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Serie ZOOLOGIA Número 46 - 30/06/75
Sobre a osteologia craniana de Leimadophis almadensis (WAGLER, 1824) e
Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825) Serpentes - Colubridae.
MARTA EZPRABIAN=BEURMANN: Else 2a he mea E eo Eloa tarada ec 3
Uma nova espécie de Colostethus do Brasil Central (Anura, Dendrobatidae).
WEERNERLG ATS BOKERMÄNN eia 20,0 ne era hosen anne na 13
Sobre a ocorrência de Hyla berthae BARRIO, 1962 no Estado do Rio Grande
do Sul, Brasil (Anura, Hylidae).
PEDRO C. BRAUN & CRISTINA A. S. BRAUN ........2-uunueneeeen nennen 19
Primeiras observações de bivalves dulciaquicolas como alimento de “Armado
amarillo”, Rhinodoras d'orbignyi (KRÖYER, 1855) BLEEKER, 1962.
INGA L. VEITENHEIMER & MARIA CRISTINA D. MANSUR .................. 25
Primeiro relato da ocorrência de espongilideos (Porifera) na bacia do Guaiba,
Estado do Rio Grande do Sul.
C. VOLKMER-RIBEIRO, K. M. GROSSER, R. DE ROSA-BARBOSA & S. M. PAULS 33
Tres novas ocorrências de quirópteros para o Rio Grande do Sul, Brasil. (Mam-
malia, Chiroptera).
FEAVI O RS DUNGA ee ee hehe apo ado o olaria la e oca pata fo Meto oo alta a aja ia lo 51
NOTA : Presença de Calonectris diomedea borealis CORY, 1881 nas costas de
Santa Catarina, Brasil. (Aves, Procelariidae).
FLAVIO SIEV AS po ue e Ni snes o Mia co Dra cla fia Corro aaa La pa atoa bra oo a alle datpa Uh a SIA sida a 54
New observations about quantitative aspects of zooplankton from southern
Brazil.
JOAOFOLDAIR MENECHENI. 2: ee o Si raça algo na E pato de 55
y MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS
| Fundação |Zoobotânica do Rio Grande do Sul
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IHERINGIA é o periódico de divulgação de trabalhos científicos inéditos do Museu
de Ciências Naturais, publicado em quatro (4) séries: “Antropologia”, “Botânica”, “Geo-
logia” e ”Zoologia”. Cada série é editada em fascículos, com numeração corrida indepen-
dente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no todo ou por série, é distribuído à Instituições congêneres em regime
de permuta, podendo eventualmente também ser distribuído gratuitamente a cientistas
ou outros interessados.
IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific. works and research data
from the “Museu de Ciências Naturais”, issued on four (4) series: “Antropology”, “Bo-
tany”, “Geology” and “Zoology”. Each series is published in fascicules of independent
numeration, with one or more articles. x
IHERINGIA as a whole or as separate series, is intended to be exchangeable with
similar Institutions and can be sent free of charge to scientists and interested people,
on request.
Recomendacöes aos autores:
1. Os manuscritos devem versar, preferencialmente, assunto pertinente ao Estado do Rio
Grande do Sul e regiões limítrofes;
Devem ser encaminhados, por ofício dirigido ao Diretor e serão aceitos a critério de
comissão redatorial designada para cada artigo;
Terão prioridade os artigos dos pesquisadores do Museu ou que versem sobre mate-
rial depositado em suas coleções;
Todos os artigos devem ter um resumo na língua em que estão redigidos. Os artigos
em língua portuguesa devem ter também um resumo em língua estrangeira e os
em língua estrangeira (alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e latim moderno)
devem ter, obrigatoriamente, um segundo resumo em português;
5. Os originais devem ser apresentados: 5.1. em duas vias datilografadas, espaço dois,
com margens mínimas de 2cm, sem emendas, em papel branco tamanho ofício (32 x
22cm), utilizando um só lado e todas as folhas devem vir numeradas na margem
superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2. apenas os nomes cien-
tífcos devem ser sublinhados cmo um traço simples; 5.3. os nomes dos autores,
inclusive de referência bibliográfica, devem vir datilografados em MAIÚSCULAS;
5.4. as referências bibliográficas, no fim do artigo, devem restringir-se ao estrita-
mente necessário e devem vir organizadas em ordem alfabética do sobrenome do
autor e secundariamente em ordem cronológica; 5.5. na citação de artigos, o nome
do periódico deve vir sublinhado e na de livros, o título da obra; 5.6. as abrevia-
ções de periódicos, preferencialmente, devem obedecer as adotadas no “World List
of Scientific Priodicals”; 5.7. a disposição dos dados das referências deve obedecer
o critério dos seguintes exemplos hipotéticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.2 ed., Porto Alegre, Livraria
Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi+456 p., 28 f., 15 est.;
—,— (1960) — Bignoneaceae Riograndensis — Iheringia, Bot., v. 2, n. 6, p. 1-26, f. 1-3,
est. 1-2.
5.8. todas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida. per-
mitindo-se o editor agrupá-las e distribuí-las do modo mais econômico, sem preju-
dicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações do autor:
5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China, preferencial-
mente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos tamanhos que per-
mitam a redução para o máximo de 17 x 1lem; 5.10. ilustrações a cores devem ser
combinadas previamente e seu custo fica a cargo do autor; 5.11. as legendas das
figuras devem vir em ordem numérica, em folha separada do texto; 5.12. a loca-
lização aproximada das figuras no texto deve ser assinalada pelo autor na margem
direita do manuscrito, sempre a lápis;
6. A coreção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo expressa
convenção em contrário. Modificações no texto, durante as correções, só serão acei-
tas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
7. Serão fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independentemente do
número de autores. Maior número de separtas poderão ser fornecidas mediante pré-
vio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega dos originais.
Bo won
Jocélia Grazia-Vieira
Diretor-Executivo
Editor
“NDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA: COMISSÃO REDATORIAL:
(MAILING ADDRESS) Arno Antônio Lise Ê
Museu de Ciências Naturais Cecília Volkmer-Ribeiro
Caixa Postal 1188 Inga L. Veitenheimer
90.000 Porto Alegre, RS Jocélia Grazia-Vieira
Brasil José Willibaldo Thomé
Lia Martau
Lúcia W. Aguiar
Maria Cristina D. Mansur
Martha E. Fabrián-Beurmann
Sidia Maria Callegari
Tânia H. A. Arigony
Thales de Lema
IHERINGIA - Série Zoologia, n.º 46
p- 3. 12º linha
p. 6, última linha
p.l5, 21º linha
p-19. 12º linha
p.25, no título
p-25. 27º linha
p.27. 6º linha
p.27. 20º, 21º e 22º linha
p-33. 15º linha
p.33, 17° linha
p-38, 25º linha
p-39, 24° linha
p.55. 12º linha
p-39, 13º linha
p.26. 6º linha
p-56. 23º linha
p.28. 35º linha
p-61. 28º linha
p-61. 33º linha
1º contra-capa, 71º linha
Errata
onde se lê:
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ACKNOWLEDGEMENTS
Martha E. Fabrian- Beurmann
leia-se:
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(KRÖYER, 1855)
BONETTO
desenhos
no maior a cor castanha
clara ligeiramente
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Eunapius
With these data
These ones
behavior of zooplankton
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ACKNOWLEDGEMENTS
REFERENCES
Marta E. Fabiän-Beurmann
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Queiram ter a gentileza de preencher o presente, devol-
: vendo-o ao Museu, a fim de que não haja interrupção na remessa
' co número seguinte de IHERINGIA.
É Please complete the requested below and return it to us, so
: that we can send you the next number of IHERINGIA.
!. Recebemos e agradecemos: IHERINGIA Zoologia, n.º 46.
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(País) — (Country)
IHERINGIA Porto Alegre - RS 30/06/75
Sobre a Osteologia Craniana de Leimadophis almadensis
(WAGLER, 1824) e Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825).
Serpentes — Colubridae. *
Marta E. Fabiän-Beurmann **
RESUMO
A autora descreve comparativamente algumas caracteristicas osteolögicas do cränio
de Leimadophis almadensis (WAGLER, 1824) e Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825),
identificando as diferenças interespecíficas através de um estudo estatístico dos dados.
SUMMARY
Some ostheologic characteristics of the skull of Leimadophis almadensis (WAGLER,
1824) and of Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825) are comparatively described in the
present paper and an stathistical study the measures is used to demonstrate interespe-
cific differences.
Este artigo trata de um estudo comparativo entre os crânios
de Leimadophis almadensis (WAGLER, 1824) e Leimadophis pse-
cilogyrus (WIED, 1825). O presente trabalho faz parte de um pro-
grama de estudo da osteologia de serpentes da família Colubridae,
conforme publicações anteriores (FABIAN, 1970, 1973), visando o
conhecimento de sua osteologia e seu respectivo valor sistemá-
tico.
Na análise das diferenças osteológicas interespecíficas foi uti-
lizado pela primeira vez o método estatístico mediante compara-
ção das médias e aplicação do teste t.
As técnicas de preparação e o sistema de aferição de medi-
das correspondem ao apresentado em publicação anterior (FABIAN,
1970), excetuando um dado novo que se refere à medida de com-
primento da região anterior do crânio, tomada da extremidade
antericr da premaxila até o limite anterior dos frontais e denomi-
nada “focinho” (fig. 1). As medidas foram tomadas em milímetros.
Na citação dos exemplares examinados, foram utilizadas as
seguintes abreviaturas: MRCN — Museu Rio-Grandense de Ciên-
cias Naturais; RS — Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
* Aceito para publicação em 05/06/74.
** Naturalista do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais, Porto Alegre. Bol-
sista do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de Janeiro. T.C. n.º 9.530.
4 FABIÄN-BEURMANN, M. E. — Sobre a osteologia...
Material examinado :
L. almadensis: Rodovia RS-1, Km 34 (MRCN 3554); Santa Maria,
RS (MRCN 2270); São Jerônimo, RS (MRCN 2256); Viamão,
RS (MRCN 1130, MRCN 1131, MRCN 2196, MRCN 2198,
MRCN 2200, MRCN 2203, MRCN 2204, MRCN 2780, MRCN
2853, MRCN 2935); Porto Alegre, RS (MRCN 1828, MRCN
2892); Praio de Cidreira (MRCN 2684).
L. poecilogyrus: Itambezinho, São Francisco de Paula, RS (MRCN
1451); Candelaria, RS (MRCN 1629, MRCN 1630); Campo
Bom, RS (MRCN 3462); Praia de Tramandaí, RS (MRCN
1473); Gravataí, RS (MRCN 2936); Viamão, RS (MRCN 1265,
MRCN 1817, MRCN 2748); Praia de Pinhal, RS (MRCN
2592); Bagé, RS (MRCN 738, MRCN 786); Pelotas, RS
UIMREN. 1927).
Para o estudo comparativo das espécies L. almadensis e L.
poecilogyrus tomou-se como base a relação entre o comprimento
tctal do crânio, sua largura, o comprimento do focinho e o com-
primento dos osscs de cobertura dérmica dorsal: supratemporal,
parietal, frontal e nasal.
Na análise da variação das proporções dos osscs acima refe-
ridos, foram estabelecidos os seguintes critérios e relações (R):
Ccmprimento total
Comprimento do supratemporal
Comprimento do parietal
Comprimento do frontal
Comprimento do focinho
Largura do crânio
Comprimento do nasal
[MR TR |
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IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO
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A/C — R, AT Fr R,
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PUEN AR, NTE ur:
Tabela 1: Medidas de comprimento de L. poecilogyrus
MRCN 1630 | 17,5 | 6 5
MRCN 1817/17 | 65 2,5
MRCN 2936| 15 | 5 2
MRCN 1327 | 21 6 3
MRCN 1265| 13,5 | 4,5 25
MRCN 2592| 19 | 8 3
INBeN 738 15 55 25
MRCN 1473| 15 | 5 2
MRCN 2748| 15 | 5 2
MREN 1451| 16 | 6 2,5
MRCN 786| 14 | 4,5 2
MRCN 1629 | 18 . | 6 3
MRCN 3462| 14 | 5 2
FABIÁN-BEURMANN, M. E — Sobre a osteologia...
Tabela 2: Medidas de comprimento de L. almadensis
MRCN 1130
MRCN 1131
MRCN 2935
MRCN 2203
MRCN 1828
MRCN 2853
MRCN 2256
MRCN 3554
MRCN 2892
MRCN 2780
MRCN 2684
MRCN 2200
MRCN 2204
MRCN 2198
MRCN 2270
MRCN 2196
14
125
13
|
Exemplar danificado
4
4
4
4
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3
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4
3
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4
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IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975
Tabela 3: Valores de Rem L. poecilogyrus
R,
2,9
26
3,0
3,5
3,0
2,37
2,7
3,0
3,0
2,66
3,11
3,0
2,8
2,4
1
31
2,7.
1
So
2,7
2,9
G
27
27
3,0
So
3,
3,0
2,8
4,37
3.75
3,33
9:25
9,89
3,80
3,79
3,793
3,79
3,99
3,50
4,50
4,00
13,5
13,5
11,5
17,0
10,5
14,5
11,0
11,0
11,5
12,0
10,5
14,0
11,0
1,75
1,88
1,87
233
1,92
1,72 |
1,87
2,14
1,87
1,68
1,86
1,89
1,86
1,0
1,18
0,90
1,0
0,90
1,23
1,0
0,90
1,0
1,2
1,0
1,0
1,0
1,33
1,22
1,22
1,50
1,42
1,30
8 FABIÁN-BEURMANN, M. E. — Sobre a osteologia...
Tabela 4: Valores de R. em L. almadensis
375 1,30, 27515 6,0
a6 0321 8362| a0 5,8
37 | -3,25| .3,25| 10,0 6,5
40 | 48,0 | 3,00] 5.910 6,0
333 | 80) 2300 quo 7,5
35º [Ras | 350 MO 7,0
40. zaı | Gildo 7,0
40 [237 [311 205 7,0
37 |-29 | 288| 95 E
20726 | 0% 305 8,0
325 |-29 | 288| 95 6,5
35 | 28.| 280] 10,0 7,0
40. 1.30 | 18,00] «90 80
35°-1-3,1- | 311105 7,0
Aal es ago os 6,2
So | Do rer 6,5
+ Exemplar danificado.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 o!
Através do teste t (1%, 27 Graus de Liberdade) foram com-
parados os valores de R. entre L. poecilogyrus e L. almadensis
(tabelas 3 e 4), obtendo-se os seguintes resultados :
R$: t=7,0 Re tu=24038
Re p=) 326 RE REA
Ri: = 5,533 Reit 24047
Kerr == 4428 ee)
Sendo o valor de t de tabela = 2,771, constata-se que as dife-
rencas entre L. poecilogyrus e L. almadensis relativas a R,, R,, R,,
R., R, são estatisticamente significativas, o mesmo não ocorrendo
emiR, Re R$
A análise destes resultados indica que as diferenças entre
cs dados aferidos referem-se ao comprimento do supratemporal, do
frontal, do focinhc e à largura do crânio.
L. almadensis caracteriza-se por apresentar o crânio propor-
cionaimente mais estreito, correspondendo sua largura aproxima-
damente à metade do seu comprimento. Os frontais e o focinho
são mais lengos do que em L. poecilogyrus dando ao crânio um
aspecto alongado em sua região anterior. A extremidade dos ma-
xilares apresenta-se bastante afastada do premaxilar. Os supratem-
porais são mais curtos, apenas atingindo a extremidade da caixa
craniana cu ultrapassando-a levemente. (fig. 2).
Em L. poecilogyrus os frontais e o focinho são mais curtos do
que em L. almadensis e a extremidade dos maxilares apresenta-
se muito próxima do premaxilar. Estas proporções tornam a região
anterior do crânio mais arredondada. O supratempcral, nesta espé-
cie, é mais longo, ultrapassando nitidamente a extremidade poste-
rior da caixa craniana. A largura do crânio corresponde a mais da
metade do seu comprimento (fig. 1).
AGRADECIMENTOS
Apresentamos nossos agradecimentos ao Dr. Aido M. de Arauio, do Instituto de Ge-
nética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pelo auxílio prestado no trata-
mento estatístico apresentado.
BIBLIOGRAFIA
BELLAIRS, A. & UNDERWOOD, G. (1951) — The Origin of Snakes. Biol. Rev., v. 26, n. 2,
p. 193-237.
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In: Contribution to the Herpetology of Colombia 1943-1946, Privately printed, M.T.D.
1957. 296p. il. p. 53-69. Reprinted from Caldasia, Bogotá, v. 2, n. 10, p. 479-95.
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bridae. Iheringia, Zool., n. 39, p. 3-18, 8 f.
10 FABIÄN-BEURMANN, M. E. — Sobre a osteologia...
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FISHER, R. A. & YATES, F. (1954) — Tablas Estadísticas para Investigadores Científicos.
Aguilar S.A. ed., p. 50-51.
HOFFSTETTER, R. (1939) — Contribution a I'étude des Elapidae actuels et fossiles et de
l’osteologie des ophidiens. Arch. Mus. nat. Lyon, v. 15, p. 1-78.
MARX, H. & RABB, G. B. (1972) — Phyletic Analysis of Fifty Characters of Advanced Sna-
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PETERS, J.A. & OREJAS-MIRANDA, B. (1970) — Catalogue of the Neotropical Sauamata:
Part | — Snakes. Bull U.S. natn. Mus., n. 297, p. 175-180.
ABREVIATURAS NAS FIGURAS
F: frontal; FO: focinho; N: nasal; P: parietal; ST: supratemporal.
LEGENDA DAS FIGURAS
Fig. 1 : Crânio de Leimadophis poecilogyrus, vista dorsal
Fig. 2 : Crânio de Leimadophis almadensis, vista dorsal
11
30 DE JUNHO DE 1975
n. 46 —
ia,
!IHERINGIA — Zoolog
E. — Sobre a osteologia...
FABIÁN-BEURMANN, M.
12
e
16)
FIG. 2
IHERINGIA Zoologia Porto Alegre - RS 30/06/75
Uma nova especie de Colostethus do Brasil Central —
(Anura, Dendrobatidae)
Werner C. A. Bokermann **
RESUMO
Uma nova espécie, Colostethus goianus sp.n. é descrita da Chapada dos Veadeiros,
no plantalto central goiano; esta espécie que não é próxima de nenhuma das espécies
krasileiras conhecidas até o momento se caracteriza, principalmente por detalhes do colo-
rido, consistindo de grandes manchas escuras dispostas longitudinalmente no dorso. O
encontro de uma espécie de Colostethus nessa região vem diminuir consideravelmente o hia-
to até então existente na distribuição desse grupo no Brasil.
ABSTRACT
A new species, Colostethus goianus sp.n. is described from “Chapada dos Veadei-
ros”, in the central plateau of the State of Goias; this species is not closely related to
any other Brazilian species and show very distinctive color pattern consisting of dark
blotches arranged longitudinaly on the dorsum. The discovery of a species of Coloste-
thus in this region reduces considerably the existing gap in the distribution of this
group in Brazil.
INTRODUCAO
Em recente viagem de coleta à Chapada dos Veadeiros nc pla-
naito central goiano tivemos a oportunidade de colecionar uma no-
va espécie de Colostethus. A espécie foi observada em um riacho
temporário, em uma encosta bastante pedregosa. Apenas um filete
de água ainda corria, porém havia numerosas pequenas pcças acu-
muladas debaixo de grandes pedras ao longo da encosta que tinha
um declive de 40 graus. A espécie é diurna e extremamente difi-
cil de capturar pois se esconde com facilidade debaixo das pedras
do córrego. Observamos diversps exemplares afora os três captura-
dos e verificamos que exemplares de maior tamanho tem a pele
mais granulosa e o desenho menos evidente. O encontro dessa es-
pécie nessa região vem em parte preencher o hiato existente na
distribuição do gênero, entre a Amazônia e o leste brasileiro.
Colostethus goianus sp.n.
Diagnose: Espécie de tamanho pequeno (18,0mm), sem afini-
dades com outras espécies brasileiras; artelhos com palmatura
hd Trabalho aceito para publicação em 01/07/74.
** Da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, SP.
14 BOKERMANN, W. C. A. — Uma nova espécie...
reduzida; dedos fimbriados, polegar maior que o 2.º dedo. Colo-
rido geral pardo canela no dorso e brancacento no ventre; dorso
com 4 grandes manchas castanho avermelhadas dispostas longitudi-
nalmente; uma estreita faixa escura parte da penta do focinho à
região inguinal; lábio superior com uma faixa branca que atinge
a base do braço.
Holótipo: WCAB 47779, fêmea subadulta, colecionada na
Chapada dos Veadeiros, 1700 m, cerca de 30 km de Alto Pa-
raíso, Goiás, Brasil, em 25 de fevereiro de 1974, por Werner
C. A. Bokermann.
Parátipos: WCAB 47777-78, colecionados juntamente com o
holótipo.
Descrição do holötipo: Aspecto geral robusto. Largura da ca-
beça (6,0 mm) cabendo cerca de três vezes no comprimento do
corpo (18,0mm); focinho visto de cima de ccntôrno triangular, vis-
to de lado triangular e proeminente. Narinas em posição lateral,
distando do clho (1,4 mm) menos que um diâmetro ocular (2,7 mm);
timpano invisível; espaço interorbital pouco mais estreito que a lar-
cura da páipebra superior; canto rostral bem evidente, arredondado;
língua grande, bastante livre pcsteriormente. Membros anteriores
curtos e robustos, dedos longos, fimbriados, com discos bem eviden-
tes pouco mais largos que a última falange; pclegar maior que o
2.º dedo. Calos subarticulares bem desenvolvidos. Membros poste-
riores curtos e robustos, o comprimento do fêmur e tíbia juntos
(16,0mm) menor que o comprimento do corpo (18,0 mm); artelhos
fimpriados e ccm palmatura basa!; calos subarticulares bem desen-
volvidos; dois calos quase circulares na articulação do tarso e ou-
tro no meio dc tarso; prega tarsal bem evidente. Pele do ventre
lisa com prega abdominal evidente e ac dorso de aspecto coriáceo
apresentando lateralmente uma série de glândulas cvaladas e acha-
tadas.
O colorido em vida é pardo ferrugineo claro; no dorso exis-
tem quatro grandes manchas castanho escuras, sendo a primeira
triangular, com o vértice voltado para trás e delimitada anterior-
mente por estreita faixa interocular mais clara que a coloração de
fundo. Lateralmente há uma faixa castanho escura que, partindo
da ponta do focinho, vai ter à região inguinal e outra faixa no lá-
bio superior, branca, que vai ter à base do braço. Membros ante-
ricres e posteriores dorsalmente com largas faixas castanhas. Ven-
tre branco, gula branca com intenso marmoreado escuro, que ao
longo da margem da mandíbula delimita pequenas manchas bran-
cas. Iris bronzeada, com faixa escura longitudinal, correspondendo
à faixa lateral escura do corpo. No exemplar conservado o colo-
rido se torna quase negro e o desenho muito indistinto.
Os dois parátipos de 15,5 e 14 mm de comprimento se dife-
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 15
renciam do holötipo apenas pelo tamanho e detalhes do coloridc
que é mais contrastante.
Descrição do girino: Comprimento máximo de 27 mm no lo-
te coletado. O corpo visto de cima é oval, um pouco mais largo na
parte anterior, visto de lado é nitidamente trapezoidal. A cauda é
curta, menos de vez e meia o comprimento do ccrpo, terminan-
do em ponta romba, com a parte musculosa bem desenvclvida e
apresentando a sua maior altura no terço médio. Os olhos são de
tamanho mediano, laterais, distando entre si muito mais que o es-
paçc entre as narinas e distando das narinas pouco menos que um
diâmetro ocular. Narinas laterais, dirigidas para cima. Espiráculo
bem desenvolvido, colocado mais perto dos olhos que da margem
posterior do corpo. Boca pequena, ventral, provida de uma fileira
de papilas na margem inferior, que também alcança a comissura;
superiormente há duas fileiras de aentes sendo a inferior ampla-
mente dividida; inferiormente há três fileiras de dentes sendo a in-
terna dividida.
O colorido do dorso em vida é castanho avermelhado, passan-
do a negro no material conservado; o ventre bem como a parte
musculosa da cauda säc esbranquiçados; nadadeiras hialinas; a par-
te musculosa e a metade distal da nadadeiros apresenta grandes
manchas irregulares e enegrecidas.
Os girinos são de hábitos noturnos e foram obtidos no mes-
mo local que os adultos, em pequenas poças de água escondidas
debaixo de pedras.
Jovens recém metamorfoseados obtidos em laboratório medem
cerca de 10 mm; a metamorfose é bastante rápida e ao terem a
cauda ccmpletamente absorvida tem o padrão de desenho dos adul-
tos, porém mais contrastante.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Dr. Phillip A. Silverstone do “Los Angeles County Museum of Natu-
ral History” pelas numerosas sugestões apresentadas.
REFERÊNCIAS
BOKERMANN, W.C.A. (1967) — Novas espécies de “Phyllobates” do leste e sudeste bra-
leiro (Anura, Dendrobatidae) — Revta. Bras. Biol. Rio de Janeiro, v. 27, n. 4, p.
349-53, 4 f.
16 BOKERMANN, W. C. A. — Uma nova história...
LEGENDA DAS ILUSTRAGÖES
Figs. 1-2 — Colostethus goianus sp.n. WCAB 47777 (Comprimento 15,5 mm).
Figs. 3-5 — Girino de Colostethus goianus sp.n. WCAB 47948 (Comprimento 27,0 mm).
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 17
ecie...
Uma nova esp
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BOKERMANN,
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Sobre a ocorrência de Hyla berthae BARRIO, 1962 no Estado
do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Hylidae) *
Porto Alegre - RS
IHERINGIA 30/06/75
Pedro Canisio Braun ha
Cristina Assunção Sirangelo Braun **”
RESUMO
Os autores focalizam a ocorrência de Hyla berthae BARRIO, 1962 no Estado do
Rio Grande do Sul, Brasil, ampliando dessa forma sua área de distribuição conhecida.
SUMMARY
The authors report the occurence of Hyla berthae BARRIO, 1962 in Rio Grande
do Sul State, Brazil, giving a wider geographic distribution area for this species.
ç
INTRODUÇÃO
BARRIO (1962) descreveu para Punta Lara, Pronvíncia de
Buenos Aires, Argentina, uma nova espécie de Hyla que denomi-
nou Hyla berthae. Posteriormente (1964) complementou essa des-
crição acrescentando uma série de dados scbre a mesma. Nesse
trabalho, com referência à distribuição geográfica, ficou eviden-
ciado que sua área de ocorrência restringia-se a Punta Lara, ini-
cialmente, sendo mais tarde ampliada para c Delta do Rio-Paraná
e Linha Costeira do Rio da Prata. Além das localidades já citadas
também está incluido o município de São Bernardo do Campo, São
Paulo, Brasil, de onde procedem dois parátipos da referida espécie.
B. LUTZ (1973) põe em dúvida a identidade dos exemplares
de São Bernardo do Campo, SP com os de Hyla berthae descritos
por BARRIO para Punta Lara, Província de Buenos Aires, Argen-
tina, afirmando que eles podem corresponder a Hyla rizibilis BO-
KERMANN. Nesse mesmo trabalho, B. LUTZ menciona que pro-
vavelmente Hyla berthae deve ocorrer no Uruguai e no Rio Gran-
° Aceito para publicação em 23/10/74.
Do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do
Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Bolsista do Conselho Nacional
de Pesquisas, Rio de Janeiro. T.C. n.º 13.636/71.
Do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do
Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Bolsista do Conselho Nacional de
Pesquisas, Rio de Janeiro. T.C. n.º 14.628/72.
20 BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. 5. — Sobre a ocorrência...
de do Sul. Refere também a ccorrência, no Parque Nacional de
Iguassu, tanto do lado brasileiro como do argentino, de alguns
exemplares de uma espécie de Hyla bastante relacionada com Hy-
la berthae mas não totalmente identificadas.
Recentemente, durante uma viagem de coleta ao município
de Santa Cruz do Sul, foram capturados três espécimes de Hyla
logo identificados como sendo Hyla berthae BARRIO, 1962. Es-
te é o primeiro registro efetivo de Hyla berthae para o Rio Grande
do Sul e, se forem confirmadas as dúvidas de B. LUTZ sobre os
exemplares de São Paulo, será também o primeiro para o Brasil.
Material examinado: foram examinados três exemplares, to-
dos machos, n.ºs MRCN 07410, MRCN 07411 e MRCN 07429,
coletados em Santa Cruz do Sul, RS, em 30 de agosto de 1974,
por Pedro Canisio Braun e Arno Antonio Lise. Ac serem captura-
dos, cantavam escondidos no interior de grandes tufos de grami-
neas, scb as quais havia água acumulada por uma chuva recente.
A temperatura ambiental estava ao redor de 20 graus centigra-
dos e eram cerca de 23 horas. A captura foi dificultada pelo
porte reduzido e extrema agilidade dos exemplares. Algumas fê-
meas foram avistadas mas não puderam ser apanhadas. As medi-
das apresentadas na tabela 1, foram aferidas através de um pa-
quimetro, segundo critério usado por P. BRAUN (1973), e estão ex-
pressas em milímetros.
CONCLUSÕES
A-constatação da existência de Hyla berthae no Estado do Rio
Grande do Sul vem ampliar a zona de distribuição conhecida des-
sa espécie, que é relativamente reduzida. Por cutro lado, a aná-
lise do seu comportamento veio confirmar algumas observações
feitas pcr BARRIO (1962), entre elas a de que cantam preferen-
temente em horas avançadas da noite e a de que o seu canto lem-
bra muito o de certas espécies de gafanhotos da família Tettigo-
nidae.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Conselho Nacional de Pesquisas pelas bolsas concedidas, à Funda-
ção de Ampcro à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul — FAPERGS pelo auxílio con-
cedido e que nos permitiu realizar diversas viagens de coleta e ao Naturalista Arno
Antonio Lise que nos auxiliou na captura dos exemplares que deram motivo a este tra-
balho.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 21
BIBLIOGRAFIA
BARRIO, A. (1962) — Los Hylidae de Punta Lara, Provincia de Buenos Aires. Observa-
ciones sistematicas, ecologicas y analisis espectrogräfico del canto. Physis, v. 23,
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do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Ceratophrynidae). Iheringia, ser.
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LUTZ, B. (1973) — Brazilian Species of Hyla, University of Texas Press, Austin & London,
p. 1-265.
22 BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. S. — Sobre a ocorrência...
Tabela n.º I — Biometria
Número dos exemplares | MRCN 07410 | MRCN 07411
APR:
Comprimento do corpo
Largura da cabeça
Diâmetro ocular
Distância olho-narina
Membros antericres
Membros posteriores
Fêmur
Distância narina-ponta
do focinho
Comprimento da cabeça
Espaço interorbital
Espaço internarinas
7,0 6,6
1,8 1,8
LEGENDA DAS FIGURAS
MRCN 07429
6,8
2,4
1,8
13,4
37,3
10,6
11,5
15,2
Figura n.º 1 — A — Vista dorsal do exemplar MRCN 07429, macho adulto.
B — Vista dorsal do exemplar MRCN 07410, macho, adulto.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975
23
IHERINGIA
Zoologia Porto Alegre - RS 30/06/75
Primeiras observações de bivalves dulciaquicolas como alimento
de “Armado amarillo”, Rhinodoras d'orbignyi (KROYER, 1855)
BLEEKER, 1862 *
Inga Ludmila Veitenheimer ho
Maria Cristina Dreher Mansur ?*º
RESUMO
Neste trabalho observou-se a ocorrência de indivíduos jovens de bivalves dulciaqui-
colas das famílias Hyriidae e Mycetopodidae no intestino de um exemplar da espécie Rhi-
nodoras d’orbignyi, este com 27 em de comprimento.
ABSTRACT
In this work it is observed the occurrence of young individuals of fresh-water bival-
ves of the families Hyriidae and Mycetopodidae in the gut of one individual of the
species Rhinodoras d'orbignyi, this with length of 27 cm.
INTRODUÇÃO
Apesar de se saber que os peixes utilizam bivalves na sua
alimentação, muito pouco se tem constatado sobre isto na litera-
tura. ORBIGNY (1846) na redescrição de Diplodon variabilis (MA-
TON, 1809) comenta que encontrou esta espécie no estômago do
peixe denominado “armado” e que parece se nutrir exclusivamen-
te de conchas. A denominação popular de “Armado” segundc lis-
tas elaboradas pela Comision Asesora de Pesca para el Atlantico
Sudoccidental (CARPAS) corresponde aos peixes da família Dora-
didae. BONETTO (1950) afirma que muitos bivalves dulciaquico-
las em seus primeiros estágios de vida pedem ser devorados por
peixes e que se tem encontrado restos de conchas de tamanho
pequeno e mediano em peixes do gênero Pimelodus LACEPEDE,
1803, porém não ocorrendo isto com frequência. BONETO (op. cit.)
menciona parecer improvável que bivalves com um certo grau de
desenvolvimento “sofram ataques de importância por parte de pei-
xes, sobretudo as espécies de concha sólida”. OLAZARRI (1961)
* Aceito para publicação em 14/11/74.
es Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de Janeiro - GB. T.C. n.
10.955, no Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio
Grande do Sul.
es Bolsisti do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de Janeiro - GB. T.C. n.º
12.475 e naturalista do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobot2-
nica do Rio Grande do Sul.
26 VEITENHEIMER, I. L. & MANSUR, M. C. D. — Primeiras observações...
examinou o conteúdo estomacal de 10 “anguilas común”, Symbran-
chus marmoratus BL., coletadas no rio Uruguai, Departamento de
Salto. OLAZARRI encontrou no estômago destes peixes, além de
Diplodon funebralis (LEA, 1860), bivalves da família Corbiculidae
e gastrópodes das famílias Ampullariidae, Chilinidae e Amnicoli-
dae. Os tamanhos máximos citados por OLAZARRI são os seguin-
tes: Diplodon funebralis (LEA), com 27 mm de comprimento e 21
mm de altura; Corbiculidae, com 12 mm de comprimento e 9 mm
de altura; Ampullariidae, com 29 mm de altura e 22 mm de diá-
metro. CASTELLANOS (1965) afirma que se tem visto peixes pre-
dadores como o “Pejerrey” com grandes quantidades de “cria” de
Diplodon SPIX, 1827, Pisidium PFEIFFER, 1821 e Littoridina SOU-
CEMER 1852
O presente trabalho tem como objetivo chamar a atenção pa-
ra a importância dos bivalves dulciaquicclas como alimentação de
peixes e, consequentemente, o exame do conteúdo estomacal é in-
testinal dos mesmos a fim de confirmar esta constatação.
Material:
1 exemplar da espécie Rhinodoras d'orbignyi (KRÖYER, 1855)
BLEEKER, 1862; rio Ibirapuitã na confluência com o Ibicuí, no mu-
nicipio de Alegrete - RS, Brasil; H. O. Lippold, leg.; -.X11.1972.
(Depositado no Centro de Piscicultura da Universidade Federal de
Santa Maria).
DESCRIÇÃO
O peixe Rhinodoras d’orbignyi vulgarmente denominado de
“Armado amarillo”, “Armado” cu “Marieta” na Argentina e en-
tre nós de “Armado amarelo”, pode alcançar um máximo de 50
cm de comprimento e sua distribuição geográfica é a seguinte: rio
Paraguai, Paraná médic e inferior, rio de La Plata e sul do Brasil.
O exemplar examinado tem 27 cm de comprimento; em seu
intestino, que mede aproximadamente 41 cm de comprimento, fo-
ram encontrados exclusivamente bivalves dulciaquicolas das fami-
lias Mycetopcdidae e Hyriidae. As conchas num total de 19 exem-
plares jovens totalmente desprovidos de partes moles, apresentam-
se em perfeito estado de conservação (cor, esculturação, ferma).
As conchas foram encontradas com as valves entreabertas ou to-
talmente abertas mas nunca disscciadas, algumas imbricadas den-
tro de outras, deixando o seu contorno ao longo de todo o intes-
tino: Rigo:
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 27
Relação das espécies de bivalves:
Familia Mycetopodidae
| exemplar jovem, MRCN n.º 3898, de Anodontites felix
BIESBRY; 1896 (Fig. 2).
Exemplar bastante característico, isto é, periostraco amare-
lado, ornado por linhas radiais simples e desenho em “V” de cor
verde, havendo uma maior concentração na região posterior; nácar
com reflexos róseos e algumas linhas em “zig-zag” de cor verde
muito escura, ao longo da linha paleal.
Medidas : comprimento: 3,0 cm alturas “25 mem
Família Hyriidae
4 exemplares jovens MRCN n.º 3899, de Diplodon charruanus
(ORBIGNY, 1835) (Fig. 3).
Exemplares com formato mais ou mencs quadrangular, sendo
que a maior altura localiza-se na região posterior. Região anterior
curta e arredondada e a região posterior truncada obliquamente
e arredondada na sua porção póstero-ventral. Escultura umbonal,
apesar dos umbos corroidos, bastante evidente mostrando uma con-
vergencia central e formando figura em “Vº. Periostraco, nos três
exemplares menores, predcminantemente verde e, no maior a cor
castanha clara ligeiramente verde e, no maior a cor castanha cla-
ra ligeiramente esverdeada. Näcar esbranquiçado. Dente lateral
levemente arqueado. O ligamento estende-se até mais ou menos
a metade da região dorsal postericr.
Medidas: comprimentos de 2,0 cm a 3,8 cm
alturas de 1,4 cm a 2,8 cm
14 exemplares jovens, MRCN n.º “8900, de Diplodon delodon-
tus (LAMARCK, 1819) (Fig. 4).
Concha cval-arredondada, comprimida, região posterior alar-
gada, ligeiramente truncada transversalmente, região anterior cur-
ta e mais estreita. Esculturação muito marcada e irregular em
alguns exemplares, principalmente nos menores, e quase ausente
em outros. Periostraco com alguma tonalidade de castanho. Nácar
esbranquiçado. Estes exemplares assemelham-se muito à cor e for-
ma do jovem de Diplodon variabilis (MATON) descrito por OR-
BINGNY (1846: 604-605, est. 71, f. 1-3), porém os nossos exem-
plares apresentam-se com menor diâmetro e uma esculturação de
Diplodon delodontus (LAMARCK).
28 VEITENHEIMER, |. L. & MANSUR, M. C. D. — Primeiras observações...
CONCLUSÕES
1. Conteúdo alimentar do presente exemplar constituído ex-
clusivamente de bivalves das famílias Hyriidae e Mycetopodidae.
2. O peixe utiliza as partes moles como alimento, deixando
as conchas em perfeito estado de conservação quanto a cor, forma
e esculturação, sem sinal de trituração. A parte calcárea da con-
cha apesar de bem conservada apresenta-se sem brilho demons-
trando que houve uma ação química. Não é possível definir se
esta foi causada por ação digestiva ou pelo formol no qual o pei-
xe foi conservado durante 2 anos.
3. Observação interessante se pede fazer quanto ao pequeno
tamanho do peixe em relação às medidas apresentadas por alguns
exemplares de bivalves encontrados em seu intestino. Isto se deve
provavelmente às particularidades anatômicas do trato digestivo de
Rhinodoras d'orbignyi que apresenta intestino largo, elástico e uma
abertura anal excepcionalmente grande.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Dr. Bonetto pelo auxílio na identificação do material malacológico
e aos professores J. W. Thomé e J. O. Meneghetti pelas sugestões fornecidas na reda-
ção do trabalho. Queremos deixar aqui um agradecimento especial ao amigo H. O. Lip-
pold, do Centro de Piscicultura da Universidade Federal de Santa Maria — RS, pelo inte-
resse demonstrando quando da doação do material para estudo.
BIBLIOGRAFIA
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IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 29
LEGENDA DAS FIGURAS
Fig. 1: Intestino de Rhinodoras d'orbignyi onde se pode observar o éontorno deixado
pelas conchas.
Figuras dos bivalves jovens encontrados no intestino de Rhinodoras d’orbignyi:
Fig. 2: Anodontites felix — vista externa e interna das valves direita e esquerda, res-
pectivamente.
Fig. 3: Diplodon charrvanus — vista externa e interna do maior e menor exemplar
encontrado.
Fif. 4: Diplodon delodontus — vistá externa e interna do maior e menor exemplar
encontrado.
30 VEITENHEIMER, I. L. & MANSUR, M. C. D. — Primeiras observações...
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3]
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975
IHERINGIA 30/06/75
Zoologia Porto Alegre - RS
Primeiro relato da ocorrência de Espongilideos (Porifera)
na bacia do Guaíba, Estado do Rio Grande do Sul *
Cecilia _ Volkmer-Ribeiro ne
Karin Martha Grosser a.
Rosária De Rosa-Barbosa
se
Sheila Marques Pauls
RESUMO
São relatados os primeiros resultados de levantamentos sistemáticos, em execução,
para cvaliasao da fauna de Espongilideos da bacia do rio Guaíba, RS. Destaca-se a
importância sócio-econômica e geográfico-geológica da bacia escolhida, que não foi
alvo, até o presente, de estudos limnológicos sistemáticos. Dá-se conta, ainda, de mo-
do preliminar, do recurso biológico inédito usado para uma avaliação prévia da ocor-
rência do grupo na bacia em questão. Dentre as ocorrências registra-se, pela primeira
vez para os Americas, a de Heteromeyenia stepanowii (DYBOWSKY, 1884) e Corvospon-
gilla bohmii (HILGENDORF, 1883).
SUMMARY
The scarceness of data on the occurrence of eshwater sponges in southern Brazil,
as well as the inexistence of studies on this fauna for the river Guaiba system, Rio
Grande do Sul State, urged the undertaking of large surveyings in this geo-limnological
important area. This is a first, short report, on the results of such surveyings, as well
as on the biological device preliminary used to indicate the occurence of freshwater spon-
ges in a large river. The data already available evidence the existence in southernmost
Brazil of a species rich and, to some extent, characteristic fauna of spongillids. It is also
reported the first occurrence of Heteromeyenia stepanowii (DYBOWSKY, 1884‘ ord of Cor-
vosponglla böhmii (HILGENDORF, 1883) for the American continent.
INTRODUÇÃO
Os registros de ocorrência de esponjas de água doce para a
região sul do Brasil são ou escassos ou inexistentes. Assim, para
o Estado de São Paulo, CARVALHO (1942) cita a ccorrência de
Radiospongilla crateriformis (POTTS, 1882) no rio Ribeira de Igua-
pe. Para o Paraná nenhuma citação existe. Para Santa Catarina,
proximidades de Blumenau, foi descrita Heteromeyenia insignis
° Aceito para publicação em 22 de novembro de 1974. Realizado em parte, com
auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do
Sul. T.C. n.º 113/72, Biológicas.
°® Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais. Pesquisador do Conselho Nacio-
nal de Pesquisas. T.C. n.º 7854/67. e
ses Bolsistas do Conselho Nacional de Pesquisas no Museu Rio-Grandense de Ciên-
cias Naturais. Respectivamente T.C. n.º 1046/72, T.C. n.º 16503/71, T.C. n.º
825/74.
34 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro...
WELTNER, 1895. Para o Rio Grande do Sul citam-se as descri-
ções de Ephydatia facunda WELTNER, 1895, de localidade não
identificada e de Oncosclera jewelli (VOLKMER, 1963) para o rio
Tainhas, município de São Francisco de Paula. São ainda registra-
das por VOLKMER (1963), VOLKMER-RIBEIRO (1969) e VOLKMER-
RIBEIRO (1971) as ocorrências de, respectivamente, Heteromeye-
nia insignis WELTNER, 1895, também para o rio Tainhas, Uru-
guayella repens (HINDE, 1888) e Houssayella iguazuensis BO-
NETTO & EZCURRA, 1966, ambas para o ric Itú, município de
São Francisco de Assis.
Para o rio Guaíba não existia, até o presente, registro espe-
cífico da ocorrência de espongilídeos, havendo a primeira indica-
ção de caráter geral partido dc trabalho do DEPARTAMENTO MU-
NICIPAL DE ÁGUA E ESGOTOS. GRUPO DE AVALIAÇÃO DA
POLUIÇÃO DO RIO GUAÍBA (1973).
A seleção da rede hidrográfica em apreço, para um levanta-
mento deste grupo faunístico na região sul, reveste-se de inte-
resse que ultrapassa o regional. Tal levantamento virá se cons-
tituir no segundo sistematicamente feito, para o grupo, numa ba-
cia hidrográfica brasileira. O primeiro, realizado na bacia ama-
zônica, teve seu planejamento e coletas feitos pelos Drs. H. SIO-
Ll e E. J. FITTKAU do Departamento de Ecologia Trcpical do Ins-
tituto Max-Planck de Limnologia de Plön, Alemanha Ocidental e
pelo Dr. J. C. DE MELLO CARVALHO do Museu Nacional do Rio
de Janeiro e o material resultante está sendo- objeto de estudos e
publicações pela presente equipe.
Assim como a bacia Amazônica no norte, a bacia do Guaiba
no sul, ocupa uma região que apresenta peculiaridades marcan-
tes de caráter geográfico, geológico e, cbviamente, limnológico.
Cabe lembrar que o rio Guaiba, além da forte conotação sócio-
econômica de sua bacia, é um rio estuarino, que propicia habitats
aquáticos bastante diversificados, e, com sua ampla rede, contri-
bui com aproximadamente 25% da rede hidrográfica do Estado.
Esta bacia drena constituintes geo-edáficos representativos de qua-
se todo Estado (Depressão Central, Campanha, Encostas das ser-
ras do Sudoeste e Nordeste), de boa parte da Região Sul (a serra
do Nordeste é parte do derrame basáltico ocorrente também em
Santa Catarina, Paraná e São Paulo) e de parte do Uruguai e
Argentina (Campanha e vertentes ocidentais do mesmo platô
basáltico).
O levantamento pretendido visa pois, além de fornecer da-
dos inéditos para uma região hidrográfica em falta de estudos
limnológicos sistematicamente feitos, diversificar os elementos no
presente disponíveis para uma caracterização biológica destas
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 35
äguas e ampliar, ainda, o conhecimento zoogeogräfico de um gru-
po zcológico com representação significativa em todas as águas
continentais do planeta.
MÉTODOS
A fim de investigarmos referências a uma eventual inclusão
de esponjas de água doce no hábito alimentar de certos peixes
Characoidei (Leporinus sp.) feitas por GERY (1969) e GEISLER
(comun. pessoal, 1971), iniciamos cbservações do conteúdo do
trato digestivo de peixes deste gênero ocorrentes na bacia do Guai-
ba. Após exames do tubo digestivo de 50 peixes prcvenientes de
9 locais diversos nos rios Guaíba, Jacuí e Caí, ficou demonstrada
em todos eles a occrrência de espículos de esponjas de água do-
ce, podendo inclusive ser feita, em alguns casos, a identificação
específica das esponjas pela presença simultânea dos espículos do
esqueleto e das gêmulas (VOLKMER-RIBEIRO & GROSSER, em
redação).
Com estes dados valendo como uma indicação preliminar
bastante segura da ocorrência, na bacia do Guaíba, de uma fau-
na espongológica, partimos para ccletas sistemáticas de explora-
ção dos diversos nichos. A maioria das espécies agora citadas in-
tegra a fauna ocorrente em vegetação de beira limcsa das mar-
gens do Guaíba e seus contribuintes, principalmente raízes de
aguapé da espécie Eichhornia azurea. As coletas foram feitas de
dentro de barco, sendo o raizame levado para o laboratório, posto
a secar e, em seguida, prescrutado sob lupa para retirada dos es-
pécimes de esponjas. De cada zona de coleta, foram tomados al-
guns espécimes com gêmula, dos quais foram feitas dissociações
espiculares para identificação específica.
Na presente lista a espécie assinalada com asterísco tem
ccorrência “esperada” pois o material espicular correspondente foi
encontrado até agora só no trato digestivo dos peixes estudados.
A sinonimia cferecida toma em consideração o fato de que
PENNEY & RACEK (1968) listam toda a sinonimia até aquela
data, excluídos os trabalhos para a região neotropical dcs quais
não tinham conhecimento. Tais citações, bem como a sinonimia
posterior ao ano de 1968, são oferecidas no presente relato.
Gênero Trochospongilla VEJDOVSKY, 1883
Trochospongilla paulula (BOWERBANK, 1863).
Eigs oa
36 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro...
Spongilla paulula BOWERBANK, 1863:453.
Tubella paulula, BONETTO & EZCURRA, 1964:249 - BONETTO &
BE-BRAGO. 71967 E33272336:21969:.35221970 535!
Trochospongilla paulula, PENNEY & RACEK, 1968:139 - VOLK-
MER RIBEIRO & DE ROSA-BARBOSA, 1972:310 - BONETTO
& DE DRAGO, 1973:13, 17, 18 (e sinönimos).
Material: MRCN 227 - rio Guaiba (praia de Belas, em poco
de estacäo de recalque do DMAE), 1973, M. C. Zini leg. - MRCN
274 - ilha do aterro frente ao Centro Administrativo, rio Guaíba,
10.V.74, S. M. Pauls leg.
O espécime n.º 227 fixou-se sobre o concreto das paredes do
poço, ocorrendo em íntima associação com T. delicata e com um
briozoário plumatelídeo, o conjunto atingindo volume significati-
vo. Os componentes espiculares de T. paulula apresentam aqui
variações ecomórficas significativas, onde se destaca grande redu-
ção do comprimento do eixo das gemoscleras. Entretanto, a pre-
sença característica dos raios nas rótulas das gemoscleras mante-
ve-se constante, bem como o leve recorte da borda das rótulas gu-
periores. As variações observadas permitem confirmar a sinonimi-
zação de T. latouchiana ANNADALE, 1907c (ccm ocorrência na
Ásia e Austrália) dentro de T. paulula, como já sugerido por GEE
(1932b) e proposto por BONETTO & DE DRAGO (1973). O espé-
cime n.º 274, também em associação com T. delicata, porém de
reduzido tamanho, ccorreu fixo em raízes de aguapé (Eichhornia
azurea).
Distribuição : A espécie tem pois distribuição descontínua, a
julgar pelos registrcs até agora conhecidos, com ocorrência na
Índia e sudeste da Ásia, daí progredindo em direção norte para
a China e, ao sul, para a Austrália Oriental. Na região neotropi-
cal é espécie comum de uma região faunística Amazônico-Para-
neana, que já se delineia para esta fauna (VOLKMER-RIBEIRO,
1973). Com a presente ocorrência amplia-se portanto sua distri-
buição ao longo da vertente atlântica da região neotropical.
Trochospongilla lanzamirandai BONETTO & EZCURRA, 1964.
Fig?
Trochospongilla lanzamirandai BONETTO & EZCURRA, 1964:333;
1965: 96 - BONETTO & DE DRAGO, 1967b: 159, 164; 1967c:
332 - VOLKMER-RIBEIRO & DE ROSA BARBOSA, 1972: 311
- BONETTO & DE DRAGO, 1973: 13, 17, 18.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 37
Material: MRCN 276 - ilha das Balseiras (margem fronteira
à cidade), rio Guaiba, 14.VI11.1974, S. M. Pauls leg.
A espécie ocorreu como microespécime com gêmula, em raiz
de Eichhornia azurea (aguapé). Ainda que as gemoscleras apre-
sentem-se típicas, as megascleras na sua maioria são oxeas ten-
dendo para anfistrongilcs, porém sempre com a espinhadura ti-
pica nas extremidades.
Distribuição: Até agora só assinalada para a região neotro-
pical: rio Juruá, Amazonas, Brasil, e médio Paraná na Argentina.
Trochospongilla delicata BONETTO & DE DRAGO, 1967 sensu
VOLKMER-RIBEIRO & DE ROSA BARBOSA, 1972.
Fig. Ib
Trochospongilla delicata BONETTO & DE DRAGO, 1967 (partim):
159, estampa I, figs. la, 2a e 2b; estampa Il, figs. 1 e 2b;
1973: 18 - VOLKMER-RIBEIRO & DE ROSA BARBOSA,
19722312:
Material: MRCN 227 - rio Guaiba (praia de Belas, em po-
co de estação de recalque do DMAE), 1973, M. €. Zini leg. - MRCN
273 - Arroio Formoso, margem esquerda do rio Jacuí, 14.V1.74,
S. M. Pauls leg. - MRCN 274 - ilha do aterro frente ao Centro
Administrativo, rio Guaíba, 10.V.74, S.M. Pauls leg. - MRCN 275
- margem norte do canal da Maria Conga, margem esquerda do
rio Jacuí, 5.1V.74, S.M. Pauls leg.
Os espécimes ocorrem mais frequentemente aderidos a rai-
zes de Eichhornia azurea. Tanto gemoscleras como megascleras
apresentam-se com dimensões abaixo das já descritas e, devido
ao pequeno tamanho dos exemplares, não chega a ser observada
a estrutura esqueletal tão típica desta espécie.
Distribuição: Até agora restrita à região neotropical com ocor-
rências na Amazônia, rio Juruá e no curso médio do ric Paraná,
em águas argentinas.
Trochospongilla variabilis BONETTO & DE DRAGO, 1973.
Fig. 3
Trochospongilla variabilis BONETTO & DE DRAGO, 1973:15.
Material: MRCN 277 — desembocadura do rio Caí,
21.V111.74, S.M. Pauls leg. Ainda dois espécimes sem gêmulas do
Saco do Ferraz, ilha da Pólvora, margem direita do rio Guaíba.
38 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro...
Os exemplares apresentaram-se tambem fixcs em raizes de
aguapés e com variações dignas de menção na forma das me-
gascleras, as quais têm espinhadura quase imperceptível deslo-
cada das extremidades e, em alguns exemplares, uma marcada
constrição mediana. As gemoscleras apresentam-se ccmo na des-
crição original ou, mais frequentemente, como em material da
Amazônia (MRCN 50 - rio Branquinho, 1961, E.J. Fittkau leg., não
publicado) e então diferindo bastante da descrição original no que
concerne a borda da rótula superior. Esta não se apresenta intei-
ra (BONETTO & DE DRAGO, 1973, p. 17) mas nitidamente recor-
tada, lembrando a corola de uma flor. Tal recorte deverá ser to-
mado em consideração para uma futura redefinição do gênero Tro-
chospongilla, que continha até o presente espécies cujas gemoscle-
ras possuiam rótulas com bordo inteiro.
Distribuição: Típica da região neotropical, com ocorrência
até agora registrada apenas para a Argentina: arroio Garupa, Pro-
víncia de Misicnes, lagoas na Província de Corrientes e rio Paraná
médio na Província de Santa Fé. Amplia-se, portanto, ccm o pre-
sente trabalho, a distribuição da espécie para a amazônia brasi-
leira (rio Branquinho) e para a bacia do Guaíba.
Gênero Corvospongilla ANNANDALE, 1911
Corvospongilla bôhmii (HILGENDORF, 1883).
Fifa Vá
Spongilla böhmii HILGENDORF, 1883: 87.
Corvospongilla seckti BONETTO & DE DRAGO, 1966: 133;
1967c: 332, 3377 196972352: 1970: 52,55.
Corvospongilla böhmii PENNEY & RACEK, 1968:56 (e sinonímia,
Material: MRCN 278 - margem esquerda do rio Jacuí (pon-
ta norte da ilha das Flores), 14.V1.74, S.M. Pauls leg. - MRCN 279
- Praia da Florida, margem direita do rio Guaíba, 13.1.74, S. M.
Pauls leg. - MRCN 280 - lado norte do canal da Maria Conga,
margem esquerda do rio Jacuí, 5.1V.74, S.M. Pauls leg.
A espécie parece ser abundante no Guaíba, pois além das
ocorências acima alinhadas teve presença constante no conteúdo
do tubo digestivo dos peixes estudados.
Os exemplares ocorrem formando substrato scbre pedras
(MRCN 279) ou como microespécimes em raízes de aguapé. As
características das várias amostras espiculares, bem como 'da mcr-
“fologia dos espécimes maiores coincidem completamente com as
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 39
da revisao de PENNEY & RACEK (1968). Entre estas avulta a
ocorrência das microscleras típicas (microanfidiscos terminados por
4 a 5 ganchos longos e fortemente curvados) apontados por estes
autores como exclusivas desta espécie.
A comparação dos exemplares acima etados com um pará-
tipo de €. seckti BONETTO & DE DRAGO, 1966, gentilmente ofe-
recido pela Dra. de Drago, evidenciou necessidade de uma futura
revisão do “status” desta última espécie. Ainda que entre as micros-
cleras de €. seckti ocorram algumas como as representadas nas
ilustrações criginais, encontram-se também, e numerosas ‚as mi-
croscleras típicas de C. bôhmii. O parátipo de C., seckti em nosso
poder tem aspecto muito semelhante ao nosso MRCN 279, tendo-
se também desenvolvido como camada incrustante, delgada, sobre
pedras. Ao descrever a espécie os autores mencionam, sem expli-
citar, semelhanças existentes entre €. seckti e respectivamente, C.
loricata (WELTNER, 1895)-e ©. zambesiana (KIRKPATRICK, 1906),
deixando de estabelecer comparação com €. bôhmii.
Distribuição : Encontrada até agora na África equatorial. A
confirmar-se uma sinonimização de C. seckti dentro de €. böhmii,
seria a presente, a segunda ocorrência da espécie registrada para
a região neotropical. C. seckti occrreu em águas argentinas do
alto Paraná e médio Uruguai.
Gênero Eunapius GRAY, 1867 sensu PENNEY & RACEK, 1968.
Eunapis fragilis (LEIDY, 1851).
Fig. 4
Spongilla fragilis LEIDY, 1851: 278 - BONETTO & EZCURRA,
1964: 246 - BONETTO & DE DRAGO, 1967: 332.
Eunapius fragilis PENNEY & RACEK, 1968: 25 (e sinonimia).
Spongilla (Eunapius) fragilis BONETTO & DE DRAGO, 1967c: 332
- DE DRAGO, 1972: 116.
Material: MRCN 263 - duto de água crua da estação Lou-
reiro da Silva (DMAE), 8.V1l.74, M.C. Zini leg. - MRCN 281 -
margem norte da ilha do Francisco Manuel, rio Guaiba, 7.V1.74,
K. M. Grosser leg.
O espécime MRCN 263 constitui uma incrustação tubercular
bastante volumosa atingindo 2cm de altura. O esqueleto apresen-
ta nítida disposição radial das fibras e as gêmulas estão contidas
em pacotes envolvidos por ampla camada pneumática, como tipi-
40 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro...
co para o gênero. O microespecime MRCN 281 occrreu fixo em
raízes de Eichhornia azurea. Os constituintes espiculares do ma-
terial citado lembram bastante os de S. fragilis var. zempoalensis
RIOJA (1940) descrita para o México.
Distribuição : A espécie é cosmopolita.
Gênero Heteromeyenia POTTS, 1881 sensu PENNEY &
RACEK , 1968.
Heteromeyenia stepanowii (DYBOWSKY, 1884).
i Fig. 6
Dosilia (?) stepanowii DYBOWSKY, 1884a:507.
Heteromeyenia insignis BONETTO & EZCURRA, 1964: 252, 258
- BONETTO & DE DRAGO, 1967: 332 (non H. insignis
WELTNER, 1895).
Heteromeyenia stepanowii PENNEY & RACEK, 1968: 108 (e sino-
nímia) - DE DRAGO, 1972: 122.
Material: MRCN 282 a 291 - Saco da Pólvora, ilha da Pöl-
vora, rio Guaíba, 13.1X.74, S.M. Pauls leg. - MRCN 292 - desem-
bocadura do ric Gravataí, 28. VII1.74, S.M. Pauls leg. - MRCN 293,
294, 295, Arroio Formoso, margem esquerda do rio Jacuí, 14.V1.74,
S. M. Pauls leg.
Do que permite avaliar o material até agora estudado, a es-
pécie é francamente dominante entre os espongilídeos fixos em
raízes de Eichhornia azurea da bacia do Guaíba. Os espécimes
apresentam-se com tamanho muito reduzido mas sempre com gê-
mulas. A gama de características que identificam esta espécie
está amplamente representada ncs exemplares já estudados. As-
sim, as gemoscleras pertencem a duas séries que se diferenciam
sobretudo pelo tamanho e não por formato distinto das rótulas em
cada série; as rótulas em ambas as séries são de diâmetro quase
igual, sem recortes muito profundos das bordas, que são providas
de um número muito grande de pequencs dentes encurvados em
direção ao eixo das escleras. Estes dentes nunca atingem o tama-
nho e forma de ganchos encurvados, como ccorre com a maioria
das espécies do gênero. Típico da espécie é também o eixo das
gemoscleras, ccberto de espinhos cônicos aguçados, sendo ainda
frequente a também típica projeção do eixo que ultrapassa as rótu-
las formando como uma ponta de lança.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 41
As ilustrações oferecidas por BONETTO & DE DRAGO (1964)
para a única espécie de Heteromeyenia que assinalam para águas
argentinas, a semelhança da ocorrência, também como pequenos
espécimes em raízes de Eichhornia e ainda o reconhecimento ex-
plícito dos autores de que seus exemplares não se ajustam den-
tro da descrição de H. insignis, levam-nos a supor que estivessem
tratando de fato com exemplares de H. stepanowii. Ao redescre-
ver em 1963, H. insignis VOLKMER ressalta a distinção marcada
de forma e tamanho existente entre as gemoscleras de cada série.
Novos registros de ocorrência desta última espécie (arroios do Mu-
nicípio de Ana Rech, RS, e águas pantancsas da praia de Torres,
RS (não publicado) ) parecem mostrar distribuição preferencial den-
tro, ou muito perto, do platô basáltico no RS e Santa Catarina.
Por outro lado a não ocorrência de material espicular de H. insig-
nis no conteúdo do tubo digestivo dos peixes ou dentre os espéci-
mes já estudados, quando o restante da asscciação de espécies
lembra bastante o da bacia do Paraná, constitui ainda outra série
de argumentos que favorecem a presente suposição de que o ma-
terial estudado por BONETTO & DE DRAGO é de fato H. stepa-
nowii e não H. insignis.
Distribuição: A espécie, restrita até há pcuco à Eurásia, te-
ve recentemente sua ocorrência registrada para a Austrália (PEN-
NEY & RACEK, 1968). A confirmar-se sua ocorrência na Ärgen-
tina, seria o presente, o segundo registro da espécie para região
neotropical.
Gênero Metania GRAY, 1867 sensu PENNEY & RACEK, 1968.
* Metania reticulata (BOWERBANK, 1863)
Fig. 8
Spongilla reticulata BOWERBANK, 1863:455.
Metania reticuleta PENNEY & RACEK, 1968: 148 (e sinonímia).
A espécie tem ocorrência esperada no Guaiba e Jacuí pois
foi encontrado com frequência material espicular que a caracte-
riza no trato digestivo de peixes capturados em Itapoã, Vila As-
sunção, praias da cidade de Guaíba e no Jacuí, perto de São Je-
rônimo. A presença simultânea, no trato digestivo destes peixes,
das microscleras e dos dois tipos de megascleras, bem como da
gemosclera, tornaram a identificação não só viável, ccmo segura.
Como, entretanto, a espécie tem por norma fixar-se em galhos de
arbustos submersos ou semi-submersos nas águas e este tipo de
42 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro...
nicho não foi ainda explorado, explica-se a ausência de exempla-
res da espécie nas coletas aqui preliminarmente avaliadas.
Distribuição: A espécie só tinha, até agora, ocorrência re-
gistrada para a localidade tipo, Vila Nova (agora Parintins), no
médio Amazonas.
Gênero Oncosclera VOLKMER-RIBEIRO, 1970.
Oncosclera navicella (CARTER, 1881).
Fig. 5
Spongilla navicella: CARTER, 1881: 87 - POTTS, 1887: 195 -
WELTNER,. 1895: 119 = GEE, 193, 1931 €::44 = BONEMTOF&
EZCURRA, 1962: 212; : 1964: 247 - VOEKMER, 1968227246
BONETTO & DE DRAGO, 1967: 336; 1970: 45, 52 - PENNEY
& RACEK, 1968: 41 - BRIEN, 1970: 183.
Spongilla (Stratospongilla) navicella BONETTO & DE DRAGO, 1967
c: 339, 345; 1968: 429, 430, 43], 435; | 1969402 520058;
1S7270:847058:
Oncosclera navicella VOLKMER-RIBEIRO, 1970: 435.
Material: MRCN 297 - margem sul do canal da Maria Con-
ga, à margem esquerda do rio Jacuí, 8.V.74, S.M. Pauls leg.
A espécie ocorreu com um espécime em raiz de Eichhornia
azurea e seus componentes espiculares, com certa frequência, no
trato digestivo dos peixes estudados.
Distribuição : É também espécie comum de uma fauna espon-
gológica Amazônico-Paraneana.
DISCUSSÃO
Os dados apresentados permitem já estabelecer algumas com-
parações com o que se conhece desta fauna para a região neotro-
pical. Desponta comc mais interessante, dada a relativa proximi-
dade geográfica, o cotejo com as ocorrências registradas para a
bacia do Prata por BONETTO & DE DRAGO (1967). T. paulula,
O. navicella e Uruguayella macandrewi (HINDE, 1888) são as três
espécies comuns ao Alto Paraná, Uruguai médio e Paraná médio.
Ainda que espículcs de Uruguayella tenham ocorrido no trato di-
gestivo de dois dos peixes já examinados, não o foram em núme-
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 43
ro suficiente para permitir identificação específica. Deve entretan-
to, ser esperada ocorrência do gênero em questão também na ba-
cia do Guaíba. A fauna até agora levantada parece assemelhar-
‚se, no seu conjunto, mais com a do médio Paraná, para cnde os
supra-citados autores assinalam entre outras, todas as espécies
aqui apontadas para o Guaíba (a confirmarem-se as sinonimias
propostas) com exceção de Metania reticulata. Merece atenção o
fato de que ao longo de seu ccntinuo trabalho em águas argen-
tinas, BONETTO & DE DRAGO não assinalaram ainda ocorrência
de alguma espécie de Metania naquelas águas. A julgar-se, entre-
tanto, pelo conteúdo do trato digestivo dos peixes examinados,
mais de uma espécie deste gênero deverá ocorrer na bacia do
Guaiba. Porquanto a identificação de M. reticulata já é segura,
no minimo mais uma espécie, talvez M. spinata (CARTER, 1881),
deva integrar também a fauna presentemente em estudo. Por ou-
tro lado, é significativa a ocorrência na bacia do Prata de repre-
sentante do gênero Drulia, para o qua! não temcs, por enquanto,
qualquer indício no Guaíba. Assim temos a distinguir, presente-
mente, em termos genéricos, a fauna de espongilídeos do Paraná
médio da do Guaíba, a ocorrência lá, do gênero Drulia e aqui, do
gênero Metania.
Classificamos a fauna aqui relacionada como pertencente ao
bentos do Guaiba, ai incluindo os espécimes ocorrentes em rai-
zes de Eichhornia azurea. Cremos que é tempo de dar-se ênfase,
em termos limnológicos, a uma distinção necessária, até agora
omitida por vários autores, entre o aguapé flutuante, Eichhernia
crassipes e o emergente, Eichhornia azurea. Enquanto o primeiro
é elemento indiscutível do pleuston o segundo é participante do
pleuston e do bentos. Assim RAMBO (1956) inclui Eichhornia azu-
rea na zona dencminada “beira limosa da água”, ou seja, corres-
pondente a “emergent hydrophytes” de WELCH (1952) e, Eichhor-
nia crassipes, dentro da “vegetação flutuante”. Ao fazer isso es-
se autor disseca justamente c aspecto que nos levcu à colocação
acima citada, dizendo: “A mais comum entre elas é a Eichhornia
azurea, muito semelhante à espécie flutuante, porém de rizoma
enterrado no limo e de folhas sem flutuadores, boiando na supar-
ficie com o dorso da lâmina. Avançando para dentro da água até
onde a profundidade o permite, abriga entre suas folhas tcdo um
mundo de aguapés flutuantes...” pg. 177. Nos parece necessá-
rio que se faça tal distinção, principalmente quando se tem em
vista caracterizar um habitat aquático e a fauna que aí se abriga.
A tendência que observamos na literatura ccrrente é de incluir o
gênero Eichhornia como um todo dentro da vegetação flutuante ou
seja, como integrante do pleuston, tanto por não citar-se a espé-
cie estudeda quanto por citação incorreta da mesma. Assim HY-
44 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro...
NES (1970) citando KLEEREKOPER (1955) aponta Eichhornia cras-
sipes junto às margens do curso inferior de ncssos rios. Entretan-
to, no trabalho citado, KLEEREKOPER não menciona uma só vez
Eichhornia crassipes, referindo-se somente ao gênero ou a Eichhor-
nia azurea. No entanto é fácil inferir da leitura do seu texto que
KLEEREKOPER ora se refere a um tipo do aguapé, ora ao outro,
como por ex. à pg. 563-: “One plant of Eichhornia bearing twenty
leaves will, in average, shelter in its roots and on its stalks the fol-
lowing numbers of organisms...” A referência ao número de fo-
lhas para delimitação do indivíduo botânico sugere aqui claramen-
te a roseta foliar de E. crassipes, com o correspondente chumaço
de raízes. Mais recentemente DIONI (1967) ao realizar trabalho
sobre a estrutura básica da fauna do “pleustcn” do médio Paraná
aí inclui o gênero Eichhornia, sem identificar durante todo texto
a espécie tomada no estudo.
As espécies aqui relacionadas ccorreram nas partes mais an-
tigas do raizame dos rizomas de Eichhornia azurea, tais porções
caracterizando-se pela cor negra das raízes e rizomas, bem como
pela maior gressura dos rizomas e tamanho das “cabeleiras” de
raízes. Podemos avaliar quão firmemente estas partes dos rizomas
de Eichhornia azurea estão presas ao fundo, quando a pesada em-
barcação em que estávamcs movimentava-se devido ao esforço que
fazíamos para arrancar tais raízes do fundo. O raizame assim
obtido vinha carregado de lodo escuro, de maneira que sempre
lavávamos o material na água dc rio várias vezes a fim de con-
seguirmos, no laboratório, secagem rápida e sem aglutinação das
raizes.
Um aspecto da biocenose de grandes rios neotropicais, ao
qual já dedicáramos atenção exclusiva, (VOLKMER-RIBEIRO & DE
ROSA-BARBOSA, 1974) pode agora, ser novamente observado:
Dentrc do raizame de Eichhornia azurea de onde retiramos espé-
cimes de esponjas, era notória a ocorrência de grande número de
indivíduos de Eupera sp. (Bivalvia-Sphaeridae) MANSUR & VEITE-
NHEIMER (em impressão). No trabalho acima citado registrára-
mos o fatc para águas amazônicas do médio rio Juruá, apontando
já um registro de BONETTO & DE DRAGO (1966) de ocorrência
do bivalve sobre a superfície de esponjas no rio Uruguai. Pelas
diferentes espécies, tanto de esponjas, quanto do bivalve, envol-
vidas em cada registro, pode-se inferir que não ocorre dependên-
cia especifica nestas associações. Cremos, isto sim, que a associa-
ção em questão se dá por preferência mútua por condições de
habitat muito semelhantes. Se, dentro destas condições, forem en-
contrados parâmetros ecológicos semelhantes, é bastante provável
que tal associação possa vir a ser usada como indicadora de tais
parâmetros em águas neotropicais.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 45
AGRADECIMENTOS
Os aufores expressam seu reconhecimento ao Dr. Alfredo Cestari, Dir-tor do Depar
tamento Municipal de Água e Esgotos, Porto Alegre, pelas facilidades para coleta colo-
cadas ao seu alcance e à Dra. Alpha da Rosa Teixeira, coordenadora do Centro de
Estudos de Saneamento Básico — DMAE, pela assistência recebida do CESB por ocasião
das coletas e da elaboração das ilustrações.
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Dio
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 47
en ema
Fig. 1
Fig. 2
Fig. 3
Fig. 4
Fig. 5
Fig. 6
Fig. 7
Fig. 8
LEGENDAS PARA AS ILUSTRAÇÕES
ESTAMPA |
Associação Trochospongilla paulula x Trochospongilla delicata (MRCN n.º 227)
a — gemosclera de Trochospongilla paulula (BOWERBANK, 1863).
b — gemosclera de Trochospengilla delicata BONETTO & DE DRAGO, 1967
sensu VOLKMER-RIBEIRO & DZ ROSA BARBOSA, 1972.
Trochospongilla lanzamirandsi BONETTO & EZCURRA, 1964
a — megasclera
b — gemosclera
Trochonspongilla variabilis BONFTTO & DE DRASO, 1973
a — gemosclera em pequeno e grande aumento
b — megasclera
Eunopius fragilis (LEIDY, 1851)
a — megasciera
b — gemosc'eras em aumentos sucessivos
Oncosclera naviceila (CARTER, 1881)
a — gemosclera
b — megasclera
ESTAMPA 11
Heteromeyenia stepanowii (DYBOWSKY, 1884)
a — conjunto das escleras
b — gemoscleras representativas das duas séries
c — gemoscleras com malformação típica da espécie: projeção em ponta de
lança do eixo sobre a rótula superior.
Corvospongilla böhmii (HILGENDORF, 1883)
a — megaselera
D — gemostcleras
c — microseiera em aumento médio e grande aumento.
Metania reticulata (BOWERBANK, 1863)
(Preparação de conteúdo estomacal de Leporinus sp.)
a — megasclera lisa
b — gemosclera
ce — meyasclera espinhenta
d — microsclera
48 VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M. — Primeiro
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IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 49
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IHERINGLA Porto Alegre - RS 30/06/75
Três ncvas ocorrências de quiröpteros para o Rio Grande do Sul,
Brasil (Mammalia, Chircptera). *
Flavio Silva *”
RESUMO
Registra-se pela primeira vez, três espécies de morcegos para o Estado do Rio Gran-
de do Sul, Brasil: Pygoderma bkilabiatum WAGNER, 1843, Vampiressa pusilla (WAGNER,
1843) e Promops nasutus (SPIX, 1823).
SUMMARY
Three new occurrences of bats for the State of Rio Grande do Sul, Brasil are given:
Pygoderma bilabiatum WAGNER, 1843, Vampiressa pusiila (WAGNER, 1843) and Promops
nasutus (SPIX, 1823).
INTRODUÇÃO
O Rio Grande do Sul, pela sua posição geográfica e condições ecológicas, é uma
região de grande importância como limite de distribuição geográfica.
So.re a fauna de quirópteros do Estado existem muito poucas publicações: SOUZA,
1925 e 1927; RUSCHI & BAUER, 1957; BAUER, 1957 e TORRES, 1936.
Desde 1971 temos coletado e observado morcegos no Estado do Rio Grande do Sul
em diversas regiões. Em 1971 e 1972 em três regiões geográficas (incosta Inferior do
Nordeste, Depressão Central e Alto Uruguai), encontramos três espécies de morcegos
que ainda não haviam sido mencionados para este Estado, os quais mercionemos wes-
ta publicação.
MATERIAL E MÉTODOS
Na captura foram utilizadas redes de nylon (“mist nets”) para
as espécies Pygoderma bilabiatum e Vampiressa pusilla; Promops
nasutus foi coletado diretamente no biótopo.
Dcis terços do material foram fixados com formol na propor-
ção de uma parte de fcrmol para nove partes de água e conserva-
dos em álcool a 70%; um terço foi taxidermizado conservando-se
as peles cheias e os respectivcs crânios.
Pygoderma bilabiatum (WAGNER, 1843)
Phyllostoma bilabiatum WAGNER, 1843, Arch. Naturgesch., v. 9,
parte 1, p. 366.
CABRERA (1957), menciona esta espécie para a América do
Sul até o Paraguai, e no Brasil, para São Paulo e Paraná.
* Aceito para publicação em 25/11/74.
»* Bolsista do CNPq. T.C. n.º 1617/71. Pesquisador da Universidade do Vale do
Rio dos Sinos, São Leopoldo e Museu de Ciências Naturais, Porto Alegre.
52 SILVA, F. — Três novas ocorrências de quiröpteros...
Entre dois e sete de janeiro de 1972 foi ccletado no Parque
Turvo, Municipio de Tenente Portela (aproximadamente a 15 km,
ao noroeste da sede do município (27º 16° S e 53° 51º W), um
exemplar macho de Pygoderma bilabiatum, à margem esquerda do
Rio Uruguai. O corpo do exemplar está conservado em álcool e o
crânio foi preparado (exemplar UNISINOS n.º 097). Com esta ocor-
rência presume-se que esta espécie ocorra também em Santa Cata-
rina e norte da Argentina, pelo fato de o ponto de coleta estar si-
tuado à margem do rio Uruguai, que faz divisa com a Argentina,
e está próximo ao Estado de Santa Catarina.
Vampiressa pusilla (WAGNER, 1843)
Phyllostoma pusilia WAGNER, 1843, Abhandl. Münch. Akad.
Wiss., evo O, PAS:
VIEIRA (1924) dá como distribuição para a espécie o Brasil
meridional e os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. CABRERA
(1957) refere-se ao Brasil oriental. Em doze de dezembro de 1972
foi coletado um exemplar fêmea à margem esquerda do rio denomi-
nado Riozinho, aproximadamente a 6 km da sede do município de
Rolante na localidade de Alto Rolante (29º45'S e 50º30'W). Cor-
po conservado em álcool e o crânio preparado (exemplar UNISI-
NOS'n:º:256).
Promops nasutus (SPIX, 1823)
Molossus nasutus SPIX, 1823 Simp. Ves. Brasil, p. 58, est. 35, f. 7.
Em 1971, quando lecionava no Colégio Bom Pastor em Linha
Brasil (29º20'S e 51º6'W), a mais ou menos 15 km da sede do mu-
nicípio de Ncva Petrópolis, fomos informados por alunos do colé-
gio de que no sótão existiam morcegos. Após a coleta e determi-
nação do material verificou-se que os exemplares pertencem à es-
pécie Promops nasutus (SPIX, 1823). Após ccletou-se mais 19
exemplares em quatro diferentes localidades do Estado: em Nova
Petrópolis e Rincão São José, Taquari (29º45'S e 51º52'W), con-
firmou-se a presença dcs animais em diferentes ocasiões; na loca-
lidade de Esperança, Montenegro (29º40'S e 51º30'W), e na sede
de Sapiranga (29º40'S e 51º00'W), encontrou-se os animais só uma
vez. Em 10 de julho de 1971 foram coletados os primeiros exem-
plares em Nova Petrópolis. Estes estavam sob o telhado de zinco
entre as vigas de madeira e o metal, numa população de oito a do-
ze indivíduos de ambos os sexos. Em sete de maio de 1972 no
mesmo local constatou-se uma população de 10 exemplares. Co-
mo visitamos o local em outras oportunidades nas três diferentes
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 53
estações do ano e eles sempre estavam presentes em número apro-
ximadamente igual, conclui-se que permanecem no mesmo lugar
durante todo o ano.
Em Taquari encontrou-se os animais pela primeira vez em
cinco de março de 1973, em um telhado constituído por telhas de
barro cozido e estavam próximos ao cano da chaminé do fogão,
em uma pcpulação de poucos exemplares, mas o morador infor-
mou ter abatido 15 indivíduos um mês antes de nossa visita áque-
le local. Em 16 de setembro de 1973 foi encontrado um exem-
plar dentro de uma casa de agricultores, na localidade de Esperan-
ça no município de Montenegro. Em 31 de maio de 1974 foi rece-
bido um exemplar de Sapiranga. Este animal foi encontrado na
parede interna de uma casa no centro da cidade.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos, ao Conseiho Nacional de Pesquisas, à Universidade do Vale do Rio
dos Sinos, São Leopoldo e ao Museu de Ciências Naturais de Fundação Zoobotânica,
RS, pelo apoio financeiro que prestaram para a realização deste trabalho. Ao Dr. Heinz
Feten do “Zenckenberg Museum, Franckfurt”, agradecemos pela determinação de parte
do material.
BIBLIOGRAFIA
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cegos no Rio Granle do Sul. — Arch. Inst. Pesq. Vet. “Desidério Finamor”, Guaíba,
Ano Il, p. 20-22.
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HUSSON, A. M. (1962) — The bats of Suriname — Zool. Verh., Leiden, v. 58, p. 1-282.
RUSCHI, A. & BAUER, A. G. (1957) — Classificação de quirópteros do Rio Grande do
Sul — Arch. Inst. Pesq. Vet. “Desidério Finamor”, Guaíba, Ano Il, p. 38-41.
SOUZA, M. A. de (1927) — A raiva no Estado do Rio Grande do Sul. — Rev. Zootech.,
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Dep. rcc. Prod. anim., Rio de Janeiro, Ano III, p. 183-186.
54 SILVA, F. — Três novas ocorrências de quiröpteros...
Presença de Calonectris diomedea borealis CORY, 1881 nas costas
de Santa Catarina, Brasil. (AVES, PROCELARIIDAE)
Flávio Silva
Em uma excursão ao Estado de Santa Catarina em dezembro de 1973, na pequena
praia de Garopaba (28º1'S e 48º37'W) foi encontrado um exemplar de Calonectris dio-
medea borealis CORY, 1881 que estava morto na areia da praia muito próximo à água.
Numa rápida consulta à bibliografia que estava disponível naquele momento, no-
tou-se que não era uma ave muito comum para o sul do Brasil. Isto foi motivo para
que o exemplar, que já estava em alto grau de decomposição, fosse taxidermizado e
incluido na coleção da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, sob
número 304.
Para determinação específica o exemplar foi remetido, por intermédio do Sr. Wil-
liam Belton, a George E. Watson, do “National Museum of Natural History, Washing-
ton”, o qual atendeu prontamente nossa solicitação e fez a seguinte apreciação :
“The Cory's Shearwater Calonectris diomedea you sent for confirmation is definitely
from the Azores — Madeira population borealis than the smaller Mediterranean subspecies
diomedea. Its wing and exposed culmen are large (360 and 57 mm) and the White under
wing coverts. | have compared the Brazilian bird against breeding birds of both popu-
iations and it is far largear than any Mediterranean specimen we have. Incidently |
took berealis at sea of the Guyanas in 1965 and | imagine it is probably more regular
of eastern South America than previously recorded.”
A ditri vição geográfica conforme SCHAUENSEE (1970) em “The Birds of South
America”, Academy of Natural Sciences of Philadelphia”, é a seguinte: Registrada
somente para a Guiana e Bahia, Brasil. Acidentalmente em Trinidad. Procria dos Aco-
res até as Canárias e Ilhas do Cabo Verde.
As medidas do espécime já taxidermizado são: culmen: 57mm; asa: 360mm; dedo
médio (sem unha): 62mm e cauda: 153mm.
Agradecemos ao Dr. George E. Watson pela determinação e considerações feitas sobre
o exemplar e ao Sr. William Belton por ter remetido o espécime para determinação.
IHERINGIA Zoologia Porto Alegre - RS 30/06/75
New Observations about Quantitative Aspects of Zooplankton
from Southern Brazil
João Oldair Menegheti **
ABSTRACT
The sampies were collected during the cruise GEOMAR-IV carried out aboard the
Oceanographic Vessel “Almirante Saldanha” on March 1972. It was used a net with
meshes smaller than the nets used before (MENEGHETI, 1973, a and b) that allowed
the comparison between the composition of the samples and their quantities obtained
with one and another. It is ascertained that to obtain a relatively good estimate it is
necessary to use, at the same time, two nets with meshes nearly 110 and 290 micrometer.
It was made vertical and horizontal hauls in each oceanographic station, by the first
time in this area. With this data they were obtained indications about the behavior
st the zoopiankton organisms. Those ones are proba';ly more active during the daylight
than during the night in their vertical dislocation. It was verified a possible stratifica-
tion of the zooplankton, that is, at least during a certain time comunities wou!d live
superimposed. Area between “Sarita” and “Albardão” was the richest in quantity of
orgenisms. Considering saiinity and temperature the stability of the coastal water in this
area is unique face what is presently known for coastaı waters.
RESUMO
Este trabalho é uma continuidade dos estudos de zooplâncton do sul do Brasil ini-'
ciados em 1968 com ênfase a uma abordagem quantitativa. As amostras fonım cole-
tadas durante o cruzeiro GEOMAR-IV desenvolvido a bordo do Navio Oceanográfico
Aimirante Saldanha em março de 1972.
As coletas foram efetuadas com uma rede com maiha menor do que aquela usada
nos trabaihos anteriores (MENEGHETI, 1973 — a e b) que permitiu comparar-se a compo-
sição das amostras e suas quantidades obtidas com uma e outra rede. Constatou-se que
para se obter uma razoável estimativa do zoopläncton é necessário o uso simultâneo de
duas redes com malhas de aproximadamente 110 e 290 micra. Fez-se pela primeira vez
na área co.eta vertical e horizontal em cada estação oceanográfica o que permitiu a
obtenção de aigumas indicações sobre o comportamento dos organismos do zoopläncton.
Estes são provavelmente mais ativos de dia do que durante a noite nos seus deslocamen-
tos verticais. Verificou-se uma possível estratificação do zooplâncton, isto é, pelo me-
nos durante um certo lapso de tempo, comunidades viveriam superpostas. A área entre
Sarita e Aibardão foi a mais rica em quantidade de crganismos. A estabilidade hidro-
lógica da água costeira do Estado torna-a singular frente ao que se conhece para águas
costeiras.
INTRODUCTION
The area studied was from 32º05'S to 33º44'S in latitude and
longitude from 8 to 150 nautic miles away from the coast.
* Aceito para publicação em 26/11/74.
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Es-
tado do Rio Grande do Sul.
56 MENEGHETI, J. ©. — New observations about quantitative...
The figure | is the map with the distribution of the oceano-
graphic stations.
This work intends the following: 1. to compare the results
obtained with nets of 290 and 110 micrometer wide mesh; 2. to
give a more detailed picture in space of the zooplankton; 3. to
obtain indications about the behavior of zooplanctcn organisms.
Samples were obtained aboard of “Almirante Saldanha” Ocea
nographic Vessel during the cruise GEOMAR-IV.
MATERIAL AND METHODS
It was determined the plankton volumes cf the vertical and
surface horizontal hauls. Zooplankton was collected in 62 oceano-
graphic stations. The net used was the conical type with 0,80 m
of mcuth diameter cnd with 110 micrometer of mesh including flu-
xometer. The vertical limit of the haul was 150 m independent of
the local depth. Surface horizontal haulages were nearly 400 m.
It was used the Secchi disc. In every station it was determined tem-
perature with reversicn thermometer coupled to the Nansen bottle,
and salinity with Bisset-Berman Salincmeter in the inferior depth
or the vertical haul, in the depth of Secchi disc extinction and in
surface. It was determined the existence and depth of the thermo-
cline with BT. It was used a IBM-1130 computer to stablish the
geographic position of the isolines. Samples volumes were quanti-
fied using an adaptation of the dislocation method described by FOX-
ton (1956). In this report surface haul means actually a water co-
lumn of 0,80 m from surface, because this is the mouth diameter
of the net. The plankton volume is expressed in cubic centimeter
by cubic meter of filtered water through the meshes of: the net
(cc/m3).. From every sample, subsamples were drawn with stem-
pel pipet; using stercscopic microscope it was ascertained superfi-
cialy the dominant taxoncmic groups. The geographic distribution
of the diurnal and nocturnal stations is seen in figure 2.
RESULTS
Geographic distribution of the zosplankton volumes
Vertical haul — In latitude: 1. the highest volumes (11,74 and
32,89 cc/m”) occurred in front of and at the south of “Albardão”,
close to the coast; 2. high values (3,5 and 6,5 cc/m?) occurred
between “Sarita” and “Albardäo”; 3. in the latitude of “Rio Gran-
de” town and nearly at the same distance from the coast, the vo-
lumes were smaller than those ones.
In Icngitude: 1. the area of distribution of higher volumes
(larger than 0,75 cc/m3) were from “Albardão” to the south;
2. it was observed a decreasing of the zooplankton volu-
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 9%
mes from coast to open ocean; 3. the line representing the value
of 0,25 cc/m3 was more far away from the coast, indicating waters
biologically poor beyond nearly 90 nautical miles from the coast;
4. lines of the same vclume were nearly parallel to the coast.
Diurnal horizontal haul of surface (f.4). Volume isolines are parallel
to the coast. Volumes of zooplankton increased as much as the sta-
tions were more far away from the coast; the opposite were veri-
fied in the vertical samples. The convergence of the volume isoli-
nes in front cf “Rio Grande” was consequence of the larger number
of the oceanographic staticns by area unity.
On the other hand, considering the nocturnal horizontal hauls
of surface (f.5), the volumes distribution were irregular.
Cempar'scn between the volumes obtained with vertical and
suprficial haul (f. 6).
The highest values were obtained in vertical hauls, while all
the volumes of the horizontal ones were in a relatively regular
range, 0,10 to 2,02 cc/m?. Excluding the two highest volumes
obtained in vertical haul, and comparing the volume averages ob-
tained by vertical and horizontal haul, it was verified that the
first one was larger than the last one, however this difference
was not significant for a 5% level. It was determined the vorian-
ces in the vertical and horizontal hauls. The difference bettween
them was significant to a 5% and 1% level. So, it can be said
that the larger dispersion arcund the central tendence was in ver-
tical hauls.
Comparison between volumes obtained with diurnal and noc-
turnal horizontal haul.
Comparing the volume averages obtained by diurnal and noctur-
nal hauls, it is verified that there is no significant difference bet-
ween them tc a level of 5%. On the other hand, the differen-
ces between the variances was significant to a 1% and 5% levels,
that is, the larger homogeneity in the frequence of volume was
lain in the nocturnal hauls.
Quali-quantitative aspects of zoopiankton. Space distribution
cf the dominant taxonomic aroups of zooplankton.
Vertical haul (f. 7). Copepods were distributed all over the conti-
nental shelf. In several stations they dominated, especially bet-
ween “Sarita” and “Rio Grande”.
58 MENEGHETI, J. ©. — New observations about quantitative...
Chaetognaths were collected in the continental shelf, except
in the coastal area. They cc-existed in larger number of stations
with copepods and talliaceans.
Zoeae and megalopes occurred in one station. They co-exis-
ted with copepods.
Larvae of bentonic organisms occurred in large abundance sin-
ce the scuth of “Sarita” until the south of “Albardão” in stations
closer from the coast. - They co-existed especially with copepods,
put also with chaetonagths.
Pteropods were dcminant in a station near of the slope. They
co-existed with talliaceans.
Other crustaceans were cDundant at the north of “Sarita”, near
the ccast, and at the scuth of “Chuí”, near to the slope.
Horizontal and diurnal hauls (f. 8) Copepods were distributed all
over the shelf and in the hauls carried out in the slope. They co-
existed especially with talliaceans and chaetognaths.
Chaetognaths occurred as the dominant group in a few sta-
ticns. They exhibited a preferencial distribution at the south of
“Aibardão”. In longitude they were distributed since the coastal
area until the slope. They co-existed especially with copepods but
also with talliaceans.
falliaceans showed nearly the same pattern of distribution
found in the vertical haui.
Euphausiids occurred as dominant in one station in the slope
They co-existed with talliaceans.
Other crustaceans occurred as dominant in one station at the
north of “Sarita”. They co-existed with copepods.
Nocturnal and horizontal hauls (f. 9). Observations done with co-
pepods were the same found in the diurna! horizontal hauls.
Thaetognaths were distributed all over the shelf. They co
existed especially with copepods, but also with euphausiids.
Talliaceans occurred in the continental shelf in the central
area between the coastal area and the limit of the shelf. They
co-existed especially with copepods, but also with chaetoanaths.
Euphausiids occurred since the limit of the shelt until the slo-
pe and trom “Albardão' to the south. hey co-existed especially
with copepods, but also with chaetognaths and medusae.
Zoeae anda megalopes occurred in the latitude of “Sarita”
far away from the coast. They co-existed with copepodas.
Larvae of bentonic organisms exhibited the sarıe pattern of
distribution observed in the vertical hauls.
Medusae occurred at the south of “Sarita” near to the ccast.
They co-existed with talliaceans and copepods.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 59
Ostracods occurred in one station at the south of “Sarita”
near to the coast. They co-existed with copepods.
Comparisons in space distribution of the taxonomic groups
of zooplankton in the three different hauls.
Mainly chaetognaths, euphausiids and the bentonic organisms
larvae shcwed preferencial distributions in surface during the nigth
and in subsurface during the daylight. Comparing the data obtai-
ned in every station, it was verified that these groups occurred
with larger density in surface than in subsurface. Medusae and
ostracods were concentrated in surface at the night. Chaetognaths
and talliaceans occurred with larger abundance since a depth of
45 m until the slope. Euphausiids and medusae were distributed
near to the limit of the shelf and in the continental slope. Ben-
tonic organisms larvae were distributed near to the coast between
the south of “Sarita” and the south cf “Albardão”. Chaetognaths
and ostracods are distributed from the latitude of “Sarita” to the
south; talliaceans since the latitude of “Rio Grande” to the south
of “Chuí”; euphausiids from “Albardão” to the south; and medusae
at the south of “Chuí”. Ostracods were found near to the coast.
DISCUSSION
Nets employed for zooplankten sampling
In a previous work carried cut in the “Programa Rio Gran-
de do Sul” (1973), it was used a Hensen net with 290 micrometers
mesh. That procedure did not allow a quantitative treatment of
the larval stages of the holoplankton and meroplankton. The fulfil-
ment of this gap is now possible with this work because it was
used a net with 110 micrometers. Consequently, it was possible as-
certain the great quantitative contribution due to these small ani-
mals, especially copepodits. In the samples with the dominance
of copepods, the larger quantity were copepodits. From the results
obtained with the samples of GEOMAR-IV, it was drawn an im-
portant conclusion: in crder to have a relative good estimate of
the zooplankton biomass it is necessary to use at least two nets
with meshes of 110 and 290 micrometers. Naturally the best esti-
mates were obtained with samples bottle with 16 liters of volume
(sESPERSEN, 1949), while according to STEEMAN NIELSEN (1958),
if it is necessary for instance a more detailed picture about the
population dynamics, a 100 liter-water sampler equipped with a
net of No. 25 silk is advisable. This procedure is not convenient
because it takes relatively too much time in the operaticn. The
suggestion of using the two nets simultaneously is based on the ob-
60 MENEGHETI, J.. ©. — New observations about quantitative...
servation that little densities of larger copepods as Eucalanus, La-
bidocera, Centropages, etc. occurred when a small mesh is em
ployed compared with data of previous work (MENEGHETI, in
press). Probably the explanation of this phenomenon, or part of
it, is related to the epcch of the year when gelatinous animals oc-
cur with higher densities. In consequence, the filtration efficiency
of the net is diminished by the clogging. This decreases the losses
of plankters through the meshes (escapement) and increases the avci-
dance of some plankters more sensitive to external stimuli (varia-
tion of the ligth and pressure) endowed of relative great capacity
of dislocation.
The area between “Sarita” and "A!bardäo”
In this area óccurred unusual zooplankton quantities. The
dominant taxonomic groups in these samples were copepods and
bentonic organisms larvae, that were found in high concentrations
bellow 1 m depth. In spite of large contribution to total zooplank-
ton in this area, the larvae of bentonic organisms had smaller im-
portance than copepods as food for the predators because it seemed
that their occurrence -in the plankton was explosive and short in
time. Unfcrtunately, it is not known how many times during an
year they appear in the planktcn. On the other hand, these sam-
ples had great importance because they indicated the existence of
a bentic community in this area. It is important to know its biomass
and its fluctuation during an year with the aim of estimating the
total biomass of this area, since according to the results obtained
until now, it is probably the richest in number of organisms by sp=-
ce unity in the continental shelf of this State.
Censidering the physical data such as salinity and tempera-
ture, it was verified in this area a homogeneity in the water column
and in the latitude. The temperature range was 22,3°C to 23,1°C
and the sulinity range. was 32,83°/oo to 33,14°/oo It was remark-
able that in a coastal area occurred so narrow ranges of tempe-
rature and salinity. This characterizes a region of larger ambien-
tal stability included in a hidrolcgically very dinamic continental
shelf. This stability that rends this area unique when compared
with other coastal areas around the world is probably explained
by the relatively little contribution of the continental waters; by
the litoral geomcrphology since it is a large and monotonous beach;
by the continental shelf geomorphology that is a big plain whose
monotony is not changed by large geographic accidents as canycns,
islands and so on. The relatively low salinities found that according
to some authors as DEEVEY (1956) favours the development of
abundant zooplankton populations, is probably consequence of the
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 61
“Rio da Prata” influence. The “Atlas Oceancgráfico” published by
the Brazilian Navy, as a result of an oceanographic cruise carried cut
on Summer 1972, exhibits a superficial water dislocation from “Rio
da Prata” to the coastal area of the State. Probably this «circula-
tion remained until the late Summer when GEOMAR-IV was car-
ried out.
Vertical position of the zooplankton
The analysis of variance cf the data obtained with superficial
and horizontal haul on daylight and on night indicated the follo-.
wing: 1. there is a larger dispersion around the volume average in
the diurnal haul than in the nocturnal probably due to the grea-
ter activity of the zooplankton organisms, that is, they migrate
vertically more frequently during the daylight. The alternative ex-
planation is that there wculd be a kind of succession in the surface
with different populations alternating during the daylight. Howe-
ver considering taxonomic groups a more detailed study of the
data excluded the last hypothesis; 2. more homogeneous sampling
was obtained at night and, in consequence, the average estimated
with better accuracy the central tendence of the variable measu-
red, that is, at night, the mean cbtained from the several samples
has larger probability of corresponding to the population average
than the one obtained from samples collected in the daylight.
On the other hand, comparing the variances cbtained with
data of vertical and horizontal hauls, it is verified a greater dis-
persion around the central tendence with volumes obtained with
the first one; this is probably censequence of vertical stratification
of zooplankton.
ACKNOWLEDGEMENST
The author wishes to express his thanks to Miss Arcilda Farias for her help in the
laboratory work, to M. Sc. Sidia Callegari for her advice and to Mrs. Jocélia Vieira for
her encouragement and criticism; and to “Diretoria de Hidrografia e Navegação da Mari-
nha do Brasil”.
ACKNOWLEDGEMENTS
DEEVEY, G.B. (1956) — Oceanography of Long Island Sound, 1952-1954. V. Zooplankton.
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IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975
F1
230
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POSITION OF THE OCEANOGRAPHIC STATIONS.
63
64 MENEGHETI, J. O. — New observations about quantitative...
EE CTA E SST TE Tas Ui
LEGEND
() DIURNAL STATION
NOCTURNAL STATION
FIG.2 DISTRIBUTION OF THE DIURNAL AND NOCTURNAL
STATIONS
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975
CHU®
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sr A <= eier nn mo Om»
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9,50
6,00
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A
F3 DISTRIBUTICN OF
ZOOPLANKTON VOLUMES (C/C).
VERTICAL HAULS.
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66 MENEGHETI, J. O. — New observations about quantitative...
FA DISTRIBUTION OF ZOOPLANKTON VOLUMESI(£L/M)
DIURNAL HORIZONTAL HAULS.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975
F5 DISTRIBUTION OF ZOOPLANKTON VOLUMES(Cy Nº)
NOCTURNAL HORIZONTAL HAUL.
67
68 MENEGHETI, J. ©. — New observations about quantitative...
RIO GRANDE Is)
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LEGEND
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8 CHAETOGNATHS
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F6 GEOGRAPHIC DISTRIBUTION OF DOMINANT TAXIONOMIC
GROUPS OF ZOOPLANKTON. VERTICAL HAULS.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 69
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B CHAETOGNATHS
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W OTHER CRUSTACEANS ;
F7 GEOGRAPHIC DISTRIBUTION OF DOMINANT TAXIONO-
MIC GROUPS OF ZOOPLANKTON. DIURNAL HORIZONTAL HAULS.
MENEGHETI, J. ©. — New observations about quantitative...
RIO GRANDE
LEGEND
6 COPEPODS
B CHAETOGNATHS
& TALLIACEANS
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4 PTEROPODS
W OTHER CRUSTACEANS
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F8 GEOGRAPHIC DISTRIBUTICN OF THE DOMINANT TAXIONOMIC
GROUPS OF ZOOPLANKTON. NOCTURNAL HORIZONTAL HAULS.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 7
PUBLICAÇÕES DO “MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS”
Sério
N.º
N.º
Série
”"IHERINGIA"”
ANTROPOLOGIA
1 (1969) — com dois artigos, 116 p.:
BROCHADO, 3. J. J. P. — “Histórico das pesquisas arqueológicas no Estado
do Rio Grande do Sul”. — p. 3-32, 1 f.;
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mico RS-LN-1: Cerrito Dalpiaz (abrigo-sob-rocha)”. — p. 43-112, 11 f.,9 a.
2 (1972) — com dois artigos, 64 p.:
RIBEIRO, P. A. M. — “Petróglifos do Sítio RS-T 14: Morro do Sobrado, Mon-
tenegro — RS — Brasil. — p. 3-14, 3 f.;
RIBEIRO, P. A. M. — “Sítio RS-C 14: Bom Jesus Velho (abrigo sob rocha)
— Nota prévia”. — p. 15-58, 16 f., 4 quadros.
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Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceas, Calostomataceae. Hymenogastraceae, Hys-
terangiaceae, Sclerodermataceae, Tulostomataceae, Lycoperdaceas, Gesastra-
cege, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae”. — p. 451-480;
10 CERONI, Z. da S. V. — (1962) — “Média anual de transpiração no Eucalyp-
tus rostrata e suas relações com o meio através do método “Cut-leaf”.
— 28 p., 1 f., 11 gráficos;
11 RICK, Pe. J. (S. 3.) — (1963) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
E Sul, Brasilia: INDEX”. — 32 p., 1 errata;
12 RAMBO, Pe. B. (S. 3.) — (1964) — “Acanthaceae Riograndenses”. — 36 p.;
13 RAMBO, Pe. B. S. J.) — (1965) — “Orchidaceae Riograndenses”. — 96 p.
14 (1970) — com 4 artigos, 58 p.:
CERONI, Z. S. V. — “Relações entre água periférica e central em troncos
de Eucalyptus” — p. 3-18, 1 f.
CERONI, Z. S. V. — “Hipóteses sobre a hiperacidez do mel de certa api-
cultura de Santa Cruz do Sul”. — p. 19-22.
FERREIRA, A. G. — “Flora da praia de Belas, Porto Alegre”. — p. 23-44, 7 f.;
VIANNA, E. C. — “Marchantiales e Anthocerotales coletadas no Rio Gran-
de do Sul”. — p. 45-54.
72
No
N.S
15
16
Lista das publicações do M.C.N.
(1971) — com quatro artigos, 90 p.:
VIANNA, E. C. — “Considerações sobre algumas hepáticas de Gramado,
Rio Grande do Sul, Brasil’. — p. 3-18, 4 est..
SCHULTZ, A. R. H. & PORTO, M. L. — “Nota prévia sobre levantamento
florístico de quatro regiõecs naturais do Rio Grande do Sul”. — p. 19-48, 1 f..
VIANNA, F. M. S. & IRGANG, B. E. — “Levantamento do número cromossô-
mico em espécies do gênero Eryngium L. (Umbelliferce) no Rio Grande do
Sul, I”. — p. 49-52, 1 tab.
CÖRTE-REAi, M. & AGUIAR, L. W. — “Diatomáceas da ilha de Santa Cata-
rina e regiões vizinhas: I. Baia Norte e Palhoça”. — p. 53-74, 2 f., 2 tab.
(1972) — com três artigos, 64 p.:
BAPTISTA, L. R. M. & IRGANG, B. E. — “Nota sobre a composição floris-
tica de uma comunidade florestal dos arredores de Porto Alegre”. — p. 3-8;
FLORES, F. E. V. — “Lista dos gêneros de Chlorophyta de um lago artificial
de Porto Alegre, RS — Brasil”. — p. 9-14, 1 f.;
CÖRTE-REAL, M. & AGUIAR, L. W. — “Diatomáceas do arroio Dilúvio, Porto
Alegre, RS, com referências às espécies de interesse sanitário e poluição”.
— p. 15-54, 2 f..
(1973) — com sete artigos p.:
LORSCHEITTER, M. L. — “Hepáticas foliosas primitivas, novas para o Rio
Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-17, 24 f.;
AGUIAR, L. W. & CÔRTE-REAL, M. — “Sobre uma floração de Asterioneila
iaponica CLEVE (1979) na costa do Rio Grande do Sul”. — p. 18-27.
SOARES, Z. F. — “Nota sobre as Borragináceas da região de Porto Alegre
e arredores” — p. 28-33.
FALCÃO, J. I. DE A. — “Contribuição ao estudo das Convolculaceae do Rio
Grande do Sul, Brasil” — p. 34-55, 8 f.;
BICUDO C. E. M., CÓRTE-R=AL, M. & MARTAU, L. — “Catálogo das algas
de águas continentais do Estado do Rio Grande do Sul, Brecil”: | — Bacilla-
riophyceae. — p. 56-68, 1 f.;
CÔRTE-REAL, M. & CALLEGARO, V. L. M. — “Catálogo das Bacillariophy-
ceae da costa do Rio Grande do Sul, Brasil” — p. 69-79, 1 f.;
IZQUIERDO, J. M. N. & ESTRELLA, V. M. A. — Paracoccidioides brasiliensis
(Fungi Imperfecti) em morcegos no Rio Grande do Sul, Brasil — p. 80-85, 1 f..
(1973) — com onze artigos, 110 p.:
VIANNA, E. C. & LORSCHEITTER, M. L. — “Lista preliminar dos gêneros de
Hepáticas coletadas no Rio Grande do Sul”. — p. 5-14.
BAPTISTA, L. R. M. — “Lista dos gêneros de algas marinhas macroscópicas
encontradas em Torres (RS)” — p. 15-26, 2 f.
VIANNA, E. C. — “Observações sobre o desenvolvimento morfológico do
esporórito de Regnellidium diphylium LINDM. (Hydropteridineae)” — p.
27237, 1458.
GIRARDI, A. M. M. — “Contribuição ao estudo da venação e anatomia
foliar das Meliaceas do Rio Grande do Sul: |. Guarea lessioniana JUSS.
(camboatá)” — p. 38-47, 12 f.
OLIVEIRA, P. L. de — “Espécies do gênero Radula DUMORTIER ocorrentes
no Rio Grande do Sul, Brasil (Hepáticas)” — p. 48-53, 8 f.
VALLS, J. F. M. “Notas sobre gramíneas do Rio Grande do Sul, Brasil:
l. Citações novas para a flora sul-rio-grandense e relação das tribos e
gêneros com ocorrência confirmada” — p. 54-63.
PORTO, M. L. — “Contribuição ao conhecimento dos gêneros sul-rio gran-
denses de Cucurbitaceae”. — p. 64-75.
IRGANG, B. E. — “Lista preliminar das espécies do gênero Eryngium |.
(Umbelliferae) encontradas no Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 76-79.
HOMRICH, M. H. — “Nota sobre Myriostoma coliforme DESVAUX (Lycoper-
deceae)”. — p. 80-89, 3 f.
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 73
VASCONCELLOS, J. M. O. — “Estudo dos gêneros de Amaranthaceas do Rio
Grande do Sul”. — p. 90-98, 15 f.
CERONI, Z. S. V. — “Lista dos gêneros de Caryophyllaceae do Rio Gran-
de do Sul — Brasil”. — p. 98-103, 1 tab.
Sério GEOLOGIA
NOT
NO 2
|
Nos 7.4
(1967) — com dois artigos, 90 p.:
PINTO, |. D. & CLOSS, D. — “Índice remissivo dos fósseis do Rio Grande
do Sul”. — p. 3-76, 6 f.; -
MARTINS, L. R. & GAMERMANN, N. — “Contribuição à sedimentologia da
Lagoa dos Patos. — Ill: Granulometria da zona norte e média”. — p.
77-86, 3 f.;
(1969) — com três artigos, 169 p.:
BIANCHI, L. A. — “Bancos de Ostreídeos pleistocênicos da planície costei-
ra do Rio Granle do Sul”. — p. 3-40, 6 f., 4 est.;
MARTINS, L. R. & EICHLER, B. B. & PODOLSKY, V. M. — “Propriedades
texturais dos sedimentos litorâneos de Santa Catarina. | Areias de praia,
trecho, Mampituba-Araranguá”. — p. 41-54, 4 f.;
FORTI, |. R. S. — ”Cenozoic mollusks from the drill-holes Cassino and Pal-
mares do Sul of the Coastal Plain of Rio Grande do Sul”. — p. 55-156,
Tito Oeste
(1970) — com cinco artigos, 126 p.:
CLOSS, D. “Estratigrafia da Bacia de Pelotas, Rio Grande do Sui”. — p. 3-76;
PAULA-COUTO, C. de “Novo Notoungulado no Riochiquense de Itaboraí”.
— p. 77-86, 3 f.;
ISSLER, R. S. — “Caracteres magmáticos regionais do vulcanismo da Bacia
Paraná”. — p. 87-100, 2 f.;
RIBEIRO, M. — “Sobre um padrão oregênico evidenciado no Escudo Sul-rio-
grandense”. — p. 101-108;
RIBEIRO, M. & TEIXEIRA, C. A. S. — “Datações de rochas do Rio Grande
do Sul e sua influência nos conceitos estratigráficos e geotécnicos locais”.
109.120, 18.
(1971) — com tr&s artigos, 78.:
COSTA, C. M. B. da “Importância paleoecológica e estratigräfica de Ero-
dona mactroides DAUDIN (Mollusca, Bibalvic”. — p. 3-18, 27 f.
CLASS, D. & FORTI, |. R. S. — “Quaternary mollusks from the Santa Vitó-
ria do Palmar country”. — p. 19-58, 2 f., 4 est.;
RIBEIRO, M. — “Uma província alcalina no Rio Grande do Sul — 1. Estu-
dos preliminares”. — p. 59-71, 2 f..
Sério ZOOLOGIA :
NZ
NEC E2
NiSa 23
N.º 4
NOS
N.º 6
NES
BUCKUP, L. & BUCKUP, E. H. — (1957) — “Catálogo dos Moluscos do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais”. — 40 p.;
FRÕES, O. M. — (1957) — “Atualização da nomenclatura dos quelônios bra-
sileiros”. — 24 p.;
BECHYNE, J. — (1957) — “Provisorische Liste der Alticiden von Rio Grande
do Sul. (Col., Phytoph., Chrysomeloidea)”. — 52 p.;
BUCK, Pe. P. (S. J.) — (1957) — “Insetos criados em galhos cortados”. — 7 p.;
LEMA, T. de — (1957) — “Bicefalia em serpentes” — 8 p., 4 est.;
BUCKUP, L. — (1957) — “Pentatomideos Neotropicais. — |. Sobre o gênero
Agropecus Dallas, 1851, com a descrição de duas espécies novas (Hem. —
Pentatomidae” — 20 p., 87 f.;
BUCKUP, E. H. — (1957) — Estudo das variações de Bothriurus bonariensis
74
Lista das publicacoes do M.C.N.
N.º
N.º
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N.º
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(Koch, 1842) e sobre a invalidez de Bothriurus asper Pocock 1893 e Bothriu-
rus semiellypticus Prado, 1934”. — 18 p., 5 est, 1 tabeia; ?
BAUCKE, O. — (1957) — “Cerambicideos do Rio Grande do Sul. — 41”.
— 30 p.;
UHMANN, E. — (1958) — “Faerbungskreise dreier Hispinae aus Suedbrasi-
lien. — 191. Beitrag zur Kenntnis der Hispinae. (Colep., Chrysomelidae). —
14.,p:,0.2est.;
LEMA, T. de — (1958) — “Notas sobre os Répteis do Estado do Rio Grande
do Sul, Brasil: Notas I a IV”. — 31 p., 6 est.;
UHMANN, E. — (1959) — “Das Schildchen der Hispinae und seine Umge-
bung. — 198. Beitrag zur Kenntnis der Hispinae. Coleop., Chrysomelidae)”.
— 12 2.3 est.;
BAUCKE, O. — (1960) — “Notas Entomolögicas. I-ill. — 19 p., 3 est.;
LEMA, T. de — (1960) — “Notas sobre Répteis do Rio Grande do Sul. —
Va VI”. — 36 p., 7 est.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1960) — “Studies on Coral Snakes. — Introduction
I. About the eggs of Coral Snakes; Il. A new observation of the Behavoir
of Micrurus frontalis multicinctus and its relationship with folklore”. — 34
P-2.062est:;
BUCKUP, L. — (1960) — “Pentatomideos Neotropicais. — Il. Contribuição
ao conhecimento dos Asopinae da América do Sul. (Hem., Het., Pentatom:-
dae)”. — 25 p.;
BUCKUP, L. — (1961) — “Os Pestatomideos do Estado do Rio Grande do
sul (Brasil). (Hemiptera, Heteroptera, Pentatomidae)”. — 24 p.;
LEMA, T. de — (1961) — “Notas sobre os Répteis do Estado do Rio Gren-
de do Sul, Brasil, IX-XI”. — 20 p., B est., 21 f.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1961) — “Notas sobre cobras corais, (Serpentes, Ela-
pidae — lil a VI. — 22 p, 14 f.;
CLOSS, D. & MADEIRA, M. — (1962) — “Tecamebas e Foraminiferos do Ar-
roio Chuí. (Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul, Brasi)” — 43 p.,
7 es., 1 mapa;
BUCKUP, L. & THOME, J. W. — (1962) — “| Campanha Oceanográfica do
Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais. — A viagem do “Pescal Il’ em
julho de 1959”. — 42 p., 2 est., 1 mapa;
LEMA, T. de — (1962) — “Sobre a espécie Bothrops itapetiningas (Boulan-
ger, 1907) e sua ocorrência no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Ser-
pentes, Crotalidae)”. — 12 p., 4 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Ocorrência de Philodryas arnaldoi (Amaral,
1932) ro Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. (Serpentes, Cobridae)”. —
4 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Considerações sobre dois Saurios com cauda du-
pla. (Reptilia, Squamata)”. — 6 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Deformação acidental em Xenodon merremii
(Wagler, 1824). (Serpentes, Colubridae)”. — 6 p., 2 est,;
BERTELS, A. — (1962) — “Insetos — Hóspedes de Solanáceas”. — 11 p.;
AEVEDO, A. C. P. — (1962) — “Anomalias observadas em serpentes do gê-
nero Mierurus Wagler, 1824. (Serpentes, Elapidae)”. — 6 p., 1 est, 12 f.;
AZEVEDO, A. €. P. — (1962) — Sobre uma população de Micrurus frenta-
lis (D. & B., 1854) de tagoa Santa, Minas Gerais, Brasil. (Serpentes, Ela-
pidae)”. — 3 p., Test, 6 f.;
THOME, 3. W. — (1963) — “Um novo Copépodo (Crustacea) do gênero
Trifur Wilson, 1917”. — 11 p., 5 est, 1 f.;
GOULART, A. D. — (1963) — “A Hirudofauna do município de Porto Ale-
gre. (Estado do Rio Grande do Sul, Brasil)”. — 7 p.;
LEMA, T. de — (1963) — “Resultados ictiológicos da | Campanha Ocsano-
gráfica do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”. — 56 p.;
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 78)
N.º
N.º
N.º
N.º
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INES
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35
35
38
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BECHYNÉ, J. & BECHYNE, B. S. de — (1963) — "Beitraege zur kenntnis der
Salvadorenischen Chrysomeloidea”. — 79 p.;
UHMANN, E. — (1964) — “Hispinae aus dem Staate São Paulo, Brasilien.
— 209. Beitrag zur kenntnis der Hispinae. (Coleoptera, Chrysomelidae)”.
— 28 p.;
HOFFMANN, G. R. — (1964) — “Contribuição ao conhecimento de Libina
spinosa Milne-Edwards, 1834. (Crustacea, Decapoda, Ricenyiuraiaa — 40 p.,
2 fl, 10 gráficos;
AZEVEDO, A. C. P. — (1964) — “Variações cromáticas em Micrurus corallinus
(Wied, 1820). (Serpentes, Elapidae)”. — 15 p., 3 f.
(1767) — com cinco artigos, 88. p.:
GOULART, A. D. de A. — “Presença de Helobdella obscura Ringhelet, 1942
e Helobdella duplicata var. tuberculata Ringuelet, 1958, no Rio Grande do.
Sul, Brasil”. — p. 3-6;
CLOSS, D. & MADEIRA M. — “Foraminiferos e Tecamebas aglutinantes da
Lagoa de Tramandaí, no Rio Grande do Sul”. — p. 7-31, 6 est. 2 T.;
GRAZIA, J. — “Estudos sobre o gênero Galedanta Amyot & Serville, 1843
(Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”. — p. 45-59, 19 £.;
LEMA, T. de — “Novo gênero e espécie de serpente opistoglifodonte no
Brasil meridional (Colubridae)”. — p. 61-74, 10 £.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. — “Thecamoebina and Foraminifera frem
the Mirim lagoon, southern Brazil). — p. 75-88, 2 f..
(1969) — com um artigo, 114 p.: 2
BECHYNÉ, J. & BECHYNE, B. S. de — "Die Galerucidengattungen In Süd-
brasilien”. — p. 1-110, 16 f.
(1969) — com cinco artigos, 128 p.:
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do Sul, state of Santa
Catarina, Brazil”. — p. 3-29, 3 est.;
PEREIRA, C. A. F. D. — “Recent foraminifera of Southern Brazil collected by
hycrografice vessel 'Baependi' ”. — p. 37-95, 2 est., 1 gráf.;
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Molusca, Gas-
tropoda) neotropicais: |. Espécies depositadas no “Zoologisches Museum”
de Kiel, Alemanha”. — p. 101-111, 21 £.;
LEMA, T. de & AZEVEDO, A. C. P. — “Ocorrência de Micrurus decoratus
(JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil, (Serpentes, Elapidae)”. —
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguaya repens HINDE, 1888
(Porifera-Spongilidae) with redeseription of the species”. — p. 119-123, 2 f.
(1970) — com três artigos, 124 p.:
ROZTTGER, E. U. — “Recent foraminifera from the continental Shelf of Rio
Grande do Sul collected by the hydrografic vessel ‘Canopus’ “. — p. 3-72,
2iest., 3. f:;
THOME, J. W. “Redescrição dos tipos de Meronicellidas (Mollusca, Gastro-
poda) neofropicais: Ill. Espécies depositadas no “|. Zoologisches Institut
und Museum der Universitat” de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 £.;
LEMA, T. de — “Sobre o 'status' de Elapomorphus bilineatus DUMÉRIL, BI-
BRON & DUMÉRIL, 1854, curiosa serpente subterrânea”. — p. 89-118, 7 f..
(1971) — com três artigos, 66 p.:
BECKER, M. & GRAZIA-VIEIRA, J. — “Contribuição ao conhecimento da su-
perfamília Pertatomoidea na Venezuela (Heteroptera)”. — p. 3-26.
THOMÉ, 3. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidas (Molusca, Gas-
tropoda) neotropicais: VII. Espécies depositadas no “Muséum National d’His-
toire Natureile” Paris, França”. — p. 27-52, 22 f., 3 est.;
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “Houssayella iguazuensis BONETO and DE DRA-
GO, 1966 (Porifera-Spongillidae) in Itú river, Rio Grande do Sul, Brazil”.
— p. 53-60, 6 f.
76
No
N.º
N.º
41
42
44
Lista das publicações do M.C.N.
(1972) — com 4 artigos, 74 p.:
NAPP, D. S. — “Nctas sobre o gênero Lius H. DEYROLLE — (Coleoptera,
Buprestidae)” — p. 3-20.;
MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo de Castalia undosa
martensi (IHERING, 1891) — (Bivalvia, Hyriidae)”. — p. 21-34.;
LEMA, T. de — “Sobre Micrurus putumayensis LANCINI, 1962 e sua ocor-
rência no Brasil — (Serpentes, Elapidae)” — p. 35-58.
THOME, J. W. — “Uma nova espécie de Phylocaulis do Brasil — (Veroni-
cellidae, Gastropoda)”. — p. 59-68.
(1973) — com seis artigos, 96 p.:
POLI, C. R. — “Os bagres do litoral de Santa Catarina e do Rio Grande
do Sul — Brasil (Ostariophysi, Siluriformes, Bagridae)”. — p. 3-13, 2 f.;
FABIÁN, M. E. — “Contribuição ao conhecimento da osteologia craniana
de Liophis WAGLER (Serpentes, Colubridae)”. — p. 14-24, 14 f.;
GRAZIA-VIEIRA, J. — “Uma nova espécie de Mayrinia HORVATH, 1925 (Hele-
roptera, Pentatomidae, Pentatomini)”. — p. 25-33, 9 f.;
LEITÃO, M. D. — “Ovoviviparidade em Ophiodes striatus (SPIX, 1824) —
Sauria, Anguidae”. — p. 34-39, 4 f.;
ROETTGER, E. U. — “Observaçes ecológicas sobre foraminíferos recentes da
costa do Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 40-63, 18 f.;
VEITENHEIMER, |. L. — “Contribuição ao estudo do gênero Leila GRAY,
1940”. — p. 64-89, 16 f., 2 tab.
(1973) — com 6 artigos, 132 p.:
LISE, A. A. — “Contribuição ao conhecimento do gênero Sidyma no Bra-
sil, com a descrição de uma nova espécie (Araneae, Thomisidae)”. — p.
3-47, 53 f.;
VOKES, H. E. — “A new subgenus and species of Crassatella (Mollusca,
Bivalvia) from Southern Brazil”. — p. 48-59, 7 f.;
MENEGHETI, J. O. — “Zooplankton from Southern Brazil — 1. Quantita-
tive aspects”. — p. 60-74, 9 f.;
MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo das espécies do
gênero Diplodon SPIX, 1827 do Rio Guaíba, Rio Grande do Sul (Unionacea,
Hyriidae)”. — p. 75-90, 13 f.;
BRAUN, P. C. — “Nova espécie do gênero Proceratophrys MIRANDA-RIBEI-
RO, 1920 do Estado do Rio Grande do Sui, Brasil (Anura, Ceratophrynidae)”.
— p. 91-99, 8 f.;
MENEGHETI, J. O. “Zooplankton from Southern Brazil — 2. Its composi-
tion, distribution and density in space and time”. — p. 100-125, 20 f.
(1973) — com 7 artigos, 81 p.:
BRAUN, P. C. — “Nova espécie do gênero Melanophryniscus GALLARDO,
1961 do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Brachycephalidae)”.
— p. 3-13, 5 f.;
BOLTOVSKOY, D. — “Polimorfismo en Sagitta serratodentata KROHN, 1853
(Chaetognatha) con especial referencia a las vesiculas seminales”. — p.
14-27, 13 f.;
BRAUN, C. A. S. — “Sobre a ocorrência de Pleurodema bibronii TSCHUDI,
1838, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Leptodactylidae)”.
— p. 28-31, 1 f.;
VEITENHEIMER, |. L. — “Anodontites BRUGUIERE, 1792, no Guaíba — RS
(Bivalvia, Mycetopodidae). | — Anodontites trapesilis forbesianus (LEA, 1860)”.
— p. 32-49, 6 f.;
BRAUN, P. C. — “Sobre uma postura de Caiman latirostris (DAUDIN, 1802)
— (Crocodilia, Alligatoridae)”. — p. 50-54, 2 f.;
GRAZIA-VIEIRA, J. & CASINI, C. E. — “Lista preliminar dos heterópteros
uruguaios da região nordeste: Pentatomidae e Coreidae (Insecta, Heterop-
tera)”. — p. 55-63, 1 f.;
IHERINGIA — Zoologia, n. 46 — 30 DE JUNHO DE 1975 77
N.º
N.º
45
46
LEMA, T. de “Ocorrência de Uromacerina ricardinii (PERACCA, 1897) no Rio
Grande do Sul e contribuição ao conhecimento dessa rara Serpente (Ophidia,
Coiubridae)”. — p. 64-73, 8 f.
(1974) — com 6 artigos, 80 p.:
MANSUR, M. C. D. — “Monocondylaea minuana ORBIGNY, 1835: Variabi-
lidade da concha e morfologia do sistema digestivo (Bivalvia, Mycetopodi-
dae)”. — p. 3-25, 13 f.;
GALILEO, M. H. M. — “Contribuição ao conhecimento da genitália dos ma-
chos do gênero Horvathinia MONTANDON, 1911. (Heteroptera Belostomati-
dae, Horvathiniinae)”. — p. 26-33, 10 f.;
BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. S. — “Fauna da fronteira Brasil-Uruguai.
Lista dos anfíbios dos Departamentos de Artigas, Rivera e Cerro Largo”.
— p. 34-39, 4 f.;
ALVES, M. L. M. & FABIÁN-BEURMANN, M. E. — “Sobre a ocorrência de
Homoncta uruguayensis (VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1961) no
Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. (Lacertilia, Gekkonidae)”. — p. 50-54,
Dita:
ARAÚJO, M.L. & PERAZZOLO, M. — “Nota prévia sobre a biologia de Tana-
tofideos em cativeiro. (Ophidia, Elapidae e Viperidae)”. — p. 55-66, 3 f.;
BRAUN, C. A. S. — “Ocorrência de Bufo paracnemis A. LUTZ, 1925 no Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Bufonidae)”. — p. 67-72, 2 f.
(1975) — com 7 artigos e uma nota, 78 p.:
FÁBIAN-BEURMANN, M.E. — “Sobre a osteologia craniana de Leimadophis
almadensis (Wagler, 1824) e Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825) Ser-
pentes — Colubridae”. — p. 3-10, 2 f.;
BOKERMANN, W.C.A. — “Uma nova espécie de Colostethus do Brasil Cen-
tral (Anura, Dendrobatidae)”. — p. 13-16, 2 f.;
BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. 5. — “Sobre a ocorrência de Hylla karthue
BARRIO, 1962 no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Hylidae)”.
21924, 2 E;
VEITENHEIMER, T.l. & MANSUR, M.C.D. — “Primeiras observações de bival-
ves dulciaquicolas como alimento de “Armado amarillo”, Rhinoderas d’orkig-
nyi (KRÖYER, 1855) BLEEKER, 1862”. — p. 25-31, 2 f.;
VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M.
— “Primeiro relato da ocorrência de espongilideos (Porifera) na bacia do
Guaíba, Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 33-49, 2 f.;
SILVA, F. — “Três novas ocorrências de quirópteros para o Rio Grande do
Sul, Brasil (Mammalia, Chiroptera)”. — p. 51-53; NOTA — “Presença de
Calonectris diomedea borealis CORY, 1881 nas costas de Santa Catarina,
Brasil (Aves, Procelariidae)”. — p. 59;
MENEGHETI, J.O. — “New observations about quantitative aspects of zo-
oplankten from Brazil”. — p. 55-70, 8 f.
Sério DIVULGAÇÃO:
N.º
(1971) — com sete artigos, 52 p.:
Apresentação — p. 1.
CÖRTE-REAL, M. — “Atividades, projetos e esperanças”. — p. 3-10, f. 1-3.
THOMÉ, J. W. — “Os moluscos da pré-história aos nossos dias”. —
p. 11-16.
GRAZIA-VIEIRA, J. — “O maravilhoso ou aterrador mundo dos insetos”.
— p. 17-20.
FABIÁN, M. E. — “As serpentes, essas temíveis criaturas”. — p. 21-24.
LEMA, T. de — ”Serpentes peçonhentas do Rio Grande do Sul” — p.
25-32, 1.4.
Lista das publicações do M.C.N.
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “Porque investir em pesquisa limnológica” —
ps333B, ts.
CÖRTE-REAL, M. — “Poluição da água no Rio Grande do Sul” .— p. 39-
44, f. 6-7.
Setores e equipes em atividades no Museu — p. 45-46.
Publicações do Museu (lista) — p. 47-51.
(1972) — com um artigo, 12 p.:
GRAZIA-VIEIRA, J. & GALILEO, M. H. M. — “Lista dos Entomölogos do
Região Sul-Brasil”. — p. 1-6.
Publicações do Museu (lista). — p. 7-12.
(1973) — Com quatro artigos, 54 p.:
LUTZENBERGER, J. A. — “Por uma ética ecológica”. — p. 3-8.
LUTZENBERGER. J. A. — “Ecologia como ciência da sobrevivência”. — p. 9-18.
LEMA, T. de — “As serpentes do Estado do Rio Grande do Sul”. —
p. 19-33.
THOME, 3. W. & LOPES, V. L. R. — “Aulas práticas de zoologia, | — Dis-
secação de um molusco gastrópode desprovido de concha”. — p. 34-45, 9 f.
FUNDAÇÃO ZOOBOTÄNICA DO RIO GRANDE DO SIL
Presidente:
CARLOS DE PAULA COUTO
Diretor-Superintendente:
JOSE WILLIBALDO THOME
Diretores-Executivos:
Jardim Botänico — ALBANO BACKES
Museu de Ciências Naturais — JOCÉLIA GRAZIA-VIEIRA
Parque Zoológico — GILBERTO CONRADO MATTES
Impresso com verba do Departamento de Assuntos Culturais
da Secretaria de Estado da Educação e Cultura
CORAG — Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas
vi
er
companhia rio-granden
De
e artes gre
BL ISSN 0073 — 4721
Serie ZOOLOGIA Nümero 47 14/11/1975
Esponjas tetraxonidas do litoral sul-brasileiro:
Redescricäo de Cydonium glariosus, SOLLAS, 1866
e Erylus formosus.
CECILIA VOLKMER RIBEIRO & BEATRIZ MOTHES
DEBMORAUS ar. nennen
Nova especie de Eupera (Bivalvia: Sphaeriidae) e pri-
meiros estudos anatômicos dentro do gênero.
MARIA CRISTINA DREHER MANSUR & INGA LUD-
MILA VEITENHEIMER ....-.:...:.2........ o
Zooplankton from southern Brazil-3. Quantitative as-
pects and seasonal fluctuations of some copepods.
JOÃO OLDAIR MENEGHETI . .........cc...
Contribuição ao estudo da biogeografia, sistemática e
ecologia dos Planorbídeos (Gastropoda, Planorbi-
dae) do Rio Grande do Sul.
OSCAR MIRANDA FRÓES & DARCY FARIAS LIMA
A Familia Balistidae no extremo sul do Brasil (Actinop-
terygii, Teleostei, Tetraodontiformes).
THALES DE LEMA; SUSANA SAENGER; MARCOS
EABIO: T, DE OLIVEIRA:.. ....:.2...r .. 2.2000:
Pp.
SS)
23
47
67
MUSEU DE CIENCIAS NATURAIS
Fundação Zoobotänica do Rio Grande do Sul
PORTO ALEGRE
IHERINGIA é o periílico de divulgação de trabalhos científicos inéditos do Museu
de Ciências Nat “ais, publicado em quatro (4) séries: “Antropologia”, “Botânica”, “Geo-
logia” e "Zoologia”. Cada série é editada em fascículos, com numeração corrida indepen-
dente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no todo ou por série, é distribuído a Instituições "ongeneres em regime
de permuta, podendo eventualmente também ser distribuído gratuitamente a cientistas
ou outros interessados. 2
IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific works and research data
from the “Museu de Ciências Naturais”, issued on four (4) series: “Antropology”, “Bo-
tany”, “Geology” and “Zoology”. Each series is published in fascicules of independent
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do Rio Grande do Sul e regiöes limitrofes;
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em língua portuguesa devem ter também um resumo em língua estrangeira e os
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superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2. apenas os nomes cien-
tíficos devem ser sublinhados com um traço simples; 5.3. os nomes dos autores,
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mente necessário e devem vir organizadas em ordem alfabética do sobrenome de
autor e secundariamente em ordem cronológica; 5.5. na citação de artigos, o nome
do periódico deve vir sublinhado e na de livros, o título da obra; 5.6. as abrevia-
ções de periódicos, preferencialmente, devem obedecer as adotadas no “World List
of Scientific Periodicals”; 5.7. a disposição dos dados das referências deve obedecer
o critério dos seguintes exemplos hipotéticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.2 ed., Porto Alegre, Livraria
Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi+456 p., 28 £f., 15 est;
—,— 2 — Bignoneaceae Riograndensis — Iheringia, Bot., v. 2, n: 6, p. 1-26, f. 1-3,
est. 1-2.
5.8. todas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida, per-
mitindo-se o editor agrupá-las e distribui-las do modo mais econômico, sem preju-
dicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações do autor;
5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China, preferencial-
mente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos tamanhos que per-
mitam a redução para o máximo de 17 x 11cm; 5.10. ilustrações a cores devem ser
combinadas previamente e seu custo fica a cargo do autor; 5.11. as legendas das
figuras devem vir em ordem numérica, em folha separada do texto; 5.12. a loca-
lização aproximada das figuras no texto deve ser assinalada pelo autor na margem
direita do manuscrito, sempre a lápis;
6. A correção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo expressa
convencäo em contrário. Modificações no texto, durante as correções, só serão acei-
tas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
Te Seräo fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independentemente do
numero de autores. Maior número de separtas poderão ser fornecidas mediante pré-
vio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega dos originais.
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(Pais) — (Country)
IHERINGIA
p. 3-22 Porto Alegre-RS| 14/11/75
Esponjas tetraxonidas do litoral sul-brasileiro: I - Redescricäo de
Cydonium glariosus SOLLAS, 1886 e Erylus formosus SOLLAS,
1886 (*)
Cecilia Volkmer Ribeiro (**)
Beatriz Mothes de Moraes (***)
RESUMO
Cydonium glariosus e Erylus formosus, espécies descritas por SOL-
LAS em 1886, a partir de, respectivamente, dois exemplares jovens e
um exemplar incompleto, são presentemente redescritas após estudo
de diversos espécimes adultos. Ambas espécies têm ainda sua distri-
buição batimétrica e geográfica ampliadas no presente trabalho.
ABSTRACT
Cydonium glariosus and Erylus formosus, both species described
by SOLLAS in 1886, from, respectively, two young specimens and one
incomplete specimen, are presently redescribed upon study of several
adult specimens. The two species also haver their bathimetric and geo-
graphic distribution extended in the present work.
INTRODUÇÃO
Em 1886 SOLLAS apresentou uma descrição sucinta de Cy-
donium glariosus e Erylus formosus. O material havia sido cole-
tado ao largo do litoral da Bahia, entre 1873 e 1876 pelo H. M. S.
Challenger. Mais tarde (1888), o autor, com base no mesmo ma-
terial, ampliou as descrições originais, fornecendo além das ilus-
trações pertinentes, características histológicas para as duas es-
pécies.
Posteriormente foi registrada por TOPSENT (1892) a ocor-
rência de Cydonium glariosus no Atlântico Norte (costa das As-
túrias) e por VOSMAER (1936) a de Erylus formosus no .Me-
diterrâneo (“baía de Nápoles).
Em 1968 e 1971 espécimes de Cydonium glariosus e Erylus
formosus foram novamente coletados no litoral de, respectiva-
(E) Aceito para publicação em 19 de dezembro de 1974 e realizado, em parte,
com auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande
do Sul (n.º 113/72, Biológicas). h
(**) Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Pesguisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecno-
lógico (T. C. n.º 7854/67).
(***) Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Bolsista da Fundacäo de Amparo ä Pesquisa do Estado do Rio Grande do
Sul (n.º 11/74).
4 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas...
mente, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dados os poucos re-
gistros de ocorrência destas duas espécies, bem como certas dife-
renças apresentadas pelo material, julgamos oportuno realizar
uma redescrição das mesmas. Para tanto, o material em nosso
poder foi comparado com as lâminas dos tipos depositados no
Museu Britânico. O material encontrava-se conservado em álcool
102
Abreviaturas usadas no texto: MRCN: Museu de Ciências
Naturais da Fundação Zoobotänica, Porto Alegre, RS; IOUSP:
Instituto Oceanográfico da Universidade de S. Paulo, S. Paulo,
SP; SUDEPE: Superintendência do Desenvolvimento da Pesca,
Ministério da Agricultura, Brasília. DF; BM: British Museum
(Natural History), Londres, Inglaterra.
Definimos ainda os seguintes termos que não constam das
definições já oferecidas por MELLO-LEITAO (1950):
Espículo — em lugar de espícula (veja-se THOMÉ & de LEMA,
c, 1973).
Esclera — o mesmo que espículo.
Triene — espículo tetraxônico constituido por um raio mais alon-
gado (rabdoma) e três outros mais curtos (raios, cladus, braços),
dispostos em planos diversos do rabdoma e constituindo o cla-
doma.
Anatriene — espículo tetractinal em que o cladoma desenvol-
ve-se em sentido igual ao do rabdoma.
Protriene — espículo tretactinal em que o cladoma desenvolve-
-se em sentido oposto ao do rabdoma, seus raios fazendo um
ângulo de cerca de 45º com o eixo do rabdoma.
Ortotriene -—-espiculo tetractinal em que os raios do cladoma
fazem ângulos entre 50º e 90º com o eixo do rabdoma.
Microstrongilo centrotilote — microsclera do tipo estrongilifor-
me que apresenta em sua parte central um tilus elipsoidal.
Cortex —parte do ectosoma consolidado por um esqueleto par-
ticular (veja-se BOROJEVIC, R. et al. 1967).
Coanosoma — região da esponja compreendendo as câmaras coa-
nocitärias.
Erylus formosus SOLLAS, 1886
Estampa 1, figs. 1 e 2; Estampa 3, figs. a ate h;
Tabela I
Erylus formosus SOLLAS, 1886:195-6; 1888:209-14; LENDEN-
FELD, 1903; 86-7, VOSMAER, 1932-1935: v. 3, n.º 1-5; v.5, n.
1-5; MELLO- LEITAO, 1961: 17.
Material: MRCN n.º 193 — Rio Grande do Sul, 30º 25’ S x 48º
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 5
48° W, 165m., 25.X1.71, N. P. Mestre Jerônimo (SUDEPE) leg.:
MRCN n.º 226 — Rio Grande do Sul, 31° 02’ S x 49° 37’ W, 154m,,
23.V1.68, N. O. Prof. W. Besnard (IOUSP) leg.; Lâminas do ho-
lötipo (BM).
REDESCRICAO
Esponja com forma irregular e constituída por porções digi-
tiformes estreitamente unidas numa base comum. Exemplares
medindo de 3 cm a 5,5 em de comprimento por 1,8 cm a 2,5 em
de altura. O número, a disposição, e o tamanho dos prolongamen-
tos digitiformes variam de espécime para espécime. Cor do ma-
terial fixado branco amarelado, tanto interna, quanto externa-
mente.
Superfície lisa. Observaram-se também foraminíferos e tu-
bos de poliquetos aderidos à superfície da esponja. A esponja
apresenta consistência levemente endurecida na zona do cortex
e delicada no coanosoma. |
Os ósculos, que constituem a abertura de amplas cloacas, são
arredondados, facilmente perceptíveis e estão situados isolada-
mente no ápice dos prolongamentos digitiformes. O maior ósculo
observado mediu 2 mm de diâmetro. Os poros estão distribuidos
irregularmente pela superfície da esponja.
Esta esponja, como constituinte da família Geodidae, apre-
senta o cortex característico. aqui delgado (0.2 a 0.25mm) e-
formado por várias camadas compactas de esterásteres orienta-
dos em planos tangenciais à superfície. A porção mais externa
do cortex contém ainda grande quantidade de microxeas.
Abaixo do cortex o esqueleto da esponja encontra-se consti-
tuído por ortotrienes dispostos radialmente, com seus cladomas
mergulhados na camada fibrosa interna do cortex e tangenciando
os esterásteres deste e com seus rabdomas voltados para 'o coa-
nosoma da esponja. No coanosoma da esponja predominam porém
oxeas que têm disposição irregular, exceto próximo ao cortex,
quando tendem a dispor-se em feixes orientados quase perpen-
dicularmente a este. Além das megascleras, observam-se no coa-
nosoma esterásteres em vários estágios de desenvolvimento, sen-
do que nos mais jovens, de estrutura muito hialina, notam-se ain-
da nitidamente os eixos orgânicos que partem do centro da es-
clera. Constituindo microsleras, encontram-se ainda dispersos
pelo coanosoma microstrongilos, oxiásteres e quiásteres.
ESPICULOS — I Megascleras:
Oxeas — fusiformes, as maiores apresentando uma leve curva-
tura, algumas com as extremidades abruptamente pontiagudas,
outras levemente estrongiliformes.
6 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas...
Ortotrienes — rabdoma cônico, cladi delgados. Ambos podem
apresentar extremidades abruptamente pontiagudas ou levemen-
te arredondadas. Os cladi são simples, curvando-se primeiramen-
te para fora, após estendem-se horizontalmente e por fim cur-
vam-se ligeiramente para dentro.
II Microscleras:
Esterásteres - formas lateralmente comprimidas. Lembrando bola-
chas alongadas e outras com contorno losangular. Superfície cor
aspecto granulado devido a pequenos espinhos cônicos, cilindri-
cos ou abruptamente truncados, que a recobrem. Numa das faces
do espículo, observa-se uma pequena região sem granulações, que
corresponde ao hilo dos esterásteres em Geodia. Alguns esterás-
teres apresentam contorno liso, recortado ou, serreado, como no
caso do exemplar n.º 226. Os esterásteres do exemplar n.º 226
são mais alongados do que os do exemplar n.º 193. Os espinhos
do exemplar n.º 193 são maiores e cilíndricos e os do n.º 226 são
na sua grande maioria truncados e menores.
Microstrongilos centrotilotes — fusiformes. Alguns com as ex-
tremidades arredondadas, outros mais aguçados. Alguns com uma
discreta curvatura. Superfície lisa. Os do exemplar n.º 226 apre-
sentam tilus elipsoidal central pronunciado. Os microstrongilos
do n.º 226 são maiores.
Oxiásteres — a maior parte com cinco eixos, os quais partem de
um pequeno centro. Eixos longos, delgados e cilíndricós com ex-
tremidade aguçada. Os do exemplar n.º 226 apresentam micro
espinhos ao longo dos eixos enquanto os do exemplar n.º 193 são
lisos. Os oxiásteres do exemplar n.º 226 são menores.
Quiásteres — centro pequeno, arredondado, donde partem vários
eixos cilíndricos com microespinhos e com extremidades abrup-
tamente pontiagudas.
COMENTÁRIOS
A redescrição da espécie vem ampliar aspectos originais da
descrição de SOLLAS. Os espécimes examinados, foram coleta-
dos numa profundidade superior à registrada por SOLLAS (13m
e 37m na Bahia) e ao sul da costa brasileira, o que vem revelar
uma maior amplitude de distribuição geográfica, bem como bati-
métrica, para a espécie. VOSMAER (1932-1935), cita a ocorrência,
de Erylus formosus SOLLAS na Baia de Nápoles. Quanto à cor
não foi possível fazer uma confirmação pois o material encon-
trava-se fixado. As oxeas do espécime n.º 226 são maiores do que
o citado por SOLLAS e LENDENFELD. As ortotrienes são maio-
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 7
res do que o citado por SOLLAS e LENDENFELD, apenas no
tamanho minimo regulam com as jä descritas. Os esterästeres,
no comprimento, regulam com o citado por SOLLAS, sendo os
descritos por LENDENFELD um pouco maiores; na largura, os
esterásteres observados são maiores do que o citado anteriormen-
te; no espécime n.º 226, os esterásteres apresentam a linha ex-
terna serreada, ao contrário dos demais, que apresentam a linha
externa lisa, como descrito por SOLLAS e LENDENFELD. No
que diz respeito ao tamanho e à forma, os do espécime n.º 226
apresentam-se menores e um pouco mais alongados do que os do
n.º 193. Os microstrongilos centrotilotes do espécime n.º 193
apresentam as extremidades mais aguçadas enquanto as extre-
midades do n.º 226 são arredondadas conformando-se às descri-
ções de SOLLAS e LENDENFELD; no que diz respeito ao tama-
nho estes espículos são menores do que o citado por SOLLAS e
LENDENFELD, sendo que os do n.º 226 são menores do que os
do n.º 193. Os oxiásteres observados apresentam geralmente cin-
co eixos, alguns com microespinhos ao longo dos eixos, (espé-
cime n.º 226) e outros são lisos (espécime n.º 193), conforme a
descrição original. Os oxiásteres apresentam algumas vezes mi-
croespinhadura nas proximidades das extremidades dos eixos:
os do espécime n.º 193 são maiores do que os do n.º 226; no con-
junto os espículos observados são menores do que o citado por
SOLLAS e LENDENFELD. Os quiásteres examinados apresen-
tam as extremidades, abruptamente pontiagudas, diferindo do
descrito por SOLLAS, que os ilustra com extremidades truncadas
ou tilotos; os espículos observados regulam no tamanho médio,
com o descrito por SOLLAS e LENDENFELD. Os espécimes ob-
servados são maiores e inteiros, no que diferem dos estudados por
SOLLAS e LENDENFELD, os quais eram muito menores e in-
completos. As pequenas diferenças encontradas devem-se talvez
ao fato dos espécimens presentemente estudados terem sido co-
letados em profundidades superiores e em temperaturas mais bai-
xas do que as citadas por SOLLAS e LENDENFELD.
Cydonium glariosus SOLLAS, 1886
Estampa 2, figs. 3 e 4; estampa 4, figs. a até j;
Tabela II
Cydonium glariosus SOLLAS, 1886:196-7; 1888:223-5; TOPSENT,
1892: 48; MELLO-LEITAO, 1961:18.
Material: MRCN n.º 175 (lote com 7 espécimes) e n.º 176 —
8 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas teiraxonidas...
Santa Catarina, ilhas ao largo de Imbituba, 28º 16’ 03” S x 48º
47° 21” W, 13.V1.71, A. V. Neto leg.; BM: Lâminas do tipo.
Esponjas com formas sub-esfericas, os espécimes jovens ten-
dendo para a forma esférica, os adultos para a hemisférica late-
ralmente comprimida, portanto mais alongados. Exemplares me-
dindo de 2,5 cm de diâmetro a 12 cm de comprimento por 4 cm
de altura e 6,5 cm de largura. Cor do material vivo: violeta
Cor do material fixado: cinza-violáceo externamente e amare-
lo-pardacento internamente.
A esponja apresenta um cortex muito distinto e um tanto
duro e um coanosoma resistente, ainda que bastante compressi-
vel. A superfície é áspera, notando-se a projeção de feixes de
espículos através do cortex. Todos os espécimes apresentam aderi-
dos a sua superfície quantidade apreciável de cracas (Balanus
sp).
Os ósculos não são distinguíveis dos poros, os quais tem a
disposição usual em feitio de crivo.
No que diz respeito a constituição espicular a esponja apre-
senta, da superfície para o interior:
Um pinacoderma que mostra, como descrito para o material
tipo, grande quantidade de quiásteres e é atravessado por feixes
radiantes de oxeas curtas e pelas extremidades distais das megas-
cleras do coanosoma, particularmente das protrienes, cujos cla-
domas às vezes projetam-se além da superfície para o exterior.
O cortex é constituído por uma camada basal de esterásteres den-
samente agrupados e acima desta, por uma porção bem mais hia-
kina, atravessada por regular número de extremidades de gran-
des oxeas e, entre estas, regular quantidade de frústulas de dia-
tomáceas da Família Coscinodiscaceae, em lugar dos grãos de
areia descritos por SOLLAS para o material tipo.
No coanosoma, logo abaixo do cortex, predóminam as pro-
trienes, anatrienes e ortotrienes, estas últimas dispostas radial-
mente, com seus cladomas tangenciando os esterásteres do cortex
e seus rabdomas voltados para o interior da esponja. Protrienes,
anatrienes e as grandes oxeas (estas em feixes) dispõem-se tam-
bém radialmente no coanosoma e, dado seus grandes comprimen-
tos, uma extremidade atinge o centro da esponja enquanto a ou-
tra (das protrienes e anatrienes, os cladomas) as vezes atravessa:
o cortex, atingindo o exterior. As grandes oxeas são, sem dúvida,
porém, as escleras que predominam no coanosoma. No coanosoma
ocorrem ainda esterásteres em diversos estados de desenvolvi-
mento (sendo que os mais jovens apresentam-se ainda revestidos
de espinhos longos e pontiagudos) oxiásteres de todos os tama-
nhos, quiásteres e oxeas menores.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 9
ESPICULOS — I Megascleras:
Oxeas do coanosoma: fusiformes, usualmente curvas e abrupta-
mente pontiagudas.
Oxeas do cortex: fusiformes, usualmente curvas, abruptamente
. pentiagudas e algumas gradualmente aguçadas.
Ortotrienes: rabdoma cônico com extremidades quase pontiagu-
das, cladoma simples, curvando-se para fora e depois recurvan-
do-se para dentro. Cladoma e rabdoma com extremidades abrup-
tamente pontiagudas ou arredondadas.
Protrienes: rabdoma extremamente iongo e fino assemelhando-se
a um fio de cabelo, apresentando-se por isso, geralmente partido,
nas preparações histolögicas. Cladoma projetado para diante e
ligeiramente parä fora com extremidades tornotiformes.
Anatrienes: rabdoma extremamente longo e delgado, com extre-
midade muito fina ou estrongiliforme. Cladoma projetado para
diante e ligeiramente para baixo, com extremidades abrupta-
mente pontiagudas.
II Microscleras:
Esterásteres — forma esférica, superfície granulada devido
ao revestimento .com pequenos espinhos cônicos pontiagudos.
Quiásteres do coanosoma — centro pequeno, eixos cônicos e agu-
cados com microespinhos estrongiliformes ou truncados.
Oxiásteres do coanosoma — centro pequeno, geralmente com cin-
co à oito eixos, extremidades aguçadas ou rombas, com microes-
pinhadura próxima das extremidades.
Esferásteres subcorticais — centro grande com eixos cilíndicos
e truncados.
COMENTÁRIOS
A presente redescrição vem trazer dados que nos parecem
importantes para o conhecimento desta espécie. O primeiro que
avulta é sem dúvida a constatação de que SOLLAS realizou a
descrição original com base em dois exemplares muito jovens.
Constatamos tal porque se teve a felicidade de, no material estu-
dado, contar com um espécime (MRCN n.º 176) que, nas dimen-
sões e forma, além dos constituintes espiculares, conforma-se
plenamente à descrição original. O lote (MRCN n.º 175) entre-
tanto, é constituído por uma série de exemplares que mostram
uma variação sucessiva de tamanho e consequente variação de
forma que leva, nos espécimes maiores e, portanto, tomados aqui
como adultos, a uma forma e tamanho bastante diversos do des-
crito originalmente.
10 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas...
Outra constatação interessante diz respeito à variação de
“habitat” que a espécie suporta e adaptações verificadas. Os exem-
plares foram coletados de bordo de lancha e um tanto abaixo da
linha d'água, nas paredes rochosas de uma das ilhas que se avista
mais próxima da praia de Imbituba, em Santa Catarina. A asso-
ciação com as cracas (Balanus sp.) já dá uma idéia das caracte-
rísticas do “habitat”. Lembramos que SOLLAS descreveu esta es-
pécie em vista da particularidade única, apresentada pelo mate-
rial tipo, de integrar grãos de areia à camada mais externa do
seu cortex. Nos espécimes estudados notou-se porém a ausência
destes grãos de areia, que nos parece, foram substituídos pelas
carapaças de diatomáceas mortas, depositadas nas reentrâncias
da rocha onde as esponjas cresceram. As carapaças de diatomá-
ceas são por sua vez, também material silicoso que a esponja
usou, dada a provável inexistência de areia na altura da parede
rochosa onde estava se desenvolvendo.
Os espécimes observados foram coletados ao sul da costa bra-
sileira, o que vem demonstrar a amplitude da distribuição geo-
gráfica da espécie, uma vez que o material estudado por SOLLAS
foi coletado na costa da Bahia e TOPSENT cita sua ocorrência
no Atlântico norte (golfo de Gasconha). A distribuição batimé-
trica da espécie foi também ampliada pois enquanto o material
descrito por SOLLAS foi coletado entre 13m à 37m de profun-
didade e TOPSENT cita a ocorrência em torno de 248m, o mate-
rial coletado em Imbituba o foi a profundidade inferior a 13m.
Dadas as observações anotadas no momento da coleta foi possi-
vel também registrar a cor do material vivo.
No que diz respeito à constituição espicular, as oxeas do
coanosoma são um pouco menores no comprimento, do que o in-
cicado por SOLLAS. As oxeas do cortex são maiores, tanto no
comprimento quanto na espessura, do que o descrito por SOLLAS
para o material tipo. As ortotrienes não apresentam as extremi-
dades pontiagudas observadas na descrição original e também
diferem no tamanho, apresentando-se menores. Nas anatrienes,
o rabdoma ocorre com a extremidade excessivamente fina con-
forme o citado por SOLLAS ou com a extremidade arredondada.
As protrienes, anatrienes e esterásteres são maiores do que as
mesmas escleras observadas para o holótipo. Os quiásteres e os
oxiásteres do coanosoma diferem dos do espécime coletado na
Bahia apenas na presença nestes de microespinhos, próximo às
extremidades dos eixos; no que diz respeito ao tamanho, os oxiás-
teres são maiores do que os observados por SOLLAS.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 11
AGRADECIMENTOS
Os autores são gratos ao Dr. Luiz R. Tommasi do Instituto Oceano-
gráfico da Universidade de S. Paulo e ao Prof. Eliezer de Carvalho
Rios do Museu Oceanográfico da Fundação Universidade de Rio Grande
pelo material de Erylus formosus recebido para estudo. Expressam
também seu reconhecimento ao Prof. A. V. Neto da Faculdade de Filo-
sofia de Criciuma, Santa Catarina pelo interesse na coleta, em local
de difícil acesso, dos espécimes de Cydonium glariosus que permitiram
a presente redescrição.
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nologie des éponges. Bul. Mus. Natn. Hist. Nat. 2a. série. v. 39, n.
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esponjas brasileiras. 204p., 9est., 4mapas. /Tese (Cat. Zool.) Fa-
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mental e Médio, 13, 14).
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l’Atlantique Nord. (Golfe de Gascogne, Terre-Neuve, Açores).
Result. Camp. scient. Prince Albert, n. 2, 165p., 9pl.
VOSMAER, G. C. J. (1932-1935) — The sponges of the Bay of Na-
ples, Porifera Incalcaria. — Capita Zoologica, v.3, n.1-5, v.5, n.
1-5.
12 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas...
ln
TABELA I
Comprimento, espessura e diâmetro em micrômetros dos espículos
de Erylus forinosus. São dadas as dimensões mínima, média e máxima
observadas.
Comprimento Espessura Diâmetro
r
máxima 1840 59
Oxeas média 1097 28
mínima 405 5
máxima pl
Rabdomas media 517
minima 208
Ortotrienes
méxima 750
Cladomas média 491
mínima 142
máxima 175 139
Esterásteres média 141 95
mínima al 74
mäxima 57 5
Microstrongilos media 48 4
centrotilotes mínima Sl 3
máxima 53
Oxiásteres média 47
mínima Bi
máxima 23
Quiásteres mínima 16
média o
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
——
TABELA II
13
Comprimento, espessura e diämetro em micrömetros, dos espiculos
de Cydonium glariosus. Säo dadas as dimensöes minima, media e mä-
xima observadas.
ee EEE En O O Tr nenn
Comprimemto Espessura Diâmetro
máxima 1634 26
Oxeas do coanosoma média 1200 19
mínima 912 12
máxima 500 28
Oxeas do Cortex média 437 19
mínima 370 10
maxima 2059
Rabdomas media 1525
minima 1012
Ortotrienes
máxima 430
Cladomas media 267
minima 143
mäxima 6086
Rabdomas média 4371
minima 4243
Protrienes
máxima 57
Cladomas média 47
mínima 39
máxima 5319
Rabdomas media 4527
minima 3782
Anatrienes
máxima 112
Cladomas média 96
minima 53
máxima 67
Esterásteres média 59
mínima 42
priáxima 10
Quiásteres média 7
mínima 6
máxima 26
Oxiásteres média 22
mínima 20
e ee e e SS
máxima 16
Esferásteres média 15
mínima 13
——n a
14 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas...
LEGENDA DAS ILUSTRACOES
ESTAMPA I —Erylus formosus SOLLAS, 1886.
Fig. 1 — fotografia do espécime MRCN n.º 193.
Fig. 2 — fotografia de uma porção digitiforme isolada do espécime
MRCN n.º 193, mostrando o ósculo tipicamente situado na
parte apical da mesma.
15
14 DE NOVEMBRO DE 1975
n. 47
ia,
IHERINGIA — Zoolog
16 VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas...
ESTAMPA II — Cydonium glariosus SOLLAS, 1886.
Fig. 3 — fotografia da porção basal de um dos maiores espécimes do
lote MRCN n.º 175, onde se distingue nitidamente o cortex
e o coanosoma.
Fig. 4 — fotografia da porção dorsal do mesmo espécime da fig. 3,
evidenciando os espécimes de Balanus sp. aderidos à sua su-
perfície, bem como os feixes de espiculos que atravessam o
cortex emergindo na superfície.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 17
pa
E fo ss sro
a
18
VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — Esponjas tetraxonidas ...
ESTAMPA III — Desenhos em câmara clara dos componentes espicula-
res de Erylus formosus SOLLAS, 1886.
Fig. a — oxeas.
Fig. b — ortotrienes.
Fig. c — esterásteres.
Fig. d — vista superior dos espinhos que recobrem a superfície dos
esterásteres.
Fig. e — vista lateral dos espinhos que recobrem a superfície dos
esterásteres.
Fig. f — microströngilos centrotilotes.
Fig. g — oxiásteres.
Fig. h — quiásteres.
Fig. i — hilo dos esterästeres.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 19
ESTAMPA II
20
VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. -- Esponjas tetraxonidas...
ESTAMPA IV — Desenhos em cämara clara dos componentes espicula-
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
res de Cydonium glariosus SOLLAS, 1886.
a — oxea do coanosoma
b — oxeas do cortex
c — ortotrienes.
c' — cladoma e variações das extremidades do rabdoma de uma
ortotriene.
d — protriene.
d’ — cladoma e extremidade do rabdoma de uma protriene.
e — anatrienes.
e' — cladoma e extremidade do rabdoma de uma anatriene.
f — esteraster.
f? — esteraster com visualização do hilo.
f’’ — esteraster, forma jovem.
g — vista superior dos espinhos que recobrem a superfície dos
esterásteres.
h — oxiásteres.
i — esferásteres.
j — quiästeres.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
ESTAMPA IV
un
SER,
NUAS
=
JE
TEENS IQ !
ZA = e
21
IHERINGIA | Zoologia | n.47 | p.23-46 | 8 f. | Porto Alegre-RS | 14/11/75
Nova especie de Eupera (Bivalvia: Sphaeriidae) e primeiros
estudos anatômicos dentro do gênero (*)
Maria Cristina Dreher Mansur (**)
Inga Ludmila Veitenheimer (***)
RESUMO
Neste trabalho é descrita uma nova espécie da família Sphaeriidae:
Eupera klappenbachi, encontrada recentemente em raízes de Eichhornia
azurea (SW) KUNTH, “aguapé de baraço” e Eichhornia erassipes
(MART.) (SOLMS-LAUBACH), “aguapé”, no rio Guaíba, Rio Grande
do Sul. Além da descrição conquiliológica são dados pela- primeira vez,
para este gênero, características histológicas, da morfologia interna e
funcional.
ABSTRACT
This work describes a new species of the family Sphaeriidae:
Eupera klappenbachi, recently found laying among the roots oí
Eichhornia azurea (SW) KUNTH, “aguapé de baraço”, and Eichhornia
crassipes (MART.) SOLMS-LAUBACH, “aguapé”, in Guaíba river, Rio
Grande do Sul, southern Brazil. Besides the conquiliological descrip-
tion, general internal morphology, functional and histological characte-
ristics are reported for the first time to this genus.
INTRODUÇÃO
Apesar das inúmeras e regulares coletas efetuadas por esta
equipe na bacia do Guaíba, nunca haviam sido encontrados exem-
plares de Eupera. Somente neste ano a colega Sheila M. Pauls
coletando velhas raízes de “aguapé de baraço” Eichhornia azu-
rea (SW) KUNTH e “aguapé” Eichhornia crassipes (MART.)
SOLMS-LAUBACH, em diversos pontos do rio Guaíba em busca
de poríferos, encaminhou ao Setor de Malacologia diversos lotes
de Eupera, vivas, o que permitiu um estudo bastante completo
da nova espécie.
(*) Aceito para publicação em 30/12/1974 e realizado em parte com o auxílio
da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Ria Grande do Sul.
(FAPERGS 172/70, Biológicas). | : : h
(**) Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de Janeiro-GB_ CTS Cen:
12.475) e naturalista do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotä-
nica do Rio Grande do Sul. Ê f 3 o
(***) Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas, Rio de. Janeiro-GB (T. Een!
10.955), no Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio
Grande do Sul.
24 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova espécie de...
VOLKMER-RIBEIRO et AL. (1974 e comunicação pessoal)
relatam terem encontrado Eupera em conteúdo estomacal de
peixes na bacia do Guaíba-RS. Até então não se tinha notícia da
ocorrência de Eupera nesta bacia.
As espécies mais próximas geograficamente são: Eupera
doellojuradoi KLAPPENBACH, 1962 para o Uruguai e Eupera
platensis DOELLO-JURADO, 1921 para o litoral do Rio de La
Plata, República Argentina.
Seguindo para o norte da América do Sul há um “grande
hiato quanto a citação do gênero. Apenas Eupera moquiniana
(BOURGUIGNAT, 1854), espécie tipo do gênero, é citada para o
centro da América Meridional, sem uma localização definida.
KLAPPENBACH (1967), em sua breve revisão do gênero Eupe-
ra, na descrição de Eupera primei para o Peru define em cinco
as espécies de Eupera para o norte da' América do Sul.
Nos dois trabalhos de KLEEREKOPER (1944 e 1955) sobre
a limnologia das.lagoas costeiras da região NE do Estado do Rio
Grande do Sul, encontra-se várias vezes citado, sem data, o nome
de Eupera riograndensis IHERING. Revisando as obras de IHE-
RING que contém referências ou assunto específico de moluscos
de água doce, não foram encontradas nem descrição, nem men-
ção desta espécie. Em LANGE DE MORRETES (1949) na página
30 há a citação: “Byssanodonta rio-grandensis (IHERING...),
rio Camaquam — RS (IHERING)”.
Como no caso de KLEREEKOPER aqui também não há in-
digação de data e da origem deste nome. Revisando-se a coleção
do ‚Museu de Zoologia da Universidade de Säo Paulo, de onde
provavelmente KLEREEKOPER e LANGE DE MORRETES po-
deriam ter extraído este nome, nada foi encontrado de Eupera e
Byssanodonta para o Estado do Rio Grande do Sul. Diante da
inexistência*da descrição desta espécie e de uma justificativa pa-
ra a citação deste nome considera-se Eupera riograndensis IHE-
RING um “nomen nudum”.
Dedica-se a espécie aqui descrita em homenagem ao malacó-
logo Miguel A. Klappenb>ch do “Museo Nacional de Historia
Natural, Montevideo, Uruguay”, especialista no gênero e autor
da descrição de várias espécies.
MÉTODO
Foram conservados alguns exemplares em pequenos reci-
pientes contendo água com a finalidade de observar, com auxílio
de pó de carmim, a morfologia funcional. Os detalhes das corren-
tes ciliares foram observados em animais anestesiados com men-
tol.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 25
Para a realização dos desenhos, dissecações e estudos histo-
lógicos usou-se espécimes anestesiados em mentol e fixados em .
Bouin. Foram feitos cortes histológicos seriados de 5 micrôme-
tros de espessura e corados com hematoxilina-eosina.
Para as medidas de comprimento, altura e largura utilizou-
-se o paquímetro e ocular milimetrada de microscópio esterioscó-
pico, dando à concha a orientação proposta por MYRA KEEN
(1963).
MRCN (= Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais,
atual MCN — Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobo-
tânica do Rio Grande do Sul).
DESCRIÇÃO DA CONCHA
Concha de tamanho regular em relação as das demais espé-
cies do gênero, apresentando em geral 5 mm e atingindo no
máximo 6,70 mm de comprimento (as maiores conchas neste gê-
nero atingem 7,50 mm e as menores, geralmente, 4 mm): Equi-
vale, inequilateral, inflada e proporcionalmente bastante alta.
Em geral, a altura diminui de 0,70 mm a 1,20 mm das medidas
do comprimento e, normalmente em torno de 1 mm. Nos exem-
plares com menos de 4 mm de comprimento a diferença entre
comprimento e altura decresce.
O contorno é oval arredondado com o eixo maior no sentido
antero-posterior. Borda anterior curta, regularmente arredonda-
da; posterior mais alta com truncadura levemente oblíqua (às
vezes reta), formando um ângulo levemente obtuso com a borda
dorsal e levemente agudo com a ventral. Borda dorsal sub-reta
(quanto menor o exemplar mais reta se apresenta). Borda ven-
tral arredondada com a curvatura maior no terço posterior.
Umbos: arredondados, inflados com extremidades pouco
proeminentes e pouco sobressaindo à linha dorsal, em vista la-
teral. São levemente prosógiros e deslocados para a região ante-
rior, Situados de 40 a 45% do comprimento da concha nos exem-
plares de 5 mm, nos maiores a percentagem diminui.
Charneira finíssima na região sub-umbonal média com den-
tes cardinais simples em cada valve, situados logo abaixo dos
umbos. Dente cardinal esquerdo: alto, delgado, truncado em sua
extremidade. Dente cardinal direito reduzido a uma preguinha
alongada no sentido antero-posterior com uma fosseta na base
superior onde se articula o cardinal esquerdo. Dentes laterais
duplos na valve direita e simples na esquerda. O dente lateral
anterior esquerdo é alto, triangular, grosso, com uma. ranhura
na face ventral. O dente lateral posterior esquerdo é mais alon-
gado, fino, reto e com uma elevação maior na região posterior.
26 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova espécie de...
Os dentes laterais direitos anteriores são bastante curtos, sendo
o inferior bastante alto e o dorsal muito baixo e reduzido, exis-
tindo entre ambos uma profunda fosseta onde se encaixa o dente
lateral anterior esquerdo. Os dentes laterais direitos posteriores
são mais alongados que os anteriores, sendo também o inferior
bem mais alto que o dorsal. A fosseta que separa os dentes poste-
riores é alongada e profunda. A superfície dos dentes é polida e
eventualmente com crenulações irregulares nas faces internas ou
fossetas dos dentes laterais direitos (mais regulares entre os la-
terais posteriores direitos).
Ligamento fino, alongado e proporcionalmente muito curto,
estendendo-se desde a base dos dentes cardinais até o início do
dente lateral posterior esquerdo, findando num sínulus alongado
e arredondado.
Linha paleal muito débil passando bem próximo à margem
ventral e unindo os músculos adutores, sem sínus paleal. As im-
pressões dos músculos adutores não são profundas, porém mais
iridiscentes e translúcidas que o restante da superfície interna
da concha. Dificilmente apresentam manchas escuras, sendo por-
tanto bem notáveis em animais com alta concentração de man-
chas e pontuações. O adutor anterior é ovalado e o posterior é
maior e com tendência a forma triangular.
O perióstraco é de cor marrom claro, amarelado, translúcido
e finamente pregueado. Estas pregas são concêntricas e iniciam
no umbo a partir da concha embrionária que é lisa e, vão aumen-
tando leve e gradativamente de altura e espaçamento na dire-
ção das bordas marginais. Estes detalhes foram observados atra-
vés da montagem de lâminas de perióstraco retirado de conchas
fixadas em Bouin. Estas pregas são às vezes anastomosadas ou
se bifurcam como BONETTO & EZCURRA (1964) observam pa-
ra Eupera platensis DOELLO-JURADO, 1921. No perióstraco
encontramos, ainda, manchas que estão sempre presentes e que
na sua totalidade apresentam-se bem negras (raramente violá-
ceas na região mais distal dos umbos). Estas manchas variam
muito em quantidade de exemplar para exemplar. Em geral, as
manchas são representadas por pontuações dispostas radialmen-
te na região umbonal e mediana, sendo que nas proximidades da
zona marginal agrupam-se formando grandes manchas. É cons-
tante a presença de uma grande mancha na região dorsal acima
da impressão do músculo adutor posterior, demarcando o seu
contorno. Estas manchas estão ausentes na região bem marginal
e, quase sempre, nas áreas de impressão dos músculos adutores.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 27
Holötipo: (Est. I)
MRCN n.º 3903: Saco do Ferraz, ilha da Pólvora no rio Guaíba,
Porto Alegre — RS, Brasil; S. M. Pauls, leg;
13.IX.1974 (Em raízes de Eichhornia, “agua-
pé”)
Medidas em milímetros (paquímetro):
Comprimento altura Largura cu diâmetro
6,30 5,30 3,60
Parátipos:
MRCN n.º 3892: Saco do Ferraz, ilha da Pólvora no rio Guaíba,
Porto Alegre — RS, Brasil; S. M. Pauls, leg;
13.IX.1974; 55 ex. (Em raízes de Eichhornia,
“aguapé”)
Comp. Alt. Larg. Comp. Alt. Larg.
Medidas em milímetros:
6,70 4,80 3,90 5,20 4,20 2,80
6,40 5,20 3,30 5,20 4,10 2,50
6,20 5,30 3,40 5,20 4,40 2,90
6,10 4,90 3,60 5,00 4,30 2,70
6,00 4,90 3,30 5,00 4,30 2,60
5,90 4,70 3,30 5,00 4,30 2,60
5,90 4,70 3,15 5,00 4,20 2,70
5,90 4,50 3,20 5,00 4,00 2,60
5,80 4,00 3,30 5,00 4,00 2,50
5,80 4,50 3,10 5,00 4,00 2,60
5,70 4,60 3,20 5,00 4,00 2,70
5,70 4,60 2,80 5,00 4,00 2,60
5,70 4,60 2,90 5,00 4,00 2,50
5,60 4,20 2,80 4,80 3,90 2,40
5,60 4,40 2,90 4,70 4,00 2,80
5,50 4,25 2,90 4,60 3,60 2,20
5,40 4,60 2,90 4,60 3,50 2,30
5,30 4,30 2,60 4,50 3,70 2,50
5,30 4,00 2,60 4,40 3,50 2,30
5,30 4,50 2,90 4,30 3,30 2,30
5,30 4,00 2,60 4,10 3,20 2,20
5,25 4,20 2,80 3,80 3,00 2,00
5,20 4,20 2,60 3,80 3,10 1,90
9,20 4,20 2,30 3,70 2,70 1,70
28 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova espécie de...
MRCN n.º 3891: Saco da Pólvora, ilha da Pólvora no rio Guai-
ba, Porto Alegre — RS, Brasil; S. M. Pauls, leg;
13. IX.1974; 110 ex. (Em raízes de Eichkornia,
“aguapé”).
Medidas em milímetros:
Comp. Alt. Larg. " Comp. Alt. Larg.
5,80 4,80 3,40 5,80 4,50 3,40
5,50 4,40 3,30 5,40 4,30 2,90
5,40 4,20 2,70 5,00 4,40 3,30
5,00 4,00 3,00 5,00 4,00 2,90
4,90 3,80. 2,90 4,80 3,60 2,60
4,60 3,70 2,60 4,50 3,80 2,40
4,50 3,10 2,30 4,40 3,50 2,50
4,40 3,30 2,30 4,30 3,30 2,40
4,20 >50 2,30 4,20 3,30 2,20
3,90 3,00 2,00 3,80 3,00 2,00
3,80 3,00 2,00 3,80 2,90 2,10
MRCN n.º 3890: rio Gravatai próximo ao rio Guaíba, estrada
RS-28, Brasil: S. M. Pauls, leg; 23. VIII.1974:
21 ex. (Em raízes de Eichhornia, “aguapé”).
Medidas em milimetros: .
Comp. Alt. Larg. Comp. Alt. Larg.
5,60 4,30 2,90 4,60 3,40 2,00
4,40 3,70 2,40 4,40 3,80 2,40
4,30 3,40 2,20 4,00 3,30 2,10
4,00 3,30 2,10 3,60 2,90 1,90
350. 270 1,80 3,50 2,80 1,60
3,20 2,50 1,45 3,00 2,50 1,45
3,00 2,50 1,40 2,90 2,20 1,40
2,65 2,10 1,20 2,65 2,00 1,20
2,50 2,10 1,30 2,40 2,00 1,30
2,40 1,85 1,20 1,70 1,45 0,80
MRCN n.º 3884: ilha das Balseiras, rio Guaíba, na margem les-
te em frente a cidade de Porto Alegre — RS,
Brasil; S. M. Pauls, leg; 14.VIII. 1974; 42 ex.
(Em raízes antigas de Eichhornia azurea,
“aguapé de baraço” em fundo lodoso).
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 29
Medidas em milimetros:
Comp. Alt. Larg. Comp. Alt. Larg.
6,65 5,20 3,30 3,60 2,65 1,60
6,40 5,00 3,30 3,85 3,20 1,85
4,80 3,85 2,25 | 4,30 4,00 2,40
5,30 4,25 2,80 5,20 4,10 2,65
5,20 4,10 2,65 4,80 3,85 2,40
5,20 4,00 2,40 4,25 3,30 2,00
5,30 4,00 2,80 4,80 3,85 2,50
4,65 3,70 2,25 4,80 3,60 2,40
4,80 3,85 2,40 4,65 - 3,45 2,25
410 3,30 1,85 3,85 2,90 1,70
3,70 2,90 1,70 3,70 2,80 1,70
4,90 4,00 2,50 4,90 3,70 2,40
4,40 3,45 2,00 - 4,65 3,70 2,25
4,10 3,00 2,25 4,00 3,00 2,00
4,00 3,20 1,85 3,70 3,00 1,60
6,00 4,65 3,30 5,30 4,10 3,20
5,60 4,40 2,95 400 . 2,80 1,75
5,70 4,40 2,80 4,65 3,60 2,40
5,60 4,10 2,50 5,30 4,00 2,65
3,60 2,30 1,70 4,65 3,30 2,10
4,25 3.45 2,00 4,25 3,30 2,00
MRCN n.º 3816: rio Jacui, as margens da ilha das Flores, rio
Guaíba — RS, Brasil; S. M. Pauls, leg; ....
14.V1.1974; 107 ex. (Junto ao pantanal em raí-
zes antigas de Eichhornia, “aguapé”).
OBS.: Foram feitas lâminas com cortes seria-
dos de 3 espécimes as quais receberam
a seguinte numeração. respectivamente.
0014001 a 0014040; 0024001 a 0024019
e 0034001 a 0034022.
30 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova especie de...
Medidas em milímetros:
Comp. Alt. Larg. Comp. Alt. Larg.
4,90 4,00 2,80 2,90 2:25 1,45
4,65 3,70 2,40 2,65 210 1,30
4,40 3,30 2525 2,65 2,10 1,30
4,65 3,70 2,40 2,65 2,10 1,20
4,65 3,70 2,40 2,90 2,20 1,45
4,80 3,85 2,50 0,90 0,80 0,50'
Medidas em milimetros:
Comp. Alt. Larg. Comp. Alt. Larg.
4,40 3,45 2,25 2,90 2,40 1,60
4,65 3,70 2,40 3,00 2,40 1,45
4,65 3,70 2,40 2,80 2,00 1,30
4,50 3,45 2,40 2,65 2,00 1,20
4,50 3,60 2,40 2,50 2,00 1,20
4,65 3,60 2,40 4,10 3,30 2,10
4,10 3,20 2,10 4,40 3,60 2,40
4,50 3,60 Foz 4,50 3,60 2,25
4,25 3,30 2,113 4,25 3,30 2,10
3,60 2,80 1470 4,00 3,20 2,10
4,00 3,20 2,10 4,10 3,45 2.25
4,25 3,30 2,10 3,85 2,90 2,00
3,70 2,90 1,85 3,85 2,90 1,85
3,30 2,65 1579 3,70 2,90 1,85
3,30 2,50 1,70 3,85 2,90 2,00
3,30 2,50 1,60 3,30 2,65 15,75
3,45 2,65 1,60 3,30 2,65 1,60
3,45 2,65 1,75 2,90 2,40 1,60
3,45 2,65 1,00 3,30 2,50 1,60
3,00 2,50 1,50
ORGANIZAÇÃO ANATÔMICA E MORFOLOGIA FUNCIONAL,
Em vida o animal projeta para fora da concha o pé, os sifões
inalante e exalante, permitindo também a observação das bordas
do manto. Normalmente o animal está preso pelo bisso em raí-
zes de Eichhornia, “aguapé”, permanecendo nesta condição com
as valves semi-abertas, os sifões distendidos e o pé exteriorizado.
(Est. II).
O MANTO: A borda do manto, neste animal, é constituída por
três dobras. A dobra interna que está soldada na região posterior
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 31
até a metade da região ventral, sendo aberta na região dos sifões
e na região anterior por onde se exterioriza o pé.
OS SIFÕES: Os sifões são lisos, desprovidos de tentáculos, cur-
tos porém muito largos em relação ao pequeno tamanho do ani-
mal. São ligados pela base e separam-se distalmente formando
um “V” (Característica da família segundo CLESSIN in MAR-
TINI & CHEMNITZ, 1879). O sifão inalante é mais largo, de pa-
rede mais espessa, de cor alaranjada, com a borda do orificic
franjada, em relação ao sifão anal que é alongado, tubular cô-
nico, translúcido, praticamente incolor, com um orifício estreito
e liso, isto é, bem menor que o do inalante. O sifão exalante tem
outra interessante característica: ao se retrair, a metade distal
recolhe-se para dentro da metade proximal e esta, então, para
dentro da concha. (Fig. 5).
O PÉ: O pé é cilíndrico alongado com a extremidade arredonda-
da, ciliado, semi-transparante com pigmentação alaranjada na
região antero-inferior, podendo quando distendido atingir o com-
primento da concha. Ventralmente, o pé apresenta um sulco visi-
vel e que transparece na região posterior sob forma leitosa apro-
fundando-se bastante e terminando na glândula bissogênica (Fig.
8). Esta glândula produz um filamento de fixação, o bisso, que
é longo (em torno de 3 a 4 mm), ramificado e bastante resis-
tente como BONETTO & EZCURRA (1964: 321) observam para
Eupera plantensis.
As Eupera quando retiradas das raízes de Eichhornia e co-
locadas em recipientes com água sob forte luz, em poucos minu-
tos distendem bastante o pé para fora da concha e deslocam-se
com relativa rapidez. O animal quando em movimento asseme-
lha-se muito a um pequeno gastrópode pois sustenta a concha
verticalmente. Sua locomoção não é harmônica, alonga o pé e
depois puxa a concha dando a impressão, a vista desarmada, que
o animal está dando saltos. Colocados livremente nos recipientes
com água, a maioria dos exemplares desloca-se pelo fundo, so-
“bem pelas paredes laterais do recipiente podendo deslocar-se
sob a película de tensão superficial da água, deixando a concha
pendente, ou se fixam pelo bisso na região limitrofe entre a água
eo ar (não foi observado nenhum exemplar desprendendo-se so-
zinho quando ligado pelo bissco ao substrato); outros exemplares
permanecem imóveis no fundo e, uma minoria continua a des-
locar-se em diferentes direções do meio sem se fixarem. O ge
elimina muito muco deixando rastro em sua passagem, sendo isto
possível de se vizualizar com auxílio do pó de carmim.
O pé, finamente ciliado, tateia muito o substrato, revolvendo par-
tículas que são deslocadas por correntes ciliares na direção an-
tero-posterior. Na região póstero-dorsal do pé, os cílios são maio-
32 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova espécie de...
res provocando uma corrente ciliar mais notável que na região
anterior. O pé apresenta, a possibilidade de voltar-se para qual-
quer lado, inclusive observou-se que pode exteriorizar-se através
do sifão inalante. Este fato foi constatado em um espécime muito
atacado por filamentos de fungos. Talvez o animal utilize o pé
para limpeza do sifão.
AS BRÂNQUIAS: As brânquias ocupam grande área da cavida-
de paleal. Não apresentam pregas porém filamentos largos, gros-
sos e bem visíveis. A demibrânquia interna que possue um sulco
marginal pouco profundo, é bastante alta, de forma ovalada, sol-
dada anteriormente ao corpo, diminuindo de altura no terço pos-
“terior. A demibrânquia externa é bem menor, situada obliqua-
mente, encobrindo apenas a região póstero-dorsal da demibrânquia
interna. Inicia um pouco a frente do ponto médio da linha dorsal
e finda junto ao sifão inalante. Atrás do pé ambas as demibrân-
quias internas se justapõem findando junto ao sifão inalante. (Fig.
6). A demibrânquia interna apresenta marsúpio onde se dá a in-
cubação dos ovos ate a forma jovem, sendo portanto vivíparos.
Em exemplares a partir de 5 mm foram encontrados, nos mar-
súpios, ovos e formas jovens. O número de ovos está relacionado
com o tamanho do animal: em espécime de 5 mm contcu-se 12
ovos em cada marsúpio, sendo que no de 6,70 mm (o maior espé-
cime de nossa coleção) verificou-se um total de 31 ovos em cada
marsúpio.
PALPOS LABIAIS: Os palpos labiais são pequenos, rudimenta-
res, sendo que o par externo solda-se no manio ao longo de toda
a sua linha dorsal através de uma mebrana lisa; o interno pren-
de-se dorsalmente ao corpo do animal, igualmente por uma fina
membrana lisa. As extremidades antero-ventrais das deminbrän-
quias internas encontram-se entre os palpos labiais cujas faces
estão voltadas para essas. As pregas dos palpos labiais são sim-
ples, curtas, grossas e baixas. normalmente em número de 6,
não ultrapasando a 8. (Fig. 6)
CANAL ALIMENTAR: A abertura bucal encontra-se entre os
dois lábios lisos e grossos formados pela porção mediana dos pal-
pos labiais. O lábio anterior forma uma pequena entrada em
forma de “V” na região média, o mesmo não ocorrendo com o
lábio posterior. O esôfago é alongado e estreito, levemente acha-
tado, desembocando antero-dorsalmente no estômago através de
um forte estrangulamento. O estômago é simples e pequeno com
um ceco dorsal visível e curto pendente para o lado esquerdo. In-
ternamente apresenta-se também simplificado com uma área de
seleção posterior muito reduzida e as aberturas dos ductos dos
divertículos digestivos concentradas na região ventral esquerda
e anterior, abaixo da abertura do esôfago. O estômago está total-
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 33
mente envolvido pelo divertículo digestivo. O estômago conti-
nua-se ventralmente por um larguissimo saco do estilete associa-
do ao intestino. As duas tiflossoles estão presentes. A tiflossole
maior estende-se pela parede anterior e finda junto às abertu-
ras anteriores; a tiflossole menor estende-se pela parede poste-
rior, penetra no estômago e acaba no capuz dorsal. O intestino
sai do fundo do saco do estilete, dirige-se para a região anterior
formando duas voltas e continua para trás em direção dorsal pe-
netrando na cavidade pericárdica, onde atravessa o ventrículo. A
seguir o intestino passa sobre o músculo adutor posterior e ter-
mina numa papila anal junto ao sifão exalante. (Fig. 8)
NEFRÍDIOS: O par de nefrídios situados entre o pericárdio e o
músculo adutor posterior têm forma globosa triangular (Fig. 8).
GÔNODAS: As gônodas são constituídas por um conjunto de glân-
dulas globulares formando uma fileira oblíqua desde a região
dorsal ao divertículo digestivo, pendendo para a região media-
na do animal. (Fig. 8).
GÂNGLIOS NERVOSOS: O par de gânglios cerebrais, pediosos e
viscerais são bem visíveis. Os cerebrais localizam-se de cada lado
do esôfago, atrás do músculo adutor anterior, unidos entre si por
uma comissura. Os gânglios pediosos situam-se na parte proximal
do pé, junto ao intestino e estão justapostos. Os gânglios viscerais
também justapostos, localizam-se na face antero-ventral do mús-
culo adutor posterior. (Fig. 8)
ASPECTOS HISTOLÓGICOS
Foram examinados cortes transversais e sagitais seriados de
três espécimes pertencentes ao lote do MRCN n.º 3816, coletado
no mês de junho.
CANAL ALIMENTAR: O esôfago, estômago e intestino são for-
rados por um epitélio ciliado constituído de células altas e ci-
líndricas, com núcleo alongado e localizado basalmente. O diver-
tículo digestivo consiste de uma massa de túbulos ovais ou arre-
dondados, separados uns dos outros, e suas paredes são forradas
por células cilíndricas com grandes núcleos arredondados e ba-
sais.
SISTEMA REPRODUTOR: Dos três indivíduos examinados, dois
são femininos e um masculino. Tanto os indivíduos masculinos
como os femininos apresentam a gônoda formada por ramificações
tubulares e localizadas na região dorsal da massa visceral, envol-
vendo o divertículo digestivo. As gônodas tendem a localizar-se na
região póstero-ventral, diagonalmente. Os indivíduos femininos
cujas lâminas estão numeradas de 0024001 a 0024019 e 003A001
a 0034022 apresentam os ovários forrados por um epitélio germi-
34 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. LL — Nova espécie de...
nativo formado por células pequenas e arrendondadas. O indivi-
duo das lâminas 0024001 a 0024019 contem embriões entro do
marsúpio e os ovários apresentam poucos óvulos em vários está-
gios de desenvolvimento. O indivíduo masculino cujas iâminas es-
tão numeradas de 0014001 a 0014040 apresenta a gônoda mui-
to semelhante aos ovários femininos, sendo que os espermatozói-
des estão concentrados junto às paredes da gônoda.
NEFRÍDIOS: Os nefrídios, de posição dorsal, são formados por
um epitélio de células cúbicas, com núcleo arredondado de ten-
dência central.
DISCUSSÃO
A espécie aqui descrita é comparável a E. doeliojuradoi e
E. platensis que ocorrem nas bacias hidrográficas integrantes da
região meridional da America do Sul e com as quais apresenta
maior afinidade.
Eupera klappenbachi não alcança as dimensões máximas de
comprimento atingidas por E. platensis “7,50mm) e E. doello-
juradoi (7,25mm).
Pelas medidas dadas por KLAPPENBACH (1962) podemos
dizer que a concha da presente espécie é levemente mais larga e
mais alta do que a de E. doellojuradoi. Não há possibilidad=s
de se fazer uma comparação semelhante com E. plantesis em vir-
tude da falta de dados, entretanto, comparando-a ccm as figuras
de DOELLO-JURADO (1921) e KLAPPENBACH (1960) pode-
mos afirmar que a concha da presente espécie aproxima-se de
E. plantesis em largura, ultrapassando-a, porém, em altura.
Pelo contorno e pelas bordas da concha é que pode-se dife-
renciar fundamentalmente E. klappenbachi das outras espécies.
Essa, apesar de apresentar-se ovalada como E. plantesis (forma
oval-oblonga) e E. doellojuradoi (forma oval alongada), ten-
de a uma forma mais arredondada em virtude de sua maior al-
tura.
E. klappenbachi apresenta a borda dorsal mais reta forman-
do um ângulo obtuso póstero-dorsal ausente nas duas espécies
com as quais está sendo comparada. A truncadura na região pos-
terior é evidente e mais reta que em E. plantesis, porém sem
uma angulosidade póstero-ventral tão acentuada como nesta úl-
tima. A borda posterior de E. doellojuradoi difere destas duas
por não apresentar truncadura oblíqua, sem angulosidade.
A borda ventral de E. klappenbachi também difere de E.
doellojuradoi e E. platensis (“quase reta” e “sub-reta”), por ser
abaulada e com maior curvatura no terço posterior.
Orientando-se as figuras de FE. doellojuradoi KLAPPEN-
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 35
BACH, 1962 segundo MYRA KEEN (1963), apesar da ausência
da representação dos músculos adutores, podemos constatar uma
certa semelhança da borda ventral desta espécie com a que está
sendo descrita.
A borda anterior é curta e arredondada como em E. doello-
juradoi e diferente da alta borda anterior de E. plantesis.
Os umbos quanto à posição, altura e presença de pregas a-
proximam-se de E. plantesis, diferindo apenas de E. doellojuragoi
cujos umbos são pequenos, baixos, lisos e deslocados mais para a
frente, isto é, para a região anterior.
As manchas de coloração bem negra têm ocorrência e dis-
tribuição semelhantes às manchas ferruginosas de E. plantesis,
diferindo ambas espécies quanto à distribuição das manchas par-
do violáceas que tendem a agrupar-se na região póstero-superior
de E. doellojuradoi.
Concluindo :
— Entre os maiores exemplares aparecem indivíduos com
variações, isto é, apresentando menos altura, contorno mais arre-
dondado com menos angulosidade. Formas medianas (entre 4 e 5
mm) são muito uniformes de acordo com a descrição dada Ra
a concha. O holótipo, portanto, foi escolhido não por apresentar a
maiores dimensões mas, sim por se enquadrar melhor nas Re
rísticas da maioria dos exemplares.
— E. plantesis, E. doellojuradoi e E. klappenbachi sao
muito semelhantes entre si sendo que a nova espécie apresenta
muitas características próprias de uma e de outra. Só um mai-
or número de coletas entre os pontos intermediários de ocorrên-
cia das três espécies, poderá provar se realmente são espécies dis-
tintas ou variações ecológicas de talvez uma mesma espécie.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Prof. José Luiz Moreira Leme pelo envio
das publicações e informações solicitadas, e ao Prof. José Wil-
libaldo Thomé pelo incentivo, apoio e sugestões fornecidas para
a realização deste trabalho. Queremos deixar aqui um agradeci-
mento muito especial à colega Sheila M. Pauls pela doação do
material que permitiu a descrição da nova espécie.
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IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 37
ABREVIATURA DAS FIGURAS
A — ânus
ACD — aberturas comuns para os ductos do divertículo
digestivo
AP — área do pé pigmentada de cor laranja
AV — abertura ventral do manto
B — boca
BI — isso
Cc — concha
CD — ceco dorsal
D — diafragma
DBE — demibrânquia externa
DBI — demibränquia interna
DD — diverticulo digestivo
E — esöfago
EST — estômago
GB — glândula bissogênica
GC — gânglios cerebróides
GP — gânglios pediosos
GV — gânglios viscerais
I — Intestino
LP — linha paleal
M — manto
MAA — músculo adutor anterior
MAP — músculo adutor posterior
MRA — músculo retrator anterior
MRP = músculo retrator posterior
N — nefriídios
O = ovários
P = pé
PA — papila anal
PE — pericárdio
PL — palpos labiais
R = Preto
SE — sifao exalante
SI — sifaa inalante
SS & I = saco do estilete associado ao intestino
SV — sulco ventral do pé
umbo
38 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova espécie de...
LEGENDAS DAS FIGURAS
ESTAMPA I Eupera klappenbachi sp. n., holötipo MRCN n.º
3903:
Fig. 1: Vista interna da valve esquerda.
Fig. 2: Vista pelo lado inferior, interna, da valve esquerda,
mostrando a charneira e a disposição dos dentes.
Fig. 3: Aspecto externo da valve esquerda.
29
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
E
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asa
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CD o up aa
ESTAMPA 1
40
MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, I. L. — Nova espécie de...
ESTAMPA II Eupera klappenbachi sp. n.:
Fig. 4:
Big. o:
Vista ventral externa, animal anestesiado, mostrando
o pé com o sulco ventral e o bisso.
Vista lateral, animal vivo em locomoção.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 41
inf Ar oh:
ESTAMPA I
42
MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, |. L. — Nova espécie de...
ESTAMPA III Eupera klappenbachi sp. n.:
Fig.
Fig.
6:
Te
Vista lateral interna do animal sem concha e manto do
lado esquerdo. As setas indicam a direcäo das corren-
tes ciliares.
Vista interna do manto, lado direito, mostrando as cor-
rentes ciliares. As setas indicam a direcao das mes-
mas. O palpo labial externo direito tambem estä re-
presentado, pois é preso dorsalmente ao manto.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 43
MAP
aee 07
“ESTAMPA II
44 MANSUR, M. C. D. & VEITENHEIMER, I. L. — Nova espécie de...
ESTAMPA IV Eupera klappenbachi sp. n.:
Fig. 8 :Esquema da organização anatômica interna.
IHERINGIA —
Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
45
SS&l GRE sy BI
ESTAMPA IV
e D
2. Fr de A Aa
IHERINGIA | Zoologia | n. 47 | p. 47-66 Porto Alegre | 14/11/75
Zooplankton from southern Brazil-3. Quantitative aspects and
seasonal fluctuations of some copepods (*)
João Oldair Menegheti (**).
ABSTRACT
Some of the most abundant copepods from Rio Grande do Sul are
studied in this reppori.
It is given the densities of every species and the fiuctuations
during one year and indicated their probabie causes.
It is determined the correlations between copepods and some am-
biental parameters, trying to find the explanations to their geographi-
cal distributions.
RESUMO
Estudam-se neste trabalho alguns dos copepodos mais abundantes
na plataforma continental do Estado do Rio Grande do Sul.
Determinam-se suas densidades e flutuações durante o ano, apon-
tando possíveis causas determinantes.
Obtém-se indicações que apontem prováveis explicações para suas
distribuições geográficas.
INTRODUCTION
The family and species reported bellow and studied by the
author are some of the most abundant particle grazers and pre-
dators copepods collected on the “Programa Rio Grande do Sul”,
and are the foilowing:
1. Eucalanus pileatus — Eucalanus subcrassus. (GIESBRECHT):
2. Centropages furcatus (DANA) — Centropages brachiatus
(DANA); 3. Oithona plumifera (BAIRD); 4. Temora stylifera
(DANA); 5. Labidocera fluviatilis (DAHL); 6. Dytrichocory-
caeus amazonicus-Onycorycaeus giesbrechti (DAHL); 7. Oncaei-
dae.
Particle grazer (MULLIN, 1966) it is refered to the size of
the eaten food and not to its vegetable or animal nature. As pre-
dator is refered the animal who has a feeding habit preferen-
tially of animal nature. Since Calanus until Temora included
are enadeıed as particle grazers and the remaining as preda-
tors.
(*) Aceito para publicação em 30.12.74.
(**) Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotänica do
Estado do Rio Grande do Sul.
48 MENEGHETI, J. O. — Zooplankton from southern Brazil-3...
This work intends to give the quantitative importance and
seasonal fluctuations of every species relatively to the total co-
pepods and to understand the mechanisms involved in their
spatial distribution.
BJORNBERG (1963) and RAMIREZ (1966, 1969) studied
these species and their distributions in the Brazil and Argentina
coasts respectively.
From now when refering to the species and family listed
above, it will be used Eucalanus, Centropages, Oithona, Temora,
Labidocera, Corycaeus and Oncaeidae.
Eucalanus pileatus and Eucalanus subcrassus were conside-
red together as one species because according to BJORNBERG,
E. pileatus is probably a variety of E. subcrassus and it is cited
by some authors (DEEVEY, 1960) as Eucalanus pileatus sub-
crassus.
To become easyer the quantitative treatment C. furcatus
with C. brachiatus, and D. amazonicus with O. giesbrechti are
considered together because they co-exist in the continental shelf
of the State (BJORNBERG).
The studied area is limited by the Torres and Chui latitudes
(nearly 29°21’ S to 33°44’ S), from 7 nautic miles out to about
the limits of the continentai shelf.
The route was basicaly the same in the six cruises.
MATERIAL AND METHODS
The cruises were carried out in the following times: first
one on fall; second and third on Winter; fourth on Spring; fifth
on late Spring; sixth on late Summer.
The equipment employed and the conditions of the hauls are
described in MENEGHETI (1973, b). The density was determi-
ned by the number of individuals per 100 cubic meter of filte-
red water. Subsamples were made with stempel pipet. From every
sample three subsamples were removed.
Three water masses were considered in the continental shelf,
according to MIRANDA (1972) for studies of correlation, dis-
tribution and abundance of copepods: Coastal Water with Su-
bantartic Influence, Subantartic Water and Central Water of the
South Atlantic, with the salinities lower than 33.70°/oo, between
33.70º/00 and 34.15º/00, and bewteen 34.50º/00, and 36.00°/oo,
respectively. From now, when. it is refered to this water masses,
they will be used: CWSAI, SAW and CWSA.
As the frequence in number of individuals of different spe-
cies did not show normal distribution, correlation between dif-
ferent variables was measured by the Spearman's rank correla-
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 49
tion coefficient corrected for large number of tied observations.
The variables were absolute densities of copepods, water
masses, distance from the coast and latitude. The t test was used
with the significance of 5%.
When it is refered to the seasons of the year, it means the
time spent in every cruise.
RESULTS
Dominant copepods
Eucalanus is the most abundant species on Spring and fall,
Temora on late Spring and on late Summer; Corycaeus and On-
caeidae on Winter. The most favourable seasons of particle gra-
zers occurrence are on fall, Spring and on late Summer, while
the less favourable one is on Winter. The predators are dominant
on Winter.
Seasonal fluctuation of the relative densities.
Considering the quotient constituded by the densities sum
of the species studied in this werk over the densities of total co-
pepods found in the sample it is verified, comparing the figures
1 to 6 that: 1. the cruises of little relative contributions repor-
ted to the total copepods are those carried out on Winter; 2. the
cruise with larger contribution is on late Summer; 3. on late
Spring and late Summer Temora is dominant reaching in this
last cruise the relative contribution of nearly 50%; 4. such as it
happens considering the absolute density, also with relative
abundance the dominant copepods are Eucalanus, Temora, Cory-
caeus and Oncaeidae; 5. in the third and fifth cruise, Eucalanus
are less abundant; 6. the larger contributions of Centropages
occur on fall, late Spring and late Summer, whereas smaller con-
tributions occur on Winter and Spring; 7. Oithona shows a little
relative contribution, being larger one in the second cruise; 8.
Labidocera shows a interesting characteristic maintaining nearly
constant its relative contribution, in spite of the fluctuation obser-
ved in its absolute abundance; 9. Temora presents small relative
contribution in the cruises on Winter, progressively increasing
its relative abundance, reaching the peak on late Summer and
decreasing on fall; 10. Corycaeus occur always with important
relative contributions; 11. Oncaeidae have important relative con-
tributions on Winter and late Spring, whereas they are less
abundant on fall and Summer.
50 MENEGHETI, J. ©. — Zooplankton from southern Brazil-3...
Relative density by water mass.
Considering the same quotient used before, is is verified
that: the studied copepods reach higher percentage in SAW, (fig.
14) nearly with the same pertentage in CWSA (fig. 15); whilst
the smallest was reached in CWSAI (fig. 13).
Considering now every species and relating its absolute den-
sity with the densities sum of the studied copepods, it is verified
that: 1. the largest relative contributions are Eucalanus, Temora
and Corycaeus in the CWSAI (fig. 16); 2. in the SAW, (fig. 17)
Temora is marckedly the dominant copepod, but Centropages
and Corycaeus have important relative density; 3. in the CWSA
(fig. 18), still Temora is the dominant species followed by the
contribution of Eucalanus; 4. the contribution of Labidocera is
larger in the CWSAI, being lesser in the CWSA; 5. the relative
contribution of Oncaeidae is important only in the CWSAI.
Correlations between ambiental parameters and densities of co-
pepods.
The copepods considered for correlaticns are Eucalanus, Cen-
tropages, Oithona, Temora, Labidocera and Corycaeus. Oncaei-
dae is not considered because it includes several species.
Considering absolute density and water masses, it is veri-
fied that Temora showed significant positive correlation (0,38)
statisticaly, that is, as much as greater the salinity of water mas-
ses, larger is the tendence to occur in high densities. Whereas the
remaining copepods do not exhibit significant statistical correla-
tion.
Considering absolute densities and distance from the coast,
it is verified that: 1. Oithona has significant positive correlation
(0,40), that is, as much as far away from the coast it is gathered,
the tendence of occurrence in high densities is larger; 2. negati-
ve correlations were presented by Centropases (—0,36), Euca-
lanus (— 0,38), Labidocera (—0,40) and Corycaeus (— 0,64),
that is, the tendence is the opposite of Oithona; 3. remaining
copepods did not exhibit significant statistical correlation.
Considering absolute densities and latitude, it is verified
that Oithona presents significant positive correlation, 0,51, that
is, with the decreasing of the latitude, there is a tendence to in-
crease the densities. The remaining copepods do not exhibit sig-
nificant correlation.
DISCUSSION
Probably, the main causes to explain seasonal fluctuations
of copepods abundance are: 1. mecanic concentration of the zo-
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 51
oplankton thai according to VORONINA (1966) happens usually
in frontal zones, and as the continental shelf of the studied area
suffer the influence of Subtropical Convergence (MIRANDA,
1972), this is a real possibility; 2. the intensification of repro-
duction in determinate periods of the year is the most probable
factor to explain the fluctuation, because in some species there
are two or more peaks of abundance. This explanation is adopted
by several authors, for instance, FARRAN (1949) and VORONI-
NA (1966). The peaks of abundance of the copepods species occur
at different times. This agrees with several authors as WOOD-
MANSEE (1958) and HARVEY and colleagues (1935). The re-
production at different times, accordig to VORONINA is one af
the main reasons for spatial differences of the species. Unfortu-
natelly, ir spite of to be a probable explanation for this work,
it is impossible to affirm that reproduction is the cause of seaso-
nal fluctuation, because it would be necessary to know well the
life cycles of the copepods.
It is important to note the existence of one, two or more
peaks of abundance during an year. It does not mean that there
is just one, two or more generations. Apparently the number of
generations is independent of the number of peaks. For example,
it is observed that in the samples of the six cruises cccur fema-
les of Corycaeus with eggs. The same is not observed to the
others groups, but the explanation is probably that there is a
loss of the eggs with the rubbing of net.
Seasonal fluctuations of the relative densities.
Main observation of seasonal fluctuation of the relative den-
sities is that the particle grazers as Eucalanus, Centropages, Oi-
thona and Temora are strongly dominant on fall, late Spring and
late Summer. Predatores as Corycaeus and Oncaeidae increase
their relative contributions on Winter, except Labidocera whose
peak of abundance is on fall. These facts could be a coincidence
or that fluctuation is related with feeding behavior. However
without data as the standing stock of phytoplankton, it is diffi-
cuit to discuss it.
There is not a direct relation between the absolute and the
relative densities of the copepods. Besides the aspect above the
other reasons is that there is a seasonal fluctuation of the total
density of the copepods. In this way, high absolute density does
not mean necessarily high relative density, and vice-versa.
Correlations between densities and ambiental parameters
Variability observed in individual frequencies was high. This
variability in the data is a problem related with sampling. Accor-
52 MENEGHETI, J. O. — Zooplankton from southern Brazil-3...
ding to TONOLLI (1958), this is explained by the tendence that
the majority of the organisms have in being concentrated, sepa-
rated among themselves by zones of rarefaction, what was obser-
ved by authors, as CUSHING (1961). Others few organisms have
a distribution at random. HUTCHINSON (1953) explains this
tendence considering five causes, three of them being biological
ones: 1. the particular dispersion of the sons about the mother in
reproduction process; 2. the social intincts; 3. the interaction
becoming from the relationship between prey and predator (in
TONOLLI).
Positive and negative correlations between absolute densi-
ties and distance from the coast, and between density and varia-
tion of latitude mean that, probably, one or more ecological fac-
tors, not perfectly associated with the variables above, are deter-
minant in the observed tendences of copepods distribution. The
data show significant correlation between the copepods absolute
densities and distance from the coast or between densities and
variation of latitude. Oithona was the only one that presents, at
the same time, statistical significant correlation between its den-
sities ond distance from the coast, and between densities and va-
riation of latitude. This probably indicates that ecological factors
determining the distributions of copepods in longitude are not
the same of those that determine in latitude.
The Spearman rank correlation coefficient suggest that the
species with larger tendence to oceur near to the coast is Cory-
caeus, while Centropages, Eucalanus and Labidocera show the
same tendence, but not so strong as the first one.
Eucalanus a
Data obtained with this copepod confirm BJORNBERG
(1963) and FARRAN (1949) observations, that is, Eucalanus
reach larger densities in waters between the salinities of 29 0/00
and 340/00.
When there is an increase of salinities, near the coast, in
this case on Summer, the species occur in small densities. In
spite of this, relating its densities with water masses, it is not
verified significant correlation, but with distance from the coast.
Centropages
Two species live together during a period in the shelf of
the studied area. In spite of this, they exhibit no one significant
correlation. This is explained because they come from different
origin.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 53
Oithona
Data obtained in this work confirm those of BJORNBERG:
that Oithona is not found in brackish waters, larger densities and
frequencies "ur in shelf and oceanic waters with higher sali-
nities.
However it does not present significant correlation with
water masses, but with both distance from the coast and varia-
tion of latitude.
Labidocera
Data agree with BJORNBERG and RAMIREZ whom veri-
fied the species, in spite of being eurihalin, it is coastal and pre-
fer brackish waters. It does not show significant correlation bet-
ween density and water mass, but with distance from the coast.
Temora
Observations got by BJORNBERG and RAMIREZ (1966)
contradict those of YAMAZI (1958) and DEEVEY (1952, b). The
last authors verified that the species occur in larger densities in
oceanic regions of Pacific, while the first ones mentioned that
the largest densities occur in coastal waters samples in relative-
ly high salinities, about 35º/00. Data of this work ratify the ob-
servations of the authors first mentioned. Temora was the only
one that present significant correlation between density and water
mass. It is dominant in the hot seasons of the year because in
this time it is observed a larger influence of hot and more saline
waters in the continental shelf. There are two hypothesis to ex-
plain this dominance. It would have horizontal transport of indi-
viduals from one to another area, which is possible according to
BOGOROV (1958). This would mean that the individuals would
come from oceanic waters to coastal and shelf waters in confor-
mity with the observations of DEEVEY and YAMAZI, and it
would consider the occurrence of Temora as temporary. The se-
cond hypothesis, more probable, respecting the invasion of con-
tinental shelf with hot and more saline waters, would give favou-
rable ambiental conditions to the reproduction of this copepod.
Corycaeus
Several authors as BJORNBERG and RAMIREZ observed
that larger densities occur in coastal waters, specially in low
salinities (lesser than 34 °/oo), what indicates estuarine influen-
54 MENEGHETI, J. ©. — Zooplankton from southern Brazil-3...
ce. Data of this work confirm these observations, since they
occur in high densities in salinities between 28240/00 and
33,95 0/00. In spite of this, there was not significant correlation
between its density and water masses, but between the first and
distance from the coast.
ACKNOWLEDGMENTS
The author is grateful to Dr. Tagea Bjornberg for suggestions
wich led to the improvement of this work, and to Mrs. Jocélia
Vieira, Director of the Museum for her continued interest and
encouragement.
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56 MENEGHETI, J. ©. — Zooplankton from southern Brazil-3...
RELATION OF FIGURES .
1. Relative frequence of all studied taxonomic groups ot
copepods related to the total ones in the first cruise.
2. Ibidem second cruise.
3. Ibidem third cruise.
4. Ibidem fourth cruise.
o. Ibidem fifth cruise.
6. Ibidem sixth cruise.
Legend in the figures 1 to 6 and 13 to 15.
oo fg go se ico
— Relative frequence of studied taxonomic groups of co-
pepods.
— Ibidem of the others.
F. 7. Relative frequences of every studied taxonomic groups
of copepods related to the other six in the first cruise.
F. 8. Ibidem second cruise.
F. 9. Ibidem third cruise.
F. 10. Ibidem fourth cruise.
F. 11. Ibidem fifth cruise.
F. 12. Ibidem sixth cruise.
Legend in the figures 7 to 12, and 16 to 18.
08; — Relative frequence of Eucalanus pileatus — E. sub-
crassus.
Ibidem Centropages furcatus — C. brachiatus.
Ra Ibidem Oithona p:umifera.
BM I[bidem Labidocera fluviatilis.
ERES)
== — Ibidem Temora stylifera.
— Ibidem Dytrichocorycaeus amazonicus — Onychori-
| | caeus giesbrechti.
Dh Ibidem Oncaeidae.
F. 13. Relative frequence of all studied taxonomic groups of
copepods related to the total ones in the CWSAI.
F. 14. Ibidem in the SAW.
F. 15. Ibidem in the CWSA.
F. 16. Relative frequences of every studied taxonomic groups
of copepods related to the other six in the CWSAI.
F. 17. Ibidem in the SAW.
F. 18. Ibidem in the CWSA.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
57
58
MENEGHETI, J. O. — Zooplankton from southern Brazil-3...
75
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 19
MENEGHETI, J. ©. — Zooplankton from southern Brazi
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IHERINGIA 14/11/75
p. 67-72 | Porto Alegre-RS :
Contribuição ao estudo da biogeografia, sistemática e ecologia dos
Planorbideos (Gastropoda; Planorbidae) do Rio Grande do Sul *
Oscar Miranda Fróes **
Darcy Farias Lima ***
RESUMO
As coletas de Planorbídeos foram feitas em municípios represen-
tativos de nove das onze regiões fisiográficas em que se divide o
Estado, e cujas características principais são sumarizadas.
Foram registradas para o Rio Grande do Sul as seguintes espécies:
Drepanotrema cimex (MORICAND, 1839), D. heloicum (ORBIGNY,
1835), D. kermatoides (ORBIGNY, 1835), Antillorbis pfeifferi (STRO-
BEL, 1874), Biomphaiaria tenagophila (ORBIGNY, 1835), B. peregrina
(ORBIGNY, 1835), B. philippiana (DUNKER, 1848) e B. straminea
(DUNKER, 1848).
São feitos comentários sobre a distribuição geográfica e ecologia
das espécies coletadas.
ABSTRACT
Planorbids were collected in nine out of the eleven physiographic
regions of the State of Rio Grande do Sul. The physiography of the
regions is also described. The following species are reported for these
regions: Drepanotrema cimex (MORICAND, 1839), D. heliocum (OR-
BIGNY, 1835), D. kermatoides (ORBIGNY, 1835), Antillorbis pfeifferi
(STROBEL, 1874), Biomphalaria tenagophila (ORBIGNY, 1835), B. pe-
regrina (ORBIGNY, 1835), B. philippiana (DUNKER, 1848) and B.
straminea (DUNKER, 1848).
Comments are made on the geographical distribution and ecology
of the collected species.
INTRODUÇÃO
Até agora os Planorbidae do Rio Grande do Sul só eram co-
nhecidos através de publicações esparsas, principalmente de PA-
RAENSE (1965, 1966) e PARAENSE & DESLANDES (1958 a, b)
que coletaram em vários municípios. Há alguns anos vimos cole-
tando planorbídeos com a finalidade de procedermos à sua de-
terminação e estudo de sua distribuição no Estado. Três motivos
nos levaram a estudar este grupo. Em primeiro lugar a inexis-
tência de um trabalho de conjunto sobre a planorbifauna riogran-
* — Aceito para publicação em 28/04/75
** — Professor Assistente de Parasitologia, Instituto de Biociências da Univers
sidade Federal do Rio Grande do Sul. ! f Ê 3
*** __ Professor Titular de Parasitologia, Instituto de Biociências da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul.
68 FRÕES, O. M. & LIMA, D. F. — Contribuição ao estudo da...
dense. Em segundo lugar, em virtude da esquistossomose, ende-
mia parasitária que afeta cerca de 10% da população brasileira,
estar se alastrando progressivamente para o sul. Em terceiro lu-
gar por termos no Estado espécies como Biomphalaria tenagopkila
que em certas regiões, como no vale do Paraíba, é o principal hos-
pedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, e B. peregrina
que pode ser suscetível à infestação experimental.
Das 11 regiões fisiográficas do Estado só não coletamos nas
regiões da Campanha e das Missões. Até o presente efetuamos
coleta malacológica nos seguintes municípios: Torres, Osório, Tra-
mandaí, Porto Alegre, Viamão, Alvorada, Cachoeirinha, Grava-
taí, Canoas, Esteio, Triunfo, Taquarí, Rio Pardo, Cachoeira do
Sul, Butiá, S. Jerônimo, Arroio dos Ratos, Barra do Ribeirc,
Tapes, Camaquã, S. Lourenço do Sul, Pelotas, Pedro Osório, Ar-
roio Grande, Jaguarão, Canguçú, Piratiní, Pinheiro Machado, San-
ta Cruz do Sul, Venâncio Aires, Montenegro, Lajeado, Estrela,
São Leopoldo, Taquara, Garibaldi, Carlos Barbosa, Farroupilha,
Caxias do Sul, S. Francisco de Paula, Fontoura Xavier, Soledade,
Victor Graeff, Getúlio Vargas, Sertão, Passo Fundo, Erechim,
Barão de Cotegipe e S. Valentim.
O Estado do Rio Grande do Sul está dividido em 11 regiões
fisiográficas que segundo PACHECO (1956) apresentam as se-
guintes características:
1. — Litoral: representado pela faixa litorânea entre Torres
e o Chuí, zona plana, arenosa, com clima úmido. Índices pluvio-
métricos entre 60 e 140 mm no sul e de 90 a 145 mm no norte.
A temperatura média é 17,5ºC no sul e 17,9°C no norte, mas,
com exceção de Torres, as mínimas baixam de 0°C.
2. — Depressão Central: altitude máxima de 200 m. O solo é
granítico e pantanoso nas margens fluviais. A temperatura média
anual é de 19,4°C e os índices pluviométricos oscilam entre 1300
e 1800 mm. Ocorrem geadas.
3. — Encosta do Sudeste: formada pelos municípios da orla
ocidental das Lagoas dos Patos e Mirim. Clima úmido, com
geadas. O solo é granítico.
4. — Serra do Sudeste: tem uma altitude em torno de 400 m.
É uma região fria, com temperatura média de 16,5°C, com geadas
frequentes, e um regime de chuvas entre 1350 e 1700 mm. Solo
granítico.
5. — Campanha: zona de planície com campos e coxilhas. A
temperatura média anual é de 18,1ºC, mas em D. Pedrito já fo-
iHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 69
ram observados valores extremos de 42,4°C e de -6°C. Geadas fre-
quentes. Índices pluviométricos entre 1350 e 1650 mm.
6. — Missões: constitue a encosta ocidental do planalto sul bra-
sileiro, que abrange esta região, o Planalto Médio, o Alto Uru-
guai e os Campos de Cima da Serra. O solo é argiloso vermelho.
O clima é quente (média 19,2º0C) e o regime de chuvas oscila
entre 1800 e 1950 mm.
7. — Planalto Médio: a altitude média é de 500 m. A tempera-
tura média anual é de 17,7ºC. As geadas são abundantes e a neve
frequente. O regime de chuvas varia de 1550 a 2050 mm.
8. — Alto Uruguai: localizada em grande parte no vale do rio
Uruguai é uma zona de mata subtropical. O clima é úmido, com
chuvas abundantes (de 1650 a 2000 mm). A temperatura média
anual é de 19,1°C, mas já tem sido registrada neve em Marcelino
Ramos.
9. — Campos de Cima da Serra: é a região mais alta do Estado,
atingindo a 1200 m na-zona dos Aparados da Serra (Bom Jesus)
no rebordo oriental do planalto. O clima é frio e úmido. A tem-
peratura média é 17,1°C, tendo sido registrada nesta região a
mínima absoluta de todo o Estado (-8,5ºC). As geadas são abun-
dantes e a neve frequente.
10. — Encosta Superior do Nordeste: esta região constitue a
encosta do planalto, tendo o solo a mesma constituição basáltica.
A temperatura média é a mais baixa do Estado (16°C) e os indi-
ces pluviométricos oscilam de 1800 a 2500 mm.
11. — Encosta Inferior do Nordeste: parte inferior da encosta
do planalto, com temperatura média de 19,7ºC e índices pluvio-
métricos entre 1384 e 1699 mm.
MATERIAL E MÉTODOS
Os moluscos foram coletados com uma concha de tela mili-
métrica reforçada com arame e com um diâmetro de 15 cm. Os
exemplares eram acondicionados em recipientes numerados con-
tendo no fundo uma camada de algodão umedecido recoberto com
papel de filtro. No mesmo recipiente eram colocadas amostras
da vegetação aquática. O pH da água era determinado “in loco”.
No laboratório os moluscos eram transferidos para cristalizadores
ou cubas plásticas com água destilada.
De cada lote eram dissecados 5 ou 6 exemplares para a deter-
minação da espécie.
70 FRÕES, O. M. & LIMA, D. F. — Contribuição aö estudo da...
CONCLUSÖES
Os Planorbidae säo representados no Brasil por 3 subfami-
lias: Plesiophysinae, Segmentininae e Planorbinae. Apenas as
duas últimas têm sido registradas no Rio Grande do Sul.
Entre os Segmentininae são conhecidas no Estado as seguin-
tes espécies: Drepanotrema cimex (MORICAND, 1839): espécie
comum em P. Alegre e arredores, onde a temos encontrado asso-
ciada com Biomphalaria tenagophila, Pomacea sp., Lymnaea sp.
e Physa sp.
Drepanotrema heloicum (ORBIGNY, 1835): encontrada por PA-
RAENSE (1965) na região da Campanha e no Chuí (Sta. Vitó-
ria do Palmar) associada à B. tenagophila, B. peregrina, D. ker-
matoides e Antillorbis pfeifferi.
Drepanotrema kermatoides (ORBIGNY, 1835): encontrada por
PARAENSE (1965) na região da Campanha, e por PARAENSE
& DESLANDES (1958 b) em P. Alegre e Guaíba. Como as popu-
lações do Estado apresentam algumas diferenças dos exemplares
topotípicos de Callao, Perú, é possível que estudos posteriores jus-
tifiguem o reconhecimento de uma subespécie para a qual prova-
velmente seria válido o nome bonariensis de STROBEL, 1874.
Antillorbis pfeifferi (STROBEL, 1874): como registra PA-
RAENSE (1971), este é o nome correto para Tropicorbis nordes-
tensis LUCENA, 1954 (= Drepanotrema nordestense, PA-
' RAENSE & DESLANDES, 1958). Encontrado por PARAENSE
(1965) no Chuí (Sta. Vitória do Palmar).
Dos Planorbinae são conhecidas no Brasil 8 espécies, tendo
sido registradas no Rio Grande do Sul as seguintes:
Biomphalaria tenagophila (ORBIGNY, 1835): do grupo das gran-
des bionfalárias é a única que ocorre no Estado. Encontramos
nos municípios de Torres, Osório, Tramandaí, P. Alegre, Viamão,
Guaíba, Pelotas e Pedro Osório. PARAENSE (1972) registra sua
ocorrência no Chuí. Em Pelotas a encontramos em grande quan-
tidade numa plantação de agrião e em Pedro Osório só a acha-
mos num braço morto do rio Piratiní. Até agora só temos encon-
trado esta espécie em coleções de água com pequena correnteza.
Embora possa eventualmente coexistir com outras bionfalá-
rias, está mais comumente associada com espécies: de Drepano-
trema, Pomacea, Lymnaea e Physa. Parece haver uma competição
entre B. tenagophila e B. peregrina, pois não são geralmente en-
contradas juntas. LIMA & LUZ (1964) relatam fato semelhante
no Paraná onde foi eliminada a B. peregrina dos criadouros colo-
nizados por B. glabrata.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 . 71
O maior diâmetro que encontramos em exemplares do Rio
Grande do Sul foi de 18,0 mm.
Biomphalaria peregrina (ORBIGNY, 1835): espécie de ampla+
distribuição geogrática como mostrou recentemente PARAENSE
(1980 em sua revisão desta espécie. É encontrada em todo o Es-
tado, predominando nas regiões do Alto Uruguai e Planalto Mé-
dio, onde não ocorre a B. tenagophila. Aos municípios registrados
por PARAENSE (1966) podemos acrescentar S. Valentim, Barão
de Cotegipe, Sertão, Getúlio Vargas, Victor Graeff, Soledade,
Fontoura Xavier, Lajeado, Estrela, Montenegro, Venâncio Aires,
Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Butiá, S. Jerônimo, Taquarí e
Camaquã. .
E importante observar que foi a ünica bionfaläria encontrada
em. S. Valentim (Alto Uruguai), na região da barragem do rio
Passo Fundo, onde existe um núcleo de nordestinos, e aonde recer-
temente LOUZADA (1973) descreveu o que seria o primeiro caso
autóctone de esquistossomose no Rio Grande do Sul.
Ocorre em coleções de água parada ou com correnteza muito
lenta, geralmente com gramíneas e com pH em torno de 6,4.
Biomphalaria philippiana (DUNKER, 1848): espécie registrada.
para P. Alegre, Gravataí, Sto. Antônio, Tramandaí e Guaíba.
(PARAENSE & DESLANDES, 1958 a).
Biomphalaria straminea (DUNKER, 1848): esta espécie foi re-
gistrada recentemente por CUNHA NETO (1972) come ocorrente
em P. Alegre.
AGRADECIMENTOS
Expressamos aqui os nossos agradecimentos aos Srs. Salvador da
Rosa e Silvio Mendes Corrêa que por várias vezes nos ajudaram nas
coletas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CUNHA NETO, A. G. (1972) — Biomphalaria straminea em Porto A-
legre, Rio Grande do Sul, Brasil. Atas Soc. Biol. Rio de J., v. 15,
ns, po lol.
LIMA, E. C. & LUZ, E. (1964) — Sobre a ocorrência de Australorbis
glabratus e Australorbis peregrinus no Estado do Paraná. Anais
Fac. Med. Univ. Paraná, v. 7, n. 1-2, p. 19-24.
LOUZADA, J. L. Z. (1973) — Esquistossomose Mansônica. (Primei-
ro caso autoóctone no Rio Grande dê Sul). Revta bras. Med., v. 30,
n. 8, p. 533-535.
PACHECO, IM: PS; D: (1956) . — Divisão Regional do Rio Grande do
Sul. Bolm Geográfico, n. 4.
PARAENSE, W. L. (1965) — The brazilian species of Drepanotrema.
VIII; D. heloicum (ORBIGNY, 1835). — Revta bras. Biol., v. 25.
n. 1, p. 25-34.,
72 FRÕES, ©. M. & LIMA, D. F. — Contribuição ao estudo da...
—,— (1966) — The synonymy and distribution of Biomphalaria pere-
grina in the neotropical region. — Revta bras. Biol., v. 26, n. 3,
p. 269-296
—,— (1971) — The brazilian species of Drepanotrema. IX: D. pilea-
tum sp. n. Revta bras. Biol., v. 31, n. 2, p. 271-276.
PARAENSE, W. L. & DESLANDES, N. (1958 a) — Another brazi-
lian species of Taphius (Pulmonata, Planorbidae). — Revta bras
Biolssv. LS nsa2 pr 20927
—,— (1958 b) — The brazilian species of Drepanotrema. VI: D. ker-
matoides (ORBIGNY, 1835) — Revta bras. Biol., v. 18,n. 3, p.
293-299.
IHERINGIA | Zoologia | n. 47 | p. 73-90 | Porto Alegre-RS | 14/11/75
A Familia Balistidae no extremo sul do Brasil (Actinopterygii,
Teleostei, Tetraodontiformes). *
Thales de Lema **
Susana Saenger ***
Marcos Fábio T. de Oliveira ***
RESUMO
Os autores coletaram e examinaram exemplares de peixes ma-
rinhos da familia Balistidae das costas dos Estados de Santa Catarina
e Rio Grande do Sul, situados no extremo sul do Brasil. Encontraram
4 gêneros e 6 espécies. Séries de exemplares de Balistes carolinensis
GMELIN, 1789, e de Stephanolepis hispidus (L., 1766) são examinadas,
e ambas são registros novos para a região de Santa Catarina.
ABSTRACT
The authors made a brief review of the marine fishes of the fa-
mily Balistidae from the coast of southern Brazil, States of “Santa Ca-
tarina” and “Rio Grande do Sul”. Four genera and six species are re-
gistered. Series of specimens of Balistes carolinensis GMELIN, 1789,
and Stephanolepis hispidus (L., 1766) are examined; these two species
are new for the region of “Santa Catarina”.
INTRODUÇÃO
Este artigo é uma síntese do que foi registrado sobre Balis-
tidae nos Estados de Santa Catarina (SC) e Rio Grande do
Sul (RS), extremo sul do Brasil, visando contribuir para o le-
vantamento da ictiofauna marinha da região do Rio Grande
do Sul e adjacências, trabalho esse que vimos executando no
Laboratório de Ciências do Mar do Museu de Ciências da Pon-
tifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
A família Balistidae foi registrada pela primeira vez para
a fauna do Rio Grande do Sul e Santa Catarina por H. von
IHERING (1897), que citou Balistes carolinensis GMELIN para
o RS. No mesmo artigo apontou a ocorrência dessa espécie em
“Rio de La Plata”, provavelmente baseado em BERG (1895).
Aceito para publicação em 16/06/75. Trabalho financiado em parte pelo
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de
Janeiro, e' Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do
Sul.
Naturalista do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do
Rio Grande do Sul. Orientador científico do Laboratório de Ciências do Mar
do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande
do Sul, em Ictiologia. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Cientfico e Tecnológico, Rio de Janeiro (TC 8849).
dt Estagiários do Laboratório de Ciências do Mar supra citado.
74 LEMA, T.; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M. F. T. — A Família Balistidae ...
SCHREINER & MIRANDA RIBEIRO (1903) registraram
Balistes carolinensis GMELIN para o RS.
MIRANDA RIBEIRO (1915) citôu Balistes carolinensis
GMELIN para o Mediterrâneo e o Brasil, afirmando que ocorre
na “costa brasileira até Montevideo”, não indicando localidades.
GLIESCH (1925) apontou Balistes carolinensis GMELIN pa-
ra Torres, ao norte do RS.
FOWLER (1942) citou apenas SCHREINER & MIRANDA
RIBEIRO (1903).
BARCELLOS (1962-A, 1962-B) citou Balistes carolinensis
GMELIN para o RS, provavelmente baseado em material de Rio
Grande, porto pesqueiro ao sul desse Estado.
LEMA (1963) registrou Balistes carolinensis GMELIN para
a região entre Brasil e Eua, em mar alto, de Cassino ao Cabo
Polônio.
MENEZES (1969, 1971) indicou Balistes carolinensis GME-
LIN e Monacanthus hispidus (L.) para a plataforma continental
do RS, baseado em prospecção pesqueira do n/oc. “Prof. W. Bes-
nard” do Instituto Oceanográfico de São Paulo.
BENVEGNU (1973) indicou Balistes capriscus GMELIN pa-
ra a plataforma continental do RS, de Torres até o Chuí; e tam-
bém Stephanolepis hispidus (L.) para a plataforma continental
do RS e Uruguai, de Torres até Maldonado. Corrige a indicação
de MENEZES (1969, 1971) de Balistes carolinensis GMELIN pa-
ra Balistes capriscus GMELIN.
SÁCHET, AGNES & ZENGER (1974) indicaram a ocorrên-
cia de Balistes coralinensis GMELIN para a região brasileira en-
tre Laguna (SC) e Ilha de São Sebastião (S. Paulo).
LEMA & OLIVEIRA (1975-A) registraram Alutera mono-
cera (L.) para o RS e Alutera schoepfii (WALBAUM) para SC.
Em outro artigo (1975-B) registraram e descreveram como nova
espécie, exemplares de Davidia plumbea sp. n. procedentes de
SCe RS
MATERIAL E MÉTODOS
Foram examinados 54 exemplares depositados nas coleções
ictiológicas do Laboratório de Ciências do Mar do Museu de
Ciências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul (MCPUC) e do Museu de Ciências Naturais da Fundação
Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN), ex-Museu Rio-Gran-
dense de Ciências Naturais do Estado do Rio Grande do Sul.
O mapa anexo indica os pontos de coleta do material estudado.
As localidades foram convencionadas como: AR = Argenti-
na, BR — Brasil, UR — ae SC — Santa Catarina, RS = Rio
Grande do Sul.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 75
O nümero de raios das aletas foram convencionados como:
A = anal, C = caudal, DI = primeira dorsal, DII = segunda
dorsal, PD = peitoral direita, PE — peitoral esquerda.
As medidas estão expressas em mm; os exemplares foram
relacionados por ordem decrescente de porte, convencionando-se
as medidas com as seguintes letras: A = comprimento total,
B = comprimento “standard”, C = comprimento da caudal, D —
fenda branquial, E = diâmetro horizontal da órbita, F = com-
primento da cabeça, G = comprimento do focinho, H = compri-
mento do acúleo dorsal, I = altura maior. As proporções foram
indicadas com as letras acima e a disposição dos exemplares é a
“mesma das medidas.
Nas tabelas Il e V as medidas zul de asterisco indicam
estrutura quebrada. .
CHAVE PARA A FAMÍLIA BALISTIDAE
Chave para as espécies que foram registradas nos Estados
de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil (baseada em MI-
RANDA RIBEIRO, 1915):
1l.a. Uma série de dentes nos maxi-
lares ernas mandibulas "=... pecar variar 2
b. Duas séries de dentes nos ma-
xilares e uma série nas mandi-
DUAS RO RS ro e RR ee a NR en DE
2.a. 1 espinho fino, delicado, dor-
sal; escamas diminutas, indis-
tintas a olho nu ............ Davidia plumbea LEMA
& OLIVEIRA.
b. 3 espinhos na dorsal; escamas
evidentes de formato hexago-
nat A a RR OCA DSO Ra Ra ad ee 4,
3.a. Espinho pélvico presente; a-
cúleo dorsal longo, robusto e
espinhoso: A... Stephanolepis hispidus
(L.).
b. Espinho pélvico ausente; a-
cúleosdorsalycurto us. nel. en esa p io AT 5.
4.a. Aleta caudal cöncava, com
raios externos geralmente
mais longos que os demais;
aletas segunda dorsal e anal
com os primeiros raios mais
longos que demais .......... Balistes carolinensis
GMELIN.
76 LEMA, T.; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M. F. T. — A Familia Balistidae ..
b. Aleta caudal reta e um pouco
convexa, sem raios alongados;
aletas segunda dorsal e anal
com os primeiros raios mais
curtosiquelos demais Rs Balistes capriscus
GMELIN.
d.a. Aleta caudal mais longa que o
pedúnculo; espinho dorsal
maior que o diâmetro do olho Alutera schoepfii
(WALBAUM)
b. Aleta caudal menor que o pe-
dúnculo; espinho dorsal me-
nor ou igual ao diâmetro do
olho fia RO RR RAD RR Alutera monocera (L.).
1. Alutera CUVIER, 1817
— Alutera CUVIER, 1817: 153. Espécie — tipo: Balistes mono-
ceros LINNAEUS.
1.1. Alutera monocera (LINNAEUS, 1758)
— Balistes monoceros LINNAEUS, 1758: 327.
DISTRIBUIÇÃO: Regiões tropicais e temperadas dos oceanos
Índico e Pacífico; oceano Atlântico oriental e ocidental. No Bra-
sil foi registrada para os Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande
do Sul.
NOMES VULGARES: “peixe-porco”, “gudunho”.
MATERIAL EXAMINADO: RS: Pinhal (MCPUC 6073).
1.2. Alutera schoepfii (WALBAUM, 1792)
— Balistes schoepfii WALBAUM, 1792: 461.
DISTRIBUICAO: Oceano Atläntico ocidental (do norte da
Escócia ao Brasil). No Brasil foi registrada nos Estados de Bahia
e Santa Catarina .
NOMES VULGARES: “peixe-porco”, “gudunho”.
MATERIAL EXAMINADO: SC: Florianópolis (Ilha de San-
ta Catarina, Bom Abrigo) (MCPUC 7076).
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 77
2. Davidia MIRANDA RIBEIRO, 1915
— Davidia MIRANDA RIBEIRO, 1915: Balistidae, 8. Especie-
tipo: Alutera punctata CUVIER.
2.1. Davidia plumbea LEMA & OLIVEIRA, 1975
— Davidia plumbea LEMA & OLIVEIRA, 1975-B.
DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico ocidental sul. No Brasil
foi registrada para os Estados de Santa Catarina e Rio Grande
do Sul.
NOMES VULGARES: “peixe-mira” (SC), “peixe-porco”
(RS).
MATERIAL EXAMINADO: SC: Garopaba (MCN 2252 e
2253, parátipos); RS: Tramandaí (MCPUC 7023, holótipo).
3. Balistes LINNAEUS, 1758
— Balistes LINNAEUS, 1758: 327. Espécie — tipo: Balistes
vetula LINNAEUS.
3.1. Balistes capriscus GMELIN, 1788
— Balistes capriscus GMELIN, 1788: 1471.
DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico ocidental da região equa-
torial até o Estado do Rio Grande do Sul. No Brasil foi registrada
para o RS.
NOME VULGAR: “peixe-porco”.
MATERIAL EXAMINADO: Não visto por nós.
3.2. Balistes carolinensis GMELIN, 1789
— Balistes carolinensis GMELIN, 1789: 1468.
DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico tropical, no lado ociden-
tal antige “Rio de La Plata”, e no lado oriental entra no Mar Me-
ditarrâneo. No Brasil foi registrada para os Estados de Rio de
Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
NOMES VULGARES: “peixe-porco” (SC, RS); “fantasma”,
78 LEMA, T.; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M. F. T. — A Família Balistidae...,
ul ua REED BE e sr
‚maracuguara”, “pira- aca”, “acara-mocö” (BR); “cangulo”, “bal-
lesta”, “pez ballesta”, “cucuyo” (UR, AR); “gallo” (Canarias);
“cochino común” (Espanha).
MATERIAL EXAMINADO: SC: Porto Belo (MCPUC 7074.
MCPUC 7078-7082, MCPUC 7641-7647); Florianópolis (MCPUC
1505-1508); MCPUC 1585, 1586); Estreito de Florianópolis —
Baia Norte (MCPUC 6399); Garopaba (MCPUC 3505, 3506). RS:
Tramandaí (MCPUC 7117, MCPUC 7519); Quintão (MCPUC
6113); Rio Grande — Cassino (MCPUC 7529). (Tabelas I-III).
4. Stephanolepis GILL, 1861
— Stephanolepis GILL, 1861: 78. Espécie — tipo: Monacanthus
setifer BENNETT.
4.1. Stephanolepis hispidus (LINNAEUS, 1766)
— Balistes hispidus LINNAEUS, 1766: 405.
DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico — no lado ocidental des-
de Cabo “Cod” até “Maldonado”. No Brasil foi registrada para
os Estados de Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, São
Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
NOMES VULGARES: “peixe-porco” (SC, RS), “negro-mi-
na” (BR).
MATERIAL EXAMINADO: SC: Porto Belo (MCPUC 7075),
Porto Belo — Ilha João da Cunha (MCPUC 6801); Baia de Tiju-
cas (MCPUC 7420); Florianópolis (MCPUC 1582 e 1583, MCPUC
2353, MCPUC 2387-2389, MCPUC 7077); Garopaba (MCPUC 1410;
MCPUC 3303 e 3304, MCPUC 3363). RS: Torres (MCPUC 6600,
MCPUC 6627, MCPUC 7160-7163); Farol da Conceição (MCPUC
6846-6848). (Tabelas IV-VI).
COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES
Os peixes da família Balistidae são de águas tropicais, sua
presença no extremo sul do Brasil pode ter sido propiciada pela
Corrente do Brasil, que pode atingir até a metade da costa do
Estado do Rio Grande do Sul, variando sazonalmente, chegando
mais ao sul no verão, ou só ao norte desse Estado no inverno.
Inversamente, ocorre isso com a Corrente das Malvinas, que se
contrapõe àquela, e que, em parte se desvia para o mar alto, e
outra parte aprofunda-se, ressurgindo em torno de ilhas. Essa cur-
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 79
rente fria pode atingir ate a costa do Estado de Säo Paulo, se-
gundo dados obtidos junto à Diretoria de Hidrografia e Navega-
ção do Ministério da Marinha, no Rio de Janeiro.
As espécies do gênero Alutera CUVIER parecem ocorrer
mais escassamente para o sul do Brasil. Davidia plumbea LEMA
& OLIVEIRA parece ser própria da região do Estado de Santa
Catarina. É provável que ocorra na costa paranaense também.
A presença de Balistidae no RS, deve ser apoiada na Corrente
do Brasil, acreditando nós que as espécies tropicais que chegam
até a costa desse extremo Estado brasileiro, constituam apenas
visitantes temporários. Entretanto, no que se refere às espécies
Stephanolepis hispidus (L.) e Balistes carolinensis GMELIN, tudo
indica tratar-se de fauna residente nessa área. Stephanolepis
hispidus (L.) é mais frequente na costa do Estado de SC, enquan-
to que Balistes carolinensis GMELIN atinge mais ao sul da plata-
forma continental, entrando no “Rio de La Plata”, até a altura
de Buenos Aires. Balistes carolinensis GMELIN é o Balistidae
“mais frequente na área de estudo do presente trabalho, chegando
a ser abundante em águas sobre a plataforma, mas afastadas da
costa. BUCKUP & THOMÉ (1962) encontraram-na em quanti-
dade muito grande na região marinha frente à costa que vai de
Cassino (RS) a Cabo Polonio (UR). Na região do UR foi pela
primeira vez registrada por DEVINCENZI (1924-1926) e na da
AR por BERG (1895). É uma espécie de grande resistência e,
por isso, de grande poder de dispersão para o sul, pois ocorre no
Atlântico tropical, temperado e mesmo frio, enfrentando a Cor-
rente das Malvinas; além disso, suporta salinidades baixas, como
no caso de “Rio de La Plata”, cujas águas na altura de Buenos
Aires, são, basicamente, resultado do aporte imenso de água dos
grandes rios meridionais Paraná e Uruguai, os quais, por sua vez,
drenam vasta área meridional da América do Sul.
Quanto à Balistes capriscus GMELIN, não a encontramos,
nem em descargas de navios pesqueiros que operaram em mar
alto, nem em outros, tampouco nos arrastões de praia, desde o
norte de SC até o Chuí (RS). Entretanto, revisando a bibliogra-
fia, notamos alguma confusão entre os escritos de diferentes au-
tores que se ocuparam com esta e outras espécies afins, inclusive
a sinonomização da mesma com Balistes carolinensis GMELIN.
Não possuimos elementos no momento para procurar esclarecer
a questão, mas, o exame atento das descrições e das figuras exis-
tentes na bibliografia, mostra-nos que há diferenças significati-
vas entre as duas espécies, como as que apresentamos na chave de
identificação, como, também, no número de raios das aletas, no
número de escamas, no número de rastros, na coloração e no es-
pinho. Por outro lado, e aí deve residir a causa da confusão,
Balistes carolinensis GMELIN é muito variável. Seria necessá-
80 LEMA, T.; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M. F. T. — A Família Balistidae...
ria uma revisão, com base em bastante material amostrado em
toda a área de distribuição das duas espécies. No relatório de
prospecção pesqueira realizada na plataforma continental do Es-
tado do RS, publicado pelo Grupo Executivo de Desenvolvimen-
to da Indústria da Pesca (GEDIP) do Estado do RS (atualmente
transformado na Companhia de Terminais, Pesqueiros do ERGS
(COTEP) MENEZES (1969) apresentou uma estampa (sem nü-
mero) com a legenda “Balistes carolinensis GMELIN” e que não
aceitamos como tal, sendo provável que seja Balistes capriscus
GMELIN. Na estampa seguinte a legenda indica “Monacanthus
hispidus (L.)”, sendo, obviamente, a fotografia de um Balistes
carolinensis GMELIN. No texto, MENEZES (1969, republicado
em 1971), indicou as duas espécies: Balistes carolinensis GME-
LIN e Monacanthus hispidus (L.) (sic), sendo que a primeira
BENVEGNU (1973) corrigiu para Balistes capriscus GMELIN.
O gênero Davidia MIRANDA RIBEIRO, 1915, foi posto em
dúvida e mesmo omitido por LONGLEY & HILDEBRAND (1941).
endossado por BERRY & VOGELE (1961), por acharem a espé-
cie tipo, Davidia punctata CUVIER, praticamente indistinta de
Alutera schoepfii (WALBAUM). Como o tipo dessa espécie não
foi ainda reexaminado, especialmente no aspeto da dentição, que
é básico, conforme MIRANDA RIBEIRO (1915), continuamos
aceitando o gênero Davidia MIRANDA RIBEIRO, e, portanto,
a espécie tipo.
Infelizmente os registros de Balistidae para a fauna do Bra-
sil tem se restrito, geralmente, a meras citações. Disso decorre
que não há dados para tentar a interpretação das variações que
algumas dessas espécies apresentam. Também a escassez de re-
gistros faunísticos não permite o mapeamento satisfatório dessas
espécies.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico, Rio de Janeiró, e à Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado do Rio Grande do Sul, pelos auxílios outorgados para a realização
de viagens. Agradecemos ao Diretor do Instituto Central de Biociências
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr. Tuiskon Dick, e ao
Chefe do Departamento de Zoologia do mesmo Instituto, Prof.º? Nydia
P. L. de Azevedo, pela colaboracäo para a realizacäo de diversas via-
gens. Ao industrial Eduardo Ballester, homem de grande visäo, pela
colaboracäo prestada em Rio Grande (RS), cedendo seus frigoríficos
e favorecendo de todas as maneiras possíveis o trabalho de coleciona-
mento nos barcos e departamentos de sua indústria. Aos colegas Lenio
J. Borsato e Luiz Carlos C. Faleiro, dedicados pesquisadores do Labo-
ratório de Ciências do Mar da Pontifícia Universidade Católica do RS,
pelo seu eficiente trabalho de coleta.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 81
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
83
TABELA I
Balistes carolinensis GMELIN — N.º de raios das aletas:
Exemplares DI DII PD/PE
MCPUC 0399 III 29 14/14
MEPUE 1505 HI 28 14/14
MCPUC 1506 HI 28 14/14
MEPUC 1507 IT 28 14/14
MCPUC 1508 III 27 14/14
MCPUC 1585 III 28 14/14
MCPUC 1586 HI 27 14/14
MCPUC 3505 III 27 14/14
MCPUC 3506 III 27 14/14
MCPUC 6113 III 28 13/13
MCPUC 7074 III 28 14/14
MCPUC 7078 III 27 14/14
MCPUC 7079 II 28 14/14
MCPUC 7080 III 28 14/14
MCPUC 7081 III 27 14/14
MCPUC 7082 III 27 14/14
MEPUE 7117 HI 29 14/14
MCPUC 7519 HI 28 13/13
MCPUC 7529 HI 27 14/14
MCPUC 7641 III 27 13/11
MCPUC 7642 III 27 14/14
MCPUC 7643 III 28 13/13
MCPUC 7644 HI 25 14/14
MCPUC 7645 HI 28 14/14
MCPUC 7646 III 28 14/14
MCPUC 7647 II 27 14/13
84
LEMA, T.; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M. F. T. — A Família Balistidae...
TABELA II
Exemplares A B Cc
MCPUC 6113 415 370 45
MCPUC 1508 244 219 25
MCPUC 1506 222 192 30
MECPUC Ri asa io 47
MCPUC 1507 218 187 31
MCPUC 0399 211 180 31
MCPUC: 3906, 204 170 34
MCPUC 3505 202 175 27
MCPUC 1505 200 172 28
MCPUC 7074 195 167 28
MCPUC 7078 192 147 45
MCPUC 7081 190 162 28
MCPUC 7079 188 160 28
MCPUC 7519 186 160 26
MCPUC 1585 185 158 27
MCPUC 7080... 171 147 24
MCPUC 7082 169 145 24
MEPUC 752977167. 145 22
MCPUC 7647 164 145 19
MCPUC 7645 152 129 23
MCPUC 1586 147 125 22
MCPUC 7642 145 123 32
MCPUC 7641 144 122 22
MCPUC 7646 141 125 16
MCPUC .7644 140 122 18
MEPUE 7643-7125 2.112 13
Balistes carolinenses GMELIN — Medidas:
20*
158
[22] e ————eee +
90
le e e tg op qe im rei ie ari rel TE ne See ee een
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 85
TABELA III
Balistes carolinensis GMELIN — Proporcöes:
Exemplares A/C A/F A/I G/E H/E
MCPUC 6113 9,222 3.772 2,441 4,000 3,150
MCPUC 1508 9,760 3,588 2,464 3,000 ==
MCPUC 1506 7,400 3,762 2,312 2,571 2,357
MCPUC 7117 4,723 4,188 2551 2,833 —=
MCPUC 1507 7.032 3,824 2,422 2,428 Ca ==
rICPUC 0399 6,806 33167 2,344 2,666 —
MCPUC 3506 6,000 4,000 2,266 2,500 —
MCPUC 3505 7,481 3,672 2,148 3,000 3,083
MCPUC 1505 7,142 BLUE) 2,469 2,583 2,500
MCPUC 7074 6,964 3,679 2,635 3.272 3,090
MCPUC 7078 4,266 4,000 2,461 2,727 E
MCPUC 7081 6,785 3,653 2,405 2,916 2,666
MCPUC 7079 6,714 3,836 2,473 2,727 2,909
MCPUC 7519 2.153 3,720 2,188 2,909 3,090
MCPUC 1585 6,851 3,700 2.256 2,583 2,250
MCPUC 7080 7,125 3,562 2,280 2,818 2,818
MCPUC 7082 7,041 3,520 2,347 3,000 2,636
MCPUC 7529 7,590 3,553 2,226 3,100 —-
MCPUC 7647 8,631 3,489 Ale 2,800 2,700
MCPUC 7645 6,608 3,800 2,491 2,200 2,000
MCPUC 1586 6,681 3,500 2.371 2,500 3,100
MCPUC 7642 4,531 3,625 2,416 2,300 2,400
MCPUC 7641 6,545 3,600 2,482 .. 2,200 2,600
MCPUC 7646 8,812 3,439 2,389 2,300 2,600
MCPUC 7644 rt 3,333 21333 2,400 2,600
MCPUC 7643 9,615 3,472 2,358 2,990 2,599
86 LEMA, T.; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M. F. T. — A Família Balistidae ...
TABELA IV
Stephanolepis hispidus (L.) — Número de raios das aletas:
Exemplares DI DII PD/PE A ©
MCPUC 1410 34 13/13 32 12
MCPUC 1582 33 13/13 31 12
MCPUC 1583 33 14/14 32 12
MCPUC 2353 31 13/13 31 12
MCPUC 2387 33 14/13 33 12
MCPUC 2388 31 13/13 31 12
MCPUC 2389 32 14/14 31 12
MCPUC 3503 33 13/13 32 12
MCPUC 3504 32 13/13 31 12
MCPUC 3563 31 14/13 31 12
MCPUC 6600 31 13/13 32 12
MCPUC 6627 31 13/13 31 12
MCPUC 6801 32 13/13 31 12
MCPUC 6846 32 13/13 32 12
MCPUC 6847 32 13/13 39 12
MCPUC 6848 33 13/13 33 12
MCPUC 7075 32 14/13 32 12
MCPUC 7077 32 13/13 32 12
MCPUC 7116 32 13/13 31 12
MCPUC 7160 32 13/13 33 12
MCPUC 7161 29 13/13 30 12
MCPUC 7162 32 14/14 33 12
MCPUC 7163 32 13/13 31 12
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975
87
Exempl- _
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
MCPUC
2387
2389
1582
2388
3563
3503
1583
3504
7116
7077
6848
7160
7162
7163
6627
7161
6847
6600
6846
1410
6801
7075
2353
Stephanolepis
TABELA V
hispidus (L.) — Medidas:
[SAS or op ler ore»)
15*
12%
88 LEMA, T.; SAENGER, $.; OLIVLIRA, M. F. T. — A Família Balistidae ...
TABELA VI
Stephanolepis hispidus (L.) — Proporções:
Exemplares A/C A/F A/I G/E
MCPUC 2387 6,425 6,589 2,234 3,785
MCPUC 2389 7,083 4,180 2,125 3,357
MCPUC 1582 5,075 4,272 2,043 2,733
MCPUC 2388 6,135 - 4,365 2,270 2,714
MCPUC 3563 6,531 4,265 2,009 3,083
MCPUC 3503 5,472 4,477 2,095 2,666
MCPUC 1583 5,514 4,195 1,855 2,833
MCPUC 3504 5,750 4,025 1,963 2,333
MCPUC 7116 5,291 3,735 2,081 2,300
MCPUC 7077 5,250 3,750 1,909 2,500
MCPUC 6848 5,111 3,680 1,508 2,285
MCPUC 7160 5,000 3,913 1,914 1,875
MCPUC 7162 4,888 3,666 1,760 3,857
MCPUC 7163 5,312 3,863 1,976 2,142
MCPUC 6627 5,000 3,636 2,000 2,142
MCPUC 7161 4,937 4,157 1,975 2,166
MCPUC 6847 4,750 4,000 1,948 2,166
MCPUC 6600 5,230 4,000 2,125 1,833
MCPUC 6846 4,857 3,578 2,125 2,166
MCPUC 1410 4,714 4,125 2,129 1,666
MCPUC 6801 4,769 3,875 2,068 1,666
MCPUC 7075 4,285 3,750 1,875 2,200
MCPUC 2353 4,916 3,933 1,966 2,000
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1975 89
prato BELO
TIJUÍCAS
Co/BAJIA NORTE
EL ORIANÓPOLIS
RIO GRANDE
DO SUL
RIO GRANDE
ASSINO
URUGUAI
= 38 32 so PR
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1974 91
PUBLICAÇÕES DO “MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS”
Série
N.º
N.º
Série
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
N.º
"IHERINGIA”
ANTROPOLOGIA
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BOTÂNICA
1 — RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1958) — “Asclepiadaceas Rio-grandenses” — 58 p.;
2 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1958) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 1. Auriculariaceae, Sirobasidiaceae, Tremellaceae, Dacryomyr
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Sul, Brasilia: 4. Meruliaceae, Polyporaceae, Botelaceae”. — p. 193-296;
8 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 5. Agaricaceae”. — p. 297-450.
9 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceae, Calostomataceae, Hymenogastraceae, Hys-
terangiaceae, Sclerodermataceae, Tulostomataceae, Lycoperdaceae, Geastra-
ceae, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae”. — p. 451-480;
10 — CERONI, Z. da S. V. — (1962) — “Média anual de transpiração no Eucalyp-
tus rostrata e suas relações com o meio através do método “Cut-leaf”.
— 28 p., 1 f., 11 gráficos;
11 — RICK, Pe. J. (S. J.) — (1963) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: INDEX”. — 32 p., 1 errata;
12 — RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1964) — “Acanthaceae Riograndenses”. — 36 p.;
13 — RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1965) — “Orchidaceae Riograndenses”. — 96 p.
14 — (1970) — com 4 artigos, 58 p.:
CERONI, Z. S. V. — “Relações entre água periférica e central em troncos
de Eucalyptus” — p. 3-18, 1 f.
CERONI, Z. S. V. — “Hipóteses sobre a hiperacidez do mel de certa api-
cultura de Santa Cruz do Sul”. — p. 19-22.
FERREIRA, A. G. — “Flora da praia de Belas, Porto Alegre”. — p. 23-44, 7 f.;
VIANNA, E. C. — “Marchantiales e Anthocerotales coletadas no Rio Gran-
de do Sul”. — p. 45-54.
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
N.º
N.º
N.º
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18
(1971) — com quatro artigos, 90 p.:
VIANNA, E. C. — “Considerações sobre algumas hepáticas de Gramado,
Rio Grande do Sul, Brasil” — p. 3-18, 4 est.
SCHULTZ, A. R. H. & PORTO, M. L. — “Nota prévia sobre levantamento
Horistico de quatro regiões naturais do Rio Grande do Sul”. - p. 19-48, 1 f.
VIANNA, F. M. S. & IRGANG, B. E. — “Levantamento do número cromossô-
mico em espécies do gênero Eryngium L. (Umbelliferae) no Rio Grande do
Sul, 1”. — p. 49-52, 1 tab.
CÔRTE-REAL, M. & AGUIAR, L. W. — “Diatomáceas da ilha de Santa Cata-
rina e regiões vizinhas: I. Baia Norte e Palhoça”. — p. 53-74, 2 f., 2 tab.
(1972) — com três artigos, 64 p.:
BAPTISTA, L. R. M. & IRGANG, B. E. — “Nota sobre a composição floris-
tica de uma comunidade florestal dos arredores de Porto Alegre”. — p. 3-8;
FLORES, F. E. V. — “Lista dos gêneros de Chlorophyta de um lago artificial
de Porto Alegre, RS — Brasil”. — p. 9-14, 1 f.;
CÔRTE-REAL, M. & AGUIAR, L. W. — “Diatomáceas do arroio Dilúvio, Porto
Alegre, RS, com referências às espécies de interesse sanitário e poluição”.
— p. 15-54, 2 f..
(1973) — com sete artigos, 92 p.:
LORSCHEITTER, M. L. — “Hepáticas foliosas primitivas, novas para o Rio
Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-17, 24 f.;
AGUIAR, L. W. & CÖRTE-REAL, M. — “Sobre uma floração de Asterionella
japonica CLEVE (1878) na costa do Rio Grande do Sul”. — p. 18-27.
SOARES, Z. F. — “Nota sobre as Boragináceas da região de Porto Alegre
e arredores” — p. 28-33.
FALCÃO, J. |. DE A. — “Contribuição ao estudo das Convolvulaceae do Rio
Grande do Sul, Brasil” — p. 34-55, 8 f.;
BICUDO, C. E. M.; CÔRTE-REAL, M. & MARTAU, L. — “Catálogo das algas
de águas continentais do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil: | — Bacilla-
riophyceae”. — p. 56-68, 1 f.;
CÖRTE-REAL, M. & CALLEGARO, V. L. M. — “Catálogo das Bacillariophy-
ceae da costa do Rio Grande do Sul, Brasil” — p. 69-79, 1 f.;
IZQUIERDO, J. M. N. & ESTRELLA, V. M. A. — Paracoccidioides brasiliensis
(Fungi Imperfecti) em morcegos no Rio Grande do Sul, Brasil — p. 80-85, 1 f..
(1973) — com onze artigos, 110 p.:
VIANNA, E. C. & LORSCHEITTER, M. L. — “Lista preliminar dos gêneros de
Hepáticas, coletadas no Rio Grande do Sul”. — p. 5-14.
BAPTISTA, L. R. M. — “Lista dos gêneros de algas marinhas macroscópicas
encontradas em Torres (RS)” — p. 15-26, 2 f.
VIANNA, E. C. — “Observações sobre o desenvolvimento morfológico do
esporöfito de Regnellidium diphyllum LINDM. (Hydropteridineae)” — p.
27-37, 14 f.
GIRARDI, A. M. M. — “Contribuição ao estudo da venação e anatomia
foliar das Meliaceas do Rio Grande do Sul: |. Guarea lessoniana JUSS.
(camboatá)” — p. 38-47, 12 f.
OLIVEIRA, P. L. de — “Espécies do gênero Radula DUMORTIER ocorrentes
no Rio Grande do Sul, Brasil (Hepáticas)” — p. 48-53, 8 f.
VALLS, J. F. M. — “Notas sobre gramíneas do Rio Grande do Sul, Brasil:
l. Citações novas para a flora sul-rio-grandense e relação das tribos e
gêneros com ocorrência confirmada” — p. 54-63.
PORTO, M. L. — “Contribuição ao conhecimento dos gêneros sul-rio-gran-
denses de Cucurbitaceae”. — p. 64-75.
IRGANG, B. E. — “Lista preliminar das espécies do gênero Eryngium L.
(Umbelliferae) encontradas no Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 76-79.
HOMRICH, M. H. — “Nota sobre Myriostoma coliforme DESVAUX (Lycoper-
daceae)”. — p. 80-89, 3 f.
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1974 93
Serie
N.º
N.º
N.º
N.º
VASCONCELLOS, J. M. O. — “Estudo:dos gêneros de Amaranthaceae do Rio
Grande do Sul”. — p. 90-98, 15 f.
CERONI, Z. S. V. — “Lista dos gêneros de Caryophyllaceae do Rio Gran-
de do Sul — Brasil”. — p. 98-103, 1 tab.
GEOLOGIA
1 — (1967) — com dois artigos, 90 p.:
— PINTO, |. D. & CLOSS, D. — “Índice remissivo dos fósseis do Rio Grande
do Sul”. — p. 3-76, 6 f.;
— MARTINS, L. R. & GAMERMANN, N. — “Contribuição à sedimentologia da
Lagoa dos Patos. — Ill: Granulometria da zona norte e média”. — p.
77-86, 3 f.;
2 — (1969) — com três artigos, 169 p.:
— BIANCHI, L. A. — “Bancos de Ostreídeos pleistocênicos da planície costei-
ra do Rio Granle do Sul”. — p. 3-40, 6 f., 4 est.;
— MARTINS, L. R. & EICHLER, B. B. & PODOLSKY, V. M. — “Propriedades
texturais dos sedimentos litorâneos de Santa Catarina. | Areias de praia,
trecho, Mampituba-Araranguá”. — p. 41-54, 4 f.;
— FORTI, I. R. S. — ““Cenozoie mollusks from the drill-holes Cassino and Pal-
mares do Sul of the Coastal Plain of Rio Grande do Sul”. — p. 55-156,
1f,9 est.
3 — (1970) — com cinco artigos, 126 p.:
— CLOSS, D. — “Estratigrafia da Bacia de Pelotas, Rio Grande do Sul”,
p. 3-76;
— PAULA-COUTO, C. de — “Novo Notoungulado no Riochiquense de Itaboraí”,
— p. 77-86, 3 f.;
— ISSLER, R. S. — “Caracteres magmáticos regionais do vulcanismo da Bacia
do Paraná”, — p. 87-100, 2 f.;
— RIBEIRO, M. — “Sobre um padrão orogênico evidenciado no Escudo Sul-rio-
grandense”. — p. 101-108;
— RIBEIRO, M. & TEIXEIRA, C. A. S. — “Datações de rochas do Rio Grande
do Sul e sua influência nos conceitos estratigráficos e geotécnicos locais”.
— p. 109-120, 1 f..
4 — (1971) — com três artigos, 78 p.:
— COSTA, C. M. B. DA — “Importância paleoecológica e esträtigräfica de Ero-
dona mactroides DAUDIN (Mollusca, Bivalvia)”. — p. 3-18, 27 f.
— CLOSS, D. & FORTI, |. R. S. — “Quaternary mollusks from the Santa Vitó-
ria do Palmar country”. — p. 19-58, 2 f., 4 est.;
— RIBEIRO, M. — “Uma província alcalina no Rio Grande do Sul — 1. Estu-
dos preliminares”. — p. 59-71, 2 f..
ZOOLOGIA:
1 — BUCKUP, L. & BUCKUP, E. H. — (1957) — “Catálogo dos Moluscos do Mu-
seu Rio-Grandense de Ciências Naturais”. — 40 p.;
2 — FRÕES, O. M. — (1957) — “Atualização da nomenclatura dos quelônios bra-
sileiros”. — 24 p.;
3 — BECHYNÉ, J. — (1957) — “Provisorische Liste der Alticiden von Rio Grande
do Sul. (Col., Phytoph., Chrysomeloidea)”. — 52 p.;
4 — BUCK, Pe. P. (S. 5.) — (1957) — “Insetos criados em galhos cortados”. — 7 p.;
5 — LEMA, T. de — (1957) — “Bicefalia em serpentes” — 8 p., 4 est.;
& — BUCKUP, L. — (1957) — “Pentatomideos Neotropicais. — I. Sobre o gênero
Agroecus Dallas, 1851, com a descrição de duas espécies novas (Hem. —
Pentatomidae)”. — 20 p., 87 f.;
4 — BUCKUP, E. H. — (1957) — “Estudo das variações de Bothrivrus bonariensis
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Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
(Koch, 1842) e sobre a invalidez de Bothriurus asper Pocock 1893 e Bothriu-
rus semiellypticus Prado, 1934”. — 18 p., 5 est, 1 tabela;
BAUCKE, O. — (1957) — “Cerambicideos do Rio Grande do Sul. — III”.
— 30 p.;
UHMANN, E. — (1953) — “Faerbungskreise dreier Hispinae aus Suedbrasi-
lien. — 191. Beitrag zur Kenntnis der Hispinae. (Coleop., Chrysomelidae)”. —
14 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1958) — “Notas sobre os Répteis do Estado do Rio Grande
do Sul, Brasil: Notas I a IV”. — 31 p., 6 est.;
UHMANN, E. — (1959) — “Dos Schildchen der Hispinae und seine Umge-
bung. — 198. Beitrag zur Kenntnis der Hispinae. (Coleop., Chrysomelidae)’'-
— 12 p., 3 est;
BAUCKE, O. — (1960) — “Notas Entomolögicas. I-lll”. — 19 p., 3 est.;
LEMA, T. de — (1960) — “Notas sobre Répteis do Rio Grande do Sul. —
Va VII”. — 36 p., 7 est.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1960) — “Studies on Corai Snakes. — Introduction
Il. About the eggs of Coral Snakes; Il. A new observation of the Behavoir
of Micrurus frontalis multicinctus and its relationship with folklore”. — 3€
P-, 6 est.;
BUCKUP, L. — (1960) — “Pentatomideos Neotropicais. — Il. Contribuição
ao conhecimento dos Asopinae da América do Sul. (Hem., Het., Pentatomi-
dae)”. — 25 p.;
BUCKUP, L. — (1961) — “Os Pentatomideos do Estado do Rio Grande do
Sul (Brasil). (Hemiptera, Heteroptera, Pentatomidae)”. — 24 p.;
LEMA, T. de — (1961) — “Notas sobre os Répteis do Estado do Rio Gran-
de do Sul, Brasil, IX-XI”. — 20 p., 8 est., 21 f.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1961) — “Notas sobre cobras corais, (Serpentes, Ela-
pidae) — ll a VI”. — 22 p. 14 f.;
CLOSS, D. & MADEIRA, M. — (1962) — “Tecamebas e Foraminiferos do Ar-
roio Chuí. (Santa Vitória do Palmar, Rio Grande do Sul, Brasil)” — 43 p.,
7 est., 1 mapa;
BUCKUP, L. & THOME, J. W. — (1962) — “| Campanha Oceanográfica do
Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais. — A viagem do “Pescal Il’ em
julho de 1959”. — 42 p., 2 est., 1 mapa;
LEMA, T. de — (1962) — “Sobre a espécie Bothrops itapetiningas (Boulan-
ger, 1907) e sua ocorrência no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Ser-
pentes, Crotalidae)”. — 12 p., 4 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Ocorrência de Philodryas arnaldoi (Amaral,
1932) no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. (Serpentes, Colubridae)”. —
4 p. 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Considerações sobre dois Saurios com cauda du-
pla. (Reptilia, Squamata)”. — 6 p., 2 est.;
LEMA, T. de — (1962) — “Deformação acidental em Xenodon merremil
(Wagler, 1824). (Serpentes, Colubridae)”. — 6 p., 2 est.;
RERTELS, A. — (1962) — “Insetos — Hóspedes de Solanáceas”. — 11 p.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1962) — “Anomalias observadas em serpentes do gê-
nero Micrurus Wagler, 1824. (Serpentes, Elapidae)”. — 6 p., 1 est, 12 f.;
AZEVEDO, A. C. P. — (1962) — “Sobre uma população de Micrurus fronta-
lis frontalis (D. & B., 1854) de Lagoa Santa, Minas Gerais, Brasil. (Serpen-
tes, Elapidae)”. — 3 p., 1 est., 6 f.;
THOME, J. W. — (1963) — “Um novo Copépodo (Crustacea) do gênero
Trifur Wilson, 1917”. — 11 p., 5 est, 1 f.;
GOULART, A. D. — (1963) — “A Hirudofauna do município de Porto Ale-
gre. (Estado do Rio Grande do Sul, Brasil)”. — 7 p.;
LEMA, T. de — (1963) — “Resultados ictiológicos da | Campanha Oceano-
gráfica do Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais”. — 56 p.;
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1974 95
N.º 31
N.º 32
N.º 33
N.º 34
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N.º 37
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N.º 40
BECHYNÉ, J. & BECHYNÉ, B. S. de — (1963) — “Beitraege zur kenntnis der
Salvadorenischen Chrysomeloidea”. — 79 p.;
UHMANN, E. — (1964) — “Hispinae aus dem Staate São Paulo, Brasilien.
— 209. Beitrag zur kenntnis der Hispinae. (Coleoptera, Chrysomelidae)”.
— 28 p.;
HOFFMANN, G. R. — (1964) — “Contribuição ao conhecimento de Libina
spinosa Milne-Edwards, 1834. (Crustacea, Decapoda, Brachyura)”. — 40 p.,
2 f., 10 gráficos;
AZEVEDO, A. C. P. — (1964) — “Variações cromáticas em Micrurus coraliinus
(Wied, 1820). (Serpentes, Elapidae)”. — 15 p., 3 f.
(1967) — com cinco artigos, 88 p.:
GOULART, A. D. DE Á. — “Presença de Helobdella obseura Ringuelet, 1942
e Helobdella duplicata var. tuberculata Ringuelet, 1958, no Rio Grande do
Sul, Brasil”. — p. 3-6;
CLOSS, D. & MADEIRA M. — “Foraminíferos e Tecamebas aglutinantes da
Lagoa de Tramandaí, no Rio Grande do Sul”. — p. 7-31, 6 est., 2 f.;
GRAZIA, J. — “Estudos sobre o gênero Galedanta Amyot & Serville, 1843
(Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”. — p. 45-59, 19 €.;
LEMA, T. de — “Novo gênero e espécie de serpente opistoglifodonte no
Brasil meridional (Colubridae, Colubrinae)”. — p. 61-74, 10 f.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. — “Thecamoebina and Foraminifera from
the Mirim lagoon, southern Brazil)”. — p. 75-88, 2 f.;
(1969) — com um artigo, 114 p.: a
BECHYNE, J. & BECHYNE, B. S. de — “Die Galerucidengattungen in Süd-
brasilien”. — p. 1-110, 16 f.
(1969) — com cinco artigos, 128 p.:
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do Sul, state of Santa
Catarina, Brazil”. — p. 3-29, 3 est.;
PEREIRA, C. A. F. D. — “Recent foraminifera of Southern Brazil collected by
hydrografic vessel Baependi” ”. — p. 37-95, 2 est. 1 gráf.;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: |. Espécies depositadas no “Zoologisches Museum”
de Kiel, Alemanha”. — p. 101-111, 21 f.;
LEMA, T. de & AZEVEDO, A. C. P. — “Ocorrência de Mierurus decoratus
(JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil, (Serpentes, Elapidae)”. — p. 113-117.
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguaya repens HINDE, 1888
(Porifera-Spongilidae) with redescription of the species”. — p. 119-123, 2 f.
(1970) — com três artigos, 124 p.:
ROETTGER, E. U. — “Recent foraminifera from the continental Shelf of Rio
Grande do Sul collected by the hydrografic vessel ‘Canopus’ “. — p. 3-72,
2r est 318; a
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
poda) neotropicais: Ill. Espécies depositadas no “Il. Zoologisches Institut
und Museum der Universitat” de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 f.;
LEMA, T. de — “Sobre o 'status’ de Elapomerphus bilineatus DUMÉRIL, BI-
BRON & DUMÉRIL, 1854, curiosa serpente subterrânea”. — p. 89-118, 7 f..
(1970) — com três artigos, 102 p::
FABIÁN, M. E. — “Estudo anatômico de Liophis miliaris (L. 1758). Serpentes,
Colubridae”. — p. 3-18, 8 f.;
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicsllidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: V. Espécies depositadas no “Museo ed Instituto di
Zoologia Sistemática della Universitá”, de Turim, Italia”. — p. 19-31, 17 f.;
MANSUR, M. C. D. — “Lista dos moluscos bivalves das Famílias Hyriidae
e Mycetopodideae para o Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 33-95. “
(1971) — com três artigos, 66 p.:
BECKER, M. & GRAZIA-VIEIRA, J. — “Contribuição ao conhecimento da su-
perfamília Pentatomoidea na Venezuela (Heteroptera)”. — p. 3-26.
96
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
N.º
No
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N.º
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44
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: VII. Espécies depositadas no “Muséum National d'His-
toire Naturelle” Paris, França”. — p. 27-52, 22 f., 3 est.;
VOLKMER-RIBEIRO, C- — “Houssayella iguazuensis BONETTO and DE DRA-
GO, 1966 (Porifera-Spongillidae) in Itú river, Rio Grande do Sul, Brazil”.
— p. 53-60, 6 f.
(1972) — com 4 artigos, 74 p.:
NAPP, D. S. — “Notas sobre o gênero Lius H. DEYROLLE — (Coleoptera,
Buprestidae)” — p. 3-20.;
MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo de Castalia undosa
martensi (IHERING, 1891) — (Bivalvia, Hyriidae)”. — p. 21-34.;
LEMA, T. de — “Sobre Micrurus putumayensis LANCINI, 1962 e sua ocor-
rência no Brasil — (Serpentes, Elapidae)” — p. 35-58.
THOMÉ, J. W. — “Uma nova espécie de Phylocaulis do Brasil — (Veroni-
cellidae, Gastropoda)”. — p. 59-68.
(1973) — com seis artigos, 96 p.:
POLI, C. R. — “Os bagres do litoral de Santa Catarina e do Rio Grande
do Sul — Brasil (Ostariophysi, Siluriformes, Bagridae)”. — p. 3-13, 2 f.;
FABIÁN, M. E. — “Contribuição ao conhecimento da osteologia craniana
de Liophis WAGLER (Serpentes, Colubridae)”. — p. 14-24, 14 f.;
GRAZIA-VIEIRA, J. — “Uma nova espécie de Mayrinia HORVATH, 1925 (Hete-
roptera, Pentatomidae, Pentatomini)”. — p. 25-33, 9 f.;
LEITÃO, M. D. — “Ovoviviparidade em Ophiodes striatus (SPIX, 1824) —
Sauria, Anguidae”. — p. 34-39, 4 f.;
ROETTGER, E. U. — “Observações ecológicas sobre foraminiferas recentes da
costa do Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 40-63, 18 f.;
VEITENHEIMER, |. L. — “Contribuição ao estudo do gênero Leila GRAY,
1940”. — p. 64-89, 16 f., 2 tab.
(1973) — com 6 artigos, 132 p.:
LISE, A. A. — “Contribuição ao conhecimento do gênero Sidyma no Bra-
sil, com a descrição de uma nova espécie (Araneae, Thomisidae)”. — p.
3-47, 53 f.;
VOKES, H. E. — “A new subgenus and species of Crassatella (Mollusca,
Bivalvia) from Southern Brazil”. — p. 48-59, 7 f.;
MENEGHETI, J. O. — “Zooplankton from Southern Brazil — 1. Quantita-
tive aspects”. — p. 60-74, 9 f.;
MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo das espécies do
genero Diplodon SPIX, 1827 do Rio Guaiba, Rio Grande do Sul (Unionacea,
Hyriidae)”. — p. 75-90, 13 f.;
BRAUN, P. C. — “Nova espécie do gênero Proceratophrys MIRANDA-RIBEI-
RO, 1920 do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Ceratophrynidae)”.
— p. 91-99, 8 f.;
MENEGHETI, J. O. — “Zooplankton from Southern Brazil — 2. Its composi-
tion, distribution and density in space and time”. — p. 100-125, 20 f.
(1973) — com 7 artigos, 81 p.:
BRAUN, P. C. — “Nova espécie do gênero Melanophryniscus GALLARDO,
1961 do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Brachycephalidae)”.
— p. 3-13, 5 f.;
BOLTOVSKOY, D. — “Polimorfismo en Sagitta serratodentata KROHN, 1853
(Chaetognatha) con especial referencia a las vesiculas seminales”. — p.
14-27, 13 f.;
BRAUN, C. A. S. — “Sobre a ocorrência de Pleurodema bibronii TSCHUDI,
1838, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Leptodactylidae)”.
— p. 28-31, 1 f.;
VEITENHEIMER, |. L. — “Anodontites BRUGUIERE, 1792, no Guaíba — RS
(Bivalvia, Mycetopodidae). | — Anodontites trapesialis forbesianus (LEA, 1860)”.
— p. 32-49, 6 f.;
IHERINGIA — Zoologia, n. 47 — 14 DE NOVEMBRO DE 1974 97
N.º 45
N.º 46
BRAUN, P. C. — “Sobre uma postura de Caiman latirostris (DAUDIN, 1802)
— (Crocodilia, Alligatoridae)”. — p. 50-54, 2 f.;
GRAZIA-VIEIRA, J. & CASINI, C. E. — “Lista preliminar dos heterópteros
uruguaios da região nordeste: Pentatomidae e Coreidae (Insecta, Heterop-
tera)”. — p. 55-63, 1 f.; a
LEMA, T de — “Ocorrência de Uromacerina ricardinii (PERACCA, 1897) no Rio
Grande do Sul e contribuição ao conhecimento dessa rara Serpente (Ophidia,
Colubridae)”. — p. 64-73, 8 f.
(1974) — com 6 artigos, 80 p.:
MANSUR, M. C. D. — “Monocondylaea minuana ORBIGNY, 1835: Variabi-
lidade da concha e morfologia do sistema digestivo (Bivalvia, Mycetopodi-
dae)”. — p. 3-25, 13 f.;
GALILEO, M. H. M. — “Contribuição ao conhecimento da genitália dos ma-
chos do gênero Horvathinia MONTANDON, 1911. (Heteroptera Belostomati-
dae, Horvathiniinae)”. — p. 26-33, 10 f.;
BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. S. — “Fauna da fronteira Brasil-Uruguai.
Lista dos anfíbios dos Departamentos de Artigas, Rivera e Cerro Largo”.
— p. 34-39, 4 £;
ALVES, M. L. M. & FABIÁN-BEURMANN, M. E. — “Sobre a ocorrência de
Homonota uruguayensis (VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1961) no
Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. (Lacertilia, Gekkonidae)”. — p. 50-54,
DEF:
ARAÚJO, M.L. & PERAZZOLO, M. — “Nota prévia sobre a biologia de Tana-
tofídeos em cativeiro. (Ophidia, Elapidae e Viperidae)”. — p. 55-66, 3 f.; |
BRAUN, C. A. S. — “Ocorrência de Bufo paracnemis A. LUTZ, 1925 no Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Bufonidae)”. — p. 67-72, 2 f.
(1975) — com 7 artigos e uma nota, 78 p.:
FÁBIAN-BEURMANN, M.E. — “Sobre a osteologia craniana de Leimadophis
almadensis (Wagler, 1824) e Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825) Ser-
pentes — Colubridae”. — p. 3-10, 2 f.;
BOKERMANN, W.C.A. — “Uma nova espécie de Colostethus do Brasil Cen-
tral (Anura, Dendrobatidae)”. — p. 13-16, 2 f.;
BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. S. — “Sobre a ocorrência de Hyla berthae
BARRIO, 1962 no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Hylidae)”.
— p. 19-24, 2 f.;
VEITENHEIMER, I.L. & MANSUR, M.C.D. — “Primeiras observações de bival-
vês dulciaquícolas como alimento de “Armado amarillo”, Rhinodoras d'orbig-
nyi (KRÔYER, 1855) BLEEKER, 1862”. — p. 25-31, 2 f.;
VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M.
— “Primeiro relato da ocorrência de espongilídeos (Porifera) na bacia do
Guaika, Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 33-49, 2 f.;
SILVA, F. — “Três novas ocorrências de quirópteros para o Rio Grande do
Sul, Brasil (Mammalia, Chiroptera)”. — p. 51-53; NOTA — “Presença de
Calonectris diomedea borealis CORY, 1881 nas costas de Santa Catarina,
Brasil (Aves, Procelariidae)”. — p. 59;
MENEGHETI, J.O. — “New observations about quantitative aspects of zoo-
plankton from Brasil”. — p. 55-70, 8 f.
(1975) — Com cinco artigos, 98 p.:
VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — “Esponjas tetraxonidas
do litoral sul-brasileiro: Redescrisao de Cydonium glariosus SOLLAS, 1866
e Erylus formosus SOLLAS, 1886.” — p. 3-22, 4 f.
MANSUR, M.C.D. & VEITENHEIMER, I.L. — “Nova espécie de Eupera (Bivalva:
Sphaeúdae) e primeiros estudos anatômicos dentro do gênero.” — p. 23-46,
8 f.
MENEGHETTI, J. O. — “Zooplankton from southern Brazil-3. Quantitative
aspects and seasonal fluctuations of some copepods.” — p. 47-66, 18 f.
FRÕES, O. M. & LIMA, D. F. — “Contribuição ao estudo da biogeografia,
98
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
sistemática e ecologia dos Planorbídeos (Gastropoda, Planorbidae) do Ric
Grande do Sul”. — p. 67-72.
LEMA, T. DE; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M.F.T. DE — “A familia Balistidae
no extremo sul do Brasil (Actinopterygii, Teleostei, Tetraodontiformes).” —
p. 73-90.
Série DIVULGAÇÃO:
NºS il
INEO 2
Nise
N.º 4
(1971) — com sete artigos, 52 p.:
Apresentação — p. 1.
CÖRTE-REAL, M. — “Atividades, projetos e esperanças”. — p. 3-10, f. 1-3.
THOME, J. W. — “Os moluscos da pré-história aos nossos dias”. —
p. 11-16. e
GRAZIA-VIEIRA, J. — “O maravilhoso ou aterrador mundo dos insetos”.
— p. 17-20.
FABIÁN, M. E. — “As serpentes, essas temíveis criaturas”. — p. 21-24.
LEMA, T. de — “Serpentes peçonhentas do Rio Grande do Sul” — p.
25-32, f. 4.
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “Porque investir em pesquisa limnológica” —
p. 33-38, f. 5.
CÖRTE-REAL, M. — “Polvição da água no Rio Grande do Sul” .— p. 39-
44, f. 6-7. $
Setores e equipes em atividades no Museu = p. 45-46.
Publicações do Museu (lista) — p. 47-51.
(1972) — com um artigo, 12 p.:
GRAZIA-VIEIRA, J. & GALILEO, M. H. M. — “Lista dos Entomölogos da
Região Sul-Brasil”. — p. 1-6.
Publicações do Museu (lista). — p. 7-12.
(1973) — Com quatro artigos, 54 p.:
LUTZENBERGER, J. A. — “Por uma ética ecológica”. — p. 3-8.
LUTZENBERGEÍ. J. A. — “Ecologia como ciência da sobrevivência”. — p. 9-18.
LEMA, T. de — “As serpentes do Estado do Rio Grande do Sul”. —
p. 19-38.
THOME, J. W. & LOPES, V. L. R. — “Aulas práticas de zoologia, | — Dis-
secação de um molusco gastrópode desprovido de concha”. — p. 34-45, 9 f.
Publicações do Museu (lista) — p. 46-53.
(1975) -- Com quatro artigos, 58 p.:
SILVA, F. — “Nossos morcegos”. — p. 3-14, 8 f.
ALVES, M.L.M.; FABIÄN-BEURMANN, M.E.; VIEIRA, M.l. — “Locomoção aquá-
tica e terrestre nos Vertebrados”. — p. 15-20:
AVILA-PIRES, F.D. de & AVILA-PIRES, L.M.M. de — “Imagens do Passado”.
— po 21-46, 8 É
LANZER, M.E.B. — “Nota prévia sobre o comportamento de Belostoma LA-
TREILLE,, 1807 e Letchocerus MAYR, 1853 em aquário e no meio ambiente”.
— p. 47-50.
Publicações do Museu (lista) — p. 51-58.
FUNDACAO ZOOBOTANICA DO RIO GRANDE DO SUL
ZOOBOTÁNICA Entidade de direito privado, instituída pela Lei Estadual n.º 6097
de 20/12/72. - (Vinculada à Secretaria do Interior, Desenvolvimento
Regional e Obras Públicas do Estado do Rio Grande do Sul)
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Secretário do Interior, Desenvolvimento Regional e Obras Públicas
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CARLOS DE PAULA COUTO
Diretoria da Fundação Zocbotânica do Rio Grande do Sul
Diretor-Superintendente
JOSÉ WILLIBALDO THOMÉ
Diretores-Executivos
do Jardim Botânico - ALBANO BACKES
do Museu de Ciências Naturais - JOÃO PEDRO R. PAPALÉO
do Parque Zoológico - GILBERTO C. MATTES
Impresso com verba do Departamento de Assuntos Culturais
da Secretaria de Estado da Educação e Cultura
> companhia rio-grandense de artes gráficas
Corag
BL ISSN 0073 — 4721
Serie ZOOLOGIA Número 48 15/12/1975
Os gêneros da família Veronicellidae nas Americas
(Mollusca; Gastropoda).
JOSE WILLIBALDO THOME .. ........:.4.0...
Estudo revisivo de Bothrops neuwiedi pubescens (CO-
PE, 1869). Serpentes, Viperidae.
MARISA IBARRA VIEIRA & MARIA LÚCIA M.
ANNA DIS) DES REDE DD
Sobre Ogcocephalus vespertilio (L., 1758) ocorrente
no extremo sul do Brasil (Teleostei, Lophiiformes,
Ogcocephalidae).
THALES DE LEMA & JOABER PEREIRA JR. ....
Dados sobre a ocorrência de Lethocerus annulipes
(HERRICH-SCHAFFER, 1846) no Estado do Rio
Grande do Sul.
MARIA ELIZABETH BARCELLOS LANZER ......
MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
PORTO ALEGRE
IHERINGIA é o periódico de divulgação de trabalhos científicos inéditos do Museu
de Ciências Naturais, publicado em quatro (4) séries: “Antropologia”, “Botânica”, “Geo-
logia” e “Zoologia”. Cada série é editada em fascículos, com numeração corrida indepen-
dente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no todo ou por série, é distribuído a Instituições congêneres em regime
de permuta, podendo eventualmente também ser distribuído gratuitamente a cientistas
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IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific works and research data
from the “Museu de Ciências Naturais”, issued on four (4) series: “Antropology”, “Bo-
tany”, “Geology” and “Zoology”. Each series is published in fascicules of independent
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superior direita e rubricadas ao menos por um autor; 5.2. apenas os nomes cien-
tíficos devem ser sublinhados com um traço simples; 5.3. os nomes dos autores,
inclusive de referência bibliográfica, devem vir datilografados em MAIÚSCULAS;
5.4. as referências bibliográficas, no fim do artigo, devem restringir-se ao estrita-
mente necessário e devem vir organizadas em ordem alfabética do sobrenome do
autor e secundariamente em ordem cronológica; 5.5. na citação de artigos, o nome
do periódico deve vir sublinhado e na de livros, o título da obra; 5.6. as abrevia-
ções de periódicos preferencialmente, devem obedecer as adotadas no “World List
of Scientific Periodicals”; 5.7. a disposição dos dados das referências deve obedecer
o critério dos seguintes exemplos hipotéticos:
RAMBO, B. (1956) — A fisionomia do Rio Grande do Sul, 2.2 ed., Porto Alegre, Livraria
Selbach, v. 6 (Jesuitas no Sul do Brasil) xvi-456 p., 28 f., 15 est.;
=> e — Bignoneaceae Riograndensis — Iheringia, Bot., v. 2, n. 6, p. 1-26, f. 1-3,
est. 1-2.
5.8. todas as ilustrações são consideradas figuras e levarão numeração corrida, per-
mitindo-se o editor agrupá-las e distribuí-las do modo mais econômico, sem preju-
dicar sua apresentação e respeitando tanto quanto possível as indicações do autor;
5.9. os desenhos, gráficos e mapas devem ser feitos à tinta da China, preferencial-
mente em papel vegetal e as fotografias em papel brilhante e nos tamanhos que per-
mitam a redução para o máximo de 17 x 1lem; 5.10. ilustrações a cores devem ser
combinadas previamente e seu custo fica a cargo do autor; 5.11. as legendas das
figuras devem vir em ordem numérica, em folha separada do texto; 5.12. a loca-
lização aproximada das figuras no texto deve ser assinalada pelo autor na margem
direita do manuscrito, sempre a lápis;
6. A correção das provas tipográficas será de responsabilidade do autor, salvo expressa
convenção em contrário. Modificações no texto, durante as correções, só serão acel-
tas se as despesas provenientes das mesmas forem pagas pelo autor;
7. Serão fornecidas, gratuitamente, 50 separatas de cada artigo, independentemente do
número de autores. Maior número de separtas poderão ser fornecidas mediante pré-
vio ajuste, devendo o pedido ser feito na ocasião da entrega dos originais.
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IHERINGIA Zoologia n.º 48 p. 3-56 Porto Alegre-RS 15/12/1975
Os gêneros da família Veronicellidae nas Américas
(Mollusca; Gastropoda) *
José Willibaldo Thomé **
RESUMO
A redescrição de [O0 gêneros e a descrição de 8 gêneros novos são
apresentados, apoiados em característicos descritivos atualizados e com-
provadamente válidos, como contribuição ao conhecimento sistemático
dos Veronicelídeos americanos.
Para cada gênero é indicada e discutida a sinonímia, a espécie-tipo
e tentativamente são relacionadas as respectivas espécies conhecidas.
Também são indicadas as ocorrências dos respectivos gêneros nas Amé-
ricas, baseado na bibliografia disponível e no exame de coleções de
diversas Instituições. O trabalho está complementado por uma chave
dicotômica para identificação dos 18 gêneros.
ABSTRACT
A redescription of 10 known genera and a description of 8 news
ones are made, as a contribution to the systematic knowledge of the
American Veronicellidae.
Each genus is discussed with indication of the respective synony-
my and type species. The other know species are listed only tentati-
vely under the respective genera. An indication of the occurrence of
the American genera is also given, on the basis of the avaiable biblio-
graphy and of the collections of several institutions. The work is com-
pleted with a dichotomous key for the identification of the 18 conside-
red genera.
INTRODUÇÃO
A família Veronicellidae GRAY, 1840 tem ocorrência pan-
tropical (TE, 1972), encontrando-se representada nas Américas
desde o sul-dos Estados Unidos da América até o sul da Argenti-
na e Chile, predominando a ocorrência nas Antilhas, norte dos
Andes e sul do Brasil (THOME, 1975b).
São animais facilmente reconhecíveis e caracterizados peia
ausência total de concha, mesmo na fase embrionária; corpo re-
vestido totalmente pelo manto; dois pares de tentáculos, sendo os
x Trabalho aceito para publicação em 03.07.75. , 3
Parte da, tese defendida em Concurso à Livre-Docência de Zoologia, realizado
de 9 a 11.12.1974, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul,
Porto Alegre, RS.
Pa Do Museu de Ciências Naturais, Fundeção Zoobotânica do Rio Grande do Sul
— Caixa Postal, 1188 — 90.000 — Porto Alegre, RS e Professor Titular de
Zoologia na PUCRGS.
4 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
a
inferiores bifurcados e com função tátil e os superiores omatófo-
ros contráteis; ânus posterior; aberturas genitais distanciadas,
sendo que a masculina na frente, junto à base do tentáculo infe-
rior direito e a feminina na metade longitudinal do hiponoto di-
reito; ducto deferente liga-se à espermateca através de um ducto
de ligação e prolonga-se até o pênis por dentro do tegumento, “ao
longo do sulco pedioso direito; respiração exclusivamente cutânea.
A posição filogenética da Família continua discutida, admi-.
tindo-se que juntamente com as famílias Onchidiidae e Rathou-
siidae constitua a Ordem Soleolifera. Esta Ordem, classicamente,
está colocada logo antes dos Basommatophora, entre os Euthy-
neura (BOETTGER, 1955; ZILCH, 1959/1960) ou como a Ordem
mais primtiva entre os Puimonata, com a denominação de Systel-
lommatophora (PILSBRY, 1948). Contudo tem sido assinalada
como próxima dos Opisthobranchia (COLOSI, 1921a), ou como
no ápice dos Euthyneura (TAYLOR & SOHL, 1962) ou então
como um ramo aberrante entre os Pulmonata, também acima dos
Stylommatophora (MOL, 1967). Estas poucas citações dão a me-
dida da discordância reinante entre os autores e acena com a ne-
cessidade de criteriosos estudos para a solução do problema da
colocação filogenética dos Veroniceliidae.
As mesmas dificuldades ocorrem também na classificação
dentro da Família Veronicellidae. A primeira tentativa para uma
classificação coerente de toda Família foi intentada por HOFF-
MANN (1925) com resultados precários, visto o mesmo, confor-
me ele próprio afirma, não ter preocupação maior com a siste-
mática. O trabalho peca especialmente pela imprecisa descrição
dos diversos “taxa” e por não obedecer ao “Código Internacional
de Nomenclatura Zoológica” (BAKER, 1925a, 1925b, 1928b:
HOFFMANN, 1927a; THOMÉ, 1975b). Torna-se assim necessário
uma revisão geral da sistemática de toda Família.
Em irabalho mais recente FORCART (1953) abriu caminho,
iniciando pela revisão da Família, restringindo seus estudos con-
tudo a uma área geográfica, qual seja a África. Realmente, inten-
tar uma revisão geral da Família seria hoje uma obra tão vasta,
que demandaria recursos assaz dispendiosos e tempo demasiado
longo, visto o elevado número de trabalhos que foram publicados
a respeito, com a criação de grande número de “taxa” novos,
bem como pela área geográfica abrangida. Decidi assim restringir
o meu trabalho às Américas, procurando um sistema coerente de
classificação para as espécies até hoje descritas para esta área
geográfica.
O primeiro registro de Veronicellidae para as Américas, fei-
to de forma casual, ainda que sem qualquer valor taxonômico,
deve-se a GÓMARA (1552), portanto logo após o descobrimento.
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 5
GÖMARA, referindo-se a conquista e destruicäo, por parte dos
espanhóis, da localidade de Cenu, junto ao rio do mesmo nome.
na América Central, informa que foram encontradas entre os des-
troços vasilhames de “palmas” contendo entre outras iguarias,
“caracoles sin cascara”, os quais eram transportados para o inte-
rior, com fins mercantis. Como nas Americas todos os molusces
terrestres desprovidos de conchas pertencem aos Veronicelídeos,
a referência é clara e precisa.
A segunda referência específica deve-se a SLOANE (1725),
o qual refere-se à citação de GÓMARA, registrando a ocorrência
para a Jamaica, sob a denominação de “Limax nudus cinereus
terrestris”. Descreve sumariamente a lesma, dando as dimensões
e referindo-se à locomoção e alimentação da mesma, além de dar
uma ilustração dorsal e ventral de um espécime previamente fi-
xado em álcool.
A primeira referência taxonomicamente válida, contudo,
surgiu somente em 1817, quando BLAINVILLE descreve e figura
a espécie Veronicella laevis, baseado em espécime depositado no
“British Museum (Natural History)”, Londres, de procedência
desconhecida. Sabe-se hoje que a espécie em questão ocorre nas
Antilhas.
No mesmo ano CUVIER (1817a, 1817b), “redescobre” a des-
crição de SLOANE (1725) e sugere o nome de Onchidium Sloanii
(=sloanei) para esta espécie, com validade taxonômica. Se-
guem-se os trabalhos de FÉRUSSAC (1822b) e FÉRUSSAC &
DESHAYES (1819/1851), onde o primeiro descreve o novo gê-
nero Vaginulus além de três novas espécies para as Américas
As dificuldades oriundas do surgimento de 3 nomes genéricos
logo no início, bem como a validade dos mesmos e o histórico da
taxonomia até nossos dias, está extensamente referida em THO-
ME (1975b).
MATERIAL E METODOS
O material examinado pertence aos seguintes Museus e Ins-
titutos: “Museu de Ciências Naturais”, da Fundação Zoobotäni-
ca do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS (MCN); “Museu de
Zoologia da Universidade de São Paulo”, São Paulo, SP .....
(MZUSP); “Museu Nacional”, Rio de Janeiro, GB (MNRJ); “Mu-
seo Nacional de História Natural”, Montevidéo, Uruguai ;
(MNHNU); “Universidade Nacional”, Montevideo, Uruguai
(UMU); “Senckenberg-Museum”, Frankfurt, República Federal
da Alemanha (SMF); “British Museum (Natural History)”, Lon-
dres, Inglaterra (BMNH); “Museum National d’Histoire Naturel-
le”, Páris, França (MNHNP); “Zoologisches Museum, Humboldt
6 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
Universitaet”, Berlim, República Democrática Alemã (ZMHUB);
“Zoologisches Museum, Universitaet Hamburg”, Hamburgo, Re-
pública Federal da Alemanha (ZNUH); “Instituto de Zoologia
Agrícola”, Faculdad de Agronomia, Universidad Central de Ve-
nezuela, Maracay, Venezuela (IZAV).
Tentando identificar as espécies ocorrentes localmente, veri-
fiquei de imediato que faltavam critérios seguros de valor espe-
cífico e mais ainda de valor genérico, que pudessem objetivar
uma identificação e classificação correta.
Assim fui levado a empreender uma reavaliação de todos os
característidos usualmente utilizados na descrição dos “taxa”
selecionando os de maior utilidade e desprezando os de pouco
valor. Utilizei séries de 50 espécimes de uma mesma população,
de três “formas” diferentes, nos quais examinei os seguintes ca-
racterísticos: a) da morfologia externa: dimensões e índices se-
gundo HOFFMANN. (1925); conformação do ânus; constância do
colorido. b) da morfologia interna: penetração do reto no tegu-
mento; disposição dos nervos pediosos; disposição da alça ante-
rior do intestino com relação à glândula digestiva; forma, consti-
tuição e dimensões da glândula pediosa; forma e disposição de
órgãos genitais e reto junto ao poro genital feminino; aspecto,
tamanho e número de túbulos da glândula penial; forma e di-
mensões do pênis.
Da análise realizada, depreendi que os característicos da
morfologia externa não tinham utilidade geral, restringindo-se a
identificação de populações devido a sua variação interespecifi-
ca acentuada.
Assim, as dimensões e os índices, especialmente o índice
transverso, utilizado por HOFFMANN (1925) e mais recentemen-
te ainda por FORCART (1953), não tem aplicação na identifica-
ção das espécies americanas, a não ser em um ou outro caso, par-
ticularmente no que se refere a espécies do gênero Sarasinula,
conforme foi demonstrado por GRIMPE & HOFFMANN (1925b).
A maior ou menor largura da sola do pé em relação aos hiponc-
tos também desprezei pela variação que apresentam, mesmo em
indivíduos da mesma espécie. Pude verificar que a utilização de
métodos diferentes de fixação tem influência marcante no grau
de contração dos animais e nas proporções e dimensões de suas
partes e regiões.
A conformação e posição do ânus é constante nas espécies
americanas, com raras exceções, podendo ocasionalmente servir
de característico auxiliar na identificação de formas ocorrentes
nas Antilhas. O desenho do noto pode ser utilizado com grande
prudência, também corno dado auxiliar na identificação de espé-
cies do gênero Phyliocaulis, porém o mesmo não ocorre com a
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 7
cor geral, que varia muito em intensidade e tonalidade numa
mesma espécie. Para os demais gêneros não consegui fixar a uti-
lização do desenho como dado diagnóstico.
Dos característicos da morfologia interna ou da anatomia to-
pográfica utilizei com validade genérica: penetração do reto no
tegumento; presença da glândula penial e número e aspecto de
seus túbulos; forma e disposição dos órgãos genitais e do reto
junto ao poro genital feminino. Levou-me a esta decisão o proce-
dimento anterior de BAKER (1925b) e mais recentemente FOR-
CART (1969), bem como a constatação própria nas séries de es-
pécimes estudados e no reexame da maioria dos tipos das espé-
- cies descritas para as Americas, onde verifiquei a constância des-
tes característicos, que ultrapassavam o nível específico, abran-
gendo grupamentos aos quais atribui o valor taxonômico de gé-
nero.
A disposição dos nervos pediosos mostrou-se muito variável,
podendo por vezes ser utilizado como indicação auxiliar na iden-
tificação das espécies.
Finalmente, a disposição da alça anterior do intestino em
relação ao lóbulo anterior da glândula digestiva não apresenta
variação nas espécies americanas.
Além do reexame de 70 tipos ainda existentes e disponíveis
em instituições européias, das 139 espécies descritas para as Ame-
ricas, cujos resultados foram publicados em diversos trabalhos
anteriores (THOME, 1969a-b, 1970a-b, 1971, 1972a, 1973, ms. a)
bem como as espécies novas descritas neste período (THOMÉ,
1965, 1967, 1972b), foram examinados mais os lotes das coleções
de diversos Museus e Instituições, anteriormente referidos.
A dissecação do material foi procedida segundo a técnica
proposta por FORCART (1953) e por THOMÉ (1969a).
CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DOS GÊNEROS
Segundo THOMÉ (1975b) acham-se registrados para as Américas
11 nomes genéricos válidos. Destes, coloco um em sinonímia e aos 10
restantes proponho o acréscimo de mais 8 nomes, elevando o número
a 18 gêneros com ocorrência local.
01. Reto penetra no tegumento afastado do poro
genital feminino muy MEN cms Maçã Dina, in. cr lala 02
-Reto penetra no tegumento junto ao poro
genitaly feminino; 5 Grades En o, EM E 04
02. Ducto de ligação penetra na espermateca
afastado do canaliáda, mesma cel ds rn 03
-Ducto de ligação penetra na espermateca jun-
to à base da mesma, em geral axilarmente .... Montivaginulus
04.
05.
06.
07.
08.
09.
10.
11.
12.
13.
14.
THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
Túbulos da glândula penial diferenciados em
internos e externos, às vezes com alguns bi-
furcados; a espermateca em geral com curto
canalysimplesm Mana ge aa Re! “... Phyllocaulis
-Túbulos da glândula penial diferenciáveis em
dois lotes, com ao menos um deles fortemente
ramificado desde a região basal; a esperma-
teca é séssil, com forma de duplo saco ....=..; .... Vaginulus
Glandulapenial presente) digo cre amina apelo ee Seren a 03
“Glândula penial ausente . . ....cccccc.... Heterovaginina
Bolsa acessória presente, :; MINEN sda Eca RE o OM DES SO A A 06
=Bolsa: acessória: ausente: xs. smintulataçaia A, cure fee se Ema 08
Túbulos. da: glândula penial; uniformes \. ... ado a 07
-Tübulos da glândula penial diferenciados ......... Leidyula
Ducto de ligação penetra na espermateca pró-
ximo à base, em geral axilarmente ............ Belocaulus
-Ducto de ligação penetra na espermateca
afastado» da! base. bc rs qt a Simrothula
Túbulos da glândula penial diferenciados ............. 09
-Túbulos da glânduia penial uniformes ................ 13
Túbulos da glândula penial em geral sem bi-
LUrRCACOESsANn A. ya na Siri Les apare pera casas to e Ta Da OR 10
-Túbulos da glândula penial ao menos com um
dos lotes fortemente ramificados na base .......... Colosius
Ducto de ligação penetra na espermateca .............. 11
-Ducto de ligação penetra no canal da esperma-
teca, safastado adabmesma Wr. La ni ee: Veronicella
Ducto de ligação penetra na espermateca,
afastado da” base “da: mesma, SE So et de ope NE PR Pa 12
-Ducto de ligação penetra na espermateca junto
à base da mesma, em geral axilarmente ..... Potamojanuarius
Canal da espermateca cilindroide, simples .... Novovaginula
-Canal da espermateca engrossado, diferen-
ciado longitudinalmente em duas porções de
tecidostidistintosião DIZ Mais esto aa LRN N SEA Diplosolenodes
Ducto de ligação penetra na espermateca .............. 14
-Ducto de ligação penetra no canal da esper-
mateca, afastado da mesma: . 2... Mes ua er, - ETA 17
Ducto de ligacäo penetra na espermateca junto
a base da mesma, em geral axilarmente .............:. 15
-Ducto de ligação penetra na espermateca, afas-
tadoida””, base damesmal MS ar IN UNTER Ne 16
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975
15. Espermatecay;séssi] m nel Dan Sub aço PS Sa tanga Ta Angustipes
-Espermateca com canal simples ........ nei nas Vasco Sarasinula
16. Espermateca séssil, globulóide ou alongada, nes-
te caso com pequeno cabeçote ..........ccccccc. Zilchulus
-Espermateca com canal simples ..........ccccc... Latipes
17. Canal da espermateca cilíndico, com a esper-
mateca apical, recebe o ducto de ligação na
região proximal, afastado da mesma ...... Microveronicella
-Canal da espermateca também cilíndrico, mas
com a região distal dobrada sobre si mesmo,
terminando em fundo de saco, onde recebe o
ducto de ligação; a espermateca está assenta-
da sobre o canal, no local do dobramento do
IN ESTO) nr a. ani p o Raio ae RDNS E a se Forcartulus
DESCRIÇÃO DOS GÊNEROS
Os gêneros são abordados em ordem alfabética, para facili-
dade de consulta.
O interrelacionamento filogenetico dos mesmos deixei de
abordar, visto não haver até agora possibilidade de fixação de
característicos mais ou menos primitivos, ou que apresentem afi-
nidades de filogenia. A classificação das espécies em cada gêne-
ro tem caráter de tentativa, baseada nas descrições disponíveis,
que nem sempre são completas, visto que um grande número de
espécimes-tipos não foram localizados, impedindo a redescrição
dos mesmos. Também não levei em conta a sinonimização das
. espécies em questão, o que deverá ser feito por ocasião da revi-
são de cada um dos gêneros.
A ocorrência é baseada nas citações bibliográficas (grifadas),
bem como no exame das coleções de diversas Instituições, rela-
cionadas no capítulo referente ao material e métodos.
ANGUSTIPES COLOSI
Angustipes COLOSI, :-1922a: 486; — BAKER, 1925a: 15; — 1925b:
159-160, 182; — 1931: 133, 136-137; — HOFFMANN, 1927b: 3; —
THIELE, 1931 in 1929/35: 492; — COIFMANN, 1938: 171; — NEA-
VE, 1939a: 199; — DUPOUY, 1966a: 149-150.
— Especie-tipo: Vaginula difficilis COLOSI, 1921; Tucumán,
Argentina; electótipo por BAKER, 1925a: 15.
— Redescrição: O reto penetra no tegumento bem junto ao po-
ro genital feminino. A glândula penial está presente, com túbu-
los uniformes, serpenteantes na base e envolvidos no seu conjun-
10 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidas...
to por uma membrana. A espermateca é globulóide, sem cabe-
cote, séssil; o ducto de ligação é curto, penetra na espermateca
bem junto à base. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: Carandasinho, Urucum, MT (?); Rio de
Janeiro, GB (?); Cubatão, SP; Ilha Queimada Grande SP. — Ar-
gentina: Tucumán. — Bolívia: San Francisco (?). — Paraguai: San
Pedro (?): — Peru: Suhuayaco, junto ao rio Urubamba.
— Espécies incluidas: Angustipes ameghini (GAMBETTA, 1923)
(?); A. difficilis (COLOSI), 1921b); A. morii (COLOSI, 1921b)
(?); A. paraguensis (SIMROTH, 1893, 1914) (?); A. robustus
(COLOSI, 1921b); A. tarsiai (COIFMANN, 1934a (?).
— Observações: O “taxon” Angustipes foi proposto por COLO-
SI (19224) como um “grupo” do gênero Vaginuta. BAKER
(1925a) propõe o “taxon” como gênero válido, designando a es-
pécie-tipo respectiva e incluindo como sinônimos os “taxa” Lati-
pes+Monocaulis+Belocaulus. GRIMPE & HOFFMANN (1925b)
fazem menção ao “taxon” de COLOSI, sem comentários e sem
usá-lo. BAKER (1925b) na chave organizada para identificação
dos Veronicellidae Norte-Americanos, utiliza o “taxon” como
subgênero do gênero Vaginulus, com os seguintes característicos:
poro genital feminino usualmente posterior ao meio do compri-
mento do animal; reto e oviducto penetram juntos no tegumento.
Desdobra depois o subgênero em duas “secções”: Angustipes e
Latipes, caracterizando diferencialmente a primeira como segue:
ducto de ligação penetra próximo à base da espermateca; pênis
curto e forte, usualmente assimétrico (sem glande -branco-cretá-
ceo). Acrescenta a distribuição geográfica: toda América do Sul,
estendendo-se até a Guatemala e a Jamaica. Ainda BAKER ..
(1929a-b) utiliza o “taxon” como subgênero sem maiores come::-
tários. HOFFMANN (1927b), aceita a proposição de BAKER
(1925a), utilizando o “taxon” como gênero, com os sinônimos
Latipes COLOSI, Monocaulis COLOSI e Belocaulus HOFFMANN,
sem comentários.
Novamente BAKER (1931) utiliza o “taxon” Angustipes co-
mo subgênero do gêntro Vaginulus, restringindo como sinônimo
apenas o “taxon” Belocaulus HOFFMANN e apontando agora
como “secções” do subgênero: Angustipes s. s. e Sarasinula, uti-
lizando como característico diferencial numa pequena chave: pê-
nis sem curvatura em S, maior largura usualmente abaixo da me-
tade do comprimento. THIELE (1929/1935), baseado em grande
parte em BAKER, utiliza o “taxon” Angustipes como “secção”
do subgênero Vaginula s. s. e menciona novamente como sinôni-
mos: Latipes+Monocaulis COLOSI, 1922 e Belocaulus HOFF-
MANN, 1925, apresentando a seguinte descrição: poro genital fe-
minino quase no meio do hiponoto; pênis em forma de flecha
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 q
(lanceolado), ou assimétrico, não dobrado em forma de S, com a
maior largura em geral abaixp do meio; túbulos da glândula pe-
nial numerosos, medianamente compridos. Dá como tipo V. (A.)
difficilis COLOSI e como ocorrência, América do Sul e Índias
Ocidentais. COIFMANN (1938) comenta que sua espécie Vagi-
nula demerretesi pertence ao grupo Angustipes COLOSI, visto
ter a sola nitidamente mais estreita do que o hiponoto direito e
ter um pênis cônico, sem anexos.
NEAVE (1939a) registra o “taxon” como um nome genérico.
DUPOUY (1966a) na sua tentativa de classificação de Veronicelli-
dae aceita a proposição de THIELE (1929/35), sem comentários.
Recentemente FORCART (1969), em interessante trabalho
sobre Veronicellidae das Novas Hébridas, propõe o “taxon”
Angustipes como subgênero de Vaginuius, utilizando os seguin-
tes característicos diferenciais numa chave dicotômica: reto e va-
gina penetram juntos no tegumento; o ducto de ligação penetra
na espermateca próximo à base; a espermateca é séssil. Logo a
seguir FORCART (1973), menciona o “taxon” como subgênero na
redescrição de Vaginulus (Angustipes) buergeri.
O trabalho de FORCART (1969) vem de ser ampliado agora,
quando elevei o subgênero para a categoria de gênero, aduzindo
na redescrição mais alguns elementos diferenciais caracterizado-
res, baseado em novos estudos e redescrições de espécies inclui-
das.
O gênro apresenta uma larga distribuição geográfica, ao lon-
go do trópico de Capricórnio, desde São Paulo e Rio de Janeiro
no Brasil até o Paraguai e daí para cima pela Bolívia ao Peru.
Contudo tem fraca representação nas coleções examinadas.
BELOCAULUS HOFFMANN
Beiocaulus HOFFMANN, 1925: 198, 245; — BAKER, 1925a: 16; —
HOFFMANN, 1927: 3; — BAKER, 1931: 137; — THIELE, 1931
in 1929/35: 492; — NEAVE, 1939a: 414; — FORCART, 1953: 14;
— DUPOUY, 1966a: 668.
— Especie-tipo: Vaginula angustipes HEYNEMANN, 1885b:
276; — THOME, 1969b: 334-385 (redescrição); Taquara, RS, Bra-
sil; electötipo por BAKER, 1925a: 16.
— Redescrição: O reto penetra no tegumento próximo ao poro
genital feminino, porém separado deste por uma pequena bolsa
acessória. A glândula penial está presente, com túbulos unifor-
mes, serpenteantes na base onde estão envolvidos, no seu conjun-
to, por uma membrana. A espermateca é reniforme ou ovoide,
sem cabeçote, com curto canal; o ducto de ligação é curto, penetra
na espermateca próximo à base, em geral axilarmente. Com pe-
12 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
quena bolsa acessória para trás do canal da espermateca e do re-
to, parcialmente encoberta pelo tegumento.
— Ocorrências: Brasil: Bossoroca, RS; Fazenda Sta. Catarina,
Bossoroca, RS; Caracol, Canela, RS; Capão do Corvo, Canoas, RS;
Estrela, RS; Parerama, Taquari, RS; Jardim Lindóia, Porto Ale-
gre, RS; Sant'Ana, Porto Alegre, RS; Rolante, RS; Santa Cruz
do Sul, RS; 3.º Distrito de São Luiz Gonzaga, RS; Taquara, RS;
Cotiporã, Veranópolis, RS; Parque Saint Hilaire, Viamão, RS.
- Argentina: Santa Fé, Capital; Colastiné, Sul do Depto. La Capital,
Pvcia. de Santa Fé. — Paraguai: Makthlawaya; San Bernardino.
— Espécies incluídas: Belocaulus angustipes (HEYNEMANN,
1885); B. aberrans (HEYNEMANN, 1885).
— Observações: O gênero foi proposto por HOFFMANN (1925),
visto ter um pênis assimétrico, com extremidade em forma de
seta ou irregularmente alargada, com a abertura nem sempre ni-
tidamente subterminal, .por vezes também terminal mas nunca
manifestamente lateral. Apesar disto deveria ser considerado do
tipo “pseudoacrocaule” e estar aparentado ao gênero Sarasinula.
A seguir HOFFMANN (1925), caracteriza o gênero dentro de sua
subfamília Sarasinulinae, como segue: com noto marron, em ge-
ral moderadamente desenhado; com poro genital feminino nas
proximidades da metade da largura do hiponoto; com a alça an-
terior do intestino atrás do primeiro lóbulo da glândula digestiva;
em geral com os: nervos pediosos juntos, paralelos, por um longo
espaço; com os túbulos da glândula penial numerosos, moderada-
mente longos; com o pênis de extremidade em seta ou assimétrica,
mas nunca em forma de clave e com a abertura subterminal.
Destes característicos não podem ser considerados os exter-
nos, visto serem muito lábeis. Quanto à posição da alça anterior
do intestino, é absolutamente idêntica em todas as espécies e for-
mas americanas. A topografia dos nervos pediosos também tem
valor apenas acessório na descrição das espécies americanas e a
conformação do pênis preferimos utilizar somente na caracteriza-
ção interespecífica.
O gênero logo após ter sido proposto, foi por BAKER (1925a)
considerado como sinônimo de Angustipes, sem maiores considera-
ções. Esta posição de BAKER foi logo aceita por HOFFMANN
(1927b) e transcrita sem comentárics por BAKER (1931), THIE-
LE (1929/35), FORCART (1953) e DUPOUY (1966a). Esta sino-
nimização, sem justificações, deixo de aceitar e revalido o gêne-
ro com a redescrição acima, baseado no exame de vários espéci-
mes de várias localidades, inclusive a espécie-tipo.
A distribuição geográfica é restrita ao Rio Grande do Sul,
no Brasil, havendo registro de ocorrência para o Paraguai e nor-
te da Argentina.
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 13
COLOSIUS gen. nov.
Colosius gen. nov.
— Especie-tipo: Vaginula lugubris COLOSI, 1921b: 157-158;
— THOME, 1970b: 21-23 (redescricäo); Quito, Equador; designa-
ção presente.
— Descrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro geni-
tal feminino. A glândula penial está presente, com túbulos dife-
renciados em dois lotes pouco numerosos: um lote de túbulos
curtos não rarmificados, numa borda ou internos e outro lote de
túbulos longos, que se ramificam em leque ou se bifurcam, for-
mando numerosas pontas. A espermateca é globuloide ou ovoide,
sem cabeçote, com canal curto, em geral grosso; o ducto de liga-
ção é curto, penetra na espermateca junto ao canal ou no canal
junto à espermateca, axilarmente. Não apresentam bolsa aces-
sória.
— Ocorrências: Equador: Canar; Cuenca; El Troje; Gualaceo;
Huaco; Pappallacta; Pun; Quito. — Peru. Ainin, Rio Pativilca;
Cajacay, Rio Fortaleza; Huamachuco; Lima; Llama, entre Cuter-
vo e Chougoyape; Recoleta, junto a Cuzco; San Andres, Cutervo;
Tambo Machay; Tapacocha, Rio Fortaleza; junto a Yánac. - -
Colômbia: Popayan; Cumbal. — República Dominicana. São Do-
mingo. — Haiti: Cap Haitien.
— Espécies incluidas: Colosius buergeri (SIMROTH, 1914); C.
festae (COLOSI. 1921b) (?); C. lugubris (COLOSI, 1921b); C.
propinquus (COLOSI, 1921b) (?); C. pulchrus (COLOSI, 1921b).
— Observações: O gênero tem uma distribuição ampla e com
boa diversificação a nível específico, o que deverá ser demons-
trado em trabalho de revisão futuro.
O nome é do gênero masculino, dedicado ao Prof. Dr. G. Co-
losi, de Florença, Itália, que nas décadas de 1920/1930 desenvol-
veu extenso trabalho pioneiro sobre os Veronicellidae sul-ameri-
canos, liderando na época um grupo de trabalho operoso sobre
estes moluscos, no qual destaco as pesquisadoras Gambetta, Coif- .
mann e I. Colosi.
DIPLOSOLENODES gen. nov.
Diplosolenodes gen. nov.
— Espécie-tipo: Vaginula bielenbergi SEMPER, 1885: 298, est.
24, f. 9, est. 26, f. 6; THOMÉ, 1972a: 241-243 (redescrição); Puer-
to Cabello, Venezuela; designação presente.
— Descrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro geni-
tal feminino. A glândula penial está presente, com túbulos dife-
renciados em um grupo numeroso, bem longos e numa borda
14 THOME, 3. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
dois ou mais tübulos muito curtos e mais finos que os demais. A
espermateca é saculiforme, com as’ duas extremidades afiladas
ou globuloide, sem cabeçote, com canal curto, diferenciado Jongi-
tudinalmente em duas áreas de tecidos diferentes; o ducto de li-
gação é curto ou longo e penetra na espermateca distante do ca-
nal. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: Carandasinho, MT (?). — Chile. —
Equador: Guaiaquil; Paramba. — Venezuela: Caracas; Puerto
Cabello; Quebrada de Chacao, Caracas; Stremeros, Maracay, Ará-
gua. — Guiana (inglesa): arredores de Mackenzie. — Ilha de São
Vicente. — Porto Rico: Arecibo. — Nicarágua. -—— E. U. A.: Lo-
bitos, Califórnia.
— Espécies incluidas: Diplosolenodes attenuatus (COLOSI,
1921) (?); D. bielenbergi (SEMPER, 1885); D. guianensis
(COIFMANN, 1935); D. immaculatus (SEMPER, 1885); D.
occidentale (GUILDING, 1825 “sensu” BAKER, 1925b); D. oli-
vaceus (STEARNS, 1871 “sensu” BAKER, 1925b).
— Observações: A caracterização proposta se justifica pelo
grande número de espécimes, que foi possível identificar, das
espécies inclusas, provenientes de ampla área geográfica. O no-
me proposto é do gênero masculino e foi motivado pela peculiar
formação dupla do canal da espermateca.
FORCARTULUS gen. nov.
Forcartulus gen. nov.
— Espécie-tipo: Vaginulus coerulescens SEMPER ,1885: 293, est.
26, f. 9-10; — THOMÉ) 1972a: 247-248 (redescrição); Caracas,
Venezuela; designação presente.
— Descrição: O reto penetra no tegumento bem junto ao poro
genital feminino. A glândula penial está presente, com túbulos
uniformes, algo serpenteantes na base, onde se acham envolvidos
" no conjunto por uma membrana. A espermateca é globulóide,
sem cabecote, assentada sobre a dobra do longo canal, que se
prolonga além da espermateca, terminando em fundo cego; o
ducto de ligação é curto, sinuoso, penetra no fundo cego do canal,
além da espermateca. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Venezuela: Caracas. — Colômbia: Monterre-
dondo.
— Espécies incluidas: gênero monotípico.
— Observações: O novo gênero distribui-se por, área relativa-
mente restrita. As poucas ocorrências registradas devem ser de-
ficiências de colecionamento, ao que também atribuo a falta de
identificação de outras espécies, além da espécie-tipo.
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 15
O nome é do gênero masculino, traduzindo uma homenagem
ao grande especialista dos Veronicellidae, Dr. Lothar H. E. W.:
Forcart, de Basel, Suíça.
HETEROVAGININA KRAUS
Heterovaginina KRAUS 1953a: 63-65; — 1953b: 153-154; — EDWARDS
& HOPWOOD, 1966: 123.
— Especie-tipo: Vaginina (Heterovaginina) peruviana KRAUS,
1953a: 63-65; — THOMÉ, 1969b: 357 (redescrição); Lomas de Ato-
congo, junto a Lima, Peru; designação original do autor.
— Redescrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro ge-
nital feminino. A glândula penial está ausente. A espermateca
saculiforme, sem cabeçote, é sessil ou com canal apenas esbocado;
o ducto de ligação é curto, penetra na espermateca axilarmente
bem junto ao tegumento ou da base. Não apresentam bolsa aces-
sória.
— Ocorrências: Peru: Lomas de Atocongo; Vale de Sievani;
Lima; rio Lurin; Parque Loma, Mejia; Obrajillo, junto a Canta;
Llama.
— Espécies incluidas: gênero montípico.
— Observações: KRAUS (1953a) propõe o novo “taxon” como
subgênero de Vaginina, que é um gênero africano, baseado na
ausência da glândula penial. Logo a seguir (1953b) eleva o “ta-
xon” a gênero, separando-o de Vaginina pelos seguintes caracte-
rísticos: presença de cloaca; falta de ligação do ureter final com
o reto; bainha do pênis delgada e lisa. Restringe a ocorrência
para a região Neotropical.
Apesar de não estar utilizando tais característicos na distin-
ção genérica, o gênero permanece válido para as Américas, com
a redescrição supra, que o distingue facilmente dos demais gêne-
ros americanos. À comparação do mesmo, com gêneros de fora
das Américas, foge ao escopo deste trabalho.
A sua distribuição geográfica restringe-se ao Peru, onde es-
ta bem representado, pelo número de ocorrências que registrai
acima.
LATIPES COLOSI
Latipes COLOSI, 1922a: 486; — BAKER, 1925a: 15, 18; — 1926b: 29,
31-32; — GRIMPE & HOFFMANN, 1926b: 345; — HOFFMANN,
.1927b: 3, 19; — THIELE, 1931 in: 1929/1935: 492; — NEAVE,
1939b: 877; — AGUAYO, 1966: 12; — DUPOUY, 1966a: 668; —
FORCART, 1969: 149-150; — 1973: 25.
Monocaulis COLOSI, 1922a: 486, non LUETKEN, 1875; — BAKER,
: 1925a: 15, 18; — GRIMPE:& HOFFMANN, 1925b: 345; — HOFF-
16 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
MANN, 1927b: 3; — THIELE, 1931 in: 1929/35: 492; — NEAVE,
1940a: 206; — DUPOUY, 1966a: 668; — com espécie-tipo: Vagi-
nula pterocaulis SIMROTH, 1914; Mérida, Venezuela; electötipo
por BAKER, 1925a: 15.
— Espécie-tipo: Vaginula pterocaulis SIMROTH, 1914: 316-317,
est. 13, f. 79-86; — THOMÉ, 1972a: 263-265 (redescrição); Mé-
rida, Venezuela; electótipo por BAKER, 1925a: 15.
— Redescrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro ge-
nital feminino. A glândula penial está presente, com túbulos uni-
formes, em geral serpenteantes na base, onde se acham conjun-
tamente envolvidos por uma membrana. 'A espermateca é globu-
lóide com ou sem cabeçote e com canal mais ou menos desenvol-
vido; o ducto de ligação é de comprimento curto a médio, leve-
mente sinuoso e penetra na espermateca sempre algo distante
do canal, Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: Perus, São Paulo, SP; Ribeirão Pires,
SP; Ipiranga, São Paulo, SP; Franca, SP; Morro de São Domin-
gos, Poços de Caldas, MG: Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro,
GB; Rio Doce, ES. — Argentina: Tucumán. — Colômbia: Cafe-
- tal Argélia; Alto de Sibaté; La Omnion-Chingasa; entre Boca
del Monte e Tambó; Páramo Cruz Verde (?). — Guadeloupe. —
Jamaica: Kingston. — Guiana (inglesa): Kamakusa; próximo a
nascente do Demerara (?). — Paraguai: Assunción (?); Makthla-
waya; Villarrica. — Porto Rico. — Saint Thomas. — Trinidad.
— Venezuela: Merida, Brienco.
— Espécies incluidas: Latipes absumptus (COLOSI, 1921b)
(?); L. alticolus (SIMROTH, 1914) (2); L. antiliarum (BAKER,
1926a); L. beccarii (COIFMANN, 1935b) (?); L. cnidicaulis
(BAKER, 1926b); L. cordillerae (SIMROTH, 1914); L. erinaceus
(COLOSI, 1921b) (?); L. longicaulis (SIMROTH, 1914); L. mon-
tana (SIMROTH, 1914) (?); L. nesiotis (SIMROTH, 1914) (?):
L. pterocaulis (SIMROTH, 1914); L. pullus (BAKER, 1926b); L
punctatissimus (SEMPER, 1885); L. punctatus (SIMROTH,
1914); L. ribeirensis (THIELE, 1927); L. rosilus (THIELE,
1927).
— Observações: O “taxon” foi proposto por COLOSI (1922a)
como um “grupo” no gênero Vaginula, caracterizando-o como
tendo a sola do pé tão larga quanto o hiponoto ou mesmo algo
mais e com as margens laterais curvilíneas, gradualmente estrei-
tadas para as duas extremidades. Subdivide seu “grupo” em
dois “subgrupos”: Phyllocaulis e Monocaulis, distinguindo-os
pela presença de uma lâmina penial ou “espata” nos primeiros.
Inclui no “grupo” Latipes-Monocaulis sete espécies. Pouco depois
BAKER (1925a) erige os “taxa” Latipes e Monocaulis como gê-
neros válidos, designando para ambos a mesma “espécie-tipo” e
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 17
os considerando como sinönimos de Angustipes, sem maiores jus-
tificações. GRIMPE & HOFFMANN (1925b) citam a proposição
de COLOSI, sem comentários. Logo a seguir BAKER (1926b)
utiliza Latipes como subgênero, sem qualquer justificativa, co-
mentando contudo que Vaginulus (Latipes) occidentalis (sic) seria
a espécie predominante de Latipes e teria invadido as áreas culti-
vadas das Caraibas. Acrescenta mais adiante, que muitas espé-
cies de Latipes tem certos indícios de nervuras espirais no pênis,
as quais seriam muito salientes em V. (L.) occidentalis e parti-
cularmente proeminentes em V. (L.) cordillerae. HOFFMANN
(1927b) aceita inicialmente a sugestão de BAKER (1925a) colo-
cando Latipes na sinonimia de Angustipes, para logo adiante
(1927b: 19) propor a inclusão de Latipes na sinonímia de Lei-
dyula, sem qualquer justificação. THIELE (1929/35) e DUPOUY
(1966a) citam o “taxon” como sinônimo na “secção” Angustipes.
NEAVE (1939b) ö registra como gênero. Finalmente FORCART
(1969) propõe Latipes como subgênero de Vaginulus numa cha-
ve dicotômica, mencionando os seguintes característicos diferen-
ciais: reto e vagina penetram no tegumento juntos; canal de liga-
ção penetra na espermateca próximo ao ápice.
Baseado nas considerações iniciais e na redescrição da maio-
ria das espécies incluidas, confirmo o “taxon” como gênero, com
a redescrição proposta, bem mais restrictiva do que o aceito até
agora, mas coerente com a sistematização do presente irabalho.
O gênero tem ampla distribuição na América do Sul, esten-
dendo-se até as Antilhas, adjudicando-se ao mesmo um grande
número de espécies, que deverão merecer cuidadosa revisão, pa-
ra correta identificação.
LEIDYULA BAKER
Leydiula BAKER, 1925b: 158; — 1928b: 44; — 1931: 132-134; — 1935:
84; — HOFFMANN, 1927a: 211; — 1927b: 3, 19, 37; — 1928: 244;
— THIELE, 1931 in: 1929/35: 491; — NEAVE, 1939b: 886, —
PILSBRY, 1948: 1063; — DUPOUY, 1966a: 668; — FORCART,
1967: 351-352; — 1973: 25.
Cylindrocaulus HOFFMANN, 1925: 141-142, 232, non FAIRMAIRE,
1880; — 1927a: 210-211; — 1927b: 3; — 1928: 244-245; — BAKER,
1925a: 16; — 1931: 133-134; — THIELE, 1931 in: 1929/35: 491;
— GERHARDT, 1937: 540; — NEAVE, 1939a: 927; — FORCART,
1953: 13; — DUPOUY, 1966a: 668. Com espécie-tipo: Vaginulus
floridanus LEIDY, 1851: 198, 251, est. 4; Meta-lee-chee Key, Char-
lotte Harbor, Florida, E. U. A., electótipo por THOME, 1975b.
Cylindrocaulides STRAND, 1928: 69, n. n. para Cylindrocaulus HOFF-
MANN, 1925; NEAVE, 1939a: 927.
— Espécie-tipo: Vaginula moreleti FISCHER, 1871: 168-169,
18 THOME, 3. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
est. 11, f. 5-6; — THOME, 1971: 32-34 (redescrição); Ta-
basco, México; electótipo por THIELE, 1931 in: 1929/35: 491.
— Redescricäo: O reto penetra no tegument&junto ao poro ge-
nital feminino. A glândula penial está presente, com túbulos di-
ferenciados em externos mais longos e internos mais curtos, estes
em geral menos numerosos; todos serpenteantes na base e não
envoltos por membrana; vários bifurcados para a extremidade
livre. A espermateca é globuloide, pequena, sem cabeçote, mas
com canal longo, algo espiralado; o ducto de ligação é curto, pe-
netra no canal da espermateca, mais ou menos distante da mes-
ma. Possuem bolsa acessória localizada para trás do oviducto ou
na base do canal da espermateca.
— Ocorrências: E. U. A.: Meta-lee-chee-Key, Charlotte Harbor,
Flórida. — Bahamas: Nassau. — Mexico: Vera Cruz; ilha ce
Carmen; arredores de Palenque, Tabasco; Monte de Mafafas. —
Guatemala: Puerto Barrios; San José. — Cuba. — Porto Rico. —
Jamaica. — Guadeloupe — Colômbia: Popayan.
— Espécies incluídas: Leidyuia betheli (COCKERELL, 1913
“sensu” BAKER, 1925b); L. floridana (LEIDY, 1851); L. kraus-
si (FERUSSAC, 1823 in: FERUSSAC & DESHAYES, 1819/1851
“sensu” BAKER, 1925b); L. kreideli (SEMPER, 1885); L. lepto-
thali (BAKER, 1935); L. mexicana (STREBEL & PFEFFER, ...
1882); L. moreleti (FISCHER, 1871); L. portoricensis (SEM-
PER, 1885); L. sloanei (CUVIER, 1817b “sensu” SEMPER, 1885);
L. trichroma (BAKER, 1935). |
— Observações: O “taxon” foi proposto por BAKER (1925b)
como uma secção” do subgênero Veroniceila s. s., com a seguin-
te caracterização: dorso com ou sem faixas escuras, as quais es-
tão separadas pelo menos de 1/4 da largura do animal e quando
presentes são igualmente evidentes em todos os estágios de ma-
turidade; a vagina com larga bolsa acessória; o canal da esper-
mateca de textura mole e muitas vezes torcido em espiral; pênis
com nervuras espirais ou subespirais. Pouco depois HOFFMANN
(1927a), discordando de BAKER, que colocara na sinonímia de
Veronicella seu gênero Cylindrecaulus, propõe a utilização do
“taxon” Leidyula como n. n. para Cylindrocaulus e em outro
trabalho da mesma época (1927b) reitera a substituição e utili-
zação de Leidyula como gênero e aduz sem justificação, que in-
clusive o gênero Latipes deveria ser sinonimizado sob Leidyula.
Ainda em outro trabalho (1928) reitera e insiste em utilizar o
“taxon” Leidyula BAKER como gênero, a fim de não criar mais
nomes novos. BAKER (1928b) rejeita a proposição de HOFF-
MANN e insiste em que deve ser utilizado Veronicella. Mas logo
depois (1931) utiliza o “taxon” Leidyula como “secção” e tam-
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 19
bém como um “grupo” válido, o que ele ainda repete em 1935:
84, quando menciona que a pequena bolsa no canal da esperma-
teca, que ele encontrou na espécie Veronicella leptothali é bem
distinta da grande bolsa vaginal, de paredes finas, que se encon-
tra em Leidyula. Na época, THIELE (1929/35), menciona Lei-
dyula como “secção” no subgênero Filicaulis, e cita Cytindrocau-
lus HOFFMANN como sinônimo, mas nada de significativo
acrescenta aos característicos. GERHARDT (1937) em seu co-
mentário sobre a cópula dos Verönicelideos, afirma que fez a
observação em espécimes de Cylindrocaulus olivaceus. NEAVE
(1939a-b) relaciona os três nomes genéricos. considerando Cylin-
drecaulides STRAND como n. n. para Cylindrocaulus HOFF-
MANN. DUPOUY (1966a) copia THIELE (1929/35) sem comen-
tários. PILSBRY (1948) coloca Leidyula na sinonímia de Vero-
nicella. FORCART (1953) apenas cita Cylindrocaulus HOFF-
MANN, quando menciona a sistemática utilizada por HOFF-
MANN em 1925. Finalmente, encontramos em FORCART (1967,
1973) a utilização de Leidyula como subgênero, comentando no
último trabalho: “o ânus de Veronice!la (Tenacipes) tenax está
só parcialmente coberto pelo pé, como ocorre no subgênero Lei-
dyula”.
A proposição de STRAND (1928) tornou-se insubsistente,
visto HOFFMANN (1927a) já ter proposto Leidyula como nome
substitutivo de Cylindrocaulus, restando apenas a constatação
feita por STRAND, de que este último nome já estava pre-
ocupado.
A minha proposição e redescrição baseiam-se em estudos e
redescrição da maioria das espécies incluidas.
A distribuição geográfica localiza-se na America Central,
estendendo-se ao norte até os E. U. A. pelo Atlântico e para o sul
atingindo a Colômbia. A diversificação das espécies é boa, de-
vendo contudo ser revisada com cuidado.
MICROVERONICELLA gen. nov.
Microveronicella gen. nov.
— Especie-tipo: Vaginula minuta SIMROTH, 1914: 318-320, est.
13, f. 87-98; Cafezal Camélia, junto a Angelöpolis, Colômbia (na
Cordilheira Central, a 1800 m de alt.); designação presente.
— Descrição: O reto penetra no tegumento junto ac poro geni-
tal feminino. A glândula penial está presente, com pequeno nú-
mero de túbulos uniformes. A espermateca é globuloide, sem ca-
becote, com longo cana! cilíndrico; ducto de ligação é curto, reto,
penetra na base do canal, distante da espermateca. Não apresen-
tam bolsa acessória,
20 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
— Ocorrências: Venezuela: Puerto Cabello. — Colômbia: Cafe-
tal Camélia, junto a Angelópolis. — Equador: Ilha de Salanga.
— Espécies incluidas: gênero monotipico.
— Observações: Com uma distribuição relativamente restrita,
o gênero tem o registro de poucas ocorrências. Assim mesmo pu-
de constatar a presença de nova espécie nos lotes examinados,
além da espécie-tipo, que será descrita em outra oportunidade,
visto não caber no escopo deste trabalho.
O nome é do gênero feminino e quer ser uma referência, já
notada por SIMROTH (1914), às pequenas dimensões da espé-
cie-tipo; a menor entre todas as espécies de Veronicellidae das
Américas.
MONTIVAGINULUS gen. nov.
Montivaginulus gen. nov.
— Especie-tipo: Angustipes (Angustipes) coriaceus KRAUS,
1954: 81-82; — THOME, 1969b: 347-349 (redescrição); junto a
Campanillaya,.na estrada de Tarma para San Ramón, na encos-
ta oriental dos Andes, Peru; designação presente.
— Descrição: O reto penetra no tegumento afastado, para trás
do poro genital feminino. A glândula penial está presente, com
túbulos diferenciados em externos, pouco numerosos na base, po-
rém muito ramificados e muito longos e internos mais numero-
sos na base, pouco bifurcados e muito curtos. A espermateca é
saculiforme ou globuloide, sem cabeçote, séssil ou com curto ca-
nal; o ducto de ligação penetra na base da espermateca, axilc -
mente. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Peru: junto a Campanillaya, na estrada de Tar-
ma para San Ramón; Agualani, Carabaya; Hacienda Maraynioc;
Huancahamba; Tarmatambo, Tarma; Vale de Sievani.
— Espécies incluídas: gênero monotípico.
— Observações: A ocorrência do novo gênero restringe-se ao
Peru, onde foi encontrado em diversas localidades. Pelos lotes
examinados verifiquei que ocorre, no mínimo, mais outra espécie,
além da espécie-tipo, o que deverá ser constatado por ocasião da
revisão do gênero, assunto que foge ao escopo do presente traba-
lho.
O nome proposto é do gênero masculino e refere-se a gran-
de altitude em que foi coletado o espécime, que serviu para a
designação da espécie-tipo. Foi sugerido pelo Dr. L. Forcart, ao
qual expresso aqui meus agradecimentos.
NOVOVAVINULA THIELE
Novovaginula THIELE, 1931 in: THIELE, 1929/35: 491; — NEAVE,
1940a: 359; — DUPOUY, 1966a: 668.
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 21
— Especie-tipo: Veronicella carinata THIELE, 1927: 327; —
THOME, 1969b: 336-338 (redescricäo); Teresöpolis,,RJ, Brasil,
electötipo por THIELE, 1931 in: 1929/35: 491. :
— Redescrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro ge-
nital feminino. A glândula penial está presente, com túbulos di-
ferenciados em externos longos e internos curtos e menos nume-
rosos, envolvidos ou unidos na base por uma membrana. A esper-
mateca é globuloide, alongada, sem cabeçote, com curto canal
cilindroide; o ducto de ligação é curto, sinuoso, penetra na es-
permateca afastado do canal. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: Rio de Janeiro, GB (?); Ipiranga, São
Paulo, SP (?); Taubaté, SP; Teresópolis, RJ. — Paraguai: Nueva
Germania (?).
— Espécies incluidas: Novovaginula boettgeri (SEMPER, 1885);
N. carinata (THIELE, 1927); N. langsdorfi (FERUSSAC, 1822 in:
FÉRUSSAC & DESHAYES, 1819/1851 “sensu” SEMPER, 1885)
(2); N. langsdorfi kriegi (HOFFMANN, 1935) (?); N. demorrete-
si (COIFMANN, 1938) (?).
— Observações: O “taxon” foi proposto por THIELE (1929/35)
como um subgênero de Pseudoveronicella, com os seguintes ca-
racterísticos diferenciais: noto com carena mediana; pênis algo
comprimido, com fracas dobras laterais, no início algo alargado,
Jepois progressivamente se afilando. NEAVE (1940a) o relacio-
na como nome genérico. DUPOUY (1966a) copia THIELE (1929/
35) sem comentários.
A descrição de THIELE (1929/35) não permite identificar
o gênero. À redescrição que proponho está baseada nos caracte-
rísticos da espécie-tipo, confirmados pelo exame de diversos espé-
cimes, de várias procedências.
A distribuição geográfica do gênero, apesar da fraca repre-
sentação de espécimes nas coleções examinadas, é relativamente
ampla, extendendo-se desde São Paulo e Rio. de Janeiro no Bra-
sil, ao Paraguai.
PHYLLOCAULIS COLOSI
Phyllocaulis COLOSI, 1922a: 486; — BAKER, 1925a: 15, 18; — 1928b:
46; — GRIMPE & HOFFMANN, 1925b: 345; — HOFFMANN,
1927b: 3, 29; — THIELE, 1931 in: 1929/35: 492; — NEAVE, 1940:
741; — FORCART, 1953: 55; — 1969: 149-150; - DUPOUY, 1966:
668; — THOME, 1965: 202; — 1968: 143; — 1972b: 59-68; —
THOMÉ & LEMA, 1973: 530.
Phyllocaulus HOFFMANN, 1925: 163, 241; — 1972b: 3, 29; — BAKER,
1925a: 16, 18; — THIELE, 1927: 326; América do Sul (Brasil, Ar-
gentina, Chile); com espécie-tipo: Vaginula borelliana COLOSI,
1921; Tucumán, Argentina; electótipo por BAKER, 1925a: 16.
22 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae.. .
— Especie-tipo: Vaginula borelliana COLOSI, 1921: 156, =Phyl-
locaulis soleiformis (ORBIGNY, 1835)); Tucumän, Argentina; e-
lectötipo por BAKER, 1925a: 15.
— Redescricäo: O reto penetra no tegumento afastado, para trás
do poro genital feminino. A glândula penial está presente, com
túbulos diferenciados em externos mais longos e internos mais
curtos e em geral mais finos e menos numerosos; por vezes a
passagem de internos para externos é gradativa, quanto ao com-
primento, podendo contar-se então maior número de internos em
relação aos externos. À espermateca é globuloide ou ovoide, com
curto canal, e em geral com cabeçote, que pode faltar; o ducto de
ligação é curto, penetra subterminalmente no cabeçote ou dire-
tamente na espermateca, sempre afastado do canal. Não apreseNta
tam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: Alegrete, RS; Fazenda Santa Estamos
Bossoroca, RS; Bajé (Budó), RS; Bom Jesus, RS; Camaquã, RS;
ltaimbezinho, Cambará do Sul, RS: Canela, RS; Canela (sede),
RS; Parque turístico do Caracol, Canela, RS; Capão do Corvo,
Canoas, RS; Niterói, Canoas, RS; Caxias do Sul, RS; Estrela, RS;
General Câmara, RS; Gramado, RS; Gravataí, RS; Ijuí, RS; La-
jeado, RS; Livramento, RS; Nova Petrópolis, RS; Linha Impe-
rial, Nova Petrópolis, RS; Picada Café, Nova Petrópolis, RS; Ser-
raria do Grings, Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; Passo Fun-
do, RS; Pelotas, RS; Pelotas, (centro), RS; Jardim Lindóia, Por-
to Alegre, RS; Bairro Medianeira, Porto Alegre, RS;'Mont-Serrat,
Porto Alegre, RS;, Morro da Polícia, Porto Alegre, RS; "Morro
Sant'Ana, Porto Alegre, RS; Morro Teresópolis, Portô Alegre, RS;
Petrópolis, Porto Alegre, RS; Granja Pareci, Petrópolis, Portc
Alegre, RS; Ponta Grossa, Porto Alegre, RS; Serraria, Porto Ale-
gre, RS; Teresópolis, Porto Alegre, RS; Fim da Linha Teresópo-
lis, Porto Alegre, RS; Vila Sarandi, Porto Alegre, RS; Estância
São Roberto, 3.º Distrito de Quaraí, RS; Coxilha São Rafael, Es-
tância São Roberto, 3.º Distrito de Quaraí, RS; Rio Pardo, RS;
Roedersberg, RS; Estância São João, 3.º Distrito de Rosário do
Sul, RS; Itaara, 8.º Distrito, Santa Maria, RS; Santo Antônio, RS;
Fazenda de Adyles Massulo, Santo Antônio, RS; São Borja, RS;
Cazuza Ferreira, São Francisco de Paula, RS; Veraneio Hampel,
São Francisco de Paula; RS; São Jerônimo, RS; Sapucaia, RS;
Taquara, RS; Rodovia RS- 2, km 58, Taquara, RS: Torres, RS;
Praia da Cal, Torres, RS; Tramandaí, RS; Tupanciretã, RS; Uru-
guaiana, RS; Cotiporä, Veranópolis, RS; Viamäo, RS; Escola de
Mestria Agricola, Viamäo, RS; Escola Ana Jobim, Lomba do Sa-
bão, Viamão, RS; Morro do Côco, Viamão, RS; Parque Sait-Hi-
laire, Viamão, RS; Blumenau, SC; região do rio Itaporu, distrito
de Humboldt, SC; Vila Nova, Imbituba, SC; Jaragua-Itaporu,
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 —. 15 DE DEZEMBRO DE 1975 23
Joinville, SC; Joinville, SC; Nova Teutônia, SC; Paranaguá, PR;
Tijuca Preto, junto ao Rio Negro, PR; Barueri, SP; Eng. Lafévre,
Campos do Jordão, SP; Estação Raiz da Serra, SP; Ilha dos Buzi-
os, SP; Jundiaí, SP; Ribeiro Pires, SP; Rio Grande da Serra, SP:
Boraceia, Salesópolis, SP; Casa Grande, Mun. de Salesópolis, SP;
Ipiranga, São Paulo, SP; São Paulo, SP; Taubaté, SP; Morro São
Domingos, Poços de Caldas, MG. - Uruguai: Arroio Sepulturas,
Artigas; Sepulturas, Artigas; Carmelo, Colonia; Aguas Blancas,
Lavalleja; Cerro de Animas, Maldonado; Cerro Batete, Maldona-
do; Montevideo; San Luiz, Rocha; Soriano; Tambores, Taquarem-
bó; Pozo Hondo, Tambores, Taquarembó; Santa Clara de Olimar,
Treinta y Tres. - Argentina: Buenos Aires: La Falda, Cordoba;
Corrientes; Rincon de Luna, Corrientes; Ilha Ella; La Plata; San
Luiz, Mendoza; Santa Ana, Missiones; Guadalupe, Santa Fe; La
Josefina, Santa Fé; Tucumán; 12 km oriente de Tucumán; Cam-
beri, S. Pollo, Pilla Noyes, Tucumán; San Pablo, Tucumán. - Pa-
raguai: Villarrica. - Bolívia: Caiza, San Lorenzo; região de Man-
vre. — Chile: proximidades da barra do rio Bueno; Calbuco;
Concepcion; Coronel; Corral; Lago Todos los Santos; Desague,
Leangeuihue; Puerto Montt; Llanquihiu; junto ao rio Maullin,
Puerto Varas; Maquechue, Tesnuco; Valdivia; Valdivia, Estan-
cilla; Valdivia, San José; Ilha Teja, Valdivia; Putabla, Valdivia.
— México: México (?).
— Espécies incluidas: Phyllocaulis abbreviatus (SIMROTH,
1914); P. adspersus (HEYNEMANN, 1885b); P. alboniger (SIM-
ROTH, 1914); P. boraceiensis THOME, 1972b; P. borellianus
(COLOSI, 1921b); P. brasiliensis (THIELE, 1927); P. chilensis
(SIMROTH, 1893b); P. decipiens (SEMPER, 1885); P. doelloju-
radoi (GAMBETTA, 1923); P. galatheae (SEMPER, 1885); P.
gayı (FISCHER, 1871); P. griseus (SIMROTH, 1914); P. heyne-
manni (SIMROTH, 1914); P. kroeyeri (SEMPER, 1885); P. mail-
lardi (FISCHER, 1871); P. multicolor (SEMPER, 1885); P. niger
(HEYNEMANN, 1885a); P. pallens (SIMROTH, 1914); P. par-
dalis (THIELE, 1927); P. renschi THOME, 1965; P. soleiformis
(ORBIGNY, 1835); P. strebeli (SEMPER, 1885); P. tuberculosus
(MARTENS, 1868); P. variegatus (SEMPER, 1885).
— Observações: O “taxon” foi proposto como “subgrupo” den-
tro do “grupo” Latipes por COLOSI (1922a), com característico
diferencial: “a presença de uma lâmina penial ou espata”. CO-
LOSI também os considerou mais evoluidos do que as formas
sem lâmina penial e citou no “subgrupo” a espécie Vaginula bo-
relliana COLOSI, 1921. Pouco depois BAKER (1925a);, critican-
do trabalhos da época de GRIMPE & HOFFMANN, relaciona
todos os nomes de valor genérico dentro da família Veronicelli-
dae, fixa as respectivas espécies-tipo e propõe a sinoni-
mia respectiva. Cita Phyllocaulis COLOSI, 1922a como gênero
24 THOMÉ, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
válido e mencionando como sinônimo Phy:locaulus HOFFMANN,
1925, designando para ambos a mesma espécie-tipo, sem contiıdo
dar qualquer caracterizacao. HOFFMANN (1925) descreveu seu
gênero Phyllocaulus como segue: noto marrom-cinzento ou mar-
rom-avermelhado, com pontuações próximas, distribuídas em 3
áreas longitudinais de quase igual largura e separadas por duas
iinhas mais claras; poro genital feminino muito próximo ao sul-
co pedioso e anterior a metade do comprimento; alça anterior do
intestino atrás do primeiro lóbulo da glândula digestiva; pênis
cilíndrico, com espata e abertura terminal; glândula penial com
papila muito pequena, cônica e túbulos numerosos e longos. De,
todos os característicos, dentro de nosso esquema, só tem algum
valor o último e assim mesmo pelo fato da glândula penial estar
presente, visto que a diferenciação dos túbulos não foi indicada.
GRIMPE & HOFFMANN (1925b) apenas mencionam a proposi-
ção de COLOSI (1922a) sem comentários. HOFFMANN (1927b)
aceita com relutância a proposição de BAKER (1925a) colocando
seu gênero Phyllocaulus na sinonímia de Phyilocaulis. BAKER
(1928h) faz referência ao “taxon” quando considera muito im-
portante na sistemática da família a região terminal do sistema
genital feminino e, devido a estas estruturas, considera mais pró-
ximo de Vaginulus e Phyllocaulis, do que o grupo Veronicella, a
espécie Vaginulus occidentalis. THIELE (1929/35) utiliza o “ta-
xon” como “secção” do subgênero Vaginula s. s. indicando como
único característico diferencial: pênis cilíndrico ou comprimido,
nascendo de uma folha (espata) localizada sob o mesmo.
NEAVE (1940a) registra o nome como gênero válido. DU-
POUY (1966a) copia THIELE (1929/35), sem comentários. THO-
MÉ (1965, 1968, 1972b) e THOMÉ & LEMA (1973) utilizam o
“taxon” com valor genérico. FORCART (1953) também utiliza,
numa referência, o “taxon” com valor genérico, para depois
(1969) o propor como subgênero de Vaginulus, numa chave dife-
rencial com os seguintes característicos: reto e vagina penetram
separados no tegumento do corpo; pênis com espata.
Destes característicos utilizo também o primeiro, acrescido
de outros como acima se redescreve, para elevar novamente o
“taxon” à categoria de gênero, baseado em estudo e redescrição
da maioria das espécies incluidas.
O gênero está muito bem representado nas coleções que exa-
minei, o que ensejou-me empreender a sua revisão, a qual está
sendo publicada em outro trabalho.
A distribuição geográfica está restrita ao sul da América do
Sul, desde o Chile, Argentina e Uruguai, estendendo-se pelo Pa-
raguai até o sul da Bolívia e pelo Brasil até o sul de Minas Ge-
rais. À ocorrência registrada na bibliografia, para o México, de-
ve ser devida a espécimes introduzidos.
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 25
POTAMOJANUARIUS gen. nov.
Potamojanuarius gen. nov.
— Espécie-tipo: Vaginula lamellata SEMPER, 1885: 311-312, est.
27, f. 8; — THOME, 1969a: 105-107 (redescricäo); Rio de Janei-
ro, GB, Brasil; designacäo presente.
— Descrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro geni-
tal feminino. A glândula penial está presente, com túbulos dife-
reciados em externos, longos, as vezes bifurcados e um menor
número de internos, por vezes apenas dois mais curtos. À esper-
mateca é globuloide, sem cabeçote, sessil ou com curto canal; o
ducto de ligação é curto, as vezes grosso e penetra na espermate-
ca junto à base, axilarmente. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: região do rio Doce; Itabuna, BA; Colati-
na, ES; Morro Mestre Alves, ES; Petrópolis, RJ; Mendes, RJ; Rio
de Janeiro. GB; Estação Raiz da Serra, SP; Ilha de São Sebas-
tião, SP; Ilha dos Buzios, SP. — Argentina: San Lorenzo (?). —
Peru: Cojabamba. — Colômbia: Cafezal Camélia, junto a Ange-'
lópolis. — Haiti: Plaisance.
— Espécies incluidas: Potamojanuarius fuscus (HEYNEMANN,
1885); P. lamellatus (SEMPER, 1885); P. laurentianus (COLO-
ST, 1921b) (?); P. rufescens (SIMROTH, 1914); P. voigti (SEM-
PER, 1885).
— Observações: Este gênero novo tem uma área de dispersão
muito ampla e inclui lotes com espécimes assaz grandes, rivali-
zando com espécimes de Phyllocaulis COLOSI.
O nome é do gênero masculino e foi cunhado da versão de
Rio de Janeiro para o grego, uma referência à cidade donde pro-
cede a espécie-tipo e donde foram recolhidos inúmeros espécimes
de Veronicellidae, que deram origem a descrição de nove espé-
cies! (THOMÉ, 1975b).
SARASINULA GRIMPE & HOFFMANN
Sarasinula GRIMPE & HOFFMANN, 1924: 177; — 1925a: 8, 19-21, 24,
26, 43; — 1925b: 376-385, 394-406, 468-469; — HOFFMANN,
1925: 189, 250, 267, 273-4, 278-9, 287, 290, 306-314, 319, 339-340;
— 1927a: 221; — 1927b: 3, 34; — 1934: 259; — BAKER, 1925a: 15,
17; — 1926b: 32; — 1931: 134- 137; — THIELE, 1931 in: 1929/35:
492; — SOLEM, 1964: 133; — NEAVE, 1940b: 109; — AGUAYO,
1964: 550; — 1966: 12; — DUPOUY, 1966a: 668, 671; — THOME,
1967: 524-531; — 1968: 145; — FORCART, 1953: 13-14; — 1969:
149-150; — 1973: 26.
— Especie-tipo: Vaginulus plebeius FISCHER, 1868: 145; —
THOME, 1971: 34-36 (redescricao); Nova Caledonia; por designa-
cao original dos autores.
26 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
— Redescrição: O reto penetra no tegumento bem junto ‚ao poro
genital feminino. A glândula penial está presente, com túbulos
uniformes, serpenteantes na base e envolvidos no seu conjunto
por uma membrana. A espermateca é globuloide, ovoide, ou reni-
forme, sem cabecote, com curto ou médio canal; o ducto de liga-
ção é mais ou menos desenvolvido, penetra na espermateca bem
junto ao canal, axilarmente. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: (só nas Américas): Brasil: Linha Imperial, No-
va Petrópolis, RS; Porto Alegre, RS; Moinhos de Vento, Porto
Alegre, RS; Passo da Mangueira, vila Aliança, Porto Alegre, RS;
Petrópolis, Porto Alegre, RS; Altos de Petrópolis, Porto Alegre,
RS; Santana, Porto Alegre, RS; Vila. Aliança, Passo da Manguei-
ra, Porto Alegre, RS; Blumenau, SC; Joinville, SC; Paranaguá,
PR; Piraguara, PR; Águas da Prata, SP; Juiz de Fora, MG; Rio
Verde, GO; Campo Grande, Rio de Janeiro, GB; Lins de Vascon-
celos, Rio de Janeiro, GB; Rio de Janeiro, GB; Est. Exp. de Li-
nhares, ES; Bahia; Bebedouro, Maceió, AL; Ilha (Mun. Labo),
Recife, PE; Ceará; Belém, PA; Caldeirão, Ilha de Marajó, PA;
Santarém, PA; Manaus. AM; Manacapuru, AM; Taracuá, Uapés,
AM; junto ao rio Branco, RO. — Peru: Iquitos. — Equador:
Guaiaquil. — Colômbia: entre Boca del Monte e Tambo. — Ve-
nezuela: Stremeros, Maracay, Aragua; Caracas, Distrito Federal;
Carretera Tovar-La Grita, San Pablo, saída do povoado La Playa,
Estado Mérida; Av. Bolivar, Caripe, Distrito de Caripe, Estado
Monagas; Amanita, nos arredores de Caripe, Distrito de Caripe,
Estado Monagas; Cocollal de Amanita, próximo de Caripe, Dis-
trito de Caripe, Estado Monagas; estaciön Experimental de Bra-
món MAC-CIA, Estado Táchira; Saindo de La Grita antes de El
Cobre, Estado Táchira. — Guadeloupe. — Saint Thomas.
— Espécies incluidas: (só das Americas): Sarasinula arnaldoi
THOMÉ, 1967; S. behni (SEMPER, 1885); S. calcifera (SIM-
ROTH, 1914); S. discrepans (THIELE, 1927); S. dubia (SEM-
PER, 1885); S. kjellerupi (SEMPER, 1885); S. lemei THOME,
1967; S. linguaeformis (SEMPER, 1885); S. marginata (SEM-
PER, 1885); S. moerchi (SEMPER, 1885); S. plebeia (FISCHER,
1868); S. varians (SIMROTH, 1914). |
— Observações: O “taxon” foi proposto por GRIMPE & HOFF-
MANN (1924), com uma caracterização sumária: espécies com
pênis “pseudoacrocaule”, distalmente entumecido sob forma .no-
dosa (cabeça), mas sem possuir uma verdadeira glande e com a
abertura atrás de uma úvula terminal. Logo a seguir os mesmos
autores (1925a-b) comentam e redescrevem extensamente o no-
vo gênero, destacando o seguinte: noto marrom, relativamente
claro; poro genital feminino no meio da largura do hiponoto (com
indice transverso 2); alça intestinal anterior atrás do primeiro ló-
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 27
bulo da gländula digestiva; gländulas salivares frouxas, em for-
ma de cacho; glândula pediosa reta, no máximo com a ponta do-
brada em gancho; nervos pediosos não divergentes; espermateca
com curto canal; pênis medianamente longo, distalmente clavi-
forme, entumecido, algo bilateral simétrico (pseudoacrocaule),
liso, sem protuberância anelar e formação de colarinho, com
abertura terminal, atrás de um úvula final, sem qualquer forma-
mação de uma glande verdadeira; papila da glândula penial lon-
ga, com aspecto de dedo nodoso, com 6 a 8 túbulos curtos.
Ainda no mesmo ano HOFFMANN (1925) redescreve nova-
mente o gênero do seguinte modo: noto claro, marrom; poro ge-
nital feminino afastado do sulco pedioso de 1/3 a 1/4 da largura
do hiponoto; alça anterior do intestino no “figado”; nervos pedio-
sos em geral juntos, paralelos por um jlongo trecho; pênis curto,
claviforme, assimétrico e com abertura subterminal (pseudoacro-
caule); glândula penial longa, cônica ou dactiliforme, com túbu-
los curtos, não muito numerosos. Esta última descrição já se
aproxima bastante da que estou propondo, possuindo contudo di-
versos característicos não genéricos. O mesmo autor ainda se re-
fere em dois outros trabalhos ao gênero (1927a-b) sem nada al-
terar. Uma crítica histórica sobre a validade do “taxon” encon-
tramos detalhada no trabalho recente de FORCART (1969), o
qual propõe a utilização do mesmo com subgênero de Vaginulus,
dando os seguintes característicos diferenciais na sua chave de
identificação: reto e vagina penetram juntos no tegumento; canal
de ligação penetra na espermateca próximo à base; espermateca
pedunculada. Os demais autores (HOFFMANN, 1934; NEAVE,
1940b; FORCART, 1953; SOLEM, 1964; AGUAYO, 1964; DU-
POUY, 1966a; THOMÉ, 1967, 1968) citam, relacionam ou utili-
zam o gênero sem quaisquer dados adicionais.
Proponho a validade do gênero com a redescrição anterior,
estritamente para as espécies americanas, dentro do propósito da
presente contribuição.
O gênero está bem representado nas coleções examinadas,
tendo ampla distribuição geográfica, extendendo-se por todo Bra-
sil, desde o Rio Grande do Sul ao Amazonas e daí pelo Peru, E-
quador e Colômbia até as pequenas Antilhas.
SIMROTHULA gen. nov.
Simrothula gen. nov.
Espécie-tipo: Vaginula columbiana SIMROTH, 1914: 300-305,
est. 12 f. 43-45; — THOME, 1970a: 76-78 (redescrição) Peperi-
tal, Villavicendio, Colômbia; designação presente.
28 THOMÉ, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
— Descrição: O reto penetra no tegumento junto ao poro ge-.
nital feminino, separado deste por uma bolsa acessória campanu-
lar. A glândula penial está presente, com túbulos uniformes, en-
voltos na base conjuntamente por uma membrana. A espermate-
ca é globuloide ou ovoide, com ou sem destacado cabeçote e com
canal mais ou menos alongado. cilíndrico, que sai da esperma-
teca lateralmente; o ducto de ligação é curto, penetra na região
distal do cabeçote da espermateca ou afastado da base. Entre o
oviducto e o reto localiza-se uma bolsa acessória, mais ou menos
desenvolvida.
— Ocorrências: Colômbia: Bogotá; Cafezal Camelia, junto a
Angelópolis; Morron; Peperital, Villavicendio. — Paraguai.
— Espécies incluidas: Simrothula columbiana (SIMROTH,
1914); S. prismatica (SIMROTH, 1914); S. fuhrmanni (SIM-
ROTH, 1914).
— Observações: A cunstatação de um lote de lesmas deste gê-
nero no Paraguai, demonstra a sua área de dispersão, que carece
de maior observação e coleta sistematizada, a fim de preencher
os claros de ocorrência que registro.
“O nome é do gênero feminino, constituindo-se em homena-
gem ao Prof. Dr. Heinrich Simroth, cuja contribuição ao conheci-
mento dos Veronicellidae foi das mais copiosas, estendendo-se de
fins do século passado até sua morte em 1918.
VAGINULUS FÉRUSSAC
Vaginulus FÉRUSSAC, 1822: 6, 8-9, 13-14, 27; — FÉRUSSAC & DES-
HAYES, 1819/1851: 961-96m, 96p-95q, 966; — GRIFFITH, 1834:
27-28; — ORBIGNY, 1835: 1; — 1835/1846: 218-221; — 1853 v.
1: 137-140: — HERRMANSEN, 1849: 673 in: 1847/1849; — BIN-
NEY, A., 1851 v. 1: 97, 109, 119, 124, 128, 163, 165-6, 168, 171-3;
I y.933 14-17. est. 67; — LEIDV 1851 v. 1: 198,216, 231.238
933-4, 237, 241, 246, 251-2, est. 4; — “GOULD, 18525556; [E
WOODWARD, 1854: 170; — HUPE, 1854: 87-88; — PFEIFFER,
1854: 171-172: — SHUTTLEWORTH, 1854: 126; — GRATELOUP,
1855: 20-23: — ALLEMAO, 1857: 215; — CHENU, 1859: 473; —
1877: 133: — PECKOLT, 1859: 39-42; — BURMEISTER, 1861 v.
1: 494-495; — BINNEY, W. G., 1863a: 29; — 1863b: 277-278; —
GUPPY, 1866: 47; — MARTENS, 1867: 6; — 1868: 170, 173; —
1873: 163-164, 214, 217; — 1877: 356, 359; — 1895: 33; — TATE,
1870: 158; — FISCHER, 1871: 148-149, 152-153, 155, 157-160, 162,
164, 166, 169, 170-171; — STEARNS, 1871: 1; — STOLICZKA,
1873: 33-37 (partim); — STROBEL, 1874: 3; — SORDELLI, 1874:
111, 116-117; — DOERING; 1874b: 113; — HEYNEMANDIIMEEE:
159; — 1906: 5, 66; — SEMPER, 1877: 480-488; — KOBELT, 1878:
130; — GIBBONS, 1879: 132; — IHERING, 1885: 263-265, 267
269, 276-278, 281-282, est. 17; — 1891: 198, 200, 204-206, 208, 211,
214-216, 218-219, 241; — 1922: 5, 21, 23, 44, 46, 50, 56, 100, 101,
103-104; — CLESSIN, 1888: 165; — SMITH, 1888: 228; —
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 29
PILSBRY, 1890: 296-99; — COCKERELL, 1891: 220; — JOHN-
SON & FOX, 1891: 34; — PARAVICINI, 1894: 7; — PILSBRY
& RUSH, 1896: 77; — RHOADS, 1899: 47; — SARASIN & SARA-
SIN, 1899: 72, est. 10-15; — CORSI, 1900a: 412-413; — 1900b:
124-125; — BAKER, 1925a: 13, 17; — 1928b: 45-47; — 1931: 135-
136; — THIELE, 1927: 324, 326; — SCHOUTEN, 1930: 258-259;
— FELIPPONE & BARATTINI, 1938: 62; — NEAVE, 1940b: 625;
— FORCART, 1953: 23; 1969: 148-150; — LANZA, 1959: 127-
128: — DUNDEE & WATT, 1962: 48; — QUATTRINI, 1962: 357-
369; — 1963: 3-11; — 1964: 49-52; — 1966a: 365-368; — 1966b:
3-30; — 1966c: 125-141; — 1966d: 41-45; — 1967: 109-128; —
AGUAYO, 1964: 550; — 1966: 12; — LANZA & QUATTRINI,
1964a: 93-141; — 1964b: 1154-1155; — 1964c: 1321-1338; —-
QUATTRINI & LANZA, 1964a: 911-913; — 1964b: 1155-1157; —
1964c: 541-553; — 1965a: 146-148; — 1965b: 3-60; — CHEVAL-
LIER, 1965a: 166; — HERMANN & STRICKLAND & DUNDEE,
1965: 131-132; — MOL, 1967: 80, 82, 84, 119; — THOME, 1971:
34-39; — FERNANDEZ, 1973: 15.
Vaginula BERTHOLD, 1827: 173; — BLAINVILLE, 1828: 348-349 in:
1804/1845; — GRIFFITH, 1834: 601, est. 35; — HERRMANSEN,
1849: 672 in: 1847/1849; - LEIDY, 1851, v. 1: 200, 210-11; — HUM-
BERT, 1863: 120-123; — CUVIER, 1868: 10; — FISCHER, 1871:
147-149, 151-152, 155, 173-174; — 1875: 53, 55; — 1887: 493; —
CROSSE & FISCHER, 1872: 59; — ANGAS, 1883: 597; — MAZE,
1883: 16; — SEMPER, 1885: 291-292, 327; — HEYNEMANN,
1885a: 1, 13-16; — 1885b: 239, 242-243, 274-275, 283, 296, 298, 303,
327; — 1906: 5, 66, 76; — HESSE, 1886: 1, 3, 5, 8; — COCKERELL,
1890: 389; — 1891: 218; — 1899: 601; — CROSSE, 1890a: 48-49,
— 1890b: 257-258; — SIMROTH, 1891a: 861; — 1893a: — 64-66,
69-70; — 1893c: 25-26, 28-29; — 1897a: 3-4; — 1897b: 154; —
1897c: 137-138, 140; — 1900: 143; — 1914: 274, 282-283, 302, 323;
— 1918: 280; — PILSBRY, 1892: 357; — SARASIN & SARASIN,
1899: 65-66, 72-84, 86-90, 92, 94-95, 97, 99-102; — VENDRYES,
1899: 601; — PELSENEER, 1901: 20, 23-27, 44-45, 50, 60-61, 65;
— KELLER, 1902: 610; — KUEKENTHAL, 1903: 976; — KO-
BELT, 1910: 74; — HOLMBERG, 1913: 162-165, 167; — COLOSI,
1921a: 4-5; — 1922a: 476-477, 483-484, 486, 500; — 1927: 272; —
BAKER, 1923: 16; — GRIMPE & HOFFMANN, 1925a: 7-8, 16, 27;
— 1925b: 345, 347, 365-366, 373-375, 380, 388, 394, 398, 402, 406;
— HOFFMANN, 1927a: 210; — 1927b: 3, 29; — THIELE, 1931 in:
1929/1935: 491; — COIFMANN, 1938: 163; — NEAVE, 1940b: 625;
— BARATTINI, 1951: 219; — JAECKEL, 1952: 3; — FORCART,
- 1953: 11, 14, 55, 98; — VERNALHA, 1953: 305-306; — FIGUEI-
RAS, 1963b: 127; — SCOTT, 1963: 1, 7; — GUERRA, Jr., 1964:
135-143; — CHEVALLIER, 1965a: 166; — 1965b: 22: — 1966: 680;
— SCHADE, 1965: 213; — DUPOUY, 1966a: 668; — 1966b: 1021;
— RAVEN, 1966: 154, 294; — FERNANDEZ, 1973: 15; — FER-
NANDEZ & CASTELLANOS, 1973: 268.
— Especie-tipo: Vaginulus taunayi FÉRUSSAC, 1821 in FERUS-
SAC & DESHAYES, 1819/1851; — THOME, 1971: 36-39 (re-
descrição); Rio de Janeiro, GB, Brasil; electótipo por WO-
ODWARD, 1854: 170.
30 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
— Redescrição: O reto penetra no tegumento afastado, para
trás do poro genital feminino. A glândula penial está presente,
com os túbulos diferenciados em externos mais longos e inter-
nos menos numerosos; os externos fortemente ramificados desde
a região basal, as vezes também bifurcados. A espermateca é ci-
lindroide, alongada, com uma constricção mediana, onde se do-
bra a região distal sobre a proximal, sem cabeçote, séssil; o duc-
to de ligação curto, reto, penetra na região distal da espermate-
ca, lateralmente. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: região do rio Doce; Joinville, SC; Ba-
rueri, SP; Campos do Jordão, SP; Casa Grande, Salesópolis, SP;
Conceição do Itanhaem, SP; Cubatão, SP; Estação Raiz da Serra,
SP; Jupuvura, Iguape, SP; Piquete, SP; Ribeirão Pires, SP; Ric
Grande da Serra, SP; Santos, SP; Serra de Bocaina, SP; Rio de
Janeiro, GB; Floresta da Tijuca. Rio de Janeiro, GB; Paineiras,
Rio de Janeiro, GB; Morro da Tijuca, Rio de Janeiro, GB; Serra
de Macaé, Rio de Janeiro, GB; Fazenda Cachoeirinha do Cedro,
Rubião, Mangaratiba, RJ; Itatiaia, RJ; Nova Friburgo, RJ; Pe-
trópolis, RJ; Parque Nacionai da Serra dos Órgãos, Teresópolis,
RJ: Parque Nacional da Serra dos Órgãos, (poüco abaixo do
abrigo 2), Teresópolis, RJ; Parque Nacional da Serra dos Órgãos,
(abrigo 2, 1.500 m de altitude), Teresópolis, RJ; Serra do Tin-
guá, RJ; Porto Cachoeira, ES; Ilhéus, BA. — Paraguai. *
— Espécies incluidas: Vaginulus americanus (COLOSI, 1921b);
V. defiorei (COIFMANN, 1938) (2); V. gracilis (THIELE, 1927);
V. superbus (GOULD, 1852); V. taunayi FERUSSAC, 1821.
— Observações: O “taxon” foi proposto por FERUSSAC (1822
e in: FÉRUSSAC & DESHAYES, 1819/1851) com uma extensa
caracterização, a qual se baseia em dados morfológicos, comuns
a toda família. Assim, ele informa: 1. forma geral: corpo mais
ou menos alongado, oblongo no estado de contração, mais ou
menos delgado e linear no estado de extensão, afilado poste-
riormente, as vezes arredondado nesta parte; 2. cobertura: cou-
raça geral cobre toda a parte superior do corpo, separada dos
flancos por uma aresta lateral, que é ultrapassada nos dois lados,.
a partir da cabeça; lisa e sem asperezas nó estado de extensão;
sem concha interna (= carapaça interna) nem concreções calca-
reas; 3. pé: composto de numerosos aneis, comprimidos, bem
marcados, ainda que estreitos; distinto dos flancos desde a cabe-
ça, separado dos primeiros por um sulco profundo e sobresaindo
sobre eles de cada lado, encobrindo este sulco duma folha (pele)
delgada; ultrapassando as vezes a couraça posteriormente, onde
ele é chato, afilado ou arredondado, caudiforme, livre e distinto
dos flancos; 4. cabeça: distinta, composta de uma massa bucal
guarnecida de uma maxila inferior e de papilas terminais, colo-
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 31
cadas circularmente como nas “limaces”: desprovido por conse-
quência de lábios ou de tentáculos bucais; contráctil sob a cou-
raça, que forma com os flancos e com a parte anterior do vé um
tipo de estojo no qual a cabeca se retrai; 5. tentáculos: quatro
desiguais, conträcteis, deitados sobre a cabeca no estado de con-
tracão desta; os dois grandes superiores, longos, cilindricos, obtu-
sos e oculados na sua extremidade; os dois curtos um pouco
laterais, e como se fossem palmados ou digitados na sua extremi-
dade; 6. cavidade pulmonar: situada a 2 5 do comprimento to-
tal, anteriormente sobre o lado direito. comunicando com o ar
exterior por um canal lateral que se abre na parte posterior do
corpo, entre a couraca e a ponta livre do pé, num tipc de bolsa,
onde vem também desenbocar o canal do ânus. colocado sob aque-
le da respiracao, do qual esta separado por uma membrana; 7.
órgãos da geracãe: separados e distantes; 8. orifício do órgão
masculino: junto e sob o pequeno tentáculo direito; 9. orifício do
órgão feminino: sob a couraca, sobre o flanco direito, junto ao
pe, pelo meio do comprimento do corpo: 10. sem poro mucoso
terminal; 11. unicamente terrestres; 12. com 5 espécies: V. taunai-
sli; V. Langsdorfi; V. alte; V. laevigatum; V. sloanii.
Para descrição do género, nada se pode utilizar da caracte-
rização supra. A indicação da espécie-tipo por WOODWARD
(1854) dentre as espécies descritas por FERUSSAC e a redescri-
cao da mesma, recentemente, por THOMÉ (1971), ensejaram a
redescrição do género, dentro da sistematização do presente tra-
balho.
A vaga caracterização inicial de FÉRUSSAC, foi aceita por
grande número de autores, que utilizaram o nome genérico Vagi-
nulus para a maioria das espécies que iam descrevendo.
BLAINVILLE 1825 1827) origina uma grande confusão, ao
propor a utilização do gênero Onchidium para as lesmas conhe-
cidas da época e sugerindo que os gêneros recentes Veronicella
e Vaginulus ‘que ele menciona exclusivamente na forma fran-
cesa “Veronicelle” e “Vaginule”) passem para a sinonímia do
primeiro. Logo a seguir BERTHOLD 1827) cita o gênero de
FERUSSAC, sob a forma feminina de Vaginula, juntamente com
o gênero Veronice!la, sem comentários ou justificação. BLAIN-
VILLE (1204 1845) no ano seguinte reutiliza independentemen-
te os géneros Onchidium e Veronicella e inclui na sinonimia do
segundo a forma feminina Vaginula, justificando a separação,
sem contudo recaracteriza-los, continuando a confusão por ele
iniciada pouco antes. GRIFFITH (1834) menciona o gênero Vagi-
nulus no texto, redescrevendo-o superficialmente, sem nada
acrescentar aos característicos apresentados por FERUSSAC e
utiliza a forma Vaginula na legenda das ilustrações. ORBIGNY
32 THOMÉ, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
(1835) cita e utiliza o gênero Vaginulus sem comentários, para
logo a seguir (ORBIGNY, 1835/1846), utilizá-lo, incluindo na si-
nonímia do mesmo os gêneros Onchidium e Veronicella, sem
comentários. DESHAYES em FERUSSAC & DESHAYES,
1819/1851) vem de utilizar a forma feminina Vaginula, tambem
sem comentários. Encontramos a seguir em HERRMANSEN
(1849) uma síntese racional da situação dos “taxa”, com a indi-
cação de sua sinonimizacao valida para a época. Assim ele cita
Vaginula como sinônimo de Vaginulus e este por sua vez como
sinônimo de Veronicella, incluindo ainda na sinonimia de Vero-
nicelia o gênero Veronicellus FERUSSAC, o que foi um procedi-
mento correto à vista dos dados disponíveis.
Infelizmente, os autores posteriores, sem reexaminarem os
característicos genéricos, a luz das espécies-tipo, ficaram utili-
zando arbitrariamente ora o gênero Veronicella ora o gênerc Va-
ginulus e ou a forma feminina Vaginula, em geral como sinôni-
mos, por vezes como gêneros independentes, bem como empre-
gavam estes “taxa” para toda e qualquer espécie da Família com
ocorrência nas Americas e no início, mesmo como um gênero co-
mum a todas as espécies no mundo.
Selecionei, para a extensa sinonimia mencionada no início,
todas as citacões e utilizações dos “taxa” Vaginulus e Vaginula
‚como gêneros para espécies americanas, sendo que em alguns
gasos houve redescrições e discussões sobre a validade dos mes-
mos, sempre baseados em característicos não genéricos ou então
em característicos errôneos, visto que não haviam examinado as
espécies-tipo.
O gênero com os característicos que ora proponho está rica-
mente representado nas colecções por mim examinadas, conforme
se depreende das numerosas ocorrências registradas, donde res-
salta por sua vez a relativamente pequena área de dispersão geo-
gráfica, que se restringe ao Brasil, desde Santa Catarina a Bahia,
com apenas um registro, também para o Paraguai.
VERONICELLA BLAINVILLE
Veronicella BLAINVILLE, 1817: 440-442. — 1825: 465-466 in: 1825/
1827; — 1828: 428-429 in 1804/1845; — FERUSSAC, 1822: 5-6, 9, 27;
— FERUSSAC & DESHAYES, 1819/1851: 31, 51, 83, 96m, 962; —
BERTHOLD, 1827: 173; — ORBIGNY, 1835/1846: 21857 3GR ASS
1842: 91; = "HERRMANSEN, 1849: 691-692 in: 1847/71849 5
BINNEY, A., 1851, v. 2: 16; — WOODWARD, 1854: 170; — CHE-
NU, 1859: 473-474; — HUMBERT, 1863: 120-123; — MOERCH,
1865a: 274; — 1865b: 383; — TRYON, 1868; 317; — HEYNES
MANN, 18682:'32. 37; — 18852: 15-16: —- 1885627239240 229 —
1906: 4-5, 66; — BINNEY & BLAND, 1869: 303-305; — BLAND &
BINNEY, 1871: 163-164; — 1873: 339; — FISCHER, 1871: 147-149;
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 33
— 1887: 493; — STEARNS, 1871: 1; — STOLICZKA, 1873: 33-35
(partim); — BINNEY, W. G. 1878: 239-241; — 1879: 337; —
GUPPY, 1893: 222; — RUSH, 1893: 3; — COCKERELL, 1897: 5;
— 1900: 131; — COLLINGE, 1897: 43; — MELVILL & PONSON-
BY. 1898: 180; —. CORSI; 1900a:' 412; —- PILSBRY, 1900: 492,
502; — DALL & SIMPSON, 1901: 371-372; — DALL, 1905: 446;
— ROBBINS & COCKERELL, 1909: 381-3832; — KOBELT, 1910:
74; — THIELE, 1910: 125; — 1927: 324; — 1931 in: 1929/35: 491;
— HOLMBERG, 1913: 462; — BAKER, 1925a: 13, 16-17; — 1925b:
157-158; — 1928a: 128-129; — 1928b: 44-46; — 1931: 133; — 1964:
159-160; — HOFFMANN, 1925: 5-6, 119; — 1927a: 210-211, 213;
— 1927b: 3; — GRIMPE & HOFFMANN, 1925b: 373-374; — AN-
‚DREWS, 1936: 107; — GOODRICH & SCHALIE, 1937: 31; —
NEAVE, 1940b: 635; — RIVERO, 1946: 80; — PILSBRY, 1948:
1063; — SCHALIE, 1948: 35; — PEREIRA & GONCALVES, 1949:
66: — ARAUJO, 1952: 363; — FORCART, 1953: 11, 23; — VER-
NALHA, 1953: 305-306; — PARODIZ, 1957: 127-128; — BURCH,
1960: 35: — DUNDEE & WATT, 1962: 47-48; — SCOTT, 1963: 1;
— FIGUERAS, 1963a: 81; — 1963b: 127; — AGUAYO, 1964:
549-550; — 1965: 25: — 1966: 12; — CLENCH, 1964: 358; —
DUNDEE & STUTTS & HERMANN, 1965: 192-193; — DUPOUY,
1566a: 667-668; — 1966b: 1013-1015; — PETERELLIS & DUN-
DEE, 1969: 547-548; — THOME, 1975b: 158; — MS.a.
Veronicellus FERUSSAC, 1819 in: FERUSSAC & DESHAYES, 1819/
1851: 51, 83; — GRATELOUP, 1855: 26, — HERRMANSEN, 1849:
692 in: 1847/1849; -— NEAVE, 1940b: 635; com espécie-tipo: Vero-
nicella laevis BLAINVILLE, 1817; sem procedência; por monoti-
pilar
Tenacipes BAKER, 1931: 131, 133; — THIELE, 1931 in: 1929/35: 491;
— NEAVE, 1940b: 420: —: DUPOUY,. 1966a: 668; — . FORCART,
1973: 25; com espécie-tipo: Veronicella (Tenacipes) tenax BAKER,
1931: 131-133, est. 8, f. 3-5; Cueva de-Tiburón, Ensenada de San
Vicente, Pinar del Rio, Cuba; por monotipia.
— Espécie-tipo: Veronicella laevis BLAINVILLE, 1817: 440-442,
est. 2, f. IV: 1-2; — THOME, ms. a (redescrição); procedência
desconhecida; por monotipia.
— Redescricao: O reto penetra no tegumento junto ao poro ge-
nital feminino. A glândula penial está presente, com túbulos di-
ferenciados em externos algo mais longos e internos. A esperma-
teca é globulóide, sem cabecote, com longo canal; o ducto de Ji-
gacao é curto, penetra no canal distante da espermateca. Não
apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Bermudas: Saint George. — Cuba: Vinales,
Pinal dei Rio; Cueva de Tiburon, Ensenada de San Vicente, Pi-
nar del Rio. — República Dominicana: Sabana de la Mar. — Ja-
maica: Brokenhurts, Mandeville; Kingston; Montegabai; Puerto
Henderson. — Equador: Balzar, Vinces; Guaiaquil. — Chile.
Especies incluidas: Veronicella coffeae (COCKERELL, 1893
34 THOMÉ, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
ia
“sensu” BAKER, 1925b); V. esilicaulis (COLOSI 1921b). /?); V.
laevis BLAINVILLE, 1817; V. schivelyae (PILSBRY, 1890 “sen-
su” BAKER, 1925b); V. tenax (BAKER, 1931); V. virgata
(COCKERELL, 1892b “sensu” BAKER, 1925b).
— Observações: O “taxon” foi proposto por BLAINVILLE
(1817), como o primeiro nome genérico válido dentro da família
Veronicellidae, destacando como característicos: corpo alongado,
limaciforme, plano embaixo e provido de um pé próprio à repta-
cão, mais estreito do que o manto. que o “transborda” de todo
lado; o corpo é um pouco giboso e contém, por volta do terco pos-
terior, um rudimento de concha, sem qualquer traço de disco ou
escudo; a cabeça é pouco distinta; possue quatro tentáculos con-
trácteis; o orifício do ânus acha-se no quarto posterior, do lado
direito; o orifício do órgão masculino da reproducão encontra-se
na base do tentáculo direito; o órgão da respiração abre-se ao
exterior por um orifício arredondado, situado à direita da extre-
midade do rebordo inferior do manto. Indica como especie-tipo
Veronicella laevis, a qual descreve e refere as figuras IV (1 e 2)
da estampa 2, impressas um mes antes da descrição. Da descri-
ção de BLAINVILLE nada se pode utilizar, além de haver ca-
racteristicos errôneos, dos quais destaco a afirmação de que o
animal apresentaria um rudimento de concha no terco posterior
do corpo. A redescrição da espécie-tipo, baseada no espécime
original, segundo THOMÉ (ms. a), permite confirmar o “status”
do gênero, o qual proponho com a redescricao supra.
O gênero foi logo no início alterado para Veronicellus por
FERUSSAC (im: -FERUSSAC & DESHAVES, 1819/18554 sen
qualquer justificativa e a seguir, apreveitando-se da indicação
errônea de BLAINVILLE, referente a ocorrência de uma concha
interna, propos o gênero novo Vaginulus, criando a partir dai
uma grande confusão ‚de nomenclatura, visto que os dois nomes
genericos (Veronicel!a e Vaginulus), sem estarem devidamente
descritos, eram em geral considerados como sinônimos. Interes-
sante é destacar, que a sinonimização variava em geral com a
nacionalidade do autor, sendo que a maioria dos alemães e fran-
ceses regeitaram o gênero Veronicella e adotarem o genero Vagi-
aulus, porém sob a forma alterada de Vaginula, enquanto que os
autores ingleses e americanos insistiam na validade e utiliza-
cão do gênero Veronicella. O verdadeiro valor de cada um dos
dois nomes, nunca era, contudo, objetivamente apresentado, p ºla
falta de um exame dos espécimes-tipo respectivos, o que só ago-
ra foi realizado por THOMÉ (1971 e ms. a), verificando-se, em
consequência, a validade dos dois nomes ganéricos, aplicáveis a
dois géneros muito distintos. A longa indicacão bibliográfca ini-
cial, como sinonímia, deixo de comentar individualmente, visto
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 35
que na grande maioria dos casos se refere apenas a utilizacão do
nome genérico Veronicella, sem qualquer justificacão que tives-
se contribuido para a caracterização do gênero ou elucidado a
sua validade.
O “taxon” Tenacipes foi proposto por BAKER (1931), como
uma “secção” do gênero Veronicella, sem uma caracterização
precisa. Comenta BAKER (1931), que o novo “taxon” se dife-
renciava do gênero, visto o pênis apresentar nervuras mais for-
tes e a glandula penial apresentar 4 vezes mais túbulos. que se
aiferenciavam em longos externos e curtos internos. Por isto
mesmo se assemelhava a Leidyula, mas não era identificável com
esta “secção” pela falta de bolsa acessória. Isto naturalmente é
muito vago para uma descrição. BAKER (1931) descreve na mes-
ma oportunidade a espécie nova V. (T.) tenax, com bons dados
caracterizantes. Baseado na descrição da espécie-tipo, pude veri-
ticar a identidade do “'taxon” Tenacipes com o gênero Veroni-
cella, de conformidade com a redescricão acima.
O gênero, com a redescricao aqui proposta, apresenta uma
distrivuicao geográfica ampla, ocorrendo nas ilhas do Atlântico,
desde as Bermudas ao norte as pequenas Antilhas no sul. Deve-
mos destacar também a ocorrência isolada no Equador e no Chi-
le, o que certamente deverá impor exame cuidadoso de material
proveniente da America do Sul, quando de revisão do gênero.
ZILCHULUS gen. nov.
Zilchulus gen. nov.
— Especie-tipo: Vaginula jordani SIMROTH, 1893b: 86; — 1914:
326-327, est. 14, f. 118-120; Paraguai; designação presente.
— Descricao: O reto penetra no tegumento junto ao poro geni-
tal feminino. A glândula penial estã presente, com túbulos uni-
formes, apesar de por vezes alguns mais longos que outros, sem
constituirem dois grupos; os túbulos são serpenteantes na base e
em geral envolvidos por uma membrana. À espermateca é globu-
lóide, as vezes alongada, com pequeno cabecote, séssil; o ducto
de ligação é curto e penetra na espermateca pelo cabecote ou al-
go afastado da base da mesma. Não apresentam bolsa acessória.
— Ocorrências: Brasil: Ilha Vitória, SP; Ipiranga, São Paulo,
SP; Piquete, SP. — Paraguai.
— Espécies incluidas: Zilchulus affinis (SIMROTH, 1914);
Z. jordani (SIMROTH, 1893b); Z. taylori (SIMROTH, 1893b).
— Observacöes: O gênero distribui-se ao longo do trópico de
Capricrónio. de São Paulo ao Paraguai, sobrepondo-se à distri-
buicão do gênero Novovaginula e em grande parte à do gênero
Angustipes. Esta coincidência destaco para futuras observações.
36 THOME, J. W. — Os gêneros da família Veronicellidae...
O nome é do gênero masculino e é dedicado ao renomado
malacólogo Dr. Adolf Zilch, de Frankfurt, República Federal da
Alemanha, que me tem distinguido com sua amizade e sob cuja
orientação pude trabalhar, em estágio de vários meses, em 1968
ea gar
RELACAO DAS ESPECIES NAO IDENTIFICAVEIS
Dentre as 139 especies arroladas para as Americas, deixo de
incluir, ainda que por tentativa, num dos gêneros anteriores, os
nomes abaixo.
Nenhum deles possui característicos genéricos expressos na
descrição original e os tipos estão desaparacidos ou não identifi-
cáveis.
Vaginulus limayanus LESSON, 1830 in: 1830/1831;
Onchidium cubense PFEIFFER, 1840;
Vaginulus reclusus ALLEMAO, 1857;
V. paranensis BURMEISTER, 1861;
V. bonariensis STROBEL, 1865;
Veronicella andensis MILLER, 1879;
. arcuata MILLER, 1879;
. atropunctata MILLER, 1879;
. boetzkesi MILLER, 1879;
SoIDARUONHA
V
V
V
10. V. cephalophora MILLER, 1879:
11. V. complanata MILLER, 1879:
12. V. quadrocularis MILLER, 1879:
13. V. teres MILLER, 1879;
14. V. marianita COUSIN, 1887;;
15. V. dissimilis COCKERELL, 1892c;
16. V. jamaicensis COCKERELL, 1892a;
17. NV. luciae COCKERELL & COLLINGE, 1893;
18. V. stolli MARTENS, 1898 in: 1890/1901;
19. V. shive!yae bahamensis DALL, 1905;
20. V. riveti GERMAIN, 1908;
V
. alausiensis GERMAIN, 1910 — V. aequatoriensis
GERMAIN, 1908;
22. Vaginula deltae HOLMBERG, 1913;
23. V. missionum HOLMBERG, 1913;
24. V. salamandra HOLMBERG, 1913;
25. V. tucumanus HOLMBERG, 1913;
26. . Veronicella fuscescens THIELE, 1927.
Obs.: A especie Vaginula martensi SEMPER, 1885, pelos caracte-
risticos descritivos originais, não se enquadra em qualquer gê-
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 37
nero das Americas e nem mesmo se assemelha a qualquer das
112 especies classificaveis. Julgo que a indicacäo de proceden-
cia “Rio. de Janeiro” deve ser atribuída à troca de estiquetas. O
lote original de SEMPER está desaparecido e pelos característi-
cos da descrição disponível, esta espécie deverá ocorrer unica-
mente na região Oriental e Australiana.
CONCLUSÕES
l. A familia Veronicellidae, está bem caracterizada, porém es-
ta ainda pouco estudada, seb os aspectos de anatomia com-
parada, faltando os estudos de embriologia, fisiologia, eto-
logia e outros, impedindo por ora inclusive, o posicionamen-
to correto da mesma, dentro do sistema geral de classifica-
cão dos gastrópodes.
2. A falta dos estudos acima citados, impede também determi-
nar objetivamente as afinidades e subordinações filogenéti-
cas entre os diversos gêneros da família. Ha necessidade pre-
mente de determinar característicos de maior ou menor pri-
mitividade, a base da embriologia e anatomia comparada,
visto que não se pode obter subsídios paleontológicos. neste
grupo animal.
Os característicos anatômicos utilizados no presente traba-
lho. para a descrição dos gêneros, estão baseados em exames
realizados em séries de 50 espécimes de diversas “formas”,
bem como em observações devidas ao reexame da maioria
das especies-tipo, onde verifiquei a constância dos mesmos.
4. O número de lotes e mais ainda, o número de espécimes por
lote, nas colecções de estudo dos Museus e Institutos, são sur-
preendentemente muito pequenos e de áreas muito limita-
das. Isto deve ser devido a necessidade de conservação dos
espécimes em liquido, o que é pouco usual em coleções de
moluscos, visto que o estudo deste numeroso grupo animal,
ter se desenvolvido primordialmente sobre a concha dos
mesmos, predominando assim as colecões conquiliológicas.
Torna-se imperioso um colecionamento sistemático e inten-
sivo em quase toda região Neotropical, para preenchimento
dos claros existentes na distribuição geográfica, bem como
para inventariamento das espécies ocorrentes.
5. A sistematização proposta neste trabalho, deverá permtir o
desenvolvimento das pesquisas sobre os Veronicelideos em
geral e particularmente dos americanos, visto que pela pri-
meira vez os gêneros são caracterizados objetivamente e
identificáveis através de uma chave dicotômica, que foi tes-
tada em todo material disponível, das coleções que tive en-
sejo de estudar.
©)
38 THOME, J. W. — Os gêneros da familib Veronicellidae...
6. Os característicos descritivos mn” „ustos, permitiram utilizar
e confirmar o “status” de genero de 10 nomes em uso, os
quais vinham sendo empregados pelos autores sem descfi-
ções caracterizantes e consequentemente sem qualquer cri-
tério objetivo. Impuseram, alem disto, a criação de 8 gêne-
ros novos, o que demonstra a riqueza de formas, que ocorre
nos Veronicelideos americanos, o que não fora suspeitado,
visto o relativamente escasso material disponivel.
ÍNDICE DOS NOMES GENÉRICOS E ESPECÍFICOS CITADOS NO
TRABALHO:
Páginas
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QUEDAS usos SED O ca Ns e EEE RER ER ee FE RER rn
AlausSIEnSsIscre ee dog a anda MES SO DRA ANDA ND DO O o e are
AEDEINSETEM ET TE SE LIE ARE RE ne AS)
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AMC SNIS pass ee a en a É le ER 10
AMENICATDUSG ne RES LER ee a a RN: 30
ANUENSISA KH Be ne ER SEN RER NN 36
ANTUSUDES-EH Me N ep rl, 1830)
ANSUSLIDESCHRS ee en Seesen er E RR pp 2
ATUAL ne see en ne Der a CE SE 16
ANAIS O LO o Oia ara ROUPA nad em N DR 26
ABCuata dese tes gra gd ER dao RE o Ad ER 35
ALLOPUNCLALA o. RE as A a LE ER 36
ATTENUALUSA rod ea ee Rn nr ET 13
bahamensis.., rl. une en ea RP Ea a aU TR q E GR EA 36
DecCanI Lob ci DS DN A RO en RCA cs oo UR a A A 16
penis E add a Ro one Rad o ford POD, Re A A ARCO ES SE EEE 26
BelocanlusZa song E a so N SA UA AR 8, 10, 11
Detheli is tens uni err AAA ONE OL RO OD dos WO DR, PAT qe PRN O Sara ES E O EVEN 18
prelenbergi cs Ta Nie SA EE E RD ca Dn pa RR 13,2 14
poettseri een a ER 2
BOEtZKesitma.. u add N ne 36
bonariensis: Nr. 21,005 Eh TEN TEN 36
boraceiensis. 1.0: ES PES ERES RR ASSADO dar Ri EM Eua efa ae Le DE SR 23
borelHanussua sn. a ETR ce ee Ed 22223
DEASIIIENSISI A... Su ne en a le ne ee ER 23
DUETRSErI U HEN EN al, Als;
calcıferar u ET N EL RR LR RGE DO RE E 26
catinata! ET N a DA a Tr RER PS RE 21
cephalophora: ua... an ee ae ee PN 36
ChHIIENSISUL Nana u NS Re ee ee ee BE SR E 3
enidhcaulisı Tr wi ee 16
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975
coffeae
Colosius
columbiana
complanata
cordillerae
coriaceus
cubense
Cylindrocaulides
Cylindrocaulus
decipiens
defiorei
deltae
demorretesi
difficilis
Diplosolenodes
discrepans
dissimilis
doellojuradoi
dubia
erinaceus
esilicaulis
festae
Filicaulis
floridana
Forcartulus
fuhrmanni
fuscus
fuscescens
galatheae
gayi
gracilis
griseus
CUIANCNSIS sa see ana Er RA DE O RR E Da Dat ad TER
Heterovaginina
heynemanni
immaculatus
jamaicensis
else En fio Denis iia! ‚u.a /leteruisisthn, (o papdo! (97,6; fujta) fo via a fel o a te ra Defeito anne, ee MOU Aida] Ta al qo m: 0. fe u Gig io oe
aliar (a, ale lo ee, ‚ee, ei dels “ul O Na) cal Vol (0/06, LOSS POr ei u, 0 OO) 16 Pa 60 19/06] je O CBO DS) 6 TO 0 er 6
a) (aih: Cora ta fo eita) cial ola cmi re, 106] vo vo foi 7610 8 Too) CO 461/60) Go: (80 86 6,08) O ia = TO 946 16 bj So tana zer Pai ta
an (o) dadqmi Ma? (o) alle sor terta, erie, elierre, aim /nlhelarie, o no iefTe (ala mim db USM IS ia. 4, QU BU a 6 re = 6 lo o colar pato Yalpıılarn
é! ie. een leo fe) co) me ee 0,06: win OL TO) O mi wa ia ler ei m eine mim im; ca! ee O) al
66 (0, ie Cao! wla,.e) wire eu 0,00 ie) em); so! m (O oro: ral fio) ie ie, 0 a 6; =, mi Bia] NO 0. RI Fel NG sin ie-ie ae 6) JO OVO
a im Ha eye m JO] Car jm SO! mie, Mhaıha,zennliiei sa coa: 6 ie), i'm cai Fofo Oi m, 0 ja. 10. w. SOLTOS 1,8 Kenne: Biene
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IHERINGIA Zoologia n.º 48 | p.57-74 | 6. Porto Alegre-RS 15/12/1975
Estudo revisivo de Bothrops neuwiedi pubescens
(COPE 1869). Serpentes, Viperidae. *
Marisa Ibarra Vieira **
Maria Lúcia Machado Alves ***
RESUMO
As autoras redescrevem a subespécie Bothrops neuwiedi pubescens
(COPE, 1869) com base no estudo de sessenta exemplares, complemen-
tando as diversas descrições de outros autores, com novos dados sobre
biometria e morfometria.
ABSTRACT
The authors redescribe the subspecies Bothrops neuwiedi pubes-
cens (COPE, 1869) based on the examination of 60 specimens, with the
aim of improving the descriptions of other authors, by the addition of
new biometric data.
INTRODUÇÃO
Este estudo, que visa contribuir para o melhor conhecimento
de Bothrops neuwiedi pubescens (COPE, 1869) e que completa
as descrições de diversos autores com novos dados sobre a biome-
tria e morfometria, faz parte de um projeto geral, cujo objetivo
é a revisão de todas as subespécies de Bothrops neuwiedi WA-
GLER, 1824 que ocorrem no Brasil, Paraguai, Argentina e Uru-
guai.
COPE em 1869 descreve pela primeira vez a espécie Trigo-
nocephalus (Bothrops) pubescens, baseado em um exemplar co-
letado no Estado do Rio Grande do Sul durante a Expedição
Thayer.
Em 1925, AMARAL descreve Bothrops neuwiedii riogran-
densis baseado no estudo de trinta e três exemplares, sendo o ti-
po proveniente do Município de Itaqui, Rio Grande do Sul.
HOGE em 1957/58 inclui Bothrops neuwiedii riograndensis
AMARAL, 1925 na sinonímia de Bothrops neuwiedii pubescens
— Trigonocephalus (Bethrops) pubescens COPE, 1869.
Em 1970, PETERS & OREJAS-MIRANDA incluem Bothrops
neuwiedii pubescens HOGE, 1957/58 na sinonimia de Bothrops
neuwiedi pubescens.
Bene eanzado em parte sob os auspícios do CNPq., Rio de Janeiro. Acei-
to para publicação em 14.08.1975.
** Pesquisadora do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio
Grande do Sul.
*** Pesquisadora do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio
Grande do Sul.
58 VIEIRA, M. I. & ALVES, M. L. M. — Estudo revisivo de...
Além destes autores, também MACHADO (1945) e VAZ-
-FERREIRA & SORIANO (1960) redescreveram a subespécie
não tendo, porém, mencionado dados biométricos e alguns dados
sobre a lepidose e coloração, o que tornou estes trabalhos incom-
pletos.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram examinados um total de sessenta exemplares, sendo vinte
e cinco machos e trinta e cinco fêmeas, pertencentes às coleções do
Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande
do Sul (MCN, ex-Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais — ..
MRCN), do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (MCP), do Museo de Historia Natural de Monte-
video (MNHN) e da Facultad de Humanidades y Ciencias de Mentevi-
deo (ZVC, R.).
Para os dados de lepidose foram usadas as seguintes abreviaturas:
V = escudos ventrais, D = escamas dorsais, SCa = escamas subcau-
Mais IL = escamas infralabiais e SL = escamas supralabiais. As es-
camas subcaudais, supralabiais e infralabiais estão sempre indicadas por
dois números separados por barra, sendo que o primeiro representa o
número de escamas do lado direito e o segundo as do lado esquerdo,
com o animal em posição natural. As escamas subcaudais só foram
consideradas a partir do primeiro par perfeitamente identificado:
Para. os dados biométricos foram utilizadas as seguintes renresen-
tações: a = comprimento da cabeça, b = largura maior da cabeça, c
— largura da cabeça na linha que passa no meio dos olhos, d = altura
maior da cabeça, e = altura da cabeça na linha que passa no meio dos
olhos, f = altura da cabeça na linha que passa no meio da narina, 8 =
comprimento do focinho, tr = comprimento do tronco, ca = compri-
mento da cauda, t = comprimento total. Todas as medidas foram ex-
pressas em milímetros.
Para o tratamento estatístico, tomou-se como base as relações exis-
tentes entre: t/a, t/tr, t/ca, a/b, a/d, a/e, c/b, f/g.
Através do teste t (5%) foram comparados os valores biométri-
cos. e de lepidose, entre exemplares de várias regiões do Estado do Rio
Grande do Sul, entre estes e os exemplares do Uruguai, e entre os e-
xemplares machos e fêmeas.
Exemplares examinados:
BRASIL: Rio Grande do Sul — Bocoroca (MCN 03011), São Fran-
cisco de Paula (MCN 01549), Santa Maria (MCS 02254, MCN 02272
e MCN 02737), Rio Pardo (MCN 03129 e MCN 03143), Viamäo (MCN
00396 a MCN 00399, MCN 00401 a MCN 00405, MCN 01807, MCN ...
02017, MCN 02609, MEN 03226 e MCN 03227), Porto Alegre “(MCP
00141, MCN 00392 a MCN 00395), Guaíba (MCN 03230), Rosário do
Sul (MCN 02495), Encruzilhada do Sul (MCP 00447), Livramento ..
(MCN 03233) e Cangussu (MCN 00420).
URUGUAI: Departamento de Artigas — Arroyo de la Invernada
(ZVC, R. 00065, ZVC, R. 00068, ZVC, R. 00073 e ZVC, R. 00087);
Departamento de Rivera — Minas de Cufiapiru (ZVC, R. 00833); De-
partamento de Tacuarembo — Gruta de los Cuervos (ZVC, R. 00816),
Tambores (MNHN 00011, MNHN 00012, MNHN 00754 e ZVC,R. .
01775); Departamento de Treinta y Tres — Ruta 8, km 330 (MNHN ..
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 59
00394); Departamento de Lavalleja — Piraraja (ZVC, R. 00232), Ar-
royo Tapes de Godoy (ZVC, R. 00355, ZVC, R. 00961, ZVC, R. 01216
e ZVC, R. 01388), Cerro Arequita (ZVC, R. 00051), Salto del Peniten-
te (MNHN 00854), Águas Blancas (ZVC, R. 00166 e MNHN 01056);
Departamento de Rocha — Laguna Negra (MNHN 00345); Departamen-
to de Maldonado — Cerro Pan de Azucar (ZVC, R. 00089), Sierra de
Ias Animas (ZVC, R. 00001, ZVC, R. 00088, ZVC, R. 00276, e MNHN
00847 e HNHN 01057), Laguna del Sauce (ZVC, R. 00136, MNHN 01055
e ZVC, R. 01658).
REDESCRIÇÃO
Bothrops neuwiedi pubescens (COPE) i
(“jararaca”, “cruzeira”, “jararaca pintada”, “jararaca cruzeira” —
RS).
Morfologia. Cabeça triangular com um leve achatamento dorsal
na região entre as fossetas loreais; focinho arredondado e região
da nuca nitidamente marcada por uma reentrância dorsal. A ca-
beça é quase totalmente coberta por pequenas escamas carena-
das, sendo que os escudos cefálicos estão reduzidos aos interna-
sais, pré-frontais e supra-oculares. Corpo coberto dorsal e lateral-
mente por pequenas escamas carenadas e ventralmente por es-
cudos grandes e lisos. Cauda afilada portando um espinho termi-
nal.
Coloração. Coloração dorsal variando de cinza escuro a castanho
médio. Marcas castanho escuras, quase pretas, marginadas de
branco e dispostas em três séries a cada lado do tronco: a — uma
série de marcas laterais, tendo cada marca a forma aproximada
de um trapézio com os lados marginados de branco e a base
maior apresentando, às vezes, uma pequena reentrância. Estas
marcas podem ser alternadas, ou não, com as marcas do mesmo
tipo do outro lado do tronco, e podem estar unidas, ou não —n
linha vertebral; b — uma série de marcas arredondadas na linha
vertebral, entre as marcas trapezoidais; c — uma série de mar-
cas paraventrais arredondadas e dispostas aos pares na base de
cada marca lateral. Coloração ventral amarelo rosado, com pon-
tuações castanho escuras mais concentradas na base dos escu-
dos. Cabeça com coloração semelhante à do tronco, sendo as mar-
cas supracefálicas em número de cinco ou sete, distribuidas da
seguinte forma: uma marca na região internasal; uma ou duas
marcas na região supra-ocular; uma ou duas marcas na região
postocular e duas marcas alongadas na região temporal, que ge-
ramelnte alcançam a região da nuca. Da região postero-inferior
do olho, ao ângulo da boca, se estende uma faixa de coloração
preta. A face inferior da cabeça é de coloração semelhante à do
ventre.
60 VIEIRA, M. I. & ALVES, M. L. M. — Estudo revisivo de...
Lepidose. Escamas dorsais carenadas, variando de 21 a 29, sendo
25 o nümero mais fregüente. Escudos ventrais de 163 a 188; sub-
caudais de 38 a 52 pares; supralabiais de 7 a 9 e infralabiais de 10
a 12. Escudo cloacal sempre inteiro. Prefrontais separadas
por 2 a 5 escamas, internasais em contato (excepcionalmente
separadas por uma pequena escama); ocular separada: da
supralabial por uma ou duas filas de escamas (em apenas um
exemplar aparecem três filas); supra-oculares separadas por uma
série de 5 a 11 escamas; loreal geralmente em contato com a se-
gunda supralabial (podem aparecer casos em que uma pequena
escama as separa).
Medidas. Cabeça medindo cerca de 1/20 a 1/28 do comprimento
total. Comprimento da'cabeça de 1,4 a 1,7 vezes a largura maior
da cabeça, sendo mais frequente 1,5; altura maior da cabeça mais
ou menos 1/2 do comprimento da cabeça; altura da cabeça, na
linha que passa no meio dos olhos cerca de 1/3 do comprimento
da cabeça; largura da cabeça na linha que passa no meio dos
olhos aproximadamente 1/2 da largura maior da cabeça. A altu-
ra da cabeça na linha que passa no meio da narina é igual ao
comprimento do focinho, na maioria dos exemplares. Compri-
mento da cauda de 1/5 a 1/10 do comprimento do tronco, sendo
mais frequente 1/6 e 1/7. O comprimento total é em média 900
mm nos exemplares adultos, raramente alcançando mais de 1000
mm.
Dentição. Maxilares: 1/1 + dentes de substituição; palatinos:
3/3; pterigoidianos: 10/10 a 13/13 e mandibulares: 13/13 a
14/14.
Distribuicäo geogräfica. Estado do Rio Grande do Sul (Brasil) e
Uruguai.
DISCUSSAO E CONCLUSÖES
Os exemplares estudados pertencem à subespécie Bothrops
neuwiedi pubescens (COPE, 1869), conforme foi verificado atra-
vés de comparação dos dados obtidos com os existentes na bi-
bliografia.
Os dados numericos da lepidose apresentam-se bastante va-
riáveis, porém, dentro dos limites máximos e mínimos estabele-
cidos por diversos autores (COPE, AMARAL, VAZ-FERREIRA
& SORIANO). O tratamento estatístico veio comprovar a não sig-
nificância destas variações, assim como aquelas encontradas en-
tre os exemplares machos e fêmeas, excluindo a possibilidade de
dimorfismo sexual.
O estudo estatístico dos dados morfométricos mostra que não
existe variação regional, etária e sexual entre os exemplares de
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 61
várias regiões do Estado do Rio Grande do Sul, e entre estes e
os exemplares uruguaios.
Quanto ao “pattern”, nota-se que nas porções próximas à cau-
da e à cabeça, o sistema de marcas é irregular, enquanto que na
porção mediana do tronco, elas se tornam bastante características.
De uma maneira geral, os exemplares do Uruguai apresentaram
uma coloração mais escura do que a dos exemplares do Rio Gran-
de do Sul, sendo as marcas bem regulares, porém, com as mar-
gens brancas menos nítidas, em comparação com os exemplares
da zona de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, principalmente.
Quanto às variações na coloração, podem-se distinguir três
grupos mais ou menos característicos: (a) indivíduos com colora-
ção pardo-acinzentada, procedentes de São Francisco de Paula,
Viamão, Guaiba, Porto Alegre, Encruzilhada do Sul e Santa Me-
ria; (b) indivíduos com coloração cinza-médio, procedentes de
Bocoroca e Rosário do Sul; (c) indivíduos com coloração cinza
escura, procedentes de Livramento e do Uruguai. Dentro do gru-
po (a) existem também exemplares de cor parda (Porto Alegre
e Viamão) e cinza (Santa Maria).
Com relação às marcas trapezoidais, nota-se nos exemplares
dos grupos (a) e (c), uma relação quase constante no que con-
cerne às dimensões destas marcas, que apresentam a base infe-
rior com aproximadamente o dobro do tamanho da base supe-
rior. Os exemplares do grupo (b) apresentam as marcas laterais
com a base inferior um pouco maior que a base superior.
Com relação à distribuição geográfica da subespécie Bo-
throps neuwiedi pubescens (COPE, 1869) e suas possíveis relações
com Bothrops neuwiedi diporus (COPE, 1862) ocorrente na Ar-
gentina, a escassez de exemplares das regiões oeste e noroeste
do Estado do Rio Grande do Sul, impede uma afirmação categó-
rica quanto a: 1.º) limites da zona de distribuição desta subes-
pécie no Estado do Rio Grande do Sul; 2.º) existência de uma
zona de intergradação entre estas duas subespécies.
AGRADECIMENTOS
Ao Naturalista Thales de Lema, pelo incentivo e iniciação à siste-
mática de ofídios; à Naturalista Jocélia Grazia Vieira, Diretor Execu-
tivo do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rig
Grande do Sul; ao Dr. Miguel A. Klappenbach, do Museo Nacional de
Historia Natural de Montevideo e ao Dr. Raul Vaz-Ferreira, da Facul-
tad de Humanidades y Ciencias de Montevideo, pela permissão de es-
tudo dos exemplares; à Naturalista Marta Fabián Beurmann pelas su-
gestões e colaboração no tratamento estatístico dos dados e a todos os
colegas do Setor de Vertebrados pelo incentivo e apoio. Nosso agrade-
cimento especial ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico pela bolsa concedida (T. C. 11.611), durante a qual este
trabalho foi parcialmente realizado.
62 VIEIRA, M. I. & ALVES, M. L. M. — Estudo revisivo de...
E,
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IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 63
LEGENDA DAS FIGURAS
FIGURA 1 : 3
Distribuição geográfica de Bothrops neuwiedi pubescens (COPE, 1869)
1 Boçoroca 14 Minas de Cunapiru
2 São Francisco de Paula 15 Tambores
3 Santa Maria 16 Ruta 8, km 330
4 Rio Pardo 17 Pirarajá
5 Viamão 18 Arroyo Tapes de Godoy
6 Porto Alegre 19 Laguna Negra
7 Guaíba 20 Cerro Arequita
8 Rosário do Sul 21 Salto del Penitente
9 Encruzilhada do Sul 22 Aguas Blancas
10 Livramento — 23 Cerro Pan de Azucar
11 Cangussu 24 Sierra de las Animas
12 Arroyo de la Invernada 25 Laguna del Sauce
13 Gruta de los Cuervos
FIGURA 2
Vista geral dorsal do exemplar MCN 01549 de B. n. pubescens (COPE),
de São Francisco de Paula.
FIGURA 3
Vista geral ventral do exemplar MCN 01549.
FIGURA 4
Detalhe da cabeça, vista dorsal, do exemplar MCN 01549.
FIGURA 5
Detalhe do tronco, vista dorsal, do exemplar MCN 01549.
FIGURA 6
Detalhe do tronco, vista ventral, do exemplar MCN 01549.
TABELA I — Lepidose dos exemplares do Rio Grande do Sul e do
Uruguai.
TABELA II — Biometria dos exemplares do Rio Grande do Sul e do
Uruguai.
VIEIRA, M. I. & ALVES, M. L. M. — Estudo revisivo de...
RIO GRANDE DO SUL
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IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975
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IHERINGIA Zoologia | n.º 48 | p.75-86 | 2.f. | Porto Alegre-RS 15/12/1975
Sobre Ogcocephalus vespertilio (L., 1758)
Ocorrente no Extremo Sul do Brasil
(Teleostei, Lophiiformes, Ogcocephalidae) *
Thales de Lema **
Joaber Pereira Jr. ***
RESUMO
Os autores examinaram 15 exemplares de “peixe morcego”, Ogco-
cephalus vespertilio (L., 1758), coletados nas costas dos Estados de San-
ta Catarina e Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil. Säo apre-
sentados e comentados dados meristicos e biológicos, bem como sua
distribuição para o sul até o Uruguai.
ABSTRACT
Meristic and biological data of 15 specimens of “bat fish”, Ogcoce-
phalus vespertilio (L., 1758), collected in the State of “Santa Catarina”
and “Rio Grande do Sul” both in southern Brazil were investigated. It
is also given a geographical distribution of this species, from '“Santa
Catarina” to “Río de La Plata”, in the South Atlantic.
INTRODUÇÃO
O presente artigo dá continuidade ao trabalho de inventa-
riamento da ictiofauna marinha do Estado do Rio Grande do Sul
e adjacências, abordando a família Ogcocephalidae, da qual en-
controu-se apenas Ogcocephalus vespertilio (L., 1758).
Essa espécie foi citada pela primeira vez para a região de
estudo, por PAULO DE MIRANDA RIBEIRO (1961), que a in-
dicou para Santa Catarina, sem indicar localidade. BARCELLOS
(1962) citou-a para o Rio Grande do Sul, também sem indicar
localidade. MENEZES (1964) fez uma revisão do gênero Ogco-
tephalus FISCHER, 1813, no Brasil, baseada apenas em material
das costas do Estado de São Paulo. Na distribuição geral dessa
espécie, esse autor não citou os, registros acima. Posteriormente,
MENEZES (1969, 1971), baseado em material coligido sobre a
plataforma continental do Estado do Rio Grande do Sul, regis-
trou-a na altura da cidade de Mostardas. BENVEGNU (1973),
Aceito para publicação em 21.08.1975.
** Naturalista do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotänica do Rio
Grande do Sul. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico, Rio de Janeiro (TC. 8849). )
*** Monitor do Laboratório de Ciências do Mar do Museu de Ciências da Ponti-
fícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Altgre.
76 LEMA, T. de & PEREIRA Jr., J. — Sobre Ogcocephalus vespertilio...
tambem baseada em material capturado na plataförma continen-
tal do Rio Grande do Sul, registrou-a na altura da cidade de Rio
Grande, ao sul desse Estado. SCARABINO (1975) descreveu um
exemplar pescado em Piriapolis, Departamento de Maldonado,
Uruguai.
No presente artigo descrevemos 15 exemplares colhidos nos
dois Estados do extremo sul do Brasil, todos com dados exatos
de procedência.
MATERIAL E MÉTODOS
A região de estudo, para efeito do levantamento faunístico, foi con-
vencionada a que se estende desde o extremo norte do Estado de Santa
Catarina (SC) até “Rio de La Plata”, incluindo o: Estado do Rio Gran-
de do Sul (RS) e o Uruguai (UR). 5
Coleções onde se encontram depositados os exemplares: EBRG =
Sra. Elisabeth Bastos, de Rio Grande, Rio Grande do Sul; MCN = Mü-
seu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do
Sul (ex-Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais da Secretaria de
Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul); MCP = Museu
de Ciências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Os exemplares foram colhidos ou em pesca de arrastão de práia,
ou através de mergulho com “'snorkel”.
Para a identificação foram compilados os dados das espécies, re-
feridos pelos autores, e elaborada uma chave dicotômica, a qual abran-
ge apenas as espécies até agora registradas para a fauna do Brasil e
países ao sul, banhados pelo Oceano Atlântico.
Alguns exemplares foram mantidos vivos em aquário, fazendo par-
te da exposição do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Cató-
lica do RS, ocasião em que foram observados alguns hábitos.
As medidas foram aferidas conforme MENEZES (1964) e usadas
as seguintes convenções: A — altura maior; B = largura maior; C =
comprimento da peitoral; D = espaço entre axilas das aletas pélvicas
(inter bases); E = altura do pedúnculo caudal; F = largura maior da
cavidade do ilício; G = espaço interorbital; GA = idem G, anteriormen-
te; GB = idem G, posteriormente; H = diâmetro da órbita (que é cir-
cular); I = comprimento da cabeça no comprimento “standard”; II =
largura no comprimento “standard”; III = altura do pedúnculo caudal
no comprimento “standard”; IV = processo rostral no comprimento to-
tal; V = processo rostral no comprimento da cabeça. Todas as medidas
sao apresentadas em mm.
CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO
— Para as espécies do gênero Ogcocephalus FISCHER, 1813,
ocorrentes no Brasil:
1. a. Processo rostral não ultrapassa a vertical
tangente à bôca; filamentos curtos mui-
to evidentes nas margens do corpo
O. radiatus (MITCHILL, 1818).
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 77
b. Processo rostral nitidamente prolongado
adianter da bocal er 2.2.0.0 ab agr ade at 2
2. a. Processo rostral cerca de 1/6 do com-
primento “standard” . ........ O. vespertilio (L., 1758).
b. Processo rostral cerca de 1/4 do com-
primento “standard” . ...... O. nasutus (C. & V., 1837).
DADOS DOS EXEMPLARES
A. PROCEDENCIA:
1. EBRG 004 — RS: 15 milhas ao N do Farol da Solidão, ao S
de Tramandaí; 6.x. 1974; n/pg. “Boto”, a 25
m de profundidade.
2. EBRG 005 — Ídem ao anterior, n. 004.
3. EBRG 006 — Íbidem.
4. MCN 2258 — SC: baia de Garopaba; viii-x.1973; pesca-
dores, T. de Lema.
5. MCN 2261 — idem ao anterior, n. 2258.
6. MCN 2436 — RS: canal de São Gonçalo, frente cidade de
Rio Grande; viii.1974; estudante do Curso de
Oceanologia de Rio Grande.
7. MCN 2437 — Idem ao anterior, n. 2436; coletado em ...
xii. 1974.
8. MCP 2870 — SC: Baia Norte, frente à Florianópolis; ..
ii:1967; J. J. Bertoletti, Irmão Ignacio Kuhn,
Irmão Coradi.
9. MCP 6612 — SC: Pantano do Sul, Ilha de Santa Catarina;
i-vi. 1972; C. R. Poli.
10. MCP 6613 — Ídem ao anterior, n. 6612.
11. MCP 6773 — SC: baia de Porto Belo, na Ilha João da
Cunha; 21.1.1973; L. J. Borsato.
'12. MCP 6799 — idem ao anterior, n. 6773; coletado em ..
11.11.1973; J. Pereira Jr.
13. MCP 7348 — Ídem aos anteriores (n. 6773, 6799); coleta-
do em 9-11.ii.1974; J. Pereira Jr. (Figura
1-2).
78 LEMA, T. de & PEREIRA Jr., J. — Sobre Ogcocephalus vespertilio...
14. MCP 7664 — Idem n. 7348; coletado em 17-18 .viii. 1974.
15. MCP 7708 — RS: 15 milhas ao N do Farol da Solidão; ..
6.x. 1974; J. Pereira Jr.
B. N.º DE RAIOS DAS ALETAS:
Exemp'ares Dorsal Anal Caudal Peitorais Ventrais
EBRG 004 + 4 9 14 b)
EBRG 005 4 4 9 14 5
EBRG 006 4 4 9 13 5
MCN 2253 4 4 9 14 5
MCN 2261 4 4 9 13 3)
MCN 2436 4 4 9 14 5
MCN 2437 + 4 9 14 5
MCP 2870 4 + 9 14 5)
MCP 6612 + 4 9 14 5
MCP 6613 4 4 9 13 5
MCP 6773 4 + 9 13 o)
MCP 6799 4 4 9 14 5
MCP 7348 4 4 9 14 5
MCP 7664 + 4 3 13 5
MCP 7708 o) 4 9 13 5)
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 79
C. MEDIDAS DE COMPRIMENTO:
Exemplares Total “stan- cabeça processo änus-a-
dard” rostral -base da
caudal
EBRG 004 105 86 35 14 29
EBRG 005 162 133 58 20 46
EBRG 006 199 160 60 28 54
"MCN 2258 188 138 66 25 49
MCN 2261 170 115° 58 22 48
MCN 2436 158 129 ol 19 48
MCN 2437 (130/140) (113) 49 (15) 42
MCP 2870 124 90 43 16 41
MCP 6612 274 195 85 39 77
MCP 6613 225 155 68 34 65
MCP 6773 251 185 78! 37 65
MCP 6799 205 141 66 29 9
MCP 7348 222 174 18 31 67
MCP 7664 200 149 65 27 63
MCP 7708 172 127 58 22 50
Observacäo: O exemplar MCN 2437 esta com o processo rostral
e os raios da caudal partidos.
80
D. OUTRAS MEDIDAS:
Exem-
plares
EBRG 004
EBRG 005
EBRG 006
MCN 2258
MCN 2261
MCN 2436
MCN 2437
MCP 2870
MCP 6612
MCP 6613
MCP 6773
MCP 6799
MCP 7348
MCP 7664
MCP 7708
A
15
26
29
34
29
21
B
43
75
87
83
88
7
13
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LEMA, T. de & PEREIRA Jr., J. — Sobre Ogeocephalus vespertilio...
10
11
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 81
E. RELAÇÕES:
Exemplares H KI HI IV V
EBRG 004 2,457 2,000 14,125 7,500 2,500
EBRG 005 2.203 1,773 14,777 8,100 2,900
EBRG 006 2,666 1,839 13,333 7,107 2,142
MCN 2253 2,090 1,662 12,545 1,520 2,640
_MCN 2261 1,982 1,306 9,583 7,127 2,636
MCN 2436 2,929 1,816 —,— 8,315 2,684
MCN 2437 2,306 1591 14,225 —,— 3,266
MCP 2870 2,093 1,551 12,857 1,190 2,687
MCP 6612 2,294 1,741. 13,000 7,025 2,149
MCP 6613 2219 1,666 11,923 6,617 2,000
MCP 6773 2,605 1,761 12,333 6,783 1,913
MCP 6799 2,136 1,484 10,071 7,068 2,275
MCP 7348 2,230 1,626 14,500 7,161 2,516
MCP 7664 2,292 15012 12,416 7,407 2,407
MCP 7708 2,189 1,671 12,700 7,818 2,636
F. COLORACAO:
Nos exemplares procedentes de SC a coloração dorsal é cinza:
escura; nos do RS há um tom pardacento sobre o cinza. Em todos
os exemplares examinados ofocinho é enegrecido, com os lábios
pretos; o ventre é de cor creme uniforme em alguns e, em outros,
é alvacento manchado irregularmente de cinza escuro. As aletas
possuem, em geral, as extremidades escuras, sendo preta nos
raios. Nos exemplares menores os raios são pretos nas extremi-
dades, e nos maiores é bem mais claro. Todos os exemplares pos-
suem uma faixa estreita, um pouco ondulada, que acompanha su-
periormente a comissura bucal; essa faixa apresenta-se como uma
82 LEMA, T. de & PEREIRA Jr., J. — Sobre Ogcocephalus vespertilo...
sequência de quadrados pretos e cinzentos, periodicamente; no
exemplar MCP 7708, essa faixa possue os quadrados pretos e a
brancos, destacando-se da coloração do fundo.
G. OBSERVAÇÕES BIOLÓGICAS:
Os exemplares coletados na Ilha João da Cunha (SC) foram
capturados a uma profundidade de 3 a 6 m; o exemplar MCP
7708 (RS) foi capturado a 25 m de profundidade e a 15 milhas
da costa; os de Garopaba (SC) foram capturados com rede, jun-
tamente com grande quantidade de peixes de escamas frequentes
nessa baia.
Os exemplares procedentes da Ilha João da Cunha (SC) fo-
ram encontrados sobre fundo arenoso; o exemplar MCP 6799 foi
encontrado sobre rocha.
A maioria, quando foi encontrada, apresentava a cor geral do
corpo semelhante a do fundo em que estavam, dificultando sua
visualização. Notou-se que a intensidade da cor variava confor-
me o meio, individualmente (homocromia). Provavelmente cru-
zou-se por diversos indivíduos sem percebê-los, devido a esse
mimetismo.
Na Ilha João da Cunha (SC), em sua face oriental, há pare-
aoes rochosos em cuja base imersa ha pequenas cavernas, den-
tro das quais foram vis:os os exemplares aqui examinados; nes-
sas pequenas cavernas há pouca luminosidade e grande quanti-
dade de pequenos Teleostei; esse ambiente pareceu ser o predileto
por essa espécie.
Quando encontrados, não esbocavam qualquer reação de
fuga. No momento em que eram apanhados com a mão, torna-
vam-se vermelhos, principalmente no ventre e nas extremidades
das aletas peitorais. Vimos exemplares fixados com essa colora-
ção e também com a região dorsal enegrecida, de propriedade de
um pescador de Garopaba (SC).
Locomovem-se como tetrápodes, utilizando-se das aletas me-
dianas, principalmente as peitorais, apoiando-se sempre com a
anal e a caudal, com o eixo do corpo inclinado para cima, incli-
nação essa que fica acentuada pelo processo rostral; estacionados,
apenas destaca-se, dorsalmente, o processo rostral, como que pon-
do em realce o ilício.
Diversos exemplares apresentaram grande resistência
fora dágua, especialmente um que foi colocado vivo sobre uma
mesa, em seco, sobrevivendo cerca de 1,30 hs.
O exemplar MCP 7664 permaneceu vivo em aquário espa-
coso por 10 dias, junto com outros Teleostei e invertebrados da
mesma procedência, notando-se que usava a aleta caudai para
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 83
a propulsäo. Parece ter morrido pela acäo de um fungo, que dizi-
mou os demais peixes desse aquärio.
Nunca os vimos comendo, e a dissecacäo de 2 exemplares
não mostrou alimento no estômago.
Segundo dados colhidos nos locais em que foram coletados,
essa espécie ocorre com maior frequência na primavera e no ve-
rão (SC), escasseando ou mesmo desaparecendo no outono e in-
verno. isso parece relacionar-se com a variação sazonal das dua:
correntes marinhas dominantes na área de estudo (Brasileira e
Malvinas).
Na região de Porto Belo (SC) essa espécie é pouco cónheci-
da, apesar de a termos visto com alguma frequência nos roche-
dos submersos da Ilha João da Cunha. Em Garopaba (SC), mais
ao sul de Porto Belo, parece ser muito comum, sendo bem conhe-
cida de todos os pescadores locais. Encontramos um pescador que
vendia exemplares preparados (formolizados, secados e enverni-
zados) como “scuvenirs”. Os nomes vulgares anotados em Garo-
paba são: “Peixe-morcego”, “Morcego” e “Morcego-do-mar”.
COMENTÁRIOS
Ogcocephalus vespertilio (L.) "é a única espécie da família
Ogcocephalidae que encontrou-se no extremo sul do Brasil. Sua
área de distribuição, que vem desde as Antilhas, atinge até a
costa do Uruguai, na altura de Maldonado e “Rio de La Pla-
ta”. Todo o material apontado para a região de estudo (MIRAN-
DA RIBEIRO, 1961; BARCELLOS, 1962; MENEZES, 1969, 1971;
BENVEGNU, 1973) não foi descrito, não havendo o menor dado
que sirva de base para o exame de possíveis variações geográfi-
cas. Na descrição do único exemplar conhecido do UR (SCARA-
BINO, 1975) há dados de coloração e merísticos, mas a coloração
dorsal está indicada como “marrón” (sic), o que não confere com
os exemplares examinados por nós. Não sabemos até que ponto a
variação da cor por ação de cromatóforos pode ir, nem as possi-
bilidades de fixação da mesma, por isso não se pode levar em
conta a descrição de SCARABINO no que se refere à coloração,
principalmente porque essa autora só examinou um exemplar.
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est. 1-2.
SCARABINO, S. M. de (1975) — Sobre la presencia de “pez murciela-
go”, Ogcocephalus vespertilio (LINNÉ) (Pisces, Ogcocephalidae),
en la boca del Rio de La Plata. Revta. biol. pesq. Fac. Veter., Mon-
tevideo, p. 306-313, fig. 1-4.
LEGENDA DAS FIGURAS
Figura 1 — Vista dorsal de Ogeocephalus vespertilio (L.) — MCP
7348 de Porto Belo, Santa Catarina.
Figura 2 — Vista ventral do exemplar MCP 7348.
IHERINGIA
Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975
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IHERINGIA Zoologia | n.048 | p. 87-90 | if. | Porto Alegre-RS | 15/12/1975
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Dados sobre a ocorrencia de Lethocerus annulipes
(HERRICH-SCHAFFER, 1846) no Estado do
Rio Grande do Sul *
Maria Elizabeth Barcellos Lanzer **
RESUMO
O trabalho evidencia a ocorrência de Lethocerus annulipes (HER-
RICH-SHAFFER, 1846), no Estado do Rio Grande do Sui, Brasil, am-
pliando sua distribuição geográfica.
ABSTRACT
This paper reports the occurrence of Lethocerus annulipes (HER-
RICH-SHAFFER, 1846), no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil,
giving a larger geographical distribution of this Belostomatidae.
INTRODUÇÃO
Este trabalho consta de um mapeamento e localização de L.
annulipes (HERRICH-SCHAFFER, 1846) r- estado do Rio Gran-
de do Sul, pretendendo informar melhor à respeito da distribui-
ção deste Belostomatídeo neste Estado.
Efetuou-se o estudo biogeográfico de hemipteros da família
Belostomatidae, em especial do gênero Lethocerus MAYR, não
só por se constituir de espécies altamente predadoras, com rele-
vante influência nas redes alimentares, mas, também porque no
Museu de Ciências Naturais (MCN) da Fundação Zoobotänica
do Rio Grande do Sul existe um lote considerável destes animais.
DISCUSSÃO
O gênero Lethocerus MAYR, 1853 está representado, na Re-
gião Neotropical, por 18 espécies, das quais 12 ocorrem na Ame-
rica do Sul e destas, 7 são citadas para o Brasil.
DE CARLO (1964) comenta que no Museu Argentino de
Ciências Naturais existe registro dessa espécie para o Rio Gran-
de do Sul, nada mais constando.
Através de coletas realizadas no Estado do Rio Grande do
Sul, registrou-se a ocorrência de Lethocerus annulipes (HER-
* Aceito para publicação em 21.08.1975.
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio
Grande do Sul e Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cienti-
fico e Tecnológico, conforme contrato 2052 e processo 733/74.
88 LANZER, M. E. B. — Dados sobre a ocorrência de...
RICH-SHAFFER) nas localidades de: Torres, Santa Maria, Uru-
guaiana, Santa Terezinha, Canoas, Tramandaí, Porto Alegre, Ci-
dreira e Pantano Grande.
No Museu de Ciências Naturais estão catalogados 19 exem-
plares de L. annulipes.
Material examinado:
Torres — 2 exemplares, X1-19683, MLeitão-Araujo (009630
MCN, 009681 MCN).
Santa Maria — 1 exemplar, III-1972, ABecker (010378
MCN); 1 exemplar, IV-1972, CPellegrani (010379 MCN); 1
exemplar, 1111-1972, OGiuliani (010380 MCN); 1 exemplar,
V-1972, MMedeiros (010381 MCN).
Uruguaiana — 16 , I-1973, EHuber (009685 MCN); AS ;
IV-1973, TLema & RLema (008352 MCN).
Santa Terezinha — 1 6, XII-1972, MHGalileo (009677
MCN).
Canoas —1 6, VI-1973, ISteiner (009741 MCN).
Tramandati==" 2 6 | 11973, MBAlmeida | (0096764MENde
009678 MCN); 1 9, XII-1972, MBAlmeida (009682 MCN).
Porto Alegre — 3 P, XII-1972, MHGalileo (008148 MCN,
009675 MCN e 009679 MCN).
Cidreira — 19 ‚1.1973, PBraun (009688 MCN).
“Pantano Grande — 1 Ô , XII-1974, OBueno (009741 MCN);
1 gi; XII-1974, OBueno (009745 MCN).
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cienti-
tico e Tecnolögico que possibilitou a realizacäo deste trabalho; a natu-
ralista Jocélia Grazia-Vieira pela orientação e incentivo; à pesquisa-
dora Meria Helena Galileo pelo apoio e colaborações prestadas e à dire-
ção do Museu de Ciências Naturais pelo acervo ao material instrumen-
tal e exemplares das coleções. 3
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CUMMINGS, C. (1933) — The giant water bugs (Belostomatidae-He-
miptera). Univ. Kans. Sci. Bull., v. 21, n. 2, p. 197-219.
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An. Mus. argent. Cien. nat., v. 39, p. 189-219.
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-Belostomatidae). PHYSIS, B. Aires, v. 24, n. 68, p. 337-350.
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the DBelostomatidae (Hemiptera). Ann. ent. Soc. Am., Maryland,
v. 5, n. 5, p. 644-657.
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and central America, including the west Indies (Hemiptera- Be-
lostomatidae). Ann. ent. Soc. Am., v. 56, n. 3, p. 261-267.
90 LANZER, M. E. B. — Dados sobre a ocorrência de...
@canoas
PORTO ALEGRE
PANTANO RR N
Osia MARIA
EY TRAMANDAI
IDREIRA
LOCALIDADES CITADAS PARA
L.annulipes NO RIO GRANDE DO SUL
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 91
PUBLICAÇÕES DO “MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS”
Série
N.º
N.º
Série
ANTROPOLOGIA
1 (1969) — com dois artigos, 116 p.:
BROCHADO, J. J. J. P. — “Histórico das pesquisas arqueológicas no Estado
do Rio Grande do Sul”. — p. 3-32, 1 f.;,
MILLER, E. T. — “Resultados preliminares das escavações no sitio pré-cerã-
mico RS-LN-1: Cerrito Dalpiaz (abrigo-sob-rocha)”. — p. 43-112, 11 f., 9 q..
2 (1972) — com dois artigos, 64 p.:
RIBEIRO, P. A. M. — “Petróglifos do Sítio RS-T 14: Morro do Sobrado, Mon-
tenegro — RS — Brasil”. — p. 3-14, 3 f.;
RIBEIRO, P. A. M. — “Sítio RS-C 14: Bom Jesus Velho (abrigo sob rocha)
— Nota prévia”. — p. 15-58, 16 f., 4 quadros.
BOTÂNICA
1 RAMBO, Pe. B. (S.).) — (1958) — “Asclepiadaceae Rio-grandenses”. — 58 p.;
2 „RICK, Pe. J. (S. J.) — (1958) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 1. Auriculariaceae, Sirobasidiaceae, Tremellaceae, Dacryomy-
cetacece”. — 56 p., 1 est.;
3 RAMBO, Pe. B. (S.J.) — (1959) — “Aponynaceae Rio-grandenses”. — 24 p.;
4 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1959) — “Basidiomycetes Eubekidi in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 2. Thelephoraceae” — p. 57-124; :
5 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1959) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 3. Hypochnaceae, Clavariaceae, Craterellaceae, Hydnaceae”. —
p. 125-192;
6 RAMBO, Pe. B. (5. J.) — (1960) — “Bignoneaceae Riograndenses” — 26 p.;
7 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1960) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 4. Meruliaceae, Polyporaceae, Botelaceae”. — p. 193-296;
8 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 5. Agaricaceae”. — p. 297-450.
9 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1961) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: 6. Melanogastraceae, Calostomataceae, Hymenogastraceae, Hys-
terangiaceae, Sclerodermataceae, Tulostomataceae, Lycoperdaceae, Geastra-
ceae, Phallaceae, Clathraceae, Nidulariaceae”. — p. 451-480;
10 CERONI, Z. da S. V. — (1962) — “Média anual de transpiração no Eucalyp-
tus "rostrata é suas relações com o meio através do método “Cut-leaf”.
— 28 p., 1 f., 11 gráficos;
11 RICK, Pe. J. (S. J.) — (1963) — “Basidiomycetes Eubasidii in Rio Grande do
Sul, Brasilia: INDEX”. — 32 p., 1 errata;
12 RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1964) — “Acanthaceae Riograndenses”. — 36 p.;
13 RAMBO, Pe. B. (S. J.) — (1965) — “Orchidaceae Riograndenses”. — 96 p.
14 (1970) — com 4 artigos, 58 p.:
“IHERINGIA”
CERONI, Z. S. V. — “Relações entre água periférica e central em troncos
de Eucalyptus” — p. 3-18, 1 f.
CERONI, Z. S. V. — “Hipóteses sobre a hiperacidez do mel de certa api-
cultura de Santa Cruz do Sul”. — p. 19-22.
FERREIRA, A. G. — “Flora da praia de Belas, Porto Alegre”. — p. 23-44, 7 f.;
VIANNA, E. C. — “Marchantiales e Anthocerotales coletadas no Rio Gran-
de do Sul”. — p. 45-54.
92
N.º
15
17
18
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
(1971) — com quatro artigos, 90 p.:
VIANNA, E. C. — “Considerações sobre algumas hepáticas de Gramado,
Rio Grande do Sul, Brasil” — p. 3-18, 4 est..
SCHULTZ, A. R. H. & PORTO, M. L. — “Nota prévia sobre levantamento
Florístico de quatro regiões naturais do Rio Grande do Sul”. - p. 19-48, 1 f.
VIANNA, F. M. S. & IRGANG, B. E. — “Levantamento do número cromossö-
mico em espécies do gênero Eryngium L. (Umbelliferae) no Rio Grande do
Sul, 1”. — p. 49-52, 1 tab.
CÖRTE-REAL, M. & AGUIAR, L. W. — “Diatomáceas da ilha de Santa Cata-
rina e regiões vizinhas: I. Baia Norte e Palhoça”. — p. 53-74, 2 f., 2 tab.
(1972) — com três artigos, 64 p.:
BAPTISTA, L. R. M. & IRGANG, B. E. — “Nota sobre a composição floris-
tica de uma comunidade florestal dos arredores de Porto Alegre”. — p. 3-8;
FLORES, F. E. V. — “Lista dos gêneros de Chlorophyta de um lago artificial
de Porto Alegre, RS — Brasil”. — p. 9-14, 1 f.;
CÔRTE-REAL, M. & AGUIAR, L. W. — “Diutomáceas do arroio Dilúvio, Porto
Alegre, RS, com referências és espécies de interesse sanitário e poluição”.
=. 15-54, 2 E.
(1973) — com sete artigos, 92 p.:
LORSCHEITTER, M. L. — “Hepáticas foliosas primitivas, novas para o Rio
Grande do Sul, Brasil”. — p. 3-17, 24 f.;
AGUIAR, L. W. & CÖRTE-REAL, M. — “Sobre uma floração de Asierionella
japonica CLEVE (1878) na costa do Rio Grande do Sul”. — p. 18-27.
SOARES, Z. F. — “Nota sobre as Boragináceas da região de Porto Alegre
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FALCÃO, J. I. DE A. — “Contribuição ao estudo das Convolvulaceae do Rio
Grande do Sul, Brasil” — p. 34-55, 8 f.;
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de águas continentais do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil: | — Bacilla-
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ceae da costa do Rio Grande do Sul, Brasil” — p. 69-79, 1 f.;
IZQUIERDO, J. M. N. & ESTRELLA, V. M. A. — Paracoccidioides brasiliensis
(Fungi Imperfecti) em morcegos no Rio Grande dé Sul, Brasil — p. 80-85, 1 f..
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VIANNA, E. C. & LORSCHEITTER, M. L. — “Lista preliminar dqs gêneros de
Hepáticas coletadas no Rio Grande do Sul”. — p. 5-14.
BAPTISTA, L. R. M. — “Lista dos gêneros de algas marinhas macroscópicas
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VIANNA, E. C. — “Observações sobre o desenvolvimento morfológico do
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27-37, 14. S
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OLIVEIRA, P. L. de — “Espécies do gênero Radula DUMORTIER ocorrentes
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PORTO, M. L. — “Contribuição ao conhecimento dos gêntros* sul-rio-gran-
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IRGANG, B. E. — “Lista preliminar das espécies do gênero Eryngium L.
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HOMRICH, M. H. — “Nota sobre Myriostoma coliforme DESVAUX (Lycoper-
daceae)”. — p. 80-89, 3 f.
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 93
Serie
N.º
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No
Série
N.º
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N.º
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N.º
VASCONCELLOS, J. M. O. — “Estudo dos gdn®ros de Amaranthaceae do Ria
Grande do Sul”. — p. 90-98, 15 f.
CERONI, Z. S. V. — “Lista dos gêneros de Caryophyllaceae do Rio Gran-
de do Sul — Brasil”. — p. 98-103, 1 tab.
GEOLOGIA
1 — (1967) — com dois artigos, 90 p.:
— PINTO, I. D. & CLOSS, D. — “Índice remissivo dos fósseis do Rio Grande
do Sul”. — p. 3-76, 6 f.;
— MARTINS, L. R. & GAMERMANN, N. — “Contribuição à sedimentologia da
Lagoa dos Patos. — Ill: Granulometria da zona norte e média”. — p.
77-86, 3 f.;
2 — (1969) — com três artigos, 169 p.:
— BIANCHI, L. A. — “Bancos de Ostreídeos pleistocênicos da planície costei-
ra do Rio Granle do Sul”. — p. 3-40, &f., 4 est.;
— MARTINS, L. R. & EICHLER, B. B. & PODOLSKY, V. M. — “Propriedades
texturais dos sedimentos litorâneos de Santa Catarina. |. Areias de praia,
trecho, Mampituba-Araranguá”. — p. 41-54, 4 f.;
— FORTI, I. R. S. — “Cenozoic mollusks from the drill-holes Cassino and Pal-
mares do Sul of the Coastal Plain of Rio Grande do Sul”. — p. 55-156,
1f,9 est.
3 — (1970) — com cinco artigos, 126 p.:
— CLOSS, D. — “Estratigrafia da Bacia de Pelotas, Rio Grande do Sul”,
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— PAULA-COUTO, C. de — “Novo Notoungulado no Riochiquense de Itaboraí”,
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do Sul e sua influência nos conceitos estratigráficos e geotécnicos locais”.
— p. 109-120, 1 f..
4 — (1971) — com três artigos, 78 p.:
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dona maciroides DAUDIN (Mollusca, Bivalvia)”. — p. 3-18, 27 f.
= GUOSS, D. &“FORTI 1: RS. “Quaternary mollusks from the Santa Vitó-
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7 — BUCKUP, E. H. — (1957) — “Estudo das variações de Bothriurus bonariensis
(Koch, 1842) e sobre a invalidez de Bothriurus asper Pocock 1893 o Bothriu-
rus semiellypticus Prado, 1934”. — 18 p., 5 est., 1 tabela;
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31
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
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do Sul, Brasil: Notas I a IV”. — 31 p., 6 est.;
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38
39
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GRAZIA, J. — “Estudos sobre o gênero Galedanta Amyot & Serville, 1843
(Hemiptera-Heteroptera, Pentatomidae)”. — p. 45-59, 19 f.;
LEMA, T. de — “Novo gênero e espécie de serpente opistoglifodonte no
Brasil meridional (Colubridae, Colubrinae)”. — p. 61-74, 10 f.;
CLOSS, D. & MEDEIROS, V. M. F. — “Thecamoebina and Foraminifera from
the Mirim lagoon, southern Brazil)”. — p. 75-88, 2 f.;
(1969) — com um artigo, 114 p.:
BECHYNÉ, J. & BECHYNÉ, B. S. de — “Die Galerucidengattungen in Süd-
brasilien”. — p. 1-110, 16 f.
(1969) — com cinco artigos, 128 p.-
MADEIRA, M. L. — “Foraminifera from São Francisco do Sul, state of Santa
Catarina, Brazil”. — p. 3-29, 3. est.;
PEREIRA, C. A. F. D. — “Recent foraminifera of Southern Brazil collected by
hydrografic vessel 'Baependi' ”. — p. 37-95, 2 est. 1 gráf.;
THOMÉ, J. W. — “'Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: I. Espécies depositadas no “Zoologisches Museum”
de Kiel, Alemanha”. — p. 101-111, 21 f.;
LEMA, T. de & AZEVEDO, A. C. P. — “Ocorrência de Micrurus decoratus
(JAN) no Rio Grande do Sul, Brasil, (Serpentes, Elapidae)”. — p. 113-117.
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “New occurence of Uruguaya repens HINDE, 1888
(Porifera-Spongilidae) with redescription of the species”. — p. 119-123, 2 f.
(1970) — com três artigos, 124 p.:
ROETTGER, F. U. — “Recent foraminifera from the continental Shelf of Rio
Grande do Sul collected by the hydrografic vessel “Canopus' “. — p. 3-72,
Deste, Sat; :
THOMÉ, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
poda) neotropicais: Ill. Espécies depositadas no: “Il. Zoologisches Institut
und Museum der Universitat” de Göttingen, Alemanha”. — p. 73-88, 28 f.;
LEMA, T. de — “Sobre o “status de Elapomorphus bilineatus DUMERIL, BI-
BRON & DUMÉRIL, 1854, curiosa serpente subterrânea”. — p. 89-118, 7 f..
(1970) — com três artigos, 102; p::
FABIÁN, M. E. — “Estudo anatômico de Liophis miliaris (L. 1758). Serpentes,
Colubridae”. — p. 3-18, 8 f.;
THOME, J. W. — “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
tropoda) neotropicais: V. Espécies depositadas no “Museo ed Instituto di
Zoologia Sistemática della Universita”, de Turim, Italia”. — p. 19-31, 17 f.;
MANSUR, M. C. D. — “Lista dos moluscos bivalves das Famílias Hyriidae
e Mycetopodideae para o Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 33-95.
(1971) — com três artigos, 66 p.:
BECKER, M. & GRAZIA-VIEIRA, J. — “Contribuição ao conhecimento da su-
perfamilia Pentatomoidea na Venezuela (Heteroptera)”. — p. 3-26.
THOMÉ, J. W. “Redescrição dos tipos de Veronicellidae (Mollusca, Gas-
96
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
——
N.º 41
Ne 42
N.º 43
N.º 44
tropoda) neoiropicais: Vil. Espécies depositadas no “Muséum National, d'His-
toire Naturelle’ Paris, França”. — p. 27-52, 22 f., 3 est.;
VOLKMER-RIBEIRO, C- — “Houssayella iguazuensis BONETTO and DE DRA-
GO, 1966 (Porifera-Spongillidae) in Itú river, Rio Grande do Sul, Brazil”.
— p.'53-60, 6 f.
(1972) — com 4 artigos, 74 p.:
NAPP, D. S. — “Notas sobre o gênero Lius H. DEYROLLE — (Coleoptera,
Buprestidae)” — p. 3-20.;
MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo de Castalia undosa
martensi (IHERING, 1891) — (Bivalvia, Hyriidae)”. — p. 21-34.;
LEMA, T. de — “Sobre Micrurus putumayensis LANCINI, 1962 e sua ocor-
rência no Brasil — (Serpentes, Elapidae)” — p. 35-58.
THOME, J. W. — “Uma nova espécie de Phylocaulis do Brasil — (Veroni-
cellidae, Gastropoda)”. — p. 59-68.
(1973) — com seis artigos, 96 p.:
POLI, C. R. — “Os bagres do litoral de Santa Catarina e do Rio Grande
do Sul — Brasil (Ostariophysi, Siluriformes, Bagridae)”. — p. 3-13, 2 f.;
FABIÁN, M. E — “Contribuição ao conhecimento da osteologia craniana
de Liophis WAGLER (Serpentes, Colubridae)”. — p. 14-24, 14 f.;
GRAZIA-VIEIRA, J. — “Uma nova espécie de Mayrinia HORVATH, 1925 (Hete-
roptera, Pentatomidae, Pentatomini)”. — p. 25-33, 9 f.;
LEITÃO, M. D. — “Ovoviviparidade em Ophiodes striatus (SPIX, 1824) —
Sauria, Anguidae”. — p. 34-39, 4 f.;
ROETTGER, E. U. — “Observações ecológicas sobre foraminiferos recentes da
costa do Rio Grande do Sul, Brasil”. — p. 40-63, 18 f.;
VEITENHEIMER, |. L. — “Contribuição ao estudo do gênero Leila GRAY,
1940’. — p. 64-89, 16 f., 2 tab.
(1973) — com 6 artigos, 132 p.:
LISE, A. A. — “Contribuição ao conhecimento do gênero Sidyma no Bra-
sil, com a descrição de uma nova espécie (Araneae, Thomisidae)”. — p.
3-47, 53 f.;
VOKES, H. E. — “A new subgenus and species of Crassatella (Mollusca,
Bivalvia) from Southern Brazil”. — p. 48-59, 7 f.;
MENEGHETI, J. ©. — “Zooplankton from Southern Brazil — 1. Quantita-
tive aspects”. — p. 60-74, 9 f.;
MANSUR, M. C. D. — “Morfologia do sistema digestivo das espécies
gênero Diplodon SPIX, 1827 do Rio Guaíba, Rio Grande do Sul (Unionacea,
Hyriidae)”. — p. 75-90, 13 f.; ’
BRAUN, P. C. — “Nova espécie do gênero Proceratophrys MIRANDA-RIBEI-
RO, 1920 do Estado do Rio Grande da Sul, Brasil (Anura, Ceratophrynidae)”.
— p. 91-99, 8 f.;
MENEGHETI, J. O. — “Zooplankton from Southern Brazil — 2. lts composi-
tion, distribution and density in space and time”. — p. 100-125, 20 f.
(1973) — com 7 artigos, 81 p.:
BRAUN, P. C. — “Nova espécie do gênero Melanophryniscus GALLARDO,
1961 do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Brachycephalidae)”.
— p. 3-13, 5 f.;
BOLTOVSKOY, D. — “Polimorfismo en Sagitta serratodentata KROHN, 1853
(Chaetognatha) con especial referencia a las vesiculas seminales”. — p.
14-27, 13. f.;
BRAUN, C. A. S. — “Sobre a ocorrência de Pleurodema bibronii TSCHUDI,
1838, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Leptodactylidae)”.
E po 28-31 Er:
VEITENHEIMER, |. L. — “Anodontites BRUGUIÊRE, 1792, no Guaíba — RS
(Bivalvia, Mycetopodidae). | — Anodontites trapesialis forbesianus (LEA, 1860)”.
— p. 32-49, 6 f.;
IHERINGIA — Zoologia, n.º 48 — 15 DE DEZEMBRO DE 1975 97
mee—— e ——e-e——-—e DS
Nº 45
N.º 46
N.º 47
BRAUN, P. C. — “Sobre uma postura de Caiman latirostris (DAUDIN, 1802)
— (Crocodilia, Alligatoridae)”. — p. 50-54, 2 f.;
GRAZIA-VIEIRA, J. & CASINI, C. E. — “Lista preliminar dos heteröpteros
uruguaios da regiao nordeste: Pentatomidae e Coreidae (Insecta, Heterop-
tera)”. — p. 55-62, 1 f.;
LEMA, T de — “Ocorrência de Uromacerina ricardinii (PERACCA, 1897) no Rio
Grande do Sul e contribuição ao conhecimento dessa rara Serpente (Ophidia,
Colubridae)”. — p. 64-73, 8 f.
(1974) — com 6 artigos, 80 p.:
MANSUR, M. C. D. — “Monocondylaea minuana ORBIGNY, 1835: Variabi-
lidade da concha e morfologia do sistema digestivo (Bivalvia, Mycetopodi-
dae)”. — p. 3-25, 13 f.;
GALILEO, M. H. M. — “Contribuição ao conhecimento da genitália dos ma-
chos do gênero Horvathinia MONTANDON, 1911. (Heteroptera Belostomati-
dae, Horvothiniinae)”. — p. 26-33, 10 f.;
BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. S. — “Fauna da fronteira Brasil-Uruguai.
Lista dos anfíbios dos Departamentos de Artigas, Rivera e Cerro Largo”.
— p. 34-39, 4 f.;
ALVES, M. L. M. & FABIÁN-BEURMANN, M. E. — “Sobre a ocorrência de
Homonota uruguayensis (VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1961) no
Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. (Lacertilia, Gekkonidae)”. — p. 50-54,
2 f.;
ARAÚJO, M.L. & PERAZZOLO, M. — “Nota prévia sobre a biologia de Tana-
tofídeos em cativeiro. (Ophidia, Elapidae e Viperidae)”. — p. 55-66, 3 f.;
BRAUN, C. A. S. — “Ocorrência de Bufo paracnemis A. LUTZ, 1925 no Es-
tado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Bufonidae)”. — p. 67-72, 2 f.
(1975) — com 7 artigos e uma nota, 78 p.:
FABIÁN-BEURMANN, M. E. — “Sobre a osteologia craniana de Leimadophis
almadensis (Wagler, 1824) e Leimadophis poecilogyrus (WIED, 1825). Ser-
pentes Colubridae”. — p. 3-10, 2 f.;
BOKERMANN, W.C.A. — “Uma nova espécie de Colostethus do Brasil Cen-
tral (Anura, Dendrobatidae)”. — p. 13-16, 2 f.;
BRAUN, P. C. & BRAUN, C. A. S. — “Sobre a ocorrência de Hyla berthae
BARRIO, 1962 no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (Anura, Hylidae)”.
219224, 20,
VEITENHEIMER, I.L. & MANSUR, M.C.D. — “Primeiras observações de bival-
ves dulciaquicolas como alimento de “Armado amarillo”, Rhinodoras d’orbig-
nyi (KRÖYER, 1855) BLEEKER, 1862”. — p. 25-31, 2 f.;
VOLKMER-RIBEIRO, C., GROSSER, K.M., DE ROSA-BARBOSA, R. & PAULS, S.M.
— “Primeiro relato da ocorrência de espongilideos (Porifera) na bacia do
Guaíba, Estado do Rio Grande do Sul”. — p. 33-49, 2 f.;
SILVA, F. — “Três novas ocorrências de quirópteros para o Rio Grande da
Sul, Brasil (Mammalia, Chiroptera)”. — p. 51-53; NOTA — “Presença de
Calonectris diomedea borealis CORY, 1881 nas costas de Santa Catarina,
Brasil (Aves, Procelariidae)”. — p. 59;
MENEGHETI, J.O. — “New cbservations about quantitative aspects of zoo-
plankton from Brasil”. — p. 55-70, 8 f,
(1975) — Com cinco artigos, 98 p.:
VOLKMER-RIBEIRO, C. & MOTHES DE MORAES, B. — “Esponjas tetraxonidas
do litoral sul-brasileiro: Redescrisao de Cydonium glariosus SOLLAS, 1866
e Erylus formosus SOLLAS, 1886.” — p. 3-22, 4 f.
MANSUR, M.C.D. & VEITENHEIMER, IL. — “Nova espécie de Eupera (Bivalva:
Sphaeriidae) e primeiros estudes anatômicos dentro do gênero.” — p.
23-46. 8 f.
MENEGHETTI, J. O. — “Zooplankton from southern Brazil-3. Quantitative
aspects and seasonal fluctuations of some copepods.” — p. 47-66, 18 f.
FRÕES, O. M. & LIMA, D. F. — “Contribuição ao estudo da biogeografia,
98
Lista de publicações do “Museu de Ciências Naturais”
sistemática e ecologia dos Planorbídeos (Gastropoda, Planorbidue) do Rio
Grande do Sul”. — p. 67-72.
LEMA, T. DE; SAENGER, S.; OLIVEIRA, M.F.T. DE — “A familia Balistidae
no extremo sul do Brasil (Actinopterygii, Teleostei, Tetraodontiformes).” —
p. 73-90.
(1975) — 4 artigos, 98 p.:
THOMÉ, J. W. — “Os gêneros da família Veronicellidae nas Américas
(Mollusca; Gastropoda).” p. 3
VIEIRA, M.l. & ALVES, M.L.M. — “Estudo revisivo de Bothrops neuwiedi pubes-
cens (COPE, 1869). Serpentes, Viperidae.”* p. 57
LEMA, T. de & PEREIRA JR., J. — “Sobre Ogcocephalus vespertilio (L. 1758)
ocorrente no exiremo sul do Brasil (Teleostei, Lophiiformes, Ogcocepha-
lidae).” p. 75
LANZER, M. E. B. — “Dados sobre a ocorrência de Lethocerus annulipes
(HERRICH-SHAFFER, 1846) no Estado do Rio Grande do Sul”. p. 87.
Série DIVULGAÇÃO:
NS
N.º
(1971) — com sete artigos, 52 p.:
Apresentação — p. 1.
CÖRTE-REAL, M. — “Atividades, projetos e esperanças”. — p. 3-10, f. 1-3.
THOMÉ, J. W. — “Os moluscos da pré-história aos nossos dias”. —
p: 11-16.
GRAZIA-VIEIRA, J. — “O maravilhoso ou aterrador mundo dos insetos”
— p. 17-20.
FABIÁN, M. E. — “As serpentes, essas temíveis criaturas”. — p. 21-24.
LEMA, T. de — “Serpentes peconhentas do Rio Grande do Sul” — p.
25-32, f. 4.
VOLKMER-RIBEIRO, C. — “Porque investir em pesquisa limnológica” —
p. 33-38) 1. 5:
CÖRTE-REAL, M. — “Polsição da água no Rio Grande do Sul” .— p. 39-
44, f. 6-7.
Setores e equipes em atividades no Museu — p. 45-46.
Publicações do Museu (lista) — p. 47-51.
(1972) — com um artigo, 12 p.:
GRAZIA-VIEIRA, J. & GALILEO, M. H. M. — “Lista dos Entomólogos da
Região Sul-Brasil”. — p. 1-6.
Publicações do Museu (lista). — p. 7-12.
(1973) — Com quatro artigos, 54 p.:
LUTZENBERGER, J. A. — “Por uma ética ecológica”. — p. 3-8.
LUTZENBERGER. J. A. — “Ecologia como ciência da sobrevivência”. — p. 9-18.
LEMA, T. de — “As serpentes do Estado do Rio Grande do Sul”. —
p. 19-33.
THOME, J. W. & LOPES, V. L. R. — “Aulas práticas de zoologia, | — Dis-
secação de um molusco gastrópode desprovido de concha”. — p. 34-45, 9. f.
Publicações do Museu (lista) — p. 46-53.
(1975) — Com quatro artigos, 58 p.:
SILVA, F. — “Nossos morcegos”. — p. 3-14, 8 f.
ALVES, M.L.M.; FABIÁN-BEURMANN, M.E.; VIEIRA, M.l. — “Locomoção aquá-
tica e terrestre nos Vertebrados”. — p. 15-20.
AVILA-PIRES, F.D. de & AVILA-PIRES, L.M.M. de — “Imagens do Passado”.
= 21-8 BE
LANZER, M.E.B. — “Nota prévia sobre o comportamento de Belostoma LA-
TREILLE,, 1807 e Letehocerus MAYR, 1853 em aquário e no meio ambiente”.
— p. 47-50.
Publicações do Museu (lista) — p. 51-58.
Ne
\
rl
FUNDAÇÃO ZOOBOTÂNICA DO RIO GRANDE DO SUL
Entidade de direito privado, instituída pela Lei. Estadual n.º 6097
ZOOBOTÁNICA de 20/12/72. - (Vinculada à Secretaria do Interior, Desenvolvimento
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JOSE WILLIBALDO THOMÉ
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do Jardim Botânico - ALBANO BACKES
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Impresso com verba do Departamento de Assuntos Culturais
da Secretaria de Estado da Educação e Cultura
companhia rio-grandense de artes gráficas
CS
O2
Corag
Iheringia
— série Zoologia
BL ISSN 0073-4721
O gênero Belostoma LATREILLE, 1807 (Heteroptera, Belosto
matidae): Novas ocorrências para o Est: tado do Rio Grande
do Sul, Brasil.
MARIA ELIZABETH BARCELLOS LANZER Ber,
Resultados preliminares do levantamento da ocorrência de ar
trópodos em cultura de soja [ G/ycine max (1..) MERRII ]
utilizando-se armadslhas de solo
HILDA ALICE DE O. GASTAL & MARIA HELENA M. GA
DREI Ar. Davy
Ação das peçonhas de Elapidae e Viperidae em Mus mus: ulus L.,
WR \
MOEMA LEITAO-ARAUJO; MARA PERAZZOLO; CLAUDIO
SA DE SIQUEIRA D: 15
Quetognatos de Pesqueira V. Su utilización como indicadores
hidrológicos.
ELENA L. MOSTAJO... p. 27
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais marinhos na costa
do Estado de Santa Catarina, Brasil (Östeichthyes, Actınop
teryg!r, Teleostei).
THALES DE LEMA A na | p. 39
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922 (Mollusca,
, A . “ee
Veronicellidae). x
JOSE WILLIBALDO THOME RE WEAR. p. 6
Uma adaptação e comparação de duas tégnicas pata dete rminação
de volume de Zooplancton. \ x |
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O gênero Belostoma LATREILLE, 1807 (HETEROP-
TERA-BELOSTOMATIDAE) : Novas ocorrências
para o Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. *
Maria Elizabeth Barcellos Lanzer **
RESUMO
O trabalho registra a ocorrência de espécies do gênero Belostoma LATREILLE, 1807 no Estado
do Rio Grande do Sul-Brasil, ampliando sua distribuição geográfica.
ABSTRACT
The present paper reports the distribution of the genus Be/ostoma LATREILLE, 1807 in “Rio
Grande do Sul, Brasil’’ giving new records for its species.
INTRODUCAO
Iniciou-se o estudo dos heteröpteros aquäticos pela familia Belostoma-
tidae, não só por esta incluir espécies de tamanho avantajado, como também
pelo fato das mesmas terem alto grau de influência nas redes alimentares dos
ambientes aquíferos.
A partir de dados bibliográficos e exame da coleção do Museu de Ciências
Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN), constatou-se
a presença de 11 espécies de Be/ostoma no Estado do Rio Grande do Sul.
A literatura fornece dados pouco precisos quanto à ocorrência deste
gênero no sul do país. Até o presente momento foram registradas 63 espécies
na América do Sul e destas 41 são citadas para o Brasil.
DE CARLO (1938) registra a localidade típica de Belostoma dentatum
(MAYR, 1863) pertencente à coleção do Dr. Gustav Mayr, para São Leopoldo-
RS.
LAUCK (1962-1964) comenta a identificação de um exemplar macho de
B. dentatum e 3 fêmeas de Belostoma elegans (MAYR, 1871) indicando como
procedência, apenas Rio Grande do Sul. Cita 4 machos e 3 fêmeas de Be/os-
toma cummingsi DE CARLO, 1935 procedentes de Pelotas-RS.
Confirmou-se a ocorrência de Be/ostoma cummingsi para o Rio Grande
do Sul, e acrescenta-se as localidades de Lagoa Vermelha, Torres, Curumim,
Cotiporã, Uruguaiana, Viamão e Ilha da Pintada; B. dentatum, acrescentan-
do-se as localidades de Canoas, Albatroz, Porto Alegre, Ilha da Pintada e
Município de Camaquã; e B. elegans, ampliando a distribuição para Marcelino
Ramos, Lagoa Vermelha, Boçoroca, Santa Teresinha, Porto Alegre e Lami.
* Aceito para publicação em 21/10/75. Contribuição FZB n.º 005.
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e Bolsista do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Processo 733/74.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):3-6, 30 ago. 1976
4 LANZER, M.E.B.
São novas citações: B. anurum (HERRICH-SCHAFFER, 1848) para
Torres; B. aurivillianum (MONTANDON, 1899) para Marcelino Ramos; B.
bergi (MONTANDON, 1899) para Santa Teresinha e Rio Pardo; B. candı-
dulum MONTANDON, 1903 para Marcelino Ramos; B. dilatatum (DU-
FOUR, 1863) para São Leopoldo, Curumim, Alegrete, Niterói, Gravataí,
Tramandaí, Alvorada e Porto Alegre: B. elongatum MONTANDON, 1908
para Bocoroca; B. malkini LAUCK, 1962 para Porto Alegre e B. martin!
MONTANDON, 1899 para Cassino.
As espécies identificadas estão relacionadas em ordem alfabética e os
dados referentes a cada uma estão na seguinte ordem: localidade, número de
exemplares, data de coleta, coletor e número da coleção do Museu de Ciências
Naturais.
Um mapa com a distribuição das espécies é incluído (fig. 1).
BELOSTOMATIDAE LEACH, 1815
Belostoma anurum (HERRICH-SCHAFFER, 1848):
Torres-RS, macho, XI-1968, MLeitão- Araujo (009736 MCN).
Betostorma aurivilhanum (MONTANDON, 1899):
Marcelino Ramos-RS, 1 exemplar, VI-1940 (006518 MCN).
Belostoma bergi (MONTANDON, 1899):
Santa Teresinha, Osório-RS, 1 exemplar, II-1973, MHGalileo (009698 MCN); Rio Pardo-RS, 1
exemplar, I-1961, ALise (006524 MCN).
Belostoma candidulum MONTANDON, 1903:
Marcelino Ramos-RS, 1 exemplar, II-1940 (006530 MCN) e 1 exemplar, IV-1940, (006532 MCN).
Belostoma cummingsi DE CARLO, 1935:
Lagoa Vermelha-RS, 3 machos, III-1974, PBraun & CBraun & MVieira (009710 MCN, 009716
MCN e 009732 MCN); Torres-RS, 4 machos e fêmea, 11-1973, TLema & RLema (009693 MCN e
009702 MCN); Curumim-RS, 9 machos e 10 fêmeas, 11-1973, ALise (009725 MCN e 009731
MCN); Cotipora-RS, 1 exemplar, 11-1962, CAraújo (006523 MCN); Uruguaiana-RS, macho e
fêmea, 11-1973, EHuber (010177 MCN); Branquinha, Viamäo-RS, fêmea, X1-1971, MHGalileo
(009717 MCN); Ilha da Pintada, Porto Alegre-RS, BR-116 - km 2, fêmea, HI-MELanzer (009722
MCN) e macho, X1-1973, MHGalileo (009707 MCN).
Belostoma dentatum (MAYR, 1863):
Canoas-RS, fêmea, 1956, GZauza (006607 MCN); Albatroz, Osório-RS, fêmea, XII-1973,
RW Haulsch (009715 MCN); Porto Alegre-RS, fêmea, 1-1953, TLema (006606 MCN); fêmea, IV-
1973, MHGalileo (009706 MCN) e Parque Farroupilha, Porto Alegre-RS, 3 fêmeas, V-1974,
MELanzer (010150 MCN); Ilha da Pintada, Porto Alegre-RS, BR-116 - km 2, fêmea, XII-1973,
MELanzer & MHGalileo (009724 MCN); macho, XI-1973, MELanzer & MHGalileo (009733
MCN); 2 machos, XI-1973, MHGalileo (009714 MCN e 009727 MCN); macho, XI-1973, MELan-
zer (009703 MCN); BR-116 - km 10, tronco sul, 2 machos, XI-1973, MELanzer & MHGalileo
(009723 MCN e 009733 MCN); BR-116 - km 50, tronco sul, fêmea, XI-1973, MHGalileo (009692
MCN).
Belostoma dilatatum (DUFOUR, 1863):
São Leopoldo-RS, 2 machos e fêmea, III-1973, MBAlmeida (009704 MCN); fêmea, III-1973,
MHGalileo (009701 MCN); Curumim-RS, 2 fêmeas, III-1973, ALise (009699 MCN); Alegrete-RS,
1 exemplar, 11-1973, MBAlmeida (009735 MCN); Niterói, Canoas-RS, 1 exemplar, IV-1962,
CAraujo (006600 MCN); Gravataí-RS, macho, X-1973, MHGalileo (009691 MCN); Tramandaí-
RS, fêmea, X1-1972, MHGalileo (009718 MCN); Alvorada-RS, macho, X-1972, MHGalileo
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):3-6, 30 ago. 1976
O gênero Belostoma LATREILLE, 1807 (Heteroptera, Belostomatidae)... 5
(009696 MCN); Porto Alegre-RS, 1 exemplar, III-1954 (006601 MCN); BR-116 - km 10, tronco
sul, macho, XI-1973, MHGalileo (009726 MCN).
Belostoma elegans (MAYR, 1871):
Marcelino Ramos-RS, 1 exemplar, 11-1940 (006531 MCN); Lagoa Vermelha-RS, macho, III-1974,
PBraun & CBraun & MVieira (009734 MCN); Boçoroca-RS, macho, VII-1973, PBraun (009697
MCN); Santa Teresinha, Osório-RS, 35 machos, 1-1973, MHGalileo (009709 MCN); 19 fêmeas,
1-1973, MHGalileo (009720 MCN); Porto Alegre-RS, 1 exemplar, IV-1973, MHGalileo (009730
MCN); 1 exemplar, V-1973, MHGalileo (009737 MCN); Lami, Porto Alegre, 1 exemplar, III-
1975, MELanzer (010037 MCN).
Belostoma elongatum MONTANDON, 1908:
Boçoroca-RS, macho, s/data, PBraun (006585 MCN).
Belostoma malkini LAUCK, 1962:
Jardim Barão do Caí, Porto Alegre-RS, fêmea, IV-1973, RPereira (009730 MCN).
Belostoma martini MONTANDON, 1899:
Cassino, Rio Grande-RS, macho, X-1975, TLema (006525 MCN).
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico pela Bolsa
concedida dando-nos a possibilidade de realizar este trabalho; à Naturalista Jocélia Grazia-Vieira
pela orientação e estímulo; à pesquisadora Maria Helena Galileo e ao Naturalista Arno Antonio
Lise pelas colaborações prestadas.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CUMMINGS, C. 1933. The Giant water bugs (Belostomatidae-Hemiptera). Univ. Kans. Sci.
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IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):3-6, 30 ago. 1976
6 LANZER, M.E.B.
MARCELINO RAMOS P4
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SIMBOLOGIA ATLANTICO
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B. aurivillianum__....
B candıdulum_-- -- -
B cummingsi... - ---
B dentatum___- - -
B.dilatatum___-- - -
B.elegans------- a
B elongatum_. - -- - - LOCALIDADES CITADAS
B.malkini-.....---- ® PARA Belostoma LATREILLE
Bmartini... 0. 5 no RIO GRANDE DO SUL
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):3-6, 30 ago. 1976
Resultados preliminares do levantamento da ocorrência
de artrópodos em cultura de soja [Glycine max(L.]
MERRILL )Jutilizando-se armadilhas de solo. *
Hilda Alice de Oliveira Gastal **
Maria Helena Mainieri Galileo **
RESUMO
O trabalho consta de um levantamento de artrópodos coletados em armadilhas de solo,
instaladas em cultura de soja em Guaíba, RS, Brasil. Obteve-se uma amostra bastante expressiva
de insetos, na sua maioria Coleoptera da família Carabidae, que são reconhecidamente predadores
de lagartas que atacam a soja. O método utilizado mostrou-se eficaz para o levantamento destes
predadores.
ABSTRACT
Pitfall traps showed to be an effective collecting method in the surveying of arthropods
predators of caterpillars pests to soybean crops in Guaiba county, RS, Brazil. Most of the trapped
arthropods were Coleoptera of the Family Carabidae.
INTRODUÇÃO
A cultura da soja está expandindo-se cada vez mais no Rio Grande do Sul.
Como-toda a cultura desenvolvida em grande escala, está sujeita ao ataque de
várias pragas, responsáveis pela maior parte das perdas na produção. Em vista
disto, faz-se necessário um levantamento não só das pragas, como também,
dos seus inimigos naturais. Alguns trabalhos neste sentido têm sido feitos
utilizando, principalmente, os métodos do pano (BOYER & DUMAS, 1963) e
da rede de varredura.
TURNIPSEED (1972) fez um levantamento das pragas e seus predadores
encontrados em soja na Carolina do Sul, Estados Unidos, relacionando o seu
número com o uso de diferentes inseticidas. Encontrou como predadores mais
ativos hemípteros das famílias Nabidae e Geocoridae além de representantes
da ordem Araneida.
WILLIAMS e colaboradores (1973) fizeram um levantamento das prin-
cipais pragas da soja no estado de São Paulo utilizando o método do pano.
CARNER et alii (1974) usando o método do pano encontraram como as
pragas mais importantes em soja na Carolina do Sul, EUA, as lagartas [Plathy-
pena scabra (F.), Hehothis spp., Pseudoplusia ni (HÜBNER) e Anticarsia
gemmatalis HÜBNER] e, o Besouro mexicano (Epilachna varivestis MUL-
SANT). Utilizando o mesmo método SHEPARD et alii (1974) também na
* Aceito para publicação em 29/10/75. Contribuição FZB n.º 007. Realizado em parte com o auxílio da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.
* Técnico Superior Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
Caixa Postal 1188 - 90.000 Porto Alegre, RS - Brasil.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
8 GASTAL, H.A.O. & GALILEO, M.H.M.
Carolina do Sul, EUA, encontraram entre os predadores mais abundantes de
lagartas: Nabis spp. (Nabidae), Geocoris spp. (Geocoridae) e aranhas, ocor-
rendo com menor frequência coccinelideos (Coleoptera) e as larvas de Chry-
soba spp. (Neuroptera, Chrysopidae).
CORSEUIL et alii (1974), encontraram como pragas de maior fregiiência
na soja no Rio Grande do Sul, insetos das ordens re Hemiptera e
Coleoptera.
CORREA et alii (1973) com os métodos do pano e da rede de varredura
encontraram também Nab:s spp. e aranhas como os predadores de lagartas
mais comuns em soja em Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Utilizando armadilhas
de solo encontraram entre 290 insetos capturados, 32% de formigas.
Considerando que os métodos do nao e,da rede de varredura são
específicos para a coleta de artrópodos er contrados sobre as plantas, são de
interesse os dados obtidos com o uso dE “armadilhas de solo para capturar
aqueles que aí se locomovem.
Este trabalho visa fornecer informações sobre os artrópodos que possuem o
hábito de locomover-se no solo, princi tende carabídeos, que são tídos
como predadores de lagartas pragas da soja. ( Considera-se o estudo preliminar,
visto que a maioria dos ex cemplar es coletados foram determinados a nível de
ordem ou família.
Os dados aqui apresentados foram obtidos durante a safra 74/75 na Estação Agronômica da
Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Guaíba, Rio Grande
do Sul, Brasil.
Para coletar os artrópodes ocorrentes em soja utilizou-se o método de armadilhas de. solo
(SOUTHWOOD, 1971). Instalaram-se ao acaso cingüenta e quatro armadilhas de solo numa área
de 31,20 x 69,80 m plantada com a cultivar Davis. Estas armadilhas consistem em dois copos de
plástico com 7 cm de 'diâmetro por 11 cm de profundidade, colocados um dentro do outro e dis-
postos entre as fileiras de soja, em escavações feitas previamente, de tal maneira que a abertura dos
copos ficasse ao nível de solo.
Cada uma das armadilhas continha dois terços de ácido pícrico em solução saturada. Utilizou-
se esta solução por ser citada por SOUTHWOOD (1971) como um bom conservante, sem efeitos
atraentes ou repelentes. O conteúdo das armadilhas foi recolhido semanalmente e renovado o
ácido pícrico. Realizaram-se quatorze coletas de 15 de janeiro a 17 de abril de 1975.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Entre os artrópodos coletados em armadilhas de solo, a classe que teve.
maior expressão foi a dos insetos, representando 97% do total, seguindo-se os’
aracnídeos com 2,8% (Tabela 1).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
nn
Resultados preliminares do levantamento da ocorrência de... 9
IATE ES O ts Eee N ER Er En EEE SEEN RE}
Tabela 1 — Nümero de artröpodos coletados em 54 armadilhas de solo,
instaldadas em soja. Guaíba, RS, de 15 de janeiro a 17 de abril de
19752
CLASSE NÚMERO
CRUSTACEA 20
DIPLOPODA 10
CHILOPODA 3
INSECTA 7442
ARACHNIDA 217
OA E 7692
Os crustáceos foram representados pela ordem Isopoda; os diplöpodos
pela ordem Polydesmida, e os quilópodos pela ordem Scolopendromorpha.
Entre os insetos os coleópteros, lepidópteros, ortópteros e himenópteros
foram os mais abundantes (Figura 1, Tabela 2).
Tabela 2 — Número de insetos coletados em 54 armadilhas de solo, instaladas
em soja. Guaíba, RS, de 15 de janeiro a 17 de abril de 1975.
ORDEM NÚMERO
COLLEMBOLA 54
ODONATA 4
ORTHOPTERA 1732
HEMIPTERA 12
COLEOPTERA 2804
LEPIDOPTERA 1984
DIPTERA 28
HYMENOPTERA 824
TOTAL 7442
Dos coleópteros a família mais representativa foi Carabidae com 57%,
seguindo-se Scarabaeidae com 40% (Tabela 3). Os carabídeos foram represen-
tados em 96% por Calosoma granulatum (PERTY, 1830), dos quais 55% eram
adultos e 45% larvas.
IHERINGIA Sér. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
10 GASTAL, H.A.O. & GALILEO, M.H.M.
Tabela 3 — Nümero de coleöpteros coletados em 54 armadilhas de solo,
instaladas em soja. Guaíba, RS, de 15 de janeiro a 17 de abril de 1975.
FAMÍLIA NÚMERO
CICINDELID AE 12
CARABIDAE 1610
STAPHYLINIDAE 2
ELATERIDAE 30
COCCINELLIDAE 7
MELOIDAE 6
SCARABAEIDAE 1132
CERAMBYCIDAE 1
CURCULIONIDAE 4
TOTAL 2804
Dos lepidöpteros coletados 95% tratavam-se de lagartas. Dos himenöp-
teros 86% eram formigas e 14% abelhas.
Os hemipteros constaram de representantes das familias Pentatomidae
[Dichelops furcatus (FABRICIUS, 1775), Piezodorus guildinii (WESTWOOD,
1837), Edessa meditabunda (FABRICIUS, 1794), Nezara viridula (L., 1758) ]
e Coreidae.
Quanto aos aracnídeos coletados 68% estão representados pelas aranhas,
30% pelos escorpiões e 2% pelos opiliões.
Entre os artrópodos coletados os cicindelídeos, carabídeos e coccinelídeos,
bem como os quilópodos, aranhas e escorpiões, são de hábitos reconhecida-
mente predadores (CLAUSEN, 1940; COSTA LIMA, 1952, 1953; BORROR &
DELONG, 1969).
O método das armadilhas de solo mostrou-se bastante eficaz para o levan-
tamento de predadores da família Carabidae, não sendo encontrados Nabidae
e Geocoridae, insetos coletados por SHEPARD et alii (1974) e CORREA et
alii (1975) que utilizaram o método do pano e da rede de varredura.
O número elevado de carabídeos deve-se ao fato de que estes insetos, são
encontrados caminhando no solo, e, inclusive, quando perturbados correm
com rapidez, mas raramente voam (COSTA LIMA, 1952; BORROR & DE-
LONG, 1969).
Os insetos mais comumente encontrados sobre as plantas ou voando,
como Odonata, Hemiptera, adultos de Lepidoptera e Diptera, estão represen-
tados por poucos exemplares. A ocorrência de abelhas nestas armadilhas foi
devido à presença de uma colmeia nas proximidades da lavoura.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
Resultados preliminares do levantamento da ocorrência de...
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Dr. Elvis A. Heinrichs, entomölogo do Projeto Nacional da Soja, pela
oportunidade da realização deste trabalho, além do apoio e estímulo, sem os quais não teria sido
possível o seu desenvolvimento; à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do
Sul pelo auxílio concedido para a execução do projeto “Insetos da Soja’’ sob a coordenação do Dr.
E.A.Heinrichs; à Direção da Estação Experimental Agronômica da Faculdade de Agronomia da
UFRGS, em Guaíba, RS, pela área cedida para a instalação do experimento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
12 GASTAL, H.A.O. & GALILEO, M.H.M.
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Figura 1 — Insetos coletados em armadilhas de solo instaladas em plantação de
soja em Guaíba, RS, entre 15 de janeiro e 17 de abril de 1975.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
Resultados preliminares do levantamento da ocorrência de...
Porcentagem dos insetos
50
40
30
20
[88] Collembola
Odonata
= Orthoptera
= Hemiptera
Coleoptera
Ks Lepidoptera
I Diptera
FH Hymenoptera
TS
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Ordens dos Insetos
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):7-13, 30 ago. 1976
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A acao das peconhas de Elapidae e Viperidae
em Mus musculus LINNAEUS, 1758. *
Moema Leitao de Araujo **
Mara Perazzolo ***
Claudio Sá de Siqueira ****
RESUMO
Neste trabalho são descritas as observações realizadas sobre a ação da peçonha de tanatofidios,
inoculada em camundongos da espécie Mus musculus LINNAEUS, 1758. A potencialidade da
peçonha foi relacionada com a variação regional, alimentação e muda, durante um período de
dezoito meses. Foram realizados cortes histológicos e estudos anatomopatológicos dos animais
testados.
ABSTRACT
1,
The present paper reports observations on “'tanatofídios”” poison’s action, inoculated in the
mice Mus musculus LINNAEUS, 1758. The relation between poison’s potentiality and regional
variation, feeding and moulting observed during a period of eighteen months is also reported.
Anatomopathological and histopathological alterations were also observed in the mice used in
such experiments.
INTRODUCAO
As serpentes pertencentes äs familias Elapidae e Viperidae, que ocorrem
no Estado do Rio Grande do Sul, possuem uma peconha altamente töxica,
podendo levar à morte os indivíduos atacados, tanto o homem como os
animais domésticos e de laboratório, segundo um levantamento que está sendo
realizado no referido Estado.
Há necessidade de estudos sobre a ação das peçonhas destas serpentes
sobre os mamíferos, a fim de se obterem dados que auxiliem o tratamento dos
casos de empeçonhamento.
Muitos trabalhos têm sido feitos sobre determinações das doses mínimas
letais das peçonhas, exames anatomopatológicos e testes de letabilidade em
animais de laboratório e domésticos.
CALMETTE (1896) determinou a dose mínima letal da espécie Crotalus
durissus, comprovando que para um coelho de 2 kg era de 3,5 mg, enquanto
que para um cobaio de 500 g a dose mínima letal era de 0,3 mg.
HOUSSAY (1923) considerou que os fatores que modificam a quantidade
de peçonha extraída são: o tamanho da serpente, estado da boca, alimentação,
* Aceito para publicação em 14/11/1975. Contribuição FZB n.º 009.
** Pesquisadora do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
*** Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, TC 546/73, no Museu de Ciências
Naturais da-Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
* Hematologista do Instituto de Pesquisas Biológicas da Secretaria da Saúde do Rio Grande da Sul. Professor
Adjunto, responsável pelas Disciplinas de Anatomia Patológica da Faculdade de Vetezinária da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul.
IHERINGIA. Sér. Zool.. Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
16 LEITÃO-ARAU)U, M.; PERAZZOLO, M.; SIQUEIRA, C.S.
tempo de cativeiro, frequência das extrações , condições climáticas e época do
ano.
SLOTTA e SZYSZKA (1937) determinaram a toxicidade das peçonhas de
Crotalus durissus terrificus e Bothrops jararaca mediante injeção subcutânea de
um soluto de veneno em camundongos.
BOQUET (1947) determinou a dose mínima letal da espécie Crotalus
terrificus inoculando-a no coelho por via venosa na dose de 0,5 mg, estudando
ainda fisio-patologicamente a ação da peçonha.
AMORIM, MELLO e SALIBA (1950-51) relatam as lesões histológicas
encontradas em um grupo de 24 animais injetados com veneno ofídico. Estes
animais foram divididos em 2 lotes: o primeiro lote de 15 animais (8 coelhos e
7 ratos) foram injetados com veneno de Bozhrops jararaca sendo a dose mínima
letal de 136 microgramas; o segundo lote de 9 animais (4 coelhos, 2 ratos e 3
cães) foram injetados com veneno de Crotalus terrificus terrificus na dose
mínima letal de 1 a 2 microgramas.
BARRIO (1954) observou que todos os Crotalus de qualquer procedência,
apresentam veneno branco desde o nascimento até mais ou menos 1 ano de
idade. Após este período apresentam veneno amarelo. Isto levou-o a investigar
o conteúdo de riboflavina e L-aminoácido oxidasa, concluindo que a ribo-
flavina estava presente apenas na peçonha de coloração amarelada.
SCHOTTLER (1955-56) descreve a severidade das reações locais provo-
cadas pela inoculação subcutânea de peçonha de serpentes do gênero
Bothrops. Estas reações dependem da dose e não da toxicidade geral dos ve-
nenos.
SCHENBERG (1959) trabalhou com peçonha seca de Crotalus durissus
terrificus injetando-a em camundongos, por via subcutânea, na dose de 0,5 mg
de veneno seco dissolvido em 1 ml de salina. Considerou como positivo o
aparecimento de paralisia nas patas posteriores dos animais nos primeiros 30
minutos subseguentes à injeção do veneno. Constatou dessa maneira, a
existência das variedades de peçonhas crotamino positivo e negativa.
AMORIM, MELLO e SALIBA (1960) induziram na dose de 0,5 a 2,0 mg
de veneno seco de Crotalus terrificus terrificus por kg de peso corporal em 7
cães de um grupo de 8 animais, a nefrose do nefron intermediário.
ARAÚJO e BELLUOMINI (1960-62) estudaram a sensibilidade, com
relação à mortalidade de animais domésticos (cavalo, boi, carneiro, cabra,
porco, cão, gato, coelho) e de laboratório (cobaio, rato, hamster e camundon-
go), aos venenos de Bozhrobs jararaca, Bothrops jararacussu, Bothrops alter-
natus, Bothrops neuwiedi, Bothrops atrox e Crotalus durissus terrificus, con-
cluindo que os animais domésticos são mais sensíveis aos venenos ofídicos do
que os de laboratório.
BELLUOMINI (1964) realizou experiências com serpentes venenosas
mantidas em biotério aquecido durante 5 meses, verificando que as mesmas
apresentaram uma produção de veneno de quase a metade daquela obtida no
serpentário exposto durante 7 anos.
COHEN e SELIGM ANN Jr. (1966) realizaram estudos imunológicos com
veneno de cobra coral. Foram comparados os efeitos do veneno de Micrurus
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
Ação das peçonhas de Elapide e Viperidae em... 17
fulvius e Micruroides euryxanthus, observando-se o período inicial para a ação
do veneno e descrição dos sintomas.
CHAUDHURI et alli (1971) determinaram a dose mínima letal de
algumas espécies de cobras. Comprovaram que dependendo da espécie de
cobra os fenômenos tóxicos manifestam-se de diferentes maneiras
KAISER e MICHL (1971) relataram a incidência das picadas de tanato-
fídios na América do Sul e América Central e determinaram a quantidade de
veneno e a toxicidade do mesmo para muitas serpentes do gênero Bothrops.
AMORIM (1971) comparou as lesões renais em empeçonhamento cro-
tálico humano com as lesões produzidas experimentalmente no cão, enfatizan-
do o fato de que todos os autores tiveram dificuldade em obter nefrose he-
moglobinürica.
MACHADO e ROSENFELD (1971) descreveram aspectos anatomopa-
tológicos em casos de morte por envenenamento elapídico. Analisaram os
dados clínicos e os achados de necropsias com estudo histopatológico.
No Rio Grande do Sul o único trabalho realizado foi o de GRUNERT e
GRUNERT (1969), onde se descrevem os sintomas clínicos em 3 equinos e 4
bovinos com lesões por picadas de Bothrobs, baseando-se o diagnóstico nos
antecedentes e nas manifestações anatomopatológicas. O tratamento consistiu
de uma terapêutica sintomática, evitando infecções secundárias.
O presente trabalho, trata de um estudo pioneiro sobre a ação da peçonha
de tanatofídios no Estado do Rio Grande do Sul, e faz parte de um projeto
global que visa a detecção dos princípios ativos fundamentais das peçonhas de
tanatofídios.
Foi realizado com o objetivo de verificar a variação da potencialidade da
peçonha de Elapidae e Viperidae, criados em cativeiro, sob temperatura cons-
tante, nos diferentes meses do ano, relacionando-a, também, com aspectos
biológicos como muda e alimentação.
MATERIAL E MÉTODOS
O material utilizado no presente trabalho foi o seguinte:
1. Animais de experiência
Foram inoculados 682 camundongos albinos da espécie Mus musculus LINNAEUS, 1758,
pesando em média 20 gramas.
2. Serpentes
Peçonha seca de serpentes pertencentes às espécies e subespécies:
Bothrops alternatus DUMERIL, BIBRON & DUMÉRIL, 1854: Estado do Rio Grande do Sul (RS),
Bagé, 3 exemplares; Cazuza Ferreira, 3 exemplares; Gravataí, 3 exemplares; Guaíba, 1 exemplar;
Lavras do Sul, 1 exemplar; Pelotas, 1 exemplar; Pinhal, 1 exemplar; Pinheiro Machado, 1 exem-
plar; Santa Maria, 1 exemplar; Vacaria, 1 exemplar.
Bothrobs jararaca (WIED, 1824): Estado do Paraná (PR), Palmas, 3 exemplares. Estado de Santa
Catarina (SC), Monte Carlo, 2 exemplares. Estado do Rio Grande do Sul (RS), Cazuza Ferreira, 1
exemplar; São Francisco de Paula, 2 exemplares.
Bothrops neuwiedi pubescens (COPE, 1870): Estado do Rio Grande do Sul (RS), Guaíba, 2
exemplares; Santa Maria, 3 exemplares; Feitoria: São Leopoldo, 1 exemplar; Tapes, 1 exemplar;
Viamão, 2 exemplares.
Bothrops neuwiedi paranaensis AMARAL, 1925: Estado do Paraná (PR), Cascavel, 2 exemplares.
Bothrops cotiara (GOMES, 1913): Estado do Paraná (PR), Palmas, 3 exemplares. Estado de Santa
Catarina (SC), Monte Carlo, 1 exemplar.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
18 LEITÄO-ARAUJO, M.; PERAZZOLO, M.; SIQUEIRA, C.S.
———e———e- TT] ESET
Micrurus frontalis altirostris (COPE, 1860): Estado do Rio Grande do Sul (RS), Rio Pardo, 1
exemplar; Santa Maria, 1 exemplar; São Lourenço do Sul, 1 exemplar; São Leopoldo, 1 exemplar;
Viamão, 1 exemplar.
Micrurus frontalis frontalis (DUMÉRIL, BIBRON & DUMÉRIL. 1859): Estado do Rio Grande do
Sul (RS), Cruz Alta, 1 exemplar.
Crotalus durissus terrificus (LAURENTI, 1768): Estado do Rio Grande do Sul (RS), Cazuza
Ferreira, 15 exemplares; Vacaria, 2 exemplares.
3. Material de laboratório
Seringas para inoculação, tipo usado para testes tuberculínicos, com capacidade de 1 ml,
graduadas em décimos de mililitros; sílica gel desidratada, Tampão fosfato pH 7.4 0,02M, balan-
ça de precisão marca Metler H35, suporte e tubos de ensaio, bico de Bunsen e tela de amianto,
placas de Petri, vidros com tampa de plástico, com capacidade de 10 ml, caixas para criação de
camundongos, éter, algodão.
4. Preparação da peçonha
Após as extrações, que foram realizadas mensalmente, com emprego de gás carbônico e placas
de Petri, é feita a secagem da peçonha em uma caixa de isopor contendc sílica gel devidamente
desidratada. A secagem leva em média 24 a 48 horas, e após este período é feita a raspagem da
peconha. Esta é colocada em vidros com tampa de plástico com capacidade de 10 ml sendo os
mesmos herméticamente fechados.
5. Utilização da peçonha
1. Em primeiro lugar procedemos à pesagem da peçonha em balança de precisão, onde foram
separados 2 miligramas de peçonha seca que foram diluídos em 0,8 ml de Tampão fosfato pH 7.4
0,02M. Para cada diluição foram inoculados 2 camundongos. As injeções foram feitas na face
medial da coxa esquerda de cada exemplar, intramuscularmente, aplicados a cada um 0,1 ml. Ao
todo foram inoculados 682 camundongos assim distribuídos: 178 com peçonha de Borhrops
alternatus (tabelas 1-5), 142 com Bozhrobs neuwiedi pubescens (tabela 3), 164 com Bothrops
jararaca (tabelas 2-5), 60 com Bothrops cotiara (tabela 4), 12 com Bothrobs neuwiedi paranaensis
(tabela 5), 40 com Micrurus frontalis altirostris (tabela 6), 20 com Micrurus frontalis frontalis
(tabela 6), e, 66 com Crotalus durissus terrificus (tabelas 5-7). Os tempos de morte de cada exem-
plar foram cronometrados, assim como também foram relacionados, em cada mês, com dados
sobre alimentação e muda. As explicações estão nas tabelas anexas.
2. Em segundo lugar, para um estudo especial da toxicidade de alguns exemplares de
Bothrops alternatus, Bothrobs jararaca e Crotalus durisssus terrificus, foram usadas soluções di-
ferentes:
a) Soluções de peçonha sem prévio esfriamento: foram feitas soluções usando-se pe-
conha seca de cada exemplar, independentemente do gênero da serpente, utilizando-se solução
salina (NaCl a 0,85%), sempre na concentração de 0,25 mg de peçonha por 0,1 ml. Estas soluções
foram usadas para inoculação imediatamente após a sua preparação.
b) Soluções de peçonha com prévio esfriamento: as soluções das peçonhas foram
preparadas em solução fisiológica (NaCl a 0,85%), com concentração de 0,25 mg por 0,1 mle
deixadas no ‘‘freezer’’, a 0ºC por 24 horas.
A quantidade de peçonha elapídica Micrurus frontalis altirostris, obtida de cada exemplar, foi
sempre tão pouca (gotas) que não foi possível pesá-la. Este tipo de peçonha foi injetado fresco logo
após a coleta ou depois de submetido à secagem, usando-se sempre diluído em solução fisiológica
para ser conseguido um volume de 0,2 — 0,3 ml.
Animais de experiência e vias de inoculação da peçonha: foram usados camundongos,
sem distinção de sexo, fornecidos pelo biotério do Instituto de Pesquisas Biológicas da Secretaria
da Saúde do Rio Grande do Sul. As inoculações foram feitas usando-se lotes de 3 camundongos
para cada espécie de serpente. Os camundongos receberam 0,1 ml da solução de peçonha,
equivalente a 0,25 mg de peçonha, por via intramuscular, na face medial da coxa esquerda.
Exames pós-morte: os exames pós-morte foram realizados no Serviço de Anatomia Pato-
lógica das Disciplinas de Anatomia Patológica da Faculdade de Veterinária da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul.
Necropsias: as necropsias foram realizadas entre 2 e 2 horas e meia após a morte do animal,
tendo sido os cadáveres mantidos antes em refrigerador a 4°C.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
Ação das peçonhas de Elapide e Viperidae em... 19
Exames histopatológicos: o material colhido na necropsia, para ser submetido ao exame
histopatológico foi fixado em formalina comercial a 10%, durante 72 horas e levado ao Autote-
chnicon, no qual sofreu, também, a inclusão em parafina. Foram executados cortes de 4 micra e
corados pela hematoxilina e eosina.
RESULTADOS
No estudo especial realizado, no sentido de verificar a variação da to-
xicidade da peconha de alguns exemplares de Bozhrops alternatus, Bothrops
jararaca e Crotalus durissus terrificus, usando-se soluções de peçonha sem e
com prévio esfriamento, obtiveram-se os seguintes resultados:
Com o uso de soluções sem prévio esfriamento:
a) Peçonha de Crotalus durissus terrificus: a morte ocorreu 50
minutos (média) com sintomatologia neurológica, caracterizada por para-
plegia, seguida de taquipnéia e paralísia respiratória final.
NECROPSIA: local da inoculação: pele e tecido muscular sem alterações;
coração: em diästole com as câmaras, principalmente as auriculas, repletas de
sangue coagulado, pequenas sufusões sangüineas e subendocárdicas; pulmão:
congestão e hemorragia: fígado: congestão; baço: esplenomegalia e congestão;
rim: congestão e petéquias; encéfalo: congestão e petéquias.
EXAME HISTOPATOLÓGICO: coração: congestão passiva do miocárdio
(vetas coronárias), hemorragia subendocárdica; pulmão: congestão e áreas
hemorrágicas; fígado: congestão discreta, predominantemente centrolobular;
baço: congestão intensa; rim: congestão generalizada e hemorragia na me-
dular; encéfalo: congestão intensa e pequenas áreas de hemorragia na pia-
mäter; músculos da coxa: sem alterações histolögicas.
b) Peçonha de Bothrops alternatus: os camundongos morreram em
120 minutos (média) demonstrando sentirem intensa dor no local de ino-
culação, prostração e morte.
NECROPSIA: local da inoculação: membro posterior esquerdo (coxa)
houve hemorragia e edema intensos de toda a coxa esquerda, estendendo-se
até a maioria da musculatura da parede abdominal; coração: sem alterações
macroscópicas visíveis; pulmão: congestão; fígado: sem alterações macros-
cópicas visíveis; baço: congestão; rim: sem alterações macroscópicas visíveis;
encéfalo: congestão discreta das meninges.
EXAME HISTOPATOLÓGICO: coxa esquerda: necrose maciça de todos os
tecidos, inclusive o muscular, edema intenso e grande hemorragia dissociando
as fibras musculares, as quais apresentavam degeneração e necrose. Coágulos
sangüineos hialinizados. Este mesmo processo foi observado em toda a parede
abdominal; coração: sem alterações histológicas; pulmão: congestão discreta;
fígado: congestão discreta; baço: congestão nítida; rim: congestão discreta na
medular; encéfalo: hiperemia ativa discreta das meninges e da córtex cerebral.
c) Peçonha de Bothrops jararaca: os camundongos inoculados mor-
reram em 180 minutos (média) com a mesma sintomatologia observada
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20 LEITÃO-ARAUJO, M.; PERAZZOLO, M.; SIQUEIRA, C.S.
naqueles inoculados com peçonha de Bozhrops alternatus, porém as alterações
anatomopatológicas, embora as mesmas, revelaram menor intensidade.
Com o uso de soluções com prévio esfriamento:
a) Peçonha de Crotalus durissus terrificus: os três camundongos
inoculados com 0,25 mg de peçonha por 0,1 ml da solução, morreram em 180
minutos (média) com as mesmas manifestações clínicas já descritas nas
experiências anteriores.
Apesar do maior tempo de sobrevida, em relação às outras experiências,
este foi ainda muito rápido para que provavelmente pudessem ser provocadas
as lesões características da “'síndrome do néfron intermediário”, tão comu-
mente encontrada em experiências em cães ou nos empeçonhamentos hu-
manos de mais longa evolução.
Não observamos, também, a presença de pigmento derivado da he-
moglobina, no rim, embora a urina se apresentasse de cor escura.
As demais alterações macro e microscópicas eram idênticas, embora um
pouco mais intensas que aquelas observadas nos animais inoculados com
soluções de preparo recente e não esfriadas. Como nestes casos a morte foi mais
rápida, a evolução mais lenta daqueles permitiu o aparecimento de lesões mais
nítidas.
b) Peçonha de Bothrops alternatus e Bothrops jararaca: as peço-
nhas de Bothrops alternatus causaram a morte dos camundongos, após 20
horas (média), as peçonhas de Bozhrops jararaca não provocaram a morte de
nenhum dos três camundongos.
Observação: a peconha de um exemplar de Bothrobs alternatus, pro-
veniente do Município de Bagé:RS, e que já vinha causando a morte de ca-
mundongos, em experiências anteriores, em apenas 60 minutos (média), na
dose de 0,25 mg por 0,1 ml de solução recente, também provocou a morte em
tempo muito curto, quando usada solução mantida no ‘‘freezer’’, pois em
apenas 4 horas todos os três camundongos estavam mortos. Por esta razão esta
peconha não fez parte daquelas que computamos para a média das 20 horas e
atribuídas à peconha dos exemplares de Bozhrops alternatus.
Quanto à peçonha de Micrurus frontalıs altirostris, queremos frisar que as
soluções por nós preparadas não fizeram parte daquelas usadas nas experiências
especiais, e que acabamos de descrever, pois a quantidade de peçonha ela-
pídica obtida de cada exemplar, foi sempre tão pouca que não foi possível
pesá-la. Este tipo de peçonha foi injetado fresco logo após a coleta ou depois de
submetido à secagem, usando-se sempre diluído em solução fisiológica para ser
conseguido um volume de 0,2 - 0,3 ml.
Todos os camundongos inoculados com a peçonha de Micrurus morreram
com sintomatologia caracterizada por extrema exoftalmia, midríase, dispnéia e
paraplegia. Não observamos sialorréia.
NECROPSIA: local de inoculação: sem alterações macroscópicas; coração: sem
alterações; pulmão: congestão discreta; fígado: sem alterações; baço: congestão
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
Ação das peçonhas de Elapide e Viperidae em... 21
discreta; rim: congestão nítida; cérebro: congestão da pia-mäter; cerebelo:
congestão discreta.
EXAMES HISTOPATOLÓGICOS: local de inoculação: edema discreto;
coração e fígado: sem alterações histopatológicas; pulmão: congestão (capilares
alveolares muito dilatados); baço: congestão discreta; rim: congestão da
medular e cortical; cérebro: edema discreto e congestão nítida da pia-mäter.
Como foi descrito na metodologia, uma parte da peconha foi utilizada
para a realização de inoculações mensais em um lote de 682 camundongos. Os
resultados desta etapa são apresentados nas tabelas 1 a 7.
DISCUSSÃO
As peçonhas crotálicas (branca ou amarelas) inoculadas na dose de 0,25
mg, em solução salina, tanto subcutâneamente (2 camundongos) como
intramuscularmente (nos demais), provocaram sempre paraplegia. Os camun-
dongos apresentaram a paralisia dos membros posteriores dentro de 35 mi-
nutos, como um dos primeiros sintomas, caracterizando, no nosso entender, a
presença de crotamina nas peconhas empregadas, muito embora o critério de
SCHENBERG (1959) não seja bem este, para detectar os exemplares crota-
mino-secretores, pois a dose recomendada é de 0,5 mg por via subcutânea.
No que diz respeito às experiências especiais, as soluções de peçonha
crotálica, quando do preparo recente e sem prévio esfriamento, provocaram a
morte em 50 minutos (média). Quando as soluções idênticas eram mantidas 24
horas a 0ºC, antes do uso para inoculação, observou-se redução da toxicidade,
morrendo os camundongos após 180 minutos (média).
As peconhas de Bothrops alternatus em soluções recentes e preparadas nas
mesmas condições que as anteriores, na mesma dose de peçonha e sem
esfriamento prévio, provocaram a morte dos camundongos em 120 minutos
(média), enquanto aquelas mantidas no ‘‘freezer’’ por 24 horas, passaram a
matar em 20 horas (média).
Houve uma exceção, pois a peconha de um exemplar de Bozhrops alter-
natus, proveniente do Município de Bagé:RS, em várias verificações sucessivas,
provocou a morte dos camundongos em média de 1 hora (com a solução recen-
te) e de 4 horas (com a solução mantida previamente no “freezer”, a 0ºC). A
peçonha deste único exemplar mostrou sempre uma atividade de duas a cinco
vezes maior, quando comparadas com das peçonhas de outros espécimes da
mesma espécie, preparadas e conservadas em idênticas condições.
As soluções de peconha de algúns exemplares da espécie Bothrops jararaca
preparadas nas mesmas concentrações, provocaram a morte dos camundongos
em 3 horas (em solução recente) e não foram letais com as soluções de 24 horas
mantidas no “'freezer””. Assim estas peçonhas sempre se mostraram menos
ativas, em ambas as condições, quando comparadas com as peçonhas de
Bothrops alternatus.
Quanto às alterações anatomopatológicas produzidas pelas peçonhas das
espécies Bothrops alternatus e Bothrobs jararaca, merece registro especial
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apenas o fato de que as lesões provocadas pela peconha de Bozhrops alternatus
foram mais intensas, assim como a morte sempre sobreveio em tempo mais
curto. Portanto, as peconhas de Bozhrops alternatus são mais ativas que as de
Bothrops jararaca.
No que diz respeito à peçonha de Micrurus frontalis altirostris, desta-
camos como a manifestação mais interessante, a nítida exoftalmia exibida pelos
camundongos, além da sintomatologia clínica habitual e esperada neste tipo
de empeçonhamento.
Entre os fatores que influenciam na quantidade de peçonha constata-se
que não há variação nas diversas extrações nos animais mantidos em cativeiro;
as estações do ano não influem na quantidade de peçonha, embora tenha se
mantido uma temperatura média, os animais hibernaram. Estes resultados
discordam dos obtidos por HOUSSAY (1923) pois considera que, a quanti-
dade de peconha é maior só na primeira extração nos animais em cativeiro,
baixando gradativamente; o rendimento é maior no verão atingindo o mínimo
no inverno. As diferenças destas observações talvez sejam uma consequência
das condições em que foram realizadas, ou sejam em laboratório, sob tem-
peratura constante. Compiova-se que a dimensão da serpente influi na
quantidade de peçonha, isto é, os exemplares de tamanho médio apresentam
mais peconha que os adultos que são maiores, com exceção da subespécie
Crotalus durissus terrıficus, em que a peconha é mais abundante nos exem-
plares jovens (pequenos); as infecções bucais reduzem quase que totalmente a
quantidade de peçonha; quanto menos extrações maior quantidade de pe-
conha.
Digno de nota é o fato que ocorreu com uma das ninhadas de Crotalus
durissus terrificus, nascida em cativeiro em 24.11.1974, cuja mãe procedia de
Cazuza Ferreira:RS, e que até 10.1.1975 apresentaram peçonha incolor. Após
esta última data passaram a apresentar peçonha de coloração amarela: Portan-
to, a mudança ocorreu aos 11 meses de idade, ocasião em que os exemplares
apresentavam um tamanho médio de 57 cm. Esta observação já tinha sido
realizada por BARRIO (1954) que nos diz o seguinte: “Otro hecho que merece
destacarse, es el seguinte: todos los crótalos, cualquiera sea su procedencia,
poseen veneno blanco a poco de nacer y mantienen este carácter hasta que
alcanzam los 30 ó 40 cm de longitud, es decir, hasta el ano de edad aproxi-
madamente. Luego, si se trata de la variedad de veneno amarillo, a medida
que se desarrollan, paulatinamente su ponzona vá adquiriendo ese color, con
mayor intensidad’’. Entretanto, este fato não ocorreu com a outra ninhada de
Crotalus durissus terrificus nascida também em cativeiro em 11.11.1974, cuja
mãe era procedente de Cazuza Ferreira:RS, e que até a presente data, ou seja,
decorridos 18 meses, apresentam peçonha de coloração incolor.
Na tabela 5, são apresentados os testes realizados com peçonha de serpen-
tes jovens, das espécies e subespécies Bothrops alternatus, Bothrobs jararaca,
Bothrops neuwiedi paranaensis e Crotalus durissus terrificus. Nesta tabela
pode ser constatado que a peçonha apresentada pelos animais jovens € mais
ativa que a dos animais adultos. Isto foi observado também durante a alimen-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
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tação, oportunidade em que os animais ao picarem a presa mataram-na
instantäneamente.
A toxicidade da peçonha não foi alterada com a alimentação, muda e
temperatura, sendo específica para cada espécie, o mesmo ocorrendo para os
espécimes de uma mesma localidade.
INTERPRETAÇÃO DAS TABELAS
Foram utilizadas as seguintes abreviaturas nas tabelas: BRASIL. Paraná
(PR): Palmas, (PA); Cascavel, (CAS). Santa Catarina (SC): Monte Carlo,
(MC). Rio Grande do Sul (RS): Bagé, (BA); Cazuza Ferreira, (CF); Gravataí,
(GR); Guaíba, (GU); Lavras do Sul, (LS); Pelotas, (PE); Pinhal, (PI); Pinheiro
Machado, (PM); Santa Maria, (SM); Vacaria, (VA); São Francisco de Paula,
(SFP); São Leopoldo, (SL); Tapes, (TA); Viamão, (VI); Cruz Alta, (CA); Rio
Pardo, (RP); São Lourenço do Sul (SLS).
Como foi estabelecido um período de observação dos exemplares, com-
preendido entre os meses de janeiro de 1974 à junho de 1975, os quadros que
apresentam-se em branco situados anteriormente, significam que o exemplar
deu entrada no laboratório de peçonhas a partir da data em que estão assi-
naladas as primeiras observações. Os quadros em branco situados posterior-
mente significam a morte daquele animal.
Em cada mês foram realizadas as seguintes observações:
a) Primeira linha: corresponde ao tempo em minutos que antecede a
morte do animal inoculado, num período de 12 horas. Como foram inoculados
2 camundongos de cada vez, geralmente os dois morriam; às vezes um morria €
o outro permanecia vivo, ou então os dois permaneciam vivos. O sinal zero (0)
equivale a falta da extração da peçonha naquele mês, e o sinal (00) significa
que o animal não apresentou peçonha.
b) Segunda linha: corresponde à alimentação, isto é, quantas presas
(camundongos) foram ingeridas durante aquele mês. O número de presas
oferecidas a cada serpente, estava relacionada ao apetite da mesma variando de
1a4.
c) Terceira linha: nos mostra as mudas sofridas pelo exemplar, sendo que
o sinal mais (+) corresponde à muda, e o sinal menos (-) à falta de muda. Em
alguns meses encontramos vários sinais mais (+), isto quer dizer que foram
realizadas observações com mais de um exemplar.
A tabela V contém dados referentes às observações realizadas com exem-
plares jovens, que nasceram no laboratório e estão sendo criados até a presente
data.
Todas as observações foram realizadas levando-se sempre em consideração
a procedência do animal.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, pela con-
cessão de uma Bolsa Eecial de Pesquisa: ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
IHERINGIA. Ser. Zool.. Porto Alegre(-49):15-25. 30 ago. 1976
24 LEITÄO-ARAUJO, M.; PERAZZOLO, M.; SIQUEIRA,C.S.
E ria os o
Tecnológico pela Bolsa de Iniciação Científica concedida a um dos autores; ao Naturalista Thales
de Lema pelo apoio e orientação prestados durante o desenvolvimento do trabalho; ao Instituto de
Pesquisas Biológicas, pela doação dos animais usados nas inoculações; ao Bioquímico Clóvis
Antônio Perazzolo, pelo ensino das técnicas utilizadas; às Pesquisadoras Maria Lúcia Machado
Alves e Maria Helena Mainieri Galileo pelas sugestões e auxílio prestados e, finalmente,a todos os
colegas do Núcleo de Vertebrados, que de uma forma ou de outra nos auxiliaram durante a
realização deste trabalho.
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Tabela 7
Porto Alegre(49):15-25, 30 ago. 1976
Quetognatos de “Pesqueria V”. Su utilizacion
como indicadores hidrolögicos. *
Elena L. Mostajo **
RESUMEN
Este trabajo ha sido realizado sobre la base de la distribución de los Quetognatos capturados
durante la campafia oceanogräfica ''Pesquería V’’, que tuvo lugar del 28 de agosto al 7 de sep-
tiembre de 1967. La zona de recolecciön quedó delimitada por las latitudes 30º 44’ y 36° 12’ 04’
S y los meridianos 56º 24' 08"' y 49º 16' 2" W.
Se han estudiado veintiseis (26) muestras verticales de plancton; encontrandose catorce (14)
especies: Sagitta enflata, S. hexaptera, S. friderici, S. tasmanica, S. serratodentata, S. minima, S.
Iyra, S. bipunctata, S. planctonis, S. gazellae, Krobnitta sp., Eukrobnia hamata y Prerosagitta
draco.
Sobre la base de las especies descriptas se estudió la hidrología de las aguas superficiales.
El estudio de los Quetognatos dió como resultado los mismos límites hidrolögicos obtenidos a
través de los datos de Foraminíferos planctönicos. Las diferencias fueron resultado de las lógicas
variaciones tanto anuales como estacionales de los límites entre las diferentes masas de agua.
Ha quedado demostrado que los Quetognatos son excelentes indicadores hidrológicos.
ABSTRACT -
This paper deals with the distribution of Chaetognaths, which where caught during the
oceanographic campaign ''Pesquería V””.
The zone of collection is described as follows: North: 30º 44' S, South: 36° 12’ 4’’ S, East:
49º 16' 2" W,and West: 56° 24’ 8" W.
Fourteen (14) species were found to occur at this zone: Sagitta enflata, S. hexaptera, S. fri-
derici, S. tasmanica, S. serratodentata, S. minima, S. lyra, S. bipunctata, S. blanctonis, S. ga-
zellae, Krohnitta sb., Eukrohnia hamata, y Pterosagitta draco.
The hidrology of surface waters was examinated on the basis of the described species.
The hidrologic boundaries derived from the study of Chaetognaths are almost identical with
those resulting from the planktonic foraminiferal data. The differencies are the result of naturally
occuring annual and seasonal variation in the position of the waters masses boundaries.
The Chaetognaths proved to be excellent hydrological indicators.
RESUMO
Este trabalho foi realizado tomando-se como base a distribuição dos quetognatos coletados
durante a campanha oceanográfica ''Pesqueria V’’, de 28 de agosto a 7 de setembro de 1967. A
zona de coleta localiza-se entre as latitudes 30º 44’ e 36º 12'S e os meridianos 56º 24’ 08" e 49°
16’ 02" W.
Foram estudadas vinte e seis (26) amostras verticais de plancton, tendo sido encontradas
catorze (14) espécies: Sagitta enflata, S. hexaptera, S. friderici, S. tasmanica, S. serratodentata, S.
minima, S. Iyra, S. bipunciata, S. blanctonis, S. gazellae, Krobnitta sp., Eukrohnia hamata e
Prerosagitta draco.
Tomando-se como base as espécies descritas, foi estudada a hidrologia das águas superficiais.
O estudo dos quetognatos deu como resultado os mesmos limites hidrológicos obtidos através
de dados de foraminiferos planctônicos. As diferenças resultaram das variações, anuais e sazonais,
dos limites entre as diferentes massas de água.
Foi demonstrado que os quetognatos são ótimos indicadores hidrológicos.
* Aceito para publicação em 4/12/75.
** Museo Argentino de Ciencias Naturales “'B. Rivadavia”. Buenos Aires - Argentina.
IHERINGIA, Sér. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
28 MOSTAJO,E.L.
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INTRODUCCION
En el ano 1970, E.BOLTOVSKOY publicö un esquema de la hidrología
superficial en el Atlântico Sudoeste, para dos estaciones (verano e invierno),
basado en indicadores hidrológicos. El autor contó con una gran cantidad de
muestras (alrededor de 3.800 colectadas durante cincuenta expediciones
oceanográficas), pero los esquemas mencionados fueron confeccionados sobre
la base de un sólo grupo de indicadores: Foraminíferos planctónicos y en cierto
grado bentónicos. Por eso es muy interesante verificar estos esquemas utilizan-
do como indicadores otros organismos.
Hasta ahora tales estudios han sido hechos solamente con respecto a pocas
áreas del Mar Argentino y utilizando algunos grupos de planctontes, como por
ejemplo Tunicados, Pterópodos, Copépodos, y otros.
Si tomamos en cuenta la extensión de toda el área así como el carácter del
problema, las investigaciones realizadas son muy escasas. Por eso cada nueva
investigación de esta índole — estimo — que es de interés.
Estas circunstancias me entusiasmaron para hacer el presente estudio
utilizando como indicadores Quetognatos, pues supongo que hay buenas
razones para pensar que éstos también pueden ser útiles para decifrar mejor la
muy complicada hidrología del Atlântico Sudoccidental.
Quiero agradecer al Dr. E.BOLTOVSKOY sus consejos y lectura crítica
del manuscrito y a las autoridades del Instituto de Biología Marina de Mar del
Plata por el material suministrado.
MATERIAL Y METODO
Fueron estudiadas 26 muestras de plancton provenientes de la campafia ''Pesquería V’’
llevada a cabo por el buque A.R.A. ‘‘Capitän Cänepa’’. Esta campafia tuvo lugar del 28 de agosto
al 7 de septiembre de 1967 y el área muestreada quedó delimitada par las latitudes 30º 44’ y 36º
12’ 4" S. y los meridianos 56º 24’ 8" y 49º 16' 2" W. La situación geográfica de las muestras
estudiadas se detalla en el mapa I. Todos los barridos fueron verticales, desde las diferentes
profundidades hasta la superficie. Esta circunstancia, por supuesto, representó cierta desvantaja al
utilizar a los Quetognatos hallados como indicadores de la hidrología superficial y explica algunas
pocas desviaciones con el esquema mencionado, como ya veremos más adelante.
La tabla N.º 1 da los detalles con respecto a las muestras estudiadas, así como algunos datos
físico-químicos del ambiente.
Las muestras se conservaron en formol 5% y los ejemplares fueron tefidos, cuando fue ne-
cesario vizualizar mejor las.estructuras internas o los radios de las aletas, con soluciön acuosa de
azul de metileno 1%.
Todos los ejemplares encontrados fueron determinados taxonómicamente. Lamentablemente
las características del material estudiado no permitieron hacer un estudio cuantitativo, por cuya
razón la ocurrencia de cada especie en las correspondientes muestras han sido anotadas con signos
convencionales, a saber: A - abundante, F - frecuente, R - rara, M - muy rara (ejemplares aislados).
(VertablaN.º 2).
RESULTADOS OBTENIDOS Y DISCUSION
En total fueron encontradas 14 especies:
Sagıtta enflata GRASSI, 1881.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
Quetognatos de Pesqueria V. Su utilizaciön como... 29
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Sagitta hexaptera ORBIGNY, 1836.
Sagitta friderici RITTER-ZAHONY, 1911.
Sagıtta tasmanica THOMSON, 1947.
Sagitta serratodentata KROHN, 1853.
Sagitta minima GRASSI, 1881.
Sagitta lyra KROHN, 1853.
Sagıtta bipunctata (QUOY y GAIMARD, 1827).
Sagitta hispida CONANT, 1895.
Sagitta planctonis STEINHAUS, 1896.
Sagitta gazellae RITTER-ZAHONY, 1911.
Krobnitta sp.
Eukrohnia hamata MOBIUS, 1875.
Pterosagitta draco (KROHN, 1853).
La distribución de estas especies se puede ver en la Tabla n.º 2.
El ärea de estudio representa una zona donde se encuentran aguas sub-
tropicales, Ilevadas del norte por la corriente cálida de Brasil con la subantártica
llevadas por la fría Corriente de Malvinas, de dirección contraria. Además, una
parte considerable está influenciada por el Rio de la Plata o pertenece a la zona
de aguas costeras de Uruguay y sur de Brasil de menor salinidad de lo normal.
En esta zona, así como en el área lindante en el Este, las aguas frías se des-
plazan por el fondo, pero tienen en muchos lugares afloramientos. Por fir
existe una extensa zona de aguas de mezcla, con diferentes proporciones de
aguas subtropicales y subantárticas. (Ver E. BOLTOVSKOY, 1970).
Sobre la bibliografia consultada (ALVARINO 1963, 1964a, 1969;
ALMEIDA PRADO 196la, b; CAVALIERI 1963; DAVID 1956, 1958a;
FAURE 1952; FERREIRA DA COSTA 1970; FURNESTIN 1957; HEYDORN
1959) así como nuestra experiencia previa (MOSTAJO 1973; BOLTOVSKCY,
D. y MOSTAJO 1974), las siguientes especies tienen que ser consideradas
como indicadores de aguas cálidas, tropicales y subtropicales y por eso traídas al
área de estudio por la corriente cälida de Brasil: Sagıtza enflata, S. hexaptera,
S. serratodentata, S. lyra, S. bipunctata, S. hispida, Pterosagitta draco y
Krohnittasp.
Las siguientes especies son tipicas de aguas frias por cuya razön su apa-
ricion en las muestras es el resultado de la presencia de aguas subantárticas:
Sagitta tasmanica, S. planctonis y S. gazellae.
Sagitta minima tiene que ser considerada indicadora de mezcla de águas
neriticas y oceänicas, pese a ser cosmopolita.
En lo que se refiere a Sagitta friderici, este Quetognato es típico de aguas
litorales y por eso no es indicador en el caso de la hidrología en mar abierto.
Eukrohnia hamata tampoco puede considerarse indicador por ser cos-
mopolita.
Analizando la tabla N.º 1 podemos ver que la estación n.º 1 tiene aguas
cálidas de la Corriente de Brasil; todos los Quetognatos encontrados en ella son
indicadores de agua subtropical y de plataforma.
Los Quetognatos capturados en la estación n.º 2, son formas indicadoras
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30 MOSTAJO, E.L.
de aguas cälidas de la corriente brasilefia, de aguas de plataforma y ejemplares
típicos de mezcla de aguas oceânicas y neríticas.
En las estaciones n.º 3, 4 y 8 se encontraron Quetognatos procedentes de
aguas cálidas y como elementos aislados ejemplares típicos de regiônes suban-
tárticas, que indicarían afioramientos de la Corriente de Malvinas, ya que ésta
en profundidad puede llegar hasta el Cabo Santo Tomé. Además las esta-
ciones n.º 3, 4y 8 tienen ejemplares de Sagitta minima.
Las estaciones n.º 5 y 6 tienen aguas litorales con elementos aislados
subantárticos y subtropicales.
Ejemplares subtropicales se encuentran en la estación n.º 7.
En las estaciones n.º 10 y 11, los Quetognatos encontrados son típicos de
aguas cálidas y litorales.
Exclusivamente Quetognatos de aguas neríticas se hallaron en las muestras
de las estaciones n.º 9, 12, 14, 16, 22, 23, 24, 25 y 26.
En la estación n.º 17 los ejemplares capturados fueron en su aplastante
mayoría de origen subantártico y los subtropicales sólo se hallaron como
elementos aislados.
Las estaciones n.º 18 y 21, de baja temperatura y salinidad, presentan
particular interés pues por estas latitudes, según el esquema, pasan las aguas
frias de la corriente malvinense, y los Quetognatos encontrados aquí son
exclusivamente subantárticos.
El conjunto de Quetognatos que ha sido hallado en las estaciones n.º 19 y
20 corresponde al agua de mezcla. Pero mientras que en la primera se observa
que predominan elementos subtropicales y los subantárticos son aislados, en la
segunda la situación es inversa, a saber, la fauna es casi por completo subantár-
tica y los Quetognatos subtropicales son raros. Estos datos también concuerdan
con el esquema hidrológico de E. BOLTOVSKOY, ya que ambas estaciones
están ubicadas muy cerca del límite que divide la Corriente de Malvinas de la
Zona de Convergencia, pero la estación n.º 19 está algo al Este y la estación n.º
20 un poco al Oeste.
De los datos presentados se puede ver que todas las estaciones, salvo tres,
corroboraron el esquema de E. BOLTOVSKOY. Las estaciones en que no hubo
coincidencia fueron las n.º 1, 12 y 17. Sin embargo, el hecho que no concuer-
de tiene su explicación:
Estaciones n.º 1 y 12. En estas estaciones no ha habido coincidencia con el
esquema mencionado. En la estación n.º 1 se hallaron típicos representantes
brasilefios, cuando según E. BOLTOVSKOY, esa zona correspondía a las aguas
de la zona costera del sur de Brasil. En la estación n.º 12 se encontró fauna
litoral, en aguas litorales (corroborado por los datos de temperatura y sali-
nidad) en lugar de aguas cálidas de la Corriente de Brasil.
Ambos fenómenos se explican porque los límites entre las diferentes
masas de agua no son estables, sino que cambian su situación tanto entre
estaciones como anualmente. Sintetizando, en 1967 el límite entre las aguas
costeras y la Corriente de Brasil, debió desplazarse en el primer caso un poco al
Oeste y en el segundo caso algunas millas al Este.
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Quetognatos de Pesqueria V. Su utilizaciön como... 31
Estación n.º 17. En lo que se refiere a la estación n.º 17, la presencia de
muchos indicadores subantárticos se explica por el hecho de que el barrido fue
vertical desde los 50 metros de profundidad. En aquel lugar la débil rama
occidental de la Corriente del Brasil pasa solamente por la superficie, sobre las
aguas subantárticas. Estas últimas aguas son las que dieron dichos indicadores
subantárticos.
Tambien resulta de interés comparar los datos obtenidos por medio de
indicadores hidrológicos con los datos de temperatura y salinidad. En general
estos datos concuerdan con los obtenidos como resultado del estudio de los
Quetognatos. Sin embargo, hay cierta discordancia.
Por ejemplo en la estación n.º 7 hemos mencionado el hallazgo de fauna
puramente subtropical pero la temperatura superficial es de 14,32°C que es
más baja de lo normal para dichas áreas. La explicación se encuentra en el
hecho de que esta estación está ubicada en la zona donde existen afloramien-
tos, los que disminuyen la temperatura de la superficie. Probablemente sería
lógico encontrar allí alguns elementos subantárticos. Sin embargo no hay que
olvidar que en esta área pasan por el fondo los últimos restos de aguas mal-
vinenses ya mezcladas fuertemente con las aguas subtropicales y por consi-
guiente los elementos subantárticos que allí se encuentran son muy raros. En
otras palavbras de haber sido mayor el volumen de agua filtrada, seguramente
se hubieran hallado algunos ejemplares de la corriente de origen malvinense.
Esto ya ha pasado con los Foraminiferos pese a ser más abundantes.
CONCLUSIONES
1 — La verificación por medio de los Quetognatos del esquema hidro-
lógico, hecho previamente sobre la base del estudio de los foraminiferos,
comprobö la justeza de dicho esquema para el área investigada.
2 — Las leves discordancias se explican por el hecho de que los límites que
dividen las diferentes masas de agua no son estables, si no que varían esta-
cional y anualmente.
3 — Para poder determinar más detalladamente el carácter de estos cam-
bios, sería muy interesante ampliar los estudios de este tipo.
4 — Es muy aconsejable extender el conocimiento de la hidrología super-
ficial del Atlântico Sudoccidental, usando otros grupos de planctontes como
indicadores hidrológicos, ya que tales estudios son un aporte valioso para el
mejor conocimiento de nuestro mar.
5 — En cuanto a la distribución de las len masas se considera que
los Foraminiferos son excelentes indicadores hidrolögicos ya que cumplen con
todos los requisitos necesarios para ello (no tener movimiento, ser muy nu-
merosos y de fácil determinación, etc.). Con el estudio de los Quetognatos se
llegö a los mismos resultados y por lo tanto pueden ser considerados también
buenos indicadores hidrológicos.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
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IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
33
Quetognatos de Pesqueria V. Su utilizaciön como...
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Tabla n.º 1. Datas correspondientes a la campafia ''Pesqueria V
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
MOSTAJO, E.L.
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IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
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Quetognatos de Pesqueria V. Su utilización como...
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Tabla n.º 1 (Continuación).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
MOSTAJO, E.L.
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Tabla n.º 2. Abundancia relativa de las especies encontradas.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
Quetognatos de Pesqueria V. Su utilización como...
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Mapa n.º 1. Situación geográfica de las estaciones de “'Pesquería V”’
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):27-37, 30 ago. 1976
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Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais marinhos
na costa do Estado de Santa Catarina, Brasil
(Osteichthyes, Actinopterygii, Teleostei) . *
Thales de Lema **
RESUMO
O autor registra a ocorrência de várias espécies de peixes marinhos tropicais na costa do Estado
de Santa Catarina, ao S do Brasil, que são: Alectis ciliaris (BLOCH, 1788), Abudefduf saxatilis (L.,
1758), Chaetodon striatum L., 1758, Antennarius scaber (CUVIER, 1817) e Gymnachirus nudus
KAUP, 1858. Taís espécies são indicadoras do limite sul de influência da Corrente do Brasil.
Fixaram-se nessa área pela existência de condições ótimas, como a riqueza de acidentes cósteiros,
muitas vezes com paredões rochosos, que penetram vários metros para dentro do mar, propiciando
riqueza de alimento Gyrmnachtrus nudus é dividido previamente em duas subespécies: a típica e
G. n. zebrinus (MIRANDA RIBEIRO, 1904).
ABSTRACT
New records of tipically tropical marine fishes for the coast of the State of Santa Catarina,
South Brazil, are presented: Alectis ciliaris (BLOCH, 1788), Abudefduf saxatılis (L., 1758),
Chaetodon striatum L., 1758, Antennarius scaber (CUVIER, 1817), and Gymnachirus nudus
KAUP, 1858. The last species are previously divided in two subspecies: G. ». nudus and G. n.
zebrinus (MIRANDA RIBEIRO, 1904). Their occurrences denote the southern boundaries of
influence of the Brazil Current, and the existence of good conditions to the establishment of a
tropical fish fauna.
INTRODUCAO
Durante o trabalho de levantamento da ictiofauna marinha do Estado do
Rio Grande do Sul e adjacências, que vem sendo realizado no Laboratório de
Ciências do Mar do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul, tem sido encontradas muitas espécies que são tipicamente
tropicais na costa do Estado de Santa Catarina, e a maioria é conhecida como
ocorrendo somente do Rio de Janeiro para o norte do Brasil. Tais espécies estão
mal representadas nas coleções mais acessíveis, outras são mal conhecidas. Em
artigos anteriores foram comunicadas ocorrências nos gêneros Alutera CU-
VIER, 1817 (LEMA & OLIVEIRA, 1974) e Davidia MIRANDA RIBEIRO,
1915 (LEMA & OLIVEIRA, no prelo). Nesses artigos comentou-se que a
ictiofauna em estudo é muito mal conhecida, o que fica reforçado neste tra-
balho. Infelizmente, diversas espécies vistas durante a pesca submarina, não
foram capturadas, devido a sua rapidez de fuga.
* Aceito para publicação em 30/12/1975. Contribuição FZB n.º 010. Trabalho realizado em parte com auxílios do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de Janeiro, e da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.
* Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Bolsista do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de Janeiro (TC. 8849).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
40 LEMA.T de
MATERIAL E MÉTODOS
Os exemplares aqui descritos pertencem às coleções científicas do Museu de Ciências Naturais
da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (MPC) e do Museu de Ciências Naturais
da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (MCN).
Os exemplares de Abudefduf saxatilis (L.) e um de Antennarius scaber (CUVIER) estão
conservados em líquido, os demais estão em seco; estes foram injetados com formol, secados ao sol
e envernizados após.
O método de coleta mais empregado foi o de arrastão de praia, secundariamente o de pesca
submarina, geralmente com ‘‘snorkel’’, devido à pouca profundidade da área: foram usados dois
tipos de armas: espingarda (''Cobra'”) e revólver, ambos municiados com arpões pequenos ma-
nufaturados e partir de ferros de calibre fino, usados no concreto armado, e pintados com tinta
zarcao..:
A medida de comprimento do tronco foi tomada a partir da linha vertical que tangencia a
margem posterior do opérculo até a linha que tangencia a margem posterior das alertas dorsal e
anal, na altura do pedúnculo caudal. A altura maior foi tomada no tronco, incluindo a altura dos
raios da dorsal e da anal. Todas as medidas são apresentadas em mm.
As contagens de elementos pares são apresentadas com uma barra divisória, indicando os
lados direito (D) e esquerdo (E): D/E.
As unidades políticas principais são indicadas pelas siglas: RS - Rio Grande do Sul, SC - Santa
Catarina, UR - Uruguai.
As aletas são indicadas pelas letras: À - anal, C - caudal, D - dorsal, sendo I - a anterior, ell-a
posterior, P - peitorais, V - ventrais.
Os nomes vulgares regionais foram fornecidos por pescadores nas regiões de coleta, tendo sido
confirmados diversas vezes.
Superordem PARACANTHOPTERYGII
Ordem LOPHIIFORMES
Família ANTENNARIIDAE
1. Antennarius scaber (CUVIER, 1817)
Foi registrada pela primeira vez para a fauna do Brasil por MIRANDA
RIBEIRO (1915), em “Ilha Rasa’’ (Rio de Janeiro). FOWLER (1919) confir-
mou essa ocorrência, coletando no mesmo local. Posteriormente FOWLER
(1942) e NOMURA & MENEZES (1964) citaram esses dois registros.
Nomes vulgares: ‘‘Peixe pescador’’ (regional); ''Guaperva”” (SANTOS,
1952); “'Peixe-sapo”, ‘“Split-lure’’, “' Antenário”.
MATERIAL EXAMINADO:
— 1.1. MCN 2269 — SC: Garopaba; setembro de 1973; arrastão. Jovem.
Coloração amarela com manchas negras alongadas e de contornos arredon-
dados, algumas coalescidas entre sí, diversas interrompidas. DI: IV, DII: 11,
C: 9, P: 6/6, V: 8 + N/10, A: 7. Medidas — cabeça: 28, tronco: 20, cauda:
35, total: 83, altura maior: 40; apêndice-isca: 10 (aproxirnadamente). (Fig. 1).
— 1.2. MCP 7695 — SC: Porto Belo: fevereiro de 1975; arrastão. Adulto.
Coloração pardo clara, um pouco esverdeada quando vivo, com ventre cinza,
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 41
alvacento até os poros viscerais, daí para trás é igual à cor dorsal com manchas
negras oceladas. Sobre essa cor geral, em todo o corpo, há manchas pretas
alongadas, um pouco estreitas, com extremidades arredondadas, sendo pa-
ralelas entre sí; elas enegrecem e são marginadas de branco nas aletas, ficando
acentuadas; algumas dessas manchas são mais largas (coalescência lateral)
ficando um centro comum mais claro, semelhante a um ocelo, ocorrendo
poucas desse tipo. As manchas dispöem-se em faixas oblíquas cuja direção
obedece à inclinação da parte do corpo em que se dispõem: na cabeça hä
poucas, cerca de 8 dispostas radialmente em torno da órbita; nas aletas tendem
à forma ocelada e dispöem-se transversalmente; no tronco estão inclinadas de
diante para trás e para cima, tomando a direção vertical e encurvando um
pouco para diante, junto às aletas dorsais; dessa maneira também, aquelas
manchas que ocorrem sobre a cabeça. Para a cauda e região anal as manchas são
do tipo ocelado, descrito antes. Os lábios são manchados com ocelos pretos e
bem assim o assoalho bucal diante da língua e mesmo na própria língua. Os
primeiros raios da DI, que são curtos, estão cobertos de pele e manchados
como o dorso. O apêndice-isca está fixado sobre carúncula esférica revestida de
pele e manchada como o dorso, e sua haste cilíndrica é lisa, estreita, manchada
de ocelos anelares, enquanto que a porção da isca é fasciculada e de cor creme.
DI: III (o I é o órgão da isca, o 2.º e o 3.º são curtos, grossos, com pele e
manchas); DII: 11 (o 1.º é semelhante aos raios da DI), C:9, P: 11/11, V:6/6,
A: 7. As aletas ventrais são jugulares, pequenas, opostas, para fora. As aletas
peitorais são muito modificadas: possuem eixo mediano reforçado, voltado
para diante, com aspecto geral semelhante a uma pata de anfíbio e as extre-
midades são semelhantes a mãos de anfíbios anuros, cujos raios semelham
dedos. Medidas: cabeça: 47, tronco: 43, cauda: 70, total: 160, altura maior:
60, apêndice-isca: 23, largura do olho: 5,5, largura da böca: 26, altura do
pedúnculo caudal: 16, altura do 2.º raio da DI: 13,2. O aspeto geral desse
peixe é muito semelhante a de um Amphibia Anura, principalmente a forma
das peitorais e coloração da böca. As escamas são diminutas e encimadas por
um apêndice formado de uma base de duas carúnculas fusionadas, cada uma
encimada por um espinho curvo, de modo que os dois espinhos convergem
semelhando uma mandíbula perfurante de Arthropoda, mas com transparên-
cia hialina; essas escamas ocorrem em todas as partes do corpo em que haja
pele colorida, isto é, nas partes ventrais do corpo estão ausentes, exceto para
trás dos orifícios viscerais. Ao longo da porção superior do dorso, próximo à
base das aletas dorsais, há conjuntos dessas carünculas espinhosas, aumentando
sua frequência em direção à região cefálica. Há tentáculos de cor mais escura,
filiformes, como chicotes voltados para trás, que estão junto a poros mucosos;
esses tentáculos ocorrem espaçadamente, aumentando para a parte superior
dorsal, só aparecendo onde há escamas espinhosas, inclusive sobre os raios
dorsais atrofiados; nestes, esses tentáculos dispõem-se aos pares, especialmente
no ápice de cada raio. O presente exemplar foi capturado vivo e fixado logo
após, conservando-se em álcool e formol misturados, a fim de manter a peça
hidratada para exame das delicadas estruturas moles. (Figuras 2-5).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976 »
42 LEMA,T.de
Subordem ACANTHOPTERYGII
Ordem PERCIFORMES
Família CARANGIDAE
2. Alectis ciliaris(BLOCH, 1788)
MIRANDA RIBEIRO (1915) registrou-a para a ‘‘Bahia’’, não mais tendo
sido mencionada para a fauna do Brasil (FOWLER (1942) näo a citou em sua
lista). ;
Nomes vulgares: ‘“Galo-de-penacho’’ (regional); ““aracanguira”” (SAN-
TOS, 1952); ''Galo-fita””, ''abacataia””, ''Aleto””, “Peixe-galo””, * Peixe-galo
do Brasil”, “Galo do Brasil”, ‘“Threadfin’’ (autores).
MATERIAL EXAMINADO:
— 2.1. MCN 2267 — SC: Garopaba; setembro de 1973; arrastão. Coloração
branco-azulada, metálica, como os “galos” em geral. DI: VI; DII: XIX, sendo
o primeiro mais curto, reforçado e pontudo; o segundo é extremamente
alongado em filamento o qual se estende além da aleta caudal; o terceiro até o
sétimo, são alongados e juntos com o segundo; oitavo a décimo-nono são
curtos, espaçados e espinhosos, unidos por membrana baixa; C: 34; P: 18/
15 +N; V:9/9; A: XVI. Medidas — cabeça: 30, tronco: 40, cauda: 32, total:
102, altura maior: 66, filamento maior dorsal: 120, filamento maior ventral:
130. (Figura 6).
— 2.2. MCN 2270 — SC: ER novembro de 1973; pesca submarina.
Jovem. Mesma coloração que a do exemplar anterior. DI: 6, DII: 18, C: 38; P:
18/ 16 +N; V: 7/8; A: 17. Medidas — cabeça: 45, tronco: 65, cauda: 45,
total: 155, altura maior: 95, filamento dorsal maior: 225 (aproximadamente),
filamento ventral maior: 160 (aproximadamente). (Figura 7).
Família CHAETODONTIDAE
3. Chaetodon striatum LINNAEUS, 1758
O primeiro registro para o Brasil é de CASTELNAU (1855) para “Bahia”.
KNER (1865) registrou-a para o Rio de Janeiro. GILBERT (1900) para Per-
nambuco. FOWLER (1942) e NOMURA & MENEZES (1964) repetem essas
ocorrências, mas afirmam: “ocorre da Bahia para o Rio de Janeiro”, apesar de
não ter sido registrada nas regiões intermediárias.
Nomes vulgares: “'Pintado'””, ““pintado-de-mar””, mais raramente
“Borboleta” (regionais); “Borboleta”, “freire” (SANTOS, 1952).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais...
MATERIAL EXAMINADO:
— 3.1. MCN 2271 — SC: Garopaba; setembro de 1973; arrastão. Jovem.
Coloração creme com estrias contrastantes, margens das aletas escurecidas de
preto. DI: XIV, fortes; DII: 21, recobertas por escamas; C: 22 (3/3 curtos e
laterais); P: 14/14; V: 7/7; A: Il fortes + 19. Medidas — cabeça: 28, tronco:
28, cauda: 50 (aproximadamente), total: 106 (aproximadamente), altura
maior: 60 (aproximadamente) — a caudal está com as extremidades dos raios
um pouco quebradas.
A coloração dessa espécie é notável, como a de todas as outras espécies
dessa família. Através do depoimento de diversos pescadores experientes da
região de coleta, essa espécie apresenta colorido variável. No presente exemplar
há 5 faixas negras verticais, irregulares, diferentes entre sí, sendo que a pri-
meira passa sobre os olhos, a segunda passa no meio do tronco e inclina-se para
trás, a quarta fusiona-se dorsalmente com a terceira, enegrecendo o dorso e a
aleta dorsal, atingindo ainda a parte superior do pedúnculo caudal; a quinta
passa no meio da caudal, estando bem delimitada posteriormente. A cor das
aletas apresenta-se dorsalmente, do segundo ao quarto espinhos, enegrecidos
pela segunda faixa; a segunda dorsal é negra na base, pois convergem para elaa
terceira e a quarta faixas verticais; as extremidades são de cor creme; as peitorais
e as pélvicas são negras; a anal possui mancha negra na base dos espinhos, que
se continua pelos raios brandos, ficando as extremidades dos mesmos de cor
creme — essa mancha parece ser a continuação da quinta faixa vertical que
cruza pela caudal, apresentando sua margem posterior angulosa. (Figura 8).
Família POMACENTRIDAE
4. Abudefduf saxatilis (LINNAEUS, 1758)
Indicada para o Brasil pela primeira vez por MARCGRAVE (16448) com o
nome de ““Jaguacaguaré””. No célebre catálogo de GUNTHER (1862) é citado
um exemplar da ‘‘'Bahia’’. MIRANDA RIBEIRO (1915) apontou-a desde a
Flórida (E.U.A.) até o Uruguai, sem indicar localidades nem exemplares.
FOWLER (1942) não a mencionou em sua lista, mas registrou-a posteriormen-
te (1951) para o Rio de Janeiro. Os demais autores repetem a indicação de
MIRANDA RIBEIRO, somente. Não foi encontrada qualquer outra indicação
para o Brasil, nem Uruguai.
Nomes vulgares: ‘‘Carä-pintado’’, ‘‘Carä-do-mar’’ (regionais);
“Querequere (SANTOS, 1052) Cará!s * “Cará-do-mar”, “Saber”,
“Camiseta”, ““Camisa-de-meia””, “Tinhuma”, ‘‘Bandede sergeant major”
“Peixe-sargento” (autores).
MATERIAL EXAMINADO:
— 4.1. MCN 2268 — SC: Garopaba; outubro de 1973; arrastão. Jovem.
Coloração cinza-esverdeada, com 6 faixas pretas transversais que se estreitam
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
44 LEMA,T. de
para o ventre; aletas escurecidas; região supracefálica preta, clareando gra-
dativamente para os lados e inferiormente. DI: XIII unida com a DII: 12; C:
17; P: 18/18; V: 1 + 8/1 + 8; A: Il + 13. Medidas — cabeça: 23, tronco:
80, cauda: 57, total: 160, altura maior: 62 (aproximadamente). (Figura 9).
— 4.2. MCP 2893 — SC: Florianópolis. Jovem. DI: XIII; DIII: 13; C: 17; P:
17/17; V: 1 + 5/1 + 5; A: II + 12. Medidas: cabeça: 33, tronco: 65; cauda:
52, total: 148, altura maior: 63.
— 4.3. MCP 2894 — SC: Florianópolis. Jovem. DI: XIII; DI: 13; C: 17; P:
17115 + N: V:I + 5/1 + 5; A:II + 13: Medidas — cabeça: 30, 110nc0363%
cauda: 52, total: 145, altura maior: 60.
— 4.4. MCP 2895 — SC: Florianöpolis. Jovem. DI: XIII; DII: 14; C: 17: P:
16/16; V:I + 6/1 + 6; A: II + 12. Medidas — cabeça: 32; tronco: 62; cauda:
50; total: 141, altura maior: 62.
* 4,5. MCP 6778 — SC: Porto Belo. Adulto. DI: XII; DII: 13;:C: 17; P:
17/17: Ve 245/1405: AvIL> 12Medidas = cabeça: 42: tronco: 80: cauda:
65: total: 187; altura maior: 86.
— 4.6. MCP 6779 — SC: Porto Alegre. Adulto. DI: XIV; DII: 13; C: 17; P:
17/17: V:1 + 5/1. + 5; A: II + 12. Medidas — cabeça: 38; tronco: 90: cauda:
57; total: 185; altura maior: 80.
Os exemplares MCP 2893 a MCP 2895, e MCP 6778 e MCP 6779, foram
capturados em pesca submarina.
A variação de colorido apresentada não é digna de nota, tomando-se o
exemplar MCN 2268 como padrão, o qual apresenta a cabeça escurecida
dorsalmente, aletas escuras, principalmente as pélvicas e a anal. As faixas
transversais são mais largas no dorso, estreitando-se para o ventre; o exemplar
MCP 6776 possuí 5 faixas, sendo a primeira pouco nítida e passando sobre o
opérculo, da segunda até a quarta são nítidas, sendo que a segunda passa atrás
do peitorab, a terceira passa atrás do meio do tronco, a quarta passa na preanal
e a quinta é pouco nítida e passa sobre o pedúnculo caudal. O exemplar MCP
6779 é semelhante ao MCP 6778, mas a quinta faixa é conspícua.
Às escamas seguem para cima do dorso do animal, revestindo o Pterígeo,
e dispõem-se em séries verticais regulares entre os raios, chegando a atingir até
mais da metade da altura da aleta.
Ordem PLEURONECTIFORMES
Família SOLEIDAE
5. Gymnachirus nudusK AUP, 1858
Espécie descrita de um exemplar da “'Bahia””, que é a localidade tipo.
MIRANDA RIBEIRO (1904) descreveu a espécie Gymnachtrus zebrinus,
baseada em exemplares de “Ilha Rasa”” e “Ponta de Guaratiba’’, ambas no
Estado do Rio de Janeiro, a qual foi sinonimizada com esta. Mais tarde (1915)
esse autor citou exemplares da Bahia (deve ser referência ao tipo) e de Rio de
Janeiro, repetindo também, as procedências de G. zebrinus, considerando-a
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 45
válida. NORMAN (1931) registrou-a para o Rio de Janeiro. BARCELLOS
(1962) apontou-a para o Rio Grande do Sul, provavelmente baseando-se em
material descarregado de navios pesqueiros que aportam na cidade de Rio
Grande (RS). MENEZES (1969, 1971) registrou-a para a plataforma continen-
tal do RS. DAWSON (1964) fez uma revisão do gênero, mas apenas examinou
exemplares capturados nas costas dos E.U.A.
Nomes vulgares: “Linguado”, ''Zebra””, (regionais); ‘‘Linguado-zebra’’
(autores).
MATERIAL EXAMINADO:
— 5.1. MCN 2266 — SC: Garopaba; agosto de 1973; arrastão. Adulto.
Coloração pardo-clara, tendendo ao branco, com estrias negras paralelas
transversais. D: 59; P: 2/0; V: 5/0; A: 44; C: 15 (1/1 laterais, muito curtas).
Medidas — cabeça: 30, tronco: 92, cauda: 33; total: 155 (extremidades dos
raios quebradas), altura maior: 103.
O número de faixas verticais é de 16 inteiras e 17 no total, situando-se 9
inteiras e 1 apenas ventral no tronco, 4 na cabeça encurvadas para diante e de
situação ventral, 3 na cauda, sendo a última mais larga e tarjando a extre-
midade do animal. As extremidades dos raios dorsais, ventrais e anais são
escurecidas pelas faixas verticais; essas faixas são de largura -igual a cada
interespaço de cor creme entre elas, de um modo geral, possuindo cerca de 6
mm de largura; no meio do tronco os interespaços são levemente estreitos (6 : 5
mm). Na cabeça nota-se uma mancha preta no vértice anterior, parecendo ser
uma estria paralela às demais, mas vestigial; caso seja considerado assim,
haveriam 5 estrias cefálicas, e o total de estrias verticais de todo o animal seria
18. (Figura 10).
Comparando-se o presente exemplar com os descritos e/ou figurados
pelos autores, notou-se; primeiramente a presença de 2 aletas peitorais ves-
tigiais no lado direito, como na espécie G. zebrinus MIRANDA RIBEIRO. Nos
58 exemplares estudados por DAWSON (1964), todos procedentes do
Atlântico norte, há uma variação de colorido diversa da dos exemplares da
costa brasileira. O exemplar ilustrado por MIRANDA RIBEIRO (1915) mostra
faixas negras muito largas, variação essa não notada por DAWSON, pois em
nenhuma das variações analisadas por esse autor, ocorrem interespaços tão
estreitos. Também o número de raios da dorsal, que vai de 51 a 61 no material
de MIRANDA RIBEIRO e também no nosso, nos de DAWSON vai de 62 a 69;
o mesmo se pode dizer da anal, que, no material de MIRANDA RIBEIRO e
nesse, vai de 42 a 49, e no de DAWSON vai de 44 a 50, se bem que menos
notável.
Apesar de pouco material examinado do Atlântico sul, a rigor apenas um
exemplar em mãos, os demais pela bibliografia, parece-nos haver diferenças
entre o material visto em maior quantidade do Atlântico norte. Os exemplares
das costas dos E.U.A. e das Antilhas parecem pertencer a uma raça geográfica
diversa, afim ao tipo da espécie, enquanto que os exemplares das costas do
IHERINGIA. Sér. Zool.. Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
46 LEMA,T.de
Brasil parecem pertencer a outra, afim ao tipo de G. zebrinus MIRANDA
RIBEIRO. Apontamos, portanto, e previamente, duas subespécies, que
precisam ser confirmadas mediante exame de mais exemplares e de outras
localidades da costa brasileira:
a. Gymnachirus nudus nudus KAUP, 1858 — Localidade-tipo: Bahia.
Distribuição: da Bahia para os E.U.A.
b. Gymnachirus nudus zebrinus (MIRANDA RIBEIRO, 1904) —
Localidade-tipo: Rio de Janeiro. Distribuição: do Rio de Janeiro para o Rio
Grande do Sul.
Quanto ao material de BARCELLOS (1962) e de MENEZES (1969, 1971)
não é possível enquadrá-lo aqui, uma vez que esses autores não apresentam
dados, nem figuras.
REGIÃO DE COLETA
Garopaba situa-se um pouco ao sul de paralelo de 28º L.S., distante 91
km de Florianópolis para o sul, pela rodovia BR-101. A região possui algumas
elevações baixas e uma montanha junto ao mar, sendo a altitude média de 2
m. Os exemplares foram coletados em pequena baia (Baia de Garopaba), que
apresenta uma praia estreita, cercada por terras elevadas sobre o nível do mar e
cobertas de vegetação rasteira. Outrora a zona era ocupada por densa mata.
Dessa mata restam manchas sobre a montanha citada, ao lado direito da baia.
De cada lado dessa baia, há uma ponta de terra elevada com rochedos que
penetram dentro do mar formando paredões, cuja parte imersa varia de 4a 6
m, condicionando fauna tropical. Há pequenas ilhas na, entrada da baia,
cercada de Madreporaria, onde viu-se exuberante fauna de peixes e inverte-
brados. Algumas amostras de Crustacea (Decapoda) foram enviadas ao Dr.
Ludwig Buckup da Universidade Federal do RS, e outros estão em estudo. A
baia apresenta pouca profundidade e as águas são muito quietas. Nos paredões
mediu-se desde 3 até 6 m de profundidade, mas, indo em direção às ilhas,
aprofunda-se rapidamente. Essa baia está sendo poluída por uma vila de
pescadores aí existentes e pelo número crescente de campistas. Por outro lado,
o acréscimo de matéria orgânica de origem animal atrai muito pescado, jus-
tificando-se a riqueza pesqueira dessa baía o que motivou a formação da citada
colônia. Entre os peixes tipicamente tropicais aí encontrados e analisados neste
trabalho, encontrou-se também, diversas espécies de Pleuronectiformes,
Anisotremus sp., Bomacanthus sp., Promicrops sp., Ebinebhelus spp., etc. O
clima da região é ameno, tendente a quente, raramente fazendo frio, notando-
se riqueza de espécies vegetais tropicais, muitas das quais estão sendo estu-
dadas pela equipe da Cadeira de Botânica da Pontifícia Universidade Católica
do RS.
Florianópolis situa-se mais ao N de Garopaba, ocupando uma área no
continente e outra na Ilha de Santa Catarina — entre essas duas partes o mar
foi chamado de Estreito, nomeando-se a parte N de Baia Norte, e a S de Baia
Sul. No Estreito há grande quantidade de Penaeidae, sendo intensa a pesca dos
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 47
mesmos; daí procedem vários exemplares de Abudefduf saxatilis (L.) exa-
minados, como muitos outros não colecionados.
Porto Belo e Perequê são duas baias semelhantes à de Garopaba, distando
cerca de 60 km de Florianópolis, pela rodovia BR-110, para o N. frente à baia
de Porto Belo há uma pequena ilha, elevada, coberta de mata densa. No lado
oriental, frente ao mar aberto, há paredões de até 10 m de profundidade, e aí a
fauna é muito rica.
Enquanto que Garopaba situa-se um pouco ao sul do paralelo 28º L.S.,
Florianópolis fica aproximadamente entre os paralelos 27º e 28º L.S., e Porto
Belo-Perequê fica do sul do paralelo 27º L.S.
CONCLUSÕES
Antennarius scaber (CUVIER) é registrada pela segunda vez para a faun::
do Brasil. Alectis ciliaris (BLOCH) é registrada também pela segunda vez paia
o Brasil e Atlântico Sul. Chaetodon striatum L. parece ser mais frequente que
as espécies anteriores e com distribuição bastante ampla. Abudefduf saxatılıs
(L.) é citada como ocorrendo desde a Flórida até o Uruguai, mas não há regis-
tros para o Atlântico Sul além do Rio de Janeiro, portanto, este é o primeiro no
extremo-sul do Brasil; não acreditamos que essa espécie ocorra na costa do RS
nem do UR, uma vez que todos os autores apontam-na como própria dos
recites de corais, em águas tropicais. Gymnachirus nudus KAUP fica com sua
distribuição completada, desde os E.U.A. até o RS. Parece ser rara na costa
brasileira e comum nas Antilhas. Os exemplares brasileiros ao sul do Rio de
Janeiro parecem representar uma subespécie, que se identifica com a espécie
G. zebrinus de MIRANDA RIBEIRO e, por isso, propõe-se uma nova subes-
pécie: Gymnachirus nudus zebrinus (MIRANDA RIBEIRO).
As ocorrências aqui documentadas são indicadoras de uma região tipi-
camente tropical ao longo da costa de Santa Catarina, cuja ictiofauna continua-
se até o Rio de Janeiro, talvez mesmo procedente daquela área pela influência
da Corrente do Brasil que chega nitidamente até esse Estado. Disso resulta um
contraste entre ictiofaunas dos Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do
Sul: no primeiro encontramos grande número de enseadas, cuja mata atinge o
mar e há elevações na praia, formando paredões, e com muitas ilhas, com
fauna tropical e sob a influência da Corrente Brasileira; no segundo vê-se a
presença dominante de praia aberta, de contorno reto em média, com fauna
platina, sob a influência da Corrente das Malvinas, sem ilhas. Outro aspecto
decorrente dos fatos expostos é o acostamento de formas oceânicas no litoral
catarinense de grande porte, enquanto que na costa sulriograndense isso não
ocorre, afastando-se para o mar alto as formas oceânicas.
Finalmente, os registros aqui feitos estão a indicar-nos a falta de coleta
maior nas costas do Brasil, que permitiram ter uma idéia aproximada da fauna
de peixes marinhos dessa parte do Atlântico.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
48 LEMA,T.d
AGRADECIMENTOS
Agradecemos de forma especial ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e
Tecnolögico do Brasil pelos auxílios e bolsas outorgados; assim também à Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado-do Rio Grande do Sul. Agradecemos a Professora Nydia Paganelli de Azevedo,
Chefe do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e ao Dr.
Tuiskon Dick, Diretor do Instituto Central de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, pela cessão de viaturas para diversas viagens de coleta. Homenageamos aqui os dedicados
acadêmicos Joaber Pereira Junior, Marcos Fábio Teixeira de Oliveira e Susana Saenger, por seu
trabalho desinteressado, dedicado e inteligente, estimulando-nos a levar avante os estudos de
peixes marinhos. Ao Professor Luiz Alberto Alves de Souza, por seu eficiente assessoramento em
grande número de viagens.
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IHERINGIA. Sér.'Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
50 LEMA,T. de
Figura 1 — MCN 2269 — Antennarius scaber (CUVIER) — Garopaba, SC.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... s1
ia e siim S Sa aan
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
52 LEMA,T. de
u
Figura 2 — MCP 7695 — Antennarius scaber (CUVIER) — Porto Belo, SC —
Vista lateral da cabeça mostrando apêndice-isca e raio dorsal revestido
de pele e com tentáculos.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 53
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
54 LEMA,T.de
Figura 3 — MCP 7695 — Antennarius scaber (CUVIER) — Porto Belo, SC. —
Aspecto dorsal de um raio dorsal com par de tentäculos.
Figura 4 — MCP 7695 — Antennartus scaber (CUVIER) — Porto Belo, SC. —
Aspecto de escama com dois espinhos.
Figura 5 — MCP 7695 — Antennarius scaber (CUVIER) — Porto Belo, SC. —
Aspecto de um grupo de espinhos.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais...
55
Fig. 5
IHERINGIA. Ser. Zool., Portö Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
56 LEMA,T.de
"E o Ee Ss sto tos
Figura 6 — MCN 2267 — Alectis ciliaris (BLOCH) — Garopaba, SC.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... $7
mm mm tt mms
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
58 LEMA,T.de
Figura 7 — MCN 2270 — Alectis ciliaris (BLOCH) — Garopaba, SC.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 59
EAN ESSA q na nd
FiQ.7
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
60 LEMA, T. de
=—=— 1.000.000 ll
Figura 8 — MCN 2271 — Chaetodon striatum L. — Garopaba, SC.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Gl
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais...
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
62 LEMA,T.de
SS
Figura 9 — MCN 2268 — Abudefduf saxatilis (L.) — Garopaba, SC.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 63
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
64 LEMA,T. de
A ss SRSBMBESgSXOESÊÃÊÇÉE:esáée.s..,
Figura 10 — MCN 2266 — Gymnachirus nudus zebrinus (MIRANDA RI-
BEIRO) — Garopaba, SC.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Ocorrência de várias espécies de peixes tropicais... 65
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):39-65, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922
(Mollusca; Veronicellidae) . *
José Willibaldo Thomé **
RESUMO
As espécies P. boraceiensis, P. gayı, P. soleiformis, P. tuberculosus e P. variegatus são redes-
critas e propostas como válidas no gênero Phy/locau/is, acrescidas de exaustiva sinonimização e sua
justificação.
Uma chave dicotômica para identificação das espécies é apresentada, testada pelo exame de
abundante material de várias Instituições científicas. Também é indicada e comentada a distri-
buição geográfica e filogenia das espécies.
ABSTRACT
The species P. boraceiensis, P. gayı, P. soleiformis, P. tuberculosus and P. variegatus are
redescribed as valid for the genus Phy/locaulis, with an exhaustive list of synonyms given and
justified for each one.
A dichotomous key for specific identification, based on careful examination of rich collections
of several institutions, is presented.
Indication and comments on the geographic distribution- and probable phylogeny of the
considered species are also given.
INTRODUÇÃO
O “'taxon” Phyllocaulis foi inicialmente proposto por COLOSI (19224)
como uma ‘'divisäo’’ ou “'sub-grupo” do “grupo” Latipes, dentro do gênero
Vaginula, tendo como representante a sua espécie nova Vaginula borelhana
COLOSI, 1921b. Como característicos do “‘sub-grupo’’ Phy/locaulis (também
grafado Phillocaulıs) menciona que possuem sola larga, tanto quanto o hi-
ponoto ou um pouco mais; que as margens laterais estão gradativamente
afiladas para as duas extremidades e que o pênis está acompanhado de uma
lâmina ou espata. Considera também que as formas com espata no pênis
seriam mais evoluídas do, que as sem espata no pênis, dentro do “grupo”
Latipes e que o ‘‘subgrupo’’ Phyllocaulis é próprio das Américas.
Pouco depois HOFFMANN (1925) propõe o gênero Phyllocaulus como
um “'taxon” da subfamília Vaginulinae, pertencente à família Vaginulidae.
Não designa espécie-tipo, mas descreve o novo gênero como segue: 1) noto
marrom-cinzento ou marrom-avermelhado, com pontuações próximas, dis-
tribuídas em 3 áreas longitudinais de quase igual largura e separadas por duas
linhas mais claras; 2) poro genital feminino muito próximo ao sulco pedioso e
anterior à metade do comprimento; 3) alça intestinal anterior, atrás do pri-
* Aceito para publicação em 12/01/76. Parte final da tese defendida em Concurso à Livre-Docência de Zoologia,
realizado de 9:a 11.12.74, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A parte inicial foi publicada
em Iheringia, zool., n.º 49. Contribuição FZB n.º 011.
* Do Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul e Professor Titular de Zoologia da
PUCRGS.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
68 THOME, J.W.
meiro lóbulo da glândula digestiva; 4) pênis cilíndrico, com abertura terminal
e com espata; 5) glândula penial com papila muito pequena, cônica e com
numerosos e longos túbulos. Acrescenta que a distribuição geográfica se res-
tringe a América do Sul, citando como regiões de ocorrência Argentina, Brasil
e Chile.
Ainda no mesmo ano GRIMPE & HOFFMANN (1925b) mencionam em
rodapé o conhecimento do trabalho de COLOSI (19224), no qual este estaria
continuando o empreendimento de SIMROTH (1914), na tentativa de agrupar
as espécies sulamericanas. Citam a divisão proposta por COLOSI (19224) sem
comentários.
Na mesma data BAKER (19254), criticando trabalhos de GRIMPE &
HOFFMANN da época, relaciona uma série de nomes com valor taxonômico
de gênero para a Família Veronicellidae, fixando as respectivas espécies-tipo.
Inclui aí Phy/locaulis COLOSI, 19224, propondo como espécie-tipo Vaginula
borelliana COLOSI, 1921b, procedente de Tucumán, Argentina, e como
sinônimo cita Phyllocaulus HOFFMANN, 1925, para o qual escolhe também
como espécie-tipo Vaginula borelliana COLOSI, 1921b. Alega a precedência
do ‘‘taxon’’ proposto por COLOSI. Nenhuma descrição ou redescrição acom-
panha a proposição de BAKER (19254). HOFFMANN (1927b) aceita a pro-
posição de BAKER (19254), colocando Phyllocaulus na sinonímia de Phz-
locaulis sem comentários. No mesmo trabalho (HOFFMANN, 1927b) ao
comentar a identificação de lotes como Phyllocaulis solea, afirma que um
espécime muito jovem pertenceria com segurança ao gênero Phyllocaulis
“visto o poro genital feminino estar localizado marcadamente anterior à
metade do comprimento do anımal’’, o que sabe-se hoje, não é característico
válido. O “'taxon” Phyllocaulus é ainda empregado por THIELE (1927), como
nome de “grupo”, sem qualquer justificativa.
A partir desta data o “'taxon”” Phyllocaulis é utilizada ora como gênero,
ora como subgênero ou então como ''secção”” (BAKER, 1928; THIELE,
1929/1935; NEAVE, 1940a; FORCART, 1953, 1969; THOME, 1965, 1968;
DUPOUY, 19664).
Assim, THIELE (1929/1935) utiliza o “'taxon”” como secção no sub-
gênero Vaginula s.s. do mesmo gênero, mencionando como característico
único ser o pênis cilíndrico ou comprimido, nascendo de uma folha (espata)
localizada sob o mesmo. Esta classificação é aceita por DUPOY (1966a) sem
comentários. THOME (1965, 1968, 1972b) utiliza o ‘‘taxon’’ como gênero,
também sem justificação. FORCART (1969) propõe Phy/locaulis como sub-
gênero de Vaginulus, utilizando uma chave dicotömica com os seguintes
característicos: 1. reto e vagina penetram juntos no tegumento do corpo; 2.
pênis com espata.
No presente trabalho proponho, com valor específico para a identificação
de espécies: forma da glândula pediosa; forma do pênis; aspecto da glândula
penial; forma e disposição dos órgãos junto ao poro genital feminino. Estes
característicos, empregados para o gênero Phy//ocaulis, mostraram-se constan-
tes. Destaco aqui o característico: “forma da glândula pediosa’’, cuja utili-
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phy/locaulis COLOSI, 1922... 69
zação é, pela primeira vez, sistematizada. A forma do pênis, tão utilizada por
autores anteriores, mostra-se realmente muito constante a nível específico, mas
varia consideravelmente a nível acima do grupo-espécie, o que contradiz as
opiniões, especialmente de HOFFMANN (1925), e de SIMROTH (1913,
1914), que utilizaram com exclusividade este característico para a organização
de grupos ou categorias supraespecíficos.
A disposição dos nervos pediosos mostrou-se muito variável, podendo por
vezes ser utilizado como indicação auxiliar na identificação das espécies.
Finalmente, a disposição da alça anterior do intestino em relação ao ló-
bulo anterior da glândula digestiva não u u variação nas espécies
americanas.
O material examinado pertence aos seguintes Museus e Institutos:
“Museu de Ciências Naturais”, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do
Sul, Porto Alegre, RS (MCN); “Museu de Zoologia da Universidade de São
Paulo’’, São Paulo, SP (MZUSP); “Museu Nacional”, Rio de Janeiro, GB
(MNRJ); ‘Museo Nacional de Historia Natural’, Montevideo, Uruguai
(MNHNU); “Universidade Nacional”, Montevideo, Uruguai (UMU);
“Senckenberg-Museum"”, Frankfurt, República Federal da Alemanha (SMF);
“British Museum (Natural History)”, Londres, Inglaterra (BMNH); “Muséum
National d’Histoire Naturelle’’, Paris, França (MNHNP); ““Zoologisches
Museum, Humboldt Universitaet’’, Berlim, República Democrática Alemã
(ZMHUB); '“'Zoologisches Museum, Universitaet Hamburg”, Hamburgo,
República Federal da Alemanha (ZMUH); “Instituto de Zoologia Agrícola”,
Faculdad de Agronomia, Universidad Central de Venezuela, Maracay,
Venezuela (IZAV).
CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES
Me Penisitotalmente!liso 13 ne aa 2
— Pênis com espinhos ou tubérculos, ou ao menos
com as bordas da espata serrilhadas ............. 3
2. — Pênis com espata estreita, laminar, maior ou menor
que a glande; glândula pediosa estreita, muito
longa, dobrada na sua metade distal, e esta re-
dopradarou'serpenteanto a P.soleiformis
-— Pênis com espata larga, foliäcea, que nr total
ou parcialmente a glande; glândula pediosa larga,
curta, reta ou levemente voltada para a direita no
SEULELCOLA STASI ENG 0. P.gayı
3. — Pênis com espata delgada, alargada, quase circular,
cuja superfície interna é espinhosa; a espata envolve
apequenyelandeeilindiica mi ra ns P. boraceiensis
— Pênis com espata laminar, mais ou menos carnosa;
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
70 THOME,J.W.
glande achatada contra a espata, mas nunca
envolvida pela mesma; superficie da espata, em
contatorcom a slande lisas an re. ee 4
4. — Pênis com espata de superfícies lisas, em geral com
as bordas serrilhadas; glândula penial com menos
dedo tabus 008 Elan la ui ee aa eee P.variegatus
— Pênis com espata de bordas serrilhadas e a super-
fície lateral à glande com espinhos e ou tubérculos;
glândula penial com mais de 40 túbulos ......... P.tuberculosus
REDESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES.
Phyllocaulis boraceiensis THOME, 1972
Phyllocaulis boraceiensis THOME, 1972b: 59-68, 8 f.;
Vaginula solea COIFMANN, 1938: 163-165, non ORBIGNY, 1838.
— Holótipo: MZUSP n.º 18507, (THOME, 1972b).
— ““Tocus typicus’’: Santo Amaro, Sao Paulo, Brasil (THOME, 1972b).
— Redescrição: Noto de cor marrom-avermelhada, com grande número de
pequenas pontuações escuras distribuídas sem regularidade por toda a super-
fície. Glândula pediosa com um estreitamento súbito logo após a abertura,
alongando-se com largura uniforme e com a ponta afilada; o terço terminal
está dobrado para a direita e é algo sinuoso. Espermateca com cabeçote des-
tacado por leve constricção, bem junto ao canal; ducto de ligação penetra
terminalmente no cabeçote. Glândula penial possui de 20 a 45 túbulos. Penis
constituído de glande cilíndrica, pequena, que apresenta a face espinhosa
voltada para a espata e uma espata delgada, alargada, quase circular, com as
margens denteadas e a superfície interna, junto à glande, recoberta de espi-
nhos, distribuídos uniformemente; a glande nasce na região basal da espata, é
mais curta e acha-se totalmente envolvida pela mesma.
— Distribuição: Brasil: desde Minas Gerais no norte, à Santa Catarina no sul,
ao longo de larga faixa do litoral. É significativo observar, que ainda não há
ocorrência registrada para o Rio de Janeiro e Paraná.
— Lotes examinados:
MCN, 19 ex., n.º 3195, Blumenau, SC; C. Goffergé, leg; verão de 1971/72. — 2 ex., 3262,
Cidade Universitária do Butantã, São Paulo, SP; Prof. Dr. José L.M. Leme, leg e ded;
07.V11.972; (mortos em 08.1.073). — 2 ex., 3263, nascidos no MCN em 23-29.VIII.972:
(mortos em 05.1.973 — caixa n.º 4) — 8 ex., 3264, nascidos no MCN em 20-23.X.972; (mortos
em 05.1.973 — caixa n.º 4). — 3352, Estação Biológica de Boraceia, Salesópolis, SP; E.X.
Rabello, leg; 13.1V.967. — 2 ex., 3353, Rio Grande, SP; M. Wickert, leg; -. 1.902; (ex-col.
MZUSP). — 3354, Cidade Universitária, São Paulo, SP; R.L. de Castro, leg; -. VI.970; (ex-
col. MZUSP). — 3357, Cidade Universitária, São Paulo, SP; Rodrigo L. de Castro, leg: -.
VI.970; (ex-col. MZUSP). — 3405, Juiz de Fora, MG; (21°45’35’’S — 43°20’50’’W, alt.
679m); Sgto. Osmar D. Ziegler, leg; - V.971; (no parque junto ao Hospital Geral do Exér-
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922... 71
cito, 4.2 Região Militar — ex-col. Departamento de Zoologia, UFJF). — 2 ex., 3760, Museu de
Zoologia, U.S.P., São Paulo, SP; Leme, ded; 14.V.973; (mortos em -. 11.974).
a n.º 15359b, Ilha dos Búzios, SP; Expedição Departamento Zoologia, leg; -. X.963. —
15949, Rio Grande da Serra, SP; F. Guenther, leg; 1906. — 15950, Estação Raiz da Serra, SP:
E. Garbe, leg; -. 1.907. — 15952b, Estação Raiz da Serra, SP; Luederwaldt, leg; 20.V.908. —
15954, Piassaguera, SP; Vanzolini & Tomasi, Leg; 1955. — 15956, Serra da Cantareira, SP: M
Beron, leg; 13.X11.902. — 15957, Serra da Cantareira, SP; Luederwaldt, leg; 23.111.907. —
15958, Serra da Cantareira, SP; Ihering, leg; —.V1.913. — 15979, Colônia Hansa, Joinvile,
SC: W. Ershesdt, leg; 1903. — 18507, km 48 da estrada para Engenheiro Marcilac, sub-
município de Santo Amaro, SP; Leme & Biasi, leg; 09.111.967 (holótipo). — 18508, sem
procedência precisa, São Paulo. — 18509, Cidade Universitária, São Paulo, SP; Rodrigo L. de
Castro, leg; —.V1.970.
— Discussão: A espécie surpreendentemente só foi descrita muito recente-
mente, apesar de ter característicos diferenciais, em relação às que lhe são
próximas (Phyllocaulis variegatus e P.tuberculosus), bem acentuadas, mesmo
já no colorido externo. Além disto é a espécie que apresenta os maiores
espécimes registrados até hoje para a família inteira e sua ocorrência se distribui
em área geográfica já intensamente examinada sob o aspecto malacológico. Isto
demonstra que a riqueza de nossa fauna em relação aos Veronicellidae ainda
deverá apresentar outras surpresas, visto que, em relação às demais famílias de
moluscos terrestres, espécimes de Veronicellidae tem sido muito pouco co-
letados, o que se demonstra pelas pequenas coleções que encontramos nos
Museus. Consegüentemente também a família é pouco conhecida e necessita
ainda de estudos acurados. A deficiente caracterização das espécies descritas
ressalta do fato de COIFMANN (1938) ter tido em mãos espécimes da presen-
"te espécie e os identificado erradamente com V.so/ea, nome este, aliás, que
além de mal empregado tem provocado grandes confusões na identificação de
Veronicelídeos, conforme destacamos mais adiante.
Vaginula solea COIFMANN, 1938 non ORBIGNY, 1838 se identifica
com P.boraceiensis já pelo “habitus” detalhadamente descrito, segundo
informações manuscritas de MORRETES e publicadas no trabalho de COIF-
MANN (1938), bem como pela descrição que esta fez do pênis dos espécimes
que tinha em mãos.
Phyllocaulis gayi (FISCHER, 1871)
Vaginula gayi FISCHER, 1871: 172, 174; — 1872: 145; — 1875: 54; — 1887: 259; — FISCHER &
CROSSE, 1870/1902, v. 1:681, v. 2:727; — SEMPER, 1885: 294-295, est. 26, f. 4; —
HEYNEMANN, 1885a: 7; — 1885b: 281, 328; — 1906: 71; — PLATE, 1897: 119, 127-136,
f. 2-5; — SARASIN & SARASIN, 1899: 89, 92, 96; — KELLER, 1902: 607-642 est. 18, f. 1-
16; — SIMROTH, 1914: 275, 289-291, 306, 313; — COLOSI, 1922a: 477-478, 485; —
GRIMPE & HOFFMANN, 1925b: 362; — THOME, 1971: 27-29, f. 1-3, 18, est. 1, f. 4-6;
Vaginula maillardi FISCHER, 1871: 154-155; — 1872: 144-145; — 1875: 53; — FISCHER &
CROSSE, 1870/1902, v. 1: 681, v. 2: 727; — HEYNEMANN, 1906: 69: — THOME, 1971:
30-32, f. 4-6, 9, est. 2, f. 10-12; ;
Vaginula decipiens SEMPER, 1885: 295-296, est. 25, f. 3: — HEYNEMANN, 1906: 71; —
SIMROTH, 1914: 290; — COLOSI, 1922a: 477-478, 485; — FORCART, 1952: 178;
— THOME, 1972a: 248-250, f. 18-20, 62, 100-102;
Vaginula strebelii (sic) SEMPER, 1885 n.n. em rodapé da legenda da est. 26, f. 7 pro: Vaginulus
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
72 THOME, J.W.
Sri ui,
mexicanus SEMPER, 1885: 293-294, non STREBEL & PFEFFER, 1882; — SIMROTH, 1914:
291;
Vaginula.nigra HEYNEMANN, 1885a: 7, est. 1, f. 4-5; — 1885b: 281, 328: — 1906: 71; —
SIMROTH, 1897a: 4; — 1914: 289; — COLOSI, 1922a: 477, 479, 485; — FORCART, 1952:
178-179; — THOMÉ, MS.a;
Vaginula adspersa HEY NEMANN, 1885b: 282, 327; — 1906: 71; — SIMROTH, 1914: 289-291.
est. .12; f. 23-28; — COLOSI, 19224: 477, 483, 485; — FORCART, 1952: 178; — THOME,
1969b: 331-334. f. 1-4, 37-38, est. 6, f. 1-3;
Vaginula chilensis SIMROTH, 1893b: 86; — 1893a: 71-72; — HEYNEMANN, 1906: 71; —
COLOSI, 19224: 477-478, 485; — FORCART, 1952: 178-179;
Veronicella maillardi, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 194, 216;
Veronicella gayi, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 195, 221;
Veronicella strebetii [sic], — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 194; — COCKERELL, pp
142;
Veronicella nigra, — COCKERELL & COLLINGE, 1893:.195, 221; — COCKERELL & LARKIN,
1894a: 24; — 1894b: 60; — COLLINGE, 1897: 43;
Veronicella adspersa, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 195; — COCKERELL, 1895: 142;
Veronicella chilensis, — COCKERELL & COLLINGE; 1893: 195;
Veronicella decipiens, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 195; — COCKERELL, 1895: 142;
Veronicella fusca COLLINGE, 1897: 43, non HEYNEMANN, 1885a;
Vagınula strebeli [corr.], — HEY NEMANN, 1906: 70; — SIMROTH, 1914: 292;
Vaginula stroebeli[sic]), — COLOSI, 1922a: 490;
Phyllocaulus gayi, — HOFFMANN, 1925: 21, 27-29, 35, 38, 42, 49-51, 56, 61, 64-65, 169-171,
174, 217, 244-245, 263, 265, 272, 276, 287, 290, 292-293, 339, 364, 372; est. 6. f.
SE (penis): — 1927a: 221; .
Phyllocaulus niger, — HOFFMANN, 1925: 170, 244, 365;
Phyllocaulus adspersus, — HOFFMANN, 1925: 171, 244;
Phyllocaulus chilensis, — HOFFMANN, 1925: 169-170, 244, 364;
Phyllocaulus decipiens, — HOFFMANN, 1925: 170, 244, 364; — HOFFMANN, 1927a: 221;
Phyllocaulus strebeli, — HOFFMANN, 1925: 170, 244, 366; — 1927a: 221;
Vaginulus (Phyllocaulis) gay, — BAKER, :1925b: 160, 182-183; — FORCART, 1952: 176-179;
Vaginulus (Phyllocaulıs) decipiens, — BAKER, 1925b: 160, 182;
Vaginulus (Phyllocaulis) strebelii [sic], — BAKER, 1925b: 160, 182-183;
Phyllocaulıs gayı, — HOFFMANN, 1928: 244, 248, 250; — 1935: 213-215.
— Lectötipo: MNHNP s/n.º, (FORCART, 1952 e THOME, 1971).
— ““Locus typicus’': Valdivia, Chile (THOMÉ, 1971).
— Redescrição: Noto de cor geral marrom até cinzento escuro ou quase negro;
em geral com pigmentação negra em forma de pequenos pontos muito pró-
ximos, mais ou menos densos; estes pontos às vezes denotam um arranjo em
forma de duas linhas longitudinais, pouco definidas no terço anterior, distan-
ciadas entre si de 1/3 da largura do noto. Glândula pediosa com largura
uniforme, curta, com a extremidade rombuda e por vezes levemente voltada
para a direita no seu terço distal. A espermateca em geral apresenta cabeçote,
nunca destacado por constricção, afastado do canal; o ducto de ligação penetra
na espermateca afastado do canal ou na ponta do cabeçote. A glândula penial
possuí de 20 a 35 túbulos. O pênis é constituído de glande cilindróide, alon-
gada, lisa, algo afilada para a extremidade livre, onde se abre o deferente e
uma espata foliácea, alargada, lisa, sempre mais longa que a glande; a glande
nasce da base da espata e é total ou parcialmente abraçada pela mesma.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phy/locaulis COLOSI, 1922... 16)
— Distribuição: restrita ao Chile, com uma ocorrência no México; esta pos-
sivelmente originada por introdução, pelo homem.
— Lotes examinados: -
BMNH, 2 ex., n.º 1905.4.12.1-2., Corral, Chile; comprado de W.E. Collinge, Esq.. —
1907.1.24.1., Maquechue, Temuco, Chile; R.M. Middleton, Esq.. — 4 ex., 1930.7.16.7-10.,
Lago Todos los Santos, Chile; F.W. Edwards, Esq.. — s/n.º, Chile; comprado de Cuming.
MCN, 2 ex., n.º 3638, Desagué, Leanguihue, Chile; Köpke, leg.
MNHNP, s/n.°, Chile; Gay, leg; 1837.
SMF, n.º 195449/1 — Valdivia, Chile; E. F. Kilian, leg; 3.VII.959. — 5 ex., 195492/5, Calbuco,
Chile; Schwabe, leg.
UMU, n.º 8, Proximidades da barra do rio Bueno, sul do Chile; Raul Vaz Ferreira, leg; 1946.
ZMHUB, n.º 10885, Valdivia, Chile; Wessel, leg. — 18773, Puerto Montt, Chile; Fouck, leg. —
3 ex., 39055a-b, Chile; doados por Semper; (tipos de V. decipiens). — 4 ex., 39058, Valdivia,
Chile; Müller, leg; Semper, ded. — s/n.º, Valdivia, Chile.
ZMUH, 9 ex., s/n.°, Chile; Dimel, leg. — Concepcion, Chile; C. Scheding, leg; 1907. — 3 ex.,
Valdivia, San Jose, Chile; Michaelsen, leg; 25.1V.893. — 3 ex., Corral, Chile; Scheding, leg;
1907. — Chile; Dämel, leg. — 4 ex., Corral, Chile; C. Scheding, leg; 1904. — junto ao rio
Maullin, Puerto Varas, Chile; C. Scheding, leg; 1905 (sob madeira podre). — 2 ex., Valdivia,
Estancilla, Chile; Michaelsen, leg; 09.1V.893. — 2 ex., Valdivia, Chile; (ex-Museu Godeffroy
n.° 9983). — Chile; Delfin, leg; 1896. — Puerto Montt, Llanquihiu, Chile; Frita Lan, leg;
1900. — Corral, Chile; Michaelsen, leg; doacäo de Beckdorf; (no mato, na Cordilheira lito-
ranea). — 4 ex., Ilha Teja, Valdívia, Chile; Michaelsen, leg; 1873. — 13 ex., Ilha Teja,
Valdivia, Chile; Michaelsen, leg; 11.1V.893. — Putabla, Valdivia,Chile; Michaelsen, leg;
1893. — 2 ex., Valdivia, Chile; Dr. F. Delfin, leg; -. II.903; (ex-Museo de Historia Natural
de Valparaizo). — 3 ex., Corral, Chile; C. Scheding, leg; — .1.907; (em matas, sob pedras). —
Puerto Montt, Chile; Lan, leg; 1900. — Corral, Chile; Michaelsen, leg; (na Cordilheira li-
toranea). — Coronel, Chile; Paessler, leg; 1903.
— Discussão: FISCHER (1871) descreve esta espécie, bem como V. maillardlı, .
com característicos que nada expressam e tão pouco permitem a identificação.
Apenas as diferencia pela procedência, sendo que a primeira seria proveniente
de Valdívia, no Chile e a segunda da Ilha Bourbon!
A identidade das duas espécies foi constatada por FORCART (1952) e
recentemente confirmada por THOME (1971), baseados no exame dos tipos,
sendo que a procedência da segunda deve ser devida a troca original de eti-
quetas, conforme já supôs FORCART (1952).
FISCHER (1872) confirma as descrições originais, repetindo os caracteris-
ticos das duas espécies em latim, pelas quais as mesmas não são identificáveis e
tão pouco diferenciáveis uma da outra. A seguir FISCHER (1875) e FISCHER
& CROSSE (1870/1902) citam as 2 espécies sem comentários. Também FIS-
CHER (1887) menciona V.gayz, sem comentários. As duas espécies são ainda
mencionadas nas listas de COCKERELL & COLLINGE (1893) e HEYNE.
MANN (1906), com a ocorrência original, sem comentários.
SEMPER (1885) é o primeiro a redescrever a espécie, inclusive com dados
anatômicos, permitindo a correta identificação da mesma, pois que os dados
apresentados por ele coincidem com os do tipo, conforme exposto em THOME
(1971). HEYNEMANN (1885a-b) menciona a espécie, comentando que talvez
fosse igual a sua espécie V.nigra, o que aliás ora confirmo, incluindo esta na
sinonímia de P.gayi, baseado no exame dos tipos (THOME, ms.a). PLATE
(1897) empreende o primeiro estudo detalhado da anatomia: de Veronicel-
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
74 THOME,J.W.
lidae, baseado em P.gayz, com fins filogenéticos, chegando à conclusão de que
são animais altamente diferenciados, apesar de apresentarem diversos carac-
terísticos primitivos, constituindo-se em ramo aberrante dos Estilomatóforos e
não apresentando parentesco direto com os Onquidifdeos. A errônea iden-
tificação e interpretação de estruturas, especialmente confundindo os ureteres
com um pulmão, tornam as conclusões de PLATE insubsistentes. Os SARASIN
& SARASIN (1899) apenas citam esta espécie, quando criticam alguns resul-
tados apresentados por PLATE (1897). KELLER (1902) empreende um extenso
estudo morfo-anatômico, baseado nesta espécie, examinando os diversos sis-
temas e estruturas com grande número de acertos. Contudo ainda interpreta o
ureter 4 cômo sendo o pulmão. SIMROTH (1914) apesar de mencionar logo no
início, que esta espécie é a melhor conhecida anatômicamente entre os
Veronicellidae, insiste em diferenciá-la de V. chzlens:s, atendo-se a detalhes da
morfologia, como a cor negra menos intensa em V. chilensis, o que não é
característico diagnóstico válido. A espécie de SIMROTH (Vaginula chilenses)
estou incluindo na sinonimia de P. gayz baseado nos característicos fornecidos
pelo próprio SIMROTH (1914), onde ele menciona, entre outros, o pênis (com
espata) e a penetração do reto afastado do poro genital. COLOSI (19224) e
GRIMPE & HOFFMANN (1925b) apenas citam a espécie, sendo que o pri-
meiro aduz, ser provável a identidade de V. chilensis com V. gayz, visto os
característicos diferenciais indicados serem insuficientes. BAKER (1925b)
utiliza a espécie, dando-lhe os seguintes característicos numa chave: áreas
longitudinais indistintas; pênis mais curto e cônico, com espata larga, de modo
a envolvê-lo; nervos pediosos imediatamente divergentes; com ocorrência no
Chile e no México (neste caso introduzida). Destes característicos só não é
constante o referente aos nervos pediosos. Acrescenta depois na sinonímia de
P. gayı a espécie V. decipiens, mas curiosamente exclui expressamente V.
strebeli, alegando a necessidade de maiores provas de identidade. HOFF-
MANN (1925) em sua extensa monografia dá como válida a espécie com o
nome de Phyllocaulus' gayı, redescrevendo-a extensamente dentro de seu
esquema, e apresentando a seguinte diagnose: filocaule com noto preto, ra-
ramente marrom com manchas escuras; com poro genital feminino junto ao
sulco pedioso (índice transverso 5,6) e marcadamente para diante; com pênis
curto, cilíndrico e abertura terminal e com espata de mesmo comprimento,
larga, sem papilas; com 20 a 40 túbulos longos. Acrescenta dimensões e índices
de um espécime do Museu de Goettingen e dá uma relação de ocorrências,
onde além do Chile é citado Lima, Peru e México. Da diagnose pode-se utilizar
em parte o referente a cor, ao pênis e aos túbulos. Quanto ao índice transverso,
bem como as medidas e outros índices, são inaproveitáveis, pela enorme va-
riação que apresentam. HOFFMANN inclui, justificadamente, na sinonímia
de P.gayı as seguinte espécies: P. chilensis (SIMROTH), P.riger (HEY NE-
MANN), P.decipiens (SEMPER), P.strebeli (SEMPER), P.adspersus (HEY-
NEMANN) e P./imayanus (SEMPER non LESSON), o que ora confirmo, com
exceção da última espécie, cujo material não pude encontrar e em conseguen-
cia a identificação é duvidosa. Ainda HOFFMANN (1927) reitera a validade de
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922... 75
P.gayi, incluindo na sinonímia as espécies P. decipiens e P.strebeli, estranhan-
do hesitações de BAKER (1925b) quanto a sinonimização da última. HOFF-
MANN (1928 e 1935) reitera e comenta a presença de P.gayi no Chile, afir-
mando ser o único Phy/locaulis lá ocorrente, sem nada alterar ou acrescentar
aos característicos da espécie. A referência de COLLINGE (1897) incluímos na
sinonímia em caráter de tentativa, visto que só uma espécie de Phyllocaulis
ocorre realmente no Chile e que Veronicella fusca = Potamojanuarius fuscus
(HEY NEMANN) citado por COLLINGE (1897) é devido a má identificação,
uma vez que nenhuma espécie de Potamojanuarius foi até hoje registrada para
o Chile.
Phyllocaulis soleiformis (ORBIGNY, 1835)
Vaginulus soleiformis ORBIGNY, 1835: 2; — GRATELOUP, 1855: 21; — ANCEY, 1897: 6; —
CORSI, 1900a: 412; — 1900b: 124; — BREURE, 1973: 122;
Vaginulus solea ORBIGNY, 1838 in: 1835/1846: 220-221, est. 21, f. 1-4; — BURMEISTER,
1861: 494; — MARTENS, 1868: 205; — 1895: 33; — STROBEL, 1868: 551; — 1874: 3-5;
— DOERING, 18744: 51; — 1874b: 113; — 1878: 130; — PARAVICINI, 1894: 7-8 (par-
tim ; — PILSBRY & RUSH, 1896: 78; — CORSI, 19004: 412-413; — 1900b: 124-125; —
BAKER, 1925b: 182; — SCHOUTEN, 1930: 258-259; — FELIPPONE & BARATTINI,
1938: 62-63;
Vaginulus langsdorfi MARTENS, 1868: 173-174 (partim ) non FÉRUSSAC, 1822;
Vaginula soleiformis, — FISCHER, 1871: 170, 174; — 1875: 54; — FISCHER & CROSSE,
1870/1902, v. 1: 681, v. 2: 727, — SCHADE, 1965: 213; — FERNÄNDEZ, 1973: 18,20; —
FERNÁNDEZ & CASTELLANOS, 1973: 268;
Vaginula solea, — HEY NEMANN, 1885a: 12; — 1885b: 275-276, 328 (partim ; — 1906: 71; —
SEMPER, 1885: 303, 308, 315; — FISCHER, 1887: 258; — SIMROTH, 1893a: 71; —
HOLMBERG, 1913: 164, 166, 168-169, 171, 177; — MORRETES, 1949: 129; — BARAT-
TINI, 1951: 219; — SCOTT, 1963: 1-7,f. 1-2; — STOLICZKA, 1873: 34;
Vaginula galatheae SEMPER, 1885: 302-303, est. 24, f. 7, est. 26, f. 15-16; e V. galatheae ''var.””
SEMPER, 1885: 303-304, est. 25, f. 11; — SIMROTH, 1893a: 71; — 1914: 279-280, 289,
291; — COLOSI, 1922a: 477-478, 485; — THOMÉ, 1973: 31-33, f. 1-3, 24, est. 1,f. 1-3;
Vaginula multicolor SEMPER, 1885: 308-309, est. 24, f. 12, est. 27, f. 4-5; e V. multicolor ''var.”
"SEMPER, 1885: 309; — SIMROTH, 1893a: 71; — 1914: 279, 289; — HEYNEMANN, 1906:
71; — COLOSI, 1922a: 477, 479, 484-485; — GAMBETTA, 1923: 3; — THOME, 1973: 38-
AO IZ= A Di est. 3: 16-18:
Vaginula krôyeri [sic] SEMPER, 1885: 315-316, est. 24, f. 11, est. 27, f. 16; — SIMROTH, 1893a:
qi = 1914: 279, 289: — COLOSI, 19222: 477, 478, 485; j
Veronicella solea, — COCKERELL, 1891: 219; — RUSH, 1893: 2-4; — COCKERELL & COLLIN-
GE, 1893: 194, 221;
Veronicella galatheae, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 194;
Veronicella multicolor, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 194, 221;
Veronicella kroyeri [sic], — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 195;
Vaginula galathea[|sic|, — HEYNEMANN, 1906: 71;
Vaginula galathea corrientis HEYNEMANN, 1906: 71;
Vaginula kroeyeri [corr.] — HEYNEMANN, 1906: 71; — THOME, 1973: 34-35, f. 5, est. 2, f.
7-9;
Vaginula heynemanni SIMROTH, 1914: 279, 287-289, 332, est. 11, f. 17-22; — COLOSI, 1922a:
478, 484-485, 490-491; — MORRETES, 1949: 128; — THOME, 1969b: 351-353, f. 20-22,
45, est. 10, f. 22-25; — FERNÂNDEZ, 1973: 17-18;
Vaginula borelliana COLOSI, 1921b: 156; — 1922a: 479, 481-482, 486-491; — 1927: 273-274;
— GAMBETTA, 1923: 4-5; — SCOTT, 1963: 4: — FERNÁNDEZ, 1973: 15-16; FERNÁN-
DEZ & CASTELLANOS, 1973: 268;
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
76 THOME,J.W.
Phyllocaulus tuberculosus HOFFMANN, 1925: 166, 243-244 (partim ) non MARTENS, 1868;
Phyllocaulus solea, — HOFFMANN, 1925: 51, 164-165. 166-169, 217, 241-242, 243, 262-264,
265, 272, 287, 290-291, 293, 339, 366, 372, est. 6, f. 45g1 (pênis);
Phyllocaulus galatheae, — HOFFMANN, 1925: 167-168, 241, 364 e P. galatheae ''var.””, —
HOFFMANN, 1925: 167-168;
Phyllocaulus kroveri[sic], — HOFFMANN. 1925: 167, 241, 364;
Phyllocaulus multicolor, — HOFFMANN, 1925: 167, 241, 365 e P. multicolor ''var.””, —
HOFFMANN, 1925: 167;
Phyllocaulus heynemanni, — HOFFMANN, 1925: 112, 166, 243, 364;
Phyllocaulus borellianus, — HOFFMANN, 1925: 52, 112, 168, 241, 263, 363;
Phyllocaulis borelliana, — BAKER, 1925a: 15;
Vaginula (Phyllocaulis) solea, — COLOSI, 1927: 272-274;
Phyllocaulis solea, — HOFFMANN, 1927b:-2, 29;
Vaginula (Phyllocaulis) borelliana, — THIELE, 1931 in: 1929/1935: 492;
Veronicella soleiformis, — PARODIZ, 1957: 128; — FIGUEIRAS, 1963a: 81; — 1963b: 127;
Veronicella borelliana, — PARODIZ, 1957: 128;
Vaginulus borellianus, — LANZA, 1959: 127-128; — LANZA & QUATTRINI, 1964b: 1154-
1155; — 1964c: 1321-1338; — QUATTRINI & LANZA, 1964a: 911-913; — 1964b: 1155-
1157; — 1964c: 541-553; — 1965a: 146-148; — 1965b: 3-60; — THOME, 1968: 145;
Vaginulus (Phyllocaulis) borellianus, — LANZA & QUATTRINI, 1964a: 93-141;
Phyllocaulis (= Vaginula) solea, — THOME, 1965: 205;
Phyllocaulis (= Vaginula) heynemanni, — THOME, 1965: 206.
Phyllocaulis renschi THOME, 1965: 202-209.
— Holötipo: as figuras 1-4, de ORBIGNY, 1835/1846; designação presente.
— ‘‘Locus typicus’’: Buenos Aires, Argentina; designação presente.
— Redescrição: Noto de cor marrom-claro, com forte pigmentação preta em
forma de pontos e manchas irregulares, que se distribuem por toda superfície,
permitindo contudo notar claramente duas linhas longitudinais sem pigmen-
tação preta, que delimitam uma área losangular mediana e duas áreas de
mesma largura, laterais. tendo as três áreas o mesmo colorido geral. Glândula
pediosa com largura uniforme desde o início, muito longa, dobrada em sua
metade distal pela direita para frente, serpenteante e ou redobrada.
espermateca pode ou não possuir cabeçote, quando existe não tem delimitação
por constricção e está afastado do canal; o ducto de ligação penetra subter-
minalmente no cabeçote ou diretamente na espermateca, porém sempre
afastado do canal. A glândula penial possuí de 15 a 35 túbulos. O pênis é
constituído de uma glande cilíndrica, alongada, algo afilada para a extre-
midade, lisa, com a abertura do deferente terminal e uma espata laminar,
estreita, lisa, maior ou menor que a glande; a espata aparentemente tem
origem na região proximai da glande, estando aposta a esta última, sem con-
tudo abraçá-la, podendo apresentar uma face côncava frente à mesma.
— Distribuição: Desde o Rio Grande do Sul, Brasil ao Uruguai e toda
Argentina.
— Lores examinados:
BMNH, 3 ex., n.º 1904.9.21.1-3, Camleri, S. Pollo, Pilla Noyes, Tucumán, Argentina; 100m
alt.; comprado de Mr. Rosenberg. — 1880.6.4.1, San Luiz, Mendoza, Argentina; em '“'pam-
pas” elevados; comprado de G. Gerrard Jun. — 4 ex., 1908.9.23.1-4; Tucumán, Argentina;
comprado. — 1874.10.10.1., Soriano, Uruguai; presenteado por T. Havers, Esq.
MCN, 2 ex., n.º 240, Capão do Corvo, Canoas, RS, Br; alunos da PUC, leg; 23.1V.966. — 986,
Niterói, RS; C. Araujo, leg; 20.1V.962. — 988, Cotiporä, Veranópolis, RS; C. Araujo, leg;
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922... 77
— BE IE TS SERIO TS TAS SS E TITE O
22.11.962 — 989, Morro da Polícia, Porto Alegre, RS; T. de Lema, leg; 8.X.960; J.W. Thomé,
ded. — 2 ex., 990, Petrópolis, Porto Alegre, RS; W. Santos, leg; 8.111.962. — 1009, Bairro
Medianeira, Porto Alegre, RS; Élio Corseuil, leg; 3.VIII.962. — 1067, Porto Alegre, RS; Élio
Corseuil, leg; 3.VIII.962. — 12 ex., 1088, Torres, RS; Arno Lise, leg; 3.X1.962. — 1103,
Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; Clélia Thomé, leg; 26.10.963; (sob esterco de vaca, no
campo— holótipo de P. renschi). — 12 ex., 1104, Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; Clélia
Thomé, leg; 26.10.963; (sob esterco de vaca, no campo — parátipos de P. renschi). — 3 ex.;
1118, Carmelo, Depto. de Colonia, Uruguai; José Olazarri, leg; 15.1.964. — 13 ex., 1119,
Carrasco, Depto. de Montevideo, Uruguai; José Olazarri, leg; 25.V.964. — 1203, Itaimbe-
zinho, Cambará do Sul, RS; J. W. Thomé, leg; 29.X11.963. — 1206, Jardim Lindóia, Porto
Alegre, RS; G. R. Hoffmann, leg; 30.X1.962. — 1207, Bairro Medianeira, Porto Alegre, RS;
E. Corseuil, leg; 3.VIII.962. — 2 ex., 1211, São Jerônimo, RS; Thales de Lema et alii, leg;
8.1X.963. — 5 ex., 1213, Sapucaia do Sul, RS; F. Silberbauer, leg; 5.VII.962. — 1221,
Estância S. João, 3.º Distrito de Rosário do Sul, RS; G. Ferraz, leg; 4-15.1.964. — 16 ex.,
1222, Uruguaiana, RS; Gilda de Freitas, leg; —.07.964. — 26 ex., 1224, Torres, RS; T. de
Lema, leg; 1 - 2.X1.963. — 5 ex., 1225, Estância São Roberto, 3.º Distrito de Quaraí, RS;
J.W. Thomé, leg; 5.11.963. — 5 ex., 1227, Bairro Petrópolis, Porto Alegre, RS; Wilma Santos,
leg; 8.111.962. — 176 ex., 1229, Porto Alegre, RS; Ligia Mallmann, leg; 23.VIII.963. — 17
ex., 1230, Porto Alegre, RS; Miguel Bombin, leg: 15.VI.964. — 15 ex., 1233, Coxilha São
Rafael, Estância São Roberto, 3.º Distrito de Quaraí, RS; J. W. Thomé, leg; 15-23.1.964. — 2
ex., 1238, Bairro Petrópolis, Porto Alegre, RS: A. D. Goulart, leg; 26.1V.964. — 3 ex., 1329,
Parque Saint-Hilaire, Viamão, RS; Jurema et alii, leg, 20.1X.964. — 1337, Serraria, Porto
Alegre, RS; alunos da PUC, leg; 11.X.964. — 1339, Porto Alegre, RS; T. de Lema, leg;
16.X.964. — 1360, Serraria, Porto Alegre, RS; alunos da PUC, leg. — 1376, Serraria, Porto
Alegre, RS; Maria Luiza S. Rocha, leg; 11.X.64. — 13 ex., 1377, Serraria, Porto Alegre, RS;
alunos da PUC, leg; 11.X.964. — 1381, Serraria, Porto Alegre, RS; alunos da PUC, leg;
11.X.964. — 5 ex., 1383, Serraria, Porto Alegre, RS; alunos da PUC, leg; 11.X.964. — 1387,
Serraria, Porto Alegre, RS; alunos da PUC, leg; 11.X.964. — 1389, Torres, RS; G. Bevegnü,
leg; 17.X1.963. — 1399, Bairro Medianeira, Porto Alegre, RS; Aloysio Mentz, leg; 4.XII.964.
— 3 ex., 1417, Teresópolis, Porto Alegre, RS; Thales de Lema, leg; 15.11.965. — 1420, Linha
Imperial, Nova Petrópolis, RS; Clélia Thomé, leg; 26.10.963; (topótipo de P. rezscht). 3 ex.,
1476, Escola Ana Jobim, Lomba do Sabão, Viamão, RS; Valter A. de Oliveira, leg; 24.X.963.
— 2 ex., 1489, Morro Teresópolis, Porto Alegre, RS; M. Cristina Dreher, leg; 4.1V.965. — 13
ex., 1520, Porto Alegre, (centro), RS; Arno Lise, leg; 13.1V.965. — 3 ex., 1684, Tramandaí,
RS; J. W. Thomé, leg; 14.VIII.965. — 3 ex., 1693, Vila Sarandi, Porto Alegre, RS; Pedro
Carpeggiani & Thales de Lema, leg; 22.VIII.965. — 17 ex., 1713, Alegrete, RS; 25.IX.965. —
18 ex., 1716, Fim da Linha Teresópolis, Porto Alegre, RS; Eloina F. Freitas, leg; —.IX.965. —
36 ex., 1718, São Borja, RS; alunos do Colégio Prof. Norberto Backes, leg; 10-15.X.965. — 2
ex., 1726, Santo Antonio da Patrulha, RS; J. W. Thomé, leg; 16.X.965. — 1773, Vila
Sarandi, Porto Alegre, RS; Thales de Lema & Pedro Carpeggiani, leg; 14.IX.965. — 1774,
Gravataí, RS; Braun, leg; 23.X1.965. — 1775, Fazenda de Adyles Massulo, Santo Antonio da
Patrulha, RS; alunos da PUC, leg; 16.X.965. — 13 ex., 1796, Granja Pareci, Petrópolis, Porto
Alegre, RS; Clélia O. Thomé, leg; 8.IX.965. — 11 ex., 1859, Pelotas, (centro), RS; J. A.
Oleiro, leg; 22.VII.966. — 63 ex., 1905, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Clélia Thomé, leg;
4.VII.966. — 20 ex., 1914, Teresópolis, Porto Alegre, RS; T. de Lema, leg; 12.V.966. — 1915,
Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; Clélia Thomé, leg; 04.VI.966, (topótipo de P. renschi).
— 6 ex., 1933, Porto Alegre, RS; diversos coletores, leg; mortos em 3.8.65; (pertencentes à
caixa 9). — 79 ex., 1968, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Thales de Lema, leg; 18.IX.966. — 5
ex., 1970, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Thales de Lema, leg; 18.1X.966 — 28 ex., 1972,
Pelotas, RS; Tristão Oleiro, leg; 23.VIII.966. — 2 ex., 1973, Torres, RS; Thales de Lema, leg;
30.X.966. — 2 ex., 1978, Torres, RS; M. C. Dreher, leg; 31.X.966. — 7 ex., 2078, 12 km
oriente de Tucumán, Argentina; Harold & Dee Dundee, leg; —.11.967. — 2091, La Plata,
Argentina; I. H. Scott de Birabén, ded; 29.1.966. — 2092, Pelotas, RS; T. Oleiro, leg;
23.VIII.966. — 11 ex., 2350, La Plata, Argentina; originados do ex-lote 2091, M. I. H. Scott
de Birabén, ded; 29.1.966; mortos em 20.1X.967. — 2 ex., 2351, Livramento, RS; Inga
Veitenheimer, leg; 01.X.967. — 2.ex., 2556, Bom Jesus, RS; J. Becker, leg; —.X.967. — 36
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
78 THOMÉ,J.W.
DI o DS ns Sei
ex., 2574, criados em Florença, Itália, de animais provindos de Tucumán, Argentina; Prof. B.
Lanza, ded; 06.IX.968. — 3 ex., 2575, Rio Pardo, RS; Arno Lise, leg; 17.1V.965. — 2 ex.,
2577, Rio Pardo, RS; Arno Lise, leg; 02.111.965. — 2 ex., 2578, Rio Pardo, RS; Arno Lise, leg;
16.1X.965. — 6 ex., 3018, Estância São Roberto, 3.º Distrito de Quaraí, RS; J. W. Thomé,
leg; 20-29.1.971. — 3168, Rodovia RS-2, km 58, Taquara, RS; J. W. Thomé, leg; 27.11.972;
morto em 26.V11.972. — 2 ex., 3177, Camaquã, RS; Maria H. Brasil, leg; 21.VIII.972. —
3191, Rodovia RS-2, km 58, Taquara, RS; Clélia & José W. Thomé, leg; 27.11.972. — 2 ex.,
3418, Torres, RS;J. W. Thomé, leg; 10.X.971. — 3487, Guadalupe, Dpto. La Capital, Pcia.
de Santa Fé, Argentina; Gerönimo Gallucci, leg; 10.X1.971, (n.º 8). — 3493, La Falda, Pvcia.
de Córdoba, Argentina; Adela M. de Giménez, leg; 20.1.957; (n.º 3 Museu “'F. Ameghino’’,
Santa Fé). — 2 ex., 3603, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Pedro Carpeggiani & Thales de Lema,
leg; — 111.973. — 3647, Fazenda Sta. Catarina, Bossoroca, RS; Arno Lise et alii, leg; 14-
16.V11.973. — 2 ex., 3733, Carmelo, Colonia, Uruguai; J. Olazarri, leg; — .1.964; (ex-col.
MNHNU n.º 0929). — 5 ex., 3734, Pozo Hondo, Tambores, Taquarembó, Uruguai; M. A.
Klappenbach, leg; 23.1X.958; (ex-col. MNHNU n.º 0916). — 4 ex., 3735, Tambores,
Taquarembö, Uruguai; Klappenbach & San Martin, leg; 27.X1.956; (ex-col. MNHNU n.º
0904). — 2 ex., 3736, Santa Clara de Olimar, Treinta y Tres, Uruguai; L. C. Zolessi, leg;
12.1.960; (sob pedra)— (ex-col. UMU n.º 1). — 3737, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Renan &
George S. Lema, leg; —.1.974. — 5 ex., 3738, Praia da Cal, Torres, RS; Thales de Lema, leg;
—.11.974. — 6 ex., 3781, Bairro Petrópolis, Porto Alegre, RS; Vera L. R. Lopes, leg;
09.1X.973. — 3791, Mont Serrat, Porto Alegre, RS; M. C. D. Mansur, leg; 22.IV.974. — 2
ex., 3813, Rio Pardo, RS; A. Lise, leg; 15.V.974. — 4 ex., 3857, Corrientes, Argentina; (ex-
col. Mus. Turim).
MNHNP, 2 ex., s/n.°, Montevideo, Uruguai; Joubin, leg.
MNHNU, 15 ex., n.º 0889, Tambores, Taquarembó, Uruguai; Klappenbach & San Martin, leg;
12.X.956. — 0890, Aguas Blancas, Lavalleja, Uruguai; P. R. San Martin, leg; 18.VIII.957. —
6 ex., 0904, Tambores, Taquarembó, Uruguai; Klappenbach & San Martin, leg; 27.X1.956.
— 12 ex., 0916, Pozo Hondo, Tambores, Taquarembó, Uruguai; M. A. Klappenbach, leg:
23.1X.958. — 2 ex., 0928, Cerro de Animas, Maldonado, Uruguai; P. R. San Martin, leg;
29. 1X. 957. — 3 ex., 0929, Carmelo, Colonia, Uruguai; J. Olazarri, leg; —.1.964. — 6 ex.,
0941, Pozo Hondo, Tambores, Taquarembó, Uruguai; M.A. Klappenbach, leg; 19.1V.958.
SMF, 2 ex., n.º 195461/2, Porto Alegre, RS; Gltesch, leg. — 3 ex., 195477/3, Bajé (Budö), RS;
T. de Lema, leg; 26.X.955;J. W. Thomé, ded. — 5 ex., 195480/5; Estrela, RS; J. W. Thomé,
leg; 23.X11.957. — 195481b/1, Estrela, RS; J. W. Thomé, leg; —.XII.956. — 7 ex.,
195482/7, Morro Teresópolis, Porto Alegre, RS; L. Buckup, leg; 28.VIII.955; J. W. Thomé,
ded. — 2 ex., 195483/2, Porto Alegre, RS; J. W. Thomé, leg; 1960.
UMU, 2 ex., n.º 1, Santa Clara de Olimar, Treinta y Tres, Uruguai; L. C. Zolessi, leg; 12.1.960
(sob pedra). — 2 ex.,º3, Cerro Batete, Maldonado, Uruguai; C. S. Carbonell, leg; 15.XI.960.
— 4a, Arroio Sepulturas, Artigas, Uruguai; C. S. Carbonell, leg; 24.11.954. — 3 ex., 5q,
Sepulturas, Artigas, Uruguai; 16.1.952; (sobre o pasto, a noite). — 6; Cerro de Animas,
Maldonado, Uruguai; C. S. Carbonell, leg: 14.1.952 (sob pedra). — 7, San Luiz, Rocha,
Uruguai; C. S. Carbonell, leg; 13.1.957; (sob tronco caído).
ZMHUB, 4 ex., n.º 13725, Porto Alegre, RS; Hensel, leg. — 13727b, Roedersberg, RS; Hensel,
leg.
— Discussão: Esta espécie é a única no gênero da qual não mais encontrei os
espécimes-tipos. Contudo, a ilustração que acompanha a descrição ampliada
de ORBIGNY (1835/1845) permite reconhecer espécimes idênticos, o que me
permitiu designar as figuras em questão como o holótipo. Com a redescrição e
sinonimização que ora proponho a espécie fica plenamente definida. Devo
destacar também que esta espécie foi a primeira descrita, dentre as hoje
incluidas no gênero Phy/locaulis. É interessante notar que ORBIGNY (1835)
em sua descrição sinótica inicial utilizou o nome específico de so/ezformis, para
logo a seguir na descrição mais pormenorizada e ilustrada empregar o nome
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phy/locaulis COLOSI, 1922... 79
solea. Conquanto o primeiro tenha prioridade taxonômica, a espécie se tornou
conhecida e continua ainda a ser mencionada até recentemente por muitos
un com o nome sinônimo de P. so/ea, o que agora não mais se justifica.
A identificação da espécie tem provocado grande dificuldade e mesmo
alguma polêmica, especialmente devido aos trabalhos de SIMROTH (1914),
COLOSI (19224), GAMBETTA (1923), HOFFMANN (1925), COIFMANN
(1935a), que utilizavam característicos divergentes para a mesma espécie,
confundindo-a com a espécie P.tuberculosus (MARTENS) e ou com a espécie
P.variegatus (SEMPER), o que pode ser depreendido da sinonimização que
proponho para as espécies. ORBIGNY (1835) em sua diagnose latina nada
caracteriza, pois afirma apenas que: ‘‘o corpo é alongado, estreito, rugoso; em
cima ornado com manchas marrons; em baixo pálido, com o pé estriado e os
tentáculos curtos”. Acrescenta as dimensões e registra a ocorrência para Buenos
Aires. Logo a seguir (1835/1846) além de alterar o nome específico, amplia a
descrição acrescentando, que o ânus é grande e se localiza na extremidade
posterior, para a direita do pé e que o poro genital feminino se localiza sob o
lado direito do manto, na metade do comprimento. Aduz alguns dados
biológicos e amplia a ocorrência para Corrientes (Rincão de Luna) na Argentina
e Chiquitos e proximidades de La Paz na Bolívia. Estas últimas ocorrências não
pude confirmar e devem ser devidas a má identificação. Finalmente acrescenta
ilustrações a cores do espécime, que permitem reconhecer espécimes idênticos.
A seguir os nomes de ORBIGNY são citados sem comentários que contribuam
para melhor caracterizá-los, por numerosos autores, para diversas localidades,
destacando-se GRATELOUP, 1855; ANCEY, 1897; CORSI, 1900a-b;
BREURE, 1973; BURMEISTER, 1861; MARTENS, 1868 e 1895; STROBEL,
1868 e 1874; DOERING, 1874a-b e 1878; PARAVICINI, 1894; PILSBRY &
RUSH, 1896; BAKER, 1925b; SCHOUTEN, 1930; FELIPPONE & BARAT-
TINI, 1938; FISCHER & CROSSE, 1870/1902; SCHADE, 1965; FERNAN-
DEZ & CASTELLANOS, 1973; HEYNEMANN, 1885a-b e 1906; FISCHER,
1875 e 1887; SEMPER, 1885; SIMROTH, 18934; MORRETES, 1949; BARAT-
TINI, 1951; STOLICZKA, 1873; COCKERELL, 1891; RUSH, 1893; COC-
KERELL & COLLINGE, 1893; HOFFMANN, 1927; PARODIZ, 1957; FI-
GUEIRAS, 1963a-b; THOMÉ, 1965.
FISCHER (1871) é o primeiro a registrar a espécie, acompanhada de uma
descrição, que contudo é apenas a transcrição da diagnose de ORBIGNY
(1835) e portanto sem qualquer contribuição original. HOLMBERG (1913) ao
relacionar e descrever as espécies Argentinas, reconhece-a e distingue-a numa
chave de identificação utilizando contudo somente os característicos sumários
de ORBIGNY (1835) e comenta que dissecou material desta espécie, mas
apresenta como resultado apenas a fórmula da rádula, que seria 67.1.67,
deixando assim também de contribuir para a melhoria da descrição da espécie.
Apesar de ser uma espécie tão citada, cabe a HOFFMANN (1925) o
mérito de dar a conhecer os primeiros característicos anatômicos da mesma,
diferenciando-a de P. tuberculosus, com a qual vinha sendo confundida desde
SIMROTH (1914), seguido por COLOSI (19224), este último, no afã de jus-
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
80 THOME,J.W.
tificar a espécie nova Vaginula borelliana COLOSI, 1921. HOFFMANN (1925)
apresenta a seguinte diagnose: Phyllocau/lus com noto marrom-avermelhado:
com geralmente três áreas demarcadas por pontuações próximas; como poro
genital feminino próximo ao sulco pedioso (índice transverso 7) e algo à frente
da metade do comprimento; com pênis longo, cilíndrico e abertura distal e
espata de quase o mesmo tamanho, estreita, lisa; com 20 a 30 túbulos (na
glândula penial). Baseado nesta diagnose, organiza extensa lista sinonímica e
registra grande número de locais de ocorrência. Concordo com a maioria da
sinonimização que o mesmo propôs, com exceção dos nomes não identificáveis
como V. bonarensis STROBEL, V. paranensis BURMEISTER, V. deltae
HOLMBERG, V. zucumana HOLMBERG, V. salamandra HOLMBERG, cuja
inclusão na sinonímia não encontra justificação, visto serem espécies não
identificáveis. Assim também as ocorrências registradas por HOFFMANN
(1925), baseado nestes nomes, deixam de ter validade. HOFEMANN (1925)
contudo também incorre em erro, quando restringe a ocorrência da espécie
para Argentina, Uruguai até Bolívia, afirmando a ausência da mesma para o
sul do Brasil e incluindo em sua espécie P. tuberculosus todas as citações de
ocorrência de qualquer Phy/locaulis para o Brasil. Este procedimento deu
ensejo a que COLOSI (1927) reiterasse seu ponto de vista atribuindo caracterís-
ticas de P. tuberculosus MARTENS à espécie P. soleiformis ORBIGNY,
apoiando-se em SIMROTH (1914), que não reconheceu a verdadeira P. so-
leiformis em espécimes, que descreveu como Vaginula heynemanni, provocan-
do a confusão original. HOFFMANN (1925) por razões geográficas inclui
erradamente V. heynermanni na sinonímia de P. tuberculosus. GAMBETTA
(1923) procurando seguir COLOSI (19224), aumenta a confusão, pois tendo
em mãos material da espécie P. variegatus (SEMPER), atribui-lhe os caracteris-
ticos de P. tuberculosus (MARTENS), sob o nome de P. so/ea (ORBIGNY).
Nisto foi seguido por COIFMANN (19344, 1934b, 1935a e 1935c) e por
COLOSI (1933).
SCOTT (1963) reconhece e redescreve longamente a presente espécie.
Coloca na sinonimia da mesma V. borelliana COLOSI e menciona a ocorrência
da espécie para todo o norte da Argentina. Acrescenta que a genitália atribuída
por GAMBETTA (1923) a esta espécie está errônea e deve corresponder a da
espécie V. doellojuradi. Isto confirmo agora, incluindo contudo V. doello-
juradi na sinonímia de P. variegatus e não de P. tuberculosus como SCOTT
(1963) sugere.
A sinonimização das espécies V. galatheae SEMPER, V. kroeyeri SEM-
PER, V. multicolor SEMPER, V. heynemanni SIMROTH e P. renschi THOME
se justifica pelas redescrições das quatro primeiras realizadas sobre os tipos por
THOME (1969b e 1973) e pela descrição da última (THOME, 1965).
V. galathea corrientis HEY NEMANN, 1906 nunca foi descrita e sendo
um nome subespecífico, com registro de ocorrência para Corrientes, local de
ocorrência da verdadeira P. soleiformis, secundado pelo fato de HOFFMANN
(1925) afirmar que reexaminou os espécimes de HEYNEMANN e os iden-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phy/locaulis COLOSI, 1922... 81
tificou também com P. soleiformis, me permite sugerir a presente sinoni-
mização.
Finalmente, a sinonimização de V. borelliana COLOSI e facilmente
confirmada pelos característicos apresentados na descrição original, secundada
pela descrição ampliada de COLOSI (19224).
A inclusão, na sinonímia da presente espécie, de Vaginulus langsdorfi
MARTENS, 1868, non FERUSSAC, ao menos em parte, está apoiada no
reexame de espécimes (cinco) depositados no Museu de Berlim e coletados por
HENSEL em Porto Alegre. MARTENS (1868) identifica nove espécimes como
V. langsdorfi, os quais, já pelos característicos mencionados poderiam ser
identificados com o que hoje reconheço como P. soleiformis, apoiado agora
também no exame de dois lotes ainda conservados no Museu de Berlim. Nas
observações, MARTENS (1868) ainda faz referências a outros espécimes, cujo
desenho do noto seria diferente, os quais julgo prudente, por isto, excluir da
sinonimização.
Phyllocaulis tuberculosus (MARTENS, 1868)
Vaginulus tuberculosus MARTENS, 1868: 174-175, 205, 214; — IHERING, 1885: 282, est. 17, f.
1.227891: 205, 211, 213, 256, est. 4::£. 7, est. 5, fe 10; — 1929: 229, est. 3, f. 2, — GEES-
SIN, 1888: 165; — SIMROTH, 1891a: 869, 899; — THOME, 1972a: 269-271, f. 51-53, 73,
133-135;
Vaginula tuberculosa, — FISCHER, 1871: 169; — 1875: 54; — 1887: 266; — HEYNEMANN,
1885a: 10-13, est. 2, f, 4; — 1885b: 275-276, 328 (partim ); — 1906: 71; — HESSE, 1886:
1-5, 8, est. 1A, f. 1-6; — SIMROTH, 1893a: 62-63, 71; — 1893b: 85-86; — 1914: 279-282,
285-287, 290, 338, est. 11, f. 1-7; — COLOSI, 1922a: 477, 479; — MORRETES, 1949: 129;
— SCOTT, 1963: 7; — FISCHER & CROSSE, 1870/1902, v. 1: 681, v. 2: 727;
Veronicella tuberculosa, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 194, 221;
Vaginula solea SIMROTH, 1914: 279-282, 287, non ORBIGNY, 1838; — COLOSI, 1922a: 484,
489, 491; — 1927: 272-274 (partim );
Vaginula abbreviata SIMROTH, 1914: 282-283, 285-288, est. 11, f. 10-15; — COLOSI, 1922a:
477,491; — MORRETES, 1949: 127; — THOME, 1972a: 235-237, f. 1-3, 56, 75-77;
Vaginula albonigra SIMROTH, 1914: 283-285; — COLOSI, 1922a: 478, 485; — MORRETES,
1949: 128; — THOME, 1972a: 239-241, f. 7-9, 59, 82-84;
Vaginula grisea SIMROTH, 1914: 283-284, 286, est. 11, f. 8; — COLOSI, 1922a: 478, 485; —
MORRETES, 1949: 128; — THOME, 1972a: 254-255, f. 30-32, 66, 112-114;
Vaginula pallens SIMROTH, 1914: 283-284, 290, est. 11, f. 9; — COLOSI, 1922a: 479; —
MORRETES, 1949: 128; — THOMÉ, 1972a: 259-261, f. 39-41, 69, 115-117;
Vaginulus tuberculatus|sic| IHERING, 1922: 50 (pro: V. tuberculosus);
Phyllocaulus tuberculosus, — HOFFMANN, 1925: 11-12, 42, 49-51, 62, 72-73, 75, 78, 80, 83,
86, 112, 163-166, 169, 217, 243-244, 262-263, 265, 272, 276, 287, 290, 293, 339, 363-366,
372, 373, est. 6, f. 45g" (pênis), est. 7, f. 48-50, 53-54, est. 8, f. 63 (partim )
Phyllocaulis tuberculosus, — THOME, 1972b: 63-64.
— Holótipo: ZMHUB n.º 13726a, (THOME, 1972a).
— “Locus typicus’’: Picada do Café, Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, Brasil (THOME,
1972a).
— Redescrição: Noto de cor marrom-cinzento, com pigmentação preta ou
escura em forma de pontos ou pequenas manchas distribuídas irregularmente
por toda superfície e deixando perceber muito claramente a divisão longi-
tudinal em 3 áreas de mesma largura, sendo a mediana mais clara. Na área
mediana, que se aguça para as duas extremidades, a linha que a limita pela
direita, tem no seu terço anterior uma sinuosidade em forma de cunha, para
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
82 THOME,J.W.
fora, localizada sobre a regiäo do pericärdio. Gländula pediosa bem larga na
regiäo anterior, afilando-se por 1/3 do seu comprimento, para entäo seguir
com largura uniforme até a extremidade arredondada; o seu terço final acha-se
curvado fortemente para a direita, em ângulo aproximado de 90 graus. A-
espermateca possuí um cabeçote levemente destacado por constricção, próximo
ao canal; o ducto de ligação penetra subterminalmente no cabeçote, em região
voltada para o canal. A glândula penial possuí mais de 40 túbulos. O pênis é
constituído de uma glande cilindroide, achatada: lateralmente, onde se for-
mam bordas longitudinais não lisas e a extremidade é levemerite alargada, com
a abertura do deferente terminal e uma espata laminar, alongada, com as
bordas em geral serrilhadas e as superfícies que ladeiam a glande com espinhos
e ou tubérculos; a glande nasce da região basal da espata e permanece como
que encravada numa escavação mediana longitudinal da mesma, é mais curta e
mais estreita do que a espata.
— Distribuição: desde Santa Catarina ao Rio Grande do Sul no Brasil e com
um registro para a Bolívia! (Este é duvidoso, visto estar baseado em espécime
muito jovem).
— Lotes examinados:
MCN, n.º 985, Viamão, RS; C. Hartlieb, leg; —.IX.961. — 3 ex., 1217, Nova Petrópolis, RS;
Clélia O. Thomé, leg; 26.X.962. — 2 ex., 1218, Morro do Coco, Viamão, RS; Arno Lise, leg;
17.X1.963. — 1219, Canela (sede), RS; Arno Lise, leg; 27.X11.962. — 8 ex., 1234, Parque
Saint-Hilaire, Viamão, RS; José W. Thomé, leg; 3.1X.963. — 1516, Parque Saint-Hilaire,
Viamão, RS; José W. Thomé, leg; 3.1X.963. — 3 ex., 1728, Canela, RS; Arno Lise, leg;
17.X.965. — 4 ex., 1804, Canela, RS; Arno Lise, leg; 17.X.965. — 1816, Parque Saint-
Hilaire, Viamão, RS; J. W. Thomé, leg; 3.1X.963. — 1817, Canela, RS; Arno Lise, leg;
23.11.966. — 1818, Morro do Coco, Viamão, RS; Arno Lise, leg; 17.X1.963. — 2 ex., 1906,
Morro do Coco, Viamão, RS; Arno Lise, leg; 17.X1.963. — 1911, Canela, RS; Arno Lise, leg;
23.11.966; (pertencente à caixa n.º 4, morto em 3.VIIl.966). — 1912, Ponta Grossa, Porto
Alegre, RS; J. W. Thomé, leg; 26.111.966. — 10 ex., 1916, Morro do Coco, Viamão, RS;J. W.
Thomé e alunos da PUC, leg; 28.V.966. — 2348, Taquara, RS; José L. M. Leme, leg;
07.1X.967. — 3440, Parque Turístico do Caracol, Canela, RS; Júlio Trolli & O. Michel, leg;
15.X.971. — 3 ex., 3731, Veraneio Hampel, São Francisco de Paula, RS; Pedro Braun, leg;
10—11.11.974. — 2 ex., 3783, Lajeado, RS; Arno Lise, leg; 20.1V.974.
SMF, n.º 195470/1, região de Manvré, Bolívia; C. H. Hahn, leg; 1913, (espécime extremamente
juv. — identificação duvidosa!). — 2 ex., 195484/2, Morro Sant' Ana, Porto Alegre, RS; T. de
Lema, leg; 10.VIII.952; J. W. Thomé, ded. — 3 ex., 195486/3, Santa Catarina, Br; P. Mich.
Witte, leg; 1927; ded. H. v. Ihering. — 2 ex., 195489/2, Jaraguä-Itaporu, Joinvile, SC; W.
Ehrhardt, leg; —.XII. 906. — 7 ex., 195491/7, Joinvile, SC; W. Ehrhardt, leg; 1908.
ZMHUB, 2 ex., n.º 13726a-b, Picada Café, Nova Petrópolis, RS; Dr. R. Hensel, leg; (1863?);(n.°
13726a = holötipo). — 2 ex., 45911, Rio Grande do Sul; v. Ihering, leg. — 3 ex., 101533/4,
Santa Catarina; Braun, leg; (tipos de V. abbreviata). — 101556, Santa Catarina; Braun, leg;
(tipo de V. .albonigra). — 6 ex., 101558/9, Santa Catarina; Braun, leg; (tipos de V. grisea). —
101560, Santa Catarina, Prof. Braun, leg; (holötipo de V. pallens).
ZMUH, s/n.º, Joinvile, SC; Ehrhardt, leg; 1910. — 14 ex., margens do rio Itaporu, distrito de
Humboldt, SC; W. Ehrhardt, leg; 1909. — 2 ex., Santa Catarina; Ehrhardt, leg; 1909. — 3
ex., regiäo do rio Itaporu, distrito de Humboldt, SC; W. Ehrhardt, leg; 1909.
— Discussão: A espécie foi recentemente redescrita (THOME, 1972a) baseada
no holótipo, um espécime jovem. Junto ao mesmo encontrava-se um espécime
adulto, danificado, que por não ter sido mencionado por MARTENS (1868)
foi reconhecido como um topótipo. Também as 4 espécies novas de SIMROTH
IHERINGIA Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
Revisão do gênero Phy/locaulis COLOSI, 1922... 83
(1914) foram redescritas recentemente por THOME (19724) baseado no exame
dos tipos, confirmando a sinonimização ora proposta. A espécie V. solea SI-
MROTH, 1914 e COLOSI, 1922a e 1927 ésem dúvida P. tuberculosus pelos
característicos apresentados pelos autores, sendo que o primeiro indica como
característico distintivo apenas o tamanho menor da sua V. so/ea em relação a
V. tuberculosa, o que é altamente reprovável, conforme já o mencionou
COLOSI (19224). COLOSI (19224 e 1927) no afã de justificar a criação da
espécie nova V. borelliana COLOSI, 1921, adota contudo a confusão pro-
vocada por SIMROTH (1914), atribuindo a V. so/ea os característicos da V.
tuberculosa, o que felizmente não foi seguido pelos demais autores.
A presente espécie foi sumariamente descrita por MARTENS (1868) com
os seguintes característicos: no manto com numerosas elevações circulares,
distanciadas entre si pelo dobro de seu diâmetro e com a área de permeio tão
áspera como soi acontecer com o manto da espécie anterior. O colorido só se
diferencia da espécie anterior pelo fato de que as paredes laterias do manto
desta não serem pálidas. A cabeça não está protraída. Acrescenta as dimensões
do espécime e indica a ocorrência: mata virgem (Picada do Café). Esta des-
crição nada identifica, a não ser o espécime, pelas dimensões indicadas, o que
permitiu o reconhecimento e redescrição da espécie por THOMÉ (19724).
FISCHER (1871) é o primeiro a citar em sua lista de espécies americanas, o
nome proposto por MARTENS (1868), sem quaisquer comentários e à vista da
descrição original deficiente, também sem qualquer apoio de identificação.
Isto é repetido pelo mesmo FISCHER (1875 e 1887), por FISCHER & CROSSE
(1870/1902) e SIMROTH (18914).
HEYNEMANN (18854), redescreve a espécie, à vista de espécimes
enviados de Taquara, por IHERING, ao “British Museum (Natural Histo-
ry)'Londres, destacando como característico a área mediana do noto, mais
clara que as laterais e o desenho em cunha da linha limitante da direita, no 1/4
anterior, dados estes que utilizo na minha redescrição, mas que não foram
considerados pelos demais autores. HEYNEMANN (1885a) acrescenta que
talvez esta espécie fosse sinônima de V. so/ea ORBIGNY, visto que as diferen-
ças apontadas poderiam ser devidas a imperícia do desenhista de ORBIGNY, o
que não ocorre, pois na verdadeira Phy//ocaulis soleiformis as três áreas do noto
tem colorido uniforme e falta a sinuosidade em cunha da linha lateral direita
da área mediana. HEYNEMANN (1885b e 1906) continua contudo citando V.
tuberculosa, acrescentando que ''possivelmente”” seja sinônima de V. solea.
IHERING (1885) no seu trabalho sobre o aparelho uropneumico,
apresenta um desenho da região renal da lesma, que afirma ser Vaginulus
tuberculosus. A seguir IHERING (1891, 1922 e 1929) continua utilizando o
nome V. tuberculosus em seus estudos comparados de anatomia, sem nada
contribuir para o reconhecimento da espécie.
HESSE (1886) faz uma longa descrição sobre um espécime jovem pro-
veniente de Taquara e remetido por IHERING, o qual havia sido previamente
identificado por comparação, por MARTENS, com o tipo do Museu de Berlim.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
84 THOME,J.W.
Infelizmente nenhum caracteristico especifico € descrito por HESSE, com o
que a redescrição permanece calcada em característicos puramente morfolö-
gicos. CLESSIN (1888) apenas cita a espécie em sua lista, mencionando que a
anatomia fora estudada por HESSE.
SIMROTH (18834) finalmente apresenta os primeiros característicos
específicos anatômicos, descrevendo também corretamente c pênis, para
acrescentar que talvez esta espécie fosse apenas aparentada a V. solea, dentro
do grupo dos filocaules e não idêntica, como supunha HEYNEMANN. Logo a
seguir SIMROTH (1883b), a vista de desenho de IHERING (1891), diz ficar
em dúvida sobre a validade da espécie, baseado exclusivamente no número
menor de túbulos da glândula penial, que aparecem na figura de IHERING,
em relação aos que contou nos espécimes por ele examinados. Este dado so-
zinho tem valor relativo, ainda mais que SIMROTH não mencionou números
absolutos. Estas dúvidas de SIMROTH vem de provocar pelo mesmo (SI-
MROTH, 1914), a confusão mencionada logo no início da presente discussão,
quando emprega os nomes de Vaginula tuberculosa para os espécimes maiores
e V. solea para os menores, de uma espécie com os caractetísticos de P. tuber-
culosus.
COCKERELL & COLLINGE (1893) citam a espécie em sua lista e comen-
tam que a mesma é válida, sem qualquer justificação.
COLOSI (19224) inicialmente cita a espécie em seu histórico, para logo
adiante mencionä-la sob o nome de V. solea ‘‘sensu’’ SIMROTH, 1914 e
reiterar a menção em 1927.
HOFFMANN (1925) redescreve longamente a espécie, reconhece a con-
fusão de SIMROTH (1914) e COLOSI (19224) porém não se apercebe da
diferença de Phy/locaulis varıegatus e tão pouco observou, que sob esta espécie
ainda incluía, o que recentemente foi descrito como Phy/locaulis boraceiensis
THOME, 1972. No afã de restringir a ocorrência da espécie ao sul do Brasil,
comete ainda outro erro, incluindo na sinonímia desta espécie, P. heynemanni
SIMROTH, 1914, que indubitavelmente pertence a sinonimia de P. soleifor-
mis, o que HOFFMANN (1925) não quer reconhecer, para poder restringir a
ocorrência desta última espécie ao Prata.
MORRETES (1949) apenas menciona a espécie em sua lista, citando-a
para Taquara e Porto Alegre e acrescentando erradamente Barreira, Serra dos
Orgãos, cuja referência deve ter tirado de THIELE (1927), o que ele não indica.
Conforme será discutido adiante, a referência de THIELE atribuo a P. va-
reigatus.
SCOTT(1963) apenas menciona o nome, ao comentar a validade de V.
doellojuradoi e finalmente THOMÊ (1972b) já menciona a espécie como
distinta de P. boraceiensis e P. variegatus.
Phyllocaulis variegatus (SEMPER, 1885)
Vagınula variegata SEMPER, 1885: 306-307, est. 26, f. 17, est. 27, f. 34-35; HEYNEMANN,
1885b: 276-277, 328; — 1906: 71: — SIMROTH, 1914: 279, 289, 291; — COLOSI, 1922a:
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922... 85
477, 479, 485; — MORRETES, 1949: 129; — THOMÉ, 19:72 0:027/1=273 ES 4255 74241272
129;
Veronicella variegata, — COCKERELL & COLLINGE, 1893: 194;
Vaginula doelli-juradi [sic] GAMBETTA, 1923: 5-6, f. 3-5; — COLOSI, 1927: 273-274; —
HOFFMANN, 1925: 263-264, 364;
Vaginula solea GAMBETTA, 1923: 2-4, f. 1.-2, non ORBIGNY, 1838; — COIFMANN, 1934a:
25-26, f. 2: — 1934b: 109-122, — 1935a: 117-122; — 1935c: 504-507, est. 13-14; —
COLOSI, 1933: 13-15.
Phyllocaulus tuberculosus HOFEM ANN, 1925: 166, 243-244 (partim ) non MARTENS, 1868;
Phyllocaulus solea HOFFMANN, 1925: 263-264 (partim ) non ORBIGNY, 1838;
Phyllocaulus variegatus, — HOFFMANN, 1925: 165, 243, 367;
Phyllocaulis tuberculosa HOFFMANN, 1927: 2, 29, 37, non MARTENS, 1868;
Veronicella tuberculosa THIELE, 1927: 324, non MARTENS, 1868;
Veronicella pardalis THIELE, 1927: 324-325, est. 26, f. 29; — BAKER, 1928a: 129; — THOME,
1969b: 355-356, f. 26-28, 47, est. 12, f. 35-38;
Veronicella brasiliensis THIELE, 1927: 325-326, est. 26, f. 30; — BAKER, 1928a: 129; —
THOME, 1969b: 335-336, f. 8-10, 40, est. 9, f. 16-18;
Vaginula pardalis, — MORRETES, 1949: 129;
Vaginula brasiliensis, — MORRETES, 1949: 129;
Vaginula doellojuradoi [corr )) —SCOTT, 1963: 4-7, f. 3; — FIGUEIRAS, 1963b: 127;
FERNÁNDEZ, 1973: 17; — FERNÁNDEZ & CASTELLANOS, 1973: 268;
Phyllocaulis variegatus, — THOME, 1972b: 63-64.
— Holótipo: ZMHUB n.º 39069, (THOMÉ, 19724).
— ““Tocus typicus’’: Taubaté, São Paulo, Brasil (THOME, 19724).
— Redescrição: Noto de cor marrom-amarelado, com forte pigmentação preta
em forma de pontos e traços sem contornos definidos, distribuídos irregular-
mente por toda superfície, deixando contudo perceber 4 linhas longitudinais,
mais ou menos interrompidas e concentradas numa área do terço mediano da
largura. Glândula pediosa com uma largura uniforme até próximo da
extremidade distal, onde está estreitada e curvada para a direita em forma de
gancho. Espermateca com um cabeçote, não destacado por constricção, bem
junto ao canal; ducto de ligação penetra terminalmente no cabeçote. Glândula
penial possui de 20 a 35 túbulos. Pênis constituído de uma glande cilindróide,
achatada lateralmente, com borda terminal denteada, donde se protrai um
tecido cavernoso que forma a extremidade, com a abertura do deferente ter-
minal em forma de fenda e uma espata laminar, por vezes carnosa, com as
bordas mais ou menos serrilhadas e a extremidade livre em semi-círculo; a
glande nasce da metade do comprimento da espata, permanece enconstada ee
mais estreita e mais curta que a mesma.
— Distribuição: desde Minas Gerais ao Rio Grande do Sul no Brasil; no
Uruguai bem junto à fronteira com o Brasil; nonorte da Argentina e no
Paraguai.
— Lotes examinados:
BMNH, n.º 1930.8.7.1, Ilha Ella, Argentina; coletado e presenteado por Lr. Col. Morlev-Knight.
— 1935.10.18.1, Villarrica, Paraguai; Dr. Hans Schlesch.
MCN, n.º 90, Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; J. W. Thomé, leg; 4.V1.966. — 4 ex., 983,
Itaimbezinho, Cambará do Sul, RS; José W. Thomé, leg; —.XII.960. — 1018, Itaimbezinho,
Cambará do Sul, RS; pesquisadores do Museu, leg; 1-3.X1.962. — 1105, Morro São Domin-
gos, Poços de Caldas, MG; J. Becker, leg; 30.111.964. — 1204, Passo Fundo, RS; Gilda
Bevegnü, leg; 9.X1.963. — 1223, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Thales de Lema, leg;
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
86 THOME,J.W.
24.VIIl.964. — 7 ex., 1226, Itaimbezinho, Cambará do Sul, RS; pesquisadores do Museu, leg;
1-3.X1.962. — 7 ex., 1228, Itaimbezinho, Cambará do .Sul, RS; Jose W. Thomé, leg;
29.X11.963. — 3 ex., 1357, Serraria, Porto Alegre, RS; alunos da PUC, leg; 11.X.964. — 3
ex., 1358, Serraria, Porto Alegre, RS; alunos da PUC, leg. — 1403, Petröpolis, Porto Alegre,
RS; Clélia Thomé; leg; 4.VII.966. — 7 ex., 1515, Rio Pardo, RS; Arno Lise, leg; 02.111.965. —
1594, Gramado, RS; Thomé, leg; 20.1.965. — 70 ex., 1708, General Câmara, RS; alunos do
G. E. Vasconcelos Jardim, leg; 17.1X.965. — 11 ex., 1709, Rio Pardo, RS; Arno Lise, leg;
16. 1X.965. — 34 ex., 1727, Caxias do Sul, RS; Silvio Perazollo, leg; 18.X.965. — 1745, Vila
Nova Imbituba, SC; Geraldo Hoffman, leg; 31.X.965. — 2 ex., 1776, Tupanciretã, RS; Cesar
M. B. Gomes, ded; —.X1.965. — 3 ex:, 1781, Casa Grande, Salesópolis, SP; E. X. Rabello,
leg; 29.X1.965. — 4 ex., 1801, Casa Grande, Salesópolis, SP; E. X. Rabello, leg; J.L.M. Leme,
ded; 21.1.966. — 7 ex., 1803, Rio Pardo, RS; Arno Lise, leg; 21.1.966. — 1908, Nova
Petrópolis, RS; Clélia Thomé, leg; 26.X.963. — 1909, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Clélia
Thomé, leg; 4.VII.966. — 25 ex., 1969, Porto Alegre, RS; Thales de Lema, leg; 18.1X.966. —
103 ex., 1985, Ijuí, RS; Nilce I. Wern et alii, leg; Maria Helena Schorr, ded; 21.1X.966. — 3
ex., 1987, Ijuí, RS; Nilce Isabel Wern et alii, leg; Maria H. A. Schorr, ded; 21.IX.966. — 17.
ex., 1989, Petrópolis, Porto Alegre, RS; Thales de Lema, leg; 8.XI1.966. — 2089, Escola de
Mestria Agrícola, Viamão, RS;J. W. Thomé, leg; 6.V.967. — 2090, Itaara, 8.º Distrito, Santa
Maria, RS; T. de Lema, leg; 30.1V.967. — 3 ex., 2093, Ijuí, RS; M. Helena Schorr, leg;
16.1X.966. — 5 ex., 2356, Tramandaí, RS; J. W. Thomé, leg; 13.VIII.966. — 5 ex., 2360,
Itaimbezinho, Cambará do Sul, RS; Lênio, leg; 29.X.967. — 3 ex., 2576, Tramandaí, RS; J.
W. Thomé, leg; 14.VIII.965. — 4 ex., 3419, Cazuza Ferreira, São Francisco de Paula, RS;
Lema & Braun, leg; 13.X.971. — 3619; Nova Teutônia, SC; T. de Lema, leg; 30.111.973. —
3642, Serraria do Grings, Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; Arno Lise, leg; 7.1V.973. — 4
ex., 3649, Sarandi, RS; Moema et alii, leg; 30.V1.973. — 3739, Cazuza Ferreira, São Francis-
co de Paula, RS; Arno Lise, leg: 09.111.974. — 3742, Curitiba, PR; O. Curiel, ded; —.X.972.
— 3762, terras do Sr. Grings, Linha Imperial, Nova Petrópolis, RS; Arno Lise, leg, 7.1V.973.
MZUSP, 4 ex., n.º 13227, São Paulo, SP; Hempel, leg: 1923. — 15690, Eng. Lefévre, Campos do
Jordão, SP; L. T. Filho, leg; 22-25.1.963. — 3 ex., 15950, Ipiranga, São Paulo, SP; Ihering,
leg; 1901. — 15941, Ipiranga, São Paulo, SP; Ihering, leg; 1904. — 15943, Ipiranga, São
Paulo, SP; K. Luederwaldt, leg; 20.X1.907. — 15944, Ipiranga, São Paulo, SP; Ihering, leg;
— 1JX.909. — 15951, Estação Raiz da Serra, SP; Wacket, leg; 25.1.908. — 15963, Barueri, SP;
K. Lenko, leg: 07.VIIl.960. — 15965, São Paulo; Bicezo, leg. — 15966, Jundiaí, SP; C.
Schrottky, leg. — 2 ex., 15978, Rio Itapocü, SC; Schwei..., leg; —. IX.892. — 16527,
Boraceia, Salesópolis, SP; Leme, leg; 20.X.965. — 2 ex., s/n.°, Barueri, SP; K. Lenko, leg;
19.X11.965. y
SMF, 2 ex., n.º 195478/2, Itaimbezinho, Cambará do Sul, RS;J. W. Thomé, leg; —.XII.960.
UMU, n.º 4b, Arroio Sepulturas, Artigas, Uruguai; C. S. Carbonell, leg; 24.11.954. — 5b,
Sepulturas, Artigas, Uruguai; 16.1.952; (no pasto, à noite).
ZMHUB, n.º 39069, Taubaté, SP; Dr. Semper, ded; (holótipo). —-101570, São Paulo, SP; H.
v. Ihering, leg; 1901; (paralectótipo de V. pardalis). — 2 ex., 101571, Ribeirão Pires, SP; E.
Bresslau, leg; 08.X1.913; (paralectótipos de V. pardalis).
ZMUH, 2 ex., s/n.º, Tijuca Preto, junto a Rio Negro, PR; R. Weyh, leg; 1901. — Paranaguá,
PR;R. Weyh, leg; 1912.
— Discussão: A espécie foi redescrita recentemente sobre o holótipo, bem
assim duas espécies que ora coloco na sinonímia da primeira (THOMÉ, 1969b,
1972a). À espécie foi poucas vezes mencionada até hoje, apesar de sua larga
distribuição, possivelmente por ter sido confundida com outras espécies pelos
autores. HEYNEMANN (1885b), quase simultaneamente com a descrição
original, menciona a espécie para ''Rôdersberg'”, São Paulo, Brasil, cuja lo-
calidade não conseguimos encontrar, ressaltando na oportunidade as 4 filas de
pontuações pretas longitudinais no noto, sobre cor fundamental amarela, o
que realmente é bem característico para a espécie, naturalmente com maior ou
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922... 87
menor nitidez. O mesmo autor (HEYNEMANN, 1906), apenas relaciona a
espécie em sua lista, confirmando a citação para ‘‘'Rödersberg’’, São Paulo,
Brasil. COCKERELL & COLLINGE (1893) relacionam a espécie em sua lista,
sob n.º 568, como registro de ocorrência para a América do Sul. SIMROTH
(1914) reconhece a espécie e a inclui no que ele denomina de “grupo” da
“tuberculosus””, alegando para isto o “desenho característico e o comprimento
de 6cm’’. Logo a seguir comenta que é facilmente diferenciável de ‘‘V. ga-
lathea e V. kroyer!”’, visto ter ‘‘3 filas de manchas’’. Realmente a espécie é
distinguível das duas mencionadas por SIMROTH, porém não pelo caracterís-
tico alegado, que ainda assim o foi erradamente, visto as filas serem em nü-
mero de 4, o que o próprio SIMROTH (1914) logo adiante (p. 291) confirma,
ao mencionar que ao desenho da V. adspersa se ajustaria o de V. varıegata,
constituído de 4 filas longitudinais pretas, sendo que as filas externas seriam as
que limitariam a área central primitiva e as filas internas a área mais estreitada.
Esta argumentação é improcedente, visto que com,ela SIMROTH (1914)
pretendia dar como característico de seu “grupo” da ““tuberculosus”” a divisão
do noto em 3 áreas longitudinais, o que realmente encontramos em somente
duas espécies do gênero Phy//ocaulis, este abrangendo hoje todo ‘‘grupo’’ de
SIMROTH. COLOSI (19224) cita a espécie em sua relação, aduzindo que
apesar do colorido, deveria ser considerada apenas como uma forma local do
que ele considerava então ““Vaginula solea’’' (= Phyllocaulis tuberculosus).
Finalmente HOFFMANN (1925) inclui a espécie na sinonímia de sua
Phyllocaulus tuberculosus, sob a alegação de que ““um franjado na espata, esta
com forma de colher, dá indicação segura às papilas que ocorrem na espata de
P. tuberculosus". HOFFMANN (1925) simplificou o assunto, englobando em
sua P. tuberculosus o que agora desdobro em três espécies: Phy//ocaulis bo-
raceiensis, P. variegatus e P. tuberculosus, facilmente distinguíveis pelas
caracterizações propostas.
A presente espécie está obviamente relacionada com as duas citadas
acima, (P. boraceiensis e P. tuberculosus) colocando-se pelos seus caracteris-
ticos e também pela ocorrência, com uma forma intermediária" entre as outras
duas.
Uma coleta sistemática em toda área de ocorrência e um estudo detalhado
da anatomia comparada, cremos que poderá indicar dentro desta espécie ao
menos uma sub-espécie, visto que já pudemos verificar uma certa constância
na variação do colorido do noto entre as espécies que ocorrem em Sao Paulo e
as que encontramos no Rio Grande do Sul. Estas, são sempre mais claras, com a
pigmentação preta menos carregada do que aquelas, o que por si só, contudo,
não justífica a sub-divisão e nenhum apoio para a mesma conseguimos
encontrar nos característicos anatômicos analisados.
A espécie V. doellojuradoi GAMBETTA, 1923 e facilmente identificável
com P. varegatus e a má caracterização das espécies em geral, permitiu a
identificação errônea até recentemente, como podemos ver em SCOTT (1963),
FERNANDEZ (1973) e FERNANDEZ & CASTELLANOS (1973).
Conforme já notara SCOTT (1963), GAMBETTA (1923) não reconheceu
na sua espécie V. solea, a própria espécie nova V. doellojurado:i que propôs no
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
88 THOME,J.W.
mesmo trabalho. Isto originou uma grande confusäo, que foi seguida por
COIFMANN (1934a, 1934b, 1935a, 1935c) e por COLOSI (1933), o que agora
retifico, baseado nas próprias descrições, ilustrações e observações daqueles
autores. Eles destacavam principalmente o pênis característico, que hoje re-
conheço como de P. varıegatus. A procedência do material, sempre provenien-
te de São Paulo, onde não ocorre nem P. so/eiformis nem P. tuberculosus, com
as quais a espécie V. so/ea GAMBETTA non ORBIGNY vinha sendo confun-
dida, também confirma a sinonimizacäo.
HOFFMANN (1925) redescreve P. solea e P. tuberculosus, incluindo na
sinonímia da primeira V. doellojuradoi GAMBETTA e na segunda V. va-
riegatus SEMPER, exclusivamente por razões geográficas, com desprezo pelas
anatômicas, o que além de reprovável sob o aspecto taxonômico, falsificou a
redescrição esme enseja colocar as espécies em questão, em parte, na sinoni-
mização proposta. A citação de HOFFMANN (1927) que ora sinonimizo sob
esta espécie, o faço em caráter de tentativa, visto que no conceito de HOFF-
MANN (1925), P. tuberculosus englobava o que hoje considero como P.
boraceiensis, P. tuberculosus e P. vartegatus, sendo que as duas primeiras não
ocorrem na Argentina.
THIELE (1927) num trabalho pouco consciencioso, conforme afirmou
muito justamente BAKER (1928a), atribuiu inicialmente à espécie Veronicella
tuberculosa, dois espécimes provenientes de Barreira (Serra dos Órgãos), cuja
identificação ele teria realizado com base em trabalho de GAMBETTA (1923).
Não menciona qualquer característico de identificação, indicando apenas as
dimensões. Pela procedência, tamanho dos espécimes e a referência ao tra-
balho de GAMBETTA, proponho a presente sinonimização. As duas espécies
novas de THIELE, 1927 (V. pardalis e V. brasiliensis) foram recentemente
redescritas por THOMÉ (1969b) e pelos característicos que apresentam se
integram perfeitamente na sinonimização proposta.
CONCLUSÕES
1. Os característicos anatômicos utilizados no presente trabalho estão
baseados em exames realizados em séries de 50 espécimes de diversas “formas”
e ou provenientes de uma mesma população, bem como em observações
devidas ao reexame da maioria das espécies-tipo, onde verifiquei a constância
dos mesmos.
Isto me permitiu descartar variações estabilizadas somente a nível de
população ou repetidas em indivíduos de várias populações, que eram utili-
zadas na descrição de espécies novas. Assim temos, por exemplo, o pênis de
Phyllocaulis variegatus com espata delgada ou espessa; com os bordos da espata
fortemente serrilhados, em toda sua extensão ou fracamente serrilhados ou
apenas levemente serrilhados, em pequena região do ápice; com a glande
totalmente lisa ou com a extremidade limitada por uma demarcação rendi-
lhada. Todas estas variações são individuais, mas-que por vezes estão estabi-
lizadas em populações, o que talvez seja uma tendência a especiação. Apresen-
to estas observações, a título informativo e como sugestão de investigação.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
Revisão do gênero Phyllocaulis COLOSI, 1922... 89
2. O gênero distribui-se numa faixa obliqua transversal, no sul da
América do Sul, desde a costa atlântica entre os paralelos 20ºS e 30ºS até a
costa do Oceano Pacífico entre os 30ºS e 40ºS. Das cinco espécies registradas
para o gênero, Phyllocaulıs variegatus apresenta a maior dispersão geográfica,
ocorrendo ao longo da costa atlântica, desde o sul de Minas Gerais ao norte, até
Buenos Aires no sul, acompanhando em linhas gerais a grande bacia hidro-
gráfica do Paraná-Prata, sugerindo que seja espécie higrófila, como já notara
SCOTT (1963).
As espécies próximas desta, P. boraceiensis e P. tuberculosus, que
apresentam os maiores espécimes registrados para a família, tem ocorrência em
áreas restritas. P. boraceiensis atinge o limite setentrional no Brasil (Juiz de
Fora, Minas Gerais) e se extende para o sul até o norte de Santa Catarina
(Blumenau), numa estreita faixa litorânea. Contacta no sul com P. tuber-
culosus, onde se inicia a ocorrência setentrional desta última (Joinvile, SC),
que também ao longo do litoral, estende sua distribuição ao Rio Grande do Sul
(Viamão) permanecendo contudo nas regiões elevadas, sem chegar às planícies.
O registro de P. tuberculosus para a Bolívia é devido a um espécime juvenil,
que encontrei na coleção do ''Senckenberger Museum”, coletado já em 1913,
o que faz suspeitar que tenha havido troca de etiquetas, sendo mais provável
que a procedência seja Santa Catarina, no Brasil, onde houve forte imigração
alemã e donde foram remetidos muitos lotes aos Museus europeus, como se
verifica pelo registro de ocorrências.
P. soleiformis é a espécie de ocorrência mais meridional na costa atlântica.
Sobrepõe sua distribição ao norte, com as ocorrências de P. tuberculosus bem
junto ao litoral (Torres, no Rio Grande do Sul) e com P. varigatus em Missiones
(Argentina) mais para oeste, extendendo-se por todo Rio Grande do Sul no
Brasil, todo Uruguai e na Argentina atinge os limites de distribuição ao sul, em
La Plata e Mendoza.
Finalmente temos P. gayz, a única espécie que se localiza além dos Andes,
restringindo-se sua distribuição geográfica ao sul do Chile, ao longo da costa
do Pacífico. O registro desta espécie para o México, interpreto, como já o fez
HOFFMANN (1925), como devida a introdução acidental recente, pelo ho-
mem, através do comércio de mercadorias.
3. Apesar do pouco conhecimento que ainda possuímos sobre as afi-
nidades filogenéticas nesta família, quero adiantar algumas diretivas de estudo
e observação sobre o relacionamento das espécies de Phy//ocaulis.
Aparentemente as espécies P. boraceiensis, P. tuberculosus e P. variegatus
devem estar mais próximas entre si, especialmente pela maior semelhança do
pênis e da glândula penial em relação a P. gayı e P. soleiformis, que também se
acham mais próximas entre si, do que com as três outras espécies. Estive ten-
tado a agrupá-las em 2 subgêneros, o que não fiz por julgar necessários maiores
subsídios de anatomia comparada para comprovações.
Uma especulação que estou tentado a fazer, como hipótese de trabalho a
ser investigada, é que a espécie mais primitiva seria P. boraceiensis, pelo seu
tamanho mais avantajado e sua ocorrência mais setentrional. Desta teriam se
originado P. tuberculosus, uma forma grande, restrita as regiões elevadas e P.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (49):67-90, 30 jul. 1976
90 THOME,J.W.
variegatus, algo menor, mais higrófila, com migração para o sul, onde deu
origem a P. soleiformis, que por sua vez originou P. gayı.
P. gayı é a que apresenta as formas menores e mais delgadas, além de
apresentar um colorido uniforme e melânico.
P. soleiformis e P. tuberculosus apresentam o colorido e desenho mais
semelhantes, seguidos de P, varıegatus, todas três deixando perceber em maior
ou menor grau de nitidez a divisão do noto em três áreas losangulares lon-
gitudinais, o que não ocorre nas duas espécies extremas, P. horacezensis e P.
gayı, que apresentam colorido e desenhos uniformes no noto.
Esta hipótese, pela observação do ‘'habitus’’ e ocorrência, que não são
dados suficientes de comprovação, deverá ser estudada à luz da anatomia
comparada, embriologia, etc., o que apresento aqui como subsídio de tra-
balhos futuros, baseado nas observações e experiência adquiridas nestes meus
diversos anos de pesquisa.
REFERÊNCIAS
THOME; J. W. (1975) — Os gêneros da família Veronicellidade nas Américas (Mollusca;
Gastropoda). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (48):3-56.
Obs.: O trabalho acima contém a bibliografia completa sobre os Veronicelídeos americanos.
Conservo no presente texto, as mesmas referências.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):67-90, 30 ago. 1976
[3
Uma adaptação e comparação de duas técnicas para
determinação de volume de Zooplâncton. *
João Oldair Menegheti **
RESUMO
Comparam-se duas técnicas, a de deslocamento adaptada por FOXTON (1956) e a descrita
por JASHNOV (1959). Trabalhou-se com 64 amostras de zooplâncton obtidas no fim do verão de
1972, na plataforma continental e no talude diante da costa do Estado do Rio Grande do Sul.
O coeficiente de correlação linear de Pearson atingiu 0,99.
Tomando-se a primeira técnica como variável independente e a segunda como dependente,
obteve-se a equação de regressão linear
A
Y = 0,144 + 0,594X
ABSTRACT
It is compared two methods, the dislocation adapted by FOXTON (1956) and that described
by JASHNOV (1959). It was examined 64 samples of zooplankton collected on late Summer of
1972 in the continental shelf and slope in southern Brazil.
The Pearson's coefficient of linear correlation between two methods was .99 and the respec-
tive equation of linear regression was
Vem 44 04X
INTRODUÇÃO
Frequentemente necessita-se obter informações rápidas sobre quantidades
de organismos zooplanctônicos. Esta é a principal vantagem das técnicas de
FOXTON e de JASHNOV. A técnica de deslocamento é usada ainda por vários
autores. Outras técnicas mais precisas surgiram, como a de YENTSCH e col.
(1957) que usava um volumômetro cuja vedação era feita por banho de mer-
cúrio. JASHNOV (1959), achando duvidoso que esta técnica pudesse ser usada
a bordo de um barco, propõe outra cuja precisão é de 0,05ml.
Comparam-se as técnicas de FOXTON e de JASHNOV considerando-se a
composição característica do zooplâncton da plataforma continental do Estado
do Rio Grande do Sul.
Sugere-se o uso da técnica de JASHNOV devido a sua maior precisão. Mas
coleções importantes de amostras de zooplâncton, como a do Instituto
Oceanográfico da USP tiveram seus volumes determinados pela técnica de
deslocamento. Por isso que ao se comparar as duas técnicas já mencionadas,
pretende-se que se houverem determinações de volume de zooplâncton pela
técnica de JASHNOV, possam-se comparar os resultados destes com aqueles
efetuados em outras regiões pela técnica de deslocamento. Para isso deter-
* Recebido para publicação em 19/05/1976. Contribuição FZB n.º 023.
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal, 1188 -
Porto Alegre - RS - Brasil.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
92 MENEGHETI, J.O.
minou-se a regressão linear que permite a conversão dos valores de uma para
outra técnica. Este fator de conversão só deverá ser aplicado sobre amostras de
regiões que possuam composição semelhante de zooplâncton.
MATERIAL E MÉTODOS
Efetuaram-se as coletas durante a realização da GEOMAR IV, cruzeiro de
Geologia Marinha no N. Oc. Alte. Saldanha, de 4 a 22 de março de 1972. As
coletas foram horizontais e verticais. A rede era do tipo cônica com 0,80m de
diâmetro de boca e malha de 110 micra de nó a nó.
A técnica de deslocamento de FOXTON consiste basicamente na filtração
do plâncton através de um pedaço de rede da mesma malha usada na coleta.
Introduz-se o plâncton, com a rede em que está contido, em uma proveta com
volume de água conhecido. A diferença entre as medidas inicial e final, sub-
traindo o volume conhecido da rede, dá o volume do plâncton.
A técnica de JASHNOV necessita o seguinte equipamento: 1 bureta com
precisão de 0,05ml, 1 anteparo para sustentá-la'na posição vertical e o volu-
mômetro. Este consiste de um cilindro oco transparente tendo numa das
extremidades uma tampa em cujo centro geométrico há um estilete móvel cuja
altura de extremidade livre é fixada por um parafuso, conforme figura 2.
Na outra extremidade do cilindro fixa-se um pedaço de rede de malha
com 65 micra de nó a nó. À técnica consiste em adicionar-se um volume co-
nhecido de água (50ml) no tubo cuja extremidade com a rede foi anteriormen-
te vedada com borracha em estado de tensão a fim de ficar aderida à mesma.
Baixa-se a ponta do estilete até que toque a superfície da água, sem romper a
tensão superficial.
Fixa-se esta posição do estilete com o parafuso. Retira-se a borracha e
esvazia-se o tubo. Seca-se bem a rede. Introduz-se a amostra no tubo. Deixa-se
a água da amostra escorrer pela rede. Novamente seca-se bem a rede com papel
de filtro aderido externamente. O plâncton ficou retido no tubo.
Com o mesmo volume de água (50ml) no interior da bureta, deixa-se fluir
a água para o tubo, até que a superfície desta toque a extremidade do estilete
anteriormente fixado. A diferença entre o volume inicial de água na bureta
(50ml) e o volume gasto para completar os 50ml no tubo, dará o volume do
plâncton que está no tubo.
Fez-se uma adaptação à técnica de JASHNOV. Acoplou-se ao tubo no
momento da filtração, um erlenmeyer e uma bomba de vácuo para acelerar o
processo de filtração pela rede. Fizeram-se ensaios antes para verificar com que
valor da escala de vácuo não havia passagem de organismos de plâncton através
das malhas ou seus rompimentos. Usaram-se valores mais altos de pressão
como margem de segurança.
Os organismos maiores do que 2cm foram removidos das amostras antes
de se medir o volume. Assim se evitou a introdução de maior erro de aferição.
JASHNOV usa dois tubos, um de 80ml para o plâncton menor e o outro de
300ml para o maior.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
Uma adaptação e comparação de duas técnicas para... 93
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Verificou-se que, os volumes obtidos pela técnica de FOXTON sofrem
mais influência da água que fica retida entre os indivíduos do zooplâncton do
que os obtidos pela de JASHNOV. Em consequência, há maior variabilidade
de volumes na primeira técnica do que na segunda.
Fez-se esta constatação a partir da comparação entre as variâncias esti-
madas (82) em que 82 de deslocamento foi maior que 82 de JASHNOV. Isto é,
as medidas feitas por deslocamentos são mais heterogêneas. Os valores foram:
$24]=8,12€ 82; = 6,15. Assume-se que esta diferença tenha sido significativa
pois não se aplicou nenhum teste de significância.
O coeficiente de correlação linear de PEARSON mostra fortíssima cor-
‚ relação positiva entre as duas técnicas (r = 0,99).
Espera-se que a correlação obtida não seja resultado de coincidência
considerando que a probabilidade de que ela não seja significativa é menor
que 1%. Pelo coeficiente de determinação, 98% das variações verificadas nas
medidas efetuadas pela técnica de JASHNOV são explicadas pelas variações
observadas na de deslocamento. Pode ser que trabalhando-se com a técnica de
JASHNOV tenham que se comparar com os resultados obtidos da segunda em
outra área. Determinou-se a melhor função ajustante para representar a relação
entre as técnicas. Pelos mínimos quadrados constatou-se ser uma reta. A va-
riância residual e estimada foi de 0,093. A regressão que se obteve foi:
Y=0,144 + 0,594X. A reta não passa pela origem das coordenadas. Em
consequência a regressão não funciona para volumes baixos. Deve-se desprezar
estas amostras para tratamento estatístico. O coeficiente angular (0,594) resul-
tante da razão entre as variações de volume de uma e outra técnica, indica que
a tendência é, em amostras relacionadas, ocorrerem valores maiores de vo-
lume de plâncton na técnica de deslocamento do que nos da outra técnica. Os
coeficientes linear e angular testados, mostraram significância a um nível de
1%.
AGRADECIMENTOS
O autor agradece ao Mestre Ivo Antoniazzi pelo aconselhamento estatístico, a estagiária
Arcilda Farias pela participação na atividade de laboratório e ao naturalista Germano Phonlor por
ter cedido o volumômetro de JASHNOV.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FOXTON, P. (1956). The distribution of the standing-crop of zooplankton in the Southern
Ocean. Discovery Rep., Cambridge 28:181-236.
JASHNOV, W.A. (1959). A new model of a volume meter for rapid and precise plankton eva-
luation under field conditions. Zoo/. Zh. Moscow, 38(11):1741-1744 (em russo).
YENTSCH, C. & HEBARD, I (1957). A gauge for determining plankton volume by the mercury
immersion method. I. Cons. Copenhagen, 22(2).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
94 MENEGHETI, J.O.
Figura 1 — Equipamento usado na técnica de JASHNOV.
Figura 2 — Volumömetro de JASHNOV.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
Uma adaptação e comparação de duas técnicas para...
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
96 MENEGHETI, J.O.
Figura 3 — Distribuição de frequências entre as classes de volumes obtidos por”
JASHNOV ()) e deslocamento (D)
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(49):91-97, 30 ago. 1976
97
D 001+010/010+-025025 HO50060 HOOPO + 1501150 H250250 400400 -1950
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quatro (4) séries: “Antropologia”, “Botânica
IHERINGIA e o periódico de divulgação de trabalhos científicos inéditos do Museu de Ciências Naturais, pubicado em
", “Geologia” e “'Zoologia"". Cada série é editada em fascículos, com numeração
corrida independente, podendo conter um ou mais artigos.
O periódico, no seu todo ou por série, é distribuído a Instituições congêneres em regime de permuta, podendo eventualmente
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IHERINGIA is a periodical intended to publish scientific works and research data from the ''Museu de Ciências Naturais”
issued on four (4) series: ‘‘Antropology’’, ““Botany””, ““Geology”” and ‘‘Zoology’’. Each series is published in fascicules of
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Iheringia
série Zoologia
BL ISSN 0073-4721
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A Família Cynoglossidae no extremo-sul do Brasil e Rio da Prata
(Pleuronectiformes, Soleoider)
THALES DE LEMA & MARCOS FABIO T. DE OLIVEIRA posa
Observaciones sobre una colecta de peces bajo condiciones
ambientales extremas
CRACIELA CANNELLA N | p. 21
Segunda ocorrência de Myrichthys oculatus (KAUP, 1856) na
costa do Brasil. (Anguilliformes, Ophichthidae)
THALES DE LEMA ELIZABETH HUBER; THALES RENATO
O. DE FREITAS PAR,
Ocorrência de Dactylocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841, no É
litoral do Rio Grande do Sul. (Porifera-Hexactinelltda)
BEATRIZ MOTHES DE MORAES p. 41
Ocorrência do fungo Nomuraea rıleyi (FARLOW) SAMSON, de
taquinídeos e himenópteros parasitos em Anticarsia gem
matalıs HUBNER e Plusia sp. (LEPIDOPTERA, NO(
TUIDAE) criadas em laboratório
MARIA HELENA M. GALILEO; HILDA ALICE DE O. GAS
TAL; ELVIS A. HEINRICHS 51
Levantamento preliminar dos répteis da região da fronteira Brasil
Uruguai
THALES DE LEMA & MARTA E. FABIAN-BEURMANN p. 61
Museu de Ciências Naturais da
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
FUNDACAO ZOOBOTÄNICA DO RIO GRANDE DO SUL
Entidade de direito privado, instituída pela Lei Estadual n.º 6497 de 20/12/72. - (Supervi-
sionada pela Secretaria do Interior, Desenvolvimento Regional e Obras Públicas do Governo do
ZOOBOTANICA Estado do Rio Grande do Sul)
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Diretoria da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
Diretor-Superintendente
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do Museu de Ciências Naturais - JOÃO PEDROR. PAPALEO
do Parque Zoolögico - GILBERTO C. MATTES
Impresso com autorização e sob a responsabilidade do Diretor
Superintendente da FZB (alínea d), art. 14, dos
Estatutos - Decreto RS n.º 22.683/73).
A Familia Cynoglossidae no extremo-sul do Brasil
e Rio da Prata (Pleuronectiformes, Soleoidei )*
Thales de Lema**
Marcos Fabio T. de Oliveira***
RESUMO
No presente trabalho foi realizado um levantamento dos linguados marinhos da familia
Cynoglossidae ocorrentes na região que vai do Estado de Santa Catarina até ‘'Rıo de La Plata’’.
Constatou-se a presença unicamente do gênero Symphurus RAFINESQUE, 1810, e das espécies $.
jenynsi EVERMANN & KENDALL, 1907, $. plagusia tessellata (QUOY & GAIMARD, 1824), 5.
pterospilotus GINSBURG, 1951 e S. meridionalis n. sp. Symphurus trewavase CHABANAUD,
1948 não foi encontrada, apesar do registro de BENVEGNU (1973). A espécie mais frequente
nessa área foi S. senynsi EV. & KENDALL S. plagusia tessellata (Q. & GAIM.) ocorre em quase
toda a costa brasileira, exceto ao norte, onde chega a subespécie típica. $. prerospilotus GINS-
BURG é própria da região estudada. $. meridionalis n. sp. € descrita com base em 3 exemplares do
Rio Grande do Sul.
ABSTRACT
A survey was done of species of tonguefishes from Rio Grande do Sul and adjacent marine
waters, in Southern Brazil, including the State of Santa Catarina, and the Uruguay and Argen-
tina into the ““Rio de La Plata". Collecting was carried with artesanal fisheries method, during five
years. All the studied species are of the genus Syrzphurus RAFINESQUE, 1810: S. senynsi
EVERMANN & KENDALL, 1907, S. p/agusia tessellata (QUOY & GAIMARD, 1824), $. preros-
pilotus GINSBURG, 1951, and S. meridionalis n. sp. Syrmphurus trewavase CHABANAUD,
1948, recorded by BENVEGNÜ (1973), was not found, S. jenynsi EV. & KENDALL seems to be
the most common species in this region; S. plagusia tessellata (Q. & GAIM.) occurs along brazilian
and uruguayan waters, with exception of northern Brazil, where the typic subspecie (S. p. plagusia
(BLOCH & SCHNEIDER, 1801)) occurs; S. pterospilotus GINSBURG is proper to this southern
region; S. meridionalis n. sp. is described upon study of three specimens from Rio Grande do Sul.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho visa contribuir ao levantamento da ictiofauna ma-
rinha do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, e regiões adjacentes, e se ocupa
da Família Cynoglossidae. A identificação dos representantes do único gênero
constatado, Syrzphurus RAFINESQUE, 1810, apresentou muitas dificuldades,
porque os dados merísticos sobrepõem-se geralmente e a coloração das diferen-
tes espécies é muito semelhante. Entretanto, tomando-se como ponto de
* Aceito para publicação em 04/11/1976. Trabalho realizado com auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico, Rio de Janeiro, e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul.
Contribuição FZB n.º 013.
* Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188,
90.000 Porto Alegre, RS. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (TC 8849).
** Auxiliar de Pesquisas no Laboratório de Ciências do Mar do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50): 3-19, 30 jan. 1977
4 LEMA,T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
partida a revisão de GINSBURG (1951), conseguimos isolar 3 exemplares
procedentes do Rio Grande do Sul, que foram considerados como pertencentes
a uma nova espécie.
De um modo geral os representantes da Família Cynoglossidae são vulgar-
mente denominados ''Peixes-línguas””, “Língua de mulata”, “Língua de
vaca”, ‘'Emplastro’’, ''Solhas”” — no Brasil; ‘“Tapas’’, ““Tapaculos”,
*Tapaconas”, -Lenguaditos”, 'Lenguitas””, “Pez sol... ‚Sol, o
Uruguai e Argentina. Na extremidade sul do Rio Grande do Sul, devido talvez
à influência uruguaia, são, às vezes, chamados de ‘“Tapacüs’’.
MATERIAL E MÉTODOS
Obteve-se maior número de exemplares na pesca com redes de espera, as quais, na maioria
das vezes, eram colocadas à noite, vistoriadas de hora em hora, e retiradas pela manhã. Em menor
escala obtiveram-se exemplares com pesca de arrastão de praia, arrastão de fundo, com auxílio de
pescadores ou durante a pesca destes. Também em pesca submarina com ‘‘snorkel’’ foram obtidos
exemplares, nas águas claras de baias ao longo da costa do Estado de Santa Catarina. Alguns
exemplares foram obtidos nas descargas de navios pesqueiros no porto da cidade de Rio Grande, ao
sul do Rio Grande do Sul. Por fim, há exemplares obtidos na pesca de navios pesqueiros de maior
porte, efetuada longe da costa, com “'otter-trawl’’.
O material examinado procede dos Estados de Santa Catarina (SC) e do Rio Grande do Sul
(RS), estando depositados nas coleções ictiológicas do Museu de Ciências Naturais da Fundação
Zoobotânica do RS (MCN) e do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Católica do RS
(MCP). Exemplares do Uruguai (UR) e da Argentina (AR) foram avaliados através da bibliografia.
Para a identificação foram mais usados os trabalhos de LAHILLE (1939), GINSBURG (1951),
CARVALHO, TOMMASI & NOVELLI (1966) e BOHLKE (1961).
O número de raios é indicado pelas letras: A = anal, C = caudal, D = dorsal.
As escamas referem-se às filas longitudinais de escamas dorsais, contadas na porção anterior
do tronco.
As medidas foram aferidas sob microscópio-estereoscópico e também com um paquímetro
com vernier de 0,05 mm. Estão indicadas em mm e pelas abreviaturas: CC = comprimento da
cabeça, CT = comprimento total, STD = comprimento ''standard'”, DO = diâmetro ocular.
Nas tabelas de dados dos exemplares, estes foram dispostos em ordem decrescente de ta-
manho.
Família CYNOGLOSSIDAE
Gênero Symphurus RAFINESQUE, 1810
— Symphurus RAFINESQUE, 1810: 52. Espécie-tipo: Symphurus nigrescens
RAFINESQUE.
Chave para as espécies e subespécies marinhas encontradas desde os Estados
Unidos da América até o “Rio de La Plata’’, no Atlântico Ocidental, toman-
do-se como base a apresentada por GINSBURG (1951):
1.a. Aleta dorsal com 72-83 raios e
analı36,6%L2108 ol. insider aachen ha cuco a 2.
b. Aleta dorsal com 85-101
raios e anal com 69-85 raios..... AR Re O o reto 4.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
A Família Cynoglossidae no extremo sul do Brasil... 5
c. Aleta dorsal com 109-120 raios e anal
COMBO) BS FATOS NE Sr CEE ani PERENE DS Ape cd Ng dO CS NR rer 12:
2.a. Aleta caudal com 12 raios, dorsal
com 80-81 e anal com 63-67 raios... S. pelicanus GINSBURG, 1951
(Texas às Antilhas).
b. Aleta caudal com 10 raios, raramente
baião pra RAP UR RES a Fo A RR ARARAS ER RS NE N 3
3.a. Aleta dorsal com 72-75 raios, anal
COMD OCO BRA LOS nc iu ITA catia parado S. minor GINSBURG, 1951
(N Escócia à Flórida).
b. Aleta dorsal com 76-77 raios, anal E
COMO SOZI LAOS Md. qc cio cita le Se S. ommaspius BOHLKE,
1961 (Bahamas).
c. Aleta dorsal com 78-84 raios, anal
COMNO4F OS 12105. ren tee et S. parvus GINSBURG, 1951
(Flórida).
4.a. Aleta caudal com 12 raios;
mancha preta nítida na
caudal e terço posterior da
dossaleanal,.2: =... 0.00 20.0. S. rhytisma BÖHLKE, 1961
(Bahamas).
b. Aleta caudal com 11 raios, caudal
comemancha Preta.nitida. nene ante DA Eine o legado nk ne Se
c. Aleta caudal com 10-12 raios, ra-
ramente 11; mancha preta pouco
Birielasma.caudale bar AAN 0 indo sala Ria o ce ah E atoa 6.
S.a. Aleta dorsal com 84-86 raios, anal
com 68-71 e caudal com 11'raios........... $. urospilus GINSBURG,
1951 (Flörida).
b. Aleta dorsal com 93 raios, anal com
75 raios; dorsal e anal com manchas
pretas-na região posteriot............». S. pterospilotus GINSBURG,
1951 (SC ao UR).
6.a. Aleta caudal com 10 raios, geral-
mente; mandíbula do lado oculado
geralmente edêntula (às vezes
aparecemialpunsidENtes) E su io ear E ra no ne O A Ap PA 7.
b. Aleta caudal com 12 raios, geral-
mente; mandíbulas, quando edên-
tuias, o são simetricamente ........ 8.
7.a. Escamas em 86-98 séries; aleta
dorsal com 89-93 raios, anal com 73-
78 raios; dorsal e anal com pontos
pretos bem evidentes: . ...:.2........%: 5. diomedianus (GOODE &
BEAN, 1886) (Flórida ao
Rio de Janeiro).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
LEMA, T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
b. Escamas em 71-86 séries; aleta dorsal
com 85-92 raios, anal com 69-78
raios; dorsal e anal sem manchas. ... . suas) zur. S. blagiusa (L., 1766)
. Dentes mandibulares projetam-se
para diante: “=... 18,11... MOM SEP LITE chen >
. Dentes mandibulares ausentes (äs
vezes há alguns poucos presentes); . 0.215 me vo ae rer 10.
. Aléta dorsal com 96-98
raios, anal com 82-83 raios ...... S. marginatus (GOODE &
BEAN, 1886) (SE.U.A).
. Aleta dorsal com 85-88 raios, anal
com 71-73. La1 OS RE N N ee it
. Aleta dorsal com 87-92
raios, anal com 70-77;
escamas em 69-80 séries +... ... -.. S. civitatum (GINSBURG,
1951) (E.U.A.).
. Aleta dorsal com 90-98 raios, anal
com 76-82 raios; escamas em 74-90
SERES U A cs ed find "IN ARE INNEREN, ale a al lares cena oa S. plagusia plagusia
(BLOCH & SCHNEIDER, 1801)
(Antilhas ao N Brasil).
. Aleta dorsal com 95-101 raios, anal
com 78-85; escamas em 80-92 séries ............ S. plagusia tessellata
(QUOY & GAIMARD, 1824)
(NE Brasil ä AR).
- Escamas em 69-73 series . . dor an S. biger (GOODE & BEAN,
1888) (Flórida).
Escamasıem 79-833seHles LN psp rs ee S. pusillus (GOODE &
BEAN, 1885) (E.U.A.).
. Aleta caudal com 10 raios, raramente
9: escamas em 102-LI8' series -..........00- 5. jenynsi EVERMANN &
KENDALL, 1907 (SCä AR).
. Aleta caudal com 11 raios; escamas
em: 92-112 séries 2... ARRAIS: ..S. meridionalis n. sp (RS)
. Aleta caudal com 14 raios; escamas
EMI23:.128 series A qem rn ee A S. nebulosus (GOODE &
BEAN, 1883) (SE.U.A.).
ESPECIES DA ZONA MERIDIONAL
1. Symphurus jenynsiEVERMANN & KENDALL, 1907
Symphurus jenynsi EVERMANN & KENDALL, 1907; 108, fig. 4. Localidade-tipo: ignorada
(o exemplar tipo foi adquirido no mercado público de Buenos Aires, AR, parecendo ter sido
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
SD DT
A Família Cynoglossidae no extremo sul do Brasil... 7
pescado nas äguas em frente a essa capital); DEVINCENZI, 1920: 135; 1924-1926: 281 (Rıo
de La Plata); CHIESA, 1945: 101, fig. (AR: 35° a 39° L.$.); GINSBURG, 1951: 200 (Buenos
Aires, Montevideo, Isla de Flores, costa uruguaia); CARVALHO, TOMMASI & NOVELLI,
1968: 21-23, fig. (do S do Brasil ä AR).
Symphurus senynsit BARCELLOS, 1962-B: 12 (RS); MENEZES, 1971: 61 (plataforma continental
do extremo-sul de SC para o S do R$).
Symphurus fenynsil MENEZES, 1969 (1): 60, (4): est. (plataforma continental do extremo-sul de
SC para oS do R$).
S. ymphurus) fenynsi RINGUELET & ARAMBURU, 1960: 91 (UR, AR).
Symphurus bergi THOMPSON, 1916: 414, est. 2, fig. 2. Localidade-tipo: Montevideo; DEVIN-
CENZI, 1920: 136 (Rio de La Plata); 1924-1926: 282 (Rio de La Plata); CHIESA, 1945: 102,
fig. (AR: 35º30' L.S.); BARCELLOS, 1962-B: 12 (RS).
Material examinado: SC: Florianópolis (MCP 1201, MCP 2195 a 2198). RS: Farol da
Conceição, Mostardas (MCP 6858 a 6860); Rio Grande (MCP 3836, MCP 6572); RS/UR:
Chuí/Cabo Polonio (MCP 7517). (Tavela I.)
2. Symphurus plagiusa (LINNAEUS, 1766)
Pleuronectes plagiusa LINNAEUS, 1766: 455. Localidade-tipo: provavelmente Charleston,
E.U.A. (apud GINSBURG, 1951).
Symphurus trewavase BENVEGNU, 1973: 499 (de Torres, RS, a Maldonado, UR).
Nao encontrado.
3. Symphurus plagusia tessellata (QUOY & GAIMARD, 1824)
Plagusia tessellata QUOY & GAIMARD, 1824: 240. Localidade-tipo: Rio de Janeiro.
Symphurus plagusia BERG, 1895: 79 (Montevideo); IHERING, 1897: 53 (Rio de La Plata);
DEVINCENZI, 1920: 136 (UR); 1924-1926: 281 (UR); part. BEEBE & TEE-VAN, 1928: 77
(Índias Ocidentais ao UR; Baia de Port-au-Prince); DEVINCENZI & LEGRAND, 1936: est.
44 (UR); LAHILLE, 1939: 203 (Montevideu); part. CARVALHO, 1941: 46, 47 (Índias
Ocidentais ao UR); CHIESA, 1945: 101, fig. (Ar: 35º - 40º L.S.); DE BUEN, 1950: 97 (UR);
part. GINSBURG, 1951: 199 (América Central; Brasil: Pernambuco, Rio São Francisco,
Santos; UR); SANTOS, 1952: 202 (Brasil); MIRANDA RIBEIRO, 1961: 7 (RS); BARCE-
LLOS, 1962-A: 10 (RS); 1962-B: 12 (RS) ; LEMA, 1963: 37 (RS/UR: Chuf/Cabo Polonio);
part. NOMURA & MENEZES, 1964: 356 (Indias Ocidentais ao UR).
Aphoristia ornata PERUGIA, 1891: 628 (Montevideu).
“Pleuronectes conex-iales'' LARRANAGA, 1923: 383 (UR).
“Pleuronectes conesiales vel minimus’' LARRANAGA, 1925: 302 (UR).
Symphurus plagusia tessellata GINSBURG, 1951: 199-200 (UR; Brasil: Pernambuco, Rio São
Francisco, Rio de Janeiro, Santos); CARVALHO, TOMMASI & NOVELLI, 1968: 21-22, fig.
(Brasil: Pernambuco ao RS; UR).
S. (ymphurus) plagusia tessellata RINGUELET & ARAMBURU, 1960: 91, fig. 72 (Brasil, AR,
UR).
Material examinado: SC: Porto Belo (MCP 7329); Florianópolis (MCP 3138); Estreito de
Florianópolis (MCP 1197). (Tabela II.)
4. Symphurus pterospilotus GINSBURG, 1951
Symphurus pterospilotus GINSBURG, 1951: 194, est. 2, fig. E. Localidade-tipo: Uruguai, Isla de
Flores. CARVALHO, TOMMASI & NOVELLI, 1968 21, 22 (UR: Isla de Flores, provavel-
mente S Brasil).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
8 LEMA, T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
Material examinado: SC: Porto Belo (MCP 7270, MCP 7327, MCP 7345); Florianöpolis (MCP
2193, MCP 2194, MCP 3139, MCP 5663); Estreito de Florianöpolis (MCP 1198 a 1200, MCP
1202). RS: Torres (MCP 7134). (Tabela III.)
5. Symphurus meridionalisn. sp.
(Figuras 1 a 3)
Diagnose diferencial: Semelhante à $. jenynsi EVERMANN & KEN-
DALL, diferindo desta principalmente pelo n.º de raios das aletas caudal,
dorsal e anal; a cabeça cabe de 5, 3, a 5,7 vezes no comprimento ‘‘'standard’’,
enquanto que em S. jenynsi EV. & KENDALL cabe de 6 a 7,7 vezes.
Descrição: Dentes do lado oculado, nítidos, um pouco afastados entre si,
tanto no maxilar como na mandíbula. Narinas tubulosas, a anterior é cerca de
3 vezes maior que a posterior. Fenda branquial atingindo posteriormente a
linha vertical que divide a órbita ao meio. Margem do opérculo com 2 lobos
arredondados e um entalhe curvo entre ambos. Olho migrador mais à frente
que o olho estacionário, ambos de posição variável, quase tocando-se entre si, €
estando levemente separados no maior exemplar. Escamas dorsais variando de:
92 a 112. Raios das aletas variando de 113 a 120 na dorsal, de 89 a 92 na anal;
caudal com 11; pélvicas com 4. A cabeça cabe cerca de 5,5 vezes no compri-
mento ‘‘standard’’; o olho cabe de 7,5 a 8,8 vezes na cabeça; a boca cabe cerca
de 4 vezes na cabeça. A boca é muito curva e o maxilar projeta-se além da
mandíbula. Coloração pardo-escura com faixas verticais um pouco mais escuras
que o fundo, estreitas e altas, geralmente atingindo as aletas dorsal e anal; pelo
menos 7 estrias são nítidas, as demais são interrompidas, ou apenas se distin-
guem inferiormente ou superiormente. As aletas medianas são de cor creme
anteriormente, enegrecendo para trás, com os raios posteriores completamente
negros, assim como os da caudal.
Material examinado:
MCN 2401 - HOLOTIPO - Procedência: RS: Praia de Cassino (Rio Grande). D: 120; A: 92;
escamas: 92; olho migrador um pouco à frente do estacionário (quase na mesma altura), os dois
um pouco isolados entre si. Comprimento total: 190; comprimento ‘'standard’’: 177; compri-
mento da cabeça: 31; comprimento do olho: 3,5; comprimento da bôca: 8. Cabeça x comprimento
“standard”: 5,7; olho x comprimento da cabeça: 8,8; boca x comprimento da cabeça: 3,8. Estrias
pouco nítidas na cabeça, apenas 7 são evidentes no tronco e situam-se na região mediana do
mesmo (Fig. 1).
MCN 2399 - PARATIPO I - Procedência: RS: Praia do Farol da Conceição (São José do
Norte). D: 113; A: 89; escamas: 112; olho migrador mais à frente do estacionário; sendo que a
margem anterior deste atinge a metade daquele. Comprimento total: 178; comprimento “'stan-
dard’’: 168; comprimento da cabeça: 30; comprimento do olho: 4; comprimento da böca: 7.
Cabeça x comprimento ''standard"": 5,6; olho x comprimento da cabeça: 7,5; bôca x comprimento
da cabeça: 4,3. Há 3 estrias na cabeça; 13 inteiras no tronco, inicialmente bem distintas, posterior-
mente elas se estreitam e há interrupções tornando-se indistintas (este é o exemplar em que
melhor se pode observar o ''pattern"). (Fig. 2).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
A Familia Cynoglossidae no extremo sul do Brasil... 9
MCN 2400 - PARATIPO II - Procedência: RS: Praia em frente ao Alfred Hotel em Torres
(cidade de Torres). D: 120; A: 89; escamas: 106; olho migrador muito à frente do estacionário,
este fica atrás da linha mediana vertical ao primeiro. Comprimento total: 149; comprimento
“standard”: 138; comprimento da cabeça: 26; comprimento do olho: 3; comprimento da böca:
6,5. Cabeça x comprimento ‘'standard’’: 5,3; olho x comprimento da cabeça: 8,6; böca x com-
primento da cabeça: 4. Estrias indistintas na cabeça; 7 estrias distintas no tronco, sendo mais
nítidas no meio do corpo.
NOTAS ECOLÓGICAS
Todos os exemplares foram encontrados em fundo lodoso ou arenoso, até
50 m de profundidade. O material coletado em RS e SC é costeiro; mas o
procedente a região RS/UR é de alto mar (LEMA, 1963). Os Cynoglossidade
parecem ser abundantes na plataforma continental situada a frente do RS e do
UR (MENEZES, 1969, 1971; BENVEGNU, 1973).
CONCLUSÕES
Os Cynoglossidae do Atlântico Ocidental ocupam uma faixa marinha
costeira que vai dos E.U.A. até o “Rio de La Plata”, sendo este último o limite
sul de sua distribuição. O maior número de espécies ocorre nas Antilhas, de-
crescendo para o Brasil e, mais ainda, para o sul, onde, por outro lado, aumen-
ta a fregüencia de indivíduos. Mais para o sul da costa argentina, onde é forte a
influência da Corrente das Malvinas, eles estão ausentes. Isso está dentro do
esperado no que se refere à ictiogeografia da região.
Symphurus plagusia tessellata (QUOY & GAIMARD) é registrada para
Santa Catarina. $. prerospilotus GINSBURG é registrada para Santa Catarina e
Rio Grande do Sul. $. zenynst EVERMANN & KENDALL é registrada para
Santa Catarina. S. mmeridionalis é uma espécie nova próxima à S. jenynsi EV. &
KENDALL, sendo registrada para a costa do RS, de Na S. Todas essas espécies
parecem ser muito frequentes na área enquadrada neste trabalho. Os registros
aqui realizados atestam que a fauna de peixes marinhos dessa área é muito
pouco conhecida.
A espécie de maior freguência mostrou ser S. senynsi EV. & KENDALL.
$. bergi THOMPSON, considerada sinônima desta, deveria ser analisada à luz
de um estudo zoogeográfico, pois acreditamos que a espécie de THOMPSON
possue características dignas de nota. DEVINCENZI (1924-1926), examinando
material de $. hergi THOMPSON, sentiu dificuldade na identificação, bem
como indicou a presença de outra espécie no material rotulado como S. yerynsz
EV. & KENDALL, citando-a como Symphurus sp. Como não vimos esse
material nada podemos dizer neste trabalho.
S. meridionalis n. sp. foi descrita tendo-se em vista o critério adotado por
GINSBURG (1951), e que lhe permitiu fazer a diagnose diferencial das di-
ferentes espécies de Syrzphurus RAFINESQUE.
S. civitatum GINSBURG confunde-se com S. p/agiusa (L.) e também com
S. plagusia (BLOCH & SCHN.). Cotejando-se as descrições dos principais
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
10 LEMA,T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
autores sobre o tema, tem-se a impressão de que S$. civitatum GINSBURG,
Pleuronectes plagusia BLOCH & SCHNEIDER e Plagusia tessellata QUOY &
GAIMARD representam apenas raças geográficas de Symphurus plagusia
(BLOCH & SCHNEIDER). Os exemplares disponíveis não nos permitem
contudo maiores conclusões a respeito.
Todas as referências e descrições de ‘‘Syrmphurus plagusia (BLOCH &
SCHNEIDER)” para a costa brasileira, devem referir-se à subespécie $. p/a-
gusta tessellata (Q. & GAIMARD), pelo menos as que dizem respeito ao
material procedente do NE para o S.
Symphurus trewavase CHABANAUD, 1948 (Bull. Mus. Paris (2) 20: 508,
Brasil) foi encontrado por BENVEGNU (1973) na plataforma continental do
RS até o SE do UR. Entretanto, GINSBURG (1951) não a incluiu em sua
revisão, justificando que os dados merísticos dessa espécie não se diferenciam
dos de Symphurus plagiusa (L.). Mas, por outro lado, esta espécie lineana
nunca foi registrada para a costa do Brasil. O registro de BENVEGNU (1973)
não possue qualquer tipo de dado que permita a menor apreciação. Parece que
no caso de $. trewavase CHABANAUD ocorre o mesmo que no caso de 3.
civitatum THOMPSON, isto é, variações populacionais cujo valor zoogeo-
gráfico não pode ser apreciado sem uma amostragem representativa da área de
ocorrência.
Ainda BENVEGNU (1973) registra para a região da plataforma continen-
tal que vai de Torres (RS) a Maldonado (UR), outra espécie, que não identi-
ficou, denominando-a “'Syzzphurus sp.”. Aqui, como no caso anterior, não
há qualquer tipo de dado apresentado pela autora.
Concluímos este afirmando que o estudo da família Cynoglossidae no
extremo sul do Brasil recém foi iniciado, estando-se ainda longe de um co-
nhecimento-sátisfatório.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos especialmente ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico, Rio de Janeiro, e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul,
por bolsas e auxílios outorgados. Agradecemos também, ao Magnífico Reitor da Pontifícia Univer-
sidade Católica do Rio Grande do Sul, Prof. Dr. Irmão José Otão, pelo carinho que sempre dis-
pensou aos trabalhos científicos que desenvolvemos no Museu de Ciências daquela Universidade.
Destacamos, também, os nomes dos Professores e Biologistas Lenio Jones Borsato e Luiz Carlos
Crescente Faleiro, por sua grande dedicação ao trabalho de coleta para o Laboratório de Ciências
do Mar da P.U.C.R.S. durante 5 anos ininterruptos.
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TABELAS\DE.DABDO:S
TABELA I - Symphurus jenynst EVERMANN & KENDALL
EXEMPLARES
MCP 3836
MCP 2195
MCP 2197
MCP 6572
MCP 6860
MCP 2196
MCP 2198
MCP 6858
MCP 6859
MCP 1201
MCP 7517
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
A Familıa Cynoglossidae no extremo sul do Brasil...
TABELA I - Syrmphurus plagusia tessellata (QUOY & GAIMARD)
EXEMPLARES
MCP 3138
MCP 1197
MCP 7329
EXEMPLARES
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
IÁ LEMA, T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
Figura 1 - Symphurus meridionalis n. sp. - HOLOTIPO, MCN 2401 (RS: Rio
Grande, Praia de Cassino).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
A Familia Cynoglossidae no extremo sul do Brasil... 15
tem
IHERINGIA. Ser. Zco!., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
16 LEMA, T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
Figura 2 - Symphurus meridionalis n. sp. - PARATIPO, MCN 2399 (RS: São
José do Norte,Praia do Farol da Conceição).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
17
A Familia Cynoglossidae no extremo sul do Brasil
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
18 LEMA,T. de & OLIVEIRA, M.F.T. de
Figura 3 - Symphurus meridionalis a. sp. - PARATIPO, MCN 2400 (RS:
Torres, Praia na cidade).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
A Família Cvnoglossidae no extremo sul do Brasil... Ly
tem
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 3-19, 30 jan. 1977
Observaciones sobre una colecta de peces bajo
condiciones ambientales extremas.*
Graciela Cannella**
RESUMO
É apresentada uma lista comentada de 11 espécies de peixes coletados em Tramandaí, Rio
Grande do Sul, Brasil, em condições climáticas especiais. São fornecidos dados que esclarecem a
posição sistemática de algumas destas espécies, assim como descreve-se e/ou amplia-se o registro
da distribuição geográfica de outras. Sua alta taxa de mortalidade é atribuída às bruscas mudanças
de temperatura ocorridas na região.
RESUMEN
Se listan 11 especies de peces colectados en Tramandaí, Rio Grande del Sur, Brasil, bajo
condiciones climáticas especiales. Se aportan datos sobre la posiciön sistemática de algunas de
ellas, describiéndose y/o ampliändose la distribución de otras. Adjudicase a los cambios bruscos de
temperatura como la causa principal de la alta mortalidad de las mismas.
ABSTRACT
In the present paper the author presents a listing of 11 species of fishes colected in Traman-
daí, Rıo Grande do Sul, Brasil, under specific climatic conditions. Comments are offered on
sistematic position of some species, and described and/or enlargered the distribution of others.
It's infered.a sudden change in the temperature was the main cause of the high mortality of such
fishes.
INTRODUCCION
El 19 de julio del afio 1975, entre las 15 y las 18 horas, observamos en la
playa de Imbé, Municipio de Tramandaí, Rio Grande del Sur, zona compreen-
dida en la región Surbrasilefia de IHERING (1897), región Sur de VAZZOLER
(1975), peces de pequefio tamafio que eran arrastrados a la arena en un re-
corrido de 1 Km hacia el norte de la barra del río Imbé.
Fueron coleccionados en su casi totalidad aquellos ejemplares que eran
recién expulsados, ya que eran fácilmente detectables sobre la línea de resaca.
(Ver foto 1).
En el total de especímenes colectados se encontraron 11 especies diferen-
tes. Los numerosos peces yacentes en las líneas de resaca anteriores a esa hora,
pertenecían' casi exclusivamente a las familias Mugilidae, Carangidae y en
menor proporción a la familia Clupeidae.
* Aceito para publicação em 29/11/1976. Contribuição FZB n.º 017. :
* Pesquisadora honorária do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa
Postal 1188, Porto Alegre, RS
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
22 CANNELLA,G.
MATERIAL Y METODOS
Se estudiaron 116 ejemplares; los mismos, colectados por el autor en la linea de resaca, se
encontraban en su mayoría muertos, exceptuando los representantes de los géneros Tachysurus y
Gobiesox.
Previo examen ocular de los individuos fueron fijados en formol al 10%, transfiriéndose
posteriormente a una mezcla de 7 partes de alcohol 96° ,2 partes de agua y 1 parte de glicerina. Las
medidas fueron tomadas con un calibre marca Mitutoyo de esfera, con una precisión de 0.05 mm.
Para el recuento de escamas, poros, dientes, rastros branquiales, papilas dérmicas, barbas y radios,
necesarios para la identificación, se empleó una lupa marca Zeiss de 40 aumentos.
Lst. corresponde a la longitud standard, ““longitud forks’’ de algunos autores (CORDO-
VIOLA DE YUAN, 1971).
Los ejemplares en su totalidad fueron separados por especie, numerados e incorporados por
individuo o por lote a la Colección Ictiológica del Museo de Ciencias Naturales de la Fundación
Zoobotánica.
El nombre científico va seguido de la cita original, indicändose además la localidad típica de
la especie. El número que figura a continuación corresponde al número del Catálogo de la
Colecciön, le sigue la sigla MCN que significa Museo de Ciencias Naturais da Fundação Zoobo-
tánica do Río Grande do Sul.
Lista de espécies:
Lycengraulis olidus GUNTHER
Engraulis olidus GUNTHER, 1874:455 (Paraná).
N.º 02653 MCN (lote)
Esta especie marina aparece con abundancia en la zona; en esta opor-
tunidad se observó en escasa proporción frente a las demás especies, (ver tabla
1). Tamafio máximo registrado según SANTOS (1954), de 76. O mm, la
media de Lst. de nuestros ejemplares alcanzó 72.5 mm.
Tachysurus barbus (LACEPEDE)
Pimelodus barbus LACEPEDE, 1805:151 (Rios de Brasil).
N.° 02644 MCN (lote)
Los ejemplares pertenecientes a esta especie de agua salada, con una
media de Lst. de 89.3 mm, eran arrastrados vivos a la arena, (ver foto 2). Estos
especimenes que cuando adultos alcanzan alrededor de 1 metro de longitud,
son comercializados, LOPEZ (1963). ‘“...Em novembro elles emigram para a
Lagoa dos Patos afim de desovarem nas embocaduras dos ríos, principalmente
nas do Camaquam e do Guahiba etc. ...” IHERING (1897); RINGUELET
(1970), agrega que también desovan en los estuarios.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50): 21-33, 30 jan. 1977
Observaciones sobre una colecta de peces bajo... 23
NE NIIT ENTE SENSE SIR AP x)
Gobiesox strumosus COPE
Gobiesox strumosus COPE, 1870:121 (Hilton Head, Carolina del Sur).
N. 02698 MCN (lote)
Estos ejemplares fueron encontrados aparentemente muertos y no dieron
sefiales de actividad hasta ser introducidos en el líquido conservador. Segün
BRIGGS (1955), de las 26 especies conocidas solo 4 de ellas habitan en aguas
dulces, aunque las demás demuestran también preferencia por aguas salobres.
La cita de GLIESCH (1925), para Torres, RS, sería la primera mención
genérica del grupo, aunque solo de una descripción somera y lamentablemente
no haya dejado material registrado.
Fitzroyia lineata lineata (JENYNS)
Lesbia lineataJENYNS, 1842:144 (Maldonado, Uruguay).
N.° 02654 MCN
La presencia de esta especie, ampliamente difundida en aguas dulces,
corrobora la eurihalinidad de la misma una vez más. El ejemplar mide de Lst.
56.0 mm, lo que no indica una máxima ya que en la referida Colección
Ictiológica se encuentran ejemplares pertenecientes a esta subespecie, de la
misma localidad, que sobrepasan los 90.0 mm de Lst.
Odonthestes bonariensis (CUVIER & VALENCIENNES)
Atherina bonariensis CUVIER & VALENCIENNES, 1835:569 (Rio de la Plata, próximo a
Montevideo).
Nº 02758 MCN (lote)
Durante la colecta se observó como la preferencia de las aves (Larus sp.)
que acostumbran a alimentarse en las líneas de resaca, era notoria tanto hacia
los <'emplares de esta especie como hacia los de L. o/idus, dejando de lado
inclusive los de T. barbus que podrían haber atraído más la atención al estar en
movimiento. Sin excluir otra posibilidad que desconocemos, podría atribuirse
este hecho a la conspicua coloración que presentan ambas especies.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50)21-33,30 jan. 1977
24 CANNELLA,G.
Trachinotus falcatus (LINNE)
Labrus falcatus LINNE, 1758:284 (América).
N.º 02666 MCN (lote)
Estos ejemplares presentan los últimos radios dorsales y anales con la
‚coloraciön típica juvenil; aparecen con relativa frecuencia a pesar de las escasas
referencias entre los autores que se han ocupado de la fauna de la zona.
Micropogon opercularis (QUOY & GAIMARD)
Scıaena opercularıs QUOY & GAIMARD, 1824:347 (Rio de Janeiro).
N.º 02657 MCN
Esta especie, bien conocida comercialmente, ha sido estudiada por nu-
merosos autores; sin embargo algunos de ellos han originado una polémica
confusión en su posición específica. Este aspecto ha sido muy bien aclarado
por DEVICENZI (1924) y por DANERI (1960) con los que concordamos
plenamente.
Umbrina canosai BERG
Umbrina canosaı BERG, 1895:56 (Montevideo, Uruguay).
/
N.º 02658 MCN
U. canosai estä indicada como mäs abundante entre los 31.° y los 34.° de
latitud sur, aunque llega a Tramandaí ocasionalmente (ver VAZZOLER &
IWAI, 1971). Según JARDIM (1973), el volumen de captura y la calidad de la
carne de esta especie justifican su importancia industrial.
Mugil brasiliensis AGASSIZ
Mugil brasiliensis AGASSIZ, 1829:72 (Océano Atlântico. Brasil).
N.º 02656 MCN (lote)
La distribución de esta especie abarca toda la costa atlántica, desde
Guayana Inglesa a Pto. San Antonio en la Patagonia, Argentina. CUVIER &
VALENCIENNES (1836), describieron a Mugz/ /iza como una nueva especie
sin conocer aparentemente, la descripción de AGASSIZ. Este hecho ha traído
aparejado una serie de confusiones entre muchos autores que usaron ambos
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
Observaciones sobre una colecta de peces bajo... 25
en re SB dido >
nombres como si en realidad se tratase de dos especies, cuando sin lugar a
dudas M. /za no es más que un sinónimo de M. brasiliensis y que en nuestra
opinión no corresponde ser empleado como sugiere TREWAVAS (1950);
Hypleurochilus geminatus (WOOD) |
Blennius geminatus WOOD, 1824:278 (Charleston, Carolina del Sur, USA).
N.° 02655 MCN
El ejemplar encontrado mide de Lst.65.5 mm. La coloraciön en fresco era:
Fondo del cuerpó castafio, con 5 bandas transversales castafio oscuro, nítidas,
en la mitad superior de los flancos prolongändose hasta incluir la base de los
radios de la dorsal. Las bandas correspondientes a la mitad' inferior no coin-
ciden en su totalidad con las superiores, son más difusas y'se interrumpen-antes
de la base de la anal. La cabeza, de color castaão oscura; presenta algunas
manchas gris claro que bordean la parte inferior àc los ojos; 'y el borde‘äntero-
superior de la aleta dorsal. La totalidad de las aletas pectorales; el último radio
interno de las pélvicas y el borde inferior de la aleta'afial presentan una co-
loracıön gris oscura. La caudal, la mitad posterior de lá dorsal; “gris claro con
manchas más oscuras; región äntero-inferior de la base de las Fectorales con la
misma coloraciön que las precedentes pero las manchas son mis pequefias y
más nítidas. Ni aún después de haber sido introducido en el iíquido conser-
vador, fue observada la coloración amarilla que jesus wi rn I
(1958). I
El hallazgo de esta especie amplía escsiderabletremel su i distribuicion
hacia el sur del continente. D ODIN! 155 KUNIRTSGMS]
Etropus longimanus NORMAN
Etropus longimanus NORMAN, 1933:202 (costas del Brasil y Argentina). 33 s. kr DS Qi Nie)
N.º 02659. MCN ee
Su pequefio tamafio, Lst. 80.5 mm, ysu coloraciön riptica pueden, haber
sido las causas de haber colectado un sólo representante de esta. especie, ‚aun-
que no existen datos sobre su frecuencia. La única menciön de. la misma para
Brasil, es la original, ya que la de CARVALHO et al (1968), no está respaldada
por colecta de ejemplares.
CONSIDERACIONES FINALES
Los peces fueron examinados antes.de ser introducidos en el líquido
conservador, a fin de poder registrar posible presencia de-exoparásitos.o des-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
26 CANNELLA, G.
trucción de la mucosa por agentes poluentes. Ninguno de estos items fue
observado. Salvo los ejemplares atacados por las aves en la línea de resaca,
inmediatamente de quedar en seco, los demás no presentaban afecciones
evidentes a la observación ocular.
DAHLBERG y SMITH (1970), PALING (1970) entre otros autores,
adjudican también como causas de mortalidad los bruscos cambios de con-
diciones ambientales, y es hacia ese aspecto que dirijimos nuestras investi-
gaciones.
La zona estaba siendo azotada, en esos días, por fuertes vientos, Iluvias
acompafiadas de granizo y descensos bruscos de temperaturas, (ver tabla 2). El
cambio de temperatura se produjo el dia 16 del mes; el día 17 continuó des-
cendiendo hasta llegar a la mínima del aire, registrada para la zona que fue de
PA
La incidencia biológica del fenómeno se hizo más evidente al observarse
los resultados de la pesca del día 18 en la barra del rio Imbé. Esta presentaba el
50% de los peces muertos, y el 50% restante era obtenido vivo, pero flotando
a la deriva. La temperatura del agua del río alcanzó una mínima de 7,8º Ca las
7 horas 30 minutos de la mafiana; la media registrada para el día fue de 9º C,
siendo ambas las mínimas registradas en la zona para el afio. Durante el mes,
julio, a la misma hora, se registraron temperaturas de 18º C para el día 1.º,
16º C para el dia 14, y 15,2º C para el día 31. Para una mejor información
sobre climatologia de la región Suberbrasilefia, ver OCCHIPINTI (1963).
El día 19, en las líneas de resaca, de la costa marina, de horas anteriores a
nuestra colecta, se encontraron gran cantidad de ejemplares casi cubiertos de
arena y destrozados por el fuerte arrastre. En los días subsiguientes, (ver tabla
2), 20, 21 y 22, la temperatura ascendió alcanzando nuevamente el valor de la
temperatura del início del fenómeno, pero la mortalidad continuó. En el resto
del mes, aunque se registró otra mínima de 2,4º C, el día 27, la mortalidad no
alcanzö los valores obtenidos anteriormente; este nuevo descenso sólo abarcó
dos días.
La muestra por nosotros obtenida, está limitada a determinadas horas del
día 19 en que la temperatura del aire alcanzó una máxima de 13,5º Cy una
mínima de 6º C con fuertes vientos que azotaban la zona. Sin excluir el valor
que puedan tener otros factores no analizados, concluímos que entre el des-
censo brusco de temperatura y la condiciones de la muestra de ejemplares
obtenida en la línea de resaca, existe una vinculación directa, de causa a efecto,
que podemos generalizar entre la temperatura extrema y el valor numérico
alcanzado por la mortalidad.
AGRADECIMIENTOS
Me complace agradecer a todas aquellas personas que en una u otra forma han contribuído a
facilitar la realización de este trabajo; especialmente a la ''Fundação Zoobotänica’’ por intermedio
de los Profs. Dr. Carlos de Paulo Couto, Presidente de la Fundação Zoobotânica, y Dr. José
Willibaldo Thomé, Director Superintendente de la misma, por habernos permitido el uso de los
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
Observaciones sobre una colecta de peces bajo... 27
Se Asa eh
laboratorios del Museu de Ciências Naturais de la Fundação Zoobotänica, necesarios para la
realización del trabajo.
Así mismo al Prof. Thales de Lema, Jefe del Núcleo Vertebrados del mencionado Museo,
como tambén a Irena Wilín y Clara María Pontes Biliotecarias del Museo de Ciencias Naturais de la
Fundação Zoobotánica; a José: Jayme Rodriguez, auxiliar del Laboratorio de Vertebrados del
mismo, a todos ellos por la generosa cooperación que nos brindaron durante nuestra permanencia
en dicha Institución.
Hago extensivo mi agradecimiento al Director del DEPRC, Ing. Olavo Kramer da Luz, yal
personal del mismo, por haberme facilitado los datos sobre la temperatura del rıo Imbe.
Mi sincero reconocimiento a la Prof. Marta F. Beurmann que leyö este manuscrito, y realizö la
traducciön del resumen al portugués.
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TABLA 1
RELACIÓN DEL PORCENTAJE DE LAS ESPECIES COLECTADAS
L. olidus
T. barbus
G. strumosus
F. /. Jineata
O. bonariensis
T. falcatus
M. opercularıs
U. canosaı
M. brasiliensis
H. geminatus
E. longimanus
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33,30 jan. 1977
Observaciones sobre una colecta de peces bajo... 29
TABLA 2
Mes de Julio del Afio 1975 Municipio de Tramandaí
TEMPERATURA DEL AIRE
MÁXIMA MÍNIMA
19.0 15.0
20.4 14.6
18.3 13.2
10.0
9.4
9.0
1.8
O GM m
2.2
3:0
6.0
7.0
Toa
120
4.2
4.0
9.0
4.4
2.4
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50): 21-33, 30 jan. 1977
30 CANNELLA,G.
Figura 1 - Linea de resaca en la playa de Imbé, Municipio de Tramandaí, RS,
Brasil.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50): 21-33,30 jan. 1977
“Observaciones sobre una colecta de peces bajo... 31
FIG.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
32 CANNELLA,G
Figura 2 - Uno de los ejemplares encontrados vivos en la arena. Playa Imbe,
Municipio de Tramandaí, RS, Brasil.
IHERINGIA. Ser. Zool.. Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
1?
Observaciones sobre una colecta de peces bajo
FIG.2
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):21-33, 30 jan. 1977
Segunda ocorrência de Myrichthys oculatus
(KAUP, 1856 )na costa do Brasil.
(Anguilliformes, Ophichthidae ) *
Thales de Lema**
Elizabeth Huber***
Thales Renato O. de Freitas****
RESUMO
Os autores descrevem um exemplar de Myrichthys oculatus (KAUP, 1856) capturado na costa
do Estado de Pernambuco, Brasil nordeste. A espécie é frequente nas Antilhas, e o primeiro regis-
tro de sua ocorrência no Brasil é de STARKS (1913), que citou um exemplar para o Estado de Rio
Grande do Norte, também no nordeste do Brasil.
ABSTRACT
The authors describe a specimen of Myrichthys oculatus (KAUP, 1856) captured in the
“Pernambuco” State coast, northeastern Brazil. The species is frequent in the Antiles and was
first registered in Brazilian waters by STARKS (1913) who described a specimen from “Rio
Grande do Norte’’ State, northeastern Brazil.
INTRODUÇÃO
Myrichthys oculatus (KAUP, 1856) foi registrada pela primeira vez para a
fauna do Brasil por STARKS (1913), que descreveu um exemplar procedente
da costa de Natal, no Estado de Rio Grande do Norte. Estando a revisar a
coleção ictiológica do Museu de Ciências da Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul (MCPUC), encontramos um exemplar dessa enguia e,
por ser o segundo exemplar conhecido para o Atlântico ocidental sul, fazemos
a descrição do mesmo, extendendo também a distribuição da espécie.
DESCRIÇÃO DO EXEMPLAR.
MCPUC 7853 — BR: Pernambuco, Recife, novembro de 1969, Erika Silberbauer. Jovem.
MORFOLOGIA — Corpo afilando posteriormente. A cabeça cabe 12,5
vezes no comprimento total, afilando para o focinho, o qual é pontudo e cabe
* Aceito para publicação em 13/V/1976. Realizado em parte com Auxilio para Pesquisa Tecnologia Industria n.º
37/68 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul. Contribuição FZB n. 020.
* Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1188 -
90.000 Porto Alegre, RS. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de
Janeiro (TC 8849).
* Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de Janeiro (TC 16337/73).
**** Bolsista do supra citado Conselho (TC 1720/76).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50): 35-39,30 jan. 1977
36 LEMA, T. de; HUBER, E.; FREITAS, T.R.O.
5 vezes no comprimento da cabeça. Narinas anteriores tubulares, bem desen-
volvidas e de posição lateral. Os olhos são circulares, pequenos e de diâmetro
cabendo cerca de 2,5 vezes no comprimento do focinho. A comissura bucal
atinge a linha que passa atrás dos olhos e seu comprimento é 1,5 vezes o fo-
cinho. A aleta dorsal inícia cerca da metade da distância entre o olho e a fenda.
branquial. A aleta anal inicia logo após o ânus. Ambas aletas são altas anterior-
mente, baixando gradativamente para trás até a cauda, onde se reduzem a
simples pregas ficando a extremidade caudal livre, pontuda e dura. Peitorais
reduzidas, altas e curtas, com margens arredondadas e raios moles pouco
evidentes; a base de cada peitoral continua-se -para a fenda branquial do
mesmo lado, envolvendo esta, e emitindo membrama anterior e posterior à
fenda. As fendas branquias são verticais, muito pequenas, e na mesma linha
horizontal da fenda bucal. (Vide Tabela de dados.)
COLORAÇÃO — Corpo cinzento nas partes dorsais e branco em estreita
faixa ventral; póstero-dorsalmente é mais claro. Sobre o fundo cinzento dorsal
vêm-se manchas ocelares que se dispõem em 4 séries longitudinais, alternan-
do as manchas do mesmo lado, e ficando uma série delas acima da linha lateral
e outra abaixo dessa linha. Cada mancha, em geral, possuí.o centro de cor
creme luminoso, rodeado por anel preto largo, que é mais claro em sua margem
externa; há uma variação na intensidade do pigmento preto nesses aneis bem
como na espessura do anel ou no diâmetro do centro claro; de um modo geral
notam-se que se as manchas situadas acima da linha lateral possuem o anel
preto duplo, isto é, internamente o preto tende ao cinzento, e externamente é
mais claro, formando um halo, que se destaca do fundo geral cinzento do
dorso; posteriormente, nas manchas abaixo da linha lateral, vai aumentando o
diâmetro do centro, cuja cor creme tende ao cinzento claro do dorso nessa
região, enquanto que o anel, completamente cinzento, vai se estreitando e se
fragmenta em direção à extremidade caudal. Na região cefálica as manchas
descritas para a região do tronco, atingem até a parte superior e posterior da
cabeça, onde há uma grande mancha alongada no sentido longitudinal, e que
está rodeada de um halo preto, ficando, no centro, uma zona de cor creme
luminosa em forma de um fuso. No resto da região cefálica, as manchas di-
minuem de tamanho, perdendo algumas o centro claro e ficando totalmente
pretas; nos lados da cabeça há manchas que mimetizam os olhos por meio de
seu centros de cor creme luminoso. Na região gular as manchas são de um
preto menos intenso, menores ainda que as da cabeça havendo uma série delas
marginando as mandíbulas, e outras, irregularmente dispostas, no centro dessa
região. A aleta dorsal é de cor creme com manchas de preto pouco intenso
dispostas equidistantemente entre sí, quase atingindo a margem livre da aleta,
e seguindo pelo dorso adjacente; a margem livre da aleta é fortemente man-
chada de preto, com intervalos de cor creme do comprimento de 1/4 de cada
intervalo preto. As aletas anal e peitorais são brancacentas, imaculadas. (Figura
1
D.
DENTIÇÃO — Dentes granulares, bisseriais, dispostos ao longo dos
maxilares e das mandíbulas, como no vômer e palato; há dentes intermaxilares
iguais aos demais.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):35-39, 30 jan. 1977
Segunda ocorrencia de Myrichthys oculatus (KAUP, 1856)... 37
TABELA DE DADOS
Comprimento-da cabeça le. lan aarıe. 51 mm.
Comprimento.doitföneo nn. nen ser a qa le 245 mm.
Comprimento daicaudas:. .. casca erros o vi else ste 375 mm.
Comprimento total en N IN TR 620 mm..
Biamerrordorolho.. 4... ee ee 4,5mm.
Comptimento.do focinho... wenns sten éra ca es a 10 mm.
Auta máxima do Corpo si amis RR Ra 19,5mm.
Alturatmaximada cabeças pulse Bo iso si anda DOM 17 mm.
Altura máxima na região do papo gular .:... >»... Sli. o 27 mm.
OBS: Raios das aletas indistintos.
COMENTÁRIOS
Como acontece com muitas outras espécies de peixes tropicais comuns nas
Antilhas e que têm sido encontradas ao longo da costa do Brasil, Myrichthys
oculatus (KAUP) também deverá ocorrer na costa tropical do Brasil, ao menos
em sua porção norte-nordeste.
As descrições mais antigas da espécie, compiladas por GUNTHER (1870),
bem como uma moderna de ROSEMBLATT & McCOSKER (1970), não
indicam variações dignas de nota entre o material das Antilhas e do Brasil.
Acreditamos que a falta de registros dessa espécie para a costa do Brasil se
deva à falta de maior coleta na área, especialmente do tipo caça submarina,
uma vez que é um animal que costuma ocultar-se nos recifes.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul pela cessão das coleções e la-
boratórios para nossas pesquisas; à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do
Sul e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de Janeiro, que
possibilitaram e estão possibilitando nossos estudos com a fauna de vertebrados do Brasil Sul. Ao
Diretor do Museu de Ciências Naturais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul,
Prof. JeterJ. Bertoletti, pela franquia do laboratório e da coleção ictiológica daquela entidade.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
GINSBURG, I. 1951. The eels of the northern Gulf Coast of the United States and some related
species. Texas Journal of Science, San Marcos, 3(3):431-85, 16 figs.
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Colombia. Report of United States Commission of Fish and Fisheries for 1926, Washington,
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GÜNTHER, A.C.L.G. 1870. A catalogue of the fishes in the British Museum. London, British
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NELSON, G.J. 1966. Gill arches of teleostean fishes of the order Anguilliformes. Pacific Science,
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POEY, F. 1868. Synopsis piscium cubensium. Report of the Fish - Natural History of the Isla de
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ROSEMBLATT, R.H. & McCOSKER, J.E. 1970. A key to the genera of the Ophichthid Eels, with
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STARKS, E.C. 1913. The fishes of the Stanford Expedition to Brazil. Stanford University
Publications - Biological Science, Palo Alto, 77p., 15 ests.
FIGURA 1 — Myrichthys oculatus (KAUP) — MCPUC 7853 de Recife, Estado
de Pernambuco, Brasil.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):35-39, 30 jan. 1977
Segunda ocorrência de Myrichthys oculatus (KAUP, 1856)... 39
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):35-39, 30 jan. 1977
Ocorrência de Dactylocalyx pumiceusSTUTCHBURY,
1841, no litoral do Rio Grande do Sul.
(Porifera - Hexactinellida )*
Beatriz Mothes de Moraes**
RESUMO
No presente estudo é registrada, pela primeira vez para o litoral sul-brasileiro, a ocorrência de
uma esponga hexactinellida (Dacty/ocalocalyx bumiceus STUTCHBURY, 1841). O material
foi coletado pelo N/OC. ‘‘Prof. W. Besnard’’ e N/Pesq. ''Mestre Jerönimo’’ ao longo do
litoral do Rio Grande do Sul. Apresenta-se uma breve descrição ilustrada dos espécimes
estudados, além de dados batimétricos e geográficos dos pontos de coleta.
ABSTRACT
The occurrence of an hexactinellid sponge (Dactilocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841) is
registered for the first time for south brazilian coast. The specimens were collected by N/Oc.
“Prof. W. Besnard’’ and N/Pesq. ''Mestre Jerönimo’’ along Rio Grande do Sul coast. A
short illustrated description of the material now found is given, as well as bathimetrical and
geographical däta of the stations of collections.
INTRODUÇÃO
Em 1841, STUTCHBURY descreveu a espécie Dacty/ocalyx pumiceus, a
partir de espécimes coletados no Mar das Antilhas, próximo à Ilha de Bar-
bados, e a uma profundidade de aproximadamente 188m. O espécime tipo foi
dividido em duas partes, sendo que uma foi depositada no Museu de Bristol e
outra no Museu Britânico.
Posteriormente em um estudo realizado por GRAY (1867) a espécie foi
novamente citada.
Em 1869, BOWERBANK ampliou a descrição original de Dactilocalyx
pumiceus, fornecendo maiores detalhes da estrutura interna e externa da
esponja.
SOLLAS (1877), fez referência a Dactilocalyx pumiceus por ocasião de seu
estudo sobre a disposição irregular dos espículos no interior da rede esqueletal
da esponja.
Em 1886 SCHULZE, redescreveu a espécie, com base nas descrições de
STUTCHBURY, GRAY, BOWERBANK e SOLLAS, concordando com a
posição taxonômica originalmente proposta para ela por STUTCHBURY.
Estes vários autores trabalharam somente sobre o material original de
STUTCHBURY.
* Aceito para publicação em 15/VI/ 1976. Contribuição FZB n.º 26.
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Cx.
Postal 1188. Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (T. C. n.º 14821/74).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 197;
42 MOTHES DE MORAES, B.
Nos anos de 1968, 1969 e 1972, através de um convênio entre o Grupo
Executivo do Desenvolvimento da Indústria de Pesca (RS) e o Instituto
Oceanográfico da Universidade de São-Paulo, o N/Oc. “Prof W. Besnard’’
efetuou várias coletas no litoral do Rio Grande do Sul. Em 1971, oe Museu
Oceanográfico da Fundação Universidade do Rio Grande através do N/ Pesq.
“Mestre Jerônimo” da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca tam-
bém realizou várias coletas oceanográficas nesta área. O material de esponjas:
marinhas destas duas campanhas oceanográficas foi confiado ao setor de
Porifera do Museu de Ciência Naturais da Fundação Zoobotänica do Rio
Grande do Sul, para estudo. Em 1973, VOLKMER-RIBEIRO et alii publi-
caram uma nota preliminar sobre este material, onde era registrada a ocorrên-
cia do gênero Dacty/ocalyx STUTCHBURY, 1841.
O material estudado encontra-se parte conservado em álcool 70º, parte
conservado a seco.
Abreviaturas usadas no texto: MCN: Museu de Ciências Naturais da
Fundação Zoobotânica, Porto Alegre, RS; Est.: Estação Oceanográfica.
Traduzimos de SCHULZE (1887) os seguintes termos, que não constam
das definições já oferecidas por MELLO-LEITÃO (1950), VOLKMER-RIBEIRO
& MOTHES DE MORAES (1975) e MOTHES DE MORAES (prelo):
Hexáster — espículo hexaradial, constituído por seis raios principais.
Hexáster regular — espículo hexaradial, constituído por seis raios principais de
igual tamanho e forma similar, dispostos em ângulos retos.
Discohexáster — espículo em forma de roseta, constituído por um centro de
onde partem raios simétricos com terminações disciformes.
Oxihexáster — espículo hexaradial, constituído por um centro pequeno, de
onde partem seis pequenos raios, os quais se dividem nas extremidades em dois
à cinco ou mais raios longos, retos ou curvos.
Pentaoxiäster — espículo pentaradial, constituído por cinco raios principais.
Para o método usado nas preparações de dissociação espicular veja-se
MOTHES DE MORAES (prelo).
Dactylocalyx STUTCHBURY, 1841
Dactylocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841
Fig. 1,2e3
Dactylocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1, 1841: 86-7, 504-7; GRAY, 1867:506; BOWERBANK,
1869: 77-85; SOLLAS, 1877: 285-300; SCHULZE, 1887:348-9.
MATERIAL EXAMINADO — MCN n.º 381 — Rio Grande do Sul, Est. n.º 648, 7/3/1969,
R/V. N/Oc. “Prof. W. Besnard’’; MCN n.º 382 — Rio Grande do Sul, Est. n.º 360, 23/6/1968,
R/V. N/Oc. “Prof W. Besnard’’; MCN n.º 384 — Rio Grande do Sul, Est. n.º 1721, 10/4/1972,
R/V. N/Oc. “Prof. W. Besnard’’; MCN n.º 195 — Rio Grande do Sul, 30º 25'S — 48º 48' W,
25/11/1971, R/V. N/Pesq. ‘ Mestre Jerônimo:
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 1977
Ocorrência de Dacty/ocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841... a 43
Foram examinados dois espécimes incompletos e dois espécimes inteiros.
Os espécimes inteiros apresentam a forma de taça, amplamente aberta na
porção superior e esboçando um ligeiro pedúnculo na porção basal. O maior
exemplar mede 10 cm de altura, 20 cm de diâmetro na porção superior e 6,5
cm de diâmetro na porção inferior.
Cor do material fixado, branco sujo e do material-seco, cinza-claro passan-
do à cinza-escuro. A tonalidade escura ocorre nos bordos que limitam a porção
superior da esponja.
Os espécimes apresentam consistência rígida, porém bastante quebradiça.
À superfície é áspera.
A superfície da esponja apresenta-se, em ambas as faces, recortada por
sulcos distribuídos radialmente e que se dicotomizam a partir da parte central
da esponja. Tais sulcos são nitidamente mais pronunciados na face inferior.
O esqueleto é formado por uma rede irregular de tubos em cuja superfície
ocorrem pequenos tubérculos. Estes tubérculos apresentam por sua vez uma
porção apical com pequenas formações abruptamente pontiagudas, deno-
minadas papilas por BOWERBANK (1869). Nos espaços delimitados pela rede
esqueletal foram observados espículos dos tipos:
Hexásteres: (Fig. 3, b), medindo de 444 a 1258 micrômetros de comprimento.
Longos, raios ligeiramente curvos, extremidades arredondadas ou simplesmen-
te espessadas. Os raios apresentam rugosidades ou microespinhadura, na
superfície. Foram denominados por STUTCHBURY (1841) de fibras
esqueletais auxiliares.
Hexáteres regulares: (Fig. 3, a) medindo de 259 a 414 micrômetros de com-
primento. Constituídos por raios delgados, longos, lisos e ligeiramente curvos.
As extremidades dos raios apresentam-se estrongiliformes com microespi-
nhadura.
Oxihexásteres: (Fig. 3,d), medindo de 35 a 61 micrômetros de diâmetro.
Constituído por seis pequenos raios retos. Da extremidade livre de cada um
«dos raios, projetam-se três longos raios, lisos, sendo que alguns apresentam-se
curvos € outros retos.
Discohexásteres: (Fig. 3, e), medindo de 41 a 78 micrômetros de diâmetro.
Centro de tamanho variável, raios lisos, retos ou ligeiramente curvos, extre-
midades dos raios em forma de disco.
COMENTÁRIOS
Os espécimes foram coletados na costa do Rio Grande do Sul na latitude
de 30º 15’ S — 31° 14’ Se 48° 32'W — 49º 35' W de longitude, numa
profundidade que varia de 165 m a 188 m, o que vem ampliar a distribuição
geográfica e batimétrica da espécie, pois até então sua ocorrência era indicada
somente para Barbados, nas Antilhas à 188 m de profundidade.
Nos espécimes examinados não foram observadas as. escleras do tipo
pentaoxiáster, registradas por SOLLAS (1877). Os espículos do tipo hexáster
regular observados, são menores do que os relacionados por BOWERBANK
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 1977
44 MOTHES DE MORAES, B.
(1869), atrıbuindo-se isso, talvez, ao fato de os espécimes coletados serem
muito menores do que o espécime tipo estudado por STUTCHBURY (1841) e
BOWERBANK (1869), o qual media 30 cm de diâmetro. Todas as demais
características vêm confirmar as anteriormente descritas.
AGRADECIMENTOS
Registramos o nosso agradecimento ao Prof. Dr. Luiz R. Tommasi do Instituto Oceanográfico
da Universidade de São Paulo e ao Prof. Eliézer de Carvalho Rios do Museu Oceanográfico da
Fundação Universidade de Rio Grande (RS) pela cessão do material, possibilitando dessa forma, o
presente trabalho.
Consignamos ainda o nosso agradecimento especial a Prof. Dra. Cecilia Volkmer Ribeiro da
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, pela orientação recebida.
Expressamos também nosso reconhecimento ao Pesquisador Flavio Silva pela tomada das
fotos que ilustram o trabalho.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BOWERBANK, J.S. 1869. A Monograph of the Siliceo-Fibrous Sponges. Proc. zoo/. Soc. Lond.,
Londres, 28:66-100, il.
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SOLLAS, 1886. Iheringia. sér. Zool., Porto Alegre, (47):3-22.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 1977
Ocorrência de Dacty/ocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841...
4)
Figura 1 — Dactylocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841.
Fotografia do espécime MCN n.º 381, com vista da porção superior.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 1977
46 MOTHES DE MORAES,B.
Figura? — Dactylocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841.
Fotografia do espécime MCN n.º 381, com vista da porção basal,
evidenciando o pedúnculo pelo qual a esponja se fixa.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 1977
Ocorrência de Dactylocaly. pumiceus STUTCHBURY, 1841... 47
Fig.2
E EX % 8 :
, m vn
m! nam ft anna !
ll) a
10
[-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre (50): 41-49, 30 jan. 1977
48 MOTHES DE MORAES, B.
CS ss TP nm
Figura 3 — Desenhos em câmara clara dos componentes espiculares de
Dactylocalyx pumiceus STUTCHBURY, 1841.
a — hexäster regular.
a’— extremidade do espiculo.
b — hexäster.
b’ — porção do eixo do espículo, evidenciando a microespinhadura
que o recobre.
c — rede esqueletal irregular, evidenciando os tubérculos que
ocorrem na superfície.
c'— porção apical de um tubérculo, evidenciando as diminutas
papilas que o recobrem.
d — oxihexáster.
e — discohexäster com poucos raios
e' — discohexáster com muitos raios
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50): 41-49, 30 jan. 1977
Ocorrência de Dactylocalyx Dumiceus STUTCHBURY, 1841... 49
ee EAN TEEN NOTE IE AS AR A a
Fig.3
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50): 41-49, 30 jan. 1977
et af ra —"
ERRATA
IHERINGIA, Ser, Zoal,, Porto Alegre (50)351059, jan. 1977,
Ps52, 54 = Onde diz CUSTA LIMA, 1968 leia-se: SiLVA et alii,
p +55 = REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
Corrijasse:; CUSTA LIMA, Ace da. 1968. Quarto cat
pusctos due Ligen Das piapias do dra
Cont, de Pat. Vets Zv.2, ptsl1r Inset
deiros e inimigos naturais, 622p. Ed
pliada por SILVA, A.G. d'A et alii.
Para; SILVA, A.G. d'A et alii. 1968. Insetos
deigos e inimigos naturais. in: _.
eataloso dos insetos que vivem nas pl
Brasil; seys parasitos e predadores.
do "3º Catalogo dos insetos que vivem
tas do Brasil” de A,li. da Costa Lima,
Janeiro, Ministerio da Agricultura, I
Central de Fatologia Vegetal. pt,2,
Ei
de An
NOCT
agricul!
* Aceitd
Estadá
** Pesqui
90.000
ne DEng.]
de 197
RRRATA
IHERINGIA, Sora Zosl,, Porto Alegre (50)351059, jan. 1977,
p.52, 54 = Onde diz COSTA LIMA, 1968 leia-se: SILVA ot alii, 1968,
p +55 e REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
*
Corrijaeso; CUSTA LIMA, AcMe da. 1968. (quarto catalogo dog
insetos que yiyem nas plantas do Brasil; sous
parasitos e predadores, io de Janeiro, Lab,
Cent. de Pat. Veg. v.2, pt.lı Insetos, hospes
deiros e inimigos naturais, 622p. Ediçao ame
pliada por SILVA, A.G. d'A et alii.
Paras SILVA, A.G. d'A et alii. 1966, Insetos, hospo-
deigos e inimigos naturais. In: _. wuarto
eatalozo dos insetos que vivem nas plantas do
Brasil; seys parasitos e predadores. d, anpl,
do "32 Catalogo dos insetos que vivem nas plan-
tas do Brasil" ge Ali, da Costa Lima, Rio de
Janeiro, Ninisterio da Agricultura, Laboratorio
Central de Fatologia Vegetal. pt.2, tel.
\
» ds,
1
Ocorrência do fungo Nomuraea rileyi(FARLOW )
SAMSON, de taquinideos e himenöpteros parasitos
em AnticarsiagemmatalisHÜBNER e Plusia sp.
(LEPIDOPTERA, NOCTUIDAE )criadas em labora-
tório.*
| Maria Helena M. Galileo**
Hilda Alice de O. Gastal**
Elvis A. Heinrichs***
RESUMO
Lagartas de Anticarsia gemmatalis HÜBNER, 1818 e Plusia sp. (LEPIDOPTERA, NOC-
DAE) coletadas em soja no município de Guaíba, RS, foram criadas em laboratório com vistas
nção de dados sobre os parasitos e doenças nelas ocorrentes. Além de lagartas infectadas pelo
ı Nomuraea riley: (FARLOW) SAMSON, 1974, foi observado o parasito Voria ruralis (FA-
, 1910) (DIPTERA, TACHINIDAE), em lagartas de P/usia sp., enquanto que Patelloa rusti
„RICH, 1929) (DIPTERA, TACHINIDAE) foi encontrado em pupas de P/usia sp. e A. gem-
alis. Copidosoma truncatellum (DALMAN, 1820) (HYMENOPTERA, ENCYRTIDAE)'
reu em P/usia sp., registrando-se apenas 2 exemplares de Microcharops bimaculata
HMEAD, 1895) (HYMENOPTERA, ICHNEUMONIDAE), um em Plusia sp. e um em A.
“ amatalis.
ABSTRACT
Larvae of Anticarsia gemmatalis HÜBNER, 1818 and P/usia sp. (LEPIDOPTERA, NOC-
DAE) were collected from soybean in Guaíba, RS, Brazil, and reared in the laboratory to
‘mine the species, incidence and seasonal ocurrence of the parasites and diseases which
:kcd them. The fungus Nomuraea rileyi (FARLOW) SAMSON, 1974, was present in the
‚ae of P/usia sp. and A. gemmatalis. The parasites obtained were: Voria ruralis (FALLEN, 1910)
(DIPTERA, TACHINIDAE) from larvae of Plusia sp.; Patelloa rusti (ALDRICH, 1929)
EE fg a TACHINIDAE) from pupae of Plusta sp. and À, germmatalis; Cobidosoma trun-
» (DALMAN, 1820) (HYMENOPTERA, ENCYRTIDAE) from Plusia sp.. Only 2 spe-
ES “ar Microcharops bimaculata (ASHMEAD, 1895) (HYMENOPTERA, ICHNEUMONI-
‚© cre reared one each from P/usia sp. and A. gemmatalis.
If
N
INTRODUCAO
Entre as pragas que atacam a cultura da soja, as lagartas, principalmente
de Anticarsia gemmatalis HÜBNER, 1818 e Plusia sp. (LEPIDOPTERA,
NOCTUIDAE), são responsáveis por danos expressivôs preocupando os
agricultores.
* Aceito para publicação em 13/V/1976. Realizado parcialmente com auxílio da Fundação de Amparo a Pesquisa do
Estado do Rio Grande do Sul — Agronomia 198/73. Contribuição FZB n.º 021.
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1188 —
90.000 Porto Alegre, RS, Brasil.
* Eng.º Agr.º, Ph.D., Entomologista do Programa de Pesquisa da Soja, EMBRAPA /USAID / WISCONSIN até junho
de 1975. Atualmente no “International Rice Research Institute", P.O.Box 933, Manila, Filipinas.
. IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):51-59, 30 jan. 1977
52 GALILEO, M.H.M.; GASTAL, H.A. de O.; HEINRICHS, E.A.
Estas lagartas comumente são atacadas por doenças e parasitos que po-
dem, se não dizimá-las completamente, manter a população estável.
O fungo Normuraea rileyi (FARLOW) SAMSON, 1974, € um agente
causador de doenças nas lagartas que atacam a soja. As lagartas mortas pela
doença tornam-se mumificadas, isto é, apresentam o corpo rígido com uma
cobertura de fungo branco que passa a esverdeada, podendo ser encontradas
presas nas plantas ou caídas no solo. NETTLES et alii, 1970 e TURNIPSEED,
1973 salientam que, se as condições forem favoráveis ao desenvolvimento da
doença, a aplicação de inseticida pode ser evitada, uma vez que N. 7:/ey: tem
condições de dizimar as lagartas.
HINDS & OSTERBERGER, 1931 citam como parasitos de A. gemmatalis
na Louisiana, Estados Unidos, Winthemia rufopicta BIGOT (DIPTERA,
TACHINIDAE), Sarcobhaga rapax WALKER ( DIPTERA, SARCOPHA-
GIDAE), Ephialtes aequalis (PROV.) e Ophion bilineatum (SAY)
(HYMENOPTERA, ICHNEUMONIDAE). ELLISOR, 1942 considera W.
rufopicta e S. rabax sem importância econômica para o controle da praga.
BURLEIGH, 1971 coletando Pseudoplusia includens (WALKER, 1857)
(LEPIDOPTERA, NOCTUIDAE) durante 1968-69 na Louisiana, Estados
Unidos, apresenta uma lista de parasitos onde estão incluídas 6 espécies de
HYMENOPTERA das famílias BRACONIDAE, CHALCIDIDAE,
ENCYRTIDAE, ICHNEUMONIDAE e, uma espécie de DIPTERA da família
TACHINIDAE.
GUIDO & RUFFINELLI, 1956 no Uruguai, citam como parasitos de A.
gemmatalis, o taquinídeo Archytas incertus (MACQUART, 1851) e, para
Plusia nu GUENEE, 1852, 11 espécies de himenópteros pertencentes às fa-
mílias BRACONIDAE, CHALCIDIDAE, ENCYRTIDAE, EULOPHIDAE,
ICHNEUMONIDAE além de 6 espécies de taquinídeos.
COSTA LIMA, 1968 cita como parasitos de A. gemmatalis os taquinídeos
Patelloa sp., Patelloa rusti (ALDRICH, 1929), Phorocera sp. no Paraguai, e A.
incertus no Uruguai. Para P/usia spp. a lista de parasitos é mais longa, sendo as
espécies de himenópteros numerosas (4 espécies de BRACONIDAE, 1 espécie
de CHALCIDIDAE, 3 espécies de ENCYRTIDAE, 3 espécies de EULO-
PHIDAE e 6 espécies de ICHNEUMONIDAE), enquanto que os taquinídeos
estão representados por 7 espécies.
No catálogo de COSTA LIMA, 1968, apenas 7 espécies dos parasitos
citados são do Brasil, sendo as demais do Uruguai, Paraguai, Argentina e
Chile. GONÇALVES & GONÇALVES, 1974 relacionam ainda P. rusti como
parasito de A. gemmatalis em Palmeira das Missões, RS.
CORRÊA, 1975 criando em laboratório lagartas coletadas em soja em Pon-
ta Grossa, Paraná, encontrou Lifomastix truncatellus (DALMAN, 1820)
(HYMENOPTERA, ENCYRTIDAE), Meteorus sp. (HYMENOPTERA,
BRACONIDAE) e um ICHNEUMONIDAE da tribo GRAVENHORSTIINI
parasitando lagartas de P/usia oo (CRAMER, 1782), em pupas de A. gem-
matalis encontrou o taquinídeo P. rusti, e nas lagartas uma espécie da tribo
GRAVENHORSTIINI. Tanto as lagartas de P/usia sp. como as de A. gem-
matalis estavam infectadas por N. ri/eyi.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):51-59, 30 jan. 1977
Ocorrência do fungo Normuraea rileyi (FARLOW) SAMSON... 53
Considerando o importante papel que os insetos e os fungos entomófagos
desempenham na regulação das pragas da agricultura, o que existe feito
atualmente no Brasil sobre o levantamento dos parasitos de lagartas que
atacam a soja é ainda insuficiente para o conhecimento das espécies encon-
tradas, época em que ocorrem e importância para o controle biológico das
lagartas. Quanto aos fungos causadores de doenças nestas pragas a falha é
ainda maior, pois as pesquisas neste campo são praticamente inexistentes
podendo ser citados apenas os trabalhos de WILLIAMS et alii, 1973 em São
Paulo, CORRÊA, 1975 no Paraná e GASTAL et alii, 1975 no Rio Grande do
Sul.
A fim de fornecer mais informações sobre as espécies de himenópteros e
taquinídeos parasitos de A. gemmatalis e Plusia sp. criaram-se em laboratório,
exemplares destas lagartas, coletados em soja no município de Guaíba, Estado
do Rio Grande do Sul, Brasil.
MATERIAL E MÉTODOS
Através de coletas feitas semanalmente em soja, de 20 de janeiro (início do ataque das lagar-
tas) à 4 de abril de 1975, na Estação Experimental Agronômica da Faculdade de Agronomia da
UFRGS, em Guaíba, RS, obtiveram-se lagartas de A. gemmatalis e Plusia sp.. Estas coletas foram
feitas ao acaso numa área de 1 ha utilizando-se o método de BOYER & DUMAS, 1963, que
consiste em bater as plantas sobre uma lona branca. )
Em cada amostragem coletaram-se aproximadamente 100 lagartas de 3.º, 4.º e 5.º estádios,
colocando-se individualmente em copos de papel de 125 cc de capacidade (5,6 cm de altura e 7 cm
de diâmetro) que eram conservados fechados e mantidos no laboratório em temperatura
ambiente. 5
Para a alimentação das lagartas usaram-se folhas de soja, que eram renovadas diariamente, na
Be ocasião em que procedia-se a observação do material, anotando-se as transformações so-
ridas.
Os parasitos obtidos foram identificados por Dr. R.W. CARLSON do Systematic Entomology
Lab., Beltsville, Maryland 20705, USA (HYMENOPTERA, ICHNEUMONIDAE); Dr. B.
PUTTLER do Biological, Control of Insects Research, Post Office Box A, Columbia, Missouri.
65201, USA (HYMENOPTERA, ENCYRTIDAE); Dr. JH. GUIMARÃES do Museu de Zoologia
da Universidade de São Paulo, Caixa Postal 7172, 01000 São Paulo, SP, Brasil, e Dr. C.W. SA-
BROSKY do Systematic Entomology Lab., Beltsville, Maryland 20705, USA (DIPTERA, TA-
CHINIDAE), e o fungo pelo Dr. G.E. ALLEN do Entomology and Nematology Department,
University of Florida, Gainesville, Florida 32611, USA.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Em cada amostragem realizada procurou-se coletar números iguais de A.
- gemmatalis e Plusia sp. porém, a partir de 19 de fevereiro ocorreu uma di-
minuição de P/usia sp. no campo, sendo impossível manter a proporção de-
sejada.
Do material mantido no laboratório parte atingiu o estádio adulto e,
parte estava infectado por N. ri/ey: ou, parasitado por himenöpteros ou ta-
quinídeos. Algumas lagartas morreram por outras causas não identificadas,
possivelmente devido as condições de manutenção.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):51-59, 30 jan. 197°
54 GALILEO, M.H.M.; GASTAL, H.A. de O.; HEINRICHS, E.A.
À porcentagem de A. gemmatalis que atingiu o estádio adulto foi bastan-
te elevada durante os meses de janeiro e fevereiro e, a partir daí diminuiu
bruscamente quando se verificou uma elevação na porcentagem de lagartas
infectadas com N. 77/eyt. Este fungo apresenta-se como um elemento limitante
para o desenvolvimento das lagartas de A. germmatalıs concordando com
CORRÊA, 1975 e GASTAL et alii, 1975. O parasitismo por taquinídeos não
foi superior a 24% durante todo o período de amostragens (Fig. 1).
As lagartas de P/usta sp. que atingiram o estádio adulto chegaram a
63,5% em 29 de janeiro, começando a diminuir a partir desta data. A infecção
por N. rileys só ocorreu praticamente a partir de 12 de fevereiro e atingiu o
máximo de 18%. O parasitismo por taquinídeos e himenópteros se verificou
durante todo o período em que foram criadas lagartas de P/usia sp. (Fig. 2).
Os taquinideos obtidos foram Vorza ruralis (FALLEN, 1910) e P. rusti
(DIPTERA, TACHINIDAE). Os exemplares. de V. ruralis ocorreram apenas
em P/usia sp. e, os de P. rusti foram encontrados em P/usia sp. e A. gem-
matalis. As pupas de V. ruralis foram obtidas das lagartas enquanto que as de
P. rusti emergiram das pupas do hospedeiro.
Os himenópteros foram representados por Copidosoma truncatellum
(DALMAN, 1820) (HYMENOPTERA, ENCYRTIDAE) que ocorreu apenas
em Plusia sp.. Foram obtidos 2 exemplares de Microcharops bimaculata
(ASHMEAD, 1895) (HYMENOPTERA, ICHNEUMONIDAE), ocorrentes um
em Plusia sp. e um em A. gemmatalis. M. bimaculata foi encontrado pela
primeira vez parasitando estas lagartas no Brasil. PUTTLER, 1975 coletando
inimigos naturais de A. gemmatalis em Guaíba, encontrou exemplares de
Microcharops sp. e considera que, possivelmente, o nível baixo deste icneu-
monídeo é devido a competição com N. 7z/ey: para o mesmo estádio de desen-
volvimento do hospedeiro. Em condições de epizootia a mortalidade causada
pelo fungo não permite o desenvolvimento de Microcharops sp..
Os taquinídeos são parasitos bastante frequentes em A. gemmatalis e
Plusia sp.. COSTA LIMA, 1968 e GUIDO & RUFFINELLI, 1956 citam P. rustı
e V. ruralis como cai es de P/usia spp. e A. gemmatalis. CORREA, 1975
não encontrou V. ruralis. P. rusti já havia sido citado para o Rio Grande do Sul
por GONÇALVES & GONÇALVES, 1974 em Palmeira das Missões.
O himenöptero C. truncatellum foi encontrado parasitando P/usia spp.
por COSTA LIMA, 1968 e GUIDO & RUFFINELLI, 1956. BURLEIGH, 1971
encontrou este parasita nas lagartas de P. inc/udens que é considerada como
sinonímia de P. oo por KIMBALL, 1965 e BIEZANKO et alii, 1967. COR-
REA, 1975 cita L. truncatellum que é sinonímia de C. truncatellum.
CONCLUSÃO
A ação do fungo N. rileyi e dos parasitos no controle natural das lagartas
pragas de soja, A. gemmatalis e Plusta sp., coletadas no campo e observadas no
laboratório, foi bastante expressiva, confirmando o levantamento de campo
efetuado por GASTAL et alii, 1975. O fungo apresentou-se como fator mais
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):51-59,30 jan. 1977
Ocorrência do fungo Normuraea rıley! (FARLOW) SAMSON,... 55
importante mas, quando o seu ataque ocorreu, o desfolhamento das plantas
havia ultrapassado a porcentagem máxima tolerada sem causar danos eco-
nômicos.
A população de P/usia sp. em Guaíba foi 10% de A. gemmatalis e, tam-
bém, decresceu mais rápido. Isto talvez deve-se ao fato de que os parasitos que
proporcionam um alto nível de controle em P/usia sp. (C. truncatellum eV.
ruralis) não atacam A. gemmatalıs.
Com este trabalho ressalta-se a importância dos parasitos no controle
natural das pragas e a necessidade de um programa de pesquisa para o controle
integrado.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul pelo auxílio
concedido; ao Dr. L. Knutson pelo encaminhamento do material a ser identificado pelos Drs.
R.W. Carlson e C.W. Sabrosky; aos Drs. G.E. Allen, R.W. Carlson, J.H. Guimarães, B. Puttler e
C.W. Sabrosky pelas identificações feitas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Secretaria da Agricultura, Divisão Fitotécnica, Seção de Plantas Oleaginosas. I&p.
[ Mimeografado ]
FIG. 1 — Resultados, em porcentagens, da criação em laboratório de lagartas
de A. gemmatalis coletadas em soja, em Guaíba, RS.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):51-59,30 jan. 1977
Ocorrência do fungo Normuraea rileyi (FARLOW) SAMSON..... 57
‚correnela cole
100
ATINGIRAM O ESTADIO ADULTO
-—--- INFECTADAS POR N. RILEY:
Ds PARASITADAS POR TACHINIDAE
SO4
A. GEMMATALIS
% DE
DATAS DE COLETAS
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):51-59,30 jan. 1977
58 GALILEO, M.H.M.; GASTAL, H.A. de Ö.; HEINRICHS, E.A.
FIG. 2 — Resultados, em porcentagens, da criação em laboratório de lagartas
de P/usia sp. coletadas em soja, em Guaíba, RS.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):51-59, 30 jan. 1977
Ocorrência do fungo Normuraea rıleyi (FARLOW) SAMSON... 59
100
— — ATINGIRAM O ESTADIO ADULTO
- — - INFECTADAS POR N. RILEYI
«-..... PARASITADAS POR TACHINIDAE
90 — x — PARASITADAS POR HYMENOPTERA
80
70
so
SP.
PLUSIA
50
DE
40
%
30
20
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DATAS DE COLETAS
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):51-59. 30 jan. 1977
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Levantamento preliminar dos répteis da região
da fronteira Brasil-Uruguai.*
Thales de Lema**
Marta E. Fabián-Beurmann***
RESUMO
Os autores realizaram um levantamento preliminar dos répteis ocorrentes na região da fron-
teira Brasil-Uruguai (Municípios brasileiros de Uruguaiana, Quarai, Santana do Livramento, Dom
Pedrito, Bagé, Herval, Jaguarão, Santa Vitória do Palmar e Departamentos uruguaios de Artigas,
Rivera, Cerro Largo, Treinta y Três e Rocha).
Foram encontradas 81 espécies e/ou subespécies de Reptilia, sendo 12 de Chelonia, 24 de
Lacertilia, 44 de Ophidia e 1 de Crocodilia. Constatcu-se uma continuidade faunística entre os
dois países, parecendo aos autores que há uma penetração de fauna pelo extremo leste do Rio
Grande do Sul (Brasil) em direção ao Uruguai e que chega até a região de Maldonado. No extremo
oeste parece haver uma penetração de fauna tropical proveniente do norte da Argentina, através
da bacia do Paraná. No centro da região em estudo a fauna apresenta algumas características
próprias; a ocorrência destes répteis está registrada da região sul do Uruguai até Santa Maria, no
Rio Grande do Sul.
ABSTRACT
The authors accomplished a preliminary survey of the occuring reptiles in the/bordering
region of Brazil and Uruguay. Brazilian counties: Uruguaiana, Quaraí, Santana do Livramento,
Dom Pedrito, Bagé, Herval, Jaguarão, Santa Vitória do Palmar. Departments of Uruguay:
Artigas, Rivera, Cerro Largo, Treinta y Tres and Rocha.
There were found 81 species and/or subspecies of Reptilia, being 12 of Chelonia, 24 of
Lacertilia, 44 of Ophidia and 1 of Crocodilia. It was verified a faunistic continuation between the
two countries, seeming, to the authors, that there is a fauna penetration through the east extreme
of the “Rio Grande do Sul’’ State, towards Uruguay and, that reach as far as the “Maldonado”
region. In the west extreme it seems to have a penetration of the tropical fauna from the north
Argentine through de Parana basin. The fauna presents some particular caracteristics in the center
of the studied region; the occurrence of these reptiles have been registered from southern Uruguay
to Santa Maria, in “Rio Grande do Sul” State.
INTRODUÇÃO
A presente contribuição resultou de um convênio entre o “Museo
Nacional de História Natural de Montevideo’’ e o Museu Rio-Grandense de
Ciências Naturais do Estado do Rio Grande do Sul, atual Museu de Ciências
Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, patrocinado pela
a
* Aceito para publicação em 13/VII/1976. Contribuição FZB n.º 030. Apresentado na XXVII Reunião Anual da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Belo Horizonte, julho de 1975. :
** Pesquisador do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Caixa
Postal 1188 e Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Rio de Janeiro (TC
8849). .
*** Pesquisadora do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Caixa
Postal 1188.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
Organização dos Estados Americanos, OEA, visando ampliar os conhecimentos
sobre a fauna ocorrente na região da fronteira entre o Brasil c o Uruguar.
E apresentada uma lista preliminar das espécies e subespécies de repteis
encontradas nos Departamentos uruguaios de Artigas, Rivera, Cerro Larpo,
Treinta y Tres e Rocha e nos Municípios brasileiros do Estado do Rio Grande do
Sul: Uruguaiana, Quarai, Santana do Livramento, Dom Pedrito, Bagé,
Herval, Jaguarão e Santa Vitória do Palmar.
Foram registradas 81 espécies e/ou subespécies de Reptilia, sendo 12 de
Chelonia, 24 de Lacertilia, 44 de Ophidia e 1 de Crocodilia. Para tanto foram
examinadas as coleções científicas do ‘‘Museo Nacional de História Natural”
de Montevideo, do Departamento de Vertebrados da ''Facultad de Hu-
manidades y Ciencias’’ da Universidade Central do Uruguai, do Museu de
“Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto
Alegre e do Museu Oceanográfico da Fundação Universidade de Rio Grande, e
outras coleções menores.
São relacionadas também as espécies não encontradas nas coleções acıma
citadas, porém referidas na bibliografia.
“São mencionados os autores que fizeram o registro da ocorrência das
espécies para a área em estudo, colocando-se entre parênteses a respectiva
citação.
Relação das abreviaturas utilizadas no presente trabalho:
MCN : Museo de Ciências Naturais da Fundação Zoobotänica do
Rio Grande do Sul.
MNM : “Museo Nacional de História Natural’’ de Montevideu.
FCM : “Facultad de Humanidades y Ciencias’’ de Montevideu.
RS : Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
Classe REPTILIA
Subclasse AN APSIDA
Ordem CHELONIA
Subordem CRYPTODIRA
Superfamília TESTUDINOIDEA
Família EMYDIDAE
Chrysemys GRAY, 1844
Chrysemys dorbignyi dorbignyi (DUMERIL & BIBRON, 1835)
Chrysemys dorbignyi - LUEDERWALDT, 1926:10 (RS, URUGUAI) [partim]
Chrysemys d’orbignyi - FREIBERG, 1938:11 (RS, URUGUAI) [partim] .
Pseudemys dorbignyi -FROES,1957:8 (Brasil meridional e países vizinhos) [partim] ; - VAZ-
FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:6 (URUGUAI: Artigas, Rio Negro, Canelo-
nes) [partim ] ; - WERMUTH & MERTENS, 1961:144 (RS, URUGUAI) [partim |.
Pseudemys dorbignyi dorbignyi - FREIBERG, 1969:310, f. 13-19 Oeste do rio Uruguai; Entre
Rios (ARGENTINA); Rivera (URUGUAI) : - FREIBERG, 1971:40, 114, f. 17-22 (Margens
do Rio Uruguai, Província de Entre Rios na ARGENTINA e lado uruguaio).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 63
ER ti si sit NEN iu ie ee a
Material Examinado: URUGUAI: TREINTA Y TRES: Lagoa próxima ao Rio Olimar,
14.IX.1959 (MNM 1420); ROCHA: arredores de La Paloma, X1.1966 (MNM 1659).
Chrysemys dorbignyi brasiliensis (FREIBERG, 1969)
Chrysemys dorbignyi - LUEDERWALDT, 1926:10 (RS, URUGUAI) [partim] ; - FREIBERG,
1938:11 (RS, URUGUAI) [partim] .
Pseudemys dorbignyi - FROES, 1957:8 (Brasil meridional e países vizinhos) [partim ] ; - VAZ-
FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:6 (URUGUAI: Artigas, Rio Negro, Canelones,
sendo comum em todo o país, em rios e lagos) [partim ] - WERMUTH & MERTENS,
1961:144 (RS, URUGUAI) [partim] .
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: rodovia a Salto, Arroyo Três Cruces,
18.X1.1959 (MNM 1381: concha, crânio), Arroyo Itacumbö, 11.1965 (MNM 1423); RIVERA:
Arroyo El Abrojal, 1.1959 (MNM 1377: concha, crânio).
Observação: Apesar das afirmações de FREIBERG (1969, 1971), esta
subespécie está mais difundida do que a outra. Considerando que a área de
distribuição desta espécie abrange o RS, o URUGUAI e o norte da Argentina, é
possível: que haja intergradação nas margens das áreas de distribuição das duas
subespécies.
Superfamília CHELONIOIDEA
Família CHELONHDAE
Caretta RAFINESQUE, 1814
Caretta caretta caretta (LINNAEUS, 1758)
Caretta caretta caretta - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:7 (URUGUAI:
Montevideo, Rio de La Plata, Maldonado); - ACHAVAL, 1965:28 (URUGUAI: Rocha,
Maldonado); - FREIBERG, 1971: 78, 115, 120 (Atlântico, desde Cartagena no Caribe, até
Mar del Plata na ARGENTINA).
Material Examinado: URUGUAI. ROCHA: Cabo Polonio, XI1.1958 (MNM 1400:
crânio).
Observação: No RS foram vistos exemplares adultos nas praias de
Cidreira, Cassino e Torres, e carapaças procedentes das praias de Tramandaí,
Mostardas, Cassino e Chuí. Esta espécie é muito comum ao longo da costa do
RS, aumentando a sua frequência para o sul.
Chelonia LATREILLE, 1801
Chelonia mydas mydas (LINNAEUS, 1758)
Chelonia mydas mydas - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 6 (URUGUAI:
Canelones); - ACHAVAL, 1965:27-28 (URUGUAI: Rio de La Plata, Maldonado);
ACHAVAL, 1968:15 (URUGUAI: Maldonado, Rocha).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
64 LEMA, T. de & FABIÄN-BEURMANN, M.E.
Material Examinado: URUGUAI. ROCHA: La Paloma, VII.1971 (MNM 1761: carapaça),
La Coronilla, 11.1972 (MNM 1806:crânio), Santa Teresa, 11.1967 (FCM 667, 668)
Eretmochelys FITZINGER, 1843
Eretmochelys imbricata imbricata (LINNAEUS, 1766)
‚Eretmochelys imbricata imbricata - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:6 (URU-
GUAI); - ACHAVAL, 1965:28 (URUGUAI: provavelmente).
Observação: Os autores consideram pouco provável que ocorra no
URUGUAI, já que é uma espécie tropical. Até o momento não foi registrada
para o RS.
Família DERMOCHELYIDAE
Dermochelys BLAINVILLE, 1816
Dermochelys coriacea coriace (LINNAEUS, 1766)
Dermochelys coriacea coriacea - VAZ-FERREIRA e SIERRA DE SORIANO, 1960: 7 (Rio de La
Plata, costas do URUGUAI); - ACHAVAL, 1965: 27 (URUGUAI: Montevideo).
Dermochelys coriacea - FREIBERG, 1971:12, 80, 115 (Desde a costa atlântica da Colômbia ao
longo da América do Sul até Mar del Plata, entrando eventualmente no Rio de La Plata).
Material Examinado: BRASIL. RS: Rio Grande, Cassino (exemplar taxidermizado no
Museu Oceanográfico da Fundação Universidade de Rio Grande); Praia entre Cassino e Chuí, 1974
(exemplar dissecado em aula prática no Curso de Oceanologia da Fundação Universidade de Rio
Grande).
Subordem PLEURODIRA
Família CHELIDAE
Hydromedusa W AGLER, 1830
Hydromedusa maximiliani(MIKAN, 1820)
Hydromedusa maximiliani - LUEDERW ALDT, 1926:24 (RS, URUGUAI): - FREIBERG, 1938:19
(ARGENTINA: Misiones, Corrientes, Chaco).
Observação: É de ocorrência meridional e seu registro para o URUGUAI
não especifica a região, mas os autores acreditam que seja a noroeste desse país,
pela proximidade com a área de ocorrência argentina.
Hydromedusa tectifera COPE, 1869
Hydromedusa tectifera COPE, 1869: 147 (HOLÓTIPO do Rio Paraná ou Rio Uruguai); - LUE-
DERWALDT, 1926:25 (RS, URUGUAI; - FREIBERG, 1938:20 (RS, URUGUAI); -
FREIBERG, 1971: (Sul do BRASIL, URUGUAI).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 65
PTE ES NEN A RIAA A A ARE NEE EHEN EEEESEEEKEEEE EUER NEE SEBEIRERERFE. TEREN,> >
Material Examinado: URUGUAI. RIVERA: Tajamar, 28. VIII.1959 (MNM 1418); CERRO
LARGO: Sierra de Aceguá, 1.1960 (MNM 1393); TREINTA Y TRES: afluente do Yerbal,
14.IX.1959 (MNM 1398: esqueleto).
Phrynops WAGLER, 1830
Phrynops geoffroanus (SCHWEIGGER, 1812)
Phrynops geoffroana geoffroana - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:14, est. 3-4
(URUGUAI: Artigas). R
Phrynops geoffroanus - FREIBERG, 1970a : 192 (RS, URUGUAI: Artigas); - FREIBERG, 1971:
92 (URUGUAI: Artigas).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Picada del Negro Muerto, 18.X11.1957.
(FCM 192), 1.1952 (FCM 193), Salto de Agua del Penitente, VIII.1965 (MNM 1582).
Phrynops hilarii (DUMERIL & BIBRON, 1835)
Phrynops geoffroana hilarii - NAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 7-10 (URUGUAI:
Artigas)
Phrynops hilaris - FREIBERG, 1970a: 193 (RS e todo o URUGUAI): - FREIBERG:, 1971:92,124
(RS, URUGUAI).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Paso Campamento, Arroyo Cuaró, II1.1960
(MNM 1390: crânio, concha); CERRO LARGO: Picada de Medina, Rio Tacuari, 9-10.1V.1966
(MNM 1624: crânio, concha), 2-10.1V.1966 (MNM 1629 : concha).
Platemys WAGLER, 1830
Platemys spixii DUMERIL & BIBRON, 1835
Platemys spixii - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960 : 6-14, est. Te II (URUGUAI:
Rocha, Cabo Polonio); - FREIBERG, 1971: 92, 125 (Sul do BRASIL; URUGUAI, Rocha).
Material Examinado: BRASIL. RS: a 130 km de Rio Grande para Chuí, 9.11.1970 (MNM
1696).
URUGUAI. RIVERA: Paraje Batovi, IV Secciön, 30.1X.1959 (MNM 1416); ROCHA, Cabo
Polonio, 1.1953 (FCN 181), 11.1956 (FCM 182, 191), 9.1Il.1959 (FCM 247, 252-254, 256),
15. 111.1959 (MNM 1417), 13-23.1.1966 (MNM 1551A, 1551B), I: 1966 (MNM 1657), 2.X1.1970
(MNM 1694), Parque Nacional de Santa Teresa, 23.11.1971 (MNM 1695).
Observação: Espécie comum nas águas ao longo da rodovia Porto Alegre-
Chuí. Sua frequência aumenta em direção ao URUGUAI:
SubclasseLEPIDOSAURIA
OrdemSQUAMATA
Subordem LACERTILIA
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
66 LEMA, T. de & FABIÂN-BEURMANN, M.E.
Infraordem GEKK OTA
Família GEKKONIDAE
Homonota GRAY, 1845
Homonota darwinii BOULENGER, 1845
Homonota darwinii - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960 : 20 (URUGUAI: Artigas):
- KLUGE, 1964: 22 (Sul e Leste da ARGENTINA e URUGUAI: Artigas); - PETERS &
DONOSO-BARROS, 1970: 146 (URUGUAI e ARGENTINA, 25º a 47º de Latitude Sul).
Homonota uruguayensis (V AZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO,
1961)
Wallsaurus uruguayensis VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1961: 2, est. 1-2 (HO-
LÓTIPO E PARÁTIPOS do URUGUAI, Artigas, Rivera, Arroyo de La Invernada).
Homonta uruguayensis - KLUGE, 1964: 13 (URUGUAI: Tacuarembö, Rivera); - VANZOLINI,
1968: 44 (URUGUAI: Artigas, Rivera); - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970: 147
(URUGUAI: Artigas, Tacuarembö); - ALVES & FABIAN-BEURMANN, 1974: 50 (RS:
Quarai, Rosärio do Sul).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quarai, 3.° Distrito - Estäncia Säo Pedro, 10.11.1963
(MCN 2050), Cerro do Jarau, 25.1.1963 (FCM 495); Santana do Livramento, 5.° Distrito -
Fazenda Guabiju, 22-26.V11.1975 (MCN 5490-5506).
URUGUAI. ARTIGAS: IV-VII.1959 (FCM 292, 1309), proximidades da barra do rio Yacaré,
1.1952 (FCM 12A-B, PARÁTIPOS), 11.1953 (FCM 50 B-D, eclodiram em laboratório): Las
Sepulturas, rio Cuareim, 10.XII.1966 (MNM 1642, 1665), Estância de Bravo, próximo da região
Las Sepulturas, 1.1952 (FCM 10, 11A-B, 14 31A-C, 1383 - PARÁTIPOS); Arroyo La Inver-
nada, 19.11.1954 (FCM 63, 76, 84 A-B, 84 D, 109 A, 109 C-E - PARÄTIPOS), 20.11.1954 (FCM
111A-G, 113 - PARÁTIPOS), 19.11.1954 (FCM 1236, 1237), Los Catalanes, Estância de Becker,
1.1959 (FCM 211, 212, 220, 221, 1395 - PARÁTIPOS), região entre Artigas e Puntas del Cuarö
Chico, 23.11.1955 (FCM 331, 1333, 1334), 11.1955 (FCM 480), próximo do Arroyo Catalán,
27.X11.1954 (FCM 598), Puntas del rio Catalán Seco, 14.11.1971 (FCM 1488-1494), Arroyo
Catalán Chico 29-31.111.1972 (FCM 1842), Valle Platon, 25.11.1966 (FCM 1238-1244, 1251-
1258, 1267-1289), Punta Tres Cruces Grandes, 10.° Seccion 1;8.11.1958 (MNM 169 A-E -
PARÁTIPOS), Tres Cruces, 13.11.1965 (MNM 1076), Colonia Artigas, II.1960 (MNM 917
A-F); RIVERA: 1951 (FCM 13 - PARÁTIPO), Valle Platon, 25.11.1966 (FCM 436, 614)
Serra Los Chivos, Cafiada Farrapos, Ruta 5, 3.V1.1962 (MNM 923); CERRO LARGO: Ruta 8,
ao sul do rio Tacuari, próximo de Arbolito, V. 1952 (MNM 922).
Infraordem IGU ANIA
Família IGUANIDAE
Anisolepis BOULENGER, 1885
Anisolepis undulatus (WIEGMANN, 1834)
Anisolepis undulatus - AMARAL, 1937: 173 (RS ao URUGUAI); - PETERS & DONOSO-
BARROS, 1970: 42 (Sul do BRASIL URUGUAI).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 67
EVA EA mento LT A PERS RE Som ms SM
Observação: De acordo com os registros dos autores, sua ocorrência deverá
restringir-se ao norte do URUGUAI. No RS os autores têm encontrado esta
espécie no lado leste do Planalto Meridional Brasileiro.
Enyalius WAGLER, 1830.
Enyalius brasiliensis (LESSON, 1828)
Enyalius brasiliensis - PETERS & DONOSO—BARROS, 1970: 118 (Sul do BRASIL e norte do
URUGUAI).
Observação: Deve restringir-se ao norte do Uruguai.
Liolaemus WIEGMANN, 1834
Liolaemus wiegmannii (DUMERIL & BIBRON, 1837)
Liolaemus wiegmannii - PETERS & DONOSO- BARROS, 1970 : 195 (Sul do BRASIL, URU-
GUAI).
Material Examinado: URUGUAI. ROCHA: margens Laguna Garzón, 4-12.VIII.1956
(MNM 157A-D).
Polychrus CUVIER, 1817
Polychrus acutirostris SPIX, 1825
Polychrus acutirostris - BURT & BURT, 1931: 283 (URUGUAI); - LIEBERMANN, 1939: 65
(BRASIL, URUGUAI); - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970 : 233 (BRASIL meridional.
URUGUAI, ARGENTINA, BOLIVIA oriental).
Proctotretus DUMÉRIL & BIBRON, 1837
Proctotretus azureus (MULLER, 1882)
Tropidocephalus azureus MULLER, 1882 : 162. TIPO DO URUGUAI.
Proctotretus azureus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960 : 20 (URUGUAI:
Canelones, Artigas, Rivera).
Material Examinado:BRASIL, RS: Quaraí, 3.º Distrito - Estância São Roberto, Ii.1969
(MCN 3162).
URUGUAI. ARTIGAS: próximo região Yacaré, I. 1952 (FCM 19), Tres Cruces, I. 1955 (FCM
176), Cuchilla Negra, 15.X11.1952 (FCM 187), Los Catalanes, I. 1958 (FCM 244), Arroyo
Catalän Chico, Estäncia Martinez, 26.1.1960 (FCM 302), Los Catalanes, Estäncia Becker,
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
68 LEMA, T. de & FABIÁN-BEURMANN, M.E.
I. 1959 (FCM 506), Colonia Artigas, XI-XI11.1956 (MNM 156A-B), 11.1960 (MNM 913),
* Cuchilla Belén, próximo Masoller, 26.X1.1959 (MNM 912).
Proctotretus pectinatus DUMERIL & BIBRON, 1837
Proctotretus pectinatus - KOSLOWSKY, 1898: 163 (URUGUAI, com dúvidas); - PETERS &
DONOSO-BARROS, 1970: 241 (ARGENTINA de Rio Negro até La Pampa e Buenos Aires;
URUGUAI).
Tropidurus WIED, 1824
Tropidurus hispidus (SPIX, 1825)
Tropidurus hispidus - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970: 265 (VENEZUELA, GUIANA,
BRASIL, BOLIVIA, PARAGUAI, URUGUAI).
Tropidurus torquatus (WIED, 1820)
Trobidurus torquatus torquatus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 19-29, est. 5-
6 (URUGUAI: Artigas, Tacuarembó).
Trobidurus torquatus - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970:270 (GUIANA, BRASIL).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, Cerro do Jarau, 20-28.11.1975 (MCN 4748-
4769).
URUGUAI: ARTIGAS: 1.1952 (FCM 40,42 - VAZ-FERREIRA det.), 11.° Sección: Estância de
Bravo, 14.1.1952 (FCM 8, 16 - VAZ-FERREIRA det.), próximo ao Arroyo Cuaró, 11.1955 (FCM
205-210, 270 - VAZ-FERREIRA det.), 3.º Sección: Los Catalanes, Estância Becker, 1.1959 (FCM
218, 235, 265-267), rodovia Artigas-Cuaró, 23.11.1955 (FCM 242), Arroyo Catalán, 1.1958
(FCM 243, 268, 269 - VAZ-FERREIRA der.), Laguna del Loliga, ligada ao Rio Cuareim nas
enchentes, X11.1957 (FCM 251 - VAZ-FERREIRA det.); (FCM 511), Arroyo Catalän Chico,
11.1966 (FCM 615), Rio Cuareim, 1.1952 (FCM 1337, 1338), Passo Reani Catalán Grande,
3.11.1V.1971 (FCM 1516), Bella Unión, 23.11.1965 (MNM 1094).
Tropidurussp.
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: 10.º Sección: Punta Arroyo Tres Curces
Grande, 18.11.1958 (MNM 213,221A-B).
Infraordem SCINCOMORPHA
Família SCINCIDAE
Mabuya FITZINGER, 1826
Mabuya dorsivittata COPE, 1862
Mabuya dorsivittata - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 23 (URUGUAI: Soriano);
- PETERS & DONOSO-BARROS; 1970 : 198 (PARAGUAI, ARGENTINA setentrional,
BRASIL meridional e URUGUAI).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 69
EE svaAntam ento pie Ina CO Me DE 69
Família TEIIDAE
CnemidophorusW AGLER, 1830
Cnemidophorus lacertoides DUMERIL & BIBRON, 1839
Ameiva lacertoides - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO. 1960 : 23 (URUGUAI:
Montevideo, Artigas).
Cnemidophorus lacertoides - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970 : 93 (Sul do BRASIL,
URUGUAI).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Los Catalanes, Estância de Becker, 1.1959
(FCM 507), Arroyo Tres Cruces, 8.11.1958 (FCM 1592); RIVERA: Arroyo Carpinteria,
15.11.1958 (MNM 255A-C); CERRO LARGO: Sarandi del Quebracho, 17.X1.1959 (MNM
915); ROCHA: La Paloma,2.III. 1958 (MNM 203).
Pantodactylus DUMERIL & BIBRON, 1839
Pantodactylus schreibersii schreibersii (WIEGMANN, 1834)
Pantodactylus schreibersiüi schreibersii - RUIBAL, 1952: 515 (RS: Itaqui, Santa Maria; URUGUAI:
Cerro Largo); - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960 : 23 (URUGUAI: Artigas,
Salto, Montevideo); - PETERS & DONOSO- BARROS, 1970 : 217 (Sul do BRASIL,
URUGUAI.
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, 3.º Distrito : Estância São Roberto, 20.1V.1973
(MCN 3801); Santana do Livramento, 5.º Distrito: Fazenda Guabijú, 22-26.VI1.1975 (MCN
5507-5511); 15 km ao Sul de Bagé. 11.X1.1960 (FCM 710); Jaguarão, 27-30.VIII.1975 (MCN
5710-5713).
URUGUAI: ARTIGAS: 2.X1.1959 (FCM 281), Picada del Negro Muerto, Región Las
Sepulturas, 1.1952 (FCM 33, 1290 [encontrado no estômago de Syrygma sibilatrix (TEMMINCK)]
1291), Yugque:, 29.1.1970 (FCM 1307), Catalán Chico, 29-31.111.1972 (FCM 1843), Co-
lonia Artigas, XI-XII.1956 (MNM 146), 10.° Sección: Punta Três Cruces Grande, 1-
8.11.1958 (MNM 171), Colonia Artigas, 11.1960 (MNM 918), Tres Cruces, 13.11.1965 (MNM
1075), 6 km norte noroeste de Belén, 13.1.1963 (MNM 1452); RIVERA: Cuchilla Negra,
Represa Aguas Corrientes em Cuäapirü, 2.V1.1962. (MNM 924).
Teius MERREM, 1820
Teius teyou teyou (DAUDIN, 1802)
Teius teyou teyou -VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960 : 23 (URUGUAI: Artigas,
Treinta y Tres, Lavalleja); - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970: 260 (Sul do BRASIL,
URUGUAI; - VAZ-FERREIRA; ZOLESSI; ACHAVAL, 1973 : 234 (URUGUAI: Artigas).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, Cerro do Jarau, 25.1.1963 (FCM 487), 11.1975
(MCN 4736, 4737); Bagé (cidade), X1.1966 (FCM 711).
URUGUAI. ARTIGAS: Picada del Negro Muerto, Región de Las Sepulturas, 1.1952 (FCM
7), 11.° Secciön Policial: Estância de Bravo, 14.1.1954 (FCM 25), 25.X1.1954 (FCM 177). Los
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
70 LEMA, T. de & FABIÄN-BEURMANN, M.E.
Catalanes: Estäncia de Becker, 1.1956 (FCM 216); Arroyo La Invernada, 11.1954 (FCM 1311)
19.11.1954 (FCM 72, 91, 110, 431, 1316-1320), Juqueri, 30.1.1970 (FCM 1322, 1323); Arroyo
Tres Cruces, 8.X1.1958 (FCM 1666, 1724-1727), 14.11.1960 (MNM 1080A-B), 8.° Secciön:
Guaviyü, 11.1953 (MNM 183), Colonia Artigas, XI-XII.1956 (MNM 220A-E), I1.1960 (MNM
929A-C); Cuchilla Belen, pröximo Masoiler, 26.X1.1959 (MNM 928); RIVERA: Camino
Mazangano, 19.11.1961 (FCM 325), Pueblo Minas de Cunapirü, 2.111.1969 (FCM 836, 837,
841-843), Rio Cunapirú, 3 km do Pueblo Cafapirü, 3.111.1969 (FCM 1321), Mina San
Agustin, 29.111.1972 (FCM 1824), Mina Zapucay, 18.11.1958 (MNM 223), Arroyo Carpin-
teria, 16.11.1958 (MNM 224A-B), 17.11.1958 (MNM 225A-B); CERRO LARGO: Punta Arroyo
Quebracho (FCM 246), Rio Tacuari e Ruta 8, 10-19.1V.1965 (FCM 390, 1313), 3.111.1935
(MNM 216), 1931 (MNM 268).
Tupinambis DAUDIN, 1803
Tupinambis rufescens (GUNTHER, 1871)
Tupinambis teguixin - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960 : 23 (URUGUAI:
Artigas, Treinta y Tres; frequente em todo o URUGUAI).
Tubinambis teguixin teguixin - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970 : 272 (ARGENTINA
setentrional, GUIANA, BRASIL, URUGUAI).
Tupinambis rufescens - PRESCH, 1973: 743 (RS: Campo Novo, Santa Maria, Rio Grande,
Osório, Braga. URUGUAI: Tacuarembó, Cerro Largo, Rocha).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, Cerro do Jarau, Capão do Leão, 20-28.11.1975
(MCN 4735, MCN: vivo); Santana do Livramento, 5.º Distrito: Fazenda Guabiyú, 22-
26.V11.1975 (MCN: vivo); Rosário do Sul, rodovia BR-290: km 421, P. Alegre a Uruguaiana,
19.11.1975 (MCN 4734).
URUGUAI. ARTIGAS: região do Rio Yacaré, 1.1952 (FCM 45), Picada del Negro Muerto,
região Las Sepulturas, 1.1952 (FCM 46), próximo Arroyo La Invernada, caminho de Masoller a
Artigas, 17.11.1954 (FCM 66 : 25 filhotes de uma ninhada, FCM 71), Arroyo La Invernada,
11.1954 (FCM 100), próximo a Masoller, II.1954 (FCM 241), Arroyo Tres Cruces, 8.11.1958
(FCM 1715); RIVERA: próximo a Masoller, 11.1954 (FCM 240). Rio Tacuarembó, a 9 km a
sudeste de Paso Manuel Diaz, 21.X1.1968 (FCM 799).
Infraordem ANGUINOMORPHA
Superfamília ANGUOIDEA
Família ANGUIDAE
Subfamília ANGUINAE
Ophiodes WAGLER, 1828
Opbhiodes striatus (SPIX, 1824)
Ophiodes striatus - VAZ-FERRIERA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 24 (URUGUAI: Artigas,
Paysandü); - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970 : 209 (BRASIL, URUGUAI).
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 71
2] ES SS ereto MN O A
Material Examinado: BRASIL.RS: Bagé (cidade), X1.1955 (MNM 643).
URUGUAI. ARTIGAS: 1.1958 (FCM 257), Las Sepulturas, 10.XI1.1960 (FCM 1343).
Opbhiodes vertebralisBOCOURT, 1881
Ophiodes vertebralis BOCOURT, 1881 : 459, est. 22, f. 3-3e (TIPOS do BRASIL meridional e
URUGUAI); - LIEBERMANN, 1939: 82 (BRASIL, URUGUAI); - VAZ-FERREIRA &
SIERRA DE SORIANO, 1960: 24 (URUGUAI: Montevideo, Isla de Lobos, Isla de Flores;
comum na costa uruguaia); - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970 : 209 (ARGENTINA,
BRASIL meridional, URUGUAI).
Infraordem ANNULATA
Família AMPHISBAENIDAE
Amphisbaena LINNAEUS, 1758
Amphisbaena darwinii darwinii DUMERIL & BIBRON, 1839
Amphisbaena Darwinii DUMERIL & BIBRON, 1839: 490. TIPO do URUGUAI: Montevideo.
Amphisbaena vermicularis darwinii - AMARAL, 1937: 199 (BRASIL: Mato Grosso, São Paulo ao
RS e países vizinhos) [ partim ].
Amphisbaena darwinit - KLAPPENBACH, 1960: 8 (URUGUAI: Rocha, Treinta y Tres) | par-
tim] , -VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 24 (URUGUAI: Cerro Largo,
Soriano, Lavalleja, Treinta y Tres, Montevideo, Isla de Lobos) [ partim ] .
Ambhisbaena darwinii darwinni - GANS, 1966: 234, est. 37 (f. 1); est. 38 (f. 1-2); est. 39 (f. 6):
est. 40 (f. 1-2); f. 29-30 (URUGUAI central e meridional); - PETERS & DONOSO-BAR-
ROS, 1970: 30 (URUGUAI central e meridional).
Material Examido: BRASIL. RS: Santana do Livramento, 5.º Distrito: Guabiyü, 22-
6.VII.1975. :
URUGUAI. RIVERA: Pueblo Minas de Cunapirü, 2-4.111.1969 (FCM 835, 845, 846),
31.11.1972 (FCM 1833: devorada por Micrurus frontalis altirostris (COPE) (FCM 1832); ROCHA:
magem do Arroyo Rocha, 4-12.VIII.1956 (MNM 177 : GANS det.)
Observação: Do material citado por KLAPPENBACH (1960) os autores
consideraram apenas o procedente de Treinta y Tres e Rocha, por suas carac-
terísticas subespecíficas.
Ampbhisbaena darwinii trachura COPE, 1885
- Amphisbaena vermicularis darwinii - AMARAL, 1937 : 199 (BRASIL: Estado de Mato Grosso e de
São Paulo em direção ao RS e países vizinhos) [partim] .
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
72 LEMA, T. de & FABIÄN-BEURMANN, M.E.
eee eo eme im zz ee ee ze ey u?
Amphisbaena darwinii - KLAPPENBACH, 1960: 8 (URUGUAI: Artigas) [partim ] ; - VAZ-
FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 24 (URUGUAI: Artigas) [partim ]
Amphisbaena darwinii trachura - GANS, 1966: 237-39, f. 17, 31-32 (do Estado de São Paulo,
BRASIL, ao RS, indo até o extremo norte do URUGUAI e extremo nordeste da ARGEN-
TINA); - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970: 31 (BRASIL: Estado de São Paulo, RS em
direção ao nordeste do URUGUAI e extremo norte-oriental da ARGENTINA).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Los Canelones: Estancia Becker, 1.1959
(FCM 228); RIVERA: 2.X11.1957 (FCM 262).
Amphisbaena darwinii darwinii DUMÉRIL & BIBRON x Amphisbaena
darwinii trachura COPE
Material Examinado: BRASIL. RS: Jaguarao (cidade), 30.VIII. 1975 (MCN 5716).
URUGUAI.ARTIGAS: 1953 (MNM 172 - GANS det.); RIVERA: Escuela Agraria, 1.11.1962
(MNM 899A-E : GANS det.) .
Observação: Os exemplares examinados confirmam o estabelecido por
GANS (1966). Os exemplares MNM 172 e MNM 899A-E foram identificados
como Ampbhisbaena darwinii ssp. por GANS, em agosto de 1975, quando de
sua visita ao Museu de Montevidéo, considerando-os, este autor, como
intergradantes entre as duas subespécies. GANS determinou o exemplar MNM
177 como de raça típica. Dessa maneira a distribuição das duas subespécies é a
seguinte:
Amphisbaena darwinii darwinii D. & B. ocorre nas regiões sul, leste e
oeste do URUGUAI atingindo o norte, onde integrada com Arzphisbaena
darwinti trachura COPE, sendo que esta domina no BRASIL meridional dis-
tribuindo-se pelo nordeste da ARGENTINA e norte do URUGUAI. A figura
17 apresentada por GANS (1966) confere com o aqui exposto e, mostra uma
faixa de intergradação entre as duas subespécies, que coincide com a fronteira
BRASIL-URUGUAI e BRASIL-ARGENTINA. Nas Provincias argentinas que
fazem fronteira com o RS, ocorre outra subespécie, Arzphisbaena darwinii
heterozonata BURMEISTER, que, provavelmente, poderá entrar no processo
de intergradação. Nesse caso, esta última subespécie mesclar-se-ia com
intergradantes ou não das duas subespécies aqui citadas, uma vez que, pela
figura de GANS (op. cit.) não se nota influência do Rio Uruguai como barreira
física, entre as áreas de distribuição das raças trachura e heterozonata.
Amphisbaena munoai KLAPPENBACH, 1960
Amphisbaena mufoai KLAPPENBACH, 1960: 3-6. est. 1, f. 1-3, est. 3, f. 4-7 (TIPO de
Maldonado, PARÁTIPOS de Rivera, Cerro Largo, no URUGUAI); - GANS, 1966: 245, f.
35-37..est. 41 (RS: Santa Maria, São Jerônimo, Viamão, Porto Alegre. URUGUAI: Rocha,
Cerro Largo, Rivera; comum na região central e sul do URUGUAI).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos r&pteis da regiäo... 73
Amphisbaena munoai - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970 : 34 (RS, URUGUAL).
Material Examinado: URUGUAI. RIVERA: Arroyo Carpinteria, 17.1V.1958 (MNM 714
- PARÁTIPO); CERRO LARGO: Puntas Arroyo Quebracho, 10.11.1959 (FCM 521), Sierras
de Aceguá, 20.X1.1959 (MNM 864 - PARÁTIPO).
AnopsBELL, 1833
Anops kingii BELL, 1833
Anopsibaena kingii - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 24 (URUGUAI: Rivera,
Treinta y Tres, Lavalleja, San José, Colonia, Montevideo).
Material Examinado:BRASIL. RS: Bagé, 5.1V.1958 (MCN 739); Jaguarão, 25-30.VII.1975
(MCN 5714).
URUGUAI.RIVERA: VII. 1951 (FCM 138), Ruta 7, km 8, 28.1X.1963 (FCM 376, MNM 935A-
B), Ruta 5, Cerro de Los Chivos, Canada Farrapos, 3.V1.1962 (MNM 938A-B, 940); RO-
CHA: Parque San Miguel, Cerro Picudo, 13.X11.1963 (MNM 1095).
Leposternon W AGLER, 1824
Leposternon microcephalum W AGLER, 1824
Leposternon phocaena - DEVINCENZI, 1925: 15 (URUGUAI: Artigas); - VAZ-FERREIRA &
SIERRA DE SORIANO, 1960: 24 (URUGUAI: Artigas).
Leposternon microcephalum - PETERS & DONOSO-BARROS, 1970: 168 (Amazônia, BRASIL e
BOLIVIA, PARAGUAI, nordeste da ARGENTINA, URUGUAI).
Observação: Essa espécie é comum na região argentina que faz fronteira
com o RS. É provável que ela ocorra também na região sudoeste do RS.
Subordem OPHIDIA
Superfamília SCOLECOPHIDIA
Família TYPHLOPIDAE
Typhlops OPPEL, 1811
Typhlops reticulatus (LINNAEUS, 1766)
Typhlops reticulata - KOSLOWSKY, 1898: 163 (ARGENTINA, URUGUAI). - VAZ-FERREIRA
«& SIERRA DE SORIANO, 1960: 33 (citam KOSLOW SKY, 1898, com dúvidas).
Observação: É possível que esta espécie seja encontrada no nordeste do
URUGUAI, pois sua ocorrência está registrada para as Províncias de Entre Rios
e Corrientes, contíguas ao noroeste do URUGUAI.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
74 LEMA, T. de & FABIAN-BEURMANN, M.E.
Família LEPTOTYPHLOPIDAE
Leptotyphlops FITZINGER, 1843
Leptotyphlops australis FREIBERG & OREJAS-MIRANDA, 1968
Material Examinado: BRASIL. RS: Uruguaiana, margem do Arroio do Salso, 9.VI.1966
(MNM 1623).
Observação: A ocorrência desta espécie estava registrada apenas para a
ARGENTINA, de Rio Negro a Córdoba, conforme PETERS & OREJAS -
MIRANDA (1970, (1): 168).
Leptotyphlops munoai OREJAS-MIRANDA, 1961
Leptotyphlops albifrons DEVINCENZI, 1925: 15 (URUGUAI: Cerro Largo); VAZ-FERREIRA &
SIERRA DE SORIANO, 1960: 33 (URUGUAI: Cerro Largo, Montevideo, Artigas, Rivera,
Treinta y Tres, Colonia).
Leptotyphlops munoai - OLAZARRI, MONES, XIMENEZ & PHILIPPI, 1970: 9 (URUGUAI:
Artigas, Cerro Largo, Rivera); PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 171 (RS, URUGUAI e
nordeste da ARGENTINA).
Material Examinado: BRASIL. RS: Bagé, 15 km ao sul da cidade, 11.XI.1966 (FCM 709).
URUGUAI. ARTIGAS: Arroyo de La Invernada, 27.11.1954 (FCM 118) 3.º Sección Judicial,
X11.1953 (FCM 119), Arroyo Cuaró, 25.11.1955 (FCM 180), Sepulturas, 18.X11.1957 (FCM
188), Catalán Chico, 6.X1I.1958 (FCM 219: retirado da boca de Dasypus septemcinctus LIN-
NAEUS, (FCM 1028), lagoas próximas Catalán Chico, Estância Chilo, 31.1.1960 (FCM 291),
Arroyo Tres Cruces, 11.1958 (FCM 1593-1595), Arroyo Cuarö, 11.1960 (MNM 871 - PARÁ-
TIPO), Sepulturas, Rio Cuareim, 10.X11.1966 (MNM 1643); RIVERA : 21.1.1956 (FCM 484),
Pueblo Minas de Cunapirü, 2.111.1969 (FCM 834), Arroyo Carpinteria, 17.1V.1958 (MNM
731A-C), Sierra de La Aurora, 24.111.1961 (MNM 874 - PARÁTIPO), 10.1V.1968 (MNM
1782); CERRO LARGO : 1925 (MNM 873 - PARÁTIPO), Sarandi del Quebracho, 17.X1.1959
(FCM 298).
Superfamília BOOIDEA
Família BOIDAE
Eunectes WAGLER, 1830
Eunectes notaeus COPE, 1862
Eunectes notaeus - DEVINCENZI, 1925: 18-19 (URUGUAI); - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE
SORIANO, 1960: 34 (URUGUAI: Enchentes, Montevideo, Salto - trazidas pela bacia do
Prata); - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 115 (BOLIVIA, PARAGUAI, norte oriental
da ARGENTINA, BRASIL OCIDENTAL; URUGUAI).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 75
DO nn ne
Observação: Apesar de VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO (1960)
afirmarem ter examinado exemplares do MNM, os autores não os encontraram
na coleção científica do mesmo. Como essa espécie foi descrita de material do
Rio Paraguai, é possível que ocorra ao longo do Rio Uruguai, ao menos durante
as cheias.
Superfamília CAENOPHIDIA
Família COLUBRIDAE
Subfamília DIPSADINAE
Sibynomorphus FITZINGER, 1843
Sibynomorphus turgidus (COPE, 1868)
Sibynomorphus turgidus - OREJAS MIRANDA, 1958: 4 (URUGUAI: Salto).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Talpica Bella Unión, 28.VII.1964 (MNM
1026, 1028, 1063).
Observação: Segundo PETERS (1960) esta espécie tem sua área de dis-
tribuição geográfica limitada, ao sul, pelo Estado de Mato Grosso (BRASIL) e
pela região nordeste do PARAGUAI. PETERS & OREJAS-MIRANDA (1970)
tatificaram o proposto por PETERS (op. cit.), apesar de OREJAS-MIRANDA
(1958) ter registrado sua ocorrência para o UR.
Sibynomorphus ventrimaculatus (BOULENGER, 1885)
Sibynomorphus ventrimaculatus - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 278 (RS, URUGUAI).
Subfamília COLUBRINAE
Chironius FITZINGER, 1826
Chironius bicarinatus (WIED, 1820)
Chironius bicarinatus - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970 : 59 (margem do Rio Uruguai).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Arroyo Maquina, 10 km águas acima da
barra com o Rio Uruguai, 24.1.1969 (MNM 1794),
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
76 LEMA, T. de & FABIAN-BEURMANN, M.E.
Observação: Os autores verificaram a ocorrência desta espécie a sudeste do
RS, até Pelotas, sendo provável que ocorra em Santa Vitória do Palmar, con-
forme informações colhidas no local.
Clelia FITZINGER, 1826
Clelia occipitolutea ( DUMÉRIL, BIBRON & DUMERIL, 1854)
Oxyrhopus maculatus BOULENGER, 1896: 110, est. 6, f. 2 (TIPO do URUGUAI).
Clelia occipitolutea - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 64 (Sul do BRASIL, URUGUAI); -
ACHAVAL, 1973: 17 (URUGUAI: Artigas, Rocha).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Arroyo Tres Cruces (FCM 1647); Rio
Cuareim, Estancia Yuqueri, 32 km a noroeste de Artigas, 27.1.1970 (FCM 1133); ROCHA: San
Miguel, V.1964 (MNM 1084).
Observação: DEVINCENZI (1925) indicou Pseudoboa clelia (DAUDIN)
para o URUGUAI. Os autores não encontraram exemplares do URUGUAI,
onde predomina C. occipitolutea (D., B& D.). É possível que DEVINCENZI
tenha examinado exemplares desta última.
Clelia rustica (COPE, 1878)
Oxyrhopus rusticus - BOULENGER, 1896 : 111 (Sul do BRASIL, URUGUAI).
Clelia rustica - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970; 64 (BRASIL: Minas Gerais meridional e Rio
de Janeiro; sul do BRASIL em direção ao URUGUAI e Buenos Aires; para o oeste, Tucumán
eJujuy, na ARGENTINA:
Observação: ACHAVAL (1973) na revisão do gênero C/e/ia FITZINGER,
no URUGUAI, cita sua ocorrência apenas no extremo sudeste uruguaio.
Dromicus BIBRON, 1843
Dromicus almadensis (WAGLER, 1824)
Leimadop his almadensis- PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970 : 142 (BRASIL, URUGUAI).
Material Examinado: BRASIL. RS: Bagé, 1.V11.1959 (MCN 1043, 1044).
URUGUAI. RIVERA: próximo Minas de Cufiapirü, 27.11 a 8.111.1969 (FCM 897, 898), Minas
de Corrales, 10.111.1969 (FCM 1044), Represa del Cunapirú, IV.1955 (MNM 1045).
Dromicus poecilogyrus pictostriatus (AMARAL, 1944)
Liophis poecilogyrus -BOULENGER, 1894: 132 (BRASIL, URUGUAI) [ partim ] ;
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 77
ED o nana
Leimadophis poecilogyrus - AMARAL, 1925 : 5 (URUGUAI: Lavalleja, Rocha): - DEVINCENZI,
1925: 21-23 (BRASIL, URUGUAI, PARAGUAI, ARGENTINA) [ partim ] ; - VAZ-FE-
RREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 34 (URUGUAI: Artigas, Durazno, Rio Negro,
Treinte y Tres, Lavalleja, Maldonado, Montevideo) [partim ]
L. eimadophis poecilogyrus pictostiatus AMARAL, 1944 : 77-78 (Do centro e leste para o sul até
o URUGUAI, e para o norte, pelo litoral do Estado de Santa Catarina); - PETERS & ORE-
JAS-MIRANDA, 1970: 147 (região Central e sul do RS, costa do Estado de Santa Catarina,
BRASIL e URUGUAI.
Material Examinado: BRASIL. RS: Bagé, Fazenda do Ministério da Agricultura, II.
1961 (MCN 1494); Jaguarão, Barra do Rio Jaguarão, 28.VII1.1975 (MCN 5715).
URUGUAI. ROCHA (MNM 66).
Dromicus poecilogyrus platensis (AMARAL, 1944)
L.[eimadophis | poecilogyrus blatensis AMARAL, 1944 : 77 (Localidade tipo: La Plata, ARGEN-
TINA).
Material Examinado: BRASIL. RS: Uruguaiana, Arroio do Touro Passo , 20.11.1974 (MCN
4192, 4193).
Dromicus poecilogyrus ssp.
Material Examinado: BRASIL. RS: Quarai, Estäncia Säo Roberto, III. 1959 (MCN 3161).
1.X1.1971 (MCN 3508), Cerro do Jarau, 11.1975 (MCN 4766); Bagé, 5.IV.1958 (MNM 738),
1.V11.1959 (MCN 1046), Passo Durazneiro, 14.V.1970 (MNM 1724).
URUGUAI. ARTIGAS: Rio Yacare, 1.1952 (FCM 5, 15), Sepulturas, 1.1952 (FCM 39),
Cuarö, 25.11.1955 (FCM 172), Arroyo Cuaró Grande, El Alamo, IV.1954 (FCM 476),Arroyo
Cuaró, 11.1960 (MNM 987), Los Catalanes, 1.1959 (FCM 229), Arroyo Catalán Chico,
30.1.1960 (FCM 293), 111.1972 (MNM 1867), e km a noroeste de Belén, 21.1.1963 (MNM 969),
Colonia Artigas, II.1960 (MNM 970, 988, 989),Brun, 25.X1.1969 (MNM 971), Talpica, IV.
1964 (MNM 974) Yuqueri, rio Cuareim, 4.11.1970 (FCM 1134), 27.1.1970 (FCM 1136),
Mascarenas, 1956 (FCM 1773); RIVERA: (MNM 100), Arroyo Carpinteria, 17.11.1958 (MNM
106A), Cerro la Carreta, 2.111.1969 (FCM 839), Minas de Cunapiru, 4.11I.1969 (FCM 840),
ıTres Cruces, 8.111.1969 (FCM 852), Minas de Corrales, 10.111.1969 (FCM 1043, 1045, 1046);
CERRO LARGO: Arroyo El Cordobes, 23.111.1970 (FCM 1147), 28.111.1970 (FCM 1150), Rio
Branco, 12.X.1948 (FCM 1386), Rio Tacuaró, 15.1V.1965 (FCM 382); ROCHA: 1956 (MNM
39, 106 B), Rincon del Medio, 11.VIII.1959 (MNM 775).
Observação: Os exemplares que os autores relacionam como Drorzicus
poeclogyrus ssp. aproximam-se da subespécie pictostriatus, porém apresentam
elevada taxa de melanina e filhotes um pouco diferentes. Está em estudo a
variação dessa espécie na região do RS e o resultado será futuramente publi-
cado.
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
78 LEMA,T. de & FABIAN-BEURMANN,M.E
Dromicus sagittifer JAN, 1863)
Leimadophis sagittifer - AMARAL, 1935-36: 111 (Extremo sul do BRASIL e países limítrofes),
PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 149 (norte ocidental da ARGENTINA, BRASIL,
meridional).
Dromicus typhlus (LINNAEUS, 1758)
Leimadop his tybhlus - DEVINCENZI, 1925: 24 (URUGUAI); - VAZ FERREIRA & SIERRA DE
SORIANO, 1960: 35 (cita DEVINCENZI, 1925); PETER & OREJAS-MIRANDA, 1970: 150
(América do Sul; leste dos Andes até 35º de Latitude Sul).
Observação: É conhecida a ocorrência desta espécie no RS (BOULEN-
GER, 1886). DEVINCENZI (1925) descreveu um exemplar com procedência:
“Uruguay’’. Os autores acreditam que é possível que ocorra na área em foco.
HOGE (1960-62) estabeleceu 2 raças geográficas. Como Drosmicus
typhlus forsteri (W AGLER, 1824) tem sua ocorrência registrada apenas para a
Bahia (BRASIL), supõe-se que a ocorrente na região em estudo seja a subes-
pécie típica:
Elapomorphus WIEGMANN, 1843
Elapomorphus bilineatus lemniscatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL,
1854
Elapomorphus lemniscatus - BOULENGER, 1896: 242 (Sul do BRASIL, URUGUAI); - DEVIN-
CENZI, 1925: 50 (URUGUAI: Cerro Largo)
Elapomorphus bilineatus - AMARAL, 1935-36: 145 (extremo sul do BRASIL e países limítrofes)
[partim] ; - VAZ FERREIRA E SIERRA DE SORIANO, 1960: 39 (URUGUAI: Cerro
Largo, Montevideo); - PETER & OREJAS-MIRANDA, 1970: 104 (Sul do BRASIL, URU-
GUAI) [partim].
Elapomorphus bilineatus lemniscatus - LEMA, 1970: 38 (RS a nordeste da ARGENTINA e
URUGUAI.
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, Cerro do Jarau, 27.1.1963 (FCM 458), Bagé,
1953 (MCN 4458).
URUGUAI. ARTIGAS: Catalán Chico, 29-31.111.1972 (FCM 1838); CERRO LARGO: 1921
(MNM 79); ROCHA: Puntas Arroyo Don Carlos, 29.X.1956 (MNM 53).
Observação: Os autores notaram pelo menos, duas tendêncies cromáticas
no material do URUGUAI. Segundo LEMA (1970) no material do RS, apa-
recem outras variações além das encontradas no do URUGUAI, com a presença
de uma subespécie ao norte do RS (E. bzlineatus reticulatus PETERS); é pos-
sível que haja intenso intercruzamento subespecífico e, inclusive, presença de
novas subespécies, as quais, devem estar se intercruzando.
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 79
Eae MPE E NS 4
Elapomorphus tricolor DUMÉRIL, BIBRON, & DUMÉRIL, 1854
Elabomorphus tricolor - BOULENGER, 1896: 242 (extremo sul do BRASIL, URUGUAI); - VAZ
FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 38 (URUGUAI: Artigas); - PETERS & OREJAS-
MIRANDA, 1970: 105 (Sule oeste do BRASIL, URUGUAI; BRASIL meridional e ocidental;
BOLIVIA, PARAGUAI, ARGENTINA, URUGUAI).
Observação: Não foi encontrada até o momento no RS. Deve penetrar no
URUGUAI pelo canto noroeste, proveniente da ARGENTINA. Foi encontrada
no URUGUAI em Artigas e em Tacuarembó está última localidade foi regis-
trada por DEVINCENZI (1925)
Helicops WAGLER, 1830
Helicops carinicaudus infrataeniatus (JAN, 1865)
Helicobs carinicauda infrataeniata - LEMA, 1958: 21 (Extremo sudeste do BRASIL, Estado de
Santa Catarina e RS; URUGUAI e ARGENTINA).
Heltcops carinicauda - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 34 (URUGUAI: Artigas,
Treinta y Tres, Canelones; comum ao norte do URUGUAI).
Helicops carinicaudus infrataeniatus - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 124 (Sul do
BRASIL, URUGUAI).
Material Examinado: RS: Quaraí, 3.º Distrito Estância São Roberto, 11.1970 (MCN 3234).
URUGUAI. ARTIGAS: Cuaró, 25.11.1955(FCM 174),Arroyo Catalän Chico, Estancia de
Becker, 20-22.1.1960 (FCM 294), San Gregorio , 3.11.1960 (FCM 1641); RIVERA: Vichadero,
Arroyo Los Coronillos, 20.X.1961 (MNM 1041); CERRO LARGO: Melo, 11.1961 (FCM 530);
ROCHA: Ruta 19, Arroyo San Miguel, 7.V111.1962 (MNM 1029).
Observação: Abundante de Pelotas, RS, para o sul.
Liophis WAGLER, 1830
Liophis anomalus (GUNTHER, 1858)
Rhadinaea anomala - BOULENGER, 1894: 165 (Sul do BRASIL, URUGUAI).
Liophis anomalus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 35 (URUGUAI: Artigas,
Treinta y Tres, Rio Negro, Maldonado; comum em todo o URUGUAI); - PETERS &
OREJAS-MIRANDA, 1970: 176 (Sul do BRASIL, URUGUAJ).
Material Examinado: BRASIL. RS Quaraí, Coxilha São Rafael, 3.º Distrito, 1.1964 (MCN
2509, 2510), Santana do Livramento, Fazenda Goiabeira, divisa com Dom Pedrito, próximo
fronteira com URUGUAI, 11.1963 (MCN 2087, 2088).
URUGUAI. ARTIGAS: 19.11.1954 (FCM 86), próximo Arroyo de La Invernada, 17.11.1954
(FCM 64), Cuaró, 25.11.1955 (FCM 158) Arroyo Cuaró, 11.1960 (MNM 965), Locs Catalanes,
Estancia de Becker, 1.1959 (FCM 217, 233)Arroyo Itacumbó 1.11.1963 (FCM 490), San
Gregorio, 28.11.1960 (FCM 1642)Arroyo Tres Cruces, 12.1X.1957 (FCM 1674), Colonia
Artigas, X11.1956 (MNM 5), Tomás Gomensoro, Arroyo Itacumbó, 10-11.11.1965 (MNM 972-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
80 LEMA, T. de & FABIÂN-BEURMANN, M.E.
A-B); RIVERA: La Galera, 25.11.1972 (FCM 1834), Piedras Blancas, Arroyo Carpintei-
ra,18.11.1958 (MNM 102); CERRO LARGO: (MNM 84), 1921 (MNM 133), Arroyó del Cor-
dobés,28 km a noroeste de Cerro Chato, 25.11.1970 (FCM 1149), km 437 da Ruta 8, Cruz de
Piedra, 31.1.1972 (FCM 1812); TREINTA Y TRES: IV.1955 (MNM 7), Camino Paso de Los
Membrillos, próximo a cidade Treinta y Tres (MNM 740); ROCHA: próximo à cidade, VII.1958
(MNM 562), Santa Teresa, 1957 (MNM 6), Lagoa Mirim, II1.1959 (MNM 729).
Liophis jaegeri (GUNTHER, 1858)
Rhadinaea jaeger! - BOULENGER, 1893: 170 (RS, URUGUAI).
Liophis jaegeri - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 35 (citam BOULENGER,
1893); - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 178 (BRASIL, URUGUAI, ARGENTINA,
PARAGUAI); - VAZ-FERREIRA, ZOLESSI & ACHAVAL, 1970: 437, 439 (URUGUAI:
Rocha, Treinta y Tres).
Material Examinado: BRASIL. RS Bagé, 1.VII.1959 (MCN 1045)
Liophis miliaris (LINNAEUS, 1758)
Rhadinaea fusca - BOULENGER, 1894: 170 (RS, URUGUAI).
Liop his miliaris semiaureus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 35 (URUGUAI:
Artigas, Durazno. San José).
Liop his miliaris - PETERS & OREJAS MIRANDA, 1970: 178 (BRASIL, URUGUAI).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, Cerro do Jarau, 11.1975 (MCM 4733).
URUGUAI. ARTIGAS: Estancia de Becker, 8.1.1959 (FCM 538), San Gregorio, 25.11.1960
(FCM 1643), Mascarenas 1956 (FCM 1774); RIVERA: Cunapiru, 11.1970 (FCM 1498); CERRO
LARGO: 2 km ao sul de Pueblo Noblia, na Ruta 8, 31.1.1972 (FCM 1811); ROCHA: Rincón
del Medio 11.VIII.1959 (MNM 774), Lagoa próxima Cabo Polonio, 2.X1.1970 (MNM 1835).
Liophis obtusus (COPE, 1863)
Rhadinaea obtusa - BOULENGER, 1894: 171 (RS, URUGUAI).
Liophis obtusus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 35 (URUGUAI: Trienta y
Tres, Canelones, Montevideo); - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 179 (BRASIL,
URUGUAI); - VAZ-FERREIRA, ZOLESSI & ACHAVAL, 1970: 436 a 440. (URUGUAI:
Cerro Largo, Rocha, Rivera, Treinta y Tres); - VAZ-FERREIRA, ZOLESSI & ACHAVAL,
1973: 234 (URUGUAI: Artigas).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS:Picada del Negro Muerto, Región Las
Sepulturas, 1.1952 (FCM 23), Arroyo de La Invernada, 19.11.1954 (FCM 79), Arroyo Tres
Cruces, Ruta 4, 14.X11.1966 (MNM 1645); RIVERA: Minas de Corrales, 10.11.1969 (FCM
1047); CERRO LARGO: Tupambaé, 5.11.1968 (FCM 1087-1089); ROCHA: Rincón del
Medio, 11.VII1.1959 (MNM 776A-C).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 81
Lygophis FITZINGER, 1843
Lygophis flavifrenatus COPE, 1862
Lygophis flavifrenatus - AMARAL, 1929: 169 (BRASIL meridional, URUGUAI, ARGENTINA);
- VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 35 (Citam AMARAL, 1929).
Material Examinado: BRASIL. RS: Bagé, 1.V11.1959 (MCN 1042).
Observação: Comum nos campos do litoral e sul do RS No URUGUAI é
provável que ocorra na região norte.
Lystrophis COPE, 1885
Lystrophis dorbignyi (DUMERIL, BIBRON & DUMÉRIL, 1854)
Lystrophis dorbignyi - AMARAL, 1935-36: 117 (Extremo sul do Brasil e países limítrofes); - VAZ-
FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 36 (URUGUAI: Artigas, Durazno, Lavalleja,
Maldonado, Canelones); - OREJAS-MIRANDA, 1966: 193, f. (URUGUAI: Artigas, Cerro
Largo, Rocha, Treinta y Tres) - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 188 (Sudeste do
BRASIL, nordeste do URUGUAI).
Material Examinado: BRASIL. RS. Quaraí, 3.º Distrito. Estância São Roberto, 11.1970
(MCN 3235), Santana do Livramento, Fazenda Goiabeira, divisa com Dom Pedrito, próximo
fronteira URUGUAI, II.1963 (MCN 2089, 2099).
URUGUAI.ARTIGAS: (MNM 28), Región del Yacaré, 1.1952 (FCM 2), Ruta entre Masoller e
Rincón de La Basura, 9.11.1954 (FCM 97), Arroyo Guaviyú, 8.º Seccion, 11.1953 (MNM 8);
CERRO LARGO: Picada de Rodriguez e Rio Tacuari, 10-19.IV.1965 (FCM 619), Arroyo del
Cordobés, 28 km de Cerro Chato (FCM 1148), Santa Clara de Olimar, V1.1931 (MNM 126),
Sierra de Vaz, IV.1963 (MNM 1038), TREINTA Y TRES: Arroyo Avestruz (MNM 1036),
(Sociedad Taguató de Ciencias Naturales, URUGUAI, n. 123); ROCHA: Cabo Polonio (FCM
284), 6.11.1973 (MNM 1856), X, 1959 (MNM 857), 13-23.1.1966 (MNM 1538), Valizas,
15.11.1972 MNM 1845), Ruta a ROCHA, km 206, 28.11.1958 (MNM 136), San Luis del Medio,
10.X1.1955 (MNM 883), Laguna Castilhos, 1.1948 (MNM 1034).
Lystrophis histricus (JAN, 1863)
Lystrop his histricus- OREJAS-MIRANDA, 1966: 193 (URUGUAI: Cerro Largo).
Material Examinado: URUGUAI. CERRO LARGO: 23.111.1935 (MNM 87).
Lystrophis semicinctus (DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854)
Lystrop his semicinctus- BOULENGER, 1894: 153 (URUGUAI).
Observação: OREJAS-MIRANDA (1966) põe em dúvida o registro de
BOULENGER (1894). Esta espécie é raramente encontrada no RS, possuindo o
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
82 LEMA,T. de & FABIAN-BEURMANN, M.E.
MCN material do Planalto Meridional e do sudoeste do BRASIL. Caso ocorra
no URUGUAI, deverä ser na regiäo norte.
Mastigodryas AMARAL, 1935
Mastigodryas bifossatus bifossatus (RADDI, 1820)
Eudryas bifossatus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:34 (URUGUAI).
Mastigodryas bifossatus bifossatus - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 192 (Do RS ao Rio
de Janeiro e Minas Gerais (BRASIL; URUGUAI).
Observação: O registro para o URUGUAI não está especificado. Os
autores supõem que ocorra ao norte desse país, já que é encontrada em toda a
parte baixa do RS, ao longo da Depressão Central, de nordeste para sudoeste e
para o sul.
Oxyrhopus WAGLER, 1830
.Oxyrhopus rhombifer rhombifer DUMERIL, BIBRON & DUMERIL,
1854
Oxyrhopus rhombifer - BOULENGER, 1896: 103 (Sul do BRASIL, URUGUAN).
Pseudoba rhombifera - AMARAL, 1925: 12 (URUGUAI: Cerro Largo); - VAZ-FERREIRA &
SIERRA DE SORIANO, 1960: 36 (URUGUAI: Cerro Largo).
Pseudoboa rhomifer - DEVINCENZI, 1925: 37 (URUGUAI: Cerro Largo).
Material Examinado: URUGUAI: CERRO LARGO: 9ºVII.1923 (MNM 80).
Observação: DEVINCENZI (1925) registrou a ocorrência de Oxyrhopus:
trigeminus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854 para o URUGUAI, sem
precisar sua localização. Os autores consideram pouco provável a ocorrência
desta espécie no URUGUAI, tendo em vista os estudos realizados sobre sua
distribuição e sintetizados por PETERS & OREJAS - MIRANDA ( 1970).
Philodryas WAGLER, 1830
Philodryas aestivus subcarinatus BOULENGER, 1902.
Phylodryas aestivus - BOULENGER, 1896: 128 (RS, URUGUAI) [partim.]
Philodryas aestivus manegarzoni - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 242 (URUGUAD);
OLAZARRI, MONES, XIMENES & PHILIPPI, 1970: 10 (URUGUAI: Rocha).
Material Examinado: BRASIL. RS: QUARAI, Cerro do Jarau, 25.1.1963 (FCM 488, 489),
Bagé, Fazenda Experimental do Ministério da Agricultura, I-II.1960 (MNM 1499).
URUGUAI. ARTIGAS: Arroyo Catalán Chico: Estância Becker, 1.1958 (FCM 185) RIVERA:
Curticera, 26.11.1962 (FCM 451), Minas de Cunapirú, 5.111.1969 (FCM 850), Cerro Miri-
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92,30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 83
EEE Te te
naque, 28.11.1969 (FCM 854), Arroyo Coronilla: Vichadero, 20.X.1961 (MNM 1009);
TREINTA Y TRES: Arroyo Avestruz, 1.1958 (Sociedad Taguató de Ciencias Naturales,
URUGUAI, n. 126); ROCHA: 19.V.1905 (MNM 118 — PARÁTIPO) Ruta a Rocha km 178,
28.11.1958 (MNM 135 — PARÁTIPO), Valizas, 15.11.1972 (MNM 1853).
Observações: Os parátipos examinados são da subespécie Philodryas
aestivus manegarzont OREJAS-MIRANDA, 1959, a qual, segundo BARRIO,
LAURENT & THOMAS (1975, no prelo) corresponde à subespécie Philodryas
aestivus subcarinatus BOULENGER, 1902
Philodryas olfersii (LICHTENSTEIN, 1823)
Philodryas olfersii - BOULENGER, 1896: 130 (BRASIL, URUGUAI); - PETERS & OREJAS-
MIRANDA, 1970: 244 (BRASIL ocidental e PERU oriental através da BOLÍVIA e
PARAGUAI atinge o URUGUAI e ARGENTINA).
Observação: Espécie de ocorrência abundante em todo o RS, nas matas e
nos capões, mesmo isolados por campo. Foi encontrada no URUGUAI em
Salto (costas do Rio Uruguai), segundo OREJAS-MIRANDA (1960). É per-
feitamente possível que ocorra na região em estudo.
R.A. THOMAS em carta a T. LEMA. comunicou que está revisando essa
espécie e dividiu-a em subespécies, sendo que na área RS-URUGUAI deverá
ocorrer a subespécie típica.
Philodryas patagoniensis patagoniensis (GIRARDI, 1857)
Philodryas schotti - BOULENGER, 1896: 131 (BRASIL, URUGUAI); - VAZ-FERREIRA & SIE-
RRA DE SORIANO, 1960: 38 (URUGUAI: Artigas, Rocha, Maldonado, Montevideu).
Philodryas patagoniensis - VAZ -FERREIRA, ZOLESSI & ACHAVAL, 1970: 43 (URUGUAI: Cerro
Largo, Rivera).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, 3.º Distrito: Estância São Pedro, 2.11.1971
(MCN 3326), Santana do Livramento, Fazenda Goiabeira, divisa com Dom Pedrito, próximo
fronteira do URUGUAI, 11.1963 (MCN 2091-2095), 20.1V.1962 (MCN 1910), 5.º Distrito :
Fazenda Guabiyü 22-26.V11.1975 (MCN 5513).
URUGUAI. ARTIGAS: 25.VIII.1954 (FCM 173), 25.X1.1954 (FCM 175) Arroyo Catalän
Chico: I11.1972 (MNM 1866), Estancia de Becker, 1.1958 (FCM 186), 8.1.1959 (FCM 209),
Estancia de Chilo Martinez, 20-22.1.1960 (FCM 566), 3.2 Sección: Arroyo Guaviyú, 11.1953
(MNM 748), Bella Unión, 3.11.1965 (MNM 1007), V. 1964 (MNM 1008), Colonia Artigas,
11.1960 (MNM 1017); RIVERA: Arroyo Cunapirú, Passo Serpa, 27.11.1962 (FCM 452), Cerro -
La Galera, 2.111.1969 (ECM 838 - comendo Dromicus poecilogyrusssp.), Pueblo Minas de
Cunapirü, 28.11.1969 (FCM 844), IV.1969 (FCM 873, 874); CERRO LARGO: Tupambaé,
4.11.1968 (FCM 1173), 5.11.1968 (FCM 1174-76, 1178), km 411 Ruta 8, Buena Vista, 31.1.1972
(FCM 1813), Paso del Dragon, 5.VII.1974 (MCN 4372); ROCHA: Ruta a Paloma, km 230,
4.X.1950 (MNM 851), Ruta a San Carlos, Km 200, 4.VIIl.1959 (MNM 852), Ruta Rocha-
Balizas, 4.X.1959 (MNM 853).-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
84 LEMA, T. de & FABIÄN-BEURMANN, M.E.
Philodryas psammophideus GUNTHER, 1872
Philodryas bsammophideus - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 244 (BRASIL ocidental e
meridional, BOLIVIA oriental, PARAGUAI, URUGUAI, ARGENTINA...
Observação: A localidade tipo desta espécie é Tucumán (ARGENTINA).
WERNER (1926) descreveu um exemplar de Montevidéu (URUGUAI) como
Philodryas pallidus n.sp., que AMARAL (19294) incluiu na sinonimia desta.
VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO (1960) citaram um exemplar de
Salto (URUGUAI. É provável que esta espécie entre no URUGUAI, pela
região de Artigas, vinda da ARGENTINA onde é típica. Até o momento não
foi encontrada no RS, sendo possível sua ocorrência no extremo nordeste do
RS, como sugerem PETERS & OREJAS-MIRANDA (1970).
Pseudablades BOULENGER, 1896
Pseudablabes agassizii (JAN, 1863)
Eırenis Agassizi JAN, 1863: 260 (TIPO do URUGUAI)
Contia agassizii - BOULENGER, 1894: 259 (Sul do BRASIL, URUGUAI).
Pseudablabes agassızil - BOULENGER, 1896: 126 (Sul do BRASIL, URUGUAI); - VAZ-FER-
REIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 37 (URUGUAI: Artigas); - PETERS & OREJAS-
MIRANDA, 1970: 252 (Sul e sudoeste do BRASIL, URUGUAI); VAZ-FERREIRA, ZOLESSI
& ACHAVAL, 1973: 234 (URUGUAI: Artigas).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Tres Curces, 1.1955 (FCM 164), Colonia
Artigas, X-X1.1956 (MNM 40), 11.1960 (MNM 1016), 11.1959 (MNM 742), Timbauba, Estancia
Tres Cruces, 26.X.1949 (MNM 846), Arroyo Cuaró, 11.1960 (MNM 1018); CERRO LARGO:
Santa Clara de Olimar, V1.1931 (MNM 123).
Rhadinaea COPE, 1863
Rhadinaea occipitalis (JAN, 1863)
Rhadinaea occipitalis - DEVINCENZI, 1925: 35, 36 (URUGUAI: Cerro Largo); - MYERS, 1974:
209. f. 45A, 46E, 47B, 18, mapa 20 (PERU, BOLIVIA, PARAGUAI, norte da ARGEN-
TINA, URUGUAI e BRASIL meridional, nordeste e norte).
Liophis occipitalis - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 35 (cita DEVINCENZI,
1925); - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 179 (BRASIL, URUGUA]).
Material Examinado: URUGUAI: ARTIGAS: Conchilla, Arroyo del Tigre, 2 km águas
acima de Arroyo Cuareim, 24.11.1971 (MNM 1697), CERRO LARGO, 1921, (MNM 86).
Rhadinaea poecilopogon COPE, 1863
Rhadinaea poecilopogon - BOULENGER, 1894: 173 (RS, URUGUAI); - PETERS & OREJAS-
MIRANDA, 1970: 267 (BRASIL meridional, ARGENTINA, URUGUAI); - MYERS, 1974:
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 85
Mane PMS CS u nn N 85
215, f. 45B, 46F, mapa 20 (BRASIL meridional desde Minas Gerais para o leste do PA-
RAGUAI, sudeste do RS, sul e oeste do URUGUAI; ARGENTINA ao longo dos rios Paraná
e Uruguai).
Liophis poecilopogon - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 36 (URUGUA]).
Tantilla BAIRD & GIRARD, 1853
Tantilla melanocephala melanocephala (LINNAEUS, 1758)
Tantilla melanocebhala - AMARAL, 1925: 16 (URUGUAI: Paysandú, Cerro Largo); - VAZ-
FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 38 (URUGUAI: Cerro Largo).
Tantilla melanocephala melanocephala - ACHAVAL & VAZ-FERREIRA, 1974: 107-11, £.1-6
(URUGUAI: Artigas, Rivera, Paysandü, Cerro Largo).
Material Examinado: URUGUAI: ARTIGAS: Catalan Chico, 14.1X.1967 (FCM 702).
Thamnodynastes WAGLER, 1830
Thamnodynastes strigatus (GUNTHER, 1858)
Material Examinado: URUGUAI. TREINTA Y TRES: Quebrada de Los Cuervos,
12.111.1957 (MNM 1871).
Thamnodynastes strigilis (THUNBERG, 1787)
Thamnodynastes nattereri - BOULENGER, 1896: 116 (RS, URUGUAI).
Thamnodynastes pallidus strigilis - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960:37
(URUGUAI: Artigas, Rocha, Maldonado).
Thamnodynastes strigilis - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 301 (BRASIL, URUGUAI).
Material Examinado: URUGUAI: ARTIGAS: Región del Yacaré, 1.1952 (FCM 3, 27), San
Gregorio, costa del Rio Uruguai, 29.IV.1963 (FCM 455); CERRO LARGO: Arroyo del
Cordobés, 28 km a noroeste de Cerro Chato, 29.11.1970 (FCM 1151); TREINTA Y TRES,
Arroyo Los Membrillos, 19.V11.1959 (MNM 773A-B); ROCHA: La Paloma, 12.11.1972
(MNM 1875).
Tomodon DUMERIL, 1853
Tomodon ocellatus DUMERIL, BIBRON & DUMERIL, 1854
Tomodon ocellatus - BOULENGER, 1896: 122 (Sul do BRASIL, URUGUAI); - PETERS &
OREJAS-MIRANDA, 1970: 304 (BRASIL, URUGUAI).
Tomodon ocellatus ocellatus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 37 (URUGUAI:
Artigas, Tacuarembó, Montevideo).
Material Examinado: BRASIL. RS: Santana do Livramento, 5.º Distrito: Fazenda
Guabiyú, 22-26.V11.1975 (MCN 5514), Bagé, Fazenda Experimental do Ministério da Agricul-
tura, 1.H.1961 (MCN 1495).
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
86 LEMA, T. de & FABIÂN-BEURMANN,M.E.
URUGUAI. ARTIGAS: 25.X1.1954 (FCM 159) XI1.1955 (ECM 549), Región del Yacaré,
1.1952 (FCM 24), Zanja del Alamo, Arroyo Cuaró Grande, IV.1954 (FCM 155).
Família ELAPIDAE
Micrurus WAGLER, 1824
Micrurus corallinus (MERREM, 1820)
Micrurus corallinus corallinus - AMARAL, 1925: 23 (BRASIL meridional, sul-oriental e central:
URUGUAI, ARGENTINA, PARAGUAI, PERU, VENEZUELA); - VAZ-FERREIRA &
SIERRA DE SORIANO, 1960: 39 (URUGUAI). é
Micrurus corallinus - PETERS OREJAS-MIRANDA, 1970: 204 (Da Bacia Amazônica até o
URUGUAI e nordeste de Misiones, na ARGENTINA).
Observação: VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO (1960) afirmam
ter visto exemplares de procedência uruguaia no MNM, tais exemplares, con-
tudo, não foram encontrados durante o levantamento realizado pelos autores.
A área de ocorrência desta espécie no URUGUAI só poderá ser no extremo
noroeste, devido à já citada possibilidade de penetração no distrito uruguaio,
de fauna argentina.
Micrurus frontalis altirostris (COPE, 1860)
Elaps frontalis - BOULENGER, 1896: 427 (Sul do BRASIL, URUGUAI); - DEVINCENZI, 1925:
53 (URUGUAI: Cerro Largo).
Micrurus frontalis altirostris - SCHMIDT, 1936: 199 (JRUGUAI); - VAZ-FERREIRA & SIERRA
DE SORIANO, 1960: 39 (URUGUAI: Cerro Largo, San José, Artigas, Treinta y Tres,
Canelones, Maldonado): - FREIBERG, 1968: 341 (Sul do BRASIL, URUGUAI);, -
FREIBERG, 1970 B: 72, f. (Sul do BRASIL, URUGUAI); - PETERS & OREJAS-MIRANDA,
1970: 209 (Sul do BRASIL, URUGUAI: - VAZ-FERREIRA, ZOLESSI & ACHAVAL, 1970:
439 (URUGUAI: Cerro Largo).
Material Examinado: BRASIL. RS: Quaraí, 3.º Distrito: Estância São Roberto, III.1969
(MCN 3160), Santana do Livramento, 11.1963 (MCN 2052), Bagé (MCN 3826, 3849, 3904),
1955 (MCN 3840, 3848, 3861).
URUGUAI. ARTIGAS: (FCM 562), Catalán Chico (FCM 279), 13.11.1965 (MNM 1116);
Timbauba, Estancia Três Cruces, 26.X.1949 (MNM 859), Ruta 30, km 65, 27.11.1963 (MNM
980); RIVERA: Pueblo Minas de Cunapirú, (FCM 849, 851). Tranqueras (FCM 1476),
Arroyo Carpinteria, 16.11.1958 (MNM 101), 11.1958 (MNM 119); CERRO LARGO: 1922
(MNM 125); TREINTA Y TRES: II.11.1967 (MCN 4475).
Família VIPERIDAE
Subfamília CROTALINAE
Bothrops WAGLER, 1824
Bothro ps alternatus DUMÉRIL, BIBRON & DUMÉRIL, 1854
Lachesis alternatus - BOULENGER, 1896: 541 (Sul do BRASIL, URUGUAI).
Bothrops alternata - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 39 (URUGUAI: Artigas,
IHERINGIA. Sér. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 87
ee ee en aa
Treinta y Tres, Cerro Largo, Lavalleja, Rocha, Maldonado, Salto, Rio Negro);-FREIBERG,
1968: 345 (Sul do BRASIL, URUGUAN).
Bothrops alternatus - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 43 (URUGUAI, sudeste do BRA-
SIL); - FREIBERG, 1970B: 80 f. 23 (Sul do BRASIL, URUGUAI).
Material Examinado: BRASIL. RS: Bagé, 1955 (MCN 786), Distrito Piraí, 8.X.1973 (MCN
4317).
URUGUAI. ARTIGAS: Itacumbú, 28.VII.1955 (FCM 183), Talpica, Bella Union,
24.V1.1965 (MNM 1266); RIVERA: arredores de Pueblo Minas de Cunapirú, 19.1V.1969
(FCM 875); ROCHA: Estero de Pelotas,, 25.1.1958 (MNM 3, 559: nascidos no Parque
Zoológico de Montevideo), Laguna Negra, Colonia de Vacaciones Don Bosco, 1.1971 (MNM
1705).
Bothrops neuwiedi pubescens (COPE, 1870)
Bothrops neuwiedii riograndensis AMARAL, 1930: 106 (RS. URUGUAI).
Bothrops neuwiedi pubescens - HOGE, 1957-58: 84 (RS: Itaqui, Bagé, Boqueirão, Caçapava,
Cangussu (Canguçu), Maria Gomes, Uruguaiana); - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SO-
RIANO, 1960: 33-43, est. 8 (URUGUAI: Maldonado, Lavalleja, Artigas).
Bothrops neuwiedii pubescens - PETERS & OREJAS-MIRANDA, 1970: 51 (RS, URUGUAI).
Material Examinado: BRASIL. RS: Santana do Livramento, 7.º Distrito - Posto Sebas-
tião, 1.1970 (MCN 3233), Bagé, 10.VII.1958 (MCN 782).
URUGUAI.ARTIGAS: Arroyo de La Invernada, 25.11.1954 (FCM 65), 27.11.1954 (FCM 73),
28.11.1954 (FCM 68, 87), 17.11.1954 (FCM 179); RIVERA: Sierra de La Aurora, 11.1.1961
(FCM 485), Pueblo Minas de Cunapirú, 29.11.1969 (FCM 833), Cerro Mirinaque,
27.11.1972 (FCM 1837).
Crotalus LINNAEUS, 1758
Crotalus durissus terrificus (LAURENTI, 1768)
Crotalus terrificus - VAZ-FERREIRA & SIERRA DE SORIANO, 1960: 39 (URUGUAI: Tacuarem-
bö, Artigas). E
Crotalus durissus terrificus - FREIBERG, 1968: 350 (RS. URUGUAI: Artigas, Rivera); - PETERS &
OREJAS-MIRANDA, 1970: 76 (RS, URUGUAI).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: Arroyo de La Invernada, 18.11.1954 (FCM
70).
Observação: Em Santana do Livre mento (RS) está exposto um exemplar
preparado a seco pelo Dr. Darcy Barbosa, medindo Im70cm e que, segundo o
mesmo foi capturado na região situada na junção dos rios Ibirapuitã
Pequeno com Ibirapuitã Grande no verão de 1974. A região é de campos com
rochas.
Esta espécie é rara na região do URUGUAI e sul do RS.
Subclasse ARCHOSAURIA
Ordem CROCODILIA
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
88 LEMA,T. de & FABIAN-BEURMANN, M.E.
Subordem EOSUCHIA
Familia CROCODYLIDAE
Subfamilia ALLIGATORINAE
Caiman SPIX, 1825
Caiman latirostris (DAUDIN, 1802)
Caiman latirostris - FREIBERG, 1939: 22 (Rios Parana, Uruguai, e Paraguai; ARGENTINA: Entre
Rios, Corrientes, Misiones, Santa Fé, Chaco, Formosa e Jujuy); VAZ-FERREIRA & SIERRA
DE SORIANO, 1960: 43, est. 9-10 (URUGUAI: Artigas).
Caiman latirostris latirostris - FREIBER & CARVALHO, 1965: 359, 360, est. 4 (Noroeste do
URUGUAI: Artigas).
Material Examinado: URUGUAI. ARTIGAS: 1952 (FCM 401), Barra del Yucutuyá,
3.11.1952 (FCM 49: sem cabeça), Estancia El Ombú, 11.1952 (FCM 44A-C, 57, 1740-1742), Barra
del Yacaré, 1.1952 (FCM 55: 3 ovos), 25.1.1952 (FCM 56), Arroyo Tres Cruces Grande,
1.111.1954 (FCM 141), Lagoa próxima Rio Queguay, 1.1958 (FCM 189), Bella Unión, Arroceras
de Menaes, 21.11.1964 (MNM 1402), 8.º Sección: Arroyo Yacui (MNM 1404: pele sem cabeça),
Arroyo Guaviyú, 11.1972 (MNM 1405: pele sem cabeça), Guaviyú: Estância El Cerro, 11.1953
(MNM 1400: crânio; 1411: crânio), Puerto del Pedregulho, 10 km ao norte de Arroyo Yacuí,
1945 (MNM 1667: ovo), 8.º Sección: Estancia El Cerro, margem Arroyo Guaviyú, 15.1.1953
(MNM 1739); TREINTA Y TRES: Vergara, Arroyo Lencho, enchente de 1959 (MNM 1858:
crânio).
Observação: Esta espécie atinge o extremo noroeste do Uruguai pelo Rio
Uruguai, onde ela é comum. Os autores não podem explicar porque BRA-
ZAITIS (1973: 73, f. 12), em sua revisão, não indica esta espécie para o RS e
Uruguai. No RS ela é abundante, sendo encontrada em toda a porção oriental,
Depressão Central e oeste em direção ao sul. BRAZAITIS não reconhece a raça
Caiman latirostris chacoensis FREIBERG & CARVALHO, 1965.
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
Neste primeiro levantamento para a região da fronteira Brasil-Uruguai são
citadas 81 espécies e subespécies. Destas, 56 são registros confirmados. De 18,
os autores não examinaram material, porém, de acordo com as referências
bibliográficas é possível que ocorram na referida região. Quatro espécies
parecem ter registros duvidosos tanto para a área em estudo como para todo o
Uruguai: Anisolepis undulatus (WIEGMANN) que parece ser própria do
Planalto Meridional brasileiro, não atingindo nem a Depressão Central do RS,
nem o Uruguai; Tropidurus hispidus (SPIX), espécie característica da zona:
tropical, talvez confundida com T. torguatus (WIED). É possível que existam
raças geográficas cujos intergradantes confundam os especialistas. Szbyrorzor-
IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50): 61-92,30 jan. 1977
Levantamento preliminar dos répteis da região... 89
Msn ETs Ce a a alt m ne 8
bhus ventrimaculatus (BOULENGER) parece retringir-se ao RS, não atingindo
o sul deste Estado nem o Uruguai. Também parece pouco provável a ocorrência
de Eretmochelys 1. imbricata (L.) na costa uruguaia, por ser própria de águas
tropicais.
Deve-se ressaltar as duas novas citações de ocorrência para a região:
Leptotyphlops australis FREIBERG & OREJAS-MIRANDA, 1968 e Dromicus
poecllogyrus platensis (AMARAL, 1944).
No levantamento do material depositado no MNM, foi encontrada uma
pele de Me/anosuchus niger (SPIX, 1825) procedente de Artigas e adquirida
por M.A. Klappenbach num porto do Rio Uruguai, naquele Departamento
(MNM 1407); não foi relacionada na lista por ser esta procedência bastante
duvidosa.
Em traços gerais, os autores notaram um contigente faunístico comum ao
RS e ao Uruguai. Esta continuidade faunística é mais nítida no extremo leste,
estendendo-se desde o norte do RS até a região de Maldonado, no Uruguai. Na
região central da área em estudo, onde domina a região da Campanha, com
pequenas elevações em direção ao oeste, algumas espécies examinadas apresen-
tam variações cromáticas características, como por exemplo, uma elevada taxa
de melanina. A ocorrência destes répteis está registrada até Santa Maria no RS e
até a região ao sul do Uruguai.
Para o oeste, configura-se uma área faunística caracterizável pela presença
de espécies comuns à Argentina. O rio Uruguai parece não ser barreira física
suficiente para conter a penetração de fauna argentina. Não é possível ainda
apresentar resultados definitivos que permitam uma correta caracterização da
zoogeografia regional, sendo necessário, para tanto, um estudo mais aprofun-
dado.
Um último aspecto que os autores consideram útil comentar é o da pos-
sibilidade de dispersão de elementos faunísticos provenientes do norte da
América do Sul (Amazônia, Pantanal) para o norte argentino. Daí pela rede:
hidrográfica da bacia do Paraná, atingiriam regiões mais ao sul. Isto explicaria
o fato de terem sido encontradas espécies setentrionais ao norte e mesmo
nordeste (Misiones) da Argentina. Caso o Rio Uruguai não seja barreira, esta
fauna deve ocorrer também, a noroeste do RS. Ou, considerando as Províncias
do nordeste argentino (Misiones, Corrientes e Entre Rios) como um corredor
continental (''Mesopotâmia””), algumas espécies poderiam chegar ao noroeste
uruguaio e ao sudoeste brasileiro.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Dr. Miguel A. Klappenbach, diretor do ‘‘'Museo Nacional de História
Natural de Montevideo’’ por sua atenção e por proporcionar a realização deste trabalho. Agra-
decemos também ao pesquisador Federico Achaval da “Facultad de Humanidades y Ciencias” de
Montevideu e à colega Moema Leitão de Araújo por sua colaboração.
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IHERINGIA. Ser. Zool., Porto Alegre(50):61-92, 30 jan. 1977
IHERINGIA é o periódico de Divulgação de trabalhos científicos inéditos do Museu de Ciências Naturais, publicado
em quatro (4) séries: ''Antropologia"", “Botânica”, “Geologia” e “'Zoolgia". Cada série é editada em fascículos, com
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O periódico, no seu todo ou por série, é distribuído a Instituições congêneres em regime de permuta, podendo
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IHERINGIA isa periodical intended to publish scientific works and research data from the ''Museu de Ciências
Naturais” issued on four (4) series: ''Antropology"", “'Botany'”, ‘‘'Geology’’ and ''Zoology'”. Each series is published in
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Brasil
impresso pela Impresul Artes Gráficas Ltda. - Porto Alegre
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