ISSN 0073 - 9901
MIBUAH
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENAÇÃO DOS INSTITUTOS DE PESQUISA
INSTITUTO BUTANTAN
SÃO PAULO. SP - BRASIL
Memórias
do
Instituto
Butantan
VOLUME 53 NÚMERO 2, 1991
• NESTA EDIÇÃO
BOLETIM DE
BIOTECNOLOGIA, V. 2
SciELO
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As "MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN” têm por finalidade a apre¬
sentação de trabalhos originais que contribuam para o progresso nos campos das
Ciências Biológicas, Médicas e Químicas, elaborados por especialistas nacionais
e estrangeiros.
São publicadas sob a orientação da Comissão Editorial, sendo que os con¬
ceitos emitidos são de inteira responsabilidade dos autores.
The "MEMÓRIAS DO INSTITUTO BUTANTAN" are the vehicle of corm-
munication for original papers written by national and foreign specialists who
contbbute to the progress of Biological, Medicai and Chemical Sciences.
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MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
Volume 53, número 2, 1991
São Paulo, SP — Brasil
1991
1 | SciELO
MEMÓRIAS do INSTITUTO BUTANTAN (Secretaria de Estado da Saúde)
São Paulo, SP — Brasil, 1918 —
1991, 53 (1, Supl. 1,2)
ISSN 0073-9901
MIBUAH CDD 614.07205
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Mem. Inst. Butantan
v. 53, n. 2, 1991
SUMARIO/CONTENTS
Controle de qualidade dos venenos animais e dos correspondentes antive-
nenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades bioquímicas
e farmacológica dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e
Crotalus usando amostras secas a temperatura ambiente ou liofilizadas.
Quality control of animal venoms and of their correspondent antivenoms:
I. Standardization of the assay methods to analise the biochemical and phar-
macological properties of venoms from some snakes belonging to the ge-
nus Bothrops and Crotalus by using samples of venoms dried on at room
temperature or lyophilized.
M.F.D. FURTADO, G.M.D.D. COLLETTO, W. DIAS DA SILVA. 149
The Brazilian species of the spider genus Ephebopus Simon, 1892 (Ara-
neae, Theraphosidae, Aviculariinae), with description of. E. natuman, n. sp.
As espécies brasileiras do gênero Ephebopus Simon, 1892 (Araneae, The¬
raphosidae, Aviculariinae) com descrição de Ephebopus natuman, sp. n.
Sylvia LUCAS, Pedro Ismael da SILVA JR., Rogério BERTANI. 161
Albinismo em serpentes neotropicais
Albinism in neotropical snakes
Ivan SAZIMA, Marcos DI-BERNARDO.
167
Variação na composição do leite da coelha (Oryctolagus cuniculus)
Variation in the composition of rabbifs milk (Oryctolagus cuniculus)
F. SOGORB S„ S.B. DAMY, U.P. RODRIGUES, L.C.A.G. CHAGURI...
Development of antibody response and clinicai and hemalogical alterations
in horses immunized with snake venoms for the production of antivenom
in Costa Rica.
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Desenvolvimento da resposta imunitária e alterações clínicas e hematoló¬
gicas em cavalos imunizados com venenos de serpentes para produção de
antiveneno na Costa Rica.
Ricardo ESTRADA, Abel ROBLES, Jorge ALVARADO, Ermila ROJAS,
Nuria GONZÁLEZ, Eduardo SEGURA, José Maria GUTIÉRREZ. 181
Nomenclatura em toxinologia. Relações com a comunicação química en¬
tre organismos e propriedades biológicas de toxinas.
Nomenclature in toxinology. Relations with the Chemical communication
between organisms and biological properties of toxins.
José Carlos de FREITAS.:. 191
The nest and the tadpole of Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura)
Os ninhos e os girinos de Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura)
Mareio MARTINS, Glória MOREIRA. 197
Influencia dei ayuno sobre la produccion de veneno en Bothrops alterna-
tus (Ophidia: Viperidae: Crotalinae)
Starvation period and snake venom production in Bothrops alternatus
(Ophidia: Viperidae: Crotalinae)
F. FRANCINI, F.O. PELUSO, C. S. GRISOLIA. 205
COLETÂNEA DE RESUMOS DE TRABALHOS PUBLICADOS PELOS PES¬
QUISADORES DO INSTITUTO BUTANTAN (1990). 213
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CONTROLE DE QUALIDADE DOS VENENOS ANIMAIS E DOS
CORRESPONDENTES ANTIVENENOS.
I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades bioquímicas
e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero
Bothrops e Crotalus usando amostras secas a temperatura
ambiente ou liofilizadas.
Maria de Fátima D. FURTADO 1
G.M.D.D., COLLETTO 3 *
Wilmar DIAS DA SILVA 2
RESUMO: Para a avaliação das atividades promotoras da coagulação
do fibrinogênio e do plasma e indutoras de edema, hemorragia, necro¬
se e mortalidade presentes no veneno de algumas serpentes brasileiras
IB. alternatus, B. atrox, B. cotiara, B. jararaca, B. jararacussu, B. mooje-
ni, B. neuwiedie Crotalus durissus terrificus) foram padronizados méto¬
dos de ensaio. De cada espécie de serpente foram preparadas misturas
homogêneas de venenos, o teor protéico determinado pelo método de
Lowry et al. (6) e cada mistura dividida igualmente em duas amostras,
uma sendo seca sob vácuo à temperatura ambiente (VS) e a outra liofi-
lizada (VL), e ambas armazenadas a 20°C. O teor protéico foi da ordem
de 1.0-1.5 mg/mg de veneno seco na maioria das espécies e da ordem
de 0.8-0.85 mg/mg no veneno de B. cotiara. A atividade enzimática,
medida pela proteólise da caseína, foi muito pronunciada nos venenos
de B. atrox e B. moojeni, baixa no veneno de B. cotiara, intermediária
no veneno das demais espécies do gênero Bothrops e praticamente ín-
2 Seção de Venenos e
2 Laboratório Especial de Imunoquímica, Instituto Butantan,
Serviço de Informática e Análise de.Dados do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
Correspondência: Dra. Maria de Fátima D. Furtado
Seção de Venenos — Instituto Butantan
Caixa Postal 65 — São Paulo — Brasil
"'A Comissão de Coordenação e Produção de Soros Fliperimunes do Instituto Butantan" recomendou a titulação
dos anticorpos específicos para cada uma das principais atividades bioquímicas e farmacológicas dos venenos dos
animais peçonhentos da fauna brasileira presentes nos correspondentes soros hiperimunes produzidos pela "Se¬
ção de Concentração e Fracionamento de Soros". Esta comunicação relata os resultados referentes à padronização
de métodos in vitro e in vivo que permitem uma avaliação semiquantitativa das principais atividades dos venenos
das serpentes dos gêneros Bothrops e Crotalus.
Recebido para publicação em 26.7.1990 e aceito em 18.6.1991
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FURTADO, M.F.D., COLLETTO, G.M.D.D., DIAS DA SILVA, W. Controle de qualidade dos venenos ani¬
mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n.
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detectável no veneno de C. d. terrificus. As atividades hemorrágica e
necrotizante, conquanto presentes no veneno de todas as espécies bo-
trópicas, foram bastante elevadas no veneno de B. neuwiedi e ausentes
no veneno de C. d. terrificus. Todos os venenos testados exibiram ativi¬
dade edematogênica. A atividade promotora de coagulação, embora pre¬
sente em todos os venenos, foi mais alta nos venenos de B. atrox, B.
cotiara e B. neuwiedi. A atividade letal, medida em termos de DL 50 , foi
marcadamente elevada no veneno de C. d. terrificus e alta nos venenos
de B. jararaca e B. neuwiedi em comparação com os venenos das de¬
mais serpentes do gênero Bothrops. Em todos os ensaios as amostras
de veneno VS e VL foram sempre testadas em paralelo. Conquanto as
atividades enzimáticas e biológicas dos venenos não se diferissem em
ambas as amostras, o processo de liofilização deveria ser o método de
escolha pelo fato de associar, durante o processo de secagem, conge¬
lação e vácuo, condições que presumivelmente preservariam melhor a
configuração molecular natural da maioria das proteínas.
UNITERMOS: Peçonhas animais, processos de secagem e atividades
biológicas dos venenos ofídicos.
INTRODUÇÃO
As peçonhas de origem animal são misturas complexas ricas em toxinas, enzi¬
mas e peptídeos biologicamente ativos. A natureza e as propriedades biológicas
desses componentes são típicos da espécie animal de onde provieram enquanto
a concentração de cada um deles, dentro da mesma espécie, pode variar com
a região geográfica em que o animal se desenvolveu, com os hábitos, com as
mudanças das estações, com a idade e o sexo e com o tempo decorrido entre
uma extração de veneno e a imediatamente anterior. Além disso, a reunião de
enzimas, substratos eventuais e inibidores em proporções variáveis segundo as
condições das coletas antecipa proteólíses e inibições de enzimas numa série caó¬
tica e imprevisível de eventos. Assim, não se pode esperar que as misturas de
veneno obtidas pela reunião das amostras de várias coletas sejam homogêneas.
As misturas de veneno antes de ser utilizados quer como material de pesquisa
pura quer como antígeno para a produção de soros antivenenos precisam passar
pelo crivo de um controle de qualidade no qual sejam incluídos métodos que ava¬
liem tanto as principais características fisico-químicas dos venenos como suas
atividades bioquímicas e biológicas.
Em 1955 o comitê de especialistas em "Padrões Biológicos da Organização
Mundial de Saúde" reuniu-se em Genebra e discutiu o problema da heterogenei¬
dade das misturas de veneno produzidas pelas diferentes instituições públicas e
privadas espalhadas pelo mundo e a necessidade da padronização de métodos
para a obtenção de padrões internacionais de referência tanto dos venenos de
origem animal como dos correspondentes soros antivenenos. Os resultados des¬
sa reunião foram publicados no "19° Informe-OMS" (18). Entre as principais de¬
cisões há a sugestão de uma análise do veneno de Bothrops jararaca e a possível
utilização desse veneno como "veneno-referência" para os venenos do gênero
Bothrops. Logo depois dessa reunião vários trabalhos foram publicados visando
padronizar métodos para a produção de venenos-referência (Schottler, 8, 9, 10,
11, 12, 13, 14). Entretanto, os resultados obtidos não foram satisfatórios.
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FURTADO, M.F.D., COLLETTO, G.M.D.D., DIAS DA SILVA, W. Controle de qualidade dos venenos ani¬
mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n.
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A Organização Mundial de Saúde retomou esse problema em 1979 quando
organizou, em Zurique, um novo encontro dos especialistas para analisar os pro¬
gressos observados na identificação das atividades biológicas dos venenos ani¬
mais e nos respectivos antivenenos. Os participantes do encontro recomendaram
o estabelecimento de veneno-referência para 8 espécies de serpentes e que es¬
ses padrões fossem obtidos por meio de métodos simples que pudessem ser con¬
duzidos mesmo em laboratórios mais modestos (19). Como não havia
representantes brasileiros naquela reunião, as serpentes brasileiras não foram in¬
cluídas entre as eleitas pelos especialistas que participaram daquele encontro (16,
17, 19) (Tabela 1).
Em 1985 o Ministério da Saúde estimulou o aumento da produção de soros
antivenenos no mercado nacional criando o "Grupo de Trabalho sobre Padroni¬
zação do Soro Antiofídico do Ministério da Saúde” junto ao "Programa de Auto-
suficiência em Imunobiológicos" e convocou para um esforço conjunto de pro¬
dução desses soros o Instituto Butantan, o Instituto Vital Brazil e a Fundação Eze-
quiel Dias (1). Ficou evidente, desde logo, a necessidade do uso de "Venenos-
Referência Nacionais" e a padronização dos métodos de ensaio das atividades
biológicas dos venenos para garantir uniformidade aos soros antivenenos e uso
no território nacional. Coube ao Instituto Butantan o encargo de preparar e forne¬
cer os venenos às demais instituições. A "Seção de Venenos" do Instituto Bu¬
tantan, seguindo as normas estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde
(19), prepara venenos-referência para os venenos crotálico e botrópico. Durante
o preparo desses padrões defrontou-se com a falta de métodos reprodutíveis e
de fácil execução para titular as principais atividades biológicas dos venenos e
determinar a capacidade neutralizante dos correspondentes soros antivenenos.
A Seção de Venenos, a Seção de Concentração e Fracionamento de Soros e
o Laboratório Especial de Imunoquímica estabeleceram um programa colaborati-
vo para desenvolver aqueles métodos.
Neste trabalho são relatados os resultados obtidos com a padronização dos
métodos para a determinação da DL 50% em camundongos e das atividades he¬
morrágica, necrosante, edematogênica, coagulante sobre fibrinogênio, coagulante
sobre plasma e caseinolítica usando o veneno das espécies mais comuns do gê¬
nero Bothrops (B. alternatus, B. atrox, B. cotiara, B. jararaca, B. jararacussu, B.
moojeni e B. neuwiedi) e o veneno do Crotalus durissus terrlficus. Estes estudos
foram feitos analisando-se em paralelo amostras de veneno seco a vácuo como
tradicionalmente preparado no Instituto Butantan e amostras de veneno liofilizado.
MATERIAL E MÉTODOS
SERPENTES: Foram utilizadas serpentes pertencentes a 7 espécies do gênero
Bothrops (B. alternatus, B. atrox, B. cotiara, B. jararaca, B. jararacussu, B. moojeni
e B. neuwiedi) e uma espécie do gênero Crotalus (C. durissus terrificus). O vene¬
no dessas serpentes, com exceção do veneno da B. atrox que foi incluído em subs¬
tituição ao da B. pradoi, são utilizados para o preparo dos soros antivenenos
botrópico e crotálico.
Os venenos foram extraídos pelo método tradicionalmente usado no Instituto
Butantan. Os frascos contendo as amostras de veneno recém-colhidas foram co¬
locados em banho de água-gelo, agitados para que o resfriamento se processas¬
se rapidamente e, a seguir, divididos em duas alíquotas: uma das alíquotas foi
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FURTADO, M.F.D., COLLETTO, G.M.D.D., DIAS DA SILVA, W. Controle de qualidade dos venenos ani¬
mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n,
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colocada em placas de Petri que foram transferidas para dessecadores contendo
cloreto de cálcio, e deixados à temperatura ambiente, sob vácuo, por 24h, tempo
suficiente para a secagem do veneno. A outra alíquota foi centrifugada a 3.000
rpm/15 min a 4°C para remover os resíduos sólidos e liofilizada. A primeira alí¬
quota foi rotulada "veneno seco" e a segunda "veneno liofilizado". Cada amos¬
tra continha veneno obtido de vários animais da mesma espécie com idade, sexo
e procedência variáveis.
DOSAGEM DE PROTEÍNAS. O teor de proteínas totais de cada amostra de ve¬
neno foi determinado pelo método colorimétrico de Lowry et al. (6).
DOSE MÍNIMA COAGULANTE (DMC). A DMC é definida como a menor quan¬
tidade de veneno (em mg de veneno seco por litro de solução teste) que coagula
ou uma solução de fibrinogênio bovino a 2g/litro (DMC-F) ou uma solução pa¬
dronizada de plasma eqüino contendo 2,8g de fibrinogênio/litro (DMC-P) em 60
segundos a 37°C. Os valores para DMC-F ou DMC-P foram obtidos através de
análise de regressão linear do "tempo de coagulação" sobre a "quantidade de
veneno", sendo a última transformada em logaritmo neperiano (In). É considera¬
da dose mínima a quantidade de veneno que coagula ou o fibrinogênio ou o plas¬
ma em 60 segundos.
ATIVIDADE PROTEOLÍTICA SOBRE CASEÍNA. Para a determinação da ativida¬
de proteolítica empregou-se o método de Kunitz (4), modificado por Lomonte &
Gutierrez (5), que utiliza caseína como substrato. Um mililitro da solução de ca¬
seína a 1% foi adicionado a 1 ml da solução de veneno em 0.15 M NaCI e a mis¬
tura incubada durante 30 min a 37°C. A reação foi interrompida pela adição de
3,0 ml de ácido tricloroacético a 5% e os tubos deixados em repouso à tempera¬
tura ambiente por 30 min. A seguir, os tubos foram centrifugados durante 10 min
a 3.000 rpm e as absorvências dos sobrenadantes em densidade óptica foram
lidas a 280nm, usando-se, como "branco", a amostra em que a solução de ve¬
neno havia sido substituída por salina. Cada amostra de veneno foi ensaiada em
quadruplicatas. A atividade proteolítica, tipo caseinolítica, foi expressa em unida¬
des/mg veneno obtida pela fórmula:
U/mg = O.D. 280 nm x 100/mg veneno
DOSE LETAL 50% (DL 50 ). Grupos de 8 camundongos albinos, não-isogênicos,
pesando 18 a 22 gramas, foram injetados, i.p., com 0.5 ml de cada solução de
veneno diluído em 0.15 M NaCI. O número de animais mortos para cada dose
de veneno foi anotado num período de observação de 48h. A DL 50 foi calculada
pela análise de probitos usando o número total de camundongos mortos por do¬
se de veneno durante o período de observação.
DOSE MÍNIMA HEMORRÁGICA (DMH). A DMH é definida como a menor quan¬
tidade de veneno, em /*g, que, quando injetada i.d., na pele do dorso do rato, pro¬
duz uma lesão hemorrágica de 10mm de diâmetro em leituras feitas 24h após
a injeção. Para a determinação da DMH usou-se, neste trabalho, o método des¬
crito por Kondo et al. (3). Alíquotas de 0,1 ml das soluções de veneno em 0.15M
de NaCI em concentrações que variavam de 5 a 100/xg foram injetadas, i.d., na
pele previamente depilada, do dorso de ratos adultos (230-270g) sob anestesia
leve com éter. Vinte e quatro horas depois, os animais foram anestesiados com
éter, exanguinados por punção dos vasos do pescoço, a pele do dorso removida
e transferida para um suporte que permitisse transluminação e, com o auxílio de
um paquímetro, dois diâmetros em ângulo reto eram medidos. Com esses valo¬
res calculava-se o diâmetro médio para cada dose de veneno. A seguir, através de
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mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n.
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regressão linear, foram obtidas as DMH, que é a dose de veneno capaz de produ¬
zir uma lesão hemorrágica de 10mm.
DOSE MÍNIMA NECROSANTE (DMN). A DMN é definida como a menor quan¬
tidade de veneno em /xg que, quando injetada, i.d., na pele do rato, produz após
3 dias uma lesão necrótica característica. Para a determinação da DMN usou-se
o mesmo método descrito acima para a determinação da DMH. Uma DMN cor¬
responde à dose de veneno que produz uma lesão necrótica com 5mm de
diâmetro.
DETERMINAÇÃO DO EFEITO EDEMATOGÊNICO. Para a determinação da ativi¬
dade edematogênica dos venenos empregou-se, com algumas modificações, o
método de Yamakawa et al. (20). Grupos de 8 camundongos albinos, não isogê-
nicos, pesando 18-22g, foram injetados, i.c., no coxim da pata direita, ''experi¬
mental'', com 0.05 ml da solução de veneno diluído em 0.15 M NaCI estéril e
no correspondente local da pata esquerda, "controle'', apenas 0.05 ml da mes¬
ma solução de salina estéril. A espessura dos coxins foi medida usando-se um
micrômetro (Mitutoy-sensibilidade de 0,01-9,0 mm) nos tempos 15 min, 30 min,
1 h, 3h, 6h, 12h, 24h, 48h e 72h. O edema foi expresso pela diferença entre os
aumentos de espessura nos coxins das patas "experimental" e "controle” divi¬
dida pelos valores das espessuras nas patas "controle" multiplicado por 100. Com
esses valores construiu-se um gráfico do aumento da espessura da pata "experi¬
mental" em função do tempo.
A DOSE EDEMATOGÊNICA MÍNIMA (DEM). É definida como a menor quanti¬
dade de veneno que induz 30% do aumento máximo da espessura da pata "ex¬
perimental". Para determinar a DEM usou-se o mesmo método descrito acima,
utilizando-se, porém, diferentes doses de veneno e medindo-se as espessuras 3h
após a injeção do veneno. Os valores correspondentes aos aumentos na espes¬
sura das patas "experimentais" foram analisados através de regressão linear
tomando-se como DEM a dose que produzia 30% de aumento.
As amostras de "veneno seco" e "veneno liofilizado" foram ensaiadas em pa¬
ralelo em todos os testes. Todas as soluções de veneno foram preparadas no mo¬
mento do uso.
ANÁLISE ESTATÍSTICA. Os dois processos, seco a vácuo e liofilizado, foram
comparados em todas as variáveis estudadas através de testes não paramétricos
de comparação de duas amostras pareadas (Wilcoxon paired sample test "Z"),
considerando-se como "pares" os resultados obtidos na mesma espécie nos dois
processos (21).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
As Tabelas 2 e 3 resumem os resultados obtidos neste trabalho. Quase todos
os venenos analisados contêm um teor protéico da ordem de 1,0-1,5 mg de pro¬
teínas totais/mg de veneno dosadas pelo método colorimétrico de Lowry et al.
(6). A exceção é o veneno de B. cotiara cujos valores para a concentração, em
proteínas totais são da ordem de 0,85mg/mg de peso seco de veneno. A diferen¬
ça para mais entre os valores para proteínas totais obtidas pelo método colorimé¬
trico em relação aos valores em peso seco de veneno pode ser explicada pela
maior quantidade de amínoácidos aromáticos nos venenos em relação ao padrão
na construção da curva de referência e padronização dos reagentes de albumina
bovina utilizada. Os teores protéicos em ambas as alíquotas, "veneno seco" e
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Z
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mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas, Mem, Inst. Butantan, v. 53, n.
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"veneno liofilizado", não variaram significantemente (Z = 0,21; P = 0,83) para
cada amostra de veneno, indicando que os dois processos de desidratação, isto
é, secagem à temperatura ambiente e liofilização, foram similarmente eficazes.
A atividade caseinolítica foi estudada através de análise de variância de dois
fatores: processo e espécie. Essa análise demonstrou que não existe diferença
significante entre os dois processos (F = 0,282; P = 0,60) mas existem diferen¬
ças significantes entre as espécies (F = 1000,0; P = 0,000). A seguir foi utiliza¬
do o teste de Tukey (Tabela 4) para se verificar as diferenças entre cada duas
espécies, e observamos que as espécies Crotalus durissus terrificus e Bothrops
cotiara não diferem entre si, mas diferem de todas as outras e são as com menor
ação caseinolítica. Bothrops alternatus é significativamente diferente de todas as
outras. Bothrops jararaca, B. neuwiedi e B. jararacussu não diferem entre si mas
diferem significativamente de todas as outras; B. moojenie B. atrox são significa¬
tivamente diferentes entre si e entre todos os outros venenos, sendo os mais ati¬
vos na caseinóiise.
Como, via de regra, a atividade caseinolítica não variava apreciavelmente nas
alíquotas de veneno seco e liofilizado, os métodos de secagem à temperatura am¬
biente e liofilização do veneno ou não interferiram ou exerceram igual efeito so¬
bre as enzimas proteolíticas que hidrolizam caseína que se encontram presentes
nos venenos.
A ação coagulante sobre o fibrinogênio, ação tipo trombina, apresentou am¬
pla variação entre os venenos ensaiados, sendo os venenos de B. atrox, B. cotiara
e B. neuwiedi os mais ativos, como podemos observar na Tabela 2. Já a ação
coagulante sobre o plasma foi muito mais potente no veneno da B. moojeni (DMC-P
= 22,6/xg) quando comparado com os venenos das demais serpentes do gênero
Bothrops. O veneno do C. d. terrificus mostrou-se muito pouco ativo (DMC-P =
392-329/xg). As comparações entre os dois processos (vácuo e liofilizado) nas
duas atividades coagulantes (fibrinogênio e plasma) foram realizadas através dos
testes de Wilcoxon e mostraram que não existem diferenças significantes entre
os dois processos (Z = 0,07; P = 0,94 para o fibrinogênio e para o plasma).
A atividade tóxica dos venenos das serpentes do gênero Bothrops variou mui¬
to com a espécie: os venenos de B. jararaca e B. neuwiedi foram os mais tóxicos
(DL 50 em torno de 30íig/camundongo) enquanto os venenos de B. atrox e B.
moojeni foram os menos tóxicos (DL 50 em torno de 90 íig/camundongo). Tam¬
bém, sem nenhuma surpresa, o veneno mais tóxico foi o de C. d. terrificus (DL 50
em torno de 1,0 a 1,2 ^g/camundongo) A comparação entre os dois processos
deu um resultado no limite de 5% (Z = 1,89; P = 0,059), sendo que o processo
a vácuo mostrou valores maiores, e portanto com menor toxicidade.
A atividade hemorrágica presente nos venenos das serpentes do gênero Both¬
rops variou muito pouco entre as espécies estudadas. A DMH oscilou entre 12
e 17 jwg/rato, com exceção do veneno de B. neuwiedi que apresentou uma ativi¬
dade hemorrágica muito alta com a DMH em torno de 8,0pig/rato. Como era de
se esperar, o veneno de C. d. terrificus não produziu lesão hemorrágica no local
de injeção. A comparação entre os dois processos mostrou que os resultados não
diferem estatisticamente (Z = 1,27; P = 0,20).
A atividade necrosante dos venenos botrópicos foi semelhante à observada
com a atividade hemorrágica. A DMN variou de 50 a 70 /xg/rato na maioria dos
venenos sendo, contudo, mais baixa no veneno de B. neuwiedi (35 /xg/rato). O
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FURTADO, M.F.D., COLLETTO, G.M.D.D., DIAS DA SILVA, W. Controle de qualidade dos venenos ani¬
mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n.
2, p. 149-159, 1991,
veneno de C. d. terrificus também não produziu necrose no local da injeção do
veneno. Os dois processos mostraram resultados semelhantes (Z = 0,25; P =
0,80).
A atividade edematogênica dos venenos botrópicos foi marcadamente unifor¬
me nas diferentes espécies, sendo os venenos de B. moojeni e B. neuwiedi os
mais ativos. Também neste caso os dois processos não deram resultados dife¬
rentes estatisticamente (Z = 1,61; P = 0,10).
A análise de correlação entre a atividade edematogênica e a atividade necro-
sante mostrou um resultado próximo do nível de significância de 5% (Z = 0,51;
P = 0,06). Isso sugere que outros estudos destinados a esclarecer tal correlação
possam ser conduzidos.
Os resultados apresentados nesse trabalho mostram que três métodos in vitro
(titulação de proteínas, atividade coagulante sobre fibrinogênio e plasma e ativi¬
dade caseinolítica), quatro métodos in vivo (atividade letal, atividade hemorrági¬
ca, atividade necrosante e atividade edematogênica) podem servir como métodos
de rotina para o controle de qualidade dos venenos de serpentes coletados e ar¬
mazenados para fins de pesquisa e de produção de soros antivenenos. Verificou-
-se, além disso, que para uma mesma espécie e para a mesma partida de veneno
as amostras processadas por secagem a vácuo e liofilizadas não apresentam di¬
ferenças em todas as variáveis estudadas.
Observações recentes mostraram que as enzimas proteolíticas presentes nos
venenos de Agkistrodon contortrix, Bothrops atrox, moojeni e Echis carinatus so-
chureki e ram inativadas, mais intensa e rapidamente a 37° C e, a seguir, em or¬
dem decrescente, a temperatura ambiente, a 4 o C e a 20° C (7). Desde que as
atividades enzimáticas e biológicas dos venenos não diferem nos dois processos,
deveria-se escolher a liofilização como o método de preparação de veneno, pelo
fato de associar, durante o processo de secagem, congelação e vácuo, condi¬
ções que presumivelmente preservariam melhor a configuração molecular natu¬
ral da maioria das proteínas.
De posse dos principais parâmetros para a avaliação das principais atividades
biológicas dos venenos das serpentes brasileiras dos gêneros Bothrops e Crota¬
lus, pode-se titular os anticorpos presentes nos correspondentes soros antivene¬
nos que especificamente neutralizam as atividades proteolíticas, coagulante do
fibrinogênio e do plasma, edematogênica, hemorrágica, necrosante e letal. Tais
informações serão importantes não só para o conhecimento das atividades anti-
tóxicas dos anticorpos como para o controle dos processos de fracionamento
e concentração dos soros antivenenos.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a Srta. Vera Lúcia Ap. Rodrigues pela assistência técnica.
ABSTRACT: Methods were standardized to evaluate the fibrinogen or plas¬
ma coagulation promoting effects and the edematogenic, hemorrhagic,
necrotising and lethality inducing activities present in some Brazilian snake
venoms (B. atternatus, B. atrox, B. cotiara, B. jararaca, B. jararacussu,
B. moojeni, B. neuwiedi and Crotalus durissus terrificus). Venoms from
each species were pooled, the protein contents determined by the
Lowry's method, divided into two equal samples, one being vacuum-
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FURTADO, M.F.D., COLLETTO, G.M.D.D., DIAS DA SILVA, W. Controle de qualidade dos venenos ani¬
mais e dos correspondentes antivenenos, I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n.
2, p, 149-159, 1991.
dried at room temperature (DV) and the other lyophilized (LV), and sto-
red at -20°C. The protein contents were around 1.0-1.5 mg/mg of dried
venom in the venoms from the most species and around 0.8-0.85 mg/mg
of dried venom in the venom from B. cotiara. Enzymatic activities, as
measured by casein proteolysis, was very pronounced in the venoms
from B. atrox and B. moojeni, low in the venom from B. cotiara, inter-
mediate in the other Bothrops venoms and barely detectable in the ve¬
nom from C. d. terrificus. The hemorrhagic and necrotising activities
although present in the venom of all Bothrops species were pronoun¬
ced in the venom of B. neuwiedi and absent in the venom from C. d.
terrificus. All venoms tested exibít patent edematogenic activity. The coa-
gulation promotmg activity present in all venoms was hígh.er in the ve¬
noms of B. atrox, B. cotiara and B. neuwiedi. The lethal activity, measured
in terms of LD 50 , was remarkably higher in the venoms of C. d. terrifi¬
cus and high in the venoms of B. jararaca and B. neuwiedi in compari-
son with the other Bothrops species. The dryíng procedures analyzed
had no influence on the venoms biological and enzymatic activities. Al¬
though a decrease in the enzymatic or in the biological activities was
not observed neither in DV nor in LV, lyophilization of the snake venoms
to be stored should be the choice method because the assocíation of
freezing temperature and vacuum preserve better the correct molecular
configuration the most of proteins.
KEYWORDS: Animal venoms, drying procedures and biological activi¬
ties of snake venoms.
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mais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades
bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Crotalus
usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem, Inst. Butantan, v. 53, n.
2, p, 149-159, 1991,
TABELA 1
Venenos Referência Internacionais propostos (16).
ESPÉCIES
PROCEDÊNCIA
Naja n. kaouthia
Tailândia
Naja scutatus
Austrália
Echis carinatus
Mali
Echis carinatus
Irã
Vipera russelli
Tailândia
Crotalus atrox
México
Bothtops atrox asper
Costa Rica
Trimeresurus flavoviridis
Japão
TABELA 2
Quantidade de proteínas totais, atividade caseinolítica e dose mínima coagulante so¬
bre fibrinogênio e plasma dos venenos de oito espécies de serpentes brasileiras.
Espécies
Processo
de secagem
Quantidade
de proteína
(fig prot./mg ven.)
IXiSD)
Atividade
caseinolítica
|U/mg ven.)
(X ± SD)
Dose mínima coagulante
fibrinogênio plasma
(mg/l) (mg/l)
B. alternatus
vácuo
1.441 ±54
48,8±3,0
191,8
47,1
liofilizado
1.010 ± 27
47,3±3,6
225,1
51,0
B. atrox
vácuo
1.169±56
243,0±8,0
103,2
67,8
liofilizado
1.253 ± 42
198,3 ± 6,8
57,8
80,9
B. cotiara
vácuo
847 ± 11
10,5 ± 2,4
78,75
92,4
liofilizado
870 =t 19
13,0±3,7
97,2
84,5
B. jararaca
vácuo
1.156 ±12
83,7 ± 3,8
124,8
115,0
liofilizado
1.147 ±54
105,8 ±5,3
209,8
90,6
B. jararacussu
vácuo
1.129 ± 56
106,0±2,7
236,6
42,7
liofilizado
1.037 ±26
95,8 ±3,5
211,9
42,8
B. moojeni
vácuo
1.344 ±103
163,8± 10,0
195,7
22,6
liofilizado
1.372±78
203,0± 12,8
205,7
19,3
B. neuwiedi
vácuo
1.256 ± 36
101,0± 3,7
101,1
81,2
liofilizado
1.472 ±37
98,3 ±5,7
54,4
86,2
C.d. terrificus
vácuo
1.504 ±53
9,4 ± 1,8
122,3
392,8
liofilizado
1.363±53
7,7 ± 1,2
105,3
329,1
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FURTADO, M.F.D., COLLETTO, G.M.D.D., DIAS DA SILVA, W. Controle de qualidade dos venenos
animais e dos correspondentes antivenenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das ativida¬
des bioquímicas e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e Cro-
talus usando amostras secas à temperatura ambiente ou liofilizadas. Mem. Inst. Butantan, v.
53, n. 2, p. 149-159, 1991.
TABELA 3
Dose Letal 50% (DL 50 , Doses Mínimas Hemorrágicas, Necrosante e
Endematogênica de venenos de oito espécies de serpentes brasileiras.
Espécies
Processo
de secagem
Dose letal 50%
(fig/camundongo)
Dose mínima
hemorrágica
(fig/rato)
Dose mínima
necrosante
(/xg/rato)
Dose mínima
edematogênica
Lig/camundongo)
B. alterna tus
vácuo
78,5(69-91)
16,8
64,4
0,64
liofilizado
67,5(59-76)
14,4
70,6
0,66
B. atrox
vácuo
104,1(94-117)
15,8
52,5
0,45
liofilizado
89,1(84-96)
13,6
59,5
0,33
B. cotiara
vácuo
57,6(51-66)
20,0
58,6
0,39
liofilizado
35,2(27-41)
20,2
67,8
0,52
B. jararaca
vácuo
28,2(26-32)
15,5
66,5
0,38
liofilizado
24,7(23-26)
15,6
66,9
0,51
B. jararacussu
vácuo
60,2(51-69)
17,4
60,7
0,46
liofilizado
58,8(52-67)
17,7
50,2
0,55
B. moojeni
vácuo
90,1(72-98)
17,3
55,3
0,35
liofilizado
92,3(78-100)
15,9
45,5
0,35
B. neuwiedi
vácuo
36,5(31-44)
7,7
40,2
0,36
liofilizado
30,3(25-41)
8,9
33,6
0,40
C.d. terrificus
vácuo
1,1(0,88-1,27)
_
_
0,34
liofilizado
1,2(0,96-1,67)
-
-
0,58
TABELA 4
Testes de comparações múltiplas entre as espécies de Bothrops
para os valores da atividade caseinolítica.
ESPÉCIE
MÉDIA
GRUPOS HOMOGÊNIOS
C.d. terrificus
8.71429
*
B. cotiara
11.75000
*
B. alternatus
48.00000
*
B. jararaca
96.28571
*
B. neuwiedi
99.62500
*
B. jararacussu
100.87500
*
B. moojeni
180.57143
*
B. atrox
220.62500
*
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Mem. Inst. Butantan
v. 53, n. 2, p. 161-166, 1991
THE BRAZILIAN SPECIES OF THE SPIDER GENUS
EPHEBOPUS SIMON, 1892 (ARANEAE, THERAPHOSIDAE,
AVICULARIINAE), WITH DESCRIPTION OF
E. UAT UM AN N. SP.
Sylvia LUCAS*
Pedro Ismael da SILVA JÚNIOR*
Rogério BERTANI*
ABSTRACT A new species of the genus Ephebopus Símon, 1892, E.
uatuman, is described from the Amazonean Region of Brazil. Concer-
ning E. violaceus Mello Leitão, 1930, type misplaced or lost despite re-
gistered in the Arachnological Collection of the Museu Nacional do Rio
de Janeiro, Brazil, we conclude, after the short description of the au-
thor, that this species exhibit characteristics of the genus Avicutaria, since
the first ocular row is very procurve. The total lenght of only 23mm, the
design on the dorsal side of the abdômen and the division of the poste¬
rior tarsal scopulae suggests that the specimen is a juvenile, Therefore
two are the Brazilian species of the genus Ephebopus: E. murinus and
E. uatuman.
KEYWORDS: Taxonomy. Genus Ephebopus Simon, 1892 (ARANEAE,
THERAPHOSIDAE, AVICULARIINAE) in Brazil: E. murinus (Walckenaer),
1837, E. uatuman n. sp. E. violaceus is synonimous of Avicutaria violá¬
cea (Mello Leitão), 1930.
INTRODUCTION
The genus Ephebopus Simon, 1892 is represented in Brazil by two species:
E. murinus (Walckenaer), 1837 and E. violaceus Mello Leitão, 1930.
Lucas et a! (1991) described the first known male of Ephebopus, E. murinus
and transfered the genus to the subfamily AVICULARIINAE due to the presence
of spatulate tarsal scopulae, mainly at tarsi I and II of the female, legs without
spines or with weak spines, palpai bulb globulous with a long thin embolus, wi¬
thout keels or crests and presence of urticating hairs of type II after the classifica-
tion of Cooke et al. (1972) on the inner side of the apex of the palpai femur.
Seção de Artrópodos Peçonhentos. Instituto Butantan CP 65, CEP 01051, São Paulo, Brasil.
Recebido para publicação em 24.1.1991 e aceito em 19.6.1991
161
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SciELO
10 11 12 13 14
LUCAS, S., SILVA JUNIOR, RI, da, BERTANI, R. The Brazilían species of the spider genus Ephebopus
Simon, 1892 (Araneae, Theraposidae, Avícularíinae), with description of E. Uatuman n.sp. Mem,
Inst. Butantan, v, 53, n. 2, p. 161-166, 1991
During the faunal rescue that took place on the Hydroelectric Power Station
of Balbina, on the Uatuman River, State of Amazonas, Brazil, there were collected
numerous specimens of a new species of the genus Ephebopus, which descrip¬
tion is given here.
Ephebopus uatuman n. sp.
(Fig. 1 to 7)
The types are deposited in the Mygalomorphae Collection of the Venomous
Arthropods Laboratory of the instituto Butantan, São Paulo, Brazil.
Types: Holotype: o* (IB 4939), Districtof Presidente Figueiredo (FHydroelectric Po¬
wer Station of Balbina, Uatuman River), State of Amazonas, Brazil, feb. 1988, col.
M, Costa, Alotype: Ç (IB 4940) ibidem,
Paratypes: 5 9, 2 o - (IB 4941), ibidem, 1 juvenile (IB 4941), ibidem.
Etymology: derived from the type locality: Uatuman River.
DESCRIPTION OF THE HOLOTYPE
Measurements in mm.
Total lenght with chelicerae: 34,0
Total lenght without chelicerae: 29,1
Lenght and width of the cephalotorax: 12,0/11,5
Legs: I 56,5 II 50,3 III 44,2 IV 52,9 l-IV-ll-lll
Cephalotorax longer than wide, foveal groove slightly procurve, eye tubercle
low, twice wider than long, anterior median eyes larger than anterior lateral, pos¬
terior median eyes of the same syze as the posterior lateral and smaller than the
anterior. First row of eyes slightly procurve. Labium slightly wider than long with
numerous apical cuspules. Maxillary lobes with cuspules on the inner side, next
to the labium. Sternal sigilla submarginal, the posterior pair larger than the two
others pairs. Tarsal scopulae extending all over the segment, well developed and
spatulate. Metatarsi I and II with scopulae reaching the base of the segment, me-
tatarsi III only present on the 3/4 apical and on metatarsi IV only apical. The spi-
nes are scarce, present only on the apex of tibiae and metatarsi, on the ventral
side. The palpai bulb in globulous and presents a long and slender embolus, wi¬
thout keels or crests, with a slender fold near the apex. (Fig. 3 and 4). The tibial
apophysis is double and present a spine, on the internai side of each spur (Fig.
5). The metatarsus clothes against the externai side of the bigger spur. The inner
side, near the apex of the palpai femur presents a region of urticating hairs of type
II (Fig. 6).
DESCRIPTION OF THE ALOTYPE
The characteristics are very similar to that of the holotype. The tarsal scopulae
are more developed and the receptacula seminalis are double, more chitinous on
the apex with a common basis (Fig. 7).
COLORATION
The specimens present a greenish color with metallic reflexes, mainly in the
females and juveniles. The legs show transversal bands on the segments, just near
162
SciELO
LUCAS, S., SILVA JUNIOR, PI. da, BERTANI, R. The Brazilian speoies of the spider genus Ephebopus
Simon, 1892 (Araneae, Theraposidae, Aviculariinae), with description of E. Uatuman n.sp. Mem.
Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 161-166, 1991
the articulation, brighter between patella and femur and metatarsus and tarsus.
The dorsal surface of the carapace of the males is dark brown covered with few
hairs. Sternum and coxae also dark and with short hairs, between them, some
longer hairs with paler ends. Abdómen with short dark hairs and also longer red-
dish hairs on the sides. Ventral side with short hairs, reddish near the apex. The
females exhibit a lighter brown color on the dorsal side of the cephalotorax and
abdómen. Sternum and coxae are blackish. The ventral side of the abdómen is
darker than the dorsal side. Young specimens show legs and spinnerets light red¬
dish brown, in the adults the legs and spinnerets are darker.
BIOLOGY
All specimens were collected during the faunal rescue, near the Uatuman Ri-
ver, on half submerged branches, floating trunks an on the margins. In captivity,
males and females build a silk tube very similar to the one constructed by E. mu-
rinus and they also have the same hair shedding behavior for defense.
DIFERENTIAL DIAGNOSIS
Ephebopus uatuman differs from E. fossor Pocock, 1903 and E. murinus (Walc-
kenaer), 1837 mainly by the coloration and absence of the pale longitudinal bands
present on patellae and tibiae of the last two species. Females of E. murinus are
bigger and stronger than E. uatuman. Such differences were not detected in the
males. The palpai bulb aspect is very similar, exhibiting small differences, such
as: triangulate shape basis, with a slight torsion on the apex, in E. uatuman. In
E. murinus the basis of the embolus is more cilindrical, the embolus is thinner
and has a torsion on the basis. The seminal receptacula are also very similar.
SYSTEMATIC DISCUSSION
Ephebopus uatuman exhibit the characteristics of the genus Ephebopus: first
ocular row slightly procurved and the presence of a region of urticating hairs on
the inner side of the apex of the palpai femur.
Concerning E. violaceus Mello Leitão, 1930 the type seems to be lost. The cu-
rator was unable to find it in the Arachnological Collection of the Museu Nacional
do Rio de Janeiro.
The genus Ephebopus and the species E. murinus were unknown by Mello Lei¬
tão in 1923. He proposed a modification of Pocock's key from 1901, thus inclu-
ding his new genus Ancylochiros. In this work he distinguished the genus
Ephebopus from Avicularia (Lamarck) 1818 mainly by the presence of a division
of the posterior scopulae of the tarsi and also by the slightly procurve first ocular
row. In Avicularia the posterior tarsi has an integral scopulae and the first ocular
row is strongly procurve.
In the description of E. violaceuslhe author mentioned a strongly procurve first
ocular row and also a division of the posterior tarsal scopulae. We conclude that
the specimen of Ephebopus violaceus described by Mello Leitão is a juvenile Avi¬
cularia, because, beside the strongly procurved first ocular row, our experience
shows that the division of the tarsal scopulae, and the design present on the dor¬
sal abdominal side are common in young specimens of the genus Avicularia.
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LUCAS, S., SILVA JUNIOR, P.l. da, BERTANI, R. The Brazilian species of the spider genus Ephebopus
Simon, 1892 (Araneae, Theraposidae, Avioulariinae), with description of E. Uatuman n.sp. Mem.
Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 161-166, 1991
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Fig. 1 — 2 Ephebopus uatuman n. sp. — 1, male (holotypus); 2, female. (Photos:
Giuseppe Puorto)
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LUCAS, S., SILVA JUNIOR, RI. da, BERTANI, R. The Brazilian species of the spider genus Ephebopus
Simon, 1892 (Araneae, Theraposidae, Aviculariinae), with description of E. Uatuman n.sp. Mem.
Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 161-166, 1991
Fig. 3 — 7 Ephebopus uatuman n. sp. — 3, male right palpai bulbus, dorsal view;
4, same, ventral view; 5, male tibial apophysis; 6, urticating hair of-type II;
7, receptacula seminalis.
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LUCAS, S., SILVA JUNIOR, P.l. da, BERTANI, R. The Brazilian species of the spider genus Ephebopus
Simon, 1892 (Araneae, Theraposidae, Aviculariinae), with description of E. Uatuman n.sp. Mem.
Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 161-166, 1991
CONCLUSION
The genus Ephebopus has two valid species described for Brazil: E. murinus
and E. uatuman. E. violaceus is transfered to the genus Avicularia.
ACKNOWLEDGMENTS
We are indebted to ELETRONORT for expenses support during our field work.
Resumo: É descrita uma nova espécie do gênero Ephebopus Simon,
1892, £ uatuman, para região amazônica do Brasil. Quanto à espécie
E. violaceus Mello Leitão, 1930 o tipo não foi localizado, embora conste
dos registros da Coleção Aracnológica do Museu Nacional do Rio de
Janeiro, Brasil. 0 comprimento total do exemplar de apenas 23mm, o
desenho no dorso do abdômen e a divisão das escópulas tarsais, cita¬
dos na descrição muito resumida do autor, fazem-nos concluir tratar-se
de um exemplar jovem do gênero Avicularia, uma vez que a primeira
fila ocular, citada pelo autor como fortemente procurva, é uma caracte¬
rística deste gênero. Portanto, o gênero Ephebopus é representado no
Brasil por duas espécies: £ murinus e £ uatuman.
UNITERMOS: Taxonomia. Gênero Ephebopus (ARANEAE, THERAPHO-
SIDAE, AVICULARIINAE) no Brasil: £ murinus (Walckenaer), 1837, £
uatuman sp. n. £ violaceus é sinônimo de Avicularia violacea.
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ALBINISMO EM SERPENTES NEOTROPICAIS
Ivan SAZIMA *
Marcos DI-BERNARDO * *
RESUMO: Albinismo em serpentes neotropicais é brevemente revisto
e três adições são feitas: Helicops modestus, Sibynomorphus neuwiedi
e Crotalus durissus. A maioria dos registros sobre serpentes albinas neo¬
tropicais é composta por espécies que apresentam hábitos noturnos ou
crípticos e algumas são perigosas aos seus predadores potenciais. É feita
a suposição de que essa predominância possa ser parcialmente expli¬
cada por seleção contra albinismo, em serpentes diurnas, podendo a
perda de cores protetivas ser o fator mais importante. Casos adicionais
de albinismo, em serpentes tropicais, provavelmente continuarão sen¬
do encontrados principalmente entre espécies noturnas, crípticas, ou
aquelas de outro modo protegidas contra predadores visualmente
orientados.
UNITERMOS: Anomalias cromáticas, seleção, história natural, serpen¬
tes tropicais.
INTRODUÇÃO
As anomalias cromáticas denominadas de albinismo (senso Dyrkacz 12 e
Prüst 34 ) são conhecidas em diversas classes de vertebrados, incluindo répteis.
Albinismo é assunto recorrente na literatura herpetológica, com revisões ou su¬
mários periodicamente disponíveis, em especial para a fauna neártica (e.g. 12,
15, 18). Para a região neotrópica, a maioria dos registros trata de albinismo em
serpentes (revisões parciais em Amaral 4 , Hoge & Belluomini 21 , Miranda et al. 25 ).
Apresentamos aqui um sumário sobre albinismo em serpentes neotropicais,
incluindo três casos originais. Não pretendemos uma revisão completa da litera¬
tura, porém uma idéia da distribuição dessa anomalia em relação aos hábitos (co¬
mo período de atividade e substrato de caça) de serpentes neotropicais. Com base
Departamento de Zoologia, Universidade Estadual de Campinas, 13081 Campinas, São Paulo
' * Museu de Ciências, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 90620 Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Recebido para publicação em 12.4.1991 e aceito em 10.6.1991
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no sumário, verificamos que albinismo foi registrado principalmente em serpen¬
tes noturnas ou crípticas (fossórias ou semifossórias). Prevemos que registros adi¬
cionais de albinismo em serpentes tropicais reforcem essa tendência,
possivelmente devida à pressão seletiva exercida por predadores diurnos visual¬
mente orientados.
PROCEDIMENTO
No presente estudo consideramos como albinismo as diversas anomalias cro¬
máticas caracterizadas por ausência total ou extensa de melanina, incluídos aí
casos de albinismo completo, xantismo, leucismo e piebaldismo 12 ' 34 . Além de ca¬
sos registrados na literatura, examinamos dois espécimes vivos: um albino com¬
pleto (senso Dyrkacz 12 ) e um xantino (senso Hoge & Belluomini 21 ). Incluímos em
nosso estudo um albino completo comunicado pessoalmente por Augusto S. Abe
(Tabela I) e excluímos o espécime estudado por Amaral 3 , por não nos parecer
um albino (mesmo no senso amplo).
No sumário dos hábitos das serpentes aqui citadas, usamos registros de lite¬
ratura (e.g. 6, 10, 11, 37, 43) e observações originais. Ressaltamos a notória difi¬
culdade nas generalizações sobre hábitos de serpentes neotropicais (v.
Vanzolini 43 ), devido tanto à escassez de informações fidedignas, como à varia¬
ção sazonal e regional desses hábitos (obs. pess.).
RESULTADOS
Sibynomorphus neuwiedi (lhering), Colubridae. Um espécime adulto (Figura
IA), c. 30 cm de comprimento total, supostamente provindo da região de Porto
Alegre, Rio Grande do Sul, sem outras informações. A coloração geral era rósea,
as máculas mais escuras que o fundo. Os olhos eram vermelhos e a língua, rosa-
-claro. Não sabemos do destino desse exemplar.
Crotalus durissus (L.), Viperidae. Uma fêmea adulta (Figura 1B), com 905 +
65 mm + 10 anéis, procedente de Alfenas, Minas Gerais, em 8.VIII.1987. A colo¬
ração geral era amarelada, os losangos mais escuros e tendendo para alaranjado
escuro. Os olhos eram castanho-claro e a língua, rosa-escuro. O exemplar está
depositado na coleção herpetológica do Instituto Butantan, São Paulo (IB 53456).
Em serpentes neotropicais, anomalias cromáticas do tipo albinismo são co¬
nhecidas em cerca de 20 espécies distribuídas em cinco famílias (Tabela I). Ex¬
cluímos da nossa análise um caso de xantismo em Pelamis platurus (L.), serpente
pelágica com ampla distribuição nos oceanos Índico e Pacífico 9 .
DISCUSSÃO
Uma breve análise dos hábitos das 18 espécies de serpentes neotropicais albi¬
nas indica que a maioria apresenta atividade parcial ou basicamente noturna
(66.6%, n = 12) ou hábitos crípticos (fossório ou semifossório, 22.2%, n = 4).
Duas espécies (11.1%) não apresentam nenhuma dessas características, embora
as informações sobre L. anomalus sejam particularmente deficientes. Vale exa¬
minar a predominância de albinismo, em serpentes noturnas ou crípticas, em re¬
lação aos hábitos das espécies da região neotrópica.
Das aproximadamente 270 espécies de serpentes registradas para o
Brasil 29 - 44 , estimamos que c. 40% apresentem atividade predominantemente no-
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turna, 30% sejam crípticas e 30% sejam predominantemente diurnas (em boa
parte dos gêneros, os hábitos foram inferidos a partir das espécies melhor co¬
nhecidas, portanto uma estimativa grosseira). Entretanto, parece-nos plausível su¬
gerir que a predominância de serpentes basicamente noturnas ou crípticas (c.
90%), entre os albinos neotropicais, não esteja vinculada apenas à proporciona¬
lidade desses hábitos. A baixa percentagem de espécies diurnas entre os albinos
(11.8%) reforça essa sugestão.
Em serpentes diurnas, as cores e o padrão de coloração podem estar relacio¬
nados à defesa contra predadores, disfarce na caça, ou termo-regu¬
lação 5 ' 13 ' 16 ' 22 ' 30 . 31 . A perda das vantagens conferidas pela coloração habitual da
espécie parece-nos mais evidente no caso de defesa contra predadores visual¬
mente orientados. Aves diurnas são consideradas como os agentes seletivos mais
importantes na evolução dos padrões de coloração de suas presas potenciais (ca¬
muflagem, advertência, mimetismo), embora no caso de serpentes as evidências
sejam poucas e por vezes inferenciais 16 ' 30 ' 31 . Diversas aves neotropicais incluem,
habitual ou esporadicamente, serpentes diurnas na sua dieta (17, 19, 39, 40, 41,
42, 46 e obs. pess.). Assim, a aparente baixa freqüência de albinos entre serpen¬
tes neotropicais diurnas, quando comparadas às espécies noturnas ou crípticas,
poderia ser devido à maior pressão seletiva de predadores visualmente orienta¬
dos, como aves (veja discussão semelhante, para peixes neotropicais, em Sazi-
ma & Pombal 38 ). O aspecto da termo-regulação provavelmente pouco influencia
na seleção de albinismo, uma vez que répteis tornados claros e refletivos (por
pintura da pele) parecem ser tão eficientes quanto os de coloração normal ou
escura 28 .
Dos albinos registrados entre serpentes neotropicais, seis espécies (33.3%),
além de noturnas ou crípticas, são perigosas para seus predadores potenciais.
Quatro delas podem injetar veneno altamente tóxico e duas são fortes constrito¬
ras e ágeis mordedoras. Talvez não por coincidência, a cascavel C. durissus (no¬
turna, peçonhenta, adverte postural e acusticamente, v. Klauber 23 ) seja a espécie
com maior número de albinos registrados, cerca de uma dezena (v. Tabela I). É
possível que o caráter aposemático da cascavel permita maior sobrevivência de
indivíduos albinos. Por outro lado, a cascavel parece ser uma das espécies mais
freqüentes, entre as habitualmente recebidas em instituições de estudo das ser¬
pentes peçonhentas 7 ' 14 ' 36 . Algumas das espécies aqui tratadas parecem ser mui¬
to comuns em certas regiões, porém abundância relativa de per si não parece
suficiente para explicar a variada incidência de albinismo, pois em outras espé¬
cies tão ou mais comuns não se conhecem albinos. Curiosamente, Bothrops ja¬
raraca (Wied) parece não se conformar à nossa generalização, pois não se
conhecem albinos dessa serpente comum, noturna e perigosa para os seus
predadores 36 .
Com base no presente estudo, prevemos que casos adicionais de albinismo,
em serpentes tropicais, continuem sendo registrados principalmente entre espé¬
cies com hábitos noturnos, crípticos, ou de outro modo protegidas contra preda¬
dores diurnos e visualmente orientados. Parece-nos plausível sugerir que a
predação por aves (visualmente orientadas e predominantemente diurnas) seja
um dos principais fatores responsáveis por essa tendência (v. comentários de
Vanzolini 42 , sobre hábitos noturnos ou crípticos em serpentes de cerrado).
FIG. 1. Albinismo em duas espécies de serpentes brasileiras. A — adulto de Siby-
nomorphus neuwiedi, com ausência total de pigmentação (albino comple¬
to); B — fêmea adulta de Crotalus durissus, de coloração amarelada e olhos
castanhos (xantino).
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TABELA I
Albinismo (senso Prüst 34 ) em diversas serpentes neotropicais.
Espécie
Hábito A
(substrato)
Atividade 8
(predominante)
Referências
(albinismo)
Leptotyphlops munoai
fossório
?
27
Typhlops reticulatus
fossório
?
26
Boa constrictor
terrícola
noturna
45
Epicrates cenchria
terrícola
noturna
21
Helicops modestus
aquático
noturna
A.S.Abe: com.pess.
Liophis anomalus
terrícola
diurna?
25
L. poecilogyrus
terrícola
di/no
24
Leptodeira annulata
subarborícola
noturna
25
Lystrophis dorbignyi
semifossório
diurna
25
Mastigodryas boddaertí
terrícola
diurna
26
Oxyrhopus guibef
terrícola
noturna
1
Pseudoboa nigra 0
terrícola
noturna
32
Sibynomorphus neuwiedi
terrícola
noturna
presente estudo
S. mikaniE
terrícola
noturna
4
Micrurus coraiiinus
semifossório
di/no
21
Bothrops aiternatus
terrícola
noturna
8
B. cotiara
terrícola
noturna
20
Crotaius durissus
terrícola
noturna
2,4,7,20,25,33,35
45, presente estudo
A senso Vanzolini 1986a; B diversas fontes (veja em "procedimento'')
original; °P neuwiedii no original; E S. turgidus no original.
c O. trigeminus no
AGRADECIMENTOS
Somos gratos a A.S. Abe por informações sobre o espécime de Helicops, bem
como pelas críticas e sugestões ao manuscrito; G. Puorto por sugestões e aces¬
so a espécimes da coleção IB (São Paulo); F.L. Franco pela confirmação da iden¬
tidade dos espécimes de Sibynomorphus (incluindo os estudados por A. do
Amaral); R.S. Bérnils por informações documentadas; M. Martins e P.S. Oliveira
pelas críticas e sugestões ao manuscrito; J. Cavalheiro, P.R. Manzani e S. More¬
no, pela ajuda no laboratório; CNPq pelo auxílio financeiro (proc. 300092, I.
Sazima).
ABSTRACT: Albinism in neotropical snakes is briefly reviewed and three
ínstances of this color anomaly are added: Helicops modestus, Sibyno¬
morphus neuwiedi, and Crotaius durissus. Most neotropical albino sna¬
kes are found among species that are either nocturnal or cryptozoic, and
some of them are dangerous to potential predators. We suppose that
this predominance may partly be explained by selection agai.nst albinism
among diurnal snakes, and loss of protective colors is possibly the most
important single factor, Additional Ínstances of albinism in tropical sna¬
kes probably will continue to be found mainly among species with noc¬
turnal or cryptozoic habits, or those otherwise protected against visually
hunting predators.
KEYWORDS: Color anomalies, selection, natural history, tropical snakes.
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Errata
Memórias do Instituto Butantan, v.53,2,p 167-173,1991
Sazima,I.& Di-Bernardo,M. -Albinismo em serpentes neotropicais
pag.
1 inha
onde se lê
leia-se
172
ref.
7
Biotemas
Biotema
173
ref.
36
Ithaca, Cornei 1 Univ.
Press, 1991. No prelo
Tyler, Texas, Selva Pul
1992, p.199-216
173
ref.
37
Edit. Univ.Est.Campi¬
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Mem. Inst. Butantan
v. 53, n. 2, p. 175-180, 1991
VARIAÇÃO NA COMPOSIÇÃO DO LEITE DE COELHA
(Oryctolagus cuniculus) **
F. SOGORB S.*
S.B. DAMY *
U.P. RODRIGUES *
L.C.A.G. CHAGURI *
RESUMO: Foi estudada a variação da composição do leite de coelhas
reprodutoras Branco Nova Zelândia. Os resultados demonstraram que
o teor de proteína do leite não sofreu variação significativa do 5 o ao
15° dia de lactação (11,2 g/100ml de leite) e do 16° ao 50° dia (12,4
g/100ml). Os teores de gorduras totais, sódio e potássio foram respecti¬
vamente, 13,2 g/100ml, 47,5 mEq/l e 46,6 mEq/l até o 7° dia de lacta¬
ção; 10,8 g/100ml, 50,8 mEq/l e 50,3 mEq/l entre o 8° e 30° dia; 14,9
g/100ml, 82,3 mEq/l e 23,6 mEq/l entre o 31 0 e 62° dia, sendo o 2°
e 3° períodos, assim como o 1 ° e 3°, significativamente diferentes. As
médias de gorduras totais e de minerais durante todo período de lacta¬
ção foram: 12,0% de gorduras totais, 60,2 mEq/l de sódio, 40,2 mEq/l
de potássio, 343,6 mEq/l de cálcio, 0,52 mEq/l de zinco, 0,056 mEq/l
de cobre e 21,3 mEq/l de magnésio.
UNITERMOS: Coelho, leite, proteína, gordura, minerais
INTRODUÇÃO
A composição do leite é fundamentalmente característica da espécie, consti¬
tuindo uma secreção que difere qualitativa e quantitativamente do sangue. Con¬
tém açúcar característico, lactose, e uma proteína típica, caseína. Nos herbívoros,
as gorduras contêm grande variedade de ácidos graxos saturados e insaturados 1 .
Endereço para correspondência:
Instituto Butantan, CP 65, CEP 01051, São Paulo, Brasil.
'" Trabalho apresentado no "III Congresso Nacional de la Sociedad Espanola de Experimentacion Animal (SEEA)."
Murcia, Espanha. 1991.
Recebido para publicação em 15.1.1991 e aceito em 5.7.1991
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SOGORB S., R, DAMY, S.B., RODRIGUES, U.P., CHAGURI, L. C,A.G. Variação na composição do leite
de coelha (Oryctolagus cuniculus) Mem. Inst. Butantan, v, 53, n. 2, p. 175-180 1991.
Em coelhas a média diária de leite produzido é de 160-200g durante a primeira
lactação, aumentando para 170-220g nas subseqüentes 8 . O máximo de produ¬
ção de leite ocorre na terceira semana após o parto, permanecendo alto na seguin¬
te e caindo na quinta semana. A quantidade produzida durante a lactação depende
da dieta, do número de láparos e de fatores genéticos 8 .
Secreção e fluxo de leite se relacionam com o ambiente do animal. Em condi¬
ções naturais a lactação é o resultado de circunstâncias internas e do meio am¬
biente. Incluem-se entre os agentes operativos os alimentos e detalhes de manejo.
Durante o curso da lactação a composição média do leite varia. Estudos do con¬
teúdo de proteínas, gorduras, lactose e alguns minerais foram registrados por vá¬
rios autores 1 ' 3 - 12 ' 15 ' 17 ' 18 .
Lactose e sódio são dois dos principais constituintes responsáveis pela manu¬
tenção da pressão osmótica do leite, sendo que na coelha existem baixos níveis
de lactose compensados por alto teor de sódio 3 .
Teores de minerais como cálcio, necessário em diversas funções celulares e te¬
cidos calcificados; magnésio, componente de alguns sistemas enzimáticos, trans¬
missão de impulso nervoso, contração e relaxamento de músculos; zinco,
constituinte de várias metaloenzimas, participante do metabolismo e/ou síntese
de DNA, RNA e proteínas; cobre, cofator de várias enzimas, como citocromoxida-
se, tirosinase e amino oxidase, foram objetos de estudos 10 ' 19 ' 20 .
O presente trabalho objetiva estudar a composição do leite de coelhas durante
a lactação, utilizando reprodutoras de colônia estabelecida há 15 anos, seguindo
normas de manejo e alimentação preconizados internacionalmente 8 .
MATERIAL E MÉTODOS
Foram utilizados coelhos da raça Branco Nova Zelândia (BNZ). As fêmeas são
utilizadas como reprodutoras na idade de 6 a 24 meses e os machos, desde 9 até
24 meses. De cada fêmea se obtém de 5 a 6 crias. O acasalamento é feito na for¬
ma tradicional de levar a fêmea à gaiola do macho, não se praticando o acasala¬
mento entre descendentes de um mesmo casal. Os animais são tatuados nas orelhas
para permitir identificar a origem e o seu número como reprodutor. Os reproduto¬
res são alojados em gaiolas individuais de arame galvanizado suspensas. Na meta¬
de do período de gestação, a prenhez é comprovada por meio de palpação. Três
dias antes do parto é colocado o ninho dentro da gaiola.
Logo após o parto a ninhada é cuidadosamente verificada e são feitos os regis¬
tros de: data de nascimento e número de láparos. Quando estes completam um
mês de idade o ninho é retirado, sendo porém deixado até os quarenta e cinco dias
em épocas de muito frio. A ninhada permanece com a mãe até completar dois me¬
ses de idade, quando se faz o desmame.
A alimentação consistiu em ração peletizada, balanceada para a espécie, con¬
tendo 16% de proteína, fornecida "ad libitum” em comedouro de folha de flan-
dres, mais 100g de Rami per capita/diem.
A hiegienização consistiu em retirada diária dos excretas, lavagem das instala¬
ções e desinfecção das gaiolas através de flambagem cada quinze dias.
Para a extração do leite, as coelhas separadas de suas crias desde a véspera,
foram ordenhadas por ligeira compressão das mamas. Para se obterem amostras
representando a composição média do leite, foram ordenhadas todas as mamas
de cada coelha, sendo feitos vários repasses em cada uma delas. O leite foi colhi¬
do em tubos de ensaio limpos e secos, transportados imediatamente ao laborató¬
rio e homogeneizado dentro do próprio tubo antes de se retirarem as amostras para
dosagem.
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de coelha (Oryctolagus cuniculus) Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 175-180, 1991.
As amostras para determinação de sódio, potássio, cálcio, zinco, cobre e mag¬
nésio foram conservadas em congelador (-20°C); nitrogênio e gordura foram do¬
sados logo após a colheita.
MÉTODOS DE DOSAGEM
NITROGÊNIO: método de Kjeldhal.
GORDURAS TOTAIS: método de Van de Kamer modificado 11 .
SÓDIO E POTÁSSIO: espectrofotometria de chama (Flame Photometer EEL. Evan
Electroselemin Ltd. England).
POTÁSSIO, CÁLCIO, ZINCO, COBRE, MAGNÉSIO: espectrofotometria de absorção
atômica.
MÉTODOS ESTATÍSTICOS
Foram feitas análises de variância, e aplicado o teste de Scheffé 7 . O nível de
significância adotado foi o de 5%.
RESULTADOS
O teor de proteína do leite das reprodutoras foi analisado em dois períodos (Tab. 1).
TABELA 1
Teor de proteína do leite de coelha em dois períodos de
aleitamento (proteína em g/100ml de leite)
DIAS APÓS PARTO
Média
± erro padrão
PERÍODOS
5 o ao 15°
16° ao 50°
11,0
11,8
11,8
10,5
12,1
11,8
10,0
10,3
12,1
13,6
10,7
13,1
10,6
13,2
11,4
15,0
11,2
12,4
(10,0-12,1)
(10,3-15,0)
Os teores de gorduras totais, sódio e potássio foram analisados em três perío¬
dos (Tab. 2).
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SOGORB S., R, DAMY, S.B., RODRIGUES, U.P., CHAGURI, L. C.A.G. Variação na composição do leile
de coelha (Oryctolagus cuniculus) Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 175-180, 1991.
TABELA 2
Média e desvio padrão de gorduras totais, sódio e potássio em leite de
coelha, em três períodos de aleitamento
PERÍODOS
ELEMENTOS
até 7 dias
de lactação
8 a 30 dias
de lactação
31 a 62 dias
de lactação
GORDURAS TOTAIS
13,2 + 2,5
10,8 + 1,5
14,9 + 3,3
(g/100 ml)
SÓDIO* x mEq/1
47,5 + 7,0
50,8 + 19,7
82,3 + 41,9
x mg/l
1.091
1.168
1.893
POTÁSSIO' x mEc ] /l
46,6 + 5,6
50,3 + 9,5
23,6 + 18,6
x mg/l
1.822
1.967
923
* método: espectrofotometria de chama
A fim de estudar a variação dos elementos do leite apresentados nas tabelas
1 e 2, os valores foram submetidos à análise de variância, aplicando-se o teste de
Scheffé 7 para comparação entre as médias, a nível de rejeição de 5%. Obteve-se
para proteínas: o primeiro período não diferiu do segundo. Para gorduras totais:
o primeiro período (até o 7° dia de aleitamento) não diferiu do segundo (8 o ao
30° dia) e do terceiro (31 0 ao 62° dia). O segundo período diferiu do terceiro. Para
sódio e potássio: o primeiro período não diferiu do segundo, porém difere do ter¬
ceiro. O segundo período diferiu do terceiro.
Os teores médios de gorduras totais, sódio, potássio, cálcio, zinco, cobre e mag¬
nésio estudados em amostras coletadas entre o 5 o e 62° dia estão ilustrados na
tabela 3.
TABELA 3
Teores Médios de Gordura
. Sódio, Potássio, Cálcio, Zinco, Cobre e Magnésio do Leite de Coelha.
GORDURAS TOTAIS
%
Na
mEq/l
K
mEq/l
Ca
mEq/l
Zn
mEq/l
Cu
mEq/l
Mg
mEq/l
12,0
(8,8-22,6)
60,2*
40,2*
36,6**
343,6**
0,52**
0,056**
21,3**
* método: espectrofotometria de chama.
* * método: espectrofotometria de absorção atômica.
DISCUSSÃO
Os resultados para proteína no leite são semelhantes aos descritos na litera-
tura 1 ' 3 ' 12 ' 15 ' 17 -! 8
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SOGORB S., R, DAMY, S.B., RODRIGUES, U.P., CHAGURI, L. C.A.G. Variação na composição do leite
de coelha (Oryctolagus cuniculus) Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 175-180, 1991.
A porcentagem de gordura do leite constante da tabela 2 confirma o referido
por outros autores 1 - 3 ' 9 ' 12115 ' 17 ' 18 . Os valores são mais baixos entre o 8 o e 30° dia
de lactação, o que está de acordo com o citado na literatura 4 . Esta queda na por¬
centagem de gordura se deve a um aumento do volume do leite secretado 4 - 13 ; a
gordura total secretada é maior quando o fluxo do leite aumenta, embora a con¬
centração de gordura esteja diminuída. 4
Segundo SAMPIERI 14 , nos primeiros quinze dias de aleitamento, a composição
em ácidos graxos da gordura do leite de coelha sofre variações pequenas e a rela¬
ção entre ácidos graxos saturados e insaturados se mantém relativamente cons¬
tante (1,76 a 1,94). Os ácidos graxos que formam a gordura do leite de coelha não
provêm apenas do metabolismo intermediário e dos ácidos graxos pré-formados
na ração; quantidades consideráveis de ácidos graxos são, também sintetizados
pelas bactérias do ceco e, em seguida, absorvidas 6 - 16 .
Os valores para sódio e potássio apresentados nas tabelas 2 e 3 se aproximam
dos dados da literatura 3 . Nota-se que apesar das variações de fluxo acima referi¬
das, os valores para sódio e potássio se mantiveram inalterados até o 30° dia de
lactação. Em contraste, durante o 2° mês de lactação, sobem os valores para só¬
dio e baixam os valores para potássio e estas diferenças são significativas. Tais mo¬
dificações na composição destes eletrólitos refletem, seguramente, modificações
nos mecanismos da secreção láctea durante o período de aleitamento 5 .
CONCLUSÕES
O teor de proteína do leite de coelha não sofreu variação significativa do 5° ao
15° dia de lactação (11,2 g/100 ml de leite) e 16° ao 50° dia (12,4 g/100 ml). Os
teores de gorduras totais, sódio e potássio foram respectivamente: 13,2 g/100 ml,
47,5 mEq/l e 46,6mEq/l até o 7° dia; 10,8 g/100 ml, 30,8 mEq/l e 50,3 mEq/l entre
o 8° e 30° dia; 14,9 g/100 ml, 82,3 mEq/l e 26,3 mEq/l entre o 31 0 e 62° dia,
sendo significativa a diferença somente entre o segundo e terceiro período. As mé¬
dias de gorduras totais e minerais durante todo período de lactação foram: 12,0%
de gorduras totais, 60,2 mEq/l de sódio, 40,2 mEq/l de potássio, 343,6 mEq/l de
cálcio, 0,52 mEq/l de zinco, 0,056 mEq/l de cobre e 21,3 mEq/l de magnésio.
ABSTRACT The variation in the composition of rabbit's milk during lacta-
tion, was studied in White New Zealand reproducers. The results sho-
wed that the milk protein rate did not suffer significant variation from the
5 th to the 15 th day of lactation (11,2 g/100 ml of milk) and the period bet-
ween the 16 th and 50 th day (12,4 g/100 ml). The rates of total fats, so-
dium and potassium were respectively, 13,2 g/100 ml, 47,5 mEq/l and
46,6 mEq/l up to 7 ,h day of lactation; 10,8 g/100 ml, 30,8 mEq/l and 50,3
mEq/l from the 8 ,h to the 30 th day; 14,9 g/100 ml, 82,3 mEq/l and 26,3
mEq/l from the 31 st to the 62 nd day. The difference was significant bet-
ween the second and the third period, as well as, the first and third. The
rates of total fats and minerais during the lactation consisted of: 12,0%
total fats, 60,2 mEq/l sodiurn, 40,2 mEq/l potassium, 343,6 mEq/l cal-
cium, 0,52 mEq/l zinc, 0,056 mEq/l copper and 21,3 mEq/l magnesium.
KEYWORDS: Rabbit, milk, protein, fat, minerais
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Mem. Inst. Butantan
v. 53, n. 2, p. 181-190, 1991
DEVELOPMENT OF ANTIBODY RESPONSE AND CLINICAL
AND HEMATOLOGICAL ALTERATIONS IN HORSES
IMMUNIZED WITH SNAKE VENOMS FOR THE PRODUCTION
OF ANTIVENOM IN COSTA RICA
Ricardo ESTRADA
Abel ROBLES
Jorge ALVARADO
Ermila ROJAS
Nuria GONZÁLEZ
Eduardo SEGURA
José Maria GUTIÉRREZ
ABSTRACT: The development of antibody response, as well as the clini¬
cai and hematological alterations occurring in horses immunized with
snake venoms for the production of polyvalent antivenom in Costa Rica
were studied. One horse receiving its first immunization gradually increa-
sed antibody response, and underwent an inversion in their albumin/glo-
bulin ratio. Neutralizing antibody response in horses that had been
previously immunized and received a booster injection of venom sho-
wed marked individual variability. Horses injected with booster doses of
venom showed increments in total serum preteins and a slight drop in
hematocrit and hemoglobin. Regardin clinicai alterations after venom
injection, there were no signs of systemic alterations (hypotension, he-
morrhage, shock), but all horses developed small local lesions at the si¬
te of venom injection, characterized by edema, fibrosis and abscesses,
These local lesions were treated and healed successfully. At the end of
extensive production bleedings, there was a slight drop in hematocrit,
whereas in the following weeks there was a conspicuous increase in he¬
matocrit and hemoglobin.
KEYWORDS: Snake venom, antivenom, horses, hematological changes.
Send correspondence to: Dr. Ricardo Estrada; Instituto Clodomiro Picado, Facultad de Microbiologia, Universidad
de Costa Rica, San José, Costa Rica.
Recebido para publicação em 05.9.1990 e aceito em 28.2.1991.
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ESTRADA, R„ ROBLES, A., ALVARADO, J., ROJAS, E„ GONZÁLEZ, N., SEGURA, E„ GUTIÉRREZ, J.M.
Development of antibody response and clinicai and hematological alterations in horses immuni-
zed with snake venoms for the production of antivenom in Costa Rica. Mem. Inst. Butantan, v.
53, n. 2, p. 181-190, 1991
INTRODUCTION
A polyvalent antivenom is produced in Costa Rica since 1967 for the treatment
of pit viper envenomations 1 ' 2 . Horses are immunized with a mixture of equal parts
of venoms from Bothrops asper, Crotalus durissus durissus and Lachesis muta 2 .
There is little information in the scientific literature regarding the development of
immune response in horses being immunized for the production of antivenoms 4 .
In addition, we are not aware of studies on clinicai and hematological alterations
occurring in horses during immunization with snake venoms.
At the Instituto Clodomiro Picado, Costa Rica, an individual record is kept on
the antibody response as well as in clinicai and hematological changes in horses
being injected with venoms for the production of the polyvalent (botropic, crota-
lic and lachetic) antivenom. In this work we present data on a group of horses
that had been previously immunized with venom and received booster doses, as
well as in one horse being immunized for the first time.
MATERIALS AND METHODS
Horses: Eight healthy adult horses (2-5 years old), from both sexes, weighing bet-
ween 450 and 500 kg were used in this study. One horse (N° 21) had not been
injected previously with venom and was submitted to a first immunization. The
other horses (N°s 3, 12, 23, 29, 37, 42 and 44) had been previously immunized
and bled, and received booster doses of either 20 or 50 mg of venom. Throug-
hout the study, horses were fed with a combination of king grass, hay and a mix¬
ture of powder food reinforced with vitamins and minerais in specific amounts
for horses.
Venoms and immunization schedule: Venoms of Bothrops asper, Crotalus duris¬
sus durissus and Lachesis muta were obtained from adult specimens kept at the
serpentarium of Instituto Clodomiro Picado. Once collected, venoms were centri-
fuged at 3000 rpm, frozen and lyophilized. The immunization mixture was prepa-
red by combining equal weights of lyophilized venom from the three species. The
venom was dissolved in phosphate-buffered saline solution, pH 7.2, and equal
volumes of venom solution and adjuvant (complete Freund, incomplete Freund
or sodium alginate) were mixed. Injections were done subcutaneously in the cos-
tal arc. Horse N° 21 was immunized according to the protocol described in Table
1. Seven horses (N°s 3, 12, 23, 29, 37, 42 and 44) that had been previously
immunized and bled, were injected with a booster dose of venom of either 20
or 50 mg using sodium alginate as adjuvant. This booster injection was adminis-
tered 40-50 days after the last production bleeding. In all cases, before the addi¬
tion of adjuvant, venom Solutions were sterilized by filtration in nitrocellulose
membrane of 0.22 (n)m.
Production bleeding: Each production bleeding was performed in four days, as
follows: Day 1: Eight liters of blood are collected. Day 2: Initially, four liters of blood
are collected. Then, sedimented erythrocytes from the blood collected on day 1
are resuspended in 0.15 M NaCI to a volume of four liters; resuspended eryth¬
rocytes are then transfused to the same animal. Then, a second bleeding of four
liters is performed. Day 3: Initially, four liters of blood are collected. Then, sedi¬
mented erytrocytes from the blood collected on the second day are resuspended
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ESTRADA, R„ ROBLES, A., ALVARADO, J„ ROJAS, E„ GONZÁLEZ, N„ SEGURA, E„ GUTIÉRREZ, J.M.
Development of antibody response and clinicai and hematological alterations in horses immuni-
zed with snake venoms for the productíon of antivenom in Costa Rica. Mem. Inst. Butantan, v.
53, n. 2, p. 181-190, 1991
in 0.15 M NaCI to a volume of four liters; this volume is then transfused to the
horse. Day 4: Sedimented erythrocytes from the blood collected on the third day
are resuspended in 0.15 M NaCI to a volume of four liters and returned to the
horse. Then, 8-12 liters of Ringer's lactate solution are administered. This solu-
tion has the following composition: 130 mEq/L sodium, 4 mEq/L potassium,
4mEq/L calcium, 111 mEq/L chloride, and 27 mEq/L lactate.
Antibody response and serum protein concentration: On the days of venom in-
jection, horses were bled from the jugular vein just before venom injection. Blood
was allowed to clot at 37°C and serum was collected and used immediately or
stored at 4°C. Antibody response against indirect hemolytic activity of B. asper
venom was assayed by the method of Gutiérrez et at. 1 Neutralizing ability of sera
was expressed as Effectíve Dose 50% (ED 50 ), defined as the ratio of (/x)l of se-
rum/mg of venom that reduced hemolytic activity 50%. In order to facilitate data
interpretation, neutralizing ability of sera was expressed as 1/ED 50 X 10 5 . Besi-
des neutralization tests, total serum protein concentration was determined by a
modification of the Biuret method 12 , using bovine serum albumin as standard.
In addition, albumin concentration was determined by the Bromocresol Green
method 12 and the globulin concentration was calculated by subtracting albumin
concentration from total protein concentration.
Hematologial changes: On the days of venom injection, horses were bled just be¬
fore injection, as described above. To prevent clotting, 4% sodium citrate was used
as anticoagulant (1 part of anticoagulant per 9 parts of blood). Hematocrit was
determined using heparinized capillary tubes 11 and hemoglobin by the cyanome-
themoglobin assay 11 . Hematocrit and hemoglobin were also determined during
extensive bleeding, in order do detect the effect of acute blood loss, In this case,
the Studenfs t test was performed to determine the significance of the differen-
ces observed.
Clinicai alterations: Clinicai examination of horses involved in this study was car-
ried out twice a week and local and systemic alterations were recorded. Local
alterations, i.e. pathological changes at the site of venom injection, were obser¬
ved, especially edema, abscesses, fibrosis and fistules. In addition, sings of syste¬
mic poisoning were also followed, in order to detect evidences of hypotension,
hemorrhage and cardiovascular shock.
RESULTS
Development of antibody response and changes in serum proteins: Response in
horse N° 21: Fig. 1 shows the development of antibody response, together with
changes in serum albumin and globulins, in this horse that received venom injec-
tions for the first time. Antibody response peaked around the 100th day, in agree-
ment with previous results 4 . There was and inversion of the albumin: globulin
ratio in the course of immunization, correlating with an increase in antibody res¬
ponse (Fig. 1).
Response in horses that had been previously immunized and received a booster
injection of venom: Fig. 2 shows a great individual variability in the antibody res¬
ponse after a booster injection of either 20 or 50 mg of venom. In general terms,
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Development of antibody response and clinicai and hematological alterations in horses immuni-
zed with snake venoms for the production of antívenom in Costa Rica. Mem. Inst. Butantan, v.
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venom injection elicited an increase in antibody titers. However, the magnitude
of this increment varied drastically and, in some cases, there was not an adequa-
te response after venom injection. Some horses (N °s 12, 29, 42 and 44) maintai-
ned a high antibody titer even 40-50 days after the last venom injection.
Regarding changes in serum protein concentration in these horses, there was
an increment in total serum proteins and globulins after venom injection (Fig. 3).
This increment was associated with the elevation of antibody titers against indi-
rect hemolytic activity. However, there is not a strict quantitative correlation bet-
ween these two parameters.
Effect of venom inoculations on hematocrit and hemoglobin: In the majority of
studied horses, injection of booster doses of venom (20 or 50 mg) induced a slight
reduction in hematocrit and hemoglobin (Fig. 4). Hematocrit reduction after each
injection ranged from 3 to 6%.
Effect of extensive production bteeding on hematocrit: Table 2 presents the data
on hematocrit variation at different times during these four days of bleeding. At
the end of the fourth day, after returning the resuspended erythrocytes but before
administering the Ringer's lactate solution, there was a slight decrease in hema¬
tocrit, although this drop was not statistically significant (P > 0.1). Then, after
Ringer's lactate infusion, hematocrit dropped significantly (P < 0.05). On the other
hand, in the weeks that followed these extensive production bleedings, there was
a conspicuous increase in hematocrit and hemoglobin (Fig. 4).
Clinicai alterations: No evidences of systemic alterations, i.e. hypotension, hemorr-
hage, and cardiovascular shock, were observed in the horses used in this study.
In contrast, all horses developed local tissue damage at the site of venom inocu-
lation, characterized by edema and fibrosis. In addition, abscesses were obser¬
ved at the site of injection. Five horses (Nos. 3, 12, 37, 42 and 44) developed
fistules at this site. In these cases, topical treatment was performed with antisep-
tics of externai use and healing was successful in all cases.
DISCUSSION
Our results confirmed earlier observations that there is a conspicuous indivi¬
dual variabiíity in the antibody response of horses immunized with snake venoms
for the production of antivenoms 4 . The present study extends these findings to
horses that had been previously immunized and received booster doses of ve¬
nom. In the case of B. asperve nom and antivenom, the study of neutralization
of índírect hemolytic activity is a simple and useful parameter to follow the deve¬
lopment of antibody response, since there is a good correlation between neutrali¬
zation of lethality and neutralization of indirect hemolysis 7 , On the basis of the
correlation between hemolysis and lethality neutralization, it has been establis-
hed in our laboratory that hemolysis neutralization titers of 70 correspond to a
lethality neutralization titer of 3 mg of venom neutralized per ml of serum.
Drastic variabiíity in antibody response against venom was observed not only
between horses but also in the same horse at different times, even when the
amount of venom injected was the same. Our results suggsst that, in order to
increase efficacy in antivenom production centers, it is necessary to evaluate the
immune response development individually. In vitro assays such as the one used
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Development of antíbody response and clinicai and hematological alterations in horses immuni¬
zed with snake venoms for the production of antivenom in Costa Rica. Mem. Inst. Butantan, v.
53, n. 2, p. 181-190, 1991
in this work, or others like ELISA 13 , might be useful for this individual monitoring.
There was a clear relationship between development of antibody response and
some changes in serum protein concentration. After immunization, an increment
in total serum proteins took place, as well as in globulins, concomitantly with a
reduction in the albumin/globulin ratio. This finding agrees with observations car-
ried out in horses immunized with Bothrops venoms in Brazil 3 . These changes
are likely to depend on the increment in antibody synthesis in hyperimmunized
animais.
Attention was paid to the study of the hematological and clinicai alterations
in horses as a consequence of venom injection. Only slight changes in hemato-
crit and hemoglobin were observed even after injections of 20-50 mg venom. In
some horses there was a slight drop in these parameters, but no drastic changes
were found at any time. These observations correlate with the absence of signs
of systemic alterations, probably because these horses had been previously im¬
munized with venoms.
Horses showed signs of local tissue damage at the site of venom injection. The
most common findings were edema, abscesses, and fibrosis. Local tissue dama¬
ge is due to the combined effect of hemorrhagic toxins, edema-forming toxins
and myotoxins. 9 ’ 10 .
Venoms of the three species used for immunization, i.e. Bothrops asper, Crota-
lus durissus durissus and Lachesis muta, induce myonecrosis, hemorrhage and
edema 5 - 6 . The formation and extent of local abscesses has been drastically re-
duced at the Instituto Clodomiro Picado since the introduction of routine filtration
of venom Solutions prior to immunization. However, small abscesses were obser¬
ved in these horses, probably due to the local tissue damage induced by venom.
Fistules developed in five out of eight horses, and they were successfully treated
with topical appücation of antiseptics.
Another element in the reduction of local lesion intensity in these horses has
been the decrease in the amount of venom injected. In the past, booster doses
were of 100 mg, whereas current injections are of 20 mg and, exceptionally, of
50 mg. The clinicai consequences of this reduction have been evident. Labora-
to ry and clinicai observations taken together suggest that horses previously im¬
munized, and injected with booster doses of 20 or 50 mg of venom, undergo
only mild pathophysiological alterations. Similar observations were made by Es¬
trada et ai 4 in horses being immunized for the first time to produce this an¬
tivenom.
Extensive production bleedings have effects on hematocrit and hemoglobin.
In order.to prevení anemia, sedimented erythrocytes from the previous bleeding
are resuspended in saline solution and transfused to horses before the next blee¬
ding. This procedure decreases the extent of hemodynamic alterations in exten¬
sive bleeding. In addition, the infusion of Ringer's lactate at the end of bleeding
compensates the fluid and eletrolyte déficit caused by plasma depletion and pre¬
venis hemoconcentration. No signs of dehydration nor cardiovacular shock are
observed in horses used for the production of polyvalent antivenom.
In the weeks that follow a production bleeding, there is a trend to increase he¬
matocrit and hemoglobin, probably as a response to the acute blood loss. Usually,
when horses are injected again with the next booster dose of venom, i.e. 40-50
days after bleeding, they have normal hematocrit and hemoglobin and are, there-
fore, prepared for the next production bleeding. Routine determinations of her-
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zed with snake venoms for the production of antivenom In Costa Rica, Mem. Inst. Butantan, v.
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TABLE 1
Immunization schedule used for the production of polyvalent antivenom in horses
immunized for the first time.
Day n°
Venom injected (mg)*
Adjuvant
0
0.5
Complete Freund
10
1
Sodium alginate
20
1.5
Sodium alginate
30
3
Sodium alginate
40
5
Sodium alginate
50
10
Sodium alginate
60
15
Sodium alginate
70
30
Incomplete Freund
90
30
Sodium alginate
100
30
Sodium alginate
Injections are made subcutaneously (see Materials and Methods).
TITER (1/ED50)'10'5
ALBUMIN (g/dl)
— GLOBULIN (g/dl)
v VENOM (mg)
FIG. 1. Development of antibody response against indírect hemolytic activity of B. asper
venom in horse n? 21, immunized for the first time. Changes in serum albumin and
globulins are also shown. Neutralizing titer is expressed as 1/ED 50 X 10 5 (see Mate¬
rials and Methods). Triangles ( V ) represent venom injections, according to the im¬
munization protocol shown in Table 1.
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HORSE 12
HORSE 42
HORSE 44
FIG.
2. Changes in neutralizing titer in four horses that had been previously im-
munized with snake venoms and received booster doses of venom. Neutra¬
lizing titer is expressed as 1/ED 50 X 10 5 . Triangles ( V ) represent injections
of 20 mg venom, using sodium alginate as adjuvant.
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TITER (1/ED50)*10 6
PROTEIN (g/cll)
TIME (DAYS)
v VENOM (20 mg)
FIG. 3. Changes in neutralizing titer and total serum proteins in horse n° 44 that
received booster doses of venom. Neutralizing titer is expressed as 1/ED 50
X 10 5 , Triangles ( V ) represent injections of 20 mg venom, using sodium
alginate as adjuvant.
FIG.
HEMATOCRIT (%)
VENOM (20 mg)
HEMOGLOBIN (g/dl)
BLEEDING
4. Changes in hematocrit and hemoglobin in horse n° 37 that received boos¬
ter doses of venom, Triangles ( V) represent injections of 20 mg of venom,
using sodium alginate as adjuvant. Diamonds ( 0 ) represent extensive pro¬
duction bleedings.
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TABLE 2
Changes in hematocrit in horses during extensive production bleeding*
Hematocrit (%)
Day
Before
After
Before
After
After
After
bleeding
bleeding
return
return
second
Ringers
of 4
of 4
of 4
bleeding
lactate
liters
liters
liters
of 4 liter
infusion
1
32±3.3* *
31 ±3.0
—
—
31 ±3.4
—
2
29±3.4
26± 1.7
—
30± 1.4
31 ±2.9
—
3
28 + 3.1
27±2.1
—
30± 1.7
—
—
4
—
—
33±2.9
30.2.9
—
25±3.4
Details of the bleeding protocol are given in Materials and Methods.
"Results are the mean S.D. of four horses.
matocrit, hemoglin, serum protein and neutralizing ability of sera in individual hor¬
ses is recommended in laboratories devoted to antivenom production.
ACKNOWLEDGEMENTS
The authors thank Bernardo Angulo, Jorge Sanabria, Rodrigo Sanchez, José
Joaquim Umanã, Alfredo Vargas, Abel Saborio and Rodrigo Chaves for their col-
laboration during this study. This project was supported by Vicerrectoria de ln-
vestigacion (project 741-89-057) and by International Foundation for Science
(project F/0883-3). José Maria Gutiérrez is research fellow of the Costa Rican Na¬
tional Council for Science and Technology (CONICIT).
RESUMO: Foram estudados o desenvolvimento da resposta imunitária
e as alterações clínicas e hematológicas que ocorreram em cavalos imu¬
nizados com venenos de serpentes, cujos plasmas foram utilizados pa¬
ra a produção de antiveneno polivalente, na Costa Rica. Um cavalo que
em sua primeira imunização apresentou um aumento gradual do título
de anticorpos, demonstrou uma inversão da proporcionalidade albumi-
na/globulina.
As respostas em anticorpos neutralizantes observadas em cavalos
que recebaram dose de reforço de veneno demonstraram marcante va¬
riabilidade individual. Em cavalos inoculados com doses de reforço de
veneno foi verificado um aumento das proteinas séricas totais e ligeira
redução no hemotócrito e da hemoglobina. No que diz respeito às alte¬
rações clínicas após a inoculação do veneno, não foram notados sinais
de alterações sistêmicas (hipotensão, hemorragia, choque), mas todos
os cavalos desenvolveram pequenas lesões locais no ponto de injeção
do veneno, caracterizadas por edema, fibrose e abcessos. Estas lesões
foram tratadas e cicatrizaram totalmente. Após extensas sangrias para
produção houve uma queda ligeira no hematócrito, no entanto, nas se¬
manas seguintes, ocorreram aumentos distintos tanto no hematócrito
como da hemoglobina.
UNITERMOS: Veneno de serpentes, antiveneno, cavalos, alteração he¬
matológica
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zed with snake venoms for the production of antivenom in Costa Rica. Mem. Inst. Butantan, v.
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NOMENCLATURA EM TOXINOLOGIA. RELAÇÕES COM A
COMUNICACÃO QUÍMICA ENTRE ORGANISMOS E
PROPRIEDADES BIOLÓGICAS DAS TOXINAS.
José Carlos de FREITAS
RESUMO: É feita um revisão sobre o emprego de vários termos no campo
da toxinologia, ressaltando-se suas propriedades farmacológicas e re¬
lações biológicas, sobretudo o papel nas comunidades e na evolução.
A descrição dos conceitos em toxinologia é uma tentativa de diminuir
dúvidas aparentemente ainda existentes entre nós, principalmente em
relação aos termos veneno e peçonha.
UNITERMOS: Terminologia toxinológica, venenos, peçonhas.
INTRODUÇÃO
Em todos os níveis da escala filogenética animal encontramos vários exem¬
plos de ataque, defesa e outros comportamentos que dependem de substâncias
repelentes, paralisantes ou de outras ações biológicas. Durante os milhões de anos
de evolução os organismos desenvolveram um refinamento dessas substâncias
para diversas funções, tais como, a captura de presas e as defesas químicas em
geral.
FLORKIN 5 denominou os fatores micro ou macromoleculares responsáveis pe¬
las interações químicas de "ecomônios" (do grego, "oikos", casa, no sentido
de habitat e "horman", excitar), termo esse, mais tarde, substituído por "alelo-
químicos" (BROWN et al 2 ', WHITTAKER & FEENY 22 . Os sinais moleculares que
servem às ações intra-específicas, de acordo com KARLSON & LUSCFIER 10 ,
constituem os "feromônios'' (do grego, "pfierein", transportar) cujos exemplos
são conhecidos desde as algas até os primatas, além de ter sido postulado ocor¬
rerem na espécie humana. Um dos mais conhecidos é o feromônio liberado pe- (*)
(*) Instituto de Biociências e Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo, CEP 05508, São Paulo, Brasil.
Recebido para publicação em 24.10.1990 e aceito em 05.6.1991
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FREITAS, J.C. de. Nomenclatura em toxinologia. Relações com a comunicação qufmica entre organis¬
mos e propriedades biológicas das toxinas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 191-195, 1991
las abelhas durante a ferroada sendo responsável pelo recrutamento das outras
para picarem o mesmo local o que provoca um ataque maciço (BOCH et al. 3 ).
As ações inter-específicas com vantagens adaptativas para o organismo emissor
são realizadas pelos "alomônios" (do grego "allelo", de um ao outro). Esses in¬
cluem uma grande variedade de substâncias repelentes, os venenos e as peço¬
nhas encontradas nas plantas e animais. As ações inter-específicas que conferem
vantagem adaptativa para o organismo receptor dependem de "cairomônios" (do
grego "kairos", oportunístico). Nesse caso podemos exemplificar pelos odores
de predadores e das presas. O odor de um predador pode provocar reações de
escape na presa, o que parece ser não adaptativo. Contudo, BROWN et al . 2 res¬
saltaram que é possível que o cairomônio, agindo sempre na comunidade, seja
adaptativo, favorecendo a população como um todo e auxiliando na regulação
da dinâmica populacional. Assim, para exemplificar, a saponina esteroídica da es¬
trela do mar Marthasterias glacialis desencadeia em sua proximidade a fuga de
certos moluscos, o que confere caráter adaptativo a esses últimos (MACKIE 12 ).
As ações moleculares inter-específicas encontradas nas simbioses são mediadas
pelos "sinomônios", uma palavra que provém do grego "syn", que significa uni¬
do, associado (NORDLUND & LEWIS 17 ). Um exemplo recentemente descrito na
literatura especializada é o da simbiose entre certas anémonas do mar e o peixe
'"palhaço". Esse peixe reconhece uma substância (anficuemina, um novo com¬
posto piridínico) liberado na água do mar pela anémona, que serve de guia para
que o peixe encontre seu hospedeiro (MURATA et a/. 16 ).
Atualmente, consideramos estes sinais moleculares como mais um fator bióíi-
co nos ecossistemas e também já conhecemos a estrutura química de um gran¬
de número dessas substâncias portadoras de informação. Os recursos defensivos
empregados pelos organismos afetam as características físicas e a composição
química do meio, de maneira que as diversas ações e reações por sinais químicos
são muito importantes na diversificação dos ecossistemas e na evolução das es¬
pécies. Assim, em termos energéticos, as toxinas de que se compõe certos si¬
nais químicos retardam o fluxo de energia nos ecossistemas (MARGALEF 13 ). A
evolução acidental de uma via metabólica resultando, por exemplo, na produção
de uma substância nociva para outros membros da comunidade daria uma van¬
tagem seletiva para o clone que adquiriu essa capacidade e o decréscimo da pre-
dação sobre esses organismos induziria a um aumento da concentração destes
compostos na natureza (KITTREDGE et al. ]] ). As substâncias defensivas podem
atuar sobre outros organismos não só quando são eliminadas no ambiente, mas
também quando os seus corpos são lesados ou devorados. Nesses casos, essas
substâncias adquirem um papel defensivo ao longo da lenta evolução integrado¬
ra das comunidades. As toxinas empregadas pelos organismos na defesa quími¬
ca podem afetar outros indivíduos através da dieta ou inoculação por meio de
estruturas especializadas. Dependendo da via de transferência (oral ou parente-
ral) as toxinas podem variar em sua composição química, sítio e modo de ação
e, portanto, são classificadas de forma distinta, como é o caso de venenos e pe¬
çonhas.
TOXINOLOGIA, VENENOS E PEÇONHAS
RUSSELL 19 ' 20 enfatizou que os animais venenosos ou peçonhentos são encon¬
trados em cada filo, fazendo exceção às Aves nos Vertebrata. As propriedades
das toxinas encontradas em ANIMAIS PEÇONHENTOS diferem bastante das to¬
xinas presentes em ANIMAIS VENENOSOS, mesmo em representantes de um
mesmo filo. Assim, salienta o autor, não existe relação entre as propriedades quí-
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FREITAS, J.C. de. Nomenclatura em toxinologia. Relações com a comunicação química entre organis¬
mos e propriedades biológicas das toxinas. Mem. Inst. Butanian, v. 53, n. 2, p. 191-195, 1991
micas e farmacológicas da PEÇONHA de raia e do VENENO de baiacu. RUSSELL 19
também empregou os termos: fanerotóxicos para os animais peçonhentos e crip-
totóxicos para os animais venenosos, embora esta nomenclatura tenha caído em
desuso.
Em nossos dicionários os termos "peçonha” e "veneno”, bem como "secre¬
ções peçonhentas” e "venenosas” são consideradas sinônimos. MELLO
LEITÃO 15 sugeriu que a confusão existente entre veneno e peçonha nasce da lei¬
tura desatenta de livros franceses ou ingleses, traduzindo-se por mera analogia
eufônica: "venin” por veneno e não por peçonha, como seria correto. Tanto em
francês como em inglês "poison" é que significa veneno. Por outro lado, VITAL
BRAZIL 21 baseando-se em informações de dicionários da língua portuguesa jul¬
gou correto o emprego de "veneno" aplicado a "peçonha" por ter significado
abrangente e por sua origem etimológica. Terminologia esta, também adotada
por ROSENFELD 12 . De acordo com AMARAL 1 , ”... Como, em Lingüística, se es¬
tabelece discrime entre veneno e peçonha, reserva-se a veneno o sentido funda¬
mental de substância tóxica que atua mediante inoculação, e a peçonha o conceito
essencial de princípio tóxico que age por meio de ingestão". O autor traduziu o
termo "venenosos" para o inglês: "venomous” e o termo "peçonhentos” para
o inglês; "poisonous”. Continua o autor na página 15 de seu livro: Serpentes do
Brasil/lconografia Colorida, "... A luz destas noções, é de bom aviso, no estudo
dos animais dotados de toxicidade, distingui-los em dois grupos: a) nos Venení-
feros, se incluem, por exemplo, ... as aranhas, os escorpiões, as vespas etc., mas
principalmente todas aquelas serpentes (como no Brasil, a Cascavel, a Urutu, a
Surucucu, a Caissaca e a Jararaca) que possuem presas tubulares, prontas para
injetar, no ato da picada, o veneno profundamente nos tecidos da vítima; b) os
venenosos (ou semiveneníferos), que englobam as serpentes desprovidas de pre¬
sas capazes de inocular, nos tecidos da vítima, a saliva tóxica (exceto quando
conseguem retê-la, mastigando-a ao ponto de inocular-lhe a dita secreção atra¬
vés das punturas que produzem nos tegumentos triturados) antes de a engolir.
No caso dos sapos e outros batráquios, cuja secreção tóxica exsuda da pele, a
classificação correta exige chamá-los peçonhentos”.
VITAL BRAZIL 21 salientou que "a palavra peçonha tem significado mais res¬
trito do que veneno” e que, "errôneo seria usar 'peçonha' para designar 'vene¬
no' na acepção geral desta palavra” podendo-se, portanto, considerar peçonha
como um tipo de veneno. Assim, na página 1.069 de seu artigo intitulado "peço¬
nhas", lê-se: "A toxicidade da peçonha de Bothrops é considerada menor do que
a do veneno da cascavel” ...As características da peçonha das Bothrops são aque¬
las assinaladas a propósito do veneno das solenóglifas...” Entretanto, a meu ver,
o uso de "veneno” como uma palavra corrente na linguagem do povo brasileiro
é correto, mas, na literatura científica, designando a secreção de glândulas espe¬
cializadas associadas a estruturas inoculadoras, não é adequado.
"Toxinologia” é a tradução para a língua portuguesa da palavra inglesa "toxi-
nology", empregada internacionalmente para designar o estudo de toxinas. O ter¬
mo "biotoxins” empregado por vários autores na literatura toxinológica
(ENDEAN 4 HALSTEAD 9 , MARTIN & PADILLA 14 , FREITAS 6 ), foi considerado um
pleonasmo pelo Dr. Findlay E. Russell (comunicação pessoal), com o que con¬
cordamos plenamente, uma vez que as toxinas só podem provir de seres vivos.
A conceituação de VENENOS e PEÇONHAS aceita internacionalmente consi¬
dera as propriedades farmacológicas das toxinas integrantes e o tipo de órgão
ou tecidos associados. De acordo com FREYVOGEL & PERRET 7 , os VENENOS
(em inglês "poisons”) são produtos metabólicos produzidos ou estocados em
órgãos que, em condições naturais, afetam o organismo quando ingeridos e po-
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FREITAS, J.C. de. Nomenclatura em toxinologia. Relações com a comunicação química entre organis¬
mos e propriedades biológicas das toxinas. Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 191-195, 1991
dem também atuar, de modo artificial, por via parenteral. As peçonhas (em in¬
glês "venoms") são originadas em glândulas especializadas associadas a dutos
excretores e possuindo ou não, estruturas inoculadoras; geralmente atuam por
via parenteral e podem ser destruídas quando ingeridas. Estes autores agrupa¬
ram os animais venenosos e peçonhentos em quatro categorias:
1) ANIMAIS VENENOSOS PRIMÁRIOS ("PRIMARY POISONOUS ANIMALS"):
são aqueles que possuem vias metabólicas para a produção de seus venenos;
como exemplo temos o dinoflagelado marinho Gambierdiscus toxicus que pro¬
duz a ciguatoxina (YASUMOTO et al. 23 ).
2) ANIMAIS VENENOSOS SECUNDÁRIOS ("SECONDARY POISONOUS ANI-
MALS"): são os que adquirem suas toxinas através da cadeia trófica, alimentando-
-se de organismos venenosos primários, por exemplo, várias espécies de peixes
recebem a ciguatoxina através da dieta de organismos bentônicos marinhos as¬
sociados ao dinoflagelado Gambierdiscus toxicus. Muitos insetos adquirem tam¬
bém suas toxinas através da dieta de plantas tóxicas. Recentemente foi
demonstrado que muitos animais que eram considerados venenosos primários,
na realidade devem ser considerados secundários (por exemplo: peixes baiacus
e crustáceos portadores de tetrodotoxina e saxitoxina) pois suas neurotoxinas têm
origem em bactérias associadas a vários tecidos corpóreos (YASUMOTO et al. 24 ).
Mesmo o nosso mexilhão Perna perna possui níveis residuais de saxitoxina e go-
niautoxinas que, possivelmente provém de cepas bacterianas de Vibrio e Pseudo-
monas já isoladas de suas glândulas digestivas.
3) ANIMAIS PEÇONHENTOS PASSIVOS ("VENOMOUS DEFENSE ANIMALS”):
neste caso, a peçonha está localizada em glândulas cutâneas, sendo utilizada para
autodefesa e o aparelho inoculador pode apresentar-se incompleto ou estar au¬
sente. Por exemplo: o peixe escorpião e os anfíbios (HABERMEHL 8 , VITAL
BRAZIL 21 ).
4) ANIMAIS PEÇONHENTOS PREDADORES ("VENOMOUS PREY ANIMALS”):
nesta categoria encontramos os animais dotados de estruturas inoculadoras, em¬
pregadas, preponderantemente, na captura de presas para alimentação. Por exem¬
plo: ofídios, escorpiões, aranhas, moluscos marinhos da família Conidae, cnidários
etc.
Apesar de, popularmente, as toxinas serem denominadas genericamente ve¬
nenos, no meio científico há necessidade de uma maior coerência no uso de ter¬
mos, cujo significado está bem estabelecido através da literatura internacional.
Na minha opinião, inclusive do ponto de vista didático, existe essa necessidade,
recomendando-se designar de peçonha a secreção proveniente de glândulas es¬
pecializadas, associadas ou não a estruturas inoculadoras e se resguardaria o uso
da palavra veneno para as toxinas espalhadas em vários tecidos e/ou órgãos de
animais e plantas.
ABSTRACT: The author reviews the terminology in the field of toxino-
logy in attempt to reduce some apparent confusions. The concepts are
described focusing on the pharmacological properties, and biological
roles with emphasis on the ecosssystem and evolution.
KEYWORDS: Toxin terminology, poison, venom.
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THE NEST AND THE TADPOLE OF HYLA WAVRINI, PARKER
(AMPHIBIA, ANURA)
Mareio MARTINS*
Gloria MOREIRA**
ABSTRACT: The recently ressurrected H. wavrini was observed at seve-
ral localities in Brazilian Amazônia. Males call in apparent aggregations
from the ground to 6 m above ground at the rmargins of streams, rivers,
and lakes in "igapó" and "várzea" (inundation forests of black and white
water, respectively) habitats, apparently throughout the year. At the Re¬
serva Biológica Rio Trombetas, Pará, Brazil, we found that H. wavrini builds
nests for egg deposition like the other species of the H. boans group.
The four nests found were less elaborated than those of H. boans, H.
faber, and H. rosenbergi and were observed within small pools below
trees at the margins of an "igapó" lake. Tadpoles leave the nests in five
days and larval period is apparently very short, probably related to the
high density of predatory fishes in the lake. Tadpoles are similar to those
of the other species of the H. boans groups, have cryptic coloration, and
live in very shallow waters where they hide beneath the detritus layer.
An encounter call was emitted by a male when a playback of the adver-
tisement call was played close to it; this and the spacing observed among
calling males suggest that H. wavrini males are territorial, such as those
of the well studied H. faber and H. rosenbergi. Although sympratic in
several Amazonian localities, H. boans and H. wavriniwere never found
syntopic probably due to habitat separation [H. boans breeds in streams
in forests not subjected to seasonal floods).
KEYWORDS: Amphibia, Hyla wavrini, reproduetion.
• Laboratório de Zoologia, DB/ICB, Universidade do Amazonas, Campus Universitário, 69068 Manaus, AM, Brasil
'' Departamento de Ecologia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Caixa Postal 478, 69083 Manaus AM,
Brasil
Recebido para publicação em 19.2.1991 e aceito em 05.6.1991
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MARTINS, M. & MOREIRA, G. The nest and the tadpole of Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura).
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INTRODUCTION
The Hyla boans group (nest building gladiator frogs 11 ' 12 ) encompasses large
species of Hyla, some of them known to construct sand or clay nests where eggs
are laid (see brief reviews in 5,ii,i8,i9) Awaiting a taxonomic revision of the spe¬
cies related to H. boans and those of the closely allied H. clrcumdata group, we
conservatively consider in the boans group only those species known to build nests
for egg deposition (see 18 ' 19 ).
A large species of the H. boans group quite distinct in morphology, calls, and
calling habitat from the widespread Amazonian H. boans was observed by us in
several Amazonian localities in the recent years. This lead us to suspect that this
frog was a distinct species. Independently M.S. Hoogmoed (pers. comm.) con-
cluded that these and other specimens from several Amazonian localities were
actually Hyla wavrini Parker, 1936, and recently resurrected this name 9 . This au-
thor distinguished H. wavrini from H. boans by using several morphological and
calling characteristycs (see table 2 in 9 ).
Hyla wavrini males call from low perches in "igapó" and "várzea” habitats
(see Methods) where they were suspected to reproduce ( 9 ; pers. obs.h Howe-
ver, Hoogmoed 9 found no nest or egg clutch of H. wavrini in several localities he
observed calling males, and suggested that "it seems (...) likely that eggs are di-
rectly deposited on or in the water" 9 . Recently we found a calling aggregation
of Hyla wavrini aX the Reserva Biológica do Rio Trombetas, Pará, Brazil, where we
found egg clutches, nests, and tadpoles of this species. We here present addítio-
nal observations on calling habitat of H. wavrini, describe its nests and tadpoles,
and compare them with those of related species.
METHODS
Observations on calling sites of H. wavrini were made at several Amazonian
localities (table 1), all of them in "igapó" and "várzea" (inundation forests of
black and white water, respectively 14 ) habitats. Observations and collections at
the Reserva Biológica do Rio Trombetas (1°22'S, 56°52' W, elev. ca. 50 m) were
made from 27 October to 4 November and 3 and 4 December, 1990. The study
site was Lagoinha, a médium sized (ca. 3 ha), shallow "igapó" lake connected
to the Rio Trombetas during high waters and becomes isolated during the dry sea-
son (August-October); the lake is located about 300 m behind the buildings of
the reserve. Observations on nests, tadpoles, and calling males were made in di-
verse periods of the day (from 0800h to 2200h). We marked the calling sites of
13 males at night and looked for nests and egg clutcthes at these sites by day.
In one nest (with eggs deposited in the night of 28/29 October) we collected sam-
ples of premetamorphs in 29 and 30 October and 1 November and fixed them
in 5% formalin. Eggs and embryos were measured to the nearest 0.1 mm under
a dissecting microscope. Tadpoles were collected by day at the margins of the
lake and fixed in 5% formalin. To confirm tadpole identification, three individuais
in stages 41-43 were mantained in laboratory until metamorphosis. Developmen-
tal stages of tadpoles are those of Gosner 8 . Specimens from all localities cited
here are deposited in the herpetological collections of Departamento de Ecolo¬
gia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Brazil.
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FIGURE CAPTIONS
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FIG.
-] _ Schematic representation of a nest of Hyla wavrini (diameter ca. 40
cm) found within roots and leaf litter below an island of "igapó" trees at
lake Lagoinha, Reserva Biológica Rio Trombetas, Pará, Brazil. Finely dotted
areas represent water; larger dots represent eggs. Drawn after a photograph.
> ■ ~ %’ \ - , _ ■ ’
FIG. 2 — Lateral view (a) and mouth (b) of a Hyla wavrini tadpole (stage 37)
collected at lake Lagoinha, Reserva Biológica Rio Trombetas, Pará, Brazil.
Florizontal bars correspond to 3 mm.
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RESULTS
Males of H. wavrini were observed and/or heard calling at several localities in
Brazilian Amazónia, from Rio Branco (Amazonas) to Amapá (Table 1); calling acti-
vity was observed both in dry and wet seasons (Table 1) throughout this geogra-
phical range. In all localities, males called in habitats subjected to seasonal floods
(lakes, rivers, and strearns in "igapó" and "várzea”). Densities of calling males
seem to be higher in lakes than in rivers or streams.
During our stay at the Rio Trombetas, Hyla wavrini males called all nights. Cal¬
ling activity began at 1730h (ca. 30min before dusk) on most evenings and, after
a peak at approximately 1900-2000h, dirninished through the night. Males called
at 80-90 calls per minute, although some of them emitted very long and spaced
calls in the evening hours. Males called from the ground (over leaf litter or par-
tially submerged in shallow small pools) to 6 m above ground (on branches of
"igapó" trees) nearly regularly spaced in apparent aggregations throughout "iga¬
pó" margins; some areas where calling males were absent were nearly identical
to those where males aggregated. In these apparent aggregations, distances bet-
ween calling males varied from approx. 4-15 m, although in 3 November two ma¬
les called 1.5 m apart for some 30 min until one of them moved away. When calling
close to each other, males alternated their calls. In 31 November we recorded
a long series of the advertisement call of a male and made playbacks some 2 m
from the same. At the first playback the male immediately emited a series of 35
encounter calls (Wells, 1977) with shorter and, apparently, lower pitched notes
than those of the advertisement call. Further playbacks to this and another male
failed to elicit responses other than call alternation.
On Ist November, of thirteen calling sites marked in the previous nights, 10
had calling males (probably the same individuais) and three were vacant; further-
more one male was calling in a site where no male called in the previous nights.
We found four nests (hereafter numbered 1-4 according to day of first obser-
vation) with pre-metamorphs of H. wavrini at calling sites marked in previous nights
(besides these, an aditional depression very similar to a nest was found at a cal¬
ling site). All nests found were waterfilled, roughly round depressions (Fig. 1) with
diameters of about 30—50 cm, located within shallow irregular pools in small
islands of "igapó" vegetation. Nests nos. 1 and 4 were found in 29 October and
4 November, respectively, in a site where a male called throughout the observa-
tion period. Nest no. 4 was about 1m from nest no. 1. Nest no. 1 was located
in the leaf litter-water interface, had a water surface of 54x37 cm, and was some
4 cm deep; nest limits were easily noted by rough walls of mud leaf litter. Nest
no. 4 was located within partially submerged roots of an "igapó" tree and was
limited by the roots and by leaf litter (Fig. 1). When found, nests nos. 1 and 4
had eggs and embryos in stages 10-11 and 17-18, respectively. Nests nos. 2 and
3 were found in 1 and 3 November, respectively, in a site where a male called
also throughout the observations. Nest no. 3 was nearly 2.5 m from nest no. 2.
They were both located in the leaf litter whithin irregularly shaped depressions
and had almost no walls in their limits. When found, both nests nos. 2 and 3 had
embryos in stages 21-23. In 3 November we found a water filled depression that
was very similar to the nests above: a round ca. 40 cm diameter depression limi-
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ted by muddy and leaf litter walls (some 1-2 cm high) located in the leaf litter-
-water interface. A tadpole of H. wavrini (ca. 30 mm) in stage 25 was found in
this nest.
We did not counted eggs in clutches of H. wavrini during our stay at Trombe¬
tas. However the clutches of H. wavrini observed had evidently more eggs than
those of H. faber (range 1614-3576 eggs, x = 2276 eggs 18 ). Eggs are black and
surrounded by two transparent jelly-like capsules. Diameter of externai capsules,
internai capsules, and eggs were 3.2-3.5 mm, 2.2-2.4 mm, and 1.6-1.8 mm, res-
pectively. Eggs are deposited as a roughly round monolayer film on the water sur-
face and are hold together by their sticky capsules. Supposing that eggs are
deposited arround 0300h (the mean time of egg deposition in the related H.
rosenbergi u ), embryos collected in a clutch of 28/29 October (nest no. 1) were
in stages 18-19 (4.5-4.9 mm) in ca. 40 h and in stages 23-24 18.2-9.2 mm) in
ca. 90 h. In 3 October, all tadpoles had abandoned nest no. 1. A nest found in
4 December 1990 had 1056 embryos in stages 20-22, one tadpole in stage 25
(ca. 25 mm), and five freshwater shrimps.
Tadpoles of H. wavrini were found in shallow small pools and abandoned nests
within the islands of "igapó" trees and in the margins of a sandy beach at the
lake. At the sand beach, individuais of diverse sizes (10-35 mm) and stages (25-42)
flushed frorn under a detritus layer at the shallows (1-2 cm) as an observer walked
near the margins; after swimming a few centimeters these tadpoles retreated un¬
der debris or stopped unretreated. Dorsal coloration in cryptic and tadpoles are
hardly found when immobile on the bottom.
The following description is based on a "typical" tadpole (INPA 1371, collec¬
ted at Lagoinha, Rio Trombetas, Pará, Brazil, in 30 November 1990) in develop-
mental stage 37. Body length 12.7 mm; total length 34.7 mm; body in dorsal view
ovoid, wider (8.1 mm) posteriorly; body in lateral view elongate, dorsoventrally
depressed, slíghtly deeper (5.3 mm) posteriorly, throat concave; snout in dorsal
view rounded, in lateral view slightly truncate; eyes large, dorsolateral, facing la-
terally; distance between eyes 2.8 mm, from eye to nostril 0.9 mm; eye diameter
(2.1 mm) slightly greater than the distance between nostrils; spiracle sinistrai, its
opening on midline (Fig. 2a); cloacal tube short, conical. Caudal musculature mo-
derately robust, gradually tapering to round tip; deepest point of tail 6.1 mm; dor¬
sal fin originating on body, deeper at midlength of tail; ventral fin deeper at
midlength of tail; depth of dorsal fin slightly greater than caudal musculature at
midlength of tail; depth of ventral fin similar to caudal musculature at midlength
of tail (Fig. 2a). Mouth médium sized, ventro-terminal; well developed lips, upper
and lower lips with one row of small papillae; lower lip with symmetrical folds;
upper and lower beaks narrow, finely serrate; lower beak V-shaped; two rows of
denticles on the upper lip, the outermost continuous and the innermost interrup-
ted at the middle; three continuous rows of denticles on the lower lip (Fig. 2b).
In preservative the dorsum is brownish tan with darker reticulation; throat and an¬
terior part of belly like dorsum, posterior part of belly whitish, slightly translucid;
caudal musculature and fins cream with irregular brown reticulation. In life the
body, caudal musculature, and fins are a little greenish.
Three metamorphosing tadpoles (stages 43-45) had snout-vent length (SVL)
of 14, 15, and 17 mm. Recently metamorphosed H. wavrini has a brown dorsum
very similar to the colors of adults.
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TABLE 1
Localities and dates of observations on calling activity
of Hyla wavrini males. The driest months of each locality are indicated.
Locality
Date
Driest months
Rio Branco near mouth, Amazonas (AM)
08 Jun 1989
Aug-Sep
Paraná Amajaú, AM
10 Jun 1989
Aug-Sep
Rio Jauaperi, AM
07 Jun 1989
Aug-Sep
Anavilhanas, Rio Negro, AM
22-24 Mar 1988
Jun-Oct
Rio Cuieiras, AM
10 Aug 1986
Jun-Oct
Manaus, AM
20 Nov 1990
Jun-Oct
Rio Trombetas, Pará (PA)
27 Oct to
04 Dec 1990
Aug-Oct
Alter do Chão, PA
1 7 Sep and
29 Nov 1988
Aug-Oct
Igarapé do Bispo, Amapá
22 Jul 1989
Sep-Nov
DISCUSSION
Hyla wavrini is widespread in northern Amazónia, occurring from Taracuá, Rio
Uaupés, Amazonas 9 , throughout the Amazon Basin, reaching Igarapé do Bispo,
just south of Macapá, Amapá (pers. obs.). At the present State of knowledge, its
range seems to be within that of H. boans (see fig. 1 in 9 ) which occurs in Sou¬
thern Central America and throughout Amazónia. In fact, both species are sympa-
tric at several Amazonian localities ( 9 ; pers. obs.), although they were never found
to be syntopic. Hyla boans breeds in "terra firme" (forests not subject to inunda-
tions) streams while H. wavrini breeds at lakes, streams, and rivers in "igapó"
and "várzea" habitats. This habitat separation may prevent syntopy and, conse-
quently, hybridization. Another difference between these two related species is
that H. boans breeds during the dry season ( 22 ; pers. obs.) while H. wavrini
seems to breed both in the dry and wet seasons (this study).
The spacing observed among calling males, their apparent fidelity to calling
sites, and the presence of an encounter call in the vocal repertoire indicate that
H. wavrini males are territorial. Hoogmoed 9 observed scars, probably caused by
prepollical spines, in the dorsum of a male H. wavrini and speculated that males
of this species may fight as in H. faber and H. rosenbergi, the only two well stu-
died species of the boans group 12 ’ 16 ' 18 ' 19 . Thus, as for nest building behavior, figh-
ting behavior may be widespread in the boans group; suggestively, Kluge 11 ' 12
treats the H. boans group as "nest building gladiator frogs".
The habit of building nests for egg deposition was observed in H. biobeba 10 ,
H. boans 3 ' 4 ' 5 ' 13 , H. faber 7 ' 15 - 17 ' 18 ' 19 , H. pardalis 16 , H. rosenbergi 12 , and H. wavrini
(this study). The nests of H. wavrini described herein have walls less elaborated
than those of H. boans (pers. obs.), H. faber (e. g., fig, 6 in 19 , and H. rosenbergi
(e.g., fig. 27 in 12 ). However, Kluge 12 and Martins 18 suggest that the material used
to build nests and, consequently, their architecture, in H. rosenbergi and H. faber,
respectively, is related to the nature and hardness of the substrate (e.g., some H.
faber males build nests just by pushing away the aquatic vegetation in pond
margins 18 ).
The developmental rate of H. wavrini initial premetamorphic stages observed
at Trombetas is faster than those observed by Martins 18 for H. faber and by
Kluge 12 for H. rosenbergi. Furthermore, metamorphosing young H. wavrini (SVL
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MARTINS, M. & MOREIRA, G. The nest and the fadpole of Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura).
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14-17 mm) are smaller than those of H. rosenbergi (SVL 19-22 mm) and H. faber
(SVL 31-37 mm). These differences suggest that total developmental period of
H. wavrini is shorter than those of the latter species (40 days in H. rosenbergi 12 ;
8-9 months in H. faber 18 ). Rapid developmental period may increase the proba-
bility of tadpoles escaping predation and/or water drying in temporary ponds, but
in permanent ponds it may also permit escape from large predators 21 . We ob-
served high density of fishes at Lagoinha (probably because of the low waters,
see 20 ). Short developmental period associated with the defensive tactícs (crypsis,
hiding behaviour, and preference for very shallow water) observed in H. wavrini
tadpoles may refiect the high density of predators in the habitats where tadpoles
grow.
In general, the tadpoles of Hyla wavrini are similar to those known for the other
members of the boans group. Major differences for tadpoles in similar stages are
the following: the tadpoles of H. biobeba are larger (66 mm in stage 37 2 ), have
two rows of papillae bordering upper and lower lips, and no fold and four rows
of denticles in the lower lip, the innermost interrupted at midlength; the tadpoles
of H. boans are slightly larger (43 mm in stage 38 6 ) and have four rows of denti¬
cles in the lower lip; those of H. faber are larger (80 mm in stage 37 18 ); those
of H. pardalis are slightly larger (43 mm in stage 38 1 ), have no row of papillae
in the upper lip, and the innermost row of denticles in the lower lip is interrupted
at midlength; and those of H. rosenbergi have four rows of denticles in the lower lip.
Addítional observations on the reproductive biology of H. wavrini and H. boans,
ideally at localities where the two species are sympatric (see 9 ), would clarify how
these two closely related species face the constraints associated to their different
breeding habitats (inundation forests and streams in "terra firme", respectively).
ACKNOWLEDGEMENTS
We thank Silvia Egler, Marcelo Gordo, Célio Haddad, and J. P. Pombal Jr. for
helpful suggestions on earlier drafts of the manuscript; IBAMA for permission to
work at Trombetas; and CNPq for financial support to M. Martins.
RESUMO. Hyla wavrini, espécie recóm-revalidada, foi observada em di¬
versas localidades da Amazônia brasileira. Machos cantam em aparen¬
tes agregações, do chão até 6 m de altura, em margens de riachos, rios
e lagos em ambientes de igapó e várzea (florestas inundáveis de água
preta e água branca, respectivamente), aparentemente durante todo o
ano. Na Reserva Biológica Rio Trombetas, Pará, Brasil, observamos que
H. wavrini constrói ninhos para a desova, como as outras espécies do
grupo H. boans. Quatro ninhos encontrados eram menos elaborados
que aqueles de H. boans, H. faber e H. rosenbergi e estavam entre pe¬
quenas poças sob árvores nas margens de um lago de igapó. Os giri¬
nos abandonam os ninhos em cerca de cinco dias e o período larvário
é aparentemente muito breve, provavelmente devido à grande densida¬
de de peixes predadores no lago. Os girinos são semelhantes àqueles
das outras espécies do grupo H. boans, têm coloração críptica e vivem
em águas multo rasas onde se escondem sob uma camada de detritos.
Um "grito de encontro" foi emitido por um macho quando um play-
back" do canto de advertência foi tocado próximo a ele; este fato e o
espaçamento observado entre machos que cantavam sugerem que ma¬
chos de H. wavrini são territoriais, como em duas espécies próximas,
SciELO
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MARTINS, M. & MOREIRA, G. The nest and the tadpole of Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura).
Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 197-204, 1991
bem estudadas, H. faber e H. rosenbergi. Embora simpátricas em di¬
versas localidades da Amazônia, H. boans e H. wavrini não foram en¬
contradas em sintopia, provavelmente devido à separação por habitats
{H. boans reproduz-se em riachos de florestas não sujeitas a inunda¬
ções periódicas).
UNITERMOS: Amphibia, H. wavrini: reprodução.
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Mem. Inst. Butantan
v. 53, n. 2, p. 205-210, 1991
INFLUENCIA DEL AYUNO SOBRE LA PRODUCCIÓN DE
VENENO EN BOTHROPS ALTERNATUS
(OPHIDIA: VIPERIDAE: CROTALINAE)
F. FRANCINI*
F. O. PELUSO*
C. S. GRISOLIA*
RESUMEN: el presente trabajo tiene por objeto dar a conocer los resul¬
tados referentes a la influencia dei ayuno sobre la producción de vene¬
no en Bothrops alternatus en cautiverio. A través dei análisis de varianza
y la prueba de significación de la diferencia entre dos medias por el mé¬
todo dei error standard, se encontraron diferencias estadisticamente sig¬
nificativas en muestras de 0 a 45 dias y de 46 a 90 dias de ayuno con
respecto a la cantidad de veneno seco obtenido, un 42% mayor en la
segunda muestra. Por otro lado, se halló correlación positiva de 0,4 en¬
tre la cantidad de dias de ayuno y la cantidad de veneno seco extraida.
PALABRAS CLAVE: Bothrops alternatus, ayuno, producción veneno.
INTRODUCCIÓN
Una de las finalidades dei Laboratorio y Museo de Animales Venenosos de la
Facultad de Ciências Médicas de la Universidad Nacional de La Plata, es la obten-
ción de antígenos para la elaboración de sueros específicos. La extracción de ve¬
neno se realiza en forma periódica de acuerdo a las técnicas y necesidades de
cada laboratorio productor 2 ' 4 ’ 5 ’ 8 ’ 12 - 15 ' 20 - 23 . En nuestro caso, debido a la exigua can¬
tidad de ejemplares que ingresan anualmente al bioterio, aproximadamente 10
indivíduos por ano para Bothrops alternatus, es fundamental maximizar la pro-
Laboratorio y Museo de Animales Venenosos
Facultad de Ciências Médicas, Universidad Nacional de La Plata
Calles 60 y 120 - 1900 - La Plata - Argentina.
Recebido para publicação em 20.5.1991 e aceito em 9.10.1991
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FRANCINI, R, PELUSO, F. O., GRISOLIA, C.S. Influencia dei ayuno sobre la pruducción de veneno en
Bothrops alternatus (Ophidia: Viperidae: Crotalinae). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 205-210,
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ducción reduciendo al mínimo la mortalidad de los animales. Una causa impor¬
tante de ésta, es el stress que ocaciona la extracción de veneno, tanto mayor cuan-
to más frecuentemente sean sometidos los indivíduos a la misma. Por ello, hemos
ensayado diferentes cronogramas de extracción con el fin de lograr la mayor can-
tidad de antígeno con el menor manipuleo posible de los ofidios. Se debe desta¬
car que el ayuno prévio a la extracción es otra variable que hemos investigado
para lograr esa meta.
Si bien el manual de la OPS/OMS 18 informa que no existiría incidência impor¬
tante dei ayuno en la cantidad de veneno obtenida, en otro trabajo 11 se estudió
el efecto de la supresión de la alimentación sobre la cantidad de veneno en Cro-
talus durissus íe/r/7/cusencontrándose incidência positiva dei ayuno sobre la pro-
ducción. El presente trabajo tiene por objeto investigar si existe esta relación en
Bothrops alternatus.
MATERIAL Y MÉTODO
Se trabajó con lotes de 20 ejemplares de B. alternatus para cada extracción,
de diferente sexo y edad, durante un período de 8 anos (1982 a 1990).
Los adultos fueron alojados en forma individual en cajas de acrílico transpa¬
rente de 50 x 50 x 18 cm, con tapa corrediza de alambre tejido, míentras que
los víboreznos en cajas de madera de 30 x 30 x 15 cm, con tapa corrediza de
vídrio y pared frontal de alambre tejido. Todas las cajas poseían una capa de viru-
ta de madera de 3cm de alto, la cual era renovada cada 45 dias y un recipiente
plástico con agua en forma permanente. La alimentación consistió en ratones (Mus
musculus) ofrecidos vivos una vez a la semana.
El bioterio se mantuvo en un rango de temperatura entre 20°C y 25°C con
una humedad promedio dei 70% e iluminado con luz natural.
Las extracciones de veneno se realizaron, en todas las oportunidades, en for¬
ma manual con masajeo glandular suave 9 .
Durante el tiempo de observación, fueron realizadas 13 extracciones, con pe¬
ríodos de ayuno entre 0 y 90 dias. Con estos datos fue realizada una evaluación
estadística consistente en:
1 — Estúdio de la cantidad promedio de veneno obtenido, desvio standard dei
lote y clasificación dei período de ayuno en dos intervalos de clase: XI de 0 a
45 dias y X2 de 46 a 90 dias.
2 — A los efectos de comprobar diferencias entre los intervalos dei punto I,
se realizo análisis de varianza según Ledesma 14 y Kohan y Carro 13 .
3 — Evaluación de la diferencia entre las medias dei punto I a partir de la prue-
ba de significación entre dos medias por el método dei error standard según
Ledesma 14 .
4 — Aplicación dei estadístico de Correlación (R) con motivo de analizar el
grado de interdependencia entre las variables dias de ayuno/cantidad de veneno
seco obtenido, según Bancroft 1 . Luego se evaluó la significación dei valor de R
calculando los limites dei intervalo de confianza de R, según Ledesma 14
RESULTADOS
Los valores hallados para cada muestra están representados en la tabla I.
I — En el análisis de varianza obtuvimos para F oc (0,05) un valor Fl,2 de 22,8.
Por ser este valor encontrado para la diferencia entre XI y X2 con respecto a la
cantidad de veneno seco obtenido mayor que el valor de tabla de F (3,84) para
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FRANCINI, R, PELUSO, F. O., GRISOLIA, C.S. Influencia dei ayuno sobre la pruducción de veneno en
Bothrops alternatus (Ophidia: Viperidae: Crotalinae). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 205-210,
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n = 225, la diferencia entre XI y X2 es entonces estadisticamente significativa.
Cabe destacar que la muestra X2 arrojo un valor promedio de veneno seco, un
42% mayor que la muestra XI.
2 — En el análisis de los datos de las muestras, realizamos la prueba de signifi-
cación de la diferencia entre dos medias. La suma de los errores standard de ca¬
da muestra (6,6 y 12,5 respectivamente para XI y X2) es menor a la diferencia
entre las medias (35,73), por lo tanto la diferencia es significativa.
3 — Para obtener el grado de interdependencia entre las variables dias de ayu-
no/cantídad de veneno seco obtenido en mg, se empleó el índice de Correlación
(R), hallándose un valor positivo de 0,4. Luego se calcularon los limites dei inter¬
valo de confiança de R para la probabilidad de 0,05. Los valores encontrados fue-
ron 0,27 y 0,53 por lo que nuestro valor de R es de significación estadística.
DISCUSION
La producción de veneno para la elaboración de sueros específicos está supe-
ditada al mantenimiento de un lote de ofidios en forma permanente. Es obvio que,
en un serpentário donde la tasa de ingreso anual de ejemplares es baja, debe
procurarse ampliar la supervivencia de los mismos. Uno de los factores que au-
mentan la mortalidad en cautiverio, es el stress causado por el manejo en la ex-
tracción de veneno, por lo tanto resulta importante minimizar el contacto con los
animales. Por otro lado, de este modo, disminuyen los riesgos dei operador.
La comprobación que el ayuno prévio a la extracción influye en forma signifi¬
cativa sobre la producción de veneno, permite una planificación precisa ya ensa-
yada para otros ofidios 11 . Dicha planificación consiste en un cronograma en el
cual los ejemplares son sometidos a tres meses de ayuno prévio a la extracción
seguidos de tres meses de alimentación normal luego de Ia extracción 10 . Este sis¬
tema permite dos extracciones por ano. Como ha sido indicado por otros
autores 6 ' 17 - 24 períodos mayores de 90 dias de ayuno podrían poner en peligro la
vida dei animal, por eso, si bien la cantidad de veneno obtenido aumenta, como
ha sido observado en Crotalus durissus terrificus", no fueron tomados períodos
que sobrepasen ese lapso.
Esto lleva a que, si se van a espaciar las extracciones, las mismas deben pro¬
porcionar cantidades de veneno que justifiquen la implementación de este cro¬
nograma. El promedio de 118 mg por víbora obtenido para Bothrops alternatus
(X2) sometidas a extracciones semestrales, sumado a la baja mortalidad dei lote
(50% de los ejemplares ingresados cada ano contra aproximadamente 80% pa¬
ra XI), nos permite afirmar que el sistema justifica su implementación. Es interes¬
sante comparar lo expresado anteriormente con lo referido por Beltuomini 2 ' 3 para
una colonia de B. altérnatus sometida a extracciones quincenales y bajo estimu-
lación eléctrica, con un rendimiento de 74 mg de veneno seco por víbora y una
mortalidad dei 86,7% para el primer ano. Por otro lado, es importante destacar
que nuestro valor de supervivencia es mayor al referido por Cowan 7 quién con¬
signa un porcentaje de mortalidad dei 80% para los ejemplares durante los dos
primeros anos de cautiverio, cuando en nuestro caso tal porcentaje sólo alcanza
el 65% para el mismo período de tiempo 19 . Asi, mientras que para el 80% de
los individuos sometidos a ayunos de 0 — 45 dias, sólo fueron realizadas de 1
a 1,5 extracciones promedio antes de su muerte, en ejemplares con ayunos de
46 — 90 dias hemos logrado un promedio de 10 a 12 extracciones, llegando al-
gunos individuos a lograr períodos de permanência útil en cautividad de hasta
13 anos.
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FRANCINI, R, PELUSO, R O., GRISOLIA, C.S. Influencia dei ayuno sobre la pruducción de veneno en
Bothrops alternatus (Ophidía: Viperidae: Crotalínae). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 205-210
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Con respecto a la composición, Sobol et al. 22 informan que sucesivas extrac-
ciones podrían disminuir la producción de proteínas y su actividad enzimática en
el veneno. Asi mismo, la regeneración de los componentes farmacológicos tras
sucesivas extracciones, no es simultânea y algunas fracciones pueden tardar hasta
45 dias después de las mismas 21 . Por lo tanto, el espaciado en los períodos en¬
tre extracciones facilita la presencia de todos los componentes químicos normal¬
mente presentes.
Los resultados obtenidos son recomentados para ser volcados en un laborato-
rio productor si se quieren tomar iniciativas para maximizar la cantidad de antíge-
no colectado por extracción.
CONCLUSIONES
Intervalos de ayuno prévios a la extracción de 46 a 90 dias, arrojaron un valor
de 118,03 mg de veneno seco promedio por ejemplar, valor un 42% mayor que
para intervalos de 0 a 45 dias (82,3 mg). Esta diferencia es de significación esta-
dística.
La interdependencia de las variables dias de ayuno/mg de veneno seco obteni-
do, fue analizada a través dei índice de Correlación dando un valor positivo de
0,4, lo cual indica una correlación real significativa.
AGRADECIMIENTOS
Se agradece al Dr. N.O. Stanchi y al Lic. G. Schinella la lectura crítica dei ma¬
nuscrito asi como sus valiosos comentários.
ABSTRACT: the present work was carried out in order to investigate the
influence of starvation period on venom production in snakes (Bothrops
alternatus) under captivity conditions. Samples was divided in two groups
of starvation, 0 - 45 days and 46 - 90 days. Different statistical methods
shows that venom production of group 46 - 90 days was 42% higher
than 0-45 days (P °c 0.05).
KEYWOBDS: Bothrops alternatus, starvation, venom production.
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bre a toxicidade da mistura de venenos e a sobrevida de exemplares de Crotalus
durissus terriftcus e Crotalus durissus collilineatus, submetidos às extrações ma¬
nual e elétrica. Mem. Inst. Butantan, v. 44/45, p. 245-251, 1980/81.
21. SCHENBERG, S„ PEREIRA LIMA, F.A., NOGUEIRA-SCHIRIPA, L.N., NAGAMORI, A. Un-
paralleled regeneration of snake venom components in sucessive milkings. Toxi-
con, v. 8, n. 2, p. 156, 1970. (abstract)
22. SOBOL-BROWN, R., BDOLAH, A., KOCHVA, E., BROWN, M.B. Secretion of enzymes
in the venom glands of Vipera palaestinae (Viperidae-Ophidia). Toxicon, v. 8, n.
2, p. 156, 1970 (abstract)
23. VIEIRA, E.G.J., ROLIM-ROSA, R„ IIZUKA, H„ FURTADO, M.F.D., FERNANDES, W. In¬
fluências sazonal e do processo de extração sobre a produção, toxicidade de ve¬
neno e sobrevida de Bothrops jararaca (Wied, 1824). Mem. Inst. Butantan, v. 50,
n. 1, p. 29-35, 1988.
24. WALLACH, J.D. Environmental and nutritional diseases of captive reptiles. J. Amer.
vet. med. Ass., v. 159, n. 11, p. 1631-1633, 1971.
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FRANCINI, F„ PELUSO, F. O., GRISOLIA, C.S'. Influencia dei ayuno sobre la pruducción de veneno en
Bothrops alternatus (Ophidia: Viperidae: Crotalinae). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 205-210,
1991
TABLA I
BOTHROPS ALTERNATUS. Cantidad de veneno seco producido en valor
promedio para cada intervalo de clase
Período Ayuno
(en dias)
Núm. datos
Promedio Ven.
Seco (mg)
Desvio Standard
Error Standard
XI: 0-45
124
82,3
37
6,6
X2: 46-90
101
118,03
63
12,5
total
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COLETÂNEA DE RESUMOS DE TRABALHOS
PUBLICADOS PELOS PESQUISADORES DO
INSTITUTO BUTANTAN
(1990)
COMISSÃO EDITORIAL. Coletânea de resumos de trabalhos publicados pelos pesquisadores do Insti¬
tuto Butantan (1990). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 213-228, 1991
1. ALMEIDA, M.S. de, FURTADO, M. de F. D„ SANT'ANNA, O.A., VIEIRA, E.G.J., HENRIQUES, S.B.
A computation program to analyse data obtained in guantal assays
Cie. Cult, v. 42, n. 7, p. 445-452, 1990
Abstract: A computation program is described which allows the probit analysis of data obtained from assays
of drugs which produce an all-or-none effect when administered to experimental animais. The program was ap-
plied: a) to determine the potency of standard preparations of bothropic and crotalic venoms which were sent
to the Mimstry of Health to constitute standards for assaying anti-venom antisera in Brazíl; b) to verify whether
drying the bothropic venom spontaneously at room temperature leads to a decrease in its lethal potency; c) to
determine the lethal potency of the venom of Bothmps erythromelas', and d) to compare the sensitivitv to bothro¬
pic venom of two genetically selected mouse strains.
Resumo: É feita a descrição de um programa de computação que permite a análise probítica de dados obtidos
na determinação da potência de drogas que produzam efeitos do tipo tudo-ou-nada, quando administradas a
animais experimentais. Ü programa foi aplicado; a) para determinar as potências das preparações de veneno
botrópico e crotálico, as quais foram enviadas ao Ministério da Saúde como padrões para determinação de po¬
tências de soros anti-peçonhentos neste país; b) para verificar se o dessecamento espontâneo de veneno botró¬
pico a temperatura ambiente produz um decréscimo de sua potência letal; c) para determinar a potência letal
do veneno de Bothrops erythromelas', e d) para comparar a sensibilidade ao veneno botrópico de duas linhagens
de camundongos geneticamente selecionadas.
2. ASSAKURA, M.T. & MANOELBAUM, F.R.
Cleavage of immunoglobulins by Moojeni protease A, from the venom of Bothrops moojeni
Toxicon, v. 28, p. 734-736, 1990
Abstract: Moojeni protease A, a proteolytic enzyme isolated from the venom of Bothrops moojeni hydrolyzes
human and rabbit IgGs. The resulted íragments retamed the combining though not the precipitating power or
the property to fix complement, Similar to papain, moojeni protease A releases directly Fab fragments from IgG.
In contrast to papain, however, the enzyme does not require the presence of thiol compounds either for activa-
tion or for reduction of lhe IgG disulphide inter-heavy chain bridges. On the contrary, moojeni protease A is a
metalloenzyme inhibited in the presence of thiol compounds.
Resumo: Moojeni protease A, uma enzima proteolltica isolada do veneno de Bothrops moojeni, hidrolisa IgG'
humana e de coelho. Os fragmentos resultantes mantêm a capacidade de combinar mas não de precipitar antí-
genos ou de fixar complemento. Moojeni protease A, semelhante à papaína, libera fragmentos Fab diretamente
do IgG. Entretanto, diferentemente da papalna, a enzima não requer a presença de compostos tióis para sua
ativação, bem como para redução das ligações dissulfeto intra-cadeias pesadas do IgG. Moojeni protease A,
é ao contrário, uma metaloenzima inibida na presença de compostos tióis,
3. ASSAKURA, M.T. & MANDELBAUM, F.R.
Limited proteolysis of human and rabbit immunoglobulins by snake venoms produces FAB-üke fragments
Brazilian J. Med. Bio. Res., v. 23, p. 1,233-1.235, 1990
Abstract: Rabbit and, to a lesser extent, human immunoglobulins (IgGs) are cleaved by snake venoms. The snake
venom proteases active on IgGs release fragments which behave on SDS-PAGE like Fab units similar to those
released by the thiol-activated enzymes. However, in contrast to the cysteine proteases, the activity of snake ve¬
nom proteases on IgGs is not only blocked by metal chelating agents but is also inhibited by thiol compounds.
The snake enzymes active on IgG are metalloproteases.
Resumo : Imunoglobulinas (IgGs) de coelho e, em menor extensão, imunoglobulinas humanas, são hidrolisadas
por venenos de serpentes. As proteases de venenos de serpentes ativas sobre IgGs liberam fragmentos que,
por eletroforese em SDS-gel de poliacnlamida, se comportam como unidades Fab, similares àquelas liberadas
por enzimas ativadas por compostos tiol, Entretanto, diferentemente das cisteino-proteases, a atividade das pro¬
teases de venenos de serpentes sobre IgGs é bloqueada por agentes metalocomplexantes e também inibida por
compostos tióis. As enzimas de venenos, ativas sobre IgGs, são metaloproteases.
4. BARRETTO, O.C. de 0„ DE CILLO, D.M., NONOYAMA, K„ ANTONIO, L.C., MORENA, R, CARDOSO, J.L.C.
Methemoglobinemia associated with loxoscelism
Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo, v. 32, n. 1. p. 1-5, 1990
Abstract: In twenty five patients who presented the cutancous form of loxoscelism, serum haptoglobin and lactic
dehydrogenase, erythrocyte glucose-6-phosphate dehydrogenase, glutathione reductase, glutathione peroxida-
se, methemoglobin, bilirubin and reticulocytes were investigated after bite. No hemolysis was detected but an
increase in methemoglobin was found in 54% of the cases; in 7% n was between 1.1% and 2%, in 27% it
ranged from 2.1% to 4%, and in 20% from 4.1% to 8%. Blood samples of a normal, blood group 0 individual
and of a patient who exhibited methemoglobinemia after Loxosceles bite were incubated separately with antisera
against Loxosceles gaúcho, Crotalus terrificus, Bothrops jararaca, with Loxosceles gaúcho venom and 0.3% phe-
nol. No methemoglobin was found after 1, 4, 8 and 15 days in both sets of samples. At the 25th day all the
samples, including the contrais, exhibited similar methemoglobin reductase decrease. The data suggest that the
methemoglobinemia which occurs in 50% of the patients probably arises from in vivo venom metabollsm, inas-
much as the crude venom does not induce methemoglobinemia.
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Resumo: Meta-hemoglobinemia associada ao loxoscelismo. Vinte e cinco pacientes que apresentaram a forma
cutânea do loxoscelismo foram estudados após a picada, determinando-se a glicose-6-fosfato desidrogenase,
glutationa redutase e gluiationa peroxidase critocitárias, haptoglobina e latico desidrogenase séricas, bilirrubina,
reticulócitos e rnetahemoglobina. Não foi observada hemólise aumentada, mas foi detectado aumento da meta-
-hemoglobma em 54% dos casos: em 7% entre 1,1% e 2%, ern 27% variou de 2,1% a 4%, e em 20% de
4,1 a 8%. Amostras de sangue de um indivíduo normal do grupo 0 de uma paciente que exibiu meta-hemoglobina
após picada por Loxosceles foram incubadas separadamente com anti-soros contra Loxosceles gaúcho, Crotalus
lerrificus e Bothrops jararaca, com veneno de Loxosceles gaúcho e tenol a 3%, e não se detectou aumento de
meta-hemoglobina depois de 1, 4, 8 e 1b dias em todas as amostras. Por ocasião do 25° dia, todas as amostras,
inclusive os controles, exibiram discreta diminuição da atividade da meta-hemoglobina redutase. Os dados suge¬
rem que a meta-hemoglobina que ocorreu em 54% dos pacientes provavelmente decorreu do metabolismo do
veneno, uma vez que o veneno In natura não induziu meta-hemoglobinemia.
5. BRENO, M.C., YAMANOUYE, N„ PREZOTO, B.C., LAZARI, M.F.M., TOFFOLETTO, 0„ PICARELLI, Z.P.
Maintenance of the snake Bothrops jararaca (WIED, 1824) in captivity.
The SNAKE, v. 22, p. 126-130, 1990
Abstract: Male and female specimens of Bothrops jararaca, collected from nature and classified by the Seção
de Herpetologia, Instituto Butantan, were rnaintained in a room under controlled environmental conditions I27°C
I 65,3 ± 0.9% relative humidity/12h light — 12h darkl.
Study of the development, in captivity, of newborn Bothrops jararaca born, between 1986 and 1988, from preg-
nant female Corning from nature were also performed.
The number of surviving nakes rnaintained under those conditions has increased and, their development was
greater between the first and the second year of life. The values of weight and length obtained from three years
old snakes were similar to those of adult specimens collected in nature.
The data presented contribute to improve snake breeding care and also, to establish the best conditions to main-
tain this reptile in captivity. The knowledge of the development of such snakes in captivity allow to infere the
age of those snakes used as laboratory animais.
Resumo: Serpentes Bothrops jararaca, de ambos os sexos, vindas da natureza e classificadas pela Seção de
Herpetologia do Instituto Butantan, foram mantidas em bioténo com condições ambientais controladas (27°C
I 65,3 i 0,9% de umidade relativa / 12h claro — 12h escuro).
Paralelameme, conduziram-se estudos sobre o desenvolvimento, em cativeiro, dos filhotes nascidos entre 1986
e 1988, das serpentes prenhes recebidas da natureza,
A partir de 1986, o número de serpentes sobreviventes no primeiro ano de vida aumentou. Um maior crescimen¬
to, tanto em peso como em comprimento, foi observado do primeiro ao segundo ano de vida. Aos 3 anos de
idade essas serpentes apresentaram peso e comprimento próximos aos valores dos espécimes adultos recebi¬
dos da natureza.
Os dados obtidos contribuem para a melhoria da criação de serpentes em cativeiro, como também para o esta¬
belecimento de condições adequadas à vida desses répteis fora de seu "habitat". As informações sobre o de¬
senvolvimento dos filhotes de Bothrops jararaca permitem inferir sobre a idade aproximada daquelas serpentes,
vindas da natureza e utilizadas como animais de laboratório.
6. DOMINGOS, M.O., CARDOSO, J.L., MOURA DA SILVA, A.M., MOTA, I.
The humoral immune responses of patients bitten by the snake Bothrops jararaca (jararaca)
TOXtCON, v. 28, n. 6, p. 723-726, 1990
Abstract: The isotype and specificity of antibodies produced by patients bitten 6. jararaca and submitted to se-
rum therapy were studied. The IgG anti-S. jararaca antibodies have large individual dispersion, starting to appear
10 days after the first bite and increasmg to at least 80 days after the bile, IgM antibodies appeared sooner than
IgG antibodies but disappeared about 20 days after the bite. Secondary responses induced by an additional bite
were characterized by a fasl and higher IgG antibody response with no apparent change in the IgM antibody.
The immunoblotting test showed that the specificity of human anti-8. tararaca antibodies is heterogeneous, each
patient recognizing different fractions in lhe B. jararaca venom,
Resumo: Estudou-se o isotipo e especificidade dos anticorpos produzidos por pacientes picados por 8. jararaca
e submetidos a soroterapia. Os anticorpos IgG anti-e. jararaca mostraram uma grande dispersão individual, co¬
meçando a aparecer 10 dias após a primeira picada e aumentando até 80 dias após. Os anticorpos IgM aparece¬
ram mais cedo porém desapareceram cerca de 20 dias após a picada, A resposta secundária induzida por picada
adicional caracterizou-se por uma produção mais rápida e maior dos anticorpos IgG, sem alteração dos anticor¬
pos IgM. Os testes de immunoblotting mostraram que a especificidade dos anticorpos humanos anti-B. jararaca
é heterogênea, cada paciente reconhecendo diferentes frações do veneno botrópico.
7. DURAN, N., MARCUCCI, M.C., GATTI, M.S.V., LEITE, L.C.C.
Different lethal effects by enzyme — generated triplet indole-3-aldehyde in different Escherichia coli STRAINS
J. Photobiochem Photobiol, B: Biol, v. 4, p. 371-378, 1990
Abstract: Strains of Escherichia coli which lack 4-thioundine (S 4 U) exhibit a higher survival rate than their wild-
-type parents which contain S^U after treatment with enzyme-generated triplet indole-3-aldehyde. In a similar
manner to results obtained with monochromatic 334 nm UV light, the survival is related to single-strand breaka-
ge of DNA in E. coli containing the pBR 322 plasmid. The effects of the excited States generated by an enzymatic
System suggest that S 4 U is an important chromophore in the lethal effects observed. The results also suggest
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that the energy transferred from tripiet indole-3-aldehyde to S 4 U may also be passed from S 4 U of t-RNA to DNA,
possibly throught a singlet oxygen intermediate generated by excited S 4 U, resulting in a decrease in the survival
rate of E. coli containing S 4 U. These results emphasize the importance of excited States in biological Systems.
Resumo: Cepas de Escherichia coli que não contêm 4-tiouridina (S 4 U) exibem uma sobrevivência maior que
as células parentais contendo S 4 U, após tratamento com indol-3-aldeído gerado enzimaticamente. De uma for¬
ma semelhante, resultados obtidos com luz UV 334 monocromática, a sobrevivência está relacionada à indução
de quebras de fita simples em DNA de plasmídeo pBR 322 contido em E. coli. O efeito de espécies excitadas
geradas enzimaticamente sugere que S 4 U é um cromóforo importante na letalidade observada. Os resultados
também sugerem que a energia transferida de indol-3-aldeído triplete para S 4 U pode também ser transferido
do t-RNA ao DNA, possivelmente através de um oxigênio singlete intermediário gerado por S 4 U, resultando na
diminuição da sobrevivência de E. coli contendo S 4 U. Estes resultados enfatizam a importância de estados ex¬
citados em sistemas biológicos.
8. FETT-CONTE, A.C., TAJARA, E.H., VARELLA-GARCIA, M„ SANTOS, R.E.S.
Constitutional y/15 translocation in a woman with lung câncer.
Rev. Bras. Genet., v 13, n. 3, p. 629-633, 1990
Abstract In the course of fragile site investigations on 16 patients with leukemia, lymphoma and lung câncer,
a 74-year-old woman with lung câncer was found to have additional heterochromatica material on 15p. G.C. Q
and Ag-NOR banding suggested that an importam part of the long arm of the Y chromosome was translocated
to the short arm of chromosome 15.
Resumo: O presente trabalho descreve uma paciente portadora de câncer de pulmão que apresenta material
heterocromático extra no braço curto do.cromossomo 15. A análise em bandamento G.C. Q e Ag-NOR sugere
uma translocação envolvendo o braço longo do cromossomo Y e o braço curto do cromossomo 15.
9. HO, P.L., CARPENTER, M.R., SMILLIE, L.B., GAMBARINI, A.G.
Co-purification of proteases with basic fibroblast growth factor (FGFI
Biochem, Biophy, fíes. Comm., v 170, n. 2, p. 769-774, 1990
Abstract : Acidic and basic fibroblast growth factors (FGFs) are proteins of 16-18 kDa, Other forms of 25-30 kDa
related to this growth factor famlly have recently been described. All these components bind tightly to heparin-
-Sepharose, a property that allows the purifiçation of several FGF-related proteins. During the purification of aci¬
dic and basic FGFs from bovine pituitary glands, we detected the presence of 28-30 kDa components that are
immunoreactive against anti-basic FGF antisera However, microsequencing analysis revealed that the 28-30 kDa
components are lysosomal proteases that co-elute with basic FGF from heparin-Sepharose columns. The invol-
vement of these proteases in the etiology of microheterogenous forms of FGFs and/or release of FGFs from the
extracellular matrix is discussed.
Resumo: Fatores de Crescimento (FGFs) Ácido e Básico são proteínas de 16-18 kDa. Outras formas de 25-30
kDa relacionadas a esta família de fatores de crescimento têm sido recentemente descritos. Todos estes compo¬
nentes ligam-se a Heparína-Sepharose, uma propriedade que permitiu o isolamento de várias proteínas FGF rela¬
cionadas. Durante a purificação de FGFs Ácido e Básico de hipófises bovinas, nós detectamos a presença de
componentes de 28-30 kDa que eram imunorreactivos com antisoros anti-FGF Básico. Entretanto, estudos de
microssequenciamento revelaram que os componentes de 28-30 kDa são proteases lisossomais que co-eluem
com o FGF Básico da coluna de Heparina-Sepharose. É discutido o possível envolvimento dessas proteases na
etiologia de formas micro-heterogêneas de FGFs e/ou na liberação de FGFs da matriz extracelular.
10. JORGE, MT, & RIBEIRO, L.A.
Acidentes por serpentes peçonhentas do Brasil.
Rev. Ass. Med. Brasil., v. 36, n. 2, p. 66-77, 1990
Abstract: The present article reviews the current knowledge on incidence, epidemiology, pathophysiology, clini¬
cai leatures, diagnosis and prognosls of accidents by poisonous snakes of Brazil. Bothrops, Crotalus, Lachesis
and Micrurus are the genera responsible for more than 100 deaths per year. With the exception of Micrurus,
all cause clotting disturbance; Lachesis and Bothrops cause destruction of the tíssue at the region of the bite,
Crotalus and Micrurus cause failure at the neuromuscular junclion and only Crotalus cause systemic myotoxi-
city, The clinicai aspect is normally suffícient for diagnosis, except for the distinctjon between bothropic and
lachetic accidents. Treatment with lhe specific heterologous serum must be started precociously by endove-
nous route. It is also importam to maintain lhe patient hydrated and, in the case of Micrurus bites, adequate
aereation must be applied.
Resumo: O presente artigo revisa conhecimentos referentes à incidência, epidemiologia, fisiopatologia, quadro
clínico, diagnóstico e prognóstico dos acidentes por serpentes peçonhentas do Brasil que são responsáveis
por mais de 20.000 acidentes e 100 óbitos por ano. Pertencem a quatro gêneros: Bothrops, Crotalus. Lachesis
e Micrurus. Excetuando as Micrurus, todas causam distúrbios na coagulação sangüínea; as Lachesis e Both¬
rops provocam destruição tecidual na região da picada, as Crotalus e Micrurus, bloqueio na placa motora e
somente as Crotalus, miotoxicidade sistêmica. O quadro clínico geralmente é suficiente para o diagnóstico,
exceto na distinção entre acidente botrópico e laquético. O tratamento com soro heterólogo específico deve
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tuto Butantan 0990). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 213-228, 1991
ser realizado precocemente, por via endovenosa. É também importante manter os pacientes hidratados e, no
caso de picados por Micrurus, prestar assistência ventilatória adequada.
11. JORGE, M.T., MENDONÇA, J.S. de, RIBEIRO, L.A., SILVA, M.L.R. da, KUSANO, E.J.V., CORDEIRO, C.L. dos S.
Flora bacteriana da cavidade oral, presas e venenos d eBOTHROPS JARARACA: possível fonte de infecção no
local da picada
Rev Inst. Med. Trop. São Paulo, v. 32, n. 1, p. 6-10, 1990
Abslract: Bacterial flora of the oral cavity, fangs and venom of Bothrops jararaca: possible source of ínfection
at the local bite. Culture of fang, fang sheath and venom of fifteen healthy freshly captured Bothrops jararaca
were analised. The bactéria most frequently encountered were group D streptococci 112 snakesl, Enterobacter
sp. (6), Providencia rettgerUB), Providencia sp. (4), Escherichia colit 4), Morganella morganii (31 and Clostridium
sp. (5). The bactéria observed are similar to those found in the abscesses from Bothrops bítten patients. Since
these snake mouth bactéria may be inoculated during the snake bite, bacterial multiplication and Ínfection may
occur under favorable conditions.
Resumo: Materiais colhidos das presas, das bainhas das presas e do veneno de 15 Bothrops jararaca recém-
-capturadas, aparentemente saudáveis, foram submetidos a exame bacterioscópico e cultura aeróbia a anaeró¬
bia. As bactérias mais freqüentemente isoladas foram os estreptococos do grupo D (12 serpentes), Enterobacter
sp. (61, Providencia rettgeri (6), Providencia sp, (4), Escherichia coli (4), Morganella morganii (3) e Clostridium
sp. (5). Como estas bactérias são semelhantes às encontradas nos abscessos de pacientes picados por serpen¬
tes do gênero Bothrops, é válido considerar a possibilidade de que bactérias da boca da serpente sejam inocula¬
das no momento da picada e, encontrando condições favoráveis de multiplicação, causem infecção.
12. JULIANO, L, CHAGAS, J.R., HIRATA, I.Y., CARMONA, E„ SUCUPIRA, M„ OLIVEIRA, E.S., OLIVEIRA, E.B., CA¬
MARGO, A.C.M.
A Selective assay for endoligopeptidase a based on the cleavage of fluofogenic substract structurally related
enkephalin
Biocbem. Biophys. Res. Comm., v. 173, n. 2, p, 647-652, 1990
Abstract: A novel quenched fluorescence substrate, QF-ERP7 (Abz-G-G-F-L-R-R-V-EDDn), structurally related to
enkephalins, proved to be suitable for assaying the endooligopeptidase A (E.C.3.4.22.19) activity. The enzyme
only splits the L-R. Bond iKm 1.75 n M, kcal 8.25 s '), a reaction effícienlly blocked by anti-endooligopeptidase
A antibodies and by inhibitor and alternative substrates of the enzyme. Evidences based on the actíon of inhibi-
tors and on the analysis of QF-EFP7 fragments demonstrated that endooligopeptidase A contributes with 100%
of the QF-ERP7 cleaving activity found in the cytosol of rabbit brain homogenates andwith 85% of that recove-
red in the membrane fraction. Homologous substrates. Abz-G-G-F-L-R-R-EDDn and Abz-G-G-F-L-R-EDDn, were
resistant lo hydrolysis. The convenience and sensitivity of the florimetric assay based on the QF-ERP7 molety
offers several advantages compared with previously described painstaking procedures for endooligopeptides A
activity measurements, what will certainly contribute to further our understanding of the role of this enzyme
on the peptide hormone metabolism.
Resumo: Um novo substrato de fluorescência apagada, QF-ERP7 (Abz-G-G-F-L-R-R-V-EDDn), relacionado estru-
luralmente com as encefalinas, mostrou ser adequado para o ensaio da atividade enzimática da endo-
-oligopeptidase A (E.C.3.4.22.19). A enzima hidrolisa apenas a ligação L-R (Km = 1,75 n M, kcat = 8,25 s 1 ),
uma reação eficientemente bloqueada por anticorpos antiendo-oligopeptidase A, por inibidores e por substratos
alternativos da enzima. Evidências baseadas na ação de inibidores e na análise dos fragmentos de QF-ERP7
demonstraram que a endo-olígopeptidase A contribui com 100% para a atividade hidrolítica sobre QF-ERP7 en¬
contrada no citosol de homogenados de cérebro de coelhos e com 85% para aquela detectada na fração de
membranas. Substratos homólogos, Abz-G-G-F-L-R-R-EDDn e Abz-G-G-F-L-R-EDDn, foram resistentes à hidróli¬
se. A sensibilidade e a conveniência de um ensaio fluorimétrico baseado na molécula de QF-ERP7 oferecem
várias vantagens quando comparadas com procedimentos trabalhosos descritas previamente para a detecção
da atividade enzimática da endo-oligopeptidase A, que irão certamente contribuir para nosso conhecimento mais
profundo do papel dessa enzima no metabolismo dos hormônios peptídicos.
13. KAWANO, T, SIMÕES, L.C.G., CORRÊA, F.M.A.
Chromosomes of Pomacea sp, (Perry, 1811) (Mesogastropoda, Mollusca)
Rev. Bras. Genet., v. 13, n. 4, p. 675-685, 1990
Abstract: A search was made for difíerences in Pomacea sp. through karyotype analysis. The genus Pomacea
was studíed as a biological contro! of Biomphalaria glabrata, an intermediate host of Schistosoma mansoni. A
Standard chromosome analysis was performed with the air dried techmque, tested in embryos at the young veli-
ger stage. The meiotic preparatíons were obtained through the same technique with the male gonad.
According to our results lhe present species has a diploid chromosome number of 2n - 28, represented by
9 metacentric pairs, 4 subrnetacentric pairs and 1 subtelocentric pair. The short arm of the subtelocentric pair
showed a positive reaction to silver stained preparatíons, v.g.; the site of the secondary constriction (NOR).
The meiotic analysis confirmed the presence of n = 14 chromosomes.
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tuto Butantan (1990). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 213-228, 1991
Resumo: O estudo cariotípico em Pomacea sp é importante em virtude das grandes dificuldades taxonômicas
apresentadas por este gênero e também por ser utilizado em experiências como controlador biológico da B/om-
phalaría glabrala, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni. A técnica utilizada para a obtenção de
metáfases foi a de suspensão celular, elaborada em nosso laboratório, O cariótipo foi obtido em preparações
realizadas com embriões, no estágio de veliger jovem. Esta espécie possui o número diplóide de 2n = 28 cro¬
mossomos constituído de 9 pares metacêntricos, 4 pares submetacêntricos e 1 par subtelocèntrico. O braço
curto do par subtelocèntrico se mostrou positivo ao AgN0 3 , local da constrição secundária (RONI. A análise
meiótica confirmou a presença de n = 14 cromossomos.
14. LEOPOLDO - e - SILVA, R., CORRÊA, F.M.A., CURI, P.R.
Influência da precocidade do primeiro repasto no desenvolvimento pós-embrionário de Triatoma infestans ( Klug,
18341 e de Rhodnius prolixus Stal, 1859 (Hemiptera, Reduviidae, Triatominael em condições de laboratório
Rev. Bras. Ent., v. 34, n. 2, p. 361-367, 1990
Abstract: Influence of precocity in the first meai on post-embrionary development of Triatoma infestans Klug
1834 and Rhodnius prolixus Stal, 1859, in laboratory condilions. It has been studied the influence of the time
of first feeding in relation to an early appearing of Triatoma infestans and Rhodnius prolixus. First instar nymphs
of both species of triatomine were fed only once on the 4 th , 8 l " and 12 th day after eclosion. The first thirty
nymphs were separated when moved to the second instar and observed till they have reached the adult stage.
The feedings that follow were made weekly on pigeons during sixty minutes. For T.infestans it was verifíed that
the smallest number of adults appeared in the group fed on the eight day, while for R. prolixus no significam
difference among the three groups was observed.
Resumo : Objetivou-se verificar a influência da ocasião da primeira alimentação no desenvolvimento pós-
-embrionário de T infestans e de Rhodnius prolixus em relação à precocidade do aparecimento dos adultos.
Ninfas de 1 ° estádio de ambas as espécies de Triatomíneos foram alimentadas exclusivamente no 4 o , no 8 o
ou no 12“ dia após a eclosão. As primeiras trinta ninfas a mudarem para o 2° estádio foram separadas e obser¬
vadas até alcançarem o estádio adulto. Os repastos seguintes foram realizados semanalmente em pombos du¬
rante sessenta minutos. Para T. infestans verificou-se que o menor número de adultos apareceu no grupo
alimentado no oitavo dia ao passo que para R. prolixus não foi observada qualquer diferença entre os três grupos.
15. LEOPOLDO ■ e - SILVA, R„ CORRÊA, F.M.A., PADOVANI, C.R.
Influência do comportamento gregário no desenvolvimento de Triatoma infestans Klug, 1834 e de Rhodnius pro¬
lixus Stal, 1859 (Hemiptera, Reduviidae, Triatominael
Rev. Bras. Ent., v. 34, n. 2, p. 297-301, 1990
Abstract: The influence of gregarious behaviour in survival and development of Rhodnius prolixus and Triatoma
infestans was studied. Fifty 1 s ' instar nymphs of both species were kept individually in test tubes and other fifty
were grouped in beaker. Food was supplied for the first time, four days after eclosion, and then supplied weekly,
till all adults have emerged. The number of dead insects for R. prolixus in the tubes and beaker was respectivelly
16 and 21; and for T. infestans, respectivelly 6 and 11. No significam differences were found in the development
of both species, either isolated or grouped.
Resumo : A influência do comportamento gregário na sobrevida e desenvolvimento de Rhodnius prolixus e de
Triatoma infestans foi estudada. Cinquenta ninfas de 1 ° estádio da cada espécie foram mantidas individualmen¬
te em tubos de ensaio e outras tantas foram mantidas agrupadas em béquer. Repasto alimentar foi oferecido
pela primeira vez, quatro dias após a eclosão e a partir daí, semanalmente, até o aparecimento dos adultos.
O número de R. prolixus mortos nos tubos e no béquer foi respectivamente 16 e 21; e para T. infestans, respecti-
vamente, 6 e 11. Não foram observadas diferenças significativas no desenvolvimento dos exemplares isolados
ou agrupados de ambas as espécies.
16. LEOPOLDO - e - SILVA, R„ CORRÊA, F.M.A., CURI, P.R.
Requerimento alimentar de adultos virgens e acasalados de Triatoma infestans Klug, 1834 (Hemiptera, Reduvii¬
dae, Triatominael em condições de Laboratório
Bras. Ent 34, n. 2, p. 349-359, 1990
Abstract: The total amount of ingested blood, the frequency of repast of adults of both sexes when mated or
not and their possible ínfluences on the survival of Triatoma infestans, were studied. One group of 32 Virgin ma¬
les and other of 32 Virgin females were fed weekly on pigeons during 30 minutes and weighted individually
before and after the repast. Another group of 32 couples kept one couple per bottle was also analyzed the same
way. The mean total amount of ingested blood, frequency of repast and survivals obtained for Virgin mated ma¬
les were, respectively: 1,884.82/2,062.59mg; 0.71/0.81 and 299,50/307.87 days; and for virgin/mated females
were; 2,570.13/2,727.31mg; 0.88/0.92 and 205.25/166,03 days respectively.
Resumo : A quantidade total de sangue ingerido, a frequência de repastos de adultos de ambos os sexos virgens
ou acasalados e as possíveis influências sobre a sobrevida de Triatoma infestans foram observadas. Um grupo
de 32 machos virgens e outro de 32 fêmeas virgens foram alimentados semanalmente em pombos durante
30 minutos e pesados individualmente antes e depois dos repastos. Outro grupo de 32 casais mantidos aos
pares separadamente foi também analisado da mesma forma. A quantidade média total de sangue ingerido,
a frequência de repastos e as sobrevidas obtidas para machos virgens e acasalados foram respectivamente;
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tuto Butantan (1990). Mem. Inst. Butantan, v 53, n. 2, p. 213-228, 1991
1,884.82/2,062.59mg; 0.71/0.81 e 299.50/307.87 dias; e para fêmeas nas mesmas condições foram, respec¬
tivamente: 2,570.13/2,727.31mg; 0.88/0.92 e 205.25/166.03 dias.
17. LOMONTE, B„ GUTIÉRREZ, J.M., FURTADO, M.F., OTERO, R„ ROSSO, J. - R, VARGAS, O., CARMONA, E„ ROVI-
RA, M.E.
Isolation of basee myotoxins form Bothrops moojeni and Bothrops alrox snake venoms
Toxicon, v. 28, n, 10, p. 1137-1146, 1990.
Abstracv. Three myotoxins, one from the venom of Bothrops alrox and two from the venom, of S. moojeni, were
isolated by ion-exchange chromatography on CM-Sephadex C-25. The ihree toxins are basic proteins with an
estimated mol. wt of about 13,500, and similar amino acid compositions. When injeoted into the gastroenemius
muscle of mice, the three toxins induce drastic myonecrosís of rapid onset, as juged by histological observation
and quantitation of plasma creatine kinase leveis. 8. alrox myotoxin also has phospholipase A 2 and anticoagu-
lant activities, whereas 8. moojerv myotoxins I and II lack these effecls, The three toxins are antígenically similar
to each other, and to previously isolated myotoxins I and II from lhe venom of 6. asper, when tested by gel
immunodiffusíon against rabbit antiserum to 8. asper myotoxin I. Two monoclonal antibodies against 8 asper
myotoxins were tested against the newly purified proteins. MAb-3 recognizes all of them, whereas MAb-4 re-
cognizes only B. atrox myotoxin, by enzyme-immunoassay. 8. atrox and 8. moojeni myotoxins can be tentatively
classified within a group of myotoxins having phospholipase A 2 struture present in Bothrops venoms.
Resumo: Três mioloxinas, uma do veneno de 8. atrox e duas do veneno de Bothrops moojeni, loram isoladas
por cromatografia de troca iônica em CM-Sephadex C-25. As três toxinas são proteínas básicas com peso mo¬
lecular estimado em torno de 13.500 e composição de aminoácido similar. Quando injetados no músculo gas-
trocnêmico de camundongos, as três toxinas induzem rapidamente drástica mionecrose, que é avaliada por
observações histológicas e quantificação dos níveis plasmáticos de creatina quinase. A miotoxina de 6. atrox
também tem tosfolipase A_, e atividade anticoayulante enquanto nas miotoxinas I e II de B. moojeni faltam es¬
tes efeitos. Quando testadas por imunodiíusâo em gel contra antisoro de coelho da miotoxina I de 8. asper,
as três toxinas são antigenicamente similares entre si e com as miotoxinas I e II previamente isoladas do veneno
de B. asper. Dois anticorpos monoclonais contra miotoxinas de 8, asper foram testados contra as proteínas
purificadas. MAb-3 reconhece todas, enquanto MAb-4 reconhece somente a miotoxina de 8. atrox, por enzima
imunoensaio. As miotoxinas de 8, alrox e B. mooieni podem ser classificadas dentro de um grupo de miotoxinas
que tem estrutura de fosfolipase A 2 presente nos venenos de Bothrops.
18. LOMONTE, B„ FURTADO, M.F., ROVIRA, M.E., CARMONA, E„ ROJAS, G„ AYMERICH, R„ GUTIÉRREZ, J.M.
South american snake venom proteins antígenically related to Bothrops asper myotoxins
Brazilian J. Med Btol. Res, v. 23, p. 427-435, 1990
Abstract: The presence of proteins antígenically related to Bothrops asper myotoxins in various snake venoms,
mainly from South America, was in investigated by using polyclonal and monoclonal antibodies.
2. Myotoxin-like components were detected in ten Bothrops venoms from South America, and in the venoms
of Crotalus atrox INorth America), Trimeresurus flavoviridis (Japan), and Micrurus alleni (Costa Rica).
3. Cross-reactive components detected in several Bothrops venoms Show a commom subunit oi 15-16 kDA by
sodium dodecyl sulphate-polyacrylamide gel eletrocphoresis, although significam charge variations are evident
by immunoelectrophoresis.
4. It is concluded lhat proteins antígenically related to 8. asper myotoxins are relatively common in the genus
Bothrops and, in the light of findings discussed, are likely to possess myotoxic activity.
Resumo: 1 — Foi investigada a presença de proteínas antigenicamente relacionadas com as miotoxinas de Both¬
rops asper em vários venenos de serpentes, príncipalmente da América do Sul, utilizando-se anticorpos policlo-
nais e monoclonais.
2 — Os componentes tipo miotoxinas foram detectados em dez venenos de Bothrops da América do Sul, e
nos venenos de Crotalus atrox (América do Norte), Trimeresurus tlavoviridis (Japão), e Micrurus aliem (Costa Rica).
3 — Os componentes com reação detectados em vários venenos de Bothrops mostram uma subunidade co¬
mum de 15-16 KDa por eletroforese em gel de sódio dodecil sulfato de poliacrilamida.
4 — Ê concluído que as proteínas antigenicamente relacionadas com as miotoxinas de 8. asper são relativa¬
mente comuns no gênero Bothrops e possivelmente possuem atividade miotóxica.
19. MARUYAMA, M., KAMIGUTI, A.S., CARDOSO, J.L.C., SANO - MARTINS, I.S., CHUDZINSKI, A.M., SANTORO,
M.L., MORENA,R, TOMY, S.C., ANTONIO, L.C., MIHARA, H., KELEN, E.M.A
Studies on blood coagulation and fibrinolysis in patients bitten by Bothrops jararaca (jararaca)
Thromb. Haem. v. 63, n.3, p. 449-453, 1990
Abstract The blood coagulation and the fibrinolytic Systems of nine patients envenomed by Bothrops jararaca
in São Paulo (Brazil) were studied. Five of the accidents were caused by young snakes (< 50 cm). On admis-
sion, four patients had non-clotting and three partially-clotting blood. Fibnnogen leveis were decreased due to
the thrombin-like activity of the venom as expected. Consequent secondary activation of the fibrinolytic system
was evident from the low leveis of alpha-2-antiplasmin and the high titres of fibrin(ogen) degradation produets.
High titres of cross-linked fibrin fragment D (D-dimer) in seven patients together with decreased platelet counts
and/or factor V, and/or factor VIII in some, suggests intrinsic thrombin formation as these factors are not consu-
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med in the defibrinogenation induced by venom thrombin-like fractions such as Ancrod and Batroxobin. Howe-
ver, normal or increased leveis of antithrombm III in all and normal leveis of factor II in eight patients do not
support this interpretation. The existence of variable concentrations of other proteins in the venom of B. jararaca
such as botrocetm and thrombocytm isolated from B. jararaca and B. atrox or crotalocytin from Crotalus horridus
venom should be considered. Such proteins are known to activate factors V, VIII, XIII, and platelets without
affecting prothrombin (factor II) and antithrombin III. Slower recovery of the haemostatic diturbances after anti-
venom administration to patients bitten by young snakes suggests a more severe coagulopathy in such acci-
dents. This is supported by clinicai observations.
Resumo : Foram estudados os sistemas de coagulação sanguínea e de fibrinólise de nove pacientes com enve¬
nenamento por picada de Bolhrops jararaca em São Paulo. Cinco desses acidentes foram causados por serpen¬
tes filhotes (<50 cm). Na admissão, o sangue de quatro pacientes estava incoagulável e de três com coagulação
parcial. Os níveis reduzidos de fibrlnogèrno eram esperados em vista da presença de atividade tipo trombina
no veneno. A resultante ativação secundária do sistema fibrinolítico era evidente através dos níveis reduzidos
de alfa 2-antiplasrmna e dos elevados títulos de produtos de degradação de tibrin (ogênio). Formação de trom¬
bina intrínseca é sugerida pelos altos títulos de fragmentos D da íibrina estabilizada (D-dímero) em sete pacien¬
tes, junto a número diminuído de plaquetas e/ou de fator V, e/ou de fator VIII em alguns, uma vez que estes
fatores não são consumidos na desfibnnogenaçâo induzida pelas frações de veneno com atividade tipo-trombina,
como o Ancrode e a Batroxobina. Entretanto, foram encontrados níveis normais ou elevados de antitrombina
III em todos os pacientes, e níveis normais de fator II em oito deles, o que não apóía a última interpretação.
Deve ser considerada a existência de concentrações variáveis de outras proteínas no veneno de B. jararaca tais
como botrocetma e trombocitina isoladas de veneno de B. jararaca e de B. atrox ou crotalocitína do veneno
de Crotalus horridus. Sabe-se que estas proteínas ativam fatores V, VIII, XIII e plaquetas sern afetar os níveis
de protrombina (fator II) e antitrombina III. Após a administração do antiveneno, o distúrbio hemostático em
pacientes acidentados por serpentes jovens apresentou recuperação mais lenta, sugerindo uma coagulopatia
mais grave. Esta interpretação é apoiada pela observação clínica.
20. MEIRELLES, M.N.L., JULIANO, L, CARMONA, E., COSTA, E.M., SILVA, S.G, LIMA, A.T.V.C., ARNHOLDT, A.V.,
LEME, V.M.C., GUIMARÃES, E.S.P., BERRO, O.J., SCHARFSTEIN, J.
Functional and antigenic properties of the major cysteine proteinase (GP57/51) of Trypanosoma cruzi
Mem. Inst. Osw. Cruz (Rio de Janeiro), v.85, n.4, p. 533-538, 1990
Abstract: In the first part of the present article, we will review information concerning the structure, function
and biology of the cysteine proteinase from Trypanosoma cruzi (GP57/51). The perspectives of designing new
trypanocidal drugs explonng the proteinase's sensitivity to thiol protease specific inhibitors will be briefly discus-
sed, and the potential of this approach will be ilustrated by in vitro mfection assays carried out in the presence
of perptidyl diazomethane inhibitors. In the last part of this article, we will critically discuss the performance
of diagnostic kits prepared with purified GP57/51 (WHO-TDR sponsored Multicentre Study). The stability pro¬
perties of the kit were investigated; we found that there was a significant decrease in the sensitivity of GP57/51
ELISA kits stored for more than 3 months ai room temperature. Testes perfomed with freshly-coated plates con-
firmed that the antigen was perfectly capable of detecting CH samples (6 out of 29) missed at the time of the
WHO-TDR study. A simple method to reactive the decaying kit was developed, indicating that reversible molecu¬
lar interactions may take placein Ag-containing plastic wells. Distribution to blood center should be initiated
as soon as best storage conditions are defined.
Resuma. Na primeira parte do presente trabalho, nós faremos uma revisão sobre a estrutura, a função e a biolo¬
gia da cisteino-proteinase do Trypanosoma cruzi (GP57/51). As perspectivas com relação a novas drogas tripa-
nocidas, explorando a sensibilidade da proteinase a inibidores específicos de liol proteases, serão discutidas
sumariamente, e o potencial desta possibilidade será ilustrado por ensaios de infecção "in vitro" desenvolvidos
na presença de inibidores peptidil-diazometanas. Na última parte deste artigo, nós vamos discutir de maneira
crítica o desempenho dos "kits" para diagnósticos preparados com GP57/51 purificada (Estudo Multidiscipli-
nar patrocinado por WHO-TDR). A estabilidade do "kit" foi investigada; verificamos que a sensibilidade dos
"kits" GP57/51 ELISA diminuiu significativamente, quando estes foram armazenados por mais de 3 meses à
temperatura ambiente. Testes executados com placas recentes confirmaram que o antígeno foi perfeitamente
capaz de detectar amostras CH (exceto 6 entre 29) encontradas durante o estudo WHO-TDR. Um método sim¬
ples para reativar o "kit" inativo foi desenvolvido, indicando que interações moleculares reversíveis devem ocor¬
rer nos cavos de plástico contendo o antígeno. A distribuição para os bancos de sangue será iniciada assim
que melhores condições de armazenamento sejam definidas.
21. MORO-FURLANI. A.M., CABELLO, P.H., KRIEGER, H.
Is there a sex-phenotype association for esterase D (EC 3.1.1.D?
Hum. Hered., v 40, p.118-120, 1990
Abstract: Recently, a sigmficant sex distortion of the esterase D locus segregation, both in Portugal and Ger-
many, was reported. In contrast to these puzzling results, data on around 1.200 mformative northeastern Brazi-
lian individuais did not show any signs of s sex-phenotype associaton (\ 2 = 0.35). The joint analysis of this
sample together with that of the previous report showed that, although the pooled material presented a signifi¬
cam sex distortion (p<0.05), the heterogeneity was also high (p<0.05) as to discourage any generalization
based upon the European findings. Moreover, sínce the present samples is almost 3 times larger than the pooled
European one, the whole picture suggests strongly that there is no segregation distortion attributed to sex, at
this locus.
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tuto Butantan (1990). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 213-228, 1991
Resumo : Recentemente foi relatado um desvio relacionado ao sexo para a segregação do locus da esterase
D, em Portugal e na Alemanha, Contrastando com esses resultados, dados referentes a quase 1.200 famílias
provenientes de uma população brasileira nordestina não mostraram sinal algum de uma associação sexo-fenótipo
lx j = 0.35). Uma análise conjunta desta amostra com a relatada acima mostrou que, embora a amostragem
conjunta apresente um desvio sexual significante (p<0.05l, a heterogeneidade também é alta <p<0.05), de¬
sencorajando qualquer generalização baseada nos resultados europeus. Além do mais, sendo a presente amos¬
tra quase 3 vezes maior que as outras duas juntas, delineia-se um quadro com fortes sugestões de que não
Viá, para o locus da ESD, desvio de segregação relacionado ao sexo.
22. MOURA DA SILVA, A.M., D'IMPÉRIO LIMA, M.R., NISHIKAWA, A.K., BRODSKYN, CL, SANTOS, M.C. dos, FUR¬
TADO, M.F.D., DIAS DA SILVA, W.D., MOTA, I.
Antigenic cross-reactivity of venoms obtained form snakes of genus BOTHROPS
Toxicon, v. 28, n. 2, p. 181-188, 1990
Abstract: Antigenic cross-reactivity was studied among the components of fenoms from nine species of the
genus Bothrops using species-specific antivenoms, Sera titration by DOT-ELISA detected similar leveis of anti-
body when either homologous or heterologous antigens were used. Transblotted antigens, after SDS-PAGE frac-
tionation, were also revealed by homologous and heterologous antivenoms. Antigens with mol. wt greater than
30,000 seemed to be the most cross-reactive. Antigens of about 24,000 mol. wt were poorly immunogenic.
Antigens between 14-18,000 mol. wt cross-reacted only with 0. moojeni, B. jararacussu, 0, neuwiedi and B.pra-
doi venoms. Neutralization of the lethality of 0. jararaca venom was observed by homologous and heterologous
antivenoms.
Resumo: Reatividade antigêníca cruzada foi estudada entre os componentes dos venenos de nove espécies
do gênero Bothrops utilizando-se antivenenos espécies-específicos. Titulação do soro por DOT-ELISA detectou
níveis similares de anticorpos quando são usados tanto antígenos homólogos como heterólogos. Antígenos
transferidos para papel de nitrocelulose, após fracionamento por SDS-PAGE, também são revelados tanto por
antivenenos homólogos como heterólogos, Antígenos com peso molecular maior que 30.000 parecem ter maior
reatividade cruzada. Antígenos com peso molecular em torno de 24.000 são pouco imunogênicos. Antígenos
de peso molecular entre 14-18.000 apresentam reação cruzada somente com os venenos de Bothrops moojeni,
B. jararacussu, B. neuwiedi e B. pradoi. Foi observada a neutralização da letalidade do veneno de B. jararaca
pelos antivenenos homólogos e heterólogos.
23. NEUMANN, B.G., TRONCONE, L.R.P., BRAZ, S„ TUFIK, S.
Modifications on dopaminergic and cholinergic sustems induced by the water tank technique: analysis through
yawning behavior
Pharmac. Therap., v. 308, n.1/2, p. 32-38, 1990
Abstract: Animais deprived of REM sleep by the water tank technique show an important decrease in frequency
of yawning, induced by dopaminergic lapomorphine in low doses) and cholinergic (physostigmine and pilocar-
pine) agonists, if lhey are tested immediately after the 96 hr of deprivation. In order to understand the mecha-
nisms underlying the effects of REM sleep deprivation on dopaminergic and cholinergic systems, we decided
to test the animais after a recovery period of 24 hr. It was observed that apomorphine-induced yawning was
stil significantly reduced, whereas pilocarpine-induced yawning had returned to normal. The findings suggest
that REM sleep deprivation alters dopaminergic and cholinergic systems in different ways: it seems that the in-
terference on the dopaminergic system is prior and stronger than on the cholinergic System, thus its recovery
demands more time,
Resumo: Animais privados de sono REM pelo método do tanque de água apresentam uma redução importante
da frequência de bocejos induzidos por agonistas dopaminérgicos (apomorfina em baixas doses) e colinérgicos
(fisostigmina e pilocarpina), quando administrados imediatamente após as 96 hs, de privação. Para melhor com¬
preensão dos mecanismos subjacentes à privação de sono REM nos sistemas dopaminérgico e colínérgico, de¬
cidimos testar os animais após um período de recuperação de 24 hs. Observou-se que os bocejos induzidos
por apomorfina estavam ainda significativamente reduzidos enquanto que os bocejos induzidos por pilocarpina
haviam retornado aos níveis normais Os resultados sugerem que a privação do sono REM altera de forma dife¬
rente os sistemas dopaminérgico e colinórgico: aparentemente a alteração do sistema dopaminérgico é primá¬
ria e mais intensa que a do sistema colinérgico, acarretando uma maior demora na sua recuperação.
24. OSHIRO, T.T., TEIXEIRA, C.F.P., OGA, S.
Propylene glycol enhances anti-inflammatory effects of phenylbutazone
Gen. Pharmac., v. 21, n. 1, p. 131-134, 1990
Abstract: 1. The interference of propylene glycol with anti-inflammatory effects of phenylbutazone was investigated.
2. Inhibitory effect of phenylbutazone on both carrageenin-induced edema and the cotton pellet granuloma was
increased when propylene glycol was used as solvent.
3. Propylene glycol given alone inhibited carrageenin-induced edema and pleurisy, as well as granulomatous
tissue formation.
4. Some pharmacokinetic parameters of phenylbutazone were also changed by propylene glycol administered
simultaneously.
5. These results suggest that propylene glycol probably increases the anti-inflammatory effect of phenylbutazo¬
ne by summation and by raising the plasma half-life and the distribution volume of phenylbutazone.
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COMISSÃO EDITORIAL. Coletânea de resumos de trabalhos publicados pelos pesquisadores do Insti¬
tuto Butantan (1990). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 213-228, 1991
Resumo: Estudou-se a interferência do propilenoglicol no efeito antiinflamatório da fenilbutazona. 0 uso do pro-
pilenoglicol como solvente da fenilbutazona resultou em aumento do efeito inibitório da droga sobre o edema
induzido pela carragenina e no granuloma causado pelo implante de bolas de algodão em ratos. Além disso
o propilenoglicol por si só inibiu ambas as reações inflamatórias. Por outro lado a combinação da fenilbutazona
com o propilenoglicol resultou em alteração dos parâmetros farmacocinéticos da fenilbutazona. Esses resulta¬
dos sugerem que o propilenoglicol potência o efeito antiinflamatório da fenilbutazona por somação de efeitos,
e por aumentar a meia vida plasmática bem como o volume de distribuição desse fármaco.
25. PALERMO-NETO, J. & DORCE, V.A.C.
Influences of estrogen and/or progestirone on some dopamine related behavior in rats
Gen. Pharmac., V. 21. n. 1, p. 83-87, 1990
Abstract: 1. The effects of ovariectomy and/or of female hormonal treatments on open-field behavior, apomorphine-
-induced stereotypies and halopendol-induced catalepsy were studied in rats.
2. Rat's locomotion frequency was signifícantly decreased by 17|S-estradiol and estradiol plus progesterone treat¬
ments; this open-field parameter was not affected by progesterone administration per se.
3. 17/3-estradiol and progesterone treatments, alone or in combination decreased apomorphine-stereotyped be¬
havior.
4. Haloperidol effects were higher in both 17/3-estradiol plus progesterone treated rats.
5. Progesterone treatment alone, decreased the duration of catalepsy induced by the minor (1.0 mg/kg) neuro-
leptic dose.
6. These results were discussed in the ligth of a possible interference of estrogen and/or progesterone on dopa-
minergic transmission at lhe levei of the nigroestratial pathway.
Resumo: Foram estudados os efeitos da ovariectomia e/ou tratamento hormonal na atividade geral no campo
aberto, na estereotipia induzida pela apomorfina e na catalepsia induzida pelo haloperidol em ratas.
A frequência de locomoção foi significantemente diminuída pelos tratamentos com estradiol e estradiol mais
progesterona.
Os tratamentos com estrógeno e progesterona sozinhos ou combinados diminuíram o comportamento estereo¬
tipado induzido pela apomorfina.
O efeito do haloperidol foi mais intenso nos animais tratados tanto com estradiol quanto com estradiol mais
progesterona.
O tratamento com progesterona diminuiu a duração de catalepsia induzida somente pela menor dose do neuro-
léptico.
Os resultados foram discutidos como sendo uma possível interferência do estrógeno e da progesterona na trans¬
missão dopaminérgica ao nível da via nigroestriatal.
26. PIETRO PEREIRA, A.S., SAKAUCHI, M.A., PEREIRA, A., CREPALDI, R.F., SHIMIZU, Y„ MALUCELLI, M.I.C., MUT-
Tl PEREIRA, M.M
Rendimento, tempo de destoxificação e eficiência do processo de produção da vacina pertussis com os meios
de cultura de Cohen & Wheeler e Stainer & Scholte
fíev. Farm. Bioquim. Univ. S. Paulo, v. 26, n. 1, p. 1-15, 1990
Abstract: Suspensions of Bordetella pertussis cultivated for 24 hours in Biolafitte 50L fermentors in STAINER
& SCHOLTE (SS) and COHEN & WHEELER (CW) culture media were inactívated with 0.1% formalin at 25°C
for 48 hours, and at 25°C for 24 hours, or by heating at 56°C for 30 minutes and were concentrated by centri-
fugation. The utíllzation of the CW medlum for B. pertussis cultivation followed by inactivation with 0.1% forma¬
lin was mostly adequate for a good yield, lower production cost and lesser time for detoxification. The CW médium
rendered an economy of 41.28% in relation to the SS médium, when production costs were considered. The
potency of both vaccines was superior to 4UI/dose and showed a significam correlalion between the immuno-
gemc activity and the Leukocytosis-Promoting Factor (LPF).
Resumo: Cultivos de 24 horas de Bordetella pertussis em fermentadores Biolafitte 50L, obtidos em meios de
cultura de STAINER & SCHOLTE (SS) e COHEN & WHEELER (CW), foram inalivados por formalina 0,1% a 35°C
por 48 horas e a 25°C por 24 horas, ou pelo calor a 56°C por 30 minutos. As suspensões foram, então, con¬
centradas por centrifugação. A utilização do meio de CW para o cultivo de 6. pertussis seguido de inativação
por formalina 0,1% demonstrou ser o método de produção da Vacina Pertussis mais adequado, tendo em vista
o rendimento global, o custo de produção e o tempo necessário à destoxificação, O meio de CW apresentou
uma economia da ordem de 41,28% em relação ao meio SS, quando avaliados os custos de produção. A potên¬
cia das vacinas foi superior a 4UI/dose e demonstrou uma correlação significante entre atividade imunogênica
e Fator Promotor da Leucocitose (LPF).
27. RIBEIRO, L.A. & JORGE, M.T.
Epidemiologia e quadro clínico dos acidentes por serpentes BOTHROPS JARARACA adultas e filhotes
Rev. Inst. Med. Trop. SSo Paulo, v. 32, n. 6, p. 436-442, 1990
Abstract: Four hundred and fifteen cases of bites by adult Bothrops jararaca (group A) were admitted to the
Hospital Vital Brazil between 1981 and 1987. These cases were compared to 562 cases of bites by young sna-
kes of the same species (group B) during the same period and at the same hospital, In group B blood incoagula-
bility was more frequent when compared to group A, However in group A bites in the leg, use of tourniquet,
tecidual damage (blister, necroses and abscess), were more frequent when compared to group B. The doses
of sero given for the group A was greater when compared to group B.
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Resumo: Quatrocentos e quinze casos de acidentes por Bothrops jararaca adulta (grupo A) atendidos no Hospi¬
tal Vital Brazíl — Instituto Butantan, no período de 1981 a 1987 foram comparados com 562 casos de acidentes
pela mesma serpente porém filhote, atendidos no mesmo local e período (grupo B). Os pacientes do grupo
A apresentaram maior frequência de picada na perna, de uso de torniquete, de destruição tecidual na região
da picada (bolha, necrose e abscesso) e, em média, receberam maior dose de soro e permaneceram internados
por período mais longo.
Quanto à sazonalidade, foram avaliados os acidentes por Bothrops jararaca atendidos no período de 1975 a
1988. Houve maior ocorrência no início e no final do ano, principalmente no início para picadas por serpentes
adultas e no final para picadas por filhotes.
28. RIBEIRO, L.A., JORGE, M.T., PIESCO, R.V., NISHIOKA, S. de A.
Wolf spider bites in São Paulo, Brazil: a clinicai and Epidemiological Study of 515 cases
Toxicor), v. 28, n. 6, 715-717, 1990
Abstract: Data obtained from 515 victims of bites of wolf spiders (family Lycosidae) who were attended in Vital
Brazil Hospital, São Paulo City, Brazil, in a 5-year period (1979-1983) were analysed. Bites were more frequent
in males (56%). All age groups were involved. Foot and hand were the preferential sites of bite (79%), and
pain, generally mild, was the predominam symptom 183%). No local necrosis, a severe complication described
in the previous literature, was detected, suggesting that those old cases were due to misdíagnosed Loxosceles
spider bites. Specific antivenom was employed in only three cases which is evidence that physicians do not
consider wolf spider bites to be severe,
Resumo: Foram analisados, retrospectivamente, 515 casos de acidentes por aranhas do gênero Lycosa atendi¬
dos no Hospital Vital Brazil - Instituto Butantan, no período de janeiro de 1979 a dezembro de 1983. Em todos
os casos a aranha foi capturada no momento do acidente e identificada na Seção de Artrópodos Peçonhentos
do Instituto Butantan. A maioria dos acidentes ocorreram entre as 06.00 e 18 horas (87%). Os pacientes do
sexo masculino representaram 56% dos casos. A maioria dos atendimentos ocorreu dentro das três primeiras
horas após a picada (60%). As regiões mais (reqüontemente acometidas foram as mãos (40%) e os pés (39%).
O sintoma mais comum foi a dor (83%) seguida de edema (19%l e eritema 114%). Não houve nenhum caso
de formação de necrose e 13% dos pacientes não apresentaram sintomatologia. Com referência à terapêutica
instituída no Hospital Vital Brazil, 73% dos pacientes não necessitaram de medicação, 7,6% receberam infiltra¬
ção de anestésico local e o soro específico foi administrado em apenas um paciente. Os dados do presente
estudo confirmam a benignidade do acidente por essa aranha.
29. RIZZO, E. de, BRAGANÇA PEREIRA, C.A. de, FANG, F.L.W., TAKATA, C.S., TENÓRIO, E.C.N., PRAL, M.M., MEN¬
DES, I.F., GALLINA, N.M.F,
Fotossensibilidade e termoestabilidade de vacinas contra o sarampo (CEPA Biken CAM 70) liofilizadas e/ou re¬
constituídas para administração
Rev. Saúde Públ. SSo Paulo, v. 24, n. 1, p, 51-59, 1990
Abstract: Three different lots of measles vaccines produced with the Biken CAM-70 virus strain were requested
from the central cold store of the Public Health Department of the State of S. Paulo, Brazil, and assays on photo-
sensitivity at 2-8° C, and on stability at 28, 36.5 and 45° C, were carried out to find out for how long these
vaccines would mainlain their minímum potency, established as being 3.70 log, 0 or 5000 TCID W , (50% tissue
culture infective dosei per human dose. The analysis of the adjusted straight regression lines indicated that,
with the passage of lime, the potency of lyophilized or reconstituted vaccines, as well as of vaccines exposed
to or protected from light decreased. ügth-exposed vaccines, however, became less potent than vaccines pro-
tected from the light. None of the vaccine lots studied, reconstituted and stored at 2-8° C, exhibited homoge-
rieity as to sensitivily to light. When freeze-dried vaccines had their photosensitivity studied at 2-8° C, lots 1
and 2 presented greater thermal degradation when exposed to light that when protected from it, However, in
both instances, it was found that potency fell bellow that taken as minímum for the Biken CAM-70 virus strain.
At all other temperatures considered, even when protected from light, lots 1 and 2 drd not retain the minimum
potency. Lot 3 kept the expected stability for 60 days at 2-8° C when protected from light and for 40 days
when unprotected, but is thermal degradation at other temperatures was more mtense (28° C: 5 days; 36.5°
C: 2 days; 45° C: 0.5 day). Taking into account the potency that measles vaccines produced with the Biken
CAM-70 virus strain are required to contain in order to induce effective immunity, the three vaccine lots studied
were found to possess low thermal stability and to lack homogeneity both in the freeze-dried as well as in the
reconstituted form.
Resumo: Três lotes de vacinas contra o sarampo, produzidos com a cepa de vírus Biken CAM-70, sob as formas
liofilizada e reconstituída, pertencentes ao estoque da rede de vacinação da Secretaria de Estado da Saúde
de São Paulo, Brasil, foram submetidos a testes de sensibilidade à luz, à temperatura de 2 a 8°C, e de termoes¬
tabilidade (protegidos da luz) às temperaturas de 28. 36,5 e 45°C, objetivando verificar por quanto tempo reti¬
nham sua potência, isto é, a concentração ideal recomendada para a cepa de vírus presente (3,70 log 10 DICT 60
ou 5.000 doses infectantes de cultura de tecidos 50% por dosei A análise de retas de regressão ajustadas
demonstrou que, de modo geral, tanto os lotes de vacinas liofilizados como os reconstituídos, mantidos às refe¬
ridas temperaturas, expostos ou protegidos da luz, apresentaram queda de potência no decorrer do experimen¬
to, a qual foi mais acentuada para vacinas expostas à luz. Reconstituídos e mantidos a 2 a 8°C, os lotes não
apresentaram homogeneidade no referente à sensibilidade à luz. Quando a fotossensibilidade de lotes de vaci¬
nas liofilizadas foi testada a 2 a 8°C, eles mostraram-se mais sensíveis à degradação térmica quando expostos
à luz do que quando protegidos dela. Entretanto, expostos ou protegidos, a potência foi inferior à mínima aceita
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para a cepa Biken CAM-70. Às demais temperaturas, mesmo ao abrigo da luz, os dois lotes não retiveram po¬
tência mínima. Quanto às vacinas do lote 3, conservadas a 2 a 8°C, mantiveram-se de acordo com os requeri¬
mentos mínimos de potência durante 60 dias quando protegidas da luz, e durante 40 dias quando expostas
a ela. A degradação térmica às demais temperaturas foi mais acentuada (28°C: 5 dias; 36,5°C: 2 dias; 45°C:
0,5 dial. Considerando a concentração virai mínima que vacinas produzidas com a cepa Biken CAM-70 devem
conter para induzir efetiva resposta imunológica, os lotes de vacinas pesquisados (sob a forma liofilizada ou
reconstituídas para administração) apresentaram, além de baixa estabilidade ao calor, pouca homogeneidade
com relação a este parâmetro.
30. SILVA, A.C. da, MASSA, S., SANTANNA, O.A.
Prelimmary results cotroboratmg the polygenic control of immunological tolerance
Brazii. J. Med. Biol. Res.y. 23, p.581-584, 1990
Abslracl: Tolerance-susceptible (TS) and — resistam (TR) lines of mice are in the process of bidirectionalgene-
tic selection starting from a genetically heterogeneous population achieved by the equilibrated intercrossing of
eight inbred lines. Mice are intragastrically pretreated and then immunized with ben ovalbumin or bovine serum
albumin and the extreme phenotypes are selected for assortative mating. The normal distribution of agglutinin
titers in the F 0 population and the significam interline difference already observed in the F 2 and F 3 generations
indicate that oral tolerance is a character controlled by the addítive effect of several independent loci. The mean
heritability lh 2 obtaíned thus far is 11% for the TS line and 19% for the TR line.
Resumo: Linhagens de camundongos susceptíveis (TS) ou resistentes (TR) à tolerância estão sendo obtidas
através de seleção bidirecional a partir de uma população geneticamente heterogênea resultante do cruzamen¬
to equilibrado de 8 linhagens isogênicas. Camundongos são pré-tratados por via gástrica e depois imunizados
com ovoalbumina ou soroalbumina bovina e os fenótipos extremos estão sendo selecionados por acasalamen¬
tos direcionados. A distribuição normal dos títulos de aglutinina na população F 0 e a diferença interlinhagens
sigmficante já observada nas gerações F 2 e F 3 indicam que a tolerância oral é um caráter controlado pelo efei¬
to aditivo de vários loci independentes. A herdabilidade média (h 2 ) calculada até agora é de 11% para a linha¬
gem TS e 19% para a linhagem TR.
31. SOARES, M.F.M., PERINI, A„ MOTA, I., MACEDO, M.S.
Further characterization of ASCARIS SUUM component (s) with suppressive activity on the IgE antibody res¬
ponse Brazii.
J. Med. Biol. Res., v. 23, p. 589-592, 1990
Abstracl: In orderto characterize the component(s) of Ascaris suum responsible for damping of the IgE anti¬
body production we demonstrated that the extract incubated in sodium acetate buffer, pH 4.5, maintained its
suppressive effect and lhe same protein banding pattern by SDS-PAGE. Elimination of the lipoprotein compo-
nentsof lhe extract also left its damping properties unchanged, SDS-PAGE of the lipoprotein-free extract revea-
led pratícally the same pattern as sbown by lhe whole extract, except for the high molecular weight polypeptides.
These results indicate that the suppressive component(s) of A. suum did not precipitate and retained their acti¬
vity at low pH In addition, they appear not to be lipoproteins.
Resumo A fim de caracterizar os componentes do Ascaris suum responsáveis pela redução na produção de
anticorpos IgE, nós demonstramos que o extrato de Ascaris suum incubado em tampão acetato pFI 4.5 mante¬
ve o mesmo poder supressivo e as mesmas bandas protéicas em SDS-PAGE. A eliminação dos componentes
lipoprotéicos do extrato também não alterou suas propriedades supressoras. Análise por SDS-PAGE do extrato
isento de lipoproteínas mostrou praticamente as mesmas bandas do extrato total, exceto pelos polipeptídios
de alto peso molecular. Estes resultados indicam que os componentes supressivos do A. suum não precipitam
e retêm a sua atividade em pFH baixo. Além disso, eles não parecem ser lipoproteínas.
32. SOGORB, S.F., SANTANA, E.Q. de, DAMY, S.B., RODRIGUES, U.P., CFIAGURI, L.C.A.G.
Importância da proteína para o conhecimento: estudo experimental em coelhos Oryctolagus cuniculus
Salusvila, v. 9, n. 1, p. 71-80, 1990
Abstracl: The proteic malnutrition was experimentally reproduced in young rabbits, related to ponderable gain
and mortaly. The animais were observed during the lactation and after weaning. One group was fed with 16,2%
of protein diet and it was considered as the normal proteic control. Another group was fed with a 9,7% diet,
being considered the hypopioteic group, After weaning, some of the young related to each group remained
with the same diet and some were transferred to another group. In order to compare the average of the final
weight, the gain of weight and the mortality; the tukey and X 2 tests were applied. The results show that preco-
cious hypoproteic feeding reduce the weight and increase the mortality rate which are significative when com-
pared to the normal proteic control, keeping these parameters even when the normal feeding is reestablished.
Resumo: Experimentalmente reproduziu-se em láparos a desnutrição protéica, relacionando-a com ganho pon¬
derai e mortalidade. Os animais foram observados durante as fases de aleitamento e após desmame. Um grupo
recebeu ração contendo 16,2% de proteína e considerado como controle normoprotéico. Outro, recebeu ração
contendo 9,7%, sendo grupo hipoprotéico. Após o desmame, parte dos láparos pertencentes a cada grupo
permaneceu com a mesma ração e parte passou para a outra. O peso final, o ganho de peso e a taxa de mortali¬
dade inlra e entre grupos foram submetidos aos testes de Tukey e X 2 , com nível de rejeição adotado de 5%.
Os resultados demonstram que a alimentação hipoprotéica precoce causa redução de peso e maior taxa de
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mortalidade, significativas quando comparadas ao controle normoprotéico, permanecendo esses parâmetros
mesmo quando restabelecida a alimentação normal.
33. STIFFEL, C„ IBANEZ, O.M., RIBEIRO, O.G., DECREUSEFOND, C„ MOUTON, D., SIQUEIRA, M., BIOZZI, G.
Genetic of acute inflammation: inflammatory reactions in inbred lines of mice and in their interline crosses
Experim. Clinic. Immunogenet., V 7, p. 221-233, 1990
Abstract: Acute inllammation is induced by the subcutaneous injection of swollen polyacryiamide microbeads,
its intensity measured by the cell and protein concentration of the local exudates. A large and continuous range
of responses is obtained in different inbred strains of mice, which suggests a polygenic control of the inflamma-
tory response. The variable leveis of the global domlnance observed in F, hybrids issued from several parental
combinations indicaled that the pattern of alleles controlling high or low response was different in each parental
strain. Balanced intercrossing of the 8 inbred strains studied has proviüed a genetically heterogeneous F 3 po-
pulation, presenting a high variability of responses. The value of lhe genetic part of F 3 phenotypic variance, the
spread of the interstrain differences, as well as the polygenic nature of the regulation of inflammatory responses
polnted out the possibilily to perform a bídlrectional genetic selection by using the F 3 mice as the toundation
population, and response to microbeads as the selective phenotypic character,
Resumo: Inflamação aguda foi induzida por injeção subcutânea de microesferas de poliacrilamida e a sua inten¬
sidade medida pela concentração celular e protéica do exsudato local. Variação grande e continua das respos¬
tas foi obtida em diferentes linhagens isogênicas de camundongos, fato que sugere controle poligênico da resposta
inflamatória. Os niveis variáveis de dominância global observada nos híbridos F, obtidos de diferentes combi¬
nações das linhagens parentais sugere que os padrões de alelos controladores da resposta alta ou baixa são
diferentes em cada linhagem. Cruzamento balanceado das 8 linhagens isogênicas estudadas produziu uma po¬
pulação F 3 geneticamente heterogénea apresentando grande variabilidade de respostas. O valor da parte ge¬
nética da variância fenotípica de F 3 , a amplitude das diferenças entre as linhagens assim como a natureza
poligênica da regulação da resposta inflamatória indicam a possibilidade de realização de seleção genética bidi¬
recional usando os híbridos F 3 como população inicial e a resposta às microesferas de poliacrilamida como ca¬
ráter fenotipico selecionados.
34. TAKEHARA, H.A., SILVA, A.M.M. da, BRODSKYN, C.I., MOTA, I.
A comparative study of anb-TRYPANOSOMA CRUZI serum obtained in acute and chronic phase of infection
in mice
Immunol. Lett., v. 23, p. 81-86, 1989/1990
Abstract: The IgG antibody contem, specificity, lytic activity, clearance capaclty and protective ability of mouse
anti-Trypanosoma cruzi serum was determined duríng the course of infection. The IgG antibody content increa-
sed duríng the course of infection, reaching its highest levei in the serum collected in the chronic phase of the
infection. The T cruzi antigens recognized by antibodies using the protein transfer technique also increased
with time of infection. Antibodies present in day 22 post-infection (p.i.) serum were already able to recognize
all the antigens detected by antibodies present in serum from the chronic phase. The lytic and clearance ability
were not detected ori day 7 p.i., but appeared on day 14 p.i, and reached their highest levei on day 45 p.i. The
protective ability was present in serum of the chronic phase, but was absent from the acute serum. The IgG
antibody content of the acute serum was four times less than that of the chronic serum. When the IgG antibody
concentration of the acute serum was equalized to that of the chronic serum, the acute serum was as' able
to protect the infected animais as the chronic serum. It is suggested that the disagreement between the protec¬
tive ability of anti- T cruzi antisera collected in lhe acute or in tire chronic phase of the infection is due to a
quantítative rather than a qualitatíve dilference.
Resumo: Determinou-se o teor em anticorpos IgG, a especificidade, a atividade lítica, a capacidade de induzir
clearance e a capacidade protetora de soro de camundongo anti-T cruzi durante o curso da infecção. Os anti¬
corpos IgG aumentaram no curso da infecção, alcançando seu nível mais alto no soro coletado na fase crônica
da infecção. O número de antígenos do T. cruzi reconhecidos pelos anticorpos também aumentou no curso
da infecção. Os anticorpos presentes no 22° dia da infecção já reconheciam todos os antígenos detectados
pelo soro crônico. A capacidade lítica e de clearance não estavam presentes no 7“ dia após a infecção, apare¬
ciam no 14° dia e alcançavam seu pico no 45°, A capacidade de transferir proteção estava presente no soro
crônico porém ausente do soro colhido na fase aguda. O conteúdo em anticorpos IgG do soro agudo era 4
vezes menor do que o do soro crônico. Quando a concentração de anticorpos IgG foi tornada Igual àquela do
soro crônico, o soro agudo tornou-se também capaz de proteção. Sugere-se que a discordância entre o poder
protetor dos soros agudo e crônico é devida a uma diferença quantitativa.
35. TEIXEIRA, C.F.P., YASAKA, W,J„ SILVA, L.F., OSHIRO, T.T., OGA, S.
Inhibitory effects of beryllium chloride on rat liver jicrosomal enzymes
Toxicology, v. 61, p. 293-301, 1990
Abstract: A single i.v. dose (0.1 mmol Be 2+ /kg) of beryllium chloride prolonged the duration of pentobarbital-
-induced sleep and zoxazolamine-induced paralysis, in rats. The effects are correlated with changes of the phar-
macokinetic parameters and with lhe in vitro mhibition of both aliphatic and aromatic hydroxylation of pentobarbital
and pentobarbital and zoxazolamine. In vitro N-demethylation of meperidine and aminopyrine was partially inhi-
bited while O-demethylation of quinidine was unaffected by liver microsomes of rats pretreated with beryllium
salt. The fíndings give clues that beryllium chloride inhibits some forms of cytochrome P-450, especially those
responsible for hydroxylation of substrates, like pentobarbital and zoxazolamine.
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tuto Butantan (1990). Mem. Inst. Butantan, v. 53, n. 2, p. 213-228, 1991
Resumo: A administração de cloreto de berílio a ratos, em dose única (0,1 mmol Be 2+ /kg, i. v.l, prolongou a
duração do tempo de sono e de paralisia induzidos, respectivamente, pelo pentobarbital e zoxazolamina. Esse
efeito correlacionou-se com alterações dos parâmetros farmacocinéticos e com a inibição in vitro da hidroxila-
ção alifática e aromática do pentobarbital e zoxazolamina. Adicionalmente, o pré-tratamento dos ratos com clo¬
reto de berílio causou inibição parcial da N-desmetilaçâo da meperidina e aminopirina, enquanto a O-desmetilação
da quinidina não foi afetada. Esses dados permitiram concluir que o cloreto de berílio inibe algumas formas
do citocromo P-450, particularmente aquelas responsáveis pela hidroxilação de substratos como o pentobarbi¬
tal e a zoxazolamina.
36. UMEKITA, L.F. & MOTA, I.
Role of platelets in the In vivo removal of T cruzi from circulation
Brazil- J. Med. Bioi Res.. v, 23, p. 593-596, 1990
Abstract: The possible role of platelets in the clearanoe of Trypanosoma cruzi was studied in vivo in A/sn female
mice. Platelet depletion achieved by anti-platelet IgG antibodies induced a significant, though not total, reduc-
tion in the rate of removal of T. cruzi bloodstream trypomastigotes (BTRYS) from the circulation. Furthermore,
during removal of T cruzi BTRYS from the circulation of normal mice there was a simultaneous decrease in
the number of platelets. These results suggest that platelets play a role in the in vivo mechanism of defense
against T cruzi infection.
Resumo: A possível função das plaquetas no clearance do Trypanosoma cruzi foi estudado in vivo em camun¬
dongos A/Sn. A plaquetopenia induzida por anticorpos IgG anti-plaquetas produziu uma redução significante
embora parcial da velocidade de remoção dos tripomastigotas da circulação. Além disso, durante a remoção
dos tripomastigotas ocorreu uma diminuição simultânea das plaquetas. Estes resultados sugerem que as pla¬
quetas têm um papel no mecanismo de defesa contra o T. cruzi.
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ÍNDICE DE AUTOR/AUTHOR INDEX
ALMEIDA, M.S. de .
ANTONIO, L.C.
ARNHOLDT, A.V.
ASSAKURA, M.T.
AYMERICH, R.
BARRETTO, O.C. de O.
BERRO, O.J.
BIOZZI, G .
BRAGANÇA PEREIRA, C.A. de
BRAZ, S.
BRENO, M.C.
BRODSKYN, C.l.
CABELLO, RH .
CAMARGO, A.C.M.
CARDOSO, J.L.C.
CARMONA, E.
CARPENTER, M.R.
CHAGAS, J.R.
CHAGURI, L.C.A.G.
CHUDZINSKI, A.M.
CORDEIRO, C.L, dos S.
CORRÊA, F.M.A.
COSTA, E.M.
CREPALDI, R.F. .
CURI, P.R.
DAMY, S.B.
DE CILLO, D.M.
DECREUSEFOND, C.
DIAS DA SILVA, W..
D'IMPÉRIO UMA, M.R.
DOMINGOS, M.O.
DORCE, V.A.C.
DURAN, N.
FANG, F.L.W. .
FETT - CONTE, A.C.
FURTADO, M.F.D.
GALLINA, N.M.F. .
GAMBARINI, A.G.
GATTI, M.S.V.
GUIMARÃES, E.S.P. .
GUTIÉRREZ, J.M.
HENRIQUES, S.B.
HIRATA, I.Y.
HO, P.L.
IBANEZ, O.M.
JORGE, M.T..
JULIANO, L. ..
KAMIGUTI, A.S.
KAWANO, T.
KELEN, E.M.A.
KRIEGER, H.
KUSANO, E.J.V.
LAZARI, M.F.M.
. 213
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SciELO
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LEITE, L.C.C . 214
LEME, V.M.C . 219
LEOPOLDO-E-SILVA, R. 217
LIMA, A.T.V.C. . 219
LOMONTE, B . . 218
MACEDO, M.S . 223
MALUCELLI, M.I.C. 221
MANDELBAUM, F.R . 213
MARCUCCI, M.C . 214
MARUYAMA, M . 218
MASSA, S . 223
MEIRELLES, M.N.L. 219
MENDES, I.F. . 222
MENDONÇA, J.S. de . 216
MIHARA, H. 218
MORENA, P. . 213 218
MORO-FURLANI, A.M. .... ...... .' 219
M0TA ' 1 . 214, 220, 223, 224, 225
MOURA DA SILVA, A.M. . . 214 220
MOUTON, D . ' 224
MUTTI PEREIRA, M.M. . . . 221
NEUMANN, B.G . 220
NISHIKAWA, A.K . 220
NISHIOKA, S. de A. 222
NONOYAMA, K ... 213
OGAS, S . 220 224
OLIVEIRA, E.B. ' 216
OLIVEIRA, E.S . 216
OSHIRO, T.T . ; 220 224
OTERO, R . ' 218
PADOVANI, C.R . 217
PALERMO-NETO, J . 221
PEREIRA, A. 221
PERINI, A. 223
PICARELLI, Z.P. ... 214
PIESCO, R.V . 222
PIETRO PEREIRA, A.S .. ' ' ' ' ‘ 2 21
PRAL, M.M. 222
PREZOTO, B.C .' 214
RIBEIRO, L.A . 215, 216, 221, 222
RIBEIRO, O.G. 224
RIZZO, E. de. 222
RODRIGUES, U.P. . ' ' 2 23
ROSSO, J.P. .. 218
ROVIRA, M.E . . 218
SAKAUCHI, M.A . . 221
SANO-MARTINS, I.S. . 218
SANTANA, E.Q. de . . 223
SANT ANNA, O.A . 213 223
SANTORO, M.L . 218
SANTOS, M.C. dos . 220
SANTOS, R.E.S . 215
SCHARFSTEIN, J. . 219
SHIMIZU, Y. . . 221
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
SILVA, A.C. da . .
SILVA, A.M.M. da
SILVA, L.F. .
SILVA, M.L.R. da
SILVA, S.G.
SIMÕES, L.C.G. . .
SIQUEIRA, M. . .
SMILLIE, L.B. . . .
SOARES, M.F.M. .
SOGORB S., F. . .
STIFFEL, C.
SUCUPIRA, M. . .
TAJARA, E.H. . . .
TAKATA, C.S. . . .
TAKEHARA, H.A.
TEIXEIRA, C.F.P. .
TENÓRIO, E.C.N. .
TOFFOLETTO, O. .
TOMY, S.C.
TRONCONE, L.R.P.
TUFIK, S.
UMEKITA, L.F. . .
VARELLA-GARCIA,
VARGAS, O.
VIEIRA, E.G.J. . . .
YAMANOUYE, N.
YASAKA, W.J. . .
. ... 223
. ... 224
. ... 224
.... 216
. ... 219
. ... 216
. ... 224
. ... 215
. ... 223
. ... 223
. ... 224
. ... 216
. ... 215
. ... 222
. ... 224
220 , 224
. ... 222
.... 214
. ... 218
. ... 220
. ... 220
. ... 225
. ... 215
. ... 218
. ... 213
. ... 214
... 224
SciELO
BOLETIM DE
BIOTECNOLOGIA
VOLUME 2 - 1991
ISSN 0103-6548
Secretaria de Estado da Saúde
Coordenação dos Institutos de Pesquisa
Instituto Butantan
COMISSÃO EDITORIAL
Rosalvo Guidolin
Wilmar Dias da Silva
Isaias Raw
Henrique Moisés Canter
Luiz Sebastião Prigenzi
Renata Lara Paes de Barros
SUMÁRIO
Padronização eletroforética de soros hiperimunes de cavalos.
Eletrophoretic standartize of horse hyperimmune sera.
M. A. STEPHANO; R. GUIDOLIN, W. DIAS DA SILVA; H. G. HIGASHI. 3
Preparação de soro albumina eqüina por fracionamento sulfato de amônio-
-etanol-calor
Equine sero albumin preparation by ammonium sulphate-ethanoi-heat fractio-
nation
J.R. MARCELINO; R. GUIDOLIN. 15
Produção de anatoxina estafilocócica purificada
Anatoxine staphylococcique purified production
J.A. FURUTA; E.P.T. de OLIVEIRA; S. de J.D. MATIAS; H.G. HIGASHI. 19
Boi. Biotecnol., v. 2, p. 1-23 — 1991
cm
SciELO
10 11 12 13 14 1!
Boi. Biotecnol.
v. 2, p. 3-13, 1991
PADRONIZAÇÃO ELETROFORÉTICA DE SOROS
HIPERIMUNES DE CAVALOS
Marco Antonio STEPHANO*
Rosalvo GUIDOLIN**
Wilmar DIAS da SILVA***
Hisako Gondo HIGASHI**
RESUMO: Os autores determinaram, através de análise eletroforética,
as concentrações de diferentes proteínas séricas em cavalos produto¬
res de plasma hiperimunes antitóxicos e antipeçonhentos. Os valores
obtidos através da eletroforese em suporte de acetato de celulose (Cel-
logel R ) sugerem a existência de 11 frações protéicas: Albumina, globu-
linas alfa la e 1b, alfa 2a, 2b e 2c, beta 1, 2a e 2b e gama 1 e 2. O
objetivo destas observações foi o de traçar um perfil eletroforético de
referência para ser utilizado como critério de avaliação da pureza dos
soros heterólogos finais para o uso terapêutico humano.
UNITERMOS: Eletroforese, soro hiperimune, albumina, globulinas alfa,
beta e gama.
INTRODUÇÃO
A eletroforese em suporte de acetato de celulose é aceita como um método
eficiente para a separação de proteínas plasmáticas identificando as diversas fra¬
ções separadas por suas cargas 2 . Todavia as raças, as alimentações e os habi-
tats diferentes sob os quais os animais estão submetidos, acrescidos, ainda, da
arbitrariedade do operador na separação das frações, de acordo com a sua
experiência 9 , os eletroforetogramas podem exibir diversidades de tal ordem que
impossibilitam a obtenção de um perfil eletroforético de referência 4 .
* Seção de Concentração e Fracionamento de Soros
** Serviço de IMUNOLOGIA
* * * Laboratório Especial de IMUNOQUÍMICA
INSTITUTO BUTANTAN - CP 65 - São Paulo - SP
Recebido para publicação em 28.5.1990 e aceito em 14.2.1991
SciELO
3
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H, G. Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
O objetivo deste trabalho é o de demonstrar a possibilidade de obtenção de
perfis eletroforéticos de referência, pela técnica proposta, segundo as condições
de utilização e manutenção dos animais em cada estabelecimento produtor de
soros hiperimunes de origem eqüina. A comparação dos resultados traçados an¬
tes e após as hiperimunizações oferecerá os requisitos necessários às avaliações,
sejam da pureza dos soros, bem como da adequação da técnica empregada du¬
rante o processo de purificação dos respectivos plasmas.
A eletroforese em suporte de acetato de celulose, empregando os soros de
cavalos antes do início das hiperimunizações, poderá servir como meio de sele¬
ção de animais bons produtores de anticorpos, refugando aqueles eventualmen¬
te portadores de agamaglobulinemia ou hipogamaglobulinemia 7 .
MATERIAL E MÉTODOS
1. Cavalos e amostragem:
Grupo A — animais soro-produtores, sem raça definida (SRD), pesando em
média 400 kg, clinicamente sadios e submetidos a períodos de hiperimunização
por mais de um ano e menos do que dois anos, assim discriminados:
Produtores de antivenenos:
Crotálico . 9 amostras
Botrópico . 9
Botrópico-Crotálico . 9
Elapídico . 9
Laquético . 9
Aracnídico.9
Escorpiônico . 6
Loxocélico . 3
Produtores de antitóxicos:
Tetânico . 9 amostras
Diftérico . 9
Grupo B — animais semelhantes aos anteriores, não soro-produtores (Normais)
— 9 amostras.
2. Sangrias e obtenção dos soros: Grupos A e B — o sangue foi obtido por
punção da veia jugular, extraindo-se 20ml com seringas e agulhas esterilizadas.
Os soros foram separados após a coagulação em câmara fria a 4°C.
3. Eletroforese
3.1 Aplicação da amostra: em cada fita de acetato de celulose (Cellogel R ), de
2,5x17,0 cm, foram aplicadas 3 amostras em volume de 5/4 por amostra.
3.2. Corrida eletroforética: as fitas foram submetidas a tensão de 200 volts
por 35 minutos, em tampão barbital sódico + 0,05M co lOmM de EDTA + a pH
8 . 6 .
3.3. Coloração e descoloração: a coloração foi feita pelo corante de negro amido
10B+ solubilizado na mistura metanol: ác. acético glacial: H z O, nas proporções
de 45:10:45, respectivamente. A descoloração foi conseguida por lavagem das
fitas em solução de metanol: ác. acético glacial: H 2 0 nas proporções de
47,5:5,0:47,5, respectivamente. Ern seguida as fitas foram desidratadas em me¬
tanol puro e transparentizadas em solução de metanol: ác. acético glacial: glice-
rol, nas proporções de 85:14:1, respectivamente. A secagem, executada sobre
placas de vidros em estufa a 37°C, foi obtida após 10 a 15 minutos.
3.4 Leitura: executada em densitômetro Zenite Z30 que revelou a existência
de 11 frações no perfil. As frações receberam nomenclatura de acordo com a mi¬
gração eletroforética desde a mais até a menos eletronegativa.
4
cm
2 3
Z
5 6
10 11 12 13 14 15
STEPHANO, M. A.; GUIDOIIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
3.5. Cálculos estatísticos: as mesmas frações protéicas observadas em soros
de cavalos pertencentes ao mesmo serviço de hiperimunização tiveram suas mé¬
dias e desvios padrões calculados, tanto em números percentuais, indicados pe¬
lo densitômetro como em número absoluto obtido pela determinação da
concentração de proteínas totais do soro, pelo método de biureto 8 , modulados
a partir dos números percentuais.
RESULTADOS E CONCLUSÃO
De acordo com o especificado em material e métodos, as 11 frações reveladas
nos perfis eletroforéticos foram denominadas: albumina (ALB), alfa la, 1b, 2a,
2b e 2c, beta 1, 2a e 2b e gama 1 e 2 globulinas (FIG. II.
Os resultados referentes ao soro normal de cavalos, concentrados na TAB.I,
demonstram um desnivelamento dos valores, e, de certo modo, também na no¬
menclatura empregada por autores em trabalhos publicados anteriormente. Es¬
sas diferenças são devidas, principalmente, às raças, às alimentações e aos habitats
não uniformes aos quais os animais estão submetidos. Ainda, neste particular,
deve ser levada em conta a capacidade de resolução dos densitômetros utiliza¬
dos nas leituras.
Das TABs. 2 e 3, que mostram as médias e os desvios padrões das frações
em números percentuais, bem como os mesmos parâmetros da concentração
total de proteínas, como também de cada fração em números absolutos e ainda
o quociente ALB/globulina, respectivamente, deduz-se que: os dados sobre os
soros antiofídicos e antiaracnídicos, expressos em gráficos, quando comparados
com aqueles obtidos com o soro normal, apresentam a maioria das frações glo-
bulínicas aumentadas, entre as quais o aumento é mais significativo na fração
gama 2, enquanto a fração albumina e alfa la estão diminuídas (FIGs. 2 e 3).
Por outro lado, o quociente ALB/globulina aparece menor do que no soro normal,
condições estas que demonstram uma resposta imunitária positiva ao estímulo
antigênico 1 . No que se refere aos cavalos produtores de soros antitóxicos, os re¬
sultados comparados com o soro normal mostram que a maior parte das frações
globulínicas estão elevadas, enquanto as concentrações das globulinas alfa la,
gama 1 e gama 2 não estão significativamente diferentes. No entanto, nos soros
dos cavalos produtores de antitoxina tetânica ou diftérica, observa-se um aumento
acentuado da fração beta 2b, responsável pelo baixo quociente ALB/globulina.
Weir e Porter 10 observaram este aumento das betas globulinas em cavalos imu¬
nizados com anatoxinas ou toxinas bacterianas, tal observação é em decorrência
do aumento de uma subclasse de imunoglobulina denominada IgG(T). Pelas ex¬
periências, agora realizadas, verifica-se que é a fração beta 2b que se encontra
aumentada (FIG. IV).
Frente aos resultados encontrados nestas experiências, parece ser lícito con¬
cluir que:
1 — a pureza e o rendimento satisfatórios do soro heterólogo final pronto para
uso terapêutico estão diretamente relacionados às presenças das frações beta
2 b, gama 1 e gama 2 globulinas.
2 — a técnica apresentada possibilita o diagnóstico de eventuais casos de aga-
maglobulinemia ou de hipogamaglobulinemia pois, nestas situações, observa-se
ausência de IgM e IgA (ambas com motilidade igual a gama 1) e também de IgG(T)
(motilidade igual a beta 2b) e de outras IgG (motilidade igual a gama 2) existente
em baixas concentrações (ao redor de 16mg/100ml) e, obviamente, ausência de
atividade dos anticorpos específicos para o antígeno empregado em animais imu¬
nizados. Devido a essa ausência de atividade dos anticorpos não há também a
5
SciELO
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
PERFIL ELETROFORÉTICO DOS DIVERSOS SERVIÇOS
DE PRODUÇÃO DE SOROS HIPERIMUNES
1 - ALBUMINA
2 — alfa la
3 — alfa 1b
4 — alfa 2a
5 - alfa 2b
6 — alfa 2c
7
8
9
10
11
— beta 1
A
= SORO NORMAL
— beta 2a
B
= SORO ANTIOFÍDICO
— beta 2b
C
= SORO ANTIARACNÍDICO
— gama 1
D
= SORO ANTITÓXICO
— gama 2
FIG. I
6
SciELO
12
13
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H, G, Padronização eletroforética
de soros híperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SOROS
ANTIOFÍDICOS EM NÚMEROS PERCENTUAIS
PORCENTAGEM
-Jl
mk
ALB alfaia alfa 1b alfa2a alfa2b alta 2c bata 1 bata 2a b«ta2b gamai gama2
FRAÇÕES PROTÊICAS
SERVIÇOS
ICROTALICO HBOTROPICO BbOT-CROT
Ilaquético □elapÍdico ■ normal
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SOROS
ANTIOFÍDICOS EM NÚMEROS ABSOLUTOS
CONCENTRApÃÒ (g/dl)
rfiii
JTBtk
ALB alfaia alta 1b alfa2a alfa2b alfa2c batal b«ta2a b«ta2b gamai gama2
FRAÇÕES PROTEICAS
SERVIÇOS
■ CROTALICO D BOTROPICO SÜBOT.-CROT
□ lAQUÉtICO □ ELAPÍDICO ■ NORMAL
FIG. 2
cm
2 3 4
5 6 SciELO 10 2.1 12 13 14 15
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Bíotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SOROS
ANTIARACNÍDICOS EM NÚMEROS PERCENTUAIS
PORCENTAGEM
00
40
00
20
10
«Bl
Pfl
Jki
J . jill
1
0
ALB alfaia alfalb alfaia ab2b alla2c balai bata2a bata2b gaaial gaaia2
FRAÇÕES PROTEICAS
SERVIÇOS
■ ESCORPIÔNICO ■lOXOCEUCO ÜARACNIDIO □ NORMAL
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SOROS
ANTIARACNÍDICOS EM NÚMEROS ABSOLUTOS
ALB alfaia alfalb alfa2a alfa2b aHa2c botai bota2a bota2b gamai goma 2
FRAÇÕES PROTEICAS
SERVIÇOS
■ ESCORPIÔNICO □ LOXOCEUCO SÜARACNlblO D NORMAL
FIG. 3
8
SciELO
12
13
STEPHANO, M. A.; GUIDOUN, R; DIAS DA SILVA, W,; HIGASHI, H. G/Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v, 2, p. 3-13, 1991
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SOROS
ANTITÓXICOS EM NÚMEROS PERCENTUAIS
PORCENTAGEM
1 - ■
1
-
... i
f.
A
■ M.
Lkül
lüi
■pjjgfl
a\
ti
fflii
ALB alfaia allalb alfa2a alfa2b alia2c balai beta2a beta2b gaaial gamt2
FRAÇÕES PROTÊICAS
SERVIÇOS
■ TETÂNICO SDIFTÉRICO HNORMAL
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SOROS
ANTITÓXICOS EM NÚMEROS ABSOLUTOS
CONCENTRAÇÃO (g/dl)
ALB alfaia alfalb alfa2a alfa2b alfa2c b«ta1 bota2a b«ta2b gaaial gaaia2
FRAÇÕES PROTÊlCAS
SERVIÇOS
■tetânico □difte'rico Hnormal
FIG. 4
9
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforétioa
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
diminuição do quociente ALB/globulina, ficando este quociente igual ou maior
do que aos animais considerados normais.
ABSTRACT: By eletrophoresis analysis, the authors determined the con-
centracion of blood proteins fractions in antitoxin and antipoisonous of
horse hyperimmune sera. The value were getting by reading of the cel-
lulose acetate strips (Cellogel R ) on densitometer, it suggest the existen-
ce of eleven proteins fractions: Albumin and globulins alpha (la. 1b, 2a,
2b, and 2c), beta (1, 2a and 2b) and gamma (1 and 2). The main objec-
tive of this work was to gauge of eletrophoretic outline that it will be
able used as reference of purity of the heterologous sera for appiance
in human therapeutics,
KEYWORDS: Eletrophoresis, hyperimmune sera, albumin, globulins al¬
pha, beta and gamma.
TABELA I
Comparação das frações proteicas em números percentuais (%) do soro de cavalo deter¬
minado por vários autores.
A
B
C
D
E
F
G
ALBUMINA
49,2
39,6
43,0
45,4
41,1
30,0
43,37
ALFA
ND
ND
ND
ND
13,7
ND
ND
ALFA 1
1,6
16,9
ND
ND
ND
8,1
ND
ALFA la
ND
ND
2,2
4,0
ND
ND
2,43
ALFA 1b
ND
ND
3,1
2,8
ND
ND
1,76
ALFA 2
10,2
15,0
ND
13,2
ND
ND
ND
ALFA 2a
ND
ND
12,8
ND
ND
3,7
2,59
ALFA 2b
ND
ND
5,6
ND
ND
4,3
8,38
ALFA 2c
ND
ND
ND
ND
ND
11,1
2,99
BETA
ND
13,6
ND
ND
ND
ND
ND
BETA 1
14,1
ND
11,9
13,2
13,7
13,1
6,28
BETA 2
8,9
ND
ND
7,7
7,7
10,9
ND
BETA 2a
ND
ND
3,5
ND
ND
ND
4,10
BETA 2b
ND
ND
3,7
ND
ND
ND
4,32
GAMA
15,7
14,9
ND
13,7
13,7
18,8
ND
GAMA 1
ND
ND
12,0
ND
ND
ND
7,31
GAMA 2
ND
ND
2,0
ND
ND
ND
15,87
A = Mattheus et al. 1966
B = Kao et al. 1954
C = Bierer, 1969
ND = Não Determinado
D = Massip & Fumiere, 1954
E = Osbaldíston, 1972
F = Kristensen & Firth, 1977
G = PRESENTE ESTUDO
10
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
TABELA 2
Frações proteicas dos diferentes serviços de produção de soros
Hiperimunes em números percentuais (%)
ALBUMINA 18,49 21,70 20,08 25,12 25,77 30,70 29,30 31,54 21,17 21,87 43,37
+ /— + /— 1“/— + /— + /— 4-/— + /— + /— -4-/— + /— 4-/ —
2,34
3,58
2,64
2,29
3,16
3,50
1,41
3,97
2,67
2,17
3,23
ALFA la
1,93
+ /-
0,49
1,87
+ /-
0,46
2,54
+ / —
0,50
1,77
+ /-
0,41
2,06
+ /-
0,49
0,97
+ /-
0,49
0,70
+ /-
0,10
1,89
+ /-
0,35
2,38
+ /-
0,45
1,03
+ /—
0,39
2,43
+ /-
0,24
ALFA 1b
2,18
+ /-
2,34
+ /-
1,93
+ /-
2,40
+ /-
2,70
+ /-
2,20
+ /-
2,15
+ /-
2,19
+ /-
2,22
+ /-
1,68
+ /-
1,76
+ /-
ALFA 2a
3,82
+ /—
0,83
4,56
+ /-
0,91
4,49
+ /-
1,21
4,11
+ /-
1,23
3,52
+ /-
1,21
4,12
+ /-
0,62
4,30
+ /-
0,10
2,88
+ /-
0,64
3,18
+ /-
0,67
2,87
+ /-
0,89
2,59
+ /-
0,96
ALFA 2b
10,30
+ /—
1,59
9,20
+ /-
2,76
12,54
+ / —
2,53
10,63
+ /-
2,16
11,39
+ /—
2,04
10,45
+ /-
1,54
10,05
+ /-
1,62
8,93
+ /—
2,34
8,99
+ /—
1,25
8,82
+ /—
2,44
8,38
+ /—
2,73
ALFA 2c
4,67
+ /-
2,01
5,76
+ /-
1,69
4,47
+ /-
1,34
4,10
+ /-
1,07
4,27
+ /-
0,57
3,68
+ /-
0,59
3,60
+ /-
0,85
3,91
+ /-
1,29
3,33
+ /-
0,89
3,79
+ /-
1,49
2,99
+ /-
0,94
BETA 1
10,14
+ / —
1,40
9,67
+ /-
2,40
9,37
+ /-
2,81
8,13
+ /-
0,95
9,26
+ 1-
1,34
7,70
+ /—
1,94
9,00
+ /—
0,28
7,71
+ /-
1,86
9,06
+ 1-
2,15
7,47
+ /-
2,37
6,28
+ /-
1,01
BETA 2a
8,56
+ /-
2,80
9,37
+ /-
2,58
7,20
+ /-
2,09
4,65
+ /-
2,08
4,64
+ ./-
1,17
4,08
+ /-
1,12
6,30
+ /—
1,98
4,43
+ /—
1,41
5,87
+ /-
1,67
7,12
+ /—
1,70
4,10
+ /—
1,30
BETA 2b
6,74
+ /-
1,50
7,66
+ /-
1,98
7,61
+ /-
1,03
6,40
+ / —
1,10
6,14
+ f-
1,35
5,83
+ /-
2,10
8,45
+ /-
1,63
6,76
+ /-
1,71
21,80
+ /-
5,04
22,38
+ /-
7,27
4,92
+ /-
1,79
GAMA 1
8,96
+ /-
1,53
7,66
+ /-
1,55
6,54
+ /—
1,38
8,48
+ /-
2,81
8,57
+ /-
1,38
6,47
+ /-
1,57
7,75
+ /-
2,47
10,70
+ /—
2,58
6,50
+ / —
1,32
6,01
+ /-
1,38
7,31
+ /-
1,67
GAMA 2
24,21
+ /—
3,89
20,21
+ /-
2,79
23,23
+ /-
3,09
24,21
+7—
3,55
21,68
+ /-
3,07
23,80
+ /—
2,93
18,40
+ /-
3,54
19,06
+ /—
3,93
15,50
+ /-
4,69
16,96
+ /—
3,78
15,87
+ /—
2,31
A — Soro Anticrotálico
B — Soro Antibotrópico
C — Soro Antibot.-crot.
D — Soro Antilaquétíco
E — Soro Antielapídico
F — Soro Antiescorpiônico
G — Soro Antiloxocélico
H — Soro Antiaracnídico
I — Soro Antitetânico
J — Soro Antidiftérico
L - SORO NORMAL
1 1
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
STÉPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforética
de soros híperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
TABELA 3
Frações protêicas dos diferentes serviços de produção de soros
hiperimunes em números absolutos (g/dl)
A
B
C
D
E
F
G
H
1
J
L
PTNs TOTAIS
13,27
12,39|l4,67
12,14
11,93
12,08
12,40
12,23
13,12
13,95
9,70
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ 1 —
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,34
1,89
1,12
0,66
0,99
1,53
1,06
1,22
0,80
12,06
0,60
ALBUMINA
2,44
2,66
2,93
3,05
3,08
3,64
3,64
3,84
2,76
3,00
4,18
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /—
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,26
0,42
0,25
0,34
0,52
0,47
0,13
0,89
0,33
0,41
0,44
ALFA la
0,25
0,23
0,37
0,21
0,25
0,11
0,09
0,23
0,31
0,14
0,24
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,06
0,07
0,07
0,09
0,11
0,05
0,01
0,09
0,06
0,06
0,07
ALFA 1b
0,29
0,29
0,28
0,29
0,33
0,27
0,27
0,27
0,30
0,23
0,17
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,10
0,09
0,07
0,08
0,08
0,08
0,15
0,11
0,11
0,07
0,04
ALFA 2a
0,51
0,56
0,66
0,50
0,42
0,50
0,54
0,36
0,41
0,41
0,25
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /—
+ /-
+ /-
+ /-
0,10
0,14
0,20
0,13
0,15
0,10
0,01
0,10
0,08
0,15
0,10
ALFA 2b
1,37
1,14
1,86
1,28
1,36
1,27
1,24
1,09
1,18
1,24
0,82
+ /-
+/-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,25
0,35
0,44
0,20
0,29
0,28
0,19
0,29
0,23
0,39
0,30
ALFA 2c
0,62
0,71
0,65
0,50
0,51
0,46
0,45
0,48
0,44
0,52
0,29
+ / —
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+/-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,29
0,23
0,21
0,14
0,06
0,10
0,11
0,18
0,13
0,20
0,10
BETA 1
1,35
1,19
1,37
0,99
1,10
0,94
1,10
0,95
1,19
1,04
0,61
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,21
0,34
0,40
0,12
0,16
0,29
0,04
0,29
0,30
0,35
0,09
BETA 2a
1,14
1,19
1,06
0,57
0,55
0,50
0,78
0,56
0,77
1,00
0,40
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,40
0,45
0,34
0,28
0,10
0,17
0,25
0,23
0,24
0,33
0,14
BETA 2b
0,92
0,96
1,12
0,78
0,72
0,73
1,05
0,84
2,87
3,17
0,48
+ /-
+ 1 -
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
0,23
0,36
0,17
0,16
0,14
0,35
0,19
0,29
0,73
1,33
0,20
GAMA 1
1,19
0,96
0,96
1,03
1,02
0,78
0,96
1,30
0,86
0,84
0,72
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /—
+ 1 -
+ /-
+ /-
0,24
0,25
0,19
0,37
0,18
0,23
0,30
0,35
0,18
0,21
0,19
GAMA 2
3,19
2,50
3,41
2,94
2,59
2,90
2,28
2,21
2,03
2,36
1,54
+ /-
+ /-
+ /-
+ /-
+ /—
+ /-
+ /-
-f / —
+ /—
+ /-
+ /-
0,52
0,46
0,80
0,45
0,42
0,68
0,46
0,47
0,62
0,85
0,25
ALB/glob.
0,23
0,27
0,25
0,34
0,35
0,44
0,42
0,46
0,27
0,27
0,76
A — Soro Anticrotálico
B — Soro Antibotrópico
C — Soro Antibot.-crot.
D — Soro Antilaquético
E — Soro Antielapídico
F — Soro Antiescorpiônico
G — Soro Antiloxocólico
Fl — Soro Antiaracnídico
I — Soro Antitetânico
J — Soro Antidiftérico
L - SORO NORMAL
PTNS — Proteínas
12
STEPHANO, M. A.; GUIDOLIN, R.; DIAS DA SILVA, W.; HIGASHI, H. G. Padronização eletroforética
de soros hiperimunes de cavalos. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 3-13, 1991
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
10 .
BENJAMIN, M.M. Outline of Veterinary clinicai pathology. 3.ed. lowa, lowa State
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WEIER, R.C. & PORTER, R.R. Comparison of the structure of the immunoglobulins
from horse serum. Biochem. J. 700:63-68, 1966.
13
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Boi. Biotecnol.
v. 2, p. 15-17, 1991
PREPARAÇAO DE SORO ALBUMINA EQÜINA POR
FRACIONAMENTO SULFATO DE AMÓNIO - ETANOL - CALOR.
José Roberto MARCELINO
Rosalvo GUIDOLIN
RESUMO: A Técnica de Schneider foi adaptada para o aproveitamento
do soro albumina eqüina, como subproduto derivado do fracionamento
de plasmas eqüinos destinados à preparação de soros híperimunes he-
terólogos. A adaptação consistiu na separação prévia da albumina, por
precipitação com 32% de sulfato de amônío das outras proteínas, se¬
guida de ultrafiltração da solução de albumina. A técnica proposta pro¬
duziu albumina relativamente pura, com um rendimento aproximado de
90% em relação à albumina original.
UNITERMOS: Soro albumina eqüina, soros hiperimunes heterólogos.
INTRODUÇÃO
Na preparação de soros específicos, antipeçonhentos ou antitóxicos, de ori¬
gem eqüina (heterólogos), grandes volumes de solução de albumina são produ¬
zidos e desprezados. 0 aproveitamento desse soro albumina eqüina (SAEq.) como
subproduto para utilização laboratorial ou em clínica veterinária é possível pelo
processo de fracionamento com álcool etílico e aquecimento a 68°C, segundo
a técnica de Schneider modificada 1 ' 2 , como proposto neste trabalho. As expe¬
riências foram feitas com até 20 litros de solução inicial de albumina.
MATERIAL E MÉTODOS
Foi utilizado plasma hiperimune de cavalos produtores de antiveneno botrópi-
co, tratado de acordo com o esquema abaixo.
# Instituto Butantan — Seção de Concentração e Fracionamento de Soros.
Recebido para publicação em 27.12.1990 e aceito em 21.8.1991
15
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
*
MARCELINO, J.R. & GUIDOLIN, R. Preparação de soro albumina eqüína por fracionamento sulfato
de amônio-etanol-calor. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 15-17, 1991
PLASMA EQÜINO HIPERIMUNE diluído a 1/2 em água destilada, precipitação com
32% P/V de (NH 4 ) 2 S0 4 sólido, a pH 7,0, agitação de 200rpm durante 1 hora,
repouso de 4 horas. Temperatura ambiente.
CENTRIFUGAÇÃO — em centrífuga Alfa-Laval de fluxo contínuo
_PRECIPITADO — produção de soro hiperimune
SOBRENADANTE — albumina e outras proteínas em solução
I
ULTRAFILTRACÃO — em cassette "Pelicon” até eliminação do (NH 4 ) ? S0 4
I
ADIÇÃO DE ETANOL 98°GL — até concentração de 9% V/V e 0,004 M v/v de
ácido caprílico, sob agitação de 200rpm. Ajus¬
te de pH a 6,5 com NaOH 20%
AQUECIMENTO EM BANHO-MARIA - 68°C durante 30 minutos
I
AJUSTAR o pH a 4,4 com HCI 2,5M
FILTRAÇÃO EM PAPEL WATHMAN n° 50
‘PRECIPITADO — descartado
SOBRENADANTE
I
ULTRAFILTRACÃO
para concentração da albumina. Correção do pH a 7,0 com
solução de NaÒH a 20%
FILTRAÇÃO ESTERILIZANTE
em membrana 0,22 n "Millipore".
Os recipientes e hastes de agitação eram de aço
inoxidável. As temperaturas nas diferentes fases
foram as ambientes (ao redor de 25°C) a não ser
quando especificamente mencionadas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Antes da concentração por ultrafiltração, obteve-se uma solução de cor amarelo-
palha, transparente, contendo aproximadamente 90% da albumina original. Nesta
fase, a concentração de SAEq foi 1,6%, resultado esse plenamente concordante
com aquele obtido por Schneider (1,2) quando utilizou plasma humano fraciona¬
do diretamente com 9% de álcool, a 68°C, seja, sem uma precipitação prévia
com o sulfato de amónio. Em experiências realizadas com plasma eqüino hiperi¬
mune, seguindo exatamente a técnica descrita por Schneider, foi verificada uma
grande dificuldade na filtração da albumina, fato também citado 1 ' 2 pelo autor, su¬
gerindo a necessidade de introdução no sistema de um filtro com características
especiais (filtração aluvial). No entanto, com o fracionamento prévio pelo sulfato
de amónio, grande parte de outras proteínas é eliminada, condição esta que fa¬
vorece substancialmente a filtração após a precipitação alcoólica a quente.
A pureza da SAEq preparada conforme o esquema é apresentada no eletrofe-
rograma II, podendo, em seguida, ser submetida a técnicas cromatográficas que
melhorem a sua pureza; à concentração por ultrafiltro ou, ainda, à secagem.
Eletroferograma I plasma antibotrópico hiperimune
16
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
MARCELINO, J.R. & GUIDOLIN, R. Preparação de soro albumina equina por fracionamento sulfato
de amônio-etanol-calor. Boi. Biotecnol., v. 2, p. 15-17, 1991
Eletroferograma I
Plasma antibotrópico hiperimune
Eletroferograma II da SAEq. com 1,6%
de albumina após tratamento.
ALBUMINA
UI
3h
za
Vn i lMt i y iM.1 4 -iâ
AGRADECIMENTO
Ao Dr. Marco A. Stephano pelas provas de eletroforese.
ABSTRACT: The SchneidePs technique was adapted in order to utilize
the equine serum albumin as a sub-product, arise from the equine plas¬
ma fractionation destined to produce heterologons hyperimmune sera.
The adaptation consisted in the previous albumin isolation after 32 per
cent amonium sulphate precipitation of the other proteins and followed
by the ultrafiltration of the albumin solution.
KEYWORDS: Equine serum albumin, heterologons hyperimmune sera.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CURLING, J. M. Separation of plasma proteins — Pharmacia Fine Chemicals AB, UPP-
SALA, 1983.
2. SCFINEIDER, W., WOLTER, Q, MCCARTY, L. J. Technical improvement in heat-ethanol
isolation of serum albumin. Blut, v. 33, p. 275 — 280, 1976.
17
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Boi. Biotecnol.
v. 2, p. 19-23, 1991
PRODUÇÃO DE ANATOXINA ESTAFILOCÓCICA PURIFICADA
Joana Akiko FURUTA*
Edison Paulo Tavares de OLIVEIRA*
Sandra de Jesus Delgado MATIAS*
Flisako Gondo HIGASFII*
RESUMO: As toxinas produzidas pelas cepas de S. aureus VMood n° 3,
C24 n° 6 e C24 n° 7, desenvolvidas conforme a técnica descrita, pro¬
duziram anatoxinas que, submetidas è purificação e concentração com
solução a 33% de sulfato de amónio, permitiram a obtenção de vaci¬
nas com elevada atividade imunogênica e baixos teores de impurezas.
UNITERMOS: S. aureus, toxinas, anatoxinas purificadas.
INTRODUÇÃO
O Staphylococcus aureus, responsável por vários processos supuratívos hu¬
manos, superficiais ou profundos e, estes, às vezes, de caráter grave e mesmo
mortais, tem sido estudado por vários pesquisadores desde 1928, quando 12 de
21 crianças após terem sido injetadas com toxóide diftérico morreram em menos
de 24 horas. Verificou-se que aquela mistura estava contaminada com S. aureus
toxigênico (1). Este fato estimulou novas pesquisas de caráter antigênico e toxi-
gênico do filtrado de culturas de S. aureus, e Dólman (2,3,4) demonstrou o valor
do toxóide estafilocócico na terapia e profilaxia de infecções estafilocócicas. Glads-
tone e Glencross (5) verificaram que cepas selecionadas de S. aureus, em condi¬
ções adequadas de cultivo, produzem a alfatoxina letal e fatores dermone-
crotizantes e tetanizantes. Baseados nestes conhecimentos, os autores, no pre¬
sente trabalho, demonstram a técnica de preparação e controle da Anatoxina Es-
tafilocócica purificada, ainda utilizada no tratamento e prevenção de infecções
estafilocócicas humanas, especialmente aquelas superficiais recidivantes.
* Serviço de Imunologia
Instituto Butantan — CP 65 — CEP 01051 — São Paulo-SP — Brasil
Recebido para publicação em 19.6.1991 e aceito em 30.8.1991
19
SciELO
10 11 12 13
FURUTA, J. A., OLIVEIRA, E. P. T. de, MATIAS, S. de J. D., HIGASHI, H.G. Produção de anatoxina esta-
filocócica purificada Boi. Biotecnol. , v. 2, p. 19-23, 1991
MATERIAL E MÉTODO
1 — Cepas estudadas
- Wood n° 3, C24 n° 6, e C24 n° 7, cedidas pela Seção de BCG do Instituto
Butantan
2 — Características das cepas estudadas
2.1 — Verificação da pureza por semeadura em:
2.1.1 — Caldo glicosado 1% (9), incubados a 37°C durante 24 horas e exame
microscópico de lâminas coradas pelo método de Gram
2.1.2 — Placa de ágar sangue, incubada a 37°C durante 24 horas e exame
microscópico das colônias de halo de hemólise.
2.2 — Seleção das colônias:
2.2.1 — Por semeadura em ágar simples (9), as colônias adequadas devem
apresentar, após 24 horas a 37°C: superfície convexa e lisa, com 1 a 3mm de
diâmetro, bordas circulares e opacas.
2.2.2 — Pigmentação: colônias de S. aureus patogênico em ágar simples, após
24 a 48h à temperatura ambiente desenvolvem pigmento amarelo mais ou me¬
nos intenso, ao passo que os estafilocócicos saprófitas formam colônias brancas.
2.2.3 — Atividade hemolítica: amostras semeadas em ágar simples adiciona¬
do de 5 a 10% de sangue de carneiro, incubados a 37°C durante 24 horas, fre-
qüentemente determinam halo de hemólise de aproximadamente 10 a 30mm.
2.2.4 — Identificação perfunctória das cepas patogênicas: por semeadura em
meio de Chapman-Stone (10) e incubação a 37°C, durante 24 a 48 horas, as
cepas patogênicas produzem pigmento amarelo, fermentam a manita e hidroli-
sam a gelatina.
3 — Obtenção de alfatoxina e fatores:.
Cada uma das amostras, após 24 horas de cultivo em caldo glicosado a 37°C,
foi semeada em Caldo Martin (9) e Caldo soja (9) pela deposição de 8-10ml de
inóculo em 180m! dos meios. O material foi incubado durante sete dias a 37°C
em estufa apropriada com 20% de dióxido de carbono (C0 2 ).
3.1 — Provas
3.1.1 — Pureza: exame microscópico de lâminas coradas pelo Gram deve apre¬
sentar: cocos gram positivos com cerca de lum de diâmetro, dispostos isolada¬
mente, aos pares ou, menos freqüentemente, em cadeias.
3.1.2 — Titulação da toxina: uma alíquota de 5ml foi centrifugada durante 30
minutos a 3.000 rpm em centrífuga refrigerada 4°C. O pH sobrenadante foi cor¬
rigido a 6,8 — 7,0 com solução de HCI e filtrado em série (pré-filtro AP15 mem¬
branas inertes de 0,45 e 0,22um), e testada como segue:
3.1.2.1 — Determinação da Dose Mínima Hemolítica: (DMH) (7,11). O material
foi diluído em série em salina tamponada pH 7.2, na faixa de 1:500 a 1:8.546.
Em cada tubo era colocado 1m! de cada diluição e adicionado 0,1ml de hemácias
de coelho, a 10% (lavadas três vezes em salina tamponada). Os tubos, após 60
minutos em banho-maria a 37°C, foram centrifugados a 1.500 rpm por 15 minu¬
tos à temperatura ambiente.
Os resultados foram obtidos por leitura comparativa do centrifugado com uma
escala padrão de Hemólise. Foi considerada como a DMH o volume de toxina
indutor de 50% de hemólise.
3.1.2.2 — Determinação do limite hemolítico (LH): Os resultados foram obti¬
dos pela aplicação do método padronizado pelo NHI (11) e o soro padrão utiliza¬
do, proveniente do International Lab. of Biol. Statens Seruminstitut — Copenhagen.
O LH deverá ser igual ou menor do que 0,075ml.
4 — Preparação da Anatoxina
20
SciELO
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FURUTA, J. A., OLIVEIRA, E. P. T. de, MATIAS, S. de J. D., HIGASHI, H.G. Produção de anatoxina esta-
filocócica purificada. Boi. Biotecnol. , v. 2, p. 19-23, 1991
4.1 — Centrifugação e filtração da toxina: Os conteúdos de garrafas que se
apresentaram puras foram misturados, centrifugados a 3.000 rpm a 4°C por 30
minutos. O pH do sobrenadante foi corrigido a 6,8 — 7,0, com solução de Ácido
Clorídrico 20% e o material filtrado em pré-filtro AP15 membranas inertes, em
série, de 0,45 e 0,22jurn.
4.2 — Detoxificação: obtida pela ação de 0,5% de formalina a 37°C durante 30
dias, com agitação periódica.
4.3 — Provas
4.3.1 — Toxicidade específica
a) Teste dermonecrótico: Coelhos albinos de dois quilos, inoculados seja por
via intradérmica com 0,2ml de material ou com 2,0ml por via subcutânea não
devem apresentar necrose durante os quinze dias de observação.
b) Teste de letalidade: Coelhos albinos de dois quilos, inoculados por via veno¬
sa com 3,0m! de material/kg devem sobreviver, sem apresentar sintomas, duran¬
te um período de quinze dias de observação.
c) Teste de inocuidade em cobaios: Três cobaios de 200 a 400g de peso, ino¬
culados com 5ml do material por via subcutânea (região abdominal) devem so¬
breviver, sem apresentar sintomas, durante um período de quinze dias de
observação.
4.3.2 — Capacidade combinatória
Determinação da dose combinante "Line binding" (L.B.) (7,11). O material foi dis¬
tribuído em tubos contendo 1UI de soro padrão, em volumes crescentes de ana¬
toxina e completado o volume a 2,0ml com solução salina tamponada pH 7.2.
Aos tubos, após 20 minutos em banho-maria a 37°C, foi adicionada toxina pa¬
drão contendo 1 limite hemolítico e incubados a 37°C em banho-maria por mais
20 minutos e, finalmente, adicionado 0,1ml de uma suspensão a 10% de hemá-
cias de coelho. Os tubos incubados em banho-maria 37°C por uma hora foram
centrifugados a 1.500 rpm por 15 minutos à temperatura ambiente. Os resulta¬
dos foram obtidos por leitura comparativa do centrifugado com a escala padrão
de hemólise. Foi considerada como a dose combinante (LB) o volume da anatoxi¬
na que induziu a traços de hemólise.
5 — Preparação da Anatoxina Purificada
A concentração da anatoxina foi inicialmente realizada pelo processo de ultra-
filtração molecular (12) em membrana de 10.000 d. Obtida concentração de 5
vezes o produto foi submetido à precipitação seletiva à temperatura ambiente com
33% p/v de sulfato de amónio. Após a precipitação o pH foi acertado para 7,0
com uma solução de hidróxido de sódio 40% e a mistura mantida em repouso
a 4°C por uma noite.
0 material foi centrifugado a 3.000 rpm por 30 minutos à temperatura de 4°C,
e o precipitado ressuspenso em água destilada a 1/16 do volume inicial.
Após dessalinização por ultrafiltração molecular, o produto foi novamente con¬
centrado a 1/16 do volume inicial, isotonizado a 0,85% de NaCI, o pH reajustado
para 6,0-7,0 com hidróxido de sódio ou ácido clorídrico 40% e adicionado de
Timerosal, a 1/10.000, como preservativo.
O produto assim preparado foi esterilizado por passagem em membranas iner¬
tes, constando de um pré-filtro AP15 e de 0,45 e 0,22pmn e conservado a 4°C.
5.1 — Provas efetuadas após purificação
5.1.1 Inocuidade (3)
Foram realizados os mesmos testes citados nos itens 4.3.1 e 4.3.2
5.1.2 — Esterilidade (3). Em meio de Tioglicolato Brewer e Caseína soja por
semeadura de 3ml do produto em lOOml do meio.
21
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
FURUTA, J. A., OLIVEIRA, E. P. T. de, MATIAS, S. de J. D,, HIGASHI, H.G. Produção de anatoxína esta-
filocócica purificada. Boi. Biotecnol. , v. 2, p. 19-23, 1991
5.1.3 — Atividade Imunogênica (7). Oito coelhos albinos pesando de 2 a 3 quilos
foram inoculados por via intramuscular como segue;
Iml, 2ml e 3ml com intervalo de 7 dias. No 7° dia após a última dose foram
extraídos 2rnl de sangue, da veia da orelha. Volumes iguais dos respectivos soros
foram misturados e o "pool" titulado pelo método hemolítico.
O título foi considerado satisfatório quando apresentava no mínimo 3 unidades
superiores ao título inicial, determinado por L.B.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para a obtenção de anatoxina estafilocócica purificada, com atividade imuno¬
gênica adequada à aplicação humana com fins curativos ou profiláticos é impres¬
cindível a utilização de cepas selecionadas de S. aureus produtoras de exotoxinas.
Os autores verificaram que as amostras Wood n° 3, C24 n° 6 e C24 n° 7 culti¬
vadas em Caldo Martin e Caldo Soja, sob 20% de tensão de dióxido de carbono,
apresentaram bons resultados.
As anatoxinas assim preparadas podem ser purificadas e concentradas por pre¬
cipitação com solução a 33% de sulfato de amónio, visando, além da concentra¬
ção de atividade imunogênica, à redução de efeitos indesejáveis no homem devidos
a fenômenos de hipersensibilidade individual. Na rotina produtiva, rendimentos
mais elevados foram conseguidos pelo tratamento da anatoxina com 50% de sul¬
fato de amónio.
ABSTRACT: The toxins produced by S. aureus, sample Wood n“ 3, C24
n° 6 and C24 n? 7 developed as described, produced anatoxins that,
submited to the purification and concentration with 33% of amoniunn
sulfate solutíon permited vaccines obtention with hígh immunogenic ac-
tivity degree and low impurity concentration.
KEYWORDS: S.aureus, toxins, purífied anatoxins.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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cus toxoid. J. Amer. Med. Ass., v. 100, 13; p. 1007 — 1010, 1933
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xoid. J. Path. Bact, v, 41, p. 137-162, 1935
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cocci in cellophane Saca "in vivo". Brit. J. Exp. Path., v. 41; p. 313 — 333, 1960.
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22
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10 11 12 13 14 15
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MEMÓRIAS
DO
INSTITUTO BUTANTAN
Volume 53, 1991
Mem. Inst. Butantan
v. 53
n. 1,2,supl.1
p.119-23
1991
ÍNDICE DE AUTOR / AUTHOR INDEX
VOL. 53
ADLER, C. -i-iq
ALMEIDA, E . 71
ALMEIDA, M. S. de ... 2 13
ALVARADO, J. 1R1
ANTONIO, L.C. .213 91fi
ARNHOLDT, A.V. ' 2iq
ASSAKURA, MT. ... . 91 o
AYMERICH, R . 218
BARRETTO, O.C. de O. 213
BECAK, W. . Ví
BERGMANN, I.E. ... .qq
BERRO, O.J. 21 q
BERTANI, R. .A.
BIOZZI, G . 224
BRAGANÇA PEREIRA, C.A. de 222
BRAZ, S. 22 n
BRENO, M.C . 214
BRODSKYN, C.l. ... . 220 224
CABELLO, P.H. 219
CAMARGO, A.C.M. 216
CAMPUS, G. 21
CARDOSO, J.L.C . 213 214
CARMONA, E . 216 2 ■ 8 ' 219
CARPENTER, M.R . ' 2 15
CHAGAS, J.R . 216
CHAGURI, L.C.A.G . 175 223
CHUDZINSKI, A.M .. . . .. ' 2 i H
COLLETTO, G.M.D.D. . 14 q
CONTU, B . 21
CORDEIRO, C.L. dos S. 216
CORRÊA, F.M.A. . . . 216 217
COSSU, M.A. 21
COSTA, E.M. 219
CREPALDI, R.F. . 22 -,
CURI, RR. 217
DAMY, S.B. .175 223
DE CILLO, D.M. '210
DECREUSEFOND, C . 224
DIAS DA SILVA, W. 2 149 220
Dl BERNARDO, M. . ' ' - fi7
D'IMPÉRIO LIMA, M.R . 220
DOMENIGHINI, M. .
DOMINGOS, M.O. 214
DORCE, V.A.C. 221
DURAN, N. 214
ESTRADA, R. 1R1
FANG, F.L.W. . 2 22
FETT - CONTE, A.C. 215
FRANCINI, F. . 205
FRASCH, C.E . 7/
FREITAS, J.C. de . 191
FURTADO, M.F.D . 1 49, 213, 218, 220
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
*
FURUTA, J.A .19
GALLINA, N.M.F. . 222
GAMBARINI, A.G . 215
GATTI, M.S.V .214
GOLDENBERG, S. 71
GONZÁLEZ, N.181
GORDO, M. 135
GRISOLIA, C.S. 205
GUIDOLIN, R . 3, 15
GUIMARÃES, E.S.P. . 219
GUTIÉRREZ, J.M .218
HENRIQUES, S.B. 213
HIGASHI, H.G . 3, 19
HIRATA, I.Y. . 216
HO, P.L . 215
HOSSLE, P. . 119
IBANEZ, O.M . 224
JORGE, M.T. . 215, 216, 221, 222
JULIANO, L . 216, 219
KAMIGUTI, A.S .218
KAWANO, T . 216
KELEN, E.M.A .218
KRIEGER, H . 219
KRIEGER, M.A . 71
KUSANO, E.J.V . 216
LAFAILLE, J.J . 71
LAZARI, M.F.M . 214
LEITE, L.C.C . 214
LEME, V.M.C . 219
LEOPOLDO-E-SILVA, R . 217
LIMA, A.T.V.C . 219
LO CASCIO, R.119
LOMONTE, B . 218
LUCAS, S . 161
MACEDO, M.S . 223
MALUCELLI, M.I.C . 221
MANDELBAUM, F.R . 213
MARCELINO, J.R . 15
MARCUCCI, M.C . 214
MARQUES, O.A.V. . 127
MARSILI, 1 . 21
MARTINS, M . 197
M ATI AS, J.D . 19
MARUYAMA, M . 218
MASSA, S. 223
MEIER, J . 119
MEIRELLES, M.N.L . 219
MENDES, I.F. . 222
MENDONÇA, J.S. de . 216
MIHARA, H.218
MOREIRA, G . 197
MORENA, P. . 213, 218
MORO - FURLANI, A.M . 219
MOTA, 1. 214, 220, 223, 224, 225
MOURA DA SILVA, A.M . 214, 220
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
MOUTON, D.
.224
MUTTI PEREIRA, M
M.
. 221
NENCIONI, L.
. 15, 21
NEUMANN, B.G. . .
. 220
NEWTON, S.M.C. .
.53
NISHIKAWA, A.K. .
. 220
NISHIOKA, S. de A.
. 222
NONOYAMA, K. . .
.213
OELEMANN, W. . .
.71
OGAS, S.
. 220, 224
OLIVEIRA, E.B. . . .
.216
OLIVEIRA, E.P.T. de
.19
OLIVEIRA, E.S. . . .
.216
OSHIRO, T.T.
. 220, 224
OTERO, R.
.218
PADOVANI, C.R. . .
.217
PALERMO - NETO,
J.
. 221
PELUSO, F.O.
.205
PEPPOLONI, S. . . .
. 21
PEREIRA, A.
. 221
PER Ni, A.
.223
PICARELLI, Z.P. . . .
.214
PIESCO, R.V.
. 222
PIETRO PEREIRA, A
S .
. 221
PIZZA, M.G.
.15
PODDA, A.
15 21
POMBAL JR., J.P .
.135
PRAL, M.M.
.222
PREZOTO, B.C. . . .
.214
PUORTO, G.
.127
RAPPUOLI, R. ...
.15, 21
RIBEIRO, L.A.
. 215, 216, 221, 222
RIBEIRO, O.G.
.224
RIZZO, E. de.
.222
ROBLES, A.
.181
RODRIGUES, U.P. .
. 175, 223
ROJAS, E.
.181
ROJAS, G.
.218
ROSSO, J.P. .
.218
ROVIRA, M.E.
.218
SAKAUCHI, M.A, .
. 221
SANO - MARTINS,
I.S.
.218
SANTANA, E.Q. de
.223
SANT'ANNA, O.A.
. 213, 223
SANTORO, M.L. . .
. 218
SANTOS, M.C. dos
. 220
SANTOS, R.E.S. . .
.215
SAZIMA, 1.
.167
SCHARFSTEIN, J. .
.219
SEGURA, E.
.181
SHIMIZU, Y.
. 221
SILVA, A.C. da. ...
.223
SILVA, A.M.M. da.
.224
SILVA JR., P.l. da .
.161
SILVA, L.F.
.224
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
SILVA, M.L.R. da. 216
SILVA, S.G.219
SILVESTRI, S. 15 21
SIMÕES, L.C.G. 216
SIQUEIRA, M. 224
SMILLIE, L.B. 215
SOARES, M.F.M.223
SOGORB S„ F. . 175, 223
STEPHANO, M.A. 3
STIFFEL, C. 224
STOCKER, B.A.D. 53
SUCUPIRA, M. 216
TAJARA, E.H. 215
TAKATA, C.S . 222
TAKEHARA, H.A.224
TEIXEIRA, C.F.P. . 220, 224
TENÓRIO, E.C.N. '222
TOFFOLETTO, 0. 214
TOMY, S.C. 218
TORDO, N. 31
TRONCONE, L.R.P. .220
TUFIK, S. 220
UMEKITA, L.F. . 225
VANNI, R. 15 21
VARELLA - GARCIA, M. 215
VARGAS, 0. 218
VIEIRA, E.G.J. 213
VOLPINI, G. 21
YAMANOUYE, N. 214
YASAKA, W.J. 224
SciELO
10 11 12 13
CONTEUDO/CONTENTS
Volume 53, 1991
N? 1
The influence of three different drying prpcedures on some enzymatic acti-
vities of three Viperidae snake venoms.
A influência de três diferentes processos de secagem em algumas ativida¬
des enzimáticas de três venenos da serpente Viperidae.
Jürg MEIER, Christoph ADLER, Paul HÕSSLE, Rosário Lo CASCIO . 119
Padrões cromáticos, distribuição e possível mimetismo em Erythrolamprus
aesculapii (Serpentes, Colubridae)
Color patterns, distribution , and possible mimicry in Erythrolamprus aes¬
culapii (Serpentes, Colubridae)
Otávio A.V. MARQUES, Giuseppe PUORTO . 127
Duas novas espécies de Hyla da Floresta Atlântica no Estado de São Paulo
(Amphibia, Anura)
Two srnall species of Hyla from the Atlantic Forest of the São Paulo State
(Amphibia, Anura)
José P. POMBAL JR., Marcelo GORDO . 135
Supl. 1
Willy Beçak Opening Remarks . 11
M.G. Pizza, M. Domenighini, Engeneering bacterial toxins for the
L. Nencioni, A. Podda., development of new vaccines .... 15
R. Vanni, S. Silvestri,
R. Rappuoli
L. Nencioni, A. Podda, S. Evaluation of a cellular DPT vaccines in
Peppoloni, G. Volpini, infants . 21
I. Marsili, B. Contu,
G. Campus, M.A. Cossu,
R. Vanni, S. Silvestri,
R. Rappuoli
Noèl Tordo Contribution of molecular biology to
vaccine development and molecular
epidemiology of rabies disease ... 31
S. M.C. Newton, Insertion of heterologous epitopes in
B. A. D. Stocker Salmonella Flagellin . 53
Ingrid E. Bergmann The impact of recombinant DNA on
the control of animal health . 59
S. Goldenberg, M.A. Use of Trypanosoma crpzi recombinant
Krieger, J.J. Lafaille, antigens in the immunological diag-
E. Almeida, W. Oelemann nosis of Chagas Disease . 71
Post-Symposium Lecture
Cari E. Frasch Perspectives on production of group
B Meningococcal vaccines . 77
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
N° 2
Controle de qualidade dos venenos animais e dos correspondentes antive-
nenos. I. Padronização dos métodos de ensaio das atividades bioquímicas
e farmacológicas dos venenos de algumas espécies do gênero Bothrops e
Crotalus usando amostras secas a temperatura ambiente ou liofilizadas.
Quality control of animal venoms and of their correspondent antivenoms:
I. Standardization of the assay methods to analise the biochemical and phar-
macological properties of venoms from some snakes belonging to the ge-
nus Bothrops and Crotalus by using samples of venoms dried on at room
temperature or lyophilized.
M.F.D. FURTADO, G.M.D.D. COLLETTO, W. DIAS DA SILVA. 149
The Brazilian species of the spider genus Ephebopus Simon, 1892 (Araneae,
Theraphosidae, Aviculariinae), with description of E. natuman, n.sp.
As espécies brasileiras do gênero Ephebopus Simon, 1892 (Araneae, The-
rephosidae, Aviculariinae) com descrição dè Ephebopus natuman, sp. n.
Sylvia LUCAS, Pedro Ismael da SILVA JR., Rogério BERTANI. 161
Albinismo em serpentes neotropicais
Albinísm in Neotropical Snakes
Ivan SAZIMA, Marcos Dl BERNARDO . 167
Variação na composição do leite da coelha (Oryctolagnus cuniculus)
Variation in the composition of rabbifs milk (Oryctolagnus cuniculus)
F SOGORB S., S.B. DAMY, U.P. RODRIGUES, L.C.A.G. CHAGURI ... 175
Development of antibody response and clinicai and hemalogical alterations
in horses immunized with snake venoms for the production of antivenom
in Costa Rica.
Desenvolvimento da resposta imunitária e alterações clínicas e hematológi¬
cas em cavalos imunizados com venenos de serpentes para produção de
antiveneno na Costa Rica.
Ricardo ESTRADA, Abel ROBLES, Jorge ALVARADO, Ermila ROJAS, Nu-
ria GONZÁLEZ, Eduardo SEGURA, José Maria GUTIÉRREZ . 181
Nomenclatura em toxinologia. Relações com a comunicação química entre
organismos e propriedades biológicas das toxinas.
Nomenclature in toxinology. Relations with the Chemical comunication bet-
ween organisms and biological properties of toxins.
José Carlos de FREITAS . 191
The nest and the tadpole of Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura)
Os ninhos e os girinos de Hyla wavrini, Parker (Amphibia, Anura)
Mareio MARTINS, Glória MOREIRA . 197
Influencia dei ayuno sobre la producción de veneno en Bothrops alternatus
(Ophidia: Viperidae: Crotalinae)
Starvation period and snake venom prodution in Bothrops alternatus (Ophi¬
dia: Viperidae: Crotalinae)
F. FRANCINI, F.O. PELUSO, C.S. GRISOLIA . 205
COLETÂNEA DE RESUMOS DE TRABALHOS PUBLICADOS PELOS PESQUI¬
SADORES DO INSTITUTO BUTANTAN (1990) . 213
BOLETIM DE BIOTECNOLOGIA . 1
SciELO
10 11 12 13 14
COMPOSICÀO. FOTOLITO E IMPRESSÃO
IMPRENSA OFICIAL
DO ESTADO SAIMESP
Rua da Mooca, 1921 Fone: 291 3344
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Caixa Postal: 8231 São Paulo
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GOVERNO DE SÃO PAULO
CONÜ t RUINDO UM IUIURO MELHOR
SciELO
10
INSTRUÇÕES AOS AUTORES
1. Somente serão aceitos trabalhos inéditos e que se destinem exclusivamente à revista. É proibida a reprodução com
fins lucrativos. Os artigos de revisão serão publicados a convite da Comissão Editorial.
2. Os trabalhos deverão ser redigidos em português, inglês ou francês, datilografados preferencialmente em máquina elé¬
trica, em espaço duplo em 3 (três) vias, em papel formato ofício e numerados no ângulo superior direito.
3. No preparo do original será observada, sempre que possível, a seguinte estrutura: Página de rosto: título do artigo,
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agradecimentos e referência bibliográfica. Material de referência: resumos (cm português e inglês); unitermos (palavras
ou expressões que identificam o conteúdo do artigo, devem ser incluídas até um limite máximo de três, em português
e inglês).
-4. As referências bibliográficas deverão ser ordenadas alfabeticamente e numeradas.
Exemplos:
Para livros: autor, título, edição, local de publicação, editor, ano, páginas.
7. BIER, O. Microbiologia e imunologiu. 24. ed. São Paulo; Melhoramentos, 1985. 1234p.
Para artigos: autor, título do artigo, título do periódico, volume, página inicial e final, ano.
8. MACHADO, J.C. & SILVEIRA F" J.F. Obtenção experimental da pancreatite hemorrágica aguda no cão por veneno
escorpiònico. Mem, Inst. Ilutantan, v.40/41, p. 1-9, 1976/77.
As citações no texto devem ser por números-índices correspondentes às respectivas referências bibliográficas.
Exemplos:
... método derivado de simplificação de armadilha de Disney 1
... segundo vários autores 2 ’’’ 4
5. As ilustrações (fotos, tabelas, gráficos, etc) deverão ser originais e acompanhadas de legendas explicativas. As legendas
serão numeradas e reunidas em folha ã parte. Os desenhos deverão ser a nanquim e as fotografias bem nítidas, trazendo
no verso o nome do autor e a indicação numérica da ordem a ser obedecida no texto. As ilustrações deverão ser organi¬
zadas de modo a permitir sua reprodução dentro da mancha da revista (22x12,5cm).
6. Os artigos deverão conter no máximo 6 (seis) ilustrações (branco e preto). De cada trabalho serão impressas 30 (trinta)
separatas, sendo 10 para a Biblioteca do Instituto e 20 para os autores.
7. Os textos originais não serão devolvidos e os originais das ilustrações estarão à disposição dos autores.
INSTRUCTIONS TO AUTHORS
1. Manuscripts submitted to the Editorial Board should be unpublished text and should not be under consideration for
publication elsewherc. Reproduction for commercial purposes is not allowed. The Editorial Board will plan the publi-
cation of revlsion artícles.
2. The original and two copies of papers should be typewritten in Portuguese, English or French, double spaced, on typ-
ing paper (31 x 21cm). Pages should be numbered consecutively at the upper right corner.
3. The following structure should be considered in the preparation of the manuscript: Title page: with article title, name
of author(s), profcssional address. Text: with introduction, material and methods, results, discussion, conclusions, ac-
knowledgments, references, abstraets (in Portuguese and English), and keywords. A maximal number of 03 keywords
should be íncluded in Portuguese and English.
4. References in alphabetical order should be numbered consecutively.
Examples:
Books
7. BIER, O. Microbiologia e ímunologia. 24. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1985. 1234p.
Articles
8. MACHADO, J.C, & SILVEIRA F?., J.F. Obtenção experimental da pancreatite hemorrágica aguda no cão por veneno
escorpiònico. Mem. Inst. Butantan, v.40/41, p. 1-9, 1976/77.
Citations in the text should be identified by the reference number
Examples:
... método derivado de simplificação de armadilha de Disney 1
... segundo vários autores 2 ’’’ 4
5. Illustrations (photographs, tables, figures, etc.) should be the originais and Jegends should be submitted typewritten
on a separate sheet. Line-drawings should be with China ink and photographs must be of top quality. On the back
of each figure of photograph the name of the author(s) should be lightly wrltten and the number indicating the se¬
quente in the text, Illustrations should fit in a page measuring 22 x 12,5cm.
6. No more than 6 illustrations will be acccpted and photographs should be black and white. Thirty reprints of each arti¬
cle are provided without chargc, and 10 will be kept at the líbrary.
7. Submitted manuscripts will not be returned to the author(s) but the original illustrations are available to author(s) by
request.
cm
11 12 13 14 15 16
IMPRENSA OFICIAL
DO ESTADOS. A. IMESP
SÂOPAULO - BRASIL
1992
SciELO