ISSN 0073 - 9901
MIBUAH
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENAÇÃO DOS INSTITUTOS DE PESQUISA
INSTITUTO BUTANTAN
SÃO PAULO, SP - BRASIL
Memórias
do
Instituto
Butantan
VOLUME 50 NÚMERO 1, 1988
As "MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN” têm por finalidade a apre¬
sentação de trabalhos originais que contribuam para o progresso nos campos das
Ciências Biológicas, Médicas e Químicas, elaborados por especialistas nacionais
e estrangeiros.
São publicadas sob a orientação da Comissão Editorial, sendo que os con¬
ceitos emitidos são de inteira responsabilidade dos autores.
The "MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN" are the vehicle of com-
munication for original papers written by national and foreign specialists who
contribute to the progress of Biological, Medicai and Chemical Sciences.
They are published under the direction of the Editorial Board which assu¬
mes no responsability for statements and opinions advanced by contributors.
Diretor do Instituto Butantan
Dr. Willy Beçak
Comissão Editorial
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congêneres, mediante consulta prévia. Exchanges with similar publications can
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Governo do Estado de São Paulo
Secretaria de Estado da Saúde
Coordenação dos Institutos de Pesquisa
Instituto Butantan — São Paulo - SP — Brasil
MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
Volume 50, número 1,1988
São Paulo, SP — Brasil
1988
MEMÓRIAS do INSTITUTO BUTANTAN. (Secretaria de Estado da Saúde)
São Paulo, SP — Brasil, 1918 —
1918 - 1983/84,1-47/48
Publicação interrompida de 1985 a 1986
1987, 49(1-3)
1988, 50(1
ISSN 0073-9901
MIBUAH CDD 614.07205
Solicita-se permuta/ Exchange desired
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Mem. Inst. Butantan
50(1), 1988
SUMÁRIO/SUMMARY
Karl Heinrich Slotta . 5-14
Sobre dois novos métodos de preparo do hemipênis de serpentes.
On two new methods for preparing snake hemipenis.
Paulo Roberto MANZANI; Augusto Shinya ABE . 15-20
Soro anti-rábico heterólogo de uso humano. Anticorpos ines-
pecíficos.
Human use heterologous antirabies serum. Inespecific antibodies.
Hisako Gondo HIGASHI; Josefina Farina MORAIS; RosalVo
GUIDOLIN; José Roberto MARCELINO; Valéria Maria Pinhei¬
ro Dl SALVIO . 21-27
Influências sazonal e do processo de extração sobre a produção,
toxicidade do veneno e sobrevida de Bothrops jararaca (Wied,
1824).
Seasonal influence on quantity and toxicity of the venom of
Bothrops jararaca (Wied, 1824) obtained by manual extraction
and through electric stimulation.
Elisabete Gomes Jardim VIEIRA; Raymundo ROLIM-ROSA;
Hideyo IIZUKA; Maria de Fátima Domingues FURTADO; Wil¬
son FERNANDES . 29-35
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50(1): 5-14, 1988.
KARL HEINRICH SLOTTA
1892-1987
"Qu'est-ce qu'un homme révo/té? Un homme qui dit non.
Mais s'il refuse, il ne renonce pas... D'une certaine maniè-
re, il oppose à 1'ordre qui fopprime une sorte de droit à ne
pas être opprimé au delà de ce qu 7/ peut admettre. "
Albert Camus, L'Homme Révolté, 1951
Karl H. SLOTTA, descobridor da PROGESTERONA, nasceu em Bres-
lau, Alemanha (hoje Wroclaw, Polônia) em 12 de maio de 1895 e deu o seu
último alento em Miami, em 17 de julho de 1987, aos 92 anos de idade.
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ZELNIK, R. Kart Hemrich Slotta (1892-1987). Mem. Inst. Butantan, 50(1):b-14,1988.
A sua carreira científica configura uma extraordinária trajetória que se
iniciou na Universidade de Breslau de 1919 a 1935, prosseguiu no Brasil on¬
de lançou as bases da Química e da Farmacologia experimental no Instituto
Butantan no período de 1935 a 1938, e alcançou a América do Norte, onde
atuou, a partir de 1957, como Professor de Bioquímica da Universidade de
Miami.
As suas contribuições abrangem a síntese de produtos naturais, a
química dos hormônios sexuais, os constituintes do café e as toxinas dos
venenos ofídicos, tendo se projetado no cenário mundial pela descoberta
da progesterona em 1934 e pelo isolamento da primeira toxina cristalizada
do veneno de cascavel, a crotoxina, em 1938.
Após lutar na Primeira Guerra Mundial e sofrer graves ferimentos, o jo¬
vem tenente Slotta ingressa em 1919, aos 24 anos, na Universidade de sua
cidade natal, Breslau. Em poucos anos, sob a orientação de Heinrich Biltz,
vence as etapas do currículo universitário até defender tese de doutora¬
mento em 1928. Logo mais dá início a uma brilhante carreira acadêmica, ao
tornar-se Livre-docente em 1929 e Professor do Instituto de Química da
Universidade de Breslau em 1935.
Na década de 20, o mundo da fisiologia estava voltado para os fenôme¬
nos da reprodução humana. O ano de 1930 presenciou a descoberta da ES-
TRONA (I), isolada independentemente nos laboratórios de Doisy, na Uni¬
versidade de St. Louis, e de Butenandt, na Universidade de Gottingen. Ou-
trossim, já em 1903, Ludwig Fraenkel, então Professor de Obstetrícia e Gi¬
necologia da Faculdade de Medicina de Breslau, havia desvendado a natu¬
reza endócrina do corpo amarelo: este tecido de cor amarela, em virtude da
alta concentração em caroteno, exerce importantes funções: impede a
ovulação, mantém as condições favoráveis ao desenvolvimento do em¬
brião e das glândulas mamárias. Convencido de que esta estrutura secreta-
va um hormônio essencial à função de reprodução, Fraenkel sugeriu a Karl
Slotta uma pesquisa química que possibilitasse a identificação dos seus
princípios ativos.
Em trabalhos ininterruptos e a partir de ovários de porcas, Slotta conse¬
guiu isolara PROGESTERONA (II). A pesquisa foi publicada nos "Berichte
der Deutschen Chemisches Gesellschaft", em 1934, sendo co-autores o
químico H. Ruschig e o médico E. Fels. Por se tratar do segundo hormônio
feminino descoberto, o trabalho teve uma enorme repercussão. Tão-
somente Karl Slotta isolou a progesterona, determinou também a sua es¬
trutura molecular, uma façanha que tinha poucos precedentes nos anais
dos Produtos Naturais da época. Na clássica obra "STEROIDS", Fieser e
Fieser prestam a seguinte homenagem ao talento de Slotta: ''The absorp-
tion spectrum of progesterone indicated the presence of an a,p
unsaturated keto grouping and X-Ray studies pointed to a sterol-like mole-
cule. On the basis of these limited observations, Slotta proposed a formula
which shortly proved to be correct by partial synthesis."
ÇOCH,
HO'
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ZELNIK, R. Karl Heinrich Slotta (1892-1987), Mem. Inst. Butantan, 50(1 ):5-14, 1988.
No mesmo ano de 1934, três outros laboratórios anunciaram o isola¬
mento da progesterona: os de Butenandt (Alemanha), de Wintersteiner
(Estados Unidos) e da Ciba S.A. (Suíça).
Homem de profunda visão humanista, casado com a Dra. Maja Fraen-
kel, de ascendência judaica, Karl Slotta ficou indignado e revoltado com o
regime racista implantado pelo nazismo na sua pátria. Atendendo ao convi¬
te do Governo do Estado de São Paulo, mudou-se com a família em 1935
para São Paulo, onde recebeu a incumbência de dirigir a recém-criada
"Secção de Chimica e Pharmacologia Experimentaes" do Instituto Butan¬
tan, tendo como assistentes os Drs. K. Neisser, G. Szyska e José Ribeiro
do Valle. No preâmbulo da obra "Rattlesnake Venoms", editada por
A.T.Tu (1982), Karl Slotta escreveu: "In 1935, the government of the State
of São Paulo offered me the directorship of the newly established Chemical
department in its world-famous snake and venom Instituto Butantan.
Strangely enough I was not asked to work on snake venoms but rather to
continue my research of sex hormones and also to enter a new field: the
chemistry of coffee... However my prime interest was to do research on
snake venom... I started this research finally in early 1937 and carne to the
conclusion that rattlesnake venom might bea protein... In 1938 we crystal-
lized what we called 'crotoxin' and determined its molecular structure. In a
way, this discovery may have provided the impetus for world-wide re¬
search on animal venoms, the founding of the International Society on To-
xinology in 1962 and its publication Toxicon, and all the great achieve-
ments up to the present time: research on snake venoms, neurotoxins,
phospholipase A, L-aminoacid oxidase and hemolysis and blood coagula-
tion and the search for the pharmacological effects of all animal venoms."
No noticiário do Tomo XI das Memórias do Instituto Butantan (1937),
destacamos o seguinte: "... É pois, com especial agrado que, neste tomo,
se anuncia a publicação de uma grande serie de trabalhos sobre chimica, a
versarem uns sobre a natureza dos hormonios sexuais, outros sobre a com¬
posição do café e outros, finalmente, sobre os princípios constituintes dos
venenos dos batrachios e dos ophidios". De fato, são quatorze trabalhos a
cargo do grupo de pesquisadores liderados pelo Professor Slotta, prenun¬
ciando uma outra serie de publicações que surgem no Tomo XII (1938),
sendo a mais notável a descoberta da CROTOXINA, a primeira proteína tó¬
xica do reino animal, obtida em forma cristalizada, suscitando a atenção do
mundo científico.
Em 1938, a nova direção do Instituto Butantan, nomeada pelo Governo
do Estado que encontrava-se sob intervenção federal, extinguiu a Seção de
Química e demitiu sumariamente o Professor Slotta e o seu grupo de pes¬
quisadores. Esta lamentável atitude, comandada por motivos políticos, cer¬
tamente privou o Instituto Butantan e o País da oportunidade de ingressar,
com toda força, na década de 50, no fabuloso campo dos hormônios, ilus¬
trado pelas descobertas da cortisona e dos anticoncepcionais. Conseqüen-
temente, Karl Slotta se transferiu para o setor privado, tornando-se um dos
fundadores da Endochimica S.A., empresa do ramo biofarmacêutico, na
qual conseguiu desenvolver um núcleo de pesquisas básicas. Assim, na dé¬
cada de 50, publicou artigos científicos, principalmente nas Memórias, tra¬
tando de cromatografia, venenos de abelhas e fator hemolítico dos vene¬
nos ofídicos. O seu prestígio era de tal grandeza que a Universidade de
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ZELNIK, R. Karl Heinrich Slotta (1892-1987). Mem. Inst. Butantan, 50(11:5-14, 1988.
Miami o convidou, em 1957, para ocupar a cadeira de Bioquímica, onde
permaneceu ativo até 1975.
Sem dúvida alguma, Karl Slotta pode ser considerado como o pai da
Química dos Produtos Naturais no Brasil. Uma lista completa de suas publi¬
cações está sendo editada neste fascículo das Memórias, que tanto presti¬
giou e projetou nos compêndios da literatura científica mundial.
Raymond Zelnik
Diretor do Serviço de Química Orgânica
do Instituto Butantan
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ZELNIK, R. Karl Heirwich Slotta. (1892-1987). Mem. Inst. Butantan, 50(11:5-14, 1988.
TRABALHOS PUBLICADOS
Karl Heinrich Slotta
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Chloriertungsprodukte und ihr Abbau. Ann. Chemie, 457:131, 1927.
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7 13(2) :23A, 1926.
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5. HECHT, E & SLOTTA, K.H. The Chemical nature of the lipid activator in blood coagu-
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6. MICHL, H. & SLOTTA, K. H. Electrophoretíc separation of plasminogen. Biochim.
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67: 1028, 1934.
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1955. v. 12 p. 406.
13. SLOTTA, K.H. Acrotoxina; primeira substância pura dos venenos ofídicos. An. Acad.
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17. SLOTTA, K.H. Estudo sobre os venenos de sapos brasileiros. II. Sobre a adrenalina no
veneno do Bufo marinus. Mem. Inst. Butantan, 7 7:101, 1937.
18. SOTTA, K.H. Estudos químicos sobre venenos ofídicos. II. Sobre a forma de ligação
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19. SLOTTA, K.H. Estudos químicos sobre venenos ofídicos. III. Teor da coagulação e da
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20. 165, 1965.
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18. 326, 1963.
33. SLOTTA, K.H. Novas noções sobre o princípio antipernicioso do fígado. An. Soc.
Med. Cirurg. R. Janeiro, 1940.
34. SLOTTA, K.H. Pesquisa e prática na hormoterapia. Rev. Assoe. Med. M. Gerais,
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35. SLOTTA, K.H. Phenyl-2-carbonsaeure-(4) des Phenols. Ber. dtsch. chem. Ges.,
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36. SLOTTA, K.H. Phospholipases. In: BOYER, P.D.ed Theenzymes. 1960. v. 4, p.551.
37. SLOTTA, K.H. Das Plasminogen. Plasmin-System. SaarlandischeAerzteblatt, 10out.
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39. SLOTTA, K.H. Progesterone, 50yearsago. Trends Biochem. Sei., 8:417, 1983.
40. SLOTTA, K.H. Da química do hormonio do corpo amarelo. An. bras. Ginec., 11,
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41. SLOTTA, K.H. Os recentes progressos da vitaminologia. Brasil-Médico, 51: 831, 1941.
42. SLOTTA, K.H. Schlangengifte. I. Bestimmung von Gift-Koagulase-und lecithinase-
Wert und Beinflussung der Gifte durch physikalische and chemische Mittel. Ber.
dtsch. chem. Ges., 71: 258, 1938.
43. SLOTTA, K.H. Schlangengifte. II. Ueber die Bindungsart des Schwefels. Ber. dtsch.
chem. Ges., 71. 254, 1938.
44. SLOTTA, K.H. Das Schwangerschaftshormon. Umschau, 38.909, 1934.
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1934.
46. SLOTTA, K.H. Sobre a chimica dos hormonios sexuaes. Rev. Brasil-Cirurg., 2. 1940.
47. SLOTTA, K.H. Sobre a chimica dos hormonios sexuaes. Rev. bras. Quim., 32. 632,
1938.
48. SLOTTA, K.H. Sobre a chimica dos hormonios sexuaes. I. Estado actual da questão.
Mem. Inst. Butantan, 7 7:1, 1937.
49. SLOTTA, K.H. Sobre os hormonios proteicos. An. bras. Ginec., 9, 1940.
50. SLOTTA, K.H. Sobre insulina. Selecta Quimica, Dez. 1947.
51. SLOTTA, K.H. Synthese der Terephtal-und Isophtal-aldehyd-saeure-ester. Ber.
dtsch. chem. Ges., 77:335, 1938.
52. SLOTTA, K. H. Synthesen thyroxin-aenlicher Substansen aus Diphenyl aether. Ber.
dtsch. chem. Ges., 69. 556, 1936.
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med. Wschr., (51), 1927.
57. SLOTTA, K.H. Zur Chemie der Schlangengifts. Experientia, 9. 81, 1953.
58. SLOTTA, K.H. Zur Gewinnung von reinem Lecithin und Colaminkephalin mittels
Dünnschicht-Chromatographie. Mh. Chemie, 97: 1723. 1966.
59. SLOTTA, K.H. Zur Gewinnung von 3,4,5 — Trimethoxy-benzaldehyd. J. Prakt. Che¬
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SOBRE DOIS NOVOS MÉTODOS DE PREPARO DO
HEMIPÉNIS DE SERPENTES
Paulo Roberto MANZANI*
Augusto Shinya ABE**
RESUMO: São apresentados dois métodos de preparo do hemipênis de
serpentes, para preservação úmida e seca. O preparo para a preservação
em meio úmido consiste no uso do ágar ou gel de amido, de fácil manu¬
seio devido ao baixo ponto de fusão. O preparo do hemipênis seco man¬
tém todas as características do orgão e é de grande durabilidade.
PALAVRAS-CHAVE: Hemipênis: Serpente; Técnica de preparo.
INTRODUÇÃO
Cope 2 ' 3 foi pioneiro em utilizar a morfologia do hemipênis na classifica¬
ção das serpentes. Posteriormente, Vellard 9 ' 10 volta a discutir a importân¬
cia dos caracteres fornecidos pelo hemipênis na classificação das serpen¬
tes. Uma resenha sobre os caracteres do hemipênis empregados na classi¬
ficação, bem como a nomenclatura da morfologia do órgão e musculatura
associada, pode ser vista em Dowling e Savage 5 .
O hemipênis como fonte de caracteres para o agrupamento de serpen¬
tes foi questionado por vários autores, mas, como comenta Dowling 4 , mui¬
to do descrédito teria como origem a preparação precária do hemipênis,
que possibilitaria poucas conclusões em termos comparativos. A importân¬
cia da condição de preparo do hemipênis de serpentes no estudo de sua
morfologia foi recentemente ressaltada também por Branch 1 . Embora
questionada por alguns autores, a configuração do hemipênis pode ser um
dos poucos caracteres morfológicos aplicáveis na classificação de alguns
grupos de serpentes, como as Xenodontinae do Novo Mundo, como enfa¬
tizam Jenner e Dowling 6 .
A técnica utilizada por Cope consistia em dissecar o hemipênis e
estendê-lo sobre uma prancheta. Uma outra forma de preparar o hemipê-
‘ Departamento de Zoologia, Universidade Estadual de Campinas, C.P. 1170 - 13001 - Campínas-SP-Brasil.
” Departamento de Zoologia, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Campus de Rio Claro, C.P.
178 - 13500 - Rio Claro-SP-Brasil.
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MANZANI, P.R. & ABE, A.S. Sobre dois novos métodos de preparo do hemipênis de serpentes
Mem. Inst. Butantan, 50(11:15-20, 1988,
nis, consiste em injetar no órgão parafina liquefeita (Ortenburger 8 ;
Vellard 9 ), álcool (Klauber 7 ) ou látex líquido (Dowling e Savage 5 ) preservan¬
do o órgão inflado.
O método ideal para a preservação de peça destinada a uma coleção
deve implicar durabilidade e facilidade de preparo. É também importante
que a peça permita o manuseio contínuo, sem que se deforme gradualmen¬
te ao longo do uso. Neste trabalho apresentamos duas técnicas de preparo
e preservação do hemipênis de serpentes, por método de fácil execução,
grande durabilidade e baixo custo.
MATERIAL E MÉTODOS
Após morta a serpente, faz-se uma incisão longitudinal na linha média,
em serpentes com subcaudais simples, ou entre as subcaudais. A incisão
deve ser superficial, cortando apenas a pele, que deve ser rebatida com
uma pinça ou mesmo com os dedos, expondo uma camada de tecido mus¬
cular ( propulsor), que reveste o músculo retrator do hemipênis (retractor
penis magnus). Dissecado o propulsor, o músculo retractor penis magnus
deve ser delicadamente puxado (Fig. IA), para a localização da região api¬
cal invaginada do hemipênis. Essa região pode ser reconhecida pela colora¬
ção rosada, devido à vascularização, em contraste com o retractor penis
major, que é mais claro. Procura-se, então, seccionar o retractor penis
majore m sua posição mais proximal, em relação ao hemipênis. Nesta ope¬
ração deve-se certificar que o ápice do hemipênis não será amputado.
Uma vez seccionado o músculo retrator, procura-se evaginar o hemipê¬
nis com o auxílio de uma pinça de ponta romba ou por pressão com o dedo
polegar, no sentido cauda-corpo. Ainda com o auxílio da pinça ou com os
dedos, procura-se evaginar completamente o hemipênis, antes de tentar
inflá-lo (Fig. 1B). Se o hemipênis for conservado em separado do corpo da
serpente, pode ser seccionado nesta etapa. Após completamente evertido,
procura-se introduzir uma agulha de ponta romba pela base do hemipênis e
inflá-lo com ar, segurando sua base entre o polegar e o indicador. Ainda
com o hemipênis cheio de ar, pode-se pressionar delicadamente o órgão
entre os dedos, para que suas paredes se distendam completamente. Em
alguns casos, o hemipênis não infla completamente, pois suas paredes não
estão completamente distendidas. Com a leve pressão dos dedos, ao mes¬
mo tempo que se injeta delicadamente o ar, o órgão vai lentamente toman¬
do a sua forma. É importante que o hemipênis tenha sido previamente dis¬
tendido com ar, antes de injetá-lo com o material definitivo (Fig. 1C).
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MANZANI, P.R. & ABE, A.S. Sobre dois novos métodos de preparo do hemipênis de serpentes.
Mem. Inst. Butantan, 50(11:15-20, 1988.
C
Fig. 1 — A. Exposição do músculo retrator do hemipênis {retractorpenis magnus) esquer¬
do, para a localização da região apical do órgão. O hemipênis direito, invagi-
nado, foi cortado longitudinalmente a partir do ponto de conexão com o
retractor penis magnus (rpm), indicado pela seta.
B. Operação de evaginação do hemipênis, antes de inflá-lo com ar.
C. Distensão do hemipênis com ar, antes da injeção do material definitivo.
Após inflar completamente o hemipênis com ar, deve-se murchá-lo por
compressão, se for destinado a preservação em meio líquido. Nesta fase é
preciso cuidado, pois durante a compressão os espinhos basais do hemipê¬
nis podem perfurar a parede do órgão.
Para o preparo do material a ser preservado em meio líquido, uma vez
retirado o ar do hemipênis, injeta-se ágar a 2,5 a 3% ou gel de amido a
aproximadamente 14%. O ágar pode ser o de meio de cultura a ser despre¬
zado, ligeiramente aferventado para se tornar mais consistente. A concen¬
tração do ágar, como a do amido, evidentemente dependem do tamanho
do hemipênis a ser preparado, devendo ser mais consistentes às concen¬
trações descritas, nas peças maiores, em que se injeta acima de três milili¬
tros. Tanto o ágar como o gel de amido apresentam baixo ponto de fusão e
demoram muito mais tempo a se solidificarem, permitindo a injeção cuida¬
dosa do hemipênis, mesmo daqueles de espécies pequenas. Durante a inje¬
ção, segura-se a base do hemipênis para impedir o refluxo, como no caso
do ar, quando se infla o órgão. Após a injeção do ágar ou gel de amido,
amarra-se a base do hemipênis com uma linha forte, apertando-se o nó tão
logo a agulha seja retirada. Para se acelerar a solidificação do ágar, a peça
pode ser mergulhada em água com gelo fundente por alguns minutos. Soli¬
dificado o ágar, a preparação deve ser mergulhada em solução formalina
a 10%, por algumas horas, para a fixação. Uma vez fixada a preparação,
deve-se deixar em água por algumas horas para retirar o excesso de formol
e preservá-la em álcool a 70%.
Quando em trabalhos de campo ou mesmo no laboratório, o hemipênis
pode ser inflado com solução formalina a 5% a 7%, após a distensão das
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MANZANI, P.R. & ABE, A,S. Sobro dois novos métodos de preparo do hemipénis de serpentes.
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paredes com injeção de ar. Neste caso, amarra-se a base do hemipénis
com um nó falso. Posteriormente, a solução de formalina pode ser retirada
por compressão, como no procedimento empregado para o ar. Em segui¬
da, o órgão pode ser injetado com ágar. Desta forma, é possível preparar
parcialmente a peça no campo e depois finalizá-la no laboratório ou quando
se dispuser do ágar.
O hemipénis pode ainda ser preparado a seco, neste caso, obviamente
em separado do corpo da serpente. O processo consiste, basicamente, em
fazer passar um fluxo contínuo de ar através das paredes do órgão inflado
que, ao secarem, permanecem na posição distendida. O procedimento é
idêntico ao anterior, porém, o órgão deve permanecer inflado de ar. A se¬
guir, introduz-se no hemipénis, na dependência do tamanho da peça a ser
preparada, uma agulha de injeção ou bico descartável de pipetador conec¬
tado a uma cânula plástica de aerizador de aquário. Essa cânula deve ser
conectada a uma fonte de ar de fluxo contínuo, como um compressor,
saída de uma bomba de vácuo ou mesmo bomba de aquário, dependendo
do tamanho do hemipénis. Neste processo, o ar deve ser injetado dentro
do hemipénis e sair através das paredes, até a secagem completa do órgão.
Em caso de um compressor ou bomba de vácuo, é muito importante co¬
nectar uma derivação reguladora de fluxo, como as utilizadas em aquários,
para se manter uma saída de escape para o ar. O procedimento correto é
fazer o ar sair por uma das aberturas da derivação e lentamente abrir e au¬
mentar o fluxo para a cânula que serve o hemipénis, inflando-o cuidadosa¬
mente, sem forçar suas paredes. Uma vez controlado o fluxo de ar,
aguarda-se a secagem do hemipénis. A pressão excessiva pode romper as
paredes do hemipénis. Com hemipénis formolizados também é possível
montar a peça a seco, bastando retirar a solução de seu interior antes de in¬
jetar o ar.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os hemipénis preparados segundo as técnicas acima descritas têm-se
mantido inalterados por vários anos, mesmo as peças secas, no caso acon¬
dicionadas em frascos ou recipientes de plástico, sem o emprego de subs¬
tâncias higroscópicas ou antimofo. Em locais de elevada umidade relativa,
no entanto, um cuidado maior seria recomendável, como aquele dispensa¬
do para material fotográfico, por exemplo, sílica gel no frasco com hemipê-
nis.
As preparações com ágar ou gel de amido são de fácil montagem e não
apresentam os inconvenientes da parafina ou cera de abelha utilizadas por
Ortenburger 8 e Vellard 9 . Como esses materiais têm o ponto de fusão muito
elevado, solidificam-se rapidamente dentro da agulha ou em contato com o
tecido do hemipénis, dificultando a operação. Por outro lado, em caso de
se empregar agulha de grosso calibre, quando possível, a parafina ou cera
quente podem danificar as paredes delicadas do hemipénis, pela tempera¬
tura excessivamente elevada. Disto resultam hemipénis incompletamente
inflados, que podem levar a interpretações errôneas de sua morfologia
(Branch, 1 ). Assim, os trabalhos de Vellard 9 - 10 ilustram o hemipénis de uma
série de espécies, como por exemplo o de Spilotes pullatus, Constrictor
constrictor(s\c), Philodryas schotti (sic) e P. olfersii, parcialmente inflados,
que são bem diferentes dos órgãos adequadamente preparados.
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MANZANI, P.R. & ABE, A.S. Sobre dois novos métodos de preparo do hemipênís de serpentes.
Mem, Inst.-Butantan, 50( 1): 15-20, 1988.
São descritas na literatura algumas preparações de hemipênis injetados
com álcool etílico (Klauber, 7 ) ou mesmo glicerina. Todavia, as paredes do
hemipênis não são completamente impermeáveis a essas substâncias e,
com o tempo, a preparação tende a murchar. Especialmente no caso da gli¬
cerina, que é solúvel em álcool a 70%, tende a se difundir para a solução
em pouco tempo. A temperatura do álcool dos frascos pode-se elevar
quando a coleção é mantida em recinto sem muito isolamento térmico.
Nessas condições, a glicerina tende a se difundir ainda com mais rapidez.
Todavia, o ágar e o gel de amido, além de terem o ponto de fusão mais ele¬
vado que a temperatura que normalmente atinge o álcool nas condições
descritas, não se difundem pela parede do hemipênis.
Fig. 2 — Preparação seca do hemipênis de Mastigodryas bifossatus (A) e Boa c. amarali
(B). Notar como as pregas e microornamentação do ápice se mantém inalteradas.
As preparações a seco não se deformam com o tempo e mantêm todas
as características morfológicas, como os espinhos, pregas e microorna¬
mentação do ápice (Fig. 2A e 2B). Essa preparação é apropriada para o
exame em estereomicroscópio ou talvez microscópio de varredura, sendo
assim possível examinar a microornamentação do ápice, sem o risco de
ressecamento e eventual deformação, como ocorre com as peças preser¬
vadas em álcool. O único inconveniente do hemipênis preservado a seco é
a deformação por compressão mecânica. No entanto, como peça delicada,
deve ser acondicionada e manuseada com cuidado, o mesmo que se dedi¬
ca a um crânio, por exemplo.
ABSTRACT: Two new methods for preparing snake hemipenis for liquid
and dry collection are described. For liquid preservation hemipenis are fil-
led with either agar or starch gell which are convenient due to low mel-
ting point and easy handling. The dry method keeps all structures of the
hemipenis unchanged and is a long lasting preparation.
KEYWORDS: Hemipenis, Snake, Preparing technique.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Recebido para publicação em 26/5/1987 e aceito em 17/11/1987.
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SORO ANTI-RÁBICO HETERÓLOGO DE USO HUMANO.
ANTICORPOS INESPECiFICOS*
Hisako Gondo HIGASHI**
Josefina Farina MORAIS**
Rosalvo GUIDOLIN**
José Roberto MARCELINO**
Valéria Maria Pinheiro Dl SALVIO**
RESUMO: O soro anti-rábico heterólogo de uso humano é constituído de
imunoglobulinas, que podem ser obtidas do plasma de eqüídeos hiperi-
munizados com suspensão de cerebros de coelhos infectados com o vi-
rus rábico fixo. As imunoglobulinas são purificadas e concentradas por
digestão péptica. Entre as provas efetuadas para a liberação do produto
encontra-se a de pirogenicidade, avaliada pela inoculação do soro por via
intravenosa em coelhos. Durante a execução desta prova tem-se verifica¬
do, em algumas partidas, a morte súbita de coelhos. Pela técnica de imu-
nodifusão dupla anticorpos antitecido nervoso, anti-soro e de antimate-
rial extraído de hemácias de coelhos, foram detectados no plasma e tam¬
bém no soro purificado e concentrado, levando os autores à conclusão
de que as mortes dos coelhos estariam ligadas à presença desses anticor¬
pos inespecíficos. Face aos resultados e para a validação dos testes de pi¬
rogenicidade, recomendam que a hiperimunização dos animais produto¬
res seja feita, preferencialmente, com vírus rábico desenvolvido em culti¬
vos celulares.
PALAVRAS-CHAVE: Soro anti-rábico; Anticorpos inespecíficos: Piroge-
nicídade.
INTRODUÇÃO
O soro anti-rábico heterólogo de uso humano é, geralmente, obtido a
partir do plasma de cavalos ou muares 3 ' 6 - 9 > 8 hiperimunizados com suspen¬
sões de vírus rábico, purificado e concentrado, segundo a técnica de diges¬
tão péptica 7 . A suspensão imunogênica, da maior parte dos produtores, é
constituída de triturado de cérebro de animais (coelhos, camundongos,
carneiros), infectados intracerebralmente com amostras de vírus fixo. O te-
"Trabalho apresentado no XIV Congresso Brasileiro de Microbíologia - Viçosa - MG - Brasil, 1987.
"Instituto Butantan — Seção de Concentração e Fracionamento de Soros — C.P.65 — CEP.: 01051 - São Paulo -
Brasil.
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HIGASHI, H.G.; MORAIS, J.F.; GUIDOLIN, R.; MARCELINO, J.R ; Dl SALVIO, V.M P. Soro anti-
rábico heterólogo de uso humano. Anticorpos inespecificos Mem. Inst. Butantan, 50(11:21-27,
1988.
eido cerebral homogeneizado em presença de solução salina é inoculado
por via subcutânea, em doses crescentes, nos cavalos ou muares. Alguns
produtores de soro utilizam o cérebo de coelhos para a hiperimunização,
face ao rendimento de material, ótima adaptabilidade do vírus ao sistema
nervoso central desses animais e, ainda, pelas facilidades de manuseio dos
coelhos em laboratório.
Após o processamento este soro é submetido às diversas provas quími¬
cas e biológicas exigidas 4 , entre as quais encontra-se a detecção de pirogê-
nio. A pirogenicidade é avaliada pela leitura da elevação de temperatura
dos animais inoculados por via intravenosa com o soro anti-rábico.
Algumas partidas produzidas nessas condições têm causado mortes de
coelhos por "choque" imediatamente após a sua inoculação. Suspeitou-se
que essas mortes estivessem ligadas à presença de anticorpos inespecífi-
cos, tais como os de: antitecido nervoso, anti-soro e o de anti-material de
hemácias, todos eles induzidos pela inoculação de material de coelhos. As¬
sim, estudou-se a presença desses anticorpos no plasma e nos soros deri¬
vados de cavalos hiperimunizados com süspensões de tecido cerebral de
coelhos, infectados com o vírus rábico fixo. Como contraprova os mesmos
testes foram efetuados com plasma e soro derivados de eqüínos hiperimu¬
nizados com vírus fixo replicado em cultivo celular.
MATERIAL E MÉTODOS
1 — Plasmas hiperimunes
Foram obtidos de cavalos pela inoculação subcutânea de doses de dois
tipos diferentes de antígenos:
1.1 — com suspensão a 10% p/V em água bidistilada, de cérebros de
coelhos infectados com a amostra PV1 de vírus fixo.
1.2 — com suspensão de vírus fixo, amostra PV, replicado em cultivo
de células BHK 5 .
Os animais foram sangrados sete dias após a 3. a dose semanal de
antígenos e o sangue recebido em recipientes contendo solução esteriliza¬
da de citrato de sódio a 1,7% em relação ao sangue. Após 24 horas a 4-5°C
o plasma foi separado por sifonagem e adicionado de 0,3% de fenol (mistu¬
ra éter-fenol a 50%).
2 — Processamento dos plasmas
Foi utilizado o método de digestão enzimática 7 , diálise durante 48 horas
em água corrente a 7°C é; finalmente, o soro concentrado foi isotonizado
com cloreto de sódio p.a. e recebeu como conservante 0,3% de fenol.
3 — Doseamento dos plasmas e soros purificados
Os títulos foram obtidos pela técica soro-vírus neutralização 1 e expres¬
sos em Unidades Internacionais frente a um Soro Padrão fornecido pelo
CEPANZO, ARGENTINA.
4 — Detecção de anticorpos inespecíficos
Pela técnica de imunodifusão dupla em gel de ágar, sobre lâminas de
microscopia.
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HIGASHI, H.G.; MORÂIS, J F.; GUIDOLIN, R.; MARCELINO, J.RDl SALVIO, V.M P. Soro anti-
rábico heterólogo de uso humano. Anticorpos inespecíficos. Mem. Inst. Butantan, 50(11:21-27,
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4.1 — preparação das lâminas: lâminas de microscopia, lavadas com
solução sulfocrômica, recobertas com 1 ml de solução de Bacto
Ágar Difco a 1 % em água destilada. As lâminas eram mantidas
em estufa a 37°C até a secagem completa da primeira camada
de ágar. No momento do uso recebiam uma segunda camada
de 3ml de solução do mesmo ágar, dissolvido em solução salina
contendo 1/10.000 de timerosal. Após a solidificação do ágar,
com perfuradores de 3mm de diâmetro interno, foram feitos os
orifícios, dispostos quadrangularmente.
5 — Preparação dos antígenos reagentes de coelhos normais e sadios
5.1 — Tecido cerebral
O cérebro era triturado na proporção de 10% p/V em solução
salina. O material centrigufado até obtenção de sobrenadante
límpido era mantido a -20°C até o momento do uso.
5.2 — Hemácias
Obtidas por punção cardíaca com seringa e agulha lavadas com
solução de heparina (5000 Ul/ml) eram lavadas quatro vezes
com solução salina. A um ml da papa de hemácias eram adicio¬
nados três ml de água destilada para a lise dos eritrócitos. O ma¬
terial era centrifugado para a eliminação dos detritos celulares,
diluído a 1:50 em solução salina e armazenado a -20°C até o
momento do uso.
5.3 — Soro
Obtido de sangue extraído por punção cardíaca, após a coagu¬
lação e separação a 4-5°C.
5.4 — Tratamento dos soros com tecido cerebral de coelho normal.
O tecido cerebral foi triturado em gral até obtenção de pasta
uniforme. O soro anti-rábico concentrado foi tratado com 40%
p/V de tecido, a 37°C, durante 2 horas, com agitação a cada 15
min. e a mistura centrifugada a 4000 rpm para eliminação do te¬
cido em suspensão.
6 - Testes de imunodifusão dupla
Após a deposição dos antígenos nos orifícios centrais e dos anticorpos
nos externos, as lâminas eram colocadas em câmara umidecida, durante 48
horas.
7 — Coloração das lâminas
As lâminas eram lavadas por imersão em solução salina durante três
dias, envolvidas em papel de filtro umidecido com água destilada, e coloca-
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HIGASHI, H.G.; MORAIS, J.F.; GUIDOLIN, R.; MARCELINO, J.R.; Dl SALVIO, V.M P, Soro anti-
rábico heterólogo de uso humano. Anticorpos inespecííicos. Mem. Inst. Butantan, 50(11:21-27,
1988.
das em estufa a 60°C até a secagem do papel. Em seguida lavadas em água
corrente e o ágar dessecado a 60°C. A coloração era obtida com solução a
4% p/V de amido Schwarz em ácido acético, em seguida lavadas em água
corrente e secas à temperatura ambiente.
RESULTADOS
Na Tab. 1 estão agrupados os resultados obtidos nas reações de preci¬
pitação antígeno-anticorpo por imunodifusão dupla em gel de ágar, com
diferentes lotes de plasmas e soros concentrados, anti-rábicos e um con¬
trole negativo com soro antibotrópico concentrado.
A Tab. 2 demonstra o desaparecimento de anticorpos antitecido cere¬
bral em soros positivos, após adsorção com tecido nervoso de coelho nor¬
mal.
Imunodifusão dupla com diferentes lotes de plasmas e soros concentra¬
dos, frente a tecido cerebral, soro e material extraído de hemácias, de coe¬
lhos normais.
TABELA 1
Prod. Analisado
Testes de Imunodifusão dupla- n.° lotes/
positivos.
Tecido cerebral
coelho normal.
Soro normal
coelho normal
Material extraído
de hemácias
coelho normal
Plasma de cavalos
hiperimunizados
c/suspensão Vírus/
Tecido cerebral.
4/4
4/4
1/1
Plasma de cavalo
hiperimunizado
c/suspensão de Vírus/
Cultivo celular.
0/1
0/1
0/1
Soro concentrado de
cavalos
hipérimunizados
c/suspensão Vírus/
Tecido cerebral.
11/11
11/11
3/3
Soro concentrado de
cavalos
hiperimunizados
c/suspensão Vírus
Cultivo celular.
0/1
0/1
0/1
Soro concentrado
antibotrópico*
0/2
0/2
0/2
‘Controle negativo
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HIGASHI, H.G.; MORAIS, J.F.; GUIDOLIN, R.; MARCELINO, J.R.; Dl SALVIO, V.M P. Soro anti-
rábíco heterólogo de uso humano. Anticorpos ínespecíficos. Mem. Inst. Butantan, 50(11:21-27,
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Imunodífusão dupla. Absorção de anticorpos antitecido cerebral de so¬
ro positivo com 40% p/v de tecido cerebral de coelho normal.
TABELA 2
Plasma e Soros
anti-rábico
Tempo de
Incubação 37°C
Resultado
Soro anti-
rábico R. 1.86.06
150 minutos
Negativo
Soro anti-rábico
R. 7.84.103
150 minutos
Negativo
Soro anti-rábico
R. 2.85.20
120 minutos
Negativo
Soro anti-rábico
R. 6.1.85
120 minutos
Negativo
Soro anti-rábico
R. 86-09-90
120 minutos
Negativo
Soro anti-rábico
R. 1-86-06
Não tratado com
tecido cerebral.
-
Positivo
DISCUSSÃO
Pela análise da Tab. 1, segundo a metodologia aplicada, verifica-se que
houve indução à formação de anticorpos antitecido cerebral, soro e mate¬
rial extraído de hemácias de coelhos normais, quando os cavalos eram hi-
perimunizados com vírus rábico fixo replicado em cérebro de coelhos.
Através da reação de imunodifusão dupla verificou-se que o tratamento
dos soros positivos com uma suspensão de tecido cerebral de coelho nor¬
mal, como demonstra a Tab. 2, foi eficaz, através de reação antígeno-
anticorpo, na eliminação total dos anticorpos antitecido cerebral.
Nestas condições, os plasmas e os soros concentrados, anti-rábicos,
obtidos pela hiperimunização de animais com antígenos rábicos oriundos
de tecido cerebral de coelhos, não podem ser testados pela inoculação em
coelhos, como é o caso da prova para detecção de pirogênio, sem o risco
de incorrer em falsos resultados. Algumas inoculações intravenosas em
coelhos, de soros anti-rábicos purificados, por ocasião de prova de piroge-
nicidade exigida, determinaram a morte desses animais ao cabo de minu¬
tos. Acredita-se que o fenômeno com início e evolução tão rápidos carac¬
terístico de "choque”, tenha ocorrido segundo uma reação mediada por
anticorpos, principalmente por aqueles de anti-soro de coelhos que, de
acordo com as provas de imunodifusão, estavam presentes no soro. Rea¬
ções dessa natureza não foram observadas com o soro de animais hiperi-
munizados com antígenos rábicos derivados de cultivo celular, bem como
não ocorreram também, obviamente, com o soro antibotrópico usado co¬
mo padrão negativo.
], | SciELO
HIGASHI, H.G.; MORAIS, J.F.; GUIDOLIN, R.; MARCELINO, J.R.; Dl SALVIO, V.M P. Soro anli
rábico heterólogo de uso humano. Anticorpos inespecíficos. Mem. Inst. Butantan, 50(11:21-27,
1988.
CONCLUSÕES
1 — No plasma e no soro anti-rábico purificado e concentrado, de cava¬
los hiperimunizados com suspensão de tecido cerebral infectado com o
vírus rábico fixo ocorrem, além do anticorpo rábico específico, anticorpos
anti-tecido cerebral, anti-soro e anti-material extraído de hemácias de coe¬
lhos normais.
2 — A inoculação endovenosa desse soro em coelhos inviabiliza o teste
para detecção de substâncias pirogênicas porque pode levar o animal à
morte face a ocorrência de choque imediato, mediado pela presença de an¬
ticorpos anti proteínas de coelhos (tecido cerebral, soro sangüíneo, mate¬
riais contidos nas hemácias);
3 — Para evitar a ocorrência das reações indesejáveis mencionadas,
recomenda-se a utilização de antígenos rábicos mais puros como, por
exemplo, aqueles obtidos pela replicação do vírus em cultivos celulares
apropriados.*
ABSTRACT: The heterogeneous anti-rabies serum for humam use is
constituted of imunoglobulins that can be obtained from plasma of equi-
nes hyperimmunized with rabbit brain suspension fixed rabies virus infec-
ted. The immunoglobulins are purified and concentrated by pepsin diges-
tion. Among the tests for product releasing the pyrogenicity test is made
by intravenously serum inoculation in rabbits and some suddenly rabbits
dead was observed. By double immunodifusion technique, antibodies
against brain, serum and material extracted from erythrocytes, of normal
rabbits were founded in plasma and in concentrated serum. The authors
concluded that rabbit on death can be related to the inespecific antibo¬
dies present in the serum. Based on these results, in order to validate the
pyrogen test, the author advise that producer horses should be hyperim¬
munized with rabies virus developed in cell culture.
KEYWORDS: Anti-rabies serum; Inespecific antibodies; Pyrogenicity.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Sr. Silvio de Jesus pelo auxílio técnico prestado du¬
rante o desenvolvimento do trabalho e ao Sr. Ademir Pires pela manuten¬
ção dos animais utilizados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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globulin of animal: method used in USSR. In: KAPLAN, M.M. Et KOPROWSKI, G.
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SciELO
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HIGASHI, H.G.; MORAIS, J.F.; GUIDOLIN, R.; MARCELINO, J.R.; Dl SALVIO, V.M P. Soro anti-
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Recebido para publicação em 19/10/1987 e aceito em 17/12/1987.
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Mem. Inst. Butantan
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INFLUÊNCIAS SAZONAL E DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO SOBRE
A PRODUÇÃO, TOXICIDADE DO VENENO E SOBREVIDA DE
BOTHROPS JARARACA (WIED, 1824)
Elisabete Gomes Jardim VIEIRA
Raymundo ROLIM-ROSA
Hideyo IIZUKA
Maria de Fátima Domingues FURTADO
Wilson FERNANDES
RESUMO: Foram utilizadas, no presente trabalho, 240 serpentes da es¬
pécie Bothrops jararaca: 120 animais foram estudados durante o inverno
e 120, durante o verão. Estes grupos foram submetidos a diferentes trata¬
mentos: 60 serpentes tiveram seus venenos extraídos, numa seqüência
de quatro operações, pelo processo elétrico, e 60, em igual número de
extrações, pelo processo manual, no inverno. Outro grupo de 120 ofídios
foram submetidos ao mesmo procedimento, porém no verão.
Verificaram que as maiores porcentagens de mortes após quatro extra¬
ções foram registradas no inverno pelo processo elétrico (35,59%).
Quanto à produção de veneno, foi constatado que o maior rendimento
ocorre no verão pelo processo manual. A toxicidade foi aferida através da
determinação de DL50 em camundongos inoculados pela via intraperito-
neal.
PALAVRAS-CHAVE: Bothrops jararaca-veneno ; Toxicidade, produção.
Influências sazonais.
INTRODUÇÃO
No Brasil, o maior número de acidentes ofídicos ocorre durante os me¬
ses quentes do ano, isto é, de novembro a abril e, em menor número, de
maio a outubro, de acordo com Rosenfeld 14 .
De um total de 2.709 casos, devidamente identificados e atendidos pelo
Hospital Vital Brasil, do Instituto Butantan, durante o período compreendi¬
do entre os anos de 1966 e 1977, cerca de 90% dos envenenamentos foram
causados por ofídios do gênero Bothrops. Conforme constam nos registros
do referido hospital, 40% dos acidentes foram provocados por B. jararaca,
o que bem demonstra a relevância do estudo dessa espécie e de seu vene¬
no 4 .
Endereço para correspondência: CEP 01051 - Caixa Postal 65 - São Paulo — SP — Brasil.
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1, | SciELO
VIEIRA, E.G.J.; ROLIM-ROSA, R , IIZUKA, H.; FURTADO, M.F.D.. FERNANDES, W Influências sa¬
zonal e do processo de extraçêo sobre a produção, toxicidade do veneno e sobrevidn de Bothrops
jararaca (Wied, 1824) Mem. Inst, Butantan, 5001:29 35, 1988,
Schenberg e cols 15 trabalhando com grupos de jararacas extraídas ma¬
nualmente em intervalos variáveis, encontraram variações de diversos
componentes do veneno após a primeira extração. Todavia, a atividade
coagulante em relação ao seu volume mantinha-se normal enquanto que a
atividade coagulante específica era aumentada em 100%.
Alguns autores já demonstraram a influência da sazonalidade sobre a
composição dos venenos ofídicos. Gubencek e cols 9 , analisando a peço¬
nha de Vipera ammondytes, a mais comum e perigosa serpente do sul eu¬
ropeu, verificaram evidente variação de seus componentes, durante os me¬
ses de verão e de inverno. Bertrand e col. 3 já haviam encontrado diferen¬
ças sazonais de toxicidade no veneno de vipera.
Embora o Instituto Butantan utilize um "pool" de veneno de várias es¬
pécies de serpentes do gênero Bothrops, para a produção industrial dos so¬
ros antibotrópico e antiofídico polivalente (fração botrópica) a sua titulação
é realizada, conforme preceitua a Farmacopéia Brasileira 5 , somente frente
ao veneno de Bothrops jararaca. A quantidade de exemplares de serpentes
B. jararaca mantidos na Seção de Venenos do Instituto Butantan é em tor¬
no de 40%, em relação ao total de serpentes peçonhentas.
Considerando todas essas observações foi que nos propusemos estu¬
dar a peçonha de jararaca quanto à sua produção, oscilação do seu grau de
toxicidade, bem como número de mortes de exemplares, correlacionando-
os com possíveis processos de extração e de influências sazonais.
MATERIAL E MÉTODOS
Serpentes utilizadas — Foram utilizados dois grupos de 120 exemplares de
Bothrops jararaca (Wied, 1824) recebidas pela Seção de Venenos do Insti¬
tuto Butantan, sendo um, durante o mês de dezembro — verão — e, ou¬
tro, durante o mês de junho — inverno. As serpentes foram confinadas em
gaiolas individuais, tendo sido controlada a produção do veneno obtido a
cada extração, e o número de mortes verificado durante o experimento. Os
répteis foram alimentados com camundongos em intervalos de 21 dias, e a
água era fornecida "ad libitum" em um recipiente de barro, que serve tanto
para o animal quanto para a manutenção da umidade do microclima. A
temperatura média do ambiente oscilava entre os valores de 18 a 22°C no
inverno, e de 23 a 25°C no verão.
Extrações de veneno — As extrações eram efetuadas regularmente a cada
período de 21 dias. Um lote de 60 jararacas recebidas no verão mais 60 re¬
cebidas no inverno, foram extraídas pelo processo manual; enquanto que
60 outras recebidas no verão, mais 60 recebidas no inverno, foram ex¬
traídas mediante desgarga elétrica de 4 Volts, aplicada sobre o pálato 2 .
O veneno foi colhido em cálice, centrifugado e imediatamente após,
submetido à dessecação a vácuo e conservado a 4°C logo após ter sido
convenientemente pesado em balança analítica.
Soluções de Veneno — O veneno seco, na concentração final dos 400 mi-
crogramos por mililitros, era dissolvido em solução fisiológica a 0,85% de
NaCI,PA. Estas soluções eram distribuídas em flaconetes, os quais, uma
vez hermeticamente fechados, eram conservados em congelador a -25°C,
conforme técnica adotada por Furlanetto 7 .
No momento da manipulação, ao proceder o preparo das doses neces¬
sárias para a determinação da DL50, cada frasco era descongelado, obser-
30
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VIEIRA, E.G.J.; ROLIM-ROSA, R.; IIZUKA, H.; FURTADO, M.F.D ; FERNANDES, W. Influências sa¬
zonal e do processo de extração sobre a produção, toxicidade do veneno e sobrevida de Bothrops
jararaca (Wied, 18241. Mem. Inst. Butantan. 50(11:29-35, 1988.
vando a mesma técnica empregada por Rolim-Rosa, R. et al 13 e Bancher 1 .
Animais Utilizados — Todos os ensaios para a determinação da DL50, fo¬
ram realizados em camundongos de 18 a 22 gramas de peso, sem distinção
de sexo, fornecidos pelo Biotério Geral do Instituto Butantan. As inocula¬
ções eram feitas pela via intraperitoneal 16 .
Cálculo da DL50 — A DL50 de cada teste foi sempre calculada com os re¬
sultados verificados após 24 e 48 horas das inoculações, pelo método de
Reed & Muench 12 e ratificada pelo método prático preconizado por Miller
& Tainter 11 , em papel milimetrado em escala "log-probit”.
Método estatístico — Para a análise estatística das médias independentes,
foi aplicado o teste "t" ao nível crítico de 5% 17 .
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados quantitativos e percentuais representados pela Tabela 1,
referentes a mortes de exemplares de B. jararaca extraídas pelos processos
manual e elétrico, no inverno e no verão, revelam que as operações efetua¬
das durante os meses frios causaram maior número de vítimas que nos me¬
ses quentes, principalmente quando elas são efetivadas mediante descarga
elétrica, aliás fato também comprovado em trabalho anterior 13 em relação a
Crotalus durissus terrificuse C.d. collineatus.
Nesta observação, não foi verificada apreciável diferença no número de
baixas de exemplares da espécie em estudo entre os processos aplicados
para a obtenção de peçonha, posto que foram registrados percentuais de
11,67 no elétrico e 13,33 no manual, no verão, e 35,59% e 28,33%, no in¬
verno, respectivamente, fenômenos ligados, evidentemente, ao metabolis¬
mo de animais pecilotermos.
A extração elétrica efetuada no inverno partiu de 59 exemplares ao in¬
vés de 60, uma vez que um morrera antes da primeira operação, como
consta na Tabela 1.
Conforme registra a Tabela 2, o processo de extração elétrico foi, em¬
bora com pequena diferença, mais produtivo que o manual durante o inver¬
no.
Constata-se, ainda pela Tabela 2, que as extrações realizadas por am¬
bos os processos, elétrico e manual, tendem a diminuir a produção média
por exemplar, de um modo geral, a partir da primeira operação, com exece-
ção da 4. a manual. Nota-se, também, que a primeira extração elétrica foi
aquela que apresentou o maior rendimento, 47,99 mg, a qual por apresen¬
tar a que seria a carga presumível de veneno das glândulas veneníferas de
serpentes ainda não alimentadas em cativeiro, seria o produto representati¬
vo da quantidade secretada e acumulada pelo ofídio na natureza, razão pe¬
la qual atribuímo-lhe o valor relativo igual a 100,00.
Kochva 10 , admite que a considerável quantidade de veneno encontrada
nas glândulas de serpentes extraídas no inverno se deva ao armazenamen¬
to do produto sintetizado durante o verão precedente, e que a crença po¬
pular de que uma serpente venenífera é menos perigosa no inverno, seria
possível, menos pela carga de veneno de suas glândulas, que a lentidão de
movimentos do animal, durante esse período do ano.
Corroborando ao que admite Kochva 10 , a primeira extração, quer pelo
procedimento de compressão manual das glândulas, quer através de des-
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VIEIRA, E.G.J.; ROLIM-ROSA, R.; IIZUKA, H.; FURTADO, M.F.D.; FERNANDES, W. Influências sa¬
zonal e do processo de extração sobre a produção, toxicidade do veneno e sobrevida de Bothrops
jararaca (Wied, 1824). Mem. Inst. Butantan, 50(11:29-35, 1988.
carga elétrica, apresentou a maior quantidade de veneno, isto é, 42,25 mg
e47,99 mg, respectivamente.
A Tabela 3 expressa resultados mediante os quais ressalta a maior pro¬
dutividade, em miligramas, do veneno B. jararaca extraído no verão, pelo
processo manual, considerado em termos médios/exemplar; ao contrário,
portanto, do que se verifica no inverno onde a maior produção de veneno
deu-se com a extração pelo processo elétrico, conforme o exposto pela Ta¬
bela 2.
Nesta oportunidade foi considerado valor relativo igual a 100,00, a pri¬
meira extração pelo processo manual, considerando, como o foi para a pri¬
meira extração elétrica efetuada no inverno, isto é, admitindo ser a carga
de veneno contida nas glândulas veneníferas secretada pela serpente em
condições naturais de vida livre.
E de se notar que o maior rendimento de produção de veneno ocorre
nas terceiras extrações, manual e elétrica, respectivamente 62,79 mg (valor
relativo igual a 152,22%) e 41,43 mg (valor relativo correspondente a
100,44%).
Se a diferença entre as médias gerais das extrações realizadas no inver¬
no e no verão pelo processo manual, foi de, aproximadamente, 20,0 mg,
precisamente 19,81 mg, o mesmo não se verificou quanto ao processo elé¬
trico que foi, praticamente, nulo, ou seja, de apenas 0,62 mg, demonstran¬
do que durante o inverno o processo de extração de veneno não apresen¬
tou diferença significativa para a produção, enquanto que no verão seria
mais recomendável utilizar-se do meio manual de extração de peçonha.
A Tabela 4 apresenta resultados, expressos em termos do DL 50, para
camundongos inoculados pela via intraperitoneal, demonstrando que a to¬
xicidade do veneno de B. jararaca não varia significativamente (p>0,05),
seja entre os métodos de extração empregados, seja entre as diferentes es¬
tações do ano. Rolim-Rosa e cols. 13 verificaram que as serpentes do gêne¬
ro Crotalus - Crotaius durissus terrificus e Crotalus durissus collilineatus
produzem peçonha mais tóxica quando obtida pelo processo manual.
TABELA 1
Mortes de Bothrops jararaca após extrações de veneno pelos processos
elétrico e manual, durante o inverno e o verão
Estação
Inverno
Verão
Extração\^
Ordem
Vivos
Mortos (1%)
Vivos
Mortos (%)
1. a
49
10(16,95)
60
0(0,00)
Elétrica
2 a
46
3( 5,08)
57
3(5,00)
3. a
46
0( 0,00)
55
2(3,33)
4, a
38
8(13,56)
53
2(3,33)
Total
38
(21(35,59)
53
7(11,67)
1. a
52
8(13,33)
59
1(1,67)
Manual
2. a
47
5( 8,33)
59
0(0,00)
3. a
44
3( 5,00)
57
2(3,33)
4, a
43
1( 1,67)
52
5(8,33)
Total
43
17(28,33)
52
8(13,33)
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VIEIRA, E.G.J.; ROLIM-ROSA, R.; IIZUKA, H.; FURTADO, M.F.D.; FERNANDES, W. Influências sa¬
zonal e do processo de extração sobre a produção, toxicidade do veneno e sobrevida de Bothrops
jararaca (Wied, 1824). Mem. Inst. Butantan, 50(11:29-35, 1988.
TABELA 2
Produção média, por exemplar, em miligramas de veneno de Bothrops
jararaca, verificada durante o inverno, através de processo de extração elé¬
trico e manua 1
Extração
Ordem
Elétrica
Extração Manual
Quantidade
de veneno
(mg)
Produção
relativa*
Quantidade
de veneno
(mg)
Produção
relativa*
1 ,*
47,99
100,00
42,25
88,04
2. 3
33,55
69,91
31,14
64,89
3. 3
34,14
71,14
27,46
57,22
4. 3
34,52
71,93
40,61
84,62
Média **
37,55
35,37
rroauçao relativa 11 . extraçao eietric;
Diferença não significativa 'p > 0,05)
TABELA 3
Produção média, por exemplar, em miligramas de veneno de Bothrops
jararaca, verificada durante o verão, através de processo de extração elétri¬
co e manual
Extração
Ordem n.
Manual
Elétrica
Quantidade
de veneno
(mg)
Produção
relativa*
Quantidade
de veneno
(mg)
Produção
relativa*
1 ."
41,25
100,00
32,03
77,65
2. 3
55,78
135,22
35,75
86,67
3. a
62,79
152,22
41,43
100,44
4. 3
60,90
147,64
38,52
93,38
Média **
55,18
36,93
Produção relativa (1 . a extração manual = 100)
Diferença significativa (p < 0,05)
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VIEIRA, E.G.J.; ROLIM-ROSA, R.; IIZUKA, H,; FURTADO, M.F.D.; FERNANDES, W. Influências sa¬
zonal e do processo de extração sobre a produção, toxicidade do veneno e sobrevida de Bothrops
jararaca IWied, 1824). Mem. Inst. Butantan, 50111:29-35, 1988.
TABELA 4
Variação da atividade tóxica do veneno de Bothrops jararaca, em função
do processo de extração empregado no inverno e no verão, em termos de
DL50 para camundongos inoculados pela via peritoneal e observados em
24 e 48 horas após a inoculação
Estação
Inverno
Verão
Ordem
DL 50
em pg
DL 50 em pg
Extração
(24 h)
(48h)
(24h)
(48h)
1, a
61,31
61,31
51,60
51,60
Elétrica
2. 3
46,00
46,00
41,10
41,10
3. 3
47,42
46,49
44,58
43,37
4. 3
33,30
33,30
45,50
45,50
Média’
47,00
46,77
45,69
45,39
I. 3
46,00
46,00
49,50
44,50
Manual
2. 3
38,55
36,32
51,92
50,45
3. 3
49,75
47,87
36,42
36,42
4. 3
35,30
35,30
35,70
35,00
Média’
44,90
43,85
43,37
41,59
* Diferença não significativa (p > 0,05).
CONCLUSÕES
1. O maior número de mortes de exemplares de Bothrops jararaca, após
extrações de veneno realizadas pelos processos elétrico e manual, durante
o inverno e o verão, a intervalos de vinte e um dias, foi registrado no inver¬
no.
2. Tanto no inverno quanto no verão, o registro do maior contingente
de baixas verificou-se após a primeira extração, elétrica ou manual.
3. O maior rendimento médio de veneno de Bothrops jararaca, foi obti¬
do por extração manual efetuada no verão.
ABSTRACT: For the present study, 240 snakes of the species Bothrops
jararacavrete used: 120 in winter and 120 in summer. These groups were
submitted to different assays: In winter, the venom of 60 snakes was ob-
tained by electrical stimulation of the glands at four different times; other
60 snakes by manual extraction at the same intervals. Another group of
120 snakes was submited to the same process however in summer. It
was verified that the highest number of deaths after 4 extractions occur-
red in winter by electrical stimulation (35,59%). As to the venom produc-
tion, the highest amount of venom was obtained in summer by the ma¬
nual process.
KEYWORDS: Bothrops jararaca-venom. Toxicity, production. Influence
ofseason.
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Recebido para publicação em 04/6/1987 e aceito em 25/2/1988.
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As referências bibliográficas deverão ser ordenadas alfabeticamente e numeradas.
Exemplos:
Para livros: autor, título, edição, local de publicação, editor, ano, páginas.
7. B1ER, O. Microbiologia c imunologia. 24.ed. São Paulo, Melhoramentos, 1985. 1234p.
Para artigos: autor, título do artigo, título do periódico, volume, página inicial c final, ano.
8. MACHADO, J.C. & SILVEIRA F.“, J.F. Obtenção experimental da pancreatite hemorrágica aguda no cão
por veneno escorpiônico. Mem. Inst. Butantan, 40/41: 1-9, 1976/77.
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... método derivado de simplificação de armadilha de Disney 1
... segundo vários autores 2 * ' 1
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7. BIER, O. Microbiologia c imunologia. 24.cd. São Paulo, Melhoramentos. 1985. 1234p.
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8. MACHADO, J.C. & SILVEIRA F.°, J.F. Obtenção experimental da pancreatite hemorrágica aguda no cão
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