rotatorium, parasita de rãs, assinalando como vetor o
Culex territans. Dos tripanossomos de répteis alguns autores estudaram formas
evolutivas nos hospedeiros intermediários, citando-se para os Sauria, Fromen-
tin 11 que em meio de cultura observa o T. therezieni, parasita do camaleão,
Chamaeleo brevicornis; Ayala e cols. 2 que identificaram o flebotomíneo Lutzomya
ve.xatrix occidentalis como provável vetor do T. thecadactyli parasita do geconídeo
Thecadactylus rapicaudus ; e para as serpentes, Pessoa e Fleury 17 que assinala¬
ram a sanguessuga Haementeria lutzi como hospedeiro intermediário do T. hogei,
parasita da Rachidelus brazili (“falsa-muçurana”). Ainda fazemos menção do
trabalho de Arantes & Fonseca 1 que em meio de cultura e por inoculação direta
em serpentes, observaram formas evolutivas do T. butantanense parasita da Wa-
glerophis merremii (=Xenodon merremii).
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Flgs. 33 e 34 - Trypanosoma phylodriasi: formaB evolutivas em melo NNN. 33 - Forma evo¬
lutiva aparentemente "plrlforme", portando dois grandes vacúolos no citoplasma, (x 1600).
34 - Forma evolutiva com grande vacúolo em uma das extremidades, (x 1800).
? lgs. 35 e 36 - Trypanosoma pnylodriast: prováveis formas evolutivas em Culex fatigans
( X 1400;.
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Figs. 37 e 38 - Formas sangüineas de Trypanosoma phylodriasi em sangue de filhotes de
Bothrops alternatus inoculados com cultura de triponossomo em NNN. (X 2600).
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No presente trabalho estudamos formas evolutivas de duas espécies de Try¬
panosoma, uma parasita da “salamanta” — Epicrates cenchria crassus — o T.
salamantae e outra parasita da Philodryas nattereri, o T. phylodryasi, em meio
de cultura de N.N.N., tanto no meio original como em meio modificado pela
substituição do sangue de coelho por sangue de serpente. O meio de N.N.N.,
original, mostrou-se melhor que o modificado com sangue de serpente, apresen¬
tando mais rapidamente o aparecimento das formas evolutivas das espécies de
Trypanosoma semeados.
O T. phylodriasi mostrou melhor desenvolvimento do que o T. salamantae
em meio de N.N.N., originando culturas com maior número de organismos.
As formas evolutivas das duas espécies de Trypanosoma estudadas apre¬
sentaram ligeiras diferenças que não podemos considerar significativas para a
diferenciação específica. Podemos citar que em meio de cultura de N.N.N.,
grupos multiplicativos (“rosetas”) do T. phylodriasi mostram até cêrca de 27
organismos ou mais por agrupamento (“roseta”), enquanto que em T. sala¬
mantae esse número é bem menor (6 a 8); organismos promastigota de T. phy¬
lodriasi são mais alongados e com área citoplasmática anterior ampla e hialina,
melhor evidenciada pela coloração de May Grünwald-Giemsa.
Ao microscópio, em preparações a fresco de culturas em N.N.N., acom¬
panhamos a velocidade de multiplicação de formas evolutivas do T. salamantae.
Os organismos de um agrupamento (“roseta”) observados por mais de uma
hora não se individualizaram, enquanto que, em poucos instantes ocorreu em
um outro organismo a divisão por fissão longitudinal com a separação de 2 in¬
divíduos.
Alguns invertebrados (insetos e sanguessugas) são vetores potenciais ou
transmissores dos tripanossomos de animais de sangue frio, sendo este ainda
um campo pouco conhecido da biologia destes flagelados. Em nossas experiên¬
cias, na tentativa de verificar prováveis vetores do T. phylodriasi e T. salaman¬
tae, utilizamos os mosquitos Culex dolosus e Culex fatigans. Um dos mosquitos
Culex dolosus que havia engurgitado sangue da “salamanta” — E. c. crassus —,
quando dissecado apresentou formas evolutivas flageladas, demonstrando que
este mosquito é um transmissor potencial do T. salamantae.
Agradecimentos: Agradecemos ao chefe da Seção de Meios de Cultura do
Instituto Adolfo Lutz, Dr. Julio Jacques Parigot de Souza a valiosa cooperação
em nossos trabalhos, bem como ao técnico do Instituto Butantan, Sr. Joaquim
Cavalheiro. Ainda estendemos os agradecimentos à Dna. Delminda Vargas Tra¬
vassos pela confecção dos desenhos, ao Dr. Oscar de Souza Lopes, chefe da Seção
de Arboviroses do Instituto Adolfo Lutz por nos ter fornecido os mosquitos.
ABSTRACT: In N. N. N. médium, original and modified with
snake blood instead of rabbit blood, the authors studied evolu-
tive forms of 2 species of snake Trypanosoma: T. salamantae
(parasite of Epicrates cenchria crassus ) and T. phylodriasi (para-
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BIASI, P.; PESSOA, S.B.; PUORTO, G. & FERNANDES, W.
tivas de Trypanosoma de serpentes em meio de cultura.
Mem. Inst. Butantan, 39: 85-101, 1975.
Nota sobre formas evolu-
site of Philodryas nattereri). No significant differences were
found in the evolutive forms of both species of Trypanosoma.
The authors point out that the individualization process is
rapid in the organisms multiplying by longitudinal fission, and
slow in those of multiple division (“rosette”).
Subcutaneous inoculation or application “per os” of cultura
media with T. salamantae and T. phylodriasi in laboratory-bred
juvenile snakes were carried out. Positive results were obtained
in two young Bothrops alternatus ("urutu”) subcutaneously ino-
culated with cultures of T. phylodriasi. All the other experiments
were negative.
Experiments to show the evolution of T. salamantae and
T. phylodriasi in mosquitoes Culex fatigans and C. dolosus that
had sucked blood from parasitized snakes gave negative results,
except for one specimen of C. dolosus that presented flagellated
evolutive forms, wich suggests that mosquitoes are potential
vectors.
UNITERM S: Trypanosoma. Hemoparasites. Serpentes. Trypano¬
soma culture. Experimental transmission.
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Mem. Inst. Butantan
39: 103-121, 1975
KALICEPHALUS SUBULATUS MOLIN, 1861 (NEMATODA,
DIAPIIANOCEPIIALIDAE). CONFIRMAÇÃO DESTA ESPÉCIE;
INFORMAÇÕES SOBRE SUA DISPERSÃO GEOGRÁFICA E
ENUMERAÇÃO DE SERPENTES PARASITADAS. *
MARIA DA PENHA MAIA FERNANDES e PAULO DE TOLEDO ARTIGAS
Departamento de Parasitologia, Instituto de Ciências Biomédicas, U.S.P.
RESUMO: Ê confirmada neste trabalho a espécie K. subulatus
Molin, 1861, redescrita por Schad, em 1962.
Por nós, K. subulatus foi encontrado em Boa constrictor
constrictor, em Epicrates cenchria cenchria e em Corallus ca-
ninus; todas essas serpentes provieram da região amazônica.
De acordo com o ponto de vista exposto no trabalho, desde
que K. i. coronellae e K. subulatus se confundam morfologica¬
mente e desde que suas áreas de dispersão se sobreponham,
em parte pelo menos, é de se prever que K. i. coronellae e
K. subulatus sejam sinônimos. Verdadeira esta hipótese o para-
sitismo de K. subulatus, que é uma espécie sul americana e cen¬
tro americana, devendo atingir o México, não se restringirá a
serpentes Boidae.
UNITERMOS: Kalicephalus subulatus. Nematoda, Diaphanoce-
phalidae. Morfologia. Incidência. Ofídios.
INTRODUÇÃO
Schad, em 1962, redescreve a espécie Kalicephalus subulatus Molin, 1861;
no momento, utilizando material colhido por nós, podemos confirmar a descri¬
ção de Schad, embora existam algumas divergências, por exemplo a presença
de “coronula radiata” no interior da cápsula bucal, negado por Schad.
A redescrição de Schad tornou-se possível com o exame do material co¬
lhido por Natterer e do qual se serviu Molin, para sua publicação. A descrição
original de Molin não permite, por si apenas, o reconhecimento de K. subulatus.
Possivelmente esta composição específica deveria se tornar “nomen nudum”,
* Trabalho executado com auxilio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São
Paulo - FAPESP.
Endereço para correspondência: Caixa postal 4.355 - São Paulo - Brasil
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
não fosse a iniciativa cie Schad e a existência do material colecionado por
Natterer.
Schad, em sua monografia sobre calicéfalos (1962), procurou solucionar a
sistemática desse gênero, no qual se enumeram cinqüenta espécies (Yamaguti,
1961), número que Schad reduz a vinte e quatro, embora mantendo e criando
sub-espécies.
Não obstante, parece-nos que o gênero Kalicephalus Molin, 1861 ainda
apresenta dúvidas quanto às espécies que o compõem. Tal situação é natural
pelos motivos seguintes: 1) Distribuição universal e contínua dos calicéfalos;
2) Uniformidade anatômica impressionante das diferentes espécies; 3) Frouxa
especificidade parasitária; isto é, determinado calicéfalo é, freqüentemente, encon¬
trado em várias espécies de ofídios.
No caso do K. subulatus, Schad afirma scr este nematóide específico de
Constrictor constrictor (—Boa constrictor ) e declara ter encontrado dezesseis co¬
leções do parasito, sendo doze de C. constrictor do U.S.N.M., uma de C. cons¬
trictor do Zoológico do Rio de Janeiro, duas dc C. constrictor imperator (res¬
pectivamente do National Zoological Park (U.S.A.) e de Santa Rosa (Guate¬
mala), além do material tipo, oriundo do Estado do Mato Grosso (Brasil).
Os herpetologistas tendem para considerar Constrictor sinônimo de Boa;
Stimson (1969), em seu catálogo, refere-se a espécie Boa constrictor com as se¬
guintes sub-espécies:
Boa constrictor constrictor
Leste do Equador, norte e leste do Peru, norte da Bolívia; Brasil, ao
norte do Paralelo 13.°5; Colômbia central e oriental; Venezuela; Guia-
nas; Trinidade e Tobago.
Boa constrictor amarali
Bolívia oriental; Brasil, desde os estados de Mato Grosso e Goiás,
para o sul, até São Paulo.
Boa constrictor imperator
Norte de Sonora e Taumalipas central, México, para o sul através
da América Central ao noroeste e oeste do Equador e noroeste do
Peru.
Boa constrictor nebulosa
Dominica, Pequenas Antilhas.
Boa constrictor occidentalis
Paraguai e Argentina entre os Andes e o Rio Paraná, para o sul até
as províncias de Córdoba, San Luis e Mendoza.
Boa constrictor orophias
Santa Lúcia, Pequenas Antilhas.
Boa constrictor ortoni
Noroeste do Peru.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 (Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Aí em. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975
0.1 mm
PRANCHA I - Kalicephalus subulatus. Material proveniente de Boa constrictor constrictor :
1 e 3 - Extremidade cefálica de fêmea. 2 e 4 - Extremidade anterior de fêmea. 5 e 9 - Ex¬
tremidade caudal de fêmea. 6 - Ovos desenhados, quando ainda na cavidade uterina.
7 e 8 - Desenho total de fêmea.
OBS.: Chama-se a atenção para a "coronula radiata” interna cefálica, bem observada em
todos os calicéfálos que temos examinado. Tal particularidade não é mencionada por Schad.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; Informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
Diante desta situação, deveríamos modificar a maneira de dizer de Schad
e admitir que K. subulatus seria encontrado em várias subespécies de D. cons-
trictor. Entretanto, a especificidade de K. subulatus é ainda mais frouxa, como
prova seu encontro em dois exemplares de Epicrates cenchria cenchria e cm um
exemplar de Corallus caninus (—Boa canina ). Portanto, até que outras verifi¬
cações ocorram, devemos ter como certo que K. subulatus é parasito de ser¬
pentes da família Boidae, gêneros Boa, Epicrates e Corallus. Ademais, desde que
a área de distribuição de K. subulatus se superponha, pelo menos em parte, a
de K. inermis coronellae e sendo este calicéfalo anatomicamente igual a K. su¬
bulatus avoluma-se a dúvida da validade da subespécie de Ortlepp. Confirmada
esta hipótese, deixará de ser válida a relativa especificidade do calicéfalo em cau¬
sa, como parasito de boideos.
Motivos dessa ordem obrigam-nos a cautelas; é a razão de, neste trabalho,
nos alongarmos mais do que aparentemente necessitaria a simples comparação
de um nematóide.
Molin (1861), utilizando-se do material colhido no Brasil pelo viajante e
naturalista Natterer, depositado no Museu de História Natural de Viena, redes-
crcveu, entre outras espécies do gênero, o Kalicephalus subulatus.
Transcrevemos na íntegra a descrição de Molin:
“Caput cupaeforme, anulo corneo interno e reliquo corpore discre-
tum, fulcris interne suffultum, diaphanum; os terminale, bivalve, am-
plum, limbo lineari diaphano papilloso; corpus semicirculariter infle-
xum, subcylindricum, retrorsum sensim attenuatum; extremistas cau-
dalis maris bursa genitali terminali integra, obliqúe truncata, radio
dorsali diramato hinc bis tripartito, fasciculisque lateralibus quadrira-
diatis radio primo bifido, ex qua epistomium retractile; penis duplex,
cruribus Iongis filiformibus utrinque alis alinearibus; vagina penis
simplex, longa, valida, in curva; extremistas caudalis feminae subu-
lata; anus apici caudali haud proximus; apertura vulvae in apice pa-
pillae conicae valve prominulae posterioris corporis partis; uterus
bicornis. Longit. mar. 0,005-0,009; crassit. 0,0002-0,0003. Longit.
fem. 0.006-0,013; crassit. 0,0004-0,0005.”
“Hospedeiros; Lachesis rhombeata: no esôfago e no ventrículo, julho;
no ventrículo e no delgado, junho, Borba; Bothrops jararaca, julho,
Ipanema; Boa constrictor, abril, Mato Grosso; por todo o intestino.”
Observação: Eu tive oportunidade de examinar da referida espécie:
“1) 15 machos e 36 fêmeas muito bem conservados e perfeitamente
transparentes encontrados na maior parte aderentes ao esôfago mas
em parte também no estômago de um Lachesis rhombeata macho,
que também abrigava 32 pequenos Pentastomos em parte aderentes
ao pulmão e em parte fixados às paredes do grande saco aéreo, ain¬
da 3 longos Cestoides inteiros e 2 curtos sem cabeça com 6 fragmen¬
tos no intestino. Mais 12 machos e 16 fêmeas achados no estômago
e no delgado de um outro réptil macho da mesma espécie igualmen¬
te de Borba, em 28 de junho de 1830. Esta continha ainda 5 fragmen¬
tos de um longo nematóide e I outro nematóide longo no delgado.”
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 (Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mera. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
0,2 mm
0,2 mm
0,2 mm
0,1 mm
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12
1 mm
PRANCHA II - Kalicephalus subulatus. Material proveniente de Boa constrictor constrictor:
1 - Extremidade anterior de fêmea. 2 - Extremidade cefálica de fêmea. 3 - Extremidade
caudal de fêmea. 4 - Porção terminal da genitália de fêmea. 5 - Desenho total de fêmea.
6 - Extremidade cefálica de macho. 7 - Extremidade anterior de macho. 8 - Bolsa copula-
dora, vista lateral. 9 - Raia dorsal. 10 - Espículos e bolsa copuladora, vista lateral. 11 - Gu-
bernáculo. 12 - Desenho total de macho.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 (Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
“2) 1 macho e 1 fêmea encontrados no ato da copula no intestino
de Bothrops jararaca macho, que ainda continha Pentastomos no pul¬
mão e na cavidade abdominal, e vermes semelhantes a Ligulas no
ventre entre os músculos e as costelas, em 27 de julho de 1819.”
“3) Finalmente 2 machos e 5 fêmeas recolhidos juntamente com 1
Equinorinco livre no intestino de um Boa constricíor macho, em 7
de abril de 1828.”
A observação de Molin, acima transcrita, é desacompanhada de desenhos
que permitam o perfeito conhecimento de K. subulatus, como de outros calicé-
falos descritos nessa ocasião. Esta falha, desvaloriza acentuadamente o trabalho
de Molin, no capítulo pertinente ao gênero Kalicephalus, no qual oferece dese¬
nhos (aliás muito imperfeitos) de uma única espécie, K. inennis. Com descri¬
ções que não oferecem elementos seguros para a identificação das espécies por
ele criadas, Molin motivou um impasse de real envergadura aos helmintologistas
interessados nas espécies sul americanas dos calicéfalos. Na verdade, os especia¬
listas brasileiros, inclusive Lauro Travassos, sempre se sentiram sem condições
para estudar a situação dos nematóides do gênero Kalicephalus, ante a impossi¬
bilidade de reconhecer as espécies de Molin, mal definidas na monografia da¬
quele pesquisador.
Tornava-se necessária a revisão do material de Natterer, para um exato
conhecimento dos tipos de Molin. Tal oportunidade coube ao pesquisador cana¬
dense G.A. Schad, que, em 1962, publicou uma minuciosa revisão dos calicéfa¬
los de todo o mundo, contando, para a execução de tal tarefa, com a colabora¬
ção de grandes institutos, museus, zoológicos e outras organizações de vários con¬
tinentes que lhes forneceram imenso e precioso acervo de calicéfalos. Schad re¬
viu os tipos de Molin; agora baseados no seu depoimento, encontramos condi¬
ções, até então inexistentes, para uma apreciação razoável sobre as espécies de
Kalicephalus sul americanos.
Vimos, há meses, procurando calicéfalos em ofídios brasileiros, já tendo
conseguido uma boa coleção, com 381 coletas positivas, conseguidas em serpen¬
tes venenosas e não venenosas, tendo sido feitas 1.444 necropsias.
Somente cinco serpentes, todas cias da família Boiclae, provenientes da re¬
gião amazônica apresentaram o calicéfalo em apreço, sendo que uma delas (ne¬
cropsia n.° 3211), Boa constricíor constricíor, oriunda do Marabá (Pará) apre-
sentava-se parasitada por K. subulatus (10 fêmeas e 4 machos), K. inennis (2
fêmeas e 2 machos e uma fêmea de um calicéfalo com cabeça desviada do eixo
de simetria corporal (K. appendiculatus ?). Já necropsiamos doze giboias da re¬
gião sul do Brasil (Boa constricíor amarali ); até agora, resultou negativo o en¬
contro de K. subulatus em boideas da região sul do país. Temos, pois, razões pa¬
ra presumir que K. subulatus começa a aparecer na região amazônica e que sua
zona de dispersão se expande para o norte.
Nas necropsias números 2422, 3211, 3212, 3218 e 3275 nos deparamos com
um calicéfalo que, morfologicamente se situa nas características que Schad rees-
tabeleceu para K. subulatus. Entretanto, nossa verificação põe em choque a afir¬
mativa categórica de Schad, de que a espécie em apreço é parasita extrito de
giboia (Constricíor constricíor), pelo fato de nossos espécimes terem sido en¬
contrados em Epicrates cenchria cenchria e Corallus caninus, além de Boa cons-
trictor constricíor.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematnda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
0,2 mm
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1 mm
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PRANCHA III - Kalicephalus subulatus. Material proveniente de Boa constrictor constrictor:
1 e 6 - Extremidade anterior de macho. 2 - Bolsa copuladora, espículos e gubernáculo.
3 e 9 - Espículos e gubernáculo. 4 e 8 - Raia dorsal. 5 e 10 - Desenho total de macho.
7 - Bolsa copuladora, vista lateral.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; Informações sobre sua dispersão geográfica
o enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
CONCEITO DE KALICEPHALUS SUBULATUS, SEGUNDO SCHAD.
O que está acima exposto, impõe a análise do trabalho de Schad, quando
focaliza Kalicephalus subulatus.
Primeiramente, transcreveremos a exposição do autor canadense; a seguir,
discutiremos o assunto.
“Diagnose morfológica de K. subulatus
Integrante do grupo inennis; cutícula cervical não inflada; raias la¬
terais digerventes; raia dorsal do tipo III; restrita a Constrictor cons-
trictor.
Descrição: Calicéfalo relativamcnte curto e grosso (stout). Face ar¬
queada, ligeiramente voltada dorsalmente. Anel quitinóide anterior lar¬
go. Cantos cutilares inflados muitas vezes irregulares. Goteira dor¬
sal com ou sem curva anterior. Peça posterior ventral um tanto trian¬
gular, peça posterior dorsal arredondada. Esôfago robusto, largo ante¬
riormente, estreitando de repente para formar o bulbo. Poro excretor
e papilas cervicais usualmente na área do bulbo esofagiano mas oca¬
sionalmente pós-esofagiano.
Fêmea: Vulva perto do início do terço posterior do corpo, lábios
apenas ligeiramente salientes, muitas vezes numa depressão escavada.
Anfidelfica, ovejectores curtos, grossos. Alças ovarianas enoveladas
anteriormente ao útero anterior. Cauda estreita, alongada; lábio pos¬
terior do anus geralmente mais proeminente que o anterior (Fig. 98).
Macho: Raias ventrais da bolsa acoladas na maior extensão de seu
comprimento, separadas apenas nas extremidades. Laterais com um
tronco comum. A externolateral destacada desde a base, mais romba,
mais policiforme. Extremidades das laterais regularmente espaçadas.
Raia dorsal do tipo III. Espículos longos, alados, com extremos alon¬
gados e espatulados. Gubernáculo com apêndice (addendum) poste¬
rior cordiforme e proeminente telamon.”
Discussão: O nome Kalicephalus subulatus c aqui restringido à espécie
ocorrendo em Boa constrictor, Constrictor constrictor. O material ori¬
ginal de Molin é heterogêneo, consistindo em K. subulatus de C. cons¬
trictor e uma outra espécie de Bothrops e Lachesis. Os espécimes na
coleção 4232 do Naturhistorisches Museum, Viena, são sintipos dos
quais nenhum lectotipo foi selecionado desde que os espécimes são
tão quebradiços (brittle) que nem um único exemplar poderá resistir
incólume a maior reexame.
Todas as 15 coleções estudadas deste hospedeiro são claramente co-
nespecíficas. Nenhum outro calicéfalo foi encontrado em serpentes que
fossem seguramente C. constrictor nem foi nenhum K. subulatus ob¬
servado cm Bothrops ou Lachesis. Parece portanto, que K. subulatus
é hóspede específico, e que a restrição acima proposta é justificável.
Tal circunstância também admite checar redescrições e informes de
Ortlepp (1923), Stiles e Hassal (1894), Caballero c Vogelsang
no
cm
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; Informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
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PRANCHA IV - Kalicephalus inermis. Material proveniente de Boa constrictor constrictor:
1 - Extremidade anterior de macho. 2 - Extremidade cefálica de macho. 3 - Bolsa copula-
dora, espiculos e gubernáculo, vista lateral. 4 - Raia sorsal (tipo IV de Schad). 5 - Dese¬
nho total de macho. 6 - Extremidade anterior de fêmea. 7 - Extremidade cefálica de fê¬
mea. 8 - Extremidade caudal de fêmea. 9 - Porção terminal da genitália de fêmea. 10 -
Desenho total de fêmea.
OBS.: Esta prancha é apresentada como comprovação do poliparasitismo de Boa constrictor
constrictor.
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Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
(1950), e Herman (1939), disso resultando um mínimo de confusão."
K. chitwoodi Caballero, 1954, é posto na sinonímia de K. subulatus
desde que um espécime macho e outro fêmea presenteados pelo Dr.
Caballero se enquadram no rígido conceito de K. subulatus. Stron-
gylus boae Mac Calium foi posto na sinonímia de K. boae (Blanchard)
por Harwood (1932). Eu examinei um preparado (USNM 35409)
com dois espécimes de Mac Calium de C. constrictor e eles são K. su¬
bulatus. Deve, entretanto, ser notado que o material de Mac Calium
era heterogêneo. Seus calicéfalos de hospedeiros norte americanos e
de Python sebae, que foram rotulados como K . boae, são certamente
outras espécies. Embora não seja aparente através das diagnoses, pe¬
las quais a distinção entre K. subulatus e K inermis depende essen¬
cialmente do hospedeiro, existe considerável diferença na morfologia.
Isto é especialmente real quando são simpátricos. Dentro da área
(range) de K. subulatus, K. inermis tem a raia dorsal com suas rami¬
ficações terminais associadas em dois grupos palmados, e os pares
mais internos dessas ramificações são longos.
Para o norte da área de K. subulatus, a subespécie K. inermis coro-
nellae tem uma raia dorsal igual a de K. subulatus. As ramificações
terminais são separadas e os pares mais internos dessas ramificações
são curtos. Liminarmente, as caudas das fêmeas de K. subulatus e K.
inermis diferem fortemente quando as espécies são simpátricas, en¬
quanto que a cauda do alopátrico K.i. coroneltae se assemelha a de
K. subulatus. K. subulatus difere de K.i. coronellae no contorno da
face, no fortemente desenvolvido reborbo quitinóide anterior e no esô¬
fago (compare medidas e figuras).”
Julgamos prudente transcrever o relato de Schad pertinente a K. subulatus,
para desenvolver as considerações relativas ao assunto, que a nosso ver merece
alguns reparos.
KALICEPHALUS SUBULATUS, 1861 (Segundo nosso entendimento)
As espécies de Kalicephalus, decididamente sul americanas admitidas por
Schad, podem ser distinguidas pelos caracteres apresentados na seguinte chave,
cujos dados são os oferecidos na publicação daquele pesquisador.
a) Espécies anfidelfas:
1) Com a extremidade cefálica terminando em ponta ou forte¬
mente arredondada; cabeça dirigida para a frente ou apenas ligeira¬
mente desviada para o lado dorsal. Esôfago longo, mais largo anterior-
mente do que na região bulbar. Fêmeas com a vulva proeminente, pen-
dunculada, podendo estar situada em depressão escavada; situa-se no
terço posterior do corpo. Ovejectores bem desenvolvidos; úteros opos¬
tos; cauda curta forte, terminando em ponta, com espinho curto. Ma-
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FERNANDES, M.P.M. & ARTTGAÍj, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 (Nematnda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
PRANCHA V - Kalicephalus subulatus. Material proveniente de Boa constrictor constrictor:
1 - Extremidade anterior de fêmea, 2 - Extremidade cefálica de fêmea. 3 - Extremidade
caudal de fêmea. 4 - Ovos desenhados, quando ainda na cavidade uterina. 5 - Desenho
total de fêmea. 6 - Extremidade cefálica de macho. 7 - Extremidade anterior de macho.
8 - Desenho total de fêmea. 9 - Extremidade caudal de fêmea.
113
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 (N ema toda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
chos com a bolsa copuladora ampla. Raia dorsal do tipo 1V-V, sen¬
do a sub-ramificação interna a mais longa.
K. inermis
2) Calicéfalos parasitas específicos de C. constrictor (giboia).
Face arqueada, ligeiramente voltada para o lado dorsal. Esôfago ro¬
busto, mais estreito anteriormente do que na região bulbar. Fêmeas
com a vulva situada na porção inicial do terço posterior do corpo ei
com lábios apenas salientes, às vezes em depressão escavada; cauda
estreita, longa, sem espinho apical; lábio posterior do anus via de
regra mais proeminente que o anterior. Machos com a raia dorsal do
tipo III.
K. subulatus
3) Calicéfalos localizados no reto das serpentes suas hospe¬
deiras. Face dirigida para a frente; esôfago mais estreito anteriormen¬
te do que na região do bulbo. Fêmeas com a vulva situada na
metade posterior do corpo, relativamente em situação mais anterior
que as duas espécies já referidas; cauda brevicônica, sem espinho
terminal. Machos com a raia dorsal do tipo lí.
K. rectiphilus rectiphilus
b) Espécies prodelfas:
1) Calicéfalos caracterizados por apresentarem a cápsula bu¬
cal assimétrica e a face nitidamente voltada para o lado dorsal. Fê¬
meas com a vulva no último quarto do corpo, frequentemente pen-
dunculada. Genitália feminina prévulvar; cauda curta, podendo apre¬
sentar dilatação pré-terminal. Machos com a raia dorsal frequente¬
mente curta e reforçada, externo dorsais robustas; complexo dorsal
do tipo III — II.
K. appendiculaíus
2) Cápsula bucal simétrica. Face dirigida para a frente. Fê¬
meas com a vulva no quarto posterior do corpo; vulva penduncula-
da, formando proeminente corcova; cauda brevicônica, com robusto
espinho terminal. Machos com a raia dorsal do tipo III.
K. costatus
O calicéfalo encontrado nas necropsias n.° 2422, 3211, 3212, 3218 e
3275, deve ser, por suas características morfológicas, identificado a K. subu¬
latus; as cobras que o continham foram respectivamente:
Necropsia n.° 2422 — Epicrates cenchria cenchria, macho; procedên¬
cia, Vale do Guaporé (Estado do Acre); material colhido em
24/09/74; vermes localizados no intestino médio, encontrados dois
machos c duas fêmeas. A serpente foi sacrificada e necropsia efetuada
logo após.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
0,2 mm
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PRANCHA VI - Kalicephalus subulatus. Material proveniente de Boa constrictor constrictor:
1 - Extremidade anterior de macho. 2 - Extremidade cefálica de macho. 3 - Bolsa copu-
ladora; vista lateral. 4 - Bolsa copuladora, espículos e gubernáculo; vista lateral. 5 - Raia
dorsal. 6 - Gubernáculo. 7 - Desenho total de macho. 8 - Desenho total de fêmea.
9 - Extremidade cefálica de fêmea. 10 - Extremidade anterior de fêmea. 11 - Porção ter¬
minal da genitália de fêmea. 12 - Extremidade caudal de fêmea.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
Necropsia n.° 3211 — Boa constrictor constrictor; procedência, Ma¬
rabá (Estado do Pará); material colhido em fevereiro de 1975; ver¬
mes localizados no intestino delgado; encontrados 29 exemplares;
sendo uma fêmea de cabeça torta (K. appendiculatus ?)\ quatro ma¬
chos e dez fêmeas, com caractéres de K. subulatus; dois machos e
duas fêmeas, com caractéres de K. inermis.
Necropsia n.° 3212 — Epicrates cenchria cenchria, fêmea; procedên¬
cia Marabá (Estado do Pará); material colhido em fevereiro de 1975;
vermes localizados no intestino médio; encontrados dois exemplares
machos.
Necropsia n.° 3218 — Boa constrictor constrictor; procedência Ma¬
naus (Estado do Amazonas); material colhido em março de 1975;
vermes localizados no intestino médio; encontrados dezoito machos
e vinte e quatro fêmeas.
Necropsia n.° 3275 — Corallus caninus (—Boa canina,)-, procedên¬
cia Marabá (Estado do Pará); material colhido em abril de 1975;
vermes localizados no intestino médio; encontrados dois exemplares
fêmeos.
Passamos a descrever o nematóide por nós classificado como K. subulatus
e. em seguida, faremos a comparação do nosso material com os dados apresen¬
tados por Schad para a espécie em foco.
Kalicephalus subulatus Molin, 1861
Nematóide de tamanho pequeno, relativamentc a outros calicéfalos (K.
inermis, por exemplo atinge o triplo do comprimento de K. subulatus). A cabe¬
ça é típica de um calicéfalo; face ligeiramente arredondada e dirigida para a fren¬
te; presentes peças quitinóides em cada valva bucal; peça lateral posterior ven-
tral triangular; peça lateral posterior dorsal também tendendo para a forma de
triângulo, porém com os ângulos acentuados. Goteira dorsal bem destacada. No
fundo da cápsula bucal uma franja a moda de uma “coronula radiata” inter¬
na (esta formação está rigorosamente presente em todos os calicéfalos por nós
observados; é estranho que Schad não assinale em nenhuma das espécies brasi¬
leiras tal formação, que é facilmente observada). Eventualmente, verifica-se no
prolongamento da goteira dorsal a presença de rugosidades. Esôfago relativamente
curto; o esôfago é ligeiramente menos largo, em seu início, do que o bulbo; es¬
treita-se a seguir para formar um istmo curto e depois expande-se no bulbo eso-
fagiano. Poro excretor situado na altura da dilatação bulbar. Papilas cervicais,
difíceis de se observar, situadas na mesma região do poro excretor.
Fémea: Vulva situada no terço posterior do corpo; lábios da vulva apenas
salientes; úteros opostos, genitália tipicamente anfidelfa. Ovos bastante numero¬
sos e já mondados na ocasião da oviposição, são de casca delgada. A cauda da
fêmea atenua-se progressivamente e é relativamente longa, do tipo subulado; na
abertura anal observa-se que o lábio posterior é ligeiramente mais pronunciado;
não existe espinho terminal caudal.
Macho: Bolsa copuladora campánulada e regularmente ampla; raias ventrais
bem separadas do grupo lateral e fendidas apenas na porção terminal. Grupo
lateral nascendo de um tronco único; a antero-lateral, mais curta, tem a ponta
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae ). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mern. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
arredondada e dirige-se para diante; a médio e a postero lateral dirigem-se para
trás e são independentes. A raia dorsal é do tipo III (sistematização de Schad,
1961). Espículo e gubernáculo bem quitinisados; os espículos não são longos;
delgados, vão se afilando progressivamente e terminam em ponta, são iguais; o
gubernáculo apresenta-se como uma cunha estreita longa, com a parte proximal
mais larga; não verificamos a existência de telamon.
Foram medidos e desenhados 2 machos e 2 fêmeas da necropsia n.° 3211,
1 macho da necropsia n.° 3212, 2 machos e 4 fêmeas da necropsia n.° 3218, 2
machos e 3 fêmeas da necropsia n.° 2422 e 2 fêmeas da necropsia n.° 3275.
Desenhos, feitos com auxílio de câmara clara, acompanham este trabalho.
Oferecemos medidas de 11 fêmeas e 7 machos (Tabela n.° 1).
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
Os calicéfalos, grupo genérico de dispersão mundial, caracterizam-se por
sua uniformidade anatômica, seja qual for sua procedência; por isso as caracte¬
rísticas definidoras de diferentes espécies, eventualmente, não são de impressionar.
De outro lado, há a circunstância de tais nematóides apresentarem, via de regra,
uma frouxa especificidade parasitária, a mesma espécie sendo encontrada em di¬
ferentes ofídios.
Diante de tal situação, não é de estranhar o fato de Yamaguti (1961) apre¬
sentar uma lista de cinqüenta espécies e, logo a seguir, Schad (1962), ao fazer
a revisão taxonômica do gênero, reduzí-la a vinte e quatro espécies e subespécies.
Três autores interessaram-se de modo particular por uma apreciação crí¬
tica dos dados anatômicos usados para a diferenciação dos diferentes calicéfalos
(Hsu, 1934, Campana-Rouget, 1950 e Schad, 1962). Pelo que dizem esses au¬
tores, bem como pela apreciação dos diferentes calicéfalos, verifica-se que são
poucas as espécies que se identifiquem por um determinado caracter de maior
imponência. É o caso de K. megacephalus Schad, 1961, individualizado pelo vo¬
lume cefálico; o de K. longispicularis Schad,. 1961, que se destaca pelo compri¬
mento dos espículos; ou o da espécie sul americana K. appendiculatus Molin,
1861, que se reconhece pela cápsula bucal assimétrica. Nas outras espécies
“brasileiras” não encontramos elementos tão marcantes de diferenciação; isso
explica a razão de ter Schad reduzido a cinco os calicéfalos da região brasileira,
que na listagem de Yamaguti são oito.
Pelo exame da chave simplificada das espécies brasileiras, aceitas por Schad,
presente neste trabalho e totalmente baseada em dados colhidos na monografia
desse autor, há dois grupos de calicéfalos “nacionais”: o das espécies prodelfas
(incluindo K. appendiculatus e K. costatus ) e o das espécies anfidelfas (incluin¬
do K. inermis, K. subulatus e K. rectiphilus neorectiphilus) . A individualização
das espécies nesses grupos obedece essencialmente a características anatômicas,
como situação da vulva, conformação da cauda nas fêmeas, tamanho relativo do
esôfago, torção cefálica (K. appendiculatus) , estrutura da raia dorsal nos machos.
Apenas K. subulatus apresentaria um caracter de natureza biológica: o de para¬
sitar exclusivamente C. constrictor.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephaliãae). Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. lnst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
O calicéfalo que dá motivo à presente publicação identifica-se por sua mor¬
fologia, na chave presente neste trabalho, a K. subulatus, isto é, apresenta os ca¬
racteres anatômicos definidos por Schad.
Schad coloca na sinonímia de K. subulatus: K. boae (Blanchard, 1886) e
K. chitwoodi Caballero, 1954. Tidas como perfeitas as afirmações de Schad, am-
pl ia-se consideravelmente a área de dispersão de K. subulatus, que passa a incluir
Antilhas e América Central e possivelmente o México.
Discutindo K. inermis coronellae, Schad declara que K. agkistrodontis Har-
wood, 1932; K. humilus Caballero, 1958; K. implicatus Kreis, 1938 e K. conoi-
deus Comroe, 1948, são sinônimos daquela subespécie.
É sibilina a argumentação de Schad, quando confronta K. inermis e suas
subespécies; foi por isso que transcrevemos quase integralmente sua opinião.
Aliás, à páginas 1047 e 1048 de sua monografia, diz ele; “Similarmente, K. iner¬
mis é difícil de definir morfologicamente, de modo a se excluir K. subulatus. To¬
davia K. subulatus não é difícil de se distinguir de K. iriermis na prática, desde
que apenas é necessário ser distinguido de K.i. inermis e de K.i. macrovulvus,
que são os representativos de K. inermis ocorrendo dentro da área de K. subu¬
latus. Onde coincidem, as espécies apresentam diferenças muito pronunciadas na
forma da cauda da fêmea e na composição da raia dorsal. K.i. coronellae, que
ocorre ao norte dequelas, mostra maior semelhança com K. subulatus na forma
da cauda e tem uma composição idêntica da raia dorsal”.
Levando na devida conta as informações a nosso dispor, merecem ser res¬
saltadas as seguintes ponderações:
a) Não encontramos K. subulatus em serpentes (incluindo boideos) na região
centro-sul do Brasil. Aparentemente, a área de dispersão de K. subulatus se
estende desde a Amazônia até a América Central e Antilhas. Em parte, pe¬
lo menos, se superpõe à área de dispensão de K. inermis coronellae.
b) Segundo Schad, até o presente, K. subulatus foi considerado parasito exclu¬
sivo de Boa constrictor (acrescentamos, e suas subespécies). Nesta publicação
assinalam-se novos hospedeiros, Epicrates cenchria cenchria e Corallus ca-
ninus. Provavelmente, uma investigação mais profunda aumentará o número
de hospedeiros do nematóide em apreço.
c) K. inermis coronellae morfologicamente se confunde com K. subulatus; quan¬
do se superpõem as áreas de dispersão dessas duas espécies não existe ou¬
tro elemento classificatório que o dos hospedeiros (K.i. coronellae ainda não
foi referido em ofídios da família Boidae).
d) É de se prever que um estudo adequado concluirá pela sinonímia de K.i.
coronellae, como sendo realmente K. subulatus; contribui para esta hipótese,
repetimos, a frouxa especificidade parasitária dos calicéfalos.
e) Confirmada a hipótese d, deixará de existir a especificidade de K. subula¬
tus, como parasito de boideos; aliás a regra entre os calicéfalos, é a frou¬
xa especificidade quanto aos hospedeiros.
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae) . Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
e enumeração de serpentes parasitadas.
Mem. Inst. Butantan, 39: 103-121, 1975.
Agradecimentos: Entendemos justo deixar nossos agradecimentos à Direto¬
ria, aos pesquisadores e auxiliares do Instituto Butantan, pelo franco apoio, for¬
necendo-nos material e cooperando por todas as maneiras; à srt. a Wilma Garcia
de Souza, pelos serviços de datilografia; aos srs. Cassiano Pereira Nunes, dese¬
nhista do Departamento, pela execução dos desenhos; José Navas, técnico, co¬
laborador nas necropsias e coleta de material e Wagner de Mello, auxiliar técni¬
co, participante das várias atividades no decurso da pesquisa.
ABSTRACT: Kalicephalus subulatus Molin, 1861, is redescribed
and confirmed as a valid species.
We have found K. subulatus in Boa constrictor constrictor,
Epicrates cenchria cenchria and Corallus caninus; all those snakes
had been brought from the Amazonic region.
According to the view point exposed in this paper, since K.
inermis coronellae and K. subulatus are morphologically alike
and their expanding areas are common in part, it is possible
that K. i. coronellae and K. subulatus may be synonymous. If
this hypothesis is true, the parasitism of K. subulatus, a South
and Central America species reaching México, is not limited to
Boidae snakes. Considering the information at our disposal, the
following conclusions may be related: a) K. subulatus has not
been found in snakes of South-Brasil, including Boidae species.
It seems that the dispersion of K. subulatus reaches from Ama¬
zónia to Central America and the Caribbean Islands. At least,
part of this dispersion is common to that of K. i. coronellae.
b) According to Schad, the only host of K. subulatus is Boa
constrictor (its subspecies, must be added). In this paper new
hosts are reported: Epicrates cenchria cenchria and Corallus
caninus. Further investigation will probably show that a larger
number of snakes can harbor K. subulatus, as it is known how
feeble is the parasitic specificity of Kalicephalus species. c) K.
inermis coronellae is morphologically similar to K. subulatus:
since their dispersive areas overlap, there is no other classifying
element besides the host range. K i.coronellae has not yet been
found in snakes of the Boidae family. d) Future research may
well show that KÀ.coronellae is really a synonym of K. subu¬
latus.. e) If hypothesis d can be confirmed, the specificity of
K.subulatus for Boidae must be set aside; this conclusion will
fit the general rule that Kalicephalus are helminths with feeble
host-specificity.
UNITERMS: Kalicephalus subulatus. Nematoda, Diaphanocepha¬
lidae. Morphology. Incidence. Snakes.
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1, | SciELO
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FERNANDES, M.P.M. & ARTIGAS, P.T. Kalicephalus subulatus Molin, 1861 ( Nematoda,
Diaphanocephalidae) . Confirmação desta espécie; informações sobre sua dispersão geográfica
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Recebido para publicação em 30-VI-1975 e aceito em 27-X-1975.
121
1, | SciELO
Mem. Inst. Butantan
39: 123-133. 1975
G- AND C-BANDS IN MUMAN CHROMOSOMES TREATED
WITH SNAKE VENOMS. *
ITAMAR ROMANO GARCIA RUIZ and WILLY BEÇAK
Serviço de Genética, Instituto Butantan
ABSTRACT: The in situ effect of the Bothrops jararaca venom
and that of other snake species on human chromosomes has
been studied. G-bands and in some instances C-bands similar
to those obtained with trypsin have been observed. Tests carried
out with the proteolytic fraction of the Bothrops jararaca ve¬
nom as well as the effect of pH and temperature variation
demonstrated that banding is due to venom proteases. The Cro-
talus durissus terrificus venom considered of low proteolytic
activity evidenced bands in preparations treated for 30 min,
while highly proteolytic venoms as those of Bothrops jararaca
and Lachesis muta provoked the same effect within only 1-2
min. Weak G-banding was observed in preparations treated with
Micrurus frontalis venom after 5 min of exposition. The pro¬
teases of the venoms studied Show trypsin-like properties but
their activity is lower than that of trypsin.
UNITERM: Chromosome banding by snake venoms.
INTRODUCTION
The different G-banding techniques reveal a similar pattern for each pair
of homologue chromosomes in all organisms referred up to present. Constancy
as to the number of bands and their position in each chromosome indicates a
stable and characteristic distribution of its components. In the case of human
chromosomes it was possible to determine the type of DNA present in the G-bands
and in some of the C-bands. The G-bands are AT-rich DNA while the interbands
are GC-rich (Comings 5 , 1973).As to the C-bands the pericentromeric region
of the chromosomes 1 and 16 are AT-rich satellite II DNA (Corneo et al. 6 ,
1970); the pericentromeric region of chromosome 9, the centromeres and
* Research supported by the Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo,
Brazilian National Reseach Council and Fundo. Especial de Despesas do Instituto Butan¬
tan. This work was approved as part of a Thesis for Master of Sciences submitted to the
Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
Adress: Serviço de Genética — Instituto Butantan — Caixa Postal 65 — S. Paulo — Brasil.
123
cm
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RUIZ, I.R.G. & BEÇAK, W. G- and C-Bands in human chromosomes treated with snake
venoms.
Mem. Inst. Butantan, 39: 123-133, 1975.
satellite of the D and G chromosome groups contain satellite III DNA (Jones
et ai. 10 , 1973), AT-and GC-rich (De La Chapelle et al. 3 , 1973) and
finally the distai region of the Y chromosome is highly repetitive AT-rich DNA
(De La Chapelle et al. 3 , 1973).
Although a number of substances and procedures were quoted in the
literature to evidence those chemically differentiated regions, no reference was
found as to a possible snake venom effect. The particular composing substances
of a venom are still not well known. Yet several of them show proteolytic
activity which would be interesting to test on the chromosomes. The aim of
this work was to investigate whether the venoms would produce any different
alteration in human chromosomes, and whether there was an specific action
for a type venom and/or for a determined region of one or more chromosomes.
MATERIAL AND METHODS
Metaphase chromosomes were obtaincd by short-term cultures from peripheral
blood leucocytes incubated for 72 h at 37°C (Beçak 2 , 1961) Colcemid (Ciba)
lxlO' 6 M, 0.05 ml, was added 2 h prior to harvesting the culture. After hypotonic
treatment with 0.075M KCI, the material was fixed with 3:1 methanol-acetic
acid. Air-dried 2 or 3 day old cytological preparations were treated with Solutions
of a crystallized snake venom pool and dissolved in M/15 Sorensen buffer pH
7.0, in concentrations varying between 0.025-0.1% at 37°C. The preparations
were then washed in buffer and immediately stained in 2-3% Giemsa (Merck)
diluted in phosphate buffer pH 6.8 for 5-10 min.
Control preparations were treated with Sorensen buffer pH 5.0-9.0 and
others with trypsin (Maknur, 1:250) in Sorensen in the same concentration and
pH used for the venoms.
The following tests were carried out in order to identily the active component
in the Bothrops jararaca venom:
1. Addition of inhibitors
a) EDTA-2Na
Solution 0.1% of Bothrops jararaca venom, pH 7.0 plus 10% EDI A-2Na
was incubated at 37°C for 6 h prior to the tests. Another solution using trypsin
instead of Bothrops jararaca venom was used as EDTA control over the venom
proteases. In order to determine any effect of the EDTA on the chromosomes an
EDTA solution was also tested.
b) HgCl,.
Solution 0.1% of Bothrops jararaca venom, pH 7.0 with 0.2% HgCL was
incubated for 1 h at 3' 70 C prior to the tests. Trypsin solution in the same condi-
tions served as control. Another control was prepared with HgCL diluted only in
phosphate buffer.
2. Proteolytic fraction
Preparations were treated with 0.1% proteolytic fraction solution of
Bothrops jararaca venom, pH 7.0, 37°C for 2 min.
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3. Temperature variation
Bothrops jararaca venom Solutions 0.1 % , pH 7.0, were kept for 1 h at the
following temperatures: 50, 75 and 95°C, and after that for 1 h at 37°C before
the tests were carried out.
4. pH variation
The Bothrops jararaca venom was dissolved to 0.1 % in phosphate buffer,
pH 5.0, 8.0, 9.0, adjusted with HC1 or NaOH.
5. Other venoms
Besides the tests with Bothrops jararaca venom, other ones were done
with the venoms of Lachesis muta, Crotalus durissus terrificus and Micrurus
frontalis. The Solutions were prepared as mentioned for B. jararaca venom tests
and the treatment time was different for each species venom.
Several hundreds of metaphases were analysed for each treatment in a blind
test.
RESULTS
Chromosome preparations treated with the four species venoms showed
G-banding according to the standards established in the Paris Conference
“Standardization in Human Cytogenetics” 12 (1971). However variations were
observed as to the requirements to obtain such results. Solutions of the whole
and of the proteolytic fraction of Bothrops jararaca venom, as well as the Lachesis
muta venom were able to produce banding in almost all metaphases in only 1-2
min (Fig. 1). Venom solution of Crotalus durissus terrificus produced banding
in about 30% of the exposed metaphases after 30 min (Fig. 2a). Venom So¬
lutions of Micrurus frontalis produced a wealc G-banding in most metaphases after
5 min (Fig. 2b).
On the other hand, the phosphate buffer control pH 6.8 produced a weak
G-banding in about 10% of the metaphases after 30 min (Fig. 2c). As to
trypsin, G-banding was produced after only 10-12 sec in most of the metaphases;
when those preparations were treated for a longer time they were destroyed.
Some old preparations treated with Bothrops jararaca venom evidenced
C-bands in all chromosomes similar to those obtained with trypsin (Fig. 3a, b).
These bands were not identical but wider than those obtained by the Arrighi &
Hsu 1 (1971) techniquc. The pericentromeric regions of the chromosomes 1, 9
and 16 were not specially differentiated as referred by Merrick et al. 11 (1973).
Other alterations observed in fresh preparations using a venom solution, mainly
of Bothrops jararaca and Lachesis muta were similar to those produced by an ex-
cessive treatment with trypsin solution. Therefore prolonged treatments or the
use of very concentrated venom Solutions produced “ghost” chromosomes with
a barely visible delineation, circular in some cases (Fig. 3c).
Solutions of Bothrops jararaca venom, pH 5.0 do not alter the chromosomes.
The best G-banding effect was obtained at pH 8.0-9.0.
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Flg. 2 - Weak G-bands produced by low proteolytic venoms and buffer at 37°C: (a) 0.1%
Crotalus durissus terrificus venom pH 6.8. The bands were similar to the ones wlth buffer
but the C.d. terrificus venom frequencies of banding were hlgher; (b) 0.1% Micrurus
frontalis venom pH 7.0. It was necessary 30 min the C.d. terrificus venom to produce
the same effect as M. frontalis ln 2 min; (c) M/15 Sòrensen buffer pH 9.0 for 30 min.
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When previously kept at 50 ( ’C the Bothrops jararaca venom does not lose
its banding capacity; however, when heated to 75°C and 95°C this property is
completely lost.
In the presence of EDTA-2Na, the venom Solutions of B. jararaca or trypsin
undergo some reduction in their activity (Fig. 4). On the other hand Solutions
of Bothrops jararaca venom, or of trypsin containing HgCF, do not produce any
alteration in the chromosomes. The EDTA and HgCF control Solutions diluted
only in phosphate buffer did not evidence any banding.
DISCUSSION
The proteolytic effects obtained with the Lãchesis muta venom and with the
Bothrops jararaca venom, (which contains at least 3 proteases according to Hen¬
riques et al. 8 , 1966) are known to be more intense than with the Crotalus
durissus terrificus and Micrurus jrontalis venoms (Rosenfeld 13 , 1959). Those
so called proteolytic venoms (from Bothrops jararaca , and Lãchesis muta) were
much more efficient in G-banding production.
The best banding results were obtained with Solutions at pH 8. 0-9.0, the
optimal pH of proteases.
It was reported that at 75°C and 95°C venom proteases become inactivated
(Sarkar & Devi 14 , 1968). Venom Solutions previously heated at these temperatu-
res acíually do not produce any banding. EDTA inhibits some of the snake venom
components, mainly proteases (Henriques et al. 7 , 1960). Under our conditions,
EDTA-2Na reduced the banding capacity of Bothrops jararaca venom Solutions,
reducing also the activity of trypsin used as control. These substances were
totally inhibited in the presence of HgCE, known as a proteolytic inhibitor
(Taborda 16 , 1940). The effects obtained with the proteolytic fraction and with
the whole venom of Bothrops jararaca are identical to those obtained by trypsin
and other proteases (Seabright 15 , 1972).
It can be inferred that the chromosome alterations are due to the venom
proteolytic fraction. Apparently all other venom components (Jiménez-Porras 9 ,
1970) had no influence on these alterations. The resistance of the centromeric
region to the proteolytic action is possibly due to its special composition
(repetitive DNA) and packing.
Some authors (Chiarelli 4 , 1973) suggest that the proteases exert a denaturing
effect on the proteins of the DNA-protein complcx. At the optical levei, the
alterations described in this paper are seen as a gradual deformation of the
chromosomes starting with an uncoiling of the chromatids. Apparently this is
followed by an apposition of certain corresponding regions in both chromatids,
and the formation of bands, that by a more intense effect become destroyed.
Under these conditions the centromeric material may be more resistant to the
treatment, showing the aspect of bands. Only the contour of the chromatids,
which may join, is thcn observed; a less visible inner contour is also noted
(Fig. 3c). There are instanccs where the p and q arms seem to become
continuous, the centromeric material disappears and the chromosome shows a
circular aspect.
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Fig. 3 - Chromosomes showing remnants of bands: (a) C-bands produced by 0.05% B.
jararaca venom pH 7.0 at 37°C for 10 min on 4 month old chromosome preparation. Similar
but not identical to the ARRIGHI & HSU patterns; (b) C- and G-bands produced by 0.1%
trypsin diluted in Sõrensen buffer pH 6.8 at room temperature for 15 sec; (c) C-bands
or circular aspect produced by 0.1% B. jararaca venom pH 9.0 at 37“C for 6 min.
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venoms.
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CONCLUSION
The observed banding phenomenon is due to the proteolytic fraction of
the venoms studied. The effect varied according to their degree of proteolytic
activity and the experimental conditions.
Acknowledgmcnts: We thank Mrs. Sibylle Hellcr for the editorial aid and
Javier Coll, M. Sc., for his suggestions.
RESUMO: Foi estudado o efeito in situ do veneno de Bothrops
jararaca e outras espécies de ofídios sobre cromossomos huma¬
nos. Observaram-se bandas G, e em alguns casos bandas C,
semelhantes às observadas com tripsina. Testes efetuados com
fração proteolítica do veneno de Bothrops jararaca bem como
o efeito da variação de pH e temperatura demonstraram que
esse bandeamento é devido às proteases dos venenos. O veneno
de Crotalus durissus terrificus, considerado de baixa atividade
proteolítica evidenciou bandas em preparações tratadas por 30
min, enquanto venenos altamente proteolíticos como os de Both¬
rops jararaca e Lachesis muta produzem o mesmo efeito em
apenas 1-2 min. Bandeamento G fraco foi observado em prepara¬
ções tratadas com veneno de Micrucus frontalis após 5 min de
exposição. As proteases dos venenos estudados mostram pro¬
priedades semelhantes às da tripsina, porém, sua atividade é
menor que a daquela.
UNITERMO: Bandeamento cromossômico com venenos ofídicos.
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Recebido para publicação em 30-V-1975 e aceito em 9-VI-1975.
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OBSERVATIONS ON THE GERM CELL ULTRASTRUCTURE
OF MALE DIPLOID AND TETRAPLOID ODONTOPIIRYNUS
AMERICANl/S (AMPHIBIA: ANURA ). *
SYLVIA MENDES CARNEIRO
Serviço de Genética, Instituto Butantan
ABSTRACT: An ultrastructural study on the male germinal cells
from diploid and tetraploid specimens of Odontophrynus ame-
ricanus (Amphibia — Anura, Ceratophrydidae) was performed
from spermatogonia I to early spermatids. The ultrastructural
aspects of cells and organelles are similar in the 2n and 4n
specimens. The pairing of the four homologues in tetraploids
does not occur simultaneously, since only normal synaptonemal
complexes were observed.
UNITERMS: spermatogenesis, spermatocytes, synaptonemal
complex.
INTRODUCTION
Spermatogenesis in Anura has been studied mainly by light microscopy
(King 14 , 1907; Saez et al. 25 , 1936; Burgos and Mancini 5 , 1948). Generally,
the ultrastructural studies were made on spermiogenesis (Burgos and Fawcett 4 ,
1956; Burgos and Vitale-Calpe 6 , 1967; Sandoz 26 , 1970; Zirkin 29 , 1971). The
germ cell development in the Xenopus laevis male was recently described (Reed
and Stanley 23 , i 97 2 ; Kalt n , 1973).
This paper deals with the ultrastructural aspects of the spermatogenesis
of Odontophrynus americanus, a species presenting natural diploid and tetraploid
morphologically identical populations, whose cytogenetic aspects have been des¬
cribed by Beçak, M. L. et al. 1 ' 2 ' 3 (1966, 1967, 1970). The zygotene chro-
mosomes pair in a bouquet-like configuration forming 4 loops in the tetraploids
(Beçak, M. L. et al. 2 , 1967).
Research supported by the “Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo"
and “Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan”. This Work was approved as
part of a Thesis for Master of Sciences submitted to the Instituto de Biociências at the
University of São Paulo.
Adress: Caixa Postal 65 — S. Paulo — Brazil
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CARNEIRO, S.M. Observations on the germ cell ultrastructure of male diploid and te-
traploid Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
Mem. Inst. Butantan, 39: 135-148, 1975.
The aim of this study was to analyse by the electron microscope the different
spermatogenetic phases in lhe diploid and tetraploid systems, as well as the
behavior of the synaptonemal complex in the 4n specimens.
MATERIAL AND METHODS
Testis fragments of diploid and tetraploid specimens from Botucatu and
São Roque (S.P.) respectively, were fixed for 2 h at 4°C in 0.26 M of a 2%
glutaraldehyde solution, pH 7.2, in Millonig buffer (Millonig 17 , f961). The
material was washed in isotonic buffer and postfixed in 1% osmium tetroxide in
Millonig buffer for 30 min, then rinsed in 0.85% saline. Staining was made
with 1% uranyl acetate according to Kellenberger 12 , (1958), and dehydration
ingraded ethanol. Pre-inclusion was carried out in Polylite 8001 mixed 1:1 with
acetone from 2 to 12 h, and the embedding in the same resin mixed with benzoil
peroxide at 0.1 g/ml (Coiro et al. 8 , 1972).
Ultrathin sections of about 50-70 nm obtained with a Porter-Blum MT I
ultramicrotome were stained with 2% uranyl acetate for 10-20 min followed
by lead citrate (Reynolds 24 , 1963) for 5-10 min, and examined in a Siemens
electron microscope Elmiskop I at 60 KV. Sections of about 2-3 /i.m were used
as Controls in the light microscope.
RESULTS
a) General observations in the light microscope
Diploid and tetraploid seminiferous tubules in transversal sections are seen
surrounded by conjunctive tissue, rich in interstitial cells (Fig. 1). Sparse
capillaries are also found. At the inner tubular wall, cysts surrounded by follicular
cells are seen in different development stages. Spermatids in differentiation are
observed in the follicular cell cytoplasm.
b) Germ cell ultrastructure
Spermatogonia I (Figs. 2, 3, 15) are surrounded by one or more follicular
cells. Their longest axis is of about 20-30 /un. The lobated nucleus shows
dispersed chromatin, and one or more large nucleoli with some clear zones. The
cytoplasm contains smooth endoplasmic reticulum and sparse ribosomes. In some
cells, annulate lamellae with a variable number of components (Fig. 3), and a
circular chromatoid body are observed (Fig. 2). Groups of mitochondria are
polarized at one or more regions of the cell. Among these organelles, material
of great electron density can be seen.
Spermatogonia II (Fig. 4) present a slightly lobated nucleus, and a more
condensed chromatin content. The nucleolus is large and compact, frequently
showing a linear electron dense component, delimited by a narrow clear zone of
polygonal or circular outline (Fig. 16). In the cytoplasm, Golgi complex, sparse
and grouped mitochondria, ribosomes, and a chromatoid body were observed.
Spcrmatocytes I present a circular nucleus. During leptotcne, chromatin
begins to condense, but axial formations were rarely seen (Fig. 5). The nucleolus
is compact as in spermatogonia II, and also may show the linear electron dense
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tetraploid Odontophrinus americanus (Amptiihia: Anura).
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Fig. 1 - Light micrograph of a cross section oí the seminiferous tubule (4n). Within the
tubule: spermatocysts (S) contalning spermatocytes I in zygotene or pachytene; follicular
cells associated spermatids (F), Conjunctlve tissue with Leydig cells and one capülary
(arrow) surrounding the tubule.
Fig. 2 - Chromatoid body (CB) in the cytoplasm oí a 2n spermatogonium I.
Fig. 3 - Spermatogonium I (4n). Highly lobulated nucleus (N) with dispersed chromatin,
and one nucleolus (n) with some clear zones. In the cytoplasm (C) : mitochondria
aggregate (M) polarized at the cell bottom with electron dense material between some of
th em; annulate lamellae (1). Follicular cell (F) cytoplasm enveloping the spermatogo¬
nium I.
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tetraploid Odontophrinus americanus (Amphibia: Anura).
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2pm
2 Am
Fig. 4 - Spermatogonla II (4n) : the sllghtly lobulated nucleus (N) presents chromatin
more condensed than ln the earlier phase. Some compact nucleoll (n) Show ln thls phase
an electron dense component wlth polygonal or lamellar aspect (arrows). Cytoplasm (C)
wlth mltochondria, Golgl complex, polysomes and chromatoid body.
Fig. 5 - Pre-melotic leptotene spermatocytes (2n) of synchronous development ln the cyst
surrounded by íolltcular cells (F). Nucleus (N) nearly circular wlth a sllghtly condensed
chromatin, and a nucleolus (n). Cytoplasm with Golgi complex, mltochondria and polysomes.
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tetraplold Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
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Plg. 6 - Early zygotene stage spermatocyte (4n). The nucleus (N) shows short axial
elements (arrows) converging to a plane zone of the nuclear membrane where the homo¬
logue pairlng probably starts. Cytoplasm presents mitochondria, Golgl complex, polysomes,
and smooth endoplasmic reticulum.
Fig. 7 - Pachytene spermatocyte (4n) characterlzed by the presence of synaptonemal com¬
plex (thick arrow). In thls section, the synaptonemal complexes converge to the same
nuclear membrane reglon assuming a bouquet-liike configuration. In the cytoplasm (C),
electron dense perlnuclear formations are seen (arrows).
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tetraploid Odontophrinua americanus ( Amphibia: Anura).
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component of lamellar and polygonal aspect (Fig. 12). The cytoplasm is similar
to that of the spermatogonia II. Zygotene (Figs. 6, 8) is characterized by the
onset of synaptonemal complex formation. Axial elements are polarized at a more
plane region of the nuclear membrane. In both animais the synaptonemal complex
is formed by two electron dense lateral elements, 25-35 nm, and one central
element of approximatcly 15 nm. The mean distance betwecn two lateral
elements, i.e., the width of the central region, is 130-150 nm. The lateral
elements at the zone of insertion in the membrane are ramified and form an
electron dense plate over the membrane. The nucleolus (Figs. 14, 17) contains
a clear zone which increases in the course of zygotene, attaining finally a ring-
like configuration; a parallel array of the nucleolonema was also seen in early
zygotene (Fig. 13). In pachytene (Figs. 1 . 9 ), the synaptonemal complexes are
completely developed, and in some sections, bouquet-like configurations can be
found (Fig. 7). No double or anomalous synaptonemal complexes were observed
in the animais under study. The cytoplasm surrouding the membrane, mainly
at the region of synaptonemal complex convergency, presents rounded perinu-
clcar electron dense formations (Figs. 9, 10) with diameters of about 100-200
nm. These elements are observed from leptotene onwards, although in lesser
numbers. Cytoplasm is similar to that described for the earlier phase.
In the early spermatids (Figs. 19, 20), chromatin appears in form of fine
filaments, regularly distributed in the nucleus. The rarely seen nucleolus (Fig.
20) has a compact aspect, and is placed near the membrane. The cytoplasm
presents cysterns of smooth endoplasmic reticulum, flattened peripheric vesicles,
ribosomes, and centrioles next to a small depression in the nuclear membrane
(Fig. 20). In several sections, a chromatoid body is observed (Fig. 19).
As the spermatid matures, chromatin becomes more electrondense and
granular (Fig. 18); a clear region appears between the condensed chromatin
grains, where an electron-dense round body, probably a nucleolus, is noted. At
this region, a paracrystalline hexagonal formation approximately 8 nm in
diameter can be observed in some spermatids (Fig. 18). In transversal sections,
this formation is constituted by circular electron-dense units of about 27 nm
in diameter, grouped according to a hexagonal pattern at a distance of about
25-27 nm. At the periphery of this structure, there seems to be a continuity
between the fine fibrils, radiating from the units, and the fibrils emerging from the
condensed chromatin rods. In longitudinal sections, the paracrystalline body is
constituted by clcctron-dense bands, 200 nm in length, and approximately 27
nm in width. The distance between the bands is 18-27 nm.
The cytoplasm of spermatids in an advanced stage shows microtubules
next to the nucleus; at the periphery there arc polyribosomes, fused mitochon-
dria, cysterns and vesicles of smooth endoplasmic reticulum, and annulate
lamellae (Fig. 11) with a variable number of elements close to the vesicles
or to the nuclear membrane.
DISCUSSION
Spermatogenesis develops in the seminiferous tubules with out topographic
progression. This fact makes identification of the different phases more difficult.
Cellular cysts in different stages of spermatogenesis do not follow a special
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tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
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Fig. 8 - Zygotene spermatocyte (2n) shows paired axial (lateral) elements (thin arrows)
íorming a synaptonemal complex next to a not yet paired axial element (ae). Lateral
elements present ramified ends forming a dense plate (thick arrow) over the nuclear
membrane.
Fig. 9 - Pachytene nucleus (2n) The synaptonemal complexes are formed by 2 dense late¬
ral elements (le) and a central element (ce). Electron dense formations are seen at
the periphery of the nucleus (arrows).
Fig. 10 - Part of the nuclear membrane from an early zygotene spermatocyte (2n). Close
to the nuclear membrane pores, electron dense formations are seen ln the cytoplasm
(arrows).
Fig. 11 - Annulate lamellae (arrows) in the cytoplasm of maturing spermatids.
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SciELO
CARNEIRO, S.M. Observations on the germ cell ultrastructure of male diploid and
tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
Mem. Inst. Butantan, 39: 135-148, 1975.
radial or peripheral order, suggesting that there is no chronological or spatial
disposition, except within the cysts originated through division and differentiation
of a single spermatogonia I.
The scattered aspcct of the chromatin in the spermatogonia, the developed
nucleolus with clear inner areas, the scarcity of polysomes and endoplasmic
reticulum in the cytoplasm agree with the idea of Reed and Stanley 23 (1972),
that there is an active transcription process in this phase. The large nuclear
surface, determined by the great lobulation of the nucleus in spermatogonia I
evidences a high degree of nuclear-cytoplasmic interaction (Reed e Stanley 23 ,
1972) . In this phase the transcribed RNA is probably transfered to the
cytoplasm to becomc part of the ribosomes found in later phases.
Spermatogonia II show structural characteristics similar to those described
by Kalt 11 (1973) in Xenopus laevis.
The meiotic prophase of Odontophrynus americanus in its general structural
aspect, is similar to that of Xenopus laevis (Reed and Stanley 23 , 1972; Kalt n ,
1973) .
Synaptonemal complex
Comparison of the synaptonemal complex ultrastructure in a great number
of sections obtained from various specimens, allowed the eonclusion that the
synaptonemal complexes of the 2n and 4n are similar.
Through light microscope observations it was possible to observe that
Odontophrynus americanus homologue chromosomes pair only at the ends and
in a bouquet-like configuration (Beçak, M. L. et al. 2 , 1967). The clectron
microscope shows evidence of this bouquet-like configuration, but it seems that
the pairing occurs not only at the homologue’s ends, but also at those distant
zones of the nuclear membrane where they normally attach.
No double synaptonemal complexes or polycomplexes were observed in
the phases studied in this paper. However, Comings and Okada (personal
communication, 1971), examining the same material found polycomplexes, not
associated with the homologues, in cells in diplotcne and diakynesis. Likewise,
in the autotetraploid Lilium longiflorum only single synaptonemal complexes
appear (Moens 18 > 20 , 1968, 1970). In this plant, serial sections of sporocytes I
allow the observation of an interchange of lateral elements between two bivalents,
probably homologues. The formation of the synaptonemal complex is first
evidenced when axial elements are seen close togethcr in zygotene. According
to Moens 19 (1969), pairing is indueed through a still unknown process, and
only when the homologues attain a distance of about 300 nm. In Odontophrynus
americanus the distance between the polarized homologue terminais in zygotene
is quite small, facilitating the formation of the synaptonemal complex.
Chromatin condensation is already observed in the phase preceding the
pairing although the axial elements are not yet visible. According to Moses 21 ,
1968, axial elements can be observed only when the chromatin attains a sufficient
degree of condensation to enable an alignment of the proteic material setllcd on
it. In the phases where the synaptonemal complexes are more evident, the
perinuclear electron-dense formations mentioned before, appear in higher
numbers. Similar but larger structures were observed in oocytes I of amphibians
142
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CARNEIRO, S.M. Observations on the germ cell ultrastructure oí raale diploid and
tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibia.: Anura).
Mem. Inst. Butantan, 39: 135-148, 1975.
143
Flg. 12 - Compact nucleolus with a lamellar electron dense component (arrow) from a
leptotene spermatocyte (2n).
Fig. 13 - Nucleolus from an early zygotene spermatocyte presenting nucleoloneme in a
parallel array.
Fig. 14 and 17 - Nucleolus (2n and 4n) from zygotene spermatocytes with a large central
clear zone (z).
Flg. 15 - Portion of a nucleolus (n) from spermatogonium I, close to the nuclear mem-
brane. A ribosome aggregate (R) located in the cytoplasm at the opposite side of the
nucleolus.
Flg. 16 - Nucleolus from spermatogonium II with polygonal electron dense components
(arrow) and á small clear zone.
cm
CARNEIRO, S.M. Observations on the germ cell ultrastructure of male diploid and
tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
Mem. Inst. Butantan, 39: 135-148, 1975.
by Eddy & Ito 9 (1971). These authors suggest that these structures are formed
by proteic material of nuclear origin; they do not exclude, however, the
possibility of a RNA constituent. Clérot 7 (1968) observed these structures in
spermatocytes I of Rana, which in this case are always associated with groups
of mitochondria, and supposedly related to their biogenesis.
In Odontophrynus americanus, the following characters suggest a nuclear
origin of this material:
— round perinuclear electron-dense bodies are always near or associated
to nuclear membrane pores;
— electron density of the composing material is similar to that of chromatin;
— material of the same electron density is also found within the pores.
It is known that in oocytes I of amphibians an extra synthesis of nuclear
DNA normally occurs, corresponding to the amplification of the DNA in ribosomal
cystrons, giving rise to the multiple micronucleoli that migrate to the nuclear
pcriphery (Painter and Taylor 22 , 1946; Gall 10 , 1967). In Acheta, Lima de
Faria et ai. 16 (1969) affirmed that there is a relationship between the
formation of polycomplexes associated to ccrtain structures in oocyte I, and
the amplification of their DNA.
Based on these data, a possible analogy is suggested between the perinuclear
formations observed in Odontophrynus americanus spermatocytes I, and the RNP
granules described in oocytes I of amphibians. In spermatocytes, these structures
may be the produet of a small genie amplification, perhaps due to the preservation
of an evolutive character, more favorable in the female germ line.
Hence, based on the findings of Lima de Faria et al. 16 , 1969, it also could
be suggested that in Odontophrynus americanus exists a relationship between
the synaptonemal complex formation, and the appearance of the dense peri¬
nuclear structures since both are probably related to a genie amplification.
Nucleolus and paracrystalline body
Clear zones filled with dense granules suggest that there is a more intense
nucleolar activity in spermatogonia I, and during zygotene. The nucleoli assume
a ring-like configuration at the end of zygotene, as observed also in Triturus,
at the time of the highest synthetic activity (Lane 15 , 1967).
Lamellar and polygonal forms seen in the compact nucleoli of spermatogonia
II, and in nucleoli of cells in leptotene, had not been reported before in male
germ cells.
Occurence of paracrystalline bodies in spermatogenesis as a result of a
nucleoprotein polymerization is relatively rare (Yasuzumi et al. 27 , 1970).
According to Moses 21 (1968) there is a trend for chromatin and other
substances to occur in periodical arrays in the nucleoplasm of gametogenic cells.
Wettstein and Sotelo 28 (1965) related the evolution of a periodical strueture
to a hexagonal pattern in spermatocytes I of an Arachnida. The possibility
can not be exeluded, however, that the paracrystalline strueture is a virus
aggregate.
í, | SciELO
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CARNEIRO, S.M. Observations on the germ cell ultrastructure oí male diploid and
tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibia: Anura).
Mem. Inst. Butantan, 39: 135-148, 1975.
Fig. 18 - Maturlng spermatid with condensed granular chromatin and a clear zone (z)
where normally appears a compact nucleolus. The upper spermatid presents a paracrystalline
body.
Inset: Longitudinal section oí another paracrystalline body at hlgher magnlfication, with
alternated clear and dense bands.
Flg. 19 and 20 - Early spermatids (2n). The nucleus (N) presents a compact nucleolus (n),
and a fine granular chromatin more condensed at some regions. Cytoplasm (C) contains:
centriolus (ct) next to a small depression oí the nuclear membrane; chromatoid body
(c.b.), ílattened, electron dense vesicles at the cytoplasm periphery, and polysomes.
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CARNEIRO, S.M. Observatlons on the germ cell ultrastructure oí male diploid and
tetraploid Odontophrinus americanus ( Amphibía: Anura).
Mem. Inst. Butantan, 39: 135-148, 1975.
Chromatoid bodies
The chromatoid body of Odontophrynus americanus is similar to that
described by Kalt 11 (1973), also named “nucleolar-like body”. As Kalt, we
did not obtain any evidence that the chromatoid body is related to the nucleolus,
since we did not find any relationship betwecn these two structures. The function
of the chromatoid body is unknown, and in amphibians there is no evidence that
they partake in the formation of spermatozoa as they do in mammals.
Annulate lamellae
The proximity of annulate lamellae to cytoplasmic vesicles could suggest
that they are formed by a linear aggregation of the latter as already observed
by Kessel 13 (1968).
During spermiogenesis, the nucleus decreases in volume by chromatin con-
densation, and consequently, elimination of a part of the nuclear membrane
must occur. This could be due to the deletion of small segments in forni of
vesicles aggregating in a linear and parallel array in the cytoplasm. In the
spermatids a great part of the cytoplasm is also eliminated. In fact, degenerating
material as well as many membranous structures are seen in peripheric position.
The annulate lamellae observed in spermatogonia 1 may likewise be explained:
the nuclear surface is very large due to the great lobulation of the nucleus and,
a chromatin condensation would be necessary to provoke the division for sper¬
matogonia II formation, resulting consequently in a reduction of the nuclear
volume and nuclear membrane surface, part of which is then eliminated.
Acknowledgements: The author wishes to thank Dr. Maria Luiza Beçak
and Dr. Willy Beçak for their helpful orientation and assistance during the course
of this investigation; Dr. A. Brunner Jr. for his orientation in the field of Electron
Microscopy; Miss Clara Y. Mitsutami, for her technical aid; Mrs. Sibylle Heller
for the editorial aid and translation.
RESUMO: Foi feito um estudo ultra estrutural das células ger-
minativas masculinas de Odontophrynus americanus (Amphibia
— Anura, Ceratophrydidae) diplóides e tetraplóides, desde a fase
de espermatogônia I, até o início da espermiogênese. A esperma-
togênese, quanto ao aspecto ultra-estrutural, é semelhante nas
populações diplóides e tetraplóides.
O pareamento dos quatro cromossomos homólogos nos ani¬
mais 4n ocorre dois a dois, com a formação de complexos sinap-
tônêmicos simples.
UNITERMOS: espermatogênese, espermatócitos, complexo sinap
tonêmico.
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Cl I ROM ATI N EXTRUSION MECHANISM
IN AVIAN ERYTHROCYTES (GALLUS GALLUS ) AND
ITS POSSIBLE SIGNIFICANCE. *
JOSÉ RAFAEL R. COIRO and ADOLPHO BRUNNER Jr.
Laboratory of Electron Microscopy, Instituto Butantan
ABSTRACT: The detection through supravital staining of bodies
close to or distant from the nucleus of avian erythrocytes, led
to the study of tlieir origin and significance by the Feulgen
reaction, hemolysis in smears, and ultrathin sections. By those
methods it was confirmed that the bodies are vesicles of mito-
chondrial origin which received chromatinic material into their
interior, and later acquired an aberrant ultrastructure. Fixaton
in a glutaraldehyde gradient followed by osmium tetroxide faci-
litated the visualization of hemoglobinized cytoplasm passages
into the nucleus, through the nuclear membrane pores. In this
paper, the phenomena of hemoglobin penetration and chromatin
extrusion in chicken erythrocytes are discussed.
UNITERM: Chromatin extrusion mechanism in avian erythro¬
cytes.
INTRODUCTION
Davies 10 (1961), Wilt 29 (1962), and Grasso et al 18 (1962) detected
hemoglobin within vertebrate erythrocyte nuclei. Hammel et al. 18 (1963)
suggested that the final hemoglobin biosynthesis could occur within the nuclei of
avian erythrocytes. However, Coiro et al. 13 (1973), and Brunner et al. 6 > 5
(1972, 1973) demonstrated in chickens and mammals, respectivcly, that the
final biosynthesis occurs in organelles termed hemosomes.
Tooze & Davies 28 (1963) proposed that hemoglobin within the nuclei
could act in the same manner as histone, furthering a complete nuclear DNA
condensation. Thus, hemoglobin would be able to interrupt heme and globin
synthesis through a negative retroalimentation mechanism (Granick & Levere 17 ,
1968).
This work was supported by the Conselho Nacional de Pesquisas (Proc. 11.263/74 and
10.112/71) and Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan.
Address: Caixa Postal 65 — São Paulo -— Brasil.
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COIRO, J.R.R. & BRUNNER Jr„ A. Chromatin extrusion mechanism in avian erythrocytes
(Gallus gallus) and its possible significance.
Mem. Inst. Butaiitan, 39: 149-155, 1975.
In mammals it is possible to observe hcmoglobin presence in immature
erythrocytary fornis as polychromatophile and orthochromatic erythroblasts. In
the less immature stage of orthochromatic erythroblasts it is observed that these
cclls acquirc cytoplasmic expansion and contraction movements, with posterior
extrusion of the nucleus with its chromatinic material (Jolly 20 , 1907; Comandon
& Jolly 15 , 1923; Bessis & Bricka \ 1952; Rind & Stobble 27 , 1957).
The two main objectives of this paper are to evidence and discuss; a) that
the Feulgen-positive vesicles originate from mitochondria juxtaposed on the nu¬
clear membrane in order to receive chromatinic material; b) that the intra-
nuclear hemoglobin present in the erythrocytes probably does not act as histone
with regard to the blocking of genic activity in the nucleus.
MATERIAL AND METHODS
Blood of normal adult chickens was collected from the marginal vein of
the wing or by cardiac puncture, using an anticoagulant constituted of 0.75ml
2% EDTA, and 0.25ml 4% NaHCO :i , in a 0. lml/5ml ratio.
Supravital staining
Cells were stained at a ratio of one blood drop to nine drops of 0.1%
brilliant cresyl blue in 0.85% saline, and suspended for 1 min.
Modified Feulgen reaction (Lison 21 , 1960).
Rcaction was carried out in accordance with the original indications from
the authors, except for the fixation. Methanol was used for 3 min in whole
smears. Control by the treatment through DNase was carried out in 0.67M
phosphate buffer with 0.003M MgSO, (pH 6.5).
Hemolysis of blood smears
Thin blood smears were prepared on collodion-coated histological slides
and allowed to dry at room temperature for 18-20 h; hemolysis was performed
in a 0.8% sodium chloride solution containing 2.5% v /v of concentrated for-
malin. The smears were then stained for 5 min in an 1 % aqucous phosphotungstic
acid solution, washed in distilled water and dried at room temperature. The filrns
were transferred to copper grids and submitted to the chadow-casting process
with palladium (Brunner & Vallejo-Freire 7 , 1956). Also a 25% aqueous
glutaraldehydc solution was used at 2.5 v /v instead of concentrated formalin
(Coiro, Brunner & Mitsutani 12 , 1974).
Fixation and embedding for thin sectioning
Fixation in a glutaraldehyde gradient followed by osmium tetroxide
(Brunner & Coiro, 3 1973) in Millonig buffer (pH 7.3) (Millonig 25 , 1961).
Two fixing Solutions were prepared, the first with 2% glutaraldehyde (A), and
the second with 1% (B). Twelve drops of solution A were addcd drop by drop,
each followed by slight agitation, to an equal volume of blood mixed with the
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COIRO. J.R.R. & BRUNNER Jr. t A. Chromatin extrusion mechanism in avian erytm-ocytes
(Gallus gallus) and Its posslble signiíicance.
Mem. Inst. Butantan, 39: 149-155, 1975.
anticoagulant. After 30 min, the blood fixed in solution A was mixed with the
solution B, proceeding the fixation for 2 h.
Direct fixation in potassium permanganate followed by osmium tetroxide
in veronal-acetate buffer (pH 7.3). For this method of fixation, blood was
harvested in 3.8% sodium citrate. Washings were carried out in the buffer; a
final fixation with 1% osmium tetroxide was done for 30 min.
Staining was done in an 1 % aqueous uranyl acetate solution for 30 min,
except for the cells directly fixed in potassium permanganate. Dehydration was
achieved in the alcohol series followed by acetone as intermediate médium, and
embedding in Polylite 8001 (Coiro & Brunner n , 1972). Ultrathin sections
were obtained in a Porter-Blum MT-I ultramicrotome, and the final staining was
achieved with lead citrate (Reynolds 26 , 1963). All preparations were examined
in UM 100b, and Elmiskop I electron microscopes with magnifications of X
1,300 - 40,000 at 60, and 80 Kv.
RESULTS
Light microscopy
Whole normal adult avian blood supravitally stained with brilliant cresyl
blue shows erythrocytes with refringent bodies, close to or distant from the
nucleus, varying in number from 1 to 3, with a predominant frequency of two
per erythrocyte. In some erythrocytes, bodies are observed closely contacting
the nuclear periphery, showing the same dye-affinity as the intranuclear material.
Through Feulgen reaction it was verified that some of the bodies present
in the cytoplasm, more or less distant from the erythrocyte nucleus, are positive.
In the DNase treated control smears none of the erythrocytes shows any Feulgen
positive cytoplasmic structure.
Electron microscopy
In hemolysed smears there appears a marked number of stromas containing
bodies with dimensions between 0.42 x 0.64, and 0.88 1 .2/x, and apparently
with the same nuclear density. Thcse components appear at several points, in
numbers varying from 1-3, generally two per stroma (Fig. 1). Excepting these
dense forms, the stroma shows itself free of structures that could suggest the
presence of whole organelles.
The material fixed in potassium permanganate followed by osmium tetro¬
xide shows vesicles at various cytoplasmic sites. In some instances, the configu-
ration suggcsts a continuity between the vesicle and the nucleus (Fig. 2).
However, cells fixed in a glutaraldehyde gradient followed by osmium tetroxide
show mitochondria close to an alrcady pyenotie nucleus. Such mitochondria
receive chromatinic material into their interior, at the same time when, through
the nuclear membrane’s pore, the passage of hemoglobinized cytoplasm to the
nucleus can be observed (Figs. 3,4). The cytoplasm does not show any more
polysomes, but monosomic forms can be present or not at all.
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COIRO, J.R.R. & BRUNNER Jr„ A. Chromatin extrusion mechanism in avian erythrocytes
(Gallus gallus) and lts possible significance.
Mem. Inst. Butantan, 39: 149-155, 1975.
DISCUSSION
Whole cells when supravitally stained show more or less spherical fornis.
Comparatively, the position is identical to that of Feulgen positive bodies, as
well as to the dense bodies observed in hemolysed smears.
In ultrathin sections it was possible to observe a simple connection between
the vesicle and the nuclcus, or a visible continuity between them, in such a way
that at certain points the filamentous or quite condcnsed chromatin is seen to
pass into the mitochondria, as in Figs. 3 and 4. Coiro 9 (1972) and Menezes et
al 22 (1972), observed by light microscopy Feulgen positive vesicles in erythrocytes
of Gallus gallus, Bufo ictericus, and Liophis miliaris miliaris, apparently origi-
nating from the nucleus. Brunner et al. 4 (1975), examining the peripheric blood
of adult carps ( Cyprinus carpio ) observed that mitochondria juxtapose themselves
on the nuclear membrane in order to receive chromatinic material, showing thus
the uncquivocal mitochondrial origin of those vesicles. Carvalho dos Santos 8
(1974) in Bufo, Coiro 10 (1974) in chickens and Menezes et al. 24 ( 1974) in 5
species of Bothrops, demonstrated the identity of the vesicle’s origin based on the
findings in C. carpio. These morphological observations were corroborated by
3 H-tymidine labelling of nuclei and vesicles of mitochondrial origin in Bufo (Me¬
nezes et al. 23 , 1974; Coiro et al. 14 , 1974).
Considering the elimination of a chromatinic fraction, that would displace
itself from the nucleus into the mitochondria (Fig. 4), perhaps it could be
suggested that this loss is somehow related to the chromosomic function,
blocking the genic activity of the nucleus. This hypothesis is supportcd by the
fact that the chromatinic elimination occurs simultaneously to the end of the
hemoglobin synthcsis, polysome degradation, as well as a determined inhibition
of the nuclear activity, where chromosomcs becomc heteropycnotic.
By comparison it may be infered that losses of chromatinic material in
chickens and mammals, in the latter by a complete extrusion of the nuclcus,
are possibly corrclated phenomena, although different as regards the hemoglobin
synthesis periods of time, considering that while the reticulocyte is engaged
in intense synthcsis, there occurs a chromatin loss in chicken erythrocytes
concomitant to the cessation of globin synthesis.
All those observations suggest that the problem of the DNA activity
blocking during maturation is also related to a chromatin reduction, and would
not occur through a simple negative retroalimentation mechanism. Admitting
that the hemoglobin present in the nuclei acts as histone, condensing the nuclear
DNA (Tooze & Davies 28 , 1963), it is obvious that a synthesis blocking would
occur alrcady during the immature phases, since mammal and avian erythroblats
present a considerable levei of intranuclear hemoglobin. However, this hypothesis
has no support on the fact that at this period of time the cells of mammals
(Borsook et al. 2 , 1968) and chickens devclop and intense hemoglobin synthesis.
l he presence of intranuclear hemoglobin seems to be more related to physical
phenomena, such as molecular pressure. As in Fig. 3, membrane pores, giving way
to pressure, would allow the passage of hemoglobinized cytoplasm into the nuclcus.
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COIRO, J.R.R. & BRUNNER Jr„ A. Chromatin extrusion mechanism in avian erythrocytes
(Gallus gallus) and its possible significance.
Mem. Inst. Butantan, 39: 149-155, 1975.
CHICKEN ERYTHROCYTES
Flg. 1 - Hemolyzed erythrocyte showing folds (arrows), electron dense bodies (b) and
nucleus (N).
Plg. 2 - Direct íixation in potassium permanganate followed by osmium tetroxide. Vesicle
(V); nucleus (N).
Fig. 3 - Flxation ln a glutaraldehyde gradient followed by osmium tetroxide. Vesicle (V);
arrows Show passage of chromatin filaments into the vesicle (V), and hemoglobinized cyto-
plasm into the nucleus through the nuclear membrane pores; nucleus (N).
Fig. 4 - Flxation in a glutaraldehyde gradient followed by osmium tetroxide. Mitochondrion
receiving dense chromatinic material (arrows); nucleus (N).
153
cm
COIRO, J.R.R. & BRUNNER Jr., A. Chromatin extruston mechanism in avian. erythrocytes
(Gallus gallus ) and its possible signifícance.
ülem.. Inst. Butantan, 39: 149-155, 1975.
Acknowleclgements: The authors wish to thank Mrs. Vera Mondin Wcisz,
Mr. Alípio Silva Gonzales, Heitor Costa and Carlos Alberto Gonçalves Silva for
their technical assistance, and Mrs. Sibylle Heller for translation.
RESUMO: A constatação de corpos próximos ou distantes do
núcleo de eritrócitos de aves, levou a estudar sua origem e
significância através da reação de Feulgen, hemólise em esfre-
gaço e cortes ultrafinos. Ficou confirmado através dos métodos
utilizados, que os corpos são de origem mitocondrial, que rece¬
bem material cromatínico para o seu interior e, mais tarde,
adquirem uma ultra-estrutura aberrante, vesiculosa. A fixação
em gradiente de glutaraldeído seguido pelo tetróxido de ósmio,
facilitou a visualização da passagem de citoplasma hemoglobi-
nizado para o interior do núcleo, bem como a penetração de
cromatina, altamente condensada, para os mitocôndrios justa-
nucleares. Neste trabalho, os fenômenos da penetração de hemo¬
globina e extrusão cromátinica em eritrócitos de aves são dis¬
cutidos.
UNITERMO: Extrusão cromatínica em eritrócitos de aves.
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39: 157-168, 1975
ULTRASTRUCTURAL ASPECTS OF MATURE
CYPRINUS CARPI O ERYTHROCYTES. *
ADOLPHO BRUNNER JR., JOSÉ RAFAEL R. COIRO,
CLARA Y. MITSUTANI, MARIA ANGÉLICA S. CARVALHO
DOS SANTOS and HÉRCULES MENEZES
Laboratory of Electron Microscopy, Instituto Butantan
ABSTRACT: Mature Cyprinus carpio erythrocytes Show a phe-
nomenon of Feulgen positive vesicle formation, begining from
a mitochondrion juxtaposed at the nuclear membrane. While con-
densed chromatin enters the mitochondrion, modifications occur
in the lamellar inner structure of the organelle, giving rise to a
vesicle which detaches from the nucleus and displaces itself
through the cytoplasm. Some aspects suggest that the vesicle
content is expelled from erythrocytes. It seems that this is a
general event for other mature nucleated vertebrate erythrocytes.
Other vesicles of unknown origin, some originating from de-
generated mitochondria, and others from the nuclear membra-
nes, were found.
A dense amorph material, never found in erythrocytes of
other vertebrates, was frequently present in the nucleoplasm, and
in the cytoplasm associated to the smooth endoplasmic reticu-
lum. Marginal bands, thinner than those found in erythrocytes
of other groups, were observed.
UNITERM: Ultrastructure of Cyprinus carpio erythrocytes.
INTRODUCTION
Information is scarce on the cytology of mature fish erythrocytes, espe-
cially at the ultrastructural levei. Concerning the mature erythrocytes of other
vertebrates, except mammals, there are only a few interesting references with
regard to the ultrastructure of mature chicken 6 ' 9 , bothropic species 14 ,
amphibians 5,6,10,19,21 anc j toadfish 10 erythrocytes.
* This research has been supported by the Conselho Nacional de Pesquisas (Proc. 10.112/71
and 11.268/74) and Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan.
Address: Caixa postal 65 - S. Paulo - Brazil
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BRUNNER, J„ A., COIRO, J.R..R., MITSUTANI, C.Y., CARVALHO DOS SANTOS, M.A.S.
& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Butantan, 39: 157-168, 1975.
The structural coniponents of mature erythrocytes differ from group to
group, depending on the physiological behaviour of the respective speciniens.
However, such coniponents as the marginal band 6 ' 9 ’ 10 ' 14 ’ 19 ' ai * and vesicles
carrying chromatinic material 2 , 5 , 6 , 14 ^ are CO mmon occurrences in all mature
nucleated erythrocytes.
This paper reports on the ultrastructure of mature Cyprinus carpio
erythrocytes in comparison with findings in other nucleated erythrocytes.
MATERIAL AND METHODS
Blood samples were obtained by cardiac puncture from adult speciniens
free of hemoparasites, without the use of anticoagulants, or using 10% v /v of
2% EDTA solution adjusted to pH 7.3 — 7.4 by the addition of a 4%
NaHCO :i solution, resulting in a final concentration of 0.15% anticoagulant.
Rosenfeld staining
This staining according to Rosenfeld 17 , has been employed for the evalua-
tion of the general hematological aspects, and to assure the absence of parasitism.
Supravital staining
One drop of blood was added to 10 drops of a 0.65% NaCl solution,
containing 0.1% brilliant cresyl blue, to evaluate the proportion of erythrocytes
with basophilic reticulum.
Feugen reaction
In an attempt to verify whether the erythrocyte vesicle content could be
in part DNA, thin blood smears were submitted to the reaction according to
Lison 12 . Control smears were previously treated by 0.5% DNase in O.IM
phosphate buffer (pH7.2), for 50 min at 37°C, and by the buffer only, under
the same conditions.
Electron microscopy
Thin blood smears were submitted to hemolysis after drying for 4-6 h under
environmental conditions, in a 0.80% NaCl solution containing 2.5% v /v
concentrated formalin 3 , or a 2.5% v /v aqueous glutaraldehyde solution 8 ,
followed by phosphotungstic acid staining, and several washings in distilled
water 3 . Some hemolysed smears were then covered by a thin palladium film at
a 15.°-20.° shadow-casting angle.
For thin sectioning, fixation of the blood was performed as follows 1 : to
15 drops of blood, 15 drops of 2% glutaraldehyde in 0.20M Millonig’s buffer 15
were added, drop by drop, each of which followed by slow agitation; after 30
min, the suspension was diluted with 2-3 volumes of 1% glutaraldehyde in the
buffer, and fixed for 2 h. Erythrocytes were washed three times in the buffer,
and fixed for 20 min in 1 % osmium tetroxide in the same buffer. After staining
in an 1% aqueous uranyl acetate solution for 30 min, erythrocytes were
dehydrated in the alcohol series, and embedded in Polylite 8001-P 7 . Thin
sectioning was donc in MT-I and MT-2 Porter-Blum microtomes; the sections
were stained by lead citrate 16 .
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& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Butantan, 39: 157-168, 1975.
AII preparations were examined in the ÜM 100b and Elmiskop I electron
microscopes, at 60 Kv, from 2,500 to 20,000 magnification.
RESULTS
Blood smears stained according to the Rosenfeld technique showed 2.5%
to 3 . 0% of immature erythrocytes, as well as absence of parasites in the
peripheral blood. Almost the same proportion of immature erythrocytes was
íound in blood supravitally stained with brilliant cresyl blue, in which these red
cells are characterized by a variable amount of basophilic reticulum. A high
number of mature erythrocytes presented from one to four basophilic granules
individually disposed at several cytoplasmic sites. Positive results for the Feulgen
reaction, were hardly visible in the cytoplasm. A good visualization of positive
results was possible in the vicinity of the nuclei. However, they could be mistaken
for nuclear protrusions. Erythrocytes of blood smears submitted to partial drying,
and then hemolysed, show an ellyptical stroma containing a central nucleus, gra¬
nular and rod-shaped forms with variations in diameter and length of about
0.40 fx or 0.25 — 0.60 /i x 1.20 — 1.50 //., respectively; in general, the
granules are more electron-dense than the rod-shaped forms (Figs. 1, 2).
Thin section of mature carp erythrocytes, commonly contain different kinds of
vesicles, mitochondria in various degenerative stages, and moderately dense
amorph masses, more or less compact and agglomerated, concomitantly pre-
sent in the cytoplasm, associated to the endoplasmic reticulum, and in the
nucleoplasm (Figs. 3, 4, 8, 9); an amorph mass can be seen in the nuclear
membrane pore, between cytoplasm and nucleoplasm (Fig. 5).
Mitochondria and erythrocyte nuclei are frequently connected by an
apposition of the externai mitochondria! and nuclear membranes (Fig. 4), or
through the passage of dense chromatinic material into the organelles (Figs.
5, 6). Such connections occurs always at nuclear region where chromatinic
material is juxtaposed to the nucleolema, at sites of variable distan-
ces from the nuclear pores, through which hemoglobinized cytoplasm enters
the nucleoplasm (Figs. 3, 4, 8, 9, 11). Convoluted chromatinic threads,
invade mitochondria still presenting their chracteristic structure (Figs. 5, 6),
or organelles which already had suffered a modification (Fig. 8). Mitochondria
that had received chromatin, modify and detach themselves from the nucleus
giving rise to frce vesicles (Fig. 9) containing dense, fibrous, as well as granulated
material.
Free vesicles containing myelin-like figures are constantly present in
erythrocytes. They seem to originate from the externai nuclear membrane, as
suggested in figures 10 and 11; some vesicles presenting myelin-like figures
originate from degenerated mitochondria which had not received chromatinic
material (Fig. 7). Vesicles apparently of other types, contain mainly small
vesicles or besides these small round elements, a fine fibrous material (Fig. 3a);
several vesicles contain only a few membrane traces or nothing at all (Figs. 3,9).
Vesicles carrying granular, fibrous, dense, amorphous materiais, and myelin-like
figures or traces of membrane, were found approaching the invaginated plasmic
membrane (Figs. 12, 13). These vesicles may be simple, or may agglomerate,
fusing among themselves.
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& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Biitantan, 39: 157-168, 1975.
MATURE CARP ERYTHROCYTES
Plgs. 1 and 2 - Cells from hemolysed blood smears.
Plgs. 1 and 2 - Cells from hemolysed blood smears. (N) nuclei;
large vesicles.
Flgs. 3 and 3a - Thln sectlon of the same cell. (N) nucleus; (n
drion: (er) endoplasmic retlculum; (arrow) amorph material; (V
origln; (V) vesicles of unknown orlgln.
(m)
mitochondria;
(V)
(m) degenerated mitochon-
(V) veslcle of mitochondrial
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& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Butantan, 39: 157-168, 1975.
THIN SECTIONS OF MATURE CARP ERYTHROCYTES
Fig. 4 - (N) nucleus; (m) mitochondrion juxtaposed at the nuclear membrane; (arrow)
amorph material.
Fig. 5 - (N) nucleus; (m) mitochondrion receiving chromatinic material; (arrow) amorph
material in the nuclear membrane pore.
Fig. 6 - (N) nucleus; (arrow) passage oí condensed chromatin into a partially modiíied
mitochondrion (m).
Fig. 7 - (N) nucleus; (m) partially modiíied mitochondrion containing dense material;
(V) vesicle, possibly of mitochondrial origin, containing myelin figures.
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BRUNNER. J., A., COIRO, J.R.R., MITSUTANI, C.Y., CARVALHO DOS SANTOS, M.A.S.
& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Butantan, 39: 157-168, 1975.
0,5 fim
THIN SECTIONS OF MATURE CARP ERYTHROCYTES
Fig. 8 - (N) nucleus; (arrow) amorph mass; (p) - nuclear membrane pore; (V) a recently
constltuted vesicle; nearly detached from the nucleus, showlng condensed chromatinic
material.
Fig. 9 - (N) nucleus; (arrows) amorph masses ln cytoplasm and nucleoplasm; (V) vesicle
containing dense material, recently detached from the nucleus.
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& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
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M.A.S.
THIN SECTIONS OP MATURE CARP ERYTHROCYTES
Pig. 10 - (N) nucleus showing invagination. A convoluted membrane wlthin the increased
perlnuclear space can be observed (arrow).
Flg. 11 - (N) nucleus; (V) vesicle conataining a myelin-like figure, almost detached from
the nucleus.
Pig. 12 - (V) vesicles fusing among themselves, approaching the plasmic membrane at an
invaginated region (arrow).
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& MENEZES, H. Ultrastructural aspects of mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Butantan, 39: 157-168, 1975.
Several sections of mature erythrocytes show relatively thin marginal bands
ranging from 140 to 250 m^ in diameter. They are frcquently detected in
longitudinal sections (Fig. 14), and occasionally in cross sections (Fig. 15),
where fifteen to eighteen microtubules of 18 to 21 m/x in diameter can be seen.
DISCUSSION
The absence of parasitism in the peripheral blood of Cyprinus carpio
spccimens, as confirmcd through the Rosenfeld staining 17 , allows secure
interpretations on hemolyscd, as well as on sectioned erythrocytes. In the former
instance (Figs. 1, 2), the rod-shaped forms, generally disposed around the
nucleus, can be taken as mitochondria, according to earlier demonstrations on
immature mammalian erythrocytes 4 ’ 20 . This interpretation is also supported by
thin sectioned erythrocytes, where mitochondria are observed in the same
dispositions (Figs. 4, 6, 7, II). The granular forms, more electron-dense than
the rod-shaped ones (Fig. 2) present themselves in the same disposition,
and possibly correspond to the vesicles carrying nuclear material (Figs.
8, 9). Their higher density may be due to the condensed chromatinic
content. Hemolysis of red blood cells in partially dricd smears, permits a global
visualization of their organelle constitution, as well as on the disposition of
such elements.
The outstanding phenomenon is the formation of vesicles carrying
chromatinic material. They originate from mitochondria, an event which
seems to be general for mature chickcn 6 , bothrops snake 14 , frog 5 and
carp 2 erythrocytes. Feulgen reaction, donc on erythrocytes from spccimens of
all those vertebrates, was always positive, although these results were not con-
clusive. However, mature frog erythrocytes showed labelled vesicles when
3 H-thymidine was given to animais, previously turncd anemic through
phenylhydrazine in order to activate erythropoiesis, and thus enhancing the
incorporation of this DNA basis 13 . Obviously chromatin labelling persists until
the last erythrocytic maturation stage where the phenomenon of vesicle formation
takes place. This occurrence was never detected in immature forms through
Feulgen reaction or electron microscopy.
Formation of vesicles begins by mitochondria juxtaposition on the nuclear
membrane at regions where chromatin is disposed (Fig. 4); hence, this occurs
at points more or less distant from the nuclear pores through which hemoglo-
binized cytoplasm enters the nucleoplasm (Figs. 3,4,8,11). While condensed
chromatin penetrates into the mitochondrion, a disorganization of its inner
lamellar strueture gradually occurs (Fig. 6). Alter cessation of chromatin
penetration, mitochondria may still present vestiges of their strueture (Fig. 7)
or lose it completely, as shows in figures 8 and 9. These modiíied organelles
displace themselves through the cytoplasm, approaching the plasmic membrane.
At this region the membrane invaginates (Figs. 12, 13), suggesting a possible
occurrcnce of a phenomenon of exocytosis, like that which may occurs in final
maturation stages of mammalian reticulocytes n ’ 18 . When inner mitochondrial
membranes disappear, organelle diameters increase gradually from about 0.14
(Fig. 4) to 0.40 p (Fig. 8); vesicles in the proximity of the plasmic membrane
reach diameters ranging from 0.60 (Fig. 12.) to 0.70 p (Fig. 13).
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THIN SECTIONS OF MATURE CARP ERYTHROCYTES'
Fig. 13 - (V) vesicles near the plasmic membrane, one oí which already contacting the
invaginated plasmic membrane; (arrow) amorph mass partially surrounded by the smooth
endoplasmic reticulum.
Fig. 14 - Longitudinally sectioned microtubules, constituting the marginal band (arrows).
Flg. 15 - Transversally sectioned microtubules (arrow).
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& MENEZES, H. Ultrastructural aspects oí mature Cyprinus carpio erythrocytes.
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It would be of interest to verify whether vesicles still contain active DNA
or only produets from the DNA degradation. On the other hand, the possibility
of a correlation between this phenomenon and the nuclear extrusion in mammal
orthochromatic erythroblasts, shoud be considered.
Several vesicles commonly found in erythrocytes are of different origin. In
figures 3 and 3a it is difficult to ascertain the origin of vesicles of low density
and of the one containing small vesicles among granular and fibrous material.
The degenerated mitochondrion of figure 3, distant from the nucleus, continuing
the degenerative process, could originate the moderately dense vésielê of figure
3a. Mitochondria may also degenerate (Fig. 7) through modifications oceurring
in their inner lamellar strueture, from which myelin figures rise.
A region of the nucleus may invaginate, accompanied by a convolution-like
process of the inner nuclear membrane, and an increase of the perinuclear space
at this region (Fig. 10). Afterwards the whole set protrudes, giving rise to a
vesicle limited by the externai nuclear membrane whose content is a myelin-like
figure originating from the inner membrane (Fig. 11). This may be related with
the nuclear volume reduction possibly oceurring even in the last stage of
erythrocytary maturation. No such phenomenon was detected in erythrocytes
of spccimens of other groups.
Erythrocyte nucleoplasm and cytoplasm frequently contain some amorphous
material presenting an intermediary density between ehromatin and both plasmas
(Figs. 3, 8, 9, 13). These masses, generally associated to the smoth endoplasmic
reticulum (Figs. 3,13), were never found in erythrocytes of other groups. Their
nature and origin are unknown, but the presence of such a mass in the nuclear
membrane pore (Fig. 5), and its position sometimes distant from the nucleus
(Figs. 3, 13) may, although remotely, suggest a nuclear origin.
The marginal bands of carp erythrocytes are thin, compared to that found
in erythrocytes of other groups 6 , 9 , 10 , 14 , 19 , 2 ^ S p C cially as regards the diameter,
about 700m/z of the chelonian erythrocyte band 8 . Correspondingly the number of
microtubules is also lower, although the possibility that degenerative bands of
old erythrocytes had been observed, can not be excluded.
Acknowledgements: The authors wish to tank Mrs. Vera Mondin Weisz,
Mr. Alípio Silva Gonzales, Mr. Carlos Alberto Gonçalves Silva and Mr. Heitor
Costa for their excellent technical assistance, and Mrs. Sibylle Heller for her
editorial aid and translation.
RESUMO: Eritrócitos maturos de Cyprinus carpio mostram um
fenômeno de formação de vesícula Feulgen positiva, originária
de um mitocôndrio justaposto à membrana nuclear. Enquanto
a cromatina condensada penetra no mitocôndrio, o organelo
sofre modificações na estrutura lamelar, dando origem a uma
vesícula que se destaca do núcleo e se desloca através do cito¬
plasma. Alguns aspectos sugerem que o conteúdo da vesícula é
eliminado do eritrócito. Este mecanismo parece ser geral para
os eritrócitos maturos nucleados de outros vertebrados. Outras
vesículas de origem desconhecida, algumas originadas de mito-
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BRUNNER, J„ A., COIRO, J.R.R., MITSUTANI, C.Y., CARVALHO DOS SANTOS, M.A.S.
& MENEZES, H. ültrastructural aspects oí mature Cyprinus carpio erythrocytes.
Mem. Inst. Butantan, 39: 157-168, 1975.
côndrios degenerados e outras da membrana nuclear, foram
observadas.
Um material denso e amorfo, nunca encontrado em eritró-
citos de outros vertebrados, estava frequentemente presente no
nucleoplasma e no citoplasma, associado ao retículo endoplas-
mático liso. Bandas marginais, de menor diâmetro que as de
eritrócitos de outros grupos, foram observadas.
UNITERMO: Ultra-estrutura de eritrócitos de Cyprinus carpio.
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BRUNNER, J„ A., COIRO, J.B.R., MITSUTANI, C.Y., CARVALHO DOS SANTOS, M.A.S,
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Recebido para publicação em ll-IV-1975 e aceito em 28-IX-1975.
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39: 169-206, 1975
COMPARAI !VE STUDY ON THE
ULTRASTRUCTURE OF THE ELEMENTS OF THE AVIAN
AND MAMMALIAN ERYTHROCYTIC SERIES.
CORRELATION VVITH HEMOGLOBIN BIOSYNTHESIS. *
JOSÉ RAFAEL R. COIRO
Laboratory of Electron Microscopy, Instituto Butantan
ABSTRACT: Ultrastructural studies of the erythron of birds and
mammals were made in smears of stromata and in ultrathin sec-
tions of erythrocytes from the peripheral blood of normal and
anemic animais.
Polyacrylamide gel electrophoresis and spectrophotometry
were also used to detect intrahemosomal hemoglobin and the
presence of heme group in the supernatants of fraction lysates.
Chromatin extrusion in mature avian erythrocytes was correla-
ted to nuclear extrusion in mammal orthochromatic erythro-
blasts. Furthermore, the nature of “Substantia Granulo-Filamen-
tosa” (Sgf) was studied in birds and mammals, as well the
degree of cell maturation as reaveled by polysome countings per
H 2 . The marginal band has been investigated in ultrathin sec-
tions and smears of hemolysed blood.
Results may be summarized as follows:
1. In smears of hemolysed blood, filaments of larger dia-
meter representing Sgf may be identified as mitochondria,
whereas those of smaller diameter are interpreted as hemosomes.
2. In bleeding anemias, Sgf is almost exclusively made out
of mitochondria.
3. The genesis of hemosomes is the same in birds and
mammals and is related to hemoglobin biosynthesis.
4. No connection exists between intranuclear hemoglobin
and synthesis blockade. This is related to chromatinic extrusion
concomitant to polysomic dissociation.
5. In bleeding anemias avian and mammalian responses of
the hemopoietic tissue differ in reaction time.
» Condensed írom a Doctorate’s Thesis presented to the Instituto de Biociências da Uni¬
versidade de São Paulo, Brasil. Supported by grant. n.° 11.218/74 írom the Conselho
Nacional de Pesquisas.
Address: Caixa Postal 65 — São Paulo — Brasil.
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COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure oí the elements oí the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206. 1975.
UNITERMS: Ultrastructure of avian and mammalian erythro-
cytes. Hemoblobin biosynthesis.
INTRODUCTION
Through microspectrophotometry it has been demonstrated that during
erythrocyte maturation basophilia decreases as hemoglobin concentration in-
creases (Thorell 93 , 1950). In basophilic erythroblasts a decrease of ribonu-
cleoprotein is noted, as well as the disappearance of the nucleolus. The Golgi
complex, other structures, and organelles (Orlic et al. 69 , 1965; Simpson &
Kling 91 , 1967) have been observed.
The polychromatophilic erythroblast is characterized by a decrease in the
number of mitochondria; hemoglobin synthesis is initiated, conferring a higher
cytophasmic density in relation to the basophilic erythroblast.
In orthochromatic erythroblasts the membrane pores tend to disappear,
and chromatin undergoes condensation. Still in this phase the nucleus is extruded,
and less frequently suffers karyolysis or karyorrhexis according to the observa-
tions of Astaldi et al. 1 (1950) and Leonardi 59 (1951 ). After the extrusion,
the reticulocyte phase follows, showing an intense hemoglobin synthesis in the
Peripherie blood (Seno 87 , 19 5 8; Fantoni et al. 41 , 1968; Brunner 14 , 1968),
which results in the appearance of the mature erythrocyte.
The first observations of microtubules in lower vertebrate erythrocytes were
made by Ranvier 80 (1875), Dehler 35 ( 1895) and Nicholas 67 (1896). Me-
ves 65 (1903) observed these structures in avian erytrocytes by supravital
staining, and suggested that the microtubules, composing the marginal band,
confer to them their chracteristic biconvex shape. Weidenreich 97 (1905) con-
sidered the band as an artifact due to the staining technique. Fawcett 42 (1959)
however, was able to ascertain by electron microscopy the actual existence of the
marginal band in erythrocytes of the toadfish ( Opsanus tau). Fawcett & Wi-
tebsky 43 (1964) described the band as forrned by 25 parallel tubules of about
200 A each, and State that this band is responsible for the elliptical shape of
lower vertebrate erythrocytes. They proposed the term “endoplasmic ring" for
this structure of both erythrocytes and thrombocytes of the toadfish. Grasso 46
(1966) supposed that the function of the band is closely related to the shape
and elasticity of mammalian erythrocytic cells.
Endocytosis is the generic term given to any type of incorporation of subs-
tances into the cell (Bessis 6 , 1972). Lewis 60 (1931 ) observed the incorporation
of droplets, 1-5 /x in diameter, calling this mechanism pinocytosis. Endocytosis
of dense substances such as ferritin has been analysed by Bessis & Breton-Go-
rius 7 (1956) and Bessis 5 (1958). Parks & Chiquoine 70 (1957) observed
this mechanism for silver compounds.
Ribonucleoproteins are constituted of about 50% RNA, and 50% proteins
(Dintzis et al. 38 , 1958). Warner et al. 96 (1962), found in reticulocytes that
ribonucleoproteins can present themselves from monosomic to polysomic forms.
The arrangement most frequently found is the pentamerous one whose mono-
somes are united by a thin filamentous m-RNA bridge. Mathias et al. 63 (1964)
demonstrated that this bridge of ribonucleic nature is sensitive to RNase.
Glowacki & Millette 45 (1965) believed that in the course of maturation a
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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total disaggregation of pentamerous polysomal forms directly to monomerous
forms would occur, contrary to Marks et ai. 62 ( 1963) and Rifkind et al. 83
(1964) who affirm tliat this disaggregation is gradual, i.e., pentamerous, tetra-
merous, trimerous, dimerous, and momomerous. Burka & Marks 24 (1967),
maintain that the last RNA to disappear is the t-RNA, although no more globin
synthesis occurs in the already nearly mature reticulocyte. The polysomic acti-
vity during the protein synthesis is higher in the polychromatophil and the
orthochromatic erythroblasts (Rifkind et al. 83 , 1964), as well as in the less
mature reticulocytes (Glowacky & Millette 45 , 1965). Based on the theory
of Jacob & Monod 51 (1961) as to the relationship between nucleus and cy-
toplasm it is possiblc to assume that the m-RNA and t-RNA are synthesised
still in the erythroblastic phase, since reticulocytes do not contain any more
DNA. There is evidence that biosynthesis of the r-RNA precursors occurs within
the nucleolus (Brown & Gurdon 12 , 1964; Penman et al. 72 , 1966; Edstron &
Daneholt 40 , 1967; Izawa & Kawashima 60 , 1968). Seno et al. 88 (1963) and
Pinheiro et al. 75 (1963) demonstrated the absence of DNA synthesis both in
reticulocytes and the different RNA types.
Brunner & Vallejo-Freire 22 (1964) found convoluted forms in reticulo¬
cytes, similar to myelin figures, which can be observed in a great variety of
cells, such as mature erythrocytes about to lyse (Policard et al. 76 , 1957),
branchial epithelium of salamander (Schultz & De Paola 86 , 19 5 8), cultured
cells of guinea-pig testides infected with viruses and rickettsiae (Brunner, 1961
— personal communication), mitochondria of leucocytes within the epithelium
of patients with American tegumentary leishmaniosis (Coiro et al., 1973 —
umpublished observations), and mitochondria of pancreatic cells of normal adult
rats (Coiro & Souza Dias, 1973 ■— umpublished observations).
Since the work of Cesaris-Demel 26 (1907) up to present, the pre-existen-
ce of organelles in reticulocytes has becn discussed although the work of
Simmel 90 (1926), Seyfart 89 (1927), Sano 85 ( 19 5 5) and Brecher 11 (1958),
allowed cleary the observation of the “Substantia granulo-filamentosa” (“Sgf”).
Even so, other authors considered the “Sgf” as an artifact resulting through the
applied staining technique, due to ribonuclcoprotein precipitation caused by su-
pravital dyes such as brilliant cresyl blue and Janus green B (Dustin 39 , 1947;
Thorell 93 , 1950; Burt et al. 25 , 1951; Bessis 4 , 1954; Thoma 92 , 1959).
Bernhard et al. 2 (1949) observed under the electron microscope reticulo¬
cytes after osmotic hemolysis. This procedure allowed the observation of circular
membranous intrareticulocytary forms whose nature also was much discussed by va-
rious authors as Braunsteiner & Bernhard 9 (1950), Bessis 3 (1950), Peters & Wi-
gand 74 (1950), Wolpers 100 (1956), Brunner & Vallejo-Freire 21 (1956),
Jung 54 (1959) and Hug et al. 49 (1959). Brunner & Vallejo-Freire 21 (1956)
however, found filamentous forms, granules, and fine filaments in hemolysed
reticulocytes after partial drying. At this same period of time, Braunsteiner et
al. 10 (1956), and Brunner et al. 23 (195 6) confirmed the presence of mito¬
chondria in those cells. Later, Brunner 13 (1962) clearly demonstrated the mi-
tochondrial and ribosomic nature of the “Sgf” in association with the dye. Gra¬
nules and fine filaments were interpreted as ribosomes and smooth endoplasmic
reticulum (ER) respectively.
Reimann 81 (1942) working with chicken proerythrocytes concluded that
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mammalian erythrocytlc series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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the hemoglobin biosynthesis is not related to the nuclcus but to the “Sgf”. Jensen
et al. 52 ( 19 5 3) verified that hemoglobin biosynthesis is related to the amount
of “Sgf”. Brunner & Mombrum 19 (1972) demonstrated in mammalian reticu-
locytes the presence of organelles, which, on account of their ultrastructural
similarity with mitochondria, were denominated mitochondrion-like organelles
(MLO). Brunner et al. 20 (1972) suggested that the final hemoglobin biosyn¬
thesis occurs in the MLO or hemosomes.
The purpose of the present work is to analyse comparatively the ultras-
tructural aspects os the avian and mammalian erythron, and to clucidate several
points in relation to morphology and physiology. Aecordingly, we planned a
study on the following: a) origin and nature of the cytoplasmic vesicles
present in avian erythrocytes; b) ultrastructural identity of avian and
mammalian “Substantia granulo-filamentosa”; c) genesis of the mitochondrion-
like organeles; d) hemoglobin presence in MLO from birds; e) estimation
of the cell maturity degree in the avian erythron.
MATERIAL AND METHODS
Material
Avian blood
Adult chickens (Gallus gallus), 2.5 — 3.0 kg. Blood was harvested from
the marginal wing vein or by cardiac puncture.
Embryos, 14-18 days old, and newborn chicks. Blood was harvested by
cardiac puncture.
Adult chickens with anemia induced by bleedings, withdrawing daily
30-40 ml of blood during 2-3 days. One to two days after the last cardiac
puncture, blood was harvested.
Adult chickens with anemia induced by phenylhydrazinc in an 1 % aqueous
solution in a 1 ml/kg ratio, by subcutaneous injections per 4 days. Five days
after the last dosis the blood was harvested.
Mammalian blood
Adult guinea-pigs (Cavia porcellus), weighing 250-300 g, with
phenylhydrazine-induced anemia injected in an 1% aqueous solution in a
1 ml/kg ratio, during 3 successive days. Three days after the last dosis, blood
was withdrawn.
Adult guinea-pigs (Cavia porcellus ) 250-300 g eacli, with anemia induced
by successive bleedings by cardiac puncture, withdrawing 5 ml during 5
successive days. Three days after the last puncture, blood was harvested.
Rabbit embryos (Oryctolagus cuniculus), 16-20 days old. Blood was har¬
vested after sectioning the umbilical cord.
Human blood
Blood from a patient with acquired hemolytic anemia was harvested by
venous puncture.
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Methods
Rosenfeld 84 staining (1947, modified)
The modification consisted in the dilution of the dye in a 1:4 ratio on the
slide, with degasified distilled water, leaving the diluted dye in contact with the
sntear for 2 h.
Supravital staining with brilliant cresyl blue
One gram dye was dissolved in 1 liter of a 0.85% (1:1000) saline solu-
tion. Cells were stained in a 1:9 ratio of blood drops and dye respectively.
Feulgen reaction (Lison 61 , 1953, modified)
The original indications of Feulgen-Rosembeck (1924) were followed
except for the fixation of the smears, which was carried out in methanol for
3 min.
Hemolysis. Technique A — According to Brunner & Vallejo-Freire 21
(1956). Technique B — Followed the procedure of technique A, but with a modified
fixing process introduced for mature erythrocytes. Instead of formol, 25%
glutaraldehyde in 90 ml NaCl at 0.80% in an amount of 10 ml was used
mainly in order to improve the degree of preservation of stroma structures, as
for instance the marginal band, and organelles (Coiro et al., 1973 —
unpublished observations). Technique C — The same as A, however, modified
as to the partial drying. The drying lasted for 5 min at 40°C in order to obtain
circular forms (Coiro & Brunner, 1972 — unpublished observations). Technique
D — Hemolysis in suspension to obtain circular forms in mammalian blood
(Brunner & Vallejo-Freire 21 , 1956).
Fixation
Blood was harvested into an anticoagulant consisting of 0.75 ml of 2%
EDTA, and 0.25 ml of 4% sodium bicarbonate in a 1 ml per 10' ml ratio.
Double fixation
Fixation in a glutaraldehyde gradient followed by osmium tetroxide in
Millonig buffer (pH 7.3) (Brunner & Coiro 16 , 1973).
Direct fixation in potassium permanganate followed by osmium tetroxide
in veronal acetate buffer (pH 7.3).
Simplc fixation
Direct fixation in 1% osmium tetroxide in Millonig buffer (pH 7.3)
for 20 min.
Fixation in hypotonic médium for phosphotungstic acid (PTA) staining
(Brunner & Mombrum 19 , 1972).
For blood fixed in glutaraldehyde and osmium tetroxide, the staining was
done in an aqueous 1% uranyl acetate solution (Kellenberger et al. 56 , 195 8)
for 30-40 min.
Dehydration was carried out in the alcohol series at 30%, 50%, 70%,
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95%, 100% with pure acetone in a 1:1 ratio, and finally in pure acetone, for
10 min each.
Pre-imbibition — Imbibition — Embedding
Pre-imbibition was carried out in a 1:1 Polylite 8001 (Coiro et al. 33 ;
Coiro & Brunner 28 , 1972) and pure acetone mixture for 1-2 h.
Polylite 8001 mixtures
A — Polylite 8001 . 10 ml (Coiro et al. 33 , 1972)
Benzoyl peroxide . 0,2 g
B — Polylite 8001 . 9 ml (Coiro & Brunner 29 , 1973)
Dibutylphtalate . 1 ml
Benzoyl peroxide . 0,2 g
C — Polylite 8001 . 7 ml (Coiro 27 , 1972)
Benzoyl peroxide . 0,2 g
Polylite T 200 . 3,0 ml
Imbibition of all material was carried out with Polylite 8001 or Polylite
8001-P (Polylite with a plastifyer) for 24 h in intermittent resuspension. Em¬
bedding was carried out in gelatin capsules, n.° 0 or n.° 00. Into all capsules,
5 drops of blood imbibed in polyester were placed, and made up with the
polyester in use. The cells were then centrifuged at 550Xg for 30 min. Poly-
merization was achieved in an incubator at a constant temperature of 58°C
for 72-96 h.
Ultramicrotomy — final staining — electron microscopy
MT-1. and MT-2 (Porter Blum) ultramicrotomes were used with crystal
or diamond knives. Ultrathin sections were stained by lead citrate (Reynolds 82 ,
1963), and washed in degasified distilled water. Electron microscopes Siemens
UM 100b, Elmiskop I, and Zeiss EM-9S2 were used for the examinations.
Accelerating potencies varied from 60 to 100 Kv.
Fractionation, organelle isolation, and hemoglobin determination in avian blood
Blood was harvested by cardiac puncture from 60 embryos, 16 days old.
Immature crythrocytes were fractionated, and the mitochondrion-like organelles
(MLO) were isolated, washed and lysed according to the following procedure:
a) addition of 4 ml blood to 8 ml of a solution prepared according to
Glowacki & Millette 45 (1965); b) centrifugation of the cell suspcnsion at 200Xg
(900 rpm R=21 cm) for 10 min; c) resuspension of the sediment in a 0.32 M
sucrose solution, 10 times its volume, according to Wcinbach 98 (1961); d)
homogenization in a Potter-Elvehjem tube, in the cold at about 1,000 rpm with
10 movements; e) centrifugation of the homogenate at l,350Xg (R=21 cm) for
10 min; f) centrifugation in the cold of the supernatant at 14,830Xg (15,000
rpm — Spinco L, rotor 40) for 10 min; g) three washings by resuspension of
the pellet with 0.32M sucrose, and controlling of the fraction’s purity degree by
electron microscopy; h) harvesting the last washing supernatant to be used as
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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/jim
líEMOLYSED SMEARS
Flgs. 1 and 2 - Mature avian erythrocytes: 1 - (N) nucleus;
Flgs. 1 and 2 - Mature avian erythrocytes: 1 - (N) nucleus; (V) vesicles. 2 - (N)
(F) fold; (arrow) microtubule bundle.
Fig. 3 - Immature avian erythrocytes: (N) nucleus; (f) filaments.
Fig. 4 - Orthochromatic mammal erythroblast: (N) nucleus in extrusion: (f)
(Sgf); (arrow) stroma.
nucleus;
filaments
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mammallan erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
control; i) osmotic lysis by resuspcnding the pellet in 3 ml degasified distilled
water; j) centrifugation of the suspension at 20,000Xg for 10 min, and concentra-
tion in a vacuum chamber of the supernatants and control; k) determination
of hemoglobin by electrophoresis.
Fractionation, organelle isolation and hemoglobin determination in mammalian
blood
For mammalian blood, several modifications of the procedure were adapted.
In item “f”, 10,000Xg instead of !4,830Xg was used, and in item “g”, 5 instead
of 3 washings were carried out.
Electrophoresis in disc polyacrylamide gel, and spectrophotometry of the
concentrated supernatants
The method of Dietz & Lubrano 37 (1967), was used for electrophoresis,
and spectrophotometry was performed in accordance with the method of Kampen
& Zijlstra 55 (1964).
Estimation of the degree of erythrocyte maturation (Brunner & Coiro, 1973 —
unpublished observations)
In mammals, the orthochromatic phase is easily recognized by the irregular
cytoplasm configuration as well as by the eccentric disposition of the nucleus.
Therefore, tliis phase has been selectcd as the point of reference for the polysome
countings.
In birds, in the orthochromatic phase no evidence of irregular cytoplasmic
configuration or perceptible nuclear eccentricity can be found. Therefore, an
identification of the various maturation phases is very difficult. Basophilia of a
cell, in a higher or lesser degree, depcnds on the amount of polysomes. Knowing
the frequency of the polysomes, and their variations in the orthochromatic
mammalian erythroblast (x ± y), the determination of the polysome frequencies
in immature avian cclls allows a close estimate of their identity.
A valuc higher than x + y would allow the identification of an avian
erythroblast at least as polychromatophilic; a value between x ± y, as
orthochromatic, and less than x — y, as proerythrocyte, corresponding to the
reticulocytc of mammals.
To attain these results, the following procedure was used:
1) Estimation of the negative magnification;
2 ) weighing of the photographic paper in order to estimate a determined area
per gram;
3) weighing of the cytoplasm free of organelles, nucleus, and othcr structures
for subsequent estimate of the cytoplasmic area;
4) conversion of the cytoplasmic area to ju. 2 ;
5) counting of the polysome number in the whole cytoplasmic area, and
estimate of the polysome number per /t 2 .
176
l l SciELO
COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements oí the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
5/j.m
2/j.m
2/j.m
HEMOLYSED SMEARS
Figs. 5 and 6 - Mammal embryo reticulocytes (Prohematia) : 5 - (er) endopalsmic reti-
culum (arrow) polysome; (í) filaments. 6 - (f) a great number of fllaments
Fig. 7 - Immature cell of avian embryo: (N) nucleus; (f) filaments; (p) polysome; (arrow)
stroma.
Fig. 8 - Reticulocyte (Prohematia) from phenylhydrazine intoxicated adult mammal: (f)
filaments; (asterisk) stroma; (star) segmented filament.
177
SciELO
COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements of the avian and
mammallan erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
Calculation of the polysome number per p. 2 can be made according to the
following formula:
Np/p. 2 =
Pp. A 2 . Np
Pc
. Ap
Np/ju. 2 = number of polysomes per p 2 ;
Pp = weight of the known area of the photographic paper;
A 2 = increase of the photographic magnification, squared;
Np = polysome number in the cytoplasm free of other structures;
Ap
weight of the cytoplasm free of nucleus, organelles, and other
structures;
known area of the photographic paper.
RESULTS
Rosenfeld 84 staining (1947 — modified)
ln order to estimate the percentage of the different immature forms, this
staining was used for the normal blood of chickens, embryos, as well as for the
blood of animais with anemia induced by successive bleedings or phenylhydra-
zine intoxication.
Immature
forms
Blood
Basophilic
erythroblast
Polychromatophil
erythroblast
Orthochromatophil
erythroblast
Embryos - 15 days
0 ,8%
11 %
1%
Bleedings
1,4%
14%
6 %
Phcnylhydrazine
1,4%
18%
9%
Brilliant cresyl staining
Through this staining blood samples of normal animais and others with
anemia of different types were examined. The immature forms are characterized
by the presence of the “Substantia granulo-filamentosa”.
Aves
Embryos
1007 o
Phcnylhydrazine
30%
Bleedings
30%
Normal adult
0,5%
Mammals
Embryos
Phenylhydrazine
Bleedings
Human with acquired
hemolytic anemia
1007 o
307o
30%
30%
178
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements of the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mcm. lnst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
2 um
HEMOLYSED SMEARS
Pigs. 9 and 10 - Erythroblast and prohematia (reticulocyte) of a patient with acquired
hemolytic anemia: 9 - (N) nucleus; (f) filaments. 10 - (f) filaments.
Figs. 11 and 12 - Immature erythrocyte and prohematia (reticulocyte) from bled adult
chicken and mammals: 11 - (N) nucleus; (f) filaments; (p) polysome; (arrow) stroma.
12 - (f) filaments; (p) polysome; (arrow) stroma.
179
cm
SciELO
COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements of the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
Feulgen reaction
The presence of Feulgen positive cytoplasmic vesicles, close to or distant
from the nucleus has been verified. In DNase treated control smears, the
cytoplasm did not present any Feulgen positive structures.
Hemolysis
Adult animal blood
In birds, most of the stromas are elliptical and with a dense central nucleus.
Bodies with dimensions between 0.42 x 0.64 /x and 0.88 x 1.2 /x, apparently
with the same nuclear density, can be observed at variable sites either distant
from the nucleus or very close. The number of these bodies varies from 1 to 3
(Fig. 1). At the periphery of many stromas, filamentous formations can be
seen of about 300 Â in diameter, parallel among themselves and to the periphery
(Fig. 2). In mammals, the stromas are circular and with scarce dense granules.
Embryo blood
ln the avian and mammalian stromas, dense fiiaments of variable configu-
ration and disposition are observed; the mean diameter is 0.19 p.. Among the
fiiaments, granules are seen with less density than that of the fiiaments and
with a mean diameter of 0.20 /x. Dense fiiaments in mammals reach a mean
diameter of 0.15 /x. Often it is possible to observe extremely thin fiiaments
with a diameter of about 660 Â, whose extremities seem to be in contact
with the stroma’s periphery, and the dense fiiaments. In the anucleated
mammalian stromas, dense fiiaments are less numerous and present a diameter
of about 0.16 n (Figs. 3 and 5).
Blood from adult birds and mammals with anemia induced by phcnylhy-
drazine and human blood from patients with acquired hemolytic anemia
Avian stromas present dense central nuclei; around them, dense fiiaments
in a much variable disposition and configuration are seen. Among the fiiaments
there are granules of less density than that of the nucleus. Many fiiaments
become fragmented, giving rise to segments of indefinite contour. In the preserved
fiiaments the diameter is of abount 0.19 /x In mammals, the fiiaments achieved
a mean diameter of 0.17 /x, and within the interfilamentous spacc, granules
with a mean diameter of 0.15 /x are seen (Figs. 7 to 10).
Blood from birds and mammals with anemia induced by successive bleedings
In birds, stromas present themselves circular or elliptical with dense
fiiaments, howevcr, in a smaller number than in embryos. Configuration and
position of the fiiaments are varied. In the interfilamentous space, there are
scarce granules of Iittle density, and with diameters of about 0.15 /x, with
dense fiiaments achieving up to 0.20 fj. in diameter. Mammalian fiiaments,
howcver, may reach up to 0.30 /x in diameter, disposition and configuration
varying from one stroma to another. Between the fiiaments, granulation of Iittle
density and diameters of about 0. 15 /x can be detected (Figs. 11 and 12).
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L0 11 12 13 14 15 16
COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements of the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39 : 169-206, 1975.
cm
i um
HEMOLYS1S IN SUSPENSION
Flgs. 13 and 14 - Immature chicken embryos erytbrocyte and mammal embryos erythroblast:
13 - (N) nucleus; (cf) circular íorms; (arrow) fold. 14 - (N) nucleus; (cf) circular forms;
(asterisk) stroma.
ULTRATI11N SECTIONS
Plg. 15 - Mature avian erythrocyte: (Ec) mature erytluocyte; (Np) picnotic nucleus;
(crd) dense chromatin; (N) nucleus (chromatin is not condensed); (arrow) immature
erythrocyte.
181
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COIRO, J.R.R. Compara tive stucly on the ultrastructure oí the elements oí the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation wlth hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
Circular forms
Immature cell submitted to hemolysis in suspension give rise to distinctly
circular bodies, with diameters of about 1.57 /x. In birds, the same circular
forms are obtained through hemolysis in smears after a very rapid drying (Figs.
13 and 14).
Ultrathin sections
Blood of adult birds and mammals
In birds, erythrocytes present a pycnotic nucleus. Through the nuclear
membrane pores, penetration of hemoglobinized cytoplasm can be observed,
conferring to the caryoplasm a density close to that of the cytoplasm. Vesicles
are seen, in which, when justaposed, chromatin passing from the nucleus to
their interior is clearly visible. These vesicles show formations of a fibrous or
membranous aspect. In the cytoplasm, less dense lamellar formations are also
present, suggesting degenerating mitochondria, as well as lamellar formations
with dense particles in the interlamellar space. Occasionally it is possible to obserse
pinocytosis, Golgi complex, and smooth endoplasmic reüculum, whose diameters
vary from 0.02 to 0.07 /x. In the peripheric portion, depending on the sectioning
levei, long parallel microtubules are detected with a diameter of about 270 A.
In transversal sections, microtubules show an interior void of density.
Mature mammalian erythrocytes show a dense cytoplasm containing he¬
moglobin molecules with diameters ranging from 55-60 Â. There are no traces
of any type of structures or organelles (Figs. 15 to 18).
Blood of avian and mammalian embryos, adult birds and mammals with
phenylhydrazine-induced anemia, and blood of humans with acquired hemolytic
anemia
In the nuclei of immature avian erythrocytes, chromatin is not compacted.
Through the membrane pores, the passage can be observed of hemoglobinized
cytoplasm to the caryoplasm, that becomes nearly as dense as the cytoplasm.
In the latter, typical mitochondria are observed with variable forni, position, and
dimension, and with a mean diameter of 0.20 /x. Frequently, longitudinally la-
mellated bodies are found, and less frequently, bodies with obliqúe or even
without any lamellae. In the interlamellar space, dense particles are seen,
ranging between 80-100 Â diameter, identical to those of the hemoglobin mo¬
lecules of the cytoplasm. Polysomic granulations can be observed in high
numbers, as compared to monosomic forms, whose diameters are of about
150 Â. Many cells show an intense pinocytotic activity. Near the site of pino¬
cytosis, vesicles containing dense particles and a diameter of about 100 Â, are
detected, which, by their aspects, dimension, and density suggest to be ferritin.
In some cells it is possible to observe ferritin as free agglomerates in the cytoplasm,
denominated hemosiderin. At other regions this ferruginous mass becomes
amorph, and is enveloped by a smooth membrane similar to that of the smooth
endoplasmic reticulum. Sometimes, this material is seen involvei in a
smooth membrane, with rarefied internai points, presenting a honeycomb-
like aspect. Microtubules, composing the marginal band, are detected, in dispo-
sition, form, and aspect identical to the microtubules of mature erythrocytes,
including their average diameters of 270 Ã.
182
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COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements of the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
ULTRATH1N SECTIONS
Flg. 16 - Normal human "hematia" (mature erythrbcyte) : (mp) plasmlc membrane (Inset
shows details of the membrane unlt); (H) hematia.
1'lgs. 17 and 18 - Mature avian erythrocytes: 17 - (N) nucleus; (V) veslcle origlnated
lrom a mitochondrion (permanganate íixatlon). 18 - (N) nucleus; (cr) chromatln; (m)
mitochrondrla; (V) vesicle origlnated lrom a mitochondrion; (arrow) Show hemoglobin
penetration into the nucleus. (Glurataldehyde gradlent flxution).
cm
SciELO
COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure of the elements oí the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobln biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
In mammals, most immature forms present themselves anucleated, i.e.,
in a reticulocytary forni. However, in the erythroblastic forms, the nuclei show
non-compacted chromatin, and caryoplasm with a high density caused by the
penetration of cytoplasm through the membrane pores. A few cells present an
eccentric pycnotic nucleus, and a membrane without pores. It is possible to
observe in these immature forms an already extruded nucleus covered by a fine
layer of cytoplasmic material (Figs. 21 and 22). In the cytoplasm there are
typical mitochondria with a diameter of about 0.20 /x, and smooth endoplasmie
rcticum with a mean diameter of 0.07 p. as well as the Golgi comples with all its
constituents. Besides these elements, lamellar formations are seen with dense
interlamellarly disposed particles whose diameter is about 60 Â, identical to the
diameters of hemoglobin molecules of the cytoplasm. In some reticulocytes, there
are dense masses bound by membranous systems with rarefied points, conferring
to them a honeycomb-like aspect. The cytoplasmic membrane shows pinocytosis.
Near the pinocytotic region in the cytoplasm there are agglomarates whose
isolated particles are of the same density and diameter as ferritin. Diameters of
these agglomerates vary from 0.03 to 0.08 /x. Polysomic granulations of penta-
merous form are observed, distributed in the cytoplasm, and less often, mono-
merous forms near the polysomic ones (Figs. 24 to 31, 33, 37 to 40).
Blood of adult birds and mammals with anemia induced by successive bleedings
Immature forms of chickens present the same characteristics as those of
embryos and adults with hemolytic anemia. However, only mitochondria are
present, and dense lamellar forms are absent. Their mitochondria present a
slightly higher average diameter, i.e., about 0.25 p.. In these immature forms,
polysomes, mostly of pentamerous aspect, are observed. Also particles of fer-
ruginous material can be detected in form of hemosiderin or as free granules
in the cytoplasm. The nucleus of the erythroblastic forms show besides loose
chromatin, the penetration of cytoplasmic material through the membrane pores,
the caryoplasm thus acquiring approximately the same density as the cytoplasm
(Figs. 34 to 36).
Aspects of the oiganelle genesis in immature erythrocytes of the peripheric
avian and mammalian blood
The beginning of the phenomenon is characterized by the condensation of
the plasmic membrane at determined sites, followed by the formation of an
invagination, i.e., pinocytosis. Next to this site, pinocytotic vesicles with a
dense and thick membrane are observed. In continuation, several pinocytotic
vesicles blend together, originating a larger one with abundant dense particles
altached to the membrane. This vesicle gradually loses its restraining membrane,
and the inner particles become free, originating agglomerates of ferruginous
material in the cytoplasm. This ferruginous material is then encircled by a
smooth membrane similar to the smooth endoplasmie reticulum and aequires
an amorphous aspect, due to less dense regions, a honeycomb-like aspect.
In many mammalian cells an association has been observed between mitochon¬
dria connected by a dilatation of low density, and the honeycomb-like bodies
or bodies already with an outline of lamellar formation, with dense interlamellar
particles. These lamellated bodies in cells at the end of maturation, present
ruptures in their membranes, and the dense inner particles spread to the
surrouding cytoplasm.
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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0,2/tm 20
0,2/rm
0,5fim
ULTRATHIN SECTIONS
Fig. 19 - Proerythrocyte II: (N) nucleus; (m) aberrant mitochondria; (mf) myelin
figure; (ms) monosomic forms.
Fig. 20 - Mature avian erythrocyte: (mt) microtubules in longitudinal section; (E) mature
erythrocytes. (inset shows transversal sections).
Fig. 21 - Typic mammals orthochromatic erythroblast: (N) nucleus (cr) compacted chromatin.
Fig. 22 - Orthochromatic mammal erythroblast: (N) free nucleus; (arrow) cytoplasm.
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosyntliesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
Estimate of the erythrocyte maturation degree
In orthochromatic mammalian erythroblasts the polysome number varies
from 58-65 per /i 2 . In immature avian cells, the countings revealed 80, 65, 40,
and 16 polysomes per /x 2 .
Fractionation, organelle isolation, and hemoglobin determination. Blood f avian
embryos ( Gallus gallus), and blood of adult chickens ( Gallus galtus ) with
anemias induced by phenylhydrazine, and successive bleedings
Cytoplasmic hemoglobin of the blood of these animais, when stained with
benzidine, reveals two components of about the same concentration in polya-
crylamide gel. The concentrated supernatants of the lysate revealed hemoglobin
of identical patterns, in healthy embryos as well as in those with phenylhydrazine
induced anemia (Figs. 46 and 48). For animais with anemia induced by
successive bleedings, no traces of hemoglobin were found in the concentrated
supernatants of the last washings, the same as for the Controls.
Blood of mammalian embryos (Oryctolagus cuniculus), adult mammals with
phenilhydrazine induced anemia ( O. cuniculus and Cavia porcellus), with
acquired hemolytic anemia (humans), and with anemia induced by successive
bleedings (C. porcellus )
Cytoplasmic hemoglobin of the blood of these animais, when stained with
benzidine, reveals one single component in polyacrylamide gel. Concentrated
supernatants of the lysate reveal hemoglobin of the same pattern, in embryos
and in animais with anemia induced by phenylhydrazine or with acquired
hemolytic anemia (Figs. 47 and 49). On the other hand, the animais with
anemia due to successive bleedings did not reveal any trace of hemoglobin, the
same as the Controls, represented by the concentrated supernatants of the last
washings.
Macroscopic aspects, and control of purity degree of the pellets by electron
microscopy
In embryonic blood of chickens and mammals, as well as in adult avian
and mammalian blood with phenylhydrazine induced anemia and in the blood
of humans with acquired hemolytic anemia, it is observed that integral pellets
possess a reddish-pink central region, that becomes light brown through the
washings. After osmotic lysis, the pellets begin to show a fine granular mem-
brane with an undefined color. In animais with anemia induced by successive
bleedings, the pellets show a yellowish central region, even after the washings.
After osmotic lysis, the sediments aequire the aspect of a fine, nearly imper-
ceptible membrane. Examined by the electron microscope, the integral pellets
are constituted by sac-like formations, in general ellyptical, filled with dense
material. On the other hand, the lysed pellets show a less dense interior.
Furthermore the lysed pellets aequire a greater volume (Figs. 42 to 45).
Spectrophotometry
In birds and mammals, spectrophotometric determinations in the concen¬
trated supernatants of lysates and in hemoglobin were carried out at 5.400 Â.
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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24
. /im
ULTBATHIN SECTIONS
Figs. 23 to 28 - Immature avian embryos erythrocytes: 23 - (N) nucleus; (p) polysome;
(h) hemosome with longitudinal lamellae. 24 - (N) nucleus; (h) hemosome filled with
hemoglobin moiecules. (Osmium tetroxide fixation). 25 - (N) nucleus; • (mf) ferritin mole-
cules; (s) hemosyderine. 26 - (G) Golgi complex; (re) endoplasmic retlculum; (v) vesicles.
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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Absorbance was observed in the lysate supernatants, suggesting the presence of
the hemo group. In some control supernatants (Iast washings) some absorbance
was observed, but much less than that of the corresponding lysate supernatant.
DISCUSSION
Mature erythrocytes — Feulgen positive vesicles
CTBrien 68 (1960), Davies 34 (1961), Wilt 99 (1962) and Grasso et al. 47
(1962) found hemoglobin in erythroblast nuclei. Tooze & Davies 94 (1963),
suggested that hemoglobin could act as histone, causing DNA condensation.
According to Moore & Brown 66 (1968), the presence of large amounts of
intranuclear hemoglobin could act by a negative retroalimentation mechanism,
and interrupt heme and globin synthesis. Based on our findings related to the
Feulgen positive vesicles, as well as on the observations in hemolysed smears
and ultrathin sections, we present another hypothesis. Ultrathin sections show
continuity (Fig. 17) or close connection between vesicles and nucleus (Fig.
18). In the cases of close connections, passage of condensed or filamentous
chromatin into the vesicles is observed (Fig. 18). In chickens (Coiro, 1972 —
unpublished observations), as well as in Gallus, Bufo and Liophis (Menezes et
al. 64 , 19 72), Feulgen positive vesicles apparently originating from the nucleus
are observed. The mitochondrial origin of those vesicles was clearly determined
by Brunner et al. 17 (1975) in blood from Cyprinus carpio and by Coiro et
al. 32 (1974) in blood from Gallus, Bufo, Bothwps and Cyprinus. Menezes et
al. (1974 — unpublished observations), and Coiro et al. 32 (1974) observed,
after Iabelling Bufo ictericus erythrocytes with 3 H-tymidine, that those vesicles
of mitochondrial origin, filled with chromatin, show DNA or the product of
its degradation. Such findings suggest that the blocking of DNA activity may
also be related to chromatin reduction, and not only to a negative retroalimen¬
tation mechanism, because, as already know, hemoglobin is synthesized in
mammalian erythroblastic forms, in avian erythroblasts as well as in proerythrocytic
forms, even when their nuclei had received a large amount of hemoglobin
through the pores of the membrane. Actually, we observed that at the mornent
when the vesicles appear, filled with chromatinic material, erythrocytes may still
contain monosomes, indicating desaggregation of polysomes and cessation of globin
synthesis, and therefore hemoglobin synthesis (Fig. 19). Comparing the
phenomenon of nuclear extrusion in orthochromatic mammalian erythroblasts
(Figs. 4, 21 and 22), much more frequent than caryolysis or caryorhexis
according to Astaldi et al. 1 (1950), with the partial extrusion of chromatinic
material in avian erythrocytes, it may bc suggested that thesc phenomena possibly
could be correlated, in spite of the differences as to the periods of hemoglobin
synthesis. While reticulocytes work intensely at synthesis, the loss of chromatinic
material in avian erythrocytes is concomitant with hemoglobin synthesis cessation.
Considcrations on the structures of immature avian and mammalian erythrocytes
Bernhard et al. 2 (1949) observed circular forms in hemolysed cells in
suspension. Origin and nature of thesc circular forms were much discussed by
Braunsteiner & Bernhard 9 (1950), Peters & Wigand 74 (1950), Wolpers 100
(1956), Jung 54 (195 9) and Hug et al. 49 (1959). Through hemolysis in immature
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27
mt
0,2,um 28
0,5/um
'< 1
wbb&sBBÊSêBb&êéi
29
o,2Mm 30
0.2,, m
ULTBATHIN SECTIONS
Flgs. 27 and 28 - Immature avian embryo erythrocytes: 27 - (V) vesicle; (pH) prohemo-
ttòine. 28 - (mt) longitudinally sectloned microtubules. Inset shows transversal seetion.
(Osmlum tetroxide fixation).
Flg. 29 and 30 - Mammal embryo raticulocytes (prohematia) : 29 - (f) ferritin; (p) poly-
some; (arrow) smooth membrane. 30 - (p) polysomes; (Hm) mature hemosome: (Hb)
hemoglobin molecules; (double asterlsk) linklng-body.
189
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mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
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cell smears, Brunner & Vallejo-Freire 21 (1956), obtained dense filamentous
structures with a diameter of about 0.20 /x, and extremely fine filaments with a
mean diameter of 600 Â, as well as granules of 0.25 /x in diameter (Fig. 5).
Such granules were interpreted as polysomes, since they desintegrate when
submitted to RNase, traces of proteic material remaining at the site (Brunner 14 ,
1968). As to the filaments, they were interpreted as smooth endoplasmic reti-
culum similar to the interpretation of Porter 79 (19 5 3), when he observed very
fine filaments of 500-700 A in diameter, in integral mesothelial rabbit cells. The
dense filaments about 0.20 p. in diameter were considered to be mitochondria.
This interpretation is justified by the fact, that these dense filaments have an
affinity with ferric hematoxilin (Régaud) and acid fuchsin (Altmann), also
used for the identification of the forementioned organelles. Brunner et al. 23
(1956) and Braunsteiner et al. 10 (1956), found filamentous mitochondria in
mammal reticulocytes. It has also been observed that these filaments are reduced
in numbers when immature cells evolve to maturity, the same as observed with
mitochondria. It is important to point out that in mammalian erythroblasts and
reticulocytes with lead intoxication, the dense filaments in hemolysed smears
increase three fold in diameter on the average, and that this fact occurs also
in mitochondria (Vallejo-Freire & Brunner 95 , 1958).
Porter 79 ( 19 5 3), in integral endothelial rabbit cells, observed dense fila¬
ments with diameters of about 0.20 /x morphologically interpreted as mito¬
chondria. Such result coincides with the ultrastructural measurements and
aspects of the dense avian and mammalian immature erythrocyte filaments
that we have observed (Figs. 5 and 6).
Brunner & Vallejo-Freire 21 (1956) and Vallejo-Freire & Brunner 95
(1958) verified that in immature mammalian cells submitted to hemolysis in
suspension, without interruption by a fixative, the filamentous mitochondria
become desintegrated, giving rise to circular fornis (Fig. 14). However, these
authors obtained intermediate forms when hemolysis was performed in a less
hypotonic médium, containing formol. In ultrathin sections they also observed
that filamentous mitochondria increase in volume at determined sites, separated
by constrictions. However, if an interruption had not occurred, the intermediate
forms would have given rise to circular forms.
In birds, due to the intense agglutination during hemolysis in suspension,
circular forms were obtained through hemolysis in smears, with a modification,
i.e., rapid drying at a temperature of 40°C. The circular forms thus obtained
presented a diameter of about 0.68 /x (Fig. 13).
Relationship between “Substantia granulo-filamentosa” (Sgf), mitochondria, and
other structures
The immature avian and mammalian forms, stained by brilliant cresyl
blue, show a dark-blue reticulated formation denominated “Sgf”. Simmel 90
(1926), and Seyfarth 89 (1927) through dark-fied microscopy, and Sano 85
(1955) through phase contrast microscopy, observed intrareticulocytary
structures. Since these structures only were visualized with definition in stained
reticulocytes, many investigators interpreted the reticulum as an artifact. On the
other hand, reticulocytes treated with a supravital dye and subsequently treated
with Giemsa did not show diffuse basophily, thus leading to the supposition
that both dyes evidence one and the same structure. Dustin 38 (1947) showed
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0,5/ttm 32
0,2 /im
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Figs. 31 and 32 - Reticulocytes or “prohematia” of mammal embryos, and a patient with
acquired hemolytic anemia: 31 - (pH) prohemosome; (double asterisk) linking-body, (pi)
pinocytosis (Fixation by formalin in hypotonic médium). 32 - (fe) ferritin, (arrows
membrane unit.
Figs. 33 and 34 - Immature avian erythrocytes of embryos and adults with bleedings ane¬
mia: 33 - (m) mitochondrion; (Hb) hemoglobin molecules; (double asterisk) linking-body.
34 - (pi) pinocytosis; (re) endoplasmic reticulum. Immature cells obtained by success \e
bleedings, present a developed endoplasmic reticulum.
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COIRO, J.R.R. Compara tive study on the ultrastructure of the elements oí the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
that basophily was given by the cytoplasmic ribonucleic acid, since there was
no basophily in reticulocytes previously treated by RNase. When reticulocytes
evolve to erythrocytes a RNA decrease occurs (Burt et al. 25 , 1951; Thoma 92 ,
1959) and at the same time hemoglobin concentration increases up to 30%
(Bessis 6 , 1972).
Kosenow 57 (195 2) and Brunner 13 (1962) also concluded the same as
to the concentration of the acrydine-orange and Janus green B dyes. With a
dilution higher than 1 x IO -4 and hemolysis in smears it was possible to observe
larger filaments, polysomal granules, and thin filaments corresponding to the
smooth endoplasmic reticulum. Brunner 13 (1962) observed Janus green B
stained reticulocytes in a 5 x IO* 5 dilution in hemolysed smears, with none of
the structures presenting aglomerations. The same author, in ultrathin sections
of reticulocytes previously treated with Janus green B, observed that the mi-
tochondria displayed dye in their interior, smooth endoplasmic reticulum, and
ribosome particles next to the dye. Since the mitochondrion is the predominant
structural element in the reticulocyte, it is possible to consider it to be the main
component os the “Sgf”. It is necessary to point out that the concept os “Sgf”
in non-stained reticulocytes is restricted only to mitochondria (Brunner 13 ,
1962).
In avian erythroblasts and proerythrocytes we used the same concentration
as proposed by Brunner 13 (1962) for the mammalian reticulocytes. When
brilliant cresyl blue was used in a 1 x IO -3 concentration, the reticulocyte be-
came well evidenced. Due to the simillarity of immature avian and mammalian
forms, i.e., evidencing the same structures, we may infer that the “Sgf” in
birds is also constituted by filamentous mitochondria agglomerates, smooth
endoplasmic reticulum and ribosomes with dye, and furthermore affirm that
these mitochondria are elements fundamental for the “Sgf” formation in
immature avian cells (Fig. 3).
With hemolysis in immature cell smears of humans with acquired hemolytic
anemia, filaments were observed with diameters varying between 0.14 - 0.30 /x
(Figs. 9 and 10). In rabbit-embryos, the filaments show variations of 0.11 -
0.31 /x (Fig. 5).However, it has been observed that filaments with greater
diameter (0.30 /x) correspond to the filaments of reticulocytes of guinea-pigs
anemic through bleedings (Fig. 12). These filaments of a larger diameter are
mitochondria of a proportional size in ultrathin sections. It was verified that fi¬
laments of animais with bleeding anemia show a larger diameter when compa-
red to filaments of embryos, or nimals with phenylhydrazine induced anemia
(Figs. 6 and 8). This fact leads to lhe conclusion that the obtention of only
large filamentous mitochondria is related to the type of induced anemia. In
the bleeding type, we remove erytrocytes and other components important for
hemoglobin formation, related to thinner filaments. The latter are probably or-
ganelles related to hemoglobin synthesis.
Brunner 14 (1968), in a comparative study on the number and extension
of “Sgf” in orthochromatic erythroblast and reticulocytes verified that the area
was about 7.5 /x 2 in erythroblasts, whereas in mature reticulocytes it reached
about 17.2 /x 2 , i.e., a 100% increase of the filamentous structures (Figs. 6
and 4). Reimann 81 (1942) and Jensen et al. 52 (19 5 3) in birds, and Brunner 24
(1968) in mammals, indicated the dependence between the higher intensity of
hemoglobin synthesis and the amount of “Sgf”. Brunner & Mombrum 19 (1972)
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mammalian erythrocytlc series. Correlation with hemoglobin biosynthesls.
Mem. Inst. Butantan, 39: 169-206, 1975.
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Fig. 35 and 36 - Immature avian erythrocyte and mammal reticulocyte (prohematia) from
sucessive bleedings. 35 - (N) nucleus; (m) typical mitochondrion. 36 - (m) mltochondria.
Figs. 37 and 38 - Immature avian erythrocyte (phenilhydrazíne intoxication ) t and human
prohematia (reticulocyte) írom acquired hemolytic anemia. 37 - (p) polysome; (Ph) prohe-
mosome; (mp) plasmic membrane showing clearly the three components. 38 - (Hm) mature
hemosome; (arrow) hemoglobin molecules.
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COIRO, J.R.R. Comparative study on the ultrastructure oí the elements of the avian and
mammalian erythrocytic series. Correlation with hemoglobin biosynthesis.
Mem. Iiist. Butantan, 39: 169-206, 1975.
investigated the mechanism of the filament increase in rabbit-embryo reticulo -
cytes, and demonstrated the existence of an organelle probably formed “de no¬
vo”, which they denominated mitochondrion-like organelle (MLO). Brunner
et al. 20 (1972), suggested that the final hemoglobin biosynthesis occurs in the
MLO, called hemosomes (Fig. 29). The filaments of immature cells of animais
anemic through bleedings are in fact mitochondria. This statement is supported
by the findings related to the dimensions found in hemolysed smears, ultrathin
sections, and electrophoresis of the lysed fraction supernatant, that showed
absence of hemoglobin synthesis (Brunner et al. 18 , 1973; Coiro et al. 31 , 1973),
in mammals and birds, respectively. However, in mammalian embryo reticulocy-
tes (Brunner 14 , 1968) and in avian proerythrocytes (Coiro et al. 31 , 1973) as well
in immature forms from individuais with hemolytic anemia, the filaments (“Sgf”)
correspond, in their majority, to hemosomes (Figs. 3 and 8). Evidently, the
“Sgf” filament increase in reticulocytes is related to the number of hemosomes
and not to the number of mitochondria.
Hemosome genesis in birds
Brunner & Mombrum 19 (1972) described the genesis of mitochondrion-
like organelles (MLO). Brunner et al. 20 (1972), proposed the term hemosome
for these MLO. In birds (Fig. 41), hemosome genesis follows the same stages
described for mammals: 1) Plasmic membrane with increased density and for
mation of a pinocytotic vesicle rich in ferritin (Figs. 31 and 32); 2) fusion
of the pinocytic vesicles and formation of a larger vesicle; 3) disappearance
of the vesicle’s walls and release of the ferritin molecules in the cytoplasm (Fig.
25); 4) at the time when the ferritin molecules become amorph they are en-
circled by a smooth membrane similar to the smooth endoplasmic reticulum
(Figs. 25, 26 and 29); 5) the inner part of the smooth membrane folds into
the element in formation parallel to the joining of both free ends. In this way
the molecules of ferruginous material jointly with the globin synthesised in the
polysome remain separated from the cytoplasm. These transformations give rise
to a honeycomb-like body; this set was called prohemosome (Figs. 27, 31 and
39) ; 6) the prohemosome may appear attached to a mitochondrion through
an enlarged element we called “linking body” (Figs. 30, 31 and 33 — arrows);
7) the assemblage of prohemosome and mitochondrion joined by the linking
body gives rise to the hemosome. This hemosome already shows longitudinal
lamellae, but still with one of the transversally lamellated ends derived from the
same mitochondrion (Figs. 30 and 31 — arrows); 8) mature hemosome, whose
walls disintegrate, allowing scattering of hemoglobin into the cytoplasm (Fig.
40) .
The enzyme that acts upon the iron for heme formation was detected in
mitochondria of rat hepatocytes, and in duck erythrocytes by Labbe &
Hubbard 58 (1961), as well as in mitochondria of pig hepatocytes by Porra &
Jones 78 (1963). These findings suggested that the connection between the mi¬
tochondrion and a prohemosome is related to the iron for heme formation within
the prohemosome, and moreover interferes in the growth of this prohemosome
furthering structural protein synthesis. Synthesized globin in polysome (Warner
et al. 96 , 1962) is taken off the cytoplasm together with ferruginous particles
and polysomes, as observed by Brunner et al. (unpublished observations), in
HeLa cells induced to hemoglobin synthesis. Finally, cnergy necessary to com-
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Pigs. 39 and 40 - Human prohematia (reticulocytes) írom acquired hemolytic anemia: 39
(Ph) Prohemosome (see the honeycomb-like aspect). 40 - (Hm) mature hemosome.
Pig. 41 - Schema oí hemosome genesis.
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bine heme and globin, also wold be provided by the mitochondrion associated
to the prohemosome.
Hammel et al. 48 (1963) described hemoglobin synthesis in nuclear fractions
of avian erythrocytes, However, the nuclear fraction had been contamined by
cytoplasmic particles. lt is probable that these particles were hemosomes, the
elements responsible for the final hemoglobin biosynthesis, contributing, in this
case, with erroneous results. In general, hemosomes have longitudinal lamellae
(Fig. 30). Perhaps this lamellar disposition is due to the pressure exerted by
the hemoglobin molecules on the circular lamellae; these pressures would flatten
the circular lamellae of the prohemosome, dislocating them alongside the greater
axis of the hemosome in formation. The mature hemosome is characterized by
abundant hemoglobin molecules within the interlamellar space (Fig. 40). It is
possible that the hemoglobin release into the cytoplasm depends on a gradient
where the hemosome would distribute the molecules in less hemoglobinized ré-
gions of the cytoplasm, a displacement of the hemosome thus occuring from the
more concentrated region to the less concentrated region. This may well be so,
because immature avian or mammalian cells, hemolysed in smears, were never
found with the same type of filamentous hemomose distribution (Figs. 3, 5, 6, 7
and 9).
Relationship between hemoglobin confirmation by electrophoresis and hemosome
presence in the immature avian and mammalian forms
Brunner et al. 20 (1972) determined the hemoglobinic nature of the par -
ticles present in the interlamellar spaces of the hemosomes. In birds, the Iden¬
tification of the nature of interlamellar particles was confirmed by the presence
of hemoglobin molecule by spectrophotometric determinations in the lysed su-
pernatant read at 5.400 Â, and by electrophoresis in polyacrylamide gel. In
mammalian embryos, electrophoresis revealed that the cytoplasmic hemoglobin
has only one component (Fig. 47-1). The supernatant of the hemosome “pellet”
lysate showed also only one component (Fig. 47-III). Flowever, in relation to
the blood of mammals anemic after bleedings, it has been observed that the
“pellet” lysate as well as the supernatant of the 3rd washing did not reveal any
component. This result leads to the conclusion that the pellet of animais with
bleeding anemia was composed nearly exclusively by mitochondria instead of
hemosomes and mitochondria; this results was completed by hemolysis in smears
and ultrathin section (Brunner et al. 18 , 1973). In avian embryos, cytoplasmic
hemoglobin in gel revealed two components (Fig. 46-1), the same as the su¬
pernatant of the hemosome pellet lysate (Fig. 46-111). In the blood of adult
birds with bleeding anemia the results were negative, coinciding with the results
obtained in mammals with bleeding anemia. These results in birds had been
expected, since the lysed pellet is mostly formed by mitochondria. These
mitochondria appear in the immature cells of animais with bleeding anemia
because we removed a considerable variety of factors closely related to hemo¬
globin biosynthesis. Among these are iron, folie acid, proteins and copper besides
a fundamental factor of the blood plasma according to observations in HeLa
induced to hemoglobin synthesis, by Brunner et al., 1975 (unpublished obser¬
vations). This statement was corroborated by the positive results obtained by
electrophoresis, when daily withdrawn blood was homogenized and returned
to the same bled animais by intraperitoneal route. In parallel, in hemolysed
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42
0,2 fita 43
_! 0,5nm
Hb
w
44
H o,2í»m 45
o.õ.um 46
47
48
49
Pigs. 42 to 45 - ULTBATHIN SECTIONS OF HEMOSOME PELLETS:
42 - Integral avian heraosome pellet. 43 - Integral mammal heffiosome pellet. 44 - Lysed
avian hemosome pellet. 45 - Lysed mammal liemosome pellet.
ELECTROPHORES1S IN POLY ACRYLAMIDE GEL
Figs. 46 - Avian embryos blood: I - (Hb) cytoplasmic hemoglobin; (o) origin. II - super-
natant of lysed hemosomes. III - last washing supernatant (control).
Pigs. 47 - Mammal embryo blood: I - (Hb) cytoplasmic hemoglobin. II - supernatant of
lysed hemosomes; (o) origin; (d) dye.
Pigs. 48,- Immature avian erythrocytes from phenilhydrazine intoxication ; I - (Hb) cyto¬
plasmic hemoglobin; (d) dye. II - (Hb) supernatant of lysed hemosomes. III - last washing
supernatant (control).
Pigs. 49 - Human immature erythrocytes (prohematia and erythroblasts) from acquired
hemolytic anemia; I - (Hb) cytoplasmic hemoglobin.. II - supernatant of lysed hemosomes;
(d) dye.
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smears and ultrathin sections, the presence of typical hemosomes was verified
(Brunner et al. 18 , 1973).
In adult mammals with acquired hemolytic (Fig. 49) or phenylhydrazine
induced anemia, the electrophoretic results are the same as in embryos (Fig.
47). In birds with phenylhydrazine induced anemia, the presence of components
in polyacrylamide gel demonstrates that the hemoglobin synthesis in these
recuperating animais is cytologically the same as the hemoglobin synthesis in
embryos (Fig. 47).
Evaluation of the maturation degree
In the avian erythron, it is possible to determine, through morphological
data, the characteristics of an orthochromatic erythroblast and a proerythrocyte.
Since the mammalian orthochromatic erythroblast is morphologically recogni-
zable, it was selected as reference for the polysome countings. In several
mammalian orthochromatic erythroblasts the counts pointed out a polysome
number varying between 58 and 61 per /x 2 . In birds, one of the cells showed
65 polysomes per /x 2 , and therefore could be classified as a probable
orthochromatic erythroblast. Subsequent countings showed variations of 8, 16,
and 49 polysomes per /x 2 . The values between 8 and 16 demonstrated that the
proerythrocytes nearly reached the point of definitive transformation into
erythrocytes. However, it is possible to find slightly basophile cells where
basophily is evidcnced only by monosomic forms from the desintegrated polysome
forms (Fig. 19). In this case, although basophilic, they cannot be considered
as a proper proerythrocyte. Therefore, it is necessary to denominate these cells
Proerythrocytes II. To the proerythrocytes, although presenting a reduced poly¬
some number, the denomination Proerythrocyte I is proposed. Furthermore, it
is suggestcd that the reticulocyte forms of mammals should be called more
correctly “prohematia”, since the anucleated reticulocyte no longer can be
characterized as a cell.
Fawcett & VVitebsky 43 (1964), stated that the marginal band is responsible
for the maintenance of the ellipsoidal form of avian erythrocytes. Grasso 46
(1966) reaffirmed that the marginal band is responsible for the elasticity and
form of mammalian erythrocytes. Dervichian et al. 36 (1947), Ponder 77 ( 194 8),
Perutz 73 (1948) and Pauling et al. 71 (1949), suggested the possible existence
of a molecular arrangement in the “hematia”, however, without any explanation
as to the possible influence of this arrangement on the discoidal bi-concave
shape of the mature mammalian forms. Furchgott & Ponder 44 (1940),
Ponder 77 (1948) and Bessis & Bricka 8 ( 1950), affirmcd besides an inner mo¬
lecular arrangement, the shape could be confered by a physical-chemical
phenomenon related to the surface of the “hematia”. Brunner 13 (1962) inves-
tigating “hematias” maintained in a hypotonic médium, and treated with osmium
tetroxide, carne to the conclusion that the biconcave form could be essentially
conditioned by an inner structural arrangement. The statements of this author
are supported by the fact that no marginal band, forming microtubules, wcre
found in mammalian erythrocytes throughout the course of this study, exccpt
the microtubule remnants of the achromatic fuse in still immature forms
(Grasso 46 , 1966; Jones 53 , 1969; Brunner 15 , 1972). Actually, if a marginal
band existed in erythroblasts, mammal “prohematias” and “hematias” could
easily show it in ultrathin sections, e.g., figures 20 and 28, or in hemolysed
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smears (Coiro et al. 30 ,1973) (Fig. 2), the latter being very efficient for the
idcntification of marginal band forming microtubules.
CONCLUSIONS
1 —- Avian erythroblasts and proerythrocytes, as well as mammalian
erythroblasts and reticulocytes show, in hemolysed smears after partial
drying, dense and filamentous structures. Those of larger diameter are
mitochondria, and those of smaller diameter, hemosomes. Among these
filaments, extremely thin thread-like structures appear, corresponding to
the smooth endoplasmic reticulum. Besides these structures there are
scattered polysomic granules in the stroma.
2 — In the mammalian immature forms submitted to hemolysis in suspension
without prior drying, mitochondria and filamentous hemosomes undergo
disintegrations which originate the circular forms. Mitochondria and he¬
mosomes of the immature avian forms also give rise to the same circular
forms, however, only when hemolysed in smears after a rapid drying at
40°C.
3 — Avian erythroblasts and proerythrocytes, when supravitally stained, show
the “Substantia granulo-filamentosa” consisting of mitochondria and
hemosomes besides the dye and the precipitated polysomic granules. In
the immature forms obtained by bleeding of adult chickens, the
“Substantia granulo-filamentosa” consists of only mitochondria besides
the dye and the precipitated polysomic granules, showing therefore an
identical behaviour as the immature mammalian forms.
4 — Hemosomes, those organelles responsible for hemoglobin biosynthesis,
originate from the smooth membranes that agglomerate ferruginous
material together with globin. From this phase onwards, transformations
occur that originate a prohemosome associated to a mitochondrion, a
phase that gives rise to a mature hemosome. The phenomenon of avian
hemosome formation is similar to that of mammals.
5 — Spectrophotometric determinations in the lysed fraction supernatant, and
the cytoplasmic hemoglobin were performed at 5.400 Â, demonstrating
the presence of the henie group. By electrophoresis, hemoglobin was
detected in the supernatant of the lysed hemosomic fractions of avian
and mammalian embryos as well as in adult animais with hemolytic
anemia, exCept in those animais with anemia induced by successive
bleedings in which no hemoglobin was found through electrophoresis
of the lysed fraction supernatant.
6 — The presence of hemoglobin in mammalian erythroblast nuclei, and avian
erythroblasts, proerythrocytes and erythrocytes is not related with a
blocking of synthesis; it is a consequence of the pressures of molecules
that penetrate through the nuclear pores.
7 — In mammalian erythroblasts the total loss of chromatinic material occurs
by extrusion, karyolysis or karyorrhexis, the levei of hemoglobin synthesis
continuing and even increasing in reticulocytes. In chickens, the blocking
of hemoglobin synthesis seems to be related to the extrusion of a small
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chromatin portion into the vesicles, parallel to the disaggregation from
polysomic forms to monosomic fornis.
8 — In chickens, vesicles which receive the chromatinic material originate
from mitochondria fixed at the nuclear membrane and gradually lose
their ultrastructural features. This phenomenon is concomitant to the
cessation of hemoglobin synthesis.
9 — In successive-bleeding anemias of chickens and mammals, the results
differ as to the period of time of the reaction in the erythropoietic tissue.
In chickens, the interval between the beginning of the bleedings and the
observation of the maximal reaction, confirmed by means of a proery-
throcytosis in the peripheral blood, is of about 24 h, compared with the
maximal reaction in mammals where the interval can be up to 72 h.
10 — As to the cytological aspect, the mechanism of hemoglobin synthesis
is identical in adults with hemolytic anemia in recuperation phase, as
well as in embryos. This similarity occurs in both chickens and mammals.
11 — Determination of the degree of the mammalian erythroblast maturation
by the counting method of polysomes per area unit, taking as point of
reference the orthochromatic phase, characterized by the eccèntric nucleus,
allows an evaluation of the maturation degree of avian erythron phases,
where no characteristic morphological evidence is found as a point of
reference for identification.
12 — The less immature avian forms, when stained according to Rosenfeld,
may show some basophilia due to the presence of monomere forms ori-
ginating from dissociated polysomes. Such forms must not be regarded
as immature, considering the cessation of globin synthesis. For the cell
in this maturation phase the term Proerythrocyte II is proposed. For
the cells still containing polysomic forms, the term Proerythrocyte I is
suggested.
13 — In chickens, in immature as well as in mature forms, microtubules were
found to constitute the marginal band, as observed in hemolysed smears
and ultrathin sections. In mammals, no microtubules were detected,
except their remnants, constituents of the achromatic fuse.
Acknowledgements: The author wishes to express his thanks to Dr. A.
Brunner Jr., Head of the Laboratory of Electron Microscopy of the Instituto Bu¬
tantan, for valuable guidance, as well as to Drs. L.C. M. França, M. Velloni
and J. Guidagli for their contribution is various phases of the cytopathologic
work and to Drs. Arno Rudi Schwantes and Maria Luiza Barcellos
Schwantes for performing the electrophoresis experiments. Thanks are also due
to A. Silva Gonzales, H. Menezes and Vera Mondin Weisz for technical assis-
tanoe and specially to Mrs. Sibylle Heller for editorial aid and translation.
Finally, thanks to Mr. Heitor Costa and Mr. José do Nascimento for their colla-
boration in the illustrations.
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RESUMO: Estudos ultra-estruturais de eritron de aves e ma¬
míferos foram realizados no sangue periférico de embriões e de
animais adultos normais ou anemizados, mediante o emprego
de diferentes métodos, como a hemólise em esfregaço e cortes
ultrafinos. Foram utilizados também a eletroforese em gel de
poliacrilamida e a espectrofotometria, com a finalidade de de¬
tectar hemoglobina intrahemossomal, bem como a presença do
grupo hemo nos sobrenadantes de lisados de diferentes frações.
Estudou-se ainda a extrusão cromatínica nos eritrócitos maturos
de aves, correlacionando a com a extrusão do núcleo de eritro-
blastos ortocromáticos de mamíferos e comparou-se a gênese
dos hemossomos em mamíferos e em aves. Também foi estu¬
dada a identidade da “Substantia granulo-filamentosa” (Sgf) de
aves e mamíferos, bem como a avaliação do grau de maturação
de células do eritron de aves, através de contagens de polissomos
por M 2 - Por fim, verificou-se a existência de banda marginal,
através de cortes ultrafinos s de esfregaços de sangue he-
molisado.
Os resultados mostram que:
1. Nos esfregaços de sangue hemolisado (“Sgf”) em aves,
os filamentos de maior diâmetro são mitocôndrios e os de me¬
nor diâmetro são hemossomos.
2. Nas anemias por sangrias sucessivas, a “Sgf” é consti
tuida quase que exclusivamente por mitocôndrios.
3. Os hemossomos das aves têm gênese idêntica à dos
mamíferos e participam da biossíntese de hemoglobina.
4. A presença de hemoglobina intranuclear, não está rela¬
cionada ao bloqueio da síntese, o qual se relaciona com a ex¬
trusão cromatínica concomitante a uma desagregação polissômica.
5. Nas anemias por perda de sangue, as respostas do teci¬
do hematopoiético em aves e mamíferos diferem no tempo de
reação.
UNITERMOS: Ultra-estrutura do eritron em aves e mamíferos.
Biossíntese de hemoglobina.
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Recebido para publicação em 16-IV-1975 e aceito em 9-VI-1975.
206
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39: 207-215, 1975
IMPORTÂNCIA DA CONSTITUIÇÃO ANATÔMICA DA
PONTA DO VENTRÍCULO ESOUERDO NA PATOLOGIA
DESSA REGIÃO NAS MIOCARDIOPATIAS NO BRASIL.*
MÉRCIA A.C. BARTKEVITCH, HELENA MÜLLER e
CARLOS MARIGO
Departamento de Patologia, Faculdade de Ciências Médicas da
Santa Casa de São Paulo
RESUMO: A grande incidência de processos patológicos (adel¬
gaçamento, aneurisma, fibrose e ou trombose mural) da ponta
do ventrículo esquerdo do coração nas miocardiopatias em nosso
meio, consideradas mesmo por alguns autores como patognomô-
nicos da moléstia de Chagas, levou-nos a estudar a morfologia
dessa região em corações normais, comparativamente com ou¬
tros patológicos. Verificou-se sistematicamente (em corações nor¬
mais) que a espessura da ponta é mais fina, quando comparada
com a espessura do restante da parede do ventrículo esquerdo,
fato este que se acentua com a idade, variando de 1:2 até 1:22.
Muitas vezes a morfologia normal dessa região é representada
apenas por uma fenda, limitada pelo endocárdio e pericárdio,
com escassa musculatura. O objetivo deste trabalho é o de de¬
monstrar a existência desse fator constitucional como predispo-
nente à alta incidência da patologia acima citada, aí localizada,
principalmente quando esse escasso miocárdio é lesado.
UNITERMOS: Miocardites. Moléstia de Chagas.
INTRODUÇÃO
A grande ocorrência de processos patológicos na ponta do ventrículo es¬
querdo, em nosso meio, processos esses caracterizados principalmente por adel¬
gaçamento, aneurisma, fibrose e ou trombose mural (Fig. 1), relatados comu-
mente na Moléstia de Chagas 6 ' 10 ' n - 12 ’ 13 ' levou-nos a verificar qual
a incidência dessas alterações no material da Santa Casa de São Paulo e suas
* Parte deste trabalho foi apresentado no VIII Congresso da Sociedade Brasileira de Patolo¬
gia — julho de 1968 — Ribeirão Preto. SP.
Endereço para correspondência: Faculdade de Medicina de Catanduva. Catanduva, São Paulo,
Brasil.
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BARTKEVITCH, M. A. C.; MULLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 207-215, 1975.
possíveis relações com as miocardiopatias em geral, não chagásicas, uma vez que
nosso hospital recebe pacientes das mais diversas regiões do país. Tendo em
vista a noção existente em nosso Departamento, de que a morfologia da ponta
dos corações normais predispõe a esse tipo de patologia 9 fizemos o estudo da
anatomia normai dessa região.
MATERIAL E MÉTODOS
Utilizamos para este trabalho material de 1222 necropsias de rotina, sendo
600 de adultos e 622 de crianças, da Santa Casa de São Paulo, Departamento
de Patologia, cujas idades variaram desde recém-nascidos de 1 dia até adultos
de 70 anos, de ambos os sexos e de diversas raças. Para o estudo da morfologia
normal da ponta foram escolhidos casos sem patologia cardíaca de qualquer
natureza e selecionados 100 casos, que tinham sido cortados rigorosamente de
acordo com o método utilizado. Fizemos também o levantamento dos casos
com processos patológicos do miocárdio, utilizando cerca de 4.000 necropsias
consecutivas e anotando aqueles com alterações da ponta do ventrículo esquerdo,
os quais totalizarm 112 casos (Tab. 1).
TABELA 1
Patologia da ponta do coração — 112 casos de Miocardiopatias
Doenças
Número de
Com Patologia
Porcentagem
Casos
da Ponta
Miocardite chagásica
50
32
64%
Miocardite reumática
27
0
Miocardites de etiologia não
esclarecida*
20
10
50%
Miocardiosclerose
15
3
20%
Dep. Patologia Santa Casa S.P.
Os corações foram examinados da seguinte maneira: realizamos um corte
frontal no coração compreendendo ambos os ventrículos e septo, para me-
todizar as mensurações. Estas foram feitas ao nível do terço médio da parede
lateral do ventrículo esquerdo, e na ponta, usando-se lupa manual e régua
milimétrica. Os corações foram previamente lavados com água, no sentido da
corrente sanguínea para remover o sangue e fixados em formol a 10% por
24 - 48 horas. Toda a amostra foi examinada também em cortes histológicos
corados pelo HE e tricrômico de Masson.
* Miocardites intersticiais provavelmente a virus e alguns casos provavelmente chagásicos,
não confirmados.
208
SciELO
BARTKEVITCH, M. A. C.; MULLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan. 39: 207-215. 1975.
Fig. 1 - Aspecto macroscopico do ventrículo esquerdo na miocardite chagásica com a cha¬
mada "lesão da ponta".
5 6 SciELOo h 12 13 14 15 16
BARTKEVITCH, M. A. C.; MÜLLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 207-215, 1975.
RESULTADOS
Verificamos em nosso estudo de corações normais que a parede da ponta
é sistematicamente fina, fato esse que mais se evidencia, se relacionado com
a espessura da parede do ventrículo esquerdo. Esta relação variou de 1:2 até
1:22 aumentando progressivamente com a idade (Tab. 2).
TABELA 2
Alguns exemplos em vários grupos etários, mostrando a relação das espessuras
da parede do ventrículo esquerdo e sua ponta em corações normais
N.° Autópsia Idade Sexo Cor Ponta-V.E. Parede-V.E. Relação
cm cm Parede/Ponta
12
.927
ld
M
M
0 .
2
0
. 1
1
:2
12.
429
13d
M
B
0 .
1
0 .
3
1:
:3
12.
506
2m
F
B
0 .
2
0
.4
1
:2
12.
.496
3m
M
M
0 .
2
0
.5
1
:2,5
12.
.730
4m
M
M
0.
.4
0 .
6
1
: 1,5
12
.710
7m
M
M
0 .
3
0
.7
1
:2,3
12.
509
1 lm
M
M
0 .
1
0
.5
1
:5
12.
.766
3 a lm
M
B
0 .
.3
0
.7
1
:2,3
13.
.676
10a
M
M
0
.3
1 .
.2
1
:4
12
.715
11 a 6m
M
B
0 .
,3
1
.3
1
:4
14.
034
15a
M
B
0 .
2
1 .
3
1:
: 6,5
12.
,454
20a
M
M
0.
,5
1
.5
1
:3
14.
152
25a
M
M
0 .
.2
1 .
,8
1
:9
13.
.996
36a
M
B
0
.5
2
1
:4
9.
.296
40a
F
B
0
. 1
2
1
:20
12
.720
41a
M
B
0.
.2
1
.2
1
:6
13
.829
52a
M
M
0
.2
2
1
: 10
13,
,030
54a
F
M
0.
,1
2.
2
1:
:22
d = dia a = ano P = preto Dep. Pat. Santa Casa S.P.
m = meses B = branco M = mulato
Os dados obtidos revelam que o aumento da espessura da parede lateral
do ventrículo esquerdo com a idade, não é acompanhado nas mesmas propor¬
ções, pela parede da ponta, existindo um verdadeiro índice de adelgaçamento
dado pela relação espessura da ponta/espessura da parede do ventrículo es¬
querdo. Temos alguns exemplos dessa morfologia em corações normais nas
figuras 2 a 6.
Foram também revistos 112 casos de cardiopatias com lesões miocárdicas,
das quais 45 apresentavam as lesões de ponta já referidas anteriormente. A
incidência das mesmas em relação com a patologia do miocárdio é vista na
Tabela 1. Como se verifica a patologia da ponta ocorre não só na Moléstia
de Chagas, como é frequentemente referida na literatura, mas em outras enti-
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SciELO
BARTKEVITCH, M. A. C.; MULLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 207-215, 1975.
Fig. 2 - Coração de criança, 13 dias, masc., Dr.. Relação parede/ponta do V.E. = 1:3.
Fig. 3 - Coração de criança, onze meses, masc., pardo. Relação parede/ponta do V.E. = 1:5.
Fig. 4 - Coração de criança, vinte e um meses, fem., pardo. Relação parede/ponta do V.E. =
— 1:12. Notar a ponta limitada apenas pelo epicárdio.
Fig. 5 - Quinze anos, masc., br.. Relação parede/ponta do V.E. = 1:6,5.
211
cm
BARTKEVITCH, M. A. C.; MÜLLER. H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 207-215, 1975.
dades mórbidas dc nosso meio como miocardites intersticiais a vírus, miocar-
dioesclerose, etc. (Tab. 1).
COMENTÁRIOS
A morfologia dessa região cardíaca, no que diz respeito à sua espessura,
não é referida nos tratados de Anatomia e sequer mencionada nos compêndios
de cirurgia cardíaca por nós consultados 2 > 3 ’ 4 - 5 ’ 8 ’ 11 ■ 18 ’ 19 ’ 20 ’ bem como em
publicações especializadas ou comunicações prévias 7 ’ 14 - 15 ’ 16 . Fato digno de
nota é que, na maioria dos casos, a ponta do ventrículo esquerdo é representada
apenas por uma fenda, delimitada pelo epicárdio, endocárdio e com escassos fei¬
xes musculares, entremeados e descontínuos (Fig. 7).
Os nossos achados fazem supor que a espessura da ponta ao contrário
do restante da parede do ventrículo esquerdo não acompanha o completo de¬
senvolvimento do órgão, representando não uma anomalia, mas um fator de
variação constitucional anatômico.
É óbvio portanto, que nas cardiopatias em que as fibras musculares pro¬
priamente ditas estão comprometidas ou substituídas por fibrose, a incidência
de alterações anatomo-patológicas neste “locus minoris resistentiae" aumente,
como realmente demonstra nosso material de miocardites. A menor ocorrência
de lesões de ponta na miocardite reumatismal poderia ser explicada exata¬
mente pelo não comprometimento das fibras miocárdicas e sim somente no
tecido peri-vascular (nódulos de Aschoff e suas sequelas). Acreditamos que
em casos de intensa miocardite reumatismal possa haver uma incidência pouco
maior dc patologia da ponta do que a vista na Tabela 1, mesmo porque estes
corações foram abertos pelo método normalmente utilizado pelos patologistas
(obedecendo o sentido da corrente sanguínea), para melhor estudo das válvulas
e dessa maneira nem sempre é possível evidenciar nitidamente as diferenças
de espessura da parede lateral e ponta do ventrículo esquerdo.
Com este trabalho de observação de material de rotina, julgamos contri¬
buir para a melhor compreensão da patologia da ponta do coração nas mio¬
cardiopatias em geral, particularmente no nosso meio, quase sempre atribuídas
a uma só entidade mórbida e para a qual vários mecanismos patogênicos são
aventados, C 6 ’ 10 ' 12 ' ]3 .
CONCLUSÕES
1 — Existe um fator constitucional anatômico predisponente para a alta
incidência dc alterações da ponta do ventrículo esquerdo do coração nas mio¬
cardiopatias, inflamatórias ou não. Esse fator anatômico é representado por
uma parede delgada e pobre em fibras musculares.
2 — A “lesão da ponta’’ não é patognomônica da Moléstia de Chagas,
mas apenas mais frequente nesta entidade mórbida.
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BARTKEVITCH, M. A. C.; MÜLLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 207-215, 1975.
Flg. 6 - Quarenta anos, fem., bç. Relação parede/ponta do V.E. = 1:20.
Pig. 7 - Ponta do coração: corte histológico, corado pelo trlcrômico de Masson. Aumento
6,3 x. Notar a ponta do V.E. representada apenas pelo eplcárdio e escassos íeixes musculares
descontínuos.
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BARTKEVITCH, M. A. C.; MULLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tómica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 39: 207-215, 1975.
ABSTRACT: In view of the high incidence of pathological pro¬
cesses in the tip of the heart, in myocardiopathies found in
Brazil, a study of the morphology of this region has been under-
taken. Normal hearts have been studied and compared with
pathological hearts. The normal hearts were obtained from
1220 necropsies of individuais ranging in age from 1 day to
70 years. The heart tip was systematically thinner when com¬
pared with the remainder of the left ventricle wall. Thinness
increase with age. The relationship between the findings and
several pathological processes (thinness of the wall tip, aneurism,
fibrosis and mural thrombosis), as well as Chagas’ disease and
other myocardiopathies in Brazil was discussed. The authors
draw special attention to the meaning of the anatomic consti-
tutional factor as predisponent to the several pathologies stu¬
died.
UNITERMS: Myocarditis. Chagas’ disease.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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214
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L0 11 12 13 14 15 16
BARTKEVITCH, M. A. C.; MÜLLER, H. & MARIGO, C. Importância da constituição ana¬
tômica da ponta do ventrículo esquerdo na patologia dessa região nas miocardiopatias no
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Mem. Inst. Dutantan, 39: 207-215, 1975.
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215
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2 3 4 5 6 SCÍELOq 2.1 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan
39: 217-223, 1975
RELATO E CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESENÇA DE
CÉLULAS DE WARTHIN-FINKELDEY EM PACIENTE PORTA¬
DOR DE MOLÉSTIA DE HODGKIN EM ATIVIDADE. *
JESUS CARLOS MACHADO e LEONOR DENARO
Secção de Anatomia Patológica, Instituto Butantan
RESUMO: A Célula de Warthin-Finkeldey presente nos tecidos
linfóides de pacientes portadores de Sarampo, é tida como espe¬
cífica dessa entidade nosológica. Aparecendo nos tecidos linfói¬
des na fase pré-exantemática, segundo numerosos autores, per¬
mite não só o diagnóstico anátomo-patológico dessa entidade
como também até prever com antecipação o surgimento do
surto exantemático. Os autores do presente trabalho apresen¬
tam caso de paciente portador de Moléstia de Hodgkin no
qual a retirada de um gânglio linfático cervical, mostrou nessa
estrutura numerosas células de Warthin-Finkeldey, sem a ocor¬
rência no paciente de qualquer manifestação clínica de saram¬
po. Também nenhuma outra criança da Enfermaria Infantil
onde estava o paciente apresentou a sintomatologia do sarampo.
Analisam as possíveis interpretações desse achado.
UNITERMOS: Moléstia de Hodgkin. Sarampo. Virologia.
INTRODUÇÃO
A histopatologia da Moléstia de Hodgkin e os aspectos peculiares im uno-
patológicos que a acompanham têm sido objeto de grande estudo e avanço
nesses últimos dez anos. A etiopatogenia apesar disso tem-se constituído ain¬
da em uma grande incógnita. Desta forma a apresentação de certos quadros
patológicos intercorrentes, merecem, a nosso ver, relatos especiais para que
possíveis ilações etiopatogenéticas ou outras possam ser mais convenientemente
analisadas. Assim achamos oportuno relatar o encontro de células de Warthin-
Finkeldey, tidas como patognomônicas do quadro anátomo-patológico do Sa-
* Trabalho realizado em colaboração com o Instituto Central - Hospital A. C. Camargo -
Fundação Antonio Prudente e com auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Cientifico e Tecnológico (CNPq) e Fundo Especial de Despesas do Instituto Butantan
(FEDIB). Apresentado no Congresso de Anatomia Patológica da Soc. Bras. de Patologis¬
tas, realizado em Curitiba (PR) em 1974.
Endereço para correspondência: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil
217
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MACHADO, J. C. & DENARO, L. Relato e considerações sobre a presença de células de
Warthin-Finkeldey em paciente portador de moléstia de Hodgkin em atividade.
Mem. Inst. Butantan, 39: 217-223, 1975.
rampo, em gânglio linfático cervical de um menor, portador da Moléstia de
Hodgkin. Ainda mais que, nêle não se observou, o quadro clínico do sarampo.
Esses achados, quais sejam, a concomitância da Moléstia de Hodgkin com a
célula de Warthin-Finkeldey e a ausência do quadro clínico do sarampo jus¬
tificam, a nosso ver, amplamente este relato.
O quadro anátomo-patológico do sarampo, está bem estabelecido, e se¬
gundo Roberts e Bain 5 (1958), foi inicialmente descrito por Ciaccio (1910)
e Alagna (1911), que mostraram alterações nos folículos linfóides onde en¬
contraram células gigantes multi-nucleadas e com grande massa de cromatina,
lembrando segundo eles, megacariocitos. Foram Warthin 6 (1931) e Finkeldey 2
(1931) que descreveram o quadro anátomo-patológico típico do sarampo em
amígdalas e no apêndice de crianças com a célula típica que levou os seus
nomes. Trata-se de uma célula gigante com grande riqueza de núcleos dispos¬
tos por vezes em cachos de uva ou moruliformes. Hathaway (1935) mostrou
que esses elementos eram difusos pelo organismo. A presença dessas células
gigantes no tecido linfóide precedia a fase exantemática.
Células gigantes epiteliais também foram descritas no sarampo, como no
epitélio dos brônquios por Hecht (1910), segundo Roberts e Bain 5 ( 1958).
Mas, estas podem ser encontradas em afecções que não o sarampo, constituin¬
do o chamado quadro das pneumonias de células gigantes. Também nos alvéo¬
los elas foram descritas e sobre isso Janigan 3 (1961) publica extensa lista
de autores que as observaram.
Ao que saibamos não há relato na literatura médica especializada da pre¬
sença de células de Warthin-Finkeldey associadas a outras afecções, que não
o sarampo.
MATERIAL
Tratava-se de uma criança do sexo masculino, de cor branca — cauca¬
siano — com 7 anos de idade, originário de Pouso Alegre, Minas Gerais.
Apresentava volumosas massas tumorais nas regiões cervicais e inguinais, iden¬
tificadas também claramente pela Linfografia. O quadro clínico completava-se
com surtos febris intermitentes após os quais os gânglios aparentemente dimi¬
nuíam de volume, sem desaparecer. Em Campinas foi feito o diagnóstico his¬
tológico, pela Faculdade de Medicina, Serviço de Anatomia Patológica do
Prof. Dr. J. Lopes de Faria, de Moléstia de Hodgkin. Com êsse diagnóstico
foi enviado ao Hospital de Câncer de S. Paulo. Nele foi realizada outra biópsia
cujo gânglio linfático mostrou o quadro anátomo-patológico que iremos des¬
crever. O gânglio linfático bem aumentado de volume (3 x 3 x 2,5 cm), mostra¬
va macroscopicamente cápsula distendida, de cor branca e consistência elástica.
Ao corte, observava-sc que não havia delimitação da cortical com a medular,
sendo todo ele ocupado por tecido brancacento uniforme. Os cortes histológi¬
cos mostraram forte proliferação linfática, tanto na zona correspondente à
cortical como na medular. Desde logo destavam-se elementos linfocitóides que
se agrupavam dando idéia de “aglutinação nuclear”, constituindo pequenos
conglomerados. O escasso citoplasma na maioria era acidofílico. Os núcleos se
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MACHADO, J. C. & DENARO, L. Relato e considerações sobre a presença de células de
Warthin-Finkeldey em paciente portador de moléstia de Hodgkin em atividade.
Mem. Inst. Butantan, 39: 217-223, 1975.
aglomeravam com variada morfologia, ora alongados, ora como “cachos de
uva” ora moruliformes, dispondo-se nos cordões medulares, na cortical, na re¬
gião inter-folicular ou dispostos peri-vascularmente. Os núcleos são linfocitói-
des e não histiocitóides como os encontrados nas outras células gigantes sendo
também facilmente distinguíveis de megacariocitos. Processos degenerativos des¬
sas células gigantes são encontrados, chamando atenção raras inclusões intranu-
cleares basofílicas. Fenômenos de cariorexis são comuns. Eosinfilia e plasmacé-
lulas não são frequentes. A célula gigante (Figs. 1 a 4) é facilmente identificável
como aquela descrita por Warthin e Finkeldey no sarampo.
DISCUSSÃO
A célula gigante de Warthin-Finkeldey, com as características descritas,
quais sejam a de possuir grande número de núcleos de tipo linfocitário, contido
em citoplasma não muito abundante acidofílico e raramente basofílico, com os
núcleos aglutinados e dispostos como em “cachos de uva” ou moruliformes,
superpostos e dispersos irregularmente pela estrutura lnfocitária que a alberga,
é segundo M. Matumoto 4 (1959) e outros autores, patognomônica para o
sarampo, a exemplo do que seria a célula de Sternberg para a Moléstia de
Hodgkin. Segundo Haas, o tamanho da célula e o número de núcleos é pro¬
porcional a intensidade da multiplicação vírica. Também G.B.S. Roberts
e A.D. Bain 5 (1958) afirmam que o desenvolvimento dessas células gigantes
multi-nucleadas no tecido linfóide do organismo, no sarampo, é ocorrência cons¬
tante. Trata-se, segundo esses autores, de resposta específica do tecido linfóide
à presença do vírus, apesar deles não terem sido ainda nelas identificados.
Essas células aparecem 7 dias antes do exantema e desaparecem após este
ter-se manifestado. O mecanismo de formação dessas células gigantes, segun¬
do Roberts e Bain 5 (1958) Aoyama 1 (1959) e Matumoto 4 (1966), no sa¬
rampo e outros mixovírus está esclarecido. Forma-se a partir da fusão das
membranas periféricas de cada uma das células. O fator que dissolve as pare¬
des celulares é idêntico ao que produz a atividade hemolítica do vírus do sa¬
rampo ou ao menos encontra-se ligado às mesmas estruturas lipo-proteicas
do vírus.
Assim, não padece dúvida, do encontrado na literatura, que a célula de
Warthin-Finkeldey é patognomônica do sarampo, aparecendo na fase pródrô-
mica pré-exantemática e desaparecendo com o surgir deste. Não encontramos
na literatura médica especializada referência do encontro dessa célula em
outras afecções e mesmo os livros textos de patologia, mais usuais, ignoram
habitualmente esta célula. Foi, com surpresa que, ao diagnosticarmos
este quadro histopatológico, não observássemos o quadro clínico posterior
exantemático típico do sarampo no paciente. Diante do não encontro do qua¬
dro anátomo-patológico da moléstia de Hodgkin, solicitamos à Faculdade de
Medicina de Campinas as lâminas do caso e na revisão efetuada, comprova¬
mos a existência desta afecção no primeiro gânglio retirado. A sub-tipagem, a
nosso ver, enquadrou a Moléstia de Hodgkin na fase de para-granuloma de
Jackson e Parker ou na predominância linfocitária da classificação de Rye.
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Warthin-Pinkeldey em paciente portador de moléstia de Hodgkin em atividade.
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Fig. 1 - Gânglio linfático apresentado na parte central, células gigantes de Warthin-
Finkeldey, destacando-se no parênquima. (X 200). Col. H.E.
Fig. 2 - Aspecto do gânglio linfático com a célula de Warthin-Finkeldey, salientando-se
no campo, na parte central. (X 220). CoL H.E.
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220
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MACHADO, J. C. & DENARO, L. Relato e considerações sobre a presença de células de
Warthln-Finkeldey em paciente portador de moléstia de Hodgkin em atividade.
Mem. Inst. Butantan, 39: 217-223, 1975.
Flg. 3 - Célula gigante de Warthln-Finkeldey, de aspecto moruliíorme, representada por
aglutinado de núcleos llnfocitóldes. (X 400). Col. H.E.
Flg. 4 - Célula gigante de Warthln-Finkeldey apresentando núcleos aglutinados. (x 400).
Col. H.E.
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MACHADO, J. C. & DENARO, L. Relato e considerações sobre a presença de células de
Warthin-Finkeldey em paciente portador de moléstia de Hodgkin em atividade.
Mem. Inst. Butantan, 39: 217-223, 1975.
CONCLUSÃO
O encontro da célula de Warthin-Finkeldey em gânglio linfático de pa¬
ciente com Moléstia de Hodgkin, sem que o mesmo apresentasse o quadro
clínico do sarampo, nos leva a várias suposições. A primeira delas é a de que
a célula de Warthin-Finkeldey não seria patognomônica do sarampo, podendo
acompanhar outras afecções. Mas, é bem sabido que os pacientes com Molés¬
tia de Hodgkin apresentam deficiências imunológicas bem características e
provavelmente essas seriam as responsáveis pelo não aparecimento da Sinto¬
matologia clínica clássica do sarampo. A nossa experiência em Moléstia de
Hodgkin é significativa e das centenas de casos que já observamos somente es¬
te é que apresentou tal quadro anátomo-patológico. Creio podermos supor que
talvez realmente o paciente apresentou o quadro anátomo-patológico do sa¬
rampo sem a sua manifestação clínica, pelas peculiaridades imunológicas da
Moléstia de Hodgkin de que ele é portador. Somente apreciaríamos acrescentar
que nenhuma criança da enfermaria em que o paciente esteve internado apre¬
sentou sintomatologia ou quadro clínico específico de sarampo. Após o trata¬
mento específico para a Moléstia de Hodgkin, o paciente encontra-se bem
(5-4-1975).
ABSTRACT: The Warthin-Finkeldey cell, present in the lym-
phoid tissue of patients affected by measles, is considered as
specific for this nosological entity. According to numerous au-
thors, when these cells appear in the lymphoid tissues during
the preexanthematic phase, not only the anatomo-pathological
diagnosis of measles is justified, but even an antecipation of the
appearance of the exanthematic eruption is possible. In the
present paper, the case of a patient with Hodgkin’s disease is
presented. A removed cervical lymph node showed numerous
Warthin-Finkeldey cells, although the patient did not present
any clinicai manifestation of measles. No other child in the
same hospital ward presented symptomatology of measles. The
authors analyse the possible interpretations of these findings.
UNITERMS: Hodkin’s disease. Measles. Virology.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Obs.: Foi realizado estudo do cariograma deste paciente a partir de leucócitos do sangue
circulante que está sendo publicado à parte, em colaboração com L. Denaro.
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MACHADO, J. C. & DENARO, L. Relato e considerações sobre a presença de células de
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Recebido para publicação em ll-IV-1975 e aceito em 28-IX-1975.
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Mem. Inst. Butantan
39: 225-231, 1975
CHANGES IN CHROMOSOME STRUCTURES
OBSERVED IN PATIENT WITH CONCOMITANT
IIODGKIN 7 S DISEASE AND MEASLES. *
LEONOR DENARO, JESUS CARLOS MACHADO AND Y AM ARA
RODRIGUES MARTINS
Secção de Anatomia Patológica, Instituto Butantan
ABSTRACT: A case of a patient presenting an anatomo-patho-
logical picture of concomitant Hodgkin’s disease and Warthin-
Finkeldey cells, the latter regarded as pathognomonic for meas-
les, without clinicai evidence of this infection, led us to study
the chromosomal set in the patienfs leukocytes. Cells with
structural chromosomal aberrations (gaps and breaks) were
found in a statistically significant higher frequency in relation
to the control. Numerical alterations without statistical signifi-
cance were also observed.
UNITERMS: HodgkhTs disease. Measles. Chromosomal aspects.
INTRODUCTION
The presence of Warthin-Finkeldey (W-F) giant cells in lymphoid tissues
of the human organism, described independently by both authors in 1931, is
considered pathognomonic for infection with measles, and seem to be specific
reactions of the lymphoid tissue cells against the measles virus.
These giant cells appear during the prodromal phase (±7 days after infec-
'tion), and disappear soon after the onset of the rash. They contain a great
number of small nuclei of a morula-or-grape-,cluster-like aspect, and are typical
for elements of the lymphocytic series.
In the present case we point out the striking concomitance of the anato-
mo-pathological pictures of measles and Hodgkin’s disease, as well as the ab-
sence of clinicai manifestation of measles in the patient or in any other child
in the same hospital ward. This fact seems to justify the publication of this
paper although it reports only an isolated case.
* This work was supported by the Conselho Nacional de Pesquisas, Fundo Especial de
Despesas do Instituto Butantan and Divisão Nacional do Câncer.
Adress: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil
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DENARO, L.; MACHADO, J.C. & MARTINS, Y.R. Changes in chromosome structure obser-
vecl in patient with concomitant HodgkiiTs disease and measles.
Mem. Inst. Butantan, 39: 225-231. 1975.
Oncc there is an invasion of virai agents, the measles virus in particular,
an analysis of the chromosomal set of the patient seems to be appropriate to
elucidate the situation, and to establish whether unbalances of the cell metabo-
lism are actually occurring due to this virus invasion.
Generally, upon an atack by physical, Chemical and biological agents, one
of the cell responses becomes manifest through breakages, often restricted to
the vulnerable points of the structure of the chromosomes and through struetu-
ral dissarray of these elements.
Ostergren and Wakonig 15 , 1954, described the breakage as an anomaly
of the secondary constriction in a single chromatid, or as a typical example of
a secondary constriction in one chromatid accompanied by a corresponding
break in the other, up to the complet breakage in both chromatids.
Ferguson-Smith et al. 3 , 1962, defined the secondary constrictions as con-
tracted regions in both chromosome chromatids, distinct from the centromere,
or as a strongly marked-area of negative heteropycnosis.
These sites of secondary constrictions seem to be associated with delayed
DNA replication blocks (heterochromatin) where chromosomal aberrations
occur with the highest probability (Ferguson-Smith and Handmaker 4 , 1961).
Ferguson-Smith et al. 3 , 1962, described 20 sites of secondary constrictions,
and their relative frequencies in normal human somatic chromosomes; based
on this description we analysed our results.
MATERIAL AND METHODS
A 7 year-old male child (A.P.S., register n.° 732.284) of Caucasian
origin, was admitted to the Serviço de Pediatria of the Instituto Central — Hos¬
pital A. C. Camargo.
Physical and lymphographic examinations showed swollen cervical and in¬
guinal lymph nodes, some of which confluent.
Biopsies of cervical lymph nodes revcaled upon histological examination
a typical picture of Hodgkin’s disease, and the presence of giant cells from
the lymphocytic series of Warthin-Finkeldey type (1931) regarded as pathogno-
monic for infection with measles virus.
The global aspect of the histopathological findings were already described
by Machado & Denaro (in press).
At the moment of the surgical exploration, a 10 ml sample of peripheral
blood was collected in a heparinized syringe.
Chromosome preparations were obtained from 72 h leukocyte cultures,
according to the modified tecnique of Moorhead et al. 10 , 1960.
Concomitantiy, leukocytes of a healthy individual were cultured as control
under the same laboratory conditions.
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DENARO, L.; MACHADO, J.C. & MARTINS, Y.R. Changes in chromosome structure obser-
ved in patíent with concomitant Hodgkin’s disease and measles.
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Figs. 1 to 5 - Types oí structural chromosome anomalies observed: 1 - dicentric. 2 e 3 - gap
in one chromatld. 4 - break in one chromatid. 5 - break in both chromatids.
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DENARO, L.; MACHADO, J.C. & MARTINS, Y.R. Changes in chromosome structure obser-
ved in patient with concomitant Hodgkin's disease and measles.
Mem. Inst. Butantan, 39: 225-231, 1975.
Following the descriptions of Ferguson-Smith et al. 3 , 1962, and pointing
out anew the frailty of these secondary constrictions to physical, Chemical and
biological agents, we shall try to classify the phenomena found as:
1. Achromatic lesions, breaks or gaps as a discontinuity smaller than
the width of chromatid whose distai and proximal portions point in
the same direction. These lesions may affect one or both sister chro-
matids at the same regions, in this case called isochromatidic lesion.
2. Breaks as a discontinuity larger than the width of the proper chroma¬
tid, in general with dislocated terminal fragments.
RESULTS
Table 1 summarizes the numerical chromosome picture of the patient APS
and the corresponding control.
TABLE 1
Chromosome
number
45
46
47
50
80
Total
of cells
analysed
APS
12
63
_
1
4
80
Control
13
67
80
Table 2 and Figures 1 to 5, summarize, the cell types found in patient
APS and the corresponding control.
TABLE 2
with
Total
Cell
normal
structural
of cells
types
altera tions
analysed
APS
64
16 (20%)
80
control
77
3 (3.75%)
80
2 2
X = 10,09 : X (P = 0,05) = 3,84 : < P < 0,01
1 o
The results of the statistical analysis show that the difference in frequen-
cy of those breaks and chromosomal gaps is not due to chance alone. On the
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ved in patient with concomitant Hodgkin’s disease and measles.
Mem. Inst. Butantan, 39: 225-231, 1975.
other hand, the frequency of cells with hypodiploid number indicates that such
losses are fortuitous in the APS patient as well as in the control.
The frequency of hyperdiploid cells in the APS patient, although higher
than in the control, is not significam when the appropriate statistical test is
applied. From tables of low frequencies:
P = 0,29 > Pc
0,025.
However, the excess of hyperdiploid cells in the case of the APS patient
in relation to its control (5/80 against 0/80) could be significant in a larger
sample. Therefore, if it is not demonstrated that divisional faults due to the
patienfs disease occur, on the other hand such possibility cannot be excluded.
The finding of a dicentric chromosome in one of the hyperdiploid cells
under study confirms the occurrence of breaks and possible structural rearran-
gements.
In view of the forementioned results, and considering the peculiarity of
this case, two hypotheses can be suggested.
If we admit that the W.F. cells are really pathognomonic for measles, as
Matumoto 8 (1966) and other authors claim, we would have to admit an inva-
sion of measles agents, even through, by reasons unknown, no clinicai manifes-
tation of the disease is evident.
Gripenberg 6 , 1965, points out an increase in the chromosomal aberration
incidence in a lymphocyte culture from a patient affected with measles among
other virai infections in relation to the normal control group.
Aula 1965, reports the presence of gaps and chromosomal breakages in
patients with measles, mumps and smallpox. In the case of measles, the breaks
seem to be distributed at random in all chromosomes; however, in a higher
frequency in the long arms.
Norrby et al. 14 , 1965, described pulverization phenomena in cells showing
a chromosome number higher than normal,, produced by the measles virifs
action.
If, on the other hand, we reject the hypothesis that W.F. cells are pa¬
thognomonic for measles, based on the absence of clinicai manifestations of the
disease, we would have to blame the possible causal Hodgkin’s disease agent
as also responsible for the presence of W-F cells and for the increase of the
chromosomic aberration incidence in relation to the control group.
Aberrations of the normal chromosome model, such as doubling of the
chromosome set, are described for tissue preparations from patients with
Hodgkin’s disease, as well as for neoplasias in general. Based on these findings,
Miles 9 , 1973, suggest the hypothesis of a cytogenetic progression in the onco-
genesis where in the early stage, or at the moment of oncogenetic transformation,
the cell would present a normal chromosomal pattern that later would lead to
sucessive doubling of the chromosome set with possible selective advantage to
the new population.
The presence of breaks or chromosomal gaps evidenced in preparations
obtained from lymph nodes affected by Hodgkin's disease is not mentioned in
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ved in patient with concomitant Hodgkin’s disease and measles.
Mem. Inst. Butantan, 39: 225-231, 1975.
the litterature on the cytogenetics of this disease, but descriptions of marker
chromosomes together with numerical aberration were given by Coutinho et
a]. 2 , 1971, leading us to assume a previous occurrence of breaks and structu-
ral rearrangements, and consequent formation of those marker chromosomes.
The fact that we did not find a significant excess of hyperdiploid cells in the
APS patient does not disagree with the above findings, since the cited authors
worked always with lymph nodes affected by Hodgkin’s disease while we used
in our study the peripheral blood of the patient. It is conceivable that the fre-
quency of hyperdiploid cells would be much lower in the peripheral blood than
in the affected nodes.
Nichols 12 , 1966, believes that the possibility must be considered that any
virus able to produce genetic rearrangements (activities also verified in onco-
genetic viruses) could develop a carcinogenic potential if the exact karyotype
for autonomy had been accidentally established. Based on these conclusions,
Nichols et al. 13 , 1962, and Nichols n , 1963, point out the increase in frequen-
cy of acute lymphatic Icukemia during childhood after a serious measles epidemic
in Philadelphia, in 1962.
In our opinion, the fact that Hodgkin’s disease patients present characte-
ristic immunopaíhological defects, reinforces our admission of pathognomy of
the W.F. cells for measles, since the immunological defect caused by the
Hodgkin’s disease picture may be responsible for the absence of clinicai mani-
festation of measles.
Acknowledgements: The authors wish to thank Dr. P.A. Otto for his colla-
boration to the statistical part of this work. Our thanks to Mrs. Sibyllc Heller
for the translation.
RESUMO: Num caso de paciente apresentando quadro anato-
mo-patológico concomitante de Moléstia de Hodgkin e células
de Warthin-Finkeldey, estas últimas tidas como patognômonicas
do sarampo, sem evidências clínicas desta infecção, levou-nos a
estudar seu cariótipo. Células com aberrações cromossômicas
estruturais (falhas e quebras) foram encontradas com freqüên-
cia significativamente maior em relação ao controle. Alterações
numéricas sem significância estatística foram também obser¬
vadas.
UNITERMOS: Moléstia de Hodgkin. Sarampo. Aspectos cromos-
sômicos.
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PSEUDOTUBERCULOSE EM CAMUNDONGOS.
ISOLAMENTO DE CORYNEBACTERIUM KUTSCHERI
DA CAVIDADE ORAL E DA PELE
DE ANIMAIS DOENTES E APARENTEMENTE SÃOS.
BRUNO SOERENSEN, MARIA JOSÉ FARABELLO YARID,
LUIZ ZEZZA NETO e JESUS CARLOS MACHADO
Divisão de Microbiologia e Imunologia e Divisão de Patologia,
Instituto Butantan
RESUMO: Foi estudada uma epizootia de pseudotuberculose
que acometeu cerca de 40% de uma criação de aproximada¬
mente 20.000 camundongos no Instituto Butantan, tendo-se iso¬
lado Corynebacterium kutscheri do material purulento de nódu¬
los subcutâneos e realizado o respectivo estudo histopatológico.
Corynebacterium kutscheri foi ainda isolado da cavidade
oral de 68% dos animais doentes e de 82% de animais aparen¬
temente sãos da mesma criação. A superfície da pele dos ani¬
mais doentes não revelou a presença do germe; entretanto, de
6% dos animais aparentemente sãos, pôde a bactéria ser isolada
da superfície cutânea.
De acordo com a literatura compulsada, esta é a primeira
vez que se registra o isolamento de Corynebacterium kutscheri
da cavidade oral e da superfície cutânea de camundongos doen¬
tes e aparentemente sãos. A verificação ora realizada sugere a
possibilidade da detecção de portadores através da pesquisa do
germe na cavidade oral.
UNITERMOS: Corynebacterium kutscheri. Pseudotuberculose de
camundongos. Isolamento de Corynebacterium kutscheri da ca¬
vidade oral e da pele de camundongos.
INTRODUÇÃO
Há aproximadamente 20 anos, vinham sendo observados, na criação de
camundongos do Instituto Butantan, animais com nódulos subcutâneos loca¬
lizados preferencialmente na região dorsal.
Endereço para correspondência: Caixa postal 65 - São Paulo - Brasil
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SOERENSEN. B.; YARID. ZEZZA NETO, L. & MACHADO, J.C. Pseudotuberculose
em camundongos. Isolamento de Corynebacterium. kutscheri da cavidade oral e da pele de
animais doentes e aparentemente sãos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 233-238, 1975.
Recentemente, o aumento da incidência de tais nódulos nos camundongos
fornecidos ao Serviço de Controle do Instituto para provas de inocuidade fo¬
calizou a atenção sobre a moléstia em causa, que pôde ser identificada à pseu¬
dotuberculose.
A primeira referência sobre a pseudotuberculose do camundongo foi feita
em 1894 por Kutscher 10 , o qual isolou um germe que denominou Bacillus
pseudotuberculosis murium, mais tarde denominado por Migula, Bacterium
kutscheri. Nesta oportunidade, foi reproduzida experimentalmente a doença
mediante a inoculação pela via intraperitoneal, observando-se lesões localizadas
no baço, fígado e rins.
O mesmo germe foi isolado novamente de casos de pseudotuberculose em
1901 por Bongert 3 . Em 1927, Holzhauzen 8 isolou, de casos de septicemia de
camundongos, o Corynebacterium murisepticum, que produziu, à inoculação ex¬
perimental, septicemia mortal em 48 horas.
Condrea 4 , em 1930, isolou germe que denominou Corynebacterium mu¬
rium, de uma doença do camundongo, caracterizada também pela ocorrência
de abcessos subcutâneos, porém considerada distinta da pseudotuberculose e
reproduziu-a experimentalmente mediante a inoculação pela via intravenosa,
verificando lesões nos rins e pulmões.
Em 1931, Fischl e col. 5 descreveram uma artrite purulenta em camun¬
dongo, provocada por um germe ao qual deram o nome de Corynebacterium
arthritidis-murium e, em 1945, Polak 12 observou em camundongos uma epizo-
otia de hepatite supurada, com elevada mortalidade, que relacionou ao Coryne¬
bacterium pseudotuherculosis-murium.
Friedlander e col. 6 , em 1951, isolaram igualmente germe do gênero Co¬
rynebacterium de camundongos que apresentavam abscessos subcutâneos, ten¬
do feito inoculações pela via intraperitoneal e verificado que grande parte dos
animais morria, mostrando, à necropsia, abscessos múltiplos nos pulmões, rins,
fígado e baço.
Bicks em 1957, descreveu também a doença em camundongos, nos quais
registrou lesões caseosas no fígado, pulmão, baço e coração, além de abscessos
subcutâneos. Identificou o microorganismo como sendo Corynebacterium pseu-
dotuberculosis-murium.
Juillan 9 , em 1959, isolou de camundongos com lesões pulmonares, germe
que identificou à bactéria primeiramente isolada por Kutscher, para a qual Ber-
gey et al., em 1929, adotaram a denominação de Corynebacterium kutscheri,
que passou a prevalecer.
Pestana de Castro e col. n , em 1964 e Giorgi e col. 7 , em 1965, relataram
a ocorrência da moléstia em criações de camundongos e de ratos, bem como o
isolamento de Corynebacterium kutscheri de abscessos localizados no fígado,
rins, pulmões e baço.
O presente trabalho refere o isolamento de Corynebacterium kutscheri da
cavidade oral e da pele de animais doentes e aparentemente sãos de uma colo-
nia de camundongos do Instituto Butantan, com elevada incidência de pseudo¬
tuberculose.
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em camundongos. Isolamento de Corynebacterium kutscheri da cavidade oral e da pele de
animais doentes e aparentemente sãos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 233-238, 1975.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram retirados ao acaso 19 camundongos adultos, de ambos os sexos,
de uma criação de aproximadamente 20.000 animais, na qual cerca de 40%
dos adultos apresentava doença de evolução crônica, manifestada pela pre¬
sença de nódulos subcutâneos localizados preferentemente na região dorsal
(Fig. 1).
Os animais foram sacrificados e, à necropsia, pelo exame macroscópico
observou-se grande número de abscessos no tecido subcutâneo, cujo diâmetro
media de 0,3 a 0,5 cm. Os demais órgãos e tecidos apresentavam-se normais.
Do pus dos abscessos foram feitos esfregaços e colorações pelos métodos
de Gram e Ziehl-Neelsen. Paralelamente, realizaram-se exames diretos, entre lâ¬
mina e lamínula, para pesquisa de fungos. Parte do material foi reservada pa¬
ra culturas em placa de ágar sangue em meio de tioglicolato modificado por
Brewer, incubados a 37°C por 24 horas, e em meio de Sabouraud sólido, man¬
tido a 25°C durante 3 meses.
Para o exame histopatológico, retiraram-se fragmentos dos diversos órgãos
e dos abscessos subcutâneos, que foram fixados em formol a 10%.
Finalmente, procedeu-se a culturas do material retirado da cavidade oral
e da superfície da pele dos 19 animais doentes, assim como de 51 animais
aparentemente sãos, a fim de investigar a presença da corinebactéria, já que
abcessos idênticos aos da infecção em causa podiam ser provocados, como ti¬
vemos a ocasião de verificar, pela mordedura na pele dos animais que se ataca¬
vam mutuamente.
RESULTADOS
Exames bacterioscópicos do material retirado dos abscessos subcutâneos re¬
velaram, ao lado de numerosos leucócitos, a presença de bacilos gram-positivos
de aspecto difteróide (Fig. 2). Os exames feitos para pesquisa de fungos, assim
como para bacilos ácido-resistentes, resultaram negativos.
Em todos os tubos contendo meio de tioglicolato Brewer, houve crescimen¬
to de C. kutscheri, que, nas placas de ágar-sangue, após 24 horas a 37°C, de¬
senvolveu pequenas colônias lisas, de côr branco-amarelada, bordos irregulares,
medindo aproximadamente 1 mm de diâmetro. O estudo bacteriológico destas
culturas revelou tratar-se de bacilos gram-positivos semelhantes aos observados
nos esfregaços feitos com material retirado dos abscessos subcutâneos (Fig. 3).
O microorganismo isolado foi enviado, para confirmação diagnóstica, ao Dr.
Robert E. Weaver, do “Center for Disease Control, Department of Health, Edu-
cation and Welfare Public Health Service, Atlanta, Geórgia, U.S.A.”, ao qual
consignamos o nosso agradecimento.
Quanto aos exames histopatológicos, revelaram o seguinte resultado: 1)
Pele — presença de abscessos com área central de necrose, rodeada por zona
edemaciada, na qual se observaram hiperemia vascular, presença de polimorfo-
nucleares e de raros linfoplasmócitos esparsos; 2) Fígado — focos ocasionais
de polimorfonucieares, com escassos linfoplasmócitos nos espaços-porta; 3)
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SOERENSEN, B.; YARID, ZEZZA NETO, L. & MACHADO, J.C. Pseudotuberculose
em camundongos. Isolamento de Corynebacterium kutscheri da cavidade oral e da pele de
animais doentes e aparentemente sãos.
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Flg. 1 - Camundongo apresentando nódulos subcutâneos.
Flg. 2 - Exame bacterloscóplco de material retirado dos nódulos. Coloração de Oram.
Flg. 3 - Aspecto microscópico do germe Isolado.
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SOERENSEN, B.; YARID, ZEZZA NETO, L. & MACHADO, J.C. Pseudotuberculose
em camundongos. Isolamento de Corynebacterium kutscheri da cavidade oral e da pele de
animais doentes e aparentemente sãos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 233-238, 1975.
Rim — hiperplasia glomerular e dos vasos medulares, raras infiltrações de po-
limorfonucleares; 4) Baço — discreta proliferação da polpa branca, com nu¬
merosas células gigantes bi ou multinucleadas, de citoplasma acidófilo.
As culturas feitas do material retirado da cavidade oral e da superfície da
pele, com o intuito de revelar a presença de portadores, deram os resultados con¬
signados na Tabela 1.
TABELA 1
Isolamento do Corynebacterium kutscheri da cavidade oral e da superfície da
pele de camundongos aparentemente sãos ou com pseudotuberculose.
Estado do Animal
Percentagem
de isolamento
Cavidade oral
Superfície da pele
Aparentemente sãos
82 (43/51)
6 (2/32)
Doentes
68 (13/19)
0 (0/19)
CONCLUSÕES
A doença estudada, por suas características clínicas, lesões anatopatológi-
cas„ macro e microscópicas, bem como pelos achados bacteriológicos, pôde ser
identificada à pseudotuberculose.
Deve ser especialmente mencionado que o agente causador, identificado ao
C. kutscheri, pôde ser isolado com maior frequência da cavidade oral de ani¬
mais doentes do que dos aparentemente sãos da mesma colônia.
Segundo sugestão feita por Bicks 1 em 1957, a transmissão da moléstia pos¬
sivelmente se processaria por ingestão, em virtude da verificação da presença
de Corynebacterium kutscheri em ulcerações do intestino e em nódulos linfáti¬
cos mesentéricos.
Embora trabalhosa, a identificação de portadores, poderá, portanto, ser
feita através da pesquisa do germe na cavidade oral dos camundongos. Seja ain¬
da ressaltada a necessidade imprescindível de iniciar colonias de camundongos
a partir de reprodutores livres do germe patogênico.
SUMMARY: In the course of an epizootic outbreak of pseudo-
tuberculosis affecting 40% of a colony of approximately 20.000
mice, Corynebacterium kutscheri was isolated from subcutaneous
nodules and an histopathological study of the cases was perfor-
med.
Corynebacterium kutscheri was present in the mouth of
about 68% of sick animais and 82% of apparently healthy ani¬
mais of the same breeding colony. The microorganism could
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SOERENSEN, B.; YARID, ZEZZA NETO, L. & MACHADO, J.C. Pseudotuberculose
em camundongos. Isolamento de Corynebacterium kutscheri da cavidade oral e da pele de
animais doentes e aparentemente sãos.
Mem. Inst. Butantan, 39: 233-238, 1975.
not be demonstrated on the skin surface of sick animais. Howe-
ver, from 6% of apparently healthy mice, Corynebacterium kuts¬
cheri has been isolated from the skin.
These findings, for the first time registered in the literature,
suggest the possibility of detecting carriers through the demons-
tration of the microorganism in the mouth.
UNITERMS: Corynebacterium kutscheri. Mouse pseudotubercu-
losis. Isolation of Corynebacterium kutscheri from the mouth
and skin of mice.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Recebido para publicação em ll-V-1975 e aceito em 28-IX-1975.
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Mem. Inst. Butantan
39: 239-245, 1975
LISTA REMISSIVA DOS TRABALHOS PUBLICADOS NAS
“MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN”. *
Volumes 34 a 38 (1969-1974)
OFÍDIOS
Sistemática
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Inst. Butantan, 34: 85-86, 1969.
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pentes, Dipsadinae). Mem. Inst. Butantan, 34: 87-88, 1969.
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Paroxyrhopus Schenkel (Serpentes, Colubridae). Mem. Inst. Butantan,
38: 137-144, 1974.
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sil (Serpentes, Colubridae). Mem. Inst. Butantan, 36: 215-220, 1972.
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lubridae). Mem. Inst. Butantan, 34: 93-96, 1969.
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from Brazil (Serpentes, Elapidae). Mem. Inst. Butantan, 35: 107-110, 1971.
735. HOGE, A.R. & ROMANO S,A. Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil
(Serpentes, Elapidae e Viperiãae). Mem. Inst. Butantan, 36: 109-208, 1972.
736. HOGE, A.R. & ROMANO, S.A. Notes on Trimeresurus brongersmai Hoge
1969 (Serpentes Viperidae, Crotalinae). Mem. Inst. Butantan, 38: 145-158,
1974.
737. HOGE, A.R.; ROMANO, S.A.; FEDERSONI JR., P.A. & CORDEIRO,
C.L.S. Lista das espécies de serpentes coletadas na região da usina
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38: 167-178, 1974.
* A lista correspondente aos volumes 1 a 33 íoi publicada no volume 34.
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COMISSÃO EDITORIAL Lista remissiva dos trabalhos publicados nas “Memórias do Insti¬
tuto Butantan”. Volumes 34 a 38 (1969-1974).
Mem. Inst. Butantan, 39: 239-245, 1975.
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Inst. Butantan, 36: 221-232, 1972.
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35: 111-116, 1971.
740. ROMANO, S.A. & HOGE, A.R. Nota sobre Xenoãon e Ophis (Serpentes,
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OFÍDIOS
Biologia
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ratória de serpentes. I. Hemipeniceetomia bilateral em serpentes. Mem.
Inst. Butantan, 36: 73-78, 1972.
743. LANGLADA, F.G. de & BELLUOMINI, H.E. Contribuição à técnica opera¬
tória de serpentes. III. Ablação de glândulas de veneno em serpentes
do gênero Crotalus. Mem. Inst. Butantan, 36: 89-100, 1972.
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Inst. Butantan, 37: 253-260, 1973.
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Inst. Butantan, 36: 79-88, 1972.
ARACNÍDEOS E ARTRÓPODOS
Sistemática
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34: 75-78, 1969.
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ARACNÍDEOS E ARTRÕPODOS
Biologia
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38: 159-162, 1974.
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COMISSÃO EDITORIAL Lista remissiva dos trabalhos publicados nas “Memórias do Insti¬
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Butantan, 34: 121-128, 1969.
243
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
COMISSÃO EDITORIAL Lista remissiva dos trabalhos publicados nas
tuto Butantan”. Volumes 34 a 38 (1969-1974).
Mem. Inst. Butantan, 39: 239-245, 1975.
‘'Memórias do Insti-
796. TOLEDO, C. de Considerações sobre a ultraestrutura de um melanoma ma¬
ligno do corpo ciliar. Mem. Inst. Butantan, 34: 129-136, 1969.
797. VALLEJO-FREIRE, A.; OLIVEIRA F.o, B. & BRUNNER JR., A. Myxoma-
tose experimental em Oryctolagus sp. e Sylvilagus sp. Mem. Inst. Bu¬
tantan, 34: 111-120, 1969.
HISTOLOGIA
798. LOPES, R.A.; OLIVEIRA, C.; CAMPOS, G.M. & BARROS, J.M. Estudo
morfológico e histoquímico da Glândula de Harder de alguns répteis bra¬
sileiros. I — Ophidea. Mem. Inst. Butantan, 38: 41-50, 1974.
IMUNOLOGIA
799. OLIVEIRA, E.P.T. Estudos sobre a preparação de soro antibotulínico tipo
A. Mem. Inst. Butantan, 36: 1-40, 1972.
800. SOERENSEN, B.; AMARAL, J.P.; MUTTI PEREIRA, M.M. & SILVA, M.A.
Estudo comparativo da alergia tuberculínica e da proteção conferida pela
vacina BCG via oral e intradérmica em cobaios. Mem. Inst. Butantan,
35: 95-106, 1971.
HEMATOLOGIA
801. FERRI, S.; MARTINS, L.F.; LEITE RIBEIRO, M.C. & WORSMAN, T.U.
Blood proteinic picture of throughbred horses. Mem, Inst. Butantan,
34: 171-178, 1969.
802. MARTINS, L.F.; ARANTANGY, L.R. & MEDEIROS, L.O. Relationships
among performance, sex and erythrogram in throughbred horses. Mem.
Inst. Butantan, 34: 179-190, 1969.
803. SOERENSEN, B. Contribuição para o estudo do ácido bórico como antis¬
séptico de sangue conservado. Mem. Inst. Butantan, 37: 17-42, 1973.
VENENOS
804. BANCHER, W.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. Estudos sobre a
fixação eletiva e quantitativa do veneno de Crotalus ãurissus terrijicus
nos tecidos nervoso, renal, hepático e muscular de Mus musculus Lin-
naeus 1758. Mem. Inst. Butantan, 37: 139-148, 1973.
805. FURLANETTO, R.S.; ROLIM ROSA, R.; SILES VILLARROEL, M. & NA-
VAS, J. Contribuição ao estudo da determinação da DL50 de venenos
botrópicos inoculados por via venosa em camundongos Mus musculus
Linnaeus 1758. III — Possibilidade de determinação da DL50 através da
proteção cruzada conferida por doses infra-letais de outros venenos de
serpentes do mesmo gênero. Mem. Inst. Butantan, 37: 123-130, 1973.
806. FURLANETTO, R.S.; ROLIM ROSA, R.; SILES VILLARROEL, M. & SI
RACUSA, Y.Q. Contribuição ao estudo da determinação da DL50 de
venenos botrópicos inoculados por via venosa em camundongos Mus
musculus Linnaeus 1758. I — Fenômenos que ocorrem na tentativa de
determinação da DL50. Mem. Inst. Butantan, 37: 99-108, 1973.
807. FURLANETTO, R.S.; ROLIM ROSA, R.; SILES VILLARROEL, M. & ZE
LANTE, F. Contribuição ao estudo da determinação da DL50 de venenos
botrópicos inoculados por via venosa em camundongos Mus musculus
244
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
COMISSÃO EDITORIAL Lista remissiva dos trabalhos publicados nas “Memórias do Insti¬
tuto Butantan”. Volumes 34 a 38 (1969-1974).
Mem. Inst. Butantan, 39: 239-245, 1975.
Linnaeus 1758. II — Possibilidade de determinação da DL50 através da
inoculação prévia de doses infra-letais do próprio veneno. Mem. Inst.
Butantan, 37: 109-122, 1973.
808. ROLIM ROSA, R.; FURLANETTO, S.M.P.; SILES VILLARROEL, M. & ZE-
LANTE, F. Contribuição ao estudo da determinação da DL50 do veneno
de Crotalus durissus terrificus (Laurenti, 1768) em Mus musculus Lin¬
naeus 1758. Mem. Inst. Butantan, 37: 131-138, 1973.
809. SILES VILLARROEL, M.; FURLANETTO, R.S.; ROLIM ROSA, R.; ZELAN-
TE, F. & NA VAS, J. Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos
botrópicos. II — Análise comparativa dos componentes antigênicos co¬
muns de seis espécies de venenos botrópicos. Mem. Inst. Butantan, 38:
31-40, 1974.
810. SILES VILLARROEL, |M.; FURLANETTO, R.S.; ZELANTE, F. & ROLIM
ROSA, R. Localização do fator coagulante no espectro eletroforético do
veneno de Bothrops moojeni. Mem. Inst. Butantan, 37: 91-98, 1973.
811. SILES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA, R.; FURLANETTO, R.S. & ZE¬
LANTE, F. Estudo eletroforético em “Cellogel” de venenos do gênero
Bothrops. Mem. Inst. Butantan, 37: 83-90, 1973.
812. SILLES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; FURLANETTO, R.S. & ROLIM
ROSA, R. Contribuição ao estudo imunoquímico de venenos botrópicos.
I — Análise comparativa dos componentes antigênicos de seis espécies
de venenos frente a seus respectivos antivenenos, através das técnicas
de dupla difusão e imunoeletrofore em gel de ágar. Mem. Inst. Butantan,
38: 13-30, 1974.
DIVERSOS
813. AMORIM, L.M. O desenho microscópico na documentação científica. Nor¬
mas para seu aprendizado. Mem. Inst. Butantan, 34: 191-208, 1969.
814. KELEN, E.M.A. Bibliografia dos trabalhos do Dr. Vital Brazil. Mem. Inst.
Butantan, 34: 1-8, 1969.
815. PIMONT, R.P. A área de Educação do Instituto Butantan. Mem. Inst.
Butantan, 37: 43-82, 1973.
816. ROSENFELD, G. Biografia do Dr. Vital Brazil (1865-1950). Mem. Inst. Bu¬
tantan, 34: IX-XVI, 1969.
245
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
.
.
'
. ’
. s\
1
cm
2 3
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan
39: 247, 1975
ÍNDICE DE AUTOR/AUTHOR INDEX
AMARAL, A. do
39:
27
ARTIGAS, P. T.
39:
103
BARTKEVITCH, M. A. C.
39:
207
BEÇAK, W.
39:
123
BIASI, P. De
39:
79
39:
85
BRUNNER JR., A.
39:
149
39:
157
CARNEIRO, S. M.
39:
135
CARVALHO DOS SANTOS, M. A. S.
39:
157
COIRO, J. R. R.
39:
149
39:
157
39:
169
CORDEIRO, C. L.
39:
37
DENARO, L.
39:
217
39:
225
EICKSTEDT, V. R. D. von
39:
61
FALCÃO, E. C.
39:
3
FERNANDES, M. P. M.
39:
103
FERNANDES, W.
39:
85
HOGE, A. R.
39:
37
39:
51
LIZASO, N. M.
39:
73
MACHADO, J. C.
39:
217
39:
225
39:
233
MARIGO, C.
39:
207
MARTINS, Y. R.
39:
225
MENEZES, H.
39:
157
MITSUTANI, C. Y.
39:
157
MÜLLER, H.
39:
207
PESSOA, S. B.
39:
79
39:
85
PUORTO, G.
39:
85
ROMANO, S. A. L.
39:
37
39:
51
RUIZ, I. R. G.
39:
123
SOERENSEN, B.
39:
233
YARID, M. J. F.
39:
233
ZEZZA NETO, L.
39:
233
247
SciELO
Mem. Inst. Butantan
39: 249-251, 1975
ÍNDICE DE ASSUNTO
Ácaros
Acarina, Listrophoridae
Prolistrophorus dolichus sp.n. 39: 73
Afrânio do Amaral
breve notícia sobre a vida científica 39: 3
bibliografia 39: 11
Aranhas
cavarnícolas do Brasil
Ctenus fasciatus
Loxosceles aãelaiãa
Loxosceles similis
Theriosomatidae 39: 61
Aves
eritrócitos
extrusão cromatínica
hemoglobina
série 39: 169
39: 149
Colubriãae 39: 37
Complexo sinaptonêmico 39: 135
Corynebacterium kutscheri 39: 233
Cromossomos
bandeamento com venenos ofídicos
moléstia de Hodgkin concomitante
ao sarampo 39: 225
Ctenus fasciatus 39: 61
Dipsadinae 39: 51
Dipsas indica subsp. 39: 51
Eritrócitos
aves
extrusão cromatínica 39: 149
série 39: 169
hemoglobina 39: 169
mamíferos
série 39: 169
peixes
Cyprinus carpio 39: 157
39: 123
249
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
cm
Mem. Inst. Butantan
39: 249-251, 1975
Espermatogênese
espermatócitos
complexo sinaptonêmico
39: 135
Etimologia
nomes genéricos terminados em -ops
39: 27
Extrusão cromatínica
eritrócitos de aves
39: 149
Hemoglobina
séries eritrocitárias de aves e mamíferos
Hemogregarina
peixes 39 :79
Hemoparasitas
peixes
hemogregarina
tripanossomo
serpentes
tripanossomo
39: 169
39: 79
39: 85
Kalicephalus subulatus 39: 103
Listrophoridae 39: 73
Loxosceles adelaiãa 39: 61
Loxosceles similis 39: 61
Lystrophis histricus 39: 37
Lystrophis nattereri 39: 37
Mamíferos
eritrócitos, série
hemoglobina 39: 169
Miocardites 39: 207
Moléstia de Chagas
miocardites 39: 207
Moléstia de Hodgkin
concomitante ao sarampo
aspectos cromossômicos 39: 225
virologia 39: 217
Peixes
Cyprinus carpio
eritrócitos 39: 157
hemoparasitas
hemogregarina
tripanossomo 39: 79
Prolistrophorus dolichus sp.n. 39: 73
Pseudotuberculose
roedores 39: 233
Roedores
pseudotuberculose
250
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
Mem. Inst. Butantan
39: 249-251, 1975
Corynébacterium kutscheri, isolamento
da cavidade oral e da pele 39: 233
Sarampo
concomitante à Moléstia de Hodgkin
aspectos cromossômicos 39: 225
virologia 39: 217
Serpentes
Colubriáae 39: 37
Dipsaáinae 39: 51
Dipsas indica subsp. 39: 51
hemoparasita
tripanossomo
cultura
transmissão experimental 39: 85
Lystrophis histricus 39: 37
Lystrophis nattereri 39: 37
parasitismo
Kalicephalus subulatus
morfologia
incidência 39: 103
Sistemática
ácaros
Acarina, Listrophoridae
Prolistrophorus ãolichus sp.n. 39 : 73
aranhas
Ctenus fasciatus
Loxosceles adelaida
Loxosceles similis
Theriáiosomatidae 39: 61
serpentes
Colubriáae 39: 37
Dipsaáinae 39: 51
Dipsas indica subsp. 39: 51
Lystrophis histricus 39: 37
Lystrophis nattereri 39: 37
Theriosomatiãae 39: 61
Tripanossomo
serpente
cultura
transmissão experimental
peixe 39: 79
39: 85
Virologia
moléstia de Hodgkin concomitante
ao sarampo 39: 217
251
*
SciELO
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cm
Mem. Inst. Butantan
39: 253-255, 1975
SUBJECT INDEX
Acarid
Acarina, Listrophoridae
Prolistrophorus dolichus sp.n. 39: 73
Afrânio do Amaral
a glance of the scientific life 39: 3
bibliography 39: 11
Birds
erythrocytes
chromatin extrusion 39: 149
hemoglobin
serie 39: 169
Chagas’ disease
myocarditis
39: 207
Chromatin extrusion
avian erythrocytes
39: 149
Chromosomes
banding by snake venoms 39: 123
Hodgkin’s disease concomitant
to measles 39: 225
Colubridae 39: 37
Corynebacterium kutscheri 39: 233
Ctenus fasciatus 39: 61
Dipsaãinae 39: 51
Dipsas indica subsp. 39: 51
Erytrocytes
birds
chromatin extrusion 39: 149
serie 39: 169
fishes
Cyprinus carpio 39: 157
hemoglobin 39: 169
mammals
serie 39: 169
Etymology
generic names ending in -ops 39: 27
253
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
Tilem. Inst. Butantan
39: 253-255, 1975
Fishes
Cyprinus carpio
erythrocytes
hemoparasites
hemogregarin
trypanosome 39: 79
Hemoglobin
erythrocitary series of
birds and mammals 39: 169
Hemogregarin
fishes 39: 79
Hemoparasites
fishes
hemogregarin
trypanosome 39: 79
snakes
trypanosome 39: 85
Hodgkin’s disease
concomitant to measles
chromosomal aspects 39: 225
virology 39: 217
Kalicephalus subulatus 39: 103
Listrophoriãae 39: 73
Loxosceles aãelaiãa 39: 61
Loxosceles similis 39: 61
Lystrophis histricus 39: 37
Lystrophis nattereri 39: 37
Mammals
erythrocytes, serie
hemoglobin 39: 169
Measles
concomitant to Hodgkin’s disease
chromosomal aspects 39: 225
virology 39: 217
Myocarditis 39: 207
Prolistrophorus ãolichus sp.n. 39: 73
Pseudotuberculosis
rodent 39: 233
Rodent
Pseudotuberculosis
Corynebacterium kutscheri, isolation
from the mouth and skin 39: 233
Snakes
Colubridae 39: 37
Dipsadinae 39: 51
Dipsas indica subsp. 39: 51
254
Mem. Inst. Butantan
39: 253-255, 1975
Lystrophis histricus 39: 37
Lystrophis nattereri 39: 37
hemoparasite
trypanosome
culture
experimental transmission
parasitism
Kalicephalus subulatus
morfology
incidence 39: 103
Spermatogenesis
spermatocytes
synaptonemal complex 39: 135
39: 85
Spiders
brazilian cave-divelling
Ctenus fasciatus
Loxosceles aãelaida
Loxosceles similis
Theriosomatiãae 39:
61
Synaptonemal complex 39: 135
Systematics
acarid
Acarina, Listrophoriãae
Prolistrophorus áolichus n.sp.
39: 73
snakes
Colubridae 39: 37
Dipsadinae 39: 51
Dipsas indica subsp.
Lystrophis histricus
Lystrophis nattereri
spiders
Ctenus fasciatus
Loxosceles aãelaida
Loxosceles similis
Theriosomatiãae 39: 61
39: 51
39: 37
39: 37
Theriosomatiãae
39: 61
Trypanosome
fishes 39: 79
snakes
culture
experimental transmission
39: 85
Virology
Hodgkin’s disease concomitant
to measles 39: 217
255
cm
SciELO
0 11 12 13 14 15 16
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
Composição e Impressão
Tipografia FONSECA Ltda.
C.G.C. 61.276.648/0001-80 - S.P.