ISSN 0073 - 9901
MIBUAH
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENAÇÃO DOS INSTITUTOS DE PESQUISA
INSTITUTO BUTANTAN
SÃO PAULO, SP - BRASIL
Memórias
do
Instituto
Butantan
VOLUME 52, SUPLEMENTO, 1990
cm
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As "MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN” têm por finalidade a apre¬
sentação de trabalhos originais que contribuam para o progresso nos campos das
Ciências Biológicas, Médicas e Químicas, elaborados por especialistas nacionais
e estrangeiros.
São publicadas sob a orientação da Comissão Editorial, sendo que os con¬
ceitos emitidos são de inteira responsabilidade dos autores.
The "MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN" are the vehicle of com-
munication for original papers written by national and foreign specialists who
contribute to the progress of Biological, Medicai and Chemical Sciences.
They are published under the direction of the Editorial Board which assu¬
mes no responsability for statements and opinions advanced by contributors.
Diretor do Instituto Butantan
Dr. Willy Beçak
Comissão Editorial
Henrique Moisés Canter — Presidente
Adolpho Brunner Júnior — Membros
Olga Bohomoletz Henriques
Raymond Zelnik
Sylvia Lucas
Denise Maria Mariotti — Bibliotecária
Indexado/lndexed: Biosis Data Base, Current Contents, Index Medicus.
Periodicidade: irregular
Permuta/Exchange: são feitas entre entidades governamentais, com publicações
congêneres, mediante consulta prévia. Exchanges with similar publications can
be settled with academic and governmental institutions through prior mutual
agreement.
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Governo do Estado de São Paulo
Secretaria de Estado da Saúde
Coordenação dos Institutos de Pesquisa
Instituto Butantan — São Paulo — SP — Brasil
MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
Volume 52, Suplemento, 1990
I SIMPÓSIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE TOXINOLOGIA
"PEÇONHAS E ENVENENAMENTO NO BRASIL"
À Memória de Gastão Rosenfeld
(1912-1990)
5-7 setembro 1 990
Instituto Butantan
São Paulo-Brasil
Publicação patrocinada pela Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
São Paulo, SP — Brasil
1990
MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN. (Secretaria de Estado da Saúde)
São Paulo, SP — Brasil, 1918 —
1918 - 1983/84, 1-47/48
Publicação interrompida de 1985 a 1986.
1987, 49(1-3)
1988, 50(1-3, supl.)
1989, 510-4)
1990, 520-3, supl.)
ISSN 0073-9901
MIBUAH CDD 614.07205
Solicita-se permuta/Exchange desired
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SIMPÓSIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE TOXINOLOGIA
"PEÇONHAS E ENVENENAMENTO NO BRASIL"
DIRETORIA DA SBTx (1988-1990)
Presidente: Oswaldo Vital Brazil
Vice-Presidente: Júlia Prado-Franceschi
Secretária Geral: Eva Maria A. Kelen
Tesoureiro: Antônio Carlos Oliveira
COMISSÃO ORGANIZADORA DO
A Diretoria da SBTx
João Luiz Costa Cardoso
Vera F. Pires de Campos
Flenrique Moisés Canter
SIMPOSIO DA SBTx
ASSESSORIA DE INFORMÁTICA
Miguel Casella Júnior
AGRADECIMENTOS
Instituto Butantan
UNICAMP
FAPESP
Johnson & Johnson
Banespa
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I Simpósio da Sociedade Brasileira de Toxinologia
Instituto Butantan, 5 a 7 de setembro de 1990
À Memória de GASTÃO ROSENFELD
Simpósio sobre: "Peçonhas e Envenenamento no Brasil"
PROGRAMA
5/9/90 - 4? feira
9:00 Abertura
9:20 Veneno Crotálico
Presidente: Carlos J.
1
Laure (Ribeirão Preto — SP)
Aspectos bioquímicos — 20 minutos
Relator: Carlos J. Laure, Dep. Bioquímica, Fac. Medicina, Ribei¬
rão Preto, USP
2 — Farmacologia: Crotoxina — 20 minutos
Relator: Barbara E. Flawgood (Londres)
3 — Farmacologia: Crotamina — 20 minutos
Relator: Oswaldo Vital Brazil, Dep. Farmacologia, Unicamp
10:20 Intervalo — 20 minutos
10:40 4 — Farmacologia: Giroxina e Convulxina (Filme) — 20 minutos
Relator: Júlia Prado-Franceschi, Dep. Farmacologia, Unicamp
11:00 Discussão — 1 hora
12:30 Apresentação de painéis — 1 hora
14:00 Ofidismo I
Presidente: Cyro Coimbra de Rezende (Brasília-DF)
1 — Epidemiologia do Ofidismo — 20 minutos
Relator: Lindioneza A. Ribeiro, Hospital Vital Brazil
2 — Acidente Crotálico — 40 minutos
2.1 Aspectos gerais do envenenamento
2.2 Aspectos clínicos especiais
Coordenadora: Mariza M. Azevedo-Marques, USP, Ribeirão Preto
Participantes: Carlos Faria Santos Amaral (UFMG), Palmira Cupo (HC,
USP-RP).
15:00 Discussão — 1 hora
16:00 Intervalo — 20 minutos
16:20 Ofidismo II — Veneno e Envenenamento Elapídico — 40 minutos
Presidente: José Ronan Vieira (Campinas — SP)
1 — Veneno Elapídico: Farmacologia
Relator: Oswaldo Vital Brazil, Dep. Farmacologia, Unicamp
2 — Clínica de Envenenamento Elapídico
Relator: Fábio Bucaretchi, Unicamp
17:00 Discussão — 1 hora
6/9/90 — 5? feira
9:20 Veneno Botrópico
Presidente: Léa Rodrigues Simioni (Campinas — SP)
1 — Aspectos Bioquímicos — 20 minutos
Relator: Fajga R. Mandelbaum, Serv. Bioquímica, IB
2 — Farmacologia: Alterações locais — 20 minutos
Relator: José Maria Gutierrez, Inst. Clodomiro Picado, Costa Rica
3 — Farmacologia: Alterações hematológicas — 20 minutos
Relator: Ida S. Sano-Martins, Seção Hematologia, IB
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10:20 Intervalo — 20 minutos
10:40 4 — Farmacologia: Alterações cardiovasculares — 20 minutos
Relator: Júlia Prado-Franceschi, Dep. Farmacologia, Unicamp
11:00 Discussão — 1 hora
12:30 Apresentação de painéis — 1 hora
14:00 Ofidismo III — Acidente Botrópico — 40 minutos
Presidente: Wilmar Dias da Silva (São Paulo — SP)
1 — Aspectos gerais do envenenamento
2 — Aspectos regionais
Coordenador: João Luiz Costa Cardoso, Plospital Vital Brazil
Participantes: João Aris Kouyoumdjian, São José do Rio Preto, e
Raimundo Nonato Leite Pinto, Goiânia
14:40 Discussão — 1 hora
15:40 Intervalo — 20 minutos
16:00 Assembléia Geral da SBTx
7/9/90 - 6? feira
9:20 Veneno de Artrópodos
Presidente: Alexandre Pinto Corrado (Ribeirão Preto — SP)
1 — Aspectos químicos e farmacológicos de venenos de escorpião e
aranha — 20 minutos
Relator: Carlos R. Diniz, Dep. Bioquímica, UFMG, Belo Horizonte
2 — Farmacologia do veneno de escorpião — 20 minutos
Relator: Lineu Freire-Maia, Dep. Farmacologia, UFMG, Belo Ho¬
rizonte
3 — Farmacologia do veneno de Phoneutria — 20 minutos
Relator: Marcos Dias Fontana, Dep. Farmacologia, Unicamp,
Campinas
10:20 Intervalo — 20 minutos
4 — Farmacologia do veneno de Loxosceles — 20 minutos
Relator: João Luiz Costa Cardoso, Hospital Vital Brazil
11:00 Discussão — 1 hora
12:30 Apresentação de painéis — 1 hora
14:00 Escorpionismo
Presidente: Lineu Freire-Maia (Belo Horizonte, MG)
1 — Ação do veneno de escorpião sobre a musculatura cardíaca
Estudo clínico e laboratorial — 10 minutos
2 — Clínica do escorpionismo — 30 minutos
Coordenador: José Américo de Campos, Belo Horizonte
Participantes: Palmira Cupo, Sylvia Hering, Mariza M. Azevedo-
-Marques (HC, Ribeirão Preto, USP)
14:40 Discussão — 1 hora
15:40 Intervalo — 20 minutos
16:00 Araneísmo
Presidente: Carlos R. Diniz (Belo Horizonte, MG)
1 — Acidentes por Phoneutria — 20 minutos
Relator: Fábio Bucaretchi, Unicamp, Campinas, SP
2 — Acidentes por Loxosceles — 20 minutos
Relator: Francisco O.S. França, Hospital Vital Brazil, IB, São
Paulo
16:40 Discussão — 1 hora
17:40 Intervalo — 20 minutos
18:00 Encerramento
20:00 Jantar de encerramento
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
FIRST SYMPOSIUM OF THE BRAZILIAN SOCIETY OF TOXINOLOGY: ON VE-
NOMS AND ENVENOMING CAUSED BY VENOMOUS ANIMALS IN BRAZIL.
In memory of Gastão Rosenfeld (1912-1990), and as one of the commemora-
tive events of the 90 years of Instituto Butantan foundation (1901-1991)
São Paulo, 5-7 September, 1990.
I. Epidemiology of snakebite accidents in Brazil.
II. Biochemistry and pharmacology of the South American rattlesnake
venoms.
III. Human accidents caused by the South American rattlesnake.
IV. Coral snakes: Pharmacology of venoms and accidents.
V. Biochemistry and pharmacology of Bothrops snake venoms.
VI. Human accidents caused by Bothrops snakes.
VII. Biochemistry and pharmacology of scorpion and spider venoms.
VIII. Human accidents caused by scorpions and spiders.
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
CONTENTS
1. Oswaldo Vital Brazil
2. Willy Beçak
3. Lindioneza Adriano Ribeiro
4. Carlos Julio Laure
5. Barbara E. Hawgood
6. Oswaldo Vital Brazil
7. Júlia Prado-Franceschi
8. Mariza M. Azevedo-
-Marques, Palmira Cupo,
Carlos Faria S. Amaral and
Sylvia Hering
9. Oswaldo Vital Brazil
10. Fábio Bucaretchi
11. Fajga R. Mandelbaum
12. José Maria Gutierrez
13. Ida S. Sano-Martins
14. Júlia Prado-Franceschi
15. João Luís C. Cardoso
16. João Aris Kouyoumdjian
17. Raimundo Nonato L. Pinto
18. Carlos Ribeiro Diniz
19. Lineu Freire-Maia
20. Marcos Dias Fontana
21. Fábio Bucaretchi
22. Francisco O.S. França
POSTERS ABSTRACTS
AUTHORS INDEX
I - PLENARY SESSIONS
II - POSTERS SESSION
PRESENTATION 11
ABERTURA DO SIMPÓSIO 13
EPIDEMIOLOGY OF OPHIDIC
ACCIDENTS 15
CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS
VENOM: CROTOXIN AND INTER-CRO 17
CROTOXIN, THE PHOSPHOLIPASE A 2
NEUROTOXIN FROM THE VENOM OF
CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS 21
PHARMACOLOGY OF CROTAMINE 23
ON THE PHARMACOLOGY OF CON-
VULXIN AND GYROXIN 25
RATTLESNAKE BITES. CLINICAL FEA-
TURES AND COMPLEMENTARY
TESTS 27
PHARMACOLOGY OF CORAL SNAKE
VENOMS 31
ELAPIDIC ENVENOMATION: CLINICAL
FEATURES 33
SNAKE VENOM HEMORRHAGINS 35
LOCAL PATHOLOGICAL EFFECTS
INDUCED BY BOTHROPS SNAKE
VENOMS 37
HEMATOLOGICAL DISTURBANCES
INDUCED BY BOTHROPS VENOM 39
SYSTEMIC ACTIVITIES OF
BOTHROPIC VENOMS 41
BOTHROPIC ACCIDENTS 43
INTRACRANIAL HAEMORRAGE
AFTER SNAKE BITE 45
SNAKEBITE ACCIDENTS IN GOIÁS 47
CHEMICAL AND PHARMACOLOGICAL
PROPERTIES OF SCORPION AND
SPIDER VENOMS 49
PHARMACOLOGY OF TITYUS
SERRULATUS SCORPION VENOM 51
PHARMACOLOGY OF PHONEUTRIA
VENOM 59
ACCIDENTS WITH SPIDERS OF
THE PHONEUTRIA GENUS 61
ACCIDENTS BY LOXOSCELES 63
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
PRESENTATION
During the VII Annual Symposium of The Academia de Ciências do Estado de
São Paulo (ACIESP) on Proteinous Toxins, which was held in April of 1988 at
the Universidade de Campinas (UNICAMP), a group of scientists decided to found
a society that would bring together biochemists, pharmacologists, immunologists
and pathologists interested in investigations concerning toxins of animal, plant
or microbial origin, as well as clinicians engaged in studies of accidents caused
by venomous animais. The Brazilian Toxinology Society was inaugurated in
November of that year, and now held its first Symposium. The aim of the Or-
ganizing Committee was to allow the integration at this meeting of the advances
made in the past few years in the knowledge of basic aspects of venom and their
toxins, especially of Brazilian species, and those acquired in the clinicai area of
accidents caused by venomous snakes, scorpions and spiders. Scientists and cli¬
nicians participating in the Symposium have much gained, I believe, from this
association of presentation of knowledge in basic and clinicai areas. The com¬
mittee decided to reserve a time for the discussion of the themes at the end of
each group of presentations, making it possible for any member of the Symposi¬
um to comment the lectures, to request clarifications, and eventually to present
his or her experimental or clinicai contributions to the theme being discussed.
At the suggestion of some members, a session for the presentation of posters
was created. We note with satisfaction, the presentation of more than forty Com¬
munications in the form of posters demonstrating the considerable activity of var-
ious research groups in our country in the field of toxinology.
In July of the current year, everyone who knew him personally, or through
his publications, received the distressing news of the death of Gastão Rosenfeld.
In view of his important experimental and clinicai contributions to Brazilian toxi¬
nology, the Organizing Committee decided to honor him posthumously by dedicat-
ing the First Symposium of the Brazilian Toxinology Society to his memory.
In this issue of the Memórias do Instituto Butantan, two fuil-length papers and
twenty abstracts of invited presentations are published as well as forty nine ab-
stracts of pôster Communications. I hope the reader will appreciate this volume
which is being published thanks to the cooperation of the authors, the agree-
ment of Professor Willy Beçak, Director of Instituto Butantan and Dr. Henrique
Moisés Canter, Chief Editor of the Mem. Inst. Butantan, as well as the financial
support of the Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
I am deeply grateful to all of them.
Campinas, October, 1990.
O. VITAL BRAZIL
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.l, 1990
ABERTURA DO SIMPOSIO
A realização pela Sociedade Brasileira de Toxinologia do seu 1 0 Simpósio
sobre Peçonhas e Envenenamento no Brasil, no Instituto Butantan, tem um cu¬
nho histórico importante. O Instituto Butantan, desde asua fundação há 90 anos
tem dado importantes contribuições e avanços no conhecimento das peçonhas
e no tratamento dos acidentes por serpentes, aranhas e escorpiões. Esta saga
iniciada por Vital Brazil foi continuada por vários seguidores, notabilizando-se,
em época mais recente, Gastão Rosenfeld, pela sua contribuição teórica e práti¬
ca, que deixou escola. Desde a descoberta da Bradicinina, juntamente com Mau¬
rício Rocha e Silva e Wilson Beraldo da Silva, seus estudos em Hematologia, até
a implantação do hospital e padronização do tratamento de acidentes por animais
peçonhentos, dedicou esse cientista sua vida à pesquisa e à medicina.
É, pois, com grande satisfação que fazemos a abertura desse conclave, na
instituição que é o berço da Toxinologia no Brasil como homenagem à memória
de Gastão Rosenfeld, que foi um dos seus grandes expoentes.
Trabalhos de relevo serão apresentados e discutidos neste Simpósio, con¬
tribuindo para o melhor conhecimento dessa importante disciplina. No Brasil, abun¬
dante em fauna e flora, a toxinologia tem grande interesse, não só na clínica
médica, como também pelo potencial que ainda resta para ser investigado e des¬
coberto.
Como Diretor, em nome do Instituto Butantan e como cientista, queremos
expressar a nossa satisfação em receber os colegas e os convidados da Sociedade
Brasileira de Toxinologia em nossa casa. Auguramos muito sucesso à reunião
que ora se inicia, sob a presidência desse renomado pesquisador, que é o Prof.
Oswaldo Vital Brazil, no âmbito das comemorações do nonagésimo aniversário
do Instituto Butantan.
W. BEÇAK
Diretor do Instituto
Butantan
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
EPIDEMIOLOGY OF OPHIDIC ACCIDENTS
Lindioneza Adriano Ribeiro, Hospital Vital Brazil — Instituto
Butantan, São Paulo, SP.
Venomous Brazilian snakes belong to four genera: Bothrops, Crotalus, Lache-
sis and Micrurus. Bothrops and Micrurus occur in the whole national territory,
Lachesis in humid areas, in the forest zone and the Amazonian Region, whilst,
in contrast Crotalus is not found in these regions and the littoral, prefering dry
areas. 2 ' 3
At the beginning of this century. Vital Brazil, founder and Director of the Insti-
tute Butantan, called attention to the importance of ophidic accidents as a Public
Health problem. The number of accidents were then evaluated as 19,200 each
year, being principally due to the ''jararaca'' (Bothrops)'. For the year 1987,
21,463 cases, including 123 deaths were notified to the Department of Health.
The incidence calculated for Brazil was 1 5.5/100,000 inhabitants and the death-
rate of 0.6% showed a variation within the macroregions from 0.3% (Southeast)
to 2.1% (North). 0f the 20,884 notifications of accidents received from June
1986 to December 1987 that included information on the genus of the snake,
88.3% were caused by Bothrops, 8.3% by Crotalus, 2.7% by Lachesis and 0.7%
by Micrurus. The greater number of deaths caused by snakes of the genus
Bothrops followed by Crotalus, may be due to the frequency of their presence,
in as much as the deadliness of bothropic accidents (0.5%) is less than that of
crotalic ones (3.3%) 6 .
In the State of São Paulo, for the years 1986, 1987 and 1988, 6,308 acci¬
dents were notified (incidence of 6.8/100,000 inhabitants) and of 4,685 notifi¬
cations with reference to the genus of the snake, 85.3% were by Bothrops, 13.6%
by Crotalus and 1.1% by Micrurus. Lethality was 0.3%. 11
Accidents depend on the interrelationship between snakes, environment and
man. Bites by Bothrops and Crotalus, occur on the inferior limbs in 75% 4 and
71 % of the cases respectively. Snakes of the genus Micrurus are of subterrane-
an habit 2 and in general bites are on the hand as a result of handling. 8 Veno¬
mous snakes are predominantly nocturnal in habit, 2 including Bothrops
jararaca.' 3 However accidents occur more frequently during daytime 9 the time
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of man's highest activity. Moreover, bites mostly occur in the hot months of the
year, 12 when the snakes are more active 13 and within the rural zone 1 where
agriculture is not mechanized. Other factors may contribute to the incidence of
accidents. Human habitation may lead to the proliferation of rodents, thus at-
tracting the snakes 2 . Extermination of non venomous snakes may eliminate the
natural predators as well as lessen the competition for food and thus lead to an
increase in the number of venomous snakes. Due to social, economic, cultural
and climatic conditions, the rural labourer usually works without adequate pro-
tective clothing. 1 ' 5
Among the recommended measures for the prevention of accidents, 15 is the
use during the work in the field of long-leg boots or puttees, and gloves of leather
shavings. A simple boot that covers the ankle may prevení about 60% of the
accidents and puttees, another 10%. However, in field labourer using long-leg
boots or puttees, accidents tend to be the most severe, being frequently caused
by snakes of great dimensions. 5 ' 6 ' 10
REFERENCES
1. BRAZIL, V. A defesa contra o ophidismo. São Paulo, Pocai & Weis, 1911. 152p.
2. FONSECA, F. Animais peçonhentos. São Paulo, Empresa Gráfica da "Revista dos
Tribunais", 1949. 376p.
3. FIOGE, A. R. & ROMANO-FIOGE, S.A.R.W.L. Sinopse das serpentes peçonhentas do
Brasil. 2. ed. Mem. Inst. Butantan, 42/43: 373-499, 1978/79.
4. JORGE, M. T.; RIBEIRO, L.A.; MENDONÇA, J. S. Acidente botrópico: experiência
del Hospital Vital Brazil. In: CONGRESO 5Ò ANIVERSARIO DEL INSTITUTO DE MEDI¬
CINA TROPICAL "PEDRO KOURI". Resumenes. Havana, Cuba, 1988. p. 189-190.
5. JORGE, M.T. & RIBEIRO, L.A. Acidentes por animais peçonhentos. In: AMATO-NETO,
V. & BALDY, J.L.S. ed. Doenças transmissíveis. 3. ed. São Paulo, Sarvier, 1989,
p. 133, 141.
6. RESENDE, C.C.; ARAÚJO, F.A.A.; SALLENAVE, R.N.U.R. Análise epidemiológica dos
acidentes ofídicos. Brasília, Ministério da Saúde, Secretaria Nacional de Ações Bá¬
sicas de Saúde. 1989. p. 37.
7. RIBEIRO, L.A.; JORGE, M.T.; PIESCO, R.V. Acidente crotálico: experiência do Hospi¬
tal Vital Brazil-lnstituto Butantan. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE
MEDICINA TROPICAL, 20 e CONGRESSO DA SOCIEDADE LATINO-AMERICANA
DE MEDICINA TROPICAL, 1. Resumos. Salvador, 1984. p. 138.
8. RIBEIRO, L.A. & JORGE, M.T. Acidentes por serpentes do gênero Mícrurus ("Coral")
— Análise de sete casos. Rev. Soc. bras. Med. Trop., 19 (supl.): 28, 1986.
9. RIBEIRO, L.A & JORGE, M.T. Alteração do tempo de coagulação sanguínea em pa¬
cientes picados por serpente Bothrops jararaca adulta e filhote. Rev. Hosp. Clin.
Fac. Med. S. Paulo, 44(4): 143-145, 1989.
10. RIBEIRO, L. A. & JORGE, M. T. Fatores prognósticos em acidentes por serpentes do
gênero Bothrops. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA TRO¬
PICAL, 21. Resumos. São Paulo, 1985. p. 28.
11. RIBEIRO, L. A., PIRES DE CAMPOS, V.A.F.; ALBUQUERQUE, M.J.; TAKAOKA, N.Y.
Epidemiological and clinicai aspects of accidents due to poisonous snakes in the
State of São Paulo, Brazil, from 1986 to 1988. Toxicon, 28(6): 621, 1990.
12. ROSENFELD, G. Animais peçonhentos e tóxicos do Brasil. In: LACAZ, C.S.; BARUZ-
Zl, R.G.; SIQUEIRA JR., W., ed. Introdução à geografia médica do Brasil. São Pau¬
lo, Editora da Universidade de São Paulo, 1972. p. 430-475.
13. SAZIMA, I. Um estudo de biologia comportamental da jararaca, Bothrops jararaca,
com uso de marcas naturais. Mem. Inst. Butantan, 50( 31:83-89, 1988.
í, i SciELO
16
Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.l, 1990
CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS VENOM: CROTOXIN
AND INTER-CRO
Carlos Julio Laure, Department of Biochemistry, Faculty of
Medicine of Ribeirão Preto, University of São Paulo.
Crotoxin from Crotalus durissus terrificus represents almost 50% of the dry
weight of the venom and is the main toxic component of the latter. 6 Crotoxin
was separated into two fractions by two different methods, using carboxymethyl-
cellulose and DEAE-celiuIose chromatography: 15 ' 9 an acid, nontoxic fraction
denoted Crotapotin, and a basic, low toxicity fraction with enzymatic activity denot-
ed Phospholipase A 2 . Crotapotin (acid) potentiates the toxicity of phospholipase
A (basic) in vivo but inhibits its hemolytic activity in vitro.
Both laboratories showed that Crotoxin is a complex formed by the strong as-
sociation of crotapotin with phospholipase A 2 . The recombination of these frac¬
tions restores the toxicity of crotoxin. Phospholipase A 2 has a molecular weight
of 15,000 daltons, with a P.l. of 8.6. 15 ' 10 lt consists of a single polypeptide chain
of 133 residues. 8 The acid component crotapotin has a P.l. of 3.4 and a molecu¬
lar weight of 9,000 daltons according to Horst 10 , and a P.l. of 3.7 according to
Breithaupt, 5 who, however, determined the same molecular weight. Breithaupt 5
reduced crotapotin with/3-mercaptoethanol foilowed by carboxyamide methyla-
tion and separated three peptide chains linked by disulfide bridges:
Chain A with 40 amino acid residues, MW 4,300
Chain B with 34 amino acid residues, MW 3,700
Chain C with 14 amino acid residues, MW 1,600
The N-terminal of the peptide chains only supplies serine for chain A, indicat-
ing that the N-terminals of chains B and C are blocked. 5 Crotoxin at high doses
acts on the post-synaptic membranes, stabilizing the acetylcholine receptors. 3 ' 17 .
Crotapotin only potentiates the toxicity of crotalic phospholipase A, a fact that
could be interpreted as a pharmacokinetic phenomenon. This acid fraction can
protect phospholipase A against inactivation by binding to low affinity sites, thus
preserving it for high-affinity receptors.
There is no evidence of in vivo formation of the crotoxin complex. Jeng 11 and
Bon 2 proposed a model which they called "chaperon” effect for crotapotin,
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which is considered to be a phospholipase A "transporter” to the specific site
of the appropriate receptor.
Using a totally different process, Laure 13 obtained crotapotin from crotoxin in
order to determine its primary structure by the following methodology: crotoxin
was isolated by filtration on Sephadex G-75 with 0.05 M ammonium formiate,
pH 3.5, dialyzed and lyophilized. Crotapotin and phospholipase A 2 were isolat¬
ed on SP-Sephadex C-25 with 0.8 M to 3.0 M guanidine chloride, pH 4.2. After
dialysis and lyophilization, crotapotin was filtered on superfine Sephadex G-50
with 0.1 M NH 4 HC0 3) pH 8.2.
Crotapotin was tested for purity by amino acid analysis, polyacrylamide gel
electrophoresis, N-terminal on polyamide plates by dansylation and then reduced
with dithiothreitol and carboxymethylated with iodoacetic acid by standard
methods, followed by desalting on Sephadex G-10 and lyophilization. The lyophi¬
lized product was submitted to filtration on Sephadex G-50 S.F. with 0.1 M NH 4
HC0 3 , pH 8.2, and three peaks corresponding to chains A, B and C were ob¬
tained.
Chain C was isolated and sequenced by Edman-dansyl and dabitization, in col-
laboration with my graduate student Gabilan. Chain B was isolated and cleaved
with BrCN and peptides I and II were isolated by filtration on Sephadex G-50 S.F.
Sequencing was done by my post-graduate student Conti using the same process
as for chain C. Chain A was submitted to different enzymatic treatments, the pep¬
tides were isolated and purified and sequenced by the Edman-Dansyl method.
Using sequencing via Edman-Dansyl and dabitization, the primary structures of
chains A, B and C of crotapotin were determined and are presented below:
10 20 30 38
Chain A: SYG(C)YCGAGGGG(W)PQDASDRCCFZHBCCYAKLTGCBPT
10 20 30 34
Chain B: pERDTKZBZVCDPCGCEIMGCDTAAAICFEDSEDG
10 14
Chain C: pEFSPEBCZGESZPC
Papers presented by Aird 12 - 1 at the 8th World Congress on Animal, Plant and
Microbial Toxins and published in Biochemistry have presented the three crotapotin
chains, chains C and A being complete and chain B incomplete.
Inter-Cro
The same methodology 14 used for crotoxin separation, was used for the Inter-
Cro separation except that the dimension of the column used was three times
that of the previous system for the same venom load. A fraction between crotox¬
in and crotamine, with the same characteristic as crotoxin was thus obtained.
When this fraction was submitted to the same procedure as used to obtain crotapo¬
tin, via SP-Sephadex, it unfolded into the two fractions mentioned earlier (crotapo¬
tin and phospholipase A 2 ). Studies currently underway will confirm whether this
is an iso-crotoxin. Different isoforms of crotoxin have been mentioned by Faure
and Bon 6 ' 7 ' 4 .
In our Laboratory we observed that Inter-Cro is much more insoluble than
crotoxin, and has when injected in mice intraperitonially, a delayed toxic effect
i.e. 20-30 minutes compared to 3-5 min. with crotoxin.
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18
Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
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19
JSciELO
Mem. Inst. Butantán, 52 (supl.), 1990
CROTOXIN, THE PHOSPHOLIPASE A 2 NEUROTOXIN FROM
THE VENOM OF CROTALUS DURISSUS TERRIFICUS
Barbara J. Hawgood, Division of Biomedical Sciences, King's
College London, Kensington, Lond, W8 7AH, England.
Death following systemic crotoxin poisoning of experimental animais is due
to respiratory paralysis of peripheral origin. 8 The primary defect lies in a failure
of nerve impulses to release acetylcholine following arrival at motor nerve termi¬
nais but the molecular events are ill-understood. Crotoxin consists of two poly-
peptide subunits, a weakly toxic, basic phospholipase A 2 and a non-toxic acidic
component devoid of enzymatic activity. Evidence suggests that the phospholi¬
pase A 2 subunit binds to specific sites at the motor nerve terminal and that the
role of the acidic component is to reduce non-specific binding by chaperoning
the phospholipase A 2 subunit to these sites. 1 Unlike botulinum toxin, crotoxin
does not cross the axolemma by receptor-mediated endocytosis to act in-
ternally. 7
Electrophysiological recordings from single endplates in frog and mouse nerve-
muscle preparations show that crotoxin induces a series of changes in the amount
of acetylcholine release per impulse viz. an initial fali, a secondary rise and a ter-
tiary fali leading to complete inhibition of evoked release. The rate of spontane-
ous transmitter release initially falis in parallel but at intoxicated frog endplates,
the secondary rise is slower and far more sustained. 4 ' 5 The secondary increase
in evoked transmitter release from intoxicated mouse motor nerve terminais is
due, at least in part, to toxin blockade of a class of K + channels and so to a
greater Ca 2+ influx. 6 However, such a blockade has not been observed in the
frog and another mechanism must be operative 6 as is also suggested by the in¬
crease in facilitation of endplate potential (e.p.p.) amplitude due to closely spaced
twin impulses. 5 In the tertiary phase when transmitter release is declining
towards zero, twin-impulse facilitation is reduced, delay time between stimulus
and onset of the e.p.p. is increased and the rise-time of the e.p.p. is slowed. 5
Phospholipase A 2 activity has been implicated in the secondary as well as ter¬
tiary phases of intoxication in the frog. 4 However, there is no evidence that
prostaglandin synthesis is involved in any of the stages as pretreatment with inhi-
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bitors of arachidonate metabolism such as aspirin and nordihydroguaiaretic acid
failed to alter the characteristic changes in e.p.p. amplitude and miniature e.p.p.
frequency induced by crotoxin. 2 Similarly there is no evidence that crotoxin in-
itiates the activation of protein kinase C as pre-treatment with the blocker H-7
did not change the characteristic pattern of intoxication. 5
It has been proposed that crotoxin's neurotoxicity is due to site-directed hydrol-
ysis of the axolemma 4 affecting the release process per se. 5 This leads to a ser¬
ies of time-gated changes which include transient facilitation then uncoupling of
phasic release and generalized acceleration of spontaneous release. Progressive
hydrolysis leads to necrosis of the nerve terminal. Crotoxin binds to other sites
less readily and focal lesions in the kidney, 3 skeletal muscle and lungs 4 have been
reported following intoxication of experimental animais.
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22
I, | SciELO
Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.l, 1990
PHARMACOLOGY OF CROTAMINE
Oswaldo Vital Brazil, Department of Pharmacology, Faculty of
Medicai Sciences, State University of Campinas, Campinas,
São Paulo.
Crotamine is a basic polypeptide toxin present in the venom of a variety of
Crotalus durissus terrificus ( C.d. terrificus var. crotaminicus). The LD50 of this
toxin i.v. in mice and its 95% confidence intervals are 1,500 (1,010-2,230) /xg/kg.
Crotamine is considerably (about 18 times) less toxic than crotoxin (LD50 82
/tg/kg), the main toxin from the South American rattlesnake venom. Crotamine
activates the sodium channel exclusively or mainly in the skeletal muscle fibre
membrane. All effects produced by it are assigned to this action. They are in iso-
lated or in situ neuromuscular preparations of mammals: 6 ' 4 i. fibrillation and/or
a sustained contraction of short duration usually only observed immediately after
the injection or addition of the toxin to the bath; ii. a delay of relaxation of the
muscle and/or an aftercontraction following the muscle response to direct or in-
direct stimulation with single or high frequency shocks; iii. an increase of the twitch
tension in muscles stimulated directly or indirectly with maximal shocks. These
effects, also evoked in curarized muscle are accompanied either (effects referred
to in i. and ii.) by discharges of potentials of high frequencies (over 200-300 per
sec.) and small amplitude (50-150 /xV), or (effect referred to in iii,) by more than
one action potential. Ca + + , Mg + 4 and quinine or quinidine antagonize these ef¬
fects. Crotamine may also depress the responses to direct or indirect stimula¬
tion, and in large doses, to render the muscles inexcitable. Dilatation of the
sarcoplasmic reticulum and myonecrosis, effects evoked by all toxins that acti-
vate the sodium channel, are induced by crotamine. 1 They are explained by an
increase in Na + influx leading to increased water influx, cell swelling, and even-
tually cell death 3 .
The action of crotamine in the sodium channel was demonstrated in the rat
diaphragm. 4 ' 5 The depolarization produced by crotamine in curarized or noncura-
rized muscles was prevented by tetrodotoxin or low sodium in the bathing fluid.
Crotamine produces in nonanesthetized animais, especially in goats, myotonia-
like symptoms. 4 ' 6 Myotonia may be caused either by an increase in muscle fibre
membrane resistance due to a decrease in its conductance to Cl" or to an in¬
crease in the membrane conductance to Na + . The selectivity of action of crota¬
mine in producing activation of the sodium channel in skeletal muscles is
responsible for inducing myotonia-like effects in animais.
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The participation of crotamine in the genesis of the myonecrosis observed in
C.d. terrificus snake-bite accidents 2 is doubtful owing to its low activity and con-
centration in the venom.
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24
], | SciELO
Mem. Inst. Butantan, 52 (sjupl.), 1990
ON THE PHARMACOLOGY OF CONVULXIN AND GYROXIN
Júlia Prado-Franceschi, Department of Pharmacology, Faculty
of Medicai Sciences, State University of Campinas, Campinas,
São Paulo.
The venom of the South American rattlesnake C.d. terrificus is known to con-
tain several neurotoxins: crotoxin 10 , crotamine 5 , gyroxin 2 and convulxin 6 . Croto-
xin is the main neurotoxin of this venom and is the component responsible for
its very high toxicity 12 .
Crotamine is a basic polypetide which, unlike crotoxin, is present only in the
venom from certain regions 3 . However, the injection of crotoxin or of crotamine
into experimental animais does not reproduce all the effects of C.d. terrificus-
induced envenomation such as early respiratory and circulatory effects, convul-
sions or the symptomatology resembling a labyrinthic lesion. This latter effect
could be attributed to gyroxin 2 , a non-lethal neurotoxin.
The most characteristic effect observed following injection of purified gyroxin
consists of rolling movements in one direction for 5 to 20 minutes, after a lag
time of some minutes. This syndrome gradually disappears and there is complete
recovery. Purified gyroxin demonstrates TAME-esterase activity 1 .
In 1967 we described a neurotoxic fraction responsible for the convulsions
and early respiratory and circulatory disturbances 13 . From this fraction we
isolated convulxin (Cx), a high molecular weight toxin which behaves as a
homogeneous protein when examined by gel filtration chromatography and
immunoelectrophoresis 6 ' 7 .
When administered i.v. into conscious mice, Cx evokes within 20 seconds a
brief phase of apnea, followed by loss of equilibrium, including tonic-clonic con¬
vulsions. In the cat, we also observed autonomic disturbances such as saliva-
tion, flaccid paralysis, abdominal cramps and nistagmus.
Intravenous administration of Cx into anesthetized dogs causes intense respira¬
tory stimulation followed by apnea of short duration as well as circulatory distur¬
bances characterized by an immediate and abrupt fali in blood pressure followed
by a transient hypertension.
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Cx produces a rapid thromb ocy topenía "in vivo” associated with respiratory
and circulatory changes, suggesting that they are produced-by pharmacological-
ly active substances which Cx liberates from platelets.
In studying the Cx activated guinea-pig platelets we have verifíêd that this Cx
concentration-dependent aggregation is followed by the release of ATP and by
the formation of thromboxanes 11 , Cx-induced platelet aggregation was inhibit-
ed by EDTA and by prostacyclin. As Cx also induces leukopenia 8 , the participa-
tion of leukopytes or of any substance that they may produce, is not excluded.
Cx is extremely feeble when administered by the i.m. or-s.c. route. This could
be related to poor absorption due to its high molecular wei^ht. The significance
of Cx in the symptoms caused by South American rattlesnake bite is still not clear.
The high content of Cx in C.d. cascavella venom could be relevant. The appear-
ance of convulsive movements in some victims 4 ' 9 strongly suggests that this tox-
in may participate in envenomation.
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
RATTLESNAKE BITES. CLINICAL FEATURES AND
COMPLEMENTARY TESTS
Marisa M. de Azevedo Marques' 1 , Patmira Cupo 1 , Carlos Fa¬
ria S. Amaral 2 , Sylvia E. Hering\ 1. Faculty of Medicine of
Ribeirão Preto, University of São Paulo, and 2. Faculty of Medi¬
cine, Federal University of Minas Gerais.
Bites by snakes of the genus Crotalus in Brazil are important npt only because
of their high incidence in certain regions, but also because of their potential produc-
tion of severe and even fatal clinicai pictures.
Six subspecies have been identified which are distributed irregularly through-
out the Brazilian territory, the occurrence of snakebites being predominant in the
Southeast of the country. The subspecies most commonly encountered in the
State of São Paulo is C. durissus terrificus.
The frequency of bites by the South American rattlesnake is lower than that
of bites by snakes of the genus Bothrops. Data provided by the Butantan Insti-
tute (Vital Brazil Hospital, 1966-1977) and the Yearly Statistical Data published
by the Health Ministry in 1989 reveal that 8 to 10% of poisonous snakebites are
caused by rattlesnakes. In the Ribeirão Preto region (data provided by the Center
of Intoxication Control) and in the Botucatu region 6 , this percentage reaches
20-25%.
Until the beginning of the 1980's, the South American rattlesnake venom was
reported to have major activities of the hemolytic and neurotoxic type, the most
serious complication of human envenomation being acute tubular necrosis, whose
pathogeny was interpreted to be due to the hemolytic effect of the venom as-
sociated or not with a direct nephrotoxic effect 15 .
Studies initiated in 1982 on victims of rattlesnake envenomation using clinicai
observation, laboratory tests and biopsy of the member contralateral to the bit-
ten one demonstrated the systemic myotoxic action of C. durissus terrificus ven¬
om, characterized by aggression to skeletal muscle fibers 4,5,7,12,13,16 More
recently, the analysis of serum leveis of the isoenzymes creatine kinase (CK) and
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lactate dehydrogenase (LDH), together with the focal involvement of skeletal mus-
cle detected in the biopsies of these patients, has led to the conclusion that the
venom may be selective for oxidative type I and/or type lia fibers 8 . This hypothe-
sis is supported by histochemical data obtained in the analysis of biopsies from
two patients, which demonstrated selective atrophy of type I fibers 9 .
In 1986, the existence of an enzyme with thrombin-like activity was identified
in snake venom. This enzyme has a clotting effect on human plasma in vitro and
may elicit fibrinogen consumption 14 , with reports of afibrinogenemia and ab-
sence of blood clotting without platelet consumption 2 being available.
In 1987, the idea of a hemolytic activity of the South American rattlesnake
venom in humans was discarded through specific laboratory tests such as serum
hemoglobin and haptoglobin measurements and absence of hemoglobin in
urine 5 .
On the basis of these data, the venom of C. durissus terrificus has been reported
to have major activities of the neurotoxic and systemic myotdxic type, in addition
to a thrombin-like clotting action, to which the main clinicai manifestations de¬
tected in human poisoning have been attributed.
Clinicai signs and symptoms attributed to the neurotoxic activity of the ven¬
om: usually evident during the first hours, they are characterized by a myasthe-
nic fácies (the "neurotoxic” fácies of Rosenfeld 15 ), anisocoria, uni- or bilateral
palpebral ptosis, ophthalmoplegia with possible difficulty in accommodation and
diplopia. Less frequent manifestations are velopalatine paralysis with difficulty in
swallowing and decreased vomiting reflex, with taste and smell alterations.
Clinicai signs and symptoms attributed to the myotoxic activity of the venom:
generalized muscle pains may appear early. The reddish or darker (as dark as
brown) color of urine is a symptom of later onset reflecting the elimination of my-
oglobin, a pigment released from muscle tissue, which represents the most evi¬
dent manifestation of rhabdomyolysis.
Clinicai signs and symptoms attributed to the clotting activity of the venom:
lack of blood clotting or an increase in clotting time may occur in 30 to 50%
of patients, with the occurrence of slight bleeding usually limited to the gingiva
10
Acute respiratory failure, seldom reported for human snakebite victims, has
been observed between the 3rd and 1 2th day after the bite in patients who de-
velop simultaneous acute renal failure. More recent reports have described pa¬
tients with respiratory symptoms occurring during the first 24 hours after the bite
in the absence of renal failure and lasting no longer than one day 1 ■ 11 -i 2 . Impair-
ment of respiratory muscles as a consequence of the neurotoxic and myotoxic
activities of the venom has been pointed out as the mechanism of the ventilatory
disorders occasionally observed in victims of rattlesnake bites 16 ' 17 .
Similarly, limb paralysis and fasciculations and tremors are clinicai manifesta¬
tions of low frequency which are interpreted as being due to the neurotoxic and/or
myotoxic activity of the venom.
Since the venom is devoid of "proteolytic" activity, only the marks of the fangs
are observed at the site of the bite, with discrete or absent edema and/or erythema.
Laboratory Diagnosis
As a result of myolysis, enzymes are released into the blood stream, with elevat-
ed CK and LDH leveis, as welí as aspartate aminotransferase (AST) and aldolase
leveis. The increase in CK leveis occurs early, reaching a peak within the first
24 hours after the bite, whereas LDH leveis increase in a slower and more gradual
manner.
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Analysis of CK and LDH isoenzymes reveals an infarct-like pattern, with an in-
crease in the so-called cardiac fractions CK-MB and LD,. Electrocardiogram and
serial two-dimensional ecocardiogram studies carried out on 4 patients with se-
vere poisoning ruled out the possibility of aggression to the myocardium 8 .
Nonspecific blood count changes occurs, with possible leucocytosis with neu-
trophilia and a leftward shift, at times with the presence of toxic granulations.
An increase in clotting time, prothrombin time and partially activated throm-
boplastin time may occur, as well as a decrease in fibrinogen.
The urinary sediment is usually normal in the absence of renal failure, with
the possible presence of discrete proteinuria not accompanied by hematúria.
The presence of myoglobin in urine can be detected by the benzidine test or
using urinalysis strips (a positive reaction also for hemoglobin) or by more specif-
ic immunochemical methods such as immunoelectrophoresis, immunodiffusion
tests and latex myoglobin agglutination test.
When oligúria or anuria sets in, elevated urea, creatinine, uric acid, phospho-
rus and potassium leveis are observed, as well as decreased calcium leveis.
The muscle biopsy findings obtained from patients bitten by C. durissus terrifi¬
cus reveal a wide spectrum of ultrastructural alterations involving muscle fibers,
such as focal points of myonecrosis with myofibril disintegration, myofilament
disorganization and lysis, loss of transversal striations, dilatation of the sarcoplas-
mic reticulum, formation of contraction bands and mytochondrial edema, side
by side with intact fibers in the same muscle T 5 ,7,12,13,16
The clinicai and laboratory data described above refer to envenomation caused
by C. durissus terrificus and C. durissus collilineatus. Recently, Fan et al. 18 ,
reported on two snakebite victims from an area in which C. durissus cascavella
is prevalent, whose clinicai and hematological data were similar to those previ-
ously reported in the literature.
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PHARMACOLOGY OF CORAL SNAKE VENOMS
Oswaldo Vital Brazil, Department of Pharmacology, Faculty of
Medicai Sciences. State University of Campinas, Campinas,
São Paulo.
Coral snakes, the New World Elapidae are included in the genera Micruroides
and Micrurus. The genus Micrurus comprises nearly all human snake-bite acci-
dents. Coral snake venoms as the venoms of other Elapidae are neurotoxic,
producing loss of muscle strength and, in general, death by respiratory paralysis
of peripheral origin in animais and humans. They display phospholipase A 2 ac-
tivity. Proteolysis activity is absent or of very low grade.
The main toxins from elapid venoms are: 1. postsynaptic neurotoxins;
2. presynaptic neurotoxins; 3. cardiotoxins; and 4. myotoxic phospholipase A 2 .
From the study of the mechanisms of action of the coral snake venoms so far
carried out, it can be deduced that postsynaptic neurotoxins are probably com-
ponents of all coral snake venoms while presynaptic neurotoxins and cardiotox¬
ins or myotoxic phospholipases occur in some of them. We can, therefore, divide
the coral snake venoms according to their mode of action in 5 : 1. coral snake ven¬
oms that exert only postsynaptic neurotoxin-like action (blockade of end-plate
receptors); 2. coral snake venoms that block the end-plate receptors (postsynaptic
neurotoxin-like action) and inhibit evoked acetylcholine release by the motor nerve
endings (presynaptic neurotoxin-like action); 3. coral snake venoms that block
the end-plate receptors (postsynaptic neurotoxin-like action) and depolarize the
muscle fibre membrane (cardiotoxin or myotoxic phospholipase A 2 -like action).
Belong to group 1 by their mode of action the venoms of M. frontalis 7 and
M. lemniscatusf 1 . The first species is distributed over centraleastern, central-
western and Southern Brazil and is also found in Argentine, Uruguay and Paraguay.
M. lemniscatus occurs in the Guyanas, Trinidad, Venezuela, Colombia, Equador,
Bolivia and in northern, northeastern and central Brazil until Paraná and Mato
Grosso.
M. corallinus venom 6 blocks the end-plate receptor and the evoked acetylcho¬
line release by the motor nerve endings (group 2 by its mode of action). M. coral¬
linus is distributed over central and Southern Brazil, south of Amazon Basin and
northern Argentine.
The venoms of M. fulvius 3 ' 8 and M. nigrocinctus T 2 exert postsynaptic
neurotoxin-like action and depolarization of the muscle fibre membrane. M. ful¬
vius is a coral snake species from Southern United States and northeastern Méxi¬
co. M. nigrocinctus occur from South of México to North of Colombia.
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Mem, Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
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ELAPIDIC ENVENOMATION: CLINICAL FEATURES
Fábio Bucaretchi, Centro de Controle de Intoxicações, Facul¬
dade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campi¬
nas, Campinas, São Paulo.
The coral snakes, which belong to the Micrurus genus and Elapidae family,
rarely determine accidents in human beings in Brazil. According to data of the
Health Ministry, of 20,884 notified snakes accidents, in the whole country, bet-
ween June 1986 and December 1 987, only 0.7% (141) of the accidents were
determined by snakes of this genus, and the lethality coeficient observed was
0 . 7 % 1
Coral snake venom is neurotoxic, acting on the neuromuscular junction. It de¬
termines a myasthenia gravis -like syndrome, of variable intensity 3 ' 4 . Initiaily, the
patient may develop vomiting and mild local pain, usually followed by local pa-
resthesia and myalgia with proximal progression tendency. Posteriorly, Progres¬
sive muscular weakness may develop, with palpebral ptosis, externai
opthtalmoplegia, respiratory difficulties, disphagia, mandibular ptosis, flaccid pa-
ralysis affecting the neck, trunk and limbs. 2 ' 4 ' 5 ' 6
In these accidents, in addition to antivenom and adequate ventilatory suport,
when determined by M. frontalis, whose neurotoxin competes with acetylcholi-
ne at the end-plate receptors of the neuromuscular junction, pharmacologic treat-
ment with anticholinesterase drugs is possible. 2 ' 3 ' 4 ' 5 ' 6
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SNAKE VENOM HEMORRHAGINS
Fajga R. Mandelbaum, Serviço de Bioquímica, Instituto Butan¬
tan. São Paulo, SP.
Due to the complexity of most snake venoms, different biological effects may
be observed after envenomation. Bleeding is common in crotalinae envenoma-
tion and is likely to result from one or more factors in the venom. The main fac-
tors are hemorrhagic toxins and the others are components which produce a non
clotting effect. The hemorrhagic principies destroy the basement membrane of
the capillary vessels. However, damage of the endothelial cells can not be ruled
out. These causes affecting the stability of the vessel wall allow the red blood
cells to escape from the capillaries. A great number of metalloproteases have been
isolated from different snake venoms and many of them were characterized as
hemorrhagins. It is noteworthy that both hemorrhagic and nonhemorrhagic me¬
talloproteases of snake venoms can be similar in proteolytic specificity. Some ti¬
mes two metalloproteases isolated from the same venom can hydrolyze the same
substrates, but one is hemorrhagic and the other is nonhemorrhagic or this acti-
vity is only observed in very high doses compared to the hemorrhagic one. For
instance the hemorrhagic factor HF 2 and bothropasin isolated from the venom
of B. jararaca hydrolyze casein, B-chain of insulin, fibrinogen, and have similar
molecular weights 49,100 and 48,000, respectively. However, HF 2 is 50 times
more hemorrhagic than bothropasin. The hemorrhagins degrade fibrinogen, ac-
ting mostly on A and B fí chain like some other snake metalloproteases. The clea-
vage of insulin B-chain by venom hemorrhagic proteases is very similar to the
cleavage of other venom metalloproteases nonhemorrhagic. Both show a prefe-
rence to cleave on N-terminal side of Leu bonds. However, all snake venom he¬
morrhagins are distinguished from the other metalloproteases by their limited
substrate specificity: the action on basement membrane of the capillary vessels.
It was demonstrated with hemorragic toxins from C. afroxthat they degrade the
components of the extracellular matrix of the capillary vessels, such as type IV
collagen, laminin, and nidogen but not fibronectin 2 .
Snake venoms from Asia and North America have been exhaustively studied
and many hemorrhagic principies were isolated from them. As for the Latin Ame-
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rican snakes, hemorrhagins were isolated only from some Bothrops species and
from Lachesis muta muta. The hemorrhagins isolated from venoms of Bothrops
genus are structuraly similar proteins. They behave very similarly to the homolo-
gous antigens on immunoprecipitation, C' fixation and neutralization reactions 1 ' 3
lt was also found that the Bothrops hemorrhagins have epitopes similar to the
hemorrhagins of North American Crotalus and to the Asian Trimeresurus and Ag-
kistrodon species. The Bothrops hemorrhagins have also few epitopes in com-
mon with venoms of Vipera snakes. Although the antisera to the Bothrops
hemorrhagic proteins do not cross react with these venoms, they neutralize par-
tially their hemorrhagic activity, possible by steric hindrance of the active hemorr¬
hagic center or by some allosteric modification due to the combination of the
immunoglobulins with the corresponding epitope(s). 4
Hemorrhagins of same molecular weight isolated from venoms of different sna-
ke genus show a great structural homology. 5 On the other hand it was found that
hemorrhagic and nonhemorrhagic metalloproteases isolated from the same sna-
ke venom have about 75% sequence homology. 6 ' 7 The difference of the hemorr¬
hagic and nonhemorrhagic protein is located at the middle position 51-130 of
the molecule. However, the determining residues positions that are responsible
for the binding with the basement membrane to induce hemorrhage were not
yet determined.
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LOCAL PATHOLOGICAL EFFECTS INDUCED BY BOTHROPS
SNAKEVENOMS
José Maria Gutierrez, Instituto Clodomiro Picado, Facultad de
Microbiologia, Universidad de Costa Rica, San José, Costa
Rica.
Envenomations caused by snakes of the genus Bothrops induce conspicuous
local tissue damage. This effect, which appears soon after venom injection, is
characterized by myonecrosis, hemorrhage and edema. Muscle necrosis is due
to (a) the action of myotoxins, some of which have phospholipase A 2 structure.
Myotoxins affect the integrity of skeletal muscle plasma membrane by a mecha-
nism not directly related to phospholipid hydrolysis. (b) The ischemia that deve-
lops in muscle tissue as a consequence of drastic vasculature damage, i.e.
hemorrhage and arterial lesions. A portion of necrotic muscle regenerates after
venom induced damage. However, in many cases muscle regeneration is poor,
mainly due to the alteration of muscle microvasculature.
Hemorrhage is caused by the action of metalloproteases which probably de¬
grade collagen and other components of the basal lamina of capillary vessels.
As a consequence, capillaries are disrupted and hemorrhage occurs. It is also
possible that hemorrhagic toxins affect directly the endothelial cells of capilla¬
ries, although this has not been clearly established. There is a conspicuous im-
munologic cross-reactivity of hemorrhagic toxins in Bothrops venoms, and
antivenoms usually have high neutralizing ability against these toxins when tes-
ted by the traditional preincubation assay. However, when antivenoms are admi-
nistered after venom injection, neutralization of hemorrhage and myonecrosis is
only partial, probably due to the rapid development of these effects once venom
is injected.
Local edema is a typical manifestation of envenomations by Bothrops snakes.
It is probably caused by a combination of elements such as: direct effect of ve¬
nom on vessels and release of endogenous mediators like histamine, kinins and
prostaglandins due to the action of venom components on mast cells, kininogens
and phospholipids, respectively. In some cases, edema is responsible for eleva-
tion of interstitial hydrostatic pressure in muscle compartments, which might re-
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sult in a compartmental syndrome. Antivenoms are usually of low efficacy in neu-
tralizing edema. Thus, new pharmacological approaches must be introduced to
deal with this relevant effect.
Besides their action on muscle cells and microvasculature, Bothrops venoms
also affect arteries, inducing thrombosis and damage to the arterial walls. Arte¬
rial damage, in turn, causes ischemia and further muscle necrosis. In addition,
these venoms affect intramuscular nerves. This effect may be relevant for mus¬
cle regeneration, since intact innervation is a basic requirement for skeletal mus¬
cle regeneration.
Acknowledgements:Pans of this research have been supported by University
of Costa Rica, International Foundation for Science and the Third World Academy
of Sciences.
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HEMATOLOGICAL DISTURBANCES INDUCED BY
BOTHROPS VENOM
Ida S. Sano-Martins, Seção de Hematologia, Instituto Butan¬
tan. São Paulo.
Local and systemic disturbances are usually observed in patients bitten by
Bothrops snakes. The most common systemic disturbance is blood
incoagulability 9 occuring more frequently in patients who were bitten by young
snakes. 6 This incoagulability is attributed mainly to fibrinogen consumption in-
duced by thrombin-like fractions. 8 In addition to these fractions some Bothrops
venoms may activate factor X and II 3 causing formation of intravascular throm-
bin. 1 This is confirmed by the presence of cross-linked fibrin fragment D in blood
from patients. 2 Besides, the intravascular coagulation causes an activation of the
fibrinolytic system. Moreover, a mild thrombocytopenia is observed which may
be induced either by the activated coagulation system or by components from
Bothrops venom acting on platelets such as botrocetin, which has agglutinant
activity 5 and thrombocytin which has aggregating activity 4 . The role of all these
fractions in envenomations is still uncertain, although the in vitro activities are
well studied.
In addition to the action on hemostasis most of these venoms possess an in
vitro hemolytic activity 7 . However, there are no descriptions of serious intravas¬
cular hemolysis in patients. The action of these venoms on other blood cells seems
to be unspecific. In conclusion, the most specific and apparent hematological
disturbance in Bothrops envenomations is the blood incoagulability and throm¬
bocytopenia.
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1, | SciELO
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SYSTEMIC ACTIVITIES OF BOTHROPIC
VENOMS
Júlia Prado Franceschi, Department of Pharmacology, Faculty
of Medicai Sciences, State University of Campinas, São Paulo.
Bothropic venoms can affect animais both indirectly, through the liberation of
pharmacologically active substances and directly through their action on cellular
membranes. 11
Among the many enzymatic activities presented by bothropic venoms only a
few are important in the genesis of pharmacological effects namely proteolytic,
coagulant, phospholipasic and hyaluronidasic activities.
The majority of bothropic venoms exhibit in vitro coagulant activities 1 - 2 - 8 - 4 ; in
vivo they can produce hypercoagulability followed by incoagulability through
fibrigonen consumption.
We investigated 5 - 6 the effects of B. jararaca and. B. erythromelas venoms on
arterial blood pressure of anaesthetized dogs following intravenous injection. The
doses used were 100 nglkg for B. jararaca and 25 /xg/kg for B. erythromelas.
With this dose B. erythromelas venom caused death in 60% of the injected
animais, while no deaths were observed with B. jararaca venom. A fali of mean
arterial pressure to shock leveis (30 — 40 mm Hg) was observed in all survivors.
Besides this effect we also observed thrombocytopenia and slight hemoconcen-
tration. In the case of B. erythromelas venom (but not of B. jararaca venom) a
brief tachypnea was followed by bradypnea and in some animais, by an apnea
which was not counteracted by section of both vagi. Artificial respiration failed
to maintain blood pressure.
Pretreatment with Metronidazole (125 mg/kg) was able to prevent the onset
of shock and the thrombocytopenia induced by i.v. injection of B. jararaca
venom 5 . This latter effect could be attributed to its anti-aggregating properties 6 .
Heparin (200 IU/kg) and cellulose sulfate (40 mg/kg) protected the dogs against
the lethal effects of B. erythromelas venom, but did not affect significantly either
the fali of arterial blood pressure or thrombocytopenia. Pretreatment with mepyra-
mine also failed to prevent the onset of shock suggesting that histamine release
is not a major factor.
Bradykinin formation 7 may be involved as disappearance of circulating kinino-
gen has been reported following the injection of B. jararaca venom in rats 9 . The
liberation of EDRF is supported by the finding that pretreatment with an EDRF
antagonist, nitro methylate arginine, 10 reduced the fali of blood pressure and pro-
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moted recovery following i.v. injection of B. erythrometas venom. However, the
coagulant activity remained unchanged.
Multiple hemorrhagic foci were present in all animais studied. Hemorrhagins
have been detected in most bothropic venoms and could worsen the shock, not
only by their direct action on collagen IV 3 but also by inhibiting the platelet aggre-
gation induced by ADP. The inhibition of thrombin-induced platelet aggregation
was one more detectable effect of B. erythromelas venom.
Many factors contribute to the genesis of shock following bothropic enveno-
mation.
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BOTHROPIC ACCIDENTS
João Luiz Costa Cardoso, Hospital Vital Brazil, Instituto Butan¬
tan, São Paulo.
Bothropic accidents represent about 90% of snakebite envenomation in South
America 7 .
In 1989, 20,748 snakebite accidents were notified to the Brazilian Ministry
of Health. The majority, 67,3% of the cases were attributed to the genus Bothrops.
Of the 20 recognized species 4 are most commonly responsible for human
accidents: 6. jararaca, in the South-Southeast; B. moojeni, in the Midwest; B.
erythromelas, in the Northeast and B. atrox in the North Brazil. Bothrops atrox
is widely distributed in the Amazon region, where over 90% of accidents are at¬
tributed to this species 3 .
Rosenfeld 6 introduced simplified diagnostic criteria based on pathophysiolog-
ical characteristics of envenomation, which are used up to now.
From a medicai point of view, there are three recognized activities responsible
for the major characteristics of bothropic envenomation: ''proteolytic'', haemor-
rhagic and coagulant. ''Proteolytic” disturbances are the most important clinicai
alterations initially characterized by solid oedema and local pain. Blister and necro-
sis/ abscess may occur sometimes leading to disabilities. Recent data show that
Morganella morgani is identified in over 40% of abscess cultures 2 .
Haemorrhagic phenomena such as gengivorhagia and purpurae have been cor-
related to the presence of haemorrhagins although their exact implication must
be further studied in patients.
Coagulation disturbance caused by South American snake venoms have been
recently revised. 4
Acute renal failure (ARF) is considered to be the major cause of death in bothrop¬
ic envenomation. In a report of 63 patients with ARF following snakebite, 32 (51 %)
were caused by Bothrops while 31 (49%) were caused by Crotalus. Seven pa¬
tients (7/32) bitten by Bothrops in this first group showed renal cortical necrosis 1 .
According to the Ministry of Health the lethality rate of snakebite in Brazil is
0,5% 5 .
Serumtherapic treatments are still based on empirical criteria. Further studies
are needed in order to establish better schedules based on scientific findings.
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INTRACRANIAL HAEMORRHAGE AFTER SNAKE BITE
João Aris Kouyoumdjian, Faculdade de Medicina, São José
do Rio Preto, São Paulo.
The occurrence of intracranial haemorrhage after snake bite have been
described in a few sporadic cases all over the world. In Brazil one could find six
cases of this kind of complication, all as a result of bothropic envenomation. In
five cases the bleeding occured into the brain tissue (intracerebral haemorrhage)
and in one case was extradural with fatal outcome (table). Pituitary haemorrhage
had also been described after Bothrops jararacussu bite followed by acute or
chronic pituitary failure.
Systemic haemorrhage could occur as a result of defibrinogenation caused by
coagulant activity of the venom, but blood incoagulability would not necessarily
result in haemorrhage if the endothelial cells of the small blood vessels are
preserved. If the venom contained sufficient amounts of the haemorrhagins (which
damage the endothelial cells of the small blood vessels) such damage, combined
with incoagulable blood would certainly increase the bleeding problem.
In four cases reported in Brazil there was blood incoagulability but at least in
one case (Kouyoumdjian et a!. 2 ) the clinicál picture from intracranial haemorra-
hage started before it, probably caused by haemorrhagins.
The diagnosis of intracranial haemorrhage should be suspected in patients that
after having been bitten mainly by bothropic snakes become confused with ab-
normality at the levei of consciousness and localized neurological signs. The
presence of haematoma should be searched for by means of a CT-Scan performed
as soon as possible.
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TEIXEIRA (3)
SESSO (4)
SESSO (4)
BARROS (1)
TEKUYA (5)
KOUYOUMDJIAN (2)
YEAR
1943
1954
1954
1986
1990
1990
SNAKE
ACCIDENT
bothropic
bothropic
(B.jararaca)
bothropic
(B.jararacussu)
bothropic
bothropic
bothropic
(B.moojeni)
AGE
-
21
6
13
SEX
-
male
male
male
CLINICAL
hours
3 days
12 hours
4 days
5 hours
PICTURE
(time)
left
hemiplegia
left
hemiplegia
mental confusion
unconsciousness
decerebratlion
frontal headache
neck stiffness
mental confusion
unconsciousness
decerebratlion
anisocoria
coma
COAGULATION
blood
incoagulability
blood
incoagulability
blood
incoagulability
late
blood
incoagulability
INTRACRANIAL
HAEMORRHAGE
intracerebral
haemorrhage
intracerebral
haemorrhage
right parietal
intracerebral
haemorrhage
right basal
nuclei
intracerebral
haemorrhage
left parietal
intracerebral
haemorrhage
right frontal
extradural
haematoma
left frontal
OUTCOME
death
death
death
right hemiplegia
aphasia
normal
death
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SNAKEBITE ACCIDENTS IN GOIÁS
Raimundo Nonato Leite Pinto, Hospital de Doenças Tropicais
HDT/SUDS-GO, Goiânia, GO.
In 1989 the Centro de Informações Tóxico-Farmacológicas of Goiás (CIT/SUDS-
GO), reported 1,764 snakebite accidents in the State of Goías. The genus Bothrops
was responsible for 57.8% of the accidents, 15.2% by Crotalus, 4.7% by non
venomous snakes and, in 22.3% of the cases, the snake was not identified. Most
of the accidents where the snake was not identified were treated as caused by
a snake of the genus Bothrops, with good clinicai results, suggesting this caus-
ing agent. In 10% of the cases the snake was brought with the victim. Accord-
ing to the data of geographic distribution of venomous animais by the Núcleo
Regional de Ofiologia de Goiânia (NUROG-UCG/MS), the animais most common
in the States of Goiás, Tocantins and Distrito Federal are Bothrops moojeni Hoge,
Bothrops neuwiedi Wagler, Bothrops alternatus Duméril, Bibron & Duméril, and
Crotalus durlssus collilineatus Amaral. The species Bothrops moojeni has the most
widespread geographic distribution and the highest frequency. Bothrops neuwiedi
shows smaller distribution and lower frequency. Bothrops neuwiedi is represent-
ed by the subspecies Bothrops neuwiedi goyazensis, Bothrops neuwiedi mat-
togrossensis, and Bothrops neuwiedi pauioensis. Only in a small part of the territory
of Goiás, in the south, was the presence of Bothrops alternatus confirmed. The
geographic distribution of Crotalus durissus collilineatus is very large and has a
high frequency, especially in the middle-north of the State of Goiás, State of Tocan¬
tins and Distrito Federal. In 1,301 cases (77.4%) the accidents involved only male
patients. In the age group 13-35 most accidents occurred (49.7%); with 1 7.0%
of the accidents occurring between the ages of 0-12 years. In about 16.4% of
the cases medicai attention was given within the first hour after the accident,
and 62.8% received attention within three hours after the accident. 74.7% of
the accidents involved the lower part of the legs (ankles and feet). Among all
reported accidents 72.6% occurred between October and April, and the months
of June and July (winter) showed the lowest frequency of accidents. The
signs/symptoms most frequent in accidents caused by Bothrops were edema
(90%), pain (78%), blisters (11%) and local hemorrhage (7.4%). In 85.7% of
the cases there was total recovery and in 0.7% the cases resulted in death. In
15.7% of the cases abscesses formed. The aerobic bactéria isolated most
frequently 1 , were Morganella morganii (44.4%), Escherichia coli (20.2%), and
Providencia sp. (13.2%). In vitro, these bactéria showed high sensitivity to chlo-
ranfenicol, which also shows good results in the treatment of anaerobic bactéria
isolated from these abscesses.
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CHEMICAL AND PHARMACOLOGICAL PROPERTIES OF
SCORPION AND SPIDER VENOMS
Carlos Ribeiro Diniz, Department of Biochemistry, Federal
University of Minas Gerais, Belo Horizonte, MG.
The aim of the combined Chemical and pharmacological approach in the study
of venoms is to identify molecular entities responsible for specific pharmacologi¬
cal effects, to study their mechanism of action and hopefully to contribute for
the understanding of the clinicai manifestations and treatment of patients stung
by these animais.
The description of the symptoms and signs of the envenomation produced in
man and experimental animais done by the pioneers of the investigation on scor-
pion and spider venoms in South America: Vital Brazil , 7 H.R. Maurano 6 , J. Vel-
lard , 12 B. Houssay, M. Physalix , 8 O.Magalhães, 5 , O.M. Campos, 7 , P. Carvalho,
A. Barrio \ and others indicated that hardly the effects induced by these ven¬
oms could be explained by presence in the venom of only one active Chemical
entity. In the scorpion the targets of the venom action are the excitable tissues
of the body and more precisely the ion channels. The protein and peptide fractio-
nation methods introduced in the study of venoms by Karl Slotta 11 , and J. Moura
Gonçalves 3 allowed us to separate at least ten neuroactive substances in the
Tityus serrulatus venom . 4 These neurotoxins are comparable to the toxins iso-
lated from the venom of the African scorpion Androctonus australis and to the
toxins of North American (México) scorpion Centruroides s. sufusus in its lethali-
ty to fly larva, and mice either by s.c. or i.c.v. injection. The results are shown
in Table I. The toxicity of Tityus serrulatus venom probably is higher for children .
In the venom of the armed spider Phoneutria nigriventer, using the observa-
tion of appearance of the different signs and symptoms induced in mice by i.p.
injection of P. nigriventer, as classically described by Schenberg and Pereira
Lima, 10 , was possible to isolate four highly purified fractions of this venom. One
of these fractions is a sodium channel ligand 9 . The fractionation of the venom
of Lycosa and Loxosceles has not advanced, but proteases and neurotoxic sub¬
stances were detected in the Lycosa venom.
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TABLEI
Comparison between the activities of different scorpion venoms
and toxins on fly larva and mouse
Sample
Fly larva: CPU 3
p g/100mg
Mouse: LD 50
(s.c.)
p g/20g
(i.c.v.)
ng/20g
AaH venom
0.300 (b)
8.40 (b)
n.d.
TS venom
0.260
17.50
n.d.
AaH IT
0.001 (b,c)
>1000.00
>50 x 103
1
n.t. (b,c)
0.34 (b)
10.0
II
n.t. (b,c)
0.18 (b)
0.5
III
n.t. (b,c)
0.45 (b)
7.0
Css II
>2.000
0.5
5
Css VI
>1.000
0.05
1.7
Ts 1
>1.780
3.50
24.0
II
>1.780
3.70
6.0
III
>2.800
2.70
80.0
IV
>2.800
0.40
24.0
VI
0.091
8.50
2.5
VII
0.046
4.70
0.6
VIII
0.051
7.20
11.0
AaH: Androctonus australis Hector; Css: Centruroides suffusus suffusus;
Ts: Tityus serrulatus; n.d. not determined, nt: non-toxic; s.c.: subcutaneous; i.c.v
intracerebroventricular; a CPU: contraction paralysis unit, (4); (b,c) according to
Zlotkin et ai
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PHARMACOLOGY OF TITYUS SERRULATUS
SCORPION VENOM
Lineu Freire-Maia, Departamento de Farmacologia. ICB-UFMG.
Belo Florizonte, MG.
ABSTRACT: The data presented in this lecture seem to indicate that the effects
evoked by scorpion toxins, obtained from Tityus serrulatus scorpion venom are
due to actions on specific sites of sodium channels, with a subsequent depolari-
zation of the membranes. The respiratory arrhythmias are due, at least in part,
to depolarizations of visceral afferent fibers, induced by the toxin, whereas the
other effects are mainly due to release from nerve endings of Chemical media-
tors, such as acetylcholine and catecholamines.
KEYWORDS: Scorpion venom; pharmacology.
INTRODUCTION
Scientists all over the world have been interested in scorpion venoms because
of the high incidence of fatal cases of scorpion poisoning. 21 I will describe in this
lecture the pharmacology of the venom obtained from the South American scor¬
pion Tityus serrulatus Lutz & Mello 1922.
Cardiovascular effects. Intravenous injection of crude venom or purified
toxins 29 obtained from T. serrulatus scorpion venom in rats or dogs induced an
acute arterial hypertension, due to the release of catecholamines from adrenal
glands and postganglionic nerve endings; the catecholamines acting on alpha
adrenergic receptors would increase the peripheral resistence; at least, the
catecholamines could act also on beta adrenergic receptors, either increasing the
cardiac contractility or releasing renin from the kidneys 1 ' 10 ' 35 ' 45 .
Scorpion toxin also induces complex cardiac arrhythmias in the rat. Bilateral
cervical vagotomy does not prevent the production of sinus bradycardia, SA block
or AV block, after toxin injection; in vagotomized rats, physostigmine enhances,
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hexamethonium decreases and atropine abolishes the bradycardiac effects.
Moreover, propranolol prevenis or abolishes the sinus tachycardia and changes
the ventricular into a sinus rhythm. Based on the data we have concluded that
the sinus bradycardia, SA and AV block are due to release of acetylcholine by
actions of the toxin on vagai ganglia and postganglionic nerve endings in the heart
whereas the sinus tachycardia, the ventricular ectopic beats and the idioventric-
ular rhythm are caused by activation of beta adrenergic receptors in the heart
by catecholamines released by the toxin. 19 ' 23
The crude venom of the scorpion Tityus serrulatus evokes, in isolated guinea
pig heart, a short-lasting bradycardia followed by a conspicuous increase in the
force and the rate of cardiac contractions, due to a local release of acetylcholine
and noradrenaline 10 . A direct demonstration of the release of noradrenaline in
isolated guinea pig atria by tityustoxin, extracted from the venom of Tityus
serrulatus 29 was also reported 36 .
Experiments performed by our group in isolated guinea pig hearts have also
shown that after the initial events elicited by scorpion toxin, oscillations in heart
rate, contractile force and coronary flow are observed during a period of 5-15
min. Recording of the electrical activity of the heart shows that the oscillations
of rhythm are due to wandering pacemakers; as atropine prevents the appear-
ance of such pacemakers it seems likely that they are related to release of acetyl¬
choline by toxin 1 .
Our group has also performed experiments with toxin, the most important toxin
extracted from T. serrulatus scorpion venom 41 - 43 ' 48 . Injection of toxin in isola¬
ted guinea pig heart evokes complex effects, which could be divided into 3 phases:
an initial phase (tachycardia or bradycardia associated with an increase in con¬
tractile force), an intermediate phase (oscillations of the cardiac rhythm) and a
third phase (sinus tachycardia). The bradycardia and oscillations of rhythm are
cholinergic in nature, whereas the tachycardia and the increase in contractile force
are adrenergic in nature 45 ' 40 .
According to some authors 32 - 33 there is no value of antivenom in the treat-
ment or prevention of the cardiovascular manifestations of scorpion poisoning.
Our group does not agree with this statement, based on laboratory and clinicai
evidences 6 ' 7 ' 20 ' 21 ' 24 .
Recently, we have shown that perfusion of the isolated guinea pig heart with
Locke solution containing 2% of Butantan antivenom prevents almost totally the
cardiovascular effects induced by crude Tityus serrulatus scorpion venom 45 ' 46 .
The treatment of severe cases of scorpion poisoning should be performed in
an Intensive Care Unit, consisting of symptomatic measures, support of vital func-
tions and neutralization of circulating venom 6 ' 7 ' 21 .
Putmonary edema. Many patients stung by scorpions of several species die
with pulmonary edema 21 . It seems that the lung edema would be due, at least
in part, to a heart failure, caused by an increase in afterload, 2 - 27 a decrease of
left ventricular compliance, 34 the presence of a severe sinus tachycardia 10 ' 21 a
myocardial damage 40 and an increase of venous return (preload), caused by dis-
charge of catecholamines 38 ' 44 . Another mechanism contributing to the genesis
of pulmonary edema, following the toxin injection, would be the release of sub-
stances which increase the vascular permeability, such as kinins, histamine and
prostaglandins 5 ' 27 ' 42 .
Respiratory effects. Injections of venoms from several scorpion species producè
complex respiratory arrhythmias, such as tachypnea, hyperpnea, periodic respi-
ration and apnea 21 Experiments performed by our group have shown that bilater¬
al cervical vagotomy and denervation of carotid bodies prevent the gasping, ataxic
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and periodic respiration induced by the toxin 22 . Moreover, local anesthesia of the
cervical vagus nerves with lidocaine abolishes the apnea induced by the toxin 24 .
These experiments seem to indicate that the respiratory arrhythmias evoked by
scorpion toxin are reflex in nature. To test such a hypothesis our group recorded
the action potentials of the vagus and phrenic nerves, simultaneously. The ap¬
nea evoked by scorpion toxin was accompanied by suppression of phrenic nerve
activity, while the action potentials in the vagus nerves were increased in ampli¬
tude and/or frequency. Anesthesia of the vagus nerves with lidocaine or bilateral
vagotomy suppressed the vagus nerve potentials which were present during the
apnea and reestablished the phrenic nerve activity. Based on these data, we have
concluded that the apnea elicited by scorpion toxin is due to a reflex mechanism,
evoked by stimulation of vagai afferent fibers 21 .
Effects on the neuromuscular junction. Injection of Tityus serrulatus scorpion
venom induces the release of an acetylcholine-like substance from the inervated
but not from the denervated rat diaphragm 49 . The release of this substance could
account for the twitches observed and also for the decurarizing activity of scorpi¬
on venom 14 . On the other hand, electrophysiological studies on the action of
tityustoxin, purified from the venom of Tityus serrulatus, on rat phrenic nerve-
diaphragm muscle preparation, have shown that the toxin has a presynaptic and
postsynaptic action at the neuromuscular junction 50 .
Effects on the gastrointestinal System. An intense sialagogue effect, induced
by T. serrulatus scorpion venom in mice, is abolished by atropine, being, there-
fore, cholinergic in nature 15 . Our group has studied the effect induced by a pu¬
rified scorpion toxin in rats. We have shown that the toxin increases the flow,
the kallikrein and amylase secretions. Pharmacological tests have shown that the
increased salivary secretion induced by scorpion toxin in rats is due to choliner¬
gic and adrenergic mechanisms 8 .
Our group has shown that an intravenous injection of a toxin obtained from
T. serrulatus scorpion venom, in anesthetized rats, evokes a dramatic increase
in volume, acid and pepsin output of gastric juice and a significant decrease in
its pH. Acute bilateral cervical or abdominal vagotomy does not prevent the gas¬
tric secretion elicited by toxin, whereas atropine or cimetidine abolish partially
or totally the toxin effects 12 ' 31 . Recently, we have shown that scorpion toxin in¬
duces the release of acetycholine and histamine from rat stomach 13 . Based on
these results, we think that scorpion toxin exerts its action upon the rat stomach
by releasing acetylcholine directly from its nerve endings Stores and by releasing
histamine directly or indirectly from histaminocytes. Release of gastrin from phylor-
ic antrum could also contribute to the overall response in vivo (Cunha-Meio, per-
sonal communication).
Injection of Tityus trinitatis scorpion venom induces an increase in both volume
and amylase secretion from the pancreas of anesthetized dogs 3 . Our group has
studied the effects of a toxin obtained from Tityus serrulatus on pancreatic secre¬
tion, in anesthetized rats. The intravenous injection of toxin causes a striking in¬
crease in flow rate, protein content, kallikrein and amylase activities of the
pancreatic juice. Sub-diaphragmatic bilateral vagotomy does not prevent the pan¬
creatic secretion induced by toxin, but pre-treatment of the rats with atropine
blocks the secretion evoked by toxin. We have presented the hypothesis that the
pancreatic secretion induced by scorpion toxin is due to actions of acetylcholine,
released from postganglionic nerve fibers, on muscarinic receptors 39 . This
hypothesis is supported by in vitro experiments 28 . Venoms from scorpions of the
genus Tityus induce acute pancreatitis in laboratory animais 4 ' 37 .
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Incubation of segments of guinea pig ileum with Tityus serrulatus scorpion ven-
om releases an acetylcholine-like substance which would be responsible by the
contraction of the ileum evoked by the venom 16 . However, our group has shown
that atropine does not prevent totally the contraction evoked by the toxin either
in rat or guinea pig ileum. 11 ' 26 But we have also shown that the toxin releases
acetylcholine from rat and guinea pig ileum, through stimulation of sodium
channels 18 ' 26 . We have postulated, then, that the contraction of intestinal
smooth muscle elicited by scorpion toxin is due to release of acetylcholine and
another Chemical mediator. Based on indirect evidences we presented the
hypothesis that this second mediator could be substance P 11 .
Release of noradrenallne and acetylcholine by scorpion toxins. Many investi-
gators have shown that Tityus serrulatus scorpion venom or one of its purified
toxins (tityustoxin) release noradrenaline and acetylcholine in several preparations,
and that blockade of sodium channels with tetrodotoxin prevents their
release 17 ' 30 ' 47 . It seems likely that scorpion toxin binds to a site different from
the tetrodotoxin-binding site, but its physiological role (e.g. release of acetylcho¬
line) depends on an action on sodium-conducting pore of the channel 9 ' 18 ' 26
RESUMO: Os resultados apresentados nesta conferência parecem indicar que
os efeitos induzidos pelas toxinas de escorpião, obtidas do veneno de Tityus ser¬
rulatus, são devidos a ações em sítios específicos dos canais de sódio, com
despolarização subseqüente das membranas. As arritmias respiratórias são devi¬
das, pelo menos em parte, a despolarizações de fibras aferentes viscerais, induz¬
idas pela toxina, enquanto que os outros efeitos descritos são devidos
principalmente a liberação, pelas terminações nervosas, de mediadores quími¬
cos como a acetilcolina e catecolaminas.
UNITERMOS: Veneno de escorpião; farmacologia.
ACKNOWLEDGEMENTS
The author thanks CNPq (Brazil) for a fellowship and Mrs. Maria Celia Silva
Costa for typing the manuscript.
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PHARMACOLOGY OF PHONEUTRIA VENOM
Marcos Dias Fontana, Department of Pharmacology, Faculty
of Medicai Sciences, State University of Campinas, São Paulo.
Phoneutria nigriventer and P. keyserling (Ctenidae, Labidognata) are very agres-
sive wandering solitary spiders. They are responsible for most human accidents
of araneism in Center East and South of Brazil. Their venoms are neurotoxic and
very potent. 1 ' 3 - 5 The signs and symptoms evoked by them in animais or observed
in human accidents are excruciating pain irradiating from the site of introduction,
painful cramps, tremors, tonic convulsions, spastic paralysis, sialorrhea, sudore-
sis, priapism, tachycardia, arrhytmias and visual disturbances. 1 ' 2 ' 4 The venoms
do not produce local edema or necrosis nor induce blood coagulation or hemoly-
sis. 1 The mechanism of action of P. nigriventer venom was investigated in our
laboratory 5 ' 7 at the isolated rat diaphragm and the isolated guinea pig auricles.
In both preparations it was found that the venom produces effects by activating
the sodium channels. In the rat diaphragm the venom induced depolarization of
the muscle fibre membrane. This effect was abolished by tetrodotoxin (TTX) or
by reduction of Na + concentration in the bath fluid. The venom induced increase
of the frequency of the miniature end plate potentials (m.e.p.p.) was also abolished
by TTX. This last result shows that the sodium channels of the motor nerve ter¬
minal membrane are also activated by the venom.
In the isolated guinea-pig auricles, TTX in concentration that reduces only slight-
ly (23.6 ± 6.2%) the tension of the muscle fibres abolished the remarkable ef¬
fects of the venom on their chronotropism and inotropism. This shows that the
venom acts by activating the sodium channels of the autonomic nerve endings
in the auricles, thereby releasing acetylcholine and norepinephrine.
Phtx 2 , a toxin of 5,000 daltons isolated from P. nigriventer venom by Diniz
is about three times as lethal for mice as the venom (venom LD50 i.v. 377 /xg/kg;
PhTx 2 LD50 i.v. 130 /ig/kg). It activates also the sodium channel being about
18 and 2 times as active as the venom in the rat diaphragm and in the isolated
guinea pig auricles respectively. 6
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ACCIDENTS WITH SPIDERS OF THE PHONEUTRIA GENUS
Fábio Bucaretchi, Centro de Controle de Intoxicações, Facul¬
dade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campi¬
nas (UNICAMP). Campinas, São Paulo.
The spiders of the genus Phoneutria (Perty 1893) are, probably, responsible
for most of the spider accidents in human beings in Brazil. 4 In the State of São
Paulo, where the accidents are notified with higher frequency, they occur mostly
in the beginning of the cold season, in the months of April and May, during the
daytime, and inside the residences. 2 ' 5
Experimental studies demonstrated that the venom acts basically on the sodi-
um channel, inducing depolarization of muscular fibers and sensitive, motor and
autonomic nervous endings. 3 ' 6
Only local signs and symptoms are observed in most of the accidents. Pain
is the most frequent symptom and usually develops immediately after the sting,
which is variable in intensity, and may radiate to the proximal segment, or may
be followed by local sweating, edema, hiperemia, paresthesia and local muscu¬
lar fasciculation. More rarely, especially in children and older patients, systemic
manifestations may be found, being reported: generalized sweating, hipothermia,
vomiting, sialorrhea, visual acuity disturbances, lacrimation, rinorrhea, tachycardia,
cardiac arrythmias, arterial hypotension, priapism, and more rarely, diarrhea,
shock, acute pulmonary edema and cardiorespiratory arrest. 1 ' 2 ' 7 The prognosis
is good and deaths very rare. There are 8 reports of death in the Brazilian litera-
ture since 1 926.
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picada de aranha do gênero Phoneutría SP —- 543 casos: aspectos clínicos e epidemi-
ológicos. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA TROPICAL,
20. Anais. Salvador, 1984. Tema Livre 304.
6. VITAL BRAZIL, 0.; BERNARDO LEITE, G.; FONTANA, M.D. Modo de ação da peçonha
da aranha armadeira, Phoneutria nigriventer (Keyserling, 1891), nas aurículas isoladas
de cobaio. Ciênc. e Cult., 40:181-185, 1988.
7. VITAL BRAZIL & VELLARD, J. Contribuição ao estudo do veneno das aranhas II. Mem.
Inst. Butantan, 2:3-77, 1926.
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ACCIDENTS BY LOXOSCELES
Francisco O. S. França,, Hospital Vital Brazil, Instituto Butan¬
tan, São Paulo.
Spiders of the genus Loxoscetes belonging to the subfamily Loxoscelinae, fa-
mily Scytodidae are distributed in America, Europe, Asia and África. In America
there exist at least 50 species, seven of them in Brazil: L. gaúcho, L. laeta, L.
intermedia, L. adeiaide, L. amazônica, L. similis 4 . Their body length is 1 to 1.5
cm, and with the legs extended up to 4 cm. The color varies from light brown
to dark brown. The spider is commonly known as brown spider or violin spider 3 ' 4 .
In 1989, 403 accidentes were probably caused by spiders of the genus Lox-
osceles, according to data sent by 16 Brazilian States. At the Hospital Vital Brazil
(I.B.) approximately 50 suspected cases of Loxoscelism are treated per year 2 ' 3 .
The spider is shy causing accidentes only when crushed against the skin, as gener-
ally occurs when the victim is dressing, or sleeping. Thus the most frequent sites
of lesions are on the thigh, arm and torso. Seventy percent of the patients seek
medicai help 24 hours after the accident, which coincides with the onset of the
more florid symptoms. In at least 10% of the cases, the spider is recovered 2 .
The clinicai response may vary from a slight local reaction to death. The syste-
mic reaction is not necessarily proportional to the local reaction and vice-versa
as the systemic symptoms may develop before any local reaction is noted. The
evolution of the symptoms is related to the amount of injected venom, the locali-
zation of the bite and the immunological condition of the patient. Loxoscelism
may present itself clinically as a cutaneous form (97% of the cases) or as
cutaneous-visceral form (3%) 2 . Up to now, routine tests for the diagnosis of Lox¬
oscelism do not exist 7 .
The bite causes a slight transitory pain about 2 to 8 hours after the accident
and pruritus as well as formication, pain and local erythema may arise. Afterwards
a central ecchymosis appears and gradually expands. It is characterized by ir¬
regular margins, surrounded by an aureola of paleness and erythema, that in 90%
of the cases evolves to a central necrosis 7 . This lesion called plaque, is of a vari-
able extention and lies on an edematous and infiltered layer. Usually the lesion
is painful and is not accompanied by enlargement of local lymph nodes 6 .
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The appearance of vesicles and blisters with a serous or serous hemorrhagic con-
tent and posterior ulceration is not uncommon. Cicatrization is slow, with a mum-
mified central area, generally occurring within the first 4 weeks. The wound may
develop a residual scab or cheloid. In 5% of the cases, mainly on the face, an
edematous form occurs that is not necrotic being characterized by an extense
phlogistic process. Some signs and/or systemic symptoms with fever, indisposi-
tion, migraine, headache, nausea, vomiting, myalgia, exanthema may occur in
variable percentage (25-75%) of the cases.
The cutaneous-visceral form is characterized by the presence of clinically evi-
dent hemolysis in addition to the cutaneous lesion and signs and systemic sym¬
ptoms described earlier. The onset of the hemolytic process occurs within the
first two days in nearly all the cases. The patients develop hemolysis, hemolytic
anemia, icterus, hemoglobinuria, hematúria, that may evolve with acute insuffi
ciency, DIC, convulsion and coma. This syndrome does not have any connec-
tion with sex and age of the patient, season, site and seriousness of the lesion 6 ' 7 .
Specific serumtherapy using either antiloxoscelic serum (ALS) or antiarachnidic
serum (AAS) is recommended for both forms of Loxoscelism. For the cutaneous
forms, 5 ampoules of ALS or AAS are indicated, preferentially by the intravenous
route. Several authors recommend also the use of DDS (diamine-diphenyl-
sulphona) in an oral dosage of 50 to 200 mg/day. The use of antihistamines,
corticoids and early surgical excision have been disputed 5 - 7 . In the case of residu¬
al lesions, surgical correction may be necessary. For the cutaneous-visceral form,
10 ampoules of LAS or AAS are indicated. The use of corticotherapy is recom¬
mended. Also, general rules of support are necessary, with special regard to the
evaluation of the renal function and the hematologic parameters.
REFERENCES
1. BRASIL. Ministério da Saúde. SNABS. Al. Aracnídlcos. Boletim n° 23. 1990.
2. CARDOSO, J. L. C. et alii. Loxoscelismo: estudo de 244 casos. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE DERMATOLOGIA, 24, e JORNADA BRASILEIRA DE DERMATOLO¬
GIA SANITÁRIA, 1. Resumos. 1977.
3. CARDOSO, J. L. C.; FRANÇA, F.O.S.; VON EICKSTEDT, V.R.D.; BORGES, I.;
NOGUEIRA, M. T. Loxoscelismo: estudo de 242 casos (1980-1984). Rev. Soc. bras.
Toxicol., 7:58-60, 1988.
4. LUCAS, S. Spiders in Brazil. Toxicon, 26: 759-72, 1988.
5. REES, R.S. et alii. Brown recluse spider bite: a comparison of early surgical excision
and Dapsone and delayed surgical excision. Ann. Surg., 202: 126-130, 1985.
6. SCHENONE, H., SAAVEDRA, T.; ROJAS, A.; VILLARROEL, F. Loxoscelismo en Chile:
estúdios epidemiológicos, clínicos y experimentales. Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo,
37:403-15, 1989.
7. WASSERMAN, E. J. et alii. Loxoscelism and necrotic arachnidism. J. Toxicol. Clin.,
27:451-72, 1983/1984.
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01. NOMENCLATURA EM TOXINOLOGIA: PEÇONHA OU VENENOS?
José Carlos de Freitas, Instituto de Biociências, USP. São Paulo.
Em todos os níveis da escala filogenética encontramos exemplos de ataque, defesa e outros com¬
portamentos baseados em substâncias repelentes, paralisantes ou de outras ações biológicas.
Durante milhões de anos de evolução os organismos desenvolveram um refinamento destas subs¬
tâncias para a captura de presas e defesa química e a nomenclatura adotada em toxinologia leva
em conta esses aspectos. RUSSELL (1967, 1971) enfatizou que animais venenosos ou peço¬
nhentos são encontrados em cada filo, fazendo exceção às Aves e as propriedades das toxinas
de peçonhas diferem muito das toxinas presentes nos venenos, mesmo em representantes de
um mesmo filo. F.E. RUSSELL (comunicação pessoal) ainda considerou o termo biotoxina um
pleonasmo, uma vez que o termo toxina já denota sua origem biológica. VITAL-BRAZIL (1973)
empregou os termos peçonhas e venenos considerando as propriedades farmacológicas das to¬
xinas integrantes. Nesta mesma data FREYVOGEL & PERRET conceituaram venenos (do inglês
"poisons"), produtos metabólicos produzidos ou estocados em órgãos, que em condições na¬
turais afetam por ingestão e artificialmente podem atuar pela via parenteral. As peçonhas (do
inglês "Venoms") originam-se em glândulas especializadas dotadas de dutos secretores asso¬
ciadas ou não a estruturas inoculadoras, atuam pela via parenteral e podem ser destruídas quan¬
do ingeridas.
02. CROTOXIN, THE NEUROTOXIN FROM THE VENOM OF CROTALUS DURISSUS CASCAVELLA.
Barbara Exceli Hawgood, Dep. Farmacologia, Unicamp, Campinas S.P.
Crotoxin is a complex of 2 polypeptide subunits (i) a basic phospholipase A2 and (ii) a modified
phospholipase A 2 that lacks enzymic activity. The subunits can be readily separated but must
combine for high neurotoxic potency (Bon et ai, 1989). Crotoxin produces respiratory paralysis
primarily by blocking the release of transmitter from motor nerve terminais in the diaphragm.
Unlike botulinum toxin, it does not cross the membrane to act internally (Trivedi et ai,, 1989).
Crotoxin produces a complex series of changes in both spontaneous and nerve-evoked transmit¬
ter release prior to complete blockade of neurotransmission. Although phospholipase A 2 activity
is involved in the neurotoxic action, there is no evidence that either production of prostaglandins
(Edwards et. ai,, 1990) or activation of protein kinase C (Rodrigues-Simioni et al, 1990) is en-
volved in any of the stages. It has been proposed that crotoxin acts by producing localized hydrolysis
of membrane phospholipids at transmitter release sites in the nerve terminal (Hawgood, 1989).
In experimental animais, crotoxin can also produce focal lesions in skeletal muscle, kidneys and
lung.
Bon, C., Bouchier, C., Choumet, V., Faure, G., Jiang, M., Lambezat, M., Radvanyi, F., Saliou,
B. (1989) Acta Physiol. Pharmac. Lat. Americ. 39, 439.
Edwards, J., Hawgood, B.J., Smith, I.C.H. (1990) Toxicon in press.
Hawgood (Exceli), B.J. (1989) Acta Physiol. Pharmac. Lat. Amer. 39, 397.
Rodrigues-Simioni, L., Hawgood, B.J., Smith, I.C.H. (1990) Toxicon in press.
Trivedi, S., Kaiser, L, Tanaka, M., Simpson, L. (1989), J. Pharmac. exp. Ther. 251, 490.
03. ESTUDO DA COAGULAÇÃO EM ACIDENTE CROTÁLICO EM REGIÃO DE C. d. cascavella. Hui
1 N. Fan (1); José Ft.F. Oliveira (2); Francisco O.S. França (1 ); Sandra C. B. Castro (3); João L.
C. Cardoso (1); Aura S. Kamiguti (3).
(1) Hospital Vital Brazil e (3) Seção de Hematologia do Inst. Butantan, S. Paulo, SP.
(2) Hospital Giselda Trigueiro da Universidade do Rio Grande do Norte, Natal, RN.
Dados sobre acidente crotálico no Brasil têm sido referidos para regiões de distribuição de C.
d. terrificuse C. d. collilineatus, correspondendo às regiões sul, sudeste e centro oeste do Brasil.
No presente estudo são reportados dois acidentes humanos com diagnóstico clínico de acidente
crotálico, ocorridos no Rio Grande do Norte, área de distribuição geográfica de C. d. cascavella.
Do ponto de vista clínico-laboratorial, foram observados nos dois pacientes fenômenos neuro-
paralíticos (ptose palpebral, oftalmoplegia, midríase, sialorréia), miotóxicos (míalgia generaliza¬
da, urina de cor escura), e sangue incoagulável, quando na admissão hospitalar.
Ambos foram classificados como acidentes moderados, sendo efetuados os seguintes testes la¬
boratoriais: tempo de protombina; tempo de tromboplastina parcial ativado; dosagem de fibrino-
gênio e dos produtos de degradação do fibrinogênio (e fibrina); teste de d-dímero e de mioglobina
monitorados de 6 em 6 horas até a alta dos pacientes. Foram submetidos à terapêutica com
antiveneno específico, cuja evolução ocorreu sem complicações e com normalização das altera¬
ções laboratoriais em 24 horas. Esta apresentação tem por objetivo fornecer subsídios ao me¬
lhor conhecimento dos aspectos regionais do ofidismo no Brasil.
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04. ESTUDO DE VARIAÇÕES CONFORMACIONAIS DA CROTOXINA, FOSFOLIPASE E CROTAPOTI-
NA EM SOLUÇÃO POR SAXS. José Ramon Beltranl 1); Carlos Julio Laurel 2).
(1) Departamento de Física — IBILCE — UNESP — São José do Rio Preto.
(2) Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
Mediante a técnica de espalhamento de raios X a baixo ângulo, estudaram-se a forma e tama¬
nho do complexo crotoxina, proteína neurotóxica extraída do veneno da Crotalus durissus terrifi-
cus, em diferentes condições de concentração (60, 50, 40, 30 e 20 mg/ml), pH 1,5 e temperatura
de 24°C, visando a determinação dos seguintes parâmetros estruturais: raio de giro Rg, volume
hidratado V, área da superfície da proteína S e máxima dimensão D da molécula. O estudo quali¬
tativo das curvas da função/distribuição de distâncias P(r) confirma claramente a presença no
complexo crotoxina de duas proteínas associadas (crotapotina e fosfolipase) se as comparar-
-mos com as funções P(r) calculadas usando modelos de agregados diméricos para elipsóides
de revolução prolatos (O. Glatter, J. Appl. Cryst., 12, 166, 1979). Um estudo similar das curvas
de espalhamento e as funções P(r) foi feito para a crotapotina e fosfolipase com o objetivo de
estabelecer o tipo de enlace dimérico no complexo crotoxina.
05. BIODISTRIBUIÇÃO DE CROTOXINA NATIVA E IRRADIADA EM ÓRGÃOS DE CAMUNDONGOS
USANDO COMO TRAÇADOR 0 I. Nanei do Nascimento (1); Miriam C. Guarnieri Cruz (1)
Ulysses Tomac Jr. (1); Heitor F. de Andrade Jr. (2); José Roberto Rogero (1).
(1) Div. de Radiobiologia, IPEN, São Paulo, SP: (2) Lab. de Protozoologia, IMT, USP, São Paulo, SP.
A crotoxina, por ser o principal componente do veneno crotálico, tem sido alvo de estudos que
visam elucidar seus aspectos bioquímicos e farmacológicos. O presente trabalho tem como ob¬
jetivo comparar a biodistribuição da crotoxina nativa e irradiada (2000 Gy) em órgãos de camun¬
dongos, dado que essa proteína quando submetida à radiação ionizante tem sua toxicidade reduzida
preservando no entanto sua propriedade antigênica. Para esse ensaio, as amostras foram mar¬
cadas com 125 l e inoculadas separadamente em grupos de 10 animais í-30g) por via endove¬
nosa. Os animais foram sacrificados após 0,25; 1; 2; 3; 5 e 24 horas, sendo retirados os seus
órgãos para posterior contagem em um contador Nuclear Chicago. A presença de crotoxina irra¬
diada ou não foi dada relacionando-se as contagens por minuto com o peso do órgão (mg). Os
resultados mostraram um acúmulo significativo da proteína marcada no fígado, baço, músculo
e cérebro com pico na terceira hora tanto para crotoxina nativa quanto para a irradiada. Numa
análise inicial dos dados obtidos para o rim podemos verificar que ocorre uma concentração de
crotoxina nativa nas primeiras 3 horas nesse órgão, o que não é observado com a crotoxina sub¬
metida à radiação. Sendo assim, aparentemente o rim funciona somente como órgão de elimi¬
nação no caso da crotoxina irradiada.
06. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS SERPENTES CROTALUS DURISSUS VARIEDADE CROTAMI-
NA POSITIVO NOS ESTADOS DE MATO GROSSO E MATO GROSSO DO SUL. Silveira U.S. (1);
Diniz M.R.V. (2); Santos, S.M. (3).
(1) Departamento de Toxicologia e Farmacologia MS; (2,3) Fundação Ezequiel Dias MG.
Introdução — Schenberg (1959) determinou a distribuição geográfica das serpentes Crotalus
durissus v ariedade crotamina positivo para o Estado de São Paulo, Diniz et al. (1988) determina¬
ram esta distribuição para o Estado de Minas Gerais. Pretendemos concluir verificando até que
paralelo é possível encontrar serpentes crotalus com esta propriedade.
Objetivo — Conhecer a distribuição de populações de serpentes Crotalus durissus variedade cro¬
tamina positivo a oeste dos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
Materiais e Métodos — Foram testados venenos de serpentes Crotalus durissus coletados indivi¬
dualmente. Aplicou-se 0,5 mg de veneno em cada camundongo Mus musculus com peso entre
18 a 22 g, via subcutânea e aguardou-se 30 min. para surgimento do sintoma de paralisia dos
membros traseiros. Foram utilizados 2 camundongos para cada veneno testado.
Resultados — Os mapas demonstram a distribuição dos dois Estados.
Mato Grosso
Conclusões — Verificou-se que as populações variedades crotamina positivo se encontram pró¬
ximas ao Rio Paraná e ao Sul do Estado de Mato Grosso do Sul. Para Oeste e Norte do Estado
e no Estado de Mato Grosso a Crotamina praticamente não é encontrada.
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07. MICRURUS NIGROCINCTUS VENOM INDUCED EFFECTS ON ISOLATED MOUSE PHRENIC NERVE
DIAPHRAGM AND CHICK BIVENTER CERVICIS PREPARATIONS. Léa Rodrigues Simioni 1 , José
C. Cogo\ José Maria Gutierrez, 2 , Júlia Prado Franceschi^. Departamento de Farmacologia,
FCM/UNICAMP — Campinas (SP) 1 . Instituto Clodomiro Picado, Universidade Costa Rica, Costa
Rica 2 .
The effect of Micrurus nigrocinctus venom was studied in the isolated mouse phrenic nerve di-
aphragm and chick biventer cervicis preparations. A dose-dependent (5,10,20 and 40 ug/ml)
blockade was observed in the mouse phrenic nerve diaphragm in response to direct or indirect
stimulation. The addition of neostigmine (5-10 ug/ml) induced partial and rapid reversal followed
by Progressive blockade. In the biventer cervicis, the blockade and contracture evoked by the
venom were more intense and faster than in the mouse phrenic nerve diaphragm preparation
and it was not reversed by several washings or by neostigmine. The response of curarised prepa¬
rations, directed stimulated, were blocked by the venom. In the mouse diaphragm the venom
was able to diminish both frequency (within 15 minutes) and amplitude (after 45 minutes) of
the m.e.p.p.s. as well as the resting potential membrane. These results suggest that M. nigrocinctus
venom exerts a presynaptic action. In addition, creatinine kinase release was generally increased
by 9 fold above pre-venom values in both preparations according to the myonecrosis previously
described (Gutierrez et al., 1980). Gutierrez, J.M.; Chaves, F.; Rojas, E. and Bolanos, R. Toxi-
con 18: 633-639 1980.
08. PHILODRYAS OLFERSII: MORPHOLOGICAL, HISTOCHEMICAL STUDIES OF DUVERNOVS
GLAND. VENOM EXTRACTION. M. Graça Salomão ", G. Puorto', Fátima Furtado", Sawaya,
P .''' "Seção de Flerpetologia, * "Seção de Venenos — Instituto Butantan, """Depto. Fisiol.
IBUSP.
Envenomations by the snake Philodryas olfersii cause serious local effects, mainly hemorrhage
and edema. P. olfersii, a Colubridae-Xenodontinae is an opisthoglyphous snake (Lichtenstein,
1823) with a well developed Duvernoy's gland connected with a grooved tooth. These glands
are located in the postocular region, behind the supralabial glands. Comparing the size of the
Duvernoy's gland of P. olfersii to Sibynomorphus mikani (aglyphous colubrid snake), Bothrops
jararaca and Micrurus frontalis (venomous viperid and elapid snakes), was found the value of
15x7 mm for P olfersii, 20 x 10 mm for B. jararaca and M. frontalis and only 1.0 x 1.5 mm
for S. mikani. The glandular duct is central in P. olfersii and S. mikani, resulting from the con-
fluence of the acinous ducts, while in the venomous snakes the tubules join to form an anterior
ejector canal. Flistological studies of Duvernoy's gland showed a predominance of serous cells
in. P. olfersii (80%). Flowever, the mucous cells (70%) predominated in S. mikani. While in B.
jararaca and M. frontalis mucous cells are found only in the accessories glands. The ultra-structure
of Duvernoy’s gland cells showed strong eletro-dense secretion granules in P. olfersii, similar
to those of B. jararaca and M. frontalis. Flistochemical analysis showed also differences in the
polysaccharides and amino-acids contents of the Duvernoy's gland cells. While in P. olfersii was
found only neutral polysaccharides, in S. mikani were present neutral, acidic and sulphated ones.
No stain was obtained in B. jararaca, and M. frontalis. The detection of amino-acids showed
the presence of arginine, tryptophan, hystidine and lysine in all examined glands. Tyrosine was
absent only in B. jararaca.
Considering the position of the fangs at the end of the maxilla in P. olfersii, which makes difficult
to extract the venom, milking was achieved by introducing the fangs into 100 /xl micropipettes.
As for the venom from S. mikani, this was obtained after trituration of the removed Duvernoy's
glands. When compared to the venom of. B. jararaca, the protein content of P. olfersii is 75%,
while of the S. mikani only 7.5%. The proteolytic activity of the venom of P. olfersii was 208%
more than B. jararaca, and S. mikani was 16% from that. Doses of 45 ug i.p. in mice (18-22g)
killed more than 50%.
09. BIOLOGICAL AND BIOCHEMICAL CHARACTERIZATION OF THE VENOM OF PHILODRYAS OL-
FERSII. Marina T. Assakura (1); Maria da Graça Salomão (2); Giuseppe Puorto (2); Fajga R. Man-
delbaum (1).
(1) Serviço de Bioquímica e (2) Secção de Herpetologia, Instituto Butantan, São Paulo, SP.
Accidents with the opístoglyphous colubrid snake Philodryas olfersii âre rare. However, enveno¬
mations are very serious. The local symptoms are extensive hemorrhage and edema. Analysis
of venom by polyacrylamide gel electrophoresis (PAGE) showed a major band and a great num-
ber of protein bands with low concentrations. Biological and biochemical studies were performed
with venom. Hemorrhagic activity is very strong in this venom, the minimum hemorrhagic dose
(MHD) to produce a spot of 1 cm 2 was 0.5 /xg, as tested by intradermal injection in mice. The
hemorrhagic principie of this venom is antigenically different from the hemorrhagic principies of
the Viperinae and Crotalinae subfamilies. This venom did not cross-react with antibodies to the
hemorrhagic factors isolated from the venoms of B. neuwiedi and B. jararaca. Also the venom
was not neutralized by these antisera. It has no thrombin-like activity, as no clotting was ob-
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served in horse plasma or human fibrinogen. Plasma or fibrinogen previously incubated with this
venom prolonged the clotting time of thrombín or bathroxobin. The clotting time increased with
the increasing of the incubation time of plasma or fibrinogen with the venom of P. olfersii. Hu¬
man fibrinogen incubated with the venom at the proportion 20:1 (w/w) showed in SDS-PAGE
the destruction of A a and B /3-chains after 3 min. The y-fibrogen Chain remained unchanged
even after 2 h of hydrolysis. The enzyme has also a high collagenolytic activity. Collagen type
I was incubated with the venom at the proportion 20:1. Hydrolysis of all chains was observed
already in 30 min and total destruction of the collagen was achieved at 24 h.
10. CARACTERIZAÇÃO EDEMATOGÊNICA DE VENENOS CROTALÍNEOS DA AMÉRICA DO SUL. An¬
drade. S.fí.M.; Martins, M.M.; Sanchez, E.F. (FUNED-MG); Diniz, C.Ft. e Ferreira-Alves, D.L.
(ICB-UFMG, Belo Horizonte-MG).
Embora o edema seja o indicador da severidade de muitos acidentes com viperídeos e mesmo
de alguns elapídeos, o parâmetro foi desconsiderado na caracterização toxicológica laboratorial
proposta por Theakston e Reid (Buli. W.H.O. 61(6): 949-956, 1983). Camundongos albinos (Swiss,
18-22 g, FUNED) foram injetados por via intraplantar com 50 p\ de solução de veneno ou 50
/d de salina, a pata contralateral permanecendo como controle - a resposta expressa com A %
do peso das patas. As curvas tempo-resposta indicaram A % máximo de 15 a 20 minutos, exce¬
to B. moojeni, com 30 minutos e as curvas dose-resposta forneceram a ED50 e edema máximo.
ESPÉCIE
ed 50 g
A % Máx.
ESPÉCIE
ed 50
% Máx.
B. jararaca-MG
18,4
71
B. castenaldi-PA
26,0
61
B. jararaca-FUNED
21,1
67
B. jararacussu-MG
9,2
83
Bra - Bot 001
22,6
77
B. leveurus-BA
10,6
72
B. alternatus-RGS
24,2
68
B. moojeni-MG
7,0
88
B. alternatus-Arg.
45,2
77
B. altiplans
22,6
71
B. alternatus L3
13,1
64
B. asper
7,0
79
B. atrox-Peru
30,0
71
C. d. terrificus-MG
32,0
56
B. atrox-PA
39,4
63
C. d. terrificus-Bol.
36,8
53
B. atrox L 24
8,0
75
C. d. collineatrus-GO
9,2
58
B. newiedii-Arg.
13,0
71
L. m. muta-Peru
15,0
76
B. newiedii II
15,0
78
L. m. muta-PA
68
Apoio financeiro: FUNED-CNP q -FAPEMIG
11. EDEMA E PERMEABILIDADE VASCULAR INDUZIDOS PELO VENENO DA BOTHROPS NEUWIE-
Di PAULOENSIS: Ronilson A. Moreno; José E. Zambelli e Júlia Prado-Franceschi.
Departamento de Farmacologia, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP Campinas, São Paulo.
Acidentes botrópicos caracterizam-se por induzir profundas alterações locais traduzidas por vo¬
lumoso edema, hemorragia e necrose do tecido atingido (Vital Brazil, 1982). Na tentativa de
relacionar a atividade edematogênica com alterações na permeabilidade vascular, camundon¬
gos Swiss, machos (20g + 2) foram submetidos a injeção subplantar da peçonha de Bothrops
neuwiedi pauloensis na pata posterior (doses de 0,1 a 2,7 ^g/pata), sendo os animais previa¬
mente tratados com azul de Evans (25 mg/kg). 0 edema foi avaliado pelo aumento do peso da
pata, em diferentes intervalos de tempo, nos quais também foi extraído o conteúdo de corante
em formamida (48 h em banho-maria 37°C). A concentração de azul de Evans foi então deter¬
minada por espectrofotometria (619 nm), comparando-se os valores obtidos com os da curva
padrão. Tanto edema quanto permeabilidade vascular mostraram-se aumentados com maior evi¬
dência entre os tempos de 30 a 60 minutos. A análise estatística dos dados mostrou forte corre¬
lação entre os resultados obtidos para os dois eventos.
12. ESTUDO DA ATIVIDADE MIOTÓXICA DE VENENOS BOTRÓPICOS. Ana M. Moura-da-Silva { 1);
Diva F. Cardoso (1) e Martha M. Tanizaki (2).
(1) Centro de Pesq. e Form. em Imunologia e (2) Serviço de Bioquímica, Instituto Butantan, São
Paulo-SP.
Demonstramos recentemente a existência de antígenos comuns nos venenos botrópicos exceto
para uma banda localizada entre 14 e 18 kDa que se encontra presente apenas em 4 dos 9 ve¬
nenos analisados. Do veneno de B. jararacussu foi isolado por gel filtração em Sephadex G-75
e SP-Sephadex C-25, um componente de baixo peso molecular e que apresenta intensa ativida¬
de miotóxica. Anticorpos preparados contra esse componente purificado reconhecem apenas
uma banda de cerca de 18 kDa nos venenos de B. jararacussu, B. moojeni, B. neuwiedi e B.
pradoi fracionados em SDS-PAGE. A atividade miotóxica do veneno de B. jararacussu é grande¬
mente reduzida pela prévia incubação com os anticorpos obtidos contra o componente purifica¬
do, assim como pelos soros antivenenos miotoxina + . Os venenos que não apresentam o
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componente restrito (miotoxina -) mostram uma baixa atividade miotóxica que não é reduzida
pela prévia incubação com anticorpos antimiotoxina. A letalidade do veneno de B. jararacussu
é reduzida pelos anticorpos antimiotoxina e pelos soros antivenenos miotoxina + e miotoxina
Porém os anticorpos antimiotoxina não são capazes de reduzir a letalidade do veneno de B.
cotiara (miotoxina -i. Os dados apresentados sugerem que a miotoxina é restrita a alguns vene¬
nos botrópicos; que ela participa na letalidade destes venenos e que os anticorpos específicos
são importantes para sua neutralização.
Auxílio CNPq (402.380/89-4/BM/FV/PQ)
13. ESTUDO COMPARATIVO DO EFEITO NEUTRALIZANTE DOS SOROS ANTIBOTRÓPICO (SAB) E
ANTIBOTRÓPICO/CROTÁLICO (SAB-C) SOBRE A ATIVIDADE MIOTÓXICA DO VENENO DE Both-
rops jararacussu (Bjssu) EM CAMUNDONGOS. M. Cristina dos Santos (1); Luís R. C. Gonçalves
(2); Consuelo L. Fortes Dias (4); Yara Cury (2); José Maria Gutierrez (5); M. Fátima D. Furtado (3).
(1) Dept°. lmunologia,ICB-USP, (2) Seção de Fisiopatologia Experimental e (3) Seção de Vene¬
nos do Instituto Butantan, S. Paulo-SP; (4) Fundação Ezequiel Dias, Belo Horizonte—MG; (5)
Instituto Clodomiro Picado, Costa Rica.
A mionecrose é um dos efeitos causados pelo veneno de Bjssu. Deste veneno, foi isolada uma
miotoxina com homologia estrutural à fosfolipase A2 (PLA2i, mas sem atividade enzimática. O
veneno de Crotaius durissus terrificus (Cdt) apresenta uma atividade miotóxica que vem sendo
atribuída à PLA2, o componente básico do complexo orotoxina. Camundongos imunizados com
PLA2, isolada desse complexo, tornaram-se resistentes a ação letal e miotóxica do veneno de
Cdt. Pela técnica de W. Blotting, o veneno de Bjssu apresentou três proteínas com identidade
imunológica à PLA2 da crotoxina. Com base nestes dados, foi comparada a eficiência dos soros
comerciais produzidos pelo Instituto Butantan, o SAB e o SAB-C, na neutralização do veneno
de Bjssu. A neutralização do veneno foi feita "in vitro", incubando-se, por 30 min. a 37° C,
doses fixas de veneno com diferentes concentrações de antivenenos. As misturas foram injeta¬
das, pela via intraperitoneal para avaliação da letalidade, e pela via intramuscular para a avalia¬
ção da mionecrose (dosagem de CK séricol e hemorragia (dosagem da hemoglobina no tecido
muscular). 0 SAB e o SAB-C apresentaram a mesma eficiência em neutralizar a ação hemorrági¬
ca (ED50 28.5 e 27/4 av/mg ven.). Para a ação letal, o SAB apresentou uma potência de 2.4mg/ml,
enquanto que o SAB-C, uma potência de 3.45mg/ml e para a ação miotóxica, o SAB e o SAB-C
apresentaram, respectivamente, ED50 de 560 e 140/4 av/mg ven., demonstrando que o SAB-C
possui uma capacidade sensivelmente maior em neutralizar essas atividades. Esses dados suge¬
rem que o tratamento com o SAB-C poderia ser vantajoso nos casos de acidentes causados por
B. jararacussu.
14. LESÃO MUSCULAR PRODUZIDA POR VENENO DE ABELHAS AFRICANIZADAS (VAA) EM RA¬
TOS. Azevedo-Marques, M.M. (V, Ferreira, D.B. (2) e Costa, R. S. (2).
(1) Dept° de Clínica Médica e (2) Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.
Neste trabalho são descritas as alterações anátomo-patológicas observadas à microscopia ópti¬
ca em diferentes tipos de tecido muscular sob a ação de VAA.
Foram inoculados 80 ratos machos Wistar com 1,5 /4/100 g de peso de VAA por 4 vias. Colhido
sangue por punção cardíaca, sob anestesia, até o sacrifício do anima' pós 4, 7 e 24 h da ino¬
culação, nos injetados por via subcutânea (SC), intramuscular (IM) e intraperitoneal (IP) e aos
2 minutos nos injetados por via endovenosa (EV). Os 80 ratos do grupo controle receberam igual
volume, pelas mesmas vias, de solução 0,15M de salina. As enzimas séricas creatinoquínase
(CK) e aspartato aminotransferase (AST) foram quantificadas, em U/l, em pool de soro de 8 ani¬
mais, usando teste U/V optimizado. Os fragmentos de musculo cardíaco e esquelético colhidos
no local e à distância, colocados em formol tamponado a 10%, incluídos em parafina, cortados
em espessura de 4/i, foram analisados em lâminas coradas pela hematoxilina-eosina (HE) e fos-
fotungstica (PTAH).
1) Valores das enzimas séricas em U/L ( ) grupos controle.
IM
IP
SC
EV (2 minutos)
X AST
4 h CK
476 ( 75)
1490 (423)
1740 ( 75)
20060 (334)
200 (120)
520 (468)
440 ( 85)
1940 (386)
487 ( 72)
220 (149)
1440 ( 75)
8460 (357)
140 ( 75)
423 (334)
391 ( 68)
149 (125)
520 ( 52)
453 (190)
140 ( 75)
423 (371)
(2) Microscopia: alterações observadas nos 3 horários. Via SC - necrose lítica adiposo-muscular,
infiltrado inflamatório agudo (iia); IM - edema, hemorragia, iia, mionecrose-miocitólise (m-m);
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IP - iia,m-m da parede abdominal. Nestas 3 vias não foram encontradas lesões musculares à
distância. Via EV - iia, m-m em áreas irregulares em diversos músculos. Não houve lesões mio-
cárdicas em nenhum dos grupos.
Conclusões: II O VAÁ apresenta atividade miotóxica local e sistêmica, dependendo da via de
inoculação; 2) As enzimas séricas traduzem a intensidade das lesões musculares de acordo com
a via utilizada. Em ordem decrescente de valores IP, EV, IM e SC.
15. ESTUDO DA ATIVIDADE MIOTÓXICA DA BOTHROPSTOXINA. P.A. Me/od); M. I. Hornsi- Bran¬
deburgo (2); J. R. Giglio (3); G. Suarez-Kurtz I 1).
(11 Dep. de Farmacologia, ICB, UFRJ; (2) Dep. Geociências, Inst. Biociências, UNESP, S. J. Rio
Preto, SP; (3) Dep. Bioquímica, USP, R. Preto, SP.
O veneno de B. jararacussu é veneno crotalídeo que tem sido estudado em nosso meio e dele
foram extraídos vários componentes com atividade miotóxica. O objetivo de nosso trabalho foi
de testar em nossos modelos experimentais a atividade miotóxica de uma proteína isolada do
veneno de B. jararacussu por Homsi-Brandeburgo et al. (Toxicon 26, 1988) denominada Both-
ropstoxina (BthTxl. Nos experimentos "in vitro" usamos o músculo extensor digitorum longus
de camundongos banhados em meio nutridor e medimos o efluxo da enzima sarcoplasmática
creatinofosfoquinase (CK). Este meio era renovado a cada 40 min, quando passamos então a
acrescentar as substâncias em estudo. A BthTx (25 ^g/ml) aumentou o efluxo basal de CK de
0,26 + 0,03 U.g^h ' 1 (n = 181 para 7,18 + 2,54 U.g^h -1 (n = 9) após 160 min de exposi¬
ção. Ao acrescentarmos simultaneamente a BthTx heparina (50^g/ml, n = 41 ou Wedelolacto-
na (10 /rg/ml, n = 4), a atividade miotóxica da BthTx foi completamente bloqueada. Nos
experimentos ''in vivo" camundongos receberam injeção I.M. de BthTx (1 /rg/g) e medimos o
aumento da atividade de CK no plasma após a injeção. Os animais pré-tratados com Wedelolac-
tona (1 nglçj) previamente ou associado a BthTx tiveram reduzidos em cerca de 40% a atividade
de CK no plasma. Heparina 5 /xg/g em mistura com a BthTx I.M. bloqueou a atividade miotóxica
da BthTx.
Apoio: CNPq, FINEP, CEPG-UFRJ
16. PLATELET AGGREGATION AND HYDROLYSIS OF COLLAGEN, FIBRONECTIN, FIBRIN AND Fl-
BRINOGEN BY TWO BASIC SERINE PROTEINASES ISOLATED FROM BOTHROPS MOOJENI
VENOM. Solange M.T. Serrano (1); Maria F.C. Matos! 2); Misako U. Sampaio (2); Cláudio A.M.
Sampaio (2); Fajga R. Mandelbaum (1).
(1) Serviço de Bioquímica, Instituto Butantan e (2) Departamento de Bioquímica, Escola Paulista
de Medicina.
The local effects and the disturbs in blood coagulation observed in the envenomation by Bothrops
moojeni are attributed to various proteinases present in this venom. It presents a high content
of basic components. Two proteinases with distinct specificities were purified from the basic fraction
by gel-filtration on Sephadex G-100, followed by adsorption of the acidic components to DEAE-
Sephacel (pH 7.5). Isolation was achieved by ion-exchange chromatography on SP-Sephadex
C-50 (pH 7.5). They are free of hemorrhagic, blood-clotting and phospholipase A 2 activities, but
still present 15% of the caseinolytic activity present in the crude venom. Both proteinases hydro-
lyze natural substrates such as fibrinogen, fibronectin and type I collagen.Proteinase I is more
active on collagen than proteinase II. Proteinase I hydrolyzes the 7 , 0, a 1 (I) and a 2 (I) chains
of the collagen giving a great number of peptides of M.W. ranging from 80,000 to 10,000. On
the other hand proteinase II hydrolyzes only 7 and (3 chains very, slowly, producing peptides of
high molecular weight (100,000 to 80,000). Fibrinogen and fibronectin were similarly degraded
by both enzymes. The two proteinases are distinguished by the following properties:
A — Proteinase I not only causes platelet aggregation at a concentration of 10 ' 8 M but also en-
hances the ADP aggregating activity. It does not hydrolyze fibrin and has low activity on TAME
(26 ftM/min/mg).
B — Proteinase II hydrolyzes fibrin and has high activity on TAME (144 íiM/min/mg).
17. EFEITO DO VENENO DE Bothrops erythromeias NA AGREGAÇÃO PLAQUETÁRIA. Aldete Zap-
pellini e Júiia Prado-Franceschi.
Departamento de Farmacologia, Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP Campinas, São Paulo.
Investigou-se 0 efeito do veneno de B. erythromeias na agregação de plaquetas humanas lava¬
das induzida por trombina (2,9 U/ml). O emprego de plaquetas lavadas justifica-se pela elevada
atividade coagulante deste veneno em plasma. Sangue de voluntários adultos e sadios, que se
abstiveram de drogas antiinflamatórias não esteroidais por pelo menos uma semana, foi coleta¬
do em citrato de sódio 3,8% (9:1). O plasma rico em plaquetas foi centrifugado (2700 rpm por
12 min.) e o pellet, ressuspendido em solução de Tyrode sem cálcio, na presença de lloprost
(300 ng/ml). Após recentrifugação, o pellet foi ressuspendido em solução de Tyrode com cálcio
(2,5 mMI. Verificou-se que o veneno, nas doses utilizadas (5 a 80 /xg/ml), inibiu a agregação
plaquetária de forma dose-dependente. Considerando-se a hipótese de que fosfolipases presen-
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tes nos venenos botrópicos parecem inibir o efeito agregante (Zingali et al., 1988), pesquisou-se
ainda a correlação entre as atividades fosfolipásica e antiagregante nas frações obtidas em Se-
phadex G-75. A possibilidade de que proteases presentes no veneno atuem degradando a trom-
bina também foi examinada.
18. PADRONIZAÇÃO DOS MÉTODOS DE ESTUDOS DA ATIVIDADE COAGULANTE DE VENENOS
IVEN.) OFÍDICOS EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO. Sadala, L. - Fundação Ezequiel Dias IFU-
NED); Diniz, C. R.& Ferreira-Alves, D.L. — ICB-UFMG, Belo Horizonte.
No ven. das viperldeas encontram-se enzimas "thrombin-like'', que transformam fibrinogênio
em fibrina e procoagulantes, que ativam fator X. Visamos padronizar este estudo em plasma
de ratos (P) e camundongos, nos quais se determinam capacidade letal, hemorrágica, necro-
sante, miotóxica, defibrinogenante, etc. dos ven. ofidícos. A 37°C, tubos de hemólise recebe¬
ram soluções na ordem: substrato (S), fibrinogênio humano (F) 6 % em salina (sal.) 0,15 M ou
P em citrato (cit) 4% ou cit + heparina (cit. hep) 4 U/ml; sal.; ven. C. d. terrificus (VC) e 6 .
jararaca (VB) — FUNED; cálcio (Ca) em tampão Tris-HCI 0,04M, pH 8,0 ou água. 0 tempo de
coagulação (TC, procedimento padrão) mínimo foi de 15 seg. Expressou-se a velocidade relati¬
va de coagulação: VR = 15/TC. Para 100 /xl F + 50 /d VC ou VB (125 /ig/ml sal. 0,15M) +
50 /iI sal. 0,15 M + 50 /rl Ca 0,01 - 0.20 M em tampão, a curva de ativação pelo Ca foi em
V invertido e VR atingiu max. em Ca 0,05 M seguida de inibição pelo aumento da força iônica
(Fl) em alto Ca. Já em meios de menor Fl: 200 /il P + 50 /al VC (500 g/ml) ou VB (250 /ag/ml
sal. 0,15 M) + 100 /tl Ca 0,01 - 0,20 M em água, a curva exibe platô em Ca 0,01 - 0,075
M para VC e 0,037 - 0,1 M para VB, seguido de inibição. Quanto à influência da Fl em 200
/al P + 50 /al VC (500 /tg/ml) ou VB (250/ag/ml sal. 0,03 M) + 100 /al Ca 0,05 M em água +
100 /al sal. 0,0047 - 0,61 M, vimos que VR aumenta inversamente à salinidade. Nas curvas de
tS] : 10-200 /al P + 0 - 90/al sal. 0,02 M + 100 /al Ca 0,025 M em água + VC (500/ag/ml)
ou VB (125 /ag/ml sal. 0,03 M). VR foi max. entre 20 - 50 /al, ocorrendo aparente inibição por
excesso de P. Para P - cit, a VR para VB foi maior que a do P - cit. hep. diferença não observada
para VC. Conclui-se que processo de colheita do P, Fl, [S] , Ca e outras variáveis devem ser
controladas, e não apenas [ven.] como preconiza Theakston & Reid (Bulletin of the World Health
Organization, 61(6), 1983).
Apoio financeiro: CNPq, FUNED, UFMG.
19. BIOCHEMICAL AND BIOLOGICAL DIFFERENTIATION OF VENOMS FROM BOTHROPS SPECIES
( ATROX, ASPER, MARAJOENSIS AND MOOJENI). Marina T. Assakura (1): Maria F. D. Furtado
(2); Fajga R. Mandelbaum (1).
(1) Serviço de Bioquímica e (2) Seção de Venenos, Instituto Butantan, São Paulo, SP.
The snake Bothrops atrox is found in regions along the Central America to south of Brazil. Until
now there is no definitive zoological classification. Hoge (1965) based in the geographical distri-
bution and morphological differences divided this speoies in B. asper, B. atrox, B. pradoi, B.
marajoensis and B. moojeni. The venoms of these species compared to other Bothrops have
a high content of proteolytic enzymes with very specific activities, such as, thrombin-like and
pro-coagulant enzymes. To define the biological and biochemical differences inter and intra-species,
venoms were collected from different localities. PAGE showed that there is no similarity of the
protein distribution inter and intra-species, except 8 . moojeni which presented a similar compo-
sitions of the proteins with low mobility. Proteolytic activity on casein of these venoms are very
high but the variation is small, being B. atrox (Tucurui) the most active and 8 . asper (Atlantic
coast) the lowest one. However, the proteases were differently distributed intra and inter-species,
except in 8. moojeni the venoms showed similar patterns. Hemorrhagic activity of these venoms
are very low. The minimum hemorrhagic dose (MHD) in mice of 8 . atrox varied from 4-6 g,
8 . moojeni from 3-8 /rg and 8 . asper from 3-5.5 /rg. Also the letality is low, LD 50 in mice varied
90-145 ng B. moojeni), 70-110 /tg (B. atrox) and 70-78 ng (B. asper). The clotting activities
were distínct inter and intra-species. Thrombin-like and pro-coagulant enzymes (activators of Fac-
tores II and X) are differently distributed among these venoms. On the other hand, some venoms
have only thrombin-like enzyme, such as 8 . atrox (Tucurui) and 8 . atrox (Peru). Others, like 8 .
marajoensis, have apparently only pro-coagulant enzymes.
20. ATIVIDADE ANTICOAGULANTE DE TOXINAS DOS VENENOS DE BOTHROPS INSULARIS E BOTH¬
ROPS JARARACUSSU, Heloísa S. Selistre (1); José Roberto Giglio (2); Maria Inês Homsi-
-Brandeburgo (3).
(1) Departamento de Ciências da Saúde, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP.
(2) Departamento de Bioquímica, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto — USP, Ribeirão Preto,
SP; (3) Departamento de Química e Geociências, IBILCE-UNESP, São José do Rio Preto, SP.
Foi estudado 0 efeito de diferentes toxinas sobre o tempo de recalcificação do plasma, utilizando-se
plasma citratado de rato. O sangue foi coletado da aorta abdominal de ratos machos de 250g
sob anestesia com éter. O tempo de coagulação (TC) foi determinado após incubação do plas-
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ma com salina ou frações isoladas dos venenos (100 /xg) a 37°C por alguns minutos,
cronometrando-se o tempo a partir da adição de 0,1 ml de solução de cloreto de cálcio 0,02M.
Das frações testadas do veneno de S. insularis, duas toxinas hemorrágicas (Toxicon 28: 261,
19901 de pesos moleculares próximos e provavelmente diméricas com subunidades diferentes
prolongaram sensivelmente o tempo de coagulação, o que não foi observado para a fosfolipase
ácida mionecrótica isolada do mesmo veneno. Por outro lado, as fosfolipases ácidas e neutra
do veneno de B. jararacussu <Toxicon 26, 615,1988), não alteraram o TC. No entanto, a Both-
ropstoxina e a Bothropstoxina II, ambas toxinas mionecróticas básicas e não hemorrágicas, sen¬
do que somente a última apresenta atividade fosfolipásica residual, tornaram o plasma incoagulável
quando testadas. Os resultados obtidos sugerem que as diferentes toxinas dos venenos bothro-
picos provavelmente afetam o sistema de coagulação em diferentes níveis, a exemplo do que
tem sido descrito na literatura para outros fatores anticoagulantes já isolados dos venenos de
Vípera, Agkistrodom, Naja e Trimeresurus que podem ser classificados em 2 categorias. Na pri¬
meira categoria estão as proteínas diméricas, sem atividade enzimática, que são estruturalmen¬
te semelhantes às toxinas isoladas do veneno de 6. insularis, que possivelmente prolongam o
TC através de uma ligação reversível com alguns fatores do plasma. Na segunda categoria estão
as fosfolipases básicas, e estrutnralmente semelhantes às toxinas de 0. jararacussu que possi¬
velmente aumentam o TC pela hidrólise de fosfolipídeos ou pela inibição da função fosfolipídica.
Apoio: CNPq
21. ESTUDO HEMATOLÓGICO EM PACIENTES COM SANGUE INCOAGULÁVEL DECORRENTE DE
ENVENENAMENTO BOTRÓPICO. Ida Sano Martins <1), Aura S. Kamiguti (1), Ana Marisa Chud-
zinski (2), M.L.Santoro (1), Sandra C. Tonny (1), Sandra C.B. Castro (1), Eva M. A. Keten (2).
Seções de (1) Hematologia e de (2) Fisiopatologia Experimental, Instituto Butantan, São Paulo,
Brasil.
A leucocitose neutrofílica foi referida por Rosenfeld em 1950 como uma reação à inoculação
rápida de pequenas quantidades de veneno de serpente (Cienc, Cult. 2:46). Entretanto, não há
dados numéricos relativos ao hemograma de pacientes envenenados acidentalmente por ser¬
pentes no Brasil. Também, são insuficientes os dados quanto a avaliação do sistema fibrinolítico
em pacientes picados por serpentes do gênero Bothrops cujo veneno possui atividade coagulan-
te bem conhecida, e que leva ao consumo do fibrinogênio do sangue e ativação secundária da
fibrinólise (Rosenfeld, Sangre 9:352-4, 1964). Assim, foi feito um estudo hematológico em 29
pacientes admitidos no Hospital Vital Brazil como casos de envenenamento botrópico (40 min
a 28h55min após o acidente), e que apresentavam sangue incoagulável. O sangue foi colhido
imediatamente antes da soroterapia específica e preparado para as seguintes investigações: he¬
mograma e contagem de plaquetas no sangue com EDTA-Na; dosagem de fibrinogênio (Fl), de¬
terminação de fragmentos cross-linked D da fibrina (D-dímero), de atividade de antiplasmina
(alfa-2AP) e de antitrombina III (ATIII) no plasma citratado; determinação de produtos de degra¬
dação de fibrinogênio/fibrina (PDF/pdf) no soro. A análise da média e do desvio padrão dos re¬
sultados indicou as seguintes alterações: 1) discreta leucocitose (n = 29; 12.5 ± 4.3 x 10 9 /l)
com leve neutrofilia (n = 29; 8.954 ± 4.474 x 10 9 /l) e pequeno desvio à direita (n = 29;
8.611 ±4.11 x 10 9 /l; 2) plaquetopenia discreta !n = 29;132 ± 76 x 10 9 /l; 3) afibrinogene-
mia (n = 27; 0.12 ± 0.08 g/l) com altos níveis de PDF/pdf (n = 29; 621,4 ± 511,2/xg/ml)
e de D-dímero (n = 27; 122 ±113 ^ig/ml); 4) níveis diminuídos de alfa-2AP (n = 26; 0.15
± 0.26 IU/ml). Já após 6 horas da soroterapia observou-se: normalização da contagem de leu¬
cócitos, da neutrofilia e de plaquetas; diminuição dos altos níveis de PDF/pdf e de D-dímero;
aumento dos níveis de alfa-2AP. Níveis normais de PDF/pdf e de D-dímero foram observados
após 24 e 48 horas, respectivamente, enquanto os de alfa-2AP normalizaram em 18horas. Por¬
tanto, as alterações descritas foram revertidas pela soroterapia específica. No entanto, foi cons¬
tatado o aparecimento de eosinofilia após 24 horas do tratamento em 14 pacientes, que persistiu
até 20 dias do acidente. Este dado não se correlaciona com eventuais reações, precoce ou tar¬
dia, à soroterapia, devendo, ainda, ser estudado.
(Parcialmente financiado pela Comunidade Econômica Européia — CEE)
22. HEMATOMA EXTRADURAL FATAL APÓS ACIDENTE OFiDICO BOTRÓPICO ( Bothrops moojeni).
Dante Ranieri ; Delcio G. Silva; Cristina Polizelli; João A. Kouyoumdjian.
Centro de Controle de Intoxicações, Hospital de Base, Faculdade de Medicina, São José do Rio
Preto, São Paulo.
Paciente ARP, masculino, 13 anos, foi picado no dorso do pé esquerdo por Bothrops moojeni
71cm, em 1/10/89. Houve dor e edema local imediato. Na 2 a hora foram administradas 5 am¬
polas de soro antibotrópico (SAB), Instituto Butantan (IB), por via endovenosa (EV). Na 3 a hora
iniciou quadro de agitação motora, evoluindo para deterioração do estado de consciência; na
5 a hora, já em nosso serviço, apresentava edema Ircal leve, boa diurese e tempo de coagula¬
ção (TC) normal; não havia evidência de hemorragia sistêmica; 12 ampolas EV de SAB, IB. fo¬
ram administradas, porém o paciente já exibia torpor e crises de descerebração, evoluindo
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rapidamente para coma apneico. Na 7 a hora o TC estava incoagulável e a tomografia computa¬
dorizada revelou hematoma extradural frontal direito. Não foi realizada cirurgia devido à evolu¬
ção do caso para morte cerebral. A complicação hemorrágica fatal do caso é infreqüente e
provavelmente foi causada primariamente pela ação de hemorraginas no endotélio dos peque¬
nos vasos e posteriormente agravada pela incoagulabilidade sangüínea. Hemorragias intracra¬
nianas devem ser suspeitadas nos acidentes botrópicos que evoluem com distúrbio de consciência
e/ou déficits neurológicos focais.
23. RELATO DE UM CASO DE HEMORRAGIA INTRACRANIANA POR ACIDENTE BOTRÓPICO.
Keiko Teruya (1); Patrícia Zomignani Maia (2); Roberto Cesar S. Zanin (3); Fábio R.S. Vinholy
Silva (4).
(1) Chefe da Enfermaria de Pediatria do Hospital Guilherme Álvaro-FCMS-Santos; (2) Residente
em Pediatria do HGA-FCMS-Santos; (3) e (4)lnternos no serviço de Pediatria do HGA-FCMS-Santos.
Os autores relatam um caso de hemorragia cerebral intraparenquimatosa, por acidente botrópi-
co, com evolução favorável.
Menor, seis anos, masculino, branco, procedente de Itanhaém, encaminhado com história de
acidente ofídico há 4 dias, sem prévia administração de soro antiofídico. Internado em nosso
serviço em novembro de 1989 com o seguinte quadro clínico: cefaléia frontal, epistaxe, gengi-
vorragia, equimoses em abdome e membro inferior esquerdo, lesões puntiformes em dorso de
pé esquerdo com edema moderado até o joelho e dor na imobilização e palpação local. Solicita¬
do tempo de coagulação que mostrou incoagulabilidade. Feito soro antibotrópico considerando-
-se o caso como grave. Houve normalização do tempo de coagulação após seis horas.
Durante a internação, persistiu a cefaléia frontal, iniciando quadro de rigidez de nuca após 48hs,
Suspeitou-se de hemorragia cerebral. Solicitada então Tomografia computadorizada, a qual cons¬
tatou hematoma intraparenquimatoso frontal à direita. O paciente apresentou evolução satisfa¬
tória com regressão parcial do hematoma em 15 dias, sem sequelas clínicas.
O presente relato justifica-se, pois a hemorragia cerebral é uma das complicações graves no aci¬
dente botrópico e, portanto, uma possível causa de óbito. Nota-se que esta grave complicação
não tem sido relatada em literatura.
24. ACIDENTES OFlDICOS CAUSADOS POR Bothrops moojeni. ALTERAÇÕES DA FUNÇÃO COA-
GULANTE INDUZIDA POR Bothrops moojeni no HOMEM.
Edson Maria Torres
De 1986 a 1989, foram estudados e cadastrados em fichas especiais, (28) casos de acidentes
ofídicos causados por Bothrops moojeni, na região de Araraquara, São Paulo.
Foram constituídos para o estudo, (05) grupos, divididos por faixa etária. A medida do compri¬
mento das serpentes, indicou, se adultas ou filhotes. Os locais de picada, o emprego de soros,
o tempo entre picada e soroterapia, bem como o resultado do TC; Exame do Tempo de Coagula¬
ção, foram enfocados no trabalho.
Os resultados preliminares, revelam que os efeitos locais, tais como: dor — edema — bolhas
— necrose de tecidos, etc. são severos.
Contudo, os problemas da coagulação, com efeitos distantes do local da picada, são menos in¬
tensos, quando comparados aos demais Bothrops regionais, independente do tamanho da
serpente.
UNITERMOS: Acidente ofídico humano; Acidente botrópico humano: Bothrops moojeni.
25. NEUTRALIZAÇÃO DA ATIVIDADE HEMORRÁGICA DE VENENOS (VEN.) BOTRÓPICOS (I). Do-
mingues, L.C.T. — Fundação Ezequiel Dias (FUNED); Diniz, C.R. e Ferreira-Alves, D.L. — ICB-
-UFMG — Belo Horizonte.
Os fatores hemorrágicos (HFs) são enzimas de baixa atividade proteolítica presentes no ven. de
Viperinae e Crotalinae que agem nos capilares destruindo a membrana basal facilitando a saída
de hemácias íntegras, uma a uma, através de pequenas fendas formadas nas junções endote-
liais (OHSAKA, Microv. Research: 10, 1975). Até o momento já foi caracterizada a presença
de três HFs no ven. de 8. jararaca e dois HFs no ven. de B. neuwiedi (MAN DELBAUM, Toxicon;
25: 4, 1988), Ratos wistar após raspagem do dorso recebiam dose constante de ven. 53,7 ug/0,1
ml) ou ven. + Antiveneno Botrópico (AB) — FUNED (37°C, 30 min) por via intradérmica (KON-
DO. Japan, J. Med. Sei. BioL: 13, 1960), alternando-se o sítio de injeção em quadrado latino
6x6. Após 16 h media-se o diâmetro das lesões hemorrágicas (Lh). Os ven. estudados e sua
representação percentual no "pool" antigênico, diâmetro max. de Lh, dose para 100% de neu¬
tralização e perfil da curva respectivamente são: B jararaca 50%, 1,9 cm, 50 ul, trifásica;
B. neuwiedi, 12,5%, 1,61 cm, 20 ul, bifásica; 8. moojeni 12,5% 1,32 cm, 20 ul, bifásica;
8. jararacussu 12,5%, 0,97 cm, 10 ul, bifásica; 8. alternatus 12,5%, 1,57 cm 20 ul, mono¬
fásica. As curvas mostraram-se características para cada ven. e houve coincidência entre o
n° de HFs descritos e o n° de fases das curvas para 8 . jararaca e 8. neuwiedi fato este que pos-
75
JSciELO
Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
sivelmente será de interesse para aqueles que intentarem a purificação de HFs. 0 AB mostrou
baixa potência anti-hemorrágica para B. jararaca indicando que o critério usado para composi¬
ção do "pool", a incidência dos acidentes offdicos, deve ser revisto.
Apoio financeiro: FUNED-UFMG-CNPq-FAPEMIG
26. NEUTRALIZAÇÃO DA ATIVIDADE HEMORRÁGICA DE VENENOS BOTRÓPICOS (li).
Domingues do Carmo, L.C. T. — FUNED, Diniz, C.R. e Ferreira-Alves, D.L. — ICB-UFMG — Belo
Horizonte.
A potência de um antiveneno (AV) é em geral definida pela neutralização da atividade letal de
um veneno de referência em camundongos e dados em mg de ven./ml de AV, muito embora
tenha se proposto (WHO Offset Publication: 58, 1981) também a avaliação da capacidade em
neutralizar as demais atividades do veneno de referência, tais como: hemorrágica, necrosante,
coagulante, defibrinogenante, etc. O veneno de referência brasileiro para o gênero Bothrops,
BRA-BOT 001, produzido pelo Instituto Butantan (1987) de acordo com as normas da OMS (WHO
Offset Pub.: 58, 1981) resultou de um "pool” de venenos de B. jararaca (Bj.) de idades e proce¬
dências variadas. A presença de uma só espécie no veneno de referência visa certamente facili¬
tar a reposição destes mantendo uniformidade quantitativa para as potências de antivenenos.
Em trabalho paralelo (Neutraliz. da Ativ. Hemorrágica de Ven. Botrópicos (I), deste mesmo Sim¬
pósio 1990) foi mostrado que o AB-FUNED tem boa capacidade neutralizante para 4 ven. de
"pool" antigênico exceto para Bj. que corresponde a 50% do "pool" e constitui a referência
nacional. Estudou-se a capacidade do antiveneno botrópico-laquético (ABL) FUNED, 50% B. atrox
e 50% Lachesis muta muta no "pool" antigênico e o antiveneno laquético (AL) Butantan 100%
L.m. muta e AB-FUNED ("pool" já definido) em neutralizar a ação hemorrágica de Bj., B. atrox
e L.m.muta pela metodologia descrita no trabalho anterior. Para 100% neut. de 53,7 ug Bj.
consumiu 50 ui AB-FUNED e 20 ui ABL-FUNED. para 100% de inativação de B. atrox, 25
ul ABL-FUNED e vols. > 40 ui de AB-FUNED, 53.7 ug de L.m.muta consumiram para 100%
neut., 8 ul de Al-Butantan e 4 ul de ABL-FUNED. Conclui-se que o critério de incidência de
acidentes é insuficiente. Sugere-se que a escolha do ven. de referência se baseie em estudos
quantitativos de neutralização cruzada.
Apoio financeiro: CNPq-FUNED-UFMG-FAPEMIG
27. COMPARAÇÃO ENTRE TRATAMENTOS DO ACIDENTE BOTRÓPICO COM DIFERENTES DOSES
DE ANTIVENENO. Sandra C.B. Castro (1); Ida S. Sano Martins (1); Aura S. Kamiguti (1) Adib
S. BouabciU ); Antônio M. Nagamachi!2 ); Domingos M. Cillo!2); Francisco O.S. França!2)-, João
L.C. Cardoso!2)\ José C.L. Prado!2 ); Lindioneza A. Ribeiro(2); Miguel T. Jorge! 2); Paulo A. Lei-
tão!2): Ronnei A. Ferrari! 2) Rosália P. Leite! 2); Vera B.F. Gualtieri!2 ) (1) Seção de Hematologia
e (2) Hospital Vital Brazil, Instituto Butantan, São Paulo, SP.
O envenenamento por serpente do gênero Bothrops (acidente botrópico) é responsável pela maioria
dos acidentes por serpentes peçonhentas no Brasil. As doses de antiveneno recomendadas no
seu tratamento, entretanto, ainda são baseadas principalmente na experiência clínica não con¬
trolada. O objetivo do presente trabalho é avaliar o mais adequado entre dois esquemas terapêu¬
ticos com doses diferentes de antiveneno. Foram selecionados 44 pacientes com envenenamento
botrópico leve e moderado e com sangue incoagulável na admissão. Constituíram-se então de
forma aleatória dois grupos que receberam antiveneno de ampolas com conteúdo normal ou
com apenas a metade da dose (diluído um em dois), em sistema duplo cego: grupo A (n = 26)
e grupo B (n = 18). Cada paciente recebeu 4 ou oito ampolas de antiveneno dependendo de
o envenenamento ser leve ou moderado, respectivamente. Foram realizados os testes, Tempo
de Coagulação, Tempo de Protrombina, Tempo de Trombosplastina Parcial Ativado, Dosagem
de Fibrinogênio e Dosagem do Produto da Degradação do Fibrinogênio e Fibrina, na admissão
(To) e 6, 12, 24 horas após o término da administração do antiveneno. Os valores médios do
fibrinogênio nos tempos To, T6, TI 2 e T24 foram, respectivamente, 0,42; 0,76; 1,03 e 1,42
g/L no grupo A e 0,36; 0,61; 1,05 e 1,45 g/L no grupo B. Esses valores indicam que em ambos
os grupos o fibrinogênio atingiu níveis hemostáticos após 12 horas e níveis normais 24 horas
após a administração do antiveneno. Os demais testes de coagulação também normalizaram
dentro desse período. Os resultados até agora obtidos indicam a eficácia dos dois esquemas
terapêuticos aplicados.
28. PROTECTING PROPERTY OF DIDELPHIS ALBIVENTRIS SERUM AGAINST BOTHROPS JARARACA
SNAKEVENOM
Elen C.T. Landucci! 1); M. Fátima L. Farah (1); José R. Giglio (2); Gilberto B. Domont (3) and
Sérgio Marangoni 11)
(1) UNICAMP, Depto. Bioquímica, Inst. Biologia, 13081, Campinas, SP.
(2) Fac. Medicina Rib. Preto-USP, Depto. Bioquímica, Rib. Preto, 14049, SP
(3) UFRJ, Depto. Bioquímica, Inst. Química, Rio de Janeiro, 21910, RJ
Previous studies realized by Perales (An.Acad. Cienc., 58, 155, 1986) have shown that Didel-
í, | SciELO
76
Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
phis marsupialis possess a natural immunity against Bothrops jararaca venom. A heterogeneous
serie fraction of 50kDa (fTtGE-SDS) from Didelphis serum was described as possessing an anti-
hemorragic activity. Three groups of six 20g-mice of swiss strains were injecteo by intraperitoneal
route with Bothrops jararaca venom (LD 50 3ug/g) dissolved in PBS solution and mixed with Didel¬
phis serum (ratio 1:1). Controls of Didelphis serum and PBS injections were used to compare
with the symptoms observed after 24 hours. Animais injected with Bothrops ve nom - PBS showed
characteristic hemorragic symptoms in internai organs as heart, lungs, mesentery, small intes-
tine and death after 24 hours. Mice injected with Bothrops venom preincubated with Didelphis
serum (30') showed no hemorragic symptoms and all mice survived. These results have shown
that the marsupial Didelphis albiventris is resistent to the hemorragic action of Bothrops jararaca
venom in the same way as described in other marsupial species. The protection of mice by Didelphis
serum indicates that this serie factoris transferible among different species, permiting compari-
son of antihemorragic properties in two brazilian marsupial species, D.marsupialis and now D.al¬
biventris.
Financial support: CNPq, FAPESP, FIPEC, Instituto Butantan.
29. ATIVIDADE ANTIBOTRÓPICA DE SOROS DE VÁRIOS MARSUPIAIS BRASILEIROS. Perales, J„
Domont, G.B., Ferreira, A.G.C.N., Rocha, S.L.G., Villela, C.G. e Moussatche, H.
Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica Fiocruz, Departamento de Bioquímica, I.Q., UFRJ.
Rio de Janeiro, Brasil. Departamento de Bioquímica, UCLA, Barquisimeto, Venezuela.
Evidenciou-se a resistência de Didelphis marsupialis (80 LD100), Philander opossum (8 LD100),
e Lutreolina crassicaudata (3 LD100) ao veneno de Bothrops jararaca (LD100 5/ig/g de camun¬
dongo. i.p.). Mostrou-se também a proteção exercida pelos soros destes marsupiais em camun¬
dongos contra uma LD100 do veneno. Marmosa s.p. não resistiu a uma LD100 de veneno de
Bothrops jararaca. Os soros de Marmosa s.p. e Metachirus nudicaudatus não exerceram ação
protetora em camundongos. Por cromatografia em DEAE-Sephacel foi isolado do soro de Didel¬
phis marsupialis um complexo proteico antibotrópico (ABF), que após recromatografia (RABF)
apresentou, em SDS-PAGE, duas bandas principais de 48,5 e 42,6 KDa, além de duas bandas
fracas de 73 e 55 KDa. RABF foi fracionada por cromatografia hidrofóbíca em HPLC (TSK-5PW)
e em baixa pressão (Phenyl-Sepharose CL-4B). Nos dois sistemas foram isoladas duas frações:
F1P e F2P. Por SDS-PAGE as duas F2P mostraram um perfil similar ao de RABF. A F1P obtida
por HPLC evidenciou a presença de duas bandas (48,5 e 73 KDa), e a de baixa pressão uma
só banda de 48,5 KDa. F1P não apresentou atividade protetora; F2P mostrou ter atividade anti-
botrópica. Estes resultados demonstram que a subunidade de 42,6 KDa é essencial para o exer¬
cício da proteção. Soros de P. opossum e L. crassicaudata cromatografados em DEAE-Sephacel
evidenciaram a presença de frações com atividade antibotrópica equivalentes a ABF de D. mar¬
supialis. Por SDS-PAGE essas frações demonstraram possuir perfis semelhantes aos de ABF de
Didelphis, com duas bandas principais de 49 e 43 KDa, além de contaminantes menores. A SDS-
-PAGE da fração de soro de Metachirus nudicaudatus isolada por DEAE-Sephacel não possui
as subunidades de 43 e 49 KDa presentes nos marsupiais resistentes.
30. EFEITOS NA JUNÇÃO NEUROMUSCULAR DO VENENO DE BOTHP™S LANCEOLATUS. Lôbo
de Araújo, A.; Donato, J.L.; Leite, G.B.; Rodrigues-Simioni, L. & Praúo-Franceschi, J. — Depto.
de Farmacologia — FCM — UNICAMP — Campinas/SP.
Através de cromatografia de exclusão e de troca iônica, foram obtidas duas frações com ativida¬
de proteolítica sobre caseína e TAME a partir do veneno bruto de Bothrops lanceolatus. A fração
principal, submetida à troca iônica, seguida de um gradiente linear de NaCI originou uma subtra¬
ção com intensa atividade caseinolítica, que se apresentou contaminada por bandas de menor
intensidade em eletroforese em gel de poliacrilamida-SDS. Esta subtração, assim como 0 vene¬
no total, mostrou-se muito pouco ativa na preparação nervo-diafragma de camundongo. Entre¬
tanto, quando estudada em biventer cervicis de pintainho (20-40 /ig/ml) determinou contratura
seguida de bloqueio das contrações musculares e da resposta induzida pela acetilcolina. Estes
efeitos evoluíram para o bloqueio da ordem de 90% ao fim de 120 minutos enquanto que a fra¬
ção fosfolipásica (Lôbo de Araújo, 1990), causou uma redução da amplitude das respostas mus¬
culares de, em média, 20% na dose de 50 /ig/ml durante o mesmo período de tempo. 0 fato
da subtração ativa ser capaz de induzir bloqueio das contrações musculares e da contratura pela
acetilcolina mas não aquela devida ao potássio, sugere uma ação a nível pós-juncional envol¬
vendo receptores colinérgicos.
Lôbo de Araújo, A. — Tese de Doutoramento, 1990
31. MUSCULAR-BLOCKING ACTIVITY OF BOTHROPS MOOJENI VENOM AND ITS ACTIVE FRAC-
TIONS. Léa Rodrigues-Simioni ; José Carlos Cogo 1 ; M. T. Assakura 2 and Fajga R. Mandelbaum 2 .
Depto. Farmacologia — FCM/UNICAMP — Campinas (SP) 1 . Depto. de Bioquímica — Instituto
Butantan — São Paulo (SP) 2 .
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When tested on the chick biventer cervicis preparation, the crude venom of B. moojeni induces
muscle contracture followed by irreversible muscular responses blockade at concentrations of
20-80 /ig/ml (n = 5). The components responsible for this effects are located in the main protein
peak (Peak II) obtained after fractionation of the crude venom on Sephadex-100 (Assakura eí
ai, 1985). Subsequent chromatography of Peak II on DEAE Sephadex A-50 yields 9 fractions.
Of these, Fraction 1 shows a similar pharmacological action to the crude venom, viz. muscle
contracture followed by irreversible blockade of muscular contraction in response to both elec-
tric stimulation and acetylcholine. In contrast, Fraction 2 (80 jig/ml, n = 4) induces a transient
(5min) increase in contraction amplitude followed by a decrease in muscular responses. This
effect and the Ach contracture are completely reversed by washing the preparation. Fractions
3,4 and 5 also induce moderate muscle contracture and reversible (by washing) blockade. Puri-
fied moojeni- Protease A, obtained by further chromatography of Fraction 5, caused muscular
responses blockade (80%) but no muscle contracture. However, subsequent to washing of the
preparation, intense contracture was observed followed by partial reversal of the muscular blockade.
Both the crude venom and all the DEAE Sephadex A-50 fractions obtained from Peak II released
creatine kinase from the preparation. We conclude that the contracture caused by the crude venom
in the chick biventer cervicis preparation may be caused by the ability of the venom to depolarize
muscle fibers as detected in mouse diaphragm isolated preparation. Assakura, M.T.; Reichl, A.P.;
Asperti, M.C.A. & Mandelbaum, F.R. Toxicon 23:691, 1985.
32. EFEITOS INDUZIDOS PELO VENENO DE Bothrops insulahs NA PREPARAÇÃO NERVO FRÊNICO-
-DIAFRAGMA ISOLADO DE CAMUNDONGO.
José C. Cogo; Júlia Prado-Franceschi, Léa Rodrigues-Simioni.
Departamento de Farmacologia da Faculdade de Ciências Médicas-UNICAMP. Campinas — São
Paulo.
Em trabalho anterior, verificamos que o veneno bruto de B. insularisé capaz de induzir bloqueio
neuromuscular em preparações isoladas de biventer cervicis de pintainho e nervo frênico dia¬
fragma de camundongos. Este bloqueio, foi geralmente precedido de um leve aumento da am¬
plitude das contrações acompanhado de contratura a qual foi mais acentuada em músculo de
aves (Cogo e cols., III Pan-American Symposium on Animal, Plant and Microbial Toxins; p. 45,
1990). No presente trabalho empregando-se preparações isoladas de diafragma de camundon¬
go foi medido o potencial de repouso (RP) da fibra muscular. Verificou-se que concentrações
crescentes de 20, 40 e 80 íig/ml determinaram uma gradual diminuição na latência do apareci¬
mento do efeito despolarizante. A concentração mais elevada (80 jig/ml) causa, cinco minutos
após sua adição ao banho, uma queda do RP cujo pico máximo estabeleceu-se aos 20 minutos,
com valores inferiores a -40 mV (n = 10). A ocorrência dessa queda no RP tanto na região jun-
cional como na extrajuncional explica a contratura por nós descrita especialmente na prepara¬
ção de ave.
Apoio Financeiro: CAPES, FAP e FAPESP.
33. ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS PRODUZIDAS PELA GUANIDINA NA JUNÇÃO NEUROMUSCU¬
LAR DE CAMUNDONGO. Cruz-Hofling, M.A., Leite, G.B. e Rodrigues-Simioni, L. - "Centro de
Microscopia Eletrônica e Departamento de Histologia e Embriologia, I.B., Departamento de Far¬
macologia, FCM/UNICAMP.
A guanidina (lOnM) tem um efeito facilitador das contrações musculares que é seguido (em
15(-30') de bloqueio total das respostas do músculo diafragma de camundongo a estímulos elé¬
tricos (Rodrigues-Simioni & Prado-Franceschi, 1989). Após a retirada da droga da preparação
por lavagem, observa-se uma facilitação, que em todos os experimentos realizados mostrou um
aumento de amplitude das concentrações em geral de 150-350%. Este fato incomum levou-
-nos a estudar o fenômeno também através da microscopia eletrônica, com o objetivo de anali¬
sar os elementos estruturais envolvidos nessa complexa ação da guanidina. Diafragmas isolados
após a incubação com cloreto de guanidina 10 nM, em solução de Tyrode por 35min., e lavados
a seguir, foram preparados para observação ao microscópio eletrônico. A análise ultraestrutural
revelou nos fascículos nervosos intramusculares a formação de vacúolos periaxonais interno-
dais, que foram interpretados como decorrentes da captação e acúmulo de fluido no espaço
entre axoplasma e bainha de mielina. Adicionalmente, as mitocôndrias, tanto as axonais como
as do terminal sináptico, como também o próprio terminal mostraram-se edematosos. O núme¬
ro de vesículas sinápticas estava diminuído e mionecrose em diferentes graus foi observada. Al¬
gumas destas alterações assemelham-se àquelas por nós obtidas com venenos que atuam nos
canais de sódio. Sugere-se, entretanto, que os efeitos estruturais evocados pela guanidina este¬
jam relacionados ao acúmulo de Ca + + intracelular subsequente ao bloqueio dos canais de K + .
Auxílio: FINEP, CNPq, FAPESP, FAP.
34. TsTX-VI AND TsTX-VII. NEW TOXINS FROM Tityus serrulatus SCORPION VENOM. Suely V.
Sampaio ^ Eliane C. Arantes ^ Odete A.B. Cunha 2 ; Carlos A. Vieira 2 and José R. Giglio 2 .
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11) Faculdade de Ciências Farmacêuticas and (2) Faculdade de Medicina, Universidade de São
Paulo, 14049. Ribeirão Preto, SP, Brazil.
Fractionation of the "non toxic" pool NT-) (SAMPAIO, et. ai, Toxicon 21,265, 1983) from T.
serrulatus venom, on CM-Cellulose-52 afforded six new fractions, CM-I to CM-VI. CM-VI, mol.
weight 6,800-7,000 highly toxic and same PAGE mobility and amino acid sequence, up to the
42nd (MARANGONI et ai, unpublished), as 7 -toxin (POSSANI et ai, Biochem. J. 229, 739, 1985)
is very probably the same toxin. The complete identity to 7 -toxin, if so, strengths the hypothesis
of distribution of a single toxin into two or more chromatographic fractions due to complex for-
mation with other proteins. If however minor structural differences are present, we have to as¬
sume that these are responsible for this fractionation, probably due to differences of adsorption
on the Sephadex matrix.
From CM-I, two new toxins, TsTX-VI and TsTX-VII, were isolated, both of them revealing Gly
as N-terminal residue and mol. weights close to 7,000. Their amino terminal sequence are
GREGYPADSK and GFIZGYGS, respectively. N-Terminal Gly is uncommon among scorpion
toxins and these are the second and third cases found in the venom of T. serrulatus, the first
described toxin of this kind being TsTX-ll [TOLEDO and NEVES, Comp. Biochem.Physiol. 558,
249 (1976)]. Most of T. serrulatus toxins have Lys as N-terminal residue.
KEY WORDS: Tityus serrulatus — Toxins.
Financial support: FAPESP and CNPq.
35. THE EFFECT OF ISOLATED Tityus serrulatus SCORPION VENOM TOXINS ON THE RELEASE OF
PUTATIVE NEUROTRANSMITTERS FROM RAT BRAIN CORTICAL SYNAPTOSOMES. Suely V.
SampaioJoaquim C. Netto 2 : Eliane C. Arantes '; Odete A.B.Cunha 2 and José R. Giglio 2 .
(1) Faculdade de Ciências Farmacêuticas and (2) Faculdade de Medicina, Universidade de São
Paulo, 14049 Ribeirão Preto, S.P.
Toxins TsTX-VI, TsTX-VII and CM-VI were purified to homogeneity from the "non toxic" frac-
tion MT 1 [Sampaio et ai, Toxicon 21,265 (1983)] of T. serrulatus venom by ion-exchange chro-
matography on CM-cellulose TsTX-VI (0.3 mg/ 0.3 ml., i.v.) did not evoke in the mouse thetypical
symtoms of toxicity of the whole venom, except for a generalized allergic reaction, lacrymation
and contracture of the rear legs. The complete amino acid sequence of its 62 amino acid residues
(Marangoni et ai, Biochem. J., in press) accounts for a mol. weight of 6,717 and reveals it,
together with TsTX-VII (61 aminoacid residues, N-terminal sequence GHZGYGS), as new N-terminal
gly toxins. The mobility of TsTX-VII in PAGE is lower than that of TsTX-VI and TsTX-ll, which
Is the first reported N-terminal gly toxin from T. serrulatus [Toledo and Neves. Comp. Biochem.
Physiol., 55B, 249 (1976)]. By i.v. injection, TsTX-VII evokes the typjcal symptoms of enveno-
mation of the whole venom. CM-VI i.v.LD 50 - 0.05 mg/kg, 58 amino acid residues, N-terminal
sequence up to the 42nd residue [(Marangoni et. ai, Arq. Biol. Tecnol. 32,146 (1989)] very
close to that of 7 -toxin (Possani et. ai, Biochem. J., 229,739, 1985) and the same PAGE mo¬
bility, is apparently identical to 7 -toxin. TsTX-VI, TsTX-VII and CM-VI, similarly to TsTX, (Couti-
nho Netto et. ai, J. Neurochem. 35:558, 1980) release glu and 7 -aminobutiric acid (GABA) from
rat brain cortical synaptosomes. The "in vitro" release of U 14 - C-Glu and U 14 -C-GABA was
studied up to a toxin concentration of 20uM, the maximal release being attained between 10
and 20 uM. The effect of TsTX-VI, CM-VI and the whole venom was ,ocked by tetrodotoxin,
thus indicating that it occurs on the sodium channels. Addition of veratrine to CM-VI produced
however a synergistic effect.
KEY WORDS: Synaptosomes — Toxins — release of neurotransmitters.
Financial support: FAPESP and CNPq.
36. AMINO ACID SEQUENCE AND ANTIGENIC STRUCTURE OF TOXIN TsTX-VI FROM THE VENOM
OF THE SCORPION TITYUS SERRULATUS. Sérgio Marangoni It); Jorge Ghisoi2): Suely S. Sam¬
paio (3); Eliane C. Arantes (4); José R. Giglio (5); Benedito Oliveira (1) and S/as Frangione (2).
(1) UNICAMP, I. Biologia, Dept° Bioquímica, 13.081, Campinas; (2) New York University Medi¬
cai Center, Dept. of Pathology, New York, USA; (3) Dept 0 Anal. Clin. Toxicológicas e Bromatológ-
icas; (4) Dept 0 Fis. Química, Fac. Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto-USP, 14.049 Ribeirão
Preto, SP; (5) Dept 0 Bioquímica Fac. de Medicina Rib. Preto-USP, 14.049 Ribeirão Preto S.P.
Scorpion toxins constitute a group of low molecular weight proteins that exert pharmacological
effects on Na + and K + ion channels. The amino acid sequence of TxTX-VI toxin from the scor¬
pion venom Tityus serrulatus was perfomed from the reduced end S-carboxymethylated toxin,
as well as from relevants peptides from the enzymatic digestion which were submitted to Edman
automatic sequencial degradation. The primary structure is: GREGYPADSKGCKITCFLTAAGYCN-
TECTLKKGSSGYCAWPACYCYGLPESVKIWTSETNKC. This new toxin is the second polypeptide
chain from T. serrulatus venom completely sequenced and shows the presence of 62 amino acid
residues, a calculated molecular weight of 6717, eight half-cystine residues and no methionine
or histidine residues. This results are similar to those of other scorpion toxins. The degree of se¬
quence similarity of TsTX-VI with Ts- 7 (from T. serrulatus venom) is 64%. Hydropathic index
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of TsTX-VI was calculated according to Hopp and Woods (Mol. Immunol., 20, 483, 1983). The
hydropathic profile of TsTX-VI shows a oontour with same interesting features. Two hydropho-
bíc regions isobserved in the polipeptide chain at positions 15-18 and 36-45. The hydrophilioity
areas are localized at positions 9-11,32-37 and 57-59, that could keep antigenic properties regions.
The primary structure permits homologies studies and help us to localize peptides that contain
antigenic determinants that could be used in experimental strategie to obtain molecular vaccines.
Neurotoxins and sintetic peptides with Chemical modifications can be used as probe in neurophysio-
logic studies (Mol. Immunol., 26, 503, 1989) giving more informations about the relationship
among immunological properties, structure and toxicity, of the scorpion toxins.
Financial support: CNPq, FAPESP, FIPEC, Instituto Butantan.
37. ESCORPIONISMO NO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO, SÃO PAULO, Lúcia A. Taveira (1), Cláudio
S. Ferreira!!), Maria Esther de Carvalho (1), Vera Regina D. von Eickstedt (3), Francisco Rodri¬
gues (1) & Amaury Lellis Dal Fabbro (1).
(1) Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), (2), Dep. Parasitologia, ICB, USP.I3)
Seção de Artrópodos Peçonhentos, Instituto Butantan.
No município de Sertãozinho, Região Centro-Oeste do Estado de São Paulo, são freqüentes as
notificações de encontro de escorpiões (predominantemente Tityus serrulatus ) em prédios resi¬
denciais e outros imóveis. Visando a delinear o perfil da distribuição desses animais na área ur¬
bana, um levantamento inicial foi realizado a partir das notificações recebidas, por um período
de dez meses, entre 1988 e 1989. Foram pesquisadas 133 quadras de 32 dos 41 bairros do
Município (1,29 quilômetro quadrado ou 1 7,7% da área urbana). As pesquisas foram positivas
em 127 quadras (95,5% do total). Ao todo, a pesquisa incluiu 3.011 imóveis (casas, terrenos,
etc.), dos quais 397 se mostraram positivos para escorpiões. Destacou-se uma área-controle
constituída por sete quadras de onde não se haviam originado notificações durante o período
citado. Em quatro dessas quadras foram encontrados escorpiões, o que indica subnotificação.
Observaram-se, na maioria dos imóveis examinados, residências ou não, condições favoráveis
ao abrigo de escorpiões: entulho, material de construção, mato, ralos danificados, frestas e ou¬
tros. Os moradores entregaram, ao todo, 1.648 escorpiões, dos quais 1.418 mortos. Evidencia-
-se a necessidade de um trabalho conjunto com o Instituto Butantan, em São Paulo, para que
se possam elaborar estratégias eficientes de controle das populações desses artrópodos. Os ha¬
bitantes do Município deverão ser instruídos sobre a importância da captura de escorpiões vivos
e seu encaminhamento para o Instituto Butantan. Deverá ser estimulado o uso das técnicas de
captura adequadas. É imprescindível o conhecimento de que os animais vivos são absolutamen¬
te necessários para a obtenção de soro antiescorpiônico.
38. ESTUDO DA ATIVIDADE DERMONECRÓTICA DO VENENO DE LOXOSCELES GAÚCHO, Barbam'.
K.C., Ferreira, M.L., Cardoso, J.L., Eickstedt, V.R.D. e Mota, I. Centro de Pesquisa e Formação
em Imunologia, Instituto Butantan, São Paulo.
Com o objetivo de caracterizar o(s) componente(s) do veneno de L. gaúcho responsável (is) pela
atividade dermonecrótica, esse veneno foi submetido a filtração em uma coluna de Sephadex
G 100 (70 x 1,8 cm), o que resultou em 3 picos que designamos A, B e C, os quais foram então
testados quanto à capacidade de produzir dermonecrose em coelhos. Observamos que a maior
parte da atividade dermonecrótica estava localizada no pico A. Esse pico foi então analisado através
da técnica de eletroforese em gel de poliacrilamida, na presença de SDS em gel gradiente 5 —
15%. Os resultados mostraram a presença de 2 proteínas majoritárias próximas à região de 30
kDa, que parecem ser as responsáveis pela atividade dermonecrótica. No presente momento
estamos realizando experimentos para isolar e caracterizar essas proteínas. * Bolsa de Mestrado
FAPESP - Processo 89/1.189-9.
39. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICOS DOS ACIDENTES POR LOXOSCELES SP NO SUL
DO BRASIL. Mello da Silva, Carlos A. 11); Torres, João B. 11); Marques, Maria da Graça B. {1);
Nicolella, Alberto D.R. 11).
(1) Centro de Informação Toxicológica, Sec. Saúde e Meio Ambiente, Porto Alegre, RS.
O presente trabalho é resultado de levantamento retrospectivo dos dados constantes nas fichas
de atendimento do Centro de Informação Toxicológica (CIT, SSMA/RS), centro regional de in¬
formação e controle de intoxicações para o Estado do Rio Grande do Sul, referentes a acidentes
com aranhas do gênero Loxosceles ocorridos durante o ano de 1989.
No período foram reportados ao CIT/SSMA, RS 5.424 casos de intoxicação humana por todas
as causas dos quais 116 (2,1 %) foram devidos a Loxosceles. Destes, 81 são apresentados e
comentados quanto aos aspectos epidemiológicos e clínicos (os 35 casos restantes foram ex¬
cluídos por insuficiência de dados para o estabelecimento de conclusões). A maioria dos casos
da amostra ocorreu na área metropolitana de Porto Alegre (72,8%) tendo 19 deles sido avalia¬
dos diretamente pela Equipe (vieram ao CIT). Houve predomínio do sexo feminino (60,4%) e
da faixa etária de 20 a 40 anos (46,9%). A região anatômica mais afetada foram os membros
í, | SciELO
80
Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
inferiores (39,5%) e os achados cltnicos predominantes eritema, edema e necrose (acima de
85% dos casos) seguidos de dor local (67,9%). A maioria dos pacientes procurou atendimento
nas primeiras 48 horas do acidente (64,1 %) e o tratamento constou de soroterapia antiveneno
em 85,1% das vítimas. Outras medidas (debridamento) e reações adversas à soroterapia são
analisados.
Todos os casos da mostra evoluíram para cura, sendo 9(11,1%) com sequelas locais e 1 (1,2%)
desenvolveu insuficiência renal aguda com recuperação posterior (criança 6 anos). Ocorreram
18 casos (22%) considerados graves (sistêmicos) predominando em pacientes acima de 40 anos.
Concluímos que o loxoscelismo representa um problema de saúde importante em nossa região,
afetando mais ao sexo feminino e com maior gravidade os extremos da vida (crianças e idosos),
sendo o loxoscelismo cutâneo a forma de apresentação mais comum no grupo estudado. Aler¬
tamos para o número significativo de reações à soroterapia (-30%) e ao aparente pouco bene¬
fício, quanto à evolução do quadro local, quando usada após 6 a 12 horas do acidente. Estudos
prospectivos controlados seriam elucidativos quanto à importância destes aspectos.
40. PRIMEIRO DIAGNÓSTICO DE "LOXOSCELISMO" NA CASUÍSTICA DO HOSPITAL VITAL BRA-
ZIL (HVB) J. L. C. Cardoso & D.M. De Cillo Hospital Vital Brazil, I. Butantan.
O primeiro diagnóstico clínico do "Loxoscelismo" feito no Brasil teve lugar no ano de 1954 no
HVB. Até aquela data as formas necrosantes do araneísmo eram atribuídas à Lycosa. Revendo
a seqüência de prontuários do arquivo do HVB, onde o diagnóstico de "Loxoscelismo" foi esta¬
belecido pela primeira vez corresponde ao do paciente F.C. 54 anos, masc.; branco, procedente
de Osasco, SP, (PRT. 2351):
Admitido ao HVB dia 23/07/1954, com história de que na noite de 21/07, enquanto dormia,
foi picado no rosto, não capturando o animal causador do acidente. Ao exame clínico foi
constatado edema moderado de hemiface. E, com áreas equimótico-necróticas na pele que
recobria a região. Há referência à febre e exantema generalizado, neste dia. No dia 26/07,
foi constatada icterícia cutânea e de esclera. Com piora do quadro sistêmico foi transferido
para o Hospital das Clínicas da USP em 28/07. Dados de evolução mostram que o paciente
foi submetido à cirurgia plástica reparadora, tendo retornado ao HVB para avaliação cerca
de 9 meses após a internação.
0 motivo desta apresentação é contribuir para o melhor conhecimento da História do "Loxosce¬
lismo" em nosso País.
41. ESTUDO RETROSPECTIVO DE LATRODECTISMO NA BAHIA
fíejâne M. Ura da Silva (1); Gradeia B. Matos (2); fíoney Orismar Sampaio (2).
(1) Laboratório de Animais Peçonhentos — UFBA
(2) Centro de Informações Antiveneno da Bahia — SESAB
Os autores apresentam um estudo retrospectivo dos acidentes com a aranha viúva-negra ILatro-
dectus WALCKNAER, 1805) na Bahia na década de 80 a junho de 1990. Nesse período foram
registrados no Centro de Informações Antiveneno da Bahia (CIAVE) um total de 19.417 atendi¬
mentos de intoxicação exógena, dentre os quais 64 casos de acidentes por Latrodectus. Apesar
da complexidade sistemática do gênero, os autores consideram esse agente etiológico como
pertencente ao grupo CURACAVIENSIS.
Dentre esses casos, 31 fichas localizadas em arquivo foram revisadas e os sintomas descritos
e tabulados, analisando-se sua frequência. Dor local, dor em membros inferiores, tremores e
contraturas, pápula eritematosa, dor abdominal e sudorese foram os sintomas mais freqüentes.
A idade, o sexo, a procedência dos pacientes e a circunstância dos acidentes são também apre¬
sentados. Estuda-se a evolução dos casos tratados com terapêutica inespecífica — sintomática
— e aqueles tratados com soroterapia específica. Descreve-se um caso atendido na emergência
do ACRS (CIAVE) com quadro clínico clássico descrito na literatura; o animal foi identificado e
o tratamento utilizado foi o soroterápico específico proveniente do Instituto MALBRAM — Argentina.
A distribuição geográfica desses animais tem sido verificada principalmente na Região Norte do
Estado. No entanto, essa distribuição provavelmente é muito mais ampla, desde quando faltam
ainda dados de outros municípios. Na Região Metropolitana de Salvador, a ocorrência da L. cu-
racaw'ens/s(MULLER,1776) é frequente na proximidade de residências, favorecendo os acidentes.
Os autores sugerem a realização de estudos mais amplos sobre a biologia e distribuição geográ¬
fica desses animais, a clínica e fisiopatologia do acidente, bem como, de caráter imediato, a
obtenção do soro específico.
Colaboração: Daniel S. Rebouças
42. ACIDENTE POR ARANHAS CHIRACANTHIUM: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS E CLÍNICOS. Mi¬
guel T. Jorge (1); Sylvia M. Lucas (2); Vera R. D. Von Eickstedt (2); Lindioneza A. Ribeiro (1)
(1) Hospital Vital Brazil, Instituto Butantan (IB) e (2) Seção de Artrópodos Peçonhentos, IB, São
Paulo, SP.
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5 6
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.l, 1990
Foram avaliados 53 casos de acidente por Chiracanthium (Araneomorphae, Clubionidae) atendi¬
dos no Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan (HVB-IBI, no peVíodo de 1975 a 1990. Os da¬
dos foram obtidos dos prontuários médicos e o diagnóstico foi realizado pela identificação da
aranha na Seção de Artrópodos Peçonhentos do IB. A maioria dos pacientes tinha entre 20 e
49 anos de idade (51%), 30 (57%) pertenciam ao sexo feminino e 23 (43%) ao masculino.
Todos os acidentes ocorreram na Grande São Paulo, a maioria no Município de São Paulo (74%).
O maior número ocorreu de novembro a abril (83%), quase sempre no período diurno. Dezeno¬
ve pacientes (36%) estavam comendo ou manuseando uvas no momento do acidente e as re¬
giões anatômicas mais frequentemente picadas foram as mãos (21%), os lábios (20%) e a língua
(18%). Quarenta e dois (79%) chegaram no HVB dentro de 3 horas após a picada. As manifes¬
tações clínicas mais frequentemente apresentadas foram a dor (98%), o eritema (40%) e o ede¬
ma (38%) no local da picada e as medicações mais comumente utilizadas foram anti-histamínicos
(21 %) e analgésicos (9%). A maioria dos pacientes, entretanto, não necessitou de tratamento.
Os dados disponíveis evidenciam uma relação entre acidentes por essas aranhas e manipulação
de uvas; não se observou em nenhum caso necrose no local da picada, como tem sido relatado
em outros países.
43. ACIDENTES POR ARANHAS CARANGUEJEIRAS (MYGALOMORPHAE) ATENDIDOS NO HOSPI¬
TAL VITAL BRAZIL DO INSTITUTO BUTANTAN ENTRE 1966 E 1989. João Luiz Costa Cardoso
(1); Sylvia Lucas (2); Pedro Ismael da Silva Júnior (2); Rogério Bertani (3).
(1) Hospital Vital Brazil, (2) Divisão de Biologia e (3) Bolsista FUNDAP — Divisão de Biologia,
Instituto Butantan, São Paulo, SP.
Dados do Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan demonstram que as aranhas são responsá¬
veis por cerca de 30% dos acidentes ali atendidos (Rosenfeld, G. e Nahas, L. 1976). No período
1966-1989, de um total de 63.390 prontuários, 83 (0,13%) foram de pacientes picados por
aranhas caranguejeiras (MYGALOMORPHAE), que trouxeram o animal causador do acidente para
identificação. O gênero Acanthoscurria foi o responsável pela maioria dos acidentes (37 casos),
seguido de Rachias (14 casos), Pamphobeteus (7 casos), Actinopus (5 casos) e Trechona (1
caso). Em 19 casos não foi possível a identificação a nível de gênero. Do ponto de vista clínico
a dor foi o sintoma mais frequentemente observado, isolada ou em associação a outras altera¬
ções (85,54% dos casos); seguido de edema local (26,50%) e eritema (13,25%). Quanto ao
tratamento, 45,78% não receberam nenhum tipo de medicação; 21,68% receberam bloqueio
local com anestésico; 31,32% foram submetidos a outros procedimentos terapêuticos; um pa¬
ciente recebeu 2 ampolas de soro antiaracnídico. A baixa incidência destes acidentes pode ser
explicada pela raridade destes animais nos arredores da capital de São Paulo em relação às ara¬
nhas verdadeiras (ARANEOMORPHAE), como os gêneros Phoneutria, Lycosa, Loxosceles etc.,
e pelo fato de terem pouco contato com o ser humano devido aos seus hábitos e habitat.
44. ACIDENTES HEMORRÁGICOS POR CONTATO COM TATURANAS NO RIO GRANDE DO SUL (1);
Alaour Duarte (2); Irineu Lorini (3); Marco Antonio Schilling (4).
(1) Trabalho realizado nos serviços de Nefrologia e Hematologia do Hospital São Vicente de Paulo
e no CNPT, EMBRAPA, Passo Fundo, RS; (2) Professor de Nefrologia da Faculdade de Medici¬
na, UPF, Passo Fundo, RS; (3) Entomologista e pesquisador do CNPT, EMBRAPA, Passo Fundo,
RS; (4) Serviço de Hematologia do Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo, RS.
No período de janeiro de 1989 a abril de 1990, foram atendidos no Hospital São Vicente de Pau¬
lo, Passo Fundo, 16 pacientes que apresentavam diátese hemorrágica generalizada após conta¬
to com lagartas, posteriormente identificadas como Lonomia (Lepidóptera, Saturniidae).
No presente trabalho, são relatadas as manifestações apresentadas por estes pacientes, sua evo¬
lução e resposta ao tratamento usado. Além disso é feita uma descrição da lagarta, sua distribui¬
ção geográfica e população atingida. Algumas considerações são feitas a respeito das ações
do veneno baseadas em dados da literatura.
45. SURTO DE DERMATITE POR HYLESIA PAULEX NO LITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, BER-
TIOGA, VERÃO DE 1990. João Luiz C. Cardoso ( 1 ); Tarcísio S. B. Filho (2); Elizabeth C. G. Car¬
neiro (2); Roberto H. P. Moraes (3)
(1) Hospital Vital Brazil, Inst. Butantan; (2) Secretaria de Higiene e Saúde de Santos-CCD; e (3)
Seção de Parasitologia, I. Butantan.
Entre dezembro 1989 e janeiro 1990, foram registrados nos Centros de Saúde e Pronto-Socorro
de Bertioga, SP, 612 casos de dermatite pápulo-pruriginosa, de caráter epidêmico, acometendo
veranistas e/ou população residente. Coincide o achado com a eclosão maciça de mariposas
que, em revoadas noturnas, invadiam os domicílios.
Enviadas espécimes do animal ao Prof. Claude Lemaire (Paris), estas foram classificadas como
Hylesia paulex Dognin, 1922.
Esses pacientes foram tratados, basicamente, com anti-histamínicos por via sistêmica, por pe¬
ríodo variável de 7 a 14 dias, tempo médio de duração das lesões cutâneas.
82
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Mem. Inst. Butantan, 52 (supl.), 1990
Concomitantemente, casos semelhantes foram observados em Peruíbe, SP, cidade do litoral,
distando cerca de 130 km. de Bertioga.
A importância deste relato se deve ao fato de ser esta a terceira descrição desse tipo de patolo¬
gia na literatura brasileira e a primeira no Estado de São Paulo.
46. AÇÃO DO VENENO DE ABELHAS AFRICANIZADAS (VAA) EM RATOS. QUANTIFICAÇÃO DAS
CATECOLAMINAS CARDÍACAS. Ferreira, D.B. (1), Oliveira, J.S.M. (1), Costa, /?. S. (1) e Azevedo-
-Marques, M. M. (2).
(11 Dept? de Patologia e (21 Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto — USP.
Com o objetivo de verificar o comportamento da adrenalina (A) e noradrenalina (NA) do músculo
cardíaco de ratos submetidos à ação do VAA, foram inoculados 80 ratos machos Wistar, GE,
com 1,5 jil/100g de peso, de VAA, pelas vias SC, IM, IP e EV. No grupo controle (GC), 80 ratos
foram inoculados com solução salina 0,15M, pelas mesmas vias e em igual volume. Os GE e
GC das IM, IP e SC foram sacrificados por punção cardíaca, sob anestesia, após 4, 7 e 24 horas
e os animais da via EV aos 2 minutos. A base do coração foi processada, de acordo com técnica
de Anton e Sayre (1968), para extração e quantificação de A e NA. Por leitura espectrofluorimé-
trica, a concentração das catecolaminas foi calculada em ^g/g de tecido. Os valores, dados em
média amostrai, correspondem às determinações de 8 animais. O teste "t" de Student com p
< 0,05 está assinalado, na tabela, com S = diferença estatisticamente significativa e NS =
diferença não significativa. Valores de NA e A em g/g de miocárdio.
h
IM
IP
SC
EV (2 minutos)
GE
GC
t
GE
GC
t
GE
GC
t
GE
GC
t
4
NA
0,480
0,599
NS
0,846
0,882
NS
1,141
0,543
S
0,762
1,034
S
A
0,032
0,045
NS
0,068
0,0
S
0,0
0,021
S
0,053
0,0
s
7
NA
0,660
0,610
NS
1.163
0,658
S
1.110
0,998
NS
A
0,030
0,028
NS
0,043
0,001
S
0,001
0,0
24
NA
0,611
0,539
NS
0,829
0,744
NS
1,013
0,966
NS
A
0,009
0,021
NS
0,005
0,002
NS
0,001
0,0006
NS
Conclusões: 1) A via EV mostrou as alterações mais significativas, havendo queda evidente de
NA e presença de A no GE. 2) A inconstância dos dados de NA e A obtidos nos animais dos
outros GE dificulta a interpretação, parecendo entretanto que o VAA não libera catecolaminas
cardíacas neste modelo.
Assistência Técnica: A.A. Fujii, A.V. Verceze, U.M. Barros, M. Fteredia, E.P.D. Gual.
47. ESTUDO SOBRE A HIPERINSULINEMIA PRODUZIDA POR CANATOXINA NO RATO. G. Ribeiro-
-Da-Silva e J.F. Prado.
Departamento de Farmacologia — Faculdade de Ciências Médicas, UNICAMP, Caixa Postal 6111,
CEP 13081, Campinas(SP).
Canatoxina, uma toxina protéica vegetal (115.000 daltons) extraída das sementes da Canavaiia
ensiformis, produz hipoglicemia e hiperinsulinemia no rato. O Sistema Nervoso Autônomo e os
opióides endógenos estão envolvidos em vários efeitos produzidos por canatoxina. Como a esti¬
mulação do vago aumenta a insulina plasmática e os opióides endógenos estão envolvidos na
secreção deste hormônio, estudamos o efeito do pré-tratamento com hexametônio, atropina,
naloxona ou naltrexona, sobre a hipoglicemia e hiperinsulinemia produzidas por canatoxina no
rato. Nossos resultados mostraram que houve uma inibição destes dois efeitos da toxina em ra¬
tos pré-tratados com estas drogas. Este fato sugere que há um envolvimento do parassimpático
e dos opióides endógenos no aumento de insulina circulante e na hipoglicemia que a canatoxina
produz.
Auxílios: FINEP (43/87/03/09) e CNPq (401409/86)
48. O ENSINO DOS ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NAS ESCOLAS MÉDICAS BRASI¬
LEIRAS. Benedito Barravieraí')
(*) Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina de Botucatu
e Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da UNESP.
O autor avaliou por meio de questionário denominado PROJETO PEÇONHA, o ensino dos aci¬
dentes por animais peçonhentos nas Escolas Médicas brasileiras. Para tanto, em outubro de 1989,
enviou 75 questionários para as Faculdades de Medicina, tendo recebido 34 respostas. Em ja¬
neiro de 1990, enviou novamente o mesmo questionário para as demais Escolas e recebeu 17
respostas, totalizando 51 questionários respondidos. Os resultados obtidos permitem considerar
que os acidentes por animais peionhentos são atendidos no Hospital Escola em 82,36%. A maioria
dos acidentes atendidos é causada por serpentes seguido de aranhas, escorpiões e abelhas. Os
alunos do curso de graduação participam em 78,43% deste atendimento, sendo a maioria de-
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les da 6? série (70,58%), seguidos da 5 a série (52,94%). A maioria dos alunos de graduação
(76,47%) tem aulas teóricas, sendo ministradas na 4 a série (76,47%). Estagiam em Institui¬
ções que atendem estes acidentes, 58,22%. Os médicos residentes, 56,86%, recebem treina¬
mento específico, sendo a maioria deles de Clínica Médica (39,21%), seguidos de Doenças
Infecciosas e Parasitárias (23,53%). As Disciplinas responsáveis pelo ensino são: Moléstias In¬
fecciosas e Parasitárias (9,80%). Apenas 27,45% destas Disciplinas desenvolvem linhas de pes¬
quisa sobre animais peçonhentos, sendo a maioria na área de serpentes.
49. OCORRÊNCIA DA REAÇÃO SOROLÓGICA NEGATIVA EM PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE
ACIDENTE BOTRÓPICO.
Domingos,M.C; Cardoso, J.L.C; Mota, I. Hospital Vital Brazil e Centro de Pesquisa e Formação
em Imunologia, Instituto Butantan — São Paulo — SP.
Sessenta pacientes com diagnóstico de acidente botrópico atendidos no Hospital Vital Braz' 1
submetidos a soroterapia, foram estudados para a pesquisa de anticorpos humorais antiveneno.
Este estudo foi realizado através do teste Elisa em amostras coletadas no intervalo de 18 dias
a 1 ano após a picada. Os dados obtidos revelaram que 56% dos pacientes apresentaram títulos
positivos.
Como a técnica proposta para inquérito epidemiológico tem sido a detecção de anticorpos pre¬
sentes no soro, os dados aqui apresentados indicaram a necessidade de um estudo mais apro¬
fundado, sobre a soroconversão em pacientes picados, bem como do estabelecimento de grupos
controles.
84
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
AUTHORS INDEX
I — PLENARY SESSIONS
Name, page n?
AMARAL, C.F.S., 27
AZEVEDO-MARQUES, M.M 27
BUCARETCHI, F., 33, 61
CARDOSO, J.L.C., 43
CUPO, P., 27
DINIZ, C.R., 49
FONTANA, M.D., 59
FRANÇA, F.O.S., 63
FREIRÉ-MAIA, L., 51
GUTIERREZ, J.M., 37
HAWGOOD, B.E., 21
HERING, S., 27
KOUYOUMDJIAN, J.A. 45
LAURE, C.J., 17
MANDELBAUM, F., 35
PINTO, R.N.L., 47
PRADO-FRANCESCHI, J, 25 41
RIBEIRO, L.A., 15
SANO-MARTINS, I.S., 39
VITAL-BRAZIL, O., 23, 31
II - POSTERS SESSION
Name, Abstract n?
ANDRADE, S.R.M. 10
ANDRADE JR., H.F. 5
ARANTES, E.C. 34, 35, 36
ASSAKURA, M.T. 9, 19, 31
AZEVEDO-MARQUES, M.M. 14, 46
BARBARO, K.C. 38
BARRAVIERA, B. 48
BELTRAN, J.R. 4
BERTANI, R. 43
BOUABCI, A.S. 27
CARDOSO, D.F. 12
CARDOSO, J.L.C. 3, 27, 38, 40 43
45,49
CARNEIRO, E.C.G. 45
CARVALHO, M.E. 37
CASTRO, S.C.B. 3,21,27
CHUDZINSKI, A.M. 21
CILLO, D.M. 27,40
COGO, J.C. 7,31,32
COSTA, R.S. 14,46
CRUZ, M.C.G. 5
CRUZ-HOFLING, M.A. 33
CUNHA, O.A.B. 34,35
CURY, Y. 13
DINIZ, C.R. 10,18,25,26
DINIZ, M.R.V. 6
DOMINGOS, M.C. 49
DOMINGUES DO CARMO,
L.C.T.25,26
DOMONT, G.B. 28,29
DONATO, J.L. 30
DUARTE, A. 44
EICKSTEDT, V.R.D. 37,38,42
FABBRO, A.L.D. 37
FAN, H.W. 3
FARAH, M.F.L. 28
FERRARI, R.A. 27
FERREIRA, A.G.C.N. 29
FERREIRA, C.S. 37
FERREIRA, D.B. 14, 46
FERREIRA, M.L. 38
FERREIRA-ALVES, D.L. 10,18 25 26
FILHO, T.S.B.45
FORTES DIAS, C.L. 13
FRANÇA, F.O.S. 3, 27
FRANGIONE, B. 36
FREITAS, J.C. 1
FURTADO, M.F.D. 8,13,19
GHISO, J. 36
GIGLIO, J.R. 15,20,28,34,35,36
GONÇALVES, L.R.C. 13
GUALTIERI, V.B.F.27
GUTIERREZ, J.M. 7,13
HAWGOOD, B.E. 2
HOMSI-BRANDEBURGO, M.L 15, 20
JORGE, M.T. 27,42
KAMIGUTI, A.S. 3,21,27
KELEN, E.M.A. 21
KOUYOUMDJIAN, J.A. 22
LANDUCCI, E.C.T. 28
LAURE, C.J. 4
LEITÃO, P.A. 27
LEITE, G.B. 30, 33
LEITE, R.P. 27
LOBO DE ARAÚJO, A. 30
LORINI, L, 44
LUCAS, S.M. 42, 43
MAIA, P.Z. 23
MANDELBAUM, F.R. 9,16,19,31
MARANGONI, S. 28, 36
MARQUES, M.G.B. 39
MARTINS, M.M. 10
MATOS, G.B. 41
MATOS, M.F.C. 16
MELLO DA SILVA, C.A. 39
MELO, P.A. 15
85
cm
'SciELO
0 11 12 13 14 15 16
MORAES, R.H.P. 45
SAMPAIO, M.U. 16 1
MORENO, R.A. 11
SAMPAIO, R.O. 41 1
MOTA, 1. 38, 49
SAMPAIO, S.S. 36 1
MOURA DA SILVA, A.M. 12
SAMPAIO, S.V. 34, 35 I
MOUSSATCHE, H. 29
SANO-MARTINS, I.S. 21, 27 1
I NAGAMACHI, A.M. 27
SANTORO, M.L. 21 1
NASCIMENTO, N. 5
SANTOS, M.C. 13 1
NETTO, J.C. 35
SANTOS, S.M. 6 1
NICOLELLA, A.D.R. 39
SAWAYA, P. 8 1
I OLIVEiRA, B. 36
SCHILLING, M.A. 44 1
OLIVEIRA, J.R.F. 3
SELISTRE, H.S. 20 I
OLIVEIRA, J.S.M. 46
SERRANO, S.M.T. 16 j
PERALES, J. 29
SILVA, D.G. 22 1
POLIZELLI, C. 22
SILVA, F.R.S.V. 23 I
PRADO, J.C.L. 27
SILVA, R.M.L. 41 I
PRADO, J.F. 47
SILVA JR., P.l. 43
PRADO-FRANCESCHI, J. 7,11,
SILVEIRA, U.S. 6
1 17,30,32
SUAREZ-KURTZ, G. 15
PUORTO, G. 8, 9
TANIZAKI, M.M. 12
RANIERI, D. 22
TAVEIRA, L.A. 37 1
RIBEIRO, L.A. 27, 42
TERUYA, K. 23
RIBEIRO DA SILVA, G. 47
TOMAC JR., U. 5
ROCHA, S.L.G. 29
TOMY, S.C. 21
RODRIGUES, F. 37
TORRES, E.M. 24
RODRIGUES-SIMIONI, L. 7, 30,
TORRES, J.B. 39
31,32,33
VIEIRA, C.A. 34
ROGERO, J.R. 5
VILLELA, C.G. 29
SADALA, L. 18
ZAMBELLI, J.E. 11
SALOMÃO, M.G. 8, 9
ZANIN, R.C.S. 23
SAMPAIO, C.A.M. 16
ZAPPELLINI, A. 17
1 86
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15 16
COMPOSIÇÃO. FOTOLITO E IMPRESSÃO
IMPRENSA OFICIAL
DO ESTADO SAIMESP
Rua da Mooca, 1921 — Fone: 291-3344
Vendas, ramais: 257 e 325
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N0V0 TEMPO
TRABALHO E DESENVOLVIMENTO
JSciELO,
6
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
1. Somente serão aceitos trabalhos inéditos e que se destinem exclusivamente à revista. É proibida a reprodução
com fins lucrativos. Os artigos de revisão serão publicados a convite da Comissão Editorial.
2. Os trabalhos deverão ser redigidos em português, inglês ou francês, datilografados prcferencialmente em má¬
quina elétrica, em espaço duplo em 3 (três) vias, em papel formato ofício e numerados no ângulo superior direi¬
to.
3. No preparo do original será observada, sempre que possível, a seguinte estrutura: Página de rosto: título do arti¬
go, nome(s) do(s) autor(es) e filiação científica. Texto: introdução, material c métodos, resultados, discussão,
conclusões, agradecimentos c referência bibliográfica. Material de referência: resumos (em português e inglês);
unitermos (palavras ou expressões que identificam o conteúdo do artigo; devem ser incluídas até um limite máxi¬
mo de três. cm português e inglês).
4. As referências bibliográficas deverão ser ordenadas alfabeticamente e numeradas.
Excmpltjs:
Para livros: autor, título, edição, local de publicação, editor, ano. páginas.
7. BIER, O. Microbiologia e imunologia. 24.ed. São Paulo, Melhoramentos, 1985 1234p.
Para artigos: autor, título do artigo, título do periódico, volume, página inicial e final, ano.
8. MACHADO, J.C. & SILVEIRA F.°, J.F. Obtenção experimental da pancreatite hemorrágica aguda no cão
por veneno escorpiônico. Mem. Inst. Butantan, 40/41: 1-9, 1976/77.
As citações no texto devem ser por números-índices correspondentes às respectivas referências bibliográficas.
Exemplos:
... método derivado de simplificação de armadilha de Disney 1
... segundo vários autores 2 3 ' 4
5. As ilustrações (fotos, tabelas, gráficos etc.) deverão ser originais c acompanhadas de legendas explicativas. As le¬
gendas serão numeradas e reunidas em folha ã parte. Os desenhos deverão ser a nanquim e as fotografias bem
nítidas, trazendo no verso o nome do autor c a indicação numérica da ordem a ser obedecida no texto. As ilustra¬
ções deverão ser organizadas de modo a permitir sua reprodução dentro da mancha da revista (22 x 12,5cm).
6. Os artigos deverão conter no máximo 6 (seis) ilustrações (branco e preto). De cada trabalho serão impressas 50
(cinquenta) separatas, sendo 10 para a Biblioteca do Instituto e 40 para os autores.
7. Os textos originais não serão devolvidos e os originais das ilustrações estarão à disposição dos autores.
INSTRUCTIONS TO AUTHORS
3.
4.
1. Manuscripts submitted to the Editorial Board should bc unpublished texts and should not bc under considera-
tion for publication clsewhere. Reproduction for commercial purposes is not allowed. The Editorial Board wi 11
plan the publication of revision articles.
2. The original and two copies of papers should bc typewritten in Portuguese, English or French, double spaced,
on typing paper (31 x 21cm). Pages should be numbered consecutivcly at the upper rigjtt corner.
The following structure should be considered in the preparation of the manuscript: Title page: with article ti-
tlc, name of author(s), profcssional address. Text: with introduction, material and mcthods. rcsults. discus-
sion, conclusions, acknowlcdgments, references, abstraets (in Portuguese and English), and keywords. A maximal
number of 03 keywords should bc included in Portuguese and English.
References in alphabctical order should be numbered consecutivcly.
Examplcs:
Books
7. BIER, O. Microbiologia c imunologia. 24.ed. São Paulo, Melhoramentos, 1985. 1234p.
Articles
8. MACHADO, J.C. & SILVEIRA F.°, J.F. Obtenção experimental da pancreatite hemorrágica aguda no cão
por veneno escorpiônico. Mem. Inst. Butantan, 40/41: 1-9, 1976/77.
Citations in the text should bc identified by the refercnce number.
Examplcs:
... método derivado de simplificação de armadilha de Disney 1
... segundo vários autores 2
5. Illustrations (photographs, tablcs, figures etc.) should be the originais and legends should bc submitted typcw-
ritten on a separate shcct. Linc-drawings should bc with China ink and photographs must be of top quality. On
the back of cach figure or photograph the name of the author(s) should be lighly written and the number indi-
cating the scqucnce in the text. Illustrations should fit in a page measuring 22 x 12,5cm.
6. No more than 6 illustrations will bc acccptcd and photographs should bc black and white. Fifty reprínts of each
article are provided without charge, and 10 will be kept at the library.
2. Submitted manuscripts will not be rcturned to the author(s) but the original illustrations are available to au-
thor(s) by request.
cm
iSciELO
0 11 12 13 14 15 16