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Serie ZOOLOGIA Número 38 29-7-1970
Recent foraminifera from the continental shelf of Rio
Grande do Sul collected by the hydrografic vessel
“Canopus”.
ERICA ULRICA ROETTGER
Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: III. Espécies depositadas no
“II. Zoologisches Institut und Museum der Univer-
sitat” de Göttingen, Alemanha.
JOSE WILLIBALDO THOME enero aa ara PER 13
Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus DUMERIL,
BIBRON & DUMERIL, 1854, curiosa serpente sub-
terrânea.
THALES DE LEMA
MUSEU RIO-GRANDENSE DE CIÊNCIAS NATURAIS
Divisão de Ciências do Departamento de Ciência e Cultura
Secretaria de Estado dos Negócios da Educação e Cultura do
Govêrno do Estado do Rio Grande do Sul.
PORTO ALEGRE
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FEB 24 1971
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IHERINGIA é o periódico de divulgação de trabalhos científicos inéditos do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais, publicado em quatro (4) séries: “An-
tropologia”, “Botânica”, “Geologia” e “Zoologia”. Cada série é editada em fascículos,
com numeração corrida independente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no todo ou por série, é distribuído à Instituições congêneres em
regime de permuta, podendo eventualmente também ser distribuído gratuitamente
a cientistas ou outros interessados.
IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific works and research
data from the “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, issued on four (4)
series: “Antropology”, “Botany”, “Geology” and “Zoology”. Each series is published
in fascicules of independent numeration, with one or more articles.
IHERINGIA as a whole or as separate series, is intended to be exchangeable
with similar Institutions and can be sent free of charge to scientists and interes-
ted people, on request.
Recomendações aos autores:
1. Os manuscritos devem versar, preferencialmente, assunto pertinente ao Estado
do Rio Grande do Sul e regiões limítrofes; .
2. Devem ser encaminhados, por ofício dirigido ao Diretor e serão aceitos a cri-
tério de comissão redatorial designada para cada artigo;
3. Terão prioridade os artigos dos pesquisadores do Museu ou que versem sôbre
material depositado em suas coleções;
a Os artigos em língua portuguesa devem ter também um resumo em língua es-
trangeira e os em língua estrangeira (alemão, espanhol, frarcês, inglês, italiano
e latim moderno) devem ter, obrigatöriamente, um segundo resumo em por-
tuguês;
5. Os originais devem ser apresentados: 5.1. em duas vias datilografadas, espaço
dois, com margens mínimas de 2em, sem emendas, em papel branco tamanho
ofício (32x22cm), utilizando um <só lado e tôdas as fôlhas devem vir nume-
radas na margem superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2.
apenas os nomes científicos devem ser sublinhados com um traço simples; 5.3.
os nomes dos autores, inclusive de referência bibliográfica, devem vir datilo-
grafados em MAIÚSCULAS; 5.4. as referências bibliográficas, no fim do arti-
go, devem restringir-se ao estritamente necessário e devem vir organizadas em
ordem alfabética do sobrenome do autor e secundäriamente em ordem crono-
lógica; 5.5. na citação de artigos, o nome do periódico deve vir sublinhado e
na de livros, o título da obra; 5.6. as abreviações de periódicos, preferencial-
mente, devem obedecer as adotadas no “World List of Scientific Periodicals”;
5.7. a disposição dos dados das referências deve obedecer o critério dos seguintes
exemplos hipoteticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.2 ed. Pörto Alegre,
Livraria Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi+456 p., 28 f., 15 est.;
—,— (1960) — Bignoneaceae Riograndensis — Iheringia, Pôrto Alegre, Bot.,
Vo a 0:60 DP. 126/01. NS nesta ml-26
5.8. tôdas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida,
permitindo-se o editor agrupá-las e distribuí-las do modo mais econômico, sem
prejudicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações
do autor; 5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China,
preferencialmente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos
tamanhos que permitam a redução para o máximo de 17xllem; 5.10. ilustra-
ções à côres devem ser combinadas previamente e seu custo fica a cargo do
autor; 5.11. as legendas das figuras devem vir em ordem numérica, em fôlha
separada do texto; 5.12. a localização aproximada das figuras no texto deve
ser ascinalada pelo autor na margem direita do manuscrito, sempre à lápis;
6. A correção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo ex-
pressa convenção em contrário. Modificações no texto, durante as correções,
só serão aceitas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
7. Serão fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independente-
mente do número de autores. Maior número de separatas poderão ser forneci-
das mediante prévio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega
dos originais.
Prof. Jose Willibaldo Thomé -— Naturalista
Diretor-editor
Enderêço para correspondência (Mailing address):
Caixa Postal, 1188
Pôrto Alegre — Rio Grande do Sul — Brasil
Pörto Alegre — RS — 29 de julho de 1970.
Senhores:
Dear Sirs:
Queiram ter a gentileza de preencher o presente, devolvendo-
-c ao Museu, a fim de que não haja interrupção na remessa de
número seguinte de IHERINGIA.
Please complete the requested below and return it to us,
so that we can send you the next number of IHERINGIA.
1. Recebemos e agradecemos: IHERINGIA, Zoologia, n. 38.
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PORTO ALEGRE — Rio Grande do Sul
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| |
RECENT FORAMINIFERA FROM THE CONTINENTAL SHELF
OF RIO GRANDE DO SUL COLLECTED BY THE HYDRO-
GRAPHIC VESSEL “CANOPUS” (*)
Erica Ulrica Roettger (**)
SUMMARY
Recent foraminifera from the continental shelf of Rio Grande do
Sul State were studied with respect to their zoogeographic and bathy
metric distribution. The delimitation of biological indicators for the
Malvin and Brazil currents was also made in order to recognize fo-
raminifera associations, according to their bathymetric distributions.
There were found 184 benthonic and 14 planctonic species, being
most of them typical of the subtropical zone.
The most abundant benthonic species are:
Buliminella elegantissima, Uvigerina peregrina forma parvula,
Cassidulina crassa forma minima, Cancris oblongus, Bulimina margi-
nata forma aculeata, Bulimina marginata forma typica, Pseudoparrella
'exigua, Hopkinsina pacifica, Nonion grateloupi grateloupi and Bolivina
striatula. Among the planctonic species we found:
Globigerina bulloides and Gioborotalia scitula.
The association observed according to their bathymetric distribu-
tion were:from 0 to 20 m:
Quinqueloculina aff. seminulum, Rotalia beccarii var. parkinsoniana
and Trochammina ochracea.
From 20 to 50 m:
Buccella peruviana campsi, Discorbis nitidus, Nonionella atlantica
and Textularia earlandi.
From 50 to 100 m:
Pseudoparrella exigua, Nonionella turgida and Virgulina complana-
ta.
RESUMO
Foraminíferos recentes da plataforma continental do Rio Grande
do Sul são estudados quanto à sua distribuição -zoogeográfica e bati-
métrica, quanto à delimitação de espécies indicadoras biológicas e quan-
to ao reconhecimento de associações batimétricas.
Foram encontradas 184 espécies bentônicas e 14 planctônicas, pró-
prias, na maioria, à zona subtropical.
As espécies bentônicas mais abundantes foram:
Bulimineila elegantissima, Uvigerina peregrina forma parvula,
Cassidulina crassa forma minima, Cancris oblongus, Bulimina margi-
(*) Accepted for publication on November 1968; The research of the section o?
Paleontology from the “Instituto de Ciências Naturais, UFRGS", is subven-
tioned by the “Conselho Nacional de Pesquisas”, Rio de Janeiro.
-**) Research fellowship of the “Conselho Nacional de Pesquisas” on the Section
of Paleontology, UFRGS, Pörto Alegre.
4 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
nata forma aculeata, Bulimina marginata forma typica, Pseudoparrella
exigua, Hopkinsina pacifica, Nonion grateloupi grateloupi e Bolivina
striatula.
Como planctönicos citamos:
Globigerina bulloides e Globorotalia scitula.
As associações batimétricas observadas foram: de 0 a 20 m:
Quinqueloculina aff. seminulum, Rotalia beccarii var. parkinsoniana
e Trochammina ochracea.
De 20 a 50 m:
Buccella peruviana campsi, Discorbis nitidus, Nonionella atlantica
e Textularia earlandi.
De 50 a 100 m:
Pseudoparrella exigua, Nonionella turgida e Virgulina complanata.
Não foram encontradas, de uma maneira geral, aquelas espécies
típicas das correntes de Malvina e Brasil, assinaladas por BOLTOVSKOY
(1959, a, c). Exceções são, dentre as bentônicas Buccella peruviana
campsi e,dentre as planctönicas Globigerina bulloides, ambas de águas
frias. A primeira, normalmente se apresenta bem desenvolvida, porém,
devido a zona em que se encontra, acha-se bastante reduzida. A se-
gunda é considerada cosmopolita, encontrando-se também nas águas
quentes da corrente do Brasil. Fci observada também a presença
de outro planctônico Globigerincides ruber, não tão comum quanto o
anterior, e que apresentava junto a formas típicas outras menores e
descoradas. Isto acontece geralmente quando há diminuição de tem-
peratura.
Assim, não foi possível ainda, constatar os limites das correntes,
ao menos durante a época de coleta, o que será objeto de estudos em.
outras estações do ano, assim como as associações das áreas circun-
vizinhas, em vista da mudança constante de limites das correntes du-
rante as diferentes estações do ano.
INTRODUCTION
According to EKMAN (1953, p. 24) one of the least studied
áreas in the world is the region between Patagonia and Rio de
Janeiro. During the last ten years however a great progress has
been achieved in the study of foraminifera of the above area:
especially the studies realized by BOLTOVSKOY (1959-1966)
who described the foraminiferal occurrences from the continen-
tal shelf. One of his most important conclusions was the deli-
mitation of the biological indicators for the Brazil and Falkland
eurrents. For this study the foraminifera are excellent orga-
nisms to distinguish the different water bodies.
This paper attempts to recognize the biological indicators
referred to the above author and, if possible, to delimitate other
characteristic indicators for the referred currents. It is also
hoped it will recognize foraminiferal assemblages according to
their bathymetrie distribution. The knowledge of the bathyme-
tric distribution of foraminifera along the shelf of Southern Bra-
zil has a special interest. for the paleoecological reconstruction
of the sedimentary deposits from drill holes of the Coastal Plain
from Rio Grande do Sul.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 5
Both benthonic and planctonic foraminifera found in samples
taken along the continental shelf of Rio Grande do Sul were
examined (Fig. 1). The samples were collected by the hydro-
graphic vessel of the Brazilian Navy “NHI Canopus”, in a total
of 67 samples, of which 16 were collected in November 1963
and the other 51 during December 1963, between the latitudes
31°44’S and 33°24’S and the longitudes 52°41’W and 51°15’W. In
this area, the subtropical waters, according to EMILSSON (1961,
p. 102), can be found, with a salinity between 36º/00 and 35º/09
and temperatures ranging from 10°C to 20°C. The continental
shelf grows gradually wider southwards, so that at our coast it
extends over 150 n.m. (277,5 km).
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Fig 1 — Rio Grande do Sul map, showing the collect places
accomplished by the hydrographic vessel “Canopus”.
6 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Southern Brazil can be characterized as the possible meeting
zone of the Falkland and the Brazil currents. The different
points of view of the authors who studied this subject in this
area were presented and discussed by BOLTOVSKOY (1959b).
According to him, as soon as the Falkland waters enter the
Brazilian shelf they immerse and go along the sea bottom: over-
spread by the Brazil“current up to the latitude of 22°S. -
The western limit of the Brazil current can only be deter-
mined througn planctonic species and BOLTOVSKOY (1959a,
p. 38) points out as characteristic species the following ones:
Globigerinoides rubra, G. sacculifera, G. conglobata, Globigerina
eggeri, Globorotalia menardii forma typica, G. menardii forma
tumida and Pulleniatina obliquiloculata.
METHODS OF STUDY
The material was collected with a sampler similar to that
described by PHLEGER (1952, p. 320) Samples were washed
over a 250 mesh sieve (0,0062) and floated by CCl,. The fre-
quency was made established upon the following criterion:
(Very rare) MR. 0to 2 specimens
(Rare) RR: 7340 Do x
(Scarce) Es 76710520 2
(Frequent) 1021710550
(Abundant) A: more than 50 specimens
D
(Abundant, dominant) A
In the synonymy we included the original description and
one of a work from an adjacent geographical area, in which fur-
ther details of the morphological features as well as a longer sy-
nonymy list can be found.
The morphological description was only made for those
species that were not described and/or discussed in previous
papers of the studied area.
After each species are presented short remarks, a synonymy
list as well as the frequency: which obeys the order in the table.
Each station received a number according to the order of
sampling, preceded by the letter C, the first one from the name
of the sampling ship (Canopus). The frequency table (Fig. 2)
he species present in
south Brazilian coast.
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2 — Frequency table of the species present in the samples
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IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 7
was made, on the other hand, in order from the Northest point
of sampling to the Southernmost one, and at the same time
disposed from the West to East.
In this paper we preferred, for practical reasons, to use the
alphabetical order in the list of species, method already used by
BOLTOVSKOY since 1961.
PREVIOUS WORK
The Foraminifera from this region were studied in the pre-
ceeding years by different authors:
NARCHI (1956) studied three foraminifera families from
the continental shelf between the paralels 20°S and 30°S, but
having only one sample from the coast of Rio Grande do Sul.
BOLTOVSKOY (1959a, c) studied samples from our coast
and later examined the most typical species from the Falkland
eurrent and their distribution along the Brazilian shelf.
BOLTOVSKOY (1961) presented a qualitative study from
new samples from the Brazilian southern coast.
CLOSS & BARBERENA (1960, 1962) studied the foraminifera
from beach samples along the Rio Grande do Sul coast.
BATHYMETRIC ASSOCIATIONS
According to BOLTOVSKOY (1956, p. 124-126), the continen-
tal shelf belongs to the sublitoral zone which extends from the
ebb tide to the talude. On the other hand the continental shelf
is divided into:
Turbulence — in which occur
zone the turbulences
(0-20) due storms: tides,
eterd o
Inner shelf
(0-50-70)
Inner shelf — in which hardly
Continental | (20-50-70) occur turbulen-
shelf ces.
Outer shelf
(depths
over 70m)
8 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
In the study of bathymetric associations of our region there
were establish three zones, according to the sampling points
depths. These same points can be found in the three first quotas
along the coast and from West to East.
I — 0-20 m; II — 26-50 m; HI — 50-100 m
Z ONCE IT
This zone is placed in the 0-20m quota with 29 stations of
sampling, the largest number of all three zones. The most abun-
dant are:
Buliminella elegantissima, Quingueloculina aff. seminulum,
Rotalia beccarii var. parkinsoniana and Trochammina ochracea.
As frequent species are:
Bolivina striatula, Elphidium discoidale and Hopkinsina pa-
cifica.
....From all these forms Buliminella elegantissima will also be
abundant in the other zones while Rotalia beccarii var. parkin-
soniana and Trochammina ochracea have their importance just
in this zone. Most of the frequent species will also be present
in the other zones.
In the so called “turbulence zone” from the continental
shelf, we can point out as characteristic only three species:
Quirqueloculina aff. seminulum, Rotalia beccarii var. par-
kinsoniana and Trochammina ochracea. These species can be
grouped together with those from the next 30m, forming the
total inner continental shelf association.
ZONE TI
This zone is placed in the 20-59m quota, from which were
observed 27 stations. As most abundant are found the following
species:
Buliminella elegantissima, Cassidulina crassa forma minima,
Hopkinsina pacifica, Uvigerina peregrina forma parvula, Uvige-
rina peregrina forma typica Bulimina patagonica forma glabra
and Cancris oblongus.
The most frequent species are:
Nonion grateloupi grateloupi, Elphidium discoidale, Buccella
peruviana campsi, Discorbis nitidus, Elphidium aff. discoidale,
Nonionella atlantica and Textularia earlandi.
Buliminella elegantissima continues to be the most abundant
species,occurring as abundant in 8 stations. It was also found
Cassidulina crassa forma minima, but only one specimen oi
Cassidulina crassa forma brasiliensis. Hopkinsina pacifica is
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 9
pointed out as one of the most frequent one in zone I and the
third most abundant in zone II.
Characteristic species of this depth are:
Buccella peruviana campsi, Discorbis nitidus, Nonionella
atlantica and Textularia earlandi.
The inner continentai shelf total association would be des-
eribed as follows:
Quinqueloculina aff. seminulum, Rotalia beccarii var. par-
kinsoniana, Trochammina ochracea, Buccella peruviana campsi,
Discorbis nitidus, Nonionella atlantica, and Textularia earlandi.
ZEOEN GE III
The last zone is placed in the 50-100 m quota and has only
eleven stations, however it is the richest one, qualitatively and
quantitatively. The most abundant species are the followinz.
Uvigerina peregrina forma parvula, Bulimina marginata
forma aculeata, Cancris oblongus, Bulimina marginata forma
typica, Pseudoparrella exigua, Cassidulina crassa forma minima
and Buliminella elegantissima.
The most frequent species are:
Nonion grateleupi grateloupi; Hopkinsina pacifica, Nonio-
nella turgida and Virgulina complanata.
it was also observed a decrease in abundancy of Buliminella
elegantissima, and an increase of Uvigerina peregrina forma par-
vula, which ocupies the first place in abundancy. The outer
continental shelf association can be described as:
Pseudoparrella exigua, Nonionella turgida and ‚Virgulina
complanata.
Pseudoparrella exigua was pointed out by PHLEGER for
the 110-910 m zone. This species appears occasionally in the
other zones reaching high development in the zone III.
The three zones have a variable width. The outer ones are
more developed than the inner, near the relatively narrow coast
zone. The depth of the sampling points lies between 11 and 100
m. The area of the studied zone is also relatively narrow
(31°-34°); this will delimit the results, not permiting wider ge-
jeralizations.
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ROETTGER, E. U. — Recent forami
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MHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 11
GENERAL CHARACTERISTICS AND DISCUSSION ABOUT
THE STUDIED SPECIES
Benthonic species
Zone I (0-20m)
This zone is the nearest one along the coast. Normally great
variations occur in it and all fauna there observed must be able
to resist to those variations, the reason why we can found there
very resisting species. There is also a low number of species,
qualitatively and quantitatively being a poor zone. There were
observed an almost absolute absence of Lagenidae and only some
isolated forms of planctonic specimens.
The most abundant species are:
Buliminella elegantissima, Quinqueloculina aff. seminulum,
Rotalia beccarii var. parkinsoniana, Trochammina ochracea, Bo-
livina striatula, Elphidium discoidale and Hopkinsina pacifica.
Zone II (20-50m)
This is the zone, where the continental shelf really begins.
We can still found there species with strong and resisting walls
and, many of them are common with those of zone I. The number
of planctonic species also increases.
The most abundant species of this zone are:
Buliminella elegantissima, Cassidulina crassa forma minima,
Hopkinsina pacifica, Uvigerina peregrina forma parvula, Buli-
mina marginata forma typica, Bulimina patagonica forma glabra
end Cancris oblongus.
We can also point out some new species, not present in zone
I and III: Bucella peruviana campsi, Discorbis nitidus and Nonio-
nella atlantica.
The hyaline species slowly begin to develope, as well as
more agglutinant specimens of Proteonina, Reophax and Sacca-
mina.
Z one III (50-100m)
This is the richest zone in quality as well as in quantity. The
number of hyaline species increases greatly, among them we can
find Lagenidae and Buliminidae. From the last one the genus
Uvigerina predominates.
The most abundant species are:
12 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Uvigerina peregrina forma parvula, Bulimina marginata
forma aculeata, Cancris oblongus, Bulimina marginata forma
typica Pseudoparrella exigua, Cassidulina crassa forma minima
and Buliminella elegantissima.
The most frequent species are:
Nonion grateloupi grateloupi, Hopkinsina pacifica, Nonionella
turgida, and Virgulina complanata.
Uvigerina peregrina forma parvula reaches its maximum de-
velopment, while Buliminella elegantissima and Cassidulina cras-
sa forma minima decrease in importance. Pseudoparrella exigua
also became important, appearing occasionally in zone I and II.
Most agglutinant species, as well as the planctonic ones increase
their development in zone III.
It was observed that most of the species pointed out by
Boltovskoy (1956, p. 122-130) are present in the 3 zones, except
Hopkinsina pacifica, not mentioned by him in the 0-20m area
and Cassidulina, in the 20-50 m area. Comparing the assemblages
found with those presented by PHLEGER (1960b) from the Gulf
ef Mexico, one of the best studied comparative areas in the world,
we observe only one species that also occurs in our area, since
all others were not yet registered. However, some species found
by PHLEGER in depths over 110 m were found in our area in
depth under 100 m and at the same time, they are the most cha-
racteristic ones of these zones. These species are: Uvigerina pe-
regrina forma parvula, Bulimina marginata and Pseudoparrella
exigua. All the others species occur in an insignificant number
in the region. We observe also that many species mentioned by
PHLEGER as characteristic for depths over 910m occur since
20 m, like Adercotryma glomeratum, or since 50 m, like Sipho-
textularia affinis and Pullenia quinqueloba, but in very small
number.
E blame t o ner isipresciless
There were found 12 planctonic species, from which only:
two have some importance:
Globigerina bulloides and Globorotalia seitula.
The other Species are:
Globigerina eggeri, Globigerina radians, Globigerinella ae--
quilateralis, Globigerinoides conglobata, Globigerina ruber forma
typica, Globigerina ruber forma triloba, Globigerina ruber forma.
pyramidalis, Globigerinoides sacculifera, Globorotalia menardii
forma typica and Globorotalia menardii forma fimbriata.
Globigerina bulloides was found in 27 stations, of which only
5 were abundant.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 13
The specimens encountered were typical but many of them
were very small, probably young forms.
Globorotalia scitula found in only 6 stations, one of them in
the 0-20 m zone and the remaining in the 50-100 m zone, being
absent in the 20-50 m area.
CONSIDERATIONS ON THE MOST ABUNDANT SPECIES
Buliminella elegantissima
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
lth place in abundance 1th place in abundance ö5th place in abundance
This species is found in all depths (09-100 m) being the most
abundant in the 0-20 m area (7 stations) and in the 20-50 m area.
In the 50-100 m zone it is still abundant but no more the most
one. Buliminella elegantissima is found in 57 of the 67 stations,
being abundant in 19 of the same. In a general way the speci-
mens were very Small and it was necessary to use a great en-
largement to drive them.
Uvigerina peregrina forma parvula
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
— 4th place in abundance th place in abundance
This species is also found in all depths, being of no impor-
tance in the 0-20m zone, growing as soon as it riches the zone
II to become the most abundant in zone III in which 9 stations
are abundant. They are found in a total of 36 stations.
Cassidulina crassa forma minima
(0-20m) (20-50m) (50510050)
— 24 place in abundance 4th place in abundance
Cancris oblongus
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
— 4th place in abundance 2d place in abundance
This species reaches its maximum development in the zone
HI, where it is the second most abundant one. The specimens
14 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
are in a general way well developed, being more common than.
Cancris sagra.
Bulimina marginata forma aculeata
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
= — 2d place in abundance-
This species was not found in the 0-20 m zone, in the follo-
wing zone it reaches the second place in frequency and in the.
zone III is the second in abundancy. It was also observed that
this frequency grew southward. In the northern zones there
was a minimum of stations, while in the southern region the.
number of stations was rather big.
Bulimina marginata forma typica
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
— 4th place in abundance 3th place in abundance-
This species ocupies, as well as Bulimina marginata forma
aculeata, the 4t place in the total abundancy, distributed as such
in 10 of its 33 stations. It is found in all depths, reaching the.
greatest development in the zone III.
Pseudoparrella exigua
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
-— — sth place in abundance.
This species was observed also in all zones but only in the.
third one it reaches some importance, occupying the third place,
found as abundant in 7 stations. As Soon as we go southward
the number of stations in which this species can be found grows,
while to the northern region the number is ratter small.
Hopkinsina pacifica
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
— 3th place in abundance 6th place in abundance
Hopkinsina pacifica is found in the 3 zones, but it reaches
the most abundancy in the zone II, decreasing again in the zone
HI. This species is relatively very frequent, and reaches the-
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 15
first place in the total frequency. In the total abundancy, as
well as Pseudoparrella exigua, it occupies the 5” place.
Nonion grateloupi grateloupi
(0-20m) (20-50m) (50-100m)
— 5th place in abundance 6th place in abundance
This species is regularly distributed along the three zones,
being of low abundancy in the zone III, and little more abundant
in zone II, while in the zone I it has no especial importance. It
is distributed along 43 stations and occupies the 6!” place in the
total abundancy.
CONCLUSIONS
The most abundant Species found in the studied region are
the following:
Buliminella elegantissima, Uvigerina peregrina forma par-
vula, Cassidulina erassa forma minima, Cancris oblongus, Buli-
mina marginata forma aculeata, Bulimina marginata forma typica,
Pseudoparrela exigua, Hopkinsina pacifiga, Nonion grateloupi
grateloupi and Bolivina striatula.
From the planctonic species only two, Globigerina bulloides
and Globorotalia scitula, have some importance, because the re-
maining species occur in a very small number.
The associations observed according to thre bathymetric dis-
tribution were: from 0 to 20m:
Quinqueloculina aff. seminulum, Rotalia beccarii var. park-
inseniana and Trochammina ochracea.
From 20 to 50 m:
Buccella peruviana campsi, Discorbis nitidus, Nonionella
atlantica and Textularia earlandi.
From 50 to 100 m:
Pseudoparrella exigua, Nonionella turgida and Virgulina
complanata.
From the Falkland and Brazil currents biological indicators,
only one benthonic species was found: Buccella peruviana campsi.
Normally this species presents a great development in the cold
waters. However the specimens found in our samples werc
small to middle sized, probably due the zone in which they are
found, the coastal zone. One planctonic species from cold waters
was also observed: Globigerina bulloides. .It is considered, howe-
16 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
ver, cosmopolite, occurring also in the Brasil current warm
waters. Globigerinoides ruber, another planctonic species, not So
common as the last one, presented, together with normal speci-
mens, forms with small size and the red color absence, which
indicates mostly diminishing temperature.
There were not observed other characteristic species from
those mentioned by BOLTOVSKOY (1959a, c) as typical to the
Falkland colder current or to the Brazil warmer current, but,
since it is known that they change normal and steadily their
limits, due the changing seasons mostly, it would be very in-
teresting to obtain more data through complementary studies
about the behaviour in the other seasons, as well as the bathy-
metric association from the surrounding areas.
LIST OF FORAMINIFERA SPECIES ENCOUNTERED
Benthonic species
Adercotryma glomeratum (Brady)
1884 Haplophragmium glomeratum Brady. — Brady, Challen-
ger, p. 309, pl. 34, figs. 15-18.
1960 Adercotryma glomeratum (Brady). — Barker, Taxonomie
Notes, pl. 34, figs. 15-18.
The specimens are rather small and not very characteristic.
Distribution: C: 6-MR; 43-E; 52-E; 46-R; 53-E; 54-E; 36-F; 38-F;
44-MR; 35-R.
Alveolophragmium subglobosum (G. O. Sars)
1869 Lituola subglobosa. — M. Sars, Bemaerkninger, aar 1868,
p. 250 (nomem nudum).
1872 Lituola subglobosa. — G. O. Sars, Hardangerfjordens, aar
LOM 253.
1960 Alveolophragmium subglobosum (Sars). — Barker, Taxo-
nomic Notes, pl. 34, figs. 7, 8, 10.
There are typical specimens associated with some very
little ones.
Distribution: C: 113-R; 5-MR; 2-MR; 43-E; 46-E; 47-E; 33-E;
36-MR; 38-E; 44-E; 45-F; 34-F.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 17
Ammobaculites salsus Cushman & Bronnimann
1948 Ammobaculites salsus. — Cushman & Bronnimann, Trini-
dadıııp. 16, pl. 3, fies. 7-9.
1953 Ammobaculites salsus Cushman & Bronnimann. —
Parker, Phleger & Peirson, San Antonio, p. 5, pl. 1, figs
17-25.
Only one exemplar and in not very good conditions.
Distribution: C: 46-MR.
Ammoscalaria pseudospiralis (Williamson)
1858 Proteonina pseudospirale. — Williamson, Great Britain, p.
2sple ls Ties 205.
1954 Ammoscalaria pseudospiralis (Williamson). — Parker, NE
Viexico, p. 488, pl. 2, figs. 3, 4.
Distribution: C: 35-MR.
Angulogerina angulosa occidentalis (Cushman)
1922 Uvigerina angulosa Williamson. — Cushman, Tortugas,
p. 34, pl. 5, figs. 3, 4.
1923 Uvigerina occidentalis, n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 4,
p. 169.
1954b Angulogerina angulosa occidentalis (Cushman). — Bol-
tovskoy, San Jorge, p. 198, pl. 11, figs. la, b, 2a, b.
There are few but typical specimens.
Distribution: C: 52-MR; 35-MR; 34-MR; 40-MR.
Astacolus crepidulus (Fichtel & Moll)
1803 Nautilus crepidula. — Fichtel & Moll, Test. Mier., p. 107,
pl 19, fies gi,
1954b Astacolus crepidulus (Fichtel & Moll). — Boltovskoy,
San Jorge, p. 144, pl. 5, fig. 6.
The specimens are very small and not much typical.
Distribution: C: 114-MR; 54-MR; 38-R; 41-MR; 40-R.
Astacolus sp. A.
(BIER EISEN)
18 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Specimen presenting transparent wall, small perforations,
initial chambers planispiral and flatened becoming unise-
riated and inflated toward the last chambers. Short neck.
The initial chambers present some small spines.
Distribution: C: 114-MR.
Bolivina albatrossi Cushman
1922 Bolivina albatrossi, n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 3, p. 31,
pl. 6, fig. 4.
1954b Bolivina albatrossi Cushman. — Boltovskoy, San Jorge,
pe 19 pl2lsshiesea 3
Found in all depths, from 0 to 100 m, but in small number.
Distribution: C: 108-R; 114-MR; 19-MR; 33-MR; 44-MR; 35-MR.
Bolivina aff. doniezi Cushman & Wickenden
1929 Bolivina doniezi n. sp. — Cushman & Wickenden, J. Fer-
nandez, p. 9, pl. 4, fig. 3.
1957 Bolivina aff. doniezi Cushman & Wickenden. — Boltovs-
koy, La Plata, p. 52, pl. 8, figs. 16-18.
Distribution: C: 105-E; 106-MR; 108-R; 103-R; 100-E; 104-R;
22-MR; 32-R;'30-R; 31-P; 15-F; 114-E; 113.877. MR D2SERE
23-E; 19-E; 26-MR; 43-F; 52-E; 46-MR; 53-F; 54-A; 49-E,
48-MR; 47-E; 33-E; 37-E; 36-A; 38-F; 45-F; 35-F; 34-E; 40-E.
Bolivina fragilis Phleger & Parker
1951 Bolivina fragilis n. sp. — Phleger & Parker, NW Mexico,
p. 13, pl. 6, figs. 14, 23,24.
Found in very small number at depths from 20 to 100 m.
Distribution: C: 113-MR; 37-MR; 36-R.
Bolivina laevigata (Williamson)
1858 Textularia variabilis, var. laevigata. — Williamson, Great.
Briv.,sp. 41, pl. 6. 119.168.
1954b Bolivina laevigata (Williamson). — Boltovskoy, San Jor-
ge, p: 186) pl 13, dis 10:
The first chambers are more acuminate than in most spe-
cimens.
Distribution: 115-MR.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 19
Bolivina lowmani Phleger & Parker
1951 Bolivina lowmani n. sp. — Phleger & Parker, NW Mexico,
pres plo 118502021.
Distribution: C: 36-E; 38-MR.
Bolivina aff. ovata Egger
(BIS te)
Biserial, transparent and ovated specimens. Perforations rather
big. This form is, in a general way, rather similar to Bolivina
ovata Egger (1895) but the description and figure on which we
based the taxonomy were not enough to lead us to a final classi
fication, as well as the small number of specimens and the absence
of comparative material.
Distribution: C: 113-E.
Bolivina pseudoplicata Heron-Allen & Earland
1930 Bolivina pseudoplicata sp. n. — Heron-Allen & Earland,
Plymouth, p. 81, pl. 3, figs. 36-40.
1954b Bolivina pseudoplicata Heron-Allen & Earland. — Bol-
tovskoy, San Jorge, p. 192, pl. 13, figs. 7-9.
This specimen is more numerous in the depth of 50 to 100 m.
Distribution: C: 31-MR; 53-R; 49-MR; 37-E; 36-F; 38-R; 41-MR.
Bolivina striatula Cushman
CRI fio)
1922 Bolivina striatula n. sp. — Cushman, Tortugas, p. 27 (pars),
pl 3 tie 10.
1954b Bolivina striatula Cushman. — Boltovskoy, San Jorge,
p. 190, pl. 13, figs. 12-16.
This species is one of the most frequent, occuring in all depths
and in many stations.
Distribution: C: 105-R; 106-MR; 103-MR; 100-E; 104-MR; 22-MR;
32-F; 30-MR; 31-F; 15-F; 114-R; 113-E; 110-E; 7-MR; 4-MR;
9I-MR;2 13.MR. IE: 8-R:;5-R: 12-MR: 2-5: 25-8: 18-R;
16.R;, 23-.R:219-E) 21-MR; 27-MR; 29-MR; 5I-R; 52-E;
46-MR; 53-F; 54-F; 49-R; 33-R; 37-A; 36-A; 38-F; 44-E:
33-F; 42-MR; 34-F; 41-R.
20 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul. ...
Bolivina striatula Cushman var. spinata Cushman
1936 Bolivina striatula Cushman var. spinata Cushman. —
Cushman, Verneuilinidae, p. 59, pl. 8, figs. 9a, b.
1951 Bolivina striatula Cushman var. spinata Cushman. —
Phleger & Parker, NW Mexico, p. 14, pl. 7, fig. 7.
Distribution: C: 45-R; 35-F; 41-MR; 40-A.
Bolivina subspinescens Cushman
1922 Bolivina subspinescens n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 3,
pras plates:
1959 Bolivina subspinescens Cushman. -—- Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 62 pl 1 eds
The specimens are in small number but characteristics.
Distribution: C: 36-E; 35-MR; 40-E.
Bolivina translucens Phleger & Parker
1951 Bolivina translucens n. sp. — Phleger & Parker, NW Me-
xico dp. 15, pl. (, fies... 13, 14:
1954b Bolivina translucens Phleger & Parker. — Boltovskoy,
sam Jorge, p. 195 pls fiestas:
Distribution: C: 32-MR.
Bolivinopsis sp. A
(PISA)
Small specimens, presenting transparent walls. Initial chambers
planispiral tending to biserial. Droplike aperture at the last
chamber. They are, in certain morphological features, similar
to Bolivinopsis scanica Brotzen (1948), but our specimens are not
in good conditions and do not allow us a better study.
Distribution: C: 105-MR; 103-MR; 31-MR; 2-MR; 19-MR; 53-MR;
94-MR; 44-MR; 35-MR.
Buccella frigida (Cushman)
1921 Pulvinulina frigida Cushman. — Cushman, Hudson Bay,
obs ZA
1931 Eponides frigida (Cushman). — Cushman, Atlant. Oc. 8,
p. do:
1959 Buccella frigida (Cushman). — Boltovskoy, Sur Brasil, p.
92 pl. 13, frostba ip:
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 ZA
Distribution: C: 100-MR; 32-F; 31-E; 15-R; 114-E; 113-E; 10-MR;
7-MR; 4-MR; 9-MR; 13-R; 11-E; 12-MR; 25-E; 18-MR; 23-E;
19-R; 21-MR; 28-R; 51-E; 52-F; 46-MR; 53-E; 54-E; 49-E;
47-E; 33-E; 38-R.
Buccelia peruviana campsi (Boltovskoy)
1954 Eponides peruvianus campsi n. subsp. — Boltovskoy, San
Jorge, p. 205, pl. 17, figs. 6-8.
1959 Buccella peruviana campsi (Boltovskoy). — Boltovskoy,
SULA Brasil, po 93 ph .13, 18. 7.
The specimens are, in a general way very small, as well as
Buccella frigida (Cushman).
Distribution: C: 100-MR; 32-E; 114-E; 113-MR; 110-MR; 13-MR;
1-MR; 11-E; 8-MR; 5-MR; 6-MR; 2-R; 23-E; 26-MR; 43-E;
52-A; 46-E; 53-E; 54-F; 49-F; 47-F; 33-R; 36-E; 38-E;
44-MR; 34-F; 41-MR; 40-F.
Bulimina affinis d’Orbigny
1840 Bulimina affinis. — d’Orbigny, Cuba, p. 109, pi. 2, figs.
25,126:
1954b Bulimina affinis. d’Orbigny. — Boltovskoy, San Jorge, p.
Io pi O fig e:
This species occurs in all depths but increases in frequency in the
deeper zone,
Distribution: C: 15-MR; 12-MR; 2-MR; 23-MR; 43-F; 52-F; 46-E;
49-E; 50-MR; 47-E; 33-E; 44-E; 45-E; 34-A; 41-E; 40-F.
Bulimina gibba Fornasini
1900 Bulimina gibba. — Fornasini, Foram. Adriat., p. 378, figs.
32, 34.
1954b Bulimina gibba Fornasini. — Boltovskoy, San Jorge, p.
182, pl. 10, fig. 19.
Distribution: C: 12-R; 25-MR; 35-F.
Bulimina marginata d’Orbigny forma typica Boltovskoy
(Pl. I, fig. 5)
1826 Bulimina marginata d’Orbigny, Nob. — D’Orbigny, Tab!.
Méth., p. 269, n.º 4, pl. 12, figs. 10-12.
22: ROEITGER, E. U. — Recent foraminifera of R.'G. Sul:
1959 Bulimina marginata d'Orbigny, forma typica. — Boltovs-
koy, Sur Brasil, p. 77, pl. 10, figs. 3, 4.
This species belongs to the most abundant group.
Distribution: C: 105-R; 108-MR; 30-MR; 31-E; 113-A; 110-E;
10-MR; 11-E; 8-R; 6-E; 12-E; 2-E; 19-R: 20-MR>25- MB:
43-F; 52-A; 46-E; 53-A; 49-E; 48-E; 47-F; 33-F; 37-A; 36-A;
38-A; 44-F; 45-A; 35-A; 34-A; 41-F; 40-A.
Bulimina marginata d'Orbigny, forma aculeata d'Orbigny
(Ro 6)
1826 Bulimina aculeata, Nob. — d’Orbigny, Tabl. Meth., p. 269,
ROTER
1959 Bulimina marginata d’Orbigny, forma aculeata d’Orbigny.
— Boltovskoy, Sur Brasil, p. 79, pl. 11, fig. 10.
This species is also very abundant.
Distribution: C: 113-A; 12-R; 43-A; 52-F; 46-F; 53-F; 54-F; 49-E;
48-MR; 47-E; 33-A; 37-A; 36-A; 38-A; 44-F; 45-A; 35-A;
34-A; 41-E; 40-A.
Bulimina marginata d’Orbigny, forma echinata d’Orbigny
1826 Bulimina echinata, Nob. — d’Orbigny, Tabl. Méth., p. 269,
mo:
1959 Bulimina marginata d’Orbigny, forma echinata d’Orbigny.
— Boltovskoy, Sur Brasil, p. 79, pl. 11, figs. 7-9.
Only one specimen from this species was found, but very typical.
Distribution: C: 40-R.
Bulimina marginata d’Orbigny, forma subulata Cusman & Parker
1937 Bulimina elongata d’Orbigny, var. subulata Cushman &
Parker, n. var. — Cushman & Parker, Europ. Bulim., p. 51,
pl: 7, fies, 6.0.0.
1959 Bulimina marginata d’Orbigny, forma subulata Cushman
& Parker. — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 79, pl. 11, figs.
12.107.
Distribution: C: 113-E; 53-E; 47-E; 35-R; 34-MR.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 23
Bulimina patagonica d’Orbigny, forma typica Boltovskoy
1839 Bulimina patagonica d’Orbigny. — d’Orbigny, Amer.
IMerıidı, p' 50 pl l, fies. 8, 9:
1954k Bulimina patagonica d’Orbigny. — Boltovskoy, San Jorge,
p2 180, (pars). pl. 10, tigs: 13-15, pl. 19, Tigs. 8, 9: (Rest:
pl. 10, figs. 20-22, B. patagonica, forma glabra).
1959 Bulimina patagonica d’Orbigny, forma typica. — Boltovs-
koy,. sur Brasil, p. 79, pl. 11, figs. 18, 19;
This species occurs mostly in the 20-50 m depth zone.
Distribution: C: 33-MR; 43-R; 48-MR.
Bulimina patagonica d’Orbigny, forma glabra
Cushman & Wickenden
1929 Bulimina patagonica d’Orbigny, glabra, new variety. —
Cushman & Wickenden, J. Fernandez, p. 9, pl. 4, figs.
lach,
1959 Bulimina patagonica d’Orbigny,forma glabra Cushman &
Wickenden. — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 80, pl. 11, fig. 20.
This species occurs in all depths but is more abundant in the
20-50 m zone.
Distribution: C: 11-R; 5-MR; 2-R; 18-MR; 52-A; 46-E; 53-A; 54-A;
49-E; 47-F; 33-E; 37-F; 38-A; 44-E; 45-R; 34-F; 40-F.
Buliminella elegantissima (d'Orbigny)
CER Rio)
1838 Bulimina elegantissima, d'Orb. — d’Orbigny, Amer. Mérid.,
prob plo figs. 13-14.
1959 Buliminella elegantissima (d’Orbigny). — Boltovskoy, Sur
Brasil. p. 76, pl. 11, figs. 1, 2:
“This is the most abundant and frequent species found in 57 of
the 67 stations.
Distribution: C: 105-A; 115-E; 107-MR; 106-MR; 101-MR; 108-E;
103-E; 100-A; 104-E; 22-E; 32-A; 30-E; 31-A; 15-A; 114-A;
113-2: 19 - MRS 110-R:7-B: 4%: 9-MR>13 FR; 1-E; 11-A,6&-E,
5-E: 6-E; 2-E; 25-A; 18-E; 16-MR; 23-E; 19-A; 26-MR; 21-R:;
28-E; 29-MR; 51-F; 43-A; 52-A; 46-E; 53-A; 54-A; 49-A;
24 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
48-E; 47-A; 33-E; 37-A; 36-A; 38-A; 44-F; 45-F; 35-F;
42-MR; 34-A; 41-E; 40-F.
Cancris oblonga (Williamson)
Ma ne Le)
1858 Rotalina oblonga. — Williamson, Great Britain, p. 51, pl.
5, figs. 98-100.
1951 Cancris oblonga (Williamson). — Phleger & Parker, NW
Mexico, p. 20, pl. 9, figs. 17-19.
Distribution: C: 108-MR; 22-MR; 113-A; 1-MR; 6-R; 2-MR; 43-A;
52-E; 46-F; 44-A; 45-A; 35-A; 34-A; 41-E.
Cancris sagra (d’Orbigny)
1840 Rotalina sagra (d’Orb.). — d’Orbigny, Cuba, p. 91, pl. 5,
figs, 14/15;
1959 Caneris sagra (d’Orbigny). — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 96,
pilas Hesgbasbiar:
Distribution: C: 113-F; 43-A; 52-MR; 53-E; 54-R; 33-A; 36-E;
38-E; 44-F; 45-F; 35-E; 34-F.
Cassidulina crassa d’Orbigny, forma minima Boltovskoy
(RI dios)
1954b Cassidulina crassa d'Orbigny. — Boltovskoy, San Jorge,
pe208 nplaio os:
1959 Cassidulina crassa d’Orbigny, forma minima. — Boltovs-
koy, Sur- Brasil, -p. 100, pl. 15, fig 12;
The specimens are very small. The other forms of C. crassa were
not found, excepting one specimen of C. crassa forma brasiliensis.
It is also one of the most abundant species found in all depths.
Distribution: C: 105-E; 115-MR; 109-MR; 108-MR; 103-MR; 100-E:
104-MR; 31-MR; 114-A; 113-A; 110-E; 4-MR; 13-MR; 11-E;
8-R; 5-R; 6-R; 12-E; 2-E; 18-MR; 23-MR; 26-MR; 43-A;
52-A, 46-F; 53-A; 54-A; 49-F; 50-MR; 48-E; 33-A; 45-A,
34-A; 41-A; 40-A.
Cassidulina crassa d’Orbigny, forma brasiliensis Cushman
1922 Cassidulina brasiliensis n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 3,
p: 130, pl. 25, fgs 4,5.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 25
1959 Cassidulina crassa d’Orbigny, forma brasiliensis Cushman.
— Boltovskoy, Sur Brasil, p. 100, pl. 15, fig. 11.
The brazilian form of C. crassa is distinguishable by its elongated.
form.
Distribution: C: 36-MR.
Cassidulina curvata Phleger & Parker
1951 Cassidulina curvata. — Phleger & Parker, NW Mexico, p.
26, pl. 14, figs. 5a, b.
Distribution: C: 36-E.
Cassidulina neocarinata Thalmann
1922 Cassidulina laevigata d’Orbigny, var. carinata, new variety.
— Cushman, Atlant. Oc. 3, p. 124, pl. 25, figs. 6, 7.
1950 Cassidulina neocarinata. — Thalmann, Names and Homo:
nyms, p. 44.
1959 Cassidulina neocarinata Thalmann. — Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 101, pl. 15, fig. 14.
Distribution: C: 37-MR.
Cassidulina norcrossi australis Phleger & Parker
1951 Cassidulina norcrossi australis n. subsp. — Phleger &
Parker, NW Mexico, p. 27, pl. 14, figs. 8-14.
1959 Cassidulina norcrossi australis Phleger & Parker. — Bol
tovskoy, Sur Brasil, p. 101, pl. 15, fig. 16.
Distribution: C: 33-R; 40-F.
Cibicides bertheloti (d’Orbigny), forma typica Boltovskoy
1839 Rosalina bertheloti, d’Orb. — d'Orbigny, Canaries, p. 135,
pro fi05128 30:
1959 Cibicides bertheloti (d’Orkigny), forma typica. — Boltovs-
koy, p. 104, pl. 17, figs. 4a, b.
Distribution: C: 113-E, 110-R, 11-E; 6-MR; 12-MR.
Cibicides bertheloti (d’Orbigny), forma boueana d’Orbigny
26 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1846 Truncatulina boueana d’Orbigny. — d’Orbigny, Vienne,
p. 169, pl. 9, figs. 24-26.
1954b Cibides boueana (d’Orbigny). — Boltovskoy, San Jorge,
pP. 214, pl dis 18:03:
1959 Cibicides bertheloti (d’Orbigny), forma boueana (d’Orb.).
— Boltovskoy, Sur Brasil, p. 106, pl. 17, figs. 5a, b.
The forma boueana is more common than the forma typica.
Distribution: C: 113-E; 110-F; 10-MR; 9-MR; 11-F; 8-MR; 5-R;
6-MR; 12;:M&R; 2:R514356;0 52;2M&R; 408
Cibicides dispars (d’Orbigny)
1839 Truncatulina dispars d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Mérid.,
P-738. plo MMOs zo
1954a Cibicides dispars (d’Orbigny). — Boltovskoy, San Blas,
pP. 200 pls fies: Vac Dare:
“This species occurs mostly in the 20m zone
Distribution: C: 106-MR; 32-MR; 114-MR.
Cibicides pseudoungerianus (Cushman)
1922 Truncatulina pseudoungeriana, n. sp. — Cushman, Byran
Marl.,.p. 97, pl. 20 fig 9:
1954b Cibicides pseudoungerianus (Cushman). — Boltovskoy,
San Jorge, p. 215, pl. 15, figs 7a, 'b.
Distribution: C: 52-MR; 40-MR.
Cornuspira planorbis Schultze
1854 Cornuspira planorbis. — Schultze, Organismus Polythal.,
p. 40, pl. 2, fig. 21, (cit. apud Galloway, 1933).
1954b Cornuspira planorbis Schultze. — Boltovskoy, San Jorge,
piso pl 6 te
Distribution: C: 38-MR; 35-MR.
Cribrostomoides jeffreysii (Williamson)
1898 Nonion jeffreysii, nob. — Williamson, Great Britain, p. 34,
os 12, 8.
JHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 DT
1957 Labrospira jeffreysii (Williamson). —- Boltovskoy, La
Plata” p. 18, pl. 1, figs; 1:6a, b:
1961 Cribrostomoides jeffreysii (Williamson). — Boltovskoy, S.
Comep 266, pl. 2, fies. 15-17.
Found only in the 20-50 m zone.
Distribution: C: 52-R; 53-E: 54-MR.
Darbyella argentinensis Boltovskoy
1954b Darbyella argentinensis n. sp. — Boltovskoy, San Jorge,
pn. 144, pl. 9, tios: la-e, 2ac, dase:
Distribution: C: 12-MR.
Dentalina communis (d’Orbigny)
1826 Nodosaria (s. g. Dentalina) communis, Nob. — d’Orbigny,
Tabl. Meth., p. 254, n. 35.
1959 Dentalina communis (d’Orbigny). — Boltovskoy, Sur Bra-
silo 63, pl. 9 fig: 1.
Distribution: C: 36-MR; 35-MR; 40-R.
Dentalina filiformis (d’Orbigny)
1826 Nodosaria filiformis, Sold. — d’Orbigny, Tabl. Meth.,
pP: 253, no 14.
1957 Dentalina filiformis (d’Orbigny). — Boltovskoy, La Plata,
Do 33. nl 7, fig. dA:
Distribution: C: 38-MR.
Dentalina mucronata Neugeboren
1856 Dentalina mucronata. — Neugeboren, Ober Lapugy, p. 83,
pl. 3, figs. 8-11.
1961 Dentalina mucronata Neugeboren. — Boltovskoy, S. Tome,
p. 268, pl. 2, fig. 29.
This species was found only in the 50-100 m zone.
Distribution: C: 38-MR; 36-MR; 35-MR; 40-MR.
28 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Discorbis advenus Cushman
1922 Discorbis advena, n. sp. — Cushman, Tortugas, p. 40.
1961 Discorbis advenus Cushman. — Boltovskoy, S. Tome, p.
268, pl 72,.195.23022
Distribution: C: 32-MR; 36-E; 38-MR; 34-E; 40-E.
Discorbis candeiana (d’Orbigny)
1839 Rosalina candeiana d’Orbigny. — d’Orbigny, Cuba, p. 97,
pl..4, figs. 24.
1951 Discorbis candeiana (d’Orbigny). — Phleger & Parker, NW
Mexico, p. 20, pl. 10, figs. 3a, b.
Distribution: C: 31-MR; 113-E; 38-E.
Discorbis floridanus Cushman
1922 Discorbis floridana, n. sp. — Cushman, Tortugas, p. 39,
PEST Riesen:
1954a Discorbis floridanus Cushman. — Boltovskoy, San Blas,
P.: 285; p1..26, fies. 15916, plo lesma
The specimens are not very characteristic.
Distribution: C: 114-E; 52-E; 36-E; 45-MR.
Discorbis cf. floridanus Cushman
1922 Discorbis floridana n. sp. — Cushman, Tortugas, p. 39, pi.
Dos AD
1954a Discorbis cf. floridanus Cushman. — Boltovskoy, San Blas,
P7286..pl, 210198235;
Only one specimen.
Distribution: C: 52-MR.
Discorbis aff. isabelleanus (d'Orbigny)
1839 Rosalina isabelleana. — d’Orbigny, Amer. Merid., p. 43.
1954a Discorbis aff. isabelleanus (d’Orbigny). — Boltovskoy, San.
Blas, p. 285, pl. 26, figs. 17a-c.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 29
Not very characteristic specimens.
Distribution: C: 32-MR.
Discorbis nitidus (Williamson)
1858 Rotalina nitida, Nob. — Williamson, Great Britain, p. 54,
figs. 106-108.
1957 Discorbis nitidus (Williamson). — Boltovskoy, La Plata, p.
25, pl. 9, figs. 1-6a:e.
This species is rather distributed but its abundancy and fre-
quency is relatively low.
Distribution: C: 105-MR; 107-MR; 106-MR; 100-E; 32-E; 31-E;
15-F; 114-F; 110-MR; 7-MR; 4-MR;, 13-MR; 11-E; 5-MR;
12-E; 2-R; 25-R; 18-MR; 24-MR; 23-R; 19-A; 26-MR; 28-MR;
SR 436° 52.77 53-8: DADA 49-H 5 ZI: 31.8: 368-6;
44-MR; 35-E; 42-MR; 34-E.
Discorbis valvulatus (d’Orbigny)
1826 Rosalina valvulata, Nob. — d’Orbigny, Tabl. Meth., p. 271,
o 3
1954a Discorbis valvulatus (d’Orbigny). — Boltovskoy, San Blas,
p. 284, pl. 26, figs. 12a-c, 13.
Distribution: C: 31-MR; 114-E; 54-E.
Elphidium advenum depressulum Cushman
1933 Elphidium advenum (Cushman) depressulum, new variety.
= @ushman: Tropie. Paecif. 2, p. 51, pl. 12, fios, da, b.
1954b Elphidium advenum depressulum Cushman. —Boltovskoy,
San Jorge. p. 173, pl. 7, figs. 10:a-e.
‘One of the specimens presents a small development of the carina;
the remaining are characteristic.
Distribution: C: 110-MR; 6-MR; 54-MR.
Elphidium margaritaceum Cushman
1930 Elphidium advenum (Cushman), var. margaritaceum, new
variety. —- Cushman, Atlant. Oe. 7, p. 25, pl. 10, fig. 3.
30 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul...
1954a Elphidium margaritaceum Cushman. — Boltovskoy, Sam
Blas,.p. 275, pl. lo, digs. amb:
The carina of the specimens are not very developed.
Distribution: C: 11-R; 32-MR.
Elphidium articulatum (d’Orbigny)
1839 Pollystomella articulata d’Orb. — dd’ Orbigny, Amer.
Merid., p: 30, pl. 3, figs. 910.
1959 Elphidium articulatum (d’Orbigny). — Boltovskoy, Sur
Brasillip 954 pls sao:
The specimens are very small.
Distribution: C. 105-E; 106-MR; 103-MR; 22-MR; 31-R; 114-E;
48-MR.
Elphidium discoidale (d’Orbigny)
1840 Polystomella discoidale (d’Orb.). — d’Orbigny, Cuba, »p.
16, pl.:6, fies. 23, 24.
1957 Elphidium discoidale (d’Orbigny). — Boltovskoy, La Plata,
p. 43, pl. 8, figs 175:
This is one of the most frequent and distributed species, found
in 46 from the 67 stations.
Distribution: C: 107-MR; 106-MR; 108-R; 100-E; 22-R; 32-F; 31-E:
15-F; 111-MR; 114-E; 113-E; 110-F; 10-MR; "ERIARZIR:
13-E; 1-MR; 11-F; 8-R; 5-R;.6-E; 12R; 2265025; FERE
24-MR; 16-MR; 23-E; 19-F; 20-MR; 26-R; 21-R; 27-MR;
28-E; 29-MR; 51-E; 43-E; 52-A; 46-R; 53-F; 54-E; 49-E;.
50-MR; 47-E; 42-R.
Elphidium aff. discoidale (d'Orbigny)
1962 Elphidium aff. discoidale (d'Orbigny). —- Closs, Patos
Lagoon, p. 55.
Distribution: C: 100-R; 104-MR; 32-E; 111-MR; 113-F; 110-R,
4-MR; 11-E; 8-MR; 5-MR; 6-MR; 12-MR; 2-R; 25-MR; 23-E;
19-MR; 26-MR; 21-MR; 28-MR; 51-E; 52-A; 46-MR; 53-A,
54-F; 49-E; 47-F; 33-MR; 38-MR.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 31
Elphidium gunteri Cole
1931 Elphidium gunteri n. sp. — Cole, Florida, p. 34, pl. 4, figs.
ORI:
1962 Elphidium gunteri Cole. — Closs, Patos, p. 55, pl. 4, figs.
IS oo: p1.6, fios 292:
Distribution: C: 2-MR.
Elphidium poyeanum (d’Orbigny)
1840 Polystomella poyeana d'Orb. — d'Orbigny, Cuba, p. 75,
po, nes, 25,26.
1959 Elphidium poyeanum (d’Orbigny). —- Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 95, pl. 15, fig. 2:
Distribution: C: 23-MR; 19-R.
Eponides antillarum (d’Orbigny)
1840 Rotalina antillarum d’Orb. — d’Orbigny, Cuba, p. 89, pl. 5,
1951 den antillarum (d'Orbigny). — Phleger & Parker,
NW Mexico, p. 20, pl. 10, figs. 9, 10.
Distribution: C: 51-MR; 46-MR; 45-R.
Eponides regularis Phleger & Parker
1951 Eponides regularis n. sp. — Phleger & Parker, p. 21, pl.
11, figs. 3, 4a-c.
The specimens were found in the zone between 20-50 m.
Distribution. C. 114-E; 110-R.
Fissurina compressa Hada
1936 Fissurina compressa. — Hada, Southern Japanese, p. 242,
pl. 1, figs. la, b. (apud Catalogue Foraminifera).
Distribution: C: 114-MR; 19-MR.
Fissurina elliptica Seguenza
1862 Fissurina elliptica. — Seguenza, Messina, p. 60, pl. 2, fig. 3.
32 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1954b Fissurina elliptica Seguenza. — Boltovskoy, San Jorge, p.
LS plo iss 19a:
Good specimens were found in only one station, at the 20-50 m
zone.
Distribution: C: 114-R.
Fissurina exculpta (Brady)
1884 Lagena exculpta. — Brady, Challenger, p. 467, pl. 58, fig.
Ispleohstier 5.
1960 Fissurina exculpta (Brady). — Barker, Taxonomic Notes,
pl. 58, fig. 1.
The specimen found differs from the one described by Brady (loc.
cit.) due the presence of a little neck.
Distribution: C: 35-MR.
Fissurina laevigata Reuss
1850 Fissurina laevigata m. — Reuss, Oster. Tert., p. 366, pl.
46, fig. 1.
1959 Fissurina laevigata Reuss. — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 70,
PL 9#119,022.
Distribution: C: 100-MR; 31-MR; 15-R; 113-R; 43-R; 52-R; 53-E;
54-E; 47-R; 33-R; 36-E; 44-MR; 45-R; 35-F; 34-R; 40-E.
Fissurina lucida (Williamson)
1848 Entosolenia marginata var. lucida Nob. — Williamson,
Basenay ps im pis as E
1961 Fissurina lucida (Williamson). — Boltovskoy, S. Tomé, p.
DI2 PL e Hose.
Distribution: C: 13-MR; 12-MR; 2-MR; 52-MR.
Fissurina quadricostulata (Reuss)
1870 Lagena quadricostulata n. sp. — Reuss, Septarienthon, n.
469.
1954b Fissurina quadricostulata (Reuss). — Boltovskoy, San
Jorge, pa 158, pl 6 fig 17.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 33
This species is mostly found in the 20-100 zone.
Distribution: C: 113-R; 43-MR; 46-MR; 54-E; 49-MR; 33-MR; 37-E;
36-E; 38-E; 44-MR; 45-R; 35-MR; 34-MR; 40-MR.
Globulina australis d’Orbigny
1839 Globulina australis d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Merid.,
P#60, pl: 1, figs. 24.
1954a Globulina australis d’Orbigny. — Boltovskoy, San Blas,
po ZM pl. 23, figs. 9-12.
The specimens have not the 3 characteristic chambers but are in
a stage of only 2 chambers.
Distribution: C: 31-MR; 113-MR; 19-MR; 54-MR; 35-MR.
Globulina caribaea d’Orbigny
1840 Globulina caribaea d’Orbigny. — d’Orbigny, Cuba, p. 130,
ple=2, fies. 1,6:
1959 Globulina caribea d’Orbigny. — Boltovskoy, Sur Brasil,
Pas. pl. 10, fig: 2.
Distribution: C: 11-MR; 54-MR.
Globulina pauperata (Terquem)
1878 Polymorphina pauperata, Terg. — Terquem, Rhodes, p. 38,
pls dass. 11,19:
:954a Globulina pauperata (Terquem). — Boltovskoy, San Blas,
Pr 27229 24 fig
Distribution: C: 113-MR; 6-MR; 43-R; 44-MR; 35-MR.
Globulina sp.A
(SAL DA Bea)
Globulina sp.A
The specimen presents a drop like form. Two sutures are visible
and disposed almost perpendicular one to the other. Radiated
aperture over a brief neck.
Distribution: C: 36-MR.
34 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Haplophragmoides canariensis (d'Orbigny)
1839 Haplophragmium canariensis. — d’Orbigny, Canaries, p.
128, P1.02, 219s5.83,34.
1960 Haplophragmoides canariensis (d'Orbigny). — Barker,
Taxonomic Notes, pl. 35, fig. 1-3, 5.
Distribution: C: 37-MR; 36-R; 38-MR; 40-E.
Hopkinsina pacifica Cushman
(eBlS2Etıer 2)
1933 Hopkinsina pacifica. — Cushman, Trop. Pacific. p. 86, pl.
8.1192.16:
1959 Hopkinsina pacifica Cushman. — Boltovskoy, Sur Brasil,
pP: 286, pl’ 127 61978.
This species is relativelly well distributed, found in all depths but
being most abundant in the 20-50 m zone. It is, at the same time,
one of the most frequent ones.
Distribution: C: 108-MR; 103-MR; 100-E; 104-MR; 22-MR; 32-MR:
30-R; 31-F; 15-F; 114-E; 113-F; 13-MR; 11-R; 8-MR; 6-MR:
25-MR; 18-E; 24-MR; 23-R; 19-F; 21-MR; 43-A; 52-A:
46-MR; 53-A; 54-A; 49-E; 47-F; 33-F; 36-A; 38-A; 44-F.
45-A; 35-F; 34-F; 41-R: 40-F.
Jadammina polystoma Bartenstein & Brand
1938 Jadammina polystoma. — Bartenstein & Brand, Jade-Ge-
bietes, p. 381, pl, 1-3.
1953 Jadammina polystoma Bartenstein & Brand. — Phleger,
Parker & Peirson, San Antonio, p. 9, pl. 25518583537
Distribution: C: 104-MR.
Lagena aspera Reuss
1861 Lagena aspera. — Reuss, Paläont. Beitr., p= 905 pls
digno:
1954b Lagena aspera Reuss. — Boltovskoy, San Jorge, p. 153,
pl2 60408:
Distribution: C: 31-MR; 113-MR; 19-MR; 52-MR:; 46-MR; 53-R:
94-R; 47-MR; 37-R; 36-R; 38-R; 44-MR; 45-MR; 35-E; 34-E;
40-MR.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 35
Lagena caudata (d'Orbigny)
1839 Oolina striata d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Merid., p. 21,
plo fio: 6;
1954b Lagena caudata ,d'Orbigny). — Boltovskoy, San Jorge,
pP 150, pl! 9) ne:
Found mostly in the 50-100 m zone.
Distribution: C: 53-MR; 47-MR; 37-R; 36-R; 44-MR; 35-R; 34-R;
40-E.
Lagena digitale Heron-Allen & Earland
1932 Lagena digitale sp. n. — Heron-Allen & Earland, Disco-
very Exp., p. 371, pl. 10, figs. 28, 30.
1957 Lagena digitale Heron-Allen & Earland. — Boltovskoy,
La Plata, p. 35, pl. 7, fig. 1.
Distribution. C: 36-MR; 35-MR; 40-MR.
Lagena distoma Parker & Jones, forma typica Boltovskoy
1857 Lagena laevis Walker & Montagu, var. striata. — Parker
& Jones, Norway, p. 278, pl. 11, fig. 24.
1961 Lagena distoma Parker & Jones, forma typica. — Boltovs-
koy, S. Tome, p. 279, pl. 4, fig. 2.
The specimens are not well developed and sometimes can be
confused with Lagena caudata.
Distribution: C: 43-MR; 36-R; 38-MR; 45-MR; 41-MR; 40-R.
Lagena distoma Parker & Jones, forma turgida Boltovskoy
1961 Lagena distoma Parker & Jones, forma turgida. — Bol-
tovskoy, Foram. Nuev. Bras., p. 76, fig. 7.
1961 Lagena distoma Parker & Jones, forma turgida Boltovskoy.
S. Tome, p. 280, pl. 4, figs. 3, 4.
Distribution: C: 33-MR; 36-R; 38-MR; 45-MR; 34-MR; 40-R.
Lagena flatulenta Loeblich & Tappan
1953 Lagena flatulenta n. sp". — Loeblich & Tappan, Artic
Foram., p. 60, pl. 11, figs. 9, 10.
36 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1954b Lagena flatulenta Loeblich & Tappan. — Boltovskoy, San
Jorge, p. 154, pl. 9, fig. 6.
Distribution: C: 38-MR.
Lagena gracillima (Seguenza)
1862 Amphorina gracillima. — Seguenza, Foram. Monotal. Mus.,
papo pi ie
1960 Lagena gracillima (Seguenza). — Barker, Taxonomic No-
tes, pl. 96, fies. 19,20:
Found only in the 50-100 m zone.
Distribution: C: 33-MR; 36-E; 38-MR; 40-MR.
Lagena hispidula Cushman
1913 Lagena hispidula n. sp. — Cushman, N. Pacific Oc. 3, p. 14,
pl. 5; figs 2, 3.
1960 Lagena hispidula Cushman. — Barker, Taxonomic Notes,
pl. 56, figs. 10, 11.
Distribution: C: 47-MR; 36-R; 44-MR.
Lagena laevis (Montagu), forma typica
1803 Vermiculum laeve. — Montagu, Test. Brit., p. 924.
1959 Lagena laevis (Montagu), forma typica. — Boltovskoy, Sur
Brasil'p: 61 pl. 9. isa
Distribution: C: 100-MR; 32-MR; 113-E; 8-MR; 19-R; 43-MR;
52-MR; 53-R; 54-MR; 37-R; 36-R; 35-MR; 40-R.
Lagena laevis (Montagu), forma perlucida (Montagu)
1803 Vermiculum perlucidum. — Montagu, Test. Brit., p. 525,
pl. 14, fig. 3.
1959 Lagena laevis (Montagu), forma perlucida (Montagu) —
Boltovskoy, Sur Brasil, p. 67, pl. 9, fig. 8.
Distribution: C: 113-E; 16-MR; 43-R; 46-MR; 53-R; 54-R; 49-MR:
A7-MR; 33-R; 37-E; 36-E; 38-R; 44-R; 45-5; 35-R; 41-R,
40-R.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 Si
Lagena menellae Buchner
1940 Lagena menellae n. sp. — Buchner, Neapel, p. 458, pl. 9,
figs. 148-151.
Distribution: C: 114-MR; 19-MR.
Lagena quadrangularis Brady
1884 Lagena quadrangularis. — Brady, Challenger, p. 483,
pl 114, hot.
1960 Lagena quadrangularis Brady. — Barker, Taxonomic
Notes, pt, 114 tis! 11.
Distribution: C: 105-MR; 113-E.
Lagena striata (d’Orbigny), forma typica Boltovskoy
1839 Oolina striata d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Merid., p. 21,
plo, fig. 12.
1959 Lagena striata (d’Orbigny), forma typica. — Boltovskoy,
Sur Brasil p. 67, pl. 97 Tiss. 10-12.
Distribution: C: 113-R; 43-MR; 53-MR; 54-R; 47-MR; 33-MR;
37-MR; 36-E; 38-MR; 35-E; 34-R; 41-MR; 40-E.
Lagena striata (d’Orbigny), forma pustulata Boltovskoy
1839 Oolina striata d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Mérid., p. 21,
pio bio o,
1959 Lagena striata (d’Orbigny), forma pustulata n. var. —
Boltovskoy, Sur Brasil, p. 68, pl. 9, fig 13.
Distribution: C: 113-R; 43-MR; 52-MR; 46-MR; 53-R; 54-E; 49-MR;
37-R; 36-E; 38-E; 45-R; 35-E; 34-E; 40-E.
Lagena sulcata (Walter & Jacob), forma typica Boltovskoy
1798 Serpula (Lagena) sulcata. — Walker & Jacob, Ess. Micr.,
p: 634, pl 14, He o:
1959 Lagena sulcata (Walker & Jacob), forma typica. — Bol-
tovskoy, Sur Brasil, p. 66, pl. 9, figs. 3, 4.
Distribution: C: 113-R; 37-R; 35-MR; 40-R.
38 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Lagena sulcata (Walker & Jacob), forma lyelii (Seguenza)
1862 Amphorina lyelii Seg. — Seguenza, Messina, p. 52, pl. 1,
fig. 40.
1888 Lagena sulcata Walker & Jacob. — Brady, Parker & Jones,
Abrolhos, p. 222 (pars), pl. 44, figs. 23-24.
1959 Lagena sulcata (Walker & Jacob), forma lyelii (Seguenza).
— Boltovskoy, ‚Sur-Brasil, p. 66, pl. 9 fies. 3,6.
Distribution: C: 33-MR; 37-MR; 36-E; 35-R; 40-MR.
Lagena sulcata (Walker & Jacob), forma spicata Cushman &
McCulloch
1798 Serpula (Lagena) sulcata. — Walker & Jacob, Ess. Micr.,
p. 634, pl. 14, fig. 5.
1950 Lagena sulcata (Walker & Jacob), var. spicata, — Cushman
& McCulloch, Allan Hancock, vol. 6, n. 6, p. 360.
1960 Lagena sulcata (Walker & Jacob), forma spicata Cushmar
& McCulloch. — Barker, Taxonomic Notes, pl. 58, fig. 18.
This specimen is very similar to Lagena isabella d'Orbigny and
found mostly in the 50-100 m zone.
Distribution: C: 52-MR; 37-R; 36-E; 35-E; 40-E.
Lenticulina (Robulus) altifrons Parr
1950 Lenticulina (Robulus) altifrons. — Parr, Antartic, p. 323,
plot tios 123,6.
Distribution: C: 35-MR; 34-MR.
Lenticulina peregrina (Schwager)
1866 Cristellaria peregrina m. — Schwager, Kar. Nikobar, p.
245 Cpl tio 69)
1954b Lenticulina peregrina (Schwager). — Boltovskoy, San-
Jorge, p 136, pl. 4 fg
Distribution: C: 113-MR; 53-MR; 54-R; 37-MR; 36-MR; 45-MR;
34-R.
Lenticulina ex. gr. peregrina (Schwager)
1866 Cristellaria peregrina m. — Schwager, Novara, p. 245, pl.
7, fig. 89.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 39
1961 Lenticulina ex. gr. peregrina (Schwager). — Boltovskoy,
Su Fome; p: 282, pl: 4 fies; 9, 11.
This specimen was found only in the 50-100m zone.
Distribution: C: 46-MR; 33-MR; 37-MR; 36-E; 38-MR; 40-MR.
Loxostomum sp. “A”
(RI 2 tios)
Aglutinant, biserial, flatened specimen, form somewhat sharp.
It was found only one specimen, in the 50-100 m zone, the reason
why it was impossible to do a final taxonomy.
Distribution: C: 35-MR.
Marginulina curvata Schrodt
1890 Marginulina curvata. — Schrodt, Pliocän. Süd — Spanien,
pPr408: pl: 21, 5822.
1961 Marginulina curvata Schrodt. — Boltovskoy, S. Tome, p.
283, pl. 4, fig. 18.
Distribution: C: 44-MR; 45-MR.
Marginulina glabra d’Orbigny
1826 Marginulina glabra. — d’Orbigny, Tabl. Meth., ser. 1, T. 7,
p. 259. (cit apud Catalogue).
Distribution: C: 40-R.
Marginulina obesa Cushman
1923 Marginulina glabra var. obesa. — Cushman, Atlant. Oc. 4,
1960 eh obesa Cushman. — Barker, Taxonomic Notes,
pl265, Has. 5,6.
Distribution: C: 40-E.
Marginulina schloenbachi (Reuss)
1863 Cristellaria schloenbachi m. — Reuss. Hils & Gault, p. 65,
piZ6 fios 14,15.
40 ROETTGER, E. U. — Recent. foraminifera of-R. G. Sul...
1959 Marginulina schloenbachi (Reuss). — Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 63, plL'8 bg: 2:
Found mostly in the 50-100m zone.
Distribution: C: 114-MR; 37-MR; 36-E; 35-MR; 41-MR; 40-E.
Massilina milletti (Wiesner)
1912 Spiroloculina milletti nom. nov. — Wiesner, Syst. Adriat.
Nubec., p. 207.
1944 Massilina milletti (Wiesner). — Cushman & Todd, Spiro-
loculina, p. 76.
1954a Massilina milletti (Wiesner). — Boltovskoy, San Blas, p.
262, pl. 21, figs. 63, b.
Only one typical specimen was found in the 20-50 m zone.
Distribution: C: 11-MR.
Miliammina fusca (Brady)
1870 Quinqueloculina fusca n. sp. — Brady, Tidal Riv., p. 286,
pipes asc
1936 Miliammina fusca (Brady). — Rhumbler, Kieler Bucht,
p. 209, fig. 179.
1962 Milimmina fusca (Brady). — Closs, Patos, p. 17, pl. 1, figs.
8-10,91.26., figs Lace:
The specimens are very small.
Distribution: C: 104-MR; 113-MR.
Miliolinella subrotunda (Montagu), forma typica Boltovskoy
1803 Vermiculum subrotundum. — Montagu, Test. Brit., p. 521.
1961 Miliolinella subrotunda (Montagu) forma typica Boltovs-
koy — Boltovskoy, S. Tome, p. 285, pl. 4, figs. 28-30.
Found only in the 20-50 m zone.
Distribution: C: 51-MR; 52-MR; 54-R.
Nodosaria calomorpha Reuss
865 Nodosaria calomorpha. — Reuss, Foram. Anthoz. Bryoz., p.
129 pla Hes 15-19!
IHERINGIA — Zoologia, r. 38 — 29°DE JULHO DE 1970 41
1$60 Nodosaria calomorpha Reuss. — Barker, Taxonomic Notes,
pinos: 23.247.
Distribution: C: 114-MR; 43-MR; 54-R; 37-R; 38-MR; 44-MR;
45-MR; 35-R; 34-MR; 41-MR; 40-R.
Nodosaria intercellularis Brady
1881 Nodosaria intercellularis nov. — Brady, Biloc. Mud., p. 63.
1961 Nodosaria intercellularis Brady. — Boltovskoy, S. Tome,
pasom, pl-5 fig! 63:
Distribution: C: 33-R; 38-MR.
Nodosaria radicula (L.) var. glanduliniformis Dervieux
1894 Nodosaria radicula (L.) var. glanduliniformis. — Dervieux,
Nodos. Terz. Piemonte, vol. 12, p. 599.
1960 Nodosaria radicula (L.) var. glanduliniformis Dervieux. —-
Barker, Taxonomic Notes, pl. 61, figs. 28-31.
Distribution: C: 36-MR.
Nodosaria scalaris (Batsch)
1791 Nautilus (Orthoceras) scalaris. — Batsch, Conchyl. Seesand,
ma pl 2,.fies. 4a, D.
1954b Nodosaria scalaris (Batsch). — Boltovskoy, San Jorge, p.
146, pl. 5, fies, 14-17.
Distribution: C: 53-MR; 36-R; 40-R.
Nodosaria sublineata Brady
1884 Nodosaria hispida d’Orbigny var. sublineata. — Brady,
Challenger, p. 508, pl. 63, figs. 19-22. |
1951 Nodosaria sublineata Brady. — Phleger & Parker, NW
Mexieo, p. 10; pl 5, Tig..6.
Distribution: C: 36-MR.
Nonion affıne (Reuss)
1851 Nonionina affinis. — Reuss, Septarienthon, p. 72, pl. 5, fig.
32.
42 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera cf R. G. Sul ...
1959 Nonion affine (Reuss) — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 75,
plo nose o:
Distribution: C: 100-MR; 38-MR; 40-R.
Nonion grateloupi grateloupi: (d’Orbigny)
(P. 2, fig. 4a-c)
1840 Nonionina grateloupi (d’Orb.). — d’Orbigny, Cuba, p. 67,
PLL6, fies 26.27.
1959 Nonion grateloupi grateloupi (d’Orbigny). — Boltovskoy,
Sur Brasil, p. 74, pl. 10, figs. 7a, b.
The species is well distributed, one of de most frequent and re-
Jativelly abundant.
Distribution: C: 105-E; 103-E; 100-E; 22-MR; 32-E; 30-R; 31-F;
15-E; 114-F: 113-B; 110-E; 10-MR; 7 Ex 4-2 MEMIREIIZAS
8-MR; .5-R;.6-R: 12-MR.;; 2=E} 25-E:.23-5, 219726. MIR
21-R; 43-F; 52-E; 46-E; 53-F; 54-A; 49-E; 48-R; 47-R; 33-A;
36-A; 38-E; 44-F; 45-A; 35-F; 42-MR; 34-F; 40-E.
Nonion grateloupi punctulatum (d'Orbigny)
1839 Nonionina punctulata d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Mérid.,
9:28. pio iss 2122
1954b Nonion grateloupi punctulatum (d’Orbigny). — Boltovskoy,
San Jorge, p. 163, pl. 8, fies. .3.2.
Distribution: C: 100-MR; 113-F; 46-R; 53-E; 54-F; 48-MR; 47-R;
37-A; 36-F; 38-A; 44-R; 45-F; 35-F; 34-E; 41-F; 40-F.
Nonion sp.A
1959 Nonion sp. “A”. — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 75, pl. 10,
figs... 11a; b.
The specimens are very small.
Distribution: C: 105-MR; 108-MR; 103-E; 100-R; 31-F; 15-F;
114-R; 110-MR; 5-A; 2-R; 23-E; 19-F; 52-MR; 21-MR.
Nonionella atlantica Cushman
1947 Nonionella atlantica n. sp. — Cushman, SE Coast, p. 90,
pl. 20, figs. 4,5.
THERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 43
1959 Nonionella atlantica Cushman. — Boltovskoy, Sur Brasil,
p. 76, pl. 10, figs. 14a-c.
Distribution: C: 100-MR; 104-R; 113-F; 110-E; 9-MR; 11-F; 5-MR;
OMR: 12-5: 2:2M&R;43:R: 52:A: 46 E; 55-05 36-E; 35-MR;
44-MR; 45-MR; 40-R.
Nonionella auricula Heron-Allen & Earland
1930 Nonionella auricula sp. n. — Heron-Allen & karland, Plv-
mouth, p. 192, pl. 5, figs. 68-70:
1959 Nonionella auricula Heron-Allen & Earland. — Boltovskoy,
Sur Brasil” pP. 16,pl. 10, fies. 13a...
Distribution: C: 100-R; 114-E; 13-MR; 18-R; 51-E; 54-E; 33-R;
45-R; 40-R.
Nonionella pulchella Hada
1931 Nonionella pulchella n. sp. — Hada, Mutsu Bay, p. 120,
pinga:
1954b Nonionella pulchella Hada. — Boltovskoy, San Jorge, p.
168, pl: 8, figs. 2a-e:
Distribution: C: 105-MR; 103-MR; 100-R; 22-MR; 32-R; 30-R;
Sale 155R; LAR: 13:2R;7 6-R$ 25-MR; 235; 19-E; ASE;
92-E; 46-MR; 53-E; 54-A; 49-E; 33-E; 36-E; 38-E; 44-E;
45-E; 34-E; 41-R; 40-E.
Nonionella turgida (Williamson)
18658 Rotalina turgida Nob. — Williamson, Great Brit., p. 50,
figs. 95-97.
1959 Nonionella turgida (Williamson). — Boltovskoy, Sur Brasil.
pasto prio fies. 122-e.
This specimen is found in the 20-50m and 50- 100m zone but is
more frequent in the last one.
Distribution: C: 113-E; 43-E; 53-MR; 54-R; 33-R; 37-F; 36-F; 38-E;
44-R; 45-E; 35-F; 34-E; 40-F.
Oolina acuticosta (Reuss)
"861 Lagena acuticosta n. sp. — Reuss, Pal. Beitr., p. 305, pl. 1,
fig. 4.
44 ROETTGER, E. U.’ — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1959 Oolina acuticosta (Reuss). — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 69,
pl. 9, fig. 14.
The specimen is not very translucent.
Distribution: C: 40-MR.
Oolina costata (Williamson)
1858 Entosolenia costata, nob. — Williamson, Great Brit., p. 9,
pl. 1, fe do;
1954b Oolina costata (Williamson). — Boltovskoy, San Jorge, n.
156, pl: 6. estima:
The ribs of the specimens are not well developed.
Distribution: C: 19-MR; 51-MR; 43-R; 40-MR.
Oolina globosa (Montagu)
1803 Vermiculum globosum. — Montagu, Test, Brit., p. 523.
1957 Oolina globosa (Montagu). — Boltovskoy, La Plata, p. 35.
pl tio: 2°
Distribution: C: 40-MR.
Oolina hexagona (Williamson)
1848 Entosolenia squamosa, var. hexagona. — Williamson, Brit.
lagena, p. 20, pl. 2, fig. 23.
1954b Oolina hexagona (Williamson). — Boltovskoy, San Jorge,
p.2190, plo esa
Distribution: C: 36-MR; 40-MR.
Oolina melo d'Orbigny
1839 Oolina melo d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Mérid., p. 20, pl.
Di tio 9
1954b Oolina melo d’Orbigny. — Boltovskoy, San Jorge, p. 195,
pls fios 0a 7b:
The specimen is found in all depths.
Distribution: C: 32-MR; 31-MR; 52-MR; 53-MR; 54-R; 48-MR;,
37-MR; 36-MR; 44-MR; 35-MR; 34-MR; 40-R.
IHERINGIA — Zoclogia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 45
Patellina corrugata Williamson
1858 Patellina corrugata, Nob. — Williamson, Great Brit., p. 46,
pl. 3, figs. 86-89.
1954b Patellina corrugata Williamson. — Boltovskoy, San Jorge,
p: 199, pl. 14, figs:; 4a, b.
The specimens found are scarce but very typical.
Distribution: C: 114-E.
Porceponides lateralis (Terquem)
1878 Rosalina lateralis Terq. — Terquem, Rhodes, p. 25, pl. 2,
1957 idee lateralis (Terquem). — Boltovskoy, La Plata,
pro pill LO! agia:
Distribution: C: 19-MR.
Proteonira atlantica Cushman
1944 Proteonina atlantica. — Cushman, New England, p. 5, pl.
IgA,
1952 Proteonina atlantica Cushman. — Parker, Buzzard Bay,
Pp>.454, pl. 1, figs 1,2.
Distribution: C: 28-MR; 36-MR; 34-MR; 40-F.
Proteonina difflugiformis (Brady)
1879 Reophax difflugiformis. — Brady, Ret. Rhiz., p. 51, pl. 4,
11esy 33, b:
1951 Proteonina difflugiformis (Brady). Phleger & Parker, NW
Mexieoup. 2.pl. 1. figs. 45.
Distribution: C: 37-R; 36-E; 38-R; 35-E; 40-MR.
Pseudoclavulina mexicana (Cushman)
1922 Clavulina humilis Brady var. mexicana Cushman. —
Cushman, Atlant. Oc. 3, p. 83, pl. 16, figs. 1-3.
46 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1954 Pseudoclavulina mexicana (Cushman). — Parker, NE
Mexico, p. 493, pl. 3, fig. 8.
Found only in the 50-100 m zone.
Distribution. C: 36-E; 35-MR; 40-F.
Pseudoparrella exigua (Brady)
(BLZ nessa)
1884 Pulvinulina exigua n. sp. — Brady, Challenger, p. 696,
pl. 103, figs. 13,14:
1954a Pseudoparrella exigua (Brady). — Boltovskoy, San Blas,
pr 288, pl 18, fiss. Sab;
This is one of the most abundant species in a relative small num-
ber of stations. This abundancy is found almost exclusivelly in
the 50-100 m zone.
Distribution: C: 30-MR; 31-MR; 13-MR; 5-MR; 2-MR; 23-MR;,
21-MR; 43-F; 46-MR; 53-E; 54-F; 49-E; 48-E; 33-E; 37-A;
36-A; 38-A; 44-E; 45-A; 35-A; 41-F; 40-A.
Pullenia subcarinata quinqueloba (Reuss)
1851 Nonionina quinqueloba m. — Reuss, Septarienthon, p. 47,.
please
1959 Pullenia subcarinata quinqueloba (Reuss). — Boltovskov,,
our Brasil, p: 102, pl. 16, Boss. 4a, bp:
Distribution: C: 40-R.
Pyrgo depressa (d’Orbigny), forma typica Boltovskoy
1826 Biloculina depressa Nob. — d’Orbigny, Tabl. Meth., p. 298,
n.º 7, mod. 91.
1959 Pyrgo depressa (d'Orbigny), forma typica. — Boltovskoy
Sur Brasil p. 55, pl DM fisiio:
Distribution: C: 46-MR; 53-MR; 49-MR; 33-R; 44-R; 35-MR.
Pyrgo depressa (d'Orbigny), forma serrata (Bailey)
1862 Biloculina serrata n. sp. — Bailey, Para River, p. 350,
pls 6 be dn:
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 47
1959 Pyrgo depressa (d’Orbigny), forma serrata (Bailey), —
Boltovskoy, Sur Brasil, p. 55, pl. 5, fig. 12.
Distribution. C: 43-MR; 52-R; 53-MR; 48-MR; 47-MR; 33-MR;
44-MR; 34-MR; 40-MR.
Pyrgo elongata (d’Orbigny)
1826 Biloculina elongata Nob. — d’Orbigny, Tabl. Meth., p. 298,
n.2 4.
1959 Pyrgo elongata (d’Orbigny). — Boltovskoy, Sur Brasil, p..
SA pl. 5, fig. 9:
Distribution: C: 43-MR; 33-MR; 45-E.
Pyrgo nasuta Cushman
1935 Pyrgo nasutus n. sp. — Cushman, 14 n. sp., p. 7, pl. 3, figs.
1-4.
1959 Pyrgo nasuta Cushman. — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 57,
pio dies: 13, 17.
Distribution: C: 31-MR; 114-MR; 113-F; 11-MR; 5-MR; 12-MR;
43-F; 52-R; 46-E; 53-E; 54-E; 47-MR; 33-E; 37-R; 36-E;
38-E; 44-F; 35-R; 34-E; 40-F.
Pyrgo patagonica (d’Orbigny)
1839 Biloculina patagonica d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Merid.,
pro pl: SS figa 15-17.
1954b Pyrgo patagonica (d'Orbigny). — Boltovskoy, San Jorge,.
P4433. pl. Sa fig: 3, pl. 19), fist
Distribution: C: 52-MR; 54-MR; 34-MR.
Pyrgo peruviana (d’Orbigny)
1839 Biloculina peruviana d’Orb. — d’Orbigny, Amer. Mérid.,
P.168, pl- 9efıgs. 13.
1954b Pyrgo peruviana (d’Orbigny). — Boltovskoy, San Jorge,.
p..189, pl 3, figs. 2a=e:
Distribution: C: 113-MR; 44-MR.
-48 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Quinqueloculina atlantica Boltovskoy
1957 Quinqueloculina atlantica n. sp. — Boltovskoy, La Plata,
pao plo, stosaro:
Distribution: C: 113-MR; 11-R; 19-MR; 28-MR; 51-MR; 40-MR.
Quinqueloculina candeiana d'Orbigny
1839 Quinqueloculina candeiana. — d’Orbigny, Cuba, p. 170,
pl. 12 figs: 24526:
1926 Quinqueloculina cardeiana d’Orbigny. — Cushman, Atlant.
0026, ps2meph 13 tieselase:
Distribution: C: 35-R.
Quinqueloculina aff. frigida Parker
1952 Quinqueloculina frigida n. sp. — Parker, Portsmouth, p.
406, pl. 3, fig. 20.
1961 Quinqueloculina aff. frigida Parker. — Boltovskoy, S.
Tome, p. 302, pl: 7, fig. 10.
It was found only one very little specimen in the 20-50 m zone.
Distribution: C: 11-MR.
Quinqueloculina groenlandica Cushman
1933 Quinqueloculina fusca Brady var. groenlandica, n. var.
— Cushman, Greenland, p. 2, pl. 1, fig. 4.
1954b Quinqueloculina groenlandica Cushman. — Boltovskoy,
San Jorge, p.. 124, pl hose laare
Distribution: C: 114-MR.
Quingueloculina horrida Cushman
-.. “3
1888 Miliolina agglutinans d’Orbigny sp. — Brady, Parker &
Jones, Abrolhos, p. 215, pl. 40, figs. 34, 35.
1959 Quinqueloculina horrida Cushman. —- Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 48, pl. 4, fig. 6.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 49
There are many young specimens among them.
Distribution: C: 113-E; 110-MR; 43-E; 52-E; 46-R; 54-E; 37-MR,
36-R; 38-E; 44-E; 45-R; 35-MR; 34-E; 40-E.
Quinqueloculina lamarckiana d’Orbigny
1840 Quingqueloculina lamarckiana d’Orb. — d’Orbigny, Cuba,
pRiiG4 pi Hl, figs: 14,15.
1959 Quinqueloculina lamarckiana d'Orbigny. — Boltovskoy,
Sur Brasil/p./45; pl. 3, fig. 7.
Distribution: C: 113-MR; 11-R; 28-MR; 43-E; 52-R; 46-R; 33-E;
44-R; 45-R.
Quinqueloculina patagonica d’Orbigny
1839 Quinqueloculina patagonica d’ Orb. — d’Orbigny, Amer.
Merid., p. 74, pl. 4, figs. 14-16.
1954b Quinqueloculina patagonica d’Orbigny. — Boltovskoy, San
Jorge, p. 122, pl. 1, figs. 4, 5.
Distribution: C: 113-MR; 2-MR; 9-MR; 12-MR; 43-R.
Quinqueloculina seminulum (Linne)
1767 Serpula seminulum. — Linnaeus, Syst. Nat., p. 1264, n.º
791°
1954b Quinqueloculina seminulum (Linne). — Boltovskoy, San
Jorse, p. 120,.pl: 1. fies. 123:
Found in all depths but mostly in the 20-50 m zone.
Distribution: C: 32-MR; 30-R; 114-MR; 8-MR; 25-MR; 26-MR;
5l-MR; 52-A; 36-R.
Quinqueloculina aff. seminulum (Linné)
1767 Serpula seminulum. — Linnaeus, Syst. Nat., p. 1264, n.º
791.
1954b Quinqueloculina seminulum (Linné). — Boltovskoy, San
Jorge: p. 120. pl. 1, fies. 1-3!
Distribution: C: 105-E; 106-MR; 103-E; 102-MR; 100-E; 32-MR;
31-A; 15-F; 114-A; 110-E; 7-MR; 11-R; 25-MR; 18-R; 19-A;
21-R; 54-E; 47-MR; 33-R.
50 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Reophax artica Brady
1881 Reophax artica sp. nov. — Brady, Austro-Hungar. Exp.,
pP. 405, pl. 21.2092:
1957 Reophax artica Brady. — Boltovskoy, La Plata, p. 18, pl.
3, gs 1-2:
Distribution: C: 114-E; 25-MR;, 43-R; 52-E; 54-E; 49-MR; 47-R;
33-MR; 37-E; 38-E; 44-E; 45-R; 35-E; 34-F; 41-MR; 40-MR.
Reophax curtus Cushman
1920 Reophax curtus n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 2, p. 8, pl.
9 fios. 9, 3:
1961 Reophax curtus Cushman. — Boltovskoy, S. Tome, p. 305,
pie 1188 26-26:
Distribution: C: 36-MR.
Reophax dentaliniformis Brady
1881 Reophax dentaliniformis. — Brady, Ret. Rhiz., p. 19 (49).
1951 Reophax dentaliniformis Brady. — Phleger & Parker, NW
Mexico, p. 2, pl. tie:
Found in two stations of the 50-100 m zone.
Distribution: C: 36-R; 40-R.
Reophax hispidulus Cushman
1920 Reophax hispidulus n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 2, p.
24, pl. 5, fig. 7.
1961 Reophax hispidulus Cushman. — Boltovskoy, S. Tome, p.
305, plou, m9s721..29.
Distribution: C: 35-MR.
Reophax scorpiurus Montfort
1808 Reophax scorpiurus. — Montfort, Conch. Syst., vol. 1, p.
331, 83 me genre.
1951 Reophax scorpiurus Montfort. — Phleger & Parker, NW
Mexico; jp: '5, pl estu:
Distribution: C: 36-MR; 40-MR.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 51
Reophax subfusiformis Earland
1933 Reophax subfusiformis. — Earland, South Georgia, p. 74,
pl22° figs. 16-19, (cit apud Cat.)
1950 Reophax subfusiformis Earland. — Parr, Antartic, p. 269.
Found in one station of the 50-100m zone.
Distribution: C: 40-R.
Robulus antilleus (Cushman)
1923 Cristellaria antillea, n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 4, p.
Gp sie fo 1. pl. 32.50. 7 pls is 1. pl 34 He l.
1961 Robulus antilleus (Cushman). — Boltovskoy, S. Tome, p.
307, pl..8, figs. 10-11.
Distribution: C: 36-MR; 40-R.
Robulus calcar (Linne)
1767 Nautilus calcar. — Linnaeus, Syst. Nat., p. 1162, n.º 272.
1961 Robulus calcar (Linné). — Boltovskoy, S. Tome, p. 307,
pio fig 10,
The specimen does not present spines.
Distribution: C: 34-MR.
Robulus convergens (Bornemann)
1855 Cristellaria convergens n. sp. — Bornemann, Septarien-
ron apa ZM VS Ros; 16, 1%.
1959 Robulus convergens (Bornemann). — Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 60, pl. 7, fig. 9.
Distribution: C: 38-MR.
Robulus iotus Cushman
1923 Ciristellaria iota n. sp. — Cushman, Atlant. Oc. 4, p. 111,
plEZ9 1282279150, ne. 1.
1961 Robulus iotus (Cushman). — Boltovskoy, S. Tome, p. 308,
plus tis Is:
Distribution: C: 40-MR.
52, ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Robulus limbosus chiriguanoi Boltovskoy
1954b Robulus limbosus chiriguanoi n. subsp. — Boltovskoy, San
Jorge. p. 143, pl. 5, fig? 15.
Most of the specimens are young forms, found in the 20-50 m
and 50-100 m zones, being more distributed in the last one.
Distribution: C: 113-E; 43-MR; 46-R; 53-E; 54-F; 47-R; 33-R;
36-E; 38-E; 45-E; 35-E; 34-E; 41-MR.
Robulus reniformis (d’Orbigny)
1846 Cristellaria reniformis. — d'Orbigny, Vienne, p. 88, pl. 3,
figs. 39-40.
1954b Robulus reniformis (d’Orbigny). — Boltovskoy, San Jorge,
p. 141, pl.-5, figs. 10a, b.
Distribution: C: 40-MR.
Robulus rotulatus (Lamarck), forma cultrata Montfort
1808 Robulus cultratus. — Montfort, Conch. Syst., p. 214, 54 - e
genre.
1961 Robulus rotulatus (Lamarck), forma cultrata Montfort. —
Boltovskoy, S. Tome, p. 309, pl. 8, fig. 20.
Distribution. C: 43-MR; 44-MR; 35-MR.
Rotalia beccarii beccarii (Linnaeus)
1767 Nautilus beccarii — Linnaeus, Syst. Nat., ed. 12, p. 1162.
1954a Rotalia beccarii beccarii (Linnaeus). — Boltovskoy, San
Blasıp: 287. pl:!26, fies. Zare:
There are few characteristic forms.
Distribution: C: 108-MR; 100-MR; 32-R; 114-E; 8-MR; 25-R;
23-MR; 26-MR; 28-MR; 29-MR; 52-MR; 54-MR.
Rotalia beccarii ex. gr. parkinsoniana (d’Orbigny)
1840 Rosalina parkinsoniana (d’Orb.). — d’Orbigny, Cuba, p.
105, pl. 4, figs. 25-27.
1959 Rotalia beccarii ex gr. parkinsoniana (d'Orbigny). —
Boltovskoy, Sur Brasil, p. 93, pl. 14, figs. 1-3.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 53
As soon as depth becomes greater the number of stations in which
this species can be found diminish. The major distribution,
abundancy and frequency can be found in the 0-20m zone, foli-
owed by the 20-50m zone. In the 50-100m zone the number of
specimens is very rare.
Distribution: C: 105-E; 106-R; 103-R; 100-F; 104-R; 22-MR; 32-E;
30-MR: 31-F: 15-A; 114-E:; 113-E; 13-MR; 11-R; 5-MR;
2b MIR, 18.R: 23-.R; 19A; 26-MR; 21-MR;;28-MR; 52-E;
46-MR; 53-E; 54-E; 48-MR; 47-E; 38-MR; 41-MR.
Rotalia beccarii (Linné), var. tepida Cushman
1926 Rotalia beccarii (Linné), var. tepida. — Cushman, Porto
Rico, p. 19, pl. 1.
1951 Rotalia beccarii (Linné), var. tepida Cushman. — Phleger
& Parker, NW Mexico, p. 23, pl. 12, figs. 7a, b.
Distribution: C: 101-MR; 31-MR; 51. MR; 53-E; 54-E; 37-R; 36-MR.
Saccammina sphaerica G. O. Sars.
1872 Saccammina sphaerica. — G. O. Sars, Hardangerfjordens,
p. 250.
1950 Saccammina sphaerica. G. O. Sars. — Parr., Antartic,
p. 257.
1960. . Saccammina sphaerica Sars. — Barker, Taxonomic Notes,
pio iss To
Distribution: C: 38-R; 40-MR.
Saccammina sp. “A”
(BID 2 tio 6)
The specimen presents a rounded form, slightly flattened on the
back and ventral side; aperture is a single bore. The surface is
agglutinated with sand grains of quite the same height.
Distribution: C: 37-MR.
Seabrookia aff. earlandi (Wright)
(Pl. 2, fig. 7)
1889 Millettia earlandi. — Wright, SW Ireland, ser. 6, p. 448.
54 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1950 Seabrookia earlandi (Wright). — Parr, Antartic, p. 346,
pl 18: foto:
1954 Seabrookia earlandi (Wright). — Parker, NE Mexico; p.
538, pl. 11, fig. 13.
There were found only 3 specimens in one station of the 50-100
m zone.
Distribution: C: 40-R.
Sigmomorphina williamsoni (Terquem)
1878 Polymorphina williamsoni, Terq. — Terquem, Rhodes, ».
OA
1954b Sigmomorphina williamsoni (Terquem). — Boltovskoy,
San Jorge, p. 162, pl. 11, figs. 7a, b.
Distribution: C: 31-MR; 15-MR; 114-R; 52-MR; 54-MR; 40-MR.
Siphotextularia affinis (Fornasini)
1883 Sagraina affinis n. — Fornasini, Ponticello Savena, p. 189,
a ee
1959 Siphotextularia affinis (Fornasini). — Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 42, pl. 3, figs: 1,2.
Distribution: C: 36-R; 40-R.
Spiroplectammina biformis (Parker & Jones)
1865 Textularia agglutinans d’Orbigny, var. biformis. — Parker
& Jones, Atlantic Artic, p. 370, pl. 15, figs. 23, 24.
1962 Spiroplectammina biformis (Parker & Jones). — Closs,
Patos; p: 41, pl.22, fies? 10-12
Distribution: C: 52-MR; 35-MR.
Textularia earlandi Parker
1954 Textularia earlandi. — Parker, NE Mexico, p. 490, pl. 2,
ale, 1194,
1959 Textularia earlandi Parker. — Boltovskoy, Sur Brasil, p.
42, pl. 2, figs. 8, 9.
Distribution: C: 105-MR; 107-MR; 100-E; 104-MR; 32-E; 31-F;
TIHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 55
15-F; 114-A; 113-E; 13-MR; 11-R; 8-R; 5-E; 25-R; 18-MR;
DORA 19:7 21-87 51 MR; A3R; 52:F: 46-R; 53-P; 54-F;
49-MR; 47-R; 33-R; 37-R; 36-F; 44-R; 45-R; 35-MR; 34-E;
41-MR,
Textularia gramen d'Orbigny
1846 Textularia gramen d'Orbigny. — d'Orbigny Vienne, p. 248,
pl. 15, figs. 4-6.
1961 Textularia gramen d’Orbigny. — Boltovskoy, S. Tomé, p,
316, pl. 9, figs. 29-31.
Distribution: C: 11-MR; 40-R.
Triloculina cultrata (Brady)
1881 Miliolina cultrata. — Brady, Biloc. Mud., p. 45 (cit apud
Brady, 1884).
19544 Triloculina cultrata (Brady). — Boltovskoy, San Blas, p.
2620 pl 23, Ties. 811.
Distribution: C: 114-R; 19-R.
Triloculina gracilis d’Orbigny
1840 Triloculina gracilis d’Orb. — d'Orbigny, Cuba, p. 159, pl.
2, figs. 10-12.
1929 Triloculina gracilis d’Orbigny. — Cushman, Atlant. Oc. 6,
p. 59, pl. 14, figs. 4a-c.
Distribution: C: 51-MR.
Triloculina tricarinata d’Orbigny
1826 Triloculina tricarinata Nob. — d’Orbigny, Tabl. Meth.,
pr 29971227, mod. 94.
1959 Triloculina tricarinata d’Orbigny. — Boltovskoy, Sur
Brasil, p. 52, pl. 4, figs. 17a, b.
Distribution. C: 53-MR.
Trochammina inflata (Montagu)
1808 Nautilus inflatus n. sp. — Montagu, Text. Brit., p. 81, pl.
io, Ho 3.
56 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
1954 Trochammina inflata (Montagu). — Phleger, Mississipi, p-
646, pl. 3, fig. 22.
Distribution: C: 105-MR; 101-R; 104-MR; 40-E.
Trochammina nitida Brady
1881 Trochammina nitida nov. — Brady, Biloc. Mud., p. 32.
1961 Trochammina nitida Brady. — Boltovskoy, S. Tome, n.
32.0,.p1.10, 118.720.
Distribution: C: 36-R; 38-MR; 34-MR.
Trochammina ochracea (Williamson)
1858 Rotalina ochracea. — Williamson, Great Brit., p. 55, pl. 4,
fig. 112, pl. o o Is:
1954b Trochammina ochracea (Williamson). — Boltovskoy, San
Jorge; p. 136,.pl. 3, figs. 7,8.
This species is mostly distributed in the 0-20 m area and found
in 14 stations of the 29 of the same. The number of stations and
abundance diminishes as soon as the depth increases.
Distribution: C: 105-R; 115-MR; 107-MR; 109-MR; 103-MR; 100-E;
104-MR; 22-MR; 31-A; 15-F; 114-A; 2-MR; 25-MR; 18-E;
23-R; 19-A; 21-E; 43-E; 525%; 53-E; 54 Rdn
34-MR.
Trochammina squamata Jones & Parker
1860 Trochammina squamata. — Jones & Parker, Mediter., p.
304 and Table.
1954b Trochammina squamata Jones & Parker. —Boltovskoy,
San Jorge, p. 137, pl. 3, figs. 9a, b.
Distribution: C: 8-MR; 43-MR; 35-MR.
Uvigerina compressa Cushman
1925 Uvigerina compressa n. sp. — Cushman, New Uvig., p.
10, pl40 222!
1959 Uvigerina compressa Cushman. — Boltovskoy, Sur Brasil,
p: 86 pl. 12, hes 19a.
Distribution: C: 36-MR.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 57
Uvigerina peregrina Cushman, var. parvula Cushman
(B2R.12.08))
1923 Uvigerina peregrina n. sp. var. parvula n. var. — Cushman,.
Atlant. Oc. 4, p. 168, pl. 42, fig. 11.
1959 Uvigerina peregrina Cushman var. parvula Cushman. —
Boltovskoy, Sur Brasil, p. 85, pl. 12, figs. 10-14.
This species is the second one in abundance in the samples studied
and the first one in the 50-100 m zone.
Distribution: C: 105-MR; 108-MR; 103-MR; 100-MR; 104-MR;
32-MR; 31-MR; 114-F; 113-A; 110-MR; 4-MR; 13-MR,
11-MR; 6-R; 12-R; 2-MR; 23-MR; 51-MR; 43-A; 52-E; 46-F;
53-F; 54-A; 49-E; 48-E; 47-E; 33-A; 37-A; 36-A; 38-A; 44-A;;
45-A; 35-A; 34-A; 41-F; 40-A.
Vaginulinopsis pacifica (Cushman & Hanzawa)
1936 Polymorphinella pacifica. — Cushman & Hanzawa, Tert.
Bacifie., vol. 12, pt.:2, p. 47.
1960 Vaginulinopsis pacifica (Cushman & Hanzawa). — Barker,
Taxonomic Notes, pl. 67, fig. 8.
Distribution: C: 44-MR.
Virgulina complanata Egger
1895 Virgulina schreibersiana Czjzek variatio complanata. —
Egger, Gazelle, p. 292, pl. 8, figs. 91, 92.
1951 Virgulina complanata Egger. — Phleger & Parker, p. 19,
pl. 19, figs. 1-3.
Distribution: C: 113-E; 43-MR; 46-R; 54-E; 47-R; 33-R; 37-F,
36-A; 38-E; 44-MR; 45-E; 35-F; 34-R; 41-MR; 40-F.
Virgulina fusiformis (Williamson)
1858 Bulimina pupoides d'Orbigny var. fusiformis. — William-
son, Great Brit., p. 63, pl. 5, figs. 129, 130.
1952 Virgulina fusiformis (Williamson). — Parker, Buzzard
Bay, p. 461, pl. 4, fig. 10.
Distribution. C: 105-MR; 31-MR.
"58 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera cf R. G. Sul ...
Virgulina riggi Boltoskoy
1954b Virgulina riggi n. sp. — Boltovskoy, San Jorge, p. 86, pl.
115, tigs, load pl 12 Tess
Distribution: C: 25-MR.
Virgulina schreibersiana Czjzek
1848 Virgulina schreibersiana Cz. — Czjzek, Wiener Beckens, p.
147, pl. 13, fies 18 21:
1954b Virgulina schreibersiana Czjzek. — Boltovskoy, San Jorge
p: 184 pl 12, fies Sase:
Distribution: C: 40-E.
Virgulinella gunteri curtata (Cushman & Ponton)
1932 Virgulina gunteri Cushman, var. curtata Cushman &
Ponton, n. var. — Cushman & Ponton, Mioc. Florida, p. 4,
plebene 2:
1957 Virgulinella gunteri curtata (Cushman & Ponton). —
Boltovskoy, La Plata, p. 50, pl. 8, fig. 6.
Distribution: C: 114-MR; 23-MR; 19-R; 21-MR; 53-MR; 54-MR.
Planctonic species
Globigerina bulloides d’Orbigny
1826 Globigerina bulloides, Nob. — d’Orbigny, Tabl. Méth., p.
211..n. I. mod .en.«6.
1959 Globigerina bulloides d’Orbigny. — Boltovskoy, Sur Brasil,
Pr 1095pl US fes
There were observed many very small specimens in the samples.
G. bulloides is also found in all depths, being more abundant in
the 50-100 m zone.
Distribution: C: 105-R; 115-MR; 108-R; 100-R; 31-MR; 15-R;
114-E; 113-E; 110-MR; 13-MR; 19-MR; 43-F; 52-E; 46-E;
53-A; 54-F; 48-MR; 47-R; 33-E; 37-R; 38-A; 44-A, 45-A,
39-A;734-R 7 Al-R; 40H:
Globigerina eggeri Rhumbler
1900 Globigerina eggeri. — Rhumbler, Nord. Plankt., p. 19,
text-fig. 20.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 59
1951 Globigerina eggeri Rhumbler. — Phleger & Parker, NW
Mexico, p. 34, pl. 19, figs. 8, 9.
Distribution: C: 37-MR; 36-MR; 40-R.
Globigerina radians Egger
1893 Globigerina radians n. sp. — Egger, Gazelle, p. 362, pl. 13,
figs. 22-24.
1959 Globigerina radians Egger. — Boltovskoy, Sur Brasil, p.
1510. pl. lo bes 5:
Distribution: C: 37-MR.
Globigerina aequilateralis (Brady), forma involuta (Cushman)
1888 Globigerina aeguilateralis, Brady. — Brady, Parker &
Jones, Abrolhos, p. 225.
1917 Globigerina aequilateralis (Brady), var. involuta, new
variety. — Cushman, Philipines, p. 662.
1959 Globigerinella aequilateralis (Brady), forma involuta
(Cushman). — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 112, pl. 19, figs.
13, b.
Distribution: C: 36-MR.
Globigerina conglobata (Brady)
1879 Globigerina conglobata, nov. — Brady, Ret. Rhiz., p. 286.
1959 Globigerinoides conglobata (Brady). — Boltovskoy, Sur
Brasil, p 112 pl 19rfies 1a b:
Distribution: C: 11-MR; 33-MR; 37-MR; 36-E; 35-MR; 34-MR;
40-E.
Globigerinoides rubra (d’Orbigny), forma typica Boltovskoy
1840 Globigerina rubra (d’Orb.). — d’Orbigny, Cuba, p. 94, pl.
4, figs. 12-14.
1959 Globigerinoides rubra (d’Orbigny), forma typica. — Bol-
tovskoy, sur Brasil, p. 110, pl. 19, fig. 2.
There were found typical specimens as well as very small and
whitish ones.
Distribution: C: 113-R; 33-E; 36-E; 35-E.
60 ROETTGER, E. U. — Recent foraminifera of R. G. Sul ...
Globigerinoides rubra (d’Orbigny), forma pyramidalis
(Van den Broeck)
1876 Gilobigerina bulloides, var. rubra, subvar. pyramidalis. —
Van den Broeck, Barbade, p. 78.
1959 Globigerinoides rubra (d'Orbigny), forma pyramidalis (Van
den Broeck). — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 111, pl. 19, figs.
3, 4.
Distribution: C: 113-E; 11-MR; 46-MR; 53-MR; 33-R; 37-MR;,
36-E; 44-R; 45-R; 34-R; 40-E.
Globigerinoides rubra (d’Orbigny), forma triloba (Reuss)
1850 Globigerina triloba m. — Reuss, Oster. Tert., p. 374, pl.
Am fig. 11:
1959 Globigerinoides rubra (d’Orbigny), forma triloba (Reuss).
Boltovskoy, Sur Brasil, p. 111, pl: 19 fig) o:
Found in the 20-50 and 50-100 m zone, being most abundant in
the last one.
Distribution: C: 113-E; 43-R; 52-R; 46-R; 53-R; 54-R; 49-MR:
48-MR; 33-E; 37-E; 44-R; 45-E; 35-E; 34-E; 40-A.
Globigerinoides sacculifera (Brady)
1877 Globigerina sacculifera, nov. — Brady, Suppl. Not. Foram.
Chalk; p.:539-
1951 Glebigerinoides sacculifera (Brady). — Phleger & Parker,
NW Mexico, p. 35, pl. 19, figs. 17, 18.
Distribution: C: 33-MR; 36-MR; 45-MR; 34-MR; 40-R.
Globorotalia menardi (d'Orbigny), forma typica Boltovskoy
1826 Rotalia menardii, Nob. — d'Orbigny, Tabl. Meth., p. 273,
n.º 26, mod. nes o:
1959 Globorotalia menardii (d'Orbigny), forma typica. — Bol-
tovskoy, Sur Brasil, p. 113, pl. 20, figs. la, b.
Distribution: C: 38-MR.
Globorotalia menardii (d'Orbigny), forma fimbriata (Brady)
1884 Pulvinulina menardii, var. fimbriata, nov. — Brady.
Challenger, p. 91, pl. 103, fig. 3.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 61
1959 Globorotalia menardii (d’Orbigny), forma fimbriata
(Brady). — Boltovskoy, Sur Brasil, p. 114, pl. 20, figs.
6a, b.
Distribution: C: 36-MR.
Globorotalia menardii (d'Orbigny), forma tumida (Brady)
1877 Pulvinulina menardii, var. tumida, nov. — Brady, Suppl.
Not. Foram. Chalk, p. 535.
1959 Globorotalia menardii (d'Orbigny), forma tumida (Brady),
— Boltovskoy, Sur Brasil, p. 113, pl. 20, figs. 3a, b.
Distribution: C: 36-MR; 40-E.
Globorotalia scitula (Brady)
1882 Pulvinulina scitula. — Brady, Proc. Roy. Soc. Edinb., p.
716.
1951 Globorotalia scitula (Brady). — Phleger & Parker, NW
Mexico, p. 36, pl. 20, figs. 8, 9.
Distribution: C: 100-MR; 37-E; 36-A; 38-R; 35-E; 40-A.
Orbulina universa d’Orbigny
1840 Orbulina universa d’Orb. — d’Orbigny, Cuba, p. 3, pl. 1,
fig. dE
1954b Orbulina universa d’Orbigny. — Boltovskoy, San Jorge,
pr 210 pl 19 tig. 2.
Distribution: C: 113-MR; 26-MR; 33-MR; 36-MR; 38-MR; 35-MR;
34-MR; 40-R.
ACKNOWLEDGMENTS
We would like to acknowledge the following persons and institu-
tions that made the present study possible:
Conselho Nacional de Pesquisas (National Research Council), Rio
de Janeiro, that is supporting the research through a fellowship and
also gave us the opportunity to visit the Natural History Museum
“Bernardino Rivadavia” of Buenos Aires for comparison studies.
Prof. Iraja Damiani Pinto, Director, School of Geology and Prof.
Alarich R. Schultz, Director, Natural Sciences Institut, for their con-
tinous support to our research.
Prof. Darcy Closs, School of Geology, who suggested and guide this
research.
Dr. Esteban Boltovskoy, from the Museo Argentino de Ciencias
Naturales “Bernardino Rivadavia”, Buenos Aires, who kindly gave us
the opportunity to compare our material with his collection.
62 ROETTGER, E. U. — Recent '“foramtiifera of R. G. Sul ...
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Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Plate 1
Astacolus sp. A (0,39 mm)
Bolivina aff. ovata Egger (0,33 mm)
Bolivina striatula Cushman (0,37 mm)
Bolivinopsis sp. A (0,21 mm)
' Bulimina marginata d’Orbigny, forma typica
Boltovskoy (0,34 mm)
Bulimina marginata d’Orbigny, forma aculea-
ta d’Orbigny (0,40 mm)
Buliminella elegantissıma (d’Orbigny) (0,165mm)
Cancris oblongus (Williamson) (0,48 mm)
Cassidulina erassa d’Orbigny, forma minima
Boltovskoy (0,105mm
69
— 2I2DESJUEHOTDES1970
8
a
5)
IHERINGIA — Zoolcsıa, n.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
ıl
2
3
Plate 2
Globulina sp. A
Hopkinsina pacifica Cushman
Loxostomum sp. A
. 4a-c Nonion grateloupi grateloupi (d’Orbigny)
6
1
8
da-b Pseudoparrella exigua (Brady)
Saccammina sp. A
Seabrookia aff. earlandı (Wright)
Uvigerina peregrina Cushman, forma par-
vula Cushman
(0,180mm)
(0,19 mm}
(0,28 mm)
(0,42 mm)
(0,150mm)
(0,30 mm)
(0,150mm)
(0,30 mm)
1
=:
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970
| | | | | |
IHERINGIA | Zoolegia | n. 38 | p. 7388 | 28 f. | Pôrio Alegre-RS | 29. 7. 1970
| | | | | |
i |
REDESCRICAO DOS TIPOS DE VERONICELLIDAE
(MOLLUSCA, GASTROPODA) NEOTROPICAIS:
WI. Espécies depositadas no “II. Zoologisches Institut und
Museum der Universität” de Göttingen, Alemanha. (*)
Jose Willibaldo Thome (**)
RES UM O
Com base no exame dos exemplares tipos depositados nas coleções
do Instituto de Zoologia e Museu da Universidade de Góttingen, Ale-
manha, são redescritos, destacando-se os característicos específicos vá-
lidos, as espécies: Vaginula buergeri, Vaginula columbiana, Vaginula
longicaulis e Vaginula punctata, tôdas originalmente descritas por
SIMROTH (1914).
ZUSAMMENFASSUNG
Auf Grund der Untersuchung der Typus-Exemplare aus dem II.
Zoologischen Institut und Museum der Universität Göttingen werden
die von SIMROTH (1914) beschriebenen Arten Vaginula buergeri,
Vaginula columbiana, Vaginula longicaulis und Vaginula punetata
erneut beschrieben und ihre Art-Merkmale hervorgehoben.
PRDESCKTCOES
1. Vaginula buergeri SIMROTH, 1914:324, 328-329, est. 14,
f. 124-126.
— Cylindrocaulus occidentalis (GUILDING), HOF-
FMANN, 1925:147, est. 5, f. 45-d2-y, (partim).
Lectótipo: n.º 34-a-L, no “II. Zool. Inst. u. Mus. Göttingen”,
Alemanha (aqui designado); Dois lectoparátipos, n.º 34-a-P,
na mesma coleção.
(*) “Trabalho aceito para publicação em 7 de julho de 1969. Apresentado e
discutido às 10h40min do dia 4-7-69, na Secção N (Zoologia), durante a XXI
Reunião Anual da “Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência” (SBPC),
em Pörto Alegre. Desenvolvido durante bölsa de pesquisas da “Alexander
von Humboldt-Stiftung”, Bad Godesberg, Alemanha. (1.º trabalho em
IHERINGIA, Zool., n. 37 e o 2.0 em “Archiv. f. Molluskenk.”. v. 99. — A
justificação das redescrições e a metodologia empregada vem detalhados no
primeiro trabalho.)
«**) Do “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, Caixa Postal, 1188 e do
Departamento de Zoologia do “Instituto de Biociências? da PUCRGS, Pórto
Alegre, Brasil.
74 THOME, JW — Redescrição de Veronicellidae neötropicais Are
Tipo-localidade: Santo Domingo (Repüblica Dominicana?).
Leg.: Prof. BÜRGER.
Data: 3-10-1896.
Observação: havia no vidro 3 exemplares, todos muito jovens.
Escolhemos como lectótipo o exemplar ainda inteiro, o qual
dissecamos sem destacar órgãos. Os dois outros exemplares, algo
maiores, estavam abertos, faltando em ambos o pênis e num dêles
também a glândula penial. Os demais órgãos conferem perfeita-
mente com o lectótipo.
1. Morfologia externa: (f. 1-3)
1.1. Dimensões: comprimento: 18; largura: 8; altura: 4; lar-
gura do hiponoto direito: 2,5; largura da sola: 2,2; distância
ao poro genital feminino, da frente: 10; de trás: 7; do sulco pe-
dioso: 0,5 mm.
(Obs.: as cinco últimas dimensões acima citadas foram, excepcio-
nalmente, tomadas através do microscópio esterioscópico com
ocular micrometrica.)
1.2. Animal muito pequeno, jovem, mais largo que alto, não
recurvado. Noto áspero, com grande número de minús-
rulos tubérculos e de côr geral marrom claro, oliváceo, com nu-
merosas manchas negras, de tamanhos variados, distribuídas
irregularmente e sem correlação com os tubérculos. Perinoto
bem demarcado, quase cortante, sem pigmentação negra. Hipo-
notos inclinados, com a côr básica do noto e perinoto, achando-se
a pigmentação negra arranjado em retículo, que se adensa juntc-
ao poro genital feminino, ânus e ao longo dos sulcos pediosos.
A sola é de côr clara, sem linha mediana. Poro genital feminino,
junto ao sulco pedioso, atrás da metade do comprimento. Änus.
de aspecto circular, localizado à direita do plano sagital, está fe-
chado por membrana opercular desenvolvida, sem ficar recoberto.
pela região posterior livre do pé; esta região do pé é papilosa e
pigmentada de negro dorsalmente. (SIMROTH (1914) indica
quanto à côr e desenhos: “Das Notum zeigt einen schwachen
Medianstreifen. Sein Grun ist dunkel rotgrau, darauf sammetsch-
warze unregelmässige Punkte, einzel, reticuliert, geapfelt, etc..
Das Hyponotum, ähnlich gezeichnet, ist nur ganz wenig heller,
ebenso bleibt die Sohle dunkel und trúbe”.)
2. Morfologia interna: (f. 4-7)
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glân-
dula digestiva; êste com 1 mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento bem junto e logo acima do
ovidutor(f. 5):
IHERINGIA — Zoolegia, rn. 38 — 29 DE. JULHO DE 1970 TS
2.3. Nervos pediosos originam-se bem juntos e seguem para-
lelos, soltos, para em seguida afastarem-se em ângulo
egudo. permanecendo então afastados, mas novamente paralelos
até o fim da cavidade geral, onde penetram no tegumento. De-
pois do afastamento, aderem fracamente ao tegumento. Compri-
mento total: 10,5 mm, afastados: 8 mm, afastamento máximo:
1,2 mm, encontro da aorta a 0,2 mm da origem dos nervos pe-
diosos.
2.4. Glândula pediosa achatada, grossa, sôlta, côr amarelada.
A zona periférica larga, só perceptível na metade distal.
Comprimento em nosição natural: 1,9 mm, largura: 0,9 mm, (f. 4).
2.5. Espermateca ovoide, algo alongada, com grosso canal que
se une ao oviduto dentro do tegumento. Ducto de ligação
curto, penetrando na espermateca junto à axila do canal. O
canal está atrás do ovidutc e não ao lado, (f. 5).
2.6. Glândula penial com papila de ponta larga, onde surge
minúsculo aguçamento, sem formar mamilo. Dimensões:
compr. 0,6mm por 0,3mm de Z. Possue 9 túbulos de côr unifor-
me, sendo 4 internos com só 0,5mm de comprimento por 0,Imm
de ©. Os 5 externos, bifurcam-se e rebifurcam-se, contando-se
mais de 12 pontas; alcançam 5,5mm de comprimento por 0,15mm
de 9, (f. 6).
2.7. Penis com 1,3mm de comprimento por 0,65mm de largura
e 0,3mm de espessura máximos. Apresenta-se com cur-
tíssimo soquete cilindroide, que se alarga laminarmente em ex-
pansões alares, tomando esta região basal o aspecto cordiforme,
chatada, algo convexo-côncava (no desenho, vista do lado con-
vexo,. Na porção distal desta região, lado convexo, surge larga
rervura transversal e daí para diante prolonga-se o pênis em
clânde cônica, com a abertura no ápice, (f. 7).
3. Observações: Esta espécie não é interpretsável pelos conhe-
cimentos atuais sôbre êste grupo de moluscos, visto estar
baseada em exemplares muito jovens, sexualmente bem imatu-
ros. Na descrição original, por ser muito resumida, nada há a
retificar. Os desenhos de SIMROTH (1914) são muito esquemá-
ticos e pequenos para re-identificação. HOFFMANN (1925) ad-
mite que a descrição original é insuficiente e baseado no re-exam«:
dos tipos, inclui a espécie na sinonímia de Cylindrocaulus occi-
dentalis (GUILDING, 1825), acrescentando contudo que o fazia
com pouca Segurança, visto os exemplares serem jovens. O de-
senho de HOFFMANN também é esquematizado, baseado em
pênis clarificado e montado. O grande volume da região basal
do pênis e o fraco serpenteado do canal ejaculador, permitem
logo notar que a interpretação de HOFFMANN foi forçada e
76 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais ...
tendenciosa, não se justificando a sinonímia. A falta atual dos
pênis nos lectoparátipos deve ser devida às preparações de
HOFFMANN, que desapareceram.
2. Vaginula columbiana SIMROTH, 1914:300-303, est. 12,
f. 43-45.
— Cylindrocaulus olivaceus (STEARNS), HOFFMANN,
1925:148, (partim).
Lectótipo, n.º 34-b-L, no “II. Zool. Inst. u. Mus. Göttingen”, Ale-
manha (aqui designado). Quatro lectoparátipos, n.º 34-b-P,
na mesma coleção. Um lectoparátipo, n.º 2549, no “Museu Rio-
-Grandense de Ciências Naturais”, Pörto Alegre, Brasil.
(Obs.: Recebemos em maio de 1969, a pedido, do Dr. KUENZER
de Góttingen, um lectoparátipo para as coleções do MRCN. Este
exemplar, contudo, por deficiência de acondicionamento chegou
totalmente ressequido e inutilizado!).
Tipo-localidade: Peperital, Villavicencio, Departamento de Meta,
Colômbia, (a 1000m de altitude).
Leg.: Prof. BÜRGER.
Data: janeiro de 1897.
Obs.: Haviam no vidro 6 exemplares. Um aberto longitudinal-
mente pelo noto, com todos os órgãos dissociados (o lectótipo).
Um segundo exemplar possuia curto corte longitudinal no sulco
pedioso direito, tendo sido extraídos o pênis e glândula penial.
Esta não encontramos, sendo que o pênis achava-se num tubo de
vidre sem qualguer indicação. Os demais exemplares estavam
inteiros. Dissecamos todos os exemplares, verificando serem
exemplares adultos da mesma espécie.
Um lectoparátipo, n.º 1928.8.27.27., no “British Museum (Natu-
ral History)”, London, Inglaterra. — Localidade: Colômbia.
Leg. Dr. O. FUHRMANN. — Obs.: um exemplar conservado em
alcool. Estava aharto pelo noto, longitudii.almente. Faltavam
pênis e glândula peni:!. Animal muito jovem, imaturo, não in-
terpretavel. (Deterniina!s originalmente por SIMROTH (1914) ).
1. Morfologia externa: (f. 8-10)
1,1: Dimensões: compr:: 47; larg: 1; alt: 5; lares hipontida
reito: 4,4; larg. sola: 2,8; dist. poro genital feminino, da
irente: 21,5; dertras: 19,5; co sulco pedioso: 1,6mm:
1.2. Animal pequeno, alongado, delgado, não recurvado. Noto
com côr geral marrom avermelhada, forte, destacando-se
pigmentação negra sob forma de manchas variadas, irregular-
mente esparcas. Percebe-se no noto larga e pouco definida faixz
JHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 Ir
mediana longitudinal, sem pigmentacäo de manchas negras. Nos
hipnotos a côr fundamental é mais clara e surge como manchas
alveolares por entre a pigmentação negra. Perinoto bem demar-
cado, sem ser cortante e sem pigmentação negra. Esta é mais
carregada para a região posterior do animal e falta em estreitas
faixas junto ao perinoto e ao longo dos sulcos pediosos. A sola é
de côr amarelo-claro, sem linha mediana longitudinal. Poro ge-
nital feminino levemente mais próximo do sulco pedioso, algo
atrás da metade do comprimento. Änus circular, localizado à
direita do plano sagital, apenas alcançando o sulco pedioso direito.
Está parcialmente fechado por delgadíssima membrana opercular
e fica recoberto pela região posterior livre do pé. Esta região livre
do pé é lisa e apresenta densa pigmentação negra. (SIMROTH
(1914) faz extenso comentário söbre a côr, como segue:
“Für Färbung und Zeichnung kann man zunächst eine allgemeine
Regel aufstellen: Der gleichmässige Grundton ist auf der Unter-
seite blass, auf der Oberseite ockerig-fuchsig. Hell bleibt ausser
der Sohle der untere und obere Rand des Hyponotums und was
in letzteren schon angedeutet, das Perinotum, wiewohl es keines-
wegs grell absticht. Dazu kommt nun als zweites Element ein
derbes Schwarz, zunächst in einzelnen Flecken und groben Punk-
ten auf dem Notum, dann einen hellen Medianstreifen aussparend.
Weiterhin werden aber die Flecke hand oder sternförmig, und die
Fortsatze communizieren mit einander, so dass nur helle Flecke
bleiben und das Notum marmoriert erscheint. Diese Zeichnung
greift schliesslich auch über den Medianstreifen hinweg, das
Notum wird beinahe gleichmässig schwarz. Ähnlich das Hypo-
notum, nur dass hier die Sternfiguren weniger deutlich sind.
Dunkel wird’s immer, auch da wo das Notum fuchsrot bleibt”.)
2: | Morfologia interna: (f. 11-14)
2.1. Alca intestinal anterior recoberta por um löbulo da glän-
dula digestiva. Este acha-se dicotomizado, dando um
curto ramo anterior, alem do ramo normal transversal. Largura
do ramo transversal: 1,5mm.
2.2. Reto penetra no tegumento junto e acima da bölsa acessó-
ria, que surge separando-o da vagina, (f. 12).
2.3. Nervos pediosos originam-se bem juntos e seguem para-
lelos, soltos, até pouco depois do encontro com a aorta,
para então aderirem fortemente ao tegumento até o final.
O afastamento é bem posterior, em ângulo agudo. Comprimento
total: 32,5mm, afastados: 4,5mm, afastamento máximo: 1,0mm,
encontro da aorta a aproximadamente 7,0mm da origem dos
nervos.
78 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais
2.4. Glândula pediosa muito desenvolvida, grossa, algo acha-
tada, de côr amarelada. Zona externa clara, bem desen-
volvida e larga, contrasta fortemente com a zona interna. Esta,
junto à extremidade da glândula, está como que fendilhada lon-
gitudinalmente, surgindo estreita área mediana translúcida. Com-
primento em posição natural: 12,3mm, distendida: 16,0mm, lar-
gura: 1,4mm, (f. 11).
2.5. Espermateca ovóide, prolongada num cabeçote cilindróide,
está assentada sôbre um canal cilíndrico, alongado. O
canal une-se ao oviduto, dentro da cavidade geral, originando
destacada vagina que penetra no tegumerto. O ducto de ligação
curto, algo serpenteante, penetra na espermateca pela extremi-
dade distal do cabeçote cilindroide da mesma. Acima da vagina
e separando a mesma do reto, encontramos uma formação saliente
de aspecto campanular, que é conhecida como bôlsa acessória
(412):
2.6. Glândula penial com papila cônica, bem aguçada, de 1,3mm
de comprimento por 1,0mm 8. Possue 13 túbulos de as-
pecto e comprimento homogêneos, sem bifurcações, estando na
região proximal envoltos por membrana transparente. Compri-
mento dos túbulos até 9,0mm e com 0,3mm de, (f. 13).
2.7. Pênis com 7,0mm de comprimento por 0,8mm de & má-
mo. Constitue-se de uma base cilíndrica, alongada, que
na porção distal se acha algo comprimida, possuindo aí algu-
mas nervuras longitudinais e saliências cônicas. Está limitada
por leve nervura circundante, de dentro da qual surge a glande,
cilindro-cônica, alongada, redobrada em S, com a região proxi-
mal algo comprimida e com nervuras ou rugas, para depois
tornar-se bem lisa até a extremidade. A abertdra é subtermi-
nal, atrês de um lábio bem desenvolvido, delgado, frangeado.
A base tem 3,5mm de comprimento por 0,6mm de % máximo,
(EIA):
3. Observações: Os característicos desta espécie, em todos os
exemplares examinados, são bem homogêneos. As curtas
referências de SIMROTH (1914) sôbre os órgãos de maior valor
específico são aqui completadas e sistematizadas. Os desenhos
de SIMROTH (1914) como da glândula pediosa, intestino anterior
e estômago, pênis e glânduia penial são demasiadamente esque-
máticos, pequenos e sem detalhes. A afirmação de HOFFMANN
(1925), para justificar a inclusão desta espécie na sinonímia de
Cylindrocaulus olivaceus, de que não encontrou diferenças ana-
tômicas para diferenciá-la, só pode ser devida a um exame de-
masiadamente superficial.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 79
3. Vaginula longicaulis SIMROTH, 1914:309-311, est. 12, f.
66-69.
— Cylindrocaulus olivaceus (STEARNS), HOFFMANN,
1925:149, (partim).
Lectötipo, n.º 34-c-L, no “II. Zool. Inst. u. Mus. Göttingen”, Ale-
manha (aqui designado). Um lectoparátipo, n.º 3%4-c-P, na
mesma coleção.
Tipo-localidade: Sibate, Departamento de Cundinamarca, -Co-
lômbia, (a 2800m de altitude).
Leg.: Prof. BURGER.
Data: 30-12-1896.
Obs.: Encontramos no vidro 2 exemplares conservados em álcool.
Um com curto corte longitudinal anterior no noto, dei-
xando livres o pênis e glândula penial (o pênis devia ter estado
parcialmente evaginado quando o animal foi fixado, pela dispo-
Sicao de sua bainha). O outro exemplar estava aberto longitudi-
nalmente pelo noto, achando-se no lugar apenas o bulbo bucal e
parte dos órgãos sexuais. Os demais órgãos, muito danificados,
estavam num tubo de vidro à parte, faltando a glândula penial e
achando-se o pênis seccionado transversalmente. Numa das 4
etiquetas que acompanhavam o material, escrito a lápis, lia-se
entre outras observações: “unter morschen Baumfarrn” (= sob
fólhas em decomposição).
1. Morfologia externa: (f. 15-17)
1.1. Dimensões: compr.: 46; larg.: 16; alt.: 7; larg. hip. direito:
6,1; larg. sola: 5,5; dist. poro genit. femin., da frente: 23;
de trás: 19; do sulco pedioso: 1,7mm.
1.2. Animal pequeno, delgado, não recurvado. Quase total-
mente descorado, podendo notar-se ainda no noto um leve
tom marrom, algo mais acentuado para junto do perinoto, bem
como alguns pontos de pigmentação negra, distribuídos pelo noto
e perinoto e que correspondem aos poros de secreção. O perinoto
é bem demarcado, sem ser cortante. Hiponotos quase verticais.
Sola clara, sem linha mediana. Poro genital feminino próximo
ao Sulco pedioso, algo atrás da metade do comprimento. Änus
semi-circular, sendo uma fenda oblíqua, de trás para frente, no
hiponoto direito, sem estar em contato com o sulco ipedioso,
achando-se fechado por grossa membrana opercular, mas não re-
coberto pela porção posterior livre do pé; esta apresenta dorsal-
mente pigmentação escura. (SIMROTH (1914) faz a seguinte
referência sôbre a côr:
80 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais ...
“Die Färbung verschieden. Die Oberseite ist nämlich blasser als
die Unterseite. Das Notum ist schmutzig gelbgrau mit spärli-
hen dunklen Flecken, die zur gröbern Drüsenform gehören, das
Hyponotum dunkelgrau, verwaschen gefleckt. Es ist nicht aus-
geschlossen, dass während der Untersuchung die Färbung etwas
gebleicht ist.”).
2. Morfologia interna: (f. 18-21)
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glän-
dula digestiva, o qual possue 2mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento junto e acima do oviduto, (f.
19):
2.3. Nervos pediosos nascem juntos, afastando-se a seguir em
ângulo agudo, que se abre lentamente para então torna-
rem-se paralelos. Estão soltos, aderindo fracamente ao tegumen-
to na metade posterior. Penetram no tegumento ômm antes do
final da cavidade geral. Comprimento total: 23mm, afastados.
2imm, afastamento máximo: 2,5mm, encontro da aorta a 4mm da
origem dos nervos.
2.4. Glândula pediosa grossa, achatada, de côr amarelo-claro.
Zona externa translúcida, larga, bem demarcada até o
ápice, com os bordos livres algo franjados na metade proxima!
da glândula. Na zona interna nota-se próximo ao ápice uma re-
giao losangular mediana adelgaçada, translúcida. Comprimento
em posição natural: 9,7mm, distendida: 10,ômm, largura: 1,/mm,
(2,18).
2.3. Espermateca ovoide, com um dos polos agucado por onde
penetra o longo e serpenteante ducto de ligação. No polo
oposto, a espermateca continua-se por um desenvolvido cana!
cilíndrico, que se une ao oviduto dentro do tegumento, (f. 19).
2.6. Glândula penial com papila cônica, bem aguçada, de 2,0mm
de comprimento por 0,8mm de &. Possue 12 túbulos de
aspecto e comprimento homogêneos, sem bifurcações, estando na
região proximal envoltos por membrana transparente. Compri
mento dos túbulos até 9,0mm e com 0,4mm de &, (f. 20).
2.7. Penis com 17,5mm de comprimento por até 2,0mm de Z.
Constitue-se de uma base muito curta, com aspecto de
tronco de cone, da qual se desenvolve a glande cilíndrica, que na
região proximal apresenta-se algo comprimida, possuindo aí pre-
gas e nervuras longitudinais, para depois tornar-se lisa até a
ponta. Abertura na ponta, atrás de desenvolvido lábio liso, (f.
2):
3. Observações: A discordância da descrição do pênis em re-
XHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 : 81
!acao com a feita originalmente por SIMROTH (1914), deve-
-se ünicamente ao fato de considerarmos como pertencente &
glande a região proximal, que possue pregas, não a incluindo na
“base” do pênis. Não observamos no material examinado uma
região acuminada na extremidade da papila da glândula penial,
como o menciona e figura SIMROTH (1914). HOFFMANN (1925)
não justifica o porque da inclusão desta espécie na sinonímia de
Cylindrocaulus olivaceus (STEARNS), criticando contudo a ob-
servacao de SIMROTH (1914) de que o pênis desta espécie era
extraordinariamente comprido, o que todavia confirmamos como
um caso singular dentro da Família, apoiando a afirmação de
SIMROTH (1914).
4. Vaginula punctata SIMROTH, 1914:308-309 (4312-313),
est. 12, f. 63-65.
— Cylirdrocaulus olivaceus (STEARNS), HOFFMANN,
1925:149, (partim).
Lectótipo, n.º 34-d-L, no “II. Zool. Inst. u. Mus. Göttingen”, Ale-
manha, (aqui designado). Quatro lectoparátipos, n.º 34-d-P,
na mesma coleção. Um lectoparátipo, n.º 2550, no “Museu Rio-
-Grandense de Ciências Naturais”, Pörto Alegre, Brasil. (Veja
observação referente ao lectoparátipo n.º 2549, de Vaginula co-
lumbiana, anteriormente citada, e que é válida também para êste
exemplar.)
Tipo-localidade: La Unión e Paramo de Chingasa, Departamen-
to de Cundinamarca, Colômbia, (a 1000-2400m de altitude).
Leg.: Prof. BÜRGER.
Data: fevereiro de 1897.
Obs.: Encontramos no vidro 6 exemplares conservados em al-
cool, sendo 2 individuos adultos e 4 jovens. Um exemplar
estava dissecado, com os órgãos dissociados num vidro à parte,
faltando a gländula penial (possivelmente o que ficou agora des-
truído, com a remessa inapropriada de maio de 1969, acima re-
ferida!). Elegemos o exemplar adulto inteiro como lectötipo,
dissecando o mesmo sem destacar qualquer örgäo, apesar do
forte entumescimento do oviduto em contato com o líquido da
tina de dissecação. Dos 4 exemplares jovens, dissecamos apenas
o maior. Numa das 6 etiquetas que acompanhavam o lote, escrito
a lápis, lia-se entre outras observações: “Schnecken braun (dun-
kel) meist über dem Boden ausgebreitet, platt. Meist alles unter
alt. Baumstämme”. (= Lesmas marrom (escuro) na maioria acha-
tadas sôbre o solo. Em geral tudo sob troncos velhos).
82 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais ...
1. Morfologia externa: (f. 22-24)
1.1. Dimensões: compr.: 66; larg.: 19; alt.: 11; larg. hip. direito.
6,9; larg. sola.: 6,9; dist. poro genit. femin., da frente: 28;
de trás: 22; do sulco pedioso: 1,8mm.
1.2. Animal de tamanho médio, algo curvado. O noto possue
côr básica azeitonada, escurecida para as extremidades,
destacando-se grande número de pontos negros, maiores e me-
nores, que correspondem a pequenos tubérculos cônicos, espalha-
dos irregularmente por töda superfície do noto. O perinoto é
bem demarcado, cortante, sem pigmentação negra. Hiponotos
quase verticais, da côr do perinoto, com lavadas manchas escuras,
bem espaçadas. Sola clara, sem linha mediana longitudinal. Poro
genital feminino junto ao sulco pedioso, para trás da metade do
comprimento. Änus circular, algo repuchado de trás para frente e
à direita, dentro do hiponoto, junto ao sulco pedioso, separado dês-
te por grossa membrana opercular que fecha o ânus, não estando
êste recoberto pela porção posterior livre, do pé. Esta região do pé
epresenta dorsalmente pigmentação escura. (SIMROTH (1914)
descreve a coloração e pigmentação como segue: “An der Zeich-
nung fällt zunächst der Medianstreif auf, der mit dem Alter sich
allerdings verwischt, aber nur bei einem Exemplar ganz gesch-
wunden ist. Das Colorit ist durchweg blasser, das Hyponotum
kaum von der Sohle verschieden, auch das Notum mit hellerem,
fein schwärzlich angehauchtem Grunde, von dem sich die schwar-
zen Punktflecken mit ihrem helleren Hof um so deutlicher
abheben. Man kann grosse und kleine unterscheiden, die grossen
stehen weiter von einander und häufen sich, namentlich anfangs,
gengen den Mittelstreifen; die kleinen sind dicht gedrängt daz-
wischen, oft bis an den hellen Hof der grossen. Trotzdem sich
gewöhnlich ein scharfer Contrast zwischen beiden bemerklich
macht, gelingt es doch leicht, wenn man eine grössere Fläche
übersieht, alle Zwischenstufen von den allerkleinsten, kaum noch.
mit freiem Auge zu erkennenden an zu verfolgen.”).
2. Morfologia interna: (f. 25-28)
2.1. Alca intestinal anterior recoberta por um löbulo da glän-
dula digestiva, o qual possue 4mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento junto e acima do oviduto, (f.
26).
2.3. Nervos pediosos originam-se juntos, afastando-se em segui-
da, primeiro lentamente em ângulo agudo, depois algo mais,
para então prosseguirem afastados e paralelos até o final da cavi-
dade geral. No primeiro quarto estão soltos, para então aderirem
IHERINGIA — Zoologia. n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 83
fortemente ao tegumento ate o fim. Comprimento total: 37mm,
afastados: 35mm, afastamento máximo: 5mm, encontro da aorta
a “mm da origem dos nervos.
2.4. Glândula pediosa algo engrossada, achatada, de côr ama-
relada. Zona externa clara, larga, bem contrastada. A
zona interna apresenta-se como fendilhada longitudinalmente em
curto trecho, na região mediana da glândula. Comprimento em
posição natural: 15mm, distendida: 16mm, largura: 2mm, (f. 25).
2.5. Espermateca globuloide, prolongada num polo, excêntri-
camente, num cabeçote cilindroide e assentada sôbre um
desenvolvido e cilíndrico canal, o qual se une ao oviduto dentro
do tegumento. O ducto de ligação, muito longo e sinuoso, penetra
subterminalmente na ponta do cabeçote da espermateca, (f. 26).
2.6. Glândula penial com papila cilindro-cônica, de superfície
irregular, com ponta romba, com 2,imm de comprimento
por 1,Imm de 2. Possue 17 túbulos de comprimento homogêneo,
estando um bifurcado para a extremidade. Acham-se envolvidos
na região proximal por membrana transparente. Comprimento
dos túbulos até 6mm, com 0,5mm de &, (f. 27).
2.7. Pênis com 11,5mm de comprimento por até 1,7mm de Z.
Possue curtíssima base cônica, na qual está assentada a
longa glande cilindroide. A região proximal da glande é com-
primida, destacando-se uma curta formação laminar, que se pro-
jeta por sôbre a base cônica. A região distal desenvolve-se num
cilindro liso, algo recurvado na ponta, que tem a extremidade
romba, onde se abre o deferente em fenda de bordos crenulados,
(f. 28).
3. Observações: SIMROTH (1914) ao descrever esta espécie
como nova, o faz com dúvidas, do que se vale HOFFMANN
(1925) para a invalidar, alegando ainda que examinara os tipos
para comprovação, o que julgamos duvidoso. Os detalhes anatô-
micos descritos por SIMROTH (1914) são incompletos, havendo
certa discrepância na sua interpretação da morfologia do pênis,
corroborada pelos desenhos esquemáticos e pouco elucidativos.
AGRADECIMENTOS
Ao Dr. A. ZILCH, do “Natur-Museum und Forschungs-Institut
Senckenberg”, de Frankfurt, que nos proporcionou local, material e as-
sistência durante nossos trabalhos; ao Dr. P. KUENZER, do “II Zool.
Inst. u. Museum d. Universitat”, de Göttingen, Alemanha, que teve a
amabilidade de ceder-nos os lotes para exame e ao Embaixador da
Colômbia no Brasil, Sr. Fernando Lonäcäo y Londofio, que nos forneceu
es referências geográficas atualizadas
34 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais ...
BIBLIOGRAFIA
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ihre Biologie, Anatomie, Systematik, geographischen Verbreitung
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THOME, J. W. (1969) — Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mol-
lusca, Gastropoda) neotropicais: I. Espécies depositadas no “Zoolo-
gisches Museum” de Kiel, Alemanha. — FFheringia, Zool., n. 37,
OD E
—,— (1969) — Erneute Beschreibung neotropischer Veronicellidae-
Typen (Mollusca, Gastropoda): II. Arten aus der Sammlung des
Senckenberg-Museums in Frankfurt a. M. — Arch. Molluskenk,,
v. 99, n. 5/6, p. 331-363, est. 6-13, 50 £..
—,— (1969) — Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca,
Gastropoda) neotropicais: III. Espécies depositadas no “II. Zoolo-
gisches Institut und Museum der Universität” de Göttingen, Ale-
manha. (= RESUMO). — Ciênc. e Cult., v. 21, n.‘ 2, p. 458.
LEGENDA DAS ILUSTRAÇÕES
Vaginula buergeri SIMROTH, 1914 (Lectótipo n.º ®4-a-L)
Fig. 1-3: vista dorsal, lateral e ventral;
Fig. 4: glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. 5: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 6: glândula penial, com os túbulos truncados;
Fig. 7: pênis.
Vaginula columbiana SIMROTH, 1914 (Lectótipo n.º 34-b-L)
Fig. 8-10: vista dorsal, lateral e ventral;
Fig. 11: glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. 12: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 13: glândula penial, com os túbulos truncados;
Fig. 14: pênis.
Vaginula longicaulis SIMROTH, 1914 (Lectótipo n.º 34-c.L)
Fig. 15-17: vista dorsal, lateral e ventral;
Fig. 18: glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. 19: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 20: glândula penial, com alguns túbulos truncados;
Fig. 21: pênis.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 85
Vaginula punctata SIMROTH, 1914 (Lectótipo n.º 34-d-L)
Fig. 22-24: vista dorsal, lateral e ventral;
Fig. 25: glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. 26: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 27: glândula penial;
Fig. 28: pênis.
ABREVIATURAS NA FIGURA 12
ba — bôlsa acessória; cab — cabeçote da espermateca; ce — canal
da espermateca; dl — ducto de ligação; dm — deferente médio;
dp = deferente posterior; e = esvermateca; o — oviduto; rt =
reto; teg — tegumento; va = vagina.
86 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais ...
RE aa a
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970
88 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais .
IHERINGIA | Zoologia | n. 38 | p. 89-118 | 7 f. | Pörto AlegreRS 29. 7. 1970
SÓBRE O STATUS DE ELAPOMORPHUS BILINEATUS
DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854, CURIOSA
SERPENTE SUBTERRÂNEA (*)
Thales de Lema (**)
SUMÁRIO
Elapomorphus bilineatus DUMERIL. BIBRON & DUMERIL,
1854, sensu AMARAL 1930 (A), é uma espécie muito variável em sua
morfologia e coloração, ocasionando a descrição de várias espécies tidas
como novas por diferentes Autcres em diferentes épocas. BOULEN-
GER (1896) diferenciou as espécies que considerou como sendo válidas
(E. bilineatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL; E. lemniscatus idem;
e E. trilineatus BOULENGER 1889) levando em conta a gradação na
contiguidade dos escudos internasais. AMARAL (1930-A) considerou
êsse caráter muito variável e invalidou essas espécies juntamente com
outras descritas posteriormente. PRADO (1940, 1945) revalidou E.
lemniscatus e E. trilineatus, mas a maioria dos Autores seguiu AMA-
RAL. Face ao impasse o Autor analisou 45 exemplares procedentes
do Rio Grande do Sul, distribuindo-os arbiträriamente em dois lotes
cromáticos. Em conclusão, mostrou que o caráter invocado por
BOULENGER não é tão variável, sendo fixo num dos lotes. A corre-
lação dos lotes com os tivos autorizou o estabelecimento de três espé-
cies bem definidas geogräficamente: E. b. bilineatus —- restrita ao
tipo de Corrientes, Argentina; E. b. reticulatus (PETERS) — ocorrendo
no Planalto Meridional e correspondendo ao tipo de E. reticulatus
PETERS; E. b. lemniscatus — ocorrendo nas partes baixas do leste
incluindo o Litoral e corresnondendo aos tipos de E. lemniscatus
DUMÉRIL, BIBRON & DUMÉRIL e de E. trilineatus BOULENGER.
SUMMARY
Elapemorphus bilineatus DUMERIL, BIBRON & DUMÉRIL
1854 sensu AMARAL 1930 (A) is a species very variable of under-
ground snake in its morphology and coloration causing the description
of various species accepted as new by different authors in different
times. BOULENGER (1896) discriminated the species he considered as
valid (E. bilineatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL; E. lemniscatus
DUMERIL, BIBRON & DUMERIL; and E. trilineatus BOULENGER
(*) Trabalho aceito para publicação em 24 de julho de 1969 e em parte já
apresentado no II Congresso Brasileiro de Zoologia, outubro de 1961, Pörto
Alegre. €
(**) Bolsista do “Conselho Nacional de Pesquisas’’; Naturalista do “Museu Rio-
-Grandense de Ciências Naturais" e Professor de Zoologia do “Instituto de
Ciências Exatas e Naturais” da Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul, Pórto Alegre.
90 LEMA. T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
1889) taking into account the gradation in the proximity of the inter-
nasals shields. AMARAL (1930-A) considered this character extre-
melv variable and invalidated these species together with those pre-
viouslv described. PRADO (1940, 1945) revalidated E. lemniscatus
and E. trilineatus, but the majority of authors followed AMARAL. Due
to these differences of opinion the author analized 45 samples from the
State of Rio Grande do Sul. distributing them, at random, in two cro-
matic groups. Concluding-he showed that the character BOULENGER
considered is not so variable, being fixed in one if the groups. The
correlation of the groups (lots) with these types authorized the esta-
blishment of three subspecies geographicallv well-defined: E. b. bili-
neatus — restricted to the type found in Corrientes, Argentina; E. b.
reticulatus (PETERS) — appearing in the Meridional Plateau, and cor-
responding to the type of E. reticulatus PETERS; E. b. lemniscatus —
appearing in the eastern lowlands and on the coastal regions as well,
and corresponding to the types E. lemniscatus DUM., BIBRON &
DUMERIL and the E. trilineatus BOULENGER.
DUMÉRIL, BIBRON & DUMÉRIL (1854) descreveram Ela
pomorphus bilineatus baseados em um exemplar do Museu de
História Natural de Paris, procedentes de Corrientes (Argentina),
coletado pelo célebre Alcides D’ORBIGNY. Na mesma obra,
descreveram E. lemniscatus, baseados em um exemplar do mesmo
museu, procedente da “América do Sul”, coletado pelo célebre
Charles DARWIN. Nessa obra os tipos de ambas as espécies
estão figurados.
PETERS (1860) descreveu E. reticulatus baseado em exem-
plar do Museu de Berlim, procedente de “Brasil”.
STRAUCH (1884) descreveu E. iheringi baseado em exemplar
da Academia de Ciências de Leningrado, procedente de Taquara
(Rio Grande do Sul).
COPE (1885) descreveu Phalotris melanopleurus, baseado
em dois exemplares da Academia de Ciências Naturais de Fila-
delfia, procedentes de Montenegro (Rio Grande do Sul). Antes
(1861), havia criado o gênero Phalotris para conter as espécies
possuidoras de uma prefrontal.
BOULENGER (1885 A) invalidou E. iheringi STRAUCH e E.
reticulatus PETERS, considerando-as sinônimas de E. lemniscatus.
Em outro artigo (1885-B) invalidou Phalotris melanopleurus
COPE, considerando-a sinônima de E. lemniscatus. Posterior-
mente (1889) descreveu E. trilineatus baseado em um exemplar
do Museu Britânico, procedente de Camaquã, Rio Grande do
Sul, enviada pelo célebre Hermann von IHERING. Por fim,
em 1896, descreveu o gênero Elapomorphus definindo-o pela pri-
meira vez com clareza, apresentando uma chave de identifica-
ção das diferentes espécies até então aceitas, levando em con-
sideração o caráter sutura entre os internasais para as espécies
com apenas uma prefrontal e que segue:
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 91
l.a. Formando uma sutura mediana entre internasais 2.
Não formando sutura entre internasais ........ 3:
2.a. Sutura entre internasais não maior
do que a porção do rostral visível de
cima; dörso todo vermelho ....... E. tricolor.
b. Sutura entre internasais menor que
a porcao do rostral visivel de cima;
com ou sem uma linha negra ver-
belo rap N rent Bar E. lemniscatus.
3.a. Internasais apenas em contato; dör-
so com 3 linhas negras longitudinais E. trilineatus.
b. Internasais separadas pelo rostral;
uma linha negra longitudinal de
cadarlado: do dorso iss E. bilineatus.
o m
Posteriormente (1913), BOULENGER descreveu E. spegazzi-
nii baseado em um exemplar da coleção particular de Carlos
SPEGAZZINI, célebre micólogo, da Argentina, e o tipo procede
de La Plata (Argentina).
AMARAL (1924) descreveu E. suspectus, baseado em um
exemplar do Museu Nacional dos Estados Unidos, procedente de
Pilár, próximo à Córdoba (Argentina), coletado por C. C. Craft.
Mais tarde (1925), ao encontrar 2 exemplares de E. lemniscatus
(apud AMARAL) no mesmo museu, procedentes do Uruguai, em
que os internasais apenas se tocam, afirmou que, pela experien-
cia que possuia por já ter examinado muitos exemplares dessas
' serpentes em diversos museus nacionais e estrangeiros, havia
uma gradação na contiguidade dos internasais e que, portanto
a chave de BOULENGER não podia ser útil. Ao revisar a sino-
nímia neotropical (1930-A), invalidou E. spegazzinii BLGR., co-
mo, também sua espécie E. suspectus. Invalidando E. lemnis-
catus DUM. BIBR. & DUMERIL e E. trilineatus BLGR., afir-
mou que BOULENGER reconheceu um excesso de espécies em
seu catálogo e que, tendo examinado exemplares de E. lemnis-
catus e de E. bilineatus nas coleções do Instituto Butantan, do
Museu Paulista (atualmente Departamento de Zoologia), do
Museu Argentino de Ciências Naturais de Buenos Aires, con-
cluiu que a diferença na sutura rostro-internasais não pode ser
levada em conta, pois “São meras variações individuais” (sic).
Colocou, portanto, E. lemniscatus, E. trilineatus, E. spegazzinii e
E. suspectus na sinonímia de E. bilineatus. Em sua lista remis-
siva das serpentes do Brasil (1930-B, 1937), afirmou que o gê-
nero Elapomorphus precisava de revisão e que tais serpentes, por
serem subterrâneas, eram passíveis de grandes variações.
92 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
PRADO (1940) revalidou E. lemniscatus e E. trilineatus, ao
descrever 3 exemplares do Instituto Butantan, sendo um sem
procedência que identificou como da primeira espécie; e os ou-
tros dois, identificados como da segunda espécie, procedem do
Rio Grande do Sul. Para isso, ratificou BOULENGER (1896)
sem apresentar materia! para discussão. Outrossim, afirmou
que E. bilireatus “parece ocorrer mais na Argentina” (sic).
AMARAL (1944) criticou acerbamente PRADO e insistiu
em seu ponto de vista (1930-A), reinvalidando lemniscatus e tri-
lineatus.
PRADO (1945), em obra de divulgação superior, continuou
mantendo as duas espécies, à despeito de AMARAL.
Parece que ninguém mais se pronunciou a respeito, a não
ser nós, no II Congresso Brasileiro de Zoologia, em Pörto Alegre
(cujos Anais ainda não foram publicados); nessa ocasião foram
expostas as dúvidas e analisado o caráter sutura entre interna-
sais.
COMENTÁRIOS
Elapomorphus bilineatus é uma espécie muito variável,
tanto na morfologia como na coloração, daí motivando a des-
crição de muitas espécies novas por parte de diferentes autores
em diferentes épocas. Mas, tais descrições não apresentam ele-
mentos mais convincentes, usando a coloração como distintivo
básico. Em face a isso, AMARAL agiu corretamente reduzindo-
-as a apenas uma espécie. Entretanto, não concordamos na pura
invalidação baseado em apenas um caráter, agravado pelo fato
do autor não documentar sua assertiva, razão, aliás, que levou
alguns herpetologistas a não aceitarem sua proposta. À nosso
ver, o fato de não ser levado em conta o caráter usado por BOU-
LENGER em sua chave, não implica na invalidação das espécies.
Durante diversos anos coletando serpentes no Rio Grande
do Sul, inclusive dessa espécie (ou espécies), sentimos haver um
problema complexo digno de estudo acurado com essas serpentes.
A revisão da bibliografia específica decidiu-nos essa tarefa. Pri-
meiro, o teste do caráter discutido, matéria do presente artigo;
em segundo lugar, o estudo comparativo dos dados do maior nú-
mero possível de exemplares de töda a área geográfica ocupada
por essa forma, matéria do artigo a Ser comunicado breve.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram examinados 45 exemplares de diversas idades, dos
dois sexos e sem seleção, todos procedentes do Estado do Rio
IHERINGIA- — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO .DE 1970 93
Grande do Sul (Brasil) e pertencendo as seguintes institui-
ções: Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais (MRCN) em
Pörto Alegre; Instituto de Ciências Naturais (ICN) em P°rto
Alegre; e antiga coleção particular do autor (TDL), atualmente
em poder do Instituto de Ciências Naturais da Universidade Fe-
deral do Rio Grande do Sul. A relação dos exemplares, com sua
procedência, idade e sexo é a Seguinte:
MRCN. 99 — Garibaldi — adulto: fêmea.
MRCN. 100 — Viamão (?) — jovem — fêmea.
MRCN. 0277 Viamão (2% jovem «temear
MRCN. 10200, \V1amaoı (2) — jovem — fêmea.
MRCN. 1032,27 viamãos (6) — jovem — macho.
ICN. 436 — Osório — 2.Hlhoter = macho:
ICN. 437 — Rio Grande do Sul =— filhote — macho.
TDE: 472 -— Pelotas — | filhote -- macho:
UNDAGH 473 — Montenegro — jovem — fêmea.
TDL. 725 — Bagé — filhote — macho.
TDI: 726 — São Leopoldo (?) — jovem — fêmea.
EDER). 727 — São Leopoldo (?) — jovem — fêmea:
DIE: 126. — | São, Leopoldo: (2) — adulto — fêmea.
"EDEL. 729 — Säo Leopoldo (?) — | jovem — macho.
TDL. 730 — Bagé — filhote — fêmea.
BD. 731 — Bento Gonçalves — jovem — macho.
DE. 733%, R10. Grandeido Sul — filhote — fêmea.
TDL. 734 — São Leopoldo — jovem — fêmea.
TDL. 735 — Bento Gonçalves — jovem — fêmea.
MRCN. 960 — Rio Grande — filhote — fêmea.
MRCN. 965 — Passo Fundo — jovem — fêmea.
MRCN. 975. Viamão — jovem — macho.
MRCN. 996 — Pörto Alegre — adulto — fêmea.
MRCN. 997 — São Francisco de Paula — jovem — macho.
TDL. 104240 Casas dc Sul — jovem — fêmea.
MBA 1045 E caxias da Sul — s filhote -— macho:
RIDE: 1046 | Caxias dor Sul — jovem — fêmea.
MBRENS 10920 — | Caxias do; Sul — : filhote -: macho.
MIRENH 21083 — Caxias do Sul — jovem — macho.
MRCN. 1084 — Caxias do Sul — adulto — fêmea.
MREN:- 1331 -. Pelotas — tulhote: = macho:
MRCN. 1558 — Viamão — adulto — macho.
MRCN. 1565 — axias do Sul jovem = fêmea.
MREN. 1573 —-. Pelotas — jovem — fêmea.
MRENS 157470 = “Pelotas = filhoter=— fêmea!
INDIE 1595. 2 Pelotas — | filhote — fêmea.
TDL. 16222 Gaxaası. der Sul — jovem — macho.
UMA 1613 — Caxias do Sul — jovem — macho.
DIE. 614 SO Casas do Sul —— adulto -—- fêmea.
TDT. 1689 — Sän Francisco de Paula — adulto — macho.
MREN 1729, — Pelotas — adulto — fêmea.
MRCN. 1773 — São Francisco de Paula -- jovem — macho.
IR GN 7442 = Pelotas = adulto) macho.
MREN:. 1775) == Pelotas — adulto — fêmea.
MRCN. 1782 — São Francisco de Paula “adulto -— femez:
94 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus
Como se comprova acima, foram tomados exemplares desde
NE do Rio Grande do Sul até o Sul, mas quase nada do Centro
e do Oeste, porque não se dispunha na ocasião. Quanto às loca-
lidades, apresentam o seguinte aspeto:
— Viamão situa-se na Depressão Central, a leste, pró-
ximo a Pórto Aiegre; apresenta-se plano, sem elevações dignas
de nota, campos com arbustos, diversos banhados. Osório é no
litoral, apresentando-se plano em geral, mas com algumas ele-
vações altas cobertas de densa mataria, à margem de grandes
lagoas profundas. Pelotas situa-se ao Sudeste, na zona do litoral,
mas para dentro na região chamada Encosta do SE, em frente
à Lagoa dos Patos, muito próximo ao Uruguai; zona de planície.
Rio Grande é contígua à Pelotas, mas se situa já no Litoral pro-
priamente dito, frente ao mar; zona de planície. Bagé é na
Campanha, para o centro sul do Estado, próximo ao Uruguai;
zona de campo plano com leves elevações escassas. Pörto Alegre
situa-se na Depressão Central, mas em sua porção extrema NE,
próximo ao Litoral, em frente ao estuário do Guaíba; possue
algumas elevações modestas, com matas tipicamente temperadas,
tendendo ao arbusto, especialmente as “vassouras”, mas sendo
muito variada a flora nessas elevações, pouco a pouco devastada
pelas “vilas” de moradias modestas de madeira, que estão
extinguindo quase töda a fauna, especialmente a de répteis. São
Leopoldo fica próximo a Pörto Alegre, um pouco ao norte, na
Encosta Inferior de NE, com algumas elevações suaves, repre-
sentando já a lenta e gradativa subida para a “serra” (Planalto
Meridional). Montenegro situa-se próximo a São Leopoldo, mas
mais ao norte ainda e é mais elevado, com alguns campos baixos
e solo arenítico. Garibaldi já se situa na Encosta Superior do
NE, na “serra”, mas em sua borda. Bento Goncalves é mais ao
norte ainda que Garibaldi, se bem que próximo a esta, mais alto,
já na “serra”. Caxias do Sul situa-se mais ao norte e leste de
Bento Goncalves, sendo mais elevado, em cima do Planalto, sendo
zona fria com nevadas em alguns invernos. Essa zona de Gari-
baldi-Bento Goncalves e Caxias é de colonização italiana e apre-
senta-se montanhosa, com matas secundárias eivadas de vegetais
estrangeiros, por já ter sido muitas vêzes cortada e queimada
para lavouras diversas. Em muitas partes há extensas planta-
coes de “acácia negra” principalmente; em outras há extensas
plantações de videiras; subindo para Caxias comecam a notar-se
restos da antiga e imensa mata de “araucárias”, hoje apenas
vestigial. São Francisco de Paula situa-se sôbre o Planalto Me-
ridional na região de Campos de Cima da Serra, apresentando
uma altitude média de mil metros, com campos ondulados for-
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 95
mando coxilhas com matas axilares densas em que predomina a
araucaria; em alguns locais ha muita flora entremeada e madei-
ras de grande interêsse comercial, principalmente na parte mais
fiorestada, para o sul, em direção à Taquara. Para o norte as ma-
tas restringem-se às partes baixas (“axilas”) das coxilhas. A
umidade aí é intensa e o frio no inverno é também intenso. A
fauna é variadíssima e há muitos elementos da fauna brasileira
típica (do vizinho Estado de Santa Catarina). Passo Fundo si-
tua-se bem ao norte do Estado, sôbre o planalto, próximo à San-
ta Catarina, não sendo o rio Uruguai barreira geográfica para a
penetração de fauna daquele Estado porque em muitos trechos
pode-se passá-lo a vau e as enchentes trazem muito material de
uma margem para outra, homogeneizando flora e fauna nos dois
lados. O material usado nesta análise procede todo, em suma,
da parte leste do Estado, enquadrando-se nos distritos zoogeo-
gráficos TUPI (ao centro e norte) e SUBTROPICAL (ao sul e
oeste), segundo CABRERA & YEPES.
Nas aferições usou-se uma ocular Leitz com escala (1x8) em
estereoscöpio Zeiss Mark ii. O comprimento da cabeca foi afe-
rido a partir de uma tangente ao focinho a outra que delimita a
extremidade externa da articulação quadrado-mandibular, facil-
mente determinável pela saliência que essa forma, exterior e
posteriormente à cabeça. O sexo foi determinado por dissecção
da cauda. A idade foi avaliada arbitrariamente, tomando-se uma
média dos diferentes tamanhos.
DETERMINAÇÃO DOS EXEMPLARES
Os exemplares foram determinados por uma chave elabo-
rada a partiz de BOULENGER (1896), na qual se refere apenas
as formas com prefrontal única, acrescida com dados de AMA-
RAL (1930, 1944), PRADO (1940, 1945) e HOGE (1955), tendo-se
excluído E. nasutus por possuir focinho sui generis, inconfundi-
vel e por não ocorrer na zona extremo meridional do Brasil. A
chave é a seguinte:
1.a. Internasais formando uma sutura mediana atrás
da porção do; rostral! visível! decimal. 2
b. Internasais não formando uma sutura entre Si... 4.
2.a. Porcäo do rostral visivel de cima igual ou mais
curta do que a sutura formada pelos internasais;
dôrso vermelho sem lista negra vertebral ..... 3
b. Porcäo do rostral visivel de cima
mais longa do que a sutura entre
96
LEMA, T. de — Söbre o “status” -de Elapomorphus bilineatus ...
Os
os internasais; dörso pardo-ala-
ranjado, geralmente com uma
lista negra vertebral, com os lados
PECÃos! Me ceu a a AD E. lemniscatus
(sensu BOULENGER).
Anel nucal ocupando pelo menos
6 escamas transversais; dorsais
sem ápice escurecido; ventrais
20252157 Rn Hape E. tricolor.
Anel nucal estreito, pelo menos
metade do da especie anterior
(2-3 escamas); dorsais com ápice
escurecido; ventrais 223-252 ... E. mertensi.
Internasais apenas em contato;
dörso pardo-rosado com 3 listas
negras longitudinais A 2.02. E. trilineatus.
Internasais separados entre si
pelo avanço do rostral para trás,
entre êles; dörso pardo-acinzen-
tado ou rosado, com uma lista
nesra,de cada lade sa E. bilineatus.
resultados obtidos foram os seguintes:
— A) Levando-se em conta apenas o “pattern”:
Elapomerphus lemniscatus BLGR. .. 30 exemplares
Elapomorphus trilineatus ......... 14 exemplares
Elapomorphus bilineatus .......... 1 exemplar
Elapomorphus tricolor ............ 0
Elapomorphus mertensi ........... 0
45 exemplares.
— B) Levando-se em conta apenas o caráter rostro-internasais:
Elapomorphus lemniscatus BLGR. .. 36 exemplares
Elapomorphus trilineatus ......... 3 exemplares
Elapomorphus bilineatus .......... 0
Elapemorphus tricolor ............ 5
Elapomorphus mertensi .......... (o mesmo anterior)
Elapomorphus anômalo (1 escudo pe-
queno entre os parietais) ..... 1l
45 exemplares.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 97
— C) Combinando-se “A” com “B”:
Elapomorphus lemniscatus ........ 24 exemplares.
Elapomorphus lemniscatus com su-
tura entre internasais igual à porção
do rostral visível de cima ........ 2 exemplares.
Elapomorphus lemniscatus com sutu
ra entre internasais menor que a por-
ção do rostral visível de cima ..... 3 exemplares.
Elapomorphus trilineatus ......... 3 exemplares.
Elapomorphus trilineatus com sutu-
ra entre internasais menor que a
porção do rostral visível de cima .. 11 exemplares.
Elapomorphus bilineatus .......... 0.
Elapomorphus bilineatus com sutura
entre internasais menor que a porcäo
do rostral visível de cima ........
Elapomorphus tricolor ............
Elapomorphus mertensi ..........-
exemplar.
So
— D) Comparando-se os dados assim obtidos:
Formas “Pattern” Sutura Combinado
Frolemmiscatus sc 080. 4: 0,36 a 1:24
E. trilineatus . . ...... 14 3 3
E. bilineatus . . ...... 1 0 0
Bxtricolor, Ms: 0 5 0
E. mertensi . . ...:... 0 5) 0
Br anomalos’. co. 0 1 17 (x)
(x) No caso dos “anömalos” foi encontrado:
Pattern Sutura Exemplares
E. lemniscatus x E. tricolor — 5
E. trilineatus x E. lemniscatus == 11
E. bilineatus x E. lemniscatus == 1
98 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus
COMENTARIOS
As observações anteriores por si só bastariam para invalidar
o carater sutura entre internasais para diagnóstico das espécies
de Elapomorphus com prefrontal única. Há indivíduos com o
mesmo padrão cromático (pattern), apresentando a sutura maior
ou menor do que a porção do rostral visível de cima, ou ainda,
apresentando sutura, quando não deveria apresentá-la em função
do pattern, segundo os Autores.
Fica, pois, sem valor a chave de BOULENGER. Outrossim,
recordamos que êsse Autor construiu-na baseado em muito
poucos exemplares, em se tratando de serpentes tão variáveis.
Outrossim, não foi encontrado nenhum exemplar que se en-
quadrasse em Elapomorphus bilineatus “sensu strictu”, a não ser
um exemplar com internasais formando sutura, o que não con-
corda com BOULENGER, além de ter vestígios da linha escura
vertebral, o que a aproxima de trilineatus. .Isto sugere que o
tipo de bilineatus seja um exemplar anômalo.
ANÁLISE DA VARIAÇÃO
Para analisar a variação dos exemplares estudados, distri-
buiu-se os mesmos em dois lotes, de acírdo com os padrões cro-
máticos dominantes e que foram estabelecidos após demorado:
exame da coloração de cada exemplar e confronto com as des-
crições dos Autores. Assim, apesar da grande variação no colo-
rido, foi possível fixar dois padrões que representam os extremos
de variação de uma escala arbitrária que se fêz, e que foram de-
nominados para efeito de análise, de LOTE ALFA e LOTE BETA,
assim caracterizáveis (Fig. 2):
Coloração ALFA BETA
FACE DORSAL:
a) pattern — Lados pretos ocu- — 3 listas negras
pando 4,5 fileiras longitudinais ocu-
longitudinais de pand 1 + 1
escamas (em ge- + 1% fileiras de
ral); com ou sem escamas (em ge-
lista negra verte- ral) a
bral. MS O
Dao Sage Re Ta cin ai Ban
b) fundo — Alaranjado verte- — Rosado vertebral-
bralmente. mente, creme pa-
raventralmente.
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 99
FACE VENTRAL: — Ventrais negras. — Ventrais com
mancha negra se-
milunar, ocupan-
do até 2/3 da área
de cada escudo.
CABEÇA == Preto com -foc-. Escura, marmori-
nho cinzento ou zada de creme
claro. sujo.
COLAR NUCAL — Creme e preto, — Ausente ou só
bem nítido. creme.
N.º de exemplaress —. 30. — 15:
Variacao de colorido — Entre os dois padröes acima expostos,
há exemplares com coloração que, à primeira vista, não se sabe-
ria identificar como ALFA ou como BETA. Em tais casos, a
decisão recai para o tipo que mais tende, tendo em vista o se-
guinte critério de seleção:
a. LOTE ALFA — Pertencem ao lote alfa todos os exemplares
que possuirem os LADOS PRETOS, isto é, ocupando no mi-
nimo, 4 fileiras longitudinais de escamas, mesmo que apre-
sente mancha semilunar ventral e linha negra vertebral.
Além disso, se a cabeça tende ao castanho anegrado, mesmo
que possua partes mais claras. Quanto à mancha semilunar
ventral, quando ocorre, sempre é grande e ocupa quase todo
o escudo.
b. LOTE BETA — Todos os exemplares com 2-3 linhas negras
longitudinais ocupando, no máximo 3 fileiras longitudinais
de escamas. (Cabeça geralmente mais curta e mais larga
que em ALFA, cinzenta fortemente manchada de creme
irregularmente, marmorizada.
Um caráter difícil de averiguar em material antigo, desco-
rado, é a coloração de fundo. O critério adotado foi o seguinte:
os exemplares que ainda conservam restos do colorido, a presen-
ca do tom pardo na zona vertebral indica que era alaranjado
lote ALFA), ao passo que sem qualquer indício de côr (creme)
indica que era rosado (lote BETA). Nos exemplares totalmente
descorados, sem estrato córneo, um fino pontilhado na zona ver-
tebral observado com aumento, indica que era alaranjado. Tal
critério decorreu da observação de exemplares capturados vivos.
100 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
e que foram fixados, tendo sido observado seu descoramento
através dos anos. Além disso, o método comparativo também
foi usado.
— A) Para exame da variação do caráter sutura entre inter-
nasais usado por BOULENGER, foram feitas as seguin-
tes aferições (Fig. 3):
a — porção do rostral visível de cima
b = sutura entre os escudetes internasais
c — distância da ponta do focinho até o frontal
m = comprimento da cabeça
n — largura maior da cabeça;
vum as quais obteve-se as seguintes relações:
a E m KR;
— R, = R,, ee e Rs oo = Ro;
b b n b
e os resultados obtidos foram os seguintes (Vide Tabelas 1 e 2):
Relações ALFA BETA
intervalo de variação (i. v.) 0,7 — 3 120219
R
maior frequência (m. f.) 1.220185 12 — 3
EV, 47 — 11 2,5 — 14
R,
m. 45 — 85 5 — 15
N 13.099 1,5 — 25
R,
mich is io 1,5. vier
TAN, 2 ol 1,62 2.3988
I
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 101
A relação “R” apresenta pequena variação em ALFA e gran-
de variação em BETA. A relação “R,” mostrou-se muito variável
nos dois lotes, mas sendo maior em BETA. A relação “R,” mos-
trou-se com grande variação nos dois lotes, sem distinção, apesar
de ser um pouco maior em BETA. Por fim, a relação “R,” apre-
, 5 3
sentou-se com variação muito grande, sendo maior ainda em
BETA. (Fig. 4).
As relações “R” e “R,” são apreciáveis e, portanto, dignas de
maior análise Enquanto que “R,” e “R,” são despresíveis por
sua grande variação. Por outro lado, essas duas últimas relações
mostraram que há um problema digno de estudo na variação da
forma da cabeça, bem como na proporção em relação ao corpo.
— B) Análise de “R” e “R,” — Determinou-se as MÉDIAS
de “R” e de “R,” e calculou-se o DESVIO-PADRAO
(x e s, respectivamente), obtendo-se:
ALFA BETA
227 75400 ae 36199
EE:
O 0,6902 a e ak
Mo ce» No
R,
E E E Sa SE o pão
— Comparando-se as médias de “R”, uma vez que as de
“R,” são praticamente iguais, obteve-se:
bt '= 1,576 menor qe 1.021449
Isto é, não há diferença entre as médias.
— Fazendo-se a “análise da variância”, obteve-se:
E = 6,082 maior que 4072 = FE... (1,42)
portanto, acusando diferença entre os dois lotes, o que é signifi-
cativo.
— Por fim, fez-se a correlação entre “R” e “R,”, tendo-se o
cuidado de omitir os dados dos exemplares números 1558 (R — 19)
102 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
e 1574 (R — 7), por apresentarem valores extremos, com muito
pequeno contato entre os internasais. Obteve-se:
— 12,342 maior que 2,02 = to;
o que indica que há CORRELAÇÃO entre “R” e “R,”.
DISCUSSÃO
A existência ou não de uma sutura entre os escudetes inter-
nasais não tem valor diagnóstico (confirmando AMARAL) para
as possíveis espécies reunidas por AMARAL sob o nome de Ela-
pomorphus bilineatus. Entretanto, dividindo-se os exemplares
examinados (que apresentam todos os padrões cromáticos dos di-
ferentes tipos daquelas espécies invalidadas, além de outros não
registrados) em dois lotes, considerando-se a existência de dois
padrões cromáticos básicos, mostrou-se um caráter estável para
um dos lotes (lote ALFA) e desprezível para o outro (BETA).
ALFA parece representar uma forma estável, perfeitamente ca-
racterizavel, enquanto que BETA parece representar um conjun-
to de formas em transformação, de difícil caracterização, daí
tendo advindo a dificuldade por parte de diferentes autores em
diferentes épocas, de identificação de exemplares do tipo BETA,
e AMARAL, ao sentir o problema e constatando a pobreza de
característicos distintivos das diferentes espécies apresentadas,
agiu corretamente invalidando-as até ser feita uma revisão à al-
tura.
Por outro lado, os exemplares do lote ALFA correspondem
as espécies descritas sob os nomes de Elapomorphus reticulatus
PETERS, Elapomorphus iheringi STRAUCH, Phalotris melano-
pleurus COPE, Elapomorphus spegazzinii BOULENGER e Elapo-
morphus suspectus AMARAL. Os exemplares examinados e os
tipos de iheringi e melanopleurus, procedem da zona do Planalto
Meridional, tanto sôbre êste como de regiões intermediárias en-
tre êle e as partes baixas do Estado. Quanto aos exemplares do
lote BETA correspondem às espécies descritas sob os nomes de
Elapomorphus lemniscatus DUMÉRIL, BIBRON & DUMERIL e
Elapomorphus trilineatus BOULENGER. Os exemplares exami-
nados e o tipo de trilineatus, procedem da zona baixa leste do
Rio Grande do Sul, principalmente o litoral. A correspondência
refere-se apenas aos tipos e parátipos e não às descrições poste-
riormente adicionadas, principalmente de BOULENGER (1896),
que reuniu sob o nome de lemniscatus material bem diferente do
tipo de DUMÉRIL, BIBRON & DUMÉRIL.
Quanto ao tipo de Elapomerphus bilineatus, que procede
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 103
da Argentina, parece representar um exemplar atípico, anômalo,
e não se encontrou nenhum outro exemplar igual ou semelhante,
parecendo mais representar um caso extremo de variação de E.
trilineatus BOULENGER.
Face ao exposto, concluimos que os dois lotes arbitrariamente
estabelecidos representam duas raças geográficas, com exceção do
exemplar tipo de bilineatus de DUMÉRIL, BIBRON & DUMÉRIL,
que fica isolado em uma raça típica, até exame de outros exem-
plares iguais ou semelhantes, que elucidem seu status.
DESCRIÇÃO DE SUBESPÉCIES
A espécie Elapomorphus bilineatus sensu AMARAL 1930,
fica previamente subdividida em 3 subespécies, assim denomina-
das: a. Elapemorphus bilineatus bilineatus DUMERIL, BIBRON
& DUMÉRIL; b. Elapemorphus bilineatus reticulatus (PETERS);
e c. Elapomorphus bilineatus lemniscatus DUMERIL, BIBRON &
DUMÉRIL. A primeira corresponde ao tipo, somente; a segunda
corresponde ao lote ALFA; e a terceira corresponde ao lote BETA.
Elapomorphus bilineatus bilineatus DUMÉRIL, BIBRON &
DUMERIL
— Elapomorphus bilineatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854
vei putasc 2 ip. 8395 9.9. p= 598 (fig).
— Phalotris bilineatus COPE 1861 — p. 524.
— Eiapomorphus bilineatus JAN & SORDELLI, 1865 — v. 1, Livr. 14,
est. 2, fig. 1 (tipo).
— Elapomorphus bilineatus AMARAL, 1930 — p. 47, 107 (parte).
Tipo: Museu de História Natural de Paris, proc. Corrientes,
Argentina, A. Dorbigny col.
Caracteres: Rostral penetra em cunha entre internasais se-
parando-os. Supraoculares estreitas. Parietais alargados com os
lados oblíquos. Parietais maiores que o frontal. Olhos peque-
nos e verticais, pouco visíveis de cima. Supralabiais totalmente
pretas. Focinho preto. Cabeca preta. Dörso com duas linhas
pretas longitudinais da largura de Y2 + 1 escamas. Coloração
lateral creme. Colar nucal ausente. Manchas ventrais semilu-
nares (70% pretas).
Elapomorphus bilineatus lemniscatus DUMERIL, BIBRON &
DUMERIL
— Elapomorphus lemniscatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854
vl. fase 2.9, 840: v9». 358 (Lig)
— Phalotris lemniscatus COPE, 1861 — p. 524.
104 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
— Elapomorphus lemniscatus JAN & SORDELLI, 1865 — Livr. 14,
est. 2, fig. 3 (tipo).
— Elapomorphus trilineatus BOULENGER, 1889 — p. 266.
— Elapomorphus trilineatus BOULENGER, 1896 — v. 3, p. 240, 243,
est. 10, fig. 3 (tipo).
— Elapomorphus lemniscatus BOULENGER, 1896 — v. 3, p. 238,
240, 242, fig. 17 (cränio). (Parte).
— Elapomorphus bilineatus AMARAL, 1930 — p. 47, 107 (Parte).
— Elapomorphus trilineatus PRADO, 1940 — p. 19, fig. 2.
Tipo: Museu de História Natural de Paris, proc. “América
ao Sul”, C. Darwin col.
Caracteres: Internasais apenas se tocam, sem sutura, ou for-
mam pequena sutura que é menor que a porção do rostral visível
de cima. Supraoculares largos. Parietais muito maiores que
frontal. Parietais estreitos e de lados paralelos mais ou menos.
Olhos muito pequenos e visíveis um pouco de cima. Supralabiais
inferiormente creme. Focinho claro ou creme. Cabeça cinzenta
escura manchada irregularmente de claro. Dörso com 3 linhas
pretas longitudinais de largura variável, mas nunca ocupando
mais de 3 filas de escamas. Lado creme, zona vertebral rosada.
Colar nucal geralmente ausente ou vestigial. Manchas ventrais
pretas semilunares, nunca tocando os lados dos escudos. A linha
vertebral tende a ficar mais fina, tornando-se até vestigial em
poucos exemplares. A cabeça é curta e alargada posteriormente.
Distribuição: Estado do Rio Grande do Sul (partes baixas,
principalmente o litoral sul), Uruguai e Argentina (parte NE). A
região de maior incidência populacional é a de Pelotas-Rio Gran-
de (Rio Grande do Sul), e o tipo de trilineatus procede de locali-
dade próxima a essa.
Elapomorphus bilineatus reticulatus PETERS
— Elapomorphus reticulatus PETERS, 1860 — p. 518, fig. 2.
— Phalotris reticulatus COPE, 1861 — p. 524.
— Elapomorphus iheringi STRAUCH, 1884 — p. 571.
— Phalotris melanopleurus COPE, 1885 — p. 189.
— Eliapomorphus lemniscatus BOULENGER, 1896 — v. 3, p. 242
parte).
— Elapomorphus spegazzinii BOULENGER, 1913 — p. 49.
— Elapomorphus suspectus AMARAL, 1924 — p. 202.
— Elapomorphus bilineatus AMARAL, 1930 — p. 47, 107 (parte).
— Elapomorphus lemniscatus PRADO, 1940, — p. 19, fig. 1.
Tipo: Museu de Berlim, proc. “Brasil”.
Caracteres: Internasais contiguos formam uma Sutura
maior, igual ou menor ao comprimento da porção do rostral vi-
sivel de cima. Cabeça castanha anegrada totalmente ou com fo-
JHERINGIA — Zoolosia, r. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 105
cinho acinzentado, um pouco afilada. Dörso com os lados pretos
tocando nas ventrais ou com uma linha clara separando-os das
ventrais. Centro do dôrso pardo-alaranjado tendendo à coloração
do cobre, imaculado ou com uma linha negra mediana vertebral
do pescoço até o anel cloacal; às vêzes essa lista é incompleta ou
mesmo vestigial. Colar nucal sempre presente e evidente, com
dois anéis: um creme-amarelado muito vivo e outro preto. Ven-
tre totalmente preto ou com manchas semilunares muito grandes,
quase tocando os lados de cada escudo ventral.
Distribuição: Estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina
e Paraná no Brasil (exemplares no Instituto Butantan); Uruguai
e Argentina (E, NE). No Brasil ocorre sôbre o Planalto Meridio-
nal, nas encostas do mesmo, bem como em direção ao oeste, atin-
gindo a Argentina, e em direção ao S e SO, atingindo o Uruguai.
Os exemplares do Planalto são típicos e os da baixada já apre-
sentam alguns aspectos semelhantes de lemniscatus, parecendo
INTERGRADANTES entre essas duas subespécies.
CHAVE DAS ELAPOMORPHUS COM PREFRONTAL
ÚNICA.
Em substituição às chaves apresentadas por BOULENGER e
por AMARAL (vide), prefere-se a seguinte, com a diferenciação
de tödas as formas reconhecidas neste artigo:
l.a. Focinho acuminado e um pouco
proeminente” e. sa, isa E. nasutus GOMES.
Dr nocinho não proeminente sais eo neo 2.
2.a. Ventre branco; dôrso vermelho uniforme ...... 3
b. Ventre preto total ou parcialmente; dôrso alaran-
jado ou rosado claro com listas ou faixas pretas
loneitidinais ne A ES A 4.
3.a. Anel nucal ocupa 6 series trans-
versais de escamas; escamas dor-
sais imaculadas; ventrais 202-217 E. tricolor DBD.
b. Anel nucal ocupa 2-3 séries trans-
versais de escamas; escamas dor-
sais com ápice negro; ventrais
223 2D 20 ee AR E. mertensi HOGE
4.a. Dörso pardo-alaranjado ou aver-
melhado com ou sem uma linha
preta vertebral longitudinal, com
106 LEMA. T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
os lados pretos ocupando, no mi-
nimo, 4 filas longitudinais de es-
camas; ventre preto total ou par-
cialmente; cabeça preta ....... E. bilineatus reti-
culatus (PETERS)
b. Dörso rosado com linhas pretas
longitudinais; ventrais com man-
cha semilunar que nunca toca nos
lados dos escudos .... uaniah 2 pura ee DE
5.a. Dörso com 3 linhas pretas longi-
tudinais; cabeca larga, cinzenta
escura, manchada irregularmente
de:cremessujo ME Seren E. bilineatus le-
mniscatus (D., B.
& D.)
b. Dörso com 2 linhas pretas longi-
tudinais muito estreitas; cabeca
escura uniformemente ......... E. bilineatus bili-
neatus (D. B. & D.)
CONCLUSÕES
Elapomorphus bilineatus DUMÉRIL, BIBRON & DUMERIL
sensu AMARAL, é uma espécie de colubrídeo subterrâneo muito
variável e que ocorre na América do Sul Meridional, estendendo-
-se pelos países Brasil, Uruguai e Argentina. No Brasil apenas
na Zona Meridional. A região de maior ocorrência parece ser
a SE do Estado do Rio Grande do Sul, e é justamente onde ela
é mais variável, no colorido e na morfologia, indicando-nos tra-
tar-se da população inicial da espécie, e constitue uma raça geo-
gráfica que denominamos de Elapomorphus bilineatus lemnis-
catus (DUM., BIBRON & DUMERIL) aproveitando o nome mais
entigo e cujo tipo corresponda a essa raça. A espécie difundiu-
-se principalmente para o norte, pelo leste do Rio Grande do
Sul atingindo os contrafortes do Planalto, onde começou a dife-
renciar-se pela mudança mais acentuada de meio ambiente. Sö-
bre o planalto veio a formar outra raça geográfica, que denomi-
namos de Elapomorphus bilineatus reticulatus (PETERS) apro-
veitando o nome mais antigo cujo tipo corresponde a essa raça.
Essa subespécie que se formou sôbre o Planalto atingiu um
equilíbrio razoável, variando muito pouco, e difundindo-se cada
vez mais para o norte até atingir o Estado do Paraná, desde o
sul. Mas nas zonas intermediárias entre o Planalto e a planície,
os indivíduos variam fortemente e assim ocorre em direção ao
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 107
oeste e depois para o sul em direção ao Uruguai, sugerindo tra-
tar-se de intergradantes ou de uma nova raça geográfica em
formação. A raça inicial (lemniscatus) difundiu-se também para
o oeste do Rio Grande do Sul, atingindo o Uruguai em sua por-
ção NO e a Argentina, descendo para o sul e seguindo para o
oeste argentino, sofrendo muitas variações, onde talvez esteja
formando novas raças. A raça típica, Elapomorphus b. bilinea-
tus D., B. & D. é desconhecida, ficando, por ora, restrita ao exem-
plar tipo e que procede da Argentina, destoando de todos os
exemplares examinados e descritos pelos diferentes autores. Su-
gere, pois, um indivíduo anômalo, o que é bastante provável,
tendo em vista a grande variabilidade dos exemplares da Ar-
gentina, conforme notícias que temos baseadas em exemplares
do Museu Argentino de Ciencias Naturais de Buenos Aires.
AGRADECIMENTOS
Consignamos nossos agradecimentos especialmente ao Conse-
lho Nacional de Pesquisas do Brasil e que, por meio de Bolsas
de Pesquisas outorgadas a nós, permite que nos dediquemos aos
estudos herpetológicos. Ao Museu Britânico pelo envio de excelentes
fotografias de todos os exemplares lá existentes e de um fototipo. Ao
Museu Nacional de Paris, na pessoa do Dr. Jean Guibé, pelas infor-
mações prestadas sôbre os tipos. Ao ex-colega de laboratório do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais, Prof. Antônio Carlos Pradel
Azevedo, pela eficiente colaboração na aferição das medidas e idéias
trocadas durante a coleta de dados. Ao Dr. Edmundo Kanan Marques,
pela orientanão no tratamento estatístico das medidas. Aoc então es-
tudante. hoje Professor, Roberto Baltar, pela cessão de preciosos exem-
plares de Pelotas. Ao Dr. Alphonse Richard Hoge, do Instituto Bu-
tantan de São Paulo, pelo empréstimo de exemplares. Por fim, ao
sempre lembrado Prof. Dr. Jorge Godofredo Felizardo, que foi Cate-
drático de Zoologia e Diretor do Departamento de Zoologia da Fa-
culdade de Filosofia e do Instituto de Ciências Naturais da Univer-
sidade Federai do Rio Grande do Sul, pelo incentivo, oportunidade e
franqueamento daquelas Instituições, tragicamente morto em acidente.
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IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970
109
TABELA —1— MEDIDAS
Exemplares a b e m n
ALFA — 99 0,536 0,536 3,015 13 7
100 0,536 0,402 2,613 9 5,5
101 0,5226 0,402 2,6666 11 6,5
102 0,804 0,402 2,948 12,5 7
103 0,67 0,335 2,948 11 6
473 0,7102 0,268 2,8542 11,8 6,5
125 0,536 0,201 1,876 6,5 4
726 0,402 0,603 2,881 11 To
127 0,603 0,402 3,149 10,5 8
728 0,806 0,536 3,752 16 9,5
729 0,5762 0,536 2,5862 9,5 5,5
730 0,402 0,268 1,742 6,5 3,9
Ten 0,938 0,4288 3,0418 9,5 6
733 0,335 0,268 1,675 7 3.3
734 0,536 0,402 3,015 12 7
735 0,67 0,402 2,9078 hat IT
965 0,804 0,268 2,948 11 6
1044 0,333 0,402 1,876 10 5
1045 0,333 0,268 1,675 6 358
1046 0,67 0,603 2,948 12,5 5,65
1082 0,536 0,268 2,144 7 +
1083 0,469 0,469 2,912 9,8 5,9
1084 0,6968 0,6432 3,216 112 8
1565 OS 0,268 2,077 7,5 4,5
1612 0,469 0,402 2,68 10 6
1613 0,469 0,402 Za PAL 9 6
1614 0,402 0,603 3,015 13 8
1689 0,804 0,402 3,417 15 10
1773 0,804 0,936 3,082 11,5 6,5
BETA — 436 0,673 0,134 1,876 7 3,5
437 0,603 0,201 2,01 7 4
472 0,67 0,402 22,18 8,5 4,5
960 0,67 0,402 220,74 7,5 4,5
975 0,804 0,268 2,479 10 5
996 1,072 0,469 3.901 13 9
997 0,67 0,335 2,479 9 6
1331 0,469 0,402 2,278 8 4,5
1558 1,273 0,067 3,216 10 6
1573 0,938 0,536 3,484 IS 6,2
1574 0,469 0,067 1,474 8 3
1595 0,536 0,402 2,278 9 5,9
1772 1,34 1,005 5,561 20 12
1774 1,072 0,67 3,417 11 7
1775 1,34 0,536 4,221 16 10
110 LEMA, T. de — Söbre o “status” de Elapomorphus bilineatus ...
TABELA — 2 — RELAÇÕES
Exemplares R R, R% R,
ALFA — 99 1 5,624- 1,856 3,462
100 173833. 6,5 1,636 4,069
101 1,3 6,633... 1,692 4,208
102 Ze SS 1,785 4,4402
103 2 8,8 1,833 5,4716
473 2,65 10,65 1,815 6,772
725 2,666.. 9,333 1,625 8,084
726 0,666. . 4,777 1,466 2,431
727 Ii 7,833 10531122 3,263
728 1,503- 7 1,684 3,141
729 1,075 4,825 art 222
730 1,5 6,5 1,897 6,929
731 1,1875 7,093- 1,583 3,691
733 1,25 6,25 22a 7,914
734 333% TE) 1,714 4,263
735 1,666. 7,233 1.90 3,907
965 3 11 1,833 6,839
1044 0,833. 4,666 2 4,975
1045 1725 6,25 1,714 6,395
1046 Ran: 4,888 2212. 3,668
1082 2. 8 Ito 6,528
1083 1 5,356 1,781 3,797
1084 1,083 5 125 2,332
1565 Zi Ta) 1,666 6,216
1612 1,166. 6,666. 1,666 4,144
1618 1,166. 5,5 16) 3,158
1614 0,666. 5 1,625 2,694
1689 2 8,5 1%5 3,758
1773 Io 5,75 1,769 3,3003
BETA — 436 õ 14 2 14,925
437 3 10 11,709) 8,706
472 1,666 5,666 1,888 4,696
960 1,666. . 5,166 1,666 4,144
975 3 9,255 2 7,462
996 2,285 zahl 1,444 3,078
997 2. 7,4 195 4,477
1331 1,166 5,666 1,744 4,338
1558 19 2,526- 1,666 24,835
1573 11,70) 6,5 2,096 3,9104
1574 il 3,162- 2,666 39,7909
1595 1,333 5,666 1,636 4,069
1772 1333 5,533 1,666 1,657
1774 1,6 5, 1,571 2,344
1775 2,5 7,875 1,6 2,985
|
|
|
|
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 111
Fig.
Fig.
LEGENDAS DAS ILUSTRAÇÕES
Mapa do Estado do Rio Grande do Sul mostrando
as Regiões Naturais e a distribuição dos exemplares
estudados de Elapomorphus bilineatus DUMÉRIL,
BIBRON & DUMÉRIL e dos tipos principais.
Trechos de pele de Elapomorphus bilineatus mos-
trando os dois padrões cromáticos sem variação;
A — padrão ALFA; B — padrão BETA. (Desenho
do Autor.)
Desenho esquemático da cabeca de Elapomorphus
bilineatus em vista dorsal mostrando as medidas
aferidas: A — porção visível de cima do escudo
rostral; B — comprimento da sutura entre os in-
ternasais; C — distância do focinho ao prefrontal;
M — comprimento da cabeça; N — largura maior
da cabeca. (Desenho em câmara clara.)
Distribuição linear da relação R nas duas fases ou
padrões cromáticos.
Distribuição linear das relações R, e R, nos dois
padrões cromáticos.
Correlação entre as relações R e R..
Correlação entre as relações R e R,
LEMA. T. de — Söbre o “status” de Elapomerpkus bilineatus
CRUZ ALTA
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JULIO DE CASTILMOR
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BANTA MARIA — CiroPoL oq
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CAMPANHA
SERRA DO SUDESTE
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CAMPOS DE CIMA DA SERRA =
E à | naar
PLANALTO MEDIO / Po OE E TRILINEATUS BLOR
ENCOSTA INFERIOR DO NORDEST
seno E ELEMMIBCATUS INERING| BTMAUCH
ENCOSTA SUPERIOR OO NORDESTE
TIPO DE E IMERINO! STRAUCH
ESCALA
riPo DE P MELAROPLEVRUS Cort
LEMRISCATUS X INEAIRO!
113
— 29 DE JULHO DE 1970
38
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== JHERINGIA — Zoolegia,
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 115
116 LEMA, T. de —ySóbre o ‚“status’’ de -Elapomorphus bilineatus
LOTE ac
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DISTRIBUIÇÃO LINEAR DE
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 117
THERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO. DE 1970 119
PUBLICAÇÕES DO “MUSEU RIO-GRANDENSE DE
CIÊNCIAS NATURAIS”
“IHERINGIA”
Serie ANTROPOLOGIA
N.º 1 — (1969) — com dois artigos, 116 p.: (US$-2.70)
— BROCHADO, J. J. J. P. — “Histórico das pesquisas arqueo-
lógicas no Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 3-42, 1 £,;
— MILLER, E. T. — “Resultados preliminares das escavações
no sítio pré-cerâmico RS-LN-1: Cerrito Dalpiaz (abrigo-sob-
-rocha)”. — p. 43-112, 11 f., 9 q.
Série BOTÂNICA
NL = RAMBO, Pe. B. (5. na — (1958) — “Asclepiadaceae Rio-
grandenses”. — 57 p (US$-1.00)
ENEo = 20 RICK, Pe. J. (S. I — (1958) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 1. Auriculariaceae,
Sirobasidiaceae, Tremellaceae, Dacryomycetaceae”. — 56 p
1 est.; (US$- 17 50)
IND RAMBO, Per B.«(S. JS) — (1959) — “Aponynaceae Rio-
grandenses”. — PS TO) (US$-0.60)
N.º 4 — RICK, Pe. JE (S. 3) — (1959) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 2. Thelephoraceae”
— p. 57-124; (US$-1.50)
N.º 5 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1959) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 3. Hypochnaceae,
Clavariaceae, Craterellaceae, Hydnaceae”. — p. 125-192;
(US$-1.60)
N.º 6 — RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1960) — “Bignoneaceae Ric-
grandenses”. 726 pP, (US$-0.60)
N.º 7 — RICK, Pe. JE (S. J.) — (1960) — “Basidiomycetes- Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 4. Meruliaceae, Poly-
poraceae, Botelaceae”. — p. 193-295; (US$-2,50)
NO 8 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 5. Agaricaceae”, —
p. 296-450; (US$-3,50)
N.º 9 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceae,
Calostomataceae, Hymenogastraceae, Hysterangiaceae, Scle-
rodermataceae, Tulostomataceae, Lycoperdaceae, Geastra-
ceae, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae”. — p. 451-480;
(US$-1.00)
N.º 10 — CERONI, Z. da S. V. — (1962) — “Média anual de trans-
piração no Eucalyptus restrata e suas relações com o meio
através do método “Cut-leaf”. — 28 p., 1 f., 11 gráficos;
(US$-0.50)
N.º 11 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1963) — “Basidiomycetes Euba-
sisii in Rio Grande do Sul, Brasilia: INDEX”. — 32 p., 1
errata; (US$-1..00)
INFO RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1964) — “Acanthaceae Rio-
grandenses”. — SÃO Jo (US-1.00)
INFO 137 — RAMBO;, Pe. B. (S. J) — (1965) — “Orchidaceae Rio-
grandenses”. — I pi (US$-2.00)
das publicações do M.R.C.N.
(1970) — com 4 artigos, 58p.: (US$-1.00)
CERONI, Z. S. V. — “Relações entre água periférica e
central em troncos de Eucalyptus” — p. 3-18, 1 £.;
CERONI, Z. S. V. — “Hipóteses sôbre a hiperacidez do mél
de certa apicultura de Santa Cruz do Sul”. — p. 19-22.
FERREIRA, A. G. — “Flora da praia de Belas, Pörto Ale-
RASA o 23-44:
VIANNA, E. C. — “Marchantiales e Anthocerotales coleta-
das no Rio Grande do Sul”. — p. 45-54.
Série GEOLOGIA
N.º
1 — (1967) — com dois artigos, 90 p.: (US$-1.50)
— PINTO, I. D. & CLOSS, D. — “índice remissivo dos fósseis
do Rio Grande do Sul”. — p. 3-76, 6 £.;
— MARTINS, L. R. & GAMERMANN, N. — “Contribuição
à sedimentologia da lagöa dos Patos. — III: Granulome-
tria da zona norte e média”. — p. 77-86, 3 £.,
2 — (1969) — com três artigos, 160 p.: (US$-4.00)
— BIANCHI, L. A. — “Bancos de Ostreídeos pleistoc&nicos
da planície costeira do Rio Grande do Sul’. — p. 3-40, 6
f., 4 est.;
MARTINS, L. R. & EICHLER, B. B. & PODOLSKY, V. M.
— “Propriedades texturais dos sedimentos litoräneos de
Santa Catarina. I. Areias de praia, trecho Mampituba-Ara-
ranguá”. — p. 41-54, 4 £.:
FORTI, I. R. S. — “Cenozoic mollusks from the drill-ho-
les Cassino and Palmares do Sul of the Coastal Plain of Rio
Grande do Sul”. — np. 55-156, 1 f.,.9 est. \
Serie ZOOLOGIA:
Nº.
N.º
N.º
N.º
N.O
INFO:
INES
1 —. BUCKUP, L.-& BUCKUP, E. H. — (1957) —— “Catalogo
dos Moluscos do Museu Rio- Grandense de Ciências Natu-
rais”. — 40 p (US$-1.00)
29; ce FRÓES, O. M — (1957) — “Atualização da nomenclatura
dos quelônios brasileiros”. — 24 p.; (USS-0.50)
3 — BECHYNE, J. — (1957) —— “Provisorische Liste der Alti-
ciden von Rio Grande do Sul. (Col., Phytoph., Chrysome-
loidea)& ha ps (US$-1.50)
4 — BUCK, Pe. P. (S. I) (1957) = “Insetoswemadesgem
galhos cortadost ap: (US$-0.20)
b — LEMA, T. de — (1957) — “Bicefalia em serpentes” — 8 p.,
4 est.; (US$-0.50)
(0) BUCKUP, L. — (1957) — “Pentatomideos Neotropicais.
— I. Sôbre o gênero Agroecus Dallas, 1851, com a descri-
ção de duas espécies novas. (Hem., Pentatomidae)”. — 18.
pr 2H est: (US$-0.50)
7 — BUCKUP, E. H. — (1957) — Estudo das variações de Bo-
thriurus bonariensis (Koch, 1842) e sôbre a invalidez de
Bothriurus asper Pocock, 1893 e Bothriurus semiellypticus
Prado, 1934”. — 18 p., 5 est., 1 tabela; (US$-1..00)
8 — BAUCKE, O. — (1957) — ““Cerambicideos do Ric Grande
do Sul. — III”. — 30 p.; (US$-0.50)
IHERINGIA — Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 121
INEO.
NAS?
N.º
INE:
ENEO
9 — UHMANN, E. — (1958) — “Faerbungskreise dreier Hispi-
nae aus Suedbrasilien. — 191. Beitrag zur Kenntnis der
Hispinae. (Coleop., Chrysomelidae) - 14 p., 2. est.; (US$-0.60)
10 LEMA, T. de — (1958) — “Notas sôbre os Répteis do Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil: Notas I a IV” — 31
p. 6 est.; (US$-1.00)
11 UHMANN, E. — (1959) — “Das Schildchen der Hispinae
und seine Umgebung. — 198. Beitrag zur Kenntnis der
Hispinae. (Coleop., Chrysomelidae)”. — 12 p., 3 est.;
(US$-0.60)
12 BAUCKE, O. — (1960) — “Notas Entomolögicas. I-III”.
— 19 p., 3 est.; (US$-0.60)
13 LEMA, T. de (1960) — “Notas sôbre Répteis do Rio
Grande do Sul. — V a VIII’. — 36 p., 7 est.; (US$-1.50)
14 AZEVEDO, A. C. P. — (1960) — “Studies on Coral Snakes.
15
16
lo
18
19
20
21
22,
23
24
25
26
— Introduction; I. About the eggs of Coral Snakes; II. A
New observation of the Behavior of Micrurus frontalis
multicinctus and its relationship whith folklore”. — 36 p.,
6 est.; (US$-1.00)
BUCKUP, L. — (1960) — ‘Pentatomideos Neotropicais.
— I. Contribuição ao conhecimento dos Asopinae da
América do Sul. (Hem., Het., Pentatomidae)”. — 25 p.;
(US$-0.50)
BUCKUP, L. — (1961) — “Os Pentatomideos do Estado do
Rio Grande do Sul (Brasil). (Hemiptera, Heteroptera,
Pentatomidae)”. — 24 p.; (US$-0.50)
LEMA, T. de — (1961) — “Notas sôbre os Répteis do Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil”. — 20 p. 8 est., 21 £.;
(US$-1.00)
AZEVEDO, A. C. P. — (1961) — “Notas sôbre cobras corais,
(Serpentes, Elapidae). - Ill a VII”. - 22 p. 14 f.; (US$-1.00)
CLOSS, D. & MADEIRA, M. — (1962) — “Tecamebas e
Foraminiferos do Arroio Chuí. (Santa Vitória do Palmar,
Rio Grande do Sul, Brasil)” - 43 p., 7 est.; 1 mapa; (US$-1.00)
BUCKUP, L. & THOMÉ, J. W. — (1962) — “I Campanha
Oceanográfica do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais.
— A viagem do “Pescal II’ em julho de 1959”. — 42 p.,
2 est., 1 mapa; (US$-1..00)
LEMA, T. de — (1962) — “Sôbre a espécie Bothrops ita-
petiningae (Boulanger, 1907) e sua ocorrência no Estado
do Rio Grande do Sul, Brasil. (Serpentes, Crotalidae)”.
— 12yp 4 est: (US$-0.50)
LEMA, T. de — (1962) — “Ocorrência de Philodryas ar-
naldoi (Amaral, 1932) no Estado do Rio Grande do Sul,
Brasil. (Serpentes, Colubridae)”. — 4 p., 2 est.; (US$-0.20)
LEMA, T. de — (1962) — “Considerações sôbre dois Sau-
rios com cauda dupla. (Reptilıa, Squamata)'. — 6 p., 2 est.;
(US$-0.30)
LEMA, T. de — (1962) -— “Deformação acidental em
Xenodon merremii (Wagler, 1824). (Serpentes, Colubridae)”.
— 6 p., 2 est.; (US$-0.30)
BERTELS, A. — (1962) — “Insetos — Hóspedes de Sola-
náceas”. — 11 p.; (US$-0.20)
AZEVEDO, A. C. P. — (962) — “Anomalias observadas
em serpentes do gênero Micrurus Wagler, 1824. (Serpentes.
Blapidae)2. —- 6p. lest. 12 ft; (US$-0.20)
122 Lista
N.º 27 —
N.º 28 —
N.º 33 —
das publicações do M.R.C.N.
AZEVEDO, A. C. P. — (1962) — Sôbre uma população de
Micrurus frontalis frontalis (D. & B., 1854) de Lagöa Santa,
Minas Gerais, Brasil. (Serpentes Elapidae)”. — 3 p. 1 est.
BR; (USS-0.10)
THOME, J. W. — (1963) — “Um novo Copépodo (Crus-
tacea) do gênero Trifur Wilson, 1917’. — 11p., 5 est., 1 É;
(USS-0.50)
GOULART, A. D. — (1963) — “A Hirudofauna do munici-
pio de Pörto Alegre. (Estado do Rio Grande do Sul, Brasil)”.
— TPp.; (US$-0.10)
LEMA, T. de — (1963) — “Resultados ictiolögicos da I
Campanha Oceanogräfica do Museu Rio-Grandense de Cien-
cias Naturais”. — 56 p.; (USS-1.00)
BECHYNE, Jp & BECHYNÉ, B. S. de — (1963) — “Bei-
traege zur kenntnis der Salvadorenischen Chrysomeloidea”..
== 79 p:: (USS-1.60)
UHMANN, E. — (1964) — “Hispinae aus dem Staate São
Paulo Brasilien. — 209. Beitrag zur kenntnis der Hispi-
nae. (Coleoptera, Chrysomelidae)”. — 28 p.; (USS-0.60)
HOFFMANN, G. R. — (1964) — “Contribuição ao conheci-
mento de Libinia spinosa Milne-Edwards, 1834. (Crustacea,
Decapoda, Brachyura)”. — 40 p., 2 f., 10 gráficos; (US$-1.00)
AZEVEDO, A. CC. P. — (1964) — “Variações cromäticas em
Micrurus corallinus (Wied, 1820). (Serpentes, Elapidae)”.
— DO Be (US$-0.50)
(1967) — com cinco artigos, 88 p.: (US$-2.00)
GOULART, A. D. de A. — “Presença de Helobdella obscura
Ringuelet, 1942 e Helobdella duplicata var. tuberculata
Ringuelet, 1958, no Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-6;
CLOSS, D. & MADEIRA M. — “Foraminíferos e Tecame-
bas aglutinantes da Lagöa de Tramandaí, no Rio Grande
do SulZ sapo O esti 221%:
GRAZIA, J. — “Estudos. söbre o genero Galedanta Amyot
& Serville, 1843 (Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”
=. 45-99, “19
LEMA, T. de — “Nôvo gênero e espécie de serpente opisto-
glifodonte no Brasil meridional (Colubridae, Colubrinae)”.
— p. 61-74, 10 £.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. — “Thecamoebina and
Foraminifera from the Mirim lagoon, southern Brazil”. —
p. 79-88, 25f.:
(1969) — com um artigo, 114 p.: (US$-3.00)
BECHYNE, J. & BECHYNE, B. S. de — “Die Galeruciden-
gattungen in Südbrasilien”. — p. 1-110, 16 £.
(1969) — com cinco artigos, 2d: (US$-3.50)
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do:
Sul, state of Santa Catarina, Brazil”. — p. 3:29 Best:
PEREIRA, C. A. F. D. — “Recent foraminifera of Southern
Brazil collected by hydrografic vessel “Baependi””. —
pass 2 esto lorafa
THOMÉ, J. W. — ““Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: I. Espécies depositadas.
no “Zoologisches Museum” de Kiel, Alemanha”. — 19
TOT 2
LEMA, T. de & AZEVEDO; A, € P. 7%“ oeorreneawde
IHERINGIA
— Zoologia, n. 38 — 29 DE JULHO DE 1970 123
N. 38 —
Micrurus decoratus (JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil,
(Serpentes, Elapidae)”. — p. 113-117;
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguayva
repens HINDE, 1888 (Porifera-Spongilidae) with redescrip-
tion of the species”. — p. 119-123, 2 £.;
(1970) — com três artigos, 124 p.: (US$-3.00)
ROETTGER, E. U. — “Recent foraminifera from the con-
tinental shelf of Rio Grande do Sul collected by the hydro-
grafic vessel “Canopus””. — p. 3-72, 2 pl., 3 £.;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: III. Espécies deposi-
tadas no “II. Zoologisches Institut und Museum der Uni-
versität’ de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 £.;
LEMA, T. de — “Sôbre o “status” de Elapomorphus bili-
neatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854, curiosa
serpente subterrânea”. — p. 89-118, 7 £..
ER
Rn
RR me
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Governador do Estado
Coronel WALTER PERACCHI BARCELLOS
Secretário de Estado dos Negócios da Educação e Cultura
Professor Engenheiro LUIZ LESEIGNEUR DE FARIA
Diretor do Departamento de Ciência e Cultura
Doutor PAULO JAURES PEDROSO XAVIER
Diretor da Divisão de Ciências
Professor-Naturalista JOSE WILLIBALDO THOME
Composto e impresso nas Oficinas Gräficas do Departamento
de Imprensa Oficial, da Secretaria de Estado dos Negöcios
da Administracäo — Bol. 4583, de 13-11-1968.
Serie ZOOLOGIA Nümero 39 31-12-1970
Estudo anatômico de Liophis miliaris (L. 1758), Serpentes,
Colubridae.
NARRA REINA FABIAN 22.2020. 0 E Dea pao
Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropeda) neotropicais: V. Espécies depositadas no
“Museo ed Instituto di Zoologia Sistematica della
Universita””, de Turim, Itália.
JOSE MWILEIBALDO THOME ...:2...2............. pato
Lista dos moluscos bivalves das Famílias Hyriidae e
Mycetopodidae para o Estado do Rio Grande do Sul.
MARIA CRISTINA DREHER MANSUR ............. p 33
MUSEU RIO-GRANDENSE DE CIÊNCIAS NATURAIS
Divisão de Ciências do Departamento de Ciência e Cultura
Secretaria de Estado dos Negócios da Educação e Cultura do
Govêrno do Estado do Rio Grande do Sul.
PORTO ALEGRE
IHERINGIA é o período de divulgação, de trabalhos científicos inéditos do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais, publicado em quatro (4) séries: “An-
tropologia”, “Botânica”, “Geologia” e “Zoologia”. Cada série é editada em fascículos,
com numeração corrida independente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no todo ou por série, é distribuído à Instituições congêneres em
regime de permuta, podendo eventualmente também ser distribuído gratuitamente
a cientistas ou outros interessados.
IHERINGIA is a periodical intended to publish scientifie works and research
data from the “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, issued on four (4)
series: “Antropology”, “Botany”, “Geology” and “Zoology”. Each series is published
in fascicules of independent numeration, with one or mcre articles.
IHERINGIA as a whole or as separate series, is intended to be exchangeable
with similar Institutions and can be sent free of charge to scientists and interes-
ted people, on request. {
Recomendacöes aos autores:
1. Os manuscritos devem versar, preferencialmente, assunto pertinente ao Estado
do Rio Grande do Sul e regiões limítrofes;
2. Devem ser encaminhados, por ofício dirigido ao Diretor e serão aceitos a cri-
tério de comissão redatorial designada para cada artigo;
3. Terão prioridade os artigos dos pesquisadores do Museu ou que versem sôbre
material depositado em suas coleções;
4. “Todos os artigos devem ter um resumo na língua em que estão redigidos.
Os artigos em língua partuguêsa devem ter também um resumo em língua es-
trangeira e os em língua estrangeira (alemão, espanhol, frarcês, inglês, italiano
e latim moderno) devem ter, obrigatóriamente, um segundo resumo em por-
tuguês;
5. Os originais devem ser apresentados: 5.1. em duas vias datilografadas, espaço
dois, com margens mínimas de 2cm, sem emendas, em papel branco tamanho
ofício (32x22cm), utilizando um só lado e tôdas as fôlhas devem vir nume-
radas na margem superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2.
apenas os nomes científicos devem ser sublirhados com um traço simples; 5.3.
os nomes dos autores, inclusive de referência bibliográfica, devem vir datilo-
grafados em MAIÚSCULAS; 5.4. as referências bibliográficas, no fim do arti-
go, devem restringir-se ao estritamente necessário e devem vir organizadas em
ordem alfabética do sobrenome do autor e secundäriamente em ordem crono-
lógica; 5.5. na citação de artigos, o nome do periódico deve vir sublinhado e
na de livros, o título da obra; 5.6. as abreviações de periódicos, preferencial-
mente, devem obedecer as adotadas no “World List of Scientific Periodicals”;
5.7. a disposição dos dados das referências deve obedecer o critério dos seguintes
exemplos hipotéticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.2 ed., Pörto Alegre,
Livraria Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi+456 p., 28 f. 15 est.;
—,— (1960) — Bignoneaceae Riograndensis — Iheringia, Bot., v. 2, n. 6, p. 1-26,
f. 1-3, est. 1-2.
5.8. tôdas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida,
permitindo-se o editor agrupá-las e distribuí-las do modo mais econômico, sem
prejudicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações
do autor; 5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China,
preferencialmente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos
tamanhos que permitam a redução para o máximo de 17x1lcm; 5.10. ilustra-
ções à côres devem ser combinadas previamente e seu custo fica a cargo do
autor; 5.11. as legendas das figuras devem vir em ordem numérica, em fôlha
separada do texto; 5.12. a localização aproximada das figuras no texto deve
ser assinalada pelo autor na margem direita do manuscrito, sempre à lápis;
6. A correção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo ex-
pressa convenção em contrário. Modificações no texto, durante as correções,
só serão aceitas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
7. Serão fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independente-
mente do número de autores. Maior número de separatas poderão ser forneci-
das mediante prévio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega
dos originais.
Prof. José Willibaldo Thomé _—- Naturalista
Diretor-editor
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(País) — (Country)
IHERINGIA | Zoologia | n. 39 | p. 3-18 | 8 f. | Pörto Alegre-RS | 31. 12. 1970
| ER ta |
ESTUDO ANATÔMICO DE LIOPHIS MILIARIS (1.1758),
SERPENTES, COLUBRIDAE (*)
Marta Elena Fabian (**)
SUMÁRIO
A autora descreve o crânio de Liopghis miliaris (L., 1758), ser-
pente aglifodonte abundante em locais pantanesos de extremo sul
do Brasil, © que havia sido figurado por GANS (1964) mas nunca
fôra descrito. Representa uma contribuição à anatomia das serpen-
tes, bem como uma introdução ao estudo craniológico das serpentes
dos gêneros Liophis WAGLER e Leimadophis FITZINGER, visando
contribuir para o estabelecimento dos mesmos.
SUMMARY
Thr author deseribes the Liophis miliaris (L., 1758) skull, a snake
agliphodontis abundant in the swamnv regions of southern Brazil
and which had been studied bv GANS’ (1964) but never described.
H rerresents a contribution to the anatomy of snakes of the genera
Frionhis WAGLER and Leimadophis FITZINGER,. aimed at the esta-
blishment of these types.
INTRODUCAO
O presente artigo é parte de um programa de estudo da
osteologia de serpentes dos gêneros Liophis WAGLER e Leima.
dophis FITZINGER, que tem como finalidade fornecer subsídios
para a conceituação dêsses gêneros, além de iniciar um növc
enfoque para a conceituação dos demais colubrideos neotropicais.
Esta vrimeira contribuicão descreve o crânio de Liophis
miliaris (L., 1758) e padroniza um tipo de descrição e de no-
menclatura estrutural que, nos artigos subsegiientes aque trata-
rão do crânio de outras espécies, apenas serão mencionados e
analisadas as diferencas. Somente com o exame das diferentes
espécies poderemos fazer comparações e formular conclusões
que visem a solução dos problemas ligados aos gêneros mencio-
nados.
(*) Trabalho aceito para publicação em 17 de dezembro de 1969.
(**) Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de Janeiro.
4 FABIAN, M. E. — Estudo Anatömico de Liophis miliaris (L. 1758),
MATERIAL E METODOS
Foram examinados 54 cänios pertencentes as colecöes do Museu
Rio-Grandense de Ciências Naturais (MRCN) e do Museu de Ciências
da Pontifícia Universidade Católica (MC).
A preparação foi feita à base de hipoclorito de sódio. As me-
didas foram tomadas em milímetros. O comprimento do crânio foi
tomado da extremidade anterior do premaxilar até a extremidade
posterior do exocipital, e a sua largura, logo atrás das órbitas na ex-
tremidade anterior dos ossos transversos.
Os exemplares jovens foram considerados apenas para a contagem
de dentes e avaliação de medidas, mas não na observação de carenas
e processos, já que êstes só são bem desenvolvidos nos adultos.
DESCRIÇÃO
O crânio de Liophis miliaris é bastante ossificado; seu com-
primento é aproximadamente igual a duas vêzes a sua largura,
Visto lateralmente apresenta a sua extremidade anterior com a
metade da altura da extremidade posterior.
A suspensão mandibular é autodiastílica (segundo a classi-
ficação de H. M. Smith).
Premaxilar. .
Osso impar. Localiza-se na extremidade infero-anterior do
crânio; é de posição mediana e de simetria bilateral. Apresenta
dois processos laterais cujas extremidades ultrapassam inferior-
mente as porções iniciais dos maxilares, sem apresentar porém,
qualquer ligação com êles.
Na sua face ventral há duas pequenas saliências paralelas
que se estendem até o limite anterior dos vomers, articulando-se
pela face dorsal com os septomaxilares. Na face posterior apre-
senta uma carena que se estende dos dois processos paralelos
ventrais até a extremidade superior dos ossos que está direta-
mente ligada aos nasais. Esta carena se estende num septo car-
tilaginoso que forma parte do septo nasal até o limite inferior
dos nasais. .
A face dorsal é côncava podendo esta curvatura ser muito
cu pouco pronunciada, dando desta forma uma pequena variação
no perfil do crânio (mais ou menos afilado).
Nasal
Dorsalmente apresenta a forma aproximada de um trapézio
com a superfície levemente curvada para baixo apenas lateral.
mente.
OT
IHERINGIA — Zoslogia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 5
Internamente estende-se para a região ventral em sentido
vertical formando o septo nasal cuja porção anterior como já
foi dito, é cartilaginosa. Localiza-se entre os frontais e o pre-
maxilar. Inferiormente dirige-se para trás até entrar em con-
tato com os frontais. Superiormente esta ligação se dá através
de uma membrana cartilaginosa.
Septomaxilar
Osso par. Reveste inferiormente a cápsula nasal; sua ex-
tremidade anterior articula-se pela face ventral com o prema-
xilar e ao longo de töda a sua superfície ventral articula-se com
a face dorsal do vômer.
A face dorsal é convexa ao contrário da ventral que é cön-
cava. Lateralmente na sua porção mediana apresenta um pro-
cesso curvado para cima que forma parte da parede externa da
cápsula nasal. A base dêste processo localiza-se na altura da
porção inicial do palato.
Vomer
Osso par. Localiza-se na região antero-ventral do crânio.
Sua extremidade .anterior está em contato com o premaxilar e
grande parte de sua superfície dorsal está apoiada no septoma-
xilar.
A região mediana do osso é alargada formando uma cápsula
onde se aloja o órgão vomeronasal; esta cápsula abre-se ventral.
mente através da “fenestra vomeronasalis”. A região anterior
estreita-se progressivamente enquanto a posterior sofre um es-
treitamento brusco formando uma lâmina de posição vertical
que se estende até o limite posterior do septomaxilar e que se
apresenta perfurada junto ao seu bordo ventral.
Prefrontal
Osso par. Apresenta três faces: uma externa subcutânea,
levemente convexa; uma anterior côncava e uma terceira pos-
terior, também de aspecto côncavo que forma a parede anterior
aa órbita.
A extremidade superior plana, em forma de V se articuia
com o frontal; a extremidade inferior, com a forma aproximada
de um quadrilátero serve de apoio à apófise externa do palatino
e à apófise anterior interna do maxilar superior.
Na forcao mediana inferior do osso há um orifício que na
face anterior é limitado pela linha de inserção do ligamento pre:
6 FABIAN, M. E. — Estudo Anatômico de Liophis miliaris (L. 17582.
fronto-maxilar interno. O limite entre a face externa e a ari
terior se dá através de uma aresta bem pronunciada que na sua
percao mediana apresenta uma ponta dirigida para a frente.
Frontal
Osso par. Forma o teto da porção anterior da caixa craniana.
Anteriormente liga-se aos nasais; posteriormente articula-se ao
parietal através ae uma sutura com a forma aproximada de um
V com o vértice voltado para a parte posterior do crânio. Seu
comprimento é igual a 2 a 3 vêzes a sua largura (tomada na por-
ção mediana do osso).
A face dorsal é aproximadamente retangular e plana. O
usso estende-se para a região ventral do crânio, em direção obli-
qua, formando as paredes da caixa craniana e ao mesmo tempo
a parede interna da órbita. Ventralmente liga-se ao basisfenoide.
Internamente é acentuadamente côncavo, apresentando infero-
anteriormente um orifício para a passagem dos nervos olfativos.
Na face dorsal apresenta antero-lateralmente uma depressão para
encaixe do prefrontal.
Postorbital
E um osso par, pequeno, recurvado e estreito. Apresenta
uma pequena saliência na porção superoposterior que se continua
por uma carena na parte interna do osso, em direção ventral.
Forma o limite posterior da órbita. A face externa é leve-
mente convexa, enquanto a anterior é bastante côncava e a pos-
terior é plana. A extremidade inferior alarga-se levemente apre-
centando ventralmente uma concavidade. Superiormente arti-
cula-se numa depressão anterolateral do parietal. Inferiormente
lıga-se ao maxilar através de um prolongamento cartilaginoso.
Parietal
Formado da fusão de dois ossos. Em vários exemplares apa-
rece na região dorsal anterior uma linha vestigial de separação
entre os dois ossos. Recobre dorsal e lateralmente a caixa cra-
riana. Sua porção anterior em forma de V articula-se com os
frontais.
Anterolateralmente apresenta duas saliências com uma de-
pressão alongada e recurvada onde encaixam os postorbitais. Sua
extremidade posterior articula-se com o supraocipital formando
uma sutura em forma de ângulo com o vértice voltado para a
região posterior do crânio. Postero-lateralmente articula-se com
o proótico e ventralmente com o basisfenóide.
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 7
Sua face dorsal apresenta uma depressao mediana longitudi-
nal e está limitada por duas carenas laterais formando um angulo
que varia entre 45 e 55 graus. Estas carenas podem possuir uma
pequena saliência na sua porção mediana. Suas faces laterais
são pronunciadamente convexas. Söbre sua extremidade latero-
»osterior apoia-se supratemporal.
Supraocipital
É um osso de posição mediana, pequeno, situado posterior-
mente ao parietal. Articula-se lateralmente com os proóticos e
posteriormente com os exocipitais. Seus bordos anteriores for-
mam um ângulo obtuso. Dorsalmente apresenta dois processos
de posição oblíqua que tem uma pequena variação quanto à for-
ma e que estão ligados a uma carena de posição antero-posterior
localizada na porção mediana. Esta carena é um prolongamento
do vértice formado pelas carenas do parietal, dando êste conjunto
a idéia de um Y. Tanto as regiões anteriores como as posteriores
dêste osso são pronunciadamente côncavas. O bordo posterior
apresenta-se sob a forma de ângulo obtuso; pela face ventral o
osso possui os bordos fortemente inclinados.
Exocipital
São dois ossos que formam a extremidade posterior da caixa
craniana e limitam dorso-lateralmente o “foramen magnum”.:
Anteriormente articula-se pelo seu bordo dorsal ao supraoci-
pital e pelo seu bordo lateral ao proótico. Ventralmente liga-se
ao basiocipital e posteriormente acha-se articulado à primeira
vértebra cervical. As extremidades ventrais posteriores formam
as porções laterais do côndilo ocipital.
Entre o exocipitul e o proótico localiza-se a “fenestra ovalis”
que aloja a base da columela. Logo abaixo da “fenestra ovalis”
há outro orifício que corresponde ao “forame jugular”. O osso
apresenta sua face dorsal levemente convexa, limitada por uma
carena lateral de posição oblíqua que a separa de uma pequena
porção dorso-lateral côncava, söbre a qual se apoia parte do supra-
temporal.
Proótico
É um osso par, forma parte da parede lateral da caixa cra-
niana. Está limitado por cinco ossos: superiormente pelo parietal
e pelo supraocipital; anteriormente. pela porção descendente do
parietal; posteriormente pelo exocipital e pela face ventral com
o basiocipital e com o basisfenoide.
8 FABIAN, M. E. — Estudo Anatömico de Liophis miliaris (L. 1758),
Tanto sua face dorsal como a ventral são de posição oblíqua.
A face dorsal apresenta sua superfície convexa, sôbre a qual se
apoia o supratemporal; a face ventral é côncava em parte e, junto
as articulações com o basiocipital e basisfenoide é nitidamente
convexa. Ventralmente perto do limite com a face dorsal, hä
dois grandes orifícios que correspondem à saída dos ramos ante-
rior e posterior do nervo trigêmio; o orifício anterior é sempre
menor do que o posterior. Como foi dito anteriormente entre o
exocipital e o proótico encontra-se a “fenestra ovalis”.
Supratemporal
Osso par, situado na região posterior do crânio. É alongado
= achatado. Apoia-se sôbre a extremidade posterior do parietal,
sôbre a região dorsal do proótico e sôbre a extremidade antero-
lateral do supraocipital. O osso se apresenta arredondado na sua
extremidade anterior e pontiagudo na sua extremidade posterior.
Aproximadamente 1/3 do osso sobressai da extremidade pos-
terior da caixa craniana. Sua superfície ventral é plana, en-
quanto a dorsal é levemente convexa. Na porção posterior la-
teral externa da face dorsal há uma depressão alongada cujo
comprimento equivale a quase 1/2 do comprimento do osso. Esta
depressão é o ponto de inserção do quadrado.
Basiocipital
É um osso de posição mediana, localizado na extremidade
posterior ventral da caixa craniana. É de formato hexagonal; sua
face interna é côncava e completamente lisa. Externamente é
convexo; junto aos seus pontos de maior largura apresenta uma
pequena saliência pontiaguda de cada lado. Posteriormente for-
ma a porção mediana do côndilo ocipital.
Na face ventral o processo mediano de fixação de músculos
assemelha-se a um tridente e apresenta as seguintes variações
quanto à forma:
a) Dentes grandes achatados, subiguais. Aparecem em
9,1% dos exemplares examinados (fig. 6)
b) Dentes laterais alongados e estreitos e o mediano pe-
queno ou vestigial; são os mais comuns e aparecem na
proporção de 57,6% (fig. 7).
c) Os três dentes formando 3 pontas ou apresentando pe-
quenas variações. Ocorrem na proporção de 33,3%
(fig. 8).
Cabe ressaltar aqui que apenas os exemplares adultos fo-
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 9
ram examinados já que os jovens não apresentam os processos
e carenas do crânio completamente desenvolvidos.
Basisfenoide
Forma parte do assoalho da caixa craniana. É um osso de
nosicao mediana e de simetria bilateral. Anteriormente liga-se
à extremidade posterior do septomaxilar; posteriormente articu-
la-se ao basiocipital; lateralmente ao proótico e ao parietal e
dorsalmente ao frontal. Junto à extremidade posterior da arti-
culação com o frontal, abre-se o forame ótico que é limitado dorso-
anteriormente pelo parietal e ventralmente pelo basisfenoide.
O osso é estreito no seu terço anterior e vai se alargando
em direção à porção anterior. A face dorsal apresenta a fossa
pituitária e a “dorsum sellae” bem desenvolvidas. Ventralmente
apresenta na região mediana duas pequenas carenas recurvadas
que se estendem até os pontos de maior largura do osso. Junto
à porção onde o osso começa a se alargar as extremidades laterais
se apresentam recurvadas a fim de formar uma pequena parte da
parede interna da órbita. A extremidade posterior articulada com
o basiocipital apresenta-se formando uma pequena ponta dirigida
para trás.
Maxilar superior
Osso par, alongado. Se comprimento corresponde à metade
do comprimeiro da cabeça. Apresenta 3 faces: superior, externa
e interna. Na face superior apresenta duas apófises transversais
varalelas. A apófise anterior de forma triangular e de posição
horizontal apoia-se no prefrontal. A apófise posterior localiza-se
na altura das prêsas e sustenta a porção anterior do osso trans-
verso.
A porção entre os dois processos forma o limite inferior da
órbita. A face externa é convexa e serve de apoio à glândula
labial superior. A face interna é côncava, ao longo do seu com-
primento sustenta os dentes de substituição. O bordo inferior
apresenta grande número de dentes que varia entre 1542 e
19 + 2. As prêsas, em número de duas, estão separadas dos
dentes subiguais anteriores por um diástema de tamanho apro-
ximado ao alvéolo do dente anterior (esta observação foi feita
anteriormente por Gans, 1964). Quanto ao número de dentes
subiguais anteriores, a maioria dos exemplares apresenta assi.
metria, geralmente com um dente de diferenca entre os dois
maxilares.
10 FABIAN, M. E. — Estudo Anatömico de Liophis miliaris (L. 1758),
Transverso
É um osso alongado de posição oblíqua. Estende-se da ex-
tremidade vosterior do maxilar até a porção mediana do pteri-
goide. Sua extremidade anterior é alargada, achatada e bífida;
pela face dorsal mostra-se levemente convexo e pela face ven-
tral é côncavo; sobressai levemente ao bordo externo do maxilar.
Sua extremidade posterior é estreita e está apoiada numa
depressão da porção mediana e ventral do pterigoide.
Pterigoide
É um osso alongado e recurvado; é alargado na sua porção
mediana; sua extremidade anterior estreita-se progressivamente
ao contrário da posterior que sofre um estreitamento brusco.
Apresenta duas faces: uma externo-ventral e outra interno-dor-
sal. A face externo ventral apresenta sua superfície sulcada
longitudinalmente em forma de goteira.
Ao longo do bordo interno ha uma fileira de dentes que se
estendem da extremidade anterior ate o ponto de maior largura
do osso. Os dentes vão diminuindo de tamanho no sentido antero-
posterior. O número de dentes pterigoides é muito variável, es-
tando a faixa de variação entre 20 e 28. Excepcionalmente en-
contramos em um dos exemplares um dos ossos pterigoides apre-
sentando 19 dentes e o outro 20.
Junto à base dos dentes, sôbre a face externo-ventral, loca.
lizam-se os dentes de substituição. A face interno-dorsal é con-
vexa, apresenta uma carena que se estende da região mediana
até a extremidade posterior, dividindo o osso em duas partes:
uma interna convexa que representa a maior parte da superfície
do osso e uma pequena parte externa côncava.
O bordo externo da face interno-dorsal apresenta uma pe.
quena depressão onde se articula o osso transverso.
A extremidade anterior articula-se numa depressão do pala-
tino, sua extremidade posterior é oblíqua no sentido dorso-ven-
tral, está ligada à extremidade inferior do quadrado.
Palatino
É um osso alongado, porém mais curto do que o maxilar
superior. Sua extremidade anterior apoia-se pela face dorsal na
porção lateral externa do vômer. Posteriormente articula-se ao
nterigoide por uma depressão bastante alongada de sua face ven-
'ral (aproximadamente 1/4 do seu comprimento). Ao longo do
seu bordo ventral há uma fileira de dentes que varia quanto ao
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 il
aúmero entre 11 e 16. A face dorsal apresenta duas apófises la-
terais:
— Uma externa, pequena, de forma triangular que se liga à
apófise anterior do maxilar superior e se apoia no prefrontal.
— a outra é interna, maior do que a primeira e apresenta-se
recurvada; apoia-se no basisfenoide e estende-se até a ex
tremidade posterior do vômer.
Quadrado
É de posição oblíqua e bastante alongado. Apresenta duas
faces: externa e interna. A extremidade superior é alargada e
achatada e articula-se com o supratemporal pela face interna. A
extremidade inferior se encaixa na face superior da extremidade
posterior do osso articular, formando assim a articulação qua-
drado-mandibular e ligando-se também à extremidade posterior
do pterigoide.
Na face externa apresenta uma suave carena que se estende
ao longo do bordo anterior. A face interna apresenta-se leve-
mente côncava, com exceção das extremidades. Na porção me-
diana do bordo posterior há uma pequena saliência alongada que
corresponde ao ponto de inserção da porção cartilaginosa da co-
lumela.
Mandibula
A mandíbula é formada por dois arcos ósseos denominados
hemimandibulas que na extremidade anterior se unem por teci-
do fibroso e posteriormente ligam-se à caixa craniana através dc
quadrado. (Cada arco Ósseo é formado por quatro ossos: articu-
‚ar; angular; splenial e dentário.
Articular
É o osso maior da mandíbula e se localiza na sua extremi-
dade posterior. Anteriormente articula-se na bifurcação poste-
rior do dentário pela face externa e pela face interna acha-se li.
gado ao angular. No bordo superior junto ao dentário há um
orifício para a passagem de vasos. Sua porção mediana apre-
senta superiormente um sulco em forma de goteira, bastante pro-
fundo cujo bordo interno é muito mais elevado do que o externo.
No fundo da goteira, na porção anterior, encontra-se o ori-
fício posterior do canal dentário.
A extremidade posterior tem a forma de um pequeno cone;
superiormente apresenta uma forte depressão onde se articula o
12 FABIAN, M. E. — Estudo Anatömico de Liophis miliaris (L. 1758),
quadrado. A face interna do articular apresenta uma carena que
nasce junto a extremidade posterior do osso, dirige-se para a
frente e morre na altura da extremidade anterior do grande sulco
em forma de goteira.
Angular
É um osso pequeno, porém de dimensões maiores do que as
do splenial. Está localizado na face interna e mediana da hemi-
mandíbula. Apresenta 3 faces: uma interna, uma externa e uma
inferior. Sua extremidade posterior estreita-se progressivamente
em direção ao articular, ao qual se liga através das faces interna
e inferior; sua extremidade anterior apresenta uma pequena bi-
furcacao e se articula com o splenial e o dentário. Próxima a
sua extremidade anterior localiza-se o forame mylo-hioide pos-
terior.
Splenial
É um osso muito pequeno que se articula na extremidade
posterior interna do dentário, próximo ao seu bordo inferior.
Apresenta a forma de um espinho de base triangular cuja ponta
está voltada para a região anterior da hemimandibula. Na sua
porção mais larga é atravessado pelo forame mylo-hioide ante-
rior. Posteriormente articula-se com o angular. Entre o splenia!
e o dentário há um sulco aberto que corresponde ao canal de
Meckel.
Dentário
Seu comprimento é de pouco menos a metade da hemiman-
díbula e forma a extremidade anterior da mandíbula. Posterior-
mente apresenta-se bifurcado, articulando-se ao mesmo tempo ao
angular, articular e splenial.
O bordo superior apresenta-se denteado ao longo de todo o
seu comprimento. O número de dentes varia entre 19 e 25. Cabe
ressaltar que apenas em um exemplar foram encontrados excep-
cionalmente 18 dentes num dos arcos mandibulares.
A face externa é convexa e serve de apoio à glândula labial
inferior. Sua face interna é côncava e apresenta 3 camadas de
dentes de substituicão.
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 13
AGRADECIMENTOS
Apresentamos nossos agradecimentos ao Conselho Nacional de
Pesquisas pela oportunidade que nos oferece de realizar êste trabalho;
ao professor Thales de Lema pela incansável orientação e pelo esti-
mulo; ao Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais na pessoa do seu
diretor professor José W. Thomé por ter-nos facilitado o acesso às co-
leções e laboratórios daquela casa; o mesmo agradecimento é exten-
sivo ao Museu de Ciências da PUC na pessoa do seu diretor professor
Jeter J. Bertoletti, sem cujo auxílio êste trabalho não poderia ter sido
realizado.
Agradecemos também ao professor Mário Barberena do Instituto
de Ciências Naturais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
pela orientação que nos deu sôbre as técnicas de preparação.
BIBLIOGRAFIA
ANTHONY, J. & SERRA, R. G. (1955) — Anatomie de l’appareil de
la morsure chez Xenodon merremi B. — Serpent aglyphe de 1" Ame-
rique Tropical. — Arch. Mus. nac., v. 42, n. 1, p. 21-47, 15 f.
BOULENGER, G. A. (1894) — Catalogue of the snakes in the British
Museum (Natural History). British Museum, London, v. 2, p. xi
+ 382.
GANS, C. (1964) — A redescription of, and geographic variation in
Liophis miliaris LINNÉ, the common water snake of south-eastern
South America. — Amer. Mus. Novit., n. 2178, p. 1-58, 23 £.
SMITH, H. M. (1947) — Classification of Bone. — Turtox News, v. 25,
tolo Ata
— — (1950) — A simplified Classification of Types of Jaw Suspen-
sion. — Turtox News, v. 28, n. 3, p. 74-75.
—— (1952) — A revised- Arrangement of Maxillary Fangs of
Snakes. — Turtox News, v. 30, n. 12.
ABREVIATURAS NAS FIGURAS
An = angular; Ar = articular; Bo = basiocipital; Bs = basisfenoide;
el = columela; C. ©. — cöndilo ocipital; D = dentário; Eo = exocipital;
f. m = foramen magnum; F = frontal; M = maxilar; N = nasal; Pa =
parietal; Pl = palatino; Pf = prefrontal; Pm = premaxilar; Po —
postorbital; Pr — proötico; Pt = pterigoide; Q = quadrado; Sm =
septomaxilar; So — supraocipital; Sp = splenial; St = supratemporal;
Tr = transverso; V = vômer.
14 FABIAN, M. E. — Estudo Anatömico de Liophis miliaris (L. 1758),
15
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
Pm.
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IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
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18 FABIAN, M. E. — Estudo Anatömico de Liophis miliaris (L. 1758),
Fıg.6
Fig. 6,7 e 8 — Variações do basiocipital de Liophis miliaris.
|
IHERINGIA | Zoologia En: 398 pato | la Pörto Alegre-RS. |! 31. 12. 1970
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REDESCRIÇÃO DOS TIPOS DE VERONICELLIDAE (MOL-
LUSCA, GASTROPODA) NEOTROPICAIS:
V. Espécies depositadas no “Museo ed Istituto di Zoologia
Sistematica della Universita”, de Turim, Itália. (*)
José Willibaldo Thomé (**)
RESUMO
Com base no exame dos exemplares tipos depositados nas coleções
do Museu e Instituto de Zoologia Sistemática da Universidade de
Turim, Itália, são redescritas, destacando-se os característicos especi-
ficos válidos, as espécies: Vaginula ameghini GAMBETTA, 1923, Vagi-
nula lugubris COLOSI, 1921 e Vaginula pulchra COLOSI, 1921.
ZUSAMMENFASSUNG
Auf Grund der Untersuchung der Typus-Exemplare aus dem
“Museo ed Istituto di Zoologia Sistematica della Universitã di Torino”
Italien, werden die Arten Vaginula ameghini GAMBETTA, 1923, Vagi-
nula lugubris COLOSI, 1921 und Vaginula pulchra COLOSSI, 1921
erneut beschrieben und ihre Art-Merkmale hervorgehoben.
REDESCRIÇÕES
1. Vaginula ameghini GAMBETTA, 1923:8, f. 6 (penis).
— Belocaulus langsdorfi (GAMBETTA), — HOFFMANN,
1925:262 (partim).
Holótimo: n> MI 502 no “Mus. Ist. Zool. Sist. Univ. Torino”,
Itália.
Tipo-localidade: San Pedro, Paraguai.
Leg.: Dr. Boreili, (sem data).
Observação: Encontramos um exemplar ressequido num vidro
com álcool (f. 1). Föra aberto longitudinalmente pelo noto,
bem a direita, ficando expostos alguns órgãos, inclusive pênis
(*) Trabalho aceito para publicação em 8 de maio de 1970; Desenvolvido durante
bôlsa de pesquisas da “Alexander von Humboldt-Stiftung’’, Bad Godesberg
Alemanha Ocidental, em 1968; Apresentado e discutido as 17h30min de
10-7-70, na Secção N (Zoologia), durante a XXII Reunião Anual da “Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência” (SBPC), em São Salvador, Bahia. Os
métodos utilizados e a justificação das redescrições acham-se detalhadas no
I trabalho.
(**) Do “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, Caixa postal, 1188 e do
É “Departamento de Zoologia do Instituto de Bio-Ciências da PUCRGS’’, Pörto
Alegre. Bolsista do “Conselho Naciônal de Pesquisas", Rio de Janeiro.. :
20 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae, V.
e giândula penial. Todo animal duro, pergaminhoso, quebra-
dico. Só foi possível tomar as medidas externas, que obvia.
mente nao conferem com a descrição original e examinar o
vênis e glândula penial.
1. Morfologia externa: (f. 1).
1.1. Dimensões: comprimento: 54; largura: 13; altura: 6; largu-
ra do hiponoto direito: 3,8; largura da sola: 2,0; distância
do poro genital feminino, da frente: 18; de tras: 13; do sulco pe-
dioso: 2,2mm.
(Obs.: GAMBETTA (1923) da as seguintes dimensões: compr. 40;
larg.: 160; larg. hiponoto:- 4,5: larg. | sola: - 2/9; idistilporo
genit. femin., da frente: 24; de trás: 15,5mm. Isto deixa perceber
o ressequimento do exemplar, havendo discrepância apenas no
comprimento e largura do noto, cujas medidas devem ter sido to-
madas linearmente por GAMBETTA.)
1.2. Animal pequeno, mais largo que alto, recurvado. Nada
mais se percebe quanto à côr. Perinoto aparenta ter sido
bem demarcado e os hiponotos fortemente inclinados. A sola não
possue linha mediana. Poro genital feminino na metade da lar-
gura do hiponoto direito, levemente mais para junto do perinoto
e bem para trás da metade do comprimento. Anus com aspecto
circular, algo à direita. parece que apenas alcancava o sulco pe-
dioso e achava-se fechado por membrana opercular laminar.
(GAMBETTA -(1923) menciona: “colore: giallo olivaceo con pun-
teggiature nere; la suola, ..., ha una tinta argillosa come Vipo-
noto).
2. Morfologia interna: (f. 2-3)
2.1. a 2.5. Dados não mais verificáveis devido ao ressequimento
do exemplar.
2.6. Glândula penial com papila cônica de ponta aguçada, sem
mamilo. Papila com 1,5mm de comprimento por 0,4mm de
diâmetro máximo na base. A glândula possue 8 túbulos de côr
öcre. escuros, bem conservados, serpenteantes, envolvidos na base
por membrana. Um dos túbulos está bifurcado na metade distal.
Os túbulos possuem aspecto homogêneo com até 6,5mm de com-
primento por 0,3mm de 2. (f. 2).
2.7. Penis algo prejudicado pelo ressequimento. Com 2,3mm
de“comprimento e até 0,9mm de & máximo. Constitue-se
de um scquete cilíndrico liso de 0,9mm de comprimento por 0,5mm
ce @, no qual está assentada a glânde coniforme, alongada, com
abertura terminal atrás de fino lábio. A região proximal da
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 21
glânde acha-se entumescida, originando uma aba projetada para
fora e para trás, que verga o soquete. (f. 3). (Obs.: compare-se com
a figura de GAMBETTA (1923)).
3. Observações: Em vista da diagnose original estar incompleta
e o espécimen não permitir completar os dados, consideramos
2 espécie como não identificável pelos conhecimentos atuais. A
sinonimia proposta por HOFFMANN (1925), baseada primordial-
mente no local da ocorrência e na localização do poro genital fe-
minino, o que não são característicos específicos, fica sem valor.
2. Vaginula lugubris COLOSI, 1921:157-158.
— Vaginula lugubris COLOSI, — COLOSI, 1922:500-502, £.
25228.
— Belocaulus pulcher HOFFMANN, 1925:201-202 (partim),
248-249, est. 6, f. 45h, 5 alfa e beta; (nec COLOSI, 1921 e
1922).
Lectótipo: n.º MI. 500, no “Mus. Ist. Zool. Sist. Univ. Torino”,
Italia; (aqui designado). Cinco lectoparátipos n.º MI. 501,
na mesma coleção e um lectoparátipo n.º 2583, no “Museu
Ric-Grandense de Ciências Naturais”, Pórto Alegre, Brasil.
Tipo-localidade: Quito, Equador (aqui determinada).
Leg.: Dr. E. FESTA, (sem data).
Obs.: Encontramos num vidro diversos exemplares, sendo que
três estavam abertos, dissecados. O vidro continha diver-
sas etiquetas nas quais se lia: “Quito, Ecuador, Dr. Festa”;
“V. lugubris”; “Vag. lugubris, Vag. pulchra”; “Radula
56-1-56”. Examinando os exemplares abertos, notamos de
imediato que um dêles correspondia a Vaginula pulchra e
que os outros dois se identificavam com Vaginula lugubris.
Dêstes, um estava sem o bulbo bucal e presumimos que
tenha servido a COLOSI para exame da rádula, cuja fór-
mula ficou anotada numa das etiquetas acima referidas. O
exemplar que elegemos aqui para lectótipo apresentava um
corte dorsal longitudinal mediano, com todos os órgãos no
lugar, apenas algo dissociados.
1. Morfologia externa: (f. 4-6)
i.1. Dimensões: compr.: 55; lar.: 23; alt.: 13; larg. hipon. di-
‚reito: 7,2; larg. sola: 9,5; dist. poro genit. femin., da frente:
27: de trás: 24,5: do sulco pedioso:-1,6mm; (dados do lectötipo).
1.2. Animal de tamanho médio, mais largo que alto, ovalado,
não curvado. Noto com côr marrom forte e pontos negros
numerosos, irregularmente esparsos sôbre os minúsculos tubér-
22 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae, V.
culos. Entre os pontos destacam-se manchas negras, algo mais
claras, de formato irregular e extensões variáveis, por vêzes uni-
das formando áreas maiores. Perinoto bem demarcado, da côr do
noto sem pigmentação negra. Hiponotos pouco inclinados, de côr
geral cinza-negro e com numerosos pequenos tubérculos claros
bem como junto aos sulcos pediosos estreita faixa também clara.
Sola de côr marrom-claro, sem linha mediana. Poro genital fe-
minino bem junto ao sulco pedioso, atrás da metade do compri.
mento do animal. Änus circular, à direita do plano sagital, para
além do sulco pedioso, fechado por estreita, mas bem desenvol-
vida membrana opercular, sem ficar totalmente recoberta pela
regiäc posterior do pé; esta região livre do pé é rugosa e pigmen-
tada de pontinhos negros. (COLOSI (1922) indica a côr como
segue: “Il noto e liponoto hanno una colorazione fondamental-
mente verde bluastra oscura; ... la suola à di colore verde
bluastro chiaro”.)
2. Morfologia interna: (f. 7-10)
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glän-
dula digestiva, o qual possue 5,0mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento junto e acima do canal da es.
permateca. (f. 8).
2.3. Nervos pediosos soltos. Nascem juntos, para logo se afas-
tarem em ângulo aberto e próximo da extremidade pos-
terior convergem novamente um pouco, para desaparecerem no
tegumento 4,0mm antes do final da cavidade geral. Comprimento
total: 30.5mm; afastados: 28,0mm; afastamento máximo: 3,0mm;
encontro da aorta à 1,0mm.
2.4. Glândula pediosa grossa, achatada, sölta, de côr amarelo-
alaranjado. Zona externa muito estreita, pouco percepti.
vel. Comprimento em posição natural: 6,0mm; distendida: 6,0mm:
larsura: 20mm. (fe).
2.5. Espermateca globuloide de paredes delgadas, algo compri-
mida sôbre o curto e fino canal, que se une ao ouviducto ja
dentro do tegumento. O ouviducto localiza-se a esquerda do canal.
O ducto de ligação desenvolvido, penetra na espermateca bem
junto ao canal, pelo lado direito. (f. 8).
2.6. Glândula penial com papila cilindroide, afilada, de 2,5mm
de comprimento por 0,6mm de 2%. A glândula possue 3
túbulos concentrados num bordo, claros e lisos, com só 11,0mm de
comprimento por 0,6mm de 2 e mais outros 4 túbulos noutro
bordo, que se ramificam rapidamente na base, abrindo-se como
num leque, originando ao todo 21 túbulos. Estes são enrugados
e mais escuros, atingindo 38,0mm de comprimento por 0,7mm de
olhe a
THERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 23
2.7. Pênis com 5,5mm de comprimento por 2 5mm de largura
e 1,6mm de espessura máximos. Constitue-se de um soquete
iaminar, grosso, convexo-côncavo, que se alarga na extremidade
"listal, dobrando-se sôbre a face côncava e originando expansões
alares laterais. Da extremidade distal do soquete desenvolve-se a
‚glande, levemente cônica, com a região proximal um pouco com.
primida e a ponta livre globuloide, onde se abre o deferente an-
terior, atrás de grosso lábio. A glande está levemente curvada
em S vista de “lado” e a ponta globuloide como que se destaca do
“tronco” da mesma. (f. 10).
3. Observações: As descrições de COLOSI (1921 e 1922) são
suficientes para a reidentificação da espécie. Apenas a am.
pliamos e sistematizamos dentro do nosso esquema. Pelas di-
mensões indicadas por COLOSI (1922) para 5 exemplares, cremos
que o lectótipo aqui determinado corresponde ao segundo exem-
plar da tabela. A sinonimia estabelecida por HOFFMANN (1925)
não se justifica. Aquêle autor, no afã de sinonimizar as espécies
a fim de dar coerência a sua distribuição geográfica, estabeleceu
confusões incríveis. Apesar do desenho esquematizado de HOFF.
MANN (1925), (est. 6, f. 45h, 5 alfa e beta), pode-se verificar que
o mesmo só pode ser atribuído a Vaginula lugubris COLOSI, 1921
e jamais a Vaginula pulchra COLOSI, 1921 como êle o fez. Assim,
aquilo que HOFFMANN (1925) examinou foram exemplares de
Vaginula lugubris COLOSI, 1921 o que no entanto êle não reco-
nheceu, atribuindo-os a uma hipotética Belocaulus pulcher, a quai
êle pretendeu que fösse a Vaginula pulchra de COLOSI, 1921.
Esta, contudo, é uma espécie independente, o que confirmamos
nela redescrição que a seguir faremos do lectótipo de Vaginula
pulchra COLOSI, 1921.
3. Vaginula pulchra COLOSI, 1921:157.
— Vaginula pulchra COLOSI, — COLOSI, 1922:496-498, f.
20-22.
— Belocaulus pulcher (COLOSI), — HOFFMANN, 1925:
201-202, (partim).
Ikectotipo: n.º MI, 503, no “Mus. Ist. Zool. Sist. Univ. Torino”,
Italia; (aqui designado). Quatro lectoparátipos n.º MI. 504,
na mesma coleção. Dois lectoparátipos n.º 2581, no “Museu
Rio-Grandense de Ciências Naturais”, Pörto Alegre, Brasil.
Tipo-localidade: Quito, Equador (aqui determinada).
Leg.: Dr. E. FESTA, (sem data).
Obs.: Num mesmo vidro encontramos diversos exemplares de
animais pertencentes a esta espécie, bem como a Vaginula
lugubris, conforme mencionamos anteriormente nas obser.
24 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae, V.
vações referentes a redescrição desta última. O lectötipo
aqui designado apresentava um corte dorsal longitudinal
junto ao perinoto direito, achando-se os órgãos dissociados
no respectivo lugar. A região pericárdica estava bem da-
nificada, bem como havia um corte no tegumento desde a
penetração do reto até o ânus, com destruição consequente
do reto e da região renal.
1, Morfologia externa: (f. 11-13)
1.1. Dimensões: compr.: 58; larg.: 24; alt.: 13; larg) hipz.dı-
reito: 8,7; larg. sola: 9,4 dist. poro genit. femin., da frente:
22; de trás: 19; do sulco pedioso: 2,3 mm.
1.2. Animal de tamanho médio, mais largo que alto, elíptico.
muito levemente curvado sôbre o pé. Noto de côr marrom
forte, com grande número de minúsculos pontos negros, esparsos
irregularmente. Para junto do perinoto, notam-se algumas man.
chas escuras, irregulares. Medianamente, no sentido longitudi-
nal, percebe-se um muito estreito sulco, que corresponde a uma
faixa sem pigmentação. (Deve ser a “carena” de COLOSI, 1922).
Perinoto cortante, sem destaque, sendo apenas o limite entre o
noto e hiponoto. Hiponotos bem inclinados, de côr marrom
forte, sem pontos mas com raras manchas escuras desbotadas.
para junto do perinoto e para trás. Sola clara, sem linha me-
diana. Poro genital feminino distante do sulco pedioso cêrca de
1/4 da largura do hiponoto, levemente para trás da metade do
comprimento do animal. Änus circular, à direita do plano sagi-
tal, penetrando bem além do sulco pedioso no hiponoto direito.
fechado por grossa e desenvolvida membrana opercular, sem
estar totalmente recoberto pela região posterior livre do pé; esta
é dorsalmente papilosa e pigmentada de preto.
2. Morfologia interna: (f. 14-17)
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glân-
dula digestiva, o qual possue 4,ômm de largura.
2.2 Reto penetra no tegumento junto e acima do oviducto.
CEDO
2.3. Nervos pediosos soltos, nascem juntos para logo se afasta-
rem em ângulo aberto, seguindo depois paralelos até >
iinal da cavidade geral, onde penetram no tegumento. Compri-
mento total: 26,0mm; afastados: 22 Omm; afastamento máximo:
3,9mm:; encontro da aorta à 0,5mm da origem dos nervos.
2.4. Glândula pediosa achatada, sölta, de côr amarelada. Zona
externa larga, bem destacada, estreitando-se para a ponta.
Na região distal da glândula a zona interna está como fendilhada
[09]
N
JHERINGIA — Zoolcgia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
deixando perceber uma area losangular mediana, de tecido del-
gadissimo. Comprimento em posição natural: 5,5mm; disten-
dida: 6,0mm; largura: 1,3mm. (f. 14).
2.5. Espermateca pequena, algo globuloide, esta prolongada
por um canal muito grosso bem desenvolvido, que se une
ao ouviducto dentro do tegumento. O ducto de ligação serpente-
ante penetra no canal próximo a espermateca, pela direita. (f. 15).
2.6. Glândula penial com papila cilindroide, acuminada, sem
mamilo, com 3,5mm de comprimento por 1,0mm de Z.
A glândula possue 11 túbulos concentrados num bordo, lisos,
claros, sem bifurcações, com até 8,5mm de comprimento por
0,3mm de 9. Em bordo oposto acham-se outros 3 túbulos, dos
quais dois estão imediatamente ramificados em vários túbulos,
contando-se ao todo 26 extremidades. Estes túbulos atingem até
24 Omm de comprimento por 0,4mm de © e são um pouco mais
escuros que os primeiros. (f. 16).
2.7. Pênis com 7,0mm de comprimento por 3,5mm de largura
e 2,5mm de espessura máximos. Constitue-se de um soquete lami-
nar convexo-côncavo, cuja região distal na face côncava sofre
uma invaginação, constituindo uma bölsa rasa. Na face con-
vexa do soquete, a partir da região proximal-lateral, extende-se
obliquamente para a extremidade, uma formação carnosa, sa-
liente, que forma larga nervura. A face convexa na sua extre.
midade distal estreita-se um pouco para desenvolver-se em se-
guida numa curta glande, levemente cônica, de ápice arredon-
dado, onde se abre o deferente anterior, atrás de pequeno lábio.
(die 17)
3. Observações: As descrições de COLOSI (1921 e 1922) po-
dem ser consideradas satisfatörias para re-identificacao da
especie. Estamos aqui completando as mesmas, bem como or-
denando e sistematizando os dados. A respeito da sinonímia
proposta por HOFFMANN (1925) já a discutimos acima, na jus-
tificação da redescricao de Vagínula lugubris COLOSI, 1921.
AGRADECIMENTOS
Ao Dr. A. ZILCH do “Natur-Museum und Forschungs-Institut
Senckenberg”, de Frankfurt, Alemanha, que me proporcionou local,
material e assistência durante meus trabalhos e aos Profs. BACCI e U.
PARENTI. do ‘Museo ed Istituto di Zoologia Sistematica della Uni-
versita”, de Turim, Itália, que me permitiram examinar ns lotes de
moluscos, enviando-os ao meu local de trabalho em Frankfurt e auto-
rizaram a retenção de parátipos para as coleções do Museu Rio-Gran-
dense de Ciências Naturais, Pôrto Alegre.
26 THOME, J. W. — Redescricäo de Veronicellidae, V.
BIBLIOGRAFIA
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Atti Soc. ital. Sci. nat., v. 60, p. 156-160;
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GAMBETTA, L. (1923) — Alcuni Vaginulidi sud-amerlcani. — Boll.
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HOFFMANN, H. (1925) — Die Vagınuliden. Ein Beitrag zur Kenntnis
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Jena. Z. Naturw., v. 61, n. 1/2, p. 1-374, est. 1-11;
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“Zoologisches Museum” de Kiel, Alemanha. —- Iheringia, Zool.
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—,— (1969) — Erneute Beschreibung neotropische Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) Typen: II. Arten aus der Sammlung des
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IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 24]
BES EN DIA DAS TEUSTRACOES
Vaginula ameghini GAMBETTA, 1923 (Holótipo):
kior E vista. pelo” lado direito; x 1,7.
Eis 2: glândula penial, com a porção distal dos túbulos
truncada;
ie 9: penis.
Vaginula lugubris COLOSI, 1921 (Lectótipo):
Figs. 4-6: vista dorsal, lateral e ventral; x 1,8 — x 1,7 — x 1,8.
so: glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Miet 8: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Eae 9: glândula penial, com os túbulos truncados (um in.
teiro);
Es TO: pênis, aspecto “lateral”.
Vaginula pulchra COLOSI, 1921 (Lectótipo):
Figs. 11-13: vista dorsal, lateral e ventral; x 2,0.
Fig. 14: glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
des orgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Bio CU 16: glândula penial, com alguns túbulos truncados dis-
talmente;
Une 7E pênis, visto pela face côncava.
28 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae, V.
29
‚n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
ia
8
IHERINGIA — Zoolo
30 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae, V.
THERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
Pa
Y
his
“E
1 Ls
=
ad
so = A
Em
+
Fr
Vo Pas
i
E A
ma
E
dErErei Ea
| |
| | | | |
IHERINGIA | Zoologia n. 39 | p. 3395 | Pôrto AlegreRS. 31. 12. 197%
ER ee | el:
LISTA DOS MOLUSCOS BIVALVES DAS FAMILIAS
HYRIIDAE E MYCETOPODIDAE PARA O ESTADO
DO RIO GRANDE DO SUL (*)
Maria Cristina Dreher Mansur (**)
RESUMO
No presente trabalho são relacionadas 35 espécies e subespécies de
bivalves dulciaquícolas, distribuídos em 7 gêneros, das famílias Hyrii-
dae e Mycetopodidae, cuja ocorrência está registrada para o Rio Grande
do Sul. A sinonímia tem caráter de tentativa, devido a precária ca-
racterização da maioria dos “taxa”, e está baseada em exaustiva pes-
quisa bibliográfica e nas coleções do Museu Rio-Grandense de Ciências
Naturais.
ABSTRACT
In the present paper 35 species and sub-species of freshwater bi-
valves of the Families Hyriidae and Mycetopodidae are listed for the
State of Rio Grande do Sul, Brazil. The synonymy for these species
is also given and is based on an exaustive bibliographical research as
well as on study of the specimens in the collection of the M.R.C.N..
INTRODUÇÃO
Os moluscos dulciaquicolas, pertencentes às famílias Hyri-
idae e Mycetopcdidae vulgarmente conhecidos por “naiades”,
ocorrentes no Rio Grande do Sul, são de difícil identificação e
classificação, devido a grande variabilidade que apresentam, visto
ocorrerem em ambientes ecológicos diversificados, originados pela
extensão da rêde hidrográfica.
O grande número de pesquisadores que trabalharam com
êstes moluscos, quase sempre baseados unicamente em dados
conguiliológicos superficiais, originou uma sinonímia muito
ampla e desordenada, dificultando a identificação e classificação
dêstes animais, pois as opiniões dos autores divergem bastante
sob o ponto de vista sistemático.
Existem citações de espécies em número exagerado para as
(5) Aceito para publicação em 10-7-1970.
(**) Bolsista do “Conselho Nacional de Pesquisas”, Rio de Janeiro, no Museu
Rio-Grandense de Ciências Naturais, Pörto Alegre.
34 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
mesmas localidades, quando na realidade, conforme pudemos
constatar, as espécies na maioria dos casos, são apenas variações
ecológicas.
Ocorrem também citações de subespécies para um mesmo
local, fato pouco comum de ocorrer, se levarmos em consideração
a variabilidade das espécies, já citada.
A má identificação e errônea interpretação por muitos auto-
res e a existência de híbridos (em tese), vieram contribuir para
tumultuar a sistemática dêste grupo animal também no Rio
Grande do Sul.
Longe da pretensão de resolver todos os problemas através
dêste trabalho, cabe citar que êle representa o início de uma or-
denação sistemática para o Estado do Rio Grande do Sul, apresen-
tando o que existe de atual para as naiades das famílias Hyriidae
e Mycetopodidae.
O principal objetivo dêsse trabalho é servir de base e faci-
litar qualquer pesquisa futura para a identificação de nossas
naiades, sabendo no entanto, que a revisão completa e detalhada
de cada gênero, só poderá ser levada a efeito, se abordados com
critério, todos os aspectos sistemáticos (morfológico, ecológico,
geográfico, embriológico, etc.).
As obras básicas utilizadas para a classificação, são as se-
suintes: PARODIZ (1968) para o gênero Diplodon; BONETTO
(1962), (1965a) e (1966); BONETTO & EZCURRA (1965a); OLA-
ZARRI (1966) e FIGUEIRAS (1965) para os demais gêneros.
Seguimos o trabalho de PARODIZ & BONETTO (1963), para
a classificação taxonômica das categorias superiores ao grupo-
espécie.
As obras e trabalhos consultados pertencem as bibliotecas
do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais (M.R.C.N.) e ao
Instituto de Ciências Naturais da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (I.C.N.).
Foram também utilizadas cópias dos trabalhos consultados
por ocasião de nossos estágios realizados no atual Museu de Zoo-
logia da Universidade de São Paulo e no Instituto Nacional de
Limnologia de Santa Fé, Argentina.
Na citacão dos lotes de moluscos pertencentes à coleção do
M.R.C.N., usamos as abreviações:
M.R.C.N.: Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais.
RS: Estado do Rio Grande do Sul.
PA: Município de Pörto Alegre.
G: Município de Guaíba.
V: Município de Viamão.
ex: exemplar ou exemplares.
val: valve ou valves.
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 35
LISTA DAS ESPECIES CITADAS
Ordem EULAMELLIBRANCHIA
Subordem SCHYSODONTA
Superfamilia MUTELACEA Parodiz & Bonetto, 1963
Familia MYCETOPODIDAE Gray, 1840
Subfamilia ANODONTITINAE Modell, 1942
Gênero Anodontites BRUGUIERE, 1792
ANODONTITES (ANODONTITES) TRAPESIALIS FORBESIA.
NUS (LEA, 1860)
‚Anodonta forbesiana LEA, 1860
Forbesiana, LEA, 1863:29, est. 47, fig. 301
= Forbesiana, LEA, 1867:24 (Index)
$ gigantea SPIX, MARTENS, 1868:196-197
fi exotica LAMARCK, MARTENS, 1868:197-198, 211
u Forbesiana, MARTENS, 1868:211
E Forbesiana, LEA, 1869:9 (Index)
Anodon Rio-Platensis SOWERBY in REEVE, 1867-70, est. 26, fig. 101
Anodon Forbesianus, SOWERBY in REEVE, 1867-70, est. 30, fig. 119
Margaron (Anodonta) Forbesiana, LEA, 1870:81, 106, 142
Anodonta Forbesiana, DOERING, 1875: 46
trapezialis LAMARCK. DOERING, 1875:46
ia Forbesiana, CLESSIN in MARTINI & CHEMNITZ, 1876:115-
116, est. 34, fig. 1-2.
2 Rioplatensis, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:217
di gigantea, CLESSIN,1888:171
An. rioplatensis, IHERING, 1890:149
A. Forbesiana, IHERING,1890:150-158
An. riograndensis THERING,1890:154-158
A. riograndensis, IHERING, 1891: 6-7
Glabaris riograndensis, IHERING. 1893:118-119
Susannae GRAY, IHERING,1893:118
trapesialis var. cygneiformis PILSBRY,1896:563-567, est.26,
fig.4-5.
a riograndensis, PILSBRY,1896:563-565
Simnsonianus PILSBRY,1896:564-565, est.27, fig.13
2 Forbesianus, PILSBRY,1396:565
ça trapesialis var. riograndensis, PILSBRY,1896:565
Re trapesialis var. cygneiformis, PILSBRY & RUSH,1896:81
é: trapesialis var. exoticus, PILSBRY & RUSH,1896:81
2 Forbesianus, PILSBRY & RUSH,1896:81
a trapesialis var. rioplatensis, SIMPSON,1900:925
r trapesialis var. cygnaeformis, SIMPSON,1900:925
= forhesianus, SIMPSON 900:927
er forbesianus, SIMPSON, 1900:927
a trapezialis var. exotiea, CORSI,1900:168,fig.37
An trapezialis var. cigneiformis, CORS,1900:167-168
2% Forbesiana. CORSI.1900:169
Glabaris trapezialis, IHERING,1910:140
Anodontites riograndensis, ORTMANN,1921a:624-629,est.43 fig.2-3,est.44,
fig. 2
36
_MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
Anodontites forbesiana, ORTMANN,1921a:627,est.43,fig.4,est.44 fig.3
(A.)
rioplatensis, ORTMANN, 1921a: 629
forbesianus, MARSHALL, 1925:3
(Anodontites)trapesialis forbesianus, HAAS,1931:100
(Anodontites) trapesialis trapesialis, HAAS,1931:98(par-
tim)
(Anodontites) exoticus susannae, HASS,1931:101
riograndensis, MENDES,1939:480,481,483-485
forbesiana, MENDES,1939:480,484-485
(Pachyanodon) riograndensis, MORRETES,1949:27
(Pachyanodon) forbesiana, MORRETES,1949:27
trapezialis trapezialis, BARATTINI,1951:238
trapezialis forbesianus, BARATTINI,1951:238
exoticus susannae, BARATTINI,1951:238-239
trapesialis susannae, BONETTO,1954:6,10,48
(Pachianodon) trapesialis trapesialis, BUCKUP & BUC-
KUP,1957:11
(Pachyanodon) riograndensis, BUCKUP & BUCKUP,
1957:11
trapezialis forbesianus, BONETTO; MACIEL & PIGNAL-
BERI,1962:171,175
trapesialis forbesianus, BONETTO; MACIEL & PIGNAL-
BERI,1962:171,175
trapesialis forbesianus, BONETTO & EZCURRA, 1962:
24-27
trapezialis forbesianus, BONETTO & EZCURRA,1962b:
trapesialis forbesianus, BONETTO & EZCURRA, 1962c:
195-203
trapesialis forbesianus, BONLTTO,1963:14
trapesialis forbesianus, PARODIZ & BONETTO,1963:181.
fig.3,4
trapesialis forbesianus, BONETTO & EZCURRA, 1963:
20-21
trapesialis forbesianus, FIGUEIRA,1965:250
riograndensis, CASTELLANOS,1965:107,108,111,112,130,
fig. 1
trapezialis cygneiformis, CASTELLANOS,1965:106,111,112,.
fig.5,8
trapesialis forbesianus, SCHADE,1965:220
trapezialis forbesianus, BONETTO & EZCURRA, 1965:59
62-66,fig.9,10
trapesialis forbesianus, BONETTO & EZCURRA, 1965a:
199,203
trapesialis forbesianus, OLAZARRI,1966:19,22,29
(Anodontites) exoticus susannae, ZILCH,1967:131.
trapezialis forbesianus, KLAPPENBACH,1967:43
LOCALIDADES TÍPICAS: A. forbesiana (LEA): Desconhecida:
(Rio Uruguai)
A. riograndensis (IHR): Desconhe-
cida (Rio Grande do Sul)
CITACÖES DE OCORRENCIAS PARA O RS:
Rio Uruguai, por LEA,1863:29
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 Si
— Rio Jacuí, por MARTENS,1868:196,197,211
— Rio Jacuí, por MARTENS, 1868:211 (A. exotica)
— Rio Uruguai, por MARTENS,1868:211 (A. Forbesiana)
— Rio Uruguai, por SOWERBY in REEVE,1867/70, est.30, fig.
119
— Rio Uruguai, por LEA, 1870:106
— Rio Uruguai, por DOERING,1875:46
— Rio Uruguai, por CLESSIN in MARTINI & CHEMNITZ.1876:
115-116
— Taquara, por CLESSIN,1888:171
— Rio Grande do Sul, por IHERING,1890:156-157 (A. riogran-
densis e A. forbesiana)
— Rio Grande do Sul, por IHERING,1910:140
— Rio Uruguai e tributários, Rio Grande do Sul seg. IHERING,
por ORTMANN,1921a:624
— Rio Uruguai Itaqui, RS, por HAAS,1931:100
— Taquara do Mundo Novo, RS (atual Taquara), por HAAS,
1931:98
— Rio Uruguai; Lagoa da Volta, RS.; Rio Camaqua, RS.; Ta-
quara do Mundo Novo, RS.; Rio Guaiba, RS.; Rio Grande
do Sul, por HAAS,1931:101 (A. (A.) exoticus susannae
(GRAY).
— Rio Uruguai e tributários, Itaqui, RS.; RS. e Rio Negro, por:
MENDES, 1939:481,484 (A. forbesiana e A. riograndensis)
= Rio Uruguai; Rio Uruguai, Itaqui, RS.; Rio Uruguai, Uru-
guaiana, RS., por: MORRETES,1949:27
— Rio Grande do Sul, por: MORRETES,1949:27 (A. riogran-
densis)
— Desde o sul do Brasil até o Uruguai, por: BARATTINI, 1951:
238
— Rio Jaguarão, por: BARATTINI,1951:239
-— Rio: Guaiba, Porto Alegre, RS., por: BUCKUP & BUCKUP,
1957:11 (A. (P.) trapesialis trapesialis e A. (P.) riograndensis)
— Rio Uruguai, Sul do Brasil, por: FIGUEIRAS,1965:250-251
— Rio Uruguai, por: OLAZARRI,1966:29
LOTES EXAMINADOS:
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, 12.XI1I.1959 (MRCN n.º 48, 1 exemplar
e 3 valves); RS, Rio Guaíba, PA, Belém Novo, Praia do Veludo. J. W.
Thomé col., 12.1.1958 (MRCN n.º 249, 3 ex.); RS, Rio Guaíba, V,
itapoa, Praia da Onça, Pörto das Pombas, L. Marques col. ,11.111.1956,
(MRCN n.º 269, 17 ex.): RS, Estrada Federal de Guaíba a Uruguaiana
Km 13. G. V. Zauza & T. Lema col., 3.11.1957, (MRCN n.º 271, 7 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Belém Novo, 12.XI1.1959, (MRCN n.º 368, 7 ex e
1 val: RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema. M. Palová col. 22 XI. 1956
(MRCN n.º 503, 2 ex. jovens); Idem (MRCN n.º 505, 1 ex.); Idem
(MRCN n.º 510, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, I. P. Gonçalves
33 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
& J. A. Sanabria col. 16.XII. 1965 (MRCN n.º 607, 3 ex.); RS Bio
Guaiba, PA, Belem Novo, Praia Veludo, J. W. Thome col., 12.1.1958
(MRCN n.º 935, 4 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, M. Palovä col.,
26.11.1957, (MRCN n.º 980, 1 ex.); RS, Arroio Petim, Silberbauer col.,
11.1962, (MRCN n.º 1354, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, M.C.D.
Mansur col., verão 1963, (MRCN n.º 1929, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA,
Guarujá, M. C. Dreher & I. Veitenheimer, col., 9.XII.1966, (MRCN
n.º 2336, 5 ex.); Argentina, Santa Fé, Arrojo Flores desemboca na La-
guna Setubal, A. Bonetto e colab. col., 12.VI1.1968 (MRCN n.º 2370,
1 ex.) RS, Municipio de Törres, Tôrres, Lagoa do Violão, M. C. Mansur
col., 1.1969 (MRCN n.º 2477, 3 ex.); Rs, Município de Tôrres, Lagoa do
Jacaré, M. C. Mansur col., 19.11.1969 (MRCN n.º 2478, 2 ex.); RS, Rio
Guaíba, PA, Ipanema, J. W. Thomé col., 2.1.1961 (MRCN n.º 2487, 2 ex.);
RS, Rio Guaíba, G, Florida, M. C. Mansur & E. Rostirola col., 29 .XII.
1968, (MRCN n.º 2491, 1 ex.); RS, Quaraí, Arroio do Chapéu, Estância
S. Roberto, C. Thomé col., IX.1969, (MRGN n.º 2599, 1 ex.)); RS, Rio
Guaíba, G, Florida, E. Rostirola col., 11.1969 (MRCN n.º 2603, 1 val.
rolada); RS, Rio Guaíba, PA, Esp. Santo, I. Veitenheimer col., 11.XII.
1969 (MRCN n.º 2718, 6 ex.); Idem (MRCN n.º 2719, 4 ex.) ; RS, Rio
Guaíba, PA, Guarujá, I. Veitenheimer & Terezinha col., 17.111970,
(MRCN n.º 2745, 1 ex.) RS, Cidreira, C. V. Ribeiro col., 8.III.1970,
(MRCN n.º 2757, 1 ex.); RS, Sto. Antônio da Patrulha, Catanduva, L.
P. Ely col. 8.III.1970 (MRCN n.º 2765, 7 ex.); RS, Lagoa de Cidreira,
Cidreira, I. Veitenheimer col., 29 .III. 1970, (MRCN n.º 2768, 2 ex.); RS,
Rio Guaíba, PA, Assunção, Alunos P.U.C. col. 17.1X.1969 (MRCN
n.º 2856, 1 ex.); RS, Rio Guaíba; PA, Serraria; Alunos:PAUNC' col”
27 .VII1:1969 (MRCN n.º 2857, 1 ex.).
ANODONTITES (ANODONTITES) PATAGONICUS
(LAMARCK,1819)
Anodonta Patagonica LAMARCK,1819
an lato-marginata LEA,1834:76-77, est.12, fig.34
aê Paiagonia, LEA,1834:77
ai Patagonica, LEA,1834:94
de Mortoniana LEA ,1834:80, est.13, fig.37
Patagonica LAMARCK; DESHA\YES & EDWARDS,1833:566
ia Lato-marginata, ORBIGNY,1835:39
e sirionos ORBIGNY,1835:40
ii Ferrarisii ORBIGNY,1835:40
Margarita (Anodonta) Patagonica, LEA,1838:139 (Index)
de (Anodonta) lato-marginata, LEA,1838:138
a (Anodonta) Mortoniana, LEA ,1838:138
Anodonta Sirionos, ORBIGNY,1846:615-616, est.74, fig.4-6, est.80, fig.
1-4
membranacea ORBIGNY,1846:616-617, est.79, fig.11
Mortoniana, HUPE in CASTELNAU,1857:87
(Patularia) lato-marginata, GHENU,1862:146, f.724
% Wymanii LEA,1860
2 Uruguayensis LEA,1860
% Wymanii, LEA,1863:26-28,30, est.44, fig.294
Pe, Uruguayensis, LEA,1863:29-30, est.48, fig.302
mi lato-marginata, LEA,1863:13,27,30
é Patagonia, LEA ,1867:27 (Index)
a lato-marginata, LEA,1867:24 (Index)
Mortoniana, LEA,1867:25 (Index)
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 39
Uruguayensis, LEA,1867:25 (Index)
Wymanii, LEA,1867:25 (Index)
latimarginata LEA var. infiata MARTENS,1868:198-200
latomarginata, MARTENS,1868:199,211
lato-marginata, LEA,1869:35 (v.12)
Anodon Wymani, SOWERBY in REEVE,1867-70, est.30 fig.117
Anodonta
>,
>,
Uruguayensis, SOWERBY in REEVE, 1867- 70, est.30, fig.121
Mortonianus, SOWERBY in REEVE, 1867- 70, est.9, fig. 21
lato-marginatus, SOWERBY in REEVE,1867-70, est.2, fig.3
(partim)
Margaron
(Anodonta) lato-marginata, LEA, 1870:82,106,143 (partim)
(Anodonta) Fatagonica, LEA,1870:82,106,144
(Anodonta) Uruguayensis, LEA,1870:83,106,146
(Anodonta) Wymanii, LEA,1870:80,106,146
(Anodonta) Mortoniana, LEA,1870:80,106,143
Wymani, DOERING,1875:46
uruguayensis, DOERING,1875:46
Moitoniana, DOERING,1875:46
solida KUSTER in MARTINI & CHEMNITZ,1876:50, est.12,
fig.l
patagonica, KUSTER in MART. & CHEMN.,1876:50-51
lato-marginata, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:76-77,
94,114, est.21, fig.3,4.
sinuosa CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:90-91, est.22,
fig.1-2
Wymanii, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:104-105, est.
32, fig.1-2
Uruguayensis, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:114, est.
38, fig.1-2
Sirionos, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:128-129, est.
40, fig. 1-2.
Mortoniana, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:151, est,
48, fig.5-6
Iheringi CLESSIN,1882:191, est.4, fig.5
Iheringi, CLESSIN,1888:171
Glabaris Wymanni, IHERING,1891:7
Glabaris
Wymanni, IHERING, 1893: 48,118, fig.13
patagonica, IHERING, 1893: 118
latomarginata, IHERING,1893:118,119
Bergi IHERING,1893:118
sirionos, IHERING,1893:118
Mortoniana, IHERING.1893:118
patagonicus, SIMPSON,1900:916 (partim)
crassus SWAISON, SIMPSON,1900:917
wymanii, SIMPSON,1900:917-918
sirionis ORB., SIMPSON,1900:918
membranaceus MATON, SIMPSON,1900:918-919 (*)
iheringi, SIMPSON,1900:919
mortonianus, SIMPSON,1900:929
Anodonta Sirionos, CORSI,1900:165-166, fig.35,36
ER)
2”
latomarginata, CORSI,1900:166-167
Uruguayensis, CORSI,1900:170, fig.39
Anodontites wymani (LEA). MARSHALL, 1915:528
patagonica, ORTMANN,1921a:611-616
5)
An. membranacea ORB. non Mytilus membranaceus MATON
40
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
patagonica rubicunda, ORTMANN,1921a:458, fig.3; 616-
618, est.48, fig.8 (partim)
mortoniana, ORTMANN, 1921a:606-609
iheringi, ORTMANN,1921a:620, est.42, fig.8; est.43, fig.l;
est.44, fig.l
patagonicus, MARSHALL,1925:8,9,13, est.2, fig.3
wymanii, MARSHALL,1931:12-13
patagonicus, MARSHALL,1931:8
(Anodontites) patagonicus, HAAS,1931:95-96
(Anodontites) mortonianus, HAAS,1931:94-95
mansfieldi MARSHALL, MARSHALL & BARTSCH,1934:
81
patagonica, MARSHALL & BARTSCH,1934:81
Glabaris patagonicus, MODELL,1942 trad.1964:9 (GRUPO)
2,
mortonianus, MODELL,1942 trad.1964:9 (GRUPO)
Anodontites mortoniana, MORRETES, 1943:124
(Pachyanodon) patagonica patagonica, MORRETES,1949:
21.
(Pachyanodon) iheringi, MORRETES,1949:27
(Styganodon) mortoniana, MORRETES,1949:26
patagonicus, BARATTINI,1951:236-237
patagonicus, BONETTO,1954:6,10,48
patagonicus, BONETTO & EZCURRA.1962:24,26,27
patagonica, BONETTO & EZCURRA, 1962:25,26
patagonicus, BONETTO; MACIEL & PIGNALBERI,1962:
171,175
patagonieus, CASTELLANOS,1965:106,109,111,112,130, fig.
6
mortonianus, SCHADE,1965:221
patagonicus, SCHADE,1965:221
(Anodontites) patagonicus, FIGUEIRAS,1965:248-249
patagonicus, BONETTO & EZCURRA,1965a:199,201
patagonicus, OLAZARRI,1966:19,22,27-28
patagonicus, KLAPPENBACH,1967:43
LOCALIDADES TÍPICAS:
. Patagonica LAM.: Desconhecida (Rio da Prata e Patagonia)
lato-marginata LEA: Desconhecida (Rio Paraná)
. Mortoniana LEA: Desconhecida (Rio Paraná, America do Sul)
. sirionos ORB. Desconhecida (Rio Canelon Grande, Próximo a
Montevideo)
.membranacea ORB.: Desconhecida (rios da R. O. Uruguai entre
Montevideo e Buenos Aires)
. Wymanii LEA: Desconhecida (Rio Uruguai)
. Uruguayensis LEA: Desconhecida (Rio Uruguai)
. Iheringi CLESSIN: Taguara do Mundo Novo (atual Taquara)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Uruguay, por: LEA,1863:26-28
Rio Uruguay, por: LEA,1863:29-30
IMHERINGIA | — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE Rios 41
— Rio Jacuí, RS, por: MARTENS,1868:198,211
— Rio Uruguay, por: SOWERBY in REEVE,1867-70:est.30, fig.
1
— Rio Uruguai, por SOWERBY in REEVE,1867-70:est.30, fig.
121
— Rio Uruguay, por LEA,1870:106
— Rio Uruguay, por: DOERING,1875:46 (A. Wymani)
— Rio Uruguay, por: DOERING,1875:46 (A. uruguayensis)
— Rio Uruguay, por: CLESSIN,1876:104.105
— Rio Uruguay, por: CLESSIN,1876:114
— Taguara RS (atual Taquara) por: CLESSIN,1888:171
— Rio Camaquam, RS, por IHERING,1891:7
-— Rio Uruguay, por: SIMPSON,1900:917-918 (G. wymanii)
— Rio Uruguay, por: ORTMANN,1921a:613
— Rio Uruguay, Ibicuí, Cacequi RS, por: ORTMANN,1921a:616
— Bacia do Guaíba RS, por: ORTMANN,1921a:620
— Rio Camaqua RS; Arroio em Taquara do Mundo Novo RS
(atual Taquara); Ramal RS; Rio Sta. Maria RS; Rio Pradi-
nho, Sta. Cruz RS; Lagoa da Volta RS; RS, por HAAS,1931:
94
— Rio Uruguai, Itaqui RS; Rio Lajeado, afl. do R. Uruguai,
“Neu Würtenberg” (atual Panambi) RS; Rio Uruguai; Ta-
quara do Mundo Novo, RS; Rio Guaíba, Pedras Brancas RS;
Rio Guaíba, Pörto Alegre RS; São Leopoldo RS; Lagoa da
Volta RS; Rio Camaquã RS; Lagoa dos Paesos (provável L.
doss>Patos). Rs, por: HAAS, 1931:96
— Rio Jaguarão, Uruguai (na divisa com RS) por: MARSHALL
& BARTSCH, 1934:81 (A. mansfieldi)
— Rio Uruguai, Itaqui RS por: MORRETES,1949:27
— Taquara do Mundo Novo (atual Taquara) RS; Rio Jacuí, Ca-
choeira RS; Rio Vacai-Mirim (atual Vacacai-Mirim) Sta. Ma-
ria RS; por MORRETES.1949:27 (A. iheringi)
— Sul do Brasil, por BARATTINI,1951:237
— Sul do Brasil, por FIGUEIRAS,1965:249
— Rio Uruguai, Rio e arroios afluentes da Lagoa Mirim e dos
Patos, Brasil por OLAZARRI,1966:27
LOTES EXAMINADOS:
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, M. C. D. Mansur col., 2.11.1966 (MRCN
no 460, 1 ex.); RS, "Rio Guaíba, PA, Ipanema, M. Palová COL, 22; x:
1956, (MRCN n.º 509, 3 ex. juvenis); Idem (MRCN n.º 514, SREXH);
Idem (MRCN n.º 528, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, V, Itapoã, L. & Ei He
Buckup col., 15. VII. 1956 (MRCN n.º 601, 2 ex.): RS, Rio Guaíba, PA,
Ipanema, I. “Gonçalves & J. A. Sanabria col., 16.X11.1965 (MRCN qro
606, 1ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, J. W. Thomé col., 14.XI.1964,
(MRCN n.º 1486, 14 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, = W. Thomé
42, MANSUR, M. C. D. — Lista des Moluscos -Bivalves. das Famílias ...
col., 19.1V.1960 (MRCN n.º 1837, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, PA IGua-
rujá, J. W. Thomé & T. Lema col., 22.X.1960 (MRCN n.º 1845, 3 ex.);
Idem (MRCN n.º 1858, 1 ex.); Idem (MRCN n.º 1881, 1 ex.); RS, Rio
Guaíba, PA, Guarujá, M. C. D. Mansur col. 30.IV.1966 (MRCN n.º
1882, 1 ex.); RS, PA, Riacho Ipiranga, em frente a P.U.C., M. C. D.
Mansur col. 8.VIII.1967, (MRCN n.º 2329, 3 ex.); RS, Rio Guaiba,
PA, Guarujá, F. Mayer; N. Mansur; I. Veitenheimer & M. C. Dreher
col., 9.XII.1966 (MRCN n.º 2334, 14 ex.); RS, Rio Guaíba, J. F. Amato
col., 10.XI.1968 (MRCN n.º 2467, 2 ex. 1 val.); RS, Rio Guaíba, PA,
Belém Novo, 12.XII.1954 (MRCN n.º 2593, 3 ex., 4 val.); RS, Estrada
federal Guaíba a Uruguaiana Km 13, G. V. Zauza & T. Lema col.,
3.11.1957 (MRCN n.º 2595, 3 ex.); RS., Rio Guaíba, PA, Belém Novo,
Praia do Veludo, J. W. Thomé col., 12.1.1958 (MRCN n.º 2596, 3 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, 12.11.1959 (MRCN n.º 2597, 3 ex. 5 val.);
RS, Rio Guaíba, G. Florida, E. Rostirola col., II.1969 (MRCN n.º 2600,
1 val.); RS, Rio Guaíba, G, Florida, E. Rostirola col., 26.X. 1969 (MRCN
n.º 2651, 3 ex, 1 val); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, I. Veitenheimer
col., 4.XII.1969 (MRCN n.º 2714, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Esp.
Santo, I. Veitenheimer col., 11.XII.1969 (MRCN n.º 2720, 2 ex.); RS,
Rio Guaíba, PA, Guarujá, I. Veitenheimer & Terezinha col., 17.11.1970
(MRCN n.º 2746, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Clube Jangadeiros, Alunos
P.U.C., col.,:27.IX:1969, (MRCN'n.º 2800, 23 :ex.); RS; RioiGuaíba,
PA, Ipanema, Monumento, Alunos P.U.C. col. 30.IX.1969 (MRCN
n.º 2801, 10 ex.); RS, Rio Guaíba PA. Praia do Esp. Santo, Alunos
P.U.C. col. 27.IX.1969 (MRCN n.º 2802, 9 ex.); RS, Rio Guaíba,
PA. Lami, alunos P.U.C. col., 9 e 15.VIII.1969 (MRCN n.º 2803, 13
ex.); RS. Rio Guaíba, PA, Ipanema, alunos P.U.C. col., 26.1X.1969
(MRCN n.º 2804, 21 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Pedra Redonda, V.
Leite. Leonir e Ilza col., 5.VIT.1969 (MRCN n.º 2805. 7 ex.); RS. Rio
Guaíba, PA, Vila Assunção, Balneário da Ponta do Dionísio, Alunos
P.U.C., col., 12.VII.1969, (MRCN n.º 2806, 2 ex.); RS, Rio Guaíba,
PA, Vila Assunção, Veleiros do Sul Clube, Alunos P.U.C. col., 14.VI.
1969 (MRCN n.º 2807, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, Alunos
P.U.C. col. 28.IX.1969 (MRCN n.º 2808, 17 ex.); RS, Rio Guaíba,
PA, Guarujá, Lenira, Vera L., Vera T., Ilza e Rose col., 27.VIII.1969
iMRCN n.º 2809, 5 ex.): RS. Rio Guaíba, PA. Palneärio Guaruiá,
Alunos P.U.C. col. 23.IX.1969 (MRCN n.º 2810, 11. ex.); RS, Rio
Guaíba, PA, Assunção, Alunos P.U.C. col. 17.IX.1969 (MRCN n.º
2811, 6 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Tristeza, V. Leite, Leonir e Ilza col.,
5 VIZ.1969 (MRCN n.º 2812, 4 ex.); RS, Rio Guaíba. PA, Tristeza,
zatigo Iate Clube, Alunos P-U.C. col. 9.VIII.1969 (MRCN n.º 2813,
3 ex.); RS, Rio Guaíba PA, Belém Novo, Alunos P.U.C. col. 13.IX.
1969 (MRCN n.º 2814, 5 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Belém Novo, Praia
de Copacabana, Leonir, Lenira, Ilza e Vera col., 31.VIII.1969 (MRCN
n.º 2815, 8 ex.); RS, Rio Guaíba, PA. Serraria, Alunos P.U.C. col.
27. VIII. 1969 (MRCN n.º 2816, 4 ex.); RS, Rio Guaíba, PA Belém Novo,
Praia do Leblon, Leonir, Lenira, Ilza e Vera col., 3.IX. 1969 (MRCN n.º
2817, 3 ex.): RS, Rio Guaíba PA, Vila Conceição, V. Leite, Leonir e
Ilza col., 5.VII. 1969 (MRCN n.º 2818, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, PA,
Inanema. Vera Leite e Cia.. 16.VIII. 1969 (MRCN n.º 2819, 3 ex.): RS,
Rio Guaíba, PA, Tristeza, Alunos P.U.C. col., 20 IX.1969 (MRCN nº
2820, 9 ex.).
ANODONTITES (ANODONTITES) TRAPEZEUS (SPIX.1827)
Anodon- trapezeus SPIX, 1827:28
2 trapezeum SPIX,1827, est.20, fig.l
w
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 4
Anodon retundus SPIX,1827:28
E rotundum SPIX,1827, est. 20, fig. 2-4
Anodonta Spixii ORBIGNY,1835:35
2 trapezeum, ORBIGNY,1846:619
o rubicunda LEA,1860
Cailliaudii LEA,1860
a rubicunda, LEA ,1863:28, est.46, fig.299
x Cailliaudii, LEA,1863:31, est.45, fig.297
x Pazii LEA,1866
A Cailliaudii, LEA ,1867:24 (Index)
Ee rubicunda, LEA,1867:25 (Index)
ie Pazii, LEA,1867:63 (Index)
a Pazii, LEA,1869:34, est.36, fig. 87
a Pazii, LEA, 1869:8 (Index)
Dá rubicunda, LEA,1869:35
% rubicunda, LEA,1869:9 (Index)
Anodon Caillaudii, SOWERBY in REEVE,1867-70, est.12, fig. 38
Anodon rubicundus, SOWERBY in REEVE,1867-70, est.30, fig. 118
Margaron (Anodonta) rubicunda, LEA,1870:75,106,144
a (Anodonta) Pazii, LEA,1870:81,106,144
a (Anodonta) Cailliaudii, LEA,1870:81,105,140
E (Anodonta) Spixi, LEA,1870:82,106,145
Anodonta trapeziana SPIX (var. /rotundum), DOERING,1874:119
rubicunda, DOERING.1875:46
3 trapezea SPIX, KUSTER in MARTINI & CHEMNITZ,1876:7,
est.1, fig.3
jo rotunda SPIX, KUSTER in MARTINI & CHEMNITZ,1876:33,
est.8, fig.l
o Caillaudii LEA, CLESSIN in MARTINI & CHEMN., 1876:
105-106, est.32, fig.3-4
a rubicunda, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:106-107,
est.32, fig.5-6
” = - Pazii, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:139-140, est.43,
fig.3-4
u rotunda, IHERING.1890:142, est.9, fig.5
2 trapezea, IHERING.1890:145, est.9, fig.6
x trapezea var. Spixii, IHERING,1890:146
Glabaris trapezea, IHERING.1893:57
trapezia, IHERING,1893:114,118
e trapezea var. Spixii, IHERING,1893:57-58
NE trapezea var. caipira IHERING,1893:58
23 trapezea var. Sowerbyana IHERING.1893:58
rotunda, IHERING.1893:59,114,11.7,118
2 rubicunda, PILSBRY & RUSH,1896:81
= pazii, SIMPSON.1900:918
e rubicundus, SIMPSON,1900:918
Anodonta rubicunda, CORSI 1900:167
Glabaris trapezea, IHERING,1909:315
Glabaris trapezea WAGN., IHERING,1910:138
Anodontites trapezea, ORTMANN,1921a:598-601
Anodontites patagonica rubicunda, ORTMANN,1921a:616 (partim)
A. rotundus, MARSHALL, 1925:8
Anodontites (Anodontites) trapezeus, HAAS,1931:97
(Anodontites) trapezeus, HAAS, 1939: 276
2 “(Anodontites) -trapezeus, HAAS. 1949:308
” (Pachyanodon) patagonica rubicunda, MORRETES1949:27
as trapezeus, BARATTINI,1951:237-238
44 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
Anodontites trapezeus, BONETTO,1954:6,10,48
trapeseus, BONETTO; MACIEL & PIGNALBERI,1962:171
: trapezeus, BONETTO & EZCURRA,1962:24-27
2 (A.) Spixii, FIGUEIRAS,1965:251-252
o trapezeus, BONETTO & EZCURRA,1965a:197-204
7 trapezeus, OLAZARRI,1966:19,22,28
2 (Anodontites) trapezeus, ZILCH,1967:131
LOCALIDADES TIPICAS:
. trapezeus SPIX: Desconhecida (Rio Solimões, Amazonas)
. rotundus SPIX: Desconhecida (Estado São Paulo, Brasil)
. spixii ORB.: Desconhecida (Rio Paraná, Prov. de Corrientes,
Argentina)
. eaillaudii LEA: Desconhecida (Brasil)
. rubicunda LEA: Desconhecida (Rio Uruguai)
. pazii LEA: Desconhecida
Pppy »P>»
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, por LEA,1863:299
— Rio Uruguai, por SOWERBY in REEVE,1867-70, est.30, fig.
118
— Rio Uruguai, por LEA ,1870:106
— Rio Uruguai, por DOERING,1875:46
— Rio Uruguai, por CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:106-
107
— Rio Uruguai, Itaqui, RS; Rio Camaquã, RS; Rio Guaíba, Pe-
dras Brancas, RS; Rio Guaíba, Pörto Alegre, RS; Taquara
do Mundo Novo (atual Taquara) RS, por HAAS,1931:97
— Ric Uruguai; Rio Uruguai, Uruguaiana, RS; Rio Ibicuí e Ca-
cequi, RS, por MORRETES, 1949:27
— Sul do Brasil, por FIGUEIRAS, 1965:252
— Rio Uruguai, por OLAZARRI,1966:28
LOTE EXAMINADO:
Argentina, frente à cidade de Santa Fé, confluência da Lagoa Setubal
com o Rio Santa Fé, A. A. Bonetto leg. (MRCN n.º 360, 2 ex).
ANODONTITES (ANODONTITES) CRISPATUS
TENEBRICOSUS (LEA,1834)
Anodonta tenebricosa LEA,1834:78-79, est.12, fig.36
É tenebricosa, ORBIGNY,1835:39
E tenebricosa, LEA,1838:45
Margarita (Anodonta) tenebricosa, LEA,1838:140
Anodonta tenebricosa, ORBIGNY,1846:616
(Lamproscapha) tenebricosa, CHENU,1862:146, fig.720
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 45
* tenebricosa, LEA,1863:13
= tenebricosa, LEA,1867:25 (Index)
a tenebricosa, MARTENS,1868:200
a tenebricosa, LEA,1869:9 (Index)
Anodon tenbricosus, SOWERBY in REEVE,1867-70, est.31, fig.123
Margaron (Anodonta) tenebricosa, LEA,1870:83,106,145
Anodonta tenebricosa, DOERING,1874:119
Anodonta tenebricosa, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:164-165
est.54, fig.5-6; est.55, fig.3-4 (junior)
Mycetopus plicatus CLESSIN,1882:190,191, est.4, fig.7
Anodonta tenebricosa, CLESSIN,1888:171
Myeetopus plicatus CLESSIN,1888:171
Mycetopus plicatus, FISCHER,1890:8
Glabaris tenebricosus, IHERING,1893:61-62,114,117,119
Glabaris tenebricosus, SIMPSON,1900:930
? Anodonta tenebricosta, CORSI.1900:169-170, fig.38
Anodontites tenebricosa, ORTMANN,1921a: 592- 594
tenebricosus, MARSHALL, 1925:3,4,11,13; est.3, fig.l
tenebricosa, MARSHALL, 1931: 8, 9, 12
a (Anodontites) tenebricosus, HAAS,1931:88,94
gi tenebricosus, MODELL,1942, trad.,1964:10 (Grupo)
e tenebricosus, CARCELLES,1942:93-94
2 (Styganodon) tenebricosa, MORRETES,1949:25
a tenebricosus, BARATTINI,1951:236
o (Anodontites) tenebricosa, BUCKUP & BUCKUP,1957:1i
Pe tenebricosa, BONETTO,1961.:266
a tenebricosus, PARODIZ & BONETTO,1963:190
o (Stiganodon) tenebricosa, ZANARDINI,1965:6-9, est.p.5
a tenebricosus, SCHADE,1965:220
x (Anodontites) tenebricosus, FIGUEIRAS,1965:248
= erispatus tenebricosus, BONETTO & EZCURRA,1965a:199-
200
E crispatus tenebricosus, FIGUEIRAS,1965a:297
5 crispatus tenebricosus, OLAZARRI,1966:19,22,28-29
E crispata tenebricosa, BONETTO & DRAGO,1966:122
?
LOCALIDADE TÍPICA:
A. tenebricosa LEA: Desconhecida (Rio Paraná)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Guaíba em Pórto Alegre; Bacia do Jacuí, por MARTENS,
1868.200,211
— “Auswurf des Guahyba”, por CLESSIN,1888:171
— Brasil meridional, Rio Uruguai, por FIGUEIRAS,1965:248
— Rio Uruguai... por BONETTO & EZCURRA,19652:199
— Comum nos cursos fluviais de La Plata e Uruguai por: FI.
GUEIRAS, 1965a:297
— Rio Uruguai e afluentes até Rio Grande do Sul por OLA.
ZARRI, 1966:28
— Rio Uruguai, por BONETTO & DRAGO,1966:122
46 MANSUR, M. c. D. — Lista dos Moluscos Biv: alves das Familias Sr
LOTES EXAMINADOS:
Uruguai, Paisandú, Arroio Sacra, Ex Coleção Eliseu Duarte. (MRCN:
n.º 148, 1 ex);
Rio Pelotas confluência com Rio das Contas (nascente do Rio Uruguai)
Cítio Arqueológico n.º 1724, E. T. Miller vol., (MRCN n.º 2707, 2 ex.);
RS, próximo a Alegrete, Rio Ibirapuitaã, Passo dos Boião, C. V. Ribeiro:
cols 1.97.2190 E AMER ENE In 23 6097 es)
ANODONTITES (ANODONTITES) CRISPATUS
SOLENIFORMIS (ORBIGNY,1835)
Anodonta soleniformis ORBIGNY,1835:41
Anodonta soleniformis ORBIGNY,1846:617-618, est.74, fig.1-3
Margarita (Anodonta) soleniformis, LEA,1838:140
Anodonta soleniformis, LEA,1852:49
Anodon solenidea SOWERBY in REEVE,1867-70, est.18, fig.65
Margaron (Anodonta) soleniformis, LEA,1870:83,106,145
Anodonta soleniformis, DOERING,1874:119
Anodonta solenoidea, CLESSIN,1888:171
Glabaris soleniformis, IHERING, 1893:59-60,118
soleniformis var. Apae IHERING,1893:60,119
a soleniformis var. solenidea, IHERING, 1893: 60,115
gs Nehringi IHERING, 1893:60-61,114,117
E soleniformis, SIMPSON,1900:930
7 Nehringi, IHERING,1909:315
% soleniformis var. solenidea, IHERING,1909:314
2 soleniformis, IHERING,1910:138
% nehringi, IHERING,1910:139
Anodontites (Anodontites) soleniformis, HAAS,1931:93-94
soleniformis, MARSHAL, 1931: 12
% soleniformis, SCHADE,1965:221
A: crispatus soleniformis, BONETTO & EZCURRA,1965a:199
A (Anodontites) soleniformis, ZILCH,1967:131.
LOCALIDADE TÍPICA:
Iribucua, Rio Paraná, acima de Corrientes e Rio Batel — OR-
BIGNY,1846:618
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— “Auswurf des Guahyba”, por CLESSIN,1888:171
— Rio Sta. Maria RS, por IHERING,1893:60-61,117
— Rio Sta. Maria, Taquara do Mundo Novo, RS (atual Taquara)
por HAAS,1931:93
ANODONTITES (ANODONTITES) CLESSINI
(FISCHER,1890)
Glabaris clessini FISCHER, SIMPSON,1900:930
Anodontites clessini, SIMPSON,1914
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 47
Anodontites clessini, ORTMANN,1921a:594 (partim) est.41, fig.4; est.42.
fig.1-2; est.47, fig.4
clessini, MORRETES,1943:124
Ê (Styganodon) clessini, MORRETES,1949:25
LR)
LOCALIDADE TÍPICA: Desconhecida.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Sul do Brasil, na direção sul para Argentina, por SIMPSON,
1900:930
— Rio Sta. Maria RS, tributário do Ibicuí e Uruguai; Rio Va-
cai-Mirim (atual Vacacai Mirim) Santa Maria da Boca do
Monte RS, por ORTMANN,1921a:594
— Sta. Maria RS; Rio Vacai Mirim, Sta. Maria da Boca do
Monte RS, por MORRETES,1943:124
E Sta: Maria RS: Rio Vacai Mirim, Sta: Maria da Boca do
Monte RS, por MORRETES,1949:25
LOTE EXAMINADO:
RS, Rio Santa Maria, Município de Taquara, L. Ely col., 11.X.1969,
(MRCN n.º 2614, 12 ex. 15 val.) Obs. Exemplares iguais sa figuras de
ORTMANN,1921a:594.
ANODONTITES (ANODONTITES) FELIX (PILSBRY,1896)
Glabaris latomarginatus var. felix PILSBRY,1896:563, est.26, fig.8
Glabaris latomarginatus var. felix, PILSBRY & RUSH,1896:81
Anodonta latomarginata var. felix, CORSI,1900:167
Glabaris patagonicus var felix, SIMPSON,1900:917
Anodontites patagonicus var. felix, SIMPSON, 1914
felix, BARATTINI,1951:237
E felix, BONETTO, 1961: 267
+ felix, PARODIZ & BONETTO,1963:103
2: felix, SCHADE, 1965:225
Kr (A.) felix, FIGUEIRAS,1965:249
lê felix, BONETTO & EZCURRA,1965a:199-201
io felix, OLAZARRI,1966:19,22,29
LOCALIDADE TÍPICA: Colonia, Uruguay.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, por BONETTO,1961:267
— Rio Uruguai e afluentes pelo menos até o Dpto. de Artigas e
seus afluentes na zona, pelo qual é muito provável sua pre.
senca nos rios e arroios do RS, por OLAZARRI,1966:29
48 MANSUR : M. c D. — Lista dos Moluscos Biv alves das Famílias ...
ANODONTITES (ANODONTITES) LUCIDUS (ORBIGNY,1835)
Anodonta lucida ORBIGNY,1835:40
Anodonta lucida, ORBIGNY, 1846:620, est.79, fig.4-6
Margaron (Anodonta) lucida, LEA,1870:82,106,143
Anodonta lucida, DOERING,1874:119
Glabaris lucida, IHERING,1893:118,121
Glabaris lucidus, PILSBRY & RUSH,1896:81
Glabaris lucidus, SIMPSON,1900:921
Anodonta lucida, CORSI,1900:167
Anodontites (Anodontites) lucidus, HAAS,1931:90
2 lucidus, BARATTINI,1951:236
E lucidus, BONETTO,1961:266,267
E lucidus, BONETTO & EZCURRA,1965a:199,201
2. (A.) lucidus, FIGUEIRAS,1965:225,249-250
= lueidus, OLAZARRI,1966:29
e lucidus, KLAPPENBACH,1967:43
LOCALIDADE TÍPICA: Rio Canelon Grande, Uruguai.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Taquara do Mundo Novo (atual Taquara); Rio Camaquã RS;
Rio Guaíba RS; por HAAS,1931:90
— Rio Uruguai, por BONETTO ‚1961:267
— Afluentes do Rio Uruguai, por FIGUEIRAS,1965:250 OBS:
Seg. FIGUEIRAS é uma espécie típica do Uruguai e não se
encontra em nenhuma outra bacia fluvial.
OBS: Segundo OLAZARRI,1966: A. lucidus é semelhante a A. felix.
Diz também que os desenhos de ORBIGNY não estão fiéis.
Segundo BONETTO & EZCURRA,1965a:201 existem muitas se-
melhancas de A. felix com A. lucidus
Subfamília: MYCETOPODINAE Adams & Adams,1858
Gênero Mycetopoda Orbigny,1835
MYCETOPODA LEGUMEN (MARTENS,1888)
Anodonta legumen MARTENS,1888:65
Mycetopus legumen, IHERING,1890:132-133
Mycetopus legumen, IHERING,1893:57,118
Mycetopoda legumen, IHERING,1910:117-120,123
Mycetopoda legumen, DOELLO JURADO, 1915: 585-591
siliquosa, ORTMANN,1921a: 633 (partim)
E legumen, IHERING, 1923:537
= legumen, DOELLO JURADO,1923:530-532, est. 3
E felipponei MARSHALL, 1928:4 ou 5, est.l, fig.2; est.3, fig.
153:
X legumen, HAAS,1931:103
IHERINGIA — Zoolcsia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 49
e legumen, MORRETES,1949:29
2 legumen, BARATTINI,1951:234
® legumen, BUCKUP & BUCKUP,1957:12
“ legumen, BONETTO,1962:174,175,178,180-181
A legumen, FIGUEIRAS,1965:242-244
= felipponei, FIGUEIRAS,1965:243-244
> legumen, OLAZARRI,1966:19,22,30
LOCALIDADE TÍPICA: Desconhecida (Rio Grande do Sul)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Grande do Sul, por IHERING,1890:132-133
— Ric Grande do Sul, em São Leopoldo e Rio Camaquã, por
IHERING, 1910:120
— Rio Grande do Sul, no Rio Camaquã, Rio Guaíba em Pórto
Alegre e Rio dos Sinos em São Leopoldo, por IHERING,1923:
DD
— Rio Uruguai, Itaqui RS; São Leopoldo RS; Banhados de São
| Leopoldo RS; Rio Camaquã RS, Brasil por HAAS,1931:103
— Rio Camaquã, RS, por MORRETES,1949:29
=—— Viamão RS, por BUCKUP & BUCKUP,1957:12
— Rio Uruguai e rios da pendente atläntica do sul do Brasil e da
Rep. Oriental do Uruguai, por BONETTO,1962:181
— Rios da pendente atlântica do Brasil meridional e Uruguai,
por FIGUEIRAS,1965:244
— Bacia da Lagoa Mirim (M. felipponei MARSH.,1928, forma
mais estreita e mais oblíqua) por FIGUEIRAS,1965:244
— Rios da pendente atlântica do Uruguai e Rio Grande do Sul,
por OLAZARRI,1966:30
LOTES EXAMINADOS:
RS, Viamão, L. & E. H. Buckup col., 21..IV.1956 (MRCN n.º 306, 1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, T. Lema col., 22.X1960 (MRCN n.º 371,
2 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, N. Mansur col. 31.VII. 1968 (MRCN n.º
2553, 1 ex.).
Subfamilia MONOCONDYLAEINAE Modell,1942
Genero Monocondylaea ORBIGNY,1835
MONOCONDYLAEA PARAGUAYANA ORBIGNY,1835
Monocondylaea Paraguayana ORBIGNY,1835:37
Margarita (Margaritana) Paraguayana, LEA,1838:135,149
Monocondylaea Paraguayana, ORBIGNY, 1843:612, est.70, fig.5-7
Unio Paraguayana, SOWERBY in REEVE,1864-68, est.52, fig.273
50 MANSUR, M. C. D. — "jorstandos Moluscos Bivalves das Famílias ER
Monocondylea Paraguayana, MARTENS,1868:211
Monocondylaea Paraguayana, LEA,1869:34; Index:9
Monocondylaea Paraguavana, LEA,1870:xxvi
Margaron (Monocondylaea) Paraguayana, LEA ,1870:73,104,139
Monocondylaea paraguavana, DOERING,1874:119
Monocondylaea Paraguayana, CLESSIN in MART. & CHEMN.,
245-246, est.78, fig.1-2
Aplodon paraguayanus, IHERING,1893:118
Monocondylaea paraguavana, SIMPSON,1900:911 (Partim)
orbignyana DOELLO JURADO, 1917:260-262
E paraguavana, DOELLO JURADO, 1917:260-262
Ro paraguavana, ORTMANN 19212:573,577-579
1876:
Ee: orbignyana, DOELLO JURADO,1923:533, est.5, fig.1-6
é paraguay ana, DOELLO JURADO, 1923: 533
% |, MARSHALL,1925:2
é » paraguayana, HAAS,1931:45
e 2? |, THIELE,1931-35:841
a q , MODELL 1942 trad.1964:9
ii % ‚ MORRETES,1949:24
orbignyi, BONETTO & COL.,1950:56-57
= paraguayana, BONETTO & COL.,1950:56
2 a |. BARATTINI 1951:235
fá ” paraguayana, BONETTO,1954:6,10,48
o á BONETTO,1955:8
Si ER BONETTO & EZCURRA,1962:24-27
“ x , PARODIZ & BONETTO,1963:206
BONETTO & EZCURRA,1963:20-21, fig2
DUARTE,1964:159
BONETTO & EZCURRA,1965:65
FIGUEIRAS,1965:244
BONETTO,1966:8,9, fig.l
OLAZARRI,1966:19,22,30-31
A e paraguayana, ZILCH,1967:130
RN Rojo Er
LOCALIDADE TÍPICA: Rio Paraná, próximo a Itaty e Rio Batel
(Província Corrientes) Argentina.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS, por ORTMANN,1921a:577
— Rio Uruguai, Itaqui, RS; Rio dos Sinos, São Leopoldo, RS,
por HAAS,1931:45
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS, por MORRETES,1949.24
— Rio Uruguai e cutros rios da R. O. Uruguai, por BARATTI-
NT.1951.235
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS, por FIGUEIRAS,1965:244
LOTE EXAMINADO:
Argentina, Ric Colastine, Santa Fé, A, Bonetto col., 30.VI.1960, MRCN
NºS MAS es
AHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 51
MONOCONDYLAEA MINUANA ORBIGNY, 1835
Monocondylaea Minuana ORBIGNY,1835:37-38
Margarita (Margaritana) Minuana LEA,1838:136,149
Monocondylaea Minuana, ORBIGNY,1846:612-613, est.70, fig.8-10
Unio Minuanus, SOWERBY in REEVE,1864-68, est.91, fig.497
Monocondylea Minuana, MARTENS,1868:211
Monocondylaea Pazii LEA,1866, LEA,1869:33-34, est.36, fig.88 (*)
Monocondylaea Pazii, LEA,1867:63 Index
Monocondylaea Pazii, LEA,1869:8 Index
Monocondylaea Pazii, LEA,1870:73,104,139
Margaron (Monocondylaea) Minuana, LEA,1870:73,104,139
Monocondylaea minuana, DOERING,1874:119
Monocondylaea minuana, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:247, est.
O RT SS
Monocondylaea Pazii, CLESSIN in MART, & CHEMN., 1876:251, est.79,
fig.6-7
Aplodon Pazii, IHERING,1891:7
Monocondvlaea Pazii, PILSBRY & RUSH,1896:81
a paraguayana ORB., SIMPSON,1900:911 (partim)
e Pazii, CORSI,1900:164
E minuana, CORSI,1900:164
di minuana, ORTMANN,1921a:573,579-582, est.48, fig.7
paraguayana paraguayana, HAAS,1931:44-45 (partim)
a minuana, HAAS,1931:48(87)
My 2 , MORRETES,1949:24
2 E , BARATTINI,1951:235
R u , BONETTO,1961:267
E 2 ‚ DUARTE,1964:160
a e , FIGUEIRAS,1965:225,245
e paraguayana, FIGUEIRAS,1965:244 (partim)
e minuana, BONETTO,1966:6-11, fig.2
iR a , BONETTO & DRAGO,1966:121,123
a y , OLAZARRI,1966:19,22,31
a o ACE 96 MO
7 Monccondylaea minuana parchappi, ORTMANN,1921a:582-583 (par-
tim)
? Monocondylaea pazi, BONETTO & COL., 1950:55-58
LOCALIDADE TÍPICA: M.minuana ORB.: Rio Canelon Grande
e Rio Rosario — Rep. Oriental do Uru-
guai.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS; Rio Jacuí, Cachoeira RS;
Bacia do Guaiba, RS, por ORTMANN,1921a:579
— Rio Camaquã, RS; Lagoa da Volta (Lagoa costeira do RS)
por HAAS, 1931:48
(*) Colocamos M .Pazii LEA na sinonimia de M.minuana ORB., porque a figura de
LEA,1969, est.70, fig.8-10, está de acördo com a redescrição de M. minuana
no trabalho de BONETTO,1966. O sulco mediano está muito bem represen-
tado. BONETTO mesmo diz que através de exame do material original de
P. Paz, constatou ser M. pazii uma forma algo obesa e de moderada altura de
M. minuana ORB.
52 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS; Rio Jacuí, Cachoeira RS, por
MORRETES,1949:24
— Elemento característico da bacia do Uruguai, por BONETTO,
1961:267
— Rio Uruguai (não parece encontrar-se na bacia da Lagoa
Mirim e cursos da costa atlântica); espécie característica do
Uruguai, que não tem representação em outras bacias, por
FIGUEIRAS,1965:245
— Rio Guaiba, RS, por BONETTO,1966:123
— Rio Uruguai e rios da pendente atlântica da Rep. O Uruguai
e do Sul do Brasil pelo menos até a Lagoa dos Patos, por
BONETTO, 1966:9
— Rio Uruguai e afluentes pelo menos até Artigas e rio da
pendente atlântica do Sul do Brasil pelo menos até a Lagoa
dos Patos, por OLAZARRI,1966:31.
LOTES EXAMINADOS:
RS, Rio Guaíba, Ilha do Pavão, L. Buckup col., I. 1956 (MRCN n.º 134,
1 ex.);
RS, Viamão, L. Buckup: col..21.1V.1956 (MRCN':n.º 307,3 va):
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, N. & M.C Mansur col. 2.II.1966
(MRCN n.º 1809, 1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, J.W .Thomé & T.Lema col. 22. X.1960
(MRCN n.º 1854, 1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, M.C.Mansur col. 5.VIII.1968 (MRCN
n.º 2376, 1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, I. Veitenheimer col., 4.XII.1969 (MRCN
nO 027 alex:
RS, Rio Guaíba, PA, Esp. Santo, I. Veitenheimer col., 11.X1II.1969
(MRCN n.º 2716, 1 ex.);
RS, Rio Guaíba, G, Alegria, E. Rostidola col. 2.1.1970 (MRCN n.º 2744,
1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Tristeza, Jangadeiros, Alunos P.U.C. col,
27.IX.1969, (MRCN n.º 2793, 4 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Iate Clube Guaíba, Alunos P.U.C. col. 5 .IX.1969
(MRCN n.º 2794, 1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, Alunos P.U.C. col. 3.IX.1969 (MRCN
n.2 2495. Quex o):
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, Alunos P.U.C. col., 27.IX.1969 (MRCN
n.º 2796, 5 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, Alunos P.U.C. col. 30.IX.1969 (MRCN
n.º 2797, 7 ex.);
RS, Rio Guaíba. PA, Espírito Santo, Alunos P.U.C. col., 27.IX.1969
(MRCN n.º 2798. 7 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, Alunos P.U.C. col. 23.IX.1969 (MRCN
n.º 2799, 5 ex.).
MONOCONDYLAEA PARCHAPPII ORBIGNY,1835
Monoeondylaea Parchappii ORBIGNY,1835:38
Margarita (Margaritana) Parchappii, LEA,1838:136,149
IHERINGIA — - Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
A
qr
Monocondylaea Parchappii, ORBIGNY,1846:613, est.68, fig.1-3
Monocendylea Parchappii, MARTENS,1868:211
Monosondylaea Parchappii, LEA,1869:34, Index:9
Margaron (Monocondyvlaea) Parchappii, LEA,1870:73,104,139
Monoeondylaea Parchappi, DOERING,1874:119
Menocondylaea Parchappii, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:247-
248, est.78, fig.6-7
Aplodon Parchappi, IHERING.1893:118
Monocondylaea parchappii, SIMPSON,1900:911
minuana parchappi, ORTMANN ,1921a:573,582-583 (Par-
tim)
A minuana, HAAS,1931:48 (partim)
Sá parchappi, MORRETES,1949:25
E parchappii, BONETTO & COL., 1950:55-56
x parchappii, BONETTO,1966:11
parchappii, ZILCH,1967:130
LOCALIDADE TÍPICA: Margem do Rio Paraná, nas proximi-
dades de Itaty, Prov. Corrientes, Ar-
gentina.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Jacul, Cachoeira, Rio Grande do Sul, por ORTMANN 1921a:
582
Rio Jacuí, Cachoeira, RS, por MORRETES,1949:25
MONOCONDYLAEA CORRIENTESENSIS ORBIGNY,1835
Monocondylaea Corrientesensis ORBIGNY,1835:38
Margarita (Margaritana) Corrientesensis, LEA,1838:136-148
Monocondylaea Corrientesensis, ORBIGNY,1846:613-614, est.78, fig. 8-10
Monocondylaea lentiformis LEA,1866, LEA,1867:63 (Index)
Unio Corrientesensis, SOWERBY in REEVE,1864-68, est.93, fig.509
Monocondvlea Corrientesiana, MARTENS,1868:211
Monocondyiaea lentiformis, LEA,1869:32, est.36, fig.86
Monoconäylaea lentiformis, LEA,1869:8 (Index)
Margaron (Monocondylaea) Corrientesensis, LEA,1870:73,104,139
Margaron (Monocondylaea) lentiformis, LEA,1870:72,104,139
Monocondylaea corrientina, DOERING,1874: 119
corrientesensis, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:
246, est.78, fig.3- 4
% lentiformis, CLESSIN in MART. & CHEMN., 1876:250,
est. 79, fig.4-5
Aplodon lentiformis, IHERING,1893:67,69,114,117
Aploden corrientensis, IHERING.1893:118
Monocondylaea lentiformis, PILSBRY & RUSH,1896:81
corrientesensis, SIMPSON,1900: 812
ei lentiformis, SIMPSON, 1900: 812-813
AR lentiformis, CORSI,1900:164
A corrientesensis, DOELLO JURADO,1917:260-262
e lentiformis, ORTMANN,1921a:573-576, est.47, fig.3
2 corrientesensis, DOELLO JURADO,1923:533
54 MANSUR, M. C. D. — Lista des Moluscos Biv: alves das Familias ...
2? felipponei MARSHALL,1922:8 est.1, fig.2,13; est.2, fig
4,11; est.3, fig.7
Ra felipponei, MARSHALL ,1925:1,6,13
a lentiformis lentiformis, HAAS,1931:47
A paraguayana paraguayana, HAAS,1931:44-45 (partim)
; lentiformis, MORRETES, 1949: 24
E a ; BARATTINI, 1951:235
aê F , BONETTO 1961:266
% E FIGUEIRAS,1965:225,245
a corrientesensis, BONETTO,1966:10-11, fig.3
% , OLAZARRI,1966:19,22,31-32
2 7 , BONETTO & DRAGO,1966:122
a e , ZILCH,1967:130
LOCALIDADE TÍPICA: Rio Corrientes, Prov. Corrientes, Argen-
tina
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS; Rio Cacequi, Cacequi RS (Tri.
butário do Ibicuí, ao Uruguai); Rio Jacuí, Cachoeira, RS (tri-
butário do Guaiba); por ORTMANN,1921a:573-574
-— Rio Uruguai, por HAAS,1931:47
— Rio Uruguai, por BONETTO,1961:266
— Rio Uruguai e afluentes, parece faltar na bacia da Lagoa
Mirim e nos cursos da costa atlântica (da R. O. Uruguai) por
FIGUEIRAS, 1965:245
— Rios costeiros do sul do Brasil e Rio Uruguai, por BONETTO,
1966:10-11
— Rio Uruguai, por OLAZARRI,1966:32
Gênero Fossula LEA,1870:72
FOSSULA FOSSICULIFERA FOSSICULIFERA
(ORBIGNY,1835)
Monocondylaea fossiculifera ORBIGNY,1835:38-39
Margarita (Margaritana) fossiculifera, LEA,1838:136:148 (Synop.)
Monocondylaea fossiculifera, ORBIGNY.1846:614-6]5, est.80, fig.5-7
Unio fossiculiferus, SOWERBY in REEVE,1864-68, est.96, fig.521 c.
texto.
Monocondylea fossiculifera, MARTENS,1868:211
Margaron (Monocondylaea) fossiculifera, LEA,1870:73,104,139
Fossula fossiculifera, LEA,1870:72-73
Monocondylaea fossiculifera, DOERING,1874:119
Monocondylaea fossiculifera, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:249-
250, est.79, fig.1-2
THERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
nn
a
Monoecondylaea fasciculifera, IHERING,1891:9
Fossula fossiculifera, IHERING,1893:59,64-67,114-118
da ” ‚ SIMPSON,1900:914
o da , IHERING,1910:115-116
a 2 , IHERING,1915:14
E a ‚ ORTMANN,1921a:571-572, est.48, fig.6
au . , MARSHALL,1925:8,13
Fossicula fossiculifera, MARSHALL,1925:7-8
Fossula fossiculifera fossieulifera, HAAS,1931:49
2 2 , THIELE,1931/35:841
& 22 , MORRETES,1949:24
e 2 , BONETTO,1961:264,267
2 di ‚ PARODIZ & BONETTO,1963:206
2 o fossiculifera, OLAZARRI,1964:150-155
22 = ‚ FIGUEIRAS,1965:225,245-247
Tá 4 , BONETTO,1966:7-9
% N ‚BONETTO & DRAGO,1966:122
22 a fossiculifera, ZILCH,1967:129
LOCALIDADE TÍPICA: Iribucua, acima de Corrientes no Rio
Paraná,província de Corrientes, Rep.
Argentina.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— “Rio Cuareim”, “Depto. Artigas, R. O. Uruguai, frente a lo-
calidad brasilena de Quarai”, por OLAZARRI,1964:150-151
— “Rio Cuareim” Bacia do rio Uruguai por FIGUEIRAS,1965:
246
— Quarai, afluente do Uruguai (assinalado por:OLAZARRI)
por BONETTO & DRAGO,1966:122
OBS.: Gênero Fossicula de MARSHALL,1925 é um êrro.
Subfamília LEILINAE Morretes,1949
Gênero Leila GRAY,1840
LEILA BLAINVILLEANA (LEA,1834)
Anodonta Blainvillana LEA,1834:77, est.12, fig. 35
Columba Blainvilliana LEA,1834:78,
Margarita (Anodonta) Blainvilliana, LEA ,1838:139,149
Columba Blainvilliana, LEA,1838:139
Leila biainviliana, HUPÉ in CASTELNAU,1857:91
Leila blainvilleana, CHENU,1862:148, fig.730
Anodonta Blainvilliana, LEA ,1863:13
Anodonta Blainvilliana, LEA ,1867:24 (Index)
Leila Castelnaudii, MARTENS,1868:211
56 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
Leila Blainvilleana, SOWERBY in REEVE,1867/70, est.2, fig.3
Anodon Blainvilleana, SOWERBY in REEVE,1867/70, est.4, fig.12 (*)
Margaron (Columba) Blainv’lliana, LEA,1870: xxvi,86,107,146
Columba Blainvilliana, CLESSIN in MART. & CHEMN.,1876:253-254,
est.86, fig.1-2.
Blainvilleana, IHERING,1890:137,139,148
Blainvilleana, var. riograndensis IHERING,1890:139
Blainvilleana var. riogrand. IHERING,1890:141,142
Leila Blainvilleana, IHERING,1893:118,119,121
Leila blainvilleana, SIMPSON,1900:915
Leila blainvilleana, IHERING,1904:154-157
L. blainvilleana, ORTMANN,1921a:638
Leila blainvilleana, MARSHALL,1925:8
A ” , HAAS,1931:102
2 2 riograndensis, MORRETES,1949:28
a = |, BARATTINI,1951:243
= Ra BONETTO,1954:7,9,10 e p. 48 (L.brainvilleana)
2 riograndensis, BUCKUP & BUCKUP,1957:12
BONETTO & EZCURRA,1962:25,27
BONETTO,1963:11-16
PARONTZ & BONETTO.1963:206
a a , FIGUEIRAS,1965:252-253
& fe , BONETTO & EZCURRA,1965a:204
e a |, OLAZARRI,1966:19,22,32, fig.4
ER)
SRS ER Ro SAO)
LOCALIDADE TÍPICA: Desconhecida (La Plata, Chili?)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Jacuí, por MARTENS,1868:211
RS, Rio Guaiba, por IHERING,1890:138,141-142
RS, (Falta no Rio Uruguai) por IHERING,1904:157
Rio Guaiba, RS, por HAAS,1931:102
Rio Guaíba, RS, por MORRETES,1949:28
Rio Guaíba, Itapoan (Itapoã), Mun. Viamão RS por BUCKUP &
BUCKUP 19512
Rio Uruguai; Rio Uruguai e afluentes na R. O. Uruguai, por FI-
GUEIRAS,1965:253
Rio Uruguai e afluentes no Uruguai e Rio Grande do Sul, Brasil,
por OLAZARRI,1966:32
Superfamília UNIONACEA Parodiz & Bonetto,1963
Família HYRIIDAE Fleming,1828
Subfamília HYRIINAE Swainson,1840
Tribo CASTALIINI Parodiz & Bonetto,1963
Gênero Castalia LAMARCK,1819
(*) É A. trapesialis segundo SIMPSON,1900.
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 Sl
CASTALIA AMBIGUA INFLATA ORBIGNY,1835
Castalia inflata ORBIGNY\Y,1835:43
Margarita (Unio) ambiguus LAMARCK, LEA,1838:122 (partim)
Castalia ambigua LAMARCK, ORBIGNY,1846:598,704 (partim)
Castalia inflata, ORBIGNY,1846, est.72, fig.4-6
Castalia ambigua, MARTENS,1868:212
Margaron (Prisodon) truncatus SCHUMACHER, LEA,1870:27,109 (par
tim)
Tê ambigua, DOERING,1874:118
2 ambigua var. inflata, IHERING,1893:88-89,118
x inflata, IHERING,1893:89
a ambigua, CORSI,1900:172
Tetraplodon ambiguus (LAM) SOW., SIMPSON,1900:863-864
(partim) (*)
Tetraplodon inflatus, IHERING,1910:126,129-130
Tetraplodon inflatus, IHERING,1915:12
Castalia inflata, ORTMANN,1921a:558
” , HAAS,1931:39
” |. MORRETES,1943:121-122
” —, MORRETES,1949:22
quadrilatera inflata ORB., MODELL,1950:139 (partim)
inflata, BARATTINI,1951:235
” — , BONETTO,1954:6,9,10,48
” —, BONETTO,1961b:3-9
? |, BONETTO; MACIEL & PIGNALBERI,1962:170-173
” |, BONETTO & EZCURRA,1962:24,25,27
, PARODIZ & BONETTO,1963:204
2 |, SCHADE,1965:221
, FIGUEIRAS,1965:227-228
ambigua inflata, BONETTO,1965a:190-193
ambigua inflata, FIGUEIRAS,1965a:296
ambigua inflata, OLAZARRI,1966:18,21,22
ambigua, ZILCH,1967:127
LOCALIDADE TÍPICA: Desconhecida (Rio Paraná, Prov. Cor-
rientes, Argentina.)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
(*)
Rio Uruguai, por DOERING,1874:118
Brasil e rios ao norte da R. O. Uruguai, por CORSI,1900:172-
173
Departamentos do litoral correspondentes ao Rio Uruguai
por BARATTINI,1951:235
Rio Uruguai, afluentes acima de Uruguaiana, RS, por BO.
NETTO, 1961b:3
Rio Uruguai, por FIGUEIRAS,1965:227
Grande parte do Rio Uruguai, por BONETTO,1965a:192-193
Grande parte do Rio Uruguai, por FIGUEIRAS,1965a:296
Grande parte do Rio Uruguai, por OLAZARRI 1966:22-23
Castalia ambigua: LAMARCK; non SOWERBY.
58 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
LOTES EXAMINADOS:
Argentina, Confluência da Laguna Setubal com o Rio Santa Fé, Santa
Fé, A. Bonetto leg. e col., (MRCN n.º 126, 12 ex.)
“Argentina, Ciudad de Santa Fé, Lago del Parque Sud (Belgrano). A
Bonetto leg. e col., (MRCN n.º 128, 9 ex.)
CASTALIA PSAMMOICA (ORBIGNY,1835)
Unio psammoica ORBIGNY,1835:35
Ei , LEA ,1838: 151
2 R 2 ORBIGNY, 1846:608-609, est.71, fig.4-7
sê , HUPE in CASTELNAU, 1857:83
2 psammoicus, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.93, fig.507
Margaron (Unio) psammoicus, LEA,1870:30,103,129
Unio psammoicus, DOERING,1874:118
Castalina psammoica, IHERING,1891:4
N. Psammoicus, IHERING,1891a:143
Castalina psammoica, IHERING. 1893:46,79-81,84,118,119
‚ SIMPSON,1900: 866
o & | ORTMANN, 1921a:462,551-552
a x i HAAS,1931:42
a Se ‚ MORRETES,1949:21
Castalia quadrilatera inflata ORB., MODELL,1950:139 (partim)
Castalina psammoica, BONETTO & COL. 1950: 21,56-58
, BARATTINI, 1951: 236 ‚290
; BONETTO,1954: 6,9, 10, 48
e = ; BONETTO,1961b:3-9
É , BONETTO; MACIEL & PIGNALBERI,1962:172-
173
Th E , BONETTO & EZCURRA,1962:24,25,27
2 E , PARODIZ & BONETTO,1963:200
2 di , FIGUEIRAS,1965:228
e psamoica, BONETTO & EZCURRA,1965:58
vi psammoica, BONETTO & EZCURRA,1965:61
Castalia psammoica, BONETTO,1965a:187,188, 191, 194
e - FIGUEIRAS, 1965a: 296
pa ia , OLAZARRI, 1966: 18,21,23
LOCALIDADE TÍPICA: Rio Paraná, próximo a Itaty, logo acima
de Corrientes (Prov. Corrientes) Argen-
tina.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS, por ORTMANN,1921a:552
— ‚ Uruguaiana, RS, por MORRETES,1949:21
— Afluentes do Rio Uruguai, por BARATTINI,1951:236
— Rio Uruguai até o paralelo 29º, por BONETTO, 1961b:3
— 7 Uruguaiana, RS, por FIGUEIRAS, 1965:228
— ? E , até o paralelo 29º, por FIGUEIRAS, 1965:228
—” E médio inferior, por BONETTO,1965a:194
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 59
— ” é médio inferior, por FIGUEIRAS,1965a:296
— )” x ‚ por OLAZARRI,1966:21
CASTALIA UNDOSA MARTENSI (IHERING,1891)
Castalia ambigua LAMARCK,CLESSIN,1888:171 (*)
Castalina Martensi IHERING,1891:4
Martensii, IHERING, 1891a:143
= Martensi, IHERING, 1893:46,81-84, est.3, fig. 5
da Martensi, CORSI,1900:173
pe martensi, SIMPSON, 1900:865
2 E ORTMANN, 1921a:462,551
“ o , HAAS,1931:41
2 2 Y THIELE,1931/35:839
, MORRETES,1949:21
22 3 , PARODIZ & BONETTO,1963:204
j , FIGUEIRAS,1965:228-229
Castalia undosa martensi, BONETTO,1965a:188,191,194
Castalia undosa martensi, FIGUEIRAS,1965a:296
LOCALIDADE TÍPICA: Rio Camaquã (tributário da Lagoa dos
Patos) Rio Grande do Sul
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Taguara (atual Taquara), RS, por CLESSIN 1888:171
— Rio Camaqua, RS, por IHERING,1891:4
— Rio Camaquã, RS, por IHERING,1891a:143
— Rio Camaqua, RS, por IHERING,1893:81
— Sul do Brasil, por SIMPSON 1900:865
— Rio Camaqua, RS; Rio Jacuí, Cachoeira (atual Cachoeira do
Sul) RS por ORTMANN,1921a:551
— Idem, por MORRETES,1949:21
— Sul do Brasil. Rio Camaquã, RS; Rio Jacuí, RS; Rios da
"bacia do Uruguai, ao norte (Alto Uruguai) por FIGUEIRAS,
1965:229
— Ricos da pendente atlântica do Sul do Be por BONETTO,
1965a:194
— Idem, por FIGUEIRAS,1965a:296
LOTES EXAMINADOS:
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, T. Lema col., 12.XII.1953 (MRCN n.º 5,
1 ex.);
(*) Os exemplares de CLESSIN säo jovens. Ate hoje näo foi encontrado outro
tipo de Castalia na bacia do Guaiba, a näo ser C. undosa martensi (IHR.)
60 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, M. Palová col., 12.XI.1956 (MRCN n.º
504, 1 ex);
RS, Rio Guaíba, PA, Pörto Alegre, T. Lema col., 3.1.1959 (MRCN n.º
973, 1 ex);
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, M. Palová col., 26.11.1957 (MRCN n.º
1124, 1 ex);
RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, J. W. Thomé col., 14-XI.1964 (MRCN
nie BS O POBRE
RS, Rio Guaíba, PA, J. Amato col., 10.XI.1968 (MRCN n.º 2486, 1 ex);
RS, Rio Guaíba, PA, Esp. Santo, I. Veitenheimer col. 11.XII.1969
(MBRENSAs DT eso)
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, I. Veitenheimer col., 4.XII.1969 (MRCN
NOR NS 2 ex):
RS, Rio Guaíba, V, Alegria, E. Rostirola col., 2.1.1970 (MRCN n.º 2743,
Tex):
RS, Rio Guaíba, PA, I. Veitenheimer col., 17.11.1970 (MRCN n.º 2749,
1 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, Alunos PUC col., 30.VII.1969 (MRCN
n.º 2772, 6 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Esp. Santo, Alunos PUC col.,
24.1X.1969 (MRCN n.º 2773, 6 ex.); RS, Rio Guaiba, PA, Tristeza,
Alunos PUC col., 20.1X.1969 (MRCN n.º 2774, 3 ex.); RS, Rio Guaíba,
PA, Pedra Redonda, Alunos PUC col., 20.VIII.1969 (MRCN n.º 2775.
11 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Vila Conceição, Alunos PUC col.
5.V11.1969 (MRCN n.º 2776, 6 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema,
Alunos PUC col. 16.VIII.1969 (MRCN n.º 2777, 9 ex.); RS, Rio
Guaíba, PA, Ipanema, Alunos PUC col., 26.IX.1969 (MRCN n.º 2778,
5 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Assunção, Alunos PUC col. 1.IX.1969
(MRCN n.º 2779, 4 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Veleiros do Sul Clube,
Alunos PUC col., 11.IX.1969 (MRCN n.º 2780, 15 ex.); RS, Rio Guaíba,
PA, Ipanema. (Perto do Recalque), Alunos PUC col. 16.IX.1969
(MRCN n.º 2781, 9 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Guarujá, Alunos PUC
col., 3. IX. 1969 (MRCN n.º 2782, 4 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema,
Alunos PUC col. 16.VIII.1969 (MRCN n.º 2783, 5 ex.); RS, Rio Guaíba,
PA, Belém Novo, Alunos PUC col., 8. IX. 1969 (MBCN n.º 2784, 8 ex.);
RS, Rio Guaíba, Limite entre PA e V. Lami, Alunos PUC col., 9 e
15. VIII. 1969 (MRCN n.º 2785, 9 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Balneário
Guarujá, Alunos PUC col. 23.IX.1969 (MRCN n.º 2786, 6 ex.); RS,
Rio Guaíba, PA, Belém Novo, Alunos PUC col., 13.1X.1969 (MRCN
n.º 2787, 3 ex.): RS, Rio Guaíba. PA. Ponta dos Cachimbos, Alunos PUC
col., 29.IX.1969 (MRCN n.º 2788, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Clube
Veleiros do Sul, Alunos PUC col., 14.VJ.1969 (MRCN n.º 2789, 3 ex.);
RS, Rio Guaíba, PA, Ponta Grossa, Praia Particular Dr. Médice, Alunos
PUC cel., 23.IX.1969 (MRCN n.º 2790, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA,
Tristeza, Antigo Iate Clube, Alunos PUC col., 9 VIII. 1969 (MRCN n.º
2791, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Pedra Redonda, Alunos PUC col.,
30. VIII. 1969 (MRCN n.º 2792, 7 ex.).
Tribo DIPLODONTINI Parodiz & Bonetto,1963
Gênero Diplodon SPIX,1827
DIPLODON DELONONTUS DELODONTUS (LAMARCK,1819)
Unio delodonta LAMARCK,1819:77
” TJacteolus LEA ,1834:40, est.8, fig.19
AHERI
NGIA- — Zoologia, n. 39 — 3] DE DEZEMBRO DE 1970 61
divaricatus LEA ,1834:64, est.9, fig.24
delodonta, LAMARCK; DESHAYES & EDWARDS,1835:540
lacteola LEA, ORBIGNY,1835:34
delodonta, ORBIGNY,1846:605-606
delodonta, HUPÉ in CASTELNAU,1857:82
rudus LEA,1859:187, igual a 1860:16
rudus, LEA,1860b:84-85, est. 43, fig. 146
firmus LEA,1866
Paraguayensis LEA,1866
divaricatus, LEA,1867:22 (Index)
lacteolus, LEA,1867:22 (Index)
delodonta, LEA,1867:30
firmus, LEA ,1867:63 (Appendix)
delodontus LAM., SOWERBY in REEVE,1864/68: est.57, fig.288
delodon LAM., MARTENS,1868:193-194 (partim)
delodon LAM., MARTENS,1868:212
firmus, LEA,1869:27-28, est.34, fig. 82
Paraguayensis, LEA,1869:31, est.35, fig.85
Margaron (Unio) firmus, LEA, 1870: 45, 118
“Jnio
»’
RB)
BRA
„7
Paraguayensis, LEA,1870:45,102,127
é delodontus, LEA. 1840: 46, 54. 102. 116
2 divaricatus, LEA,1870:49,116
2. rudus, LEA,1870:50,103,131
delodontes LAMARCK, DOERING,1874:118
rudis LEA, DOERING,1875:45
delodontus, CLESSIN,1888:171
firmus, IHERING,1893:98,105
rudis LEA, IHERING,1893:117
lacteolus, IHERING,1893:117
Diplodon delodontus (LAM.), SIMPSON,1900:873
firmus (LEA), SIMPSON,1900:874
rudus (LEA), SIMPSON, 1900:875
divaricatus (LEA), SIMPSON,1900:878
lacteolus, ORTMANN,1921a:518,523,547,548 (partim)
firmus, MARSHALL,1923:4
(Diplodon) charruanus (ORBIGNY), HAAS,1930:182 (partim)
(Diplodon) delodontus delodontus, HAAS,1930:190 (partim)
delodontus (LAM.), BARATTINI,1951:240
charruanus (ORB.), BARATTINI,1951:239 (partim)
(Diplodon) delodontus delodontus, BONETTO,1954:6,9,10,41-
49, 54-56, est. 2a, 5e. (partim)
delodontus, CASTELLANOS, 1959:244
delodontus, BONETTO, 1959:46-47,49-50,53-55
e delodontus, BONETTO,1960:36
E BONETTO,1960a:47,50
charruanus (ORB.), CASTELLANOS,1960:88 (partim)
delodontus delodontus, CASTELLANOS,1960:89, est.2, fig.10
(partim)
E , BONETTO,1961a:12,14,17, fig.11,12
firmus (LEA). BONETTO,1961a:17
delodontus, BONETTO & EZCURRA,1962a:36
e , BONETTO,1962b:36,38,41
An ‚ BONETTO; MACIEL & PIGNALBERI,1962:170
= ‚ delodontus, PARODIZ & BONETTO,1963:194,
“fig. 11,12
E delodontus, BONETTO & EZCURRA, 1963:17-19
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO,1964:325 (partim)
62 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO,1965:40,41 (partim)
de (Diplodon) delodontus delodontus, BONETTO,1965:43 (par-
tim)
E delodontus, CASTELLANOS,1965:104-105,134
2 (Diplodon) delodontus delodontus, BONETTO & EZCURRA,
4 1965:56-57
a (Diplodon) delodontus delodontus, FIGUEIRAS,1965:233-234
A (Diplodon) delodontus delodontus, OLAZARRI,1966:18,21,26
(Diplodon) delodontus delodontus, OLAZARRI,1966:24 (par-
tim)
a delodontus, KLAPPENBACH,1967:42
x a , delodontus, PARODIZ,1968:4,5,10
LOCALIDADES TIPICAS:
. delodonta: desconhecida
. lJacteolus: desconhecida (Rio de La Plata)
. divaricatus: desconhecida (America do Sul, Rio Uruguai)
. rudus: desconhecida (Rio de La Plata)
. firmus: America do Sul (Rio Uruguai, próximo ao Salto)
Soo SE
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Jacuí, por MARTENS, 1868:194
— Rio Jacuí, Rio Uruguai, por MARTENS 1868:212
— Guaíba; Sul do Brasil, por SIMPSON ,1900:873
— Fregüente nos afluentes do Rio Uruguai, por BARATTINI
1951:240
— Sul do Brasil, por CASTELLANOS,1960:89
DIPLODON DELODONTUS WYMANI (LEA,1360)
Unio Wymanii LEA,1860
2 LEA, 1863:17,25 est.42, fig.289
a ‚ LEA,1867:23 (Index)
x E , SOWERBY in REEVE,1864/68, est.84, fig.449
Margaron (Unio) Wymanii, LEA,1870:35,103,137
Unio Wymani LEA, DOERING,1875:45
Unio delodonta LAMARCK (= Wymanni LEA), IHERING,1893:117
Diplodon wymanii, SIMPSON,1900:874
felipponei MARSHALL, 1917:381-382, est.50, fig.1-3; est.5l.
fig.l
2 wymani, ORTMANN,1921a:512-513
ii lacteolus (LEA), ORTMANN,1921a:518,547 (partim)
a felipponei, ORTMANN, 1921a:520
e felipponei, MARSHALL, 1926:9
(Diplodon) delodontus wymani, HAAS,1930:192 (partim)
(Cyclomya) paranensis funebralis (LEA), HAAS,1931:36-37
(partim)
delodontus wymani (LEA), BARATTINI,1951:240
(Diplodon) delodontus delodontus, BONETTO, 1954:41 (par-
tim)
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 63
delodontus wimanii, BONETTO,1954:41
2% delodontus wymani, CASTELLANOS,1960:89, est.2, fig.13
delodontus wymani, BONETTO & EZCURRA, 1962a:35
e: delodontus wymanii, BONETTO,1964:325
E (Diplodon) delodontus wymanii, BONETTO,1965:43-44 (par-
tim)
A wymanii, CASTELLANOS,1965:104
ds (Diplodon) delodontus wymanii, FIGUEIRAS,1965:233-234
as (Diplodon) delodontus wymanii, OLAZARRI,1966:18,21,24
(partim)
delodontus wymani, PARODIZ,1968:5,11,12,16
LOCALIDADES TIPICAS
U. Wymanii LEA: desconhecida (Rio Uruguai)
D. felipponei MARSHALL: Maldonado, Uruguai
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, por LEA ,1863:17-18
—— 277% por BEA, 2870:103
— ” ” , por DOERING 1875:45
— )” ” — , por SIMPSON ,1900:874
— ” 2, por ORTMANN,1921a:518-519 (D. wymanii)
— ” E baixo Por FIAAS/1930:192
=— , Itaqui; Rio Lageado afluente do Rio Uruguai,
N. Würtenberg (atual Panambi) RS, por HAAS 1931:36-37
(D. felipponei)
— Rio Uruguai e seus afluentes, por BARATTINI,1951:240
— E segundo HAAS, por BONETTO,1954:41
— Exclusiva do Rio Uruguai, por CASTELLANOS, 1960:89
— Rio Uruguai, por BONETTO.1964:325
-— por BONETTO,1965:43
— e seus afluentes por FIGUEIRAS,1965:234
— A e afluentes por OLAZARRI,1966:24
LOTES EXAMINADOS
RS, Rio Guaíba, V, Itapoã, E. H. & L. Buckup col., 15.VII. 1956 (MRCN
n.º 373, 3 ex.); RS, Município de Quaraí, Arroio Pai-Passo, Estância
São Marcos, C. Thomé col., — IX. 1969, (MRCN n.º 2598,1 val)
DIPLODON URUGUAYENSIS (LEA,1360)
Unio Uruguayensis LEA,1860
piger LEA,1860
gi Uruguayensis, LEA,1863:18,24-25, est.45, fig.298
a piger, LEA,1863:23-24, est.45, fig.296
Mi apprimus LEA,1866
2,
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
ampullaceus LEA ,1866
piger, LEA,1867:23 (Index)
Uruguayensis, LEA ,13867:23 (Index)
ampullaceus, LEA,1867:63 (Apend.)
apprimus, LEA,1867:63 (Apend.)
piger, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.84,fig.445
Uruguayensis, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.84 fig. 445 e 448
piger, MARTENS,1868:212
Uruguayensis, MARTENS,1868:212
apprimus, LEA ,1869:23-24, est.33, fig.78
ampullaceus, LEA,1369:29,est.35, fig.83
Margaron (Unio) Uruguayensis, LEA, 1870: 46,103,136
LR)
o apprimus, LEA, 1870: 46,102, Lil
e ampullaceus, LEA, 1870: 53, 102,110
piger, LEA ,1870: 46, 102,128
Unio piger, DOERING,1875: 45
Unio uruguayensis, DOERING,1875:45
Diplodon ampullaceus (LEA),SIMPSON,1900:874
apprimus (LEA), SIMPSON,1900:874
uruguayensis (LEA), SIMPSON,1900:875
piger (LEA), SIMPSON,1900:875
piger (LEA), ORTMANN,1921a:518
ampullaceus, ORTMANN,1921a:518
uruguayensis, ORTMANN,1921a:512,547
podagrosus MARSHALL, 1923:3-4, est.1, fig.1,2,5; est.2, fig.6,7
(Delodontus) delodontus wymanii, HAAS,1930:192 (partim)
delodontus (LAM.), BARATTINI,1951:240 (partim)
delodontus wymani (LEA), BARATTINI,1951:240 (partim)
charruanus (ORB.) CASTELLANOS,1960:88 (partim)
delodontus wymani (LEA), CASTELLANOS,1960:89 (partim)
charruanus, BONETTO & EZCURRA,1962a:31-39 (partim)
piger, BONETTO & EZCURRA,1962a:32-35
podagrosus, BONETTO & EZCURRA,1962a:35-36
(Rhipidodonta) eharruanus, BONETTO,1964:327 (partim)
(Diplodon) delodontus wymanii, BONETTO,1965:43 (partim)
(Rhipidodonta) charruanus, BONETTO,1965:50 (partim)
(Rhipidodonta) charruanus, FIGUEIRAS,1965:238-239 (par-
tim)
(Diplodon) delodontus wymanii, FIGUEIRAS,1965:234
piger, FIGUEIRAS,1965:230
podagrosus, FIGUEIRAS,1965:230
(Diplodon) delodontus wymani, OLAZARRI,1966:24 (partim)
(Rhipidodonta) charruanus, OLAZARRI,1966:26 (partim)
uruguayensis, PARODIZ,1968:3,9,11
LOCALIDADES TIPICAS:
eFkeilejlele
. uruguayensis: desconhecida (Rio Uruguai)
. ampullaceus: America do Sul (Rio Uruguai, próximo ao Salto)
. apprimus: Rio Uruguai, próximo ao Salto
. piger: desconhecida (Rio Uruguai)
. podagrosus: Rio Uruguai em Colon, Entre Rios, Argentina
IHERINGIA — Zoologia, n. - 39 — MH DE DEZEMBRO DESIINO 65
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, por LEA,1863:23-24
ES A LEA,1863:24-25
e! GANA ds LEA,1870:102
—." RR IDEA TOMOIOS
— ” 2, ? DOERING,1875:45 (U. piger e U. uruguay-
ensis)
— 2, ? SIMPSON,1900:875 (D. piger e D. uru-
guayensis)
Es ” , ?. ORTMANN,1921a:512-514 (D. uruguyen-
sis)
—.? 2, ? ORTMANN/1921a:518 (D. piger e D. am-
pullaceus)
— 7” " ,.” BONETTO,1965:43 (D. (D.) delodontus
wymanii)
— 7 2 ERIC UEIRASN965:230
— ” Bene BARODIZ 1968.11
DIPLODON EXPANSUS (KUSTER,1856)
Unio expansus KUSTER,1856:149, est.43, fig.5
” effulgens LEA,1856:7
” effulgens LEA,1858:23-24, est.28, fig.18
” eurhynchus KUSTER,1861:237, est.79, fig.5
? effulgens, LEA,1867:22 (Index)
Margaron (Unio) effulgens, LEA ,1870:35,102,117
Unio aethiops LEA var. piracicabana IHERING,1893:102,113
Unio effulgens, IHERING,1893:106,113
Diplodon expansus KUSTER, SIMPSON, 1900:874
Diplodon aethiops var. piracicabana IHERING, SIMPSON,1900:877
Diplodon effulgens, SIMPSON,1900:879
Unio guahybae IHERING (in litteris) Nomen nudum
Unio guahybae IHERING, SIMPSON,1900:894
Diplodon expansus, IHERING, 1910:107,131,134
mimus SIMPSON, 1914
di expansus, MARSHALL, ‚1917:383, est. 51, fig. 3-6
ai mogymirim ORTMANN,1921a:466,520,547-548, est.37, fig.4-7;
est.46, fig.5; est.48, fig.2; pp.469, fig.4k .
2 (Diplodon)delodondus expansus, HAAS,1930:192-194, fig.15
(partim)
2 (Diplodon) granosus multistriatus LEA, HAAS,1931:32-35
(partim)
ni (Diplodon) mogymirim, MORRETES,1949:19
“ (Diplodon) mimus, MORRETES,1949:19
Br delodontus expansus, BONETTO,1954:41
2 expansus, BONETTO.1960a:48,50
A mogymirim, BONETTO,1960a:51
expansus, BONETTO,1961a:13-14,16, fig.13
a delodontus expansus, BONETTO,1961a:20
vi mogymirim, BONETTO,1961a:19,20, fig.21
66
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
o expansus, BONETTO,1961:264,267
o (Diplodon) granosus multistriatus, BONETTO,1964:324 (par-
tim)
0% (Diplodon) delodontus expansus, BONETTO,1964:325-326
(partim)
a (Diplodon) granosus multistriatus, BONETTO,1965:39 (par-
tim)
(Diplodon) delodontus expansus, BONETTO,1965:44 (partim)
de expansus, ZANARDINI 1965:8-9- fig.l
(Diplodon) delodontus expansus, FIGUEIRAS,1965:233
te delodontus expansus, BONETTO & DRAGO, 1966:122
(Diplodon) delodontus expansus, ZILCH,1967:124 (partim)
= expansus, PARODIZ,1968:5,6,8,9
LOCALIDADES TIPICAS:
U.
expansus: Rio Conigo, Nova Friburgo, Est. do Rio de Janeiro,
Brasil
effulgens: Piracicaba, Brasil
eurhynchus: Desconhecida (Sao Paulo? Brasil)
. aethiops v. piracicabana: Piracicaba, Rio Tiete, S. Paulo, Bra-
sil
guahybae: Rio Guaiba, RS, Brasil
mimus: Rio Ribeira do Iguape, Sao Paulo, Brasil
mogymirim: Riacho próximo a Mogymirim, São Paulo, Brasil
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Uruguay; Sul do Brasil, por SIMPSON,1900:877
Rio Santa Maria, Mundo Novo (atual Mun. Três Coröas) RS;
Rio Cahy (atual Rio Caí) RS; Rio Camaquam (atual Rio Ca-
maquä) RS; Rio Zeitoria (provável Rio Feitoria) RS; Rio em
Pörto Alegre, RS; Rio Guaíba, RS; por HAAS, 1930:192-195
Rios costeiros do Brasil desde Minas Gerais até o Rio Gran-
de do Sul, segundo HAAS, por BONETTO,1954:41
Rios costeiros do Brasil desde Minas Gerais até o Rio Grande
do Sul, segundo HAAS, por BONETTO,1960a.48
Rios da pendente atlântica do Sul do Brasil, por BONETTO,
1964:325
Rio Guaiba, RS, por PARODIZ,1968:6
DIPLODON URUGUAYENSIS x EXPANSUS
Unio Fokkesi DUNKER,1853:354
Margaron (Unio) Fokkesi, LEA,1870:63,118
Unio caipira IHERING,1893:98, est.4, fig.9
Diplodon caipira, SIMPSON,1900:877
Unio fokkesi, SIMPSON,1900:894
Diplodon trivialis SIMPSON,1914
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 67
Diplodon trivialis, MARSHALL,1917:386, est.54, fig.5-8
Unio fokkesi, HAAS,1929:11
Diplodon (Diplodon) trivialis, MORRETES,1949:19
charruanus (ORB.), BARATTINI, 1951:239 (partim)
delodontus (LAM.), BARATTINI, 1951:240 (partim)
(Diplodon) charruanus (ORB.), BONETTO,1954:28 (partim)
(Diplodon) delodontus delodontus, BONETTO,1954:41 (par-
tim)
trivialis, BONETTO,1960a:50
delodontus delodontus, CASTELLANOS,1960:89 (partim)
trivialis, BONETTO,1961a:15-16, fig.17
(Diplodon) delodontus expansus (KUST.), BONETTO,1964:325
(partim)
(Diplodon) delodontus delodontus, BONETTO,1965:42 (partim)
(Diplodon) delodontus expansus (KUST.), BONETTO,1965:44
(partim)
(Diplodon) delodontus delodontus, FIGUEIRAS,1965:233 (par-
tim)
(Diplodon) delodontus delodontus, OLAZARRI,1966:24 (par-
tim)
(Diplodon) delodontus expansus, ZILCH,1967:124 (partim)
uruguayensis x expansus, PARODIZ,1968:4,5,10
LOCALIDADES TIPICAS:
U. Fokkesi: Desconhecida (Rio de La Plata, Brasil)
E. caipira: Piracicaba, Rio Tietê, Sao Paulo, Brasil
U. trivialis: Jaboticabal, São Paulo, Brasil, por SIMPSON
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
-— Rio Grande do Sul, por MORRETES,1949:19 (D. trivialis)
DIPLODON ROTUNDUS GRATUS (LEA,1860)
Unio gratus LEA,1860
gratus LEA, 1863: 18-19, est.43, fig.290
rufofuscus LEA. 1865
gratus, LEA,1867:22 (Index)
rufofuscus, LEA,1867:63 (Appendix)
gratus, SOWERBY in REEVE,1864/68: est.84 sp.444
gratus, MARTENS,1868:211
rufofuscus, LEA, 1869: 42, est.39, fig.96
Margaron (Unio) rufofuscus, LEA,1870:31,103,131
Margaron (Unio) gratus, LEA, 1870:56,102,120
Unio gratus LEA, DOERING.1875:45
Unio gratus, IHERING,1893:92
Diplodon rufofuscus (LEA), SIMPSON,1900:889
gratus (LEA), SIMPSON,1900:886
gratus (LEA), IHERING,1910:139
fontaineanus var. deceptus SIMPSON,1914
gratus, ORTMANN,1921a:534,542,547-548, est. 48, fig.3
deceptus SIMPSON,ORTMANN,1921a:539-541,547-548, est.39,
fig. 1-5; est.47, fig.1; est.48, fig.4
68
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
,
72
ER)
LOC
(Cyclomya) paranensis funebralis (LEA), HAAS,1931:36-37
(partim)
(Cyclomya) fontaineanus (ORB.), HAAS,1931:37 (partim)
(Diplodon) gratus, MORRETES,1949:20
(Diplodon) deceptus, MORRETES, 1949:20
paranensis funebralis (LEA), BARATTINI,1951:241 (partim)
(Diplodon) gratus, BUCKUP & BUCKUP,1957:11
(Diplodon) deceptus, BUCKUP & BUCKUP,1957:11
fontaineanus (ORB.), CASTELLANOS,1960:90
funebralis (LEA), CASTELLANOS,1960:90
charruanus (ORB.), BONETTO & EZCURRA,1962a:31-39
(partim)
gratus, BONETTO & EZCURRA,1962a:32-35
(Diplodon) granosus multistriatus (LEA), BONETTO,1964:324
(partim)
(Diplodon) delodontus expansus (KUST.), BONETTO,1964:325
(partim)
fontaineanus var. deceptus, BONETTO,1964:326
(Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1964:327 (par-
tim)
(Rhipidodonta) charruanus, BONETTO,1965:50 (partim)
(Rhipidodonta) charruanus, FIGUEIRAS,1965:238,239 (par:
tim)
(Rhipidodonta) funebralis, FIGUEIRAS,1965:239 (partim)
gratus, FIGUEIRAS,1965:230
(Rhipidodonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26
rotundus gratus, PARODIZ,1968:4,6,10,16
ALIDADES TIPICAS:
U gratus: Desconhecida Rio Uruguai)
U. rufofuscus: Desconhecida
D. deceptus: Rio Guaíba, Rio Grande do Sul, Brasil
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Uruguai, por LEA,1863:18-19
Rio Uruguai, por LEA,1870:102
Rio Uruguai, por DOERING,1875:45
Rio Guaiba em Pórto Alegre, por IHERING,1893:92
Rio Uruguai, por SIMPSON,1900:886
Rio Grande do Sul, por IHERING,1910:139
Rio Uruguai, Uruguaiana, RS; Rio Guaíba, Pörto Alegre, RS.
por ORTMANN,1921a:534
Rio Guaíba, Pörto Alegre, RS; Rio Jacuí, Cachoeira (atual
Cachoeira do Sul) RS, por ORTMANN,1921a:539
Rio Guaiba, RS, por HAAS,1931:36
Rio Uruguai, Uruguaiana, RS, por MORRETES,1949:20 (D.
gratus)
Rio Guaiba, Pörto Alegre, RS; Rio Jacuí, Cachoeira (atual
Cachoeira do Sul) RS, por MORRETES,1949:20 (D. deceptus)
IHERINGIA — — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 69
— Rio Guaíba, Ponta Grossa, Pórto Alegre, RS, Brasil, por
BUCKUP & BUCKUP,1957:11 (D. gratus)
— Rio Guaíba, Ipanema, Pörto Alegre, RS, Brasil, por BUCKUP
BUCKUP,1957:11 (D. deceptus)
-— Uruguaiana, por BONETTO & EZCURRA,1962a:32
— Rio Guaíba, por BONETTO,1964:326
— Rio Uruguai, por FIGUEIRAS,1965:230
— Rio Guaíba, RS; Rio Jacuí, por PARODIZ,1968:16
LOTE EXAMINADO:
RS, Rio Guaíba, PA, alunos PUC col., 10.1X.1969 (MRCN n.º 2885,
I ex.)
DIPLODON FUNEBRALIS (LEA,1360)
Unio funebralis LEA,1860
disculus LEA, 1860
” funebralis LEA, 1860a:24
? funebralis, LEA,1863:14-15,17, est.41, fig.286
? | disculus, LEA ,1863:21-22, est.44, fig.293
>” | disculus, LEA,1867:22 (Index)
” — funebralis, LEA,1867:22 (Index)
” funebralis, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.57. sp.290
” funebralis, MARTENS,1868:211
Margaron (Unio) disculus, LEA,1870:55,102,116
Margaron (Unio) funebralis, LEA,1870:55,102,118
Unio funebralis, DOERING,1875:45
Diplodon disculus, SIMPSON, 1900,887
funebralis, SIMPSON, 1900: 887
e funebralis, ORTMANN,1921a:545
2 (Cyclomya) paranensis funebralis, HAAS,1931:36 (partim)
5 paranensis funebralis, BARATTINI,1951:241
jo funebralis, CASTELLANOS,1960:89-90, est.2, fig.14 (partim)
e funebralis, OLAZARRI,1961:19
a funebralis, CASTELLANOS,1965:105
Mi (Rhipidodonta) funebralis, FIGUEIRAS,1965:239 (partim)
4 funebralis, FIGUEIRAS,1965:225,230
a funebralis, OLAZARRI,1966:26
% (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26 (par-
tim)
a funebralis, PARODIZ,1968:5,6
LOCALIDADES TÍPICAS:
U. funebralis: Desconhecida (Rio Uruguai)
‚U. disculus: Desconhecida (Rio Uruguai)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
-— Rio Uruguai, por LEA,1860:24
— Rio Uruguai, América do Sul, por LEA,1863:14
70 MANSUR ‚M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
u.” 2 America de Sul, por LEA,1863:21-22
ii 2 por LEA,1870:102 (U. disculus)
N É por LEA,1670:102 (U. funebralis)
— o” ? |, por DOERING,1875:45
RP ” |, por SIMPSON,1900:887 (D. disculus)
nes A 2, por SIMPSON,1900:887 (D. funebralis)
— o” ” |, por ORTMANN,1921a:545
o R RS, Brasil; Itaqui; Rio Uruguai RS7 Bio Ka
geado, Neu Wurtenberg (atual Panambi) RS, por HAAS,1931:
36
— Rio Uruguai, por BARATTINI,1951.241
— Desde Brasil (RS), Rio Uruguai, Rio de La Plata, por CAS-
TELLANOS, 1960:90
-— Rio Uruguai, por FIGUEIRAS,1965:230
-— Espécie própria do Rio Uruguai, desde o Rio Grande do Sul
até o Rio de La Plata, por FIGUEIRAS,1965:239
LOTE EXAMINADO:
R. O. Uruguai, Nova Palmira, Rio Uruguai, Ex. coleção E. Duarte
(MRCN n.º 155, 1 ex.).
DIPLODON PERAEFORMIS (LEA,1860)
Unio peraeformis LEA,1860
peraeformis, LEA, 1863:20-21, est.43, fig.292
” peraeformis, LEA,1867:23
” — peraeformis, SOWERBY in REEVE,1364/68: est.84, fig.443
” prunoides LEA,1868
” peraeformis, MARTENS,1868:211
” _prunoides, LEA,1869:83-84, est.53, fig.136
Margaren (Unio) prunoides, LEA,1870:47,103,129
Margaron (Unio) peraeformis, LEA,1870:55,102,127
Unio peraeformis, DOERING,1875:45
Unio peraeformis, PILSBRY & RUSH,1896:81
Diplodon prunoides, SIMPSON,1900: 875
(Cyclomya) paranensis funebralis (LEA), HAAS, 1931:36
(partim)
Mi paranensis funebralis (LEA), BARATTINI,1951:241 (partim)
1 peraeformis, BONETTO,1959:50-51
x pereaformis, CASTELLANOS,1960:89,91, est.2, fig.18
a peraeformis, BONETTO,1961a:31, fig.35
a (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO.1964:327 par-
tim)
e (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1965:49-50
(partim)
E peraeformis, CASTELLANOS,1965:105-106
a peraeformis, FIGUEIRAS,1965:230,239
2 (Rhipidodonta) funebralis (LEA), FIGUEIRAS,1965:239 (par-
tim)
THERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 TA!
R peraeformis, OLAZARRI,1966:26
E (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26 (par-
tim)
peraeformis, PARODIZ.1968:9,19
LOCALIDADES TÍPICAS:
U. peraeformis: Desconhecida (Rio Uruguaai)
U. prunoides: Desconhecida (Uruguai, América do Sul)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
-— Rio Uruguai, por LEA, 1863:20-21
— ” 2 por ERAS1870:102
== no =, por DOERING,1675:45
— u ” _, por FIGUEIRAS,1965:230
=. =. por PARODIZ/1968:9
DIPLODON BURROUGHIANUS (LEA,1834)
Unio Burroughianus LEA,1834:67, est.10, fig.27
Unio Burroughiana LEA, ORBIGNY,1835:34
Margarita (Unio) Burroughianus LEA, LEA,1838:129
Unio Burroughiana LEA, ORBIGNY, 1846: 609
burroughiana, HUPE in CASTELNAU, 1857:82
” locellus LEA,1866
Burroughiana, LEA,1867:21 (Index)
” © Burroughianus, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.32, fig.169
? Burroughianus, MARTENS,1868:211
? | Jocellus, LEA ,1869:24-25, est.33, fig.79
Margaron (Unio) locellus, LEA ,1870:47,102,123
Margaron (Unio) Burroughianus, LEA ,1870:50,102,113
Unio Burroughianus, DOERING,1874:118
Unio Burroughianus, IHERING,1893:117,120,124
Unio locellus, IHERING,1893:117
Diplodon locellus, SIMPSON,1900:876
Diplodon burroughianus, SIMPSON,1900:883
Unio iheringi CLESSIN?, SIMPSON,1900:894-895
Diplodon iheringi (CLESSIN?), SIMPSON, 1914
burroughianus, ORTMANN, 1921a:517,547, est.46, fig.4
(Cyelomya) smithi MARSHALL, 1926:9, est.2, fig. 1-7; est. 3,
fig.6
A burroughiana, MARSHALL,1926:9
(Diplodon) burroughianus, HAAS,1930:188
(Diplodon) iheringi, HAAS,1930:186,188, fig. 6-7
(Diplodon) delodontus wymanii (LEA), HAAS,1930:192 (par-
tim)
Schleschiella burroughiana burroughiana (LEA), MODELL,1950:141-
142, est.11, fig.11 (partim)
Schleschiella iheringi iheringi SIMPSON, MODELL,1950:141,142, est.li
fig.7
72
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
Diplodon (Diplodon) burroughianus, BONETTO & COL., 1950:23-24,55-
nn
58, est.4, fig.4-6
ço burroughianus, BARATTINI,1951:239
smithi, BARATTINI,1951:242
(Diplodon) burroughianus, BONETTO,1954:5-7,10-18,48-50,
54-55, est.l,a,b,c; est.3-4
E burroughianus, BONETTO,1955:2-4, fig.1,2,3
burroughianus, BONETTO,1959:46,48,50-51,53
A burroughianus, BONETTO,1960a:54-55
burroughianus, CASTELLANOS,1960:87,88,91, est.1, fig.7
% burroughianus, BONETTO,1960a:26-31, fig.31
Fr iheringi, BONETTO,1961a:32-34, fig.36
E iheringi), BONETTO,1961:266
é (Rhipidodonta) borroughianus (= variabilis), PARODIZ &
BONETTO,1963:201, fig.146
Zu (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1964:327 (par-
tim)
burroughianus, CASTELLANOS,1965:104-106,124,126, fig.4.4
(Rhipidodonta) variabilis (MATON), BONETTO,1965:47-48
(partim)
= iheringi SIMPSON),FIGUEIRAS,1965:238
a burroughianus), FIGUEIRAS,1965:237-238
na (Rhipidonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26 (par-
tim)
is (Diplodon) iheringi SIMPSON, ZILCH,1967:126
4 burroughianus, PARODIZ,1968:4,6,7,10
LOCALIDADES TIPICAS:
U.
As
burroughianus: Rio Paraná, Província de Corrientes, Argen-
tina.
locellus: Buenos Aires.
iheringit: Rio Guaíba, RS.
smithi: Rio Tigre, Província de Buenos Aires, Argentina.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Uruguai, por HAAS,1930:188 (D. (D.) burroughianus) .
Rio Guaiba, RS; Rio Guaíba, Barra, RS, por HAAS, 1930:188
(D.(D.) iheringi)
Rio Guaíba, na Barra, próximo a Pörto Alegre, RS, por MO-
DELL,1950:141 (S. iheringi iheringi)
Rio Uruguai, por BARATTINI,1951:242
Rio Uruguai, por CASTELLANOS,1960:87
Bacia do Guaiba, por BONETTO,1961:266 (D. iheringi)
Praia do Veludo, Belém Novo, RS; Praia Ipanema, RS, por
BONETTO,1961a:32
Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Guaíba, por ZILCH,1967.126
IHERINGIA — Zoologia, n.39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 73
LOTES EXAMINADOS:
RS, Rio Guaíba, PA, Ipanema, alunos da PUC col., 16.VII. 1969 (MRCN
n.º 2842, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Ponta dos Cachimbos, alunos da
PUC col., 29.1X.1969 (MRCN n.º 2881, 2 ex.); RS, Rio Guaíba, PA,
Ipanema, alunos PUC col. 30.VII.1969 (MRCN n.º 2882, 1 ex.); RS
Rio Guaíba, PA, Balneário Guarujá, M.C.D. Mansur col., 5.VIII.1969
(MRCN n.º 2883, 1 ex.); RS, Rio Guaíba, PA, Rio Guaíba, PA, Ipanema,
M. Palová col., 22 X1I.1956 (MRCN n.º 2884, lex.); RS, Rio Guaíba,
PA, alunos da PUC col. 10 .IX.1969 (MRCN n.º 2886, 3 ex.).
DIPLODON ELLIPTICUS (WAGNER in SPIX,1827)
Unio ellipticus WAGNER in SPIX, 1827:33, est.26, fig.1,2
Diplodon ellipticum, SPIX,1827:33, est.26, fig.1,2
Unio Multistriatus LEA,1834:91
Unio multistriata LEA,ORBIGNY,1835:34
Margarita (Unio) multistriatus, LEA,1838:122
Unio multistriata LEA ‚ORBIGNY, 1846: 607
multistriata LEA, HUPE in CASTELNAU,1857:84
” ellipticus SPIX, LEA, 1858:24
? | multistriatus, LEA,1867:22
” ellipticus SPIX, LEA,1867:30
” elipticus SPIX, SOWERBY in REEVE,1864/68,est.74, fig.382
” multistriatus LEA SOWERBY in REEVE,1864/68, est.85, fig.455
” _multistriatus LEA, MARTENS,1868:194-195
” multistriatus LEA, MARTENS,1868:212
” _ ellipticum SPIX, LEA,1869:23
Margaron (Unio) eliipticus SPIX, LEA,1870:31,102,117 (partim)
Margaron (Unio) multistriatus LEA, LEA,1870:102,124
Unio multistriatus LEA, IHERING,1890:125,165-167
” — ellipticus SPIX, IHERING,1890:125,163-165, est.9, fig.8,9
” multistriatus LEA, IHERING,1893:94,95,107,113-116,121
” ellipticus SPIX, IHERING,1893:108-110,113-116, 121
Diplodon wagnerianus SIMPSON,1900:877
ellipticum SPIX, SIMPSON,1900:877,879
Ro ellipticus, IHERING,1909:315
E multistriatus (LEA), IHERING,1910:134,139
er ellipticus (WAGNER), IHERING,1910:138
1 ellipticus SPIX, ORTMANN,1921:107
ellipticus SPIX, ORTMANN,1921a:526,530,547-548
fa granosus (BRUG.), ORTMANN, 1921a:485 (partim)
a (Diplodon) granosus ellypticus SPIX, HAAS,1931:31-32
pe (Diplodon) granosus multistriatus (LEA), HAAS,1931:32-35
(partim)
2 (Diplodon) ellipticus (WAGNER), THIELE,1931/35:838
nr (Diplodon) wagnerianus wagnerianus SIMPSON, MORRETES,
1949:19
ça (Diplodon) jacksoni MARSHALL, MORRETES,1949:20
nt ellipticus, CASTELLANOS,1959:244
A multistriatus, BONETTO,1$960a:46-47
e wagnerianus, BONETTO,1960a:47
A ellipticus, CASTELLANOS,1960:89,92
” multistriatus, BONETTO,1961a:10, fig.7
a wagnerianus, BONETTO,1961a:12, fig.10
Bu ellipticum SPIX, PARODIZ & BONETTO,1963:205
74 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
(Diplodon) granosus multistriatus, BONETTO,1964:234 (par-
tim)
(Diplodon) granosus multistriatus, BONETTO,1965:39-40 (par-
tim)
multistriatus (LEA), ZANARDINI,1965:8-9, fig.4
ellipticus, CASTELLANOS,1965:105
# (Diplodon) granosus multistriatus (LEA), FIGUEIRAS,1965:
232-233
(Diplodon) granosus multistriatus (LEA), ZILCH,1967:125
? (Diplodon) granosus ellipticus SPIX, ZILCH,1967:125
df ellipticus (WAGNER in SPIX), PARODIZ,1968:5,14-15
LOCALIDADES TÍPICAS:
ellipticus: Desconhecida (Rio Sao Francisco, norte do Brasil)
multistriatus: Desconhecida Rio Paraíba, Brasil)
wagnerianus: Desconhecida (Rio São Francisco, Brasil)
jacksoni: Pequeno tributário do Rio Sao Francisco, Arcas, Mi-
nas Gerais, Brasil
SIT.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Cadéa (= Rio Cadeia, afluente do Rio Caí) RS, por
MARTENS, 1868:195
— Rio Jacuí, por MARTENS,1868:212
— Rio Grande do Sul; Rio Camaquã, RS; Rio Santa Maria,
Taquara, RS; por HAAS,1931:32-35
— Rios da pendente atlântica do sul do Brasil desde o Espírito
Santo até o Rio Grande do Sul, por BONETTO,1965:39
DIPLODON MARTENSI (IHERING,1893)
Unio Martensi IHERING,1893:100-102,106,115, est.4, fig.10
suppositus, IHERING,1893:102
firmus LEA var. Boettgeri IHERING,1893:105,113, est.4, fig.11
>” sebastiani IHERING Nomen nudum
Diplodon firmus var.Boettgeri IHERING, SIMPSON,1900:874
binneyi LEA, SIMPSON.1900: 878
” martensi IHERING, SIMPSON, 1900:882
di santamariae SIMPSON,1914
2 suppositus SIMPSON,1914
suppositus SIMPSON, MARSHALL, 1917:385, est.5l, fig.2:
est. 54, fig. 1-4
2 santa mariae SIMPSON, MARSHALL,1917:386-387, est.52,
fig.6; est.55, figl-4
e imitator ORTMANN, 1921a:469, fig.4b; p.491-500, est.34, fig.
5-7; est.35, fig.1-2; est.45, fig.1; est.47, fig.6
simillimus ORTMANN,1921a:495-500,547,469 fig.4c, est.35,
fig.3-6; est.45, fig.2
e martensi IHERING, ORTMANN,1921a:491,495
A
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 7
Ea santamariae SIMPSON, ORTMANN,1921a:495
vicarius ORTMANN,1921a:497-501,547, est.35, fig.7-8; est.36,
fig.1-2; est.45, fig.3; p.469, fig.4d
o decipiens ORTMANN,1921a:466,494,499-501,547,469 fig.4e, est.
36, fig.3-6; est.45, fig.4; est.47, fig.7
e suppositus SIMPSON, ORTMANN,1921a:503
A (Diplodon) rhuacoicos (ORB.), HAAS,1930:180 (partim)
e granosus muitistriatus (LEA), HAAS,1931:32-35.
p.46, fig.28 (partim)
o = similliimus ORTMANN, MORRETES,1949:17
= imitator ORTMANN, MORRETES,1949:18
a ” vicarius ORTMANN, MORRETES,!º49:18
22 a decipiens ORTMANN, MORRETES,194º2-18
E suppositus SIMPSON, MORRETES,1949:19
e santamariae SIMPSON, MORRETES,1949:20
= rhuacoicus (ORB.), BARATTINI,1951:242 (partim)
E vicarius, BONETTO,1960a:43,47
E simillimus, BONETTO,1960a:43,47
e decipiens, BONETTO,1960a:43,49
22 imitator, BONETTO,1960a:43
2 rhuacoicus (ORB.), CASTELLANOS,1960:86 (partim)
2 vicarius, BONETTO,1961a:4,10-11, fig8 (= D. santamariae)
x simillimus, BONETTO,1961a:4,11-12, fig.9
a decipiens, BONETTO,1961a:4,15, fig.16
2 imitator, BONETTO,1961a:4,16
a suppositus, BONETTO,1961a:33-34, fig.37
o suppositus, BONETTO, 1962b:38
pe (Diplodon) granosus multistriatus (LEA), BONETTO,1964:324
(partim)
o (Diplodon) delodontus expansus (KUSTER), BONETTO,1964:
325 (partim)
E (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1964:327 (par-
tim)
2 (Diplodon) granosus multistriatus (LEA), BONETTO,1965:39
(partim)
2 (Diplodon) delodontus expansus (KUSTER), BONETTO,1965:
44 (partim)
2 supositus (SIMPSON), ZANARDINI, 1965:6-9, fig.6
2 suppositus SIMPSON, FIGUEIRAS,1965:238
% imitator ORTMANN, FIGUEIRAS,1965:235
a (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:233 (partim)
© (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26 (par-
tim)
É (Diplodon) granosus multistriatus (LEA), ZILCH,1967:125:
(partim)
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), ZILCH,1967:126
EE martensi IHERING, PARODIZ,1968:3,6,7,10,11,15
LOCALIDADES TÍPICAS:
U. martensi: Taquara e Santa Cruz no Rio Vacacaí, Rio Grande
do Sul e também no Rio de Janeiro.
D. imitator: Rio Vacacaí Mirim, Santa Maria e Rio Jacui em
Cachoeira, RS, Brasil.
D. simillimus: Rio Nhundiaquara, Morretes, Paraná, Brasil. ....
76
D.
D.
D.
D.
MANSUR, M. C. D. — Lista dcs Moluscos Bivalves das Famílias ...
vicarius: Água quente, Iporanga, São Paulo, Brasil.
santamariae: Rio Itapoca, Rio Grande do Sul, Brasil.
suppositus: Paraná, Brasil; Rio Tietê, Sao Paulo, Brasil se-
gundo MARSHALL.
sebastiani: Rio Camaqua, RS, Brasil.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Grande do Sul; Rio Grande do Sul, Taquara e Santa
Cruz, por IHERING,1893:100,102
Rio Vaccahy (Vacacaí) mirim, Santa Maria, Rio Grande do
Sul, Brasil, (Bacia do Guaiba-Jacui); Rio Jacui, Cachoeira
(Cachoeira do Sul) RS., por ORTMANN,1921a:491.
Rio Camaquã, Rio Grande ao Sul; Rio Grande do Sul, por
HAAS, 1930:180-181.
Rio Vacai mirim (Vacacaı mirim), Santa Maria, RS; Rio
Jacui, Cachoeira (Cachoeira do Sul), Rio Grande do Sul, por
MORRETES,1949:18 (D. imitator)
Rio Vacahy-mirim (Vacacaı mirim), Santa Maria, Rio Gran-
de Sul, por BONETTO,1961a:16.
Ric Santa Maria e Jacui, por BONETTO,1964:326 (D. imita-
tor)
Ric Grande do Sul, por FIGUEIRAS,1965:235.
Rio Vaccacahy myrim (Vacacal mirim), em Santa Maria, Ric
Grande do Sul, por ZILCH,1967:126
Taquara, próximo a Pörto Alegre, NE do Rio Grande do Sul,
segundo IHERING, por PARODIZ,1968:7,15
DIPLODON DUNKERIANUS (LEA 1856)
Unio Dunkerianus LEA ,1856:7
Unio Dunkerianus, LEA,1857:25, est.23, fig.18
?Unio Dunkerianus, CLESSIN,1888:172
LOCALIDADE TÍPICA:
Rio Macaco, Rio de Janeiro, Brasil.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Taguara (atual Taquara), por CLESSIN,1888:172
OBSERVAÇÃO: IHERING,1893:110, diz que o legítimo U. Dunkerianus,
êle só conhece do Rio de Janeiro e não de Rio Grande
do Sul.
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 77
DIPLODON RHUACOICUS (ORBIGNY,1835)
Unio rhuacoica ORBIGNY,1835:36
rhuacoica ORBIGNY, LEA,1838:134
rhuacoica ORBIGNY,1846: 606, est.69, fig.4,5
rhuacoica ORBIGNY LEA 1867:31
Charruanus ORBIGNY, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.93, fig.
505
rhyacoecus ORBIGNY, MARTENS,1868:195-196,212
Margaron (Unio) rhuacoicus (ORB.), LEA,1870:54,103,130
Unio rhuacoica ORBIGNY, DOERING,1874:118
Unio rhuacoicus ORBIGNY, IHERING,1891a:146
Unio rhuacoicus ORBIGNY, IHERING,1893:110,127
Diplodon rhuacoicus (ORB.), SIMPSON,1900:876,882
Diplodon charruanus (ORB.), ORTMANN,1921a:506 (partim)
Unio rhuacoicus ORBIGNY, ORTMANN,1921a:509
Diplodon subeylindricus MARSHALL,1922:3, est.2, fig.1,2; est.3; fig.
ED
pilsbryi MARSHALL,1928:2, est.1,fig.1; est.3, fig. 2
yaguaronis MARSHALL,1930:5-6, est.2, fig.2,3,5,6
pilsbryi, MARSHALL ,1930:6
(Diplodon) rhuacoicus. HAAS,1930:180-182 (partim)
rhuacoicus (ORB.), BARATTINI,1951:242 (partim)
vaguaronis, BONETTO,1960a:48
rhuacoicus (ORB.), CASTELLANOS,1960:86 (partim) est.l
fig.2
yaguaronis, BONETTO,1961a:14, fig.14
rhuacoicus (ORB), BONETTO,1961a:4,14,18,19,34
rhuacoicus (ORB.), BONETTO1961:264,266-267
rhuacoicus (ORB.) BONETTO,1962b:39-42 (partim)
rhuacoicus (ORB.), PARODIZ & BONETTO,1963:201
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO,1964:325 (partim)
(Diplodon) delodontus pilsbryi, BONETTO,1964:326
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO,1965:40-42 (partim)
rhuacoicus (ORB.), CASTELLANOS,1965:104-105
rhuacoicus (ORB.), SCHADE,1965:221
rhuacoicus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:225
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:233(partim)
(Diplodon) delodontus pilsbryi MARSHALL, FIGUEIRAS,
1965:233,234
vaguaronis MARSHALL. FIGUEIRAS,1965:234
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), OLAZARRI,1966:18.21
(Diplodon) rhuacoicus (ORB.), OLAZARRI,1966:23 (partim)
rhuacoicus (ORB.), BONETTO & DRAGO,1966:123
rhuacoicus (ORB.), PARODIZ,1968:9,10,11,15
LOCALIDADES TIPICAS:
SAS
rhuacoica: Desconhecida (Banda Oriental, Uruguai).
subcylindricus: Arroyo Manga, Montevideo, Uruguai.
pilsbryi: Canada Grande, Dpto. Cerro Largo, Uruguai.
yaguaronis: Rio Jaguarão, Cerro Largo, nordeste do Uruguai.
78
MANSUR, M.C.D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Guaíba, Pörto Alegre, por MARTENS,1868:190
Rio Jacut; Rio Uruguai, Banda Oriental, por MARTENS,1868:
212
Rio Jaguarão, corre para a Laguna Mirim, entre o Dpto. de
Cerro Largo, Uruguai e o Estado do Rio Grande do Sul,
Brasil, por MARSHALL,1930:5,6
Rio Lageado, afluente do Rio Uruguai; Lagoa da Volta, Rio
Grande do Sul; Taquara, Rio Grande do Sul; Colônia S.
Lourenço, Rio Grande do Sul; Rio Guaíba, Rio Grande do.
Sul, por HAAS,1930:180-181.
Rios da pendente atlântica do Sul do Brasil, por BONETTO,
1960a:48
Desde o Rio Grande do Sul... abundante no Rio Uruguai.
por CASTELLANOS,1960:86
Rio Uruguai, por BONETTO,1961:267
Rio Uruguai, Itaqui, Brasil; Rios da pendente atlântica do
Uruguai e Sul do Brasil, por BONETTO,1962b.40-41
Rio Uruguai... rios costeiros do Uruguai e do Sul do Brasil.
até o Cabo Frio, por BONETTO,1964:325
Pendente atlântica do Uruguai e do Brasil ao sul do Rio
Camaquã, por BONETTO,1964:326
Rio Uruguai e Rio de La Plata, parecendo ser muito frequente
nos percursos superiores do primeiro... rios da pendente
atlântica do sul do Brasil, por BONETTO,1965:41
Bacia da Lagoa Mirim; cursos da pendente atlântica do sul
co Brasil e Uruguai, por FIGUEIRAS,1965:235
Bacia do Rio Uruguai, do Rio da Prata e da vertente atlân-
tica, por FIGUEIRAS,1965:233
Rio Uruguai e da pendente atlântica do Uruguai, por OLA-
ZARRI, 1966:23.
LOTE EXAMINADO:
RS, Estrada federal Guaíba — Uruguaiana, km 13, G. V. Zauza & T.
Lema cel: 3.11.1957. (MRCN: n.0 270, 1 ex):
DIPLODON CHARRUANUS (ORBIGNY,1835)
Unio charruana ORBIGNY.1835:35
faba ORBIGNY,1835:35
faba ORBIGNY, LEA ,1838:129
charruana, ORBIGNY.1846:606. est.71. fig.8-14
faba, ORBIGNY,1846:606
lepidus LEA,1863:25-26, est.50. fig.306 °
parcus LEA,1866
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 79
” lepidior LEA,1867:22 (Index) (novo nome para U. lepidus)
? Charruanus, LEA,1867:30 (Index)
” faba, LEA,1867:30
” | pareus, LEA,1867:63 (Appendix)
? Charruanus ORB., SOWERBY in REEVE,1864/68 est.93, fig.505
” Charruanus ORB., MARTENS,1868:212
” | parcus, LEA, 1869:22-23, est.33, fig.77
Margaron (Unio) parcus LEA, LEA:1870,47,102,127
Margaron (Unio) faba (ORB.), LEA,1870:50,102,118
Margaron (Unio) lepidior, LEA,1870:53,102.122
Margaron (Unio) Charruanus (ORB.), LEA.1870:54.102,113
Unio charruanus ORB., DOERING,1874:118
lepidus LEA, DOERING. 1875: 45
? - lepidior LEA, IHERING,18912:146
” faba ORB,, IHERING,1891a:146
” faba ORB. IHERING.1893:127
? lepidior LEA, IHERING,1893:127
” | charruana ORB., PILSBRY & RUSH,1896:81
Unio charruana Orb., CORSI,1900:15S
Diplodon charruanus (ORB.), SIMPSON,1900:876-877
lepidior (LEA), SIMPSON, 1900: 880
a parcus (LEA), SIMPSON, 1900: 880
% perplexus SIMPSON, 1914
perplexus SIMPSON, MARSHALL,1917:384-385, est.52, fig.5;
est.53, fig.1-4
a eharruanus (ORB.), ORTMANN,1921a: 506 (partim) pg.469,
fig.4g
E? charruanus (ORB.), ORTMANN,1921a:510,511,512, 547-548
% trivialoides MARSHALL,1922:5-6, est.1, fig.12,14; est.2, fig.3,5;
est.3, fig.12
E (Diplodon) charruanus, HAAS,1930:182-184, (partim) 186,
fig.l
(wiplodon) rhuacoicus (ORB.), HAAS,1930:180 (partim)
E (Diplodon) charruanus (ORB.), MORRETES,1949:18 (partim)
o charruanus (ORB.), BARATTINI,1951:239 (partim)
2 rhuacoicus (ORB.), BARATTINI,1951:242 (partim)
pe (Diplodon) charruanus, BONETTO,1954:5-6,10,28-35,48-49,54,
est.1, fig.c, est.2, fig.b; est.3, est.4, fig.b (partim)
E charruanus (ORB.), BONETTO,1955:2
E (Diplodon) charruanus (ORB.), BUCKUP & BUCKUP,1957:11
E charruanus, BONETTO,1959:46,48,53,54
E charruanus, BONETTO,1960a:53,57-58
Se rhuacoicus (ORB.), CASTELLANOS,1960:86 (partim)
2 charruanus (ORB.), CASTELLANOS,1960:88 (partim)
e eharruanus (ORB.), BONETTO,1961a:24, fig.27
charruanus (ORB.), BONETTO,1961a:18, 33-35, fig.38
eharruanus (ORB.), BONETTO, 1961:266
E charruanus (ORB.), BONETTO,1962b:36-39 (partim)
charruanus (ORB.), BONETTO & EZCURRA,1962a:31-39
(partim)
© charruanus (ORB.), PARODIZ & BONETTO,1963:201
pa (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO, 1964: 325 (partim)
a (Rhipidodonta) charruanus, BONETTO,1964:327-328 (partim)
o (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO,1965:41 (partim)
7 (Rhipidodonta) charruanus, BONETTO,1965:49 (partim)
e eharruanus (ORB.), ZANARDINI,1965:6-9, fig.5
80
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
e charruanus (ORB.), SCHADE,1965:221
E (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:225,230,
233,238-239 (partim)
é charruanus, BONETTO & DRAGO,1966:122
ça (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), OLAZARRI,1966:23 (partim)
E: (Diplodon) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26 (partim)
(Rhipidodonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:18,21
is (Dipiodon) charruanus (ORB.), ZILCH,1967:123
charruanus, PARODIZ,1968:4,5,7,8,9,10,15-16
LOCALIDADES TIPICAS:
U. charruana: Arroios de Maldonado, Montevideo ate Las Vacas,
suace
R. O. Uruguai — ORBIGNY,1846:606
faba: Desconhecida (Uruguai)
lepidior: Desconhecida (Uruguai)
parcus: Desconhecida (Rio Uruguai)
perplexus: Lago Potrero, Maldonado, Uruguai
trivialoides: Arroio Bellaco, Paisandu, Uruguai, sudesde do
Uruguai.
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Uruguai, por LEA, 1863:25-26
q 2 ‚ LEA, 1870:102 (U. lepidior)
E a ” DOERING,1874:118
z % ‚ ” DOERING,1875:45
E & ” IHERING, 1891a: 146 (U. lepidior)
” Grande do Sul, por IHERING,1893:127 (U. faba)
” Uruguai, por SIMPSON,1900:880 (D. lepidior)
E jo em Nonotony (provável Nonoai) RS; Rio Uru-
guai, em Itaqui RS; Rio Lageado, afluente do Rio Uruguai
em Nova Wurttemberg (atual Panambi) RS; Rio do Erval,
Passo Fundo, afl. do Rio Jacúi RS; Rio Pelotas! RS Rio
Guaíba, RS; Taquara do Mundo Novo (atual Taquara) RS,
Lagoa da Volta, RS; Estado do Rio Grande do Sul; Banhados
de São Leopoldo, RS; Rio dos Sinos, São Leopoldo, RS. por
HAAS,1930:182-183
Rio Guaíba, RS, por MORRETES,1949:18
Rio Uruguai e Rios costeiros do Brasil, seg. HAAS, por BO-
NETTO, 1954:28
Rio Guaíba, Ponta Grossa, Pörto Alegre, RS, Brasil, por
BUCKUP & BUCKUP,1495%:11
Rio Uruguai, por BONETTO, 1959:48
‚ por CASTELLANOS, 1960:88
É d e rios costeiros do Brasil, por BONETTO,1961:
IHERINGIA — Zoologia, n. 39. — 31 DE DEZEMBRO DE 1970
o
nat
— Rio Uruguai e Rio da La Plata e seus ailuentes, e rios cos-
teiros da pendente atlântica da R. O. Uruguai e sul do Brasil,
por BONETTO,1962b:38
— Espécie de ampla difusão na R. O. Uruguai assim como em
alguns Estados do sul do Brasil, tanto nas águas da pendente
atlântica como nos afluentes do alto Uruguai, por BONETTO
& EZCURRA,1962a:31-39
— Rios da pendente atlântica do Uruguai e sul do Brasil, possi-
velmente até o Estado do Rio de Janeiro. Espécie comum
no rio Uruguai, por BONETTO,1964:327
— Rio Uruguai e rios da pendente atlântica do Uruguai e sul
do Brasil, por FIGUEIRAS,1965:238
— Espécie típica do Uruguai, porém também encontrada no
alto Paraná e rios costeiros do Brasil, por BONETTO &
DRAGO,1966:122
-— Rio Uruguai e rios da pendente atlântica do sul do Brasil,
por OLAZARRI,1966:26
— Ric Grande do Sul, Lagoa da Volta, por ZILCH,1967:123
DIPLODON PICEUS (LEA,1860)
Unio piceus LEA,1860
” 1860a:23
& a ? |, LEA,1863:15-16, est.41, fig.287
2 A RE ERA ISOS
” e ” , MARTENS,1868:212
Margaron (Unio) piceus LEA, LEA.1870:53,102,128
Unio piceus LEA, DOERING.1875:45
a Koseritzi CLESSIN,1888:172-173
a piceus LEA. IHERING.1893:105,127
E Koseritzi CLESSIN, IHERING,1893:127
Diplodon piceus LEA. SIMPSON.1900:877
Unio Koseretzi CLESSIN, SIMPSON,1900:894
Diplodon hidalgoi HAAS.1916:18,est. 1. fig.l
fortis MARSHAT.L,1917:382-383, est.52. fig.1-4
2% charruanus (ORB.), ORTMANN,1921a:506 (partim)
piceus (LEA), ORTMANN,1921a:466.510,469, fig.4h, est.40
fig.2
e hildae ORTMANN.1921a:514,547-548, est.36, fig.7, est.37, fig.
1-3, est.46, fig.3, pág .469, fig.4i
2 berthae ORTMANN,1921a:528, 547-548, est.38, fig.1-4 est.46,
fig.6
a (Diplodon) charruanus (ORB)), HAAS,1930:182-185 (partim)
fig.5
ne berthae, KLEEREKOPER,1944:160
a? (Divlodon) viceus (LEA). MORRETES.1949:18
a (Diplodon) hildae ORT.. MORRETES,1949:19
a (Diplodon) berthae ORT., MORRETES,1949:20
é charruanus (ORB.), BARATTINI,1951:239 (partim)
A (Diplodon) charruanus (ORB.) BONETTO,1954:28 (partim)
é piceus (LEA), BONETTO,1960a:50-51, 56, est.1, fig.l
,
MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Familias ...
2 hildae ORT., BONETTO,1960a:53,58
e charruanus (ORB.), CASTELLANOS,1960:88 (partim)
2 piceus (LEA), BONETTO,1961a:4,17-19, fig.1,19
2 hildae ORT., BONETTO,1961a:4,24,32,34, fig.28
é hildae ORT.), BONETTO,1961:266
2 berthae ORT.), BONETTO,1961:266
x hildae ORT., BONETTO,1962b:38
2 (Diplodon) rhuacoicus (ORB), BONETTO,1964:325 (partim)
2 (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1964:327 (par-
tim)
e (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), BONETTO,1965:41 (partim)
22 (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1965:49-50
(partim)
(Rhipidonta) charruanus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:238
(partim)
a berthae ORT., FIGUEIRAS,1965:238
e (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:233 (partim)
fi (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), OLAZARRI,1966:23 (partim)
Pa (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), OLAZARRI,1966:26 (par-
tim)
22 (Diplodon) charruanus (ORB.), ZILCH,1967:123 (partim)
2 piceus (LEA), PARODIZ,1968:3,5,6,7,9,12
LOCALIDADES TIPICAS:
U
U
D.
D.
D
D
c
piceus: Desconhecida. Rio Uruguai.
Koseritzi: Rio Guaíba, Rio Grande do Sul.
hidalgoi: Arroio Miguelete, Montevideo.
hildae: Rio Jacuí, Cachoeira, Rio Grande do Sul.
berthae: Rio Jacuí, Cachoeira, Rio Grande do Sul; Rio Va-
cacaí, Santo Maria, Rio Grande do Sul.
forlis: Tacuarembö, Rio Negro, Uruguai.
ITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
Rio Uruguai, América do Sul, por LEA,1863:15-16
a 2 ‚ por LEA,1870:102
É a , por DOERING,1875:45
“Auswurf des Guahyba”, por CLESSIN,1888:172
Rio Grande do Sul (Estado) por IHERING,1893:127
Rio Uruguai, por SIMPSON,1900:877
Rio Guaíba, por SIMPSON,1900:894
Rio Uruguai, Uruguaiana RS, por ORTMANN,1921a:510
Rio Jacuí, Cachoeira (atual Cachoeira do Sul) RS, por ORT-
MANN, 1921a:514,547 (D. hildae)
Rio Jacuí, Cachoeira (atual Cachoeira do Sul) RS; Rio Va-
cahy Mirim (atual Vacacaí Mirim), Santa' Maria, RS;
Bacia do Guaíba, RS, por ORTMANN,1921a:528
Rio Guaíba (= D. piceus) Rio Jacuí RS (= D. hildae, D. ber-
thae), por HAAS,1930:183
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 83
Sangradouro dos Cornélios que liga a Lagoa Itapeva à Lagoa
dos Quadros no litoral do Rio Grande do Sul, por KLEERE-
KOPER,1944:160
Ric Uruguai; Rio Uruguai, Uruguaiana, por MORRETES,
1949:18
Rio Jacuí, Cachoeira, RS, por MORRETES,1949:19
Rio Jacuí, Cachoeira, RS; Rio Vacai Mirim, Santa Maria, RS,
por MORRETES,1949:20
Rio Uruguai e rios costeiros do Brasil, segundo HAAS, por
BONETTO,1954:28 (partim)
Rio Uruguai, Uruguaiana e Itaqui, por BONETTO,1960a:50-51
Cachoeira, Rio Jacuí, RS, por BONETTO,1960a:53
Uruguaiana, (Exemplar de ORTMANN n. 1), por BONETTO,
1961a:18
Bacia de Guaíba, por BONETTO,1961:266 (D. berthae, D.
hildae)
Brasil, RS, Rio Jacuí em Cachoeira, por ZILCH,1967:123 (D.
berthae)
Brasil, RS, Rio Jacuí em Cachoeira, por ZILCH,1967:123 (D.
hildae)
Sistema do Rio Uruguai, por PARODIZ,1968:9,12
DIPLODON PARALLELIPIPEDON PARALLELIPIPEDON
(LEA,1834)
Unio parallelopipedon LEA ,1834:60, est.8, fig.20
parallepipedon LEA, ORBIGNY, 1835: 34
parallelopipedon LEA, LEA,1838:132
parallelipipedon LEA, ORBIGNY ‚1846:609
parallelopipedon LEA, HUPÉ in CASTELNAU,1857:84
acutirostris LEA,1866
parallelopipedon LEA ,1867:23 (Index)
' acutirostris LEA, LEA, 1867:63 (Appendix)
parallelopipedon LEA, SOWERBY in REEVE,1864/68, est.89, fig.
478
parallelepipedon ORB. MARTENS,1868:212(*)
Unio acutirostris LEA,1869:30, est.35, fig.84
Margaron (Unio) parallelopipedon LEA, LEA,1870:58,102,126
Margaron (Unio) acutirostris LEA, LEA,1870:58,102,110
Unio parallelepipedon LEA, DOERING,1874:118
„7
BE)
parallelepipedon LEA, IHERING,1893:117,119,120
parallelopipedon LEA, PILSBRY & RUSH,1896:80
parallelipipedon LEA, CORSI,1900:159
Diplodon acutirostris (LEA), SIMPSON,1900:872,885
A)
parallelipipedon (LEA), SIMPSON,1900:884
= parallelopipedon (LEA), ORTMANN,1921a:504
22 acutirostris (LEA), ORTMANN,1921a:505
U. parallelopipedon LEA non ORBIGNY
84 MANSUR, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
(Diplodon) parallelipipeden parallelipipedon (LEA), HAAS,
1930:189
(Diplodon) parallelipipedon acutirostris (LEA), HAAS,1930:
189-190
di (Diplodon) parallelipipedon (LEA), MORRETES,1949:18
do parallelepipedon (LEA), MODELL,1950:137
Schleschiella parallelepipedon parallelepipedon (LEA), MODELL,1950:
141-142, est.11, fig.13 (partim)
Schieschiella parallelepipedon acutirostris (LEA), MODELL,1950:141,
est.11, fig.14
Diplodon parallelipipedon (LEA), BARATTINI,1951:241
e parallelipipedon acutirostris (LEA), BARATTINI,1951:241
= (Diplodon) parallelopipedon parallelopipedon (LEA), BO-
no NETTO,1954:5-7.10,36-40,48-49,54-55, est.2d, 5c.
(Diplodon) parallelopipedon acutirostris (LEA) BONETTO,
1954:36
x parallelipipedon (LEA), BONETTO,1955:2
(Diplodon) parallelipipedon (LEA), BUCKUP & BUCKUP,
1957:10
= parallelopipedon (LEA), BONETTO,1959:46,49,53-55
parallelopipedon acutirostris (LEA), BONETTO,1959:49
parallelopipedon parallelopipedon (LEA), BONETTO, 1959:53
e parallelopipedon (LEA), BONETTO,1960a:52,58
parallekpipedon parallelipipedon (LEA), CASTELLANOS,
1960:87, est. 1, fig.4
parallelipipedon acutirostris (LEA), CASTELLANOS,1960:87,
est.1, fig.3
2 parallelopipedon (LEA), BONETTO,1961a:21, fig.23
da parallelopipedon (LEA), BONETTO & EZCURRA,1962:24-27
ç parallelipipedon, PARODIZ & BONETTO,1963:199,201
a (Diplodon) parallelopipedon (LEA), BONETTO,1965:46
e parallelipipedon (LEA), CASTELLANOS,1965:104-105
E parallelopipedon (LEA), SCHADE,1965:221
(Diplodon) parallelopipedon (LEA), FIGUEIRAS,1965:235-236:
(Diplodon) parallelopipedon (LEA), OLAZARRI,1966:18,21,24
(Diplodon) parallelipipedon parallelipipedon (LEA), ZILCH,
1967:126
E (Diplodon) parallelipipedon acutirostris (LEA), ZILCH,1967:
126
parallelipipedon parallelipipedon (LEA), PARODIZ,1968:2,8.
tl
(Diplodon) parallelopipedon (LEA), BONETTO,1968:68-70,
Ho]
LOCALIDADES TIPICAS:
U. parallelipipedon: Rio Parana, prov. Corrientes, Argentina
U. acutirostris: América do Sul (seg. HAAS: Rio Uruguai, próxi-
mo a Salto)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, por DOERING,1874:118
— Rio Uruguai, Uruguaiana, RS, por ORTMANN,1921a:504
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 85
Itaqui, Rio Uruguai, RS, por HAAS,1930:189 (D. acutirostris)
Rio Uruguai, Uruguaiana RS, Brasil, por MORRETES,1949:18
Afluentes da lagoa Mirim, por BARATTINI,1951:241 (D. Pa-
rallelipipedon acutirostris)
Sul do Brasil (Uruguaiana seg. ORTMANN) por BONETTO,
1954:36
Rio Uruguai, por BONETTO,1954:36 (D. (D) parallelepipedon
arutirostris)
Rio Guaíba, Ponta Grossa, Pörto Alegre RS; Rio Guaiba,
Ipanema, Pórto Alegre, RS; Rio Guaiba, Florida, Mun. de
Viamão KS, por BUCKUP & BUCKUP,1957:10
Rio Uruguai, (segundo HAAS) por BONETTO,1959:49 (D.
acutirostris)
Ric Uruguai, por CASTELLANOS,1960:87
Rio Uruguai desde Misiones até o Rio La PLATA, otros au-
tores a citam desde Brasil, por CASTELLANOS,1960:87
Rio Uruguai. As referências acerca de sua existência nos
rios do litoral atlântico do Brasil no Estado do Rio Grande
do Sul, são errôneas como pode apreciá-lo pessoalmente, por
BONETTO ,1965:46
Rio Uruguai (Rio San Luis, afl. da Lag. Mirim, em Rocha,
Uruguai) por FIGUEIRAS,1965:235-236
Rio Uruguai e rios da pendente atlântica do Uruguai, por
OLAZARRI.1966:24-25
Rio Uruguai em Salto; Brasil, Rio Grande do Sul; Rio Uru-
guai em Itaqui, por ZILCH,1967:126 (D.(D.) parallelipipedon
acutirostris (LEA))
Rio Uruguai e Rio Grande do Sul (Camaquã e Vacacaí) por
PARODIZ, 1968:11.
LOTES EXAMINADOS:
R. O. Uruguai, Rio Negro, Sto. Tacuarembo, Ex. Coleção E. Duarte,
(MRCN n.º 156, 2 ex.); Argentina, Santa Fé, Arrojo Flores, tributário
da Laguna Setubal, Bonetto e Colaboradores col.. 12.VII.1968 (MRCN
no 2369. 1 val.).
DIPLODON PARALLELIPIPEDON AETHIOPS (LEA,1860)
Unio aethiops LEA,1860
Unio aethiops LEA,1863:13-14, est.41, fig.285
Unio aethiops LEA,1867:21 (Index)
Margaron (Unio) aethiops LEA, LEA,1870:53,102,110
Unio aethiops LEA, DOERING,1875:45
Unio Aethiops LEA, MARTENS,1868:212
Unio aethiops LEA, IHERING,1893:102-105,119.127
Unio aethiopiformis IHERING in litt. (Nomen nudum)
Diplodon aethiops (LEA), SIMPSON,1900:877
Unio aethiopiformis IHR., SIMPSON, 1900:877,894
86 MANSUR, M. .D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
Diplodon charruanus (ORB.), ORTMANN,1921a:506 (partim)
Unio aethiops LEA, ORTMANN ,1921a:507,509,516
Diplodon (Diplodon) charruanus (ORB.), HAAS, 1930:182-183 (partim)
charruanus (ORB.), BARATTINI, 1951: 239 (partim)
e aethiops (LEA), BONETTO, 19604: 51
E aethiops (LEA), BONETTO,1961a:18
E (Diplodon) rhuacoieus (ORB.), BONETTO,1964:325 (partim)
E (Rhipidodonta) charruanus (ORB.), BONETTO,1964:327 (par-
tin)
2 (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), FIGUEIRAS,1965:233 (partim)
é (Diplodon) rhuacoicus (ORB.), OLAZARRI,1966:23 (partim)
2 parallelipipedon aethiops (LEA), PARODIZ,1968:3,11
LOCALIDADE TIPICA: Desconhecida (Rio Uruguai)
CITAÇÕES DE OCORRÊNCIAS PARA O RS:
— Rio Uruguai, America do Sul, por LEA,1863:14
— Por ERAS 1870: 102
—.” É FP Por DOERING.1875: 45
— 7” & e Guaíba, por IHERING,1893:102-105
— e , por ORTMANN,1921a:506
— — ? Camaquã RS, por HAAS,1930:183 (= D. aethiopiformis)
— — ? Uruguai, por PARODIZ,1969:3
CONCLUSÕES
Levando em consideração as bacias hidrográficas existentes
no Rio Grande do Sul, com suas respectivas faunas malacológicas,
para as familias HYRIIDAE e MYCETOPODIDAE, o dividimos
em três zonas:
a) a zona das Lagoas Costeiras
b) a zona do complexo Guaiba-Patos-Mirim
c) a zona do Rio Uruguai
A Zona das Lagoas Costeiras, abrange a região nordeste do
Estado, sendo povoada de lagoas e lagunas com as mais diversas
extensões e apresentando um grau de salinidade, muitas vêzes,
bastante elevado. Esta zona fica restrita às lagoas costeiras da
região nordeste do Estado, a partir do Rio Mampituba que lhe
serve de limite norte, excluindo-se o complexo Guaiba-Patos-Mi-
rim, que se constitui na segunda zona.
No aspecto malacofaunístico é das três zonas a mais pobre,
sendo também a menos explorada até o momento, havendo apenas
citações feitas por HAAS, 1930 e 1931 e KLEEREKOPER, 1944.
O primeiro faz referências a Lagoa da Volta, nome êste desco-
ahecido em tödas as obras que consultamos. KLEEREKOPER
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 87
refere-se as demais lagoas costeiras, mas cita apenas uma especie
al encontrada.
As citações para esta zona são:
Arodontites trapesialis forbesianus (LEA,1860)
Anodontiles patagonicus (LAMARCK 1819)
Diplodon charruanus (ORBIGNY,1835)
Diplodon berthae ORTMANN,1921a
A zona do complexo Guaíba-Patos-Mirim, abrange os rios
existentes no planalto: Jacuí, Caí, Sinos e Gravataí, sendo que
ao sul aparece o Rio Camaqua, tributário da Lagoa dos Patos e o
Rio Jaguarão, tributário da Lagoa Mirim. Damos como limite
sul o Arroio Xui.
Esta zona apresenta grande riqueza de espécies e
variações. Se considerarmos sômente o Rio Guaíba, encontramos
uma explicação para a confusão sistemática aí encontrada pois 3
variação abundante de formas e tamanhos concorreram para a
divergência registrada entre autores, que acabaram por determi-
nar um número elevado de espécies para esta região.
As citações para esta zona são:
Anodontites trapesialis forbesianus (LEA,1860)
patagonicus (LAMARCK,1819)
Ri trapezeus SPIX,1827
crispatus tenebricosus (LEA ,1834)
5 crispatus soleniformis (ORBIGNY,1835)
é clessini FISCHER,1890
Ea lucidus (ORBIGNY,1835)
Mycetopoda legumen (MARTENS,1888)
Monocondylaea corrientesensis ORBIGNY,1835
Monocondylaea minuana ORBIGNY.1835
Monocondylaea paraguayana ORBIGNY;1835
Monocondylaea parchappii ORBIGNY,1835
Leila blainvilleana (LEA,1834)
Castalia undosa martensi (IHERING,1891)
Diplodon delodontus delodontus (LAMARCK 1819)
expansus (KÜSTER,1856)
rotundus gratus (LEA,1860)
ui burroughianus (LEA ,1834)
fá ellipticus (WAGNER in SPIX,1827)
E martensi (IHERING,1893)
E rhuacoicus (ORBIGNY,1835)
. charruanus (ORBIGNY,1835)
88 M ANSU R, M. C. D. — Lista dos Moluscos Bivalves das Famílias ...
É piceus (LEA,1860)
parallelipipedon parallelipipedon (LEA,1834
ii parallelipipedon aethiops (LEA,1860)
Quanto à terceira zona cabe dizer que não anotamos as ci-
tações de espécies para o baixo Rio Uruguai nem para a Repú-
blica Oriental do Uruguai. Consideramos as citações para o Rio
Uruguai em geral e a zona junto ao Rio Grande do Sul, desde o
Rio Quaraí e a cidade de Uruguaiana para o norte que compre-
ende rarte do médio e todo alto Uruguai.
Encontramos para esta zona o maior número de espécies ci-
tadas que são:
Anodontites trapesialis forbesianus (LEA,1860)
patagonicus (LAMARCK 1819)
Es trapezeus SPIX.1827
is crispatus tenebricosus (LEA,1834)
pe felix PILSBRY,1896
7 lucidus (ORBIGNY,1835)
Mycetopoda legumen (MARTENS,1888)
Monocondylaea corrientesensis ORBIGNY,1835
Monocondylaea paraguayana ORBIGNY,1835
Monocondylaea minuana ORBIGNY,1835
Fossula fossiculifera fossiculifera ORBIGNY,1835
Leila blainvilleana (LEA ,1834)
Castalia ambigua inflata ORBIGNY,1835
Castalia psammoica (ORBIGNY,1835)
Castalia undosa martensi (IHERING,1891)
Diplodon delodontus delodontus (LAMARCK 1819)
delodontus wymani (LEA,1860)
PA uruguayensis (LEA,1860)
4 expansus (KUSTER,1856)
uruguayensis x expansus
= rotundus gratus (LEA,1860)
funebralis (LEA,1860)
É peraeformis (LEA,1860)
a burroughianus (LEA,1834)
ie rhuacoicus (ORBIGNY,1835)
charruanus (ORBIGNY,1835)
É piceus (LEA,1860)
Du parallelipipedon parallelipipedon (LEA,1834)
= parallelipipedon aethiops (LEA,1860)
IHERINGIA — Zoologia, n. 39. -— 31 DE DEZEMBRO DE 1970 89
AGRADECIMENTOS
Agradecemos sinceramente ao Professor Paulo Vanzolini, Diretor
do Museu de Zoologia de São Paulo, que nos proporcionou estagiar
durante dois meses naquele departamento, bem como ao Professor José
Luiz M. Leme que nos orientou e dispôs a bibliografia e material mala-
cológico que nos auxiliaram na compilação de dados.
Ao Dr. A. A. Bonetto, Diretor Go INALI, que além de nos receber
de modo hospitaleiro no Instituto Nacional de Limnologia em Santa Fé,
Argentina, foi incansável em sua crientação, tendo nos colocado ao in-
teiro dispor, sua bibliografia, como também todo o instrumental e ma-
terial lá existente, sem os quais nãc teríamos conseguido eliminar uma
série de dúvidas.
Ao Professor José Willibaldo Thomé, nosso orientador e Diretor
do MRCN, que nos acompanhou de modo decisivo através das exigências
severas e compreensivas. Foi sem dúvida a pessoa que nos permitiu a
conclusão do presente trabalho.
A Professöra Cecília Volkmer Ribeiro pelo auxílio prestado na
revisão final do trabalho.
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— Conch. Icon. v. 16. 96 est. com texto.
—,— (1868) Monograph of the genus Mycetopus. In REEVE — Conch.
Icon., v. 16, 4 est. com texto.
—,— (1867/70) — Monograph of the genus Anodon. In REEVE —
Conch. Icon., v. 17, 37, est. com texto.
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 95
—,— (1869) — Monograph of the genus Castalia. In REEVE —
Conch. Icon., v. 17, 3 est. com texto.
SPIX, J. B. & WAGNER, J. A. (1827) — Testacea Fluviatilia quae in
itinere per Bras. ani MDCCCXVII — MDCCCXX collegit et pin-
genda curavit D. J. B. de Spix, degessit, descripsit et observationi-
bus illustravit Dr. J. A. Wagner. — Leipzig. 36 p., 29 est.
THIELE, J. (1931/35) — Hadbuch der Systematischen Weichtierkunde.
Jena, Gustav Fischer Verlag. v. 2, v-1154 p., 783 f.
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IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 97
PUBLICACOES DO “MUSEU RIO-GRANDENSE DE
CIÊNCIAS NATURAIS”
“IHERINGIA”
Serie ANTROPOLOGIA
Nº 1 — (1969) — com dois artigos, 116 p.:
— BROCHADO, J. J. J. P. — “Histórico das pesquisas arqueo-
lógicas no Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 3-42, 1 £.;
— MILLER, E. T. — “Resultados preliminares das escavações
no sítio pré-cerâmico RS-LN-1: Cerrito Dalpiaz (abrigo-sob-
-rocha)”. — p. 43-112, 11 £., 9 q..
Série BOTÂNICA
Nº. 1 — RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1958) — “Asclepiadaceae Rio-
grandenses”. — 57 p.;
Nº 2 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1958) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 1. Auriculariaceac.
Sirobasidiaceae, Tremellaceae, Dacryomycetaceae”. — 56 p.,
1 est.;
N.º 3 — RAMBO, Pe. B. (S. ch) — (1959) — “Aponynaceae R.o-
grandenses”. — 23 p
N.º 4 — RICK, Pe. ij (S. I) — (1959) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 2. Thelephoraceae”
— p. 57-124;
INEO 3 — RICK, Fe. J. (S. J.) — (1959) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 3. Hypochnaceae,
Clavariaceae, Craterellaceae, Hydnaceae”. — p. 125-192;
N.º 6 — RAMBO, Pe. B. (S. 3.) — (1960) — “Bignoneaceae Ric-
grandenses”. — 26 p
NO 7 — RICK, Pe. J. is, 5)” — (1960) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 4. Meruliaceae, Poiv-
poraceae, Botelaceae”. — p. 193-295;
NO 8 — RICK, Pe. J. (S. J.)- — (1961) —- “Basidiomycetes Euba-
- sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 5. Agaricaceae”, —
p. 296-450;
No 9 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceae,
Calostomataceae, Hymenogastraceae, Hysterangiaceae, Scle-
rodermataceae, Tulostomataceae, Lycoperdaceae, Geastra-
ceae, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae’”’. — p. 451-480;
N.º 10 — CERONI, Z. da S. V. — (1962) — “Média anual de trans-
piração no Eucalyptus rosirata e suas relações com o meio
através do método “Cut-leaf”. — 28 p., 1 f., 11 gráficos;
N.º 11 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1963) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: INDEX”. — 32 p., 1
errata;
N.º 12 = RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1964) — “Acanthaceae Rio-
grandenses”. — 36 p
NFS — RAMBO, Pe. B. S 9 — (1965) | “Orchidaceae Rio-
grandenses”. — 96 p.
98 Lista das publicações do M.R.C.N.
Nº 14 — (1970) — com 4 artigos, 58p.:
— CERONI, Z. S. V. — “Relações entre água periférica e
central em troncos de Eucalyptus” — p. 3-18, 1 £.;
— CERONI, Z. S. V. — “Hipóteses sôbre a hiperacidez do mél
de certa apicultura de Santa Cruz do Sul”. — p. 19-22.
— FERREIRA, A. G. — “Flora da praia de Belas, Pörto Ale-
gre”. — p. 23-44, 7 £.;
— VIANNA, E. C. — “Marchantiales e Anthocerotales coleta-
das no Rio Grande do Sul”. — p. 45-54.
Série GEOLOGIA
Nº 1 — (1967) — com dois artigos, 90 p.:
— PINTO, I. D. & CLOSS, D. — “índice remissivo dos fósseis
do Rio Grande do Sul”. — p. 3-76, 6 £.;
— MARTINS, L. R. & GAMERMANN, N. — “Contribuição
à sedimentologia da lagöa dos Patos. — III: Granulome-
tria da zona norte e média”. — p. 77-86, 3 £.;
N.º 2 — (1969) — com três artigos, 160 p.:
— BIANCHI, L. A. — “Bancos de Ostreídeos pleistocênicos
da planície costeira do Rio Grande do Sul”. — p. 3-40, 6
f., 4 est.;
— MARTINS, L. R. & EICHLER, B. B. & PODOLSKY, V. M.
— “Propriedades texturais dos sedimentos litoräneos de
Santa Catarina. I. Areias de praia, trecho Mampituba-Ara-
ranguá”. — p. 41-54, 4 £.;
— FORTI, I. R. S. — “Cenozoic mollusks from the drill-ho-
les Cassino and Palmares do Sul of the Coastal Plain of Rio
Grande do Sul’. — ». 55-156, 1 £., 9 est:
Nº 3 — (1970) — com cinco artigos, 126 .p.:
— CLOSS, D. — “Estratigrafia da Bacia de Pelotas, Rio Gran-
de do Sul”. — p. 3-76;
— PAULA-COUTO, C. de — “Nôvo Notoungulado no Riochi-
quense de Itaboraí”. — p. 77-86, 3 £.;
— ISSLER, R. S. — “Caracteres magmáticos regionais do vul-
canismo da Bacia do Paraná. — P.:82-1007 2722
— RIBEIRO, M. — “Sôbre um padrão orogênico evidenciado nv
Escudo Sulriograndense”. — p. 101-108;
— RIBEIRO, M. & TEIXEIRA, C.A.S. — “Datações de rochas
do Rio Grande do Sul e sua influência nos conceitos estrati-
gráficos e geotécnicos locais”. — p. 109-120, 1 £..
Série ZOOLOGIA:
Nº 1 — BUCKUP, L. & BUCKUP, E. H. — (1959 = Cataloso
dos Moluscos do Museu Rio-Grandense de Ciências Natu-
rais”. — 40 p
IN FROES, O: M — (1957) — “Atualização da nomenclatura
dos quelônios brasileiros”. — 24 p.;
N.º 3 — BECHYNEG, J. — (1957) — “Provisorische Liste der Alti-
ciden von Rio Grande do Sul. (Col., Phytoph., Chrysome-
loidea) = 1520 p::
NO 4 = "BUCK, Pe. PBP. (SJ) — (195%) — “InsetosfenadosRem
galhos cortados”. — 7 p:;;
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 99
N.º 5 — LEMA, T. de — (1957) — “Bicefalia em serpentes” — 8 p.,
4 est.;
N.º 6 — BUCKUP, L. — (1957) — “Pentatomideos Neotropicais.
— I. Sôbre o gênero Agroecus Dallas, 1851, com a descri-
ção de duas espécies novas. (Hem., Pentatomidae)”. — 18
p. 2 est.;
N.º 7 — BUCKUP, E. H. — (1957) — Estudo das variações de Bo-
thriurus bonariensis (Koch, 1842) e sôbre a invalidez de
Bothriurus asper Pocock, 1893 e Bothriurus semiellypticus
Prado, 1934”. — 18 p. 5 est., 1 tabela;
INEO 8 — BAUCKE, O. — (1957) — “Cerambicideos do Rio Grande
do Sul. HP. — 30 p.;
Nº 9 — UHMANN, E. — (1958) — “Faerbungskreise dreier Hisvi-
nae aus Suedbrasilien. — 191. Beitrag zur Kenntnis der
Hispinae. (Coleop., Chrysomelidae) - 14 p., 2. est.; (US$-0.60)
N.º 10 — LEMA, T. de — (1958) — “Notas sôbre os Répteis do Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil: Notas I a IV” — 31
p., 6 est.;
N.º 11 — UHMANN, E. — (1959) — “Das Schildchen der Hispinae
und seine Umgebung. — 198. Beitrag zur Kenntnis der
' Hispinae. (Coleop., Chrysomelidae)”. — 12 p., 3 est.;
N.º 12 — BAUCKE, O. — (1960) — “Notas Entomológicas. I-III”.
— 19 p., 3 est.;
N. 13 — LEMA, T. de — (1960) — “Notas sôbre Répteis do Rio
Grande do Sul. — V a VIII”. — 36 p., 7 est.;
N.º 14 — AZEVEDO, A. C. P. — (1960) — “Studies on Coral Snakes.
— Introduction; I. About the eggs of Coral Snakes; II. A
New observation of the Behavior of Micrurus frontalis
multicinctus and its relationship whith folklore”. — 36 p.,
6 est.;
N.º 15 — BUCKUP, L. — (1960) — “Pentatomideos Neotropicais.
— II. Contribuição ao conhecimento dos Asopinae da
América do Sul. (Hem., Het., Pentatomidae)”. — 25 p.;
N.º 16 — BUCKUE, L. — (1961) — “Os Pentatomideos do Estado do
Rio Grande do Sul (Brasil). (Hemiptera, Heteroptera,
Pentatomidae)”. — 24 p.;
N.º 17 — LEMA, T. de — (1961) — “Notas sôbre os Rénteis do Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil”. — 20 p. 8 est., 21 £.;
N.º 18 — AZEVEDO, A. C. P. — (1961) — “Notas sôbre cobras corais,
(Serpentes, Elapidae). - Ill a VII”. - 22 p. 14 f.
N.º 19 — CLOSS, D. & MADEIRA, M. — (1962) — “Tecamebas e
Foraminiferos do Arroio Chuí. (Santa Vitória do Palmar,
Rio Grande do Sul, Brasil)” - 43 p., 7 est.; 1 mapa;
N.º 20 — BUCKUP, L. & THOME, J. W. — (1962) — “I Campanha
Oceanogräfica do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais.
— A viagem do “Pescal ID” em julho de 1959”. — 42 p.,
2 est., 1 mapa;
N.º 21 — LEMA, T. de — (1962) — “Sôbre a espécie Bothrops ita-
petiningae (Boulanger, 1907) e sua ocorrência no Estado
do Rio Grande do Sul, Brasil. (Serpentes, Crotalidae)”.
— 12 p., 4 est.;
N.º 22 — LEMA, T. de — (1962) — “Ocorrência de Philodryas ar-
naldei (Amaral, 1932) no Estado do Rio Grande do Sul,
Brasil. (Serpentes, Colubridae)”. — 4 p., 2 est.;
N.º 23 — LEMA, T. de — (1962) — “Considerações sôbre dois Sau-
rios cem cauda dupla. (Reptilia, Squamata)’. — 6 p., 2 est.;
100
Lista
das publicações do M.R.C.N.
24 —
25 —
26 —
27 —
28 —
29 —
381 —
33 —
39 —
LEMA, T. de — (1962) -— “Deformação acidental em
Xenodon merremii (Wagler, 1824). (Serpentes, Colubridae)”.
— 6 p., 2 est.;
BERTELS, A. — (1962) — “Insetos — Hóspedes de Sola-
náceas lp:
AZEVEDO, A. C. P. — (962) — “Anomalias observadas
em serpentes do gênero Micrurus Wagler, 1824. (Serpentes.
Elapidae)”. — 6 p., 1 est., 12 £.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1962) — Söbre uma população de
Micrurus frontalis frontalis (D. & B., 1854) de Lagöa Santa,
Minas Gerais, Brasil. (Serpentes, Elapidae)”. — 3 p., 1 est,
[o
THOMÉ, J. W. — (1963) — “Um novo Copépodo (Crus-
tacea) do gênero Trifur Wilson, 1917”. — 11p., 5 est., 1 É;
GOULART, A. D. — (1963) — “A Hirudofauna do munici-
pio de Pôrto Alegre. (Estado do Rio Grande do Sul, Brasil)”.
— 7TPp.;
LEMA, T. de — (1963) — “Resultados ictiolögicos da I
Campanha Oceanogräfica do Museu Rio-Grandense de Ciên-
cias Naturais”. — 56 p
BECHYNÉ, e & BECHYNÉ, B. S. de — (1963) — “Bei-
traege zur "kenntnis der Salvadorenischen Chrysomeioidea’”.
— 79 p.;
UHMANN, E. — (1964) — “Hispinae aus dem Staate São
Paulo Brasilien. — 209. Beitrag zur kenntnis der Hispi-
nae. (Coleoptera, Chrysomelidae)”. — 28 p.;
HOFFMANN, G. R. — (1964) — “Contribuição ao conheci-
mento de Libinia spinosa Milne-Edwards, 1834. (Crustacea,
Decapoda, Brachyura)”. — 40 p., 2 f., 10 gráfico
AZEVEDO, A. C. P. — (1964) — “Variações cromáticas em
Micrurus corallinus (Wied, 1820). (Serpentes, Elapidae)”.
— 15 p., 3 L[.;
(1967) — com cinco artigos, 88 p.:
GOULART, A. D. de Á. — “Presença de Helobdella obscura
Ringuelet, 1942 e Helobdella duplicata var. tuberculata
Ringuelet, 1958, no Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-6;
CLOSS, D. & MADEIRA, M. — “Foraminíferos e Tecame-
bas aglutinantes da Lagôa de Tramandaí, no Rio Grande
do: Sul” =p; 7-3, 6. est. 20:
GRAZIA, J. — “Estudos sôbre o gênero Galedanta Amyot
& Serville, 1843 (Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”.
— n. 45-59, 19 £.
LEMA, T. de — “Nôvo gênero e espécie de serpente opisto-
glifodonte no Brasil meridional (Colubridae, Colubrinae)”.
— pn. 61-74, 10 f.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. — “Thecamoebina and
Foraminifera from the Mirim lagoon, southern Brazil”. —
p. 75-88, 2 £.;
(1969) — com um artigo, 114 p.:
BECHYNE, J. & BECHYNE, a S. de — “Die Galeruciden-
gattungen in Siidbrasilien”. — p. 1-110, 16 £.
(1969) — com cinco artigos, 127 p:
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do
Sul, state of Santa Catarina, Brazil”. p. 3-29, 3 est.;
PEREIRA, CASE “Recent orenmitailteen of Southern
IHERINGIA — Zoologia, n. 39 — 31 DE DEZEMBRO DE 1970 101
N.º 38 —
N.º 39 —
2229
Brazil collected by hydrografic vessel “Baependi
Pp 93-95, 2 est; Il sräf.:
THOME, J. W. — ‘Redescricäo dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: I. Espécies depositadas
no “Zoologisches Museum” de Kiel, Alemanha”. — pp.
LOI-114, 21 E:
LEMA, T. de & AZEVEDO, A. C. P. —. “Ocorrência de
Micrurus decoratus (JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil,
(Serpentes, Elapidae)”. — p. 113-117;
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguaya
repens HINDE, 1888 (Porifera-Spongilidae) with redescrip-
tion of the species”. — p. 119-123, 2 £.;
(1970) — com três artigos, 124 p.:
ROETTGER, E. U. — “Recent foraminifera from the con-
tinental shelf of Rio Grande do Sul collected by the hydro-
grafic vessel “Canopus””. — p. 3-72, 2 pl, 3 £.;
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: III. Espécies deposi-
tadas no “TI. Zoologisches Institut und Museum der Uni-
versitat” de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 £.;
LEMA, T. de — “Sôbre o “status” de Elapomorphus bili-
neatus DUMÉRIL, BIBRON & DUMERIL, 1854, curiosa
serpente subterrânea”. — p. 89-118, 7 £..
(1970) com três artigos, 102 p.:
FABIAN, M. E. — “Estudo anatômico de Liophis miliaris
(L. 1758), Serpentes, Colubridae”. — p.3-18, 8 £.;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: V. Espécies depositadas
no “Museo ed Istituto di Zoologia Sistematica della Univer-
sita”, de Turim, Itália”. — p. 19-31, 17 £.;
MANSUR, M.C.D. — “Lista dos moluscos bivalves das
Famílias Hyriidae e Mycetopodidae para o Estado do Rio
rande do Sul’. — p. 33-95.
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Governador do Estado
Coronel WALTER PERACCHI BARCELLOS
Secretário de Estado dos Negócios da Educação e Cultura
Professor Engenheiro LUIZ LESEIGNEUR DE FARIA
Diretor do Departamento de Ciência e Cultura
Doutor PAULO JAURES PEDROSO XAVIER
Diretor da Divisão de Ciências
Professor-Naturalista JOSE WILLIBALDO THOMF
Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do Departamento
de Imprensa Oficial, da Secretaria de Estado dos Negócios
da Administração — Bol. 6249, de 26-6-1970
Serie ZOOLOGIA Número 40 26-7-1971
Contribuicao ao conhecimento da superfamilia Pentato-
moidea na Venezuela (Heteroptera).
MIRIAM BECKER e JOCELIA GRAZIA-VIEIRA ......
Redescricao dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: VII. Especies depositadas no
“Museum National d’Histoire Naturelle”, Paris,
Franca.
JOSE MAETTBALDONTHOME iss si sia eras nadas
Houssayella iguazuensis BONETTO and De DRAGO,
1966 (Porifera-Spongillidae) in Itú river, Rio Grande
do Sul, Brazil.
CRECTrErA VOLKMER- RIBEIRO E 2 su ss si rd aaa
27
MUSEU RIO-GRANDENSE DE CIENCIAS NATURAIS
Divisão de Ciências do Departamento de Assuntos Culturais
Secretaria de Estado dos Negócios da Educação e Cultura do
Govêrno do Estado do Rio Grande do Sul.
PORTO ALEGRE
IHERINGIA & o periodo de divulgacäo de trabalhos cientificos ineditos do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais, publicado em quatro (4) séries: “An-
tropologia”, “Botânica”, “Geologia” e “Zoologia”. Cada série é editada em fascículos,
com numeração corrida independente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no todo ou por série, é distribuído à Instituições congêneres em
regime de permuta, podendo eventualmente também ser distribuído gratuitamente
a cientistas ou outros interessados.
IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific works and research
data from the “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, issued on four (4)
series: “Antropology”, “Botany”, “Geology” and “Zoology”. Each series is published
in fascicules of independent numeration, with one or more articles.
IHERINGIA as a whole or as separate series, is intended to be exchangeable
with similar Institutions and can be sent free of charge to scientists and interes-
ted people, on request.
Recomendacöes aos autores:
1. Os manuscritos devem versar, preferencialmente, assunto pertinente ao Estado
do Rio Grande do Sul e regiões limítrofes;
2. Devem ser encaminhados, por ofício dirigido ao Diretor e serão aceitos a cri-
tério de comissão redatorial designada para cada artigo;
3. Terão prioridade os artigos dos pesquisadores do Museu ou que versem sôbre
material depositado em suas coleções;
4. Todos cs artigos devem ter um resumo na língua em que estão redigidos.
Os artigos em língua partuguêsa devem ter também um resumo em língua es-
trangeira e os em língua estrangeira (alemão, espanhol, frarcês, inglês, italiano
e latim moderno) devem ter, obrigatóriamente, um segundo resumo em por-
tuguês;
5. Os originais devem ser apresentados: 5.1. em duas vias datilografadas, espaço
dois, com margens mínimas de 2em, sem emendas, em papel branco tamanho
ofício (32x22cm), utilizando um só lado e tôdas as fôlhas devem vir nume-
radas na margem superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2.
apenas os nomes científicos devem ser sublinhados com um traço simples; 5.3.
os nomes dos autores, inclusive de referência bibliográfica, devem vir datilo-
grafados em MAIÚSCULAS; 5.4. as referências bibliográficas, no fim do arti-
go, devem restringir-se ao estritamente necessário e devem vir organizadas em
ordem alfabética do sobrenome do autor e secundäriamente em ordem crono-
lógica; 5.5. na citação de artigos, o nome do periódico deve vir sublinhado e
na de livros, o título da obra; 5.6. as abreviações de periódicos, preferencial-
mente, devem obedecer as adotadas no “World List of Scientific Periodicals”;
5.7. a disposição dos dados das referências deve obedecer o critério dos seguintes
exemplos Nipotéticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.2 ed., Pörto Alegre.
Livraria Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi+456 p., 28 f. 15 est.;
—,— (1960) — Bignoneaceae Riograndensis — Iheringia, Bot., v. 2, n. 6, p. 1-26,
f. 1-3, est. 1-2.
5.8. tôdas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida,
permitindo-se o editor agrupá-las e distribuí-las do modo mais econômico, sem
prejudicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações
do autor; 5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China,
preferencialmente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos
tamanhos que permitam a redução para o máximo de 17x1l1cm; 5.10. ilustra-
ções à côres devem ser combinadas previamente e seu custo fica a cargo do
autor; 5.11. as legendas das figuras devem vir em ordem numérica, em fôlha
separada do texto; 5.12. a localização aproximada das figuras no texto deve
ser assinalada pelo autor na margem direita do manuscrito, sempre à lápis;
6. A correção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo ex-
pressa convenção em contrário. Modificações no texto, durante as correções,
só serão aceitas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
Serão fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independente-
mente do número de autores. Maior número de separatas poderão ser forneci-
das mediante prévio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega
dos originais.
-1
Prof. José Willibaldo Thomé -— Naturalista
Diretor-editor
Comissão Redatorial dêste número.
José W. Thomé Ender&co para correspondência
Cecília V. Ribeiro (Mailing address): Caixa Postal, 1188
Jocélia G. Vieira Pôrto Alegre — Rio Grande do Sul — Brasil
Senhores:
Dear Sirs:
Queiram ter a gentileza de preencher o presente, devolvendo-
-c ao Museu, a fim de que não haja interrupção na remessa de
aúmero seguinte de IHERINGIA.
Please complete the requested below and return it to us,
so that we can send you the next number of IHERINGIA.
1. Recebemos e agradecemos: IHERINGIA, Zoologia, n. 40.
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Local e data:
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Caixa postal, 1188
PORTO ALEGRE — Rio Grande do Sul
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wie) (0 já im lol nem late cio, jo) (6) Bee 'n 0 (nO: 6) 0) 0, c0) 6) ee 6: 16] O) Jujia je, nto) aj ca cio) ıe, en 0/0) 0 one En lo No ea
(cidade e Estado) — (city and State)
a-of vai q) eo) 6 0) foi) 0) one vo) à [6,8 10) copia) avis do) D| (67 0 o; ei o) fo/ foi 16] o! Jajiio! To fio io q Unte ira pro NS
(País) — (Country)
| | | | |
‚IHERINGIA | Zoologia | n.40 | p. 3:26 -| Pörto AlegreRS 26.7.1971
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA SUPERFAMÍLIA
PENTATOMOIDEA NA VENEZUELA (HETEROPTERA) (*)
Miriam Becker (**)
Jocélia Grazia-Vieira (***)
RESUMO
Com base nas coleções entomológicas do Instituto de Zoologia
Agrícola de Maracay, Universidad Central de Venezuela e do Museo
de História Natural La Salle, Caracas, é apresentada uma lista das
espécies dos pentatomoideos ocorrentes na Venezuela, pertencentes aos
seguintes grupos: Cydnidae, Oncomerini, Cyrtocorinae, Dinidorinae,
Mecideini, Discocephalinae, Acanihosomawnae, Canopinae e Megaridi-
nae. Inclui também diversas espécies de Scutelieridae, Asopinae, kdessi-
ni e Halyini.
SUMMARY
The present paper offers a contribution to the knowledge of the
Superfâmily Pentatomoidea (Heteroptera) of Venezuela. A listing of
the species occuring within the following groups is presented: Cydnidae,
Oncomerini, Cyrtocorinae, Dinidorinae, Mecideini, Discocephalinae,
Acanthosomatinae, Canopinae and Megaridinae. Several species of
Corimelaenidae and Pentatomini are also included. Species of Scutelle-
ridae, Asopinae, Edessini and Halyini are not dealt with in this paper.
Specimens studied were obtained from the collections of Instituto de
Zoologia Agricola de Maracay, Universidad Central de Venezuela and
Museo de Historia Natural La Salle, Caracas.
O Setor de Entomologia do Museu Rio-Grandense de Ciências
Naturais, em 1967, na pessoa do Dr. Ludwig Buckup, na oportu-
nidade Diretor do Museu e chefe dêste Setor, recebeu para deter-
minação e estudo um representativo lote de heterópteros da Su-
perfamília Pentatomoidea procedente da Venezuela. O empres-
timo do referido material foi concretizado atravês do Dr. Eduardo
Osuna A., do Instituto de Zoologia Agricola de Maracay, Facultad
(*) “Trabalho realizado com auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio
Grande do Sul, P. Alegre, do Conselho de Pesquisas da Universidade Fede-
ral do Rio Grande do Sul, e do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de Ja-
neiro. Apresentado no IV Congresso Brasileiro de Zoologia, Curitiba, Paraná.
(*») Departamento de Zoologia, Instituto de Bio-Ciências, Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, Pörto Alegre.
(***) Bolsista do CNPq, Naturalista do Museu Rio-Grandense de Ciências Natu-
rais, Pôrto Alegre.
4 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela.
de Agronomia, Universidad Central de Venezuela, a quem as
autôras expressam seu agradecimento. Os espécimens procedem
das coleções do mencionado Instituto, bem como do Museo de
História Natural La Salle, Caracas.
A presente contribuição baseia-se em 1.750 pentatomoideos
que constituem parte do lote acima referido, estudados e deter-
minados exclusivamente pelas autoras, as quais, paralelamente,
vêm publicando revisões de gêneros e descrições de novas espé-
cies, tratando do material procedente da Venezuela.
Visto as coletas terem sido efetuadas em todos os meses do
ano, bem como em tôda a área geográfica da Venezuela, o lote
total foi considerado uma amostragem representativa de sua
fauna de pentatomoideos, donde se obtiveram as seguintes per-
centagens: Família Pentatomidae 69%; Subfamília Pentatominae
56,6%; Subfamília Discocephalinae 5,6%; Subfamília Asopinae
5,1%; Subfamília Tessaratominae 0,9%; Subfamília Cyrtocorinae
0,6%; Subfamília Canopinae 0,2%; Subfamília Acanthosomatinae
0,1%; Subfamília Dinidorinae 0,1%; Subfamília Megaridinae
0,05%. Família Cydnidae 17%; Subfamília Cydnidae 11,5%;
Subfamília Scaptocorinae 4,6%; Subfamília Amnestinae 0,9%.
Família Scutelleridae 8%. Família Corimelaenidae 6%.
Os gêneros encontram-se ordenados alfabeticamente, assim
como as respectivas espécies. Os dados referentes a cada espé-
cimem são apresentados na seguinte ordem: localidade, altitude,
data de coleta, coletor e dados especiais de coleta. A expressiva
maioria dos exemplares procede das coleções do Instituto de Zoo-
logia Agricola de Maracay; os procedentes das coleções do Museo
de Historia Natural La Salle serão identificados pela abreviatura
“L. S.”, colocada em último lugar na sequência de dados. Serão
representados pelas abreviaturas abaixo, os Estados e Territórios
da Venezuela:
An. Estado de Anzoategui Mo. Estado de Monagas
Ar. Estado de Aragua N. E. Estado de Nueva Esparta
Ap. Estado de Apure Po. Estado de Portuguesa
Ba. Estado de Barinas Su. Estado de Sucre
Bo. Estado de Bolívar Ta. Estado de Táchira
Ca. Estado de Carabobo T. F. A. Território Federal
Co. Estado de Cojedes Amazonas
D. F. Distrito Federal T.F.D.A. Território Federal
Fa. Estado de Falcón Delta Amacuro
Gu. Estado de Guárico Tr. Estado de Trujillo
La. Estado de Lara Ya. Estado de Yaracuy
Me. Estado de Mérida Zu. Estado de Zulia
Mi. Estado de Miranda
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 5)
Os nomes dos coletores serão representados pelas abreviatu-
ras seguintes: A.A. — A. Adler, A.B. — A. Briceno, A.C. — A.
Ciccarone, A.D.A. — À. D. Ascoli, A.F.S. — A. Fernandez S,,
A.F.Y. — Alberto Fernandez Yépez, A.M. — A. Martinez, A.Mo.
— A. Montagne, A.M.B. — A. Moro B., A.P. Angel Perez, B.B.
— B. Bechyné, C.A. — C. Andaya, C.Ar. — C. Arismendi, C.G.
—. C. Gonzalez, C.G.S. — C. G. Salazar, C.H.B. — C. H. Ballou,
C.J.R. — Carlos Julio Rosales, C.P. — C. Prado, D.A.T. — D.
A. Texera, D.G. — D. Garcez, D.P. — D. Pena, D.T. — D. Tovar,
D.V. — D. Villasmil, E.D. — E. Doreste, E.L.C. — E. L. Cam.
pos, E.O. — Eduardo Osuna, F.A. — F. Aponte, F.D.R. —
Fernando Dias Rodrígues, F.F.Y. — F. Fernández Yepez, F.K.
Ferd. Kern, F.M. — F. de Madriz, F.R. — F. Romero, G.B. —
G. Budowsky, G.P. — G. Plaza, H.A. — H. Arnal, H.E.B. —
H.E. Box, H.P. — H. Perez, I.M. — I. Mendible, 3. — Jordan, J. A.
G. — J.A. Gonzales, J.A.Gi. — J.A. Giez, J.A.Gu. — J.A.Guz-
man, J.B. — J. Bechyné, J.C.M. — J. C. Marin, J.J.C. — J.J.
Castillo, J.L. — J. Loggiodicce, J.R.G. —- J. R. Garcia, 5 .R.R.
— J. R. Requena, J.S. — J. Salcedo, L.A.S. — L. A. Salas,
L.J.J. — Luis J. Joly, L.M.C. — L. Mora C., L.R.V. —'L. Ro-
driguez V., M.C. — M. Cermeli, M.F.M. — M. Fernández M,,
M.G. —M. Geibez, M.S. —M. Suarez, M.T. — M. Telbes, N.A.
— N. Angeles, N. G. — N. Galeono, P.F. — P. Fenjves, P.G. —
P. Guagliumi, P.J.A. — P.J. Anduze, P.J.S. — P. J. Salinas,
P.M. — P. Mendez, P.P.P. — P. P. Paredes, R.H. — R. Herrera,
R.L. — Ramon Labrador, Re.L. — René Lichy, R.M. —R.
Morales, R.O. — R. Orellana, R.P. — R. Prieto, R.S. — R. Stüre.
S. — Serrano, S.B. — Swias B., S.C. — S. Clavijo, S.D. —
Saul Días, W.S. — W. Szumkowski, W.W. — W. Withcomb, Y.
R. — Y. Ramirez.
FAMÍLIA CYDNIDAE (BILLBERG, 1820)
Subfamília Scaptocorinae FROESCHNER, 1960
pssptocoris castanea PERTY, 1833
4 E e 1 m. — Maracay, Ar., 450 m, 15/VIII/1935, D.A.T.;
clm. — Ibidem, 30/1V/1948, RSRS yore sim El ER
Ar., 450 m, 1/VII/1952, ER... enterrado: im — Rancho
Grande, Ar., 1.100 m, 12/XT1/1949, J.R.R.; 1 f. — Cagua, Ar.,
450 m, 9/X1/1957, E.D.
Scaptocoris divergens FROESCHNER, 1960
39 f. e5 m. — Ponto Piscuri, Ta., 12/V/1949, F.F.Y., na luz,
6 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela.
2f.e2 m. — Cagua, Ar., 450 m, 28/V/1958, A.F.Y.; 25 f. e 23
m. — El Limon, Ar., 450m, 1/VIII/1952, J.R.R., enterrado; 5f
— Ibidem, 27/V/1954, M.G.; 2 f. el m. — Ibidem, 19/V/1953,
E:O., na luz; 15 f. e 3 m. — Maracay, Ar., 23/V/1953, E.F.Y.;
1 £. — Ibidem, V/1953, P.G.; 4 f. el m. — Ibidem, 15/VIII/1935,
D A.T.; 1 f. — Ibidem, V/1954, P.G.; 6 f. e 5 m. — Los Tegues,
Mi., 27/V1I/1966, R.H.; 1 f. — Kasmera, Perija, Zu., 11/IV/1963.
P2J.S,& MEG:
Scaptocoris minor BERG, 1894
if. — Fazenda San Marino, Estrada Machiques, Colön, km 40,
Zu., 9/X/1966, C.J.R. & A.D.A.;4f.e6 m. — El Cenizo, Tr.,
29/1X/1950, na luz.
Subfamília Cydninae (BILLBERG, 1820)
Cyrtomenus (Cyrtomenus) bergi FROESCHNER, 1960
5 f. — Tacarigua, Ca., 450 m, 29/VII/1966, A.F.S., armadilha de
luz; 1 f. — Ibidem, 23/VI/1966, ibidem; 10 f. e 1 m. — Ibidem,
8/VII/1966, ibidem; 3 f. — Ibidem, 22-23/VI/1966, ibidem; 30 f.
e 14 m. — Ibidem, 27/VI/1966, ibidem; 2 f. — Ibidem, 21/VI/
1966, ibidem; 6 f. — Ibidem, 12/VI/1966, ibidem; 5 f. — Ibidem,
20/V1/1966, ibidem; 4 f. e 2 m. — Ibidem, 3/V1/1966, ibidem; 1f.
— Ibidem, 19/VI/1966, A.M.B.; 5 f. e 2 m. — Mariara, Ca., 460 m,
8/1X/1966, A.F.S., armadilha de luz; 1 f. — Ibidem, 27/V1/1966,
ibidem; 1 £f. — Ibidem, 18/VI/1951, C.J.R., em algodão; 2 f. e
9 m. — Saman Mocho, Los Guayos, Ca., 23/V/1951, L.A.S., em
milho; 8 f. e 4 m. — Cagua, Ar., 450 m, 13/X1/1957, E.D.; 9 f.
e 8 m. — Ibidem, 19/X1/1957, ibidem; 5 f. e 4 m. — Ibidem,
26/X1/1957, ibidem; 3 f — Ibidem, 9/X1/1957, ibidem; 4 f. e
2 m. — Ibidem, 23/X1/1957, ibidem; 4 f. — Ibidem, 20/X1/1957,
ibidem; 8 f. — Ibidem, 22/X1/1957, ibidem; 6 f. e 3 m. — Ibidem,
16/X1/1957, ibidem; 2 f. e 3 m. — Ibidem, 10/X1/1957, ibidem;
3 m. — Ibidem, 14/X1/1957, ibidem; 14 f. e 2 m. — Ibidem,
28/V/1958, A.F.Y.; 2 f. el m. — Ibidem, 2/XI1/1957, F.F.Y.;
1 £ — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 20/X1/1966, F.R.; 5 É —
El Limon, Ar., 450 m, 31/V/1957, F.F.Y. & CJR
Ibidem, 16/V/1957, M.T.; Im. — Ibidem, 18/11/1967, A.F.S,.,
armadilha de luz; 1 f. — Maracay, Ar., 450 m, 12/11/1966, F.R.;
1 f. — Ibidem, 25/11/1966 ibidem; 1 m. — Ibidem, 9/X/1965,
ibidem; 1f.e1m. — Palo Negro, Ar., 16/1X/1949, P.F., em ce-
bolinhas; 12 f. e 7 m. — Magdaleno, Ar., 11/VI/1956, A.F.Y,,
em raízes de milho; 1 £. el m. — Merida, Me., 1.900 m, X1/1966,
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 7
ERBE] fo Cumamaco; Su., 25/V11/1953, C.J.R. & J.R.R.; 1
f. — Jusepin, Mo., 12/1X/1965, D.G., F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. —
El Sombrero, Gu., 29/1X/1953, J.R.R.; 1 f.e 4m. — Marin, Ya.,
3/11/1954, J.A.G., em “Solanum tuberosum”; 1 f.e8 m. —
Ibidem, 25/11/1954, A.F.Y., em batata; 1 m. — Yaritagua, Ya.,
1/V/1950, P.M.; 1 f. — Guri, Bo., 17/X1/1966, J. B. & E.O.;
lf e2 m. — Ibidem, 16/X1/1966, ibidem; 8 f e 3 m. — San
Miguel, Buena Vista, La., 1/11/1958, D.P., em alho e cebola; 1 f.
-— El Valle, D.F., 2/X11/1941, C.H.B.
Cyrtomenus (Syllobus) emarginatus STAL, 1862
1 m. — km 38, El Dorado — Santa Elena, Bo., 160 m, 28/VIII/
1957, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Ibidem, 1/IX/1957, ibidem.
Dallasiellus (Dallasiellus) longulus (DALLAS, 1851)
if. La Copilla próximo a Guanarito, Po., 19/11/1958, C.J.R.;
1 m. — El Limon, Ar., 450 m, 3/VII/1965.
Dallasiellus (Dallasiellus) lugubris (STAL, 1860)
6 f.e2 m. — Cagua, Ar., 450 m, 16/X1/1957, E.D.; 2 f. e 2 m.
— Ibidem, 26/X1/1957, ibidem; 1 f. — Ibidem, 21/X1I/1957,
ibidem; 2 f. — Ibidem, 20/X1/1957, ibidem; 1 f. — Ibidem,
23/X1/1957, ibidem; 1 f. — Ibidem, 10/X1/1957, ibidem; 1 f. e
1 m. — Ibidem, 2/XII/1957, F.F.Y.; 2 m. — El Limon, Ar., 450
m, 17/V/1956, M.G.; 34 f. e 13 m. — Tacarigua, Ca., 450 m,
27/VI/1966, A.F.S., na luz; Im. — Estrada Aguirre, Ca., 23/XT/
1951, FF.Y. & C.J.R.;2f e 3 m. — km 88 El Dorado Santa
Elena, Bo., 160 m, 14/X1/1966, J.B. & E.O.; 1 m. — Ibidem,
13/X1/1966, ibidem; 1 f. — Jusepin, Mo., 17/X/1965, F.F.Y. &
C.J.R.;1 f. — Guatopo, Mi., 80 m, 29/VIIV1964, F.F.Y. & CJR.
Dallasiellus (Dallasiellus) viduus (STAL, 1860)
5 f. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 22/IV/1953, C.J.R.; 3 f.
— Ibidem, 27/111/1957, C.J.R. & J.S.; 1 f. — Ibidem, 10/VIII/
ESG PERES JS: 1 f ——- Ibidem, 6/[V/1949-P.F. & F.F.Y.,
na luz e lanterna.
Dallasiellus (Ecarinoceps) megalocephalus FROESCHNER, 1960
1 m. — El Limon, Ar., 450 m, 2/VI/1965, F.F.Y.; 1 m. — Ma-
riara, Ca., 450 m, 8/IX/1966. armadilha de luz.
8 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela.
Melanaethus spinolae (SIGNORET, 1863)
9 fe 1m. — km 88 El Dorado-Santa Elena, Bo., 160 m,
14/X1/1966, J.B. & E.O.; 1 f. — Guri, Bo., 17/X1/1966, J.B.
& E.O.;6 f. — Cagua, Ar., 450 m, 2/XII/1957, F.F.Y.;5f. —
ibidem, 16/X1/1957, E.D.; 5 f. — Ibidem, 23/X1/1957, ibidem;
2 f. — Ibidem, 14/X1/1957, ibidem; 4 f. — Ibidem, 20/X1/1957,
ibidem; 2 f. — Ibidem, 17/X1/1957, ibidem; 1 f. — Jusepin, Mo.,
23/1X/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f — Ibidem, 16/1X/1965,
ibidem.
Pangaeus (Pangaeus) docilis (WALKER, 1867)
1 m. — Bejume, Ca., 23/XI/1951, F.F.Y. & EIER. Um
El Valle, D.F., 13/VI/1950, C.P.; 1 m. — Proximo a Choront
Ar., 25/IX/1965, F.R.; 1 m. — Guatopo, Mi., 800 m, 29/VIII/
1964, F.F.Y. & C.J.R.
Pangaeus (Homaloporus) bilineatus (SAY, 1825)
32 f. e 26 m. — Nirgua, Ya., 13/1/1956, L.M.C., em batata.
Prolobodes gigas (SIGNORET, 1881)
7f.e8m. — Campo de Carabobo, Ca., 29/IV/1957, na luz; 3 m.
— Tacarigua, Ca., 450 m, 10/VI/1966, A.F.S.; 1 f. — Ibidem,
23/V1/1966, F.F.Y., armadilha de luz; 2 f. — Tacarigua, Ca.,
430 m, 19/V1/1966, A.M.B.; 1 m. — Caucagua, Mi., 10/VIII/
1950, G.P; 1m. — El Limon, Ar., 450 m, 3/V/1953, M.G; 2 £.
el m. — Ibidem, 19/V/1963, E.O., na luz; 2 f. el m. — Ibidem,
2/1V/1963, M.G.; 1 m. — Ibidem, 7/V/1959, F.F.Y.; 1f —
Ibidem, IV/1955, ibidem; 1 f. — Ibidem, 31/V/1957, F.F.Y. &
C.J.R.; 2 f. — Ibidem, 26/V/1964, C.J.R.; 1 f. — Maracay, Ar.,
450 m, 3/V/1956, R.S.
Prolobodes reductum (AMYOT & SERVILLE, 1843)
1 £. — Guayaraca, Auyantepui, Bo., 1.100 m, 18/IV/1956, F.F.Y.
& C.J.R.
Tominotus brevis (SIGNORET, 1881)
1f.e4m. — El Limon, Ar., 450 m, 2/VIII/1957, N. G.; 1 f.
Ibidem, 21/VI/1957, LM.; 1 m. — Ibidem, 16/VIII/1957, C.J.R.;
1f. eim. — Tabaveras, Maracay, Ar., 450m, 15/VI/1948, F.F.Y.
IHERINGIA -— Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 9
Subfamilia Amnestinae HART, 1919
Amnestus bolivari (SIGNORET, 1880)
4 f. — Jusepin, Mo., 50 m, 16/IX/1965, C.J.R. & F.F.Y.
Amnestus pusio (STAL, 1860)
3f.e4 m. — Ocamo, T.F.A., 12/1V/1965, F.F.Y.; 3 f. — Fa-
zenda San Marino, Estrada Machiques, Colön, km 40, Zu., 9/X/
1966, C.J.R. & A.D.A..; 14 f. e 1 m. — Maracay, Ar., 450 m,
28/V/1967, E.O.; 1 f. — Ibidem, VIII/1965, F.R.; 1 f. — El Li-
mön, Ar., 450 m, 18/X/1967, A.F.S.; 3 f. — Ibidem, 4/V/1965,
J.B. & B. B.; 1 f. — Hato El Saman próximo a El Punzon, Las
Mercedes, Gu., 11-12/X/1967, C.J.R. & A. M.; 1 f. — Jusepin,
Mo., 25/1X/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Guatopo, Mi., 420
m27/NTIT/1964, F.P.Y: & CIR.
FAMÍLIA CORIMELAENIDAE UHLER, 1872
Alkindus atratus DISTANT, 1889
18 f. e 13 m. — Jusepin, Mo., 14/IX/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 15
f. e 14 m. — Ibidem, 21/IX/1965, ibidem, em espigas de gramí-.
neas; 1 f. — Ibidem, 4/X/1965, ibidem; 5 m. — Ibidem, 9/X/1965,
ibidem; 14 f. e 4m. — Próximo a Mene Grande, Zu., 9/VII/1958,
N.A.&C.J.R.;4f.e3 m. — El Limon, Ar., 450 m, 2/VII/1954,
J.A.G.; 1 m. — Ibidem, 25/X/1964, J.C.M. & M.G..; 1 f. —
Ibidem, 19/VII/1956, F.F.Y., em “gallingo”; 2 m. — Rancho
Grande, Ar., 1.100 m, 5/1X/1965, F.R.; 2 m. — El Rincon, Ma-
tacay, Ar., 1/IX/1950, S.; 1 f. — Valera, Tr., 11/V/1948, W.W.,
em milho; 1 m. — Trujillo, Tr., 30/IV/1948, P.G.; 1 f. — Estra-
da Barcelona-Cumaná, 25/VII/1953, C.J.R.; 3 f. e 8 m —
Tahiti, Punzon, Gu., 6/VIIL/1965, J.B. & B.B.: 4 f'e 2 m. —
Calabozo, Gu., 14/IV/1965, J.B. & B.B.; 1 f. — Ibidem, 9/IX/
1965, D.V. & M.G., em milho; 3 m. — Hato Las Lajas, Gu,,
15/VIII/1964, A.D.A.; 1 f.e 2 m. — Gran Sabana, Macagua.
Bo., 20/IX/1966, J.B. & E.O.; 1 f. — Estrada Los Rastrojos a
la Miel, 30 km de Acarigua, Po., 23/V1/1951, P.F.
Allecoris (Allocoris) pulicaria (GERMAR, 1839)
1 m. — Caripito, Mo., 50 m, 19/1X/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 1
m. — Jusepin, Mo., 14/IX/1965, ibidem; 1 f. — Reserva Florestal
Ticoporo, 230 m, Ba., 3-10/IV/1966, F.F.Y. & L.J.J.
10 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela.
Allocoris (Parapora) cognata (VAN DUZEE, 1907)
1 £. — Guatopo, Mi., 700 m, 27/III/1965, J.B. & B.B.
Galgupha (Psestophleps) imitans McATEE & MALLOCH, 1933
2f.e2 m. — El Limon, Ar., 450 m, 31/VIl/1965, M.G.; 1 m. —
Ibidem, 7/XTI/1961, ibidem; 4 f. e 1 m. — Ibidem, 24/X/1955, F.
NE
FAMÍLIA PENTATOMIDAE (LEACH, 1815)
Subfamilia Tessaratominae (STAL, 1865)
Tribo Oncomerini STAL, 1870
Piezosternum subulatum (THUNBERG, 1783)
1f eim. — Rio Yasa, Serra de Perija, Kasmera, Zu., 250 m,
24/XT1/1962, Re.L. & A.P..;2 f. — Ibidem, 22/XTI/1962, ibidem;
1 m. — Serra Perija, Kasmera, Zu., 15/XII/1962, A.P.; 1 m.
-— Estrada Machiques, Perija, Kasmera, Zu., 11/TV/1960, “L.S.”;
1 m. — Ibidem, 12/TV/1960, “L.S.”; 1 m. — Ibidem, 14/TV/1960,
“L.S.”; 1 £. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 16/1/1967, J.S.;
1f.elm. — Ibidem, 3/1/1967, F.E.Y. & J.S..; 1 fedima
Ibidem, 19/11/1966, A.F.Y.; 2 m. — Ibidem, 22/11/1966, F. F.
Y.; 1 m. — Ibidem, 14/11/1966, ibidem; 1 m. — Ibidem, 25/IV/
1952, F.F.Y. & J.A.G.; 1 m. — Ibidem, 28/XI1/1953, F.K.; 1
m. — Ibidem, 3/VI/1966, J.B. & B.B.; 1 m. — Ibidem, 24/X/
1966, M.G.; 1 m. — Ibidem, 29/111/1966; 2 f. e 3 m. — El Cas-
tano, próximo a Maracay, Ar., 1/XII/1951, F.F.Y.; 1 f. — Ma.
racay, Ar., 450 m, 29/X/1963, E.O., na luz; 1 m. — Ibidem, 7/IX/
1951, F.F.Y.; 1 m. — Pozo Diablo, pröximo a Maracay, 500 m,
Ar., 24/X1/1950, ibidem; 2 m. — Pozo del Diablo, El Limon, Ar..
500 m, 3/IV/1952, ibidem; 1 f. — El Limon, Ar., 450 m, 20/1/
1956, M.G.; 2 m. — Ibidem, 20/V/1966, J. S.; 1m. — Euamilas,
Ar.., 27/X/1951, F.EF.Y.; 1 m. — Caripito; Mo., 50 m, 1975941965:
DIENST R
Subfamilia Cyrtocorinae DISTANT, 1880
Cyrtocoris trigonus GERMAR, 1839
4 f..el.m. — El Limon, Ar., 450 m, 9/X1/1951, I,R.R2 2
Ibidem, 19/X11/1950, ibidem; 1 f. — Ibidem, 20/X/1950, ibidem.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 11
Subfamilia Dinidorinae (STAL, 1870)
Dinidor pulsator SCHOUTEDEN, 1913
Pa pa
f. e 3m. — Estrada Aguirre-Canoabo, Ca., 800 m, 1/XI/
o rr Y & C.J.R.; 275 — Ocano, T.F.A., 16/IV/1965.
REY.
go]
Subfamília Pentatominae (AMYOT & SERVILLE, 1843)
Tribo Pentatomini (STAL. 1872)
Arocera (Arocera) contralineata PIRAN, 1955
EM Be.
1 m. — Cagua, Ar., 450 m, 26/X1/1957, E.D.: 1 m. — Guatopo.
Mi.. 800 m. 26/VIII/1964, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Ibidem, 420
m. 27/VIII/1964, ibidem; 1 f. — Ibidem, 29/VIII/1964, ibidem.
Arocera (Acocera) elongata UHLER, 1929.
1f eim. — Est. Radio S4OP, próximo a Valera, Tr., 1.500 m,
7/VII/1958, M.A. & C.J.R.: 1 f. — Carvajal, próximo a Valera,
Er, 31/XI1/1952, A.F.Y.; 1 m. — Boconó, Tr. 12/VIII/1964
EO&M.G.
Arocera (Euopta) chiriquensis DISTANT, 1890
1 f el m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m. 21/V/1958, C. J. R.;
1 f. — El Limon, Ar., 450 m, 1/V/1967. A.F.S.: 1 m. — Maracay.
Ar., 450 m, 27/V/1964, R.O. & R.M.; 1 m. — Ibidem, 8/1X/1964.
E.O.: 1m. — Guatopo, Mi., 420 m. 23/VIll/1964, F.F.Y. & C.
JR.
Arocera (Euopta) melanopyga (STAL, 1858)
4f.e6 m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 16/V/1966, A.F.Y.
&J.Ss;1 m -- Ibidem, 21/V/1953, J.A.G.; 1 f. — Ibidem,
9/V/1953, ibidem; 1 m. — Ibidem, 8/1X/1966, J.S.; 1 f. — Ibidem,
12/X1/1964, A.F.Y. & A.P.;1f.e1m. — Ibidem, 23/1X/1964,
Ibidem; 2 f. — Ibidem, 16/V/1953, F.K.; 1 m. — Ibidem, 29/V/
ı #951, E.F.Y.; 1 m. — Ibidem, 10/X1/1950, ibidem; 6.f. e 1 m.
— Ibidem, 30/IV/1954, ibidem: 1 m. — Ibidem, 19/V/1952, ibi-
aem; 1 f, — Ibidem, 13/V/1952, ibidem; 2 f. — Ibidem, 28/V/
1953. C.J.R.; 1 f — Ibidem, 21/V/1958, ibidem; 1 f. — Ibidem,
12 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuicäo Pentatomoidea na Venezuela.
3/IX/1964, A.F.Y. & M.G.: 1 f. — Ibidem, 19/VIII/1965, S.D.;
1 f. — Ibidem, 13/V/1949, P.F.; 1 m. — Ibidem, 25/1V/1952,
F.F.Y. & J.A.G.; 1m. — El Limon, Ar., 450 m, 7/XT/1956,
C.J.R.: 1 f. — Ibidem, 480 m, 7/X/1956, ibidem; 1 m. — Sanare,
La.. 5/111/1957, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f — Barquisimeto, La.,
8/V/1953, J.R.R.; 1 m. — Guatopo, Mi., 420 m, 29/VIII/1964,
F.F.Y. & C.J.R.: 2 f. — Ibidem, 27/VIII/1964, ibidem; 2 m. —
Km 109, El Dorado, Santa Elena, Bo., 460 m, 15/IV/1957, ibidem;
1 m. — Ibidem, 18/1V/1957, ibidem; 1 f. — Ibidem, 17/1V/1957,
ibidem: 1 f. — Ibidem, 15/1V/1957, ibidem; 1 m. — Km 107, ibi-
dem, 520 m. 18/IV/1957, ibidem; 2 f. e 1 m. — Ibidem, 14/VIII/
1957, ibidem: 1 f. — Ibidem, 24/VIII/1957, ibidem; 1 m. — Ibi-
dem, 23/VIII/1957, F. F.Y.; 1 f — Km 88, ibidem, 160 m,
14/X1/1966, J.B. & E.O.; 1 f. — Urana, Ca., 11/VI/1959, J. R. R.;
] f. — La Grita, Me.. 1500 m, 3/1/1962, C.J.R.
Arocera (Euopta) principalis (STAL, 1855)
! m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 10/VIII/1965, F.F.Y. &
J.S.; 1m. — Ibidem, 4/VIII/1953, F.K.; 1 m. — Ibidem, 8/1X/
1966, J.S.; 1f. el m. — Ibidem, 26/VIII/1965, E.O. & C.J.R.;
1 m. — Ibidem, 19/V/1952, F.F.Y.; 2 f. — Ibidem, 30/IV/1954,
ibidem; 1 f. — Ibidem, 10/V/1958, ibidem; 1 f. — Ibidem, 14/VI/
1955, ibidem; 1 f. — Ibidem, 3/V/1954, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f
Tbidem, 21/V/1958, C.J.R.; 1 f. — Ibidem, 5/1X/1965, F.R.; 1f.
— El Limon, Ar., 450 m, 2/VI/1959, F.F.Y.; 1 f. — Maracay,
Ar., 450 m, 20/VIII/1949, ibidem; 1 f. — Ibidem, 30/V/1948,
ibidem; 2 m. — Las Vueltas, Ca., 460 m, 7/V/1967, C.A.; 1 m.
-— Cuesta de Yuma, Ca., 13/VIII/1955, F.F.Y.; 1 f. — Borburata,
Ca., 250 m, IV/1944, Re.L.; 1 f. — Naguanagua, Ca., 480 m, 30/V/
1966, S.D.; 1 m. — Cuicas, Tr., 11/VIII/1964, E.O. & M.G.; 1 m.
— Est. Radio MOP, próximo a Valera, Tr., 1.500 m, 7/VII/1958,
N.A. &C.J.R:1f el m. — San Carlos, Co. 18/NZAo4o ne Er
Y., na luz; 1 f. — Ibidem, 15/VIII/1949, F.F.Y.; 1 m. — Tere-
paima, La., 1-4/X1/1956, F.F.Y. & C.J.R.; 1 £ — Terepama
próximo a Cabudara, La., 1.200 m, 4/X1/1956, ibidem; 1 m. —
Sanare, La, 2/III/1954, R.P.: 2 m. — Ospino, Po., 7/V/1953,
BER. imo Ibidem :8/MII/1952 I.RIR:
Arocera (Euopta) splendens (BLANCHARD, 1841)
1 m. — Bejume, Ca., 680 m, 10/IX/1964, A.F.Y. & A.P.; 1 m.
— Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 3/XT1/1956, F.F.Y. & C.J.R.;
1 f. — Ibidem, 30/IV/1957, F.F.Y.; 1 f. — Ibidem, 10/VIII/1965,
F.E.Y. & J5S.; 1 f — El Timon, Ar. 450m, 8/11/1962) ERRO
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 13
1 m. — San Carlos, Co., 18/V/1949, F.F.Y., na luz; 1 f. — Tina-
quillo; Co., 4/V1/1963, E.O.; 1 m. — Barinitas, Ba, 8/VII/1953,
ERR V.: 1f. — Samare, La., 2/111/1954, R.P.; 1 f. — Ospino, Po.,
24/1953, F.K.
Berecynthus delirator (FABRICIUS, 1787)
i f — Salamanca, N.E., 8/VIII/1956, “L.S.”; 1 f. — Ibidem.
HS V11/1956, “L:S.”: 1 m. — Ibidem, 18/VIII/1956, “L.S.”;1
f, — Los Saniles, N.E., 23/VIII/1956, “L.S.”; 1 f. — El Limon,
ae 490 m, 31/V/1966, F.F.Y., na luz; 5 f. el m. — Ibidem,
31/V/1957, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Ibidem, 12/V/1963, E.O,.,
na luz; 1 m. — Cagua, Ar., 450 m, 28/V/1958, A.F.Y.; 1m. —
Maracay, Ar. 450 m, 31/X/1947, F.F.Y.; 1f. — Cata, Ar,
8/VIII/1964, J.B. & B.B.; 1 f. — Fazenda El Pedregal, 2 km
Central, Me., 2/VIII/1951, P.F.; 1 f. — Caripe, Mo., 850 m,
9X TI/1953, CJR. & I.R.R.; If. —. Caripito, Mo., 50 m,
19/1X/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 1f. el m. — El Sombrero, Gu.,
11-12/X/1951; 1 f. el m. — San Carlos, Co., 24/V/1948, F.F.Y.
& L.A.S.; 2 f. e 3 m. — Naguanagua, Ca., 480 m, 30/V/1966,
S.D.; 1f.e2 m. — San Juan de Manapiare, T.F.A., 3/IV/1958,
ERAS. Im. — Kasmera, Zu., 20/IX/1961, F.F.Y. & C.J.R;;
im. — Tocuyo de la Costa, Fa., 26/VII/1962, P.J.S., em côco.
Brachystethus signoretii STAL, 1872
| f. — Maracay, Ar., 450 m, 22/V/1963, E.O., na luz; 1 f. —
El Limon, Ar., 450 m, 26/VII/1965, E.O.
Chlorocoris depressus (FABRICIUS, 1803)
1! £. — Jusepin, Mo., 50 m, 27/X/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. —
Pozo Diablo, próximo a Maracay, Ar., 50 m, 24/111/1951, F.F.Y.;
1 m. — Ibidem, 500 m, 24/X1/1950, ibidem; 1 f.-El Limon, Ar,,
450 m, 28/X1/1950, ibidem; 1 f. — Ibidem, 25/1/1955, ibidem;
ı f. — Ibidem, 22/V/1958, ibidem; 1 m. — Ibidem, 21/V/1966,
‚bidem; 2 m. — Ibidem, 6/V/1962, ibidem; 1 f. — Ibidem, 20/III/
1963, M.G.; 1 f. — Ibidem, 8/IV/1958, ibidem; 1 m. — Ibidem,
19/V/1964, E.O., em guamo; 1 f. e 4 m. — Maracay, Ar., 450 m,
27/V/1964, R.O. & R.M.; 1 m. — Ibidem, 5/V/1954, F.K.; 1 f.
| — Macapo, Ca., 24/III/1962, J.R.R.
Chloropepla lenti GRAZIA, 1968
| Im. — Estanque, Borburata, Ca., 680 m, 7/IV/1950, F.F.Y. &
14 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela.
C.J.R.; 2 f. — Borburata, Ca., 300 m, 19- a ibidem; 1
fe — Rancho Grande, Ar., 28/XI1/1958, “LS SIGRAZIAFT
(1968) — Söbre o genero Chloropepla Stal, 1867, com a descricäo
de uma nova espécie (Hemiptera, Pentatomidae, Pentatomini).
Rev. Brasil. Biol., v. 28, n. 2, p. 193-203, £. 1-21.)
Lopadusa (Bothrocoris) fuscopunctata (DISTANT, 1880)
1 m. — La Esperanza, Mo.; 25/X/1965, F.F.Y. & CEJARENNA
— Caripito, Mo., 50 m, 30/VII/1943, ex-col. C. H. Ballou. (BEC-
KER. M. & GRAZIA, J. (1970) — Söbre os gêneros Lopadusa
Stal e Bothrocoris Mayr (Hemiptera, Pentatomidae, Pentatomini).
Rev. Brasil. Biol., v. 30, n. 2, p. 217-232, f. 1-30.)
Loxa columbiae HORVATH, 1925
1 m. — Pto. Ayacucho, T.F.A., 90 m, 22/IV/1967, P.J.A.; 1 m
— Saman Mocho, Ca., 430 m, 19/1X/1966, A.M.B. & C.A,, ar-
madilha de luz; 1 f. — Ibidem, 23/V1/1966, A.F.S.;1f. — El
Limon, Ar., 450 m, 5/V/1963, E.O., na luz; 1 f. — Jusepin, Mo.,
20/m, 17/0X7 1965 ME RV & CJR:
Loxa deducta WALKER, 1867
1 m. — Fazenda El Castanho, próximo a Sta. Teresa, Apartadezas,
Po., 2/V1/1959, W.S., em algodão; 1 f. — El Limon, Ar., 450 m,
8/1962, R.E.Y.
Loxa flavicollis (DRURY, 1773)
im. — El Limon, Ar., 450 m, 11/VIII/1961, F.EY 757 pr
dem, 6/V/1962, ibidem; 1 f. — Ibidem, 5/V/1959, ibidem; 1 £.
el m. — Ibidem, 19/V/1966, E.O., sugando pedünculos de frutos
de “Merey”; 1 m. — Ibidem, 14/X1/1950, J.A.Gi.; 1m. — Ma-
racay, Ar., 450 m, 3/X/1947; 6 f. e 5 m. — Ibidem, 4/VII/1950,
J.R.R., em guanabano; 1 m. — Ibidem, 16/VII/1945, F.F.Y.,
na luz; 1 m. — Ibidem, 5/V/1954, F.K.; 1 f. — Ibidem, 24/X/
1945, na luz; 1 m. — Pozo Diablo, próximo a Maracay, Ar., 500
m, 8/IX/1951, H.A.; 1 m. — Ibidem, 10/11/1964, A.F.Y, & A.P.;
1 f. — Ibidem, 10/VII/1963, A.P.; 1 m. — Gueiripa, próximo a
San Casimiro, Ar., 780 m, 9/11/1957, C.J.R.; 1 f. — Rancho
Grande, Ar., 1.100 m, 5/X1II/1953, F.K.; 1 f. — Ibidem, 3/1/1967,
F.F.Y. & J.S.; 1 f. — Ibidem, 26/1/1967, J.S.; 1 f. — Ibidem,
27/111/1953, F.F.Y.; 1 m. — Jusepin, Mo., 50 m, 23/1X/1965,
F.F.Y. & C.J.R.; 1m. — Ibidem, 25/1X/1965, ibidem; 1 m. —
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 15
Ibidem, 1/X/1965, ibidem; 1 f. e 1m. — Ibidem, 15/IX/1965,
ibidem; 1 m. — Ibidem, 19/X/1965, ibidem; 1 m. — Ibidem,
25/X/1965, ibidem; 1 m. — Ibidem, 19/X/1965, ibidem; 1 m. —
Ibidem, 20/X/1965, ibidem; 1 f. — Ibidem, 17/IX/ 1965, ibidem:
1 f. — Ibidem, 12/IX/1965, ibidem; 1 f. — Ibidem, 8/1X/1965,
ıbidem, na luz; 1 m. — Barbula, Ca., 17/IX/1963, U.G., “L.S.”;
1 m. — Valle del Rio Borburata, Ca., 300 m, 9/V/1954, F.F.Y.
& C.J.R.; 1 f. — Ibidem, 19/X1/1955; 1 f. — Los Chorros, Mi.,
17/1V/1950, F.F.Y.; 1m. — La Pedregosa, Me., 1.800 m, 17/IX/
1966, C.J.R. & J.S.; 1 m. — Agua Fria, Bo., 800 m, 2/X1/1966,
J.B., B.B. & E.O.; 2 f. eim. — Km 107, El Dorado-Santa
Elena, Bo., 520 m, 15/VIll/1957, F.F.Y. & C.J.R.; 2 m. — Ibi-
dem, 14/VIII/1957, ibidem; 1 m. — Ipidem, 20/Vv111/1957, ibi-
dem; 1 m. — Ibidem, 17/VIII/1957, ibidem; 1 f. — Ibidem,
18/V111/1957, ibidem; 1 f. — Ibidem, 460 m, 13/ VIII/1957, ibi-
dem; 1 f. — Km 38, ibidem, 160 m, 29/VIII/1957, ibidem; 1 m.
— Guayaraca, Auyantepui, Bo., 1.100 m, 17/1V/1956, ibidem;
1 f. — Kanarakuni, Bo., 450 m, 4/11/1967, F.F.Y. & A.D.A.; 1 f.
— Alto Caura, ibidem, 18/X/1964, Re.L. & A.P.; 2 f. — Bari-
nilas, Ba., 7/VIII/1966, A.D.A.; 2 f. — Reserva Florestal Tico-
poro, Ba., 230 m, 3-10/1V/1966, F.F.Y. & L.J.J.; 1 f. — Kas-
mera, Perija, Zu., 12/IV/1963, P.J.S. & M.G.; 2 f. — Rio Yasa,
Serra de Perija, Kasmera, Zu., 250 m, 19/1X/1961, F.F.Y. &
C.J.R.; 2 f. — Caracas, D.F., 20/1/1966, A .A.; 1 f.el m. — Las
Quigüas, S. Esteban, 200 m, 16/1X/1963, “L.S.”.
Loxa picticornis HORVATH, 1925
1 f. e Im. — El Limon, Ar., 450 m, 13/VII/1963, E.O., na luz;
1 m. — Ibidem, 23/V1/1963, ibidem; 2 f. e 1 m. — Ibidem,
5/V/1953, ibidem; 2 m. — ibidem, 20/VI/1963, ibidem; 1 m. —
Ibidem, 13/V1/1963, ibidem; 1 f. — Ibidem, 20/V/1963, ibidem;
if. — Ibidem, 25/V1/1963, ibidem; 1 f. — Ibidem, 24/V/1963,
£.0.; 1 f. eim. — Ibidem, 23/V/1963, ibidem; 1 m. — Ibidem,
2/V/1964, C.J.R.; 1 f. e 1m. — Ibidem, 27/X1/1950, M.F.M.,
1 f. — Ibidem, 7/11/1951, F.F.Y.; 1 f eim. — Maracay, Ar.,
450 m, 2/IV/1963, E.O., na luz; 1 m. — Ibidem, 24/11/1951,
EF F.Y.; 1£f. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 16/1/1967, J.S.;
1 m. — Rio Borburata, Ca., 250 m, F.F.Y. & C.J.R; 1f —
Valle del Rio Borburata, Ca., 300 m, 19/X1/1965; 1 f. — Saman
Mocho, Ca., 430 m, 23/VI/1966, A.F.S.; 2 f. — Ibidem, 10/VII/
1966, ibidem; 1 f. — Mariara, Ca., 460 m, 11/VII/1966, ibidem;
2 m. — Ocamo, T.F.A., 16/IV/1965, F.F.Y.; 1 f. — Ibidem,
«a luz; 1 m. — Alto Caura, Kanarakuni, Bo., 450 m, 10-13/1X/
1964, F.F.Y. & J.B.; 2 f. — Kanarakuni, Bo., 450 m, 11/IX/
16 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuicäo Pentatomoidea na Venezuela.
1964, F.F.Y.; 1 f. — Ibidem, 4/11/1967; E.E.Y. & ADE ASMA
— Km 38, El Dorado-Santa Elena, Bo., 160 m, 28/VIII/1957,
F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Rio Yasa, Serra de Perija, Kasmera,
Zu, 250 m, 22/IX/1961, ibidem; 1 f. — Próximo a Yavita, Alto
Orinoco, 100 m, 1/1953, J.A.Gu.
Mayrinia variegata (DISTANT, 1880)
1 f. — Kanarakuni, Bo., 450 m, 11/IX/1964, F.F.Y.; 1f. e 1 m.
— Ibidem, 4/11/1967, F.F.Y. & A.D.A.; 1 f. — El Limon, Ar.,
450 m, 22/V/1958, F.F.Y.; 1 f. — Maracay, Ar., 450 m, 25/VII/
1963, E.O.; 1 f.. — Ocamo, T.F.A., 16/1V/1965, Far No 2ER =
Valie del Rio Borburata, Ca., 300 m, 19/X1/1953.
Murganlia varicolor (WESTWOOD, 1837)
1 £- — Km 107, El Dorado-Santa Elena, Bo., 520 m, 8/N HJ
1957, F.F.Y. & C.J.R.; 1 m. — Quebrada, Cuque, próximo a
Valera, Tr., 26/XII/1954, N.A.
Oebalus grisescens (SAILER, 1944)
1 m. — Doradas, Ta., 2/V/1948, W.W. & R.L.;5f.e8 m. —
Santo Domingo, ibidem, 3/V/1948, R.L., em gramíneas; 1 f. —
Calabozo, Gu., 17/VI/1966, J.C.M. & D.V., em arroz.
Oebalus ornatus (SAILER, 1944)
10 f. e 12 m. — El Cenizo, Tr., III/1960, N.A., em arroz; 1f. e
1 m. — Araguaimujo, T.F.D.A., V/1948, A.C., em arroz; 1 f.
— Hato Las Lajas, Gu., 24-26/V1/1966, F.F.Y. & A.D.A.
DVebalus poecilus (DALLAS, 1851)
if.e4 m. — Winikina, T.F.D.A., 9/VIII/1956, “1E.:S% fe
3 m. — Ibidem, 16/VIII/1954, “L.S.”; 1 m. — Ibidem, 8/VIII/
1954, "L.S.”; 1.f. e 1 m. >- Ibidem, 10/V1I11/1954, "18. 227m
Burojoida, T.F.D.A., 23/VIII/1954, “L.S.”; 5 £. e 18 m — Ibi
dem, 19/VII/1954, “L.S.”; 17 f. e 25 m. — Ibidem, 20/VIII/1954,
“L.S.”; 1 m. — Ibidem, 19/VIII/1954, “L.S.”; 1 f. ei m.
Saman Macho, Ca., 430 m, 19/V1/1966, A.F.S. & A.M., armadi-
lha de luz; 1 f. — Los Guayos, Ca., 450 m, 29/VI/1966, A.M.;
1 m. — San Mateo, Ar., 7/IX/1949, P.F.; 2 f. — Cagua, Ar.,
450 m, 28/V/1958, A.F.S.; 2 f. — Maracay, Ar., 450 m, 4/VIII/
1963, E.O.; 1 m. — Ciudad Bolivar, Bo., 19/VII/1966.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 19
Oebalus ypsilon-griseus (DeGEER, 1773)
Bir e6 m. Calabozo, Gu. 9/X/1965, D.Y. & M.G., em arroz:
11 f. e 20 m. — San Carlos, Co., 19/X/1950, F.A., em arroz,
4f.e2 m. — Rio Sto. Domingo, Barinas, Ba., 31/1/1950, P.P.P.
GIIL'AS:1f eim. — Yavita, T.F.A., VII/1952, J.R.G.; 1 f.
-- Coro Churuquara, Fa., 24/VII/1951, F.F.Y.; 1 m. — Ara-
guaimujo, T.F.D.A., V/1948, A.C., em arroz; 1 f. — El Limon,
Ar.. 450 m, 24/1X/1964, M.G.; 2 f. — Ibidem, 12/XII/1961
ihidem.
Palantia macula (DALLAS, 1851)
1 f — Naguanagua, Ca., 480 m, 30/V/1966, S.D.; 1 f. — El Limon,
Ar., 450 m, 30/V/1965, F.F.Y.
Pellaea stietica (DALLAS. 1851)
2m. — El Valle, D.F., 29/XII/1943, H.P., em Cassia alata; 1 f.
— Ibidem, 18/X1/1943, H.P.; 1 f. e 3 m. — Ibidem, 4/VII/1941.
ex.-col. C.H.B., em Cassia alata; 1 f. — El Limon, Ar., 450 m,
ON IER.R.; 1: —- Ibidem, 26/V11/1962, F.F.Y.; 1 f
Ibidem, 14/11/1962, ibidem; 1 f. — Pozo Diablo próximo a Ma-
racay, Är., 500m, 2/X/1952, ibidem; 1 m. — Serra de Perija,
Kasmera, Zu., 13/IV/1960, “L.S.” 1 m. — Ospino, Po., 4/IX/
1949, F.A.; 1 m. — Barquisimeto, La., 5/11/1961, N.A., em
goiaba.
Pharypia (Pharypia) pulchella (DRURY, 1782)
à 2. — Cuesta de Yuma, Ca., 17/X1/1951, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f.
— Pozo Diablo próximo a Maracay, Ar., 500 m, 24/X1/1950,
".F.Y.; 1 f. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 5/V1/1958, ibidem;
i m. — Ibidem, 5/V/1951, ibidem; 1 m. — Ibidem, 22/XI1/1968,
ARE NY. & A. P: 1m. — El Limon, Ar. 460:.m, 23/V/1963.
VR.R; 1 m. — Ibidem, 12/V/1953, F.F.Y.; 1 £. — Cumbre
de Choroni, Ar., 23/V/1948, ibidem.
Piezodorus guildinii (WESTWOOD, 1837)
1 £. — Turmero, Ar., 466 m, 16-19/1/1939, F.M., em Solanum
tuberosum; 1 f. — Fazenda La Estância, La Victoria, Ar., 6/XI/
1959, M.C., em feijão preto; 1 m. — Maracay, Ar., 450 m, 22/VII/
1963, E.O.; 1 m. — Ibidem, 2/V1/1963, ibidem; 1 m. — El Limon,
Ar., 450 m, 31/V/1957, F.F.Y. & C.J.R.; 1m. — Ibidem, 19/VI/
18 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela. -
1963, E.O., na luz; 1 f. — Calabozo, Gu., 9/IX/1961, em feijão;
1 f. — Trujillo, Tr., E.O. & M.G.; 1 m. — Paraguachi, N.E,, .
20/VIII/1953, “L.S.”; 3 m. — Turen, Po., 21/1492 7, Aare
em feijão preto; 1 f. — Tacagua, Ojo de Agua, D.F., 2/1/1956,
ENDE
Proxys albopunctulatus (PALISOT DE BEAUVOIS, 1805)
im. — Estrada El Vigia próximo a El Ramal, Me., 27/1X/1951
BrES& WAS:
Proxys obtusicornis STAL, 1872
9 f.e4m. — Cagua, Ar., 450 m, 28/V/1958, A.F.Y.; 1m. —
Pozo Diablo próximo a Maracay, Ar., 500 m, 25/X/1957, F.F.Y.;
9 f.e 2 m. — El Limon, Ar., 450 m, 31/V/1957, F.F.Y. & C. J. R.;
1 f. — Ibidem, 30/V/1965, F.F.Y.; 1 f. — Ibidem, 25/V/1966,
ibidem; 2 f. — Ibidem, 29/V/1965, ibidem; 1 m. — Ibidem, 20/V/
1965, P.J.S.; 4f. — Ibidem, 31/V/1966, E.E. Va nalluz Fr
-— Ibidem, 12/V/1963, E.O., na luz; 1 f. — Ibidem, 16/V/1957,
M.G.; 2m. — Maracay, Ar., 450 m, 3/V/1954, F.K.; 3 f. —
Ibidem, 24/V/1950, F.F.Y.; 1 f. — Ibidem, 14/V/1963, E.O., na
luz; 1 f. — Ibidem, 2/V/1948, F.F.Y.; 1 m. — El Castano, Ar,,
25/V/1950, ibidem; 1 f. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 16/VI/
1949, F.F.Y. & P.F.; 1 f. — Turmero, Ar., 466 m; 9/RT21922
F.F.Y.; 1 m. — Caracas, D.E., 12/X1/1939, C.Gis 172 El
Valle, D.F., 14/VII/1942, ex-col. C.H.B., em “commelina”; 1 m.
-— Turen, Po., 14/V1/1957, P.F,; 1 m. — El Tinaco, Co., 24/V/
1948, F.F.Y., na luz; 1 f. e 1 m. — Naguanagua, Ca., 480 m,
30/V/1966, S.D.; 1 f£ — Fazenda Guanare, El Socorro, Gu.,
20/V11/1948, P.G.; 1 f. — Chaquarama, Gu., “L.S.”; 1 f. — Ju-
sepin, Mo., 9/V1/1967, J. S.
Proxys punctulatus (PALISOT DE BEAUVOIS, 1805)
if.e1l m. — Cagua, Ar., 450 m, 28/V/1958, A.F.Y; 1m. — El
Limon, Ar., 450 m, 24/V/1966, A.F.S.; 1 m. — Ibidem, 21/II/
1967, L.R.V.; 1.2. — Ibidem, 22/97/1958, E.E.Y.; bien
Ibidem, 31/V/1957,:F.F.Y. & C.J:R:;-1 f — Ihidem 25H IE
1955, F.F.Y.; 1 m. — Maracay, Ar., 450 m, 27/V/1965, F.R.; 1 f.
— Boca de Rio, ibidem, 7/VIII/1945, F.F.Y., em algodão; 1 m.
Sancho Grande, Ar., 29/XII/1958, “L.S.”; 1 f. — Ibidem, 1.100
m., 23/VII1/1950,.F.F.Y.; 1 f. Ibidem, 21/V/1958, EC IR MIA
-- Macapo, Ar., 14/VIII/1945, F.F.Y. & R.L., em algodão; 1 f.
eim — Naguanagua, Ca., 480 m, 30/V/1966, S.D.; 1 f —
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 19
Saman Mocho, Ca., 18/1X/1963, E.L.C., em batata; 1m. —
Urena, Ta., 11/V/1949, F.F.Y., em milho; 1 f. — Rubio, Ta,
6/VIII,1942, F.F.Y., em fumo; 1 f. eim. — El Valle, D.F.,
14/V 11/1942, ex-col. & H.B., em “commelina”; 1 m. — Ibidem,
ANDO EC PB: LIE — Ibidem, 16/11/1950, ibidem: 1f.elm.
-— San Carlos, eo 24/V/1948, F. F.Y. & L.S.; 1m. — Cortada
del Guayabo. Mi., 20/1X/1958, “L.S.”; 1 f. — Ibidem, 17/IX/
1958, “L.S.”; 1m. — La Ceiba, Ap,, 8/1/1955, N HS & Coina:
1 f. — Próximo a Valera, Tr., 16/V/1949, F.F.Y.
Proxys victor (FABRICIUS, 1775)
is f.e4 m. — San Carlos, Co., 24/V/1948, F.F.Y. & L.S.; 8 f.
-— El Tinaco, Co., 24/V/1948, F.F.Y, na luz; 1 f. — Caripito,
Mo., 50 m, 7/VIII/1966, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Jusepin, Mo,,
50 m, 17/X/1965, ibidem; 3 f. — Cagua, Ar., 450 m, 28/V/1958
A.F.Y.; 1 f — Rio Limon, Colonia Tovar, Ar. 9/X1/1959.
FS: 1 f. — Rancho Grande, Ar..:1.100m, 5/1053; 177.
—— Ibidem, 19/V/1952, F.F.Y.; 1 f. — Maracay, Ar. 450 m,
3/V/1954, F.K.; 1 f. — Ibidem, 24/V/1950, F.F.Y.; im — El
Limon, Ar., 450 m, 12/V/1963, E.O., na luz; 1 m. — Tasajera,
Ar., 16/11/1946, F.D.R. & R.L., em algodão; 1 f. — Barinas, Ba.,
4/IX/1949, F.A.; 3 f. — Trincheras, Ca., 350 m, 16/X/1947,
FP.r.Y.; 2 f. — El Valle, D.F | 14/VII/1949, ex col. C.H.B., em
“commelina”; 1 m. — Perija, Kasmera, Zu., 13/IV/1960, “L.S.”.
Pseudevoplitus longicornis RUCKES, 1959
im. — Perija, Kasmera, Zu., 12/IV/1963, P.J.S. & M.G.
Rio insularis RUCKES, 1960
if. — El Limon, Ar., 450 m, 6/V/1962, F:F.Y.; 3 £. — Ibidem,
3/V1/1965, ibidem: 2 f. — Ibidem, 5/V1/1965, ibidem: to
Ibidem, 30/V/1965, ibidem; 2 m. — Ibidem, .29/V/1965, ibidem;
Ilm — 18/V1/1965, ibidem; 1 £f — Ibidem, 5/V/1964,
E JUR. m. — Ibidem, 9/VI/1964, ibidem; 1 m. — Ibidem,
ns E.E.Y..& E. O.;3f. el m. — Reserva Florestal
Ticoporo, Ba., 230 m, 3- 10/1V/1966, BEN a E a ea
Jusepin, Mo., 90 my; 29/18/1965, E.E.Y & er lm —
Ibidem, 18/IX/1965.
Rio pectoralis (STAL, 1860)
1 f. — El Castano, próximo a Maracay, Ar., 300 m, 20/V1/1957,
F.F.Y.; im. — El Limon, Ar., 450 m, 1/VI/1965, E.O.
20 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuicäo Pentatomoidea na Venezuela.
Rio variegatus RUCKES, 1960
1 f. — Jusepin, Mo., 50 m, 23/X/1965, F. F.Y. & C.J.R.
Serdia concolor RUCKES, 1958
1 f. — Pico del Avila, D.F., 29/V111/1965, J.B. & BB:
Sibarıa armata (DALLAS, 1851)
i £. — Pozo Diablo próximo a Maracay, Ar., 500 m, 24/X1/1950
F.F.Y.; 1f. — Orilla rio Escalante a 30 km de Sta. Cruz, Zu.
26/1X/1951, L.A.S. & P.F.
b)
2
Thoreyella pulchra JENSEN-HAARUP, 1931
2f. — El Limon, Ar., 450 m, 31/V/1957, F.F.Y. & CREA
— Rio Guariquito, Gu., 20/1/1958, ibidem.
Tibilis laeviventris BERGROTH, 1914
1 f. — Km 78, El Dorado-Santa Elena, Bo., 160 m, 14/X1I/1966.
JB, B.BI&E.O.
Tibilis parva (DISTANT, 1890)
im. — El Limon, Ar., 450 m, 27/V/1966, F.F.Y.; 1 f.elm. —
Ibidem, 25/V/1966, ibidem; 1 m. — Ibidem, 29/V/1965, ibidem;
1 f. — Ibidem, 3/VI/1965, ibidem; 1 f. — Ibidem, 24/1V/1966,
ibidem; 2 f. — Ibidem, 31/V/1966, ibidem, na luz; 1 f. — Ibidem,
4/X/1964, J.B. & B.B.; 2 f. — Ibidem, 1/V1/1965, E.O.; 1 f. —
Serra de Perija, Kasmera, Zu., 12/1V/1960, “L.S.”; 1 £ — El
Guapo, Mi., 4/IX/1961, P.J.S.
Tibraca limbativentris STAL, 1860
4f.e6 m. — Payara, Po., 14/VIII/1957, N.A., em arroz; 2 f. —
La Aparicion, Po., 29/VI11/1958, J., “L.S. 1 f. — El Eimon:
Ar., 450 m, 26/X/1951, J.R.R., em trigo; 3 f. — Calabozo, Gu.,
3/X/1965, D.V. & M.G.; 1f. e 1m. — Ibidem, 20/IX/1965; 1 f.
— Araguaimujo, T.F.D.A;, V/1948, A.C., em arroz.
Vulsirea violacea (FABRICIUS, 1803)
I m. — Esmeralda, T.F.A., 30/V/1964, J.B. & B.B.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 21
Tribo Mecideini (DISTANT, 1902)
Mecidia minor RUCKES, 1946
1 f. — El Limon, Ar., 450 m, 3/V1/1965, F.F.Y.; 1 f. — Jusepin,
Mor 29/1965, F;F.Y. & C.J.R.
Subfamília Discocephalinae (FIEBER, 1861)
Alveostethus politus (SIGNORET, 1851)
2 f. — Cua, Mi., 12/111/1950, F.F.Y.
Antiteuchus (Antiteuchus) fuscus (RUCKES, 1959)
im. — Caracas, D.F., 1936, S.B.; 1 m. — El Limon, Ar., 450 m,
18/1/1965, J.B. & B.B.; 1 m. — Ibidem, 25/V/1966, F.F.Y.;
I m. — Ibidem, 26/1V/1966, D.T., em amendoeira; 4 m. — Ibi-
dem, 29/VI/1966, S.C., em Cassia siamea; 1 m. — El Castano
próximo a Maracay, Ar., 500 m, 19/X1/1957, W.S.; 1 m. —
Barbulas @ar. 1./1X71963, CG. “LS.”
Antiteuchus (Antiteuchus) sepulcralis (FABRICIUS, 1803)
1 f. — Jusepin, Mo., 2/X/1965, F.F.Y. & C.J.R.; 1 f. — Ibidem,
14/1X/1965, ibidem, na luz; 1 m. — Rio Amacuro, Sauaraikoro.
DA. 4/111/1958, F.F.Y.;1m.—- San Cristobal, Ta., 24/1V/
1948, W.W.
Antiteuchus (Antiteuchus) tripterus tripterus (FABRICIUS, 1787)
2 f.e2 m. — Tocuyito, Ca., 9/IX/1959, E.D.; 14 f.e 7m. —
Mariara, Ca., 23/X1/1964, J.C.M., em guanabano; 4 f.e 3 m. —
Valencia, Ca., 26/VII/1965, F.F.Y., em Thunbergia alata; 1 f
— Trincheras, Ca., 350 m, 30/111/1949, F.F.Y. & P.F.; 1:1. —
Ibidem, 27/V1/1952, F.F.Y.; 1 f. — Barbula, Ca., 17/EX/1963,
C.G., “L.S.”; 1 f. el m. — Maracay, Ar., 27/V1/1945, R.L., em
suanabano; 1 m. — Ibidem, 450 m, 27/VI/1964, J.C.M.; 1 m.
— Ibidem, 30/VIII/1954, C.Ar.; 1 f. — Ibidem, 16/VII/1968.
E.O.; 1 f. — Ibidem, 10/V/1963, ibidem, na luz; 1m — E)
Ema on Ar, AS 0 im 2/\1/1965, E.E.Y.; 2 m. — Ibidem, 3/VI/
1965, ibidem; 1 m. — Ibidem, 5/V/1964, C.J.R.; 1 f. — Ibidem,
2/X/1962, P.J.S., 1 f. — Ibidem, 12/VII/1962, ibidem; 1 f. —
ibidem, 24/IV/1963, E.O., na luz; 3 f e 3m. — Ocumare de la
22 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuicäo- Pentatomoidea na. Venezuela.
Costa, Ar., 8/V1/1966, A.D., em cacao; 1 m. — Ibidem, 18/XT/
1966. A.Mo., 1 m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m. 14/VI/1955.
F.F.Y.; 1m. — Boca del Rio, Ar., 7/X1/1945, F.D.R. & R.L.;
4 fe 11 m. — Caracas, D.F., 10/VIII/1965, E. O., em Cassia
sjamea; 1 f. — Ibidem, 15/11/1950, C.J.R.; 4 f. — Ibidem, 920
m. 14/VI/1961; R.H':1 m. — El Valle, D.F. 21/V50 CREA:
2 f. — Ibidem, 27/1/1943, C.H.B., em “tabacote”; 1 f. — Tazon,
ibidem, 21/VIII/1944, F.F.Y.; 3 m. — San Cristobal, Ta.,.
22/XII/ 1950, R.L.; 3 £. — Acarigua, Po., 20/11/1962, J.J.C., em
feijão; 1 f. — Ocamo, T.F.A., 12/IV/1965, F.F.Y.; 1 f. — Perija,
Kasmera, Zu., 12/IV/1963, P.J.S. & M.G.
Antiteuchus (Antiteuchus) variclosus (WESTWOOD, 1837)
1 f. — Los Chorros, Mi., 18/111/1950, F.F.Y.; 1 f. — Sebucan,
Mi., 6/V1/1964, Y.R., “L.S.”; 1 f. — El Valle, D.F., 16/VIII/1940,
ex.-col. C.H.B., em Triplaris; 2 f. — EI Limon, Ar., 450 m,
26/IV/1966, D.T., em amendoeira; 1 f. — Ibidem, 30/1V/1951,
F.F.Y.; 1 f. — Ibidem, 18/V/1966, ibidem; 1 f. — Ibidem, 6/V/
1962, ibidem; 1 £. — Ibidem, 7/V/1959, ibidem; 5 f. — Ibidem,
29/V1/1966, S.C.. em Cassia siamea; 1 f. — Ibidem, 24/TV 1963,
E.O., na luz; 1 f. — Ibidem, 13/VI/1964, J.B. & B.B; 11 —
Ibidem, 7/V/1967, C.J.R.; 1 f. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m,
24/V/1954, F.K.; 1 f. — Pozo Diablo próximo a Maracay, Ar.,
500 m, 17/IV/1952, F.F.Y.; 1 ££ — Maracay, Ar., 450 m, 10/V/
1951, I.R.R.
Antiteuchus (Neodine) macraspis (PERTY, 1834)
1 f. — Mariara, Ca., 1/V/1951, P.F., em beringela; 1 f. — El
Limon, Ar., 450 m, 30/III/1951, F.F.Y.; 1 f. — Ibidem, 28/IX/
1962, ibidem; 1 m. — El Castano próximo a Maracay, Ar., 500
m, 20/V1/1957, F.F.Y.; 1 m. — Perija, Kasmera, Zu., 12/IV/
1962, P.J.S. & M.G.
Cataulax subvittatus WALKER, 1868
! f — Serra de Perija, Kasmera, Zu., 11/TV/1960, “L.S.”.
Colpocarena complanata (BURMEISTER, 1835\
1 f. — Km 88, El Dorado-Santa Elena, Bo., 160 m, 14/XT/1966,
J.B., B.B. & E.0.; 1 f. — Santa Elena, Bo., 10/X1/1966, ibidem
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 23
Coriplatus depressus WHITE, 1842
1 £. — Cagua, Ar., 4/111/1951, M.S.; 6f. e 5 m. — Ibidem; 6/IV/
1951, ibidem; 6 f. e 7 m. — Ibidem, 450 m, 17/1V/1951, ibidem,
29 f. e 17 m. — El Consejo, La Urbina, Ar., 500 m, 26/1X/1951,
H.E.B. (RUCKES, R. & BECKER, M. (1970) — The bug genus
Coriplatus White (Heteroptera, Pentatomidae, Discocephalinae).
Amer. Mus. Novitates, n. 2409, p. 1-11, f. 1-7.)
Dinocoris gibbus (DALLAS, 1852)
i £ — Jusepin, Mo., 6/VIII/1966, F.F.Y. & C.J.R.; 1m. — Ibi-
dem, 11/X/ 1965, ibidem; 1 m. — Ibidem, 13/1X/1965, ibidem;
4 f — El Limon, Ar., 450 m, 14/1X/1966, F.F.Y., em “ilang-
ilang”; 1 f. — Ibidem, 5/V/1961, F.F.Y.; 1 f. — Gonzalito, Ar.,
27/V1/1945, G.B., em gergelim; 1 f. — Camburito, Ar., 10/X/
1945, F.D.R. & R.L., em algodão; 1 m. — Mesa de Paya, 12/V/
1955, J.L.
Dinocoris lineatus (DALLAS, 1852)
1 £. — El Castano pröximo a Maracay, Ar., 19/V1/1956, F.F.Y.,
em amendoeira.
Dinocoris maculatus (LAPORTE, 1832)
1f. — Maracay, Ar., 15/VIII/1935, D.A.T.; 1f. — Rancho
Grande, Ar., 1.100 m, VII/1966, F.R.; 1 f. — Caracas, D.F..
16/7 1/1935, €.G.S.; 1f.-- El Valle; D.F., 20/11/1944, F.F.Y.:
1 f. — Cafio Guayo, T.F.D.A. 30/11/1960, Re.L. & A.P.;1f
— Winikina, T.F.D.A., 17/VIII/1954, “L.S.”.
Discocephalessa humilis (HERRICH-SCHAEFFER, 1843)
22m: — Cata, Ar., 31/1/1965, J.B. & B.B.
Dryptocephala intesra WALKER, 1864
IE re lim" — Ta Pica, Mo. 3/X/1965, €.I.R:& E.E.Y.; I m.
am Cata, Ar., 1941X 7/1965, J.B. BB & E.0O:
Dryptocephala lurida ERICHSON, 1848
Lf.e2 m. — Perija, Kasmera, Zu.. 12/10/1963. P.J.S. & M.G.:
Rm Ta Pica, Mo. 3/X/1965, CJR. & F.F.Y.:1f — Paso
Rio Negro, Kusari, “L.S.”.
24 BECKER & GRAZIA-VIEIRA — Contribuição Pentatomoidea na Venezuela.
Eurystethus (Eurystethus) ellipsoidalis RUCKES, 1958
1 f. — Vale do rio Borburata, Ca., 300 m, 24/XII/1958, FL. EM.
SERIE
Eurystethus (Eurystethus) pallescens RUCKES, 1966
1 £. — Km 107, El Dorado-Santa Elena, Bo., 520 m, 16/VIII/1957,
BR VE I:
Mecistorhinus tibialis RUCKES, 1959
ı ££ — Kasmera, Zu., 25/IX/1961, F.F.Y. & C.J.R.; Im. —
Panamericana, km 21. Coloncito, El Vigia, Me., 6/1/1955, ibidem
Patronatus flavicrus RUCKES, 1965
1 f. — Naguanagua, Ca., 180 m, 30/V/1966, S.D.
Patronatus punctissimus RUCKES, 1965
1 f. — Serra de Perija, Kasmera, Zu., 10/TV/1960, “L.S.”; 1 m.
— Reserva Florestal Ticoporo, Ba., 230 m, 3-10/1V/1966, F.F.Y.
& ETs na luz.
Subfamília Acanthosomatinae (STAL, 1864)
Bebaeus punctipes DALLAS, 1851
1 £. — El Junquito, D.F., 28/V/1950, F.F.Y.; 1 f elm — La
Mucuy, Me., 2.300 m, 6/V/1960, C.J.R.;2m. — Ar., 4/X11/1950,
D.T. & F.F.Y., em Rubus floribundus.
Subfamilia Canopinae (AMYOT & SERVILLE, 1843)
Canopus burmeisteri McATEE & MALLOCH, 1928
1 m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 5/V1/1953, EN IDE
— Ibidem, 10/11/1950, ibidem; 1 m. — Parque Nacional, ibidem,
9/V/1951, I.R.R.
Canopus impressus (FABRICIUS, 1801)
im. — La Pica, Mo. 3/X/1965, €.J.R. & F.r:V lim to
Caura, Kanarakuni, Bo., 450 m, 10-13/1X/1964, F.F.Y. & J.B.;
1 £ — Ocamo, T.F.A., 13/IV/1965, F.F.Y:
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 25
Subfamília Megaridinae McATEE & MALLOCH, 1928
Megaris atratula STAL, 1862
1 m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 13/X11/1965, F.F.Y. &
JS.
Megaris constricta McATEE & MALLOCH, 1928
1 m. — Rancho Grande, Ar., 1.100 m, 3/IX/1964, C.J.R.
| |
| | | | |
IHERINGIA | Zoologia |n. 40 |p. 27-52 | 22 £.|3 est. | Pörto Alegre-RS | 26.7.1971
| | | | | | |
|
REDESCRIÇÃO DOS TIPOS DE VERONICELLIDAE
(MOLLUSCA, GASTROPODA) NEOTROPICAIS:
VII. Espécies depositadas no “Museum National d’Histoire
Naturelle”, Paris, França. (*)
José Willibaldo Thomé (**)
RESUMO
Com base no exame dos exemplares tipos depositados nas coleções
do Museu Nacional de História Natural de Paris, França, são
redescritos, destacando-se os característicos específicos válidos, as
espécies: Vaginula gayi FISCHER, 1871, Vaginulus langsdorfi FÉRUS-
SAC, 1821, Vaginula maillardi FISCHER, 1871, V. moreleti CROSSE,
1871, Vaginulus plebeius FISCHER, 1868 e V. taunayi FERUSSAC, 1821.
ZUSAMMENFASSUNG
Auf Grund der Untersuchung der Typus-Exemplare aus dem
“Museum National d’Histoire Naturelle”, Paris werden die Arten
Vaginula gayi FISCHER, 1871, Vaginulus langsdorfi FERUSSAC, 1821,
Vaginula maillardi FISCHER, 1871, V. moreleti CROSSE, 1871, Vagi-
nulus plebeius FISCHER, 1868 und V. taunayi FERUSSAC, 1821 erneut
beschrieben und ihre Art-Merkmale hervorgehoben.
REDESCRIÇÕES
1. Vaginula gayi FISCHER, 1871:172.
— Vaginula gayı FISCHER, — FISCHER, 1872:145.
— Phyllocaulus gayi (FISCHER), — HOFFMANN, 1925:
169, 244-245, (partim).
— Vaginulus (Phyllocaulis) gayı (FISCHER), — FOR-
CART, 1952:176-179, (partim).
Lectötipo: Exemplar sem número no “Mus. Hist. Nat.”, Paris
(designado por FORCART (1952)); Três paralectótipos s/n.º,
na mesma coleção.
(t?) | Trabalho aceito para publicação em 30-11-1970. Desenvolvido durante bölsa
de pesquisas da “Alexander von Humboldt-Stiftung’, Bad Godesberg, Ale-
manha Ocidental, em 1968. À
(**) Do “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, Caixa Postal, 1188, Pörto
oe — RS. Bolsista do “Conselho Nacional de Pesquisas", Rio de Janeiro
28 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
Tipo-localidade: Valdivia, Chile. (Aqui confirmada).
Leg.: M. GAY, em 1843.
Obs.: Encontramos no vidro 4 exemplares, achando-se um separa-
do como lectótipo. Um dos paralectotipos estava aberto pelo
sulco pedioso esquerdo, com o pênis e glândula penial respectivos
num vidrinho à parte. Dissecamos o lectótipo como de praxe.
1. Morfologia externa: (Est. 1, f. 4-6).
1.1. Dimensões: comprimento: 45; largura: 17; altura: 8,5:
largura do hiponoto direito: 5,8; largura da sola: 4,8; dis-
tância do poro genital feminino, da frente: 20, de trás: 22, do sulco
pedioso: 1 mm.
1.2. Animal pequeno até médio, mais largo que alto, não re-
curvado. Todo manto com côr uniforme marrom, que
spenas se nota por leves reflexos sob a lupa, visto estar
mascarada totalmente por intensa pigmentação negra. Pe-
rinoto demarcado fracamente. Hiponotos oblíquos. Sola clara,
:em pigmentação, com leve linha mediana. Poro genital femi-
nino bem junto ao sulco pedioso, levemente à frente da metade
do comprimento do animal. Änus circular, à direita do plano
sagital, penetra levemente no hiponoto direito. Está totalmente
fechado por membrana opercular. A região posterior livre da
sola do pé não cobre totalmente o ânus e apresenta dorsalmente
forte pigmentação negra.
2. Morfologia interna: (f. 1-3, 18).
2.1. Alca intestinal anterior recoberta por um löbulo da glän-
dula digestiva; &ste com 3 mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento 3,5 mm para trás e algo acima
do oviducto. (f. 2).
2.3. Nervos pediosos desde sua origem no gânglio pedioso
acham-se afastados um do outro. A 11 mm da origem
afastam-se fortemente e seguem se afastando levemente até n
final da cavidade geral. Em todo seu percurso encontram-se le-
vemente aderidos ou quase soltos, sôbre o tegumento. Compri-
mento total: 27: afastamento máximo: 2,5; encontro da aorta a
3 mm da origem dos nervos.
2.4. Glândula pediosa cilindroide, algo achatada, sôlta, de côr
amarelada. A zona externa é apenas perceptível como
uma leve margem mais clara até próximo a região distal. Com-
primento em posição natural: 8; distendida: 8,6; largura: 2,1 mm,
(de):
2.5. Espermateca globuloide, abaulada para fora, com um muito
curto e grosso canal, que se une ao oviducto dentro do
iegumento. A uma distância do canal de cêrca de 2 vêzes sua
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 29
»spessura, a espermateca apresenta um pequeno e rombudo ca-
vecote, voltado para a base. O ducto de ligação, grosso, penetra
ao cabeçote da espermateca, na região voltada para a base. (f. 2)
2.6. Glândula penial com papila curtíssima, cônica, aguçada,
sem mamilo, de somente 0,4 de comprimento por 0,4 mm
de diâmetro máximo. A gândula possui 20 túbulos externos com
0,4 de & e até 23 mm de comprimento, que envolvem 13 túbulos
internos de 0,2 de 8 e até 15 mm de comprimento. O túbulo
mais curto tem somente 0,4 mm de comprimento. Não consta-
tamos túbulos bifurcados. Todos os túbulos são muito finos na
região proximal, aumentando de diâmetro em direção a extremi-
Cade livre. (f. 3).
2.7. Pênis com 8 de comprimento por 3,5 de largura e 2,5 mm
de espessura máximos. É totalmente liso, achando-se cons-
tituído de glânde e espata típicos. Possue curtíssimo soquete
cilindroide, que se prolonga numa glânde cônica, alongada, com
a ponta larga limitada por fina nervura onde se abre o deferente,
cujo tecido está levemente extrovertido. Do soquete prolonga-se
também a espata foliácea, delgada, que abraça a glânde sem en-
volvê-la. A espata está concrescida com a glânde na região pro-
ximal direita, achando-se livre à esquerda, onde ela se prolonga
destacada até a base do soquete. Na face externa da espata, no
sentido longitudinal, nota-se larga saliência, como a nervura duma
fôlha de monocotiledônea. A glânde é mais longa que a espata.
Dimensões da glânde: 7,5 de comprimento por 1,8 mm de diä-
metro máximo. A espata tem 7 de comprimento por 3,5 de lar-
gura e 0,5 mm de espessura. (f. 18).
3. Observações: A identificação desta espécie vinha sendo rea-
lizada sem o conhecimento dos característicos do tipo, os
quais sistematizamos e divulgamos neste trabalho. A sinonímia
será discutida em outro trabalho sôbre o gênero Phyllocaulis.
2 Vaginulus langsdorfi FERUSSAC, 1821:13-14.
— Vaginulus lagsdorfi FERUSSAC, — FERUSSAC &
DEHAYES, 1820-1851, (1823:96v-96x, est. 8-B, f. 3-4-a)
— Belocaulus langsdorfi (FERUSSAC), — HOFFMANN,
1925:198, 245-246, (partim).
— Vaginulus langsdorfi FERUSSAC, — CHEVALLIER,
1965a:166; 1966:680.
Holötipo: as figuras 3 e 4, da estampa 8-B de FERUSSAC (1823).
(Aqui designado).
Tipo-localidade: Rio de Janeiro. Guanabara, Brasil, (Aqui desig-
nado).
30
Obs.:
Ir
La
THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
Segundo CHEVALLIER (1965a, 1966) encontram-se em Paris
2 tipos desta espécie, que teriam pertencido à coleção de
Férussac, acrescentando o mesmo entre parêntesis e com ponto
de interrogação: Gaudichaud? Ao examinarmos o lote em questão,
verificamos que, colado no vidro, existia uma etiqueta com os
dizeres: ““Vag. langsdorfi — Rio Janeiro — M. Gaudichaud —
1833”, que é a única identificação dos exemplares. A vista disto
não podemos considerar os dois exemplares como os originalmente
pertencentes e examinados por Férussac, visto êste autor declarar:
“Nous ne connoissons que l’individu conservé dans la liqueur, que
nous devons à l’amiti&e de Mr. de Langsdorf, consul-général et
chargé d'affaires de S. M. l’empereur de Russie au Brésil”, refe-
rindo-se pois a um só exemplar, recebido de Langsdorf. Acresce
ainda que os exemplares atualmente no Museu de Paris encontram-
se ressequidos, duros e inutilizados. Tentamos amolecê-los e o
maior, procuramos dissecar, abrindo-o longitudinalmente pelo sulco
pedioso esquerdo, sem qualquer sucesso (Est. 1, f. 1-3). Os exem-
plares possuem também a cabeça emergente, o que também não
confere com a figura de Férussac. Assim os exemplares existentes
no Museu de Paris e mencionados por CHEVALLIER (1965a, 1966)
como tipos desta espécie, não passam de espécimens não identifi-
cados e devido ao seu péssimo estado de conservação não mais
identificáveis. O tipo de Férussac está perdido, pelo que designa-
mos as figuras do mesmo como o holótipo. A possibilidade de
re-identificacäo desta espécie será discutida num trabalho em pre-
paro.
3. Vaginula maillardi FISCHER, 1871:154-155.
— Vaginula maillardi FISCHER, — FISCHER, 1872:144.
— Meisenheimeria alte (FERUSSAC), — HOFFMANN,
1925:128, (partim).
= Vaginulus (Phyllocaulis) gayi (FISCHER), — FOR-
CART, 1952:176-179, (partim).
Lectótipo: Exemplar s/n.º no “Mus. Hist. Nat.”, Paris (designado
por FORCART (1952)); Um paralectötipo, s/n.º, na mesma
coleção.
Tipo-localidade: desconhecida. (Ilha Bourbon?, Chile?).
Leg.: M. MAILLARD, (sem data).
Obs.: Encontramos no vidro dois exemplares, um maior, o lectó-
tipo, que estava aberto, dissecado, com o pênis e a glândula
penial num vidrinho. Material em bom estado de conservação.
Havia duas etiquetas coladas externamente no vidro com a indi-
cação de: “I. Bourbon” e dentro do vidro uma etiqueta com a
referência: “Provenance probablement Chili”. Preferimos consi-
derar por ora a localidade-tipo como desconhecida.
Morfologia externa: (Est. 2, f. 10-12).
Dimensões: compr.: 72; larg.: 26; alt.: 13; larg. hip. direito:
9,4; larg. sola: 7,8; dist. poro genit. femin., da frente: 24,
de trás: 36, do sulco pedioso: 2 mm.
172
Animal de tamanho grande, mais largo que alto, näo cur-
vado. Noto com cör geral marrom-cinzento, mascarada
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 31
por densa pigmentacäo negra. Perinoto da mesma cör, fraca-
mente demarcado. Hiponotos bem inclinados, com cör geral
cinza-claro, pigmentacao escura indistinta e lavada, destacando-
se uma estreita faixa apigmentada, esbranquiçada, ao longo dos
sulcos pediosos. Sola clara, sem pigmentação e com linha me-
diana. Poro genital feminino junto ao sulco pedioso, bem a
frente da metade do comprimento do espécimen. Änus circular, à
direita do plano sagital, apenas ultrapassando o sulco pedioso
direito até o hiponoto. O ânus não está totalmente fechado pela
delgada membrana opercular, porém totalmente coberto pela
região livre da sola do pé, cuja face dorsal está levemente pig-
mentada de negro.
2. Morfologia interna: (f. 4-6, 19).
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glân-
dula digestiva; êste com 4 mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento 6,5 mm para trás e algo acima
do oviducto. (f. 5).
2.3. Nervos pediosos desde sua origem no gänglio pedioso
acham-se afastados um do outro. Após o encontro com a
aorta afastam-se mais fortemente, para então seguirem mais ou
menos paralelos até o final da cavidade geral. Em todo seu per-
curso encontram-se soltos ou muito levemente aderidos ao tegu-
mento. Comprimento total: 40; afastamento máximo: 4; encontro
da aorta a 3 mm da origem dos nervos.
2.4. Glândula pediosa cilindroide, algo achatada, sôlta, de côr
amarelada. A zona externa apenas perceptível até pró-
ximo a região distal. Comprimento em posição natural: 10; dis-
tendida: 10,5; largura: 2 mm. (f. 4).
2.5. Espermateca globuloide, com grosso e curto canal que se
une ao oviducto dentro do tegumento. Voltado para o
canal, e a pequena distância do mesmo, a espermateca apresenta
um cabeçote saliente, rombudo. O ducto de ligação, curto, pe-
netra no cabeçote da espermateca pela face voltada para o canal.
49).
2.6. Glândula penial com papila curtíssima, cônica, aguçada,
sem mamilo, de somente 0,5 de comprimento por 0,6 mm
de diâmetro na base. A glândula possue 15 túbulos externos de
0,7 de & por até 20 mm de comprimento, que envolvem 7 túbulos
internos de 0,5 de 2 por até 15 mm de comprimento. O túbulo
mais curto tem sömente 9,4 mm de comprimento. Não observa-
mos bifurcações nos túbulos. Os túbulos são grossos desde a
região proximal. (f. 6).
32 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
2.7. Pênis com 5,3 de comprimento, por 4 de largura e 1,5 mm
de espessura máximos. E totalmente liso, constituindo-se
de glande e espata típicos. Possue curto soquete, do qual se pro-
longa a glande cônica, troncuda, com abertura na extremidade
distal, onde se forma leve nervura limitante, com extroversão de
deferente. Do soquete também prolonga-se a espata delgada,
foliácea, com bordos finos, algo concrescida com a base da glande
rela direita. Nota-se na face externa, longitudinalmente, leve
nervura saliente assemelhando-se a uma fôlha de monocotile-
dônea. A espata é mais longa que a glande, envolvendo-a.
Glande com 3 de comprimento por 1,5 mm de Z máximo. Espata
com 5 de comprimento por 4 de largura e 0,5 mm de espessura
(£. 19).
3. Observações: Esta espécie foi incluída na sinonímia de
V. gayi por FORCART (1952) o que confirmamos pela redescrição
sistematizada dos característicos específicos acima.
4. Vaginula moreleti FISCHER, 1871:168-169, 175, est.11,
f. 5-6.
— Vaginula moreleti FISCHER, — CROSSE & FIS-
CHER, 1872:59.
— Vaginula moreleti FISCHER, — FISCHER & CROS-
SE, 1870-1902:671-683, est. 24, 28-29.
— Cylindrocaulus floridanus (BINNEY), — HOFF-
MANN, 1925:142-143, (partim).
— Veronicella (Leidyula) moreleti (FISCHER), — BA.
KER, 1925:165-167, est. 4, f. 7-11.
Holötipo: as figuras 5 e 6, da estampa 11 de FISCHER (1871).
(Aqui designado).
Tipo-localidade: Tabasco, Mexico. (Designado por BAKER (1925:
165).
Plesiótipo: Exemplar sem número do “Mus. Hist. Nat.”, Paris.
Localidade: Cacoprieto, México.
Leg.: SUMICHRAST, (sem data).
Obs.: Os tipos originais de FISCHER não foram localizados no
Laboratório de Malacologia do Museu de História Natural
de Paris, por ocasião de nossos trabalhos naquela Instituição em
1968. Recebemos para exame um vidro com duas etiquetas co-
ladas externamente onde se lia: “Vaginula Moreleti Cr. & Fischer
— de Cacoprieto (Tehuantepec) — par Sumichrast” e “Vaginula
Moreleti Fisch. — Cacoprieta — M. Sumichrast”, contendo 3 exem-
plares adultos inteiros, dos quais escolhemos um para a redescrição.
Os exemplares devem pertencer ao lote que foi utilizado por FIS-
CHER & CROSSE (1870-1902) para estudos anatômicos, sendo
pois material manuseado pelo autor da espécie. Os animais esta-
vam em bom estado de conservação.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 33
1. Morfologia externa: (Est. 2, £. 7-9).
1.1. Dimensões: compr.: 54; larg.: 22; alt.: 9; larg. hip. direito:
6,3; larg. sola: 6,2; dist. poro genit. femin., da frente: 25,
de trás: 20, do sulco pedioso: 1,3 mm,
1.2. Animal de tamanho médio, bem mais largo que alto, não
curvado. Acha-se quase totalmente desbotado, percebendo-
se apenas uma leve côr geral de tom marrom. Perinoto bem de-
marcado. Hiponotos horizontais. Todo manto com aspecto enruga-
do. Sola da côr geral do manto, sem linha mediana. Poro genital
feminino bem junto ao sulco pedioso, para trás da metade do com-
primento. Änus circular, do plano sagital para a direita ultrapassa
o sulco pedioso para penetrar levemente no hiponoto O ânus está
totalmente fechado por grossa membrana opercular e parcialmente
coberto pela região livre da sola do pé. Esta tem pigmentação
escura na face dorsal.
2. Morfologia interna: (f. 7-9, 20).
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glân-
dula digestiva; êste com 3,5 mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento bem junto e algo acima do
oviducto. (f. 8).
2.3. Nervos pediosos nascem juntos e seguem paralelos por
cêrca de 34 do seu comprimento, para então se afastarem
e se dissociarem em 4 ramos de mesma espessura. Pouco depois
reunem-se nos dois ramos típicos e seguem afastados, mas para-
lelos, até o final da cavidade geral. No início estão soltos até a
altura do encontro com a aorta, depois seguem aderidos ao tegu-
mento. Comprimento total: 29; afastados: 22; afastamento má-
yimo: 3; encontro da aorta a 2 mm da origem.
2.4. Glândula pediosa cilindroide, bem achatada, sölta, amarela-
clara, com o ápice levemente dobrado. A zona externa
estreita, porém nitidamente demarcada ao longo da glândula até
bem próximo da ponta. Comprimento em posição natural: 3,7;
distentida: 4,5; largura: 1,1 mm,
2.5. Espermateca globuloide, pequena, assentada sôbre desen-
volvido e grosso canal, que se une ao oviducto dentro do
tegumento. O ducto de ligação curto, penetra no canal da esper-
mateca na altura da metade do comprimento do mesmo. Para
trás e levemente para baixo da penetração dos órgãos hermafrodi-
tas e do reto no tegumento, localiza-se uma bôlsa acessória de
aspecto campanular. (f. 8).
2.6. Glândula penial com curta papila de 0,8 de comprimento
por 0,6mm de diâmetro na base, aguçada, sem mamilo. A
34 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
glândula possue 23 túbulos externos de 0,2 de 2 por até 9 mm de
comprimento e 15 túbulos internos de também 0,2 de & por até
5,5 mm de comprimento. Os internos destacam-se por um co-
lorido mais claro, esbranquiçado. Todos os túbulos apresentam-se
serpenteantes na base e vários são bifurcados para a extremidade
livre. (2:9),
2.7. Pênis com 3,5 de comprimento por 0,9 mm de diâmetro.
Constitue-se de uma glande cilindrica-alongada, que na
metade distal está levemente dobrada, ocorrendo nesta região
duas nervuras oblíquas, originando um “v” e na face oposta uma
nervura longitudinal desde o ápice até metade do comprimento.
Na ponta está protraído um tecido cavernoso, no centro do qual
abre-se o deferente. (f. 20).
3. Observações: Designamos aqui como holótipo as figuras da
descrição original de FISCHER (1871), visto os tipos não
mais se encontrarem em Paris. Devemos também destacar que
a descrição deve pertencer somente a Fischer, visto a diagnose
original publicada por CROSSE & FISCHER (1872) ter saído
realmente um ano depois. A confusão sinonímica provocada por
HOFFMANN (1925) e parcialmente elucidada por BAKER (1925)
será discutida e retificada em outro trabalho em preparação.
5. Vaginulus plebeius FISCHER, 1868:145.
— Vaginula plebeia (FISCHER), — FISCHER, 1871:162-
163, est. 11, £. 9-12.
— Sarasinula plebeja (FISCHER), — GRIMPE & HOFF-
MANN, 1925a:25-26, f. 10, (partim).
— Sarasinula plebeja (FISCHER), — GRIMPE & HOFF-
MANN, 1925b:377, est. 6, f. 1-3, (+ f. 2-9 do texto).
— Sarasinula plebeja (FISCHER), — HOFFMANN,
1925:190, 251-252, est. 6, f. 45-i-2, (partim).
— Imerinia (= Sarasinula) plebeja (FISCHER), —
HOFFMANN, 1927: 34, f. 15A.
— Vaginulus (Sarasinula) plebeius (FISCHER), — BA-
KER, 1931:134-137, est. 8, f. 1-2, (partim).
— Vaginula plebeja (FISCHER), — AGUAYO, 1964:
549-551, (partim).
Holötipo: a figura 9, da estampa 11 de FISCHER (1871). (Aqui
determinado, visto tratar-se do desenho de E. Marie, söbre c
qual FISCHER (1868) baseou-se para a descrição).
Tipo-localidade: Noumea, Nova Caledônia. (Designada por GRIM-
PE & HOFFMANN (1925a)).
Plesiötipo: Exemplar sem número na coleção do “Mus. Hist. Nat.”,
Paris.
Localidade: “Nouvelle Calédonie”, (Nova Caledônia).
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 35
Obs.: Recebemos um vidro com duas etiquetas coladas externa-
mente com os seguintes dizeres: “Vaginula plebeia Fisch. —
N. elle Calédonie — M. Fischer” e ““Vaginula plebeia Fischer —
N.elle Calédonie — (Fischer)”. Dentro do vidro encontramos 3
exemplares, um aberto pelo sulco pedioso esquerdo, tendo sido re-
tirados pênis, glândula penial e glândula pediosa, que estavam num
vidrinho. Também no vidro encontramos uma etiqueta com os
dizeres: “Lectotype et 2 Paratypes de — Imerinia plebeia (Fischer)
— Det. Dr. L. Forcart — Nat. Hist. Museum Basel”. Esta etiqueta
deve ser anulada, visto tratar-se de um engano do Dr. Forcart, con-
firmado por correspondência do mesmo em nosso poder. Elegemos
o espécimen aberto como plesiótipo.
1. Morfologia externa: (Est. 3, f. 13-15)
2.1. Dimensões: compr.: 41; larg.: 16; alt.: 8; larg. hip. direito:
6,4; larg. sola: 3,8; dist. poro genit. femin., da frente: 17,
de trás: 12, do sulco pedioso: 3,1 mm.
1.2. Animal pequeno, duas vêzes tão largo como alto, levemente
curvado sôbre a face ventral. Totalmente descorado, es-
branquicado, tegumento delgado, com grande número de finos
poros. Perinoto bem demarcado e formando estreita aba junto
eo noto. Hiponotos oblíquos. Sola da côr do manto, sem linha
mediana. Poro genital feminino bem afastado do sulco pedioso,
levemente mais próximo do perinoto e bem para trás da metade
do comprimento do animal. Änus circular, para a direita do plano
cagital, apenas alcançando o sulco pedioso. A lâmina opercular
não fecha o ânus, porém a região livre posterior da sola do pé o
recobre totalmente.
2. Morfologia interna: (f. 10-12, 21).
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glän-
dula digestiva; êste com 3,5 mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento bem junto e acima do oviducto.
(Br):
2.3. Nervos pediosos nascem juntos e seguem unidos por cêrca
de 7/8 de seu comprimento, para então sofrerem brusco
afastamento e logo penetrarem no tegumento ainda 3 mm antes
do final da cavidade geral. Acham-se soltos até o encontro da
aorta para depois aderirem fortemente ao tegumento. Com-
primento total: 17: afastados: 2; afastamento máximo: 1; encontro
da aorta a 5 mm da origem.
2.4. Glândula pediosa cilindroide, achatada, amarelada. (Es-
tava sölta, retirada e algo danificada). Possue a zona ex
terna estreita, mas muito nitidamente demarcada até próximo a
ponta. Nos 2/3 distais há uma linha demarcatória longitudinal
mediana. Comprimento em posição natural: 8,2: distendida: 9;
largura: 1,3 mm. (f. 10).
36 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
2.5. Espermateca globuloide, com grosso canal num dos polos,
o qual se afila levemente até a penetração no tegumento,
onde se une ao oviducto. O ducto de ligação é curto, grosso, e
penetra na espermateca bem junto ao canal. (f. 11).
2.6. Glândula penial com papila bem desenvolvida de 1,7 de
comprimento por 1,2 mm de Z na base, cônica, afilada,
sem mamilo. A glândula possue 7 túbulos de 0,3 de 8 com com-
primentos variáveis de 2 a 4 mm. Não verificamos túbulos bi-
furcados. Na região proximal os túbulos são serpenteantes, en-
volvidos por grossa membrana. (f. 12).
2.7. Pênis com 2,2 de comprimento por 1,1 de largura e 0,8
mm de espessura máximos. Constitue-se de um soquete
laminar, curvado em calha, com as margens prolongadas e redo-
bradas em estreita aba. Este soquete continua-se numa glande
entumecida. globuloide, levemente curvada sôbre a face côncava
do soquete. possuindo a abertura do deferente no polo distal, atrás
de desenvolvido e bilobado lábio, que se projeta em sentido con-
trário da leve curvatura da glande. A glande possue nervuras
paralelas no sentido equatorial. As abas não avançam sôbre a
glande. Comprimento do soquete: 1; largura 0,6; espessura: 0,5
mm. (f. 21).
3 Observações: A descrição original nenhum valor diagnóstico
possue, mormente tendo sido baseada num desenho, que foi
posteriormente publicado. fste desenho determinamos agora
como sendo o holótipo. O plesiótipo escolhemos dentre os exem-
plares recebidos por Fischer do mesmo colecionador que lhe en-
viou o desenho, conforme se deduz das etiquetas e do mencionado
por FISCHER (1871:165). A espécie em questão já tem servido
a grandes polêmicas, especialmente entre HOFFMANN e BAKER
e está bem conhecida morfolögicamente, tendo nós apenas siste-
matizado os dados descritivos dentro do nosso esquema de redes-
crições. Devemos aduzir que as sinonímias propostas, inclusive
por AGUAYO (1964) não estão corretas, pois V. dubia SEMPER,
1885 é uma espécie distinta, conforme pudemos verificar exami-
nando os tipos existentes no Museu de Berlim, cuja redescrição
seguir-se-á ao presente trabalho. A redescrição desta espécie foi
aqui incluída, visto ser citada frequentemente para a região Neo-
tropical, apesar da localidade típica estar na região Australiana.
6. Vaginulus taunayi (=taunaisii) FERUSSAC, 1821:13.
— Vaginulus taunayi (=taunaisii) FERUSSAC, — FE-
RUSSAC & DESHAYES, 1820-1851, (1823:96q-96v), est.
8-A, f. 7, est. 8-B, £. 1-2, est. 8-C, £. 1-7.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 37
— Vaginula taunayi (FERUSSAC), — FISCHER, 1871:
169-170.
— Vaginula taunayi (FERUSSAC), — SEMPER, 1885:
292-293, est. 24, f. 5, est. 26, f. 1-3.
— Vaginula taunayi (FERUSSAC),, — HOFFMANN.
1925:172-173, 240, est. 5. f. 45-f-1, (partim).
— Vaginula taunayi (FÉRUSSAC), — COIFMANN.
1938:171-175, £. 4-5.
— Vaginula taunayi (FERUSSAC). — GUERRA-Junior,
1964:135-143, 17 £., (partim).
— Vaginulus Taunaisii FERUSSAC, — CHEVALLIER,
1965a:166.
Lectótipo: n.º A-14, Coll. Férussac. no “Mus. Hist. Nat.”, Paris.
(Aqui designado).
Tipo-localidade: Rio de Janeiro, Guanabara, Brasil. (Aqui deter-
minada).
Sem dados de coletor e data.
Obs.: O exemplar estava inteiro, em sofrível estado de conservação.
No vidro achavam-se coladas duas etiquetas, com os se-
guintes dizeres: “Vaginula taunaysi Fer. — du Brésil — Coll. Fe-
russac” e “Vaginula taunaysi Férus. — Brésil — Coll. Férussac”,
o que nos permite admitir que seja um exemplar do lote original
examinado por Férussac, justificando-se a designação como lectó-
tipo. O número da coleção nos foi comunicado por Chevallier em
anotação manuscrita sôbre cópia de sua publicação (CHEVALLIER,
1965a). que gentilmente nos enviou. Dissecamos o exemplar como
de hábito, retirando pênis e glândula penial, que ficaram junto ao
exemplar num vidrinho.
1 Morfologia externa: (Est. 3, f. 16-18)
7.1. Dimensões: compr.: 82; larg.: 26; alt.: 12; larg. hipon.
direito: 8; larg. sola: 9,8; dist. poro genit. femin., da frente:
36, de trás: 47,5, do sulco pedioso: 1,5 mm.
3.2 Animal de tamanho grande, distendido, levemente arquea-
do dorsalmente, bem mais largo que alto. Corresponde a
uma forma esguia, alongada, com o noto terminando posterior-
mente por um afilamento, o que é único dentre os Veronicellidae
neotropicais por nós examinados. O noto possue a côr geral oli-
váceo-escura, sem distinção de pigmentação esparsa. Perinoto
bem demarcado, destacando-se como leve nervura, sem pigmen-
tação. Hiponotos bem inclinados, bem mais claros que o noto.
A sola também tem coloração clara, sem linha mediana. Poro
genital feminino bem junto ao sulco pedioso e bem mais à frente
da metade do comprimento do animal. Änus circular. à direita
do plano sagital, distende-se para dentro do hiponoto direito. A
membrana opercular não fecha totalmente o ânus, o qual contudo
38 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
está completamente recoberto pela região posterior livre da sola
“sta não denota pigmentação na sua face dorsal.
Morfologia interna: (f. 15-17, 22).
5
2.1. Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glän-
dula digestiva; êste com 10 mm de largura.
2.2. Reto penetra no tegumento 7,5 mm para trás e algo acima
do oviducto. (f. 16).
2.3. Nervos pediosos nascem juntos e seguem assim por mais
de 34 do seu comprimento para então se afastarem leve-
mente em ângulo agudo até se perderem no tegumento. Em todo
seu comprimento estão aderidos ao tegumento. Comprimento
total. 67; afastados: 15; afastamento máximo: 1; encontro da
aorta a 12 mm da origem.
2.4. Glândula pediosa achatada, muito delgada, sölta, de côr
marrom-amarelada, com o ápice levemente alargado, após
+ encurvamento. Não se distingue a zona externa. Comprimento
em posição natural: 7; distendida: 8,5; largura: 1 mm. (f. 15).
2.5. Espermateca cilindroide irregularmente entumecida, me-
dianamente com forte constricção, o que pode dar a im-
pressão de que a região proximal seja um grosso canal. A esper-
mateca é séssil, comunicando-se com o oviducto dentro do tegu
mento. A região distal da espermateca é mais globulcide e acha-
se inclinada levemente sôbre a proximal. O ducto de ligação é
curto e penetra na região distal da espermateca por um pequeno
cabeçote aguçado, próximo a constricção que diferencia a esper-
mateca em duas regiões. (f. 16).
2 6. Glândula penial com papila cônica, alongada, não aguçada
e sem mamilo, possuindo 3 de comprimento por 0,7 mm de
diâmetro máximo. A glândula possue 14 túbulos externos, que
se bifurcam e rebifurcam tornando-se numerosos, conservando
contudo sempre o mesmo diâmetro de 0,2 mm e atingindo um
comprimento máximo de 18 mm. Os túbulos internos em número
te 11 são algo mais claros, tendo um diâmetro de 0.15 mm e um
comprimento variável desde 3 até 7 mm. Todos os túbulos apre-
sentam-se serpenteantes desde a região proximal. (f. 17).
2.7. Pênis com 12 de comprimento por 1,9 de largura e 1 mm
de espessura. Constitue-se de um soquete cilíndrico de 1,7
mm de comprimento por 0,8 mm de diâmetro o qual se prolonga
numa glânde cilíndrica, alongada, algo mais grossa (1 mm de &),
com afilamento na ponta onde se abre o deferente. A glânde em
todo seu comprimento está como que deitada dentro de expansões
taterais concrescidas com a mesma. As expansões na região pro-
ximal são algo mais largas e distendidas à direita para depois se
tornarem de largura homogênea, reduzida. As expansões estão
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 39
vecortadas e franjeadas em todo seu comprimento, formando um
curto lábio protraído na ponta da glande. (f. 22).
3. Observações: A espécie em questão já se acha muito bem
caracterizada e reiteradamente descrita. Confirmamos e sis-
tematizamos os dados dentro de nosso esquema de redescrições,
vaseados no lectótipo, que ainda não havia sido examinado anatö-
n.icamente. A ilustração de FERUSSAC & DESHAYES (1820-
t851) da estampa 8-A, f. 7, baseada sôbre material fixado é de
um exemplar jovem, o que se pode reconhecer pela coloração,
sendo que as figuras 1 e 2 da estampa 8-B são algo idealizadas,
mas pela coloração devem ser de exemplares adultos. (Ver tam-
bém sôbre a coloração GUERRA -Júnior (1964)). A variação alfa
apontada por FÉRUSSAC ( (1821) e FERUSSAC & DESHAYES
(1820-1851), baseada num colorido mais escuro do noto, não pode
cer considerada, visto a côr isoladamente não ter significado ta-
xonômico, bem como a variabilidade apontada por Férussac cair
dentro da variação de colorido desta espécie.
AGRADECIMENTOS
PA |
Ao Dr. A. Zilch do ““Natur-Museum und Forschungs-Institut
Senckenberg”, de Frankfurt, que nos deu assistência durante nossos
trabalhos na Alemanha Ocidental e ao Sr. H. Chevallier, do Laboratório
de Malacologia do “Muséum National d'Histoire Naturelle” , que foi
incansável em atenções para conosco durante a semana em que traba-
ihamos em Paris.
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Senckenberg-Museums in Frankfurt a. M., — Arch. Molluskenk.,
v. 99, n. 5/6, p. 331-363.
—,— (1970) — Redescricäo dos tipos de Veronicellidae (Mollusca,
Gastropoda) neotropicais: III. Espécies depositadas no “II. Zoolo-
gisches Institut und Museum der Universitat” de Góttingen, Ale-
manha. — Iheringia, Zool., n. 38, p. 73-88.
—— (1970) — Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca,
Gastropoda) neotropicais: V. Espécies depositadas no “Museo ed
Istituto di Zoologia Sistematica della Universitá” de Turim, Itália.
— Iheringia, Zool., n. 39, p. 19-31.
IHERINGEA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 41
LEGENDAS DAS ILUSTRAÇÕES
Vaginula gayi FISCHER (Lectótipo)
Fig. 1: Glândula pediosa vista dorsal, em posição natural;
Fig. 2: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 3: glândula penial, com a região distal dos túbulos trun-
cada;
Fig. 18: pênis. Bo
Vaginula maillardi FISCHER (Lectötipo)
Fig. 4: Glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. 5: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 6: glândula penial, com a região distal dos túbulos trun-
cada;
Fig. 19: pênis.
Vaginula moreleti FISCHER (Plesiótipo)
Fig. 7: Glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. S: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 9: glândula penial, com a região distal dos túbulos trun-
cada;
Fig. 20: pênis.
Vaginulus plebeius FISCHER (Plesiótipo)
Fig. 10: Glândula pediosa, vista dorsal em posição natural, po-
dendo notar-se três danificações por dissecação;
Fig. 11: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal;
Fig. 12: glândula penial;
Fig. 21: pênis.
Vaginulus taunayi FÉRUSSAC (Lectótipo)
vig. 15: Glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural;
Fig. 16: órgãos junto ao poro genital feminino, vista dorsal, com
a espermateca voltada para trás.
Fig. 17: glândula penial, com a região distal dos túbulos trun-
cada;
Fig. 22: pênis.
42 THOMÉ, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971
43
44 THOME, J. W. — Redescrição de Veronicellidae neotropicais — VII.
45
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971
rigs.
Figs.
Jo:
4- 6:
Estampa I
vista dorsal, lateral e ventral do exemplar maior,
ressequido, conservado no Museu de Paris, não
identificável, porém atribuído por CHEVALLIER
(1965a, 1966) como tipo de Vaginulus langsdorfi
FERUSSAC. (Aumento: x 2,25).
vista dorsal (x 1,95), lateral (x 1,92) e ventral
(x 1,95), do lectótipo de Vaginula gayi FISCHER.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971
Estampa 1
Figs. 7-9:
Figs. 10-12:
Estampa U
vista dorsal (x 1,64), lateral (x 1,64) e ventral
(x 1,62), do plesiötipo de Vaginula moreleti
FISCHER.
vista dorsal (x 1,38), lateral (x 1,35) e ventral
(x 1,38), do lectótipo de Vaginula maillardi
FISCHER.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 Estampa II
Figs. 13-15:
Figs. 16-18:
Estampa HI
vista dorsal (x 2,01), lateral (x 2,02) e ventral
(x 2,01), do plesiótipo de Vaginulus plebeius
FISCHER.
vista dorsal (x 1,30), lateral (x 1,35) e ventral
(x 1,35), do lectótipo de Vaginulus taunayi FE-
RUSSAC.
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 Estampa III
E ; ‘
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| | | | | |
IHERINGIA | Zoologia | n. 40 | p. 53-60 | 6 f. | Pörto AlegreRS | 26.7.1971
| | | | | |
HOUSSAYELLA IGUAZUENSIS BONETTO AND DE DRAGO,
1966 (PORIFERA-SPONGILLIDAE) IN IITU RIVER, RIO
GRANDE DO SUL, BRAZIL. (*)
Cecilia Volkmer-Ribeiro (**)
SUMMARY
A new occurrence of Houssayella iguazuensis BONETTO & de
DRAGO, 1966, this time in Itü river, RGS, Brazil, enabled ihe author
to confirm the original description and extend distribution of the
genus. The genus is also shown to resist the recent revision proposed
by PENNEY & RACEK (1968) for the Spongillidae.
SUMÁRIO
A ocorrência de Houssayella iguazuensis BONETTO & de DRAGO,
1966, no RGS, Brasil, veio propiciar um renovado estudo do género,
Este vem confirmar a descrição original e demonstrar que o Status
deste gênero deve ser mantido frente à recente revisão sisiemática dos
espongilídeos realizada por PENNEY & RACEK (1968).
INTRODUCTION
In 1966 BONETTO & de DRAGO erected Houssayella, a
new genus of fresh-water sponges and described its type and
sole species, H. iguazuensis. In 1968 PENNEY & RACHK pu:
blished their comprehensive revision on the gemmulliferous
spongillids. This revision could not obviously deal with the new
genus but rendered further study of material belonging to it
imperative. H. iguazuensis had no other notice of occurrence
after tne original description. The species was then found in
Iguazú Falls of Paraná River and in Uruguay River, in Argentine.
In 1969 H. iguazuensis was collected by the author from
Itü River, RGS, Brazil. One small though complete specimen
and several spare gemmules were found on the under side of a
stone bearing a specimen of Uruguaya repens. In spite of the
few material available the preparations allowed full comparison
with original description.
(*) Work accepted in January, 20, 1971. Partially supported by a grant from
Rs dP ção de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul’, Pörto
egre.
(**) From Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais. Fellow of “Conselho Na-
cional de Pesquisas”, Rio de Janeiro.
54 VOLKMER-RIBEIRO, C. — Houssayella iguazuensis in Itú river.
Results drawn from this comparison are reported having in
mind to situate this genus in the revised systematics of the group.
We regret that in spite of our efforts type material could not
be secured for comparison.
MATERIAL
Data on collection same as in VOLKMER-RIBEIRO (1969). Spe-
cimen deposited in MRCN (Catalog n.º 123).
HOUSSAYELLA IGUAZUENSIS BONETTO & de DRAGO,
1966:129.
Sponge 0,5 cm large, bearing two gemmules and conforming
uspect reported in original description. Close to this specimen
several gemmules forming a pavement layer protected by the
brown covering of typical megascleres. Skeleton as described
by BONETTO & de DRAGO, 1966 i. e., consisting mainly of a
dense, random arrangement of microscleres with a few megas-
cleres mingled in.
Original description which is extensive and well illustrated
epplies to our specimen in almost every particular. For this
reason only the characteristics which seem particular to our
specimen or which deserve enlargening of description will be
dealt with.
Gemmoscleres: Birotulates showing all variations listed in ori-
ginal description. In our specimen however, margins of
most umbonate rotules are so thick that incisions in these
margins give way to lobes instead of teeth. Such lobes bear
also minute spines. (Figs. 1 and 2).
Gemmules: The quite large, flattened and subspherical gemmu-
les are “rooted” to the substratum by a number of typicai
megascleres which ramdomly pack at the base of the gemmu-
le. When larger numbers of gemmules are present these
megascleres surround the gemmule up to its summit and
fuse with those of the genmules which are next forming
so the brown covering reported in original description and
leaving only the foraminal tubules free. Pneumatic coat
thin with few minute air spaces. Birotulates single layered,
side by side embedded in pneumatic coat, the lower rotule
deeply seating in inner gemmular membrane. Only spines
of the upper rotule protrude from the coat. (Fig. 3)
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 55
TR re Nee Er ee Ss SSIS
Megascleres surrouding the gemmules. Strongly, completely
spined tornotes with spines gathering at the extremities
where they are sometimes turned inwards. Differing from
skeletal tornotes also in having shorter lenghts and stronger
curvatures. Some of these capsular megascleres aproach and
reach the amphistrongylous shape, others show exceedingly
variable shapes. (Figs. 1, 4 and 5).
Dimensions of spicules:
Skeletal megascleres: 189 to 219 micra
Capsular megascleres: 33 to 183 micra
Microscleres “43 to '56- micra
Gemmoscleres : 16 to 23 micra (total lenght of
shaft)
19 to 23 micra (diameter of rotu-
les)
DISCUSSION
The microphotographs rend it evident that our specimen
almost completely conforms the original description. We think
that minor differences presented by this specimen do not recco-
mend description of a new species. The specimen is evidentlv
young as can be infered from the small size of the sponge and
the few semmules in it. Also details now described which ars
missing in original description will have to be checked for in
type material.
BONETTO & de DRAGO (1966) when erecting the genus
realized the relationship existing among Houssayela, Dosilia Gray
and Asteromeyeria Annandale With redefinition of genus
Dosilia by PENNEY & RACEK in 1968 for the inclusion of all
species with stellate microscleres (what caused Asteromeyenia to
fall in the synonymy of Dosilia) a renewed study of material
belonging to Houssayella was hisly desirable.
In spite of PENNEY’s & RACEK (1968) attempt to gather
in one genus all those evidently related species with stellate
microscleres Houssayella fully scapes the scheme and seems
entitled to keep its status as a genus apart from, though closely
related to Dosilia. Distinguishing features for Houssayella are:
a) Megascleres which are tornotes with spines gathering at
middle portion and at extremities while in Dosilia spines
never gather at extremities (PENNEY & RACEK, 1968 p.
126).
56 VOLKMER-RIBEIRO, C. — Houssayella iguazuensis in Itü river.
b) Gemmoscleres that present extreme shortening and varia-
tions in shape but that belong to one lenght group, the longer
ones representing but 1% of the total (BONETTO & de
DRAGO 1966 p. 133). This figure could be confirmed by us.
c) Gemmules characteristically rooted to the substratum by
typical, strongly spined megascleres.
d) Skeleton structure as well as size of the sponge differing
from anything already described for Dosilia.
e) A large series of highly variable amphioxeous microscleres
where some stellate forms may be present.
This genus thoush possessing microscleres that evidence a clo-
se relationship to Dosilia shows also some affinities do Uruguaya
in gemmular structure, protecting cover of special megascleres
and situation of gemmules in close contact with the substratum.
Gemmoscleres in Houssayella resemble also the thick margined,
short birotulates of Uruguaya with a characteristic point of shaft
piercing an also thin pneumatic coat.
Acknowledgements: The autor is indebt to Dr. Joseph Hauser from
“Universidade do Vale do Rio dos Sinos”, São Leopoldo, RS, for the time
friendly devoted to take the microphotographs presented in this paper.
RETERENCES
BONETTO, A. A. & de DRAGO, I. E. (1966) — Nuevos aportes al
conocimiento de las esponjas argentinas. — Physis, B. Ayres, v. 26.
n.71, vp. 129-140.
PENNEY, J. T. & RACEK, A. A. (1968) — Comprehensive revision
of a world-wide collection of freshwater sponges (Porifera-Spon-
gillidae). — Bull. U. S. nat. Mus.. n. 272, p. 1-184.
VOLKMER-RIBEIRO, C. (1969) — New occurrence of Uruguaya re-
pens Hinde, 1888 (Porifera-Spongillidae) with redescription of
the species. — Iheringia, Zool. n. 33, p. 119-123, 2 f.
— Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 a7
EXPLANATION OF PLATES
Thick margined gemmioscieres and capsular megascle-
res. This is the most common type of gemmosclere.
x 450.
Gemmosclere with rotules not umbonate and a pier.
cing point of shaft. x 450.
Transverse section of gemmular wall. At bottom pro.
files of some rotules. x 450.
Capsular megascleres. At focus point of a strongly
spined tornote and an amphistrongylous spicule. x 450.
One of the extreme variations in shape reached by a
capsular megasclere. x 1.000.
One of the numerous variations in shape displayed by
microscleres of H. iguazuensis. These spined and mi-
crospined amphioxeas largely overcome in number
stellate forms. x 1.000.
98
59
IHERINGIA
— Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 61
PUBLICAÇÕES DO “MUSEU RIO-GRANDENSE DE
CIÊNCIAS NATURAIS”
“IHERINGIAM
Série ANTROPOLOGIA
N.º 1 —
(1969) — com dois artigos, 116 p.:
BROCHADO, J. J. J. P. — “Histórico das pesquisas arqueo-
lógicas no Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 3-42, 1 A;
MILLER, E. T. — “Resultados preliminares das escavações
no sítio pré-cerâmico RS-LN-1: Cerrito DAUER (abrigo-sob-
-rocha)”. — p. 43-112, 11 f., 9 a..
Serie BOTANICA
N.º 1—
N.º 2 —
N.º 3 —
No 4 —
N.º 5 —
N.º 6 —
N.º 7 —
NO 8 —
N.º 9 —
N.º 10 —
N.º 11 —
N.º 12 —
N.º 13 —
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1958) — “Asclepiadaceae Rio-
grandenses”. — 58 p.;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1953) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 1. Auriculariaceae,
Sirobasidiaceae, Tremellaceae, Dacryomycetaceae”. — 56 p.,
1 est.;
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1959) — “Aponynaceae Rio-
grandenses”. — 24 p.;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1959) — ‘Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 2. Thelephoraceae”
— p. 57-124;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1959) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 3. Hypochnaceae,
Clavariaceae, Craterellaceae, Hydnaceae”. — p. 125-192;
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1960) — “Bignoneaceae Rio-
grandenses”. — 26 p.;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1960) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 4. Meruliaceae, Poly-
poraceae, Botelaceae”. — p. 193-296;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 5. Agaricaceae”. —
p. 297-450;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceae.
Calostomataceae, Hymenogastraceae, Hysterangiaceae, Scle-
rodermataceae, Tulostomataceae, Lycoperdaceae, Geastra-
ceae, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae”. — p. 451-480;
CERONI, Z. da S. V. — (1962) — ‘Media anual de trans-
piracäo no Eucalyptus rostrata e suas relações com o meio
através do método “Cut-leaf”. — 28 p., 1 f., 11 gráficos;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1963) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: INDEX”. — 32 p., 1
errata;
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1964) — “Acanthaceae Rio
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RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1965) -— “Orchidaceae Rio-
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das publicações do M.R.C.N.
(1970) — com 4 artigos, 58 p.:
CERONI, Z. S. V. — “Relações entre água periférica e
central em troncos de Eucalyptus” — p. 3-18, 1 f.;
CERONI, Z. S. V. — “Hipóteses sôbre a hiperacidez do mel
de certa apicultura de Santa Cruz do Sul”. — p. 19-22.
FERREIRA, A. G. — “Flora da praia de Belas, Pôrto Ale-
grelo mp. DS AAN 1:
VIANNA, E. C. — “Marchantiales e Anthocerotales coleta-
das no Rio Grande do Sul”. — p. 45-54.
Série GEOLOGIA
N.º 1 —
N.º 2 —
N? 3 —
(1967) — com dois artigos, 90 p.:
PINTO, I. D. & CLOSS, D. — “índice remissivo dos fósseis
do Rio Grande do Sul”. — p. 3-76, 6 £.;
MARTINS, L. R. & GAMERMANN, N. — “Contribuição
à sedimentologia da lagöa dos Patos. — III: Granulome-
tria da zona norte e média”. — p. 77-86, 3 £.;
(1969) — com três artigos, 160 p.:
BIANCHI, L. A. — “Bancos de Ostreídeos pleistocênicos
da planície costeira do Rio Grande do Sul”. — p. 3-40, 6
f., 4 est.;
MARTINS, L. R. & EICHLER, B. B. & PODOLSKY, V. M.
— “Propriedades texturais dos sedimentos litoräneos de
Santa Catarina. I. Areias de praia, trecho Mampituba-Ara-
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FORTI, I. R. S. — “Cenozoic mollusks from the drill-ho-
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Grande do Sul”. — p. 55-156, 1 £., 9 est.
(1970) — com cinco artigos, 126 p.:
CLOSS, D. — “Estratigrafia da Bacia de Pelotas, Rio Gran-
de do Sul”. — n. 3-76;
PAULA-COUTO, C. de — “Nôvo Notoungulado no Riochi-
quense de Itaborai”. — p. 77-86, 3 £.;
ISSLER, R. S. — “Caracteres magmáticos regionais do vul-
canismo da Bacia do Paraná”. — p. 87-100, 2 £.;
RIBEIRO, M. — “Sôbre um padrão orogênico evidenciado no
Escudo Sulriograndense”. — p. 101-108;
RIBEIRO, M. & TEIXEIRA, C.A.S. — “Datações de rochas
do Rio Grande do Sul e sua influência nos conceitos estrati-
gráficos e geotécnicos locais”. — p. 109-120, 1 f..
Série ZOOLOGIA:
N.º 1 —
No 2 —
N.º 3 —
N.º 4 —
BUCKUP, EL. & BUCKUP, E. H. — (1957) ZZ Eatalogo
dos Moluscos do Museu Rio-Grandense de Ciências Natu-
rais”. — 40 p;;
FRÓES, O. M. — (1957) — “Atualização da nomenclatura
dos quelônios brasileiros”. — 24 p.;
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BUCK, Pe. P. (S. J.) — (1957) — “Insetos criados em
galhos cortados”. — 7 p.;
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971 63
N:O
N.º
IN
No
INES
INEO
INES,
N.º
N.º
N.º
N.º
pr
LEMA, T. de — (1957) — “Bicefalia em serpentes” — 8 p.,
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ORE
10 —
11 —
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13 —
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do Sul. — III’. — 30 p.;
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Rio Grande do Sul (Brasil). (Hemiptera, Heteroptera,
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N.
N.º
INEO
N.º
NRO
N.e
Lista
24 —
25 —
das publicações do M.R.C.N.
rios com cauda dupla. (Reptilia Squamata)”. — 6 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Deformação acidental em
Xenodon merremii (Wagler, 1824). (Serpentes, Colubridae)”.
— 6 p., 2 est.;
BERTELS, A. — (1962) — “Insetos — Hóspedes de Sola-
náceas”. — 11 p
29 — AZEVEDO, A. © P. — (1962) — “Anomalias observadas
Du
ya
29 —
Sp
BI
82 =
33 —
39 —
36 —
em serpentes do gênero Micrurus Wagler, 1824. (Serpentes,
Elapidae)”. — 6 p., 1 est., 12 £.;
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traege zur Kenntnis der Salvadorenischen Chrysomeloidea’”.
— 79 p.;
UHMANN, E. — (1964) — “Hispinae aus dem Staate São
Paulo, Brasilien. — 209. Beitrag zur kenntnis der Hispi-
nae. (Coleoptera, Chrysomelidae)”. — 28 p.;
HOFFMANN, G. R. — (1964) — “Contribuição ao conheci-
mento de Libinia spinosa Milne-Edwards, 1834. (Crustacea,
Decapoda, Brachyura)”. — 40 p., 2 f., 10 gráficos;
AZEVEDO, A. C. P. — (1964) — “Variações cromáticas em
Micrurus corallinus (Wied, 1820). (Serpentes, Elapidae)”.
— 15 p., 3 É;
(1967) — com cinco artigos, 88 p.:
GOULART, A. D. de A. — “Presença de Helobdella obscura
Ringuelet, 1942 e Helobdella duplicata var. tuberculata
Ringuelet, 1958, no Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-6;
CLOSS, D. & MADEIRA, M. — “Foraminíferos e Tecame-
bas aglutinantes da Lagöa de Tramandaí, no Rio Grande
do Sul? =. qcalii6rests 27%:
GRAZIA, J. “Estudos. sôbre o gênero Galedanta Amyot
& Serville, 1843 (Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”.
— D. 45-59, 19 £.
LEMA, T. de — “Nôvo gênero e espécie de serpente opisto-
glifodonte no Brasil meridional (Colubridae, Colubrinae)”.
— p. 61-74, 10 £.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. “Thecamoebina and
Foraminifera from the Mirim Io} southern Brazil”.
pi 19-8802 E
(1969) — com um artigo, 114 p.:
BECHYNE, J. & BECHYNÉ, B. S. de — “Die Galeruciden-
gattungen in Siidbrasilien”. — p. 1-110, 16 £.
(1969) com cinco artigos, 128 p.:
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do
Sul, state of Santa Catarina, Brazil”. — p. 3-29, 3 est.;
PEREIRA, EFASREDE “Recent foraminifera of Southern
IHERINGIA — Zoologia, n. 40 — 26 DE JULHO DE 1971
tn
N.º 38 —
N.º 39 —
Brazil collected by hydrografic vessel “Baependi””.
p. 37-95, 2 est., 1 gräf.;
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: I. Espécies depositadas
no '“Zoclogisches Museum” de Kiel, Alemanha”. — »p.
NOTIZ:
LEMA, T. de & AZEVEDO, A. C. P. — “Ocorrência de
Micrurus decoratus (JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil,
(Serpentes, Elapidae)”. — p. 113-117;
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguaya
repens HINDE, 1888 (Porifera-Spongilidae) with redescrip-
tion of the species”. — p. 119-123, 2 £.;
(1970) — com três artigos, 124 p.:
ROETTGER, E. U. — “Recent foraminifera from the con-
tinental shelf of Rio Grande do Sul collected by the hydro-
grafic vessel “Canopus”. — p. 3-72, 2 est., 3 £.;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Moillusca, Gastropoda) neotropicais: III. Espécies deposi-
tadas no “Il. Zoologisches Institut und Museum der Uni-
versität” de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 É.;
LEMA, T. de — “Sôbre o “status” de Elapomorphus bili-
neaius DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854, curiosa
serpente subterrânea”. — p. 89-118, 7 É.
(1970) — com três artigos, 102 n.:
FABIAN, M. E. — Estudo anatômico de Eiophis miliaris
(L., 1758). Serpentes, Colubridae”. — p. 3-18, 8 ÉÍ.;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: V. Espécies depositadas
no “Museo ed Istituto di Zoologia Sistematica della Univer-
sita”, de Turim, Italia”. — p. 19-31, 17 £.;
MANSUR, M.C.D. — “Lista dos moluscos bivalves das
Famílias Hyriidae e Mycetopodidae para o Estado do Rio
Grande do Sul’. — p. 33-95.
(1971) — com três artigos, 66 p.:
BECKER, M. & GRAZIA-VIEIRA, J. — “Contribuição ao
conhecimento da superfamilia Pentatomoidea na Venezuela
(Heteroptera)”. — p. 3-26.
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: VII. Espécies depo-
sitadas no “Muséum National d'Histoire Naturelle”, Paris,
Erança” == p. 27-52, 22 É, 3 est.
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “Houssayella iguazuens's BO-
NETTO and DE DRAGO, 1966 (Porifera-Spongillidae) in
Itú river, Rio Grande do Sul, Brazil”. — p. 53-60, 6 f.
I
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Governador do Estado
Coronel EUCLIDES TRICHES
Secretário de Estado dos Negócios da Educação e Cultura
Tenente-Coronel MAURO COSTA RODRIGUES
Diretor do Departamento de Assuntos Culturais
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Professor-Naturalista JOSÉ WILLIBALDO THOME
Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do Departamento
de Imprensa Oficial, da Secretaria de Estado dos Negócios
da Administração — Bol. 6775, de 12-1-1971
Be
od,
nn aero
sas
29 de abril de 1972
ANO DO SESQUICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DO
BRASIL, 1822/1972
Notas sobre el Género Lius H. DEYROLLE — (Coleop-
tera, Buprestidae).
BIEMATSOLANGE NAPP .......2.. cu... po so
Morfologia do sistema digestivo de Castalia undosa mar-
tensi (IHERING, 1891 — (Bivalvia, Hyriidae).
MARIA CRISTINA DREHER MANSUR. ............. pa Zi
Söbre Micrurus putumayensis LANCINI, 1962 e sua ocor-
rência no Brasil — (Serpentes, Elapidae).
NENE S DE LEMA.. .. 2.2. unas si ensaia pia sinibad os p. 35
Uma nova espécie de Phyllocaulis do Brasil — (Veroni-
cellidae, Gastropoda).
JOSE WILEIBALDO THOME: pump lg een pP 59
MUSEU RIO-GRANDENSE DE CIENCIAS NATURAIS
Divisão de Ciências do Departamento de Assuntos Culturais
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Govêrno do Estado do Rio Grande do Sul.
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IHERINGIA é o periódico de divulgação de trabalhos cientifcos inéditos do Mu-
seu kHio0.tirandense de Ciencias Naturais, publicado em quatro (4) series: "An-
tropologia”, “Botânica”, “Geologia” e “Zoologia”. Cada série é editada em fascículos,
com numeração corrida independente, podendo conter um ou mais artigos.
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IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific works and research
data from the “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, issued on four (4)
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5. Os originais devem ser apresentados: 5.1. em duas vias datilografadas, espaço
dois, com margens mínimas de 2cm, sem emendas, em papel branco tamanho
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radas na margem superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2.
apenas os nomes científicos devem ser sublinhados com um traço simples; 5.3.
os nomes dos autores, inclusive de referência bibliográfica, devem vir datilo-
grafados em MAIÚSCULAS; 5,4. as referências bibliográficas, no fim do arti-
g0, devem restringir-se ao estritamente necessário e devem vir organizadas em
ordem alfabética do sobrenome do autor e secundäriamente em ordem crono-
lógica; 5.5. na citação de artigos, o nome do periódico deve vir sublinhado e
na de livros, o título da obra; 5.6. as abreviações de periódicos devem obedecer
as adotadas no “World List of Scientific Periodicals”; 5.7. a disposição dos
dados das referências deve obedecer o critério dos seguintes exemplos hipoté-
ticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.º ed., Pórto Alegre,
Livraria Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi+456 p. 28 f. 15 est.:
—,— (1960) — Bignoneaceas Riograndenses, — Ineringia, Bot., v. 2, n. 6 p. 1-26,
f. 1-3, est. 1-2.
5.8. tödas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida,
permitindo-se o editor agrupá-las e distribuí-las do modo mais econômico, sem
prejudicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações
do autor; 5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China,
preferencialmente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos
tamanhos que permitam a redução para o máximo de 17xllem; 5.10. ilustra-
ções a côres devem ser combinadas previamente e seu custo fica a cargo do
autor; 5 11. as legendas das figuras devem vir em ordem numérica, em fôlha
separada do texto; 5.12. a localização aproximada das figuras no texto deve
ser assinalada pelo autor na margem direita do manuscrito, sempre a lápis;
6. A correção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo ex-
pressa convenção em contrário. Modificações no texto durante as correções,
só serão aceitas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
7. Serão fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independente-
mente do número de autores. Maior número de separatas poderão ser forneci-
das mediante prévio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega.
dos originais.
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IHERINGIA | Zoologia | n.41 | p. 3-20 20 f. | Porto Alegre-RS | 29.4.1972
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NOTAS SOBRE EL GÊNERO Lius H. DEYROLLE
— (COLEOPTERA, BUPRESTIDAE) (*)
Dilma Solange Napp (**)
RESUMEN
El presente artículo contiene las redescripciones de 5 espécies del
género Lius H. DEYR. L. aterrimus, L. clarus, L, magnus, L. conicus y
L. nigerrimus, verificadas mediante los tipos, y las descripciones de dos
especies nuevas L. poseidon y L. hector.
SUMMARY
The present paper concerns the redescriptions of five species of
the genus Lius H. DEYR. L. aterrimus, L. elarus, L. magnus, L. conicus
and L. nigerrimus, based on the type specimens, and the descriptions of
two new species L. poseidon and L. hector.
INTRODUCCIÓN
Este trabajo, realizado en el Instituto de Aclimatación de
Almeria bajo orientación del entomólogo especialista Sr. A. Co-
bos, tiene por finalidad ampliar las diagnosis originales de al-
gunas especies del género Lius H. DEYR., con un estudio morfo-
lógico más preciso, incluendo la morfologia de la genitalia, y con
esclarecimientos sobre dos especies litigiosas L. magnus KERRE-
MANS y L. conicus CASTELNAU & GORY.
El material utilizado pertence a la colección A. Cobos, Al-
meria, Los tipos de L. aterrimus KERREMANS, L. ciarus KER-
REMANS, L. magnus KERREMANS y L. nigerrimus KERRE-
MANS, nos fueron amablemente comunicados por Miss M. F. von
Hayeck del British Museum, y el de L. conicus CASTELNAU &
GORY, por M. A. Descarpentries del Museo de Paris
(*) Accepto para publicación en 19-8-1971.
(**) En realización de estágio en el Instituto de Aclimatación de Almeria, Consejo
Superior de Investigaciones Científicas. Esnafa. Dirección actual: Departa-
mento de Zoologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade
Federal do Paraná.
4 NAPP, D. S. — Notas sobre el género Lius...
Lius poseidon n. sp.
(Kies 1 v2)
Cuerpo suhexagonal, muy convexo, bastante atenuado hacia
adelante, ensanchado en los hombros y fuertemente acuminado
hacia atrás después de la mediaciön; negro, brillante, ligeiramen-
te bronceado en la frente y pronoto; pilosidad muy corta, casi
inapreciable en los élitros, más visible en los costados del pro-
noto y en la frente. Long.: 3,2mm. (f. 1).
Cabeza bastante estrecha, saliente, vista por encima escavada
en ángulo obtuso — sinuoso en los lados formando una ligera
arista contra los ojos —, sin continuar la línea lateral del pro-
noto, formando con éste una sinuosidad en ángulo obtuso muy
abierto. Frente transversa, subparalela en la mitad inferior, di-
latada hacia el vértice en la mitad superior, fina y espaciada-
mente puntuada sobre un fondo subcoriáceo. Poros suprantena-
rios pequenos subredondeados, más aproximados de los bordes
oculares que entre si. Epístoma algo más ancho que largo, trans-
versalmente microarrugado, en desnível con la frente, escotado en
amplio arco por delante; prolongaciones látero-inferiores muy
débilmente dentiformes. Ojos grandes, convexos, bien visibles
por encima, situados a una regular distancia (cerca de la mitad
del diámetro de un ojo) de los bordes protorácicos; bordes inter-
nos subsinuosamente divergentes hacia el vértice.
Pronoto casi 3 veces más ancho en la base que largo en
medio; costados subredondeados en la base, luego muy estrecha-
dos y bisinuosamente atenuados hacia adelante; borde anterior
ligeramente biescotado. Escultura formada por escasos y menu-
dos puntos superficiales, esparcidos sobre una superficie alisada,
con débiles vestigios de microescultura coriácea. Disco algo irre-
gular, presentando una impresión oblicua cerca de la mediación
de los costados; éstos bruscamente deprimidos en los 2/3 anterio-
res. Angulos anteriores subobtusos, posteriores subagudos.
Elitros notablemente más anchos que el pronoto en la base,
cerca de 1,2/5 más largos que anchos en los hombros, donde
presentan la máxima dilatación; ligeramente atenuados en los
2/5 anteriores, después rectilíneas y fuertemente acuminados
hacia el ápice, donde son conjunta y brevemente redondeados;
borde apical aserrado, con 4 dientecillos a cada lado. Disco muy
giboso por delante, luego rectilineamente declive hacia atrás, con
la caída terminal subredondeada; costados comprimidos en los
hombros y hacia el ápice, éste sin callosidades; callos humerales
alargados y moderadamente elevados, depresiones látero-basales
bien marcadas, posthumerales apenas indicadas. Escultura for-
in
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972
mada por gruesos puntos, disminuyendo de calibre hacia los cos-
tados, sin borrarse hacia el ápice, todo sobre un fondo con débiles
vestigios de microescultura coriácea.
Angulos infero-externos de las metacoxas agudos, no visibles
por encima. Ranura del ventrito anal incompleta en los lados,
presentando una débil escotadura arqueada en medio, ladeada por
dos pinceles; borde apical subacuminado, truncado en el ápice y
apenas crenulado.
Edeango (f. 2) alargado, casi 6,3/4 veces más largo que su
máxima anchura — ésta en el 1/4 basal —, testáceo, brillante,
esclarecido en la mediación. Parämeros subsinuados por delante
de la mediación, ligeramente ensanchados hacia la base, distan-
ciados por encima, con los ápices oblicuamente subtruncados.
Zonas sensoriales translucidas, breves, apicales, presentando al-
gunas sedas microscópicas. Pene bastante ancho, convexo supe-
riormente, sinuado-atenuado hacia adelante, terminado en un
ancho y breve lóbulo redondeado.
Holotypus macho: Tapurucuara, Rio Negro, Amazonas —
Brasil, 1/X1/1962, A. Lindemann coll., Col. A. Cobos, Almeria.
Especie cercana (según) la diagnosis original) a Lius aterri-
mus KERREMANS. Sin embargo, conforme se puede verificar
por simple comparación de las figuras que acompanan las respec-
tivas descripciones (sillueta y genitalia), las dos presentan una
serie de notables diferencias.
Lius aterrimus KERREMANS, 1900
(Figs. 3 y 4)
Cuerpo subcuneiforme, alargado, brillante; negro uniforme,
sin reflejos metálicos en ninguna parte; pilosidad cortisima, solo
visible con gran aumento, frente inclusive. Lon.: 3mm. (f. 3).
Cabeza moderadamente ancha, algo saliente, vista por encima
excavada en ángulo obtuso débilmente sinuoso — resultando en
ligera arista contra los ojos —, sin continuar la línea lateral dei
pronoto. Frente transversa, ligeiramente dilatada hacia el vér-
tice, esculpida por menudos puntos espaciados sobre un fondo
subcorriáceo. Poros suprantenarios grandes, más aproximados
entre si que de los bordes oculares. Epistoma transverso, deprimi-
do en medio, escotado en estrecho arco por delante; prolongaciones
látero-inferiores dentiformes. Ojos grandes, convexos, visibles
por encima, situados a una regular distancia (aproximadamente
la mitad del diámetro ocular) de los bordes pretorácicos; bordos
internos subrectilineos y ligeramente divergentes hacia el vértice,
6 NAPP, D. S. — Notas sobre el género Lius...
Pronoto apenas más de 3 veces tan ancho en la base como
largo en medio; costados brevemente subarqueados en la base,
luego muy estrechados y sinuosamente atenuados hacia adelan-
te; borde anterior un poco bisinuoso, lóbulo medio débilmente
avanzado. Disco bastante regular, sin accidentes apreciables;
angulos anteriores subagudos, posteriores agudos. Escultura for-
mada de puntos mediocres, bien marcados, esparcidos sobre un
fondo con vestígios de microescultura, sobre todo hacia los costa-
dos, donde casi llega a ser subcoriácea.
úlitros más anchos que el pronoto en la base, aproximada-
mente, 1,3/5 veces más largos que anchos, con la máxima anchu-
ra a lo largo de los 2/5 anteriores donde son casi paralelos; luego
oblicuamente atenuados hacia atrás y conjuntamente redondea-
dos en el ápice; borde apical finamente aserrado, presentando 4
dientecillos a cada lado. Disco apenas giboso hacia el vértice
escutelar, después casi rectilineamente declive hacia atrás, algo
elevado contra la sutura en la porción preapical; costados compri-
midos contra los callos humerales — bastante desarrollados y
convexos —, impressionados después de la mediación y surcados
cerca del borde en ei 1/4 apical; depreciones látero-basales y
posthumerales débiles. Escultura formada por series algo irregu-
lares de gruesos puntos, solo marcados en la mitad anterior, casi
bruscamente interrumpidos después y reemplazadas por una pun-
tuacion mediccre irregular y escasa, sobre un fonto casi liso, bri-
lante.
Ángulos infero-externos de las metacoxas agudos, visibles
por encima. Ranura del ventrito anal incompleta en los lados,
truncada en medio (machcs), o escotada en arco (hembras); bor-
de apical subredondeado, casi inerme, presentando una pequena
escotadura arqueada (machos), o angulosa (hembras).
Edeago (f. 4) poco quitinizado, testáceo, translúcido a lo
largo de la parte media discal, cerca de 6,1/4 veces más largo
que ancho, con la máxima dilatación antemediana; desde aqui
algo bisinuoso y ligeramente atenuado hacia la base, larga y más
fuertemente sinuado-estrechado hacia los ápices. Parämeros dis-
tanciados, subparalelos en la porción apical; zonas sensoriales
translúcidas pequenas, redondeado-acuminadas, guarnecidas de
pocas sedas microscópicas. Pene en forma de larga y estrecha lá-
mina, algo deprimida en la mediación, paralelo en la mayor parte
de su longitud, débilmente sinuado-dilatado hacia atrás y hacia
ei ápice, el cual es redondeado.
Material examinado: 1 macho, Serra Roraima 1.600m., S.
J. Barreiro, São Paulo, Brasil, XI/1967, M. Alvarenda coll.;
Col. A. Cobos. 1 hembra, Boracéia, Salesópolis, São Paulo, Brasil,
18/X/1960, Lenko coll., Col. A. Cobos.
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 7
Dichos ejemplares han sido comparados al tipo de KERRE-
MANS. 1 hembra, del cual difieren unicamente por la colora-
ción de éste — cabeza y pronoto bronceados, élitros verde-os-
curos —, hecho que discreta de la diagnosis original... “entiere-
ment noir, mais tres legerement bronze...”.
Esta especie ha sido omitida del “Coleopterorum Catalo-
22
gus”.
Lius clarus RERREMANS, 1897
(Figs. 5,6 y 7)
Cuerpo cuneiforme, alargado, brillante; de un bronceado
claro en la cabeza, pronoto y parte inferior del cuerpo, élitros
más cobrizos; pilosidad desarrollada, pero muy corta, blanca sen-
tada, visible incluso en la frente; la eiitral bien alineada en
series. Long.: 3,25mm. (f. 5)
Cabeza un poco estrecha, moderadamente saliente, bilobu-
lada vista por encima, formando lateralmente con el pronoto una
ligera sinuosidad en ángulo obtuso muy abierto. Frente para-
lela, transversa, excavada por delante, e:culpida por menudos
puntos simples, regularmente espaciados sobre un fondo subco-
riáceo, separada del epistoma por la base aquillada de éste;
surco mediano no muy profundo, bifurcado en ängulo agudo
hacia la base del epistoma; poros suprantenarios um poco gran-
des, algo estirados oblicuamente, más aproximados entre si que
de los bordes cculares. Epistoma un poco más ancho que largo,
casi truncado por delante, sus prolongaciones látero-inferiores
algo salientes. Ojos convexos, continuando la curvatura fron-
tal por ambos lados, bien visibles por encima, situados a una re-
gular distancia de los bordes protorácicos; bordes internos para-
lelos y subrectitlineos.
Pronoto casi 3,1/3 veces más ancho en la base que largo
en medio; costados subredondeados en la base, luego oblicua-
mente atenuados hacia adelante, formando una ligera sinuosidad
cerca de los ángulos anteriores; borde anterior ligeramente es-
cotado, lóbulo medio apenas indicado; disco regularmente con-
vexo, con una ligera impresión oblícua en los costados cerca de
los ângulos posteriores. Escultura formada por puntos bastante
profundos sobre un fundo casi coriäceo mas condensados y mayo-
res en los costados posteriores, donde la microescultura se vuelve
mas intensa. Ángulos anteriores agudos y salientes.
Elitros de la anchura del pronoto en la base, aproximada-
mente 1,3/5 veces más largos que anchos en los hombros, donde
presentam la máxima dilatación; ligera y regularmente atenua-
8 NAPP, D. S. — Notas sobre el genero Lius...
dos hacia aträs en los 2/5 anteriores, luego casi rectilineamente
acuminados, ligeramente sinuados cerca del äpice, donde son
conjuntamente redondeados; borde apical aserrado (5 diente-
cillos a cada lado). Disco bastante regular, ligeramente giboso
en la area postescutelar, declive en línea casi recta después, con
la caída terminal subredondeada; depresiones látero-basales bien-
marcadas; costados compridos contra los callos humerales, con-
tinuandose más debilmente en lá región posthumeral. Escultu-
ra formada por series no muy regulares, pero bien marcadas, de
puntos mediocres, disminuyendo gradualmente de calibre hacia
el ápice, entremezclados de algunas estriolas y restos de micro-
escultura, además de pequenas arrugas transversales, presentes
en los costados y en algunas partes del disco. Gallos humerales
más lisos y brillantes.
Ängulos infero-externos de las metacoxas subagudos, un poco
visibles por encima. Ranura del ventrito anal alcanzando los
2/3 de la longitud en los costados, formando una muesca pro-
funda en el ápice; borde apical subtruncado, muy débilmente si-
nuado, menuda y regularmente denticulado, la denticulación un
poco prolongada hacia los costados. (f. 6)
Edeago (f. 7) bastante brusca y fuertemente estrechado en
el 1/3 anterior, acuminado en el ápice, con las zonas sensoriales
estrechas, translúcidas, previstas le una sola y larga seda; pene
largamente aguzado en la porción apical, tectiforme dorsalmente;
el lóbulo basal-ventral presenta una ligera desviaciön siniestra.
Material examinado: 1 hembra, Serra do Caraça, Santa
Bárbara, Minas Gerais, Brasil, 1/1970, A. Alvarenga coll., Col.
A. Cobos.
La especie fué establecida por KERREMANS sobre dos ma-
chos marcados indistintamente “Type” (sintipos). Uno de ellos
es de un bronceado-verdoso. Morfolögicamente son idénticos,
pero el primero se ajusta mejor por la coloración a la por demás
insuficiente descripción original; este es el que, de acuerdo con
el Sr. Cobos, que ha examinado el asunto conmigo, propongo sea
considerado “Lectotypus”.
Lius hector n. sp.
(Figs. 8 y 9)
Cuerpo subcuneiforme, alargado, moderadamente brillante;
por encima cobrizo uniforme, la frente algo más clara: por debajo
negro bronceado submate; pilosidad desarrollada, blanca, muy
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 9
corta y sentada, bien visible incluso en la frente y disco pro-
notal; en los élitros bien alineada en series. Long.: 3,25mm.
(E78)
Cabeza bastante ancha, moderadamente saliente, casi bilo-
bulada vista por encima, continuando la linea lateral del pro-
noto; surco mediano no muy profundo, bifurcado en ängulo agu-
do hacia la base del epistoma y gradualmente borrado hacia el
vértice. Frente un poco transversa, trapezoidal, esculpida por
menudos puntos simples, regularmente espaciados sobre un fon-
do apenas coriáceo, brillante; separada del epístoma por un des-
nível de éste. Poros suprantenarios subredondeados, más bien
pequenos, un poco más aproximados de los bordes oculares que
entre sí. Epístoma algo más alto que ancho, transversalmente
microarrugado, escotado en arco por delante, con las prolonga-
ciones látero-inferiores dentiformes. Ojos convexos, continuan-
do la curvatura frontal, bien visibles por encima; bordes internos
rectilineos, un poco divergentes hacia el vértice.
Pronoto apenas más de 3 veces tan ancho en la base como
largo en medio; costados atenuados en línea casi recta (apenas
sinuados) hacia adelante, brevemente redondeados en la base;
borde anterior muy ligeramente escotado, casi sin lóbulo medio.
Escultura formada por puntos un poco estirados, algo mayores
que los de la frente, irregularmente espaciados sobre una super-
fície alisada, con vestígios de microescultura coriácea, sobre todo
hacia los costados. Ángulos anteriores obtusos, posteriores agu-
dos.
Élitros algo más anchos que el pronoto en la base, cerca de
1,3/5 veces más largos que anchos, con la máxima anchura a lo
largo de los 2/5 anteriores, donde son casi paralelos; después
atenuados en línea casi recta (ligeiramente sinuosa cerca del
ápice) y conjuntamente redondeados en la extremidad; borde
apical aserrado 5-6 dientecillos a cada lado). Disco bastante regu-
lar, apenas giboso en adelante, rectilineamente declive hacia
atrás, con la caída terminal breve y suave; costados comprimi-
dos contra los callos humerales que son normalmente elevados;
depresiones látero-basales y posthumerales débiles. Escultura
formada por series alternas de gruesos puntos variolosos y pun-
tos finos; las series más regulares y netas en la mitad anterior,
con los intervalos convexos hacia la base, interrumpidas en los
costados por arrugas transversales; fondo brillante con restos de
microescultura y algunas estriolas al redor de los puntos gruesos.
Callos humerales arrugados y groseramente esculpidos.
Ángulos ínfero-externos de las metacoxas agudos y poco
visibles por encima. Ranura del ventrito anal incompleta en los
10 NAPP, D. S. — Notas sobre el género Lius...
lados, derecha en médio; borde del ápice redondeado y menuda-
mente crenulado. (f. 9).
Holotypus hembra: Varginha, Minas Gerais, Brasil, IX/1961,
M. Alvarenga coll., Col. A. Cobos, Almeria.
Esta especie parece ser muy próxima a L. pereirai COBOS,
la cual se diferencia, a primeira vista, por: cuerpo más alargado
y cuneiforme; cabeza más ancha; costados del pronoto redondea-
do-atenuados en su mayor parte, el borde anterior biescotado;
microescultura de la frente y pronoto más desarrollada, la pri-
mera coriácea; escultura elitral más simple, formada por series
de puntos iguales entre si, los intervalos no convexos hacia la
base; coloriación más violácea, frente y costados del pronoto casi
purpúreos. Las hembras presentan ei borde del ventrito anal
subtruncado, menuda, apretada y regularmente denticulado (f.
10); ranura premarginal formando una pequena escotadura an-
gulosa en el borde interno.
Al parecer, próxima también de L. amazoniae OBENBER-
GER, y L. cordieri OBENBERGER (según descripciones). La
primera se distingue por los élitros atenuados en larga curva,
escultura de los mismos formada por puntos finos y escasos,
borde anterior del pronoto biescotado, y la coloración de un
violeta azulado. La segunda, por presentar los élitros lampinos,
la frente paralela y más transversa, a parte de la microescultura
coriácea (presente en ambas) y de la coloración púrpura-violá-
cea.
Lius magnus KERREMANS, 1897
(Pigs: 11213, 15 y- 17)
Cuerpo cónico, muy alargado, brevemente atenuado hacia
adelante y bastante acuminado por detrás; de un bronceado-co-
brizo claro, la frente verdosa por delante, incluso hembras (éstas
más cobrizas y brillantes); por encima y en el abdomen lampino;
machos con una pilosidad bastante desarrollada, larga, blanca y
arqueada en la apöfice prosternal y parte anterior del metasterno,
Long.: 6mm. - (f. 11)
Cabeza estrecha, convexa vista por encima, un poco salien-
te, sin surcos o depresiones, formando lateralmente con el pro-
noto un ángulo obtuso; frente algo transversa, aplanada entre
los ojos en la mitad superior, ligeramente estrechada hacia ade-
lante, esculpida por menudos puntos simples, condensados en los
lados y por delante, apenas puntuada en medio; microescultura
algo desarrollada, sobre todo en la parte verdosa que es casi
mate; vértice regularmente puntuado. Poros suprantenarios
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 11
grandes y subredondeados. Epistoma aquillado en la base, muy
estrechado entre las cavidades antenarias, surcado en medio y
bifurcado en ängulo obtuso; prolongaciones lätero-inferiores iner-
mes. Ojos bastante grandes, poco convexos, muy aproximados a
los bordes protorácicos; bordes internos subretilineos, ligeramen-
te divergentes hacia el vértice.
Pronoto cerca de 2,3/5 veces más ancho en la base que largo
en medio; costados regularmente atenuados en arco muy débil
hacia adelante; borde anterior truncado; disco regularmente con-
vexo; ángulos anteriores y posteriores subagudos. Escultura for-
mada por puntos simples, más bien superficiales, regularmente
espaciados en el disco, algo más marcados e irregulares en los cos-
tados cerca de los ângulos anteriores;fendo subcoriäceo, presen-
tando un brillo sedoso a causa de la microescultura, sobre todo
hacia los costados.
Elitros de la anchura del pronoto en la base, aproximada-
mente 1,3/5 veces más largo que ancho en los hombros; regular,
subarqueada y largamente acuminados hacia el ápice, donde son
conjuntamente subredondeados; borde apical fuertemente aser-
rado (5 dientecillos a cada lado), la denticulación prolongada
hacia los costados. Disco giboso por delante, después larga y rec-
tilineamente declive hacia atrás, con la caída terminal breve y
suave; callos humerales débiles, depresiones látero-basales y pos-
thumerales casi nulas. Escultura formada por series bastante
regulares de puntos muy pequenos (menos de la mitad de los pro-
notales) y superficiales, casi borrados hacia el ápice, entremez-
clados con estriolas, presentes en todo la superficie, sobre un fon-
do casi mate (coriáceo), además de pequehas arrugas transver-
sales en los costados.
Ángulos ínfero-externos de las metacoxas agudas, no visi-
bles por encima. Ranura del ventrito anal alcanzando los 2/3
de su longitud, formando una amplia y débil escotadura apical,
subsinuada en medio, con sendos pinceles en las extremidades
laterales de dicha escotadura (machos — f. 13), o biescotada en
el ápice con los pinceles situados en las escotaduras laterales
(hembras — f. 15); borde apical subredondeado, muy débilmente
crenulado, presentando dos fuertes espinas laterales (machos —
f. 13), o con una pequena escotadura angulosa mediana (hembras
— f. 15).
Material examinado: 3 machos y 1 hembra, General Dutra,
Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, X1/1963, alvarenga y Werner coll.,
Col. A. Cobos.
Esta nueva descripción puede substituir a la original de KER
REMANS en la que se omiten numerosos e importantes detalles.
12 NAPP, D. S. — Notas sobre el genero Lius...
Los ejemplares acima referidos han sido comparados por el Sr.
Cobos a los tipos de KERREMANS (1 macho y 1 hembra, sinti-
pos), que le fueron comunicados por el Departament of Entomo-
logy del British Museum.
THERY (1927, p. 261) reüne con dudas esta bella especie a
la siguiente (L. conicus CAST. & GORY), con la que solo tiene
un sorprenlente parecido. No obstante, L. magnus es una taxa,
especifica bien diferenciada; aparte de la escultura y ciertos de-
talles de la morfologia externa, no hay possibilidad de confusiön
a causa de los genitales del macho. EI edeago (f. 17) es mäs
corto y ancho que el de L. conicus CAST. & GORY, atenuado
hacia atrás, con el pene normal, estrecho pero paralelo, terminado
en ángulo subagudo.
Lius conicus CAST. & GORY, 1840
(Figs. 12, 14, 16 y 18)
Cuerpo cónico, bastante alargado, brevemente atenuado por
delantey muy acuminado por detrás; enteramente cobrizo, bri-
llante; hembras presentando un ligero tono azulado en el pro-
noto, élitros más claros; lampinos por encima: machos con una
pilosidad bastante desarrollada, larga, blanca y arqueada en el
processo prosternal, parte mediana del metasterno y processo in-
tercoxal, casi formando una banda longitudinal. Longo.: 4,5 mm.
(1. 12)
Cabeza estrecha, convexa vista por encima, un poco saliente,
no continuando la curvatura lateral del pronoto, formando con
éste una sinuosidad en ängulo obtuso; vértice presentando un li-
gero indício de quilla, subdeprimido a un lado y otro, la cual se
continua hacia adelante hasta borrarse en medio. Frente algo más
alta que ancha, subparalela, formando un ligero engrosamiento
triangular, impuntuado, cerca de la base; esculpido por menudos
puntos simples, esparcidos sobre un fondo apenas coriáceo, bri-
llante. Poros suprantenarios más bien pequenos, subredondeados.
Epistoma muy estrechado entre las cavidades antenarias, trans-
versalmente microarrugado, separado de la frente por un desnivel
de aquel, escotado en arco por delante; prolongaciones látero-in-
feriores debilmente dentiformes. (Hembras: epístoma notable-
mente más ancho, sin separación de ninguna especie con la frente,
poros suprantenarios muy pequenos y alejados entre si; engrosa-
miento triangular de la frente apenas indicado). Ojos grandes,
convexos, bien visibles por encima, casi tocando los bordes proto-
rácicos; bordes internos rectilineos y paralelos por delante, lige-
ramente divergentes hacia el vértice.
IHERINGIA — Zoologia, mn. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 15
Pronoto casi 3 veces mäs ancho en la base que largo en me-
dio; costados casi oblicuamente atenuados hacia adelante, muy
brevemente subredondeados en la base; borde anterior truncado.
Escultura formada por gruesos puntos simples, bien marcados, es-
parcidos sobre una superficie alisada, con debiles vestigios de mi-
eroescultura coriácea. Ängulos anteriores subobtusos, posteriores
subagudos.
Élitros apenas más anchos que el pronoto en la base, aproxi-
madamente 1,3/4 veces más largos que anchos en los hombros,
casi regular y subarqueadamente atenuados hacia atrás, ligera-
mente sinuosos después de los hombros, conjunta y obtusamente
subredondeados en el ápice; borde apical aserrado (5 dientecillos
a cada lado). Disco bastante regular, apenas giboso por delante,
después oblícuamente declive hacia atrás con la caída terminal
muy breve y suave; callos humerales débiles, depresiones látero-
basales y posthumerales poco marcadas. Escultura formada por
series bastante regulares de puntos mediocres (mitad menos que
los del pronoto), pero bien marcados, sin borrarse hacia el ápice,
entremezclados de estriolas que forman una especie de dibujo por
toda la superficie, sobre un fondo casi liso, brillante, presentando
ademäs pequenas arrugas transversales en los costados.
Ángulos infero-externos de las metacoxas agudos e algo vi-
sible por encima. Ranura del ventrito anal alcanzando los 2/3
de su longitud, formando una escotadura apical estrecha y pro-
funda, truncada en medio, con dos pinceles en las extremidades
laterales de la misma (machos — f. 14), o ésta estrecha y arqueada
(hembras — f. 16); borde apical escotado e inerme en medio con
dos espinas laterales bastante fuertes machos — f. 14), o redon-
deado, rebordado y apenas crenulado (hembra — f. 16).
Esta magnífica especie, notable ya por su gran talla, ofrece
una curiosa particularidad en el edeago, segun el Sr. Cobos no
observada hasta ahora en los demás miembros de la família. Me
refiero a la estructura anómala del pene o lóbulo medio, estre-
chísimo, exageradamente prolongado en forma de flagelo. (f. 18)
Material examinado: 2 machos y 1 hembra, Lagoa Santa,
Minas Gerais, Brasil, 26/XI/1960, Araujo y Martins coll., Col.
A. Cobos.
Dichos ejemplares son idénticos a los tipos de CASTELMAU
& GORY, 2 hembras. Como ambos ejemplares llevan un rótulo
común, creo util designar, al que por sus medidas cocuerda con
la breve e insuficiente diagnosis original (2 lig. 1/2 = 4,5 mm.),
como “Lectotypus”, siendo entonces el segundo “paralectotípico”.
A continuación he creído util dar, sob forma de clave dicotó-
mica, las principales diferencias entre las dos especies:
14
1
NAPP, D. S. — Notas sobre el género Lius...
(2)
(1)
Enteramente cobrizo, brillante. Frente más alta que an-
cha, microescultura vestigial, fondo brillante; un ligero
indicio de quilla en el vértice, subdeprimido a cada lado;
ojos paralelos en la mitad inferior, luego oblícuamente
atenuados hacia adelante, brevemente subredondeados en
la base; escultura formada por puntos gruesos, bien mar-
cados, esparcidos por el disco sobre un fondo alisado con
débiles vestigios de microescultura coriácea. Escultura
elitral formada por series bien marcadas de punios medio-
cres (mitad menos que los del pronoto), presentes hasta
el ápice, entremezclados con estriolas por toda la super-
ficie, sobre un fondo casi liso, brillante. Ángulos ínfero-
externos de las metacoxas algo salientes e visibles por en-
cima. Ranura del ventrito anal formando una escotadura
apical estrecha y profunda, truncada en medio (machos —
f. 14), o pequena y arqueada (hembras — f. 16), en am-
bos casos con sendos pinceles limitando dicha escotadura;
borde apical del ventrito escotado e inerme en medio, con
dos espinas laterales bastante fuertes (machos — f. 14), o
redondeado, rebordado y apenas crenulado (hembras —
f. 16). Edeago muy particular, presentando el pene es-
trechísimo y prolongado en forma de flagelo (f. 18).
one Sm „er... L. conicus CAST. et GORY
Bronceado claro, ligeramente cobrizo, brillo más sedoso.
Frente verdosa por delante (incluso hembras), más trans-
versa, algo estrechada hacia adelante; puntuación menuda,
poco marcada, microescultura más desarrollada, sobre todo
hacia la base donde es casi mate; bordes internos de los
ojos debilmente sinuosos, ligeramente divergentes hacia e]
vértice. Costados del pronoto regularmente atenuados, de
la base hasta los ángulos anteriores, en arco muy débil;
puntuación menudo y superficial, regularmente espaciada
sobre un fondo subcriáceo. Escultura elitral semejante,
pero menos marcada, los puntos más pequenos (menos de
la mitad de los pronotales), el fondo casi mate (coriäceo);
denticulación del borde apical prolongada hacia los costa-
dos. Escotadura formada por la ranura del ventrito anal,
ancha y débil, subsinuada en medio y limitada por dos pin-
celes (machos — f. 13), o dicha ranura biescotada con los
pinceles situados en las escotaduras laterales (hembras —
f. 15); borde apical del ventrito subredondeado, ligeramen-
te crenulado, presentando dos fueries espinas laterales
(machos — f. 13), o redondeado, débilmente crenulado,
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 15
con una pequena escotadura angulosa mediana (hembras
== E. 15). Edeago normal (f: 17). Long.: 6 mm..........
AR err L. magnus KERREMANS
Lius nigerrimus KERREMANS, 1896
(Figs. 19 y 20)
Cuerpo subcuneiforme, largamente acuminado hacia atras,
moderadamente brilhante, casi mate por delante a causa del
desarrollo de la microescultura; negro por encima y por debajo,
sin reflejos metälicos en ninguna parte; pilosidad cortisima,
blanca, sentada, solo visible con gran aumente, frente inclusive.
Long.: 3,2 mm. (f. 19)
Cabeza ancha, poco saliente, excavada en ángulos obtuso
vista por encima, casi continuada la linea lateral del pronoto.
Frente transversa, subtrapezoidal, ligeramente angulosa contra
los ojos; microescultura muy desarrollada, coriäcea, presen-
tando ademäs menudos puntos superficiales y espaciados. Poros
suprantenarios muy pequenos, más aproximados entre si que de
los bordes oculares. Epistoma algo mäs largo que ancho, base
ligeramente aquillada, escotado por delante, casi truncado en
medio; prolongaciones lätero-inferiores nada dentiformes; escul-
tura subcorriäcea, más briliante que la frente. Ojos bastante
grandes, poco convexos, bien visibles pcr encima, situados a una
regular distância (cerca de la mitad de! diámetro ocular) de los
bordes protorácicos; bordes internos ligcra y sinuosamente diver-
gentes hacia el vértice.
Pronoto casi 3 veces más ancho en la base que largo en me-
dio; costados brevemente subredondeados en la base, luego muy
estrechados y oblicuamente atenuados hacia adelante, con una
ligera sinuosidad cerca de los ângulos anteriores; borde anterior
ligeramente biescotados; escultura formada por menudos puntos
superficiales y algo estirados, esparcidos sobre el disco, sin con-
centraciones en ninguna parte; fondo subcoriáceo, sobre todo ha-
cia los costados donde la microescultura se va haciendo más in-
tensa. Disco regularmente convexo, sin accidentes apreciables.
Ángulos anteriores subobtusos, posteriores agudos.
Élitros casi de la anchura del pronoto en la base, aproxima-
damente 1,3/4 veces más largos que anchos en los hombros,
donde presentan la máxima dilatación; ligeramente atenuados en
los 2/5 anteriores — formando una sinuosidad al nivel metacoxal
—, luego rectilíneamente acuminados hacia el ápice, donde son
subconjuntamente redondeados; borde apical aserrado, presen-
tando 5 dientecillos a cada lado. Disco bastante regular, débil-
16 NAPP, D. S. — Notas sobre el género Lius...
mente giboso hacia el vértice escutelar y hacia el ápice contra
la sutura (un ligero callo preapical), con las depressiones látero-
basales y posthumerales bastante marcadas; costados comprimi-
dos contra los callos humerales que son algo alargados y salientes.
Escultura formada por séries alternes, no muy regulares y poco
marcados, de puntos finos y gruesos, disminuyendo gradualmente
de calibre hasta casi borrarse en el ápice; fondo casi liso, brillante,
marcados, de puntos finos y gruesos, disminyyendo gradualmente
calibre hasta casi borrarse en el ápice; fondo casi liso, brillante,
con restos de microescultura, presentando además pequenas arru-
gas transversales en los costados y en el disco.
Árgulos infero-externos de las metacoxas subagudos y visi-
bles por encima. Ranura del ventrito anal incompleta en los la-
dos, truncada en medio; borde apical subacuminado, muy ligera-
mente bilobullado e apenas crenulado.
Edeago (f. 20) estrecho, 4,1/2 veces más largo que su máxima
dilatación — ésta antemediana —, oscuro algo metálico, brillante,
esclarecido en la base. Parämeros muy atenuados hacia adelante,
breve y fuertemente acuminados por ambos lados en la extremi-
dad apical. Zonas sensoriales translúcidas bastante anchas y
alargadas, presentando algunas cortas sedas laterales en el 1/3
anterior. Pene terminado en una breve punta roma; dorsalmente
surcado en medio.
Habiendo tenido la oportunidad de examinar al tipo de esta
taxa, he creído conveniente aprovecharla para ofrecer una neuva
descripción actualizada.
AGRADECIMIENTOS
Aprovechando la oportunidad, expreso mis más sinceros agradeci-
mientos al Sr. Manuel Mendizábal Villalba, Director del Instituto de
Aclimatación de Almeria, que me permitió trabajar y alojarme en este
Centro y, muy especialmente, al entomólogo especialista Sr. Antonio
Cobos que, con inestimable ayuda y estímulo, colocando a mi disposi-
cion todos los medios necessários y, principalmente, su extensa expe-
ra en el campo científico, me ha posibilitado la realización de este
rabajo.
REFERENCIAS
COBOS, A. (1967) — Décimo-Cuarta Nota sobre Bupréstidos NeoTropi-
cales — Archos Mus. Bocage (2.2 Serie), Lisboa, v. 1, n. 11, p. 171-
239, f. 29-30.
DE CASTELNAU, L. & GORY, F. L. H. (1841) — Monographie des
Buprestides, Paris, v. 2, Brachys, p. 356, t. 1, £. 6.
KERREMANS, C. (1896) — Trachydes Nouveaux — Annls Soc. ent.
Belg., Bruxelles, v. 40, n. 6, p. 306-333.
THERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 17
— — (1897) — Buprestides du Brésil — Mem. Soe. r. ent. Belg,,
Bruxelles, v. 6, p. 2-146.
—,— (1900) — Buprestides Nouveaux et Remarques Synonymyques
— Annls Soc. ent. Belg., Bruxelles, v. 44, n.º 8, p. 282-350.
OBENBERGER, J. (1924) — De Buprestidarum Speciebus Novis (Di-
agnosis Praeliminares) — Sb. ent. Odd. nár. Mus. Praze, v. 2,n. 16,
».93-119.
— ,— (1932) — Neve Neotropishe Trachydinen (Col. Bupr.) — Folia
Zool. hydrobiol., v. 4, p. 223-239.
—,— (1936-1937) — Buprestidae II in Coleopterorum Catalogus,
W. Junk, Berlim, v. 13(157): 6.
THERY, A. (1927) — Etudes sur les Coléoptéres Buprestides apparte-
nant aux Corrections des GrandsMusées lre Note-British Museum
— Annls Soc. ent. Fr., Paris, v. 96, p. 247-261.
NAPP, D. S. — Notas sobre el genero Lius...
ILUSTRACIONES
Lius poseidon n sp.: Fig. 1, holötipo macho, vista dorsal;
Fig. 2, aedeagus vista dorsal.
Lius aterrimus KERREMANS, 1900: Fig. 3, vista dorsal; Fig.
4, aedeagus vista dorsal.
Lius elarus KERREMANS, 1897: Fig. 5, vista dorsal; fig. 6,
ventrito anal de la hembra; fig. 7, aedeagus vista dorsal
(Lectötipo).
Lius hector n. sp.: Fig. 8, holötipo hembra, vista dorsal; Fig.
9, ventrito anal de la hembra.
Lius nereirai COBOS, 1967: Fig. 10, ventrito anal de la hem-
bra.
Lius magnus KERREMANS, 1897: Fig. 11, vista dorsal; Fig.
13, ventrito anal del macho; Fig. 15, ventrito anal de la hem-
bra; Fig. 17, aedeagus vista dorsal.
Lius conicus CASTELNAU & GORY, 1840: Fig. 12, vista
dorsal; fig. 14, ventrito anal del macho; Fig. 16, ventrito anal
de la hembra; Fig. 18, aedeagus ‚vista dorsal.
Lius nigerrimus KERREMANS, 1896: Fig. 19, vista dorsal;
Fig. 20, aedeagus vista dorsal
SS
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IHERINGIA | Zoologia | n.41 | p.21-34 | 8f | Porto Alegre-RS | 29.4.1972
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MORFOLCGIA DO SISTEMA DIGESTIVO DE Castalia undosa
martensi (IHERING, 1891) — (BIVALVIA, HYRIIDAE) (*)
Maria Cristina Dreher Mansur (**)
RESUMO
Sumariamente säo descritos os caracteres gerais morfolögicos da
concha e partes moles da Cästalia undesa martensi (IHERING, 1891).
Atencäo especial & dada ao sistema digestivo do qual fazem parte,
além do canal alimentar propriamente dito, os órgãos de apreensão, se-
leção e expulsão: manto, aberturas branquial e exalante, brânquias e
palpos labiais.
Castalia undosa martensi é um molusco bivalve dulciaquicola ti-
pico das águas do sistema Guaíba — Patos do Estado do Rio Grande
do Sul, ocorrendo também no Rio Uruguai. Os exemplares examinados
são do Guaíba, onde a espécie é abundante.
SUMMARY
The general morphology of the shell and soft parts of Castalia un-
dosa martensi is described. Particular attention is given to the diges-
tive system including the organs involved in food collection, sorting
and digestion.
C. undosa martensi is a typical freshwater bivalve from the Guaíba
— Patos drainage at Rio Grande do Sul State, Brazil. The species
also po in the Uruguay river. Speciemens studied are from Guaíba
river,
INTRODUÇÃO
O objetivo dêste trabalho é descrever a moriologia interna
desta espécie sobre a qual praticamente nada existe e com o in-
tuito de mais tarde, fazendo a anatomia comparada do gênero,
encontrar novos valores sistemáticos interespecíficos. O gênero
Castalia possui espécies relativamente fáceis de determinar ape-
nas com dados conquiliológicos; porém êstes são insuficientes na
classificação de muitas espécies principalmente do gênero Diplo-
() Aceito para publicação em 30 de agôsto de 1971 e realizado em parte com
Auxílio de Pesquisa da “Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio
Grande do Sul’ (FAPERGS). Apresentado no V Congresso Latinoameri-
cano de Zoologia, 18 a 23 de outubro de 1971, em Montevideu.
(**) Bolsista do “Conselho Nacional de Pesquisas”, Rio de Janeiro GB, (T. C.
n.º 8337/67), no Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais.
22 MANSUR, M. C. D. — Sistema digestivo de Castalia undosa martensi...
don e Anodontites. As larvas, que muitas vezes ajudam na clas-
sificação, não são encontradas facilmente e de muitas espécies até
hoje nunca foram vistas. Portanto êste trabalho é uma introdu-
ção à morfologia interna dos moluscos bivalves dulciaquícolas su-
lamericanos.
Baseamos nossos estudos de anatomia nas obras de GRAHAM
((1948/49), PURCHON (1956, 1958), FRANC in: GRASSE
(1960), DINAMANI (1967).
O sistema digestivo das naiades sulamericanas não foi ainda
estudado. IHERING, (1891, 1893), SIMPSON (1914), ORT-
MANN (1921) e BONETTO (1965) fazem referências apenas
sôbre aberturas branquial e exalante, brânquias, palpos, múscu-
los, sem entrarem em detalhes.
IHERING (1891) menciona como espécie nova Castalina mar-
tensi sem descrevê-la, citando apenas a localidade típica e fa-
zendo comparação com outras espécies, descreve as estrias dos
dentes lamelares e diz que entre oito especimens observados, um
possuia abertura branquial aberta. No mesmo trabalho, descreve
o gênero novo Castalina que reunia um grupo de espécies que o
autor considerava intermediárias entre Unie (= Diplodon) e Cas-
talia. Logo a seguir em 1893, finalmente descreve detalhada-
mente a espécie e a ilustra.
BONETTO (1965) coloca Castalina na sinonimia de Castalia
LAM. e comenta a confusão feita pelos autores desde a criação
do gênero por IHERING que deu uma diagnose baseada em carac-
teres vagos e sem maior importância.
HAAS (1969) ignorando o trabalho de BONETTO, conserva
o gênero Castalina com dúvidas.
A localidade típica da espécie em estudo é o Rio Camaqua
que desemboca na laguna Lagoa dos Patos. Esta por sua vez se
comunica com o Guaíba que recebe as águas dos rios que drenam
a região central do Estado. A espécie em estudo é a única repre-
sentante do gênero nestas águas.
O material que serve de base para nossos estudos foi coletado
no Guaíba e pertence às coleções do Museu Rio-Grandense de
Ciências Naturais; foi fixado em formol e preservado no álcool
70%.
DADOS ECOLÓGICOS
C. undosa martensi é uma espécie abundante no Guaíba e
facilmente encontrada juntamente com as demais naiades, a uma
profundidade de 80 em a 1 m (não foram feitas coletas em lu-
gares mais profundos) com 2/3 da concha ou mais, enterrados no
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 23
substrato. A parte anterior é voltada para baixo, ficando a re-
gião posterior a descoberto, na água. É comum a existência de
uma variação de colorido da concha, que deixa perceber quanto o
animal se enterra e qual a parte que fica em contato com a água
livre. Ocorrem mais comumente nas proximidades de “juncos”,
Seirpus californicus (C. A. MEY) STEND., em solos onde há pre-
dominância de areia fina.
CONCHA
A concha foi estudada por IHERING (1893), SIMPSON
(1914), ORTMANN (1921), HAAS (1931, 1969), FIGUEIRAS
1965) e BONETTO (1965). Segundo êste último autor ela se
distingue de C. undosa por ter os característicos próprios da es-
pécie, mais atenuados. Assim ela é mais lisa e comprimida, com
aresta posterior suave, umbos pouco proeminentes, ondulações
transversas raras e menos visíveis na parte posterior e uma área
nodosa de menor desenvoltura no setor anterior. Estes dois úl-
timos característicos verificamos que ocorrem somente em 50%
dos espécimes observados.
aço,
MANTO E ABERTURAS
O manto é aberto inferiormente desde a extremidade ante-
rior do ístmo, logo acima do músculo adutor anterior, apresen-
tando soldadura dos lobos internos abaixo e acima das aberturas
branquial e exaltante até a extremidade posterior do istmo bem
acima do músculo retrator posterior. É de côr creme uniforme,
apresentando pigmentação de côr marrom na região posterior do
sulco sensitivo e bem mais acentuadamente ao redor das aber-
turas. O manto é bastante delicado e menos espesso nos bordos
marginais, comparando-o com o manto das demais naiades do
Guaíba com o mesmo tamanho.
A abertura branquial é isolada por fusão de uma pequena
região dos lobos internos do manto. IHERING (1891) diz que
entre 8 exemplares um apresentava a abertura branquial aberta.
Em 40 exemplares que examinamos encontramos apenas dois
com abertura branquial aberta. Eram pequenos e apresentavam
nos lobos internos proeminências que permanecem justapostas
dando a impressão de estarem ligadas. Muitas vêzes a sutura in-
ferior é mínima deixando ver uma linha de fusão.
A abertura branquial é rodeada por tentáculos de diferentes
tamanhos variando em número de 80 a 180 tentáculos. Os ten-
24 MANSUR, M. C. D. — Sistema digestivo de Castalia undosa martensi...
taculos internos säo os maiores, apresentam forma cönica e estäo
inseridos em largas bases. Frequentemente se bifurcam (podem
ter cinco ou mais ramificações, num só plano, lembrando uma
mão, ou em diferentes planos). Os tentáculos internos são de
coloração marrom alaranjada com uma marca longitudinal clara
no lado externo. Depois dêstes, encontram-se tentáculos media-
nos da mesma coloração e idênticos na forma só que menores e
dispostos muito desordenadamente. Os tentáculos externos são
os menores mais claros e uniformes, tanto no tamanho como na
dispesição, enfileirando-se no bordo que circunda a abertura.
Este bordo num animal fixado (sem relaxante) eleva-se da base
de 1/2 a 1 milímetro. Em exemplares vivos o bordo distende-se
2mm para fora da concha. Os tentáculos ainda ultrapassam o
bordo em Imm.
Nem sempre existe esta sequência de tentáculos internos me-
dianos e externos. Aparecem falhas frequentes e comumente há
uma maior concentração de tentáculos na região dorsal da aber-
tura. Observamos também em alguns exemplares, grandes le-
sões na abertura branquial, isto é, falta de tentáculos e bordo.
O mesmo foi observado em bivalves conservados em aquários
juntamente com muitos peixes. Estes constantemente mordis-
cavam os bordos e tentáculos extendidos do manto de bivalves
semiabertos, antes que pudessem fechar as valves
A abertura exalante não possui tentáculos, é levemente afu-
rilada, apresentando-se como uma fenda alongada. É de côr
marrom menos no bordo da abertura; êste é ondulado, levemente
rosado e se projeta para fora. A abertura exalante é circundada
por rugas; também podem aparecer pequenos tubérculos nesta
região. Ei
Entre as duas aberturas podem aparecer, no sulco sensitivo,
manchas ou tubérculos grandes, irregulares, dispostos de cada
lado nas paredes dos lobos internos, um em frente ao outro.
Esporadicamente podem aparecer até 4 tubérculos acima da
abertura exalante, com a mesma disposição.
BRANQUIAS, PALPOS LABIAIS E SULCOS ALIMENTARES
As brânquias de €. undosa martensi seguem o padrão dos
Hyriidae. Não apresentam pregas e parecem lisas a ôlho desar-
mado. As demibrânquias externas são livres na porção anterior.
prendendo-se dorsalmente ao manto na região sub-umbonal até
o septo posterior (diafragma) cobrindo mais de 2/3 das demibrân-
quias internas (fig. 1).
IHERINGIA — Zoologia, mn. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 25
A lamela interna é concrescida anteriormente ac manto e ao
corpo do animal formando nesta região um canal anterior muito
largo e bem visível a ôlho desarmado, que desce dos umbos e se
continua entre os palpos labiais. Os palpos labiais são alongados
antero-posteriormente. Na linha dorsal os pares são unidos até
a metade onde se nota um aprofundamento no qual desemboca e
canal anterior (fig. 2).
O sulco alimentar marginal, que existe só na demibrânquia
interna, é pouco conspícuo e praticamente desaparece ao entrar
em contato com as margens dos palpos labiais internos (figs. 4 e
9).
Existe ainda um sulco bastante notörio que acompanha no
manto o canal anterior e vai dar no dorso dos palpos externos.
BÔCA, ESÔFAGO E ESTÔMAGO
A bôca é alargada com uma reentrância inferior em forma
de “V”. Segue-se um esôfago afunilado e comprimido, inicial-
mente largo com uma curvatura no lado esquerdo; a seguir es-
treito, alongado e sulcado longitudinalmente. Na entrada do es-
tômago os sulcos se interrompem dando lugar a sulcos sem orien-
tação definida, mais parecendo glomérulos. Em frente ao esö-
fago, para o lado direito sai a dobra anterior que percorrendo a
região dorsal do estômago vai entrar no ceco dorsal. Inicial-
mente a dobra anterior é grossa e saliente, tornando-se muito
delgada e baixa na região dorsal. A dobra anterior é acompa
nhada pelo sulco dorsal.
Paralelo a êste sulco dorsal existe outro mais a direita ne
teto do estômago, que faz parte da área de seleção desta região.
Êste sulco se comunica com o sulco intestinal que por sua vez
acompanha a tiflossole maior até a abertura comum do intestino
e saco do estilete.
O estômago tem 4 aberturas além do esôfago. Três são
aberturas comuns dos ductos dos divertículos digestivos, sendo
que a primeira (fig. 6: ACD,) está localizada na região anterior,
abaixo da dobra anterior onde os condutos seguem para a direita.
A segunda (fig. 6: ACD,) localizada no lado esquerdo anterior
onde entra a tiflossole maior e onde se abrem os ductos da região
anterior e da esquerda. A terceira é o bolso esquerdo, onde se
abrem dois ductos, um dos quais segue para trás, na região dorsal
posterior ao estômago e o outro para o lado esquerdo. A última
abertura é comum do saco do estilete e do intestino, localizada
no chão, abaixo da dobra posterior da parede do estômago.
A tiflossole maior sai da abertura comum do intestino e saco
26 MANSUR, M. C. D. — Sistema digestivo de Castalia undosa martensi...
do estilete, vem para a frente e vira para o lado esquerdo entran-
do na abertura comum dos ductos dos diverticulos digestivos do
lado esquerdo (fig. 6: ACD,). Alguns exemplares dissecados
quase näo apresentam cone da tiflossole maior (elevacäo pröxima
à abertura comum do intestino e saco do estilete, provindo de
uma dobra da tiflossole maior) outros têm um cone bastante
acentuado.
A tiflossole menor ao entrar no estômago, vira para trás,
dobra para a esquerda e termina em seguida como se fôsse uma
pequena vírgula.
A parede posterior do estômago sofre uma invaginação (do-
bra posterior), cobrindo boa parte do chão do estômago onde se
encontram a abertura comum do intestino e saco do estilete e o
bolso esquerdo com as duas aberturas dos ductos dos divertículos
digestivos.
O escudo gástrico prende-se a dobra da parede posterior e
com uma alça apoia-se na entrada do ceco dorsal, estende-se muito
para trás até o chão do estômago e dobra para a frente até o cone.
Existe um sulco que sai do cone para o lado esquerdo, se
transforma em dobra e vai terminar no bôlso esquerdo.
No lado direito existe a área de seleção posterior, que é muito
desenvolvida, apresentando duas bôlsas superpostas uma mais an-
terior e a outra mais em baixo e posterior. Em cima da dobra
posterior do estômago existe uma área de seleção muito reduzida,
que vai dar no ceco dorsal, tornando-se indistinta da metade em
diante.
INTESTINO
O intestino com o saco do estilete desce do estômago e segue
até a região posterior do pé. É grosso e reto com as tiflossoles
bem demarcadas separando a luz do intestino, que é reduzida, do
saco do estilete (fig. 8, corte 1). O saco do estilete termina na
região posterior do pé onde o intestino dobra para baixo e segue
para a frente, vira para a direita e segue novamente para trás
até a metade da massa viceral (fig. 8 cortes 2 e 3). Nesta região
o intestino é muito largo, muito comprimido e pregueado anelar-
mente. As tiflossoles estão presentes, porém é difícil acompa-
nhá-las devido as pregas do intestino. A seguir êste sobe, en-
grossa, dá uma volta em espiral e segue para a frente e para cima;
nesta região a tiflossole maior torna-se muito volumosa e comu-
mente há aglomerados de fezes endurecidas onde a tiflossole deixa
demarcações em zigue-zague. Depois dêste engrossamento do in-
testino, êste dá uma volta grande para trás, atravessa o ventrículo
IHERINGIA — Zoologia, m. 41 — 29 DE ABRIL DE -1972 27
cardíaco e desce por cima dos músculos retratores posteriores e
adutor posterior, acompanhando a volta dêste último. Abre-se
no ânus que é ornamentado com um par de membranas retangu-
loides e mais anteriormente existe ainda outro par de membranas
semelhantes. ste trecho final do intestino, o reto, também apre-
senta tiflossole, só que bastante mais reduzida como mostra a fig.
8 corte 6.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Professor José Willibaldo Thomé, Diretor do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais, toda orientação e incentivo
dado ao nosso trabalho bem como o auxílio prestado na redação final
do trabalho. Também agradecemos à colega Inga Ludmila Veitenhei-
mer e ao Professor de Botânica José Valle, da U.F.R.G.S..
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28 MANSUR, M. C. D. — Sistema digestivo de Castalia undosa martensi...
ABREVIATURAS DAS FIGURAS
A — Ânus
AB — Abertura branquial.
ACD, — Abertura comum dos ductos dos divertículos digestivos do
lado direito.
ACD, — Abertura comum dos ductos dos divertículos digestivos do
lado esquerdo anterior.
ACD, — Bolso esquerdo onde se encontram duas aberturas dos ductos
dos divertículos digestivos do lado esquerdo e posterior.
ACIS — Abertura comum do intestino e saco do estilete cristalino.
AE — Abertura exalante.
AS — áÁrea de seleção.
B — Böca.
C — Concha.
CA — Canal anterior.
CD — Ceco dorsal.
CO -— Cone.
DA — Dobra anterior.
DBA — Demibrânquia externa.
DBI — Demibrânquia interna.
E — Esôfago.
EG — Escudo gástrico.
EST — Estômago.
L — Ligamento.
LEM — Lobo externo do manto.
LIM — Lobo interno do manto.
LOM — Lobo mediano do manto.
LP — Linha paleal.
LUI — Luz do intestino.
M — Manto.
MAA — Músculo adutor anterior.
MAP —- Músculo adutor posterior.
MD -— Músculos dorsais.
MRA — Músculo retrator anterior.
MRP — Músculo retrator posterior.
MP — Músculo protrator do pé.
P — Pé.
Pl — Palpos labiais.
PP — Prega do periostraco.
R — Reto.
S — Sulco do manto.
SAM — Sulco alimentar marginal da brânquia interna.
SC — Estilete cristalino.
SD — Sulco dorsal do estômago.
SI — Sulco intestinal.
SS — Saco do estilete.
T — Tiflossole maior.
Tm — Tiflossole menor.
TE — Tentáculos.
TU — Tubérculos.
U — Umbo.
VV — Válvula do ventrículo.
IhERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 29
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
y
mise
gas:
LEGENDA DAS FIGURAS
Vista gerai de Castalia undosa martensi com a retirada
da valve esquerda e maior parte do manto. Frequen-
temente aparece ainda uma faixa da demibrânquia in-
terna surgindo sob a externa na metade posterior.
Vista da região posterior do animal para mostrar as
aberturas branquial e exalante.
A böca vista de frente. Os palpos foram abertos para
mostrar onde iniciam as estrias.
Vista dorsal posterior dos palpos do lado esquerdo. o
manto foi virado para a frente para mostrar o sulco
que desce pelo manto e vai dar no dorso do paipo ex-
terno.
Vista dorsal posterior dos palpos do lado esquerdo.
Neste caso também a demibrânquia interna foi virada
para a frente para mostrar o sulco alimentar marginal
por onde são conduzidos os alimentos da demibrânquia
ao palpo interno. Nota-se que SAM termina antes do
ponto onde a demibrânquia interna se liga ao corpo.
Vista interna dorsal do estômago. À parede dorsal foi
virada para a frente.
Vista do chão do estômago.
Representação esquemática do intestino. Os números
correspondem aos cortes efetuados nas posições das
setas.
st
IV
Fig 4
Big 5
Bild 3
| | | | | |
IHERINGIA | Zoologia | ndo o D.35-580 [ist Porto Alegre-RS | 29.4.1972
| | | AN | |
SOBRE Micrurus putumayensis LANCINI, 1962 E SUA
OCORRÊNCIA NO BRASIL — (SERPENTES, ELAPIDAE). (*)
Thales de Lema (**)
RESUMO
Micrurus putumayensis LANCINI, 1962, é uma “cobra coral” apa-
rentemente muito rara, da qual apenas se conhecia o tipo, procedente
do nordeste do Peru. Neste artigo, são descritos mais três exemplares
de Benjamin Constant, Amazonas, no Brasil, próximo à localidade tipo,
que são considerados plesiótipos e reformulada a descrição original.
SUMMARY
Micrurus putumayensis LANCINI, 1962, is a very rare coral snake,
from Upper Amazon, and it was described based upon only one speci-
men (holotype), from notheastern Peru. In this paper the redescrip-
tion of the species, based on three specimens from Benjamin Constant,
Brasil, vicinity of the type-locality, is given. They was considered ple-
siotypes. The author also reformulates LANCINTI's data.
LANCINI (1962-A) descreveu Micrurus schmidti baseado em
um exemplar procedente de Puerto Socorro, Peru, fronteira com
Equador e Brasil. Sua descrição é um pouco sucinta, mas per-
mite notar-se que a coloração destoa do comum por sua irregu-
laridade, tanto na fregiiência como na largura dos anéis negros e
vermelhos.
Em 1962(B), o mesmo autor corrigiu o nome de sua espécie
para Micrurus putumayensis, por estar o nome original preocu-
pado para Micrurus schmidti DUNN (1940) do Panamá.
ROZE (1967) invalidou Micurus schmidti DUNN, sinonimi-
zando-a com Micrurus stewarti BARBOUR & AMARAL (1928).
ficando esta homenagem prejudicada.
Desde então, nada mais foi comunicado sôbre esta espécie, o
que achamos seja decorrente da ausência de coleta naquela região.
Alguns anos atrás, A. C. PRADEL AZEVEDO, encarregado
da coleção de Elapídeos no Setor de Herpetologia do Museu Rio-
Grandense de Ciências Naturais, encontrou três exemplares na
(12) Entregue para publicação em 21.9.1971.
(**) Naturalista do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais e Professor do
Instituto de Biociêcias da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul, Pôrto Alegire.
36 LEMA, T. de — Sobre Micrurus putumayensis...
coleção do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que estavam iden-
tificados como Micrurus sp., e os determinou come Micrurus pu-
tumayensis.
Examinamos o referido material e o comparamos com o de
outras formas da mesma procedência, bem como com a descrição
original e única, logo nos despertando interêsse a irregulari-
dade do padrão cromático e a pobreza de dados registrados, como
ainda, o pouco que se estudou de Elapídeos da referida região,
daí a iniciativa desta comunicação, que visa contribuir para o
conhecimento da espécie e alertar sôbre o problema melânico que
talvez aí esteja envolvido.
MATERIAL E MÉTODOS
Três exemplares do Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ),
numerados como: MNRJ.1008, MNRJ.1300 e MNRJ.1542, todos pro-
cedentes de Benjamin Constant, Estado do Amazonas, coletados pelo
célebre naturalista viajante, PARKO, em maio de 1942. Todos adultos
e fêmeas, bem conservados em älcool, apresentando a coloração verme-
lha relativamente nítida, apesar de descorada e alterada para côr púr-
pura. Isso vem elucidar a dúvida de LANCINI quanto à coloração
real dos anéis claros, que são, portanto, todos vermelhos, não havendo
anéis brancos, creme ou amarelos.
Os dentes foram examinados “in situ”, tendo-se dissecado e dese-
nhado um crânio. Dados em geral, tomados e apresentados de acordo
com nossa orientação usual (LEMA, 1964).
Desenhos — Figuras 1 a 5, pelo desenhista Ruy D. Costa; de 6 à
11, pelo autor; 12, 14 e 15, pelo autor e R. D. Costa; e de n.º 13, por
Marta E. Fabián e o autor.
A coloração foi estudada por meio da análise comparativa dos de-
senhos esquemáticos de cada exemplar; foram tabulados os dados nu-
méricos (número de escamas por tipo de anel), sendo a largura de cada
anel computada pela linha mediana dorsal, contando-se todos os escudos
ventrais e subventrais. A coloração cefálica foi anotada em fichas im-
pressas com os contornos dos escudos e das escamas.
DESCRIÇÃO DOS EXEMPLARES
1) MNRJ 1008 — Adulto; fêmea. Dentição — maxilares: 1/1
+ 1/1 (subst.); mandibulares: 10/10, subiguais; palatinos: 7/9,
grandes; pterigóideos: 5/5, pequenos. Lepidose — D.: 15; V.: 3
+ 192 (= 195); SC.: 40/40 + 94 T = 49 + T, distribuídos em
1/1. +8 4 39/39 4-1 -+ T; cloacal: 1/1; SL.: 7 (Wi-iv), vure.o
maior, destacado; IL.: 7 (i-iv); mentais anter. menores que post.;
préoc.: 1/1; postoc.: 2/2, sup. maiores que inf. Coloração — SL.:
i-iv negros, v-vii vermelhos anteriormente e negros posteriormen-
te; IL.: i-iii negros com tons vermelhos, iv-vii vermelhos anterior-
mente e negros posteriormente; préoc. negros; postoc. ne-
“gros; sinfisal negro; mentais ant. negros, post. vermelhos com
IHERINGIA — Zoologia, ın. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 37
bordos internos posteriores negros; dorsais vermelhas com ápice
negro, variando o grau de invasão do negro nas diferentes re-
giões do corpo, mas, no máximo até a metade de cada escama.
Anéis negros: 1 + 9 + 3 = 13, dorsal e ventralmente; anéis
vermelhos: 1 + 9 + 2 — 12, com escamas manchadas e escudos
em geral imaculados; largura dos anéis: negros variando de 1-18
(média 13) escamas, e de 4-21 (média 13) escudos; vermelhos
variando de 5-13 (média 10) escamas e de 4-16 (médial0) escudos.
2) MNRJ 1300 — Adulto; fêmea. Dentes max.: 1/. Glând.
anais grandes. Lepidose — D.: 15; V.:3 + 216 + 2/1 (= 220);
SC.: 33/32 + T = 32 + T; terminal longo, cerca do dôbro do
último par de SC.; cloacal: 1/1; SL.: 7 (iii-iv), sendo o vii maior,
destacado; IL.: 7 (i-iv); mentais ant. menores que post.; préoc.:
1/1; postoc.: 2/2, sup. maiores que inf.; temporais: 1 + 1/1 +:1,
ant. maiores que post., sendo os ant. quadrados e post. pentago-
nais; nasais: 1-1/1-1, grandes, narinas grandes, ocupando quase
todo o nasal ant.; rostral mais largo que alto, visível de cima
cerca de 1/2 da sutura entre internasais, sendo êstes mais largos
que longos e cerca de 2/3 dos pref. no comprimento e na largura;
prefr. mais largos que longos, grandes, de comprimento igual a
2/3 do comprimento do frontal; frontal grande, largo, menor que
parietais; estes são pouco mais longos que largos. Morfologia —
Focinho largo e achatado; olhos relativamente grandes, cabendo
cerca de 2,5 vêzes na distância até ponta do focinho, pouco me-
nor que sua distância ao bordo oral, com pupila ovalada vertical-
mente; depressão cervical nítida. Medidas (mm) — Comprimen-
tos: 18 + 624 + 66 — 708; proporções (n/total): 0,0254 (cabeça),
0,8813 (tronco), 0,0931 (cauda); altura da cabeça: 7 (no frontal),
9 (nos parietais); largura da cabeça: 9 (prefr.), 12 (pariet.). Co-
loração: Cabeça: negra em geral, com um colar incompleto ver-
melho latero-oeipital, com a região gular vermelha com tarjas ne-
gras posteriores nos escudos e escamas, mas o sinfisal negro; SL.:
i-ii negros, iv negro anteriormente e vermelho posteriormente,
v-vii vermelhos anteriormente e negros posteriormente; IL.: i-ili
negros, iv-vii vermelhos anteriormente e negros posteriormente,
sendo os i/i e o -/iii manchados de vermelho; mentais ant. ver-
melhos com bordos post. internos negros; mentais post. vermelhos
anteriormente e negros posteriormente; rostral negro; temporais
negros, avermelhados posteriormente; préoc. negros, avermelha-
dos posteriormente; postoc. negro-avermelhados. Anéis negros:
1+ 14 + 2 = 17 dorsal e ventralmente; anéis vermelhos: 1 + 14
+ 2 — 17; largura dos anéis: negros variando de 2-17 (média 10)
escamas e escudos; vermelhos variando de 4-10 (média 7) esca-
mas e 2-10 (media 7) escudos. - =
38 LEMA, T. de — Sobre Micrurus putumayensis...
3) MNRJ 1542 — Adulto. Fêmea. Dentição — max.: 1/1;
mand.: 11/10; palat.: 7/7, grandes; pterig.: 5/5. Lepidose — D.:
155. V.: 3.4. 214 = 1217; SC: 31/31 1 # T= 32" Ri disixs
buidos 23/23 + 1 + 8/8 + T; terminal longo, cerca do dobro do
último par de SC.; cloacal: 1/1; SL.: 7 (iii-iv), vii maior; IL.: 7
(iv); mentais ant. menores que post.; préoc.: 1/1; postoc.: 2/2,
sup. maiores que inf.; temporais: 1 + 1/1 + 1, ant. maiores que
post., ant. alto mas alongado, post. pentagonal; nasais: 1-1/1-1,
grandes, narinas grandes, nasal post. contata préoc.; rostral mais
largo que alto, visível de cima cerca do comprimento da sutura
entre internasais; internasais pouco mais larges que longos, me-
nores que prefrontais; prefr. grardes, mais largos que longos, e
a sutura entre êles é cerca de 1/2 do comprimento do frontal;
êste é grande, mais ou menos hexagonal, pouco menor que parie-
tais, medindo o frontal 4 mm e cada parietal 5 mm de compri-
mento; parietais largos e curtos, distando 4,5 mm dos internasais.
Morfologia — Focinho largo, achatado; olhos relativamente gran-
des, menores que a metade da distância até a ponta do focinho,
menores que sua distância ao bordo oral, possuindo 6 mm de al-
tura (diâmetro) e sua distância ao bordo bucal 7,5 mm; depressão
cervical nítida. Medidas — comprimentos: 18 + 525 + 60 =
603 mm; proporções (n/total): 0,0298 (cabeça), 0,8706 (tronco),
0,0995 (cauda); altura cabeça: 6 (nos preir.), 8 (parietal); lar-
gura da cabeça: 9 (nos prefr.), 12,5 par.). Coloração — Cabeça
em geral negra, com o colar vermelho latero-ocipital anegrado, e
a região gular vermelha anteriormente e negra posteriormente
em cerca de 3/4 do conjunto a partir dos mentais; SL.: i-iv ne-
gros, v-vii negros, com uma tarja vermelha anterior em cada
um; IL.: i-iii negros, iv com bordo anterior avermelhado, v-vii
vermelho anteriormente e negro posteriormente; mentais negros;
rostral negro; topo da cabeça negro; temporais negros; préocula-
res e postoculares negros. Anéis negros: 1 + 11 + 2 — 14 dorsal
e ventralmente; anéis vermelhos: 0 + 12 + 1 = 13 dorsal e
ventralmente; largura dos anéis: negros variando de 6 a 14 (mé-
dia 12) escamas, e 5 a 18 (média 11) escudos; vermelhos variando
de 6 a 11 (média 7) escamas e 5 a 13 (média 10) escudos.
TABELA DOS ANÉIS DO TRONCO
Na tabela seguinte, figuram os números de escamas e de es.
cudos em cada anel negro ou vermelho do tronco dos exemplares
examinados, apresentando-se a indicação dos anéis negros com
números romanos, e dos vermelhos com números arábicos.
IHERINGIA — Zoologia, ın. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 39
m
A largura de cada anel esta indicada com dois algarismos se-
parados por uma barra (/), indicando DORSAIS/VENTRAIS,
isto é, o número de séries transversais de escamas e o número de
escudos.
Nos anéis negros foram considerados no lado ventral, além
dos escudos totalmente negros, também os manchados que lhes
antecedem e/ou seguem; os ventrais manchados situados entre
os anéis vermelhos não foram considerados como vestigiais de
negros, apesar de sugerirem isso, mas foram indicados.
Os escudos ventrais manchados estão indicados entre parên-
teses e assinalados em negrito.
Um algarismo situado entre colchetes indica um anel ves-
tigial.
Os anéis estão indicados por seus números na ordem em que
aparecem nos exemplares, da frente para trás.
Sobre Micrurus puiumayensis...
LEMA, T. de
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IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 41
REDESCRIÇÃO
Micrurus putumayensis LANCINI
(“cobral coral”, “boicoral’”)
Micrurus schmidti LANCINI, 1962-A: 1-3, 1 fig. Localidade tipo: Puer-
to Socorro, a 270 km de Iquitos, Rio Putumayo, Dpto. de Loreto,
Peru.
Micrurus putumayensis LANCINI, 1962-B: 1. Nome novo.
Micrurus putumayensis KLEMMER, 1963: 317. Referência ao tipo.
Micrurus putumayensis ROZE, 1967: 42. Referência ao tipo.
Micrurus putumayensis PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 217. Re-
ferência ao tipo.
Morfologia. Focinho arredondado, achatado, pouco se projetando
sôbre mandíbulas. Narinas grandes, ocupando, cada uma, quase
töda a nasal anterior (Fig. 10). Olhos relativamente grandes,
cabendo cerca de 2,5 vêzes na distncia entre si e a ponta do fo-
cinho, menor ou pouco menor que sua distância ao bordo oral,
cerca de 6/7 dessa distância; pupila oval verticalmente. Cabeça
grande, achatada, pouco alta e reforçada; depressão cervical acen-
tuada (suave no tipo).
Medidas. Cabeça cerca de 1/33 a 1/39 do comprimento total,
metade do comprimento na largura, ao nível dos prefrontais, e
cerca de 1,5 ao nível dos parietais; cerca de metade do compri-
mento ou um pouco menos, na altura média. Cauda cerca de 1/10
do comprimento total, que é geralmente de 600 a 700 mm no adul-
to.
Dentes. Maxilares: 1/1, dentes de substituição: 1/1: mandibu-
lares: 10 — 11/10 subiguais, grandes; palatinos: 7/7-9 grandes;
pterigoidianos: 5/5 pequenos.
Lepidose: Dorsais: 15 séries; ventrais: 3 + 192 a 217; caudais:
32 a 49, podendo ou não haver ímpares no início e/ou no fim
da cauda; terminal longo, cerca de 2 vêzes o último SC; cloacal
partido. SL (órbita): 7/7 (Gii-iv), vii mais desenvolvido; IL (M
ant.): 7/7 (i-iv), primeiras se tocam por trás do sinfisal; mentais
anteriores menores que posteriores; rostral moderado, mais ou
menos visível de cima, cerca de metade ou igual à sutura entre
internasais, sendo mais largo que alto; préoculares: 1/1, posto-
culares: 2/2, superior maior que inferior; temporais: 1 + 1/1 +1,
anterior maior que posterior, alongado e alto (grande) o primeiro,
e pentagonal o posterior; nasais: 2/2, grandes, posterior contata
préocular; internasais mais largos ou pouco mais largos que lon-
gos, muito menores que prefrontais, cerca de 2/3 no comprimento
42, LEMA, T. de — Sobre Micrurus putumayensis...
e na largura; prefrontais grandes, mais largos que longos, com-
primento cerca de 2/3 o comprimento do frontal, e a sutura entre
eles cerca de 1/2 do comprimento do frontal; êste último é mais
ou menos hexagonal, grande e largo, seu comprimento é cerca
do dôbro da largura, sendo pouco menor que os parietais em
cerca de 1/5 destes; parietais pouco mais longos que iargos,
pouco maiores que sua distância até internasais; sinfisal separado
dos mentais.
Coloração. Em geral melânica, com as escamas vermelhas com
ápice negro e sombreadas até metade da porção distal, com escu-
dos cefálicos marginados de negro. Apenas os ventrais são to-
talmente vermelhos, mas havendo alguns, contíguos aos escudos
negros, que são manchados de pontos negros. Cabeça em geral
negra, avermelhando na nuca, nos escudos labiais e na região
gular; os primeiros supralabiais (1-4) são negros, os demais são
negros apenas posteriormente; primeiros infralabiais (1-3) são
negros, demais são negros apenas posteriormente; rostral negro;
região supracefálica negra; região sub e postorbital é vermelho-
anegrada; temporais avermelhados anteriormente, tendendo ao
negro; pré e postoculares negros, avermelhados anteriormente,
sinfisal negro; mentais anteriores geralmente negros ou verme-
lhos no bordo interno, mas sempre negros nos bordos posteriores;
mentais posteriores geralmente vermelhos com bordos internos
posteriores negros ou totalmente negros; região gular vermelha
com escamas e escudos marginados de negro posteriormente.
Tronco melânico avermelhando para a região paraventral, sendo
totalmente vermelho nos escudos ventrais dos anéis vermelhos, e
nas escamas do anéis vermelhos em sua porção proximal, onde
apenas a porção distal é negra; ventre anelado de negro e ver-
melho, com alguns ventrais manchados de pontilhado negro em
seu bordo distal ou em todo êle, mas sempre mais denso de pig-
mento no bordo livre. Cauda perfeitamente anelada de negro e
vermelho equitativamente. Anéis negros em número de um na
cabeça, 9-14 no tronco e 2-3 na cauda, tanto dorsal como ventral-
mente (completos), de largura muito variável, s vêzes vestigial
sob a forma de uma cinta estreita ou de uma mancha ovóide dor-
sal longitudinal, variando de 2 a 18 séries transversais de esca-
mas e de 2 a 21 escudos ventrais, com maior frequência em torno
de 10 a 13 escamas e escudos. Anéis vermelhos em número de
um na cabeça, posteriormente, 9 a 14 no tronco e 1-2 na cauda,
tanto dorsal como ventralmente, com largura variando de 4-13
escamas e 4-16 escudos, sendo a maior frequência de 7 a 10 as-
camas e escudos.
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 43
Distribuição. NE de Loreto, Peru e O do Amazonas, Brasil.
Material tivo. MCNC.1117, holótipo, fêmea, adulto, procedente
de Puerto Socorro, Loreto, Peru; MNRJ.1008, MNRJ.1300 e
MNRJ. 1542, plesiótipos, fêmeas, adultos, procedentes de Benja-
min Constant, Amazonas, Brasil.
REGIÃO DE OCORRÊNCIA
A localização dos exemplares descritos é praticamente, a
mesma do holótipo, inclusive mesmo ambiente natural, isto é,
margem de rio, os primeiros da margem do Rio Javarí, e o último
citado, da margem do Rio Putumayo.
Benjamin Constant situa-se na foz do Rio Javari, o qual de-
sagua no Rio Solimões pela margem direita, na fronteira com o
Peru, ficando a cidade à margem direita do Rio Solimões. Situa-
ção: 4º 14’-21’ 42-45” Jat. S e 69º 54º 13” long. 0. Altitude media:
65 m. Cerca de 3.300 vivem na sede e 11.200 no município, que
se emancipou do de São Paulo de Olivenca.
A região é de mata tropical exuberante, dentro da Planície
Amazônica, elevando-se para a Colômbia ao N, e para a Bolívia
e Peru ao S. Clima muito úmido, sendo que a isoterma de verão
de 26º passa sôbre a sede. Os três exemplares descritos aqui fo-
ram coletados em localidade a 96 m de altitude
As margens arenosas dêsses rios devem favorecer ao encontro
de Elapídeos, que costumam sair do mato para a praia, talvez em
busca de sol ou de serpentes e sáurios, que aí venham, coincidindo
o horário dessas formas associadas, cerca do meio da manhã, co-
mo constatamos em outras regiões do extremo sul do Brasil de
habitat semelhante, isto é, rios ou baias de margens arenosas e
limitadas por densa mata.
Da mesma região procedem vários outros exemplares de “co-
bras corais”, que estão colecionados no Museu Nacional do Rio
de Janeiro, e que tivemos ocasião de examinar, sendo êles os se-
guintes: MNRJ.969, MNRJ.970, MNRJ.971, MNRJ.996, MNRJ.
1299, MNRJ.1533, MNRJ.1534, MNRJ.1535, MNRJ.1536 e
MNRJ.1541 — todos procedentes de Benjamin Constant, mais os
números MNRJ.973 e MNRJ.974, que foram encontrados em có-
pula, à margem esquerda do Rio Solimões, próximo à sede.
Todos os exemplares de cobras corais procedentes dessa re-
gião, tanto os descritos aqui, como os das espécies e subespécies
aí ocorrentes, próprias ou não da região, apresentam um aspecto
comum em sua coloração: uma taxa elevada de coloração negra
44 LEMA, T. de — Sobre Micrurus putumayensis...
em seu “pattern”. Não sabemos se estamos diante de uma região
de melanismo do tipo biológico, ou se há convergência melânica
nos padrões dessas formas.
CONCLUSÕES
É registrada mais uma espécie de cobra-coral para a fauna
brasileira, Micrurus putumayensis LANCINI, ampliando a distri-
buição geográfica dessa espécie para a Amazônia Brasileira. Além
disso, os dados dessa espécie são ampliados, acentuando as dife-
renças que tem com as demais espécies, esclarece dúvidas, infor-
mando que as cintas claras são sempre vermelhas. Infelizmente,
não foi conseguido exemplar macho, para conhecimento do hemi-
pênis e análise de provável dimorfismo sexual.
Micrurus putumayensis destoa dos demais Elapídeos ameri-
canos pela irregularidade dos anéis. A espécie mais próxima seria
Micrurus spixi, e devido a essa semelhança e por ocorrer exata-
mente no limite entre as duas áreas de distribuição das subespé-
cies Micrurus spixi spixi (WAGLER) e Micrurus spixi obscurus
(JAN), logo recordou-se da possibilidade de Mierurus putumayen-
sis ser uma população intergradante anômala daquela, não fora
o fato dos autores considerarem-na como formada por tríades em
sua coloração. O tipo de Micrurus spixi está descorado, confor-
me os autores, e o próprio desenho de WAGLER (1824: 49) o
comprovam, e durante muito tempo havia dificuldade em iden-
tificar qual a côr clara das tríades, e que se apresentava creme
no exemplar de WAGLER (apud SCHMIDT, 1936: 198). Sendo
assim, Micrurus putumayensis é a única cobra coral com anéis
isolados, não formando tríades e cujos anéis negros não apresen-
tam margens claras (creme, branco ou amarelo).
A predominância da cor preta nessa especie e em uma série
de outras daquela região, como Micrurus langsdorffi WAGLER,
Micrurus hemprichi (JAN), Micrurus steindachneri (WERNER),
Micrurus spixi WAGLER e Leptomicrurus narduccii (JAN), em
que há formas com padrão anelado ausente ou pouco aparente —
sugerem a existência de uma região de tendência melânica, que
se estenderia da Venezuela, S e E da Colômbia e do Equador, NE
e E do Peru, NO da Bolívia e O do Amazonas. AZEVEDO (1962)
comunicou a existência de uma população melânica em cobras-
corais do Brasil, somando essa publicação às muitas outras es-
critas na América do Norte, destacando-se os trabalhos de LEWIS
(1949, 1951) e de HELLMICH (1951), sôbre o melanismo popula-
cional em Columbrideos.
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 45
Durante a análise da coloração dos exemplares de Micrurus
putumayensis, constatou-se que: (a) os anéis vermelhos possuem
escamas dorsais manchadas de negro no ápice até metade da es-
cama, ou além, até cerca de 2/3 da mesma; (b) os anéis verme-
lhos apresentam os escudos ventrais imaculados, mas há alguns
escudos vermelhos que contatam com os negros dos anéis negros,
que são finamente manchados (o que ocorre em outros Micrurus
anelados); (c) os anéis negros são irregulares em sua extensão e
variam em torno de 10 a 14 séries transversais de escamas dor-
sais e de 10 a 13 de escudos ventrais; (d) os anéis vermelhos pa-
recem ser mais regulares que os negros, variando em torno de 6
a 7 escamas dorsais e de 3 a 6 escudos ventrais, não se levando
em conta os escudos vermelhos manchados de negro citados an-
teriormente, que foram computados junto com os negros (como
critério), ficando os anéis negros mais homogêneos também ven-
tralmente; (e) a taxa de melanina nos três exemplares é dife-
rente, sendo maior no 1542 e menor no 1008; (f) o exemplar 1008
apresenta maior taxa de vermelho, que se traduz na redução do
II e do VII anel negro, a uma mancha ovóide dorsal longitudinal,
além da invasão de eritrina nos anéis negros II, VI e IX; os anéis
vestigiais negros citados são de tamanhos diferentes, tendo o II
o comprimento de 6 escamas e largura maior de 5/6 escamas,
enquanto que o VII tem 5 escamas de comprimento e 6 de maior
largura, situando-se êste último sôbre os escudos 125º a 128º, os
quais são vermelhos manchados de negro; quanto aos anéis ne-
gros invadidos por vermelho (ii, iv e vi) são totalmente pigmen-
tados de vermelho, tornando-os avermelhados, mas só atingindo
o terço posterior do IX anel negro; esses anéis negros avermelha-
dos dessa forma, apresentam-se pouco distintos dos anéis verme-
lhos; no exemplar 1300 apenas o VI anel negro está reduzido, sob
a forma de uma conta estreita da largura de 2 escamas e escudos;
(g) os anéis negros são mais largos que os vermelhos; (h) os
anéis negros são mais irregulares que os vermelhos; (i) os anéis
negros II e VI do exemplar 1008 e VI do 1300 são tipicamente
vestigiais; (j) os escudos manchados só podem pertencer aos
anéis negros, caso contrário os gráficos formados ficam anárqui-
cos, não levando à conclusão alguma; (1) o IV anel negro do
exemplar 1008 só pode ser a fusão de dois anéis negros, devido
a seu elevado número de escamas e de escudos, aliado ao fato do
exemplar possuir tão baixo número de anéis; o mesmo se pode
dizer do VIII anel negro do exemplar 1300; (m) em todos os
exemplares nota-se uma alta taxa de melanina, se bem que va-
riável entre êles: no 1300 e 1542 há cerca do dobro do pigmento
vermelho, e no 1008 a melanina ocorre em taxa quase igual a de
46 LEMA, T. de — Sobre Micrurus putumayensis...
eritrina, mas em maior grau; além disso, as escamas dos anéis
vermelhos sendo escurecidas até metade de melanina, permite-
nos efirmar que a melanina domina numa porcentagem geral de
75% nos três exemplares considerados em conjunto. (Esse cäl-
culo se fez pelo número de escamas e escudos separadamente pela
côr e por exemplar, e a média por cintas separadamente e por
cintas somadas.)
Há uma aparente discordância no que se refere à depressão
cervical quanto à descrição original em que afirma ser ela suave,
ao passo que notamos uma depressão nítida. Não sabemos se isso
decorre do estado de fixação.
De resto, a descrição original é muito pobre de dados, difi-
cultando a comparação desejada, e, não se podendo examinar o
tipo, ficou-se com muitas perguntas em suspenso, aguardando-se
algum esclarecimento após a divulgação dêste artigo.
Concluimos que os Micrurus daquela região deviam ser exa-
minados como um caso a parte, tendo em vista a possibilidade de
melanismo populacional, avaliando-se a taxa real de melanina
naquelas formas por meio de tratamento estatístico do grau de
invasão melânica nos anéis de todos os exemplares de lá proce-
dentes comparativamente com exemplares das mesmas formas
que ccorram em outras regiões.
AGRADECIMENTOS
Registramos nosso agradecimento especial ao Conselho Nacional de
Pesquisas, órgão máximo da manutenção das pesquisas científicas bá-
sicas no Brasil, bem como à Fundação de Amparo à Pesquisa do Es-
tado do Rio Grande do Sul, nor recursos. Graças a êsses órgãos é que
podemos levar adiante as investigações herpetológicas no Museu Rio-
Grandense de Ciências Naturais. Ao Dr. José Lacerda de Araújo Feio,
Diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, pela franquia das cole-
ções daquele estabelecimento, e por sua especial atenção a nossa pes-
soca. Ao Professor Antônio Carlos Pradel Azevedo, nosso ex-colega,
pela cessão de seus apontamentos de viagem. Ao Dr. Paulo Emílio
Vanzolini, Diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo,
por sua atenção e sugestões.
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Zool. v. 34, n. 14, p. 171-180, fig: 33-35.
48 LEMA, T. de — Sobre Micrurus putumayensis...
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
Figura
ILUSTRAÇÕES
Mapa da região de ocorrência.
Variação do número de escamas nos anéis negros dos
exemplares examinados.
Variação do número de escudos nos anéis negros dos
exemplares examinados.
Variação do número de escamas nos anéis vermelhos dos
exemplares examinados.
Variação do número de escudos nos anéis vermelhos dos
exemplos examinados.
Asnecto dorsal dos anéis no exemnlar MNRJ.1300, fo-
calizando o VII anel vermelho entre o VII e VIII anéis
negros.
Asnecto dorsal de anel negro vestigial do exemplar
MNRJ.1008, focalizando o II anel negro do tronco, com
6 escamas de largura e de comprimenio.
Aspecto dorsal de anel negro vestigial em forma de
cinta estreita, do exemplar MNRJ .1300, focalizando o VI
anel negro entre o V e VI anéis vermelhos.
Aspecto ventral de gastrostegas mostrando o sistema de
manchas, no exemplar MNRJ. 1300, focalizando o IV anel
negro e III anel vermelho.
Vista lateral da cabeça do exemplar MNRJ . 1542.
Aspecto lateral externo do ralato do exemplar MNRJ.
1542.
Aspecto lateral interno do palato do exemplar MNRJ.
1542.
Crânio do exemplar MNRJ.1008, em vista dorsal.
Crânio do exemplar MNRJ.1008, em vista ventral.
Detalhe dos dentes maxilares observados no crânio do
exemplar MNRJ. 1008, em vista ventral.
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IHERINGIA | Zoologia | n.41 | 2.5968 | 8f.:.| Porto Alegre-RS | 29.4.1972
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| | | |
UMA NOVA ESPÉCIE DE Phyllocaulis DO BRASIL — (VERO-
NICELLIDAE, GASTROPODA). (*)
José Willibaldo Thomé (**)
RESUMO
Baseado em espécimes provenientes das coleções do Museu de Zo-
ologia da Universidade de São Paulo e do Museu Rio-Grandense de
Ciências Naturais, descrevemos uma nova espécie de Veronicellidae
sob a denominação de Phyllocaulis boraceiensis sp. n., baseado em ca-
racterísticos diferenciais morfológicos, tanto do colorido do noto como,
e principalmente, dos órgãos genitais masculinos.
ABSTRACT
A new species of Veronicellidae, Phyllocaulis boraceiensis sp. n.
is described upon study of specimens in the collections of “Museu de
Zoologia da Universidade de São Paulo” and of “Museu Rio-Grandense
de Ciências Naturais”. The new species shows distinctive morphologi-
cal features in male genitalia and characteristic color of notum.
Tendo ultimado a redescrição dos tipos de Veronicellidae
neotropicais existentes nas coleções de Instituições europeias, es-
tamos agora procedendo ao exame de material proveniente de
diversas coleções tanto nacionais como do exterior, a fim de pre-
parar estudos de revisão dos diversos gêneros que compõe a fa-
mília. A revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922 acha-se
mais adiantada e permite-nos destacar a descrição de uma nova
espécie, com característicos diferenciais bem acentuados, desta-
cando-se facilmente dentre as 23 espécies descritas anteriormente
e seguramente pertencentes ao gênero, e certamente das 8 espé-
cies consideradas por alguns autores como deste mesmo gênero.
sem qualquer ponto de apoio.
O material estudado provém das colecões do “Museu de Zoolo-
gia da Universidade de São Paulo” (MZUSP) e do “Museu Rio-
Grandense de Ciências Naturais” (MRCN).
O nome da nova espécie é uma referência à localidade donde
provém o maior espécime dentre os tipos.
(=) Trabalho aceito para publicacäo em 17-11-1971. Apresentado e discutido no
“V Congresso Latino-Americano de Zoologia”, 18-23/10/71, Montevideo,
Uruguni.
(**) Do “Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”, Pörto Alegre, RS: bol-
a “Conselho Nacional de Pesquisas”, Rio de Janeiro GB, (T.C€C. n.º
12. 5
60 THOME, J. W. — Nova especie de Phyllocaulis do Brasil...
Phyllocaulis boraceiensis sp. n.
Diagnose: Caracteriza-se pela cör geral marrom-alaranjada do noto.
densamente coberto por pequenos mas muito destacados pontos de côr
marrom intenso, que por vêzes podem apresentar-se como manchas es-
curas irregularmente dispostas. O pênis é constituído de uma glande
curta, cilíndrica, algo dobrada em sentido oposto à espata e com al-
guns espinhos na face voltada para a espata. A esnata é delgada, muito
desenvolvida, envolvendo totalmente a pequena glande: quando disten-
dida tem forma discoide, com os bordos livres denteados; a face externa
da espata apresenta alguns espinhos esparsos, enquanto a face interna
está uniforme e densamente recoberta de pequenos espinhos, os quais
só faltam numa estreita faixa junto ao bordo livre.
DESCRIÇÃO
1. MORFOLOGIA EXTERNA (f. 5-8):
Animal grande a muito grande, muito mais largo que alto.
curvado sôbre a região ventral. Apresenta o noto não tuber-
culado, com côr geral marrom-alaranjada, destacando-se no mes.
mo pequenas pontuações de côr marrom intenso, irregular mas
densamente distribuídas. Perinoto bem destacado como uma
larga aba junto ao noto, com a pigmentação do último. Hipono-
tos fracamente inclinados, de côr geral marrom-alaranjada, “es.
tacando-se minúsculas pontuações claras. Sola de côr clara, sem
linha mediana. Os bordos laterais da sola não são lisos, apre-
sentando algumas pequenas expansões laterais, algo mais acen-
tuadas, próximo a extremidade posterior. Poro genital feminino
bem junto ao sulco pedioso e bem à frente da metade do compri-
mento do animal. Änus mediano, como um corte em ferradura
desde o plano sagital para trás e para a direita, dentro do hipo-
noto, achando-se fechado totalmente por desenvolvida e carnosa
membrana opercular, que se distende da frente para trás. O ânus
acha-se completamente encoberto pela região livre posterior da
sola do pé; esta é lisa e pigmentada dorsalmente.
Dimensões em mm:
Holótipo: MZUSP-18.507: comprimento: 85; largura: 27; al-
tura: 9,5; largura do hiponoto direito: 9; largura da sola 9; dis-
tância do poro genital feminino, da frente: 38, de trás: 45, do
sulco pedioso: 1,2.
Parátipos: (mesma disposição das medidas)
MRCN — 3.352 : 180; 50; 22,0; 19,2: 17,6; 60; 85; 2,5.
MZUSP -— 15.957 : 160; 39; 21,4; 15,2; 15,3; 47; 59; 2,4.
IHERINGIA — Zoologia, mn. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 61
MREN — .3.353%a: 148;-38; 19,0; 13,5; 15,0; 47; 65; 1,2.
MRCN — 3.405 : 145; 38; 18,0; 12,3; 15,0; 49; 56; 2,0.
MZUSP — 18.509 : 144; 36; 14,0; 13,7; 11,3; 50; 67; 2,1.
MZUSP — 18.508 : 135; 40; 19,0; 13,7; 13,8; 49; 66; 2,7.
MZUSP — 15.979 : 125; 39; 21,8; 13,8; 14,0; 46; 60; 2,3.
MZUSP — 15.958 : 110; 30; 17,5; 11,4; 11,6; 38; 48; 1,8.
MZUSP — 15.954 : 105; 40; 18,5; 10,7; 14,9; 34; 46; 1,7.
MRCN — 3.354 : 102; 27; 8,7; 10,0; 10,0; 41; 47; 1,4.
MRCN — 3.353b: 100; 29; 13,3; 10,4; 9,8; 38; 46; 1,6.
MZUSP — 15.956: - 100; 28; 14,7; 12,5; 11,5; 30; 39; 1,1.
NIZU SE -=.15:.95072° 774; 21: 110: 77,5: 1087 23729213:
=.
Obs.: considerando o grau de desenvolvimento dos órgãos geni-
tais, particularmente os órgãos hermafroditas junto ao poro
genital feminino, o espécime mais jovem é o de n.º MRCN-3.354,
sendo também considerados imaturos os de n.ºs MZUSP-15.950,
MZUSP-15.956 e MRCN-3.353b, além do holótipo.
2. MORFOLOGIA INTERNA (f. 1-4):
Alça intestinal anterior recoberta por um lóbulo da glândula
digestiva; êste no holótipo tem 5 mm de largura.
Reto penetra no tegumento bem para trás e algo acima do
oviducto; no holótipo a 5 mm de distância (f. 2).
Nervos pediosos, desde a origem, juntos e paralelos até bem
próximo da região posterior, quando se afastam lentamente e se
dissociam em 4 ramos antes de penetrarem no tegumento bem no
final da cavidade geral; são relativamente grossos e em grande
parte recobertos por espessa película muscular; inicialmente estão
soltos até o encontro da aorta, quando passam a aderir ao tegu-
mento até o seu desaparecimento neste último. Dimensões no
holótipo: comprimento total: 63mm; afastados: 9mm; afastamento
máximo: 1,2 mm; encontro da aorta a 9mm. da origem
Glândula pediosa cilindroide, achatada, amarelada, com os
bordos laterais finos e como que concrescidos com tecidos adja-
centes. Abertura ampla. Extremidade proximal larga, com forte
estreitamento logo após, desdobrando-se com largura uniforme
estreita até próximo ao ápice, onde está levemente entumescida;
acha-se dobrada para a frente, pela direita, no seu 1/3 terminal.
Dimensões no holótipo: comprimento em posição natural: 9,4 mm;
distendida: 14mm; largura: Imm. (f. 1).
Espermateca globuloide, com curta porém destacado canal,
que se une ao oviducto dentro do tegumento. Junto ao canal, a
espermateca possue desenvolvido cabeçote, também destacado da
62 THOME, J. W. — Nova espécie de Phyllocaulis do Brasil...
mesma por leve constricao e apresentando-se afilado para a ex-
tremidade livre, onde recebe o muito curto ducto de ligação.
(208
Glândula penial com papila cônica, alongada, afilada, sem
mamilo terminal. No holótipo com 2,5mm de comprimento por
0,9mm de diâmetro máximo, na base. A glândula penial do holó-
tipo possue 20 túbulos externos com 14mm de comprimento por
0,6mm de diâmetro e 8 túbulos internos com comprimentos va-
riáveis de 4,5 a 6,5mm por 0,4mm de diâmetro; os túbulos exter-
nos acham-se enrugados anelarmente e dois deles estão bifur-
cados na extremidade distal; os internos são mais claros, lisos,
levemente entumescidos na ponta. (f. 3).
Pênis típico com glande e espata. Constitue-se de um so-
quete curto, algo mais largo que grosso, do qual se prolonga uma
glande cilindroide, curta, curvada para fora (em posição oposta
à espata), com a ponta truncada, na qual se abre um grosso ducto
deferente. Na face da glande voltada para a espata notam-se nu-
merosos e pequenos espinhos dispostos irregularmente. A espata
também é um prolongamento do soquete, alargando-se em forma
de lâmina delgada, com forma discoide quando distendida e com
os bordos denteados. A face externa da espata possue alguns es-
pinhos dispersos, enquanto a face interna está densamente reco-
berta por pequenos espinhos, que faltam Unicamente numa es-
treita faixa ao longo dos bordos. A espata é muito grande em
relação a glande, envolvendo-a completamente. Dimensões no
holótipo: pênis: compr. 7,5mm; larg.: 5,5mm; espessura: 1,5. Glan-
de: compr. 2 mm; larg. 1 mm; espessura: 0,9mm. Espata: compr.
6mm; larg. 5,5mm; espessura: 0,1 mm. (f. 4).
TIPOS
Holótipo: MZUSP, n.º 18.507, km 48 da estrada para Engenhei-
ro Marcilac, sub-município de Santo Amaro, São Paulo; Leme &
Biasi col., 9-III-1967.
Parátipos:
MZUSEP, n.º 15.950, Estação Raiz da Serra, SP; E. Garbe col. 1.1907.
— n.º 15.954, Piassaguera, SP; Vanzolini & Tomasi col., 1955. —
n.º 15.956, Serra da Cantareira, SP; M. Beron col., 13-XTII-1902.
— n.º 15.957, Serra da Cantareira, SP; Luederwaldt col., 23-III-
1907. — n.º 15.958, Serra da Cantareira, SP; Ihering col., VI-1913.
— n.º 15.979, Colônia Hansa, Joinvile, SC; W. Ershesdt col., 1903.
— n.º 18.508, sem procedência precisa, São Paulo. — n.º 18.509,
Cidade Universitária, São Paulo, SP; Rodrigo L. de Castro col.,
VI-1970. MRCN, n.º 3.352, Estação Biológica de Boraceia, Sale-
IHERINGIA — Zoologia, nm. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 63
sópolis, SP; E. X. Rabello col., 13-IV-1967. — 2 exs. n.º 3.353,
Rio Grande, SP; M. Wickert col., 1.1902 (leg. MZUSP). — n.º
3.357, Cidade Universitária, São Paulo, SP; Rodrigo L. de Castro
col., V1.1970 (leg. MZUSP). — n.º 3.405, Juiz de Fora, MG
(21045'35” S — 43°20’50” W, alt. 679 m); Sgto. Osmar D. Zie-
gler col., V.1971 (no parque junto ao Hospital Geral do Exército,
4.2 Região Militar — leg. Departamento de Zoologia, UFJF).
Observações sobre os parátipos:
A maioria dos espécimes está totalmente descorada. O espécime
MRCN n.º 3.405 apresenta manchas escuras, irregular e densa-
mente distribuídas pelo noto, bem como os hiponotos são de côr
quase negra, sobressaindo contudo as minúsculas pontuações cla-
ras. Soubemos que o espécime foi fixado quando já em agonia,
o que deve ser responsável pelo escurecimento geral do animal.
Nos espécimes MZUSP, n.ºs. 15.956 e 18.508 nota-se muito fra-
camente e somente da metade para trás a linha mediana da sola.
No espécime MRCN n.º 3.352, a extremidade posterior livre da
sola do pé não encobre totalmente o ânus. A disposição dos ner-
vos pediosos discorda do tipo no espécime MZUSP n.º 15.954,
achando-se afastados desde antes da metade de seu comprimento,
divergindo continuadamente até o final da cavidade geral. À
glândula pediosa do espécime MRCN n.º 3.354 tem no seu 1/3
“anterior um dobramento para a esquerda, para na ponta se asse-
melhar ao dobramento do tipo. Na glândula penial há constân-
cia na diferenciação nítida entre túbulos internos e externos, va-
riando seu número nos diversos espécimes. Assim os túbulos in-
ternos vão desde 6 (MZUSP-15.956) até 13 (MZUSP-15.954) e
os túbulos externos variam desde 16 (MRCN-3405) até 26
(MZUSP-18.509). A soma dos túbulos varia desde 24 (MRCN-
3.405) até 35 (MZUSP-15.954). O pênis é absolutamente idên-
tico em todos os tipos, assim como os órgãos hermafroditas junto
ao poro genital feminino.
DISCUSSÃO TAXONÔMICA
Destaca-se nitidamente de tödas as demais espécies válidas
do gênero pelo pênis característico, que apresenta glânde curta e
cilíndrica envolvida por delgada mas muito desenvolvida espata,
esta com a superfície côncava revestida de espinhos. Também
pela pigmentação do noto destaca-se facilmente das espécies pró-
ximas como Phyllocaulis tuberculosus (MARTINS, 1868) e Ph.
variegatus (SEMPER, 1885).
64 THOME, J. W. — Nova espécie de Phyllocaulis do Brasil...
ZOOGEOGRAFIA
A distribuição geográfica da espécie, baseada na ocorrência
dos tipos, localiza-a entre o norte de Santa Catarina e o sudeste
de Minas Gerais e, desde o litoral, penetrando em São Paulo até
os limites com o Mato Grosso. E a espécie do gênero que se lo-
caliza mais ao norte pela costa atlântica, ultrapassando a área de
dispersão de Ph. variegatus e contactando no sul com Ph. tuber-
culosus.
Encontramos também nesta espécie o maior espécime até
hoje registrado para a família Veronicellidae, tomando-se por
base material fixado.
AGRADECIMENTOS
Deixamos consignados nossos agradecimentos ao Prof. José Luiz
Moreira Leme, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo,
pela gentileza do empréstimo e cessão de espécimes. Também ao Prof.
Maury Pinto de Oliveira, do Departamento de Zoologia da Universi-
dade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Minas Gerais. pela cessão de um
espécime.
BIBLOGRAFIA
Thomé, J. W. (1965) — Phyllocaulis renschi, eine neue Veronicellidae
(Mollusca) aus Rio Grande do Sul/Brasilien. — Zool. Anz., v. 174,
n. 3, p. 202-209, 4 f.
—,— (1969) — Erneute Beschreibung neotropischer Veronicellidae-
Typen (Mollusca, Gastropoda): II. Arten aus der Sammlung des
Senckenberg-Museums in Frankfurt a. M. — Arch. Molluskenk.,
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est., 135 £..
—— Types of Neotropical Veronicellidae (Mollusca, Gastropoda): in
the British Museum (Natural History). — Bull. Brit. Mus. (nat.
Hist.), zool., (no prelo).
—,— Erneute Beschreibung neotropischer Veronicellidae-Typen
(Mollusca, Gastropoda): VI. Arten aus der Sammlung des Univer-
sitetets Zoologiske Museum, Kobenhav. — Seenstrupia. (no prelo).
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 65
LEGENDAS DAS ILUSTRAÇÕES
“Holótipo, DZUSP n.º 18.507:
Fig. 1 — Glândula pediosa, vista dorsal, em posição natural.
Fig. 2 — Órgãos hermafroditas junto ao poro genital feminino
e posição de penetração do reto no tegumento.
Fig. 3 — Glândula penia!, com as extremidades dos túbulos
truncados.
Fig. 4 — Pênis, com a espata parcialmente distendida, para ob-
servação da face côncava.
Figs. 5-7: — vistas dorsal, lateral e ventral.
Parátipo, MRCN n.º 3.354:
Fig. 8 — Vista dorsal, destacando-se a pigmentação caracteristica
do noto.
ER RER
ne.
m
IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 69
PUBLICAÇÕES DO “MUSEU RIO-GRANDENSE DE
CIENCIAS NATURAIS”
"IHERINGIA”
Serie ANTROPOLOGIA
N.º 1 — (1969) — com dois artigos, 116 p.:
— BROCHADO, J. J. J. P. — “Histórico das pesquisas arqueo-
lógicas no Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 3-42, 1 £,;
— MILLER, E. T. — “Resultados preliminares das escavações
no sítio pré-cerâmico RS-LN-i: Cerrito Dalpiaz (abrigo-sob-
-rocha)”. — p. 43-112, 11 £, 9 q..
Série BOTÂNICA
INSS
INFOR,
NS
N.º 4
Nº o
Nº" 6
INES? 7
NRO
INEO O
N.0710
N.º 11
N. 12
N.2 13
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1908) — “Asclepiadaceae Rio-
grandenses”. — 58 p.;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1958) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 1. Auriculariaceae,
Sirobasidiaceae, Tremellaceae, Dacryomycetaceae”. — 56 p.,
1 est.;
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1959) — “Aponynaceae Rio-
grandenses” — 24 p.;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1959) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 2. Thelephoraceae”
p. 57-124;
RICK, Pe. J. (S. J.) — (1958) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 3. Hypochnaceae,
Clavariaceae, Craterellaceae, Hydnaceae”. — p. 125-192;
RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1960) — “Bignoneaceae Rio-
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sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia; 4. Meruliaceae, Poly-
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RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 5. Agaricaceae”. —
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RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidicmycetes Euba-
sidii in Rio Grande do Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceae,
Calostomataceae, Hymenogastraceas, Eysterangiaceae, Scle-
rodermataceae, Tulostomataceae. Lycoperdaceae, Geastra-
ceae, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae”. — p. 451-480;
CERONI, Z. da S. V. — (1962) — “Media anual de trans-
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70
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(1971) — com quatro artigos, 80 p.:
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Série GEOLOGIA
N.º
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IHERINGIA — Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 zn
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(1971) — com três artigos, 78 p.:
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Série ZOOLOGIA:
N-2
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NO
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IND
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2 = EROBES, O. Mm — (1957) — “Atualização da nomenclatura
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Rio Grande do Sul (Brasil). (Hemiptera, Heteroptera,
Pentatomidae)”. — 24 p.;
LEMA, T. de — (1961) — “Notas sôbre os Répteis do Es-
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BUCKUP, L. & THOMÉ, J. W. — (1962) — “I Campanha
Oceanogräfica do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais.
— A viagem do “Pescal II” em julho de 1959”. — 42 p.,
2 est., 1 mapa;
LEMA, T. de — (1962) — “Sôbre a espécie Bothrops ita-
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do Rio Grande do Sul, Brasil. (Serpentes, Crotalidae)”.
— 12 p., 4 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Ocorrência de Philodryas ar-
naldoi (Amaral, 1932) no Estado do Rio Grande do Sul,
Brasil. (Serpentes, Colubridae)”. — 4 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Considerações sôbre dois Sau-
rios com cauda dupla. (Reptilia, Squamata)”. — 6 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) —- “Deformação acidental em
Xenodon merremii (Wagler, 1824). (Serpentes, Colubridae)”.
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BERTELS, A. — (1962) — “Insetos — Hóspedes de Sola-
náceas”. — 11 p.;
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GOULART, A. D. — (1963) — “A Hirudofauna do munici-
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—17D;
LEMA, T. de — (1963) — “Resultados ictiolögicos da 1
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BECHYNÉ, J. & BECHYNE, B. S. de — (1963) — “Bei-
traege zur kenntnis der Salvadorenischen Chrysomeloidea”.
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UHMANN, E. — (1964) — “Hispinae aus dem Staate Sao
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HOFFMANN, G. R. — (1964) — “Contribuição ao conheci-
mento de Libinia spinosa Milne-Edwards, 1834. (Crustacea,
Decanoda, Brachyura)”. — 40 p., 2 £., 10 gráficos;
AZEVEDO, A. C. P. — (1964) — “Variações cromäticas em
Micrurus corallinus (Wied, 1820). (Serpentes, Elapidae)”.
— 15,p., 3 $£;
IHERINGIA
Nº 35 —
N.º 38 —
N.º 39 —-
— Zoologia, n. 41 — 29 DE ABRIL DE 1972 7/5)
(1967) — com cinco artigos, 88 p.:
GOULART, A. D. de A. — “Presença de Helobdella obscura
Ringuelet, 1942 e Helobdella duplicata var. tuberculata
Ringuelet, 1958, no Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-6;
CLOSS, D. & MADEIRA M. — “Foraminíferos e Tecame-
bas aglutinantes da Lagöa de Tramandaí, no Rio Grande
do Sul”. — p. 7-31, 6 est., 2 £.;
GRAZIA, J. — “Estudos sôbre o gênero Galedanta Amyot
& Serville, 1843 (Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”.
— p. 45-59, 19 £.
LEMA, T. de — “Nôvo gênero e espécie de serpente opisto-
glifodonte no Brasil meridional (Colubridae, Colubrinae)”.
— p. 61-74, 10 £.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. — “Thecamoebina and
Foraminifera from the Mirim lagoon, southern Brazil”. —
p. 75-88, 2 £.;
(1969) — com um artigo, 114 p.:
BECHYNÉ, J. & BECHYNÉ, B. S. de — “Die Galeruciden-
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(1969) com cinco artigos, 128 p.:
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do
Sul, state of Santa Catarina, Brazil”. — p. 3-29, 3 est.;
PEREIRA, C. A. F. D. — “Recent foraminifera of Southern
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LEMA, T. de & AZEVEDO, A. C. P. — “Ocorrência de
Mierurus decoratus (JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil,
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VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguaya
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(1970) — com trös artigos, 124 p.:
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tinental shelf of Rio Grande do Sul collected by the hydro-
Srafic vessel’ “Canopus”. — p..3-72, 2 est, à £;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: III. Especies deposi-
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versität” de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 £.;
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(L., 1758). Serpentes, Colubridae”. — p. 3-18, 8 f.;
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae
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N.º 40 — (1971) — com três artigos. 66 p:
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(Mollusca, Gastropoda) neotropicais: VII. Espécies depo-
sitadas no “Museum National d’Histoire Naturelle” Paris,
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N.º
N.º
Branca@ 22 un. 2214-52. 02258, 3.est.
— VOLKMER-RIBEIRO, C. — ‘Houssayella iguazuensis BO-
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N.º 41 — (1972) — com 4 artigos, 73 p.:
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— MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo de
Castalia undosa martensi (IHERING, 1891) —- (Bivalvia,
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1962 e sua ocorrencia no Brasil — (Serpentes, Elapidae)”
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Brasil — (Veronicellidae, Gastropoda).” — p. 59-68.
(1971) — com sete artigos, 52 p.:
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THOME, J. W. — “Os moluscos da pré-história aos nossos dias”. — ».
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— GRAZIA-VIEIRA, J. — “O maravilhoso ou aterrador mundo dos insetos”
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— FABIAN, M. E. — “As serpentes, essas temíveis criaturas”. — p. 21-24.
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25-32, f. 4.
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mess: 25
— CORTE-REAL, M. — “Poluição da água no Rio Grande do Sul”. — mp.
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Setores e equipes em atividades no Museu — p. 45-46.
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(1972) — Com um artigo, 12 p.: i
GRAZIA-VIEIRA, J. & GALILEO, M. H. M. — “Lista dos Entomölogos
da Região Sul-Brasil”. — p. 1-6.
Publicacöes do Museu (lista). — p. 7-12.
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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Governador do Estado
Coronel EUCLIDES TRICHES
Secretário de Estado dos Negócios da Educação e Cultura
Tenente-Coronel MAURO COSTA RODRIGUES
Diretor do Departamento de Assuntos Culturais
Professôra ANTONIETA BARONE
Diretor da Divisão de Ciências
Professor-Naturalista JOSÉ WILLIBALDO THOME
Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do Departamento
de Imprensa Oficial, da Secretaria de Estado dos Negócios
da Administração — Bol. 7965, de 27-9-1971
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