ISSN 0073 - 9901
MIBUAH
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENADORIA DE SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
INSTITUTO BUTANTAN
SÃO PAULO, SP - BRASIL
Memórias
do
Instituto
Butantan
vol. 42/43 - 1978/79
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GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO
Paulo Salim Maluf
SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE
Adib Domingos Jatene
COORDENADOR DA COORDENADORIA DE SERVIÇOS
TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
Otávio de Azevedo Mercadante
REDATOR RESPONSÁVEL
Bruno Soerensen Cardozo
Diretor Substituto do Instituto Butantan
COMISSÃO EDITORIAL
Jesus Carlos Machado, Presidente
Alphonse Richard Hoge
Lauro Pereira Travassos Filho
SECRETÁRIA — REDATORA
Carmen Aleixo Nascimento
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
-COORDENADORIA DE SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS
INSTITUTO BUTANTAN
SÃO PAULO, SP — BRASIL
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INSTRUÇÕES AOS AUTORES
1 . FINALIDADE
As MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN são publicadas sob
a orientação da Comissão Editorial, sendo que os conceitos emitidos são
de inteira responsabilidade dos autores. Têm por finalidade a apresen¬
tação de trabalhos originais que contribuam para o progresso nos cam¬
pos da Biologia e da Medicina, elaborados por especialistas nacionais e
estrangeiros que se enquadrem no Regulamento dos Trabalhos.
2. REGULAMENTO DOS TRABALHOS
2 . 1 Normas gerais
2.1.1 Os trabalhos devem ser inéditos e destinar-se exclusivamente à
revista “MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN”.
Os artigos de revisão serão publicados a convite da Comissão
Editorial.
2.1.2 Estrutura do trabalho
2 . 1 . 2 . 1 Elementos preliminares
a) cabeçalho — título do trabalho e nome do autor (es) ;
b) filiação científica e endereço para correspondência.
2. 1-2.2 Texto
Sempre que possível deve obedecer à forma convencional do artigo
científico :
a) Introdução — Estabelecer com clareza o objetivo do trabalho
relacionando-o com outros do mesmo campo e apresentando de
forma sucinta a situação que se encontra o problema investigado.
Extensas revisões de literatura devem ser substituídas por refe¬
rências aos trabalhos mais recentes, onde tais revisões tenham
sido apresentadas.
b) Material e métodos — A descrição dos métodos usados deve limi¬
tar-se ao suficiente para possibilitar ao leitor a perfeita compre¬
ensão e repetição dos métodos; as técnicas já descritas em outros
trabalhos devem ser referidas somente por citação, a menos que
tenham sido consideravelmente modificadas.
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c) Resultados — Devem ser apresentados com clareza e, sempre
que necessário, acompanhados de tabelas e material ilustrativo
adequado.
d) Discussão — Deve restringir-se à apresentação dos dados obti¬
dos e dos resultados alcançados, relacionando-se novas contri¬
buições aos conhecimentos anteriores. Evitar hipóteses ou gene¬
ralizações não baseadas nos resultados do trabalho.
e) Conclusões — Devem ser fundamentadas no texto.
Dependendo do assunto do artigo, as divisões acima poderão ser
modificadas de acordo com o esquema do trabalho, porém, o artigo
deve conter obrigatoriamente:
a) Introdução;
b) Desenvolvimento do tema (com as divisões a critério do autor) ;
c) Conclusão.
2. 1.2.3 Agradecimentos
Devem ser mencionados antes das referências bibliográficas-
2 . 1 . 2 . 4 Material de Referência
Todo trabalho deve vir obrigatoriamente acompanhado de:
a)
b)
c)
Resumos — Um no mesmo idioma do texto, outro em inglês,
redigidos pelo(s) pi’óprio(s) autor (es), devendo expressar o
conteúdo do artigo, salientando os elementos novos e indicando
sua importância. O resumo na língua em que está redigido o
trabalho deve ser colocado antes do texto e o em inglês, no final.
Só excepcionalmente excederá a 200 palavras. Os títulos dos
trabalhos devem ser traduzidos para o inglês e vice-versa.
Unitermos — Correspondendo a palavras ou expressões que
identifiquem o conteúdo, devem ser em número necessário para
a completa descrição do assunto e assinalados com asteriscos (*)
os 3 unitermos principais. Para escolha dos unitermos usar o
vocabulário protótipo do campo especializado.
Referências bibliográficas — Devem ser incluídas no texto e
arranjadas em ordem alfabética do sobrenome do autor, nume¬
radas consecutivamente.
Periódico :
MACHADO, J.C. & SILVEIRA F.°, J.F. — Introdução de
pancreatite hemorrágica aguda no cão por veneno escorpiônico.
Mem. Inst. Butantan, 40/41: 1-9, 1976/77.
Livro :
BIER, O. — Bacteriologia e imunologia.
Melhoramentos, 1977.
18 ed. São Paulo,
As citações no texto devem ser em números-índice correspondendo
às respectivas referências bibliográficas.
Exemplos :
As investigações sobre a fauna flebotominica no Estado de São
Paulo, foram feitas em várias ocasiões 1, 3, 4, . método
derivado de simplificação de armadilha de Disney2 (1968) . . .
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2.
3.
Referências bibliográficas (correspondentes aos números-índice).
BARRETO, M.P. — Observações sobre a biologia em condições na¬
turais dos flebótomos do Estado de São Paulo (Diptera, Psycho-
didae). São Paulo, 1943 (Tese — Doutoramento — Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo).
DISNEY, R.H.L. — Observations on a zoonosis: leishmaniosis in
British Honduras. J. app. Ecol., 5: 1-19, 1968.
FORATTINI, O.P. — Algumas observações sobre a biologia dos Flé-
bótomos (Diptera, Psychodidae) em região da bacia do Rio Pa¬
raná (Brasil). Arq. Fac. Hig. S. Paulo, 8: 15-136, 1954.
3. NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS
3 . 1 Datilografia
Os originais devem ser datilografados em 3 (três) vias, com espaço
duplo, em uma só face, mantendo as margens laterais com aproximada¬
mente 3 cm. Todas as páginas devem ser numeradas consecutivamente,
com algarismos arábicos, no canto superior direito.
3 . 2 Tabelas
Devem ser numeradas consecutivamente com algarismos arábicos e
encabeçadas pelo seu título. Os dados apresentados em tabelas não devem
ser, em geral repetidos em gráficos. As notas de rodapé das tabelas
devem ser restritas ao máximo possível e referidas por asteriscos.
3 . 3 Ilustrações
3.3.1 Desenho e gráficos
3 . 3 . 1 . 1 Devem ser feitos com tinta nanquim preta, em papel Schoeller
Hammer 3G e 4G. Não usar papel vegetal porque este retrai com
o calor e abranda com o frio, e o nanquim tende a ficar mais falhado,
devido à porosidade do papel vegetal. Na impressão as ilustrações
tendem a ter ligeira deformidade e traços levemente acinzentados,
sobretudo os gráficos, saem totalmente fora de esquadro.
3. 3. 1.2 O tamanho, quando ocupar página inteira, deve seguir rigoro¬
samente estas medidas 12,6 x 19,8 cm ou 16,8 x 26,3 cm ou 21 x 33 cm
ou 25,2 x 39,6 cm, pois em geral as gráficas que nós trabalhamos,
têm um determinado tamanho de letra e as ilustrações precisam ser
proporcionais a estes tamanhos existentes. Para uma boa repro¬
dução, não precisa ser maior, pois sendo maior perde muitos deta¬
lhes na redução.
3. 3. 1.3 Aplicar cola no verso do desenho ou do gráfico só na margem
superior, numa faixa de aproximadamente 1 cm e colar sobre um
cartão um pouco maior.
3 . 3 . 1 . 4 Para melhor proteção, cobrir com papel vegetal de comprimento
um pouco maior, de maneira a poder ser dobrado para trás na parte
superior e colado.
3.3.2 Fotografias
3.3.2. 1 Devem ser bem nítidas e contrastadas, pois fotos muito acin¬
zentadas dão péssima impressão.
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3. 3. 2. 2 Devem vir soltas dentro de um envelope.
3. 3. 2. 3 Devem ser entregues inteiras e não recortadas, em papel foto¬
gráfico liso. 0 papel fotográfico crespo (martelado) dá péssima
reprodução.
3. 3. 2. 4 O tamanho é muito importante. Uma foto para ganhar mais
qualidade na impressão necessita sempre sofrer redução. Portanto,
mandem fotos sempre de tamanho maior do que o que vai
ser impresso. Ex. : para página inteira fotos 18 x 24 cm, oara meia
página fotos 18 x 12 cm.
3. 3. 2. 5 Colocar um papel vegetal em cima da foto que tiver qualquer
anotação a ser feita, ou simplesmente para limitar a parte importan¬
te a ser usada. Tomar muito cuidado para não pressionar o lápis ou
caneta, a fim de não marcar a foto. Não colocar letras ou números
sobre as fotos.
3.3.3 Os textos e números que completam os desenhos, gráficos e fotos
devem ser feitos em manuscrito legível ou datilografado (os alga¬
rismos sempre em arábicos) direto sobre o papel vegetal que foi
colocado para proteção (não pressionar a fim de não marcar as ilus¬
trações) ou em papel branco e colocado no papel vegetal, pois os
textos e números serão feitos em tipos gráficos.
3.3.4 A numeração dos desenhos, gráficos e fotos será feita com alga¬
rismos arábicos na parte inferior do papel vegetal, não importando
se é foto, desenho ou gráfico- Seguir sempre com uma numeração só.
Ex. : Um trabalho que tenha 2 fotos, 1 gráfico e 1 desenho seguem
com a numeração (fig. 1), (fig. 2), (fig. 3), e (fig. 4), se as 2 fotos
vão numa página só, colocar na parte inferioi (figs. 1 e 2) e deter¬
minar em cima da foto (no papel vegetal) qual é (fig. 1) e qual é
(fig- 2). Quanto aos demais elementos necessários à identificação
das ilustrações (nome do autor e título do trabalho) devem ser es¬
critos atrás do cartão em que as mesmas estiverem colocadas.
3.3.5 As legendas devem ser apresentadas à parte em folhas datilogra¬
fadas, constando a numeração correspondente à ilustração. Ex. :
Fig. 1 — Legenda.
A Revista admite até 6 clichês (branco e preto) no texto, para cada
trabalho, devendo os demais ser pagos pelo autor. Para clichês colo¬
ridos deverá haver prévia combinação entre a Comissão Editorial e o
autor.
De cada trabalho serão impressas 100 (cem) separatas, devendo o
autor pagar as separatas que excedam a esse número, quando solicitar
uma quantidade maior. As separatas em excesso devem ser solicitadas
quando o manuscrito for encaminhado à Comissão Editorial.
Os trabalhos poderão ser redigidos, além da língua portuguesa, em
inglês, francês e espanhol. Outras línguas ficarão a critério da Comis¬
são Editorial.
A reprodução total ou parcial dos trabalhos em outros periódicos
— com menção obrigatória da fonte — dependerá de autorização prévia
da Comissão Editorial.
Para fins comerciais serão proibidas a tradução e reprodução dos tra¬
balhos publicados pela revista-
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Mem. Inat. Butantan
42/43, 1978/79
SUMÁRIO/SUMMARY
HOMENAGEM/HOMAGE
A carreira científica de Jandyra Planet do Amaral.
The scientific activity of Jandyra Planet do Amaral.
Bruno SOERENSEN . 1-7
OBITUÁRIO/OBITUARY
Mina Fichman . 9
Mitsuko Akashi Hanashiro . 10
ARTIGO DE DIVULGAÇÃO/ART1CLE OF DIVULGATION
A erradicação da varíola no mundo.
The eradication of the smallpox in the world.
Bruno SOERENSEN . 11-20
ARTIGOS ORIGINAIS/ORIGINAL ARTICLES
1 Lesões necrótico-degenerativas das glândulas sudoriparas como componente pe¬
culiar das lesões cutâneas histopatológicas observadas em caso de loxoscelismo
humano acidental.
Peculiar necrotic and degenerative lesions of the sweat glands observed in the
skin of human accident by Loxosceles.
Jesus Carlos MACHADO; João Luiz da Costa CARDOSO & Nídia de
DONOSO . 21-26
2 Moléstia de Hodgkin: relato de caso com possível início neonatal.
Hodgkin’s disease; reports of a case with possible neonatal origin.
Jesus Carlos MACHADO; Sylvia Mendes CARNEIRO & Sonia Rossi
VIANNA . 27-32
3 Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares de Amphisbaena alba
— (Amphisbaenidae, Amphisbaenia)
Morphological and histochemical study of the salivary glands of Amphisbaena
alba — (Amphisbaenidae, Amphisbaenia)
Ruberval A. LOPES; José Renan V. da COSTA; Sérgio O. PETENUSCI;
Ana Lúcia V. FAVARETTO & Paulo Henrique F. CHAVES . 33-39
4 Estudo histoquímico de proteínas nas glândulas venenífera e acessória de
Bothrops jararaca (Ophidea, Viperidae)
Histochemical study of the proteins in the venom and accessory glands of Bothrops
jararaca (Serpentes, Viperidae)
Ruberval A. LOPES; José Renan V. da COSTA; Silvio Maia CAMPOS &
Mariangela N. M. CAMPOS . 41-48
5 Casos teratogênicos em Bothrops atrox (Serpentes: Viperidae: Crotalinae)
Teratogenic cases in Bothrops atrox (Serpentes: Viperidae: Crotalinae)
Pedro Antonio FEDERSONI JUNIOR . 49-64
6 Adenopatia angio-imunoblástica. Apresentação de três casos.
Angio-immunoblastic adenopathy. Presentation of three cases.
Jesus Carlos MACHADO & Oswaldo GIANNOTTI FILHO . 65-70
7 Blastic transformation and cytogenetic studies of peripheral blood lymphocytes
from lymphosarcomatous patients, after stimulation by phytohemagglutinin.
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19 Padronização da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em ca¬
mundongos.
Standardization of toxic activity titration of bothropic venoms in mice.
Medardo SILES VILLARROEL; Raymundo ROLIM ROSA; Flávio ZELAN-
TE & Reynaldo S. FURLANETTO . 311-324
20 Padronização da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camun¬
dongos.
Standardization of the evaluation of the potency of bothropic antivenins in mice.
Medardo SILES VILLARROEL; Raymundo ROLIM ROSA; Flávio ZELANTE
TE & Reynaldo S. FURLANETTO . 325-330
21 Evidenciação em camundongos na soroneutralização paraespecífica entre venenos
e antivenenos botrópicos.
Evidence of paraespecific neutralization between sera of bothropic venoms and
antivenins.
Medardo SILES VILLARROEL; Raymundo ROLIM ROSA; Flávio ZELANTE
& Rosalvo GUIDOLIN . 337-344
22 Padronização da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da
potência antinecrosante do antiveneno B. jararaca.
Standardization of the evaluation of the necrotizing activity of bothropic
venoms, and of the antinecrotizing potency of B. jararaca antivenin.
Medardo SILES VILLARROEL; Flávio ZELANTE; Raymundo ROLIM
ROSA & Reynaldo Schwindt FURLANETTO . 345-355
23 Chemistry of the Brasilian Labiatae. The occurrence of ursolic acid in Peldoton
Radicans Pohl.
Química da Labiata brasileira. A ocorrência de ácido ursólico em Peltodon
Radicans Pohl.
Raymond ZELNIK; Amabile Kasuku MATIDA & Sílvia PANIZZA . 357-361
24 Contribuição à técnica operatória de serpentes. VIII. Timectomia em serpentes.
Contribution to the surgical technique in snake. VIII. Thymectomy in snakes.
F. G. LANGLADA; L. DENARO & M. C. A. REIS . 363-365
NOTA PRÉVIA/PREVIOUS NOTE
Sobre uma possibilidade de um acúmulo linfóide, encontrado em antro cloacal
de Serpentes, corresponder à Bursa de Fabricius das aves.
About the possibility of a lymphoid aggregation in cloacal antrum of snakes;
correspond to the Bursa of Fabricius from birds.
F. G. LANGLADA; L. DENARO & M. C. A. REIS . 367-371
REVISÃO ATUALIZADA/UPDATED REVISION
Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 ed.
Synopsis of the poisonous snakes from Brasil. 2 ed.
A. R. HOGE & S. A. R. W. L. ROMANO HOGE . 373-500
ÍNDICE DE AUTOR/AUTHOR INDEX . 501-502
ÍNDICE DE ASSUNTO . 503-506
SUBJECT INDEX . 507-510
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A/em. lnat. Dutantan
ht/kS. -1-7, 1978/79
A CARREIRA CIENTIFICA DA DR.a JANDYRA PLANET
DO AMARAL
Bruno SOERENSEN
Dedicada exclusivamente à medicina experimental foi uma das pio¬
neiras em nosso meio na organização de laboratórios de produção de
vacinas e soros. Das mais respeitadas especialistas em produção de va¬
cinas colocando o Instituto Butantan, através de sua competência profis¬
sional, seriedade de propósitos, capacidade administrativa, dedicação
integral a ciência e profundo patriotismo, numa posição de destaque inter¬
nacional somando ao prestígio do Instituto no campo do ofidismo e da
produção de soios.
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SOERENSEN, B. — A carreira cientifica da Dr.a Jandyra Planet do Amaral.
42/4»; 1-7, 1978/79.
Mem. Intt. Butantan,
De energia e têmpera incomum, a Dra. Jandyra Planet do Amaral
foi das primeiras mulheres médicas no Brasil a conquistar o grau de
Doutor em Medicina, lutando desde cedo, incansavelmente, pela sua for¬
mação profissional.
Em 1932 já integrada ao Instituto Butantan, defende a sua tese na
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo sobre o tema “Dis¬
sociação de Neisseria intracellularis” , iniciando desta maneira a sua car¬
reira científica pelo estudo de um dos mais temidos agentes infecciosos.
Escolheu os caminhos mais difíceis iniciando suas atividades no Ins¬
tituto Butantan em 1931 como estagiária, estudando e trabalhando pas¬
sando por todas as etapas da carreira de subassistente, assistente, chefe
de Seção, Diretora de Serviço, Diretora de Divisão, e finalmente Diretora
Geral da Instituição e seu pendor pelos trabalhos de laboratório fizeram
com que não mais se afastasse do Instituto Butantan onde ainda é soli¬
citada a sua vasta experiência de 48 anos dedicados à produção e pes¬
quisa no campo de vacinas e soros.
A sua obra magnífica enriquece a Saúde Pública brasileira, pois
através de dezenas de anos, trabalhando nos laboratórios, orientando seus
colaboradores ou dirigindo a sua Instituição, produziu milhões de doses
de vacinas, distribuídas pelo Brasil e até exportadas, contribuindo substan¬
cialmente para o controle da Tuberculose, da Difteria, da Coqueluche, do
Tétano, da Raiva, da Poliomielite, ou ainda, no caso especial da Varíola
para a sua erradicação do Brasil e de nosso planeta.
Como médica, sempre acompanhou a eficiência das vacinas que pre¬
parava e embora sempre trabalhasse atendendo a normas e padrões inter¬
nacionais o seu respeito pela vida humana e consciente de sua responsa¬
bilidade de milhares de crianças a serem vacinadas, sempre quando neces¬
sário, era a primeira pessoa a i'eceber a vacina. Este comportamento
assegurou-lhe a confiança em seus trabalhos e garantiu-lhe o êxito total
sem ter sido verificado um caso sequer de acidente vacinai ao longo de
sua fecunda carreira.
O constante contato com seus colegas médicos da área de doenças
infecciosas de todo o Brasil possibilitou o estudo da solução de diferentes
problemas prioritários, assim em 1932 e 1933 inicia a preparação da Ana-
toxina Estafilocócica e Estreptocócica e vacina Pirogênica, em 1934 e 1935
os soros Antiestreptocócico, Estafilocócico, Escarlatinico e Meningocócico.
Em 1936 inicia a produção da Toxina e Anatoxina Diftérica e no ano se¬
guinte estuda a purificação de Anatoxinas pela técnica de Sordelli com
cepas provenientes do Hospital Emílio Ribas e os adjuvantes para imuni¬
zação de cavalos para a produção de soro.
Nos anos de 1938 a 1947 padroniza nos seus detalhes e produz os
soros escarlatinico e pneumocócico e estuda o comportamento da prova
de Schick. No ano seguinte estabelece a sua padronização e inicia a
produção da Tuberculina e de soros diagnósticos para Salmoneloses.
Contribuindo sempre para a solução dos problemas de Saúde Pública
levados ao Instituto nos anos de 1949 a 1954, após investigação científica
implantou a produção industrial das vacinas antitífico-paratíficas TAB,
de Felix TAB oral e disentérica mista via oral, BCG oral, Pertussis e Tu¬
berculina. A partir de 1959, dedica-se especialmente a estudos experi¬
mentais comparativos sobre proteção e alergia conferidos pela Vacinação
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SOERENSEN, B. — A carreira científica da Dr.a Jandyra Planet do Amaral. Mem. Inst. Butantan,
42/43: 1-7, 1978/79.
BCG oral, intradérmica e multipuntura, para verificação da dose ótima
não somente em cobaias mas também posteriormente em crianças. Pa¬
ralelamente estuda problemas de patologia veterinária de animais de la¬
boratório. Em 1965 implanta após cuidadosa experimentação a produção
industrial da Vacina Tríplice (DTP). Independentemente a grande res¬
ponsabilidade acumulada através dos anos, em trabalhos de produção de
vacinas e atividades de pesquisa, a partir de 1951 teve a responsabilidade
do Controle de Qualidade de todas as vacinas, soros e quimioterápicos pro¬
duzidos pelo Instituto.
Em 1968 assume a Diretoria Geral do Instituto Butantan e a Presi¬
dência do Conselho Superior acumulado em 1969 a Diretoria da Divisão
de Microbiologia e Imunologia. Como Diretora do Instituto Butantan
enfrentou os problemas do ofidismo intensificando o intercâmbio com as
várias Instituições de outros Estados visando dar auxílio mais amplo às
necessidades do homem do campo. Reorganizou ainda os laboratórios
produtores das Vacinas Antivariólica e Antirábica para atendimento às
necessidades do Estado e do país-
A brilhante trajetória científica da Dra. Jandyra Planet do Amaral
tem alicerces ainda em numerosas viagens de estudos realizados pelo Bra¬
sil e Instituições Científicas no exterior, a participação ativa em dezenas
de Congressos, Comissões Técnico-científicas sobre sua especialidade e
representações oficiais no exterior. Proferiu numerosas Conferências e
participou ativamente de Associações científicas.
Seus méritos foram reconhecidos em várias oportunidades:
— “Medalha Comemorativa” no 25.° aniversário da Fundação do Serviço
de BCG por Alindo de Assis.
— “Prêmio Mário Pereira, de 1953” com o trabalho : “Brucelose huma¬
na no Estado de São Paulo. Inquérito sorológico”.
— Diploma e Medalha “Amiga da Marinha”, em reconhecimento aos Ser¬
viços prestados à Marinha, 1970 — Ministério da Marinha — Coman¬
do do 6.° Distrito Naval.
— “Diploma de Honra ao Mérito, 1969” — Associação Brasileira das
Mulheres Médicas.
— “Medalha do Saneador do Rio de Janeiro”, 1973.
— Diploma de “Amiga da Base Aérea de São Paulo”, 1974 — Ministério
da Aeronáutica.
— “Medalha Anchieta” e o “Diploma de Gratificação da Cidade de São
Paulo”, 1975 — Câmara Municipal de São Paulo.
— “Personalidade do Ano de 1975 em Medicina e Pesquisa” — Rotarv
Club de São Paulo.
Entretanto, a maior contribuição anônima da Dra. Jandyra Planet
do Amaral é seu fecundo trabalho na produção de vacinas e soros pou¬
pando milhares de vidas de várias gerações.
Não foi sua preocupação escrever trabalhos, pois a experiência acumu¬
lada na investigação científica diária aperfeiçoava a qualidade dos pro¬
dutos que tanto dignificam o Instituto Butantan.
3
SciELO
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SOERENSEN, B. — A carreira científica da Dr.a Jandyra Planet do Amaral. Mem. Inst. Butantan,
42/43:1-1, 1978/79.
TRABALHOS PUBLICADOS
Ubisch, G. von & Amaral, J-P. do — Diferença da capacidade de imuni¬
zação da cobaia (Cavia porcellus L.) e do preá (Cavia rufescens
Lund) contra a anatoxina diftérica. Mem. Inst. Butantan, 10:
179-189, 1935/1936.
Amaral, J.P. do — Técnica de preparo da toxina e antitoxina diftérica
no Instituto Butantan. Mem. Inst. Butantan, 12:253-258, 1938/39.
Amaral, J.P. do — O emprego de lanolina na imunização de cavalos para
produção de antitoxina diftérica- Mem. Inst. Butantan, 12: 259-264,
1938/39.
Pestana, B.R. ; Amaral, J.P. do & Barretto Neto, L.P. — Tipos de C.
Diphteriae em São Paulo. Reações culturais, virulência, toxigenici-
dade e suas relações com os casos clínicos. Mem. Inst. Butantan, 13:
407-430, 1939-
Amaral, J.P. do — Observações em torno da imunidade antidiftérica.
Mem. Inst. Butantan, 15: 383-389, 1941.
Amaral, J.P. do & Andrade, M.C. — Portadores do Bacilo de Loeffler
entre os escolares de São Paulo. Mem. List • Butantan, 18: 1-3.
1944/45.
Amaral, J.P. & Souza e Silva, O.R. — Imunidade antidiftérica na mãe
e no recém-nascido. Suas relações com o Schick test. Mem. List.
Butantan, 18: 9-20, 1944/45.
Bier, O.G. & Amaral, J.P. do — Desencadeamento do fenômeno de
Shwartzman em coelhos mediante a injeção venosa de glicogênio
puro. Mem. List. Butantan, 18: 33-36, 1944/45.
Biocca, E. ; Amaral, J.P. do & Bier, O.G- — Estudos sobre a quimiote¬
rapia da infecção meningocócica experimental do camundongo; deri¬
vados aminados da difenilsulfona e substâncias antibióticas de origem
microbiana (penicilina e piocianina). Mem. Inst. Butantan, 18: 37-44,
1944/45.
Biocca. E. & Amaral, J.P. do — Estudos sobre o tratamento da infecção
tífica experimental do camundongo. I- Comportamento “in vitro” e
“in vivo” de várias substâncias. Mem. List. Butantan, 19: 41-48,
1946.
Biocca, E. & Amaral, J.P. do — Estudos sobre o tratamento da infecção
tífica experimental do camundongo. II. Sinergismo entre medica¬
mentos químicos sintéticos e medicamentos de origem biológica. Mem.
List • Butantan, 19: 49-58, 1946.
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SOERENSEN. B. — A carreira científica da Dr.a Jandyra Planet do Amaral.
iS/U; 1-7, 1978/79.
Mem. Inat. Bulantan,
Peluffo, C.A. ; Bier, O.G. ; Amaral, J.P. do & Biocca, E. — Estudos sobre
as salmoneloses em São Paulo. I. Incidência dos diferentes tipos em
diarréias infantis. Mem. Inst. Butantan, 19: 211-216, 1946-
Peluffo, C.A. ; Bier, O.G.; Amaral, J.P. do & Biocca, E. — Estudos sobre
as salmoneloses em São Paulo. II. Um novo tipo de salmonela pato¬
gênica para o homem- S. butantan (III» XXXVI, -b-1, 5. . .). Mem.
Inst. Butantan, 19: 217-220, 1946.
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Mcm. Iiiat. Butantan
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OBITUÁRIO/ OBITUARY
MINA FICHMAN
1933-1979
Pesquisador-Científico, nível IV, Instituto Butantan, Química formada
pela FFCL da USP, em 1954.
Nascida aos 09 de fevereiro de 1933, em São Paulo (SP) e falecida
aos 21 de novembro de 1979, em São Paulo.
Iniciou sua atividade científica em 1956, primeiramente como bol¬
sista do Conselho de Pesquisas para desenvolver seus trabalhos na Seção
de Bioquímica do Instituto Butantan onde de 1960 a 1968, passou a inte¬
grar quadro de Assistente na mesma Seção de Farmacologia e Bioquímica
do Instituto Butantan e, a partir de 1972. passou a dirigir o Serviço de
Farmacologia desse Instituto.
De fevereiro de 1969 a julho de 1970, realizou estágio no Instituto
de Farmacologia Médica da Faculdade de Medicina e Cirurgia da Univer¬
sidade, em Milão.
Em fevereiro de 1975, foi indicada Membro da Comissão Editorial
das Memórias do Instituto Butantan.
Nos anos de 1957, 1959, 1963 e, 1964, colaborou como componente
do corpo docente dos cursos Especialização em Bioquímica, realizado no
Instituto Butantan.
Publicou 9 artigos científicos sobre a especialidade.
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Mem. Inat. Butantan
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OBITUÁRIO/OBITUARY
MITSUKO AKASHI HANASHIRO
1942-1979
Pesquisador-Científico, nível II, Instituto Butantan, Bióloga, formada
pela FFCL da USP, em 1965.
Nascida aos 25 de julho de 1942 em Ibitinga (SP) e falecida aos
28 de julho de 1979, em São Paulo.
Teve sua formação pós-graduada na área de Imunologia.
Iniciou suas atividades científicas em 1966. primeiramente como bol¬
sista da CAPES, desenvolvendo suas atividades no Centro do OMS/OPS
de Pesquisa e Formação em Imunologia da Escola Paulista de Medicina.
De 1969 a 1973 colaborou no Centro de Imunologia da OMS que se
transferira da Escola Paulista de Medicina para o Instituto Butantan.
Passou a desenvolver seus trabalhos de Pesquisa no Laboratório Especial
de Imunologia Aplicada do Instituto Butantan, com o Dr. W. Dias da
Silva, com frações de venenos ofídicos botrópico e crotálico, caracteri¬
zando-a bioquimicamente e estudando seu modo de ação e seu poder de
imunogenicidade.
Em 1975, é admitida na Carreira de Pesquisador, como Pesquisador-
-Científico nível II.
Em 1978, apresentou, junto à Escola Paulista de Medicina, sua
Memória de Mestrado, sobre o “Estudo da neutralização do veneno crotá¬
lico por soro de coelho antifosfolipse”.
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Mem. lnat. Butantan
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A ERRADICAÇÃO DA VARÍOLA NO MUNDO
Bruno SOERENSEN *
Uma das mais graves doenças de caráter endêmico, durante séculos
em todo mundo, é erradicada da face da Terra constituindo-se na maior
vitória da Saúde Pública Mundial.
A Varíola, conhecida da mais remota antigüidade, registra como
referência mais antiga indicada pela fotografia da cabeça de Ramsés V,
mumificada a 1160 a.C., cuja cicatrizes segundo os historiadores seriam
devido a essa doença.
Segundo os escritos de Moore, a varíola já era conhecida na China
a 1.122 a.C. na dinastia de Tcheou, e a primeira inoculação proposital
do vírus é descrita em 590 a.C. na dinastia de Sung, utilizando-se um
implanto nasal do vírus. No texto Sanscrito “Sacteya” existem também
referências à variolização-
Tudo parece indicar que a varíola teria tido seu início na Asia Oci¬
dental, porém apresenta um fato curioso de nunca ter sido citada tanto
no Velho como no Novo Testamento, bem como na literatura grega ou
romana, pois devido a sua gravidade, dificilmente não teria sido mencio¬
nada por Hipocrates caso ela já existisse. Isso leva a crer na possibili¬
dade de erros quanto à observação sobre Ramsés V. Por outro lado, a
Varíola, é uma doença que não apresenta portador, e sendo pouco desen¬
volvida a comunicação naquela época, teria terminado com a morte das
populações atingidas.
Euzebius, relata a ocorrência da doença na Síria em 302 d.C. É refe¬
rida ainda a introdução da varíola na Arábia pelos abisinios durante a
guerra do elefante em 569 d.C. e daí para o Egito em 572 d.C. No começo
do século VII, os persas invadiram o império Romano, introduzindo a
doença.
O primeiro estudo clínico da varíola foi feito no século X pelo médico
persa Abu Bekr Ar-Razi (Mohamed ibn Zakariya). Este médico a des¬
creve com absoluta precisão no tratado de versão latina “De Pestilentia”.
Os manuscritos judáicos datados de 1327 e 1328 mencionam a exis¬
tência da doença.
Em 1.512, a Rainha Elizabeth I sofreu um severo ataque da doença
quase morrendo, sendo a sua calvície uma das sequelas além das marcas
desfigurantes em sua face.
* Diretor Substituto do Instituto Butantan.
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SOERENSEN, B. — A erradicação da varíola no mundo. Mcm. Inst. Butantan, 42/48:11-20, 1978/79.
Em 1649 houve uma epidemia de varíola em Londres registrando-se
cerca de 1.190 mortes.
O aparecimento desta doença na Espanha se deve à invasão dos mou¬
ros em 1710 e cruzando os Pirineus, na França em 1731, porém, é possível
que a varíola já estivesse presente na Europa desde 581 ou antes, uma
vez que, o Bispo de Avenche menciona o nome dessa doença em seus
escritos.
Entre as vítimas da varíola também se inclui o Rei Luís XV (1774).
Talvez o fato mais importante no conhecimento dessa doença se
deu no século XVII quando a varíola foi considerada como uma doença
infecciosa e durante o século XVIII quando foi descrita em quase todas
as cidades da Europa dando origem à exposição natural à doença, sendo
comum na época a exposição de crianças à varíola a fim de contraírem-na
em tenra idade, evitando os riscos na idade adulta.
A doença implacável avança através dos séculos, mas os sobreviventes
ao primeiro ataque ficam protegidos às infecções posteriores. Esta obser¬
vação serve de base para o combate à doença. Observou-se ainda uma
gravidade variável das pústulas variólicas que trouxe a idéia aos chineses
e hindus de iniciarem a sua técnica, empregada durante séculos no Oriente.
Esta técnica que recebeu o nome de “Variolização” que consistia no
implante de material de pústulas na pele de indivíduos sãos, foi intro¬
duzida no início do século XVIII na Inglaterra por Lady Mary Wortley
Montager, esposa do embaixador inglês na Turquia.
A varíola continuou arrasando o mundo através dos séculos regis¬
trando 256.242 casos na Rússia nos anos de 1919 a 1922.
Na América foi introduzida, quando da colonização, por um escravo
do exército de Herman Cortês onde num breve periodo causou a morte
de mais de 300 000 indígenas mexicanos, facilitando, possivelmente, a
conquista espanhola. Nos Estados Unidos em 1933, a doença atacou índios
de Massachusetts e de Narragansett reduzindo-os de 40.000 a poucas
centenas.
Uma luta incansável contra a doença se inicia no século XVIII
O relato de alguns pacientes de Edward Jenner, que praticava a
“Variolização”, do fato da variola da vaca “Cowpox” freqüente nos orde-
nhadores proteger contra a varíola estimulou Jenner a experimentar a
veracidade da observação. O dia 14 de maio de 1796 inoculou no menino
James Phipps material de “Cowpox” a partir de uma pústula da mão
de uma ordenhadora induzindo a “pega”. Jenner, um mês e meio após,
no dia primeiro de julho, inoculou novamente a James Phipps desta vez
com material de caso de varíola humana, verificando que o menino não
adoeceu.
A partir do êxito desta experimentação surgiu a Vacinação contra
a Varíola uma das doenças que trouxe maior número de mortes.
Embora o homem contasse com a vacinação, a maior arma contra
a varíola, a gravidade e a extensão da moléstia dispersa por todo o mundo
exigiu das autoridades sanitárias de todos os países, uma estratégia de
ataque à doença para cada país, para cada região, para cada continente
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SOERENSEN, B. — A erradicação da varíola no mundo. Mem. Iiist. Butantan, 42/43: 11-20, 1978/79.
coordenada brilhantemente pela Organização Mundial da Saúde. A varíola
permaneceu ativa por quase mais 200 anos em todos os continentes. A
gradativa erradicação da doença de vários países, entretanto, não garantia
a importação a qualquer momento de novos casos provenientes de áreas
endêmicas, provocando situações de verdadeiro pânico como aconteceu em
Nova York em 1947, quando um caso de varíola procedente do México
transmitiu a doença a 12 pessoas provocando ainda dois óbitos. Foi neces¬
sária a vacinação intensiva de 6.350.000 habitantes da cidade num período
de uma semana-
Em 1970 ainda centenas de milhares de casos de varíola foram
assinalados no mundo e milhares de casos nas Américas.
A Varíola é erradicada do continente americano em abril dc 1971
Os 3 países da América do Norte já estavam livres de varíola há
vários anos. No México não se registrava um caso desde 1952. Nos
Estados Unidos da América foram notificados dois casos importados em
1955 e outro em 1957. No Canadá, um caso importado do Brasil em 1962.
Na Guatemala foi referido um caso em 1953, casos esporádicos no Panamá
em 1947 e 1958, em Belice em 1948, em Trinidad e Tobago em 1948,
Martinica e Antilhas Holandesas em 1951. Os demais países da América
Central e do Caribe já estavam livres da varíola.
Na América do Sul, no Chile não era notificado nenhum caso desde
1945 sendo registrado apenas um caso importado em 1959. Na Bolívia
a varíola foi erradicada em 1961 sendo reintroduzida em 1964, aconte¬
cendo a mesma coisa com Paraguai e Peru onde também a moléstia já
erradicada foi importada novamerfe. O Equador não registrou casos
desde 1964. Na Venezuela conseguida a erradicação da moléstia em 1957,
apresentou em 1962 um surto prontamente debelado na fronteira com o
Brasil, de casos importados. O Uruguai livre da varíola desde 1957 noti¬
ficava casos esporádicos importados.
Embora todos os esforços para a erradicação da varíola, ela persistia
de maneira endêmica em 1965 na Argentina, Brasil, Colômbia, Paraguai
e Peru-
A erradicação da Varíola no Brasil e no Continente Americano
No Brasil a varíola existia desde a época da colônia. Existem notícias
de surtos epidêmicos em 1563, 1834, 1836, 1844, 1848, 1850 e 1865, tendo
sido registrados ainda surtos no fim do século passado e princípio deste
como o de 1908 com um total de aproximadamente 10.000 casos.
Levantamentos epidemiológicos feitos em 1966 mostraram que nesse
ano existia ainda a varíola em praticamente todos os Estados do País.
A falta de notificação em alguns Estados era devida a uma ausência de
rede apropriada de unidades de vigilância epidemiológica pois durante
uma campanha foi comprovada a existência de varíola em todos os Esta¬
dos do Brasil.
O primeiro passo para a erradicação da varíola no Brasil foi dado
em 1962 quando o Ministério da Saúde instituiu a Campanha Nacional
contra a Varíola limitando-se no início ao Estado de Sergipe, com exce¬
lentes resultados. Segue-se posteriormente um estudo preliminar no Ter-
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SOERENSEN, B. — A erradicação da varíola no mundo. Mcm. Inat. Butantan, U2/lt3: 11-20, 1978/79.
ritório do Amapá, realizado conjuntamente pelo Governo Brasileiro, o
Controle de Enfermidades de Atlanta, E.U.A. e a Organização Panameri-
cana da Saúde, onde foi testada com êxito a eficiência dos injetores a
pressão “Ped-O-Jet” para vacinação em massa, conseguindo-se uma pro¬
dução de 2.000 vacinações por vacinador/dia, excelente aceitação da popu¬
lação e custo operacional baixo. A partir deste estudo o Governo por
Decreto n.° 59153, de 31 de agosto de 1966, institui a “Campanha de
Erradicação da Varíola no Brasil”.
Coube, entretanto, à Organização Panamericana da Saúde coordenar
no Continente Americano a erradicação da varíola.
Em 1967, durante a reunião dos Chefes dos Estados Americanos
celebrada em Punta dei Este os Presidentes dos Países da América decla¬
raram a necessidade da execução de medidas destinadas a erradicar doen¬
ças para as quais existiam procedimentos que permitiam a sua erradi¬
cação, vindo a reforçar recomendação feita já em 1963 pelos Ministros
da Saúde do Continente. A essência das recomendações foi a seguin¬
te: “Os Governos dos Países onde ainda existam focos, devem ampliar
e acelerar seus respectivos programas nacionais de erradicação da varío¬
la; atribuindo elevada prioridade aos Planos Nacionais de Saúde e pro¬
curar em fontes nacionais e internacionais a obtenção dos recursos finan¬
ceiros adicionais necessários. Os Governos que já erradicaram a varíola
devem estabelecer procedimentos, dentro dos serviços de saúde, que garan¬
tam a manutenção de níveis adequados de imunidade e permitam exercer
uma contínua vigilância para evitar a reintrodução da doença, que deverá
ser obtida através de vacinação anual de uma quinta parte da população.
Os Governos devem coordenar os esforços e prestar ajuda recíproca para
o desenvolvimento de programas de vacinação antivariólica conduzindo à
erradicação da varíola do Continente Americano no prazo mais curto
possível. A ajuda mútua dos Países nas áreas fronteiriças é de grande
utilidade”.
Os Governos dos Países da América, a Organização Mundial da
Saúde e a Organização Panamericana da Saúde envidaimm esforços para
erradicar a varíola das Américas. Recursos orçamentários para esse fim
foram aprovados na Décima Nona Assembléia Mundial da Saúde em
maio de 1966.
Foi inicialmente avaliada a situação da Varíola nos diferentes países
e a seguir foi estabelecido um plano de ação constituído de três grupos
de países e três fases de atividade:
1. Fase de ataque. Paises com cinco ou mais casos de varíola por
100.000 habitantes e em que menos de 80% da população apresente
cicatriz vacinai-
2. Fase de consolidação. Países com menos de cinco casos de Varíola
por 100.000 habitantes e em que mais de 80% da população apresente
cicatriz vacinai.
3. Fase de Vigilância e de manutenção do estado de ausência da doença.
Países livres de Varíola durante mais de dois anos.
Foi necessária a avaliação dos diversos problemas enfrentados por
cada país para erradicar a varíola, agrupando-os em três categorias:
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SOERENSEN, B. — A erradicação da varíola no mundo. Mem. Inat. Butantan, 42/43:11-20, 1978/79
1 . Dificuldades Orçamentárias: — Falta de veículos, injetores a pressão,
equipamento de laboratório para diagnóstico, etc.
2. Falta de Programas adequados: — Falta de continuidade indispen¬
sável para assegurar em nível satisfatório a proteção da população,
fator este responsável pela reintrodução da varíola em determinados
países.
3. Insuficiência de Vacinas: — Independentemente da insuficiência de
produção, a qualidade de muitas vacinas não era boa o que exigiu
que vários países voltassem a revacinar diversas regiões onde a popu¬
lação já tinha sido vacinada.
Antecedendo o programa de erradicação iniciado em 1967 em sete
países do Continente Americano, a vacina liofilizada era produzida em
número total de 17.557.600 doses anuais nem sempre de boa qualidade.
Com a ajuda da Organização Panamericana da Saúde através de asses-
soria técnica permanente, e recursos para aquisição de equipamento para
a produção da vacina liofilizada, laboratórios da Argentina, Brasil, Colôm¬
bia, Chile, Cuba, Equador. México, Peru, Uruguai e Venezuela passaram
a produzir vacinas de excelente qualidade. No Brasil coube ao InstitutoV
Butantan a produção industrial de enorme parcela da vacina produzida
no país. (199.333.430 doses de vacina no período de 1933 a 1979).
Esta Vacina Liofilizada, possui estabilidade, potência e segurança,
absolutamente satisfatória e foi distribuída durante vários anos a nível
nacional, primeiro a produzida em vitela, a seguir em ovelhas e final¬
mente em ovos.
Foram necessárias ainda outras medidas recomendadas pela OPS/
OMS para a erradicação, como ativar o serviço de vigilância mediante or¬
ganização de unidades dinâmicas de notificação cobrindo os países em toda
sua extensão. Dispor de uma ordem de prioridade nos programas de
vacinação dando preferência à vacinação de menores de 15 anos e que
seja dada maior importância epidemiológica às primovacinações que às
revacinações e que sejam vacinados todos os recém-nascidos. Estabelecer
a vacinação obrigatória do pessoal de saúde, particularmente daqueles
que trabalham em hospitais assim como a vacinação sistemática dos
pacientes hospitalizados. Fomentar a vacinação de manutenção nos servi¬
ços locais de saúde. Foi ainda necessária a manutenção de vacina liofi¬
lizada produzida em ovos embrionados para atender situações de emer¬
gência em países livres de febre aftosa pois as vacinas habitualmente
preparadas em pele de vitelas e de ovelhas poderiam eventualmente vei¬
cular o vírus responsável por esta moléstia de interesse da patologia vete¬
rinária, embora sem apresentar problemas para o homem.
Situação da Varíola nas Américas em 1967
Somente o Brasil e Argentina apresentavam casos autóctones de
varíola em 1967. Na Argentina os focos estavam situados nas províncias
de Corrientes, Formosa, Jujuy, Misiones e Santa Fé. Em 1970 na pro¬
víncia de Misiones foi registrado ainda um surto de 23 casos autóctones,
provenientes de um caso importado.
Em 1969 iniciaram a fase de manutenção cinco países: Colômbia.
Paraguai, Peru, onde os últimos casos foram notificados em 1966 ; Equa-
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SOEKENSEN, B. — A erradicação da varíola no mundo. Mem. Inst. Butantan, 42/43:11-20, 1978/79.
dor, com a última notificação em 1965 e a Bolívia que a partir de 1964
não apresentava nenhum caso.
Em 1970 o Brasil era considerado foco de dispersão de varíola para
os países vizinhos, embora já em franco declínio registrava ainda 1.211
casos. Em 1971 foram notificados 19 casos de varíola, sendo o último
caso em 19 de abril, todos no Rio de Janeiro- A Campanha de Vacinação
antivariólica iniciada em 1967 foi a principal responsável pela eliminação
dos últimos casos de Varíola no país.
Iniciou-se então em todos os países da América a intensificação para
a descoberta de novos casos através de uma vigilância epidemiológica e
a verificação laboratorial cuidadosa de qualquer caso suspeito que fosse
notificado. Os Centros de diagnóstico da moléstia utilizavam a semeadura
do material na membrana carioalantóidea de embrião de galinha, a imu-
nodifução em ágar e o microscópio eletrônico, sediados principalmente
na Argentina e no Brasil. Alguns países ainda utilizaram para diagnós¬
tico o Centro para Controle de Doenças de Atlanta, Geórgia. Nas situa¬
ções epidemiológicas especiais os diferentes países da América contaram
ainda com a colaboração de técnicos da OPS/OMS.
\
O Silêncio Epidemiológico da Variólica nos Países da América:
A partir do dia 19 de abril de 1971 não foi registrado nenhum caso
de Varíola nos países da América, embora fosse redobrada a vigilância
nas regiões consideradas problemas de onde procediam as últimas notifi¬
cações de casos.
A ausência total de casos de varíola na América do Sul foi consta¬
tada em investigações realizadas em 1971 e 1972 no Brasil e nos países
limítrofes. Em novembro de 1972 foi realizado no Brasil mais uma inves¬
tigação epidemiológica especial abai-cando 451 localidades. Foram entre¬
vistadas 317.292 pessoas, das quais 1.309 autoridades políticas, 2.535
autoridades sanitárias, 15.579 pessoas ligadas aos Serviços de Saúde.
5 378 dos serviços médicos particulares, 561 correspondentes a cartórios
de registro civil, 45.605 comerciantes e industriais, 125.920 professores
e estudantes e 120.405 pessoas da população em geral. De todas as entre¬
vistas foram notificados 96 casos suspeitos de varíola, entretanto, uma
pesquisa cuidadosa não confirmou nenhum caso. A rede de vigilância
epidemiológica no Brasil comprendeu 21 Unidades de Vigilância Epide¬
miológica (UVE) cobrindo 22 Estados, o Distrito Federal e 4 Territórios
onde fosse necessário eram implantadas subunidades auxiliares: — Em
3.542 municípios do Brasil de um total de 3.951 foi estendida uma rede
de 6.362 postos de notificação (PN) ocupando-se também dos níveis de
cobertura vacinai e da confiabilidade das informações.
Destaca-se nas informações da Organização Mundial da Saúde o
extraordinário esforço do Governo Brasileiro e de seu pessoal em 90
milhões de habitantes distribuídos numa superfície de 8.500.000 de km2
atingindo a cobertura de vacinação a 84% da população estimada e o
investimento médio anual de 1.200 000 dólares.
Consultores da OPS/OMS realizaram inquéritos especiais em países
e territórios sul-americanos de maior possibilidade como Venezuela, Guia¬
na, Suriname e Guiana Francesa, Bolívia, Colômbia, Equador, Paru,
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SOERENSEN, D. — A erradicação da varíola no mundo. A/cm. Inst. Butantan, 42/43: 11-20, 1978/70
Argentina, Paraguai, Uruguai, não sendo constatado nenhum caso de
varíola. O Chile, com elevado nível de imunidade de sua população man¬
tido através de programas de Vacinação constante já tinha erradicado
a Varíola em 1955 tendo apenas um caso importado em 1959.
A Comissão para Avaliação do Programa de Erradicação da Varíola
na América do Sul reunida no Brasil em agosto de 1973 considerando
que embora erradicada a moléstia em geral não era satisfatório o nível
de proteção em menores de 5 anos e em outros grupos de maior proba¬
bilidade de exposição ; que a rapidez dos meios de transporte usados
atualmente existe ainda o risco de importação da Varíola maior para as
Américas resolveu conforme critérios estabelecidos pelo Comitê de Exper¬
tos em Varíola da Organização Mundial da Saúde solicitar das autori¬
dades sanitárias atenção especial aos programas de manutenção e vigi¬
lância epidemiológica, sem interromper prematuramente as medidas
recomendadas pelo Regulamento Sanitário Internacional.
A erradicação da Varíola na índia
O Programa Nacional de Erradicação da Varíola da índia iniciou
suas atividades em 1962. A política de Vacinação em massa obteve espe¬
tacular êxito em vários Estados entretanto, duas inovações, a introdução
da vacinação com agulha bifurcada em 1969 e a substituição da vacina
líquida pela vacina liofilizada, termorresistente e mais ativa em 1971
fizeram com que a “pega” da vacina chegasse a quase 100%. A estratégia
que permitiu eliminar a doença nos Estados endemicos da metade seten¬
trional do país, Bihar, Bengala Ocidental, Madhya Pradesh, Ultar Pradesh
e Assam, somente foi possível implantar em 1973. Uma intensa cam¬
panha de procura de novos casos de varíola possibilitou a descoberta em
maio de 1974 de 8.664 surtos com 11.000 casos notificados em uma única
semana. Destaca-se a contribuição financeira do Governo da índia, da
OMS e do Organismo Sueco de Desenvolvimento Internacional (SIDA),
procedendo-se a um censo completo dos povoados e municípios infectados
e à vacinação de todos seus habitantes obedecendo uma prioridade previa¬
mente determinada, iniciando-se a vacinação das pessoas de mais estreito
contato com os doentes, seguidas dos membros das 50 casas mais próxi¬
mas. Em terceiro lugar era vacinado o restante da população da locali¬
dade comprometida. A educação sanitária foi intensificada, tendo montado
um serviço de vigilância frente a todas as casas onde existiam doentes,
com o objetivo de diminuir o movimento dessas pessoas, vacinação de
todos os contatos e visitantes e registro de movimentação, se abandona¬
vam a localidade. Desta maneira, até a metade do ano de 1974 o número
de surto iniciou um significante declínio.
Em janeiro de 1975 foi iniciada a operação antivariólica “Objetivo
Cero”, intensificando as operações, procurando novos casos e vaci¬
nando casa por casa ao invés de povoado, num prazo de 2 ou 3
dias. A procura casa por casa foi feita num raio de 16 quilômetros ao
redor de cada caso detectado e se repetiam duas semanas após para locali¬
zar os casos secundários que poderiam ter entrado em incubação no
momento da primeira procura. Qualquer novo surto que continuasse ativo
produzindo novos casos por período superior a 21 dias após a sua desco¬
berta, era motivo de uma visita de avaliação feita por funcionários do
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SOERENSEN, R. — A erradicação da varíola no mundo. Mcm. Inat. Butantan, 42/43: 11*20, 1978/79.
Governo Central e da O.M.S. Foram redobrados os cuidados para evitar
erros de diagnóstico colhendo amostras sempre que existisse suspeita de
novos surtos e para os casos fatais de varicela.
No dia 17 de maio de 1975 foi localizado o último surto de varíola
na índia, no povoado de Pachera do distrito de Katihar (Bihar) num
menino de 8 anos de nome Manjo. No dia 24 de maio do mesmo ano
foi relatada a última vítima da varíola na índia, uma mulher de 30 anos
de nome Saiban Bibi que morava em Karimgaj distrito de Cachar, Assam,
tendo contraído a infecção no povoado de Thaurido do distrito de Sylhet
(Bangladesh). No dia 28 de maio de 1975 foram iniciadas operações de
contenção e procura de casos sendo evitado o aparecimento de novos
casos, finalmente em 5 de julho de 1975 foi declarada a índia como país
livre de varíola endemica. Com a finalidade de evitar a importação de
novos casos de Bangladesh, em agosto de 1975 foram implantados postos
de vigilância antivariólica nos pontos de entrada da fronteira entre índia
e Bangladesh e se realizaram buscas especiais nos povoados na faixa
fronteiriça de 16 quilômetros de largura-
A ausência -da Varíola na índia foi constatada por uma Comissão de
Avaliação que visitou 11 Estados e logo após pela Comissão Nacional de
Avaliação integrada por eminentes especialistas nacionais e internacionais.
Na Ásia o último caso foi notificado em Bangladesh em outubro de
1975, prosseguindo as atividades de vigilância.
O último foco de Varíola no mundo na Somalia
Em janeiro de 1977 o Conselho Executivo da OMS reunido em
Genebra foi informado que no Mundo somente ficara um único foco de
varíola, surto descoberto em setembro de 1976 submetido a estrita vigi¬
lância em Mogadiscio, Somalia para onde a doença foi levada por nôma¬
des de um país vizinho, a Etiópia, último país do mundo onde a varíola
apresentava-se endêmica não sendo notificado nenhum caso a partir de
agosto de 1976.
A doença em Somalia é conhecida com o nome de “Varíola minor”
forma de varíola de menor gravidade que a “Varíola major” pois em todo
o mundo não tinha sido relatado um único caso de “Váriola major” desde
que a doença foi erradicada em Bangladesh há 18 meses.
Estes foram os últimos 39 casos registrados em todo o mundo, sendo
o primeiro caso em 30 de agosto e o último no dia 26 de outubro de 1977.
Em fevereiro após o registro do último caso foi realizada uma pesquisa
de casos, casa por casa, não tendo sido encontrado nenhum caso.
É digno de destaque o brilhante desempenho da Organização Mundial
da Saúde e das autoridades sanitárias de todos os países do mundo que
em 1967 por ocasião do início da campanha de Erradicação da Varíola a
doença era endêmica em 37 países sendo erradicada da face da terra
em 1977.
Certificação Mundial da Erradicação da Varíola
Com a iminência de interruptação da transmissão da Varíola no mun¬
do, a O-M.S. constituiu em 1978 uma Comissão Internacional para a Cer-
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SOERENSEN, lí.
A errndicnção da varíola no mundo. Mam. hist. Iintavtan, 4-?/i.'?;ll-20, 1078/79.
tificação Mundial da Erradicação da Varíola que se reuniu pela primeira
vez em Genebra no dia 04 a 07 de dezembro de 1978, portanto após trans¬
corridos mais de um ano da descoberta do último caso espontâneo de
Varíola. Após reconhecer que dos 79 países aguardando a certidão,
64 obedeciam às recomendações da Erradicação da doença, a Comissão
considerou que a Vacinação sistemática já não era necessária excetuan¬
do-se os países do Corno da África e adjacentes e num reduzido número
de países, que ainda dependem da Certificação pela Comissão Interna¬
cional.
Nos países onde houve relato de casos humanos de Varíola dos maca¬
cos (Variólica símica) foi considerado que os efeitos desta doença no ho¬
mem era sem maior importância diante dos problemas que a vacinação
Antivariólica iriam acarretar portanto superiores aos da própria Varíola
símica.
Considerando portanto, que já não existe no mundo nenhum país
infectado pela Variólica, a Comissão Mundial recomendou que já não
fosse exigido certificado de Vacinação para viagens internacionais.
Finalmente em outubro de 1979 a O.M.S. declarou erradicada a Va¬
ríola no Mundo transcorrido 2 anos após o registro do último caso ocor¬
rido em Somália.
Entretanto a O.M.S. e as autoridades sanitárias de todos os países
do mundo se encontram atentas e são mantidos centros colaboradores de
epidemiologistas especializados da O.M.S. no assunto para serem aciona¬
dos sem perda de tempo para avaliação diagnóstica. Manter reservas de
vacina e verificar a segurança de Laboratórios que conservam o vírus
variólico virulento, supervisionar todas as atividades de vigilância e coor¬
denar as investigações sobre os ortopoxvirus.
Reservas de Vírus Variólico
Com a interrupção da transmissão da Varíola no mundo, as reser¬
vas de vírus variólico nos laboratórios serão as únicas fontes possíveis
de infecção. Um exemplo desse perigo é o acidente de laboratório ocor¬
rido em 1978 em Birminghan (Inglaterra) devido falta de segurança. A
reserva de vírus variólico conforme recomenda a O.M.S. deverá ser redu¬
zida a quatro laboratórios, dotados de instalações ótimas de segurança. A
O.M.S. também compromete-se a publicar periodicamente a relação dos
laboratórios que mantêm reservas de vírus da varíola indicando quais
com a finalidade de apenas arquivar e quais com finalidade experimen¬
tal e ainda deles quais satisfazem os requisitos de segurança exigidos pela
O.M.S. Todas as pessoas que têm acesso a esses laboratórios deverão
ser revacinadas anualmente. Deverá ainda ser analisada a necessidade
de manutenção destas reservas de vírus considerando-se a variólica er¬
radicada da face da terra, para evitar qualquer problema futuro de se¬
gurança.
Novos casos humanos de Varíola dos macacos
Com dois casos novos, registrados em Benin e no Zaire, o total de
casos humanos conhecidos de varíola dos macacos sobe a 37. O quadro
clínico que ocasiona no homem a infecção pelo vírus da varíola dos ma-
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SOERENSEN, B.
A erradicação da varíola no mundo. Mem. Inst. Butantan, 42/45:11-20, 1078/79.
cacos é semelhante ao da varíola humana e está sendo estudado intensa¬
mente. O último caso de v-ariólica símica registrado em Benin, na Aldeia
de Omifounfoun, Estado de Oyo, Nigéria em 22 de novembro de 1978,
num homem não vacinado, não foi capaz de propagar-se embora 48%
da população de Omifounfoun não apresentasse cicatriz vacinai antiva-
riólica. Este caso deu origem a apenas 2 casos novos, de possível propa¬
gação interhumana, portanto, ao que tudo indica a variólica símica, de
ocorrência rara e esporádica e de baixa contagiocidade não representando
problema de Saúde Pública.
Aspectos Econômicos da Erradicação da Variólica
Foi avaliada uma economia de mil milhões de dólares anuais para
os países da Europa, para os da América do Norte e o Japão, em decor¬
rência da Erradicação da Varíola. Para este cálculo foram considerados
as diretas com aquisição de vacinas, vacinações, tratamento médico das
complicações vacinais, certificação internacional e vigilância nacional e
internacional e os gastos indiretos com as horas de trabalho perdido por
complicações vacinais e pelo pessoal das companhias aéreas e de empresas
de transportes decorrentes de formalidades sanitárias para evitar a pro¬
pagação da varíola.
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Mcm. Inst. Butantan
42/43: 21-26, 1978/79
LESÕES NECRÓTICO-DEGENERATIVAS DAS
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS COMO COMPONENTE
PECULIAR DAS LESÕES CUTÂNEAS HISTOPATOLÓGICAS
OBSERVADAS EM CASOS DE LOXOSCELISMO HUMANO
ACIDENTAL *
J.C. MACHADO**
J.L.C. CARDOSO***
N. DE DONOSO****
RESUMO: Os A. A. descrevem os achados histopatológicos
encontrados na pele em doze casos de loxoscelismo humano aci¬
dental, atendidos no Hospital Vital Brasil da Divisão de Patologia
do Instituto Butantan. De mais característico encontraram-se
lesões degenerativas e necrose de coagulação significativamente
localizadas em glândulas sudoríparas (83,3%). Em alguns vasos
sangüíneos de pequeno porte encontraram-se necrose e arterite
acompanhados por vezes de trombose. Outras lesões inflamatórias
e degenerativas banais comprometem a epiderme e o derma em
todos os casos.
UNITERMOS: Pele, lesões por acidente loxoscélico; Glândulas
sudoríparas humanas, lesões por loxoscelismo; loxoscelismo humano
acidental.
INTRODUÇÃO
O Loxoscelismo acidental humano ou experimental animal tem sido
objeto de estudo por parte de vários autores '■ 3i 4’ 5. No caso humano en-
encontramos os trabalhos de Pizzi e col. 4 e de Gajardo e Tobar 1 Esses
autores encontraram alterações vasculares sangüíneas e acúmulo de
líquido na junção epiderme-derma com necrose de extensão variável da
epiderme, acompanhada de vacuolizações das células da camada basal.
Experimentalmente, em ratos, encontrou-se após a inoculação do veneno,
lesões locais leves, podendo porém os animais desenvolver sintomas gerais
e morrer em poucos dias. Isso pode ocorrer com doses tão pequenas
como 1/10 da glândula.
Trabalho realizado com auxílio do FEDIB do Instituto Butantan.
Diretor da Divisão de Patologia do Instituto Butantan.
Hospital Vital Brasil do Instituto Butantan.
Seção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan.
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MACHADO, J.C.; CARDOSO, J.L.C. & DONOSO, N. — Lesões necrótico-degenerativas das glândulas
sudoríparas como componente peculiar das lesões cutâneas histopatológicas observadas em casos
de loxoscelismo humano acidental. Mcm. Inst. Butantan, 1*2/ 1*3: 21-26, 1978/79.
No estudo histopatológico realizados pelos A.A. do presente trabalho
foram encontradas lesões degenerativas e necróticas caracteristicamente
comprometendo glândulas sudoríparas. Os vasos sangüíneos de pequeno
porte, evidenciaram necrose, arterite e por vezes trombose. As lesões das
glândulas sudoríparas não tinham sido, ao que parece, até aqui relatadas
na literatura.
MATERIAL E MÉTODOS
De uma série de 244 casos de pacientes atendidos no período de
janeiro de 1972 a dezembro de 1976 no Hospital Vital Brazil por acidentes
provocados por animais peçonhentos, foram selecionados 12 casos por
picada de aranha, que com grande grau de segurança foram provocadas
por Loxosceles (vide tabela 1). Em um destes 12 casos, o paciente
trouxe a aranha que foi classificada como tal. Os demais pela indicação
e descrição do agente causador pelo acidentado e as alterações histopa¬
tológicas encontradas, permitem a segurança de tal etiologia. Esses casos
foram todos biopsiados conforme a tabela indica, por técnica habitual
de biópsia cutânea e processado de acordo com a sistemática de proces¬
samento histológico e corados eletivamente pela HE. Em um dos casos
repetiu-se a biópsia 20 dias após. A tabela inclui também os achados
macroscópicos e microscópicos de cada um dos casos.
RESULTADOS
Nos 12 casos observados verificamos em todos eles edema difuso
com extravasamento de leucócitos e hemácias de intensidade variável
(Tabela 1). Associaram-se por vezes outras alterações locais dos vasos
sangüíneos caracterizadas desde simples ectasia a fenômenos degenera¬
tivos de suas paredes. Arterite necrotizante com trombose vascular
(fig. 3) também foram observadas (Tabela 3). Focos ricos em polimor-
fonucleares por vezes até com formação de microabscesso foram notados.
Estes microabscessos foram encontrados em 4 casos.
Naqueles casos nos quais os processos degenerativos eram mais
intensos observaram-se alterações necróticas do derma profundo e mesmo
do hipoderma com esteatonecrose focal (4 casos).
Como fato característico em dez dos doze casos examinados, obser¬
varam-se fenômenos degenerativos que por vezes chegaram a necrose nas
glândulas sudoríparas (figs. 1 e 2). Um dos únicos casos nos quais
estas lesões não foram encontradas provavelmente deve-se a que na área
examinada não havia presença de glândulas sudoríparas. Essa caracte-
rística, quase que eletiva, de comprometimento das glândulas sudoríparas
(83,3%) nos nossos achados, não a encontramos referida na literatura
até aqui examinada.
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO
Os diversos autores descrevem 3'4'B como sendo característico do
quadro anátomo-patológico local, em acidentes humanos por picada de
aranha loxoscélica, fenômenos de lesões vasculares com processos degene¬
rativos como trombose parietal; edema difuso e exsudato eritro-leucoci-
tário ; necrose da epiderme ; lesões degenerativas e aspecto de tumefação
fibrinóide e esteatonecrose.
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* ✓
MACHADO, J.C.; CARDOSO, J.L.C. & DONOSO, N. — Lesões necrótico-degenerativas das glândulas
sudoríparas como componente peculiar das lesões cutâneas histopatológicas observadas em casos
de loxoscelismo humano acidental. Mcm. Inst. Butantan, 42/48: 21-26, 1978/79.
Fig. 1 e 2 (Col. H. E.) — As microfotografias revelam glândulas sudoríparas no derma apresentando
sinais degenerativos, evidenciados por picnose nuclear e necrose segmentar. Em derredor observa-se
exsudato de polimorfonucleares neutrófilos.
Corte de pele com derma mostrando intenso exsudato polimorfonuclear
neutrófilo com vaso evidenciando trombo no lume.
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MACHADO, J.C.; CARDOSO, J.L.C. & DONOSO, N. — Lesõeg necrótico-degenerativas das glândulas
sudoríparas como componente peculiar das lesões cutâneas histopatológicas observadas em casos
de loxoscelismo humano acidental. Uem. Inst. Dutantan, Í2/Í3: 21-26, 1978/79.
TABELA 2
LESÕES DAS GLÂNDULAS SUDORÍPADAS
1 . Necrose da Glândula Sudorípara
casos 1, 2, 3
2. Degeneração e Necrose de glândulas Sudoríparas
casos 5, 6, 8, 9, 10, 11 e 12
(12 CASOS)
total — 3(25%)
total
TOTAL GERAL
7(58,3%)
10(83,3%)
TABELA 3
Em nosso material, além dessas lesões que foram encontradas em
intensidade variável, detectamos processo degenerativo e mesmo necrótico
das glândulas sudoríparas em dez dos doze casos. Acreditamos que o não
encontro destas lesões em um dos casos faltantes ocorreu porque essas
glândulas não foram detectadas no material examinado. Desta forma, cre¬
mos poder afirmar que as glândulas sudoríparas são comprometidas ca-
racteristicamente no envenenamento loxoscélico humano acidental. Tal
ação, se confirmada, merecerá estudos para identificação da fração de
veneno responsável por essa ação, no sentido da obtenção de possível arma
terapêutica quando da patologia das células de tais glândulas.
SUMMARY : The A. A. presents the histopathology of 12 cases of
human accidents by loxosceles. The histopathologics lesions was
caractherized by inflamatory, degenerative and necrotic processes,
that compromised the dermis, vessels and eletively sweats glands.
The degenerative and necrotic lesion of the sweats glands (83,3%)
was the most caracteristic histopathologic lesions finding by the A.A.
BIBLIOGRAFIA
1. BECHELLI, L.M. & CURBAN, G.V. — Compêndio de Dermatologia.
São Paulo, Ateneu Ed., 1975. p. 294-30.
2. CANIZARES. — Clinicai Tropical Dermatology.
Editado no ano de 1975.
3. GAJARDO-TOBAR, R. — Mi experiência sobre loxoscelismo. A/em. Inst. Butantan,
33(3) : 689-698, 1966.
4. PIZZI, T. — Estúdio histopatológico dei aracnidismo necrótico por Loxosceles
laeta. Boi. Chil. Parasit., 30: 34-36, 1975.
5. SCHENONE, H. et al. — Algunos datos sobre el aparato venenoso de Loxosceles
laeta y toxicidad de su veneno sobre diversas especies animalcs. Boi. Chil.
Parasit., 30: 37-42, 1975.
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Mcm. hist. Dutantan
42/43: 27-32, 1978/79
MOLÉSTIA DE HODGKIN : RELATO DE CASO COM
POSSÍVEL INÍCIO NEONATAL
Jesus Carlos MACHADO* **
Sylvia Mendes CARNEIRO**
Sonia Rossi VIANNA***
RESUMO: Relata-se caso de criança do sexo masculino, de 3,5 anos,
portadora de Moléstia de Hodgkin. A mãe do paciente refere que,
desde o nascimento, a criança apresentava massa tumoral do ta¬
manho de um grão de feijão na região submandibular esquerda e
que aos 3 anos esse tumor aumentou de tamanho determinando
as sucessivas biópsias que possibilitaram o diagnóstico e os estudos
histológicos e ultra-estruturais. Devido à raridade da descrição
de casos dessa moléstia abaixo de 4 anos, bem como a inexistência
de casos comprovadamente congênitos, os autores julgaram opor¬
tuno a divulgação e discussão do presente caso.
UNITERMOS: Moléstia de Hodgkin; linfomas; afecções congênitas.
INTRODUÇÃO
Entre as neoplasias malignas encontradas no grupo pediátrico, a
moléstia de Hodgkin ocorre com freqüência aproximada de 6.177o- A
maior incidência situa-se na faixa etária de 10 a 14 anos, sendo citado
como muito raros os casos abaixo de 3 anos (Chaves, E. 1978).
Este trabalho apresenta o caso de um paciente que, ao nascimento,
apresentava um caroço na região submandibular esquerda, do tamanho
de um grão de feijão (conforme o relato da mãe), e que, aos 3 anos
de idade, tendo dobrado de volume, foi retirado. O laudo anátomo-
patológico revelou tratar-se de Moléstia de Hodgkin. Devido à raridade
dessa moléstia nessa idade e principalmente pela possibilidade da criança
ser portadora desde o nascimento, com várias implicações daí decorrentes,
julgamos oportuno a sua publicação.
Trabalho realizado com auxílio do CNPq e do FEDIB do Instituto Butantan
Divisão de Patologia do Instituto Butantan
••• Hoapital A. C. Camargo da Fundação Antonio Prudente.
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MACHADO. J.C.: CARNEIRO, S.M. & VIANA. S.R. — Moléstia de Hodffkin;
possível início neonatal. M em. Inst. Butantan, 42/43: 27-32, 1978/79.
relato de caso com
MATERIAL E MÉTODOS
O caso apresentado refere-se a uma criança com 3,5 anos de idade,
de sexo masculino, branca, portadora de Moléstia de Hodgkin, prove¬
niente de Foz do Iguaçu, PR, admitida no Hospital A. C. Camargo
da Fundação Antonio Prudente, para confirmação de diagnóstico e
tratamento.
De acordo com o relato da mãe, a criança apresentava desde o nasci¬
mento, na região submandibular esquerda massa do “tamanho de um
grão de feijão” (sic). Aos 3 anos, essa massa começou a crescer,
chegando a dobrar de volume. Passou também a apresentar tosse forte.
A mãe refere ainda que a criança, desde pequena, tem dificuldade para
engolir. Outros sintomas não foram referidos. Nessa época foi feita
exerese da massa tumoral, com cerca de 4 cm no eixo maior. Para
se fazer o diagnóstico definitivo de Moléstia de Hodgkin, foi necessária
a análise não só do material da l.a biópsia, bem como o de uma segunda
biópsia realizada no Hospital A. C. Camargo. Dessa última biópsia,
parte do material foi fixada em formalina 10% e incluída em parafina,
para cortes histológicos. Outra parte foi fixada em glutaraldeído 2,5%
em tampão fosfato, pós-fixada em tetróxido de ósmio 1% e incluída em
resina Polylite 8001, para cortes ultra-finos. Coloração histológica foi
feita com HE e Giemsa. Cortes ultra-finos foram corados com acetato
de uranila e alcoólico e citimto de chumbo 1% e examinados ao micros¬
cópio eletrônico Elmiskop I da Siemens. Cortes com espessura de 1 a
2p., obtidos do material fixado e incluído para microscopia eletrônica,
foram corados com solução aquosa de azul de toluidina e bórax a 1%.
RESULTADOS
Os cortes histológicos dos dois nódulos linfáticos retirados apresen¬
tam um quadro celular difuso, predominando linfócitos bem diferencia¬
dos, entre os quais ocorrem: histiócitos em grandes número ao lado de
células de diagnóstico mononucleadas, e, em menor número, células
de Reed-Sternberg com núcleos bi e polilobulados. Em algumas áreas da
secção histológica há maior concentração destes dois últimos tipos de
células e ocorrem também, diversas figuras de mitose. Feixes de colágeno
atravessam irregularmente a secção. Cortes de 1 a 2p., obtidos de material
fixado e incluído para microscopia eletrônica, prestaram-se à seleção
de áreas para os cortes ultrafinos e permitiram uma observação mais
detalhada e identificação mais precisa das células de diagnóstico e de
Reed-Sternberg (figs. 1, 2 e 3). Ao microscópio eletrônico, foram
identificadas células de diagnóstico (fig. 4) de núcleo ovalado, com
cerca de 20[j. em seu eixo maior, cromatina dispersa, nucleolo reticulado
ocupando grande área, membrana nuclear apresentando evaginações e
bolhas com material citoplasmático. No citoplasma escasso, poucas
mitocôndrias vacuolizadas, retículo endoplasmático liso longo, numerosos
polirribossomos livres, vesículas, e poucos grânulos densos. As células
de Reed-Sternberg (fig. 5), com núcleo bi ou polilobulado, um ou mais
nucleolos reticulados apresentam demais características nucleares e
citoplasmáticas semelhantes. A conclusão diagnóstica final foi a de que
28
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MACHADO, J.C.; CARNEIRO, S.M. & VIANA, S.R. — Moléstia de Hodgkin: relato de caso com
possível início neonatal. Mevn. Inst. Butantan, 42/48:27-32, 1978/79.
I — Área com 3 células de diagnóstico para Moléstia de Hodgkin ao lado de
numerosos linfócitos.
X 1.300
Fig. 3
Célula
de Sternberg
Fig.
Célula de Sternberg-
-Reed, com núcleo em
nucléolos proeminentes.
X 1.230
-Reed, bilobulada, com
anel.
X 1.300
SciELO
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MACHADO, J.C.; CARNEIRO, S.M. & VIANA, S.R. — Moléstia de Hodgkin: relato de caso cora
possível início neonatal. Aí em. Inst. Butantan, 42/43: 27-32, 1978/79.
Fig. 4 — Célula de diagnóstico para Moléstia de Hodgkin. Nucléolo reticulado
ocupando grande área do núcleo. Citoplasma com numeroaoB polirribos-
somos livres.
X 3.000
Fig. 5 — Célula de Sternberg-Reed com núcleo em ferradura
X 3.000
SciELO
cm
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MACHADO. J.C.; CARNEIRO. S.M. & VIANA, S.R. — Moléstia de Hodgkin: relato de caso com
possível início neonatal. Mem. Inst. Butantan, A2/^S: 27-32, 1978/79.
realmente se tratava de um caso de Moléstia de Hodgkin na forma
predominância Linfocitária (Classificação de Rye).
DISCUSSÃO
A Moléstia de Hodgkin tem incidência muito variada, em dependência
da região geográfica, raça e nível sócio-econômico. Quanto à curva de
incidência por idade, esta apresenta-se bimodal, em alguns países, com
um pico entre os 20, 30 anos e um segundo pico após os 50 anos. No
Brasil não se nota essa bimodalidade, sendo maior a freqüência entre
os 20, 30 anos de idade (Machado, J. C. e cols. 69; Chaves, E., 1978).
No l.° qüinqüênio a freqüência é muito baixa e casos comprovadamente
congênitos são desconhecidos. O presente caso chama-nos a atenção
para essa possibilidade, pelo fato da criança apresentar gânglio aumen¬
tado de volume desde a época do nascimento e que o mesmo, quando
retirado aos 3 anos de idade, revelou quadro histopatológico de moléstia
de Hodgkin. As causas dessa moléstia são ainda desconhecidas. De
acordo com Kaplan-Smithers, ela teria origem numa linfoproliferação
contínua que pode acarretar uma i'eação tumor verso hospedeiro. O
estímulo para tal linfoproliferação é desconhecido, podendo ser de origem
virótica (Vianna, Grenwald e Davies, 1971). O vírus Epstein-Barr, tem
sido considerado como um agente de grande probabilidade na Moléstia
de Hodgkin, por ter ação linfoproliferativa comprovada e por terem
sido encontrados anticorpos anti-Epstein-Barr e seus componentes
em doses elevadas, em pacientes com Moléstia de Hodgkin. (Henle e Henle,
1971). No presente caso, há a possibilidade da Moléstia de Hodgkin ter
iniciado seu desenvolvimento antes do nascimento da criança; essa linfa-
denopatia apresentada ao nascer, poderia ser já a manifestação da
linfoproliferação contra um agente extrínseco (vírus de transmissão
transplacentaria), ou devida a fatores intrínsecos (genético ou ambien¬
tal) e que se desenvolveria como Moléstia de Hodgkin.
AGRADECIMENTOS:
Os autores agradecem ao dr. A. Brunner Jr. pelas facilidades propor¬
cionadas no estudo da ultra-estrutura. A Carlos A. Gonçalves Silva, pelo
auxílio na fotografia.
ABSTRACT: This paper reports a case of a three years old boy,
carrying Hodgkin’s disease. His mother refers that since his birth
the patient has a tumoral mass, of a bean size, in the submandi-
bular region, and at the age of 3 years the tumor began to grow.
After that time suceessives biopsies were made making the diag-
nostic possible. As such cases are extremely rare at this age, as
vvell as the lack of conciusive reports on congenital cases of this
disease, the authors thought oportune this discussion.
UNITERMS: Hodgkin’s Disease; Lymphomas; pediatric tumours.
BIBLIOGRAFIA
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ESTUDO MORFOLÓGICO E HISTOQUÍMICO DAS
GLÂNDULAS SALIVARES DE AMPHISBAENA ALBA
(AMPHISBAENIDAE, AMPHISBAENIA)
Ruberval A. LOPES*
José Renan V. da COSTA*
Sérgio O. PETENUSCI*
Ana Lúcia V. FAVARETTO*
Paulo Henrique F. CHAVES*
RESUMO : Os autores estudaram morfologicamente as glândulas
salivares de Amphisbaena alba e histoquimicamente as mucossubs-
tâncias e proteínas nessas glândulas. Baseados nos resultados, os
autores concluíram:
1. que a glândula salivar labial de Amphisbaena é formada por
células mucoserosas e a glândula sublingual por células muco-
serosas e mucosas;
2. que o produto de secreção das células muco-serosas das glân¬
dulas labial e sublingual é constituído de mucossubstâncias neutra
e ácida sulfatada, além de ácido siálico e proteína. As células
mucosas evidenciaram mucosubstâncias neutra e ácida, além de
ácido siálico;
3. que o produto de secreção dos mucócitos é constituído de mucos¬
substâncias neutra e ácida.
UNITERMOS: Amphisbaena alba, glândulas salivares, histoquí-
mica e histologia.
INTRODUÇÃO
Os primeiros estudos sobre as glândulas salivares de répteis foram
os de Carus (1834), Leydig (1853, 1857, 1872), Guenther (1868), Owen
(1868), Ranvier (1884), Vogt et al. (1894), Oppel (1900), Bolk (1913),
Werdeman (1921), Krause (1922), Phisalix (1922) (todos citados em
4 e 6).
Dornesco et al. 4 estudaram as glândulas bucais de Ablepharus kitai-
belli e E remias arguta deserti, fazendo comparações com as espécies La-
certa muralis e Anguis fragiUs. Gabe & St. Girons 6 estudaram as glân¬
dulas salivares em Gekkota, Iguania, Scincomorpha e Anguimorpha; e
Lopes et al. 12 em Tupinambis teguixm.
Faculdade de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto — USP.
Endereço para correspondência: Ruberval A. LOPES, Departamento de Ciências Patológicas.
Faculdade de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto — USP. 14100 Ribeirão Preto — SP.
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LOPES, R.A.; COSTA, J.R.V.; PETENUSCI. S.O.: FAVARETTO, A.L.V. & CHAVES, P.H.F. —
Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares de Amphisbaena alba ( Amphisbaenidae,
Amphisbaenia) . Mem. Inst. Butantan, 1*2/1*$: 33-39, 1978/79.
Nos ofídios, essas glândulas foram estudadas por Bolognani & Bo-
lognani 2, Rosemberg 18, Gabe & St. Girons 6, Zago 22, Lopes et al. 10 e 11 e
Barros et al. ‘.
Pouco se tem estudado sobre a morfologia e histoquímica das glân¬
dulas salivares em Amphisbaenia, sendo que somente Gabe & St. Girons 6
as estudaram em Blanus cirineus e em Trogonophis wiegmanni.
O objetivo, pois, do presente trabalho é estudar as glândulas saliva¬
res de Amphisbaena alba, identificando os tipos celulares aí existentes,
bem como detectar histoquimicamente, por meio de técnicas adequadas, o
produto de secreção dessas células, confrontando-o com os de Gabe & St.
Girons 6 que constataram a presença de uma ou outra mucossubstância
nessas células.
MATERIAL E MÉTODOS
Utilizaram-se, para este estudo, Amphisbaena de ambos os sexos,
capturadas no município de Ribeirão Preto. Os animais foram sacrifi¬
cados por inalação de éter anestésico, sendo logo após dissecadas as glân¬
dulas labial e sublingual, as quais foram imediatamente imersas em Bouin,
durante 24 horas. Após a fixação, as peças foram incluídas em parafina.
Para a observação morfológica das glândulas salivares e mucócitos
da Amphisbaena foram utilizados os métodos da hematoxilina e eosina e
tricômico de Masson.
Para a pesquisa histoquímica de mucossubstâncias usaram-se as re¬
comendações técnicas de Pearse H, a menos que citada referência especial.
Os métodos foram os seguintes: PAS (ácido periódico + reativo de Schiff),
azul de alcian aos pH = 2,5 e 0,5, azul de alcian + PAS. Como controle
utilizaram-se os seguintes métodos : amilase salivar, acetilação, ação da
tripsina, ação do clorofórmio -f- metanol, metilação, metilação seguida de
saponificação, ação da hialuronidase testicular e o teste de Quintarelli
et al. 15.
Para a pesquisa histoquímica de proteínas foram utilizadas as técni¬
cas do azul de bromofenol e da ninhidrina-Schiff.
Para a caracterização das células secretoras adotou-se o critério de
Gabe & St. Girons 6. Por esse método, classificam-se quatro tipos celu¬
lares: mucoso, muco-seroso, sero-mucoso e seroso. Os critérios para essa
classificação são fornecidos pela alcianofilia, positividade ao PAS e pre¬
sença de proteína, histoquimicamente detcctável.
RESULTADOS
Resultados morfológicos
Glândula salivar labial — a glândula salivar labial inferior de
Amphisbaena alba localiza-se na face externa do osso dentário, estenden¬
do-se por todo o seu comprimento.
Essa glândula é circundada por uma cápsula muito espessa de tecido
conjuntivo fibroso denso e pouco celular, vascularizado, o qual emite sep-
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Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares de Amphisbaena alba ( Amphisbaenidae,
Amphisbaenia ) . Mcm. Inst. Butantan, 42/48: 33-39, 1978/79.
tos, dividindo a glândula em diversas outras menores, monostomáticas,
dispostas a intervalos regulares, acompanhando o longo eixo da glândula.
Fibras colágenas delicadas envolvem cada ácino.
Os ácinos são formados por um epitélio prismático, de altura variável,
cujo citoplasma celular contém grânulos basófilos e acidófilos, sendo o
núcleo, por sua vez, arredondado, localizado na porção basal da célula e
com pouca cromatina (Fig. 1).
As glândulas monostomáticas são do tipo túbulo-acinoso composto.
Os ácinos desembocam em duetos excretores revestidos por epitélio pavi-
mentoso estratificado, que se abrem na cavidade oral.
Glândula sublingual — a glândula sublingual da Amphisbaena loca¬
liza-se no assoalho da cavidade oral, entre as faces internas do maxilar
inferior. Apresenta forma ovoide e está separada do seu par por tecido
conjuntivo fibroso e músculo.
Histologicamente podem ser distinguidas duas porções glandulares
distintas. A porção anterior é constituída de ácinos pequenos, de células
prismáticas baixas e núcleos grandes e ovoides. O citoplasma é acidófilo
e os grânulos de secreção são bem evidentes. A porção posterior, separada
da anterior por uma grande quantidade de tecido conjuntivo fibroso, é
constituída por dois tipos de ácinos: um grande, mucoso, de células altas
e núcleos pequenos, com citoplasma claro e grânulos de secreção pequenos ;
o outro tipo de ácino é pequeno, de células baixas e núcleos ovoides, o
citoplasma, também mucoso, apresenta grânulos mais grosseiros (Fig.
2 e 3).
1 Aspecto histológico da glândula labial de Amphisbaena alba. Hematoxilina e eosina (250 X).
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Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares de Amphisbaena alba ( Amphisbaenidae,
Amphisbaenia) . Mem. Inst. Butantan, 1*2/ 1,3: 33-39, 1978/79.
Fig. 3 — Aspecto histológico da porção posterior da glândula sublingual de Amphisbaena alba.
Hematoxilina e eosina (180 X).
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Fig. 2 — Aspecto histológico da porção anterior da
Hematoxilina e eosina (180 X).
glândula sublingual de Amphisbaena alba.
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Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares de Amphiabaena alba ( Amphisbaenidae,
Amphisbaenia) . Mem. Inst. Butantan, 1*2/ h8: 33-39, 1978/79.
Mucócitos — as glândulas mucosas unicelulares estão situadas na
porção mais profunda da cavidade oral, dispostas isoladas ou aos grupos,
bem próximas às vias respiratórias.
Resultados histoquímicos
Os resultados da detecção histoquímica das mucossubstâncias e pro¬
teínas acham-se expressos na Tabela I.
TABELA I
Amphisbaena alba. Resultados da detecção histoquímica de mucosubstâncias e
proteínas das glândulas sublingual e labial e mucócitos.
+4-+ = reação forte, -f- = reação fraca,
M =: mucosa, MS — muco-serosa.
— = reação negativa.
DISCUSSÃO
Glândula labial — o aspecto polistomático da glândula labial de
Amphisbaena alba, também foi observado em Anguis fragilis por Ray-
naud 17 e Dornesco et al. 4; em Eunectes murinus por Barros et al. 1 ; em
Tupinambis teguixin por Lopes et al. 12.
Em Amphisbaenia tal aspecto histológico foi observado em Blanus
cirineus e em Trogonophis wiegmanni por Gabe & St. Girons 6.
Pela análise dos resultados histoquímicos constantes na Tabela I e
tendo em vista o critério de Gabe & St. Girons 6, verificou-se que a glân¬
dula labial de Amphisbaena alba é constituída de células muco-serosas.
Em Blanus e Trogonophis foram observadas, nesta glândula, somente
células mucosas °. Observou-se também que o produto de secreção das
células muco-serosas é constituído de mucossubstâncias neutra e ácido
smlico, os quais são responsáveis pela positividade aos métodos do PAS
após amilase e acetilação 9' 13, além da ação da tripsina e do cloro¬
fórmio + metanol ; e ao método do azul de alcian após o teste de Quinta-
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Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares dc Amphiabacna alba ( Amphisbaenidae,
Amphisbaenia) . Mem, Inst. Butantan, lti/hS: 33-39, 1978/79.
relli et al
isto porque
diminuição
seguida de
substâncias
JO 20 21 \
9 9 / •
tratamento
tin-sulfato
ninhidrina-
15. Foi detectada, também, mucossubstância ácida sulfatada,
a alcianofilia apresentou positividade ao pH = 0,5, bem como
na coloração pelo azul de alcian a pH = 2,5 após metilação
saponificação. Estes resultados indicam a presença de mucos-
sulfatadas no produto de secreção dessas células :i, s, 1(i,
A não alteração da coloração pelo azul de alcian após prévio
pela hialuronidase testicular indicou a presença de condroi-
B 7. A positividade ao azul de bromofenol e ao método da
Schiff indicou proteína nesse produto de secreção.
Pelo método combinado azul de alcian -f PAS, constatou-se predo¬
minância das mucossubstâncias ácidas em algumas células acinares.
Gabe & St. Girons 6 não se preocuparam, na sua metodologia histo-
química, em determinar qualitativamente as mucossubstâncias que cons¬
tituem o produto de secreção dessa glândula. Determinaram somente o
caráter neutro ou ácido desse produto.
Glândula sublingual — a porção posterior da glândula sublingual de
Amphisbaena alba é constituída de dois tipos de ácinos, sendo que um,
localizado mais anteriormente, é constituído de células baixas; e o outro
tipo, localizado mais profundamente na glândula, é constituído de células
altas e o dueto excretor é forrado por epitélio estratificado.
Da análise dos resultados constantes na Tabela I e de acordo com
o critério de Gabe & St. Girons G, constatou-se serem ambos os ácinos da
porção posterior da glândula sublingual de Amphisbaena constituídos de
células mucosas. Já em Blanus e Trogonophis foram constatadas nas
porções profunda e média desta glândula, células muco-serosas e muco¬
sas 6. O produto de secreção é constituído de mucossubstâncias neutra e
ácida sulfatada, além de ácido siálico.
A porção anterior da glândula sublingual de Amphisbaena é consti¬
tuída de células muco-serosas, semelhantes às observadas em Blanus e
Trogonophis. O produto de secreção é constituído de um composto glico-
protéico de mucossubstâncias neutra e ácida sulfatada, além de ácido
siálico.
Mucócitos — Fahrenholtz5 já havia observado mucócitos na cavidade
bucal de répteis e, mais recentemente, Gabe & St. Girons 6 verificaram
mucócitos em numerosos lagartos. Analisando-se a Tabela I verifica-se
que os mucócitos de Amphisbaena alba são secretores de muco, constituído
de mucossubstâncias neutra e ácida sulfatada.
SUMMARY. The authors stuclied morphologically the salivary
glands of Amphisbaena alba, and histochemically the muco-subs-
tances and some protein in these glands. Based on the results,
the authors concluded :
1. the labial salivary gland is formed by muco-serous cells, the
sublingual gland by muco-serous and mucous cells;
2. mucous cells of sublingual gland shows both neutral and
sulfated acid muco-substances, and sialic acid. Muco-serous cells
of labial and sublingual glands shows neutral and acid muco-
substances, sialic acid and protein;
3. mucocytes have neutral and acid muco-substances.
UNITERMS: Amphisbaena alba, salivary glands, histochemistry
and histology.
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LOPES, R.A.: COSTA, J.R.V.: PETENUSCI, S.O.; FAVARETTO, A.L.V. & CHAVES, P.H.F. —
Estudo morfológico e histoquímico das glândulas salivares de Amphisbaena alba ( Amphisbaenidae,
Amphisbaenia). Mcm. Inst. Butantan, Í2/ÍS: 33-39, 1978/79.
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ESTUDO HISTOQUÍMICO DE PROTEÍNAS NAS
GLÂNDULAS VENENÍFERA E ACESSÓRIA DE
BOTHROPS JARARACA (OPHIDEA, VIPERIDAE)
Ruberval A. LOPES*
José Renan V. da COSTA*
Silvio Maia CAMPOS*
Mariângela N. Maia CAMPOS*
RESUMO: Foram estudadas histoquimicamente as proteínas das
glândulas venenífera e acessória da serpente jararaca ( Bothrops
jararaca) . Baseados nos resultados, os autores concluíram que a
porção proteica do produto de secreção das células principais da
glândula venenífera é constituído de radicais a-amino, triptofano,
tirosina e arginina; e que o das células mucoserosas da glândula
acessória é constituído de radicais a-amino, cistina, triptofano,
tirosina e arginina.
UNITERMOS: Bothrops jararaca, glândulas de veneno e acessória,
histoquímica de proteínas.
INTRODUÇÃO
A primeira descrição correta da glândula de veneno de serpentes foi
a de Fontana (1781), em Vipera aspis (cit. em 31). Entretanto, segundo
Klauber 12, foram Redi em 1665 e Charas em 1673 quem primeiro noticia¬
ram a ocorrência da glândula de veneno. A partir daí, outros trabalhos
foram executados, dando mais importância à anatomia do aparelho de
veneno do que à histologia, histofisiologia ou histoquímica do mesmo.
Só recentemente, a glândula de veneno foi objeto de estudos mais
precisos quanto à histologia e histoquímica (revisão em 31), aos aspectos
ultra-estruturais e radioautográficos (3, n, 20, 21, 22, 2S) ; e aos aspectos
bioquímicos (revisão em 9).
A glândula acessória só foi distinguida da de veneno em 1875, por
Emery (cit. em 31), e Zago 31 fez uma revisão detalhada sobre a mesma
sob os pontos de vista morfológico e histoquímico.
* En&«» para correspondência : Departamento de Ciências Patológicas. Faculdade de Farn
e Odontologia de Ribeirão Preto — USP. 14.100 — Ribeirão Preto — SP.
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LOPES, R.A.: COSTA, J.R.V.; CAMPOS, S.M., Sc CAMPOS, M.N.M. - Estudo histoqufmico de proteínas
nas glândulas venenífera e acessória de Bothropa jararaca (Ophidea, Viperidae). Mem. Inst.
Butantan, 42/43: 41-48, 1978/79.
A não ser o trabalho de Lopes et al. 19, não se encontrou, na literatura,
referência que tratasse dos aspectos histoquímicos de proteínas nessas
glândulas da jararaca, sendo este, pois, o objetivo do presente trabalho.
MATERIAL E MÉTODO
Foram utilizadas, neste trabalho, serpentes jararacas adultas de
ambos os sexos. Os animais foram sacrificados por decapitação, sendo
logo dissecadas as glândulas de veneno e acessória e imediatamente
imersas em formol a 10%, durante 24 horas. Após a fixação, as peças
foram incluídas em parafina.
Para a observação morfológica das glândulas foram utilizados os
métodos da hematoxilina + eosina e tricrômico de Masson. Para melhor
observar as células produtoras de muco utilizaram-se as técnicas do ácido
periódico -f- reativo de Schiff e do azul de alcian ao pH = 2,5.
Para a detecção histoquímica das proteínas, utilizaram-se o método
geral do azul de bromo-fenol 2, com a ação enzimática da tripsina, e
métodos para a detecção dos seguintes radicais ativos : radical a-amino 30,
radical guanidina encontrado na arginina B, radical p-hidroxi-fenila encon¬
trado na tirosina (Millon modificado por Serra e Queiroz-Lopes, cit.
em 18), radical beta-indolida encontrado no triptofano (Lison e Pinheiro,
cit. em 18) , radical sulfidrila encontrado na cisteína 4 e radical dissulfeto
encontrado na cistina 5
RESULTADOS
As glândulas de veneno de Bothrops jararaca estão localizadas na
superfície lateral da cabeça, próximas à pele, posteriormente aos olhos.
Tem forma alongada e está recoberta de tecido conjuntivo denso e mús¬
culos. Na sua porção anterior, após um estrangulamento, há uma porção
abalonada — a glândula acessória. O parênquima da glândula venenífera
é formado por túbulos longos, secretores, que desembocam no dueto
excretor, o qual pode ser dividido em dois segmentos : dueto primário que
se localiza entre a glândula de veneno e a glândula acessória e dueto
secundário, situado entre a glândula acessória e a bainha do dente de
veneno.
Ao corte, o epitélio secretor da glândula de veneno apresentou dois
tipos distintos de células : células secretoras colunares, seromucosas, as
quais são o tipo celular principal do epitélio e as células horizontais,
semelhantes às descritas por Wolter 29, Kochva e Gans 1S, Odor 21, Zago 31
e Warshansky et al. 28 todos em Viperidae, que se localizam entre a
membrana basal e a base das células colunares (Figura 1).
A glândula acessória da jararaca é formada por túbulos longos, geral¬
mente não ramificados, que desembocam obliquamente no dueto excretor.
O epitélio dessa glândula é constituído de dois tipos celulares: mucoso e
mucoseroso, semelhantes às descritas por Zago 31 na cascavel e por Lopes
et al. 19 na própria jararaca (Figura 2).
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LOPES, R.A.: COSTA, J.R.V.; CAMPOS, S.M.: & CAMPOS. M.N.M. — Estudo histoquímico de proteínas
nas glândulas venenífera e acessória de Bothrops jararaca (Ophidea, Viperidae). A/em. Inst.
Butantan, 42/43: 41-48, 1978/79.
Fig- 1 — Aspecto histológico da glândula de veneno da jararaca, mostrando eélulas colunares baixas,
luz ampla e repleta de produto de secreção. Hematoxilina + eosina (200 X).
!• it?. 2 Aspecto histológico da glândula acessória da jararaca, evidenciando células mucosas (claras)
e mucoKerosas (escuras), após coloração pela hematoxilina -f- eosina (200 X).
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LOPES. R.A.: COSTA. J.R.V.; CAMPOS, S.M.; & CAMPOS. M.N.M. — Estudo histoquímico de proteínas
nas glândulas venenífera e acessória de Dothrops jararaca (Ophidea, Viperidae). Mcm. Inat.
Butantan, 42/43: 41-48, 1978/79.
Os resultados obtidos após a aplicação do método de azul de bromo-
-fenol demonstraram uma forte coloração azul nas células seromucosas
da glândula de veneno e mucoserosas da acessória. Após a ação enzimática
da tripsina houve diminuição da coloração. Estas células coraram-se em
vermelho, quando da reação da ninhidrina-Schiff, mas, quando se realizou
a reação de ferricianeto férrico, elas não se coraram. Entretanto, somente
as células mucoserosas da glândula acessória apresentaram-se coradas
em azul quando se executou o método do ácido perfórmico-azul de alcian
(Figura 3).
Fig. 3 — Aspecto histológico da glândula de veneno da jararaca, após coloração pelo azul de
bromo-fenol, evidenciando proteínas em geral (200 X).
Quando se realizou a reação de Millon, modificada por Serra e
Queiroz-Lopes, os dois tipos celulares de ambas glândulas estudadas cora¬
ram-se de amarelo-alaranjado; coraram-se em azul quando se realizou a
reação do para-dimetilaminobenzoaldeído-nítrito e em amarelo quando da
reação do amarelo naftol S.
As células mucosas e mucoserosas da glândula acessória coraram-se
de vermelho pelo PAS e de azul pelo azul de alcian a pH = 2,5, enquanto
que a célula seromucosa da glândula de veneno se corou somente em
vermelho pelo PAS. O resultado da detecção histoquímica de proteínas
está expresso na tabela 1.
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LOPES, R.A.: COSTA, J.R.V.; CAMPOS, S.M.: & CAMPOS, M.N.M. — Estudo histoquímico de proteínas
nas glândulas venenífera e acessória de Bothrops jararaca (Ophidea, Viperidae). Mem. Inst.
Butantan, «/«.-41-48, 1978/79.
TABELA 1. RESULTADOS DA DETECÇÃO HISTOQUÍMICA DE PROTEÍNAS
NAS GLÂNDULAS VENENÍFERA E ACESSÓRIA DE BOTHROPS JARARACA.
— — ausência de coloração; ± = coloração atenuada; H — (-+ — coloração intensa.
COMENTÁRIOS
As glândulas de veneno das serpentes são glândulas exócrinas que
secretam complexos protéicos e glico-protéicos e que armazenam o seu
produto de secreção na luz das unidades secretoras e do dueto excretor.
Kochva e Gans 14' 15, 16, estudando a Vipera palaestinae e três espécies de
Crotalinae, foram os primeiros a demonstrar a presença de um complexo
carboidrato-proteína na glândula de veneno de Viperidae.
As unidades secretoras da glândula de veneno estão representadas
por túbulos ramificados, revestidos por um epitélio secretor simples cuja
atividade funcional está sob o controle da quantidade de veneno acumu¬
lada : quando a glândula está cheia, o epitélio secretor é cúbico baixo ou
pavimentoso e o processo secretor é lento ; quando a serpente utiliza o
veneno ou quando o veneno é extraído manualmente, as células secretoras
se hipertrofiam e o processo secretor é estimulado 7, l3, 23, 25, 20.
O produto de secreção das glândulas de veneno da Viperidae, tem
um alto conteúdo de proteínas, algumas das quais foram bem caracteri¬
zadas e possuem propriedades enzimáticas nocivas ou neurotóxicas n.
Devido à sua capacidade e produzir grandes quantidades de proteínas,
essa glândula possui características únicas e serve como modelo de estudo
interessante.
O produto de secreção da glândula de veneno de Bothrops jararaca
é constituído de um complexo glico-protéico 19 constituído de mucopo-
lissacarídeo neutro (P AS-positivo) e dos seguintes radicais protéicos,
histoquimicamente detectáveis: a-amino, triptofano, tirosina e arginina.
Enquanto que a glândula acessória apresenta, nas células mucoserosas,
além de mucopolissacarídeos neutro e ácido 19, os seguintes radicais
protéicos: a-amino, cistina, triptofano, tirosina e arginina.
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LOPES. R.A.: COSTA, J.R.V.; CAMPOS. S.M.; & CAMPOS, M.N.M. — Estudo histoquímico de proteínas
nas glândulas venenífera e acessória de Bothropa jararaca (Ophidea, Viperidae). Mem. Inat
Butantan, !,%/!, 3: 41-48, 1978/79.
Os diversos trabalhos que tratam da glândula de veneno de serpentes
brasileiras restringem-se à cascavel (Crotalus durissus terrificus), a qual
possui um alto conteúdo de proteínas, sendo que as duas principais toxi¬
nas (crotoxina e crotamina) representam cerca de 60 por cento das pro¬
teínas totais do veneno 10, 27. A caracterização bioquímica dos ácidos
ribonucléicos da glândula de veneno da cascavel sul-americana foi feita
por De Lucca e Imaizumi 8 e De Lucca et al. 9. Histoquimicamente,
Zago 31 detectou nas células seromucosas, da glândula de veneno da
cascavel, os seguintes radicais protéicos : a-amino, triptofano, cisteína e
cistina. Tais radicais também foram detectados nas células mucoserosas
e seromucosas da glândula acessória.
SUMMARY : The proteins of venon and accessory glands of
Bothrops jararaca were studied histochemically. It is concluded:
1) the serous-mucous cells of the venon gland shows protein
radicais a-amine, tirosine, arginine and tryptophan; 2) the
mucous-serous cells of the accessory gland shows protein radicais
a-amine, cystine, tryptophan, tirosine and arginine.
UNITERMS: Bothrops jararaca, venon and accesory glands, his-
tochemistry of proteins.
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LOPES, R.A.: COSTA, J.R.V.; CAMPOS, S.M.; & CAMPOS, M.N.M. — Estudo histoquímico de proteínas
nas glândulas venenífera e acessória de Bothropa jararaca (Ophidea, Viperidae). Mem. Inst.
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CASOS TERATOGÊNICOS EM BOTHROPS ATROX
(SERPENTES: VIPERIDAE : CROTALINAE)
Pedro Antonio FEDERSONI JÚNIOR*
RESUMO: A partir de uma fêmea prenhe chegada de lquuos,
Peru, nasceram 33 filhotes, aparentemente normais morfológica
e anatomicamente e todos vivos. Desses descendentes, formaram-se
aleatoriamente, na vida adulta, casais, entre os irmãos, que pro¬
duziram filhotes com graves problemas teratogênicos e mortalidade
elevada em todas as ninhadas, já nos primeiros meses. Percentual¬
mente, constatou-se: 0% de teratogenia e natimortos na ninhada
inicial e 15,16% de mortes até os 6 meses de idade, em contrapo¬
sição com as três ninhadas seguintes, designadas por A, W, e X,
respectivamente com: Natimortos — 11,11%; 0% e 20% — Tera-
togênese — 5,55%; 3,45% e 26,66% — Mortalidade até os 6 meses
— 88,89%, 65,51% e 73,34%.
UNITERMOS: Bothrops atrox (Linnaeus, 1758) — Reprodução —
Teratogênese.
INTRODUÇÃO
Iniciou-se em 21 de agosto de 1974 a criação de serpentes Bothrops
atrox, que nasceram em número de trinta e três em cativeiro, provenientes
de uma fêmea chegada prenhe de Iquitos, no Peru 3.
Com tentativas de nova fecundação entre os irmãos dessa ninhada,
em fase adulta, alguns casais foram pareados e dos cruzamentos apa¬
receram alguns casos de teratogenia simples. Nenhum caso deste tipo
foi encontrado na literatura, apesar de existir bibliografia relativamente
grande sobre esses monstros, principalmente em serpentes.
MATERIAIS E MÉTODOS
Com o crescimento dos filhotes nascidos da primeira matriz vinda do
Peru, adotaram-se vários métodos de criação de serpentes em laboratório
e a tentativa de acasalamento dos irmãos já em fase adulta foi realizada
aleatoriamente em gaiolas de madeira de 55 cm de comprimento, por
40 cm de largura, por 30 cm de altura, com metade da área da base pre-
Seção de Herpetologia do Instituto Butantan.
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratoKênicos em Bothropa atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mem. Inst. Butantan, U2/JtS: 49-64, 1978/79.
enchida por terra úmida e a parte posterior com folhas de papel jornal.
Desta maneira foram formados seis casais. Todas as fêmeas sobreviventes
na época, foram pareadas com os machos mais desenvolvidos e de maior
porte. Foi no ambiente descrito que copularam e que começaram a nascer
os filhotes, produtos dos cruzamentos planejados na terceira etapa do
trabalho “Observações sobre uma ninhada de Bothrops atrox ...” 3.
A temperatura do biotério foi mantida entre 19° e 23°C no inverno
e entre 24° e 29°C no verão, com umidade relativa entre 60 e 80% durante
o ano todo.
A todos os animais foi oferecido um ou mais camundongos a cada
14 dias. A umidade da terra não sofreu modificações bruscas e a água
foi oferecida regularmente em abundância. Aparentemente não aconte¬
ceram fatores stressantes, além da contenção para anotar as medidas
tomadas a cada 14 dias para se acompanhar o crescimento e o aumento
de peso dos animais. Nas últimas semanas de prenhez, as fêmeas foram
somente pesadas, mas não medidas, para não forçar a musculatura e não
comprometer a contenção dos fetos. De nenhum animal acasalado foi
extraído veneno e nenhum deles serviu para demonstração ao público.
Da serpente que é aqui descrita no segundo caso e que apresentou
a parte posterior do corpo enovelada, foram tiradas radiografias em duas
posições, com o aparelho Mamo-Diagnostic Phillips, com 25kV e 70 ma.
OBSERVAÇÕES
l.° CASO
Um dos casais, constituído da fêmea de número 2 e o macho de
número 22, nascidos em cativeiro, depois de cópula não presenciada por
nós, tiveram como rebentos, no dia 16 de outubro de 1977, 18 filhotes,
dos quais dois mortos e um com malformação mandibular.
Aleatoriamente, foram numerados com o designativo de A, indicando
o casal paterno A. O filhote de número 10-A, macho, _ aparentemente
normal, observado mais atentamente, constatamos que tinha as mandí¬
bulas muito menores que o maxilar (fig. 1 e 2V
A folidose dessa serpente é a seguinte : Escamas dorsais — 25/25/19 ;
Ventrais — 195; Anal inteira; Subcaudais — 68/68; Comprimentos:
Cabeça — 16,8 mm; Corpo — 237 mm; Cauda — 41 mm. Apesar da
diferença marcante que existe no tamanho dos maxilares superiores e
inferiores, a folidose, tanto das supra como das infralabiais é a mesma
dos animais normais, contendo n~s infralabiais 9/9 escamas e 7/7 nas
supralabiais.
A traquéia e a língua terminam em posição muito posterior em
relação ao normal. Na parte superior da boca, todas as disposições são
aparentemente perfeitas, mostrando uma anatomia normal.
O comportamento dessa serpente em especial foi menos agressivo
que o das irmãs; ela passou sem comer desde o nascimento até a morte,
num período de 51 dias. O fato de não comer por todo esse período é
normal para todas elas, pois passam a aceitar normalmente a alimentação
a partir de 70 dias em média.
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratoEenicos em Bothropa atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mcm. Inst. Butantan, 42/43: 49-64, 1978/79.
2.° CASO
Posteriormente, a mesma fêmea de número 2 foi colocada em acasa¬
lamento com outro macho, de número 19, uma vez que o número 22 foi
sacrificado em 30-5-78, por ter apresentado um tumor bucal de grandes
proporções.
A partir desse acasalamento, houve nova cópula, não presenciada;
e a fêmea pariu no dia 24-1-79, 29 filhotes, todos vivos e aparentemente
normais, com exceção do numerado com o designativo 29 W, de sexo
ignorado, devido à impossibilidade de observação, que apresentou proble¬
mas teratogênicos graves e passa a ser comentado.
DESCRIÇÃO DO CASO — O terço anterior é normal, apresentando,
até a escama ventral número 58 (figs. 3 e 4) todas as caracteiísticas
da espécie, com a seguinte folidose: Dorsais — 25/25, até onde so pode
contar com segurança ; Supralabiais — 7/7 ; Infralabiais — 9/9 e tamanho
da cabeça (post-mortem) — 16,9 mm.
Fig. 3 — Teratelessomaturo — Vista ventral — Normal até a placa ventral n.° 58 — Cabeça normal.
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogcnicos em Bothropa atrox (Serpentes; Vipericlae; Crotalinae)
Mem. Inst. Butantan, J*2/h3: 49-64, 1978/79.
Fig. 4 — Teratelessomaturo — Vista dorsal — Normal no primeiro terço.
Os dois terços posteriores apresentaram-se enrolados em posição
anormal, com ligaduras em cada volta, formando um novelo, onde se
distinguem malformações da coluna vertebral, com uma série de corcovas
(figs. 5 e 6). De um e de outro lado, as placas ventrais se fundem,
enovelando-se e se ligam formando emaranhados que mal permitem
perceber um esboço das posições da cloaca e da inserção do cordão
umbilical (figs. 6, 7 e 8). A cauda, ainda enrolada em posição fetal,
é completamente colada ao restante do corpo e aparece além da cloaca.
Após a morte do animal, apareceu uma abertura (ruptura por desli¬
gamento das placas ventrais — fig. 8), por onde se percebe um vazio
entre os dobramentos.
Foram tiradas radiografias do animal, em duas posições, segundo
técnicas atuais (figs. 9 e 10). Das várias tentativas, a que mais se
adaptou a este caso, e a radiografia que ofereceu maior resolução óptica
foi a conseguida pelo aparelho Mamo-Diagnostic Phillips, com 25 kV.
e 70 ma., destinado à detecção de tumores de seio em humanos. Para
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•T3DERS0NI JR., P.A. — Casos teratogênicos em fíothropa atroz (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mem. Inst. Bntantan, 42/48: 49-04, 1978/79.
ig. 5 — Teratelessomaturo — Vista vertebral em detalhe das corcovas criadas pelas malformações
da coluna vertebral.
í ig. 6 Teratelessomaturo Detalhe das corcovas da coluna vertebral — Note-se as ligaduras das
placas ventrais.
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratopênicos em fíothrops atrox
Mem. Inst. Butantan, 42/43: 49-64, 1978/79.
(Serpentes
V ípendae
Crotalinae)
1 C *Y1 1
Fij?. 7 — Teratelessomaturo — Detalhes da cauda, cloaca e cicatriz umbilical.
esta publicação foi feita uma chapa positiva do material estudado, o que
permite uma visão mais pormenorizada. Nota-se perfeitamente os vazios
existentes entre os dobramentos da coluna e um vazio mais evidente onde
está a ruptura externa, mostrando a ausência de coluna e de órgãos.
Na bibliografia consultada, que se refere em mais de 90% dos
casos a monstros compostos, não foi encontrada menção de casos pare¬
cidos com este, e a nomenclatura existente não satisfaz à descrição deste
tipo de monstruosidade; por isso propomos o termo TERATELESSO¬
MATURO, indicando teratogenia ocorrida na porção distai do corpo e
na cauda.
Este animal, apesar da monstruosidade conseguiu sobreviver por 45
dias até 9-3-79.
Nos primeiros oito dias não se percebiam movimentos de locomoção;
somente foram percebidos movimentos intermitentes da musculatura
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogônicos em Bothrops atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mcm. Inst. Butantan, 42/.$S:49-64, 1978/79.
Eig. 8 — Teratelessomaturo
Detalhes da cauda, cloaca, cicatriz umbilical e corcovas vertebrais.
lateral do corpo (movimento comum em Bothrops) e os movimentos
de língua.
Presumimos que o movimento da parte anterior desligada do “novelo”
posterior era doloroso, uma vez que a qualquer tentativa o animal retor¬
nava para a mesma posição original, imediatamente.
Após o nono dia, conseguiu se movimentar : colocando a parte ventral
da cabeça a aproximadamente dois centímetros da parte anterior no piso
da gaiola e puxando para a frente, a extremidade posterior por arrasto ;
num movimento que lembrava a locomoção das lagartas Geometridae,
iniciando novamente o movimento de lançamento da cabeça para a frente,
e assim sucessivamente. Esse movimento se desenvolveu a ponto de a
serpente cruzar a caixa de 25 cm x 16 cm em poucos golpes.
Devido à total incapacidade de locomoção para chegar ao pote com
agua nos primeiros dias, foi colocada uma manta de algodão hidrófilo
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cm
SciELO
FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogênicos em Uothrops atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mcm. Inat. Butantan, W/kS: 49-64, 1978/79.
T*ÍS
Fig. 9 — 10 — Teratele8somaturo — Radiografias em positivo — Note-se oe claros que não têm
conteúdo ósseo, nem visceral.
molhado no piso da caixa, para umidificar-lhe o ambiente e não haver
desidratação, ao mesmo tempo que se ofereceu água em uma placa de
Pettri rasa. Por duas vezes a serpente foi surpreendida com o corpo
enovelado nas imediações da água e a cabeça aparentemente em posição
de estar bebendo.
Com o passar do tempo, as posições foram sendo variadas e aparen¬
temente as manifestações dolorosas de postura sedaram aos poucos e o
animal, por várias vezes tentou botes de ataque contra algo que o
molestasse.
Não se lhe ofereceu comida, uma vez que não havia lugar evidente
onde se alojaria a alimentação, já que o emaranhado dificultaria de muito
o trânsito do bolo alimentar. Além disto, antes da morte não era possível
se perceber a abertura cloacal e o receio era o de não haver uma comunica¬
ção com o exterior.
No dia 6 de março de 1979, iniciou-se a fase ativa de muda de pele;
fase em que o animal normal roça o corpo contra obstáculos. A serpente
em questão, não tendo possibilidade de locomoção perfeita, demorou três
dias para remover a parte anterior da pele e, esta, enrolando-se para trás,
formou como que um garrote no início da parte enovelada. Concluímos
que uma das causas que contribuiu para a sua morte foi a possível forma¬
ção de um garrote circulatório e respiratório naquele local. A morte acon¬
teceu três dias após o início da muda.
57
cm
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogênicos em Bothropa atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mem. Inat. Butantan, ^f/^J:49-64, 1978/79.
3.° CASO
Outro casal, composto pela fêmea de número 20 e macho de número
18, teve cópula não presenciada por nós e, no dia 29-1-79, a fêmea pariu
15 filhotes, que receberam o numeral seguido do designativo X, indicando
pertenceram ao casal X. Desses filhotes, 11 eram aparentemente e exter¬
namente normais e 4 apresentavam malformações na cabeça, mais especi¬
ficamente a ausência de olhos.
O filhote designado por 12 X, macho, viveu por vinte e quatro horas
e apresentou como problema a ausência dos dois olhos, não apresentando,
nem globo ocular, nem órbita, nem as escamas normais dessa região. A
mandíbula é alguns milímetros maior que o maxilar superior (Figs. 11,
12 e 13)
Folidose: Dorsais — 25/25/21; Ventrais — 200; Anal inteira; Sub-
caudais — 61/61 ; Supralabiais — 7/7 ; Infralabiais — 9/9 ; Comprimen¬
tos : Cabeça — 12,8 mm ; Corpo — 225 mm. ; cauda — 25 mm.
Fig. 11 — Vista lateral direita — Ausência do globo ocular e da órbita — Mandíbula ligeiramente
maior que o maxilar superior.
Fig. 12 Vista lateral esquerda — Ausência do globo ocular e da órbita — Mandíbula ligeiramente
maior que o maxilar superior.
cm
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í EDERSONI JR., P.A. — Casos teratogênicos em Bothropa atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinaej
Mcm. Inat. Butantan, 4S/43: 49-64, 1978/79.
1 cm.
Fig. 13 — Vista dorsal da cabeça — Ausência dos dois olhos e das duas órbitas
sobressaindo em relação ao comprimento.
Note-se a mandíbula
b.° CASO
0 filhote de número 13 X, macho, natimorto, apresentou malformação
na cabeça, do lado esquerdo, com ausência de globo ocular e órbita, e de¬
formação das escamas implicadas na região e também nas primeiras por¬
ções da coluna vertebral, mostrando um ligamento de placas ventrais e o
não desprendimento das mesmas após a fase fetal. As placas implicadas
são aquelas correspondentes de 9 a 30, a partir da cabeça (figs. 14, 15
e 16).
Folidose: Dorsais — 25/25/19; Ventrais — 195; Anal inteira; Sub-
caudais — 58/58; Supralabiais — 7/7; Infralabiais — 10/9 (com ano¬
malia, não apresentando a sinfisial) ; Comprimentos: Cabeça — 17,2 mm. ;
Corpo — devido à malformação, não é possível especificar com seguran¬
ça ; Cauda — 35 mm.
Fi|f. 14 _ Vista lateral esquerda — Ausência do olho esquerdo e ligamento das placas ventrais da
região paranucal posterior.
59
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogênicos em Bothrops atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mem. Inst. Butantan, 4*/4J;49-64. 1978/79.
Ai
;
1 cm.
Fig. 15 — Vista lateral direita — Aspecto normal da cabeça e do olho — Mandíbula ligeiramente
maior que maxilar — Coluna vertebral deformada pelos ligamentos ventrais.
I
Z
r?
&
i cm.
i’
Fig. 16 — Vista ventral — Ligamento entre as placas ventrais da região anterior do corpo, entre as
de números 9 a 30. Aspecto normal das infralabiais.
5.° CASO
O filhote de número 15, fêmea, natimorta, apresentou a região ocular
esquerda fechada ; com escamas normais da região, como se o globo ocular
estivesse presente. Após exame e a retirada de diversas camadas de ma¬
terial vitelínico, percebeu-se a ausência do globo ocular direito e um amas-
samento dessa região (fig. 17).
Folidose: Dorsais — 25/25/21; Ventrais — 204; Anal inteira; Sub-
caudais — 64/64; Supralabiais — 7/7; Infralabiais — 9/9; Comprimen¬
tos : Cabeça 14,9 mm ; Corpo — 221 mm. ; Cauda — 28 mm.
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogênicos em Bothrops atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mem. lnat. Butantan, 42/48: 49-64, 1978/79.
i cm.
- 1
Fig. 17 — Vista lateral direita — Presença de órbita ocular e ausência de globo.
6.° CASO
Filhote de número 11 X, macho, região ocular esquerda anômala, com
ausência de órbita e de globo ocular. Escalas da região, completamente
anômalas.
Folidose : Dorsais — 25/25/21 ; Ventrais — 203 ; Anal inteira ; Sub-
caudais — 60/60; Supralabiais — 8/8; Infralabiais — 11/10; Compri¬
mentos: Cabeça — 15,9 mm; Corpo — 231 mm; Cauda — 32 mm.
DISCUSSÃO
A fêmea matriz vinda prenhe de Iquitos, Pe.u, era aparentemente
normal e gerou 33 filhotes também normais e com índices de^ sobrevivên¬
cia e longevidade elevados. Essa geração nascida em laboratório, quando
pareada, produziu descendentes que apresentaram manifestações de irre¬
gularidades anatômicas e morfológicas. Comparando percentualmente as
diversas ninhadas dessa segunda geração podemos chegar a algumas con¬
clusões.
Para o cômputo de todos os dados constantes da tabela, tomou-se
como ponto final para os cálculos, o dia L°/7/79 e a tabela foi dividida
em períodos de acordo com os lotes etários. Desta maneira, temos na
tabela I, todas as ninhadas e as percentagens de monstros, de natimortos
e de sobreviventes em cada período. Os animais anotados com * foram
sacrificados ou não tiveram morte natural.
61
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FEDERSONI JR., P.A. — Ca^os teratoprênicos em Bothrops atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae
Mem. Inst. Butantan, 42/4^:49-64, 1978/79.
TABELA I
CONCLUSÕES
Houve fecundação da fêmea matriz, fora do cativeiro, possivelmente
por um macho não consangüíneo (nada podemos afirmar a esse respeito,
uma vez que a serpente chegou do Serpentário do Departamento de Ani-
males Venenosos dei Instituto de Salud Publica de Peru e estava lá desde
6 de novembro de 1973, ingressando no Instituto Butantan somente em
6 de junho de 1974 e aqui foi separada em gaiola individual). Temos que
levar em consideração que essa serpente veio de sua região original, já que
o serpentário se encontra na mesma localidade de captura, portanto, tem¬
peratura, umidade e pressão atmosférica oscilaram da mesma maneira
costumeira para a região, nos possíveis primeiros dias de formação em¬
brionária dos filhotes nascidos no Brasil.
A reprodução conseguida a partir de irmãos, filhos da matriz, pro¬
vocou malformações em vários animais e podemos levar em consideração
os seguintes fatores:
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cm
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogênicos em Bothropa atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Mem. Inst. Butantan, 42/43: 49-G4, 1978/79.
1 — Consanguinidade dos irmãos pareados, fator já amplamente
estudado em outros casos 7 e 9, onde fatores recessivos são postos em evidên¬
cia de maneira catastrófica nesses casos.
2 — Temperatura, Umidade e Pressão Atmosférica — Evidenciamos
o fato de que variando somente um desses fatores pode-se variar uma
série de manifestações fenotípicas ; a implicação se torna ainda maior quan¬
do concluímos que as três condições modificaram e oscilaram para os
animais em questão, ocorrendo até, com o passar do tempo a mudança de
épocas de nascimento e até, possivelmente, de fecundação (Não podemos
informar sobre o último, pois as cópulas não foram presenciadas).
Com relação a esses nascimentos, ocorreram nas seguintes datas :
Fêmea matriz — 21-8-74 ; Casal A — 16-10-77 ; Casal W — 24-1-79 ;
Casal X — 29-1-79.
Deve-se evidenciar que o ambiente de todos os casais foi o mesmo ;
o tratador, intervalo entre alimentações, tamanho de gaiolas, oferecimento
de água também foram os mesmos.
Enquanto a fêmea original, em seu parto não teve natimortos, nem
teratogênicos aparentes e uma mortalidade de somente 15,16% nos pri¬
meiros seis meses de vida; nos casos de geração F^, os índices chegam a
pontos calamitosos, como no caso do casal A, que apresentou dois natimor¬
tos, sem contar um filhote que nasceu morto três dias antes do nascimento
do restante dos irmãos e com características de ainda não estar embrio¬
nariamente formado totalmente, uma vez que a pele estava muito clara,
viscosa e intumescida. Além disto, a fêmea pariu um filhote com malfor¬
mação bucal, representando percentualmente 16,66% de natimortos e
5,55% de malformações.
O fato se torna mais grave na geração do casal X, com 26,66% de
teratogênicos e 20% de natimortos.
O que mais se evidenciou dentro da experiência passada foi que na
geração ancestral, a morte de fêmeas superou a de machos, fato que não
cabe discutir nesta experiência, mas vale lembrar que nos seis casos de
teratogenia aqui discutidos, cinco eram machos.
Posteriormente publicaremos estatisticamente a lelação do fatoi
sexual em comparação com a mortalidade.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a incansável ajuda prestada pelo sr. Joaquim Cavalhei¬
ro na criação dos animais, na manutenção da higidez e na tomada de dados
biométricos.
Queremos deixar também, um especial agradecimento ao Instituto
de Radiologia Clínica — Seção de Rádio Diagnóstico, na pessoa de seu
Diretor Dr. Mário Finocchiaro e equipe, que possibilitou com sua técnica
e experiência a confecção das radiografias com alto poder de íesolução
óptica. E ao sr. Pedro Hashinaga pela paciência com que adequou a re¬
velação das fotos a partir das radiografias.
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13
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FEDERSONI JR., P.A. — Casos teratogônicos em Bothropa atrox (Serpentes; Viperidae; Crotalinae)
Me m. Inst. Butantan, W/iS: 49-64, 1978/79.
ABSTRACT: A specimen of Bothrops atrox from Iquitos, Peru,
gave birth to 33 offsprings, all appearently normal. Inbreeding
between these offsprings give origin to several teratologic pro-
blems. High mortality. No mortality or teratologic malformation
in the first generation and 16% mortality during the first 6
months. In the following generations (A, W and X) we observed
respectively : dead born 11,11%: 0% and 20%. Teratologic speci-
mens 5,55%; 3,45% and 26,66%. Mortality during the first six
months 88,89%, 65,51% and 73,34%.
UNITERMS: Bothrops atrox (Linnaeus, 1758) — Reproduetion —
Teratogenesis.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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Alem. lnet. Butcntan
42/4S; 65-70, 1978/79
ADENOPATIA ANGIO-IMUNOBLÁSTICA.
APRESENTAÇÃO DE TRÊS CASOS
Jesus Cailos MACHADO*
Osvaldo GIANNOTTI PILHO*
RESUMO: Os autores apresentam e analisam o quadro histopa-
tológico da assim chamada Adenopatia Angioimunoblástica, face
série de casos do Departamento de Anatomia Patológica do Hospital
A. C. Camargo. A identificação dessa afecção é importante além
da sua informação como entidade nosológica porque nos seus
estádios iniciais ela é sensível a corticoterapia, o que pode prevenir
a possibilidade da sua transformação sarcomatosa descrita por
alguns autores.
UNITERMOS: Adenopatia angio-imunoblástica. Linfoadenopatia
imunoblástica. Linfoma Maligno.
SUMMARY : The authors present a series of three cases of Angio-
immunoblastic lymphoadenopathy from the Department of Pathology
of the A. C. Camargo Hospital. The identification of the lesion is
very important because in the beggining it is sensitive to the
corticotheraphy, preventing the possible sarcomatous transformation.
They also present the histopathology of the process and discuss the
diferential diagnosis with Hodgkin’s disease, immunoblastomas and
dysproteinemias.
INTRODUÇÃO
O reconhecimento da Adenopatia-angio-imunoblástica ou Linfoade¬
nopatia imunoblástica, como entidade clínica isolada, mostra como ainda
o estudo puramente morfológico pode por si só caracterizar a existência
de outras que ainda devem existir dentro do grupo dos assim chamados
Linfomas Malignos. Desde a descrição clássica de Frizzera, Moran e
Rappaport em 1974 1 e a apresentação de uma série de casos por Lukes
e Tindle em 1975 ', Schultz e Yunis r' e Mathé e colab. em 1976 vem
sendo aceita a identificação dessa nova entidade. O quadro clínico segundo
Mathé e col. - é descrito como apresentando, febre, sudorese abundante,
perda de peso “exantemas” cutâneos, macropapulas, prurido e adenome-
galias generalizadas. A hepatomegalia é inconstante (50% dos casos).
Hospital A. C. Camargo. F. A. P.
Endereço para correspondência: Rua Prof. Antonio Prudente, 211 — São Paulo.
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MACHADO, J.C. & GIANNOTTI, F.° O. — Adenopatia angio-irminoblástica. Apresentação de três casos.
A/em. Inst. Butantan, 42/43: 65-70, 1978/79.
De acordo com as séries de casos apresentados os sexos são com¬
prometidos igualmente e a idade média varia em torno dos 57 anos,
sendo o mais jovem 48 anos. O quadro clinico ainda é enriquecido com
uma disglobulinemia policlonal e anemia hemolítica. O quadro anatomo
patológico descrito pelos diversos autores compreende uma neoformação
vascular característica, acompanhada de proliferação celular polimorfa
rica em imunoblastos. às vezes podemos encontrar depósitos acidofilicos
intercelulares. Há uma desorganização da arquitetura do nódulo linfático
e a proliferação celular pode ultrapassar a cápsula e comprometer o
tecido em derredor. Por vezes encontra-se a presença de células epitelioides
isoladas ou agrupadas.
MATERIAL E MÉTODOS
O nosso material consta de 3 casos do Departamento de Anatomia
Patológica do Hospital A. C. Camargo (Fundação Antonio Prudente). O
caso n.° 1 trata-se de um paciente com 35 anos, do sexo masc. e de cor
branca. Queixa principal — Febre, aumento de linfonodos generalizados,
inicialmente com quadro sugestivo de mononucleose infecciosa. Evoluiu
para óbito em poucos meses. O caso n.° 3, é de um paciente de 63 anos,
cio sexo masc., de cor branca. A queixa principal é de aumento de
linfonodos inguinais (principalmente) axilares e cervicais há 1 ano.
O caso n.° 2, trata-se de um paciente de 45 anos, do sexo fem., de cor
parda. A queixa principal a de aumento dos linfonodos auxiliares e
cervicais há 6 meses. A parte da evolução clínica será publicada à parte.
Dos três casos foram examinados os gânglios linfáticos periféricos,
retirados cirurgicamente para diagnóstico anatomo-patológico. Este foi
realizado utilizando-se a coloração rotineira do H. E. e as especiais de
impregnação argêntica e PAS.
RESULTADOS
O quadro anátomo-patológico dos gânglios linfáticos (corados pela
H. E.) mostrou ser representado por perda da estrutura histológica
normal e sua substituição por neoformação vascular marcante, ocupando
tanto a cortical como a medular. O parênquima foi substituído por
mistura organizada de células, sendo predominante os imunoblastos, plas-
moblastos e plasmacélulas. Ainda o compõe, polimorfonucleares neutró-
filos e raros eosinófilos. Chama a atenção por vezes a presença esparsa
de citonecrose (caso 1) nos polimorfonucleares e plasmacélulas. Raros
macrófagos. Alguns vasos menores mostram o lume cheio de polimorfo¬
nucleares neutrofílicos. Dois focos de deposição de material acidofílico,
fibrilar, foram observados. A cápsula é discretamente espessada. No
caso 3, a presença de células epitelioides é mais evidente, apresentando-se
ora isoladas ora agrupadas.
O tecido adiposo que envolve uma parte do linfonódo está com¬
prometido, notando-se fenômenos degenerativos dos adipocitos ao lado
de neoformação vascular característica. Alguns pré-capilares estão oclui-
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MACHADO, J.C. <? GIANNOTTI, F.° O. — Adenopatia angio-imunoblástica. Apresentação de três casos.
Mcm. Inat. Bvtantan, hV/l*8:Ç>b- 70, 1978/79.
Gânglio linfático. Cápsula nítida e parênquima homogeneizado pela
proliferação vascular e presença de células redondas.
M1CROF. 1.
Comprometimento do tecido adiposo peri-panglionar linfático pela
neoformação vascular e células redondas.
MICROF. 2.
SciELO
cm
MACHADO, J.C. & GIANNOTTI, F.° O. — Adenopatia angio-imunoblástica. Apresentação de três casos.
Mem. Ivst. liutantan, W/ltS: 65-70, 1978/79.
MICROF. 3. Col. H. E. 400 x. Aspecto da neoformação vascular e das células presentes no
parênquima representadas por imunoblastos, linfócitos e plasmacélulas.
MICROF. 4. Col. H. E. 200 x. Col. H. E. 200 x. Maior aumento do comprometimento do tecido
adiposo com focos degenerativos e proliferação de linfoplaamocitos,
macrofagos e numerosos polimorfonucleares.
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MACHADO, J.C. & GIANNOTTI, F.° O. — Adenopatia angio-imunoblástica. Apresentação de três casos.
A/cm. Inat. Butantan, 42/.'t3: 65-70, 1978/79.
dos ora por massa hialina ora por polimorfonucleares. O tecido está
infiltrado por plasmoblastos, plasmacélulas e polimorfonucleares. Há
aqui maior proliferação de macrófagos com células epitelióides caracte¬
rísticas, de citoplasma acidofílico, ora isoladas ora agregadas, provavel¬
mente neoformadas mais em decorrência dos fenômenos degenerativos
do tecido adiposo. Os endoteliócitos e os blastos possuem nucleólos acido-
fílicos que não podem ser considerados do tipo inclusão.
DISCUSSÃO
O diagnóstico da linfoadenopatia angio-imunoblástica é realizado
pelo seu quadro clínico, por vezes não muito característico e principal¬
mente pelo aspecto anátomo-patológico conforme aquele descrito por
Frizzera, Moran e Rappaport 1 e remarcado por. Mathé e col. I Chama
a atenção desde logo o aumento do nódulo linfático com espessamento
da cápsula e a completa desorganização da estrutura histológica normal.
Desaparecem a delimitação entre a cortical e medulai, homogeinizando-se
o quadro pela neoformnção vascular característica. Os vasos predominam
no campo, chamando a atenção os neoformados pelos endoteliócitos
salientes. Encontramos nos nossos casos vasos pié-capilaies com o lume
por vezes ocluído por polimorfonucleares demonstrando íeação inflama¬
tória característica. Também interessante é a presença da citonecrose
dos polimorfonucleares e das plasmacélulas por. nós obseivada. em .um
caso Estes elementos ao lado de plasmoblastos, imunoblastos, histiócitos
e células epitelióides em número variável compõe o parênquima do
gânglio linfático. O polimorfismo das células merece diagnostico diferen¬
cial com os Imunoblastomas linfoplasmocitóides e disprotemermas tipo
Mol. de Waldestrom, enquanto que a presença de células epitelóides ou
de blastos com nucleólos acidofílicos pode levar a confusão com a Moléstia
de Hodgkin. Encontramos realmente não so imunoblastos mas também
endoteliócitos com nucleólos evidentes acidofílicos, mas que não podem
ser catalogados como de inclusão. Portanto a confusão com veidadeiras
células de Sternberg não pode ser considerada. Em todos os casos foi
observada a presença da neoformação vascular, acompanhada das células
descritas no tecido adiposo peri-ganglionar Tais casos, podem segundo
a experiência dos outros autores evoluir para um sarcoma verda¬
deiro e seria comparável a reação enxerto-hospedeiro observado em casos
de experimentação. Sem dúvida, resta o exame de mais casos para
conclusão definitiva sobre esses aspectos.
BIBLIOGRAFIA
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69
cm
6 SciELO 10
11 12 13 14 15
Mcm. In*t. Butantan
42/43: 71-76, 1978/79
BLASTIC TRANSFORMATION AND CYTOGENETIC
STUDIES OF PERIPHERAL BLOOD LYMPHOCYTES
FROM LYMPHOSARCOMATUS PATIENTS, AFTER
STIMULATION BY PHYTOHEMAGGLUTININ *
L. DENARO**
F.G. de LANGLADA**
J.C. MACHADO**
M. I. ESTEVES**
A. ABRÃO***
R.S.L. CAPPELLANO***
ABSTRACT: Short term cultures of PBL, stimulated by PHA,
were used for the study of the blastic transformation rate and the
cytogenetics of two patients carrying non-Hodgkin’s lymphomas.
Immunologically, the two patients showed no repression of the T
lymphocyte population. Cytogenetically, there were evidenced somo
ehromosomal aberrations, although they were not patognomonic.
UNITERMS: Non-Hodgkin’s lymphomas; blastic transformation;
cytogenetics.
INTRODUCTION
Phytohemagglutinin (PHA), classified among the non specific
mitogens, exerts its effect predominantly on the lymphocyte T cell
population.
When human normal peripheral blood lymphocytes (PBL) are
cultured in the presence of PHA, in a interval of 3 — 4 days, 60 to 80%
of the lymphocytic population attain a blastic morphology. The remain of
the population, even when maintained for several days under these
conditions, did not show any morphological transformation and after
10 to 14 days, the growth curve of the culture starts to decline, occurring
death of all cells on about the 17th day. In these cultures, the first
mitotic figures appear between the 24 and 48th hours of culturing and
are more numerous at about 60-72 hours h *■ *• "• 7| 12.
* This work was supported by the FEDIB, CNPq and DINECRODE.
** Laboratório de Citopatologia, Secção de Anatomia Patológica e Divisão de Patologia do Instituto
Butantan.
*** Departamento de Cirurgia Abdominal do Instituto Central — Hospital A. C. Camargo (Fundação
Antonio Prudente).
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DENARO. L.; LANGLADA. F.G.; MACHADO, J.C.; ESTEVES, M.I.; * BRÃO, A. & CAPPELANO.
R.S.L. — Blastic transformation and cytogcnetic studiea of peripheral blood lympíoc/tes from
lymphosarcomatoua patients, after stimulation by phytohemagglutinin. Mem. Inat. Butantan,
71-76, 1978/79.
In the present paper, \ve study the blastic transformation rate and
the cytop-enetics of PBL from two patients carrying non-Hodgkin’s
malignant lymphomas, after a short-term culture stimulated by the PHA.
MATERIALS AND METHODS
Patient 1 — Female, 6 years old, caucasian.
Centroblastic-Centrocytic lymphoma.
Control 1 — Female, fraternal twin from patient 1.
Patient 2 — Female, 21 years old, caucasian.
Immunoblastic lymphoma.
Control 2 — Female, 37 years old, caucasian.
Venous blood was asseptically collected in a Liquemine Roche (5000
UI/ml) wetted syringe always before any radio or chimiotherapy has
been started. After hemossedimentation, macrocultures were elaborated
according to the slightly modified method of Moorhead et al 8.
After 72 hours, the culture was harvested, the cells fixed in
methanol/acetic acid (3:1), the slides prepared and stained by the
Giemsa.
For the evaluation of the blastic transformation rate, we estimated
the relative percentage of activated and inactivated nuclei after
stimulation by the PHA, both in cultures from the patients and in the
control ones, in order to distinguish three main cell forms: a) Cells in
mitosis (M) (any phase of the division), b) Blasts (B) (lymphocytes
with a large nucleus, loose chromatin, írequently evidentiating a
nucleolus) and c) Inactivated nuclei (IN) (small nucleus with dense
chromatin and a narrow cytoplasmic band).
The likelihood ratio statistical test has been applied. For this, if
we presume that when a lymphocyte enters mitosis it had necessarily
supported a blastic transformation, we could then consider these two
classes M and B) as a whole, grouping them in a class we will call
“Blastic Transformation” (BITr). This will be the biological class
tested against the class of inactive nuclei (IN).
For the cytogenetic analysis, we adopted the criteria recommended
by the Paris Conference (1971).
RESULTS
Table I shows the percentages and the statistical values of the
morpho-physiological stages of PBL cultures from the patients under
study and their Controls.
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DENARO, L.; LANGLADA. F.G.; MACHADO, J.C.; ESTEVES, M.I.; ABRÃO, A. & CAPPELANO.
R.S.L. — Blastic transformation and cytogenetic studies of peripheral blood lymphocytes from
lymphosarcomatous patients, after stimulation by phytohemagglutinin. Mem. Inat. Butantan, 42/43:
71-76, 1978/79.
It is worthy to note that although the differences between the results
obtained for the culture from patient 2 and its control are not significant,
the X20 (3,8078) is within the borderline of the X2C (3,841) considered
in this analysis as 1 liberty degree and a significant levei of 5%.
Table II summarizes the cytogenetic analysis and the statistical
significance of these results, from the patients under study and their
Controls.
TABLE II
The abnormality of the cells is based on both numerical and
morphological changes of the chromosomes.
Although there were many disarrangements, it is interesting to
note that no chromosomal change was consistent or patognomonic.
DISCUSSION
The PBL culture from Patient 1 presented quite a peculiar behavior
in the presence of PHA. O significant interest üas the high metabolism
developed by these cells, reducing considerably the pH of the culture
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DENARO, L.; LANGLADA. F.G.; MACHADO, J.C.; ESTEVES, M.I.; ABRÀO, A. & CAPPELANO.
R.S.L. — Blastic transformation and cytogcnetic studiea of peripheral blood lymphocytes from
lymphosarcomatous paticnts, after stimulation by phytohematfarlutinin. Mem. Inat. Lfutantan,
71-76, 1978/79.
médium during the first 24 hours. In spite of this high metabolic
activity of the cells, of a diferent behavior than that of the control
culture, such fact did not imply in the finding of a higher mitotic
index; on the contrary, this value (2,79) has been much lower than the
mean mitotic index of the control culture (13, 77).
Kowalewski & Rozynkowa 3, when studying the enzymatic activity
during the blastic lymphocyte transformation in patients carrying
lymphoproliferative syndromes observed that in chronic lymphatic
leukemia, beside a delay in the blastic transformation, there was an
increase in enzymatic activities preceeding the blastic transformation
of the lymphocytes.
In the lymphocyte culture from Patient 1, however, the blastic cell
percentage surpassed that of the control culture (80,45% and 70,66%
respectively) , and at a levei similar and reverse to the difference found
among the mitosis percentages. Consequently, if we analyse the BITr
class as a whole (B+M), the percentage get closer (83,24 and 84,43).
Therefore, if the statistical test is applied to the results obtained for
BITr and IN classes, no rejection of equalty is found because the fusion
of B and M classes conceal these discrepant values, normalyzing them.
However, only in behalf of a commentary, if the BITr class were again
unfolded, and the statistical value analyzed in separate, such differences
would become evident.
Such fact together with the observation of the abrupt decrease in
the pH of the culture médium in the first 24 hours, could be explained
by the hypothesis of a longer duration of the G1 cycle in these cells
with a consequent delay in the beginning of the division. In the blastic
phase, these cells could present a more intense rate of metabolism,
what would contribute to the acidification of the médium due to the
respiratory rate of these cells.
For the Patient 2, the results show (Table I) that the mitotic
percentage in its culture was about a half of that found in the control
culture, and that the percentage of the blastic cells in the culture from
the patient has been slightly smaller than the percentage of the same
cell class from the control culture. The application of the statistical
test revealed no significance for these differences, although the X*o
(3,8078) were at the limit of the X2C (3,841), for 1 liberty degree and
a significance levei of 5%.
Based on these observations, we may conclude that, for the cases
of lymphomas under study, there seems to have no deficiency, at least
not marked in the response of PBL to PHA stimulus. For Patient 1,
we may even say that it might exist an exacerbation of such a system.
Our experience on cytogenetic studies perfomed on patients carrying
lymphoproliferative disorders including the patients under this study,
shows that the chromosomal abnormalities of PBL are in evident
Processing, although they are neither consistent nor, in the most of cases,
statistically significants.
These abnormalities included the occurrence of numerical alterations
(at random losses and excess of chromosomic groups), due to divisional
errors or to the result of a higher frailty of these cells during the
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^ u Blastic transformation and cytogenetic studies of peripheral blood lymphocytes from
lymphosarcomatous patients, after stimulation by phytohemagglutinin. Mem. Inst. Butantan U2J 13:
71-76, 1978/79.
cytological preparations, or even to the presence of extra new elements
(marker chromosomes) besides an apparent normal karyotype. The
observation of these new elements could be understood in view of the
other chromosomic alterations, consisting on chromosome breaks and
rearrangements, appearence of quadriradial figures, suggesting the
occurrence of chromaditic recombination and pseudodiploidy.
Our data agree with the results described by Wisniewski &
Korsak 12, who found aneuploidies, pseudodiploidy and marker chromo¬
somes in a PBL culture of a patient carrying a lymphosarcoma. On the
other hand, Tjio et al n, Baker & Atkin 2 and Reeves 9 did not find
such abnormalities in PBL of patients showing these lymphoproliferative
diseases.
These discrepancies could be explained by mading use of the
speculation of Sandberg et al 10 who admitted that cells with chromosomal
abnormalities, present at different sites, were metastatic cells of the
neoplastic tissue, thus depending this fact on the degree of dissemination
of the abnormal cells in the blood flow.
ACKNOWLEDGEMENT: The authors wish to thank Mrs. Sibylle Heller
for the translation.
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DENARO, L.; LANGLADA. F.G.; MACHADO, J.C.; ESTEVES, M.I.; ABRÀO, A. & CAPPELANO.
R.S.L. — Blastic transformation and cytoífenetic studies of peripheral blood lymphocytes from
lymphosarcomatous patients, after stimulation by phytohemaKglutinin. Mem. Inat. Butantan, 42/43:
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RESUMO: Culturas temporárias de linfócitos do sangue perifé¬
rico, estimuladas pela fitohemaglutinina, foram utilizadas para
estudos da taxa de transformação blástica e de citogenética, de
dois pacientes portadores de linfomas não-Hodgkin. Imunologica-
mente, os dois pacientes não mostraram repressão da população
linfocitica T. Citogeneticamente, foram evidenciadas algumas
aberrações cromossômicas, embora estas não fossem patognomônicas.
UNITERMOS: Linfomas não-Hodgkin; Transformação blástica;
Citogenética.
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Mem. ln*t. Butantan
AS/AS: 77-85, 1978/79
PREPARAÇÃO DO SORO ANTIBOTULÍNICO TIPO B
PELA HIPERIMUNIZAÇÃO DE CAVALOS, NO
INSTITUTO BUTANTAN *
Hisako Gondo HIGASHI**
Hideyo IIZUKA**
Edison Paulo T. OLIVEIRA**
Maria Antonieta da SILVA**
RESUMO: Os autores descrevem o método utilizado na preparação
do soro antibotulínico tipo B, em escala industrial, pela hiperimu-
nização de eqüideos, através do antígeno adsorvido pelo alúmen de
potássio.
Empregando o esquema de imunização anteriormente proposto, con¬
seguiram obter mistura de plasma hiperimune que apresentou cerca
de 150 UI/ml de antitoxina botulínica tipo B, o qual, após purificado
pelo método de Pope modificado, concentrou até o nível antitóxico
de 750 UI/ml. Este produto foi diluído convenientemente para que
contivesse 500 UI/ml. de antitoxina botulínica tipo B, para atender
eventuais surtos de acidente botulínico humano.
Foi verificado também, em animais de laboratório, pelo teste de
neutralização cruzada que as antitoxinas tipo A e B, não apresentam
reação cruzada com a toxina heteróloga, comportando-se portanto
como soros monoespecíficos.
UNITERMOS: Botulismo; preparação de soro antibotulínico;
Clostridium botulinum tipo B; intoxicação alimentar; toxina, ana-
toxina e toxóide botulínico tipo B.
INTRODUÇÃO
O botulismo é uma intoxicação devido à ingestão de alimentos cujas
más condições de preparo, possibilitam a presença da toxina pré-formada,
e que se traduz por síhdrome neurovegetativo, freqüentemente fatal. O
agente etiológico e o quadro evolutivo da doença, foram descritos e ca¬
racterizados pela primeira vez por Van Ermengen3133 (1897), que o de¬
nominou de Bacillus botulinus.
Leuchs 30, em 1910 isola uma nova cepa de bacilo botulínico, antigeni-
camente diferente do bacilo de Van Ermengen, sendo este fato confirma-
Trabalho apresentado na XVII Reunião Anual da SBPC, Belo Horizonte, MG, Brasil.
Seção de Toxinas e Anatoxinas do Instituto Butantan
Endereço para correspondência: Caixa Postal 65, CEP 06540 — SP, Brasil
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HIGASHI. H.G.; IIZUKA. H.; OLIVEIRA, E.P.T. & SILVA, M.A. -
tipo B, pela hiperímunização de cavalos, no Instituto Butantan.
1978/79.
- Preparação do soro antibotullnico
Mem. Inat. Ifutantan, 77-86,
do por Dickson em 1918 8. Holland 8 classificou tais bacilos no gênero
Clostridium como Clostridium botidinum tipo A e tipo B, respectivamente.
Apesar de serem conhecidos atualmente 7 tipos antigenicamente dife¬
rentes de Clostridium botulinum 3' s, os acidentes estatisticamente mais
freqüentes de botulismo humano, são provocados pelas exotoxinas neuro-
paralíticas do tipo Ae BliUi 9‘ 12' 17‘ 19’ 20’ 24‘ 27. A doença reveste-se de as¬
pecto grave e dramático pois, seu índice de mortalidade varia de 30 a 90%
dos casos 8' 21.
Em 1972, pela primeira vez no Brasil, foi preparado o soro antibotu-
línico tipo A, no Instituto Butantan 23. Todavia, em virtude de não haver
imunidade cruzada com a toxina tipo B 3i 14' 28 e sendo a soroterapia espe¬
cífica o único tratamento efetivamente curativo do botulismo •• 15’ 18' 33 e
considerando a necessidade de dispor do anti-soro tipo B em nosso país;
assim sendo, propomos no presente trabalho estudarmos a possibilidade de
obtê-lo, através da hiperímunização eqüina.
MATERIAL E MÉTODOS
O presente trabalho foi desenvolvido utilizando, em linhas gerais, os
mesmos métodos já descritos anteriormente23. Todavia, torna-se necessá¬
rio estabelecer as seguintes considerações :
1. Cepa utilizada — n.° 204-IB, proveniente da germoteca do Ins¬
tituto Butantan e selecionada dentre as amostras de Clostridium botulinum
tipo B, por ser dotada de elevada toxigenicidade.
2 . Inoculum — era preparado em 20 ml do meio de Tarozzi 30, incuba¬
dos a 37° C durante 24 horas.
3. Toxina botidínica tipo B — para o preparo da toxina, foi utili¬
zado o meio de cultura proposto por Wadsworth 34, modificado 23. Acerta¬
do o pH para 7.8, o meio era dispensado em volumes de 2.250 ml, em fras¬
cos Érlenmeyer de 3.000 ml de capacidade. Após a esterilização, era
resfriado bruscamente, até a temperatura de cerca de 45°C. No momento
da semeadura, adicionava-se esterilmente, 90 ml de solução de glicose a
50% e, após a inoculação de 20 ml de sementeira em cada frasco, eram
incubados a 37°C, durante um período de 9 dias, quando ocorria a toxigê-
nese máxima. Retirados da estufa, colhiam-se as amostras de cada frasco
e procediam-se às provas biológicas e a bacterioscopia.
3.1 Titulação da toxina — as amostras de toxina botulínica colhi¬
das de cada frasco, após centrifugadas a 2000 rpm durante 30 minutos
eram tituladas preliminarmente em camundongos, segundo Nigg e cols. 22.
Em seguida, determina-se o seu título em DL50, conforme a recomenda¬
ção da O.M.S. (1963).
4. Toxinotipia — utilizamos o método preconizado pelo Instituto
Pasteur 28 para a confirmação do tipo da cepa utilizada, através da soro-
proteção monoespecífica 4’ I8- 20’ 33.
5. Anatoxina botulínica tipo B — para o preparo da anatoxina, as
toxinas devem apresentar títulos adequados, isto é, superior a 10 5 DMM
em camundongos, visando melhor poder antigênico 23. Para a destoxifiea-
ção, a cultura tóxica era tratada com formol na concentração final de
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HIGASHI, H.G.; IIZUKA, H.; OLIVEIRA, E.P.T. & SILVA, M.A. — Preparação do soro antibotulínico
tipo B, pela hiperímunização de cavalos, no Instituto Butantan. Mem. Inat. BWtantan, 42/43: 77-85,
1978/79.
0,5% e incubada a 37°C, por um período de 3 a 4 semanas, acompanhada
de agitação constante 23. A verificação preliminar do estado de destoxi-
ficação era realizada em camundongos, inoculando-se 1 ml do produto em
lotes de 5 animais, e, observando-se a sua inocuidade durante um período
de uma semana. A seguir, o produto destoxificado era testado em lotes
de cobaios de 250 a 300 gramas de peso, inoculados com 5 ml e observados
durante 30 dias. Comprovada a inocuidade da anatoxina, o produto era
então filtrado.
5 . 1 Clarificação e filtração — nesta fase do processamento a anato¬
xina sofria o processo de pré-filtração esterilizante, através do filtro Milli-
pore, cujas membranas eram dispostas de maneira que a porosidade de¬
crescia progressivamente de 1,5 jx até 0,45 (x de diâmetro efetivo. O fil¬
trado era estocado a 4°C, ao abrigo da luz.
6. Toxóide botulínico tipo B — para o preparo de toxóide, o pro¬
duto inócuo e estéril era precipitado pela solução estéril a 10% de sulfato
duplo de alumínio e potássio, com agitação constante, resultando numa
concentração final de 1,5% do adsorvente. Concomitantemente, a queda
do pH era corrigida a 5,5 pela adição de uma solução concentrada de hi¬
dróxido de sódio a 40%, permanecendo em repouso, durante 24 horas a fim
de completar a adsorção do toxóide. O precipitado antigenicamente ativo
era lavado com solução fisiológica estéril, a 0*85% de cloreto de sódio,
por três a quatro vezes, até resultar um sobrenadante completamente lím¬
pido.
7 . Preparo de soro antibotulínico tipo B — o soro antitóxico era
preparado, imunizando-se cavalos em duas etapas. Inicialmente, os ani¬
mais selecionados recebiam a imunização de base, seguida de um período
de repouso de pelo menos 30 dias e, finalmente, eram submetidos à hi-
perimunização 4.
7 . 1 Imunização de base — nesta fase, os cavalos recebiam o estímu¬
lo primário, consistindo na administração via intramuscular, na região
dorsal, de doses progressivamente crescentes de antígeno, durante um pe¬
ríodo de seis semanas, recebendo um total de 1795 ml do produto 23. Na
última semana da imunização de base, efetuava-se a sangria exploradora
de cada animal. Os eqüídeos que apresentassem boa resposta antigênica,
eram separados para a obtenção de soros. Os cavalos que demonstrassem
teor de antitoxina superior a 100UI/ml, eram sangrados na proporção de
4% em relação ao seu peso corporal, fracionados em duas vezes, com in¬
tervalo de dois dias entre as sangrias.
Em seguida, os animais entravam em fase de repouso, durante um
espaço de tempo de 30 dias, no mínimo 2-. 4.
7.2 Hiperímunização — nesta fase, cada animal recebia um total
de 1.000 ml do antígeno, fracionados em séries progressivamente crescen¬
tes de duas injeções semanais, durante um período de quatro semanas r J3.
O processo de hiperímunização era repetido após cada período de
sangria e repouso do animal.
O sangue era recolhido em solução anticoagulante de citrato de sódio,
e ao plasma separado, era adicionado uma solução preservativa de fenol
obtendo-se uma concentração final de 0,4% e em seguida, conservado em
geladeira, até o momento da purificação e concentração 10’ 23.
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HIGASHI. H.G.; IIZUKA, H.; OLIVEIRA, E.P.T. & SILVA, M. A. -
tipo B, pela hiperímunização de cavalos, no Instituto Butantan.
1978/79.
- Preparação do soro antibotulínico
Mem. Inat. Butantan, 42/45:77-85,
As amostras da mistura de plasma obtidas após a hiperímunização
de eqüinos eram dosadas segundo o método preconizado pela Organização
Mundial de Saúde, em Unidades Internacionais, frente ao Soro Padrão
Antibotulínico tipo B, padrão internacional 4. Todas as misturas de plasma
eram concentradas e purificadas de acordo com o método de Pope 25, mo¬
dificado por Furlanetto & Santos 10.
Finalmente, o soro dialisado era novamente titulado frente ao padrão
internacional, para possibilitar a sua diluição a fim de conter 500UI/ml
de antitoxina botulínica tipo B, de acordo com os requisitos mínimos da
Organização Mundial de Saúde.
8. Soro e toxina padrão
8.1 Soro padrão — utilizamos o soro antibotulínico tipo B, padrão
internacional, proveniente do International Laboratory for Biological
Standarts, Statens Serum Institute, da Organização Mundial de Saúde,
Copenhagen, acondicionado, sob forma liofilizada, em ampolas contendo
87 mg de antitoxina equivalente a 500 UI. Portanto, uma unidade inter¬
nacional do atual padrão é a atividade específica que está encerrada em
0,174 mg de antitoxina eqüina hiperimune liofilizada \
8.2 Toxina botulínica padrão tipo B — foi preparada no laborató¬
rio e padronizada ao nível de 1 L f (unidade de limite morte), frente ao
soro padrão antitobulínico tipo B, e sendo conservada sob a forma líquida e
glicerinada 4.
Para todos os ensaios biológicos realizados, o diluente utilizado era
a solução tampão de gelatina fosfatada, contendo 0,2% de gelatina e 1%
de fosfato dissódico, cujo pH era ajustado de 6,6 e esterilizado em auto-
clave. Os camundongos (18 — 22 g) e os cobaios (250 — 300 g) utiliza¬
dos, sem distinção de sexo, eram provenientes do Biotério Geral do Ins¬
tituto Butantan.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O crescente surto em níveis internacionais, de casos de botulismo hu¬
mano de tipo B *• 9' 12' "■ 20 tornou-se urgente a necessidade de se produzir,
no Brasil, o soro antibotulínico tipo B, a fim de estarmos preparados con¬
tra eventuais acidentes. O presente trabalho, pioneiro no Brasil, possibi¬
litou ampliar a nossa independência tecnológica, no campo da produção de
soros antibotulínicos.
A experiência acumulada no preparo de soro antibotulínico do tipo
A 23, acrescida de algumas modificações facilitou grandemente, o estabe¬
lecimento das condições que permitissem, através de ensaios experimen¬
tais, a obtenção de soro antibotulínico tipo B.
Quanto à seleção da melhor cepa a partir das existentes em estoque
na germoteca do Instituto Butantan, a de n.° 204-IB, revelou ser a mais
toxigênica, pois o título das toxinas obtidas, após 3 a 4 passagens, foi de
8 x 10 5 DMM/camundongo (tabela 1), quando cultivadas em meio
de cultura proposto por Wadsworth modificado 23’ 34, ocorrendo a
toxigênese máxima no nono dia, a 37°C. A partir desse período,
foi detectado o decréscimo gradual e constante do nível da exotoxina, fato
já anteriormente verificado por Stevenson e cols. 29.
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HIGASHL H.G.; IIZUKA, H.; OLIVEIRA, E.P.T. & SILVA, M.A. — Preparação do soro antibotulinico
1978/79 Pe U hiper,rnumzaçao de caval°8’ no Instituto Butantan. Mem. Inst. Ilutantan, /Í/W.-77-85,
TABELA 1
Titulação de três amostras de toxina botulínica tipo B, inoculados por via intraperitoneal
(0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
* Em todas as tabelas apresentadas, o denominador indica o número de animais inoculados
e o numerador, o número de animais mortos
A tabela 2, representa o resultado da prova de toxinotipia do Clostri-
dium botulinum, cepa n.° 204-IB, usando-se como referência, a antitoxina
botulínica tipo B, padrão Internacional, fornecida pela Organização Mun¬
dial de Saúde (OMS).
O processo de filtração da toxina e anatoxina, pode acarretar grande
prejuízo da qualidade tóxica e antigênica do produto, quando se empre¬
gam filtro Seitz, com placas esterilizantes EKS ou velas esterilizantes
Madler 23. Esta perda reduz-se a níveis satisfatórios mediante o uso de
filtros Millipore, utilizando membranas filtrantes HAWP-293 de 0,45 jx,
de porosidade efetiva.
TABELA 2
Toxinotipia do Clostridium botulinum, cepa n.° 204-IB, frente a antitoxina botulínica tipo B,
padrão internacional, inoculados por via intraperitoneal (0,5 ml da mistura de toxina e
antitoxina) em camundongos de 18 a 22 g
SS r sem sintoma
f = morte do animal
Quanto ao nível de formol necessário e suficiente para promover
completa destoxificação da toxina botulínica tipo B, os ensaios realizados
demonstraram que ele oscilava, sob nossas condições de trabalho, entre
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H1GASHI, H.G.; IIZUKA, H.; OLIVEIRA, E.P.T. & SILVA, M.A. — Preparação do soro antibotulínico
tipo B, pela hiperímunização de cavalos, no Instituto Butantan. Mem. Inat. B^*tantan, 42/43: 77-85,
1978/79.
as concentrações de 0,5 a 0,6% embora outros investigadores tenham en¬
contrado concentrações que variam entre os extremos de 0,3 a 1% 26’ 27 .
O alúmen foi utilizado como adjuvante, por ser o mais empregado na
adsorção da fração antigênica das anatoxinas botulínicas destinadas à hi-
perimunização de cavalos 2’ ll- ”• 22' 27.
Na tabela 3, está representado o resultado de um dos ensaios refe¬
rentes à dosagem da mistura de plasma antibotulínico tipo B. O cavalo
imunizado com a anatoxina botulínica precipitado pelo alúmen de potás¬
sio, apresentou título antitóxico que atingiu o nível de 150 UI de antitoxina
por milímetro de soro.
TABELA 3
Resultado da dosagem da mistura de plasma antibotulínico tipo B, frente a toxina botulínica
tipo B, inoculada por via intraperitoneal (0,5 ml da mistura de toxina e antitoxina em
camundongos de 18 a 22 g)
A tabela 4 apresenta o resultado da dosagem de soro antibotulínico
tipo B, que após a purificação e concentração atingiu níveis ao redor de
750 UI/ml.
Este soro, purificado e concentrado é finalmente diluído para apre¬
sentar 500 UI/ml de antitoxina botulínica, de acordo com as recomenda¬
ções emanadas da XV Seção de “Expert Commitee on Biological Stan-
dardization” da O.M.S.
TABELA 4
Resultado da dosagem do soro antibotulínico tipo B purificado, frente a toxina botulínica padrão
tipo B, realizada em camundongos, via intraperitoneal (0,5 ml da mistura toxina-antitoxina)
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HIGASHI. H.G.; IÍZUKA, H.; OLIVEIRA. E.P.T. & SILVA, M.A. — Preparação do soro antibotulínieo
tipo B, pela hiperimunização de cavalos, no Instituto Butantan. Mem. lnat. Butantan, kt/kS: 77-85,
1978/79.
As toxinas e antitoxinas botulínicas tipo A e B, são monoespecifi-
cas 4' 14' 18' 20, fato facilmente comprovável, de maneira segura e rápida,
através de testes de neutralização cruzada, “in vivo” (tabela 5).
TABELA 5
Especificidade das antitoxinas botulínicas tipo A e B, pelo teste de reação cruzada*
* Dose individual de 0,5 ml da mistura toxina-antitoxina, pela via intraperitoneal, em
camundongos de 18 a 22 g, sendo toxina botulínica ao nível de Lf/10 para tipo A e
Lt para tipo B
Com esta contribuição, pretendemos fornecer subsídios para enrique¬
cimento do nosso arsenal soroterápico, a fim de possibilitar um atendi¬
mento imediato em eventuais casos de intoxicação botulínica provocada
pela poderosa toxina tipo B.
CONCLUSÕES
1 . Utilizando-se Clostridium botulinum tipo B, cepa IB-204, sele¬
cionada da germoteca do Instituto Butantan, em função de sua toxigeni-
cidade, foi preparada toxina botulínica tipo B, dosando cerca de 8 x 10 5
DMM/camundongo ;
2. destoxificada e transformada em anatoxina pela ação do formol
a 0,5%, a anatoxina foi precipitada pelo alúmen a 1,25%, resultando em
toxóide botulínico tipo B, altamente antigênico;
3. este antígeno foi empregado para hiperimunização de cavalos
através de hiperimunização, sendo a resposta anticorpogênica da ordem
de 150 UI de antitoxina botulínica hiperimune, tipo B, por ml de soro;
4. a mistura de plasmas resultante de diversas hiperimunizações,
permitiu obter um soro purificado que foi concentrado até atingir ao redor
de 750 UI/ml, o qual possibilitou sua diluição até o nível de 500 UI de
antitoxina botulínica tipo B, produto para fins terapêuticos, destinado ao
atendimento de eventuais acidentes botulínico humano.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Prof. Dr. Flávio Zelante do Departamento de Mi-
crobiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, à
Sra. Sybille Heller e Sra. Carmen Aleixo do Nascimento do Instituto Bu¬
tantan, pelas valiosas colaborações prestadas.
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IIIGA8HI. H.G.; IIZUKA, H.; OLIVEIRA, E.P.T. & SILVA, M.A. -
tipo B, pela hiperímunização de cavalos, no Instituto Butantan.
1978/79.
- Preparação do soro antibotulinico
Mem. Inat. Butantan, k2/kS: 77-85,
SUMMARY : The authors describe the methodology for the prepa-
ration of Clostridium botidinum type B antitoxins, on industrial
scale, by hyperimmunization of horses with potassium alum absorbed
antigen.
Using a new immunization schema, the authors attained a mixture
of hyperimmune plasma, presenting approximately 150 UI/ml botu-
linus antitoxin, type B, which after ammonium sulphate purification,
according to the modified method of Pope, was concentrated to the
antitoxic levei of 750 UI/ml. This concentrate was convenientl.v
diluted to contain 500 UI/ml of Clostridium botulinum type B
antitoxin to be employed during an eventual outbreak of human
botulism.
By cross neutralization tests, it was also verified that the types A
and B antitoxins exhibit no cross-reaction with heterologous toxin,
therefore behaving as monoespecific sera.
KEYWORDS: Botulism; preparation of botulinus antitoxin; Clos¬
tridium botulinum type B; food poisoning; toxin, toxoid and type B
botulin toxoid.
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12
Mem. Intt. Butantan
At/ AS: 87-94, 1978/7»
SNAKES COLLECTED BY “PROJETO RONDON XXII”
TO PIAUÍ, BRAZIL
A.R. HOGE*
C.R. RUSSO*
M.C. SANTOS**
M.F.D. FURTADO**
ABSTRACT: Fifteen species belonging to Fifteen genera are
listed.
KEYWORDS: Snakes of Piauí, Brazil; Boidae; Colubridae;
Elapidae; Viperidae.
INTRODUCTION
The snakes collected by the “Projeto Rondon XXII” from Piauí,
Brazil, in January 1979 were deposited in the Herpetological Collection
of the Instituto Butantan.
Since this region is poorely known and is of special interest for
its faunal relations with, Central Brazil, Mato Grosso; Paraguay (as
already mentioned by Schmidt and Inger 1951) Northern Argentina and
even with more northern regions we decided to publish this list.
BOIDAE
Boa constrictor constrictor Linnaeus
1758 Boa Constrictor Linnaeus, Systema Naturae, Ed 10:215
Type locality: índia (in error)
IBH — 42.610 — Avelino Lopes — PI. á ; D 78 ; V 290 ; A 1 ; subc.
51; u.lab. 21/21; l.lab. 23/23; head 59,4 mm; body 1.440; tail 175 mm.
IBH 42.615 — São Raimundo Nonato — PI. $ ; D 76; V 235; A 1;
subc. 50; u.lab. 23/22; l.lab. 27/26; head 63,4 mm; body 1.460; tail
135 mm.
Seção de Herpetologia do Instituto Butantan
Seção de Venenos do Instituto Butantan
87
cm
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HOGE, A.R.: RUSSO. C.R.; SANTOS. M.C. & FURTADO, M.F.D. — Snakes collected by “Projeto
Rondon XXII“ to Piauí, Brazil. Mem. Inat. Butantan, Ul/\3: 87-94, 1978/79.
COLUBRIDAE
Drymarchon corais corais (Boie)
1827 Coluber corais, Boie, Isis von Oken, 1827 :537.
1899 [Drymarchon corais corais ] — Stejneger, North Amer. Fauna
1. 4:70.
Type locality: America.
IBH 42.447 — Parnaguá — PI. ; D 17/17/15 ; V 207 ; subc. 77/77 ;
u.lab. 8/8; l.lab. 8/8; head 49,8 mm, body 1.340 mm; tail 34,0 mm;
(skin only).
IBH 42.449 — Parnaguá — PI. 9 ; D 17/17/15; V 199; A 1; subc.
75/75; u.lab. 8/8; l.lab. 8/8; head 60,5 mm; body 1.510 mm; tail 31,0 mm;
p.oc. 2; temp. 2.
IBH 42.452 — Simplício Mendes — PI. s ; D 17/17/15; V 152; A 1 ;
subc. 78/78; u.lab. 8/8; l.lab. 8/8; head 24,7 mm body 535 mm; tail 11,5
mm; p.oc. 2; temp. 2.
Designs and colours are normal as for the subspecies.
Helicops leopardinus (Schlegel)
1837 Homalopsis leopardina Schlegel, Essai Physic. Serp., 2:358
Type locality: unknown.
IBH 42.445 — Parnaguá — PI. 9 ; D 19/19/17; V 128; A 1/1; subc.
60/60; u.lab. 8/8; l.lab. 10/10; head 30,6 mm; body 515 mm; tail 16,5
mm; p.oc. 2; temp. 2.
IBH 42.462 — Parnaguá — PI. 9 ; 19/19/17; V 127 A 1/1; subc.
76/76; u.lab. 8/8; l.lab. 10/10; head 11,4 mm; body 230 mm; tail 9,0 mm;
p.oc. 2; temp. 2.
IBH 42.465 — Parnaguá — PI. 9 ; D 19/19/17; V 125; A 1/1; subc.
78/78; u.lab. 8/8; l.lab. 9/9; head 13,7 mm; body 170 mm; tail 7,3 mm;
p.oc. 2; temp. 2.
When more specimens will be available all this specimens could may
be considered as a distinct subspecies for wich the name of H. lepreuri
Dumeril, Bibron et Duméril is already available.
Leimadophis poecilogyrus xerophilus (Amaral)
1944 Leimadophis poecilogyrus xerophilus Amaral, Pap. Avul.
Depto. Zool. São Paulo, 5:81.
Type locality: Not clearly stated; perhaps Ceará, Brazil.
IBH 42.443 — Parnaguá — PI. 9 ; D 18/18/15; V 155; A 1/1; subc.
54/54; u.lab. 8/8; l.lab. 10/10; head 11,7 mm; body 165 mm; tail 4,0 mm;
p.oc. 2; temp. 1.
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H°GE. A.R.: RUSSO. C.R.; SANTOS. M.C. & FURTADO, M.F.D. — Snakea collected by "Projeto
líondon XXII to Piauf, Brazil. Mem. Inat. Butantan, 4$/4$:87-94, 1978/79.
IBH 42.467 — Monte Alegre — PI. $ ; D 19/19/15; V 156; A 1/1;
subc. 47/47; u.lab. 8/8; l.lab. 10/10; head 21,5 mm; body 475 mm; tail
10,0 mm; p.oc. 2; temp. 1.
Leptophis ahaetulla liocercus (Wied)
1824 Coluber liocercus Wied, Abbildungen zur Naturgeschichte von
Brasilien: section 14, pl. 3 (also numbered as pl. 58) and
accompanying unnumbered page of text.
1948 Thalerophis richardi liocercus — Oliver, Buli. Amer. Mus. Nat.
Hist., 92:232, fig. 4.
1958 Leptophis ahaetulla liocercus — Int. Comm. Zool. Nomen., Op.
524 :270.
Type locality: Wied mentions material from Cabo Frio, Paraíba,
Maricá, Saquarema (or Sagoarema), Araruama, Ponta Negra, Lagoa
Feia and Espírito Santo — Brazil).
IBH 42.453 — Simplício Mendes — PI. 9 ; D 13/13/11; V 167; A
1/1; subc. 150/150; u.lab. 8/9; l.lab. 10/11; head 32,4 mm; body 900
mm; tail 53,0 mm; p.oc. 2; temp. 1.
Liophis mossoroensis
1972 Liophis mossoroensis Hoge et Lima Verde, Mem. Inst. Butan¬
tan, 36 :215-220, fig. 2.
Type locality: Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil.
IBH 42.444 — Parnaguá — PI. 9 ; D 17/17/15; V 153; A 1/1; subc.
52/52; u.lab. 8/8; l.lab. 10/10; head 13,8 mm; body 240 mm; tail 5,5
mm; p.oc. 2; temp. 1.
Lygophis dilepis Cope
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(1952) :251, fig. 2.
Type locality: Paraguay.
IBH 42.535 — São Raimundo Nonato — PI. 9 ; D 18/18/15; V 173;
A 1/1; subc. 66/66; u.lab. 8/8; l.lab. 9/11; head 20,2 mm; body 550 mm;
tail 16,5 mm; p.oc. 2; temp. 1.
Mastigodryas bifossatus triseriatus x Mastigodryas bifossatus lacerdai
1820 Coluber bifossatus Raddi, Mem. Soc. Italiana Sei. Moderna,
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Type locality: Rio de Janeiro, Brazil.
89
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IBH 42.448 — Parnaguá — PI. á ; D 15/15/15 ; V 172 ; subc. 42/42 ;
u.lab. 7/7 ; 1. lab. 9/9; head 42,9 mm; body 1.000 mm; tail 18,5 mm; p.oc.
2; temp. 2.
Philodryas nattereri (Steindachner)
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IBH 42.534 — São Raimundo Nonato — PI. 9 D 21/21/19; V 214;
A 1; subc. 119/119; head 15,7 mm; body 315 mm; tail 11,5 mm;
(head mut).
Phimophis iglesiasi (Gomes)
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IBH 42.486 — Parnaguá — PI. á ; D 18/19/17; V 167; A 1; subc.
38/38; u.lab. 8/8; l.lab. 9/9; head 0,7 mm; body 215 mm; tail 35 mm;
p.oc. 2; temp. 1.
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IBH 42.540 — Avelino Lopes — PL S ; D 16/13/10; V 222; A 1;
subc. 114/114; u.lab. 7/7; l.lab. 8/8; head 46,5 mm; body 1.620 mm;
tail 51,0 mm; p.oc. 2; temp. 1.
IBH 42.557 — Cristalândia — PI. & ; D 14/14/12 ; V 231 ; A 1 ; subc.
103/103; u.lab. 6/7; l.lab. 9/9; head 49,7 mm; body 1.755 mm; tail 495
mm; p.oc. 2; temp. 1.
Waglerophis merremii (Wagler)
1824 Ophis merremii Wagler, in Spix., Sp. Nov. Serp. Bras. : 47,
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1972 Waglerophis merremii Hoge and Romano, Mem. Inst. Butantan,
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90
cm
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H0GRo„dtR'i^° p? Rr |ANJ0^ M C- * FURTADO, M.F.D. - Snakes collected by “Projeto
Rondon XXII to Piauí, Brazil. Mem. Inat. Butantan, 42/43: 87-94, 1978/79.
Type locality : Bahia, Brazil.
IBH 42.440 — São Raimundo Nonato — PI. 9 ; D 19/18/17; V 148;
A 1/1; subc. 40/40; u.lab. 7/7; l.lab. 10/10; head; 22,2 mm; body 400
mm; tail 60 mm; p.oc. 2; temp. 1.
IBH 42.441 — Avelino Lopes — PI. (mut).
IBH 42.630 — São Raimundo Nonato — PI. á ; D 19/19/17; V
144; A 1/1; subc. 43/43; u.lab. 7/7; l.lab. 11/11; head 29,1 mm; body
625 mm; tail 121 mm; p.oc. 2; temp. 1.
IBH 42.631 — São Raimundo Nonato — PI. s ; D 19/19/17; V 144;
A 1; subc. 44/44; u.lab. 7/7; l.lab. 11/11; head 23,3 mm; body 605 mm;
tail 125 mm; p.oc. 2; temp. 1.
IBH 42.632 — São Raimundo Nonato — PI. á ; D 19/19/17; V 149;
A 1/1; subc. 38/38; u.lab. 7/7; l.lab. 10/10; head 39,1 mm; body 765
mm; tail 120 mm; p.oc. 2; temp. 1.
ELAPIDAE
Micrurus ibiboboca (Merrem)
1820 Elaps ibiboboca Merrem, Tentamen Systematis Amphibiorum-
142.
1925 Micrurus ibiboboca — Amaral, Rev. Mus. Paulista, 15:29.
Type locality: Brazil.
IBH 42.446 — Monte Alegre — PI. $ ; D 15/15/15; V 231; A 1/1;
subc. 23/23; u.lab. 7/7; l.lab. 7/7; head 13,2 mm; body 685 mm; tail
4,1 mm; p.oc. 2; temp. 1.
IBH 42.536 — São Raimundo Nonato — PI. 9 D 15/15/15; V 244;
A 1/1; subc. 18/18; u.lab. 7/7; l.lab. 7/7; head 0,83 mm; body 320 mm;
tail 1,7 mm; p.oc. 2; temp. 1.
VIPERIDAE
Bothrops moojeni Hoge
1965 Bothrops moojeni Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32(1966) :126,
pl. 4; pl. 5, fig. 2.
Type locality: Brasília, Distrito Federal, Brazil.
IBH 42.442 — Avelino Lopes — PI. 9 ; D 27/27/21; V 193; A 1;
subc. 58/58; u.lab. 7/7; l.lab. 10/10; head 34,4 mm; body 700 mm;
tail 11,5 mm.
IBH 42.446 — Parnaguá — PL (skin only), D 27/27/21; V 188;
A 1; subc. 44/44; head 41,4 mm; body 900 mm; tail 13,5 mm.
Although the specimens offer some differences with the central
brazilian specimens it is not convenient to attribute them another taxo-
nomic situation, because the differences are slight and the specimens
proceed from the extreme limits of the distribution.
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HOGE, A.R. : RUSSO. C.R.; SANTOS, M.C. & FURTADO. M.F.D. — Snakes collected by “Projeto
Rondon XXII” to Piauí, Brazil. Mcm. Inat. Butantan, 42/43: 87-94, 1978/79.
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HOGE, A.R.; RUSSO, C.R.; SANTOS. M.C. & FURTADO, M.F.D. — Snakes colleted by “Projeto
Rondon XXII” to Piauí, Brazil. Mem. Inst. Butantan, 42/43: 87-94, 1978/79.
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HOGE, A.R.: RUSSO. C.R.; SANTOS, M.C. & FURTADO, M.F.D. — Snakes collected by "Projeto
Rondon XXII" to Piauí, Brazil. Mem. Inat. Butantan, ^2/^3: 87-94, 1978/79.
Crotalus durissus cascavella Wagler
1824 Crotalus cascavella Wagler, in Spix. Sp. Nov. Serp. Bras. :60,
pl. 24.
1966 Crotalus durissus cascavella Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32
(1965) :139, pl. 12.
Type locality: Bahia, Brazil; restricted by neotype designation to
Mina Caraiba; Bahia, Brazil; by Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32, 1965
(1966), 139.
IBH 42.556 — Simplício Mendes — PI. 9 ; D 25/29/33; V 175; A
1; subc. 31; u.lab. 13/14; l.lab. 14/17; head 23,7 mm; body 450 mm;
tail 5,5 mm.
OBS: We have 2 specimens still alive kept in our laboratories :
1 Bothrops erythromelas from São Raimundo Nonato and 1 Liophis
mossoroensis, from Avelino Lopes, Piauí.
ACKNOWLEDGMENTS
We are indebted to “Fundação Projeto Rondon, Operação Nacional
XXII”, to the Prefeituras of Avelino Lopes, Parnaguá and São Raimundo
Nonato; to Projeto Sertanejo filiated SUDENE in São Raimundo Nonato
for transportations, to father Lira for his help.
RESUMO: 15 espécies pertencentes a 15 gêneros sào mencionados.
UNITERMOS: Serpentes do Piauí; Boidae; Colubridae; Elapidae;
Viperidae.
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Mem. Inst. Butantan
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ESTUDO SISTEMÁTICO DE PHONEUTRIA NIGRIVEN TER
(KEYSERLING, 1891) E PHONEUTRIA KEYSERLINGI
( PICKARD-CAMBRIDGE, 1897) (ARANEAE;
LABIDOGNA TH A ; CTENIDAE) *
Vera Regina D. von EICKSTEDT**
RESUMO: Este trabalho é um estudo crítico da sistemática das
espécies de aranhas do gênero Phoneutria (LABIDOGNATHA;
CTENIDAE) que ocorrem nas regiões sul e sudeste do Brasil,
responsáveis pelo maior número de acidentes aracnídicos regis¬
trados nessa área.
É feita a revisão dessas espécies abrangendo uma discussão sobre
o valor taxonômico dos caracteres utilizados até o momento no
seu reconhecimento, uma pesquisa sobre outros possíveis caracteres
morfológicos diferenciais e o estudo das sinonímias, fundamentado
no exame dos espécimes - tipo acessíveis.
Os elementos específicos importantes para o reconhecimento dos
dois sexos são ilustrados e a distribuição geográfica, baseada nos
dados de coleta disponíveis, é representada em um mapa.
UNITERMOS: Sistemática de aranha. Phoneutria fera Perty,
1833; Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891); Phoneutria
keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897); Phoneutria nigriventroides
(Strand, 1907) ; Phoneutria rufichelis (Mello-Leitão, 1917) ;
Phoneutria paca (Mello-Leitão, 1922); Phoneutria luedenvaldti
(Mello-Leitão, 1927); Phoneutria holmbergi Bücherl, 1968.
Araneísmo.
INTRODUÇÃO
O Instituto Butantan tem necessidade de saber a correta posição
sistemática das aranhas cujo veneno é utilizado na elaboração dos soros
antivenenos aracnídicos e é fornecido como matéria-prima para trabalhos
de investigação científica desenvolvidos no Brasil e exterior. Do mesmo
modo, do ponto de vista médico-sanitário, é importante o reconheci¬
mento das espécies perigosas de aranhas e sua distribuição geográfica.
Extraído da dissertação de mestrado “Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling,
1891), Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897), Phoneutria pcrtyi (Pickard-Cambridge.
1897) ( Araneac; Labidognatha; Ctenidae) e comentários críticos sobre as demais espécies do
gênero a elas relacionadas”, apresentada ao Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências
da USP em 25-05-1979.
Seção de Antrópodos Peçonhentos do Instituto Butantan.
Endereço para corresponidência : CEP. 05504 — C. postal 65 — São Paulo, S.P. — Brasil.
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Eatudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Keyserlinsr, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridjje, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Jnst.
Butantan. 42/43:96-126, 1978/79.
Embora as aranhas do gênero Phoneutria tenham sido reconhecidas
já na década de 20 como responsáveis pelos graves acidentes neurotó-
xicos registrados em São Paulo e Rio de Janeiro e se prepare contra elas
um soro antiveneno desde 1925, o status taxonômico do gênero e de suas
espécies não está até agora bem definido. A perda provável dos espé¬
cimes-tipo das espécies mais antigas, a raridade de exemplares do gênero
(principalmente das espécies amazônicas) nas coleções dos museus e o
fato de que durante muito tempo o gênero Phoneutria Perty, 1833 foi
considerado sinônimo de Ctenus Walckenaer, 1805 muito contribuíram
para a situação caótica em que se encontra a taxonomia deste gênero.
As Phoneutria usadas no Instituto Butantan como doadoras de
veneno são aranhas capturadas, em geral, dentro ou próximo de resi¬
dências humanas, remetidas por pessoas interessadas em informações
sobre periculosidade, hábitos de vida, prevenção e procedimento em
caso de acidente. A maioria delas provém da cidade de São Paulo e arre¬
dores; uma pequena porcentagem chega viva ao Instituto procedente de
diversos municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro
e Paraná e é aproveitada também na extração de veneno. Duas espécies
ocorrem nesse material: Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891), que
constitui cerca de 90% das aranhas e uma outra espécie, procedente, em
geral, das baixadas fluminense e santista, que tem sido identificada ora
como Phoneutria fera Perty, 1833 ora como Phoneutria holmbergi
Bücherl, 1968 ora como Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge,
1897) . A posição genérica e a validade dessas espécies tem sido discutida
pelos autores.
Keyserling (1891:144) descreveu nigriventer baseando-se numa
fêmea coletada por von Ihering em Rio Grande, RS, Brasil, colocando-a
sob o gênero Ctenus. Na página seguinte, descreveu uma fêmea da cidade
do Rio de Janeiro como Ctenus ferus (Perty, 1833) ; originalmente esta
espécie havia sido descrita no gênero Phoneutria Perty, 1833, fundamen¬
tado em duas fêmeas capturadas por Spix e Martius no Rio Negro,
Amazonas, para as quais Perty criara duas espécies novas, rufibarbis e
fera (espécie-tipo do gênero por designação posterior de Pickard-Cam¬
bridge, 1897:59). Walckenaer (1837:369), baseando-se na disposição dos
olhos, subdividiu o gênero Ctenus em três “famílias”, colocando Phoneu¬
tria como “família” Phoneutriae, caracterizada por ter segunda fila
ocular recurva.
Pickard-Cambridge (1897), considerando a posição relativa dos olhos
como caráter genérico, distingue dois gêneros : Ctenus com segunda fila
ocular reta ou procurva e Phoneutria com segunda fila recurva. Menciona
que, a seu ver, eles só poderiam ser sinonizados se o tipo de fera fosse
reencontrado e ficasse esclarecida a dúvida existente sobre a exatidão
da figura dos olhos representada por Perty. Até então, somente havia
sido observada disposição ocular semelhante à da Phoneutria f era Perty
em ctenídeos africanos ( Anahita debilis (Pavesi, 1895), Galla Country).
Segundo Pickard-Cambridge, até que isso não fosse possível, o mais
acertado seria basear o gênero nos elementos fornecidos por Perty e,
assim, os nomes fera e rufibarbis não deveriam ser aplicados para
ctenídeos com segunda fila reta ou procurva, como fizera Keyserling
(1881 e 1891). Embora acreditasse que a figura dos olhos feita por Perty
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keynerlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labido gnatha; ctenidae) . Mem. Inat.
Butantan, 42/42:95-126, 1978/79.
devia estar errada e que Keyserling acertara ao supor que os dois grandes
exemplares que ele identificou como rufibarbis (1881) e ferus (1891)
eram congenéricos às espécies de Perty, Pickard-Cambridge manteve
estas duas espécies sob Phoneutria e criou duas espécies novas de Ctenus
(Keyserlingii e Pertyi ) para os exemplares descritos por Keyserling.
Justificou que, mesmo se mais tarde fosse demonstrado que a figura de
Perty não é fiel e que todas estas espécies de grandes Cteninae devessem,
portanto, ser incluídas unicamente sob o gênero Ctenus, ele não acre¬
ditava na possibilidade de espécies do Rio de Janeiro serem iguais a
espécies amazônicas (1897:64).
Strand (1917) encontrou um exemplar seco de aranha, etiquetado
“Brasília” com a letra de Perty, que ele considerou o tipo de Phoneutria
fera Perty. Ao redescrever este exemplar, Strand mencionou que a região
ocular estava danificada mas que podia-se verificar que a segunda fila
era apenas ligeiramente recurva. Strand havia notado em diversos
exemplares de Ctenus uma certa variação neste caráter e, pão^ tendo
observado nenhum outro elemento que pudesse diferenciar os dois gêneros,
Strand considerou Phoneutria sinônimo de Ctenus.
Vellard (Brazil e Vellard, 1925, 1926; Vellard, 1936), baseando-se
nos trabalhos de Keyserling, identificava os ctenídeos causadores dos
acidentes neurotóxicos registrados comumente em São Paulo e Rio de
Janeiro, para os quais havia obtido, juntamente com Vital Brazil, os
primeiros soros antivenenos de aranha produzidos no Brasil, como Ctenus
ferus e Ctenus nigriventer.
Mello-Leitão até 1936 classificava estas aranhas do mesmo modo.
Neste ano publicou uma revisão dos ctenídeos brasileiros na qual reva¬
lidou o gênero Phoneutria , distinguindo-o de Ctenus pela presença de uma
escópula na face interna dos artículos do palpo. Para isso baseou-se não
no espécime-tipo do genero mas nas aranhas da vertente atlântica da
região sudeste do Brasil que ele identificava como Phoneutria fera Perty
e que apresentam este caráter. Pickard-Cambridge (1897, 1902) já havia
utilizado este elemento para separar as especies neotropicais de Ctenus
em dois grupos : um constituído por espécies com escópula, representado
por aranhas de 30-40 mm de corpo e outro sem este caráter, onde foram
incluídas as demais espécies. Mello-Leitão considerou sob Phoneutria as
espécies fera, rufibarbis, as reunidas por Pickard-Cambridge no primeiio
grupo e as espécies com escópula no palpo que ele havia anteriormente
descrito sob Ctenus.
As aranhas usadas no Instituto Butantan como doadoras de veneno
passaram, então, a ser identificadas como Phoneutria fera Perty a Pho¬
neutria nigriventer (Keyserling). Nenhuma outra referencia foi feita ate
o momento a respeito da posição genérica dessas aranhas de sorte que
mantive as espécies em questão no gênero Phoneutria.
Bücherl (1952) colocou nigriventer na sinonímia de fera, justifi¬
cando que o colorido do ventre do abdômen, único caráter apontado por
Keyserling para diferenciá-las, varia durante o desenvolvimento pos-
embrionário, sendo a cor negra do ventre de nigriventer apenas a fase
final dessa variação ; como “indício biológico” desta sinonímia Bücherl
mencionou ter cruzado, por diversas vezes, machos de ventre vermelho
(que seriam machos de fera, segundo ele) com fêmeas de ventre negro e
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoncutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, 42/43: 95-126, 1978/79.
obtido descendentes férteis. Diversos trabalhos de farmacologia, clínica
médica, bioquímica e zoologia relativos a estas aranhas foram publicados,
a partir de então, como referentes unicamente à Phoneutria fera Perty.
Sehiapelli e Gerschman de Pikelin (1966) revalidaram nigriventer.
Como Holmberg, Keyserling, Vellard e Mello-Leitão, elas identificavam a
Phoneutria da vertente atlântica como fera Perty, distinguindo-a de
nigriventer pelos mesmos caracteres usados por Pickard-Cambridge
(1897) e Mello-Leitão (1936) : padrão do colorido abdominal, relação
comprimento/largura da tíbia do palpo do macho e relação comprimento/
largura do epígino.
Bücherl (1968) distribuiu as espécies de Phoneutria nos grupos
amazônico, boliviano e sul-brasileiro. Incluiu fera no primeiro grupo,
afirmando ser esta espécie exclusiva da região amazônica; no grupo sul-
brasileiro reuniu nigriventer e uma espécie nova, holmbergi, criada para
nomear as Phoneutria encontradas ao longo da costa atlântica brasileira.
Bücherl designou como tipo desta espécie o exemplar identificado por
Holmberg (1876) como Phoneutria fera, procedente de San José de
Flores (hoje um bairro de Buenos Aires) , por ser este o primeiro espécime
não amazônico do gênero determinado como fera. Entre as citações
bibliográficas referentes à holmbergi, Bücherl relacionou Ctenus Keyser-
lingii Pickard-Cambridge, 1897 (n. nov. pro ferus ; Keyserling) mencio¬
nando que “If Holmberg’s type should be lost, than I select Keyserling’s
type in Brit. Mus. as the neotype of P. holmbergi". Também incluiu sob
holmbergi a Ctenus Pertyi Pickard-Cambridge, 1897, cujo tipo afirmou
estar provavelmente perdido. Bücherl (1969a), sem tecer nenhum comen¬
tário, usou pela primeira vez a combinação Phoneutria keyserlingi
(Pickard-Cambridge, 1897), em substituição à P. holmbergi Bücherl, 1968.
Sehiapelli e Gerschman de Pikelin (1973) declararam holmbergi
nomen nudum e Ph. keyserlingi como sinônima de Ph. fera Perty, 1833.
Tendo à minha disposição centenas de exemplares de Phoneutria, fiz
uma revisão das espécies deste gênero descritas para as regiões sul e
sudeste do Brasil com a finalidade de esclarecer a posição específica das
aranhas ora em questão. Por outro lado, tendo constatado ampla variação
intra e interespecífica nos caracteres até agora empregados na distinção
dessas espécies, realizei o estudo dessa variação e uma pesquisa sobre
novos caracteres específicos, úteis no seu reconhecimento.
MATERIAL E MÉTODOS
Este trabalho é fundamentado principalmente em exemplares de
Phoneutria da coleção aracnológica do Instituto Butantan, preservados
em etanol a 80%.
Analisei 216 exemplares da coleção do Instituto Butantan, 11 do
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, gentilmente empres¬
tados pela Dra. Lícia Maria Neme, 16 do Museu Nacional do Rio de
Janeiro, emprestados pela Prof. Anna Timotheo da Costa, 5 do Museu
Riograndense (Porto Alegre), enviados a mim para identificação pelo
Dr. Arno Antonio Lise (Tabelas 1 e 2).
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoncutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labido gnatha; ctenidae). Mem. Inst.
Butantan, 42/48: 95-126, 1978/79.
Examinei os tipos de Ctenus nigriventer Keyserling, 1891, Ctenus
Keyserlingii Pickard-Cambridge, 1897 e Ctenus Pertyi Pickard-Cambrid¬
ge, 1897, as três espécies mais antigas descritas para as regiões sul e
sudeste do Brasil. Estes tipos pertencem ao British Museum of Natural
History (Londres) e foram emprestados pelo Dr. F. R. Wanless.
Os tipos de Ctenus paca Mello-Leitão, 1922 e Ctenus luederwaldti
Mello-Leitão, 1927, espécies colocadas na sinonímia de nigriventer
(Bücherl, 1968), encontram-se no Museu de Zoologia da USP e foram
também examinados.
Não consegui localizar o tipo de Ctenus rufichelis Mello-Leitão, 1917,
espécie considerada sinônima de nigriventer (Bücherl, 1968). Este
exemplar foi depositado na coleção particular do Dr. Álvaro Leitão;
segundo informações da Prof. Anna Timotheo da Costa essa coleção foi
perdida.
As coleções são representadas pelas seguintes siglas:
(BMNH) — British Museum of Natural History (Londres).
(IB) — Instituto Butantan (São Paulo).
(MN) — Museu Nacional (Rio de Janeiro).
(MR) — Museu Riograndense (Porto Alegre).
(MZSP) — Museu de Zoologia da USP (São Paulo).
De cada espécime examinei os caracteres morfológicos externos e
o colorido e tomei as dimensões costumeiramente usadas para estabelecer
proporções corporais.
O sistema copulador feminino foi removido do corpo através de uma
incisão no tegumento do epigastro e imerso em NaOH a 10% por aproxi¬
madamente uma hora para clarificação das estruturas fortemente escle-
rotizadas. Lavado em água destilada e colocado em etanol a_80%, retira¬
vam-se os pelos que recobrem sua parte externa e a secreção endurecida
comumente encontrada selando os orifícios externos dos dutos copuladores
de fêmeas fertilizadas. Tendo em vista a grande uniformidade observada
nas estruturas internas, apenas o epígino e escleritos laterais de cada
exemplar foram desenhados.
O palpo esquerdo dos machos foi seccionado na altura^ do trocânter,
imerso cerca de 2 horas em NaOH a 10% e colocado em água destilada
para expansão das hematódocas. Transferindo para etanol a 80% estudei
a morfologia do palpo, desenhando de cada aranha a tíbia com a apófise
tibial e o órgão copulador.
O epígino com os escleritos laterais e o palpo masculino foram
desenhados sempre com o mesmo aumento para enfatizar tanto a variação
da forma quanto a do tamanho.
Para o estudo da quetotaxia examinei em machos e fêmeas a dispo¬
sição dos espinhos em cada artículo dos quatro pares de pernas e do
palpo. Representei graficamente as posições observadas, circundando com
linha interrompida ou unindo com traço aquelas presentes em 80% ou
mais dos indivíduos examinados. A extensão das escópulas ventrais das
pernas foi ilustrada juntamente com a espinulação.
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Key . rlinsr, 1891) e
rhoneutria keyserlingi ( Pickard-CambridÉfe. 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mcm. Inat.
Butantan, W/48: 95-126, 1978/79.
De cada exemplar foram medidos o comprimento do corpo, enver¬
gadura (comprimento desde o ápice da perna I ao ápice da perna IV),
comprimento e largura do cefalotórax, comprimento dos artículos das
pernas, comprimento e largura da tíbia do palpo do macho.
Como o colorido só se mostra nítido em exemplares secos, a obser¬
vação dele foi feita por último e somente as variações mais significativas
foram consideradas.
Baseando-me no estudo comparativo dos elementos relacionados,
forneço uma redescrição das espécies válidas, precedida no texto pela
bibliografia consultada referente à sistemática da espécie original e das
sinônimas (quando não era possível determinar com certeza a espécie
mencionada ou quando não examinei o material relacionado nas listas
faunísticas publicadas, a citação bibliográfica correspondente não foi
incluída) .
No mapa de distribuição geográfica foram assinaladas as localidades
de procedência do material que estudei assim como as localidades-tipo das
espécies válidas e das sinônimas.
Os desenhos foram realizados por mim com câmara clara acoplada a
um estereomicroscópio e passados a nanquim pela Sra. Delminda
Travassos.
RESULTADOS E CONCLUSÕES
Das sete espécies de Phoneutria mencionadas na literatura para as
regiões sul e sudeste do Brasil ( nigriventer , keyserlingi, pertyi, rufichelis,
paca, luederwaldti, holmbergi) apenas nigriventer e keyserlingi são
válidas. Parece-me que Ph. pertyi (Pickard-Cambridge, 1897), espécie em
geral incluída na sinonímia de rufibarbis Perty, 1833, deva ser reva¬
lidada; entretanto não disponho, por ora de material suficiente para
esclarecer esta questão.
A sinonímia de keyserlingi com fera, proposta por Schiapelli e Gers-
chman de Pikelin (1973 :32) não pode ser aceita. Tive ocasião de examinar
material amazônico do gênero, inclusive da área correspondente à loca¬
lidade-tipo de fera (margens do Rio Negro, desde Manaus até Barcelos,
trajeto percorrido por Spix e Martius, 1817-1820) e nunca encontrei
representantes de keyserlingi procedentes desta região; as formas ama¬
zônicas são diferentes da espécie atlântica, como já havia sugerido
Pickard-Cambridge (1897:64). Na realidade, Vellard, Mello-Leitão,
Schiapelli e Gerschman de Pikelin identificam esta espécie com ferus;
Keyserling, 1891 non fera Perty, 1833 (Schiapelli e Gerschman de
Pikelin justificam a sinonímia de keyserlingi com fera afirmando que o
epígino das Phoneutria da vertente atlântica, que desenharam em 1966,
é idêntico ao ilustrado por Pickard-Cambridge (1897) do exemplar
descrito por Keyserling como ferus). Não se pode afirmar que ferus:
Keyserling seja igual à fera Perty: o espécime-tipo de fera está perdido;
a identificação desta espécie não pode ser feita baseada apenas na descrição
original ou na redescrição do tipo feita por Strand (o exemplar estava
só com o cefalotórax e pernas ; a morfologia da genitália, caráter decisivo
no reconhecimento das espécies, não foi descrita) ; o material existente
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Keyserling, 1891) e
Phoneutria kcyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Arancae ; labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, 42/43: 95-126, 1978/79.
atualmente nas coleções não confirma esta identidade. A forma atlântica
deve ser identificada como keyserlingi, em conformidade com o holótipo
desta espécie.
As Phoneutria cujo veneno é extraído no Instituto Butantan, perten¬
cem às espécies nigriventer e keyserlingi. A caracterização dessas espécies
tem sido baseada até agora nos elementos morfológicos usados por
Pickard-Cambridge (1897) e Mello-Leitão (1936). Constatei ampla
variação intra e interespecífica nesses caracteres. Relaciono, a seguir, os
resultados do estudo comparativo dos caracteres até agora em uso, aliado
a observações sobre outros caracteres e proposição de novos elementos
diagnósticos.
Não se pode diferenciar nigriventer de keyserlingi pela proporção
entre o comprimento e a largura do epígino. Pickard-Cambridge (1897 :64;
pl. III: figs. 2c, 2d) mencionou que em nigriventer o epígino é proporcio¬
nalmente mais curto que em keyserlingi. Este caráter foi usado por
Schiapelli e Gerschman de Pikelin (1966) para justificar a revalidação
de nigriventer. Constatei que tanto em nigriventer quanto em keyserlingi
ocorre desde epígino quase tão longo quanto largo até nitidamente mais
longo que largo assim como epígino de lados retos ou sinuosos (Figs. 3 e 4) .
Nestas duas espécies a placa epigineal é trianguliforme, com uma parte
caudal elipsóide e uma porção cefálica, compreendida desde a altura dos
poros de entrada do epígino até a extremidade apical da placa. A parte
cefálica é provida das guias laterais (“longitudinal ridges”, “lateral
ridges”, cristas laterais), cuja função provável é orientar o êmbolo
durante o acasalamento. Verifiquei que a conformação dessa estrutura é
caráter específico diagnóstico : em nigriventer a guia lateral apresenta-se
como um cordão, roliça e bem demarcada (Fig. 1) ; em keyserlingi ela é
comprimida lateralmente, formando uma quilha marginal no epígino
(Fig. 2).
Nos Cteninae existe, lateralmente ao epígino, na altura dos orifícios
de abertura, uma formação bem definida a que se dá o nome de escleritos
ou apófises laterais. Verifiquei que em nigriventer esses escleritos
são laminares, em forma de triângulo com o vértice dirigido para o
epígino (Fig. 1) ; em keyserlingi são riniformes, com reentrância pro¬
funda ou pouco conspícua (Fig. 2). O inconveniente deste caráter é que
na maioria das aranhas fertilizadas os escleritos aparecem quebrados,
dificultando a sua identificação. Isto ocorre porque na ocasião do acasa¬
lamento eles ajudam a firmar o êmbolo no orifício de entrada do epígino;
após a inseminação, o êmbolo desprende-se num movimento brusco, pro¬
vocando, muitas vezes a ruptura do esclerito ou de parte dele.
Os machos de nigriventer e keyserlingi têm sido diferenciados pela
proporção entre o comprimento e largura da tíbia do palpo. Mello-Leitão
(1936:15, figs. 33, 34, 35) mencionou, na chave de espécies de Phoneutna,
tíbia cerca de quatro vezes mais longa que larga em nigriventer e aproxi¬
madamente duas vezes mais longa que larga em keyserlingi ( fera sensn
Mello-Leitão), diferença também ilustrada nas figuras fornecidas por
este autor. Schiapelli e Gerschman de Pikelin (1966) ratificaram este
caráter como diagnóstico das duas espécies. Em 31 machos d e nigriventer
por mim examinados a relação comprimento/largura da tíbia do palpo
variou de 2,75 a 4,18 (valor médio = 3,44). Em 19 exemplares de
101
SciELO
EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigrivcnter ( Keyserlinsr, 1891) e
rhoneutria kcyscrlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Arancae : labidognatha; ctenidac) . Mevn. Inat.
Butantan. W/W: 95-126, 1978/79.
j/y *.'•
é/M
%
• ' 'r-
Phoncutria nigriventer (Keyserlinpr)
Fiíf. 1 — Epíprino, vista ventral. Holótipo n.°
1890.7.1.2914 (BMNH).
Phoneutria kciserling ( Pickard-Cambridge)
Fig. 2 — Epígino, vista ventral. Holótipo n.°
1890.7.1.2918 (BMNH).
keyserlingi essa relação variou de 2,52 a 3,28 (valor médio = 2,93).
Estes dados mostram que em nigriventer a tíbia do palpo é, em média,
proporcionalmente mais longa que em keyserlingi e que naquela espécie
ocorre desde tíbia aproximadamente duas vezes e meia mais longa que
larga até tíbia mais que quatro vezes mais longa que larga. Por apre¬
sentar grande variação intra-específica, não considero este caráter de
utilidade no reconhecimento das espécies em questão.
Numerosos autores têm dado especial atenção à morfologia do bulbo
copulador masculino como caráter especifico. No que se refere às
espécies de Phoneutria aqui analisadas, apesar de Mello-Leitão e Schiapelli
e Gerschman de Pikelin terem fornecido figuras do palpo masculino, as
estruturas do bulbo genital nunca foram utilizadas como caráter diag¬
nóstico. O estudo comparativo ora realizado demonstrou que o êmbolo
é caráter de importância primária na identificação dos machos. Em
Phoneutría o êmbolo é do tipo coniforme (Comstock, 1910, 1965), isto
é, um esclerito de base larga e parte apical afilada. Em nigriventer o
êmbolo é relativamente mais estreito, menos curvo e menos esclerotizado
que em keyserlingi. A parte apical do êmbolo desta espécie apresenta,
no lado externo, uma área sulcada, muito esclerotizada, em forma de Y
invertido (Fig. 6:ei) ; em nigriventer essa região mostra-se quase plana,
pouco esclerotizada e termina em linha reta (Fig. õie^. Nos demais escle-
ritos do órgão copulador masculino não encontrei variação conspícua
nestas duas espécies.
Embora a apófise tibial tenha sido usada por Mello-Leitão (1936:15)
para diferenciar machos de Phoneutria, em nigriventer e keyserlingi
não observei diferença morfológica significativa nesse caráter; em todo
o material a apófise apresentou-se como uma lâmina negra, de ponta
102
cm
SciELO
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, *2/48: 95-126, 1978/79.
cm
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigrivcntcr (Keyserling, 1891) e
Phoneutria kcyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Arancae : labidognatha; ctenidac) . Mem. lnst.
Butantan, 42/43:95-126, 1978/79.
Phoneutria nigrivcntcr (Keyserling)
Fig. 5 — palpo do macho, vista ventral.
Phoneutria kcyserlingi (Pickard Cambridge)
Fig. 6 — palpo do macho, vista ventral.
romba, dirigida para fora e ligeiramente curva na direção dorso-ventral,
localizada na parte apical externa da tíbia. Por outro lado, o exame
de machos de Phoneutria da Guiana, Colômbia, Bolívia, região amazônica
é Bahia mostrou que a forma da apófise tibial varia conspicuamente
dentro do gênero. A semelhança que observei nessa estrutura em
nigríventer e Jceyserlingi talvez possa ser explicada por um estreito
relacionamento entre estas espécies.
O colorido do ventre tem sido um caráter sempre usado no reconhe¬
cimento das espécies de Phoneutria. A coloração negra do ventre de
uigriventer deu, inclusive, nome à espécie. Em 1891, quando Keyserling
comparou seu exemplar de ferus (= keyserlingi) com o de nigríventer,
salientou que as duas espécies eram muito semelhantes, até mesmo com
epíginos iguais e que podiam ser distingüidas uma da outra apenas pelo
colorido do ventre. Verifiquei que fêmeas adultas de nigriventer normal¬
mente apresentam ventre negro, em contraste nítido com a região dorsal
do abdômen, que tem coloração acinzentada. Comumente existe, na região
mediana deste campo negro, uma zona triangular de colorido mais escuro ;
esta zona é delimitada por uma fila de sigilos (inserções musculares)
que se estende desde o sulco epigástrico até às fiandeiras. A coloração
do ventre é devida, em parte, à pigmentação escura da cutícula e em
parte à presença de pelos pretos recobrindo-a. Em exemplares jovejis
o ventre é alaranjado; nas eedises sucessivas ele torna-se avermelhado
com 4 filas de sigilos circundados por pelos claros. Posteriormente, surge
junto ao sulco epigástrico e às fiandeiras uma faixa transversal negra,
que vai se ampliando em direção à região central do ventre, formando
104
cm
SciELO
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoncutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, 42/43: 95-126, 1978/79.
prolongamentos ou pontes escuras interligando as duas regiões. Fêmeas
recém-adultas de nigriventer podem apresentar este padrão de colorido
ventral ; com o tempo o ventre torna-se uniformemente preto. Às vezes,
os pelos claros dos sigilos não são substituídos por pelos escuros e fêmeas
adultas de nigriventer podem se apresentar com ventre negro pontilhado
por 2 ou 4 filas de sigilos claros. Em keyserlingi o ventre é marrom,
concolor com o dorso, variando essa tonalidade de marrom avermelhado
escuro a marrom amarelado. Em geral, o ventre apresenta um triângulo
marrom mais escuro no centro. Fêmeas adultas de keyserlingi podem
apresentar colorido ventral semelhante ao de fêmeas semi ou recém-
adultas de nigriventer, ou seja, ventre avermelhado com uma faixa
transversal escura junto ao sulco epigástrico e às fiandeiras. Em
nigriventer este padrão será posteriormente substituído pelo padrão típico
da espécie, o que não ocorre em keyserlingi.
Em nigriventer é muito constante o padrão de colorido dorsal do
abdômen ilustrado na Fig. 7. Ele é constituído por um desenho formado
por uma faixa clara mediana anterior, ladeada por duas faixas mais
estreitas, seguidas por duas fileiras paralelas de manchas claras arredon¬
dadas, das quais partem linhas oblíquas de pontos claros em direção
ao ventre. Este padrão tem sido usado para diferenciar nigriventer de
keyserlingi, correspondendo à “central, dorsal, pale scalloped band”
mencionada por Pickard-Cambridge (1897, 1902) e ao fólio dorsal de
Schiapelli e Gerschman de Pikelin (1966). Verifiquei que em nigriventer
esse fólio mostra-se ora muito conspícuo, composto de manchas redondas
ocupando todo o dorso, ora miúdo, formado por aréolas triangulares
claras, ora pouco contrastante com o tegumento mas, em geral, presente.
Em keyserlingi há uma grande variação do padrão de colorido do dorso
do abdômen, ocorrendo espécimes com fólio completo, com fólio reduzido
a alguns pontos brancos dorsais, acompanhados ou não de pontos claros
laterais e exemplares com dorso concolor.
Fig. 7 Phoneutrim nigrieentrr (Keyserling). Fémea. Vista dorsal.
105
cm
2 3 4 5 6 SClELO 1Q 2.1 12 13 14 15
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) (Arancae: labidognatha ; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, 42/45:95-126, 1978/79.
Pelo exposto, pode-se concluir que o padrão de colorido abdominal,
por apresentar grande variação inter e intra-específica não constitui
caráter decisivo no reconhecimento de nigriventer e keyserling, como
tem sido até agora considerado (Mello-Leitão, 1936:15; Schiapelli e
Gerschman de Pikelin, 1966:676; 1973:37).
O número e a disposição dos espinhos das pernas e do palpo é
bastante variável em exemplares da mesma espécie e em um mesmo
indivíduo (lado direito diferente do esquerdo). Apesar de não ter encon¬
trado diferenças específicas na quetotaxia, verifiquei a existência de um
padrão básico. Como na literatura constam apenas referências incom¬
pletas, achei interessante fornecer uma representação topográfica da
espinulação (Figs. 8 e 9). Se por ora esses dados apresentam apenas valor
prático, possibilitando a identificação das pernas ou dos artículos
desprendidos, em trabalhos futuros, relativos à sistemática do gênero,
o conhecimento desse caráter será de utilidade.
Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891)
(Figs. 1, 3, 5, 7, 8, 9, 10, Tab. 1)
Ctenus nigriventer Keyserling, 1891:144, pl. 4, fig. 98 (Localidade-
tipo: Rio Grande, RS, Brasil; fêmea) ; Pickard-Cambridge, 1897:55, 64,
76, 81, pl. 3: fig. 2d; Pickard-Cambridge, 1902:410, 412; Strand,
1910:296-298 (descrição do macho); Petrunkevitch, 1911:475; Brazil e
Vellard, 1925:28, 45, pl. 5 e 6; Vellard, 1936:171-174; Machado, 1943:49;
Bücherl, 1951:53, 67, Bücherl, 1953a : 153 ; Bücherl, 1953b :2; Roewer,
1954:653; Bücherl, 1956a :294; Bücherl, 1956b :95; Schiapelli e Gersch¬
man de Pikelin, 1966:676;
Ctenus rufichelis Mello-Leitão, 1917 :97, figs. 15, 16 (Localidade-tipo:
São João dei Rei, MG, Brasil; macho); Roewer, 1954:654; Bücherl,
1968:190 (= nigriventer)-,
Ctenus paca Mello-Leitão, 1922:41 (Localidade-tipo : São Paulo, SP,
Brasil; fêmea) ; Roewer, 1954:653; Bücherl, 1968:190 (= nigriventer) ;
Phoneutria nigriventer; Mello-Leitão, 1936:15-17, 599, pl. 1: fig. 36,
pl. 3: figs. 34, 35; Bücherl, 1952:129, 135, 136; Bücherl, 1953a: 153,
fotos 2, 3; Bücherl, 1953b: 1, 2; Tretzel, 1957:75; Bonnet, 1958:3621;
Schiapelli e Gerschman de Pikelin, 1966:675-682, figs. 1-4, 9, 10, 13, 14;
Bücherl, 1968:187-190; Bücherl et al, 1969:53, 56-59, 66; Bücherl,
1969a : 157 ; Bücherl, 1969b :774, figs. 5, 6; von Eickstedt e Lucas,
1969:75-77; Bücherl, 1971a :223, 237, figs. 22, 25; Bücherl, 1971b :400,
435; Bücherl, 1972:123, 124, fig. 11; Schiapelli e Gerschman de Pikelin,
1973:31-33, 37.
Phoneutria rufichelis-, Mello-Leitão, 1936:15; Bonnet, 1958:3622;
Bücherl et al, 1969:64, 66.
Phoneutria paca; Mello-Leitão, 1936:15, 18; Bonnet, 1958:3621;
Bücherl et al., 1969:61, 66; von Eickstedt e Lucas, 1969:75-77.
Phoneutria fera; Bücherl, 1951:53, 67; Bücherl, 1956b :95 (partim) ;
Melchers, 1963:23, 24, figs. 11, 13; Bücherl, 1965a :394, fig. 4, mapa 2
(partim); Bücherl, 1965b :8, 9 (partim); Schmidt, 1975:9, 10, fig. 4
(partim).
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático do Phoncutria niyrivcntcr ( Keyserling, 1891) e
Phoncutria kcyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) (Arancac: labidognatha; clenidae) . Mcm. Inat.
Butantan, 42/48: 95-126, 1978/79.
$ — Tegumento castanho escuro, revestido de curtos pêlos marrom-
amarelados a cinza escuros. Artículo basal das quelíceras recoberto de
pêlos vermelho-tijolo e com fímbria de longos pêlos avermelhados na
promargem do sulco ungueal. Lábio e lâminas maxilares mais escuros
no ápice, com pêlos róseos no bordo anterior. Fêmur do palpo castanho
claro, com escópula amarelada, lateral interna; patela com faixa escura
dorsal dirigida obliquamente para fora; dorso da tíbia, escuro, com
estreita linha mediana de pelos cinza a amarelo-ouro ; tarso uniforme¬
mente escuro; os dois últimos segmentos com escópula cinza, lateral
interna. Face ventral dos fêmures I e II com faixa negra apical; patela
preto uniforme na face ventral ; os dois terços apicais da tíbia, todo o
metatarso e tarso com densa escópula ventral escura; face anterior dos
fêmures I muitas vezes de colorido amarelo-ocre; espinhos das pernas
e dos palpos em geral orlados de pêlos claros na base. Dorso do abdômen
com fólio dorsal, graúdo ou formado por manchas pouco conspícuas.
Ventre denegrido, com zona triangular mediana, preta, delimitada por
duas filas de sigilos circundados ou não por pêlos claros.
Cefalotórax ovalado, na frente pouco maior que a metade da largura
da região torácica mediana. Perfil cefalotorácico ligeiramente depresso,
pouco mais alto atrás. Sulco torácico longitudinal estendendo-se até a
base do cefalotórax.
Olhos 2-4-2. OMA um pouco menores que os OMP, os quatro for¬
mando um quadrado ligeiramente mais estreito na frente. OLA menores
que os outros, elípticos, constituindo com os OMP a segunda fila ocular,
reta ou ligeiramente procurva pelas margens anteriores dos quatro
olhos. OLP iguais ou pouco maiores que os OMP, dos quais distam por
aproximadamente um seu diâmetro. OLA e OLP em cômoro comum.
Clípeo cerca de duas vezes o diâmetro dos OMA.
Sulco ungueal das quelíceras com 3 dentes na promargem (o médio,
maior) e quatro na retromargem, seguidos de mais um, proximal,
punctiforme.
Lábio escavado lateralmente, pouco mais longo que largo, atingindo
a metade da altura das lâminas maxilares.
Pernas IV-I-II-III, com escópula densa em toda a face ventral dos
tarsos I-IV e metatarsos I-III ; metatarso IV com escópula na metade
apical, tíbias I-II escopuladas nos dois terços apicais, III-IV sem escó¬
pula (Fig. 8). Face ventral das pernas com pêlos longos, amarelados,
esparsos. Duas garras tarsais, pectinadas em fila única, com 5-7 dentes
curtos, seguidos em direção à base por outros, punctiformes. Um par
de densos tufos sub-ungueais, dispostos verticalmente no ápice de todos
os tarsos. Quetotaxia: Fig. 8.
Palpos com escópula na face lateral interna do fêmur, tíbia e tarso.
Epígino triangular, tão longo quanto largo ou mais longo que largo,
de lados retos ou sinuosos, com guias laterais abauladas, em forma de
cordão. Escleritos laterais lamelares, trianguliformes, subcaudais (Fig. 1).
Variação do tamanho do corpo ( 9 adultas) : 17,0 a 48,0 mm.
Tamanho médio do corpo; 33,6 mm.
Envergadura máxima observada : 150 mm.
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoncutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha ; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, -42/^:95-126. 1978/79.
$ — Corpo mais delgado e pernas proporcionalmente mais longas
que na fêmea.
Abdômen com fólio dorsal menos nítido que na fêmea e de colorido
vermelho ou alaranjado no ventre.
Pernas I-IV-II-III. Palpo com escópula lateral interna no fêmur,
tíbia e tarso. Apófise tibial externa, sub-apical, laminar, dirigida
obliquamente para fora, curvada na direção dorso-ventral. Palpo e
bulbo genital como na Fig. 5. Valor médio da relação comprimento/lar¬
gura da tíbia do palpo igual a 3,44. Quetotaxia: Fig. 9.
Demais caracteres morfológicos e de colorido como na 9 .
Variação do tamanho do corpo ( s adultos) : 18,5 a 31,0 mm.
Tamanho médio do corpo: 26 mm.
Envergadura máxima observada: 158 mm.
Material examinado — Vide Tabela 1. Total exemplares: 172
(111 $ 61 3 ).
Material-tipo — Holótipo 9 : BRASIL, Rio Grande do Sul, Rio
Grande; von Ihering col. ; n.° 1890.7.1.2914 (BMNH).
Discussão taxonômica: Diversas espécies têm sido colocadas na
sinonímia de nigriventer. Relaciono-as, a seguir, tecendo considerações
sobre a validade ou não dessas sinonímias, baseadas sempre que possível
no exame comparativo dos exemplares-tipo.
Phoneutria rufichelis (Mello-Leitão) , 1917 — Baseada em um
macho proveniente de São João dei Rei, Minas Gerais. O tipo, depo¬
sitado na coleção do Dr. Álvaro Leitão, está provavelmente perdido pois,
segundo informações da Prof.a Anna Timotheo da Costa, do Museu
Nacional (RJ), esta coleção não existe mais.
Büeherl (1968), sem nenhuma explicação e sem ter visto o tipo,
relacionou rufichelis na sinonímia de nigriventer. Mello-Leitão
(1936:15) diferenciava estas duas espécies pela apófise tibial do macho
que, segundo ele, era dirigida para fora em nigriventer e para dentro
em rufichelis, posição nunca observada por mim nos exemplares que
estudei. Verifiquei que Mello-Leitão equivocara-se na chave de espécies
(1936:15) pois na descrição original de rufichelis consta e é ilustrada
apófise tibial dirigida para fora. Tive oportunidade de examinar um
exemplar do Museu de Zoologia da USP (n.° 8943), capturado em
Mariana (MG), por Pinto da Fonseca, determinado como Ctenus rufi¬
chelis por Mello-Leitão em 1921. Trata-se de um macho de nigriventer.
Em vista destes argumentos, considero rufichelis sinônima de nigri¬
venter, ratificando o que foi sugerido por Büeherl (1968).
Phoneutria paca (Mello-Leitão), 1922 — Espécie descrita sob
Ctenus, baseada em uma fêmea de São Paulo, SP. Holótipo depositado
no MZSP, n.° 537A.
Mello-Leitão (1936) incluiu paca na chave de espécies de Phoneu¬
tria, diferenciando-a de nigriventer por possuir fileiras oblíquas de
pontos brancos partindo das manchas claras do dorso do abdômen, as
quais não foram mencionadas por Keyserling na descrição de nigriventer.
Büeherl (1968) relacionou paca na sinonímia de nigriventer, sem
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoncutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoncutria keyserlingi ( Pickard-CambridEe. 1897) (Arancac: labidognalha; ctenidae). Mcm. Inst.
Butantan, Í3/1,3:0 5-126, 1978/79.
nenhum comentário, von Eickstedt e Lucas (1969) sinonimizaram estas
duas espécies justificando que o tipo de paca é uma fêmea semi-adulta
de nigriventer, com epígino em formação. Como foi mencionado por
aquelas autoras, o exemplar ora catalogado como tipo de paca não
coincide com a descrição original quanto às dimensões e ao epígino
(segundo Mello-Leitão, o epígino do holótipo era “completamente desen¬
volvido, com duas cristas longitudinais semelhantes às de nigriventer”) .
Embora não se tenha o verdadeiro tipo à disposição, ratifico esta sino-
nímia baseando-me na descrição original, na localidade-tipo e nos resul¬
tados do estudo da variação do padrão de colorido abdominal de nigri¬
venter ora realizado.
Não mencionei sob nigriventer as referências feitas por Strand
(1907, 1916) mas julgo oportunos os seguintes comentários: Strand
(1907:425) descreveu sob nigriventer uma fêmea de Sorata (Bolívia),
mencionando que, embora o epígino dela fosse semelhante ao de nigri¬
venter, o exemplar tinha coloração diferente do colorido tipico desta
espécie; sugeriu o nome nigriventroides para esta forma, caso fosse
posteriormente demonstrado que ela era diferente de nigriventer. Este
mesmo autor (1916:129) descreveu duas fêmeas de Joinville (Brasil)
sob “ nigriventer var. nigriventroides" , cujo epígino era, segundo ele,
semelhante aos de nigriventer e keyserlingi, porém, com guia lateral
levemente comprimida. Mello-Leitão (1936) considerou nigriventroides
espécie válida, diferenciando-a de nigriventer pela guia lateral. Nos
catálogos de aranha, nigriventroides tem sido assinalada ora para a
Bolívia (Roewer, 1954) ora para o Brasil (Bonnet, 1958). A meu ver,
as aranhas de Joinville que Strand examir ou não são co-específicas à
fêmea descrita da Bolívia, são muito provavelmente iguais às que
estudei daquela localidade, pertencentes à espécie keyserlingi: a confor¬
mação da guia lateral e a variação do colorido observadas por Strand
são características dessa espécie. De acordo com informações do
Naturhistorisches Museum der Hansestadt Lübeck, o tipo de nigriven¬
troides não se encontra mais na coleção, devendo ter sido perdido
durante os bombardeios de 1942. Acredito que, por ora, o procedimento
mais correto é reservar o nome nigriventroides para exemplares da
Bolívia; somente quando houver material suficiente dessa região é que
poder-se-á discutir a correta posição taxonômica dessa espécie.
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Phoneutria nigriventer: Relação do material estudado.
v.E.D. von — Estudo sistemático de
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897)
Butantan, 42/43: 95-126, 1978/79.
Phoneutria nigriventer
( Arancac : labido gnatha;
(Keyserling, 1891) e
ctcnidac) . Mcm. Inst.
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TABELA 1 (continuação)
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyscrlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneac : labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, ^2/^3: 95-126, 1978/79.
cm
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TABELA 1 (continuação)
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoncutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria kcyzerlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) (Araneac: labidognatha; ctcnidae) . Mem. Inat.
Butantan, 42/43:95-126, 1978/79.
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cm
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TABELA 1 (continuação)
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) (Araneae: labidognatha; ctcnidae) . Mem. Inat.
Butantan, 42/43: 95-126. 1978/79.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
EICKSTEDT V R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria kcyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Arancae : labido gnatha; ctenidae) . Mcm. Inat.
Butantan, 95-126, 1978/79.
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TABELA 1 (continuação)
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyeerlingi (Pickard-Cambridjfe, 1897) ( Araneae : fabidognatha; ctenidae) . Mem. Irut.
Butantan, 4t/43: 95-126. 1978/79.
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labido gnatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, t*/4S: 95-126, 1978/79.
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897).
(Figs. 2, 4, 6, 8, 9, 10, Tab. 2)
Ctenus ferus; Keyserling, 1891:145 (= Ctenus Keyserlingii fide
Pickard-Cambridge, 1897 loc. cit.) ; Goeldi, 1892:213; Petrunkevitch,
1911:473 ( keyserlingi como sin. de ferus) ; Brazil e Vellard, 1925:14,
28, 45, pl. 5; Mello-Leitão, 1933:47; Vellard, 1936:173, 174, fig. 39;
Machado, 1943:49; Bücherl, 1953a: 153; Bücherl, 1953b :2; Roewer,
1954:650; Bücherl, 1956a :294.
Ctenus Keyserlingii; Pickard-Cambridge, 1897 :53, 55, 59, 64, 76,
81, pl. 3: fig. 2c (n. nov. pro ferus; Keyserling) (Localidade-tipo: Rio
de Janeiro, RJ, Brasil; fêmea); Pickard-Cambridge, 1902:410, 412;
3trand, 1910:297; Strand, 1916:129; Bücherl, 1968:189; Bücherl et al.,
1969:49, 54-57, 58; von Eickstedt e Lucas, 1969:67, 72.
Ctenus luederúáldti; Mello-Leitão, 1927 :397, 403 (Localidade-tipo :
Blumenau, SC, Brasil ; fêmea) ; Camargo-Andrade, 1937 :688 ; Roewer,
1954:652; Bücherl, 1968:189 (= nigriventer). N.SYN.?
Phoneutria fera; Holmberg, 1876:26 (?); Mello-Leitão, 1936:16,
pl. 1: fig. 32, pl. 3: fig. 33; Mello-Leitão, 1944:316; Bücherl, 1952:136;
Bücherl, 1953a :153; Bücherl, 1953b :1, 2; Schmidt, 1954:419, fig. 12a,
12b; Bücherl, 1956a :294, fig. 1 (partim) ; Bücherl, 1956b :95 (partim) ;
Tretzel, 1957:74-110, figs. 1-14 (?); Bonnet, 1958:3620; Bücherl,
1965a :394, fig. 4, mapa 2 (partim); Bücherl, 1965b :8, 9 (partim);
Schiapelli e Gerschman de Pikelin, 1966:675-682, figs. 5-8, 11, 12, 15,
16 ; Schiapelli e Gerschman de Pikelin, 1973 :31, 33, 37 ; Schmidt,
1975:9, 10, fig. 4 (partim).
Phoneutria holmbergi; Bücherl, 1968:187, 189, 190; Bücherl, 1969b:
1958:3620; Bücherl et ai, 1969:55, 66; von Eickstedt e Lucas,
1969:75-77.
Phoneutria holmbergi Bücherl, 1968:187, 189, 190; Bücherl, 1969b:
774, figs. 5, 6; Schiapelli e Gerschman de Pikelin, 1973:31, 32 (Nom.
nud.).
Phoneutria keyserlingi; Bücherl 1969a :157 (n. comb.); Bücherl,
1972:123; Schiapelli e Gerschman de Pikelin, 1973:32 (= fera).
9 — Abdômen, em geral, com pares de pontos claros no dorso,
acompanhados ou não de filas oblíquas de manchas claras; às vezes
com fólio dorsal ou de colorido uniforme; ventre marrom avermelhado
escuro a marrom amarelado, concolor com o dorso; alguns exemplares
com faixa escura transversal junto ao sulco epigástrico e às fiandeiras.
Demais detalhes de colorido semelhantes aos de nigriventer. Epígino
trianguliforme, tão longo quanto largo ou bem mais longo que largo,
de lados retos ou sinuosos, com guia lateral comprimida lateralmente,
formando uma quilha marginal; escleritos laterais, subcaudais, rinifor-
mes, com reentrância profunda ou pouco conspícua (Fig. 2). Demais
caracteres morfológicos como em nigriventer.
Variação do tamanho do corpo ( 9 adultas) : 25,0 a 47,5 mm.
Tamanho médio do corpo: 33,1 mm.
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, *2/43: 95-126, 1978/79.
S — Dorso do abdômen com ou sem fólio dorsal; ventre marrom
concolor com o dorso ou mais avermelhado. Palpo e bulbo genital como
na Fig. 6. Valor médio da relação comprimento/largura da tíbia do
palpo igual a 2,93. Demais caracteres morfológicos como em nigriventer.
Variação do tamanho do corpo ( á adultos) : 20,0 a 30,0 mm.
Tamanho médio do corpo : 29,1 mm.
Material examinado — Vide Tabela 2. Total exemplares: 76(48 9
28 a).
Discussão taxonômiea: Mello-Leitão (1927) descreveu a espécie
luederwaldti baseada numa fêmea semi-adulta de Blumenau, SC. Bücherl
(1968) relacionou esta espécie na sinonímia de nigriventer, sem nenhum
comentário, von Eickstedt e Lucas (1969) ratificaram esta sinonímia
justificando que o padrão de colorido do ventre de luederwaldti, caráter
usado por Mello-Leitão para criar a espécie, corresponde a uma das fases
de desenvolvimento do colorido ventral de nigriventer. Até esta ocasião
não tínhamos tido oportunidade de examinar nenhum exemplar adulto
procedente da localidade-tipo de luederwaldti. Segundo os dados de coleta
que agora possuo, em Blumenau ocorre a espécie keyserlingi. O estudo
da variação do padrão de colorido abdominal ora realizado mostrou que
não se pode distinguir exemplares jovens de nigriventer e keyserlingi
por este caráter. Assim, neste trabalho, a espécie luederwaldti foi colo¬
cada, interrogativamente, como sinônima de keyserlingi, em confor¬
midade com o material examinado da localidade-tipo desta espécie.
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TABELA 2 — Phoneutria keyserlingi: Relação do material estudado.
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Intt.
Butantan, 42/43: 95-126, 1978/79.
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TABELA (2 (continuação)
EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyseriingi ( Pickard-Cambridge, 1897) (Araneae: labidognatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, 42/4S: 95-126, 1978/79.
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labidognatha; ctenidae) . Mem. lnst.
Butantan, 1>2/J,8: 95-126, 1978/79.
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) e
Phoneutria keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897) (Araneae: labidognatha ; ctenidae) . Mem. Inat.
Butantan, 42/45:96-126, 1978/79.
Fig. 10 — Distribuição geográfica de Phoneutria nigriventer (Keyserding) e Phoneutria keyterlingt
( Pickard-Cambdrige) .
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EICKSTEDT, V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Keyserlinsr, 1891) e
Phoneutria keyserlingi {Pickard-Cambridge, 1897) ( Araneae : labido gnatha; ctenidae) . Mem. Inst.
Butantan, a/iSM-126, 1978/79.
SUMMARY : This work is a criticai study of the systematics of
the Southern and south-eastern Brazilian species of the spider genus
Phoneutria ( Labidognatha , Ctenidae ).
A discussion on the taxonomic value of the characters used up
to now for their identification as well as a research on new
diagnostic morphological characters and the study of the synony-
mies based on the examination of type-specimens are included.
The diagnostic characters of the valid species are illustrated and
the geographical distribution based on the avaiable collection
records is indicated on a map.
UNITERMS: Spider systematics. Phoneutria fera Perty, 1833;
Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891) ; Phoneutria keyserlingi
(Pickard-Cambridge, 1897); Phoneutria nigriventroides (Strand,
1907); Phoneutria rufichelis (Mello-Leitão, 1917); Phoneutria paca
(Mello-Leitão, 1922); Phoneutria luederwaldti (Mello-Leitão,
1927) ;Phoneutria holmbergi Bücherl, 1968. Araneism.
BIBLIOGRAFIA
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124
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EICKSTEDT. V.R.D. von — Estudo sistemático de Phoneutria nigriventer ( Keyserlingr, 1891) e
Phoneutria keyserlingi ( Pickard-Cambridge, 1897) ( Arancae : labidognatha; ctenidae) . Mem. Inat.
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51 . WALCKENAER, C.A. Histoire naturelle des Insectes Aptères. Paris, 1837,
vol. 1, 682. p.
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ARACNÍDEOS COLETADOS NO PIAUÍ DURANTE
A REALIZAÇÃO DO PROJETO RONDON XXII
Sylvia LUCAS*
Angelina CIRELLU
Irene KNYSAK**
Livia ZVEIBIL**
RESUMO: Foram identificados algumas aranhas e escorpiões, um
amblipígeo e um quilópodo, coletados por elementos do Projeto Ron-
don XXII, no Estado do Piauí, Brasil.
UNITERMOS : Aranhas; escorpiões; quilópodo e amblipígeo, cole¬
tados no Piauí, Brasil. Identificação das espécies.
INTRODUÇÃO
Em fevereiro de 1979, recebemos, para estudo, vários exemplares
de aranhas, escorpiões, um quilópodo e um amblipígeo, coletados por
integrantes do Projeto Rondon XXII, em diversas localidades do Piauí,
Brasil.
MATERIAL
I — CHILOPODA (SCOLOPENDROMORPHA)
Scolopendra viridicornis Newport
1844 Scolopendra viridicornis Newport, G., Ann. Mag. nat. Hist.,
13: 97-8.
1974 Scolopendra viridicornis viridicornis; Bücherl, W., Symp. zool.
Soc. Lond. N.° (32) :107-108.
Localidade tipo: Brasil.
Material estudado : um exemplar ; procedente de Avelino Lopes,
Piauí ; coletado por Maria Cristina dos Santos.
Pesquisadora científica — Chefe da Seção de Artrópodes Peçonhentos do Instituto Butantan.
Bolsista estagiária da CST da Secretaria 'de Estado da Saúde.
Endereço para correspondência: Instituto Butantan, C.P. 65. CEP. 05504. S. Paulo — SP.
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LUCAS, S.; CIRELLI, A.: KNYSAK, I. &, ZVEIBIL, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem. Inat. Butavtan, 42/48: 127-138, 1978/79
IB (Scolopendromorpha) — n.° 1037 — jan/fev/79.
Medidas: comprimento total 130 mm.
Colorido geral acastanhado, cabeça e, principalmente, o último tergito
avermelhados; quilha mediana da última placa bem desenvolvida, porém
não completa, com depressão atrás.
Esta espécie ocorre no Brasil, segundo Brõlemann 1 na região do Rio
São Francisco, Rio Amazonas, Santo Antonio da Barra (Bahia), Pernam¬
buco, Pará, Manaus ; Bücherl 3 afirma que é a mais frequentemente en¬
contrada, tanto nos estados que acompanham a costa do Atlântico, de Per¬
nambuco até o Rio Grande do Sul, como também nos estados do interior
como Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
É o primeiro exemplar do Piauí na coleção do Instituto Butantan.
Foi capturado dentro de casa, ao anoitecer e, segundo o coletor, um outro
exemplar igual a este foi causador de acidente humano.
II — ARACHNIDA (SCORPIONES)
Tityus stigmurus (Thorell)
1877 Isometrus stigmurus Thorell, T., Atti. Soc. ital. Sei. nat. Milano,
19: 132.
1899 Tityus stigmurus ; Kraepelin, K., Das Tierreich. 8.a ed., Berlin,
R. Friedlánder u. Sohn, : 82-3.
Localidade tipo: Pernambuco, Brasil.
Material estudado : um exemplar, fêmea ; procedente de São Rai¬
mundo Nonato, Piauí ; coletado pela Fundação Ruralista.
IB (Scorpiones) — n.° 1124 — jan/fev/79.
Medidas: comprimento total 50 mm; cefalotórax 4,5 mm; tronco
12 mm ; cauda 30 mm.
Colorido característico da espécie, porém sem manchas laterais nos
tergitos. Segundo segmento caudal com quilha latei’al acessória completa ;
fileira de grânulos do dedo móvel em número de onze. Pentes com vinte e
dois dentes cada um.
Rhopalurus rochai Borelli
1910 Rhopalurus rochai Borelli, A., Boll. Mus. Anat. Comp., (n.° 629),
25:2.
Localidade tipo : Fortaleza, Ceará, Brasil.
Material estudado: cinco exemplares.
Colorido característico da espécie, sendo que os filhotes recém-nascidos
apresentam um tom rosado.
Geralmente encontrada sob pedras, esta espécie não é conhecida como
causadora de acidentes graves em seres humanos.
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LUCAS, S.; CIRELLI, A.; KNYSAK, I. & ZVEIBIL, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem. Inet. Butantan, 42/43:121-138, 1978/79
Rhopalurus borellii Pocock
1902 Rhopalurus borellii Pocock, R. L, Ann. Mag. nat. Hist., 10,
(ser. 7), :377.
Localidade tipo: Goiás, Brasil. Vale superior do Rio Tocantins ou
um de seus afluentes, conforme citação de Pocock 8, em 1904.
Material estudado: cinco exemplares (quatro mortos e um vivo).
O colorido concorda com a descrição da espécie. As cristas laterais
acessórias são incompletas no terceiro segmento caudal, nos exemplares
11 19 A e 1119B; apenas vestigiais no terceiro segmento caudal dos exem¬
plares 1120 e 1121, confirmando a variação já observada por Lucas e
Bücherl 0 em 1972.
Segundo os coletores, estes escorpiões ocorrem em toda a região, vi¬
vendo sob madeiras, entre cercas de pau, plantações de mandioca, etc.,
sendo que os acidentes causados pelos mesmos não apresentam gravidade.
Num levantamento feito por Maria de Fátima Domingues, em Paranaguá,
verificou-se que de 775 acidentes causados por animais peçonhentos, 78
foram por escorpiões.
Bothriurus asper Pocock
1893 Bothriurus asper Pocock, R. /., Ann. Mag. nat. Hist., 12 (ser. 6) :96.
Localidade tipo : Iguaraçu, Pernambuco, Brasil.
Material estudado: um exemplar macho; procedente da Barragem
Martinho, Piauí; coletado por Célia Regina Russo.
IB (Scorpiones) — n.° 1122 — jan/fev/79.
Medidas : comprimento total 39 mm ; cefalotórax 4,5 mm ; tronco
12 mm; cauda 22,5 mm; dentes pectíneos 22+22.
O colorido é característico da espécie, apresentando uma faixa media¬
na clara e nítida nos tergitos. Arco do último segmento caudal, aberto,
com crista mediana prolongando-se para a frente, além da metade do seg¬
mento ; quilhas acessórias apenas esboçadas, um pouco mais nítidas no lado
direito.
Este exemplar foi encontrado, segundo o coletor, sob casca de árvores.
Bothriurus rochai Mello-Leitão
1932 Bothriurus rochai Mello-Leitão, C. de, Arq. Mus. Nac., 34: 24.
Localidade tipo: Ceará, Brasil.
Material estudado: um exemplar macho; procedente de Avelino
Lopes, Piauí ; coletado por Maria Cristina dos Santos.
IB (Scorpiones) — n.° 1123 — jan/fev/79.
Medidas : comprimento total 26 mm ; cefalotórax 4,0 mm ; tronco
6,0 mm; cauda 15,0 mm; dentes pectínios 22+22.
O colorido é característico da espécie, sem apresentar faixa mediana
clara nos tergitos. Arco do quinto segmento caudal bem aberto, com seus
ramos tendendo a se prolongarem para a frente. Internamente o arco
apresenta granulações esparsas.
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LUCAS, S.; CIRELLI, A.; KNYSAK, I. & ZVEIBIL, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem. Inst. Butantan, 42/43: 127-138, 1978/79
<
W
M
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LUCAS, S.; CIRELLI, A.; KNYSAK, I. & ZVEIBLL, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem. Inet. Butantan, h2/h$: 127-138, 1978/79
II — ARACHNIDA (ARANEAE, LABIDOGNATHA)
Acanthoctenus omega (Mello-Leitão)
1929 Mesoctenus omega Mello-Leitão, C. de, Ann. Acad. bras. Sei.,
1:101-2, Fig. 13.
1936 Acanthoctenus omega; Mello-Leitão, C. de, Ann. Acad. bras. Sei.,
5:190-1, Fig. 6 e 7.
Localidade tipo: Pernambuco, Brasil.
Material estudado: um exemplar macho; procedente de São Rai¬
mundo Nonato, Piauí; coletado por Célia Regina Russo. Um exem¬
plar fêmea ; mesma procedência ; coletado pela Fundação Ruralista.
IB (Araneae, Labidognatha) — n.° 2869 — jan/fev/79.
IB (Araneae, Labidognatha) — n.° 2869 — jan/fev/79.
O colorido é característico da espécie.
Hogna nordenskiõldii (Tullgren)
1905 Lycosa nordenskiõldii Tullgren, A., Ark. Zool., 2(19) :61, Fig. 29,
Tab. 8.
1954 Hogna nordenskiõldii Roewer C. Fr. Katalog der araneal. Bru-
xelles, Patrimoine de ITnstitut Royal des Sciences Naturelles de
Belgique. v.2b : 1565.
Localidade tipo: Tatarenda, Bolívia.
Material estudado : um exemplar fêmea e um exemplar macho ;
procedentes de São Raimundo Nonato, Piauí; coletados por Célia
Regina Russo.
IB (Araneae, Labidognatha) — n.° 2908 — jan/fev/79.
O colorido é característico da espécie. Ventre da fêmea com mancha
negra que não abrange as fiandeiras ; o macho apresenta ventre amarelado.
Na coleção do Instituto Butantan, há diversos exemplares da Capital,
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso. Mello-Leitão 7,
em 1941, cita a ocorrência desta espécie em diversas localidades da Ar¬
gentina.
Sicarius tropicus (Mello Leitão)
1936
1942
Thomisoides tropicus Mello Leitão, C. de, Ann. Acad. bras. Sei.,
5:133-4, Fig. 1.
Sicarius tropicus: Roewer, C. Fr., Katalog der Araneae. Bremen,
Bremer Zeitung, NS. — Gauverlag Weser — Ems GmbH. v. 1,
p. 319.
Localidade tipo: Campina Grande, Paraíba, Brasil.
Material estudado : um exemplar, macho ; procedente de Avelino Lo¬
pes, Piauí; coletado por Maria Cristina dos Santos; dois exempla-
132
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
LUCAS. S.; CIRELLI. A.: KNYSAK, I. & ZVEIBIjL, L. — Aracnídeos coletadog no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem. Inst. Butantan, 42/45:127-138, 1978/79
res jovens; procedentes de Santa Isabel, Paraíba; coletados por
Jurandir Soares de Oliveira.
IB (Araneae, Labidognatha) — n.° 2608 — set/72-jan/fev/79.
Medidas :
O colorido e a descrição concordam com a de Mello-Leitão. O bulbo
está representado nas Figs. 5 e 6.
É o primeiro exemplar, representante do gênero procedente do Piauí,
anexado às coleções do Instituto Butantan. O aspecto do animal, sujo e
coberto de terra, com colorido avermelhado, confirma as informações do
coletor, segundo o qual, estas aranhas são freqüentes junto às roças, vi¬
vendo semicobertas pela terra da região.
São aranhas causadoras de acidentes, com sintomas muito semelhan¬
tes aos provocados por Loxosceles, tendo sido, inclusive, usado o soro anti-
loxoscelico para tratamento de um picado, com bons resultados.
II — ARACHNIDA (ARANEAE, ORTHOGNATHA)
Actinopus tarsalis Perty
1833 Actinopus tarsalis Perty, M., Arachinides brasiliensis. In : JB de
Spix & F. P. Martius, Delectus Animalium Articulorum quae in
itinere per Braziliam ann. 1817 et 1820 colligerunt. Monachii: 199,
Fig. 6, Tab. 39.
Localidade tipo; Piauí, Brasil.
Material estudado: um exemplar macho; procedente de São Rai¬
mundo Nonato, Piauí; coletado por Célia Regina Russo.
IB (Araneae, Orthognatha) — n.° 4407 — jan/fev/79.
O colorido concorda com a descrição original de Perty. Os demais
autores que redescreveram a espécie, ao que tudo indica, tiveram, à sua
disposição, material de outras localidades ; C. L. Koch 5 descreve um macho
de Montevidéu e Mello-Leitão 8 em 1923 descreve outro de São Paulo, Brasil.
Bücherl 4 descreve e desenha o bulbo de Actinopus crassipes (Key-
serling), 1891 afirmando que o de Actinopus tarsalis é idêntico, conside¬
rando a primeira como sinônima da espécie de Perty. Comparando-se o
material examinado por Bücherl, procedente do sul do Brasil, verificamos
133
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
LUCAS. S.; CIRELLI, A.: KNYSAK, I. & ZVEIBUL, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem. Inat. Butantan, 42/43. -127-138, 1978/79
que o exemplar recebido do Piauí é realmente diferente e consideramos que
Actinopus crassipes (Keyserling), 1891 é espécie distinta de Actinopus
tarsalis Perty, 1833.
O bulbo do exemplar estudado está desenhado nas Figs. 3, 4, 5 e 6.
Lasiodora klugii (Koch)
1842 Mygale klugii Koch, C. L., Die Arachníden. Nürnberg. v. 9:25 30,
Fig. 708, pr.295.
1850 Lasiodora klugii Koch, C. L. Uebersicht des Arachnídensystems.
Nürnberg. v.5:73.
Localidade tipo: Bahia, Brasil.
Material estudado : um exemplar macho ; procedente de Avelino Lo¬
pes, Piauí; coletado por Maria Cristina dos Santos; um exemplar
macho; procedente de Landri Sales, Piauí; coletado por Maria do
Carmo e Neuza; seis exemplares machos; procedentes de São Rai¬
mundo Nonato, Piauí; coletados pela Fundação Ruralista.
O colorido concorda com a descrição original. Os pêlos do abdômen
são fortemente urticantes.
Todos estes exemplares estão sendo mantidos vivos em nossos labora¬
tórios para estudos.
Acanthoscurria natalensis Chamberlin
1917 Acanthoscurria natalensis Chamberlin, R. V., Buli. Mus. Comp.
Zool. Harvard, 61 (3) :64.
Localidade tipo: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil.
Material estudado: dois exemplares fêmeas (um vivo e um morto) ;
Procedentes de São Raimundo Nonato, Piauí; coletados pela Fun¬
dação Ruralista.
IB (Araneae, Orthognatha) — n.° 4024 — mar/77.
Exemplar vivo (Araneae, Orthognatha) — jan/fev/79.
Medidas: em mm.
O colorido concorda com a descrição original. O esterno é plano e o
receptáculo seminal é como o desenho de Schiapelli, R. D. e Gerschman de
Pikelin, B. S., 10, representado na prancha III, Fig. 1.
134
cm
SciELO
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LUCAS, S.; CIKELLI, A.; KNYSAK, I. & ZVEIBIL, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mcm. h>st. Bulantav, 1,2/ J, S:\21-\ZS, 1978/79
Acanthoscurria cursor Chamberlin
1917 Acanthoscurria cursor Chamberlin, R. V., Buli. Mus. Comp. Zool.
Harvard. 61 (3) :65, pr.4. Fig. 10.
Localidade tipo: Maranguape, Ceará, Brasil.
Material estudado: dois exemplares machos (mortos) : procedentes
de São Raimundo Nonato, Píaiu ; coletados pela Fundação Rura¬
lista.
IB (Araneae, Orthognatha)
Medidas : em mm.
n.° 4024 A e B — nov/75.
O colorido concorda com a descrição original. O esterno é plano, sen¬
do o bulbo igual ao desenho de Schiapelli, R. D. e Gerschman de Pikelin,
B.S., 10, representado na prancha II, Figs. 15 a 18.
Provavelmente Acanthoscurria natalensis Chamberlin, 1917 e Acan¬
thoscurria cursor Chamberlin, 1917 são sinônimas, devendo prevalecer o
nome da primeira espécie. O trabalho de revisão das espécies brasileiras
do gênero está sendo realizado por Lucas.
ISCHNOCOLINAE
1893 ISCHNOCOLEAE, Simon, E., Histoire Naturelle des Araignées.
10.° ed. Paris, Dureuy. v.l (1) :133.
Material estudado: um exemplar macho; procedente de São Raimun¬
do Nonato, Piauí; coletado por Célia Regina Russo.
IB (Araneae, Orthognatha) — n.° 4410 — jan/fev/79.
O exemplar, em mau estado de conservação, apenas permitiu a clas¬
sificação à nível de família.
Pamphobeteus Pocock
1901 Pamphobeteus Pocock, R. I., Ann. Mag. nat. Hist., 8(ser.7) :545.
Material estudado : um exemplar, macho ; procedente de Avelino Lo¬
pes, Piauí; coletado por Maria Cristina dos Santos; um exemplar, macho;
procedente de Santa Cruz do Piauí; coletado por Fábio Carlos Magnoli.
IB (Araneae, Orthognatha) — n.° 4406 — jan/fev/79.
Provavelmente, espécie nova. Aguardamos a coleta de fêmeas para
melhor identificação.
135
cm
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10 11 12 13 14 15
LUCAS. S.; CIRELLI, A.; KNYSAK. I. & ZVEIBIL. L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mevi. Inat. Dutantav, 42/43: 127-138, 1978/79
136
Fitf. 2 — Sicarius tropiens, palpo direito, face interna.
cm
2 3 4 5 6 SClELO 1Q X1 12 13 14 15
LUCAS.. S.: C.IRELLI, A.; KN^SAK. I. & ZVEIB1L, L. — Aracnídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mem, lnst. Butantan, 42/48: 127-138, 1978/79
Fitf. 3 — Actinopds tarsalis, palpo direito, face
interna.
Figr. 4 — Actinopus tarsulis, palpo direito, face
externa.
Fig. 6 — Actinopus tarsalis, bulbo direito, face
externa.
riu', o — Actinopus tarsalis, bulbo direito, face
interna.
137
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cm
10 11 12 13 14 15
LUCAS, S.: CIRELLI, A.: KNYSAK. 1. & ZVE1B1L, L. — Arnonídeos coletados no Piauí durante a
realização do Projeto Rondon XII. Mvm, Inst. Butantan, 42/JfH: 127-138, 1978/79
II — ARACHNIDA (AMBLYPYGI)
1892 TARANTULINAE, Simon, E., Ann. Soc. ent. France, 61.
1841 Phrynus (part), Koch, C. L., Die Arachniden, Nürnberg. v.8:12-5.
1850 Admetus (part), Koch, C. L., Übersicht des Arachnídensystems.
Nürnberg. v.5:81.
Material estudado: um exemplar; procedente de Avelino Lopes,
Piauí; coletado por Maria Cristina dos Santos, em jan/fev/79.
O exemplar mantido vivo no laboratório para estudos, foi coletado nas
paredes de um poço.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Célia Regina Russo, Maria Cristina dos Santos e à
Maria de Fátima Domingues, integrantes do Projeto Rondon XXII, a co¬
leta e remessa do material estudado.
Ao Padre Manuel Lira Parente, da Fundação Ruralista de São Rai¬
mundo Nonato (PI), não só pela atenção dispensada aos elementos do
Projeto Rondon XXII, como também pelo envio de material ao Instituto
Butantan, em diversas oportunidades, nosso agradecimento muito especial.
Agradecemos também à Sra. Delminda Vargas Travassos, pela con¬
fecção dos desenhos.
ABSTRACT : Some spiders and scorpions, one centipede and one
Amblypygi, collected by participants of the “Projeto Rondon XXII”
in the State of Piaui, Brazil, are identified.
UNITERMS: Spiders; scorpions; centipede and Amblypygi, collec¬
ted in Piaui, Brazil. Identification of species. '
BIBLIOGRAFIA
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São Paulo, Typ. Cardozo Filho, 1902. v. 2.
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138
cm
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Mcm. Ivst. Dutantan
4^/45:139-144, 1978/79
UM NOVO ÁCARO DA FAMÍLIA HETEROZERCONIDAE
COLETADO SOBRE SERPENTES BRASILEIRAS.
DESCRIÇÃO DE HETEROZERCON ELEGANS SP. N.
(ACARINA : MESOSTIGMATA)
Nélida M. LIZASO*
RESUMO : Do gênero Heterozercon Derlese, 1888 são conhecidas 6
espécies, 5 consideradas de vida livre e uma, Heterozercon oude-
mansi Finnegan, 1931 considerado parasita de serpente. A distri¬
buição geográfica deste gênero é peculiar: Java, Sumatra, África
Oriental, Brasil e Paraguay.
No presente trabalho descrevo uma espécie nova: Heterozercon
elegans sp. n. da região Centro-Sul do Brasil coletado sobre escamas
de serpentes.
UNITERMOS: Heterozercon Berlese, 1888 (Acarina: Heterozer-
conidae) ; Heterozercon elegans sp. n.
INTRODUÇÃO
Ao coletar ácaros de serpentes que chegam ao Instituto Butantan,
semanalmente, das mais diversas localidades do Brasil deparei com a
presença de exemplares de Heterozercon sobre serpentes dos gêneros
Waglerophis, Mastigodryas e Erythrolamprus.
Ao rever a bibliografia pertinente verifiquei tratar-se de gênero
interessante pois das 6 espécies descritas 5 são de vida livre, e uma
Heterozercon oudemansi Finnegan, 1931 4 foi encontrada parasitando
Epicrates cenchrict. As outras espécies foram encontradas em ninhos de
Anoplotermites pacifici, sob casca de árvore ou “parasitando” Scolopen-
dra. A distribuição geográfica deste gênero é peculiar: Java, Sumatra,
África Oriental, Brasil, e Paraguay.
Não posso afirmar que o material coletado por mim seja “parasita”
pois o encontrei sobre as escamas das serpentes. Com o manuseio de
uma serpente, dos três exemplares que estavam na região inferior da
cabeça, um estava andando sobre a mão do técnico. Encontrei desde um
a vários exemplares machos e fêmeas sobre a mesma serpente.
Divisão de Biologia do Instituto Dutantan.
Endereço para correspondência : CEP 05504
Caixa Postal 65
São Paulo
Brasil.
139
cm
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10 11 12 13 14 15
LIZASO, N.M. — Um novo ácaro da família Hcterozerconidae coletado sobre serpentes brasileiras.
Descrição de Heterozercon elegans sp.v (Acarina: Mesostiprmata ) . Mem. Inst. fíulantan, M'4 S:
139-144, 1978/79.
Trata-se de ácaros ágeis, que caminham rapidamente. Quando colo¬
cados em um tubo de vidro ou sobre uma folha de papel caminham
durante bastante tempo.
Dos dados existentes e da observação acima citada posso concluir
que se trata de ácaros de vida livre que provavelmente utilizam as
serpentes para locomoverem-se de um lugar para outro. Reafirma esta
conclusão o fato da espécie tipo de gênero ter sido coletada sob casca
de árvore.
No presente trabalho descrevo uma espécie nova: Heterozercon
elegans sp.n.
HETEROZERCON ELEGANS, sp.n.
Fêmea (fig. 1)
Corpo oval. Dimensões: 1900;jl de comprimento, 1 148p. de largura.
Face dorsal: escudo ocupando 2/3 do dorso, mede 1345p. de compri¬
mento e 207,u. de largura maior posterior à coxa IV, fortemente quitini-
zado mais claro na região média e mais escuro na região posterior.
Esta variação de cor está fundamentalmente relacionada com a variação
do desenho pontilhado — pontos escuros — que é muito mais denso na
região posterior. Região anterior fora do escudo: apresenta 2 pares
de cerdas: 1 longo e 1 mais fino e mais curto.
Face ventral: placa preesternal fundida com a jugular e com 1 par
de cerdas. Placa esternal reduzida a 2 pequenos discos ao nível da
coxa II, com 1 cerda cada um. Placa metapodial unida à peritrematal
ao nível da coxa IV. Peritrema longo, reto, visível desde o nível do
l.° par de pernas até a margem posterior da coxa III. Placas metaes-
ternais, genital e anal fundidas, com extremidade anterior ao nível da
coxa II. Abertura genital ao nível do intervalo das coxas II e III.
Região ventro-látero-posterior, a partir da coxa III com fileira de
espinhos curtos e arredondados. Região látero-ventral até o nível da
abertura anal com grupos de espinhos cujo n.° é de 5 a 11.
Região posterior do corpo com faixa quitinizada onde se implantam
uma série de cerdas assimetricamente distribuídas, se observadas a partir
do ponto médio posterior do corpo ; são cerdas mais ou menos longas,
sendo o par central rombudo.
Discos ou órgãos de aderência, fortemente musculosos e estriados,
localizados lateralmente à abertura anal.
Gnatosoma com 4 pares de cerdas na base, tritosterno pequeno,
bífido e plumoso. Palpos com forte esporão no trocânter medindo em
total 75n, projetado para além do fêmur chegando ao nível médio da
patela. Trocânter com cerda de 54(j. na região ventral mediana. Fêmur
com 6 cerdas mais ou menos todas de igual comprimento : 1 interna, 1
ventral, 2 laterais e 2 dorsais, todas plumosas. Patela com 5 cerdas:
1 látero-interna, 2 látero-externas e 2 dorsais. Tíbia com 6 cerdas.
Tarso com 1 cerda longa em forquilha e mais 8 cerdas das quais 4
formam uma espécie de coroa, 2 situam-se na face dorsal e 2 na ventral.
Hipostoma delicado, miúdo.
140
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
V, ku
LIZASO, N.M. — Um novo ácaro da família Heterozerconidae coletado sobre serpentes brasileiras.
Descrição de Heterozercon elegana sp.n (Acarina: Mesostigmata) . Mem. Inst. Butantan, h2/US:
139-144, 1978/79.
PRANCHA I — Fig. 1.
Heterozercon elegana sp.n. Fêmea:
face ventral.
141
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10 11 12 13
LIZASO, N.M. — Um novo ácaro da família Heterozerconidae coletado sobre serpentes brasileiras.
Descrição de Heterozercon elegam ep.n (Acarina: Mesostigmata) . Mcm. lmt. Butantan, 42/43:
139-144, 1978/79.
Quelíceras: dedo fixo com fileira de delicados dentes, dedo móvel
com delgada membrana; a extremidade distai é bífida.
Pernas: primeiro par longo, delgado; os outros pares de pernas
mais robustos e curtos, bastante semelhantes entre si. Quetotaxia das
pernas : coxa : 2-2-2-1 ; trocânter : G-5-4-3 ; fêmur : 10-6-5-5 ; patela :
8-9-9-9; tíbia: 10-7-7-7; tarso: 29-13-15-14.
Macho, (Figs. 2, 3) — Corpo mais arredondado que a fêmea com
1465jj. de comprimento e 990[a de largura.
Face dorsal: escudo dorsal com 1148p. de comprimento e 792|j. de
largura recobrindo a maior parte do dorso, de aspecto semelhante ao
da fêmea, região anterior com 1 par de cerdas rombudas.
Face ventral: placa preesternal fundida com a jugular, com 1 par
de cerdas ; placa esternal reduzida a 2 pequenos discos situados próximos
da placa metapodial o que o diferencia da fêmea e com 1 cerda cada
um; (fig. 2) placa metapodial fundida com a peritrematal ao nível da
coxa IV. Orifício genital no mesmo nível que a placa esternal, ao nível
da coxa II. Outros detalhes da face ventral semelhante à fêmea.
Gnatosoma (fig. 3) com 4 pares de cerdas na base, tritosterno
pequeno, bífido e piloso. Palpos: ao contrário do que ocorre na fêmea
o trocânter não apresenta esporão e em seu lugar apresenta 1 pequeno
tubérculo onde se implanta 1 cerda robusta e plumosa. Quelíceras: dedo
fixo retorcido sobre si mesmo em sua parte mediana, sofrendo depois
um alargamento, em cuja extremidade livre vai desembocar o esperma-
tóforo, que também corre retorcido na parte média acompanhando a
torção do dedo fixo. Dedo móvel semelhante ao da fêmea. Hipostoma
semelhante ao da fêmea.
Pernas : proporcionalmente semelhante às da fêmea. Quetotaxia
das pernas : coxa : 2-2-2-1 ; trocânter : 6-5-4-5 ; fêmur : 9-8-G-5 ; patela :
8-9-10-7; tíbia: 10-7-6-6; tarso: 27-14-14-13.
Holótipo coletado sobre Waglerophis merremii procedente de Santa
Fé do Sul, Estado de São Paulo em 24-XI-78, depositado sob o n.° 6.290
da coleção acarológica do Instituto Butantã. Parátipos: 2 á s e 1 9
coletados sobre Waglerophis merremii procedente de Dracena, Estado
de São Paulo em 19-XII-77 e depositados na coleção acarológica do
Instituto Butantã sob o n.° 6.186. 1 9 procedente de Tangará da Serra,
Santa Catarina; 1 9 procedente de Belo Horizonte, Minas Gerais; sobre
Mastigodryas bifossatus 2 i $ procedentes de Três Lagoas, Mato
Grosso; sobre Emjthrolamprus aesculapii 1 9 procedente de Casa Branca,
São Paulo.
DISCUSSÃO TAXONÔMICA
Ao comparar esta espécie com as demais, levei em consideração espe¬
cialmente as fêmeas, uma vez que utilizei dados encontrados nas descri¬
ções originais e nestas as fêmeas são melhor descritas que os machos.
Entretanto, os caracteres que pude usar foram poucos porque as descrições
geralmente são bastante sucintas.
Heterozercon elegans parece ser bastante próximo de Heterozercon
oudemansi por possuir escudo dorsal desenhado com pequenos espinhos
142
cm
SciELO
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LIZASO, N.M. — Um novo ácaro da família Heterozerconidae coletado sobre serpentes brasileiras.
Descrição de Heterozercon elegam sp.n (Acarina: Mesostigmata) . Mem. In»t. Butantan, 42/43:
139-144, 1978/79.
143
cm
2 3 4 5 6 SClELO 10 2.1 12 13 14 15
LIZASO, N.M. — Um novo ácaro da família Heterozerconidae coletado sobre serpentes brasileiras.
Descrição de Hctcrozercon elegans sp.n (Acarina: Mesostigrmata) . Mem. Inst. Butantan, 42/48:
139-144, 1978/79.
e borda membranosa dos palpos com espinho ; diferenciam-se por elegans
ter a placa preesternal fundida com a jugular e a esternal reduzida a
dois pequenos discos, enquanto que oudemansi tem a placa esternal
dividida: uma parte fundida com a jugular e outra fundida com a
endopodial, além de outros caracteres.
Das demais espécies elegans diferencia-se : de cautus por possuir esta
espécie pequeno escudo na região ventro-lateral, e também escudo dorsal
liso ; de degeneratus principalmente por não possuir esta espécie espinhos
ventro-laterais.
A comparação de elegans com audax e latus foi baseada nos exem¬
plares $ . Tanto elegans como audax possuem cerdas no escudo dorsal,
diferenciam-se por audax ser destituído de espinhos na região posterior
do corpo. Este mesmo caráter serve para distingüir elegans de latus,
pois a primeira espécie possui um n.° de 25 enquanto que latus possui 6.
ABSTRACT : Heterozercon Berlese, 1888 includes six species, one
of them is considered as snakes parasite. The geographical distri-
bution of this genus is very peculiar: Java, Sumatra, East África,
Brasil and Paraguay.
Heterozercon elegans is here described as new, it was collected on
snake scales and is supposed to be free-living forms.
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144
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Mem. Inst. Butantan
J>2/Ji2: 145-149, 1978/79
CATADISCUS R0CHA1 N. SP. (TREMATODA;
PA RAM PH IS TOMIDAE ) , PARASITO DE DROMICUS
TYPHLUS (L.) (OPHIDIA; COLUBRIDAE)
Ana Adenice de Souza CORRÊA*
Paulo de Toledo ARTIGAS**
RESUMO: Este trabalho tem a finalidade de tornar pública a exis¬
tência de Catadiscus rochai, nova espécie de trematóide encontrado
no intestino médio de Dromicus typhlus (L.), colubrídeo muito fre-
qüente no Estado de São Paulo e ocorrendo em grande área do terri¬
tório nacional. Embora a descrição baseie-se em único exemplar, as
características morfológicas presentes permitem afirmar, com
segurança, ser o trematóide em apreço diferente das demais espécies
de Catadiscus já referidas na literatura,
tomidae; Serpentes.
UNITERMOS: Catadiscus rochai n. sp.; Trematoda; Paramphis-
tomidae; Serpentes.
INTRODUÇÃO
Efetuando-se necropsia (n.° 4.421) de Dromicus typhlus (L.)
procedente do Estado de São Paulo e fornecido pelo Instituto Butantan,
houve a oportunidade de serem encontrados diversos exemplares de
Diplostomidae e um único exemplar de Paramphistomidae.
O exame do exemplar de paranfistomídeo levou à conclusão de se
tratar de um trematóide do gênero Catadiscus Cohn, 1904, que, por suas
características deve ser espécie nova ; para esse trematóide é proposto
o nome de Catadiscus rochai n.sp.
MATERIAL E MÉTODO
O trematóide foi fixado em formol acético Railliet & Henry, entre
duas lâminas de vidro, presas por elástico e, por isso, sofrendo ligeira
compressão dorso-ventral.
Posteriormente foi corado com carmim clorídrico e diafanizado com
creosoto de faia.
Universidade do Amazonas (Manaus, AM).
Universidade Estadual de Campinas.
145
cm
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CORRÊA. A.A.S. & ARTIGAS, P.T. — Catadiacus roehai n.sp. (Trematoda; Paramphistomidae) . para¬
sito de Dromicua typhlua (L.) ( Ophidia ; Colubridae) . Mem. Inat. Butantan, 1*2/ 1*3: -146-149, 1978/79.
DESCRIÇÃO
Trematóide de corpo regularmente espesso e de contorno piriforme;
sua cutícula mostrou-se ligeiramente estriada no sentido transversal.
Ventosa oral musculosa e provida de dois divertículos. Esôfago
bastante longo e de diâmetro uniforme; apresenta, na sua junção com
os cecos, um espessamento faringiano musculoso. Cecos de aspecto e
situação simétricos e relativamente curtos, terminando na metade ante¬
rior do corpo, antes da zona equatorial.
Genitália masculina constituída por um único testículo, de contorno
liso e de forma globóide; o testículo situa-se na zona equatorial, imedia¬
tamente à direita do eixo longitudinal; a zona terminal dos cecos
sobrepõe-se, em parte à zona testicular.
Com relação à genitália feminina: observou-se o ovário, globóide
e bem menor que o testículo; situa-se numa zona imediatamente pós-
testicular e num campo quase totalmente coincidente com o testículo, em
posição mais destro-lateral que o testículo. Não foi possível localizar a
glândula de Mehlis. Vitelinos de situação dorsal, pós-cecais, em zonas
bem separadas e em campo coincidente com o ovariano e, parcialmente,
com o testicular ; os vitelinos são formados por folículos muito volumosos
e em agrupamento compacto; notou-se que os folículos vitelínicos são
em pequeno número. Útero dorsal com poucos e grandes ovos; estes
dispõem-se desde uma pequena distância da região bifurcai dos cecos e
podem ser vistos até a margem anterior do acetábulo.
Observou-se a presença de um volumoso canal, com aparente
septação, de situação transversal, atingindo de um e de outro lado, os
aglomerados de folículos vitelínicos; esse canal está situado na zona
imediatamente pós-ovariana ; observaram-se, ainda, dois vasos longitu¬
dinais que se estendem lateralmente desde a extremidade anterior até a
região acetabular; provavelmente tais formações participam do complexo
linfático do trematóide.
Acetábulo terminal, muito desenvolvido e fortemente musculoso, com
espessamento mediano transverso; no fundo do acetábulo há numerosas
formações pequenas e curtas, como pontas de dedo, talvez participando
da fixação do trematóide na parede do intestino do hospedeiro.
Os ovos, muito grandes, aparecem em pequeno número; foram
contados 25 ovos; mostram casca fina e lisa e seu opérculo não poude
ser evidenciado.
QUADRO DAS MEDIDAS
Comprimento total do corpo
Largura máxima do corpo
Abertura da ventosa oral . .
Divertículos orais .
Comprimento do esôfago . .
146
cm
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CORRÊA, A.A.S. & ARTIGAS, P.T. — Catadiscus rochai n.sp. (Trematoda; Paramphistomidae) , para¬
sito de Dromicua typhlua (L. ) (Ophidia; Coluhridae) . Nem. Ivst. Butantan, -42/4.9:145-149, 1978/79.
148
SciELO
10 11 12 13
CORRÊA, A.A.S. & ARTIGAS, P.T. — Catadiscus rochai n.sp. (Trematoda; Paramphistomidae) , para¬
sito de Dromicua typhlua (L.) (Ophidia; Colubridae) . Mcm. Inat. Butantan, 42/43: 145-149, 1978/79.
De acordo com as atuais observações, parasitam exclusivamente
ofídios C. dolichocotyle e C. longicoecalis; parasita ofídios e batráquios:
C. freitaslenti; as demais espécies parasitam exclusivamente batráquios.
Portanto, C. rochai é a quarta espécie do gênero encontrada em
ofídio.
C. rochai e C. dolichocotyle aproximam-se morfologicamente; não é
possível, com segurança, fazer a análise diferencial entre as duas
espécies, pois que esta está baseada apenas no exame da figura de Cohn,
publicada em 1903. Não obstante, há um caráter importante que permite
afirmar se tratar realmente de espécies diferentes: o tamanho dos
ovos; estes em C. dolichocotyle medem 0, 073x0, 036mm e em C. rochai
medem 0, 115x0, 052mm.
Com relação a C. freitaslenti, as diferenças mais marcantes são:
tamanho (C. freitaslenti é consideravelmente maior) ; o testículo de C.
freitaslenti é muito menor que o de C. rochai; os vitelinos de C. freitas¬
lenti são constituídos por numerosos folículos, ao passo que em C. rochai,
há poucos folículos; ovos, naquele, pequenos (0,070 a 0,084x0,033x0,053)
e neste muito maiores.
Comparando-se C. longicoecalis e C. rochai verifica-se: C. longicoe¬
calis tem os cecos longos, quase atingindo o acetábulo, ao passo que
C. rochai os têm curtos, não atingindo a região média do corpo; os
vitelinos (de acordo com a figura de Poumarau) são relativamente
pequenos e numerosos ao passo que em C. rochai são volumosos e em
pequeno número.
Com relação às demais espécies de Catadiscus: C. inopinatus,
diferencia-se pela disposição dos vitelinos, pelo grande número e tamanho
dos ovos.
C. marinholutzi, diferencia-se pela disposição dos vitelinos e pelo
grande número de ovos.
C. mirandai, diferencia-se pelo tamanho, pela característica dispo¬
sição, em dois grupos separados, de vitelinos.
C. pigmaeus, diferencia-se por possuir ovos muito menores.
C. propinquus, diferencia-se pela situação dos folículos vitelínicos.
C. uruguayensis é, aparentemente, próxima de C. rochai; entretanto
naquela espécie testículo e ovário ficam separados e os vitelinos são
formados por folículos pequenos.
C. eldoradiensis, diferencia-se por ser maior, por apresentar um único
conglomerado de vitelinos e pelo tamanho dos ovos.
SUMMARY : The aim of this work is to describe a new species
of an intestinal parasite found in a Colubridae snake, Dromicus
typhlus (L.). The description of the new species, named Catadiscus
rochai, is based on the observation of a single trematode, as only
one as been found. However its morphology is enough for a sure
characterization.
O exemplar tipo de C. rochai, utilizado no trabalho, encontra-se na
coleção de trematóides do Departamento de Parasitologia do Insti¬
tuto de Ciências Biomédicas (USP); n.° 4421.
149
cm
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CORRÊA, A.A.S. & ARTIGAS, P.T. — Catadiscua rochai n.sp. (Trematoda; Paramphistomidae) , para¬
sito de Dromicus typhlua (L.) (Ophidia; Colubridae) . Mem. Inst. Butantan, Jtí/JtS: 145-149, 1978/79.
A denominação específica deste novo trematóide, assunto deste tra¬
balho, é dada em homenagem ao Prof. Dr. URIEL FRANCO
ROCHA.
Agradece-se ao Sr. JOSÉ NAVAS, técnico do departamento, que
realizou a necropsia do ofídio hospedeiro, colheu e corou o parasito;
agradece-se a Sra. WILMA GARCIA DE SOUZA, pela execução
da datilografia e ao Sr. CASSIANO PEREIRA NUNES, pela
execução em nankin dos desenhos.
BIBLIOGRAFIA
ARTIGAS, P.T. & PEREZ, M.D. 1964 — Catadiscus eldoradiensis n. sp., Trematoda,
Paramphistomata de Leptodactylus ocellatus. Mem. Inst. Butantan, 31 :5-8.
FREITAS, J.F.T. & LENT, H. 1939 — Revisão do gênero Catadiscus Cohn, 1904 (Tre¬
matoda, Paramphistomoidea) . Boi. Biol., n. sp. U (2) :305-315.
MANÉ-GARZÓN, F. & GORTARI, A.M. 1965 — Sobre algunos trematodos de ofídios
dei Uruguay — Com. Zool. dei Museu de Hist. Nat. S(107):l-21.
POUMARAU, E.M.C. 1965 — Catadiscus longicoecalis nueva espécie parasita de ofídios
(Trematoda, Paramphistomidae) con una lista de espécies dei genero Catadiscus
Cohn, 1904. Physis, 25(70) :277-282.
RUIZ, J.M. 1943 — Catadiscus freitaslenti n. sp. (Trematoda, Paramphistomoidea)
parasito de ofídio neotrópico; observação sobre a presença de dois canais eferentes
no gênero Catadiscus Cohn, 1904. Mem. Inst. Butantan. 77:29-33.
TRAVASSOS, L., FREITAS, J.F.T. & KOHN, A. 1969 — Trematódeos do Brasil.
Mem. Inst. Oswaldo Cruz, 67 (fase. único).
150
cm
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10 11 12 13 14 15
Mem. Inst. Butantan
42/4S: 151-158. 1978/79
DESCRIÇÃO DO MACHO DE ACANTHOSCURRIA
JURU ENICOLA MELLO-LEITÃO, 1923 (ARANEAE
THERAPHOSIDAE )
Sylvia Marlene LUCAS*
Angelina CIRELLI**
Irene KNYSAK**
Livia P. ZVEIBIL**
RESUMO: Foi descrito o macho de Acanthoscurria juruenicola
Mello-Leitão, 1923, procedente de Alta Floresta, Mato Grosso, Brasil,
enviado pelo Zoológico de Alta Floresta.
UNITERMOS: Acanthoscurria juruenicola. Descrição do macho.
INTRODUÇÃO
Em 1923, Mello-Leitão2 descreveu a fêmea de Acanthoscurria jurue¬
nicola, procedente do Rio Juruena, Mato Grosso, Brasil. Posteriormente
J. Vellard, Schiapelli e Gerschman 4, em 1945, se referem a esta espécie,
dando alguns dados sobre a biologia e medidas de dois machos e uma
fêmea. Bücherl 1 descreveu o bulbo e as apófises tibiais, baseado em
dez machos pertencentes à coleção do Instituto Butantan.
Neste trabalho completamos a descrição do macho de Acanthoscurria
juruenicola, dando ênfase ao bulbo copulador e à apófise tibial, os quais
se acham desenhados em detalhe, permitindo uma identificação precisa.
MATERIAL E MÉTODOS
A descrição do macho de Acanthoscurria juruenicola foi baseada
em 21 exemplares, todos capturados em Alta Floresta (56W e 10S),
Mato Grosso, Brasil, mantidos vivos em nossos laboratórios para obser¬
vações e posteriormente anexados à coleção aracnológica do Instituto
Butantan sob os seguintes números: 4.285 (3 machos) ; 4.304 (3 machos) ;
4.305 (3 machos) ; 4.396 (3 machos) ; 4.400 (3 machos) ; 4.401 (2
machos) ; 4.404 (2 machos) ; 4.422 (1 macho) ; 4.462 (1 macho).
Pesquisadora científica — chefe da Seção de Artrópodes Peçonhentos do Instituto Butantan
Bolsista estagiária E2 da CST da Secretaria da Saúde.
Endereço para correspondência: CEP 05504 — Caixa Postal 65 — SP. Brasil.
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LUCAS, S.M.; CIRELLI, A.; KNYSAK. I.; ZVEIBIL, L.F. — Descrição do macho de A.cfmtho8curri&
juruenicola Mello-Leitão, 1923 ( Araneae-Theraphosidae) . Mem. Inst. Butantan, 42/45.151-168,
1978/79.
Foram estudados os seguintes caracteres: colorido,_íorma e conve¬
xidade do esterno, dimensões, escópulas do metatarso I e IV, esporão
tibial, aspecto do tubérculo e espinulação da tíbia do palpo e principal¬
mente o aspecto do bulbo copulador.
Aspectos Morfológicos Externos
O colorido concorda com a descrição dada por Mello-Leitão para a
fêmea, com exceção das ancas dos palpos e do lábio, que ao invés de
serem negros, como foi mencionado, são violáceos.
O esterno é plano, pouco mais longo que largo, com sigilas poste¬
riores submarginais. O aparelho estridulante, na face externa do
trocanter do palpo, é formado por cerdas fortes e distintas, que variam
em número de 13 à 26, entremeadas de pelos moles acessórios.
A apófise apical da tíbia I é robusta, com rasteio formado de mais
ou menos 12 espinhos. A tíbia I apresenta apicalmente uma coroa de
espinhos, que sai do lado da apófise e se dirige para a face ventral,
em número que varia de 6 a 9 (Fig. 1).
A tíbia do palpo é mais ou menos reta, apresentando um tubérculo
lateral interno bem quitinizado, havendo cerca de 6 espinhos de dispo¬
sição constante.
O aspecto do bulbo copulador está representado pelas figuras 1,
2, 3 e 4.
Metatarso I totalmente escopulado e metatarso IV com escópula
apenas apical.
Observações Biológicas
Os exemplares foram capturados na floresta, em torno da cidade
de Alta Floresta, num raio de 80 Km. Os machos são mais freqüente-
mente encontrados em dezembro e janeiro, e as fêmeas a partir de julho.
Em cativeiro mostram-se muito agressivas, possuindo pelos de ação
fortemente urticantes, que causam manifestações de fundo alérgico-
cutâneo e respiratório.
DISCUSSÃO
O aspecto e implantação do tubérculo da tíbia do palpo, o esporão
tibial e principalmente a forma do bulbo copulador, constituem carac¬
teres excelentes para a determinação da espécie, fato este já observado
por Schiapelli e Gerschman 3.
Por outro lado, o número de cerdas do aparelho estridulante
demonstrou não ser um bom caráter, uma vez que a variação nos 21
exemplares estudados foi bastante grande.
Da mesma forma, a correlação entre as diversas medidas, caráter
empregado por Mello-Leitão para a distinção das espécies não pode ser
levada em consideração, devido a sua inconstância, como podemos
verificar através das tabelas 1 e 2.
152
cm
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TABELA 1 — MEDIDAS (Em mm)
cm
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LUCAS, S.M.; CIRELLI, A.; KNYSAK. I.; ZVEIBIL, L.F. — Descrição do macho de Acanthoaeurria
jurucnicola Mello-Leitão, 1923 ( Araneae-Theraphosidae) . Mem. Inst. Butantan, ^2/^5:151-168,
1978/79.
Fiff. 1 — Aeanthoaeurria juruenicola, palpo direito, face interna.
Fijf. 2 — Acanthoscurria juruenicola, palpo direito, face externa.
155
cm
2 3 4 5 6 SClELO 10 2.1 12 13 14 15
LUCAS. S.M.; CIRELLI, A.; KNYSAK. I.; ZVEIBIL. L.F. — Descrição do macho de Acanthoscurria.
jurucnicola Mello-Leitão, 1923 ( Araneae-TheraphoBidae) . Mcm. Inst. Dutantan, 151-158,
1978/79.
Fiar. 3 — Acavthoacurria juruenieoUi, bulbo direito, face interna.
— Acanthoacurri juruenicola, bulbo direito, face externa.
cm
2 3
6 SciELO 10 n 12 13 14 15
LUCAS, S.M.: CIRELLI, A.; KNYSAK. I.; ZVEIBIL, L.F. — Descrição do macho de Acanthoacurria
jurucnicola Mello-Leitão, 1923 ( Araneae-Theraphosidae) . Mem. Inst. Butantan, 42/43. ;151-158,
1978/79.
Fig:. B — Acanthoacurria jurucnicola, apófise tibial 1 direita.
CONCLUSÃO
Além dos exemplares estudados concordarem com a descrição origi¬
nal, tivemos à disposição, da mesma procedência, várias fêmeas cujas
espermatecas, caráter de grande valor específico, são idênticas à apre¬
sentada por Schiapelli e Gerschman 3, para o holótipo, concluindo-se
portanto tratarem-se dos machos de Acanthoscurria jiimenicola Mello-
Leitão, 1923.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos aos Srs. Leopoldo Linhares, Eder Baldussi Fernandes
e Amélio Pazin Filho, diretores do Zoológico de Alta Floresta, pelos
inúmeros exemplares enviados ao Instituto Butantã em diversas
oportunidades.
Nossos agradecimentos também à Sr.a Delminda Vargas Travassos
pela confecção dos desenhos.
ABSTRACT: The male of Acanthoscurria juruenicôla Mello-
Leitão, 1923 was described, proceeding of Alta Floresta, Mato
Grosso, Brazil, sended by the Directors of the Zoological Garden.
UNITERMS: Acanthoscurria jurucnicola. Description of the male.
SciELO
cm
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LUCAS, S.M.; CIRELLI, A.; KNYSAK, I.; ZVEIBIL, L.F. — Descrição do macho de Acantho&carrta
juruenicola Mello-Leitão, 1923 ( Araneae-Theraphosidae). Mem. Inat. Butantan, ÍÍ/ÍÍ.151-1B8,
1978/79.
TABELA 2 — CORRELAÇÃO ENTRE AS MEDIDAS
Relação entre o comprimento do
cefalotórax e:
— Segmento regenerado
BIBLIOGRAFIA
1. BÜCHERL, W. Sôbre a importância dos bulbos copuladores e das apófises
tibiais dos machos na sistemática das aranhas caranguejeiras (ORTHOG-
NATHA). Ann. Acad. bras. Sei., 29( 3) :384-5, 1958.
2. MELLO-LEITÃO, C. DE Theraphosideas do Brasil. Rev. Mus. paulista, 13: 294-5
e 312, 1923.
3. SCHIAPELLI, R.D. & GERSCIIMAN, DE PIKELIN, B.S. El gênero Acanthos-
curria Ausserer, 1871 (ARANEAE, THERAPHOSIDAE) en la Argentina.
Physis, 24(68) :408-14, 1964.
4. VELLARD, J., SCHIAPELLI, R.D. & GERSCHMAN, DE PIKELIN, B.S.
Aranãs Sudamericanas. THERAPHOSIDAE nuevas e poco conocidas. Acfo
zool. Lilloana. 3:204-5, Pr. XX e XXI, 1945
158
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Mem. Inat. Butantan
*2/43: 159-169. 1978/79
CRIAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SERPENTES DA ESPÉCIE
BOTHROPS ATROX NASCIDAS EM CATIVEIRO
(SERPENTES — VIPERIDAE — CROTALINAE)
Pedro Antonio FEDERSONI JUNIOR*
RESUMO: Estudo da fase adulta de serpentes do gênero Bothrops
atrox, nascidas em cativeiro em 21-8-1974. A mudança das serpentes,
de gaiolas antigas para ambientes novos, mostra-se satisfatória,
quando se transporta para a gaiola nova, também as fezes e a
urina coletadas do ambiente antigo, para o novo meio. Entre as
serpentes irmãs da mesma ninhada, formaram-se casais para o
estudo da reprodução. A partir desses casais, conseguiu-se três
ninhadas, duas das quais com filhotes com problemas teratogênicos.
A alimentação foi oferecida a cada 14 dias e em abundância,
deixando a critério do apetite de cada serpente, a quantidade de
alimento ingerido. O crescimento em comprimento e peso é maior
nas fêmeas, chegando aos cinco anos de idade, a uma diferença de
quatro vezes maior peso nas fêmeas. A mortalidade em biotério,
neste caso, não pode ser extrapolada para a natureza, já que vários
incidentes de cativeiro aconteceram, como : canibalismo e ataque
físico por camundongos. É apresentada uma tabela com dados médios
de peso, comprimento e alimentação a cada 14 dias, bem como a
quantidade de mortes em cada período.
UNITERMOS: Bothrops atrox (Linnaeus, 1758), crescimento;
alimentação; hábitos; reprodução; teratogênese.
INTRODUÇÃO
Em continuação ao exposto em “Observações sobre uma ninhada de
Bothrops atrox (Linnaeus, 1758) 10, analisamos aqui o ocorrido com tais
serpentes, a partir dos dois anos, como estava proposto em Materiais
e Métodos daquela publicação, como segunda e terceira fases do trabalho
iniciado em agosto de 1974, uma vez que aquele período anterior já foi
discutido. Nesta fase de compilação de dados, descrevemos o ocorrido
até os cinco anos de idade.
MATERIAIS E MÉTODOS
Houve continuidade no método de criação e de manutenção no que
diz respeito à apresentação das gaiolas, intervalo entre refeições e
Seção de Herpetoloifia, Instituto Butantan, São Paulo, Brasil.
159
cm
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FEDERSONI JR., P.A. — Criação e manutenção de serpentes da espécie Dothropa atrox nascidas em
cativeiro. Mcm. Inst. Butantan, ^2/1*8: 159-169, 1978/79.
quantidade de água para beber, bem como a temperatura e umidade
do ambiente.
Duas modificações foram introduzidas. Uma, de acordo com o
previamente planejado, quanto à tentativa de acasalamento; outra, no
que diz respeito à alimentação.
DISCUSSÃO
Pela proporção de machos e de fêmeas sobreviventes até os dois
anos e alguns meses de idade, época em que tivemos oportunidade de
discutir o assunto com Leloup 13' 14’ 15 em nosso biotério e extrapolando
dados de criação em cativeiro de Bothrops moojeni, por ele criados, para
Bothrops atrox, resolvemos que, de acordo com descrição daquele autor,
os animais por nós acompanhados, já teriam condições de parear-se e
copular numa próxima época de cio.
Fizemos a pareação dos casais para acasalamento, mas tivemos de
deixar dez machos sem fêmeas. Tínhamos na época, seis fêmeas e
dezesseis machos.
Os casais formados na primeira escolha, foram constituídos da
seguinte maneira, no dia 6 de outubro de 1976:
Depois da morte dos machos n.° 22 e 14, pareamos novamente as
fêmeas: n.° 2 com o macho n.° 19 em 30/5/1978 e a n.° 20 com o macho
n.° 18 em 21/3/1978.
Foram eleitos os machos de maior desenvolvimento para serem
pareados, uma vez que o desenvolvimento entre eles era muito desigual
na época. Julgou-se o tamanho, não pelo fato de poder estar sexualmente
mais apto, mas por terem maiores condições de sobrevida durante os
períodos de cio e de inverno, épocas em que a alimentação passa a um
segundo plano. Aqueles que apresentavam maiores quantidades de mate¬
riais de reserva, calculado segundo método de Leloup 15 foram os eleitos
para acasalamento.
Quanto às gaiolas, as diretrizes adotadas para criação, conti¬
nuaram inalteradas com os machos que se mantiveram isolados sem
fêmeas. Quanto aos casais, foram mudados para gaiolas maiores, de
55cmx40cmx30cm, com as mesmas proporções de terra úmida e um
local seco no fundo da gaiola. Foi adotado o método já descrito de
se armazenar material fecal, urina e terra da gaiola original, antes
160
cm
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FEDERSONI JR., P.A. — Criação e manutenção de serpentes da espécie Bothrop8 atrox nascidas
cativeiro. Mcm. Inst. Butantan, 42/45.159-1G9, 1978/79.
de transladar os animais para a gaiola de destino. Com isto, observou-se
que realmente há uma delimitação de domínio entre os territórios
ocupados por esses animais, e que essa delimitação é respeitada pelas
serpentes com mais evidência do que se pensava 10.
Quando passamos a armazenar fezes e urina, dois ou três meses
antes da mudança dos animais, colocamos como receptáculo desse
material, folhas de jornal no fundo da gaiola. Ao passar o papel
impregnado para o novo ambiente, colocamos a folha suja correspon¬
dente à gaiola antiga do macho, para um canto da gaiola nova e o
material da fêmea para o canto oposto, tendo o cuidado de não os
misturar, nem tocar os papéis entre si. Para certeza da manobra,
colocamos as serpentes em seu novo meio, mas em lados trocados em
relação aos papéis. Nenhuma das doze serpentes implicadas nesse teste,
sequer titubeou em ir se postar enrodilhada sobre a área do pedaço de
papel impregnado com seu material fecal e urina; e, pareciam não
se importar com a presença de sua irmã e companheira no mesmo
ambiente.
Não tivemos condições de observar seu comportamento noturno,
mas pela manhã e durante todo o dia, quando as gaiolas eram exami¬
nadas, as serpentes estavam exatamente “sobre” seus territórios de
papel.
Essa segregação durou aproximadamente um mês, e pudemos obser¬
var que quanto à alimentação, as fêmeas que sempre se mostraram mais
vorazes, comeram em todas as vezes que lhes foram oferecidos camun¬
dongos; os machos comeram também, se bem que muito menos, mas
todos tiveram a mesma conduta: comeram em seus cantos, parecendo
haver uma barreira entre eles.
Mudamos a conduta quanto à alimentação, no sentido de não mais
forçá-los a comer, mas que comessem o quanto achassem suficiente e
quando achassem necessário.
Foi assim que se evidenciaram ainda mais as discrepâncias de
apetite entre os machos e as fêmeas; naturalmente, por conseqüência,
a diferença de tamanhos ficou maior. (Vide gráfico I).
Por motivos alheios à nossa vontade, a alimentação teve de ser
variada. De uma dieta homogênea de camundongos (Afus musculus),
tivemos de passar, na primavera de 1978 para ratos brancos ( Rattus
norvegicus) e no início de 1979, para hamsters ( Mcsocricetus auratus),
voltando em meados de 1979 para os ratos novamente. Isto provocou a
recusa de alimentação, diminuindo em muito o peso e crescimento dos
animais (Vide gráfico I).
Acompanhamos os períodos de mudas de pele, mas não discutiremos
aqui este pormenor, que merece um estudo mais apurado, uma vez que a
diferença do ambiente entre machos isolados e os casais pode ter afetado
nesse ponto e mesmo a ocorrência de coito ou abstinência sexual deve ter
modificado os parâmetros estudados até a fase pré-adulta. Assim que
tivermos concluído a tomada de dados a este respeito, publicaremos com
resultados pormenorizados.
A coloração da ponta da cauda, também, já discutida na primeira
fase de observações, modificou nos representantes masculinos.
161
cm
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FEDERSONI JR., P.A. — Criação e manutenção de serpentes da espécie Bothrop • atrox nascidas em
cativeiro. Mem. Inet. Butantan , 4f/41.*169-169, 1978/79.
GRÁFICO I
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Gráfico I — Curvas com valores médios mensais para observação de peso e comprimento.
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FEDERSONI JR., P.A. — Criação e manutenção de serpentes da espécie Bothropa atrox nascidas em
cativeiro. Aícm. Inst. Butantan, 42/43: 169-169, 1978/79.
Tínhamos como ponto básico de distinção entre machos e fêmeas
desta espécie, a coloração da ponta da cauda em tonalidades claras de
amarelo e creme nos primeiros meses de vida dos machos e branca nas
fases mais avançadas de idade para os mesmos, e, marrom ou preto
entre as fêmeas; a coloração destas se manteve inalterável.
Com o amadurecimento dos representantes machos, as caudas foram
modificando sua coloração terminal e no inverno de 1977 passaram à
coloração marrom em alguns casos e preta em outros, em todos os machos.
Relacionamos isto ao amadurecimento sexual desses animais, uma vez que
logo após, em meio à primavera, já nasciam os primeiros filhotes por
eles gerados.
Tudo nos leva a crer que esta característica não seja somente sexual,
mas uma manobra da natureza, que torna o animal camuflado com um
ponto de atração e curiosidade para outros que deles se aproximem, ima¬
ginando a ponta da cauda como um possível verme ou larva de algum
animal; momento em que são abocanhados pelo portador da camuflagem.
Em outros tipos de serpentes do gênero Bothrops e Agkistrodon, isto é
muito comum. *• 5’ 10
Como em outras serpentes, em Bothrops atrox, ocorre um fenômeno
que causa constantes problemas de manutenção. É o problema causado
por camundongos e ratos oferecidos como alimentação; quando esses ani¬
mais passam um período de tempo, relativamente curto, em companhia
das serpentes sem serem molestados por elas, passam a explorar a gaiola.
Se continuam não molestados, passam a explorar o corpo da serpente
em si, e esta, por algum motivo por nós ignorado não se move. Quando
essa fase exploratória passa, inicia-se a fase de ataque por parte do
roedor, que por instinto de defesa, por stress ou por outro motivo, passa
a roer as escamas da serpente, indo ferir seu tecido cutâneo, subcutâneo,
muscular e muitas vezes chegando a roer-lhes os ossos e órgãos internos,
sem que a serpente ao menos tente picá-lo ou afugentá-lo. Por meio desse
processo, cinco serpentes deste lote estudado, foram roídas com maior
ou menor intensidade. A de n.° 5, teve a parte direita da cabeça comida
e foi encontrada morta três horas após a colocação do rato na gaiola.
As de n.° 16 e 17 tiveram ferimento profundo na região dorsal do médio
corpo (local preferido pelos roedores) , tendo a de n.° 16 sobrevivido três
meses e a de n.° 17, foi comida até os ossos e musculatura, tendo sobre¬
vivido por três dias. A serpente de n.° 23, sobreviveu até o momento,
apesar de ter sido profundamente roída na coluna vertebral. A repre¬
sentante n.° 27, teve parte das costelas comprometidas por ferimento
produzido por mordeduras no dorso. Teve de ser sacrificada por apre¬
sentar infecção e necrose em uma extensa área; foi tratada pelos meios
normais mas não apresentou melhora.
A par de toda essa problemática, houve ainda uma ocorrência curiosa
com o casal constituído pelos números 20 (fêmea) e 14 (macho), quando
em 10-1-1978, o macho picou um rato, matou-o e começou a ingeri-lo.
Nesta altura, a fêmea também atacou o mesmo rato e passou a engoli-lo,
sem que o macho o tivesse largado. Ao ouvirmos um barulho de luta na
gaiola, presenciamos a fêmea engolindo o macho, já com meio corpo
consumido. Com esforço e muita luta conseguiu se desvencilhar e sobre¬
viver a esse ataque.
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FEDERSONI JR., P.A. — Criação e manutenção de serpentes da espécie Bothrop» atrox nascidas em
cativeiro. Mem. Inat. Butantan, .42/45:159-169, 1978/79.
Dois meses após esse fato, no dia 21-3-1978, data de alimentação
desse lote de serpentes, ao abrir a gaiola para medir e pesar seus ocupan¬
tes, encontramos a fêmea com a boca fechada, porém, dela saindo a ponta
da cauda do macho, já completamente engolido e sem possibilidade de
ser resgatado ou vomitado.
Tivemos, desta maneira, um caso de canibalismo 2 entre Bothrops
atrox, fato que parece ser inédito nesses animais.
REPRODUÇÃO
Depois da formação de casais em 6 de outubro de 1976, houve um
período de acomodação entre machos e fêmeas, até que, um ano depois,
em 16-10-77, a fêmea de n.° 2, pariu um filhote morto, com aspecto de
incompletamente formado. Apresentava uma coloração rósea, muito dis¬
tinta do tom escuro do recém-nascido normal. Pensamos que pudesse ser
um aborto de fetos mais distais, por algum problema de esforço físico
dentro da gaiola ou mesmo, luta corporal com o macho. Após treze dias,
em 29-10-77, nasceram normalmente, 18 filhotes, sendo dois natimortos.
A esse casal, designamos pela letra A e seus filhotes, pelo numeral alea¬
toriamente escolhido, seguido do índice A. A cópula desse casal não foi
presenciada por nós.
O macho que formava este par, o de n.° 22, apresentou severa infec¬
ção bucal e teve de ser sacrificado em 30-5-78, pois já não apresentava
condições de sobrevida.
Refez-se o par, acasalando a fêmea de n.° 2 com um macho até então
mantido isolado, de n.° 19, no mesmo dia da morte do n.° 22 ; este casal
passou a ser designado por W. Foi usada a mesma técnica de translado
das fezes e uréia para a nova gaiola, com o intuito de ambientar o macho
à nova morada.
Este casal, ao menos aparentemente, não apresentou ânimo agressivo
entre si, nem houve nada de anormal entre os dois, que fosse digno de
nota. No dia 24-1-79, a fêmea de n.° 2, pariu 29 filhotes, todos vivos,
sendo que um deles, o de n.° 29W, apresentou malformação teratogênica
simples na parte posterior do corpo n.
Um outro casal, designado por X, constituído pela fêmea n.° 20 e o
macho n.° 18, teve cópula não presenciada por nós, e no dia 29-1-79, a
fêmea pariu 15 filhotes, sendo 3 mortos e 3 apresentavam malformações
teratogênicas na parte anterior do corpo e ausência de olhos u.
O casal constituído pela fêmea n.° 33 e o macho n.° 26, copularam
durante a manhã, tarde e noite do dia 30-3-78. Até o dia 23-8-79, data
considerada final para a coleta de dados para esta publicação, não houve
nascimentos. Houve sim, um aumento de peso e de tamanho da fêmea,
desproporcional, inclusive ao crescimento das outras fêmeas consideradas.
As demais fêmeas, mortas após a pareação em 1976, quando necrop-
siadas, não apresentaram vestígios de embriões ou fetos.
MORTALIDADE
Após os dois anos de idade, aconteceram fatores não naturais, que
produziram morte entre as serpentes. Foi o caso dos animais de n.° 5,
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cativeiro. Mcm. Inst. Butantan , 42/4tf-'159-169, 1978/79.
16, 17 (machos) e n.° 27 (fêmea) que foram roídos por camundongos
e não se recuperaram do ferimento. Houve também, os casos dos números
10 e 22 (machos) ; o primeiro com deslocamento de vértebras da região
nucal, provocado por um bote no momento da contenção para ser medida ;
e, o segundo, com infecção bucal causada por ferimento provocado por
bote na porta da gaiola onde vivia. A morte do macho de n.° 14, condi¬
cionada ao fenômeno de canibalismo, foi anteriormente discutida aqui.
Num período que compreendeu o início de janeiro de 1977 a inicio
de março do mesmo ano, ocorreram mortes semelhantes entre si, nos
números 5, 6 e 8 (machos), mortos respectivamente em 1-3-77, 12-1-77
e 20-1-77 e nos números 4 e 24 (fêmeas), respectivamente em 4-1-77 e
12-2-77. Esses animais, num período muito curto de tempo, morreram
apresentando como caráter post-mortem, um líquido esbranquiçado na
boca e traquéia e pontos hemorrágicos no pulmão e saco aéreo. Fato
curioso e notável é que todos os implicados eram componentes de casais.
Em realidade, os únicos exemplares que morreram sem causa apa¬
rente, foram dois machos, numerados com 7 e 32, respectivamente mortos
em 24-3-78 e 12-4-78. Essas duas serpentes deixaram de comer e defi¬
nharam até morrer. Durante esse período, não aceitaram sequer alimen¬
tação colocada em sua boca e vomitaram a alimentação forçada.
Devido aos dados computados e às condições em que ocorreram as
mortes, não podemos extrapolar os dados para a natureza.
CONCLUSÕES
Após cinco anos de observações, podemos concluir, que é perfeita¬
mente possível manter esses animais em cativeiro e criar condições para
acasalamento e manutenção dos pares e seus filhotes.
O intervalo adotado entre as refeições mostrou-se satisfatório em
todos os casos. Deve-se ressaltar o fato de os filhotes não se alimentarem
espontaneamente nos primeiros meses de vida, mas uma vez alcançados
oito ou nove meses, a maioria passa a aceitar alimentação com maior
facilidade, talvez porque o tamanho do camundongo já o permita se loco¬
mover ante a serpente, que desta maneira é alertada e motivada a atacar
sua presa. 10
A mudança de alimentação de camundongo para rato, parece não
ter sido tão sentida pelos animais, como quando mudamos deste para
hamster, ocasião em que várias das serpentes deixaram de se alimentar,
ou em muitos casos atacaram, picaram, mataram, mas não comeram o
alimento oferecido.
Nas eventuais mudanças de gaiolas, o processo de translado das fezes
e urina da gaiola antiga para a nova é técnica garantida, não só para
esta espécie, mas para todas as outras serpentes, como temos podido
observar em nosso biotério.
O tamanho das gaiolas empregadas para a manutenção desta espécie
de serpentes, é satisfatório para animais isolados, mas para casais já
adultos e na atual fase de desenvolvimento, é insuficiente o espaço, pois
não permite locomoção que condiz com suas necessidades.
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cativeiro. Mcm. Inttt. Butantan, 4j?/4$:159-169, 1978/79.
A maturidade sexual, nas condições criadas no laboratório, condi¬
cionadas a alimentação farta, condições relativamente constantes de
temperatura e umidade e inexistência de fatores stressantes, ao menos
aparentes, parece ser atingida aos dois anos e meio. Nessa época as
fêmeas apresentam um peso, em média duas vezes maior que os machos
e esses passam por uma transformação na ponta da cauda, no tocante à
sua coloração, passando de branco para marrom escuro ou preto. A partir
dessa fase, o peso corporal dos machos passa por uma fase de pouco
acréscimo, ao passo que o das fêmeas passa a triplicar ou quadruplicar
em relação a eles (Vide Tabela I). Esse acréscimo de peso, nem sempre
é motivado por fecundação e aparecimento de fetos. Pudemos comprovar
em fêmeas mortas, que o aumento de peso foi devido ao acúmulo de
material de reserva.
O fato de serpentes irmãs terem sido colocadas em contato e even¬
tualmente, algumas terem copulado, aparentemente contribuiu para o
aparecimento de teratogenia e natimortos. 11
Não sabemos de quanto foi o tempo de prenhez em cada caso, uma
vez que não presenciamos as cópulas.
O fator muda de pele, será publicado quando maior quantidade de
dados puderem ser compilados. Este pormenor está sendo estudado entre
várias espécies de serpentes e oportunamente serão expostos os resultados.
TABELA I
Médias das tomadas de medidas de peso e comprimento das serpentes B. atrox, peso de
alimentação e quantidades de exemplares examinados e alimentados nas respectivas datas.
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TABELA 1 (continuação)
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cativeiro. Mem. Inst. Butantan , 42/43. -159-169, 1978/79.
ABSTRACT: A litter of Bothrops atrox born in 8-12-1974 were
observed during five ears. Transport of live specimens from the
old boxes to new ones is done without problems, if at the same time
dregs and urine are also transported. Pairs of males and females
were formed in order to observe the offsprings. Three litters were
obtained. In two of them, toratogenic specimens were born. Food
was given every fourteen days. Increase of lenght and weight was
higher in females than in males. After five years, females are
about five time heavier than males. Cannibalism prejudicated
survival. Growth, weight, intake of food controled in intervals of
fourteen days are showed in the graph.
UNITERMS: Bothrops atrox (Linnaeus, 1758) — development;
feeding; habits; reproduction ; teratogeny.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à incansável ajuda do Sr. Joaquim Cavalheiro, na
contenção dos animais e na coleta de dados aqui contidos.
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NOVO ARTEFATO PARA A EXTRAÇÃO DE VENENOS DE
SERPENTES DO GÊNERO MICRUPUS WAGLER
Pedro Antonio FEDERSONI JUNIOR*
RESUMO: Apresentação de novo método para extração de veneno
de serpentes proteróglifas do gênero Micrurus, por intermédio de
coletor tipo vidro de relógio, orlado por barreira de vidro que se
encaixa anatomicamente à boca das serpentes. Há maior aprovei¬
tamento de veneno extraído, uma vez que não ocorre refluxo para
a cavidade bucal.
UNITERMOS: Proteróglifas, Micrurus Wagler; Extração de
veneno, novo método.
As serpentes do gênero Micrurus, por serem proteróglifas, são de di¬
fícil manuseio quando da extração de venenos, devido ao tamanho pe¬
queno da cabeça e pela disposição de suas presas inoculadoras. Tal extração
é, comumente, feita com recipientes tipo vidro-de-relógio, que são introdu¬
zidos pelas bordas, na boca das serpentes a serem extraídas. Quando a
introdução é completada, passa-se a comprimir com os dedos, as glândulas
peçonhentas, fazendo-se assim a exteriorização do veneno, que flui em pe¬
quenas quantidades.
Nas extrações normais, como a descrita, o veneno flui para o coletor,
mas grande parte desse veneno sai pelas presas e vai forrar a cavidade
bucal permitindo que grande quantidade desse líqüido passe para a parte
inferior do vidro, provocando, assim, a perda de uma boa percentagem
de sua quantidade total. Isto foi percebido várias vezes e nessas oportu¬
nidades houve necessidade de se usar alguns artifícios na secagem do
veneno para que sua perda fosse a menor possível. O fato de o veneno se
espalhar para a cavidade bucal foi comprovado quando da colheita por
meio de uma pipeta “Pasteur”, por toda a região inferior da boca e, prin¬
cipalmente, foi encontrada grande parte na região inicial do esôfago da
serpente extraída.
Numa das extrações rotineiras de veneno, foi feita uma análise a res¬
peito e apresentou-se novo fato: o veneno, muito viscoso, escorria pelo
recipiente de vidro até o ponto em que sua quantidade assim o permitia;
porém quando as glândulas eram soltas de entre os dedos, o veneno, já
colhido, sofria um refluxo, por efeito aspirativo, talvez para a cavidade
bucal, talvez para a glândula. O fato é que, à primeira vista, a quantidade
extraída aparentemente era uma e na realidade, no coletor somente res¬
tava um vestígio do veneno primitivamente notado.
• Seção de Herpetologia do Instituto Butantan
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FEDERSONI JR.. P.A. — Novo artefato para a extração de venenos de serpentes do gênero
Micrurua Wagler. Mem. Inat. Jiutantan, 42/4S: 171-174, 1978/79.
A partir dessa observação, foi experimentado novo processo com o
mesmo vidro de relógio comum, ficando a cabeça da serpente mantida
moderadamente apertada entre os dedos até a sua retirada do coletor. Isto
mantinha o veneno sem refluxo; porém, foi notada, também, uma perda
de veneno pela parte inferior externa do vidro, visto não haver um anteparo
que retivesse a permanência do veneno somente no interior da parte côn¬
cava do coletor.
Foi elaborado, então, um coletor para extrações, mais condizente com
as disposições anatômicas bucais desse gênero de Elapídeos.
O referido coletor é confeccionado em vidro neutro, coloração cristal,
forma circular, como uma calota de 100 mm de diâmetro, 15 mm de pro¬
fundidade na parte central mais profunda da calota, em vidro de 2 mm
de espessura (Figs. 1 e 2). Tal calota é circundada internamente por
uma orla também de vidro, com uma largura de 3 mm e altura de 2 mm.
Esta orla forma com o corpo do coletor, um encaixe em ângulo reto, na
parte interna, como da figura 1.
i«-- 3 mm - *
Fig. 1 — Vista em corte transversal do coletor, mostrando o ângulo formado pela orla interna de vidro.
Fig. 2 — Diâmetro* externo e interno do coletor.
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FEDERSONI JR., P.A. — Novo artefato para a extração de venenos de serpentes do gênero
Micrurua Wagler. Mem. Inat. Butantan, 42/43: 171-174, 1978/79.
A orla confeccionada, na parte externa, apresenta-se em ângulo agudo
com canto rombo, para um perfeito encaixe da boca da serpente.
Como esses ofídios são proteróglifos e suas presas imóveis, torna-se
muito fácil e mais seguro prender a cabeça da serpente nesse recipiente,
por força de sua própria mordida. Quando isto acontece, os ossos maxilar,
palatino e pterigóide, juntamente com a mandíbula, são colocados em am¬
bos os lados, em posição tal, que permitem que toda essa região entre em
contato com a orla de vidro, com exceção das presas fixas e caniculadas,
que são maiores e ficam livres no interior do coletor. Com a própria mor¬
dida sobre o vidro o animal comprime com os ossos citados e sua muscula¬
tura, as glândulas de peçonha, que depois disto não necessitam muito mais
que uma simples e leve compressão, para que a maior parte de seu veneno
se escoe livremente pelas bordas em ângulo reto e daí para o fundo. A
função do ângulo formado entre a orla de vidro e a calota propriamente
dita, é de formar um conduto que, por capilaridade, promove a condução
do veneno para a parte desejada. Este processo impede o refluxo do
líqüido para a cavidade bucal da serpente e ainda mais, das centenas de
vezes em que o novo método foi usado, em nenhum houve passagem de
veneno para a parte inferior externa do coletor. Sondagens feitas com
pipeta na cavidade bucal e entrada do esôfago, mostraram que o veneno
não havia saído para a boca.
Além dessas vantagens, ainda se nota que, quando da mordida do
animal no vidro, os ossos e musculatura implicados no processo, projetam
as duas glândulas do animal para fora e para cima, como nos casos nor¬
mais de sua alimentação, permitindo melhor compressão manual para a
extração do veneno. É, portanto, esse processo, bem mais anatômico e ren¬
doso, como mostra a figura 3.
Fig. 3 — Visão de como a presa se adapta ao ângulo formado pela orla de vidro. Note-se que há a
impossibilidade de refluxo pelo interior da boca.
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FEDERSONI JR., P.A. — Novo artefato para a extração de venenos de serpentes do gênero
Micrurus Wagler. Mem. Inst. Butantan, W/ 4 5:171-17 4, 1978/79.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a desinteressada colaboração da firma VIDROG — Indús¬
tria e Comércio de Vidros Ltda., que nas pessoas de seus diretores, dedi¬
cou precioso tempo à confecção da placa referida neste trabalho, em nobre
gesto em favor do campo científico nacional.
O nosso agradecimento, também, aos préstimos valiosos do Sr. Joa¬
quim Cavalheiro, pelos constantes esforços, junto conosco, ao experimentar
a nova técnica.
ABSTRACT: New method for extract poison from proterogliph
snakes, Genus Micrurus. A glass-plate is anatomicaly ancased by
mouth of the snakes. There is an advantage in this method, because
there is no return of poison from the glass to the mouth.
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NOTES ON SIBYNOMORPHUS MIKANII SCHLEGEL 1837 *
A.R. HOGE**
I.L. LAPORTA**
S.A. ROMANO HOGE**
ABSTRACT: The type specimens of Leptognathus andrei Sau-
vage 1884; Dipsas mikanii Schlegel 1837; Sibynomorphus mikanü
fasciatus Amaral 1930, are compareci with large series of the
mikanii group. Sibynomorphus mikanii (Schlegel) and Sibyno¬
morphus neuwiedii are considered as distinct species.
KEY WORDS: Sibynomorphus andrei; (Sauvage) Sibynomor¬
phus mikanii (Schlegel); Sibynomorphus neuwiedii von Ihering.
INTRODUCTION
Since Boulenger’s Catalogue, 3 :446-460 Leptognathus andrei Sauvage,
1884 was overlooked by the authors, except by Peters (114:148) who
placed the species in “species inquerendae” Hoge and Romano-Hoge had the
opportunity to examine the type specimens of Dipsas Mikanii Schlegel,
Leptognathus andrei Sauvage and to compare them with the type speci¬
mens of Sibynomorphus mikanii fasciatus Amaral and a large series of
specimen from the coastal region of São Paulo which correspond to the
proposed name of Cochleophagus mikanii neuwiedii von Ilhering.
Historical review :
1837 Schlegel describes Dipsas mikanii based on 2 specimens: 1 in
the Leiden Museum collected by Natterer, and 1 collected by Menestrier,
in the collection of the Paris Museum.
1868 Cope mentions Leptognathus mikanii based on a single specimen
from Bahia, Brazil in the Museum Academy of Philadelphia.
1870 Jan Ico. Gen. Ophidiens Livraison 37 pl. VI fig. III Leptognathus
mikanii based on a specimen from Brazil in the Milan Mus.
1884 Sauvage describes Leptognathus andrei based on a specimen in the
M.N.H. Paris from “Nouvelle Grenade”.
1896 Boulenger synonymises all this species with Leptognathus mikanii
(Schlegel) 1837, but distinguishes already 3 forms, A, B, and C
* This work was supported in part by grant of CNPq, Brazil.
and FINEP.SP.BR.
** Instituto Butantan, Divisão de Biologia, Seção de Herpetologia 05504
SP-BR.
Cx. Postal 65
São Paulo,
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IIOGE, A.R.; LAPORTA, I.L. & ROMANO HOGE, S.A.
1837. Mem. Inst. Butantan, 1,2/ 1,3: 175-178, 1978/79.
Notes on Sibynomorphus mikanii Schlegrel
(with a key), as a Leptognathus mikanii (Schlegel) and the form
B as Leptognathus oreas Cope, the form B was not identified,
although Leptognathus anãrei was mentioned in the synonymy.
1909 Werner follows Boulenger.
1910 Von Ihering proposed Cochliophagus mikanii neuiviedii based on
several specimens probably from “Estados de São Paulo e Espírito
Santo” (Brazil).
1930 Amaral overlooking von Ihering’s description, describes Sibyno-
morphus Mikanii fasciatus from the Coastal region of Brazil.
1951 Schmidt and Inger identified a specimen from Paperi, RN as
Sibynomorphus mikanii fasciatus.
1960 Peters considers this specimen as Sibynomorphus mikanii mikanii.
Sibynoynorphus neuiviedii (Ihering)
1910 Cochleophagus neuwiedi (Ihering), Rev. Mus. Paulista S:33.
1930 Sibynomorphus mikanii fasciatus Amaral, Buli. Antivenin Inst.
Amer., 4:28. Type locality : Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro
and Porto Real, Brazil.
1951 Sibynomorphus mikanii fasciatus Schmidt and Inger, Fieldiana
Zool., 31 :461.
1960 Sibynomorphus mikanii neuiviedii Peters Miscel.. Publ. Mus. Zool
Univ. Michigan (114) :154.
Redescription of type specimen: of L. andrei
Holotype n.° 6.285 in the Museum d’Histoire Naturelle de Paris a
female, collected by André, 1877 from “Nouvelle Grenade” obviously
“in error”.
Rostral deeper than broad, just visible from above; praefrontals
broader than long; rostral slightly broader than long, as long as its dis-
tance from tip of snout, much shorter than the parietais ; parietais nearly
as broad as long; loreal entering the orbit; no praeoculars; 2 postoculars;
1 temporal; 7 upper labiais, 3th, 4th and 5th entering the orbit; the ante¬
rior ones very narrow; only one lower labial in contact with his fellow
behind the symphysial; dorsais scales in 15 rows, vertebral 1 enlarged;
ventrals 177; anal single; subcaudals 78/78; total length about 800 mm.
brownish above with 25 brownish red crossbands, sometimes fused.
This description shows the identity of L. andrei and L. mikani but
gives a higher number of subcaudals as stated by Peters.
The study of large series showed that this character is of no value
for the distinction of mikani from neuwiedi.
The best distinction is still the one given by Boulenger (:454) for
form A (wich correspond to mikani and B (neuwiedi) .
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HOC*. A.R.: LAPORTA, I.L. & ROMANO HOGE, S.A. — Notes on Sibynomorphus mikanii Schlegel
1837. Mem. Inst. Butantan, 42/43:1 75-178, 1978/79.
As Peters already demonstrated (l.c. :154). Sibynomorphus mikani
fnsciatus Amaral is a strict synonym of S. mikani neuwiedi Ihering.
Since no intergrade are found till now we consider S. mikani and
5. neinuicdi as distinct species.
Range: Sibynomorphus neuwiedi is found along the Coastal regions
covered with forest.
Sibynomorphus mikani (Schlegel)
1837 Dipsas mikani Schlegel. Essay Phision. Serpens 2: 277.
1843 Sibynomorphus mikani; Fitzinger Syst, Reptilium: 27.
1884 Leptognathus andrei Sauvage, Buli. Soc. Philorn. Paris, 8(7) :
Type locality: — “Nouvelle Grenade”.
1887 Leptognathus garmani Cope, Proc. Am. Philos. Soc. 24:60. Type
locality: São Paulo, Brazil (in error).
1910 [Cochleophagus mikani mikani ] ; Ihering by implication Rev. Mus.
Paulista 8 :333.
1960 Sibynomorphus mikani mikani; Peters Miscel. pupl. Mus. Zool.
Univ. Michigan (114) :148.
Type locality: Brazil.
Range: Internai drainaige of the southeastern areas of Southern
Brazil as already stated by Peters (l.c. :148).
RESUMO: Os tipos de Leptognathus andrei Sauvage 1884; Dipsas
mikani Schlegel 1837; Sibynomorphus mikani fasciatus Amaral
1930 foram comparados com grandes séries do grupo mikani.
Sibynomorphus mikani (Schlegel) e Sibynoynorphus neuwiedii são
considerados como espécies.
UNITERMOS: Sibynomorphus andrei (Sauvage), Sibynomorphus
mikani (Schlegel); Sibynomorphus neuwiedi (Ihering).
ACKNOWLEDGMENTS
We are indebted to Dr. J. Guibé, Dr. Brygoo, and Dr. M. Roux-Estèves
from the Musée National d’Histoire Naturelle de Paris, France and to
Dr. Brongersma from the Rijksmuseum van Natuurlijke Historia Leyden,
Holland.
BIBLIOGRAPHY
1. AMARAL, A. do 94. Studies of Neotropical Ophidia — XVI Two new snakes
from Central Colombia. Buli. of the Antivenin Institute of America,
IV(2) : 27-28, 1930.
2. BOULENGER, G.A. Catalogue of the snakes in the British Museum (Natural
Hictory), 3: 440-400, 1896.
3. COPE, E.D. Additional descriptions of Neotropical Raptilia and Batrachia not
previously known. Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelpha, 1808: 119-140, 1868.
4. IHERING, R. von As cobras do Brasil. Rev. Mus. Paulista, 8:273-379, 1911.
6. JAN, G. Sl F. SORDELLI Iconographie générale des ophidiens 2, livr. 37 pl. 6.
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HOGE. A.R.: LAPORTA, I.L. & ROMANO HOGE, S.A.
1837. Mem. Inat. Dutantan, 42/48: 175-178, 1978/79.
Notes on Sibynomorphua mikanii Schletrel
G. PETERS, J. The snakes of the family Dipsadinae. Misc. Publ. Mus. Zool.
Univ. Michigan, 114:1-224, 1960.
7. SAUVAGE, H.E. Sur quelques reptiles de la collection du Muséum d’Histoire
Naturelle. Buli. Soc. Philomat. Paris, 8 (7) : 142-1 47, 1884.
8. SCHLEGEL, H. Essai sur la physipnomie des serpens Vol. 2:606 4- XV pp., 1837.
9. SCHMIDT, K.P. & R.F. INGER Amphibians and reptiles of the Hopkins-
Branner Expedition to Brazil. Fieldiana Zool. 31 (42) : 439-465, 1951.
10. WERNER, F. Über neue oder seltene Reptilien des Naturhistorischen Museums
in Hamburg. I. Schlangen Mitt. Naturhist. Mus. Hamburg, 25: 205-247, 1909.
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Afctw. Inst. Butantan
\2/h3: 179-310, 1978/79
P0IS0N0US SNAKES OF THE WORLD 1
PART I
CHECK LIST OF THE PIT VIPERS
VIPEROIDEA, VIPERIDAE, CROTALINAE
BY
A.R. HOGE AND S.A.R.W.L. ROMANO-HOGE a
Contents
ABSTRACT . 181
INTRODUCTION AND PURPOSE . 181
MATERIAL AND METHODS . 183
Abbreviations used in the designation of museums . 183
CLASSIFICATION . 185
Superfamily Viperoidea . 185
Family Atractaspiidae . 185
Family Viperidae . 185
Subfamily Viperinae . 185
Subfamily Azemiopinae . 185
Subfamily Causinae . 185
Subfamily Crotalinae . 185
Tribe Agistrodontini . 185, 187, 188
Tribe Crotalini . 185, 187
ARTIFICIAL KEY TO THE FAMILIES, SUBFAMILIES AND
TRIBES OF VIPEROIDEA . 186
GENE RA OF Agkistrodontini . 186, 187
Genus Agkistrodon . 188
(1) This work was supported in part by grant LM 00418 — LM 00698 from the National Library
of Medicine, National Institutes of Health, U.S. Department of Health, Education and Welfare
and CNPq Brasil.
(2) Instituto Butantan, Divisão de Biologia, Seção de Herpetologia, 05504 — Cx. Postal 65 — São
Paulo, BR.
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IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonu» snakes of the world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inst. Butavtan, 42/4S
179-310, 1978/79.
Genus Calloselasma . 188
Genus Deinagkistrodon . 188
Genus Gloydius nom. nov . 188
Genus Hypnale . 188
GENERA OF Crotalini: 199
Genus Bothrops . 200
Genus Crotalus . 221
Genus Lachesis . 245
Genus Ovophis . 246
Genus Sistrurus . 249
Genus Trímeresurus . 252
Genus Tropidolaemus . 264
CROSS INDEX OF THE TECHNICAL TO VERNACULAR
(COMMON) NAMES
Genus Agkistrodon . 267
Genus Calloselasma . 267
Genus Deinagkistrodon . 267
Genus Gloydius . 267
Genus Hypnale . 268
Genus Bothrops . 268
Genus Crotalus . 271
Genus Lachesis . 273
Genus Ovophis . 273
Genus Sistrurus . 274
Genus Trímeresurus . 274
Genus Tropidolaemus . 277
INDEX TO SCIENTIFICAL NAMES OF PIT VIPERS
Aglcistrodon . ' . 277
Bothrops . 277
Calloselasma . 279
Crotalus . 279
Deinagkistrodon . 281
Gloydius . 281
Hypnale . 282
Lachesis . 282
Ovophis . 282
Sistrurus . 282
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus snakes of the world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, Í2/U
179-310, 1978/79.
Trimeresurus . 282
Tropidolaemus . 283
GEOGRAPHICAL DISTRIBUTION OF PIT VIPERS . 285
A CRN O WLEDGMENTS . 309
ABSTRACT: An account on the Crotalid snakes with synonymy;
type locality; range; vernacular name etc. The genus Agkistrodon
“sensu auctores” is considered as formed by five genera: Agkis¬
trodon for the American species; Calloselasma for C. rhodostoma
and C. annamensis; Deinagkistrodon for D. acutus; Gloydius nom.
subst. for the Asiatic fornis except Deinagkistrodon, Calloselasma
and Hypnale, for H. hypnale, H. nepa and H. walli.
The solenoglyphous snakes are included in a superfamily, Vipe¬
roidea subdivided into two families: Atractaspiidae for the primi¬
tive colubrid-Iike Mole false vipers; Viperidae for the vipers with
four subfamilies: Viperinae (true vipers; Azemiopinae (Mole
Vipers); Causinae (Night adders) and Crotalinae (Pit Vipers).
The Crotalinae are divided in two tribes; Agkistrodontini for the
genera already mentioned and Crotalini for the genera; Crotalus
and Sistrurus (Rattlesnakes) ; Bothrops (American Pit Vipers);
Trimeresurus (Asiatic Pit Vipers); Tropidolaemus (Chin Keeled
Pit Vipers) and Ovophis (The Mountain and Okinawan Pit Vipers).
The subdivision of the genera Bothrops and Trimeresurus are
awaiting for more observations.
This paper is based on the study of several thousands of preserved
and live specimens.
INTRODUCTION AND PURPOSE
The last complete revision of the pit vipers of the world is included
in the 3th volume of Boulenger’s “Catalogue of the Snakes in the British
Museum, published 83 years ago, and although not up to date it is still
the only one.
Additions to Boulenger’s Catalogue were published by Werner
(1922-1923). Later Klemmer made the first attempt to elaborate a
complete check list of the poisonous snakes of the world publishing his
“Liste der rezenten Giftschlangen der Erde (1963). Klemmer called the
attention to the fact that only a few revisions of isolated taxons of
poisonous snakes were published in the last 50 (now already nearly 70
years) .
Werner’s additions were intended only to complete Boulenger’s
Catalogue.
Klemmer’s list although chiefly based on bibligraphic compilations
and criticai review of scientific names in accordance to the international
rules of nomenclature is still useful for a quick glance at the recognised
species without long and painful research.
As already pointed out by Klemmer ( :256) the main purpose was
to stimulate criticai reviews and contributions from the herpetologists.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus snakes
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae.
179-310, 1978/79.
of the world. Part I —
Mcm. Inat. Butantan, 42/43
With regard to the pit vipers, a few publications of special interest
must be quoted :
Klauber’s monumental work on the “Rattlesnakes” (1956 and 1972).
Hoge’s “Preliminary account on neotropical Crotalinae” (1966).
Hoge and Romano’s “Check list of neotropical pit vipers, coral snakes
and sea snakes” 1971 and “Synopse das serpentes peçonhentas do Brasil
(1973).
Burger’s doctoral thesis “Genero of pit vipers” (1971). Altough our
studies about the Bothrops — Trimeresurus — Tropidolaemus complex
are not complete it is already evident that this complex needs to be
split into several taxons. Some of this taxons were revalidated by Burger
l.c. for the american pit vipers.
To avoid useless changes in nomenclature we will wait to complete
our studies before introducing some of this taxons, and maintain here
a more conservative nomenclature.
The publications of the “Vertebrates of the World”, (two editions)
compiled by: Gainesville Field Station National Fish and Wildlife Service
was only a simple list of specific names without any other indication.
The sênior author contributed to the 2th edition of this list ( Vipe¬
ridae and criticai rewiew).
Informed that at least for the moment this list will no more be
continued and attending suggestions of several collegues we decided to
publish, not a simple list of the poisonous snakes but a check list
including scope of name; important synonymy; type locality, ranges;
key to families and subfamilies, redefinition and discution of the actual
status of some taxa.
We submit the following check list with full understanding of its
preliminary status in relation to the taxonimic position of the genera
Bothrops and Trimeresurus “sensu auctores”.
For the rattlesnakes we followed Klauber’s monumental work the
“Rattlesnakes”, lth and 2th edition except for the durissus subspecies.
Klauber opinated that the recognition of the several subspecies |
revalidated or described by Hoge (1966), (two of them already predicted
by Klauber) was premature. Altough there is still much to do in the
durissus group the subspecies described by the sênior author are easely
distinguished from each other (except in the northern parts of Venezuela
where they are more related to the Central American subspecies).
The rattlesnakes could have been ommited from this check list I
and substituted by references to Klaubers, Hoge and a few other publi¬
cations, but in order to attend the completeness of this check list they[
are included.
We believe that even with these shortcomings the time is ripe to
publish a check list on Crotaline snakes and that its availibility will [
stimulate criticai reviews contributions and sugestion wich will be veryl
useful for our monographic study on Crotaline snakes and check list of|
Viperidae.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus ssnakes oí the world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mrm. Inst. Iiutantan, bí/bS
179-310, 1978/79.
MATERIAL AND METHODS
This paper is not a simple check list but is based on the study of
thousands of preserved and alive specimens, study wich included, besides
the classical methods in systematical zoology, anatomical studies and
electromicroscopy of the stratum corneum.
We have examined all preserved, and alive specimens, in the
following musems (With the abreviations used in this study).
The examination and study of this specimens needed several trips
extending over a period of more than ten years and some of this Museuns
were visited several times. ■"
ÁUSTRIA Naturhistorisches Museum, Wien. (N.H.M.W.)
Naturhistorisches Museum, Wien.
(N.H.M.W.)
RELGIUM
Institut Royal des Sciences Naturelles de Belgique, Bruxellas.
(I.R.S.N.B.)
BRAZIL
Instituto Butantan, São Paulo.
(I.B.)
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.
(D.Z.)
Museu Goeldi, Belém, Pará.
(M.G.)
Museu Nacional do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
(M.N.R.)
FRANCE
Museum National d’Histoire Naturelle, Paris.
(M.N.H.N.P.)
FRENCH GUYANA
Instituto Pasteur de Cayenne.
(C.I.P.)
Musée de Cayenne.
GERMANY
Senckenberg Museum, Frankfurt a/m Ocidental Germany.
(S.M.F. )
(”) Institutions not visited but material received as a loan.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus snakes of the world. Fart I —
Check list of the Tit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inst. Butantan, 42/43
179-310, 1978/79.
GREAT BRITAIN
British Museum Natural History, Londres.
(B.M.)
IRAN
Institut de Sérum et Vaccins, Razi, Hessarak. (I.R.)
JAPAN
Japan Snake Institut, Yabuzuka, Guma.
(J.S.I.)
NETHERLAND
Rijksmuseum van Natuurlijke Historia, Leyden.
(R.M.N.H.L.)
PORTUGAL
Museu Bocage, Lisboa.
(M.B.L.)
SWEDEN
Linnémuséet, Upsala.
(L.M.)
Naturhistoriska Riksmuseum, Stockholm.
(N.R.S.)
Univ. Upsala
(U.U.)
SURINAM
Surinaam Stichtiílg Museum, Paramaribo.
(S.S.M.)
URUGUAY
* Museo Nacional de História Natural de Montevideo. "•
(C.M.N.H.N.)
U.S.A.
The Academy of Natural Sciences of Philadelphia, Philadelphia.
(A.N.S.P.)
The American Museum of Natural History, New York.
(A.M.N.H.)
Carnegie Museum, Pittsburgh.
(C.M.)
Duke University, Department of Zoology Durham, N.C.
(D.Z.D.)
(3) Institutions not visited but material received as a loan.
184
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus snakes of the world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mevx. Inst. Butantan, 42/iS
179-310, 1978/79.
Field Museum of Natural History, Chicago.
(F.M.N.H.)
Museum of Comparative Zoology at Harvard College, Cambridge.
(M.C.Z.)
Stanford University, Division of Systematic Biology Stanford. 3
(S.U.)
State University of New York at Buffalo, Buffalo.
(S.U.N.Y.B.)
United States National Museum, Smithsonian Institution,
Washington.
(U.S.N.M.)
University of Illinois Department of Zoology. Urbana Illinois. 3
(U.I.M.D.Z.)
University of Michigan, Museum of Zoology Ann Arbor, Michigan.
(U.M.M.Z.)
University of Southern Califórnia, Allan Hancock Foundation 3
Department of Biological Sciences, Los Angeles.
(U.S.C.)
U.S.S.R.
Zool. Inst. Lenningrad.
(Z.I.L.)
VENEZUELA
Museu de Ciências Naturales de Caracas.
(M.C.N. CARACAS).
CLASSIFICATION
Superfamily Viperoidea
(Solenoglyphous Snakes)
Family Atractaspiidae ( Atractaspiididae ) Cope 1860
(Mole False Vipers)
Family Viperidae Laurenti, 1768 (Vipers)
Subfamily Viperinae Laurenti, 1768
(True Vipers)
Subfamily Azemiopinae Liem, Marx et Rabb, 1971
(Mole Vipers)
Subfamily Causinae Cope 1860
(Night adders)
Subfamily Crotalinae Oppel 1811 (Pit Vipers)
Tribe Agkistrodontini
(Copperheads, Moccasins and Mamushi)
Tribe Crotalini Gray; 1825 Scale snout
pit vipers Bushmasters and Rattlesnakes.
(G) Institutions not visited but material received as a loan.
185
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus snakes of the world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Intt. Butantan, bl/W
179-310, 1978/79.
ARTIFICIAL KEY TO THE FAMILIES, SUBFAMILIES
AND TRIBES OF THE Viperoidea 1
(fig. 1 and 9)
I — No postorbital; head covered with large symmetrical shields as in
colubrine snakes eye very small, pupil round (fig. 11), mandibular
teeth reduced in number, abscent on the anterior and posterior
portions of mandibular (fig. 12) . Atractaspiidae
(fig-. 2)
II — Postorbital bone present; eye normal; mandibular teeth present
on the anterior part of mandibular (fig. 13) . Viperidae
Atractaspiidae
Contains a single genus.
ARTIFICIAL KEY TO THE Viperidae
I — No loreal pit.
A — Head covered with nine large symmetrical shields as in co-
lubridae. (fig. 15 and 16)
1 — Nostril between several scales fig.; dorsais scales
keeled and obliqúe on the sides; pupil round; apical pits
present ; anterior ventrals in contact with posterior
chin shields fangs not extending posteriorly beyond
the eye, poison gland generally extending beyond the
head (fig. 16) . Causinae
2 — Nostril into a single nasal ; pupil vertical ; no apical pits ;
anterior ventrals not in contact with posterior chin
shields ; fangs extending posteriorly beyond the
eye (fig. 14) . Azemiopinac
B — Some or all head-shilds broken up into seales or small
shields . Viperinae
II — Loreal pit present . Crotalinae
ARTIFICIAL KEY TO THE TRIBES OF Crotalinae
I — No rattle; large symmetrical shields as in colubridae on top of the
head; praefrontals and internasals sometimes broken up in scales
or scale-like (fig. 3) shields if broken up, dorsais in 17
rows fig. 6) . Agkistrodontini
II — Rattle present, if absent no symmetrical shields as in colubridae
(sometimes large shields, not of colubrine type present in Bothrops
barbourí and T. macrolepis (fig. 4 and 5) . Crotalini
GENERA OF Agkistrodontinii
Agkistrodon “Sensu auctores” (*)
(*) Hoge et Romano Hoge 1981, Mem. Inst. Butantan UliS: 386, 1978/79.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonu* snakee of the world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan, ±2/\3
179-310, 1978/79.
Since Boulenger included in the same genus Ancistrodon the genera
Hypnale Fitzinger, 1843, Halys Gray, 1849 ( non Fabricius, 1803) and
Calloselasma Cope (nom. nov. pro Leiolepis Duméril, 1853) (non Cuvier,
1829), nearly no attempt was made for the revival of those genera,
except by:
1957 Chernov who removed Calloselasma from the synonymy and gave
additional reasons for the revival of the genus.
Unfortunately he was not followed by the authors.
1971 Burger in his doctor thesis (l.c.) revived Calloselasma and Hyp¬
nale. Burger used Agkistrodon for the American species, Callose¬
lasma for the species rhodostoma and Acutus and Hypnale for the
other Asiatic species.
1977 Gloyd revived Hypnale (without mention to BurgeFs thesis or to
Dissertation Abstracts International 32 (10) 1972 but restricted
to Hypnale only the species H. hypnale; H. nepa and a new species
H. walli, giving a good diagnosis.
1978 Gloyd describes a new genus Deinagkistrodon for the single species
acutus.
It is already clear to us that Agistrodon “sensu auctores” is a com-
plex of five genera easely separated either by externai or craneal cha-
racters.
Although several genera have to be recognized it is our opinion that
their relationship warrant to recognise them all as belonging to a single
tribe.
TRIBE Agkistrodontini
Rattleless pit vipers with large symmetrical shields on top of the
head; sometimes the internasals and prefrontals broken up into scales
or scale-like shields. (fig. 3 and 6).
Contains five genera:
Agkistrodon Beauvois, 1799; Calloselasma Cope 1859; Deinagkistro¬
don Gloyd 1978; Gloydius nom nov., and Hypnale Fitzinger, 1843.
Range: Asia from the borders of Caspian Sea Eastwards to Japan
and southwards to Sri-Lanka and Indonésia; North and Central America.
Diagnoses of the genera:
Agkistrodon
A rattleless Pit Viper; nine large symmetrical shields on the upper
surface of the head ; internasals and praefrontals well developed ; dorsais
keeled; anterior subcaudals single; upper labiais usually forming the an¬
terior border of the loreal pit; snout not produced in a dermal appendage;
187
cm
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HOGE, A.K. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus «nakes
Check liit of the Pit Viper» Viperoidea, Viperidae, Crotalinae.
179-310, 1978/79.
the world. Part I —
n. Inat. Butantan, 42/43
skull short and broad; supratemporal (tabular) extending beyond the
braincase (fig. 17, 18). Skull very broad as broad or nearly as broad as
the distance of praefrontals from posterior end of braincase (fig. 17-18) ;
palatine; not deeply forked (fig. 29); ectopterygoid not hooked, broad
and strongly curved, articulated with pterygoid on both internai and ex¬
ternai side (fig. 23 and 39).
Contains : 3 species. Most closely related to Deinagkistrodon and
Calloselasma.
Calloselasma
A rattleless Pit Viper related to Agistrodon but dorsal scales smooth;
loreal pit separated from the labiais; subcaudals paired ; palatine with a
long anterior process toothless or provided with a single tooth (fig. 33-34) ;
ectopterygoid slender, hooked, and not strongly curved (fig. 42) ; supra-
temporals not or only slightly extending beyond the braincase (fig. 21).
Contains: Two species.
Deinagkistrodon
A rattleless Pit Viper related to both Agkistrodon and Calloselasma.
Dorsal scales keeled ; snout with a distinct dermal appendage ; scales of
the lowermost row near the tip of the tail distingtly higher than wide,
(upper head shields finely granulated (fig. 7-8) ; loreal pit bordered by
the second upper labial ; palatine with a dorsal process, deeply forked in
front and provided by ± 5 teeth (fig. 32) ectopterygoid slender not
hooked, even more strongly articulated with pterygoid than in Agkistrodon
(fig. 27 and 41).
Contains: One species.
Gloydius nom subs.
A rattleless pit viper different from, Agkistrodon, Calloselasma and
Deinagkistrodon by cranium wich is long and narrow (fig. 19) scales of
the lowermost row near the tip of the tail not distingtly higher than
wide, from Calloselasma by the keeled dorsais and not hooked ectoptery¬
goid; (fig. 41), from Deinagkistrodon by the absence of produced dermal
appendage on snouth ; from both Agkistrodon and Deinagkistrodon by
very short supratemporals not extending posteriorly beyond the braincase
(fig. 19).
Hypnale
Distinct from, Agkistrodon, Calloselasma, Deinagkistrodon and Gloy¬
dius by the praefrontals and internasals which are broken up in scales
(fig. 3) by the dorsais which are in 17 rows; by the presence of a very
short and strongly hooked ectopterygoid (only slightly hooked in rho-
dostoma ) .
Contains : Three species.
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Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inst. Butantan, Jt2/b3
179-310, 1978/79.
A more complete description of the genera will be given in a forth-
coming publication.
It is interesting to remember that Keegan and al. (406TH. Medicai
Laboratory special Report 1965) already mentioned “The failure of
aeutus and lialys antivenins to neutralize rhodostoma is not surprising,
particulary in view of the dissimular electrophoric patterns”.
Since Calloselasma rhodostoma and Deinagkistrodon acutus are pro-
bably both monotypic it should be interesting to study comparatively
the species of the two other Asian genera Gloydius and Hypnale. (A. ha-
Jys mentioned by Keegan l.c is actualy Gloydius blomhoffi blomhoffi.
GENUS Agkistrodon Beauvois
Copperheads and Moccasins
1799 Agkistrodon Beauvois, Amer. Phil. Soc. 4:381.
1802 Scytale Latreille (not of Menschen, 1778), Hist. Nat. Rept. ,7:158.
Type species: mokasen.
1803 Cenchris Daudin, Buli. Soc. Phil. Paris, 5:188.
Type species : mokasen.
1826 Tisiphone Fitzinger, Neue Class. Rept. : 34-63.
Type species : cuprea.
1836 Acontias Troost (not of Cuvier, 1817). Ann. Lyc. Nat. Hist. N.Y.
5:190. Type species: leucostoma.
1836 Toxicophis Troost, Ann. Lyc. Nat. Hist. N.Y. 5:190 Type species:
leucostoma.
Type species: Agkistrodon mokasen Beauvois, 1799
Range: Northern America and Central America Southward to
Nicaragua.
Agkistrodon bilineatus büineatus Günther
Mexican Moccasin or Cantil
1863 Ancistrodon bilineatus Günther, Ann Nat. Hist. London (3) 12: 364.
1896 Ancistrodon bilineatus; Boulenger (partim), Cat. Sn. brit. Mus.,
5:521.
1951 Agkistrodon bilineatus bilineatus; Burger et Robertson, Univ. Kan-
sas Sei. Buli., Lawrence, 54:214; pl. 25 Fig. 3.
Type locality : Pacific coast of Guatemala.
Range : Pacific Coastal region from Southern México to Nicaragua.
189
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonus snakes of tht world. Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinac. Mcm. Inst. Dutantan, 42/13
179-310, 1978/79.
Agkistrodon bilineatus taylori Burger et Robertson
Taylor’s Moccasin or Taylor’s Cantil
1951 Agkistrodon bilineatus taylori Burger et Robertson, Univ. Kansas
Sei. Buli., Lawrence, 34: 213; pl. 25, Fig. 1-2.
Type locality: 21 km north of Villagrán (Tamaulipas, México).
Range: Tamaulipas and Nuevo León (México).
Agkistrodon bilineatus russeolus Gloyd
Yucatecan Moccasin or Yucatecan Cantil
1972 Agkistrodon bilineatus russeolus Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington,
34 (40) :327-334.
Type locality: 11,7 km. north of Pisté, Yucatan, México.
Range: Yucatan península, States of Yucatan and Campeche (Mé¬
xico) southward into Carozal, northern Belize.
Agkistrodon contortrix contortrix (Linnaeus)
Southern Copperhead
1766 Boa contortrix Linnaeus, Syst. Nat. 12th ed. 1 :373.
1853 Agkistrodon contortrix; Baird et Girard (partim).
1896 Ancistrodon contortrix; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus.,
5:522-523.
1943 Agkistrodon mokeson austrinus, new name yro Agkistrodon mo-
keson mokeson Gloyd et Conant (1934:2) (partim).
1948 Agkistrodon contortrix contortrix; Klauber, Copeia, Ann Arbor,
1948:8.
Type locality: Restricted by (Schmidt 1953 to Charleston, south
Carolina, U.S.A.).
Range : Lowlands areas of Atlantic coastal regions from Maryland
to eastern Texas Southern Oklahoma, northwards into the Lowland
areas of the Mississipi Valley; absent in península of Florida,
(U.S.A.).
Agkistrodon contortrix laticinctus Gloyd et Conant
Broad-banded Copperhead
1934 Agkistrodon mokasen laticinctus Gloyd et Conant, Occ. Pap. Mus.
Zool. Univ. Michigan, Ann Arbor, 283: 2; pl. 1.1-2.
190
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Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae. Crotalinae. Mcm. Inat. Dutantan, M/J+S:
179-310, 1978/79.
1948 Agkistrodon contortrix laticinctus; Klauber, Copeia, Ann Arbor,
1948:8.
Type locality: Tvventy-six miles northwest of San Antonio, Bexar
County, Texas, (U.S.A.).
Range: Central and north-central Texas into central Oklahoma,
northwards to Cowly County, Kansas, (U.S.A.).
Agkistrodon contortrix mokeson (Daudin)
Northern Copperhead
1803 Cenchris mokeson Daudin, Hist. Nat. Rept., 5:358; pl. 60:25, pl.
70:3-4.
1948 Agkistrodon contortrix mokeson ; Klauber, Ann. Arbor, 1948:8.
Type locality: restricted: by (Gloyd et Conant 1943:150) to vi-
cinity of Philadelphia, Pensylvania U.S.
Range: Massachusetts, Connecticut, southeast New York, northern
New Jersey, Pensylvania, Maryland, Delaware, Virgínia, North
Carolina; eastwards to Indiana and Illinois, (U.S.A.).
Agkistrodon contortrix phaeogaster Gloyd
1968 Agkistrodon contortrix phaeogaster Gloyd, Proc. Biol.
Soc. Washington 52:219-232, fig.
Type locality: Mc South Jefferson County Kansas, U.S. A.
Range : Known from type locality.
Agkistrodon contortrix pictigaster Gloyd et Conant
Trans-Pecos Copperhead
1943 Agkistrodon mokeson pictigaster Gloyd et Conant
Buli. Chicago Acad. Sei., 7:156 ; Fig. 10.
1948 Agkistrodon contortrix pictigaster; Klauber, Copeia, Ann Arbor,
1948:8.
Type locality: Maple Canyon, Chisos Mountains, elevation 5200 ft,
Breroster County, Texas, U.S.
Range: Trans-Pecos (Texas) ; (U.S. A.)
Agkistrodon piscivorus piscivorus (Lacépède)
Eastern Cottonmouth Moccasin
1789 Crotalus piscivorus Lacépède, Hist. Nat. Serp. : 130.
191
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179-310, 1978/79.
1875 Ancistrodon piscivorus piscivorus; Cope, Buli. U.S. N. Mus.,
Washington, 1 :34.
1895 Agkistrodon piscivorus; Stejneger (partim) Ann. Rep. U.S.N.M.,
1803 :406.
1896 Ancistrodon piscivorus; Boulenger (partim) Cat. sn. brit. Mus.,
5:520.
Type locality : Carolina.
Range: Atlantic coastal plains from southeastern Virgínia to tip of
Florida through North and South Carolina, Westwards to
Escambia County, Florida and Baldwin County, Alabama, U.S. A.
Agkistrodon piscivorus conanti Gloyd
1969 Agkistrodon piscivorus conanti Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington,
52:214-232, fig.
Type locality: Gainesville, Alachua County Florida U.S. A.
Agkistrodon piscivorus leucostoma (Troost)
Western Cottonmouth Moccasin
1836 Acontias leucostoma Troost, Ann. Lyc. Nat. Hist. New York,
5:176; pl. 5, fig. 1-4 ( Toxicophis substituded for Acontias,
ibid :190.
1853 Toxicophis pugnax Baird et Girard, Cat. N. Am. Rept. :20, fig. 13.
1943 Agkistrodon piscivorus leucostoma, Gloyd et Conant Buli. Chicago
Acad. Sei., 7:164; Abb. 5, 13, 15.
Type locality restricted: (Smith et Taylor 1945) : to 10 miles northeast of
Bolivar, Hardeman County, Tennessee (U.S.A.) by designation of
Neotype.
Range: From Mexican border, Rio Grande Valley through eastern
Oklahbma to central Missouri and south Illinois, western Kentucky,
Tennessee to Mobil Bay, Alabama; U.S.A.
GENUS Calloselasma Cope
1853 Leiolepis Duméril. Preocupied by Leiolepis (lizard) Cuvier 1829.
Mem. Acad. Sei. France 23: 534.
1860 Calloselasma Cope ( nom . nov. pro Leiolepis Duméril l.c.), Proc.
Acad. Nat. Sei. Philadelphia 1860 (1859).
1896 Ancistrodon; ( partim ) Boulenger, 0 ,t. Sn. Brit. Mus., 5:519.
192
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Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inst. Butantan, h2/\S
179-310, 1978/79.
1957 Calloselasma; Chernov, Zool. J., 36 ( 5) :792.
1970 Calloselasyna rhodostoma; Campden-Main, Simon M. A field guide
to the snakes of South Vietnam. Division of Reptiles and Amphi-
bian, U.S. National Museum, Washington, D.C., :96 -f fig.
Type species: Trigonocephalus rhodostoma Boie, 1827 = Calloselasma
rhodostoma; (Cope, 1859).
Contains: one species.
Range: Same of the single species.
Calloselasma annamensis (Angel)
Annamenian Pit Viper
1933 Ancistrodon annamensis Angel, Buli. Mus. Nat. Hist., Paris (2)
5:277; fig. 1.
Type locality: Vinh-Hoa, Southern Annam, Vietnam.
Range: Known from Southern Vietnan and extreme south-eastern
Cambodge.
Calloselasma rhodostoma (Boie) Fig. 53
Malayan Pit Viper
1827 Trigonocephalus rhodostoma Boie, Isis, Oken, Jena, 20 :561.
1860 Calloselasma rhodostoma; Cope., Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia
1860 (1859).
1864 Calloselasma rhodostoma; Günther, Rept. Br. índia :391.
1892 Ancistrodon rhodostoma; Boettger, Ber. offenb. Ver. Naturk.,
Offenbach am Main, 29/32 :135.
1896 Ancistrodon rhodostoma; Boulenger, Cat. Snak. Brit.
Mus., 5:527.
1929 Ancystrodon rhodostoma; Naiggolan, Trop. Nat., 81 :189.
1957 Calloselasma rhodostoma; Chernov. Zool. J. 36 (5) :792.
Type locality: Java.
Range: Thailand, Cambodia, Laos, Malaya and Indonésia (Sumatra,
Java) .
Deinagkistrodon Gloyd
DIAGNOSE : a Crotalinae with nine symmetrical normal shields
snout produced into a pointed dermal appendage directed forwards
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179-310, 1978/79.
(upwards in life) , dorsais strongly and tuberculy keeled ; anterior subcau-
dals sometimes single; palatine forked anteriorly with four five teeth
(fig. 32) ; maxilar with a small process on the lateral border (fig. 37).
Ectopterygoid longer than the posterior portion of pterygoid (fig. 27) ;
articulated with the pterygoid not only on the inner side but also strongly
on the outher side (fig. 27). Ectopterygoid not hooked as in Hypnale
or even in Calloselasma supratemporals extending backwards beyond the
skull (fig. 21) skull short and large (fig. 21).
Type species: Halys acutus Günther 1888.
Contains: one species.
Range: same as single species.
Deinagkistrodon acutus (Günther)
Snorkel Pit Viper or Hiyatsupoda
1888 Halys acutus Günther, Ann. Mag. Nat. Hist., London (6) 1:171;
pl. 12.
1896 Ancistrodon acutus Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 3 :524.
1978 Deinagkistrodon acutus; Gloyd. Proc. Biol. Soc. Washington. 91
(4) :963.
Type locality: designated (Pratt, 1892) Wusueh Hupeh, (China).
Range: Sul da China, Tong-King, Taiwan.
Gloydius Nom. nov. pro Halys Gray 1849
DIAGNOSE: a Crotalinae with nine symetrical normal shiçlds;
supratemporals not extending backwards beyond the skull (fig. 19) ;
snout never distinctly produced into a dermal appendage like in
Deinagkistrodon acutus; palatine not deeply forked anteriorly (fig. 30) ;
Ectopterygoid not hooked as in Hypnale or even as in Calloselasma
(Fig. 40). Skull long and narrow (fig. 19) ; dorsais keeled; subcaudals all
paired; loreal pit separated from the upper labiais.
Gloydius nom nov. 4
1849 Halys Gray Cat. Snak. Brit. Mus., :14. Type species:
Trigonocephalus halys; Boie preocupied by Halys Fabricius 1803.
Type species: Trigonocephalus halys; Boie 1827 = Halys halys; Gray
1849 = Gloydius halys (Palias, 1776).
Contains: seven species.
Range: Eastern Europe, Continental Asia southwards to Indonésia and
westwards to Japan.
(4) Dedicated to the late Howard K. Gloyd, eminent american Herpetolojrist who contributed so
much to the knowledjre of Crotalus, Sistrurca and Agkiatrodon.
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Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43
179-310, 1978/79.
Gloydius blomhoffii blomhoffii (Boie)
Mamushi
1826 Trigonocephalus blomhoffii Boie, Isis, Oken, Jena, 1826:214.
1916 Ancistrodon halys blomhoffii, Nikolsy, Faune Russie, Rept.,
2:284.
1972 Agkistrodon blomhoffii blomhoffii; Gloyd, Proc. Biol. Soc.
Washington 85 :560.
Type locality : Japan.
Range: Japan.
Gloydius blomhoffii brevicaudus (Stejneger)
Short-tailed Mamushi or Tairiku Mamushi
1907 Agkistrodon blomhoffii brevicaudus Stejneger, Buli. U.S. Nation.
Mus., Washington, 58 :463.
Type locality: Fusan (Korea).
Range: Korea, Masan-Pusan area in the south and northward into
South Manchuria (Yalu River).
Gloydius blomhoffii dubitatus (Gloyd)
Tung Ling Mamushi
Agkistrodon blomhoffii dubitatus Gloyd,
1977
Proc. Biol. Soc.
Washington 50:1007.
Type locality: Hsinglungshan, Eastern Tombs Hopei Province, Chine.
Range: Known only from the region of the type locality, Hsinglung in
a mountain valley near the northern edge of the North Chinese
plain.
Gloydius blomhoffii siniticus (Gloyd).
Yangtze Mamushi
1977 Agkistrodon blomhoffii siniticus, Gloyd, Proc. Biol. Soc.
Washington 50:1004.
Type locality: Ningkwo, Anhwei Province, China.
Range: The Yangtze Kiang basin from eastern Szechwan Province
to the delta region on the East China Sea ; northward into Anhwei,
Kiangsu possibly Shantung, and southward to northern Hunan
and Kiangsi provinces. (China)
Gloydius caliginosus (Gloyd) Fig. 57.
Caliginous Mamushi
1972 Agkistrodon caliginosus Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington,
85 (49) :563, fig. 2.
Type locality: Vicinity of Seoul, South Korea.
195
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Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mtm. Inat. Butantnn, hi/kS
179-310, 1978/79.
Range: Korea, from the Masan-Pusan area and Chejo-do (Quelpart
Island) in the south to the extreme northeast of the península
above Ch’ongjin, and South Manchuria (Yalu River and Imienpo,
North Kirin).
Gloydius halys halys (Palias)
1776 Coluber holys Palias Reise. 5:703.
1916 Ancistrodon halys halys, Nikolsky, Faune Russie, Rept., 2 :267 ; fig.
Type locality: restricted by (Strauch 1873).
Salt lakes near Lugaskoi Sawed, upper Ienissei USSR.
Range: Southern Sibéria and Mongolia.
Gloydius halys affinis (Gray)
1849 Trigonocephalus affinis Gray, Cat. Snak. Brit. Mus. : 14.
1933 Ancistrodon halys affinis, Rendahl, Ark. Zool., Stockholm, (A)
25 (8) :4.
Type locality: Unknown.
Range: Southern Riu-Kiu Islands (Yaeyama group).
Gloydius halys caraganus (Eichwald)
Trigonocephalus caraganus Eichwald, Zool. spec. Roas. Polon.,
5:170.
Agkistrodon halys caraganus, Gernov, CR. Acad. Sei. URSS,
Leningrad, 1924 (1) :352.
Type locality: Karagan (East of Caspian sea).
Range: From Volga mouth to eastern Kazakstan USSR.
Gloydius halys caucasicus (Nikolsky) Fig. 58.
Caucasian Mamushi
1916 Ancistrodon halys caucasicus Nikolsky, Faune Russie, Repet.,
2: 274.
Type locality: Lenkcran.
Range: Eastern Transcaucasien and adjacent northern Iran.
Gloydius halys cognatas (Gloyd)
Alashan Pit Viper (or Alashan Mamushi)
1977 Agkistrodon halys cognatus Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington
90(4) :1002.
Type locality: Choni (on Tao River), Kansu Province, China.
Range: China; eastern Tsinghai Province (Lake Koko Nor), Sou¬
thern Kansu (Alashan desert, Choni, Lanchou), and possibly
eastward into the province of Shansi.
1831
1934
196
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of thc Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/4.1:
179-310, 1978/79.
Gloydius halys intermedius (Strauch)
Siberian Mamushi
1868 Trigonocephalus intermedius Strauch, (partim Agkistrodon saxa¬
tilis)', Trud. 1. Sjezda rusk. Eastesrwa Zool. : 294.
1896 Ancistrodon intermedius, Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:525.
1916 Ancistrodon halys intermedius, Nikolsky, Faune Russie, Rept.
2:276; fig. 63-64.
Type locality: Irkutsk (Sibiria)
Range: Southern Sibéria Mongolia and eastern Turkestan.
Gloydius halys ussuriensis (Emelianov)
1929 Ancistrodon blomhoffii ussuriensis Emelianov, Zap: Wladivvostok.
RGO, 5:123; fig. 38-41.
Type locality: Suchan River.
Range: From Central and Northern China to the mouth of the
Amur Basin.
Gloydius himalayanus (Günther)
Himalayan Mamushi
1864 Halys himalayanus Günther, Rept. brit. índia: 393; P1.24:AA.
1890 Ancistrodon himalayanus, Boulenger, Fauna brit. índia, Rept.:
424 ; fig.
1896 Ancistrodon himalayanus, Boulenger, Cat. Snak. brit. Mus., 5:526.
Type locality: Garhval (Western Himalaya).
Range: Western Pakistan, district of Chitral Kashmir, northern
Punjab (índia) : Sikkim, Nepal.
Gloydius monticola (Werner)
Yunnan Mamushi
1922 Ancistrodon blomhoffii monticola Werner, Anz. Akad. Wiss.
Wien,< math. naturw. KL., 59 :222.
Type locality: Yao-Schan near Lidjiang, Yunnan, China.
Range: Mountains of Yunnan (China).
Gloydius saxatilis (Emelianov)
Brown Mamushi
1937 Ancistrodon saxatilis Emelianov, Mem. Vladivostock Sec. Russien.
Geog. Soc. 5(1) :26-30, figs. 1-4.
197
cm
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IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1972
1912
1843
1862
1890
1935
1971
1820
1837
1842
1864
1871
1890
198
Aglcistrodon saxatilis; Gloyd, Proc. Buli. (Soc. Washington S5(49) :
569, figs. 3 e 4.
Type locality: Vladisvostok, Voroshilovo (Ussriysk), and Suchan
River.
Range: Far East, Manchuria and Korea, from the Pacific Coast
West to the Great Khingan Range, north to the lower Amur River,
south to Port Arthur on the Liaotung Península.
Gloydius strauchi (Bedriaga)
Strauch’s Mamushi
Ancistrodon strauchi Bedriaga, Wiss. Res. Przewalski Cent. Asien
Reisen, Zool., 5(1) :728; pl. 10:1.
Type locality: restricted : (Pope 1935) : Tungngolo (Hsikiang).
Range: Hsikiang and Szechwan western China.
GENUS Hypnale Fitzinger
Hypnale Fitzinger, Syst. Rept. :28.
Hypnale; Peters, Monatber. K. Akad. Wiss. Berlin, 1862:673.
Ancistrodon; Boulenger [partim], Fauna Brit. índia :423.
Agkistrodon; Pope [partim] Nat. Hist. Central Asia 10: 386.
Hypnale; Burger [partim], Genera of pitviper microfilm of the
(umpublished) thesis for Phd., Fac. grad School Un. Kansas. : 79.
Hypnale; Burger [partim] Genera of Pitviper, [Dissertation
abstract International 32, (10)] (no diagnosis).
Hypnale; Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington 90, (4) :1009.
Type species: Trigonocephalus hypnale; Schlegel = Hypnale
hypnale (Merrem, 1820).
Contains: Three species.
Range : Sri-Lanka and índia, Western Ghats as far north as
16.° L.N.
Hypnale hypnale (Merrem)
Merrem’ s Hump — nosed Pit Viper
Cophias hypnale Merrem. Tentament Syst. Amphibiorum, :155.
Trigonocephalus hypnale; Schlegel. Essai Sur Le Physionomie des
Serpens 2:550, pl. 20. fig. 6, 7.
Trimeresurus ceylonensis Gray, Zool. Miscell., :49.
Hypnale nepa; Günther [partim]. Rept. of brit. índia.
Hypnale affinis Anderson, J. A. S. Bengal 40, :2 and : 20.
Ancistrodon hypnale; Boulenger [partim]. Fauna Brit. Ind.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, h~/hS:
179-310, 1978/79.
1921 Ancistrodon hypnale; Wall, Snakes of Ceylon; :549.
1950 Agkistrodon hypnale; Taylor. Univ. Kansas Sei. Buli., 33, pt. 2
(14), :596.
1971 H. [ ypnale ] hypnale; Burger, Genera of pitviper (microfilm
of the umpublished) thesis for Phd., Fac. grad. School Univ.
Kansas. : 99.
1977 Hypnale [ hypnale ] ; Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington 90,
(4) :1011.
Type locality: ‘Arquipélago, Arabia, Aegypta.” restricted to
Ceylon = Sri-Lanka (by implication) Schlegel 1837.
Range: Sri-Lanka, índia, Western Ghats as far North as 16.° L.N.
Hypnale nepa (Laurenti)
Lorenz’s Hump-nosed Pit Viper
Coluber nepa Laurenti. Syn. Rept., :97.
Hypnale nepa; Günther, [partim]. Rept. Brit. Ind., :394.
Ancistrodon hypnale; Boulenger [partim]. The Fauna of British
índia including Ceylon and Burma, :424.
Ancistrodon millardi; Wall (not millardi; Wall, 1908).
Ophidia Taprobanica or the Snakes of Ceylon :554.
Ancistrodon nepa; Smith, Journ. Bombay Nat. Hist. Soc., 53:730.
Hypnale nepa; Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington 90, (4) :1011.
Type locality: Madagascar, in error, obviously Sri-Lanka.
Range : Sri-Lanka.
1768
1864
1890
1921
1937
1977
1977
Hypnale walli Gloyd
Wall’s Hump-nosed Pit Viper
Hypnale ivalli Gloyd, Proc. Biol. Soc. Washington 90, (4) :1011.
Type locality: Kanneliya Forest, Udugama Southern Province,
Sri-Lanka ± 1,000 ft.
Range : Sri-Lanka.
GENERA OF Crotalini
GENUS Bothrops Wagler
1824 Bothrops Wagler, in Spix, Sp. Nov. Serp. Bras. : 50.
1859 Bothriechis Peters, Monats. Akad. Wiss. Berlin, 1859 :278. Type
species : Bothriechis nigroviridis Peters.
1860 Teleuraspis Cope, Proc. Nat. Sei. Phila., 1859: 338. Type species:
Trigonocephalm schlegelii Berthold.
109
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. lnat. BuLuntan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1860
1861
1871
1881
1887
1889
Thamnocenchris Salvin, Proc. Zool. Soc. London, 1560:459. Type
species : Thamnocenchris aurifer Salvin.
Bothriopsis Peters, Monats. Akad. Wiss. Berlin, 1861 :359. Type
species : Bothriopsis quadriscutatus Peters.
Porthidium Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila., 1871 :207. Type
species: Trigonocephalus lansbergii Schlegel.
Rhinocerophis Garman, Buli. Mus. Comp. Zool. 5:85. Type species:
Rhinocerophis nasus Garman.
Ophryacus Cope, Buli. U.S. Nat. Mus., 52:88. Type species: Atro-
pos undulatus Jan.
Thanatophis Posada-Arango, Buli. Soc. Zool. France, 14: 343. Type
species: Thanatophis torvus Posada-Arango.
Type species: Coluber lanceolatus Lacépède, 1824.
Contains : 61 species.
Range : From México ; through Central America ; to Chubut in Ar¬
gentina, absent in Chile.
1824
Bothrops leucurus Wagler
White tailed Pit Viper
Bothrops leucurus Wagler, In Spix, Serp. Brasil., Sp. Nov.
57;
Pl.XXII, fig. 2. Type locality: Provinde Bahia, Brazil.
1824 Bothrops megaera Wagler, [homonym of megaera Shaw = Both¬
rops lanceolatus (Lacépède)] In Spix Serp. Brazil., Sp. Nov. :50;
Pl. XIX. Type locality: City of Bahia (Salvador), Brazil.
1966 Bothrops megaera ; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 52:110.
Type locality: Bahia, actually Salvador, Brazil.
Range: Known from the interior of State Bahia, Brazil.
Bothrops albocarinatus Shreve
White keeled Pit Viper
1934 Bothrops albocarinatus Shreve, Occ. Pap. Boston Sco. Nat. Hist.,
5:130.
Type locality : Pastaza River, between Canelos and Marahon River,
Ecuador.
Range: Pastaza River, drainage; Ecuador.
Bothrops altematus Duméril, Bibron et Duméril
Urutu
1854 Bothrops altematus Duméril, Bibron et Duméril, Exp. Gen., 7,(2) ;
Atlas Pl. 82 bis, fig 1 and la.
1896 Lachesis altematus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:543.
200
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of lhe world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inat. Iiutantan, 4 2/48 :
179-310, 1978/79.
1925 Lachesis inaequalis Magalhães, Mem. Inst. Oswaldo Cruz, 15(1) :
153; Pl. 7-12.
Type locality : South America, Argentine, and Paraguay.
Range : Argentine : provinces of Buenos Aires, Entre Rios, Cor-
rientes, Missiones, Santa Fe, Cordoba, Santiago dei Estero, Chaco,
Tucuman, San Luiz, La Pampa, Rio Negro. Uruguay. Brazil :
State of Rio Grande do Sul, Santa Catarina (except Coastal region),
Parana and São Paulo (except coastal regions), Minas Geraes
(only in the broadleaved forest), Mato Grosso (only along the
Paraná River and the extreme south-center of the state. Paraguay
(Southern parts only).
Bothrops alticolus Parker
1934 Bothrops alticola Parker, Ann. Mag. Nat. Hist, 14, (10) : 272.
Type locality: Five kilometers east of Loja, 9,200 ft. Ecuador.
Range: Known only from type locality.
Bothrops ammodytoides Leybold Fig. 44
Patagonian Pit Viper
1873 Bothrops Ammodytoides Leybold, Excurs. Pamp. Argent., :80.
1881 Rhinocerophis nasus Garman, Buli. Mus. Comp. Zool. Harv., 5:85.
1884 Bothrops nasus Berg, Acta Acad. Cordoba, 5 :96.
1885 Bothrops patagonicus Müller, Verh. Nat. Ges. Basel,^7:697.
1895 Bothrops burmeisteri Koslowsky, Rev. Mus. La Plata, 6 :369 ; Pl. 4.
1896 Lachesis ammodytoides; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:543.
Type locality: Northern Argentina.
Range: Argentina: Province of Buenos Aires (Southern), Chubut,
Cordoba, Mendoza, Neuquen, Rioja, San Juan, San Luiz, Santa
Cruz, Tucuman (only in the moutains).
Bothrops andianus Amaral
Andian Pit Viper
1923 Bothrops andiana Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 5:103.
Type locality : Machu Pichu, Department of Cuzco, 9,000-10,000 ft.
Peru.
Range: Known from Department of Cuzco, Peru.
Bothrops asper (Garman)
Barba Amarilla. Fer-de-lance
Andian Pit Viper
1883 Trigonocephalus asper var, n.c. lanceolati Garman, Buli. Mus. Comp.
Zool. Harv , 5:124.
201
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1896 Lachesis atrox; Boulenger ( partim ), Cat. Sn. Brit. Mus., 5:537.
1918 Bothrops atrox asper; Morfin, Informe rendido por la Comission
Geográfica exploradora de Quintana Roo al C. Secretário de Fo¬
mento: 1-57,1-10 (not seen).
1966 Bothrops asper; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 55:113; Pl. VI.
Type locality: Obispo, Isthmus of Darien, Panama.
Range: México, St. Campeche, Chiapas, Oaxaca, San Luiz Potosi,
Tabasco, Vera Cruz and Yuacatán.
In the low and moderate elevations of Guatemala, Costa Rica, Hon¬
duras and Panamá. In South America along the Pacific coast from
Panamenian border through Colombia Southward to Guayaquil,
Ecuador, and Gorgona Island.
Bothrops atrox (Linnaeus) Fig. 45
Jararaca grão de arroz Terciopello, Mapepire balsin (balcin),
Mapepire Valsin.
1758 Coluber atrox Linnaeus, Syst. Nat., 10th ed., 1 :222.
1824 Bothrops furia Wagler, In Spix, Serp. Brazil., Sp. Nov. : 52.
1824 Bothrops taeniatus Wagler, In Spix, Serp. Brazil., Sp. Nov: 55;
Pl. XXL
1896 Lachesis atrox; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus., 5:537.
1966 Bothrops atrox; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 55:113; Pl. V, figs, 1,
la, and lb.
Type locality: Restricted to Surinam.
Range: The equatorial forests of Colombia, Venezuela, the Guia-
nas, Brazil, Peru, Ecuador, and Bolivia.
Bothrops barbouri (Dunn)
Barbous Pit Viper
1919 Lachesis barbouri Dunn, Proc. Biol. Sei. Wash., 55:213.
1930 Bothrops barbouri; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4:232.
1938 Agkistrodon broivni Shreve, Copeia, (1) :9. Type locality: Omil-
teme, Guerrero.
Type locality: Omilteme, Guerrero, México.
Range: Sierra Madre dei Sur, Guerrero, México.
Bothrops barnetti Parker
Barnetfs Pit Viper
1938 Bothrops barnetti Parker, Ann. Mag. Hist. Nat., 5, (11) :447.
Type locality: Between Lobitos and Talara, northern Peru.
Range: Northern Peru.
202
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan,
179-310, 1978/79.
Bothrops bicolor Bocourt
1868 Bothrops bicolor Bocourt, Ann. Sei. Nat. Zool. Paleont., 10, ( 5) :202.
1878 Bothrops ( Bothriechis ) bernouilli Müller, Verh. Nat. Ges. Basel,
5:399.
1896 Lachesis bicolor; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 566.
Type Locality: Saint Augustin de Sololá, Guatemala.
Range: Pacific foothills of Guatemala and México (Chicharas and Mount
Ovando in extreme south of Chiapas) .
Bothrops bilineatus bilineatus (Wied)
Surucucu de patioba
1821 Cophias bilineatus Wied, Reise Brazil, 2 :339.
1822 Trigonocephalus bilineatus; Schinz, Cuv. Thier., 77:143.
1824 Cophias bilineatus; Wied, Abbild. Naturg. Brazil, Pis. 5 and 6.
1824 Cophias bilineatus; Wied, In Isis v. Oken, :446.
1825 Cophias bilineatus; Wied, Beitr. Nat. Brazil, 1 :483.
1830 Bothrops . . . species . . . Cophias bilineatus Neuw., Wagler, Syst.
Amph., :174.
1869 Trigonocephalus (Bothrops) arboreus Cope, Proc. Amer. Phil.
Soc., 5:157. Type locality: near to Bahia, Brazil.
1896 Lachesis bilineatus; Boulenger ( partim ), Cat. Sn. Brit. Mus. 5:565.
1966 Bothrops bilineatus bilineatus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32 :114 ;
Pl.I, fig. 1.
Type locality: “Villa Viçosa” on Peruhybe River (now Marobá
State of Bahia, Brazil.
Range: The equatorial forests of Venezuela and the Guianas. In Brazil
Território Federal do Amapa, and an isolated population in the
tropical forests of the Atlantic slope from the State of Bahia to
Rio de Janeiro.
Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge
Cobra papagaio or Emerald Pit Viper
1966 Bothrops bilineatus smaragdinus; Hoge, Mem. Inst. Butantan,
32: 114; Pl. I, Fig. 2a and 2b.
Type locality: Upper Purús, State of Amazonas, Brazil.
Range : Known from Ecuador, Peru, Bolívia, Brazil, and
Colombia.
Bothrops caribbaeus (Garman) 4
St. Lucia Pit Viper
1842 Bothrops sabinii Gray, Zool. Miscellany, :47. (*)
(*) Non Ven.
203
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/4-1:
179-310, 1978/79.
1842 Bothrops cinereus Gray, Zool. Miscellany, :47.
1887 Trigonocephalus caribbaeus Garman, Proc. Amer. Phil. Soc.,
2U: 285.
1896 Lachesis lanceolatus; Boulenger ( partim ), Cat. Sn. Brit. Mus.,
3 :535.
1964 Bothrops caribbaeus; Lazell, Buli. Mus. Comp. Zool. Harv.,
132, (3) :250.
1979 Bothrops lanceolatus ; Sandner Montilla ( partim St. Lucia) Mem.
Cient. Ofidiologia (3) :4.
Type locality: Restricted (Lazell l.c. :251) to Grande Anse, Sainte
Lucia, accepting Lazzel’s restriction of the type locality of Trigono-
cephalus caribbaeus Garman 1877. The authors had opportunity of
comparing the types of Bothrops caribbaeus, Bothrops cinereus
and Bothrops sabinii, and the valid name will be selected.
Range: Coastal lowlands of northern part, except extreme north
and Southern parts of Sainte Lucia Island.
Bothrops brazili Hoge
Brazil’s Pit Viper
1923 Bothrops neglecta Amaral, ( partim paratype), Proc. New Engl.
Zool. Club, 5:99.
1953 Bothrops brazili Hoge, Mem. Inst. Butantan, 25: 15-21.
1966 Bothrops brazili; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 115.
Type locality: Tome Assú on Acará Mirim River, State of Pará,
Brazil.
Range: The equatorial forest, known from Venezuela, the Guianas,
Colombia and Brazil, States of Pará, Amazonas and extreme north
Mato Grosso.
Bothrops castelnaudi castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril Fig. 46
Castelnaud’s Pit Viper
1853 Bothrops castelnaudi Duméril, Mem. Acad. Sei., 23 ( :139 of
reprint) (no description).
1854 Bothrops castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gen., 7,
(2) :1511.
1861 Bothropsis quadricarinatus ; Peters, Mber, Berlin Acad., :359. Type
locality: Quito (in error fide Peters Rev. Equat. Ent. Parasit.,
2, 1955:347).
1889 Thanatophis montanus Posada-Arango, Buli. Soc. Zool. France,
1889:244, Type locality: Mountains of Antioquia, Colombia
2.200 m.
1896 Lachesis castelnaudi; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3 :544.
204
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Riem. Inst. Butantan, J>2/JtS:
179-310, 1978/79.
Type locality: Unknown (Guichenot in Castelnau gives “Province
du Goyas”) now State of Goias, Brazil.
Range: Equatorial forest of Brazil, Ecuador, Peru, Bolivia,
Colombia and Venezuela.
Bothrops castelnaudi lichenosus Roze
Lichen-like Pit Viper
1958 Bothrops lichenosa Roze, Acta Biol. Venez., 2:308.
Type locality: Chimanta-Tepui, Estado Bolivar, Venezuela.
Range: Known only from type locality.
Bothrops colombiensis (Hallowell) Fig. 47
Mapanare, Macagua, Colombian Pit Viper
1845 Trigonocephalus colombiensis Hallowell, Proc. Acad. Sei. Phil.,
2:241 — 247.
1934 Bothrops neuwiedii Venezuelenzi Briceno Rossi, Boi. Min. Salubrid.
Agrícola, 2(15) :46.
1933 Bothrops jararaca; Briceno Rossi, Boi. Min Salubrid. Agrícola,
2(15) :48.
1933 Bothrops amarali Briceno Rossi, Boi. Min. Salubrid. Agrícola,
2(15) :53.
1966 Bothrops colombiensis; Hoge, Mem. Inst. Butantã, 5.4:164.
1979 Bothrops lanceolatus; Sandner Montilla ( partim Venezuela), Men.
Cient. Ofidiologia 3 :l-7.
Type locality : “Republic of Colombia within 200 miles of Caracas”.
Range: From northern and northwestern Venezueala to northeas-
tern Colombia.
Bothrops cotiara (Gomes)
Cotiara
1913 Lachesis cotiara Gomes, Ann. Paul. Med. Cirurg. São Paulo,
J, (3) :65.
1925 Bothrops cotiara Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop. Biol. Med., 2:53.
Type locality : Marechal Mallet, Parana, Brazil.
Range: The Araucaria forest of Argentina (Missiones) and Brazil
(states of Rio Grande do Sul, Santa Catarina, and Parana, also
known from two localities in southeastern São Paulo, near the
border of Parana.
Bothrops dunni (Hartweg and Oliver)
Dunn’s Pit Viper
1938 Trimeresurus dunni Hartweg et Oliver, Occ. Pap. Mus. Zool. Univ.
Mich., (390) :6.
205
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1945 Bothrops dunni Smith et Taylor, Buli. U.S. Nat. Mus., 187 \ 181.
Type locality: Vicinity of Village of Tehuantepec, Oaxaca, México.
Range : México, the Pacific slopes of the State of Oaxaca.
Bothrops eneydae Sandner Montilla
Meokarima
1976 Bothrops eneydae Montilla, Mem. Cien. de Ofidiologia (1) :l-4 -j- 1
fig., (contr. oc. Instituto Venezolano de ofidiologia) .
Type locality: Arround the Franciscan Mission of Kavanayen,
Edo. Bolivar Venezuela.
Range: Known only from type locality.
Bothrops erythromelas Amaral
Red and Black Pit Viper
1923 Bothrops erythromelas Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club., 8 :96.
Type locality: Near Joazeiro, State of Bahia, Brazil.
Range: Known from Brazil (the caatinga vegeta tion of States
Ceará, Piauí and Bahia), possibly also the other states with same
vegetation.
Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini
Fonseca’s Pit Viper
1959 Bothrops fonsecai Hoge et Bellumini, Mem. Inst. Butantan, 25:195.
Type locality: Santo Antonio do Capivary, State of Rio de Janeiro,
Brazil.
Range: Northeast São Paulo, south of Rio de Janeiro, and extreme
south of Minas Gerais, Brazil.
Bothrops godmanni (Günther)
Godmann’s Pit Viper
1863 Bothriechis godmanni, Günther Ann. Mag. Nat. Hist., 12, (3) :364.
1868 Bothrops brammianus Bocourt, Ann. Sei. Nat. Zool. Paleont., 10,
(5) :201.
1878 Bothrops ( Bothriopsis ) godmanni; Müller, Verh. Nat. Ges. Basel.,
6 :402.
1880 Bothriechis scutigera Fisher, Arch, Nat., :218.
1883 Bothriechis triangulif era Fisher, Oster. Prg. Gymm. Hamburg, :13.
1896 Lachesis godmanni; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:545.
1929 Bothrops godmanni; Barbour et Loveridge, Buli. Antivenin Inst.
Amer., 3, (1) :3.
206
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Alem. Inst. Butantan, 42/4-1:
179-310, 1978/79.
Type locality: Duenas and other parts of tableland of Guatemala.
Range: From México (Chiapas) along the moderate to high
elevation to Panama. Known in México only from a few localities.
Bothrops hesperis Campbell
Western hognosed pit viper; colmillo de puerco
1976 Bothrops hesperis Campbell, J. Herpetology, 10, (3) :152, fig. 1
and 3.
Type locality : West-facing slope in the foothills ca. 12 airline km.
NE of Tecoman, Municipio de Ixlahuacan, Colima, México.
Range: Known only from type locality.
Bothrops hyoprorus Amaral
Amazonian hognosed Pit Viper
1935 Bothrops hyoprora Amaral, Mem. Inst. Butantan, 9:222.
Type locality: La Pedrera, Colombia.
Range : Know from a few localities from the equatorial forests of
Colombia, Ecuador, Peru, and western Brazil.
Bothrops iglesiasi Amaral
Iglesias’ Pit Viper
1923 Bothrops iglesiasi Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 8 :97.
Type locality : Near Fazenda Grande on the Right riverside of the
Gurgueia River, State of Piauí, Brazil.
Range: Known only from northern Piauí, Brazil.
Bothrops insularis Amaral
Jararaca Ilhoa or Queimada Grande Pit Viper
1921 Lachesis insularis Amaral, Anex. Mem. Inst. Butantan, Sec. Ofiol.,
1, (1):18.
1930 Bothrops insularis; Amaral, Mem. Inst. Butantan, .4:114.
Type locality: Island “Queimada Grande” on the coast of the
State of São Paulo, Brazil.
Range: Known only from type locality.
Bothrops isabelae Sandner Montilla
Isabela’s Pit Viper
1979 Bothrops isabelae Sandner Montilla, Mem. Cient. de Ofiologia
(4)3, + Fig.
207
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Buluntan, 42/43:
179-310, 1978/79.
Type locality: 7 km Southeast of Guanare, Estado Portuguesa,
alt. 182 m.
Range : States of Tachira, western Apure, Barinas and Portuguesa
(fide Sandner Montilla l.c.).
Bothrops itapetiningae (Boulenger)
Cotiarinha
1907 Lachesis itapetiningae Boulenger, Ann. Mag. Nat. Hist., 20,
(7) :338.
1910 Lachesis neuwiedii itapetiningae; Ihering ( partim ) Rev. Mus.
5:360.
1930 Bothrops itapetiningae ; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4 :235.
Type locality: Itapetininga, State of São Paulo, Brazil.
Range: Brazil, from northeastern Paraná, through the State of
São Paulo and Minas Gerais, northward to Brasília, Distrito Fe¬
deral; also known from a single locality in State of Mato Grosso
(there is a specimen from Rio Grande do Sul but this occurrence
must be confirmed).
Bothrops jararaca (Wied) Fig. 48
Jararaca
1824 Cophias jararaca Wied, abbild. Nat. Brazil, Lief. 7. (in text)
Cophias atrox “ pullus ” (on plate) Non Cophias jararaca Merrem
1822 = nom. nov. pro Coluber jauanus Gmelin [iconotype in Seba
I, Pl. LXX, 12] Type locality : Java “in error”. = Crotalus durissus
subsp. (pos. C. d. cascavella Wagler 1824).
1824 Cophias atrox ... jararaca; Wied, In Isis v. Oken, H, (9) :987.
1824 Cophias jararaca; Wied, Abbild. Nat. Brazil, Lief, 8.
1824 Cophias jajaraca; (misspelling of jararaca) Wied, In Isis v. Oken,
U, (10) :1103.
1825 Cophias jararaca; Wied, Beitr. Nat. Brazil, 7:470.
1830 Bothrops . . . species . . . Cophias jararaca Neuw., has syn. of
Coluber Ambiguus Gmelin, Wagler, Syst. Amph., :174.
1896 Lachesis lanceolatus; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus.,
3: 53.
Type locality: Espirito Santo, Brazil.
Range: Northern Argentina (Missiones); Paraguay and Brazil,
States of Rio Grande do Sul, Sta. Catarina, Paraná, São Paulo,
extreme eastern Mato Grosso, Rio de Janeiro, Espirito Santo and
Bouthern Bahia, also known from the broad-leaved forests of the
State of Minas Gerais.
Bothrops jararacussu Lacerda
Jararacussu
1884 Bothrops jararacussu Lacerda, Lee. Ven. Serp. Brésil, :8.
SciELO
10 11 12 13
HOGE, A.R. & ROMANO-HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part 1 —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Init. Butantan. M/iS;
179-310, 1978/79.
1896 Lachesis lanceolatus; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus.
3: 535.
Type locality: Province of Rio de Janeiro, Brazil.
Range: Northeastern Argentine, Brazil, states of Sta. Catarina,
Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Southern Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Esprito Santo and extreme Southern Bahia, Paraguay and
extreme Southern Bolivia.
Bothrops lanceolatus (Lacépède)
Vipere Jaune, Fer de Lance, Triconocephale or
Martinican Pit Viper
1768 Vipera coerulescens Laurenti, Syn Rept., :19. Type locality:
Martinique.
1788 C (oluber) glaucus Gmelin, Caroli Linnei S. Nat., 13th ed., 1:1092
(based on Vipera coerulescens Laurenti).
*1789 C (oluber) Lanceolatus La Cépède, Hist. Nat. Serp., 77:80 and
121, Pl. V, fig. 7.
1798 Coluber hastatus Suckow, Naturg. Thiere, 111:239 (based on La
Cepede’s Lanceolatus).
1802 Coluber megaera Shaw, Gen. Zool., 3, (2) :406 (based on La Ce-
pede’s Lanceolatus).
1811 Trigonocephalus lanceolatus; Oppel, Ord. Rept., :66.
1820 C. (ophias) lanceolatus; Merrem, Tent. Syst. Amph., :155.
1830 Bothrops lanceolatus; Wagler, Syst. Amph., :174.
1896 Lachesis lanceolatus; Boulenger ( partim ) Martinique.
1952 Bothrops lanceolatus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, :231-236.
1964 Bothrops lanceolatus; Lazell, Buli. Mus. Comp. Zool. Harv., 132
(3) :254.
Type locality: Martininque.
Range : Island of Martinique, in the wet regions, two disconnected
populastions, one in the highlands above Fort de France and
northward in the mountains to the Mount Pelée massif and also
along the Coastal wet regions; the other one is confined to the
Southern highlands from Morne Serpent and Morne Vauclin to the
hills between Trois-Ilets and Les-Anses D’Arlets.
Bothrops lansbergii lansbergii Schlegel
Mapanare rabo amarillo, or Lansberg’s Pit Viper.
1841 Trigonocephalus lansbergii Schlegel, Mag. Zool. Rept., (1-3).
1863 Bothrops lansbergii ; Jan, Elenco Sist. Ofid., :127.
• Nom. ven.
209
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipera Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan, kl/ kl:
179-3X0, 1978/79.
1896 Lachesis lansberqii; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus.,
5:546.
Type locality: Turbaco, Colombia.
Range: Colombia, the arid and semiarid region of the “Costa dei
Caribe” and Baja Magdalena.
Bothrops lansbergii annectens (Schmidt)
1936 Trimeresurus lansbergii annectens Schmidt, Proc. Biol. Soc. Wash.,
9 :50.
Type locality: Subirana-Tal, Yoro, Honduras.
Range: Honduras.
Bathrops lansbergii janisrozei Fig. 50
1959
1968
1863
1878
1896
1930
1966
210
Roze’s Pit Viper
Bothrops lansbergii venezuelensis Roze, Amer. Mus. New York,
(1934) :11. (Homonym of Bothrops venezuelensis Montilla, 1952).
Bothrops lansbergii rozei Peters, ( nom . nov. pro Bothrops vene¬
zuelensis Roze), Proc. Biol. Soc. Washington, 51:320.
Type locality: Caripito, Monagas, Venezuela.
Range: Northern Venezuela, from State of Monaga to State of
Zulia (Vide Roze).
Bothrops lateralis (Peters)
Yellow liped palm Viper
Bothriechis lateralis Peters, Mn. Akad. Wiss. Berlin,
:674.
Bothrops ( Bothriechis ) lateralis; Müller, Verh. Nat. Ges. Basel,
5:401.
Lachesis lateralis; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:566.
Type locality: Veragua and Volcan Barbo, Costa Rica.
Range: Costa Rica and Panama.
Bothrops lo j anus Parker
Lojan Pit Viper
Bothrops lojana Parker, Ann. Mag. Nat. Hist., 5(10) :568.
Type locality: Loja, Ecuador.
Range: Only known from the vicinity of type locality.
Bothrops marajoensis Hoge
Marajoan Pit Viper
Bothrops marajoensis Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 123.
Type locality: Severino, Island of Marajó, State of Pará, Brazil.
Range: The savannah of Marajó.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan,
179-310, 1978/79.
Bothrops medusa (Sternfeld)
Viejita
1920 Lachesis medusa Sternfeld, Senckenbergiana, 2:180.
1930 Bothrops medusa; Amaral, Mem. Inst. Butantan, -4(1929) :23b.
Type locality: Caracas, Venezuela.
Range: Central region of “Cordillera de la Costa” from Caracas
to Valência l,400m-2,000m.
Bothrops melanurus (Müller)
Black-tailed Pit Viper
1924 Trimeresurus melanurus Müller, Mitt. Zool. Mus. Berlin, 11 :92.
1930 Bothrops melanura; Amaral, Mem. Inst. Butantan, U :236.
1940 Trimeresurus garciai Smith, Proc. Biol. Soc. Wash., 52:62.
Type locality: México.
Range: (México) Desert region of Southern Puebla and probably
northern Oaxaca.
Bothrops microphthalmus microphthalmus Cope
Small eyed Pit Viper
1876 Bothrops microphthalmus Cope, Journ. Acad. Art. Sei. Phil., 8,
(2) :182.
1896 Lachesis microphthalmus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 2:540.
1912 Lachesis pleuroxanthus Boulenger, Am. Mag. Nat. Hist., 10, (8) :
423.
1960 Bothrops microphthalma microphthalma ; Peters, Buli. Mus. Comp.
Zool. Harv., 122, (9) :510.
Type locality: Between Balsas Puerto and Moyobamba, (Peru).
Range: Amazonian equatorial forests of Ecuador, Peru, known
from Bolivia by a single specimen and another in Brazil.
Bothrops microphthalmus colombianus (Randhal and Vestergren)
1940 Bothrops microphthalmus colombianus Rendahl et Vestergren, Ark.
Zool., 22A:15.
Type locality: La Costa, Cauca, Colombia.
Range: Colombia.
Bothrops moojeni Hoge
Caissaca
1966 Bothrops moojeni Hoge, Mem. Inst. Butantan, 82: 126, Pl. IV.
211
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnat. Butantan, ii/43:
179-310, 1978/79.
Type locality: Brasília, Distrito Federal, Brazil.
Range: The savannah of Central Brazil, southward to the State
of Paraná.
Bothrops nasutus Bocourt
Horned Hog-nosed Pit Viper
1868 Bothrops nasutus Bocourt, Ann. Sei. Nat. Paris, 10, (5) :202.
1876 Bothriopsis proboscideus Cope, Journ. Acad. Nat. Sei. Phil., 8,
(2) :150.
1896 Lachesis brachystoma; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:547.
Type locality: Panzos, Rio Polochic, Guatemala.
Range: México (Vera Cruz), southwards through Guatemala, Costa
Rica, Panama, Colombia, and Ecuador.
Bothrops neuwiedi neuwiedi Wagler
Neuwied’s Pit Viper
1824 Bothrops neuwiedi Wagler, In Spix, Serp. Brazil, Sp. Nov., :56.
1896 Lachesis neuwiedi; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus., 5:542.
1925 Bothrops neuwiedii neuwiedii; Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 57.
Type locality: Province of Bahia, Brazil.
Range: Southern Bahia, Brazil.
Bothrops neuwiedi bolivianus Amaral
Bolivian Pit Viper
1927 Bothrops neuwiedii boliviana Amaral, Buli. Antivenin, Inst. Amer.,
1 :6.
Type locality : Buenavista, Provincie Sara, Departmento Santa Cruz
de la Sierra, Bolivia.
Range: Known from Bolivia, Department of Santa Cruz de la
Sierra, provinces of Chiquitos, Ibahez, Ichilo, Velasco, Department
of Cochabamba, Brazil: State of Mato Grosso, extreme west.
Bothrops neuwiedi diporus Cope
1862 Bothrops diporus Cope, Proc. Ac. Nat. Sc. Philadelphia, 14:347.
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:542.
1930 Bothrops neuwiedii meridionalis Amaral, Buli. Antiv. Inst. Amer.,
455:66.
Type locality: Rio Vermejo, Argentina, Paraguay, border line.
Range: Argentina; Brazil-Paraguay border line.
212
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnat. Butantan, W/U8:
179-310. 1978/79.
Bothrops neuwiedi goyazensis Amaral
Goiaz Pit Viper
1925 Bothrops neuwiedi goyazensis; Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2:58; Table XIV :3; Table XV :3.
Type locality: Ypamery, Goias, (Brazil).
Range: State of Goias, (Brazil).
Bothrops neuwiedi lutzi (Miranda-Ribeiro)
Lutz’s Pit Viper
1915 Lachesis lutzi Miranda-Ribeiro, Arch, Mus. Nac. Rio de Janeiro,
17:4.
1925 Bothrops neuwiedii bahiensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop. Biol.
Med., 2:57.
1930 Bothrops neuwiedii lutzi; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4:238.
Type locality: Sao Francisco River, Bahia, (Brazil).
Range: Dry regions of the State of Bahia, Brazil.
Bothrops neuwiedi mattogrossensis Amaral
Matto Grosso Pit Viper
1925 Bothrops neuwiedii mattogrossensis Amaral, Contr. Harv. Inst.
Trop. Biol. Med., 2:60; Table 14:6; Table 16:6.
Type locality : Miranda, State of Mato Grosso, Brazil.
Range: Southern Mato Grosso, (Brazil).
Bothrops neuwiedi meridionalis Müller
Southern neuwied’s Pit Viper
1885 Bothrops atrox meridionalis Müller, Verh. Nat. Ges. Basel, 7 :699.
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger ( partim ) , Cat. Sn. Brit. Mus.,
5:542.
1932 Bothrops neuwiedii fluminensis Amaral, Mem. Inst. Butantan,
7:97.
1966 Bothrops neuwiedi meridionalis; Hoge, Mem. Inst. Butantan,
32: 128.
Type locality: Andaray, State of Rio de Janeiro (Brazil).
Range: States of Rio de Janeiro and Espirito Santo (Brazil).
Bothrops neuwiedi paranaensis Amaral
Parana Pit Viper
1925 Bothrops neuwiedi paranaensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2:61; Pl. 14:7; Pl. 16:7.
213
cm
SciELO
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HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, !*%/■, S:
179-310, 1978/79.
Type locality: Castro, Paraná, Brazil.
Range: State of Paraná (Brazil).
Bothrops neuwiedi paidoensis Amaral
St. Paul Pit Viper
1925 Bothrops neuwiedii pauloensis; Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2:59.
Type locality: Leme, São Paulo, Brazil.
Range: Southern parts of State of São Paulo (Brazil).
Bothrops neuwiedi piauhyensis Amaral
Northern Pit Viper
1916 Bothrops neuwiedii piauhiense Gomes, In Neiva et Penna. . . (no
diagnosis)
1925 Bothrops neuwiedii piauhyensis Amaral, Contr., Harv. Inst. Trop.,
Biol. Med., 2:58.
Type locality: Regeneração, Piauí.
Range: State of Piauhy, Pernambuco, Ceará, and Southern
Maranhão (Brazil).
Bothrops neuwiedi pubescens (Cope)
1869 Trigonocephalus ( Bothrops ) pubescens Cope, Amer. Phil. Soc.
Phil., 1.1:57.
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:542.
1925 Bothrops neuwiedii riograndensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2:61, pl. 14, Fig. 8, pl. 16, Fig. 8.
1959 Bothrops neuwiedi pubescens; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 25:84.
Type locality: Rio Grande do Sul, Brazil.
Range: State of Rio Grande do Sul (Brazil), and Uruguay.
Bothrops neuwiedi urutu Lacerda Fig. 49
1884 Bothrops urutu; Lacerda, Leç. Ven. Serp. Brésil, (11).
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger ( partim ) Cat. Sn. Brit. Mus., 5:542.
1937 Bothrops neuwiedi urutu; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 10.
Type locality: “Province de Minas Geraes”, now State of Minas
Geraes.
Range: Southern parts of Minas Geraes and northern State of
São Paulo, (Brazil).
214
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inat. Butantan, 42/iS:
179-310, 1978/79.
Bothrops nigroviridis nigroviridis (Peters)
Black-spotted palm Viper
1859 Bothriechis nigroviridis Peters, Mber. Akad. Wiss. Berlin, :278.
Fig. 4.
1878 Bothrops f Bothriechis] nigroviridis; F. Müller, Verh. Nat. Ges.
Basel, 6:401.
1929 Lachesis nigroviridis nigroviridis; Barbour et Loveridge, Buli.
Antivenin, Inst. Amer., 3(1) :1.
Type locality: Vulcan Barbo, Costa Rica.
Range: From Costa Rica to Panama.
Bothrops nigroviridis aurifer (Salvin)
1860 Thamnocenchis aurifer Salvin, Proc. Zool. Soc. London, 1860: 459,
Fig. 1.
1878 Bothrops aurifer; F. Müller, Verh, Nat. Ges. Basel, 6 :401.
1896 Lachesis aurifer; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 3:568.
1929 Bothrops nigroviridis aurífera; Barbour and Loveridge, Buli.
Antivenin, Inst. Amer., 3(1) :l-3.
Type locality: Cobán, Alto Verapaz, Guatemala.
Range: Moderate and intermediate elevations of the Caribbean
versant from Chiapas, México throughout Guatemala.
Bothrops nigroviridis macdougalli Smith and Moll
1969 Bothrops nigroviridis macdougalli Smith and Moll, J. Herpetology
1969, 3: 152-153.
Type locality: Higher slopes of Cerro Azul of the Sierra Madre
5000ft, roughly 10 miles east (straight line) La Gloria, Oaxaca,
(México).
Range: Known only from type locality.
Bothrops nigroviridis marchi Barbour and Loveridge
1929 Bothrops nigroviridis marchi Barbour and Loveridge, Buli. Anti¬
venin, Inst. Amer., 3(1) :1, fig. 1.
Type locality: Gold mines near Quimistan, Santa Barbara,
Honduras.
Range: Honduras.
Bothrops nigroviridis rowleyi Bogert
1968 Bothrops rowleyi Bogert, Am. Mus. Novitates (2341) :3, fig. 1,
a, b, c, 2.
1969 Bohtrops nigroviridis rowleyi ; Smith and Moll. J. Herp. 1969,
3(34) :151-153.
215
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
IIOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipera Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inst. Untnntan, 42/^S:
179-310, 1978/79.
Type locality: On a ridge that extends northward from Rancho
Vicente, Colonia Rodolfo Figueroa, approximately 5 miles west
of Cerro Baúl. The site is at an elevation of approximately 1520
meters, on the headwaters of the Rio Grijalva, roughly 30 kilo-
meters to the north and slightly to the east of San Pedro Tapá-
natepec, in the Distrito de Juchitán, Oaxaca, México.
Range: Oaxaca, (México).
Bothrops nummifer nummifer (Rüppel)
1845 Atropos nummifer Rüppel, Ver. Mus. Senckenberg, 5:313.
1863 Bothrops nummifer; Jan, Elenco Syst., :126.
1896 Lachesis nummifer; Boulenger ( partim ), Cat. Sn. Brit. Mus.,
5:540.
1950 Bothrops nummifer veraecrucis Burger, Buli. Chicago Acad. Sei.,
9, (3) :65.
Type locality: Restricted (Burger 1950, l.c.) to: Teapa, Tabasco;
México.
Range: The dry tropical shrub vegetation on the southeastern
edge of the Mexican plateau from São Luiz de Potosi, southward
to Oaxaca, (México).
Bothrops nummifer mexicanus (Duméril, Bribron et Duméril)
1854 Atropos mexicanus; Duméril, Bribron et Duméril, Erp. Gen., 7,
(2) :1521, pl. 83 bis, Fig. 1, 2 and 3.
1880 Bothriechis nummifer var. notata Fischer, Arch. Nat., 46: 222,
pl. 8, Fig. 10-12.
1882 Bothrops mexicanus; F. Müller, Verh. Nat. Ges. Basel, 7:154.
1896 Lachesis numiffer; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus., 5:544.
1952 Bothrops nummifer mexicanus; Mertens, Abh. Senckenb. Naturf.
Ges., 487: 79.
Type locality: Cobán (Alta) Verapaz, Guatemala.
Range: The Caribbean Slopes (low to intermediate elevations)
from extreme Southern México to Panama.
Bothrops nummifer occiduus Hoge
1868 Bothrops affinis Bocourt, Ann. Sei. Nat., 10, (5) :10-201. (homo-
nym of Bothrops affinis Gray 1849 r= Bothrops atrox Linnaeus,
1758).
1963 Bothrops nummifer affinis; Stuart, Misc. Publ. Mus. Zool. Univ.
Midi., (122) :130.
1966 Bothrops nummifer occidduus; Hoge ( nomen novum pro Bothrops
affinis Bocourt, 1868). Mem. Inst. Butantan, 32: 130.
Type locality: San Augustin, on the west (south) slope of the
mountains, Guatemala; 610m.
216
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan, 42/iX:
179-310. 1978/79.
Range : The deciduous moist monsoon forest on the low to moderate
elevations along the Pacific slopes in El Salvador (possible in
Eastern Chiapas, México into El Salvador).
Bothrops oligolepis (Werner)
1901 Lachesis bilineatus var. oligolepis Werner, Abh. Ber. Mus. Dresden,
9, (2) :13.
1912 Lachesis chloromelas Boulenger, Ann. Mag. Nat. Hist., 10, (8) :423.
1976 Bothrops chrysomelas; Amaral (error for chloromelas) Boulenger
Ann, Carnegie Mus., 16:320.
Type locality: Bolívia.
Range: Peru and Bolivia.
Bothrops ophryomegas Bocourt
1868 Bothrops ophryomegas; Bocourt, Ann. Sei. Nat. Zool. Paleont.,
10, (5) :201.
1896 Lachesis lansbergi; Boulenger ( partim ) Cat. Sn. Brit. Mus., 3 :546.
Type locality : Occidental slopes of Cordillera Escuintla, Guate¬
mala.
Range : Pacific slope of Central America from western Guatemala
to Panama.
Bothrops peruvianus (Boulenger)
Peruvian Pit Viper
1903 Lachesis peruvianus Boulenger, Ann. Mag. Nat. Hist, 12, (7) :
354.
1930 (1929) Bothrops peruvianus; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 1:240.
Type locality: La Oroya, Carabaya, southeastern Peru.
Range: Southeastern Peru.
Bothrops picadoi (Dunn)
Picado’s Pit Viper
1939 Trimeresurus nummifer picadoi Dunn, Proc. Biol. Soc. Wash.,
52: 165.
1945 Bothrops picadoi; Smith et Taylor, Buli. U.S. Nat. Mus. Wash.,
187: 183.
Type locality: La Palma, Costa Rica, 4,500 ft. Range: Central
plateau of Costa Rica and surrounding mountains.
Bothrops pictus (Tschudi)
1845 L. [achesis ] picta Tschudi, Arch. F. Naturg., 11:166 and Faun.
Per. Herp., :61, fig. 10.
217
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipera Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan, 4t/+S:
179-310, 1978/79.
13G3 B. [ othrops ] pictus; Jan, Elenco Syst. Ofid., :126.
1896 Lachesis pictus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:540.
Type locality: The high mountains of Peru.
Range: Coastal region of Peru.
Bothrops pirajai Amaral
Piraja’s Pit Viper — Jararacussu
1923 Bothrops pirajai Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 5 :99.
1923 Bothrops neglecta Amaral (partim) Proc. New Engl. Zool. Club,
5:100.
1966 Bothrops pirajai; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 54:132.
Type locality: Ilheos, State of Bahia, Brazil.
Range: Known only from Southern Bahia, (Brazil).
1948
1955
1966
1863
1896
1930
1896
1910
1923
1944
218
Bothrops pradoi (Hoge)
Prado’s Pit Viper
Trimeresurus pradoi Hoge, Mem. Inst. Butantan, 20:193-202;
Fig. 1-6.
Bothrops atrox; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 26:215-220.
Bothrops pradoi; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 52:132.
Type locality: Pau Gigante, State Espirito Santo, (Brazil).
Range: Known from type locality northward to Southern Bahia,
(Brazil).
Bothrops pulcher (Peters)
Trigonocephalus pulcher Peters, Mber. Dtsch. Akad. Wiss. Berlin,
27. 1862 (1863) :672.
Lachesis pulcher; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:539.
Bothrops pulchra; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4:240.
Type locality: Quito, Ecuador.
Range: Equatorial forests of Ecuador and Peru.
Bothrops punctatus (Garcia)
Spotted Pit Viper
Lachesis punctata Garcia, Los Ofid. Ven. dei Cauca, Cali Colombia,
(31), Fig. 8.
Lachesis Monticelli Peracca, An., Mus. Napoli, 5, (12) :l-3.
Bothrops leptura Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 5:102.
Bothrops punctatus; Dunn, Caldasia, 5, (12) :215.
Type locality: “Las montanhas dei Dagua.” Colombia.
Range: From Darien, Panama, Colombia, to Chocó, Equador.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Viper3 Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inat. Butantan,
179-310, 1978/79.
Bothrops roedingeri Mertens
Roedinger’s Pit Viper
1942 Bothrops roedingeri Mertens, Beitr. Fauna, Perus, 11:284.
Type locality: “Hacienda Huayri”, Southern Peru.
Range: The desert region along the Pacific coast of Peru.
Bothrops sanctaecrucis Hoge
St.a Cruz Pit Viper
1966 Bothrops sanctaecrucis Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32:133; pl. 9.
Type locality: Oromomo, Rio Secure, upper Beni, Bolivia.
Range: Known from Bolivia.
Bothrops schlegeli (Berthold) Fig. 51
Horned-palm Viper, or Pestanosa
1846 Trigonocephalus schlegelli Berthold, Nachr. Univ. Ges. Wiss. Gõt-
tingen, :147.
1859 Lachesis nitidus Günther, Proc. Zool. Soc. London, 1359:414, pl.
20, fig. C.
1863 B. [ othrops ] Schlegeli; Jan, Elenco Sist. Ofidi:127.
1870 Bothrops (Teleuraspia) nigroadspersus Steindachner, Sitz. Math.-
-Natur. Cl. Akad. Wiss. Wien, 52:348, pl. 8.
1889 Thanatophis torvus Posada Arango, Buli. Soc. Zool. France, 1889:
345.
1951 Bothrops schlegeli; Taylor, Univ. Kansas Sei. Buli., 34:173.
1966 Bothrops schlegelli; Hoge (in error for schlegelii Berthold), Mem.
Inst. Butantan, 32 (1965) :134.
Type locality: Popayon, restricted to Popayon, Colombia (Dunn
et Stuart, 1954).
Range: From Southern México to Ecuador and Venezuela.
Bothrops sphenophrys Smith
1960 Bothrops sphenophrys Smith, Trans. Kansas Acad. Sei., 62: 267.
Type locality : La Soledad, Oaxaca, México.
Range: Known from South Oaxaca, México.
Bothrops supraciliaris Taylor
1954 Bothrops schlegelii supraciliaris Taylor, Kansas, Univ. Sei. Buli.,
36, (2-11) :791, Fig. 39.
1963 [ Bothrops supraciliaris ] ; Stuart, Misc. Publ. Mus. Zool. Univ.
Michigan, (122) :131.
219
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Dutantan, 4S/43:
179-310, 1978/79.
Type locality: Moutains near San Isidoro dei General, San José
Province, Costa Rica.
Range: Known only from type specimens and a specimen without
locality (banana shipping) in MCZ.
Bothrops undulatus (Jan)
1859 Trigonocephalus ( Atropos ) undulatus Jan, Rev. Mag. Zool., : 157,
pl. E.
1895 Bothrops undulatus; Günther, Biol. Centr. Amer. Rept. Amph.,
:187.
1896 Lachesis undulatus ; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:565.
Type locality: México.
Range: High elevations of central Vera Cruz, southward through
central Oaxaca, and northward in central Guerrero in the Sierra
Madre dei Sur (known from Omilteme and Chilpaziungo Guerre¬
ro) ; Oaxaca, Oaxaca; Adopan and Orizaba; Vera Cruz, (México).
Bothrops venezuelensis Sandner Montilla Fig. 52
Tigra Mariposa
1952 Bothrops venezuelensis Sandner Montilla, Mon. Cien. Inst. Ter.
Exp. Lab. “Veros” Ltda., (21) :4 (not Bothrops neuwiedii vene-
zuelenzi Rossi 1933 = Bothrops colombiensis) .
1961 Bothrops venezuelae sp. no. (sic) Sandner Montilla, Non. Cienc.
Contr. Ocas. Mus. Nat. La Salle, Caracas, Zool., (30) :3.
1961 Bothrops pifanoi Sandner Montilla and Romer, 129:3, fig. 1-4.
Type locality: “Boca de Tigre”, Serrania de El Avila, Distrito
Federal al Norte de Caracas.
Range: Northern and central part of Venezuela, Avila mountains,
the western mountains of Los Tigres, the forests of Rancho Grande
and Fila Miranda, from the State of Aragua and the forests of
Gualapo (fide Sandner Montilla).
Bothrops. xanthogrammus (Cope)
1868 T grigonocephalus xanthogrammus Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phil.,
1555:110.
1889 Bothrops quadris cutatus Posada Arango (preoccupied by quadris -
cutatus Peters, 1861), Buli. Soc. Zool. France, 1555:345.
1896 Lachesis xantogrammus; Boulenger; Cat. Sn. Brit. Mus., 5:543.
1929 Bothrops xanthogramma ; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4:241.
Type locality: Pallatanga, Ecuador.
Range: Apparently to be found in the highlands of Ecuador,
Andes of Colombia? (fide Boulenger l.c.).
220
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Viper3 Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
Bothrops yucatannicus (Smith)
Yucatan Pit Viper
1941 Trímeresurus yucatannicus Smith, Zoologica, 26: 62.
1944 Bothrops yucatannicus-, Smith, Carnegie Mus., 50:92.
Type locality: Chichzen Itzá, Yucatan, México.
Range: Northern and northeastern Yucatán Península, México,
Known only by a few specimens from several localities in Yucatán.
GENUS Crotalus Linnaeus
1758 Crotalus Linnaeus, Syst. Nat, ed. 10, :214.
1764 Crotalophorus Houttuyn, Natuur. Hist., 6, (1) :290. Type species
horridus.
1768 Caudisona Laurenti, Synops. Rept., :92. Type species terrificus,
by page priority.
1818 Crotalinus Rafinesque, Amer. Month. Mag. & Crit. Rev., 3, (6) :
416. Type species cyanurus— horridus.
1820 Crotalurus Rafinesque, Annals of Nature, (1) :5. Type species
catenatus.
1830 Uropsoplms Wagler, Nat. Syst. Amph., :176. Type species trise-
riatus.
1843 Urocrotalon Fitzinger, Syst. Rept., :29. Type species dUrissus.
1866 Aploapis Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila., 18, (4) :310. Type
species lepida-lepidus.
1875 Aechmophrys Cohes, Rept. Explor. & Surv. W. of 100th Mer.
(Wyeler), 5, chap. 5, :609. Type species cerastes.
1883 Haploapis Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila., 35, part 1, :13 (emen-
dation of Aploaspis, Cope 1866).
1930 Paracrotalus Reuss, Glasnik Zem. Muz., Sarajevo, '42, :88. Type
species terrificus.
Type species: Crotalus horridus Linnaeus, 1758, confirmed by
Opinion 92, Int. Comm. Zool. Nomen. See Also Direction 56, :356.
1956, and Direction 57, :374 Opinions and Orders, 1.
Range: From Southern Canada to northern Argentina.
Crotalus adamanteus Beauvois
Eastern Diamondback Rattlesnake
1799 Crotalus adamanteus Beauvois, Trans. Amer. Soc., 4(42) : 368.
1802 Crotalus rhombifer Latreille, in Sonnini et Latreille, Hist. Nat.
Rept., 5:197.
1805 Crotalus rhombiferus Brickell, (non Latreille 1802) Philadelphia
Med. & Phys J., 2(1) sec. 3:164.
221
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous Bnakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inat. Dutantan, it/^3:
179-310, 1978/79.
1858 Crotalus adamanteus var adamanteus; Jan, Rev. Mag. Zoõl., (2) ;
10:153.
1895 Crotalus adamanteus; Stejneger, Rept. U.S. Nat. Mus. 1505:433.
1896 Crotalus durissus; Boulenger, (partim) Cat. Sn. brit. Mus. 5:578.
Type locality: U.S. A. Restricted to Charleston S.C. (Schmidt,
1953:227). Type specimen: None designated.
Range : U.S. A. the Coastal plains of : North Carolina south of
Albemarle Sound; South Carolina; Geórgia; Florida and several
of the adjacent Keys: Alabama; Mississipi; and extreme southeas-
tern Louisiana. U.S.A.
Crotalus aquilus Klauber
Queretaran Blotched Rattlesnake
1952 Crotalus triseriatus aquilus Klauber (partim), Buli. Zool. Soc. San
Diego, (26) :24.
1956 Crotalus triseriatus aquilus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :44.
1977 Crotalus aquilus; Harris et Simmons, Buli. Maryland Herp. Soc.,
U (3) :107.
Type locality: Near Alvarez, San Luiz Potosí, México.
Range: México, Southern San Luiz Potosí, Guanajuato, Northeast
Michoacan, Queretaro and Hidalgo, probably in Northwestern
Veracruz.
Crotalus atrox Baird and Girard
Western Diamondback Rattlesnake
1853 Crotalus atrox Baird and Girard, Cat. North. Amer. Rept., (1) :5.
1861 Caudisona atrox var. atrox; Kennicott, Proc. Acad. Nat. Sei. Phi-
lad., 15:206.
1861 Caudisona atrox var sonoraensis Kennicott, Proc. Acad. Nat. Sei.
Philad., 15:206.
1896 Crotalus confluentus; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus.,
3:576.
1956 Crotalus atrox; Klauber, Rattlesnakes, 1 :29.
Type locality: Indianola [Calhoun County], Texas, U.S.A.
Range: From Arkansas and Oklahoma, U.S.A. South to México,
Sonora, Chihuahua, Durango, Coahiula, Nuevo Leon, Tamaulipas,
San Luiz de Potosí and Northern Veracruz, isolated colonies in
Central Veracruz and Southern Oaxaca probably present in Nor¬
thern Zacatecas and possibly Hidalgo. Also Tiburón, Turna on San
Pedro Matir Islands.
Crotalus basüiscus basüiscus (Cope)
Mexican West-coast Rattlesnake
1864 Caudisona basilisca Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia. 16
(3) :166.
222
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check líst of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79
1875 Crotalus basiliscus Cope, in Yarrow, Surv. W. of. 100 Merid.
(Whecler) 5 (4) :532.
1896 Crotalus terrificus; Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus., 5:573.
1948 Crotalus basiliscus basiliscus; Gloyd, Nat. Hist. Misc., (17) :1.
1956 Crotalus basiliscus basiliscus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :30.
Type locality: Near Colima, México restricted Smith et Taylor,
1950 to Colima, México.
Range: México, from extreme Southern Sonora along Westcoast
of México through Sinaloa, Jalisco, Colima and Western Michoa-
cán, and Nayarit.
Crotalus basiliscus oaxacus Gloyd
Oaxacan Rattlesnake
1948 Crotalus basiliscus oaxacus Gloyd, Nat. Hist. Misch, (17) :1.
1956 Crotalus basiliscus oaxacus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :30.
Type locality: Oaxaca, Oaxaca, México.
Range: Known from type locality and Chilpanzingo Region.
Crotalus catalinensis Cliff
Santa Catalina Island Rattlesnake
1954 Crotalus catalinsis Cliff. Trans. San Diego Soc. Nat. Hist., 12
(5) :80.
1956 Crotalus catalinensis; Klauber, Rattlesnake, 1 :30.
Type locality: Santa Catalina Island, Gulf of Califórnia, México.
Range: Known only from type locality.
Crotalus cerastes cerastes Hallowell
Mojave Desert Sidewinder
1854 Crotalus cerastes Hallowell, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
7,: 95.
1944 Crotalus cerastes cerastes Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 10 (8) :94
Type locality: Borders of the Mohave River, and in the desert of
the Mohave Califórnia.
Range: The desert regions of eastern (but not extreme southeas-
tern) Califórnia, Southern Nevada, southwestern Utah, and north-
western Arizona, including the following: extreme Southern Mono,
Inyo, eastern Kern, northeastern Los Angeles, and San Bernardino
counties in Califórnia; Southeastern Esmeralda, Southern Nye,
extreme Southern Lincoln and Clark counties in Nevada; south¬
western and central Washington County, Utah ; and extreme north-
western and west-central Mohave County, Arizona.
223
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — ' Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Inst. Butantan, \2/k3:
179-310, 1978/79.
1953
1956
Crotalus cevastes cercobombus Savage and Cliff
Sonoran Desert Sidewinder
Crotalus cevastes cercobombus Savage and Cliff, Nat. Hist. Miscl.,
(119) :2.
Crotalus cevastes cercobombus; Klauber, Rattlesnakes. 1 :31.
Type locality: Near Gila Band, Maricopa, Arizona, U.S.
Range: Eastern Yuma, Southern Maricopa western Pinai and
western Pima counties, Arizona, U.S.A. and Northwestern Sonora
(except parts of the State North and West of Bahia Adair) also
Tiburón Island México.
1944
1956
1758
1802
1896
1936
1956
1966
Crotalus cevastes laterorepens Klauber
Colorado Desert Sidewinder
Crotalus cevastes laterorepens Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hits., 10 (8) :94.
Crotalus cevastes laterorepens; Klauber, Rattlesnakes, 1:31.
Type locality: The Narrows, San Diego County, Califórnia, U.S.
Range: The desert areas of Central and Eastern Reverside, Nor-
theastern San Diego and Imperial County in Califórnia, Western
Yuma County, Arizona; Northeastern Baja Califórnia, USA and
Sonora, México.
Crotalus durissus durissus Linnaeus
Central American Rattlesnake
Crotalus durissus Linnaeus, Syst. Nat. 10th, ed., 1 :214.
Crotalus simus Latreille in Sonnini and Latreille, Hist. Nat. Rept.,
5:202, .4:323.
Crotalus terrificus; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus., 5:573.
Crotalus durissus durissus; Klauber (partim) Occ. Pap. San Diego
Soc. Nat. Hist. (1).
Crotalus durissus durissus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :31-32.
Crotalus durissus durissus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32:137.
Type locality: America, restricted (Taylor and et Smith, 1950)
to Jalapa, Veracruz, México.
Range: México, Central Veracruz, Southeastern Oaxaca, Tabasco
and Chiapas, Southwestern Nicaragua. Northwestern and Central
Costa Rica.
Crotalus durissus cascavella (Wagler, 1824)
Northeastern Brazilian Rattlesnake
1824
Crotalus cascavella Wagler, in Spix, Serp. Bras. spec. nov.
pl. 24.
60.
224
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1925 Crotalus terrificus var. collirhombeatus Amaral, Rev. Mus. Pau¬
lista, 15:90, pl. 1.
1966 Crotalus durissus cascavella; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32:139.
1972 Crotalus durissus terrificus; Klauber, Rattlesnakes (2.a) ed., 1 :35.
1972 Crotalus [ durissus ] cascavella; Harris et Simmons, Buli. Maryland,
Herp. Soc., 8 (2) :34.
Type locality: “In campis provinciae” (Caatinga of the interior
of Bahia). Restricted by (Hoge 1966:139) to Mina Caraiba, State
Bahia, Brazil.
Range: The dry Caatinga regions of States Maranhão, Ceará,
Piauhy, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte and Bahia,
possible extreme North Eastern Minas Gerais, Brazil.
Crotalus durissus collilineatus Amaral
Central Brazilian Rattlesnake
1926 Crotalus terrificus var. collilineatus Amaral (partim), Rev. Mus.
Paulista, 15: 90.
1956 Crotalus durissus terrificus; Klauber (partim), Rattlesnakes, 1 :33.
1966 Crotalus durissus collilineatus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 22:139.
1972 Crotalus durissus terrificus ; Klauber, Rattlesnakes, (2.a) ed., 1 :35.
1972 Crotalus [ durissus ] collilineatus; Harris et Simmons, Buli. Mary¬
land, Herp. Soc., 8 (2) :35.
Type locality: Central, Southeastern and Southern Brazil, Argen¬
tina, Paraguay and probably Bolivia. Restricted (Hoge, 1966) to
the State of Mato Grosso, Brazil.
Range: South Eastern State of Mato Grosso, State of Goias,
Federal District; Minas Gerais and Northeastern São Paulo.
Intergradation with terrificus, over a large area in the State of
São Paulo.
Crotalus durissus culminatus Klauber
Northwestern Neotropical Rattlesnake
1952 Crotalus durissus culminatus Klauber, Buli. Zool. Soc. San Diego,
25:65.
Type locality: Hacienda el Sabino, near Uruapan, Michoacan,
Mexicb.
Range’: Southwestern Michoacan, Southern and Morilos Guerrero
and Southwestern Oaxaca, México. Possibly Western Puebla and
Distrito Federal.
Crotalus durissus cumanensis Humbold Fig. 55
Venezuelan Rattlesnake
1833 Crotalus cumanensis Humbold in Humbold et Bonpland, Receuil
d’obs. Zool. Anat. Comp., 2:6.
225
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Chcck list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, W/bS:
179-310, 1978/79.
1833 Crotalus loeflingi Humbold in Humbold et Bonpland, Receuil d’obs.
Zool. Anat. Comp., 2:6.
1896 Crotalus terrificus ; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus., 5:373.
1956 Crotalus durissus terrificus-, Klauber, (partim) Rattlesnakes,
1 :32.
1966 Crotalus durissus cumanensis ; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 52:142.
1972 Crotalus durissus terrificus-, Klauber Rattlesnakes (2.a) ed., 1:35.
1972 Crotalus [ durissus ] cumanensis; Harris et Simmons, Buli, Mary-
land, Herp. Soc., 5(2) :35.
Type locality: Cumaná, Venezuela.
Range: Venezuela, except the high mountains, the savannah of
Monagas and the equatorial forets of the Delta, Bolivar and Ama¬
zonas. Colombia in the extreme northeast.
Crotalus durissus dryinus Linnaeus
Guianian Rattlesnake
1758 Crotalus dryinus Linnaeus, Syst. Nat. 10th, ed., 1 :214.
1896 Crotalus terrificus-, Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:573.
1956 Crotalus dryinus-, Klauber (as sênior, but rejected synonym for
the South American Rattler)
1966 Crotalus durissus dryinus-, Hoge, Mem. Inst. Butantan, 52:142,
pl. XIV.
1972 Crotalus durissus terrificus-, Klauber Rattlesnakes. (2.a) ed., 1 :35.
1972 Crotalus [ durissus ] dryinus; Harris et Simmons Buli. Maryland
Herp., Soc., 5(2) :35.
Type locality: America, restricted: (Hoge 1966 to Paramaribo,
Surinam.).
Range: The Guianas.
Crotalus durissus marajoensis Hoge
Marajoan Rattlesnake
1966 Crotalus durissus marajoensis-, Hoge, Mem. Inst. Butantan., 52:
143, pl. XV.
1972 Crotalus durissus terrificus-, Klauber, Rattlesnakes (2.a) ed., 1 :35.
1972 Crotalus [ durissus ] marajoensis; Harris et Simmons, Buli.
Maryland Herp. Soc., 5(2) :35.
Type locality: Tuyuyu, Ilha de Marajó, State of Pará, Brazil.
Range: The Savannah of Marajó, Brazil.
Crotalus durissus ruruima Hoge
Mt. Roraima Rattlesnake
1966 Crotalus durissus ruruima-, Hoge, Mem. Inst. Butantan, 52:145,
pl. XVI.
226
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inst. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
Type locality: Paulo Camp, Mt. Roraima, Venezuela.
Range: Known from Venezuelan slopes from Mt. Roraima, and
Carinan, Peru, Amazonas, Brazil, a single specimen from Terri¬
tório Federal of Roraima.
Crotalus durissus terrificus (Laurenti) Fig. 54
South American Rattlesnake
1768 Caudisona terrífica Laurenti, Syn. Rept., :93.
1896 Crotalus terrificus-, Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus., 5:573.
1926 Crotalus terrificus collilineatus Amaral (partim) Rev. Mus.
Paulista, 15:90.
1936 Crotalus durissus terrificus; Klauber (partim) Rattlesnakes, 1 :32.
1966 Crotalus durissus terrificus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 54:147,
pl. XVII.
1972 Crotalus [ durissus ] terrificus; Harris et Simmons, Buli. Maryland,
Herp. Soc., 8 (2) :34.
Type locality: Júlio de Castilho, Município Taquari, State of Rio
Grande do Sul, Brazil (by indication of neotype Hoge, 1966).
Range: Extreme Southern America, Southern Brazil, Uruguay,
Argentina, Paraguay and Bolivia and possibly Peru.
Crotalus durissus totonacus Gloyd and Kauffeld
Totonacan Rattlesnake
1940 Crotalus totonacus Gloyd and Kauffeld, Buli. Chicago Acad. Sei.,
5(2) :12.
1945 Crotalus durissus totonacus; Smith and Taylor, U.S. Mus. Buli.,
187:190.
Type locality: Panaco Island, about 75 miles South of Tampico,
Veracruz, México, 12 miles inland from Cabo Rojo.
Range: Southern Tamaulipas, Southeastern San Luiz Potosí, and
Northern Veracruz.
Crotalus durissus trigonicus Harris et Simmons
Rupunini Savanna Rattlesnake
1977 Crotalus durissus trigonicus Harris et Simmons, Mem. Inst.
Butantan., 40:306, 3 fig.
Type locality: Rupununi Savanna of southwestern Guyana.
Range: Known at present only from the type locality: the
isolated Rupununi Savannas of southwestern Guyana and the
Savannas of Tiriós Territory Amapa, Brazil.
227
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnat. liutantan, J,2/^S:
179-310, 1978/79.
1952
1887
1896
1940
1956
1966
1861
1875
1954
1956
1854
1956
Crotalus durissus tzabcan Klauber
Yucatán Neotropical Rattlesnake
Crotalus durissus tzabcan Klauber, Buli. Zool. Soc. San Diego,
(26) :71.
Typelocality : Kantunil, Yucatan, México.
Range: From Yucatan South into Northern El Petén, Guatemala
and Belize.
Crotalus durissus unicolor Van Lidth de Geude
Aruba Island Rattlesnake
Crotalus horridus var. unicolor Van Lidth de Geude, Notes Leyden
Mus., 2(8) :133.
Crotalus terrificus; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus.,
3 :573.
Crotalus durissus unicolor; Brongersma, Studies of the Fauna of
Curaçáo, Aruba, Bonaire and Venezuelan Islands.
Crotalus unicolor; Klauber, Rattlesnakes, 1 :44.
Crotalus durissus unicolor; Hoge, Mem. Inst. Butantan., 32: 148.
Typelocality: Aruba Island, Netherlands West Indies.
Range : Known from Aruba Island only. A specimen described as
Crotalus pulvis by Ditmars from Manacos, Nicaragua is probably
based on a specimen with erroneous locality.
Crotalus enyo enyo (Cope)
Lower Califórnia Rattlesnake
Caudisona enyo Cope, Proc. Acad. Sei. Philadelphia., 15:208.
Crotalus enyo; Cope, Buli. U. S. Mus., 1 :33.
Crotalus enyo enyo; Lowe et Norris, Trans. San Diego, Soc. Nat.
Hist., 12(4) :52.
Crotalus enyo enyo; Klauber, Rattlesnakes, 1 :34.
Type locality: Lower Califórnia.
Range: México, Baja Califórnia, from the vicinity of El Marmol
(lat. 30.° N) south to Cape San Lucas and the Islands Magdalena,
Santa Margarida, Espirito Santo, Partida, San Francisco and
Carmem.
Crotalus enyo cerralvensis Cliff
Cerralvo Island Rattlesnake
Crotalus enyo cerralvensis Cliff, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
12(5) :82.
Crotalus enyo cerralvensis; Klauber, Rattlesnakes, 1 :34.
Type locality: México Ceralvo Island, Gulf of Califórnia.
Range: Cerralvo Island.
228
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE, S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Inet. Dutantan, 1,2/ 1,3:
179-310, 1978/79.
1883
1956
Crotalus enyo furvus Lowe et Norris
Rosário Rattlesnake
Crotalus enyo furvus Lowe et Norris, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 12 (4) :52.
Crotalus enyo furvus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :34.
Type locality: 10.9 mil. North of El Rosário, Baja Califórnia dei
Norte, México.
Range: México, Baja Califórnia dei Norte, on West Coast from
San Teimo River to El Rosário.
Crotalus exsul Garman
Cedros Island Diamond Rattlesnake
Crotalus exsul Garman, Mem. Mus. Comp. Zool., 8 (3) : 114.
Crotalus exsul; Klauber, Rattlesnakes., 1 :34.
Type locality: Cedros Island (or Cerros), Pacific Coast of Baja
Califórnia, México.
Range: México, Cedros (or Cerros) Island, Pacific Coast of Baja
Califórnia.
Crotalus horridus horridus Linnaeus 5
Timber Rattlesnake
1758 Crotalus horridus Linnaeus, Syst. Nat., ed. 10:214.
1818 Crotalinus cyanurus Rafinesque, Amer. Month. Mag. Mag. & Crit.
Rev. 8, (6) :416 ; b (1) :41.
1859 Crotalus durissus var. concolor Jan, Rev. et Mag. Zool., ser. 2,
10, :153.
1873 Crotalus fasciatus Higgins, Ophidians, :81.
1935 Crotalus horridus horridus Gloyd, Copeia, (4) :176.
Type locality: America restricted by (Schmidt 1953:227) to vici-
nity of New York City, U.S.
Range: The Niagara and Essex Península areas of the Lake Erie,
Ontario, Canada (it may now be extinct). Northewestern and
North central United States; including the Atlantic States from
central Vermont to Virginia (except Delaware) ; West Virgínia,
Ohio, Kentucky western North Carolina; northwestern South Ca-
rolina; northwestern South Carolina, Northern Gecrgia Tennessee
except western parts; extreme Northen Alabama; from central
Indiana to Kentucky, all central south Illinois, except extreme
Southern corner southwestern Wisconsin, southwards along Western
and Southern Iowa; Missouri, Northwestern Arkansas; extreme
southwestern Nebraska; western Kansas Central and western
Oklahoma southwards into North eastern Texas, U.S. A.
(8) Pisani, Collins and Edwards in Trans. Kansas Acad. Sei., 75(3)1972 (1973) :255 concludes that,
on the basis of morpholoffical charactera no subspecies of C. horridu § can be recognised.
229
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. hmt. Butantan, 42/1,3:
179-310, 1978/79.
Crotalus hórridas atricaudatus Latreille
Canebrake Rattlesnake
1790 Crotalus hórridas (part) Bonnaterre, Encycl. Meth. ; Ophiolo-
gie, : 1.
1802 Crotalus atricaudatus Latreille, in Sonnini and Latreille, Hist. Nat.
Rept., 3, : 209.
1805 Crotalus zetazomae Brickell, Philadelphia. Med. & Phys. Jour., 2,
part. 1, sec. 3 :164.
1820 Crotalus catesbaei Hemprich. Grund. Natur., : 387.
1859 Crotalus durissus var. melanurus Jan, Rev. et Mag. Zool., ser.
2, 10: 153.
1863 Crotalus durissus var. mexicana Jan, Elenco Syst. Ofidi, : 123.
1935 Crotalus horridus atricaudatus Gloyd, Copeia, (4) :176.
Type locality: Restricted by (Schmidt 1953:228) to Charleston,
SC, USA.
Range : From southeastern Virgínia through the lowlands of North
Carolina; South Carolina; Geórgia, Northern Florida; Alabama
except extreme North; Mississippi; extreme western Tennessee;
extreme western Kentucky ; extreme Southern corner of Illinois ;
extreme southeastern Missouri ; eastern and Southern Arkansas ;
Lousiana and southwestern Texas.
1946
1952
1956
Crotalus intermedius intermedius Troschel
Totalcan Small-Headed Rattlesnake
Crotalus intermedius, Troschel, in Müller. Reisen in den Verei-
nigten Staaten, Canadá und México, 3 :613.
Crotalus triseriatus; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus.,
5:581.
Crotalus triseriatus anahuacus, Gloyd (partim) Chicago Sei. Soc.
Publ. (4) :91.
Crotalus triseriatus gloydi Taylor, Univ. Kansas Sei. Buli.,
27(1) :130.
Crotalus gloydi; Smith, Univ. Kansas Sei. Buli., 51(1) :73.
Crotalus intermedius intermedius; Klauber, Buli. Zool. Sec. San
Diego, (26) :9.
Crotalus intermedius intermedius; Klauber, Rattlesnakes, 1 :36.
Type locality: México.
Range: Imperfectly known from Michoacan, Northeastern Pue-
bla, west central Vera Cruz, and central Oaxaca.
1941
Crotalus intermedius gloydi Taylor
Oaxacan Small-Headed Rattlesnake
Crotalus triseriatus gloydi Taylor, Univ. Kansas. Sei. Buli., 27,
part 1, (7) :130.
230
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I
Check list of the Pit Vipers Viperoidea. Viperidae, Crotalinae. Mim. Inst. Butantan, iS/í.t-
179-310, 1978/79.
194G
1952
1957
1895
1896
1938
1952
1956
1966
1861
1883
1887
1936
1956
Crotalus gloydi gloydi Smith, Univ. Kansas. Sei. Buli., 31, part 1
(3) :78.
Crotalus intermedius intermedivs (partim) Klauber, Buli. Zool. Soc.
San Diego, (26) :9.
Crotalus intermedius gloydi Davis and Dixon, Sw. Nat., 2(1) :25.
Type locality: Cerro San Felipe, elevation ,10,000 feet, near
(15 km. northeast of) Oaxaca da Juárez, Oaxaca, México.
Range: Mountain areas of central Oaxaca and Michoacán.
Crotalus intermedius omiltemanus Günther
Omilteman Small-Headet Rattlesnake
Crotalus omiltemanus Günther, Biol. Centr. Amer. Rept Ratr •
192.
Crotalus triseriatus; Boulenger (partim)
2:381.
Cat. Sn. Brit. Mus.,
Crotalus triseriatus omilteynanus ; Klauber, Copeia, (4) :196.
Crotalus intermedius omiltemanus; Klauber, Buli. Zool. Soi. San
Diego, (26) :14.
Crotalus intermedius omiltemanus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :36.
Type locality : Omilteme Guerero, México.
Range: México, Central Guerero.
Crotalus lannomi Tanner
Autlán Rattlesnake
Crotalus lannomi Tanner, Herpetologica, 22(4) :298.
Type locality: 1,8 miles vvest of the pass, Puerto Los Mazos or 22
miles west by road from Tuxcacuisco, a branch of the Rio Armen-
ria on Mexican Highway n. 80, Jalisco, México.
Range: Known from type locality only.
Crotalus lepidus lepidus (Kennicott)
Mottled Rock Rattlesnake
Caudisona lépida Kennicott, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
13: 206.
Crotalus lepidus; Cope (partim) Proc. Acad. Sei. Philadelphia.,
25:13.
Crotalus (tigris) palmeri Garman, Buli. Essex Inst., 19: 124.
Crotalus lepidus lepidus; Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool. Univ. Mich.,
(337) :2.
Crotalus lepidus lepidus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :37.
Type locality: Presidio dei Norte and Eagle Pass, Texas, Res-
tricted (Smith et Taylor, 1950) : Presidio dei Norte, Presidio Coun-
ty, U.S.A.
231
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. lnst . Uutantan, 42/43-'
179-310. 1978/79.
Range : Southeastern New México, Southwestern Texas, and
Northeastern México, Coahuila, western Nuevo León, western San
Luiz Potosí and Southeastern Zacatecas (integradation with Klau-
beri), U.S.A.
Crotalus lepidus klauberi Gloyd
Banded Rock Rattlesnake
1936 Crotalus lepidus klauberi Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool. Univ. Mich.,
(337) :2.
1944 Crotalus semicornutus Taylor, Univ. Kansas Sei. Buli., 30 part
1(4) :52.
1956 Crotalus lepidus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :37.
Type locality: Carr. Canyon, Huachuca Mountains, Cochise Coun-
ty, Arizona, U.S.A.
Range: Southeastern Arizona, Southwestern New México, the El
Paso area in Texas and north-central México, including the Santa
Rita, Huachuca, Dragoon Dos Cabezas and Chiricahua Mountains
of southeastern Arizona; México (montains areas northeastern
Sonora, southeastern Sinaloa, Chihuahua, Durango, Nayarit (in
this area although in the territory of Crotalus lepidus klauberi
they are different and may justify the recognition of another
subspecies (fide Klauber 1956), U.S.A.
Crotalus lepidus maculosus Tanner, Dixon et Harris
Durango Rock Rattlesnake
1972 Crotalus lepidus maculossus Tanner, Dixon et Plarris, Great Basin
Nat., 32(1) :16. (Fig. 1-3)
Type locality: 15 mlies west of La Ciudad, near Highway 40, Du¬
rango, México.
Range: Known from type locality and a narrow area along the
high mountain Pacific slopes Durango-Sinaloa, Nayarit region and
perhaps as far south as adjacent Jalisco.
Crotalus lepidus morulus Klauber
Tamaulipan Rock Rattlesnake
1952 Crotalus lepidus morulus Klauber, Buli. Soc. San Diego, (26) :52.
1956 Crotalus lepidus morulus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :37.
Type locality: 10 m. northwest of Gómez Farias on the trail to la
Joya de Salas, Tamaulipas, México.
Range : México, Mountains northwest of Gómez Farias, and near
Chinas, Tamaulipas, México.
Crotalus mitchellii mitchellii (Cope)
San Lucas Speckled Rattesnake
1861 Caudisoma mitchellii Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
13: 293.
232
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Aí em. Inst. Butantan, 4J/Í3
179-310, 1978/79.
1875 Crotalus mitchellii; Cope in Yarrow, Surv. W of 100 th Merid.
(Wheeler) 5(4) :535.
1895 Crotalus mitchellii mitchellii; Stejneger (partim) Rept. U.S. Nat.
Mus., 1893:454.
1936 Crotalus mitchellii mitchellii; Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist, 5(19) :154.
1956 Crotalus mitchellii mitchellii; Klauber, Rattlesnakes, 7 :38.
Type locality: Cape San Lucas, Baja Califórnia, México.
Range: Distrito dei Sur of Baja Califórnia, also the islands of
Cerralvo, Espiritu Santo, San José, Santa Cruz, and Carmen (Gulf
coast) and Santa Margarita (Pacific coast).
Intergrades with pyrrhus, México.
Crotalus mitchellii angelensis Klauber
Angel de la Guarda Island Speckled Rattlesnake
1963 Crotalus mitchellii angelicus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist, 75(5) :73-80.
Type locality: Isla Angel de la Guardia, México.
Range: Isla Angel de la Guardia, México.
Crotalus mitchellii muertensis Klauber
El Muerto Island Speckled Rattlesnake
1949 Crotalus mitchellii muertensis Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 77(6) :97.
1952 Crotalus mitchellii muertensis; Klauber, Buli. Zool. Ser. San Diego,
(26) : 123.
Typelocality : El Muerto Island, San Luis group, Gulf of Cali¬
fórnia, coast of Baja Califórnia, México.
Range: Known only from type locality.
Crotalus mitchellii pyrrhus Cope
Southwestern Speckled Rattlesnake
1866 Caudisona pyrrhas Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
75:308.
1875 Crotalus pyrrhus; Cope, In Yarrow, Surv. W. of 100 at Merd.
(Wheeler) 5(5) :535.
1895 Crotalus mitchellii pyrrhus; Stejneger (partim) Rept. U. S. Nat.
Mus., 1893:456.
1922 Crotalus godmani; Schmidt, Buli. Amer. Mus. Nat. Hist.,
JÍ6 (11) :701.
1936 Crotalus mitchelli pyrrhus ; Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 5(19) : 157.
233
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakea of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnat. Butantan, 1,2/ 1,3:
179-310, 1978/79.
1956 Crotalus mitchellii pyrrhus; Klauber, Rattlesnakes.
Type locality: “Not stated” [stated by Klauber 1956] as a
"Canyon Prieto, Yavapac County, Arizona”, U.S.A.
Range: Southern Califórnia, Southern Nevada, Western Arizona,
Northwestern Sonora, México, Northern Baja Califórnia, U.S.A.
Crotalus mitchellii stephensi Klauber
Panamint Rattlesnake
1930 Crotalus confluentus stephensi Klauber, Trans, San Diego Soc.
Nat. Hist., 6(3) :108.
1936 Crotalus mitchellii stephensi Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 6(19) :162.
Type locality: 2 miles west of Jackass Springs, Panamint Moun-
tains, altitude 6, 200 ft., Inyo County, Califórnia. U.S.A.
Range : The rocky mountain desert areas of Southwestern Nevada
and east central Califórnia, U.S.A.
Crotalus molossus molossus Baird and Girard
Northern Black-Tailed Rattlesnake
1853 Crotalus molossus Baird and Girard, Cat. Sn. Amer. Rept., (1) :10.
1854 Crotalus ornatus Hallowell, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
7:192.
1936 Crotalus molossus molossus; Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool. Univ.
Midi., (325) :2.
1956 Crotalus molossus molossus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :39.
Type locality: Fort Webster, Santa Rita dei Cobre, Grand County,
New México, U.S.A.
Range: From Central Texas to Western Arizona, U.S.A., México,
Northern México.
Crotalus molossus estebanensis Klauber
San Esteban Island Rattlesnake
1949 Crotalus molossus estebanensis Klauber, Trans. San Diego Soc.
Nat. Hist., 11(6) :104.
Type locality: San Esteban Island, Gulf of Califórnia, México.
Range: Only on San Esteban Island, Gulf of Califórnia, México.
Crotalus molossus nigrescens Gloyd
Mexican Black-Tailed Rattlesnake
1936 Crotalus molossus nigrescens Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool. Un
Midi., (325) :2.
1956 Crotalus molossus nigrescens; Klauber, Rattlesnakes, 1 : 39-40.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae. Crotalinae. Mem. Inat. Butantan, Ui/hS:
179-310, 1978/79.
Type locality: 4 mil, West of La Colorada, Zacatecas, México.
Range: Tableland from Southern Sonora, Southwestern Chihua-
hua and Southern Coahiula to Oaxaca and Veracruz. Probably
also in Eastern Jalisco, Aguas Calientes and Morelos, México.
Crotalus polystictus Cope
Mexican Lance-Headed Rattlesnake
1865 Caudisona polysticta Cope, Proc. Ac. Nat. Hist. Philadelphia.,
17: 191.
1875 Crotalus polystictus; Cope, in Yarrow, Surv. W. of. 100th Mer.
(Wheeler) 5(4) :533.
1877 Crotalus jimenezii Dugés, La Naturaleza, 4 :23.
1956 Crotalus polystictus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :40.
Type locality: Restricted [Taylor et Smith 1950] Tupátaro,
Guanaputo, México.
Range : Tableland of Central México from Southern Zacatecas to
Central Veracruz including Eastern Jalisco, Guanajuato, Michoa-
can, Distrito Federal Morelos and east-Central Veracruz. Probably
also in State Aguas Calientes, Gueretaro, Hidalgo, México,
Tlaxcala, Puebla and Oaxaca, México.
Crotalus pricei pricei Van Denburgh
Western Twin-Spotted Rattlesnake
1895 Crotalus pricei Van Denburgh, Proc, Calif. Ac. Sei., 5 (2) :856.
1931 Crotalus triseriatus pricei; Klauber, in Githens and George, Buli.
Ant. Inst. Amer., 5(2) :33.
1946 Crotalus pricei pricei; Smith, Univ. Kansas Sei. Buli, 31 part
1(3) :79.
1956 Crotalus pricei pricei ; Klauber, Rattlesnake, 1 :40.
Type locality: Huachuca Mountain, Cochise County, Arizona,
U.S.A.
Range : Southeastern Mountain of Arizona, México, Northwestern
Mountains. Including the Pinaleo, Santa Rita, Huachuca and
Chiricahua Mountains in Arizona, and the Sierra Tarahumare and
Sierra Madre in Eastern Sonora, Western Chihuahua and Durango,
probably also in the mountains of Eastern Sinaloa and Northern
Nayarit, U.S.A.
Crotalus pricei miquihuanus Gloyd
Eastern Twin-Spotted Rattlesnake
1936 Crotalus triseriatus triseriatus; Klauber (partim) Trans. San
Diego Sei. Hist. Nat., 8(20) :248.
1940 Crotalus triseriatus miquihuanus Gloyd, Chicago Acad. Sei. Spe.
Publ., (4) :102.
235
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vjpers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnt. Butantun, b2/b3:
179-310, 1978/79.
23G
1946
1956
1952
1956
1892
1949
1956
1922
1978
1975
Crotalus pricei miquihuanus; Smith, Univ. Kansas
Sei. Buli., 31 part 1(3) :79.
Crotalus pricei miquihuanus ; Klauber, Rattlesnake, 1 :41.
Type locality : Cerro Potosi, near Galeana, Nuevo León, México.
Range: Southeastern Nuevo León and Southwestern Tamaulipas,
and extreme Southeastern Coahuila México.
Crotalus pusillus Klauber
Tancitaran Dusky Rattlesnake
Crotalus pusillus Klauber, Buli. Zool. Soc. San Diego Soc. Nat.
Hist, S (20) :247.
Crotalus pusillus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :41.
Type locality : Tancitaro Michoacan, alt. 5000 ft., México.
Range: Mountains of Western Michoacan and Southern Jalisco,
México.
Crotalus ruber ruber Cope
Red Diamond Rattlesnake
Crotalus adamanteus ruber Cope, Proc. U.S. Mus., 14:690.
Crotalus ruber ruber, Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
11 (5) :59.
Crotalus ruber ruber; Klauber, partim Rattlesnakes, 1 :41.
Type locality : Not designated. Restricted [Smith et Taylor
1959] to Dulzura, San Diego County, Califórnia, U.S. A.
Range: USA Southwest Califórnia to México, Northern Baja
Califórnia.
Crotalus ruber elegans Schmidt
Ángel de la Guarda Red Diamond Rattlesnake
Crotalus atrox elegans Schmidt, Buli. Amer. Mus. Nat. Hist.,
4<?( 11) :699.
Crotalus ruber elegans; Harris and Simmons, Buli. Maryland
Herp. Soc., 14(3) :120.
Type locality : Ángel de La Guarda Island, Gulf of Califórnia,
(México) .
Range: Known only from the type locality.
Crotalus ruber lorenzoensis Radcliffe and Maslin
San Lorenzo Red Diamond Rattlesnake
Crotalus ruber lorenzoensis Radcliffe and Maslin, Copeia 1975,
(3) :490.
Type locality : San Lorenzo Sur Islands in the Gulf of Califórnia,
Baja Califórnia North, (México).
Range: Same of type locality.
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. &. ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae. Crotalinae. Mim. Int. Butantan, +2/13:
179-310, 1978/79.
Crotalus ruber lucasensis Van Denburgh
San Lucan Diamond Rattlesnake
1920 Crotalus lucasensis Van Denburgh, Proc. Calif. Acad. Sei. Ser., 4,
10(2) :29.
1949 Crotalus ruber lucasensis ; Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 11 (5) :59.
1956 Crotalus ruber lucasensis; Klauber, Rattlesnakes, 1 :42.
Type locality: Aguas Calientes, Cape region of Baja Califórnia.
Range: The Southern part of the Baja Califórnia península from
Loreto where there is intergradation with C. r. ruber south to
Cape San Lucas. Also Santa Margarita and San José Islands.
Crotalus ruber monserratensis Harris and Simmons
Monserrate Red Diamond Rattlesnake
1978 Crotalus ruber monserratensis Harris and Simmons, Buli, Mary-
land Herp. Soc., 14(3) :122.
Type locality: Isla Monserrate, Gulf of Califórnia, Baja Sur, (Mé¬
xico) .
Range : Known only from the type locality.
Crotalus scutulatus scutulatus (Kennicott)
Mojave Rattlesnake
1861 Caudisona scutulata Kennicott, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
13:207.
1875 Crotalus scutulatus; Cope in Yarrow, Surv. W. of 100th Mer.
(Wheeler), 5(4) :533. see also :992.
1896 Crotalus scutulatus; Boulenger, (partim) Cat. Sn. Brit. Mus.,
3: 575.
1929 Crotalus confluentus kollyi Amaral, Buli. Antiv. Inst. Amer.,
2(4) :91.
1940 Crotalus scutulatus scutulatus ; Gloyd, Chicago Acad. Sei. Spe.
Publ. (4) :200.
1956 Crotalus scutulatus scutulatus; Klauber, Rattlesnakes, 1 :42.
Type locality: Designated [Smith et Taylor 1950] Wichenburg,
Maricopa, County, Arizona, U.S.A.
Range: México, from the Mojave Desert, Califórnia Southeast to
South Central México, U.S.A.
Crotalus scutulatus salvini Günther
Huamantlan Rattlesnake
1895 Crotalus salvini Günther, Biol. Centr. Amer. Rept. Batr., :193.
1896 Crotalus scutulatus; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 575.
237
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of thc world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, U2/U3:
179-310, 1978/79.
1940 Crotalus scutulatus salvini; Gloyd, Chicago Acad. Sei. Spe. Publ.
(4) :201.
1956 Crotalus scutulatus salvini; Klauber, Rattlesnakes, 1 :201.
Type locality : Huamantla [Tlaxcala] México, alt. 8000 ft.
Range: Tlaxcala, Puebla, Queretaro and west central Veracruz,
Rrobably present in Hidalgo, México.
Crotalus stejnegeri Dunn
Long-Tailed Rattlesnake
1919 Crotalus stejnegeri Dunn, Proc. Biol. Soc. Washington, 32:214.
1956 Crotalus stejnegeri; Klauber, Rattlesnakes, 1 :43.
Type locality: Plumosos = Plumosas, Sinaloa, México.
Range: The mountains of Southwest and Western Durango, Mé¬
xico.
Crotalus tigris Kennicott
Tiger Rattlesnake
1859 Crotalus tigris Kennicott, in Baird, Rept. of Boundery U.S. Mé¬
xico. Boundery, Surv., 2:14.
1896 Crotalus tigris; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:580.
1956 Crotalus tigris; Klauber, Rattlesnakes, 1 :43.
Type locality : Sierra Verde, and Pozo Verde [on the Sonoran side
of the U.S. near Sasabe, Sonora], México.
Range: U.S. A. The rocky desert foothills of South Central Ari¬
zona, and México: Northern Sonora, U.S. A.
Crotalus tortugensis Van Denburg et Slevin
Tortuga Island Diamond Rattlesnake
1921 Crotalus tortugensis Van Denburg and Slevin, Proc. Califórnia.
Acad. Sei. Ser. 4, 11 (17) :398.
1933 Crotalus atrox tortugensis; Stejneger, and Barbour.
1956 Crotalus tortugensis; Klauber, Rattlesnakes, 1 :43.
Type locality: Tortuga Island, Gulf of Califórnia, México.
Range : Only known from Tortuga, Island, México.
Crotalus transversus Taylor
Cross-Banded Mountain Rattlesnake
1944 Crotalus transversus Taylor, Univ. Kansas Sei. Buli., 50(1) :47.
1956 Crotalus transversus, Klauber, Rattlesnakes, 1 :43.
Type locality: Near Tres Marias (Tres Cumbres) about 55 km.,
Southwest of México, D. F. in Morelos, México.
Range: Distrito Federal and Northwestern Morelos, México.
238
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous enakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan,
179-310, 1978/79.
Crotalus triseriatus triseriatus (Wagler)
Central-Plateau Dusky Rattlesnake
1830 Uropsophys triseriatus Wagler, Nat. Syst. Amph., :176.
1831 Crotalus triseriatus, Gray, Syn. Spec. Cias. Rept. in Griffith 1 Ani¬
mal Kingdon by Cuvier. 5:78.
1859 Crotalus lugubris Jan, Rev. Mag. Zool., Ser. 2 10:156, 1956.
1895 Crotalus pallidus Günther, (partim) Biol. Centr. Ámer. Rept.
Batr. :193.
1896 Crotalus triseriatus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:581.
1931 Crotalus triseriatus triseriatus, Klauber, (partim), in Githens and
George, Buli. Antiv. Inst. Ame., 5(2) :33.
1952 Crotahis triseriatus triseriatus, Klauber, Buli. Zool. Soc. San
Diego (26) :19.
1956 Crotalus triseriatus triseriatus; Klauber, Rattlesnakes., 1 :44.
Type locality: Restricted [Smith et Taylor 1950] Alvarez, San
Luiz Potosí, México.
Range: Nayarit, West Central Veracruz, Jalisco, Michoacan, Mé¬
xico, Distrito Federal, Morelos, Pueblo and West Central Veracruz,
probably occurs in Tlaxcala, México.
Crotalus triseriatus anahuacus Gloyd
Montane Dusky Rattlesnake
1940 Crotahis triseriatus anahuacus Gloyd (partim), Chi. Acad. Sei.
spec. pub. 4:91.
Type locality: Valley of México. Restricted to Coyoacán D.F. Mé¬
xico, by Smith and Taylor 1950.
Range: México. Distrito Federal, states of Veracruz, Puebla, Hi-
dalgo, Michoacan, Morelos, Jalisco, Nayarit.
Crotalus trisseriatus quadrangularis Harris and Simmons
Hidalgan Dusky Rattlesnake
1978 Crotalus triseriatus quadrangularis Harris and Simmons, Buli. Ma-
ryland Herp. Soc., 14(3) :126.
Type locality: 3mi SW Jacala, Hidalgo, México at an elevation
of 6700’.
Range: Known only from Minas Viejas, 3 mi, 18 mi, SW Jacala,
Zacualtipan State of Hidalgo, (México). Fide Harris and Sim¬
mons.
Crotalus vegrandis Klauber Fig. 56
Uracoan Rattlesnake
1941 Crotalus vegrandis Klauber, Trans. San Dieco Soc. Nat. Hist.,
5(30) :331.
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakea of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/48:
179-310, 1978/79.
1956 Crotalus durissus vegrandis; Klauber, Rattlesnakes, 1 :34.
1966 Crotalus vegrandis; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 3U: 149, Pl. 18.
Type locality: Maturín Savannah, near Uracoa, distr. Sotillo,
State Monagas, Venezuela.
Range : Known from several localities in States Monagas and
Anzoateguy, Venezuela.
Crotalus viridis viridis (Rafinesque)
Prairie Rattlesnake
1818 Crotalinus viridis Rafinesque, Amer. Mounth. Mag. et Crit, Rev.,
4(1) :41.
1823 Crotalus confluentus Say in Long’s Exped. from Pittsburgh to
Rocky Mountains, 2 :48 footnote.
1852 Crotalus lecontei Hallowell, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia.,
<1:180.
1883 Crotalus confluentus var. pulverulentas Cope, Proc. Acad. Nat.
Sei. Philadelphia., 35: 11.
1896 Crotalus confluentus; Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus.,
5:576.
1936 Crotalus viridis viridis; Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
5(2) :191.
1956 Crotalus viridis viridis; Klauber, Rattlesnakes, 1 :45.
Type locality: Restricted [Smith et Taylor 1950], Cross Boyd
County, Nebraska, U.S.A.
Range: The Great Plains from long 96 W to the Rocky Mountains
and from Southern Canada to México, extreme northern Sonora,
northern Chihuahua and northern Coahuila, U.S.A.
Crotalus viridis abyssus Klauber
Grand Canyon Rattlesnake
1930 Crotalus confluentus abyssus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 6 (3) :114.
1936 Crotalus viridis abyssus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
5(20) :191.
Type locality: Tanner Trail, 300 ft. below the south rim of the
Grand Canyon, Coconino County, Arizona, U.S.A.
Range: The grand Canyon of the Colorado river, Grand Canyon
Nat. Park., Arizona, U.S.A.
Crotalus viridis caliginis Klauber
Coronado Island Rattlesnake
1896 Crotalus confluentus, Boulenger (partim) Cat. Sn. Brit. Mus.,
3 :576.
240
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
ílOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Dutantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1949 Crotalus viridis caliginis Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 11 (6) :90.
1956 Crotalus viridis caliginis; Klauber, Rattlesnakes, 1 :45-46.
Type locality: South Coronado Island, Northwest coast of Baja
Califórnia, México.
Range : Known from type locality.
Crotalus viridis cerberus (Coues)
Arizona Black Rattlesnake
1866 Caudisona lucifer Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia., 18: 307.
1875 Caudisona lucifer var. cerberus Coues, Surv. W. of 100th Merid.
(Wheeler). 5, chap. 5:606.
1883 Crotalus oregonus var. cerberus Garman, Mem. Mus. Comp. Zool.,
8(3) :137.
1936 Crotalus viridis oreganus Klauber (partim) Trans. San Diego Soc.
Nat. Hist., 8 (20) :191.
1949 Crotalus viridis cerberus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
11 (6) :83.
Type locality: San Francisco Mountains, Coconino County,
Arizona, U.S.A.
Range: From Central Arizona, from Hualpai Mountains and
Cottonwood Cliffs in the northwest to Santa Catalina Rincon,
Pinaleno and Blue Mountains westward to extreme western New
México.
Crotalus viridis concolor Woodbury
Midget Faded Rattlesnake
1915 Crotalus oreganus Van Denburgh and Slevin (partim) Proc.
Calif. Acad. Sei., ser. 4, 5 (4) :109.
1929 Crotalus concolor Woodbury, Buli. Univ. of Utah, 20(6): [2].
1930 Crotalus confluentus decolor Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 6(3) :111.
1936 Crotalus viridis concolor Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
5(20) :191.
1940 Crotalus viridis decolor Gloyd, Chi. Acad. Sei. spec. pub. 4:216.
1972 Crotalus viridis concolor Klauber, Rattlesnakes, 1 :51. (Klauber :51
inaccurately listed himself as author of the subspecies).
Type locality: King’s Ranch, at the base of the Henry Mountains,
Garfield County, Utah. U.S.A.
Range: The basins of the Colorado and Green rivers, including
a small region in southwestern Wyoming, Western Utah east of
long. 111.° W., except the southeastern corner and extreme east
central Colorado, U.S.A.
241
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous anakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea. Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan,
179-310, 1978/79.
Crotalus viridis helleri Meek
Southern Pacific Rattlesnake
1905 Crotalus helleri Meek, Field. Cat. Mus. Zool. Sei., 7(1) pub. 104:7.
1949 Crotalus viridis helleri; Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
11(6) :77.
1956 Crotalus viridis helleri; Klauber, Rattlesnakes, 1 :46-47.
1971 Crotalus viridis helleri; Smith, Holland et Brown. (extention of
range) J. Herpetology, 1971 5:200.
Type locality: San José, Baja Califórnia, México.
Range: Southwest Califórnia, and Baja Califórnia west of the
desert from, southwestern San Luis Obispo, to extreme south-
western Imperial counties also in Catalina Island Los Angeles
County Califórnia, U.S.A. Southward through Baja Califórnia into
Baja Califórnia Sur (Ter.) to about Lat. 27.° 50’N.
Crotalus viridis lutosus Klauber
Great Basin Rattlesnake
1859 Crotalus lucifer Baird, Pac. R. R. Surv. (Williamson) , 10, part.
4:10.
1875 Crotalus confluentus Yarrow (partim), Surv. W. of 100th. Merid.
(Wheeler), 5, chap. 1:530.
1883 Crotalus confluentus lucifer Cope (partim), Proc. Acad. Nat. Sei.
Philadelphia, 35, : 1 1, 19, 22.
1892 Crotalus confluentus lecontei Cope, Proc. U.S. Nat. Mus. 14,
(882) :692.
1898 Crotalus oregonus Van Denburgh (partim), Proc. Amer. Philos,
Soc., 37 ( 157) :141.
1929 Crotalus confluentus kellyii Amaral (partim) Buli. Antivenin Inst.
Amer., 2, (4) :91.
1930 Crotalus confluentus lutosus Klauber, Trans, San Diego Soc. Nat.
Hist., 6(3) :100.
1936 Crotalus viridis lutosus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
<5(20) :191.
Type locality: 10 miles northwest of Abraham on the road to
Joy, Millard County, Utah. U.S.A.
Range: The Great Bassin between the Rocky Mountains and the
Sierra Nevada South eastern Nevada Central south Idaho Western
Utah, extreme north eastern Arizona Nevado except southwestern
parts and extreme northern Califórnia, U.S.A.
Crotalus viridis nuntius Klauber
Hopi Rattlesnake
1883 Crotalus confluentus Yarrow (partim) Buli. U.S. Nat. Mus.,
(24) :77.
242
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipera Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1935 Crotalus confluentus nuntius Klauber, Trans. San Diego Soc., Nat.
Hist., S (13) :78.
1936 Crotalus viridis nuntius Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
8 (20) :191.
Type locality: Canyon Diablo, Coconino County, Arizona. U.S.A.
Range: North eastern Arizona, U.S.A.
Crotalus viridis oreganus Holbrook
Northern Pacific Rattlesnake
1840 Crotalus oreganus Holbrook, North Amer. Herp., ed. 1, 4:115.
1852 Crotalus lucifer Baird et Girard, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadel-
phia., 6: 177.
1859 Crotalus lecontei Hallowell, Pac. R. R. Surv. (Williamson), 10,
part 4, (1) :18.
1868 Crotalus hallowelli Cooper, in Cronise, Nat. Wealth Califórnia.,
:483.
1883 Crotalus confluentus lucifer Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadel-
phia., 35 :11.
1929 Crotalus confluentus oreganus Amaral (partim), Buli. Antivenin
Inst. Amer., 5(4) :92.
1936 Crotalus viridis oreganus Klauber (partim) Trans, San Diego
Soc. Nat. Hist., 8 (20) :191.
1949 Crotalus viridis oreganus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 11 { 6) :67.
Type locality: Banks of the Oregon or Columbia River, [probably
between Walla Walla, Washington, and the Pacific Coast]. Type
locality subsequently restricted to The Dalles, Wasco County,
Oregon, by Smith and Taylor, 1950, Univ. Kansas. Sei. Buli.,
33, part 2(8) :360.
Range: Central and western Washington except extreme north-
western corner, northwards into British Columbia (Canada) ; The
Pacific slopes of Southern Oregon, southwards to San Luis Obispo
and Kern Mountains. Intergrades with C. v. viridis up to the
Clearwater and Salmon Rivers in Idaho; with lutosus in western
Idaho, southeastern Oregon, and northeastern Califórnia ; and with
C. v. helleri at about the line Lebec-Shandon-Cape San Martin
in Kern and San Luis Obispo counties.
Crotalus ívillardi willardi Meek
Arizona Ridge-Nosed Rattlesnake
1905 Crotalus willardi Meek, Field. Columbian Misc. Publ., 104 Zool.
Ser. 7(1) :18.
1956 Crotalus willardi willardi; Klauber, Rattlesnakes, 1 :48.
243
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonpus snakes of the world. — Part I - — ■
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinaa. Mem. Int. liutantan,
179-310, 1978/79.
Type locality: [Corrected Swarth 1921] above Hamburg, Middle
branch of Ramsay Canyon, Huachuca Mountains alt. above 7000ft.
Cochise County, Arizona, U.S.A.
Range : The Huachuca and Santa Rita Mountains, Southern
Arizona, México, Sierra de los Ojos and Sierra Azul, northern
Sonora, U.S.A.
Crotalus willardi amabilis Anderson
Del Nido Ridge-Nosed Rattlesnake
1962 Crotalus ivillardi amabilis Anderson, Copeia (1) : 160-163.
Type locality: Arroyo Mesteno 8500 feet Sierra dei Nido,
Chihuahua, México.
Range: Known only from the Sierra dei Nido, proper but may
also occur in the high county of the Sierra Santa Clara and
Cerro Campanas which are included in the Sierra dei Nido complex.
Crotalus willardi meridionalis Klauber
Southern Ridge-Nosed Rattlesnake
1936 Crotalus willardi Klauber (partim) Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist, 8 (20) :231..
1949 Crotalus willardi meridionalis Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist., 11(8) :131.
Type locality: Coyotes, Durango, México, altitude 8,000 ft;
Range: Southern Durango and southwestern Zacatecas, in west-
central México.
Crotalus willardi obscurus Harris et Simmons
New Mexican Ridge-Nosed Rattlesnake
1974 Crotalus willardi obscurus Harris et Simmons, Nat’l.
Parks and Conserv. Mag., 45(3) :23.
1976 Crotalus ivillara obscurus Harris et Simmons, Buli. Md. Herp.
Soc. ,72(1) :5.
Type locality: Upper end Indian Creek Canyon,
Animais Mountains, Hidalgo County, New México.
Range: Known from type locality and a specimen from Extreme
Northwestern Chihuahua, México.
Crotalus willardi sih s Klauber
West Chihuahua Ridge-Nosed Rattlesnake
1949 Crotalus willardi silus Klauber, Trans. San Diego Soc. Nat. Hist.,
11 (8) :128.
1956 Crotalus willardi silus; Klauber (partim) Rattlesnakes, 7:49.
SciELO
10 11 12 13
244
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. A/em. Int. Butantan, 4S/4S:
179-310, 1978/79.
Type locality : On the Rio Cavilán, 7 mi.
Southwest of Pacheco, Chihuahua, México, alt. 6200ft.
Range: Northeastern Sonora, México, and western Chihuahua,
México and southwestern New México.
GENUS Lachesis Daudin
1803 Lachesis Daudin, Hist. Nat. Rept., 5 :349.
Type species: Lachesis mata (Linnaeus, 1766).
Contains: One species.
Range: As for the single known species.
Lachesis muta mata ( Linnaeus ) Fig. 59
Bushmastei’, Surucucu, Pico de Jaca, Mapepire Z’anana, Pineaple
Mapepire, Z’anana Mapepire.
1766 [ Crotalus ] mutus Linnaeus, Syst. Nat. 12th:373.
1788 Coluber crotalinus Gmelin, Syst. Nat. 13th, 1 :1094.
1802 Coluber alecto Shaw, Gen. Zool. Amph., 5 :400.
1802 Scytale catenatus Latreille, in Sonnini and Latreille, Hist. Nat.
Rept, 5:162.
1802 Scytale ammodytes Latreille, in Sonnini and Latreille, Hist. Nat.
Rept., 5:165.
1803 Lachesis mutus Daudin, Hist. Nat. Rept., 5 :351.
1803 Lachesis ater Daudin, Hist. Nat. Rept., 5 :354.
1824 Bothrops surucucu Wagler in Spix, ( partim ) , Sp. Nov. Ser. Brasil.
:59, pl. 23.
1896 Bothrops achrochordus Garcia, Ofidios Venenosos dei Cauca :23,
pl. 4.
1951 Lachesis muta muta; Taylor, Univ. Kansas Sei. Buli., 5J: 184.
Type locality : Surinam.
Range: South american equatorial forest in Brazil, Guianas,
Venezuela, Trinidad, Peru, Ecuador and Colombia, also on the
Pacific slopes of Ecuador and Colombia.
Lachesis muta rhombeata Wied Fig. 60
Bushmaster, Surucucu
1824 Lachesis rhombeata Wied, Abbild. Nat. Brazil, pt. 5, pl. 5 and 5a.
1825 Lachesis rhombeata Wied, Abb zur Naturgeschichte von Brazilien,
pt. 5, pl. 5 and 5a.
1825 Lachesis rhombeata Wied, Beitr. Nat. Braz. 1 :449.
1872 Trigonocephalus (Lachoesis) brasiliensis Liais. Climats Géol., Fau-
ne et Géogr. Botan. du Brésil :306.
245
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE 8.A.R.W.L. — Poisonous snakca of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, iü/iS:
179-310. 1978/79.
1966 Lachesis muta noctívaga Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 162, pl.
20 (1965).
1978 Lachesis muta rhomheata; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 40/41: 54;
(1976/77).
Type locality: restricted to Vitoria, Espírito Santo Brazil (Hoge
& Romano) l.c. :54.
Range: Rain forest of Atlantic slope in Brazil, from Estado de
Alagoas to Estado do Rio de Janeiro.
Lachesis muta stenophrys Cope
Bushmaster, Verrucosa, Cascabella muda
1876 Lachesis stenophrys Cope, Journ. Acad. Nat. Sei. Phila., (2) 8
(1875) :152.
1951 Lachesis muta stenophrys Taylor, Univ. Kansas Sei., Buli., 34: 184.
Type locality : Sipurio, Costa Rica.
Range : Forest of Costa Rica and Panama. Till now there is a large
gap in the distribution of this subspecies and L. muta muta.
GENUS Ovophis
DIAGNOSIS ( apud Burger 1971:104-105) “Asiatic rattleless, scale-
-snouted pitvipers; nasal pore situated prominently near externai rim
of nasaFpad; supraocular scales small; guiar scales smooth; subcaudals
single and paired; border of maxillary cavity having rounded projection
forming two distinct curvatures; ectopterygoid having truncate anterior
dorsolateral projection; pterygoid teeth extending nearly to posterior
margin of articulation with ectopterygoid ; basal portion of pterygoid
shorter than ectopterygoid (fig. ) ; splenial fused to angular; nasal
pore near externai rim of nasal pad.
In contrast Tropidolaemus has rudimentary nasal pore strongly
keeled gulars, and splenial separate from angular. Trimeresurus has a
shorter series of pterygoid teeth than Ovophis.
DEFINITION : — Size moderate, total length to 1.1 m ; dorsal pattern
consisting of dark brown spots; cranium moderately wide, its greatest
width greater than its length ; border of maxillary cavity forming a simple
curve ; prootic sloping evenly ventrolaterally without distinct dorsolateral
ridge ; anterior foramen of prootic not divided by bony partition ; palatine
having 4 teeth; dorsal projection of palatine a broad, very much rounded
triangle with highest point slightly posterior to three-fourths length of
palatine: pterygoid teeth 11, extending to or nearly to posterior edge
of articulation with ectopterygoid ; basal portion of pterygoid longer than
ectopterygoid; ectopterygoid curved and extremely broad with truncate
dorsolateral projection; squamosal long and narrow, its greatest width
about one-third its length ; quadrate shorter than cranium ; mandible with
splenial separate from angular having 17 teeth; hemipenis divided for
about two-thirds length, basal two-thirds spinous, distai one-third caly-
culate.
246
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poiaonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Jnt. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
COMPOSITION : — Four species, one with three subspecies: Ovophis
chaseni (Smith), Ovophis convictus (Stoliczka), Ovophis mon-
ticola monticola (Günther), Ovophis monticola makazayazya (Takahashi).
Ovophis monticola tonkinensis (Bourret), Ovophis okinavensis (Boulen¬
ger) .
DISTRIBUTION : — Mountains of the Indo-Chinese region from
Southern China to Nepal, Assam, Burma, Malaya, Formosa, Okinawa and
Borneo”.
The diagnosis and definitions above are from Burger’s docvcral thesis
and copied ipsis litere in order to avoid a possible nomen nuí.im.
GENUS OVOPHIS Burger
1971 Ovophis Burger, Genera of Pit Vipers :104 (Dissertation) .
1972 Ovophis Burger Genera of Pit Vipers [Serpentes Crotalidae].
Dissertation: abstracts international 52(10).
Type species: Ovophis monticola (Günther)
Range : From Nepal to China, Vietnam, Malayan Península, Bor¬
neo. Taiwan, the Okinawa and Amami Islands; (Japan).
Ovophis chaseni (Smith)
Chasen’s Pit Viper
1931 Trimeresurus chaseni Smith, Buli. Raffles Mus., (5):2u; pl. 2,
fig. 1.
1971 O. \_vophis'] chaseni; Burger l.c. :105.
Type locality: Kiau 3000 ft, Mt. Kinabalu Romeo.
Range: Region of Mt. Kinabalu, North F meo.
Ovophis convictus (Ston^zka)
1870 Trimeresurus convictus Stoliczka, J. Asiat. Soc. Bengal, Calcutta,
39(2) :224 ; pl. 12; fig. 1.
1896 Lachesis monticola, Boulenger (partim), Cat. Sn. Brit. Mus., 5:548.
1971 O. [vophis] convictus; Burger l.c. :105.
Type locality: “Western Hill” (Penang Malaya).
Range: Malaya, south of the Isthmus of Kra.
Ovophis monticola monticola (Günther)
Mountain Pit Viper
1864 Trimeresurus monticola Günther, Rept. brit. índia, :388, pl. 24,
fig. B.
1896 Lachesis monticola; Boulenger (partim), Cat. Snak. brit. Mus.,
5:548.
247
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakcs of thc world. — Part I —
Oheck list oi thc Pit Vip^rs Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mrm. Int. Hutantan, 42/43:
179-310. 197R/79.
1931 (1929) Trimeresurus monticola monticola: Mell, Lignan Sei. J.
(8) :218.
1971 O. [ vophis ] monticola monticola, Burger !.c. :10õ.
Type locality : Nepal and Sikkim.
Range: Nepal. Sikkim, índia: Assam, Burma Yunnan and
Szechewan, (China).
Ovophis monticola makazayazaya (Takahashi)
Arisan Habu
1922 Trimeresurus makazayazaya Takahashi Jap. ven. Snak. pl. 4.
1930 Trimeresurus monticola makazayazaya ; Takahashi, Ter. Snak.
Japan (58).
1931 Trimeresurus monticola formosensis Mell Lignan Sc. J. 1929,
,8:219.
1931 Trimeresurus monticola oríentalis Maki (non Schmidt 1927).
1964 Trimeresurus monticola makazayazaya ; Leviton, Herpetologica
20(2) :133.
1971 O. [ vophis ] makazayazaya ; Burger l.c. :105.
Type locality : Makazayazaya, Taiwan.
Range: Taiwan.
Ovophis monticola meridionalis (Bourret)
Southern Mountain Pit Viper
1935 Trimeresurus monticola meridionalis Bourret (non Trimeresurus
jerdonii meridionalis Bourret 1935) ; Buli. Instr. Pub., Hanoi 1935
(9) :13.
Type locality: Chapa, Tonkin.
Range: Vietnam, Cambodge, Thailand and Malayan, Península
North of isthmus of Kra.
Ovophis monticola oríentalis (Schmidt)
Oriental Mountain Pit Viper
1925 Trimeresurus oríentalis Schmidt, Amer. Mus. Novit. New York,
175:3.
1929 Trimeresurus monticola oríentalis ; Mell, Lignan Sei. J., Canton,
8 :219.
Type locality: “Min River” Fukien, China.
Range: Fukien and Chekiang, China.
248
cm
2 3
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Aíem. Int. Butantan, ±2/1*3:
179-310, 1978/79.
Ovophis monticola zayuensis (Jiang)
Sanluotieton or Zhayuan Pit Viper
1977 Trimeresurus monticola zayuensis Jiang in Herpetological Division
of Sichuan Biological Institute Chengdu. Acta Zoologica Sinica,
23(1) :67, fig. 1, 2, 3.
Type locality : Zayü Xian, Xizang, alt. 1,800 m.
Range: Known only from type locality.
Ovophis okinavensis (Boulenger) Fig. 61
jíime Habu or Okinawa Pit Viper
1892 Trimeresurus okinavensis Boulenger, Ann. Mag. Nat. Hist., London
(6) 10: 302.
1896 Lachesis okinavensis Boulenger, Cat. Snak. brit. Mus., 3:549;
pl. 25:2.
1897 Lachesis (Trimeresurus) okinavensis ; Namiye Zool. May. Tokyo
9 :340.
1971 O. [ vophis ] okinavensis-, Burger l.c. :105.
Type locality: Okinawa.
Range: Okinawa and Amami Islands. (Amami-ôshima, Tocuno-
-shima, Iheya-jima, Noho-jima, Ygashi-jima, Izena-jima, le-jima,
Okinawa-jima, Kume-jima, Amuro-jima, Zamami-jima, Keruma-
-jima, Tokashiki-jima.
Ovophis tonkinensis Bourret
Tonkin Pit Viper
1934 Trimeresurus tonkinensis Bourret, Buli. Gén. Instr. Publ. Hanoi,
1934:138.
1971 O. [ vophis ] monticola tonkinensis-, Burger l.c. :105.
Type locality: Chapa, Vietnam.
Range: Vietnam.
GENUS Sistrurus Garman
Pigmy Rattlesnakes
1766 Crotalus Linnaeus (partim), Syst. Nat., ed. 12, :372.
1820 Crotulurus (misprint for Crotalurus). Rafinesque, Ann. Nat.
(1) :5. Type catenatus.
1822 Crotalus Fleming, Philos. of Zool., 2:294. Type miliaris. Not of
Linnaeus, 1758.
1825 Crotalophorus Gray, Annals of Philos., n.s., 10, art. 8:205. Type
miliaris. Not of Houttuyn. 1764.
249
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipera Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 4S/43:
179-310, 1978/79.
1826
1883
Caudisona Fitzinger, Neue Class. Rept. ; :34, 63. Type miliaria.
Not of Laurenti, 1768.
Sistrurus Garraan, Mem. Mus. Comp. Zool., 5(3), pl. XXVII, 110,
118, 176. Type miliarius by generic substitution (Rules Zool.
Nomen., art. 30. 1926, ii, f.).
Type species : Crotalus miliaris Linnaeus.
Sistrurus catenatus catenatus (Rafinesque)
Eastern Massasauga
1818 Crotalinus catenatus Rafinesque, Amer. Month. Mag. & Crit. Rev.,
-UD,:41.
1900 Sistrurus catenatus catenatus Cope, Rept.U.S. Nat. Mus. for 1898,
:1146.
Type locality : Prairies of the Upper Missouri, restricted to Kansas
City, Missouri, by Schmidt, 1953 :226.
Range: USA central New York to Nebraska and Kansas, Southern
Ontario along the shores of Georgian Bay, Lake Huron, and Lake
Erie; also Prince Edward Península in Lake Ontario; extreme
western Pennsylvania ; lower Michigan; northern and central Ohio
and Indiana ; Illinois ; Southern and southwestern Wisconsin, extre¬
me southeastern Minnesota; central and Southern Iowa; northern
Missouri; extreme southeastern Nebraska; and extreme northeas-
tern Kansas ; intergrades with S.c.tergeminus in the last two areas.
Sistrurus catenatus edivardsii (Baird and Girard)
Desert Massasauga
1853 Crotalophorus edwardsii Baird and Girard, Cat. N. Amer. Rept.,
part. 1, :15.
1955 Sistrurus catenatus edivardsii Gloyd, Buli. Chie. Acad. Sei., 10,: 84.
Type locality: Tamaulipas, México.
Range: USA Texas. West of the Pecos River, central and Southern
New México; extreme southeastern Arizona; and probably extreme
northern Tamaulipas, México. Intergrades with S.c.tergeminus.
Sistrurus catenatus tergeminus (Say)
Western Massasauga
Crotalus tergeminus Say, in Long’s Exped. from Pittsburg to Rocky
Mts., edited by Edwin James, 1,:499.
Sistrurus catenatus tergeminus Klauber, Occ. Papers San Diego
Soc. Nat. Hist., (1),:6.
Type locality : Between the Mississippi River and The Rocky Moun-
tains. Type locality subsequently restricted to Winfield, Cowley
County, Kansas.
1823
1936
250
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poiaonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. fíutantan, b2/Jf3:
179-310, 1978/79.
Range: USA southwestern plains. Extreme southeastern Colorado;
northwestern Oklahoma; Texas between the Brazos and the Pecos
rivers, excluding the extreme Southern tip. Intergrades with S.c.
catenatus is southeastern — Nebraska and northeastern Kansas.
Sistrurus miliarius miliarius (Linnaeus)
Carolina Pigmy Rattlesnake
1766 Crotalus miliarius Linnaeus, Syst. Nat, ed. 12:372.
1935 Sistrurus miliarius miliarius Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool., Univ.
Midi., (322), :4.
Type locality: Carolina.
Range: USA from extreme Southern . South Carolina (where it
intergrades with S.m.barbouri) , north throughout South Carolina
and eastern North Carolina to Hyde County. Also central Geórgia
and central Alabama.
Sistrurus miliarius barbouri Gloyd
Dusky Pigmy Rattlesnake
1935 Sistrurus miliarius barbouri Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool. Univ.
Midi., (322), :2.
Type locality: Royal Palm Hammock, 12 miles west of Homestead,
Dade County, Florida.
Range: USA from extreme Southern South Carolina (where it
intergrades with S .m. miliarius) and Southern Geórgia, south throu¬
ghout Florida, and west across Southern Alabama to southeastern
Mississipi, intergrading with S.m.streckeri in the Pearl River
Valley.
Sistrurus miliarius streckeri Gloyd
Western Pigmy Rattlesnake
1935 Sistrurus miliarius streckeri Gloyd, Occ. Papers Mus. Zool. Univ.
Midi., (322) :4.
Type locality: near Imboden, Lawrence County, Arkansas.
Range: USA from the Pearl River Valley of Southern Mississipi
and southeastern Louisiana (where it intergrades with S.m. bar¬
bouri) , north and west through Mississipi, Louisiana, southwestern
Tennessee, Southern Missouri, Arkansas, southeastern Oklahoma,
and eastern Texas. Probably present in northwestern Alabama.
Sistrurus ravus ravus (Cope)
Mexican Pigmy Rattlesnake
1865 Crotalus ravus Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phila., 17, (4),:191.
1896 Sistrurus ravus Boulenger, Cat. Snakes Brit. Mus., 3,: 571.
251
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1978 Sistrurus ravus ravus; Harris et Simmons, Buli. Maryland Herp.
Soc., U (3) :135.
Type locality: Tableland of México. Type locality subsequently
restricted to Totalco, Veracruz; México, by Smith and Taylor,
1950:351.
Range: México, a small area of the Mexican plateau including
eastern and south-central México (state) Distrito Federal, Morelos,
Tlaxcala, Puebla, west-central Veracruz and central Oaxaca.
Sistrurus ravus brunneus Harris et Simmons
Oaxacan Pigmy Rattlesnake
Sistrurus ravus ; Klauber, (partim), Rattlesnakes, 1: 57.
Sistrurus ravus brunneus Harris et Simmons, Buli. Maryland Herp.
1972
1978
1972
1978
Soc., U (3) :135.
Type iocality: 1.7 mi. E Ixtlán de Juárez (Vivero Rancho Teja),
Oaxaca, México.
Range: Known only from the State of Oaxaca, México.
Sistrurus ravus lutescens Harris et Simmons
Montane Pigmy Rattlesnake
Sist7-urus ravus; Klauber, (partim), Rattlesnakes, 1:57.
Sistrurus ravus lutescens Harris et Simmons, Buli. Maryland Herp.
Soc., U (3) :136.
Type locality: Huitzilac, Morelos, México.
Range : Known only from the vicinity of Huitzilac, Morelos, México
at an elevation from about 2.800-3.000 meters.
1804
1830
1830
1843
1849
252
TRIBE TRIMERESURUS
GENUS Trimeresurus Lacépède
Asian Lance-headed Pit Vipers
Trimeresurus Lacépède, Ann. Mus. Paris 4:209.
Megaera Wagler, Syst. Amph. : 174. Type species : Vigera trigono-
cephala Daudin, by monotypy.
Atropos Wagler, Syst. Amph., 175. Type species: Trigonocephalus
puniceus (non Oken 1815), by monotypy.
Bothrophis Fitzinger, Syst. Rept. : 28. Type species: Trigonoce¬
phalus viridis Cuvier (original designation).
Parias Gray, Cat. Sn. Brit. Mus.: 11. Type species: P. flavoma-
culatus Gray, by subsequent selection (Smith, 1943).
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. * — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/7».
1864 Peltopelor Günther, Rept. Brit. índia :390. Type species: P. ma-
crolepis Beddome by monotypy.
1871 Atropophus Peters, Ann. Mus. Civ. Stor. Nat. Gênova (2)5:41
nom nov. pro Atropos Wagler (consequentely type species =
Trigonòcephalus puniceus Reinwardt) .
Type species : Trimeresurus viridis Lacépède = Coluber gramineus
Shaw 1802.
Range: Asia, from índia to China and Japan south ward to Timor.
Trimeresurus albolabris Gray
White-lipped Pit Viper
1842 Trimesurus (error typ. pro Trimeresurus) albolabris Gray, Zool.
Miscel. : 48.
1896 Lachesis gramineus Boulenger, (partim) Cat. Sn. Brit. Mus. 5:553.
1941 Trimeresurus albolabris ; Smith, M. Rec. Ind. -42:485 (1940).
Type locality: “China” (Hong Kong).
Range: Northern índia from Simla to Punjab, Nepal, Napjur.
From Katmandu to Southern China including Hong Kong, Hainan,
Burma and Cambodja to South Vietnam.
Trimeresurus borneensis (Peters)
Bornean Pit Viper
1871 Atropophis borneensis Peters, Ann. Mus. Civ. Gênova 5:41.
1893 Bothrops sandakanensis Van Lidth de Jeude, Notes Leiden Mus.,
15: 256.
1896 Lachesis borneensis ; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 5:561.
1922 Trimeresurus borneensis ; Stejneger, Nyt Mag. Nat. Kristiania
50:84.
1968 Trimeresurus borneensis ; Hoge, Ciência e Cultura, 1969.
Type locality: Sarawak, Borneo.
Range: Borneo Island. Specimens registrad for Sumatra were
based on specimens with wrong localities as we were able to confirm
in the files of Brit. Mus.
Trimeresurus brongersmai Hoge
Brongersma’s Pit Viper
1967 Trimeresurus brongersmai Hoge, Ciência e Cultura, 1969.
Type locality: Simalur Island — Indonésia.
Range: Simalur Island — Indonésia.
253
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mevt. Jnt. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
Trimeresurus cantori (Blyth)
Cantor’s Pit Viper
1846 Trigonocephalus cantori Blyth. J. Asiat. Soc. Bengal 15: 337.
1860 Trimeresurus viridis var. cantori ; Blyth, J. ( partim Andaman
Nicobar), Asiat. Soc. Bengal, 29:110.
1870 Trimeresurus cantori; Günther, Rept. Brit. índia: 386 (quoted as
gramineus but considered as a valid form).
Type locality: Nicobar Islands.
Range: Known only from the type locality. Probably also found
on Andaman Islands.
Trimeresurus capitetriangidatus (Lacépède)
Green Polongo or Green Tie Pit Viper
1789 Coluber capite-triangulatus Lacépède, Hist. Nat. Serpens 2.
Discours; 112, Serp. 132, pl. V, fig. 2.
1798 Coluber triangularis Luchoro (no. nov. pro T. capitetriangidatus
Lacépède) consequentely same type locality.
1798 Coluber (trigonocephalus) Donndorrff, (no. nov.) Amph. icht.
Zool. Beytrage XII Lin. Naturg. 5:203.
1801 Vipera trigonocephala Sonnini and Latreille Hist. Rept. 5(2) :332.
1820 Trigonocephalus [ Cophias ] nigromarginatus Kuhl, Beyt. Zool. 1 :90.
1822 Trigonocephalus sagittiformis Shins (nora. nov. pro. C. trigono¬
cephalus Merrem), Das Tierreich 2:142. Since Cophias trigono¬
cephalus; Merrem 1820 = Coluber capite-triangulatus Lacépède
the type locality = “Ille de St. Eustache”.
1830 Megaera nigr o-mar ginata, Wagler, Wat. Syst. am, : 156.
1842 Megaera olivacea Gray, Zool. Miscel:49.
1864 Trimeresurus trigonocephalus; Günther Rept. brit. índia :390.
1890 Trimeresurus trigonocephalus; Boulenger, Fauna brit. índia :431.
1896 Lachesis trigonocephalus, Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus. 5:559.
Type locality: “Ille de St. Eustache” = Sri-Lanka.
Range: Sri-Lanka, till 400 m high.
Trimeresurus cornutus Smith
Fan-si-pan horned Pit Viper
1930 Trimeresurus cornutus M. Smith, Ann. Mag. Nat. Hist., London
(10) 5:682, fig. 1.
Type locality: Fan-si-pan, Tonkin, Vietnam.
Range: Tonkin, Vietnam.
254
í, | SciELO
*
cm
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Aí em. lnt. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
Trimeresurus elegans (Gray)
Sakishima-habu or Elegant Pit Viper
1849 Crasdocephalus elegans Gray (non Trimeresurus elegans Gray
1853), Cat. Snak. Brit. Mus. :7.
1896 Lachesis luteus, Boulenger, (partim), Cat. Snak. Brit. Mus., 3: 553.
1907 Trimeresurus elegans, Stejneger, Buli. Us nation, Mus., Washing¬
ton 55:470; fig. 366-368.
Type locality: Unknown: suggested by Gray as “West coast of
(North) America”, restricted by (Stejneger 1907:471) to Ishi-
gaki-Shima.
Range: Islands on the south of Riu-Kiu. (Iriomote-jima, Ishigaki-
-jima, Kobama-jima, Kuro-jima).
Trimeresurus erythrurus (Cantor)
Red Tailed Pit Viper
1839 Trigonocephalus erythrurus Cantor, Proc. Zool. Sco. London 1839 :
31.
1853 Trimeresurus bicolor; Gray, Ann. and Mag. Nat. Hist. London (2)
12: 392.
1933 Trimeresurus erythrurus Pope and Pope, Amer. Mus. Novit., New
York, 620: 8.
Type locality: Delta dos Ganges.
Range : Oriental Bengal, índia, Oriental Himalaia, Assam, Oriental
Paquistao and Burma.
Trimeresurus fasciatus (Boulenger)
Banded Pit Viper
1896 Lachesis fasciatus Boulenger, Ann. and Mag. Nat. Hist., (6)
18: 63.
1942 Trimeresurus fasciatus; Maslin, Copéia 1942 (1) :24.
Type locality: Djampea, Indonésia.
Range: Known only from the Tanadjampea Island.
Trimeresurus flavomaculatus flavomaculatus Gray
Yellow spotted Pit Viper
1842 Megaera flavomaculata Gray, Zool. Miscel :49.
1842 Megaera ornata Gray, Zool. Misc. :49.
1842 Megaera variegata Gray, Zool. Misc. :50.
1879 Trimeresurus flavomaculatus, Günther, Proc. Zool. Soc. London
1879:79.
255
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1885 Trimeresurus schadenberghi Fischer, Jarhb Wiss, Anst Hamburg
2:116. (not seen).
1896 Lachesis flavomaculatus Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:556,
pl. 25, fig. 3.
1961 Trimeresurus flavomaculatus flavomaculatus Leviton, Silliman J.
5:105.
Type locality: restricted (Leviton 1964) to Luzon Philippine.
Range: Philippine Islands (Camiguin, Joio). Leyte (M. Lobi Da-
gami, Bo Patok). Luzon: Bataan, Province (Lamao) Kalinga;
Laguna Province, Los Bafios, Mount Makiling. Majayjay. Minda-
nao (Davao Tagum Province, Lanao la and Lanao Prov.). Min-
doro : Mount Halcon, Lag River ; Balete. The specimen from Pala-
riam is considered as from a dubions locality.
Trimeresurus flavomaculatus halieus Griffin
Polillo Pit Viper
1910 Trimeresurus halieus Griffin, Philip. J. Sei. Manila, 5 :214.
1961 Trimeresurus flavomaculatus halieus; Leviton, Silliman J., Duma-
guete, 5:105.
Type locality: Polillo Island, Philippine.
Range: Known only from type locality.
Trimeresurus flavomaculatus megregori Taylor
Mc Gregor’s Pit Viper
1919 Trimeresurus megregori Taylor, Philip. J. Manila, 1U: 110; fig. 1.
1961 Trimeresurus flavomaculatus megregori; Leviton, Silliman J., Du-
maguete, 5:105.
Type locality: Bataan Island.
Range: Philippine (Bataan).
Trimeresurus flavoviridis (Hallowell) Fig. 62 6
Habu
1860 Bothrops flavoviridis Hallowell, Proc. Acad. Nat. Sei. Philadelphia,
12 :492.
1880 Trimeresurus Riukhianus Hilgendorf Sb. Ges. Naturf. f. Berlin
1880:118, fig. 6-10.
1890 Trimeresurus flavoviridis ; Boulenger, Fauna Brit. índia Rept. :425.
1896 Lachesis flavoviridis; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:550.
1931 Trimeresurus flavoviridis flavoviridis ; Maki, Monogr. Snak. Japan
:230 ; Fig. 157-158, pl. 84.
(•) Specimens from Kumejima Island are easely distinguished from the Okinawa mainland specimens
by variation in color pattern. May be the name of T. flavoviridis tinkhami Gloyd should be
retained for this population.
256
i, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poiaonous snakes of the world. — Part 1 —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Aí em. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1955 Trimeresurus flavoviridis tinkhami Gloyd, Buli. Chicago Acad. Sei.,
10(8) :223 ; fig. 1-3.
Type locality: “Amakarima Island” — Kumi-jima.
Range: Okinawa and Amami Islands, (Amami-ôshima, Edateku-
-jima, Kakeroma-jima; Yoro-jima, Uke-jima, Tokuno-jima, Iheya-
-jima, Yagashi-jima, Kôri-jima, Ie-jima, Menna-jima, Tonaki-jima,
Sesoko-jima, Kume-jima, Henza-jima, Hamahika-jima, Yabuchi-
-jima).
Trimeresurus gracilis Oshima
Kikuchi Habu
1920 Trimeresurus gracilis Oshima, Ann. Rep. Inst. Sei. Governn. For¬
mosa, Taipeh, 8 (2) :78, pl. 12 :5-6.
Type locality: Taiwan.
Range: Taiwan.
Trimeresurus gramineus (Shàw) Fig
Green pit viper
1802 Coluber gramineus Shaw, Gen. Zool. 5:420.
1803 Vigera viridis Daudin, Hist. Nat. Rept., 5:112.
1853 Trimeresurus elegans, Gray (non Gray 1844) Ann. Mag. Nat. Hist.
(2) 15:391.
1896 Lachesis gramineus; Boulenger (partim), Cat. Snak. Brit. Mus.,
5:554.
1937 Trimeresurus popeiorum Smith (clerical error pro Trimeresurus
popeorum) J. Bombay nat. Hist. Soc., 50:730.
Type locality: Vizagapatam, índia (probably in error).
Range: From (Vizagapatam?), Himalaya, Assam, Birmania, Siam,
Vietnam, Malayan Península to Indonésia (Borneio and Sumatra).
Shaw’s description of Coluber gramineus was obviously based on
Russelks drawing 1 : 13 pl. 9 and surely he had no other specimens at
the moment since he only mentioned the scale counts given by Russell
(l.c. :13).
Russell gives his Boodroo Pam as being collected October 1788 on
the Hills in the vicinity of Vizagapatam. Later (2pl. 20) he mentioned
another specimen of Boodroo Pam from Java. Both drawings and descrip-
tions refers to a green pit viper with : Ventrals 166-170 ; caudais 58-77 :
Dorsais strongly keeled ali over the body, except paraventral rows;
temporais strongly keeled; the anterior upper head covered with small
and smooth orbicular scales the other small but slightly keeled; chin
shields linear and truncated.
Color ation: ground color with a lateral yellow streak; ventral shields pale
straw color, some of them with a small green spot on each side.
None of the characters mentioned agree with ones presented by the
specimens from southwestern índia which have : dorsais all smooth, except
257
í, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of tho world. — Part I —
Check list ot' the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. liutantan,
179-310, 1978/79.
in some specimens where the vertebral row on the posterior part of the
body is sometimes faintly, never strongly keeled; the scales from the
anterior part of upper head, are mueh larger than the posterior ones:
the scales on the neck are not imbricated and in strong contrast with the
black skin.
Pope and Pope (1933) considered this population from southwestern
Tndia as species distinct from all other green species and described it as
Trimeresurus occidentalis ; type locality Mudmalley, Wynaard, southeas-
tern índia. Pope and Pope (l.c.) identified as Trimeresurus gramineus
the specimens from upper Burma southwards into the Malayan Archi-
pelago.
Smith (1943:515) although recognizing the specimens from south¬
western índia as bellonging to a distinct species not accepted the new
species considering it as synonym of Trimeresurus gramineus (Shaw
1802) on ground of the type locality of Trimeresurus gramineus beeing
Vizagapatam on the eastern coast of Southern índia. Consequently he
named Trimeresurus gramineus (sensu Pope and Pope l.c.) as Trimere¬
surus popeiorum sp. nov. (clerical error for popeorum) but did not give
a type locality. Some authors posteriorly have given Sikkim as the type
locality without any explanation or selection (possibly on ground of
beeing Trimeresurus elegans; Gray 1853 (non Gray 1849) from Sikkim
and considered as identical to Trimeresurus popeorum Smith.
All known specimens of Trimeresurus occidentalis Pope and Pope
1933 are from locality within the range of the tropical rain forest on
the westcoast of Southern índia, no extending northwards on the east
coast (Fig. ). No specimens of this species are known outside of this
range and nevermore since Russell’s statement any specimen was collected,
at, or in the region of Vizigapatan. It is obvious to us that the drawings
and descriptions of Russell do not fit the species described by Pope and
the two specimens of Russell (l.c. :13 and 2, pl. 20) belong to a distinct
species.
Since one (the second) of the specimens of Russell is mentioned as
beeing from Java and the other, although given as Vizigapatam, belongs
to the never more found in the region of Vizigapatam which is ecologically
completely different, and it seems to be possible that the statement was
an error.
May be it should be necessary to correct the type locality from
Vizigapatan to Java but at the present we think it is advisable to wait
for more collecting data in the Vizigapatam region.
On ground of the data now available we consider Trimeresurus occi¬
dentalis Pope and Pope as a valid species and accept Trimeresurus
gramineus (Shaw) sensu Pope and Pope as another distinct and valid
species with Trimeresurus popeorum Smith 1937 as a synonym (at
least for the moment) Vizigapatan will be considered in this paper as
the type locality but witha?
Trimeresurus hageni (Lidth de Jeude)
1886 Bothrops hageni Lidth de Jeude, Not Leiden Mus, 5:53; pl.2 : 3.
258
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Iiutantan, 42/4S:
179-310, 1978/79.
1933 Trimeresurus hageni; Brongersma, Zool. Meded., Leiden, 16: 6.
Type locality: Deli, Northeast of Sumatra.
Range: Indonésia: Sumatra, Batu, Bangka, Mentawai, Nias,
Simalur, Siam and South of Malasia Península.
Trimeresurus huttoni Smith
1949 Trimeresurus huttoni M. Smith, J. Bombay nat. Hist. Soc., 48: 596.
Type locality: High Wary mountains; Madura district, índia.
Range: Known only from the type locality.
Trimeresurus jerdonii jerdonii Günther
Jerdon’s Pit Yiper
1875 Trimeresurus jerdonii Günther, Proc. Zool. Soc. London:233, pl. 34.
1896 Lachesis jerdonii; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:551.
1922 Lachesis melli Vogt. Arch. Naturg (A), 55:143.
1936 Trimeresurus jerdonii jerdonii; Bourret Serp. Indochine 5:468.
Type locality: “Khasi Hills, Assam índia”.
Range: índia (Assam). Septentrional Burma, China (Yunnan)
Burma-Thibet.
Trimeresurus jerdonii bourreti Klauber
1935 Trimeresurus jerdonii meridionalis Bourret (non Trimeresurus
monticola meridionalis Bourret 1935) , Buli. Instr. Pub. Hanoi,
1935:248.
1963 Trimeresurus jerdonii bourreti; Klemmer nom. nov. pro Trimere¬
surus jerdonii meridionalis Behringwerk, Mitt, Marburg :432.
Type locality: Chapa Tonkin, Vietnam.
Range: North Vietnam.
Trimeresurus jerdonii xanthomelas Günther
1889 Trimeresurus xanthomelas Günther, Ann. Mag. Nat. Hist., London,
(6) 4:221.
1942 Trimeresurus jerdonii xanthomelas, Maslin, Copeia, Ann. Arbor,
1942:22.
Type locality: Ichang, Hupech, China.
Range: China, Szechwan, Hupech (China).
Trimeresurus kanburiensis Smith
1943 Trimeresurus kanburiensis M. Smith, Fauna Brit. índia, Rept.
Amph., 5:519.
Type locality: “Near Kanburi” Thailand.
Range : Known only from type locality.
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HOGE, A.R. & ROMANO hüiiE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, Jt2/U8:
179-310, 1978/79.
Trimeresurus kaulbacki Smith
1940 Trimeresurus kaulbacki Smith, Rec. Ind. Mus., Calcuta, :485 ;
pl. 8:5.
Type locality: “North of the triangle Burma”.
Range: Known from type locality and a íew specimens from
Burma.
Trimeresurus labialis Steindachner
1869 Trimeresurus labialis Steindachner, Reise Novara, Zool. Rept.
:86, pl. 3.
1870 Trimeresurus mutabilis Stoliczka, J. Asiat. Soc. Bengal 59:219,
pl. 12.
Type locality: Nicobar Island.
Range: Andaman and Nicobar Islands.
Trimeresurus macrolepis Beddome
Large-scaled Pit Viper
1862 Trimeresurus macrolepis Beddome, Madras quart. J. Mad. Sei.,
5:2, pl. 2:6.
1890 Trimeresurus macrolepis; Boulenger, Fauna Brit. índia, Rept.
Batr. : 431.
1896 Lachesis macrolepis; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:560.
Type locality: “Anaimalai Hills”. índia.
Range : Meridional índia from 600 to 2400 m.
Trimeresurus malabaricus (Jerdon)
Malabarian Pit Viper
1854 Trigonocephalus (Cophias) malabaricus Jerdon, J. Asiat. Soc. Ben¬
gal, Calcutta, 22: 523.
1854 Trigonocephalus ( Cophias ) wardii Jerdon, l.c. :524.
1896 Lachesis anamallensis , Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:558.
1917 Lachesis coorgensis Rao, Rec. Ind. Mus. 15:14.
1943 Trimeresurus malabaricus, M. Smith. Fauna Brit. índia, Rept.
Amph., 5:513.
Type locality: Western Chats, índia.
Range: Meridional and Occidental índia to 600 m.
Trimeresurus medoensis Djao
Zhuryeging or Green Bamboo Leaf Pit Viper
1977 Trimeresurus medoensis Djao in Herpetological Division of Sichuan
Biological Institute Chengdu. Acta Zoologica Sinica 23(1) :239
(1-5).
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1, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Afem. Int. Butantan, 42/4S:
179-310, 1978/79.
Type locality : near A-nie Bridge Medo Xian, Xizang, alt 1.200 m.
Range: Northern, Burma and Tagi Ling, índia, possibly in Sou¬
thern China.
Trimeresurus mucrosquamatus (Cantor)
Pointed-scales Pit Viper or Chinese habu, Taiwan habu,
Turtledesigned snake
1839 Triqonocephalus mucrosquamatus Cantor, Proc. Zool. Soc. London,
1839: 32.
1864 Trimeresurus mucrosquamatus; Günther, Rept. Brit. índia :390.
1896 Lachesis mucrosquamatus; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:552.
Type locality: “Naga Hills”, Assam (índia).
Range: North-east índia, Oriental Paquistan, China: Fukien,
Kwangsi, Kwangtung, Szechwan, Taiwan.
Trimeresurus occidentalis Pope et Pope
1933 Trimeresurus occidentalis Pope et Pope, Ann. Mus. Nov., 620: 3.
1937 Trimeresurus uopeiorum Smith (clerical error for Trimeresurus
popeorum, J. Bombay Nat. Hist. Soc., 5.9:730.
Type locality : Mudmallay, Wynaad, índia.
Range : índia, humid regions of the Occidental south coast and
Gudotapa.
Trimeresurus puniceus (Boie)
Ashy Pit Viper or Flat-nosed Pit Viper
1827 Cophias punicea Boie, Isis von Oken, Jena, 20:561.
1892 Trimeresurus puniceus; Boettger, Ber. Offenb. Ver Naturk. Offen-
bach am Main, 29/50:136.
1896 Lachesis puniceus, Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:560.
Type locality: Java.
Range: From Siam, Malayan Peninsulae, Menteai to Indonésia,
(Java, Sumatra, Pagi and Arrambas) and Pulau Tinjil.
Trimeresurus purpureomacidatus purpureomaculatus (Gray)
Purple-spotted Pit Viper or Mangrove Pit Viper
1830 Trigonocephalus purpureo-maculatus Gray, Ind. Zool., 1, pl. 81.
1842 Trimeresurus purpureus Gray, Zool. Misc. :48.
1842 Trimeresurus carinatus Gray, Zool. Misc. :48.
1861 Trimeresurus porphyraceus Blyt, Journ. Asiat. Soc. Bengal, 29:111.
1896 Lachesis purpureomaculatus; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus.,
5:553.
261
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Dutantan, 42/43 •
179-310, 1978/79.
1926 Trimeresurus acutimentalis Werner, S.B. Akad. Wiss. Wien, 135:
257.
1943 Trimeresurus purpureomaculatus purpureomaculatus ; Smith Fau¬
na Brit. índia Rept. Amph., 3:520.
Type locality: Singapura.
Range: Bengal, Assam (índia) oriental Paquistan. Meridional
Burma. Malayan Peninsule. Thailand to Riou Archipelago and
Sumatra.
Trimeresurus purpureomaculatus andersoni Theobald
Shore Pit Viper
1868 Trimeresurus andersoni Theobald, Cat. Rept. Asiat. Soc. Mus. :75.
1943 Trimeresurus purpureomaculatus andersoni, M. Smith, Fauna Brit.
índia, Rept. Amph., 3:521.
Type locality: Andaman Islands.
Range: Andaman and Nicobar Islands.
Trimeresurus schultzei Griffin
Schultze’s Pit Viper
1909 Trimeresurus schultzei Griffin, Philippine J. Sei. (A), 4:601.
1963 Trimeresurus flavomaculatus schultzei; Klemmer, Gift. Erde, Beh-
ring Werke :431.
1968 Trimeresurus schultzei; Leviton, Ven. an. Venoms 7:572.
Type locality: Iwahig, Palawan Island.
Range: Balabac and Palawan, Phillipine.
Trimeresurus stejnegeri stejnegeri Schmidt
Stejneger’s Pit Viper or Ao Habu
1925 Trimeresurus stejnegeri Schmidt, Amer. Mus. Novit. New York.
157 -A.
1927 Trimeresurus gramineus stejnegeri; Stejneger Proc. U.S.N. Mus.
72(10) :9.
1935 Trimeresurus stejnegeri stejnegeri; Pope : Rept. China : 428, fig 77.
Type locality: Shaowu, Fukien, China.
Range : China : Kwangsi, Kwangtung, Hainan, Fukien, Chekiang.
Trimeresurus stejnegeri formosensis Maki Fig. 64
Ayo Habu Taiwan Banboo Pit Viper
1931 Trimeresurus gramineus formosensis Maki (non. T. monticola
formosensis Mell 1931), Monogr. Snakes Japan: 214 (English
text) fig. 142-143, pl. 77C.
i, i SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part 1 —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, U“l/U3:
179-310, 1978/79.
1963 Trimeresurus stejnegeri makii Klemmer (nom. nov. pro. T. g. for-
mosensis Maki wich was believed to by preocupied by T. m. formo-
sensis Mell (Fide Leviton 1968).
1968 Trimeresurus stejnegeri formosensis, Leviton, Ven. An. Venoms,
Ac. Press. 7:572.
Type locality: Taiwan.
Range: Taiwan.
Trimeresurus stejnegeri kodairai Maki
Aniao Habu
1931 Trimeresurus gramineus kodairai Maki, Nonogr. Snak. Japan
(English text) :216, fig. 144-146, pl. 78.
1963 Trimeresurus stejnegeri kodairai-, Klemmer, Behring-Mitt
Marburg:436.
Type locality : Chikushiko, Taihoku, Taiwan.
Range: Taiwan (Mt. Daiton and Arisan).
Trimeresurus stejnegeri yunnanensis Schmidt
Yunnan Pit Viper
1925 Trimeresurus yunnanensis Schmidt, Amer. Mus. Novit., New York,
157 -A.
1935 Trimeresurus stejnegeri yunnanensis-, Pope, Rept. China, :423.
Type locality: Tengyneck, Yunnan, China.
Range: China, Yunnan. Nepal. Sikkim. índia: Assam, Northeast
of Burma.
Trimeresurus strigatus Gray
Horse-shoe Pit Viper
1842 Trimeresurus strigatus Gray, Zool. Misc. :49.
1854 Atropos darwinii, Bibron and Dumeril Erpet. Gén. 7:1518-1520.
1854 Trigonocephalus [ Cophias ] neelgherriensis Jerdon, Journ. of the
Asiat. Soc. of Bengal n.° LXIII New Series XXII (VI), (1854) •
524.
Type locality: Madras (índia).
Range: Meridional índia, in the hilly regions.
Trimeresurus sumatranus sumatranus (Raffles)
Sumatran Pit Viper
1822 Coluber sumatranus Raffles, Trans. Linn. Soc. London, 15:334.
1842 Trimeresurus sumatranus ; Gray, Zool. Misc. :48.
1896 Lachesis sumatranus; Boulenger, Cat. Snak. Brit. Mus., 5:557.
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1, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1938 Trimeresurus sumatranus sumatranus ; Loveridge, Proc. Biol. Soc.
Washington, 51:45.
Type locality: Sumatra.
Range: Indonésia: Simalur, Nias, Mentawai (P. Sipura; Sumatra;
Bangka; Billiton ; Borneo), Malaya; Singapura and Península
Malasia.
Trimeresurus sumatranus malcomi Loveridge
Malcom Pit Viper or Mount Kinabalu Pit Viper
1938 Trimeresurus sumatranus malcomi Loveridge, Proc. Biol. Soc.
Washington, 51 :45.
Type locality : “Sungii River near Bundutuan Mt. Kinabalu, Septen-
trional Borneo.
Range : Known only from the type locality.
Trimeresurus tokarensis Nagai Fig. 65
Tokara Habu Pit Viper
1928 Trimeresurus tokarensis Nagai, Rep. Nat. Hist. Prov. Kagoshima,
3:6.
1931 Trimeresurus flavoviridis tokarensis Maki, Monogr. Snak. Japan
:233, fig. 158, pl. 85.
Type locality : Takarashima, Province of Kagoshima.
Range: Takara-jima, Kotakara-jima.
Trimeresurus tonkinensis Bourret
Tonkinean Pit Viper
1934 Trimeresurus tonkinensis Bourret, Buli. Gén. Instr. Publ. 1934:138.
Type locality: Chapa, Vietnam.
Range: Vietnam.
GENUS Tropidolaemus Wagler
Type species : Tropidolaemus walgeri Schlegel.
Range : Siam, Malasia, Singapura, Sumatra, Mentawai Island,
Nias, Archipelago of Riou; Billiton, Bangka, Natuna Island, San-
gihe Island, Borneo, Archipelago Karimata, Celebes, Buton; Pala-
wan and group Calamianas in the Philippines.
Tropidolaemus wagleri (Schlegel, 1837) Fig. 66
Wagler’s Pit Viper or Chin-keeled Pit Viper
1827 Cophias wagleri Boie Isis v. Oken 1827: 561.
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1, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
1964 Tropidolaemus wagleri ; Brattstrõm, Trans. San Diego Soc. Nat.
Hist, 13 (11) :251.
The complete synonimy is not given since the validity of some
subspecies recognized by Taylor (1922) have been questioned (without
any comment by Leviton 1968).
This matter will be studied, in the forth comming paper.
Type locality: Sumatra.
Range: Same as for the genus.
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CROSS-INDEX : TECHNICAL TO VERNACULAR (OR COMMON)
NAMES
GENUS Agkistrodon
Copperheads and Moccasins
A. bilineatus bilineatus Günther, 1863. Mexican Moccasin.
A. bilineatus russeolus Gloyd, 1972. Yucatan Moccasin.
A. bilineatus taylori Burger et Robertson, 1951. Taylor’s Moccasin.
A. contortrix contortrix (Linnaeus, 1766). Southern Copperhead.
A. contortrix laticinctus Gloyd et Connant, 1934. Broad-banded Cop¬
perhead.
A. contortrix mokeson (Daudin, 1803). Northern Copperhead.
A. contortrix phaeogaster Gloyd, 1968.
A. contortrix pictigaster Gloyd et Conant, 1943. Trans-Pecos Copper¬
head.
A. piscivorus piscivorus (Lacépède, 1789). Eastern Cottonmouth
Moccasin.
A. piscivorus conanti Gloyd, 1969. Conanfs Cottonmouth.
A. piscivorus leucostoma (Troost, 1836). Western Cottonmouth Moc-
casin.
GENUS Calloselasma
Malayan Pit Viper
C. amiamensis Angel, 1933. Annamenian Pit Viper.
C. rhodostoma Boie, 1827. Malayan Pit Viper.
GENUS Deinagkistrodon
100 Pacer
D. acutus (Günther, 1888). 100 Pacer or Hiyatsupoda.
GENUS Gloydius
Mamushis
G. blomhoffii blomhoffii (Boie, 1826). Mamushi.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Polsonoua snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipera Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
G.
mushi.
blomhoffii brevicandus Stejneger, 1907. Short-tailled Mamushi or
blomhoffii dubitatus Gloyd, 1977. Tung Ling Mamushi.
blomhoffii siniticus Gloyd, 1977. Yangtze Mamushi.
caliginosus Gloyd, 1972. Caliginous Mamushi.
halys halys (Palias, 1916).
halys affinis (Gray, 1849). Riyu Kiyu Mamushi.
halys caraganus (Eichwald, 1831). Karagan Mamushi.
halys caucasicus Nikolskij, 1916. Caucasian Mamushi.
halys cognatus Gloyd, 1977. Alashan Pit Viper. or Alashan Ma-
halys intermedius (Strauch, 1868). Siberian Mamushi.
halys ussuriensis Emelianov, 1929.
himalayanus (Günther, 1864). Himalayan Mamushi.
monticola Werner, 1922. Mountain Mamushi.
saxatilis Emelianov, 1937. Brown Mamushi.
strauchi Bedriaga, 1912. Strauch’s Mamushi.
GENUS Hypnale Fitzinger 1843
Hump Nosed Pit Vipers
H. hypnale (Merrem, 1820). Merrem’s Hum-Nosed Pit Viper.
H. nepa (Laurenti, 1768). Lorenz’s Hump-Nosed Pit Viper.
H. walli Gloyd, 1977. Wall’s Pit Viper.
AMERICAN PIT VIPERS OF THE GENUS Bothrops
B. leucurus Wagler, 1824. White tailed Pit Viper.
B. albocarinatus Shreve, 1934. White keeled Pit Viper.
B. alternatus Duméril, Bibron et Duméril, 1854. Urutu.
B. alticolus Parker, 1934.
B. ammodytoides Leybold, 1873. Patagonian Pit Viper.
B. andianus Amaral, 1923. Andian Pit Viper.
B. asper Garman, 1883. Barba Amarilla. Fer-de-lance.
B. atrox Linnaeus, 1758. Jararaca grão de arroz, Terciopello, Mape-
pirebalsin (balcin), Mapepire valsin.
B. barbouri (Dunn, 1919). Barbours Pit Viper.
B. barnetti Parker, 1938. Barnetfs Pit Viper.
B. bicolor Bocourt, 1868.
B. bilineatus bilineatus (Wied, 1821). Surucucu de patioba.
268
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, U2/U8-.
179-310, 1978/79.
B. bilineatus smaragdinvs Hoge, 1966. Cobra papagaio or Esmerald
Pit Viper.
B. brazili Hoge, 1923. Braziks Pit Viper.
B. caribbaeus Garman, 1887. St. Lucia Pit Viper.
B. castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril, 1853. CastelnaucTs Pit
Viper.
B. castelnaudi lichenosus Roze, 1958. Lichen like Pit Viper.
B. colombiensis (Hallowell, 1845). Mapanae, Macagua Colombian Pit
Viper.
B. cotiara (Gomes, 1913). Cotiara.
B. dunni Hartweg et Oliver, 1938. Dunn’s Pit Viper.
B. eneydae Sandner Montilla. Eneyda’s Pit Viper.
B. erythromelas Amaral, 1923. Red and Black Pit Viper.
B. fonsecai Hoge et Belluomini, 1959. Fonseca’s Pit Viper.
B. godmanni (Günther, 1863). Godmann’s Pit Viper.
B. hesperis Campbell, 1976. Western hognosed pit viper or colmillo
de puerco.
B. hyoprorus Amaral, 1935. Amazonian hognosed Pit Viper.
B. iglesiasi Amaral, 1923. Iglesias’ Pit Viper.
B. insularis Amaral, 1921. Jararaca Ilhôa or Queimada Grande Pit
Viper
B. isabelae Sandner Montilla, 1979. Isabela’s Pit Viper.
B. itapetiningaê (Boulenger, 1907). Cotiarinha.
B. jararaca (Wied, 1824). Jararaca.
B. jararacussu Lacerda, 1884. Jararacussu.
B. lanceolatus (Lacépède, 1768). Vipere Jaune. Fer de Lance or
Martinican Pit Viper.
B. lansbergii lansbergii Schlegel, 1841. Mapanare rabo amarillo.
Lansberg’s Pit Viper.
B. lansbergii anectans (Schmidt, 1936).
B. lansbergii janisrozei (nomen novum pro B. lansbergii venezue-
lensis Roze, 1959). Roze’s Pit Viper.).
B. lateralis (Peters, 1863). Yellow lived palm Viper.
B. lo j anus Parker, 1930. Lojan Pit Viper.
B. marajoensis Hoge, 1966. Marajoan Pit Viper.
B. medusa (Sternfeld, 1920). Viejita.
B. melanurus (Miiller, 1924) . Black-tailed Pit Viper.
B. microphthalmus microphthalmus Cope, 1876. Small eyed Pit \ .per.
B. microphthalmus colombianus Rendahl et Vestergren, 1940.
B. moojeni Hoge, 1966. Caissaca.
269
í, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
B. nasutus Bocourt, 1868. Horned Hog-nosed Pit Viper.
B. nemviedi neuwiedi Wagler, 1824. Neuwied’s Pit Viper.
B. nemviedi bolivianus Amaral, 1927. Bolivian Pit Viper.
B. neuwiedi goyazensis Amaral, 1925. Goiaz Pit Viper.
B. nemviedi lutzi (Miranda-Ribeiro, 1915). Lutz’s Pit Viper.
B. neuwiedi mattogrossensis Amaral, 1925. Matto Grosso Pit Viper.
. B. neuwiedi meridionalis Müller, 1885. Southern neuwied’s Pit Viper.
B. neuwiedi paranaensis Amaral, 1925. Parana Pit Viper.
B. neuwiedi pauloensis Amaral, 1925. St. Paul Pit Viper.
B. nemviedi piauhyensis Amaral, 1916. Northern Pit Viper.
B. neuwiedi pubescens (Cope, 1869).
B. nemviedi urutu Lacerda, 1884.
B. nigroviridis nigroviridis (Peters, 1859). Black-spotted palm
Viper.
B. nigroviridis aurifer (Salvin, 1860).
B. nigroviridis macdougalli Smith et Mall, 1969. Macdougalli’s
Pit Viper.
B. nigroviridis marchi Barbour et Loveridge, 1929. Marchi’s
Pit Viper.
B. nigroviridis rowleyi Bogert, 1968. Rowlery’s Pit Viper.
B. nummifer (Rüppel, 1845).
B. nummifer mexicanus (Duméril, Bibron et Duméril, 1854).
B. nummifer occidduus Hoge, 1868.
B. oligolepis (Werner, 1901).
B. ophryomegas Bocourt, 1868.
B. peruvianus Boulenger, 1903. Peruvian Pit Viper.
B. picadoi (Dunn, 1939). Picado’s Pit Viper.
B. pictus (Tschudi, 1845).
B. pirajai Amaral, 1923. Piraja’s Pit Viper — Jararacussu.
B. pradoi (Hoge, 1948). Prado’s Pit Viper.
B. pulcher (Peters, 1862).
B. punctatus (Garcia, 1896). Spotted Pit Viper.
B. roedingeri Mertens, 1942. Roedinger’s Pit Viper.
B. sabinii Gray, 1842. St. Lucia Pit Viper.
B. sanctaecrucis Hoge, 1966. Sta. Cruz Pit Viper.
B. schlegelli (Berthold, 1946). Horned-palm Viper, or Pestanosa.
B. sphenophrys Smith, 1960.
B. supracüiaris Taylor, 1954.
B. undulatus (Jan. 1859).
B. venezuelensis Sandner Montilla, 1952. Tigra Mariposa.
270
cm
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10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of tho Pit Vipers Viperoidea, Viperidae. Crotalinae. Mem. Ivt. fíutantan, 4t/43:
179-310, 1978/79.
B. xantogrammus (Cope, 1868).
B. yucatannicus (Smith, 1941). Yucatan Pit Viper.
RATTLESNAKES OF THE GENUS Crotalus
C. adamanteus Beauvois, 1979. Eastern Diamondback Rattlesnake.
C. aquilus Klauber, 1952. Queretaram Blotched Rattlesnake.
C. atrox Baird et Girard, 1853. Western Diamondback Rattlesnake.
C. basiliscus basiliscus (Cope, 1864). Mexican West-Coast Rattles¬
nake.
C. basiliscus oaxacus Gloyd, 1948. Oaxacan Rattlesnake.
C. catalinensis Cliff, 1954. Santa Catalina Island Rattlesnake.
C. cerastes cevastes Hallowell, 1854. Mojave Desert Sidewinder.
C. cerastes cercobowbus Savage et Cliff, 1953. Sonoran Desert Side¬
winder.
C. cerastes laterorepens Klauber, 1944. Colorado Desert Sidewinder.
C. durissus durissus Linnaeus, 1758. Central American Rattlesnake.
C. durissus cascavella Wagler, 1824. Northeastern Brazilian Rattles¬
nake.
C. durissus collilineatus Amaral, 1926. Central Brazilian Rattlesnake.
C. durissus culminatus Klauber, 1952. Northwestern Neotropical
Rattlesnake.
C. durissus cumanensis Humboldt, 1833. Venezuelan Rattlesnake.
C. durissus dryinus Linnaeus, 1758. Guianian Rattlesnake.
C. durissus marajoensis Hoge, 1966. Marajoan Rattlesnake.
C. durissus ruruima Hoge, 1966. Mt. Roraima Rattlesnake.
C. durissus terrificus (Laurenti, 1768). South American Rattlesnake.
C. durissus totonacus Gloyd et Kauffeld, 1940. Totonacan Rattle¬
snake.
C. durissus trigonicus Harris et Simmons, 1978. Rupunini Savana
Rattlesnake.
C. durissus tzabcan Klauber, 1952. Yucatán Neotropical Rattlesnake.
C. durissus unicolor van Lidth de Jeude, 1887. Aruba Island
Rattlesnake.
C. enyo enyo (Cope, 1861). Lower Califórnia Rattlesnake.
C. enyo cerralvensis Cliff, 1954. Cerralvo Island Rattlesnake.
C. enyo furvus Lowe et Norris, 1954. Rosário Rattlesnake.
C. exsul Garman, 1883. Cedros Island Diamond Rattlesnake.
C. horridus horridus Linnaeus, 1758. Timber Rattlesnake.
C. horridus atricaudatics Latreille, 1802. Canebrake Rattlesnake.
271
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poiaonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantnn,
179-310, 1978/79.
C. intermedius intermedius Troschel, 1865. Totalcan Small-Headed
Rattlesnake.
C. intermedius gloydi Taylor, 1941. Oaxacan Small-Headed Rattle¬
snake.
C. intermedius omiltemanus Günther, 1895. Omilteman Small-
Headed Rattlesnake.
C. lannomi Tanner, 1966. Autlán Rattlesnake.
C. lepidus lepidus (Kennicott, 1861). Mottled Rock Rattlesnake.
C. lepidus klauberi Gloyd, 1936. Banded Rock Rattlesnake.
C. lepidus maculosus Tanner, Dixon et Harris, 1972. Durango Rock
Rattlesnake.
C. lepidus morulus Klauber, 1952. Tamaulipan Rock Rattlesnake.
C. mitchelli mitchellii (Cope, 1861). San Lucan Speckled Rattle¬
snake.
C. mitchellii angelensis Klauber, 1963. Angel de la Guarda Island
Speckled Rattlesnake.
C. mitchellii muertensis Klauber, 1949. El Muerto Island Speckled
Rattlesnake.
C. mitchellii pyrrhus (Cope, 1866). Southwestern Speckled Rattle¬
snake.
C. mitchelli stephensi Klauber, 1930. Panamint Rattlesnake.
C. molossus molossus Baird et Girard, 1853. Northern Black-Tailed
Rattlesnake.
C. molossus estebanensis Klauber, 1949. San Esteban Island Rat¬
tlesnake.
C. molossus nigriscens Gloyd, 1936. Mexican Black-Tailed Rattle¬
snake.
C. polystictus (Cope, 1865). Mexican Lance-Headed Rattlesnake.
C. pricei pricei Van Denburgh, 1895. Western Twin-Spotted Rattle¬
snake.
C. pricei miquihuanus Gloyd, 1940. Eastern Twin-Spotted Rattle¬
snake.
C. pusillus Klauber, 1952. Tancitaran Dusky Rattlesnake.
C. ruber ruber Cope, 1892. Red Diamond Rattlesnake.
C. ruber elegans Schmidt, 1922. Ángel de la Guarda Red Diamond
Rattlesnake.
C. ruber lorenzoensis Radcliffe et Maslin, 1975. San Lorenzo Red
Diamond Rattlesnake.
C. ruber lucasensis Van Denburgh, 1920. San Lucan Diamond Rat¬
tlesnake.
C. ruber monserratensis Harris et Simons, 1978. Monserrate Red
Diamond Rattlesnake.
C. scutulatus scutulatus (Kennicott, 1861). Mojave Rattlesnake.
272
cm
2 3
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
IIOGE. A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
C. scutiãatus salvini Günther, 1895. Huamantlan Rattlesnake.
C. stejnegeri Dunn, 1919. Long-Tailled Rattlesnake.
C. tigris Kennicott, 1859. Tinger Rattlesnake.
C. tortugensis Van Denburgh et Slevin, 1921. Tortuga Island
Diamond Rattlesnake.
C. transversus Taylor, 1944. Cross-Banded Mountain Rattlesnake.
C. tris eriatus tris eriatus (Wagler, 1830). Central-Plateau Dusky Rat¬
tlesnake.
C. triseriatus anahuacus Gloyd, 1940 Montane Dusky Rattlesnake.
C. triseriatus quadrangularis Harris et Simmons, 1978. Hidalgan
Dusky Rattlesnake.
C. vegrandis Klauber, 1941. Uracoan Rattlesnake.
C. viridis viridis (Rafinesque, 1818). Prairie Rattlesnake.
C. viridis abyssus Klauber, 1930. Grand Canyon Rattlesnake.
C. viridis caliginis Klauber, 1949. Coronado Island Rattlesnake.
C. viridis cerberus (Coues, 1875). Arizona Black Rattlesnake.
C. viridis concolor Woodbury, 1929. Midget Faded Rattlesnake.
C. viridis helleri Meek, 1905. Southern Pacific Rattlesnake.
C. viridis lutosus Klauber, 1930. Great Basin Rattlesnake.
C. viridis nuntius Klauber, 1935. Hopi Rattlesnake.
C. viridis oreganus Holbrook, 1840. Northern Pacific Rattlesnake.
C. willardi willardi Meek, 1905. Arizona Ridge-Nosed Rattlesnake.
C. willardi amabilis Anderson, 1962. Del Nido Ridge-Nosed Rattle¬
snake.
C. willardi meridionalis Klauber, 1949. Southern Ridge-Nosed Rat¬
tlesnake.
C. willardi obscurus Harris et Simmons, 1974. New Mexican Ridge-
-Nosed Rattlesnake.
C. willardi silus Klauber, 1949. West Chihuahua Ridge-Nosed Rat¬
tlesnake.
AMERICAN PIT VIPERS OF THE GENUS Lachesis
L. muta muta Linnaeus, 1766. Bushmaster, Surucucu, Pico de Jaca,
Mapepire Z’anana, Pineaple Mapepire, Z’anana Mapepire.
L. muta rhombeata Wied, 1824. Bushmaster, Surucucu.
L. muta stenophrys Cope, 1876. Bushmaster, Verrucosa, Caseabella
muda.
SCALESNOUTS OF THE GENUS Ovophis Burger
O. chaseni (Smith, 1931). Chasen’s Pit Viper.
273
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes oí the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan,
179-310. 1978/79.
O. convictus (Stoliczka, 1870).
O. monticola monticola (Günther, 1864). Mountain Pit Viper.
O. monticola makazayazaya (Takahashi, 1922). Arisan Habu.
O. monticola meridionalis (Bourret, 1935). Southern Mountain Pit
Viper.
O. monticola orientalis (Schmidt, 1925). Oriental Mountain Pit
Viper.
O. monticola zayuensis (Jiang, 1977). Shanluotieton or Zhayuan Pit
Viper.
O. okinavensis (Boulenger, 1892). Hime Habu or Okinawa Pit Viper.
O. tonkinensis Bourret, 1934. Tonkin Pit Viper.
PYGMY RATTLESNAKES OF THE GENUS Sistrurus
S. catenatus catenatus (Rafinesque, 1818). Eastern Massasauga.
S. catenatus edwardsii (Baird et Girard, 1853) . Desert Massasauga.
S. catenatus tergeminus (Say, 1823). Western Massasauga.
S. miliarius miliarius (Linnaeus, 1766). Carolina Pigmy Rattlesnake.
S. miliarius barbouri Gloyd, 1935. Dusky Pigmy Rattlesnake.
S. miliarius streckeri Gloyd, 1935. Western Pigmy Rattlesnake.
S. ravus ravus (Cope, 1865). Mexican Pigmy Rattlesnake.
S. ravus brunneus Harris et Simmons, 1978. Oaxacan Pigmy Rat¬
tlesnake.
S. ravus lutescens Harris et Simons, 1978. Montane Pigmy Rattle¬
snake.
ASIATIC PIT VIPERS OF THE GENUS Trimeresurus
T. albolabris Gray, 1842. White-lipped Pit Viper.
T. borneensis (Peters, 1871). Bornean Pit Viper.
T. brongersmai Hoge, 1967. Brongersma’s Pit Viper.
T. cantori (Blytli, 1846). Cantor’s Pit Viper.
T. capitetriangulatus Lacépède, 1789. Green Polongo or Green Tie
Pit Viper.
T. cornutus Smith, 1930. Fan-si-pan horned Pit Viper.
T. elegans (Gray, 1849). Sakishima-Habu or Elegant Pit Viper.
T. erythrurus (Cantor, 1839). Red Tailed Pit Viper.
T. fasciatus (Boulenger, 1896). Banded Pit Viper.
T. flavomaculatus flavomaculatus Gray, 1842. Yellow spotted Pit
Viper.
T. flavomaculatus hálieus Griffin, 1910. Polillo Pit Viper.
274
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.I — Poisonous snakes
Check list of the Pit Vipers Viperoidea. Viperidae, Orotalinae.
179-310, 1978/79.
i the world. — Part I —
Mem. Int. Butantan, U2/J*S\
T. flavomacidatus macgregori Taylor, 1919. Mc Gregor’s Pit Viper.
T. flavoviridis (Hallowell, 1860). Habu.
T. gracilis Oshima, 1920. Kikuchi Habu.
T. gramineus (Shaw, 1802).
T. hageni (Lidth de Jeude, 1886).
T. huttoni Smith, 1949.
T. jerdoni jerdoni Günther, 1875. Jerdon’s Pit Viper.
T. jerdonii bourreti Klemmer, 1935.
T. jerdonii xanthomelas Günther, 1889.
T. kanbnriensis Smith, 1943.
T. kaidbacki Smith, 1940.
T. labialis Steindachneger, 1869.
T. macrolepis Beddome, 1862. Large-scaled Pit Viper.
T. malabaricus (Jerdon, 1854). Malabarian Pit Viper.
T. medoensis (Djao, 1977). Zhuryeging or Green Bambo Leaf Pit
Viper.
T. mucrosquamatus (Cantor, 1839). Pointed-scaled Pit Viper or
Chinese Habu, Taiwan Habu, Turtle-designed Snake.
T. occidentalis Pope et Pope 1933 Green Pit Viper.
T. puniceus (Boie, 1827). Ashy Pit Viper or Flat-nosed Pit Viper.
T. purpureomaculatus purpurcomaculatus (Gray, 1832). Purple-
spotted Pit Viper or Mangrove Pit Viper.
T. purpureomaculatus andersoni Theobald, 1868. Shore Pit Viper.
T. schultzei Griffin, 1909. Schultze’s Pit Viper.
T. stejnegeri stejnegeri Schmidt, 1925. Stejneger’s Pit Viper or Ao
Habu.
T. stejnegeri formosensis Maki, 1931. Ayo Habu Taiwan Banboo Pit
Viper.
T. stejnegeri kodairai Maki, 1931. Aniao Habu.
T. stejnegeri yunnanensis Schmidt, 1925. Yunnan Pit Viper.
T. strigatus Gray, 1842. Horse-shoe Pit Viper.
T. sumatranus sumatranus (Raffles, 1822). Sumatran Pit Viper.
T. sumatranus malcomi Loveridge, 1938. Malcolm Pit Viper or Mount
Kinabalu Pit Viper.
T. tokarensis Nagai, 1928. Tokara Habu Pit Viper.
T. tonkinensis Bourret, 1934. Tonkinean Pit Viper.
275
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
ASIATIC PIT VIPERS OF THE GENUS Tropidolaemus
T. wagleri Schlegel, 1837. Wagler’s Pit Viper or Chin Keeled Pit
Viper.
INDEX TO PIT VIPERS
Agkistrodon . 189
A. bilineatus bilineatus . 190
A. bilineatus taylori . 190
A. bilineatus russeolus . 190
A. contortrix contortrix . 190
A. contortrix laticinctus . 190
A. contortrix mokeson . 191
A. contortrix phaeogaster . 191
A. contortrix pictigaster . 191
A. piscivorus piscivorus . 191
A. piscivorus conanti . 192
A. piscivorus leucostoma . 192
Bothrops . 199
B. albocarinatus . 200
B. alternatus . 200
B. alticolus . 201
B. ammodytoides . 201
B. andianus . 201
B. asper . 201
B. atrox . 202
B. barbouri . 202
B. barnetti . 202
B. bicolor . 203
B. bilineatus bilineatus . 203
B. bilineatus smaragdinus . 203
B. brazili . 204
B. caribbaeus . 204
B. castelnaudi castelnaudi . 204
277
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes oi the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
castelnaudi lichenosus . 205
colombiensis . 205
cotiara . 205
dunni . 205
eneydae . 206
erythromelas . 206
fonsecai . 206
godmanni . 206
hesperis . 207
hyoprorus . 207
iglesiasi . 207
insularis . 207
isabelae . *. . . 207
itapetiningae . 208
jararaca . 208
jararacussu . 208
lanceolatus . 209
lansbergii lansbergii . 209
lansbergii annectens . 210
lansbergii janisrozei . 210
lateralis . 210
leucurus . 200
lojanus . 210
marajoensis . 210
medusa . 211
melanurus . 211
microphthahnus microphthalmus . 211
microphthalmus colombianus . 211
moojeni . 211
nasutus . 212
neuwiedi neuwiedi . 212
neuwiedi bolivianus . 212
neuwiedi diporus . 212
neuwiedi goyazensis . 213
neuwiedi lutzi . 213
neuwiedi mattogrossensis . 213
neuwiedi meridionalis . 213
neuwiedi paranaensis . 213
neuwiedi pauloensis . 214
neuwiedi piauhyensis . 214
278
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOCjE. A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcvt. Jnt. fíutantnn, h2/kX\
179-310. 1978/79.
C. cerastes laterorepens . 224
C. durissus durissus . 224
C. durissus cascavella . 224
C. durissus collilineatus . 225
C. durissus culminatus . 225
C. durissus cumanensis . 225
C. durissus dryinus . 226
C. durissus marajoensis . 226
C. durissus ruruima . 226
C. durissus terrificus . 227
C. durissus totonacus . 227
C. durissus trigonicus . 227
C. durissus tzabcan . 228
C. durissus unicolor . 228
C. enyo enyo . 228
C. enyo cerralvensis . 228
C. enyo furvus . 229
C. exsul . 229
C. horridus horridus . 229
C. horridus atricaudatus . 230
C. intermedius intermedius . 230
C. intermedius glody . 230
C. intermedius omiltemanus . 231
C. lannomi . 231
C. lepidus lepidus . 231
C. lepidus klauberi . 232
C. lepidus maculosus . 232
C. lepidus morulus . 232
C. mitchellii mitchellii . 232
C. mitchellii angelensis . 233
C. mitchellii muertensis . 233
C. mitchellii pyrrhus . 233
C. mitchellii stephensi . 234
C. molossus molossus . 234
C. molossus estebanensis . 234
C. molossus nigriscens . 234
C. polystictus . 235
C. pricei pricei . 235
C. pricei miquihuanus . 235
C. pusillus . 236
280
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan,
179-310. 1978/79.
C. ruber ruber . 236
C. ruber elegans . 236
C. ruber lorenzoensis . 236
C. ruber lucasensis . 237
C. ruber monserratensis . 237
C. scutulatus scutulatus . 237
C. scutulatus salvini . 237
C. stejnegeri . 238
C. tigris . 238
C. tortugensis . 238
C. transversus . 238
C. triseriatus triseriatus . 239
C. triseriatus anahuacus . 239
C. triseriatus quadrangularis . 239
C. vegrandis . 239
C. viridis viridis . 240
C. viridis abyssus . 240
C. viridis caliginis . 240
C. viridis cerberus . 241
C. viridis concolor . 241
C. viridis helleri . 242
C. viridis lutosus . 242
C. viridis nuntius . 242
C. viridis oreganus . 243
C. willardi willardi . 243
C. willardi amabilis . 244
C. willardi vieridionalis . 244
C. willardi obscurus . 244
C. willardi silus . 244
Dcinagkistrodon . 193
D. acutus . 194
Gloydius . 194
G. blomhoffii blomhoffii . 194
G. blomhoffii brevicaudus . 195
G. blomhoffii dubitatus . 195
G. blomhoffii siniticus . 195
G. caliginosus . 195
G. halys halys . 196
G. halys affinis . 196
G. halys caraganus . 196
281
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
IIOGE. A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. Poisonous snakes of the world. — Part I
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae. ( i -otalina?. Mrm. lnt. Butantan, AS/iJ\
179-310, 1978/79.
G. halys caucasicus . 196
G. halys cognatas . 196
G. halys intermedias . 197
G. halys ussuriensis . 197
G. himalayanus . 197
G. monticola . 197
G. saxatilis . 197
G. strauchi . 198
Hypnale . 198
H. hypnale . 198
H. nepa . 199
H. walli . 199
Lachesis . 245
L. muta muta . 245
L. muta rhombeata . 245
L. muta stenophrys . 246
Ovophis . 246
O. chaseni . 247
O. convictus . 247
O. monticola monticola . 247
O. monticola makazayazaya . 248
O. monticola meridionalis . 248
O. monticola orientalis . . 248
O. monticola zayuensis . 249
O. monticola okinavensis . 249
O. tonkinensis . 249
Sistrurus . 249
«S. catenaius catenatus . 250
S. catenatus edwardsii . 250
S. catenatus tergeminus . 250
S. miliarius miliarius . 251
S. miliarius barbouri . 251
S. miliarius streckeri . 251
S. ravus ravus . 251
S. ravus brunneus . 252
S. ravus lutescens . 252
Trimeresurus . 252
T. albolabris . 253
T. borneensis . 253
T. brongersmai . 253
282
1, | SciELO
p
IIOGE, A-R- & ROMANO HOGE S A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
<’hpck list of th* Pit Vipers Viperoidea. Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. fíutantnn, 42/43:
179-310. 1978/79.
T. cantori . 254
T. capitetriangulatus . 254
T. cornutus . 254
T. elegans . 255
T. erythrurus . 255
T. fasciatus . 255
T. flavomaculatus flavomaculatus . . 256
T. flavomaculatus halieus . 256
T. flavomaculatus mcgregori . 256
T. flavoviridis . 256
T. gracilis . 257
T. gramineus . 257
T. hageni . 258
T. huttoni . 259
T. jerdonii jerdonii . 259
T. jerdonii bourreti . 259
T. jerdonii xanthomdas . 259
T. kanburiensis . 259
T. kaulbacki . 260
T. labialis . 260
T. macrolepis . 260
T. malabaricus . 260
T. medoensis . 260
T. mucrosquamatus . 261
T. occidentalis . 261
T. puniceus . 261
T. purpureomaculatus purpureomaculatus . 261
T. purpureomaculatus andersoni . 262
T. schultzei . 262
T. stejnegeri stejnegeri . 262
T. stejnegeri formosensis . 262
T. stejnegeri kodairai . 263
T. stejnegeri yunnanensis .
T. strigatus .
T. sumatranus sumatranus . 263
T. sumatranus malcomi . 264
T. tokarensis . 264
T. tonkinensis .
Tropidolaemus .
T. wagleri . .
263
263
264
264
264
283
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
cm
GEOGRAPHICAL DISTRIBUTION OF PIT VIPERS SPECIES
The following regions are not based on any Morphoclimatic or
Zoogeographic data, are intended only to permit a quick glance at the
general distribution of genera and species of pit vipers. Species even
when occuring only at the border lines are included.
More accurate date on distribution will be found in the systematic
part of this paper.
For visual localization of the regions a map ( ) is included.
I — AMERICA — Subdivided in:
I — 1 North America (including Canada)
I — 2 Central America
I — 3 South America
II — ASIA — Subdivided in :
II — 1 Northern Asia (Asiatic USSR)
II — 2 West Asia (Asiatic Turkey; Iran; Transcaucasian
USSR; Egypt east of Suez; Israel, Jordania; Liba-
non, Syria, Saudit Arabia, Yemen, Hadramut and
Irak.
II — 3 Central Asia (Afghanistan, Pakistan, índia Ban¬
gladesh, Sri-Lanka, Cashmir and Nepal.
II — 4 Eastern Asia (Xizang autonomous regions; China;
North and South Corea, Japan including Nansei Sho-
to Islands (Ryukyu Islands) and Taiwan.
II — 5 Far East (North and South Vietnam; Burma, for-
mer Laos, Cambodge; Malaya; Andaman an Nicobar
Islands.
III — EUROPE — Subdivided in:
III — i European USSR.
I — AMERICA
1. North America (Canada and USA)
a) CANADA
Crotalus viridis
285
cm
SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list ol the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Jnt. Bntantan, 4t/43\
179-310, 1978/79.
Crotalus horridus (now possibly extinct)
Sistrurus catenatus
b) USA
Agkistrodon contortrix
Aglástrodon piscivorus
Crotalus adamanteus
Crotalus atrox
Crotalus cevastes
Crotalus horridus
Crotalus lepidus
Crotalus mitchellii
Crotalus molossus
Crotalus pricei
Crotalus ruber
Crotalus scutulatus
Crotalus tigris
Crotalus viridis
Crotalus willardi
Sistrurus catenatus
Sistrurus miliarius
2 . Central America
Agkistrodon bilineatus
Agkistrodon piscivorus
Bothrops asper
Bothrops barbouri
Bothrops bicolor
Bothrops dunni
Bothrops godmanni
Bothrops hesperis
Bothrops lateralis
Bothrops melanurus
Bothrops nasutus
Bothrops nigroviridis
Bothrops nummifer
Bothrops ophryomegas
Bothrops picadoi
Bothrops punctatus
Bothrops schlegelli
Bothrops yucatanicus
286
cm
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10 11 12 13 14 15 16
SciELCVo
2
3
5
6
11
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
2.
3.
4.
West Asia
Agkistrodon halys
Central Asia
Hypnale hypnale
Hypnale nepa
Hypnale walli
Ovophis monticola
Trimeresurus albolabris
Trimeresurus erythrurus
Trimeresurus capitetriangularis
Trimeresurus gramineus
Trimeresurus huttoni
Trimeresurus macrolepis
Trimeresurus malabaricus
Trimeresurus mucrosquamatus
Trimeresurus occidentalis
Trimeresurus purpurcomaculatus
Trimeresurus stejnegeri
Trimeresurus strigatus
Trimeresurus capitetriangularis
Eastern Asia
Deinagkistrodon acutus
Gloydius blomhoffii
Gloydius caliginosus
Gloydius halys
Gloydius himalayanus
Gloydius monticola
Gloydius saxatilia
Gloydius strauchi
Ovophis monticola
Ovophis okinavensis
Trimeresurus albolabris
Trimeresurus cornutus
Trimeresurus elegans
Trimeresurus flavoviridis
Trimeresurus gracilis
Trimeresurus medoensis
Trimeresurus microsquamatus
Trimeresurus gramineus
289
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. Poisonous si»akes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnt. Butantan, *2/1*3'.
179-310, 1978/79.
Figr. 1 — Atractaepiidae: no postorbital.
Fig. 2 — Viperidae: Postorbital present.
Kigr. 3 — Hypnale: Praefrontals and internasals broken up in to scales. ( apud Wall, 1921).
Fig. 4 — T. macrolepis: large shield-like scales of non colubrid type.
Fig. 6 — B. barbouri: large shield-like scales of non colubrid type (apud Burger, 1972).
Fig. 6 — Hypnale hypnale: (modified from Wall, 1921).
Fig. 7 and 8 — Deinagkiatrodon acutus: (apud Maki, 1931).
291
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. A/em. Int. Iiutantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
12
1 1
15
Fig. 9 — Atracta»piidac: Absence of postorbital and verticaly erectibel maxilar.
Fig. 10 — Azemiopinac: position of fangs and presence of reduced postorbital.
Fig. 11 — Atractaspxiàae: large symmetrical shields.
Fig. 12 — Atractaapiidae: median position of teeth.
Fig. 13 — Viperidae: normal dispoeition of teeth.
Fig. 14 — Azemiopinae: extention of fangs.
Fig. 16 and 16 — Cauainae: large symmetrical shields and extention of poison gland.
292
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crctalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/48:
179-310. 1978/79.
18
19
21
í’ig. 17
' Fig. 18
Fig. 19^
Fig. 20 -
Fig. 21
Fig. 22
Fig. 23
Fig. 24
Fig. 25
Fig. 26
Fig. 27
Fig. 28
2 6
■ Agkiatrodon contortrix, skull.
- Agkiatrodon pÍ8civorua, skull.
• Gloydiua blomhoffii, skull.
Deinagkiatrodon aucutua, skull.
- CaUo8slaama rhodoatoma, skull.
■ Gloydiua aaxatili8, skull.
Agkiatrodon piacivorua, articulation ectopterygoid-pterygoid.
Calloaela8ma rhodoatoma, articulation ectopterygoid-pterygoid.
- Gloydiua himalayanua, articulation ectopterygoid-pterygoid.
Gloydiua blomhoffii. articulation ectopterygoid-pterygoid.
Deinagkiatrodon acuiua, articulation ectopterygoid-pterygoid.
Gloydiua aaxatilia, articulation ectopterygoid-pterygoid.
293
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea. Viperidae. Crotalinae. Mcm. Int. Butantun, J*2/U3y
179-310, 1978/79.
Fig. 29 — Agkiatrodon piscivorua; palatine.
Fig. 30 — Gloydiua blomhoffii; palatine.
Fig. 31 — Gloydiua himalayanua; palatine.
Fig. 32 — Deinagkiatrodon acutus; palatine.
Fig. 33 — Callo8elaama rhodoatoma ; edentulous palatine.
Fig. 34 — Calloaelaama rhodoatoma; single teethed palatine.
Fig. 35 — Agkiatrodon piacivorus; maxilar.
Fig. 36 — Gloydiua himalayanua; maxilar.
Fig. 37 — Deinagkiatrodon acutus : maxilar.
Fig. 38 — Calloaelaama rhodoatoma; maxilar.
Fig. 39 — Agkiatrodon piacivorus; ectopterygoid.
Fig. 40 — Gloydiua himalayanua; ectopterygoid.
Fig. 41 — Deinagkiatrodon acutus; ectopterygoid.
Fig. 42 — Calloaelaama rhodoatoma; ectopterygoid.
294
cm
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae. Crotalinae. Mem. Jrrt. fíutantan,
179-310, 1978/79.
Fig. 44 Bothrops amnodytoidea (Courtesy of Jorge Daniel Williams)
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes ol the world. — Part I _
Cheek list o' the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
r uf. 45 - Bothrop» atrox
Fig. 46 — Bothrop» caatelnaudi caitelnaudi
297
2 3 4 5 6 SCÍELOlo X1 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakea of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. lnt. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
Fig. 47 — Bothrops colombxenaia (courtesy of A. R. Lancim)
Fig. 48 — Bothropa jararaca
298
SciELO
HOGE, A.K. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Jnt. Butantan, U2/US:
179-310, 1978/79.
299
cm
IIOGE, A. II. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. liutantan, 42/48:
179-310, 1978/79.
Fia:. 50 — Bothropê lansbergii janisrozci (courtesy of A. R. Lancini)
Fiar. 61 — Bothrop» tchleoelli (Yellow pha»e) courtesy of. A. R. Lanfcini)
300
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. lnt. Butantan, U2/U$\
179-310, 1978/79.
Fie. 52 — Bothrops venezuelcnsia (courtesy of A. R. Lancini)
Fie. 53 — Callosclasma rhodostoma
301
2 3 4 5 6 SCÍELOlo 2.1 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/43:
179-310, 1978/79.
302
SciELO
Fig. 54 Crotalu* durisauê terrificu *
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 1^2/ltS'.
179-310 1978/79.
Fig. 55 — Crotalus duriaaua cumanenaia (courtesy of A. R. Lancini)
_ Crotolua vearandia (courtesy of A. R. Lancini)
Fig. 56
303
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, 42/4S:
179-310 1978/79.
Fig. 67 — Gloydiu* caliginoau» (courteay of C. Goris)
Fig. 68 — Gloydiu» haly» caucaaicu» (courteay of M. Latifi)
304
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE
Check list of the Pit Vipers
179-310 1978/79.
S.A.R.W .L.. — Poisonous snaives
Viperoidea, Viperidae, Crotalinae.
of the world. — Part I —
Alem. Int. fíntantnn,
Fi». 59 — Lachesia muta muta
Fiíí. 60 — Lachesia muta rhombeata
305
cm
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Hutantnn, AJ/43:
179-310 1978/79*.
Fig. 61 — Ovophia okinavenaia
Fig. 62 — Trimercaurua flavoviridis
306
2 3 4 5 6 SCÍELO10 1X 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mcm. Int. Butantan, ]t2/U8:
179-310 1978/79.
Fia:. 63 — Trimeresurua popeorum (courtesy of C. Goris)
Fig. 64 — Trimercaurus stcjnegen jormoaenaxa
2 3 4 5 6 SCÍELOlo 2.1 12 13 14 15 16
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the world. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, J,2/Jt3:
179-310 1978/79.
Fie. 65 — Trimercsuru8 tokarensis
Fitf. 66 — Tropidolaemu8 wagleri
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2 3 4 5 6 SCÍELO10 1X 12 13 14 15 16
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE S.A.R.W.L. — Poisonous snakes of the v»orld. — Part I —
Check list of the Pit Vipers Viperoidea, Viperidae, Crotalinae. Mem. Int. Butantan, 42/4S:
179-310 1978/79.
ACKNOWLEDGMENTS
We would like to extend our sincere thanks to the following persons
who either send us specimens as a loan, or permitted us to study the
material at their care: — Drs. Eiselt, J. NHMWien; Capart, A. —
IRSNBruxelles; Carvalho, A. L. and the late Lutz, B. — MNRio de
Janeiro; Vanzolini, P. E. — MZUSP São Paulo; Carvalho, J. C. M. —
MG Belém ; Guibé, J. ; MR Roux-Esteves ; and Brygoo, MNHNParis ;
Klemmer, K. and the late R. Mertens-SMFrankfurt ; Wermuth, H. —
ST. MUS. LUDMIGSBURG ; Hellmich, W. — ZOOL. SAML. BAYERIS-
CHEN ST; Forcart, L. — MUS NAT H BASEL; Grandison, A. G. C.,
Battersby, J. C. and the late Parker-BM London; Latifi, M. — IR Iran;
Koba, K., Saway, Y. — JSI; and Burger, W. L. Japan; Brongersma,
L. D., Hoogmoed, M. S. RMNHLeiden; Fernandes, MBocage; Rendall,
H. Vestergreen, G. — LM; Bergstrõm, U. — NAT. H. RIKS. Stockholm;
Geyskes, Surinam SM ;
Bogert, C. M., Oliver, J. A. Zweifel, R. G. — AMNH New York;
Netting, M. G., Richmond, N., — CMPittsburg; Bailey, J. R. — DZDuke;
Meyers, CWMNHUKansas ; Duellman, W. E. — UKansas; Inger, R. F.,
Marx, H. — FMNHChicago; Williams, E. E. — MCZHarvard; Gans,
C. — SUNYBuffalo; the late Cochran, D. and Peters, J. A. — USNM
Washington; Hartweg, N. Adler, K. — UMMZ Michigan; Smith, H. N.
— U. Illinois ; Savage, J. M. — Univ. South. Calif. ; Leviton, A. E. ;
Stanford Univ.
Klappenbach and Orejas-Miranda, B. — CMNHN Montevideo; Roze
J. Racenis, J. and Pifano — UCVenezuela; Lancini, R. A. — MNCN
Caracas; Andruska, A. M. — Lenin. St. Univ.; Darevsky, I. S. —
ZILeningrad ;
We are also indebted, indebtness which cannot be exagerated, to
Mr. João D. Cavalheiro technician and staff artist of the Herpetological
Section, for his drawings. We extend also our thanks to Pedro Villela,
Joaquim Cavalheiro and Francisco Cavalheiro for accompanying the
sênior author on trips collecting snakes, during nearby twenty five years.
For photographies our most sincere thanks to Drs. R. Thomas, Goris,
Bolãnos J.D. Williams and to Mr. F.H. Marcondes Machado. To Miss
Maria Helena Pierangeli for typing the manuscrit. We also made liberal
use of the facilities given by the “Fundo Especial de Despesas” from the
Instituto Butantan. We are indebted to National Library of Medicine,
NIH grant LM00418-LM00698 and to Conselho Nacional de Pesquisa
— BR.
309
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
Mem. Inat. Bulantan
42/43: 311-323, 1978/79
PADRONIZAÇÃO DA TITULAÇÃO DA ATIVIDADE
tóxica de venenos botrópicos, em camundongos
Medardo SILES VILLARROEL*
Flávio ZELANTE**
Raymundo ROLIM ROSA***
Reynaldo Schwindt FURLANETTO****
RESUMO: Os autores, utilizando venenos das espécies B. jara¬
raca, B. altcrnatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi, B. jara-
racussu e B. moojeni, demonstraram que camundongos se prestam
satisfatoriamente para a determinação da toxicidade dos venenos
botrópicos, quando estes são inoculados por via intraperitoneal.
Dispensando a aplicação de outros recursos que visam tornar o sangue
incoagulável, foi possível titular venenos, em termos de DL50,
com elevada reprodutibilidade. A possibilidade de que os pombos
sejam substituídos por camundongos, animais de mais fácil padro¬
nização, reveste-se de grande importância, pois torna possível a
quantificação da toxicidade dos venenos ofídicos, principalmente
daqueles dotados de marcante atividade coagulante.
UNITERMOS: veneno botrópico; titulação da toxicidade de
venenos botrópicos; determinação da DL50 dos venenos botrópicos.
INTRODUÇÃO
O método de Vital Brazil 10, preconizado para a titulação de venenos
de serpentes do gênero Bothrops, apresenta inconveniente para os quais,
há muito, se tem proposto soluções. Este método, baseando-se no emprego
de pombos nos quais se inocula o veneno por via intravenosa, não oferece
condições satisfatórias para a titulação desses venenos e, muito menos,
condições de avaliação de sua real toxicidade. O período de observação
(20 a 30 minutos após a inoculação) permite detectar unicamente a
atividade coagulante do veneno e não a dos seus outros fatores que, devido
a se manifestarem mais tardiamente, não são titulados.
Outros autores, dentre os quais Slotta e Szyszka 29 (1937) e Schõt-
tler 22, 23. 24. 25. 26, « utilizaram o camundongo como animal experimental
e as vias subcutânea e intravenosa, como vias de inoculação, na pesquisa
Professor Livre Docente do Departamento de Microbiologia
Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
e Imunologia do Instituto de
*• Professor Adjunto do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universidade de São Paulo.
••• Diretor do Serviço de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do
Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Univer¬
sidade de São Paulo.
•••• Professor Catedrático do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciência*
Biomédicas da Universidade de São Paulo ("in memoriam”).
Endereço para correspondência: Caixa Postal 4365 — São Paulo — Brasil.
311
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.: ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
da titulação da atividade tóxica de venenos botrúpicos, em camundongos. A/em. Inst. Hutantan,
12/J,3: 311-323, 1978/79.
de métodos mais satisfatórios para o estudo da atividade tóxica desses
venenos. Em suas publicações, os autores citados destacaram as dificul¬
dades com as quais se defrontaram, principalmente as devidas à falta de
reprodutibilidade dos resultados dos ensaios, pois as mortes observadas
não ocorriam em concordância com a progressão das doses inoculadas.
As verdadeiras causas dessa discordância, somente alguns anos mais
tarde puderam ser esclarecidas.
Furlanetto 11 (1965) e Furlanetto e col. 12' 14 obtiveram êxito nos
ensaios para a determinação da DL50 de venenos botrópicos, quando
utilizaram camundongos previamente tratados com “Dose Preparatória”
(DP) do mesmo veneno ou de venenos afins, inoculada por via intra¬
venosa; duas horas após, os mesmos animais recebiam as doses-testes do
veneno pela mesma via. Este método era dotado de satisfatória reprodu¬
tibilidade, embora apresentasse inconvenientes como a necessidade da
espera de duas horas entre as duas inoculações e, principalmente, porque
o camundongo, ao receber a dose-teste, não pode mais ser considerado
como um “animal normal”. Como a eficiência desse método é dependente
do bloqueio da atividade coagulante do veneno devido à ação da DP,
deduzimos teoricamente que, se a um veneno coagulante fosse possibilitada
uma absorção mais lenta, as primeiras quantidades absorvidas poderiam
agir como verdadeiras doses preparatórias.
Parece-nos terem sido Becker e Glenn 1 (1967), Kocholaty e col. 15
(1971) e Bolanos 2 (1972), os primeiros pesquisadores a utilizarem,
comparativamente, as vias intravenosa e intraperitoneal de camundongos
para a avaliação das atividades tóxicas e enzimáticas de venenos ofídicos.
Os dois últimos autores concluíram ser a via intravenosa mais eficiente
do que a intraperitoneal na determinação da toxicidade dos venenos
estudados.
Baseados nestas considerações, nos propusemos a verificar a possi¬
bilidade da adoção da via intraperitoneal de camundongos para a titulação
de venenos de sete serpentes do gênero Bothrops, mais freqüentes entre
nós e possuidores, em sua maioria, de marcante atividade coagulante.
MATERIAL E MÉTODOS
1. Venenos utilizados
Foram utilizados os venenos das espécies de serpentes Bothrops
jararaca (Wied, 1824), Bothrops alternatus Duméril, Bibron et Duméril,
1854, Bothrops cotiara (Gomes, 1913), Bothrops neuwiedi Wagler in Spix,
1824, Bothrops pradoi (Hoge, 1948), Bothrops jararacussu Lacerda, 1884
e Bothrops moojeni Hoge, 1965, fornecidos pelo Departamento de Parasi-
tologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São
Paulo, obtidos de vários animais adultos, por extração manual, dessecados
a vácuo e mantidos em geladeira entre 0 e 4°C.
As soluções dos venenos foram preparadas a 1% em solução salina
(cloreto de sódio a 0,85%) e centrifugadas a 5.000 rpm durante 20 minu¬
tos, a 15°C, a fim de se eliminar eventuais impurezas. Os sobrenadantes
foram distribuídos em volumes de 1 ml e 2 ml, em frascos que foram
fechados hermeticamente e mantidos a — 25°C "• 2S. No momento do uso,
procedia-se ao descongelamento sob água corrente.
312
SILES VILLARROEL. M.: ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
*ia titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mem. Jnst. Butantan,
U/U: 311-323. 1978/79.
2. Animais utilizados, vias de inoculação e volumes inoculados
Empregamos camundongos brancos ( Mus musculus, Linnaeus, 1758)
de ambos os sexos, adultos jovens, pesando entre 18 e 22 gramas, nos
quais se inoculava 0,5 ml de cada dose, por via intraperitoneal. Epi todos
os ensaios, foram utilizados lotes de seis a dez camundongos por dose.
3. Período de observação
Os animais foram examinados 10 minutos, 30 minutos, 1 hora,
24 horas e 48 horas após as respectivas inoculações. Os períodos mais
precoces de observação, até uma hora, foram introduzidos para se registrar
as possíveis mortes imediatas devidas à ação coagulante dos venenos 12'
13’ 14 e, também, aquelas devidas aos eventuais acidentes conseqüentes à
inoculação.
4. Cálculo da DL50
A toxicidade dos venenos botrópicos foi determinada em termos
de DL50, aplicando-se o método de Reed e Müench 18 (1938).
5. Determinação da Dose Mínima Mortal e da Dose Mínima Coagulante
Para possibilitar as necessárias comparações, determinamos, para os
sete venenos empregados, a Dose Mínima Mortal (DMM), segundo o
método clássico de Vital Brazil 10 e a Dose Mínima Coagulante (DMC)
ou Unidade Coagulante (UC), de acordo com Furlanetto e col. 12 (1973).
RESULTADOS
Para o estabelecimento das doses-testes necessárias para a determi¬
nação das respectivas DL50, inicialmente foram determinadas as zonas
de toxicidade dos sete venenos botrópicos utilizados. A tabela 1 exempli¬
fica um teste desta natureza, realizado com veneno de B. jararaca-, para
os demais venenos, julgamos desnecessária a inclusão dos resultados
obtidos.
TABELA 1
Determinação da zona de toxicidade do veneno de Bothrops jararaca
inoculado, por via intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
* O denominador indica o número de animais que receberam inoculações e o nume¬
rador indica o número de animais mortos; este critério foi adotado em todas as
demais tabelas.
313
í, | SciELO
SILES VILLARROEL, M.: ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mem. Jnst. Butantan, ■
í2/íJ;311-323, 1978/79.
As tabelas 2 a 8 apresentam os resultados dos ensaios realizados
para determinar a toxicidade dos venenos de B. jararaca, B. alternatus,
B. cotiara, B. nemviedi, B. praãoi, B. jararacussu e B. moojeni.
TABELA 2
Determinação da DL50 do veneno de Bothrops jararaca inoculado, por
via intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
TABELA 3
Determinação da DL50 do veneno de Bothrops alternatus inoculado, por
via intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
TABELA 4
Determinação da DL50 do veneno de Bothrops cotiara inoculado, por via
intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
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da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mem. Inst. Butantan,
H/iS: 311-323. 1978/79,
TABELA 5
Determinação da DL50 do veneno de Bothrops neuwiedi inoculado, por
via intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
TABELA 6
Determinação da DL50 do veneno de Bothrops pradoi inoculado, por via
intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
TABELA 7
Determinação de DL50 do veneno de Bothrops jararacussu inoculado, por
via intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
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SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mcm. Inst. Butantan,
42/43: 311-323, 1978/79.
TABELA 8
Determinação da DL50 do veneno de Bothrops moojeni inoculado, por via
intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g
Com o objetivo de facilitar uma análise global, incluímos a tabela 9,
que resume os valores da DL50 dos sete venenos estudados.
TABELA 9
Resumo dos resultados das DL50 dos sete venenos botrópicos
As tabelas 10 e 11 apresentam os resultados dos testes realizados com
veneno de B. jararaca e B. moojeni, necessários para comprovar a repro-
dutibilidade do método.
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TABELA 10
Repetição da determinação da DL50 do veneno de B. jararaca inoculado, em dias diferentes e com a mesma
solução do veneno, por via intraperitoneal (0,5 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F. ; R0L1M ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronúaçãi
da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mem. Inst Butantan
42/4S: 311-323, 1978/79.
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SILES VILLARROEL. M. ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURI.ANETTO. R.S, Pa1roni:a;ão
da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, . m camundongo». M:m. Inst. llutanlan,
42/43: 311-323, 1978/79.
Com a finalidade de possibilitar uma análise comparativa, incluimos
a tabela 12 que apresenta os resultados das provas de toxicidade dos sete
venenos botrópicos utilizados, determinada pelo método presentemente
proposto, em termos de DL50, e pelo método de Vital Brazil, em termos
de DMM, utilizando-se das mesmas soluções de venenos.
TABELA 12
Resultados das provas de toxicidade dos sete venenos botrópicos deter¬
minadas pelos dois métodos e expressa em DL50 e em DMM
Incluímos a tabela 13 com a finalidade de facilitar a análise dos
resultados da atividade coagulante das soluções de sete venenos botrópicos
a 1%, expressos em termos de Dose Mínima Coagulante (DMC) ou Uni¬
dade Coagulante (UC) por ml de solução e sua correspondência em \i.g
do veneno seco.
TABELA 13
Resultados da atividade coagulante dos sete venenos botrópicos expressa
em termos de DMC ou UC por ml de solução e sua correspondência em
Hg de veneno seco
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da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mem. Inat, Butantan,
ig/iS: 311-323. 1978/79.
DISCUSSÃO
Os resultados expostos nas tabelas 2 a 8 caracterizam três aspectos
de fundamental importância na determinação da DL50 dos venenos botró¬
picos. Em primeiro lugar, deve ser destacada a ausência de mortes ime¬
diatas — até a primeira hora de observação — conseqüentes a possíveis
acidentes de inoculação ou, prineipalmente, devidas à coagulação intra¬
vascular maciça, observada quando da inoculação desses venenos por via
sangüínea. Este fato nos parece ser conseqüente à lenta absorção do
veneno em que, as primeiras quantidades absorvidas, atuariam como ver¬
dadeiras “Doses Preparatórias” descritas por Furlanetto 11 (1965) e Fur¬
lanetto e col. 14
Assim, as mortes observadas guardam íntima relação com a quanti¬
dade do veneno inoculado. Em segundo lugar, deve ser salientada a regu¬
laridade na ocorrência dessas mortes, em função da progressão das doses
inoculadas. Como terceiro aspecto, deve ser enfatizada a reprodutibili-
dade do método, conforme pode ser verificado através dos resultados dos
repetidos ensaios, realizados com os venenos de B. jararaca e B. moojeni
(tabelas 10 e 11). Foram escolhidos estes venenos por ser, o primeiro,
proveniente de uma das espécies mais freqüentes em nosso meio, consi¬
derada como espécie-tipo do gênero e, o segundo, por possuir marcante
atividade coagulante 20’ 21. Deixamos de apresentar as comprovações de
reprodutibilidade realizadas com os demais venenos, por considerá-las
desnecessárias. A análise das tabelas 10 e 11 demonstra perfeita coe¬
rência entre os vários resultados. Se confrontarmos os nossos resultados
com os apresentados por Furlanetto 11 (1965) e por Furlanetto e col. I4,
comprovamos a existência de concordância entre eles, embora os autores
citados tenham utilizado métodos de ensaio e partidas, de veneno dife¬
rentes dos nossos. Esta concordância confirma que a incoagulabilidade
sangüínea, obtida em ambos os métodos, torna-os possíveis de serem
aplicados na quantificação da real atividade tóxica dos venenos botrópicos.
A análise comparativa entre as atividades dos venenos botrópicos
determinadas através dos métodos ora proposto e o de Vital Brazil
(tabela 12), revela aspectos que julgamos interessantes. De um lado, a
variação da DL50, entre os sete venenos, é condizente com a proporção
dos fatores tóxicos nas suas composições. Por outro lado, a variação nas
quantidades de veneno necessárias para determinar a Dose Mínima
Mortal (DMM), depende basicamente da proporção do fator coagulante
em sua constituição (tabela 13), pois a DMC ou UC, nem sempre é
concorde com a atividade tóxica da peçonha, não titulando — e sequer
revelando _ os fatores responsáveis pelas manifestações mais tardias,
subseqüentes aos acidentes botrópicos.
De posse dos resultados, permitimo-nos definir a unidade tóxica de
veneno botrópico (DL50) como sendo a quantidade de veneno que,
quando inoculada intraperitonealmente em camundongos de 18 a 22 g,
promove a morte de cerca de 50 °/o dos animais testados, dentro do período
de observação de 48 horas.
O método ora proposto firma-se num tripé tendo como bases a
utilização do camundongo como animal de ensaio, a via intraperitoneal
como via de inoculação e o período de 48 horas como tempo de observação.
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da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, em camundongos. Mem. Inet, Butantan,
311-323. 1978/79.
Quanto ao uso de camundongos, somos concordes com os autores que
nos precederam, pois o próprio Vital Brazil não reconhecia o pombo
como o animal ideal para a determinação da toxicidade dos venenos
ofídicos 4. Dentre os autores que abordaram o assunto, destacamos Slotta
e Szyszka 29 (1973); Schõttler 22’ ”• ”• 25' 26' 27 ; Furlanetto u (1965);
Furlanetto e col. 12' 14 e Rolim Rosa 19 (1973) entre nós, Calmette 5
(1894); Christensen e Finney 7 (1953); Becker e Glenn 1 (1967);
Cheymol e col. 8 (1968); Tur Homma 30 (1970); Kocholaty e col. 15
(1971); Bolanos 2 (1972); Lee e col. 17 (1972); Yang 31 (1974) e
Esquerre 8 (1976), em diversos países, que empregaram camundongos de
diferentes pesos inoculando-os pelas mais diversas vias. Com relação
ao peso do animal, acreditamos que camundongos com peso variável entre
18 e 22 g, correspondente a adultos jovens, oferecem as condições bioló¬
gicas ideais para tal tipo de experimento, em concordância com alguns
autores que nos precederam 6‘ "• 19' 30.
Quanto à via de inoculação, parece-nos que a intraperitoneal é a
mais adequada, principalmente para a determinação da toxicidade dos
venenos botrópicos, possuidores de marcante atividade coagulante.
Quanto aos demais venenos ofídicos, com atividade coagulante ausente
ou mínima, a inoculação por via intravenosa proporciona resultados
satisfatórios 2’ 6- I5, 19’ 30.
Schõttler 28 (1955/56), mesmo após ter adquirido larga experiência
no estudo de venenos botrópicos, não conseguiu um método satisfatório
para as titulações, através do uso das vias intravenosa e subcutânea de
camundongos. Este pesquisador reconhecia que novos métodos deveriam
ser investigados. Furlanetto 11 (1965) e Furlanetto e col.1314, antevendo
o emprego satisfatório desse roedor, propiciaram a necessária abertura
para os nossos atuais resultados.
O terceiro fator, no qual nos apoiamos, diz respeito ao período de
observação do animal após a inoculação. Optamos pelo tempo de 48
horas, a exemplo de Eichbaum 8 (1947), de Kondo e col. 18 (1971), de
Furlanetto 11 (1965), de Bolanos 2 (1972) e de Rolim Rosa 18 (1973),
visto que, em algumas oportunidades (tabelas 4 e 8), a observação em
24 horas revelou ser insuficiente para a avaliação da toxicidade dos
venenos estudados.
A análise dos nossos resultados, nos autoriza a afirmar que o método
presentemente proposto preenche os requisitos necessários para a quanti¬
ficação, em termos de DL50, dos fatores responsáveis pela toxicidade
dos venenos botrópicos, com alto grau de sensibilidade e de reproduti-
bilidade, isento dos inconvenientes devidos ao fator coagulante.
CONCLUSÕES
2.
É possível determinar a toxicidade dos venenos das serpentes
B. jararaca, B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi,
B. jararacussu e B. moojeni, em termos de DL50, através da
inoculação intraperitoneal em camundongos;
o método adotado elimina a ocorrência das mortes imediatas
devidas à atividade coagulante desses venenos, permitindo a
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da titulação da atividade tóxica de venenos botrópicos, exn camundongos. Mcm. Inat. Hutantan
311-323. 1978/79.
obtenção de resultados com satisfatória sensibilidade e repro-
dutividade ;
devido à ação tóxica de alguns venenos botrópicos (B. cotiara
e B. rnoojeni) se manifestar após as primeiras 24 horas, parece¬
mos que o período de observação dos animais deva ser estabe¬
lecido em 48 horas.
ABSTRACT : The authors demonstrated that the toxicity of venoms
from the bothropic species B. jararaca, B. alternatus, B. cotiara,
B. neuwiedi, B. pradoi, B. jararacussu and B. moojeni can be
satisfactorily determined in mice, intraperitoneally inoculated.
Dispensing other recources that could render the blood incoagulable,
the titration with respect to the LD.» of the venoms could be achieved
with a high reproductivity. The possibility to substitute pigeons
for mice is of great importance, since this allows the quantification
of the toxicity of ophidic venoms, mainly of those endowed with
marked coagulant activity.
KEYWORDS: Bothropic venoms — titration of the toxicity of
bothropic venoms; LD-., determination of bothropic venoms.
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322
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SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
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323
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Alem. In8t. Butantan
45/4J.325-336. 1978/79
PADRONIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO DA POTÊNCIA DE
ANTIVENENOS BOTRÓPICOS, EM CAMUNDONGOS
Medardo SILES VILLARROEL*
Raymundo ROLIM ROSA**
Plávio ZELANTE***
Reynaldo Schwindt FURLANETTO****
RESUMO: A comprovação de que a inoculação intraperitoneal
em camundongos se presta satisfatoriamente para a determinação
da toxicidade de venenos botrópicos, possibilitou aos autores adota¬
rem o mesmo modelo experimental na avaliação da potência dos
respectivos antivenenos. Assim, aplicando uma conduta técnica
diversa da preconizada pela Farmacopéia Brasileira, os autores
titularam 14 antivenenos botrópicos mono e polivalentes, em função
da atividade tóxica dos venenos das espécies B. jararaca, B. alter-
natus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pracloi, B. jararacussu e B.
moojeni. Baseados em seus resultados, os autores recomendam o
método presentemente exposto como solução dos problemas verifi¬
cados quando da titulação de antivenenos ofidicos, principalmente
daqueles relacionados aos venenos dotados de marcante atividade
coagulante. A inoculação intraperitoneal da mistura veneno-anti-
veneno em camundongos, mesmo com excesso de veneno, não altera
a regularidade dos resultados, devido à eliminação das mortes
imediatas conseqüentes ao fator coagulante.
UNITERMOS: antiveneno botrópico; doseamento de antivenenos
botrópicos; avaliação da potência de antivenenos botrópicos.
INTRODUÇÃO
A pesquisa de métodos ideais para o doseamento dos antivenenos
ofidicos tem sido uma constante, desde o advento da soroterapia antio-
fídica. Schottler 22 (1954) afirmou que “por mais laboriosa e custosa
que esta tarefa possa parecer, ela deveria ser atacada com o objetivo
* Professor Livre Docente do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de
Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
** Diretor do Serviço de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do
do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da
Universidade de São Paulo.
••• Professor Adjunto do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universidade de São Paulo.
•••• Professor Catedrático do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universidade de São Paulo (“in memoriam”).
Endereço para correspondência: Caixa Postal 4365
SP
Brasil.
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SILES VILLARROEL. M.; ROLIM ROSA. R.; ZELANTE. F. & FURLANETTO. R.S. — Padroniza¬
ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mrm. Inst. Butantan,
U/43: 326-336. 1978/7‘J.
de transformar o atual mistério que cerca a titulação dos soros antipe-
çonhentos em método prático, acessível e cientificamente fundado”.
A eficiência do emprego da via intraperitoneal de camundongos,
para a titulação de venenos de serpentes botrópicas, demonstrada por
Siles Villarroel 27 (1977) e por Siles Villarroel e col. 28 (1978), permitiu
antever a possibilidade da aplicação do método então proposto para
o doseamento dos antivenenos botrópicos, pois pelo método original de
Vital Brazil - (1907), não se quantificam os anticorpos antitóxicos, mas
aqueles específicos à atividade coagulante, pois o pombo, após receber
a inoculação por via intravenosa, é observado apenas durante um período
de 20 a 30 minutos. É evidente que tal conduta técnica, embora utilizada
até hoje em nosso meio e ainda preconizada pela Farmacopéia Brasi¬
leira* (1959), apresenta uma série de inconvenientes10 27'2*.
Grasset 11 (1957), em revisão publicada no Boletim da Organização
Mundial de Saúde, analisou os métodos para a avaliação da potência
dos antivenenos ofídicos utilizados em 22 institutos de pesquisa, em
diferentes partes do mundo. Constatou a existência de uma diversidade
muito grande entre eles, principaimente no que se refere aos animais
utilizados e às vias de inoculação empregadas.
As vias intravenosa e subcutânea de camundongos foram utilizadas
por Calmette (1894) , Eichbaum 7 (1947) , Schottler 20' **• 22' 2:!' 24- 25, Lin 15
(1962), Kondo e col. 13 (1965) e Kondo e col. 14 (1971), Christensen 5
(1966), Christensen 11 (1967) e Puranananda e col. 18 (1966), possibili¬
tando, satisfatoriamente, o doseamento de antivenenos específicos a
venenos desprovidos ou possuidores de pequena atividade coagulante.
Ao contrário, quando do doseamento de antivenenos correspondentes a
peçonhas dotadas de marcante atividade coagulante, a exemplo do que
ocorre com o pombo, os camundongos ou outros animais que foram
utilizados -■ 3- 4, não se prestaram adequadamente, devido à ocorrência de
mortes imediatas e, conseqüentemente, resultando em falta de reproduti-
bilidade do método 10' 2I.
Kocholaty e col. 12 (1968) abriram novas perspectivas quando, ao
utilizarem diversas vias de inoculação de camundongos para o dosea¬
mento de antivenenos frente a uma variedade de venenos ofídicos,
demonstraram que a intravenosa e a intraperitoneal se revelaram como
as mais indicadas. Bolanos e col. 1 (1975) utilizaram a via intraperitoneal
do camundongo para o doseamento de antivenenos do gênero Micrurus.
No presente trabalho, nos propusemos a verificar a possibilidade
da utilização da via intraperitoneal de camundongos em substituição ao
pombo como animal de prova, para o doseamento de antivenenos mono
e polivalentes, específicos às peçonhas de serpentes botrópicas mais
freqüentes no Brasil.
MATERIAL E MÉTODOS
1. Venenos botrópicos
Os venenos utilizados em nossos experimentos foram fornecidos
pelo Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas
da Universidade de São Paulo e obtidos de várias serpentes adultas,
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ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mem. Inat. Butantan,
4Í/4J.-325-336, 1978/79.
por extração manual, submetidos à secagem a vácuo e que, após a
cristalização, eram mantidos em geladeira entre 0 e 4°C.
Empregamos venenos das seguintes espécies : Bothrops jararaca
(Wied, 1824), Bothrops alternatus Duméril, Bibron et Duméril, 1854,
Bothrops cotiara (Gomes, 1913), Bothrops neuwiedi Wagler in Spix,
1824, Bothrops pradoi (Hoge, 1948), Bothrops jararacussu Lacerda,
1^84 e Bothrops moojeni Hoge, 1965.
As soluções dos venenos foram preparadas a 1%, conforme Siles
Villarroel e col. -s (1978).
2. Antivenenos botrópicos
Os antivenenos utilizados, provenientes do Instituto Butantan, foram
obtidos através de hiperimunização de cavalos e purificados pelo método
de Pope1017, modificado por Furlanetto0 (1961). Empregamos três
antivenenos específicos para os venenos de B. jararaca, B. moojeni e
B. neuwiedi e 11 antivenenos botrópicos polivalentes, com os seguintes
títulos neutralizantes, determinados pelo Instituto Butantan segundo o
método de Vital Brazil“:
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SILES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA, R.; ZELANTE, F. & FURLANETTO, R.S. — Padroniza¬
ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mcm. Inat. Butantan,
42/43: 325-336, 1978/79.
3. Animais utilizados e via de inoculação
Foram utilizados camundongos brancos ( Mus musculus, Linnaeus,
1758) de ambos os sexos, adultos jovens, pesando entre 18 e 22 gramas.
As inoculações eram realizadas através da via intraperitoneal. Em todos
os ensaios, cada dose era inoculada em lotes de seis animais.
4. Doseamento dos antivenenos botrópicos
Devido à sensibilidade do camundongo ao agente preservativo
(fenol) normalmente adicionado aos antivenenos purificados, os imunes-
soros foram diluídos a 1/2. Na avaliação da potência dos antivenenos,
mantivemos constantes os seus volumes (0,5 ml), adicionando doses
variáveis do veneno e completando com solução salina, quando neces¬
sário, até o volume final de 1 ml. A mistura veneno-antiveneno era
incubada a 37°C durante 30 minutos e integralmente inoculada. A
exemplo do estabelecido em trabalho anterior -s, os animais foram
observados durante um período de 48 horas.
RESULTADOS
As tabelas 1 a 7 apresentam os resultados das provas de soroneu-
tralização, realizadas com o antiveneno botrópico polivalente purificado
(Partida B-21-76-88) diluído a 1/2, frente às soluções a 1% dos venenos
de B. jararaca, B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi, B.
jararacussu e B. moojeni.
TABELA 1
Doseamento do antiveneno botrópico (0,5 ml), colocado frente ao veneno de Bothrops jararaca
(DL50 = 44,58 /i,g) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml neutraliza 4 mg de veneno de B. jararaca.
O título antitòxico de um antiveneno foi por nós estabelecido como
equivalente à maior dose de veneno que, adicionada a uma quantidade
fixa desse antiveneno seja neutralizada integralmente. Neste caso (tabela
1), 0,5 ml da diluição 1/2 do antiveneno botrópico polivalente, neutralizou
1 mg do veneno de B. jararaca. Assim, o título antitòxico corresponde
a 4 mg/ml. O mesmo critério foi adotado para os demais doseamentos
apresentados.
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ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mcm. lnat. Butantai t,
4f/Z 4:325-336, 1978/79.
TABELA 2
Doseamento do antiveneno botrópico (0,5 ml ), colocado frente ao veneno de B. alternatus
(DL50 = 64,14 /z g) e inoculado, por via intraperitonea] (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
Título: 1 ml neutraliza 5 mg de veneno de B. alternatus.
TABELA 3
Doseamento do antiveneno botrópico (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. cotiara
(DL50 z= 106,86 /zg) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em comundongos de 18 a 22 g.
Título: 1 ml neutraliza 3 mg de veneno de B. cotiara.
TABELA 4
Doseamento do antiveneno botrópico (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. neuwiedi
(DL50 54,17 /zg) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camunaongos de 18 a 22 g.
• Título: 1 ml neutraliza 7 mg de veneno de B. neuwiedi.
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ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongros. Mem. Imt. Butantan,
il/W: 325-336, 1978/79.
Com o objetivo de facilitar uma análise global, incluímos a tabela
8, correspondente aos resultados dos ensaios de doseamento do antive-
neno botrópico polivalente purificado (Partida B-21-76-88) frente aos
sete venenos utilizados.
TABELA 8
Títulos apresentados pelo antiveneno botrópico polivalente frente aos sete venenos estudados,
expressos em mg/ml e suas correspondências em termos de DL50/ml.
Na realização das provas de soroneutralização específica, utilizamo-
-nos dos antivenenos monovalentes purificados de B. jararaca, B. moojeni
e B. neuwiedi.
TABELA 9
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno específico
(DL50 = 44,58 /xg) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 12 mg de veneno específico.
Doseamento do antiveneno de
(DL50 = 105,50 /xg) e inoculado,
TABELA 10
B. moojeni (0,5 ml), colocado frente ao veneno específico
por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
Título: 1 ml de antiveneno de B. moojeni neutraliza 4 mg de veneno específico.
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ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mcm. Inat. Dutantan,
42/43: 325-336, 1978/79.
TABELA 11
Doseamento do antiveneno de B. neuiviedi (0,5 ml), colocado frente ao veneno específico
(DL50 = 36,80 ^ig) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml de antiveneno de B. neuwiedi neutraliza 3 mg de veneno específico.
Foram executadas repetidas provas de soroneutralização, com a
finalidade de comprovar a reprodutibilidade dos títulos neutralizantes
dos antivenenos. Em virtude do comportamento uniforme apresentado
por todos os antivenenos, tabulamos os resultados obtidos de quatro
ensaios para dois antivenenos botrópicos polivalentes, (Part. B-21-76-88
e Part. P-128-C-17). Realizamos as titulações em dias diferentes e
sempre com a utilização do veneno de B. jararaca, proveniente da mesma
solução inicial.
TABELA 12
Resultados das provas de comprovação de reprodutibilidade no doseamento de antivenenos
botrópicos, através da inoculação intraperitoneal em camundongos de 18 a 22 g.
Os títulos neutralizantes dos demais antivenenos botrópicos poliva¬
lentes utilizados, estão apresentados na tabela 13.
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SILES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA, R.; ZELANTE, F. & FURLANETTO, R.S. — Padroniza-
ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mera. Inst. Butantan,
A2/A3: 325-336, 1978/79.
TABELA 13
Títulos de dez antivenenos botrópicos polivalentes, expressos em mg/ml e em DL50/ml,
determinados frente ao veneno de B. jararaca (DL50 = 44,58 /zg), em camundongos de
18 a 22 g, inoculados intraperitonealmente.
* Botrópico polivalente.
DISCUSSÃO
Em todos os ensaios realizados, constatamos a ausência de mortes
imediatas e regularidade na sua ocorrência em função da progressão
das doses de veneno inoculadas. As possíveis razões deste comportamento
foram analisadas em trabalhos anteriores 27' 2*.
Como já foi destacado, os títulos dos antivenenos botrópicos referem-
-se somente à neutralização da atividade coagulante, devido serem deter¬
minados segundo as normas constantes da atual Farmacopéia. Ora,
permitimo-nos considerar incompleta e inadequada tal determinação,
pois a concentração desse fator é variável conforme a natureza do
veneno (Rosenfeld e col. 13 (1959) ; Siles Villarroel 20 (1972) e conforme
a proporção desses venenos na mistura imunogênica empregada na
obtenção do soro antibotrópico polivalente. Conseqüentemente, os títulos
atribuídos a estes produtos biológicos podem ser reconhecidos na
atualidade, como incompletos, não devido a falhas técnicas introduzidas
pelo grande mestre Vital Brazil mas, sim, à natural evolução dos
conhecimentos científicos, pois o próprio pesquisador já antevia argu¬
mentos contrários à padronização por ele proposta 2.
A demonstração de nova metodologia para a determinação da toxici¬
dade dos venenos botrópicos 27 • 28, possibilitou-nos as condições para que
revisássemos os métodos adotados entre nós para o doseamento dos
antivenenos mono e polivalentes.
Os nossos resultados, constantes das tabelas 1 a 7, referentes ao
doseamento do antiveneno botrópico polivalente frente aos sete venenos
estudados e expressos em termos de mg de veneno neutralizado por ml
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ção da avaliação da potência de antivenenos botrópicos, em camundongos. Mem. Inst. Butantan ,
VJ/iS: 325-336, 1978/79.
do antiveneno, demonstram satisfatoriamente a eficiência do método ora
desenvolvido.
O período de observação do animal (48 horas) pareceu-nos ser
perfeitamente adequado, pois conforme pôde-se verificar em praticamente
todos os experimentos realizados, dentre os animais que sobreviveram às
primeiras 24 horas, alguns deles vieram a morrer quando se prolongou
a observação até 48 horas. Assim, pudemos detectar, com maior acuidade,
os efeitos da atividade tóxica dos venenos testados.
A tabela 8, resumindo os resultados dos doseamentos realizados e
constantes das tabelas 1 a 7, permite um confronto entre os valores
expressos em termos de mg de venenos e as suas equivalências em DL50,
neutralizados por 1 ml do antiveneno.
Todas estas informações, somadas às obtidas quando da soroneutra-
lização específica (tabelas 9, 10 e 11), comprovam a eficiência do modelo
experimental ora utilizado, demonstrando que a inoculação intraperi-
toneal em camundongo é um processo plenamente satisfatório pois, além
de eliminar os inconvenientes considerados, é perfeitamente reprodutível
(tabela 12), permitindo que a potência dos antivenenos botrópicos seja
avaliada em função dos componentes tóxicos dos respectivos venenos.
Esta conduta técnica vai de encontro às recomendações emitidas por
organismos internacionais como a Permanent Comission on Biological
Standardization of the Health Organization of the League of Nations,
Department of Biological Standardization of the Statens Seruminstitut
e WHO Expert Committee on Biological Standardization n, que têm
mantido constante preocupação com a padronização dos métodos utili¬
zados para a avaliação da potência dos antivenenos ofídicos.
CONCLUSÕES
1 . É possível o doseamento de antivenenos botrópicos mono e
polivalentes através da inoculação intraperitoneal em camun¬
dongos de 18 a 22 g;
2. o método ora proposto, eliminando as mortes imediatas conse-
qüentes ao fator coagulante do veneno e tornando-as propor¬
cionais às doses inoculadas, permite que os antivenenos botró¬
picos sejam aferidos frente aos componentes tóxicos dos venenos
e em bases populacionais;
3. devido à sua reprodutibilidade e à utilização de animais de fácil
controle e de baixo custo, o método por nós desenvolvido
revelou-se plenamente satisfatório para o doseamento de anti¬
venenos botrópicos.
ABSTRACT: The confirmation that an intraperitoneal inocula-
tion in mice is satisfactory for the determination of the toxicity
of bothropic venonis, permitted the adoption of the same experi¬
mental model for the evaluation of the respective antivenin
potency. Therefore, in applying a tecnical method different as
that preconized by the Brazilian Pharmacopoeia, the authors
titrated 14 bothropic mono- and polyvalent antivenins, in function
of the toxic activity of the venoms from B. jararaca, B. alternatus,
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ção da avaliação da potência de antivcnenoa botrópicos, em camundongos, Mcm. Inst. Butantan,
325-33G, 1978/79.
B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi, B. jararacussu and B. moojeni.
Based upon their results, the authors recommend the present me-
thod as a solution to the problems verified during the titration of
ophidic antivenins, mainly those related to venoms endowed with
marked coagulant activity. The intraperitoneal inoculation of the
venom-antivenin mixture in mice, even with an excess of venom,
does not bring about any alteration in the regularity of the
results, due to the exclusion of immediate deaths in consequence
of the coagulant factor.
KEYWORDS: bothropic antivenin; bothropic antivenin dosage;
cvaluation of bothropic antivenin potency.
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42/43: 337-344, 1978/79
EVIDENCIAÇÃO EM CAMUNDONGOS DA
SORONEUTRALIZAÇÃO PARAESPECÍFICA ENTRE
VENENOS E ANTIVENENOS BOTRÓPICOS
Medardo SILES VILLARROEL*
Raymundo ROLIM ROSA**
Flávio ZELANTE***
Rosalvo GUIDOLIN****
RESUMO: Os autores comprovaram que a inoculação intraperi-
toneal em camundongos é também adequada para evidenciar as
reações de soroneutralização paraespecificas, entre venenos e anti-
venenos botrópiccs. Os antivenenos de B. jararaca, B. moojeni e B.
nedwiedi foram estudados frente aos venenos das espécies B. jara¬
raca, B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi, B. jara-
racussu e B. moojeni. Conforme os resultados obtidos e confirmando
trabalhos anteriores, fica comprovado que a mensuração da atividade
dos componentes tóxicos, ao invés dos coagulantes, é a conduta mais
adequada para o estudo dos venenos botrópicos, pois possibilita a
adoção de um modelo satisfatório que permite a quantificação,
com elevada reprodutibilidade, dos fatores responsáveis pela con-
seqüências mais graves, inerentes aos acidentes botrópicos.
UNITERMOS: Soroneutralização paraespecífica de venenos botró¬
picos; reações cruzadas entre venenos e antivenenos botrópicos;
emprego de camundongos na soroneutralização cruzada de venenos
botrópicos.
INTRODUÇÃO
A neutralização cruzada entre venenos botrópicos e os antivenenos
específicos e paraespecíficos mono e polivalentes, tem sido investigada
desde há muito tempo. Brazil e Rangel Pestana 3 (1909) e Vellard 18
(1930) realizaram tais observações “in vivo”, utilizando pombos nos
* Professor Livre Docente do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de
Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
** Diretor do Serviço de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do
Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Univer¬
sidade de São Paulo.
**• Professor Adjunto do Departamento de Microbioloffia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universidade de São Paulo.
Auxiliar de Ensino do Departamento de Microbioloiçia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universudade de São Paulo e Doutor em Ciências pela Faculdade de Odontologia
de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas.
Endereço para correspondência: Caixa Postal 4365 — São Paulo _ Brasil.
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1, | SciELO
SILES VILLARROEL, M.: ROLIM ROSA, R.; ZELANTE, F. & GUIDOLIN. R. — Evidenciação em
camundongos da Horoneutralizacão paraespecifica entre venenos e antivenenos botrópicos. Mrm.
Innt. Butantan, 4Í/W.-337-344, 1978/79,
quais promoviam inoculações por via intravenosa; os animais eram obser¬
vados durante 20 a 30 minutos 2i °. Nestas condições eram analisadas
6omente as manifestações devidas à atividade coagulante desses venenos
e não as devidas aos seus componentes tóxicos.
Césari e Boquet4 (1937), utilizando o método de Calmette, estuda¬
ram as reações cruzadas entre venenos e antivenenos ofídicos. Concluí¬
ram que os antivenenos neutralizaram, satisfatoriamente, os venenos
específicos e eram total ou parcialmente destituídos de capacidade
neutralizante para outros venenos não específicos.
Schõttler 10’ n, Christensen 5 (1966) e Puranananda e col. 7 (1966),
por outro lado, empregaram as vias intravenosa e subcutânea de camun¬
dongos. Bolanos e col.1 (1975), mais recentemente, utilizaram a via
intraperitoneal desses animais para a titulação de antivenenos monova-
lentes e polivalentes correspondentes ao gênero Micrurus.
Rosenfeld e col. 8 (1962) e Rosenfeld e Kelen 9 (1966), demons¬
trando “in vitro” a neutralização do fator coagulante através de reações
cruzadas entre os venenos e antivenenos ofídicos, concluíram que o
veneno de B. cotiara possui antígenos comuns a todos os venenos ofídicos
por eles estudados.
Siles Villarroel e col. 13 (1976/77), através de técnicas de imunodi-
fusão, demonstraram a existência de vários componentes comuns entre
seis venenos botrópicos, o que lhes possibilitou separar essas peçonhas
em dois grupos, com características distintas.
Conforme demonstramos em trabalhos anteriores 13' 15, a inoculação
intraperitoneal em camundongos se constitui num recurso satisfatório e
adequado para a titulação de venenos e para o doseamento de antivenenos
botrópicos. Aplicando a metodologia então desenvolvida, nos propusemos,
agora, a verificar a neutralização dos componentes tóxicos de sete venenos
botrópicos, através de reações paraespecíficas, utilizando antivenenos
monovalentes.
MATERIAL E MÉTODOS
1. Venenos botrópicos
A origem e o processamento técnico dos sete venenos utilizados
( B . jararaca, B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. jararacussu e
B. moojeni) foram descritos em trabalhos anteriores 14> 15.
2 . Antivenenos botrópicos
Utilizamos os antivenenos de B. jararaca, B. moojeni e B. neuwiedi,
monovalentes, fornecidos pelo Instituto Butantan e apresentando os
títulos 10,0 mg/ml, 4,0 mg/ml e 2,0 mg/ml, respectivamente.
3. Animais utilizados e vias de inoculação
Utilizamos camundongos adultos jovens, de 18 a 22 g, sem distinção
de sexo, nos quais as inoculações eram realizadas por via intraperitoneal ;
o período de observação foi de 48 horas.
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SILES VILLARROEL, M.: ROI.IM ROSA, R.: ZELANTE, F. & GUIDOLIN, R. — Evideneiação em
camunilonRos da soroneutralização paraespeeUiea entre venenos e antivenenos botrópicos. Mem.
Inst. UiUantan, 4Í/44.-337-344, 1978/79.
4. Neutralização cruzada dos antivenenos botrópicos
Devido à sensibilidade dos animais ao fenol (agente preservativo),
todos os antivenenos foram diluídos a 1/2. Para a realização das reações,
tanto as específicas como as cruzadas, foi mantido constante o volume
dos antivenenos (0,5 ml), sendo a eles adicionadas doses variadas do
veneno e completado o volume para 1,0 ml, com a adição de solução
salina (solução de cloreto de sódio a 0,85%). A mistura era, então,
incubada a 37°C durante 30 minutos e integralmente inoculada.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os três antivenenos botrópicos monovalentes foram titulados, através
de reações específicas e paraespecíficas, frente aos sete venenos
utilizados. Os resultados constam das tabelas 1 a 10.
TABELA 1
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. jararaca
(DL50 = 44,58 /rg) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml de antiveneno dc B. jararaca neutraliza 12 mg de veneno específico.
TABELA 2
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. alternatua
(DL50 — 64,14 fj,g ) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), cm camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 7 mg de veneno de B . altcrnatus.
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SILES VILLARIÍOEL, M.; ROLIM ROSA, R.; ZELANTE, F. & GUIDOLIN, R. — Evidenciação em
camundongos da soroneutralização paraespecífica entre venenos e antivenenos botrópicos. Mem.
Inat. Butantan, W/iS: 337-344, 1978/79.
TABELA 3
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. cotiara
(DL50 = 100,86 fj,g ) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), cm camundongos dc 18 a 22 g
* Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 6 mg de veneno de B. cotiara.
TABELA 4
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. neuwiedi
(DL50 = 54,17 fig) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 3 mg de veneno de B. neuwiedi.
TABELA 5
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. pradoi
(DL50 = 95,41 fig) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 3 mg de veneno de B . pradoi.
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SILES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA, R.: ZELANTE, F. & GUIDOLIN, R. — Evidendação em
camundonpos da soroneutralização paraespecífica entre venenos e antivenenos botrópicos. A/em.
Inat. Butantan, 42/42:337-344, 1978/79.
TABELA 6
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. jararacussu
(DL50 = 103 79 fxg) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 4 mg de veneno de B. jararacussu.
TABELA 7
Doseamento do antiveneno de B. jararaca (0,5 ml), colocado frente ao veneno de B. moojeni
(DL50 = 105,50 fx g) e inoculado, por via intraperitoneal (1,0 ml), em camundongos de 18 a 22 g.
* Título: 1 ml de antiveneno de B. jararaca neutraliza 5 mg de veneno de B. moojeni.
Visando propiciar uma análise global, incluímos a tabela 8, que
sumariza todos os resultados das reações de neutralização realizadas
entre o antiveneno de B. jararaca e os sete venenos.
TABELA 8
Títulos apresentados pelo antiveneno de B. jararaca quando colocado frente aos sete venenos
botrópicos; o poder neutralizante está expresso em mg/ml e em DL50/ml.
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SII ES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA, R.; ZELANTE, F. & GUIDOLIN, R. — Evidenciação cm
camundongos da soroneutralização paraespecífica entre venenos e antivenenos botrópicos. Mem.
Inst. Butantan, 4-V-4S.-337-344, 1978/79.
A análise dos dados expostos permite constatar que, quando da
reação específica, 1 ml do antiveneno de B. jararaca neutraliza 12,0 mg
ou 209,18 DL50 do veneno e quantidades variáveis das demais peçonhas,
conforme o número de componentes imunogênicos comuns. Assim, as
quantidades de veneno de B. alternatus e B. cotiara neutralizadas
(7,0 mg/ml e 6,0 mg/ml, respectivamente) demonstram que estes
venenos poderiam ser considerados antigenicamente próximos ao veneno
de B. jararaca. Aliás, este fato já tinha sido por nós anteriormente
demonstrado, através de técnicas imunoquímicas 13.
As tabelas 9 e 10 expressam os resultados observados quando dos
testes de soroneutralização entre os antivenenos específicos de B. moojeni
e B. neuwiedi frente aos venenos estudados.
TABELA 9
Títulos apresentados pelo antiveneno de B. moojeni quando colocado frente aos sete venenos
botrópicos; o poder neutralizante está expresso em mg/ml e em DL50/ml.
A atividade do antiveneno de B. moojeni é a mesma para os
venenos de B. moojeni, de B. jararaca e de B. alternatus, quando
expressas em mg de veneno neutralizado. Todavia, quando comparadas
as atividades em DL50 neutralizadas, o antiveneno de B. moojeni, é
mais ativo para os venenos de B. jararaca, de B. alternatus e de B.
neuwiedi, que para o veneno específico.
TABELA 10
Títulos apresentados pelo antiveneno de B. neuwiedi quando colocado frente aos sete venenos
botrópicos; o poder neutralizante está expresso em mg/ml e em DL50/ml.
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SILES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA. R.; ZELANTE, F. & GUIDOLIN, R. — Evidenciação em
camundongos da soroneutralização paraespecífica entre venenos e antivenenos botrópicos. Mrm.
Intt. Butantan, Kt/kS: 337-344, 1978/79.
Quanto ao antiveneno de B. neuwiedi, verificamos igual eficiência
de neutralização cruzada para o veneno da espécie B. pradoi, seguida
pelas espécies B. moojeni, B. jararaca e B. jararacussu, quando analisados
em termos de mg de veneno neutralizados por ml.
Assim, além de demonstrar, satisfatoriamente, a ocorrência de rea¬
ções cruzadas entre os vários venenos e antivenenos botrópicos, através
de inoculação intraperitoneal em camundongos, confirmamos, também, a
conveniência de que a titulação dessas substâncias biológicas se relacione
à soroneutralização dos componentes tóxicos desses venenos.
Os nossos resultados não podem ser cotejados com os de outros auto¬
res, que utilizaram critérios diferentes quanto aos animais de experimen¬
tação e às vias de inoculação. Como exemplos, Brazil e Rangel Pestana 3
(1909) e Vellard 16 (1930) usaram pombos, enquanto que Césari e Boquet4
(1937) empregaram coelhos; por outro lado, Schõttler 10' u, empregou as
vias intravenosa e subcutânea de camundongos. No entanto, nossos resul¬
tados permitiram o estabelecimento de um modelo experimental que se
presta, satisfatoriamente, para as finalidades às quais nos propusemos.
A demonstração da importância da quantificação dos componentes tóxicos,
ao invés dos coagulantes, quando da titulação de venenos e antivenenos
botrópicos e a comprovação da existência de neutralização cruzada, quer
nos parecer terem aberto novas perspectivas para o estudo do ofidismo,
permitindo-nos recomendar este método como o mais condizente com as
propriedades farmacológicas desses venenos.
CONCLUSÕES
3.
4.
O emprego da via intraperitoneal de camundongos nos possibilitou
demonstrar, satisfatoriamente, a soroneutralização paraespecífica,
com a utilização dos antivenenos de B. jararaca, B. moojeni e B.
neuwiedi, colocados frente aos venenos botrópicos estudados;
o antiveneno de B. jararaca neutraliza, com maior eficiência o veneno
específico, seguindo-se dos venenos das espécies B. alternatus e B.
cotiara;
o antiveneno de B. moojeni neutraliza, com igual eficiência, os vene¬
nos das espécies B. jararaca, B. alternatus e o específico;
o antiveneno de B. neuwiedi neutraliza, com igual eficiência, os vene¬
nos das espécies B. pradoi e B. neuwiedi, seguindo-se dos venenos
de B. moojeni, B. jararaca e B. jararacussu.
ABSTRACT: The authors demonstrate that the intraperitoneal
inoculation in mice is also appropriate to evidence the reactions of
paraspecific neutralization between sera of bothropic venoms and
antivenins. The antivenins of B. jararaca, B. moojeni, and B. neu¬
wiedi were studied in relation to the venoms from the species B. ja¬
raraca, B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi, B. jara¬
racussu and B. moojeni. According to the obtained results, and
confirmed by prior studies, it is proven that in measuring the
activity of the toxic instead of the coagulant components would be
more adequate for the study of bothropic venoms, since this proce-
dure facilitates the adoption of a highly reproductive quantification
of the factors responsible for the more serious consequences inherent
to ophidic accidents.
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SILES VILLARROEL, M.; ROLIM ROSA, R.; ZELANTE, F. & GUIDOLIN, R. — Evidenciação em
camundongos da soroneutralização paraespecífica entre venenos e antivenenos botrópicos. Mem.
Inst. Butantan, ií/iS: 337-344, 1978/79.
KEYWORDS: paraspecific serum neutralization of bothropic
venoms; cross reaction between bothropic venoms and antivenins;
utilization of mice in cross neutralization of bothropic venom sera.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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44:148-70, 1930.
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PADRONIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE
NECROSANTE DE VENENOS BOTRÓPICOS E DA
POTÊNCIA ANTINECROSANTE DO ANTIVENENO
DE B. JARARACA
Medardo SILES VILLARROEL*
Flávio ZELANTE**
Raymundo ROLIM ROSA***
Reynaldo Schwindt FURLANETTO****
RESUMO: Após a comprovação de que a cobaia ( Cavia porcellus) ,
dentre os animais usuais de laboratório, é o que apresenta maior
sensibilidade local aos venenos botrópicos em estudo, os autores
verificaram a atividade necrosante local dos venenos de B. jararaca,
B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi, B. pradoi, B. jararacussu e
B. moojeni, padronizando-a em termos de Dose Mínima Necrosante
(DMN) ou Unidade Necrosante (UN). Constataram que o veneno
da espécie B. moojeni é o que apresenta maior atividade local, ao
passo que os venenos de B. alternatus e B. jararacussu demonstraram
ser menos ativos. Foi possível o estabelecimento do conceito de
Unidade Antinecrosante (UAN) do antiveneno de B. jararaca, em
relação ao veneno específico. Constataram, também, que o efeito
neutralizante de uma UAN do antiveneno de B. jararaca somente
exerce plena atividade quando administrada por via intravenosa,
imediatamente após a inoculação de uma DMN do veneno específico.
UNITERMOS: Ação local dos venenos botrópicos; quantificação
da atividade necrosante de venenos botrópicos; quantificação da ati¬
vidade antinecrosante do antiveneno de B. jararaca.
INTRODUÇÃO
As observações de Brazil e Rangel Pestana 3 (1909) e de outros
pesquisadores que os seguiram *• *■ *• 7> 8- n, comprovaram que os venenos
botrópicos' possuem, além de suas atividades tóxica e coagulante, uma ação
• Professor Livre Docente do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto d«
Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
•• Professor Adjunto do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universidade de São Paulo.
••• Diretor do Serviço de Imunologia do Instituto Butantan e Professor Assistente Doutor do
Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Univer¬
sidade de São Paulo.
•••• Professor Catedrático do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Ciências
Biomédicas da Universidade de São Paulo (“in memoriam’*).
Endereço para correspondência: Caixa Postal 4365 — São Paulo — Brasil.
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SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de B. Jararaca, Mem. Inat. Butantan, W/íS: 345-356, 1978/79.
local responsável pela necrose do tecido afetado, cuja intensidade é
variável de acordo com a espécie de serpente e com a dose de veneno
inoculada.
Esta atividade, responsável pelas seqüelas dos acidentes botrópicos,
não tem merecido a devida atenção dos pesquisadores, sendo poucos os
trabalhos experimentais em que é analisada.
Eichbaum4 (1947) verificou que a inoculação intravenosa de anti-
venenos botrópicos mono e polivalentes, após a administração do veneno
de B. jararaca por via intradérmica em cães e em coelhos, não impedia
a ação necrosante do veneno, mesmo quando o imunessoro era inoculado
em altas doses.
Schõttler 10 (1955/56), através de inoculações subcutâneas em camun¬
dongos, verificou que a severidade das reações locais dependia da dose
do veneno botrópico inoculado e não da sua real toxicidade. Estes efeitos
eram neutralizados, até determinado grau, pelos antivenenos específicos,
mesmo quando aplicados em doses adequadas.
Araújo e Belluomini 2 (1960/62) verificaram, em várias espécies de
animais domésticos e de laboratório, a sensibilidade local a venenos de
serpentes do gênero Bothrops. A cobaia demonstrou ser mais sensível
principalmente aos venenos das espécies B. neuvnedi, B. jararaca, B. atrox
e B. jararacussu.
Homma e Tu* (1970), estudando a ação de antivenenos sobre o
efeito local conseqüente à inoculação de venenos de serpentes do sudeste
da Ásia, demonstraram, em camundongos, que o antiveneno, inoculado por
via intravenosa, exerce atividade neutralizadora, principalmente quando
administrado imediatamente após a inoculação do veneno. Quando ino¬
culado 10 a 30 minutos após, o antiveneno tem sua atividade neutraliza¬
dora diminuída em relação ao efeito local. Por outro lado, quando inocu¬
lado por via intramuscular, deixa de exercer qualquer efeito protetor.
Baseados nessas considerações, nos propusemos a quantificar a ação
local de sete venenos botrópicos mais comuns e a verificar a quantidade
do antiveneno específico necessário para impedir essa ação local, quando
inoculado imediatamente e quando inoculado em tempos variados, após
a aplicação do veneno necrosante.
MATERIAL E MÉTODOS
1 . Venenos utilizados
Utilizamos venenos das espécies B. jararaca, B. alternatus, B. cotiara,
B. neuwiedi, B. pradoi, B. jararacussu e B. moojeni, obtidos, processados
e conservados de acordo com o descrito em trabalhos anteriores 12’ 13
2 . Animais utilizados
Baseados nos resultados de testes preliminares realizados em camun¬
dongos, hamsters, cobaias e coelhos, padronizamos o emprego de cobaia
branca ( Cavia porcellus) de 300 a 350 g de peso. sem distinção de sexo,
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SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA. R. & FURLANETTO. R.S. — Padronização
da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de B. Jararaca, Afem. Inat. Butantan, 42/-4J.-345-355. 1978/79.
por ter este animal apresentado maior sensibilidade local aos venenos
em estudo.
3. Determinação da Dose Mínima Necrosante (DMN) ou Unidade
Necrosante (UN) de venenos botrópicos
Convencionamos como Dlv N ou UN a menor quantidade de veneno
botrópico, contido num volume de 0,1 ml, necessária para provocar uma
área de necrose de 6 a 8 mm2, íum período de observação de 72 horas,
quando inoculada por via intradérmica no abdômen depilado de cobaias
de 300 a 350 g de peso. Eram inoculadas doses correspondentes a 40,
80, 160 e 320 [ig de cada um dos venenos, em quatro pontos eqüidistan-
tes da região ventral depilada da cobaia, segundo um escantilhão previa¬
mente determinado. O veneno de B. jararaca foi considerado como padrão.
4. Antiveneno botrópico empregado
Utilizamos o antiveneno de B. jararaca, fornecido pelo Instituto
Butantan e por nós titulado em camundongos (lml neutralizava 12 mg
de veneno específico).
5. Atividade neutralizante do antiveneno de B. jararaca para uma DMN
do veneno específico
Imediatamente após a inoculação de uma DMN do veneno de B. jara¬
raca, eram administradas, por via intravenosa (veia digital de uma das
patas), quantidades variáveis do antiveneno. A leitura, baseada no desen¬
volvimento de lesões na área inoculada, era realizada até 72 horas após.
Complementando esta verificação, outras cobaias inoculadas com a mesma
quantidade de veneno, receberam o antiveneno em tempos diferentes (15
minutos, 30 minutos, 1 hora, 2 horas, 4 horas e 8 horas) , a fim de se
verificar até quanto tempo a inoculação do antiveneno específico poderia
interferir na ação de uma DMN do veneno.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A cobaia, demonstrando ser o animal mais sensível, prestou-se satis¬
fatoriamente para a quantificação de atividade necrosante dos venenos
botrópicos. Esta verificação vem de encontro às observações de Araújo
e Belluomini 2 (1960/62). A quantificação em termos de Dose Mínima
Necrosante (DMN) ou Unidade Necrosante (UN) por nós estabelecida,
teve a finalidade de aferir a atividade local dos venenos botrópicos e de
servir, também, de base para a aferição do título antinecrosante dos
antivenenos específicos. Nossa conduta se baseou nas observações de
Furlanetto 5 (1961) relativas aos venenos aranêicos do gênero Loxosceles.
A tabela 1 apresenta os resultados dos testes para a determinação da
Dose Mínima Necrosante (DMN) dos sete venenos ensaiados.
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da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de B. Jararaca, Mcm. /nai. Butantan, Í2/ÍS: 346-365, 1978/79.
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da avahaçao da atividade nocrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de B. Jararaca, Mem. Inst. Butantan, 1*2/1**: 345-355, 1978/79.
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SILES V1LLARR0EL. M.; ZELANTE, F.: KOLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
da avaliação da atividade neerosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de li. Jararaca, Mcw. Inat. llutantav, 4~/4-?.'345-355, 1978/79.
Verificamos que a DMN dos venenos de B. jararaca, B. cotiara,
B. nemviedi e B. pradoi, está ao redor de 160 ixg; para os venenos de
B. alternatus e de B. jararacussu está na ordem de 320 |ig e, finalmente,
para o veneno de B. moojeni está compreendida entre 80 e 160 y.g.
Baseados nestes resultados e em nossas condições experimentais, ressal¬
tamos que o veneno de B. moojeni induziu a uma ação necrótica mais
intensa do que a apresentada pelos outros seis venenos. Por outro lado,
os venenos de B. alternatus e de B. jararacussu mostraram-se menos
ativos quanto a este aspecto. Assim, considerando-se cada um dos venenos
isoladamente, o seu efeito local é proporcional à dose inoculada intrader-
micamente. De uma forma constante, até duas horas após a inoculação,
os primeiros sinais caracterizaram-se pelo aparecimento de edema e de
equimose; 24 horas após, seguiam-se flictena e hemorragia, principal¬
mente nos animais que receberam 160 a 320 i xg do veneno e, para a
maioria das peçonhas, a necrose tornou-se evidente a partir de 80 ^.g.
Em 48 horas já não eram constatados flictena e hemorragia; porém, o
edema e a equimose persistiram, embora em fase de regressão. Obvia¬
mente, a necrose tornou-se mais evidente nos animais que receberam
maiores doses de veneno, sendo melhor caracterizada na leitura de 72
horas.
A determinação da DMN dos venenos estudados, nos permitiu verifi¬
car a quantidade do antiveneno de B. jararaca capaz de impedir, completa¬
mente, a atividade neerosante do veneno específico. Inicialmente, inocula¬
mos intradermicamente uma DMN (160 p.g) do veneno de B. jararaca no
abdômen depilado de cobaias. Imediatamente após, era inoculado, por via
intravenosa, 1 ml de cada diluição do antiveneno específico (1/10, 1/20,
1/40, 1/80 e 1/160), cujo título antitóxico, por nós determinado, neutra¬
lizava 12 mg/ ml. As leituras eram realizadas até um período máximo de
72 horas. A tabela 2 sumariza os resultados obtidos.
Os dados expostos na tabela 2 demonstraram que uma DMN do
veneno de B. jararaca, em nossas condições experimentais, foi neutrali¬
zada, completamente, por 1 ml de antiveneno específico diluído a 1/10.
Um mililitro da diluição a 1/20 reduziu consideravelmente a necrose
provocada por uma DMN do veneno. Por outro lado, os animais controles,
inoculados só com o veneno, apresentaram, em média, uma necrose de
6,3 mm2. Quando comparados com este valor, os resultados da proteção
parcial de 1 ml do antiveneno diluído a 1/20, 1/40 e 1/80, apresentaram
as seguintes áreas de necrose: 0,9, 3,0 e 4,8 mm-, respectivamente. No
entanto, 1 ml do antiveneno diluído a 1/160, não revelou nenhuma ação
protetora, pois a necrose era praticamente igual ao controle. Estas consta¬
tações nos possibilitaram estabelecer a unidade de medida antinecrosante.
Assim, conceituamos Unidade Antinecrosante (UAN) como a menor
quantidade de antiveneno que, imediatamente após a aplicação do veneno,
é inoculada intravenosamente em cobaia de 300 a 350 g, é capaz de
neutralizar integralmente o efeito local de uma DMN, administrada por
via intradérmica. No caso presente, o título do antiveneno de B. jararaca
corresponde a 10 UAN/ml, apresentando, por outro lado, um título
antitóxico correspondente a 12 mg/ml.
Uma vez determinadas a DMN e a UAN, restaria saber até quanto
tempo após a inoculação do veneno, o antiveneno teria capacidade de
impedir ou diminuir a necrose. Partindo desta premissa, realizamos nossas
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SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA. R. & FURLANETTO. R.S. — Tadronização
da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anli-
veneno de B. Jararaca, Mcm. Inst. fíutantan, ‘345-355, 1978/79.
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SÇLES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA. R. & FURLANETTO. R.S. — Padronização
da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de B. Jararaca, Mcm. Inst. Butawtav, 4-/Jtf.'345-355, 1978/79.
experiências, inoculando intradermicamente uma DMN (160 (xg) do
veneno de B. jararaca em cobaias; em seguida era inoculada, intraveno¬
samente, uma UAN (1 ml da diluição a 1/10) do mesmo antiveneno
específico, em vários intervalos de tempo (15 min., 30 min., lh, 2h, 4h
e 8h). Os resultados estão expostos na tabela 3.
Pelos resultados constantes na tabela 3, pode-se verificar que uma
UAN do antiveneno de B. jararaca, aplicada a partir de 15 minutos após,
não neutralizou completamente o efeito local de uma DMN do veneno
específico. As áreas de necrose, observadas até 72 horas, aumentaram
progressivamente, de acordo com o aumento do intervalo de tempo em
que era administrado o antiveneno. O antiveneno, quando inoculado em
intervalos de 15, 30 e 60 minutos, promoveu uma redução considerável
das áreas de necrose, equivalentes a 0,6, 1,2 e 2,4 mm-, respectivamente.
Em compensação, quando inoculado com intervalos de 2 a 4 horas, os
resultados parecem pouco significativos, pois as respectivas áreas de
necrose correspondem a 4,2 e 5,6 mm-. Finalmente, o antiveneno, quando
injetado após 8 horas, não protegeu absolutamente contra a ação de uma
DMN, tendo a área de necrose a mesma magnitude que a apresentada
pelo controle. Estes nossos resultados não concordam plenamente com
os apresentados por Eichbaum 4 (1947), possivelmente por ter o autor
observado os animais somente nas primeiras 24 horas o que, segundo
nossas observações, é tempo insuficiente para uma caracterização satis¬
fatória da área de necrose.
Aliás, Rosenfeld e De Langlada " (1964) já haviam verificado, em
camundongos, que a inoculação do antiveneno por via subcutânea, 15
minutos após a aplicação do veneno específico, não diminui, praticamente,
a atividade necrosante.
Por outro lado, quando os nossos atuais resultados são confrontados
com os de Homma e Tu (1970), verificamos serem concordantes,
embora os autores tivessem trabalhado com venenos de serpentes da Ásia.
Devido à inexistência, na literatura, de outros trabalhos relacio¬
nados à atividade necrosante experimental dos venenos botrópicos, espe¬
ramos que estas nossas verificações possam colaborar para um melhor
conhecimento e entendimento da atividade desses venenos, trazendo
subsídios à terapêutica do ofidismo, bem como colaborar para que, num
futuro próximo, seja introduzida, na avaliação da potência neutralizante
dos antivenenos botrópicos, uma metodologia que permita quantificar a
neutralização da atividade necrosante desses venenos.
CONCLUSÕES
1. O emprego de cobaias inoculadas intradermicamente com os
venenos botrópicos, possibilitou-nos determinar e definir “Dose
Mínima Necrosante” (DMN) ou “Unidade Necrosante” (UN)
desses venenos;
2. a ação local devida à inoculação intradérmica de uma Dose
Mínima Necrosante (DMN) do veneno de B. jararaca é
neutralizada, integralmente, por uma “Unidade Antinecrosante”
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*
SILES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronizado
cia avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de II. Jararaca, Mcm. Inst. Butantan, Í2/ÍS: 345-355, 1978/79.
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S1LES VILLARROEL, M.; ZELANTE, F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
<la avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
veneno de li. Jararaca, Mem. Inst. Butantan, A2/AS: 346-355, 1978/79.
(UAN) do antiveneno específico quando administrada por via
intravenosa, imediatamente após o veneno;
3. a administração de uma UAN em tempos posteriores, tende a
diminuir a sua capacidade neutralizante, de sorte que, quando
aplicada após 8 horas da inoculação do veneno, não se verifica
qualquer atividade protetora.
ABSTRACT : After the confirmation that the guinea-pig ( Cavia
porcellus) presents the highest local sensibility to the bothropic
venoms under study, the authors measured the local activity of the
venoms from B. jararaca, B. alternatus, B. cotiara, B. neuwiedi,
B. pradoi, B. jararacussu and B. moojeni, standardizing it in
terms of minimum necrotising dosis (MND) or Necrotizing Unit
(NU). They verified that venoms from the species B. moojeni
presents the highest local activity, where as the venoms from B.
alternatus and B. jararacussu provcd less active. It was possible
to establish the concept of an antinecrotizing unit (ANU) of the
B. jararaca antivenom in relation to the specific venom. They
confirmed also that the neutralizing effect of one ANU from the
B. jararaca antivenin exerts only full activity when applied by
intravenous route immediately after the inoculation of a MND of
the specific venom.
KEYWORDS: Local action of bothropic venoms; quantification
of the necrotizing activity of bothropic venoms; quantification of
the antinecrotizing activity of B. jararaca antivenin.
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SLLES VILLARROEL, M.: ZELANTE. F.; ROLIM ROSA, R. & FURLANETTO, R.S. — Padronização
da avaliação da atividade necrosante de venenos botrópicos e da potência antinecrosante do anti-
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Mtm. hist. Itutantun
J.-357-361. 1978/79
CHEMISTRY OF THE BRAZILIAN LABIATAE. * THE
OCCURRENCE OF URSOLIC ACID IN PELTODON
RADICANS POHL
Raymond ZELNIK**
Amabile K. MATIDA**
Sylvio PANIZZA***
ABSTRACT: The acetone extract of the leaves of the brazilian
medicinal plant Peltodon radicans Pohl (Labiatae) contains sitos-
terol and ursolic acid. The distribution of ursolic acid and related
triterpenes in members of the Labiatae family and their therapeu-
tic effeets are discussed.
KEY WORD INDEX: Labiatae; Peltodon radicans Pohl; triter-
penoids; sitosterol ; ursolic acid.
INTRODUCTION
The genus Peltodon is represented by four species which are
distributed in Southern Brazil and Paraguay h In the course of a
phytochemical survey of Brazilian Labiatae we have examined a sample
of Peltodon radicans Pohl, a herbaceous plant with slightly aromatic
leaves and axillary violet flowers, from the São Paulo region. A
decoction of the leaves is used for various folk medicinal treatments
such as dermatitis and hooping-cough The first compound to be eluted
from the chromatographic column of the acetone extract of the leaves
was sitosterol identified by comparing its spectral properties with those
of an authentic sample. Further elutions gave a white-greenish crystal-
line compound 1, mp 250-260.°, which showed in the IR spectrum
absorption bands at 3400 (OH), 1690 (COOH) and 1630 cm-1 (C=C).
Despite many tentatives it could not be adequately purified and its
identity with ursolic acid was later established on spectroscopic evidence
of its derivatives as exposed in the sequei.
• Part IV. For part III, see ref. 20.
•* Serviço de Química Orgânica do Instituto Butnntnn.
Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo.
Endereço para correspondência: C. postal 65 — 01000 — São Paulo, S.P.
Brasil.
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of ursolic acid in Peltodon radicava Pohl.
Chcmisuy nf thc Rrazilian hibiatae. The occurrenci*
Xlcrv. h\8t. liutanta v, 1978/79.
RESULTS AND DISCUSSION
Diazomethylation of 1 afforded the methyl ester 2, mp 105.°/160°,
which was more easily purified through chromatography. It had the
molecular formula C;.,H.-nO:i (M+ 470) and its NMR spectrum displayed
the signals for 7 methyles, one carbinol methine, one methyl ester
function and one vinyl proton on a trisubstituted double bond. Further-
more the MS exhibited a species at m/e 262 3 which is characteristic
of a 12-13 double bond in triterpenes of the a and /3-amyrin class 7.
COOCH-.
1
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R = H
R = CH
2a R = CH
2b R=CH
2c R=CH
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R'=H, J3-OH
R'=H,^-OAc
R'=0
R -H,J3-0C0-y y-Br
Acetylation of the methyl ester 2 produced a secondary acetate 2a,
mp 215-220.°, lit. 244.° :t and Jones oxidation a keto compound 2b, mp
193-196.°, lit. 192.° Bromobenzoylation in turn furnished the
p-bromobenzoate 2c, mp 238-242.°. Although the physical constants of
the methyl ester 2 and its keto derivative 2b were in agreement with the
published figures of the corresponding derivatives of ursolic acid, the
melting point of the acetate 2a pointed out a striking difference. However
the spectroscopic data of all the derivatives were in concordance with
those reported in the litterature. The structure of compound 1 and its
identity with ursolic acid was then established by direct comparison
(IR) with an authentic sample.. The structure and stereochemistry of
the acid 1 was also and independently settled by a single crystal X-Ray
diffraction analysis of the bromobenzoate of methyl ursolate 2c ’4.
Oleanolic, ursolic and related triterpenic acids have been found in va-
rious members of the Labiatae family 2‘ 3> 5’ 6‘ 15, n. In the case of Peltoclon
radicayis the physical data of the acid 1 and its acetyl methyl
ester 2a were in discord with those disclosed in the litterature. Such
discrepancies have been reported and quoted to be due to persistent
traces of a 71-amyrin contaminant. 1K. Mention should also be made of
the two crystalline forms of methyl ursolate 2 as already observed by
other authors I2, 13' 1H. Ursolic acid appears to be the major triterpenic
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ZELNIK, R. MATIDA, A.K. & PANIZZA, S. — Chemistry of the Brazilian labiatae. Th" occurrencc
of ursolic acid in Pcltodon radicans Pohl. — Mem. Inst. Butantan, 42/45:357-361, 1978/79.
component of the leaves of Peltodon radicans. Two other more polar
constituents were also detected by TLC but were not further studied.
The effect of ursolic acid on the electrolyte excretion of adrena-
lectomized rats 19 and on the decrease of blood cholesterol, lipoproteins
and phospholipids in rabbits with experimental atherosclerosis 13 may
account for the therapeutic value attributed by folk medicine to Labiatae
which contain this acid11.
EXPERIMENTAL
Mps are uncorrected. IR spectra were recorded using KBr pellets.
NMR spectra were recorded on a Varian 100 MHz spectrometer and
are from Mr. S. Silber, University of Illinois at Urbana-Champaign.
MS are from Mr. Koichi Mizuta, Instituto de Pesquisas Tecnológicas,
São Paulo, operating on a RMU-7 Hitachi instrument. Elementaí
analysis are from Dr. Riva Moscovici, Institute of Chemistry, University
of São Paulo.
Isolation procedure: The botanical material was collected in the
vicinlty of São Paulo (Cotia) in October 1978. The ground dried leaves
of P. radicans (1 Kg) were extracted with acetone and concentrated
under reduced pressure to yield a viscous mass (15 g) which was
chromatographed over silica gel. Benzene fractions gave /3-sitosterol (452
mg), mp 132 - 135.° (MeOH). Further elutions with benzene - CHC1.-.
(1:1) furnished ursolic acid 1 (1.2 g), mp 250-260.° (MeOH), lit. 284.° 3.
Methyl ursolate 2. To a suspension of 1 (400 mg) in CHCL (10 ml)
an excess of diazomethane was added whereupon the product solubilized.
After the usual work-up the residue (316 mg) was chromatographed on
neutral alumina. Fractions from benzene yielded the methyl ester 2,
mp 105-1 10.°/158-160.° (EtOH-U>0), lit. 109/166.° 1B. NMR (CDCla,8) :
0.74, 0.78, 0.83, 0.88, 0.92, 0.98, 1.09 (7 CH3) 1; 3.21 (dd, 8 and 4 Hz,
CHOH) ; 3.58 (s, COOCtf3) I 5.24 (t, 4 and 2 Hz, H- 12). MS: m/e 470
(M+) , 455, 410, 262 (100%), 249, 203, 189, 175, 161, 147, 133. (Found:
C 78.74, H 10.69; C31H50O3 requires: C 79.09, H 10.70%).
Methyl ursolate 3 f3-acetate 2a. 80 mg of the methyl ester 2 were
acetylated in the usual manner. Recrystallization from MeOH gave 75
mg of the acetate 2a, mp 215-220.°. IR: 1730 cm-1 (ester). NMR (8) :
2.02 (s, OCOCtf3), 4.5 (dd, 8 and 4 Hz, Ctf-OAc). (Found: C 77.37,
H. 10.32; C33H52 04 requires : C 77.30, H 10.22%).
Oxidation of methyl ursolate. To an ice-cooled solution of the methyl
ester 2 (50 mg) in acetone (5 ml) Jone’s reagent (0.2 ml) was added
and the mixture stirred for 10 min. After the usual work-up the
precipitate was recrystallized in acetone to yield methyl ursonate 2b,
mp 193-196.°. IR: 1725 (ester), 1700 cm-1 (C=0). MS: m/e 468 (M+),
453, 408, 262 (100%), 249, 233, 203, 189, 147, 133. (Found : C 79.08,
H 10.02; C31H4S03 requires : C 79.43, H 10.32%).
The doublets due to the two secondary methyl groups at C-29 and C-30 are not discernible [ 8 ]
and assiífnment of all the methyle resonances in the 12-ursene group has been recently achieved
by the use of lanthanide induced shift [ 16 ].
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of ursolic acid in Pcltodon radicans Pohl. — Mcm. Inst. Iiutantan, 42/43: 357-361, 1978/79.
Methyl ursolate 3 p-bromobenzoate 2c. 200 mg of the methyl ester 2
and 200 mg of freshly distilled p-bromobenzoyl chloride in pyridine
solution (3 ml) were left overnight at rt. After the usual treatment
the precipitate was chromatographed over silica gel. Hexane-benzene
fractions yielded the bromobenzoate 2c (270 mg), mp 238-242.° (acetone).
MS: 654-652 (M+). (Found: C 69.92, H 8.13; CssHosCRBr requires:
C 69.81, H 8.17%).
ACKNOWLEDGEMENTS
We thank Prof. C. H. Brieskorn who kindly provided us with a
sample of ursolic acid, Prof. R. Braz Filho for helpful discussions and
the Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico c Tecnológico-CNPq
for continuous financial support. The technical assistance of Messrs.
Sebastião Ribeiro and Jovelino F. Da Silva is appreciated.
RESUMO: O extrato acetònico de folhas da planta medicinal bra¬
sileira, Peltodon radicans Pohl (Labiada), contém sitosterol e ácido
ursólico. A distribuição deste ácido e de triterpenos correlatos em
Labiadas assim como suas ações farmacológicas são discutidas.
REFERENCES
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360
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
ZELNIK, R. MATIDA, A.K. & PANIZZA, S. — Chemistry of the Brazilian labiat ae. Th? occurrenco
of ursolic acid in Peltodon radicava Pohl. — Mcm. Ivst. fíutantav, 4*//, 3:357-361, 1978/79.
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361
1, I SciELO
Mem. Inst. Butantan
42/43, 363-365, 1978/79
CONTRIBUIÇÃO À TÉCNICA OPERATÓRIA DE
SERPENTES VIII. TIMECTOMIA EM SERPENTES *
F. G. LANGLADA” *
L. DENARO***
M. C. A. REIS****
RESUMO : Os autores descrevem uma técnica operatória de reti¬
rada do timo em serpentes. Esta técnica foi realizada em serpentes
recém-nascidas do gênero Bothrops, com a finalidade, de anular a
defesa imunológica celular desses animais. Resultados pós-operatórios
de seguimento, são consignados.
UNITERMOS : Timectomia em serpentes.
INTRODUÇÃO
Nos vertebrados superiores, o timo é o órgão linfóide capacitado para
a produção e diferenciação dos linfócitos T, responsáveis pela imunidade
celular. Nesses animais, sua ablação neonatal acarreta sérios distúrbios
imunológicos e tal recurso tem sido usado para esses estudos.
Em serpentes, no entanto, os relatos a esse respeito são inexistentes
e, dessa forma, o desenvolvimento de uma técnica operatória, para poder¬
mos dar seguimento aos nossos trabalhos sobre a imunologia desses
animais, se fez necessário.
MATERIAL
De uma ninhada de serpentes Bothrops jararaca recém-nascidas,
constituída por 10 filhotes, a retirada cirúrgica do timo foi realizada
em 5 deles, restando os demais cinco filhotes como grupo controle para
o estudo do pós-operatório e evolução posterior. Consideramos, como
pós-operatório, o tempo transcorrido entre o ato cirúrgico e a cicatrização
da ferida cirúrgica.
Ambos os grupos (controle e experimental), foram mantidos em
idênticas condições de laboratório : variação climática do ambiente,
higiene e alimentação.
Os timos retirados cirurgicamente, foram enviados à verificação
histológica para comprovação e estudo desse órgão.
Trabalho realizado com o auxilio do FEDIB e CNPq.
Chefe da Seção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan.
Laboratório de Citopatologia da Div. de Patologia do Instituto Butantan.
Bolsista da CST.
363
cm
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LO 11 12 13 14 15 16
LANGLADA, F.G.; DENARO L. & REIS, M.C.A. — Contribuição a técnica operatória de serpentes
VIII. Timeciomia em serpentes. Mcm. Inat. liutantav, 4-/ -4^:303-365, 1978/79.
TÉCNICA CIRÚRGICA
A contenção da serpente é feita manualmente, por um auxiliar que
fixa a cabeça do animal por sua porção cervical, utilizando os dedos
polegar e indicador de uma das mãos enquanto que a outra, sustenta
o corpo do réptil sobre a mesa, em decúbito dorsal.
Como assepsia usa-se água e sabão neutro e, a seguir, um antisséptico
de contato do tipo Mertiolate ou Espadol, que se ministra em toda a
circunferência do animal, numa faixa de 6 a 8 cm a partir da cabeça,
em direção à cauda.
Como via de acesso, foi realizada uma incisão mediana das escamas
ventrais e da pele, iniciando-se na 60.a escama e concluindo-se na 75.a
escama ventral, o que permite uma ferida cirúrgica de aproximadamente
15 mm. Afastando-se as bordas da incisão apresentam-se os gomos do
timo, situados acima da glândula tireóide, um de cada lado da linha
mediana.
No filhote de serpente, o timo é um órgão par constituído por dois
lobos, de formato semelhante a um grão de arroz, com aproximadamente
5 mm de comprimento e 1 mm de diâmetro. Apresenta cor amarelo
palha, com aspecto de tecido adiposo, porém de consistência mais sólida,
sempre revestido por uma capsula lisa brilhante e vascularizada.
Os gomos do timo são retirados com pinça, sendo necessária apenas
uma pequena tração da mesma para que o lobo tímico se desprenda,
deixando feita a hemostasia dos vasos que o irrigam, pela própria tração.
Nenhuma outra providência que um manuseio rápido e pouco trau¬
mático, é necessária.
A sutura da pele é feita em pontos separados com cat-gut cromado
000 e agulha atraumática.
Nenhum curativo sobre a ferida cirúrgica e nenhuma providência
profilática pós-operatória são necessários.
A cicatrização se dá entre 10 e 12 dias; os pontos são eliminados
espontaneamente.
Pós-Operatório :
Não há alterações aparentes na conduta das serpentes timectomi-
zadas, em relação ao grupo controle. Não perdem a agressividade, loco¬
movem-se e repousam normalmente.
As mudas de pele são normais e a pele se descarta inteira, úmida e
flexível.
No grupo de serpentes timectomizadas, houve uma morte com 14
dias de pós-operatório. Na necropsia, não foram encontrados sinais de
hemorragia, edema ou outro, atribuíveis ao ato cirúrgico. A cicatrização
da pele era perfeita (causa mortis: caquexia). As demais serpentes do
mesmo grupo, vivas até o presente momento, sobrepassam 150 dias de
sobrevida, após o ato cirúrgico.
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Mcm. Inat. Dutantan
4*/4.?;367-371, 1978/79
NOTA PRÉVIA: SOBRE A POSSIBILIDADE DE UM ACÚMULO
LINFÓIDE, ENCONTRADO EM ANTRO CLOACAL
DE SERPENTES, CORRESPONDER À BURSA DE
FABRICIUS DAS AVES *.
F. G. de LANGLADA 1
R. L. MORAES Jr. 2 3
L. DENARO
J. C. MACHADO4
UNITERMOS: Acúmulos linfóides em cloaca de serpentes. Bursa
de Fabricius equivalente.
Dentro da escala zoológica, são hoje bem conhecidos os sistemas
linfohematopoiéticos e imunológicos, em sua morfologia e fisiologia, nas
Classes de Aves e Mamíferos.
A melhor definição é encontrada nas aves, que nitidamente possuem
dois sítios bem definidos de produção de linfócitos : o timo, responsável
pela produção de linfócitos T, e a Bursa de Fabricius, responsável pela
produção de linfócitos B. Já, nos mamíferos, este último sítio até agora
não foi encontrado. Alguns autores admitem a hipótese de que tais
linfócitos sejam produzidos nas placas de Peyer; outros, por sua vez,
admitem que a própria medula óssea, seja o sítio responsável por tal
processo.
Dentre os Répteis, Classe de Vertebrados imediatamente inferior às
Aves, Sidky & Auerbach (1968), descrevem alguns agregados linfóides
na região cloacal de crocodilos e Borysenko & Cooper (1971), os descre¬
vem em quêlonios. No entanto, em serpentes, esses acúmulos nunca
foram observados.
Por outro lado, se atentarmos para o aspecto das serpentes, ocorre-
nos imediatamente a questão da necessidade de haver outros sítios produ¬
tores de linfócitos que não a medula óssea, uma vez que esta, pela
própria conformação do esqueleto desses animais, é quase negligenciável.
O objetivo de nosso trabalho, foi então procurar caracterizar, anatô¬
mica e histologicamente, por analogia a outros Vertebrados, se possível,
os sítios mais provavelmente responsáveis pela produção de linfócitos
para, posteriormente, caracterizar as funções imunológicas desses sítios.
Num minucioso estudo anatômico e histológico da região cloacal de
serpentes cascavéis ( Crotalus durissus), dentre a variedade de estruturas
identificadas (Esquema 1), pudemos determinar, histologicamente, uma
1 — Chefe da Seção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan.
2 — Seção de Anatomia Patológica do Instituto Butantan.
3 — Laboratório de Citopatologia. Div. de Patologia do Instituto Butantan.
4 — Diretor da Divisão de Patologia do Instituto Butantan.
• Trabalho realizado com auxílio do FEDIB e CNPq.
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LANGLADA, F.G.; MORAES JR.. R.L.; DENARO, L. & MACHADO, J.C. - Sobre a possibilidade
de um acumulo linfoide, encontrado em antro cloacal de serpentes, corresponder à Bur
!■ abncius das aves. Mcm. Inst. Butantan, W/bS: 367-371, 1978/79.
ursa de
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I. ANGLADA, F.G.; MORAES JR., R.L.; DENARO, L. & MACHADO, J.C. — Sobre a possibilidade
<le um acúmulo linfóide, encontrado em antro cloacal de serpentes, corresponder à Bursa de
l abricius das aves. Si em. Inat. tíutantan, 42/+S: 367-371, 1978/79.
FOTO 1. Acúmulo linfóide em forma de manto, imediatamente abaixo do epitélio do antro cloacal (40 x).
região da cloaca possuidora de acúmulos linfóides, presentes tanto em
machos, quanto em fêmeas, num total de 6 serpentes estudadas até o
momento. Histologicamente, esses acúmulos linfóides aparecem, ora em
forma de “dedos de luva”, (Foto 3) ora em forma de “mantos”, (Foto 2).
FOTO 2: Denso acúmulo linfóide sob o epitélio cilíndrico mucoso do antro cloacal (160 x).
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LANGLADA, F.G.; MORAES JR., R.L.; DENARO, L. & MACHADO, J.C. — Sobre a possibilidade
de um acúmulo linfóide, encontrado em antro cloacal de serpentes, corresponder à Bursa de
Fabricius das aves. Mem. Inet. liutantan, 42/43: 367-371, 1978/79.
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FOTO 3: Folículo linfóide primário, em forma de ‘‘dedo de luva”, ocasionando protusão da mucosa
do antro cloacal (32 x).
Tais acúmulos linfóides, pela sua localização e analogia, devem segu¬
ramente corresponder ao que nas Aves e conhecido como Bursa de
Fabricius. Se, hipoteticamente, imaginarmos a ligeira elevação da porção
caudal da coluna vertebral nas aves, em contraste com a linearidade da
coluna vertebral das serpentes, o sítio de localização de tais acúmulos é
análogo. O que se deve salientar, no entanto, é que nas aves a Bursa de
Fabricius corresponde a um órgão verdadeiro, enquanto que nas serpentes,
trata-se de um tecido embutido na estrutura da parede do antro cloacal,
devendo ter a evolução se ocupado de especializá-lo e evidenciá-lo como
um órgão.
Uma das etapas posteriores deste nosso achado, implica na determi¬
nação fisio-imunológica desses linfócitos, ou seja, se correspondem tam¬
bém, como nas aves, à um sítio produtor de linfócitos B.
Convém também salientar que nessas nossas buscas exaustivas de
tecidos e órgãos produtores de linfócitos, para darmos seguimento aos
nossos estudos da imunologia das serpentes, foram encontrados, ao longo
do intestino grosso, acúmulos linfóides que sugerem uma analogia com
as placas de Peyer encontradas nos mamíferos (Foto 4).
370
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LANGLADA, F.G.; MORAES JR., R.L.; DENARO, L. & MACHADO, J.C. — Sobre a possibilidade
de um acúmulo linfóide, encontrado em antro cloacal de serpentes, corresponder à Bursa de
Fabricius das aves. A/em. Inat. Iiutantan, 42/43: 367-371, 1978/79.
m
FOTO 4: Acúmulo linfóide entre o epitélio e a muscular da mucosa de segmento do intestino gToaso,
à semelhança das placas de Peyer (32 x).
UNITERMS: Lymphoid aggregation in cloaca of snakes. Bursa
of Fabricius, cquivalent.
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371
cm
2 3 4
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Mrm. Inst. Butantan
4^5:373-496, 1978/79
SINOPSE DAS SERPENTES PEÇONHENTAS DO BRASIL
(2.<l ED.) *
A.R. IIOGE**'
S.A.R.W.L. ROMANO-HOGE**
RESUMO: Uma sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil, com
chave de identificação até subspécie; sinonimia principal, localidade
tipo e distribuição geográfica. Foi elaborada uma classificação das
serpentes do mundo até o nível de subfamília. Embora esta lista
esteja baseada nos autores mencionados no texto, reflete o nosso
ponto de vista, incluindo revalidações de taxons já descritos,
modificações nos níveis e descrições de taxons novos.
UNITERMOS : Elapoides; Elapidae; Micrurinae; Micrurus, Vi-
peroidea; Crotalinae; Bothrops; Crotalus; Lachesis; Agkistro-
dontini; Crotalini.
INTRODUÇÃO
Desde a publicação da Sinopse das Serpentes Peçonhentas do Brasil
por Hoge e Romano em 1972, houve significativa modificação quanto ao
conhecimento da distribuição geográfica, descrição de espécies novas,
classificação, etc . . . A necessidade de atualizar o trabalho cuja l.a edição
esgotou-se em poucos meses, e, que continua sendo constantemente solici¬
tada, justifica esta edição.
SERPENTES: As serpentes aparecem pela primeira vez no cenário
de nosso planeta durante o Cretáceo inferor, há. cerca de 100 a 120
milhões de anos atrás. Os lacertílios já apareceram no jurásico superior
há cerca de 135 à 140 milhões de anos atrás.
As serpentes são animais desprovidos de membros, não têm pálpebras
móveis, ouvido externo, nem cavidade do ouvido médio, nem tímpano.
A mandíbula é composta de duas metades ligadas em frente por um
ligamento frouxo, fato esse que, entre outros, permite a deglutição de
presas muito grandes.
Certas serpentes têm vestígios de membros posteriores, vestígios
representados externamente sob a forma de esporões (fig. 1) ou inter¬
namente por restos da cintura pélvica.
• Trabalho parcialmente custeado pelo LM 00418-01 do National Institute of Health, Library of
Medicine USA. CNPq BRASIL (2).
•• Instituto Butantan — Divisão de Biologia — Seção de Herpetologia. 05504 — Cx. Postal 65 — SP-SP.
373
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 “ eü.
Mcm. Inst. Hutantan, $2/4 J:373-49G, 1978/79.
Nos últimos anos várias tentativas de classificação foram feitas
(Mc Dowell; Underwood; Dowling; Smith; Smith e Sarvin).
Infelizmente nem todos os agrupamentos podem ser aplicados desde
já, pois, falta examinar a maioria das espécies e conferir se elas se
adaptam a essas classificações.
A inclusão de uma subfamília ( Oxyuraninae ) subdividida em 8 tribos,
todas terrestres na família Hydrophiidae tipicamente aquática com carac¬
teres bem distintos, e, a inclusão nos Elapidae, todos terrestres, de uma
tribo tipicamente aquática ( Laticaudini ) virá dificultar a identificação
rápida dos gêneros peçonhentos pelos não especialistas.
A classificação aqui usada baseia-se principalmente nos trabalhos dos
autores acima mencionados com as modificações que julgamos necessárias
para maior esclarecimento.
Damos uma diagnose de alguns taxons, deixando para mais tarde
um reconhecimento formal e diagnose de vários taxons da família
Colubridae, tanto mais que a discussão de uma classificação a esse nível
escaparia aos objetivos da presente sinopse.
Como o presente trabalho se relaciona com as serpentes peçonhentas
americanas e especialmente as que ocorrem no território brasileiro
daremos uma chave simplificada para as superfamílias, subfamílias, famí¬
lias, tribos e gêneros americanos, excluindo as não americanas.
Quanto aos Viperidae cuja classificação atualmente está baseada em
caracteres bastante seguros daremos uma diagnose das subfamílias abran¬
gendo o mundo.
Embora os Atractaspis sejam, conforme McDowell já demonstrou,
mais próximos dos Colubridae do que dos Viperidae, estão aqui incluídos
por razões práticas, numa superfamília que denominamos Viperoidea,
contrariamente a Smith e col. ( : 100 ) que consideram Atractaspis como
uma subfamília dos Colubrídeos.
As chaves simplificadas permitirão uma pronta identificação de
qualquer gênero peçonhento americano, permitindo conseqüentemente
uma aplicação imediata de soro adequado em caso de acidente.
Para as espécies brasileiras as chaves permitirão a identificação
de todas as espécies peçonhentas atualmente registradas para o território
brasileiro, ou cuja ocorrência, embora ainda não verificada, é altamente
provável.
Em seguida damos a lista da classificação da ordem de serpentes
aqui adotada.
Daremos a definição de algumas familias e subfamílias mais comuns
deixando para mais tarde uma diagnose das demais, pois fugiria comple¬
tamente aos objetivos dessa publicação.
ORDEM SERPENTES
Subordem Cholophidia
Família Dinilysiidae
Família Simoliophidae
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HOGE. A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Subordem Scolecophidia
Família Anomalepididae
Família Leptotyphlopidae
Família Typhlopidae
Subordem Alethinophidia
Infraordem Henophidia
Superfamília Acrochordoidea
Família Acrochordidae
Superfamília Anilioidea
Família Aniliidae
Família Loxocemidae
Família Uropeltidae
Subfamília Uropeltinae
Subfamília Cylindrophinae
Família Xenopeltidae
Superfamília Booidea
Família Boidae
Subfamília Boinae
Subfamília Calabarinae
Subfamília Pythoninae
Subfamília Erycinae
Superfamília Bolyerioidea
Família Bolyeriidae
Superfamília Tropidophioidea
Família Tropidophiidae
Infraordem Caenophidia
Superfamília Colubroidea
Família Colubridae
Subfamília Colubrinae
Subfamília Alsophiinae
Subfamília Calamarinae
Subfamília Dasypeltinae
Subfamília Dipsadinae
Subfamília Dispholidinae
Subfamília Homolopsinae
Subfamília Hydropsinae
Subfamília Lampropeltinae
Subfamília Lycodontinae
Subfamília Lycophidiinae
Subfamília Natricinae
Subfamília Nothopsinae
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HOGE. A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.R. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inat. Butantan, 42/ 43:373-496, 1978/79.
Subfamília Oligodontinae
Subfamília Pareatinae
Subfamília Philotamninae
Subfamília Psammophiinae
Subfamília Pseudoxyrhophiinae
Subfamília Sibynophinae
Subfamília Sonorinae
Subfamília Xenoderminatinae
Subfamília Xenodontinae
Superfamília Elapoidea
Família Elapidae
Subfamília Elapinae
Subfamília Bungarinae
Subfamília Oxyuraninae
Família Dendroaspiidae
Família Hydrophiidae
Subfamília Hydrophiinae
Subfamília Ephalophiinae
Família Laticaudidae
Superfamília Viperoidea
Família Atractaspiidae
Família Viperidae
Subfamília Viperinae
Subfamília Azemiopinae
Subfamília Causinae
Subfamília Crotalinae
Tribe Agkistrodontini
Tribe Crotalini
ORDEM SERPENTES
As serpentes derivadas dos lacertilios são caracterizadas pela perda
de membros (às vezes vestigiais) mais especialmente pelas diferenças
craniais: supraoccipital completamente ou quase completamente excluído
do foramen magnum pelos exoccipitais ; fechamento da caixa craniana
por ossos dermais, o fechamento lateral ocorre em conseqüência do enorme
aumento do processo descendente do parietal que é suturado ou separado
por uma fenda estreita do esfenoide; o ramo profundo (Vi) do trigemino
incluído na caixa craneana pelo parietal; lacrimal ausente; arcada tem¬
poral ausente ; cintura pélvica ausente ou vestigial ; mandíbulas não
suturadas medianamente.
A ordem Serpentes pode ser dividida em três subordens, duas das
quais abrangem as Serpentes recentes e nitidamente separáveis Scoleco-
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, -42/4$:373-496, 1978/79.
phidia e Aletinophidia, a terceira as Cholophidia que abrange as serpentes
fósseis das famílias Simoliophidae e Dinilisiidae, é mais difícil de ser
caracterizada, uma vez que somente dos Dinilisiidae se conhece o crânio
já suficientemente estudado e descrito.
O único fato em comum aos Cholophidia é que são mais primitivos
e mais parecidos com os Lacertilios do que os Scolecophidia e Alethino-
phidia e é impossível incluí-los em nenhuma dessas subordens razão pela
qual como sugerido por Mc Dowell (1974), é conveniente manter essas
famílias agrupadas, pelo menos no momento atual na subordem (Mc
Dowell l.c. usa infra-ordem) Cholophidia.
SUBORDEM CHOLOPHIDIA
Conforme mencionamos acima as famílias incluídas nesta subordem
são de difícil definição por falta de material fóssil adequado mas têm
em comum que são mais primitivas e se parecem mais com Lacertilios
do que qualquer das famílias seja de Scolecophidia, seja de Aletinophidia.
Somente mais material e estudos trarão clareza quanto a posição siste¬
mática dos membros desta subordem.
FAMÍLIA Dinilysiidae
FAMÍLIA Simoliophidae
SUBORDEM SCOLECOPHIDIA
Serpentes adaptadas à vida subterrânea caracterizadas: por ossos
cranianos fortemente unidos inclusive na região rostral; quadrato diri¬
gido para frente; supratemporal ausente ou muito reduzido; foramen
óptico no frontal (Fig. 26) ; epífises neurais ausentes; hipapófises ausen¬
tes; fígado fortemente lobado; somente um oviduto (direito) ; células
visuais todas em forma de bastonetes; boca pequena; olho coberto por
um escudo ou placa que não segue os limites do mesmo; pele da cabeça
geralmente provida de glândulas sebáceas localizadas nos interstícios das
placas cefálicas. Os representantes desta subordem são conhecidos no
Brasil como Cobras-cegas ou Mãe da saúva, são ofídios de pequeno porte
e de vida subterrânea. Alimentam-se de cupins e formigas. São ovíparos
com poucas exceções e ocorrem na América tropical, sudeste dos Estados
Unidos, África, extremo sudeste da Europa e Ásia.
FAMÍLIA Anomalepididae
Ectopterigoide presente (fig. 3) ; maxilar móvel; dental bem desen¬
volvido; provido de dentes; ossos circum-orbitais presentes (fig. 3);
esplenial ausente; cintura pélvica ausente; glândula nasal não recoberta
pelo pré-frontal ; hióide em W.
FAMÍLIA Leptotyphlopidae
Ectopterigoide ausente; maxilar solidamente fixado ao crânio; ma¬
xilar edentado (Fig. 4) ; dental com alguns dentes (Fig. 4) ; posto rbital
ausente ; hióide em V ; cintura pélvica presente.
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cm
SciELO
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HOGE. A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, 42/4J.'373-496, 1978/79.
2.a ed.
FAMÍLIA Typhlopidae
Ectopterigóide ausente; dental reduzido e edentado; ossos circum-or-
bitais ausentes ; hióide em Y ; esplenial presente, alcançando a ponta da
mandíbula ; glândula nasal recoberta pelo prefrontal ; cintura pélvica
reduzida. Maxilar móvel, provido de alguns dentes e situado transversal¬
mente (Fig. 2) ; pulmão traqueal presente.
SUBORDEM A LE TH IN OPHIDIA
Olho coberto por um escudo ocular transparente que se adapta tão
perfeitamente à forma do olho que parece parte integrante do mesmo,
salvo em alguns Uropeltidae, onde o escudo ocular se funde com uma ou
mais escamas adjacentes, (Fig. 9A) e Anilius.
Quadrato geralmente ligado ao tabular, somente em contato com o
complexo exoccipital opisto-ótico ; quanto ao supratemporal (tabular)
ele é tão reduzido que não consegue excluir a superfície articular do
quadrato dos ossos adjacentes ao supratemporal. Em certos casos o
supratemporal é praticamente ausente ( Uropeltinae , Fig. 8; Pareatinae,
Fig. 22) ; mas nesses casos a suspensão do quadrato é diferente, esbo¬
çando uma suspensão morfologicamente anterior à articulação primitiva
dos Lacertilios. Boca grande ou mesmo extremamente grande; glândulas
sebáceas nunca presentes.
INFRAORDEM HENOPHIDIA
Quadrato dirigido para trás (Fig. 5) ; coronóide geralmente presente
(Fig. 6A) ; supratemporal bem desenvolvido (Fig. 5) ; foramen óptico
entre o frontal e parietal (Fig. 7) ; parasfenóide nunca entrando na borda
do foramen óptico; epífises neurais presentes; hióide sem processo
linguar; um par de ouvidutos; cartilagem costal alongada nunca mais
larga do que a parte óssea da costela.
SUPERFAMÍLIA ANILIOIDEA
FAMÍLIA Aniliidae
Premaxilar suturado com maxilar; supraocular ausente; hipapófises
anteriores ausentes ; supratemporal pequeno não expandido além do
contorno do crânio ; músculo levator anguli oris presente ; esporões pélvicos
presentes, pelo menos nos machos ; premaxilar provido de dentes ; dentes
palatinos bem desenvolvidos.
Ayiilius scytale que ocorre no Brasil é facilmente reconhecido pela
posição do olho, debaixo de uma escama que não acompanha exatamente
o formato do olho (uma das raras exceções nos Alethinophidia) .
FAMÍLIA Loxocemidae
Esta subfamília parece estruturalmente intermediária entre os
Boideos e Anilídeos — Uropeltídeos.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — t Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan. 4*/4S:S 73-496, 1978/79.
Supra-orbital presente ; premaxilar provido de dentes ; supratemporal
não incluído no crânio ; coronóide presente ; pélvis composto de dois ossos
além de fêmur ; músculo levator anguli oris presente.
Loxocemos é encontrado na América Central e pouco se conhece sobre
os seus hábitos além de que são fossoriais.
FAMÍLIA Uropeltidae
Ossos cranianos mais ou menos solidamente unidos ; premaxilar des¬
dentado ; coronóide angular e esplenial presentes ; cintura pélvica presente
ou ausente ; supratemporal ausente ou pequeno ; cauda extremamente
curta. (Fig. 9)
Formas fossoriais restritas a Península índica, Sri-Lanka e Suleste
Asiático inclusive Nova Guiné.
SUBFAMÍLIA Uropeltinae
Cintura pélvica ausente; foramen óptico inteiramente ou quase no
frontal; condilo occipital assentado num pedículo alongado (fig. 8) ; pteri-
góide desdentado; hemipenis com espinhos ou com numerosas dobras
longitudinais.
Restrita a Sri-Lanka e índia Peninsular.
SUBFAMÍLIA Cylindrophinae
Esta subfamília embora bem distinta das Uropeltinae ainda não é
bem identificada por falta de dados relativos a Anomachilus .
Cintura pélvica presente com ileo, isqueio e pubis além do fêmur.
Sri-Lanka Suleste Asiático a leste da baia de Bengal e Nova Guiné.
FAMÍLIA Xenopeltidae
Coronóide presente; angular ausente ou muito reduzido; premaxilar
provido de dentes (Hoge e Romano 1973:111 citam desdentado por um
lapsus), em contato com os maxilares; supraorbital e postorbital ausen¬
tes; supratemporal ultrapassando o processo paroccipital ; dental frou¬
xamente articulado com o surangular que é muito alongado ; sem vestígios
de cintura pélvica; músculo levator anguli oris presente; hemipenis loba-
do com sulco spermático bifurcado.
A família contém um gênero com uma única espécie encontrada no
suleste Asiático incluindo a Indonésia até Celebes.
SUPERFAMÍLIA Booidea
Distingue-se pela extensão dos prefrontais que cobrem quase a glân¬
dula nasal lateral; coronóide presente Fig. 6a, o supratemporal sempre
ultrapassando a cápsula auditiva e o processo (vestigial) do paroccipital;
cintura pélvica presente com esporões sempre visíveis externamente Fig.
1 (nos machos) e geralmente embora menores nas fêmeas (Hoge 1947:
181-187) ; pulmão esquerdo sempre presente pelo menos igual a um terço
do tamanho do direito e funcional; pulmão traqueal ausente.
A superfamilia contém uma única família, Boidae.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOC.E, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inat. Butantan, \S/hS: 373-496. 1978/79.
FAMÍLIA Boidae
Diagnose como para a superfamília Booidea.
SUBFAMÍLIA Boinae
Esta subfamília se assemelha bastante a Pythoninae mas, o supra-
orbital é ausente; o processo interno do palatino é curto; o foramen
lacrimal é aberto ventralmente ; os prefrontais estão em contato; pre-
maxilar desdentado ; pulmão traqueal ausente. Músculo levator anguli oris
ausente.
São as Boas (jibóias) típicas do Novo Mundo facilmente reconhecidas
pela presença de vestígios de membros posteriores; compreendem duas
subfamílias: boíneos e tropidofíneos. Os boíneos tem esporões cloacais
(vestígio de membros posteriores) bem visíveis, principalmente nos ma¬
chos e dois pulmões (o esquerdo ligeiramente menor). Todos matam a
presa por constricção. Não são perigosos para o homem, exceção feita
à sucuri, que é temida por sua força. Embora os relatos de sucuri que
devorou um boi sejam inverídicos, uma sucuri de 5 ou mais metros pode
engolir um homem ou mesmo um pequeno bezerro. Os boídeos põem filhos
vivos viviparidade (até uma centena). As espécies brasileiras pertencem
aos gêneros Boa, Eunectes, Epicrates e Corallus. A Boa constrictor é a
jibóia, encontrada em todo Brasil, salvo no extremo sul. Alimenta-se de
roedores e aves. Os representantes do gênero Epicrates são conhecidos como
salamanta (às vezes, no Maranhão e Regiões Amazônicas, como surucucu-
-de-fogo parecem-se às jibóias, porém são mais. escuras e tem ocelos ou
-fogo). Parecem-se às jibóias, porém são mais escuras e tem ocelos ou
círculos no dorso. Alimentam-se de roedores e excepecionalmente de pás¬
saros. Existem no Brasil várias espécies do gênero Eunctes. A maior
(Eunectes murinus) é conhecida como sucuri ou sucuriju e atinge mais
de 11 metros. Todas as espécies são semi-aquáticas e vivíparas. A sucuri
come patos e outras aves aquáticas, roedores, veados, pacas e até peque¬
nos jacarés. A sucuri enrola-se na presa para matá-la, levando-a rapida¬
mente para baixo d’água. Há quatro espécies de Eunectes no Brasil:
E. murinus encontrada em parte da Bacia do Paraná e na Bacia Amazô¬
nica; E. notaeus, a sucari-amarela ou lampalágua, do Pantanal do Mato
Grosso e Bacia do Paraná; E. dechauenseei e E. barbouri, da Ilha do
Marajó. Corallus caninus, ou periquitambóia é arborícola, de cabeça bem
distinta do pescoço e pupila vertical; alimenta-se de roedores, pássaros.
De cor verde com algumas manchas brancas ; é temida nas regiões amazô¬
nicas, embora se trate de serpente absolutamente inofensiva, provavel¬
mente por que sua cor e a cabeça triangular a confunde com uma serpente
venenosa, que, embora rara, ocorre nas mesmas regiões, a Bothrops billi-
neatns smaragdinus ou cobra-papagaio.
SUBFAMÍLIA Calabarinae
Supra-orbital presente; premaxilar e palatino desdentados; sulco
mentual ausente; cauda não preênsil.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.* ed.
Mem. Inst. Butantan, !>2/h$: 373-496, 1978/79.
SUBFAMÍLIA Pythoninac
Supra-orbital presente (Fig. 14a) processo interno do palatino longo;
processo maxilar mediano largo bem separado do pterigóide; foramen
palatino completamente fechado; prefrontais não em contato (Fig. 14b)
premaxilar provido de dentes (Fig. 14c) (salvo em Chondropython eAspi-
dites; músculo levator-anguli-oris ausente.
SUBFAMÍLIA Erycinae
Similar aos Boinae: prefrontal confinado à parte lateral do crânio;
premaxilar bem em frente dos maxilares ao invés de situada entre os
maxilares; vértebras caudais posteriores com epífises neurais divididas
e processo acessório lateral ; pulmão traqueal ausente.
Esta subfamília é representada por formas fossoriais ou habitantes
de cupins. Na Ásia e Polinésia.
SUPERFAMÍLIA Bolyerioidea
Hipapófises posteriores presente; maxilar dividido, (Fig. 18) ; sem
vestígios de cintura pélvica ; pulmão traqueal ausente.
Os representantes dessa família são formas semi-fossoriais, restritas
a Ilha de Madagascar e Mauritius.
FAMÍLIA Bolyeriidae
Diagnose como da superfamília Bolyerioidea.
SUPERFAMÍLIA Tropidophioidea
Externamente próxima às Boinae das quais se distingue por : rim
liso, um só pulmão além do traqueal.
Esta subfamília apresenta muitos caracteres que a aproxima dos
Colubrideos.
Os membros da subfamília dos Tropidophídae são serpentes de pequeno
porte, muito raras, conhecidas no Brasil apenas por uma espécie, Tropi-
ãophis paucisquamis, da Serra do Mar.
FAMÍLIA Tropidophiidae
Diagnose como da superfamília Tropidophioidea.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Drasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/-4$;373-496, 1978/79.
SUPERFAMÍLIA Acrochordoidea
Coronóide ausente; postorbital expandido para frente em cima da
órbita. Um processo lateral do frontal se expande lateralmente e para
baixo formando uma crista orbital anterior; prefrontal muito pequeno;
supratemporal e quadrato firmemente unidos. Foramen óptico no parietal ;
hipapófises presentes em toda extensão do corpo ; cauda curta e acha¬
tada ; músculo-levator-angidi-oris ausente.
Asiáticas, aquáticas.
FAMÍLIA Acrochordidae
Diagnose como da superfamília Acrochordoidea.
INFRAORDEM CAENOPHIDIA
Coronóide ausente ; foramen óptico geralmente entre frontal-parietal
e parasfenóide ; vértebras com epífises neurais; somente carótida comum
esquerda; o postorbial não alcança nem o maxiliar, nem o ectopterigóide ;
parietal e frontal não se encontram por baixo do foramen óptico ; prema-
xilar edentado; pulmão esquerdo vestigial ou ausente; pulmão traqueal
presente ou ausente, quando presente não como em Acrochordoidea (vide
Brongersma, 1957).
SUPERFAMÍLIA Colubroidea
Esta superfamília contém a maioria dos gêneros de serpentes conhe¬
cidas. É, sem dúvida, a família mais heterogênea, incluindo inúmeros
gêneros. Muitas tentativas foram feitas para subdividi-la, mas, até o
momento, salvo para algumas subfamílias, nenhuma das tentativas pode
ser considerada como plenamente satisfatória.
FAMÍLIA Colubridae
Diagnose como da Superfamília Colubroidea.
SUBFAMÍLIA Colubrinae
Colubridae pouco especializados ; o supratemporal frouxamente arti¬
culado com o crânio. É a subfamília que inclui a maioria de serpentes
conhecidas.
Seus representantes adaptaram-se aos hábitos mais diversos: aquá¬
ticos, arborícolas, terrestres e subterrâneos. São praticamente inofensivas
(salvo algumas opistóglifas) e de porte pequeno ou médio. Não há vestí¬
gios de membros posteriores; o pulmão esquerdo desapareceu por com¬
pleto. Geralmente têm dentes nos maxilares, pterigóides, palatinos e
mandíbulas, mas nunca no intermaxilar. Podem ser áglifas ou opistó-
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IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/.45:373-496, 1978/79.
glifas. Como é de esperar numa família abrangendo tão elevado número
de espécies, também seus hábitos alimentares variam enormemente, e
incluem: vermes, lesmas, artrópodes, roedores e outros mamíferos, aves,
peixes, anfíbios e ovos. Algumas são ofiófagas (mussurana, papa-pinto,
etc.). São ovovi ví paras, ovíparas ou vivíparas.
SUBFAMÍLIA Calamarinae
Foramen óptico entre frontal e parasfenóide; supratemporal muito
reduzido ; quadrato articulado com os ossos óticos ; hipapófises posteriores
ausentes; processo ascendente do septomaxilar alcança as nasais (Fig. 24).
Formas Asiáticas.
SUBFAMÍLIA Dasxjpeltinae
As hipapófises da região nucal atravessam a parede do esôfago
(Fig. 19), dentes muito pequenos. Supratemporal e quadrato solidamente
unidos; o complexo rostral firmemente associado com o crânio.
Esta subfamília contém gêneros que são todos ovífagos. Como as
hipapófises atravessam o esôfago, a casca do ovo é facilmente quebrada
por contração dos músculos.
São formas Asiáticas e Africanas.
SUBFAMÍLIA Dipsadinae
Próxima à Pareatinae mas, maxilar com 10 ou mais dentes (Fig. 23) ;
ectopterigóide fortemente bifurcado; sulco mentual presente no dental.
Músculo levator anguli oris não envolve a glândula supralabial.
Formas do Novo Mundo paralelas com as Pareinae do continente
asiático.
À subfamília dos dipsadíneos pertencem três gêneros brasileiros de
dormideiras ou jararacas-preguiçosas: Dipsas, Sibynomorphus e Sibon.
Os representantes desta subfamília alimentam-se de lesmas.
SUBFAMÍLIA Homalopsinae
Colubrídeos opistóglifos ; foramen óptico pequeno; hipapófises poste¬
riores presentes; processo maxilar do palatino ausente; hemipênis divi¬
dido ; fossetas apicais ausentes ; tubérculos no crânio e ventre.
Formas aquáticas (água doce e estuárias) ; alimentam-se geralmente
de peixes.
Restritas à região das índias Orientais.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Jnat. Butantan, -42/43:373-496, 1978/79.
SUBFAMÍLIA Pareatinae
Supratemporal muito pequeno ; quadrato desenvolvido, articulado com
ossos óticos; hipapófises posteriores ausentes; maxilar edentado ante¬
riormente (menos de 6 dentes maxilares, Fig. 22) ; ectopterigóide não
bifurcado. Dental sem sulco mental; músculo levator anguli oris envol¬
vendo a glândula supralabial ; sulco mentual ausente.
Formas asiáticas. Alimentam-se de lesmas.
SUBFAMÍLIA Sibynophinae
Dental livre ; hipapófises posteriores presentes ; dentição peculiar
com dentes pequenos, fortes e achatados lateralmente (Fig. 25).
Asiáticas e central Americanas.
SUBFAMÍLIA Xenoderminatinae
Vértebras com uma expansão lateral das epífises neurais (Fig. 21).
Formas orientais aquáticas: duas formas no Novo Mundo. Uma,
Xenopholis ocorre no Brasil sendo extremamente rara nas coleções (há
dúvida quanto a posição sistemática exata deste gênero).
SUPERFAMÍLIA Elapoidea
Proteróglifas (Fig. 28).
FAMÍLIA Elapidae
Aspecto geral de Colubrideo (salvo em certas formas Australianas)
mas proteróglifos. Maxilar bastante reduzido ; presas fortemente sulcadas
ou canaliculadas (Fig. 30); sulcos espermáticos bifurcados; fossetas
apicilares ausentes.
SUBFAMÍLIA Elapinae
Maxilar curto e sem processo posterior ; dental sem presa anterior
aumentada ; cauda normal ; formas terrestres ou de água doce ; cauda
roliça (Fig. 32).
A esta subfamília pertencem as Naja, Kraits, Taipan, etc. Nas
Américas está representada pelas cobras corais verdadeiras.
Ásia, África, Austrália e Américas.
3 Nesta família sáo reconhecidas além da Subfamília Elapinae as Subfamílias Bungarinae, Maticorinae
e (Jxyuraninac, todas Asiáticas e Australianas. Alguns autores consideram as Elapinae das Américas
como uma subfamília separada ( Micrurinae) .
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inat. Butantan. *2/43: 373-496, 1978/79.
FAMÍLIA Dendroaspiidae
Difere bastante dos Elapinae pela presença de um processo posterior
no maxilar Fig. 31 ; maxilar longo, apesar de ter somente a presa ; maxi¬
lar bastante móvel. (Fig. 31)
Forma estritamente Africana. São as famigeradas
pentes ágeis e extremamente agressivas.
‘Mambas”, ser-
FAMÍLIA Hydrophiidae
Proteróglifas ; diferem das Elapidae por terem a parte posterior do
corpo e a cauda achatada lateralmente Fig. 33 ; narinas situadas na parte
superior da cabeça ^(Fig. 36) ; maxilar curto não ultrapassando o pala¬
tino. (Fig. 34). Diferem dos Laticaudidae entre outros caracteres por
não terem palatino verticalmente erectil.
Formas marinhas (às vezes encontradas à grande distância das cos¬
tas). Regiões tropicais do Oceano Pacífico. Não encontradas até o mo¬
mento no Oceano Atlântico (salvo o extremo sul da Costa Africana).
SUBFAMÍLIA Hydrophiinae
Vértebras caudais com uma carena mediana na hepapófise (fraca
em Hydrophis shistonus) ; coração no meio do terço anterior do corpo;
coração e fígado sobrepostos ou separados apenas por um intervalo menor
do que o comprimento do coração ; as vértebras caudais com os processos
neurais e hemais fortemente desenvolvidos, suportando a cauda (Fig. 35) ;
ventrais mais numerosas do que as vértebras, pelo menos na parte pos¬
terior do corpo; anal dividida em três ou mais escamas.
SUBFAMÍLIA Ephalophiinae
Vértebras caudais com hemapofises em pares envolvendo os vasos
sangüíneos; ventrais correspondendo ao número de vértebras; anal divi¬
dido em duas placas; coração no terço anterior do corpo; espaço entre o
coração e fígado sempre maior que o comprimento do coração.
FAMÍLIA Laticaudidae
Maxilar projetando-se para frente, além do palatino; palatino verti¬
calmente erectil ; narinas situadas lateralmente como nas cobras terres¬
tres, do qual aliás é derivada diretamente; cauda achatada formada por
dobras cutâneas sem suporte ósseo, os processos dorsais e ventrais das
vértebras caudais não são aumentadas, ao contrário do que se observa
na família Hydrophiidae.
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HÜCIE, A.R. & ROMANO HOOE, S.A.R.VV.L. - Sinopse tias serpentes peçonhentas do Hrasil. 2 a ed
Mem. Inst. Hutantav. \?/\ J:373-49G. 197K/79.
Viperoidea Superf. nov.
DIAGNOSES :
Solenóglifa: contém as famílias Viperidae Laurenti, 1768 e Atrac-
taspiidae Cope, 1860.
Mc.Dowell, Smith e col. incluiram as serpentes solenóglifas do gênero
Atractaspis na família Colubridae como uma subfamília Atractaspinac.
Embora filogeneticamente mais próximas dos Colubridae do que dos Vipe¬
ridae os Atractaspis possuem um aparelho inoculador eficiente do tipo
solenóglifa.
A inclusão destas serpentes altamente perigosas numa família essen¬
cialmente não peçonhenta iria ocasionar confusões perigosas, não para
sistematas mas sim para o corpo médico, paramédico e Forças Armadas,
por essa razão achamos conveniente erigir a superfamília Viperoidea
para agrupar todas as serpentes solenóglifas inclusive forma primitiva
mais relacionada com os Colubridae do que com os Viperidae “sensu
auctores” contendo às serpentes do gênero Atractaspis para as quais
revalidamos a família Atractaspiidae erigida por Cope (1860).
FAMÍLIA Atractaspidae
Foramem óptico entre frontal e parietal (Fig. 38b) ; maxilar não esca¬
vado (Fig. 38) palatino com processo coanal e maxilar; músculo levator
anqidi oris ausente ; pulmão traqueal ausente ; placas cefálicas do tipo
Colubrideo presente (Fig. 39) pupila redonda. Outros caracteres, além dos
acima mencionados sugerem, como já foi mencionado por Mc Dowell, a
sua relação estreita com a família Colubridae, todavia pelas razões acima
citadas, principalmente por ordem práticas incluímos essa família na
superfamilia Viperoidea. África e Oriente Médio, até Israel. Hábitos
subterrâneos.
FAMÍLIA Viperidae
Solenóglifas; maxilar muito curto, verticalmente eréctil com uma
única presa (e as de substituição) ; foramem óptico não situado entre
frontal e parietal somente; hipapófises presentes em todo o corpo.
Europa, Ásia, índias Ocidentais, África e Américas.
SUBFAMÍLIA Viperinac
Placas cefálicas do tipo Colubrinae ausentes; fosseta loreal ausente;
maxilar não escavado; foramen óptico formado pelo frontal, parietal e
parasfenóide. Palatino sem processo coanal ou maxilar; ectopterigóide
sem processo lateral ; músculo levator anguli oris presente (Fig. 41) narina
não situada dentro da nasal posterior; pulmão traqueal presente.
A esta subfamília pertencem as víboras.
Europa, Ásia e África.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. ln*t. fíutavtav, AX/13: 373-496. 1978/79.
SUBFAMÍLIA Azcmiopinae
Placas cefálicas do tipo Colubrinae presentes; maxilar não escavado;
ectopterigoide sem processo lateral; loreal presente; pupila elíptica; dor¬
sais em 17 séries longitudinais; narinas não situadas dentro do nasal pos¬
terior; glândula venenífera normal; músculo levator-anguli-oris ausente
(Fig. 40).
SUBFAMÍLIA Causinae
Placas cefálicas do tipo Colubrinae presentes (Fig. 42, 43) ; loreal
presente; pupila redonda; narina dentro do nasal posterior; ectopteri-
góide com processo lateral; glândula venenífera geralmente ultrapassando
a cabeça (Fig. 43).
SUBFAMÍLIA Crotalinae
Fosseta loreal presente; maxilar escavado.
Subfamília distribuída na Ásia, índias Orientais e América, até a
Argentina.
TRIBO Agkistrodontinii (Hoge e Romano-Hoge, 1979:185).
Chocalho ausente; placas cefálicas grandes do tipo Colubrideo; pre-
frontais e internasais às vezes subdivididas em escamas (se subdivididas,
as dorsais em 17 séries longitudinais) .
TRIBO Crotalinii (Hoge e Romano Hoge, 1979:185).
Chocalho presente, se ausente nunca placas cefálicas como a usual
nos Colubrideos ; às vezes grandes placas cefálicas mas não do tipo Colu¬
brideo encontradas em (Trimeresurua imtcrolepis o Bothrops barbouri) .
SERPENTES DO MUNDO
Atualmente são reconhecidas cerca de 2.400 espécies distribuídas da
seguinte maneira (adaptando uma classificação bastante conservadora;
“sensu auctores”).
ORDEM SERPENTES
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butavtan, 1*2/ 1*3: 373-496. 1978/79.
CHAVE ARTIFICIAL PARA FAMÍLIAS E SUBFAMÍLIAS DAS
SERPENTES PEÇONHENTAS DAS AMÉRICAS
I — Cauda achatada lateralmente (fig. 33)
A) Narinas na parte superior da cabeça (fig. 36) Hydrophiidae
a) Corpo com faixas longitudinais . Hydrophinae
B) Narinas situadas lateralmente (fig. 37) . Laticaudidae
a) Corpo com anéis . Laticaudinae
II — Cauda roliça (fig. 32)
A) Sem fosseta loreal (proteróglifas) (fig. 28) Elapidac, Elapinac
B) Com fosseta loreal presente (fig. 44) Viperidae, Crotalinae
CHAVE ARTIFICIAL PARA OS Hydrophiidae e Elapidac
DAS AMÉRICAS
Para identificação dos Hydrophiidae e Laticaudidae a chave dada
para a identificação das subfamílias é suficiente para identificação do
gênero e espécie, pois só existe uma espécie de Hydrophiidae e uma de
Laticaudidae nas Américas. Pelamis platurus ( Hydrophiidae ) que vem
desde o México até as Costas do Peru e Laticauda colubrina (Laticaudi¬
dae) assinalada (mas necessita confirmação), para a Costa Pacífica da
América Central.
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IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a -ed.
Mem. lnat. Butantan, kt/kS: 373-496, 1978/79.
Elapidae Boie
I — Maxilar provido de uma presa anterior sem outros dentes
(fig. 28) . Micrurus* 4 5
II — Maxilar provido de dentes além da presa anterior... Micruroides
CHAVE ARTIFICIAL PARA OS GÊNEROS DE SERPENTES
PEÇONHENTAS DO BRASIL
I — Fosseta loreal presente (fig. 51) = peçonhenta.
1. Chocalho presente (fig. 46) — . Crotalus
2. Chocalho ausente (fig. 47)
a) ponta da cauda com 4 séries de escamas eriçadas
(fi. 47b) — . Lachesis
b) ponta da cauda normal (fig. 47a) = . Bothrops
II — Fosseta loreal ausente (fig. 28)
1 Escamas dorsais em 15 fileiras
a) sem presas anteriores (fig. 26) = Cobra não peçonhenta.
b) com presas anteriores (fig. 28) = . Micrurus 3
CHAVE ARTIFICIAL PARA AS ESPÉCIES DE Micrurus NO BRASIL
1 — Anéis pretos não dispostos em tríadas.
a) Cabeça preta, incluindo parte ou todas as parietais, sem colar
branco transversal passando nas parietais ou imediatamente
atrás (figs. 61, 63, 65, 67, 78 e 84).
Sinfisial não em contato com as mentuais anteriores.
1 . Anéis vermelhos muito mais largos do que os pretos.
a) Anéis vermelhos extremamente longos, o primeiro
ocupando mais do que 23 escamas vertebrais; sem anel
negro atrás das parietais (fig. 63) . averyi
b) Não como em (fig. 65) . corallinus
2. Anéis vermelhos iguais ou menores do que os pretos (às
vezes quase indistintos).
a) Cabeça com algumas manchas claras nas escamas supra-
cefálicas; 32-67 anéis pretos nos machos, 35-79 nas
fêmeas (fig. 78) . langsdorffi
Ocorrem no Brasil.
4 Dowlins: considera os Elapídcos Americanos como pertencentes n uma subfamília distinta:
Micrurinae.
5 Veja: 425
389
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inat. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
b) Cabeça de um modo geral inteiramente preta; mais do
que 74 anéis pretos nos machos e mais do que 84 nas
fêmeas, fig. 61 . albicinctus
c) Cabeça quase toda negra com uma faixa branca (as
vezes interrompida nas parietais; 13 a 16 anéis pretos
no corpo, ventrais 190-206 (fig. 84 e 85) . . paraensis
Anéis vermelhos ausentes; vestígios dos anéis vermelhos
somente no ventre, corpo inteiramente preto
(fig. 67) . donosoi
II
B) Cabeça preta, com colar nucal branco transversal na cabeça,
ocupando pelo menos parte das parietais ou imediatamente
atrás (fig. 62 e 83).
1 . Sinfisial largamente em contato com as mentuais anterio¬
res; anéis vermelhos geralmente ausentes, quando presentes
estreitos dorsalmente.
a) Colar nucal branco atravessando as parietais
ai) Mais do que 230 ventrais (fig. 83) .... narduccii
a2) Menos do que 225 ventrais . karlschimidti
b) Colar nucal branco situado atrás das parietais
(fig. 64) . collaris
2 . Sinfisial separada das mentuais anteriores ; anéis presentes,
os espaços vermelhos mais largos do que 20 anéis pretos no
corpo, orlados de branco (fig. 62) . annelatvs
Com tríadas de anéis pretos (às vezes fundidas formando grupos
de 5 anéis pretos), separados por vermelho no corpo.
A) Anal inteira
hemprichii
B) Anal dividida
1. Primeira tríada representada por dois anéis (Fig. 86).
a) Menos do que 10 tríadas no corpo; primeiras subcaudais
inteiras; temporais 1-f 1 ; faixa internasal branca ausente
(Fig. 86) . spixii
b) Mais do que 9 tríadas no corpo; primeiras subcaudais
divididas; temporal 0+1; faixa internasal branca pre¬
sente (Fig. 66) . decoratus
2. Primeira tríada completa (Fig. 68 a 74, 77, 80, 81, 89 e 90).
a) Escamas cefálicas todas vermelhas com bordas pretas;
frontal muito estreita, mais estreita do que as
supra-oculares ; 6-9 tríadas no corpo (Fig. 89 e
90) . surinamensis
390
cm
SciELO
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110CIE, A.R. & ROMANO IIOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/4J.-373-496, 1978/79.
b) várias das placas cefálicas pretas, não orladas de preto;
frontal mais larga do que as supra-oculares.
bi) Mais do que 270 ventrais; 14-20 tríadas no corpo
(Fig. 68 e 69) . filiformis
bj) Focinho preto; faixa internasal branca geralmente
bem delineada ; as primeiras dorsais vermelhas com
ápices pretos, apenas perceptíveis ou ausentes.
Menos do que 269 ventrais, menos do que 28 subcau-
dais; geralmente menos do que 25; 7-9 tríadas nos
machos e 7-10 nas fêmeas (Fig. 77) . . ibiboboca
Subcaudais mais do que 27, geralmente mais do que
30 (excepcionalmente) (Fig. 80 e 81) . . lemniscatus
b:1) Geralmente algumas manchas brancas no focinho;
faixa internasal branca ausente; se presente, irre¬
gular e estreita, manchada de preto e cobrindo parte
da pré-frontal ; todas ou pelo menos a parte poste¬
rior das parietais pretas.
Primeiras dorsais vermelhas com ápices pretos bem
delineados.
7. — Primeira tríada separada das parietais por
menos do que cinco escamas; vertebrais ver¬
melhos, mais do que 9 tríadas no corpo,
fig. 70; anéis claros amarelos e não
brancos . frontalis
f3 — Primeira tríada separada das parietais por
7 a 9 escamas, vertebrais vermelhas fig. 74 ;
menos do que 9 tríadas no corpo, anel claro
branco e não amarelo . pyrrhocryptus
Micrurus Wagler
1824 Micrurus Wagler, in Spix, Sp. Nov. Serp. Bras. :48
Espécie tipo: Micrurus spixii Wagler.
Distribuição: Desde o Sul dos Estados Unidos através da região
neotropical até o Norte da Argentina.
Micrurus albicinctus Amaral (Fig. 61)
1926 Micrurus albicinctus Amaral, Comm. Linh. Telegr. Mato Grosso,
Publ. 84 Annex 5 :26, figs. 7-10
1938 Micrurus waehnerorum Meise, Zool. Anz., 123: 20
1971 Micrurus albicinctus ; Hoge et Romano, Ven. Anim. and their
Venoms, 2: 213.
Localidade tipo: Não mencionada; como o tipo foi coletado durante
a instalação telegráfica da iinha do Mato Grosso, é provável que
o espécimen provém das matas Amazônicas, do extremo noroeste
do Mato Grosso ou Rondônia.
Distribuição: Vertentes Amazônicas dos Andes, do Equador até
Olivença, Amazonas, Brasil.
391
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SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOOE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 4iV-4í.'373-496, 1978/79.
Micrurus annellatus (Peters)
1871 Elaps annellatus Peters, Monat, Akad. Wiss. Berlin 1871: 402.
1929 Micrurus annellatus; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 4: 228.
Localidade tipo: Pozuzu, Peru.
Distribuição: Vertentes Amazônicas dos Andes, do Equadro até
Amazônia, Brasil.
Quatro subsp. das quais uma registrada para o Brasil.
CHAVE PARA AS SUBESPÉCIES
A) Machos com menos do que 41 anéis pretos no corpo; fêmeas com
menos do que 49.
1. Uma postocular; anéis pretos ocupando de 4-5 ventrais balzani
2. Duas postoculares ;
a) faixa branca cobrindo menos do que 50% das parietais;
temporais geralmente 1-2; anéis pretos ocupando 2-3
ventrais . bolivianus
b) faixa branca cobrindo mais do que 50% das parietais;
temporais geralmente 1-1 . montanus
B) Machos com 41-61 anéis pretos no corpo; fêmeas com 49-83
. annellatus
Micrurus annellatus bolivianus Roze (Fig. 62)
1967 Micrurus annellatus bolivianus Roze, Amer. Mus. Novitates, 2287 :7.
1969 Micrurus annellatus bolivianus ; Hoge et Romano, Ciência e Cultura
21, (2) :454
Localidade tipo: Rio Charobambo, 50 km ao nordeste de Zudanez,
Chuquisaca, Bolivia.
Distribuição: Bolivia ocidental e Amazonas, Brasil.
Micrurus averyi Schmidt (Fig. 63)
1939 Micrurus averyi Schmidt, Zool. Ser. Field. Mus. Nat. Hist., 24;
(6) : 45, fig. 5.
Localidade tipo: Cabeceiras do Itabu, Distrito de Couratyne,
Guyana, 2.000 pés alt. (perto da fronteira do Brasil).
Distribuição: conhecida da localidade tipo e região de Manaus,
Amazonas, Brasil .
Micrurus collaris (Schlegel) (Fig. 64)
1837 Elaps collaris Schlegel, Essai Physion. Serpens, 2:448.
1854 Elaps gastrodelus Duméril, Bibron et Duméril Erp. Gén., 7 : 1212.
392
cm
SciELO
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IlO(iK. A.R. & ROMANO HOGE. S. A.R.W.L. — Sinopse <la* serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem . Inst. Ilutanlan, 373-49(5. 1978/79.
1837 Leptomicrurus collaris; Schmidt, Zool. Ser Field Mus. Nat. Hist.,
20:261.
1972 Micrums collaris; Romano, Mem. Inst. Butantan, 35: 112. 1971
(dist. Mar. 1972).
Localidade tipo: Designada como as Guaianas, (Hoge et Romano
1966).
Distribuição: Sudeste da Venezuela, as Guianas e Estado do Pará,
Brasil.
Micrurus corallinus (Morrem) (Fig. 65)
1820 Elaps corallinus Merrem, Tent. Syst. Amph. : 144
1820 Coluber corallinus Raddi, Mem. Soc. Italiana Sei. Modena, 18: 336
1925 Micrurus corallinus; Amaral, Proc. U. S. Nat. Mus., 67; 24:20
1967 Micrurus corallinus; Roze, Amer. Mus. Novit., 2287: 13 (atribui
a autoria da espécie a Merrem ao invés de Wied)
Localidade tipo: Rio de Janeiro, Cabo Frio, Brasil.
Distribuição: Argentina (Missiones); Uruguai; Brasil. Desde o
sul da Região Amazônica no Brasil até Uruguai e Nordeste de
Missiones na Argentina. (A ocorrência no Uruguai necessita de
confirmação) .
Micrurus decoratus (Jan.) ( Fig. 66)
1858 Elaps decoratus Jan., Rev. Mag. Zool., 10 (2) : 525, pr. B.
1921 Elaps fischeri Amaral, Anexo Mem. Inst. Butantan, 1 (1): 59;
(pr. 2, fig. 1-5).
1922 Elaps ezequieli Lutz et Mello, Inst. Oswaldo Cruz, 15: 235, pr. 31
1926 Micrurus decoratus; Amaral, Rev. Mus. Paulista, 14: 32
Localidade tipo: México (in error). Restrita “hoc loco” como
Serra da Bocaina, São Paulo, Brasil.
Distribuirão: Brasil, Estado do Rio de Janeiro até Santa Catarina.
Um único exemplar do “Rio Grande do Sul” sem maiores dados.
Micrurus donosoi Hoge, Cordeiro et Romano (Fig. 67)
1976 Micrurus donosoi Hoge, Cordeiro et Romano Ciência e Cultura
(Suplemento) 28 (7) :417-418.
1978 Micrurus donosoi Hoge, Cordeiro et Romano Mem. Instituto
Butantan, 40/41, ( 1976 77) : 71-73 -j- 6 figs.)
Localidade tipo: Pará, Brasil.
de São Félix do Xingu Long. 51.° 55’ W. Lat. 6.° 10’ S., Pará,
Brasil.
Distribuição: Conhecido somente da localidade tipo.
393
cm
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HO(*K. A.R. & ROMANO HOOK. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mcm. Inst. Butantan, !>2/ W:\\ 73-41*6, 1978/79.
Micrurus füiformis (Günther)
1859 Elaps füiformis Günther, Proc. Zool. London, 1859: 86, pr. 18.
1925 Micrurus füiformis; Amaral, Proc. U. S. Nat. Mus., 67 (24) : 19.
Localidade tipo: Pará, Brasil.
Distribuição: Região Amazônica, extremo sul da Colômbia e norte
do Peru.
Duas subsp., ambas registradas para o Brasil.
CHAVE PARA AS SUBESPÉCIES
A) Duas postoculares ; ventrais 274-279 nos machos . subtüis
B) Geralmente uma postocular; ventrais 283-309 nos machos füiformis
Micrurus filiformis füiformis Günter (Fig. 68)
1967 Micrurus filiformis filiformis; Roze. Amer. Mus. Novit, 2287 :22
Distribuição: Região Amazônica, Brasil, sul da Colômbia até norte
do Peru.
Micrurus füiformis subtilis Roze (Fig. 69)
1967 Micrurus filiformis subtilis Roze, Amer. Mus. Novit., 2287 : 22,
fig. 8.
Localidade tipo: Caruru, Rio Vaupés, fronteira Brasil-Colômbia,
Distribuição : Colômbia, Províncias de Vaupés e Amazonas; Brasil,
Uapés, Amazonas.
Micrurus frontalis (Duméril, Bibron et Duméril).
1854 Elaps frontalis Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gén., 7 (2) : 1223
1925 Micrurus frontalis; Amaral, Proc. U. S. Nat. Mus., 67 (24) : 19
Localidade tipo: Corrientes e Missiones, Argentina.
Distribuição: América do Sul, a leste dos Andes entre os P. 10°
e 35° S
Cinco subespécies: das quais quatro, registradas para o Brasil.
CHAVE PARA AS SUBESPÉCIES
I — Subcaudais 16-18 nas fêmeas, ventrais 223-242 nos machos ; inter-
nasais e pré-frontais claras; anéis amarelos separando os pretos
Fig. 73 . brasiliensis
II — Subcaudais mais do que 18 nas fêmeas; geralmente; menos do que
223 ventrais nos machos; internasais e pré-frontais escuras.
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HOCíE, A.R. & ROMANO HO(JE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. /nat. Bntanlav, 42/43:3 73-496, 1978/79.
A) 192-216 ventrais nos machos; parte anterior das parietais com
uma mancha clara irregular; cabeça escura por baixo; anéis
amarelos separando os pretos Fig. 71 . altirostris
B) Geralmente mais do que 215 ventrais nos machos; parietais
inteiramente pretas ou com faixa branca transversal estreitas ;
cabeça com somente algumas manchas pretas por baixo.
b,) Ventrais 215-222 nas fêmeas, anel preto mediano muito
mais largo do que os externos; cabeça com faixa trans¬
versal branca estreita; anéis amarelos separando os pre¬
tos Fig. 72 . baliocoryphus
bo) Ventrais 222-242 nas fêmeas; anel preto mediano igual
ou apenas ligeiramente maior do que os externos; cabeça
inteiramente ou quase inteiramente preta ; anéis amarelos
separando os pretos Fig. 70 . frontális
Micrurus frontális frontális (Duméril, Bibron et Duméril) (Fig. 70)
1854 Elaps frontális Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gén., 7, (2) :
1223
1896 Elaps frontális; Boulenger, [partim]. Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 427
1925 Micrurus frontális; Amaral, Proc. U. S. Nat. Mus., 67, (24) : 19
1936 Micrurus frontális frontális; Schmidt, Zool. Ser. Field Mus. Nat.
Hist, 20: 199
1944 Micrurus lemniscatus frontális Amaral, Pap. Avul. Dept.0 Zool.
São Paulo, 5: (11) : 92
1967 Micrurus frontális frontális; Roze, Amer. Mus. Novit., n.° 2287: 24
Localidade tipo: Corrientes e Missiones, Argentina.
Distribuição: Sul do Brasil, Sul do Paraguai e regiões limítrofes
da Argentina.
Micrurus frontális altirostris (Cope) (Fig. 71)
1860 Elaps altirostris Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phil., 185!) : 345
1887 Elaps heterochilus Mocquard, Buli. Soc. Philom., Ser. 7,11:39
1896 Elaps frontális; Boidenger; [partim] Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 427
1936 Micrurus frontális altirostris; Schmidt, Zool. Ser. Field Mus. Nat.
Hits., 20: 199
1944 Micrurus lemniscatus multicinctus Amaral, Pap. Avul. Dept.0 Zool.
São Paulo, 5 : 91
1967 Micrurus frontális altirostris; Roze Amer. Mus. Novit., n.° 2287:25
Localidade tipo: América do Sul.
Distribuição : Argentina, Nordeste da Província de Missiones, Uru¬
guai e Sul do Brasil.
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HOGE, A.R. & ROMANO HO(iE, S.A.R.W.L. — Sinopse dns serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
A/cm. Inst. Butantan, \2/hS: 373-496, 1978/79.
1972 Micrurus hemprichii hemprichii; Hoge et Romano, Mem. Inst.
Butantan, 35: 108 (1971, distr. Mar. 1972)
Localidade tipo: Colômbia
Distribuição: Colômbia oriental, sul da Venezuela, as Guianas e
Brasil
(Conhecida do Pará e Amazonas, Manaus)
Micrurus hemprichii ortoni (Schmidt) (Fig. 76)
1953 Micrurus hemprichii ortoni Schmidt, Fieldiana, Zool., 3b, n.°
30: 166
1972 Micrurus hemprichii ortoni; Hoge et Romano, Mem. Inst. Butantan,
35: 108 (1971, distr. Mar. 1972)
Localidade tipo: Pebas, Peru.
Distribuição: Vertentes Amazônicas da Colômbia, Equador e Peru;
Brasil (Alto Amazonas).
Micrurus ibiboboca (Merrem) (Fig. 77)
1820 Elaps ibiboboca Merrem, Tent. Syst. Amph. : 142
1820 Elaps marcgravii Wied, Nova Act. Acad. Leop. Carol., 10: 109
1896 Elaps marcgravii; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 428
1926 Micrurus ibiboboca; Amaral, Rev. Mus. Paul., 15:7 e 29
Localidade tipo: Brasil
Distribuição: Nordeste do Brasil
Micrurus karlschmidti Romano
1966 Leptomicrus schmidti Hoge et Romano (error typographicus pro
Leptomicrurus Schmidt) — Mem. Inst. Butantan, 32: 1-9, pr. 2,
fig. 2 ; pr. 3, fig. 2a ; pr. 4, fig. 2b.
1972 Micrurus karlschmidti Romano (nom. nov.) Mem. Inst. Butantan,
35: 111-115, (1971, distr. mar. 1972)
Localidade tipo: Tapurucuara, Amazonas, Brasil.
Distribuição: Conhecido somente da região do Rio Negro.
Micrurus langsdorffi Wagler
1824 Micrurus Langsdorffi Wagler, in Spix, Sp. Nov. Serp. Bras. : 10,
10, pr. II, fig. 1.
Localidade tipo: Rio Japurá; Amazonas-Brasil
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IIOCIE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inst. Butantav, 1*2/43: 373-496, 1978/79.
Distribuição: Cabeceiras da Bacia Amazônica, do sul da Colômbia
até o norte do Peru, regiões adjacentes do Equador e Amazônia
ocidental.
Duas subsp. : uma registrada para o Brasil.
CHAVES PARA AS SUBESPÉCIES
A — Mais do que 40 anéis pretos no corpo . ornatissimus *
B — Menos do que 36 anéis pretos no corpo . langsdorffi
Micrurus langsdorfii langsdorffi Wagler (Fig. 78)
1824 Micrurus Langsdorffi Wagler, In Spix, Sp. Nov. Ser. Bras. ; 10;
pr. II, fig. 1.
1868 Elaps batesi, Günther, Ann. Mag. Nat. Hist., Ser. 4, 1 : 428 ;
pr. 17-D
1869 Elaps inperator Cope, Proc. Acad. Nat. Sei. Phil., 1868: 110
1896 Elaps langsdorffi; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 416
1935 Micrurus mimosus Amaral, Mem. Inst. Butantan, 9: 22; fig. 6
1936 Micrurus langsdorffi; Schmidt [partim], Zool. Ser. Field Mus.
Nat. Hist., 20: 191
1955 Micrurus ornatissimus; (non Jan.) Schmidt, Fieldiana, Zool., 34:
345
1960 Micrurus langsdorffi; Peters; J. [partim], Buli. Mus. Comp. Zool.
Harv., 122,: 531
1967 Micrurus layigsdorffi langsdorffi; Roze, Amer. Mus. Novit., n.°
2287: 30
Localidade tipo: Rio Japurá, Amazonas, Brasil.
Distribuição: Cabeceiras do Amazonas, da Colômbia ao norte do
Peru e nordeste do Brasil.
Micrurus lemniscatus (Linnaeus)
1758 Elaps lemniscatus (Linnaeus), Syst. Nat. ed. 10: 224.
1919 Micrurus lemniscatus ; Beebe, Zoologica, 2: 216
Localidade tipo: Ásia (in error) : restrita a Belém, Pará, Brasil.
(Schmidt et Walker 1943). Roze 1967 considerou inválida a
restrição por Schmidt e Walker por estar a localidade escolhida
fora da área de distribuição de Micrurus lemniscatus lemniscatus.
Distribuição Trinidad, Venezuela oriental, Guianas e bacia
Amazônica.
Cinco subespécies: três registradas para o Brasil.
398
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SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
CHAVES PARA AS SUBESPÉCIES
A — Menos do que 226 ventrais nos machos ; geralmente menos do
que 243 nas fêmeas
1 — Praticamente todas as infralabiais brancas; 30-34 subcaudais nas
fêmeas . frontifasciatus “
2 — Somente algumas infralabiais pretas; subcaudais 32-41 . . diutius
B — Mais do que 226 ventrais nos machos e mais do que 243 nas
fêmeas
1 — Subcaudais 27-33 nas fêmeas; escamas vermelhas com poucas
manchas pretas irregulares ou ápices pretos ; faixas brancas
estreitas (1-2 escamas) . carvalhoi
2 — Geralmente mais do que 33 subcaudais nas fêmeas ; escamas
vermelhas sem manchas pretas ou somente com ápices pretos
irregulares; faixas brancas, geralmente mais do que 4 escamas
de largura
a — 9-11 tríadas no corpo . helleri
b — 11-14 tríadas no corpo . lemniscatus
Micrurus lemniscatus lemniscatus (Linnaeus)
1758 Elaps lemniscatus Linnaeus
1919 Micrurus lemniscatus ; Beebe Zoologica, 2 (7) :216.
1943 Micrurus lemniscatus Schmidt et Walker, Zool. Ser. Field. Mus.
Nat. Hist. 2U'. 294.
1955 [ Micrurus ] lemniscatus lemniscatus; Burger, Boi. Mus. Cien. Nat.
Caracas, 1 :40.
1978 Micrurus lemniscatus lemniscatus; Cunha et Nascimento, Ofídios
da Amazônia, Publ. Avulsas 31: 162.
Localidade tipo: Ásia, restrita a Belém do Pará por Schmidt e
Walker l.c. ; restrição considerada inválida por Roze Am. Mus.
Novit. 2287: 32, 1967. Mas Cunha e Nascimento não concordam
com Roze.
Distribuição : Guyana, Surinam, Guiana Francesa e Brasil, Amapá
e Pará.
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze (Fig. 80)
1967 Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze, Amer. Mus Novit n 0
2287: 33; fig. 11
Localidade tipo: Catanduva, São Paulo, Brasil.
Distribuição: Brasil; Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato
Grosso, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte.
Micrurus lemniscatus helleri Schmidt el Echmidt (Fig. 81)
(B) Extraterritorial
399
í, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2." ed.
Mem. Inst. Butantan, h2/J,3: 373-496. 1978/79.
1925 Micrurus helleri Schmidt et Schmidt, Zool. Ser. Field Mus. Nat.
Hist, 12: 129
1967 Micrurus lemniscatus helleri; Roze, Amer. Mus. Novit., n.° 2287 :35
Localidade tipo : Pozuzu, Huanuco, Peru.
Distribuição : Regiões Amazônicas do Brasil; Sul da Venezuela,
Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Micrurus narducci (Jan.) (Figs. 82 e 83)
1863 Elaps narducci Jan, Arch. Zool. Anat. Fisiol., 2: 222
1869 Elaps scutiventris Cope, Proc. Am. Phil. Soc., 11: 156
1881 Elaps melanotus Peters; Sitzb. Ges. Naturf Freunde Berlin,
1881: 51
1937 Leptomicrurus narducci; Schmidt, Zool. Ser. Field Mus. Nat. Hist.,
20: 363
1972 Micrurus narducci; Romano, Mem. Inst. Butantan, 35: 112; (1971,
distr. Mar. 1972), figs. 1 e 2
Localidade tipo: Bolívia.
Distribuição: Vertentes Amazônicas; dos Andes do Sul da
Colômbia, Equador, Peru e Bolívia ; Estado do Acre, Brasil.
Micrurus paraensis Cunha et Nascimento (Fig. 84 e 85)
1973 Micrurus psyches paraensis Cunha et Nascimento Mus. Goeldi no
ano do sesquicentenário Publ. Avulsas 20: 276.
Localidade tipo: Icoaraci, Belém Est. Pará, Brasil.
Distribuição: Extremo Norte e Nordeste do Estado do Pará, Brasil.
1863
1902
1936
1944
1953
1956
1960
1697
Micrurus pyrrhocryptus (Cope) (Fig. 74)
Elaps pyrrhocryptus Cope Proc. Acad. Nat. Sei. Phil., 1862: 347
Elaps Simcnsii Boulenger Ann. Mag. Nat. Hist., Ser. 7, !): 338
Micrurus pyrrhocryptus; Schmidt Zool. Ser. Field Mus Nat Hist
20 (27) : 199
Micrurus lemniscatus frontalis; Amaral, [partim] Pap Avul. Dept.ü
Zool. São Paulo, 5 (11) : 92
Micrurus frotalis pyrrhocryptus; Shreve, Breviora, n.° 16: 5
Micrurus tricolor Hoge, Mem. Inst. Butantan, 27: 67, figs. 1-6
Micrurus pyrrhocryptus; Hoge et Lancini, Mem. Inst. Butantan
(1959) 29: 12
Micrurus frontalis pyrrhocryptus; Roze, Amer. Mus Novit n°
2287: 26 '
Localidade tipo: Rio Vermelho, Argentina (Chocó Argentino, se¬
gundo Roze)
400
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inat. Butantan, l*2/Jt3:'à 73-496, 1978/79.
Distribuição: Brasil, sudoeste do Mato Grosso; Bolívia, oeste e
sudoeste; regiões adjacentes do Paraguai, ao sul até Mendoza e
Santa Fé, Argentina.
Micrurus spixii Wagler
1824 Micrurus spixii Wagler, in Spix, sp. nov. Serp. Bras. : 48, pr. 18.
Localidade tipo: Rio Solimões, Brasil.
Distribuição: Bacia Amazônica e sul da Venezuela.
Quatro subsj}. : três registradas para o Brasil.
CHAVE PARA AS SUBESPÉCIES
A) Primeiro anel preto aumentado e projetado para a frente, cobrindo
8 ou mais fileiras vertebrais . obscurus
B) Primeiro anel preto não projetado para a frente, cobrindo menos
do que 8 vertebrais:
1. Cabeça com manchas claras, grandes; às vezes cobrindo todas
as parietais, geralmente 2/3 -f- tríadas no corpo . . princeps fi
2. Cabeça totalmente preta ou com alguns pontos brancos;
parietais pretas
a) 2/3 -f 4-6 tríadas no corpo; ventrais 212-224 nas
fêmeas . spixii
b) 2/3 + 6 tríadas no corpo; ventrais 218-226 nas
fêmeas . martiusi
Micrurus spixii spixii Wagler (Fig. 86)
1824 Micrurus spixii Wagler, in Spix, Ser. Brasil, 48 ; pr. 18
1896 Elaps spixii; Boulenger [partim], Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 427
1926 Elaps ehrardti Müller, Zool. Anz., 7/8:198
1943 [Micrurus] spixii spixii-, Schmidt et Walker, Field Mus. Nat. Hist.
Zool., 24, n.° 26 : 294
Localidade tipo: Rio Solimões, Brasil.
Distribuição: Médio Amazonas, Brasil.
Micrurus spixii inartiusi Schmidt (Fig. 87)
1953 Micrurus spixii martiusi Schmidt, Fieldiana, Zool., 34 ; n.° 14 :
175 ; figs. 33 e 34b
Localidade tipo: Santarém, Pará, Brasil.
Distribuição: Baixo Amazonas até o Mato Grosso, Brasil.
(°) Extraterritorial
401
1, | SciELO
15
HOf.E, A.R. & ROMANO HOOE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil 2.a ed
Mern. Inat. Butantan, ^.?/^J;373-496, 1978/79.
Micrurus spixii obscurus (Jan) (Fig. 88)
1872 Elaps corallinus var. obscura Jan, in Jan et Sordelli, Icon. Gén.
Ophid., 3: liv. 41 pr. 6, fig. 3
1881 Elaps heterozonus Peters, W., Sitzber. Ges. Naturf. Freunde
Berlim, 1881 pr: 52
1896 Elaps heterozonus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 417
1943 Micrurus spixii obscura; Schmidt et Walker, Zool. Ser. Field Mus.
Nat. Hist., 24:294
1953 Micrurus spixii obscurus : Schmidt, Fieldianaft 175
Localidade tipo: Lima (in error) — restrita a Peru Oriental
(Schmidt et Walker, l.c. : 294) re-restrita a: Iquitos, Peru
(Schmidt l.c. : 175) .
Distribuição: Sul da Venezuela e Sul da Colômbia até o Sul do
Peru ; Brasil, (conhecido por um exemplar procedente de Dom
Bosco, lauareté, Mun. Uaupés, Estado do Amazonas).
Micrurtis surinamensis (Cuvier)
1817 Elaps surinamensis Cuvier, Le Règne Animal, Paris, l.a Ed., 2:84
1919 Micrurus surinamensis; Beebe, Zoologica 2: 216
Localidade tipo: Surinam.
Distribuição: Sudeste da Venezuela, Guianas, regiões Amazônicas
da Colômbia, Equador, Peru, Brasil e Bolívia.
CHAVE PARA AS SUBSPÉCIES
A) Placas cefálicas, todas distintamente orladas de preto; ventrais
162-174 nos machos e 173-187 nas fêmeas . surinamensis
B) Placas cefálicas com orlas pretas incompletas; ventrais 180-193 nos
machos e 197-206 nas fêmeas . nattereri
Micrurus surinamensis surinamensis (Cuvier) (Fig. 89)
1817 Elaps surinamensis Cuvier, Règne Anim. l.a ed., 2:84
1896 Elaps surinamensis; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 414
1919 Micrurus surinamensis; Beebe, Zoologica, 2: 216
1952 Micrurus surinamensis surinamensis; Schmidt, Fieldiana, Zool.,
3U, (4):29; fig. 4 (Apud Jan. Icon. Gén.).
Localidade tipo : Surinam.
Distribuição: Guaianas; Brasil, Ter. Fed. Amapá, Est. Pará, Est.
Amazonas e regiões Amazônicas da Colômbia, Equador, Peru e
Bolívia.
402
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Alem. Inat. Butantan, 45/45:373-496, 1978/79.
Micrunis surinamensis nattereri Schmidt (Fig. 90)
1952 Micrurus surinameyisis nattereri Schmidt, Fieldiana, Zool., SU,
(4) : 27
Localidade tipo: Entre Guaramoca e San Fernando; corrigida
(Hoge e Lancini 1962) para “Entre Guaramaco e San Fernando
de Atabapo, Venezuela”.
Distribuição: Conhecida da localidade tipo, sudeste da Venezuela
e noroeste do Estado do Amazonas, Brasil.
CHAVE ARTIFICIAL PARA OS BOTHROPS
I — Focinho levantado (fig. 52, 119) . hyoprorus
II — Focinho não levantado; (fig. 50 a 60 salvo 52) cauda preênsil ou
muito longa (mais do que 70 subcaudais).
A) Cor geral verde; 55-71 subcaudais, todas ou quase todas
divididas . bilineatus
B) Cor geral cinzenta; 71-83 subcaudais na sua maioria inteiras
1. Ventre preto; marcas na cageça em forma de
. castehiaudi
III — Focinho não levantado; cauda não preênsil
A) Bordo anterior da fosseta loreal separado da 2.a supralabial ;
(fig. 93) carena longa e baixa.
1. Ventre preto; marcas na cabeça e mforma de
la. Marca na cabeça sem barra transversal; faixa pos-
tocular reta (Fig. 57, 58 e 109 . cotiara
lb. Marcas na cabeça com barra transversal; faixa posto-
cular em forma de gancho (Fig. 116, 117) fonsecai
2. Ventre e marcas na cabeça não como em 1.
2a. Manchas do dorso em forma de meia lua (fig. 92)
fundidas ou não com as manchas paraventrais, com
o centro claro em forma de cruz ; cabeça negra com
linhas brancas; dorsais 25-37; ventrais 155-190; sub¬
caudais 30-48 . alternatus
2b. Manchas do dorso e cabeça não como em 2.a; dorsais
21-27, ventrais 166-185
2b’. 3.a e 4.a supralabiais mais longas; subocular sepa¬
rada das supralabiais por 2-3 séries de escamas, (fig.
147) colorido do dorso variável com manchas escuras
orladas de claro, em formas de triângulos ou trapé¬
zios; uma série de manchas paraventrais nos
flancos . neuwiedi
2b”. 4.a supralabial mais longa; subocular separada das
supralabial mais longa; subocular separada das
dorso pardo com manchas escuras formando faixas
transversais largas; uma mancha na cabeça (Fig.
121 a 123) iglesiasi
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HOGE, A.R. & ROMaNO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.® ed.
Mcm. Inst. Butantan, ^2/^8: 373-496, 1978/79.
2c. Manchas do dorso e cabeça não como em 2.a; dorsais
19-21; ventrais 144-155.
2c’. Dorsais em 25-27 séries; (fig. 129 a 131) .
. itapetiningae
2c”. Dorsais em 19-21 séries (fig. 111 a 113) .
. erythromelas
B) Bordo anterior da fosseta loreal não separado da 2.a supra-
labial (fig. 134).
I — Ventre xadrezado: supralabiais geralmente 7; focinho pontudo
projetado para a frente.
1 . Marcas dorsais indistintas com tendência a formar faixas
transversais ; manchas dorsais suplementares ausentes ou pouco
aparentes; carena alta e curta; supralabiais escuras (Fig.
95) . atrox
2. Marcas dorsais distintas sem tendência a formar faixas
transversais.
2a. Supralabiais escuras, região mentual escura, manchas
suplementares distintas, faixa postocular nítida (Fig.
153) . pradoi
2b. Supralabiais claras não marginadas de preto, região men¬
tual clara; (Fig. 139) . leucurus
2c. Supralabiais claras; manchas dorsais suplementares indis¬
tintas ; manchas dorsais com os bordos quase paralelos ;
ventre xadrezado de amarelo e preto . marajoensis
II — Ventre claro ou salpicado de escuro, nunca xadrezado; marcas
dorsais distintas.
1 . Cantais aumentadas ; supralabiais 8 a 9
la. Faixa postocular ausente ou indistintas; ventrais 159-176 ;
subcaudais 48-64 (Fig. 101) . brazili
lb. Faixa postocular presente ; ventrais 155-164 ; subcaudais
43-53; marcas no corpo (Fig. 149) . pirajai
lc. Faixa postocular presente; ventrais 170-186; subcaudais
60-66; marcas no corpo e cabeça (Fig. 136) . jararacussu
2. Cantais não aumentadas
2a. Supralabiais geralmente 7 ; duas estrias claras na nuca
marcas na cabeça ausentes ou indistintas; aspecto geral
aveludado (Fig. 140) . moojeni
2b. Supralabiais geralmente 8 a 9 ; marcas na cabeça e no corpo ;
cor geralmente marrom esverdeado (Fig. 132) jararaca
2c. Supralabiais geralmente 8-9 ; marcas indistintas na cabeça
e colorido geral amarelado (Fig. 124) . insularis
Bothrops Wagler
1824 Bothrops Wagler, in Spix, sp. nov. Serp. Bras.
Espécie tipo: Bothrops megaera Wagler = Bothrops leucurus
Wagler
404
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2-a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Bothrops alternatus Duméril, Bibron et Duméril (Fig. 91)
1854 ' Bothrops alternatus Duméril, Bibron et Duméril Erp. Gén; 7 (2).
Atlas pr. 82, bis, fig. la.
1896 Lachesis alternatus; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 543.
1925 Lachesis inaequalis Magalhães, Mem. Inst. Oswaldo Cruz, 18
(1) : 153. pr. 7-12.
Localidade tipo: América do Sul, Argentina e Paraguai.
Distribuição: (Argentina (norte) ; Uruguai; Paraguai; Brasil, Es¬
tados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo,
Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Fig. 181.
Bothrops atro. x Linnaeus (Fig. 95)
1758 Coluber atrox Linnaeus, Syst. Nat., 10 ed., 1 : 222.
1824 Bothrops fúria Wagler, in Spix, sp nov. Serp. Brasil. : 52.
1824 Bothrops taeniatus Wagler, in Spix, sp. nov. Serp. Brasil. : 55
pr. XXL
1966 Bothrops atrox: Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32; pr. V, figs. 1, la
e lb.
Localidade tipo: restrita a “Surinam” (Hoge l.c.).
Distribuição: Florestas equatoriais da Colômbia, Venezuela, Guia-
nas, Brasil, Peru, Equador e Bolívia, Fig. 182.
Bothrops bilineatus büineatus Wied (Fig. 96 a 98)
1821 Cophias bilineatus Wied, Reise Brasil, 2: 339.
1922 Trigonocephalus bilineatus: Schinz I, Cuv. Thier; 2: 143.
1824 Cophias bilineatus: Wied, Abbid. Naturg. Brasil, pr. 5 e 6.
1825 Cophias büineatus: Wied, Beitr. Nat. Brasil, 1 : 483.
1830 Bothrops . . . spécies . . . Cophias bilineatus Neuw. ; Wagler, Syst.
Amph., 174.
1869 Trigonocephalus [Bothrops] arboreus Cope, Proc. Amer. Phil. Soc.,
9: 157.
1966 Bothrops bilineatus bilineatus; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32:
114; pr. 1, fig. 1.
Localidade tipo: “Vila Viçosa” (atualmente Marobá) no Rio Pe-
ruhybe, Estado da Bahia, Brasil.
Distribuição: Florestas equatoriais da Venezuela; Guianas e
Brasil, Território Federal Amapá, Estado do Maranhão, e uma
população isolada na vertente Atlântica do Rio de Janeiro e Bahia.
Bothrops bilineatus smaragadinus Hoge (Fig. 99 e 100)
1966 Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32:
1955 114; pr. I, fig. 2a e 2b.
Localidade tipo: Alto Rio Purus, Estado do Amazonas, Brasil.
Distribuição: Florestas equatoriais do Equador, Peru, Colômbia,
Brasil, médio Amazonas e Bolívia.
405
cm
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HOGE. A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed
Mem. lnat. Dutantan, 42/4S:373-496, 1978/79.
Bothrops castelnaudi castelnaiuli Duméril, Bibron et Duméril (Fig. 105)
1853
1854
18G0
1861
1889
1896
Bothrops Castelnaudii Duméril, Mém. Acad. Sei., 23: 139.
Bothrops castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril, Erp. Gén., 7,
(2) : 1511.
Bothriechis castelnaui; Cope (error, pro castelnaudi ) Proc. Acad.
Nat. Sc. Philadelphia : 345.
Bothriopsis quadriscutatus Peters, Mber, Berlin Akad., 1861 : 359.
Thanatophis montanus Posada-Arango, Buli. Soc. Zool. France : 244
Lachesis castelnaudi; Boulenger; Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 544.
Localidade tipo: não indicada (Guichenot in Castelnau 1855 indica
“Province du Goyaz”).
Distribuição: Conhecida por alguns exemplares da Colômbia; Equa¬
dor; Peru e Brasil (um exemplar é conhecido d® fronteira Brasil
— Venezuela).
Bothrops brazili Hoge (Fig. 101)
1923
Bothrops neglecta Amaral [partim : paratipo Bothrops neglecta ]
Proc. New Engl. Zool. Club, 8: 99.
1953 Bothrops brazili; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 25 : 15-21.
Localidade tipo: Tomé Assú no Rio Acará-Mirim, Estado do Pará,
Brasil.
Distribuição: Florestas equatoriais da Venezuela; Guianas; Brasil,
Território Federal Amapá, Estado do Pará, Amazonas e Norte do
Estado de Mato Grosso; Bolívia; Peru e Colômbia (Fig. 183).
Bothrops cotiara (Gomes) (Fig. 109)
1913 Lachesis cotiara Gomes, Ann. Paul. Med. Cirurg. São Paulo, 1
n.° (3) : 65.
1925 Bothrops cotiara; Amaral, Contr. Inst. Trop. Biol. Med., 2:53.
Localidade tipo: Núcleo Colonial Cruz Machado, Marechal Mallet,
Estado do Paraná, Brasil.
Distribuição : Florestas de Araucaria na Argentina (Missiones) e
Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e no Sudeste
de São Paulo). Mapa 4
Bothrops erythromelas Amaral (Fig. 110)
1923 Bothrops erythromelas Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club., 8:96.
Localidade tipo: Perto de Joazeiro, Estado da Bahia, Brasil.
Distribuição: Regiões secas do Nordeste (conhecida do Estado do
Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Paraíba). Rio Grande
do Norte, Sergipe e Alagoas. (Fig. 185)
406
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. lnat. Butantan, 42/48: 373-496, 1978/79.
Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini (Fig. 114)
1959 Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini, Mem. Inst. Butantan, 28:
195.
Localidade tipo: Santo Antonio do Capivari, Estado do Rio de
Janeiro, Brasil.
Distribuição: Brasil, Nordeste de São Paulo, sul do- Rio de Janeiro
e extremo sul de Minas Gerais; Fig. 186.
Bothrops hyoprorus Amaral (Fig. 118)
1935 Bothrops hyoprora Amaral, Mem. Inst. Butanta, 9 : 222.
Localidade .tipo: La Pedrera, Colômbia.
Distribuição: Florestas equatoriais da Colômbia; Equador; Peru
e Brasil, Amazonas ocidental e Rondônia ; Fig. 187.
Botrops iglesiasi Amaral (Fig. 121 a 123)
1923 Bothrops iglesiasi Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 8 :97.
Localidade tipo: Perto da Fazenda Grande, margem direita do
Rio Gurgueia, Estado do Piauí, Brasil.
Distribuição: Conhecido somente no norte do Piauí; (Fig. 188).
Bothrops insularis (Amaral) Fig. 124
1921 Lachesis insularis Amaral, Anex. Mem. Inst, Butantan, Sec. Ofiol.,
1, n.° (1) :18.
1930 Bothrops insularis; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 5:114.
Localidade tipo: Ilha da Queimada Grande, na Costa de São Paulo,
Brasil.
Distribuição: Ilha da Queimada Grande.
Bothrops itapetiningae (Boulenger) (Fig. 128)
1907 Lachesis Itapetiningae Boulenger, Ann. Mag. Nat. Hist., 20,
(7) :338.
1910 Lachesis neuwiedii itapetiningae; Ihering [partim], Rev. Mus.
Paul., 8: 360.
1930 Bothrops itapetiningae; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 1929 J: 235.
Localidade tipo: Itapetininga, Estado de São Paulo, Brasil.
Distribuição: Nos campos do Paraná, São Paulo, Mato Grosso,
Minas Gerais até Distrito Federal (conhecido por um exemplar
do Rio Grande do Sul, cuja procedência tem que ser confirmada).
Fig. 189.
Bothrops jararaca (Wied) (Fig. 132)
1824 Cophias jararaca (no texto) Cophias atrox “pullus” (na
prancha) ; Wied Abbild. Nat. Brasil, Lief, 8, non Cophias jararaca
407
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IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inat. Butantan. 4f/4J:373-496, 1978/79.
Merrem 1822 nom. nov. pro coluber jauanus Gmelin iconotypo em
Seba I. pr. XIX, 12 localidade tipo: Java “in error” Crotalus
durissus susp. (pos. C.d. cascavella Wagler 1824), Wied, Abbild.
Nat. Brasil, Lief. 7.
1824 Cophias atrox . . . jararaca; Wied 1824, In Isis v. Oken, 14, (9) :
987.
1824 Cophias jajaraca; (erro tipográfico pro jararaca) Wied In Isis v.
Oken, 14 (10) : 1103.
1825 Cophias jararaca ; Wied Beitr. Nat. Brasil, 1 : 470.
1830 Bothrops jararaca ; Wagler, Nat. Syst. Amph: 174.
1896 Lachesis lanceolatus; Boulenger [partim], Cat. Sn. Brit. Mus.,
3: 535.
Localidade tipo: Espírito Santo, Brasil.
Distribuição: Argentina, Missiones; Paraguai; Brasil, Estados do
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de
Janeiro, Espírito Santo, Bahia (sul) e Minas Gerais, Fig. 190.
Bothrops jararacussu Lacerda (Fig. 136)
1884 Bothrops jararacussu Lacerda, Lee. Ven. Serp. Brézil, n.° 8
1896 Lachesis lanceolatus; Boulenger [partim], Cat. Sn. Brit. Mus.,
3:535.
Localidade tipo: Província do Rio de Janeiro, Brasil.
Distribuição : Argentina (nordeste) ; Brasil, Estados de Santa
Catarina, Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Espírito Santo, Sul da Bahia; Paraguai e Bolívia.
Bothrops leucurus Wagler (Fig. 139)
1824 Bothrops megaera Wagler (homônimo de Megaera Shaw =
Bothrops lanceolatus (Lacépède), In Spix Serp. Bras; Sp. Nov.,
p. 50; pr. XIX — localidade tipo: Bahia (Salvador) Brasil.
1824 Bothrops leucurus Wagler, In Spix, Serp Brasil; Sp. Nov. p. 57;
pr. XXII, fig. 2.
1966 Bothrops megaera; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32:110.
Localidade tipo: Província da Bahia, Brasil.
Distribuição: Conhecido por alguns exemplares da Bahia.
Bothrops marajoensis Hoge
1966 Bothrops marajoensis Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 123.
Localidade tipo: Severino, Ilha Marajó, Estado do Pará, Brasil.
Distribuição: Ilha Marajó e ao longo da costa até regiões equa¬
toriais do Maranhão, Brasil.
408
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HOGE, A.R. & ROMANO HOOE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.* ed.
Mem. Inst. Butantan, M/13: 373-496, 1978/79.
Bothrops moojeni Hoge (Fig. 140)
1966 Bothrops moojeni Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 126; pr. IV.
Localidade tipo: Brasília, Distrito Federal, Brasil.
Distribuição: Brasil, Estado do Paraná, São Paulo, Mato Grosso,
Minas Gerais, Goiás e Maranhão.
Bothrops neuwiedi neuwiedi Wagler
1824 Bothrops neuwiedi Wagler, in Spix, Serp. Brasil, Sp. Nov. : 56.
1896 Lachesis neuwiedi; Boulenger [partim], Cat. Sn. Brit. Mus., 5:542.
1925 Bothrops neuwiedi neuwiedi; Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 57.
Localidade tipo: Província da Bahia, Brasil.
Distribuição : Brasil, Estado da Bahia. (Vide distribuição da espé¬
cie fig. 191)
Bothrops neuwiedi bolivianus Amaral
1927 Bothrops neuwiedii bolivianus Amaral, Buli. Antivenin, Inst.
Amer., 1 : 6.
Localidade tipo: Buenavista, Prov. Sara, Departamento de Santa
Cruz de La Sierra, Bolívia.
Distribuição: Bolivia, Brasil extremo oeste do Estado de Mato
Grosso.
Bothrops neuwiedi diporus Cope (Fig. 145)
1862 Bothrops diporus Cope, Proc. Ac. Nat. Sc. Philadelphia, 1U: 347.
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus. 5:542.
1930 Bothrops neuwiedii meridionalis Amaral, Buli. Antiv. Inst. Amer
455:66 fig. 1.
Localidade tipo: Rio Vermejo, fronteira Argentina-Paraguai.
Distribuição: Argentina; Paraguai; Brasil, regiões limítrofes com
Paraguai.
Bothrops neuwiedi goyazensis Amaral
1925 Bothrops neuwiedi goyazensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 58; XIV :5; XV :5
Localidade tipo: Ypameri, Goiás, Brasil.
Distribuição: Brasil, Estado de Goiás.
Bothrops neuwiedi lutzi (Miranda — Ribeiro)
1915 Lachesis lutzi Miranda-Ribeiro, Arch. Mus. Nac. Rio de Janeiro,
17: 4
409
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/45:373-496. 1978/79.
1925 Bothrops newwiedi bahiensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 57.
1930 Bothrops neuwiedii latzi; Amaral, Mem. Inst. Butantan;
4: (1929) 238.
Localidade tipo: Rio São Francisco, Estado da Bahia, Brasil.
Distribuição: Brasil, interior do Estado da Bahia.
Bothrops neuwiedi mattogrossensis Amaral
1925 Bothrops neuwiedi matogrossensis Amaral, Contr. Harv. Inst.
Trop. Biol. Med., 2: 60; pr, 14:6; pr. 16:60.
Localidade tipo: Miranda, Estado de Mato Grosso, Brasil.
Distribuição: Brasil, Sul de Mato Grosso.
Bothrops neuwiedi meridionalis Müller
1885 Bothrops atrox meridionalis Müller, Vehr. Nat. Ges. Basel, 7:699
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger [partim], Cat. Sn. Brit. Mus.,
3 :542.
1932 Bothrops neuwiedi fluminensis Amaral, Mem. Inst. Butantan, 7: 97.
1966 Bothrops neuwiedi meridionalis; Hoge, Mem. Inst. Butantan,
32: 128 (1965).
Localidade tipo: Andarai, Estado do Rio de Janeiro.
Distribuição: Brasil, Estados de Guanabara, Rio de Janeiro e
Espírito Santo.
Bothrops neuwiedi paranaensis Amaral
1925 Bothrops neuwiedi paranaensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 61; pr. 14:7; pr. 16: 7.
Localidade tipo: Castro, Estado do Paraná, Brasil.
Distribuição: Estado do Paraná.
Bothrops neuwiedi paidoensis Amaral
1925 Bothrops neuwiedi paidoensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 59.
Localidade tipo: Leme, Estado de São Paulo, Brasil.
Distribuição: Estado de São Paulo.
Bothrops neuxoiedi piazthyensis Amaral
1916 Bothrops neuwiedii piauhiense; Gomes, In Neiva et Penna...
(n. nud.), Mem. Inst. Oswaldo Cruz 8: (3): 101.
1925 Bothrops neuwiedii piauhyensis; Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 58.
Localidade tipo: Regeneração, Estado do Piauí, Brasil.
Distribuição: Brasil, Estados do Piauí, Pernambuco, Ceará, Sul do
Maranhão.
410
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a cd.
Mem. Inst. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Bothrops neuwiedi pubescens (Cope)
1870 Trigonocephalus [ Bothrops ] pubescens Cope, Amer. Phil. Soc.
Phil, 11 (1869) : 57.
1896 Lachesis neuwiedii : Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3 : 542.
1925 Bothrops neuwiedii riograndensis Amaral, Contr. Harv. Inst. Trop.
Biol. Med., 2: 61.
1959 Bothrops neuwiedi pubescens; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 28: 84.
Localidade tipo: Rio Grande do Sul, Brasil
Distribuição: Estado do Rio Grande do Sul.
Bothrops neuwiedi urutu Lacerda
1884 Bothrops urutu Lacerda, Leç. Ven. Serp. Brézil, :11
1896 Lachesis neuwiedii; Boulenger, [partim], Cat. Sn. Brit. Mus, 3: 542
1937 Bothrops neuwiedi urutu; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 10:
(1936) : 160.
Localidade tipo: Província de Minas Gerais, atual Estado do Brasil.
Distribuição: Brasil, Norte do Estado de São Paulo e Sudeste
de Minas Gerais. (Esta forma poderá ser reconhecida como
espécie) .
Bothrops pirajai Amaral (Fig. 149)
1923 Bothrops pirajai Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 8: 99.
1923 Botrops neglecta Amaral, Proc. New Engl. Zool. Club, 8: 100.
1966 Bothrops pirajai; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 132 (1965)
Localidade tipo: Ilhéus, Estados da Bahia, Brasil.
Distribuição: Sul do Estado da Bahia e Nordeste de Minas Gerais.
Bothrops pradoi (Hoge) (Fig. 153)
1948 Trimeresurus pradoi Hoge, Mem. Inst. Butantan, 20: 1947.
193-202.
1955 Bothrops atrox; Amaral, Mem. Inst. Butantan, 26: 215-220.
1966 Bothrops pradoi; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 132 (1965)
Localidade tipo: Pau Gigante, Estado de Espírito Santo, Brasil.
Distribuição: Espírito Santo e Sul da Bahia.
411
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.* ed.
Mem. Inat. Butantan, 42/-4.J.-373-496, 1978/79.
CHAVE ARTIFICIAL PARA AS SUBESPÉCIES DE
Crotalus durissus DO BRASIL
I — Parte interna das manchas dorsais apenas mais claras do que os
bordos (Figs. 170 a 173) . terrificus
II — Parte interna das manchas dorsais distintamente mais claras do
que os bordos.
A — Uma marca triangular branca nas supra-oculares ... trigonicus
B — Sem marca triangular branca nas supra-renais.
1 — Estrias paravertebrais largas com o centro mais claro
do que. os bordos e marginadas por uma série de
escamas brancas (Figs. 167 a 169) . ruruima
2 — Estrias paravertebrais não como em A
a — Estrias paravertebrais curtas menores do que o
comprimento da cabeça (Figs. 156 a 159)
. cascavella
b — Estrias paravertebrais longas, maiores do que o
comprimento da cabeça.
bi — Estrias paravertebrais sobre uma série
de pintas escuras (Figs. 165 e 166)
. marajoensis
b^ — Estrias paravertebrais sobre estrias con¬
tínuas (Figs. 160 a 164 .... collilineatus
Crotalus Linnaeus
1758 Crotalus Linnaeus, Systema Naturae, Ed. 10:214.
Espécie tipo: Crotalus horridus Linnaeus, confirmado por Opinion
92, Int. Comm. Zool. Nomen.
Distribuição de Crotalus durissus (Fig. 192)
Crotalus [ Crotalus ] durissus cascavella (Wagler, 1824) (Fig. 156)
1824 Crotalus cascavella Wagler, In Spix. Brasil, Sp. Nov., : 60
1925 Crotalus terrificus var. collirhombeatus Amaral, Rev. Mus. Paul.,
15: 90.
1966 Crotalus [ Crotalus ] durissus cascavella; Hoge, Mem. Inst.
Butantan, 32: 139, pr. 12
Localidade tipo designada: Minas de Caraíba, Estado da Bahia,
Brasil.
Distribuição: Regiões secas do Maranhão, Ceará, Piauí, Pernam¬
buco, Alagoas, Rio Grande do Norte e extremo Nordeste de Minas
Gerais.
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cm
HOGE, A.R
Mem. Inst.
í ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil 2 a ed
. Butantan, 373-496, 1978/79. ' '
Crotalus [ Crotalus ] durissiis collilineatus Amaral
(Fig. 160)
1926 Crotalus terrificus collilineatus Amaral 1926 [partim], Rev. Mus.
Paulista 15: 90.
1956 Crotalus durissus terrificus; Klauber [partim], Rattlesnakes 1: 33.
1966 Crotalus [ Crotalus ] durissus collilineatus; Hoge, Mem. Inst.
Butantan 32: 139-142.
Localidade tipo: (Restrita, Hoge 1966) ao Estado de Mato Grosso,
Brasil.
Distribuição: Mato Grosso Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais,
São Paulo ; no Sul, até a Argentina.
Crotalus [ Crotalus ] durissus marajoensis Hoge
(Figs. 165 e 166)
1966 Crotalus \ Crotalus ] durissus marajoensis Hoge, Mem. Inst.
Butantan, 32: 143; pr. XV.
Localidade tipo: Tuyuyu, Ilha Marajó, Estado do Paraná, Brasil.
Distribuição: Campos da Ilha Marajó, Brasil.
Crotalus [ Crotalus ] durissus ruruima Hoge
(Fig. 167)
1966 Crotalus [ Crotalus ] durissus ruruima Hoge, Mem. Inst. Butantan,
32: 145; pr. XVI
Localidade tipo: Paulo Camp. Monte Roraima, Venezuela.
Distribuição: Conhecida das vertentes do Monte Roraima e
Cariman-Peru na Venezuela. No Brasil um único exemplar do
Território Federal de Roraima.
Crotalus [ Crotalus ] durissus terrificus (Laurenti) (Fig. 170)
1768 Caudisona terrífica Laurenti Syn. Rept., 93.
1896 Crotalus terrificus; Boulenger [partim], Cat. Sn. Brit. Mus., 3: 573.
1926 Crotalus terrificus collilineatus Amaral [partim], Rev. Mus. Paul ,
15: 90.
1936 Crotalus durissus terrificus; Klauber [partim], Rattlesnakes
1 : 32.
1966 Crotalus \_Crotalus~\ durissus terrificus; Hoge, Mem. Inst.
Butantan. 32: 147 ; pr. XVII.
Localidade tipo: Júlio de Castilho, Município de Taquari, Estado
do Rio Grande do Sul, Brasil (por designação Hoge 1966 l.c.).
Distribuição: Argentina; Uruguai; Paraguai; Bolívia; Sul do
Brasil, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio
Grande do Sul e Mato Grosso. Populações isoladas na Amazônia
e Pará (Campos de Humaitá, Serra do Cachimbo e Santarém).
413
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.* ed.
Mem. Inat. Butantan, b2/ :373-496, 1978/79.
Crotalus durissus trigonicus Harris et Simmons
1978 Crotalus durissus trigonicus Harris et Simmons, Mem. Inst. Bu¬
tantan, U0:U1: 306, fig. 1 e 2.
Localidade tipo: Savanna de Rupunini no Sudoeste de Guãana.
Distribuição: Conhecido somente da localidade tipo, a Savanna
isolada de Rupunini, mas possivelmente também nos campos ou
cerrados adjacentes do Brasil.
Localidade tipo: Savanna de Rupunini no Sudoeste de Guiana.
Lachesis Daudin
1803 Lachesis Daudin, Hist. Nat. Rept., 5 :349.
Espécie tipo: Lachesis muta (Linnaeus, 1766).
Contém : Uma espécie.
Distribuição: A mesma que a única espécie conhecida.
Lachesis muta muta (Linnaeus) (Fig. 174 a 176)
1766 Crotalus mutus Linnaeus, Syst. Nat. 12. a ed., :373.
1803 Lachesis mutus; Daudin, Hist. Nat. Rept., 5:351.
1896 Lachesi muta; Boulenger, Cat. Sn. Brit. Mus., 3:534.
1951 Lachesis muta muta; Taylor, Kansas Univ. Sei. Buli., 3U (1) :184.
1966 Lachesis muta muta; Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 161.
Localidade tipo: Surinam.
Distribuição: Florestas equatoriais do Brasil; Guianas; Venezuela;
Trinidad; Bolívia; Perú ; Equador e Colômbia. (Fig. 193 M)
Lachesis muta rhombeata Wied (Fig. 177)
1825 Lachesis rhombeata Wied, Abb zur Naturgeschichte von Brazilien.
1825 Lachesis rhombeata Wied, Beitr. Nat. Braz., 1 :449.
1872 Trigonocephalus ( Lachoesis ) brasiliensis Liais.
Climats, Géol., Faune et Géor. Botan. du Brésil: 306.
Localidade tipo não indicado provavelmente Rio Doce, Minas
Gerais, Brasil.
1966 Lachesis muta noctívaga Hoge, Mem. Inst. Butantan, 32: 162, pl. 20
(1965).
1976/77 Lachesis muta rhombeata (Hoge), Mem. Inst. Butantan,
U0JU1: 54.
Localidade tipo: Brasil. Desde que Wied e Liais não indicaram
localidades exatas restringe “hoc loco”, a Vitória, Espírito Santo,
Brasil. (Fig. 193 R)
CHAVE DAS SUBSPÉCIES DE Lachesis muta
I — Grandes manchas no topo da cabeça ; faixa postocular larga
não distintamente marginada de claro e cor geral averme¬
lhada . rhombeata
II — O contrário do acima mencionado . muta
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1, | SciELO
cm
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Hrasil.
Mem. lnst. fíutantan, -4-2/-4í:373-496, 1978/79.
ed.
VIPERIDAE
CROTALINAE
Bothrops alternatus Duméril et Duméril . 405
Bothrops atrox (Linnaeus) . 405
Bothrops bilineatus bilineatus (Wied) . 405
Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge . . . . . 405
Bothrops brazili Hoge . 406
Bothrops castelnaudi, castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril . . . 406
Bothrops cotiara (Gomes) . 406
Bothrops erythromelas Amaral . 406
Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini . 407
Bothrops hyoprorus Amaral . 407
Bothrops iglesiasi Amaral . 407
Bothrops insularis (Amaral) . 407
Bothrops itapetiningae (Boulenger) . 407
Bothrops jararaca (Wied) . 407
Bothrops jararacussu Lacerda . 408
Bothrops leucurus Wagler . 408
Bothrops marajoensis Hoge . 408
Bothrops moojeni Hoge . 409
Bothrops neuwiedi neuwiedi Wagler . 409
Bothrops neuioiedi neuwied bolivianus Amaral . 409
Bothrops neuwiedi diporus Cope . 409
Bothrops neuwiedi goyasensis Amaral . 409
Bothrops neuwiedi lutzi (Miranda-Ribeiro) . 409
Bothrops neuioiedi mattogrossensis Amaral . 410
Bothrops neuwiedi meridionalis Müller . 410
Bothrops neuwiedi paranaensis Amaral . 410
Bothrops neivuiedi pauloensis Amaral . 410
Bothrops neuwiedi piauhyensis Amaral . 410
Bothrops neuwiedi pubescens (Cope) . 411
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. Sinopse ilns serpentes peçonhentas <U> Brasil. 2. 3 ed.
Mcm. Inst.. liutanlan, K ^/4.?.'373-496, 1978/79.
Crotalus durissus (subespécie)
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus lemniscatus lemniscatus (Linnaeus)
Micrurus lemniscatus helleri Schmidt e Schmidt
Micrurus surinamensis surinamensis (Cuvier)
AMAZONAS
Bothrops atrox (Linnaeus)
Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge
Bothrops brazili Hoge
Bothrops castelnaudi castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril
Bothrops hyoprorus Amaral
Bothrops neuwiedi neuwiedi Wagler
CrotoÃus durissus terrificus (Laurenti)
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus albicinctus Amaral
Micrurus ayinelatus bolivia.mis Roze
Micrurus averyi (Schmidt)
Micrurus filiformis filiformis (Günther)
Micrurus filiformis subtilis Roze
Micrurus hemprichii hemprichii (Jan)
Micrurus hemprichii ortoni Schmidt
Micrurus karlchmidti Romano
Micrurus langsdorffi langsdorffi Wagler
Micrurus lemniscatus helleri Schmidt et Schmidt
Micrurus spixii spixii Wagler
Micrurus spixii obscurus (Jan)
Micrurus surinamensis nattereri Schmidt
Micrurus surinamensis surinamensis (Cuvier)
BAHIA
Bothrops bilineatus bilineatus (Wied)
Bethrops erythromelas Amaral
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Bothrops leucurus Wagler
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HOGE, A.It. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil.
Mem. Inst. Butantan, AS/iS: 373-496, 1978/79.
2.a ed.
MARANHÃO
Bothrops atrox (Linnaeus)
Bothrops bilmeatus bilineatus (Wied)
Bothrops castelnaudi castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril
Bothrops erythromelas Amaral
Bothrops moojeni Hoge
Bothrops neuwiedi piauhyensis Amaral
Crotalvs durissus cascaveüa Wagler
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus ibiboboca (Merrem)
Micrurus spixii martiusi Schmidt
MATO GROSSO (incluindo Mato Grosso do Sul)
Bothrops alternatus Duméril et Duméril
Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge
Bothrops brazili Hoge
Bothrops castelnaudi castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril
Bothrops hyoprorus Amaral
Bothrops itapetiningae (Boulenger)
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Bothrops moojeni Hoge
Bothrops neuwiedi bolivianus Amaral
Bothrops neuwiedi diporus Cope
Bothrops neuiviedi mattogrossensis Amaral
Crotálus durissus collilineatus Amaral
Crotálus durissus terrificus (Laurenti)
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus albicinctus Amaral
Micrurus corallinus (Merrem)
Micrurus donosi Hoge, Cordeiro e Romano
Micrurus frontalis frontalis (Duméril, Bibron et Duméril)
Micrurus frontalis pyrrhocryptus (Cope)
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze
Micrurus spixii martiusi Schmidt
420
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a
Mem. Iiiêt. Butantan, U2/ h J:373-496, 1978/79.
MINAS GERAIS
Bothrops alternatus Duméril et Duméril
Bothrops erythromelas Amaral
Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini
Bothrops itapetiningae (Boulenger)
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Bothrops neuwiedi urutu Lacerda
Crotalus durissus cascavella Wagler
Crotalus durissus collilineatus Amaral
Crotalus durissus terrificus (Laurenti)
Lachesis muta rhombeata (Wied)
Micrurus frontalis brasiliensis Roze
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze
PARÁ
Bothrops atrox (Linnaeus)
Bothrops brazili Hoge
Bothrops castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril
Bothrops marajoensis Hoge
Bothrops bilineatus bilineatus (Wied)
Crotalus durissus marajoensis (Ilha de Marajó) Hoge
Crotalus durissus (subspécie)
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus collaris (Schlegel)
Micrurus filiformis filiformis (Günther)
Micrurus hemprichii hemprichii (Jan)
Micrurus lemniscatus helleri Schmidt et Schmidt
Micrurus lemniscatus lemniscatus (Linnaeus)
Micrurus paraensis Cunha et Nascimento
Micrurus spixii martiusi Schmidt
Micrurus surinamensis surinamensis (Cuvier)
PARAÍBA
Bothrops erythromelas Amaral
Crotalus durissus cascavella Wagler
Lachesis muta rhombeata (Wied)
Micrurus ibiboboca (Merrem)
421
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HÜGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. - Sinopse das serpentes peçonhenta» do Rrasil. 2.a ed.
A/em. Inat. fíutantan, 44/44:373-496, 197S/79.
PARANÁ
Bothrops alternatus Duméril et Duméril
Bothrops cotiara (Gomes)
Bothrops itapetiningae (Boulenger)
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Bothrops 7noojeni Hoje
Bothrops neuwiedi diporus Cope
Bothrops neuwiedi paranaensis Amaral
Crotalus durissus terrificus (Laurenti)
Micrurus corallinus (Merrem)
Micrurus decoratus (Jan)
Micrurus frontalis altirostris (Cope)
Micrurus frontalis frontalis (Duméril, Bibron et Duméril)
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze
PERNAMBUCO
Bothrops erythromelas Amaral
Bothrops neuwiedi piauhyjensis Amaral
Crotalus durissus cascavella Wagler
Lachesi muta rhombeata (Wied)
Micrurus ibiboboca (Merrem)
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze
PIAUÍ
Bothrops erythromelas Amaral
Bothrops iglesiasi Amaral
Bothrops nemviedii piauhyensis Amaral
Crotalus durissus cascavella Wagler
Lachesis muta rhombeata (Wied)
Micrurus ibiboboca (Merrem)
422
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil.
Mem. lnst. Iiutantan, 42/45:373-496, 1978/79.
RIO DE JANEIRO
Bothrops bilineatus bilineatus (Wied)
Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Bothrops neuwiedi meridionalis Müller
Lachesis muta rhombeata (Wied)
Micrurus corallinus (Merrem)
Micrurus decoratus (Jan)
RIO GRANDE DO NORTE
Bothrops erythromelas Amaral
Crotalus durissus cascavella Wagler
Lachesis muta rhombeata (Wied)
Micrurus ibiboboca (Merrem)
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze
RIO GRANDE DO SUL
Bothrops alternatus Duméril et Bibron
Bothrops cotiara (Gomes)
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops neuwiedi pubescens (Cope)
Crotalus durissus terrificus (Laurenti)
Micrurus decoratus? (Jan)
Micrurus frontalis altirostris (Cope)
Micrurus frontalis pyrrhocryptus (Cope)
TERRITÓRIO DE RONDÔNIA
Bothrops atrox (Linnaeus)
Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge
Bothrops brazili Hoge
Bothrops castelnaudi castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril
Bothrops hyvrorus Amaral
!.a ed.
423
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inat. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Crotalus durissus terrificus (Laurenti)
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus spixii martiusi Schmidt
Micrurus spixii spixii Wagler
TERRITÓRIO DE RORAIMA
Bothrops atrox (Linnaeus)
Bothrops bilineatus smaragdinus Hoge
Bothrops castelnaudi castelnaudi Duméril, Bibron et Duméril
Crotalus durissus ruruima Hoge
Crotalus durissus sp.
Lachesis muta muta (Linnaeus)
Micrurus lemniscatus helleri Roze
Micrurus surinamensis nattereri Schmidt
SANTA CATARINA
Bothrops alternatus Duméril et Duméril
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Crotalus durissus terrificus (Laurenti)
Micrurus corallinus (Merrem)
Micrurus decoratus (Jan)
Micrurus frontalis frontalis (Duméril, Bibron et Duméril)
Micrurus frontalis altirostris (Cope)
Micrurus frontalis baliocorynphus (Cope)
SÃO PAULO
Bothrops alternatus Duméril et Duméril
Bothrops cotiara (Gomes)
Bothrops fonsecai Hoge et Belluomini
Bothrops insularis (Amaral) (Ilha de Queimada Grande)
Bothrops itapetiningae (Boulenger)
Bothrops jararaca (Wied)
Bothrops jararacussu Lacerda
Bothrops moojeni Hoge
424
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
HO(iE, A.R. & ROMANO S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.® ed.
Mem. Inat. Butantan, 42 .í£:373-496. 1978 79
Bothrops neuwiedi pauloensis Amaral
Bothrops neuwiedi urutu Lacerda
Crotalus durissus collilineatus Amaral
Crotalus durissus terrificus (Laurenti)
Micrurus corallinus (Merrem)
Micrurus decoratus (Jan)
Micrurus frontalis altirostris (Cope)
Micrurus lemniscatus carvalhoi Roze
SERGIPE
Bothrops erythromelas Amaral
Bothrops leucurus Wagler
Crotalus durissus cascavellu Wagler
Lachesis muta rhombeata (Wied)
Micrurus ibiboboca (Merrem)
OBSERVAÇÃO: incluir nas páginas:
400 e 424 Micrurus lemniscatus diutius Burger
1955 Micrurus lemniscatus diutius Burger, Boi. Mus. Cienc. Nat. Cara¬
cas, 1 (1) :8.
Localidade tipo: Tunapuna, Trinidad.
Distribuição: Tanapuna, Trinidad e costa adjacente de Venezuela
e Guyana até o Território de Roraima no Brasil através das
Guyanas e Surinan.
400 e 418 Micrurus putumayensis Lancini
1962 Micrurus schmidti Lancini (pré-ocupado por Micrurus schmidti
Dunn 1940). Publ. Ocas. Mus. Cienc. Nat. Caracas, Zool., 2:1,
fig. 1.
1962 Micrurus putumayensis Lancini ( Nom . nov. pro. M. schmidti
Lancini, 1962).
Publ. Ocas. Mus. Cienc. Nat. Caracas, Zool., 3:1.
Localidade tipo: Puerto Socorro, Rio Putumayo, Depto. Loreto,
Peru.
Distribuição: Conhecido do Nordeste do Peru e do Brasil fide
Thales de Lema) de Benjamin Constant Est. Amazonas, Brasil.
425
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Aí era. lnat. Butantan, 42/48: 373-496, 1978/79.
TX,
Fig. 1 — Vestígios de membros posteriores, vestígios representados externamente sob forma de
esporões, ou internamente por restos da cintura pélvica.
Fig. 2 — Typhlopa: esquema parcial do crânio mostrando maxilar móvel, provido de dentes e
situado transversalmente e foramen optico no frontal.
Fig. 3 — Liotyphlopa: esquema parcial do crânio; ectoterigoide e ossos circum-orbitais (a).
Fig. 4 — Leptotyphlopa: esquema parcial do crânio; dental provido de dentes; supratemporal vestigial
associada ao quadrato e ausência de pós-orbital (seg. Boulenger).
Fig. 5 — Crânio de boideo: mostrando vista lateral.
Fig. 6 — Mandíbula mostrando coronóide.
Fig. 7 — Foramen óptico situado entre o frontal e parietal.
Fig. 8 — Uropeltidae Premaxilar suturado com maxilar, supraocular ausente, supratemporal pratica¬
mente ausente redesenhado apud Boulenger: 138.
Fig. 9 — Uropeltia: Vista dorsal da cauda.
Fig. 9a — Uropeltidae: mostrando ocular fundida com as escamas adjacentes.
426
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SciELO
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil 2 a ed
Mem. Inat. Rutantan, 1,2/ 1,3: 373-496, 1978/79.
10
11
12
14
Fig. 10 — Premaxilar (desdentado) em contato com
Fig. 11 — Mandíbula mostrando coronóide (dividido)
Fig. 12 — Crânio de boídeo: mostrando vista dorsal.
Fig. 13 — Foramen óptico: completamente fechado.
Fig. 14 — Supraorbital presente; prefrontais não em contato
Lig. 15 — Supraorbital ausente e premaxilar desdentado.
maxilares.
dental frouxamente articulado.
e premaxilar provido de dentes.
427
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IIOGK. A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. - Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a *d.
Mem. Inat. Hutantav, 42/4 J.373-496, 1978/79.
25
Fig. 16 — Similar aos boinaes: prefrontal confinado à parte lateral do crânio; premaxilar bem
em frente dos maxilares ao invés de situada entre os maxilares.
Fig. 17 — Hipapófises presentes.
Fig. 18 — Bolyeria: crânio mostrando o maxilar duplo (seg. Antony e Guibé).
Fig. 19 — Hipapófises da região nucal atravessando a parede do esôfago.
Fig. 20 — Foramen óptico situado dentro do parietal.
Fig. 21 — Vista dorsal mostrando a expansão lateral das epífises neurais.
Fig. 22 — Ossos do crânio: Pareotinae mostrando parte anterior do maxilar desdentado.
Fig. 23 — Ossos do crânio: Dipaadinae, mostrando parte anterior do maxilar provido de dentes
e supratemporal reduzido.
Fig. 24 — Foramen óptico entre frontal e parasfenóide.
Fig. 25 — Sibynophinae: mandíbula mostrando os dentes pequenos, fortes e achatados lateralments
(seg. Taylor e Smith).
428
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IIOGE. A.R. &. ROMANO HOOE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inst. Butantan, ki/kS: 373-496, 1978/79.
29
Fig. 26 — Tipo de dentição áglifa.
Fig. 27 — Tipo de dentição opistóglifa.
Fig. 28 — Tipo de dentição proteróglifa.
Fig. 29 — Tipo de dentição aolenóglifa e fosseta loreal.
429
2 3 4
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inst. Hutantan, 4f/4J:373-496, 1978/79.
mostrando foramen óptico entre frontal e parietal, maxilar móvel nào
Fig. 38 — Atractaspiidae:
escavado.
Fig. 39 _ Atractaspis: Vista dorsal da cabeça mostrando as placas simétricas do tipo colubríneo.
Fig. 40 _ Azemiops: mostrando ausência do músculo levator angvlioris (seg. Liem, Marx, modif.).
Fig. 41 _ Vípera: mostrando presença do músculo levator anguli oris.
Fig. 42 Causinae: vista dorsal da cabeça mostrando as placas simétricas e pupila redonda.
Fig. 43 Causinae: vista dorsal da cabeça, cortada para mostrar a extensão da glândula de veneno.
Fig. 44 — FosBeta lo real presente.
Fig. 46 — Viperidae: maxilar escavado.
431
cm
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LO 11 12 13 14 15 16
ÍIOGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inat. Hutantan, 1,2/iS: 373-496, 1978/78.
rf/i
t.
51
Hg
zir/y
.5 2
5 4
s$m
5 5 '
5 5
'stmk
57
5 8
5^ ^'":^r;
Chocalho presente.
— Chocalho ausente, cauda normal.
— Chocalho ausente, Lacheaia cauda modificada.
— Crotdlu a sem escudos simétricos na cabeça.
— Siatrurua, escudos simétrico» na cabeça.
— Agkiatrodon: escudos simétricos na cabeça.
— Fosseta loreal presente.
— Cauda preensil ( apud jan ) .
— Focinho não levantado.
— Focinho levantado.
— Bothropa fonsecai mostrando faixa postocular em forma de gancho.
— Bothropa fonaecai marca da cabeça com faixa transversal.
— Bothropa cotiara mostrando faixa postocular reta.
— Bothropa cotiara mostrando marca da cabeça sem faixa transversal,
e 60 — Bothropa altomatua.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil.
Mcm. Inet. Butantan. 42/43: 373-496, 1978/79.
2 a ed.
433
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HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, l*2/hS: 373-496, 1978/70.
4:54
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'10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, Í2/J,S: 373-496, 1978/79.
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'LO 11 12 13 14 15 16
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.R ed.
Mem. Inst. Butantan, 42//,3: 373-496, 1978/79.
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HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil
Mcm. Inst. Butantan, U2/ U3: 373-496, 1978/79.
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2 3 4
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Fig. 86 — Micrurus spixii spixii
Fig. 87 — Micrurus spixii martiusi
Fig. 88 — Micrurus spixii obscurus
Fig. 89 — - Micrurus surinamcnsis surinamensis
Fig. 90 — Micrurus surinamensis nattereri
'LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.* ed.
Mem. lnst. Butantan, 42/.4S.-373-496, 1978/79.
439
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil.
Mem. Inat. Buiantan, *2/43: 373-496, 1978/79.
rig*. 92, 93, 94 — Bothrops alternatua
Fig. 95 — Bothropa atrox
440
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. lnat. Butantan, 42/45:373-496, 1978/79.
Figs. 96, 97, 98 — Bothropa bilineatua bilineatua
441
1, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inet. Butantan, 42/45:373-496, 1978/79.
Fíks. 99, 100 — Bothrops bilincatua amaraodinua (Foto Lancini)
442
2 3 4 5 6 SCÍELO10 2.1 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOOE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Fig. 101 — Bothrop» brazüi
Figs. 102, 103 e 104 — Bothropa brazili juvenil
443
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. In8t. Butantan, 42/ -45:373-496, 1978/79.
Fig. 105 — BoLhrops castelnaudi
Figs. 10G, 107 e 10S — Bothrops casstdnaudu castelnaudii
444
'10 11 12 13 14 15 16
IIOGE A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. -- Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mim. In st. liutantan, Jt2/k3\ - , 19 <8/ 19.
Figs. 111, 112 e 113 — Bothrops crythromclaa
447
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Imt. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
114
HOCíE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.VV.L. — Sinopse tias serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Aí em. Inat. Dutantan, 42/4S: 373-496, 1978/79.
Uothrope njlesiaa »
FUrs. 121. 122, 123
451
1
cm
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LO 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a od.
Mem. In8t. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Fig. 124 — Bothropa insularia
452
1, | SciELO
HOGE AR & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan. J,2/i3: 373-496, 1978/79.
Figs. 125, 126, 127 — Bothropa insularia
453
1, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. —
Mcm. Inst. Butantav, 42/43: 373-496, 1978/79.
Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2. 8 ed.
454
SciELO
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mern. Inat. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
Figs. 129, 130, 131 — Bothropa itapetiningae
455
1, | SciELO
HOGE. A. II. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inat. Butantan, 42/4S;373-49G, 1978/79.
133
1 34
Fig9. 133, 134, 135 — Bothropa jararaca
457
1, | SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a od.
Mcm. Inst. Butantav, Jt2/ Jt 8 1978/79.
Fig. 13G — Bothropa jararacuaau
458
cm
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inat. Butantan, 42/45;373-496, 1978/79.
137
Figs. 137, 138 — Bothrops jararacuasn
459
1, | SciELO
15
'10 11 12 13 14 15 16
IIOGE, A.R. & ROMANO IIOOE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, 42/43:Z~ 3-49G, 1978/79.
460
Fit?. 139 — Bothrops leucurua
IIOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inat. Dutantan, 42/45:373-496, 1978/79.
Figs. 141, 142, 143 — Duthropa moojeni
462
SciELO
HOr.E. A.R & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed
Mcm. Inst. Butantan, 42/4S:373-49G, 1978/79.
Fig. 144 — Bothropa ncuwicdi
463
2 3 4
5
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
14 4
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed
Mem. In8t. Butantan, 42/43.’373-496, 1978/79.
Fig. 145 — Bothrop8 neuwiedi diporua
464
1, | SciELO
1 4 5
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, 42/45:373-496, 1978/79.
147
Figs. 146, 147, 148 — Bothrops nemvicdi diporua
148
465
l I SciELO
15
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse cias serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed
Mcrn. Inst. Butantan, ^2/^3: 373-496, 1978/79.
466
SciELO
Fig. 119 — Bothrops pirajai
HOGE, A.Ii. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, Í2/43: 373-49G, 1978/79.
Fies. 150, 151 e 152 — Bothrops pirajai
4G7
1 50
1
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inat. Butantan, 42/43:373-496, 1978/79.
468
1, | SciELO
Fig. 163 — Bothropa pradoi
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inat. ISutantan, 49/.(.Ç.'373-496, 1978/79.
470
'10 11 12 13 14 15 16
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
A/em. Inat. Butantan, 4~V-45.'373-496, 1978/79.
157
Figs. 157, 158 o 159 — Crotalus duriaaua caacavclla
159
'LO 11 12 13 14 15 16
IIOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil.
Mcm. Inst. Butantan, ^2/43: 373-49G, 1978/79.
ed.
472
'10 11 12 13 14 15 16
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inat. Butantan, ^^5.373-496, 1978/79.
16 5 16 6
Figs. 1G1, 102, 163 e 1G4 — Crotalua durissus collilincatua
Fies. 105, 106 — Crotalua duriasua marajoensia
473
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, ^2/^3: 373-49G, 1978/79.
474
], | SciELO
Fig. 1G7 — Crotalu8 durissus ruruima
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, 42/4.?:373-496, 1978/79.
Figs. 1G8, 1G9 — Crotalus d/irmsíis riinuma
475
2 3 4 5 6 SCÍELOlo h i2 13 14 15 16
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, Jt2/lf3: 373-49G, 1978/79.
476
SciELO
EiOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Jnat. Butantan, 42/43: 373-49G, 1978/79.
173
1 75
176
Figs. 171, 172, 173 — Crotalu8 ànrissua tcrrificua
Figs. 174, 176 e 17G — Lacheais muta muta
477
SciELO
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Drasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, W/JtS: 373-496, 1978/79.
478
SciELO
Fig. 177 — Lacheais muta rhombcata
IIOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inst. Butantan, 42/4S:373-49G, 1978/79.
F ígs. 1<8, 179 180 — Lachc8i3 muta rhombeata
479
SciELO
cm
LO 11 12 13 14 15 16
riOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mem. Inst. Butantan, 42/-4$.‘373-496, 1978/79.
70° 65° 60° 55° 50° 45° 40° 35°
F\g. 181 — DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Bothropa çiltcrnatua
480
], | SciELO
SciELCy0
2
3
5
6
11
12
13
14
15
16
Z
cm
HOGE, A.R. & ROMANO IIOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2.a ed.
Mcm. Inat. Butantan, 42/43: 373-496, 1978/79.
70° 65° 60° 55° 50° 45° 40° 35°
Fig. 185 — DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Bothrops crythromclas
484
HOGE AR.* ROMANO HOGE. S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Intt. Butantan, W/i!:3 73-496, 1978/79.
70° 65° 60° 55° 5 0° 45° 40° 35°
1 I I I I I T
Fig. 188 — DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Bothrop a iplesiaei
487
HOGE. A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Brasil. 2 a ed.
Mem. Inat. Butanian, Ai/43: 373-496, 1978/79.
70° 65° 60° 55° 50° 45° 40° 35°
Filf. VJl — DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Hothro, ,» «ruuíciii
490
HOGE, A.R. & ROMANO HOGE, S.A.R.W.L. — Sinopse das serpentes peçonhentas do Rrasil. 2 a ed.
Mem. lnêt. Butantan, ki/K3: 373-496, 1978/79.
1 92
Fiir. 192 — DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Crotalua durisauu
491
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
SciELCy0
2
3
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497
cm
SciELO
L0 11 12 13 14 15 16
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LO 11 12 13 14 15 16
Mcm. In8t. Butantan
42/4S: 500-503, 1978/79
ÍNDICE DE ASSUNTOS
Acanthoscurria juruenícola
descrição do macho : 151
Acarina: Heterozerconidae : 139
Ácaros, sistemática : 139
Ácido ursólico
em Labiatae; Peltodon radicans (Pohl) : 357
Acúmulos linfóides
em cloaca de serpentes : 367
A.denopatia angio-imunoblástica : 65
Afecções congênitas : 27
Agkistrodontini : 373
Amblipígeo, Piauí, Brasil
identificação da espécie : 127
Amphisbaena alba
glândulas salivares : 33
histologia : 33
histoquímica : 33
Antiveneno
B. jararaca
atividade antinccrosante, quantificação : 345
botrópico
doseamento : 325
potência, avaliação : 325
Araneismo : 95
Aranhas : 95, 127
Acanthoscurria juruenícola : 151
Phoneutria : 95
sistemática : 95
Aranhas, Piauí, Brasil
identificação das espécies : 127
Boidae. : 87
Bothrops : 373
antiveneno : 325, 345
atrox (Linnaeus, 1758) : 49, 159
alimentação : 159
500
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
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índice de assuntos
comportamento
crescimento
reprodução
teratogênese
: 159
159
49, 159
: 49, 159
41
jararaca
antiveneno
atividade antinecrosante, quantificação
glândulas
acessória : 41
veneno : 41
histoquímica de proteínas
venenos : 311, 337
Botulismo : 77
Bursa de Fabricius equivalente : 367
Catadiscus rochai n. sp. : 145
Citogenética : 71
Clostridium botulinum tipo B : 77
Colubridae : 87
Crotalinae : 179, 373
Crotalini : 373
Crotalus : 373
Elapidae : 87, 373
Elapoidea : 373
Escorpiões, Piauí, Brasil
identificação das espécies • 127
Glândulas
acessória, Bothrops jararaca
salivares, Amphisbaeva alba
sudoríparas humanas, lesões por loxocelismo
veneno, Bothrops jararaca : 41
Heterozercon Berlese, 1888 : 139
Heterozercon elegans sp. n. : 139
Intoxicação alimentar : 77
Labiatae; Peltodon radicans (Pobl)
ácido ursólico : 357
sitosterol : 357
triterpenoides : 357
Lachesis : 373
Linfoadenopatia imunoblástica : 65
Linfomas : 27, 65, 71
malignos : 65
moléstia de Hodgkin : 27
não-Hodgkin : 71
Loxoscelismo humano acidental : 21
Micrurinae : 373
Micrurus : 373
345
41
33
21
501
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
cm
ÍNDICE de assuntos
Moléstia de Hodgkin : 27
Parasitas, sistemática : 145
Pele, lesões por acidente loxoscélico : 21
Phoneutria : 95
Plantas medicinais brasileiras
Labiatae; Peltodon radicans (Pohl) : 357
Proteróglifas. Micrurus Wagler
extração de veneno, novo método : 171
Quilópodo, Piauí, Brasil
identificação da espécie : 127
Serpentes
acúmulos linfóides, em cloaca : 367
parasitas : 145
peçonhentas : 373
brasileiras : 373
crotalineas, do mundo : 179
sistemática : 87, 175, 179, 373
timectomia : 363
Serpentes, Piauí, Brasil : 87
Sibynomorphux : 175
Sistemática
ácaros
Acarina Heterozerconidae
Heterozercon Berlese, 1888 : 139
Heterozercon elegans sp.n. : 139
aranhas
Acanthoscurria juruenícola : 151
Phoneutria
fera (Perty, 1883) : 95
holmbergi (Bücherl, 1968) : 95
keyserlingi (Pickard-Cambridge, 1897)
luederwaldti ( Mello- Leitão, 1927) : 95
nigriventer (Keiserling, 1891) : 95
n igriventroides (Strand, 1907) : 95
paca ( Mello- Leitão, 1922) : 95
rufichelis (Mello- Leitão, 1917) : 95
parasitas
Trematoda ; Paramphistomidae
Catadiscus rochai n.sp. : 145
serpentes
Agkiitrodonthii : 179, 373
95
Boidae
Bothrops
Colubridae
Crotalinae
Cro talini
('rotalux
87
373
: 87
: 179, 373
373
373
502
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
ÍNDICE DE ASSUNTOS
Elapidae
Elapoidea
Lachesis
M i cr urina e
Micrurus
: 87, 373
: 373
: 373
: 373
: 373
: 357
77
Sibynomorphus
andrei (Sauvage) : 175
mikanii (Schlegel) : 175
neuwiedii (von Ilhering) : 17, c
Viperidae : 87, 179
Viperoidea : 179, 373
Sitosterol
em Labiatae; Peltodon radican (Pohl)
Soro antibotulínico, preparação : 77
Timectomia em serpentes : 363
Toxina, anatoxina e toxoide botulínico tipo B
Transformação blástica : 71
Trematoda; Paramphistomidae : 145
Triterpenoides
em Labiatae; Peltodon radicans (Pohl) : 357
Varíola, erradicação ; 11
Venenos
botrópicos
ação local : 345
atividade necrosante, quantificação : 345
DL 50, determinação : 311
reações cruzadas, com antivenenos botrópicos
soroneutralização
cruzada, emprego de camundongos : 337
paraespecífica : 337
toxicidade, titulação : 311
extração, novo método : 171
loxoscélico, acidente humano ; 21
337
Viperidae
Viperoidea
87, 179
: 179, 373
503
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
Mcm. In8t. Butantan
42/4-?: 504-508, 1978/79
SUBJECT INDEX
Acanthoscurria juruenícola
description of the male : 151
Acarid, systematic : 139
Acarina: Heterozerconidae : 139
Agkistrodontini : 179, 373
Amblypygi, Piauí, Brasil
identification of specie : 127
Amnhisbaena alba
salivary glands : 33
histochemistry : 33
histology : 33
Angio-immunoblastic adenopathy : 65
Antivenin
D. jararaca
antinecrotizing activity, quantification
bothropic
dosage : 325
potency, evaluation : 325
Araneism : 95
Blastic transformation : 71
Boidae : 87
Bothrops : 373
antivenin : 325, 345
atrox (Linnaeus, 1758) : 49, 159
development : 159
feeding : 159
habits : 159
reproduction : 49, 159
teratogeny : 49, 159
jararaca
antivenin
necrotizing activity, quantification
glands
accesory : 41
venom : 41
histochemistry of proteins : 41
venoms : 311, 337
Botulinus antitoxin, preparation : 77
345
345
504
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
SUBJECT INDEX
Botulism : 77
Bursa of Fabrícius, equivalent : 367
Catadiscus rochai n.sp. : 145
Centipede, Piauí, Brasil
identification of specie : 127
Clostridium botulinum type B : 77
Colubridae : 87
Congenital affections : 27
Crotalinae : 179, 373
Crotalini : 373
Crotalus : 373
Cytogenetics : 71
Elapidae : 87, 373
Elapoidea : 373
Food poisoning : 77
Glands
accesory, Bothrops jararacu : 41
human sudoriparous, lesions : 21
salivary, Amphisbaena albu : 33
venom, Bothrops jararaca : 41
Heterozercon Berlese, 1888 : 139
Heterozercon elegavs sp.n. : 139
Hodgkin’s disease : 27
ImmunoblasticHymphoadenopathy : 65
Labiatae; Peltodon radicavs (Pohl)
sitosterol : 357
triterpenoids : 357
ursolic acid : 357
Lachesis : 373
Loxoscelism, human accident : 21
Lymphoid aggregation
in cloaca of snakes : 367
Lymphomas : 27, 65, 71
Hodgkin’s disease : 27
malignant : 65
non-Hodgkin : 71
Medicinal plants, brasilian
Labiatae; Peltodon radicavs (Pohl) ; 357
Micrurinae : 373
Micrurus : 373
Parasites, systematic : 145
Phoneutria : 95
Proteróglifas, Micrurus Wagler
venon extraction, new method : 171
Scorpions, Piauí, Brasil
identification of species : 127
Sibynomorphus : 175
505
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
SUBJECT INDEX
Si toste rol
in Labiatae; Peltodon rudicavs (Pohl)
Skin, lesion by loxoscelic accident : 21
Smallpox, erradication : 11
Snakes
lymphoid aggregation in cloaca : 367
parasites : 145
poisonous
brasilians : 373
pit vipers, of the world : 179
systematic : 87, 175, 179, 373
thymectomy : 363
Snakes, Piauí, Brasil : 87
Spiders : 95, 127
Acavthoacurriu juruewícolu : 151
Phoveutria : 95
systematic : 95
Spiders, Piauí, Brasil
Identification of species : 127
Systematic
acarid
Acarina: Heterozerconidae
ffeterozereon Berlese, 1888 : 11
Heterozerco v elegans sp.n. : lí
parasites
Trematoda ; Paramphistomidae
Catadiscus rochai n.sp. : 145
snakes
179, 373
357
avdrei (Sawage) : 175
mikanii (Schlegel) : 175
neuwiedn (von Ihering) : 175
Viperidae ■ 87, 179
Viperoidea : 179, 373
spiders
Acavtkoscurria juruenicola : 151
Ph oneutria
fera (Perty, 1883) : 95
506
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
SUIUECT INDEX
hohnbergi (Bücherl, 1968) : 95
keyserlingi (Pickard-Cambridgc, 1897) : 95
hiederwaldti (Mello-Leitão, 1927) : 95
nigriventer (Keyserling, 1891) : 95
nigriventroides (Strand, 1907) : 95
paca (Mello-Leitão, 1922) : 95
rufichelis (Mello-Leitão, 1917) : 95
Toxin, toxoid and type B botulin toxoid : 77
Trematoda; Paramphistomidae : 145
Triterpenoids
in Labiatae; Peltodon radicans (Pohl) : 357
Thymectomy in snakes : 363
Ursolic acid
in Labiatae; Peltodon radicavs (Pohl) : 357
Venoms
bothropic
cross reaction, with bothropic antivenins : 337
LD 50 determination : 311
local action : 345
necrotizing activity, quantification : 345
serum neutralization
cross, utilization of mice : 337
paraespecific : 337
toxicity, titration ; 311
extraction, new method ; 171
loxoscelic, human accident ; 21
Vipcridae : 87, 179
Viperoidea : 179, 373
507
cm
SciELO
LO 11 12 13 14 15 16
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S/A
SÃO PAULO - BRASIL
1981
IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO S A
SAO PAULO ■ BRASIL
1981
SciELO