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EVISTA
DO
MUSEU PAULISTA
PUBLICADA
POR
H. von IHERING, Dr. med. et phil.
Director do Museu Pauliste, socio honorario da Sociedade Anthropologica Italiana,
da Academia de Sciencias em Cordoba,
da Sociedade Geographica de Bremen, da Sociedade Anthropologica de Berlim,
da Academia de Sciencias de Philadelphia, da Sociedade de Naturalistas de Morcow,
da Sociedade Entomologica de Berlim,
da Sociedade Scientifica do Chile, da Sociedade Senckenberg dos Naturalistas de Frankfurt a. M.,
da Sociedade Scientifica Argentina, da Sociedade Zoologica de Londres,
da Un'ão Ornithologica de Londres, da Sociedade Nacional de
Agricultura, do Instituto Archeologico de Pernambuco,
do Instituto Geographico e Historico
da Bahia, etc.
VOLUME V
SÃO PAULO
TYPOGRAPHIA DO « DIARIO OFFICIAL »
1902
PINCE
GES Drs
O Museu Paulista em 1899 e 1900, por H. von
lhering
Natterer e Langsdor ff — Exploradores antigos do
Estado de S. Paulo, por LH. von Lhering
Myriapodes du Musée de S. Paulo, por H. W.
Brólemann, com estampas I- X.
Resumo do mesmo .
Necessidade de uma lei federal de 'caça e pr ote-
cção das aves, por HH. von Ihering.
Contribuições para o conhecimento da Ornitholo-
gia de S. Paulo, por H. von Ihering, com
estampa XL.
Ensaio sobre as Abelhas solitarias do Brazil, por
C. Schrotthy, com estampas XII—X1V
Nota sobre um Dactylopius achado em Fuchsia
no Brazil, por 7! D. A. Cockerell
Descripção de Dactylopius magnolicida von The-
ring, por G. B. King
Descripção de Lepidopteros novos do Brazil, por
J. G. Foetterle, com estampas RU CONT
As Melanias do Brazil, por fH. von Ihering
Bibliographia 1900 e 1901— Historia Natural e
Anthropologia do Brazil, pi von Lhe-
ring
Periodicos recebidos em permuta para a Biblio-
theca do Museu, por Alcides M. Pinto
—— o 25 pes —
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18996:1900
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H. VON IHERING
Sem que houvesse acontecimento algum extraor-
dinario, correram de modo satisfactorio os trabalhos
desta Repartição.
Com a costumada regularidade o Museu foi aberto
ao publico e visitado no anno de 1900 por 28.484 pes-
sas e no antecedente por 32.063, tanto do interior
como do exterior, notando-se entre ellas não pequeno
numero de viajantes distinctos, diplomatas, membros
de Congressos, etc.
Esta diminuição que de anno para anno se tem
dado no numero dos visitantes, é motivada pela diffi-
culdade de transporte que actualmente existe entre a
cidade e o monumento, sendo, entretanto, de esperar
que estas más condições desapareçam quando para alli
forem installados os bonds electricos.
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Irregularidade alguma se deu no monumento e,
tão pouco, reclamações por parte do publico, contri-
buindo para tão lisongeiro resultado, não só o zelo dos
empregados desta Repartição, como tanhem os bons
serviços prestados pelo destacamento do Posto Policial
do Ypiranga e pela Guarda-Givica da- Capital.
Quanto ao pessoal do Museu, deu-se o movimento
seguinte : no anno de 1899, continuaram vagos os lo-
gares de Naturalista-Viajante e Preparador, sendo este
ultimo preenchido em 27 de Abril do seguinte anno,
pelo Snr. Luiz Tschiimperli, que occupou o referido
cargo até o dia 24 de Setembro, data em que foi res-
cindido o respectivo contracto, continuando desde então
vago o logar. |
Em 5 de Abril foi exonerado, a seu pedido, pela
razäo de ter sido removido para a Secretaria da Agri-
cultura, o Snr. Joaquim Silverio da Fonseca Queiroz,
Amanuense do Museu, remoção que muito senti, visto
o mesmo ter sido um bom e assiduo companheiro de
trabalhos cerca de quatro annos. Para substituil-o, foi
nomeado o Snr. Alcides Marques. Pinto, que tem — ser-
vido de Secretario e Bibliothecario.
Em 27 do mesmo mez, pediu rescisão do seu
contracto para Zelador, o Snr. Adolph Hempel, cuja
falta tambem senti, pois, éra um excellente auxiliar.
Contracton-se para seu substituto o Snr. Curt Schrottky.
Em vista das condições precarias em que se achava
o Museu, não foi possivel fazer-se uma só acquisição
de importancia para as collecgdes ; entretanto, - estas
foram enriquecidas por muitos donativos, como se pode
verificar pela relação seguinte :
Do Snr. Alfredo Guedes, então Secretario da Agri-
cultura, uma rica barra de ouro no valor de dous con-
tos de réis (2:000800), pesando 310 grammas, fundida
em Matto-Grosso no anno de 1812 e acompanhada da
respectiva certidão e mais 23 moedas extrangetras ;
do Snr. Commendador José Umbelino Fernandes,
residente em Caconde, um lindo exemplar vivo de Harpyia
(Thrasyaetus harpyia L.) que se acha exposto em uma
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grande gaidla, que mandei construir no pavimento inferior
do monumento, tornando-se um ponto de grande attraccao
dos visitantes ;
da Commissto Commemorativa do 4º. Centenario
do Brazil, de São Vicente, um riquissi no quadro que
representa a fundação da Capitania de Sao Vicente, téla
de grandes dimensões do pintor brazileiro Benedicto
Calixto, que por aquella Commissão foi adquirida pela
somma de dez contos de réis (10:000$000) ;
do Sr. Pedro Alexandrino, tambem pintor brazilei-
ro, em Paris, um magnifico quadro de Natureza Morta ;
do Sr. Dr. J. Bach, La Plata. amostras de carvão
de pedra do Estado de Santa Catharina ;
do Sr. Telemaco Borba, Tibagy, Estado do Para-
na, petrefactos e objectos ethnologicos, achando-se entre
os petrefactos, os typos de Spirifer cheringi e Sp.
borbar, descriptos pelo Sr. E. Keyer no vol. IV desta
Revista ;
do Sr. Valencio Bueno, Piracicaba, 7 especies de
aves ;
do Sr. Dr. Mario Bulcão, S. Paulo. uma bocêta
de rapé feita pelos Jagunços de Ganudos, Bahia ;
do Sr. Henry Capps, Poços de Caldas, Estado de
Minas Geraes, uma collecção de Coceidas ;
do Sr. Rafaelo Corinalaesi, S. Paulo, bichos de
seda, ovos, lagartas, casulos e borboletas de Bombyx
mori L, creados sobre amoreiras em Sao Paulo;
do Sr. Raymundo Corello, Santos, filhotes de
Jacaré, colhidos na praia de Itararé, perto de S. Vicente;
do Sr. Prof. d. Gard, Paris, França, specimens
da Coccida Margarodes formicarum Guild de Antigua;
do Sr. E. Gounelle, Paris, França, uma colleccao
de Coleopteros ;
do Sr. Alexander Hummel, Tieté, um peixe raro
e ovos de aves ;
do Sr. Dr. Olavo Hummel, Jaboticabal, objectos ethno-
graphicos dos indios Angaytés, diversos ninhos e ovos
de aves ;
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do Sr. Jacques Nesselring, S. Paulo, um peso antigo:
de 16 arrateis ;
do Sr. Capitão José Leite da Costa Sobrinho, São:
Vicente, 6 chapas de schisto bituminoso, de Taubaté,
com impressões de vegetaes e peixes, e um caburé de
matto virgem, o qual foi morto na occasiäo que se
precipitava sobre um macuco ;
do Sr. P. Mabilde, Rio Grande do Sul, ricas col-
lecções de Lepidopteros, Hymenopteros e Dipteros ;
do Sr. Dr F. Ohaus, Alemanha, Coleopteros, per-
tencendo a maior parte a Familia Rutelidae ;
do. Sr. J. P. Schmalz, Joinville, Estado Santa Ca—
tharina, Coleopteros ;
do Sr. Coronel Cornelio Schmidt, Rio Claro, 6.
craneos de Mammiferos ;
do Sr. C. Schrotthy, preparador do Museu, uma
collecção de insectos, (Coleopteros e Hymenopteros),.
uma de Coleopteros-Coprophagos, Reptis e 5 couros de
aves ;
do Rev. P. Ambrosio Schupp, Porto Alegre, Rio:
Grande do Sul, cobras e lagartixas do Rio Grande do
Sul ;
do Sr. Arthur Schwartz, Novo Hamburgo. Rio:
Grande do Sul, couros de aves, um ninho e 4 ovos;
do Sr. Prof. Dr. Siemiradzhi, Lemberg, Austria,
aleuns petrefactos ;
do Sr. P. Pacheco e Silva, Vallinhos, duas pi-
ranhas ;
do Sr. Dr. Alvaro de Silveira, São João d El Rei,
Minas Geraes, 4 cobras e diversas Coccidas ;
do Sr. Sebastião Wolf, Piratiny, Rio Grande do:
Sul, 4 aves aquaticas e 4 ovos;
de ordem do Exmo. Sr. Presidente da Republica,
uma medalha commemorativa à viagem de S. Exe.*, à
tepublica Argentina :
do Rey. Padre N. Badariotti, Conceição da Barra,.
Minas Geraes, uma colleeção de coleopteros ;
do Sr. M. Beron, Jundiahy, algumas: ricas colle-
cções de Coleopteros e Hymenopteros ;
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do Sr. Dr. #. Dutra, São Leopoldo, Rio Grande
do Sul, abelhas indigenas ;
do Sr. Dr. A. Chrispimano Freire, juiz de direito
em Xiririca, dois grandes Estalactitos de uma gruta
calcarea do municipio de Xiririca ;
do Sr. Adolph Hempel, Campinas, colleeções de
Aves e Hymenopteros ;
do Sr. M. Japolucci, São Paulo, 6 moedas mo-
dernas e 4 notas papel moeda ;
do Sr. M. A. Lourenço, São Paulo, 6 moedas
portuguezas das colonias da India;
do Sr. À. Mosquera, São Paulo, uma moeda hes-
panhola de Santiago de Compcstella;
do Sr. Dr. Veriano Pereira, São Paulo, 8 meda-
lhas commemorativas do IV. Centenario do descobri-
mento do Brazil;
do Sr. C. Ritter, Rio Grande do Sul, 3 couros
de aves;
do Sr. Dr. À: de Silveira, São João d'El Rei,
Minas Geraes, uma collecgao de Coleopteros ;
do Sr. Dr. Svat, Campinas, uma colleeção de Cole-
opteros-Coprophagos ;
do Sr. J. R. Stanzel Lachmt, São Paulo, uma
collecçäo de Coleopteros extrangeiros e um Crustaceo
(Squilla sp.) ;
do Sr. A. Hammar, São Paulo, ninhos e ovos de
aves, e uma estampa colorida, figurando ovos, para o
presente volume desta «Revista» ;
do Sr. J. G Foetterle, Petropolis, uma rica col-
lecção de borboletas :
do Sr. S. Venturi, Buenos Ayres, couros e ovos
de aves, e
do Sr. Dr. Heitor Machado, São Paulo, um manto
de palha dos indigenas de Matto-Grosso.
O Museu tem recebido, por meio de permutas, bôas
colleções dos Museus de La Plata, Montevidéo e Londres.
Adquirimos pela importancia de setecentos mil réis,
do Sr. Alfredo Napoleão de Figueiredo, alguns objectos
Stews tame
ethnographicos dos indios Carajés e Cayapós, do Rio
Tocantins.
E” digna de menção especial a magnifica acquisi-
ção de quatro armarios com gavetas envidraçadas, obra
executada em Dresden, de accordo com minhas indica-
ções, sendo dous d'esses armarios destinados à collec-
ção de insectos e os outros dous aos couros de aves.
Os couros de aves da collecçäo de estudos acham-
se actualmente collocados em quatro armarios com
gavetas envidraçadas, e os insectos em 11, contendo
cada um d’elles cincoenta gavetas tambem envidraçadas.
Desenvolveu-se de um modo extraordinario a col-
lecçäo de ninhos e ovos de aves, tendo sido a parte
exposta reformada e explicada por rotulos novos.
Foi adquirido um bote, feito de lona, transporta-
vel, que é destinado às excursões.
Alem de algumas excursões nos arredores do Ypi-
ranga e na Serra de Santos, foi feita uma pelo Sr.
Adolph Hempel. no rio Mogy-Guassú, tendo sido sa-
tisfactorios os resultados obtidos. Outras excursões fo-
ram ainda feitas pelo pessoa! do Museu, que muito
contribuiram para a exploração seientifica do nosso
Estado, das quaes salientarei uma, que fiz, acompa-
nhado do preparador auxiliar deste Museu, à cidade
de Jaboticabal que, com uma outra à cidade de Ba-
tataes, constituem o começo da exploração d'esta zona
occidental do Estado e que, pelos resultados obtidos,
promette ser de grande importancia. E” mais rica do
que podia-se esperar, naquella região do Estado, a re-
presentação da fauna mineira.
Ligo muita attenção à continuação desta explora-
ção scientifica, na qual já se obteve resultado que até
agora não foi colhido em outro qualquer Estado da
Republica.
Entre os objectos de historia natural, são de gran-
de valor os couros e ovos de aves colleccionados pelos
Srs. Ch. Enslen, em São Lourenço, Rio Grande do Sul,
e S. Venturi, em Buenos Ayres, que, juntamente com
outros comprados ao Sr. Hermann Rolle, em Berlim,
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Allemanha, augmentaram consideravelmente esta col-
lecção.
São egualmente de grande merecimento para a
colleeção entomologica, os lepidopteros, offerecidos pelo
competente especialista Sr. J. G. Foetterle, em Petro-
polis; as colleeções de coleopteros e hymenopteros of-
ferecidos pelo Sr. Beron, em Jundiahy, e os lepido-
pteros, offerecidos pelo Sr. Devantier, em São Louren-
co, Rio Grande do Sul.
Pelo Sr. Dr. J. Bach, foram offerecidos ao Museu,
algumas interessantes colleccdes de mineraes, insectos,
conchas, etc., collecções estas, por elle proprio colligi-
das no Estado de Minas Geraes
O Sr. Jacintho Bruno de Godoy, continuou a fa-
zer para o Museu ricas colleeções.
. O Museu não póde, pois, deixar de mostrar-se sin-
ceramente agradecido a todas estas provas de conside-
ração e de tão valiosa coadjuvação, que tambem tem
encontrado em os numerosos Museus das diversas par-
tes do mundo. Por estas razões, têm sido continuamente
augmentadas as nossas collecçües, tanto por presentes,
como por permutas. Si d'este modo as collecções do Mu-
seu estão se desenvolvendo, é necessario, entretanto, no-
tar-se que estas tem um grande defeito, que é serem
muitas das especies da nossa fauna representadas por
specimens imperfeitos e alguns mui mal preparados.
Esses defeitos resultantes do facto de serem esses speci-
mens mal empalhados, têm dado logar a criticas, sendo
então pouco lisongeiras as opiniões emittidas.
-E’ portanto, de grande conveniencia substituir-se
as preparações velhas e pouco decentes, por outras
feitas com arte e capricho e, neste sentido, já recla-
mei o auxilio do Governo, porque isto só poderá rea-
lizar-se, voltando o Museu ás condições em que se
achava poucos annos antes de ter sido ferido por uma
economia demasiada, que lhe acarretou muitos pre-
Juizos.
Observo que em recompensa aos valiosos auxilios
que o Museu tem recebido, tenho-me esforçado para
a ty ue
corresponder do modo mais satisfactorio aos innumeros
pedidos que de todas as partes do mundo me são di-
rigidos, Ora por institutos congeneres, Gra por especia-
listas sabios. Acontece mais que algumas das nossas
collecções, que aqui não podem ser estudadas, são en-
viadas para o exterior a especialistas competentes,
donde nos são devolvidas, cuidadosamente classificadas
e augmentadas por permatas. Do mesmo modo, não
é pequeno o numero de consultas e pedidos de classi-
ficações que do interior e exterior me são dirigidos,
ao que sempre attendo da maneira que me é possivel.
Assim este anno examinei as collecgdes seguin-
tes: para diversos Museus Sul-americanos, algumas
collecções de conchas e ovos de aves; para o Museu
de Basel, Suissa, couros de passaros do Brazil, e para
a Universidade de Tokyo, Japão, uma collectaa de
conchas fluviaes.
EK" preciso notar-se que as collecções do Museu
não comprehendem só as que se acham expostas, mas,
tambem as collecções reservadas para o estudo, que se
acham guardadas nos respectivos laboratorios do pavi-
mento inferior.
O systema adoptado actualmente na maior parte
dos Museus modernos, é escolher-se para as collecções
expostas só as peças mais importantes e melhor pre-
paradas, sendo, portanto, o systema moderno, expor
menos e só os exemplares melhores, é claro que por
este systema as collecções ficam com mais valor e ser-
vem como um meio de instrucção, de um modo mais
satisfactorio. Insisto neste assumpto, por acontecer va-
rias vezes que visitantes não scientes d'este nosso sys-
tema, consideram as collecções do Museu muito mo-
destas, quando, em verdade, acha-se exposto sómente
parte das colleeções que, como convem repetir, preten-
dem apenas ilustrar a natureza do Paiz e a sua his-
toria.
Quanto ao serviço scientifico, tenho que declarar
terminada a classificação das aves e dos seus ninhos e
OVOS.
Cros
O Snr. Adolpho Hempel, dedicou-se, quasi que ex-
clusivamente, ao estudo dos piolhos vegetaes da fami-
lia das Coccidas, publicando a respectiva monographia
no volume 4." da nossa Revista, que em fins de Julho
sahiu do prelo, que tem sido bastante procurado, como
tambem 0 têm sido os volumes anteriores. Alem dos
artigos inseridos na Revista, foram pelo pessoal scien-
ao do Museu. em outros periodicos, publicados os
seguintes :
pelo. Dr. H. von Ihering:
Le Die Conchylien der patagonischen Formation.
Neues Jahrbuch fiir Mineralogie 1899. vol 2.º— Stutt-
gart, paginas 1 a 46 e estampas 1.º e 2.º,
2.º On the ornis of the State of São Paulo, Bra-
zil—Proceetings of the Zoological Society of London
1899, paginas 508 — JT e mappa Pl. 27.
3.º Critical Notes on the Zoogeographical Rela-
tions of the Avifauna of Rio Grande do Sul—«The
Ibis» 1899 paginas 432- 436.
4.º Description de la Ostréa guaranitica « Anales
de po ae Cientifica Argentina: » Buenos Ayres—
vol. 47, 1899, paginas 63 e 64.
Be As aves do Rio Grande do Sul «Annuario do
Estado do Rio Grande do Sul para o anno de 1900»,
publicado por Graciano A. de Azambuja. Porto Ale-
gre, 1899 pags. 112— 154.
6.º. Prejuizos causados em São Paulo às larangei-
ras por piolhos vegetaes. «Revista Agricola » São
Paulo, n. 44, 1899, pags. 89 a 91.
Yee: Praga do curuquerè. «Revista Agricola».
Sao Paulo, 1899, n.º 47, pags. 231 a 239,
e pelo Snr. Adolph Hempel :
8.º Two New Coccidae of the subfamily Lecaniinae
«The Canadian Entomologist» vol. 31, n. 6, paginas
131 a 133. London, Ontario, Janeiro de 1899.
9.° Descriptions of Three New Species of Aleu-
rodidae from Brazil «Psyche». vol. 8º n. 280 pagi-
nas 394 e 395. Cambridge, Mass. August, 1899.
Bas RC) Se
Foi tambem feita uma revisão completa na collecção
dos molluscos costeiros do Brazil, secção em que as
collecçües já são notavelmente superiores às dos outros
institutos analogos da America do Sul.
O Sr. Curt Schrottky, tratou da conservação e da
nova organização da colleeção entomologica, augmentando
e estudando especialmente o grupo dos hymenopteros. .
Ligamos, muita attencçäo a secção entomologica.
Adeantei consideravelmente o estudo biologico, que
ha annos comecei, sobre as nossas abelhas indigenas ;
tive a felicidade de achar a excellente collaboração do
Snr. Benedicto Pedroso, antigo morador deste arrabalde
do Ypiranga e que, sendo trabalhador do matto, adqui-
riu profundo conhecimento da occorrencia e da vida das
abelhas, das quaes arranjou para o Museu quasi todas
as especies existentes nesta região. Parte destas con-
servo vivas e actualmente estou estudando as condições
de sua creação.
Comprou-se para a «Bibliotheca do Museu», na Casa
Garraux, nesta Praça, pela quantia de 1:500$000, nu-
merosos volumes do importante periodico «Annales des
Sciences Naturelles» e de varios outros livros de grande
valor scientifico.
A Bibliotheca esta por este modo, desenvolvendo-se
para una boa bibliotheca de sciencias naturaes descri-
ptivas e anthropologia. Tem recebido em permuta com
a Revista cerca de 200 periodicos, destacando-se a ge-
nerosidade com que as repartições officiaes e os institutos
scientiticos dos E. Unidos da America do Norte e da
França lhe tem remettido tambem os volumes anterio-
res de suas publicações.
Nesta Capital não existe bibliotheca alguma de
grande importancia, porém, existem algumas com fins
especiaes, como se verifica pela « Bibliotheca Publica,
Eschola Polytechnica, Academia de Direito», etc. Sup-
pre esta lacuna a creação da Bibliotheca do Museu, que
muito tem sido augmentada e que, entretanto, tem falta
das monographias mais necessarias, que actualmente
estão custando um preço elevado.
HA 1) RE
Seria de grande conveniencia para o Museu, fazer
acquisição das obras mais necessarias, e gastar-se, para
este fim, a somma de 20:000$000 (vinte contos de reis).
Acha-se em preparação a serie completa dos ca-
talogos do Museu, nos quaes não só demonstrarei as
especies representadas nas collecções, como tambem
enumerarei todas as que até agora tem sido observadas
no Brazil.
Como é sabido foi publicada, a expensas do Go-
verno Federal, a importantissima obra «Flora Brasi-
liensis», e nada existe sobre a fauna do Brasil que
possa ser comparado a essa magnifica publicação ; com-
tudo, logo que seja effectuado, como desejo, o meupla-
no da publicação dos catalogos do Museu, servirão
estes como prodromo de uma obra completa. Acha-se
prompto o volume que trata das aves, que numera cerca
de 1700 especies, sendo, neste sentido, a fauna do Bra-
sil mais rica que os territorios da Europa e America
do Norte reunidos. Entretanto, até agora, muito pouco
se sabe da distribuição geographica dessa rica fauna
ornithologica do Brazil, cabendo ao Museu satisfazer
este desideratum, para cuja solução muito têm contri-
buido as suas publicações.
Ha neste Estado uma zona das mais interessantes,
que estã com sua natureza quasi desconhecida e que é
a do curso inferior do rio Tietê, cuja exploração não
se poderá realizar sem o concurso especial do Governo
e, neste sentido, já reclamei a sua attenção.
Nunca pensei dar a este Estabelecimento o cara-
cter de um grande museu, mas, sim de um pequeno
museu local dedicado exclusivamente aos interesses do
Brazil. Apesar deste meu proposito é de grande neces-
sidade que o Museu, além do Director e Zelador, con-
tracte um entomologista, e que o logar de naturalista-
viajante, não preenchido nos ultimos annos e ainda
existente por lei, seja de novo occupado, e que seja
creado um logar de auxiliar de Preparador.
Não deu bom resultado a decisão tomada pelo Go-
verno, movida pela economia e publicada por uma cir-
5 Ho
cular com data de 21 de Dezembro de 1899, decla-
rando ter resolvido näo proceder mais a concertos ou
reparos nos predios onde funccionam repartições pu
blicas ; apesar desta ordem, tendo o Monumento sof-
frido muito pela acção do tempo, foi necessario pro-
ceder-se a extensos concertos, que foram effectuados
por um empreiteiro, e que, devido a fiscalização de
um engenheiro da Repartição de Obras Publicas, nada
deixaram a desejar. Não foram, entretanto, realizadas
todas as obras de que o Edificio necessita, e para este
assumpto chamei a attenção do Governo.
Apresentei proposta ao Governo, para a compra
dos terrenos annexos, uma vez que os situados atraz
do Monumento não são sufficientes. A Praça deste Mu-
seu muito tem soffrido nestes ultimos sete annos, de-
vido a grandes descuidos, tendo eu avaliado a perda
de terra, que as chuvas carregaram nesse periodo, em
3 mil metros cubicos. Ente ndo. que não se deve deixar
continuar no estado em que se acha e que é digna de
lastima, esta bonita Praça, que tanto enriquece este
Monumento.
Gomo este existem muitos outros factos que o Go-
verno deve tomar em consideração para que mais tar-
de não tenha que lamentar prejuizos, que, em tempo
poderiam ter sido evitados.
Finalmente seria de grande conveniencia e de jus-
tiça mesmo, fazer-se com relação ao pessoal superior
do Museu, a mesma revisão de vencimentos que ha
pouco se fez com relação ao da Commissão Geogra-
phica e Geologica da Capital.
São Paulo, 31 de Dezembro de 1900.
NATTERER E LANGSDORFF
Exploradores antigos do Estado de São Paulo
POR
H. VON IHERING
Dentre as explorações que se fizeram no Estado
de S. Paulo, no seculo proximo passado, são de grande
interesse as duas que foram dirigidas pelos naturalistas,
cujos nomes iniciam este artigo.
Embora esses distinctos viajantes tivessem exten-
dido as suas excursões por grande parte do Brazil, no
presente artigo me occupo essencialmente das que se
realizaram neste Estado.
Procurei, quanto me foi possivel, reunir aqui os
dados que se referem a essas expedições, indicando
com minuciosidade as publicações que para este fim
consultei.
E'-me, nesta occasiäo, mui grato cumprir com o
dever de apresentar os meus sinceros agradecimentos
aos illustres Srs. Drs. Ataliba Florence e Alexandre
Riédel, nesta Capital, pelo auxilio que me prestaram,
fornecendo-me informações a respeito de seus dignos
paes, Hercules Florence e Luiz Riedel, dos quaes tam-
bem me occupo no presente artigo.
Vie PTT
De grande valor säo os retratos que ornam o
presente artigo, visto serem reproduzidos dos originaes
provenientes do habil pincel de Hercules Florence, de-
vendo ainda a fineza de m'os ter confiado, ao Sr. Dr.
Ataliba Florence.
Johann Natterer
Dentre os naturalistas, que exploraram o Brazil,
nenhum teve mais successo, nenhum reuniu colleccôes
maiores e mais valiosas do que Johann Natterer.
Em i8 annos de trabalho constante, Natterer
percorreu grande parte do Brazil, conservando-se pri-
meiramente durante cinco a seis annos nos Estados do
Rio de Janeiro e de São Paulo, seguindo, após este
tempo, para os Estados de Minas e de Matto Grosso
e mais tarde para a região Amazonica, onde fez ex-
cursões pelos rios Negro e Branco, e desceu o Ama-
zonas até o Pará, d'onde voltou para Vienna, em Agos-
to de 13836...
Nessas viagens Natterer, mostrou-se um trabalha-
dor incansavel.
Calculando-se o numero total das pelles de aves e
de mammiferos que durante as suas viagens preparou
em relação ao tempo gasto, verifica-se que Natterer
durante o espaço de 18 annos, preparou quasi duas
“aves por dia e um mammifero em cada cinco dias.
Todas as colleeções reunidas por Natterer, foram
remettidas para o Museu de Vienna, do qual era elle
empregado. Sobre o valor scientifico dessas enormes
colleeções diz A. von Pelzelu, no prefacio do catalo-
go das aves colligidas por Natterer, que poucas expe-
dições scientificas têm dado resultados tão grandiosos
como esta; continuando diz mais «O espolio ornitho-
logico, abrange, como fructo dos esforços do inolvida-
vel Johann Natterer, approximadamente 1200 especies
em 12293 pelles, das quaes só uma fracção muito in-
significante foi adquirida por compra ou presente, sendo
tudo o mais coileccionado por elle mesmo. »
eh E ee ee
— 19 —
Taes thesouros scientificos só podiam ser alcança-
dos pela coincidencia dos factores os mais favoraveis.
Unicamente pela circumstancia, que foi dada a um
homem como Natterer,—o qual occupava um dos loga-
Johann Natterer
res mais salientes entre os ornithologistas e possuia
“ao mesmo tempo a mais aita idoneidade como caçador,
colleccionador e preparador, —explorar em diversas di-
recções uma terra tão rica, qual é o Brazil, durante
Sub FE
um espaço de tempo tamanho resultou a possibilidade
de taes snccessos. Intuitivo, que o numero das especies,
por elle descobertas, éra grande. Mas não é só pelo
lado das novidades que são notaveis as suas collecções.
Em gräu igual o são para um outro ramo da inves-
tigacao ornithologica, e pelo methodo racional do col-
leccionamento. As aves são providas, com poucas ex-
cepções. de lettreiros contendo o numero successivo das
especies, a localidade, o dia e mez, e finalmente ainda
o sexo. Simultaneamente Natterer redigiu o seu cata-
logo —manuseripto, no qual, para cada especie com o
respectivo numero, acham-se indicados para um ou
mais individuos, todos os caracteres que só são Visi-
veis no individuo fresco ou vivo, como a côr da aris,
do bico e das pernas, das partes nuas, a forma da
lingua, o conteúdo do estomago e do papo, noticias
anatomicas, medições do vivo, observações sobre a lo-
calidade habitada, o modo de vida, a voz, e a distribui-
ção. A exactidão destas onnotações, juntamente com o
grande numero de individuos colleccionados nos offe-
recem assim a occasião de aprender as diferenças de
sexo e idade, como tambem as variações existentes de
uma e mesma especie e de suas raças locaes.
De maior importancia, porém, são as indicações
precisas das localidades onde os exmplares foram col-
Jeccionados e a sua data, indicações estas, que são
apropriadas a nos fornecer um conhecimento da dis-
tribuição das aves dentro do territorio do Brazil e da
sua existencia nas diversas estações, tal como possui-
mos de poucas regiões do globo, e que é tão completo,
visto Natterer, ter-se demorado mais tempo nos pontos
importantes, tendo assim disposto de mais tempo para
estudar as fórmas locaes.
Quanto às viagens feitas por Natterer, neste e nos
{stados visinhos, foram ellas as seguintes : /
1... De Novembro de 1817 a Novembro de 1818,
no Estado do Rio de Janeiro,
2º Do dia 2 de Novembro de 181% até o dia 15 de
Julho de 1820, nos Estados do Rio de Janeiro e S. Paulo.
PO ED ME 7 :
wa.
“<->
SALE RATES
Partindo do Rio d» Janeiro, Natterer veiu a 7
de Novembro a Araras; no dia seguinte ao Rio Piahy,
parando em 9 e 10 em Luiz de Almeida; em Ile
12 em Cachoeirinha e Capitão-mór. Este ultimo logar
pertence ao Estado de São Paulo, e como não sei
onde naquelle tempo existiu o limite entre os dois Es-
tados (Rio e São Paulo), não me é possivel informar
a qual dos dois Estados pertencem as aves colleccio-
nadas em Luiz de Almeida e Cachoeirinha,
No dia 24 de Novembro chegou a Taubaté, se-
guindo depois para Matto-Dentro ou Entrada do Ca-
pao-Grosso, (distante de Taubaté cinco leguas), demo-
rando-se ahi do dia 26 de Novembro ao dia &l de
Dezembro. Continuando a viagem, veiu a Jacarehy,
Mogy das Cruzes e São Paulo onde esteve desde 12 a
27 de Janeiro de 1819, seguindo depois para Ipanema,
sendo ahi a sua estadia de 2 de Fevereiro a 15 de
Julho de 1820. ;
8. De 15 de Julho de 1820 a 19 de Fevereiro
de 1821, nos Estados de São Paulo e Parana.
Natterer passou por Cemiterio do Lambary, Faxi-
na-Velha e Itararé, onde ficou desde o mez de Agos-
to ao dia 7 de Setembro, seguindo a 15 do mesmo
mez para o Porto de Jaguárahyba e a 4 de Outubro
para Coritiba onde se demorou até 7 de Dezembro,
dirigindo-se depois à Villa de Castro e Paranaguá,
tendo após varias excursões que nesse ponto fez, em-
barcado com destino ao Rio de Janeiro onde chegou,
passados 22 dias de viagem.
4º De 1.º de Fevereiro de 1821 a 30 de Setem-
bro de 1822. | :
Fazendo primeiramente algumas excursôes no Es-
tado do Rio de Janeiro, Natterer seguiu, passando por
Santos, à Murungava, tendo nesse ponto se demorado
desde o dia 23 de Marco ao dia 4 de Abril. Murun-
gava é uma fazenda antiga à esquerda do rio Itararé,
abaixo do actual São Pedro do Itararé.
A 8 de Abril esteve à Barra do Rio Jaguarycatu,
pequeno rio afluente do Itararé, abaixo do Murungava,
"0 —
e a 30 de Abril no Porto de Piahy (veja Pelzeln, pag.
276). Em Julho, Natterer voltou para o Rio de Janei-
ro, dirigindo-se no mez de Agosto para Santos e dahi
para Ipanema, onde esteve de 2 de Setembro de 1821
a 30 de Setembro de 1&22.
9.* De Outubro de 1822 a Dezembro de 1824.
De Ipanema, Natterer seguiu para Ytu, Villa de
Sao Carlos tou Campinas), Uruzanga, perto de Mogy-
Mirim, (28 de Novembro de 1822 a 19 de Março de
1825) à Lages, Araraquara, Franca, Rio das Pedras e
ao Porto do Rio Paraná, isto é do Rio Grande. Neste
ponto situado nos limites do Estado de Minas, Natte-
rer parou desde 19 de Abril até 1.º de Junho de 1823.
São as seguintes as localidades, onde Natterer fez
colleeções no mez de Junho, no Estado de Minas Ge-
raes: Quartel da Posse, Beraba (Uberaba), Rio das
Velhas, Aldeia de Sant Anna, Furnas, Pissarau e São
Domingos, seguindo depois para o Estado de Goyaz,
sendo nesse Estado o seu ponto de partida, Borda do
Matto de Paranaiva e o de chegada Registro do Rio
Grande (1), donde partiu para Cuyaba, Estado de Mat-
to-Grosso, sendo ahi a sua chegada a 23 de Dezembro
de 1824.
Johann Natterer nasceu no dia 9de Novembro de
7é i, em Luxemburg, perto de Vienna (Austria). Seu
pae éra lá falcoeiro imperial, sendo mesmo colleccio-
dos zeloso de aves e insectos. Talvez poucas pes-
soas, daquellas que visitam os salões do imperial gabi-
nete zoologico, saibam que a colleeção particular de
um simples falcoeiro formava um nucleo de cryrstali-
zação daquelles thesouros, que hoje já são tão ricos.
O imperador Francisco comprou em [793 a col-
lecçäo de aves e insectos do pae de Natterer, a qual
mandou collocar em Vienna, nomeando o antigo pos-
suidor inspector.
O amor que o pae teve para as obras da natureza
passou para o filho Johann, que estudou primeiro no
(1) Natterer ch-gou em Registro do Rio Grande em lu de Outubro 1823.
SFG em nef.
Gymnasio dos Piaristas, depois frequentou como hospi-
tante em diversos institutos de ensino superior, as au-
las de chimica, anatomia e historia natural descriptiva.
Ao mesmo tempo emprehendeu o estudo de diversas
linguas modernas e do desenho, adquirindo neste ul-
timo uma grande perfeição. Seu pae fez delle simul-
taneamente um excellente caçador e taxidermista.
Apesar de autodidacto em muitas cousas, Natterer
estava de posse de todos aquelles conhecimentos, que
tanto lhe facilitaram mais tarde a sua carreira de na-
turalista.
Jai em 1806 e 1808, Natterer percorreu os paizes
da coroa Hungara, depois a Styria e o litoral Aus-
triaco. Em 1809 foi aspirante, sem vencimento, do
Imperial Museu Zoologico e, nesta qualidade, acompa-
nhou os thesouros da natureza e artísticos da residen-
cia, que devido; a invasão franceza foram remettidos
para a Hungria. Esta occasiäo Natterer aproveiton
para excursões no Benato e na Slavonia, voltando em
1810 para Vienna. Aqui com gosto e zelo se occu-
pou da helminthologia, viajou, às suas proprias: expen-
sas, nos annos 1812 a 1814 na Italia, até a . Calabria,
e por diversas vezes examinou as costas do mar Adria-
tico. Em 1815 Natterer foi enviado à Paris, para
auxiliar no transporte dos objectos de arte e de sciencia
reclamados, e elle aproveitou a estadia na grande Ca-
pital franceza para o alargamento dos seus conheci-
mentos de historia natural.
Em 1816 obteve a nomeação de assistente do
Imperial Gabinete de Objectos .da Natureza, e em 1817
foi designado membro da expedição, destinada a acom-
panhar a imperial princeza e archi-duqueza d’ Austria
Leopoldina, noiva do principe herdeiro Dom Pedro do
Brazil, e em seguida a investigar este paiz, de baixo
do ponto de vista da historia natural.
Esta expedição consistia além de Natterer, ainda
do Professor Mikan, do Dr. Pohl, de Prag, do imperial
jardineiro Schott, do imperial caçador Sochor e dos
pintores Ender e Buchberger. O governo do rei da
2%
ca | À aa
Baviera aproveitou a occasiäo para delegar os Drs..
Spix e Martius, o governo de Toscana o naturalista:
Raddi. O embarque dos diversos membros da expedi-
ção realizou-se da seguinte forma: Dr. Pohl, o pin-
tor Buchberger e o naturalista Raddi, no sequito S. A.
druida archi- -duqueza em Livorno, na corveta por-
tugueza—«Dom João».
Prof. Mikan, o pintor Ender e es bavaros Drs..
Spix e Martius, em Trieste, na fragata «Austria». Nat-
terer com o jardineiro Schott e o caçador Sochor,.
egualmente em ‘Trieste, na imperial fragata «Augusta».
Estas duas fragatas levantaram ferros no porto de
Trieste, em Março de 1817, mas logo nos primeiros:
dias foram separadas por uma violenta tempestade,
que tanto maltractou a Augusta que, um casco sem
mastro, so com difficuldades alcançou o porto de Chiog- °
aio, tendo lá de sujeitar-se durante 7 semanas aos re-
paros das avarias. Natterer aproveitou esta residencia:
involuntaria, fazendo excursões.
De Chioggio a Augusta fez-se de vela em 31 de:
Maio, para Gibraltar, esperando Ja a chegada da noiva:
imperial, .a bordo da corveta Dom João, até 1.º de
Setembro, achando Natterer, deste modo, occasião para
investigar a ponta meridional da Hespanha.
Em 5 de Novembro de 181%, finalmente, a fragata:
Austria ancorou em frente da Ilha das Cobras, na ma-
enifica bahia do Rio de. Janeiro.
Assim a expedição inteira achava-se reunida no:
ponto de partida de seu destino, para dissolver-se logo
em diversas turmas. Na discussão do plano geral logo:
ficou evidente que, attento a enorme extensão do im-
perio, só poderia haver esperança de dar, em parte
pelo menos, conta da immensa tarefa, diviaindo-se as:
forças existentes.
O espaço de tempo primitivamente fixado pelos na—
turalistas Austriacos para a estadia no Brazil, era só
de dois annos, mas o Professor Mikan já voltou em
1.º de Junho de 18]8 para a Europa, com o primeiro:
transporte geral das colleccdes até la reunidas. Com
2100 es
elle foram tambem os dois pintores Ender e Buchber-
ger, o 1.º porque não podia absolutamente supportar o
clima, o 2.º em consequencia de uma queda infeliz,
«que pouce tempo depois, na Europa, tomou exito letal.
4) Dr. Pohl demorou-se mais tempo, viajando pelas
provincias de Goyaz, Matto Grosso, Minas Geraes e
parte da do Pará e voltou no mez de Abril de 1>21
para a Europa.
Poucas semanas depois seguiu-se-lhe tambem o
jardineiro Schott, de sorte que ficaram no Brazil uni-
camente Natterer com o caçador Sochor.
Voltando em 1856 para Vienna, Natterer entrou
no imperial gabinete de historia natural como «custos-
adjuncto.» Logo encetou os trabalhos preliminares para
uma obra critica sobre a ornithologia inteira, e para
este fim viajou nos annos de 1848 e 1840, primeiro
pela Allemanha do Norte, Dinamarca, Suecia e Russia,
depois pela Allemanha do Sul, França, Inglaterra e
Hollanda. Infelizmente uma congestão pulmonar poz no
dia 17 de Junho de 1843, de repente, um fim à agi-
tada vida de Natterer, na edade de 56 annos.
Natterer casou-se no Brazil, em Barcellos, Rio
Negro, com a Sr.* D.* Maria do Rego, a qual, porém,
pouco tempo sobreviveu à volta para a Europa, mor-
rendo bem como duas creanças em consequencia da
mudança do clima. Ficou unicamente a filha mais ve-
lha de nome Gertrudes, nascida em florestas, perto da
Barra do Rio Negro, a qual se casou com o Snr. Ju-
lius Schréckinger Ritter von Neuenberg que escreveu
uma noticia biographica, que o Dr. A. Goeldi, traduziu
e publicou no seu artigo sobre Natterer, no vol. I, fas-
ciculo 3.º, do Boletim do Museu Paraense, as pags. 189
a 217, publicado no anno de 1896 e acompanhado dum
retrato, que foi offerecido pela familia do illustre morto.
Foram por mim colhidos no referido artigo do Dr.
Goeldi, alguns dos dados aqui reunidos, parte verbal-
mente do Sr. Barão Schréckinger von Neuenberg e
parte das publicações do Dr. Augusi von Pelzeln, que
tratam das aves e mammiferos colligidos por Natterer.
Se ee
Uma das razões que explica o grande successo da
expedição de Natterer, foi o seu modo de viajar. Com
razão diz (Goeldi, que Natterer viajou sem muito apa-
rato, sem acompanhamento numeroso. Reunindo, diz,
na sua propria pessoa as habilitações de um caçador ex-
cellente e de um preparador perfeito, ja tinha a grande.
vantagem de economia no pessoal, —facto este que cer-
tamente muito lhe facilitou a liberdade de acção e a
possibilidade de locomoção illimitada, cousas que sabem
avaliar aquelles que conhecem por propria experiencia
todos os impedimentos e difficuldades de uma expedi.
ção em maior estylo. Nos primeiros annos elle teve,
é verdade, um companheiro no caçador Sochor, porêm,
depois da morte deste, elle realizou o resto de suas via-
gens, sósinho, quero dizer, sem ajudante scientifico pro-
priamente dito.
Todavia Natterer teve o geito e a paciencia de
arranjar um que finalmente, quasi merecia a qualifica-
ção alludida, -educou para estes fins um pretinho de:
nome Luiz.
O que Natterer conseguiu fazer deste rapazinho.
preto, vê-se pelas numerosas citações, que o seu chefe,
faz no correr dos catalogos acerca dos mammiferos e
das aves. Sabemol-o, outrosim, por um interessante
trecho do livro do celebre zoo-geographo Alfred Rus-
se) Wallace, tratando da narrativa das viagens reali-
zadas no Amazonas e Rio Negro.
Não era dado a Natterer tirar os fructos do sew
trabalho. - Fallecendo poucos annos depois da sua volta
à Vienna, publicou elle só dois artigos referentes a ani-
maes por elle colligidos, tratando um dos jacarés e o
outro do singular peixe Lepidosiren do Amazona, sendo
os respectivos titulos :
Natterer, Joh. Lepidosiren paradoxa. Annalen des.
Wiener Museums vol. II, 1, 1839 (Tab X).
Fuzinger, L. J. u Joh. Natterer. Beiträge zur
niiheren Kenntniss der siidamerikanischen Alligatorem
Vol. IT, 2 1839 (Tab. XXI-XXVIII).
ee HAD pt etree
Muitas das especies novas descobertas por Natte-
rer devem estar descriptas em diversas monographias,
sendo dedicadas exclusivamente a materiaes colligidos
por Natterer às publicações cujos titulos seguem mais
adiante.
Destaco entre ellas por seu valor scientifico as de
A. von Pelzeln, referentes aos mammiferos e aves. Em-
bóra parte das especies descriptas por Pelzeln como
novas não o serem, entrando na synonymia, mesmo as-
sim, é certo que perto de 10 °/, das aves do Brazil
que se conhecem foram descobertas por Natterer.
Não existe publicação alguma que de um modo
completo descrevesse as collecçües reunidas por Natte-
rer. Sobre grande parte destas collecções, como por
exemplo : sobre os insectos, molluscos, crustaceos e ovos
de aves, nada foi publicado.
Sobre os peixes foram publicados artigos por Kner,
Haeckel e Steindachner; grande parte dos mammiferos
acha-se descripta nas publicações de A. Wagner e os
vermes parasitas descreveu Diesing na sua obra: Sys-
tema Helminthum. De especial valor são as publica-
ções de Pelzeln, A. von: Zur Ornithologie Brasiliens,
Wien 1871 e Brasilianische Säugethiere, Verhandl. d.
Zoolog. Bot. Gesellschaft Band XXXII, 1 und 2.
Wien 1883.
Auguste de Saint-Hilare na sua obra «Voyage dans
l'intérieur du Brésil, «Vol. IV.», Voyage dans la Prov.
de St. Paul, Tom. I, Paris, 1851, p. 392» encontrando-se
com Natterer, em Ypanema, refere-se a elle nos termos
seguintes :
«Encontrei em Ypanema o Sr. Natterer, o zoologo
da commissão scientifica que o imperador da Austria en-
viára ao Brazil para colligir e estudar as producções
do mesmo paiz.
Estava estabelecido ha um anno na visinhança das
forjas de Ypanema, e tinha formado aqui uma immensa
collecçäo de animaes. Era impossivel deixar de admi-
rar a belleza destes passaros; eu não vi nenhum que
tivesse uma penna collada ou uma gotta de sangue. O
Erg + Et
Sr. Natterer era filho do empalhador do Museu de Vien-
na; tinha mais conhecimentos e talento do que um
preparador commum ; desenhava muito bem e descrevia,
affirmaram-me, todos os objectos, que fazia entrar na
sua collecçäo. Era, no mais, um homem frio e pouco
communicativo, pouco conversando, que parecia occu-
par-se unicamente de sua missão.»
O Museu Paulista possue na sua collecção uma
carta autographa de Natterer em a qual pedia, ao Go-
verno, auxilio para uma expedição projectada. Essa
carta foi publicada em sua integra,
A EXPEDIÇÃO LANGSDORFF
A expedição dirigida pelo Barão von Langsdorff, é
uma das que, começadas com mais pessoa! e recursos,
menos resultado deram.
Georg Heinrich von Langsdorff, nasceu em 1773
em Wollstein (Hessen) Allemanha, viveu em Portugal
durante os annos de 1797 à 1803 e, dedicou-se com
especialidade ao estudo de botanica, tendo por este mo-
tivo tomado parte na viagem que, por ordem do Impe-
rador Alexandre 1.°, foi feita ao redor do mundo no
deccrrer dos annos de 1803 à 1806 pelo Almirante Adam
Johann von Krusenstern, nascido em 1770 e fallecido
em 1846.
O Sr. von Krusenstern, sobre o resultado dessa
viagem publicou em 3 volumes, com 104 estampas a
obra «Reise um die Welt in den Jahren 1803 — 1806.
S. Petersburg 18{G—1812. Como annexo a esta obra,
o Snr. Langsdorff publicou uma, em dous volumes, re-
ferente especialmente a botanica, sob o titulo « Bemer-
kungen auf einer Reise um die Welt, 1812».
Uma outra obra sua refere-se as plantas recolhidas
na viagem dos russos, ao redor do mundo.
Os excursionistas que fizeram parte da viagem de
Krusenstern, tocaram tambem em diversos portos do
Brazil, tendo sido muito apreciada a boa descripçäo da
Ilha de Santa Catharina, contida na citada obra.
:
,
E
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Rs
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Be.
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cid ae
Mais tarde o Sr. Langsdorff foi nomeado Consu! Geral
da Russia, no Rio de Janeiro, onde escreveu a primeira
guia de immigrantes no Brazil, publicada em allemäo
no anno de 1821 e, traduzida en portuguez no anno
seguinte.
ae
Genk won Langsdorff
Langsdorff, dedicou-se então com grande activi-
dade ao estudo de nossa flora, em collaboração com os
Drs. Martius e Fischer. Uma das plantas mais singu-
lares das nossas mattas, é dedicada ao seu nome, a
qual é a Langsdorffia Martius, da familia das Balano-
phoraceas, planta curiosa e que cresce como parasita
mas raizes das figueiras bravas.
MAUVE
Na obra de Auguste Saint-Hilaire «Voyage dans
les Provinces de Rio de Janeiro et Minas Geraes—Pa-
ris, Tomo 1.º, 1850, pag. 129», encontra-se o seguinte
trecho referente a personalidade de Langsdorff:
«Na companhia do Snr. von Langsdorff, o homem
mais activo e infatigavel que jamais encontrei em minha
vida, aprendi a viajar sem perda de um momento, a
condemnar-me a todas as privações e a soffrer alegre-
mente qualquer encommodo. O meu companheiro ia,
vinha, agitava-se, chamava este, ralhava com aquelle,
comia, escrevia o seu jornal, classificava as suas bor-
boletas e corria de um lado para outro sem parar um
só instante. Punha em movimento toda a sua pessoa,
levando para frente a cabeça e os braços, como que a
accusarem de lentidão o resto do corpo.»
Não éra pois, um desconhecido, mas, sim um ex-
plorador e naturalista de merecimento aquelle que no
anno de 1525 o Imperador da Russia Alexandre 1.º,
incumbiu da organização de uma commissão scientifica
destinada à exploração dos Estados de São Paulo, Matto
Grosso, Amazonas e Para.
O pessoal da commissäo compunha-se de natura-
listas e artistas de grande competencia. Como astro-
nomo tomou parte na commissão o Snr. Rubzoff, de
nacionalidade Russa, que determinou muitos pontos
geographicos de Matto Grosso, citados por Augusto
Leverger e outros geographos.
Prestou inestimaveis serviços como botanico o Snr.
Luiz Riedel.
Foi convidado para fazer parte da Commissäo,
como zoologo, o Snr. Christiano Hasse, que, entretanto,
antes de ser começada a exploração, retirou-se. O Snr.
Mauricio Rugendas, pintor de merito, foi contractado
para a reproducção na téla e no papel de tudo quanto
pudesse interessar as artes e as sciencias naquella dilatada
exploração. Tendo-se desligado da Commissão, foi con-
tractado para substituil-o o Snr. Amado Adriano Taunay,
artista talentoso que infelizmente morreu afogado no rio
Guaporé, em Matto Grosso, no anno de 1828.
de
Hp OT
Outro habil artista contractado à acompanhar a
commissão, como desenhista, foi o Sr. Hercules Florence.
No dia 3 de Setembro de 1825 os membros da
- Commissão partiram com destino ao porto de Santos,
tendo, porém Langsdorff, de voltar a Corte Imperial,
sómente a 22 de Junho de 1826 é que poderam dei-
xar a cidade de Porto Feliz.
No momento que a Commissäo pretendia deixar a
cidade de Porto Feliz para se dirigir aos sertões, um
incidente amoroso, veiu novamente desfalcar a expedi-
ção, de mais um membro valioso e que afinal teve o
mais sinistro desfecho, como se verá pela narração que
segue.
«O zoologo Hasse, violentamente se apaixonára
pela filha unica do cirurgião-mór Snr. Francisco Alva-
res Machado e Vasconcellos, morador naquella cidade
de Porto Feliz e já então politico influente na. provin-
cia de São Paulo, e alli se deixou ficar a fim de plei-
tear a sua acceitação. Bem recebido pela familia, que
se mostrou favoravel ao enlace, encontrou tenaz resis-
tencia por parte da moça, que a todos os argumentos
de convicção respondia invariavelmente: «Sô me casa-
rei com o Snr. Florencio.» Mezes depois, o pobre
Hasse, completamente desanimado, se suicidou, dando
em si trinta e tantas facadas, e, em 1829, o Snr. Flo-
rencio (Hercules Florence) voltou a Porto Feliz para
desposar aquella que se lhe mostrára tão fiel e foi, com
effeito, durante largos decennios a mais dedicada esposa.»
Outro episodio—e esse de feição escandalosa—as-
signalou a ida da Commissão. Nelle figurou como prin-
cipal personagem nada menos que o chefe Langsdorff,
o qual, acompanhado até ao porto pela melhor gente
da localidade e esperado, à margem do Tieté, pelo vi-
gario, que abençoou, todo paramentado, a expedição
embarcada em 32 batelões e canôas, teimou em levar
comsigo ostensivamente uma moça allemã, de costumes
mais que levianos, fazendo-a embarcar antes de todos
num escaler em que fluctuava à pôpa a bandeira im-
perial da Russia.
pa VERS
Geral foi a reprovação, e Adriano Taunay, com
seus impetos altivos e arrebatados, tornou-se vehemente
interprete do desgosto e das reclamações dos seus com-
panheiros.
O chefe da expedição, Snr. von Langsdorff, dan-
do-se durante a viagem a excessos, que estragaram a
sua saúde, adoeceu e, tendo perdido completamente a
razão, praticava actos desatinados que confrangiam do-
lorosamente o coração dos seus subordinados.
Chegando a commissäo a Santarem em principios
de 1829, foi Langsdorff transportado para Europa onde
viveu, ou melhor vegetou, no seu canto natal Laisk,
na Anobia, até 1852, vindo a fallecer com 78 annos,
pois nascera em 1776. Até aos ultimos dias de vida,
o imperador Nicolao 1.º lhe pagou generosamente a
pensão de 10.000 rublos, apesar do mau exito da sua
expedição.
Da expedição do Sr. von Langsdorff tratam as
seguintes publicações :
«Alfredo d'Escragnolle Taunay —A expedição do
consul Lanesdorff ao interior do Brazil Revista tri-
mensal do Instituto Historico Geographico e Ethno-
graphico do Brazil, Rio de Janeiro, Tomo 38, parte 1º
paginas 337 a 354.
« Visconde de Taunay —A cidade de Matto-Grosso
(antiga Villa-Bella) Revista Trimensal do Instituto His-
torico e Geographico Brazileiro, Rio de Janeiro, 1891,
vol. 54, parte 2.º, paginas 1 a 108.
«Visconde de Taunay - Extrangeiros illustres e
prestimosos que concorreram para o engrandecimento
intellectual do Brazil. Revista Trimensal do Instituto
Historico e Geographico Brazileiro, Rio de Janeiro,
1899, Tomo 58, parte 2.2, paginas 225 a 248.
Neste artigo, o illustre autor, faz referencias aos
seguintes membros da expedição Langsdorff: Adriano
Taunay, pagina 227; Hercuies Florence, pag. 231;
Christiano Hasse, pag. 236; Luiz Riedel, pag. 236;
von Langsdorff, pag. 243 e Rubzoff, pag. 243.
— 29 —
Entre os nomes dos illustres austriacos, notei a falta
“do de Natterer, que, provavelmente por engano, se acha
do entre os dos hollandezes, a pag. 246, como
naturalista e historiador das guerras de Pernambuco.
«Hercules Florence — Esboço de viagem feita pelo
“Sr. de Langsdorff, no interior do Brazil, desde Setembro
de 1825 atê Março de 1829, traduzida pelo Sr. Visconde
de Taunay — Revista Trimensal do Instituto Historico
Geographico Ethnographico do Brazil, Rio de Janeiro,
41875, Tomo 38, parte 1.º paginas 355 a 469 e parte
ER pos: 291 a 301 e Tomo 39, 1876, pags. 297 a 282.
Apesar desta malaventurada expedição não ter dado
— o resultado que se esperava, em vista dos recursos de
_ que dispunha e da compefencia do pessoal de que era
_ composta, não se pode deixar de iastimar o tragico fim
. de um homem de grande intelligencia e actividade, como.
o foi Langsdorff.
ES Deviam tornar-se difficeis e às vezes insupportaveis as
condições de uma expedição, cujo chefe aos poucos 1a
perdendo a consciencia de si, creando situações perigosas,
= e nao raras vezes comicas, como se verifica pelo epi-
: sodio que segue e que se deu quando a expedição atra-
vessava a zona dos indios Apiacäs, no Rio Arinos :
«Tendo apparecido, numa extensa praia, grande
._ numero desses ‘selvicolas e no meio d'elles um com cer-
a tos distinctivos vistosos de capitão, julgou o bom do
consul russo, que devia tambem envergar o seu grande
E uniforme e lá foi para terra mettido em farda de gala,
E: espadim ao lado, chapéu armado à cabeça e condeco-
rações ao peito. Imagine-se a sua figura no meio da-
E: quelles indigenas nús em pello, que mostravam grande
# pasmo” e bestial alegria ao contemplarem tamanha Os-
tentação e esbugalhavam os olhos ante tantos bordados
a ouro e brilhantes tetéias. Afinal, uma, india perguntou
por gestos se aquillo éra vestimenta ou a pelle de tão
E. alto personagem e, melhor informada, pediu para que
elle lh'a cedesse por um pouco. Langsdorff, que não
resistia aos caprichos do bello sexo, civitisado ou não,
immediatamente despiu a farda e a passou à rapariga
AA
Ste) a
que em um mo sento n’ella se enfiou, passeando muito
ufana com o seu singular adorno, emquanto o consul
ficava em mangas de camisa, mas com calças de galão,
espadim e chapéo armado. Nem parou ahi a aventura.
De repente, a india disparou para o matto seguida
de todos os mais, e o expoliado poz se a correr como
um desesperado atraz de sua veste de gala, na maior e
mais grotesca furia. E a commissão perdeu dous dias a
espera de uma restituição que provavelmente não se deu.
De então por diante quasi totalmente se apagou a
intelligencia do infeliz Langsdorff.»
E” para lastimar-se a decadencia moral e inteilec-
tual que se operou numa pessoa de tanta energia e de
tão grandes merecimentos.
Ja se acha indicado, em as paginas anteriores, o
conceito lisongeiro que de Langsdorff, fez o viajante
francez Auguste Saint-Hilaire. Para comprovar esta
opinião, dou ainda a dos naturalistas I. von Spix e C.
von Martius, que, na sua obra « Reise in Brasilien »
München, 1823 parte 1.º, as paginas iO7, fazem da
fazenda de Langsdorff, denominada «Mandioca», situa-
da em um logar aprasivel a beira da Bahia do Rio de
Janeiro e figurada no atlas que acompanha a citada
obra.
«A’ casa hospitaleira de von Langsdorff éra a noite
agradavel ponto de reunião para muitos dos europeus
viventes então no Rio de Janeiro, reinando sempre
uma conversação animada e alegre, que ainda era aug-
mentada pelo talento musical de sua esposa. Em tem-
po algum se reuniu alli tão grande numero de natu-
ralistas, como no tempo de nossa estadia naquella Ca-
pital».
Para mais informações sobre Langsdorff, se po-
derá consultar a pequena biographia de Henri Rafard,
que se encontra no livro «Hercules Florence» por Es-
tevam Leão Bourroul, pagina 525.
Dentre os membros da expedição, além do astro-
nomo Rubzoff, destacam-se os Srs. Luiz Riedel e Her-
cules Florence, que merecem, sob o ponto de vista
a
ap opie TEs Vos, NS TP =
— 31 -—
“scientifico, mais attenção e, por esta razão, delles me
occuparei. com mais amplitude nas linhas seguintes :
Dr, Luiz Riedel
O Dr. Luiz Riedel dirigiu-se ao Brasil, à convite
do imperador da Russia, para fazer parte da expedição
Langsdorff, finda a qual, enthusiasmado por este
Ee ae
paiz onde encontrou vasto campo para seus estudos, ahi
fixou residencia, casando-se em 1828.
Alem da Commissäo Langsdorff, emprehendeu elle-
diversas viagens aos sertões do Brasil, sendo o resul-
tado d'ellas enviado à S. Petersburgo.
Correspondia-se com muitas sociedades scientificas,,
às quaes mandava plantas e desenhos dasnovas especies.
encontradas, tendo sido eleito socio de muitas dessas.
sociedades.
Luiz Riedel foi por muito tempo director do Jar-
dim Botanico e do Passeio Publico, situado no Largo:
da Lapa, no Rio de Janeiro e, chefe da secção de bo-
tanica do Museu Nacional, vinde a fallecer a 6 de Agosto:
de 1861, deixando mulher e nove filhos.
Creio, que Luiz Riedel nada publicou sobre as suas.
observações, sendo certo, entretanto, que deixou grande:
numero de manuscriptos referentes a flora brasileira e
um diccionario brazileiro-portuguez, que desaparece-
ram depois de sua morte.
E' de presumir que, grande parte das collecções.
botanicas por elle reunidas, estejam figurando entre os
herbarios em S. Petersburgo, parecendo-me que não
existe publicação alguma com referencia a ellas, tendo,
entretanto, Martius, Endlicher, Eichler e outros bota-
nicos, auctores da Flora Brasiliensis, obtido muitos au-
xilios por parte de Riedel.
Hercules Florence nasceu em Nice a 29 de Fe-
vereiro de 1804,
De volta da expedição Langsdorff resolveu fixar
residencia no Brazil, tendo vivido em Campinas, onde fun-
dou respeitavel familia e falleceu a 27 de Março de 1879.
A Florence se deve a descripçäo da expedição
Langsdorff, publicada em a Revista do Instituto Histo-
rico Geographico e Ethnographico do Brazil, no Rio
de Janeiro.
Existem em mãos de seus filhos diversos desenhos
coloridos, de animaes e de aves principalmente, que
por elle foram habilmente executados.
Dig Le
| No mesmo periodico, Florence publicou sob o ti-
tulo «Zoophonia» (vol. 39, 2.º parte 1876 pgs. 323—336)
interessante estudo sobre a voz animal, procurando fi-
xal-a por meio de notas musicaes, referindo-se tam-
bem ds danças dos tangaras.
Hercules Florence
Existe ainda uma publicação referente aos indige-
nas do Brazil, baseada em illustrações e informações
manuscriptas deixadas por H. Florence, que é a de
«Steinen, K. von den. Indianerskizzen von Herkules Flo-
rence. Globus vol. 75, Braunschweig 1899, pgs. 9 a9
e 30 a 35» e a qual já me referi no volume IV des-
ta Revista, pg. 567.
No decorrer do presente anno foi publicada uma
extensa biographia de Hercules Florence, sob o titulo
«Um Heroe da Sciencia—Hercules Florence—( 1804—
1879 por Estevam Leão Bourroul.
Pela leitura desta interessante e valiosa obra ve-
rifica-se que Florence não se destinguiu sómente pelo
excellente modo com que desempenhou os seus arduos
deveres na expedição Langsdorff, mas tambem pelo
grande passo que deu, dedicando-se com ardor ce gran-
de successo a invenções de notaveis processos de im-
prensa. Assim, ajudado por Mello Corrêa, fez, com
bom exito, experiencias sobre o emprego da luz solar
para a fixação de imagens na camara-escura e, isto
então em 1834 antes da descoberta sensacional de Da-
guerre.
Outra serie de experiencias teve por fim a inven-
ção de processos para a impressão em cores, que são
conhecidas sob o nome de Polygraphia e Pulvogra-
phia.
Essas engenhosas invenções como uma outra de
um papel inimitavel, tiveram grande valor para o des:
envolvimento dos processos que tem por fim a fabrica-
ção do papel moeda. :
Não se póde dnvidar que o nome de Hercules
Florence se teria tornado muito conhecido e apreciado
como o de um inventor genial, si não tivesse desgra-
cadamente vivido longe dos grandes centros de civili-
sação e quasi desapercebido em Campinas.
Ao meu vêr, dentre os membros da Commissäo
Langsdorff, a personalidade mais interessante e a que
mais serviços tem prestado ao progresso da sciencia e
da industria, tanto naquella expedição como depois, é
a do inesquecivel campineiro Hercules Florence.
E.
q
E
Cur. Te".
ME ENT
as.
OS à
ue EE red
DU
MUSEE DESAO PAULO
PAR
H. W. BROLEMANN
Ce nous est un agréable devoir, avant de commencer
Vanalyse des matériaux amassés par les soins de l’émi-
nent Directeur du Musée de Sad Paulo, M. le Dr. H.
von lhering, de rendre hommage à son extreme ama-
bilité, et de le remercier de l'honneur qu'il nous a fait
en nous admettant au nombre des premiers artisans du
monument de la faune myriapodologique brésilienne.
Le mot peut paraitre bien prétentieux; mais si
Yon réfléchit à Vétendue énorme des territoires qui
constituent les Etats Unis du Brésil et à leur diversité,
et si l'on songe surtout au peu qui a été fait jusqu'ici
pour en connaitre les trésors, au point de vue spécial
qui nous occupe tout au moins, on peut dês à présent
prévoir que cette faune prendra, 4 un moment donné,
une importance que bien peu d’autres faunes pourront
lui disputer.
Les documents relatifs aux Myriapodes du Brésil
sont rares, disions nous. Et pourtant, une liste des
D Eee
espèces brésiliennes connues serait longue déjà. En
1895, le Prof. E. Goeldi (N. 95) en énumérait 12°
d’après C. L. Koch et 79 (*) d’après Humbert & Saus-
sure; à celles-ci sen ajoutent 24 citées par Porat
(N. 76 et 88b), 14 par Attems (N. 98 b et 99 b), & c.
Bref, nous croyons nétre pas loin de la vérité en
fixant à 194 le chiffre des descriptions publiées. Mais
combien dans ce nombre sont insuffisantes ! combien ne:
resteront dans notre terminologie que comme des no-
mina nuda! Le fait est que, à part quelques auteurs.
de la dernière heure, aucun des anciens écrivains n’a
eu cure des véritables caractères spécifiques des espèces.
qu'ils baptisaient, ce qui rend leur oeuvre à peu près
inutile. La faute ne leur est d'ailleurs pas imputable ;
la science myriapodologique n'a guère progressé que
depuis 20 ans, c'est à dire depuis la publication de
l'ouvrage magistral du Dr. R. Latzel, et la majeure
partie des travaux auxquels nous faisons allusions re-
montent à des dates plus lointaines.
Quant au caractère de la faune, il est à peu près.
impossible de le déduire des éléments que nous avons
en mains. Ces éléments proviennent pour la plupart de
l'Etat de Sad Paulo et même ne représentent qu'impar-
faitement sa faune. Donc pas de conclus:ons générales.
à tirer.
En ce qui concerne en particulier l'Etat de Sad.
Paulo, les difficultées sont moindres, mais elles ne sont
pas encore résolues, à notre sens. Les Chilopodes, qui
font l’objet de la première partie de ce mémoire, ne:
fournissent pas de criterium; leur nombre est très.
restreint et quelques uns d’entre eux ne sont mème pas.
Spéciaux au Brésil Pourtant en traitant des Diplopodes,
dans la séconde partie, peut-être aurons nous l’occasion
de revenir sur ce sujet, mais ce ne sera jamais que:
d'une façon provisoire et en attendant que d’autres ma-
tériaux vienent s'ajouter à ceux déjà connus.
“Paris, Décembre 1900.
() Chiffre qui comprend ies 12 espèces de Koch,
LT RS i (he
PREMIÈRE PARTIE: CHILOPODES
Genre Otostigmus
La plupart des espèces brésiliennes de ce genre
présentent une particularité qui ne parait pas avoir
encore été signalée. Chez trois espèces sur quatre, les
males se distinguent par un caractère sexuel externe
dont la nature n'avait pas été reconnue jusqu'ici ; à
telle enseigne que les deux sexes d’un même animal
ont pu donner lieu ä la creation de deux espèces dif-
férentes. Cette différentiation des sexes, très fréquente
“chez les Zathobius l'est beaucoup moins chez les Scolo-
pendrides ; c'est à peine si nous en connaissons quel-
_ ques exemples peu concluents (Scolopendra morsitans,
p. ex.). Chez les Otostigmus en particulier nous avons
déjà eu l’occasion d'en relever un cas Otostigmus de-
serti Meinert d'Afrique ; nous pouvons en signaler un
autre, O. gymnopus Silvestri, qui n'est toutefois pas
absolument certain, puisque l’auteur n'a eu qu’un male
sous les yeux. Il semblerait donc que cette particula-
rité soit réservée aux seuls Olostigmus de l'Amérique
et probablement aussi de l’ Afrique, puisqu'elle n'a été
“ constatée chez aucun de leurs congénères du continent
asiatique ou de la région Indo-Malaise.
Otostigmus limbatus Weinert, 1884
- (Meinert Nº S4 b)
Bibliogr.: Karsch N.º 88 a.
Alto da Serra.
Otostigmus caudatus 7. sp.
(Fig. 1—3, PL I)
Longueur 32 à 46 mill. Largeur au milieu du
corps 2.80 à 3.40 mill.
Corps élancé, subparallèle, nullement étranglé en-
tre chaque segment. Brun-olive variant jusqu’au vert-
An Yeo =
bleu intense, avec le segment céphalique et le premier
(parfois même le second) écusson dorsal brun-rouge.
Ecusson céphalique plus large que long, ovale en
avant, non rebordé, sans sillons mais avec des faibles
ponctuations clairsemées. Antennes de 18 articles lon-
gues ou très longues, dépassant le bord postérieur du
quatrième (et meme du cinquième) écusson dorsal (de
41 mill. chez un individu de 52 mill.), assez épaisses à
la base et três amincies, moniliformes vers la pointe ;
les deux premiers articles sont glabres, le troisième
est également glabre sur la façe dorsale, mais en par-
tie pubescent sur la face ventrale; tous les antres ar-
ticles sont couverts d'une pubescence rousse. Hanches
des pattes machoires beaucoup plus larges que longues,
à surface ponctuée, armées de 4+4 (ou 5+9): dents
robustes mais courtes, dont l’externe est plus petite et
en arriére des autres; prolongement fémoral robuste
avec deux dentelures mousses au bord interne.
Ecussons dorsaux avec de faibles sillons à partir
du 7.º ou du 8.º segment. Pas de bourrelets latéraux,
si ce n'est sur le dernier. Le bord postérieur du der-
nier écusson du male porte un prolongement digiti-
forme (fig. 2 et 3), subcylindrique, aussi long que
l’écusson lui-même, et dont la pointe arrondie est com-
primée latéralement et marquée de chaque côté d’une
tache orangée (an semper ?). Chez la femelle (fig. 1),
le bord postérieur du dernier écusson dorsal est angu-
leux, mais non prolongé comme chez le male.
Les écussons ventraux sont dépourvus de sillons,
mais ils sont semés de ponctuations plus (male) ou moins
(femelle) marquées. Le dernier écusson ventral est court,
étroit, à bords latéraux un peu convergeants et à bord
postérieur taillé carrément.
Pleurae anales fhanches) percées de pores nom-
breux, irréguliers, moyens et petits; l'angle postérieur
est à peine saillant, très arrondi. Pattes anales très
longues (12.50 mill. chez un individu de 32 mill. ;
15.70 mill. chez un individu de 41 mill.; soit 38 à
39º/o de la longueur du corps), inermes.
- a
di RO Te RS
Un individu de 32 mill. de longueur et de 3.30
mill. de largeur présente cette particularité d’avoir les
angles postérieurs du dernier écusson ventral épineux.
São Paulo; Itapetininga, Janvier 1897, Belem,
Alto da Serra.
Otostigmus tibialis 7. sp.
(Fig. 4-5. PI. J)
Longueur 56 à 66 mill. Largueur au milieu du corps
4 à 4.40 mill.
Corps un peu rétréci aux deux extrémités, bril-
lant. Coloration brun-olive passant au vert-olive, avec
la téte plus foncée et les pattes maxillaires brun-rouge.
Les pattes anales suivent les variations de couleur du
corps, tout en étant d'une tonalité plus intense.
Ecusson céphalique aussi large ou un peu plus
large que long, brillant, semé de rares ponctuations
effacées, sans sillons ou parfois avec de très faibles
vestiges de dépressions dans la partie postérieure. Les
antennes sont grèles, moniliformes ; elles ne dépassent
guère le bord postérieur du troisième écusson (chez un
individu de 65 mill, elles mesurent 10 mill); les deux
articles basilaires sont glabres. Le bord antérieur des
hanches des pattes maxillaires est armé de 4+4,
4+5 ou 9+9 dents, dont l’externe est plus petite que
les autres. Le prolongement fémoral est à peine nodu-
leux intérieurment. .
Les écussons dorsaux sont lisses avec de faibles
dépressions subrugueuses près des bords latéraux. Ils
sont sillonnés à partir du 6°. 7. ou 8º. segment. Le
dernier seul est rebordé, son bord postérieur est à
peine un peu anguleux.
Les écussons ventraux sont lisses, brillants; on my
remarque que les traces d’un sillon médian sous for-
me de deux dépressions punctiformes situées l’une en
avant du centre, l’autre non loin du bord postérieur.
Le dernier écusson ventral est assez court, ses bords
latéraux sont convergeants, son bord postérieur est in-
MAAN
#
>
Lam |
|
— 4 —
distinctement échancrê et sa surface est tantôt marquée
d'un vague sillon tantôt d'une faible carène longitudinale.
Pleurae posticae arrondies postérieurement et per-
cées de très nombreux pores moyens et petits. Pattes
anales (fig. 4) inermes, courtes, environ 1,6 de la lon-
œueur du corps (11.50 chez un individu de 65 mill);
la face interne du 4°. article est labourée par une lar-
ge et profone canelure qui se termine en sillon dans
une forte dent apicale aigue (fig. 5).
La femelle ne diffère du male que par des dimen-
sions un peu plus fortes et par l’absence de toute par-
ticularité aux pattes anales.
Sao-Paulo; Piquette, Janvier 1897; Alto da Serra.
Un individu de «Alto da Serra» est une jeune femelle
de 33 mill. dont les écussons ventraux présentent cette
particularité d’avoir trois impressions longitudinales;
mais ces impressions, qui peuvent même être accom-
pagnées de sillons, ne sont visibles que sur la moitié
antérieure de l’écusson; chez les adultes les sillons la-
téraux s’effacent et disparaissent même entièrement. La
différence avec le limbatus consiste en ce que, chez
ce dernier, les sillons latéraux sont très nets et visi-
bles sur tout l’écusson d’un bord à l’autre, aussi bien
chez les adultes que chez les jeunes.
La femelle du tibialis, qui a beaucoup d'analogies
avec le limbalus, s’en distingue par une forme moins
élancée, par Vabsence des sillons ventraux et par les
pores plus nombreux et un peu plus fins des pleurae
posticae. Du sulcatus Meinert et du scabricauda Humb.
& Sauss. (brasiliensis Meinert), elle se distingue par
"absence de rebords latéraux des écussons dorsaux; et
de l’inerme Porat, par la surface lisse des écussons
dorsaux.
Otostigmus scabricauda Humb, & Sauss. 1870.
ps
(Humbert. & Saussure. N, 70)
Bibliogr.: Pocock Nº 90d.
Syn.: Branchiostoma scabricauda, Humb. & Sauss. N.
“70, 72; Kohlrausch N. 78.
ANT eal
Otostigmus appendiculatus, Porat N. 76.
Otostegma brasiliense, Meinert N. 84b; Karsch
NE Sa." | |
Une comparaison entre le brasiliense de Meinert
et le scabricauda de Humbert & Saussure nous a
montré que le premier n'est que la forme femelle du
second. ;
Sad-Paulo; Piquette, Janvier 1897; Alto da Serra.
Otostigmus inermis Porat, 1876.
"(Porat N. 76).
Bibliogr. et Syn.: vide Brolemann N. 98º.
Un jeune individu de Buenos-Ayres.
Rhysida longipes Newport, 1844
(Newport N.º 44 ¢)
E Bibliogr.: Pocock N.º 91 e, 93d:; Attems N.º 97 a.
Syn.: Branchiostoma longipes, Newport N.º 44 c;
Haase N.º 87 b. |
» obsoletum, Porat N.° 76.
» gracile, Kohlrausch N.° 78.
» affine, Kohlrausch N.º 78; Mei-
nert N.º 84 b.
Bien que cette espèce n’ait pas encore été citée du
continent Sud-Américain, nous n'hésitons pas à com-
prendre sous cette dénomination un échantillon de Bahia
(8 Août 1896) qui répond exactement à ia description
donnée par Haase.
Nous ne rapportons ici qu'avec doute un autre in-
dividu plus petit, de même provenance, dont les pattes
anales manquent. ;
Scolopendra morsitans L., 1770
L’étiquette porte « A. VIII, N.º 854»; la prove-
nance est supposée être l'Etat de Sad-Paulo.
WAT gee
Scolopendra longipleura Silvestri, 1895
(Silvestri N.º 95d)
Bibliogr. : Silvestri N.º 97 b.
Belem, Saô-Paulo.
Scolopendra subspinipes Leach, 1814
Provenance inconnue.
Scolopocryptops miersi Newport, 1844
(Newport N.º 44 c)
Bibliogr. et Syn.: vide Brélemann N.º 98 e.
Un exemplaire jeune de S" Lourenzo, Rio Grando
do Sul.
Cryptops iheringin. sp.
(Fig. 6—7, Pl. 1)
Longueur 72 mill. Largeur environ 5 mill.
Entièrement fauve. De grandes dimensions. Presque
parallèle d’une extrémité à l’autre et rétréci d'une façon
sensible seulement dans les deux derniers segments ;
enticrement semé de fines ponctuations.
L'ecusson céphalique est aussi large que long (5 mill.),
a angles antérieurs tronquês, à angles postérieurs arron-
dis, à bord postérieur droit ne recouvrant pas entière-
ment la lamina basalis ; pas de sillons visibles sur sa
surface, Antennes dépassant de peu le bord postérieur
du quatrième écusson (longueur 17 mill), de 17 articles
couverts d'une pubescense très fine et très courte, moins
dense sur les deux premiers articles. Hanches des
pattes mächoires subtriangulaires, beaucoup plus larges
que longues ; le bord antérieur est bilobé, arrondi et
armé dune série de 6 + 6 petites épines courtes et
mousses entremélées de poils spinules dans la partie
médiane, et de chaque cótê d'une série de 7 épines un
peu plus fortes et plus aigues. Le premier article est
long et scn arète interne présente une rangée plus ou
oy ery 5
~ 3
tS cd
a
PE ENS
moins régulière de petites épines noires semblables à
celles du bord des hanches Les articles suivants sont
très courts. La grifle est longue et acérée.
Ecussons 1,2 e 20 marqués de deux sillons ; écus-
sons 3 à 19 marquês de quatre sillons. L’écusson 21,
le seul qui soit bordé latéralement, présente une dépres-
sion médianne assez sensible près du bord postérieur,
qui est taillé en angle presque droit. Ecussons ventraux
profondément marquês des deux sillons usuels en croix.
Dernier écusson ventral d'un tiers plus étroit que le
précèdent (2 mill.:3 mil.) à bords latéraux conver-
geants faiblement arqués, à bord postérieur taillé carrê-
ment. Quelques uns des derniers écussons ventraux
sont parsemés, de ci de là, de rares épines courtes.
Toutes les pattes (première paire ? brisée) sont par-
semées, sur la face inférieure tout au moins, de petites
épines noires disposées sans ordre, plus abondantes sur
les articles de la base (fêmur) que sur ceux de Vextré-
mité (tarses). Pleurae anales assez développées, à pointe
complètement arrondie, percées de très nombreux pores
petits swbégaux, e semées de petites épines noires tant
au bord postérieur que sur leur surface. La patte anale
(Fig. 6—7) est courte (13.50 mill., moins d'un 1/5 de
la longueur du corps), plus épaisse que celles de la
paire précédente. Le fémur est planté de petites épines
qui n'envahissent pas la face supérieure et laissent libre
une bande longitudinale étroite sur la face inférieure.
La patella est plus longue que l’article précedent, elle
est également semée de petites épines sur ses faces la-
terales, mais celles-ci sont moins abondantes. Sur ces
deux articles le sillon de la face supérieure est trés
court ou réduit seulement à Vencoche du bord posté-
rieure. Le troisième article (Tibia) est dépourvu d’épi-
nes; la scie de sa face inférieure est formée d'environ
1& très petites dents plus ou moins fondues ensemble.
Celle de Varticle suivant est composée de 4 ou 5 dents
également petites.
Alto da Serra.
Cette belle forme, que j'ai plaisir à dédier à l'émi-
— 44 —
nent Directeur du Musée de Sao Paulo, se distingue du
C. galatheae Meinert et du €. capivarae Pocock par
ses dimensions exceptionnelles, par la présence sur
toutes les pattes de petites épines Dai ici les
soies usuelles, & c.
Schendyla imperfossa 7. sp.
(Fig. 8—13, Pl. I)
Male : 47 paires de pattes. Longueur 38.50 mill.
largeur du 2.º segment 1.50 mill., du 3.º 1.75 mill.
du 42.º 1.30 mill. Longueur des antennes 4.80 mill.
des pattes anales 2.40 mull.
Jaune d'ocre terreux, rougeátre dans le tiers an-
térieur, tirant sur le vert dans la partie postérieure du
corps. Téguments brillants, presque glabres, avec quel-
ques rares ponctuations sur les premiers écussons dor-
Saux.
Ecusson céphalique (fig. 8) un peu plus long que
large (dans la proportion de 10 à 9) présentant sa
plus grande largeur an tiers antérieur. Bord antérieur
faiblement sinueux ; angles antérieurs arrondis ; bords
latéraux divergents, subéchancrès dans le premier tiers,
puis rejoignant par une courbe (convexe) très douce
l'angle postérieur qui est également arrondi; bord posté-
rieur faiblement eoncave. Antennes assez longues, gra-
duellement effilées. La lamina praebasalis est en partie
visible. La lamina basalis est três large et três courte, à
bords convergeants. Les hanches des pattes mâchoires
(fig. 9) sont larges, presque en demi cercle, sans lignes
chitineuses ; leur bord antérieur est épais, arrondi, et
présente, sur la face en contact avec les máchoires,
deux tronçons émoussés de dents noires; les articles
suivants, de même que la griffe, sont inermes inté-
rieurement. Fermées, les griffes atteignent à peine la
pointe de la tête. La partie médiane “de la lèvre est
pourvue de 16 ou 18 dents à pointe mousse disposées
en arc de cercle dont la concavité, correspondant à
la pointe des dents, est tournée vers l'arrière (flg. 11);
“we
e AE peel
cette partie médiane s'appuie de chaque côté à une
pièce triangulaire transversale à bord postérieur denti-
culé. Machoires antérieures de deux articles, dépour-
vus de palpes; machoires postérieures à ongle fine-
ment cilié dans toute sa concavité, comme chez Schen-
dyla americana (fig. 10 et 13).
Les écussons dorsaux du tronc portent deux ue
bien marquês ; le dernier est large, arrondi. Les écus-
sons ventraux présentent, dans leur moitié antérieure,
une dépression en sillon qui, de faible qu “elle est sur
les premiers segments, s'accentue et s'allonge vers le
milieu du corps. En outre ces écussons portent dans .
leur moitié postérieure, mais plus pres du centre que
du bord portérieur, un champ poreux; chez le male qui
nous fournit cette description ce champ est grand,
circulaire, sur les segments 1 à 19; subréniforme sur
les deux suivants; puis du 22.º au 27.º segment il est
divisé en deux champs plus petits, circulaires, accolés
Yen à l’autre ; enfin sur les derniers ces champs, devien-
nent indistincts et de forme irrégulière d’abord, pour
s'accentuer un peu plus vers l'extrémité anale. Le
dernier écusson ventral est três large, à bords conver-
geants, à extrêmitê ree tronquée et faiblement
échancrée.
Les pattes anales sont très longues (fig. 12); les
hanches (pleurae posticae) sont courtes, Ro
ment saillantes, dépourvues de pores; les quatre articles
Suivants sont un peu épaissis, abondamment plantés de
soies ; les deux derniers sont grèles et longs; le der-
nier est inerme.
47 paires de pattes chez le male.
La femelle est inconnue.
Le Dr. Silvestri a décrit cing espèces appartenant
à ce genre sous les noms de Nannophilus paraguay-
ensis, N. borelli, N. bolivianus, N. longitarsis et N.
brasilianus. Les deux dernières se distinguent des
trois autres et de l’emperfossa par la présence de
2+2 pores aux hanches des pattes anales; mais au-
cune des trois premières ne présente de dents au ster-
LAN eae
num des pattes michoires, ce qui sert à les. distinguer
de l’anperfossa ; de plus, chez paraguayensis et Doli-
veanus, les pattes anales sont plus courtes que chez
notre espèce. Avons nous peut-être affaire ici à une
race du borelli ? nous ne sommes pas en mesure de
trancher la question d’aprés la description écourtée de
l’auteur.
Aphilodon micronyx 7. sp.
(Fig. 14—19, PI. I)
Femelle: 59 paires de pattes. Longueur 54 mill. Lar-
geur au 1.º écusson 1.80 mill. ; au 4.º, 1.50 mill. ; au
milieu du corps 1.90 mill.; au 6.º avant-dernier, 1.50
mill.
Jaune d'ocre. Subparallèle, ou seulement un peu
élargi dans le deuxième quart de sa longeur. Ecusson
céphalique (fig. 14) plus large que long, faiblement ré-
tréci antérieurement, recouvrant presqu'entitrement les
pattes machoires ; bord antérieur légèrement anguleux
ou convex ; bordes latéraux régulièrement arquês ; bord
postérieur bissinueux, laissant entrevoir la lamina prae-
basalis de chaque côté de la ligne médiane ; ‘angles
antérieurs et postérieurs peu distincts; surface parse-
mée de grosses ponctuations peu nombreuses. Suture
frontale indistincte. Antennes assez épaisses à la base,
graduellement amincies, courtes (3.45 mill.)
Hanches des pattes maxillaires (fig. 15) beaucoup
plus larges que longues, rectangulaires, repoussant les
pleurae latéralment de telle sorte qu'elles n'apparais-
sent que comme une étroite bande dans les côtés et
sur la face dorsale; leur surface est semée de grosses
ponctuations. Le premier article est large, inerme in-
térieurement ; le second article est normal; le troisiè-
me à la forme d'un cône tronqué três court; la griff-
fe, qui semble cependant normalement développée, est
très courte, inerme à la base.
Lèvre représentée par un bourrelet chitineux d’u-
ne seule pièce, qui semble dépourvue de ceils et de
>
soa yaa
dents. Mandibules dépourvues de lamelles dentelées,
mais avec deux lamelles ciliées. Lame sternale de la
première paire de machoires (fig. 16) soudée sur la
ligne médiane ; rameau interne indépendant du ster-
num; rameau externe de deux articles, sans appendi-
ces. La lame sternale de la deuxième paire de mà-
choires ne parait pas soudée sur la ligne médiane (ce
qui pourrait provenir d'un accident dans la prépara-
tion); palpe de trois articles dont le dernier inerme.
La lamina basalis est três large, três courte, à
bords latéraux convergeants ; brillante, ponctuée. Tous
les écussons dorsaux sont brillants et ponctuës sans
trace de sillons longitudinaux.
Les écussons ventraux sont lisses et brillants,
parsemés de ponctuations plus fortes dans la partie an-
térieure du corps et près du bord postérieur de cha-
que écusson. Sur les J5 premiers segments environ
Vécusson ventral est coupé par un sillon large mieux
marqué postérieurement; sur les suivants ce sillon est
graduellement atténué et remplacé par une fossette va-
gue qui peu à peu sélargit transversalement. Pas de
pores ventraux visibles. Les écussons dorsaux sont
directement en contact avec les scutelles qui porient
les trachées; celles-ci sont moitié plus petites que les
scutelles qui les precedent (fig. 17).
Dernier écusson dorsal (fig. 18) aussi large que le
précédent a bords latéraux convergeants, à bord posté-
térieur transversal. Dernier écusson ventral petit, rec-
tangulaire, sans sillon médian, resserré entre les han-
ches de la dernière paire de pattes qui sont boursou-
flées et persées en dessous et de côté de nombreux po-
res circulaires moyens et petits, disposés sans ordre
apparent (fig. 19).
Pattes anales probablement longues (femelle) les trois
articles qui suivent le trochanter sont longs et gréles;
chez unique individu examiné les deux derniers ar-
ticles manquaient à l’une des pattes, et les trois der-
niers à l'autre.
Le male est inconnu.
eet PE. er
Brésil, sans indication de localité.
Nous avons utilisé le nom de genre crée par le
Dr. Silvestri, parce que notre espèce est três voisine
de VA. Spegazzini; mais il reste à démontrer que le
genre Aphilodon n'est pas synonyme du genre Cho-
matobius avec lequel il est certainement apparenté,
mais qui a été très incomplètement caractérisé jusqu’-
ici. De VA. spegazzini le micronÿæ diffère par des
dimensions plus grandes avec un nombre de pattes
plus petit, et par la forme et l'armement des pattes
machoires.
DEUXIÈME PARTIE: DIPLOPODES
Famille des Polydesmidæ
Il est impossible d'aborder l’étude de ce groupe
sans prononcer le nom de celui qui, tout dernièrement,
Pa illustré d’une façon si remarquable —M. le Dr. Com-
te C. Attems. Son ouvrage (1) est les plus complèt
qui ait jamais été publié sur la matière, et nous igno-
rons s’il faut plus admirer l'effort considérable de l’au-
teur pour jeter la lumière sur un sujet qui avait été
compliqué comme à plaisir, ou l'esprit scientifiqne qui
a présidé à cette publication.
Et nous nous sentons d’autant plus à l'aise pour
féliciter notre collègue de son résultat incontestable-
ment heureux, que nous ne sommes pas d'accord avec
lui sur les moyens qu'il aemployé pour obtenir. En
même temps qu'il publiait son «System der Myriapo-
den», et sans en connaître le moins du monde le conte-
nu, nous effleurions la question de la classification des
Polydesmides (Ann. Sob. Entom. France, 1898) et nous
pronions une base de classification différente de celle
adoptée par lui.
(1) Attems N. 98 b et 99 b.
ca
CA Ata an era ay id Sed dati
D A ats
Aujourd'hui que nous avons pu étudier son travail,
mous persistons à croire que, pour établir une classfi-
cation aussi naturelle que possible, c’est encore aux
organes copulateurs des males qu'il faut recourir. Est-ce
à dire que Attems n'ait pas établi des divisions fort
ingénieuses, et répondant aux éxigences de la Zoogéo-
graphie en meme temps qu'au besoin de clarté inhé-
rente à un pareil sujet? Nullement! et notre critique.
ne porte pas sur ce point. Nous dirons même plus;
il est forte possible que le système que nous préférons
conduise à un résultat peu différent de celui qual a
obtenu, mais qui se trouvera être plus naturel. parce-
que les caractères utilisés auront été empruntês aux
organes qui président à la fonction la plus importante
de l’existence, la réproduction. La conséquence sera
une modification dans les groupements étabilis par
Attems, l'élimination des uns, le déplacement des au-
tres, ainsiqu'une distribution différente de certaines
formes. Précisons par quelques exemples.
Attems admet huit grandes divisions dans la fa-
mille des Polydesmides, savoir: Strongylosonine,
Sulciferinæ, Leptodesmine, Eupolydesminæ, Tra-
chelodesmine, Eurydesmine, Oxidesmine et Eury-
tropine.
Nous réservons notre opinion en ce qui concerne
les Strongylosomince, les Sulciferine, les Eurydes-
mince et les Oxydesmine; les metériaux que nous
avons à notre disposition sont trop restreints pour
nous permettre de nous former une conception précise
de leur valeur.
Les Leptodesmime nous paraissent un groupe
assez homogêne, et ce n'est que dans la division en
genres que nous voyons matitre à changements. En
effet, il ne nous parait pas rationel de faire figurer
<ôte à côte sous la même dénomination générique, en
dépit des analogies que présentent les téguments, les
Leptodesinus cyprius et decoratus, dont les pattes co-
pulatrices sont constituées par une tigelle unique, et
des Leptodesmus centropus, tuberculiporus, angustatus
lec: EU Nes
et tant d’autres, dont les pattes copulatrices sont divi-
sées en deux rameaux très distincts. Fontana, comme
Va bien pressenti Attems, appartient aux Leplodesmina
et pourtant, dans sa classification, il ne trouve pas de
place bien déterminée.
Eupolydesminw, suivant Attems, ne renferment
que Polydesmus et Brachydesmus, deux genres inti-
mement apparentés, auxquels s'ajoutent deux genres
aberrants, Pseudopolydesmus et Archipolydesmus. Mais
pourquoi nous fierions nous au développement spécial
du premier ou du deuxième écusson pour écarter de
cette tribu les genres tels que Psochodesmus (Cook
Cryptodesmus nobis), Trigonostylus et Hatantodes-
aus, alors que ces genres ont avec les Zupolydesminez
tant de caractères en commun: hanches des pattes co-
pulatrices courtes, très globuleuses, reposant sur des
brides trachéennes de disposition spéciale, et évidées
sur leur face interne où s'insère le fémur ; sixième
article des pattes ambulatoires plus long que le troisié-
me; &c? Ces caractères ont une valeur pour le moins
égale à celle des caracteres admis par Attems.
De même pour les Trachelodesmine ; le rétrécis-
sement des carènes des somites antérieurs, la largeur
des lames ventrales ne nous semblent pas justifier Piso-
lement, dans une tribu distincte, des Zrachelodesmus,
dont les pattes copulatrices présentent tant d’analogies
avec celles des Leptodesmus typiques, les hanches étant
identiques et les tibias étant profondément divisées en
deux rameaux. Ablation faite de Trachelodesmus et
de fontaria, à ranger touts deux dans les Leptodes-
mone. il reste à trouver la place de Icosidesmus et
de Scytonotus (1) dont nous n'avons pas eu de reprè-
sentants en mains. |
{) La figure 8, PI. VI, do «A Monograph of Scytonotus>, O. F.
Cook & A. C. Cook (Ann. N.-Y. Acad. Sci., VIII, 1894), représente une
patte copulatrice do Scy. granulatus Say. Bienqu'elle soit certaine-
ment inexacte en certains points, probablement par suite d'une confu-
rion daus les ‘raits pleins ct pointillés, nous supposons que Srytonotus
doit être rattaché aux Lupolydesmine.
EIS, it pps
Hurytropie, composé, à notre point de vue,
@éléments disparates, devra subir un remaniement par
suite du rattachement de Cryptodesmus, Aporodesmus,
Trigonostylus, Katantodesinus et autres aux Hupolydes-
mince, comme nous avons eu à le constater plus haut.
En résumé, on voit par ces exemples que les
objections, que nous suggère le travail de notre collé-
gue, visent uniquement une question générale, celle de
savoir à quels caractéres il convient de s'adresser pour
échafauder une classification des Polydesmides. C’est
une question de système, et il a trop bien plaidé la
cause du sien, pour que nous ne tenions encore une
fois à lui en adresser nos sincères félicitations.
Du reste l'exposé de son système a déjà porté
ses fruits; nous y trouvons l’occasion de nous amender.
Dans un travail antérieur (Brülemann n. 9% e, p.
264), nous divisions les Polydesmides du Venezuela en
deux tribus: Polydesminæ et Oniscodesminae. Les
premiers, comprenant la grande majorité des Polydes-
mides, étaient subdivisés en deux sections suivant la
structure de la lame ventrale, schématisée dans les
figures I et II de la page 262. Or, cette structure ne
suffit pas à elle seule pour caractériser les sections, u
est indispensable de faire entrer en ligne de compte
la forme des hanches des pattes copulatrices qui est en
rapport direct avec cette structure, et peut-ètre aussi
d'autres éléments, d’où la nécessité de nouvelles divi-
sions. Nous modifions done notre cadre général pour
le mettre plus en harmonie avec celui de notre colle-
gue, divisant nos Polydesmine en plusieurs tribus.
Celles qui, jusqu'ici, nous paraissent suffisament
caractérisées sont :
Eupolydesminæ
Bord postérieur de l'ouverture coxale des P. C.
généralement rabattue en arriére entre les hanches des
pattes ambulatoires de la 8º paire; lame ventrale
plongeant peu profondément dans l’intérieur du corps;
hanches des P. CG. courtes ou très courtes, souvent
plus larges que longues, montées sur des brides tra-
chéennes en forme de cadre subrectangulaire en con-
tact (soudées ou non) sur la ligne médiane ; par suite
les deux pattes copulatrices ne sont pas indépendantes
l’une de l’autre; le reste de la patte copulatrice (tibia
et tarses) présente souvent une spécialisation marquée
(ampoule spermatique de Polydesimus); 6° article des
pattes ambulatoires ordinairement plus long que le 3º.
m o : Ë
Types principaux: Brachydesmus, Polydesmus, Cryp-
todesmus. Trigonostylus, Aporodesmus, etc.
Leptodesmina
Bord postérieur de Vouverture coxale et lame
ventrale comme chez Euwpolydesminae; hanches des
P. C. plus ou moins courtes, généralemeut trapezoida-
dales, montées sur des brides trachéennes en forme de
boucle et qui ne sont pas en contact; les pattes copu-
latrices n’ont qu'une autonomie relative, reliées qu’elles
sont par une membrane plus ou moins épaissie qui les
tient unies ; la tibia de la P. C. typique est divisée pro-
fondément en deux rameaux, mais il peut aussi être
simple (formes aberrantes); 6° article des pattes am-
bulatoires ordinairement plus court que le troisième.
Types principaux: Leptodesmus, Trachelodesmus, Fon-
taria, Leptodesmus méditerranéens, ete.
Strongylosominae
Bord postérieur de l'ouverture coxale non saillante,
lame ventrale plongeant profondément dans l’intérieur du
corps; hanches des P. C. longues ou très longues, généra-
lement subeylindriques, plus longues que larges, montées
sur des poches trachtennes en “forme de boucle et qui
ne sont pas en contact; les pattes copulatrices sont géné-
ralement tout à fait indépendants lune de lautre. (Nous
n'avons pu suffisamment étudier encore le genre Pleo-
ae dé dati
a + ‘
RE ea
naraius Attems, dont les hanches des P. C. sont sou-
dées; nous ignorons sil convient de les écarter de
cette tribu, ou sil convient, au contraire, d'élargir les
limites de la tribu pour Vy faire entrer; la connais-
sance des formes australiennes est indispensable pour
résoudre cette question.)
Au point de vue de la faune, les Polydesmides
occupent une place importante dans la myriapodologie
brésilienne. Sur le chiffre de 154 espèces de Myriapo-
des que nous estimons avoir été décrites pour le Bré-
sil, 94 appartiennent à cette Famille; nous allons en
décrire 20 nouvelles dans les pages qui vont suivre, ce
qui portera à 74 environ le total des Polydesmides. TI
convient d'en retrancher une dixaine qui ne sont que
des nomima nuda, et dont la position est incertaine.
Les 64 formes qui restent appartiennent, dans
les proportions suivantes, aux trois tribus que nous ca-
ractérisions plus haut, savoir:
_ Eupolydesnune 5 espèces réparties dans les gen-
res Uryptodesmus, Crypturodesmus et Katantodesmus.
Leptodesminæ AT espèces. |
Strongylosominæ 9 espèces réparties dans les gen-
res Orthomorpha et Strongylosoma ;
plus 3 espèces de Platyrrhachus, dont la position
reste déterminer. 3
Les 47 espèces de Zeplodesminæ rentrent dans les
genres Eurydesmus (1), Fontaria (4), Leptodesmus
(36), Odontrotopis (1), Priodesmus (1), Rachidomor=
pha (3), et Strongylomorpha (1). Ce sont donc, sans
conteste, les Leplodesminæ et même les représentants
du genre Leptodesmus pr. d. qui dominent dans cette
énumération. Ce sont évidemment eux qui constituent
la caractéristique de la faune brésilienne.
— A un point de vue plus général même, nous pou-
vons avancer, sans crainte d'êtré contredit que les
Leptodesmine ont leur berceau dans le continent Sud-
Américain, et peut-être bien précisément au Brésil.
C'est la, en effet, que nous constatons les plus d'homo-
ESA ye
cénéité et de constance dans la forme, étant donné
qu'on admette pour tvpe de la tribu, comme nous le
faisons, les Leplodesinus du groupe paulistus. A me-
sure qu'on s'écarte du Brésil pris pour centre, on cons-
tate que la tendance à des modifications dans les P. C.
augmente. Passe-t-on dans les Guyanes et dans le
bassin de l'Orénoque, on y rencontre plus fréquemment
les Tachelodesmus (Attems == Leplodesinus du groupe
attemst inthe == Priodesmus Cook), qui sont déjà dif-
férents du type. Les Leptodesmus du groupe plataleus,
qui sont il est vrai peu modifiés et se rapprochent mê-
me plus du type paulistus que les Trachelodesmus,
remontent par la Colombie jusqu’au Méxique ; ce sont
des continentaux pour la plupart. Les Rachidomorpha
(peu connus et bien peu nombreux, il est vrai) ainsi
que les Fonlaria sont sensiblement differents du type
admis ; aussi paraissent ils rares au Brésil; par contre
ils semblent avoir leur domaine d'élection au Méxique
et dans le Sud des Etats Unis. Dans les Antilles,
nous retrouvons en nombre les Leptodesiius, mais il
nous semble que, tout en se rattachant au type prin-
cipal par les caractères essentiels, c'est à dire par la
tibia des P. C. divisé en deux rameaux, ils ne forment
pas une série aussi homogène que celle que nous cons-
tatons au Brésil; mais ce sont des insulaires, et c’est
sans doute dans leur distribution géographique spéciale
qu'il faut chercher l'explication de ce manque de co-
hèsion, sil existe véritablement.
En résumé et jusqu'à preuve du contraire, nous
considérons que le Brésil est le berceau des Zeptodes-
mine, et que plus on s'écarte vers le Nord, plus les
divergences de forme se présentent nombreuses et
accentuées. Il est bon de remarquer que ce domaine
des Leplodesminæ ne s'étende pas à l'Ouest au delà
du versant Atlantique de la Cordillière, la faune du
versant du Pacifique présentant un caractère tout autre.
Par contre, si l’on en croit Attems, ce domaine
s'étend vers l'Orient jusqu'en Europe, puisque c’est à cette
tribu qu'il rattache certaines formes méditerranéennes.
e
ey, Er So
CLEF DICHOTOMIQUE
des Polydesmides cités ci-apres.
1 Formule des pores 9.7.9 à 19. Hurydesmus angu-
latus Sauss.
Formule des pores 0.7.9.1L0.
Ard SL are DON He eer 2
2 Ecussons entièrement dépour-
vus de carènes ou de tu-
hercules e ES rongyrosonte
apex-galeae n. sp.
Ecussons pourvus de carênes
ou de tubercules laté-
RO do A har
Su)
3 Carénes présentant une enco-
che anguleuse au milieu
du bord externe (fig. 99) Pseudoleptodcsinus
rubescens n. sp.
Carênes sans encoche anguleuse
au milieu du bord exter-
He pe ptr RÃ aa 4
4 Certains metazonites du tronc
présentent un sillon ou une
dépression transversale . D
Ni sillon, ni dépression sur les
MELAZOMILES ES ANNE TENTE 8
, 5 Suture transversale (entre Pro-
et Metazonite) canelée. . Orthomorpha gra-
cilis G. Koch
Suture transversale lisse . . 6
6 Carènes bien développées, plus
ou moins anguleuses . . d':
Carènes représentées par des
boursouflements latéraux,
nullement anguleux. . . Strongylosomune
nitidum n. Sp.
;
-1
9
10
11
MER ees
Corps élargi d'avant en arrière,
carènes plus claires que les
écussons + . . . . . Rachidomorpha
bicolor n. sp.
Corps subparallèle, coloration
des écussons uniforme. . Rachidomorpha
brasiliae n. sp.
2.º écusson à carénes tomban-
tes, plus large que le 3°,
c’est à dire plus descendu
dans: les" côtés: ei caras 9
2.º écusson à carènes plus ou
moins tombantes, moins
large ou aussi large que
CN re UN CE ge oe 10
Longueur 35 mill.; coloration
bistre uniforme . . . . Leptodesmus orm-
thopus n. Sp.
Longueur 18 mill; coloration
carmin à face ventrale
branche . . . . . . Leptodesmus the-
ring? n. sp.
Pores répugnatoires portés sur
des tubercules en forme
de champignon dês le 5º
segment (fig. 81)
rucula u. sp.
Pores répugnatoires portés sur
des carénes normales plus
ou moins développées, ou
présentant une tendance au
tubercule seulement dans
ta partie postérieure du.
OLDS ue sy tat Gee ae aie 11
Angle postérieur de la carêne
de coloration plus claire
que; VEongson, 3, cs 24e 12
Leptodesmus ver-
, à
hs
ae
4
12
13
14
15
66
18
19
Set ie
Angle postérieur de la carène
de même coloration que
Sn à 22 M RUE 14
Pores supéres; 65-64 mill. . 13
Pores presque latèraux; 48-49
TR ape o Leptodesmus. furs
Cilla, De Sp.
Coloration carminée, gaie . . Leptodesmus ju-
cundus n. Sp.
Coloration foncée. . . . . Leptodesmus pau-
lestus n. Sp.
Longueur 3& à 63 mill . . 15
Longueur ne dépassant pas 28
MODS RSS AG RTL roti deem 18
. Leptodesmus volu-
tatus n. sp.
Surface assez brillante
Enpiace State o Sorc. nee 16
Lengueur 63 mill. . . . . Leptodesmus for-
ceps n. sp.
Longueur 45-47 mill . . . 17
19° segment emboité dans le
18°. invisible sur la face
ventrale . . :°. . . Leptodesmus deci-
prens n. sp.
19 segment moins emboité, vi-
sible sur la face ventrale Leptodesmus bidens
Ti Sp
Carènes larges, horizontales ;
pores supères. . . . . Leptodesmus vn-
faustus n. sp.
* Carênes reduites, pores latéraux
OU a Pek Pressa a 19
Face dorsale à reflets soyeux. Leptudesmus cy-
lindricus n. sp.
a eS eee
Face dorsale plus ou moins
mate, mais sans reflets
SOYCUR Stet = «as atire 20
20 Caréne tuberculée à Tangle
postérieur sur les seg-
ments porifères; 19° seg-
ment emboité, invisible sur
la face ventrale . ©.) 7. 21
Carènes non tuberculées; 19º
segment visible sur la fa-
ce ventrale . . . . . Leptodesmus cog-
natus n. Sp.
21 Antennes depassant le bord /Leptodesmus deer-
posterieur du 3º écusson | vans n. sp.
(males). . - + . - . [Leptodesinns la-
. mellosus n. Sp.
Antennes natteignant pas le
bord posterieur de 3°
écusson (femelle). . . . Leptodesmus sp.
Eupolydesminãe
Cette tribu ne compte pas de représentants dans
da collection du Musée de Sad-Paulo.
Leptodesminae
Genre Leptodesmus Saussure
Groupe du Leptodesinus paulista.
Chez les especies de ce groupe, les pattes copula-
trices sont construites sur le méme plan que celles du
plataleus ; meme écartement des rameauux à la base,
même développement du rameau secondaire; mais tan-
dis que chez plataleus le rameau séminal affecte une
Eds es
forme três simple, en lame de sabre, chez paulistus et
ses congénères ce rameau est de forme plus compli-
quée, moins réguliere, souvent dilaté et divisé en feu-
illets et en pointes. En outre, on rencontre générale-
ment chez les espèces du groupe paulistus un prolon-
gement en cornet plus ou moins accentué sous le deu-
xième tarse des pattes ambulatoires du mile.
Eeptodesmus paulistus 7. sp.
(fig. 20 a 29, Pl. IT)
Longueur 63 mill.; largeur du 3.º écusson (carê-
nes comprises) 9.25 mill. ; du 9.º écusson (carénes com-
prises) 9. mill.; du même (prozonite) 7. mull.
Très robuste, faiblement elargi au 3.º segment.
paralléle à partir du 5.º, à surface mate paraissant fai-
blement cuireuse sous la loupe. Coloration allant du
brun-rouge foncé au chatain-violacé, avec la bordure
externe et l'angle postérieur des carénes ainsi que les
pattes ocracés et les antennes ferrugineuses.
Face faiblement convex en avant des antennes.
Sillon occipital étroit mais bien marqué jusqu'entre les
antennes. Antennes très longues et gréles ; proportions
observées : 1.7 article 1.10 mill.; 2.º art. 2.20 mill. ;
Rare 00 mil: 4º art. 2. mills 9.º art 2. mil;
6.º art. 1.80 mill.; 7.º et 8º art. ensemble 0.40 mill ;
total 11.40 mill.
Premier écusson à bord antérieur presque trans-
versal, à angles arrondis, à bord postérieur droit au
milieu et obliquant vers l'avant dans les côtés. Les ca-
rénes du deuxième écusson sont faiblemen chass’es
vers l’avant. Sur les écussous du tronc, les angles an-
térieurs des carènes sont complètement arrondis, (fig. 22)
les angles postérieurs sont droits et ne font saillie, en
arrière qua partir du 15°. écusson. Les pores s'ou-
vrent sur la face dorsale du bourrelet latérel qui est
élargi et aplati. Le 19.º écusson est presqu'entièrement
dissimulé dans le précédent. Le 20.º n'est visible que
comme une pointe étroite, tronquée à l'extrémité, qui
+ Vo: a
fait peu saillie en arriére. Valves anales peu globu-
leuses. cuireuses, à bords lisses, brillants, avec une
paire de granules sétigères. Ecaille ventrale en ogive
large. La suture pleuro-ventrale se manifeste, sur les
premiers segments principalement, sous forme d’une fine
caréne oblique; elle n'est plus visible sur le 12.º seg-
ment. Les stigmates sont petits, en forme de fente, sans
rebords saillants. Les lames ventrales sont inermes.
Les pattes sont longues; une patte de la 16.º paire
mesure 10 mill. Le troisième article (tibia) est le plus
long. Griffe grèle.
Mile. —Sur les pattes antérieures (fig. 23 a 25)
jusqu’à et y compris celles de la 13º. paire, le deuxiê-
me tarse émet sur saface inférieure un prolongement
qui atteint environ au tiers de Varticle suivant. Les
hanches de la deuxième paire de pattes sont faible-
ment tuberculées
Hanches des pattes copulatrices médiocrement al-
longées, (fig. 26) avec une dent au bord anteriéur et
quelques soies. Fémur (fig. 27 a 29) grand, hirsute.
Tibia profondement divisé en deux rameaux écartés a
la base et réunis au sommet. Le rameau séminal (in-
féro-postérieur) est étalé et terminé par une pointe
sub-triangulaire lamellaire qui porte la rainure, et qui
est acompagnée extérieurement d'une lamelle arrondie,
disposée dans un plan perpendiculaire à celui de la
pointe triangulaire. Le rameau secondaire (supéro-an-
térieur) est développé en cornet large et tronqué à Pex-
trémité, et qui, de l’angle interne, émet une tigelle en
fer de lance coudée vers la moitié de sa longueur.
L'appareil entier est proportionnellement court et massif.
Les Pullus VII, de. 19 segments, mesurent 41 mill,
de longueur et 5.50 mill. de largueur.
Les Pullus VI, de 18 segments, mesurent 24 mill,
de longveur et 3.30 de largeur.
Les figures 20 à 22 représentent, ramenées 4 la
même dimension. les silhouettes des carénes des 11.° et
12º. segments de l'adulte et des deux stades pré-
cédents ; il est intéressant d’y suivre le déve loppement
ary See ae Satie tS ee ea
De ER E
des pores marginaux. Chez le plus jeune individu ‘fig. 20),
les pores débouchent latéralement dans un tubercule
non aplati, qui fait saillie sur le côté. Chez l'individu
intermédiaire (fig. 21), cette structure s’atténue et for-
me transition avec la forme adulte (fig. 22) chez la-
quelle le pore est supere et s'ouvre au milieu du bour-
— relet aplati qui fait corps avec la carène. Ceci nous
amène à penser que peut-être les formes qui, à l’état
adulte, présentent la structure de la figure 20, sont des
espèces en voie de perfectionnement, arrivées hátive-
ment à maturité, avant d'avoir complètement développé
leurs téguments externes (cf. Brülemann Ann. Soc.
Entom. France, 1900.—Myriapodes cavernicoles).
São Paulo; Cubatão, Alto da Serra.
Leptodesmus forceps 7. sp.
(Fig. 30 à 33, PL ID
Longueur 63-mill. ; largeur du 9.º écusson ( carè-
nes comprises) 7.90 mill.
De taille un peu moindre que le paulistus, quoique
les femelles atteignent la même longueur, mais surtout
plus étroit, partant plus élancé. D’un brun-rouge très
* foncé, uniforme, c'est à dire sans taches claires sur les
carènes, avec les antennes et les pattes plus. rouges,
_ presque lie-de-vin.
Très voisin du paulistus dans les détails; surface
mate, sans sculpture. Antennes moins longues ; propor-
tions des articles: 1° article 0.70 mill.; 2.º art. 1.60
mill. ; 3.º art. PAO ll; 4º arts 2.50 mills 9º art.
~ 1.30 mill. ; 6.º art. 1.20 mill. ; ; Tº et 8.° art. ensemble
0.30 mill. : total 8.—mill.
Les bourrelets qui portent les pores sont plus
étroits, m»ins aplatis ; les pores s'ouvrent presque la-
téralement. Les carènes des segments 16 à 19 sont
plus réduites, par suite animal paraît plus éffilé vers
Parritre. Les segments 19 et 20 sont moins emboités,
Plus dégagés. Suture pleuro-ventrale visible, ici aussi,
Sur la moitié antérieure du ccrps seulement. Lames
ventrales inermes.
"e
SNS ——
Pattes plus courts que chez paulistus ; une patte
de la 16º paire mesure 7.70 mill. ; d’ailleurs, même
conformation.
Male. Le deuxième tarse des premières paires de
pattes est pourvu du prolongement terminal en cornet.
qui a été signalé pour le paulistus. Les pattes copu-
latrices (fig. 30 à 33) sont cintrées et divergeantes, don-
nant à l'appareil l'aspect d'une tenaille ouverte. Les
poches trachéennes sont larges, lamellaires, divergean-
tes, arrondies à l'extrémité. Les brides trachéennes
sont larges. La hanche est méJdiocrement allongée, un
peu plus large à la base (extrémité interne) qu'au
sommet ; le bord antérieur est accompagné d’une po-
inte longue et effilée. Le fémur est allongé et pré-
sente un talon sur sa face externe. Le rameau secon-
daire est plus étroit que de coútume, divisé en deux
pièces, dont les pointes triangulaires, aiguës, sont tour-
nées vers l'intérieur. Le remeau séminal est tres dé-
veloppé, cintré en faucille, épais, et son extrémité pré-
sente un épanouissement en cornet lamellaire, dont le
fond, graduellement rétréci, forme l'embouchure de la
rainure siminale. Celle-ci est visible sur tout son par-
cours.
São Paulo; Itapetininga, Janv. 1897, Alto da Serra.
Go type de pattes copulatric es est un peu diver-
geant de celui qne nous connaissons, néanmoins le plan
de structure est bien celui du group.
Leptodesmus furcilla x, sp.
(Fig. 34 à 40, Pl. I)
Male : longueur 49.—mill.; largeur du 9.º écusson
(carènes comprises) 6.50 mill.
Femelle : longueur 48 mill. ; largeur du 9.º écusson
(carènes comprises) 7.—mill.; du même (prozonite)
9.90 mill.
Elancé, mat. Coloration brun-rouge violacé foncé,
avec Vangle postérieur des carènes et quelque fois la
suture trasversale et le bord postérieur des segments
“4
ae
— 63 —
décolorés, jaunátres; face ventrale bistreverdatre ; pat-
tes avec les deux articles basilaires bistre-ocracés et
l'extrémité violacée.
Sillon cecipital fin, mais bien marqué, se termi-
nant entre les antennes dans un faible sillon que réunit
la base de ces organes. Antennes longues et grèles ;
proportions des articles, chez le male: 1.º article 0.70
Samet arts O0 cas art 1:40 -mmllis 4,8 art:
feo mill. 5° 5.º art; 1.90 mill. ; 6.º art. 1.30 mill. ; 7º.et
8º art. ensemble 0.30 mill. ; total 8.30 mill.; chez la fe-
melle : 1° ‘nie 00m 22º art. 2.40 mill; 3.° art:
ae mall Pv arts. 1,20 mill. : ec ara bi oOt E arte
1.30 mill, : Te et 8.º art. ensemble 0.35 mill. ; total
7.20 mill.
Forme des écussons analogue à celle des écussons
du paulistus. Leur surface est finement chagrinée,
surtout au bord postérieur ou les strioles sont orientées
longitudinalement. Les carènes sont médiocrement sail-
Jantes latéralement. Bord postérieur du premier écus-
son échancré; celui du deuxième est presque droit au
milieu et oblique dans les côtès. Angles antérieurs des
carènes du tronc arrondis. Angles postérierus droits,
non émoussés ou mème terminés par une épine très
courte, qui ne dépasse le niveau du bord postérieur de
l’écusson que sur les deux ou trois avant-derniers seg-
ments. Bourrelets latéraux três étroits, non aplatis ; les
pores s'ouvrent latéralement et sont, par conséquent,
invisibles sur la face dorsale. Le 19.° segment est
assez emboité, moitié moins long que le précédent.
20.° segment plus dégagé, formant une pointe medio-
crement longue. Valves anales peu globuleuses, fine-
ment striées en dessous, à bords amincis formant ca-
rène. Ecaille ventrale en ogive large, terminée en
pointe, avec un tubercule sétigère de chaque côté.
Stigmates transversaux, linéaires. Suture pleuro-ven-
trale peu accentuée. Lames ventrales inermes.
Pattes longues (Male: 7.50 mill.; femelle: 6.50 mill).
Male.—Le deuxiéme tarse des premières paires
de pattes (fig. 34 à 36) est prolongé en cornet, plus
DER. PEN
développé que chez le voluwtatws, aussi développé que
chez le paulistus ; à partir de la deuxième paire, le fé-
mur de presque toutes les pattes porte sur sa face in-
férieure une verrue lisse; en outre les trois ou quatre
derniers articles des premières (1 à 3) paires de pattes
sont garnies de nombreuses soles rigides sur la face
inférieure. Les pattes copulatrices (fig. 37 à 40) sont
proportionneliément courtes. Les poches trachéennes
sont de médiocre longueur, divergeantes. La hanche
est large; le prolongement du bord antérieur est épi-
peux, aigu. Le.fémur est proportionnellement court.
Les rameaux sont coudés en avant (en dessus, un peu
au delà de leur milieu (d'où Vimpossibilité de donner |
une bonne figure d'ensemble par la face postéro-infé-
rieure). Le rameau séminal est un peu élargi à la
base, puis rétréci à moitié de sa longueur; il se ter-
mine par deux pointes courtes, divergeantes, dont l'in-
terne porte la rainure séminale. Le rameau secondai-
re est lamellaire à la base, puis brusquement élargi,
formant une dent au bord interne ; à partir de ce point,
il est cintré au bord externe, graduellement aminci et
se termine en pointe triangulaire aigue.
Sad Paulo; Alto da Serra.
Cette forme se distingue du pawlistus, du forceps,
du volutatus, du bidens et du jucundus par la position
laterale de ses pores.
Leptodesmus jucundvs 1. sp.
(Fig. 41 à 44; PL II et IN)
Male: longueur 64 mull. ; largeur du 3.º segment
(carenes comprises) 8.50 mill.; largeur du 9.º segment
(carènes comprises) 8.—mill.
Belle et grande espéce à cotés parallèles à partir du
9.º segment, presque mate et sans sculpture distincte, rap-
pelant beaucoup le paulistus, comme aspect général et
comme forme de carènes mais plus élancé que lui. D’une
charmante coloration carminée; angle postérieur des
CAN É PURES
carènes jaune rosé, au bord postérieur des deux ou
trois premiers écussons une bande de même couleur
remplacée sur les écussons suivants par une vague ta-
che dorsale; face ventrale rosée; antennes et pattes
jaune docre.
Le sillon occipital est fin, faible au sommet du
vertex, plus élargi et terminé abruptement en arrière
des antennes. Antennes longues, grèles ; proportions
des articles: 1. article 1.— mill ; 2.º art. 2.- mill. ;
dant. 2. — mill.; 4e art. 1.70 — mill; 5.º art. 1,80
mill. ; 6.º art. 1.50 mills. ; 7.º et 8.º art. ensemble 0.30
mill. ; total 10.30 mil. |
Premier écusson échancré au bord postérieur; le
second et le troisième le sont également mais graduel-
lement moins. Tous les angles antérieurs des carênes
sont arrondis. Les angles postérieurs du 5.º écusson
sont droits; à partir du 6.º, ils’ commencent à faire
saillie sur le niveau du bord postérieur, imperceptible-
ment d'abord et sur les carènes dépourvues de pores,
puis d'une façon plus accentuée à partir du 11.º, mais
ils ne forment de dent bien caractérisée qu'à partir du
16°. Les écussons 19 et 20 sont bien dégagés ; le der-
nier se termine par une pointe proportionnellement
peu développée et grèle. Les bourrelets des carènes
sont moins larges que chez pauwlistus, ils sont très peu
aplatis et les pores sans être latéraux ne sont néanmoins
“plus complètement supères. Les valves anales sont peu
globuleuses et leurs bords sont amincis en carène.
Ecaille ventrale très large, presque semi-circulaire, ter-
minée par une petite pointe triangulaire. Carène pleu-
ro-ventrale très faible, visible seulement daus la moi-
tié antérieure du corps. Stigmates linéaires, non sail-
lants,
Pattes três longues (16.º paire—11 mill.) ; lames
ventrales inermes mais un peu anguleuses près de lar-
ticulation des pattes.
Male. —Le deuxième tarse des pattes ambulatoires
porte le prolongement usuel en cornet, qui est bien
développé ici. A partir de la deuxième paire, le fémur
— 66 --
porte une verrue comme celle signalée chez le furcil-
la. La Jame ventrale de la quatriême paire de pattes est
formée de deux verrues coniques accolées, qui cccupent,
tout l'espace entre les articulations des hanches. Les la-
mes ventrales de la 5.º et de la 6.º paire de pattes pré-
sentent la même particularité, mais à un degré mcindre.
Les pattes copulatrices (fig. 41 à 44) sont diver-
geantes, grèles, assez longues (sur les figures 42,44,
elles sont vues un peu en raccourci). Les poches tra
chéennes sont un peu anguleuses intérieurement. Les
hanches sont très développées, globuleusees à Textré-
mité, formant un bourrelet de chaque côté de l’appa-
reil; le bord antérieur est armé d'un long prolonge-
ment épineux sur la face antérieure, et d'un talon en
arrière du crochet; celui-ci est gréle et long. Le fé-
mur nest pas nettement délimité; il présente un talon
externe au dessus dfiquel l'organe est étranglé. Les ra-
meaux de la tibia sont grèles (au moins à la base,) pro-
fondement divisés, mais non écartés à la base. Le ra-
meau séminal est mince et étranglé à moitié de sa lon-
gueur, puis cintré, la partie basilaire est ornte d'une
série longitudinale de soies qui atteignent presque à
Vétranglement; -la pièce terminale présente, dans sa
concavité, avant l'extrémité, une lamelle triangulaire à
pointe mousse; la pointe est bulbeuse et nous avons
cru reconnaitre que l'ouverture de la rainure séminale,
qui d'ordinaire a la forme d’un bec de flûte, est au con-
traire cratériforme. Le rameau secondaire, étroit sur son
premier tiers environ, s elargit, accompagnant de son bord
postérieur la courbure du rameau séminal, puis se ré-
trécit brusquement vers la pointe, qui est aigue et dont
l’un des bords est dentelé en scie sur une courte distance.
São Paulo; Santa - Rita.
Leptodesmus bidens n. sp.
(Fig. 45 à 49, Pl. I)
Longueur 47. —mill. (Femelle et Male); largeur du
9.º écusson (carènes comprises) 6.—mill. (Male); 6.50
mill. (Femelle).
SWE ek Foes
“De taille moyenne, assez élancé, d’ailleurs dans la
forme habituelle aux Leptodesmus de ce groupe ; mat.
D'une belle coloration brun-rouge carminé foncé sur
le dos, avec la frange du bord postérieur des segments
blanche ; ventre et lames ventrales plus clairs ; anten-
_nes fauve-rosé; pattes ocracées à la base, passant au
jaune-rose dès la moitié de la tibia.
Sillon occipital fin, mais bien marqué ; antennes
longues et grèles ; proportions des articles: 1.% article
mee Mill; Se art. 1.90 mis 958 art, 4.25 mil;
BRR 1-0 mill. 5 Sarto a0 mill.» 6% art. 1.20 ‘mill;
Te et. 8º art. ensemble 0.80 mill. ; total 7.50 mill.
A signaler un individu male, dont les deux an-
fennes étaient composées de 7 articles au lieu de &;
les proportions étaient les suivantes: 1.º” article 0.70
Mees e art. 90m: 5%%art. 4.20 mills 4º art.
1.25 mill.; 5.º art. 1.20 mill.; 6.º et 7.º art. ensemble
0.30 mil. ; total 6.20 mill. Seul le 5.º article porte
un amas de batonnets tactiles, alors qu'on en rencon-
tre ordinairement sur le 5.º etle 6.º; or, comme il n'y
a aucune déformation et aucune cicatrice à constater,
que d'autre-part tous les articles ont des proportions
identiques à celles des articles d'une antenne normal,
il y a lieu de supposer qu'il n'y a pas eu là de régé-
nération incomplete, mais bien une anomalie de crois-
sance qui a éliminé l’un des deux articles, le 5.º ou le
le 6º.
Les écussons ne présentent aucune ornementation,
leur surface est mate et apparait extrèmement finement
chagrinée sous le microscope. Le bord postérieur du
premier écusson est faiblement échancré; celui du deu-
xiéme ne lest pas, ou [est indistinctement. Les ca-
rénes sont peu saillantes. Tous les angles antéricurs
sont complètement arrondis. Ce nest que sur les
écussons 16, 17 et 18 que les angles postérieurs sont
aigus et dépassent le niveau du bord posterieur. Le
19.º écusson est bien dégagé, il n'est qu'un peu moins
long que Vécusson précédent (13 : : 15); ses carênes
en a
sont rudimentaires. Le dernier est peu allongé, de
forme usuelle. Les bourrelets des carênes sont étroits,
non aplatis, et les pores débouchent presque latérale-
ment, restant;encore visibles sur la face dorsale. L’e-
caille ventrale est épineuse au milieu du bord posté-
rieur et bituberculée latéralement. Les lames ventra-
les sont inermes. Stigmates linéaires. Suture pleuro-
ventrale sensible sur la moitié antérieure du corps seu-
lement. |
Pattes longues (une patte de la 16.° paire mesure,
chez la femelle, 6.50 mil), dans les proportions
usuelles.
Male.—Hanches de la deuxième paire de pattes
faiblement tuberculées ; 2.° tarse des pattes suivantes
prolongé en cornet bien développé: Pattes copulatrices.
(fig. 45 à 49) peu ou pas divergentes dans la po-
sition normale. Poches trachéennes grèles divergentes ;
prolongement du bord antérieur de la hanche robuste,
large à la base, assez rapidement effilé; fémur long
mais mal délimité. Rameaux de la tibia peu écartés à
la base ; le rameau séminal est peu cintré, comprimé
latéralement et divisé dans sa moitié distale en deux
feuillets, dont l’un, externe, faiblement courbé en fau-
cille, sert de pièce protectrice à l’autre feuillet (semi-
nal) qui est lamellaire et rapidement effilé en alène ;
du bord externe de ce rameau se détache, à angle
droit, un prolongement digitiforme gros et assez court.
Le rameau secondaire, large à la base, se rétrécit ra-
pidement ; au bord interne, près de la base, il présente
un long flagellum grèle de diamètre à peu près égal
dun bout à l’autre, coudé extérieurement vers le mi-
lieu, et de plus, immédiatement avant la pointe, deux
robustes dents triangulaires aigu’s. Sur un individu les.
deux pattes n'étaient pas pareilles ; sur l’un le rameau.
secondaire n'avait qu'une dent, et sur l’autre le feuillet
falciforme du rameau séminal manquait.
Sad Paulo; Piquette, Janv. 1897.
PR a
ES Oo =.
Leptodesmus infaustus 7. sp.
Male: longueur 24.—mill. ; largeur du 5.º segment
( carênes comprises) 5.—mill.; du 10.° segment (carénes
comprises) 4.00 mil.; du 11.º (prozonite) 3.—mill.
Corps court, ramassé élargi dans le tiers antérieur,
~
la plus grande largeur se trouvant au 4.º ou 5.º seg-
ment; parallèle du 8.º au 17.°, puis brusquement ré-
_ tréci dans les 3 derniers somites, presque tronqué.
Surface des écussons lisse ou imperceptiblement cui-
reuse, mate. Coloration rose-fauve, face ventrale et
membres jaune-bistre terne. |
- Tête lisse e. glabre ; sillon occipital três fin, presque
mul; antennes très longues (environ 5.50 mill.), soyeuses,
non claviformes.
Premier écusson plus large que la tête; le bord
antérieur, presque droit dans la partie dorsale, est re-
gulièrement arquê de chaque côté (sans trace d'angle
antérieur) et forme un angle aigu à pointe vive à son
intersection avec le bord postérieur ; celui-ci est sinueux,
c'est à dire faiblement échancré au milieu et dans les
côtés.
Sur tous les écussons suivants, l’angle antérieur est
complètement arrondi et angle postérieur est aigu et
plus ou moins saillant, il est même très saillant et pres-
que épineux dans les somites postérieurs. Les carènes
sont bordées antérieurement et latéralement d'un fin
bourrelet ; sur les segments qui portent les pores, le
bourrelet s'étale et le pore s'ouvre en son milieu, sur
la face dorsale, mais un peu obliquement en dehors.
“Les segments 18, 19 et 20 sont fortement emboités, de
telle sorte qu'à eux trois ils dépassent de peu la lon-
gueur du 17.° segment. Le dernier écusson est brus-
quement rétréci et se termine par une pointe étroite,
proportionnellement longue, tronquée a l'extrémité et
ornée de plusieurs paires (5) latérales de granules sé-
tigères.
Valves anaies saillantes, nullement globuleuses, à
bord en bourrelet comprimé. Ecaille sous anale trian-
— 70 —
gulaire, un peu allongée, à pointe à peine emoussée
et flanquée d'une paire de granules sétigères. Lames
ventrales assez larges, inermes. . Suture pleuro-ventrale
tros faiblement développée et sensible dans la moitié
antérieure du corps seulement.
Pattes longues, vétues de soies courtes ; le 3°° ar-
ticle plus long que le 6°.
Male.—Les hanches de la deuxième paire de pattes
portent des tubercules bien développés. La lame ven-
trale du 4.º somite, pincée entre les hanches des pattes,
forme deux petits bourrelets longitudinaux arrondis. Les
deux lames ventrales du 5.º somite portent deux paires
de batonnets un peu comprimés, à pointe arrondie et
fortement chitinisée, reunis en un faisceau; la paire
postérieure de batonnets est plus longue que la paire
antérieure. La lame ventrale antérieure du 6° somite
porte deux tubercules coniques 4 pointe subaigue. Le
deuxième tarse des pattes ambulatoires est fortement
prolongé en cornet, comme chez ses congentres du
groupe paulistus.
Ifanches des pattes copulatrices courtes, presque
sub-triangulaires avec une petite dent tenant lieu du
prolongement spiniforme du bord antérieur ; poches tra-
chéennes médiocrement allongées, un peu divergentes.
Le fémur est divisé sur la face postérieure par une crète
coupant l'organe obliquement de la base externe au bord
interne environ; la région inféro-interne, c’est à dire
celle qui reçoit le crochet de la hanche, est ornée de
soies fines, longues et souples, l’autre région, supéro-
externe, est plantée de soies épaisses, assez courtes, dont
l'extremité est généralement un peu arquée. (La pré-
sence simultanée de deux sortes de soies sur le fémur
des pattes copulatrices des Leptodesmus du groupe pau-
listus est assez générale, mais elle est ordinairement
moins caracterisée qu'ici). Les rameaux sont médio-
crement écartés à la base; le rameau secondaire res-
semble à celui du paulistus, sans prolongement lancéolé/
à langle interne mais avec un petit crochet au milieu
du bord terminal. Le rameau seminal a également de
Panalogie avec celui du paulistus, mais il est divisé près
de l'extrémité en deux feuillets, dont interne est le plus
court etle plus étroit et est terminé par une lame à bord
cilié en eventail. (Un accident survenu à la préparation
de ces organes nous empéche d’en donner des dessins).
Os Perus, Oct. 1896.
Leptodesmus cylindricus n. sp.
(Fig. 50 à 55, Pl. II)
Male: longueur environ 28.—mill.; largeur du 7.º
segment (carènes comprises) 4.—mill.; ( prozonite )
3.—mill.
Brun-noir violacé, avec le bord postérieur des éctis-
sons et les bourrelets porteurs de pores tirant sur le
rouge ; antennes brun-roux ; pattes jaune-paille. Corps
à côtés parallèles, c'est à dire non élargi en arrière de
la téte, normalement aminci en arriére dans les derniers
segments qui ne sont pas emboités. Toute la surface
est mate, 4 reflets soyeux.
Tête lisse et glabre; sillon occipital très faible,
Antennes longues (environ 5 mill.), non claviformes.
Le premier écusson serait plus large que la tête s’il
était étalé, mais ses—côtes sont au contraire fortement
rabattus et appliqués sur les côtés, d’où une convexité
três accentuée et une largeur apparente dépassant de
peu celle de la têté. Le bord antérieur, presque droit
au milieu, est oblique dans les côtés, et laisse deviner
plutôt que constater emplacement de l'angle anterieur ;
le bord postérieur est complètement droit (transversale-
ment) et son intersection avec le bord antérieur forme
un angle arrondi, qui est assez finement rebordé.
Les carènes des écussons du tronc sont très peu
développées, guère plus que chez certains Strongyloso-
mes ; elles sont attachées bas, c’est à dire que la ré-
gion dorsaie est plus convexe que chez les autres Le-
ptodesmus du groupe; les carènes des segments 2, 3
et 4 sont tombantes comme les côtés du premier écus-
son, mais avec tendance à se redresser sur le quatriè
Rg by ae
me segment et les suivants; vu leur peu de develop-
pement, elles ne représentent jamais une surface hori-
zontale (fig. 50), rappelant en cela les écussons des Aphe-
lidesmus (—ÆEuryurus Attems). Tous les angles. anté-
rieurs sont absolument effacés et Vangle postérieur
n'est aigu que sur les segments porteurs de pores, sur
lesquels le bourrelet forme une protuberance un peu
plus sensible. Carénes et tubercules sont presque nuls
sur le 18.º segment; ils ont entièrement disparu sur le
19°. Sur les: somites: 99.75 BS TOS 424 TO:
les carènes sont remplacées des bourrelets en boutons,
au centre desquels s'ouvrent lateralement les pores
comme, par exemple, chez le paulistus au stade de
pullus VI (PI. 11, fig. 20). Le dernier écusson, brus-
quement rétréci, se termine en pointe conique, assez
longue, à pointe sub-échancrée. Valves anales assez
saillantes, tres peu globuleuses, a bords libres en bour-
relet nunce. Ecaille sous-anale longue, triangulaire,
large à la base, à pointe à peine émoussée, détachee
des valves et flanquée d'une paire de granules piligè-
res. Lames ventrales de largeur normale, inermes ou
três faiblement tuberculées à la base des pattes. La
suture pleuroventrale n'est reconnaissable que jusqu’au
sixième somite environ, et se presente sous la forme
d'un très fin bourrelet arqué.
Pattes assez longues ; 3.º, article beaucoup plus
long que le 6º.
Male.—Les tubercules des hauches de la deuxième
paire sont bien développés, coniques, surmontés de lon-
ques soves. La lame ventrale du quatrième somite est
comprimée entre les hanches des pattes et forme deux
tubercules courts, coniques, obtus. Les lames ventrales du
cinquième somite portent chacune une paire de bá-
tonnets accouplés, comme chez #nfaustus; les baton-
nets, ici aussi un peu comprimés d'avant en arrière,
sont un peu plus larges et plus courts que chez m-
faustus. La lame ventrale antérieure du sixième so-
mite porte également deux protuberances courtes, trian
gulaires, dont les. pointes sont rapprochées de la ligne
CEC Ta.
RA la
mediane. Les pattes ambutaloires sont médiocrement
longues, et un peu moniliformes, chaque article étant
légèrement globuleux ; le deuxième tarse pousse son
prolongement en cornet jusque au tiers de l’article
suivant.
Hanches des pattes copulatrices (fig. 51) peu al-
longées, sub-triangulaires, avec un prolongement grèle
un peu arqué, à pointe mousse. Le rameau seminal
(fig. 52) assez large à la base, se rétrécit jusqu à un
étranglement large et profond, qui marque à peu près
la moitié du rameau; au delà il sélargit de nouveau
brusquement, pour s’amincir graduellement jusqu'à la
pointe, qui est divisée en deux feuillets grèles et aigus.
Le rameau secondaire est large, lamellaire, très modelé
et coupé en divers sens par des crétes plus ou moins
translucides, formant au sommet du rameau une sorte
de cuvette triangulaire dont l'angle antérieur se pro-
longe en forme de crochet long et grèle, : bi-sinueux.
Sad Paulo; Piquette, Janv. 1897.
Leptodesmus cognatus, 7. sp.
(Fig. 50 à 60, PL HF
Femelle. longueur environ 20. — mill; largeur
du 7º segment (carenes comprises) 3.—miull. ; (prozoni-
te) 2.30 mil.
Espèce voisine du cylindricus; dos convexe. ca-
rènes tombantes, un peu plus développées toutefois que
chez son congénere; l’écusson du deuxiéme somite
est en réalité plus large que les autres mais, les ca-
rênes étant tombantes, le corps n'est qu'indistinctement
elargi en arriére de la tète. Tous les écussons sont
lisses, mais avec deux rangées de granulations (séti-
gères ?) très pe! sensibles, l’une pres du bord anté-
rieur, l’autre au bord postérieur. Coloration brun-rouge
foncé ; pattes jaunatres.
Tête lisse et glabre, même au dessus de la lèvre ;
sillon occipital faible. Antennes écartées à la base de
ey Fe or ey
plus de deux fois la longueur du premier article. An-
tennes assez longues, non renflées à l’extremité. Pre-
mier écusson à côtés tombants, enveloppant la tete, se
rapprochant de la forme de demi-hexagone, comme
chez culindricus, à angles arrondis. Carènes en gé-
néral un peu plus saillantes que chez cylindricus, tom-
bantes dans les segments-2, 3 et 4, redressées en suite,
rebordées sur les somites qui n'ont pas de pores; chez
les autres, la caréne est remplacée par un gros bour-
relet elliptique, percé par un pore latéral ou légere-
ment oblique (dorsal). Jamais langle postérieur de la
carène ou du bourrelet ne dépasse “sensiblement le ni-
veau du bord postérieur de Técusson. Le 19° segment
n'est pas emboité dans le précédent. Le 20º est moins
brusquement rétréci que chez les espéces précédentes ;
il est terminé par une pointe peu allongée, à extrémite
tronquée et ornée de quelques soles très fines. Valves
anales assez saillantes, médiocrement globuleuses, à bords
libres amincis en bourrelet. Ecaille sous-anale triangu-
laire, longue, à pointe movsse, flanquée d'une paire de
eranules sétigères. Lames ventrales de largeur normale,
inermes. Suture pleuro-ventrale visible sous la forme
d'une petite crète denticulée qui s'atténue en arrière du
1.º somite, et n'est plus représentée vers le 14.º que
par deux granulations aigues.
Pattes asser longues, très blame épaissies.
Male.—Les protubérances des hanches de la deu-
xième paire sont assez prononcées. Les lames ventra-
les des segments 4 et 6 et la lame ventrale antérieure
du segment 6 portent des tubercules coniques, dont la
pointe arrondie est rapprochée de la ligne médiane ; les
tubercules du 4.º segment sont faibles, ceux du 5.º sont
bien développés, ceux du 6º sont intermédiaires entre
les précédents. Le deuxième tarse des pattes ambula-
toires est prolongé en cornet, atteignant le tiers ou le
quart du dernier article. Hanches des pattes copula-
trices (flg. 56) peu allongées, trapézoidales, avec un
prolongement assez long, à pointe arrondie. La patte
(fig. 57 à 60) rappelle celle du Z. cylindricus en ce
ryt a
que le rameau séminal a la même forme et le même
étranglement à mi-hauteur, mais la pointe en est sim-
ples au lieu d'être bifide ; quant au rameau secondaire,
il est de largeur égale de la base jusque pres du som-
met, puis il projette sur la face externe un large pro-
longement subrectangulaire à angles arrondis ; en outre
ce rameau présente, sur sa face postérieure, une arête
à bords arrondis formant godet au deuxième tiers en-
viron de sa longueur.
Sao Paulo; Alto da Serra........
Leptodesmus voluutatus 7. sp.
(Big. 61 465% PL HI
Longueur 38 à 45 mill.; largeur du 9º écusson
(carènes comprises) 5.—à 9.70 mill,
Plus petit et un peu plus élancé que paulistus.
Corps à côtés parallèles du 5.º segment. Surface fine-
ment cuireuse, mate, offrant sur les derniers segments
des traces de granulations aplaties, disposées en rangées
transversales. Coloration brun-rouge plus ou moins
foncé, avec les membres jaune-paille ou bistre.
Face plus où moins rugueuse dans le voisinage de
la lèvre, lisse et semée de rares soies au dessus. Sillon
occipital étroit mais bien marqué, se perdant entre les
antennes, quelque fois dans un sillon transversal reliant
la base des antennes. Celles-ci sont assez longues, non
renflées, écartées a la base d'environ la longueur du
premier article; proportions observées : 1º article 0.70
menait 1.40/mill ; 3° art,’ 1.29 mul. 51497 art
Ron anil. Se art. 120 mill: ;.:6° art. 4.10: mil; :..7 et
8º art. ensemble 0.30 mill. ; total 7.20 mill. ss:
Premier écusson plus large que la téte; le bord
antérieur est régulièrement arqué (sans trace d’angle
antérieur) jusqu'à sa rencontre avec le bord postérieur,
avec lequel il forme un angle droit à peine émoussé ;
le bord postérieur est un peu échancré en son milieu.
Les carénes des trois ou quatre €cussons suivants sont
A 4 | TEE 2
sub-rectangulaires à angles atténués. Sur les écussons
du tronc, l'angle antérieur s'arrondit peu à peu et dis-
parait complètement ; l'angle postérieur s’accentue au
contraire, mais ce n'est que sur les segments 17, 18 et
19 qu'il s'étire en pointe faisant saillie sur le bord pos-
térieur de Pécusson. Les carènes dépourvues de pores
sont ornées d’un très fin bourrelet; sur celles qui por-
tent des pores, les bourrelets sont aussi larges, mais
plus courts plus arrondis que chez paulestus, ils sont
aplatis obliquement et les pores tendent à déboucher
latéraloment. Les écussons 19 et 20 sont bien dégagés ;
ce dernier, large à la base, est rapidement rétréci en
point assez gréle à extrémité tronquée. portant trois
paires de soies latérales. Valves anales cuireuses, as-
sez saillantes, mais non globuleuses, à bord libre amin-
ci en bourrelet. saillant, glabre et brillant. Ecaille
sous-anale triangulaire, large à la base, avec deux gra-
nulations piligeres près du sommet qui est émoussé.
Lames ventrales inermes. Suture pleure-ventrale un
peu bombée et marquée d’un fin sillon trés arqué, vi-
sible dans la moitié antérieure du cors seulement.
Pattes assez longues, semées de soies rigides ;
eriffe grèle et longue; troisième article plus long que
le sixieme.
Male.—Deuxieme tarse des pattes ambulatoires (fig.
-61) muni d'un prolongement faible, qui peut même
étre parfois indistinct (Belem). Par contre le fémur
présente une verrue lisse prés de son extrémité, sur la
face inférieure. Ouverture coxale des pattes copula-
trices sub-réniforme, le bord antérienr étant un peu
saillant et faiblement anguleux sur la ligne médiane.
Hanches des pattes copulatrices (fig. 62) avec un pro-
longement robust, long, à pointe arrondie; brides tra-
chéennes assez longues, assez étroites, trés divergentes,
Fémur assez long, peu hirsut. Rameaux (fig. 63 a 65)
bien écartés à la base; le rameau séminal large, étalé
à la base, est rétréci dans la moitié distale, rappelant
la forme usuelle chez les Leptodesmus du group pla-
taleus. Rameau secondaire enveloppant, en cornet, plus
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étroit à la base qu'à l'extrémité ; celle-ci est tronquée,
a angles arrondis et port deux crètos ou replis, dont
Pur dans la concavité du membre (peu visible), et
l’autre, assez développé, sur sa face convexe.
Sao Paulo; Itapetininga, Janv. 1897, Belem, Alto
da Serra.
Par son rameau séminal en partie effilé et par
les prolongements rudimentaires des tarses, cette for-
me semble constituer une transition aux Leptodesmus
du groupe plataleus.
Leptodesmus decipiens n. sp.
(fig. 66 à 69, Pl. III et IV)
Longueur 45. mill.; largeur du 9.º segment (ca-
rénes comprises) 6.50 mill. (Male); 6.70 mill. (Fe-
melle).
Meme coloration que chez le bidens, mais un peu
plus rosée dans les membres. Identique d’ailleurs à son
congènere dans touts ses détails, forme et ornementa-
tion des carènes, position des pores, etc. Toute fois
les dimensions sont un peu différentes, la largeur étant
à peu près la même avec une longueur un peu moin-
dre. En outre le 19.° segment est três emboité dans
le précédent, et il peut mème arriver qu'il ne soit pas
visible du tout. Si ce caractère est constant, il servi-
ra à distinguer facilement les deux espèces.
Les différences essentielles reposent dans les or-
ganes du male (fig. 66 à 69). Le prolongement du
deuxième tarse est beaucoup moins développé et a déjà
disparu sur la 10. paire de pattes ambulatoires. Les
pattes copulatrices rappellent absolument les mêmes or-
ganes du paulistus, dont pourtant le decipiens diffère
bien en apparence. Méme disposition du prolongement
épineux de la hanche ; même fémur développé et bien
délimité. Le rameau secondaire est presque le mème,
pourtant ici la pointe principale est plus étroite et le
crochet interne qui s’en détache parait plus long. Le
Tee
rameau séminal est plus dissemblable ; la partie qui
porte la rainure est moins large, et, à la base externe
du rameau, on remarque un développement lamellaire
denté, et au dessus un feuillet translucide déployé en
cornet à bord arrondi; à signaler encore quelques spi-
nules immédiatement au dessous de la pointe du rameau.
Parana.
Leptodesmus deerrans, n. sp.
(Rig. 270 a RA RI AY.)
Male: longueur 28. —mill.; largeur du 7º segment
(carénes comprises) 4.---mill; du même (prozonite)
2.80 mill.
Coloration brun-rouge, avec les membres concolo-
res, mais un peu plus clairs, plus rougeátres. Surface
mate, à reflet soyeux, sans trace de granulations sur
les écussons. Corps à côtés parallèles ou très faible-
ment élargi en arrière de la tête; comme chez cylin-
dricus et cognatus, les écussons des somites 2, 3 et 4
sont plus larges que les outres mais, étant tombants, ils
ne rompent pas la régularité de la ligne des carènes.
Toutefois cette espèce se distingue de ses congénères
par d’autres caractères.
Face glabre, lisse, mate; sillon occipital étroit mais
bien marqué et se perdant entre les antennes dans un
étroit sillon transversal qui relie la base des antennes.
L’écartement de celles-ci à la base est d'environ une
fois et demie la longueur du premier article. Les an-
tennes sont longues (5.50 mill.), grèles, le sixième ar-
ticle est très faiblement épaissi.
Le premier écusson se rapproche de la forme de
demi-hexagone, comme chez cylindricus, mais le bord
postérieur est faiblement échancré dans la’ partie dor-
sale et légèrement infléchi en arrière dans les côtés de
façon à former avec le bord antérieur un angle aigu
à pointe vive. Sur tous les autres segments, langle an-
tériur de la carène est arrondi; langle pestérieur au
contraire est aigu et, sur presque tous les somites, dé-
vagy pa
passe un peu le niveau du bord postérieur de lécus-
son, sans toutefois être très accentué, même dans la
partie postériure du corps. Les carénes sont sensible-
ment plus développées que chez cylindricus et cogna-
tus, le dos est moins convexe et se rapproche plus de
la forme usuelle des autres Leptodesmus du même
groupe. Le. rebord des carénes des segments 5, 7, 9,
10, 12, 13, 15 à 19 est épaissi en bourrelet et le pore
souvre latéralement au fond d'une petite fossette. Le
dernier écusson est sub-triangulaire, c'est à dire gra-
duellement rétréci de la base à la pointe, qui est tron-
quée. Les valves anales sont saillantes, non globuleu-
ses, et leur bord est aminci en bourrelet. L’écaille
sous-anale est courte, large à la base, les tubercules
qui accompagnent la pointe en sont un peu plus écartés
que de coutume. Lames venirales de largeur normale,
inermes. La suture pleuro-ventrale est représentée par
une crète arquêe, très développée, a bord denticulé, sur
les premiers segments; elle s’atténue progressivement
et rapidement et elle a presque entiérement disparu sur
le 11°: |
Les pattes du male sont plus gréles et plus lon-
gues que de coutume; nous ignorons si elles sont plus
épaisses que celles de la femelle, celle-ci nous étant
inconnue; le troisième article est plus long que le
sixiéme.
Male.---Les hanches de la deuxiéme paire portent
une verrue faiblement comprimée longitudinalement.
La lame ventrale du quatrième somite est comprimée
entre les hanches, formant deux bourrelets un peu tu-
berculés. La lame ventrale antérieure du cinquième
somite porte une paire de prolongements en palmette
courts, arrondis au sommet, non contigus. Les lames
ventrales suivantes ne présentent rien de caractéristi-
que. Les tarses des pattes sont dépourvus de prolon-
gements ou de _ bourrelets.---Hanches des pattes copu-
latrices (fig. 70) avec un long prolongement spinifor-
me aigu. Le reste de la patte (fig. 71 à 74) s’é-
carte un peu de la forme usuelle, sinon par la stru-
EO mis
cture générale, du moins par la forme des rameaux.
Le rameau séminal est élargi de la base à Vextrêmite;
celli-ci est trilobée, le lambeau du milieu est arrondi
et les deux externes son aigus; c'est le lambeau aigu
postérieur qui renferme la rainure. Le rameau secon-
daire est peu ou point dilaté, en tout cas beaucoup
moins dilaté que chez ses congénéres; il se termine
par une lamelle dentée qu'accompagne un crochet. la-
mellaire; de son bord interne se détache une tige lon-
gue, en alêne, recourbée suivant laxe du corps.
Sao-Paulo; Alto da Serra.
Leptodesmus lamellosus, n. sp.
(igs 75 2°79, PL AV)
Male: longueur 27.—mill. ; largeur (carènes com-
prises) 3.—mill.
Coloration brun-rouge, plus foncée à l'extrémité
postérieure ; la tète et les pattes sont plus rosées ou
plus jaunes ; pièces de la bouche souvent jaunes. De
dimensions au dessous de la moyenne. (Corps un peu
élargi en arrière de la tête, assez brusquement terminé
en pointe; dos médiocrement convexe (fig. 75). Sur-
face des écussons lisse mais mate, avec un très léger
reflet soyeux.
Tete lisse; face glabre; sillon occipital bien mar-
qué, graduellement atténué vers l'avant, et se perdant
dans un faible sillon transversal, en accent circonfléxe,
qui relie la base des antennes. Celles-c1 sont longues,
sans particularités ; proportions des articles: 1.° article
0:25. mill. ; 2º art: 070 mills 3 art DSO mala
art. 0.75 mill.; 5.º art. 0.80 mill. ; 6.º art. 0,80 mill.
7.e et 8.º art. ensemble 0.30 mill. ; total 4.40 mill.
Premier écusson beaucoup plus large que la tete ;
bord antérieur en demi-cercle irrégulier, c'est à dire
moins arqué sur la ligne médiane que sur les côtés ;
bord postérieur légèrement échancré au centre et de
chaque côté; par suite langle postérieur est un peu
we
AT yale
rétréci, sa pointe est émoussée. Les trois écussons sui-
vants sont de même largeur que le premier, à angle
postérieur aigu ou presque droit. Avec le 5.° écusson,
le corps prend sa largeur normale. Les carénes sont
assez développées ; l'angle antérieur est complètement
arrondi, l'angle postérieur est un peu aigu, mais ne
dépasse le niveau du bord postérieur que faiblement,
mème sur les derniers somites. Le rebord latéral, net
et mince sur les premiers segments, s'épaissit sur les
somites 9, 7, 9, 10, 12, 13, 15 à 19, qui portent les
pores. Ceux-ci s'ouvrent obliquement en dessus au fond
d'une fossette cratériforme. Le 19.° segment est em-
boité dans le précédent, et par suite très court; de même
pour le 20.º, qui se termine en pointe triangulaire courte
(rapidement amincie ) et tronquée à l'extrémité. Les
valves anales sont médiocrement globuleuses, largement
rebordées. L’écaille sous-anale est triangulaire, large à
la base, à pointe mousse flanquée d’une paire de gra-
mules sétigères. Lames ventrales inermes, normales,
Suture pleuro-ventrale denticulée, distincte jusqu'au 10.º
ou L1.° segment environ.
Pattes longues, armées d'une griffe courte ; le troi-
. sième article plus long que le sixième.
Chez le male, le deuxième tarse ne porte pas trace
du prolongement en cornet connu chez ses congénères.
La lame ventrale du 4.º somite est faiblement bi-tuber-
culée ; sur celles du 5.º, les tubercules sont au nombre
de deux paires, coniques et très courtes, quoique un peu
plus développées que celle du segment précédent. L’ou-
verture coxale des pattes copulatrices est subréniforme,
à bords libres relevés. Les hanches des pattes copula-
tr.ces (fig. 76) sont médiocrement allongées, gibbeuses
extérieurement, munies près du bord antérieur d’un pro-
longement épineux court et émoussé; la poche tra-
chéenne est courte e large. Le femur est divisé en
deux zones ; l’une, interne, plantée de longues soies sou-
ples, l’autre, postéro-externe, hérissée de soies courtes
rigides. Les deux rameaux (fig. 77 à 79) sont assez
écartés à la base, un peu moins pourtant que chez les
espèces précédentes ; ils sont lamellaires et très com-
pliquês de dents et de feuillets. Le rameau séminal se
rétrécit graduellement jusqu'à une petite distance de
l'extrémité et se termine brusquement en pointe aigue ;
à moitié de sa face antérieure se détache un feuillet
divisé en deux lanières, affectant la forme de faucilles
rabattues vers l'arrière, et aussi longues que la pièce
principale. Le rameau secondaire présente, à moitié de
son arète interne, un prolongement en forme d’andouil-
ler; au dessus, le rameau s’épanouit et se divise en une
palette surmontée de trois épines, et en un lambeau
triangulaire aigu. Toutes ces pointes et ces lambeaux,
arqués dans le même sens, constituent un faisceau dont
il est malaisé de reconnaitre les éléments.
La femelle est inconnue.
Sao Paulo; Itatiba, Jum 1898.
Leptodesmus sp.
La collection du Musée de Sao Paulo contient en-
core une femelle du genre Leptodesmus trop voisine
des espèces décrites ici pour être caractérisée d'une
façon suffisante. Elle présente pourtant ceci de particu-
lier que les carénes sont presque nulles, elles sont peut-
étre moins développées que chez le cylindricus; de
plus le 19° segment est complétement caché, emboité
qu'il est dans le 18.º, et comme, en outre, le 20.° est
très court, l'extrémité postérieure de. Panimal parait
tronquée. La coloration n'offre rien de particulier ; elle
est brun-rcuge, avec la tète, les prozonites e les pattes
plus fauves.
São Paula; Belem.
(Nous classens dans ce groupe une autre espèce
qui, par les caractères de ses téguments, se rattache
certainement aux formes décrites ci-dessus, mais qui
nest représentée que par un individu jeune. Ce clas-
sement ne peut êtire que provisoire.)
a
és
Mee aga
Leptodesmus verrucula 7. sp.
(Fig. 80—81, Pl. IV)
Jeune femelle de 17 segments: longueur 14.50
“-mill.; largeur du 9.º seg ment 1.80 mull.
Formule des pores: 5 5, Re UOL ES LOTO. (04 05)
Corps ramassé, aca diamètre d'une extrémité à
l'autre, un peu moniliforme, à têguments lisses ou très
finement cuireux, brillants. Décoloré.
Face lisse, glabre ; vertex convexe, divi isé par un
sillon bien marqué. Les antennes sont écartées de deux
fois la longueur du 1.º article; elles sont filiformes et
médiocrement allongées. Le premier écusson (fig. 80)
est aussi large que ‘la tête, court; bord antérieur ré-
gulicrement arqué ; bord postéri eur largement mais peu
profondément échancré; les côtes, qui forment carène,
sont légèrement relevés, ou du moins paraissent tels
parce qu'ils sont moins tombants que les carènes du
deuxième écusson; ils sont à peu près complètement ar-
rondis. Les Vee des segments 2, 3 et 4 sont sub-
rectangulaires, et d'autant moins développées que'elles
sont plus éloignées de la tate; elles présentent une fai-
ble dentelure à l'angle antérieur ; l'angle postérieur est
droit à pointe mousse ; la carène du deuxième segment
est un peu plus large que ses voisines (cest à dire
quelle tombe un peu plus bas dans les côtés). A partir
du cinquième segment, les carènes disparaissent entie-
rement. Sur les segments dépourvus de pores, l’empla-
cement des carènes est très légèrement boursouflé e tfai-
blement sillonné en dessus. Sur les autres (fig. 81), la
carène est remplacée par un bouton saillant dans lequel
le pore s'ouvre latéralement. Les écussons sont dépour-
vus de sillon ou de dépression transversale; la suture
transversale est lisse. Dernier êcusson conique, sans
particularité. Valves anales faiblement faillantes, plutot
aplaties, rebordées. Ecaille ventrale en ogive courte et
large à la base, terminée en pointe amincie àpeine émous-
sée ; granules piligères trés pew'saillants. Lames ventrales
assez étroites, inermes. Suture pleuro-ventrale nulle.
iat: | LEE
Pattes longues; troisième article très long, plus
long que le sixième.
Sad Paulo; Alto da Serra.
Bienque nous n’ayons eu sous les yeux qu'un
échantillon non adulte, il nous parait assez caractérisé
par les tubercules des segments porifères pour méri-
ter d'etre pris pour type d'une espèce. Cette nouvelle
forme doit être voisine du tuberculiporus Attems, dont
elle se distingue par l'absence totale de carènes à par-
tir du cinquième somite.
Groupe du ZLeplodesmus thering?.
Leptodesmus iheringi, n. sp.
(Hig. 32 a eo) PIO
Male: longueur 18. — mill. ; largeur du 13.º se-
gment (carénes comprises, 2.30 mill.; du même (sans
carènes) 1.90 mill.
Femelle : longneur 20.—mill. ; largeur du 13..° se-
gment (carénes comprises) 2.50 mill.
Coloration carmin clair ou fauve-carminé sur la
tète, les antennes (au moins à l'extrémité) et toute la
face dorsale ; face ventrale avec les pattes et les pièces
de la bouche jaunatres ou branchatres. Corps à côtés
parallèles d'une extrémité à l’autre ou indistinctement
élargi en arriere, les quatre premiers écussons qui sont
plus larges que les autres étant rabattus dans les cotés;
surface lisse et tres brillante ; dos convexe, les carènes
étant attachées très bas.
Face lisse, avec de rares soles au dessus de la le-
vre. Sillon occipital faiblement marqué, visible seule-
ment en arrière de la tête et se perdant avant d’atte-
indre le niveau des antennes. Antennes laissant entre
elles un écartement plus grand que la longueur du
premier article; médiocrement longues ; proportions des
articles: 1.” article 0.25 mill.; 2.º art. 0.50 mill.; 3.º
DD co ae
art. 0.55 mill.; 4.º art.-0.95 mill. ; 5.º art. 0.50 mill.
6.º art. 0.60 mill. ; 7.º et 8.º art. ensemble 0.15 mill.
total 3.10 mill.
Le premier écusson (fig. 82) est plus large que la
téte, mais, étant rabattu perpendeculairement, il ne dé-
borde que três peu les joues. Le bord antérieur, três
peu arqué au milieu, devient oblique dans les cotés; le
bord postérieur est faiblement échancré au milien, puis
oblique dans les côtés, de sort qu'il forme, à sa ren-
contre avec le bord antérieur, un angle presque droit
qui se trouve. environ au nivean du second tiers de l’é-
cusson. . Le deuxième écusson est plus large que le
premier et que le troisième, c'est à dire qu'il descend
plus bas dans les côtês; l’angle antérieur est arrondi;
l'angle postérieur est faiblement anguleux. La forme
des carènes du tronc (fig. 83) est à peu près la même
d'une extrémité de l'animal à l’autre ; elles sont com-
plètement arrondies antérieurement et faiblement an-
guleuses postérieurement; elles sont outre médiocre-
ment dévelopées, et ce n'est que sur les écussons 5, 7,
9, 10, 12, 13, 15 à 19 que le bourrelet s’épaissit, le
pore souvrant obliquement en dessus. Le 18.° segment
est tres faiblement étranglé à la suture, d'aspect cy-
lindrique, et peu rétréci. Le 19°, au contraire, est plus
ou moins emboité, par conséquent court ou très court,
et fortement rétréci. Le 20.º est de même assez em-
boité ; on n'en voit que la pointe triangulaire, tron-
quée à l'extrémité, ornée de quelques longues soies,
d’ailleurs sans particularités. Les valves anales sont
três peu saillantes, médiocrement globuleuses, rebordées.
’écaille ventrale est triangulaire, grande, très large à
la base, à pointe presque arrondie, flanquée d’une paire
de tubercules piligéres indistincts. Les lames ventrales
sont assez étroites, glabres, brillantes, inermes. La suture
pleuro-ventrale, saillante et épineuse sur les premiers
somites, a disparu ou à peu près sur le 11.º segment.
Les pattes sont médiocrement longues, presque
courtes ; le troisième tarse est court, sensiblement plus
que le tibia.
2
?
Chez le male, les pattes sont un peu épaissies. Le
deuxiéme tarse est pourvu dune faible lame chitineuse,
débordant à peine sur le troisième tarse. Les lames
ventrales des segments 4, 5 et G sont peu modifiées,
franchement gibbeuses toutefois, rappelant celles du Z.
cognatus. mais sans prolongement distinct. L’ouver-
ture coxale du septième segment est subovale, un peu
sinueuse postérieurement, à bord antérieur saillant. Patte
copulatrice du type usuel. Hanches plus longues que
larges, (fig. 85) gibbeuses extérieurement, munies d’un
fort prolongement épineux. Tibia (fig. 86 a S9) divisé
on deux rameaux largement écartés et présentant entre
eux une apophyse arrondie. Le rameau séminal, gra-
duellement aminci, est étranglé à moitié de sa longueur;
il sélargit ensuite nn peu, un forme de faux, dont la
convexité est tournee extérieurement. Le rameau se-
condaire est assez large, à bords sub-parallèles jusqu’au
deux tiers de sa longueur, il s épanouit ensuite, formant
un feuillet subrectangulaire débordant extérieurement ;
la partie en saillie est rabattue latéralemeït suivant
l'axe du corps et sa pointe inférieure est prolongée en
forme de bec, dont la pointe est tournée vers la base :
de l'organe.
São Paulo; Piquete, Janv. 1897.
Il y a lieu de signaler, à propos de cette intéres-
sante espèce et de son congénere orizthopus, le paral-.
lèlisme que présente à présent le genre Leptodesmus
avec les genres Strongylosoma et Orthomorpha, tels
que les a délimités Attems. Que cet auteur puisse pa-
raitre autorisé a prendre pour caractére générique la
plus ou moins grande expansion latérale du deuxième
écusson, peut jusqu'à un certain point être justifié par
l'absence (apparente sans doute) de caractères à tirer
de la structure des pattes copulatrices. Mas, en ce qui
concerne les Leptodesmus, nous ne voyons aucune raison
pour recourir à ce subterfuge. Les pattes copulatrice
de lZheringi ont trop'd'affinités avec celles de ses con-
généres du groupe paulistus pour qu'il y ait lieu de
créer un nouveau genre.
' » ‘ dá
À ,
A cp Mp A
Leptodesmus ornithopus, n. sp.
(Fig: 90 à 92; PI. IV et. V)
Male: longueur 39.—mill.; largeur du Ir écus-
son 5.—mill.; du 7° 6.—mill.
Femelle : longueur 35.—mill.: largeur du I écus-
son 4.50 mill.; da 7º, 6. —mill.
Femelle : longueur 41.—mill.; largeur du 7.° écus-
son 6.90 mill.
Coloration bistre ou brun-bistre terreux uniforme.
Corps ramassé, sub-cylindrique, aminci dans les trois
premiers somites, présentant sa plus grande largeur du
4.º au 7.º; très rapidement aminci en point dans les trois
ou quatre derniers segments. Surface peu brillante, pres-
que un peu soyeuse. Dos três convexe, les carénes
étant attachées bas et étant tres peu développées.
Tête lisse et glabre; sillon occipital étroit mais
assez profond, se perdant entre les antennes et parais-
sant ponctué. Antennes écartées d'environ deux fois la
longueur du Iº article; médiocrement longues ne dé-
passant guère (Male, 5.90 mill.) ou ne dépassant pas
(Femelle, 5.—) le bord postérieur du deuxième somite;
grèles (Femelle) ou faiblement épaissies (Male).
Cette forme présentant une grande analogie (taille
et coloration mises à part) avec le L. Zheringr, nous
nous référons à la description de son congénère, nous
bornant à signaler lés différences.—Ici aussi le deuxiè-
me écusson est plus large que ses deux voisins, mais
l'angle postérieur est droit, êmcussé. Les carènes sont
moins développés. Le dixhuitieme segment est déjà
emboité dans le dixseptieme; le dixneuvieme Vest en-
- core d'avantage. Les valves anales sont médiocrement
saillantes et fortement rebordées. L’écaille ventrale est
large mais aigue et les granules sétigeres sont plus
développés que chez Zheringi, d'où une apparence tri-
cuspide. Lames ventrales étroites, armées à la base de
chaque patte de petites épines couchées horizontalement.
La suture pleuro-ventrale est un peu plus faible et lisse,
non épineuse.
Pattes peu allongées; le dernier article est três
court.
Chez le male, les pattes sont assez épaissies, mu-
nies sous le deuxiérae tarse d'un prolongement en cor-
net atteignant le tiers de Varticle suivant. Les lames
ventrales des somites antérieurs au septième ne por-
tent pas de prolongements. L'ouverture coxale des pat-
tes copulatrices est assez petite, ovoide large, avec le
bord latéral et postérieur redressé en collerete. Han-
ches des P. G. (fig. 90) un peu globuleuses, propor-
tionnellement assez allongées; la pointe du bord anté-
rieur est courte, triangulaire, aigue; poches et brides
trachéennes normales. La patte, (fig. 91-92) vue par
le profil externe. offre une certaine ressemblance avec
une patte d'oiseau, les trois pointes des rameaux étant
normalement réunies en un faisceau.
Le rameau secondaire est étranglé à la base; a
moitié de la hauteur, sur la face antérieure, se détache
un éperon robuste à pointe arrondie; au dessus de cet
éperon, le rameau s'élargit formant une gouttiere lon-
gitudinale, et se cintre en faucille, la gouttière se
trouvant sur la face convexe; un peu au dessus de lé-
peron, et sur l’arète interne, se détache un flagellum
graduellement aminci et deux fois ‘sinué; à la base in-
terne du flagellum, un bouton chitineux. Le rameau
séminal est graduellement aminci de la base à Vextré-
mité et se termine en pointe effilée; il suit la courbure
du rameau secondaire dans la gouttière duquel il
s'appuie.
Cerqueira Cesar, Decembre 1896.
Sous-genre PSEUDOLEPTODESMUS nov.
Pattes copulatrices du type Leptodesmus. Hanches
des Pattes copulatrices de même forme et de même
disposition que chez les Leptodesmus s. s., c’est à dire
qu'elles ne sont pas en contact sur la ligne médiane et
qu'elles offrent au fémur une surface d'insertion oblique,
|
|
— 8) —
non excavée. Femur sans particularités. Tibia divisé en
deux rameaux, mais moins profondément; de plus les
rameaux ne sont pas écartés à la base, ils sont au con-
traire accolès l’un à l’autre. La rainure séminale passe
dans le rameau postéro-interne.
Comme l'indique la divisiou du tibia en deux ra-
meaux, cette forme appartient aux Leptodesmides, mais
elle s’écarte déjà un peu du type classique. On pour-
rait l’envisager comme un intermédiaire entre le genre
Leptodesmus et le genre Odontotropis, dont les P. C.
ne sont divisés qu'à l'extrémité.
Leptodesmus (Pseudoleptodesmus) ru-
bescens Gervais, 1836
(Gervais N.º 36 0) (P. V. fig. 97 à 104)
Syn.: Polydesmus rubescens Gervais N.º 30 0, 37 a,
47 a, 99; Brandt N.º 39 a, 41 d.
Polydesmus (Rhacophorus) rubescens, Peters
N.º. 64:
Leptodesmus (Odontopeltis) incisus, Attems N.º
98 b.
Male: longueur 44 mill.; largeur du onzième somite
(prozonite) 3.90 mill.; du même avec caréne) 6.50 mill.
Entièrement carmin foncé, avec le ventre plus clair,
et la base des pattes (hanche et femur) et lextrémité
des antennes jaune.
Formule des pores: 5, 7, 9, 10, 12, 13, 15—19.
Corps allongé. à côtés parallèles: dos plat (fig.
100), les carenes étant horizontales et grandes ; surface
de tous les écussons finement granuleuse, mate, présen-
tant une faible dépression transversale sans contours
arrêtés ; prozonites mats, bienque nor granuleux.
Tete mate; sillon occipital profond, brusquement
interrompu entre les antennes. Ecartement des anten-
nes environ une fois et demi la longueur du premier
article ; antennes non claviformes, longues, atteignant
presque le bord postérieur du quatrième écusson ; pro-
EE O0 E
portion des articles: p.” article 0.70 mil; 2.º art. 1.60
mill.; 3.¢ art, 1:50 milk; 4.º art. 1.35 mills 45/4 art.
1.35 mill; 6.º art. 1.80 mill; 7.º et 8.º art. ensemble
0.20 mill.; total 8 mill. :
Premier écusson court fig. 97; bord antérieur tri-
sinueux, Cest à dire faiblement échancré de chaque
côté de la ligne mediane à la naissance des carènes ;
l'angle anterieur de celles-ci est arrondi, le bord latéral
est oblique, très légèrement cintré; l'angle postérieur
est aigu, à peine émoussé; le bord posterieur est un
peu convexe dans son Ensemble: avec .une échancrure
étroite et três peu profonde sur la ligne mediane.
Sur les autres écussons fig. 98, les carênes sont
rectangulaires, transversales; Vangle antérieur est ar-
rondi sur le deuxième écusson, aigu sur le quatrième,
plus ou moins atténué ou arrondi sur les autres; l’angle
postérieur est droit, à pointe aigui jusqau quinzième
écusson environ, et sur les autres il est aigu, formant
une pointe triangulaire en saillie marquée sur le niveau
du bord posteriéur. Le bord latéral sur les somites pri-
ves de pores, est droit ou trés faiblement arqué ct in-
terrompu par trois dentelures à peine marquées ; sur les
somites porteurs de pores, la disposition est tout autre,
le bord latéral fig. 99 est divisé par une enconche an-
guleuse en dix lobes subégaux; le lobe antérieur est
arrondi et porte une petit dentelure ; le lobe postérieur
est presque droit, il porte un bourrelet annulaire lisse.
qui empiéte sur la caréne, délimitant un champ rugueux
subtriangulaire au centre duquel le pore debouche dans
un petit cône tronqué; le pore est done supère, “lége-
rement oblique. Les derniers somites son bien dégagés.
Le dernier écusson, en pointe triangulaire à extrémité
tronquée, porte le long du bord externe deux paires
de granulations, dont l’antérieure est la plus forte. Les
valves anales sont peu saillantes, nullement globuleuses,
concaves même à la base finement ridées et fortement
rebordées. L'écaille ventrale est grande, triangulaire, large
à la base; sa pointe, qui n'est pas émoussée est flanquée
de granulations faibles. Lames ventrales étroites, iner-
RENE gn
mes. La suture pleuro-ventrale n'est visible nettement
que sur les quatre ou cing somites antérieurs, sous forme
d’une faible aréte peu prononcée.
Les pattes sont longues (cinquième paire—7 mill.) ;
le dernier article est plus court que le troisième.
Chez le male, le deuxième tarse des pattes ambu-
latoires est dépourvu de prolongement ou d’autres par-
ticularités. Les hanches de la deuxième paire sont
surmontéés d'un tubercule conique assez développé. La
lame ventrale du quatrième somite est divisée par un
profon2 sillon; les suivantes ne présentent rien à sig-
naler.
L'ouverture coxale des pattes copulatrices est suborale
et ses bords libres sont relevés en collerette. Les hanches
sont médiocrement allongées (fig. 101), beaucoup plus
courtes intérieurement qu'extérieurement, avec des po-
ches et des brides trachéennes normales ; l'épine du bord
antérieur est três amoindrie, elle n'est représentée que
par un tubercule arrondi; le bord antéro-externe, par
contre, est saillant et épaissi, et la surface est plantée
de nombreuses soies longues et rigides. Le fêmur
présente les deux catégories de soies ‘usuelles ; un bou-
quet de soies souples près de lembouchure de la rai-
nure séminale et des soies rigides sur la face postero-
externe du membre. Le tibia (fig. 102 4 104) est
divisé en deux rameaux, mais moins profondément que
chez Leptodesmus s. s.; les rameaux ne sont pas ecar-
tés à la base, ils restent accolés, la rainure séminalle
passant dans le rameau postéro-interne. Le rameau
seminal est médiocrement large et divisé sur la moitié
de sa longueur en deux branches se terminant, Pune
et Vautre, en pointe effilée. Le rameau secondaire est
constitué par une piéce rectangulaire plus longue que
large, placée dans un plan parallèle à l'axe du corps ;
le bord postérieur est épaissi en bourrelet; sur la face
interne, à la hauteur de la jonction des a rameaux,
cette pièce présente un large repli oblique, à bord ar-
rondi; au dessus, la face ‘interne est semée de petites
pointes ou rugosités.
Ee PA pee
Brésil, sans indication de localité.—Nous avons pu
comparer Veéchantillon en nos mains’ avec le type de
Gervais conservé au Muséum d'Histoire Natureile de
Pariz, et nous assurer de son identité.
Genre EURYDESMUS SAUSSURE
(Nec Attems )
C'est ici que nous voyons encore apparaitre un
des écueils de la classification d’après les caractères des
teguments.
Attems a fondé une tribu Hurydesiune, pour la
réception du genre Æurydesmus et d'autres genres
africains, tels que Harmodesmus, Marptodesmus, etc.
Le genre Hurydesmus renfermerait, suivant lui, l'espèce
de Saussure, angulatus, criginaire d'Amérique, connue
seulement par des femelles, et 14 autres formes afri-
caines.
Or l'ÆZurydesmus angulatus n'est autre chose qu’un
Leptodesmide, comme nous allons le voir d’après les
caractères sexuels du male. Peu importe que la for-
mule des pores soit différente, et qu’elle se rapproche
de celle des ÆZrrydesinus africains ; peu importe que
la forme du corps soit élargie et ramassée et que le fa-
ciès soit celui d'une Zontaria; la division si caracté
ristique du fémur en deux rameaux, acompagnée des
autres caractères à tirer de la ferme des hanches, de
brides tracheéennes, etc., suffit à démontrer à quel groupe
il faut rattacher l'espèce de Saussure. ~
Cet exemple, soit dit en passant, répond éloquem-
ment à l’assertion du Dr. Silvestri (Zool, Anz., N. 601,
Nov. 1899) qu'il n'est pas absolument nécessaire de
connaitre le male d'une espéce pour faire de cette es-
pece le type d'une famille nouvelle, puisque sans le
mile on ne connait le caractère ESSENTIEL ni de
l'espèce, ni du genre, ni, à plus forte raison, de la
famille.
1
4
+
EN ea a
Eurydesmus angulatus Saussure, 1860
(PL: V, fig. 98 à 96)
(Saussure N. 60)
Bibliogr. : Saussure et Humbert N.º 72; Attms N.º 99 b.
Male adulte : longueur 42 mill. ; largeur du {.% écus-
son (avec carénes) 6.50 mill.; du 7.º (avec carènes) 9.40
mill. ; du 16.° (avec carênes) 8.50 mill. Hauteur au mi-
lieu du corps, 5.20 mill.
Femelle jeune: longueur 34 mill. ; largeur du 10.º
écusson (avec carènes) 8.50 mill.
Nous renvoyons le lecteur, pour la description de
cette intéressante espéce, aux travaux mentionnés dans
la bibliographie. Ces descriptions ne renferment toute-
‘fois pas les caractères du male, qui sont les suivants :
Pattes faiblement épaissies ; fémur un peu gibbeux
sur la face dorsale, et terminé sur la face inférieure par
une verrue ; le deuxième tarse porte, sur la face infé-
rieure, un robuste prolongement en cornet (comme chez
les Leptodesmus du groupe paulistus), très long, dé-
passant la moitié du troisième tarse ; celui-ci est court,
plus court que le tibia,
Les hanches de la deuxième paire de pattes sont
surmoniées d'un tubercule conique. La lame ventrale
du quatrième somite est étranglée entre les hanches des
pattes, qui sont très rapprochées, et forme un petit cône
divisé longitudinalement. Les lames ventrales du cin-
quième somite portent chacune une paire de batonnets
bien développés, à pointe arrondie, égaux entre eux et
réunis en faisceau, comme chez L. cylindrieus mihi.
La lame ventrale antérieure du sixième somite porte
encore une paire de faibles prolongements, mais la lame
postérieure est completement évidée pour fournir un
logement aux pattes copulatrices. Sur ces deux somi-
tes les pattes vonten s’écartant d'avant en arrière ; sur
le septième somite la paire de pattes ambulatoires atteint
son maximum d'écartement.
ahr e EA
L'ouverture coxale des pattes copulatrices est ovale,
três grande, ses bords sont relevés en collerette latéra-
le nent, et postérieurement entre les pattes ambulatoires
du méme somite.
Les pattes copulatrices sont du type Leptodesinus,
cest à dire profondément clivés en deux rameaux, mais
avec des particularités remarquables. La hanche est
subtriangulaire (fig. 93), longue extérieurement, très
courte intérieurement, offrant au fêmur une surface d'in-
sertion oblique; le bord antérieur est armé d'un pro-
longement spatuliforme, aplati latéralement; la poche
trachéenne est courte; la bride trachéenne est lamellaire.
Les deux hanches ne sont pas en contact, séparées qu'elles
sont par une membrane formant bourrelet.
Le fémur est large; on y distingue trois sortes de
soles; les unes souples et très longues, forment une
toufle épaisse mais peu étendue qui protège l'entrée de
la rainure séminale ; les autres soies couvrent la partie
postérieure du fêmur, ce sont des soies en brosse, ri-
gides, épaisses, relativement courtes et comme tronquées,
entre lesquelles pointent des soies de mème calibre mais
plus longues, et à pointe effilée.
Le rameau secondaire (fig. 94—95) est étranglé non
loin dela base, puis il s'épanouit brusquement en forme
de capuchon, dissimulant presqu'entièrement le rameau
séminal sur la face externe ; immédiatement au dessus
de Vétranglement, sur la faco antérieure, on rencontre
un lambeau subrectangulaire, dont le bord externe et
une partie de la surface avoisinante sont envahis par
des tubercules coniques courtes, ou grèles et rameux,
représentés agrandis sur la figure 96 ; au dessus de ce
lambeau, un crochet obtus; à l'extrémité du rameau,
le bord antérieur est muni d’une frange extrèmement
fine. Le rameau séminal s'amincit graduellement de la
base à la pointe qui est, elle aussi, ornée d’une fine
frange ; de sa concavité se détache une tigelle bissinuée,
bifurquêe, à pointes ramifites et épineuses,
Alto da Serra.
Bese Ory ws
| Le dessin donné par Saussure (1. c. fig. 25) in-
dique un talon à la naissance de la carène sur le bord
postérieur. Si nous en jugeons par nos échantillons, le
dessin exagère ce talon, qui ne dépasse guère en réa-
— lité le niveau de la frange translucide qui borde le
E segment.
à Genre Rachidomorpha Saussure
A
Nous avons conservé le nom de genre créê par
Saussure et adopté par Attems ; mais il est a remar-
quer que les pattes copulatrices des espèces rangées
dans ce genre n'ont encore été figurées nulle part. Si
ces organes correspondent à ceux du R: Brasiliae, il
faut admettre que ce genre est voisin des Fontaria ; il
“sen rapproche par des rameaux courts proportionnel-
lement au fêmur et divergents, mais il s'en écarte par
la forme du fémur qui est moins large, quoique cepen-
dant cette forme du fêmur se présente parfois chez les
Fontaria. Peut-être conviendra-t-il de rattacher Rachi-
domorpha à Fontaria comme un sous genre; il est
impossible de le dire actuellement, les pattes copulatri-
ces des Fontaria de l'Amérique du Nord et des Re-
publique du centre ayant été encore trop peu étudiées.
Rachidomorpha Brasiliae, n. sp.
(BIE, ae) 1 Go, 110)
Male: longueur 25 mill. ;largeur du troisième
écusson (avec carènes) 2.80 mill,; du septième (avec
carènes) 2.65 mill.
Formule des pores: 5, 7, 9, 10, 12, 13, 15—19.
Corps et antennes brun-rouge tres foncé; vertex
et pattes jaune roux, à l'exception des tarses qui sont
fauve-orangé. Voisin de 1 aduncus; gréle, un peu élar-
gi dans les quatrs segments antérieurs ; mat ; carenes
partout bien développées, triangulaires, de telle sorte
say.” PRE
que le bord antérieur et le bord latéral se confondent
en une ligne doucement arquée qui rejoint le bord pos-
tériur sous un angle tres aigu. Le dos est un peu con-
vexe sur les trois premiers segments, dont les carênes
sont faiblement tombantes; à partir du quatrième, les
carènes deviennent horizontales et le dos plat, (fig. 106)
et ce nest que sur les derniers écussons (16.8, 217,
18.º) que les carènes se relèvent un peu, sans cependant
dépasser beaucoup le niveau du dos; à partir du qua-
trième segment également, les écussons (fig. 105) sont
divisés transversalemeni par une dépression assez ac-
cusée; en arriére de la dépression la surface de Pécus-
son est faiblement ridée longitudinalement (principale-
ment dans la moitié postérieure du corps); les carênes
sont semées de petites granulations arrondies peu sail-
lantes. |
Face très peu convexe, presque plane ; vertex bom-
bé en -arrière des antennes ; le sillon, fin en arrière,
entame profondément la partie bombée. Antennes écar-
tées dun peu plus que Ja longueur du premier article,
longues, dépassant le bord postérieur du quatrième
écusson (atteignant presque le bord du cinqgième chez
le male), nullement claviformes ; proportion des articles :
Ee article 0,45 mills 2.º art 4.25 mall's" Se arts aie
mall; 4º art, 1:10:-mill; 5.º art. 1 mills 6% ariAÇTO
mill.; 7.º art 8.º art. ensemble 0.25 mill.; total 6.30
mill. Quatre bâtonnets tactiles à l'extrémité.
Premier écusson plus large que la téte; le bord
antérieur est régulierement arqué, sans trace d'angle
antérieur ; le bord postérieur est échancré au milieu et
dans les côtés, par suite les angles latéraux sont étroits,
aigus. Les écussons 2, 3 et 4 sont três courts et
un peu plus larges que ceux du tronc. Sur tous les
écussons, le bord antérieur est interrompu par une
petit dentelure, dernier vestige de l'angle antérieur ;
langle postérieur est étroit, aigu, sur les segmentes
dépourvus de pores; sur les autres le rebord del écus-
son s'épaissit en arrière de la dentelure marginale ;
c'est au centre d’une fossette portée par cet épaissis-
}
AS CPE
sement que le pore, dont les bords sont saillants, s’ou-
vre obliquement. Ce n'est que sur les somites posté-
rieurs que l’angle de la carène fait saillie sur le niveau
du bord postérieur de l’écusson. La dépression suturale
des somites est large, sans canelures. Le dernier écus-
son est bien dégagé, rétréci en point faiblement incli-
née vers le sol et tronquée à l’extrémité ; il est flan-
qué de granules piligères peu dévelopés. Les valves
anales sont assez saillantes, médiocrement globuleuses,
fortement rebordées ; leur surface est très cuireuse.
L’écaille ventrale est grand, triangulaire ; sa pointe est
à peine émoussée et flanquée de granules piligères. La-
mes ventrales étroites, inermes. Suture pleuro-ventra-
le complètement effacée dès le cinquième segment.
Pattes ambulatoires trés longues. Le sixième ar-
ticle est presque aussi long que le troisième (1.20
mill:. 1.30 mill). ;
Chez le male, les hanches de la deuxiéme paire
portent un tubercule conique, comme celui des Lepto-
desmus. Les lames ventrales des somites 4, 5 et.6
sont dépourvues dapophyses. Les tarses des pattes
ambulatoires sont dépourvus de prolongements. L’ou-
verture coxale des pattes copulatrices est ovale; les
bords en sont un peu relevés. Les hanches (fig. 107)
sont un peu plus allongées que chez les Leptodesmus ;
poche trachéenne grele; le prolongement du bord an-
térieur de la hanche est assez prononcé, légèrement
apaissi avant la pointe qui est arrondie. Les pattes
(fig. 108 à 110) sont très courtes; fémur assez long,
représentant plus de la moitié de l'organe sur la face
postérieure, portant deux rameaux courts, lamellaires,
largement écartées. Le rameau secondaire est le plus
court; il est coudé à mi-longueur environ et aminci 4
partir de la courbure; il se termine en pointe aigue.
Le rameau séminal est un peu plus large, deux fois
sinué, et son extrémité esi très obtuse ; une lame trian-
gulaire s’applique sur la face externe de ce rameau
faisant corps avec lui, la pointe seule s’un detache.
São Paulo, Fiquette, Janvier 1897.
ES OR ses
Cette espèce, avons nous dit, est voisine de l’a-
duncus Humb. et Sauss. A en juger par les dessins
de ces auteurs, elle diffère en ce que langle postérieur
des carènes est moins étiré en arrière, un peu moins
aigu, le bourrelet qui porte le pore est plus court et
plus épais, et les pores eux-mêmes sont plus grands,
si les figures ne sont pas trompeuses. Du tarasca,
notre espèce se distingue par la forme des carènes qui
sont horizontales au lieu d’être relevées.
Rachidomorpha ? bicolor, (7. sp.)
(PLN fios AAA)
Femelle : longueur 26 mill.; largeur du premier
ecusson (avec carènes) & mill.; du dixième (avec carè-
nes) 3.90 mill.; du quinzième (avec carènes) 4 mill.
Femelle: longueur 26 mill.; largeur du huitième
(avec carènes) 3.50 mill.; de même (prozonite) 2.50
mill.
Formule des pores: 5, 7, 9, 19, 12, 13, 15 e 19.
Brun-fauve, avec l’extrémité des carénes, l’articu-
lation des articles des antennes, le ventre et la base
des pattes jaunatres. Corps allant en s’élargissant d'avant
en arriere jusqu'au quinzieme ou seizieme somite, puis
rapidement rétrcci en arrière. Surface dorsale à peine
convexe, les carenes étant attachées haut; métazonites
divisés par un sillon transversal net, en arriére duquel
lécusson est ridé plus fortement qu'en avant.
Face peu convexe ; vertex un peu bombé, divisé par
un sillon tres net qui se perd dans une dépression
inter-antennale. Antennes longues, atteignant le bord
postérieur du quatrième écusson, nullement renflees ;
proportions des articles: 1.º article 0.30 mill. ; 2.º art.
0.90 ml : 3: art, mis A ari Somme amis
1 mill.; 6.° art. 1.10 mill.; 7.º et 8.º art. ensemble
0.25 mill.; total 5.40 mill. Quatre batonnets à lex-
trêmite,
=i
indians bee ae Td
er
199%)
Premier écusson (fig. 111) un peu plus large que
Ja tête; bord antérieur -assez fortement arqué; bord
postérieur faiblement sinueux, formant à son interse-
ction avec le bord antérieur un angle aigu, mais non
saillant; sa surface este unie, si ce n’est près des bords
ou se distinguent que ques rides courtes. Les écussons
du tronc (fig. 112) rapellent beaucoup ceux du R. Bra-
stlue, mais les carènes sont moins développées, à par-
tir du troisième, l’écusson est divisé par un veritable
sillon transversal; en avant du sillon on remarque
quelques vagues rides transversales plus visibles vers
la base des carènes, et en arrière du sillon des rides
en éventail irrégulières ; ces rides sont mieux marquées
sur les écussons postèrieurs. Les carénes des somites
2, 3 et 4 sont subrectangulaires et l'angle antérieur
est représenté par une petite dentelure. Sur les carè-
nes suivantes, toute trace de dentelure a disparu, le
bord antérieur de la carène se confond avec le bord
latéral en une ligne tres arquée ; l'angle postérieur est
droit et n'est étiré que sur les trois avant-derniers so-
mites. Le bourrelet des segments poriferes est con-
formé comme chez R. Brasiliw, mais la fossette est
moins profonde et le pore plus petit. Le bord posté-
rieur des segments, au lieu détre aminci, comme de
coutume, est épaissi en bourrelet et nettement séparé de
l’écusson par un sillon. La suture est large, à fond
uni. Le dixneuvième segment est assez enchissé dans
le précédent. Le dernier est triangulaire, à pointe
tronquée comme de coutume, et flanquée de fins gra-
nules piligeres. Les valves anales sont peu saillantes,
médiocrement globuleuses, nettement rebordées. L’é-
caille sous-anale est très large à la base et courte; elle
est coupée par un sillon transversal en deux parties
inégales; sa pointe, qui est aigue, est flanquée des
granules piligeres usuels médiocrement développés. Les
lames ventrales sont étroites, inermes. La suture pleuro-
ventrale, représentée par un sillon sur les quatre pre-
miers somites, a disparu sur le cinquième.
— 100 —
Pattes longues ; sixième article un peu moins long:
que le troisième ou sub-égal, comme chez R. Brasilia:
Male inconnu.
São-Paulo, Piquette, Janv. 1897..
En Vabsence du male, c'est à dire des caractères.
essentiels, nous plaçons provisoirement cette forme dans.
le genre ad à “pha. | "
Strongylosmina
Cette tribu n'est représentée dans la collection du:
Musée de Säo-Paulo que par deux espéces (indépen-
damment de l Orthomorpha gracilis), dont une seule:
‘nous a fourni des indications relativement aux caractè-
res sexuels males; de l’autre espèce nous ne connais-
sons que la femelle. Nous faisons suivre la descri-
ption de la première de quelques reflections qui auraient
été plus à leur place ici, mais qui seront mieux com-
prises après lecture de la description des pattes copu-
latrices de S. apex-galew.
Genre ORTHOMORPHA BOLLAMN
Orthomorpha gracilis O. Koch 1847
(Pl. V, fig. 113—114)
Se présente sous deux formes, l’une plus étroite:
que l’autre e, mais sans autre caractère distinctif; les.
pattes copulatrices de l’une et de l’autre sont identiques,
fig. 113—114.
Sao-Paulo ; Alto da Serra, Piquette Janvier 1897,
Cubatäo Décembre 1899, Santa Rita, Santos Septembre:
1896, Belém Paraná.
— 101 —
“Genre STRONGYLOSOMA, BRANDT
Strongylosoma apex-galez, n. sp.
(PL VI, fig. 115 à 124)
Male: longueur 22 mill.
Femelle : longueur (adulte) 26 mill. ; (jeune) 18.50
mill. ; diamètre (adulte) 3 mill.; (jeune) 2.70 mill.
Formule des pores: 5, 7, 9, 10, 12, 13, 15—19.
Fauve, avec une bande vague plus fonceé au bord
postérieur des somites; pattes jaunes à la base, pas-
sant au jaune d'ocre vers l'extrémité. Corps indistin-
ctement rétréci en avant, parfaitement cylindrique, c'est
à dire sans carênes; à peu près lisse; brillant.
Face plantée de soies clairsemées ; sillon occipital
bien marqué, atteignant jusque entre les antennes. Ecar-
tement des antennes égal à la longueur du premier ar-
ticle. Antennes assez longues, non claviformes ; pro-
portions approximatives des articles: l.er article 0.30
mill.; 2e art. 0.90 mill. ; Se art. 0.90 mil.; 4e art.
0.80 mill. ; 5e art. 0.80 mill.; Ge art. 0.80 mill. ; Te
“et 8e art. ensemble 0.20 mill. ; total 4.70 mill. Quatre
batonnets au dernier article.
Premier écusson à côtés rabattus latéralement ;
bord antérieur rectiligne, transversal, dans la partie /
médiane, oblique latéralement sans trace d'angle anté-.
rieur ; bord postérieur rectiligne, non échancré; côtés
arrondis très finement rebordés. Sur le deuxième
écusson, emplacement de la carêne est indiqué par un
sillon arqué. A partir du troisième segment, toute trace
de sillon et de carène disparait. Les somites sont cy-
lindriques, coupés transversalement par une ligne sutu-
rale trés étroite. Chaque metazonite porte, sur la face
dorsale, quatre soies, dont les externes sont situées un
peu au dessus de la ligne des pores ; l’écartement entre
ane soie externe et la soie médiane, sa voisine est
moindre qu’entre celle-ci et son homologue du côté
opposé. Les pores sont petits et souvrent plus près
du bord postérieur du segment que de la suture. Le
dernier segment est triangulaire, étiré en pointe assez
longue, tronquée à l'extrémité et légèrement inclinée
vers le sol; granu'ations piligères petites. Valves ana-
les saillantes, globuleuses, faiblement cuireuses, rebor-
dées. Ecaille ventrale triangulaire, à pointe émoussée
flanquée de petites granulations piligéres.
Lames ventrales très étroites, plantées de soies ;
sur chaque somite, elles sont divisées transversalement
par une dépression profonde, la partie postérieure étant
plus étroite que la partie antérieure, et presque trian-
œulaire ; chaque partie porte une paire de tubercules
épineux couchès horizontalement, la pointe en arrière;
ceux de la paire postérieure sont plantés côte à côte,
ils sont parallèles, plus longs et plus aigus que ceux
de la paire antérieure, qui sont plantés à la base des
pattes et divergent quelque peu. Suture pleuroventrale
en bourrelet sur les somites antérieurs ; elle a disparu,
ou à peu près, sur le neuvième somite. Stigmates très
grands. Pattes longues ; le troisième article plus long
que le sixième.
Chez le male, la lame ventrale du quatrième so-
mite fig. [15 porte deux batonnets longs, légèrement
arquês extérieurement, divergents par conséquent, et
couverts de soies blanchätres. Les hanches des pattes
sont prolongées en point digitiforme, également cou-
verte de scies.
Los lames ventrales du cinquième somite fig. 116
portent une grande pièce en forme de cimier, dont la
pointe est tournée vers la tête et qui est entièrement
couverte de soies, particulièrement sur la face posté-
rieure ou les soies sont couchées en arrière comme une
crinière de casque. Les deux paires de hanches de ce
somite sont également tuberculées, mais la pointe est
beaucoup moins prononcée que sur la paire précédente.
La pièce antérieure des lames ventrales du sixième
somite fig. 117 porte un prolongement large à la base et
rapidement aminci en tigelle grèle. Les hanches des
pattes de ce somite sont dépourvues de prolongements.
2. Piaf E
» — 103 —
La conformation du septième segment est très
intéressante. L'ouverture coxale fig. 118 des pattes
copulatrices est formée de deux ouvertures subcircu-
laires communiquant entre elles par un espace très
étroit, parceque le bord postérieur forme, sur la ligne
médiane, un angle très aigu qui marche à l'encontre
dun angle très obtus du bord antérieur, sans néan-
moins être en contact avec lui. Le bord antérieur de
l'ouverture coxale est redressé, en saillie sur le niveau
du ventre; mais le bord postérieur est au contraire
horizontal, comme de coutume chez les Strongylosomes.
Pattes copulatrices indépendantes l’une de l’autre,
au point qu'on peut enlever l’une des pattes de son al-
véole sans entrainer l’autre. Hanches plus longues que
larges, (fig. 119—120) subcylindriques, sans prolonge-
ment au bord antérieur, montées sur des brides tra-
chéennes en bourrelets peu dévellopés; par contre les
poches trachéennes sont fortes, larges, coudées en leur
milieu environ, et élargies en espatule lamellaire à l’ex-
trémité. Le crochet de la hanche est trés court, obtus ; .
sa pointe depasse à peine le niveau du bord antérieur
de la hanche.
La patte proprement dite (fig. 121 a 124) est di-
visée en trois parties par deux étranglements três nets.
La partie basilaire, femur, est assez courte, mais forme
une protubérance descendant au dessous de Particula-
tion, et qu'on pourrait comparer à Volécrane du bras
humain, avec cette différence quelle est placée sur la
partie interne de Varticulation ; cette protubérance est
couverte de soies longues. (Cette disposition est rendue
nécessaire par le peu de développement du crochet de
la hanche.) Les deux autres parties, tibia et tarse,
sont fortement arquées dans un plan perpendiculaire à
Paxe du corps et forment presque un cercle complet.
La partie tibiale est élargie et concave, avec une bour-
souflure dans sa concavité visible sur la face antéro-su-
périeure du membre; sa convexité est unie. La face
convexe de la partie tarsale est coupée par des lames
chitineuses longitudinales irrégulières ; l'organe se ter-
— 104 —
mine par deux ou trois lamelles arrondies, translucides,
à la racine desquelles aboutit la rainure spermatique.
Celle-ci est visible sur tout son parcours.
Un male de Belem ; deux femelles de Alto da Ser-
ra; ces dernières sont d'une coloration plus foncée.
La forme que nous venons d'êxaminer présente un
certain intérêt au point de vue de l'histoire de la trans-
formation des pattes ambulatoires en pattes copulatri-
ces. La forme la plus simple des pattes copulatrices
que nous puissions concevoir, disions nous en 1898
(Ann. Soc. Entom. France, 1898, p. 261), serait celle
des pattes ambulatoires mèmes. Chez les Polydesmi-
des, nous ne trouvons rien d'approchant, mais nous
avons vu depuis (Wem. Soc. Zool. France, 1900) que
cette condition est presque réalisée chez les Platydes-
mus, puisque, en fait, les articles des pattes copulatri-
ces ne sont que très peu modifiés.
Par conséquent, si une forme correspondante se
trouvait chez les Polydesmides il y aurait lieu de sup-
poser que les ouvertures coxales de chaque patte copu-
latrice seraient distinctes, au lieu d’être fondues en une
seule ouverture. Or précisément, chez l’apex-galeæ,
nous voyons que ces ouvertures sont presque indépen-
dantes; c'est donc la forme la plus archaïque qu'il nous
ait été donné d'examiner jusqu'ici. D'ailleurs la stru-
cture relativament simple de la patte copulatrice elle-
méme et le peu de développement du crochet coxal
s'accordent bien avec cette contestation.
ll serait bien intéressant de savoir si cette forme
d'ouverture coxale est général dans le group auquel
appartient notre espéce, et qui doit répondre aux gen-
res Mestosoma et Catharosoma du Dr. Silvestri. Ma-
lhereusement les seules indications que nous ayons pu
recueillir dans les nombreuses publications de l’auteur
italien sont celles que renferme le Boll. Mus. Zool. Anat.
comp. Torino, n. 283 du 23 Mars 1897 (page 3 du
tirage à-part) ; la figure 3 représente une patte copula-
trice de Mestosoma (lequel, mystère !) qui a de grandes
analogies avec notre espèce, et la figure 4, un crochet
— 105 —
coxal qui serait plus long que chez l’apex-galew. Dans
le texte, rien! Il ne nous reste qu’à déplorer cette so-
briété de détail.
Strongylosoma nitidum, 7. sp.
é (PL. VI, fig. 125 4 127.)
Femelle: longeur 14 mill.; diamêtre 1.50 mill.
Formule des pores: 5, 7, 9, 10, 12, 13, 15—19. .
Brun-rouge très foncé presque noir, avec le ventre”
et les pattes jaune docre pale. Corps faiblement mo-
niliforme ; lisse et brillant; presque dépourvu de ca-
rénes. |
Face semée de soies rares; sillon occipital bien
margé, sarrétant en arrière de la base des antennes ;
écartement des antennes égal à environ deux fois la
longueur du premier article ; cet espace est faiblement
convexe et séparé de la face par une vague dépression.
_ Antennes relativement courtes, n'atteignant guére au
dela du bord postérieur du premier écusson; un peu
épaissies graduellement vers l'extrémité ; proportions
. observées : 1. article 0.095 mil. ; 2.º art. 0.356 mill. ;
3.º art. 0.284 mill, ; 4.º art, 0.284 mill. ; 5.º ort. 0.284
mill.; 6.º art. 0.332 mill. ; 7.° et 8.º art. ensemble
0.095 mill.; total 1.73 mill. Diamètre au 6.º article
0.142 mill.
Premier écusson (fig. 125) à bords antérieur et pos-
térieur parallèles au milieu et obliques dans les côtés ;
les angles sont arrondis et très finement rebordés. Sur
les écussons suivants, les carénes sont représentées par
des épaississements ou boursouflures délimitées sur la
face dorsale par un sillon. Sur le deuxiéme écusson,
cet épaississement est situé plus bas que celui du troi-
sième et que langle du premier. Sur les somites pori-
fères (fig. 126—127) Vépaississement est plus accentué
et au sillon dorsal s'ajoute uu sillon ventral oblique,
formant avec le premier un angle aigu arrondi. C'est
dans cet angle que s'ouvre le pore, plus près du sillon
ventral, Le sillon transversal du metazonite commence
— 106 —
avec le quatrième écusson et finit avec le dixhuitiême.
L’étranglement sutural est lisse. Le dernier écusson
est taillé en pointe conique, sans particularités, il ne
dépasse que peu le niveau des valves. Celles-ci sont
saillantes. assez globuleuses, rebordées. L’écaille ventrale
est grande, triangulaire ou subogivale, avec lextrémi-
tè émoussée et deux petits granules piligères. Lames
ventrales étroites, inermes, profondément divisées par
un sillon transversal dans la moitié postérieure du corps.
La suture pleuro-ventrale, granuleuse sur les premiers
somites, s’atténue en arrière, mais ne disparait pas avant
les? fom AO
Pattes courtes; le sixième article un peu plus
court que le troisième. :
Le male est inconnu.
São- Paulo, Cubatão.
IULOIDEA Pocock, 1887
Ce sous-ordre est représenté au Brésil par quatre
genres qui rentrent dans les trois familles connues :
Le genre Pseudonannolene Silvestri, qui constitue à
lui seul la famille des PSEUDONANNOLENIDAE ; le genre
Spirostreplus Brandt, avec les sous-genres Alloporus
Porat, Gymnostreptus nov., Cladostreptus nov., Sca-
phiostreplus nov., qui rentre dans la famille des Spi-
rostreptide ; et les genres Rhimocricus Karsch et Pa-
raspirobolus nov., qui appartiennent aux SPIROBOLIDAE.
Il est à remarquer toutefois que nous n’avons eu
à faire jnsquici qua des formes relativement grandes
ou très grandes. Une seule fait exception à cette re-
ele, et elle constitue précisément le genre Paraspiro-
bolus. Il y a done lieu de supposer que, lorsqu'on
aura suffisemment recherché et étudié les petites for-
mes, qui ont certainement échappé jusqu'ici à l’atien-
tion des chercheurs, nous aurons à enregistrer d'au-
tres divisions des Juloidea et non des moins intéres-
santes.—Il est probable aussi que ces petites formes
nous renseigneront plus completement sur. les liens de
parenté que présentent ces différentes divisions. Ac-
tuellement elles paraissent nettement délimitées, et leurs
affinités semblent lointaines ; c'est pourquoi nous nous
abstenons pour le moment d'aborder ce sujet, nous ré-
servant d'en faire l'objet de recherches ultérieures.
Les Pseudonannolenidæ qui, ainsi qu'on le verra
plus loin, ont un faciès très voisin de celui des Spiros-
treptides, sont caractérisés par des pattes copulatrices
et par un Gnathochilarium absolument spéciaux ; c’est
précisément à cause de ces caractères que nous les
plaçons en tète de la liste. La création d'une famille
pour la réception de ce genre est-elle justifiée ? il nous
semble pouvoir répondre affirmativement; mais sous
réserves toutefois des modifications qu'apporteront dans
l’état actuel de nos connaissances les découvertes qui
restent à faire dans les régions mémes qui nous occu-
pent.
Mèmes réserves en ce qui concerne le genre Pa-
raspirobolus, dont nous n'avons eu qu'un seul repré-
dentaitt sous les yeux. Le P. paulistus a évidemment
le facies d'un Rhinocricus dépourvu de scobina. Mais
ici aussi les pattes copulatrices ont une structure par-
ticulitre. Malheureusement il nous manque encore une
donnée importante de nature à éclairer notre religion ;
nous voulons parler de la rainure séminale, qui parait
exister dans la patte postérieure, mais dont il ne nous
a pas été possible de suivre la trace. Et comme le
Gnathochilarium differe peu de celui des Rhenocricus,
nous croyons bon de ne pas en séparer le P. paulistus.
Ces deux, formes, Pseudonannolene et Paraspi-
robolus, paraissent spéciales à l'Amérique du Sud. Nous
décrivons six espèces brésiliennes de Pseudonounolene
dans les pages qui suivent; les autres espèces signalées
par le Dr. Silvestri proviennent de l'Argentine. du Pa-
raguay, de la Bolivie et de la Guyane Fraucaise.—Le
genre Paraspirubolus n'est comme que par l’espcèe que
nous décrivons plus loin.—Il convient toutefois de sig-
naler ici le genre Microspirobolus Silvestri, créé sur
— 108 —
un individu du Venezuela; malheureusement ce genre,
qui pourrait nous renseigner sur les affinités des Pa-
raspirobolus et des Spirobolides, a été si rudimentaire-
ment décrit par son auteur, que force nous est de le
passer sous silence. —lLes autres genres ont des repré-
sentants dans les autres parties du monde; reste à sa-
voir si ces autres représentants concordent avec ceux
de l'Amérique, quant là a structure des pattes copula-
trices.
Il. est un caractère toutefois qui parait être com-
mun non seulement aux Sprrostreptus d'Amérique et
d'Afrique, mais aussi aux Lhinocricus d'Amérique ;
c'est leur mode de croissance. Nous avons eu occa-
sion de signaler (Brélemann N.º OOf, 00g et Olc) que
chez les Spzrostreptus du Guatemala et de VErythrée
les organes copulateurs se développent progressivement
et non brusquement comme chez les Julides palearcti-
ques. Nous avons pu le constater également sur les
matériaux que nous analysons plus loin.
Chez la plupart des Iulides, on s’en souvient,
lorsqu'ils sont placés dans certaines conditions, le sep-
tième segment du male reste, jusqu'à son avant- der-
nier stade de croissance, fermé sur la face ventrale par
une piece triangulaire, qui n'est autre que le bourgeoa
très peu differencié des pattes copulatrices ; celles-ci,
par suite d'une véritable métamorphose, apparaissent
tout tout à coup complètment développés après la der-
nière mue qui précède l’étate adult. Cette règle souffre
pourtant certaines exceptions; dans certaines conditions
les lulides passent par un état intermédiaire, le Schalt-
stadium, qui précède immédiatement la puberté, et
dans lequel les pattes copulatrices sont libres et déja
en partie développés. Et ces conditions semblent être
le mieux réalisées dans des localités d'altitude élevé.
Comment se comportent les Spirostreptus? et
quelle différences présentent-ils avec les lulides, à l’é-
gard de la croissance ?
Mais avant d'aller plus loin, il, est bon d'ouvrir
une parenthèse et de donner, pour le bénéfice des lec-
The) poe
EU,
— 109 —
“teurs qui ne seraient pas familiarisés avec la Geogra-
phie physique de l’état de Säo-Paulo, quelques indica-
tions relatives aux localités d’où proviennent nos ma-
tériaux; nous les tenons du Dr. von Ihering, à qui,
en passant, nous sommes heureux de renouveler nos
“remerciments pour sa grande complaisance.
Les localités principales qu'il importe de connaitre
peuvent être divisées en deux caiégories; localités de
montagne et localités de plaine. Comme localité de
montagne nous n'avons à nous occuper ici que de cel-
le qui porte le nom de «Alto da Serra». Elle est si-
tuée dans la chaine dite «Serra do Cubatão», qui est
elle même une ramification de la «Serra do mar». Cette
localitê est éloignée de Santos, c'est à dire de la côte,
d'environ 30 kilomètres. Elle est située à 800 m.
d'altitude et la température moyenne y est d'environ
1S.° centigrades. C'est une localité boisée et humide.
Parmi les localités de plaine, nous signalons par-
ticuliérement «Raiz da Serra», «Cubatão» et «Poço
Grande». —La première est distante de Santos de 21
Kul. et de Cubatão de 10 Kil. environ. . Elle est à 21
1 m. d'altitude, tandis que la seconde, «Cubatão», n'est
qua 3.8 m. Toutes deux ont un climat plus chaud
de quelques degrés (3 ou 4) que «Alto da Serra» ; el-
les sont aussi plus sèches et moins boisées.
Enfin «Poço Grande» jouit à peu près du même
climat que «Raiz da Serra».
Une autre localité que nous aurons l’occasion de
citer est l'Ile de Sad Sebastiao, séparée de la terre
ferme par un canal d’une largeur moyenne de 2 Milles.
Le Dr. von Ihering nous décrit (Revista Mus Paul,
II, 1897) son climat comme chaud, mais tempéré par :
la brise de mer. Elle est montagneuse; le point le
plus élevé dépasse 4.000 pieds. Elle participe donc
à la fois de la plaine et de la montagne.
Reportons nous maintenant aux figures 176 et 177;
elles représentent la face ventrale du 7.º somite d'un
Spirostreptus (Alloporus) setiger immature de «ltape-
tininga».—Ces organes sont détachés des bords du sep-
— 110 —
tiéme segment et enfouis dans une menbrane en forme
de sac que nous désignons, par abbreviation par «sac
copulateur» ; (1) leurs éléments sont différenciés. Ces
organes sont au même dégré de croissance que ceux des
lulides paléarctiques au stade intermédiaire ; et ce qui le
prouve, c'est que l'individu sur lequel a été pris cette
figure a 58 segments (1 apode), c'est à dire un se-
ement de plus que le plus grand des adultes (2.
Il nen est pas de même en ce qui concerne l’in-
dividu qui a fourni la figure 178. Malheureusement
il ne s’agit que d'un tronçon, d'où l'impossibilité de
connaître ses dimensions. Il nen est pas moins évi-
dent pourtant que l'animal est très jeune; l’état de ses
pattes copulatrices en fait foi. C’est à peine si on y
reconnait les éléments des pattes copulatrices d'un Spr-
rostreptus. Et pourtant l'organe est libre, c'est à dire
indépendant du segment, et bien qu'il se trouve à fleur
du somite, il n'en existe pas moins un rudiment de
sac copulateur.
La figure 190, prise sur un Sprrostreplus ventra-
lus, et qui est équivalente des tigures 176 et 177, dé-
montre que cette croissance n'est pas spéciale à un
individu, mais qu'elle est généralisée chez la plupart
des espèces du groupe (et peut-être chez toutes).
Ainsi, pour ce qui est des Sprrostreplus, nous
avons à faire à un mode de croissance autre que celui
des Iulides paléarctiques en général. Si d'une part le
stade représenté par les figures 176, 177 et 190 est
assimilable au Schaltstadium de ces derniers, le stade
de la figure 178 est différent de celui d'un Zulus de
mème age. %
En ce qui concerne les Spirobolides, nos matériaux
d'étude ont été empruntés à une seule espèce, Rhino-
cricus asper; bien qu'incomplèts, ils n’en sont pas
moins instructifs. Outre l'état adulte nous connaissons
maintenant deux stades de croissance.
(1) Ce sac résulte de Vinvagination de la membrane qui relie le sexiéme somite au
septième.
(2) Nous avons déjà rencontré un cas analogue chez un Spirostreptus de l'Erytrée
(voir Bull. Soc. Entom. Italiana 1. trim., 1901); là il n'existait pas de différence dans
le nombre des segments,
a
|
|
|
— 111 —
Dans le premier, "animal est très jeune, l'organe co-
pulateur (figure 237), situé à fleur du corps, est encore
rudimentaire ; pourtant ses élêments sont facilement recon-
naissables, il est isolé des bords du septième segment et
la transparence de la chitine permet de voir la ligne d’in-
sertion du sac copulateur sur la face interne du segment.
La pointe de la patte postérieure est, comme on
le voit dans la figure 237, engagée entre le bord libre
du segment et le repli marginal du sac copulateur. Ce
premier stade semble correspondre à peu près à celui
du Sprrostreptus séliger représenté par la figure 190.
Dans le jeune age la croissance serait donc la
même que chez les Sprrostreptus.
Le second stade est évidemment celui qui précède
immeédiatament la puberté. A cette période de déve-
loppement la lame ventrale et la paire antérieure des
pattes copulatrices sont aussi développées que chez l'a-
dulte ; tout au moins n'avons pas pu saisir de différence
apréciable. Par contre, dans la patte postérieure (fi-
gure 236), l’article terminal est beauccoup moins déve-
loppè que chez l'adulte, alors que l’article basilaire est
à peu de chose près de la mème dimension, comme
le montre une comparaison de la figure 236 avec la
figure 234 (adulte), Et que ces différences ne consti-
tuent pas une anomalie individuelle d'un animal adulte,
découle de ces faits :
1.º) que l'animal a un ou deux somites de moins
que les adultes, avec 3 segments apodes (au lieu d’un
chez les adultes), qu'il est done immature
2.º) que 2 autres individus, semblables au pre-
mier quant au nombre des somites et des segments
apodes, ont présenté identiquement la même particularité.
Il s’agit donc bien là d'un «stade spécial», qui ne
parait avoir d'équivalent ni chez les Spér'ostreptus, ni
chez les Iulides Européens, autant du moins que nous
pouvons en juger.
Ce qui ajoute encore à l'intérêt de ce stade spécial
du Rhinocricus asper, c'est que les trois individus
signalés proviennent d'Alto da Serra, c'est à dire d'une
a w J Pen LU ’ ENC ROO À ae, DO eee ee
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|
— 412 —
localité de montagne, comme nous l'avons dit, d'une
altitude de 800 métres ou la moyenne de température
est forcêment plus basse que celle des localités de plaine.
Si nous rapprochons ces observations de celles faites
par le Dr. Verhoeff sur le Tachypodomlus albipes nous
verrons qu'il existe un parallélisme étroit entre les phé-
nomènes observés en Europe et ceux qui se déduisent
de nos observations, à savoir que la température “pro-
bablement) (3) influe sur le mode de développement de
nos arthropodes. Chez les Tulides palé-arctiques, elle pro-
duit le Schaltstadium, chez les Spirobilides, elle entraine
l'apparition du stade spéciel dont nous venons de parler.
Et cette même action a toui naturellement sa rê-
percution sur les dimensions qu'acquièrent ces indivi-
dus des régions froides. Pour mettre ce fait plus en
évidence, nous donnons dans le tableau ci-desscus les
moyennes de nombre de somites, de diamêtre et de
longueur de échantillons de Rhinocricus asper de deux
localités différentes, telles qu'elles ressortent des mensu-
rations qui figurent en tete de la description de cette
espèce
é | Moyenne des somites | Moyenne de Diamétre || Moyenne de Longuour
LOCALITES | pour individus ayant pour les mémes in- pour les mêmes iu- |
1 segment apode dividus dividus
o ES
Femelle Mâle Femelle Male Femelle Male
Alto da Serra
(Montagne) 48.5 43,3 7 55 8.35 727 81.5
pd cI un
Cubatäo |
(plaine) 47,8 48 Ch NP Pea a 77.9 59.8
(3) Le fait que nous avons relaté plus haut que Alto da Serra est une localité hu-
mide et boisée, c'est à dire éminemment propice au développement des Diplopodes, sem-
blerait donner raison au Ur. Verhceff qni attribue principalement à l'abondance de nour-
riture l'apparition du Schaltstadium des Tulides européens, Mais comme ici aussi inter=
vient la question de température, nous persistons à voir en elle la cause prédominante
des modifications que nous constatons dans la croissance de nos Arthropodes. Nous ne
concevons pas bien, en effet, qu'un agent (comme la nourriture abondante qui doit favo-
riser le développement de l'animal, puisse déterminer Vapparition d'une mue (et d'un
stade) supplémentaire ayant pour résultat de retarder d'autant la puberté de Tanimal,
Nous comprendrions mieux le concours de deux agents, l’un défavorable (température)
retardant la puberté et prolongeant la période de croissance, et l’autre favorable (nour-
riture abondante) contribuant au développement de l'animal pendant la période supplé-
mentaire de croissance,
— 413 —
Ce tableau indique que les animaux de la monta-
gne ont en général des dimensions plus grandes et un
nombre de somites plus élevé que les animaux de la
plaine. La moyenne des longueurs parle, il est vrai,
contre notre proposition, mais il est bon de remar-
quer que la longueur est la plus variable des trois me-
sures, puisqu'elle dépend essentiellement de l’état de
contraction de l'animal. Du reste ce tableau n’a rien
d'absolu, fait comme il est sur un trop petit nombre
d'individus ; néamoins il indique suffisamment, dans les
deux colonnes ou les chiffres ont le plus de précision,
une tendance qui est bien celle observée par Verhoeff
“chez les Iulides d Europe.
Le résultat de nos observations peut done se ré-
sumer comme suit:
lo Je mode de développement des pattes copu-
latrices des Sperostretus et des Rhinocricus est diffe-
rent de celui des Iulides paléarctiques.—Chez les pre-
miers cette croissance seffectue progressivement et les
différents stades marquent autant d'étapes parcourues,
dont on péut aprécier le progrès. Tandis que chez
les Iulides cette croissance procède par à-coups, les dif-
férences (dimensions mises à part) entre les premiers
stades sont insensibles, et ce n'est qu'à la veille de la
puberté que, par une véritable métamorphose, les orga-
nes prenennt du jour au lendemain la forme et la taille
qu'ils doivent définitivement conserver.
Il.° Ce développement est ralenti par des condi-
tions qui se trouvent réalisées à une certaine altitude,
quel que soit d’ailleurs celui des deux modes de crois-
sance qu'on envisage, mode de croissance des lulides,
ou mode de croissance des Sprrostreplus-Rhinocricus.
III. Ce phénomène de ralentissement se produit
aussi bien dans la région paléarctique que dans la ré-
gion néo-tropicale.
IV.º Chez tous les Iuloidea, dont les immatures
nous sont connus, c'est la paire postérieure des pattes
copulatrices qui tarde les plus à se développer. A l’a-
vant-dernier stade, chez les Spirostreptus, elle est en-
— 114
core informe tandis que Rê _paire antérieure est deja
bien ébauchée (fig. 176, 177 et 1900). Chez les Rhi-
nocricus, au stade spécial sich (fig. 236), la paire
antérieure est complètement formée alors que la paire
postérieure n’a pas encore atteint ses dimensions nor-
males.
Nous remarquerons pour terminer que, si la crois-
sance des Sprrostreptus-Rhinocricus est différente de
ce que nous la supposions lorsque nous écrivions sur
ce sujet dans le Zoologischer Anzeiger en décembre
1900, cette constatation n'infirme en rien la conclusion
à laquelle nous étions arrivé alors, savoir : que le
Schaltstadium des Iulides paléarctiques n'est que le re-
liquat de l'héritage des formes archaiques, reliquat qui
a disparu simplement chez la «Forma typica» des lu-
lides, la forme la plus perfectionnée.
CLEF DICHOTOMIQUE des IULOIDEA
N. B.—Il n'a pas été tenu compte dans la clef
dichotomique des caractères des formes jeunes. En ou-
tre il est bon d'observer que, sil a été possible de
donner à cette clef une précision súflisante pour dé-
terminer des groupes d’espéces, il n’en a pas toujours
été de même lorsqu'il s’est agi de caractériser nette-
ment chaque espéce en particulier. Etant donné l’ex-
trème analogie que présentent certaines espèces entre
elles, comme par exemple Sprrostreplus ochrurus et
S. perfidus, les espèces du groupe du Sperostrepus
Sebastianos, ou bien encore Rhinocricus Natterertr et
Rh. pugio, il a fallu se rebattre sur des caractères
qui, par leur variabilité ou leur faible importance, ne
permettent pas d'atteindre à une détermination rigou-
reuse; pour ce faire il sera essentiel de recourir aux
dessins des pattes copulatrices.
1 Une paire de pattes sur le 3°
segment (Spirobolidae) . 29
Pas de pattes sur le 3° se-
LN SUE SU ee ES PR 7 a
— 115 —
Un pore sur le 5º segment . 3
Pas de pore sur le 5º segment
(Snimostreptus). oe ai) 11
Quatre fossettes sur la lèvre
supérieure (Alloporus) . 10
Plus de quatre fossetes sur la |
à lèvre supérieure (Pseudo-
MAUNGIEREE a so Ea 4
Des impressions subcirculaires
planes aux environs du
pore répugnatoire . . . Pseud. callipyge.
Pas d impressions dans les cótês
Valves anales non marginées. Pseud. paulista |
Valves anales marginées . . 6
Metazonites fortement rugueux Pseud. longicornis
sebastianus
Metazonites lisses ou striolés . q
Bord postérieur du dernier
segment déprimé et ca-
nelé longitudinalement. . Pseud. patagonica
Bord postérieur du dernier se-
gment ni déprimé ni canelé 8
Metazonite un peu plus élevé
que le prozonite. . . . Pseud. tricolor.
La différence de niveau entre
prozoniie et métazonite est
indistincte ou nulle. . . 9
Metazonite foncé avec une
bande claire le long du
bord postérieur . . . . Pseud. tricolor gra-
Metazonite froncê avec une culs.
bande claire dans sa moi-
tié antérieures . . . . Pseud. scalaris.
— 116 —
10 Metazonite lisse ou presque
Fiss6, pagarão «à SG ON ST SALUD)
princeps.
Metazonite ponctué ou ponctué-
CUITE, Oo abc Rr SAS A MON)
seliger.
{1 Valves armées d’epines aux
angles supérieurs et infé-
TTEUTS.. +. + Ss BET uaa Ost) a
vofascralus.
Walyes: Inermes . Ss ms 12
12 Metazonite strié longitudinale-
ment sur le dos; les stries
très franches, parfois écour-
tees oN Se Sr (idee)
dorsostr tatus
Il n'existe de estries franches
qu'au dessous de la ligue
dass ponesae, METRE Ca Es 13
13 Angle antérieur du 1% seg-
ment moins ouvert que
l’angle postérieur, en poin-
te aigue (fig. 199). . . Sper. (Scaphiost.)
fuscipes mûle
Angle antérieur du I. seg-
ment plus ouvert où aussi
ouvert que l'angle posté-
rieur, plus ou moins ar-
DON: 7 ONE ten apie. 14
14 Bord postérieur du Ie seg-
ment non échancré. droit
ou convexe (fig. 209). . 19
Bord postérieur du I. seg-
ment échancré près de
l'angle postérieur (fig. 183)
dO
to
e ada : :
E cami
srw ==
5
— 117 —
15 Stries concentriques nombreu-
ses, occupant la moitié ou
plus de la moitié du de
0) 122 O PRES »
Stries concentriques peu. nom-
- breuses (3 à 6), occupant
le tiers ou le quart du
prozonite
16 Face lisse, antennes ne dépas-
sant pas le [.% segment.
Face rugueuse, antennes dé-
passant le 1. segment
Metazonite plissé sur le dos
me
se
Metazonite entiérement uni (in-
dépendamment de la scul-
pture du tégument).
18 Suture complète
Suture brisée dans les faute
ou sur le dos
19 Corps grèle, diamètre ne dé-
passant guère 1/20 e de
longueur (2.70 ::90.) .
Corps plus ramassé (2.70 : : 36.,
ou 9.40 : : 90.. 3.50 : : 50.)
20 1 ou 2 stries concentriques vi-
sibles sous le ventre; té-
guments cuireux ponctués
Ancune strie visible sous le
ventre; téguments striolés
vaguement cuireux.
16
LS
Spir. (Cladost.)
patruelis.
WE
Spir. (Cladost. Ita)
angustifrons
Spir. (Scaphiost.)
fuscipes femmelle
19
21
Spir, (Cladost.)
filum
20
Spir. (Cladost.)
perlucens.
Spir. (Cladost. ) se-
bastianus
19
pe
— 118 —
6 à 10 stries longitudinales
sous demwentre js 2a
2 à à stries longitadinales sous
EEE USADO rr ies
Metazonite seul rugueux , .
Metazonite et prozonite rugueux
Reflet soyeux; por es bas; stries
longitudinales commengant
près du pore; extrémités
MOINS Nr re Meret ips ee es
Pas de reflet soyeux; pores nor-
maux; stries longitudinales
commençant loin du pore;
extrémités Jaunes . .
Premier segment presque obli-
que antérieurment (fig. 183)
Premier segment presque an-
guleux antérieurment (fig.
186). . . . LA “ “ .
Region dorsale d'un grand
nombre écussons mar-
quée de 2 impressions en
croissant (Scobina) (Rha-
ROCPICUS) Laas :
Région dorsale dépourvu d'im-
pressions en croissant. .
Le prolongement du bord pos-
térieur du dernier seg-
ment dépasse franchement
Spir. (Cladost.)
interruplus.
Spir. (Cladost.)
semicinclus.
Spir. (Gymmnost.) |
subsericeus.
23
Spir. (Gyinnoss.)
Thering?.
_ se =
24
Soe (Gymnost.)
per fidus.
Spir. (Gumnost,)
ventralis.
26
Paraspirobolus
paulistus.
ART aa
Vangle supérieur des val-
MES SANS! Le ba eek
Le bord postérieur du dernier
segment ne dépasse pas
Vangle supérieur des valves
27 Le prolongement du dernierseg-
ment est étranglé, don-
nant naissance à une pointe
plus ox moins spiniforme.
Le prolongement n'est pas étran-
glé et, vu par la face dor-
sale, cache les valves . .
28 Dernier segment d'une seule
couleur (foncée). . . .
Dernier segment bordé de jau-
HER GTR sine ey at Lee
29 Les individus ayant 1 segment
apode ont 52 à 60 seg-
ments, D4 à 100 mill. de
long et 4.00 à 7.—mill.
de diamètre; forme assez
élancée; souvent brun fau-
ve avec les pattes Jaunes.
Les individus ayant 1 segment
apode ont 5) segments,
77 à 100 mill. de long
et 6.50 a 7.—mill. de
diamètre; forme plus ra-
massée; généralment plus
foncée à bordure rouge .
30 Metazonite à ponctuations net-
. Rhin. concinnus.
TES LB er a a ae at Ta
Metazon:te sans ponctuations
HGLLOSS PRE ue 0 5 fe
2d
30
Rhin. asper
28
Rhin. pugio
ochrurus
Rhin. Natterert
Rhin. pugio.
31
— 120 —
31 59-61 segments; la strie qui
précède la suture est étroi-
te; le prozonite est faible-
blement chagriné
42—45 segments; la strie qui
précède la suture est as-
sez large; le prozonite est
nettement chagriné.
32 Rebord marginal du 1.” seg-
ment bien marqué; les
stries et strioles des so-
mites, denses et accusées
sous le ventre, produisent
un faible reflet soyeux;
prozonite uniformément
chagriné-ponctue; forme
allongée, longueur 90 mill.
Rebord marginal très fin, stries
et strioles ni particulièr-
ment denses ni accusées
sous le ventre; sur le dos,
entre la suture et la strie
qui la précède, le prozo-
nite présente quelques pon -
ctuations plus fortes; for-
me plus courte, longueur
Rhin. moestus.
Rhin. sericiventris.
5227 milles er Ran drmbatits:
Ham. Pseudonannolenidæ
Silvestri, 1895
Genre PSEUDONANNOLENE
SILVESTRI. 1895
Facies d'un Sperostreptus, mais généralement plus
grèle.
Disposition des pattes sur les premiers somites
Y . La o « = ry G 5 .
comme chez Spirostreptus, 1. 1, 1. 0. 2. 2 (c'est-à-di-
bs
wat. "0 ADS
À
1 paire sur chacun des trois premiers segments, 0
paire sur le quatrième et 2 paires sur les somites 5
et 6).
Nous employons dans ce travail les termes adoptés
par le Dr. O. vom Rath.
Gnathochilarium : promentum divisé transversale-
ment, la partie antérieure divisée elle même longitudi-
nalement (le schema qu’en a donné le Dr. Silvestri
est exact).
Organe copulateur constitué par deux paires de
pattes modifiées, divisé en deux groupes de deux pat-
tes chacun; chaque groupe se compose de la patte
antérieure et de la patte postérieure correspondante
soudées ensemble (ou tout au moins très fortement
adhérentes) sur les deux tiers environ de leur longueur ;
les deux groupes ne sont reliés entre eux que par une
membrane en forme de selle) plus ou moins chitinisée
(lame ventrale),
Chaque patte émet un prolongement (lame termi-
nale) qui reste libre ; celui de la patte postérieure est
généralement arrondi, à bord épaissi et hérissé de la-
miéres (ou soies épaisses) plus ou moins longues ; celui
de la patte antérieure est au contraire compliqué de
lamelles translucides enchevétrées, souvent hérissées de
granulations, qui dissimulent louy erture de la rainure.
La rainure séminale parait done appartenir à la
patte anterieure. Le bord externe de la patte posté-
rieure est intimement adhérent au bord externe de la
patte antérieure correspondante, formant une arète à
-peine émoussée ; le bord interne de ces deux pattes est
replié l’un vers l’autre, de façon à donner naissance à
une face triangulaire interne, inégale et semée de peti-
tes dents obtuses, souveut très nombreuses, qui sont
plantées sur le rebord de la patte postérieure.
Chaque patte est montée sur une weds trachéenne ;
ll y en a donc quatre.
(Le Dr. Silvestri a donné plusieurs figures de pat-
tes copulatrices de Pseudonannolene argentins, mais
outre que ces dessins sont schématiques, nous les con-
re MBA!
sidérons comme absolument inutilisables, car il n'est
pas méme possible de reconnaitre sur quelle face ces
déssins ont été pris, sur la face antérieure ou sur la
face postérieure. Les lames terminales sont represen-
tées comme séparées de leur patte, ce qui pour nous
est incompréhensible. Nous n'en tiendrons donc pas
compte.)
Jusqu'ici nous n'avons constaté l'existence, chez
aucun Pseudonannolene, de caractères sexuels secon-
daires, tels que pelcttes sous les tarses des pattes am-
bulatoires, apophyses des hanches des mêmes pattes,
prolongements des joues ou des côtés du premier se-
gment, etc.
Le 5° somite porte un pore, comme chez Alloporus,
mais la lèvre est généralement ornée de 3 + 3 (quelque
fois 2+ 3) fossettes piligères, alors que chez Alloporus
— de même que chez Spvrostreptus — on n'en compte
que 2 + 2.
Habitat: Amérique du Sud (Argentine, Paraguay,
Brésil, Bolivie, Guyane Française).
Pseudonannolene tricolor, 7. sp.
(PI VI, fig. 134 4 141)
[Ss/seisses | |
| ARE lee (TE à =
| D | vies D] Dei un Dés
2X [2 #18 412 2 AE ane É
SEXE |BE|DEB|REE|2ADIES PROVENANCE
| SS |ER ls ME Si ws
| Sem | See | B® ice [oe ee
[SELS slen|oaal?a
|| — = A A [te |
I aera NR 2 Fi RSR Ier "CNE LUS
—— = a
Femelle. . |62.—| 3.70) 57 | 103 2 | Hapetininga-Janvr. 1897
Malle... 50. DOOD 33) 3 |) » » »
| |
| |
> ’ o O = — o | A - >
Femelle. . E: 3.80) 59:| 107 2 | Alto da Serra—1896
| | ||
| | Il
1
Coloration noire ou brun-rouge très foncé, avec
les segments (excepté le dernier) bordés de rouge sang
ou de rouge brique sur le dos passant au jaune plus
|
o
|
E
|
— 123 —
ou moins orangé dans les flancs ; dernier segment et
valves noires, ces derniéres finement ourlées de jaune
au bord libre; pattes jaune d'ocre plus ou moins ternies
de brun.
Corps gréle, élancê; les segments étant un peu
étranglés par la suture, le metazonite est uu peu su-
rélevê, mais la coloration du bord postérieur le fait
paraitre plus elevé encore qu'il ne l’est en réalité.
Téte très brillante, Jisse presque jusque sur Ja 1-
vre qui est faiblement cuireuse et marquée de nom-
breuses ‘6—7) fossettes. Sillon occipital fin, court, plus
ou moins marqué, s'arrètant brusquement dans un fin
sillon transversal interoculaire. Antennes écartées à
la base, longues, atteignant le bord postérieur du cin-
quième somite ; le troisième article est au moins aussi
long que le second, le sixième est assez détaché étant
étranglé à la base, le dernier porte quatre bätonnets
coniques. Yeux petits subovales, anguleux vers le
sommet de la téte, écartés d'environ deux fois leur
erand diamètre, composés de 52—3: ocelles petits mais
convexes et distincts, en 5 rangées à peu pres droites
(7.8.8.6.3—8.8.8.6.3). Joues arrondies antérieurement.
Le premier segment (fig. 134) est enveloppant,
lisse sur le dos et indistinctement striolé dans les cô-
tés; ceux-ci sont arrondis, le bord antérieur n'est pas
échancré, langle antérieur n'est pas distinct et langle
postérieur l’est à peine, le bord postérieur est plutôt un
peu convexe ; la surface est labourée de nombreuses
(environ 8) stries rapprochées, dont la majeure partie
incomplètes. Le second segment est simplement aplati
sous le ventre. Sur les somites du tronc, le prozonite
est mat ou à peine luisant, alors que le metazonite est
très brillant. La sculpture du prozonite, indistincte à
la loupe, apparait sous le microscope come très fine-
ment squameuse, coupée de très fines strioles ; les stries
concentriques occupent environ la moitié du prozonite,
elles sont à peine distinctes à la loupe, mais sous un
plus fort grossissement on les voit jalonnées de petites
ponctuations brillantes ; elles sont un peu mieux mar-
RON 15
quées sous le ventre. Le metazonite est semé sur le
dos de longues strioles longitudinales très fines entre-
mèlées d’autres plus courtes, sur un fond presque lisse
et très brillant, Les stries longitudinales du ventre
sont fines, elles sont complètes jusqu'à une certaine
distance du pore. Celui-ci est assez grand, situé assez
haut dans les flancs et environ au premier tiers du
metazonite. La suture est étranglée, large, ponctuée,
droite. Le dernier segment fig. 135 est lisse comme
les metazonites du tronc, son bord postérieur est un
peu proéminent, mais nullement anguleux, complètement
arrondi au contraire, il atteint l’angle supérieur des
valves sans le recouvrir. Les valves sont lisses, très
brillantes, médiocrement saillantes ; elles sont très glo-
buleuses jusqu'au bord, en hémisphère ; leurs bords
sont très finement marginés. L’écaille ventrale est
courte et large, arrondie en segment de cercle. La-
mes ventrales non striées. Stigmates petits, punctiformes.
Pattes assez longues, armées d’une longue griffe
gréle, semées de poils rigides clairsemés mais assez
longs.
Chez le male, les joues sont un peu épaissies et
arrrodies inféricurement, Les pattes sont dépourvues
de pelottes.. Les hanches et la lame ventrale de la pre-
mière paire (fig. 137) forment une masse conique tron-
quée semée de poils courts. La lame ventrale de la
deuxième paire (fig. 137) est largement échancrée au
bord interne pour faire place au pénis, qui est très
petit et qui est représenté plus grosse dans la figure
138; sur la figure 136 on remarque, outre la paire
de poches trachéennes (pt), d’autges organes qui leurs
sont parallèles (x), visibles par transparence de la chi-
tine, et dont nous ne connaissons pas l'équivalent; nous
les aurions pris pour des trachées, s’il n’en existait pas
déjà une paire sous forme de poches trachénnes.7 La
conformation de ces deux paires de pattes est d’ailleurs
très voisine de celle des pattes de Spirostreptus ; elles
ne présentent pas de variations saillantes chez les es-
pèces qui suivent.
-- 125 —
Chaque patte copulatrice (fig. 139 à 141) forme
une masse subconique tronquée, composée de la patte
antérieure et de la patte postérieure du même côté,
réunies comme il a été dit. La patte antérieure se
termine par une lamelle subrectangulaire peu profon-
dément découpée et munie d'une petite pointe aigue a
son sommet. La patte postérieure est plus étroite que
la patte antérieure, son extrémité est tordue, arrondie
en spatule, à bord ciliê; son aréte interne est munie
d'une double rangée de petites dentelures. Nous avons
reconnu en outre sur la face interne (entre les deux
lames) une robuste apophyse à laquelle s’attache le fort
muscle en éventail vu par transparence sur la figure
141; c'est probablement aussi sur la face interne (pos-
térieure) de la patte antérieure que s'abrite la rainure
séminale, dont nous croyons avoir aperçu la trace.
L'organe repose sur deux poches trachéennes longues
et grèles, fortement sinueuses, à angle droit avec l’or-
gane.
São Paulo; Itapetininga Janvier 1897. Alto da
Serra 1896.
Pseudonannolene tricolor gracillis, n. var,
Femelle: Longueur 62 mill.; diamètre 2.90 mill.
61 segments; 113 paires de pattes; 2 segments apodes;
Extrèmement voisin du tricolor typique, mais plus
grele et, par suite, plus élancé. Comme coloration nous
remarquons que la bordure sanguine des somites af-
fecte une forme subtriangulaire. La différence de ni-
veau entre le prozonite et le metazonite parait un peu
plus faible. Le prozonite n’est pas sensiblement plus
mat que le metazonite.
Sao Paulo; Piquete Janvier 1897.
Il s’agit probablement d'une espèce différente du
tricolor, mais en [absence de caractères différentiels
nets, nous l’envisageons provisoirement comme une va-
riéte de tricolor.
Pa + Sp oe Co DS CAP AEE a AT
Pe PE Mics NN TRE
‘ ‘gf . < - E
— 126 —
= 1
Pseudonannolene (*) longicornis poral, 1558
Var.: sebastianus, (n. var).
(PL VI, fig. 128 à 183)
Rat = LE None ANA
Longaeur | Diamètre | Nombre |.
Sexe en en de Me de Bou PROVENANCE
Mill'métres| Millimétres} Segments NE CA P
Femelle 19. — 3.10 58 105 2 São Sebastião, Septembre
» 22 ,— 2.80 58 105 2 * 1896.
» 51.— 2.80 £6 101 2
» 39, — 2.80 no “7 3
» 37.— 2,30 53 93 3 ;
mean LES LE EUR GR do dance eee eee eee eee es PEDRO Peeer reer ree errr res encena | Shes Ps eek IT.
Femelle 41, — 2.30 57 101 3 | Santos, Septembre 1896,
» 4, — 2.40 56 101 2
> 45.— 2.60 Do 97 3
CORRE Te tu RER É En ett OR RS CE é PRET oe
Femelle 50. — 3.— 55 99 2 Piquette, Janveir 1897.
» 37.— 2,70 > 95 3
|
Femelle | 52. — 2.80 56 | 101 2 | Belem (8. P.)
Femelle | 54.— 2.80 57 103 2 || Alto da Serra.
MEU Ee ÇA NL TRS PEN Be ja Frs a iy wea Wee RE dai |
Femelle 63.— 3.80 57 103 2 Bahia, 8 de août 1899.
|
Male. . 72,— 4.30 59 109 2 Säo Sebastiäo, Septembre 1
SE FACE 52 ,—» 3.30 59 109 2 1896. |
» 50, — 3.— 57 105 a
» a 66. — 3.60 56 103 2 4
» 49.— 2.70 55 101 2
» 32, — 1.90 52 91 4
>» 31.— 1.90 52 91 4
Mâle. . 97,— 3.10 58 105 3 Santos., Septembre 1896.
pore 52.— 2.80 56 103 2
> 46.— 2.70 56 101 3
» 46.— 2.70 55 99 3
» 22. — 1.30 49 83 5
Male 29,— 1.70 53 91 5 ha de São Sebastião.
Mâle. . 67,— 3.70 57 105 2 Cubatão, Décembre 1895.
> i 68, — 4.40 | 51 93 2
oedussnevaesar LE CU PR | [she cncenonnerenos | casceeeecereees|| Conencorensananannendoncranaana nano oenone renas
Mile 55.— 3.10 56 103 2 Alto da Serra.
Mâle. .| 2 51.— 3.20 54 99 2 || Bahia, 8 Août 1896.
Se tS 3.40 54 99 2"
(*) Alloporus longicornis Porat, 1888 (Porat N.º 88 C)
Coloration brun-noir avec les somites bordés de
couleur claire, la bordure est généralement rouge bri-
que ou rouge sang sur le dos, passant au jaune d'ocre
dans les flancs ; la tète, le premier et le dernier seg-
ment et les valves anales sont fauves, plus ou moins
ternies de brun ; parfois les flancs, depuis la ligne des
pores, sont entièrement fauves; d’autres fois le pore
est accompagné de deux ponctuations claires, l’une aa
dessus, l’autre au dessous. Les antennes sont jaune
fauve, parfois tirant sur le brun à l’extremité ; pattes
fauves.
Corps élancé, généralement grèle, rétréci en ar-
riére de la téte, médiocrement brillant, parfois un peu
soyeux. Le metazonite est plus élevé que le prozonite.
Tête lisse et brillante, parfois indistinctement plissée
au dessus de la lévre, qui porte au moins six fossettes ©
piligères ; sillon occipital très court et très fin, généra-
lement pen distinct. Antennes longues, dépassant le
quatrième somite et atteignant parfois le bord du cin-
quième (male), grèles, le sixième article n'est guère
plus large que les précédents ; 4 batonnets à Vextrémi-
té. Les yeux sont subarrondis, écartés d'environ 1 1/2
fois leur grand diamètre, composés d’ocelles petits et
distincts, au nombre d'environ 33-39 en à ou 6 ran-
Bees (8.9.9. 7. 6 — 9. 8. T. 5. 3. 1).
Premier segment (flg. 128) un peu globuleux dans
côtés, un peu enveloppant; le bord antérieur est indis-
cinctement échancré au dessous des yeus, le bord pos-
térieur est faiblement convexe; les côtés sont rétréces
et arrondis, leur surface est labourée de 6 ou 8 stris
assez profondes, dont quelques unes (2 ou 3) sont gé-
néralement incompletes.
Les segments du tronc sont un peu étrangles par
la suture qui est ponctuée. Sur le prozonite, les stries
concentriques, indistinctes 4 la loupe, apparaissent sous
le microscope semées de ponctuations brillantes, fines
et espacées ; elles occupent-un peu plus de la moitié
antérieure du prozonite sur les dos, et Venvahissent
presqu’entiérement sous le ventre. où elles sont d’ail-
RAS.
leurs un peu plus distinctes ; la dernière strie concentri-
que (postèrieure) est un peu mieux que les autres. La
seconde moitié du prozonite, mate sous la loupe, est
extrémement finement striolée longitudenalement. Le
metazonite est fortement rugueux-granuleux, à exception
d'une étroite bande transversale dorsale, contigue à la
suture, qui est simplesment semée de strioles extréme-
ment fines ; un fin sillon longitudinal médian sur le dos.
Au dessous des pores, cette sculpture s’atténue et les
stries longitudinales apparaissent ; elles sont fines et peu
serrées, elles sont complètes à une petite distance du
pore. Celui-ci est assez petit et souvre à mi-hauteur
des flancs. à moitié environ du metazonite. Le dernier
segment, cuireux à la base, devient rugueux prês du
bord postérieur ; il est coupé par quelques stries trans-
versales ; le bord postérieur est complètement arrondi,
il atteint et recouvre mème, mais sans le dépasser,
langle supérieur des valves anales qui est répresenté par
une faible arete transversale. Les valves sont tres peu
saillantes, mais três fortement globuleuses, à tel point
que le bord libre, qui est tres finement marginé, est
dépassé par la partie globuleuse de la valve (fig. 129).
L’écaille ventrale est courte, son bord est à peine ar-
qué. Lame ventrale striée transversalment. Stigmates
punctiformes.
Pattes médiocrement longues, gréles, armées d'un
ongle grèle.
Chez le male, las pattes sont dépourvues de cara-
cteres sexuels. Les pattes copulatrices (fig. 130 a 132
ressemblent à celles du Ps. tricolor, c’est par la com-
paraison des organes qu'on peut le mieux les caracté-
riser. Chez Ps. sebaslianus, la paire antérieure est
moins triangulaire, son bord externe est plus régulière-
ment arqué, l’épaulement externe qui précède la lame
terminale est plus arrondi, le bord interne est plus échan-
cré et plus sinueux ; la lame terminale est un peu plus
étroite et moins anguleuse. La lame terminale de la
paire postérieure (vue par la face postérieure) est moins
dejetée latéralement et un peu moins longue (comparez
les figures 132 et 141).
+ LÉ
se?
— 129 —
Nous représentons (fig. 133) les dentelures de la
facette interne sous un fort grossissement; on remar-
que que, dans l’épaisseur du tégument, à chaque den-
telure correspond un pilier indique par les lignes pon-
“ctuées. Sur une préparation à la potasse, Tes piliers
se détachont nettement en clair sur le fond jaune de la
chitine.
São Paulo; São-Sebastião Setembre 1896, Santos
Septembre 1896, Piquette Janvier 1897, Belem, Alto
da Serra. Bahia 8 Août 1896.
Cette espèce semble si voisine de |’ Alloporus lon-
gicornis de Porat, que nous ne croyons pas pouvor
Yen séparer completement; mais comme l’auteur sue-
dois parle dans sa diagnose de «valvulae anales sublae-
ves, distincte marginatae» et de «sterna laevia», et
que d'autre part les differences entre espèces sont mi-
!
nimes, nous nous croyons en droit de distinguer notre
espèce sous un nom de variété, qui Im resterait si la
nécessité se présentait d'en faire une espèce distincte.
Pseudonannolene paulista, n. sp.
(PL VI, fg. 142 à 147)
Longeur | Diamêtres Nombre
SEXE |en Millime- en ot maps de paires de quad PROVENANCE
tres = pattes P
Femelle.| ? 70— 3.50 74 135 3 Cerqueira Cesar,
» 70— 3.50 72 133 2 Décembre 1896.
Me. 60 : 3,20 : 75 DR 4 i Cerqueira Cesar,
Pr. le! Go eed BOL = 7: 74 ; 139 : 2 : Décembre 1896.
Noir (cendré?) avec le bord postérieur des somi-
tes gris-olivatre; l'extrémité antérieure du corps et
les valves tirent sur le fauve. Pattes ocrassées, ter-
nies de brun. Corps allongé grèle, un peu rétréci der-
rière la tête, Très brillant, sans différence de niveau
entre le metazonité et le prozonite.
Tête lisse et brillante ; 3+3 fossettes sur la lèvre.
Le sillon occipital réduit à une dépression au sommet-
— 130 —
du vertex, au point où il recoupe un fin sillon trans-
versal interoculaire. Yeux petits, subovales, écartés
d'environ 1 1/2 ou 2 fois leur grand diamètre, com-
posés d’ocelles petits mais distincts, au nombre de 37
a 39 en 5a 6 rangées droites (10.10.9.6.2—10.9.8.6.5.1).
Antennes longues, atteignant le bord postérieur du
quatrieme somite, un peu moniliformes vers l'extrémité,
pet soyeuses et même presque glabres dans la moitié
basilaire, mais densément plantées de soies sur les cinq
derniers articles. 4 batonnets à l'extrémité.
Premier segment (fig. 142; un peu globuleux dans
les côtés, à surface lisse et brillante. Le bord antérieur
est faiblement échancré à la hauteur des yeux et for
me à son intersection avec le bord postérieur un an-
gle droit à pointe arrondie, un peu replié sous le ven-
tre; le bord postérieur est un peu convexe dans le voi-
sinage de langle. La surface des côtés est marquée
d'environ six stries proportionnellement étroites et mé-
diocrement profondes, plus ou moins régulières et com-
plètes. Sur les segments du tronc, le prozonite est
nettement divisé en deux moitiés inégales ; l’une anté-
rieure, la plus petite, mate avec de nombreuses stries
concentriques indistinctes ; l’autre postérieure, comple-
tement lisse, ou avec de rares strioles indistinctes, et
très brillante. La suture est bien marquée, à peine
étranglée, et délicatement ponctuée. Le metazonite est
lisse aussi et brillant; les strioles y sont beaucoup plus
denses, tout en étant très peu distinctes ou distinctes
seulement près du bord postérieur. Le pore est petit,
il s'ouvre à mi-hauteur dans les flancs et au premier
tiers environ du metazonite. Les stries longitudinales
du metazonite s’arrètent loin du pore, étant presque
limitées au ventre ; elles sont fines et espacées. Le der-
nier segment (fig. 143) est finement ou extrêmement
finement cuireux, moins brillant que les autres somites,
parfois déprimé transversalement au deuxiéme tiers ; son
bord postérieur est à peu près arrondi ou três large-
ment anguleux, il atteint, sans le recouvrir, l’angle su-
périeur des valves anales. Les valves sont peu saillan-
dot
tes et três globuleuses, mais le bord libre, qui est com-
plétement arrondi, n'est pas rentrant comme chez Ps.
callipyge ; leur surface est extrèmement finement cui-
“reuse, assez brillante. L’écaille ventrale est courte, son
_ bord postérieur est faiblement arqué. Lames ventrales
presque lisses ou extrèmement finement et densément
striolées transversalement. Stigmates punctiformes.
Pattes assez longues.
Comparées aux pattes copulatrices du Ps. sebas-
anus et du Ps. tricolor, celles du Ps. paulista ! fig.
: i44 4 147) sont plus larges, le bord externe est plus
convexe. plus arrondi; le lambeau apical de la paire
antérieure est plus étroit et plus long, son bord supé-
rieur est armé de 2 épines en partie recouvertes par
des lamelles transparentes, qui présentent des granula-
tions du côté externe. Le lambeau apical de la patte
postérieure est plus arrondi, un peu plus globuleux, sur-
monté de longues lanières.
Saô-Paulo ; Cerqueira Cesar Decembre 1896.
Pseudonannolene eallipyge, 7. sp.
(Pl. VII, fig. 154 à 159)
| Femelle: longueur 49 miil. ; diamètre 2.70 mill. ;
DO segments ; 99 paires de pattes ; 2 segments apodes.
Parana.
| Male: longueur 57 mill. ; diamètre 3.30 mill. ; 56
segments; 103 paires de pattes; 2 segments apodes.
Parana.
Coloration brun-fauve, avec le vertex, les prozoni-
tes, le dernier segment et les valves plus foncés, par-
fois presque noirs; ia lèvre, le bord postérieur des so-
mites au dessous des pores et les pattes sont fauves,
plus clairs que le fond; antennes de la couleur du fond
ou un peu plus foncées; le metazonite peut également
présenter une ligne transversale claire le long de la
Suture.
Corps élancé, un peu rétréci derriere la téte, sans
différence sensible de niveau entre le prozonite et le
25 MBO va
metazonite; luisant sur le dos, plus brillant dans les
flanes et sous le ventre (ce dernier caractère permet de
le reconnaitre de Ps. paulista, dont il est d'ailleurs tres
voisin).
Téte lisse et brillante, faiblement striolée au dessus.
de la lèvre qui porte 5+3 tossettes. Une dépression
punctiforme au sommet de la tête, en contact avec une
faible strie interoculaire, tient lieu de sillon occipital.
Yeux petits, subovales, écartés d'au moins 2 fois leur
grand diamètre, composés de 33—38 ocelles petits mais.
distincts, sur 6 rangées (9.6.7.8.9.2—7.8.8.7.9.3). An-
tennes longues, dépassant le quatrième somite (Mâle),
ou atteignant le bord postérieur du cinquième (Femelle),
grèles, un peu moniliformes, surtout vers l'extrémité ;
4 batonnets tactiles à l'extrémité.
Premier segment (fig 154) un peu globuleux dans
les côtés, et un peu enveloppant ; à surface presque lisse
et brillante. Le bord antérieur est subéchancré au
dessous des yeux, le bord latéral est arrondi et le bord
postérieur est très faiblement convexe; il n'y a pas
trace ni de langle antérieur ni de l’angie postérieur ;
la surface est labourée d'environ cinq sillons assez lar-
ges et assez profonds, plus ou moins réguliers. Sur
les segments du tronc, la partie dorsale est moins bril-
lante que les flanes et le ventre, les stries concentriques.
sont fines et n’occupent que la moitié du prozonite ;
l’autre moitié est mate, sans sculpture distincte sous la
loupe, mais pourtant avec des strioles longitudinales ex-
trèmement fines et peu denses. La suture est ponctuée.
Sur le dos le metazonite est très finement, mais dis
tinctement striolé; Jes strioles sont longues, droites,
denses, elles s’atténuent dans les flancs qui présentent,
par contre, des dépressions subcirculaires où transver-
sales larges et très peu profondes, disposées en séries.
concentriques ; ces dépressions sont limitées aux flancs.
des somites du milieu du corps ; les stries longitudina-
les sont fines, complètes, assez espacées et s’arrètent
loin du pore. Les pores s'ouvrent à mi-hauteur des.
flancs au premier tiers environ du metazonite. Le
4
,
à
À
— 153 —
bord postérieur des trois ou quatre avant-derniers so-
_ mites est plissé longitudinalement (an semper ?). Le
dernier segment (fig. 155) est faiblement cuireux à la
base. et un peu plus fortement en arriére; le bord
postérieur est arrondi et recouvre, sans le dépasser,
Vangle supérieur des valves anales. Les valves sont
_ presque lisses, peu saillantes, plus globuleuses à la base
que près du bord; chez la femelle, celui-ci, bien que
présentant une dépression marginale distincte, n'est pas
…._ rebordé; chez le male au contraire, la dépression ainsi
- — que le rebord sont nets. L’écaille ventrale est courte
| et large ; sont bord est faiblement convexe. Lames
ventrales extrèmement finement et densément striolées
_ transversalement. Stigmates trigono-punctiformes.
ia Pattes assez courtes.
a - La patte copulatrice (fig. 156 a 159) ne différe de
«elle des espèces précédentes que par des détails res-
_ sortant de la comparaison des figures 159 et 181, 141
147 &. Toutefois la lame apicale antérieure semble :
un peu plus étroite, plus effilée, et la lamelle épineuse
est moins développée. Les lanières de la lame apicale
_ postérieure sont moins ee chez Ps. Paulista.
eee Parana.
Pseudonannolene sealaris, n. sp.
| (PL VI et VII, fig. 148 à 153)
femelle. longueur 50 mill. ; diamètre 2.60 mill. ;
61 segments ; 111 paires de pattes ; 2 segments apodes.
Buenos-Aires.
Coloration brun-fauve sur le dos, avec une bande
transversale d’un beau jaune d’ocre contigue à la su-
ture, occupant presque la moitié antérieure du metazo-
nite, et interrompue à la hauteur du pore ; sur quel-
ques somites, la suture est précédée d'un filet irrégu-
lier transversal de même couleur. Les flancs sont plus
- jaunâtres, le prozonite paraissant plus clair que le me-
tazonite. Tête fauve; antennes fortement tachées de
ASE <
brun ; pattes fauves; dernier segment et valves anales
presque noires.
Corps élancé, grèle, un peu rétréei derrière la
tète, sans différence de niveau sensible entre le prozo-
nite et le metazonite, assez brillant.
Tête presque lisse, brillante au sommet et Jusque
près de la lèvre qui est finement rugueuse et ornée de
3 +5 fossettes. Sillon occipital aussi fin que le sillon
interoculaire ; ce dernier très net. Yeux subpyriformes.
écartés d'environ deux fois leur grand diamètre, com-
posés de 3 ocelles très petits, mais distincts, en 7
rangées {4.9.6.6.5.3). Antennes assez longues, attei-
enant le bord du quatrième somite, faiblement épaissies
à l’extrémité, vêtues de soies courtes et peu denses ;
4 (?) batonnets à l'extrémité.
Le premier segment (fig. 148) est à peu près lisse
et brillant; les côtés sont arrondis, sans traces dangles;
le bord antérieur est droit (non échaneré AE bord J pos-
térieur est un peu concave; la surface est labourée de
quatre stries larges, la marginale non comprise. Sur
les segments du tronc, prozonites et metazonites ont la
même sculpture, c'est-à-dire que, sous la loupe, ils ap-
paraissent extrêmement finement, presque indistincte-
ment, et densément striolés longitudinalement. Au des-
sous des pores, les téguments sont un peu plus bril-
lants que sur le dos, la suture est pontuée. Les stries
longitudinales sont fines. elles ne sont entières qu'à une
certaine distance du pore. Celui-ci est assez grand et
s'ouvre à mi-hauteur des flancs et à moitié environ du
metazonite. Le dernier segment (fig. 149) est cuireux,
E fortement en arrière ; son bord postérieur est lar-
gement ogival, présque arrondi, il est un peu déprimé
de chaque côté de la ligne médiane donnant ainsi nais-
sance à une carêne indistincte dans le quart postérieur
du somite. Les valves sont peu saillantes, três globu
leuses jusqu'au bord libre qui est caréné, le rebord
marginal résultant d'une impression (ou sillon large) à
contours arrêtés. Ecaille ventrale courte, à bord pos-
térieur un peu anguleux.
OE A ic is ic ço
— 135 —
Pattes assez courtes.
Joues du male un peu épaissies inférieurement.
Pattes copulatrices (fig. 150 à 153) proportionnellement
plus étroites que chez les espèces précédentes. Patte
antérieure à bord externe presque droit juqu’a mi-hau-
teur, brusquement rétréci à ce point, formant ensuite
un lambeau apical long et étroit, qui dépasse de beau-
coup la pointe du lambeau postérieur. Le bord inter-
ne de la patte postérieure ne porte que quelques rares
(6 a 8) dentelures ; les lanières du lambeau apical. sont
longues sur l’arète antérieure, et courtes en arrière.
La femelle est inconnue.
Argentine : Buenos-Aires.
Pseudonannolene patagonica, n. sp.
(PL VI fig. 1604-169)
Femelle : longueur 47 mill.; diamètre 2.40 mill. ;
60 segments ; 109 paires de pattes; 2 segments apo-
des. Carmen de Patagones.
Coloration noire sur le dos et brun-rouge dans les
flancs ; au bord postérieur des somites une étroite bande
jaune vif; extrémités du corps brun-rouge très foncé
ou noir; pattes ocracées. Corps grèle, assez élancé,
un peu rétréci derrière la tête. Les metazonites sont
très faiblement surelevês; les téguments sont assez
brillants ; ils ne sont pas lisses, ils présentent un grain
aplati microscopique, qui n’est reconnaissable qu'à un
fort grossissement.
Téte presque lisse, assez brillante; lèvre faible-
ment rugueuse, très peu échancrée, avec 3+3 fosset-
tes rapprochées; sillon très fin, non déprimé, se per-
dant en avant dans un sillon interoculaire extrème-
ment fin. Yeux subpentagonaux, écartés d'environ 1 1/2
fois leur grand diamètre, composés d'environ 43 ocel-
les petits mais très distincts en 7 rangées presque
droites (8.11.10.8.7.6.3). Antennes longues, atteignant
le bord postérieur du cinquième somite, vètues de sotes
peu denses et très courtes; 4 bâtonnets à l’extremité.
7. X . .+ Eta, AA APN ao do CREME RTE DO er
> a ne LP
. Ea by
. E
— 136 —
Le premier segment (fig. 160)° est parsemé de
strioles vagues; il est un peu globuleux latéralement et
enveloppant; les côtés sont taillés en angles arrondis,
le bord antérieur est faiblement échancré à la hauteur
des yeux et un peu convexe au dessous; le bord pos-
térieur nest pas convexe, il est taillé obliquement
avant l’angle, de sorte que le niveau de langle cor-
respond a la moitié du segment; on compte de cha-
que côté environ 3 stries assez larges et profondes.
Les prozonites du tronc présentent dans leur moi-
tié antérieure de très petites ponctuations brillantes
qui permettent seules de reconnaitre les stries concen-
triques, car celles-ci sont obsolètes; dans la moitié pos-
térieure le prozonite est indistinctement striolé. La su-
ture est un peu étranglée et nettement ponctuée. Sur
le metazonite, les strioles sont plus denses et plus ac-
centuées que sur le prozonite ; les stries longitudinales
sont assez nombreuses et fines, elles remontent jus-
qu'à peu de distance du pore, qui s'ouvre à mi-hau-
teur environ des flancs et à moitié du metazonite,
juste à la limite entre la coloration noire du dos et la
coloration brun-rouge du ventre. Le bord postérieur
du dernier segment (fig. 161) est presqu'entitrement
arrondi, ou indistinctement anguleux, et recouvre, sans
le dépasser, langle supérieur des valves ; sa surface,
lisse à la base devient graduellement cuireuse et, sur
le dos, son bord postérieur est déprimé et canelé lon-
gitudinalement. Les valves anales sont presque lisses,
avec quelques strioles cependant, courtes, très globu-
leuses jusqu'au bord qui est très finement marginé; le
rebord est plus saillant que la convexité des valves. L’é-
caille ventrale est courte, large, à bord postérieur pres-
que transversal. Lames ventrales nettement striées trans-
versalement. Stigmates punctiformes.
Pattes médiocrement allongées.
Les pattes copulatrices (fig. 162 à 165) sont pro-
portionellement courtes et arrondies, en même temps
qu'un peu globuleuses; la face interne est pourvue de
nombreuses dents. Le lambeau apical de la patte an-
x
À
4
RP ges
Led site
tee ee
=
PS
— 137 —
térieure est étroit et long, il représente le tiers de la
_ longueur totale de la patte; l'extrémité est arrondie,
c’ést-à-dire sans prolongement épineux; le bord interne
présente près de la base quelques cils courts. Le lam-
beau apical de la paire postérieure est de moitié moins
long que l’autre, arrondi, son bord postérieur forme
une forte dent émoussée.
La femelle est inconnue.
Argentine: Carmen de Patagones.
Fam. Spirostreptidee
Pocock, 1593
Les caractères des Spirostreptides sont assez connus
pour que nous n'ayons pas à les énumerer.
En ce qui concerne le Gnathochilarium, il suffit de
renvoyer le lecteur à la thèse du Dr. von Rath (von Rath
N. 86), où l’on en trouvera une description détaillée.
A l'égard des pattes copulatrices, dont Voges (Vo-
ges N. 7x a) a donné une description, il est bon de
relever certaines interprétations de cet auteur qui sont
erronées. Voges compare la première paire à un cy-
lindre aplati d'avant en arrière, et fendu longitudinale-
ment; jusqu'ici rien de mieux. Mais il considere ce
cylindre comme constitué par la fusion des deux pièces
qui sont connues chez les Julus palarctiques pr. dits
sous la dénomination de «patte copulatrice antérieure»
(ou lamina antérior) et «lame antérieure de la patte
copulatrice postérieure» (ou lamina media); ceci n'est
pas exact. Nous savons par les travaux du Dr. Ver-
hoëff que la lamina media appartient positivement a
la patte copulatrice postérieure ; si donc l'interprétation
de Voges était exact, il faudrait supposer que la /a-
mina media s est séparée de la patte postérieure pour
s'unir à la patte antérieure.
Cette supposition, outre qu’elle n’est guère proba-
ble, est contredite par le fait suivant. Chez un jeune
de Spirostreptus (Alloporus) setiger, dont nous avons
— 158 —
figuré l'organe copulateur (fig. 176, 177), nous voy ons
que la patte antérieure, au lieu Waffecter la forme d'un
cylindre, est complètement étalée et que son lambeau
antérieur (la) est déplié sur le côté externe du lambeau
postérieur (lp); la face antérieure de la patte antérieure
est simplement évidée pour servir de logement à la
patte postérieure (PP), qui est rudimentaire. lly a done
lieu d'admettre que le lambeau antérieur n’est qu’un dé-
veloppement latéral du lambeau postérieur qui se trouve
replié en avant chez l'adulte, et que les deux la:ibeaux
appartiennent bien à la même patte, qui est l'homoiogue
de la patte antérieure seule des Iulides d'Europe.
Avant de passer à la patte postérieure, nous vou-
drions encore attirer l'attention sur le talon chitineux
qui existe à la base externe de la patte antérieure (tn).
Ce talon de forme grossièrement triangulaire est cons-
titué par deux feuillets fortement reliés Pun à l’autre
par des muscles et par d’épaisses membranes; l’un de
ces feuillets, l’externe, fait partie de la patte postérieure ;
l’autre, le feuillet interne, appartient à la patte anté-
rieure. Lorsque l’animal n'est pas adulte fe. 176
177), ce talon, au lieu d'être relevé sur Je côté de
l'organe, plonge dans l'intérieur du sac copulateur.
Cette position jointe au fait que c'est sur ses bords
que sinsérent les membranes du sac copulateur, pour-
rait faire supposer que cette pièce est l'homologue de
la hanche; mais ce point demande une investigation
plus attentive. La rainure séminale qui parcourt dans
toute sa longueur la patte postérieure, semble aboutir
entre les feuillets du talon; et ce qui donne une cer-
taine vraissemblance à cette supposition, c'est que, sur
la figure 220 (Sp. semicincius), nous avons trouvé
dans ce voisinage le tronçon d’un canal, (prost) qui
pa ètre l'équivalent du canal prostatique des Zulus.
S'il en était ainsi, l’éjaculation du sperme par la rainure
s’expliquerait fort bien par la présence des muscles qui
relient les deux feuillets du talon.
La seconde paire de pattes copulatrices, que nous
dénommons «paire postérieure», et qui a été considérée
air +: Lise sl anse) de
Eid nd
— 139 —
comme telle par Voges, a été appelée «paire antérieure»
par le Dr. Silvestri, qui d’ailleurs n’a jamais donné de
raisons à l’appui. La position de cette paire par rap
port à l'autre — elle est placée en avant de la premiê-
re -— pourrait, il est vrai, créer un doute; c'est pourquoi
nous jugeons utile de justifier notre manière de voir,
A l'état adulte le tronc de cette patte, enveloppé
qu'il est par la paire antérieure, occupe une position
interne. Son prolongement basilaire, qui concourt à
constituer le talon, en occupe la face externe, il est vrai ;
mais si l’on considère que, à l'état immature, le talon
nest pas redressé et fait simplement suite à la patte, on
reconnaitra que la patte postérieure prend naissance à la
ace interne du talon, et qu'elle se trouve par conséquent
occuper une position interne par rapport aux autres
pattes (antérieures-externes). Or, comme la lame ventrale
(qui chez les Iuloides relie les pattes de la paire anté-
rieure) est adhérante aux pattes externes et n’a aucune
connexion avec les pattes internes, on en est amené à
conclure que ces derniérs sont bien les homologues des
pattes postérieures des Rhinocricus et dos Zulus.
D'ailleurs c'est en général dans la patte postérieu-
re que se trouve la rainure séminale chez les luloides,
et cette considération nous semble avoir une importance
décisive dans le ces aes Spirostreptus.
Nous disons «en général» parceque le fait est rien
moins que prouvé pour les Pseudonannolene ; mais si
ceux-ci forment une exception, on pourra peut-être la
considérer comme un perfectionnement et un achemi-
nement vers la disposition des Polydesmides, chez
lesquels la patte antérieure du Te somite est seule mo-
difiée en vue de la reproduction.
C'est ici le lieu de corriger l'erreur dans laquelle
nous sommes tombé (Brolemann N. OOf) en signalant
l'absence, chez les Spirobolides et les Spirostretides, de
certains caractères sexuels secondaires tels que l’apo-
physe des joues du male. Pour ce qui est des Spiro-
bulos-Rhinocricus, rien n'est venu jusqu'ici modifier
notre opinion. Par contre, chez les Sprrostreplus, nous
ERA QUES
verrons au cours des descriptions qui suivent que ces
prolongements existent, souvent rudimentaires (Sp. sebas-
tianus, fig. 209, semicinctus, fig. 217, etc.), mais parfois
aussi bien développés (Sp. (Alloporus) setiger, fig. 170).
Genre SPIROSTREPTUS BRANDT, 1833.
De nombreuses divisons (environ 25 genres nou-
veaux) ont été découpés dans l’ancien genre Sperostre-
plus par les auteurs qui attachent une importance ca-
pitale aux caractères des téguments. Quelques uns pour-
ront probablement être conservés, mais la majeure partie
devra certainement disparaitre lorsque l’analyse des or-
ganes copulateurs aura été plus soigneusement faite.
Pour les besoins du présent travail, nous n’avons
conservé que le seul genre Spirostreptus, que nous avons
partagé en plusieurs sous-genres.
Le genre Alloporus a été créé par Porat en 1872
pour des espèces africaines et a été caractérisé essen-
tiellement par la présence d'un pore sur le 5.º somite ;
il na été donné depuis lors aucune figure de pattes
copulatrices permettant de juger des différences ou des
affinités des Alloporus avec les Spirostreptides. Or,
comme les deux espèces offrant des pores sur le 5.º so-
mite decrites ci-aprés ont des pattes copulatrices de
formes trés differentes, nous doutons que cette division
soit destinée à survivre dans la faune brésilienne. Néan-
moins, ne voulant pas préjuger de l'avenir, et respectueux
de loeuvre des entomologistes qui nous ont precedé, nous
conservons provisoirement cette appellation. Nous remar-
querons encore que la seule espèce brésilienne d’ Alloporus,
Alloporus longicornis, créée par Porat n'est certaniment
pas un Sprrostreptus ; le nombre des fossettes de la lèvre
supérieure, les dimensions, tous les détails de la diagnose
indiquent qu'il s’agit d’un Pseudonannolene. _ On ne peut
toutefois pas remplacer le nom de Silvestri par celui de
Porat, parceque le genre Alloporus a été créé, comme
nous l’avons dit, pour des formes africaines dont, encore
une fois, les caractéresessentiels sont inconnus.
n°
A
a
A
2*
o
s
(ah
Ea TBE fe
Est-ce à dire que le genre Spzrostreptus ne doive
pas être fractionné? nullement. Les espèces de Spi-
rostreptus veritables (c’est-à-dire autres que les Allopo-
rus) que nous allons passer en revue, peuvent se divi-
ser en * groupes, suivant les particularités de structure
de la patte copulatrice postérieure.
La patte en question est constituée essentiellement
par une longue tigelle parcourue par la rainure semi-
nale. Cette tigelle, enveloppée à sa base par la patte
antérieure comme d'une gaine, présente, au point ou
elle se dégage de sa gaine, une forte courbure qui en
renverse l’extremité le long du bord externe (1) A peu
de distance de cette courbure la tigelle est souvent
étranglée, ou entaillée, ou tordue, et au delà elle s'accom-
pagne genéralement d'un rameau, d'un feuillet, ete, pour
se terminer par un flagellum graduellement aminci, dont
l'extrémité est souvent divisée en deux petites pointes
divergentes, três courtes et três tenues. La rainure
seminale parcourt tout le membre, de la base à la pointe,
mais à hauteur du point ou la patte est échancrée ou
tordue, elle presente toujours (jusqu'ici tout au moins)
une sinuosité, soit qu'elle forme un angle arrondi, soit
quelle contourne le membre, etc. Cette sinuosité, que
nous désignons par le ter ne de «Sinus de le rainure»,
a une grande importance. Si nous examinons une patte
postérieure de Rhinocricus (par ex. fig. 234), nous
voyons que le sinus correspond précisément à l’articu-
lation de la patte; nous en concluons que, chez les
Spirostrepts, le sinus de la rainure indique l’emplace-
ment d'une articulation dont l’étranglement ou la torsion
de Vorgane ne sont que le dernier vestige.
Ceci dit, nous remarquons que, chez Sp. ventralis,
perfidus, lheringi et subsericeus, la patte copulatrice
postérieure est nue, dépourvue de prolongement, jusqu'au
sinus de la rainure; nous les désignons sous le nom
de Gymnostreptus. Par contre, chez les Sp. enterru-
(1) Cette particularité pourra peut-être servir à différencier les Spirostreptus de
certains « Odontopyge » d'Arrique, chez lesquels la courbure est inverse et l'organe est
replié à l'interieur.
— 142 -
ptus, sebastianus, perlucens, semicinctus et flavofas-
ciatus, la patte émet un prolongement immédiatement
avant le sinus de la rainure; nous donnons le nom de
CLADOSTREPTUS à ce groupe. Ces deux groupes constitue-
ront deux sous-genres nouveaux qui, si le besoin s’en fait
sentir par la suite, pourront étre erigés en genres.
Outre le caractére essentiel sur lequel nous basons
ces divisions, nous en trouvons d’autres, de moindre
valeur, qui confirment le premier ; en voici quelques uns:
Gymnostreptus: Espèces de taille généralement
grande; le bord postérieur du premier segment est
échancré dans les côtés et langle postérieur fait saillie
en arrière; les stries concentriques du prozonite des
somites sont généralement nombreuses ; etc.
Cladostreptus : espèces de taille parfois très grande,
mais généralement moyenne ou petite ; le bord postérieur
du premier segment est droit ou simplement oblique et
l'angle post'rieur n'est nullement en saillie; les stries
concentriques sont ordinairement peu nombreuses ; etc.
Le Sp., flavofasciatus, que nous rattachons à ce
groupe, presente cette particularité d’avoir la patte co-
pulatrice postérieure coudée deux fois au dela du sinus
de la rainure, et d'avoir les valves anales épineuses aux
angles inférieurs aussi bien qu'aux angles supérieurs ;
peut-être y aura-t-il lieu d'isoler cette forme.
Dans ce mème sous-genre nous classons provisoi-
rement le Sp. patruelis, le Sp. filum, le Sp. dorsos
triatus et le Sp. angustifrons, dont les femelles seules
sont connues.
Nous créons enfin, sous le nom de SCAPHIOSTREPTUS,
un autre sous-genre dans lequel rentreront les Sp. fus-
cipes Porat, Sp. rostratus Voges, Sp. clathratus Voges,
Sp. Montezumae Humbert (sec. Voges), Sp. poculifer
Silvestri, etc. La patte copulatrice postérieure de ces
espèces offre cette particularité d'émettre, au delà du
sinus de la rainure séminale, un prolongement lamellaire
épanoui, un peu concave, à bords plus ou moins arron-
dis, offrant quelqu'analogie avec une coupe, du fond
duquel se détache un petit flagellum court et grèle.
ORNE NT TE
— 143 —
Nous ne savons si cette structure s'accompagne de ca-
ractéres externes fixes, ceux-ci étant difficiles à déduire
des descriptions de Voges ou de Silvestri; toutefois nous
pouvons dire que le fuscipes appartient, comme on le
verra du reste, aux Jmmucronate heteromorphi de
Karsch.
Sous-genré ALLOPORUS Forat, 1872
Spirostreptus ayant un pore sur le 5.º segment.
Spirostreptus (Alloporus) prineeps, 7. sp.
CPE EL ties 166 2469)
Femelle : longueur 125 mill.; diamètre 9 mill.; 52 se-
ements; 99 paires de pattes; 1 segment apode. Santa Rita.
Male: longueur 141 mill.; diamètre 11.70 mill.; 53
segments; 99 paires de pattes; 1 segment apode. Santa Rita.
Coloration bistre, blanchatre vers le ventre, avec les
metazonites brun-rouge três foncé finement ourlés de rou-
ge poré ; tète marron ; dernier segment brun cendré; pat-
tes bistres ou ocracées ; une ligne de ponctuations noi-
res accompagnent les pores. Corps assez ramassé, un peu
aminci en avant; le ventre un peu, aplati dans les pre-
miers segments; en arrière le corps est rétréci par com-
pression latérale. Dans son ensemble, cette espece res-
semble beaucoup au Spirostreptus angustifrons dont
elle se distingue cependant par de nombreux détails.
Tete presque lisse ou vaguement cuireuse; lèvre
lisse et brillante, à échancrure profonde, arrondie, sur-
montée de 2 — 2 fossettes très rapprochées; sillon oc-
cipital très fin mais net, se perdant dans une vague
dépression interoculaire. Yeux petits, en triangle étroit
et aigu vers le sommet de la tête écartés d'environ 2
fois leur grand diamètre, composés d’ocelles petits mais
distincts, au nombre de 44—45 environ en 5 rangées
anguleuses (14.12.9.6.3.—14.13.11.6.2) Antennes lon-
gues, dépassant le deuxiéme segment, nullement ren-
tlées ; proportion des articles: 1. article À mill.; 2°.
art. 2.90 mill.; 3° art. 1.90 mill.; 4° art. 1.80 mill. ;
= att. 1290 mill; 6G°art. 1:20: mill); T° et 8° art. en-
144 —
semble 0.30 mill.; total 11 mill. Le 5º et le 6º portent
à l'extrémité distale, en dessus, la fossette en croissant
usuelle ; le dernier est muni de quatre petits batonnets
courts, coniques, écartés les uns des autres. La Joue est
étroite, on peu anguleuse à langle inférieur. |
Le premier segment (fig. 166) est faiblement en-
veloppant, conique, c'est à dire élargi en arriére. Sa
surface est lisse et brillañte avec une striole isolée de-
ci de-la. Le bord antérieur est droit ou indistincte-
ment échancré à la hauteur des yeux; Vangle anté-
rieur est arrondi; le bord latéral est faiblement arqué,
presque tronqué; l’angle postérieur est droit, émoussé ;
le bord postérieur n'est pas échancré. ou l’est très peu.
Les côtés sont labourés par deux sillons larges, mé-
diocrement profonds, en plus du sillon marginal. Sur
les quatre segments suivants, le bord postérieur est
tres faiblement échancré sur la ligne dorsale. Sur les
somites du tronc, le prozonite est marqué de strioles
concentriques três fines un peu anastomosées, qui occu-
pent sa moitié antérieure environ; l’autre moité est fi-
nement et densément striolée, presque un peu rugueu-
se, et marquée, mais à partir des flancs et sous le ven-
tre seulement, d'une strie concentrique flne séparée des
autres; les stries concentriques se rapprochent de la
suture sous le ventre, mais elles n’y sont guère mieux :
marquées qu'ailleurs. La suture est fine, non étran-
glée, crénelée, un peu déviée à la hauteur du pore. Le
metazonite rappelle beaucoup celui du Sp. angustifrons;
comme lui, il est marqué de plis vagues nombreux,
qui s’effacent vers l'arrière du corps. Les stries longi-
tudinales sont fines, complètes, mais ne remontent jus-
qu'au pore que sur les somites antérieurs. D'ailleurs
le pore est bas dans les flancs, au premier tiers envi-
ron du metazonite ; il est très petit. Le dernier seg-
ment est très finement rugueux, mat, court; son bord
postérieur est taillé en angle très ouvert, dont la poin-
te émoussée atteint, sans le dépasser, langle supérieur
des valves. Celles-ci (fig. 167) sont également très fi-
nement rugueuses, très saillantes, assez globuleuses à
AT TE
la base et sur la moitié de leur surface, comprimées
sur l’autre moitié ; le bord est simplement aminci sans
bourrelet distinct. L’écaille ventrale n'est bien décou-
verte que parce qne le segment précédent est échan-
crè anguleusement sous le ventre; son bord postérieur
est faiblement anguleux sur la ligne médiane. Les lames
ventrales sont lisses. Les stigmates sont accompagnées
d’une impression en gouttière plus longue que large.
Pattes médiocrement longues (environ 9 mill.), gla-
bres, mais avec quelques soies épineuses sous le dernier
larse.
Chez le mâle, les joues (fig. 166) sont un peu
plus larges que chez la femelle, plus épaissies à l'angle :
inférieur. Le premier écusson est un peu plus descen-
du dans les côtés ; langle antérieur est moins arrondi.
Tarses munis de pelottes. Le bord libre du 7° somite
forme sous le ventre une petite arète aigue à peine
saillante. Pattes copulatrices (fig. 168) du type Spt-
rostreptus. Lame ventrale peu développé, 4 angle ar-
rondi. Patte antérieure élancée ; le lambeau antérieur
est très étroit un peu plus de sept fois plus long que
large, à bords faiblement sinueux, à extrémité arrondie
un peu déviée intérieurement. Le lambeau postérieur
est un peu plus large et beaucoup plus long ; son bord
interne, épaissi, forme un pilier dont le sommet arron-
di n'atteint pas la moitié de l'organe ; l'extrémité, qui
dépasse de beaucoup le lambeau antérieur, est large-
Ment dilatée, auriculée, elle est armée latéraiement
d'une épine courte et robuste. La patte postérieure
(fig. 169) est três longue; à la hauteur du sinus de la
rainure, ‘a. présente un lambeau court bilobé; au
delà elle s'épaissit un peu, puis elle est complètement
repliée sur elle-même formant un coude longuement
prolongé en épine aigue cintrée en faucille; à partir
du coude, elle s’anincit graduellement en s'enroulant
deux fois sur elle-même. La patte postérieure repose
sur une poche trachéenne courte, étranglée d'abord,
puis élargie en spatule un peu arquée.
Sao Paulo: Santa Rita.
— 146 —
Spirostreptus (Alloporus) setiger, 7%. sp.
(Pi VAL fig: 140520178)
Wie Sa o en EE
Sirota tcp = | To ls 2
Be Vo .O|DoV|anSios à
Sexe [PO A|ASE|aTmElScelse PROVENANCE _
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AIR Ss DIA, A)
Alto da Serra, 1896
Itapetininga, Janvier 1897.
Alto da Serra, 1896:
Male. .| 49— | 4.30 |. 59 | 111 1 | Corqueira Cesar, Decem-
bre 1896.
= Ra 4. 55 108 1 | Bahia, 8 Aout 1896.
So Go—.| 5.10") 52 97 1
Coloration cendrée (? probablement noire ou brun
noir sur le vif), avec les metazonites fauves bordés
portéricurement de rouge doré. Parfois on distingue
Seay CE
une bande fauve ou jaune, qui court du premier jusqu’au
dernier segment; elle est assez nette antérieurement,
elle perd de sa netteté et même s'efface presque com-
plètement sur le tronc, puis elle devient de nouveau très
franche sur les derniers segments, le dernier étant mê-
me généralement mieux marqué que tous les autres;
c'est chez les jeunes que cette bande est le plus net.
Parfois aussi la suture transversale s'accompagne sur
le dos d'un trait transversal jaune d'ocre. Lèvre supé-
rieure et bourrelet des valves fauves ; antennes noires ;
pattes brun-rouge plus ou moins clair.
Corps élancé, un peu rétréci dans la partie anté-
rieure ; face ventrale comprimée dans les 6 ou 8 pre-
miers somites.
Lavre lisse ou un peu plissée, avec quatre fossettes
punctiformes rapprochées ; le reste de la tête est lisse
et brillant ; sillon court et trés fin, parfois compléte-
ment obsoléte. Yeux subtriangulaires allongés, aigus
vers le sommet de la tête, écartés d'environ 1 1/2 ou
2 fois leur grand diamètre, composés d'environ 42—46
ocelles .petits, distincts, en 6 ou 7 rangées (10.9.8.7.5.3
—5.0,9.8.7.9.9). Antennes longues (Femelle 5 mill.,
Male 3.50 mill.), atteignant ou dépassant le bord pos-
térieur du troisiéme somite; le dernier article porte 4
batonnetes coniques courts.
Premier segment (fig. 170 à 172) finement pon-
ctué, luisant, un peu enveloppant, mais ne dépassant
guére le deuxiéme segment chez la femelle. Le bord
antérieur est échancré au dessous des yeux, les côtés
sont tronqués-cintrés ; chez la femelle les angles sont
subégaux, arrondis; les côtês sont labourés deux stries
(outre la strie marginale), dont Vinterne est la plus
longue et un peu écartée de l’autre; ces stries sont
parfois três profondes. Le second somite est concave
sous le ventre.
Sur les segments du tronc, le prozonite est plus
ou moins striolé longitudinalement, mais non ponctué ;
la partie antérieure, occupée par une dixaine de stries
concentriques, représente environ les 2/3 du prozonite.
— 143 —
Le metazonite est ponctué-cuireux, et méme parfois un
peu rugueux sur les premiers et les derniers segments ;
les stries longitudinales sont fines sous le ventre, elles
remontent jusqu'au pore, mais les 3 ou 4 stries “qui se
trouvent immédiatement au dessous de lui sont brisées ;
de même on voit quelques amorces de stries au dessus
du pore le long de la suture. La suture est très mar-
quée ; elle est ponctnée, plus densément et plus faible-
ment sur le dos que dans les côtès et sous le ventre ;
les ponctuations servent d'amorce aux stries. Les pores
sont três petits ; ils s'ouvrent environ au premier tiers
du metazonite et un peu au dessous du milieu des
flancs. Le dernier segment (fig. 173) et les valves ana-
les sont densément ponctués. Le bord postérieur du
dernier segment est anguleux, en angle obtus à pointe
arrondie, et ne recouvre pas l’angle supérieur des val-
ves anales. Celles-ci sont eine na saillantes, assez
globuleuses à la base; le bord est comprimé plus ou
moins largement mais sans être ni accompagné d'un
sillon, ni épaissi en bourrelet. L’écaille ventrale est trian-
gulaire, à Jarge base, à pointe émoussée. Les lames
ventrales sont lisses ou extrêmement finement striolées.
Stigmates triangulaires, petits.
Pattes plus courtes que les antennes (3 mill.).
Chez le male, le bord du premier segment (fig. 170
171) dépasse le 2.º somite; Pangle antérieur est fortement
proéminent, il atteint la pointe des joues ; il est plus ou
moins arrondi, en tous cas beaucoup plus aigu que
chez la femélle, à pointe arrondie. La joue est prolon-
gée en avant et en bas en pointe arrondie. L'ouverture
du septième segment est rectrangulaire et forme de
chaque côté un petit angle saillant. Pattes copulatrices
(fig. 174) du type Spirostreptus. Lame ventrale peu
développée, en arceau à angle arrondi; lambeau anté-
rieur de la paire antérieure environ 3 1/2 fois plus
long que large, faiblement élargi dans la moitié infé-
rieure, terminé en angle étroit émoussé, qui porte de
nombreuses soies plus longues que de coûtume; le
lambeau postérieur est un plus long que le précedent,
DOA DUT TRS DPI ad on a
— 149 —
arrondi à l'extrémité mais avec quelques aspérités aiguës
notamment au bord externe, qui porte deux ou trois
“ dentelures plus fortes, parfois réunies en une épine ; sa
face antérieure est coupée par un fort repli que réduit
Paisselle au stricte nécessaire ; le bord interne du lam-
beau postérieur est épaissi en forme de pilier graduel-
lement aminci, dont la pointe arrondie atteint environ
à la moitié de l'organe. La paire postérieure (fig. 175)
est gréle et relativement courte; elle présente, immé-
diatement avant le sinus de la rainure, un prolonge-
ment spiniforme robuste, aigu ; à la hauteur du sinus,
l'organe est étranglé, au delà il est un peu dilatê, puis
graduellement aminci jusqu’ à la pointe qui est bifur-
quée ; environ à moitié entre la pointe et le sinus, on
. remarque d'un côté une petite dent et de l’autre une
bordure lamellaire denticulée. La poche trachéenne est
courte.
Si l'on ne tenait pas compte du pore du 5.º somi-
te, ce Sprrostreptus devrait rentrer dans le sous-genre
Cladostreptus.
Chez la femelle de Cerqueira-Cesar, la sculpture
des téguments est moins distincte; elle est au eontrai-
re plus accentuée chez celles de Bahia.
Chez un jeune male de 58 segments, et 1 seg-
ments apode, les pattes copulatrices n’étaient pas com-
plètement développées (fig. 175 177). Les éléments sont
bien distincts mais la patte postérieure n'est pas dif-
férenciée, c'est un simple batonnet graduellement amin-
ci et terminé par deux dentelures. Dans la paire anté-
rieure on distingue le lambeau antérieur qui n'est pas
encore replié sur l’autre mais qui porte déjà les soies
caractéristiques de l'adulte ; les dentelures du lambeau
postérieur ne sont pas indiquées. La poche trachéenne
est distincte mais elle n'est pas encore chitinisée. Les
talons des deux pattes plongent dans d’intérieur du
corps au lieu d'étre redressés latéralement.
Nous avons pris la figure 178 sur un tronçon d'un
três jeune individu de Bahia, que nous attribuons à
l'espèce ci-dessus. La le sac copulateur, bienque dis-
MT Oe Eas ms nã oe
tinct, est três peu développé et les bourgeons des pat-
tes copulatrices sont presque à fleur du segment.
Saô-Paulo. Itapetininga Janvier 1897, Belem. Cer-
queira-Cesar Décembre 1896, Alto-da-Serra. Bahia. |
Notre espèce doit être voisine de l Alloporus aime-
ricanus Silvestri qui est plus graud avec plus de seg-
ments, et dont les metazonites sont lisses. <Alloporus
punctidives a également des metazonites 1isses, Notre
Sp. setiger doit aussi être três voisin de Alloporus
crenatus Porat, de Montevideo, mais semble s'en dis-
tinguer par les caractères suivants: le metazonite seul
est sculpté chez setiger, il est plutôt ponctuë que «fi-
nement rugueux»; la suture est faiblement ponctuée
sur le dos et fortement sous les pores; la coloration
est différente ; crenatus est plus élancé que setiger.
Sous-cenre Scaphiostreptus, nov.
D “
Spirostreptus dont la patte copulatrice postérieure
se termine par un feuillet évasé, du fond duquel nait
un flagellum court et grèle. (Chez fuscipes, le sinus
de la rainure est précédé d'un prolongement, mais ce-
lui-ci est court, en tous cas pas comparable à celui
des Cladostreptus; de même, semble-t-il, pour rostra-
tus Voges; par contre, chez clathratus Voge et Mon-
tezuma e Humbert (sec. Voges), ce prolongement pa-
rait manquer).
Spirostreptus (Scaphiostreptus) fusci-
pes Porat, 1888. (PI. VIII, fig. 199 à 203)
(Porat N. 88 C)
E
> 2 © a nm =
- no
Sos |EBS | 23 PROVENAUCE
© to ora to =
A © A Eu os
[es o um
= =
|
|
Femelle 61 113 | 1 | Bahia
o |
x _57 1 105 1 1 Me eM 4h
Male | 73. 61, | asia oe
> | 75. 57. | 407 | 1 | Bahia
= BD: 2
DD 101 | &
Coloration brun noir, avec la plus grande partie du
premier segment, les prozonites, le dernier segment et
les valvês brun-roux ou fauves. Pattes brun-bistre plus
ou moins annelées de clair aux articulations. Corps
élancé, un peu rétréci en arrière de la tête, aplati sur
la face ventrale dans les premiers segments; lisse et
brillant.
Lèvre faiblement échancrée, grossièrement rugueu-
se, les rugosités s’effaçant progressivement et laissant
le front, entre les antennes, parfaitement lisse et bril-
lant ; sillon occipital très peu marqué, très court. An-
tennes (Femelle) assez longues (6 mill.), dépassant le
bord postérieur du deuxième segment; articulées à
fleur de tête; un peu moniliformes; quatre batonnets
tactiles à l'extrémité. Yeux pyriformes allongés, écar-
tés d'un peu plus d'une fois leur grand diamètre, com-
posés d’ocelles très petits, un peu aplatis mais distincts,
au nombre de 72 environ en huit rangées (13.13.12.
11.9.6.5.3).
Premier segment (fig. 199) presque lisse. assez
brillant; bord antérieur droit au milieu puis, à partir
des yeux, infléchi en avant, c’est a dire concave, et
formant chez le male adulte un angle antérieur étroit
à pointe émoussée, plus aigu que langle postérieur
qui est arrondi; chez la femelle (fig. 200) (et chez un
jeune male) le bord antérieur à peu près égal à Tan-
gle postérieur. Dans aucun cas le bord postérieur n'est
échancré. La surface porte 5 à $ stries plus pu moins
régulières, dont 3 ou 4 sont généralement entières.
Sur les segments du tronc, le prozonite est mat
et le metazonite brillant. La partie emboitée du pro-
zonite est marquée de stries concentriques dont la der-
mère est voisine de la suture; la zone dépourvue de
stries concentriques est extrêmement finement cuireuse
ou ponctuée. Le metazonite, lisse à l'oeil nu, apparait
extremement finement ponctué sous la loupe, les pon-
ctuations étant plus clairsemées que sur la partie pos-
térieure du prozonite ; la suture est fine, moins accusée
sur le dos que dans les flancs, elle est jalonnée de pon-
— 152 —
ctuations qui gagnent en longueur et en profondeur
vers le ventre ou elles servent d'amorces à autant de
stries longitudinales. Les stries prennent immédiate-
ment au dessous du pore. Celui-ci est bas dans les
flancs, petit, et débouche à moitié du metazonite. Le
dernier segment (fig. 201) est un peu moins lisse et
moins brillant que les metazonites du tronc; son bord
forme un angle très ouvert à pointe arrondie, à sur-
face cuireuse, ne recouvrant pas l’angle supérieur des
valves anales ; il est précédé d’une vague dépression
transversale. Les valves sont médiocrement saillantes,
très globuleuses jusque près du bord, qui est épaissi en
bourrelet et séparé du reste par une dépression étroite
dont le fond est rugueux. Ecaille ventrale à bord pos-
térieur faiblement arqué, très courte. Lames ventrales
non striées, ou indistinctement striolées transversale-
ment. Stigmates trigono-punctiformes.
Pattes assez longues (4.90 mill.), au nombre de
101-113 paires.
Tarses du mâle avec des ventcuses formant une
pointe qui dépasse l'extrémité distale de l'article. Pat-
tes copulatrices (fig. 202-203): lame ventrale de la pre-
miere paire peu dévelopée, en arceau étroit. 1, ambean
anterieux de la paire antérieure quatre fois plus long que
large, bord externe un peu concave au milieu, bord interne
convexe à la base, concave au milieu, bord interne est
échancré, l'angle externe est arrondi, bulbeux. Lam-
beau postérieur d'un tiers plus long que le précédent,
la gement dilaté et arrondi en disque, sous lequel s’in-
serre une dent très robuste et aigue, saillante exféri-
eurement. Patte postérieure courte, la partie basilaire,
en deçà du sinus de la rainure, est plus longue que la
partie terminale. au delà du sinus; le sinus saccom-
pagne d’une forte dent aigue; immédiatement après, le
tronc principal est bifurqué, l’une des branches est
brusquement tronquée et l’autre est dilatée, lamellaire
à bords arrondis ; de la concavité de ce feuillet se dé-
tache un flagellum court, qui ne dépasse pas le bord
du feuillet.
tenue À DN Sd so 0 à À +
Bahia, 8 Aott 1896.
Nous connaissons un male immature chez lequel
les pattes copulatrices sont au stade intermédiaire, et
le premier segment a une forme intermédiaire entre
celle du male adulte et celle de la femelle; les tarses
ne sont pas encore pourvus de ventouses.
Cette espèce doit être voisine de l Orthoporus pun-
ctatissimus Silvestri, de Cayenne, dont elle diffère par
la forme du premier segment e de Vécaille ventrale,
par certains détails des pattes copulatrices ete.
Sous-geure GYMNCSTREPTOS, nov.
Spirostreptus dont la patte copulairice postérieure
ne présente aucun prolongement avant le sinus de la
rainure ; cette patte se termine généralement par une.
tigelle graduellemente amincie, qui peut cependant pré-
senter des développements quelconques sur son parcours.
Fermes ordinairement grosses, dont le premier somite
a le bord postérieur échancré et l’angle postérieur sail-
lant en arriére.
Spirostreptus (Gymnostreptus) perfidus
(n. sp.) o
(PL VIII, fig. 183 a 185)
Femelle.| 77.
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3.0/2 45298 DPnQlo gs
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Femelle.| 84.—| 7.— | 49 89 1 | Alto da Serra, 1896.
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> 26.—| 2.70 | 39 61 5
6.50 | 50 | 91 4 | Raiz da Serra.
— 154 —
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> 75) 6200 47 87 il
> herd 6.— | 246 ? 85 al
Male. .| 44.—| 3.99 48 85 3 | Belem.
> O20 em NT mm 47 87 1
Jaune docre plus ou moins olivatre; une bande
étroite au bord postérieur du premier segment, et la
région dorsale des metazonites entre les pores brun-
rouge foncé ou brun olivatre, exception faite pour le
dernier segment qui est entièrement jaune d’ocre, com-
me les valves. Les somites sont en outre étroitement
ourlés postérieurement de rouge doré. Les flanes, à
partir de la ligne des pores, sont souvent plus clairs,
parfois entitrement bistres. Pattes jaunes ternies de
brun. (Sur des individus dont la coloration a souffert
par suite d’une conservation défectueuse, le jaune d'o-
cre du fond peut passer au gris jaune, au bistre gris,
au blanchätre, etc; mais les parties foncées subsistent
à peu pres intactes).
Corps robuste faiblement rétréci en arrière du
septième segment (la différence de diamètre est envi-
ron de 0.30 mill.), médiocrement élancé.
Tête lisse et très brillante, faiblement ponctuée dans
| — 155 —
| le voisinage de la lèvre supérieure, qui port 242 fos-
settes rapprochées en arc de cercle. Incision de la
lèvre supérieure arrondie. Sillon occipital très court,
plus ou moins bien marqué. Yeux écartés d'environ
deux fois leur grand diamètre, en triangle allongé dont
la pointe aigue est tournée vers le front, composés
d'ocelles convexes bien distincts, au nombre de 44-46
environ en 6 rangées (11. 10. 9. 7. 5. 2.—10, 10.
| 8. &. 7. 3.) Antennes courtes, ne dépassant pas la
-. moitié du deuxième segment, plus épaissies et plus mo-
à niliformes chez le male que chez la femelle.
| Premier segment (fig. 183) lisse et brillant, rétréci
dans les côtés. Le bord antérieur est subéchancré à
7 la hauteur des yeux; à partir de ce point le bord anté-
rieur rejoint le bord postéricur en formant une ligne
doucement arquée et subsinueuse, et forme avec lui
une pointo arrondie dirigée vers Varriére et qui dépasse
le niveau du bord posterieur du somite; le bord pos-
térieur est légèrement échancré. Le sillon marginal
détermine un rebord, fin à la hauteur des yeux et al-
lant en s'élargissant vers langle postérieur ; ee rebord
est profondément labouré par un sillon large et profond,
qui peut quelques fois ètre recoupè obliquement avaut
l'angle par d’autres sillons courts et moins accusés.
Deuxième segment concave en dessous.
Le prozonite des autres segments se divise en deux
zones séparées par une très fine arète transversale; la
zone antérieure, qui est toujours recouverte, est lisse et
marquée de 5 ou 6 fines stries concentriques dont 2
) ou 3 sont découvertes sous le ventre ; elles y sont plus
accentuées et se raprochent de la suture sans jamais
“être infléchies en arrière ; J’espace laissé libre en avant
de la suture este marqué de petites cretes longitudi-
nales peu sensibles déterminant des sortes de plis que
_ “Porat a signalés en ces termes dans sa diagnose du
ventralis: «parte anteriore (segmentorum) detecta
«eque ac parte posteriore infra porus longitudinalr-
«ter striata.» La zone postérieure du prozonite et le
metazonite sont finement chagrinés. Ce dernier est
— 156 —
orné dans les flanes et sous le ventre de stries longi-
tudinales qui commencent à peu de distance des pores.
La suture transversale est étroite et profonde, indistin-
ctement crénelée, surtout dans les flanes, ches les
adultes plus nettement chez les jeunes; elle est com-
plète et subsinueuse à la hauteur des pores. Ceux-ci
commencent sur le 6.º somite; ils sont très fins et
s'ouvrent au tiers antérieur du metazonite.
Le dernier segment est bien dégagé, plus faiblement
chagriné que les autres somites; son bord postérieur
est presque transversal, du moins langle qu'il forme
est peu sensible et peu épaissi; il ne recouvre pas Van-
ele supérieur des valves anales. Celles-ci sont tres
saillantes, à profil largement arrondi, faiblement cui-
reuses, três globuleuses à la base; la partie marginale
comprimée est étroite; pas de sillon marginal. L’écaille
ventrale est indistinctement anguleuse, presque trans-
versale, et ne couvre pas langle inférieur des valves.
Lames ventrales finement mais nettement striées trans-
versalement. Stigmates triangulaires ou cuneiformes.
Pattes courtes, plus courtes que les antennes.
Le male porte sous le premier et le second tarse
des pattes ambulatoires un coussinet ou ventouse pale,
occupant la moitié distale de Particle ; lersque la patte
est desséchée, cette ventouse se creuse parfois en gout-
tière.
Pattes copulatrices (fig. 184 - 185). Lame ven-
trale très allongée, en pointe étroite dépassant le pre-
mier tiers de l’organe. Lambeau antérieur de la paire
antérieure subrectangulaire, plus de quatre fois plus
long que large, un peu élargi et arrondi à la base in-
terne ; lambeau postérieur terminè par une arète trans-
versale très accidentée, présentant une protubérance
arrondie à l’angle interne, un pli très accentué an cen-
tre et une pointe saillante en bec de broe à l'angle
externe. La patte postérieure est très longue et gra-
duellement amincie. A peu de distance de Vaisselle
(point ot la paire postéricure se dégage de la paire
antérieure, et qui correspond à une courbure accentuée
4
ow TE q de. D Wo Wa NE a
SCR O ee
7
Be gee
de la patte postérieure), la rainure séminale décrit une
forte sinuosité en contournant le membre sinus de la
rainure ; cette courbe, qui existe chez toutes les espe-
ces qu “il nous a été donné d'examiner jusqu'ici, repré-
_sente certainement la trace d'une articulation. De ce
point, sur la face interne, se détache une petite épine
courte. Outre cette épine on ne remarque, sur la par-
tie distale de la patte postérieure, qu'un petit pli sans
particularité, situé environ à moitié entre l’épine et
l'extrémité.
Sao-Paulo: Alto da Serra, Raiz da Serra, Belem.
Parana.
A en juger par la coloration et par quelques au-
tres details, nous aurions volontiers identifié notre per-
fidus avec Pochrurus de Porat, mais cet auteur ayant
classé son espèce dans le groupe des Spirostreptus
ayant «segments prime lobr laterales non sinuate ;
sterna lævra», il ne nous a pas paru possible de le
faire.
Spirostreptus (Gymnostreptus)
ventralis Porat, 1876. (Porat N.º 76 et 88 b)
(Pl. VIIL fig. 186 à 190)
Nombre
oa db Diamétre | Nombre
Sexe en de RE ie ad PROVENANCE
Mill aoe Millimètres| Segments P Fr P
Femelle so, — 6.50 45 8] 1
» 72.— 6.40 45 79 2 Alto da Serra, 18º6.
.
Femelle 86.— 6.80 48 87 1
» 52,— 4.80 48 85 2
> 95.— 7.— 47 85 1 Piquette, Janveir 1897
» 81. — 6.80 47 85 1
» 74.— 6,5U 47 85 1
Femelle 61, — >. 20 48 85 2
> 89 AI 6:40 47 85 1
» 53.— | 5.30 46 81 2 Os Perus, Octobre 1896
> ? 70.— 6.30 ? ? 1
Femelle | 87.— 6.80 55 101 1 Cerqueira Cesar, Décem-
» 75.— 6.40 53 97 1 bre 1896
MMS "EE
= = —— o_o ">
hongueur | Diamétre | Nombre DOR o Rar
Sexe en nines Gel Radio PROVENANCE
Millimètres|Millimètres| Sezments rare p
Mile. 1S.— T— 47 67 1
EM, D+. — 9.20 46 83 2
So 45. — +, — 46 81 3 |
» 19.— 7.— 45 83 1 Alto da Serra, 1596.
» 6).— 6.— 45 83 1
» 46.— 4.20 45 79 3
Mâle. 97.— 7.70 48 89 1
ve 92.— 7.50 48 89 1
52. — .10 18 87 2 ù .
NEA con 47 87 1 Piquette, Janvier 1697.
» 87.— 7.59 47 87 i
» 47.— 4.60 46 81 3
Male. 92, — 7.40 56 93 1
Bi 38.— 3.70 46 79 4
» 36. — 3.50 43 73 + Os Perus, Octobre 1596.
> ? d4.— 5.20 ? rd 2
Mâle. . 90,— 7.20 ot 101 eh Cerqueira Cesar Décem-
DD pai io 67.— 6.— 53 95 3 bre 1896
Male. .| 28-— pes 47 | 75 7 | Cubatão
; |
Identique au perfidus comme taille, nombre de
segments, coloration ; quant aux différences de sculptu-
re et autres, elles sont siminimes qu'on ne peut les
saisir qu'en comparant entre eux des échantillons des
deux espèces; nous donnons ci dessous quelques une
de ces caractères differentiels, tout en faisant observer
qu'ils ne sont pas constants.
Chez ventralis les segments sont un peu plus ru-
gueux que chez perfidus ; ce n'est toutefois pas le cas
pour les exemplaires de Cerqueira Gesar.—Le premier
segment (fig. 186; est moins rétréci dans les côtes; le
bord antérieur est subéchancré à la hauteur de l'oeil,
puis à partir de ce point il forme une ligne fortement
arquée, dessinant un angle très arrondi, d’où il résulte
que le côté du segment parait tronqué, subrectangu-
laire, au lieu d'être subtriangulaire comme chez perfi-
dus; en outre la surface est labourée souvent de trois
stries au lieu de deux. Il existe pourtant des varian
tes à cette forme; il peut arriver, par exemple, que le
bord du segment soit un peu rabattu en dessous, de
telle sorte que, vu par le profil, le segment se présente
comme celui de perfidus; il arrive également que l’an-
ele antérieur est plus arrondi que sur notre figure 1&6.
—Les valves anales (fig. 187) sont moins globuleuses
et se confondent, par une pente plus douce, avec le
bord marginal qui est un peu plus large. ~
Par contre les pattes copulatrices (fig. 188—1£9)
sont très differentes, et c’est ce qui nous a empeché
de considerer perfidus comme une race de ventralis.
La lame ventrale est très courte, aigue. Le lambeau
antérieur de la paire antérieure est long et étroit (4 1/2
fois plus long que large), l'angle externe est arrondi,
la base est moins élargie intérieurement. L’extremité
du lambeau postérieur est droit, sans aucun pli ni pro-
longement interne, et forme extérieurement une pointe
aigue assez saillante. La paire posterieure ne présente
pas d'épine à la hauteur du sinus de la rainure, mais,
à partir de ce point, elle s’épanouit en une large lame
tronquée presque carérment; de l’un des bords se de-
tache un flagellum assez large à la base, rapidement
effilé, enroulé sur lui-méme à la base et presque droit
ensuite ; ce flagellum contient la rainure seminale.
São Paulo: Alto da Serra, Cerqueira Cesar De-
cembre 1896; Os Perus Octobre 1895, Piquette Jan-
vier 1897, Cubatão.
Le type de ventralis provient de St. Thomas (An-
tilles). Porat le retrouve au Brésil (Therezopolis). Cette
différence de provenance est étrange et pourrait inspirer
des doutes quant à l'identité des deux types de Porat.
En tous cas, ayant eu entre les mains l'échantillon con-
servé au Muséum de Bruxelles (1), nous croyons pou-
(1) Grâce à Vextrême complaisance de Mr. G. Severin, Conservateur au Musée Royal
de Bruxelles, nous avons pu examiner la plupart des types de Porat et réduire ainsi an
minimum les risques d'erreurs des déterminations. Nous lui en exprimons ici nos plus
sincères remerciments.
— 160 —
voir affirmer Videntité de nos matériaux avec l’échan-
tillon brésilien décrit par Porat.
Spirostreptus (Gymnostreptus) Iherin-
Si. n. Sp.
(PL VIII, tig. 191 à 194)
‘Longueur | Diamètre | Nombre |Nombre de|Segments
Sexe en en de Paires PROVENANCE
Miliimètres | Millimètres |Segments| de Pattes | apodes
Femelle 87.— 7.6) 4 85 1 Alto da Serra
» 82.— 7.60 47 85 1
Femelle 91.— 7.20 47 85 1 Monte “Jaragua” 15 avril
1900
Male BL 6.80 49 91 1 || Alto da Serra
Mâle .. 90,— 7.20 47 87 1 Monte “Jaragua” 15 avril
1900
Belle espèce, voisine des précédentes mais recon-
naissable à première vue par sa coloration entièrement
noire avec les pattes orangées et les antennes fauves ;
sous le ventre la partie antérieure du prozonite appa-
rait jaune lorsque l'animal est distendu. Le dos pré-
sente un joli reflet soyeux accentué, s'étendant presque
jusqu'aux pores, tandisque les flancs sont plus ou moins
brillants. Corps assez élancé, le dos est légèrement
aplati, comme le montrent les mesures suivantes : hau-
teur 7.30 mill. ; largeur 7.60 mill.
Tête lisse et très brillante. Sillon obsolète ou à
peu près 2 +2 fossettes rapprochées sur la lèvre. Les
antennes, rabattues sur le dos, atteignent environ le
bord du deuxième segment; elles ne sont pas épaissies.
Ocelles bien distinets, au nombre de 42 environ sur 9
rangées (11.10.9.7.5), groupés sur des champs pyrifor-
mes écartés d'environ deux fois leur grand diamètre.
-
tir Mets se el E E VD nn he
; — 161 —
Premier segment (fig. 191) descendant plus bas
que le deuxiéme, et semblable à celui du ventralis. Sa
surface, qui est lisse au bord antérieur, devient gra-
duel ement chagrinée vers Varriére. Son bord antérieur
est subéchancré à la hauteur des yeux. Cotés en forme
de trapeze, avec l'angle antérieur plus arrondi que l’angle
postérieur ; en outre ce dernier fait un peu saillie en
arrière sur le niveau du bord postérieur du segment ;
chez la femelle langle anterieur est un peu plus atténué
que chez le male. Seul l'angle antérieur est rebordé,
et très finement; mais sa surface est labourée par deux
larges et profonds sillons, dont l’un, externe, le plus
large, est faiblement coudé, et l’autre, interne, est pres-
que droit. Le bord postérieur de quelques uns des
premiers segments est faiblement échancré dans les
flancs. |
Sur les segments du tronc la suture transversale
est très fine, mais ininterronpue; la partie emboitée
du prozonite est lisse et sillonnée de nombreuses stries
concentriques ; la partie découverte par contre est, de
même que le metazonite, extrènement finement cha-
grinée sur le dos, d’où le reflet soyeux ; en outre le
metazonite est coupé par une strie transversale plus ou
moins nette, plus fine que la suture, qui s'arrete aux-
pores. Dans les flancs prozonites et metazonites sont
un peu moins finement chagrinés, plus cuireux et plus
ou moins brillants; le passage de la zone soyeuse à la
zone brillante ne corresponde pas à la ligne des pores,
ceux-ci sont percés bas dans les flancs, ils sont três
petits et s'ouvrent dans le metazonite au premier tiers
de sa longeur. Immédiatement au dessous du pore,
le metazonite est labouré de nombreux sillons remar-
quables en ceci, que le bord ventral du sillon est
abrupt, formant une fine aréte, tandisque le bord
dorsal se confond graduellement avec la surface du
segment.
Le bord postérieur du dernier segment (fig. 192)
est indistinctement anguleux, laissant l’angle supérieur
des valves anales à découvert. Les valves sont sail-
— 162 —
lantes, finement chagrinées, médiocrement globuleuses à
la base, non comprimées ou seulement très faiblement,
mais un peu plissées ou inégales près des bords ; ceux-ci
sont ‘à peine épaissis sans sillon marginal. L’écaille
ventrale est représentée par une bande transversale qui
ne recouvre pas l'angle inférieur des valves, et qui n’est
visible en grande partie que parceque le dernier segment
est échancré sur la face ventrale. Les lames ventrales
sont lisses ou indistinctement striolées transversalement.
Sugmates triangulaires, courtes.
Pattes plus courtes que les antennes (5 mill.).
Chez le male, le premier et deuxième tarse des
pattes ambulatoires sont munis d'une ventouse pale,
occupant la moitié distale de la face ventrale. Pat-
tes copulatrices (fig. 193—194). Lame ventrale très
courte, ogivale, avec des ailes latérales trés faiblement
arquées. Lambeau antérieur de la paire antérieure
moins de trois fois plus long que large (prenant pour
mesure la plus grande largeur); base étranglée, bord
interne presque droit, bord externe fortement arqué,
extrémité distale terminte en pointe mousse. L’extré-
mité du lambeau postérieur de la même paire est con-
formée comme chez rentralis, elle se termine par une
pointe aigue dirigée extéricurement. Patte postérieure
grèle, proportionnellement courte, graduellement amin-
cie jusqu'à la pointe qui est effilée ; on remarque seu-
lement une lanière courte et fine qui se détache du
tronc principal à peu pres au second tiers entre le si-
nus et l'extrémité.
São Paulo: Alto da Serra. Monte «<Jaragua» 15
Avril de 1900.
Cette espèce doit ètre visine du Sprrostreptus san-
ctus Silvestri, de Santa Catharina, qui semble cepen=
dant avoir une coloration différente. E outre l’auteur
ne parle pas du reflet soyeux, qui pourtant est bien
frappant, de plus sa figure des pattes copulatrices ne
correspond pas avec la notre.
Be
a
eres
af
— 163 —
Spirostreptus (Gymnostreptus) subse-
riceus, mn. sp.
CEO et oa BS)
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Sexe [255 ESSE EE ES PROVENANCE
S GE 2 Besse
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Femelle .!67.— | 5.40 49 89 1 | Cubatäo
Mâle 75: —| 6.70 50 93 1 | Raiz da Serra
Mâle. .| 80.--| 6.40 52 97 1 | Cubatão
> 71.—| 5.80 51 95 1
Male. .| 59 | 5.40} 47 87 1 | Poço Grande
Brun-rouge très foncé ou noir (cendré?) avec les
segments finement bordés de rouge doré et un très
faible reflet soyeux limité au metazonite et disparais.
sant graduellement vers les flancs qui sont luisants-
Antennes et pattes fauves ou ocracées. Les exemplai-
res de la Serra do Cubatão sont ramassés, ceux de Gu-
batão et Poço-Grande sont plus élancés.
Téte lisse et brillante. Echancrure de la lèvre en
are de cercle accompagnée de 2--2 fossettes ; lèvre par-
fois rugueuse au dessus de la ligne des fossetes. Sillon
court, très fin, linéaire, au fond d’une dépression plus
ou moins accusée. Antennes assez courtes (4.50—4.70
mill.) atteignant et dépassant même un peu le bord
postérieur du premier segment ; quatre bätonnets tacti-
les à l'extrémité. Yeux grands, écartés d'environ une
fois leur grand diamètre, composés d’ocelles petits mais
ES GM ve
distincts au nombre de 38—49 en 6 ou 7 rangées
(9.9.8.6.4.2—10.8.9.8.7.5.2).
Premier seg nent (fig. 195) plus ou moins cuireux,
luisant ; bord antérieur largement mais faiblement si-
neux à la hauteur des yeux, à partir de ce point an-
guleusement arqué, c’est-à-dire formant un angle très
arrondi ; l'angle postérieur est un peu étranglé et un
peu saillant en arrière, à pointe arrondie, comme chez
perfidus ; ici aussi le bord postérieur est subéchancré ;
sur la surface deux larges sillons, l’un marginal, l’au-
tre interne plus long, déterminant entre eux un bour-
relet plus ou moins aplati.
Sur les segments du tronc Je prozonite est . lui-
sant; il est divisé en deux zones; la zone antérieure,
recouverte, est lisse et marquée de nombreuses stries
concentriques fines, qui atteignent la lame ventrale sans
dévier vers l’arrière ; la zone postérieure, la plus étroite
de beaucoup (elle ne représente pas plus d’un cinquième
du prozonite), est extrèmement finement striolée longi-
tudinalement. Le metazonite est finement chagriné, très
faiblement soyeux sur le dos et luisant dans les flancs
et sous le ventre; les stries longitudinales sont nettes
et entières, elles remontent jusqu'au pore, qui est très
petit et s'ouvre assez bas, au premier tiers environ du
metazonite. Le bord postérieur du dernier segment
(fig. 196) est un peu plus anguleux que chez perfidus
(mais toujours en angle très ouvert) et atteint sans le
recouvrir l'angle supérieur des valves anales. Les val-
ves sont très saillantes, très globuleuses à la base et
presque Jusque sur les bords qui né sont pas compri-
més ou le sont très faiblement, ne formant pas de
bourrelet marginal distinct. Ecaille ventrale très courte,
à bord posr'rieur presque absolument droit. Lames ven-
trales lisses ou indistinctement striolées. Stigmates pun-
cliformes.
Pattes un peu plus courtes que les antennes (4.30
mill.).
Pattes du male munies de ventouses sous les deux
premiers tarses.
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— 165 —
Pattes copulatrices (fig. 197 198) ressemblant à
celles de Jheringi. La lame ventrale est peu développée.
Le lambeau antérieur de la paire antérieure est cing fois
plus long que large, à bord interne à peu prés droit,
à bord externe faiblement arqué, plus échancré avant.
Pextrémitê (aisselle) et terminé par une pointe arron-
die qui atteint au niveau du sommet du lambeau pos-
térieur. Celui-ci est arrondi et émet latéralement une
pointe semblable à celle de Zheringi ou de ventralis,
mais un peu plus grèle. La patte postérieure est pro-
portionnellement courte, médiocrement amincie; elle
présente un étranglement partiel un peu au dela du
sinus de la rainure; au premier tiers entre le sinus et
la pointe, une lamelle côtelée et dentelée de trois poin-
tes qui saccolle à un adouiller assez long et robuste ;
et au deuxiéme tiers, un petit prolongement lamellaire
a partir duquel la tige principale devient gréle.
Sao Paulo: Alto da Serra, Cubatao, Pogo Grande,
Raiz da Serra.
Spirostreptus (Gymnostreptus) subseri-
ceus nitidior, n. var.
Male: longueur 63 mill; diamètre 5.20 mill.; 51
segments; 9 paires de pattes; I segment apode. Cu-
batão.
De taille moyenne, assez élancé; luisant. Colora-
ration (?) brun-rouge, les segments bordés de rouge
doré ; front et valves anales brun ferrugineux ; mem-
bres brun violacé. |
Se distingue du type en ce que: les antennes at-
teignent à peine le bord postérieur du premier seg-
ment ; les metazonites sont moins fortement chagrinés ;
l’espace entre la dernière strie concentrique du prozo-
nite et la suture est un peu grand, il représente envi-
ron le tiers de la longueur totale du prozonite ; les la
“mes ventrales sont plus distinctement striolées transver-
salement.
Peu-être n'est-ce qu'une forme jeune du type sub-
sericeus? São Paulo, Cubatão.
— 166 —
Sous-Geure CLADOSTREPIUS. nov.
Spirostreptus dont la patte copulatrice postérieure
présente un long proiongement avant le sinus de la
rainure ; dans le groupe du Sp. sebastiaus cette patte
se termine généralement par une tigelle graduellement
amincie, qui n'offre pas de développement special sur
son parcours; dans celui du Sp. flavofasciatus la pat-
te est d'une structure plus compliquée et coudée com-
me le montre la figure 182. Formes le plus souvent
moyennes, dont langle postérieur du premier segment
n'est pas saillant.
Groupe du Spirostreptus (Cladostreptus) sebastianus
Spirostreptus (Cladostreptus) sebastia-
mus, 2. sp. .
(PL VII fig. 209 a 211)
Femélle : longueur 56 mill.; diamètre 3.30 mill;
69 segments ; 120 paires de pattes; 2 segments apo-
des. São-Sebastião, Septembre 1896.
Male: longueur 63 mill.; diamètre 4 mill.; 70 se-
ements; 131 paires de pattes; 2 segments apodes. Ilha
de São Sebastião, Novembre 1896
Coloration fauve terne (cendré ? sur les prozonites),
avec une ligne de marbrures brunes accompagnant la
suture transversale, et parfois une fine bande fauve-rou-
ge au bord postérieur des segments; on remarque em
outre une bande interoculaire brune, une tache étoilée :
de même couleur sur le dernier segment, une étroite
bande également foncée au bord antérieure du premier
segment, une fine ligne dorsale foncée et une ligne
brun-rouge à la hauteur des pores. Les marbrures bru-
nes de la suture empiétent parfois sur le prozonite et
sur le metozonite, mais elles laissent généralement sub-
sister une zone claire au dessus de la ligne des pores.
Valves brun-bistre, bordées de fauve ; pattes fauve ter-
ne. Cette coloration, très caractéristique chez la femel-
le, est moins accentuée chez le male; il est probable
— 167 —
quelle est peu constante. Corps plus (male) ou moins
(femelle) élancé; brillant.
Cette espèce est si voisine du Sp. perlucens et
surtout de la variété levior de ce dernier, que nous ne
pouvons la caractériser qu'en signalant les différences,
qui sont d’ailleurs minimes.
Segments au nombre do 69—70, au lieu de 60 62.
Les téguments sont presque lisses sous la loupe ;
au microscope on distingue de fines strioles courtes,
droites, sur un fond vaguement cuireux et trés brillant,
Le prozonite n'est pas étranglé; il est complétement
lisse sur les deux tiers antérieurs avec quelques (5)
stries concentriques fines sur le tiers antérieur, stries
qui ne sont pas du tout visibles sous le ventre lorsque
Vanimal est étendu. Les lames ventrales sont un peu
plus saillantes et indistinctement comprimées.
Chez le male, la joue (fig. 209) est épaissie en
dessous et échancrée, comme chez Sp. Perlucens le-
vor. Par contre les pattes copulatrices sont différentes
(fig. 210-211). Le lambeau antérieur de la paire anté-
rieure est moins de quatre fois plus long que large;
il est arqué extérieurement, un peu rétréci avant l’ex-
trémité qui est complètement arrondie. Le lambeau
postérieur est un peu plus large et plus long que le
lambeau antérieur, il présente extérieurement, au des-
“sous de Ja pointe un petit prolongement court, acumi-
né. La paire postérieure est grèle, bifurquée immédia-
tement avant ie sinus de la rainure. La tige secondaire
est de moitié moins longue que la tige séminale, elle
est coudée à peu de distance de la pointe, qui est ai-
gue; la tige séminale est dilatée à la base et émet un
tronçon à pointe arrondie ; au delà elle s'amincit gra-
duellement et se termine en pointe effilée.
São Paulo: São Sebastião Septembre 189%, Ilha
de São Sebastião Novembro 1896, Cubatão.
Spirostreptus (Cladostreptus) patruelis
Porat, 1888. (Porat N. 88 B)
Une femelle de 47 mill. de long et de 3 mill. de
— 168 —
diamètre, avec 54 segments, 101 paires de pattes et 1
segment apode, répond parfaitement à la description
de Porat, bien qu'étant um peu plus petite. Nous re-
marquons seulement que, sous le ventre, la strie con-
centrique postérieure du prozomte est plus accentuée
que les autres ; en outre le deuxième article des pat-
tes (fémur) n’est pas précisément tuberculé, il est tou-
tefois plus large que ses voisins, et c’est précisément
la partie dorsale qui est un peu gibbeuse.
Saü-Paulo : Piquete Janvier 1897.
Spirostreptus (Cladostreptus) perlu-
cens, n. sp. (Pl. IX, fig. 212 a 215)
n mn (ob)
é fle Elo 2/22, /2,)
Séxe |HSS/BSEIEL SIE SEIZE PROVENANCE
5 =/&& Elo asa
A Sen. Slee A
= = A
Femelle.| 66.—| 3.80 | 62 115 | 1 | Piquette, Janvier 1397.
Male .| 90.—, 5.40 ! 62 117 | 1 | Piquette, Janvier 1897.
> 83.—| 5.30 62 117 q.
> 75.—| 4,80 | 62 117 1
> 75.—| 4,50 62 TZ 1
> 70.— | 4.40 | 62 Liv 1
> 695 — | do30 | 62) 1497 1
> 72.—| 4 50 61 115 1
> 30.— | 2:70 60 103 5
> 36.— | 2.50 60 | 101 6
Brun-noir ou brun-fauve (jeunes), avec une étroite
bande rouge doré au bord postérieur des segments ;
pattes brun fauve ou jaune plus ou moins terne. Corps
très élancé, peu rétréci dans les premiers segments.
Téguments trés brillants, comme vernissés.
Tête lisse; 2+2 fossettes rapprochées sur la lèvre,
qui port en outre quelques traces de strioles immédia-
tement au dessus de la ligne des fossettes. Sillon três
fin et três court, ou même obsolète. Yeux subtriangu-
laires, écartés denviron deux fois leur grand diamètre,
MO: =
composés d’ocelles aplatis (un échantillon avait les
ocelles complètement aplanis et fondus ensemble) au
nombre de 35-43 en 6 rangées (6.8.8.7.4,2--5.8.9.9.8.4).
Antennes atteignant le bord postérieur du deuxiéme
somite, assez grèle; le sixième article assez détaché,
étranglé à la base; quatre bâtonnets à l'extrémité. Les
joues de la femelle sont arrondies en dessous et en
> - avant.
Premier segment (fig. 212) très finement et den-
sément ponctué, néanmoins très brillant; son bord an-
térieur est indistinctement €chancré a la hauteur des
yeux; oblique au dessous desyeux les côtés sont un peu
rétrécis, tronqués latéralement et légèrement repliés sous
le ventre; langle antérieur est un peu plus ouvert que
l'angle postérieur que est presque droit; la surface est
_ marquée d'une strie assez accentuée qui est peu écartée
du sillon marginal. Le deuxieme segment est concave
sur la face ventrale.
Sur les segments du tronc, le prozonite est divisé
en trois zones d'à peu pres égale importance ; la pre-
miére, intérieure, est ornée de stries concentriques en
petit nombre, 3 à 9, toutes très fines excepté la der-
niere qui est presque aussi accusée que la suture (lors-
que l’animal est entier et étendu, on ne voit genérale-
ment sous le ventre que la strie postérieure et celle
qui la précede immédiatement); la seconde zone est
inégale, sans sculpture distincte, mais un peu déprimée
par rapport à ses voisines, particulièrment sur le dos
(moins sensiblement dans les flancs, et pas du tout
sous le ventre); la troisième zone est striolée-cuireuse
longitudinalement, avec quelques rares ponctuations peu
accusées. Le metazonite est striolé-cuireux, comme la
partie postérieure du prozonite, mais les ponctuations
y sont beauconp plus nombreuses et plus denses. En
depit de cette sculpture les téguments sont três bril-
lants, comme nous Pavons dit déjà. Le metazonite ne
_ porte que 4 à 6 stries reléguées sous le ventre; les
flancs en sont dépourvus. La suture est bien marquée
sur tout le somite, elle est sinueuse à la hauteur du
10 —
pore; celui-ci est assez petit et s'ouvre à moitié des
flancs au premier tiers du metazonite. Le dernier seg.
ment (fig. 213) et les valves anales sont finement et
densément ponctués sans autre sculpture (c’est-à-dire
ni striolés ni cuireux). Le bord postérieur du dernier
segment est taillé en angle très ouvert, à pointe ar-
rondie, ne recouvrant pas langle postérieur des valves
anales ; il est parfois coupé d'un sillon transversal. Les
valves anales sont assez brillantes, globuleuses et nul-
lement comprimées près des bords qui sont simplement
arrondis et lisses. Ecaille ventrale en triangle court,
large ae base, à pointe émoussée. Lames ventrales
lisses. Stigmates punctiformes.
Pattes courtes (2.70 mill.).
Chez les jeunes la sculpture des somites est plus
effacée et le dernier segment peutètre un peu striolé.
Chez le male les joues (fig. 212) sont pourvues
sur l'arète inférieure d'une callosité en bourrelet qui
rappelle les prolongements des lulides paléarciiques.
Les tarses des pattes ambulatoires sont dépourvus de
coussinet. Pattes copulatrices (fig. 214-215). Lame
ventrale triangulaire courte. Lambeau antérieur de la
première paire plus de cinq fois plus leng que large,
un peu arqué extérieurement, rétréci dans le quart
apical par une large échancrure à langle externe ;
sommet arrondi. L’angle externe du lambeau posté-
rieur est au contraire prolongé en lamière recourbée
postérieurement et brusquement terminée en pointe
aigue. Patte postérieure longue, bifurquée immédiate-
ment avant le sinus de la rainure; la branche secon-
daire est courte, aussi épaisse ou un peu plus épaisse
que la branche séminale, faiblement dilatée en palette
a l'extrémité qui est accompagnée d’un court lambeau
supplémentaire. Branche séminale un peu comprimée
et modelée près du sinus, puis graduellement amincie
et terminée par deux petites griffes très fines.
Sao Paulo: Piquette Janvier 1897.
Espèce voisine du patruelis Porat, dont elle se
Ur OU PR NT NE ET TT ONU
CO tee
— 171 —
distingue par le petit nombre de stries concentriques
et par la suture non crénélée.
Spirostreptus (Ciadostrepius) perlu-
eens levior, n. var.
Femelle : longueur 50 mill.; diamètre 3.50 mill.;.
61 segments; 113 paires de pattes; 1 segment apode.
Piquette.
Un jeune male se aistingue du type par les caracté-
res suivants :
~ Les téguments du tronc sont plus unis, moins pon-
ctués. Le prozonite n'est pas étranglé au milieu, il
est plutôt bombé, et c'est la zone antérieure qui est la
moins saillante; la zone médiane sé confond avec la
zone postérieure qui est à peu de chose près aussi unie.
Les lames ventrales sont moins lisses, sous un fort
grossissement elles paraissent extremement finement
réticulées. Ocelles au nombre de 25 (9. 6. 6. 5. 1.)
peu pigmentées.
Les caractères sexuels sont aussi un peu differents.
La joue est échancrée antérieurement. La paire pos-
térieure des pattes copulatrices (fig. 216) est identique
à celle du type, mais sur la paire antérieure on re-
marque que le prolongement du lambeau antérieur est
plus allongé et arqué en faucille, et le prolongement du
lambeau postérieur est élargi vers l'extrémité qui est
tronquée, l’un des angles formant un bouton latéral.
São-Paulo : Piquette Janvier 1897.
Spirostreptus (Cladostreptus) interru-
ptus, 2. sp.
(PI. VII, fig. 205 à 208)
Femelle; longueur 63 mill.; diametre 3.60 mill. ;
70 segments; 129 paires de pattes; 2 segments apodes.
Parana.
Coloration brun foncé cerclé de fauve; la couleur
claire est répartie sur presque tout le prozonite et sur
a WT at
une étroite bande au bord postérieur des segments; la
zone foncée est marbrée dans les flancs; dernier seg-
ment brun, finement ourlé de jaune; valves brunes avec
une étroite bande jaune à la base et les bords brun-
rouge ; pattes fauves plus où moins ternies de brun.
Corps élancé, très brillant.
Téte lisse et brillante ; lèvre cuireuse près du bord,
avec 2+2 fossettes grandes et très rapprochées ; sillon
extremement fin. Yeux subtriangulaires, écartés d’au
moins trois fois leur .grand diamètre, composés d’ocel-
les indistincts, aplatis et fondus vers le sommet de la
tète, au nombre de 24 environ en 9 rangees (5. 9. 6.
6. 3.) Antennes assez longues, dépassant le bord pos-
térieur du deuxième somite; quatre batonnets à Pex-
trémité.
Premier segment (fig. 205) à surface lisse et bril-
lante sur le dos, faiblement cuireuse, et ridée dans les
côtés, qui sont un peu enveloppants. Bord intérieur
indistinctement échancré à la hauteur des yeux, assez
largement arrondi ensuite et ne formant pas d'angle
antérieur distinct; angle postérieur droit à pointe ar-
rondie ; bord postérieur non échancré, plutôt un peu
convexe dans le voisinage de l'angle postérieur ; un
seul sillon, en plus du sillon marginal.
Segments du tronc à sculpture indistincte, vague-
ment cuireuse. Les stries concentriques du prozonite
sont peu nombreuses (6), resserrées dans le quart anté-
rieur, emboité du prozonite; elles n'apparaissent pas
sous le ventre. La suture est toujours nette sous le
ventre et dans les flancs, et brisée au dessous de la
ligne des pores; sur les segments antérieurs elle est
obsolète sur les dos, mais, sur les segments, du milieu
du corps, elle réapparait au dessus de la ligne des po-
res et sur le dos, où elle peut être encore une fois
briseë. Pores petits, s'ouvrant à mi-hauteur des flancs
et au premier quart environ du metazonite. Les stries
du métazonite sont fines et profondes, au nombre de 6
à 10 environ vers le milieu du corps, et limitées à la
partie ventrale du somite. Dernier segment (fig. 206)
— 173 —
à bord postérieur un peu comprimé, faiblement angu-
leux à pointe arrondie ne recouvrant pas langle su-
périeur des valves anales ; sa surface est un peu plus
nettement sculptée que les somites, c'est-à-dire densé-
ment striolée longitudinalement.
Les valves anales sont extrêmement finement pon-
ctuées, saillantes, globuleuses à la base, non compri-
mées près du bord et sans bourrelet marginal. Ecaille
ventrale triangulaire, large de base, formant un angle
obtus arrodi. Lames ventrales striolées, transversale-
ment dans la moitié antérieure. Stigmates punctiformes.
Pattes courtes.
Joues du male avec un bovrrelet inférieur saillant,
subéchancrées en devant. Tarses 1 et 2 des pattes am-
bulatoires pourvus de ventouses. Pattes copulatrices
(fig. 207-208). Lame ventrale petite, à pointe arron-
die. Lambeau antérieur de la premiére paire de pattes
presque cing fois plus long que large, rétréci à partir
de l’asseile et se terminant par un prolongement re-
-courbé en crosse et arrondi. Lambeau postérieur beau-
coup moins long, faiblement bilobé, sans prolongement
latéral. Paire postérieure médiocrement allongée, élar-
gie à la hauteur du sinus de la rainure, divisée 1m-
médiatement avant le sinus em deux branches ; la bran-
che ‘secondaire large, graduellement épanouie, est tron-
quée à Pextrémité; les angles sont arrondis; Varête
supéro-antérieur est extremement finement denticulée.
La branche séminale, assez large et lamellaire d’abord,
ne tarde pas à s'amincir graduellement et se termine
en pointe effilée.
La femelle est inconnue.
Parana.
Spirostreptus (Cladostreptus) semi-
e.netus, n. sp
(PI IV, fig. 21% à 220)
Male: longueur 56 mill. ; diamètre 3.80 mill. ; 62
segments ; 115 paires de pattes ; I segment apode. Pogo
Grande.
— 174 —
Coloration très voisine de celle de (interruptus,
différente cependant (an semper) en ce que les flances
sont complètement fauves, la zone foncée étant limitée
à un arc dorsal interrompu avant le pore par des mar-
brurus. ace et valves anales rougeatres. Corps élan-
cè, brillant.
Au point de vue de la sculpture, cette espèce ne
diffère de la précédente que par les particularités sui-
vantes :
Les cotés du premier segment présentent nn angle
antérieur distinct, plus ouvert que l'angle postérieur, à
pointe émoussée. Les téguments sont un peu plus unis
sans être absolument lisses. La suture, brisée au desous
du pore, ne réapparait nullepart sur le dos. 2 ou 3
stries longitudinales seulement sur le metazonite, à la
naissance des pattes. Le dernier segment (fig. 218) pré-
sente un sillon transversal en avant du bord postérieur.
Les valves sont plus saillantes, un peu moins globu-
leuses, presque un peu comprimés mais sans bourrelet
marginal. Lames ventrales presque lisses.
Joues du male (fig. 217) avec un bourrelet infé-
rieur saillant, faiblement échancrées antérieurement.
Tarses 1 et 2 des pattes ambulatoires pourvus de ven-
touses. Pattes copulatrices (fig. 219-220). Lame ven-
trale très étroite, en bandeau transversal faiblement
coudé. Lambeau antérieur de la première paire à peine
quatre fois plus long que large, à bords subparallèles,
légèrement arquês extérieurement, a extrémité bilobée,
sans prolongement. Le lambeau postérieur est plus long
que le précédent, arrondi à l’extrémité, avec un long
prolongement externe spiniforme un peu arquê. La paire
postérieure ressemble à celle de lénterruptus, mais
la branche secondaire est beaucoup plus étroite, presque
de mème largeur dans toute sa longueur ; immédiate-
ment apres le sinus la branche séminale émet un tron-
con court à extrémité arrondie; à ce point même elle
est étranglée et noduleuse de suite après; de là elle
s’amincit graduellement jusqu'à l'extrémité.
São Paulo: Poço Grande.
ie li, =.
Femelle : longueur 70 mil.; diamètre 4.20 mill. ;
71 segments; 135 paires de pattes; 1 segment apode.
Alto da Serra.
Une femelle que nous rattachons (peut-être à cette
espèce présente cette différence d’avoir la suture com-
plète dans les flancs et interrompue seulement sur le
dos aux deux extrémités du corps; elle est sinueuse à
la hauteur du pore, qui est presque en contact avec
elle sur les somites antérieurs tandis que, sur le reste
du corps, il en est écarté, s'ouvrant environ au pre-
mier quart du metazonite, como chez le type. A partir
du 17° ou 18° segment, les stries longitudinales du me-
tazonite sont réduites à 2 ou 3, comme chez le type.
Quant à la différence dans le nombre des somites
elle pourrait provenir de ce que la femelle a été re-
cueillie dans une région montagneuse ; nous avons vu
le même cas se produire dejà.
Spirostreptus (Cladostreptus) filum 1. sp.
GER he 2214222)
|
|
|
es Sie ee ee
o BE Sif slo tales ;
= ENS ENT EE SI er = =)
Sexe [PSE SSElESE SLSIEs PROVENANCE
> Sle Sis MEJSSlOs
= = ls COS aa
see Va | cr MM 17
Femelle | 43— À 2.50 | 67 125 | 2 | Alto da Serra
>. |5)— | 2.7 65 123
a 50: 12.7 65 121 | 2
>. 50— 1 2.50] 65 119 | -3
Gris cendré avec les somites bordés de bistre ver-
datre (cette coloration a certainement été dénaturée par
l'alcool), corps très élancé, três gréle ; brillant.
Tete lisse et brillante jusque sur la lèvre qui est
marquée de 2+2 fossettes rapprochées; sillon court,
recoupé près de l'extrémité antérieure par un sillon
transversal interoculaire sinueux. Yeux petits; écartees
d'au moins trois fois leur grand diamêtre, composés
d'ocelles peu pigmentés, aplanis, indistincts, au nombre |
d'environ 24 en 5 rangées (3.5.6.5.5). Antennes assez
longues, mais ne dépassant pas néamoins le deuxiéme
segment; à lextré nitê, quatre petites verrues coniques,
plus courtes que de coutume.
Premier segment (fig. 221) presque lisse et bril-
lant, à côtés en trapeze; Tangle antérieur est un peu
plus ouvert que Vangle postérieur ; ni le bord antérieur
ni le bord postérieur ne sont échancrés, le premier est
plutôt indistinctement convexe ; la surface porte un sil-
lon oblique, sinueux, en plus du sillon marginal. La
face ventrale du segond segment est concave. Sur les
segments du tronc le prozonite porte un très petit nom-
bre de stries concentriques (5), confinées dans le quart
antérieur du prozonite, ne paraissant pas sous le ven-
tre. Le reste du prozonite et le metazonite sout à peu
prés lisses, en tous cas sans sculpture distincte, et trés
brillants ; les stries longitudinales sont peu nombreuses
(5 ou 6) et visibles seulement sous le ventre; la suture
est complète, assez bien marquée, indistinctement sinueuse
à la hauteur du pore, qui est extrèmement petit et
s'ouvre assez haut dans les flancs et au premier tiers
environ du metazonite. Dernier segment (fig. 222) à
surface faiblement cuireuse, 4 bord postérieur en angle
très ouvert et arrondi, qui n'atteint pas langle supé-
rieur des valves. La surface de ces derniêres est pres-
que un peu ridée; elles sont saillantes, faiblement glo-
buleuses à la base, non comprimées prês du bord, qui
est dépourvu de bourrelet marginal distinct. Ecaille
ventrale triangulaire, court et très large de base à
pointe émoussée. Lames ventrales extrèmement fine-
ment striolées transversalement. Stigmates puncliformes.
Pattes courtes.
Le male est inconnu.
Säo-Paulo : Alto da Serra.
Cette espèce est bien caractérisée par ses propor-
tions, elle est beaucoup plus grèle que tous les autres
Spirostreptus cités dans ce travail; elle a en outre un
très petit nombre de stries concentriques. Peut-être
RAP as
D'OR 5 = ay
— 177 —
“est-ce le Sp. tristis; mais léchantiilon male conservé à
Bruxelles est plus petit et un peu moins élancé, et com-
— me ses téguments sont legèrement empâtés, il est difficille
a d'apprécier sil y a identitè entre les deux espèces.
Spirostreptus eS tdos certa) dor-
sostriatus, n. sp.
(Pl. VII, fig. 204)
Femelle : longueur 57 mill.; diamètre 3.70 mill.; 55
segments; 103 paires de pattes ; 1 segment apode.
» Alto da Serra.
Coloration brun-fauve, avec tous les segments du
- tronc bordès de brun-rouge foncé plus ou moins doré ;
premier segment finement bordé de jaune ; dernier seg-
ment et valves cendrès. Corps élancé, un peu rétréci
en arrière de la tête; assez brillant.
Tête lisse et brillante, jusque sur la lèvre qui est
marquée de 2+2 fossettes; sillon presque effacé, si ce
nest en un point entre les yeux Ceux-ci sont rap-
prochés de moins d’une fois leur grand diamètre, sub-
_ triangulaires très aigus sur le sommet de la tête, com-
posés de 50 ocelles convexes et très distincts en 7
rangées (11.10.9.8.6.42). Antennes longues dépassant
le bord postérieur du troisième somite ; 4 batonnets à
l'extrémité.
Premier segment (fig. 204) à surface presque lisse;
ses côtés sont faiblement enveloppant, descendant aussi
bas que le segment suivant, graduellement rétrécis, à
bord latéral arqué se confondant avec le bord antérieur
et le bord postérieur sans former d'angles distincts ;
les bords ne sont pas échancrés; la surface présente
une strie marginale qui s écarte ‘du bord tout en res-
tant paralléle à lui, et une strie oblique écartée de la
premiére. Le deuxième segment est un peu concave
sous le ventre.
Sur le tronc le prozonite est presque lisse anté-
rieurement et coupé de plusieurs (environ 8) stries
concentriques très fines, découvertes sous le ventre,
MO es
mais non infléchies en arrière; la partie postérieure
du prozonite est extrémement finement et densément
striolée longitudinalement. Le metazonite est densé
ment ponctué, moins fortement dans les flancs que sur
le dos, où le tégument est presque rugueux, excepté au
bord postérieur qui est lisse; en outre le metazonite
est orné de stries longitudinales profondes, irrégulières,
inégales ; sur le dos ces stries ne dépassent pas le se-
cond tiers du metazonite. elles vont en se raccoureis-
sant vers les flancs, et au dessus du pore elles ne sont
plus visibles que comme autant de ponctuations dans
la suture, puis elles reprennent brusquement, fines, ré-
gulières, complètes, à peu de distance au dessous du
pore; les stries dorsales manquent ou sont indistinctes
sur les 6 à 8 premiers somites et sur les 4 ou 5 der-
niers. La suture est bien marquée, ininterrompue, non
sinute. Les pores sont petits et s'ouvrent au milieu
des flancs environ en arrière du premier tiers du me-
tazonite. Dernier segment et valves a sculpture plus
fine que les autres somites, três finement rugueux. Le
bord postérieur du dernier segment est presque arron-
di, avec seulement un petit vestige de point a la hau-
teur de langle des valves, qui reste découvert. Les
valves sont assez saillantes, médiocrement globuleuses
sur la moitié basilaire, puis comprimées et un peu ri-
dées dans la moitié marginale; il n'existe pas de strie
ni à proprement parler de bourrelet marginal. Ecaille
ventrale anguleuse très court e large, à pointe arron-
die. Lames ventrales lisses. Stigmates punctiformes.
Pattes assez longues, glabres.
Le mâle est inconnu.
Säo-Paulo : Alto da Serra.
Spirostreptus (Cladostreptus) angusti-
frons, n. sp.
l'emelle: longneur 145 mill.; Hauteur au 6.º segment
6.50 mill. ; largeur au même segment % mill.; diamê-
tre au 30.º segment 10.20: mill.; 53 segments; 99
paires de pattes; 1 segment apode. Bahia.
E
o.
AT
Très grande espèce. Les 10 ou 12 premiers se-
ements sont amincis et comprimés sur la face ventrale
comme l'indiquent les mesures ci-dessus. A partir du
16° ou 18° somite, le corps est cylindrique, puis il
s’amincit progressivement par compression latérale dans
les 8 ou 10 derniers segments. Coloration brun-noir
très foncé; prozonites (tout au moins dans les flancs)
bistre blanchätre ; metazonites très finement bordés de
rouge doré ; pattes jaune d’ocre.
Face três rugueuse jusqu'entre les antennes; ver-
tex faiblement cuireux, peu brillant; sillon médian vi-
sible seulement sur le vertex, très court, peu profond.
2 — 2 fossettes rapprochées sur la lèvre. Antennes as-
sez longues (9.56 mill.) depassant le bord du deuxiéme
segment, non épaissies, écartées lune de lautre de la
longueur des deux premiers articles. Ocelles petits, dis-
tincts, au nombre de 97 environ sur 6 rangées (11.
11.10.9.7.4), groupés sur des champs pyriformes allon-
gês, à angle supérieur três aigu, et écartés d'environ
une fois et demie leur grand diamétre.
Premier segment presque lisse, brillant; le bord
antérieur est faiblement échancré à la hauteur des yeux;
les côtés sont graduellement rétrécis; l'angle antérieur
nest guère plus ouvert que langle postérieur, tous deux
sont arrondis; bord postérieur non échancré. Le sil-
lon marginal est visible seulement dans langle anté-
rieur ; il est accompagné de trois autres sillons sinueux
assez larges et médiocrement profonds.
Les segments du tronc sont brillants. Le prozo-
nite est presque lisse antérieurement et très finement
chagriné dans le voisinage de la suture ; il est orné de
nombreuses stries concentriques très fines qui envahis-
sent les trois quarts antérieurs de sa longueur. Le
metazonite est finement ponctué; il est divisé en deux
moitiés égales par un sillon concentrique indistinct; la
partie postérieure est plus lisse et plus brillante que
la partie antérieure, qui est un peu cuireuse ou strio-
lée notamment près de la suture. Les stries longitu-
dinales sont fines; elles sont complétes jusqu’au pore,
+“ o» ' o NEE ge ES aj DR RA “a
A
“a
— 130 —
au dessus elles sont brisées et limitées à partie anté-
rieure du metazonite, et, en remontant sur le dos, el-
les se transforment en larges plis vagues et espacés.
La suture, qui est crénelée par les stries dans les flancs,
est indistinctement ponctuée sur le dos. Les pores
sont petits; ils s'ouvrent à mi-hauteur des flancs, un
peu en avant de la moitié des metazonites. Le bord
postérieur du dernier segment est taillé en angle três
obtus, dont la pointe émoussée ne couvre pas langle
supérieur des valves anales. Celles-ci sont três faible-
ment cuireuses, três saillantes, peu globuleuses, com-
primées près des bords, qui sont un peu €paissis, lis-
ses, mais sans sillon marginal distinct. Heaille ventra-:
le large, en triangle très ouvert ne couvrant pas l’an-
gle inf rieur des valves. Lames ventrales non striées.
Stigmates punctiformes ; les impressions qui les accom-
pagnent sont un peu plus longues que larges. —
attes de longueur médiocre (6.90 ¢ ill. ).
Pattes de longueur médiocre (6.90 à 7 mill
Male inconnu. |
Bahia, & Août 1896.
Groure du Spirostreptus (Cladostreptus) flavofasciatus.
Spirostreptus (Cladostreptus) flavo-
fasciatus, 7. sp.
(PL VII, fig. 179 à 182)
o, OE es rr m E 2
2 EE SIE elo tale?
Sexe |DZEl\ZERElESES SESE PROVENANCE
S | = | © oc] oes bo ©.
S EIA 2/4 gisa™le*
Sa = = ee
Male. . as 0) 50 91 | 1 Aran Janvier 1897.
Pemplio | Ad | 3:50"): 5] oo rua FRE 1897.
1
> | 42— | 3.30 | 50 93 1 |
Entièrement brun violacé, parfois un peu plus clair
dans les flancs, avec une bande dorsale jaune à con-
a
'
— 181 —
tours bien définis, continue du deuxiéme segment jus-
qu'au dernier.« Corps assez élancé, un peu rétréci an-
_ térieurement ; brillant.
Tete lisse et brillante, avec quelques plis au des-
- sus de la lèvre supérieure qui est ornée en outre de
quatre grandes fossettes espacces. Le sillon longitudi-
nal est extremement fin et très court, on remarque de
- plus un três fin sillon interoculaire sinueux. Yeux
_ grands, en demi-cercle, écartés d'environ une fois _ leur
_ grand diamètre, composés d'ocelles distincts au nombre
de 39 environ en 6 rangées régulières un peu arquées
— (10.9.8.6.4.2). Antennes longues, atteignant le bord
du quatrième segment, nullement renflées ; le deuxième
… et le troisième article sont subégaux, les quatrième,
cinquième et sixième sont graduellement plus petits ;
le dernier porte quatre petits bâtonnets.
3 Le premier segment (fig. 179) est lisse et bril-
7
-
F
lant; ses côtés sont graduellement rétrécis et tronqués
- ou faiblement arqués latéralement; Vangle antérieur
l est arrondi et plus ouvert que l'angle postérieur, qui
est presque droit et émoussé; pas d'échancrure ni au
… bord antérieur ni au bord postérieur ; la surface porte
. deux larges sillons obliques en plus du sillon marginal.
_ La face ventrale du deuxième segment est aplatie, pres-
que un peu concave.
Sur les segments du tronc, les téguments sont lis-
ses ou à peu pres; le prozonite porte, dans le premier
quart de sa longueur, quelques stries concentriques in-
distinctes et en outre, au troisième quart environ, une
4 strie isolée fine mais très nette, qui apparait seule sous
E le ventre. La suture est profonde et assez étroite, pon
ctuée, droite ou faiblement sinuée à la hauteur du
pore. Celui-ci est petit et s'ouvre à moitié des flancs
_ et au premier tiers environ du metazonite. Les stries
— longitudinales sont nombreuses et remontent jusqu au
pore. Le dernier segment (fig. 180) est lisse comme
les autres, son bord postérieur est prolongé en angle
… aigu, formant une pointe distincte mais courte, qui at-
_ teint sans le dépasser langle supérieur des valves ana-
:
>
‘
EL,
ts Ed
PR RATER"
— 182 — 2
les; cette pointe est déprimée de chaque côté de la
base et carénée sur la ligne médiane. Les valves sont
saillantes, lisses, globuleuses sur les deux tiers de leur
longueur, puis brusquement comprimées au bord libre
qui est presque tranchant; les angles supérieurs et in-
férieurs sont prolongés en forme de petites épines ; les
épines supérieures ne dépassent pas la pointe de l’an-
ele du dernier segment; les épines inférieures, par
contre, sont un peu saillantes. Ecaille ventrale en
triangle court, très large de base. à pointe arrondie.
Lames ventrales avec 6 ou 8 stries transversales. Sti-
emates punctiformes.
Pattes assez longues, gréles.
Chez le male, les joues portent un fort prolonge-
ment subarrondi. Le bord externe du deuxième segment
est faiblement échancré. Les deux premiers tarses des
pattes sont munis de coussinets peu développés. Pattes
copulatrices (fig. 1K1—182). La lame ventrale, au lieu
d'être rigide et prolongée comme chez les autres espè-
ces du genre, est membraneuse, formant simplement un
arc très peu chitinisé qui relie les différentes pièces
entre elles. Lambeau antérieur de la paire antérieure
trois fois et demie plus long que large (largeur de la
base), graduellement rétréci de la base jusqu'à Vextré-
mité, qui est échancrée ; le lambeau postérieur dépasse
beaucoup le précédent, il est largement épanoui à lex-
trémité et émet extérieurement un prolongement ro-
buste, brusquement terminé en pointe aigue ; cet ensem-
blé rappelle l'organe correspondant du Sp. fuscipes. La
paire postérieure est bifurquée immédiatement avant le
sinus, elle est deux fois coudée au delà et compliquée
d'épanouissements ; nous renvoyons pour le détail à la
figure 182 de la planche VIT.
São Paulo: Piquette Janvier 1897.
A premiére vue il semblerait tout indiqué de créer
un sous-genre pour la réception de cette forme, et il
est probable qu'on en arrivera là. Mais actuellement
nous ne distinguons pas sur quel caractére essentiel on
peut se baser, celui des valves épineuses étant trop in-
3
te E
signifiant. La nature membraneuse de la lame ventrale
aussi a bien peu d'importance. Par contre, la forme
extraordinaire de la patte copulatrice postérieure pourra
probablement fournir un criterium; mais quel sera ce
criterium, c'est ce que Vétude d’autres matériaux peut
seul permettre de discerner.
Spirobolidæ Pocock, 15983
Nous renvoyons le lecteur à ce qui a été dit pré-
-cédemment à propos des Julordea, relativement a la
croissance de Sperobolide.
Les deux seuls genres dont nous ayons à nous
occuper ici sont le genre Paraspirobolus et le genre
Rhinocricus. Ce dernier est déjà connu. Nous ana-
lysons sommairement les caractéres du premier dans les
lignes qui suivent.
Genre PARASPIROBOLUS, nov.
Facies d'un Rhinocricus de très petites dimensions.
Les scobina manquent.
Disposition des pattes sur les premiers somites
comme chez Spirobolus ( !.1.1.1.1.2. etc., c’est-à-dire,
une paire sur chacun des cinq premiers somites et deux
paires sur les somites suivants ).
Gnathochilarium (fig. 225) comme chez Sperobolus,
avec cette différence que le mentum, au lieu d'être d'une
seule piece (cf. vom Rath N.º 86, fig. 33), est réduit
à deux pièces elliptiques indépendantes lune de l’autre.
Organe copulateur constitué par deux paires de
pattes modifiées. La lame ventrale, large et grande
comme chez Lhinocricus, relie entre elles les pattes
antérieures qui sont indépendantes l’une de l’autre. Les
pattes antérieures sont montées chacune sur une poche
trachéenne ; elles sont lamellaires, placées sur un mème
plan transversal et écartées l’une de l’autre; elles sont
d'une seule pièce (sans articulation) et sont surmontées
d'un lambeau qui pourrait à la rigueur être pris pour
Po se
le reliquat de Particle qui a été éliminé ou s’est fondu
avec le reste de Vorgane. La patte postérieure est cons-
tituée par une pièce “fusiforme non divisée à la pointe,
montée sur une poche trachéenne; de la pièce fusi-
forme se détache une lame subrectangulaire à bords
supérieur et inférieur sinueux, presque de même hauteur
que la pièce fusiforme, et qui va se souder à la patte
antérieure non loin de son bord externe. Nous n'avons
pas pu suivre le trajet de la rainure séminale. |
Les joues du male sont un peu prolongées infé-
rieurement ‘et en avant. Les joues et le côté de la tête
jusqu’à la base des yeux sont concaves, formant une
large dépression arrondie qui sert de logement à l’an-
tenne. Celle-ci est très courte. ‘
Les pattes de la première paire sont indépendantes
l’une de l’autre (nous ignorons si elles sont modifiées).
Une seule espèce connue de l'Etat de São-Paulo
(Brésil).
Paraspirobolus paulistus, 7. sp.
(Pl. IX, fig. 223 à 227)
Nombre À
Longueur | Diamètre | Nombre
Sexe | en en paives de | sénde | PROVENANCE
Mill mètres|Millimètres| Segments pattes P
Mâle 16.— 1.35 39 65 3 Ilha de São Sebastião,
» 17.— 1.35 38 65 2 Novembre 1896.
Femelle 19.50 1.70 41 73 2 Ilha de São Sebastião,
dE, 17.40 1.60 38 67 2 Novembre 1896.
» 17.— 1.40 38 65 3
» —?— 1.45 38 65 * 3
17.— 1,40 37 63 3
Femelle 20, — 1.60 40 71 2 Santos, Septembre 1896.
Coloration entièrement fauve on jaune, avec une
série latérale de points noirs ou brun-rouge (pores).
Corps assez ramasse, indistinctement rétréci en arrière
de la tête. - Téguments brillants,
Téte lisse et tres brillante. Lèvre largement mai
peu profondément incisée, surmontée de 2 + 2 fossette
-
E.
=
=
Cr ?,
y
ow eh.
of
ey. PP eee q
E
nn shot Dead E
E nd
AR dad
189 —
rapprochées. Le sillon median, bien marqué sur le
vertex, sarréte à la hauteur des yeux pour reparaitre
sur la face à partir des antennes jusqu’à l’échancrure
de la lèvre. Le côté de la tête, ainsi que la joue, sont
fortement déprimés de façon à former une excavation
Semicirculaire qui sert de logement à l’antenne ; cette
dépression détermine une arète sur la joue. Les yeux
sont arrondis, très pigmentés, écartés d'environ une fois
et demie leur grand diamètre ; composés d’ocelles plus
ou moins aplanis mais généralement distincts, au nom.
bre de 22 a 37 en 4 ou rangées irrégulières (6.6.5.5
—8.8.8.5.3 8.8.7.5.4—9.9.7.7.5). Antennes très courtes,
ne dépassant guère la moitié du premier. segment, nn
peu claviformes ; le dernier article porte quatre bâton-
nets coniques.
Le premier segment (fig. 223) est très finement et
peu densément ponctué et descend presqu'aussi bas que
le deuxième ; il est graduellement rétréci dans les côtés
qui sont arrondis ou presque un peu tronqués, et fine-
ment rebordés; les bords ne sont pas échancrés. Le
deuxiéme segment nest pas concave sous le ventre,
Sur le segments du tronc, le metazonite est plus dilaté
que le prozonite, Celui-ci est cuireux, offrant un des-
sin squameux, devenant de plus en plus ret et plus
grand d'avant en arriére, et formant sur le dos un des-
sin en feston immédiatement en avant de la suture ;
dans les côtés les strioles deviennent plus régulières
et se transforment peu à peu en stries obliques arquées,
puis sous le ventre en stries concentriques infléchies en
arrière. La suture est droite ; le fond est ponctué, les
ponctuations étant grosses et mal marquées. Le meta-
“zénite est presque lisse, parsemé de strioles fines, ir-
rogulières ; les stries longitudinales, qui sont fines re-
montent assez haut, mais restent encore éloignées du
pore. * Celui-ci est grand et s'ouvre assez haut, à
moitié environ du metazonite. Le dernier segment
(fig. 224) est marqué de ponctuations et de strioles
clairsemées ; il est un peu déprimé transversalement a
moitié de sa longueur ; son bord postérieur est assez
= 186 —
proéminent, mais arrondi, et couvre sans le dépasser
Yangle supérieur des valves anales. Les valves sont
d'un dessin un peu plus dense que le segment précé-
dent, peu saillantes, tres globuleuses jusqu'au bord libre
qui n'est ni comprimé ni rebordé, L’écaille ventrale est
courte, en bandeau à bord postérieur complètemet droit.
Lame ventrale finement striolée transversalement. Stig-
mates punctiformes.
Pattes courtes.
Chez le male les hanches de la troisième paire de
pattes sont tuberculées, la pointe des tubercules est
tournée vers l'arrière, Tarses sans particularités. Pattes
copulatrices (fig. 226—227). Lame ventrale en cône -
tronqué, plus de deux fois plus large que haute, dépas-
sée par les pointes des pattes copulatrices £ les bords
latéraux sont subsinueux, les angles sont atténuées ; elle
présente un épaississement chitineux médian, percé de
fins canaux, sur la face postérieure. Les pattes de la
paire antérieure ne sont soudées entre elles par aucun
point; elles se composent d'une pièce elliptique lamel-
laire lobée-arrondie à l'extrémité, non segmentée, mon-
tée sur une forte poche trachéenne. La paire postéri-
eure peut se diviser en deux parties ; une tigelle fusi-
forme, non segmentée sur une poche trachéenne plus
grèle que la première, et qui émet extérieurement un
lambeau lamellaire subrectangulaire à bord inférieur
sinueux, à bord supérieur largement ondulé. et dont le
bord externe va se souder à la patte antérieure cor-
respondante non loin du bord externe. — II ne nous a
“pas été donné de reconnaitre la rainure séminale, ni de
voir le pénis ; il subsiste donc un doute à l'égard de la
puberté de notre exemplaire.
São Paulo : Ilha de São Sebastião Novembre de 1896,
Santos, Septembre 1896.
Genre Rhinocricus Karsch, 1881.
; Les Rhinocricus de la collection du Musée de São
Paulo forment un groupe trop homogène pour donner
lieu à des divisions.
aS =P
—
ow *
O Lord
— IST —
mm À
k Longueur | Diamètre | Nombre Fr Sogment |
Sexe en en aie a ne PROVENANCE
Millimètres|Millimètres| Segments | Pº! © I
pattes |
Mile. . 87.— 8.380 49 89 1 Alto da Serra, 1:96.
RO 64, — 7.— 49 &9 1
een 85.— 8.20 48 87 1
oP 55. — 6.70 48 87 1
» 46.— 5.50 47 Ss 3
> E 44, — 5.60 47 sl 3
> 32.— 5 30 47 RL 3
= 24.— 2.80 36 »3 61
Mile. . S6.— 7.— | 49 89 1 Cubatão
> ee 93.— 7.— 49 89 1l é
> q 93.— T— 48 87 5 val
ee 71.— 7.10 48 87 1
ee Aly, 67— 7.10 45 87 i
= pa - 65.— 7.20 48 87 1
54€ ae 63.— 7.— 485 R7 it
A 98.— 6.80 48 $7 1
Big 52.— 5.80 45 | 5 2
ie 87. — 7.60 165 ul UNE 1
>. 86.— 8.— 46 | sa 1
a | 77.— 7.50 AG EN 1 || Poço Grande.
|
Femelle 73.— 8.— 51 | 95 1 | Alto da serra.
» 100.-- 9.10 48 89 1 |
> 75.— 8.40 48 89 1)
» 73.— 8.10 45 $9 1
» 72.— 8.-- 43 89 1
> 91.— 8.50 47 57 1
Femelle 70.— 7.10 51 95 1 Cubatão,
» 57.— T— 49 91 1
>» 88.— 9.30 48 89 ]
» $0.— 7.80 48 39 1
>» 78.— $.— 48 89 i
» 54.— 6.40 48 +9 De
» 78.— 7.50 47 ST 1
» 60.— 7.— 47 87 1
> 64.— 6.90 46 55 (*) 1
» 36.— 4.70 46 75 6
» 36. — 4.— 45 75 E)
» 29. — 3.90 44 71 6
» 24, — 3.50 41 63 7
» 26. — 3.10 40 63 6
Femelle $4.— 8.— 50 - 93 1 Poco Grande.
Coloration noir verdätre, avec le bord des somites
plus ou moins bruni. Antennes et pattes tantôt brunes
(*) Cette femelle a une patte rudimentaire, supplémentaire à gauche, de moitié
moins lonque que Ja précédante; elle appartient évidemment, à l'avant dernier segment,
bienque celuici ait déja ses 2 paires de pattes normales.
ARE BE
tirant sur le lie-de-vin, tantôt jaune d’ocre terni de
bistre. Belle et robuste espèce, à côtés parallèles, de
forme ramassée.
Scobina commençant au cinquième segment et vi-
sible jusqu'au trente-neuviême au moins.
Pete lisse et brillante, sillonnée transversalement
de três fines strioles souvent obsolétes; 2+2 fossettes
sur la lèvre supérieure; sillon médian bien marqué
seulernent sur le vertex; il est généralment simple,
mais il peut être accompagné de chaque côté d'un sil-
lon beaucoup plus fin parallèle à lui, soit ensemble
trois sillons. Antennes três aplaties, très courtes (3.50
mill.), atteignant à peine le milieu du premier seg-
ment ; les articles sont presque deux fois plus larges
que longs; les quatre articles basilaires sont glabres,
les derniers sont vêtus de fines soies (rares sur le cin-
quième) ; le dernier (huitième) se présente sous forme
d'un disque ovale très allongé, portant deux rangées
parallèles de batonnets plus petits que de coutume, cha-
que rangée comptant environ 10 batonnets. Yeux
composés d'environ 22 à 35 ocelles un. peu aplatis,
mais distincts néanmoins, réunis en 5 ou 6 rangées sur
un champ subovale ou subtriangulaire (4,9,9,9,3.— 8,7,
7,6,5.—8,8,7,6,4,2.,; les deux champs sont écartés
d'environ trois fois leur grand diamètre.
Le premier écusson (fig. 228) est étroit, c'est à
dire qu'il dépasse de peu la base des yeux. Le bord
antérieur est très faiblement échancré à la hauteur des
yeux ; langle est arrondi et finement rebordé, irregu-
lièrement déprimé au centre. Le deuxième segment
est aplati ou même un peu concave sous le ventre. La
surface du premier écusson est plus ou moins distin-
ctement cuireuse ; celle des segments du tronc est®ab-
solument et fortement chagrinée et striolée. Sur la
partie dorsale découverte du prozonite, on distingue
une, deux ou trois stries irrégulières parallèles à la
suture ; dans les côtès les strioles sont obliques. Sur lé
metazonite, les strioles sont longitudinales partout ; de
plus on remarque un sillon profond et étroit à la hau-
— 189 -
teur du pore, et quelques fines stries sur le ventre: Le
“bord postérieur du métazonite est três épaissi, et forme
“Je long du corps de [animal une succession de bour-
relets transversaux caractéristiques ; le bord est un peu
moins rugueux et plus brillant que le reste, qui est
mat et souvent empaté de terre. La suture est fine en-
tière et droite; le pore est petit et s'ouvre en avant
de la suture avec laquelle il n’est pas en contact. Le
dermer segment (fig. 229) est chagrine, sans strioles ;
son bord postérieur est prolongé en pointe aigue, plus
ou moins déprimée transversalement a la base, et dont
Pextrémité dépasse Vangle des valves anales. Celles-ci
sont un peu moins fortement chagrinées que l’article
précèdent ; elles sont assez saillantes, globuleuses à la
base et amincies pres du bord libre, qui n’est pas ac-
compagné dun sillon. Ecaille ventrale en triangle à
large base, à pointe indistinctement biacuminée. Lames
ventrales striées transversalement. Stigmates puncti-
formes.
Pattes sensiblement plus longues que les antennes
(4.20 mill.), au nombre de 83 à 95 paires. Une soie
sous chacun des articles. Griffe robuste, aigue, mais
courte, ne dépassant pas la moitié de Tarticle précé-
“dent.
Male.—Premiére et deuxieme paires de pattes am-
bulatoires normales (fig. 280 à 231). La partie ven-
trale du septième segment forme une fine aréte trian-
gulaire arquée, un peu saillante sur la surface ventrale.
Pattes copulatrices (fig. 232 à 235). Lame ven-
trale de la premiére paire triangulaire, courte et tres
large de base, à côt's très faiblement échancris; arti-
cle terminal de la paire antérieure dépassant largement
la pointe de la lame ventrale, et portant un crochet
latéral robuste, arrondi. Paire postérieure proportion-
nellement courte; article basilaire plus long que large
(dans la proportion de 5 à 3), avec les deux sillons
usuels, l’un sur la face externe, l’autre sur la face in-
terne ; l’article terminal est robuste, épanoui et. taillé
carrément à l'extrémité ; le feuillet séminal se détache
: — 190 —
de la tige principale au second tiers de sa longueur
environ, et n'en atteint pas la pointe; il est lancéolé
et ses bords sont finement dentelés.
Les individus présentant trois segments apodes
(Ns. 5, 6 e 7 du tableau) sont épais et ramassés, de
coloration brun foncé teinté dolivatre ou de brun-
rouge, avec les metazonites jaune-olivatre dans les
flancs seulement; antennes et pattes jaune d'ocre, ces
dernières ternies de brun à l'extrémité. A part cette
différence de coloration peu importante, on ne relève
pas de variations saillantes dans les détails des tégu-
ments; tout au plus la sculpture des somites est elle
un peu plus nette, moins usée au bord postérieur. Mais
Vintéret que présentent ces males réside dans le fait
que les pattes copulatrices sont un peu moins chitini-
sées et que larticle terminal de la paire postérieure
(fig. 236) est moins développé que chez l’adulte, alors
que l’article basilaire est à peu de chose pres normal,
comme le montre la figure 236 comparée à la figu-
re 234,
Ce stade, comme nous l’avons vu, est inconnu chez
les Julides paléarctiques et même (jusqu'ici) chez les
Spirostreptides.—La figure 257 nous a été fournie par
un tronçon d'individu dont nous ne pouvons rien dire,
si ce nest quil mesure, au 6º segment, 3.50 mill. de
d'amètre, ce qui semble indiquer qu'il est intermédiaire
entre le n. 7 et len. 8 du tableau ci-dessus.— Enfin
chez le n. 8 les pattes copulatrices sont semblables à
celles du précédent, mais peut-être plus rudimentaires
encore ; elles paraissent adh‘rer au bord du 7° somite.
Saô- Paulo, Cubatão, Pogo Grande, Alto da Serra.
Nous ayons été tenté de voir dans cette espèce
le À. macrourus de Humb. & Sauss., mais les pro-
portions de ce dernier (11 mill. de largeur, sur 98
mill. de long) sont telles que nous n'avons pu nous y
résoudre ; d'autant plus que H. & S. ne font pas men-
tion de la différence de diamètre entre prozonite et
metazcnite, qui est si caractéristique chez notre
espèce.
OO OE à
da le en a
=
Ferre tin 7 Le
— 191 —
Rhinoeriecus Nattereri Hiumbert &
Saussure, 1870. (Pl. IX e X, fig. 238-242)
Sy: Spirobclus Nattereri, Humb. & Sauss. N. 70, 72;
Porat N. 88 B.
|
88.—| 6.30 63 119
77.—| 5.80 59 110
“cv yr y
= o D E o + © a
Bo. Sis Ble te) oo
= © |O 2 | 2129n ee AREAS
Sexe Io SE|2BEBS Ela 0S|E 6| PROVENANCE
‘als sh Sess | ee
| = = = algo q
Male. | Soa | T.— BY 125 1 | Bahia.
> 73.—| 5.70 62 111 3 >
> NRO qe ee o 95 1 6
| |
Femelle. |109.—| 6.80 67 127 1 | Bahia.
118606175740 67 123 3 >
96.—| 7.— | 65 123 1114 >
90.—| 6.40:| 614 | 121 1 >
1
1
Coloration brun-noir ou brun-fauve, avec une teinte
violacée ou parfois verdatre; le metazonite plus clair,
mais avec une fine bordure plus foncée sur le dos.
Pattes variant du brun-fanve au jaune d'ocre.
Scobina jusqu'au au 42º segment au moins.
Tete lisse et brillante, divisée par un sillon fin, net
sur le vertex, obsoléte sur la face. 2+2 ponctuations sur
la lèvre supérieure. Ocelles bien conformées, réunies
sur un champ subcirculaire au nombre de 43 environ
(8,8,8,7,7,9) en six rangées ; les deux yeux écartés d'au
moins deux fois leur grand diamètre. Antennes très
courtes, couchées en arrière, elles ne dépassent guère
le milieu du premier segment; les articles sont assez
aplatis, mais beaucoup moins larges que chez asper ;
le dernier article est, ici aussi, représenté par un dis-
que ovale allongé qui porte environ 17 ou 18 baton-
nets coniques, courts et épais à la base, sur lesquels 15
ou 16 sont distribuës en couronne à la périphérie.
Premier écusson (fig. 238) lisse et brillant; les
côtés sont plus arrondis antérieurement qu’à l'angle pos-
Goo
térieur ; le bord postérieur est très faiblement sinueux
sur un três court espace dans le voisinage immédiat de
Pangle; un fin sillou marginal prend à la hauteur de
la base de Poeil et se termine à Vangle postérieur. Sur
les segments du tronc, le prozonite est divisé en deux
zones par un sillon transversal trés fin; la zone antérieure,
emboitée, est lisse et três brillante; la zone postérieure, dé-
couverte, de même que le metazonite, n'est pas absolument
lisse mais n’a pas non plus de sculpture distincte; tous deux
sont plus ou moins mats. Le metazonite est marqué, pour
tout ornement, d'un fin sillon longitudinal à la hau-
teur du pore; c’est à peine si, sur le ventre, on sul-
prend quelques vestiges de plis ou de sillons. La suture
ventrale est très fine dans les cotés plus ou moins ef-
facée sur le dos. Les pores répugnatoires sont petits et
s'ouvrent dans le prozonite en contact avec la suture, ~
que est brisée et déviée. Le bord postérieur du der-
nier segment (fig. 239) est taillé en pointe triangulaire
large, qui dépasse sensiblement l'angle supérieur des
valves anales, et dont la pointe arrondie est indistinc-
tement inclinée vers le sol; le segment est faiblement
déprimé à la naissance de la pointe et porte quelques
stricles transversales près des bords; vu par la face
dorsale, il cache entièrement les valves anales. Celles-ci
sont assez saillantes, lisses et brillantes, assez globuleu-
ses à la base et faiblement comprimées près des bords
qui sont unis, sans sillons. Ecaille ventrale en triangle
à large base, non épaissie. Lames ventrales finement
sillonnées transversalement. Stigmates subcirculaires.
Pattes plus longues que les antennes (4.50 mill.)
au nombre de 95— 125.
Male. -Première et deuxième paire de pattes am-
bulatoires comme chez asper. Le bord du septième seg-
ment forme, sur la face ventrale, une fine carène trans-
versale arquée sailtante. Pattes copulatrices (fig. 240 à
242): lame ventrale de la premiére paire aussi longue
que large, pyriforme. à bords latéraux bissinueux, à
pointe mousse ; articles terminaux de la première paire
dépassant à peine la pointe de la lame ventrale, avec
Senge ME Rey
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oS FIM A 2
Te ew NP PP
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E ar ig ash TS PEL
— 193 —
un crochet latéral arrondi assez fort. Patte postérieure
semblable à cella d'asper, avec cette différence que Par-
ticle basilaire est plus court (dans le rapport de2à 1);
que le sillon de la face interne de l’article basilaire est
plus ouvert; et que l’angle inférieur du feuillet secondaire
de l’article terminal est prolongé en pointe spiniforme,
tandis que chez son congénere c’est l'angle supérieur
qui est plus développé et de forme différente. Bahia.
Rhinocricus Nattereri varians, 7. var.
(PL X, fig. 243—244
Longueur | Diamètre | Nombre pies non
Sexe em em ea Beer tall: pads PROVENANCE
Millimétres | Millimétres | Segments P mites Pp
Mâle 43, — 3.80 54 59 | 3 Ralz da Serra
Mâle . 82.— 5.80 60 111 1 São Sebastião—Septem-
» 79.— 5.80 60 111 1 “bro 1896.
> 57.— 5.20 60 Sain 1
>» 72.— 5.20 59 109 1
» 66. — i. 59 109 1
; » D1.— 4.70 59 109 1
» 56.— 4,50 59 109 1
» 54,— 4.70 59 109 1
> 45.— 3.70 59 106 (*) 2
> 61.— 3.20 58 105 2
> 79.— 5.80 57 105 al
>» 45,— 4.20 57 101 3
Mâle . —?— ?— 60 111 1 llha de São Sebastiäo—
E =» 82. — 5.70 60 111 1 Novembro 1896.
» 57.— 5.— 60 111 bo
> 40.-- 3.50 59 103 +
» 71,— 5,70 58 107 1
» 58.— 4,59 58 105 2
» 39. — 3.60 56 95 5
» 47, — 4,20 55 97 3
E e eee e eee |
Femelle 67.— 6.— 58 107 2 Raiz da Serra,
» 73.— 6.80 56 105 1
Femelle 75,— 5.70 . 59 111 1 São Sebastiäo—Septem-
_ o 72.— 5.20 59 111 1 bre 1895.
Dis, 63,— 4,90 59 109 2
> À 62 ,— 4.60 59 109 2
» 61.— D,— 59 109 2
mn ‘à 50 ,— 4.20 59 109 2
da RE €8.— 5.6) 58 109 1
DAME 40,— 3.50 54 95 4
ACS - 38.— 3.50 54 95 5
Femelle 15.— 5.60 60 11] 2 llha de São Sebastião—
» 76, — 5.70 59 111 1 Novembro 1896.
>. 69.— 5.— 59 111 1
MR 62,— 5,20 59 111 1
ME é 66.— 5.20 59 109 2
ae 74,— 6,— 58 109 1
DEL à 63.— 5.10 58 109 1
ee sé
() Le 3,º avant-dernier segment n’a qu’une paire de pattes,
— 194 —
Cette varièté se distingue du type par une colo-
ration généralement plus claire, notamment dans les
flancs ou le métazonite prend souvent une couleur jau-
natre qui contraste avec celle du fond. L’angle formé
par le bord postérieur du dernier segment est plus
prononcé, sa pointe dépasse sensiblement le niveau des
valves (fig. 243), elle est d'avantage infléchie vers le
sol. Le nombre des somites est généralement plus pe-
tit. Il existe aussi parfois des différences dans la for-
me de la lame ventrale de la paire antérieure des pat-
tes copulatrices ; sa pointe peut être plus rétrécie, plus
tronquée à l'extrémité, comme le montre la figure 244;
mais nous avons vu aussi des intermédiaires entre
cette forme et la forme typique.
Les individus auxquels il manque des membres
aux deux et trois derniers segments, et qui, par celà
même, sembleraient être à un stade de croissance in-
férieur a ceux n'ayant qu'un segment apode, ont pour-
tant les pattes copulatrices complètement développées
et l'extrémité du pénis ouvert.
São Paulo; São Sebastião, septembre 1896, Ilha
de São Sebastião, Novembre 1896, Raiz da Serra, Pa-
rand.
Ethinocricus pugio, 2. sp.
(PL X, fig. 249 à 251)
Mile: longueur 109 mill; Diamètre 7 mill.; 59
segments; 101 paires de pattes; 1 segment apode.
taiz da Serra.
Femelle : iongueur
99 segments ; 103 paires de pattes; 1 segment apode.
Bahia.
Scobina jusqu'au 44° segment au moins.
Belle espèce élancée ; coloration noire, avec le bord
antérieur du premier segment et le bord postérieur de
tous les autres (le dernier excepté) plus ou moins lar-
sement ourlé de fauve ou de rouge doré; membres
fauves ternis de brun.
~~
ii
mill. ; Diamètre 6.50 mull. ; .
ee ir a
ei
>
+
CES m pp Sato aire É sis
A0 eae
Tete presque lisse (sous le microscope, extrème-
ment finement striolée), un peu luisante. 2+ 2 fosset-
tes sur la lèvre. Sillon médian presque obsolète, visi-
ble seulement sur le vertex et sur la lèvre. Antennes
peu épaissies, courtes (4.10 mill.) n’atteignant pas le
bord postérieur du premier écusson; dernier article en
forme de disque ovale et oblique, planté denviron 21
petits bâtonnets coniques. Ocelles aplatis mais distin-
ets au nombre de 40 environ (7,8,8,8,7,2) en six ran-
gées. groupés sur des champs subovales écariés d’en-
viron 2 1/2 à 3 fois leur grand diamètre.
| La surface de tous les segments est, comme celle
de la tête, presque lisse et médiocrement luisante. Les
côtés du premier segment (fig. 245) sont soit arrondis,
soit taillés en ogive a pointe arrondie (les deux côtés
se trouvent nétre pas pareils sur le même animal);
le bord antérieur est finement rebordé sur un court es-
pace; en outre le bord postérieur présente parfois une
strié écourtée dans le voisinage de angle. Le deu-
xiéme serment est aplati, et non concave, sur la face
ventrale, et faiblement noduleux sous la pointe du pre-
mier segment. Les huit on dix segments suivants peu-
vent être marqués de vagues impressions ou plis lon-
gitudinaux, d’ailleurs très peu sensibles. Les segments
du tronc sont marqués d'une très fine strie parallèle a
la suture, coupant le prozonite sur le dos et brisée a
ja hauteur des pores, d'un sillon longitudinal a la hau-
teur du pore sur le métazonite, et de quelques vesti-
ges de strioles obliques et de stries longitudinales a la
base des pattes. Les pores sont médiocres, situés dans
la suture ou accolés a elle. La suture est déviée a
cet endroit ; elle est complète, quoique fine, sur le dos.
Le dernier segment (fig. 246) est prolongé en pointe
triangulaire recouvrant les valves anales comme chez
Nattereri, et dont l'extrémité arrondie dépasse le bord
des valves anales. Ceiles-ci sont médiocrement sail-
lantes, globuleuses, indistinctement comprimées près des
bords, qui ne présentent pas de sillon marginal. Ecail-
le ventrale courte en triangle a très large base, a
=, 406º —
pointe mousse. Lames ventrales strièes transversale-
ment. Sligmates punctiformes.
Les pattes du male sont un peu plus robustes que
celles de la femelle. La première et la seconde paire
sont sans pe
Sur les pattes 3, 4, 5 et 6 (fig. 247) le tibia est de:
plus en plus gibbeux sur la face inférieure ; sur la Te
paire, il est de nouveau normal. Le bord du septième:
segment forme une arète transversale peu saillante.
Les pattes copulatrices (fig. 248 à 251) sont biem
caractérisées. La lane ventrale de la première paire:
est médiocrement large à la base, beaucoup moins que:
la première paire de pattes copulatrices, à côtés forte-
ment arrondis; puis, à mi-hauteur environ, elle est
fortement rétrécie, au point que la partie distale ne:
constitue plus qu'une tige ressemblant à la lame d’un
poignard à pointe émoussée; cette pointe dépasse la
pièce basilaire de la première paire des pattes copula-
trices et atteint le niveau des pointes des pièces ter-
minaies. Les pièces basilaires de la première paire de
pattes copulatrices sont très globuleuses latéralement ;
la pièce terminale est assez longue, le lambeau est ar-
rondi. La pièce basilaire de la seconde paire est mé-
diocrement allongée, à peine deux fois aussi longue
que large. Le fouet se termine par deux feuillet ; le
femillet séminal est semblable à celui des espèces pré-
cédentes ; le feuillet protecteur est épanoui vers la
pointe seulement; celle-ci est faiblement échancrée, Pun
des angles est arrondi et l'autre est prolongé en forme
d’épine.
Bahia; Haiz da Serra.
Cette espêce est si voisine du Nattereri et du va-
rians qu'il est difficile de donner des caractères diffé-
rentiels précis; néanmoins on peut la reconnaitre à
sa taille plus grande et moins élancée, et à sa moyen-
ne de segments et de pattes moins élevée.
Le À. pugio est également très voisin du R. ar-
gentineus de Porat; toutefois ce dernier présente, sur
le prozonite, des strioles obliques profondes que l’au-
a oi +
a
E
ae
— 197 --
?
LL
teur décrit en ces termes: «Strus... in partem ante-
riorem detectam, jam paulo infra poros strigosam,
“arcuatim transeuntibus...»» ; en outre il semble avoir
“un nombre moindre de somites, 46-49 environ.
att dd ail es, on ee
wey
+.
Rhinocricus pugio ochrurus, n. var.
Male adulte: longueur 65 mill; diamètre 5.60
mill.; 57 segments, 103 paires de pattes, 2 segments
| apodes. Piquette. |
| Femelle jeune: longueur 55 mill.; diamètre 5 mill. ;
- DS segments; 103 paires de pattes; 4 segments apo-
~ des. Alto da Serra. 3
- Scobina visible jusqu'au {5° segment au moins.
Brun foncé, avec tous les segments bordés prin-
cipalement dans les flancs de jaune d’ocre olivatre ; de
cette méme couleur sont également la bouche, les an-
tennes, les pattes, le bord antérieur du premier seg-
ment et la pointe du dernier. De taille moyenne, a
côtés parallèles.
_ Tete lisse et brillante ; face aplanie ; vertex peu
bombé, divisé par un faible sillon interrompu entre la
base das antennes ; 2+2 fossettes piligères sur la lèvre
supérieure. Antennes courtes (3.90 mill), n'atteignant
pas le bord postérieur du premier segment, médiocre-
ment épaissies et de même diamètre sur toute leur
longueur. Ocelles aplatis mais distincts néanoins, au
nombre de 54 environ en sept rangées (9.9.10.9.7.6.4)
formant un triangle arrondi; les deux yeux écartés
d'au moins 2 1/2 fois leur grand diamètre.
Toute la surface du corps est lisse et luisante;
- néanoins à la loupe elle apparait striolée longitudina-
lement ou cuireuse. Le bord antérieur du premier seg-
ment est imperceptiblement sinueux à la hauteur des
. yeux; les côtés sont taillés en ogive à pointe arrondie
et sont finement rebordés antérieurement. Deuxième
segment comme chez le type. Les prozonites du tronc
… présentent sur le dos, c'est à dire entre les pores, une
strie transversale parallèle à la suture et mieux mar-
— 198 —
quée qu'elle. Les métazonites ne portent, outre le fin
sillon qui fait suite au pore, que quelques faibles stries
qui ne sont bien visibles que pres de la base des pat-
tes. La suture transversale est fine, plus faible sur le
dos que dans les flancs; elle est brisée et déviée par
le pore qui est assez grand et s'ouvre dans le prozo-
nite. Le bord postérieure du dernier segment est pro-
longé en triangle cachant les valves comme chez Nat-
tereri, la pointe à peine émoussée dépasse sensible-
ment langle supérieur des valves anales. Celles-ci sont
peu saillantes, assez globuleuses, peu comprimées près
du bord et dépourvues de sillon marginal. Ecaille ven-
trale en triangle à large base. Lame ventrale striée
transversalement. Stigmate petit, punctiforme.
Pattes plus longues que les antennes (4.25 mil),
au nombre de 103 paires environ.
Caractères sexuels du male identiques à ceux du
type.
Saô-Paulo ; Piquete, Alto da Serra.
MRMhinoericus concinnus, 2. sp.
(Pl. X, fig. 292 à 294)
Femelle : longueur 109 mill.; diamètre 9 mill. ;
97 segments; 107 paires de pattes ; 1 segment apode.
Forme très voisine du À. lúnbatus, mais beaucoup
plus grande et plus élancée ; composée d'un plus grand
nombre de segments.
Scobina visible jusqu’au 46.° segment, où elle est
toutefois réduite à une ponctuation presqu'effacée.
De même coloration que R. linbatus, mais plus
uniformement foncé; la bordure claire des segments est
réduite ici à un simple filet, à peine un peu plus accen-
tué dans les côtés. Antennes et pattes brun-rouge três
foncé.
Tête lisse, brillante, glabre, un peu plus grosse que
chez POUR lèvre supér ieure un peu incisée en son
milieu, avec 2 +9 : fossettes piligeres assez rapprochées
aC hes
Sillon occipital trés fin, presque obsolete entre les an-
tennes. Yeux écartés de plus de 2 fois leur grand
diamétre, composés de 33 ocelles aplatis, mais distincts,
en sept rangées (7.7.7.6.5.3.2) sur un champ subtrian-
gulaire. Antennes courtes, atteignant à peine le bord
postérienr du premier segment, un peu aplaties, les
quatre premiers articles glabres, les derniers finement
soyeux ; le dernier article, en forme de disque ovale,
porte une trentaine de petits batonnets coniques, dont
15 où 17 environ sur le pourtour et le reste distribuë
sans ordre apparent au centre du disque.
Premier segment (fig. 252) un peu plus long que
chez lrmbatus, luisant, à côtés arrondis, finement re-
bordés dans langle seulement ; bord antérieur non échan-
crê. Deuxième segment non concave sur la face ven-
irale, partant l’arète latéro-ventrale est arrondie et nul-
lement sensible près du bord postérieur. Segments du
tronc un peu luisants ; suture transversale assez mar-
quée mais non étranglée ; entre les pores (face dorsale)
(fig. 254) elle est précédée d'une strie large aussi mar-
quée quelle, réguliere sur les segments antérieurs, mais
. brisée sur les segments postérieurs, et sarrêtant tou-
jours à la hauteur du pore; en avant de cette strie, le
prozonite est finement chagriné-ponctué ; entre la strie
et la suture, même sculpture mais un peu plus accen-
- tuée; en arrière de la suture, le metazonite présente
de fortes ponctuations peu denses sur un fond lisse ; ces
ponctuations sont limitées au voisinage de la suture, le
bord postérieur est complètement lisse. Au dessous des
pores, prozonite et metazonite présentent de fines strio-
les obliques ; ce n’est que très bas sous le ventre qu'ap-
paraissent les stries complètes du metazonite. Les pores
sont un peu plus grands que chez limbatus ; ils sont
presque en contact avec la suture; à la hauterr du pore
* une strie fine coupe le segment dans toute sa longueur.
Segment anal (fig. 253) finement rugueux, prolongé en
angle très court, couvrant à peine Vangle supérieur des
valves, à pointe atténuée et séparée du reste du segment
par un sillon bien marqué. Valves anales tres saillan-
oS) are DT © a
Pad » 7
— 200 —
tes, plus que chez limbatus, à profil plus arrondi, glo-
buleuses à la base et comprimées pres du bord qui n'est
pas accompagné d'un sillon; la partie comprimée est
presque aussi large que la partie globuleuse. Ecaille
ventrale triangulaire, courte et tres large à la base,
coupée de quelques stries transversales, à “Pointe arron-
die. Lames ventrales striées transversalement. Pattes
assez longues, armées d'une griffe robuste ; au nombre
de 107 paires.
Le male est inconnu.
São-Paulo; Alto da Serra.
Se distingue du lénbatns par la forme du second
segment, par ja ponctuat:on des metazonites et par le
développement des valves anales.
Rhinocricus moestus, 7. sp.
(Pl. X, fig. 255.4 261)
Male: longueur 122 mill. ; Diamètre 9 mill.; 59
segments ; 109 paires de pattes ; 1 segment apode.
Femelle : longueur 100 mill. ; diamètre 6.60 mill. ;
61 segments ; 115 paires de pattes; 1 segment apode.
Scobina jusqu'au 46.º segment environ.
Coloration sombre, bruna -rouge tres foncé, presque
noir, avec les somites tres finement ourlés de brun-rouge
doré; membres foncés.
Corps plus ou moins élancé, parallèle: três ro-
buste (Poço Grande) ou gréle (Serra do Cubatão);
mat, avec le bord postérieur des metazonites luisants,
Tête lisse et brillante ; 2+ 2 fossettes sur la le-
vre supérieure ; sillon bien marquê sur la lèvre et sur
le vertex, vague ou complètement effacé entre les an-
tennes. Yeux subtriangulaires-arrondis, écartés. d’en-
viron trois fois leur grand diamètre, composés de 39 +
-— 42º ocelles plans, mais distincts, en 6 rangées
(8.8.7.7.5.4 — 8.9.8.8.6.3).
neues très courtes, atteignant à peine le bord
postérieur du premier segment, comprimées, élargies
o “de
Rs aa een od | re Ss a > +
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— 201 —
vers Vextrêmité; septième article à peine saillante;
huitième article représenté par un disque ovale ou
subrectangulaire portant une 30ne de petits batonnets
coniques, disposés sans ordre apparent.
Le premier segment (fig. 255) est assez long, un
peu brillant, à angles arrondis, mais néanmoins un
peu rétrécis, finement rebordés mais nou échancrés ni
antérieurement ni postérieurement. Le deuxième se-
gment est bien dégagé du premier dans les côtés ; il
nest pas concave en dessous et ne forme pas d'arete
latérale, il est simplesment arrondi (femelle et male) ;
il est finement strié sur la face ventrale. Sur les se-
gments du tronc, le prozonite est extremement finement
ponctué-cuireux. mat; la surface des metazonites est à
peu près lisse mais parfois un peu inégale (gros mà-
les). Il n'existe de strioles obliques ou de stries lon-
gitudinales que tres bas sous le ventre. La suture
transversale est représentée par une strie fine, presque
toujours visible. sans étranglement. A la hauteur de
la suture, le prozonite est d'un diametre légerement
“plus grand que le metazonite. Sur la face dorsale,
entre les pores, le prozonite est coupé transversalement
par une strie plus fine que la suture ininterromp ue.
“Le pore est petit légèrement surélevé, accolé à la su-
ture et en avant d‘elle; à sa hauteur le segment est
coupé longitudinalement par une strie faible, plus
accentuée sur le metazonite. Le dernier segment et
les valves sont finement cuireux, mats. Le bord pos-
térieur du dernier segment (flg. 256) forme un angle
“três ouvert, déprimé à la base, et dont la pointe arron-
die ne dépasse pas l'angle supérieur des valves ana-
les Celles-ci sont saillantes à profil arrondi, un peu
- globuleuses à la base, comprimées, mais sans sillon au
bord libre qui est lisse. L’écaille sous-anale est gran-
de, triangulaire, large de base, à pointe plus ou moins
émoussée. Lames ventrales flnement striées transver-
Salement. Stigmates punctiformes.
- Pattes longues et robustes (Male), au nombre
de 109—115.
— 202 —
Chez le male, les articles des pattes ambulatoires
sont gibbeux inférieurement ; les tarses sont dépourvus
de bourrelets. La première paire est sans particula-
rités. La lame ventrale de la deuxième paire, com-
parée à celle du R. asper, est plus carrée, plus an-
euleuse. Les hanches de la troisième paire (lg. 257)
sont surmontées d'un prolongement comprimé d'avant
en arrière et mème concave antérieurement, arrondi
et faibiement bilobé. Le même prolongement se re-
trouve, mais moins développé, sur les hanches des
quatrième, cinquième, et sixième paires. Celles de la
septième paire sont grandes et de forme usuelle.
Pattes copuiatrices (fig. 258 à 261). La lame ven-
trale a la forme d'un triangle dont tous les angles
sont arrondis ; elle est un peu plus courte que la pièce
basilaire de la première paire de pattes copulatrices.
Celle-ci est assez globuleuse latéralement ; elle est dé-
passée de peu par la pièce terminale qui est un peu
gibbeuse à la base interne, et dont le lambeau apical
est très arrondi. La pièce basilaire de la deuxième
paire de pattes copulatrices est assez longue, plus de
deux fois plus longue que large. La pièce terminale
est de forme usuelle, terminée par deux feuillets grè-
les ; le feuillet séminal ne présente rien de particulier,
mais l’autre, au Heu d'être épanoui comme chez les
espèces précédentes, est aminci vers l'extrémité et est
divisé en deux pointes, dont l’une, courte, se termine
en bouton arrondi et l’autre, plus longue, se termine
en pointe aigue.
São Paulo; Pogo Grande, Alto da Serra.
Ethimocricus sericiventris, n. sp.
(Pl. XX fig: 262 24> 266)
Male: longueur 90 mill; diamètre 8.50 mill. ; 45
segments ; 81 paires de pattes; 1 segment apode.
Scobina visible jusqu'au 30 segment, ou elle est
déjà punctiforme.
— 205 --
Voisin du R. concinnus; élancé comme lui, mais de
taille moindre. Coloration brun-rouge très foncé, tirant
sur le marron, avec la bordure postérieure des segments
eclaircis, surtout vers le ventre; dernier écusson et val-
ves grisâtres (?); pattes brunatres, plus claires que le
tronc.
Tête lisse et brillante; lèvre marquée de 2--2 fosset-
tes, la paire externe étant très écartée de la paire in-
terne ; le sillon occipital est fin, bien marqué à ses
deux extrémités, mais à peu près obsolète entre les
antennes. Les yeux sont subtriangulaires, écartés d’en-
viron deux fois leur grand diamètre ; composés de 39
—40 ocelles plans mais distincts, disposés en 7 rangées
(7.8.7.7.9.4.1—8.8.7.7.5.4.1). Antennes un peu plus lon-
gues que chez les espèces précédentes, atteignant pres-
que le bord postérieur du deuxième écusson (Male) ;
faiblement aplaties à la base ; ue et moniliformes
à l'extrémité ; articles 5, 6 et 7 vêtus de soies courtes ;
dernier article en forme de Nie ovale portant un
grand nombre (au moins une centaine) de petits baton-
nets coniques, plus petits que chez À. concinnus, et
distribués sans ordre apparent sur toute la surface du
disque.
Premier segment (fig. 262) court presque lisse et
assez brillant; bord antérieur faiblement échancré a la
hauteur de langle postéro-inférieur de l'œil ; côtés com-
plètement arrondis et accompagnés d’un profond sillon
marginal, mais dans l'angle seulement. (Le seul exem-
plaire examiné porte au premier tiers du premier seg-
ment un sillon irrégulier transversal, qui se perd à hau-
teur des yeux; mais ce segment ayant été un peu dé-
formé du vivant de l'animal, il se peut que ce caracte-
re n'existe pas chez d’autres individus) Deuxième seg-
ment indistinctement ponctué sur le dos, très faiblement
cuireux dans les côtés, mais avec quelques stries ou
strioles près de l’arète inférieure; face ventrale nette-
ment concave, d'où il résulte que l’arète latéro-ventrale
est nette, même au bord postérieur; la face ventrale
est nettement striolée, presque plissée. Sur les segments
— 204 —
du tronc, le prozonite est finement rugueux, mat ou
un peu luisant; il est divisé sur le dos par nne strie
irrégulière assez nette, parallèle à la suture, et brisée
à la hauteur du pore; les flancs sont finement striolés,
les strioles sont de plus en plus denses vers le ventre,
d'où un reflet soyeux assez sensible. Le metazonite est
indistinctement pronctué et brillant; les stries longitu-
dinales ne sont complètes que sur la face ventrale ; elles
sont peu nombreuses. Le pore est petit, écarté de la
suture, perdu dans les rugosités du prozonite; il est
accompagné d’une strie longitudinale visible sur le me-
tazonite seulement. Le dernier segment (fig. 263) est
conique, court, finement cuireux ; son bord postérieur
se termine en triangle três court, três large de base,
dont la pointe est arrondie et ne recouvre pas l'angle
supérieur des valves anales. Celles ci sont finement cui-
reuses, largement saillantes, à profil tronqué, très peu
elobuleuses à la base, largement comprimées près du
bord qui est lisse et dépourvu de sillon. Ecaille ven-
trale triangulaire, large de base, à pointe vive, à sur-
face finement cuireuse. Lames ventrales striées trans-
versalement. Stigmates, punctiformes.
Pattes assez longues, au nombre de 81 paires.
Male. Le bord antérieur du septième segment for-
me, sur le ventre, une carène tranchante assez sail-
lante. Les pattes de la première et de la seconde paire
sont semblables à celles du R. asper ; toutefois la lame
ventrale de la deuxième paire est un peu plus dilatée
latéralement, et le pénis est plus étroit et plus long,
comme chez R. limbatus environ.
Pattes copulatrices (fig. 264 — 266) du type nor-
mal. Lame ventrale de la première paire plus large
que longue (dans la proportion de 31 à 22), subtrian-
gulaire, à bords latéraux droits (ni sinués, ni échancrés) ;
l’angle supérieur est terminé en bouton arrondi; dans
les angles inférieurs, quelques stries en éventail. Ar-
ticle basilaire de la première paire dépassant sensible-
ment la lame ventrale, large, arrondi dans les côtés ;
article terminal ne dépassant pas la pointe de l’article
— 205 —
_ basilaire, formant un robuste crochet spatuliforme,
arrondi, égal à la moitié de la longueur de l'article
- celui-ci est canelé sur son arète postérieure. Paire
postérieure assez longue et grèle ; article basilaire plus
“Jong que large (dans la proportion de 2 à 1); canelure
de la face interne large; article terminal comme chez
R. limbatus, réserves faites en ce qui concerne le
feuillet secondaire, qui est brisé sur l'échantillon exa-
mine.
Femelle inconnue. |
Sao-Paulo; Cubatão, Décembre 1895.
Rhinocricus limbatus, 7. sp.
(PL. X, fig. 267 à 271)
Scobina visible jusqu'au 38º segment.
Forme de taille moyenne, mais robuste et ramas-
— Sée, à côtés parallèles. Brun-noir avec un reflet ver-
; dâtre ; sur le dos, les metazonites sont bruns un peu
_ plus clairs et sont finement ourlés de jaune olivatre ;
x dans les flancs, cette dernière couleur envahit entière-
— ment les metazonites; pattes et antennes brun-bistre
terne (Femelle) ou ocracé plus ou moins terne (Male).
: Tete lisse et brillante; sillon médian presque obso-
: lète, visible seulement sur le vertex et sur la lèvre,
à qui porte en outre 2—2 fossettes. Antennes courtes
%
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M EN NT A A A NEA SA
‘4 Femelle.| 62.—| 7.20 | 45 | 83 | 1 | Alto da Serra.
q > .| 57.—| 7.20 | 45 83 1 AE. >
——
é
2
— 206 —
(4.20 mill.) atteignant à peine ie bord postérieur du
premier segment, assez aplaties et épaissies; les quatre
derniers articles vêtus de soies courtes; le dernier en
disque ovale portant une 50% de petits batonnets dis-
tribués sur toute sa surface sans ordre apparente. Ocel-
les aplatis mais distincts au nombre de 34 environ en
6 rangées (8.7.7.9.4.3.) disposés sur des champs trian-
gulaires onda, Sears d'environ 21/2 fois leur
grand diamétre.
Le premier segment (fig. 267) est presque lisse et
brillant, moins cependant que la téte; le bord antérieur
est imperceptiblement échancré à la hauteur des yeux ;
les côtés sont arrondis, le sillon marginal est três court
mais bien marqué. Le deuxiême segment est un peu
concave sur la face ventrale, il en E dans les cô-
tés une arete latéro-ventrale arrondie mais distincte sur
toute la longueur du segment, c'est à dire du bord
antérieur au bord postérieur. Sur les segments du
tronc, la partie découverte du prozonite est finement
chagrinée et ponctuée, elle est coupée par un sillon
transversal plus ou moins régulier, brisé à la hauteur
du pore. Au dessous du pore, il est marqué de stri-
oles obliques plus ou moins obsolètes. Le metazonite
est à peu pres lisse ou indistimctement chagriné pres
de la suture; il présente quelques fois, pres de la su-
ture, des traces de plis assez vagues plus sensibles dans
les côtés; ces plis n'atteignent pas le bord postérieur
qui reste lisse et brillant; vers le ventre, ces plis se
rétrécissent et s'accentuent et, sous le ventre, ils sont
remplacés par les striesiongitudinales usuelles qui sont
toujours três fines La suture est fine, complete, non
interrompue par le pore, qui est petit et s'ouvre dans
le prozonite sans être en contact avec la suture. Le
dernier segment (fig.268) est finement striolé et ponctué;
son bord postérieur se termine par un petit angle
émoussé, striolé transversalement à la base, qui ne re-
couvre pas l'angle supérieur des valves anales. Celles-
ci sont très saillantes, médiocrement globuleuses à la
base, comprimées près du bord libre qui n'est pas ac-
4
|
|
|
|
|
|
o
|
LA
;
À
i
ip Es
compagné d'un sillon marginal. Ecaille ventrale en
triangle à large base, à pointe très arrondie. Lames
ventrales striées transversalment. Stigmate PAS
Pattes un peu plus longues que “les antennes (4.50
mill,), au nombre de 15—83 paires.
Male. Le bord antérieur du ne segment
- forme, sur le ventre, une arète triangulaire arquée as-
sez saillante. Les pattes ambulatoires (fig. 269—271)
des paires 1 et 2 sont semblables à Co “du R. asper.
Le pénis est toutefois un peu plus grèle et un peu plus
long, il atteint presque la base des hanches de la deu-
xième paire. la lame ventrale de la première patte
copulatrice dépasse sensiblement la pointe de Ja lame
ventrale; elle est elle même dépassée, mais de peu,
par la pointe arrondie de Varticle terminal; le crochet
de ce dernier est en forme de lambeau triangulaire, il
est tres développé et represente environ la moitié de
la longueur de l’article. La patte posteriéure est sem-
blable, quart à la forme, à l'organe correspondant
du À. Nattereri, mais ses proportions sont un peu
différentes; l'article basilaire est beaucoup plus long
que large (dans le rapport de 7 à 3); l’article termi-
nal est un peu plus long et plus gréle; le feuillet sé-
minal et le feuillet secondaire sont égaux.
São Paulo; Poço Grande, Alto da Serra.
Cette espèce diffère de Palbido limbatus de Porat
par: des dimensions moindres avec un nombre de se-
ements lgèrement plus élevé; le sillon occipital inter-
rompu, effacé entre les antennes ; les lobes latéraux du
premier segment nettement marginés au moins dans
les angles ; la suture trarisversale. des somites distincts;
les pores petits; les membres clairs ; &c.
— 208 —
DISTRIBUTION GEOGRAPHIQUE DES ESPECES
Etat de Säo-Paulc 4
Alto da Serra, 1896.
Otostigmus limbatus Meinert
» caudatus nobis
» tibialis nobis
» scabricauda Humbert -et Saussure
Cryptops Ihering: nobis
Leptodesmus paulistus nobis
» forceps nobis
» furcilla nobis
» cognatus nobis
» volutatus nobis
» deerrans nobis
» verrucula nobis
Eurydesmus angulatus Saussurré
Orthomorpha gracilis C. Koch
Strongylosoma apex-galeæ nobis
Pseudonannolene longicornis sebastianus nobis
Spirostreptus (Alloporus) setiger nobis
» (Gymnostreptus) perfidus nobis
» » ventralis Porat
» » Jheringi nobis
» » subsericeus nobis
» (Cladostreptus) filum nobis
Rhinocricus asper nobis
» pugio ochrurus nobis
» concinnus nobis
» moestus nobis
» limbatus nobis
Belem
Otostigmus caudatus nobis
Scolopendra longipleura Silvestri
Leptodesmus volutatus nobis
» sp. ?
Orthomorpha gracilis O. Koch
Fe St ue ds ere
— 209 —
Strongylosoma apex-galeæ nobis
Pseudonannolene longicornis sebastianus nobis
Spirostreptus (Alloporus) setiger nobis
» (Gumnostreptus) perfidus nobis
«Cerqueira Cesar, Décembre I8%6,
Leptodesmus volutatus nobis
» ornithopus nobis
Pseudonannolene paulista nobis
Spirostreptus (Alloporus) setiger nobis
» (Gymnostreptus) ventralis Porat
Cubatão, Décembre 1595.
Leptodesmus paulistus nobis
Orthomorpha gracilis CG. Koch
Strongylosoma nitidum nobis
Pseudonannolene longicornis sebastianus nobis
Spirostreptus (Gymnostreptus) subsericeus nobis
eel » subsericeus ni ta-
dior nobis
Rhinocricus asper nobis
» sericiventris nobis
Ilha de São Sebastião, Novembre 1896.
Psevdonannolene longicornis sebastianus nobis
Spirostreptus (Cladostreptus) sebastianus nobis
Paraspirobolus paulistus nobis
Rhinocricus Nattereri varians nobis
Itapetininga, Janvier 1897.
Otostigmus caudatus nobis
Leptodesmus forceps nobis
» volutatus nobis
Pseudonannolene tricolor nobis
Spirostreptus (Alloporus) setiger nobis
Itatiba, Juin 1898.
Leptodesmus lamellosus nobis
— 210 —
Monte Jaraguá, 15 Avril 8900.
Spirostreptus (Gymnostreptus) Lheringe nobis
PE Detobre 1896.
Leptodesmus infaustus nobis
Spirostreptus (Gymnostreptus) ventralis Porat
Piquette, Janvier 1897.
Olostigmus tibialis nobis
» scabricauda Humb. & Sauss.
Leptodesmus bidens nobis
» Lheringt nobis
» cylindricus nobis
Rachidomorpha Brasiliæ nobis
» bicolor nobis
Orthomorpha gracilis C. Koch.
Pseudonannolene tricolor gracilis nobis
» longicormis sebastianus nobis
Spirostreptus (Gymnostreptus) ventralis Porat
» (Cladostreptus) patruelis Porat
» » perlucens nobis
» » flavofasciatus nobis
Rhinocricus pugio ochrurus nobis
Poço-Grande.
Spirostreptus (Gymnostreplus) subsericeus nobis
» (Cladostreplus) semicinctus nobis
Rhinocricus asper nobis
» moestus nobis
» limbatus nobis
Raiz da Serra.
Spirostreptus (Gyinnostreptus) perfidus nobis
» » subsericeus nobis
Rhinocricus Nalterert vartans nobis
» pugro nobis
— 211 —
Samta-Rita.
Leptodesinus jucundus nobis
Orthomorpha gracilis C. Koch.
Spirostreptus (Alloporus) princeps nobis
Santos, Septembre [896.
Olostigmus tebialis nobis
Orthomorpha gracilis CG. Koch.
Pseudonannolene longicoriis sebaslianus nobis
Paraspirobolus paulistus nobis
sSão-Sebastião, Septembre 1895.
Pseudonannolene longicornis sebastianus nobis
Sprrostreptus (Cladrostreptus) sebastianus nobis
Rhinocricus Nattereri varians nobis
são-Paulo (sans indication de localité).
Scolopendra morsilans Linné
Etat de Parana
Parana (Ponta-Grossa— Palmeira —
Curity ba)
Leptodesmus decipiens nobis
Orthomorpha gracilis C. Koch.
Pseudononnalene callipyge nobis
Spirostreptus (Alloporus) setiger nobis
» (Gymnostreplus) perfidus nobis
» (Cladostreptus) interruptus nobis
Rhinocricus Nalterer: varians nobis
Etat de Rio Grande do Sul
San Lourenzo, 13 Féwrier 1896.
Scolopocryptops Mersii Newport
Sy à
— 212 —
Etat de Bahia.
Bahia, 8 Août 1896.
Rhysida longipes Newport.
Pseudonannolene longicornis sebastianus nobis.
Spirostrepts (alloporus) seliger nobis.
» (Scaphiostreplus) fuscipes Porat.
» (Cladostreptus) angustifrons nobis.
Rhinocricus Nultererv Saussure.
» pugio nobis.
Bresil (sans autre indication de localité)
Otostigmus tibralis nobis.
» scabricauda Hamb. & Sauss.
» limbatus Meinert.
Aphilodon micronyx nobis.
Schendyla emperfossa nobis.
République Argentine
Buenos-Ayres
Otostigmus inermis Porat
Pseudonannolene scalaris nobis.
Carmen de Patagones
Pseudonannolene patagonica nobis.
Sans aucune indication de localité.
Scolopendra subspinipes Leach.
Heterostoma, sp. incerta.
Leptodesmus (Pseudoleptodesmus) rubescens Ger-
vais.
Eurydesmus angulatus Saussure.
— 213 —
INDEX BIBLIOGRAPHIQUE
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Uebersicht der im Kôn. zool.
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relli nella Republica Ar-
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Chilopodi e Diplopodi. Boll.
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BR. Unio. . Torino, X, N.
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> N. 970
Viaggio del Dott. Alf. Bo-
relli nel Chaco boliviano
e nella Republica Argen-
tina.—Ided., XII, N. 283,
1897,
KE. Voges N. 78a
Beitrige zur Kenntnis der
luliden. — Zeitsch. iss.
Zool. von Siebold, XXXI,
1878.
== Ph
[9 2
Explication des Planches
Signes conventionnels :
S1, S2, Si1, S12, &c signifie Premier, deuxième,
onzième... segment
ao ce A A à » Fémur
Fée ; ; x » Tibia
TT fae É À : >» Hanche
te St, tos 4 ; » Premier, deuxiéme,
troisième tarse
Na: E | j » Lame ventrale
DEL - : : » Poche trachéenne
bte 5 ; : » Bride trachéenne
(des Polydesmides)
veus x : : » Ouverture coxale
| (des Polydesmides)
mr : : i » Membrane
ety : à À » Rameauséminal des
Leptodesmides
122; : : E » Rameau secondaire
des Leptodesmides
| NN cee Acie Ra Oat) we pen ae » Pattes de première,
deuxieme, .. paire
PAT : 5 A » Paire antérieure des
pattes copulatrices
des Iuloides
E é 1 : » Paire postérieure des
memes
fae, ; ; à » lambeau antérieur
de la patte copula-
trice antérieure des
Spirostreptides
Ip . > - ; » Lambeau postérieur
de la même
tn a Z : À » Talon latéral des
pattes copulatrices
- des Spirostreptides
S tis é 5 x » Sinus de la rainure
séminale des mémes
Pen pi ea Met. ie
| " = a. -
= its TUE q ++ VEL a Pre dt TER LD empate
— 219 —
N. B.—Le trajet de la rainure séminale est indiqué
par une ligne brisée double chez les Polydesmides,
simple chez les Iuloides. Les extrémités antérieures
d'Iuloides figurées sont celles des males, lors que la
figure ne porte pas d'indication contraire.
PLANCHE I.
Otostigmus caudatus, n. sp.
Segment anal de la femelle ; face dorsale.
Segment anal du male; face dorsale.
Le mème, profil.
IW +
Otostigmus tibialis, 7. sp,
Patte anale du male.
Quatrième article, plus grossi.
e
VE
OH
Cryptops Kheringi, 2. sp.
Patte anale.
Quatrième et cinquième article, plus grossi.
=
6 jo)
Schendyla imperfossa, 1%. sp.
Fig. à Tete, face dorsale.
9 Pattes machoires, face ventrale.
10 Machoires.
11 Lèvre.
12 Extrémité postérieure, face ventrale.
13 Grifle de la mâchoire postérieure.
Aphilodon micronyx, 2. sp.
Fig. 14 Extrémité antérieure, face dorsale.
15 Pattes machoires. face ventrale.
16 Machoires.
( Téguments d'un somite (déployés).
18 Extrémité postérieure, face dorsale.
19 La méme, face ventrale.
Fig.
Fig.
20
21
23
24
25
20
“aa
28
29
. 30
31
32
39
— 220 —
PLANCHE II
Leptodesmus paulistus, n. sp.
Onzieme et douzième segments d'un Pullus VI.
Les mémes d'un Pullus VII.
Les memes d'un adulte.
Hanches et patte de la première paire.
Ce Freud me TA:
Patte de la cinquième paire.
copulatrice ; hanche, face antérieure.
; profil externe.
; face postéro-inférieure.
profil interne.
Leptodesmus forceps, 7. sp.
Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
és ;. profil externe.
; face postero-inférieure.
: profil interne,
Leptodesmus furcilla n. sp.
Hanches et patte de la première paire.
me 2e CN TNIÈME: pare:
Patte de la cinquième paire.
7” copulatrice; hanche, face antérieure.
é ; profil externe.
; profil interne.
; extrémité grossie.
Leptodesmus jucundus 1. sp.
Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
; profil externe.
; face postero inférieure.
29 bh)
PLANCHE Ii]
Leptodesmus E Alan MSP.
Fig. 44 Patte copulatrice; profil interne.
Leptodesmus bidens, 7. sp
Fig. 45 Patte copulatrice; hanche, face antérieure
29
46 ti ; profil externe.
“(ER É ; face antero-supérieure.
48 É: : ; même position (dessin pris
sur la seconde patte du
même individu).
2 RE é ; profil interne
Leptodesmus cylindricus, n. sp.
Fig. 50 Septième segment, section antérieure.
o1 Patte copulatrice ; hanche, face antérieure.
D2 ; face postéro-inférieure.
Eae 7 à: ; profil externe.
a? já ; face antéro-supérieure.
| 22 99 3
DD ; profil interne.
Leptodesmus cognatus, 7. sp.
Fig. 56 Patte copulatrice ; hanche, face antérieure.
D7 ; face antéro-supérieure.
ae”? ig ; profil externe.
59 4) ? : ; face postero-inférieure.
29 99 > .
60 ; profil interne.
Leptodesmus volutatus, 1. sp.
Fig. 61 Patte de la cinquième paire.
62 ” copulatrice; hanche, face antérieure.
ET 7 ; profil externe
OA)? ¥ ; face postero-
inférieure
d'un individu da
Serra de Cubatão
Fie
ie.
Fig.
Fig.
Ms
Fig.
. 66 Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
. 10 Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
— 222 —
64 bis ” es : face Es)
| TRE d'un individu de Be
inférieure e
Donas i ; profil interne
Leptodesimus decipiens, n. sp.
OT ir ai as ; face antéro-supérieure.
PLANCHE IV 7
Leptodesmus decipiems, n. sp.
68 Patte copulatrice; face postéro-inférieure.
69 if 2 ; profil externe.
Leptodesmus deerrans, 2. sp.
71 ; profil externe.
12 it 4 ; face antéro-supérieure.
75 ds 7 ; face postéro-inférieure.
T4 e gi ; profil interne.
Leptodesmus lamellosus, n. sp.
75 Section du huitième segment.
76 Patte copulatrice; hanche, face antérieure. E
JA x É ; face antéro-supérieure. |
78 + e ; face postéro-inférieure.
19 a = ; profil interne. E
Leptodesmus verrucula, n. sp. *
¥
80 Segments 1, 2 et 3, face dorsale. x
81 Segment 9, face dorsale. f
E cptodesmus Kheringi 7. sp. | #
E
82 Extrémité antérieure du corps, profil. £
83 Segments 8 et 9, face dorsale. fi
=)
PROD VN
84 Segment 7, section postérieure.
85 Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
86 ; face antéro-supérieure.
87 i 5 ; face postéro- inférieure.
S8 i ho ; profil externe.
89 5 é, : profil interne.
Leptodesmus ornithopus, 7. sp.
Fig. 90 Patte copulatrice ; hanche, face antérieure.
0] a i ; profil interne.
PLANCHE V.
Leptodesmus ornithopus, n. sp.
%
Fig. 92 Patte copulatrice; profil externe.
Eunrvdesmus angulatus Saussure
Fig. 903 Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
ss 35
94 | ; profil externe.
95 3 É ; profil interne.
96 2 a ; lamelle épineuse du ra-
meau secondaire, três gros-
sie.
Leptodesmus (Pseudoleptodesmus)
rubescens Gervais
Fig. 97 Segments 1 a 4.
98 Segments Set 9.
99 Caréne du 9º segment, plus grossie.
100 7° segment, section postérieure.
101 Patte copulatrice; hanche, face antérieure.
102 i Y ; profil externe.
103 do o ; face antéro-supérieure.
104 +4 4 ; profil interne.
— 224 —
Rachidomorpha Brasilize, n. sp.
Fig. 105 Segments 14 et 15,
106 8° segment, section postérieure.
107
108
109
110
Patte. copmlatrice: face antéro-supérieure.
; profil interne.
; profil externe.
; le même, trois quarts an-
térieurs.
2? 2?
22 99
Rachidomorpha bicolor, n. sp.
Fig. 111
Segments 1 à 4.
112 Segments 8 et 9.
Orthomorpha gracilis C. Koch.
Fig. 113 Patte copulatrice ; profil externe. | |
114
Strongylosoma apex-galeae, 7. sp.
Fig. 115 Apophyse de la lame ventrale du 4º somite
116
117
118 Ouverture coxale des pattes copulatrices.
119 Patte copulatri ice; hanche, face antérieure.
120
121
122
123
124
22 22
; profil interne.
PLANCHE VI.
(schema).
ventrale du 9° somite
(schema).
ventrale du 6° somite
‘schema).
9? 29
99
profil interne.
; face postéro-inférieure,
; extrémité de la méme, plus
grossie,
; face antéro- supérieure.
; extrémité de la meme, plus
grossie,
99 99
29 99
99 LE]
2? 99
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
Fig.
— 220°
Strongviosoma nitidum, 7. sp.
125 Extrémité antérieure du corps, profil.
126 Segments 5 et 6, face dorsale.
127 Les mémes, profil.
Pseudonannolene longicornis
sebastianus, n. Var.
128 Extrémité antérieure du corps, profil.
129 ie postérieure du corps, profil.
150 Pattes copulatrices ; face antérieure.
51 RME ; extrémité des mêmes, plus
grossie.
ae %, - face postérieure.
SE = 3 ; dentelures de la face in-
terne, trés grossies.
RES ee AS tricolor, 7. sp.
154 Extrémité antérieure du corps, profil.
135 k postérieure du corps, profil.
136 Pattes de la première paire.
Reais 7” deuxième paire ; p.—penis.
138 Pénis, plus grossi.
139 Pattes nie profil externe.
140 ; face antérieure.
LS e, ; ! face posférieure.
Pseudonannolene paulista, n. sp.
142 Extrémité antérieure du corps, profil.
143 ii postérieure du corps, profil.
144 Pattes copulatrices ; face antérieure.
145 ; extrémité de la même, plus
grossie.
146” ss ; face postérieure.
pagar 2 ; extrémité de la mé |
[ ; extremite de la même, plus
grossie.
Pseudonannolene scalaris, n. sp.
148 Extrémité antérieure du corps, profil.
149 i ‘postérieure du corps, profil.
150 Pattes copulatrices ; face antérieure.
«= agg ; face postérieure.
— 226 — É
PLANCHE VII
Pseudonannolene scalaris, n. sp.
Fi
08
. 192 Pattes copulatrices ; extrémité, face antérieure,
plus grossie.
DO A # ; extremité, face postérieure,
plus grossie.
Pseudonannolene callipvge, n. sp.
Fig. 154 Extrémité antérieure du corps, profil.
19) à postérieure du corps, profil.
156 Pattes copulatrices ; face antérieure.
MENT at ga sh ; extremité de la méme, plus
erossie.
TOS su i ; face postérieure.
10e E ; extrémité de la même plus
grossie,
Pseudonannolene patagonica, n. sp.
Fig. 160 Extrémité antérieure du corps, profil.
161 E postérieure du corps, profil.
162 Pattes copulatriess ; face antérieure.
LOST 4 ; extrémité de la même, plus
grossie.
TELE É ; face postérieure.
93 99
; extré nité de la même plus |
grossie.
169
Spirostreptus (Alloporus)princeps, n. sp.
Fig. 166 Extrémité antérieure du corps, profil.
167 i postérieure du corps, profil.
168 Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
postérieure gauche est
enlevée).
109%) °° x ; postérieure.
Spirostreptus (Alloporus) seti iger, n. sp.
Vig. 170 Extrémité antérieure du corps d'un male profil.
171 fi 7” d'un autre male
profil.
Fig.
— 227
Extrémité antérieure du corps d'une femelle,
22
profil.
postérieure du corps d'un mile,
profil.
Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
3
29
postérieure gauche est
enlevée, sa base est en-
core adhérente au talon).
postérieure, face posté-
rieure.
d'un individu jeune (moi-
té de Vorgane), face
antérieure.
{77 Les mémes, face postérieure.
178 Face ventrale du 7° somite dun male très
jeune, montrant les pattes
copulatrices rudimentai-
res en place.
Spirostreptus (Cladostreptus)
flavofasciatus, n. sp.
179 Extrémité antérieure du corps, profil.
postérieure du corps, profil.
181 Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
180
182
29
postérieure gauche est
enlevée).
Patte copulatrice postérieure, face postérieure.
PLANCHE VIII
Spirostreptus (Gymnostreptus)
183
184
155
perfidus,
iE Sp.
ixtrémité antérieure du corps, profil.
Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
postérieure droite est en-
levée.
Patte copulatrice postérieure.
os eee
Spirotreptus (Gymnostreptus)
ventralis Porat.
Fig. 186 Extrémité antérieure du corps, profil.
187 » postérieure du corps, profil.
188 Pattes copulatrices ; face antérieure.
{89 Patte copulatrice postérieure ; face postèr ieure..
190 Pattes copulatrices d'un individu jeune ; face
antérieure.
Spirostreptus (Gymnostreptus) Iheringi
n. sp.
Fig. 191 Extrémité antérieure du. corps, profil.
192 » postérieure du. corps, profil
193 Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. G.
postérieure droite est en-
levée.
194 Patte copulatrice postérieure.
Spirostreptus (Gymnostreptus)
subsericeus, n. sp.
Fig. 195 Extrémité antérieure du corps,. profil.
196 » postérieure du corps, profil.
197 Pattes copulatrices ; face. antérieure (la P. GL
postérieure gauche est
enlevée).
198 Patte copulatrice postérieure.
Spirostreptus (Scaphiostreptus)
fuscipes Porat.
Fig. 199 Extrémité antérieure au corps d’un mâle,
profil.
200 » » du corps d’une femel-
le, profil.
201 » postérieure du corps. d'un, mâle,
profil
— 229 —
202 Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
postérieure gauche est
enlevée). |
203 Patte copulatrice postérieure ; face antérieure.
Spirostreptus (Cladostreptus ?)
dorsostriatus, 7. sp.
Fig. 204 Extrémité antérieure du corps d'un femel-
le, profil.
Spirostreptus Cladostreptus)
interruptus, 7. sp.
Fig. 205 Extrémité antérieure du corps, profil.
206 » postérieure du corps, profil.
207 Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
postérieure gauche est
enlevée.
208 Patte copulatrice postérieure ; face postérieure.
Spirostreptus (Cladostreptus)
sebastianus, 7. sp.
Fig. 209 Extrémité antérieure du corps, profil.
210 Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
postérieure gauche est
enlevée).
211 Patte copulatrice postérieure ; face antérieure.
PLANCHE IX
Spirostreptus (Cladostreptus)
perlucens, 7. sp.
Fig. 212 Extémité antérieure du corps d’un mâle, profil.
213 » postérieure du corps d’une femel-
le, profil.
214 Pattes copulatrices; face antérieure (la P. C.
postérieure droite est en-
levée).
219 Patte copulatrice postérieure; face postérieure.
— 230 —
Spirostreptus (Cladostreptus)
perlucens levior, n. var.
Fig. 216 Pattes copulatrices ; face postérieure (la P. 6.
postérieure droite est en-
levée).
Spirostreptus (Cladostreptus)
semicinetus, 2. sp.
Fig. 217 Extrémité antérieure du corps, profil.
218 » postérieure du corps, profil.
21% Pattes copulatrices ; face antérieure (la P. C.
postérieure gauche est
enlevée),
220 Patte copulatrice postérieure ; face antérieu-
re. The prost—amorce
du canal prostatique (?).
Spirostreptus (Cladostreptus) filum n. sp.
Fig. 721 Extrémité antérieure du corps d’une femel-
le, profil.
222 » postérieure du corps d'une femel-
le, profil,
Paraspirobolus paulistus, 7. sp.
Fig. 223 Extrémité antérieure du corps d'une femel-
le, profil.
224 » postérieure du corps d'une femel-
le, profil.
5 Gnathochilarium.
226 Pattes copulatrices, face postérieure.
eel » » , face antérieure (la lame
et la P. C. antérieure
drcite sont enlevées).
Fig. 22
229
230
231
292
233
234
255
236
237
— 231 —
Rinocricus asper, n.sp.
Extiémité antérieure du corps, profil.
» postérieure du corps, profil.
Lame ventrale et hanches de la première
paire des pattes ambu-
latoires, face antérieure.
Lame ventrale et hanches de Ja deuxième
paire des pattes ambu-
latoires, face postérieure.
==pénis.
Pattes copulatrices antérieures, faceantérieure.
Les memes, face postérieure. |
Patte copnlatrice postérieure, profil externe.
Article basilaire de la mème, profil interne.
Patte copulatrice postérieure d’un individu
du stade spécial, profil
externe.
Face ventrale du T° somite d'un individu três
jeune, montrant les pattes
copulatrices rudimentai-
res en place.
Rhinocricus Nattereri Saussure
Fig. 238 Extrémité antérieure du corps d'une femelle,
239
profil.
» postérieure du corps d'une femelle,
profil.
240 Pattes copulatrices antérieures, faceantérieure.
241 Les mèmes, face postérieure.
PLANCHE X
Rhinocricus Nattereri, Saussure
Fig. 242 Patte copulatrice post‘rieure, profil interne,
ciano
Rhinocricus Nattereri varians, n. var.
. 243 Extrémité postérieure du corps, profil.
244 Pattes copulatrices antérieures, face anté-
rieure.
Rhinocricus pugio, n. sp.
. 2459 Extrémité antérieure du corps d'un male, profil.
246 4 postérieure du corps din mále,
profil.
247 Patte de la sixième paire (la hanche est sché-
matisée.
248 Pattes copulatrices antérieures, face antérieure.
249 Les mèmes, face postérieure.
290 Patte copulatrice postérieure, profil interne.
291 Extrémité de la mème, plus grossie.
Rhinocricus concinnus, n. sp
. 202 : Extrémité antérieure du corps d'une femelle,
profil. !
253 7 postérieure du corps d'une femel-
le, profil.
254 Face dorsale d'un segment du tronc.
Rhinocricus moestus, 7. sp.
. 255 Extrémité antérieure du corps d’une mile,
profil. |
296 Si postérieure du corps d’un mâle,
proiil.
257 Patte de la troisième paire.
258 Pattes copulatrices antérieures, face antérieure.
259 Les mêmes, face postérieure.
260 Patte copulatrice postérieure, profil interne.
261 Extrémité de la même, plus grossie.
Es.
— 233 —
Rhinocricus sericiventris n. sp.
Fig. 262 Extrémité anterieure du corps d’un male,
profil.
263 a postérieure du corps d'un male,
profil.
264 Pattes copulatrices antérieures, face anterieur 8.
-6 Les mémes, face postérieure.
266 Patte copulatrice postérieure, profil interne
(l'extrémité du rameau
secondaire est brisée.
Rhinocricus limbatus, n. sp.
Fig. 267 Extrémité antérieure du corps d'une femelle,
profil.
268 é postérieure du corps d'une femel-
le, profil.
269 Pattes copulatrices antérieures, face antérieure.
270 “Les mêmes, face postérieure.
271 Patte copalatrice postérieure, profil externe.
ERRATA
En consequence d’un mal entendu du typographe
en certaines pages le signal & a été rendue par femelle
et le signal de 9 par male. Les pages où se sont
donné ces erreurs, que l’on est prié de corriger sont
les suivantes : 122, 126, 129, 131, 133, 135, 145, 146,
150, 153, 154, 157, 158, 160, 163, 165. 166, 168, 171.
— 234
RESUMO
Os documentos relativos aos Myriapodes do Brazil
são raros. E todavia, uma lista das especies brazilei-
ras conhecidas seria já longa. Em 1895, o prof. E.
Goeldi (N. 95) enumerava 12 especies segundo GC. L.
Koch e 79 (1) segundo Humbert & Saussure; a estas
ajuntam-se 27 citadas por Porat (N. 76 e 88 bi, 14
por Attems (N. 98 b e 99 b), etc.; emfim julgamos,
não ser longe da verdade, fixando em 154 o numerodas
descripções publicadas. Mas quantas neste numero são
insufficientes! Quantas não restarão em nossa terminolo-
ela senão como nomina nuda ! O facto é que fora alguns
autores da ultima hora, nenhum dos antigos escriptores
cuidira dos verdadeiros caracteres especificos das espe-
cies que baptisavam, o que torna quasi inutil sua obra.
Aliás não se lhes pode imputar esta falta, tendo a
sciencia myriapodologica progredido sómente desde ha
20 annos, isto é, desde a publicação da obra magistral
do Dr. R. Latzel, e a maior parte dos trabalhos aos
quaes nós alludimos remontam a datas mais longinquas.
Quanto ao caracter da fauna, é quasi impossivel
deduzil-o dos elementos que temos a mão.— Estes ele-
mentos provém pela maior parte do Estado de S. Pau-
lo e mesmo não representam sinão imperfeitamente a
sua fauna. Logo não se póde tirar conclusão.
No que diz respeito em particular ao Estado de S.
Paulo, as diffiuldades são menores, mas ainda não são
resolvidas, a nosso parecer. Os Chilopodes, sendo o
assumpto da primeira parte deste memorial, não for-
necem criterio. O seu numero é muito limitado e al-
guns dentre elles nem mesmo são especiaes ao Brazil.
Com tudo talvez teremos occasião de voltar a este
assumpto na segunda parte, tractando dos Diplopodes,
mas será sempre só de um modo provisorio até que
outros materiaes venham reunir-se aos já conhecidos.
Segue a lista das especies estudadas e descriptas
no presente artigo
(1) Cifra que abraça as 12 especies de Koch’
pti Nr ae eS Pb
a ? € Cs:
— 235 —
I, CHILOPODES
Otostigmus limbatus Mein. p. 37.
» caudatus sp. n. p. 87—39.
» tibialis sp. n. p. 39 e 40.
» scabricauda Humb. & Sauss. p. 40.
» inermis Porat, 1876 p. 41.
Rhysida longipes Newport, 1844 p. 41.
Scolopendra morsitans L. 1770 p. 41.
» longipleura Silvestri 1895 p. 42.
» subspinipes Leach, 1814 p. 42.
Scolopocryptops miersi Newport. 1844 p. 42.
Cryptops iheringi sp. n. p. 42—44.
Schendyla imperfossa sp. n. p. 44.
Aphilodon micronyx sp. n. p. 46—48.
IH. DIPLOPODES
Fam. Polydesmidae
A) LEPTODESMINAE
Leptodesmus paulistus sp. n. p. 99.
» forceps sp. n. p. 61.
» furcilia sp. n. p. 62.
» jucundus sp. n. p. 64. ©
> bidens sp. n. p. 66.
» infaustus sp. n. p. 69.
» cylindricus sp. n. p. 71.
» cognatus sp. n. p. 19.
» volutatus sp. n. p. 75.
» decipiens sp. n. p. 77.
» deerrans sp. n. p. 78.
» lamellosus sp. n. p. 80.
» verrucula sp. n. p. 83.
» iheringi sp. n. p. 84.
» ornithopus sp. n. p. 87.
» (Pseudoleptodesmus) rubescens Gervais 1886
p. 89.
— 256 —
Eurydesmus angulatus Saussure 1860 p. 93.
Rachidomorpha Brasiliae, n. sp. p. 95.
» ? bicolor n. sp. p. 98.
Fam. Strongylosominae
Orthomorpha gracilis C. Koch 1847 p. 100,
Strongylosoma apex-galeae n. sp. p. 101.
» nitidum n. sp. p. 105.
Fam. Pseudonannolenidae, Silvestyi 1895
Pseudonannolene tricolor n. sp. p. 12
» gracilis n. var. p. 125
» longicornis Porat 1888 p. 126.
» var. sebastianus, n. var.
» paulista n. var. p. 129.
» cablipyge n. sp. p. 131.
» scalaris n. sp. p. 135.
» patagonica n. sp. p. 135.
Fam. Spirostreptidae
Spirostreptus (Alloporus) princeps n. sp. p. 143.
» ( > Seliger ns: P- 146.
» (Scaphiostreptus) fuscipes (Porat) p. 150.
» (Gymnostreptus) perfidus n. sp. p. 155.
» (Gymnostreptus) ventralis p. 197.
» (Gymnostreptus) Iheringi n. sp. p. 160.
» (Gymnostreptus) subsericens n. sp. p. 165.
» (Gymnostreptus) subsericens nitidor n. var.
p. 169.
» (Cladostreptus) sebastianus n. sp. p. 166.
» (Cladostreptus) patruelis p. 167.
» (
» (Cladostreptus) perlucens levior n. v. p. 171
Cladostreptus) interruptus n. sp. p. 171.
|
Cladostreptus) perlucens n. sp. p. 168.
)
)
(Cladostreptus) semicinctus n. sp. p. 173.
» (Cladostreptus) filum n. sp. p. 175
(Cladostreptus) dorsostriatus n. sp. p. 177.
(Cladostreptus) angustifrons n. sp. p. 178.
» (Cladostreptus) flavofasciatus n. sp. p. 180.
— 237 —
Fam. Spirobolidae, Pocck 1893
Paraspirobolus paulistus sp. n. p. 184.
Rhinocricus Nattereri, Humbert & Saussure p. 191.
» Nattereri varians n. var. p. 195.
» pugio sp. n. p. 194.
» pugio ochrurus n. var. p. 197.
» concinnus n. sp. p. 198.
» moestus n. sp. p. 200.
» sericiventris n. sp. p. 202.
» sericiventris p. 202.
» limbatus n. sp. p. 205.
Necessidade de uma lei federal de
caça e protecção das aves
POR
H. VON IHERING
As relações das aves com a vida do homem, as
vantagens e prejuizos que dellas resultam para a socie-
dade humana, formam o objecto da ornithologia eco-
nomica, assumpto até agora quasi completamente des-
cuidado entre nós, tornando-se necessario, nesse
sentido procedermos segundo o exemplo dado pelas
erandes nações do velho e novo Mundo.
Na Europa, nos paizes de povoação densissima e
cultura intensa, acontece às vezes, que certos passaros,
que vivem de grãos e sementes causam prejuizo consi-
deravel nas culturas de cereaes e em outras plantações.
No Brazil, onde as plantações são menos nume-
rosas e mais espalhadas, queixas: sobre prejuizos pro-
duzidos por aves são raras. Acontece, que os papa-
gaios e periquitos fazem estragos nas roças de milho,
que o gavião rouba uina gallinha ou marreca, mas
taes prejuizos não se tornam praga seria.
O unico caso de damno serio, que a este respeito
merece ser mencionado é o que soffrem as plantações
de arroz pelos papa-arroz e outros passaros.
— 239 —
No Rio Grande do Sul, em 1883, bandos de sper-
mophila superciliaris tornaram-se uma verdadeira ca-
lamidade para os arrozaes e no Municipio de Iguape as
mesmas plantações são bastante damnificadas pelos nu-
merosos passaros das especies Oryzoborus torridus
Scop e outros.
Em casos como estes é claro que o lavrador deve
têr o direito de tomar medidas contra os passaros pre-
judiciaes, mas será conveniente que taes medidas não
dependam da vontade de cada cidadão, porêm sim
da deliberação das competentes auctoridades estadoaes. .
Si, em geral, insignificantes são os prejuizos cau-
sados à lavoura pelas aves, de summa importancia é a
vantagem que lhe prestam. Deixamos, por ora, de lado
as eves domesticadas, como tambem as de caça: não
se pode desconhecer o importantissimo papel que de-
sempenha na natureza a vida da ave. Pela litteratura
e poesia de todas as nações póde-se verificar o grande
papel esthetico que o povo attribne às aves como re-
presentantes caracteristicos e encantadores da natureza
da patria querida.
De importancia maior e facilmente comprehensivel
é a influencia que exercem as aves na destruição dos
insectos nocivos, especialmente das formigas, cupins e
lagartas. A este respeito as aves são geralmente reco-
conhecidas como elemento util e até indispensavel da
producção agricola.
Não se ‘limita, porém, a acção util das aves à di-
zimação dos insectos nocivos ; ellas são indispensaveis
tambem à conservação da vegetação em geral. Si as
terras queimadas -em pouco tempo tornam a cobrir-se
de vegetação luxuriosa, isto é devido não só à acção do
vento, mas tambem à das aves que por seus excre-
mentos espalham por toda a parte sementes; muitas
destas nada soffrem na passagem pelos intestinos e para
muitas este processo é indispensavel, como por exemplo
para as do Hex paraguayensis e outras especies de herva-
mate. Seria grave engano admittir que o valor que
as aves têm para a nossa vida cultural só consiste em
LP (o MER
carne. ovos e pennas. O papel, que as aves desem-
penham na natureza é muito importante e variado e
nem sempre facil de entender. Destruindo-se grande
parte das aves de nossas campinas e florestas elimina-
se um importante factor do complicado mechanismo da
natureza, em grande prejuizo para a lavoura. Si exa-
minamos de perto as condições da destruição e da
proteccão das aves em nosso paiz, o resultado de nossas
observações é desanimador. Leis de caça, que em
outros paizes obstam à destruição excessiva das aves e
outros animaes de caça, quanto me conste, no Bra-
zil não ha, nem geraes nem estadoaes. Existe na Ca-
pital de São Paulo uma lei municipal, que regulariza
a caça, pesca e navegação. Desta lei (n. 68 de 16 de
Novembro de 1893), reproduzo, em seguida, o capitulo
1.º tratando da caça.
Art 1.°—E’ absolutamente prohibida a entrada em ter-
renos alheios, abertos ou fechados, sem consen-
timento de seus donos, para exercicio da caça ;
o infractor incorrerá na muita de 50000, e,
no caso de reincidencia, na mesma multa de
504000, e mais cinco dias de prisão.
Art. 2.°—E’ absolutamente prohibida a caça de perdizes
e codornas, como a destruição de seus ninhos
e ovos, de 10 de Setembro a 10 de Abril, por
ser reconhecidamente o tempo de sua procrea-
ção, e bem assim fica absolutamente prohibida,
a contar de 10 de Outubro a 10 de Abril, a
venda pelas ruas e mercados—de passaros de
quaesquer especies, mortos ou caçados, com o
fim de negocio. O infractor incorrerá na multa
de 304000 pela primeira vez, de 508000 nas
demais, e 5 dias de prisão.
Art. 3.°—O exercicio da caça nos logares publicos ou
servidões municipaes, só terá logar 500 me-
tros distantes dos povoados; o infractor in-
correrá na multa de 20000,
“ tia, dd o) var rs te. es bo a ae)
er Ms eal as RS y = Pe NET GTS LT
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— 241 —
Art. 4.º—Para o exercicio da caça nos logares publicos
i todo caçador tirará licença annualmente na
Intendencia Municipal, pagando o imposto de
10$000, e bem assim os vendedores ambulan-
tes de caça, salvo si houver outro nas tabellas
de impostos municipaes, que, nesse caso, é 0
que deve prevalecer. :
O infractor que for encontrado sem li-
cença pagará a multa de 308000, pela primeira
vez, de 308000 pelas demais, e 5 dias de prisão.
Art. 5.º— Tracta dos cães soltos nas ruas da cidade.
Não é raro nos arrabaldes da Capital serem feri-
das pessoas ou animaes por caçadores inexpertos.
Essa lei não é suficiente e alêm de suas deficien-
cias ella não é observada por falta do necessario pessoal
municipal.
Entre as modificações a fazer-se é principalmente
mecessaria a de se pôr fim à caça dos passaros canta-
dores e de outras aves pequenas, que não devem formar
objecto de caça.
Apesar desta lei, actualmente muitas pessoas se dão
à caça por todo o anno no municipio desta Capital.
Esta caça se dá tambem dentro do perimetro da cidade
e os caçadores muitas vezes não respeitam os terrenos
cercados, entrando sem licença, resistindo até, às vezes,
às intimações dos respectivos donos.
A maior parte destes caçadores, munidos de es-
pingardas baratas chamadas «pica-páus» não andam acom-
panhados de cães de caça, o que aliás seria inutil, visto
‘que nas proximidades e arrabaldes da cidade já não
existe mais caça alguma.
O melhor resultado de taes caçadas, illicitas, é,
“às veres, uma gallinha ou outra ave domestica,
que por ventura se afastara um pouco da casa do
dono. No mais, são apenas os passaros de todas as
qualidades, que formam o objecto da caça, e cuja ex-
tincção é para lastimar-se tanto mais que ha muitos ou-
tros factores, que concorrem no mesmo sentido para.
DD Er
difficultar aos passaros a sua existencia nos arredores
da Capital.
O augmento da população e de suas industrias e
vias de communicação, constantes queimas dos campos
e outras circumstancias diminuem as condições de exis-
tencia para os passaros, e as derrubadas das mattas e
capoeiras privam-nos das localidades apropriadas à sua
procreação.
Olhando o lado economico do assumpto e com-
parando o peso de um tico-tico (Zonotrichia capensis
Muell.), que é de IS até 20 grammas com o de uma
eallinha de 2000 grammas, é necessario matar 100
tico-ticos para obter-se em carne o peso de uma
gallinha. |
Vendendo-se no mercado o tico-tico pela impor-
tancia de 100 réis o caçador quando muito ganha 60
réis, o que mal paga a munição. Si nenhum tiro lhe fa-
lha, um cento de passarinhos dão-lhe 6 mil réis, quando
por 3 ou 4 mil réis póde comprar uma gallinha gorda.
Está provado assim, que esta caça insignificante, se
não der prejuiso, não poderá dar lucro.
Nestas circumstancias, já se torna bem sensivel a
falta dos passaros insectivoros.
Como prova, sirva o seguinte facto.
A propagação das formigas saúvas, a fundação de
novas colonias se dá nos mezes de Outubro e Novem-
bro por meio das femeas aladas ou içás. Verifique
“o anno passado, que ellas na sahida do ninho são
virgens e que já são fecundadas quando caem no chão
para desfazer-se das azas e escavar o canal do ninho
inicial.
Não se observa a copula por esta se dar nos
ares, tendo eu pegado içäs nesta occasiäo no alto do
monumento a cerca de 40 metros de altura. O vôo
dos içás costuma ser um acontecimento festivo para os
passaros, que são gulosissimos pelos grossos abdomens
destes insectos. Ora, no Ypiranga já presenciei duas
vezes 0 vôo dos içäs sem serem molestados por pas
saros.
|
— 243 —
Assim a imprudencia do homem o priva da melhor
“e mais barata coadjuvação, que a propria natureza lhe
offerece na lucta contra uma das pragas mais fataes à
lavoura.
Outro exemplo do augmento excessivo de insectos
molestos, em consequencia das circumstancias expostas,
é o das moscas que nos ultimos annos, nos arrabaldes
de São Paulo se desenvolveram extraordinariamente.
Neste caso não é o interesse do lavrador que é
sacrificado mas sim a saúde publica, visto não ser pe-
queno o papel da mosca na transmissão de doenças,
Perguntando, em vista destes prejuizos evidentes,
quaes as vantagens provenientes destas caças, facilmente
se entende que são minimas. Nos mezes de Outubro
até Abril, vendem-se nas ruas e mercados, passarinhos
sendo em geral reunidos 3—5 com embira cm uma
«cambada» pelo preço de 300- 700 rs.
E” entretanto preciso notar que o proprio caçador
só recebe 100 rs. pelo passarinho, sendo só os sabiás
pagos um pouco melhor. Considerando-se que nem
todos os tiros dão resultado, que o preço da munição
não é pequeno e a arma se gasta e precisa de concer-
tos, evidente é, que o lucro destas caçadas é insignifi-
cante ou nullo.
Parece, entretanto, que parte dos passarinhos que
se vendem nos mercados não são caçados mas captu-
rados com redes e arapucas pelos caipiras, abuso que
cessarä logo que os passaros não sejam vendidos como
caça nos mercados.
Resumindo o resultado da exposição feita prece-
dentemente, constatamos. que a caça nos arredores de
S. Paulo é exercida essencialmente por gente ociosa das
classes inferiores e por malandros, prejudicando grave-
mente o interesse da população, que as disposições da
respectiva lei Municipal são insufficientes e nem assim
observadas, que em falta de verdadeira caça são mor-
tos os passaros sem distincção e que as consequencias
da insensata destruição deste elemento tão util na na-
tureza e indispensavel para a lavoura e saude publica
— 244 --
se fazem sentir de modo grave e lastimavel. A caça
dos passarinhos, a venda nos mercados, de tico-ticos e
sabiás, de canarios, sahyras, tangaräs etc. é uma bar-
baridade, à qual a Municipalidade deve pôr fim. Não
havendo mais verdadeira caça nos arrabaldes da Ca-
pital, a-unica medida efficaz a favor das aves é prohi-
bir completamente a caça no municipio da Capital.
Nos municipios visinhos à Capital e no interior do
Estado, os abusos de que tratei já menos apparecem.
Os caçadores distinctos da Capital para fins de caça di-
rigem-se às suas fazendas ou às de amigos.
Entrando em terrenos alheios pedem a devida li-
cença e não são elles os destruidores dos passarinhos.
Tambem no interior é a gente ordinaria que só
por gosto persegue e mata os passarinhos. Não raras
vezes reunem-se no interior grande numero de caçado-
res para caçadas, (') que se extendem por semanas e
penetram em zonas deshabitadas e desconhecidas. Estas
caçadas, cuja origem remonta aos tempos dos bandei-
rantes, seriam ainda inais sympathicas, si dellas fosse
excluida a matança de animaes inoffensivos e improprios
para caça. Macacos e bugios, tamanduäs, tatus e pre-
guiças e outros animaes uteis e inoffensivos deviam
ser para o caçador brazileiro, que se presa, excluidos da
lista de animaes de caça, lista esta que já assim, no
Brazil, é mais variada e consideravel do que em muitos
outros paizes.
Os abusos de que tractamos são consequencias na-
turaes da falta de leis regulando a caça. Taes abusos
apparecem em todos os paizes, onde as leis de caça são
insufficientes ou nullas. Ainda que em toda a parte o
caçador distincto e intelligente proceda nas suas caçadas
conforme a boa razão o exige, o procedimento da
grande massa só poderá ser dirigido por meio de me-
didas legislativas. A historia da caça nos ensina esta
experiencia por toda a parte.
1) A lei devia marcar o numero de cães admittidos em taes caçadas, e que não
devia exceder a trinta. Quando comsige levam centenas de cães já não é caçada mas
extincção de caça,
;
+
— 245 —
Um dos exemplos mais repugnantes de destruição
quasi completa de animaes valiosos, por meio da caça
desenfreiada, é a dos buffalos nos prados dos Estados-
Unidos da America do Norte. O numero desses precio-
sos animaes, que formavam a base da vida dos habitantes
desde os tempos mais remotos, importava em milhões
até ao anno 1870, quando as linhas de ferro inter-ocea-
nicas começaram a facilitar estas caçadas insensatas,
que a tal gräu reduziram os grandes rebanhos, que o
numero das cabeças restantes em 1859 só montava à
835. De modo similhante foi extraordinaria a diminui-
ção dos animaes de pelle na zona arclica do velho e
novo mundo. Ainda no ultimo decennio a caça extra-
vagante aberta contra as phocas no mar de Bering
causou confiictos internacionaes. As mesmas experien-
cias foram feitas em relação à pesca maritima, espe-
cialmente a das ostras. A imprudencia dos explora-
dores não visa o interesse das gerações futuras, mas
sómente o proprio lucro, tornando-se necessario que o
Estado intervenha para impedir a dizimação senão a
exterminação de organismos valiosos para a caça e pesca.
A idéa predominante em todas estas leis é a que
os animaes que são o objecto da caça e pesca repre-
sentam na sua totalidade um capital, que ha de ser con-
servado tambem para as gerações vindouras e do qual
por conseguinte só deve ser aproveitada a parte, que
em comparação com os juros do capital, corresponde a
reproducçäo natural. A prova de que pela estricta
observação de taes medidas a caça se pode conservar
constante até em paizes de população densa, temol-a na
rrussia. © numero de licenças de caça montou nesse
paiz em 1892 a 188.524 e o resultado da caça em
1886, de animaes de pelle, 2.987.672 e 4.573.634 aves,
de valor total de 8.507.783 para os animaes de pellee
de 3 milhões de marcos para as aves.
Para obter resultado tão lisongeiro precisa- se na-
turalmente de leis apropriadas a regular a caça. De
taes leis ha numerosas nos diversos paizes Europeus.
- Naturalmente as respectivas disposições, nos varios esta-
dos, são differentes, visando entretanto todas, dois pon-
tos principaes: os direitos da caça e as medidas ne-
cessarias para impedir a perseguição excessiva dos ani-
maes de caça.
Em referencia ao primeiro ponto, é de notar, que a
caça antigamente era prerogativa da corda, pouco a
pouco passando para a nobreza e às communas. Estas
ultimas, em geral, não concedem aos proprietarios dos
terrenos o direito de caçar nelles, com excepção das
maiores propriedades.
Nessas circumstancias, as municipalidades tiram lu-
ero da caça, arrendando-a aos caçadores. - Estes por
conseguinte, pagam as necessarias licenças para O exer-
cicio da caça e outra para o uso de armas. E” digno de
notar que a licença de uso de armas na Europa só se
concede a pessoas de maior edade e de boa fama. Quanto
ao segundo ponto é prolibida a caça no «tempo coiméiro»
isto é, o tempo em que os animaes de caça devem ser
poupados por se acharem na epocha da procreação ;
sendo esta differente para os diversos animaes e aves,
as leis marcam o periodo da caça para cada especie.
As mesmas leis prohibem e punem a matança dos fi-
lhotes e a destruição dos ninhos e aves.
Si em geral as leis da caça na Europa, satisfazem
o seu fim relativamente aos animaes e aves destinados
à caça, são incompletas pela falta de disposições em
favor dos passaros. A perseguição e destruição destes
ultimos augmentou cada vez mais nos: ultimos decennios.
Quantidades enormes delles' são annualmente cacados e
capturados para a alimentação e outros tantos por causa
das suas bellas plumas.
Desde que a moda para o enfeite dos chapéos de
senhoras deu preferencia às aves. as casas de confecção
e modas consomem quantidade colossal de plumagens.
Para impedir taes abusos, já em meiados do seculo pas-
sado começou na Allemanha a agitação da protecção
das aves, cujo resultado foi a lei de 1.º de Julho de
1888 e as mesmas intenções manifestaram-se nos ou-
tros paizes da Europa. ‘Tendo sido reconhecida a ne-
see wa
ERRA O fp Es
cessidade dum convenio geral, reuniu-se em Paris em
1895, um congresso internacional para a protecção das
aves.
O comité internacional dos Ornithologistas, encar-
regado do assumpto, elaborou o seguinte projecto de
lei, que foi publicado no Journal fiir Ornithologie, vol.
S pag. 48 a 50, Berlin 1901:
si
UM
E
a. A captura das aves e a destruição dos ninhos,
ovos e crias das mesmas.
Todavia os proprietarios ou inquilinos destes têm
o direito de remover os ninhos que se acha-
rem pegados ou dentro dos seus edificios ou
prohibido :
LA
patcos.
4. A caça das aves desde 1.º de Março até 15 de
Agosto.
¢. Expôr à venda e importar aves, couros, partes
ou pennas das mesmas para fins alimentícios ou
de enfeites.
SE
Excepções ao S 1.º a. e b. podem ser concedidas pelas
auctoridades competentes a certas pessoas bem
afamadas por certo tempo e localidades com ex-
hibição do consentimento dos donos dos terrenos
assim como dos auctorizados à caça.
§ 3°
As disposições precedentes não acham applicação para
a. todas as aves domesticas ;
4. as aves por certos Estados designadas nocivas;
€. as aves de caça com inclusão das aves aqua-
ticas, ribeirinhas, palustres, gallinaceas e pom-
bas.
— 248 —
§ 4.0
Aves d'arribação, excepto aquaticas, palustres, | ri-
beirinhas, gallinaceas, e pombas não devem ser
aves de caça.
S 5.
A todo Estado particular cabe dar para o seu ter-
ritorio disposições mais aggravantes.
De interesse especial para os nossos fins são as
medidas legislativas adoptadas nos Estados Unidos da
America do Norte para a protecção das aves. Ao as-
sumpto referem-se as seguintes publicações :
a. Palmer T. S. A review of economic orni-
thology in the United States. Yearbook of
the United States Department of Agriculture,
Washington 1900, p. 664 ss.
b. Palmer T. S. Legislation for the Protection
of Birds, other than Game Birds. United Sta
tes Department of Agriculture, Division of
Biological Survey, Bulletin N. 12, Washin-
eton 1900.
A idéa dominante dessas publicações officiaes é re-
sumida na introducçäo na seguinte phrase: «A protec-
ção das aves é um assumpto nacional e não local». As
respectivas intenções não são de data moderna nem na
America do Norte, visto já em 1818 o Estado de Mas-
sachusets ter decretado uma lei para a conservação das
aves de caça, em 1850 terem os Estados de Connecticut
e New-Jersey protegido os passaros insectivoros. São
numerosas as relativas leis estadoaes e entre as fede-
raes merece especial interesse a chamada «Hoar Bill»
tractando da protecção das aves cantadoras.
Neste sentido existe uma differença notavel entre
as leis de caça da Inglaterra e America do Norte. A
lei ingleza tracta dum modo uniforme de todas as aves.
protegendo-as pelo espaço de 5 mezes, que correspon-
dem ao periodo da procreação, Ao contrario nos Es-
ee PR Gi PO a
E se PE
Se"
tados-Unidos é uso dividir nas respectivas leis as aves
em 2 grupos, dos quaeso das aves de caça é protegido
só nos mezes de procreação, emquanto o outro, com-
prehendendo todo o resto gosa da protecção legal du-
rante todo o anno.
Se neste sentido a legislação na America do Norte
deixa reconhecer evidente superioridade em comparação
com a dos paizes europeus, outra medida excellente é
a definição exacta das aves de caça, elaborada pela
«União dos Ornithologistas.»
Outros pontos em que os americanos procederam
com todo o criterio é o exame das aves julgadas noci-
vas. As respectivas investigações baseam-se no exame
do conteúdo do estomago de mais de 20000 aves. Estas
investigações deram o resultado inesperado, que entre
mais de 1000 especies de aves que vivem no territorio
dos Estados-Unidos apenas 6—8 foram reconhecidas
nocivas. Entre estas são particularmente notaveis o
tico-tico ou pardal inglez e a gralha, que damnificam
as culturas dos cereaes. As aves de rapina erradamente
consideradas nocivas, foram achadas na grande maioria
uteis, mórmente por se alimentarem de insectos grandes
sobre tudo de gafanhotos.
Excepções destas disposições são admissiveis só-
mente no interesse dos Museus e outras instituições
scientificas por meio de caução como garantia de exclu-
são de abusos para fins commerciaes.
Comparando entre si as disposições dessas diversas
leis e examinando quaes dellas mais se recommendam
à applicação entre nós, evidente é, que temos de dar a
preferenc.a ds americanas. O projecto da commissão
ornithologica internacional da Europa representa de certo
um progresso na protecção das aves, mas nem é con-
ciso na sua concepção, nem corresponde às exigencias
scientifico-theoricas. Parece antes um compromisso entre
as exigencias do proteccionismo, as pretenções dos ca-
cadores e abusos inveterados mais ou menos auctori-
sados por lei. A maior dificuldade, neste sentido, é a
enorme matança de passaros d'arribação que se dá todos
CR (Re
os annos na Italia e contra a qual o governo não pa-
rece disposto ou capaz de reagir com a necessaria
energia. Na America as condições são bem differentes
e o immigrante europeu sujeita-se sem dificuldade às
leis da sua nova patria. |
Mais uma razäo ha, de seguirmos o exemplo da
legislação americana e & a concordancia das condições
ceraes, physicas e naturaes. Na Europa o rigor do
inverno obriga a metade das aves annualmente a emi-
erar para a Africa, o que fazem reunindo-se em grandes
bandos que naturalmente offerecem boa occasiäo para sua
caça e captura. Na America, estas emigrações são de
menor importancia e não se notam os ajuntamentos em
erandes bandos, realizando-se as emigrações pouco a
pouco. Os estados meridionaes da America do Norte
têm quasi o mesmo clima como o Sul do Brazil. Mos-
tram grande analogia a flora e fauna e até as culturas
em grande parte são identicas..
Tractando agora de uma ler de caca e de protec:
cão das aves adequada às condições do Brazil, have-
mos de lembrar-nos que o fim de todas estas leis não
é facilitar a caca mas difficultal-a.
Pôr a caça à disposição de todo o mundo e sem
restricções equivale a expol-a à destruição. A lei deve
dar uma definição precisa dos animaes le caça, e obstar
a matança dos que estão fora da respectiva lista. Os
animaes e aves cuja caça é licita, são protegidos du-
rante os mezes da procreação e durante o outro tempo
procure a lei difficultar a caça, fazendo-a dependente de
licenças custosas. Este procedimento tem a dupla van-
tagem de fornecer uma pequena renda ao Estado ou
ao Municipio e excluir da caça elementos improprios
isto é, aquelles cujo unico fim é della tirar lucro.
Nada se oppõe a que o caçador venda o resultado
da caça, mas esta venda apenas serve para indemnizal-o
em parte das despesas do imposto, licença e munição.
A caça bem regulada por leis não é pois objecto de
profissão lucrativa, mas de paixão nobre de sport.
Para facilitar a elaboração do respectivo projecto
4
|
— 29] —
de lei federal tractaremos em seguida dos diversos pontos
sobre os quaes deverá versar.
{. O PONTO DE VISTA JURIDICO. E” preciso esti-
pular a quem cabe o direito de caça.
Pode o mesmo ser coherente com a posse do ter-
reno ou ser restricto aos de fazendas, sitios etc., cuja
superficie excede uma certa medida minima, por exem-
plo 40 hectares; os outros terrenos, salvo os cercados,
dependem da Camara Municipal, que pode arrendar, por
meio de licença a caçadores o direito de caça nelles.
Não entro em minuciosidades relativamente a este as-
sumpto por escapar à minha competencia.
2: DEFINIÇÃO DA CAÇA.
a) Animaes de pelle. Além dos carnivoros, per-
miciosos às criações do homem e às vezes a este
mesmo, formam objecto de caça, devido à sua carne
apreciada, todos os ungulados (anta, porco do matto,
cervo, veado ) e dos roedores maiores os seguintes :
pacca, cotia, lebre ou tapiti e capivara.
Os desdentados deviam ficar fóra da lista dos ani-
maes caçaveis, por serem utilissimos, alimentando-se prin-
cipalmente de formigas e cupins. Se, entretanto, fôr
impossivel prohibir de todo a caça dos tatús, deve a
mesma ser ao menos restringida aos tatú-etê e tatú-ira,
unicos cuja carne é comestivel. A matança inutil e
insensata dos outros tatús e dos tamanduás deve ser
punida com multas elevadas.
b) Caça de pennas. O seu principal objecto são
as gallinaceas, incluindo as ordens das Gallinew ( Uru,
Mutum, Jacú, Aracuã) e Crypturi ( Macuco, Inambu,
Jahó, Perdiz, Codorna ). Além destes temos de men-
cionar os Pombos e Jurutys, excluindo-se da caca as
Rollinhas, Fogo-apagou e outras especies pequenas. Dos
Palmipedes são objectos de caça regulada os Patos e
Marrecas, das Paludicolas os Frangos d'agua e Sara-
curas das Limicolas as Narcejas e Gallinholas.
As corujas e aves de rapina, pela maior parte não
são nocivas; as corujas desempenham papel importante
na natureza pela matança dos camondongos e muitas
ARR A a O REP PEN MARIE
— 202 —
aves de rapina diurnas säo uteis pela destruiçäo dos
insectos. Admittindo que o dono da casa deve ter o di-
reito de matar o gavião que lhe rouba uma gallinha ou
outra ave domestica, nem por isto o caçador pode ser au-
ctorizado a considerar as aves de rapina objecto de caça.
E" certo que a presente lista é rica e variavel e
incluindo por exemplo as Paludicolas cuja caça é pro-
hibida na Inglaterra e as pombas cuja caça não se ad-
mitte mais na America do Norte.
3. TEMPO cormeiro. Para a perfeita solução deste
ponto seriam necessarios conhecimentos mais fundos da
biologia de nossos mammiferos e aves do que os de que
dispomos presentemente. Tentei reunir do melhor modo
possivel nas seguintes tabellas os factos concernentes ao
assumpto.
A Caça de pello.- São incompletos e em parte
contradictorias as observações pouco numerosas refe-
rentes à procreacão de nossos animaes de caça, prin-
cipalmente quanto aos cervos e veados. As observações
mais exactas devemol-as a Rengger com referencia ao
Paraguay.
Do cervo e veado branco diz que têm cria tanto na
primavera como no outomno. Azara declara que o tem-
po da cria do veado branco é no Paraguay, nos mezes
de Outubro a Novembro, mas que em Buenos-Ayres
obteve filhotes novos em grande numero, no mez de
Abril. Ao contrario, os veados virá e pardo parem nos
mezes de Dezembro até Abril. Isto corresponde mais
ou menos às condições do cervo europeu, que está com
cio nos mezes de Setembro e Outubro. Passado este
tempo, o corço perde o chifre que de novo lhe cresce,
na primavera. A corça, depois de uma prenhez de 40
semanas, dá à luz um filhote em Maio ou em Junho,
isto é, no começo do verão. A substituição dos chifres
entretanto não se dá na America do Sl com a mes-
ma regularidade como na Europa.
Outro ponto duvidoso é a propagação da pacca e
da cutia, que parecem ter 2 a 3 crias por anno, sem
que houvesse sobre o assumpto observações exactas.
NERO TIS, 1°
— 208 —
A seguinte tabella, na qual co nbinei observações
proprias com as contidas na litteratura, precisa ainda
ser completada. Assin, por exemplo, duvido ser exacta
a affirmação de Brehm que a gestação da anta seja
apenas de 4 mezes.
Tabe!'a da procreação dos animaes de caça
DURAÇÃO g 2
ESPECIE |ÉPOCA DO CIO| DA Es ÉPOCA DO PARTO
PRENHEZ | 5& É
a
Anta. . .|Junho, Julho 4 mezes?} 1 [Setembro até Novembro
Queixada. . E ? 2 |Junho-Setembro
Taitetú ? ? 2 |Junho-Setembro
Cervo. : 2 9 mezes | 1 |Primavera e outomno
Veado branco. ? 9 mezes | 1 » e »
Veado pardo. ? 9 mezes?} 1 |Dezembro a Abril
Veado virá . ? 9 mezes?} 1 |Dezembro a Abril
Capivära. . ? 2 2—3|Setembro
fe NE One DE ? ? 1—2|Abril e Setembro
Cutia. . .| Agosto j6semanas|2—3|Julho e Outubro
Tatu—été. . Julho? ? 4—3|Setembro e Outubro
B. Aves. —Em geral, o tempo da procreação das .
nossas aves extende-se pelos mezes de Setembro até
Março, começando parte dellas, sendo o anno fa-
voravel, já na segunda metade de Agosto. Ao redor
da Capital, obtive nos mezes de Junho e Julho só ni-
nhos com ovos de beija-flores. No Rio Grande do Sul
observei, que os palmipedes e outras aves aquaticas já
puzeram ovos no mez de Julho. Uma boa lista da
época da procreação deu O. Euler nesta Revista, vo-
lume IV, 1900, pag. 142. Tenho apenas de proferir du-
vidas quanto ao Inambú pequeno do qual Eulec diz ter
obtido posturas nos mezes de Fevereiro, Março, Abril,
Junho, Julho e Setembro, em quanto eu e o sr. Her-
bert Smith só os obtivemos nos mezes de Outubro e
Novembro. Estas duvidas não se referem ás observa-
ções do Sr. Euler e que, segundo sua participação, se
baseiam em factos, notados de modo identico no de-
curso de varios annos, mas à generalização da obser-
vação. Provavelmente ha de se verificar que o tempo
de procreação de Crypturus tataupa no Rio de Janeiro
e Norte do Brazil se extende tambem pelos mezes de
inverno o que no Sul não se dä Referindo-me à lista
citada, tenho apenas de accrescentar, que obtive ovos de
Urü em Outubro, de Inambú-guassi a 6 de Dezembro
e em Janeiro, de Codorna a 6 de Outubro. De Perdiz.
obtive ovos em começo de Dezembro, no Rio Grande
do Sul, e Herbert Smith os obteve em Matto Grosso
nos mezes de Setembro e Novembro. !
Medidas protectoras. O tempo em que a caca
das aves deve ser prohibida é o dos mezes de Setem-
bro até Março por formarem estes a épocha prin-
cipal da sua procreação.
Si neste sentido não se apresentam dificuldades
especiaes, o mesmo não se di com os mammiferos. Im-
portando a duração da prenhez dos veados 9 mezes e
distribuindo-se ainda a épocha do parto pelo espaço de
varios mezes é claro que uma protecção eflectiva ha-
via de extender-se por todo o anno, complicando-se
ainda o caso pela occorrencia de duas épochas de cria
nos cervos e veados brancos. Na Europa Central e
America do Norte, é o rigor do inverno que regula 3
épocha da procreação, perecendo no inverno os filhotes.
cujo parto deu-se atrazado. .No Brazil o inverno não
oppõe barreira à reproducção e certos animaes tem 2
ou 3 periodos de reproducçäo no anno. |
Não podemos por esta razão exigir a fixação do
tempo coimeiro eflectivo e rigoroso. Acontece ainda
que o tempo coimeiro na Europa é um para cervo e
veado, outro para corço e corça e não podemos pen-
sar em imitar esses exemplos por serem complicados
demais para as nossas condições.
Temos, nestas circumstancias, de desistir do assen-
tamento dum tempo coimeiro rigoroso e correspon-
dente às exigencias scientificas. Muito já serh ganho
se os animaes de caça forem poupados durante 7
mezes, devendo este tempo coincidir com os mezes de;
Sa cd Mi di
—— E
a Bee
Setembro até principio de Março ou de Abril reclama-
dos pela protecção das aves de caça. Sendo assim
aberta a caça nos mezes de Marco ou Abril até Agos-
to. licita será ella precisamente nos mezes preferidos
pelos caçadores.
4. Prorpcção DAS AVES. Todas as especies não
incluidas na precedente lista são protegidas pela lei por
todo o anno.
As infracções têm de ser punidas por multa de
208000 em geral e de quantia maior tractando-se de
aves de mais importancia. especialmente de Emas, Se-
riemas, Jabirús, Garças, Urubus etc.
Para melhor garantia da observação da lei, ficará
prohibido o commercio de couros de Beija-fiores, pas-
saros e o outras aves bem como a sua exportação.
5.º MULTAS E OUTRAS DISPOSIÇÕES GERAES. Sem
entrar aqui no assumpto das multas, obsérvamos apenas,
que não convem decretar uma lei desta ordem sem
garantir a sua execução. Parece-me que será dificil
a fiscalização visto que as camaras municipaes em ge-
ral não dispõem do necessario pessoal, sendo por esta
razão conveniente encarregar a policia estadoal da coo-
peração. Confiscando e inutilizando as armas dos ca-
cadores inauctorizados e estabelecendo multas, cuja im-
portancia pela metade caberá aos empregados, que effe-
ctuaram a prisão ou deram a denuncia, deverá ser
possivel estabelecer uma fiscalização efficaz.
Outra medida indispensavel será excluir do exer-
cicio da caça os menores. Os meninos matam os pas-
sarinhos simplesmente por divertimento e não é raro
vel-os continuar o seu passeio depois de terem matado
um passaro sem que lhes valesse a pena procural-o no
meio do matto.
Outra disposição necessaria é a de estabelecer ex-
cepções para os Museus, nacional e estadoaes, dedica-
dos à exploração scientifica do paiz.
Demais, é preciso conferir aos governos estadoaes
o direito de dictar disposições ageravantes e permitir
a matança de certas especies, que por ventura se mos-
trarem perniciosas à agricultura.
— 206 —
Se o Brazil antigamente pertencia aos paizes ricos
de caça, já isto não é mais exacto, actualmente. As
condições lastimaveis da caça aqui descriptas, referentes
à capital de S. Paulo, esta caricatura de caça, não é
nada fóra de commum, dando-se mais ou menos nos
arredores de todas as cidades populosas. Mandei este
anno um viajante a Petropolis que ficou espantado ao
vêr tambem lá a diminuição das aves até dos passaros.
As mattas dos arredores de São Bernardo, Rio
Grande, Alto da Serra etc. já se acham quanto a sua
caça muito estragadas pelos caçadores da Capital.
Em tempo de Martim Affonso de Souza abunda-
vam na Serra do Mar as araras e papagaios. Quanto
aos primeiros já não ha mais representantes desde ha
muito tempo, mas ha alguns decennios que o Sr. Ca-
pitão José Leite da Costa Sobrinho matou um na Serra
da Cantareira. Nos ultimos tempos já se dá quasi o mes-
mo com os papagaios, nas mattas mencionadas actual-
mente já se póde caçar por dias sem avistar um só. Já
ha muitas fazendas onde não se ouve mais o canto do
sabia.
A mesma observação fiz em Rio Grande do Sul,
a Lagoa dos Patos, antigamente notavel pela sua abun-
dancia em cysnes, patos, marrecos, gaivotas e outras
aves aquaticas, já esta hoje privada desta riqueza natu-
ral. A causa principal desta destruição é a colheita
enorme de ovos que os moradores fizeram nas ilhas e
nos pontaes deshabitados, especialmente durante os an-
nos de 1860-—1884.
Se assim em consequencia de falta de leis a caça
nas partes mais habitadas do Brazil já muito soffreu e
com ella tambem os passaros, que não deviam ser as-
sumpto de caça alguma ao contrario nos paizes centraes
da Europa a caça se conserva rica, pelo correr dos
seculos, não obstante o augmento consideravel e con-
tinuo da população, em virtude da bôa legislação e da
severa fiscalisação, à qual a caça está sujeita. São estes
exemplos instructivos e dos effeitos da caça regulada por
lei e da que é livre e indisciplinada. Aquella é um factor
Loi den tt CR RP SAP ee
9
util na vida economica da nação, esta em combinação
com a exagerada derrubada das mattas um symptoma
triste da degeneração fatal da natureza graças à im-
prudencia do homem, degeneração esta, que não en-
tristece só o amigo da natureza, mas pela qual soffreräo
tambem cada vez mais o clima e a lavoura.
O Brazil actual tem em assumptos de caça o as-
pecto, não de um paiz novo, mas sim de um paiz ve-
lho e senil. Prova disto já são os preços despropor-
cionadamente altos que se pagam pelos animaes de
caça. Caçadores praticos me informam que já não é
raro ser vendido o macuco por 114000. Aqui no mer-
cado da Capital vi vendel-os a 98000, pagando-se 38000
pelo inambuú-guassu.
Como prova de concordancia da opinião de caça-
dores de extensa e longa experiencia com as ideias aqui
expostas, copio, em seguida o trecho de uma carta que
me dirigiu o habil e distincto caçador meu illustre
. amigo Sr. Capitão José Leite da Costa Sobrinho, resi-
dente em S. Vicente.
« E” com verdadeira satisfação que recebo sua com-
municação de que está organisando um estudo sobre a
regularisação da caça entre nós ; não imagina o quanto
me encheu isto de contentamento, perque ha mais de
30 annos que sou um combatente em favor desse ideal,
que trará com certeza melhores dias, para os affeiçoa-
dos de Santo Hubertus, protegendo ao mesmo tempo a
nossa depauperada fauna na actualidade, quanto outr'ora
fora ella rica e invejavel. O verdadeiro vandalismo com
que os homens civilisados do ultimo quarto do extin=
to seculo 19º, procederam em relação à destruição da
caça no Brasil, causa magua aos verdadeiros homens
da sciencia e a todos os amigos da natureza.»
E, como se todos estes momentos não bastassem
de obrigar-nos à legislacão reclamada, ha mais um que
exige proceder com urgencia. EK’ a agitação cada anno
crescente nos varios estados da Europa e da America
do Norte em favor da protecção das aves. Se assim
estes paizes impedem a matança de seus passaros 0
commercio de artigos de confecção vae buscar os couros
de passaros nos paizes exoticos, que não se oppouem a
destruição das bellezas de sua fauna. Neste sentido o
Brazil é o objecto de uma exploração vergonhosa desde
ha muito tempo. Especialmente é da Bahia, que se re-
mettem annualine:te à Europa colleeções enormes de
sahys, tangaras, Deija-flóres e outras aves de bella plu-
magem. Essas remessas são vendidas em leilão em
Londres a preços insignificantes de modo que à despo-
voação da nossa fauna nem ao menos corresponde um
lucro razoavel dos caçadores nacionaes.
Convém ainda notar que estes couros de aves, mal
preparados como são e não munidas das necessarias
indicações, sobre localidade, data e sexo ete., não têm
valor scientifico, servindo apenas aos amadores e mo-
distas. | incrivel tambem a quantidade de couros de
beija-flôr e passaros, que anno por anno se mandam
para a Europa. O sr. Jean de Rourc estabelecido na
segunda metade do seculo passado na sua fazenda de
Lumiar no Estado do Rio de Janeiro enviava annual-
mente mais de 20.000 couros de beija-flor c passaros
à França ; ao mesmo tempo ainda o preparador Beske
em Nova Friburgo manteve um commercio rendoso de
couros de passaros.
Procurei quanto possivel do excluir considerações
estheticas c sentimentaes, salientando apenas as, conse-
quencias fataes da desenfreiada destruição da vida ani-
mal para o clima e a producção, mas não posso deixar
de pronunciar a opinião, que só a brutalidade e a es-
tupidez podem ficar indiferentes perante a insensata
devastação da rica natureza do paiz.
O amor do solo com as suas producções vegetaes
e animacs é um dos fundamentos mais solidos do sin-
cero patriotismo.
De motivos ideaes desta natureza nem está livre a
legislação dos Americanos, povo de preferencia inclinada
para o lado pratico e real. E razão ideal apenas que
a America do Norte, segundo Palmer, motivou a pro-
tecção da aguia. Ajuntemos aqui que os nossos gaviões
er ia ee cido Entra ci dica»
— 259 —
de pennacho, principalmente os do gonero Spizaetus,
que substituem no Brazil as aguias, formam um typo
sobresalente, nobre e caracteristico, que seria digno de
figurar nas armas do Brazil. aço votos para que este
artigo promova a decretação de lei por elle reclamada.
E” preciso confessar que para tudo que concerne
a conservação das mattas e da caça a civilisação mo-
derna até agora não significou um progresso mas ao
contrario um regresso. O Brazil pre-Columbiano tam-
bem não teve leis de caça, mas as crenças e supersti-
ções dos indigenas fizeram-nas dispensaveis. A cultura
Tupy tinha um protector estimado e temido das mattas
e roças na pessoa do Caapora ou Korupira (1). Montado
em uma anta ou n'um porco de matto este demonio
das mattas impedia a destruição da caça.
x
No Brazil moderno & mister que o papel do Ca-
apôra seja desempenhado por leis de caça.
Não era minha intenção proceder a um estudo com-
pleto comparativo da legislação sobre a caça. Parece-
me sufficiente, conhecer as disposições geraes das res-
pectivas leis nos paizes principaes da Europa e da
America.
Se é certo que algumas disposições geraes hão de
ser identicas em varios paizes, outros tem de confor-
mar-se com as condições geraes do meio social e da
natureza da caça. Não existindo, quanto me consta
estudo algum sobre este assumpto, o fim do presente é
fornecer ao legislador a necessaria base zootechnica.
O Exm. Sr. Prefeito Municipal, conselheiro Dr.
Antonio Prado teve a gentileza de mandar-me conforme
ao meu pedido a relação das pessoas que nos ultimos
7 annos neste municipio pagaram a licença de caça,
sendo o numero total dos caçadores :
(1) Veja sobre o Korupira a excellente dissertação de J. Barbosa Rodrigues Poran-
duba Amazonense, Annaes da Bibliotheca Nacional, Vol. XIV Rio 1&9” pag. 3 e seguintes
— 260 —
No anne de 1894... 2 av 460
» » p= CAROS eres ae
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» » p= ESA o a (rane TE
» » » SOB Cao ee ee bs S86
» » >» TSO Saar para 81
» » > AO A a SEE
Resulta destes algarismos a continua diminuição
dos caçadores auctorizados, facto que se explica só em
parte pela falta de verdadeira caça, sendo a cutra razão
a insufficiente fiscalização da lei. Nas circumstancias
actuaes já pouca vantagem poderá esperar-se do melho-
ramento da fiscalização, recommendando-se como unico
meio uma medida radical, usada em circumstancias ana-
logas nos paizes enropeos,—a suppressão da caça por
certo numero de annos. Nestas condições esperamos.
do patriotismo da illustre Camara Municipal da Capital,
que prohiba o exercicio da caça no Municipio da Capital
peio espaço de dez annos.
4
CONTRIBUICOES
PARA O
CONHECIMENTO DA ORNITHOLOGIA DE SÃO PAULO
POR
ES VON: IJHERING
O presente artigo tem por fim completar os arti-
gos que com referencia às aves do Estado de S. Paulo
e a sua biologia publiquei nos volumes anteriores desta
Revista. |
O volume terceiro da mesma contem o meu artigo
«As aves do Estado de S. Paulo» que dá a descripçäo
de 590 especies occorrentes no territorio do Estado.
Desde a data da publicação tornaram-se necessarias di-
versas modificações, além de ter augmentado conside-
ravelmente o numero das especies observadas. Em se-
guida dou a descripçäo de 46 especies obtidas no
Estado de S. Paulo, desde a publicação do referido ar-
tigo. Para este progresso muito contribuiu o zelo do
Sr. Major Ricardo Krone em Iguape, a quem agra-
decer em esta occasiäo sua valiosa coadjuvação é para
mim um grato dever. Entre as excursões feitas por
parte do pessoal do Museu deram bom resultado espe-
cialmente as que fez o Sr. João Lima para Jaboticabal,
Rincão e Batataes.
— 262 —
A zona occidental do Estado é rica em typos ca
racteristicos dos Estados de Minas e Matto Grosso e a
continuação da exploração crnithologica desta região não
deixará de augmentar de modo extraordinario a lista
das aves viventes neste Estado. O presente artigo enu-
mera seis especies cuja existencia no territcrio Paulis-
tano atê agora se verificou, mas julgo provavel,. que,
sendo exploradas as regiões até aqui pouco estudadas.
dum modo suficiente, o numero total das especies exis-
tentes elevar-se-à à perto de 800, o que corresponde-
ria à metade das especies até agora observadas em todo.
o Brazil, cujo numero é de 1573, segundo o catalogo
geral das aves do Brazil por mim elaborado e prompto.
a ser publicado. |
Outra razão de numerosas modificações que me vi
obrigado a fazer no meu estudo mencionado são as
numerosas mudanças de nomenclatura que se deram nos
ultimos annos e que em geral ja são applicadas nos vo-
lumes mais novos do «Catalogo do British Museum» e
na «Handlist of Birds» do mesmo Museu. Dadas e ge-
ralmente aceitas as normas da nomenclatura zoologica
e botanica, a actual phase das constantes mudanças dos
nomes, generos e especies não tardara findar-se.
Restam duvidas apenas relativamente a certos no-
mes mal formados, insistindo parte dos autores na
estricta applicação das regras da prioridade, outros na
conveniencia da correctura de nomes incorrectamente,
formados.
Tomando em consideração, que muitas vezes não
é possivel explicar exactamente as idéas determinantes
para a formação do nome e mais que a maior parte
dos nomes empregados não são significativos, encerrando
não raras vezes, ao contrario, graves erros, entendo.
que a significação e formação do nome é questão de
valor secundario, recommendando-se a aceitação da
forma indicada pela prioridade.
Escusado é salientar a necessidade da latinização
dos nomes e da correspondencia grammatical, do nome
especifico com o do genero.
OH a ido n
7m
nn le à dé pee
en SA Lat Web eri O TS NON OE CET = PA 426
+. E 1e - a
‘ |
, — 265 —
As numerosas modificações e addições que já sof-
freu o meu estudo mencionado fizeram com que em
seguida dé uma lista rectificada das aves occorrentes
no Estado de S. Paulo.
Do mesmo modo tenho de dar supplementos e cor-
recturas com referencia ao meu artigo sobre «ninhos
e ovos das aves do Brazil», publicado no volume IV
| desta Revista. Tratando mais de diversos outros as-
| sumptos concernentes à biologia e distribuição geogra-
phica da nossa avifauna, o presente artigo compõe-se
das seguintes secções .
I Descripcão de aves até agora não observadas
no Estado de S. Paulo.
IT Descripção de novos ninhos e ovos.
HI O elemento chileno-patagonico na avifauna
de 8. Paulo.
IV Synopsis das aves do Estado de S. Paulo.
Desejo chamar à attenção dos leitores de modo es-
pecial sobre o assumpto tratado no artigo precedente.
Em nossos dias favoraveis a todas as medidas adopta-
das em favor da producçäo agricola, ha de salientar-se
a necessidade da protecção não sé das mattas, mas
tambem de seus graciosos habitantes. Em todos os
paizes cultos existem leis de caça e pesca para inhibir
a destruição inutil dos animaes, as parcas disposições
legaes e municipaes neste sentido entre nós decretadas
assim mesmo não são observadas.
Espero por conseguinte que a discussão do assum-
pto, contida neste artigo e as medidas nelle propostas
achem favoravel acolhimento e o necessario apoio por
parte das respectivas auctoridades.
= 264 —
|. DESCRIPGAO DE AVES, ATE ACCRA
NÃO OBSERVADAS NO ESTADO DE SÃO PAULO
| ORDEM. PASSERES
Fam. Motacillidze
Anthus correndera Vieall.
Anthus correndera Sclater & Hudson I pag. 17.
Anthus correndera 6. Sharpe Cat. Brit. Mus.
X p. 610.
Esta especie assemelha-se à A. chii Vieill., diffe-
rindo pelas grandes manchas escuras cordiformes do
peito e pelas estrias brancacentas das pennas escapula-
res nos lados do dorso superior. E’ esta uma especie
cominum do Chile e da Patagonia, cuja distribuição se
extende desde a Argentina atê o Paraguay, Bolivia e
Rio Grande do Sul. Ha pouco o Museu recebeu do
Sr. Krone um exemplar caçado em Iguape.
Mus. Paul. Iguape.
Fam. Hirundinidæ
Progne purpurea (L.)
Progne purpurea Burmeister Il] p. 140.
Progne purpurea Pelzeln p. 16.
Progne purpurea Cat. Br. Mus, X p. 173.
E” esta a especie maior das andorinhas da America
meridional, distinguida pela cor uniforme azul-escuro
lustrosa, não só em cima mas tambem no lado ventral.
O Sr. Conde von Berlepsch obteve um exemplar de
Iguape colligido pelo Sr. R. Krone. A especie occorre
desde a America do Norte até o Pará, Bahia e, como
já indiquei às vezes até S. Paulo.
Mus. Paul. Bahia.
— 269 —
Fam. Coerebidæ
Daenis plumbea (Lath.)
“Dacnis plumbea Burmeister HI p. 155.
Dendroeca bicolor Pelzeln p. 71. ~
Dacnis plumbea Cat. Br. Mus. XL p. 26.
A côr do macho é em cima azul-cinzenta e em
baixo branco-amarellada; as remiges e rectrizes são es-
curas com orlas cinzentas. A femea ê mais azeitonada
em cima. A especie occorre desde a Venezuela até o
Brazil meridional, sendo observada em Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro e S. Paulo.
Mus. Paul. Iguape (Krone leg.)
Chlorophanes spiza (L.)
Coereba spiza Wied II p. 771.
Dacnis spiza Burmeister III p. 152.
Daenis atricapilla Pelzeln p. 26.
Chlorophanes spiza Cat. Br. Mus. XI p. 29.
O bico é no genero Chlorophanes mais forte e mais
curvado que no genero Dacnis: A cor é verde-clara
na femea; o macho é verde-azulado, tendo a cor preta
em cima e nos lados da cabeça; a mandibula superior
é preta e a inferior é amarella A especie occorre
desde a America central até a Bolivia e o Brazil me-
ridional, sendo observada em Minas e Rio de Janeiro ;
occorre tambem no litoral do Estado de S. Paulo, donde
obtivemos um exemplar de S. Sebastião.
Mus. Paul. S. Sebastião.
Ham. Tanagridse
Arremon wuchereri Sc. € Salv.
Arremon wuchereri Sclater et Salvin, Nomenclator
29 e 157.
Arremon wuchereri Cat. Br. Mus. XI p. 278
PIX VIL.
+ 266 —
Em cima a côr é verde-azeitonada à excepção da
cabeça que é preta e a do pescoço posterior que é cin-
zenta. Sobre o olho corre uma estria supraocular
branca; o lado inferior é branco e os lados da barriga
cinzentos. Tem no peito uma colleira preta. O bico é
amarello.
O nosso exemplar tem, na parte posterior do coco-
ruto uma estria cinzenta pouco pronunciada, pela qual
se assemelha ao Arremon flavirostris Sw. do Para.
Talvez a extensão desta estria cinzenta da nuca seja um
tanto variavel, de modo, que as duas especies mencio-
nadas devem ser reunidas em uma só.
Mus. Paul. Jaboticabal (J. Lima leg.)
Saltator maximus (Miill.) 1776
Saltator magnus (Gm.) 1778, Ihering p. 156.
O exemplar de Iguape que attribui a essa especie
é apenas uma variedade de S. similis Lafr e d’Orb,
especie na qual, segundo os nossos exemplares, a ex-
tensão e a intensidade da côr verde no dorso é um
tanto variavel. S. maximus tem a cauda verde e a gar-
canta amarellada, sendo a côr da cauda de S. similis
cinzento-parda e a garganta branca.
Embora não duvide que se encontre essa especie
tambem no Estado de S. Paulo, que é commum na Bahia
e no Rio de Janeiro, por emquanto não temos um exem-
plar authentico de S. Paulo, por esta razão, a especie
deve ser provisoriamente removida da lista das especies
do nosso Estado.
Fam. Fringillidæ
Sycalis pelzelni i.
CANARIO
Biba brasiliensis (nec Gm.) Pelzeln. 232
Sycalis pelzelni Berlepsch & Ihering p. 125
Sycalis pelzelni Cat. Br. Mus. XII p. 380
1 " '
é dad pe e DE ÃO ct di E ee
+
“<< A", “meee
— 267 —
Esta especie é pouco menor do que a S. flaveola
com que muito se assemelha, differe no sexo masculino
pelas estrias escuras mais largas das pennas do dorso
Pa
e pela fronte, que não é côr de laranja como na 8. fla-
“vecla, mas amarella com estrias escuras. Além disto
as pennas da barriga são reunidas de estrias longitudi-
naes escuras ao passo que são amarellas uniformes na
8. flaveola. As femeas diferem mais ainda, sendo o
lado inferior da S. pelzelni brancacento com estrias es-
curas, ao passo que a de WS. flaveola tem o peito o
crisso e as coberteiras inferiores da cauda amarellas.
A especie occorre desde o Rio da Prata até o Para
e a Bolivia.
Mus. Paul. Cachoeira.
Haplospiza crassirostris Pclz.
Haplospiza crassirostris Pelzeln. p. 227 e 332
ç (Ypanema, Campinas)
Especie de 140 mm. de comprimento, de côr parda,
mais clara no lado ventral; a mandibula inferior é par-
do-cinzeuta, mais clara do que a superior. Nao tive
ainda essa especie que não se acha incluida no Catalo-
go do British Museum e que, segundo a opinião do Sr.
Conde von Berlepseh, talvez seja identica a femea de
Amaurospiza cerulatra Cab.
Essa especie foi até agora encontrada sómente no
Estado de S. Paulo por Natierer.
Mus. Paul.
Poospiza cinerea (Lp.)
Poospiza schistacea Pelzeln pag. 229 (Rio Sapucahy,
Rio das Pedras).
Poospiza schistacea Burmeister III p. 218.
Poospiza cinerea Burmeister III p. 218 nota.
Poospiza cinerea Cat. Br. Mus. XII p. 639.
Especie de 140 mm. de comprimento, cinzenta em
cima é branco-amarellada em baixo. As remiges e
+ ODE +
rectrizes são pretas, as primeiras com orlas cinzentas,
as pontas das rectrizes exteriores são brancas. Essa es-
pecie é dos campos de Goyaz, Matto Grosso e Minas, e
occorre tambem na zona occidental do Estado deS. Paulo.
Mus. Paul. Rincão (perto de Jaboticabal).
Embernagra platensis (Gm.)
Embernagra platensis Burmeister III p. 224.
Embernagra platensis Pelzeln p. 230 e 459.
Embernagra platensis Sclater et Hudson I p. 62.
Embernagra platensis Cat. Br. Mus. XIT p. 758.
Passaro do campo de ?10—220 mm. de compri-
mento, distinguido pela cor de laranja da mandibula in-
ferior, sendo a da mandibula superior preta. A côr é
verde-azeitonada em cima com algumas estrias media-
nas nas pennas do dorso; o pescoço anterior e o peito
são cinzentos a barriga cinzento-amarellada ; os encon-
tros amarello-claros e os pés cinzento-avermelhados.
Estes passaros occorrem nas Republicas Argentina,
Uruguay e Paraguay e no Brazil nos Estados do Rio
Grande do Sul, Paraná, Minas e Bahia. Pelzeln diz que
Lichtenstein o obteve de S. Paulo e não duvido que a
affirmaçäo seja exacta, visto que, Natterer o caçou per-
to de Itararé na zona limitrophe do Estado de Paraná.
Mus. Paul. Buenos Aires; Vargem Alegre (Minas).
Ham. Fcteridæ
Icterus cayanensis valencio-buenoi
Lhering
ENCONTRO SOLDADO
Icterus cayanensis Sclater Cat. Br. Mus. Vol.
RT psa,
Icterus pyrrhopterus Ihering pag. 172 (excel. sy-
nonymia ?)
ista especie de 190 mm. de comprimento é de
cor preta e tem os encontros amarellos. As cobertei-
ras interiores da aza são pretas, misturadas de amarello.
mc Us
Observo que I. cayanensis Wied, Beitr II pag.
1204, que no Cat. do Brit. Mus. esta incluido tanto sob
I. cayanensis p. 309 como sob 1. tibialis p. 370, ex-
clusivamente pertence a I. tibialis, sendo especie com-
mum desde Rio de Janeiro a Pernambuco. Icterus ca-
yanensis é especie de Guyana e da Amazonia, cuja oc-
correncia no Estado de S. Paulo portanto é para extra-
nhar. Mandei um exemplar de Jaboticabal ao Sr. R.
Bowdler Sharpe, que me escreveu que o acha um pouco
menor que os exemplares typicos, differindo delles pela
cor laranja-escura dos encontros, («rather smaller and
duller orange on the wing-patch»). Era este tambem
o motivo, que me induzin a classificar o exemplar re-
cebido de Piracicaba de 1. pyrrhopterus e resta a saber
se o I. pyrrhopterus que Natterer obteve na mesma
zona do Estado tambem pertence a I. cayanensis, 0 que
não parece improvavel em vista da afirmação de Pel-
zeln, que a côr dos encontros seja muito variavel e em
certos individuos amarella.
Dedico esta nova variedade ao Snr. Valencio Bueno
em Piracicaba, dedicado amigo do Museu. de quem re-
cebi o primeiro exemplar desta especie. Vi outros
exemplares caçados en Campinas e em Jaboticabal.
Mus. Paulista; Piracicaba, Jaboticabal.
Fam. 'Tyrannidee iG
Machetornis rixosa (Veill.)
SUIRIRI NE
Muscicapa joazeiro Spix II. p. 17 pl, 23.
Muscicapa miles Wied. Beitr. HI p. 850.
Machetornis rixosa Burmeister IL p. 5!4.
Pelzeln p. 100; Berlepsch und Ihering p. 129;
Sclater and Hudson I p. 131; Selater Cat. Brit. Mu-
seum XIV p. 52.
Este suiriri differe do outro conhecido do genero
Tyrannus, pelo bico mais comprido e estreito e pelos
tarsos compridos. O comprimento total é de 190 mm.
— PM) —
A côr é pardo-azeitonada em cima e amarella em baixo ;
As azas e a cauda são pardas; as rectrizes lateraes
terminam por uma ponta amarellada, As pernas do
vertice vermelho-escarlates o bico e as pernas pretas.
A ave occorre nos campos do interior do Brazil, ex-
tendendo-se a sua distribuição desde a Argentina até
Venezuela. No Estado de São Paulo era até agóra
desconhecido, tendo sido ultimamente caçado pelo sr.
Krone em Iguape.
Mus. Paul. Iguape.
Hemitriccus vilis Burm.
)
Euscarthmus vilis Burm. Syst. Ueb. ii. p. 490.
Esta especie de 120 mm. de comprimento, cuja
aza mede 51 mm. é bem parecida ao HH. diops, diffe-
rindo della pela cauda, um pouco mais curta, pelo bico
um pouco mais comprido e pela côr pardo-cinzenta do
pescoço anterior e do peito, cuja côr é cinzenta em
H. diops. A cabeça é azeitonado-pardo em cima, sendo
verde em H. diops. A região loral é amarellenta, a
região auricular é pardo-cinzenta. A mandibula infe-
rior é brancacenta, ao passo que no H. diops é escura
e só no meio brancacenta.
Considerando nova esta especie, dando-lhe o nome
de berlepschi, mandei um exemplar ao sr. R. Bowdler
Sharpe, que o julgou identico com H. diops Temm.
Comparando com o meu exemplar a descripção que
zurmeister deu de Euscarthmus vilis acho-a correspon-
dente ao meu exemplar. Sclater no Catalogo do Brit.
Museum incluiu E. vilis na synonymia de H. diops, o
que por conseguinte apresenta um erro.
Mus. Paul. Ypiranga: Alto da Serra.
Platyrhynchus platyrhynchus (Gm.)
Platyrhynchus leucoryphus Wied HI p. 974.
Platyrhynchus rostratus Burmeister II p. 500.
ER eau rostratus Pelzeln p. 100.
Platy rhyuchus rostr atus (Lath.)Cat.Br.Mus. X1V p.65.
Essa especie distingue-se pelo tamanho maior da
P. mystaceus; mede o comprimento total de 130
mm. e o da aza 75 mm. A cor é verde-azeitonada
em cima e amarella em baixo, sendo a garganta mais
clara. O macho tem as pennas do vertice brancas na
metade basal e as pennas da aza são escuras com or-
las castanhas. A mandibula superior é preta e a in-
ferior brancacenta. Os pés são amarellados.
A especie occorre desde S. Paulo até Amazonia,
Rio Branco e Matto Grosso.
Mus. Paul. Bahurt.
Phyiliomyias incanescens (Id)
Muscipeta incanescens Wied HI p. 898.
Elainea murina Burmeister IL p. 481.
Phyllomyias lividus Pelzeln p. 105 e 176
Myiopatis incanescens Reinhardt IL p. 347.
Phyllomyias berlepschi Sel. Cat. Br. Mus. XIVp. (23.
Especie pequena de 110 mm. de comprimento ;
cinzenta com tinta azeitonada em cima e branco-cin-
zenta em baixo, sendo a barriga do macho branca e
da femea amarellada. As orlas das coberturas das azas
são brancacentas, formando na aza, cuja côr é pardo-
escura, duas estrias pouco distinctas. A região loral
é branca. A especie occorre desde S. Paulo até a Ba-
hia e em Minas. O exemplar da Bahia combina bem
com o de Jaboticabal, mas o de Jundiahy tem a cor
da barriga mais clara, quasi branca.
Mus. Paul. Jaboticabal, Jundiahy, Bahia.
Myiopatis subviridis Pelz.
Phyllomyias subviridis Pelzeln p. 105 e 175 (Ypa-
nema).
Phyllomyias burmeisteri Ihering (p.p.) p. 191.
Essa especie que por engano reuni com Ph. bur-
meisteri, distingue-se della, além da côr brancacenta da
carganta, pelos tarsos que no lado posterior, especial-
mente na metade inferior, são cobertos de numerosos
pequenos tuberculos. E” provavel que essa especie for-
me o typo de um genero distincto. Pelzeln obteve-a no
Rio de Janeiro, Ypanema e Curitiba.
272 —
a la
Observo que tenho agora Ph. virescens como sy-
nonymo de Ph. burmersterz, seguindo o conselho do
Sr. Conde von Berlepsch.
O bico é nesta especie mais estreito do que nas-
do genero Myiopatis, que conservo.
Mus. Paul. Rincão (perto de Jaboticabal).
Tyranniscus bolivianus paulistus vir. n.
Tyranniscus bolivianus d’Orb. et Laffr.
Muscicapara boliviana, d'Orb. Voy., Ois. p. 328.
Tyranniscus bolivianus Sel. Cat. Brit. Mus. XIV
p. 1534.
As especies de Tyranniscus pouco se distinguem,
fora o tamanho menor das do genero Elainea. A pre-
sente especie é em cima de côr uniforme verde-azei-
tonada. As azas e a cauda são escuras com orlas ver-
des na margem exterior das remiges e rectrizes. As
coberteiras compridas exteriores da aza têm as pontas
amarelladas. O lado inferior é branco-cinzento até o
peito, amarello claro na barriga. O bico e os pés são
pretos. (O comprimento total é de 115 mm., o da aza
de 50 mm., da cauda de 50 mm. À especie occorre
na Bolivia e no Perú meridional.
O exemplar que recebi de Bahurú no Estado de
S. Paulo é um pouco maior do que a fórma typica,
medindo 130 mm. de comprimento total, 60 mm. na
aza e 60 mm. na cauda. No lado inferior é a côr
amarella mais pronunciada, sendo só a garganta branca.
A região loral e em parte a malar são denegridas. Na
parte superior da região loral nota-se uma estria bran-
cacenta, que para traz se prolonga sobre o olho. Em
vista destas differenças denomino esta fórma
War. paulista var. nov.
Mus. Paul. Bahuru.
— 273 —
Tyrannus albogularis Burm.
Tyrannus albogularis. Burmeister II p. 465.
Tyrannus albogularis. Pelzeln p. 117.
Tyrannus albogularis. Reinhardt II p. 139.
Tyrannus albogularis. Allen.-II p. 349,
Tyrannus albogularis Gat. Brit. Mus XIV p. 276.
Essa especie de Siriri assemelha-se muito ao 7!
melancholicus, distinguindo-se pela garganta branca,
pelo bico um pouco mais curto e estreito e pela cauda
mais inciso. (O peito é amarello. Esta especie occor-
re em Matto Grosso, Goyaz, Minas, Bahia, Pernambu-
co. No Estado de S. Paulo é encontrada na zona oc-
cidental.
Mus Paul. Jaboticabal.
Fam. Dendrocolaptidæ
Philydor lichtensteini Cab. & Heine
Philydor lichtensteini Cabanis et Heine. TI p. 29.
Anabates superciliaris Pelzeln p. 40 (Ypanema).
Anabates lichtensteini Reinhardt p. 378.
Essa especie assemelha-se muito ao P. rufus sen-
do, porêm, menor e distinguida pela fronte pardo-cin-
zenta, de conformidade com o vertice, e pelas orlas
pardo-amarellas das remiges que são castanhas em P.
rufus; alèm disso os ganys da mandibula inferior são
mais ascendentes do que em P. rufus, assemelhando-se
neste sentido ao P. atracapillus. As pontas dos co-
bertores exteriores compridas são pretas, formando uma
faxa pouco distincta na aza. Pelzeln menciona, entre
as aves caçadas por Natterer em Ypanema, P. atrica-
pillus e P. superciliaris (Licht.) e não duvido que es-
sa ultima determinação se refira ao P. lichtensteina.
‘A especie occorre em S. Paulo, Rio de Janeiro e Mi-
“mas.
Mus. Paul. Iguape, Bahurü.
a fr
Ham. Formicariidse
Thamnophilus ambiguus sw.
Thamnophilus nigricans Weed LIT p. 1006.
Thamnophilus nigricans Burmeister II p. 96.
Thamnophilus ambiguus Pelzeln p. 76.
Thamnophilus sticturus Pelzeln p. 76.
Thamnophilus ambiguus Allen chapada HI p. 115.
Thamnophilus ambiguus Cat. Br. Mus XV p. 201.
A especie é bastante parecida ao T. naevirss tendo,
entretanto, o macho as manchas brancas da aza e da cau-
da maiores e, estas ultimas, desenvolvidas tambem na
barba interior das rectrizes. A femea distingue-se pela côr
pardo-castanha de vertice e da cauda. <A especie oc-
corre desde S. Paulo e Minas Geraes até kio de Ja-
neiro, Bahia e Matto Grosso.
Mus. Paul. Rincão, Jaboticabal; Bahia.
Thamnophilus nigricristatus Sc € Salv.
Thamnophilus nigricristatus Cat. Br. Mus. XV
p- 209.
Especie de 150 mm. de comprimento, preta em
cima, com estreitas faxas transversaes brancas; o lado
ventral é brancacento com faxas pretas transversaes ;
os rectrizes são pretas com manchas brancas em am-
bas as barbas e as pennas do occiput são pretas com
algumas manchinhas brancas profundas, sendo esta a
quasi unica diflerença com a L. doliatus (L.), que do
vertice até a nuca tem as bases das pennas brancas.
A femea é amarellada. O nosso exemplar tem as re-
miges exteriormente orladas com pardo, o que parece
ser o signal de ave nova. À presente especie apenas
é uma variedade de 7! dotiatus, encontrada desde a
America Central e Amazonia até Matto Grosso e a
zona occidental de S. Paulo.
Mus. Paul. Jaboticabal.
Thamnophilus torquatus Sw.
Thamnophilus scalaris Wieel HI p. 999.
Thamnophilvs scalaris Burmeister HI p. 100.
Thamnophilus torquatus Pelzeln p. 79.
Thamnophilus torquatus Reinhardt II p. 572.
Thamnophilus torquatus Cat. Br. Mus. XV D. 213.
Especie de 150 mm. de comprimento. A cor do
macho é parda em cima com excepção da cabeça qne
é preta e das rectrizes que são pretas com faxas bran-
cas nas duas barbas; as azas são castanhas do lado in-
ferior e cinzentas com faxas transversas pretas no peito.
A femea differe pela côr castanha do vertice e da
cauda e pela côr amarellenta do peito.
A especie occorre desde S. Paulo, Rio de Janeiro
e Minas até Bahia, Pernambuco, Matto Grosso e Boli-
via. No Estado de São Paulo occorre só na zona
occidental.
Mus. Paul. Jaboticabal, Rincão; Bahia.
EDysithamnus xanthopterus Burn.
Dysithamnus xanthopterus Burmeister III p. 81.
Dysithamnus xanthopterus Cat. Br. Mus. XV p. 223.
Essa especie é carecterizada pela cor castanha das
azas, que se extende tambem ao dorso inferior ; o res-
to do lado superior é de côr cinzenta; o pescoço an-
terior é branco, o peito cinzento, a barriga amarellenta
e os lados da cabeça têm manchas brancas. A femea
distingue-se pela côr castanha do vertice.
A especie occorre nos Estados de S. Paulo e Rio
de Janeiro.
Mus. Paul. Alto da Serra.
Myrmothcrula melanogaster (Spir)
*)
Thamnophilus melanogaster Spix II p. 31 pl. 49 fig. 1.
Formicivora axillaris Burmeister HI p. TE
Myrmotherula melanogastra Pelzeln p. 81.
Myrmotherula melanogastra Cat. Br. Mus.XV p. 240.
Especie pequena de 90—100 mm. de comprimento
e de 50 mm. de comprimento da aza. A côr predo-
minante do macho é cinzenta; o pescoço anterior e o
peito são pretos, as azas e a cauda têm as pennas pre-
tas orladas de cinzento; as coberteiras exteriores da
aza têm as pontas brancas. O nosso exemplar têm as
remiges secundarias com orla estreita e branca no api-
ce. A femea tem a cabeça e o pescoço posterior cin-
zentos; o dorso, as azas e a cauda de côr pardacento-
azeitonada, a garganta e o pescoço anterior são branco-
amarellados e o resto do lado inferior é pardo-amarellento,
Especie conhecida de Pernambuco, Bahia e Rio
de Janeiro.
Mus. Paul. Um casal de São Sebastião.
Myrmotherula unicolor (Menct.)
SAHY -LAMBE-PÃO (Iguape)
Myrmotherula unicolor Cat. Brit. Mus. XV p. 243.
Myrmotherula unicolor Pelz. p. 82 (Rio de Janeiro).
Especie pequena de 100 mm. de comprimento de
côr cinzento-escura uniforme, distinguida apenas pela
cor preta da garganta e de parte do pescoço anterior.
Desta especie rara, occorrente nos Estados de Rio
de Janeiro e S. Paulo, obtivemos um macho de Iguape
pelo Sr. R. Krone. Não se conhece a femea.
Mus. Paul. Iguape.
2. ORDEM. MACROCHIRES.
Fam. Trochilidæ
Agyrtria affinis (Gould)
Agyrtria affinis Reinhardt I p. 112.
Agyrtria brevirostris affinis Allen Chapada III
123
a.
Agyrtria affinis Cat. Br. Mus. XVI p. 185.
Fr
+
“
E
are ey te à r ri BS
— 277 —
E’ esse apenas uma variedade de A. brevirostris
que têm no peito e no pescoço anterior uma mancha
verde metallica no meio de cada penna de modo que
na linha mediana não existe a linha continua branca
que a mencionada especie tem. : Desde os Estados de
Paraná e S. Paulo atê Rio de Janeiro, Minas e Matto
Grosso.
Mus. Paul. Jundiahy ; Rio de Janeiro; Ourimbé
(Parana).
Phaéthornis rufigaster Vieil.
Trochilus pygmaeus Spix I pag. 78 pl. 80, fig. 1.
Phaethornis rufigaster Burmeister II p. 386. :
Phaethornis eremita Pelzeln p. 27.
Phaethornis davidianus Pelzeln p. 27.
Phaethornis eremita Reinhardt I p. 101.
Phaethornis pygmaeus Reinhardt I p. 101.
Pygmornis pygmaeus Salvin. Cat. Br. Mus. a 285.
Phaethornis rufigaster Hartert Thierr. p. 2
Especie pequena “de 90 —100 mm. de aes
to cujo bico mede 20 mm. A côr é verde-dourada
em cima e pardo-avermelhada em baixo. Sobre o peito
corre uma faixa preta, o uropygio é avermelhado, as
rectrizes lateraes têm as pontas avermelhadas, o bico
é preto e tem a metade passal da mandibula inferior
amarella. A especie occorre desde o Rio de Janeiro e
Minas atê a Guyana. No anno corrente o Sr. Krone
mandou-nos um exemplar macho, caçado em Iguape.
Mus. Paul. Iguape.
Hylocharis cyana Vial.
Hylocharis cyanea Pelzeln p. 35.
Hylocharis cyanea Gat. Br. Mus. XVI p. 246.
O macho é verde-dourado em cima excepto a ca-
beça que é azul e as coberteiras exteriores da cauda
que são pardo-roxas metallicas. A garganta e o pes-
coço são de côr azul, a barriga verde-claro, metallica,
as coberteiras inferiores da cauda são azul-escuro, como
— 278 —
as rectrizes e 0 bico é vermelho a excepção da ponta
que é preto. A femea tem as pontas das rectrizes la-
teraes cinzentas. A especie occorre desde S. Panlo e
tio de Janeiro até Amazonia e Guyana. Acceito a es-
pecie na lista las aves de S. Paulo confiando na affir-
mação do Sr. R. Krone que a obteve em Iguape.
Mus. Paul. Bahia
Fam. Caprimulgidze
Chordeiies aeutipennis Beda.
Caprimulgus hirundinaceus Spix I p. 2 PL Sf. 4.
Caprimulgus semitorquatus Wied II p. 330.
Caprimulgus brasilianus Wied HI p. 327.
Chordeiles pruinosus Burmeister Il p. 394.
Chordeiles acutus Burmeister Il p. 395.
Chordeiles brasilianus Pelzeln p. 14.
Chordeiles acutipennis Pelzehn —p. 14.
Chordeiles acutipennis Cat. Br. Mus. XVI p. 614
Ave de 200 m.m. de comprimento, pardo-escuro
em cima com manchinhas pretas e amarelladas, sendo
o vertice quasi uniforme preto. O lado inferior é ama-
rellado com faixas escuras e com uma larga cinta bran-
ca no meio do pescoço; As remiges são pardo-escu-
ras com manchinhas castanhas irregulares e com uma
larga faixa branca no meio das 4 primeiras da mão e
as rectrizes lateraes têm perto da ponta uma faixa bran-
ca que falta à femea. A especie occorre desde S. Paulo
e Rio de Janeiro até a Guyana, Goyaz, Matto
Gino e Minas.
Esta especie intimamente relacionada com Ch. ver-
gnianus, que é um pouco maior e que na aza é pri-
vada de manchas castanhas das remiges da mão das
quaes 9 ou 6 são privadas das faixas brancas.
Mus. Paul. Iguape.
= Ses
3. ORDEM. PIC
Ham. Picidæ
Picumnus sagittatus Sundev
Picumnus sagittatus Pelzeln p. 241.
Picumnus sagittatus Hargitt Cat. Brit. Mus. vol.
XVII p. 594.
Esta pequena especie de 100 mm. de comprimento
& em cima de cor pardo cinzenta com manchas redon-
das brancas que na sua base tem um ponto preto, A
cabeça e a nuca são pretas com manchas brancas. No
‘sexo masculino as pennas da frente e do vertice tem
as pontas vermelho-escarlates. Os lados da cabeça são
pretos com manchas brancas. O lado inferior é branco
com manchas escuras de forma de ponta de flexa no
pescoço anterior e peito, estrias longitudinaes pretas na
barriga. As pennas da cauda são pretas com estrias
brancas longitudinaes como nas especies alliadas. Esta
especie à conhecida occorrente nos Estados de Matto
€rosso e Goyaz. Osexemplares do Estado de S. Paulo
têm as coberteiras exteriores brancacentas com 2 es-
treitas faixas escuras transversaes, emquanto as aves
«e Matto-Grosso as tem pretas com manchas brancas ;
a côr da barriga não é branca, mas amarellada,
O macho não tem no peito marcas sagittiformes,
mas duas faixas transversaes pretas separadas por ou.
tra branca. E” esta a razão, porque. considero como
variedade nova que denomino
War. Sharpei n. var. (1)
dedicando ao eminente ornithologista do British
Museum Sr R. Bowdler Sharpe. Observo ainda, que
os nossos 3 exemplares d' variam por um tanto no de-
(0) This variety differs from the type having the uper-tail-covers
whitish with 2 small, brownish bars, while they are black in sagittatus :
the color of the bollyis buff; the feathers of the breast and chest of
tke male have not the sagittate markings of P. sagittatus, but 2 trans-
— 280 —
senho das pennas do peito, existindo em um delles es-
trias pretas medianas que ligam as faixas transversaes
pretas.
Mus. Paul, Rincão, perto de Jaboticabal; Bauru.
Picumnus nebulosus Sundev.
Picumnus nebulosus Hargit. Cat. Brit. Mus. vol.
XVIII p. 556.
Esta especie da qual só a femea é conhecida differe
da precedente principalmente pelo lado inferior. O lado
dorsal é bruno-pardo uniforme, o lado inferior ama-
rellento com grandes manchas escuras longitudinaes nos
lados, manchinhas pretas na barriga. As pennas do
pescoço anterior pretas com orlas brancas. O nosso
exemplar tem o comprimento total de 106 mm. As
pennas do peito superior têm 2 faixas pretas transver-
saes, as do peito inferior estrias longitudinaes pretas ;
a barriga é amarellada e cada penna tem 2 manchas
escuras e a ponta da mesma côr, de modo que a bar-
riga parece ter faixas transversaes.
Mandei c nosso exemplar que julguei representar
uma especie nova, denomninada por mim
Picumnus caipira
ao dr. Bowdler Scharpe que a determinou como P. ne-
bulosus. Este resultado póde ser considerado proviso-
rio, por não serem conhecidos os machos. —
Em vista das diferenças indicadas quanto ao de-
senho do peito, o nome por mim dado pode ser con-
servado para designar a variedade de S. Paulo. O exem-
plar de P. nebulosus do British Mus. provem do Peru.
Mus. Paul. Victoria, perto de Botucatü, 9.
verse black bars, sometimes united by a black mediane stripe. Of
our two Q one has the sagittate markings of the breast while the
other it has incomplete due to a transverse white band quite as in
the male.
ee al
— 281 —
4. ORDEM. COCCYGES
Fam. Bucconidæ
Chelidoptera tenebrosa brasiliensis Sl.
Capito tenebrosus Wied IV p. 372.
Monasa tenebrosa Burmeister II p. 294.
Chelidoptera tenebrosa Pelzeln p. 25.
Chelidoptera brasiliensis Gat. Br. Mus. XIX p. 208.
O bico é neste genero comprimido, um pouco cur-
vado, a cauda curta, attingindo as azas quasi a sua
ponta. A côr da especie é preta, a barriga pardo-
amarella ; o uropygio e o crisso são brancos.
Sclater distingue Ch. tenebrosa como especie me-
nor com a barriga avermelhada de Ch. brasiliensas,
que no meu ver representa apenas uma variedade, dis-
tribuida desde S. Paulo e Rio de Janeiro até Pernam-
buco, Goyaz e Matto Grosso, sendo a fórma typica
observada na Amazonia e na Guayana.
Mus. Paul. Rio Mogy Guassu; Bahia.
6. ORDEM. STRIGES
Fam. Bubonidese
Gisella iheringi J. Sharpe
Gisella iheringi Bowdler Sharpe, Bull. of the Bri-
tish Ornithologist Club, «The Ibis» Series VII. vol. V
1899 p. 439.
Gisella iheringi Ihering Ibis 1900, Series VII. vol.
VE pe e.
Esta pequena coruja de 210 mm. de comprimento
e de 140 mm. de comprimento da aza, tem o lado su-
perior pardo-avermelhado, excepto a cabeça que é mais
escura quasi preta; na nuca nota-sé uma faixa larga
amarellenta; as remiges têm manchas brancas; a cauda
é preta com tres series de manchas brancas; o lado
ventral é amarellento ; a ponta é branca e das orelhas
sai uma serie de manchas pretas até a garganta.
,
Essa especie é muito relacionada à G. harresi da
Columbia e occorre em S. Paulo e Rio Grande do Sul.
Mus. Paul. S. Paulo.
7. ORDEM. ACCIPITRES
Fam. Falconidae
Morphnus guianensis (Daid.)
Falco guianensis Wied HI p, 90.
Morphnus guianensis Burmeister IL p. 66.
Morphnus guianensis Pelzeln p. 4.
Morphnus guianensis Berlepsch & Ihering p. 169(73).
Morphnus guianensis Ihering p. 358.
Morphnus guianensis Cat. Br. Mus. Limite
O genero Mo» ‘phnus distingue-se de Thiasyaelus
pelos tarsos mais compridos e providos de pennas só
no quarto superior; as unhas não são tão fortes como
no genero mencionado. As pennas do occiput são alon-
zadas em forma de pennacho, sendo notavel uma penna
bem comprida que na base é branca, na ponta preta.
A côr predominante da ave é branca, as azas e à
cauda são pretas com faixas cinzento-pardas; o bico é
preto, as pernas são amarellas. Alguns auctores infor-
mam que nos exemplares adultos apparecem faixas par-
das no lado ventral, o que, entretanto, nem Burmeister
nem eu podemos confirmar. A especie occorre desde
Rio Grande do Sul até a Guayana,
Mus. Paul. Apiahy. (F. de Souza Barros off.)
9. ORDEM. HERODIONES
Fam. Ardeidae
Tigrisoma brasiliense (L.)
Tigrisoma brasiliense Ihering Rev. HI p. 377.
Ardea lineata Wied Beitr. 1V p. 634,
Tigrisoma bahiae Bowdler Sharpe Cat. Brit. Mus.
vol. XXVa pe 196 Pl. Ta:
SS ns
' do
A deseripçäo de Wied que von Berlepsch e Bow-
dler Sharpe referiram à T fasciatum evidentemente
pertence a esta especie. Wied diz que a côr da cabeça
e do pescoço é castanha e a barriga tem manchas e
faixas escuras. Isto não combina com a descripção de
T. fasciatum, que tem a barriga uniforme cinzento aver-
melhada, a cabeça preta e o pescoço preio com faixas
amarelladas. A extensão das estrias de pennas em bail-
xo do olho e na base do bico não tem a significação,
que o Snr. de Berlepsch suppunha por ser bastante
variavel. As remiges da mão de T. fasciatum têm to-
das pontas brancas, que se notam na outra especie só
nas “ultimas 4 ou 5.
Tigrisoma lineatum Bod. que tem o peito e a
barriga uniformes, sem faixas transversaes occorre só na
Amazonia e na Guyana. T. brasiliensis occorre desde a
Bahia até T. fasciatum é distribuido desde o Rio Gran-
de do Sul até Rio de Janeiro, devendo occorrer tam-
bem no Estado de S. Paule.
Mus. Paul. S. Paulo.
44. ORDER. ANSERES
Fam. Anatidae
Alopochen jubatus (Six)
Anser jubatus Spix II p. 84 T. 108.
Anser jubatus Burmeister HI p. 433.
Chenalopex jubatus Pelzeln p. 319.
Chenalopex jubatus Cat. Br. Mus. XXVII p. 169.
E' este um ganso de pernas compridas distincto
pelo bico curio e alto na base; no encontro existe um
tuberculo que em exemplares velhos se transforma em
esporão; a canela é comprida, formada de 14 rectri
zes; a cor é cinzenta na cabeça, no pescoço e no
peito; o dorso entre as azas e a barriga são par-
dos no meio e pretos nos lados; as azas e a cauda são
pretas com lustre verde-metallico e o bico e as pernas
são de cor avermelhado-amarella. A especie occorre
— 284 —
na Guyana, Amazonia, Bolivia, Matto Grosso e raras
vezes na zona sul-este do Brasil.
Mus. Paul. Iguape. (R. Krone coll.)
12. ORDEM. COLUMBA
Ham. Columbidae
Columba speciosa Gn.
POMBA TROCAZ
Columba speciosa Wied IV p. 447.
Patagioenas speciosa Burmeister II] p. 295.
Lepidoenas speciosa Pelzeln p. 274.
Columba speciosa Allen HI p. 148.
Columba speciosa Cat. Br. Mus. XXI p. 283.
Essa pomba distingue-se, das outras alliadas, pelas
bordas pretas das pennas do pescoço, desenvolvidas não
só no lado dorsal, mas tambem no ventral. As pennas
do pescoço são fuscas com uma grande mancha ama-
rellada, seguindo para fóra delle a orla preta que tem
um reflexo roxo; a côr predominante é pardo-averme-
lhada no lado dorsal, brancacenta em baixo; a cauda
é preta. A especie occorre desde Santa Catharina até
Mexico, Matto Grosso e Bolivia. No Brazil meridio-
nal não tinha sido observada até que o Dr. Gualberto
nos mandou um exemplar de Santa Catharina, o Sr.
Valencio Bueno obteve-a em Piracicaba. E outros se-
nhores caçadores a quem móstrei a ave confirmaram a
sua existencia neste Estado.
Mus. Paul. S. Francisco (Santa Catharina).
Fam. Peristeridae
Columbula picui (7emm.)
Columbina strepitans Spix I p. 57 T. 75 f. 1.
Columbula strepitans Burmeister III p. 299.
Columbula picui Burmeister III] p. 300.
Columbula picui Pelzeln p. 276 (Porto do Piahy)
Columbula picui Allen Chapada HI p. 149.
Columbula picui Cat. Br. Mus. XXI p. 470,
a O STA,
e
Essa pequena pombinha de 180 mm. de compri-
mento é distinguida pelas pontas azul metallicas das
coberteiras pequenas exteriores da aza que nella for-
mam uma estreita faxa. A côr é pardo-cinzenta em
cima, brancacenta em baixo. As remiges,' os encon-
tros e as coberteiras interiores da aza são pretas, as
rectrizes exteriores são brancas. A especie occorre
desde Argentina e Chili atê Matto Grosso, Ceará e
Pará. No Estado de S. Paulo, foi encontrada perto
de Itararé por Natterer e, em Iguape por R. Krone.
Mus. Paul. Iguape, La Plata.
Chameepelia minuta (L.)
Columbina griseola Spix II p. 58 T. 75 fig. 2
(juv.)
Chameepelia griseola Burmeister II] p. 296.
Chameepelia amazilia' Pelzeln p. 277. (Itararé,)
Marambicu. |
Chameepelia minuta Cat. Br. Mus. XXI p. 484.
Esta especie de 190 mm. de comprimento é bem
caracterizada por algumas manchas azul-metallicas es-
curas na aza e pela cor castanha das coberteiras infe-
riores da aza. A côr é pardo-cinzenta em cima, mais
clara na cabeça, cinzento-avermelhada em baixo. As
rectrizes lateraes são cinzentas na base, pretas na pon-
ta. A especie occorre nos campos de S. Paulo até
Mexico e tanbem nos Estados de Minas e Matto
Grosss.
Mus. Paul. Piracicaba ; Bahia.
15. ORDEM. RALLI
Pam. Ralhidse
Rallus crassirostris Lawr.
Rallus longirostris Burmeister HI p. 381.
Rallus longirostris Pelzeln p. 458.
Rallus longirostris crassirostris Cat. ‘Br. Mus.
RE pe. UT.
5 —
No genero Rallus é a abertura nasal situada na
metade basal do sulco nasal, sendo situado no meio do
sulco no genero alliado Lemnopardelus. A presente
especie tem 30 à 32 cm. de comprimento total, medin-
do o bico 50 mm. A côr é pardo-cinzenia em cima
com centros pretos das pennas. O lado inferior é ama-
rellado no pescoço e no peito e pardo-escuro com faixas
transversaes brancas na barriga. A fórma typica Ral-
lus longirostris Buel é ave da (Guayana. A presente
variedade occorre em Pernambuco e na Bahia e como
o nosso exemplar prova que obtivemos do Sr. R. Kro-
ne em Iguape, tambem no Estado de 5. Raulo.
Mus. Paul. Iguape.
Amaurolimnas concolor (Gossc)
SARACURINHA
Porzana concolor Pelzeln p. 316.
Amaurolimnas concolor Cat. Br. Mus. X XII p. 87.
Deste frango d'agua obtivemos exemplares de Igua-
pe pelo Sr: R. ‘Krone. O co: nprimento total é de 27
cm. o do bico de 27 mm., sendo o bico mais curto do
que o dedo mediano e quasi igual no seu comprimen-
to ao dedo interior. ‘A cor é pardo-avermelhada em
cima, castanho nas azas e no lado ventral. O bico é
verde e as pernas vermelhos. A especie occorre desde
a America Central até Matto-Grosso, Bahia e S. Paulo.
Segundo as informações do Sr. W. Ehrhardt occorre
a especie tambem em Santa Catharina donde elle trouxe
um exemplar vivo.
Mus. Paul. Iguape.
Creciscus leucopyrrhus (Vicill.)
FRANGUINHO D AGUA
Porzana leucopyrrha Berlepsch et Ihering p. 109 (84)
Porzana leucopyrrha Sclater et Hudson II p. ID
Creciscus leucopyrrbus Cat. Br. Mus. XXHI p. 142.
Esta especie é intimamente ligada ao Cr. melano-
- 287 —
phaeus, da qual se distingue pela côr castanha no lado
superior da cabeça, e pelas coberteiras inferiores da
cauda, das quaes as medianas são pretas e as lateraes
brancas. A especie occorre na Argentina, Paraguay,
Rio Grande do Sul e no litoral de S. Paulo.
Mus. Paul. Iguape.
Fulica rufiffons Philippi & Land.
Fulica rufifrons Pinhppi € Landbeck, Arch. f.
Water Volk 28, 1862 -p. 223!
' Fulica leucopyga Sclater a. Hudson Arg. Orn. I] p.157.
Fulica leucopyga Bowdler Sharpe Cat. Brit. Mus.
MOL je CIT po 2208
Esta especie assemelha-se muito à Fulica armillata
Vieill; descripta nesta Revista, Vol. IT p, 419; sendo
entretanto menor, importando o cumprimento total 309
— 5090 mm. contra 456 m a. da outra especie mencionada.
A borda da primeira remige da mão é uniforme com 6
resto da penna, sendo branca em F. Armillata. O escudo
frontal é menor e da mesma côr avermelhada escura,
como a metade casal do bico. Esta especie occorre des-
de o Chile e a Patagonia até o Brazil meridional. Obti-
vemos um casal de Teuape caçado pelo Sr. R. Krone.
O macho é consideravelmente maior do que a fe-
meo. O tarso que na femea de Farmillata mede 65
mm., tem o comprimento de 55 mm. na femea e de
60 mm. no macho de F. rufifrons.
Mus. Paul. leuape.
17. ORDEM. LIHILOLA
Fam. Charadriidese
Zonibyx modestus (Liciit.)
Vanellus modestus Burmeister HI p. 363.
Eudromias modesta Sclater & Hudson Il p. 171.
Zonibyx modesta Cat. Brit. Mus. XXIV p. 238.
Ave de 180—200 mm. de comprimento, ae bico
— 288 —
preto é curto, medindo apenas 20 mm. A côr é pardo-
cinzenta em cima e branca em baixo à excepção do
pescoço anterior e do peito, que são de côr pardo-ver-
melha seguindo logo depois uma cinta preta. A frente
e uma estria que della corre sobre o olho são brancas.
Essa especie cominum na Patagonid no Chile e na Ar-
gentina occorre tambem no Brazil meridional até o Estado
de S. Paulo. Cacei-a em Rio Grande do Sul na praia do
mar e obtive do Sr. R. Krone um exemplar de Iguape.
Mus. Paul. Iguape.
Tringa eanutus (L)
Tringa cinerea Wied IV p. 735.
Tringa canutus Burmeister HI p. 373.
Tringa canutus Coues Key p. 632.
Tringa canutus Cat. Br. Mus. XXIV p. 593.
Ave de 200 mm. de comprimento, cujo bico mede
35 mm. O bico é um pouco mais comprido do que o
tarso, ambos são pretos; A côr é pardo-cinzento pal-
lida em cima, tendo cada penna no meio uma estria
escura; o lado inferior é branco, com manchinhas
escuras no peito. O uropygio e os lados do corpo
são brancos com estreitas faixas arqueadas escuras. A
cauda é cinzenta em cima e branca em baixo e as re-
mises são pretas como tambem as coberteiras exteriores
compridas, cujas pontas são brancas.
E” essa uma especie cosmopolita, que tambem oc-
corre nas costas do Brazil. Obtive-a no Rio Grande
do Sul e ha pouco o Sr. R. Krone mandou-me um
exemplar de Iguape.
Mus. Paul. Iguape.
Rostratula semicollaris (Vicill.)
BICO MUDO :
Rhynchæa hilarea Burmeister HI, p. 378.
Rhynehzea semicollaris Sclater & Hudson, p. 282.
Rhynchæa semicollaris Reinhardt 1, p. 32.
=”
tostratula semicollaris Oustalet, Mission Cap Horn
202
Dodo
a DR Oa
Rostratula semicollaris Cat. Br. Mus. XXIV p. 690
Esta pequena narceja de 180 mm. de comprimento,
tem o bico um pouco curvado, só pouco mais comprido
do que o tarso, medindo 41 mm. A côr é pardo-cin-
zenta em cima, com manchinhas pretas e com uma
estria amarellenta descendo de cada lado da aza; o
uropygio e a cauda são de côr cinzento-amarella com
faixas transversaes pretas; na aza notam-se grandes
manchas brancas; a cabeça é preta no lado superior
com uma larga estria amarellada no meio e uma es-
treita de cada lado sobre o olho; o pescoço anterior
é parde-escuro ; o resto do lado inferior brancacento ;
a côr do bico é amarellada, a das pernas azeitonada.
Esta especie é commum nos banhados da Argen-
tina, do Chile e do Paraguay, parecendo ser rara no
Brazil meridional. Reinhardt afirma que Lund a obteve
nos campos do Estado de S. Paulo, onde segundo Ous-
talet tambem A. St. Hilaire a caçou. O Sr. J. Fóet-
terle participou-me, que já varias vezes a caçou em
Sarapuhy, no Estado do Bio de Janeiro.
Mus. Paul. La Plata (Argentina).
18. ORDER. GAVE
Fam. Laridae
Sterna cantiaca Gm.
Sterna cantiaca Pelzeln p. 324; Gauss Key ed. I] p.761.
Howard Saunders Cat. Brit. Mus. vol. XXV p. 75.
Especie grande de 400 nm. de comprimento cuja
aza mede 300 mm. e o bico 55 mm. A canda é di-
vidida, sendo as pennas externas mais compridas do
que as do meio. As pennas da nuca são alongadas e
ponteagudas ; a core cinzento-clara no dorso e nas azas,
branca no pescoço e no lado inferior. A cabeça é em
cima toda preta no verão, tendo no inverno a frente e
o vertice brancos, 0 occiput e a nuca pretos. As pen-
nas da cauda são brancas, as remiges são pretas e as
primeiras da mão tem uma larga orla branca na
— 290 —
barba posterior. As pernas são pretas, o bico é preto,
com a ponta amarella.
Esta especie que é co :mum no Norte do Atlanti-
co occorre tambem na costa occidental da Africa e na
da America meridional até Paranaguá, onde Naterer
a obteve. Os nossos exemplares foram caçados pelo
Sr. R. Krone a 18 de Junho de 1901; tem a cabeça
anterior branca, o que corresponde ao tempo de i inver-
no em que foram mortas.
Mus. Paul. Iguape.
19. GRDEM. TUBINARES
Par. Patins
Pufliinus pe (L.)
Puffinus anglorum (Ray) O. Salvin Cat. Brit. Mas.
Vol. XXV p. 377 : ; Coues, gu ed. Il p. 786.
As especies do genero Puflinus têm o bico com-
prido, recurvado na ponta e com as ventas separadas,
viradas para cima, situadas em cima do bico na sua
base. A presente especie mede 350 min. de compri-
mento total. Os tarsos são compressos, adeante bran-
cos, atraz pretos. A cor é pardo-escura quasi preta do
lado dorsal, branca do lado ventral. Das coberteiras
inferiores da cauda, são as medianas brancas, as exte-
riores pardo-pretas na barba exterior. A especie oc-
corre na metade septentrional do Atlantico, occorrendo
tambem nas Costas da America meridional até o Brazil,
O nosso exemplar cujo comprimento total é de 335 mm.
tem o comprimento da aza de 225 mm., do tarso de
44mm., do dedo mediano até a ponta da unha de-47mm. e
do dedo interior de 38mm. O bico mede no culmen 35mm.
e ao longo da fenda 46 mm. sendo estas medidas um
pouco menores do que as dos exemplares europeus. A
cor pardo-cinzenta das pontas das grandes coberteiras ex-
teriores da aza parece a provar, que o exemplar, que é
de sexo feminino, não seja ainda perfeitamente adulta,
Mus. Paul. Iguape, R. Krone leg. 21 Sept. 1901
— 291 —
I, DBSCRIPGAO DE NOVOS NINHOS E OVOS
Em seguida participo novas observações sobre ovos
e ninhos até agora desconhecidos, vendo-me tambem
obrigado a dar duas correcturas com referencia às es-
pecies já tractadas no volume IV desta Revista. Uma
destas correcturas referente a Platyrhynchus mystaceus
Vieill. é de grande importancia, visto ella provar, que
os ninhos e ovos de Platyrhynchus assemelham-se in-
teiramente aos dos generos alliados Todirostrum, Eus-
carthmus e Orchilus ; em todos estes generos o ninho
é uma bolsa de paredes grossas, suspensa na extremi-
dade de um galho, tendo a abertura situada mais ou
menos ao meio e protegido em cima por um alpendre.
Os ovos são brancos com salpicos vermelho-pardos.
Ao contrario, nos generos Hapalocercus, Serpho-
phaga e Anaeretes os ninhos são simples tijellas, abertas
em cima, construidos entre galhos divergentes dum ar-
busto. Os ovos são branco-amarellos uniformes.
E’ assim evidente, que a subfamilia das Platy-
rhynchinas no sentido que ella foi concebida por Caba-
nis, Sclater e outros auctores não é um grupo natural,
devendo ser dissolvida e substituida pelas duas seguin-
tes: Euscarthminæ e Serphophagine.
A esta separação, baseada essencialmente em cara-
cteres biologicos e oologicos, correspondem outros mor-
phologicos referentes sobretudo ao bico, que é achatado
e allongado nas Euscarthminas, mais curto e sub-de-
presso nas Serphophaginas.
Merula flavipes (Vicill.)
Desta ave, conhecida sob o nome de Sabiá-una,
observâmos um-ninho, perto do Ypiranga, sem poder
obter os ovos.
Um ovo que recebi do Sr. R. Krone, proveniente
de Iguape é de forma oval-alongada e tem o polo pos-
terior mais rombo do que o outro, sendo liso, porém
lustroso, medindo 31722 mm. <A côr é branco-esver-
BaD Hi
deada com numerosas manchas e salpicos pardos na
metade posterior, que no polo confluem numa capsula
uniforme pardo-escura.
Cistothorus polvglottus Vicill.
von Ihering IV pag. 200. Os tres ovos recebidos.
do Iguape pelo Sr. Krone medem 18x13-14 mm.
Thryothorus rutilus Piel
von Ihering JV pag. 200. Compramos do Sr. H.
Rolle um ninho con ovos, proveniente da Venezuela, de
construcçäo chata, feito de raizes, talos, capim e forrado
de grandes e numerosas pennas..
Parula pitiavumi Jeli,
von lhering IV pag. 20%. Acredito que o ovo por
mim descripto é proveniente de Myiobius naevius (Bodd.),
visto que relativamente ao tamanho do passaro o ovo
de Parula não poderá exceder 17X13 mm., sendo, pois,
provavel que seja exacta a descripção dada por Nehr-
korn. Attribuo ao genero Parula 2 ovos recebidos do.
Sr. [Krone como proveniente de Basileuterus auricapil-
lus. (S.) de 1613 mm.; quando o ovo da especie
indicada de Basileuterus deve ter as medidas de 19 —
Red 4-15 nim
Rhamphocoelus atrosericeus Lafr. et d Orb.
von Ihering IV pag. 210. Recebi um ovo de Botuca-
tu, que mede 2317 mm., sendo um pouco menor que
o de, R. brasilius e da mesma côr, mas com as manchas.
mais espalhadas por todo o ovo.
Cissopis major Cub.
on Thering IV pag. 212.” |
Obtive do Sr. Garbe um ninho e 1 ovo de 30X20
Ne DY RAT 0e
— 293 —
mm. O ninho é uma tigela alta collocada entre tres
galhos verticaes divergentes e mede 15 cent. de altura,
13 no diametro externo e 6 no diametro interior. E”
feito de palha, galhos seccos, folhas e entre ellas al-
gumas de taquara e forrada de talos finos.
“sSchistochlamys capiatratus Wed
O Sr. Jacintho de Godoy mandou-nos de Vargem
Alegre, Minas, no anno de 1900, 2 ovos que medem :
25417 e 2517; são de campo amarellado e por toda
a parte densamente cobertos de manchinhas e salpicos
pardos confluentes e mais escuros no polo rombo
Haplospiza unicolor Licht.
Trouxe-nos de Bahuruü, o sr. Garbe, um ninho com
2 ovos junto com o passarinho. O ninho é uma tigela
feita de musgo verde e forrada de crina vegetal; mede
129 cm. no diametro exterior, 6x5 cm. no diametro
interior e tem 6 cm. dealtura. Os ovos medem 19X14
mm. e têm o campo branco-esverdeado com numerosas
manchas pardas, que no polo rombo, em parte, cofluem,
sendo mais numerosas e fortes, formando uma corõa.
Poospiza cinerea Jp.
O Sr. Jacintho Godoy mandou-nos 2 ovos, em 1900,
de Vargem Alegre, Minas.. Medem 2015 e 19X15
mm.; são de campo branco esverdeado com poucos sal-
picos pardos; manchinhas roxas profundas e pardo-
pretas superficiaes no polo rombo, onde formam uma
corôa pouco distincta. A forma é encorpada e curta,
sendo o polo fino relativamente grosso.
Poospiza personata Sis.
Recebi do Sr. Venturi, em Buenos Ayres, 2 pos-
turas de 4 ovos em 1900, os ovos medem 21-22%15-
16 mm. O campo é cinzento-azul em uns e cinzento-
oo) WA
vermelho em outros. Manchas e salpicos cinzento-roxas,
profundas e escuras superficiaes cobrem quasi toda a
superficie do ovo até o polo agudo.
Emberizoides maerurus Gm.
CANARIO DO CAMPO
Um ninho com 2 ovos, de S. Bernardo, em 28
de Novembro de 1900, nos trouxe o Sr. A. Hommár.
O ninho mede 9,5 em. no diametro externo, 6 no in-
terior e 7 cm. na altura; é feito por fóra de musgo,
forrado de capim fino e collocado escondido no chão.
Os ovos são brancos com uma corôa irregular, de man-
chas pardo-avermelhadas-escuras, algumas pallidas no
polo rombo e às vezes alguns salpicos no meio do ovo,
este mede 24X17 mm. Temos o mesmo ninho de
Villa Prudente, com ovos, mas sem a ave. Estes ovos
medem 25xX17% mm.
Agelzeus icterocephalus L.
Comprei do Sr. II. Rolle dessa especie da Ama-
zonia um ninho com ovos proveniente da Venezuela,
O ninho é uma tigella solida e funda, mas relativamente
pequena; medindo 115<10 cm. no diametro e 7 na al-
tura e é feito de capim e talos flexiveis bem trançados.
Os ovos são de côr azul-clara com algumas manchas
escuras no polo rombo.
Fluvicola pica Dodd.
von Ihering IV pag. 224
Comprei do Sr. Rolle um ninho com ovos. O ninho
é uma tigela funda, feita de talos bifidos, misturados de
algodão, que se distingue pelo prolongamento da pare-
de posterior, dando ao ninho uma forma de chinella.
A altura total do ninho é de vinte cm.; a tigela mede
11 cm. no diametro e 9 na altura.
— 295 —
Arundinicola leucocephala (L.)
von Ihering IV pag. 224. Tendoobtido outro ninho bem
instructivo desta especie julgo bem figural-o aqui junto,
visto que a figura pubiicada na Revista não sahiu boa.
Fig. 1. Ninho de Arundinicola leucocephala (L.)
Platyrhynchus mystaceus (lc)
von Ihering IV pag. 226. Tenho de corrigir a des-
cripção anterior dada por mim e que, em verdade, se
refere a outra ave. Recebi um ninho do Sr. A. Hammar,
que o trouxe de 'S. Bernardo. Fica provado deste modo
que o ninho de Platyrhynchus não differe do dos ge-
— 296 —
neros alliados. O ninho é uma bolsa suspensa curta e
mede 15 cm. no comprimento e 11 cm. no diametro.
PA x ;
Fig. 2. Ninho de Platyrhynchus mystaceus (V.)
E' feito de macega e folhas, revestido por fora de mus-
go verde e forrado por dentro de capim. A entrada
se
ee, bi CCE Se tae, ot SN ENS, M ° ‘
MC aa eke e a pbs
— 297 —
está collocada em cima da metade da altura do ninho
e mede 3 cm. de diametro. Tem em cima um alpen-
dre de lã vegetal e alguns talos de capim de 4 cm. de
comprimento. Em cima está suspenso na extensão de
10 centm. em uma vara horizontal, em baixo não tem
cauda. ;
Todirostrum cinereum (L.)
von Ihering IV pag. 227. Um ninho da Venezuela
obtido do Sr. Rolle corresponde ao de T. poliocephalum.
Orchilus auricularis (Vicill.)
von Ihering IV pag. 229. O Sr. E. Garbe trouxe-nos,
de Bahurú 2 ninhos desta especie, cada um com 2 ovos.
Os ninhos corresponiem à descripçäo dada por Euler,
mas carecem de appendice. Em baixo são revestidos,
por fora, de cascas de arvore. - Os ovos são brancos
com salpicos vermelhos e medem 16—27X11 '/,—12
mms., sendo, pois um pouco maiores do que as medidas
indicadas.
Orchilus ecaudatus (Lafr. et Orb.)
Recebi 1 ninho com ovos da Venezuela, que se
assemelha ao de Todirostrum. Os ovos são brancos
com salpicos vermelhos, pouco numerosos no polo rombo.
Hapalocercus flaviventris (Lafr. et d’Orb.)
von Ihering IV p.- 229.
Recebi alguns ovos de Buenos-Aires do Sr. Ven-
turi. Sao de forma oval com o polo rombo reforçado
em uns, mais acuminado em outros, de côr uniforme
branco-amarellada e medem 16 -17X12—13 mm. O
ninho foi encontrado por entre os cardos em uma folha
coberta por outra ou na macega (palha brava).
e MR =
Phyllomyias burmeisteri (Cab. ct Heine)
von Ihering IV pag. 280. Um ovo que obtive do
Sr. Krone, mede 16xX12,5 mm., sendo de forma en-
corpada. O polo anterior é acuminado, a côr amarellada
e no polo rombo ha uma corôa de manchinhas pardas,
Tyrannus albogularis (burm.)
De Jaboticabal trouxe o Sr. J. Lima um ninho com
2 ovos em 17 de Out. de 1900. O ninho é chato, feito
sem arte, de 1712 cm. de comprimento, feito de ra-
minhos, cipós e forrado de raizes, capim etc. Continha
2 ovos que medem 25X15 mm. e 20X19. mm. São
brancos com grandes manchas pardo-escuras superficiaes
e outros com roxo-pallidas desbotadas profundas, For-
mam uma corda grossa. O ovo de T. melancholicus
é de tom amarellado e tem manchinhas menores e mais
numerosas.
Antilophia galeata (Licht.)
Metopia galeata von Ihering IV pag. 236 d.
O Sr. J. Lima trouxe de Batataes a 12 de Dezembro
de 1900 um ninho com 2 ovos que medem 25,5<16,5
e 25X17 mm. e que combinam com a descripção re-
ferida. O ninho estava na altura de 1 metro em cima
da agua de um corrego. O ninho, suspenso entre dois
galhos, é uma pequena tigela de 79 cm. de diametro,
feita de talos e forrada de crina vegetal e enfeitada
por fora de folhas seccas. O ninho é de 9 centm. de
comprido, 7 de largo e 4 cm, de alto.
Chiroxiphia caudata (Shaw)
von Ihering IV pag. 238. Obtive um ninho com
2 ovos que medem 25—25X17 mm. O ninho corres-
ponde à descripção dada por Euler, mas não tem appen-
dice. E” feito de talos de barba de pao descascado e
por fóra acham-se fixadas algumas folhas seccas.
— 299 —
Pachyrhamphus rufus (Bodd.)
Obtivemos um ninho, de Bahurú, do Sr. Garbe, cons
tando d’uma massa de material macio, suspenso entre
3 galhos divergentes e medindo 18 cm. no diametro e
21 de altura. A entrada de 4,5 cm. está collocada na
parte inferior, a camara no fundo do centro. O mate-
rial de que o ninho é feito, é musgo, paina, crina ve-
getal, sendo por fóra revestido de alguns talos e folhas.
O ninho continha 4 ovos medindo 2216 mm. ou
21X16 mm. O campo é de cor parda, ou chocolate-
clara. No polo rombo existe uma corôa de manchas
escuras em parte confluentes.
Furnarius albogularis (Spix)
von Ihering IV pag. 200. Os ovos que recebemos de
Campinas, (Rebouças) pelo Sr. A. Hempel, medem
26—27 X20 mm., os de Vargem Alegre, em Minas, do
Sr. Jacinto B. de Godoy, variam nas medidas de 3 pos-
turas e de 25—28X19,5—20 mm.
Limnornis curvirostris (Gould)
Recebi do Sr. Venturi, 4 ovos colligidos, a 22 de
Outubro de 1899, em Buenos-Aires. A forma do ovo
é um pouco variavel, sendo entretanto, o polo posterior
sempre mais grosso; a côr é-azul-clara, assemelhando-
se neste sentido aos de Phlæocryptus, que, entretanto,
“são menores. As medidas variam de 24X18 mm. até
26xX16,5 mm.
Sobre o ninho escreve-me o Sr. S. Venturi que é
commum nos pantanos e palhegaes em redor de Buenos
Aires. O ninho é feito de palha rachada longitudinal-
mente, sendo applicadas a palha brava, uma qualidade
de sapê e a palha espadana, uma especie de typha. A
Saati consiste em 4 ovos e parece que a ave faz duas
em ninhos differentes, dos quaes o de Dezembro é me-
nos forte e volumoso do que 0 feito no mez de Setem-
bro e Outubro. O passaro é pouco arisco, não fugindo
— 300 —
quando a gente se aproxima. O ninho mandado pelo
Sr. Venturi é uma bola tecida sem arte, de palha me-
dindo 25 cm. na altura e 19 cm. na largura. A en-
trada, uma abertura de 30 a 35 mm. de diametre esta
no centro. .
Picolaptes falcinellus Ca).
O Sr. Ch. Enslen mandou-nos de S. Lourenço, Rio
Grande do Sul, 2 ovos como provenientes desta espeoie
o que entretanto não é certo, por não ter sido obtida
na occasião a ave correspondente. Os ovos que medem
36x24 mm. e 34x25,5 mm. são brancos, sem lustro,
com o polo anterior pouco agudo. Esses ovos achavam-
se postos em uma galeria subterranea, donde foram re-
tirados em 3 de Dezembro de 1899. Esses ovos são
marores do que se pode presumir que sejam os da espe-
cie indicada, cujos ovos provavelmente em tamanho de-
vem regular com os de P. angustirostris (Vieill), que
segundo Nehrkorn medem 265219 mm. Estes do Sr.
Enslen talves provém de Xiphocolaptes où Denaroco-
laptes.
Philydor rufas Piel.
Recebi do Sr. Krone, em Iguape, 2 ovos que são
de fórma oval com os polos subeguaes, sem lustro,
brancos e medindo 235X17—.1S mm. Estes ovos, por
conseguinte, assemelham-se bastante aos de Tripophaga,
necessitando essa observação ser confirmada.
Rhamphocaenus melanurus Piel.
Do Sr. Krone, em Iguape, recebi em 1900 2 ovos
que medem 1012 e 1612 mm. São de forma oval
com os polos sabeguaes e de côr branco-amarellada,
com numerosas manchinhas, salpicos e linhas de cor
parda e rosa e, que, no polo rombo formam uma
cupola. O ninho assemelha-se ao de Chiroxiphia cau-
data, mas é um pouco mais densamente tecido, sendo
o material, empregado essencialmente, fibras pretas des-
cascadas de barba de pau (Tillandsia usnoides) e o ni-
nho forrado de alguns fios de capim.
— 301 —
Scytalopus indigoticus Wied
Do Sr. Krone recebi, em 1900, 2 ovos que são
brancos, sem lustro, de forma oval, de polos subeguaes
e que medem 20-21x16 mm.
Agyrtria brevirostris Less.
von Ihering IV pag. 254.
Um ninho que recebi é feito de escamas de sa-
mambaia e ornado, por fóra, de pedaços de lichen;
esta collocado na forca de um galho e mede 45 mm.
no diametro exterior, 26 mm. no interior e 37 mm.
na altura. Continha 2 ovos que meden 1410 mm.
Caprimulgus sericeocaudatus Cassin
2
O Sr. E. Garbe trouxe-nos de Bahurú 2 ovos que
são de forma oval, com o polo anterior mais fino; são
brancos, lisos, lustrosos, medindo 31><22 - 23 mm.
Caprimulgus ocellatus Tsch.
von Ihering IV pag. 256.
Recebi do Sr. A. Heimpel 2 ovos junto com a
respectiva ave, que elle caçou em Botucatt. Os ovos,
que eram deitados no matto, no chão, medem 25,5X
19 min. e 27X20,5 mm.; são de forma oval, brancos
com um fraco tom encarnado e quasi sem lustro, tendo
perto do polo rombo uma corôa de manchinhas roxo-
desbotadas, mal visiveis.
Eloptreptus anomalus Gould
No Alto da Serra fora achados em 17 de No-
vembro 2 ovos e junto a ave que foi morta. Os ovos
medem 32x23 mm. e são de forma oval regular, ou
um pouco curta, lustrosos, de cor amarellada-cin7enta
e co n numerosas manchas profundas de cor cinzento-
roxa er parte confluentes e em parte superficiaes
pardo cinzentas.
900
Cevphlœus erythrops Val.
Recebemos 5 ovos, de Lourenco, Rio Grande do:
Sul, pelo Sr. Enslen coll. 8.XI 1899. São de casca
fina transparente, lisa e lustrosa, de cor branco-azulada
e medem 30xX25 e 31X24 mm.
Piaya cayana L.
von lhering pag. 263.
Recebi um ninho que o Sr. Garbe obteve em Ba-.
hurt. O ninho achava-se collocado entre 4 galhos di-
vergentes dum arbusto e consiste duma massa de ga-
lhos seccos, raminhos de espinho etc., tendo a altura
de 21 cm. e medindo o diametro em cima 20 cm. No
alto da massa nota-se uma cova chata, forrada de fo-
lhas verdes de arbustos. A deseripção do ovo dada
por Euler, segundo as informações de Spix, é errada e
refere-se a Guira guira (Gm.). Os ovos que recebi
do Sr. Garbe, em numero de 3, juntos com o ninho,
são de cor branca com tom verde-amarellado, medin-
do 34X25 mm., 35x24 e 3324 mm. Raspando-se
a camada superficial do ovo apparece a cor branca
pura.
Amazona vinacea Vicill.
Recebi do Sr. Ch. Enslen, em S. Lourenço, Rio
Grande do Sul, um ovo desse papagaio « papo roxo ».
Este mede 38x30 mm. sendo de forma oval; com os
polos subeguaes, liso, pouco lustroso, com parcos poros,
profundos e distinctos. © ninho estava em uma mur-
ta colossal, bem no alto, ficando o fundo do ninho a 2
m. em baixo da entrada; foi preciso cortar outra aber-
tura para tirar o ovo.
Pionopsittacus pileatus Scop.
Do Sr. Ch. Enslen, em S. Lourenço, Rio Grande
do Sul, recebi 2 ovos tirados de um ninho, que se
achava numa arvore oca com a entrada em cima.
Os ovos medem 25X22—22, 5 mm. esão de for-
ma arredondada, brancos, e tem lustro.
— 303 —
Rallus crassirostris Lawyr.
O Sr. Krone mandou-nos de Ignape 4 ovos que
medem 88X30 mm. ou 4bX29 min. São de cor bran-
co amarellada com manchas superficiaes pardas e pro-
fundas roxas.
Creciscus leucopyrrhus Piel.
Recebi do Sr. Venturi, em Buenos Aires, diver-
sos ovos desta especie, que são uniformes brancos e dos
quaes os menores medem 3123 mm. e 3225 mm
e o maior 37»X29 mm. Do Sr. R. Krone recebi os
mesmos ovos brancos, medindo 34X25, mm., como
provenientes de Amaurolimnas concolor (Gosse), espe-
cie que, entretanto, não occorre em Buenos Aires e
cujo ovo foi descripto de outro modo por Nehrkorn.
Julgo, portanto, provavel, que tenha sido commet-
tido um engano por parte do Sr. Krone. — pi
TIL 0 ELEMENTO CRILENO-PATAGONICO NA
AVIFAUNA DE S. PAULO
EK’ grande o numero das espécies de aves viventes
no Estado de S. Paulo, que occorrem tambem no Chile.
E’ preciso entretanto notar, que a maior parte dessas
especies tem uma distribuição geographica vasta. As-
sim por exemplo, Strix flammea L., Falco peregrinus
L., Calidris arenaria L. e Charadrius dominicus Muell.
não só nente occorre n no Brazil e em toda a Ameri-
ca, mas tambem no mundo velho.
Grande numero de ontras especies são distribuidas
por toda a America; assim por exemplo -os mochos
dos generos Asio e Bubo, numerosos gaviões, os uru-
bus, grande numero de garças, socós, jabirús, marre-
cas, frangos de agua e a maior parte das Limicolas
têm esta distribuição immensa.
E’ evidente nestas condições que comparando a
avifauna do Chile, com a de S. Paulo, salientando cer-
OU female
tas relações faunisticas até agora desconhecidas, não
pode ser nossa intenção referirmo-nos a estas especies
panamericanas, deixando de lado por esta razao com-
pletamente as aves aquaticas e de rapina. Em contras-
te singular com estes grupos de aves de distribuição
vasta ha outros, que não mostram a minima concor-
dancia entre as faunas de S. Paulo e Chile. Assim nas
ordens das Gallinaceas e das Crypturi, não existe uma
unica especie que seja identica nos dois paizes e o mesmo
dá-se coin os papagaios, pica-pãos e beija-flores.
E" limitada nestas circumstancias o numero das
familias que para o estudo comparativo têm de ser con-
sideradas.
Nem por isso podemos tratar dum modo uniforme
das especies destas communs aos dois paizes, sendo ao
contrario necessario excluir da discussão as especies
cuja distribuição se extende desde o Chili e a Argen-
tina por todo o Brazil ou até por toda a America do
Sul. Taes ‘especies são :
Atticora cyanoleuca (Vieill.)
Sycalis arvensis (Kittl.)
Spinus ictericus (Licht.)
Zonotrichia capensis (Muell.)
Molothrus bonariensis (Gm.)
Elainea albiceps (Lafr. et d’Orb.)
Guira guira (Gm.)
Zenaida auriculata (Des Murs)
Columbula picui (‘Temm.)
Todas estas especies occorrem não só no Brazil e
na Argentina, mas tambem ne Patagonia. E’ preciso
lembrar neste ponto, que o grande systema orographico
dos Andes, diminuindo em altura nas suas abas meri-
dionaes, não mais representa uma divisa zoogeographica,
na Patagonia central; por conseguinte é natural, que as
aves, cuja distribuição se extende até a Patagonia meridio-
nal tambem vivam no Chili. Ha entre as especies enumera-
das só duas, as dos generos Guira e Zenaida, das quaes
não me consta ja terem sido encontradas na Patagonia.
K” possivel que antigamente occorressem mais para 0
— 505 —
Sul, sendo comtudo mais provavel, que ainda devem ser
observadas na Patagonia, visto que o seu modo de vi-
ver não differe do das outras aves mencionadas. Todas
estas especies preferem os terrenos abertos dos Campos.
Das aves de S. Paulo, cuja vida é ligada às mattas,
especie alguma se encontra no Chili.
Merecem um interesse especial as especies da fauna
chileno-patagonica que são encontradas tambem no Bra-
zil meridional. O Sr. Ricardo Krone, zeloso explora-
dor do Municipio de Iguape, caçou alli as seguintes
tres especies pertencentes a esta categoria :
Anthus correndera Vieill., Gyanotis azarae (Licht.),
Phloeocryptes melanops (Vieill.)
Todas estas especies foram tambem por mim obser-
vadas anteriormente no Estado do Rio Grande do Sul.
Não occorrem no interior do Estado de S. Paulo e sua
presença em Iguape é tanto mais notavel quanto alli são
acompanhados de outras especies communs no Rio
Grande do Sul e na Argentina e que faltam no interior
do Estado de S. Paulo, taes como: Anumbius anumbi
+Vieill.) e Machetornis rixosa (Vieill.) São estas espe-
cies dos campos das quaes as dos generos Cyanotis e
Phloocryptes preferem as Jocalidades pantanosas.
E' preciso indagar si estas especies occorrem em
todo o littoral desde Iguape até o Rio Grande do Sul,
ou si nesta região de Iguape até Paranaguá represen-
tam relictos ornithologicos, residuos da fauna que occu-
pava o littoral na sua extensão antiga. Vou explicar
em outro logar as razões que tenho para suppôr que
o costa do Brazil meridional se extendia outrora mais
adeante para o mar. Noto ainda que estas especies con-
servam-se em Iguape no verão dando-se à” procreação.
Parece-me provavel, que ainda ha de se encontrar
no Estado de S. Panlo uma outra especie n'este grupo,
Scytalopus magellanicus, especie vivente nos Andes de
Equador, Ferú e Chile, como tambem na Patagonia e
nas Ilhas Malvinas. Esta especie obteve Carlos Euler
no interior do Estado do Rio de Janeiro e uma varie-
dade pouco differente vive no Estado de Minas, tendo
— 306 —
sido descripta sob o nome de S. speluncæ Mén. O
exemplar do Rio de Janeiro está guardado no Museu
Zoologico de Basiléa, de onde a meu pedido o Sr E.
Schenkel o mandou ao Sr. Bowdler Sharpe do British
Museum, quem confirmou a determinação.
Provavelmente na continuação de sua exploração
o Sr. Krone encontrará em Iguape mais uma ou outra
especie deste elemento chileno patagonico do qual no
Rio Grande do Sul verifiquei a existencia de mais os
seguintes membros :
Agelæus thilius (Mol)
Centrites niger Bodd.
Lichenops perspicillata (Gin.).
Hapalocercus flaviventris (Lafr. et d'Orb.).
Geositta cunicularia ( Vrerll.) |
Cinclodes fuscus ( Vrezll.)
Algumas destas especies, particularmeute a dos ge-
neros Lichenops e Hapalocercus occorrem tambem no
Estado de Matto Grosso.
Entre estas especies mencionadas ha 4 que tambem
occorrem nos Andes desde o Perú até a Patagonia, que
são : Centrites niger Bodd.
Geositta cunicularia ( Veecd/.)
Cinclodes fuscus ( Vieill.)
Scytalopus magellanicus (Gm)
E’ um facto singular, observado não só nestas es-
pecies mencionadas, mas geralmente em todos os gene-
ros e especiés caracteristicos dos Andes, que os, cuja
distribuição se extende até a Patagonia Meridional alli
descendem até o nivel do mar. Ha assim uma compen-
sação natural pelo abaixamento da temperatura na me-
dida que diminue a altura do domicilio. |
Temos pois a registrar para a fauna de Patagonia duas
fontes para o enriquecimento com novas especies sendo
uma a do elemento andino, a outra a das aves espalhadas
pelas planicies da Argentina e do Brazil meridional.
Ha de ser o objecto de uma analyse futura de separar
as varias compoentes da avifauna chileno-patagonica.
Para numerosos generos das Iurnariinas e Tænio-
A
— 307 —
pterinas a origem andina parece fôra de duvida e o
mesmo se dai com a familia das Pteroptochidae. Nesta
ultima familia quasi todas as especies pertencem à fauna
andina e patagonica ; da fauna brazileira formam parte
alem do Sytalopus magellanicus apenas uma outra es-
pecie de Scytalopus e o singular genero Merulaxis.
Deixando de lado o exame minucioso dessa fauna do
extremo Sul da America, basta para os nossos fins constatar
a existencia no Brazil meridional de não pequeno numero
de especies caracteristicas da avifauna chileno-patagonica.
A explicação deste facto nada teu que ver com a
visinhança dos Andes às regiões centraes do Brazil.
Trata-se apenas de especies patagonicas, cuja distribui-
ção se extende não sd ao La Plata e Uruguay, mas
tambem ao Rio Grande do Sul eem parte até S. Paulo
de um lado e Matto Grosso de outro. Essas aves nas
suas migrações seguem as planicies abertas que lhes
offerecem condições adequadas.
E” essa a razão porque não invadem as zonas ricas
em mattas da Serra do Mar, espalhando-se ao lado della
tanto ao Léste no littoral até Iguape, quanto ao Oeste
até ao Matto Grosso.
IN. SYNOPSIS DAS AVES DO ESTADO DE S, PAULO
A base da presente enumeração são os dois artigos,
que sobre o assumpto publiquei no vol. III desta Re-
vista e no primeiro capitulo do presente artigo.
Com referencia ao primeiro tenho de observar que
deve ser supprimida N. 557, Podiceps rollandi Quoy
e Gaim., especie que não obtive de Iguape, mas sim
do Rio Grande do Sul e cuja denominação exacta actu-
almente é: Podiceps americanus Garnot, visto que a
especie P. rollandi só occorre nas ilhas de Malvinas.
Na presente lista dei em parenthese os nomes an-
tigos por mim usados no vol. Ill desta Revista, onde
segundo as leis de prioridade haviam de ser abandonadas.
As especies atê agora não representadas neste Mu-
seu são marcadas por asteristicos.
OTs qo do
ex
SOS ee
I PASSERES
A. OSCINES
Turdus rufiventris Vieill.
Turdus albicollis Vieiil.
Turdus albiventer Spix.
Turdus leucomelas Vieill.
Merula flavipes (Vieill.)
*Mimus lividus ‘Licht.)
Mimus saturninus (Licht.)
Polioptila leucogastra (Wied)
Polioptila berlepschi Hellmayr.
(Pol. dumecola 1h. p. 130)
Donacobius atricapillus “L.)
Thryophilus longirostris | Vieill.)
Troglodytes furvus wiedi (Rerl.)
(Troglodytes furvus Lh. p. 131)
Cistothorus polyglottus (Vieill.)
Anthus lutescens Puch.
(Anthus rufus 1h. p. 132)
Anthus chi Vieill.
Anthus correndera Vieill.
Anthus nattereri Scl.
Compsothlypis pitiayumi (Vieill.)
(Parula piliayumr th. p. 135)
Geothlypis canicapilla (Sw.)
(Geothlypis velata Ih. p. 134).
Basileuterus flaveolus Baird.
Basileuterus hypoleucus Cab.
3asileuterus auricapillus (Sw.)
sasileuterus leucoblepharus (Vieill);
*Basileuterus leucophrys Pelz.
Basileuterus stragulatus ( Licht.)
26.
27.
28.
ES Bogas
Vireo chivi (Vieill.)
Hylophilus poecilotis Temm.
«Hylophilus thoracicus Temm.
Cyclorhis ochrocephala Tsch.
. *Cyclorhis wiedii Pelz.
Tachycineta leucorrhoa (Vieill.)
Tachycineta albiventris (Bodd.)
Progne tapera (L.)
Progne purpurea (L.)
Progne domestica (Vieill.)
Atticora fucata (Temm.)
Atticora cyanoleuca (Vieill.)
Petrochelidon pyrrhonota (Vieill.)
Stelgidopteryx ruficollis (Vieill.)
Dacnis cayana (L.)
. *Dacnis nigripes Pelz.
Dacnis speciosa (Wied)
Dacnis plumbea (Lath.)
Chlorophanes spiza (L.)
Certhiola chloropyga Cab.
Procnias tersa (L.)
Chlorophonia viridis (Vieill.)
Euphonia nigricollis (Vieill.)
Euphonia chlorotica violaceicollis Gab.
(Buphonia chlorotica Ih. p. 144)
. *Euphonia xanthogastra Sund.
Euphonia violacea (L.)
Euphonia pectoralis (Lath.)
Hypophonia chalybea (Mik.)
(Hypophaea chalybea Th. p. 140)
Pipridea melanonota (Vieill.)
Calliste tricolor (Gm.)
Calliste festiva (Shaw)
Calliste cyaneiventris (Vieill.)
Calliste thoracica (Temm.)
Calliste flava (Gm.)
— 310 —
Calliste pretiosa (Cab.)
Calliste melanonota (Sw.)
Stephanophorus leucocephalus (Vieill),
Tanagra cyanoptera (Vieill.)
Tanagra sayaca L.
Tanagra palmarum Wied
Tanagra ornata Sparrm.
Rhamphocælus brasilius (L.)
Rhamphocælus atrosericeus Lafr. & d’Orb.
(Rhamphocelus jacapa lh. p. 151)
Pyranga saira (Spix)
Orthogonys viridis (Spix)
Phoenicothraupis rubica (Vieill.)
Tachyphonus melaleucus (Sparrm.)
Tachyphonus cristatus (Gm.)
Tachyphonus coronatus ( Vieill.)
Trichothraupis melanops (Vieill.)
Trichothraupis quadricolor Th. p. 155)
Cypsnagra ruficollis (Licht.)
Pyrrhocoma rufipes (Strickl.)
Nemosia pileata (Bodd.)
+ Nemosia guira (L.)
Nemosia ruficapilla (Vieill.)
Arremon semitorquatus Sw. .
Arremon wuchereri Sel & Salv.
Diucopis fasciata (Licht.)
Saltator similis Lafr. & d’Orb.
Saltator atricollis Vieill.
Orchesticus abeillei (Less.)
Cissopis major Cab.
Schistochlamys capistratus (Wied):
*Schistochlamys ater (Gm.)
Pitylus fuliginosus (Daud.)
Guiraca cyanea (L.)
Oryzoborus torridus (Scop.)
Oryzoborus maximiliani Cab.
Spermophila plumbea (Wied)
Spermophila superciliaris Pelz.
Rep hoy (eee
96. Spermophila nigroaurantia (Bodd.)
97. Spermophila pileata Scl.
98 Spermophila cucullata (Bodd.)
99. Spermophila caerulescens (Bonn. & Vieill.) |
100. Spermophila gutturatis (Licht.)
101. Spermophila lineola (L.)
102. «Spermophila melanogaster Pelz.
103. Volatinia jacarini (L.)
104. Spinus ictericus (Licht.)
| (Chrysomitris iclerica Ih. p. 163)
105. Sycalis pelzelni Sel.
106. Sycalis flaveola (L.)
107. Sycalis arvensis Kittl. var. minor Cab.
108. Zonotrichia capensis Miill.
(Zonotrichia pileata Lh. p. 165)
109. Haplospiza unicolor (Licht.)
410. Haplospiza crassirostris Pelz.
111. Poospiza assimilis Cab. (S. Paulo ?)
112. Poospiza cinerea (Bp.)
113. +Poospiza thoracica (Nordm.)
114. -Ammodromus manimbe (Licht.)
415. Coryphospiza albifrons (Vieill.)
116. Coryphospiza melanotis (Temm.)
117. Emberizoides macrura (Gm.)
118. Embernagra platensis Gm.
119. Pseudochloris citrina (Pelz.)
120. Coryphosphingus cristatus (Gm.)
121. Coryphosphingus pileatus Wied
122. «Tiara ornata Wied
123. Ostinops decumanus (Pall.)
124. Cassicus albirostris Vieill.
125. Cassicus aphanes Berl.
(Cassicus hemorrhous Ih. p. 170)
126. Cassidix oryzivora Gm.)
127. Molothrus bonariensis (Gm.)
128. «Agelzeus cyanopus Vieill.
129. Agelæus ruficapillus Vieill.
130. Pseudoleistes guirahuro (Vieill.)
131.
1:32.
133.
134.
139.
136.
137:
138.
139.
140.
141.
142.
148.
144.
145.
140.
147.
148.
149.
150.
151:
192;
153.
154.
155:
156.
157:
158.
159.
160.
161.
162.
163.
164.
165.
Icterus cayanensis valencio-buenoi lh.
Aphobus chopi (Vieill.)
Cyanocorax chrysops (Vieill.)
Cyanocorax cæruleus (Viei 1.)
Uroleuca cyanoleuca (Wied)
B. CLAMATORES
Tænioptera nengeta (L.)
Teenioptera velata (Licht.)
Tænioptera irupero (Vieill.)
Arundinicola leucocephala (L.)
Alectrurus tricolor (Vieill)
Cybernetes yetapa (Vieill.)
Sisopygis icterophrys (Vieill.)
Cnipolegus comatus (Licht.)
Cnipolegus cyanirostris (Vieill.)
Cnipolegus nigerrimus (Vieill.)
Muscipipra vetula (Licht.)
Copurus colonus (Vieill.)
Machetornis rixosa (Vieill.)
Platyrhynchus platyrhynchus (Gm.)
Platyrhynchus mystaceus (Vieill.)
Todirostrum cinereum (L.)
Todirostrum poliocephalum (Wied)
Euscarthmus nidipendulus Wied
Euscarthmus orbitatus Wied
*Euscarthmus fumifrons (Hartl.)
*Euscarthinus pelzelni Sel. & Salv.
Euscarthmus gularrs (Temm.)
+Ceratotriccus furcatus (Lafr.)
Orchilus auricularis (Vieill.)
Hemitriccus diops (Temm.
Hemitriccus vilis {Burm.)
Phylloscartes ventralis “Temm.)
«IHapalocercus rufomarginatus Pelz.
Hapalocercus meloryphus (Wied)
*Habrura superciliaris (Wied)
(Habrura pectoralis Ih. p. 187)
— 313 —
Culicivora stenura (Temm.)
Pogonotriccus eximius (Temm.)
Serphophaga subcristata (Vieill.)
Serphophaga nigricans (Vieill.)
Cyanotis rubrigaster (Vieill.)
(Cyanotis azaræ Ih. p. 189)
Mionectes rufiventris Cab.
Leptopogon amaurocephalus Cab.
Capsiempis flaveola (Licht.)
-Myiopagis viridicata (Vieill.) |
(Pitangus sulphuratus Ih. p. 197)
Myiopagis caniceps (Sw.)
Phyllomyias incanescens (Wied)
Phyllomyias brevirostris (Spix)
*Phyllomyias burmeisteri Cab. & Heine
Myiopatis subviridis Pelz.
Myiopatis semifusca Scl.
Ornithion cinerascens (Wied,
(Ornithion imberbe Ih. p. 192)
Ornithion obsoletum (Temm.)
Tyranniscus bolivianus paulistus Ih.
Elainea pagana (Licht.)
Elainea albiceps (Lafr. & d'Orb.)
Elainea mesoleuca Cab. & Heine
(Elainea placens Th. p. 1941)
Elainea obscura (Lafr. & d Orb.)
Elainea affinis Burm.
Legatus albicollis (Vieill.)
. *Sublegatus platyrhynchus Sel. & Saly.
Myiozetetes similis erythropterus Lafr.
Rhynchocyclus sulphurescens (Spix)
3. *Rhynchocyclus megacephalus (Sw.)
Conopias trivirgata (Wied)
Pitangus sulphuratus maximiliane Cab. & Heine
Sirystes sibilator (Vieill.)
Myiodynastes solitarius (Vieill.)
Megarhynchus pitangua (L.)
Onychorhynchus swainsoni (Pelz.)
(Muscrvora swaisont Th. p. 200)
.
DRE
Hirundinea bellicosa (Vieill.)
Myiobius barbatus (Gm.)
Myiobius neevius (Bodd.)
Pyrocephalus rubineus (Bodd.)
Empidochanes fuscatus (Wied)
Empidochanes fringillaris Pelz.
Empidonax bimaculatus (Lafr. & d’Orb.)
Blacicus cinereus (Spix.)
(Mytochanes cinerus Lh. p. 205)
Myiarchus ferox (Gin.)
Myiarchus tyrannulus (Muell.)
Empidonomus varius (Vieill.)
Tyrannus melancholicus Vieill.
Tyrannus albogularis Burm.
Muscivora tyrannus (L.)
(Milvulus tyrannus Ih. p. 205)
Oxyrhamphus flammiceps (Temm.)
Piprites chloris (Temm.)
Antilophia galeata (Licht.)
(Metopia galeata Lh. p. 207)
Pipra fasciata Lafr. & d'Orb.
Pipra leucocilla L.
“hiroxiphia caudata (Shaw.)
Helicura militaris (Shaw)
Manacus gutturosus (Desm.)
(Chiromacheris gutturosa Ih. p. 209)
Ptilochloris squamata (Wied) :
Scotothorus virescens (Wied)
(Heteropelma virescens Ih. p. 210)
Scotothorus pallescens (Lafr.)
(Heteropelina flavicapillum Ih, p. 210)
Neopelma aurifrons (Wied)
Tityra brasiliensis (Sw.)
Tityra inquisitor (Licht.)
Platypsaris atricapillus (Vieill.)
(Hadrostomus atricapillus Ih. p. 211)
meee), Can
Pachyrhamphus viridis (Vieill.)
Pachyrhamphus rufus (Bodd.)
Pachyrhamphus polychropterus (Vieill.)
Lathria virussu (Pelz.) .
*Lipaugus simplex (Licht.)
Attila cinereus (Gm.)
Casiornis rubra (Vieill.)
Phibalura flavirostris Vieill.
. *Tijuca nigra Less.
Ampelion cucullatus (Sw.)
Ampelion melanocephalus (Sw.)
. «Jodopieura pipra (Less.)
Pyroderus scutatus (Shaw.)
Chasmarhynehus nudicollis (Vieill.)
Geobates poecilopterus (Wied)
Furnarius albigularis (Spix)
(Furnarius rufus Th. p. 219)
Lochmias nematura (Licht.)
Leptasthenura setaria (Temm.)
Phloeocryptes melanops (Vieill.)
Synallaxis ruficapilla (Vieill.)
Synallaxis spixi Sel.
Synallaxis albescens Temm.
Synallaxis cinerascens Temm.
Synallaxis cinnamomea (Gm.)
Synallaxis torquata Wied
«Synallaxis rutilans Temm.
Siptornis pallida ( Wied.)
Anumbius acuticaudatus (Less. )
(Anumbius anumbi Vieill.)
Thripophaga sclateri Berl.
Automolus ferruginolentus (Wied)
Automolus leucophthalmus (Wied)
Philydor atricapillus (Wied)
Philydor lichtensteini Cab. & Heine
Philydor rufus (Vieill.)
Heliobletus contaminatus (Pelz.)
(Heliobletus superciliosus Ih. p. 226.)
— 916 —
(Anabazenops rufosuperciliatus Ih. p. 227.)
265. Xenicopsis amaurotis Temm.
(Anabazenops amaurolis Ih. p. 247)
(Anabazenops infuscatus Pelzeln p. 40, Matto
Dentro— Ypanema).
266. Xenops genibarbis Ill.
267. Xenops rutilus Licht.
268. Anabazenops fuscus Vieill.
(Anabatoides fuscus Ih. p. 229)
269. Sclerurus umbretta (Licht.)
270. Sittosomus erithacus (Licht.)
271. Xiphocolaptes albicollis (Vieill.)
272. Picolaptes falcinellus (Cab. & Heine)
273. Picolaptes squamatus (Licht.)
274. Picolaptes tenuirostris (Licht)
279. Picolaptes bivittatus (Licht.)
276. Xiphorhynchus procurvus (Temm.)
277. Dendrocichla turdina (Licht.)
(Dendrocincla turdina 1h. p. 233)
278. Dendrocolaptes picumnus (Licht.)
204. Xenicopsis oleagineus Sel.
6
279. Batara cinerea (Vieill.)
280. Thamnophilus leachi Such.
281. Thamnophilus guttatus Vieill. o
282. Thamnophilus severus (Licht.)
283. Thamnophilus neevius Lath.
284. Thamnophilus cærulescens Vieill.
285. Thamnophilus gilvicollis Pelz.
(Th. maculatus Ih. p. 257)
286. Thamnophilus ruficapillus Vieill.
287. Thamnophilus torquatus Sw.
288. Thamnophilus ambiguus Sw.
289. Thamnophilus nigricristatus Lawr.
290. Biatas nigropectus (Lafr.)
291. Dysithamnus guttulatus (Licht.)
292. Dysithamnus mentalis (Temm.)
293. Dysithamnus xanthopterus Burm.
294. Myrmotherula gularis (Spix)
— 917 —
295. Myrmotherula unicolor (Mén.)
296. Myrmotherula melanogaster (Spix)
297. Herpsilochmus longirostris Pelz.
298. «Herpsilochmus atricapillus Pelz.
299. Herpsilochmus rufimarginatus (Temm.)
300. Formicivora rufa Wied
(Formicivora rufatra Lh. p. 241)
301. Formicivora ferrnginea (Licht.)
302. +Formicivora genaei De Filippi
803. Formicivora striata (Spix)
304. Formicivora squamata (Licht.)
305. Formicivora malura (Temm.)
306. Rhamphocaenus melanurus Vieill.
307. Pyriglena leucoptera (Vieill.)
308. Drymophila squamosa (Pelz.)
(Myrmeciza squamata 1h. p. 275)
309. Formicarius colina (Gm.)
310. Chamaeza brevicauda }Vieill.)
311. Grallaria imperator Lafr.
312. Grallaria ochroleuca (Wied)
313. Conopophaga lineata (Wied)
314. Conopophaga melanops nigrigenys Less.
(Conopophaga nigrigenys Ih. p. 248.)
“315. Corythopis calcarata (Wied)
316. Seytalopus indigoticus (Wied)
317. Merulaxis rhinolophus (Wied)
Il MACROCHIRES
318. Hehothrix auriculata (Nordm.)
319. Rhamphodon neevius (Dumont.)
320. Chlorostilbon aureoventris pucherani (Boure.
Muls.)
(Chlorostilbon pucherani Th. p. 253)
321. Thalurania glaucopis Gm.)
322. Thalurania eriphile (Less.)
323. Lampornis nigricollis (Vieill.)
(Lampornis violicauda Ih. p. 255)
324.
329.
326.
321.
328.
329.
330.
391.
332.
399.
394.
399.
390.
SST.
338
309.
540.
341.
342.
343.
oes pe gee
Petasophora serrirostris (Vieill.)
Heliomaster squamosus (Temm.)
(Lepidolarynx mesoleucus Ih. p. 290)
Leucochloris albicollis (Vieill.)
Agyrtria brevirostris (Less.)
Agyrtria tephrocephala (Vieill.)
Agyrtria aflinis Gould
Agyrtria lactea (Less.) .
(Hylocharis lactea lh. p. 259)
*Thalurania cæruleolavata (Gould)
(Bucephala ceruleo-lavcata Ih. p. 258)
Hylocharis sapphirina (Gm.)
Hylocharis cyanus (Vieill.)
Phaëtornis rufigaster (Vieill.)
Phaëthornis eurynome (Less.)
Phasthornis squalidus (Natt.)
Phaëthornis pretrei (Less. & Del.)
*Campyloptera largipennis (Bodd.)
Eupetomena macrura (Gm.)
Aphantochroa cirrhochloris (Vieill.)
Clytolama rubinea (Gm.
Melanotrochilus fuscus (Vieill.)
(Florisuga fusca lh. p. 205)
Stephanoxys lalandei (Vieill.)
(Cephalolepis delaland: th. p. 205)
«Stephanoxys loddigessi Gould)
(Cephalolepis loddigest 1h. p. 263)
Calliphlox amethystina (Gin )
*Ptochoptera iolaema /Reichenb.)
Lophornis magnificus (Viel .)
Lophornis chalybsens (Temm.)
Heliactin bilophum Tem.)
(Heliactin cornuta lh. p. 200)
Chaetura zonaris (Shaw).
Chaetura cinereicauda (Cass.)
(Chaetura pelasgia fh. p. 267).
Cypseloides fumigatus (Streub.)
»Cypseloides senex (Temm.)
DR as
394. Caprimulgus rufus Bodd.
399. Caprimulgus sericeocaudatus (Cass. )
396. Caprimulgus parvulus Gould.
#97. Caprimulgus ocellatus Tsch.
398. Caprimulgus maculicaudus (Law.)
(Stenopsis platura lh. p. 271.)
909. +Stenopsis candicans Pelz.
360. Nyctidromus albicollis (Gm.)
361. Heleothreptus anomalus (Gould.)
362. Hydropsalis torquata (Gm.)
363. Macropsalis creagra (Bp.)
364. Chordeiles virginianus (Gm.)
365. Chordeiles acutipennis (Bodd.)
306. Podager nacunda (Vieill.)
367. Lurocalis semi-torquatus (Gm.)
368. Nyctibius jamaicensis (Gm.)
369. Nyctibius æthereus (Wied.)
570. *Nyctibius grandis (Gin.)
TEL PG!
371. Colaptes campestris (Vieill.)
372. Chloronerpes erythropsis (Vieill.)
373. Chloronerpes aurulentus (Temm.)
374. Chrysoptilus melanochlorus (Gm.)
919. Melanerpes candidus (Otto)
376. Melanerpes flavivrons (Vieill.)
277. *Dendrocopus cancellatus (Wagl.)
378. Veniliornis olivinus (Malh.) '
- (Dendrobates olivinus Ih. p. 283.)
379. Veniliornis spilogaster (Wagl.) —
(Dendrobates spilogaster Ih. p. 284.)
380. Celeus flavescens (Gm.)
381. +Campophilus melanoleucüs (Gm.)
382. Campophilus robustus (Licht.)
383. Ceophloeus lineatus (L.)
384. Ceophlœus erythrops (Valenc.)
385. Ceophlœus galeaius (Temm.)
386. Picumnus temmincki Lafr.
ao):
391.
392.
392:
394.
395.
396.
397.
398.
399.
400.
401.
402.
403.
404.
405.
406.
407.
408.
409,
410.
411.
412.
413.
414.
—- 320 —
Picumnus cirrhatus Temm.
Picumnus sagittatus sharpei Ih.
Picumnus nebulosus caipira Ih.
IV COCCYGES
Baryphthengus ruficapillus (Vieill.)
Cervle torquata (L.)
Ceryle amazona (Lath.)
Ceryle americana (Giu.)
Ceryle inda (L.)
Trogon atricollis Vieill.
Trogon viridis L.
Trogon surucura Vieill.
Trogon aurantius Spix.
Galbula rufoviridis Cab.
»Brachygalba melanosterna Scl.
Jacamaraleyon tridactyla (Vieill.)
Bucco swainsoni Gray.
Bucco chacuru Vieill.
Malacoptyla torquata (Hahn & Kuest.)
Nonnula rubecula (Spix)
Chelidoptera tenebrosa brasiliensis Scl.
Crotophaga major Gia.
Crotophaga ani L.
Guira guira (Gm.)
Diplopterus nævius (L.)
Dromococeyx phasianellus (Spix)
Piaya cayana (L.)
Coccyzus melanocoryphus Vieill.
*Coccyzus americanus (L.)
— 921 —
Rhamphastos toco (Muell.)
Rhamphastos ariel Vig.
Rhamphastos discolorus L.
Andigena bailloni (Vieill.)
Pteroglossus wiedi Sturm.
Selenidera maculirostris (Licht.)
V PSITTACI
Anodorhynchus hyacinthinus (Lath.)
Ara ararauna (L.)
Ara chloroptera Gray
Ara maracana (Vieill.:
Ara nobilis (L.)
Conurus auricapillus (Kuhl)
Conurus leucophthalmus (Muell.)
Conurus aureus (Gm.)
Pyrrhura cruentata (Wied)
Pyrrhura vittata (Shaw)
Pyrrhura leucotis (Kuhl)
Psittacula passerina (L.)
Brotogerys tirica (Gin.)
Brotogerys chiriri (Vieill.)
Amazona vinacea (Kuhl)
(Chrysotis vinacea lh. p. 319)
Amazona æstiva (L.)
(Chrysotis cestrva Ih. p. 320.)
Amazona ochrocephala (Gm.)
(Chrysotis ochrocephala Ih. p. 321.)
Amazona schmidti (Ih.)
(Chrysotis schmidti Ih. p. 321.)
Amazona brasiliensis (L.)
(Chrysotis brasiliensis Ih. p, 321.)
Amazona petrei (Temm.)
(Chrysotis petrei Ih. p. 322.)
Pionus maximiliani (Kuhl)
Triciaria cyanogaster (Vieill.)
Pionopsittacus pileatus (Scop. )
=, B02 a
:Urochroma wiedi (Allen)
Urochroma surda (Kubhl)
VI STRIGES
Strix flammea (L.)
Asio clamator (Vieill.)
(Asio mexicanus Lh. p. 328.)
Asio accipitrinus (Pall.)
Asio stygius (Wahl.)
Syrnium hylophylum (Temm.)
Ciccaba suinda (Vieill.)
(Syrnium suinda th. p. 351.)
Ciccaba huhula (Daud.)
(Syrmum huhulum Ih. po 337)
Pulsatrix perspiciilata (Lath.)
(Syrniwm perspicillatum 1h. p. 332)
Pulsatrix melanonota (Tsch.)
(Syrnium melanonotuin Lh. p. 332)
Gisella iheringi Sharpe
Bubo magellanicus (Gm.)
Scops atricapilla (Pemm.)
Scops brasiliana (Gm.)
Speotyto cunicularia (Mol.)
Glaucidium pumilum (Temm.)
Glaucidium ferox (Vieill.)
VII ACCIPITRES
Gypagus papa (L.)
(Sarcorhamphus papa Ih. p. 339)
Catharistes urubu (Vieill.) _
(Catharista atrata Ih. p. 340)
Cathartes aura (L.)
-Cathartes perniger (Sharpe)
(Cathartes urubulinga Ih. p. 312)
10
— 323 —
Polyborus tharus (Mol.)
Milvago chimachima (Vieill.)
(lbycter chimachima Ih. p. 312)
. +lbycter americanus (Bodd.)
«Circus maculosus (Vieill.)
Micrastur melanoleucus (Vieill.)
(Micrastur semitorquatus Lh. p. 545)
Micrastur ruficollis (Vieill.)
Micrastur gilvicolis (Vieill.)
Geranospizias caerulescens (Vieill.)
Parabuteo unicinctus (Femm.)
(Antenor unicinctus Th. p. 348)
»Astur poliogaster (Temim.)
Astur pectoralis (Bp.)
Accipiter tinus (Lath.)
Accipiter erythrocnemis (Gray)
Accipiter pileatus (Temm.)
Heterospizias meridionalis (Lath.)
Tachytriorchis albicaudatus (Vieill.)
(Buteo albicaudatus Ih. p. 352)
(reranoaetus melanoleucus (Vieill.)
(Buteo melanoleucus Ih. p. 392)
Buteola brachyura (Vieill.)
Rupornis nattereri (Sel. & Salv.)
(Asturina nattereri Ih. p. 353)
Busarellus nigricollis (Lath.)
«Buteogallus aequinoctialis (Gm.)
Urubitinga urubitinga (Gm.)
(Urubitinga sonura Lh. p. 355)
Leucopternis palliata (Pelz. )
Leucopternis lacernulata (Temm.)
*Harpyhaliastus coronatus -(Vieill.)
Thrasyaëtus harpyia (L.)
Morphnus guianensis (Daud.)
Spizastur melanoleucus (Vieill.)
Spizastus ornatus (Daud.)
(Spizactus mauduyti Th. p. 559.)
Spizaëtus tyrannus (Wied)
Herpetotheres cachinnans (L.)
— 324 —
Elanoides furcatus (L.)
Rostrhamus sociabilis (Vieill.)
Leptodon uncinatus (Temm.)
Leptodon cayennensis (Gm.)
. xElanus leucurus (Vieill.)
Harpagus diodon (Temm.)
letinia plumbea (Gm.)
Falco fuscocaerulescens Vieill.
Falco albigularis Daud.
Cerchneis cinnamomina (Sw.)
(Tinnunculus cinnamominus Th. p. 3067)
VIII STEGANOPODES
Fregata aquila (L.)
(Tachypetes aquila Ih. p. 368)
Sula sula (L.)
(Sula fiber Ih. p. 369)
Phalacrocorax vigua (Vieill.)
(Phalacrocorax brasilianus th. p. 370)
Plotus anhinga (L.)
(Anhinga anhinga lh. p. 370)
IX HERODIONES
Ardea cocoi (L.)
Herodias egretta (Gm.)
(Ardea egretta Ih. p. 374)
Leucophoyx candidissima (Gm.)
(Ardea candidissima Th. p. 375)
Florida caerulea (L.)
(Ardea caerulea Ih. p. 375)
. Butorides — striata (L.)
(Ardea striata lh. p. 376)
Tigrisoma brasiliense (L.)
. *Pilerodius pileatus (Bodd.)
(Nycticorax pileatus Ih. p. 378)
— 325 —
DIS. Nyctanassa violacea (L.)
(Nycticorax violaceus Ih. p. 378)
919. Syrigma cyanocephalum (V.)
(Nycticorax sibilatrix Ih. p. 379).
926. Nycticorax tayazu-guira (V.)
(Nyclicorax nycticorax nœvius Ih. p. 379)
221. Botaurus pinnatus (Wagler)
522. Ardetta erythromelas (V.)
(Ardetta exilis Ih. p. 380)
023 Ardetta involucris (V.)
524. Canchroma cochlearia (L.)
525. Mycteria americana (L.)
26. Euxenura maguari (Gm.)
(Ciconia maguar: Ih. p. 282)
527. Tantalus loculator L.
28. Eudocimus ruber (L.)
(Guara rubra Ih. p. 384)
029. Plegadis guarauna (L.)
930. Phimosus infuscatus (Licht.)
631. Theristicus melanopsis (Gm.)
(Theristicus caudatus Ih. p. 385)
032. Harpiprion cayennensis (Gm.)
539. Ajaja ajaja (L.) f
X ANSERES
534. Cygnus melanocoryphus {Mol.)
535. Cairina moschata (L.)
536. Alopochen jubatus (Spix)
537. Dendrocygna viduata (L.)
538. Dendrocygna discolor Scl. & Salv.
539. Nettium brasiliense (Gm.)
540. Dafila spinicauda (V.)
541. Nomonyx dominicus (L.)
542. +Merganser brasilianus (Vieill.)
— 326 —
XT COLUMBÆ
Columba rufina (Temm. & Knip.)
Columba plumbea (V.)
Columba speciosa (Gm.)
Zenaida auriculata Des Murs
Scardafella squamosa (Temm. & Knip.)
Columbula picui (Temm.)
Chamaepelia minuta (L.)
ïhamaepelia talpacoti (Temm. & Knip.)
Claravis cinerea (Temm.)
(Peristera cinerea lh. pag. 401)
Claravis geoffroyi (Temm.)
(Peristera geoffroyr 1h. pag. 402)
Leptoptila reichenbachi (Pelz.)
Leptoptila chlorauchenia (Gigl. & Salvad.)
Geotrygon violacea (Temm. & Knip.)
Geotrygon montana (L.)
XII GALLINÆ
Odontophorus capueira (Spix)
Crax carunculata (Temm.)
Crax sulcirostris (Ih.)
Penelópe superciliaris (Illig.)
Penelope obscura (Ilig.)
Pipile jacutinga (Spix)
Ortalis squamata (Less.)
XIIT PALUDICOLÆ
Limnopardalus rytirhynchus (Vieill.)
Limnopardalus nigricans (Vieill.)
Rallus crassirostris (Lawr.)
Amaurolimnas concolor (Gosse)
— 27 —
Aramides cayanea (P. L. S. Muell.)
Aramides saracura (Spix)
Porzana albicollis (Vieill.)
Creciscus leucopyrrhus (Vieill.)
Creciscus melanophæus (Gray)
Gallinula galeata (Bp.)
Porphyriops melanops (Vieill.)
Porphyriola martinica (L.)
Fulica armillata (Vieill.)
Aramus scolopaceus (Gm.)
Cariama cristata (L.)
Palamedea cornuta (L.)
Chauna cristata (Sw.)
XIV LIMICOL As
Jacana jacana (L.)
Heematopus palliatus (Temm.)
Arenaria interpres (L.)
Hoploxypterus cayanus (Lath.)
Belonopterus cayennensis (Gm.)
Charadrius dominicus (P. L. S. Muell.)
Zonibyx modestus (Licht.)
Aegialeus semipalmatus (Bp.)
Aegialitis collaris (Vieill.)
Himantopus melanurus (Vieill.)
Numenius borealis (Lath.)
Limosa hudsonica (Lath.)
Totanus melanoleucus (Gm.)
Totanus flavipes (Gm.)
Helodromas solitarius (Wilson)
Tringoides macularius (L.)
Bartramia longicauda (Bechst.)
Tryngites subruficollis (Vieill.)
Calidris arenaria (L.)
Heteropygia maculata (Vieill.)
Heteropygia fuscicollis (Vieill.)
Tringa canutus (L.)
Gallinago frenata (1llig.)
Gallinago gigantea (Temm.)
Rostratula semicollaris (Vieill.)
XV GAVLE
Rhynchops intercedens (Saund.)
Phaëtusa magnirostris (Licht.)
Gelochelidon anglica (Mont.)
Sterna maxima (Bodd.)
. «Sterna eurygnatha Saund.
Sterna hirundinacea Less.
Sterna superciliaris Vieill.
Sterna trudeaui Audub.
Larus dominicanus Licht.
Larus maculipennis Licht.
. *Megalestris chilensis (Bp.)
. +Stercorarius crepidatus (Banks)
XVI TUBINARES
. *Oceanites oceanicus (Kuhl)
Majaqueus eequinoctialis (L.)
. +Daption capensis L.
Diomedea melanophrys (Temm.)
XVII PYGOPODES
Podiceps dominicus (L.)
(Tachybaptus dominicus lh. p. 454)
Podilymbus podiceps (L.)
SO FE ID? OTS qo (0 —
— 329 —
XVII IMPENNES
Spheniscus magellanicus (Forst.)
XIX: }CRYPLCRI
Tinamus solitarius (Vieill.)
Crypturus obsoletus (Temm.)
Crypturus tataupa (Temm.)
Crypturus parvirostris (Wagl.)
Crypturus adspersus (Temm.)
Crypturus noctivagus (Wied) '
Nothura maculosa (Temm.)
Nothura media (Spix)
Taoniscus nanus (Temm.)
Rhynchotus rufescens (Temm.)
XX RHEÆ
Rhea americana (L.)
EXPLICAÇÃO DA ESTAMPA XI
Ovos FIGURADOS EM TAMANHO NATURAL
Ampelion cucullatus Sw.
Caprimulgus ocellatus Tsch.
Heleothreptus anomalus (Gould)
Antilophia galeata Licht.
Tityra brasiliensis (Sw.)
Chiroxiphia caudata Shaw
Tyrannus albogularis Burm.
Emberizoides macrurus Gmz
Limnornis curvirostris Gould
EPS MO)
SOBRE
AS ABELHAS SOLITARIAS
Brazil
POR
Curt Schrottky
De todos os insectos os Hymenopteros dos quaes
as abelhas fazem parte, merecem o maximo interesse
por causa da grande actividade e até intelligencia que
desenvolvem. Com o primeiro raio de sol nós vemos
esses bichinhos diligentes pegar no seu serviço, crear as
condições mais favoraveis para a sua progenitura, e sem
descanço continuar no seu trabalho até que os crepus-
culos impedem para este dia a actividade delles. Muitos,
porém, continuam mesmo de noite a procurar alimentos,
por exemplo as formigas, outro grupo dos Hymenopte-
ros, e neste caso raras vezes temos sentimentos de ale-
gria quando descobrimos os vestigios de seus trabalhos
damnificantes em nossas casas.
Apesar disto pouco se conhece ainda da fauna hy-
menopterologica do Brazil. Visto que num pequeno
— d3l —
territorio um colleccionador habil pode constatar um
numero immenso de especies. differentes, pode-se cal-
cular que um estudo profundo e minucioso feito em
muitas partes e localidades deste grande paiz nos con-
duzirá ao conhecimento de milhares de formas. O pro-
gresso no conhecimento das abelhas indigenas do Bra-
zil é especialmente nos ultimos annos, satisfactorio ;
muito, porém, resta ainda desconhecido e sómente a
collaboração de muitas pessoas que com dedicação fa-
cam e registrem as suas respectivas observações sobre
o tempo do apparecimento, a biologia, a nidificação, etc.
das abelhas e que no mesmo tempo colleccionarem
grande numero de exemplares de cada especie pode fa-
zer aproximadamente completo o nosso conhecimento
desta parte da entomologia em tempo limitado.
Na classificação das abelhas são muito importantes
as partes que formam a bocca. O exame” desses orgams
é facil nas especies grandes ou nos exemplares recem-
capturados. onsistem das partes seguintes :
a) O labrum (Fig. 1. Ibr.)
b) As mandibulas (Fig. 1 mandb.)
) As maxillas (Fig. 1 mx.) com
d) Os palpi-maxillares (Fig. 1 mxp.)
e) A lingua (Fig. 1. lg.) com
f; As paraglossas (Fig. pgl.) e
9) Os palpi-labiales (Fig. 1. lbp.)
h) O mentum (Fig. 2. m.)
Além das partes bocaes distinguem-se na cabeça as
partes seguintes :
e) O clypeo (Fig. 1..cl): É
) As antennas (Fig. 1. ant.)
) Os olhos compostos (Fig. 1. oc.)
dj Os ocelli (olhos simples) (Fig. 1. ocl.)
e) A fronte (Fig. 1. fr.)
f) O vertice (Fig. 1. v.)
mndt ah
(Fig. 1).
Cabeca de uma abelha (Xylocopa) de frente.
Nas antennas se distinguem duas partes: O tronco
(Fig. 2 tr.) e o flagellum (Fig. 2 fl.)
(Fig. 2).
Cabeça d'uma abelha (Xylocopa) d'um lado
— 333 —
O corpo das abelhas consiste de duas partes: O
thorax (Fig. 3. th.) e o abdomen (Fig. 3. qd.) O tho-
rax tem dous : €
pares de azas
e tres pares
de pernas;
elle consiste
de tres anne-
is. O protho-
rax (Fig 3.
pth.) o meso-
thorax (Fig.
3. msth.) eo a É:
metathorax AR J.’
(Fig. 5 mtth.) o. Kae 7
A parte dor- À
sal do thorax À
tem o nome À
Notum, a
parte ventral (Fig. 3.) O corpo d'uma abelha
Sternum, em consequencia a parte dorsal do prothorax
chama-se Pronotum, a parte ventral do mesotorax Me-
sosternum etc.
Nos lados do Mesonotum notam-se duas escamas
pequenas que cobrem a base das azas as tegulas (fig.
3 tel). Na margem posterior do Mesonotum estão dois
appendices, os quaes porém, só nas especies pouco pu-
bescentes são bem distinguiveis, o scutellum (fig. 3
sct.) e o post-scutellum (fig. 3 psct.). Atraz destes o
Mesonotum torna-se visivel (fig. 3 mth.)
Das azas, o par anterior merece grande interesse
por causa de ser importante para a classificação. As
partes as mais Importantes são :
a) À veia costal (fig. 3 c.)
b) A cellula radial (fig. 3 r.)
c) As cellulas cubitaes (fig. 3 cbl; ch2; ch3).
Algumas abelhas têm 3 destas cellulas como a da
figura, outras tem apenas duas, e entre as abelhas so-
ciaes os grandes generos Melipona e Trigona, aos quaes
Bug A
pertencem todas as abelhas indigenas brazileiras que
vivem em enxames têm apenas uma cellula cubital e
mesmo esta não é sempre distincta.
d) As duas nervuras que entram nas cellulas cu-
bitaes (fig. 3 nr 1; nr 2); o interior é considerado o.
primeiro e tem o nome nervus recurrens 1, o exte-
rior nervous recurrens 2. Estas nervuras tambem ser-
vem para a classificação, porque nos diversos generos
o logar onde ellas entram nas cellulas cubitaes é dif-
ferente; às vezes todas as duas entram numa cellula
sd, às vezes uma em cada uma, às vezes uma entra
numa cellula e a outra une-se com a nervura entre
duas cellulas cubitaes, etc.
e) As nervuras transverso-cubitaes (fig. 5 nel;
ne 2: nc 3)0 par posterior das azas é menos importante.
As pernas consistem cada uma de diversas partes;
para evitar a repetição das palavras anteriores, inter-
medianos e posteriores o primeiro par das pernas e
das suas partes será neste artigo marcado simples -
mente o par I, o segundo II e o par posterior TH.
Cada perna consiste das partes :
a) Coxa (fig. 4 ex)
b) Trochanter (fig.
c) Femur (fig. 4 f)
d) Tibia (fig. 4 tb)
e) Metatarso (fig. 4 mt)
f) Tarso (fig. 4 t)
9) Unhas (fig. 4 u)
Em algumas familias as tibias
e os tarsos III são vestidos com mui-
tos pellos compridos que servem para
transporto do pollen das flores ; taes
pellos acham-se em outras familias no
ventre, em outras nos femora. Km todo o caso a de-
nominação da pubescencia duma parte do corpo quando
serve para a colheita do pollen é Scopa. Algumas fa-
milias p. e. a das Prosopidae e Nomadidae são pri-
(Fic. 4) Perna IT de
uma abelha.
— 330 —
vadas da scope, na familia das Nomadidae simples-
mente pela razão que estas abelhas pôem os seus ovos
nos ninhos de outras abelhas e não precisam de im-
portar-se da alimentação de sua progenitura.
As femeas (9) de todas as abelhas solitarias têm
12 articulos nas anntenas emquanto as machos (<7) têm
13. Os machos têm tambem um segmento (annel) do
abdomen mais que as femeas. Só as femeas são mu-
nidas dum ferrão, os machos não o têm por não pre-
cisar defender os ninhos com o seu conteudo, à con-
strucçäo dos quaes elles nada contribuem.
CHAVE DAS FAMILIAS DE ABELHAS
(SEGUNDO ASHMEAD)
1. Lingua geralmente mais curta do que o men-
turn, raras vezes mais comprida (p. e na
Fam. Panurgida); os articulos dos palpi-
labialis cylindricos, e os dois basaes às
vezes mais compridos mas nunca de for-
ma differente dos dois apicaes. . . . 2
Lingua comprida. delgada, sempre mais com-
prida do que o mentum ; os dous articulos
basaes dos palpi-labiales muito alongados,
comprimidos e muito dissemelhantes aos
dois apicaes os quaes são minimos o ter-
ceiro incerto no segundo um pouco antes
do. apiceé. >.
2. Lingua curta, larga, no apice obtusa ou :
chanfrada, nunca aguda no meio . . . 3
Lingua comprida ow curta, mas sempre agu-
da no apice; os femora II] sempre com
SC OMA RA EM ot e ra eue. "| A
3. As azas anteriores com 2 cellulas cubitaes ;
a cabeça e o thorax nús; os femora III
na Q sem scopa . I Fam. PROSOPIDAE
As azas anteriores com 3 cellulas cubilaes ;
a cabeça e o thorax cobertos com pubes-
cencia; os femora III na 9 com scopa
IT Fam. COLLETIDAE
=]
“O
9:
10.
11:
— 336 —
As azas anteriores com 3 cellulas cubitaes
HI Fam. ANDRENIDAE
As azas anteriores con 2 cellulas cubitaes |
IV Fam. PANURGIDAE
As tibias III com dois esporões no apice
As tibias III sem esporões no apice . .
Fam. Apiedo (Abelhas sociaes)
A primeira cellula cubital não ou raras vezes
dividida por una fina nervura obliqua; as
tibias III das 9 convexas ou ae
nunca concavas . . . A ore
A primeira cellula cubital muitissimas vezes
dividida por uma fina nervura obliqua ra-
ras vezes indistincta; as tibias e as tarsos
posteriores das Q fortemente alargados;
concavos exteriormente .
As azas anteriores com duas cellulas cubitaes
As azas anteriores com tres cellulas cubitaes
Labrum grande e livre, não coberto; as
pernas III da Q com scopa . :
X Fam. PODALIRIIDAE (part.
Labrum não grande e livre; muitissimas
vezes inteiramente coberto pelo clypeo
(Megachilidae); ou quando às vezes visi-
vel, fortemente dobrado (Stelididae).
Abdomen da 9 com scopa ventral.
VI Fam. MEGACHILIDAE
Abdomen da @ sem scopa ventral. . . .
V Fam. STELIDIDAE
A cellula marginal nem especialmente com-
prida nem estreita, raras vezes mais
comprida do que as primeiras duas cellu-
fas enbitwes “andas! sr Sia e ai a
A cellula marginal comprida e estreita,
usualmente tão ou mais comprida do que
as tres cellulas cubitaes unidas :
As tibias e os tarsos HI com scopa densa ; tho-
rax pelo menos nos lados m.m. densamente
pubescente ; especies geralmeute grandes .
VII Fam. XYLOCOPIDAE
13
10
12
11
nl
— 357 —
As tibias e os tarsos III com pubescencia es-
cassa, mas sem scopa distincta; o corpo
usualmente metallico, quasi nú ; especies pe-
quenas até minimas CAT, ae a
VII Fam. CERATINIDAR
12. As Q sem scopa nas tibias e tarsos II; o
corpo as vezes nu, as vezes de brilho me-
tallico na pubescencia a ne Te sem-
pre é curta e escassa
XI Fam. NOMADIDAR
As 9 com scopa nas tibias e tarsos II ; pe-
lo menos o thorax coberto com pubescen-
cia densa Reema ci A
X Fam. PODALIRIDAE
13. A lingua extende-se até o meio do abdomen
pelo menos ; 0 corpo geralmente metallico .
XI Fam. EUGLOSSIDAE
A lingua extende-se sómente até o apice do
thorax ; o corpo densamente piloso
Fam. Bombidae (Abelhas seciaes)
IT Fam. Prosopidee
Gen. Prosopis HFabriciwus
1804. Prosopis Fabricius, Syst. Piez. p. 293
Cabeca vista de frente quasi triangular; a lingua
muito curta, mas ponteaguda; as paraglossas do mesmo
modo. Clypeo comprido trapeziforme ; a base das man-
dibulas attinge os olhos; ocelli (olhos simples) postos
num triangulo. O segundo articulo do flagello nao é
maior do que qualquer um dos seguintes. As azas com
2 cellulas cubitaes; a primeira duas vezes maior do
que a segunda; nerv. rec. 1 termina na nervura trans-
verso-cubital ou um pouco antes; nerv. rec. 2 no fim
da segunda cellula cubital ou um pouco antes, raras
vezes um pouco atraz della.
À
— 338 —
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
Pronotum amarello . .
» preto RAT Ro
Scutellum amarello
» nao amarello.
As tibias, a parte inferior
e apical dos feinora
das pernas anteriores
amarelas. (ta
tibias das pernas an-
teriores e intermedia-
rias e a parte basal
das posteriores ama-
rellas.
As tibias de primeiro par
Abdomen
de pernas em frente
as outras na base ama-
rellas. aay
coberto com
pontos levemente im-
pressos, excepto a
margem dos segmen-
tos a qual é lisa e
brilhante. .
Abdomen liso; as mar-
gens dos segmentos
com faxas estreitas de
pelos brancos . ...
4
3
iN
Pr:
CXIQUA TN. Sp.
Pr. amazonica Grib.
i
te
. femoralis i. sp.
Pre
rugosa SW.
Pr. variolosa Sw.
Pr. gracillinea n. sp.
E. Prosopis rugosa 57.
IS79 Prosopis rugosa Smith., Descr. New Spec.
n. 10
S
Hiymen. D.
Preto com
22
~~
colorido amarello.
A cabeca em
baixo das antennas e um pouco em cima d'elles na
margem dos olhos, o tronco das antennas em frente a
primeira articulação do flagello, o Jebrum e as mandi-
— 339 —
bulas pallido amarellos. O thorax com uma linha na
margem anterior, os tuberculos, uma mancha exigua em
cima das tegulas, as tibias, os tarsos e o scutellum da
mesma côr; só as tibias posteriores são de côr escura
(como o resto de todas as pernas) na parte apical.
Abdomen brilhante com alguns pontos dispersos na base.
Os dois segmentos basaes tem em cada lado da
margem apical uma linha estreita de pellos brancos.
Comprimento 5 1/2 mm.
Hab. «St. Paulo» (? de Olivenças, Amazonas). Brazil.
2. Prosopis femoralis n. sp.
Nigra; ore, clypeo, macula supra clypeum, fa-
cre secundum oculos, pronoto fascia interrupta tegu-
bes alarum macula, scutello, callis humeralibus, tibrrs
anticis intermedisque lolis, posticis basi femoribus
anticis apice et infra flavis.
Q Preta; a cabeça, o thorax e o primeiro seg-
mento abdominal cobertos com pontos rugosos ; os ou-
tros segmentos abdominaes quasi lisos. Toda a parte
anterior da cabeça amarella, tambem o tronco e a pri-
meira articulação do flagello das antennas. O thorax
tem na margem anterior duas linhas transversaes da
mesma côr que formam uma faxa no meio interrupto ;
em cima das tegulas ha uma mancha amarella, os tu-
berculos em frente das azas e o scutellum são amarel-
los tambem. As pernas anteriores são amarellas ex-
cepto na coxa, no trochanter e na parte basal dos
femora em cima, quaes partes são de côr de castanha.
Do segundo e do terceiro par sómente as tibias e os
tarsos são de côr amarella, o resto e uma mancha so-
bre as tibias posteriores são castanhos. O primeiro
segmento abdominal tem na margem apical uma faxa
muito estreita de côr branca, interrupta no meio. As
azas são hyalinas e iridescentes. Comprimento 5 mm.
& Muito semelhante à femea, da qual differe pe-
las pernas mais escuras, pela falta da faxa branca sobre
o primeiro segmento abdominal e pela estatura mais
delgada. Comprimento 5 mm.
— 340 —
Hab. Victoria (perto de Botucatu) Est. S. Paulo.
Mus. Paul. 4 9 26 de Julho de 1900 (A. Hempel
coll.) (Typos)
3. Prosopis variolosa Sn.
1853 — Prosopis variolosa Smith, Catal Hymen, Br.
Mus: T po PSA
P Preta; a cabeça amarella em cada lado do cly-
peo, a côr amarella sobe à margem interior dos olhos,
mas não attinge o vertice; no centro do clypeo uma
linha larga amarella; o labrum e as mandibulas fer-
rugineas. O thorax coberto com pontos fundos. O pro-
notam, os tuberculos, as tegulas em frente, as tibias
anteriores em frente, as intermedias e as posteriores
na base em cima de côr amarella ; os tarsos escuros.
Abdomen coberto com alguns pontos dispersos ; as mar-
gens apicaes dos segmentos lisos. Comprimento 7 mm.
Hab. Santarem (Pará).
4. Prosopis gracillinea 7. sp.
Est XII fig. 1
2 Nigra, clypeo flavo utriusque ferrugineo mar-
gmato; fronte ferruginea antice flavo marginata ;
facie secundum oculos, pronoto, tegulis alarum ma-
cula, callis humeralibus, scutello hbrisque basi flavis ;
abdomine nilido, segmentis marginibus apicalibus fas-
cus albis medio interruptis.
® Preta, cabeça rugosa, labrum quasi preto cly-
peo amarello com os lados ferrugineos; em cima do
elypeo acha-se uma mancha grande ferruginea, da qual
a margem anterior é amarella. Nos lados do clypeo a
cara é amarella tambem, esta côr sobe ao lado da mar-
gem interior dos olhas.
As antennas são ferrugineas, em cima a côr é
mais escura.
— 341 —
_O pronotum, uma mancha sobre as tegulas, os
tuberculos em frente das azas, o scutellum, a base de
todas as tibias e as anteriores em frente são de côr
amarella. O thorax é ainda mais rugoso do que a ca-
beça. O abdomen é quasi nitido, as margens apicaes
dos segmentos são vestidos de pellos brancos os quaes
formam faxas no meio interruptas. As azas são hyali-
nas e iridescentes. Comprimento 6 mm.
Hab. Victoria, perto de Botucatu, Est. de S. Paulo.
Mus. Paul. 2 © 26 de Julho de 1900 (A. Hem-
pel, coll.)
>. Prosopis amazonica (Crib.
1894—Prosopis amazonica Gribodo, Bull. Soc. en-
tom. Ital. p. 294 n. 133
Cor de pez, com a cabeça em baixo, as antennas,
tegulas, pernas e o primeiro segmento do abdomen de
cor rufo-testacea escura. A bocca, o clypeo cujas mar-
gens lateraes são flavo-rufas, a cara ao longo dos olhos
até o apice, uma grande mancha em cima do clypeo
entre a base das antennas, o pronotum, os tuberculos
em frente das azas, uma mancha sobre as tegulas, as
tibias anteriores inteiras, as intermedias em frente, as
postericres na base de côr amarella; os segmentos
ablominaes têm as margens apicaes fulvo-testaceas.
Comprimento de 2 512 mn, do & 4 mm.
Hab. Pebas (Alto Amazonas).
6. Prosopis exigua 7. sp.
3S Nagra, capite thoraceaue rugosis, abdomine
subnitido ; ore, clypeo, fronte, facie secundum oculos,
callis humeralibus, tibits anticis totis, iniermedus
posticisque basi flavis ; tegulis ferruginers.
& Preto, a cabeça rugosa, com a ‘bocca, o cly-
peo, uma mancha em cima do clypeo, a cara ao lon-
go da margem interior dos olhos e o tronco das an-
tennas em frente de cor amarella. O thorax é rugoso
e tem só os tuberculos em frente das azas amarellas ;
as pernas sao pretas; os tarsos, as tibias anteriores in-
teiras, as intermedias e posteriores na base de cor
amarella. O abdomen é quasi liso, as margens apicaes
dos segmentos 2-5 e o sexto inteiro castanho. As azas
são um pouco trigueiras, mds hyalinas e iridescentes.
Comprimento 5 mm.
Hab. Victoria, perto de Botucatu (Est. de S. Paulo).
Mus. Paul. X id (Typos) 26 de Julho e 10 de
Outubro. (A. Hempel, coll.)
TT: Fame Colletidse
CHAVE DOS GENEROS BRAZILEIROS
Gen. Mydrosoma Sm.
Abdomen verde metallico. . 1
Gen. Colletes Latr.
1
— preto ou amarellado. 2
1. Gen. Mydrosoma Smith,
1879— Mydrosoma Smith, Deser. New Sp. Hymen p. >
Cabeça não da mesma largura como o thorax;
ocelli (olhos simples postos numa linha curvada no ver-
tice; as antennas um pouco claviformes, o articulo
basal do flagellum só pouco mais comprido do que o
segundo articulo, os outros crescendo em comprimento
até o apical; os palpi-labiales de 4 articulos, dos quaes
o basal é o mais comprido os outros descrescendo em
comprimento até o apical; os palpi-maxillares de 6 ar-
ticulos; a lingua curta, bota no apico e chanfrada. As
azas anteriores com cellulas cubitaes, das quaes a pri-
meira é do comprimento das duas outras unidas, a se-
gunda subquadrada um pouco mais esireita na margi-
nal, a terceira um pouco mais curta do que a segunda
e obliqua ; nerv. rec. 1 une-se com a primeira, nerv.
Aaa ee
2 com a terceira nervura transversocubital. Abdomen
oval.
Mydrosoma metallicum Sn.
4879— Mydrosoma metallica Smith, Descr. New Sp.
Elginens "porta
P Cabeça e thorax pretas, abdomen em cima com
lustre verde-metallico, em baixo amarellado ; o flagel-
lum amarellado em baixo, fusco em cima; na cabeça
ha pouca pubescencia amarella, no thorax a mesma é
densa, mais pallida em baixo do que em cima; as fe-
mora II em baixo com pnbescencia branca, a qual é
preta nas tibias e nos tarsos III e nos pares I e II de
pernas ; o ultimo articulo dos tarsos ferrugineo; o seg-
mento abdominal 1 com uma faxa transversal ferrugi-
neo-pallida no meio; os segmentos ventraes com fran-
jas branquinhas; comprimento 14 mm.
& Semelhante à femea, o abdomen na base fer-
rugineo ; comprimento 13 mm.
Hab. Amazonas (Ega)
2. Gen, Col'etes Latrezlle
1805—Colletes Latreille. Hist. Nat. Ins. XIII. 359
Lingua curta; as paraglossas quasi do mesmo com-
primento da lingua. Palpi-labiales de 4 articulos quasi
eguaes ; labrum transverso elliptico, escondido em vista
de frente. O segundo articulo do flagello das antennas
curta, não maior do que o terceiro. Cabeça e thorax
geralmente pilosos, as pernas superiores são nos femo-
ra mais denso-pilosas.. As azas têm 3 cellulas cubitaes,
das quaes a primeira é do tamanho das duas outras
juntas. Nerv. rec. 1 termina no meio da segunda, nerv.
rec. 2 atraz do meio da terceira cellula cubital.
— 344 —
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
1. Thorax em cima fulvo-
DLIGEO MRS 7 ee
— — preto-fusco ou pre-
to e branco-piloso. . 3
2. Pernas ferrugineas, as
margens apicaes dos
segmentos abdominaes
pallido-testaceas . . 1. C. rufipes Sin.
Pernas quasi pretas, mas
amarellado-pilosas, ab-
domen amarello-escu-
ro piloso, as margens
dos segmentos pilosos
da mesma côr. . . C rufipes var. meridio-
nales n. var.
3. Antes das tegulas uma
manchas de pellos côr
de laranja. aa tus
Sem pellos côr de laranja
sobre o thorax. . «4
4. Scopa da femea sobre o
femur das pernas pos-
2. C. ornatus n. sp.
teriores branca. . . .C. petropolitanus D T.
— — — — fusca
9. Antennas pretas . . . 4 C. rugicollis Friesi
— em baixo cor de
castanha escura . . 3. C. punctatissimus n sp.
1. Colletes rufipes Sm.
1879 — Colletes rufipes Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. Sn. à
Q Preta; a cara com pubescencia branca, thorax
fulvo ; abdomen vestido com curtos pellos fulvos, em
baixo e nos lados o thorax é pallido -fulvopiloso, as
pernas ferrugineas. As margens apicaes dos segmentos
do abdomen pallido-testaceos. Comprimento 10 mm.
— 345 —
Hab. Bahia; Estado de S. Paulo (Jundiahy, Cam-
pinas).
Mus. Paul. © Jundiahy (M. Beron coll.) 5 de
Agosto de 1900, 2 e 13 de Janeiro de 1901; Cam-
pinas 31 de Dezembro do 1990.
Na colleeção do Museu acham-se alguns outros
exemplares os quaes considero apenas como variedade
da precedente :
1. a. Colletes rufipes Sm. var. meridionalis.n. var.
Parece ser intimamente ligada à especie typica da
qual differe pela pubescencia da cara e a côr das pernas.
2. Preta, amarellento-pilosa, a cara pallido-ama-
rellento-pilosa ; o clypeo mais comprido que largo, com
alguns pontos grossos e um sulco longitudinal no meio.
As faces não muito compridas; as antennas pretas, em
baixo fuscas, a segunda articulação do flagello mais
curto do que a terceira e quarta juntas. O mesonoto
e o scutello denso — mas não grosso-ponteados, fulvo-
tomentosos; a pubescencia em baixo da cabeça e do
thorax quasi branca. Abdomen não ponteado, mas
densamente coberto com curtos pellos amarellentos,
assim, que quasi são indistinguiveis as margens testa-
ceas dos segmentos; os segmentos 3—5 têm alguns
pellos singelos maiores da côr escura; o segmento anal
é fusco. As pernas são fuscas e amarellento pilosas ;
da mesma côr é a scopa nas femora postériores. As
azas são iridescentes; as tegulas e as nervuras ferru-
gineas. (Comprimento 11 mm.
Hab. Rio Grande do Sul. (Dr. von Ihering coll.)
Mus Paul. 2 9 Rio Grande do Sul.
=. Colletes ornatus n. sp.
Est. XII fig. 2
® Niger, capite alba-hirto, clypeo prominente.
sparsius punctato, mesonoto subliliter sparsius pun-
ctato, scutello densius punctato fusco-hirtis; margi-
nibus lateralibus prothoracis longe avirantiaco-prlosis,
AUS AG ees
abdomine segmento 1. subliliter punctato, segmentis»
2—5 fere nudis, sublus .pallido ciliatis ; pedibus fus-
cis, albide hirtis.
Q Preta; a cabeça branco-pilosa; clypeo com
algumas ponctaras e um sulco longitudinal no meio;
as antennas pretas. () mesonoto fino-puncturado, o
scutello mais denso-puncturado, ambos fusco-pilosos.
Antes das tegulas se acha em cada lado uma
mancha de pellos compridos côr de laranja, que dá ao
insecto uma apparencia muito linda. Abdomen quasi
ni; o thorax em baixo branco-piloso; as pernas fus-
cas, branco-pilosas ; a scopa dos femora posteriores um
tanto amarellenta. As tegulas testaceas; as azas hya-
linas e as nervuras fuscas. Comprimento 10 mm.
Est. de S. Paulo (Jundiahy).
Mus. Paul. 1 © (Typo). (M. Beron coll. 28 de
Janeiro de 1900).
3%. Colletes petropolitanus D. 7.
1879—Collites senilis Smith. Descr. New Spec.
Hymen p. 3 n 0.
1896—Colletes petropolitanus Dalla Torre, Catal.
Hymen. X. p. 43.
® Preta; a pubescencia da cara pallido-fulva, o
resto cinzento. A cabega denso-ponteada; as antennas
em baixo fulvo no apice. O thorax em cima mais
forte ponteado, porém menos denso do que a cabeça;
é vestido de pubescencia preta, misturada com branca ;
a do seutellum é toda preta; abdomen liso, sem pon-
tos; as margens apicaes dos segmentos com faxas de
pubescencia branca; a scopa é branca. Comprimento
9 — 91/2 mm.
S Semelhante, mas a pubescencia em cima do
thorax é toda cinzenta; as pernas são pretas e preto-
pilosas.
Hab. Pará, Petropolis.
Ea 4
la ip do
&4. Colletes rugicollis Friese
1900— Colletes rugicollis Friese, Entom. Nachr. XXVI
Dv LAD TO
@ Preta, preto-pilosa; a cabeça cinzento-pilosa; o
_clypeo allongado prominente ; as faces estreitas; o me-
,
sonotum é denso e grosso-ponteado ; abdomen muito
liso; o primeiro segmento grosso-ponteado, o segundo
mais fino, o resto finissimo-ponteados ; os segmentos
2— 9 nos lados com alguns pellos brancos. As pernas
são pretas e vestidas com pellos quasi pretos. Compri-.
mento 9—9 1/2 mm.
Hak. S. Cruz (Blumenau, Est. S. Catharina), Bo-
livia.
Mus. Paul. 1 9 de Bolivia.
ar
5. Colietes punctatissimus 7, sp.
Q Niger, fusco-hirsutus, capite albido-hirtus, cly-
peo elongato, dense punctato, mesonoto scutelloque dense
punctatis, abdomine segmentis L—3 punctatis, 2—5
marginibus glaberrinis, 4—O6 sparsim fusco-pilosis ;
pedibus nigris, fusco-hirtas.
Q E muito parecida com a especie precedente, da
qual differe pela cabeça branquinho-pilosa ; a pubescen-
cia do corpo é fusca; as antennas em baixo castanhas.
O clypeo, o mesonotum, o scutellum e a base dos tres
primeiros segmentos abdominaes são muito denso-pon.
teados ; o primeiro segmento tem a margem apical es-
treitamente lisa; os segmentos 2—5 com largas mar-
gens apicaes lisas; os ultimos 3 segmentos têm alguns
pellos fuscos. As pernas são pretas, fusco-pilosas. As
azas subhyalinas; as tegulas e as nervuras fuscas. Com-
primento 10 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy).
Mus. Paul. 1 9 (Typo:) de Jundiahy (M. Beron
coll. 28 de Janeiro de 1900).
rd
Daa igh
III. Fam. Andrenidæ
CHAVE DOS GENEROS BRAZILEIROS
As 3 cellulas cubitaes das
azas anteriores de com-
primento egual. .
A primeira cellula cubi-
tal maior do que as
outras.
A terceira celta uted
maior do que as outras.
A segunda cellula cubital
muito estreita
segunda cellula cube
não muito estreita .
A segunda cellula cubital
com nerv. rec. 2 no
canto anterior
A segunda cellula cubital
com nery. rec. 2 no
canto posterior. .
©
a
3 articulos basaes dos
palpi-maxillares cur-
tos, fortes e clavifor-
mes; os 3 apicaes del-
gados e um pouco en-
grossados no apice
Os 6 articulos dos palpi-
maxillares mm. eguaes
ÉMIS: ANS
So a segunda cellula cu-
bital com nery. rec. 4
no canto posterior
So a terceira cellula cu-
bital com nerv. rec. 2
no canto posterior
10. Lagobata Sm.
2
9. Oxaea Klug.
8. Megacilissa Sm.
2. Corynura Spin.
1. Temnosoma Sm.
5. Augochlora Sm
té Megalopta Sm.
— 349 —
Nem a segunda cellula
com nerv. rec. 1, nem
a terceira com nerv. :
rec. 2 no canto pos-
LORIE! aa Pa
À terceira cellula cubital
com ambas as nervu-
ras recorrentes. . . 5 Augochlora Sm.
6. As pernas posteriores das
OP com. Scopa rer CR
As pernas posteriores das
@ sem scopa’. . . 3. Psaenythia Gerst.
7. Labrum curto e escondido 4. Halictws Latr.
Labrum em forma de
bico (9) ou de trian-
gulo: fis Ju sa 4 4-6.) Agapostemon: Sim.
1. Gen. Temnosoma Smith.
1853 Temnosoma Smith, Cat. Hymen. Br. Mus. I.
po 8S n.: 13.
Cabeça subquadrada, da largura do thorax, ocelli
(olhos simples) postos num triangulo sobre o vertice ;
antennas filiformes: Mentum allongado, a lingua cur-
ta, estreita e acuminada; as paraglossas mais largas
do que a lingua, um pouco mais curtas e agudas no
apice ; palpi-labiales de 4 articulos ; palpi-maxillares de
6 articulos m.m. eguaes em comprimento. Thorax oval,
posteriormente arredondado ; as azas com 3 cellulas cu-
bitaes, das quaes a primeira é do comprimento maior
do que a segunda e a terceira unidas, a segunda muito
estreita; nerv. rec. 1 termina perto do canto posterior
da segunda, nerv. rec. 2 no canto posterior da tercei-
ra cellula cubital, ou um pouco antes. .
7
— 390 —
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS :
Ged
J. Cabeca e thorax verde
ou verde azul.
Cabeça e thorax preto,
abdomen preto com
os segmentos 1 e 2
do abdomen averme-
lhados RS LS
Em baixo da area basal
to
4 Tnornatumn. sp. O
9
ca
do metathorax um es-
paço transversalmen-
te Jestriado 472007 1 T. metallicum Sm. Q
A area basal do meta-
thorax rodeada por
um espaço liso e bri-
LHANTEN rui ARTS ANT mee
>. Maior (10 m.m.) as per-
nas azues . . . . BT aeruginosumSm. Q
Menor (6 1/2 mm); as
pernas verdes... . 3 T! laevigatum Sm. 9
I. Temnosoma metallicum. Sn.
185 5—Temnosoma inetallicum Smith, Cat. Hymen.
Br. Mus: "SG nal:
@ Verde-metallica, a cabeça fortemente punctura-.
da, as antennas, o labrum e as mandibulas pretas, tho-
rax no disco fortemente mas não denso-puncturado ;
metathorax com rugas radiantes na area basal; em bai-
xo deste num espaço transverso-estriado, o resto cober-
to com puncturas profundas; as azas hyalinas, esplen-
didamente iridescentes, na margem apical um pouco
escurecidas ; as margens dos dois segmentos basaes do
abdomen muito deprimidas; as margens em cima e em
baixo lisas e brilhantes, o resto do abdomen coberto
com grandes puncturas profundas.
Comprimento 6 1/2 mm.
ate a
& Semelhante; o abdomen menos profundo-pon-
cturado.
Hab. Para; ? Jamaica.
2. Temnosoma aeruginosum Sn.
1S79—-Temnosoma aeruginosum Smith, Descr. New
Sp. Hymen p. 29 n. 2
Q Cabeça e thorax verde com tintes azues ; abdo-
men azul com tintas verdes; a cabeca fortemente pun-
cturada, as antennas pretas; thorax fortemente punctn-
rado, metathorax em baixo da area basal com espaço
liso e nitido, atraz deste profundo-puncturado ; as azas
na base hyalinas, as tegulas verdes e fortemente pun-
cturadas as nervuras pretas; as pernas azues, os tarsos
densamente cobertos com curta pubescencia brancacenta ;
abdomen nos segmentos 4 e 5 pallido-piloso, no se-
emento 6 fusco-piloso; em baixo verde e mais fino-
puncturado do que em cima. Comprimento 10 m.m.
Hab. , Amazonas (Egas)
5. Temnosoma laevigatum Sin.
1879—Temnosoma laevigatum Smith, Descer. New
Sp. Hymen p. 30 n. 3.
9 Cabeça e thorax verdes, fortemente puncturados,
com tinta azul no vertice; abdomen verde-azul, liso,
brilhante, não puncturado. Metathorax em baixo da
area basal com espaço liso não puncturado, o resto
puncturado ; as azas iridescentes e hyalinas, as nervuras
pretas; as tegulas verdes não puncturadas; as pernas
verdes. (Comprimento 6 1/2 m.m.
Hab. Amazonas (S. Paulo de Olivença).
A. Temnosoma inornatum 7. sp.
S Nigrum, segmento primo obscure rufo; ce-
pile albo-hirto, antennis brunneis sublus fulvis, tho-
race punctato, tegulis fuscis glaberrimis ; abdomine
fere glabro, pauces pilis albis als hyalinis, irides-
centibus.
S Preto, a base do abdomen em cima e em baixo
vermelho escura; cabeça finamente puncturada e bran- ~
co-pilosa ; as mandibulas ferrugineas ; o tronco das an-
tennas preto, o flagellum fusco em cima, amarellento
em baixo; thorax mais grosso puncturado do que a
cabeça; as tegulas são castanhas e não têm puncturas;
as pernas são fuscas, o ultimo articulo dos tarsos é
ferrugineo ; as pernas são cobertas com pequenos pel-
los brancos; as azas são hyalinas e de linda iridescen-
cia; as nervuras fuscas; a segunda cellula cubital muito
pequena, apenas um quarto do comprimento da ter-
ceira; nerv. rec. 1 termina na segunda nervura trans-
verso- “cubital ; nerv. rec. 2 entre o meio e o fim da
terceira cellula cubital; o abdonien é coberto com pun-
cturas imperceptiveis e exiguos. pellos brancos; o pri-
meiro segmento e a base do segundo são vermelho-
escuros, o resto é preto. comprimento 6 mm.; largura
1 1/4 mm.
Hab. Est. de 8. Paulo (Victoria, p. de Botucatü.)
Mus. Paul. 4 (Typo) de Victoria (A. Hempel
coll. 10 de Outubro de 1900)
2. Gen. Corynura Spin.
1851—Corynura Spinola, Gay; Hist. fis. Chile Zool.
VÊ -p. 300.
1867—Rhopalictus Sichel, Reise d. Novara Zool, Il
1. Hymen. p. 116.
1879—Cacosoma Smith, Descr. New Spec. Hymen
p. 40. |
Cabeça mais ou menos da largura do thorax, os
olhos subreniformes ; os olhos simples postos num trian-
gulo no vertice; o tronco das antennas 2/3 do compri-
mento do flagellum, o qual é subclaviforme; a lingua
muito curta, não mais comprida do que as paraglossas ;
os palpi-labiales de 4 articulos ; 9 primeiro articulo sub-
— 393 —
claviforme, do comprimento do segundo e terceiro uni-
dos, o quarto muito mais estreito e filiforme; os pal-
pi-maxillares de 6 articulos ; os 3 basaes curtos e gros-
sos, os 2 seguintes delgados e um tanto espessados no
apice, o ultimo quasi do comprimentc do quinto, atte-
nuado no apice, o qual é boto. As azas anteriores
com 3 cellulas cubitaes, das quaes a primeira é um
pouco mais comprida do que as duas outras Juntas; a
segunda estreita e um tanto reduzida na radical; a
terceira duas vezes do comprimento da segunda e muito
mais estreita na radical. Abdomen petiolado em am
bos os sexos, no macho claviforme.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
1 Comprimento mais que 6
LL LAO Pv A ne
Comprimento 41/2 mm. 3. C. titama (Sm.)
2 Os dois primeiros seg-
mentos abdominaes
tingidos com verde;
a base do primeiro
pezenho-avermelhada. 1 C. agilis (Sm.)
A base dos tres primei-
ros segmentos abdo-
minaes mais ou me-
Mies Verdes o 92. (CL jacunda (Sm)
1. Corynura agilis (Sm.)
1879-—Cacosoma agilis Smith, Descr. New. Spec.
Hymen. p. 40-53.
1879 -Rhopalictus agilis Ritsema, Tijdschr. v. En-
tont. Versl. p. XCVIIL
1896—Corynura agilis Dalla Torre, Cat. Hymen.
Xp. GS:
S Cabeça e thorax verdes; abdomen preto, a base
pezenho-avermelhada ; os dois primeiros segmentos tin-
gidos com verde ; as pernas pezenhas, tingidas com verde
nos femora e nas tibias. Comprimento 9 1/2 mm.
Hab. «Brazil».
2. Corynura jucunda (S".)
1879—Cacosoma jucundum Smith, Descr. New. Spec.
Hymen, p. 41 n. 4.
1879—Rhopahctus jucundus Ritsema, Tijdschr. e
Entom. Versl. p. XC VII.
1890—Corynura jucunda Dalla Torre, Catal. Hy-
men À p. 95.
Cabeca, thorax e a base do abdomen mais ou
menos verdes; abdomen preto, a base dos tres segmen-
tos basaes mais ou menos verde; as pernas pezenho-
avermelhadas, tingidas com vende nos femora e nas ti-
bias. Comprimento 6 1/2 -7 1/2 mm.
Hab. Amazonas (S. Paulo de Olivença).
3. Corynura titania (Sm.)
1853— Augochlora titania Smith, Cat. Hymen Br.
MS ls D. 70 9: CO
1900—Corygura titania Cockerel, Proc. Ac. Nat.
Science Philad. p. 375.
Q Cabeça e thorax verde-aureos, brilhantes, densa e
finalmente puncturadas; a base do metathorax com estrias
radiantes finalmente rugosas, não distinctamente rodeada ;
as azas rufo-hyalinas, as pernas rufo-testaceas, as tibias é
os tarsos I os mais pallidos; abdomen claviforme, pur-
pureo-metallico, muito estreito na base, a qual é muito
palida, reflectindo a côr verde no thorax, a margem apical
do ie segmento deprimida ; comprimento 4 1/2 mm.
Hab. Pará.
3. Gen. Psaenythia Gerstaecker
1868 — Psaenythia Gerstaecker, Arch. [. Naturg.
PORE VE P. 1 D. 197
A lingua comprida e fina, as paraglossas mais cur-
tas. Palpi- -labiales de 4 articulos, o primeiro dos quaes
é alargado e mais comprido do que os outros 3 unidos.
Labrum curto, transverso-rectangular, em frente arre-
dondado; os olhos simples (ocelli) postas num triangulo;
— 399 —
o segundo artículo, de flagellum mais fino e um pouco
mais comprido do que o seguinte, a cabeça do macho
muito larga, a da femea ordinaria. As azas com 3 cel-
lulas cubitaes, das quaes a primeira é do tamanho das
“duas outras unidas, a segunda e a terceira são um pou-
| termina na segun-
co reduzidas na radial, nerv.
da,
meio e o fim das mesmas.
{©
é»
rec.
nery. rec. 2 na terceira cellula cubital,
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
Abdomen na base verme-
lho-claro . :
Abdomen na base escuro
As faxas claras dos seg-
mentos abdominaes in-
terruptas no meio.
As faxas claras dos seg-
mentos não interruptas :
Tiorax ferrugineo em
LR Ar et ee eee
Thorax preto . i
Seementes 1—5 com fa-
xas claras À
Segmentos 2-5 com fe
xas claras E
Segmentos 1—6 com E
xas claras att
Segmentos 2—6 com fa-
SASS Claras seas lass
Segmentos 3—6 com fa-
Las Clatas esc
Scutellum com manchas
amarellas ;
Scutellum sem NE SEO
amarellas 2% . %
Femea com 4 manchas
amarellas ma cara.
Femea com 2 manchas
amarellas na cara.
12
2
~
Tá
6
a
7. P. chrysorrhoea Gerst.
8
plilanthoides Gerst.
P. thoracica Gerst.
. P. burmersterr Gerst.
: P. capito Gerst
P. nomadoides Gerst.
P. picta Gerst.
P. trifasciata Gerst.
entre o
— 306 —
8. As manchas na margem
lateral da cara. ., . 8. P. faciahs Gerst.
As manchas no meio da
cargo aC. ain) TOS SP GRANGE
I. Psaenythia philanthoides Gerst.
1S68—Psaenythia philanthoides Gerstaecker, Arch.
jo) Natirg. XXXIV AP pe ae sai ee
Q Preta, na cara duas manchas amarellentas em
baixo das antennas. O terceira segmento com uma faxa
amarellada, estreitamente interrupta no meio.
d Cabeça grossa, mais larga do que o thorax; a
cara nos lados, o clypeo, o labrum, a base das mandi-
bulas e duas manchas em baixo das antennas de côr
amarellentas. As antennas ferrugineas com apice preto ;
os segmentos 3 e 4 com faxas amarellentas, interrup-
tas ao meio. Comprimento 9 mill.
Hab. Mendoza (Gerstaecker).
2. Psaenythia thoracica Gerst.
1868 — Psaenythia thoracica Gerstaecker, Arch. f.
Naturg. XXXIV P. 1 p. 29 n. 2.
& Cabeça preta, cinzento-pilosa, a cara em baixo
das antennas, o clypeo, o labrum e o lado anterior das
mandibulas de côr amarella. Mesonoto vermelho ; todos
os segmentos com faxas amarellas, as do 1° até o 5º
segmento interruptas no meio. Comprimento 7 mm.
Hab. Paraná.
3. Psaenythia burmeisteri Gerst.
ISGS—Psaenythia Burmeisteri Gerstaecher, Arch. f.
Naturg. XXXIV Po 1 p.189 n: 32
® Cabeça preta, os lados da cara e duas manchas
embaixo das antennas connexos amarellos; as mandi-
— 397 —
bulas e o labrum de cor preta; os segmentos 1—5 com
faxas amarellas, interrumptas no meie.
S A cara com 3 manchas amarellas embaixo das
antennas o clypeo, o labrum e as mandibulas de côr
amarella, porém, com margens pretas. (Comprimento
1112.
Hab. Paraná (No mez de Dezembro)
4. Psaenythia capito Gerst.
1868—Psaenythia capito Gerstacker, Arch. f.
Naturg. XXXIV P. 1 p. 131 n. 4.
S Cara preta; uma mancha triangular na mar-
gem interior dos olhos, o clypeo, o labrum e as man-
dibulas amarellas; os seguintes 2-5 com faxas ama-
rellas interruptas no meio. Comprimento 11 1/2 mm.
Hab. Ouro Preto, Brazil meridional.
as
35. Psaenythia nomadoides Gerst.
1868—Psaenythia nomadoides Gerstaecker, Arch. f.
Naturg. XXXIV, P. 1 p. 132 n. 5
9 Cabeça muito grande, clypeo em cada lado com
uma mancha amarella. Todos os segmentos com faxas
amarellas inteiras. Comprimento 11 mm.
Hab. Brazil meridional.
6. Psaenythia picta Gerst.
1868 —Psaenythia picta Gerstaecher, Arch. f.
Naturg. AXXEV, PE pe ISS, 6
9 Preta; uma mancha amarella quadrada em cada
lado da cara; o clypeo, o labrum e as mandibulas
pretas; os segmentos 2-5 com faxas amarellas, das
quaes a primeira é às vezes interrupta no meio.
S A cara, o clypeo, o labrum e as mandibulas
de côr amarella, o primeiro segmento abdominal com-
HER. —
uma mancha amarella em cada lado; o resto como na
femea.
Comprimento 6-S mm.
Hab. Paraná. (Nos mezes Novembro, Dezembro e
Janeiro.)
~
7. Psaenythia chrysorrhoa Gerst.
186S8—Psaenythia chrysorrhoa Gerstaecker, Arch. f.
Waturg.. XXATV PEAR RAT
9 A cara com 4 manchas amarellas; o clypeo
com duas manchas amarellas em forma de um S; Qs
segmentos 3-D com faxas amarellas inteiras.
S Na margem interior dos olhos em cada lado
uma mancha amarella triangular; 3 manchas pequenas
em baixo das antennas, a margem anterior do clypeo,
o labrum e as mandibulas de côr amarella; os seg-
mentos 3-6 com faxas amarellas inteiras.
Comprimento 9-10 mm.
Hab. Brazil meridional.
S. Psaenvthia facialis Gerst.
1868 —Psaenythia facialis Gerstaecher, Arch. f.
Naturg, XXXIV PY Dp 195 116
© A cara só com duas manchas lateraes de cor
amarella; clypeo sem manchas; as faxas sobre os seg-
mentos abdominaes um pouco mais largas do que as
da especie precedente.
S As duas manchas amarellas dos ados da cara
estão proximas ao clypeo, o qual lateralmente tambem
é amarello, Ao resto muito semelhante ao macho da
especie differente do qual differe pela estatura um pouco
maior.
Comprimento 10-10 1/2 mm.
Hab. Banda oriental. Est. de S. Paulo (Jundiahy,
13 de Novembro de 1897; Coll. Schrottky).
— 399 —
9. Psaecnythia trifasciata (erst.
1868 —Psaenythia trifasciata Gerstaecher, Archiv f.
Waturg. XXXIV Bo de Lin 9
© Cabeça preta, sem manchas amarellas; os seg-
mentos 2-4 com largas faxas amarellas.
S Preto; a cara embaixo das antennas com duas man-
chas amarellas, o resto da cabeça, (o clypeo etc.) preto.
Comprimento 8-9 mm.
sO. Psaenythia annulata Gerst.
I8608—Psaenythia annulato Gerstaecker, Arch. f.
Naturg. XXXIV PY Log 1506 ni 10
Q Cabeça com duas manchas amarellas embaixo
da inserção das antennas; os segmentos 3-5 com fa-
xas amarellas inteiras. Comprimento 8 2/3 mm.
Hab. Brazii Meridional.
4. Gen. Halictus Zatr.
1805—Halictus Latreille, Hist. nat. Crust. &
Insect. XII p. 364 n. 409
As azas têm 3 cellulas cubitaes, das quaes a pri-
meira é do comprimento das duas outras juntas ou
,
maior, a segunda é geralmente menor do que a ter-
ceira mas é sempre pelo menos egual à metade desta.
Nerv. rec. 1 termina atraz do meio da segunda, nerv.
rec. 2 atraz do meio da terceira cellula cubital.
I. Walictus insignis Sm.
1853—Halictus insignis Smith, Catall. Hymen. Br.
Mus. I p. 65 n. 90
& Preto, só a cabeça verde-escura ; thorax fulvo-
pubescente, menos no disco, mais nos lados. Abdomen
allongado-oval, com poucos pontos nos segmentos 2-6.
— 360 —
No apice do abdomen ha um lustro verde. Compri-
mento 12 mm.
Hab. «America meridional».
d Gen. Augochlora Smith.
1853 Augochlora Smith, Catal. Hymen. Br. Mus. I
PETS mn dO TAS ae IO
Cabeça ordinariamente da largura do thorax, os
olhos um tanto chanfrados, em algumas especies dis-
tinctamente uniformes. Thorax gluboso ; as azas com 9 |
cellulas cubitaes, das quaes a primeira é do comprimento
da segunda e terceira unidas ; nerv. rec. 1 termina na
segunda nervura transverso-cubital, nerv. rec. 2 perto do
apice da terceira cellula cubital. Abdomenoval. As espe-
cies dum verde brilhante metallico. Eu encontrei repre-
sentantes deste genero quasi todo o anno, principalmente
nas flores de Solanum balbisii Dun. (Juä). Solanum
panculatum L. Capsicum sp. e outras plantas da familia
Solanacecæ
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
?
1. Esporão posterior das
tibias II] serrado (Sub-
gen. Augochloropsis
Ckll.) aN : 1
Esporäo posterior das
tibias III não serrado
(Subgen-Augochlora
SON.
Especies das quaes nao
é descripto a forma do
esporao posterior das
tibias Ill . : a : 1160
. O esporão tem só 3
grandes dentes, os
quaes säo mm. largos
até os pontos . a te . ; ; 00
dO
ee:
8.
— 961 —
O esporão tem 4 ou
mais dentes pont-agu-
dos . à
. Antennas pretas; com-
primento 11 mm. .
Flagellum das anten-
nas fulvo em baixo ;
comprimento 9 mm. .
. Metathorax rugoso ou
distinctamente plicado
em sentido longitudi-
101 SFR : -
Mesothorax liso, ou
fracamente plicado em
sentido transversal
Abdomen cor de car-
mezim : .
Abdomen verde ou
azul, com ou sem lus-
tre côr de cobre ou
azul-purpureo
.O lustre do abdomen
cor de cobre é
O lustre do abdomen
azul ou azul-purpureo.
O lustre do abdomen
verde, . verde-azulado
ou verde aureo.
. Cor geral verde-azul.
Cor da cabeça e do
thoraz aurea, abdomen
azul, com a margem
posterior dos segmen-
tos verdes.
Cabeça e thoraz côr
de cobre; abdomen
verde azul, a margem
dos segmentos 2 e 3
mm. azul como aco.
As margens posterio-
4. A. spinolee Ckil.
2. A. berenice Sm. Ckll.
. 14
3. A. wallace: Ckll.
: : ESTO,
4. À. smithiana Ckll.
Wet Lied
k À à ; 8
5. A. heterochroa Ckll.
6. A. ris n. sp.
7. A. goeldii Ckll.
10.
. Abdomen
— 362 —
res dos segmentos ab-
dominaes pretas ;
As margens dos seg-
mentos verdes como
o resto do abdomen.
. Especies de mais de
Lita es .
Especies de menos de
19 mm ; E
Os segmentos 2—4
com lustro aureo
Todos os segmentos
de cor igual.
. As tibias III interior-
mente e exteriormente
verdes
As tibias III só a
riormente verdes.
. As margens apicaes
dos dois primeiros
segmentosabdominaes
ciliados com pellos
fulvo pallidos
As margens apicaes
dos dois primeiros
segmentosabdominaes
sem franjas de pellos
fulvo-pallidos
em parte
branco-piloso ; maior
(9 mm.) .
Abdomen fulvo- -pilo-
so; menor ‘8 mm) .
. Cor pelo menos em
parte verde .
Cor azul . : ‘
. Abdomen preto ;
Abdomen verde A
Abdomencôr de cobre
8.
A. graminea (1)
9. A. acidalha Sm. >
a
12.
15.
—
[E
15.
fo
A. semele n..sp.
A. calypso Sm.
A. monochroa Ckll.
A. heculia n. sp.
A. pandora Sin.
À. cyanea n. Sp.
A. DoS Cll.
A. vesta Sp var. Cu-
preola Ckll.
19
10
11
16
ta
=
— 363 —
16. Todo o corpo verde ;
17
posa
to
cara muito larga;
comprimento 11-- 12
mm.
O corpo pelo 1 menos
em parte com tinta
azul ; cara não extra-
ordinariamente larga.
O primeiro e o se-
gundosegmento abdo-
mininal com franjas
de pellos fuscos
Os 2 primeiros seg-
mentos com franjas
de pellos pallidos
Os 2 primeiros seg-
mentos sem taes fran-
jas
. Scutellum punctura-
do; as pernas casta-
nhas, femora e os
19
te
20.
ele
tarsosem frenteverdes 22
Scutellum punctura-
do; as pernas verdes
Scutellum não pun-
cturado
Abdomen preto, só o
primeiro segmento com
Abdomen ferrugineo .
Abdomen verde
. Os segmentos com as
margens eae Eee
tas
Os segmentos com as
margens ditos não
pretas
. As puncturas no me-
sothoraxextremamen-
te grandes À
~~.
23. A cwwrce n.
- 24.
tinta verde nos lados 32.
31.
A bucephala Sm.
A. janeirensis Ckll.
A. cleopatra n. sp.
A. brasiliana Ckll.
sp
A icerta n. sp.
A. francisca n. sp.
“A nana Sm.
+ > “ º
. 25. A. foxiana Ghkll
17
18
vO
—
9
to
— 364 —
As puncturas no me- :
sothorax pequenas e
densas . : 5 à À : x Nr
2, Comprimento 6 mm;
a base do metatho-
rax com dobras ra-
diantes . Ê . 26. A. urania Sm.
Comprinento pelo
menos 8 mm . ) ; : L à ns
Abdomen com dente
subbasal no ventre . 27. A. mulleri Ckl.
Abdomen sem dente
subbasal . ; : TRA
. Cor mais verde; as
azas muito ennegreci-
das; as pernas só nas
coxas II] verdes . 28. A. sheringi Ckll.
Cor mais azul; as azas
quasi claras ; as coxas
e os femoral verdes 29. A. cϾrulior Ckil.
Cor verde; as azas
claras, só no apice
ennegrecidas ; as per-
nas pretas com pubes-
cencia preta . . 30. À. feronia Sm.
. As tibias amarellentas 34. A. floralia Sm.
As tibias fuscas ou
pretas . . 33. A. thalia Sm.
. As tibias amarellas ;
abdomen verde; as
tegulas testaceas; tho-
rax purcturado . 30. A. leia Sm.
As tibias fuscas ou ,
pretas . E x : ea
As tibias verdes ? : à : : "20
. À côr do corpo verde. : ee
29
30.
31.
— 365 —
A cabeça só verde;
thorax e abdomen
purpureo-escuros . 36. A. briseis Sm.
A cabeça em parte |
verde ; thorax e abdo-
men pretas; o seg-
mento 2 e o apice
verdes. o!
A cabeça, o thorax e
a base do abdomen
purpureos; o resto
do abdomen verde . 38. A. atropos Sm.
. A cara como o resto
do corpo verde .. 39. A. refulgens Sm.
A cara côr de cobre ;
o resto verde azeito-
nado : . . 40. À hebescens Sm.
A base do metathorax
longitudinalmente do-
brada Ê . 41. A. deidamia Sm.
A base dometathorax
não dobrada em sen-
tido longitudinal . À é
As margens apicaes dos
segmentos do abdomen
purpureos, o resto verde-
azul à ; :
As margens dos segmentos
abdominaes nao distinctas
do resto . ‘ : 4
Comprimento 11 mm; as
pernas verdes .
Comprimento 7 1/2 mm;
as pernas verdes
Comprimento 9 mm; as
pernas rubo-testaceas es-
curas, os femora, e as tibias
com tintas verdes, visiveis
apenas -em certa luz + . 45. A, paphia Sm.
. 37. A. tarpera Sm.
42. A. cytherea Sm.
. 43. A. artemisia Sm.
30
31
. 44. A.diversipennis (Lep.)
1. Os femora e as tibias
verdes ; os tarsos ama-
rello-claros ( Subgen.
Augochloropsis Ckll. ).
Os tarsos escuros (Sub-
gen. Augochlora s. str.)
2. O primeiro articulo do
flagellum engrossado
em frente, amarellado.
O primeiro articulo do
flagellum ordinario
3. Abdomen com tintas de
cobre . À :
Abdomen verde sem tin-
tas de cobre .
4. Menor; comprimento ape-
nas 8 mm. . : E
Maior; comprimento 11
~ mm., as margens dos
segmentos com franjas
de pellos brancos.
Maior; comprimento 12
mm.; as margens dos
segmentos com franjas
de pellos fulvos .
As margens apicaes dos
segmentos do abdomen
pretas . . .
As margens apicaes dos
segmentos não pretas.
6. Verde-azul ; abdomen
purpureo em certa luz
Verde-azeitonado escuro,
só o abdomen às vezes
On
azulado. i 4 ;
Verde-amarellento ou
verde-aureo . á sf
AG,
—
(D
10.
À.
: ; Rs:
callichroa Ckll.
; FL 40
: : Spee
É à L heen)
vesta var. cupreo-
la Ckll.
tem
aphrodite n. sp.
smilhiana Ckll.
. grammer |.
janeirensis Chkll.
hebescens Sm.
Hs Fe: Axe
pr
be
Menor; 7 1/2—8 mm. de
comprimento. . . 44, A. diversipenius(Lep.)
Maior 11—12 mm. de |
comprimento. . . 19. A. bucephala Sm.
A base do metathorax
longitudinalmente do-
brada. } 3 à : : 3 RUE,
A base do metathorax
não longitudinaimente
dobrada . : . : Ê RER A
9. As margens apicaes dos
seg mentos do abdomen
go
pretas. 47. A. belte Ckll
As margens apicaes dos
seementos não pretas. s : y Pg O
10. Abdomen com tinta côr
de cobre . Th DELA hd ra Ne
Abdomen verde, sem tin-
ta cor de cobre. . 48. A. batesi Ckli.
11. Abdomen ferrugineo . 49. A. festivaga D. F.
Abdomen verde, azul ou
purpureo . : ! à si o
12. Cor do corpo verde-aurea 50. A. electra Sm.
Cor do corpo purpureo-
metallica. : . 87. A. iarpeia Sm.
Cor do corpo verde-azul,
com tinta purpurea no
metathorax e no abdo-
| men . ; à . D. A. heterochroa CkIl.
1. Augochlora (Augochloropsis)
spinolae CA.
1900—Augochlora spinolae Cockerell, Proc. Ac.
Nat. Sc. Philad. p. 357
Q Forte, verde-brilhante; cabeça e thorax verde-
amarellentos, com tintas de cobre; abdomen dum verde
mais azulado, com lustre azul em certa luz; as pernas
verdes, os tarsos e as tibias III posteriormente, casta-
— 368 —
nho-escuras. Antennas pretas, flagellum menos que duas
vezes maior do que o tronco comprido ; olhos bastante
pequenos, subreniformes ; a cara é larga, os ocelli or-
dinarios, a distancia entre os ocelli lateraes e os olhos
é pelo menos egual ao diametro quadruplo dum ocellus;
o vertice fortemente com lustre de cobre; a fronte as-
pera de pequenos pontos, muito pertos um ao outro;
uma curta carina baixa entre as antennas; clypeo com
assaz numerosos pontos, a parte anterior preto-azulado
com margem cor de rosa, estas cores extendem-se para
cima na linha media como uma lingua pequena; as
mandibulas pretas, em forma de cimitarra, o boto den-
te interior em distancia consideravel do fim; meso-
thorax fortemente coberto, com vermelho côr de cobre,
microscopicalmente marchetado e densamente ponteado,
os pontos de dois tamanhos; scutellum brilhante, com
pontos de dois tamanhos; area basal do metathorax
finamente aspera, não encerrada; os tuberculos com
densa franja curta de pellos brancos; a pubescencia-
das pernas pallida, m. m. amarellenta; as tegulas ver-
des na base, no resto ferrugineas; as azas escuras, as
nervuras e o stigma ferrugineo-escuras ; abdomen com
pontos pequenos moderadamente densos, marcando a
inserção dos pellos; o segundo segmento e os seguin-
tes com alguns inconspicuos pellos curtos pretos ; mar-
gem posterior do terceiro e quarto segmento branca,
como coberta de geada o apice com curtos pellos pre-
tos, um tanto mixtos com pallidos; os lados extremos
do abdomen com brilhantes pellos brancos; compri-
mento 11 mm. |
Hab. Matto Grosso (Chapada, Abril).
2. Augochlora Augochloropsis)
berenice Sm. (Ckll.)
1853— Augochlora berenice Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 42 n. 2.
Q Verde com tinta azul em luz differente ; cabeça
muito densamente ponteada, os pontos mais fortes em
— 369 —
baixo da inserção das antennas; o clypeo com pontos
fortes, purpureo no apice; o flagellum das antennas
fulvo em baixo; a distancia entre os ccelli lateraes e
os olhos é égual a 2 1/2 diametros dum ocellus; a
margem do labrum é profundamente biida; o meso-
thorax com pontos extremamente fortes e densos, con-
fluentes; o metathorax com a base longitudinalmente ru-
gosa, troncado, os lados densamente ponteados ; as azas
hyalinas, as nervuras e tegulas castanho-escuras; as
pernas verdes, os tarsos castanho-escuros com pubes-
cencia pallida; abdomen pubescente, brilhante, com fi-
nos pontos pouco fundos; as margens apicaes do se-
gundo segmento e dos seguintes com uma franja fina
de pubescencia branca. Comprimento 9 mm.
Hab. Matto Grosso (Corumbá, Abril); Uruguay.
3. Augochlora (Augochloropsis)
wallacei (Ciill.)
1900—Augochlora wallace: Cockerell, Proc. Ac.
Nat. Sciences Philad. p. 360
- Q Cabeça e thorax verde-azulados, abdomen car-
mezim brilhante. Angulos lateraes do prothorax, mais
productos do que na A. subgnisa de Mexico à qual
assemelha-se muito; scutellum brilhante, os pontos de
dois tamanhos; os pontos no segundo segmento abdo-
minal muito distinctos, semelhantes ao do primeiro, po-
rém não assim fortes. As antennas pretas, flagellum
como coberto de geada com curtissima pubescencia
pardo-amarellenta. Processo do labrum bifido ; cerrado
basal do metathorax plicado, circumdado por uma bor-
da obtusa microscopicalmente marchetada. Gomprimen-
to 9 mm.
Hab. Matto Grosso (Chapada, Marco, Abril e De-
zembro). |
Est. de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro) (Coll. Beron).
Los Oe wt PRE
— 910 —
4. Augochiora (Augochloropsis)
smithiana CA.
1900—Augochlora smithiana Cockerell, Proc. Ac.
Nat. Sciences Philad. p. 358
© Verde-amarellenta, brilhante, o abdomen com
forte lustre de cobre; a pubescencia é curta e escassa,
pallida misturada com preto na cara, vertice, meso-
thorax e abdomen excepto no primeiro segmento. A
cara larga; clypeo e os lados da cara côr de cobre; a
fronte extremamente denso-ponteada ; clypeus e area
supraclypeal escassamente ponteadas ; antennas pretas,
o tronco ponteado; os lados da margem anterior do
prothorax fortemente angulados; metathorax muito
denso e fortemente ponteado, tinta de cor de cobre
como muitas vezes tambem o scutellum ; a base do me-
tathorax granulada, a base extrema com curtos sulcos
vagos longitudinaes ; femora e as tibias verdes, estas
ornadas apicalmente com pellos pretos; os tarsos côr
de pez, com pellos pallidos ; as tegulas fulvo-testaceas,
na base extrema verdes; as azas pouco escuras, as ner-
vurase o stigma testaceo-escuras ; abdomen verde com
lustre côr de cobre, ponteado, a margem posterior dos seg-
mentos com uma franja muito estreita, fulva ; o quinto
segmento e o apice cobertos de pellos pretos, os lados
do segmento apical com pequenas manchas argenteas ;
superficie ventral com pellos pallidos. Comprimento
12 1/2 mm.
Segundo o Prof. T. D. A. Cockerell uma variedade
desta especie tem os sulcos na base do metathorax mais
fundos, mais compridos e cobrindo a superficie do mes-
mo ; na minha opinião a sculptura no metathorax tem
mais valor especifico do que a fôrma das puncturas no
scutellum ; a forma das puncturas do scutellum certa-
mente não é mais constante do que a sculptura no me-
tathorax ; a respectiva variedade então serà talvez uma
especie distincta.
S Menos robusto do que a femea, com as punc-
turas do mesothorax e do scutellum mais densos.
Le TE Aa i og ESS
— 311 — |
Hab. Matto Grosso (CG hapada, © Março, Abril, 4
Abril Outubro 0).
5. e eniora (Augochloropsis) hete-
rochroa CA,
1900—Augochlora heterochroa Cockerell, Proc.
Acad. Nat. Sciences Philad. p. 359
Q Verde-azul, com lindos reflexos purpureos so-
bre o abdomen e o metathorax ; os lados extremos da
cara, e a borda da aa preta. do clypeo, côr de
cobre; os femora e as tibias verde-azeitonadas, os tar-
SOS pardo- ba as antennas pretas; a cara
larga, a fronte muito densamente puncturada, o clypeo
escassamente puncturado no meio; os palpimaxillares
com o ultimo articulo delgado, mais comprido do que
o penultimo; o thorax com assaz abundantes pellos
brancos de apparencia lanosa, mesothorax extremamente
denso puncturado, o scutellum entre as puncturas mi-
croscopicalmente marchetado ; a base do metathorax com
numerosos sulcos longitudinaes; a pubescencia das per-
nas pallida com tinta pardacenta; as tegulas rufo-tes-
taceas com uma mancha verde em frente; as azas um
pouco escuras no apice; as nervuras e o stigma testa-
ceos; o abdomen branco piloso com puncturas pequenas
na inserção dos pellos; as partes medianas (purpureas)
dos segmentos atraz do primeiro com curtos pellos pre-
tos, as verdes margens apicaes com pellos muito curtos,
brancos, o apice com pellos pretos; os lados em baixo
com pellos brancos. Comprimento 10 mm.
Hab. Matto Grosso (Chapada Março, Outubro).
Var. a. As dobras longitudinaes do metathorax fra-
cas ou ausentes.
d var. a. Muito semelhante à femea; nem o cly-
peo nemo labrum ou as mandibulas de côr amarella ;
os anteriores angulos lateraes do prothorax menos pro-
eminentes do que em Augochlora batesi.
Hab. Matte Grosso (Chapada @ Abril, Setembro,
Outubro, 4 Dezembro; Corumbá 4 Abril).
A var. a do Prof. Cockerell talvez é outra especie ;
vejam-se minhas declarações na especie precedente.
6. Augochlora (Augochloropsis) iris n. sp.
Est. XII. Fig. 4.
2 Cuprea, capite infra et clypeo antice viridi-
bus, antennis fuscis, crliculo basalt nigro ; tegulis
fuscis, macula antice viride ; alis hyalinis, nervuris
testacers ; pedibus viridibus, tarsis cyaneo-viridibus,
pubescencia pallida pilis fuscis interinixtis ; capite
mesothorace densissime grosso-punctatis, pallide-hir-
sutis; sculello laevius punctato, metathorace viride
glabro, fere impunctato, parte basal: longitudinaliter
plicata ; abdomine viride-cyaneo, parte mediana seg-
mentoruno fortius cyaneo-nucante, marginibus apica-
libus segmentorum viridibus ; segmento anali fusco.
Q A cabeça e o mesothorax inclusive o scutellum
“duma cor brilhante de cobre no lado de cima. densa-
mente cobertos com puncturas grossas e pellos pallidos ;
o clypeo é menos densamente e menos grossamente
puncturado, de cor verde-aurea com a margem anterior
preta, todo o clypeo tem am lustre forte purpureo
em certa luz; a base das mandibulas e os lados da
cara bem como a parte inferior da cabeça são verde-
azues, o mentum e o resto das mandibulas pretos, estas
no apice castanho-escuras. As antennas são fuscas, 0 tronco
preto; as tegulas são fuscas, com uma mancha verde
puncturada em frente na base, as azas são hyalinas, as
nervuras e O stigma testaceos, as pernas são verdes até
as tibias; os tarsos são verdes-azues, esta côr é porém
meio escondida péla densa pubescencia pallida que co-
bre todas as pernas e a qual é mixta com pellos fus-
cos no lado exterior das tibias; os ultimos artículos
dos tarsos são castanhos; no scutellum e postscutellum
as puncturas são mais finas do que no mesothorax e a
cor passa em verde, o metathorax é verde, liso e ni-
tido, as puncturas só nos lados distinguiveis; a parte
basal é longitudinalmente plicada, mas os sulcos são
— 373 =
pouco fundos 2 não muito compridos, em baixo o tho-
rax é verde com lustre de cobre; o abdomen é verde-
azul, o meio dos segmentos azul, as margens apicaes
dos segmentos e a base do primeiro segmento são ver-
des, os pellos são pallidos nas partes verdes, pretas nas
partes azuladas, na inserção de cada pello ha uma pun-
ctura muito fina, e segmento anal é fusco, o ventre
verde-azul, os segmentos com franjas de oies palli-
dos na margem apical: Comprimento 9 mm.; largura
3 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Ypiranga).
Mus. Paul. © dé Ypiranga (typo!)
7. Augochlora (Augochloropsis)
goeldii CA.
Q@ Differe da A. smethzana pelo menor thorax, os
angulos do prothorax em frente muito menos proemi-
nentes menos agudos; a cara, O vertice e o mesotho-
rax vermelhos côr de cobre, as outras partes da cabeça
e do thorax verde-amarellentas com tintas côr de co-
bre, nenhuma parte verde-azul; as tibias I] mais del-
gadas ; abdomen verde-azul, a margem posterior do se-
gundo e do terceiro segmento m. m. azul como aco;
as estreitas franjas de pellos são brancas em vez de
fulvas; os pellos do segmento apical pretos; a base do
metathorax granulosa; as antennas pretas, as puncturas
do metathorax de dois tamanhos. Comprimento 10 1/2 mm.
Hab. Matto-Grosso. (Chapada).
S. Augochlora (Augochloropsis)
graminea (7.
1804— Megilla graminea Fabricius. Syst. Piez.
p. 334 n. 29
1807 —Ceratina? graminea jurine. Nouv. meth.
class. Hymen. p. 234
1S11— Halictus nigromarginatus Spinola. Ann.
soc. entom. France X. p. 137 n. 85
— 9174 —
1So3—Augochlora granimea Smith. Cat. Hymen.
bret. Mus. A STO Mao
1900 — Augochlora chapadae. Cockerell. Proc.
Acad. Nat. Sciences. Philad. p. 36!
@ Verde-azul, com tintas purpureos, alguns exem-
plares muito mais azues do que os outros; a cara lar-
ga sómente logo em cima das antennas, os olhos pro-
fundamente chanfrados ; as antennas pretas, o tronco
obtuso com poucas sedas pretas ; a a fronte extremamen-
te denso puncturada; clypeo com grandes puncturas
escassas, a margem anterior largamente preta ; as man-
dibulas só um tanto av ermelhadas no apice, processo do
labrum inteiro; a pubescencia das bochechas branca,
das partes inferiores da cara branca com um pouco pre-
to intermixto, da frente e do vertice preta, do meso-
thorax e do scutellum preta, do post-scutellum preta
em frente, branca atraz, do metathorax branca, das
pernas pallida (um denso floco branco nas femora III),
dos tarsos III fusca, das tibias IM fusca em frente e
branca atraz, do abdomen pallida, com algum preto
sobre o segundo segmento dorsal e os seguintes, do
apice do abdomen branco- pardacenta ; mesothorax guar-
necido com densas puncturas pouco fundas, um pouco
mais escassas no disco; o scutellum com puncturas bem
separadas, conspicuamente de dois tamanhos; a base do
metathorax com obliquos sulcos ondulados; as tegulas
pardo-avermelhadas, verdes na base extrema; as azas
fracamente escurecidas, com tinta amarellenta ; as ner-
vuras e o stigma castanho-escures, este um tanto aver
melhado'; as pernas castanho-escuras, os femora c as
tibias em frente verdes; abdomen com fortes puncturas
muito densas, verde com tinta purpurea, as margens
apicaes dos segmentos largamente pretas. Comprimen-
to 10 a 11 mm.
S Semelhante à femea, mas muito estreito; dif-
fere em ter a margem anterior do clypeo amarella em
vez de preta, o Jabrum é amarello tambem, as mandi-
bulas são avermelhadas e na base amarellentas ; as an-
— 319 —
tennas são fulvas em baixo, o ultimo articulo tem a
forma dum gancho ou duma unha de gato; a pubes-
cencia é geralmente mais clara, nas pernas extrema-
mente escassa, toda pallida; as pernas são verdes, ama-
rellentas em todas as articulações, os tarsos fuscos. O
resto como na femea. (Comprimento 11 1/2 mm.; lar-
gura 3 mm.
Hab. Matto Grosso (Chapada, Março, Abril, De-
zembro ; Corumbá, Abril; Maruru, Abril) segundo Co-
ckerell.
Est. de S. Paulo, (Ypiranga, Fevereiro, Jundiahy,
Fevereiro, Agosto, Setembro; Campinas, Janeiro; S.
Sebastião, Novembro.
Mus. Paul. 9 © de Jundiahy, Campinas; S. Se-
bastião, “JS de Jundiahy.
9. Augochiora (Augochioropsis)
acidalia Sm.
1879—Augochlora acidalia Smith, Descr. Nov. Spec.
Hymen p. 41 n. 1.
© Verde, com fraco lustre azulado na cabeça, no
thorax e n9 primeiro segmento abdominal; os segmen-
tos 2—4 com lustre aureo; o apice fusco. O clypeo
tem nas margens um lustre avul, é coberto com pun-
cturas grossas, no meio o lustre é aureo; as mandibu-
las são pretas e têm na base uma mancha azul; as
puncturas tornam-se muito mais densas no vertice, on-
de porém são menos grossas e profundas do que na
fronte ou no clypeo, atraz dos olhos são exiguas. A
cabeça é coberta com finos pellos pallidos na fronte,
fuscos no vertice e brancos em baixo e atraz dos olhos ;
as antennas são pretas; o tronco coberto com exiguos
pellos fuscos. O prothorax forma em cada lado um
dente agudo; o mesonotum é coberto com puncturas
densas, e pellos castanhos e tem um lustre variavel de
azul a aureo; o scutellum tem poucas puncturas menos
profundas e as do post-scutellum são quasi impercepti-
veis. A area basal do metathorax é fracamente plica-
— 376 —
da; o resto é denso-puncturado e coberto com pellos
quasi brancos. As tegulas são ferrugineas com uma
mancha verde em frente; as azas são subhyalinas, em
geral um pouco mais escuras do que nas outras espe-
cies. As pernas são verdes, cobertas de pellos fulvos ;
os tarsos fuscos. As margens apicaes dos segmentos
1 e 2 do abdomen têm uma franja estreita de pellos
pallidos; a margem apical do segmento 4 é guarne-
cida com pellos brancos, todo o resto tem pellos cas-
tanhos. (Comprimento 11 1/2 mm., largura 4 1/2 mm.
Hab.— Uruguay (Smth.); Est. de S. Paulo (Jun-
diahy). Refiro o exemplar de Jundiahy à esta espe-
cie, apesar de ser um pouco maior do que a fórma
descripta por F. Smith (10 mm.) e de pequenas diffe-
renças na descripção. O exemplar de Jundiahy está
na colleccio do Sr. M. Beron e foi encontrado no dia
3 de Janeiro de 1901.
16. Augochlora (Avgochloropsis)
aphrodite n. sp.
S A. acidalie valde affims, differt: macula
viride nec cyanea ad basem mandibularum ; postscu-
tello densissime punctato ; abdominais segmentos fortius,
cupreo-micantibus, marginbus apicalibus eorumque
albido-ciliatis, inetatarsis flavis.
& Pensei que um exemplar da collecçäo do Sr.
M. Beron fosse o macho da especie precedente, por
causa da extraordinaria semelhança, mas acho agora
differencias que por emquanto exigem uma separação
das duas fórmas. Estas differenças são: a mancha na
base das mandibulas é verde em vez de azul; o post-
scutellum é coberto com puncturas bem distinctas ; os
segmentos 35— 6 do abdomen tem um lustre mais aver-
melhado (como de cobre) em vez de aureo e todos os
segmentos têm na margem apical uma franja de pellos
brancos; os tarsos são mais claros e os metatarsos que
na A. (A.) acidalia são verdes na base e fuscas no
apice, são nesta especie amarelladas. (Comprimento 11
mm. ; largura 3 1/2 mm.
— 911 —
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, 13 de Janeiro
de 1£01).
li, Augochlora (Augochloropsis)
semele n. sp.
Q@ Viridis, capite thoraceque densissime punc-
tatis fulvoque prlosis, clypeo margine anteriore migra
fronte albido-pilosa ; abdominis segmentis parte ba-
sali fusco-parte apicali albido-pilosis ; apice fusco,
segmentis ventralibus fulvo-ciliatis ; pedibus viridibus
fulvo-pilosis ; alis hyalinis, nervis ferrugineis.
Q Verde, algumas partes em certa luz um lustre
muito fraco azulado; a cabeça, o mesonotum, scutellum
e -postscntellum muito densamente puncturados; o me-
tathorax com a area basal finamente plicada em sentido
longitudinal, o resto puncturado ; as tegulas castanhas
com uma mancha verde em frente; as pernas verdes
com os tarsos fuscos; o abdomen verde com o apice
fusco ; a pubescencia é amarellado-pallida com excepção
na parte anterior da cabeça e na parte apical dos seg-
mentos abdominaes, onde é branca e na parte basal
dos segmentos abdominaes onde é fusca; as azas são
hyalinas, as nervuras ferrugineo-pallidas ; comprimento
12 mm.; largura 4 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Ypiranga).
Mus. Paul. 9 (Typo) Ypiranga (2 de Março de
1900).
12. Augochlora (Augochloropsis)
calypso Sm.
1879—Augochlora calypso Smith. Desc. New Spec.
Hymen. p. 41 n. 8
® Verde-brilhante, os segmentos do abdomen com
uma franja marginal de pellos fulvo-pallidos; a cara
com puncturas finas em cima da inserção das antennas,
e com mais grossas em baixo; o clypeo com puncturas
grossas, O apice purpureo-escuro até preto; as mandi-
bulas no meio ferrugineas; o thorax densamente pun-
cturado ; a parte truncada do metathorax muito bri-
Ihante e com poucas puncturas finas; a base do meta-
thorax com rugas curtas radiantes rodeadas por uma
aguda carina brilhante ; as azas fulvo-hyalinas, as ner-
vuras e tegulas rufo-testaceas ; as pernas com pubes-
cencia fulvo-pallida ; os tarsos rufo-testaceos. Abdomen
brilhante com puncturas muito finas no segmento basal ;
os segmentos 1 e 2 com uma franja estreita de pellos
fulvo-pallidos na margem apical; nos segmentos se-
guintes a franja é mais pallida e menos perfeita. Com-
primento 8—8 1/2 mm. ; largura 32/4 mm.
Prof. T. D: A. Cockerell distingue tres subspecies
como segue :
4. As azas fortemente escurecidas; a carina que ~
rodea a area basal do metathorax não mar-
‘cada por um sulco; a franja de pellos
fulvos no primeiro segmento apical inteira ;
os lados da cara azul até verde-azulado. Aw-
gochlora (Augochloropsis) calypso (lypica)
Sin.
As azas quasi claras . renee
2. A carina que rodeia a area basal do metatho-
rax marcada por um sulco; os lados da cara
cor de cobre; a franja do primeiro seg-
mento abdominal largamente interrompida
no meio. Augochlora (Augochloropsis) caly-
pso cupreotincta Ckll.
A carina não marcada por sulco, es lados da
cara côr de cobre; a franja do primeiro
segmento abdominal inteira a cabeça menor,
a cara em baixo mais estreita. Augochlora
(Augochloropsis) calypso eucalypso Ckl.
A forma typica occorre em Amazonas (San-
tarem); a subsp. cupreotincia em Matto
Grosso (Chapada) e a subsp. eucalypso em
Rio de Janeiro e S. Paulo.
Mus. Paul. 1 9 (subsp. eucalypso) de Jun-
diahy (M. Beron coll.)
— 319 —
tt. Augochlora (Augochloropsis)
monochroa (kill. —
1900 Augochlora monochroa Cocherell, Proc. Ac.
Nat. Science Philad. p. 364 —
© Verde-azul brilhante, a abdomen variavel na côr,
de verde até quasi todo purpureo, sempre muito bri-
lhante ; não ha tintas de cobre excepto na margem da
grande mancha preta do clypeo; as pernas verdes com
os tarsos III na base mm. verdes, as outras escuras ;
a pubescencia dos tarsos é fulvo-pallida, nos tarsos au-
rea, na cara e nas bochechas pallida, e um tanto preto
no vertice, no mesothorax preta e pallido mixta, no
postscutellum e nos lados do metathorax pallida e bas-
tante comprida; no apice do abdomem castanho-escura
com lustre de cobre; a base do metathorax rugosa com
vagas dobras. Comprimento 8-9 mm.
Hab. Matto Grosso (Corumbá, Abril; Pedra Branca,
Abril; Chapada, Março e Agosto; Uacarizal, Fevereiro.)
155 a. Augochlora (Augochloropsis) mo-
nochroa moreirae CA.
1900— Augochlora monochroa moreirae Cockerell.
Proc. Ac. Nut. Science Philad. pag. 365
Q Verde-amarellenta com tintas de cobre; abdo-
men pouco mais comprido do que na fórma typica,
menos brilhante e menos globoso ; as anteriores mar-
gens lateraes do prothorax proeminentes, mas arredon-
dadas; franja no apice do primeiro e do seguudo
segmento apical do abdomen pallida e curta; uma area
não puncturada em baixo da area basal do metathorax;
pellos no apice do clypeo fulvo-laranjados ; mandibulas
com uma mancha verde.
Hab. Rio de Janeiro (Novembro.
— 380 —
14. Augochlora (Augochloropsis)
hecuba n. sp.
Q Viridis, capite thoraceque rugosa-punctatis,
scutello sparsim grosso-punctato, postscutello leviter
rugoso, abdomine nitido, cyaneo-micante, pedibus vi-
ridibus, pallido hirtis.
Q Verde, o abdomen com tinta azul; a cabeça
densamente coberta com puncturas e curtos pellos pal-
lidos. Na margem inferior dos olhos ha uma mancha
azul; a mancha na base das mandibulas é verde-azul ;
o clypeo é coberto com puncturas mais grossas, tem
a margem anterior preta e ciliada com pellos castanhos.
As puncturas do thorax são muito densas, a do
scutellum são um pouco maiores mas menos densas,
as do postscutellum são muito pequenas e muito den-
sas; a base do metathorax não é plicada mas forte-
mente rugosa; o resto é densamente puncturado; as
margens lateraes do prothorax são proeminentes e agu-
das; o thorax é coberto com pequenos pellos pallidos ;
as tegulas são ferrugineas com uma mancha verde em
frente; as azas subhyalinas, as nervuras ferrugineas ;
as pernas são verdes, cobertas com pellos pallidos, as
tibias III posteriormente fuscas, os tarsos fuscos ; ab-
domen na base dos segmentos com pelios fuscos, no
resto com pellos pallidos; o ventre preto com tintas
verdes, comprimento 9 1/2 mm; largura 4 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Ypiranga.)
Mus. Paul. 1 9 (Typo) de Ypiranga de 19 de
Janeiro de 1899. (Hempel coll.)
15. Augochlora (Augochloropsis) pan-
dora Sm
1853— Augochlora pandora Smith, Catal. Hymen
Br. Mus. Tp; 74 no,
9 Esta especie, quando a minha determinação dos
exemplares do Museu é exacto, é muito variavel. A
cor é verde-metallica, mas em alguns exemplares o
— 381 —
thorax ou o abdomen ou ambos são purpureo-escuros.
As puncturas são muito densas na cabeça, no thorax
e no scutellum menos densas; a caheça com pellos pa-
lidos, a margem do clypeo preta; o metathorax com
a area basal rugosa ou plicada, o resto liso e quasi
sem puncturas; as tegulas e as nervuras rufotestaceas ;
as pernas verdes, as tibias III e todos os tarsos fuscos
cobertos com pellos pallidos ; abdomen coberto com curta
pubescencia fulva; comprimento 8 42 mm; largura
9 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Gampinas)
Mus. Paul. 8 Q P de Jundiahy (28 de Janeiro, 5
de Agosto, 12, 15, 18, 19, 22 de Setembro ; M. Beron
coll). 1 Q de Campinas (30 de Janeiro; Hempel coil).
15. Augochiora (Augochloropsis)
cyanea n. sp, ;
Est. XIL Fig. 6
© Nigro-cyanea, fusco-hirta; metathorax, ab-
dominis segmento basali marginibusque apicalihbus
segmentorum 1 et 2, ventre femoribusque posticis albo-
pilosis, tibiis tarsisque fusco-pilosis.
Azul-escura, a cabeça e o thorax cobertos com
pellos fuscos; a margem anterior do clypeo com uma
franja de pellos ferrugineos ; o metathorax e o primei-
ro segmento abdominal são cobertos com pellos bran-
cos; a margem apical dos segmentos 1 e 2 tem uma
franja de pequenos pellos brancos, o resto do abdomen
é fusco-piloso ; as pernas são da côr do corpo; os fe-
moras III são branco-pilosos, as tibias e os tarsos de
todos os pares fusco-pilosas; as azas são hyalinas; a
cabeça e o thorax são fracamente puncturadas; o me-
tathorax é quasi liso no meio, puncturado nos lados ;
comprimento 10 mm,; largura 4 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy)
Mus. Paul. QQ de Jundiahy (1,2, 8, 19 de Ja-
neiro; 29 de Setembro, 3 de Outubro, 12 de Novem-
bro. (Beron & Schrottky coll.)
LAPS
17. Augochlora (Augochloropsis) poly-
chroa Gill.
1900—Augochlora polychroa Corkerell, Proc. Ac.
Nat. Science Philad. p. 358.
© Cara côr de cobre, o vertice verde, mesotho-
rax verde-escuro com fraco tinto de cobre; scutellum
postscutellum e base do metathorax verde, brilhante
com lustre de cobre; os lados do thorax pretos com
lustre verde; abdomen e pernas pretas: a base do me-
tathorax sem rugas distinctas, brilhante, comprimento
11 mm.
Hab Amazonas (Santarem)
15. Augochiora 'Augochloropsis) vesta
Sm. var. cupreola CA.
1900 — Augochlora vesta Svar. cupreola Cockerell,
Proc. Ac. Nac. Science Philad. p. 368.
Est. XII. Fig. 5.
@ Verde-amarellenta, abdomen verde-metallico
com tinta cor de cobre ou inteiramente cór de cobre,
excepto a base extrema; o apice do abdomen fusco ;
a base do metathorax sem dobras distinctas, o resto do
metathorax puncturado ; as puncturas do metathorax e
da frente fortes e tão densas como possivel; a margem
anterior do clypeo preta; comprimento 8--9 mm; lar-
gura 3 mm.
S Os femora e as tibias verdes, os tarsos ama-
rellos ; abdomen fortemente tingido com côr de cobre ;
comprimento 8 mm. ; largura 2 12 mm.
Hab. Matto Grosso, (9 Chapada, Fevereiro, Março,
Abril, Setembro, Outubro, Dezembro ; Corumba, Abril ;)
S Chapada, Dezembro. Amazonas (9 Santarem).
fst. de S. Paulo (QJundiahy, 30 de Setembro, S.
Sebastião, Outubro; 4 Jundiahy, 5 de Janeiro).
Mus. Paul. Q de Jundiahy.
— 383 —
19. Avgochlora (Augochloropsis) buce-
| phala Sm.
IS53— Augochlora bucephala Smith. Catal. Hymen.
Brit. Mus L poidn 4.
Q Verde-metailica, brilhante; cabeça finamente
puncturada, mais larga que o thorax; o clypeo com a
margem anterior preta e ciliada com pellos ferrugino-.
sos; thorax, scutellum e postscutellum densamente pun-
cturados; metathorax com poucas puncturas finas, a
base lisa; as tegulas ferrugineas com base verde ; as
pernas fulvo pubescentes; comprimento 11 mm. ; lar-
gura 4 mm.
SA cabeça de tamanho ordinario, não mais lar-
ga do que o thorax.
Hab. Rio de Janeiro (Novembro)
Est. de S. Paulo (Jundiahy, 13, 23, 51 de Janei-
ro, 20 de Setembro, 1, 27, 28 de Novembro)
Mus. Paul. 9 Q de Jundiahy.
20. Augochiora (Augochioropsis) ja-
neirensis C/U.
1900 —Augochlora janeirensis Cockerell, Proc. Ac.
Nat. Science Philad. p. 360.
92 Verde-azul com tintas purpureas no abdomen
em certa luz; as azas no apice um pouco escuras; a
base do metathorax finamente rugosa não plicada; os
lados do metathorax em baixo da area basal punctu-
rada; o primeiro o o segundo segmento abdominal com
franjas de pelos compridos e fulvas ; comprimento 8--10
mm.
o Verde azul, o abdomen purpureo-brilhante em
certa luz.
Hab. Rio de Janeiro (Novembro)
= 394
21. Augochlora (Augochloropsis) cleo-
patra 7. sp.
Q Viridis albido hirta ; capite thorace, scutello
postscutelloaue dense punctatis, metathorace subtiliter
punctatu area basali fere lisa; abdomine partim
caeruleo-micante seginentorum marginibus apicalious
pallde pilosis, parte basali nigro-piloso ; segmentis
1-2 fulvo ciliatis ; apice fusco ; pedibus cyaneo-viri-
dibus ; tarsis fuscis.
® Verde, branco-pilosa ; a cabeça densamente
puncturada ; o clypeo mais grosso puncturado, a margem
anterior fusca e fulvo-ciliada; as mandibulas na base
com uma pequena mancha verde-azul; o thorax den-
samente puncturado, do mesmo modo o scutellum e o
postscutellum ; o metathorax com a area basal quasi
lisa, o resto com puncturas finas; as tegulas verdes
com a margem exterior ferruginea ; abdomen em parte
com lustre azul; os segmentos na base preto-pilosos,
no apice pallido-pilosos ; o primeiro e o segundo com
a margem apical fulvo-ciliadas; o apice é fusco; o
ventre verde, pallido-piloso; as pernas são verdes; os
tarsos fuscos ; as azas hyalinas ; comprimento 11 1/2 mm.
largura 4 mm.
Hab, Estade de S. Paulo (Jundiahy)
Mus. Paul. 9 (Typo) 27 de Setembro de 1900
22. Augochlora (Augochloropsis) bra-
siliana C/!.
1900—Augochlora brasiliana Cockerell, Proc. Ac.
Nat. Science Philad. p. 302
@ Verde-azul; o abdo nen com tintas d’azul-pur-
pureo ; às vezes a cabeça e o thorax são verde-amarel-
lentos com tintas de cobre; o clypeo com uma aerea
preta triangular na margem anterior; a pubescencia das
bochechas branca, da cara branco-amarellenta com al-
guns pellos pretos na fronte e no vertice, de mesotho-
rax e do scutellum preta com alguns pellos pallidos in-
termixtos, dos lados, do postscutellum e do metathorax
>
RE sir
brancacenta com tinta castanha, das pernas e do ab-
domen castanho-brancacento, com inconspicuos pellos
pretos no segundo segmento e nos seguintes; o apice
pardo até quasi preto; as puncturas do mesothorax
densas nos lados, no meio separadas; a base no meta-
thorax não plicada; as pernas castanho-escuras; as fe-
mora e os tarsos em frente verdes; as tegulas ferrugi-
neas, verdes na base; comprimento 8-19 1.2 mm.
Hab. Matto Grosso (Corumbá, (Fevereiro, Abri);
Chapada Dezembro ; Bolivia (Pedra Branca Abril); Na-
carizal, Fevereiro).
23. Augochlora (Augochloropsis)
circe n. sp.
® Veredis, cyaneo-micante; clypeo margine an-
teriore nigra, fulvo-ciliata, mandibulis nigris tegulis
viridibus margine exteriore ferruginea; abdomine
albo-tomentoso, parte basal: segmentorum 3—4 fusco-
pilosa, apice fusco; alis hyalinas. -
Q Verde com lustre azul; o clypeo com a mar-
gem anterior preta e com franja fulva; as mandibulas
pretas sem mancha verde na base; a cabeça, o meso-
notum, o scutellum e o postscutellum desamente cober-
tos de puncturas muito finas; o clypeo é mais grosso-
puncturado ; as tegulas são verdes com a margem ex-
terior estreitamente ferruginea ; as pernas são verdes ;
as tibias, e es metatarsos no lado posterior ferrugineos ;
o metathorax é coberto com puncturas extremamente
finas e escassas, a area basal não dobrada ou rugosa;
todo o corpo é coberto com pellos relativamente com-
pridos ; a cor das mesmas é: na cabeça pallida; no
vertice parda, no mesothorax parda, no scutellum, post-
scutellum e metathorax pallida, no abdomen branca com
excepção na base dos segmentos 5 e 4 onde é fusca, no
apice fusca, nas pernas pallidas ; as azas são hyalinas ;
comprimento 10; largura 4 mm.
Hab. Estado de S. Paulo (Jundiahy)
Mus. Paul. Q (Typo) 19 de Novembro de 1899
(Schrottky coll.)
— 386 —
24. Augochiora (Augochloropsis)
imcerta i. sp.
Q Viridis, sculello caeruleo-micante ; abdominis
segments marguubus apicalibus atropurpurers, seg-
mentis i—3 fascus transversalibis atris; thorace
scutello, postscutelloque tipunctalis ; area basali me-
tathoracis transcersaliter rugosa; tegulis testacers ;
pedibus femoribus viridibus, tibris juscis, tarsis fer-
ruginers.
© Verde, com tinta azul sobre o scutellum ; os
segmentos do abdomen têm a margem apical preto pur-
purea ; os segmentos 1—3, além desta uma foxa trans-
versal preta, a qual no segmento 3 & separada da côr
preto-purpurea, da margem apical nos dous outros seg-
mentos, porém, está coherente com ella; o thorax, o
scutellum e o postscutellum não são puncturados ; a area
basal do metathórax é cnrugada em sentido transver-
sal, o resto não é puncturado; a margem anterior do
clypeo é preta e tem uma franja de pellos fulvos ; as
antennas são castanhas em baixo; as mandibulas pretas
sem mancha verde na base; as tegulas são testaceas ;
as azas hyalinas; as pernas são nas femora d'um verde
escuro, nas tibias fuscas; os tarsos são ferrugineos ;
todas as pernas pallido-pilosas ; o ventre é fusco, os seg-
mentos com franjas de pellos pallidos; a forma do ab-
domen é mais chata do que em outras especies e mais
larga atraz do meio. Talvez esta especie ha de ser re-
ferida a um outro genero. Comprimento 7 1/2 min ;
largura 2 1/2 mm.
Hab. Estado de de S. Paulo (Victoria).
Mus-Paul. 2 (Typo) de Victoria (perto de Botu-
eatü) 29 de Julho de 1900 (Hempel coll.)
25. Augochlora ( Augochlora) foxiana CA.
1900—Augochlora foxiana Cockerell, Proc. Ac. Nat
Science Philad. p. 347.
2 A cabeça e a fronte verde-aureas com tintas
Ee rui EA
de cobre; o vertice e as bochechas verdes; as man-
dibulas ferrugineas no meio, sem mancha verde na.
base; thorax verde azul; no meio preto; o inesotho-
rax com puncturas extremamente grandes; scutellum
com grandes puncturas não numerosas e muitas exi-
guas entre aquellas ; area basal do metathorax estreito
dobrada longitudinalmente, o resto do metathorax co-
berto com puncturas grandes; as tegulas castanho-es-
curas, sem verde algum ; as pernas fuscas, as coxas
I tingidas com verde; a pubescencia das pernas fulvo-
pallida abdomem preto, os segmentos com região va-
riavel da côr verde; as margens dos segmentos pre-
tas, a do primeiro estreita; os segmenios são punetu-
rados nas partes verdes, lisos nas partes pretas; o ven-
tre sem verde algum; comprimento 9—1 mm.
S Semelhante à femea, mais delgado, as anten-
nas mais compridas; a cara mais verde; o mesotho-
rax com menos preto; a margem anterior do clypeo,
o labrum e as mandibulas amarello-escuras, estas com
apice ferrugineo ; os femora I e Il verdes; as tibias |
e as Ile Ill em frente ferrugineas ou ferrugineo-ala-
ranjadas ; comprimento 8 mm. _
Hab. Matto Grosso (Chapada, 9 Janeiro, Março,
Abril, Setembro, Novembro, Dezembro; 4 Novembro) ;
Est. de S. Paulo (Bauru).
Mus. Paul. © de Baurú. (E. Garbe coll.)
Via. Augochiora (Augochnhlora) foxiana
Chil. var. perimelas CA.
1900—Augochlora foxiana var. perimelas. Cocke-
rell, Proc. Ac. Nat. Science Philad. p. 372.
® Um pouco maior; cara e vertice cor de cobre ;
o flagellum distinctamente ferrugineo em baixo ; meso -
thorax com as puncturas wm pouco menores, preto,
com as margens lateraes e a posterior verdes; scutel-
lum preto; post-scutellum preto com tinta verde ou
azul no meio; area basal do metathorax azul, variando
à verde; os lados pretos com tinta fraca azul; abdo-
— 388 —
men preto com un pouco verde ou azul só nos lados:
do primeiro, às vezes tambem do segundo e terceiro.
segmento.
Hab. Matto Grosso (Corumba, Abril); Rio de
Janeiro (Novembro).
26. Augochlora (Augochlora) urania Sn.
1853—Augochlora urania Smith, Catal. Hymen. Br.
Ms RS TT
Q Cabeça e thorax verde-metallicos, muito fino:
puncturados, o apice do clypeo grosso-puncturado, pre-
o; labrum e as mandibulas quasi pretas; as pernas.
pretas, as coxas com tinta verde; metathorax com a
area basal dobrada longitudinalmente, rodeada por um
espaço liso ; abdomen DR azul; as margens dos seg-
mentos pretas, brilhantes e lisas, cobertas com curta
“pubescencia cinzenta; comprimento 6 1/2 mm.
Hab. Brazil. |
27- Augochlora (Augochlora) mulleri
Chil.
1900—Augochlora mulleri Cockerell, Proc. Ac. Nat.
Science Philad. p. 367.
& Verde-azul ou azulada; as margens apicaes dos.
segmentos do abdomen pretas; no primeiro segmento.
em baixo um dente dirigido obliquamente para traz;
o clypeo muito grosso-puncturado com a matgem an-
terior estreitamente preto, as mandibulas com uma
-mancha azulada na base, visivel sómente em certa luz;
a base do metathorax longitudinalmente dobrada; as.
tegulas castanho-escuras com uma mancha verde ou
azul na parte anterior; as pernas fuscas com pubes-
cencla pallida, as coxas I e III tingidas com azul; as
coxas I] muito pequenas, os trochanteres 1] grandes ;
comprimento 9—12 mm. ; largura 3 mm.
Hab. Matto Grosso. (Corumbá, Abril; Chapada,
Janeiro, Dezembro), Est. de S. Paulo (Ypiranga, 6 de
ER, ue fn ba nico VE q à LE AI ao a ‘
Veneer).
ms? jo
ù y
‘ely
-- 389 —
Maio; Victoria, 5 de Julho); Bolivia (Pedra Branea,
Abril).
Mus. Paul. Q Ypiranga (6 de Maio de 1899;
Dr. V. Ihering coll.) |
Nota, O exemplar de Victoria é de côr verde, a
cabeça com tinto cor de cobre; mas sendo. esta a uni-
ca differença que pude achar refiro-o por emquanto
a esta especie; talvez com mais material ‘poder-se-ha
constatar se a fórma deve ser considerada como varie-
dade. Neste caso proponho por ella o nome var. ca-
pitata.
<8. Augochlora (Augochlora)
iheringi Cáll.
1900— Augochlora 1heringi Cockerell, Proc. Ac. Nat.
Scrence Philad. p. 369
Q Verde-azul-escuro; o meio da cara verde-ama-
rellento; o clypeo marcado com azulado; a area basal
do metathorax purpurea; as pernas castanho-escuras,
só as coxas II] com algum verde; abdomen preto no
«dorso; verde-azul nos lados, as margens apicaes dos
segmentos largamente pretas; a base do metathorax
longitudinalmente dobrada ; comprimento 8 mm.
Hab. Amazonas (Santarem).
29. Augochlora (Augochlora)
caerulior CA.
1900—Augochlora caerulior Cockerell, Proc. Ac. Nat.
Science Philad. p. 369
® Verde-azul; as margens apicaes dos segmentos
abdominaes pretas; as pernas quasi pretas; os tarsos
e as tibias I às vezes mais ferrugineas; as coxas ver-
des; a base do metathorax longitudinalmente dobrada,
sem espaço brilhante ao redor della; as tegulas ferru-
gineo-escuras ; superficie ventral castanho-escura ; a pu-
bescencia de todas as pernas pallida; comprimento 8 mm.
Hab. Matto Grosso (Corumbá, Abril); Est. de S.
— 390 —
Paule (Jundiahy, 13 de Janeiro, 14 de Setembro; coll.
Beron, Baurü).
Mus. Paul. 9 Baurú (E. Garbe coll.).
30. Augochlora (Augochiora)
feronia Sm.
1879—Augochlora feronia Smith, Descr. New Spee.
Hymen: p. LE no 7
Q Cabeça e thorax verdes; as pernas pretas ; abdo-
men verde-escuro ; cabeça e thorax, finamente punctu-
rados ; clypeo grosso-puncturado com poucos pellos ful-
vos; a base do metathorax com curtas dobras longitu-
dinaes, em baixo desta area finamente puncturada; as
coxas em baixo com tinto verde; a pubescencia das
pernas preta; abdomen na base preto, com tinta verde ;
os segmentos 3 e 4 verdes com as margens apicaes
pretas; o apice preto; comprimento 8 mm.
Hab. Amazonas (Constancia, Manaos).
Mus. Paul. 9 de Manaos.
31. Augochiora (Augochlora) nana Sm.
1879—Augochlora nana Smith, Descer. New Spec.
Hymen. p. 40 n. 15
© Cabeça e thorax verde-metallicos ; abdomen fer-
rugineo-pallido ; cabeça redonda, muito finamente e den-
samente puncturada; as mandibulas, a margem apicah
do clypeo e as antennas ferrugineo-paliidas, essas em
cima fuscas; thorax finamente puncturado; a base do
metathorax finamente rugosa, rodeada por um espaço
liso e brilhante; as azas hyalinas e de iridescencia bo-
nita; as nervuras e as tegulas pallidas; as pernas fer-
rugineo-pallidas ; o abdomen liso, brilhante, não pun-
cturado; comprimento 3 1/2—4 1/2 mm.; largura 1
1/4 mm.
Hab. Amazonas (Santarem); Estado de S. Paulo
(Jundiahy, Dezembro, Janeiro).
LS
Mus. Pau!. 9 de Jundiahy (Beron coll.).
Esta especie visita as flores de Capsicum sp. (Pi-
menta).
32. Augochilora (Augochlora)
francisca n. sp.
® Viridis, abdomine nigro, segmentormm lateri-
bus leviter ciride-cyaneo tinctis ; capite thoraceque
densissime punctatis; tejulis piceis ; pedibus nigris,
tarsis obscure ferruginers.
Q Cabeça e thorax verdes, às vezes com lustre
avermelhado ou azul-purpureo; o clypeo muito mais
grosso-puncturado do que a cabeça e o thorax, com a
margem anterior preta; as mandibulas pretas sem man-
cha verde na base; o mesothorax com tres linhas im-
pressas longitudinaes; a base do metathorax rugosa e
dobrada em sentido longitudinal; o resto do metathorax
puncturado; as tegulas são da côr de pez; as pernas
são pretas, mas pallido-pilosas ; os tarsos são ferrugineo-
escuros, a pubescencia da mesma côr; o abdomen é
preto, os segmentos nos lados com tintos verde-azues
visiveis sômente de traz, de diante todo o abdomen appa-
rece ser verde; as azas são ennegrecidas ; comprimento
10 mm.; largura 3 1/4 mm.
Hab. Estado de S. Paulo ( Jundiahy, Campinas }
coll. Beron, 8 de Setembro e 31 de Dezembro de 1900.
+. Augochiora (Augochlora) thalia Sm.
IS79—Augochlora thalia Sm. Descr. New Spec. Hy-
men. p. 40 n. Id
© Verde-metallica, com tintos de cobre sobre o
abdomen e ds vezes no thorax tambem; cabeça fina-
mente puncturada; o clypeo mais grosso-puncturado
com a margem anterior preta; as mandibulas ferrugi-
neas; o flagellum das antennas em baixo fulvo; thorax
— 392 —
finamente puncturado ; a base do metathorax com dobras
radiantes; as tegulas rupiceas; as tiblas e os tarsos
ferrugineos, em cima m. m. fuscos; abdomen geralmente
com tintos de cobre em cima, em baixo preto; com-
primento 6 1/2—7 1/2 mm. ; largura 2 1/4—2 1/2 mm.
4 Menor que a femea, mas da mesma cor; o cly-
peo com a margem anterior amarellenta; as antennas
mais compridas e mais fortes; as pernas ferrugineo-
pallidas ; o abdomen mais estreito do que o da femea;
comprimento 7 mm.; largura 2 mm.
Hab. Estado de S. Paulo (Jundiahy, 5 de Janei-
ro, 2 de Fevereiro, 5 de Agosto; Campinas, 31 de De-
zembro; Victoria, 5 de Julho, 10, e 15 de Outubro;
Villa Nova).
Mus. Paul. 99 de Victoria (A. Hempel coll.) 99
de Campinas (A. Hempel coll.) SS de Jundiahy (M.
Beron coll.) & de Victoria (A. Hempel coll.).
34. Augochlora (Augochlora) floralia Sn,
1853 —Augochlora floralia Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus Ap ea DO
© Verde-azul; no thorax com tinta aurea; ca-
beça finamente puncturada, as mandibulas, o labrum e
a margem anterior do clypeo ferrugineo-escuras ; as
tegulas da mesmo cor; a base do metathorax longitu-
dinalmente dobrada; as tibias e os tarsos ferrugineos
com pubescencia amarellada ; abdomen contra o apice
com fina pubescencia amarellenta ; comprimento 7 1/2
mm.
Um exemplar na colleeção do Museu considero
como variedade dessa especie; differe da descripçäo de
Smith apenas pelo côr verde-metallica em vez de verde-
azul e no clypeo cuja margem anterior é preta; com-
primento 7 mm.; largura 2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Victoria).
stam CU agar oi RAT OY at
EA AY y 1
— 393 —
35. Augochlora laeta Sm.
1879— Augochlora laeta Smith, Descr. New. Spec.
Hymen. p. 45 n. 11.
Q Verde, brilhante; cabeça densamente punctu-
rada ; clypeo com poucas puncturas ; a base do meta-
thorax longitudinalmente dobrada ; as tegulas e as ner-
vuras testaceo-pallidas ; as pernas ferrugineo-pallidas ;
comprimento 6 1/2 mm.; pertence provavelmente ao
subgen. Augochlora s. str.
“Hab. Amazonas (Ega).
35. Augochlora briseis Sm.
1879—Augochlora briseis Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 16
P Cabeça verde; thorax e abdomen purpureo-
escuros; as mandibulas ferrugineas ; uma linha impressa
em cima das tegulas; o metathorax liso e brilhante ;
as pernas côr de pez, avermelhadas; comprimento 7
mm. ; pertence provavelmente ao subgen. Augoch!ora
s. str.
Hab. Amazonas (S. Paulo de Olivença).
37. Augochlora tarpeia Sn.
1S53—Augochlora tarpeia Smith, Descr. New Spec.
Elumen. I pe 706" 1n..40
Q Preta, com tinta purpureo-metallica ; a cabeça
em parte e a base do segundo segmento abdominalcôr
de latão; o apice do abdomen com tinta côr de latão ;
comprimento 6 1/2.
S Inteiramente purpureo-metallico; a margem
anterior do clypeo amarella; as mandibulas ferrugi-
neas ; cabeça, o labrum e o thorax cobertos de pubes-
cencia fusca; às pernas, especialmente o par posterior,
alongadas ; abdomen encurvado, em baixo rufo-testaceo
escuro.
HO ee
Esta especie pertence provavelmente ac subgen.
Augochlora s. str.
Hab. «Brazil».
38. Augochiora atropos Sn.
1879—Augochlora atropos Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 43 n. 5
Q Cabeça, thorax e a base do abdomen m.m
com tintas purpureas; o resto do abdomen verde me-
tallico; a margem apical: do clypeo com franja de
pellos fulvos; a base do metathorax longitudinalmente
dobrada, rodeada por um espaço liso; as pernas pre-
tas com pubescencia fusca, os femora II] com pubes-
cencia branca em baixo; abdomen finamente coberto
por pubescencia pallida ; comprimento 8 1/2 mm. ; per-
tence provavelmente ao subgen. Awgochlora s. str.
Hab. «Brazil, S. Paulo» (? de Olivença.)
39. Augochlora refulgens Sn.
IS62—Augochlora refulgens Smith, Journ. of Entom.
Ip. Idi n. 4
Q Verde, brilhante, o disco do thorax e o ver-
tice com tintas de cobre; as mandibulas pretas com
tinta verde na base; as tegulas verdes; as pernas cas-
tanhas, os tarsos mais pallidos; os femora HI com pu-
bescencia branca; o apice do abdomen fusco ; compri-
mento 7 1/2 mm.
Hab. «S. Paulo» (? de Olivença), «Brazil»,
£ O. Augochlora hebescens Sn.
1879—Augochlora hebescens Smith, Descer. New
Spec. Hymen. p. 47 n. 17
2 A cara côr de cobre; o vertice e o disco do
thorax verde-azeitonado-escuro; o scutellum e o post-
scutellum verdes, brilhantes; abdomen verde-azeitona-
— 395 —
do-escuro, às vezes azulado; o metathorax liso, bri-
lhante e não puncturado ; as pernas pretas, com pu-
bescencia preta; os femora com pubescencia branca
em baixo; comprimento 11 mm.
S Semelhante à femea, o abdomen mais alongado;
as pernas com tintas verdes, os tarsos ferrugineo-pal-
lidos e cobertos com pubescencia branca.
Hab, Amazonas Ega (S. Paulo de Olivença); Pará.
4H. Augochlora deidamia Sn.
1879—Augochlora deidamia Smith, Desc. New
Spec. Hymen. p. 43 n. O
© Vurde-meiallica ; o mesothorax cor de cobre ;
na base do metathorax algumas estrias curtas longitu-
dinaes rodeadas por um espaço liso; as tegulas poste-
riormente ferrugineo-escuras; as pernas verdes, os ar-
ticulos apicaes dos tarsos ferrugineo-pallidos; os fe-
mora IH com pubescencia branca. comprimento 81/2
mm.; provavelmente do subgen ; Augochloropsts, perto
da A. (A.) eres m.
Hab. «Brazil, S. Paulo» (? de Olivença).
Az. Augochlora cytherea Sn.
1853 Augochlora cytherea Smith, Cat. Hymen.
Par. Mus Dq. DO me \7
9 Verde-aureo, brilhante; o clypeo no apice pur-
pureo-metallico; o labrum e as mandibulas fuscas ; as
pernas verdes, os tarsos rufo-testaceos, a pubescencia
fulva; abdomen finamente coberto com pubescencia
fulva; o quinto segmento 8 12 mm.; provavelmente
do subgen. Augochloropsis.
Hab. Amazonas.
— 396 —
43. Augochlora artemisia Sn.
1853 — Augochlora artemisia Smith, Cat. Hymen.
Er. Mus 1 p27 Tele
© Verde aurea, brilhante; cabeça e thorax fina-
mente punturados; cabeça da largura do thorax ; a
base do meiathorax lisa, brilhante; as azas fusco-hya-
linas ; as pernas verdes; os tarsos testados com tinta
verde, fulvo-pubescentes ; abdomen com o apice fusco ;
em baixo rufo-testaceo com lustre verde; comprimen-
to 1! mm. ; provavelmente do subgen. Augochloropsis.
44. Mugochlora diversipennis (Ley).
1841— Halictus? diversipennis Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. II p. 282 n. 23
1841— Halictus viridis Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. IT p. 285 n. 28
1853 —Augochlora diversipennis Smith, Cat. Hymen.
Br. MS Mú MA
@ Verde-aurea; cabeça e thorax vestidos com pou-
cos pellos curtos ferrugineos; a base dos segmentos
1-4 com pellos curtos, pretos; a margem apical dos
segmentos |-2 com franjas de pellos ferrugineos, dos
segmentos 3-4 com franjas de pellos brancos; o apice
do abdomen preto, com pellos pretos; as pernas ver-
des, os tarsos ferrugineo-pilosos; comprimento 7 1/2
mm.
& Semelhante à femea; a margem anterior do
clypeo amarelia ; o labrum e as mandibulas amarellas,
da mesma côr o articulo 3 das antennas em baixo;
as tegulas testaceo pallidas; os joelhos, o apice das
tibias e es tarsos amarellentos; a base e os lados do
abdomen com pouca pubescencia fulva; o apice do ab-
domen em baixo ferrugineo.
Hab. Pará.
— 397 —
43. Augochlora paphia Sn.
1853—Augochlora paphia Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. I p. 76 n. 8 |
Q Cabeça e thorax verde aureos; o vertice com
pubescencia fusca; o flagellum das antennas em baixo
testaceo; a. base do metathorax lisa e brilhante; as
pernas escuras, OS coxas, as femora e as tibias com
tinto verde, visivel em certa luz; abdomen verde-azul,
as margens dos segmentos purpureas com franjas de
curtos pellos fulvos; comprimento 9 mm.
Hab. «Brazil».
4G. Augochlora callichroa CA.
1900—Augochlora callichroa Cockerell, Proc. Ac.
Nat. Science Philad. p. 368
S Verde-amarellento, brilhante, o abdomen com
tinta de latão; cabeça coberta com pellos amarellento-
pallidos, as bochechas com pellos brancos; mesothorax
brilhante com puncturas grandes, um espaço sem pun-
cturas em cada lado do meio; a base do metathorax
coberto por dobras fortes; as azas perfeitamente hyali-
nas; as nervuras testaceo-escuras; as margens apicaes
dos segmentos 1 e 2 do abdomen com faxas de pellos
fulvos; comprimento 8 1/2 mm.
Segundo Prof. T. D. A. Cockerell este é talvez o
d de A. calypso cupreotincta.
Hab. Matto Grosso (Chapada, Dezembro).
47. Augochlora belti Ciil.
1900—Augochlora belti Cockerell, Proc. Ac. Nat.
Science Philad. p. 370.
& Verde-azul, com fortes tintas purpureas no abdo-
men; o flagellum das antennas ferrugineo-claro em baixo ;
a base do metathorax com fortes dobras longitudinaes ;
as tegulas côr de pez, puncturadas, verdes na base; as
pernas cor de pez; as coxas, os femoras | e os outros
m.m. verdes; os tarsos ferrugineos na extremidade,
abdomen com as margens apicaes do segmento 1 estrei-
tamente, do segmento 2 largamente e dos outros se-
ementcs um pouco menos largamente pretas; os segmen-
tos 1, 3, 4 e 5 no ventre com tinta azulada; compri-
mento 10 mm. |
Hab. Matto Grosso (Pedra Branca, Abril).
AT a. Augochiora belti var.
peraugusta CA.
1900—Augochlora bells var. peraugusta Cockerell,
Proc. Ac. Nat. Science Philad. p. 371
S Menos do que a forma typica; a segunda cel-
lula cubital estreita, mais alta do que a sua largura na
base ( A. belti tem a segunda cellula cubital na base
muito mais larga do que a sua altura); comprimento
8 1/2—9 1/2 mm.
Hab. Matto Grosso (Corumba, Pedra Branca, Abril).
4S. Augochlora batesi CA.
1900—Augochlora batesi Cockerell, Proc. Ac. Nat.
Scrence Philad. p. 370.
S Verde, brilhante; m.m. aureo no meio da cara;
abdomen com tintas purpureas em certa luz; a cara em
baixo, o clypeo e as bochechas com pellos brancos ;, as
mandibulas com uma mancha verde na base; a base
do metathorax irregularmente dobrada em sentido lon-
eitudinal; as coxas, os femora e as tibias verdes; os
tarsos castanho-escuros ; a pubescencia das pernas pal-
lida; as margens apicaes dos segmentos 1 e 2 com
faxas estreitas de pellos fulvos; as dos segmentos 3 e
4 brancas de pellos exiguos; os segmentos ventraes
1—3 verdes, os outros fuscos; comprimento 9—10 1/2
mm.
Hab. Matto Grosso (Chapada, Setembro, Outubro).
— 399 —
AD. Augochlora festivaga D. 7.
1879—Augochlora festiva Smith, Descr. New. Spee.
Hymen. p. 45 n. 10 (nec Smith 1853 !)
1896—Augochlora festivaga, Dalla Torre, Cat. Hy-
men. MD
S Cabeça e thorax verdes, brilhantes; abdomen
ferrugineo-pallido, com o apice verde e as margens dos
segmentos no apice pretas; o clypeo com a margem
anterior amarella; as mandibulas e o tronco das an-
tennas de côr amarella tambem; thorax não punctura-
do; os lados do metathorax com pubescencia densa; as
azas hyalinas e iridescentes; as pernas ferrugineo-ama-
rellentas ; comprimento 7 1/2 mm.
Hab. Amazonas (Santarem).
30. Avgochiora eleetra Sn.
1853—Augochlora electra Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. 1 pel ne
& Verde-aureo, brilhante; metathorax na base liso
e brilhante, nos lados fortemente puncturado; as azas
subhyalinas ; as nervuras e a margem exterior das te-
gulas rufo-testaceas; abdomen com pouca pubescencia
fulva; as margens apicaes dos segmentos com franjas
de curta pubescencia fulva; os segmentos apicaes em
baixo ferrugineos ; comprimento 8 1/2—10 mm.
Hab. «Brazil».
O genero Augochlora é um dos mais difficeis para
classificação e determinação ; como todas as especies são
de cor verde, a qual varia às vezes até ficar vermelha,
outras vezes azul, pouca importancia deve-se ligar ao
colorido ; na forma de esporão posterior das tibias HI
temos a base por uma divisão das numerosas especies
em dois grupos m. m. naturaes; no grupo com 0 es-
porão em forma de pente entram todas as especies com
o abdomen tingido com vermelho ou côr de cobre,
como tambem todas as especies grandes de côr verde-
— 400 —
aurea ou verde-metallica que vi; os representantes do
outro grupo são em geral menores e o colorido mais
uniforme sem lustre forte. Mas estes caracteres não são
constantes nem em uma especie e por isto queria apro-
veitar a fórma differente da base do metathorax para
distinguir as especies differentes. Comtudo na opinião
do Prof. Cockerell nem este caracter é constante em
algumas especies e elle considerou as puncturas do me-
sothorax, do scutellum, etc., de maior importancia para
a classificação. Não posso confirmar essa opinião ; ten-
do examinado algumas centenas de exemplares de Au-
gochlora, creio que a esculptura da base do metathorax
é mais constante na mesma especie do que qualquer :
outro caracter; pretendo continuar especialmente com
o estudo dessas abelhas e espero que poderei estabele-
cer num outro trabalho grupos naturaes ou secções ;
observo ainda que as D0 especies enumeradas acima,
representam talvez apenas a quarta parte de todas que
occorrem no Braril; visto que em poucas localidades
somente foram feitas collecções de hymenopteros é certo
que sómente pequena parte dellas é conhecida.
6. Gen. Agapostemon Guér.
1845—Agapostemon Guérin, Iconogr. régn.
anim. VIL. Insect. p. 448.
Cabeça subtriangular ; as antennas nos machos alon-
gadas; labrum transversal e concavo nas femeas, pu-
chado diante num lobo alongado ; nos machos é convexo
e dividido no centro por uma cavinha pouco profunda
puchada diante num lobo angular, o qual é ciliado na
margem anterior; mentum alongado. nas femeas mais
que quatro vezes do comprimento da lingua; nos ma-
chos a lingua é do meio comprimento do mento ; palpi-
labiales de 4 articulos, o primeiro do comprimento dos
tres seguintes unidos; palpi-maxillares de 6 articulos,
todos de comprimento egual; as azas como no genero
Halictus.
=
— 401
"CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
5
Abdomen ferrugineo.
Abdomen preto.
Abdomen fusco.
Abdomen verde- azeitolias
do
S
Abdomen amarello com
faxas pretas. à
Abdomen vorde-azeitona-
do à
A base do primeiro se-
gmento do abdomen
preto.
A base do primeiro se-
emento amarello, uma
faxa preta na Rare
apical. :
Os femora I e lI com es-
tria verde posterior-
mente.
femora sem anes
verdes
‘Os
«AA,
> SA. Castaneus n.
| A. semimelleus Ckll.
24. chapadensis Gkll.
. 3 À. caslaneus n.sp.
. 4 À. arenarius n.sp.
>
arenarius mn. Sp.
1 A. semimelleus CkIl.
2 A. chapadensis Gkll.
Sp.
à Agapostemon semimellous Chill.
41900— Agapostemon semimelleus Cockerell, Proc.
Ac. Nat. Sevence Philad. p. 376
XI. fig. 3 9 Est. XL fig Td
Q Cabeça e thorax verde-amarellentos, brilhantes ;
O
amarello em
a margem apical do clypeo amarella,
frente com uma estria preta;
as mandibulas amarellas
ma parte basal, preta na parte apical, o flagellum em
— 402 —
baixo ferrugineo ; as tegulas ferrugineo pallidas ; a parte
apical dos femora 1 em frente e as tibias I] em frente
amarellas ; abdomen ferrugineo ; as bases dos segmen-
tos 2-4 com faxas largas de pubescencia branco-ama-
rellenta, e nos lados com uma manchinha preta, com-
primento 10 mm.
S Cabeça e thorax como a 9: o clypeo com a
margem anterior largamente amarella; o tronco das
antennas em frente amarello; o flagellum ferrugineo
em baixo; as pernas ainarellas ; as coxas JI] em cima
verdes; as tibias III com estria fusca na parte basal
posteriormente; abdomen amarelo, com as margens
apicaes dos segmentos 1-6 pretas.
Hab. Matto Grosso (Chapada); Est. de S. Paulo
(Victoria, Julho; Ypiranga, Janeiro; Baurú).
Mus. Paul. SP de Victoria, 5 de Julho de 1900
(Hempel collec.) «sobre area humida».
& de Bauru (E. Garbe coll.)
SS de Ypiranga, 16 de Janeiro de 1899 (Dr. v.
Ihering coll.)
Os & variam consideravelmente.
2. Agapostemon chapadensis Cill.
1900 — Agapostemon chapadensis Cockerell, Proc.
Ac. Nat. Science Plulad, p. 376
Q Cabeça e thorax verdes, brilhantes; abdomen
preto; os signaes amarellos do clypeo e das mandibu-
las são os mesmos como na especie precedente; as per-
nas são escuras; as coxas III verdes em cima; as per-
nas I do segundo terço dos femora para baixo fulvo-
alaranjadas em frente; o flagellum ferrugineo em baixo ;
comprimento 10 mm.
S Semelhante ao da especie precedente, mas tem
o primeiro segmento abdominal preta na base, as faxas
dos outros segmentos muito largas; os femora I com
estria larga verde, os femora II com estria estreita
verde posteriormente; os femora III fuscos, com man-
— 403 —
cha pequena amarella perto da margem posterior;
todas as tibias com marcas castanhas.
Hab. Matto Grosso (Chapada, Março, Q Janeiro) ;
Est. de S. Paulo (Baurti).
Mus. raul. 9 de Bauru (E. Garbe coll.)
3. Agapostemon castameus 7. sp.
Q A semrmelles similis, differt abdomine casta-
neo margiibus apicalibus fuscis.
oc Differt mare A. chapadensis femoribus ‘an-
tices tnlermedrisque flaves.
@ Muito semelhante ao A. semmelleus do qual
differe apenas pela côr do abdomen mais escuras, tendo
os segmentos as margens apicaes fuscas ; comprimento
10 mm.
S Differe dos machos de A. semzmelleus e de A.
chapadensis pelo primeiro segmento abdominal intei-
ramente preto e pelo colorido das pernas; as coxas e
os femora Ie II são amarellas ; os joelhos das pernas
II fuscos ; as coxas III verdes em cima; os femora HI
amarellos com os joelhos fuscos ; todas as tibias ama-
rellas com estria fusca no lado exterior; o ventre é
amarellento ; comprimento 9 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Victoria).
Mus. Paul. 9 de Victoria (perto de Botucatu) 5
de Julho «sobre area humida» (Hempel coll).
4 Agapostemon arenarius n. sp.
¢ Obscuro-viridis, fulvo-tomentosus ; capite tho-
raceque densissune punctatis ; abdomine netido, viola-
ceo-micante ; pedibus fulvo-pilosis ; femoribus albido
pilosis.
& Differt; clypeo margine flava; mandibulis, pe-
dibus, articuloque primo antennarum subtus flavis, arti-
culis reliquis subtus flavescentibus.
9 Verde escura, todo o corpo é fulvo-tomentoso ;
i Eu
a cabeça e o thorax são densamente cobertos com pun-
cturas finas; o abdomen é liso, brilhante e tem umlus-
tro violete em certa luz; o clypeo é preto com lustro
violete; as antennas pretas em cima, castanhas em
baixo ; o disco do thorax e o scutellum tem em certa
luz um lustre aureo, vermelho ou violete-claro ; as per-
nas são fuscas, densamente cobertas com pellos fulvos
nas tibias e nos tarsos; os dos femora IIL são branca-
centos; as azas são subhyalinas e iridescentes ; compri-
mento 9 mm. À
S E” da mesma côr como a femea; a margem
anterior do clypeo, as mandibulas, o tronco das anten-
nas em baixo e as pernas são de côr amarella; o fla-
gellum é amarellado em baixo; comprimento 7 mm.
Hab. Est. de S. Panlo (Victoria.)
Mus. Paul. 9Q de Victoria (perto de Botucatu)
5, 27 e 28 de Julho «sobre area humida» 'S de Ou-
tubro (Hempel coll.); Sd” de Victoria % de Julho «so-
bre area humida» 15 de Outubro (Hempel coll.)
7. Gen. Megalopta Smith
1853— Megalopta Smith, Catal. Hymen. Brit. Mus. I
p.102 2. dO de Pa Edo
Cabeça da largura do thorax; os ol os chanfra-
dos; os olhos simples (ocelli) muito grandes, o par
posterior numa linha com o vertice dos olhos; o articulo
basal das antennas maior que um terço do compri-
mento total, ou do comprimento dos articulos basaes
do flagello. A lingua alongada, o apice agudo, cerca
por um terço mais comprida do que o mento; palpi-
labiales de 4 articulos, o basal do comprimento dos
dous seguintes unidos, o apical cylindrico e agudo no
apice, as paraglossas lanceoladas quasi do mesmo com-
primento como os palpi-labiales ; palpi-maxillares de 6
artículos, quasi por um terço mais compridos do que o
lobo apical das maxillas; labrum quasi triangular, pu-
xado diante em forma dum bico. Thorax globoso ; as
me
-azas com 8 cellulas cubitaes; a segunda tem a forma
dum quadrado alongado, um pouco obliquo, nerv. rec. 1
termina um pouco antes do apice ou no apice mesmo
da segunda cellula cubital; nerv-rec 2 perto do apice
da terceira cellula cubital.
vo
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
2
Cor inteiramente ou em
parte verde. ;
Cor purpureo-escura com
tintos violetes ; as per-
nas pretas .
Abdomen verde ou azei-
tonado.
Abdomen ferrugineo.
Abdomen fusco com api-
ce verde
As pernas ferrugineo-
pallidas, amarellento-
pilosas À
As pernas pretas, preto-
fa:
AM.
PRO o/b
pllosas . ; A Onoda:
As pernas pretas com
tinta verde nas tibias;
em cima fusco-pilosas,
os femora [II e as ti-
bias III em baixo ama-
rellento-pilosas
As pernas testaceo-fer -
rugineas .
As pernas ferrugineas; 0
apice das tibias II, as
tibias e os tarsos Ll
pretos, preto-pilosas .
9 M.
zanthina Sm.
vivax Sm.
pilosa Sm.
cuprifrons Sm.
ornata Sm.
. tdalia Sm.
É
2
nigrofemora'a Sm.
— 406 —
1. (Cor fusca, com fraca tin-
ta azul sobre a cabeça
e os lados. . 3 M. contradicta Ck.
Cor purpurea; as pernas |
quasi pretas |. . 2 M. purpurata Sm.
Côr verde : é ; á ce
Thorax e abdomen tes-
taceo ferrugineos; 0
vertice preto . . 10 A7. betuberculata Sm.
2a omen Verde 2%. . 6 M. cuprifrons Sm.
Abdomen ferrugineo . 8 Jl. idalia Sm.
E. Megalopta janthina Sn.
1S61—Megalopta janthina Sinith, Journ. of. Hinton.
Pp IAS ned
Q Preto-purpurea, com tinto violete; a cara cor
de latão; a margem anterior do clypeo, as mandibulas
e a base do tronco das antennas ferrugineas ; as tegu-
las e as pernas quasi pretas; comprimento 9 mm.
Hab. Amazonas (Ega)
Segundo Bates esta especie constrde as cellulas de
creação em galhos seccos (cf. Journ. of Entom. I p. 148).
2. Megalopta purpurata Sm.
1879—Megalopta purpurata Smith, Descer. New. Spec.
Hymen. p. 4S n. 1
& Purpureo, coberto com pubescencia pallida; as
mandibulas quasi pretas; o flagellum das antennas ful-
vo-escuro em baixo; as pernas quasi pretas; compri-
mento 13 mm.
Hab. Amazonas (Ega).
ET Ge
J. Megalopta contradicta CA.
1900—Megalopta contradicta Cocherell, Proc. Ac.
Nat. Science Philad. p. 575.
& Preto, às vezes com tinta-azul muito fraca so-
bre a cara e os lados; os olhos simples (ocelli) muito
grandes; as tegulas ferrugineas, brilhantes; as pernas
fuscas ; nerv. rec. 1 termina na segunda nervura trans-
verso-cubital ou na base da terceira cellula cubital ; nerv.
rec. 2 na terceira cellula cubital antes do apice; com-
primento 9—11 mm.
Hab. Amazonas (Santarem ; Benevides, Julho).
4. Megalopta vivax Sm.
L879—Megalopta vivax Sinith, Desc. New. Spec. Hy-
men. p. 48 n. 4.
Q Cabeça e thorax verde-azues ; abdomen “preto
com apice verde; o clypeo preto, o flagellum das an-
tennas em baixo fulvo; as tégulas rufo-testaceas ; as
pernas pretas com pubescencia fulva ; comprimento T '/,
mm.
Hab. Pará.
> Mcgalopta pilosa Sm.
1879—Megalopta pilosa Smith, Descr. New. Spec.
Hymen p. 48 n. 2.
Q Verde-metallico, coberto com curta pubescencia
fulva; o labrum ferrugineo-pallido ; as mandibulas e os
articulos 1 e 2 e às vezes tambem 3 das antennas fer-
rugineas ; o resto das antennas preto; as pernas fer-
rugineo-pallidas ; fulvo-pubescentes ; comprimento 9 mm.
Hab. Amazonas (S. Paulo de Olivença).
G. Megalopta cuprifons Sn.
1879—Megalopta cuprifons Smith, Descr. New. Spee-
Hymen. p. 49 n. 5.
@ Cabeça e thorax verde; a cara com tintos de
cobre; o mesothorax em cima escuro; o scutellum e o
— 408 —
postscutellum verdes, brilhantes ; as pernas pretas ; com-
primento 9 mm.
S Da mesma cor como a femea, mas de forma
mais delgada; as pernas quasi pretas, um tanto aver-
melhadas.
Hab. Amazonas (S. Paulo de Olivença).
7. Megalopta ornata Sn.
2879—Megalopta ornata Smith, Descr. New. Spec.
Hymen p. 49 n. 6.
Q Verde; abdomen verde-escuro com tinto azul
em certa luz; o clypeo côr de cobre, brilhante; a cara
nos lados amarellento-aurea; a cabeça em baixo verde
aurea, as pernas pretas, com tintos verdes nas tibias; a
pubescencia das pernas em cima fusca, nos femora e
nas tibias Ill em baixo pallida; comprimento 11 mm.
Hab. Amazonas (S. Pavlo de Olivença).
&. Megalopta idalia Sn.
1853 — Megalopta idalia Smith, Cat. Hymen Br. Mus.
Ip. 84 n. 2.
Q Cabeça e o disco do thorax verde-metallicos ; a
margem do clypeo, o labrum e as mandibulas ferrugi-
neas ; as tegulas e as pernas testaceo ferrugineas ; ab-
domen da mesma côr; comprimente 11—13 mm.
S Semelhante à femea; o apice das antennas fer-
rugineo, o articulo basal testaceo- pallido | em baixo.
Hab. Amazonas; Pará.
9. Megalopta nigrofemorata Sm.
1879. Megalopla migrofemorata Smith, Descer. New
Spec. Hymen. pag. 4S n. 2
2. Ferrugineo-pallida, com a cabeça e o mesotho-
rax Im. M. verde- metallicos; a margem anterior do.
clypeo, o labrum e as mandibulas ferrugineo-pallidas ;
— 409 —
as antennas, tegulas e as pernas ferrugineas; o apice
das tibias Il as tibias III e os metatarsos II e II pre-
tos; comprimento 9 mm.
Hab. Amazonas (Ega).
10. Megalopta bituberculata Sn.
1853. Megalopta bituberculata Smith, Cat.' Hymen.
Br. Mus. I pag. S4 n. 1 ;
S. Cabeça em baixo da inserção das antennas
rufo-testacea ; vertice preto; as antennas fulvas, em cima
fuscas; thorax ferrugineo; abdomen da mesma cor ;
comprimento 10 mm.
Hab. «Brazil».
8. Gen. Megacilissa Sm.
1853. Megacilissa Smith. Catal. Hymen. Brit. Mus. 1
pg. 123
O corpo preto, denso fulvo—ou fusco-piloso ; abdo-
men curto, metallico-micante, curto-piloso. Antennas
filiformes; os olhos grandes ; o clypeo convexo, no disco
aplanado ; labrum um tanto redondo, convexo, nitido.
As partes boccaes curtas; maxillas curtas e botas; lin-
gua larga na base, depois fendida em 2 ramos. Palpi-
maxillares de 6 articulos; o basal o mais comprimido,
os outros e as 4 articulos dos palpi-labiales quasi de
comprimento egual; mandibulas estreitas com 2 (S') ou
3 (9) dentes. Azas com 3 cellulas cubitaes ; a primeira
do tamanho das duas outras juntas ou, maior; a se-
gunda exigua, um quarto ou um terço do tamanho da
terceira. Nerv. rec. 1 termina na primeira, nerv. rec, 2
na terceira nervura transverso-cubital.
® Abdomen com 6 segmentos dorsaes e 6 ven-
traes ; scopa muito comprida, denso-lanosa, usualmente
de cor clara, cobrindo as pernas do trochanter até o
— 410 —
metatarso, mesmo o lado interior do femur e da tibia;
metatarso quasi mais largo do que a tibia; esporão in-
terno das pernas posteriores forte-penteado.
o Abdomen com 7 segmentos dorsaes e 6 ven-
traes ; o ultimo segmento ventral armado em ambos os
lados; pernas simples; esporão exterior quasi sempre
mais forte do que o interior, o qual apparece fino e
serrado.
Achei Megacilissa eximia Sm. em Jundiahy no 12
de Fevereiro de 1899 em flores de Solanum balbisie
Dun (Jud). O Sr. M. Beron observou mesma espe-
cie em grande numero nes flores de Ervobotrya ja-
ponica Lind (Ameixa); além destas plantas foram vi-
sitadas por esta abelha: Solanum jucire Mart. e Tra-
descantia dimetica Mart.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS (1)
9 .
1. Thorax fulvo piloso 1 Megacilissaeximia Sm.
» fusco-piloso 2 » »
2. Abdomen branco-piloso 2 Megacilissa preliosa
J'riese.
» escuro-piloso 3 Megacilissa olivacea
l'riese.
A
O
Thorax preto-piloso . à Megacilssa olivacea
I’riese
» fulvo-piloso . 1 Megacilissa eximia Sm.
» sd no disco ful-
vo-piloso . Ê . À Megacilissa virgilt
Friese
(1) Segundo a monographia de H. Friese.
— 411 —
I. Megacilissa eximia Sn.
1S61— Megaciiissa eximia Snuth, Journ. of
Entom. Ip. 150 n 29 &
@ Cabeça preta, com pellos brancos, thorax preto,
denso—mas curto—fulvo-piloso, nos lados e em baixo
mais pallido; abdomen escuro-metallico, a base fulvo-
pilosa, as margens apicaes dos segmentos 2-4 com es-
trias de pubescencia aurulenta, os 2 segmentos apicaes
longos, bruno-pilcsos. 19 mm. de comprimento.
S um pouco menor; ultimo segmento ventral com
espinho comprido, curvado em ambos os lados.
Hab. Brazil, Est. de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro,
Fevereiro, Abril). Venezuela, Guatemala, Mexico.
Mus. Paul. 9 de Jundiahy (Janeiro, Fevereiro).
» » J de Jundiahy (Janeiro) (Beron coll.)
2. Megacilissa pretiosa Iriesc
1898 -— Megacilissa pretiosa Friese. Ann. K. K.
Naturhist. Hofmus. XII (1), p. 67 n. 0,9
@ Preta ou fusca, fusco-pilosa; abdomen verde-
azul; methatorax e primeiro segmento branco-pilosos,
segmentos 2 e 3 quasi calmos, 4 tenues, 5 e 6 forte-
fusco-pilosos. 21 mm. de comprimento.
Hab. Brazil.
3. RMegacilissa olivacea Fricse
1898 — Megacilissa olivacea, Ann. K. K. Naturhist.
Hofnius- 2 (A) p. 68: nS, © d'
Q Preta, preto—ou fusco-pilosa; abdomen verde-
escuro, a margem apical do quinto segmento e todo o
sexto preto-piloso; pernas pretas ou fuscas; scopa
branca-amarellada. 20 mm. de comprimento.
d como a femea, mas as pernas posteriores tam-
bem preto-pilosas. 19 mm. de comprimento.
Hab. Santa Cruz (Rio-Grande do Sul).
PT PES
4. Megacilissa virgili [riese
1900 — Megacilissa (Pthiloglossa) virgilt Frièse Entom.
Nachr AA VI Sn a
d' Preto, pela maior parte preto-piloso; thorax
só no disco amarello-tostado-piloso; abdomen. violete-
escuro ; primeiro segmento comprido —, os outros cur-
tos, preto-pilosos; os segmentos ventraes preto-pilosos ;
o 6.º quasi nú, em cada lado armado com um espi-
nho curvado, no meio com carena alongada. Ás per-
nas quasi pretas; tarsos ferrugineos. Comprimento 17
mm.
Hab. Blumenau (Santa Catharina).
Na collecção do Museu acha-se um. outro exem-
plar pertencendo ao genero Megacilissa, cujo thorax in-
felizmente não deixa mais distinguir a côr da pubes-
cencia por ser arrasada. Como os outros caractères
não accordam com alguma das especies descriptas, dou
aqui a descripçäo do respectivo exemplar :
7. Megacilissa obscura 7. sp.
9 Nigra, fusco-pilosa, abdomine nigro-caeruleo,
breviter fusco-hirto, segmento primo base pallido-pilo-
so, segmentis 2-6 marginibus lateralibus fusco-ciliatis,
pedibus posticis fere nigris, fusco-pilosis, scopa pallida.’
Q Preta; a cabeça e o thorax embaixo fusco-pi-
losos ; em cima falta a pubescencia do thorax, a qual,
porêm, parece ter sido fulva. O abdomen dum verde-
azul escuro, muito curto-fusco-piloso; o quarto seg-
mento com faixa estreita de côr castanho-clara, no meio
interrupta, na margem apical; o quinto segmento com
faixa inteira da mesma côr na margem apical; o se-
emento anal côr castanho-avermelhada. O labrum e o
clypeo são muito convexos; ha alguns pontos no cly-
peo; as antennas são quasi pretas ém cima, pardo-es-
curas em baixo. As pernas são quasi pretas, tornam-se
mais claras no apice, a ultima articulação dos tarsos
ferruginea ; as pernas são fusco-pilosas, excepto a sco-
— 413 —
pa das posteriores, a qual no lado interior do femur
e da tibia é pallida (amarellenta). O abdomen em bai-
xo é castanho-escuro, a pubescencia do primeiro seg-
mento, especialmente nos lados da mesma côr como a
SCOpa ; os outros segmentos têm as margens apicaes e
lateraes fusco-franzidos. As azas são transparentes e
da côr tostada. Comprimento 19 mm.
Hab. Foi encontrada no 28 de Janeiro de 1400
em Jundiahy (Est. de S. Paulo) pelo Sr. M. Beron.
Mus. Paul. 1 Q (Typo).
9. Gen. Oxaea Klug
1807 — Oxaea Klug, Magaz. Ges. naturf. Fr. Ber-
lin 1. p. 261
O corpo preto, fulvo ou fusco-piloso ; abdomen or-
dinariamente verde ou azul metallico, com bordas se-
gmentaes extremamente largas, quasi lisas, no &” muitas
vezes de côr viva; antennas claviformes, curtas, do com-
primento da cabeça, tronco curto e espesso, secundo
articulo do flagello muito fino e comprido, as vezes 1/3
do comprimento do flagello ou maior. Cabeça da lar-
gura do thorax, olhos grandes e, especialmente no &
muito approximados:; olhos simples (ocelli) na fronte,
muito approximados em posição triangular, clypeo con-
vexo; quadrangulado. mais comprido que largo; as
partes boccaes alongadas, as maxillas um pouco mais
compridas do que o mentum, os palpi-maxillares faltam ;
palpi labiales de 4 artículos, quasi do comprimento da
lingua; o primeiro “artículo estreito, maior do que os
tres outros juntos, os quaes são de comprimento egnal,
Thorax convexo, denso-piloso. 'Azas as vezes muito es-
curas; cellula radial co nprida, estreita, quasi parallela e
com appendice distincto ; 3 cellulas cubitaes, a primeira
muito pequena, a segunda maior, ambas quadrangulares ;
a terceira muito grande, trapeziforme, o lado estreito
na veia radial; nervy. rec. 1 termina na segunda, nerv.
rec. 2 no meio da terceira cellula cubital.
@ Abdomen oval, sómente nos lados e no apice
forte-piloso, com 6 segmentos dorsaes e 6 ventraes.
Scopa fortemente desenvolvida, cobrindo as pernas pos-
teriores do trochanter até o metatarso, e tambem os la-
dos interiores do femur e da tibia.
& Abdomen ponteagudo com 7 segmentos dorsaes
e 7 ventraes; pernas muito delgadas, simples.
Oxaea flavescens Klug foi achada na Bahia em
17 de Setembro de 1888, em Jundiahy e Campinas du-
rante os mezes de Janeiro e Fevereiro as Q nas flores
de Cassia bicapsularis L. e ambos os sexos nas de Cro-
talaria paulina Schum.
Oxoea austera Gerst. em Jundiahy (Sao Paulo),
os SS usualmente nas flores de Leonurus sibiricus L
(Labiatae) 12 de Fevereiro, 15 e 19 de Novembro, 19
e 16 de Dezembro as 99 nas flores de Solanum gran-
diflorum Ruiz e Pav.; var. angustifolium (Fructa de
lobo) Solanunn oocarpuin Send. e Solanum atropur-
pureum Schrenk, Janeiro 11 e 16 de Fevereiro e 19
de Novembro.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS (*)
És
1. Abdomen verde... E ; : À Le
» vermelho escu-
ro, sO as margens dos
segmentos 2—4 com
fraco lustre verde . 5 O rufa Friese
2. Pernas fuscas, thorax ful-
vo-piloso : : : : ES
2. Pernas pretas, thorax pre-
to-piloso . . 2 austero Gerst.
3. Os segmentos abdominaes
D e Gfulvo-pilosos . 1 ©. flavescens Klug.
3. Os segmentos abdominaes
9 e 6 preto-pilosos . 2 O. festiva Sm.
() Segundo a monographia de H. Friese.
— 415 —
4
J. Abdomen preto com bor-
das verde metallicas ou
todo verde. ; : : ; .
1. Abdomen preto; os se-
gmentos Η3 mais ou
menos ferrugineos . 4 0. ferruginea Friese
2. Pernas fulvas; ponta do
abdomen fulvo-pilosa . 1 O. flavescens Klug
2. Pernas fulvas com man-
chas escuras ; ponta do
abdomen preto-piloso.. 3 O. austera Gerst
t2 O festiva Sm.
KI. Oxaen flavescens Alu
ISO7T — Oxaea flavescens Klug. Mag. Ges. naturf.
Pipe Doria En RCE ES EL PET,
1S19 — Apis (Oxaea) flave Blanchard, Cuvier : Règne
Rune coe insecti Le Ps LOS O
o Corpo vermelho-amarellado piloso; abdomen,
conico, avelludado, apontado, com 5 bordas brilhantes
verde-azues nas margens dos segmentos; a ponta fulvo
pilosa. 20 mm. de comprimento. 9 maior e mais larga ;
abdomen de cor verde-azul apagada; as bordas aureo-
brilhantes ; ultimo segmento amarellento-fimbriado. *
Hab. Bahia; Est. de S. Paulo, (Jundiahy, Campi-
nas. Janeiro, Fevereiro.
Mus. Paul. 9 9 de Jundiahy (M. Beron coll.); Gam-
pinas (A. Hempel coll.) 4& de Campinas (A. Hempel
coll.).
2. Oxaea festiva Sm.
ISOL — Oraea festiva Smith, Catal. Hymen. Brit,
Mus» IL p. 316 2. 2.:9
Q Cabeça e thorax de cor preta; abdomen verde-
metallico com as margens apicaes dos segmentos lisos
e aureo brilhantes; os segmentos 5 e 6 pretos, preto-
pilosos. 19 mm. de comprimento. Hab. Pará.
— 416 —
3. Oxaea austera (erst.
1867 — Oxaea austera Gersticher, Arch. Naturg.
XXX P. 2, p. 318 nota 9
Q Cabeça preta; thorax preto, fusco-piloso ; abdo-
men Verde-metallico com as margens dos segmentos
verde-aureas ; todas as pernas pretas, fusco-pilosas ; as
posteriores com scopa cinerea. 21 mm. de comprimento.
& Vermelho-amarellado-piloso; abdomen preto com
as margens apicaes dos segmentos verde-metallicos ; a
ponta do abdomen preto-pilosa.
Hab. Jundiahy (S. Paulo, Fevereiro, Novembro,
Dezembro), Santa Cruz (Rio Grande do Sul).
Mus. Paul. 3 & de Jundiahy. (Schrottky Beron
coll).
2 4 Jundiahy (Schrottky e Beron coll.)
Oxaea ferruginea Vriese
1898— Oxaea ferruginea Friese, Ann. Kk. K, naturh.
Hofmus. . AME. Tp. SS mp 06,
© Preto, denso flavo-piloso; abdomen: primeiro
segmento só na base preto o resto do primeiro, 0 se-
gundo e o terceiro ferrugineos, o quarto até o setimo
pretos; os lados e as pontas do abdomen amarellento-
pilosos.
Hab. Piauhy.
5. Oxaea rufa Friese
1899— Oxaea rufa Friese Ann. K K. Naturhast.
Museum XIV. p. 244 n. 6 a
Q Preta, escuro-pilosa; a cara branquinho-pilosa,
os lados do thorax comprido —e denso-escuro-pilosos ;
abdomen vermelho-escuro, o quinto segmento ferrugi-
neo, o sexto quasi preto; as margens dos segmentos
— 417 —
2—4 com fraco lustre verde; os segmentos ventraes
vermelhos, amarello-tostado-franzidos. As pernas ver-
melho-escuras; scopa no femur e no lado interior das
tibias branco-amarellenta. Comprimento 22 mm.
Hab. Para.
10. Gen. Lagobata Sn.
1861—Lagobata Smith, Journ. of Entom. I p. 191.
A lingua aguda; palpi-labiales sómente um pouco
mais curtos, de 4 articulos; os dous basaes alongados,
chatos, os dous apicaes curtos; labrum transverso rec-
tangular ; os olhos simples (ocelli) numa linha; articulo
2.º do flagello muito delgado, apenas do duplo compri-
mento do articulo 3.º; as azas com 3 cellulas cubitaes,
quasi eguaes em comprimento ; a segunda pentagona,
com o nerv. rec. 1 no meio; a terceira em cima só de
meio comprimento do que em baixo, com o nervy. rec.
2 atraz do meio; as pernas III das femeas com scopa.
Lagobata diligens Sm.
1861—Lagobata diligens Smith, Journ. of. Entom.
DO nu
Q Ferrugineo-amarellenta ; a regiäo do scutellum
e uma mancha triangular entre antennas pretas; 0
thorax é às vezes preto em cima, ou com duas man-
chas oblongas pretas; o peito é preto; os segmentos
1—4 do abdomen em cada lado com uma mancha oval
preta, ás vezes tambem as margens basaes dos segmen-
tos pretas; comprimento 11 mn.
Hab. Pará; Amazonas: (Ega e S. Paulo de Oli-
vença).
— AS —
EV HE am. Panúreiase
Gen. Friesea (*) n. gen.
Est. XIV fig. 2 a—e
A lingua é pequena e estreita, as paraglossas exi-
guas. Os “Palpi labiales têm 4 articulos, dos quaes O
primeiro é do duplo comprimento dos tres outros uni-
dos, o segundo e o terceiro são eguaes em compri-
mento, o quarto é o menor. Os palpi-maxillares são
de 6 artículos, dos quaes o basal é o maximo e o api-
cal o minimo. O labrum tem a margem anterior fran-
zido com pellos finos. O segundo articulo de flagello
é do mesmo comprimento como o terceiro; o tronco
das antennas tem um pouco mais que a metade do
flagello, As azas tem 2 cellulas cubitaes quasi eguaes
em comprimento, a segunda muito reduzida na radial;
nerv. rec. 1 termina um pouco atraz do principio, nerv.
rec. 2 um pouco antes do fim da segunda cellula cubi-
tal. As pernas posteriores são nas tibias das femeas
mais denso-pliosas.
Eriesca brasiliensis 7. sp.
Est. XII figs. 8 e 9
Nigra, capite pallide fulvo hirto sub antennis
flave, clypeo lateribus flavis, antennis subtus ferrugi-
neis, thorace supra fulvo, subtus pallida fulvo, hirsuto ;
abdomine nigro, segmentorum marginibus paliide fulvo
pilosis; pedibus nigris, fulvo hirsutis.
J Differt. capite sub antennis, clypeo, labro, arti-
culo basali antennarum subtus flavis, thorace supra ful-
vo subtus griseo hirsuto; tibiis supra flavis, posticis
nigro maculatis.
(*) Em honra do Sr. H. Friese-Jena.
— 49 —
Q Preta, a cabeça pallido-fulvo pilosa, o clypeo é
pontado, preto com os lados amarellos; embaixo das
antennas está uma faixa da mesma côr, que se extende
atê o clypeo; a base das mandibulas tambem amarella ;
em frente dos olhos e atraz das antennas a côr do
chitin é preta. As antennas são fuscas em cima, qua-
si pretas; em baixo, porêm, ferrugineas. O thorax é
fulvo-piloso ; o abdomen preto, muito fino e denso pon-
tado; cada segmento tem na margem apical uma faixa
de pellos pallidos; as pernas são pretas, mas parecem
por causa da densa pubescencia fulvas; as tibias do
primeiro e de segundo par têm na base uma mancha
amarelia; o esporão das tibias medianas é serrado. As
azas são hyalinas, as nervuras fuscas, as tegulas flavas.
Comprimento 9 1/2 mm.
S A cabeça é mais larga do que a da femea; o
clypeo, o labrum, mais que a metade das mandibulas,
a cara em baixo das antennas atê o clypeo e os olhos,
o tronco das antennas em frente de côr amarella; os
pellos nestas partes são da mesma côr; o resto da ca-
beça é preto; o flagello das antennas ferrugineo em
baixo. A pubescencia do thorax é pallido-flava em
cima e torna-se cinzenta em baixo. Os segmentos ab-
dominaes com faixas nas margens apicaes. As pernas
têm os femora pretos, as tibias anteriores são amarel-
las em cima, as medianas são amarellas com uma
mancha fusca atê preta no meio, as posteriores são
quasi todo pretas, só a base tem ainda a côr amarella ;
o esporão das tibias medianas simples. As azas e as
tegulas como a femea. (Comprimento 9 1/2 mm.
Hab. Encontrei esta especie no dia 28 de Janeiro
de 1899 em Jundiahy (Est. de S. Paulo), no dia 27 de
Março de 1900 um casal em copula no Ypiranga, e
no mesmo dia mais uma femea.
Mus. Paul. 3 99, 1 & (typos)
— 420 —
V. Fam. Stelididae
1. Gen. Coelioxys Latr.
1809—Coelioxys Latreille, Gen. Crust. et Insect..
IV p. 166 n. 557
Palpi-maxillares de 2 articulos, palpi-labiales de 4
articulos, dos quaes os dois hasaes são compridos e os.
dois apicaes exiguos; labrum comprido rectangular,
muitas vezes cobertos pelas mandibulas ; estes com 3.
dentes; os olhos são pilosos; os olhos simples (ocelli),
postos num triangulo; o segundo articulo das antennas.
não mais comprido do que o terceiro. Às azas com duas.
cellulas cubitaes ambas quasi eguaes em comprimento,
a segunda reduzida na radial com ambas as nervuras.
recurrentes. O scutellum tem geralmente um dente agu-
do em cada lado e às vezes mais um no meio; o ul-
timo segmento abdominal é simples na 9, munido com:
dentes no d.
As especies deste genero vivem como parasitas de:
outras abelhas, especialmente do genero Megachile ;.
nada, porém, consta sobre a biologia das especies bra-
zileiras. ’
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS (*)
É
i. Os segmentos abdominaes
1-3 em cima averme-
lhados; comprimento
13-16 mm. ; . 1. C. formula Sm.
Só o segmento basal aver-
melhado ou todo o ab-
domen preto . À À * PY Re:
2. Cabeça, thorax e as fai-
xas abdominaes (quan-
do presentes) amarel-
lento-pilosos. . : i + NE +
(*) Não está incluido nesta Chave 2. ( simillima Sm.
— 421
As faixas abdominaes
(quando presentes )
branco-pilosas
O thorax grosso-ponteado.
> » nao ou quasi não.
ponteado . g é
O clypeo producto com a
margem anterior for-
mando dois lobos
O clypeo regular, o tho-
rax guarnecido com
marcas de pubescencia
branca à
Cabeca e thorax branco-
« pilosos; “12 mm. de
comprimento
Cabeça branco-amarelen-
lento-pilosa ; 11 mm.
de comprimento.
O primeiro segmento ab-
dominal e o tronco das
: ne
5
. 3. C. clypeata Sm.
4. C. ignava Sm.
12. C. pretextata Hal.
13. C. pyrata Holmbe.
antennas avermelhados 9. C. vidua Sm.
‘Todo o abdomen preto ;
o tronco das antennas
como o resto preto
tambem
O tronco
preto, mas o primeiro
“segmento abdominal
avermelhado as faixas
abdominaes faltam
Todo o. scutellum rugoso-
ponteado . à
Scutellum no dente
diano liso .
me-
não ponteado . }
WA po KIS
Scutellum não ou quasi
des antennas ©
. 8 C. pygidialis n. sp.
. D. O scutellaris n. sp.
amazonica n. sp.
Rae yy om CE
(9 6)
3.
O scutellum ro meio com
um lobo arredondado
O scutelum no meio com
um dente agudo.
JS
Abdomen com os 3 seg-
mentos basaes averme-
lhados >
Abdomen preto ou só os
lados dos segmentos ou
só O primeiro segmen-
to avermelhados
O segmento apical do
abdomen com 6 espi-
nhas . à j
O segmento apical com 7
espinhas, sendo uma no
meio, duas em cada lado
do apice e um pequeno
em cada lado da base .
O scutellum com 3 espi-
nhas distinctas, sendo
uma no meio e uma
em cada lado
O scutellum só nos lados
com espinhas . À
Scutellum não ponteado
» rugoso-pon-
teado. | É
Menor (7 1/2 mm.).
Maior (13 mm.) . x
1. Coelioxys
10 €. chrysocephala n. sp.
1. C. aculeata n. sp.
1. conula Sm.
D
14. C. laevigata Sm.
6. C. beroni n. sp.
. 195. C. agilis Sm.
16. C. rufopicia Sm.
zonula Si.
1854 - Cuelioxys zonula Smith, Catal. Hymen. Br.
Mus. IT p. 269 n. 39
@ Cabeça preta, coberta com curta pubescencia
branca; o vertice nu; thorax preto, ponteado ;
O SCcu-
le 108 TE
tellum rugoso, com um dente forte em cada lado;
o pronotum, as tegulas e o scutello com uma linha
de pubescencia branca. As pernas e as tegulas vermelhas ;
os 3 segmentos basaes do abdomen, e os segmentos
ventraes, excepto os ultimos, vermelhos; as margens
dos segmentos são branco-ciliadas; a placa ventral do
segmento apical é mais comprida do qe a placa dorsal ;
comprimento 13-15 mm.
Muito semelhante à femea; o segmento apical
denteado, um dente curto em cada lado, o apice com 2
pares de dentes; o par inferior é mais comprido do que
o par superior.
Hab. Pará (Santarem).
2. Coelioxys simillima Sn.
1854—Coelioxys simillima Smith. Catal. Hymen.
Bee MUSK po 209º mA
2 Comprimento 9 mm. Na descripção no Catalogo
do British Museum diz Smith: «esta especie é muito
semelhante à C. tridentata, mas o tronco das antennas
é inteiramente preto, o thorax não producta no meio e
como anal tem a placa inferior producto num espinho
mais comprido e não é nodoso; no resto combina com
aquella especie, da qual possivelmente será sómente uma
variedade; o macho não é conhecido ; pode ser tambem
que seja uma variedade de C. praetextata de Haliday,
mas a descripção dessa especie é demasiado curta para
ser referida em geral a este genero tão variavel.»
Hab. Brazil,
3. Coelioxys clypeata Sn.
1879— Coelioxys clypeata Smith. Descr. New Spec.
Hymen. p. 104 n. 1
Q Preta, o abdomen brilhante; o clypeo producto
com a margem anterior nodosa, formando um apice
bilobado, os lobos ferrugineos; os lados da cara com
— 424 —
pubescencia pallida; o thorax fortemente ponteado ; o
scutellum com carina central e um dente forte, mas
curto em cada lado; as pernas ferrugineas ; o abdomen
em baixo ferrugineo, nitido; em cima finamente pon
ieado ; o apice agudo; a placa apical em baixo é mais
“comprida do que a de cima. Comprimento 11 mm.
Hab. «Temantins no Amazonas.»
4. Coelioxys ignava Sm.
1879— Coelioxys ignava Smith. Desc. New Spec.
Hymen. p. 104 n. 2
Preta no thorax e na cabeça grosso-ponteada,
no abdomen iino-ponteada ; as pernas e o abdomen em
baixo de côr ferruginea; a cara nos lados e uma linha
atraz dos olhos de pubescencia branca ; o scutellum pro-
ducto no meio da margem posterior num dente curto,
em cada lado ha mais um dente maior; o thorax
guarnecido com pubescencia branca, o abdomen bri-
lhante, gradualmente attenuado para o apice, o qual é
lanceolado ; a placa ventral do segmento apical é um
pouco mais comprida do que a dorsal, attenuada a um
ponto, um pouzo nodosa nos lados perto do apice, o
qual é pequeno e lanceolado ; comprimento !1 mm.
Hab. Amazonas (Ega).
>. Coelioxys scutellaris n. sp.
Q Nigra sparsim griseo-hirta; capite thoraceque
grosso-punctatis, face pallide birta pedibus tegulisque
ferrugineis scutello trispinoso, omnino grosso punctado ;
abdomine levius punctato, nigro, segmento primo late-
ribus rufis, segmentorum 1—5 cingulis albidis ; alis obs-
cure hyalinis, apice fusco.
Q Preta; a cabeça grosso-ponteada, pallido ama-
rellento pilosa ; thorax grosso-ponteado, a margem an-
terior e a posterior do mesonotum, o lado inferior e
todo o metathorax guarnecidos de pubescencia pallida ;
as pernas e as tegulas ferrugineas ; as azas escuro- -hyali-
— 425 —
nas, no apice fuscas; o scutellum tão grosso-ponteado
como o thorax, com 3 espinhas pequenas, sendo uma no
meio e uma em cada lado; o abdomen preto, ponteado,
mas menos grosso do que o thorax, os lados do pri-
meiro segmento e a margem apical do primeiro seg-
mento ventral de côr vermelho-escura ; os segmentos
1—5 têm as margens apicaes estreitamente ciliadas com
pellos brancos; o segmento tem na placa dorsal uma
fraca carina, a placa ventral é um pouco mais compri-
da do que a placa dorsal. Comprimento, 11 mm. lar-
gura 3 1/2 mm. Encontrado no dia 27 Março de 1900
em Ypiranga.
Hab. S. Paulo (Ypiranga). ;
Museu Paulista 1 P (Typo) (Schrottky coll.)
6. Coelioxys beroni n. sp.
d Nigra, flavescente-hirta ; thorace scutelloque gros-
so-punctatis, scutello trispinoso ; pedibus tegulisque fer-
rugineis ; abdominis lateribus ; ventreque rufis, cingulis
albido-pubescentibus ; segmento apicali 6 spinoso ; alis
obscure hyalinis, apice fusco.
S Preto, a cabeça em frente coberta com pubescen-
cia amarellenia ; o thorax e o scutellum são grosso-
ponteados e guarnecidos de pubscencia amarellenta, as
pernas e as tegulas são ferrugineas; as azas escuro-
hyalinas com o apice fusco; o scutellum tem 3 espinhas,
um no meio e um em cada lado; o abdomen é preto em
cima ; em baixo e nos lados, porêm, vermelho-escuro ;
os segmentos são na margem apical ciliados com pellos
brancos; o penultimo segmento tem em cada lado um
dente pequeno; o segmento apical é munido de 6 espi-
nhas, das quaes uma pequena está em cada lado da base,
as outras formam dous pares no apice; destas as infe-
riores são mais compridas do que as superiores; entre
esses dous pares de espinhas esta um sulco profundo ;
todo o abdomen em cima e em baixo é denso—mas não
muito grosso—ponteado. Comprimento 13 mm., largura
4 mm. Encontrado no 25 de Janeiro de 1900 em Jun-
— 426 —
diahy pelo sr. M. Beron, ao qual esta especie é dedi-
cada. Talvez o & da especie precedente ?
Hab. São Paulo. (Jundiahy).
Mus. Paul. 1 4 (Typo) (Beron coll.)
7. Coelioxys amazonica n. sp.
2 Nigra, breviter flavo-hirta ; thorax grosso-puncta-
to, scuteilo trispinoso, grosso-puactato, dente mediano
glabro; tegulis pedibusque ferrugineis; abdomine le-
vissime punctato, cingulis albido pubescentibus ; ventre
fusco ; alis subhy alinis, apice fusco.
9 Preta, a cabeça coberta de pubescencia amarel-
lenta de pellos curtos; o thorax e o scutellum são
grosso-ponteados, excepto o dente no meio do scutel-.
lum, o qual é liso; em cada lado do scutellum ha um
outro dente; as margens do mesonotum e o lado infe-
rior do thorax são guarnecidos de pubescencia amarel-
lenta; as pernas e as tegulas são ferrugineas, um pouco
mais escuras, porêm, do que nas especies precedentes ;
o abdomen é fino-ponteado, preto em cima, fusco-aver-
melhado em baixo; as margens dos segmentos são pos-
teriormente ciliadas com curtos pellos brancos; a placa
ventral do ultimo segmento é mais comprida do que a
placa dorsal. Comprimento 12 mm.
Hab. Amazonas (Manãos).
Mus. Paul. 1 © (Typo) Manãos.
&. Coelioxys pygidialis n. sp.
@ Supra nigra, infra obscure ferruginea, claro-
hirta, thorax leviter punctato; scutello tridentato, ab-
domine punctato, segmento primo rufo, ventre carinato ;
alis hyalinis, apice fusco.
Q Em cima preta, em baixo fusco avermelhada ; a
cabeça densamente coberta com pubescencia amarella ;
o thorax é muito mais fino-ponteado do que nas espe-
cies precedentes e guarnecido de pubescencia amarel-
lenta; as tegulas e as pernas são ferrugineo-escuras ;
o scutellum é liso e munido de 3 dentes; o do meio
— 427 —
é um pouco curvado para cima; os dos lados são for-
tes e têm no apice a côr ferruginea; o primeiro seg-
mento do abdomen é fusco-avermelhado, os outros são
pretos; todo o abdomen é ponteado, mas cada segmen-
to excepto o primeiro, tem no meio uma região lisa;
sobre todo o ventre corre uma carina longitudinal no
meio; o ultimo segmento tem em cima tambem uma
carina longitudinal no meio; a placa ventral deste se-
emento é muito mais comprida do que a placa dorsal.
Comprimento 13 mm.; largura 3'/,. Encontrado em
Jundiahy no dia 19 de Novembro de 1899.
Hab. S. Paulo, (Jundiahy).
Mus.. Paul. 4 q (Typo) (19 XI 1899 Schrottky
coll.).
D. Coelioxys widua Sm..
1S51—Coeliorys vidua Smith., Catel. Hymen. Br.
Mus. Il p. 268 n. 35
Q Preta, a cara coberta de pubescencia ochraceo-
pallida ; as mandibulas e o tronco das antennas de cor
ferruginea ; thorax guarnecido de pubescencia ochracea;
as pernas e as tegulas vermelhas ; o scutellum preducto
no meio num dente angular e armado em cada lado
de um dente forte; o disco coberto com pontos grandes.
O primeiro segmento do abdomen em cima o 2.º e O
3.º nos lados e todo o abdomen em baixo vermelho ;
todos os segmentos nas margens com faixas ochraceas,
as quaes continuam em baixo; a placa superior do
segmento, a qual é arredondada na extremidade e tem
uma carina central, a qual extende-se quasi até a base;
a placa inferior é um pouco mais comprida do que a
superior, terminando o apice num dente largo agudo, em
cada lado deste é nodoso, formando dois curtos dentes
agudos. Comprimento 9 mm.
Hab. «Brasil».
Um exemplar na collecção do sr. A. Hempel—
Campinas, que examinei, refiro a esta especie; foi en-
contrado em Campinas no-dia 30 de Janeiro de 1901.
-—— 428 —
10. Coelioxys chrysocephala 1. sp.
Qd Nigra, flavo-hirta, capite, thoracis lateribus abdo-
mineque punctatis, scutello bidentato postice in lobum ro-
tundatum producto; pedibus tegulisque ferrugineis; ventre
fusco-ferrugineo, carinato; maris segmento anali 7 spinoso.
© Preta, a cabeça ponteada, coberta com pubes-
cencia amarellenta, o thorax nos lados distincto-pontea-
do, no meio os pontos tornam-se invisiveis, o scutellum
é completamente liso no meio, só nos lados acham-se
alguns pontos grossos; está producto posteriormente
num lobo arredondado cujo apice é ferrugineo ; em cada
lado está um dente forte; o thorax é guarnecido de
pubescencia amarellenta; as pernas e as tegulas são
ferrugineas ; o abdomen é preto em cima, fusco-ferru-
gineo em baixo e em ambos os lados ponteado ; sobre
todo o ventre corre uma carina longitudinal no meio ;
no dorso ha outra carina longitudinal, a qual, porém, só
nos ultimos dois segmentos é bem visivel; os segmentos
são posteriormente ciliados com pellos amarellentos, os
quaes formam anneis completos ; a placa ventral do ultimo -
segmento ê apenas um pouco mais comprida do que a
dorsal. Comprimento 10 1/2 mm.; largura 3 1/2 mm.
Encontrado no 1 de Novembro de1900 em Jundiahy.
S E’ simillimo à femea da qual se distingue ape-
nas pelo segmento apical do abdomen; este é munido
de 7 espinhas, das quaes uma pequena esta em cada
lado da base, quatro maiores formam dois pares no apice,
entre estes no meio está mais uma pequena. Compri-
mento 10 1/2 mm.; largura 3 mm. Encontrado em 25
de Julho de 1900 em Victoria, perto de Botucatu.
Hab. S. Paulo, (Jundiahy, Victoria).
Mus. Paul. a. 9 (Typo) de Jundiahy (1. XT. 1900
Labrottel coll.) b. o (Typo) de Victoria (25. VII. 1900
Hempel coll.) ce. (') & de Victoria (25. VII. 1900
Hempel coll.).
(*) Este exemplar é menor do que o typo e mais claro nas par-
tes ferrugineas, mas todos os caractéres correspondem com a descri-
pção acima. Bis o tamanho: comprimento 8 mm.; largura 21/2 mm.
— 429 —
Al. Coelioxys aculeata 1. sp.
Est. XII fig. 15
P Nigra, flavo-hirta, capite thcracisque lateribus
sparsim punctatis ; scutello glabro, trispinoso ; abdomine
punctato, ventre pygidioque carinato, segmentorum mar-
ginibus albido-cinctis; tegulis pedibusque obscure ferru-
gineis.
Q Toda preta, excepto as pernas e as tegulas as
quaes são ferrugineo-escuras ; a cabeça é coberta de
pubescencia amarellenta e tem apenas alguns pontos im-
pressos; o thorax é igualmente guarnecido de pubes-
cencia amarellenta, nos lados ponteado; o scutello tem
3 espinhas agudas, uma no meio e uma em cada lado;
é completamente liso; o abdomen é ponteado ; no ventre
ha uma carina longitudinal no meio, no dorso uma tal
carina acha-se sômente no ultimo segmento, onde é bem
distincta, formando uma espinha aguda no apice; a
placa ventral do ultimo segmento é arredondada e mais
comprida do que a dorsal; todos os segmentos são pos-
teriormente ciliados com pellos branco-amarellentos. Com-
primento 13 mm.; largura 3 1/2 mm.
Hab. Amazonas (Manãos).
Mus. Paul. 9 de Manäos (typo).
12. Coelioxys praetextata Jal.
1834—Coelioxys praetextata Haliday, Trans. Linn.
Soc. Lond. XVII p. 320 n. 15
9 Preta, com o primeiro segmento abdominal, as
pernas e o ventre de cor avermelhada ; a cabeça é pon-
teada, o tronco das antennas em baixo avermelhado ;
as mandibulas ferrugineas com o apice fusco ; thorax
subnu, branco-piloso; scutellum munido de 3 dentes;
os segmentos abdominaes ciliados com pellos brancos, os
quaes formam anneis interruptos no meio. Comprimento
12 mm.
Hab. Santa Catharina.
— 430 —
13. Coelioxys pyrata Holmbg.
1854— Coelioxys carinata Smith. Catal. Hymen. Brit.
Mus. Il p. 208 n. 36 (nec. p. 264 n. 26°!)
1S881—Coelioxys pyrata Holmberg, Anal. soc. cient.
Argent. XVIII p. 208 n. 8.
‘@ Preta; a cara coberta com curta pubescencia
branco-amarellenta ; as mandibulas ferrugineas, no apice
pretas. O thorax brilhante no disco, quasi não pon-
teado em frente, grosso-ponteado perto do scutellum,
este ponteado nos lados, a margem posterior angular,
ferruginea no ponto, em cada lado um dente forte; as
tegulas e as pernas ferrugineas ; o abdomen brilhante,
ponteado na base e nas margens dos segmentos lateral-
mente; uma carina indistincta corre sobre o meio do
abdomen, tornando-se decisiva no pygidium, cuja placa
inferior é mais comprida do que a placa superior; em
baixo existe uma semelhante carina indistincta, a côr
do primeiro segmento em cima e do ventre é ferrugi-
nea—Comprimento 11 mm.
Hab. «Brazil», Argentina.
a4. Coclioxys laevigata Sn.
1854—Coelioxys laevigata Sith, Catal. Hymen.
Brit. Mis. Ip 2609.1. do:
S Preto, muito liso e brilhante; na cabeça e no
thorax as pontas são grandes e dispersas, no abdomen
mais finas e cobrem o segmento basal e a base das
seguintes, uma linha transversal contra a margem de
cada um, sendo as partes intermedias lisas e brilhan-
tes; a cara é coberta com pubescencia muito pallido
fulva; as pernas e as tégulas são ferrugineo-claras ; as
azas subhyalinas, nas margens apicaes com uma nuvem
fusca que se extende sobre a metade superior da cel-
lula marginal; as nervuras são pretas; o scutellum não
é ponteado, producto no meio, numa espinha larga, ar-
redondada no apice; em cada lado ha uma outra espi-
— 431 —
nha allongada, lisa; o segmento apical do abdomen é
munido de 6 espinhas agudas, uma em cada lado, mais
ou menos no meio; quatro no apice, duas em cada
lado, das quaes as inferiores são as mais compridas ;
todos os segmentos têm uma faixa estreita de pellos
brancos na margem, esta faixa alarga-se um pouco nos
lados e em baixo, mas é um pouco interrupia em ci-
ma; as margens apicaes dos segmentos ventraes são
ferrugineas—Comprimento 10 mm.
Hab. Pará.
15. Coelioxys agilis Sn.
1879—Coelioxys agilis Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 105 n 3.
d Preto; a fronte densamente coberta com pu-
bescencia aureo-amarella ; uma linha de pubescencia
branca atraz dos olhos; o vertice e o thorax em cima
são grosso-ponteados ; a margem posterior do scutello
arredondada, com um dente forte, agudo-ponteado nos
angulos lateraes ; as pernas ferrugineas, em cima bran-
co-pilosas ; abdomen brilhante, fino-ponteado ; as mar-
gens apicaes dos segmentos não ponteados ; o segmen-
to apical profundamente sulcado no meio; os processos
lateraes bidentadas ; lateralmente ba um curto dente
agudo perto da base; as margens lateraes dos seg-
mentos com faixas brancas; em baixo as faixas conti-
nuam e são mais largas do que em cima. Compri-
mento 7 1/2 mm.
Hab. «Brazil, S. Paulo», (de Olivença? Ama-
zonas).
E. Coelioxys rufopicta Sm.
18514—Coelioxys rufopicta Smith, Catal. Hymen.
Brit. Mus. II p. 270 n. 40
& Preto; o vertice grosso-ponteado, a cara co-
berta com pubescencia aureo-amarella; as mandibulas
— 432 --
ferrugineas no meio; o thorax brilhante, com poucos
pontos no centro , mais ponteado nos lados; o scutel-
lum brilhante e liso, com poucos pontos grandes nos
lados, a margem posterior um pouco producto no meio
e armado em cada lado com um dente obtuso, diver-
gindo para fóra; as pernas ferrugineas, os femura um
pouco mais fuscos; abdomen fortemente ponteado na
base, no apice os pontos tornam-se mais finos, em ca-
da lado do segmento basal ha uma mancha ferrugineo-
clara; as margens apicaes dos segmentos em baixo
ferrugineas ; todos os segmentos tem uma estreita fai-
xa marginal, a qual em cima é mais ou menos inter-
rupta; os segmentos ventraes têm uma carina central
desde a base do abdomen até o apice do quarto seg-
mento, na sua terminação estão duas curtas espinhas
agudas; o apice é armado com: 6 dentes, um curto
agudo em cada lado e dous pares no apice dos quaes
os superiores são muito curtos e agudos. ‘Comprimen-
to 13 mm.
Hab. «America do Sul».
2. Gen, Odyaeropsis o n. gen.
Estampa XIV; fig. 3 ad
Lingua comprida, pilosa; as paraglossas pequenas ;
palpi-labiales de quatro articulações ; as duas bases com-
pridas; as duas epicaes exiguas; palpimaxilares estro-
peados. As antennas são filiformes; o tronco é clavi-
forme, a primeira articulação do flagello é muito pe-
queno, as outras sub-iguaes, cylindricas. Os olhos sim-
ples (ocelli) postos num triangulo.
As azas do macho com duas cellulas cubitaes de
tamanho igual; a segunda um pouco reduzida na ra-
dial com ambas as nervuras recurrentes; nerv. rec. 1
termina um pouco antes do meio, nerv. rec. 2 um pou-
co antes do fim da segunda cellula cubital; a cellula
radial é comprida e no apice arredondada.
(1) Odynerus—nom. propr. Hymen; opsis visus.
-
— 433 —
As azas da femea com & cellulas cubitaes, a pri-
meira de comprimento da segunda e-terceira unidas ;
nerv. rec. | termina um pouco antes do apice da se-
gunda, nerv. rec. 2 um pouco antes do apice da terceira
cellula cubital.
O mesothorax termina posteriormente em duas es-
pinhas divergentes; o scutello é muito convexo; o ab-
domen é alongado.
O primeiro (basal) articulo dos tarsos de primeiro
par de pernas tem dous dentes na base. As tibias III
são munidas de dous esporãos simples.
Typo: Odyneropsis holosericea n. sp.
Não estou bem certo quanto à posição systemati-
ca deste genero; mas conforme as partes boccaes e as
nervuras das azas do 4 pul-o na vizinhança do gene-
ro Coelioxys.
I. Odyneropsis holosericea n. sp.
Est. XII fig. 14
Sd 9. Nigra thorace ferrugineo ; capite spassini
argenteo-hirto ; pronoto, mesonoti margine anteriore
nigris, mesothorace metathoraceque aurulento, sericeo-
villosis ; abdominis segmento primo base ferrugineo ;
pedibus ferrugineis alis hyalinis, marginè anteriore fu-
liginosa.
S. Cabeça preta, rugoso ponteada ; fera com
as margens lateraes e a anterior castanhas; antennas
pretas; no meio clypeo está uma carina, a qual con-
tinua até o primeiro olho simples; toda a cabeça ar-
genteo-pilosa ; thorax ferrugineo; o pronotum e a mar-
gem anterior do mesonotum são porem de côr preta;
o mesonotum termina posteriormente em duas espinhas
divergentes; o scutellum tem duas gibas; todo o tho-
rax em cima e em baixo aureo-piloso ; abdomen preto
com exiguos pellos aureos; o primeiro segmento na
base ferrugineo; as pernas são ferrugineas, aureo-pilo-
sas; as tibias IM com dous esporãos no apice, os me-
tatarsos I com a base da primeira articulação munida
— 434 —
de dous dentes; as azas anteriores são denegridas na
parte anterior, hyalinas na parte posterior; as azas pos-
teriores são hyalinas ; as tegulas ferrugineas ; em frente
das tegulas no prothorax uma giba ferruginea em cada
lado. As antennas tem 13 articulos; o abdomen 7 se-
gmentos; a femea distingue-se apenas por ter as an-
tennas de 12 articulos e o abdomen de 6 segmentos.
Comprimento 15 mm. largura 5 mm.
3. Encontrado no 15 de Dezembro de 1909.
2. Encontrada no Fevereiro de 1901.
Hab. S. Paulo (Ypiranga).
Mus. Paul. 1 & 1 9 (Typos).
VI. Fam. Megachilidæ
CHAVE DOS GENEROS BRAZILEIROS
O corpo sempre de cor
preta; sómente os pel-
los de côr amarella
Bite se ED ae E GED eee ema Le
O corpo preto com mar-
cas amarellas as quaes
estão no chitim mesmo,
não só consistem de pel-
los, secs cabos E a MES oat AEM A RAI OLA
1. Gen. Megachile Zatr.
1892.—Megachile Latreile, Hist. nat. Crust. (Insect.
HI p. 382
Palpi maxillares de dous articulos; labrum com-
prido, estreito, rectangular, escondido; olhos simples
(ocelli) postos num triangulo. As azas «com duas cel-
lulas cubitaes; a primeira apenas mais comprida do
que a segunda, a qual recebe ambas as nervuras recur-
rentes. As femeas com scopa ventral; os machos com
as pernas anteriores muitas vezes alargadas.
— 435 —
Este genero é representado com um numero ex-
traordinariamente grande no Brazil; sendo, porém, muito
dificil uma synopsis completa com o material que neste
momento tenho à disposição, me limito de dar a des-
cripção das especies que obtive do nosso Estado.
A. Especies com a scopa ventral da femea pela
maior parte preta
1. Regachille nigropilosa n. sp.
2. Nigra, nigro-pilosa; abdomine segmentis 2—5
flavo fasciatis ; pedibus fuscis, nigro-pilosis, tarsis pos-
terioribus subtus ferrugineo-pilosis ; scopa nigra, paucis
pilis flavescentibus intermixtis ; alis rufo-hyalinis.
© Preta, preto-pilosa; o abdomen nos segmentos
2—5 com faixas de pellos amarellos; a scopa ventral
ne de pellos pretos, sO no meio dos segmentos
2—4 ha alguns pellos amarellados; as pernas são fus-
cas, ue pilosas : os tarsos de todas as pernas e no
par posterior inclusive o metatarso ferrugineo-pilosos ;
as unhas ferrugineas ; as tegulas fuscas, quasi pretas ;
as azas rufo-hyalinas ; comprimento 1] mm; largura
4 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy.}
Mus. Paul, 9 (Typo) de Jundiahy (Schrottky coll.)
BL. Especies com a scopa ventral das femeas só na
base amarellada ou brancacenta, mas no apice
distinctamente preto.
a. Sômente dous segmentos do ventre com pellos
pallidos ; todo o resto da scopa preto.
2. Megachile gracilis n. sp.
Nigra, thorace fulvo pilosa, tegulis ferrugineis ;
pedibus ferrugineis, pallido pilosis; abdomine segmentis
flavo-fasciatis ; Q segmentis 1—2 scopa ventrali albes-
cente, reliquis nigra; & clypeo fronteque aureo-pilosis.
Q Preta; o vertice e o thorax fulvo-pilosos ; as
— 436 —
antennas em baixo e as tegulas ferrugineas ; ‘as pernas
ferrugineas, pallido-pilosas; os metatarsos fuscos ; ab-
domen na hase do 1.º segmento ferrugineo, o resto
preto; o segmento 1.º amarellento piloso; os segmen-
tos 2—5 com faixas de pellos amarellos ; as azas fulvo-
hyalinas com as nervuras ferrugineo-pallidas ; a scopa
ventral nos segmentos 1—2 brancacenta, nos outros
preta; comprimento 11 mm.; largura 4 mm.
S Semelhante à femea, a cabeça mais larga, o
clypeo e a fronte cobertas por densos pellos. aureo-
amarellos; a faixa amarella do quinto segmento abdo-
minal é menos desenvolvida, as pernas III são poste-
riormente fuscas, as tibias III curvadas; os metatarsos
I extraordinariamente alargados e em baixo ciliados
por pellos compridos brancos cujo apice é amarelo ;
comprimento 10 mim.; largura 4 mm. +
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro).
Mus. Paul. 9 4! (Typos) de Jundiahy, 28 de
Janeiro de 1990. (Deron coll.)
Nota. —A descripçäo da JL pallipes Sm. (Descr.
New Spec. Hymen, p. 71 n. 30) combina quasi com o
d' dessa especie, mas embora que a nossa especie é
menor, M. pallipes tem o thorax «aureo ‘amarellento-
piloso.» As pernas pelo menos em partes ferrugi-
neas e occorre no Amazonas. Smith indica o seu
comprimento como «6 linhas» (= 13 mm.)
b.: Só o apice da scopa ventral preto. (às vezes
tambem os lados; a parte preta, porém, cobre
alem do segmento apical (6) ainda o precedente
(2) totalmente.
3. Megachile rubricata Sm.
1853. — Megachile rubricata Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. I p. 187 n. 132.
S Preta; os lados da cara em baixo da inserção
das antennas com pubescencia cinzenta; em cima fulvo-
pilosa; thorax fulvo-piloso; as tegulas, as nervuras das
azas e as pernas ferrugineas ; as coxas, os trochanteres
— 437 —
e a base dos femora pretas ; os segmentos abdominaes
com faixas de pubescencia fulvo-pallida; a scopa ven-
tral quasi branca, no apice preto ; comprimento 13 mm.
Hab. Brazil.
Mus. Paul. Refiro a essa especie um exemplar de
Jundiahy, o qual é, porém, um pouco menor (11 mm.)
e as pernas mais escuras, sendo as tibias II e as tibias e os
metatarsos III quasi fuscas. E" possivel que o nosso exem-
plar represente variedade distincta que nesse caso pode
obter o nome do seu descobridor : var. beroni n. var.
E' de Jundiahy, 2 de Fevereiro de 1900. (Beron coll.)
4. Megachile anomala 7. sp.
Q Nigra, fulvo-pilosa, tegulis pedibusque ferrugineis,
tibis anterioribus fuscis ; abdomine segmentis 4—5 fasciis
flavescentibus; scopa ventrali flavescente, apice nigro.
© Assemelha-se muito à especie precedente da qual
differe, porêm, principalmente na côr das pernas; 0
t.º par tem as coxas e os tronchanteres fuscos, os fe-
mora ferrugineos, as tibias e os tarsos fuscos; II e II
são de côr ferruginea, só os tarsos fuscos; o abdomen
parte sómente nos segmentos 3—5 faixas de pellos
amarellentos, mas sendo o nosso exemplar um pouco es-
tragado, é possivel que as faixas se achem sobre todos os
segmentos em exemplares frescos ; a scopa ventral é ama-
rellenta nos segmentos 2—-3 e na base do 4.º; no resto
é preta; comprimento 11 mm.; largura 4 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Fevereiro).
Mus. Paul. 9 (Typo, de Jundiahy, 2 de Fevereiro
de 1900, M. Beron. coll.) XX. As pernas pretas.
3. Megachile anthidioides fad.
1874—Megachile anthidioides Rodoszkowsk:, Bull.
soc. natural Moscou XL VII P. 1. p. 147 n. 34;
T. 1 fig. 41.
9 Preta, preto-pilosa, na cabeça um pouco pu-
bescencia amarellenta; abdomen nos segmentos 2—5
— 438 —
com faixas de pellos amarellos; as faixas interrompidas
no meio; as tegulas e os tarsos são ferrugineos; a
scopa ventral é branca do segmento 2; meio branca e
meio preta nos segmentos 3 e 4; preta nos segmentos
D e 6; comprimento 11mm, largura 4 1/2 mm.
pd UNOS IEA
& Semelhante à femea; a cabeça em frente bran-.
4
cacenta-pilosa ; abdomen só nos segmentos 2—4 com
as faixas amarellas; as tegulas fuscas; o lado inferior
branco-piloso ; os ‘tarsos I na base preto—, no resto
branco-ciliados.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Campinas, Victo-
ria, Rincão, etc.).
Mus. Paul. Parana, 99 de Jundiahy, 9, 11,e 17
de Novembro de 1899, Schrottky coll.). Janeiro de
1901 (Beron coll.) 9% de Victoria, 25 de Julho de
4990 (Hempel coll.).
6. Megachile poçograndensis 7. sp.
2 Nigra, thorace segmentoque basali abdominis
tlavescente-pilosis; pedibus nigris, fusco-pilosis, tegu-
lis fuscis; scopa ventrali albida, apice lateribusque ni
gris.
@ Preta; o thorax e o segmento basal do abdo-
men em cima amarellento-pilosos, em baixo o thorax
pardo-piloso; as pernas são pretas, fusco-pilosas, os
tarsos em baixo ferrugineo-pilosos ; as tegulas são fus-
cas; as azas escuras; a scopa ventral nos segmentos
2-4 brancacenta, nos lados destes segmentos, porém,
e no segmento 5 e 6 é preta; comprimento 14—15
mm.; largura 5 1/2 mm.
Hab. Est. de S, Paulo (Poço Grande, Janeiro).
Mus. Paul. 9 (Typo) de Poço Grande, 29 de Ja-
neiro 1898 (Hempel coll.).
OC Especiescom ascopa ventral totalmente branca
ou amarellenta ou apenas 0 segmento apical (6) com
pellos pretos.
a. Os segmentos abdominaes sem faixas de pellos
claros em cima.
7
— 439 —
e. Megachile nudiwentris Sm.
LS53—Megachile nudiventris Smith, Cal. Hyinen.
Bre Mus. Tp. 186 ny 28
Q Preta; no clypeo alguns pellos cinzentos, o tho-
rax em cima e em frente preto-piloso, atraz e em baixo
cinzento-piloso ; as pernas e as tegulas são pretas; as
azas extraordinariamente escuras, quasi pretas, com lus-
tre az'lado ; os tarsos em baixo são ferrugineo-pilosos;
0 sewmento basal do abdomen é pardo- piloso ; o
resto do abdomen em cima é ni; a scopa ventral é
brancacenta; comprimento 13—15 1/2 mm.; largura
21/2-6 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro; Victo-
ria, Outubro).
Mus. Paul. PQ de Jundiahy, 28 de Janeiro de 1900
(Beron coll).
b. Os segmentos abdominaes com faixas de pellos
amarellentos em cima
X As pernas e as tegulas ferrugineas
O. Especie grande de 15—16 min.
&. Megachile friesei n. sp.
Est. XIII fig.
2 Nigra, capite albido-piloso ; vertice thoraceque
supra fusco-pilosis; metathorace scutelloque flavido-
hirtis, pectore griseo-piloso ; abdomine segmentis fla-
vido-fasciatis ; scopa flavida ; tegulis rufis, basi-fusca ;
pedibus fuscis ; rufo-signatis, metatarsis III rufis; tarsis
subtus ferrugineo-pilosis ; aïis subhyalinis, apice fusces-
cente. |
Q Preta; a cabeça em frente brancacento-pilosa ;
o vertice e o disco do thorax cobertos de pellos fuscos,
o metathorax e o scutellum com pellos amarellados ; o
— 440 —
peito é cinzento-piloso; o segmento basal do abdomen
é totalmente coberto de pellos amarellentos, os. outros
têm faixas de pellos da mesma côr; a scopa ventral é
amarellenta tambem ; as tegulas são avermelhadas com
a base fusca; as pernas são fuscas com marcas aver-
melhadas ; os metatarsos III são total rente avermelha-
dos; os tarsos em baixo ferrugineo-pilosos; as azas
são subhyalinas, as nervuras fuscas; o apice das azas
escuras, com fraco lustre violeta; comprimento 16 mm.,
largura 6 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro, Feve-
reiro ; Campinas; Janeiro; etc.)
Visita as flores de Crotalaria paulina Schum. e
as de outras plantas da Fam. Papilianaceae. Dedica-
da ao excellente especialista Sr. H. Iriése em Jena.
Mus. Paul. 99 de Jundiahy, 28 de Janeiro, 1 de
Fevereiro de 1900 (M. Beron coll). :
OO Especies menores de 10—12 min.
§ Antennas em cima e em baxo pretas
9. Megachile paulistana 17. sp.
@ Nigra, abdomine flavescente-fasciato ; capite al-
bo-piloso ; vertice thoraceque supra fusco-pilosis, scu-
tello antice flavo-piloso ; tegulis rufo-testaceis, base
fusca; pectore griseo-hirto ; pedibus III ferrugineis ; I
et II fuscis, obscure rupo-signatis.
Q Preta; a cabeça em frente branco-pilosa ; o
vertice e o thorax em cima fusco-pilosos ; o scutellum
em frente e o metathorax amarellentos-pilosos ; as te-
gulas são ferrugineo-escuras com a base fusca; o peito
é cinzento piloso; as pernas III são ferrugineas, as ou-
tras são fuscas com marcas pouco distinctas; o abdo-
men com os segmentos com faixas de pellos amarellen-
tos; a scopa ventral amarellenta; as azas subhyalinas
com lustre violaceo; comprimento 10 mm.; largura
4 mm.
HS
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Novembro; Cam-
pinas, Janeiro; S. José do Rio Pardo, Maio; etc.)
Mus. Paui. Q «de Jundiahy, 17 de Novembro de
1898 (Schrottky coll). Q de Campinas, 28 de Janeiro
de 1991 (Hempel coll.) © de S. José do Rio Pardo,
12 de Maio de 1900 (Schrottky coll.).
Nota. Essa especie parece ser bastante variavel
quanto ao colorido das pernas e da pubescencia do
thorax; em quanto o typo tem as pernas III comple-
tamente ferrugineas, os outros exemplares têm-n'as
muito mais escuras e os exemplares de Campinas tem
a pubescencia do metathorax quasi branca; só com
rico material pode-se decidir, se todas essas fórmas
pertencem realmente a essa especie ou se são differen-
tes variedades ou mesmo especies.
§§ Antennas em baixo ferrugineas
10. Megachile aureiventris n. sp.
Q M. paulistana similis, differt antennis subtus
ferrugineis; pedibus tatis rufis; tegulis ferrugineis ;
statura maiore.
2. Um pouco maior do que a especie precedente
da qual differe principalmente nas antennas, cujo fla-
gellum é ferrugineo em baixo; as tegulas são ferrugi-
neo-claras, a base não é mais escura do que o apice;
todas as pernas são avermelhadas ; as azas mais claras.
Comprimento 12 mm.; largura 5 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy).
Mus. Paul. 9 (Typo) de Jundiahy (1897) (Schrottky
coll).
XX. As pernas e as tegulas pretas
§. Thorax atraz e o se;mento basal do abdomen
cobertos com pellos compridos amarellentos
11. Megachile terrestris n. sp.
Q. Nigra, capite prothoraceque albido-pilosis, ver-
tice metathoraceque supra fusco-pilosis; scutello, me-
KN
Ex
'
tathorace segmentaque primo abdominis flavescente-plu-
mosis ; abdominis segmentis flavo-fasciatis ; pedibus ni-
gris ; albido-pilosis ; tegulis fuscis.
©. Preta; at cabeça em frente brancacento-pilosa ;
a pubescencencia das outras partes é no vertice fusca,
no prothorax brancacenta, no mesothorax em cima fus-
ca, no scutellum amarellenta-pallida, no metathorax quasi
branca, no primeiro segmento do abdomen amarellenta,
no peito e nas pernas brancacenta ; os segmentos do ab-
domen com faixas de pellos amarellentos ; os tarsos em
baixo ferrugineo-pilosos; as antennas com o flagellum
castanho em baixo; as tegulas fuscas ; as azas subhya-
linas, um pouco violete-lustrosas ; comprimento mm. ;
largura mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Fevereiro).
Mus. Paul. 9 (Typo) de Jundiahy, 2 de Fevereiro
de 1900 (Beron coll).
SS. A pubescencia do metathorax não consiste de
pellos extraordinariamente compridos
12. Megachile apicipennis n. sp.
P. Nigra, capite albido-pilosa, vertice mesotho-
race que supra fusco-pilosis ; metathorace pallido pilo-
so; abdomine flavo fasciato ; pedibus nigris, tersis subtus
ferrugineo-pilosis, metatarsis IT supra aureo-pilosis ; te-
gula fuscis; alis subhyalinis, apice nigricante violaeco-
mican.
Q. Distingue-se facilmente da M. terrestris pela
pubescencia, a qual é muito mais curta; as faixas de
pellos amarellentos sobre os segmentos abdominaes são
muito mais estreitas; a pubescenci la é branca na cara,
no vertice e no mesothorax em cima fusca, no meta-
thorax e nas pernas pallida; nos tarsos em baixo fer-
ruginea ; nos metatarsos II em cima aurea; as tegulas são
fuscas ; as azas subhyalinas, no apice escuras e com lustre
violete ; comprimento 11 mm.; largura 4 '/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy; Belem. Janeiro).
Mus. Paul. 9 (Typo) de Belém, Janeiro de 1898
(Bicego coll.)
— 443 —
As 12 especies deste genero aqui descriptas de certo
somente são uma parte muito pequena destas que oc-
correm no nosso Estado. Mas, faltando-me nesse mo-
mento o tempo necessario para um estudo fundamental
destas abelhas, dei apenas as descripções daquellas que
com toda a certeza julguei serem novas.
Gen. Anthidium (7)
1801L—Anthidium Fabricius, Syst. Pies. p. 364 n. 70
Palpi-maxillares de 1 articulo; as mandibulas plu-
ridentadas ; labrum escondido; os olhos simples (ocelli) ,.
postos num triangulo ; segundo articulo do flagello
curto, porém mais comprido. do que o terceiro. As: azas
com 2 cellulas cubitaes, das quaes a segunda às vezes
é um pouco maior do que a primeira; nerv. rec. 4
entra na segunda cellula cubital logo depois o seu
principio, nerv. rec. 2 na esquina posterior da mesma.
O corpo é geralmente preto e colorido com faixas ou
pontos amarellos ; o abdomen da femea está munido de
uma scopa ventral; o do macho tem no segmento apical
2 a & dentes.
A nossa figura mostra um ninho bem singular e
differente do modo geral de construeção deste genero ;
foi achado com uma femea em Ypiranga pelo dr.
von Ihering (veja 4. A. flarofascratum).
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
VOA
1. Cor geral do sonne
pretas: ie nee
Cor geral do corpo ama-
rellento. . . . . 13 4. elegantulum Sm.
2. Todos os segmentos
pintados com amarello. 3
Os segmentos 1—3 pre-
(OO Gio im RES cognatum Sut.
— 444 —
Os segmentos 1 e 2 pre-
LOSE eee pee
3. As faixas interruptas
no meio. .
As faixas inteiras.
As faixas dos segmentos
4 e -O inteiras; os
segmentos 1—35 só nos
lados com uma mancha.
amarella. .
4. Thorax com duas es-
trias longitudinaes de
côr avermelhada. . .
Thorax sem taes estrias.
D. O sexto segmento ab-
dominal amarello. .
O sexto segmento abdo-
minal preto. .
6.. Cabeça branquinho-
pilosa; as tegulas pre-
tas... :
Cabeca amarellento- -pilo-
sa; as tegulas ferrugi-
NEWS, uc RA GENS TAS nota
S
1. Côr geral do corte
DRASS. 2 °
Cor geral do corpo ama-
rellento.
2. O segmento apical do
abdomen totalmente
amarello. .
O segmento apical ver-
melho . AR cod à
O segmento apical não
completamente am a-
rello. :
3. Os segmentos 1—2
124%
T A. nectarinioides n. sp.
À
6
musciforme n. Sp.
10 A. erythrocephalan.sp
9
1 A. manicatum (Lo
2 A. guttatum Lep.
3 A. latum n. sp.
4 A, flavofascratum n. sp
Es
14 A. flavopictum Sm.
3
10 A. erythrocephalum n.
Sp.
— 445
sem faixas ou manchas
AREAS EL ee
Os segmentos 1 e 3 com
faixas interrompidas; O
segmento 2 com man-
chas amarellas nos la-
dos .
4. O primeiro segmento
com faxa não interrom-
pida. SA ta
O primeiro segmento com
faixa interrompida.
Thorax com 3 es-
trias longitudinaes
anarellas .
Thorax sem estrias lon-
gitudinaes amarellas. .
6. As faixas nos seg-
mentos 5 e 6 comple-
tas . o aÃ
As faixas sobre todos os
segmentos interronpi-
CORNE ER ela
D.
L.
TA. nectariniordes n.sp.
o A. flavomarginatum
Sm.
11 A. multiplicatum Sm.
9 A. lineolatum Lep.
. 6 A. divaricatum. Sm.
1 A. manicatum (L.)
Anthidium manicatum (L.)
1758. — Apis manicata Linné Syst. nat. Ed. 10º
Fray
TA dog Die. Fe Le
1781.— Apis maculata Fabricius, Spec. Insect.
1. p. 482,
1802.—Megachile manicata.
n. 48.
Latreille Hist. nat.
Fourmis, p. £34.
1802.— Megachile maculata. Latreille Hist. nat.
Fourmis, p. 434.
1802.—Apis uncata Schrank. Feuna Boica IL
P. 2, p. 379, n.
2249.
1804.—Anthidium manicatum Fabricius, Syst.
Piez. p. 364, n. 1.
SAGE
1806.—Anthidium maculatum. Panzer, Krit.
Revis. II, p. 250.
1806.—Anthophora mancata Miger Magaz. f.
Insectenk. V, p. 117, n. 40.
1807.—Trachusa manicatum Jurine. Nouv. meth.
class. Hymen., n. 253.
Q Cabeça preta, amarellento-pilosa, com a margem
posterior, o clypeo e as mandibulas amarellas; o clypeo,
porém, com uma mancha triangular preta no meio, a
qual divide-se em tres raminhos; as mandibulas com o
apice preto. Thorax preto; em cima marginado com
amarello, o qual, porém, às vezes é interrupto; abdo-
men preto, todos os segmentos com faixa amarella in-
terrompida no meio, o ultimo quasi todo amarello. As
pernas ferrugineas, os femora | pretos, todas as tibias
amarellas. As azas escuras. (Comprimento 10 mm.;
largura 5 mm.
d' Cabeça semelhante à da femea, mais pallido-
pilosa e a mancha no clypeo divide-se em quatro ra-
minhos; o thorax é preto, amarellento-piloso, sem a
margem amarello da femea; as tegülas em frente com
mancha amarella ; o abdomen preto, os dous primeiros
segmentos com uma mancha amarella nos lados, os
segmentos 4—6 com faixas amarellas interrompidas no
meio, o segmento 7 preto, armado de 5 espinhas, das
quaes a do meio é a menor, as pernas pretas com as
tibias amarellas com manchas pretas. Comprimento
12—13 mm.; largura D 1/2 mm.
Hab. Europa, uma parte da Asia; importado da
Europa e agora commum no Estado de S. Paulo, onde
voa nas flores de Leunurus sibiricus L. (Fam. Labiate.)
Z. Anthidium guttatum Latr.
1809.—Anthidium quitatum Latreille, Ann. Mus.
hast. nat. XIII, p. 47, fis. 227, ns 2°
® Cabeça preta; a base do clypeo ferrugineo-
amarello, a parte anterior preta com uma mancha fer-
ruginea-amarella no meio; da mesma côr são: uma
E AAC
linha do vertice, uma mancha triangular entre as an-
tennas e as bochechas ; as mandibulas são pretas, antes
do apice ferrugineo-escuras. As antennas são ferrugi-
neas, na parte posterior castanhas. Thorax preto; uma
linha em cada lado em cima das tegulas e uma man-
chinha em baixo das azas amarellas. Scutellum preto,
a margem posterior amarella. Abdomen em cima preto ;
o primeiro seginento posto nos lados uma faixa bem
curta; o segundo uma mancha lateral, o terceiro, quarto
e quinto em cada lado, mas perto do dorso, uma man-
cha um pouco oblonga; estas manchas e faixas são
amarellas. Scopa ventral branca. As pernas ferrugi-
neo-castanhas, branco-pilosas. As azas transparentes,
escuras na margem anterior. Comprimento 4 1/2 mm.
Hab. «Brazil.
3. Anthidivm latum 7. sp.
2 Nigrum, pallide hirtum, clypeo antice flavo-
marginato, antennarum articulis 4 et 9 ferrugineis,
vertice linea augusta flava transversale mesonoto den-
sissime punctato lateribus flavo-marginatis ; scutello den-
sissime punctato cum 4 meculis flavis; abdominis seg-
mentis basi fortius, apice laevius punctatis, medio flavo-
_fasciatis ; pedibus ferrugineis, tibiis extus nigris, pallide
pilosis ; alis subhyalinis
@ Cabeça preta, densamente coberta de pubescen-
cia pallida; a margem anterior do clypeo amarella ;
as mandibulas são amarellas, com apice fisco, na mar-
gem posterior da cabeça ha uma linha transversal
amarella ; toda a cabeca e o clypeo cobertos com pon-
tos finos; no vertice ha alguns pellos fuscos. As an-
tennas são pretas, o flagello em baixo castanho, os
articulos 4 e 5 são ferrugineos. O thorax e o scu-
tellum são densissimos ponteados; os lados do meso-
thorax têm uma linha estreita longitudinal amarella ;
às tegulas têm a margem exterior amarella; so-
bre o scutellum ha 4 manchas amarellas ; uma quasi
redonda em cada lado e duas transversaes na margem
“posterior; os lados do thorax e a parte inferior são
448 -
cobertas de pubescencia pallida. O abdomen é preto,
cada segmento tem no meio uma faixa irregular ama-
rella, a parte apical de cada segmento é mais densa e
mais anos -puncturada do que a parte basal; a scopa
ventral é pallida. As pernas são ferrugineas com as
tibias (pelo menos exteriormente) pretas. As azas são
subhyalinas. Comprimento 9 mm.; largura 4 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy.)
Mus. Paul. 9 Jundiahy (Typo: 28 de Janeiro de
1900, M. Beron coll.)
4. Anthidium flavofasciatum n. sp.
@ Nigrum, densissime punctatum, fere nudum, ca-
pite flavo-ornato; oculorum margine interiore, clypei
lateribus, striis duabus inter antennarum insertionem ;
margine posteriore; antennis articulis 1—4 ferrugineis,
reliquis fuscis; thorace lateribus flavo-marginatis, scu-
tello margine posteriore lateribusque flavis ; tegulis fer-
rugineis; abdomine lfevius punctato, segmentis flavo
fasciatis, fasciis primi secundique haud interruptis; pe-
dibus ferrugineis, flavo et nigro-signatis ; alis infuscatis.
2 Cabeça preta, denso puncturada e guarnecida de
poucos pellos curtos amarellentos; o clypeo tem em
cada lado uma mancha triangular amarella; da mesma
cor são: a margem interior dos olhos, duas estrias pe-
quenas longitadinaes entre a inserção das antennas, a
margem posterior da cabega de modo que a cor ama-
rella começa no meio da margem posterior dos olhos
e corre sobre o vertice para o outro lado, tornando-se
em parte um tanto avermelhada; as mandibulas são
pretas; as antennas têm os articulos |—4 ferrugineos,
o resto é fusco. O thorax é do mesmo modo punctu-
rado como a cabeça; o prothorax forma em cada lado,
em frente das tegulas um dente, cuja ponta é ferrugi-
nea; o mesothorax tem os lados e a margem anterior
de côr amarella, a qual é porém interrompida no meio
da margem anterior; os lados e a margem posterior
do scutellum são amarellos tambem ; as tegulas são fer-
— 449 —
rugineas; o lado inferior do thorax é preto, coberto
com poucos pellos branquinhos. O abdomen é mais
fino-puncturado do que o thorax, os segmentos têm no
meio faixas amarellas, das quaes as duas primeiras são
por espaço muito pequeno interrompidas no meio; 0
sexto segmento tem tambem na base duas manchas trans-
versaes que formam uma faixa interrompida ; scopa ven-
tral é amarellenta. As pernas anteriores são ferrugi-
neas, com uma estria longitudinal preta no lado poste-
rior das tibias e uma outra estria amarella no lado ex-
terior; os femora em cima e na
parte basal em baixo são pretos,
o resto delles é ferrugineo; os
trochanteres e as coxas são pretos ;
as pernas intermedias são como
as anteriores, só a côr preta é
mais extensa e nas tibias tambem
o lado anterior é preto-estriado ;
as pernas posteriores são quasi
todo pretas, só o apice das tibias
e uma parte dos tarsos ficaram
ferrugineos, as azas são escuras,
Comprimento 9 mm.; largura
3 1/2 mm.
Hab. Estado de S. Paulo
(Ypiranga).
Mus. Paul. 9 Typo! Encon-
trado em 12 de Dezembro de
1900 pelo Dr. H. v. Ihering.
O ninho é posto num galho
e consiste de 4—8 celiulas cuja
entrada é debaixo; é feito duma
massa dura e resistente apparen-
temente de gomma de arvore. Não Ninho de Anthidium
parece ser muito raro. flavofasciatum n. sp.
FIG. 5
#15) —
3. Anthidium flawomarginatum Sn.
1879 — Anthidium flavomarginatum Smith, Descr.
New Spec. Hymen. p. SS n. 11
& Preto; cabeça e thorax denso-puncturados, semi-
opacos; abdomen brilhante, muito mais fino-puncturado
com faixas ondeadas de côr amarella. A parte anterior
do clypeo, a margem interior dos olhos, uma linha cur-
vada na inserção de cada antenna, as mandibulas e uma
linha estreita na margem posterior do vertice, a qual
vai até as mandibulas de côr amarella; o tronco das
antennas em frente e a base do flagello amarello-aver-
melhada. Uma linha estreita amarella na margem an-
terior do thorax interrompida no meio, passando as tegulas
e continuando na margem posterior do scutellum ; as te-
gulas, os femora I em frente, as tibias e os tarsos ferru-
gineos; as tibias mais ou menos pretas posteriormente ;
as azas fusco-hyalinas, com a margem anterior do pri-
meiro par escura. (O segmento 1 do abdomen com uma
faixa lateral, estreita, ondeada de côr amarella no meio ;
o segmento 2 com uma mancha oval nas margens la-
teraes, os segmentos 3—5 com faixas estreitas perto das
margens basaes, a primeira estreitamente interrompida ;
os segmentos 6 e 7 amarellos, G ultimo com uma pe-
quena impressão profunda no meio, perto da margem
apical. Comprimento 8 1/2 mm.
Hab. Rio de Janeiro (Petropolis).
GS. Anthidium divaricatum Sn.
1853.— Anthidium divaricatum Smith, Catal. Hymen.
Br, Mus: 11. 218 mn: 10
A
& Preto, densamente puncturado ; uma linha es-
treita principia na margem posterior dos olhos e passa
a margem do vertice, uma estria ao longo da margem
interior dos olhos, uma linha curta na inserção de cada
antenna, e o clypeo anteriormente amarello-avermelha-
dos. Na base do clypeo ha duas manchas pretas den-
— 491 —
teadas : as mandibulas são amarello-avermelhadas. Uma
linha amarella encerra o thorax, mas é por pouco es-
paço interrompiaa do prothorax e no scutellum ; as te-
sulas rufo-testaceas, as azas fuscas, mais pallidas na
base ; a margem posterior dos tuberculos e uma linha
curta no peito amarello-avermelhadas ; as tibias e os
tarsos ferrugineos e com mancha fusca posteriormente,
o apice dos femora m. m. ferrugineo; os tarsos pu-
bescentes atraz com franjas de pellos pallidos; uma
curta linha amarella em cada lado dos 3 primeiros seg-
mentos abdominaes, o quarto uma linha estreita inter-
rompida no meio, o quinto uma inteira, o sexto intei-
ramente amarello excepto na margem apical, o setimo
amarello nos lados com a margem arrendondada e in-
teira. Comprimento 9 mm.
Hab. Amer. meridional.
4. Anthidium nectariniaides n. sp.
Nigrum, breviter fulvo-hirtum, densissime puncta-
tum ; segmentis 2-5 (Q) sive 3-6 (4) flavo-fasciatis,
marginibus apicalibus brunneis, pygidio flavo macula
margineque apicali fuscis ($) sive brunneo (4), scopa
ventrali albida; alis subhyalinis, ad hasem ferrugineis,
apice fuscescente, nervuris fuscis; maris elypeo, fronte,
facie, mandibulis flavo-ornatis ; pedibus nigris, fulvo-hirtis.
Q Preta, curtamente amarellento-pilosa, em toda a
parte muito densamente puncturada ; os segmentos ab-
dominaes 2-5 têm no meio uma faixa larga de côr
amarella. e as margens castanho-escuras ; o ultimo seg-
mento é amarello com uma mancha e a margem apical
castanho-escuras ; a scopa ventral é branquinha ; as azas
são subhyalinas com a base ferruginea, o apice escuro
e as nervuras quasi pretas; as pernas são pretas e guar-
mecidas da mesma pubescencia curta e fulva como o
thorax. Comprimento 10 mm., largura 4 mm.
S Na cara estão os seguintes desenhos amarellos :
uma estria estreita na parte inferior da margem inter-
ua dos olhos; no clypeo uma mancha em forma de um
— 452 --
cuja parte inferior é muito Jarga e situada na mar-
gem anterior do clypeo; a outra parte chega até a
base do clypeo e continua ainda por pouco espago até
entre a inserção das antennas ; os tarsos principalmente
os do primeiro e do segundo par de pernas fortemente:
branco-pilosos ; os segmentos abdominaes 3 - 6 no meio.
com largas faixas amarellas, as margens apicaes cas-
tanho-escuras, a margem do sexto segmento estreitissi-
ma; no meio do sexto segmento ha uma carina longi-
tudinal, lisa não puncturada, acabando um pouco antes.
da margem apical e dividindo-se, em dous ramos hori-
zontaes ; o 7.º segmento castanho, terminando em 3
dentes chatos e botos, o do meio tem a sua origem
numa carina que principia na base do 7.º segmento e
termina neste dente; todo o abdomen é guarnecido de
pellos pallidos. Comprimento 10 mm. : largura 4 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Campinas).
Col Hempel (9% 30 de Janeiro).
S. Anthidium indeseriptum D. 7.
1879. — Anthidium cognatum Smith, Descr. New
Species Hymen. p. 89, n. 15 (nec. Crasson 1878)
1890.—Anthidium indescriptum Dalla Torre, Wien.
entom. Zig. IX, p. 139
Q Preta; o scutellum amarello-laranjado; a ca-
beça e o thorax muito grossamente puncturados ; à
parte inferior da margem interna dos olhos e a mar-
gem anterior do clypeo, interrompido no meio, estrei-
tamente amarelas. As azas fuscas na margem anterior
do primero par, o resto subhyalino e iridescente. O
abdomen pubescente, de apparencia duma côr preta
avelludada, usualmente mm. apagada; os segmentos 4
e 5 com margem estreitas dum amarello pallido ; em
baixo vestido com pubescencia brilhante branca. Com-
primento 6 1/2 mm.
Hab. S. Paulo (? de Olivença, Amazonas) (Smith x
Mexico (Dalla Torre Catal. X. p. 462).
— 403 — ,
9. Anthidium lineolatum ep.
1841. —Anthidium lineolatum Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. II. p. 390 n. 36.
d' Cabeça preta; o clypeo, as bochechas e as
mandibulas em cima amarellas ; uma linha ferruginosa
continua no vertice. As antennas dum pardo negrido,
os 3 primeiros articulos ferrugineos. Scutellum preto,
a margem posterior ferruginea. Abdomen preto; cada
segmento perto da margem lateral um ponto amarello
e no dorso uma linha estreita da mesma côr; as linhas
do primeiro e quinto segmento continuas, as do se-
gundo, terceiro o quarto segmento interrompido no
meio ; o sexto segmento largamente prolongado na
parte do meio que cobre o anus; marginado posterior-
mente pela linha amarella; anus curto com a base
preta e a margem posterior amarella, portando uma
carina na parte dorsal e armado com 3 espinhas curtas,
sendo a do meio o prolongamento da carina dorsal ;
pernas ferrugineo-castanhas, os femora mixtos com
preto; as azas escuras com o disco hyalino; compri-
mento 7 1/2 mm.
Hab. «Brazil.»
10. Anthidium erythrocephala 1. sp.
Est. XII fig. 8
2 Nigrum, supra breviter fulvo, subtus albido-pi-
losum ; capite thoraceque densissime punctatis ; abdo-
mine nitido, leviter punctato; antennarum 4 articulis
basalibus, rufis; macula longa, sagittiforme inter anten-
narum insertionem, margine oculorum occipiteque rufis ;
mesonoto duobus striis longitudinalibus margineque
laterali rufis; scutello rufo, margine anteriore nigro ;
tegulis rufis; abdomine segmentis 1—3 quatuor, 4—5
duabus maculis flavis, fascias interruptas formantibus ;
scopa ventrali albida, apice fusca; femoribus nigris,
apice ferrugineo, tibiis tarsisque I et II ferrugineis, HI
— 454 —
supra nigris, subtus ferrugineis; alis fuscis, macula
infra secundam cellulam cubitalem hyalina.
S Differt: margine oculorum clypeoque sulphureis,
segmento 6 apice rufo-marginato, 7 rufo, trispinoso.
@ Preta, em cima com curta pubescencia fulva,
em baixo com pubescencia branca; a cabeça e o thorax
muito denso-puncturados ; os articulos 1—4 das anten-
nas, uma mancha em forma de ponta de flecha entre
as antennas, a margem dos olhos e o occiput de côr
vermelha ; o mesonotum com duas estrias longitudinaes
vermelhas; o scutellum vermelho com a margem ante-
rior preta; as tegulas vermelhas; os segmentos 1—%
do abdomen com quatro, os segmentos 4 e 5 com duas
manchas amarellas, as quaes formam faixas interrom-
pidas; a scopa ventral brancacenta, no apice preta ; os
femora pretos, no apice ferrugineos; as tibias e os
tarsos I e II ferrugineos, III em cima pretos em baixo
ferrugineos ; as azas fuscas com uma mancha hyalina
em baixo da segunda cellula cubital; comprimento 10 1/2
mm. ; largura 4 mm.
& Semelhante à femea, da qual differe pela mar-
gem dos olhos e pelo clypeo, ambos de côr amarella :
o segmento 6 do abdomen tem a margem apical ver-
melha; o segmento 7 é vermelho e tem 3 espinhos.
Hab. Estado de S. Paulo (Campinas, 30 de Janeiro
de 1901) coll. Hempel.
MT. Anthidium multiplicatum Sm.
1879. Anthidivin multiplicatum Smith, Descer. New
Spec. Hyinen. p. S7 n. 10
Sd. Cabeça e thorax amarello-avermelhados, com
marcas pretas; abdomen preto com faixas amarellas ;
a cabeça com duas marcas triangulares no vertice,
postas transversalmente; em cima da inserção das an-
tennas outra marca preta; o labrum preto; o mesotho-
rax com 3 estrias longitudinaes pretas; as azas sub-
hyalinas, as margem anterior fusca; as faixas sobre os.
“4 a
— 459 —
segmentos abdominaes interrompidas no meio, s a ao
primeiro segmento inteira; a côr do lado ventral é
amarella ; comprimento 13 mm,
Hab. «S. Paulo» (? de Olivenças, Amazonas).
Anthidium musciforme n. sp.
2. Nigrum. thorace grosso punctato ; capite flavo-
signato ; antennis articulis 4 basalibus ferrugineis ; tho-
race antice marginibusque lateralibus flavo-marginatis ;
tegulis ferrugineis ; alis fuscescentibus ; abdominis se-
ementis 1—3 lateribus macula breve, nigra; 4—5 flavo
fasciatis ; 6 fulvo-piloso ; scopa ventrali albida ; pedibus
nigris ; tibiis anticis ferrugineis.
Q Preta; o thorax maito grosso-puncturado ; a
cabeça menos grosso puncturado com marcas amarellas
na cara: a margem interior dos olhos, a margem in-
terior do clypeo, duas manchinhas no clypec,das quaes
uma é situada perto da margem anterior, a outra na base,
duas estrias longitudinaes entre as antennas; a margem
posterior da cabeça e a margem anterior do thorax ama-
rellas, esta interrompida no meio mais continuando nos
lados do mesonotum ; as articulos 1--4 das antennas, as
tegulas e as pernas I em cima de cor ferruginea, as ou-
tras pernas pretas ; abdomen nos segmentos 1--3 em cada
lado com uma manchinha amarella, nos segmentos 4 e
o com faixas amarellas ; o segmento 6 coberto com pu-
bescencia amarellenta; a scopa ventral brancacenta ;
comprimento 8 m. m.; largura 22 1/2 m. m.
Hab. Estado de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro).
Mus. Paul. © (Typo) de Jundiahy, 28 de Janei-
ro de 1900. (Beron coll.)
13. Anthidium elegantulum Sn.
1879— Anthidium elegantulum Smith. Descr. New
Spec. Hymen. p. 87 n. 14
Q Amarellenta, o abdomen com faixas ferrugineas;
a cabeça com uma mancha grande preta no vertice;
— 456 —
o flagellum das antennas, exceptos 2 cu 3 artículos
fusco em cima; o mesothorax e a margem basal do
scutellum pretas; a margem anterior e as lateraes do |
mesothorax amarellas; o metathorax preto posterior-
mente; as azas subhyalinas, a margem anterior fusca ;
abdomen com as margens basaes dos segmentos ama-
rellentas; o apice do ultimo segmento preto; compri-
mento 7 1/2 mm. Hab. Amazonas (Santarem).
84. Anthidium flavopictum Sn.
1854—Anthidium flavopictun Smith, Cat. Hymen.
Br. Mus. II p. 212 n. 77
S Amarellento, uma linha estreita fusca atraz dos
olhos; a região dos olhos simples (ocelli) fusca; o dis-
co do thorax preto, fortemente puncturado, rodeado
por uma linha amarello-avermelhada, interrompida an-
teriormente, as tegulas amarellentas, as azas na mar-
gem anterior fuscas; as pernas ferrugineas, com mar-
cas amarellas; abdomen ferrugineo-amarellento, cada
segmento com uma faixa amarella no meio; compri-
mento 7 1/2 mm.
Hab. Amazonas (Santarem).
Fam. Xylocopidae
Gen. Xylocopa Latr.
1802 — Xylocopa Latreille, Hist. nat. Crust. Insect.
LTT :p.757.9
À esse genero pertencem as maximas abelhas.
As mandibulas com 2 (ou 3) dentes arredondados
no apice; palpi-maxillares de 6, palpi-labiales de 4 ar-
ticulos, destes os-2 basaes são compridos, os 2 apices
curtos. Os olhos simples (ocelli) postos num triangulo ;
As pernas com pubescencia densa, especialmente nas
-— 407 —
tibias HI das femeas, as quaes possuem 2 espo-
rões emquanto as dos machos sómente têm um. O
ultimo segmento abdominal tem só na © uma fissura
mediana. |
Geralmente os machos säo muito differentes os
femeas na côr, assim que sómente exactas observações
podem dar a clareza sobre os dous sexos duma especie.
As azas têm 3 cellulas cubitaes, a segunda é triangu-
lar, ambas as nervuras recurrentes terminam na se-
gunda cellula cubftal ou a segunda nervura termina
entre a segunda e terceira cellula.
Os ninhos são feitos em paos, arvores e bambús ;
(2) as abelhas cortam com as mandibulas tubos com-
pridos verticaes, e dividem estes tubos por discos re-
dondos, consistindo de madeira mastigada, em cellulas:
Maravilhosamente sahe a primeira abelha da descen-
dencia da cellula que ultimamente foi construida pela
mãe, isto é da cellula superior ou situada mais perto à
entrada, emquanto das cellulas primeiramente construi-
das e terminadas, isto é no fundo do tubo sahe a ul-
uma abelha da descendencia. Para entender bem este
facto curioso deve-se saber que logo depois de ser
prompta uma cellula e enchido do material necessario
para a nutrição das larvas (pollen e mel), o ovo é
posto immediatamente e a cellula fechada pela tampa
de madeira mastigada; depois a segunda cellula é en-
chida de material, posto o ovo e fechada; depois .a
terceira, a quarta etc. Cada tubo consiste de 4 até 8
cellulas. Naturalmente a abelha raras vezes termina
tudo isto num dia, em tempo pouco favoravel são al-
guns dias necessarios para terminar o tubo, e não
obstante o habitante mais velho, o da cellula do fundo
ha de esperar com a sahida até que todos irmãos das
outras cellulas sahirem e lhe deram passagem. Nun-
ca a sahida realisa-se por buracos lateraes que as abe-
lhas pudessem fazer facilmente com as mandibulas for-
tes que possuem; a jovem abelha sahida do estado de
nympha e achando a passagem blocada por uma irmã
ainda não completamente desenvolvida, espera paciente-
— AD —
mente até essa sahir e assim dá occasião ao habitante
da cellula inferior de sahir tambem.
Todas as especies deste genero vôam nos mezes
de verão, algumas começam já cedo na primeira e
trabalham até os mezes do outomno; as datas conhe-
cidas são dadas no fim da descripcäo de cada especie.
As flores visitadas por xylocopas são bem diversas ;
eis as principaes: Solanum paniculatum L, balbisn
Dun. e outras do genero Solamini ; Crotalaria paulinea
Schum. Cassia dic. sp. ete.
CHAVE DAS ESPECIES BRASILEIRAS
?
1. O corpo preto, sem lustro
verde, azul ou metallico,
todo preto-piloso : A a
O corpo preto, com lustro
verde, azul ou metallico, ou
guarnecido de faixas de cô-
res differentes ou em parte
cinzento, branco ou amarel-
lento-piloso, ou em parte
ferrugineo ; : é :
O corpo pelo menos em | parte
de cor verde ou azul ou
côr de cobre com lustro
forte metallico . » ' a Fe AA
2. As tibias das pernas poste
riores serradas . é . 8X. serripes Burm.
As tibias das pernas poste-
riores não serradas . . ‘ É ARS
Em frente do par posterior
dos olhos simples 2 tuber-
culos distinctos; compri-
mento c.a. 30-35 mm. . La X. frontalis OL.
rar. morio F.
co
Qt
6.
e
— 459 —
Nos lados do par posterior dos
olhos simples 2 tuberculos
grandes em fórma de chi-
fres ; comprimento c.a. “0-
93) mm. .
Sem tuberculos distinctos em
frente ou aos lados do pos-
terior par de olhos sim-
ples ; comprimento menos
de 59 mm. - É
Cabeça mais qe que
larga. ; :
Cabeça tão comprida que lar-
ga ou mais larga que com-
prida. ! : ;
O segmento basal do abdo-
men sómente com poucos
pontos; os dous seguintes
não muito denso-ponteados
no meio ; o resto mais den-
so-ponteado
“Todos os segmentos Re
naes denso- ponteados.
Clypeo no meio com espaço
liso, näo ponteado ; especie
maior de 20-26 mm. de
comprimento
Clypeo inteiramente ponteado:
especies menores de 14-18
mm. de comprimento. à
Clypeo nos lados com uma
impressäo pouco funda
Clypeo nos lados sem impres-
são distincta .
Abdomen nos segmentos 2-9
com faixas de pellos amarel-
los, interrompidas no meio.
Abdomen nos segmentos 1-4
com faixas ferrugineas :
2 X. fimbriata PF.
: os a
1 À. artifex Sm.
6 X.rolundiceps Sm.
- : 10
3 brasilianorum (L.)
: à Pta
9 X. ciliata Burm.
: 5 X. colond Lep.
20 X. pulchra Sm.
X. frontalis OI.
— 460 —
Abdomen sem faixas . y
9. Abdomen nos lados ferrugi-
neo ciliado. 5 ;
Abdomen nos lados não fer-
rugineo-ciliado .
10. Thorax cinzento ou amarel-
lento piloso :
Thorax nem cinzento nem
amarellento piloso
11. Os lados do primeiro seg-
mento abdominal ferrugi-
neo-piloso .
Os 2 segmentos basaes do
abdomen fulvo-pilosos, o
* resto cinzento-piloso . A
Abdomen preto-piloso
12. Comprimento 26-35 mm. .
Comprimento 15-17 mm.
13. Abdomen ferrugineo ; as mar-
gens apicaes dos segmentos
. À X. augusti Lep.
13
17 X. similis Sm.
18 X. anthophoroi-
des Sm.
Le
19 X. grisescens Lep.
16 xX. aurulenta (Po)
com faixas pretas . . 19 Xrigrocincta Sm.
Abdomen näo ferrugineo
14. A cabeca, especialmente atraz
dos olhos, fortemente bran-
co-pilosa . 4
A cabeça sem forte pubes-
cencia branca ‘ :
15. Os segmentos abdominaes 2-
5 nos lados branco-pilosos.
O segmento abdominal 5 bran-
co-ciliado; os segmentos
ventraes nos lados branco-
ciliados
Abdomen não ou quasi não
com pubescencia branca
16. Maior, preto, o lustre azul
menos perceptivel . \
14
11 X. barbata F.
15
15 X. grotalariae
n. Sp.
14 X. electa Sm.
16
13 X. macrops Lep.
iT,
18.
— 461 —
Menor, todo o corpo azul es-
curo. à : É
Todo o corpo azul-brilhante.
A cabeça preto-azulada; o
thorax preto com lustre
metallico; o abdomen-ver-
de-metallico, coberto com
pubescencia fulva
O abdomen pelo menos em
parte verde . à
Só os 2 segmentos basaes do
abdomen verdes ; o resto do
abdomen côr de cobre po-
lido . :
Preto, o thorax atraz e 0 ab-
domen verde . 4
Azul-escuro; abdomen mais
verde à À R
Todo o corpo verde
of
Cor principal amarella .
Cor principal preta ou azul-
escura
Cor principal verde
Os segmentos 1-6 do abdo-
men com largas faixas pre-
tas nas margens apicaes
Os segmentos 1-6 do abdo-
men com faixas escuras nas
margens apicaes ; as faixas,
porém, são meio-escondidas
pela pubescencia amarel-
lenta.
Os segmentos abdominaes sem
faixas pretas ou escuras .
Cor ferruginea ; pubescencia
ferrugineo-amarellenta, me-
12 X. splendidula
Lep.
22 X. lucida Sm.
. 24 X. ornata Sm.
146
20 X. metallica Sm.
26 X. dimidiata Sm
27 X. varians Sm.
28 X. viridis Sm.
: 28 x. VERS smn.
X. frontalis Ol.
2 X. fimbriata F.
a
4
— 462 —
nos densa, por isto as pernas
escuras do abdomen mais
distinctas . E : . 9 À brasilianorum
(L.)
Cor amarellenta; a pubescencia
da mesma cor, mais densa,
por isto as faixas escuras do
abdomen menos distinctas . 4 X. august? Lep.
4. Pelo menos uma parte côr azul 5 ; ;
Preto, sem azul . 4 > : : Sr 6
5. Sd o abdomen azul . 6 À. rotundiceps Sm.
Todo azul; a cara branca . 12 X. splendidula
Lep.
6. Cara branca ou amarela . 5 À PT.
Gara preta ste . 8 X. serripes Burm.
7. Preto, preto e branco- -piloso,
a cara branca. 9 X. ciliata Burm.
Preto, preto e amarello- -piloso,
a cara branca . ; . 21 X. chrysopoda n.
Sp.
Preto, cinzento-piloso, a cara
amarella . O X. colona Lep.
Preto, fusco e amarello- -pilo-
so, a cara e os segmentos
1-5 do abdomen branqui-
nhos . À , ; . 22 X. bambusae n.
sp.
I. Xylo-opa frontalis (Ol)
17S9—Aprs frontalis Olivier, Encycl. method.
Insect. IV p. 64 n. 6
1804—Xylocopa frontahs Fabricius, Syst. Pies.
1804 p 360 n. 8
1S41—Xylocopa fasciata Lepeletier, Hist. nat.
Insetc. Hymen. Il p. 202 n. 48
9 Grande, preta, preto-pilosa; abdomen nos seg-
mentos 1-4 com faixas largas ferrugineas. As azas são
fuscas com lustre azul-escuro. Comprimento 32-36 mm.
SD qq
& Amarello, amarello-piloso, densamente na ca-
beça, nas pernas, no thorax e no apice do abdomen ;
as mandibulas, os 4 femora posteriores e todos os seg-
mentos abdominaes nas margens de côr preta; as azas
amarellentas com nervuras ferrugineas, sem lustre azul.
Comprimento 31-55 mm.
Hab. Desde Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro
até Amazonas, Guayana, Venezuela.
Mus. Paul. Q 9 Chiriqui; Manãos (Amazonas).
Poco Grande & 4 Manäos (Amazonas), Jundiahy
(E. de S. Paulo, 1 de Novembro de 1900), Rio Gran-
de do Sul.
Ya Kylocopa frontalis var. morio (F.)
1793-— Apis morio Fabricius, Entom. system. I
De SD, The ee
1802—Xylocopa morio Latrerlle, Hist. nat.
Fourmis p. 132
1806 — Xylocopa frontalis var. morio Hger.
Magaz. f. Insecten R. V. p. 151
181t—Xylocopa nitens Lepeletier, Hist, nat.
Insect. Hymen. IT, p: 176 n. 3
© Toda preta, preta pilosa; distingue-se da fór-
ma typica apenas pela falta das 4 faixas ferrugineas
no abdomen; às vezes, porém, indicações destas faixas
podem ser vistas, ou a primeira faixa está meio-desen-
volvida emquanto dos outros ha vestigio etc. Compri-
mento 30-36 mm.
Visita geralmente as flores da «Jurubeba» Sola-
nun. paniculatum L. e as da Crotalaria paulina.
O macho nao differe do da forma typica.
Hab. Todo o Brazil, Guayana, Venezuela, Nicara-
gua, Demerara, Mexico.
Mus. Paul. 9 Q Venezuela; Manãos (Amazonas),
Jundiahy.
(Estado de S. Paulo, 28 de Outubro de 1900
19 de Fevereiro de 1901.)
Nota.—No Estado de S. Paulo esta variedade
muito mais commum do que a forma typica.
O
(qu
— 464 —
2. Xylocopa fimbriata Ff.
1804— Xylocopa fimbriata Fabricius, Syst.
Piez. p. 340 n. 7
1806—Xylocopa frontalis var. fimbriata Hhger,
Magaz. f. Insectenk. V. p. 151
1840—Xylocopa cornigera Vestivood, Duncan :
Nat. Hist. of. Bees p. 270
184i— Xylocopa cornuta Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. IT p. 176 n. 2
1841—Xylocopa cajennae Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. II p. 203 n. 50
@ Grande, preta, preto-pilosa; nos lados do pos-
terior par dos olhos simples (ocelli) ha em cada lado
um tuberculo alto, um tanto curvado, o que dá à ca-
beça a apparencia de ser munida de 2 pares de chi-
fres, um comprido (as antennas) e um pequeno (os tu-
berculos); o resto é semelhante à especie precedente ;
comprimento 32-36 mm.
& Amareilo, amarello-piloso; differe da especie
precedente pela falta de faixas pretas sobre o abdomen
e pela pubescencia muito mais densa. (Comprimento
31-35 mm.
Hab. Brazil, Venezuela, Columbia, Nicaragua, Me-
xico, Barbados, Demerara.
Mus. Paul. 1 9 Rio Grande do Sul (?) ; recebido
de Staudinger-Dresden.
1 & California.
3%. Xyvlocopa brasilianorum (L.)
1767—Apis brasilianorum Linnê, Syst.
nat. Bd. 182%, 2 pe sd
177 3—Apis aeneipennis De Geer, Méin. hast.
ingect.. Ill p.573 n15 88408,
1775—Apis brasiliana Ph. L. Muller, Linné.
Vollst. Natursyst. V, p. 905 n. 49
1802— Xylocopa brasilianorum Latreille, Hist.
nat. Crust. e. Insect. Il p. 379
DO en Le
— 465 —
1S01—Xylocopa chrysoptera Latreille, Humb.
Observ. Zool. 11 p. 93. p 38 f.
1824—NXylocopa teredo Guilding. Trans.
Winn. Soc. London. APP: 515, TS fot
IS41—Xylocopa aeneipennis Lepeletier, Hist.
nat. Insect. Hymen. II p. 186 n. 20
1S41 Xylocopa caribea Lepeletier, Hist.
nat. Insect. Hymen. II p. 204 n. 49
1S49 — Apis (Ancylosoma) brasilianorum Blanchard,
Cuvier: Regne anim. Ed. 32 Insect. T. 128 f. 8
ISTL—? Xylocopa ordinaria Smith, Trans.
entom. Soc. Lond p. 292 n. 104
@. Preta, preto-pilosa; o clypeo no meio com
um espaço liso; não ponteado; entre as antennas co-
meca uma carina que sobe até o primeiro olho simples,
onde se divide em dous ramos formando assim um Y ;
o espaço liso do mesothorax tem um sulco pouco pro-
fundo longitudinal que começa na margem anterior e
não vai até o meio; todo o abdomen é munido de pellos
rigidos curtos e pontos distinctos; em cima e tambem
em baixo do abdomen ha uma carina longitudinal, a
qual às vezes torna-se bem forte, às vezes quasi invi-
sivel; as azas são fuscas com lustre azul, ou violeta,
ou verde metallico ou aureo. (Comprimento 20-26 mm.
Como se vê desta descripção esta especie commum
em toda parte é bastante variavel em diversos pontos,
como: a carina que corre sobre o lado superior e in-
ferior do abdomen, a côr das azas que varia enorme-
mente, o tamanho do corpo etc. Por isto a synony-
mia é bem complicada e de certo ainda não completa-
mente correcta assim, como eu acceitel em cima. A
questão pode sómente ser decidida por observações con-
tinnas dos ninhos e dos seus respectivos habitantes ;
porque eu julgo que os exemplares que se observa no
verão são os maiores e com este esplendido colorido
das azas, enquanto os exemplares menores e com lus-
tre menos forte são os que vcam no tempo frio ; emfim
o lustre das azas torna-se provavelmente azul quando
-- 466 —
os exemplares são bastante velhos e já voaram durante
muito tempo. Para confirmar estas hypotheses precisa
ainda, como expliquei em cima, muito mais observações
durante muito tempo.
S. Ferrugineo amarellento-piloso ; os segmentos
abdominaes 1—6 com faixas escuras nas margens api-
caes; os femora são fuscos na base; as azas hyalinas,
as verduras ferrugineas. (Comprimento 25—28 mm.
Os machos variam um pouco no tamanho, mais.
são muito facilmente: distinguiveis pela côr amarella-
ferruginea, e as distinctas faixas escuras sobre o abdo-
men; servem para illudir a questão das femeas porque
nenhuma outra especie toda preta tem machos seme-
lhantes.
Parasitas: Horia maculata Solederer, da fami-
lia Cantharidæ (segundo Guilding).
As femeas visitam varias flores; eis as principaes =
Solanum balbisii Dun (Jud); Solanum panicu-
atum L., (Jurubeba), Sclanum atropurpuremm R. & P. ;
Leonurus sibiricus L., Crotalaria paulina Schunn.,
Cassia bicapsularis L., Cassia splendida Hg. etc.
Hab. Argentina, todo o Brazil, Venezuela, Guaya-
na, Perú, Mexico.
Mus. Paul. 9 ©. Manãos (Amazonas). S. Sebastião,
Ypiranga, Jundiahy (Est. de S. Paulo, 31 de Agosto
de 1900, 28 de Agosto de 1897), Argentina.
S d. Venezuela; Jundiahy ('9 de Setembro de
1879, 5 de Agosto de 1900), Alto da Serra (16 de
Fevereiro de 1900) Est. de S. Paulo; Porto Alegre
(Rio Grande do Sul).
4. Xylocopa augusti Lep.
1841. Xylocopa augusti Lepeletier, Hist: nat. Insect.
Hymén. 11 pag. 187. |
&. Preta, preto-pilosa, abdomen desde o segundo
segmento nos lados ciliado com pellos ferrugineos; o
resto mais ou menos como na especie precedente; as
azas com lustre metallico ; comprimento 27 mm.
Pitt TA O a
o
4
AQU EE
d. Muito semelhante ao da especie precedente, a
. pubescencia do abdomen mais densa; as faixas escuras
sobre os segmentos são por isto meio escondidas e me-
“nos distinctas ; a côr geral do corpo parece ser mais
clara, mas como nao tenho exemplares frescos, não
posso decidir se este caracter é constante; compri-
mento 26—2S mm.
Parasitas: Horia maculata Solederer (Fam. Can-
tharidæ) (segundo Burmeister).
Hab. Argentina, Rio Grande do Sul.
Museu Paul. 99 Porto Alegre (Rio Grande do Sul,
La Plata (Argentina).
SS. Porto Alegre (Rio Grande do Sul).
5. Kylocopa colona Lep.
1811. Xylocopa colona. Lepeletier. Hist. nat. Insect.
Hymén IT p. 'S5 n. 17.
1854? Xylocipa carbonaria Smith, Catal. Hymen.
Br Mus. fp. 3858 1.70
1874. Xylocopa erratic Smith, Trans. entom. Soc.
London p. 293 n. 107
2. Quanto a esta especie, tambem parece ter muita
confusão nas descripções de diversos auctores ; de certo
foi muitas vezes confundida com X. brasilianorum, da
qual, porém, pode ser facilmente distinguida. Eu re-
cebi um casal dessa especie pelo Sr. M. Beron, tirado
dum ninho; de X. brusilianorum achei eu mesmo va-
rios ninhos, dos quaes tirei machos e femeas, assim que
pelo menos a respeito destas duas especies não me
posso enganar. A femea de X. colona é muito menor
do que a de X. bras.; o clypeo é totalmente ponteado
(não tem o espaço liso no meio); o colorido das azas
tambem é differente (não é tão lustroso), mas isto é
um caracter de segunda ordem, porque, como ja ex-
pliquei em cima, não é constante; o'comprimento é ge-
ralmente 14—16 mm., raras vezes chega a 18 mm.
emquanto os menores exemplares de X. brasthanorwm
— 468 —
tem 20 mm., e o tamanho médio desta especie é de
24—25 mm. Nao posso achar differença na descripção
de X. carbonaria, a qual talvez é identica com esta
especie.
4. Preto, cinzento-piloso ; no disco do thorax ha
um espaço comprido triangular liso; a cabeça é ama-
rella, excepto uma estria larga preta que corre do oc-
ciput sobre os olhos simples, entre as antennas e o meio
do clypeo; as azas são subhyalinas com lustre purpu-
reo-metallico.
Encontrei as femeas sobre as mesmas flores que
citei na X. bresilianorum; os machos encontrei nas
flores de Baccharis dracunculifolia D. G. (Ypiranga,
14 de Outubro de 1900) e de Tecoma ipé Mart. (Jun-
diahy de 1899).
Hab. Todo o Brazil, Perú (?), Guayana, Barbados.
Mus. Paul) 9 9 Porto Alegre (Rio Grande do
Sul); Santa Catharina; Jundiahy (Est. de S. Paulo).
oo’. Santa Catharina; Ypiranga, (2 de Marco
de 1900), Jundiahy (25 de Novembro de 1900).
G. Xylocopa rotundiceps Sm.
1874. Xylocopa rotundiceps ae Trans. entom.
Soc. London p. 292 . 100
Q. Preta, preto-pilosa, o lado das pernas ante-
riores castanho-piloso ; clypeo na margem anterior ni-
tido, o resto fino-ponteado ; disco do thorax liso; abdo-
men no segmento basal com sómente poucos pontos, os
segmentos 2 e 3 mais denso-ponteado. o resto grosso-
ponteado ; as azas fuscas com fraco lustre azul; com-
primento 22 mm.
{. Preto, abdomen preto-azul, preto-piloso, uma
manchinha em baixo da raiz das azas e em cada lado
do primeiro segmento do abdomen pardo-cinzento-pilo-
sa; lado inferior das pernas castanho-piloso; os olhos
em cima muito perto um do outro ; comprimento 19 mm.
Hab. «Brazil». Columbia.
— 469 —
7. Xylocopa artifex Sm.
1874. Xylocopa artifex Smith, Trans. entom. Soc.
London, p. 289 n. 97
2. Preta, com pubescencia preta, a qual na ca-
beça finamente dispersa sobre a cara e as bochechas ;
uma linha impressa em frente do anterior ocellus ; a
qual termina numa curta linha elevada entre as anten-
nas; o disco do thorax e o scutellum liso e brilhante ;
as unhas sómente (não o articulo que parte as unhas !)
ferrugineas; as azas fusco-hyalinas com iridescencia côr
de cobre, tingida com violeta; abdomen finamente co-
berto com curta pubescencia preta, os lados e o apice
grossamente ciliados. Cabeça estreita, mais comprida
que larga. Comprimento 15 mm.
Hab. «Brazil meridional».
Nota. — Talvez não differente de x. colona Lep. ou
apenas uma variedade.
S. Xylocopa serripes Lum.
1876 -— Xylocopa serripes Burmeister, Stettin.
entom. Zeitg. XXXVII p. 150 n. 7
Q Prete, preto-pilosa; o terceiro segmento ab-
dominal em cada lado com uma mancha mais lisa
do que o resto perto da base; as tibias posterio-
res são no lado exterior munidas de duas fileiras de
dentes agudos terminando cada uma com um dente
maior.
d Preto, preto-piloso, no thorax com alguns pel-
los brancos; o terceiro segmento abdominal tem em
cada lado um lobo pequeno, o qual é guarnecido com
uma mancha avelludada.
Comprimento 21-25 mm. As azas fuscas com lus-
tre azul.
Hab. Rio de Janeiro.
9. Kylocopa ciliata Burm.
1876—Xylocopa ciliata Burmeister, Stettin. entom.
deito... XXXVIT natos 209
Q Preta, preto-pilosa; o clypeo denso-ponteado,
nos lados com fraca impressão longitudinal, na qual
estão dous pontos mais fundos; os tarsos anteriores em
baixo um pouco castanho-pilosos; as azas pardo-metal-
licas, na base com fraco lustre azul.
d& Preto, branco-cinzento-piloso ; fronte, clypeo,
labrum e tronco das antennas em frente de côr bran-
ca; thorax posteriormente fusco-piloso; as azas mais
claras do que as da femea.
Comprimento 15-17 mm.
Hab. Paranã; Minas (Lagoa Santa), Buenos-Ayres
(Argentina).
19. Kylocopa grisescens Lep.
1S11—X\ylocopa grisescens Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. IT p. 178 n. 6
2 Preta, preto- -piloso ; thorax cinzento- -piloso. Es-
pecie grande de 26-55 mm. O macho não é conhecido,
Hab. Minas; (Lagoa Santa); Pernambuco.
Mus. Paul. Pernambuco.
15. Mylocopa barbata Y.
Nylocopa barbata Lepeletier Hist. nat. Ins.
Hymen. IT p. 190
Q Preto-azul; preto e branco-pilosa ; especialmen-
te a cabeça densamente branco-pilosa; abdomen nos
lados do quinto segmento branco-piloso, no apice preto-
piloso. Comprimento 16-17 mm.
S Mais claro do que a femea,a cara e o labrum
de cor branca, os olhos no vertice approximados.
Hab. America meridional, Guayana, até Mexico.
Mus. Paul. «Brazil» ; Chiriqui; Mexico.
“a
ra
RY. Kylocopa splendidula Lep.
#£S841—Xylocopa splendidula Lepeletier Hist. nat.
Insect, Hymen. II p. 190
Q Azul-escura, preto-pilosa ; o flagello das anten-
mas em baixo claro, quasi branquinho; as pernas an-
teriores em baixo ferrugineas; as pontas das outras
pernas mais ou menos da mesma cor; as azas sômen-
te pouco escurecidas, sem iustro azul. Comprimento 11
mm.
o Azul-brilhante; no thorax e no primeiro seg-
mento abdominal tantos pellos brancos entre os pretos
que a pubescencia apparece cinzenta; a cara e lado
inferior das antennas eburneo. Espaço entre os olhos
apenas 1 12 mm. As azas quasi vitreas, as anteriores
nas pontas amarellento-escurecidas. Comprimento 17
mm.
Hab. Argentina, Rio Grande do Sul, Paraná, Est.
de S. Paulo, (Jundiahy); La Plata; Nicaragua.
Mus. Paul. Porto Alegre; Argentina.
Es. Kylocopa macrops Lcp.
L841—Xylocopa macrops Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymén. II p. 209 n. 60
Q Preta, preto-pilosa; bochechas estreitas; corpo
com lustre azul; abdomen nu, só o primeiro segmento
em frente fraco-piloso, os lados e a margem posterior
fraco-pilosos, os lados tambem com alguns pellos bran-
cos. As tibias anteriores em baixo ferrugineas. As azas
fuscas com lustre violeta. Comprimento 22 mm.
S Os segmentos ventraes 3-5 em cada lado com
uma mancha triangular branco-amarellenta ; labrum, a
cara até as antennas e o lado anterior do tronco das
antennas da mesma cor. Os olhos 3/4 mm. distantes
um do outro. Na cara e nas estreitas bochechas a pu-
bescencia é branca, no vertice preta. A pubescencia '
das tibias Ie lll e dos tarsos I branco amarellenta.
Scutellum, a faixa transversal do primeiro segmento e
DP ATO ia
os lados perto de ponta brancos; o segmento anal pre-
to-ciliado ; o dorso nú do abdomen tem um lustro azul
ou verde; o ventre azul com pubescencia branca. As
azas na base vitreas, na ponta amarellentas. Compri-
iento 22 mm.
Hab. Parana.
14. Kylocopa electa Sn.
1S74—Xylocopa electa Smith, Trans. entom.
Soc. London, p. 293 n. 108
© Preta na cabeça e no thorax; o abdomen pre-
to, com lustre metallico; o labrum com 3 tuberculos
pequenos; as azas subhyalinas, um tanto ennegrecidas
no apice e com lustre de cobre; abdomen com o seg-
mento 5 ciliado de branco, o sexto ciliado de preto;
os segmentos ventraes com pequena franja de pellos.
brancos em cada lado.
Hab. Brazil septentrional, Venezuela,
I>. Xylocopa crotalariae 7. sp.
2 Nigra, nigrohirta, capite punctato, vertice obs-
cure-aeneo ; mesothorace scutelloque sparsim punctatis,.
leviter violaceo-micantibus, tegulis nigro-aeneis ; abdo-
mine sat dense punctato, segmento 6 nigro-ciliato, ven-
tre rugoso-punctato, subcarinato, segmentis ventralibus
2-5 lateribus albo-pilosis; pedibus nigropilosis, tarsis
anterioribus paucis pilis ferrugineis intermixtis, tibiis
anticis intermediisque obscure-cyaneis ; alis fuscis, cya-
neo-micantibus.
Q Preta, preto-pilosa; a cabeça ponteada, o ver-
tice escuro-metallico. O mesothorax e o scutellum com
poucos pontos, com fraco lustre violete; as tegulas es-
curo-metallicas. O abdomen denso-ponteado ; o sexto
segmento preto-ciliado ; o ventre rugoso-ponteado com
carina pouco desenvolvida no meio; os segmentos ven-
traes 2-5 nos lados branco-pilosos. As pernas são pre-
to-pilosas, os tarsos I com poucos pellos ferrugineos
— A473 —
entre os pretos; as tibias I e II escuro-metallicas. As
azas fuscas com lustre azul.
Comprimento 21 mm.; largura 8 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Campinas).
Encontrado no 30 de Janeiro de 1901 nas flores de
Crotalaria paulinia pelo L. A. Hempel.
Fam. Leguminosae).
16. Xylocopa aurulenta ([.)
1804—Bombus aurulentus Fabricius Syst. Pier.
p. 391 n. 42
1841—Xylocopa aurulenta Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. p. 192 n. 33
© Preta; o thorax em cima com pubescencia ama-
rellenta; o disco do thorax brilhante e não punctura-
do; as azas fundo-hyalinas, com iridescencia cor de
cobre; no apice com cintos violetes: comprimento 15
a 17 -mm.
Hab. Brazil, Guayana.
17. Xylocopa similis Sm.
1874—Xylocopa similis Smith, Trans. entom. Soc.
London. p. 291 n. 101.
9 Semelhante à x aurulenta da qual differe ape-
nas pela pubescencia do thorax, continuando sobre o
primeiro segmento abdominal e pelo tamanho maior ;
21 mm.
Hab. Para.
15, Xylocopa anthophoroides Sn.
1874—Xylocopa anthophoroides Smith, Trans. entom.
Soc. London p. 287 n. 96
Q Cabeça e thorax pretos; abdomen preto com
tinto violete; a pubescencia é amarellenta no vertice, e
— 4714 —
no thorax em cima cinzenta na cara, nas bochechas e
no thorax em baixo, ferruginea nos tarsos em baixo ;
os dous segmentos basaes do abdomen cobertos com
curta pubescencia pallida- Bate as margens cila-
das com pellos cinzentos; o apice com pouca pube-
scencia ferruginea ; comprimento i4 mm.
Hab. «Brazil, S. Paulo» (? de Olivença); Mexico.
19. Kylocopa nigrocincta Sm.
1851—Xylocopa nigrocincta Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus II p. 354 n. 51
PCabeça e thorax pretos, abdomen ferrugineo, as
margens apicaes dos segmentos «com faixas pretas; O
segmento apical preto; os lados ciliados com pube-
scencia preta; no ventre uma carina longitudinal; as
azas fusco-ferrugineas com bonita iridescencia violeta ;
comprimento 21 mim.
Hab. «America meridional»
20. Kylocopa pulchra Sn.
1854— Xylocopa pulchra Smith, Cat. Hym. Br. Mus
IT p. 361 n. 86... Est XI fig: 12
@ Cabeça, thorax e as pernas pretas; os tarsos III
no lado interior com pubescencia preta e ferruginea
mixta, no lado exterior com pubescencia branca excep-
to no apice onde é preta; os segmentos 2—5 do ab-
domen com faixas de pubescencia amarella, as faixas
interrompidas no meio ; comprimento 14 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy) ; Rio de Janei-
ro; Columbia.
Mus. Paul. 9 9 de Jundiahy, 15 de Dezembro de
1899 (Schrottky coll.), 18 de Setembro de 1900 (Be-
ron coll.).
plies
— 475 —
21. Xylocopa chrysopoda n. sp.
Est. XI fig. 13
d Nigra; capite flavo, flavo-piloso, vertice nigro;
antennis articulo basali antice flavo; thorace flavo-pi-
loso; pedibus nigris, flavo-pilosis, femoribus III tibiis-
que IL postici nigro-pilosis ; abdomine segmento basa-
li flavo, reliquis nigro-pilosis ; ventre flavo-pilosi, apice
nigro.
S Preto; a cabeça em frente inclusive as mandi-
bulas e o articulo basal das antennas em frente ama-
rellos, amarello-pilosos; o vertice é preto; a cabeça
em baixo, o thorax em cima e em baixo, o segmento
abdominal | em cima e todos os segmentos abdomi-
naes em baixo cobertos com compridos pellos amarel-
los; os segmentos 2—6 do abdomen em cima e o api-
ce tambem em baixo preto pilosos; as pernasle II, os
iarsos Ill e as tibias III em frente são guarnecidas
com comprida pubescencia dourada, as tibias III pos-
teriormente e os femoras II com pubescencia preta;
as azas são subhyalinas com lustre violete especial-
mente no apice; comprimento 16 mm.; largura 7 1/2
mm.
Talvez o macho de X pulchra ?
~ Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Novembro).
Mus. Paul. & (typo) de Jundiahy, 1 de Novem
bro de 1900 (Dittrich coll.)
22. SMylocopa bambusae n. sp.
d' Nigra; capite antice eburneo; flagelo subtus
eburneo ; capite thoraceque fulvo-pilosis ; pedibus ferru-
gineis flavo-pilosis; abdomine fulvo-pilosis, segmentis
1—9 fasciis albescentibus medianis ; alis fulvo-hyalinis;
violacie nicantibus.
9 Preto; a cabeça em frente e o flagellum em
baixo brancacentos; a cabeça e o thorax em cima ama-
rellento-escuro-pilosos, em baixo a pubescencia é mais
— 476 —
clara; as pernas são ferrugineas, excepto os femora os
quaes são fuscos ; todas as pernas, porém, são amarel-
lo-pilosas ; no abdomen os segmentos 1—5 têm faixas
brancacentas no meio, deixando os lados pretos e for-
mando no meio do abdomen um triangulo dessa côr,
a ponta do triangulo dirigida ao apice do abdomen ; o
ventre é amarello-piloso; o apice é preto, preto piloso;
as tegulas são ferrugineas; as azas amarellento-hyali-
nas com lustre violete-dourado no apice; comprimento
Poor ET:
Hab. Rio Grande do Sul.
Mus. Paul. 4 (typo) de Rio Grande do Sul. (Dr.
v. Ihering coll.)
Nota: Segundo as observações do Sr. Dr. v. Ihe-
ring, essa especie constrde os seus ninhos em taquara
e bambus.
23. Kwiocopa lucida Sm.
1874—Xylocopa lucida Smith, Trans. entom. Soc.
London p. 290 d. 98
Q Azul brilhante com tintos violetes sobre o ver-
tice, o disco do thorax e os segmentos abdominaes
1—3; na margem anterior do clypeo um pouco de
pubescencia branca; as azas fuscas com iridescencia
violete; o apice do abdomen ciliado com pubescencia
preta, nos lados dessa curtamente ciliado com pubes-
cencia branca : comprimento 17 mm.
Hab. Pará.
24. Xylocopa ornata Sn.
1874- Xylocopa ornata Smith, Trans. entom. Soc.
London p. 290 n. 99
Q Cabeça preto-azul, com tinto violete no vertice
verde no clypeo; os lados da cara com pubescencia
cinzenta; thorax em cima preto metallico, com tinto
violete, em baixo verde, com pubescencia cinzenta; as
— AIT —
pernas em baixo pretas em cima com tinto verde, com
pubescencia amarellenta nas tibias Il e III exterior-
mente, preto interiormente; as azas subhyalinas com
iridescencia côr de cobre; abdomen côr de latão, co-
berto com curta pubescencia amarellenta ; comprimento
15 mm.
Hab. «S. Paulo» (? de Olivença, Amazonas)
25. Kylocopa metallica Sn.
1574 Xylocopa metallica Smith, Trans. entom. Soc.
London p. 292 n. 103
Q Cabeça preto-azul, o vertice azul, as bochechas
com tinto violete; thorax preto com fracos tintos azul
e violete; as tegulas e as tibias I azues; as azas fus-
cas com iridescencia purpurea; os segmentos abdomi-
naes | e 2 verde-metallicos, nos outros essa côr passa
em cor de cobre; em baixo violete-azul ; os segmentos
3- D com pubescencia amarellenta ; comprimento 19 mm.
Hab. Pará.
26. Xylocopa dimidiata Sn.
1874 — xylocopa dimidiata (Latreille) Smith, Trans.
entom. Soc. London p. 287 n. 91
@ Preta, brilhante, com o thorax posteriormente
e o “abdomen em cima m.m. verdes com tinto violete
no meio dos segmentos; as azas azues com tintos vio-
letes ; comprimento 20 mm.
Hab. Amazonas (Ega)
27. Xylocopa varians Sn.
1874—Xylocopa varians Smith, Trans. entom. Soc..
London p. 291 n. 102
© Azul-escura, com tintos verdes, especialmente
no abdomen; a cara com pubescencia cinzenta; atraz
— 478 —
do scutellum a pubescencia é preta e branca mixta, nos
tarsos em baixo é amarellenta; os lados do abdomen
ciliados com pubescencia preta, no apice um pouco de
pubescencia ferruginea; em baixo os segmentos do meio:
ciliados com pubescencia branca; comprimento 15 mm.
Hab. Brazil meridional.
28. Kylocopa viridis Sn.
1854—Xylocopa viridis Smith, (Cat. Hymen. Br.
Mus. IT p. 300 n. 8)
S& Verde, o abdomen com tinto azul; o labrum,
a margem anterior dos olhos, uma linha nas mandibu-
las e o articulo basal das antennas em frente de côr
branco-amarella; a pubescencia do thorax em cima.
amarellenta; em baixo a pubescencia é quasi branca ;
as azas sub-hyalinas, as nervuras ferrugineas ; as mar-
eens apicaes dos segmentos do abdomen ciliadas com
pellos brancos, o segmento apical com pubescencia preta.
P Semelhante ao macho; as pernas III com a scopa
de pellos brancos exteriormente, pretos interiormente e
e na parte apical em baixo ferrugineos; no apice do
abdomen alguns pellos ferrugineos; comprimento de
ambos os sexos 15 mm
Hab. Amazonas, Santarem; S. Paulo (? de Oli-
vença).
SETI Mam: QOeratiadas
Gen. Ceratina Zatr.
1802—Ceratina Latrerlle, Hist. nat. Crust. & Inset
Ul p. 380
Palpi-maxillares de 4—6 articulos ; palpi-labiales
de 4 articulos, das quaes os dons basaes são grandes
os dous apicaes exiguos. Os olhos simples (ocelli) pos-
tos num triangulo ; as antennas curtas, claviformes. O
corpo é quasi ni e quasi sempre de um lustre metalli-
— 419 —
co. Abdomen alongado, depois do meio da maior lar-
gura; as pernas posteriores e o ventre munidos de pel-
los. As azas com tres cellulas cubitees, das quaes a
segunda é a mais curta; a primeira é do comprimento
da terceira. Nerv. rec. 1 termina entre o meio e O
apice da segunda, nery. rec. 2 entre o meio e o apice
da terceira cellula cubital.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
PUCES
“4. Comprimento do corpo 6--11
mm. : 3 . : : : E 2
Comprimento do corpo só
31/4 mm. os dous arti-
culos basaes das antennas
amarellas : : 1456. lucrdula. Sm.
2. Acabeca com manchas ama-
rellas ou brancas no cly-
peo etc . : : . 9
A cabeça sem manchas ama-
rellas ou brancas . 4 à : À ig
Co
As pernas verdes; os seg-
mentos 2—4 nas mar-
gens basaes azues ; com-
primento 71/2)... . 2. viridula Sm.
As tibias ferrugineas, os tar-,
sos da mesma cor, com-
primento 8 1/2 mm. . 6. C. diligens Sm.
O thorax as tibias na base
os femora anteriores de
cor amarella. Compri-
mento 8 1/2 mm. . . À. C. maculifrons Sm.
As pernas de cor escura ou
preta . : à : x : E . À
4. So o clypeo com uma man-
cha exigua de cor branca.
Tambem as margens dos
olhos guarnecides com
linhas amarellas . . ‘ À ; . D
ot
Q
rotundiceps Sm.
BS E
5. Os lados do thorax, as per-
nas, o abdomen em bai-
xo, nos lados e na parte
apical em cima com pu-
bescencia unusualmente
fortes a), : . 7. C. pubescens Sm.
Pubescencia nao muito forte. 740
6. Cor de bronze escura com
tinto purpureo os 3 seg-
mentos apicaes do abdo-
men ferruginosos ; com-
primento 8 1/2—9 mm. 8 C. bicolorata Sm.
Cor verde-bronzea ; compri-
mento 8 1/2 mm. . . 9. €. longiceps Sm.
Cor verde-bronzea escura na
cabeça e no thorax, eru-
ginosa no abdomen, com-
primento 10 1/2 mm. . 10. C cupriventris Sm.
Cor azul-escura, compri-
mento 7 mm. . 2 14 Co aspergAn ap:
7. Pernas verdes ; comprimen-
to 10 1,2 mm. . 3. C. laeta Spin.
Pernas fuscas, as tibias an-
teriores ferrugineas ; com-
primento 8 mm. . . 12. C. cyanicollis n. sp.
l. «€eratina lucidula Sn.
1854—Ceratina lucidula Sinith, Catal. Hymen. Brit.
Mus. IT p. 227 n. 21
Q Verde azeitonada, muito brilhante; os dous ar-
ticulos basaes das antennas pallido-testaceas, o flagello
rufo-fusco. As mandibulas, o labrum, e a margem an-
terior do clypeo de cor pallida, amarello testaceas. O
disco do thorax liso e brilhante com alguns grandes
pontos em frente; o scutellum tambem com alguns
pontos, o metathorax fino, mas densamente ponteado ;
as tegulas pallido-amarellento-testaceas, as pernas da
mesma côr; o abdomen com pubescencia pallida, apenas
Sah à Le Naa SR SUR
— 48] —
visivel, no apice um tanto ponteado. Comprimento “>
31/4 mm.
2. Ceratina viridula Sm.
1879—Ceratina viridula Smith, Descr. New Spee.
Hymen p. 95 n. 11.
S Verde, cabeça fortemente puncturada, thorax
menos fortemente, abdomen fino—e densamente pun-
cturado. A margem anterior e uma mancha no labrum
brancas. O mesothorax com um espaço liso no meio,
sobre o qual estão cinco linhas longitudinaes 1 impressas,
as duas exteriores abreviadas.
Pernas verdes, o articulo apical dos tarsos é fer-
rugineo. Abdomen com os segmentos 1—4 punctura-
dos, os outros rugosos; as margens basaes dos seg-
mentos 2—4 lisas, azues. (Comprimento 7 1/2 mm.
Hab S. Paulo (de Olivença) (Amazonas).
3. Ceratina laeta Spin.
1841—Ceratina laeta Spinola, Ann. soc. entom. Fran-
ce X p.'138 n. 87
@ Cabeça fortemente puncturada; o mesothorax
com cinco linhas longitudinaes impressas, das quaes as
duas exteriores são abreviadas; os segmentos 5 e 6
são os mais fortemente puncturados. A côr do corpo
e das pernas é verde, a das antennas preta; as mar-
gens dos segmentos dorsaes pretas, os tarsos são pre-
tos, o ultimo articulo ferrugineo ; a pubescencia é bran-
quinha. Comprimento 10 1/2 mm.
Spinola não diz nada na sua descripção, se o cly-
peo é marginado com branco ou não; segundo os ca-
racteres communs a esta especie e a precedente. é pos
sivel que ambas formam uma só.
Hab. Am. mer. (Brazil, Cayenne).
Hab. Santarem (Pará). | | =
SEA
4. Ceratina maculiífrons Sn.
1854—Ceratina maculifrons Smith. Catal. Hyinen.
br Mus LEG: nerd tae IE
9 Verde-azeitonada, densa e fortemente punctura-
da; clypeo com uma mancha amarella na margem an-
terior, duas manchas da mesma cor nos lados de ciy-
peo, tocando à margem dos olhos uma estria alongada
amarella atraz dos olhos. O thorax, as tibias na base
e os femora do par anterior no apice de côr amarella.
As margens dos tres segmentos basaes do abdomen
lisas, as dos tres apicaes rugosas. (Comprimento 8 1/2
mm.
Hab. Brazil.
>» Ceratina rotundiceps Sm.
1879—Ceralina rotundiceps Smith, Descr. New Spec.
Hymeénsp. Gd n20: |
@ Verde-bronzea ; a cabeça fortemente puncturada,
um tanto mais larga do que o thorax; uma mancha
exigua branca no clypeo; mesothorax com um grande
espaço liso no disco. As pernas são pretas, as tibias
anteriores escuro-rufas, as articulações basaes dos tar-
sos rufo-pezenhas. O segmento basal do abdomen é
liso, o 2.” e 3.º densamente ponteados, os apicaes ru-,
gosos. (Comprimento 7 1/2 mm.
Hab: Para,
6. Ceratina diligens Sm.
1879—Ceratina diligens Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 90 n. 15
Q Verde-azeitonada, puncturada no abdomen um
pouco menos fortemente do que na cabeça e no ihorax,
a cabeça com manchas amarellas, das quaes uma esta
no labrum, duas em cada lado do clypco; este tem na
— 483 —
margem anterior uma linha transversal, e atraz dos
olhos acham-se linhas da mesma cor, o flagello é ful-
vo em branco. O thorax tem no disco dous espagos
oblongos. As tibias são ferrugineas, os tarsos da mes-
ma côr. Os dous segmentos apicaes do abdomen ru-
gosos. Comprimento 8 1/2 mm.
Hab. Santarem (Pará).
7. Ceratina pubescens Sn.
1879—Ceratina pubescens Smith, Descr. New Spec.
Hymen, p. 94 n. 9 E
Q Verde-bronzea escura, o disco do thorax, com
cclorido purpureo; os lados do thorax, as pernas, o
abdomen em baixo e nos lados e na parte apical com
curta pubescencia forte. O clypeo tem uma linha lon-
gitudinal no centro amarella, uma outra da mesma côr
acha-se na parte inferior da margem interna dos olhos
e uma outra atraz dos mesmos. As pernas são pretas.
A cabeça é fortemente puncturada; o thorax do mes-
mo modo, tendo porém um espaço liso no disco; o
primeiro segmento do abdomen é liso, 0 2.º eo 3.º são
densamente ponteados, os apicaes rugosos. Compri-
mento 9 mm.
Hab. Ega, Tunantins (Amazonas).
&. Ceratina bicolorata Sm.
1S79—Ceratina bicolorata Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 95 n. 12.
9 Cor de bronze-escura com colorido purpureo ;
os 3 segmentos apicaes eruginosos. (Cabeça fortemente
puncturada ; o clypeo com mancha exigua amarella na
margem anterior; uma outra da mesma côr nos lados
do clypeo uma linha atraz dos olhos amarella. Tho-
rax puncturado, tendo dous espaços lisos no disco que
se unem atraz. As pernas são pretas; as posteriores
muito pubescentes. O segmento basal do abdomen é
— 484 —
liso, os dous seguintes finamente puncturados, o resto
rugoso. Comprimento 8 1/2 mm.
Hab. Ega (Amazonas).
5» Ceratina longiceps Sm.
187 AT longiceps Smith, Descr. New Spec.
Hymen p. 96 n. 13 ;
P Verde-bronzea. Cabeça fortemente puncturada ;
uma mancha amarella no clypeo, uma outra no lado
inferior da margem dos olhos e uma linha atraz dos
olhos da mesma côr. Thorax fortemente puncturado ;
as pernas preto-bronzeas, os aruculos apicaes dos tar-
sos rufo-testaceos. Os segmentos basaes do abdo-
men são finos—e densamente puncturados, os apicaes
são rugosos. (Comprimento 81/2 mm.
Hab. Ega (Amazonas).
10. Ceratina cupreiventris Sm.
1879—Ceratina cupreiventris Smith, Descer: New
Spec. Hymen. p. 90 n. 14.
. 2 Cabeça e thorax de côr verde-bronzea escura,
o disco do mesothorax com colorido purpureo; o ab-
domen é brilhante, eruginoso. Cabeça fortemente pun-
cturada, com manchas amarellas como na especie pre-
cedente, e mais uma outra exigua sobre o labrum. O
mesothorax com um espaço liso no disso, tendo 5 li-
nhas impressas, das quaes as exteriores são abreviadas.
As pernas são rufo-pezenhas, os articulos apicaes dos
tarsos pallido-ferrugineas. Os 4 segmentos basaes do:
abdomen são finamente puncturados, o resto é rugoso.
Comprimento 10 1/2 mm.
Hab. Ega (Amazonas).
li. Ceratina aspera n. sp.
ist. XII, fig. 10.
d Nigro-caerulea, capite thoraceque grosso-pun-
ctatis; abdomine laevius punctato, clypeo antice ma-
eu a By
tr
— 485 —
cula aurantia, labro, margine oculorum verticeque au-
rantio-signatis ; pedibus nigris, tarsis ferrugineis.
d& Azul-escuro; a cabeça é muito grosso-punctu-
rada, thorax do mesmo modo. O abdomen é um tanto
mais fino—mas ainda grosso-puncturado, os segmentos
4 e 5 têm puncturas mais finas; todo o corpo é guar-
mecido com pellos brancos, os quaes porém, estão mui-
to escasso e são apenas visiveis com os olhos não ar-
mados. Na margem anterior do clypeo está uma man
cha transversal cor de laranja, duas outras um pouco
mais escuras estão em cada lado do clypeo na mar-
gem interior dos olhos; atraz destes ha uma linha es-
treita da mesma côr e sobre o labrum uma mancha
grande tambem cor de laranga. As antennas são pre-
tas. O thorax tem em baixo das tegulas em cada lado
um tuberculo; as pernas são pretas, os tarsos, princi-
palmente na parte apical, ferrugineos, todas as pernas
portam pellos branquinhos. As azas são levemente tos-
tadas e iridescentes. Comprimento 7 mm.
Hab. Jundiahy (Est. de S. Paulo). Obtive essa
interessante especie e a seguinte pelo Sr. M. Beron,
Jundiahy. Foi colleccionada no dia 28 de Janeiro de
1900.
Mus. Paul. 1 S (Typo).
42. Ceratina cyanicollis n. sp.
Pat ABI dio TE:
Q Olivacea, thorace supra cyaneo, segmentis tri-
bus basalibus abdominis nigris; pedibus nigris, tarsis
ferrugineis ; ventre fusco; alis subhyalinis.
Q Cabeça verde azeitonada, extremamente fino-
puncturada, clypeo com a margem anterior preta; as
antennas são pretas, o flagello em baixo fusco, no api-
ce mais claro. O thorax é azul em cima, coberto com
algumas uncturas dispersas e com uma impressão lon-
gitudinal antes das tegulas, as quaes são de côr fusca,
quasi preta. Em baixo a cor do thorax é verde-azeito-
nada, um pouco mais escura do que a da cabeça. As
— 486 —
pernas são quasi pretas, os tarsos de todos os pares
ferrugineos, da mesma côr são as tibias anteriores. Os
3 segmentos basaes do abdomen são pretos, os 3 api-
caes verde-azeitonados, todos são lisos, sómente no 2.º
e no 2.º acham-se algumas puncturas finissimas. Os
segmentos ventraes são todos fuscos, quasi pretos. As
azas são subhyalinas e iridescentes ; as nervuras fuscas.
Comprimento & mm.
Hab. Jundiahy (Est. de S. Paulo) 2 de fevereiro
de 100 M. Beron collece.
Mus. Paul. 1 9 (Typo).
IX. Fam. Nomadidae
CHAVE DOS GENEROS BRAZILEIROS
1. Todas as cellulas cubitaes das
azas anteriores iguaes em
comprimento . : 5 Te
A primeira cellula’ maior do
que uma das outras . 3 : : ain at
A segunda cellula maior do
que a primeira ou terceira. 7 Melissa Lep.
A terceira cellula maior do
que a primeira ou segunda. : : “83
O segundo articulo do fla-
vellum das antennas curto,
não maior do que o se-
to
cuinte 4 à E Ê PRAÇAS :
O segundo artículo mais com-
prido do que o seguinte . Ê a RAR
-
3. Os olhos simples postos numa
linha direita ou curvada so-
bre o vertice . : : + ie
Os olhos simples postos num
triangulo . . . .. 13 Chrysanteda
Perty.
4. <A terceira cellula cubital pou-
co reduzida na radial 3 à i 3
Qt
— 487 —
A terceira cellula cubital ape-
nas do meio comprimento na
radial do que na veia basal. EE A EC
Nerv. rec. 1 termina no apice
de segunda cellula cubital. 6 Hurytis Sm.
Nerv. rec. 1 termina antes do
apice ou atraz do mesmo. 15 Leiopodus Sm.
6. A radial do comprimento das
> cellulas cubitaes unidas. : : :
A radial menor do que as 3
cellulas cubitaes unidas . 8 Mesocheira Lep. é
or
q
7. O corpo estreito, quasi da |
forma duma vespa”. . à Rhatymus Lep.
O corpo largo
S A terceira celula cubital em
forma dum quadrangulo . 4 Oxynedus gen.
| nov.
A terceira cellula cubital em
forma dum triangulo. . D Cyphomelissa
gen. nov.
9. Esporão da tibia IT dividido
em dous ramos dos quaes
um é denteado . . 9 Ctentoschelus Rom.
Esporão da tibia I simples . à Ps
10. O corpo em frente piloso |. 2 Melectoides
Taschbe.
O corpo nu, da forma duma
vespa. 5 PT saris: Sai
11. A cellula cubital 3 com O
nerv. rec. 2: no: apice ou
muito reduzido na radial . 1 Melecta Latr.
Nenhuma das cellulas cubitaes
com nerv. rec. 1 ou 2no apice À E ERA vo
12. O corpo colorido na pelle
mesma. é . 16 Nomada Scop.
O corpo coberto. com Be,
coloridos . . 4 Epeolus Latr.
13. A cellula cubital 3 com nerv-
rec. 2 no apice. : 32 Aglae Lep.: .
— 488 —
A cellula cubital 3 com nerv. |
rec. 2 antes do apice. . 10 Acanthopus Klug.
1. Gen Meecta Zatr.
1502 Mae Latreille, Hist: nat. Crust. e.
Insect. III p. 376:
Palpi-maxillares de 5 articulos; palpi-labiales de:
4 articulos, os dous basaes compridos, os dous apicaes
exiguos; os olhos simples postos numa linha no ver-
tice; o segundo articulo do flagellum curto e espesso ;
as azas com 3 cellulas cubitaes; a primeira do com-
primento da primeira e segunda unidas; a terceira com
nerv. rec. 2 no apice; a cellula radial muito curta.
O corpo na metade anterior piloso; o scutellum
com um dente conico em cada lado; abdomen conico.
Esporão das tibias I] simples.
I. Melecta bifrons (F.)
1804— Centris bifrons Fabricius, Syst. Prez. p. 358 n. 22
1:06--Melecta bifrons Iliger, ae E
Insektenk. V p. 99 n. 8
Q Cabeça cinzento-pilosa; as antennas e o vertice
são de côr preta; o thorax cinzento e preto-piloso ;
abdomen azul em cima, os lados com manchinhas
brancas; em haixo ferrugineo-escuro ; as azas hyalinas;
as perhas pretas, os femora ferrugineos, comprimidos ;
comprimento c.:-de 13 mm.
Não conheco especie alguma à qual essa descrip-
ção podia ser referida
Hab. «Brazil».
2. Gen. Melectoides Zaschbg
1SS3—Melectoules Taschenbreg, Berlin. entom.
Zeitschr. XX VII p. 75
Palpi-maxillares de 4 articulos; palpi-labiales 2/3
do comprimento da lingua, de 4 articulos ; ocelli postos
— 489 —
num triangulo; articulo 8 das antennas 4 vezes mais
comprido do que o seguinte; as azas com 3 cellulas
cubitaes, m. m. iguaes de comprimento, a segunda com
nerv. rec. 1 no apice, a terceria com nerv. rec. 2 um
pouco antes do apice; esporão das tibias II simples.
L Melectoides senex Taschbg.
1883—Melectoides senex Taschenberg, Berlin. entom.
Zeitschr. XX VII p. 75
Q Preta, a cara, o vertice, o thorax em parte e
as pernas, branco-pilosas; abdomen com faixas brancas
interrompidas no meio; as pernas e as tegulas ferrn-
gineas ; as azas subhyalinas, no apice escuras; compri-
mento 13 mm.; largura 3 mm. |
= d Semelhante à femea; o sexto segmento abdo-
minal que é preto na femea tem ainda uma indicação
de faixa branca.
Hab. Paraná; Est. de S. Paulo (Jundiahy, Janeiro).
Mus. Paul. 9 de Jundiahy, 28 de Janeiro de 1990
(Beron coll.)
a Are Rhatymus Lep.
1825 —Rhatymus Lepeletier, Encycl. méthod. Insect.
X. p. 448
1833—Liogastra Perty, Délect. anim. artic. Brazil
p. 147
Palpi-labiales de 4 articulos; o primeiro articulo do
comprimento do mentum; o segundo um pouco maior do
que a metade do primeiro; os dous apicaes exiguos,
postas perto do apice da segunda. Palpi-maxillares em
forma de verruga; mentum de meio comprimento do
labrum ; as paraglossas curtas, agudas no apice. Azas
com 3 cellulas cubitaes; a primeira é a maxima; a
segunda e a terceira quasi iguaes ; a terceira conside-
ravelmente reduzida na veia radial. Nerv. rec. 1 e 2
unidas com a segunda e terceira nervura tranverso-cu-
E AO)
bital. Olhos simples (ocelli) postos numa curva leve no
vertex. Esporões das tibias e unhas simples.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
1. Todo o corpo ferrugineo . 3. R. unicolcr (Sm.) |
O corpo preto, ou preto e
ferrugineo . à
Te
2. Abdomen ferragineo . . 4 R. bicolor Lep.
— preto . : 3 ier ate
3. 17 mm. de comprimento . 1. À. ater (Sm.)
Pin eae a . 2. R. michaelis Friése.
I Rhathymus ater (Sm.)
°54— Liogastra atra Smith, Catal. Hymen. Br. Mus.
IT per TROT.
1896—Rhathymus ater Dalla Torre, Cat. Hymen.
999 “
2. ) Lu)
& Preto, os lados da cara fusco-pilosos ; o thorax
avelludado-piloso ; abdomen em cima nú; os lados dos
3 segmentos apicaes fusco-ferrugineo-pilosos ; na base
o abdomeu tem um lustre fraco azul 17 mm. de com-
primento.
Hab. Pará.
2. Rhethymus michaelis Friese
1900—Rhathymus michaelis Friese, Entom. Nachr.
RA Vga DI
& Preto, fusco-piloso ; a base do labrum e as fa-
ces rufas ; abdomen quasi nt; o ultimo segmento no
apice com dous dentes, o quarto segmento ventral com-
prido preto-franjado. 25 mm. de comprimento.
Hab. S. Leopoldina (Rio Grande do Sul).
— 491
3. Rhathwmus unicolor (Sm.)
1854—Liogastra unicolor Smith, Cat. Iymen. Br.
Misc ID prea: te: 2
1896—Rhathymus unicolor Dalla-Torre, Cat. Hymen.
X p.. 329
Q Ferruginea; as antennas pretas, na base ferru-
gineas; a cara e as pernas aureo-pilosas; o collar e
os lados do metathorax com uma linha de pubescencia
branca. 17 mm. de comprimento.
Hab. Pará.
4. WKWhathwmus bicolor Lep.
1825—Rhathymus bicolor Lepeletier, Encycl. meth.
Insect. X p. 145, P
1833— Liogastra bicclor Perty, Delect. anim. artic.
Brazil og. JET: Ti 128) Foie
© Preta; os lados do thorax eo metathorax bran-
co-pilosos ; abdomen ferrugineo ; as pernas da mesma
côr; as azas pretas com brilho violete. 25 mm. de com-
primento. |
Hab. Brazil, Est. de S. Paulo (Jundiahy, Rincäo
etc.) Cayenne.
Mus. Paul. 9 Rincão, Fevereiro (Ehrhardt coll.)
4, Gen. Oxynedys o gen. nov,
Est. XIV fig. 4 ad.
Palpi maxillares de um só articulo agudo; palpi
,
labiales de 4 articulos, os dous primeiros grandes, des-
iguaes entre si, o primeiro do duplo comprimento do
(1) Oxys-acutus ; nedys-venter.
— 492 —
segundo; os dous apicaes exiguos, insertos um pouco
antes do apice do segundo articulo; a lingua mais ou
menos do mesmo comprimento dos palpi-labiales, as
paraglossas muito pequenas; os olhos simples (ocelli)
postos numa linha no vertice; as antennas de 12 (9)
ou de 13 (%) articulos; o segundo articulo do flagello
curto; abdomen de 6 (2) ou de 7 (S) segmentos; o
thorax avelludado-piloso; o scutello bigibboso; o ab-
domen sericeo-piloso;' as tibias II com esporão forte,
furcado, sendo um ramo simples, o outro armado com
quatro espinhos; as azas com 3 cellulas cubitaes, das
quaes a primeira é um pouco maior do que uma das
duas outras; nerv. rec. 1 interstitial na segunda nervura
transverso-cubital ; nerv rec. 2 entra no meio da ter-
ceira cellula cubital.
Typo: Oxynedys beroni n. sp.
Segundo informações do Sr. M. Beron, parece ser
parasita de Bombus carbonarius Handl.
Oxynedys beroni n. sp.
Est. XIII fig. 6
Magna, nigra, migro-pilosa, abdomine obscure-viride
micante, alis nigris, caeruleo-micantibus
Q Preta, preto-pilosa, as antennas comparativa-
mente compridas; os olhos simpies (ocelli) numa linha
quasi direita;. o thorax avelludado-piloso; as pernas
com fraco lustre verde-escuro. (Comprimento 23 mm. ;
largura 9 mm. -
S Semelhante à femea, mas na’ cabeça com pel-
los brancos entre os pretos especialmente na margem
interior e exterior dos olhos; o segmento apical do
abdomen é munido com dous dentes. Comprimento 21
mm.; largura 9 mm.
Hab. Jundiahy, Campinas, onde vôa nos mezes
Janeiro e Fevereiro; Visita as flores de Crotalaria
paulinea (Fam. Leguminosae.)
Se q ; Eta è \
EN TR .
a. \
— £03 —
Segundo informações do Sr. Beron esta especie
parece ser parasita de Bombus carbanarius Handl.
porque este Sr. a viu seguir ao Bombus quando este en-
trou no seu ninho subterraneo. E’ esta especie dedicada
ao Sr. Beron, cujas observações muito adeantavam os
meus estudos sobre as abelhas indigenas do nosso Estado.
Mus. Paul. @ de Jundiahy (Beron coll.) 20 de Ja-
neiro de 1900. |
S de Campinas (Hempel coll.) 30 de Janeiro de
1901.
Gen. Cyphomelissa w gen, nov.
Est. XIV fig. 5 a-d.
Palpi-maxillares de um articulo curto e grosso ;
palpi-labiales de 4 articulos, dos quaes os dous basaes
são compridos e os dous apicaes exiguos; o segundo
articulo é um pouco maior do que a metade do pri-
meiro; a lingua e as paraglossas são mais compridas
comparativamente do que no genero precedente; os
olhos simples (ocelli) são postos numa linha quasi di-
reita sobre o vertice. As antennas, o abdomen e o scu-
tello como no genero Oxynedys ; as tibias IL com es-
porão forte, furcado, sendo um ramo simples, mais
curvado, o outro grosso e guarnecido no lado interior
e no apice de dentes maiores, e no lado exterior de
dentes exiguos; as azas têm 3 cellulas cubitaes, a pri-
meira quasi igual à segunda em tamanho, a terceira
menor, triangular, por convergencia das duas nervu-
ras transverso-cubitaes 2 e 3; nerv. rec. 1 é intersticial na
segunda nervura transverso-cubital ou entre na segunda
cellula cubital pouco antes da sua esquina posterior ;
nerv. rec. 2 entra no meio da terceira cellula cubital.
Typo Cyphomelissa pernigra n. sp.
O «habitus» differe pouco de Oxynedys.
(1) Kyphos-gibbus ; melissa-apis.
ea
Cyphomelissa pernigra n. sp.
Nigra, nigro hirta, levissimep unctata, abdomine
sericeo-hirto, pygidio maris duobus dentibus armato.
@ Toda preta, preto-piloso, especialmente denso
no thorax; abdomen sericeo-piloso, as azas escuras.
Comprimento 23 mm.; largura 9 mm.
S Semelhante à femea; o segmento apical do ab-
domen munido de 2 dentes. Comprimento 20 mm.;
largura 9 1/2 mm.
Hab. Jundiahy e Campinas, onde veiu junto com O.ry-
nedys beront nos mezes de Janeiro e Fevereiro. Visita
igualmente as flores de Crotalaria paulinia Schum.
Mus. Paul. @ de Jundiahy, 25 de Fevereiro de
1900. (Beron coll.)
& de Campinas, 30 de Janeiro de 1901. (Hempel coll.)
6. Gen. Eurytis Smath.
1854—Eurytis Smith. Catal. Hymen. Br. Mus. I,
p. 279. n. 83; T 10, Fo 4s
Palpi-labiales de 4 articulos; o primeiro mais do
que do duplo comprimento do segundo; os dous api-
caes exiguos. Palpi-maxillares consistem d'um só ar-
ticulo; os olhos simples (ocelli) em linha direita. As
azas com 3 cellulas cubitaes, a segunda das quaes é
um tanto reduzida na veia radical; e terceira curvada
e de largura igual. Nerv. rec. 1 e 2 unidas com a'se-
gunda e terceira nervura transverso-cubital. O espo-
rao das pernas II, muito grosso, denticulado no apice.
i. Eurytis fumereus Sn.
1S54—Euryltis funereus Smith, Catal. Hymen. Br.
Mus. Ali e279 ode 8
® Preta, avelludada-pilosa. O abdomen agudo no
apice ; a pubescencia do abdomen com brilho um tanto
RE
= ‘
Om
azul; as azas preto-purpureas. 15 mm. de compri-
mento.
Hab. Santarem (Para).
7. Cen. Melissa Smet.
1S51— Melissa Smith. Catal. Hymen, Br. Mus. II,
p. 270 n. SE; TIO F. 9—12
? 1841 — Hopliphora Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. II p. 458
? 1825 — Mesonychum Lepeletier, Encycl. method.
Insect. X p. 107
1854 —Thalestria Smith, Cat. Hymen. Br. Mus. IL
p. 283 n. 56, T. 11 F. 1—4
Lingua mais do que o do duplo comprimento do
mentum, o qual é arredondado na base e trifido no api-
ce; as paraglossas curtas, lanceoladas ; palpi-labiales de
4 articulos; o primeiro mais do que duas vezes maior
do que o segundo; os dous articulos apicaes exiguos ;
palpi-maxillares de 3 articulos: o primeiro exiguo; o
segundo do duplo comprimento do terceiro. Olhos sim-
ples (ocelli) postos numa linha no vertice. As azas com
> cellulas cubitaes; a segunda reduzida na radial; a ter-
ceira reduzida um pouco tambem. Os esporãos das ti-
bias intermedianas alargados, formando espinhas grossas,
as quaes são denteadas no apice; as tibias anteriores
com esporãos bifidos.
Melissa azurea (Lep.) voa no Estado de S. Paulo
nos mezes do verão; foi encontrada em Jundiahy no
dia 22 Janeiro e no dia 14 de Fevereiro de 1899 nas
flores de Leonurus sibiricus L. ; M. smaragdina (Sm.)
é commum em todo o Estado, visita as flores de Leo-
nurus sibiricus L. e de Stachytarpha dichotoma Vahl ;
vôa nos mezes Novembro, Dezembro, Janeiro e Fe-
vereiro.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
{. Abdomen azul ou violete
ou preto . - ; : À 9 A
— 496
Abdomen verde
Thorax preto ou branco
ou preto e branco ou
violote ou azui-piloso.
Thorax no disco verde-
piloso.
Cabeça branca ou ama-
rellada pilosa-preta ou
violete pilosa
Cabeça preta ou violete
pilosa. 4 À
Pernas pretas; os seg-
mentos 2—4 com man-
chas brancas |.
Pernas ferrugineas ; ab-
domen azul, quasi nú;
ventre ferrugineo
Pernas vermelhas ;
domen azul-piloso
Thorax preto ou fuligi-
noso-piloso .
Thorax violete-piloso
Os segmentos 2—5 vio-
lete-micantes ; compri-
mento do corpo 17 mm.
Abdomen preto ; compri-
mento 20—21 mm.
Abdomen preto com lus-
tre azul ou verde-metal-
lico, preto-piloso com-
primento J mm.
Thorax no disco verde,
margem anterior bran-
co-pilosa . 4
— preto; preto-piloso
— verde e em frente pre-
to-piloso. à
ae
. 4. M. violacea Frise.
IA LT) ARE
. 5. M. decorata Sm.
9. M. maculata Friese.
1. M. azurea (Lep). \'
2. M. caerulea Friese.
Ae €)
8. M. velutina (Lep).
~
i
M. diabolica Friese.
10. M. caerulescens (Lep)
6. M. regalis Sm.
. 3. DL. viridis Friese.
1h. A1. smaragdina (Sm.)
L
— 497 —
1. M. azurea (Lep.)
1825 — Mesocheira azurea Lepeletier, Encycl. méth.
Insect. p. 1006 n. 1
dS33—Crocisa rufipes Perty, Delect. anim. artic.
Brazil p. 149 T. 28 F. 10
IS41—Mesoplia azurea Lepeletier, Hist. nat. Insect. |
II Hymen. IL p. 457 n 12 d
1853—Melissa rufipes Smith, Cat. Hym. Br. Mus.
El qi ESQ we'd
1896— Melissa azurea Dalla Torre, Cat. Hymen. X.
p. 384
Q Cabeça preto azul branco-pilosa, com estria núa
no vertice. Thcrax preto-azul, com pellos pretos e bran-
cos nos lados. Abdomen azul em cima, nú, em baixo
ferrugineo, nos lados com alguns pellos pretos e bran-
cos. Pernas ferrugineas, tibias azues, tarsos fuscos. As
azas subhyalinas. Comprimento i3—15 mm.
d com pellos amarellos na cabeça; os femora
posteriores na base com dois dentes inconspicuos. _
Hab. E. de S. Paulo, Jundiahy, Victoria etc., on-
de foi encontrado nos mezes de Setembro a Fevereiro
Pará, Guayana, Cuba, Guadeloupe, Jamaica.
Mus. Paul. 99 de Jundiahy, 15 de Dezembro de
1899, 28 de Janeiro de 1900 (Beron & Scrhottky coll.)
& de Victoria, 10 de Outubro de 1900 Hempel
coll.)
2. M. caerulea Friese
1900—Melissa caerulea Friese Entom. Nachr. XXVI,
p. GOn 5
© Preta, com a cabeça e o thorax branco-piloso,
como Thalestria smaragdima, mas com o mesonoto,
— 498 —
o scutello e o abdomen azul-tomentoso ; as pernas ver-
melhas.
Comprimento 14—15 mm.
Hab. Pernambuco, Bahia. .
=. RE. viridis /ricse
1900— Melissa viridis Friese. Entom. Nachr. XXVI,
Dp. OG ne We
@ preta, preto-pilosa, o scutellum com duas gebas >
abdomen verde-tomentoso, com alguns pellos brancos ;
esporões das pernas intermedianas apenas bifidos; as
azas enfumadas, com a margem fuliginosa; a terceira
cellula cubital triangular e petiolada. Comprimento 13
e 42 mm.
Hab. E. de S. Paulo, Jundiahy.
4. Melissa violacea Friese
1900—Melissa violacea Friese, Entom. Nachr.
XX VI pr 106 nb
@ Preta, violete-tomentoso; scutellum com duas
gibas ; espordes das pernas intermedianas no apice bi-
dentados, as azas afumadas, a margem fuliginosa ; cel-
lula cubital 3 triangular. Comprimento 12 mm.
Hab. S. Paulo.
>. Melissa decorata Sn.
1
:1854- Melissa decorata Smith, Catal. Hymen. Br.
Mus. IT p. 280 m, &
Q Preta, cabeça e thorax guarnecidos de pubes-
cencia micante de côr verde no vertice, clypeo, disco
do thorax, nas tegulas e nas pernas em cima. A cara
em cada lado e a cabeça atraz branco-pilosas. Os la-
dos do thorax, o vertice, as tibias anteriores em fren-
te, uma linha do collar até o meio do disco e uma es-
ee 49g 5
tria nas tegulas de pubescencia branca. Os esporões
das tibias medianas bifurcados no apice, o ramo ante-
rior tem dous dentes. Abdomen azul-escuro, as mar-
gens apicaes dos segmentos com faixas verde-azues, nos
lados dos segmentos estão manchas de pubescencia bran-
ca. Em baixo o insecto é preto, o abdomen nú. Com-
primento 15 mm.
Hab. Brasil.
G. Mellissa regalis Sm.
1854 - Melissa regalis Smith., Catal. Hymen. Br.
Mus. II p. 260 n. 3
@ Cabeça preta, thorax preto, vertice, disco do
thorax, scutellum e as pernas em cima guarnecidas
com pubescencia verde; a cara, O vertice e as faces
branco-pilosas; o thorax tambem com algumas estrias
de pubescencia branca; o scutellum com duas gibas.
Os esporões das pernas medianas dividem-se em dous
ramos; o ramo anterior com 3 dentes. Abdomen verde
metallico ; as margens lateraes dos segmentos cobertas
com curta pubescencia branca. Comprimento 17 mm.
S Muito semelhante à femea; só o abdomen é
mais curto e curvado; o segmento apical nodoso no
meio: as pernas posteriores mais compridas.
Hab. Santarem (Para).
7. Melissa diabolica Wriese
1900— Melissa diabolica Friese, Entom. Nachr. XX VI
PDS nd
2 Preta, preto-avelludado-pilosa ; cabeça e parte,
anterior do thorax fuliginoso-pilosa; as pernas pretas ;
os esporões das pernas medianas muito dilatadas, no
apice bilobados ; o lobo interior da fôrma dum espinho,
o exterior de fórma de colher com a margem dentada.
Comprimento 20—21 mm.
Hab. S. Leopoldina (Espirito Santo).
— 500 —
*& Melissa velutina (Lep.)
1825 —Mesocheira velutina Lepeletier, Encycl. me-
thod. Insect. X p. 106, n. 2
1841-— Hopliphora velutina Lepeletier, Hist. nat. In-
sect. Hymen. Il, p. 458, n. 1
1896—Melissa velutina Dalla Torre, Cat. Hymen.
A, p. 224
Q Cabeça preta; thorax preto, preto-piloso ; abdo-
men preto, coberto com curtos pellos pretos; os seg-
mentos 2—5 com lustre violete; as pernas pretas, pre-
to pilosas; as azas muito escuras com lustre violete :
comprimento {7 mm.
Hab. Brazil, Gampos Geraes.
9. Melissa maculata Friese.
1900 Melisa maculata Friese, Entom. Nachr. XXVI
p. 00, n
© Preta branco-pilosa; as antennas fuscas, em bai-
xo avermelhadas ; o scutellum com duas gibas; abdo-
men verde-azul tomentoso, os segmentos 2—4 em cada
lado com mancha branca; as pernas pretas, as azas
quasi hyalinas, a cellula cubital 3 triangular; compri-
mento 13 mm.; largura 6 mm. 1
S CONES a cara em frente densamente co-
berta com pellos amarellento-claros, sericeos; o arti-
culo basal das antennas ferrugineo; o thorax em frente
e em baixo com pubescencia amarellento-clara, atraz
com preta; os segmentos do abdomen 1—6 manchi-
nhas brancas em cada lado; comprimento 11 mm. ;
largura 4 */, mm.
Hab. Est. de S. Paulo.
Mus. Paulo. # de Victoria, 10 de Outubro de
1900 (Hempe: coll.)
— 501 —
TO. Melissa caerulescens (Lep.)
1825 — Mesonychium caerulescens Lepeletier, Encycl.
méth. Insect. X p. 107
P Cabeça e thorax pretos, preto-pilosos ; as anten-
nas pretas; abdomen preto, com lustre verde-azul, co-
berto com curtos pellos pretos; as pernas pretas, com
- pellos pretos; as azas escuras com lustre violete ; com-
primento 13 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Lepeletier).
is. Melissa smaragdina (Sn.)
1854—Thalestria smaragdina Smith, Cat. Hymen,
Be Mise RENA AS dt
Q Preta; cabeça com curta pubescencia amarellen-
ta; o thorax com pubescencia verde escura, em frente
preta; os lados do mesonotum e algumas manchas no
lado veníral do thorax cobertas com pubescencia branca ;
as pernas são verdes ; abdomen verde, os segmentos 2—5
em cada lado com uma estria branca; comprimento
15—17 mm.; iargura 5 mm.
& Semelhante; os segmentos abdominaes 2—6 com
manchas brancas nos lados.
Hab. Est. de S. Paulo; Para.
Mus. Paul. SP de Jundiahy, 17 de Novembro de
1900 (Beron coll.)
Sd de Jundiahy, 2 e 28 de Janeiro de 1901
(Beron & Schroutez coll.)
8. Gen. Mesocheira Zepeletier
18:25. Mesocheira Lepeletier, Encycl. inéthod. In-
sect. X p. 106
Palpi-maxillares rndimentares, consistindo d’um pe-
queno tuberculo; palpi-labiales de 4 articulos; o pri-
— 902 —
meiro mais comprido do que o mentum, o segundo 1/3
do comprimento do primeiro; os dous apicaes exiguos.
As azas com 3 cellulas cubitaes, das quaes a terceira
é muito reduzida na radial; as tibias I] com esporão
dividido em dous ramos, dos quaes um é munido de 2
a 6 dentinhos.
Das & especies deste genero occorrentes no Brazil
a descripção duma não me é accessivel neste momento.
No Estado de S. Paulo occorrem duas especies, mas
pela causa indicada não posso dar a determinação exa-
cta da segunda.
1. Mesocheira bicolor (7)
1804. Melecta bicolor Fabricius. Syst. Prêz.
ISO n. 3
1807. Crocisa bicolor Jurine, Novo meth. class.
Hymén. p? ~41
1829 Mesocheira bicolor Lepeletier, Encycl. method.
Insect. X pp. 106 n. 7
2. Cabeça preta, amarrellento-pilosa ; as antennas
fuscas, em baixo ferrugineas; thorax preto, pardo-pi-
loso ; o scutellum com duas gibas compridas de côr
avermelhada; abdomen azul em cima com lustre vio-
lete, em baixo ferrugineo : as pernas ferrugineas, a base
das femora fusca; as tegulas e um tuberculo em frente
ne mesmas de côr ferruginea; as azas hyalinas com
o apice e uma mancha no apice da radial fusca; com-
A
primento 13 mm. largura 5 mm.; semelhante,
Hab. Est. de S. Paulo à Guayana.
- Mus. Paul. 9 de Ypiranga, 2 de Outubro de 1900
(Dr. v. Jhering coll.)
i 9 de Jundiahy, 30 de Setembro de 1900 (Beron
coll).
— 503 —
2. Micsocheira sericea Guír.
1846. Mesocheirus sericeus Guérin, Iconogr. regn.
anim. VIR Insect. p. 456 n. 1 T. 75 fig. 1
1896. Mesocheira sericea Dalla Torre, Cat. Hy-
men. X pl 349
Hiab. Rio de Janeiro.
zs. Mesocheira asteria Sn.
1854. Mesocheira asteria Smith, Cat. Hymen. Mus.
O Sr i |
Q. Cabeça e thorax pretos, a cara coberta com
pubescencia argentea; o flagellum em baixo e o tronco
das antennas em frente ferrugineas, as tegulas e os tu-
berculos em frente dellas da mesma cor; o scutellum
com dous tuberculos; as azas hyalinas com o apice
fusco e as nervuras pretas; o esporão das tibias II di-
vidido em dous ramos, dos quaes um é munido de 2
dentes; abdomen conico, verde-brilhante ; os lados guar-
mecidos com signaes argenteos; em baixo amarellento
com manchas purpurcas, os lados dos segmentos 3 e4
com manchas de pubescencia argentea; comprimento
11 mm.
Hab. «Brazil».
9. Gen. Ctenioschelus Romand
1IS41—Clenioschelus Romand, Magaz. de Zool. XT
1841 P. 69 pv 3.
As antennas das femeas filiformes, as dos machos
mais compridas do que todo o corpo; palpi-maxillares
de um articulo, palpi-labiales de 4 articulos, o pri-
meiro comprido, o segundo 1/3 do comprimento do
primeiro, os dous apicaes exiguos; a lingua duas vezes
maior que os palpi-labiales; as azas com 3 cellulas
cubitaes, nerv. rec. 1 termina no apice da segunda
cellula cubital; nerv. rec. 2 perto do apice da terceira
— 904 —
cellula cubital; «as tibias II com esporão dividido em
dous ramos, dos quaes um é munido de 3 dentes.
1. Ctenioschelus goryi (Jom.)
1840—Acanthopus Goryi Romand, Rev. Zool. p. 248.
1841—Melissoda Latreillei Lepeletier, Hist. nat. In-
sect. Hymen. II p. 508 ; T. 16 fig. 3.
1841—Ctenioschelus Goryi Romand, Magas. de Zool.
Al P..69 p24; 1409.
1854 — Ctenioschelus Latreillei Smith, Cat. Hymen.
Br. Mus. 11 p. 284 n. 1.
d Cabeça preta, com tintos azul e verdes, to-
berta com pellos amarellentos ; as antennas ca. 20
mm. de comprimento; o thorax verde-azul coberto
com pellos amarellentos; das tegulas para frente e do
meio do mesonotum estão tres estrias de pubescencia
preta; as tegulas são azues; o scutellum tem duas gi-
bas verde-escuras ; abdomen verde; as pernas fuscas
com tinto-verde em cima, o par I coberto com pellos
amarellentos ; o ventre fusco; em cada lado do 4.º se-
gmento uma mancha de pubescencia amarellenta ; com-
primento 16 mm., largura 6 mm. |
9 Semelhante ao macho; os segmentos ventraes
3—5 em cada lado manchas de pubescencia argentea.
Hab. Uruguay, Paraguay até o Est. de S. Paulo,
Mus. Paul. 4 de Bahuru, (E. Garbe coll.)
10. Gen. Acanthopus Alug
1807 —Acanthopus Klug, Magaz. f. Entom. VI p. 226
Palpi-maxillares, ausentes ou rudimentares consis-
tindo apenas d'um tuberculo pequeno ; palpi-labiales de
4 articulos, dos quaes os dous apicaes são exiguos.
As azas com 3 cellulas cubitaes, das quaes a terceira
é a maior, recebendo às vezes ambas as nervuras re-
currentes ; as pernas III muito compridas.
à did sé | Eee
a: ato 1 x . à
Fe. NT Es as
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E
»
— 505 —
CHAVE DAS ESPECIES
Abdomen verde brilhante 1. A. splendidus (F.)
Abdomen opaco, preto
com lustre verde . . 2. A. shering Grib.
Abdomen azul. . . . 3 A. excellens n. sp.
L Acanthopus splendidus (7)
Est. XII fig. 5.
1789—? Apis palmata Olivier, Encycl. method. In-
“sect. IV p. 68 n. 41.
1793- Apis splendida Fabricius. Entom. system. I
DRE e (A ME
1804—Xylocopa splendida Fubricius, Syst. Prez. p.
339 n. 64
1806—Bombus splendidus Illiger, Magaz. f. Inse-
kienk. V p. 175 n. 64.
1807— Acantopus splendida, Illiger, Magaz. f. Inse-
ktenk, VI p. 199
1808—Acantopus splendidus Klug. Magaz Ges. na-
turf. Fr. Berlin II p. 56 n. 85.
1809—Epicharis splendida Latreille Gen. Crust. In-
sect V pe LS.
1825 — Anthocopa splendida Lepeletrer, Encycl. mé-
thod. Insect. X p. 793
1841—Acanthopus splendens Romand, Magaz. de
PORN DSO. grs TOS ROA. de B,
1849 — Apis (Acanthopus) splendidus Blanchard, Cu-
wer; Régne Anim. Ed. 3.4 Insect. II T. 129 fz. 1.
Q Cabeça e thorax em cima cobertos com pellos
azues ; as pernas e as tegullas são verdes-azues; 0 ab-
domen d’um verde-dourado, brilhante; o thorax atraz
e em baixo preto-piloso; as pernas Ill extremamente
compridas as tibias e os tarsos posteriormente cober-
-— 506 —
tos com pellos compridos pretos; as azas são violete-
escuras; comprimento 20 (Romand!) a 380 (Lepele-
tier!) mm. O nosso exemplar tem 25 mm. e 10
mm. de largura.
& semelhante; abdomen mais arredondado, o ul-
timo segmento munido com dous espinhos.
Hab. Bahia; Para; Amazonas; Guayana.
Mus. Paul. 9 de Manaos. (Bicego coll.)
2. Acanthopus theringi Gril.
1893—Acanthopus thering Gribodo, Bull. soc. entom.
Hal. XXV p. 417 n. 51
@ Differe de A. splendidus pelo abdomen, o qual
não é nu, mas coberto de pellos pequenos pretos com
lustre verde escuro; @ menor do que A. splendidus e
as pernas III são menos anormalmente alongadas; Com-
primento 17---18 mm.
S semelhante.
Hab. Rio Grande do Sul.
3. Acanthopus excellens n. sp.
Niger, corpore toto cyaneo-micante ; capite thorace-
que sat dense villosis, abdomine sericeo-piloso ;
pedibus nigris cyaneo-micantibus, tibus tarsisque
posticis pilis brevibus nigris, cyaneo-inicantibus
alis cyaneis.
Q Preta. preto-pilosa, todo o corpo, porém, pare-
ce ser azul-escuro, por causa do reflexo da luz sobre
« pubescencia ; da mesma côr azul parecem ser as per-
nas com os pellos que as cobrem, o lado ventral, em-
fim todo, com excepção das antennas, as quaes são pre-
tas, e dos olhos. Às azas são igualmente azues ; O
esporão das tibias II com 5 dentes no ramo interior ;
o apice do abdomen agudo; comprimento 23 mm;
largura 9 172 mm.
— 507 —
d& semelhante ; o esporão das tibias II com 4 dentes
um pouco maior no ramo interior; o apice do abdomen
com dous dentes ; comprimento 22 mm. largura 10 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Campinas, Jundiahy, Rin-
cão, etc.) Visita as flor es de Crotalaria paxlina Schum.
Mus. Paul. 9% de Campinas, 18 de Janeiro de 1901.
(Hempel coll. )
11. Gen. Osiris; Smith
1851— Osiris Smith, Catal. Hymen. Brit. Mus IT p. 288
O corpo alongado, nú, desprovido de orgãos pol-
linigeros; palpi- -maxillares de 5 articulos, delgados, os
articulos quasi iguaes em comprimento; as maxillas
muito compridas e delgadas, convergindo a uma ponta;
lingua mais ou menos do meio comprimento do corpo;
palpi- -labiales de 4 articulos, o articulo basal muito com-
prido, o segundo mais ou menos duas vezes maior que
os dous artículos apicaes ; labrum transverso, anterior-
mente finamente chanfrado ; as mandibulas bidéntadas.
O articulo basal dos tarsos pesteriores do comprimento
das tibias, os seguintes articulos curtos, o comprimen-
to de todos juntos menos do que o do primeiro. O
sexto segmento do abdomen escondido; a parte ventral
do segmento anal puchada diante, for mando um recep-
taculo. alongado e concavo, para a parte basal do fer-
rio. O ferrão apparentemente sempre extenso, do com-
primento do abdomen. As azas com tres cellulas cu-
bitaes; a segunda quasi quadrada, a terceira um pou-
co mais larga e reduzida na veia radical; nery. rec. 1
termina na segunda, nerv. rec. 2 na terceira cellula
cubital.
I. Osiris pallidus Sm.
1594— Osiris pallidus Smith. Catal. Hiymen. Brit.
Mas IT p25 9 ne Tey eer To VIT. f.. 3
& Pallido testaceo, apice das mandibulas, olhos e
flagellum fusco-ferrugineo; disco do thorax fusco, com
# 508 —
mancha oblongo-oval de cor pallido- testacea no centro.
Comprimento 11 mm.
Hab. «Brazil.»
*. Osiris wariegatus Sm.
1854 — Osiris variegalus Smith. Catal. Hymen. Brit.
Mus. AT p. 289 nz Ff
S Cabeça e thorax amarello-testaceo, variado com;
fusco ; antennas, cara e base do clypeo fusco-testaceas s
as margens dos olhos amarellas, uma corcova entre a
antennas da mesma côr; a margem do vertice fuscai;
entre os olhos simples (ocelli) e os compostos o vert-
ce é amarello. Comprimento 11 mm.
Hab. «Brazil».
3. Osiris tarsatus Sn.
1879. Osiris tarsatus Suuth, Descr. New Spec.
Hymen. p. 109 n. 1
Q. Pallido-ferruginea ; as azas flavo-hyalinas com
as nervuras ferrugineas ; 0 articulo basal dos tarsos III
da largura das tibias e muito pubescentes. Abdomen
mais lar go na hase convergindo a uma ponta no apice
o qual é pubescente; comprimento 9 mm.
Hab. Tunantis.
12. Gen, Aglae Zepeletier
1825. Aglae, Lepeletier, Encycl. méthod. Insect.
Ay: 1p
Palpi-labiales de dous articulos, o basal do meio
comprimento do mentum, o segundo do duplo compri-
mento do mesmo, com o apice agudo; palpi-maxillares
de um articulo; as azas com 3 cellulas cubitaes.
— 509 —
1. Aglaë caerulea Lep.
1825. Aglae caerulea Lepeletier, Encycl. méthod.
Insect. X p. 105
2. Todo o corpo @um azul violete muito bri-
lhante; a cabeça com alguns pellos pretos; as an-
tennas pretas; thorax e abdomen em cima quasi nús ;
em baixo e nos lados com alguns pellos pretos; as
pernas azul violetes, com pellos pretos; as azas escuras
com lustre violete-dourado ; comprimento 30 mm. ; lar-
gura 11 mm.
d& semelhante; as pernas I com pellos maiores.
Hab. Pará; Guayana; Venezuela; Columbia.
Mus. Paul. 99 de Columbia.
13 Gen. Chrysantheda Perty
1833 Chrysantheda Perty, Delect. anim. artic.
Brazil. p. 148
Palpi-maxillares faltam ; palpi-labiales muijo com-
pridos, apparentemente d’um só articulo, os olhos sim-
ples (ocelli) postos num triangulo no vertice; articulo
3 das antennas só um pouco maior do que o seguinte.
As azas com 3 cellvlas cubitaes, nerv. rec. 1 termina
antes do apice da segunda cellula cubital; nerv. rec. 2
no apice ou um pouco antes do apice da terceira cel-
lula cubital; o corpo quasi nú; as femora geralmente
muito espessos.
5. Chrysantheda smaragdina (Guér.)
1845. Euglossa smaragdina Guérin, Iconogr. Règne
anim. VII Insect. p. 458 n. 2
1554. Chrysantheda smaragdina Smith, Cat. Hymen.
Brit. Mus. II p. 290 n. 4
Q. Verde metallica, brilhante, com tinto azul em
certa luz; o clypeo em cada lado com uma carina lon-
— 10 —
gitudinal; as antennas pretas; thorax nos lados branco-
piloso ; o apice do abdomen com poucos pellos pretos ;
as pernas no lado interior aznl-violetes; as azas escu-
ras com lustre-violete; comprimento 21 mm.; largura
7 mm. dj semelhante.
Mus. Paul. 9 de Jundiahy, 15 de Novembro de
1899 (Schrottky coll).
Hab. Est. de São Paulo a: Para.
Q de Ypiranga.
2. Chrysantheda dentata (L.)
1755. Apis dentata Linné, Syst. nat. Ed. 10% 1 p.
FIO) feed
1904. Euglossa dentata Fabricius, Syst. Pies. p.
303 n 2
1807. Brennus dentata Jurin?, Nour méth. Class.
Hymen. p. 202
1854. Chrysantheda dentata Smith, Cat. Humen.
Br. Mus II o ro Si eed
2. Um pouco menor do que a especie prece-
dente da mesma cor, distingue-se especialmente pelos
femora III, os quaes são denteados ; o scutellum é por
toda parte coberto com puncturas, emquanto que Ch,
smaragdina tem no meio um pequeno espaço liso ;
comprimento !9 mm.; largara 6 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Campinas) a Pará; Guayana;
Columbia ; Demarara.
Mus. Paul. Q de Chiriqui.
5. Chrysantheda nitida Poty.
18385 — Chrysantheada nitida, Perty, Delect. anim.
aortic. Brazil, p. 148; Ti RS: 6
Verde-dourada, como as duas especies precedentes ;
scutellum puncturado, atraz ciliado; os outros caracte-
res como as de Ch. dentata. Nao vi exemplares dessa
— oli —
especie, a qual segundo a descripção tivesse julgada ser
identica com C. dentata, se não Smith no Catalogo das
Abelhas do British Museum mencionasse ambas as es-
pecies como presentes na collecção deste Museu ; o com-
primento é 19 mm.
Hab. Piauhy; Columbia; Demerara; Venezuela.
4. Chrysantheda trochanterica Fricse.
1900 — Chrysantheda trochanterica Friese, Entom.
Nachr. XX VI p. 06 n. &
Q Verde-azul, brilhante; os femora HII espessos,
posteriormente denteados ; os 'trochanteres HI, com dente
curvado posteriormente; as tibias interiormente antes
do apice profundamente chanfradas; comprimento 2%
mm.; largura 8 mm.
Hab. Pará.
a
>. Chrysantheda frontalis (Guér.)
1845— Euglossa frontalis Guérin, Iconogr. régn. anim.
VII Insect. p. 458 n. 4
1854—Chrysantheda frontalis Smith, Catal. Hy men.
Brit. Mus. Ip. 290 n. 3 T. 8 F.1
A descripção dessa especie que falta ainda à col-
leccio do Museu Paulista não me é accessivel neste
momento.
Hab. Pará; Guayana.
14. Gen. Epeolus Zatrerlle
1802 Epeolus Latreille, Hist. nat. Crust. & Insect.
III p. 575
Palpi-maxillares de um articulo ; os olhos simples
(ocelli) postos num triangulo sobre o vertice; articulo
3 das antennas curto; as azas com 3 cellulas cubitaes,
das quaes a primeira é mais comprida do que a 2.2 e
a 3.º juntas; nerv. rec. 2 termina na segunda; nerv.
rec. 3 na terceira cellula cubital.
— 912 —
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
1. Abdomen coberto com
pubescencia pardo-
avermelhado . . 1. E. brasiliensis Sm.
Abdomen não coberto
com tal pubescencia ‘ à : 2
(©
Os segmentos 2— 4 em
cima com linhas es-
treitas de pubescen-
cia branca . . 2 E. albifrons Sm.
Os segmentos { e 2 com
faixas; os outros nos
lados com manchas
brancas . à . 3 E vagans Sm.
Il. Epeolus brasiliensis Sn.
“1854 - Epeolus brasiliensis Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. II p. 257. nv 9
d' Preto, a cara coberta com pubescencia branca ;
o flagellum em baixo ferrugineo ; thorax guarnecido com
uma linha de pubescencia aurea ; as pernas ferrugineo es-
curas ; as azas fuscas com algumas manchas hyalinas perto
da margem apical; abdomen totalmente coberto com pu-
bescencia pardo-avermelhada ; os segmentos com linhas
ou faxas de pubescencia aurea; comprimento 10 mm.
Hab. «Brazil».
EA
2. Epeolus albifrons Sn.
1879—Epeolus albifrons Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 104 n. 7
® Preta, a cara coberta com pubescencia branca; as
mandibulas ferrngineas; o thorax em baixo branco-piloso;
as azas sub-hyalinas, iridescentes, na margem anterior
escuras; os segmentos abdominaes 2—4 em baixo com
pubescencia branca e em cima com linhas estreitas
transversaes de pubescencia branca ; o segmento apical
branco nos lados; comprimento 9 mm.
Hab. Para.
ova des
3. Epeolus vagans ‘4m.
1579—Epeolus vagans Smith, Descr. New. Spec.
Hymen. p. 103, n. 6.
Q Preta, com signaes de pubescencia branca; as
pernas ferrugineas; as azas hyalinas, no apice fuscas; 0
primeiro segmento abdominal com uma faixa, um pouco
interrompida no meio; o segundo segmentocom faixa in-
teira; os segmentos 2 e 3 nos lados com mancha pe-
quena ; os segmentos 4 e 5 com uma linha estreita
branca em cada lado; o segmento 5 com uma mancha
branca no meio da margem apical; comprimento 11 mm.
Hab. Amazonas (Ega).
15 Gen Leiopo ‘us Srrrh
1854 -—Leiopodus Smith, Catal. Hymen. Brit. Mus. IT
1854 p. 252.
Palpi-labiales de 4 articulos os dous basaes alon-
gados, filiformes e quasi iguaes em comprimento; o
terceiro e o quarto exiguos, insertos no lado do se-
gundo, perto do apice. Palpi-maxillares de 4 articulos,
o basal curto e erecto, o segundo mais tenue, do duplo
comprimento do primeiro; o terceiro apenas mais curto
do que o segundo; o quarto exiguo. Os olhos simples
(ocelli) postos numa curva no vertice. Thorax mais largo
do que a cabeca.! As azas com tres cellulas cubitaes ; a
primeira rhomboidal ; a segunda mais larga do que a pri-
meira, reduzida na veia radical, recebendo a primeira
nervura recorrente perto do apice ; a terceira mais estreita
do que a segunda, um tanto reduzida na veia radial.
Abdomen alongado, conico. As pernas e as unhas simples.
I. Leiopodus lacertinus Sn.
1854-- Leiopodus lacertinus Smith. Catal. Hymen.
Brit. Mis. TE poe AT SF. ©:
Q Preta; cabeça e a parte anterior do thorax
branco-amarellado-pilosa ; thorax em baixo quasi bran-
~
Sa a) etal
eo-piloso. Abdomen conico; pernas vermelhas, mosquea-
das com pellos brancos. 10 mm. de comprimento
d como a $, mas o abdomen com 7 segmentos e
as antennas de 13 articulações.
Hab. «America Meridional».
16. Gen. Nomada Scopodz.
1770 - Nomada Scopoli, Ann. lust. nat. IV p 4112. 3
Palpi-maxillares de 6 articulos; palpi-labiales de 4
articulos, dos quacs os dous basaes são compridos, os
dous apicaes exiguos ; os olhos simples (ocelli) postos
num triangulo; as azas com 3 cellulas cubitaes, das
quaes a primeira é do comprimento da 2.º e 3.º uni-
das; nerv. rec. 1 termina na segunda, nerv. rec. 2 na
terceira cellula cubital; o corpo quasi nú, de forma de
uma vespa.
I. Nomada infrequens Sm.
1879—Nomada infrequens Sith, Descr. New spec.
Hymen. p. 99 n°2
@ Amarella, com marcas pretas e ferrugineas; o
vertice e um espaço em cima do clypeo pretos; o fla-
gellum ferrugineo-pallido ; o mesothorax preto com mar-
gem amarella e duas linhas indistinctas ferrugineas
no disco; o post-scutellum e um espaço debaixo delle
ferrugineos; as pernas ferrugineas; as coxas III em
baixo amarelas; as azas fuscas hyalinas ; abdomen com
o segmento 1 ferrugineo-escuro com estreita margem
amarella ; o segundo um pouco mais claro; os outros
segmentos são pretos na base e têm as margens api-
~
caes amarellas; comprimento 7 mm.
Hab. «Brazil, S. Paulo» (? de Olivenca, Amazo-
nas.)
19
X. Fam. Podaliriidae
CHAVE DOS GENEROS BRAZILEIROS
Todas as cellulas cubi-
taes das azas m.m.
eguaes em comprimen-
to : 2 : :
A primeira cellula cubital
maior do que a se-
gunda ou a terceira
A segunda cellula cubital
maior do que a pri-
meira ou a terceira
A terceira cellula cubital
maior do que a pri-
meira ou a segunda
A terceira cellula cubital
pouco ou não reduzi-
da na radial.
A terceira cellula cubital
muito reduzida na ra-
dial. : :
A segunda cellula cubi-
tal com nerv. rec. 1
no apice ou um pouco
antes. à E >
A segunda cellula cubi-
tal com nerv. rec. |
no meio ou perto do
meio .
Especies maiores; com-
primento geralmente
mais que 12 mm. .
Especies menores ; com-
primento 10 mm.
os
9
=
3
—
PORTO
o
Exomalopsis Spin.
Melitonia Latr.
Centris F.
Tetrapaedia Klug.
Podalirius Latr.
Macrocera Latr.
Monoeca Lep.
Epicharis Klug.
Ptilothrix Sm.
CY Qa 27 eho
one
= 516.—
1. Gen, Macroc ra Ltrevlle
1525—Macrocera Latreille, Fam. nat. regn. anim.
p. 354
Palpi-maxillares de 4 a 6 articulos; palpi-labiales
de À articulos, os dous basaes compridos e os dous
apicaes exiguos.; as. antennas dos machos quasi do.
comprimento do corpo. As azas com 3 cellulas cubi-
taes; todas m. m. do mesmo comprimento, ou a se-
gunda mais curta do que as outras; nerv. rec. 1 ter-
mina no apice da segunda cellula cubital ou pouco
antes. |
Por falta da necessaria litteratura posso dar sô-
mente a lista das especies descriptas do Brazil e a
descripção das poucas que pude verificar.
L Macrocera fervens (Sn.)
1879—Tetralonia fervens Smith. Descr. New Spee.
Hymen.-p. 1.2 n. 5
18960 — Eucera fervens Dalla Torre, Cat. Hymen. X
p. 238
Q Preta, as antennas, os 3 articulos basaes exce-
ptos, vermelhas; a cara com pubescencia pallida; tho-
rax coberto com pubescencia amarellenta, as tegulas
pallido-ferrugineas ; as pernas pretas, com pubescencia
fusca nos pares Il e III. Abdomen na base do 4.º
segmento com pubescencia amarellenta; a base do 2.º
segmento nos lados branco-pilosa ; os segmentos 3—5
com faixas de pellos brancos; o apicé preto-piloso >
comprimento 13 mm; largura 6 mm. -
J semelhante; o clypeo amarello; todas as per-
nas com pubescencia pallida; as faixas nos segmentos.
3 e 4 um pouco interrompidas no meio, comprimento.
12 mm.; largura 6 mm.
Hab. «Mendoza e Santiago». Est. de S. Paulo.
Mus. Paul. Sd do Est. de S. Paulo.
— 917 —
2. Macrocera sexcincta Lep.
1841. Macrocera sexcincta Lepeletier, Hist. nat.
Insect. -lymen. Li pu 99 n. 12
1854. Tetralonia sexcincta Smith, Cat. Hymen. Br
Mus. IL p. 306 n. 45
1896. Eucera i Dalla Torre, Cat. Fh men
X p. 246
Q. Preta; ste e thorax ferrugineo-pilosos ;
abdomen com farxas ferrugineas.
Hab. «Brazil».
=. Macrocera analis Lp.
1841. Macrocera analis Lepeletier, Hist. nat. In-
- sect. Hymen. II p. 104 n. 16
1854. Tetralonia analis Smith. Cat. Hymen. Br.
Mus. 11 p. 304:n. 39
1896. Encera analis Dalla Torre, Cat. Hymen.
| X p. 246
4. Preto; cabeça e thorax brancacento-pilosos ;
abdomen no segmento 1 brancacento-piloso ; os pellos
no lado do segmento apical brancacentos.
Hab. Brazil:
| 4. Macrocera augusti Lep.
4825. Macrocera August: Lepeletier Encycl. méthod.
Insect, X.p. 527 n. 4
1896. Eucera augusti Dalla Torre, Cat. Hymen.
X p. 226
Hab. Brazil.
3. Macrocera bifasciata (Sn.
1854. Tetralonia bifasciata Smith, Cat. Hymen.
Br. Mus. II p. 304 mn. 38
1896. Eucera bifasciata Dalla Torre, Cat. Hymen.
X p. 287
Q. Preta; cabeça e thorax fusco-pilosos ; os lados
da cabeça branco-pilosos ; abdomen com as margens |
dos segmentos pallidas, cobertas com pubescencia ama-
8 P I
— 518 —
rella; as pernas fusco-ferrugineas ; as tegulos pallido-
ferrugineas ; comprimento 12 mm.
Refiro a essa especie dous exemplares do Museu
Paulista, que só differem em ter a scopa das tibias HI
fusca em vez de «amarellenta em certa luz» e 3 largas
faixas no abdomen em vez de duas. São de Ypiranga,
14 e 16 de Janeiro de 1900 (Dr. v. Ihering coll.). A
especie é tambem em Jundiahy sobre Solanum oocarpum.
G&G RMacrocera festiva (Sm.)
1854. Tetralonia festiva Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. I] p. 304 n. AO.
18906. Eucera festiva Dalla Torre Cat. Hymen. X
p. 233
Q. Preta; cabeça e os lados do thorax amarel-
lento-pilosos, nos lados das tegulas um pouco de pu-
bescencia preta; abdomen com as margens dos segmen-
tos pallidas, cobertas de pubescencia amarellenta ; com-
primento 11 mm.
Hab., Pará.
>. Macrocera fulvipes (Sm.)
1854. Tetralonia fulvipes Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. Il p. 305 n. 40
1896. Kucera fulvipes Dalla Torre, Cat. Hymen.
À: ip. 4092 |
o. Preto; cabeça, thorax e pernas amarellento-
pilosas ; o clypeo amarello; as pernas e tegulas ferru-
gineas ; abdomen com as margens apicaes dos segmen-
tos pallidas ; comprimento 11 mm.
Hab. «Brazil».
S. Macrocera migronemea (Sm.)
1854. Tetralonia nigro-aenea Smith, Cat. Hyinen.
Br. Mus. II p. 305 n. 42
1896. Eucera nigroaenea Dalla Torre, Cat. Hymen.
A 9. 248
2. Cabeça e thorax pretos, a cara com pubes-
LUDIQUE
cencia cinzenta; o thorax e as pernas preto-pilosas ;
abdomen com faixas branco-amarelladas nos segmentos
2-4; comprimento {1 mm.
Hab. Est de S. Paulo (Jundiahy, Fevereiro).
9. Macrocera brasiliensis (D. 7.)
1854. Tetralonia thoracica Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. Il p. 306 n. 43 (nec. Spinola 1535)
1576. Eucera brasiliensis Dalla Torre, Cat. Hyjmen.
Meee
©. Preta; o vertice e o thorax amarellento-pi-
losos ; as pernas preto-pilosas; as tegulas ferrugineas ;
o abdomen na base com pouca pubescencia amarellenta ;
os segmentos 3 e 4 com estreitas faixas brancas; com-
primento 11 mm.
Hab. «Brazil».
IO. Macrocera unifasciata Sm.
1854—Tetralonia unifasciata Smith, Cat. Hymen.
Br. Mus. IT p. 306 n. 44
1S96— Eucera unifascrata Dalla Torre, Cat. Hyimen.
X. p. 249
S Preto; cabeça, thorax e a base do abdomen
amarellento-pilosos; em baixo cinzento-piloso ; abdomen
na margem basal do 2.º segmento com faixa branca;
os outros segmentos nos lados um pouco de pubescen-
cia branca; comprimento 9 mm.
Hab. «Brazib.
RE. Miacrocera gabhbi (Cress.)
1878 — Tetralonia gabbi Cresson, Proc. Ac. Nat. Sc.
Plulad. p. 220
1896— Eucera gabbi Dalla Torre, Cat. Hymen.
A. p. 234
Hab. Brazil.
— 920 —
12. Macrocera reversa Sn.
1879—Tetralonia reversa Smith, Descr. New Spec.
— Hymen. p. 111 n. 1
1896 —khucera reversa Dalla Torre, Cat. Hymen.
X, p. 245
Q Preta; os segmentos apicaes e ventraes do ab-
domen ferrugineos; o thorax e as pernas I e II preto-
pilosos ; as pernas III amarelento-pilosas ; comprimento
13 mm.
Hab. Tijuca.
I3. Macrocera gyrosa Sn.
1879— Tetralonia gyrosa Smith, Descr. New Spec.
Hymen p. 111 n. 3
1846 --Encera gyrosa Dalla Torre, Cat. Hymen. X.
ir
S Preto; os 4 articulos apicaes dos tarsos ferru-
gineos ; o clypeo amarello com a base preta; cabeça
e thorax pardo-pilosos; abdomen com faixas estreitas
de pubescencia branca nos segmentos 3-5; o segun-
do segmento com pouca pubescencia branca nos lados ;
comprimento 13 mm.
Hab. Amazonas (Ega)
14. Macrocera melectoides Sn.
1879—Tetralonia melectoides’ Smith, Descr. New
Spec. Hymen. p. -40
1896 — Eucera melectodes Dalla Torre, Cat. Hymen.
p. 240
& Preto; o abdomen com manchas branças no
apice; o clypeo amarello; o thorax pallido-piloso ; as
margens apicaes dos segmentos 3—5 do abdomen coin
faixas lateraes de pubescencia branca; comprimento 15
mm.
Hab. Amazonas (Villa Nova).
— 521 —
Is. Macrocera decorata (Sm.)
1879- Tetralonia decorata Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 112 n. 6
1896 — Eucera decorata Dalla torre, Cat. Hymen.
p. 230
@ Cabeça e thorax pretos; abdomen e as pernas
ferrugineas; o thorax com pnbescencia amarellenta ;
comprimento 12 mm.
S& semelhante; no abdomen com estreitas faixas
brancas nos segmentos apicaes.
Hab. Amazonas (Ega).
1G. Macrocera mirabilis (Sm.)
1865 —Tetralonia mirabilis Sinith, Trans, Entom. Soc.
London (Ss Srt TE. zd Ta
1896 —Eucera mirabilis Dalla Torre, Catal. Hymen.
X p. 241
Hab. Brazil.
17. Wacrocera ursina (//0l.)
1536 Ancyloscelis ursians Foliday, Trans. Sin.
Soc. London X VIL. 93.995 320) n. 10;
1596— Eucera ursina Dalla Torre, Catal. Hymen.
p. 249
Hab. «Brazil, S. Paulo» (? de Olivença).
Ie. Macrocera ornata (Spin.)
1851—Ancyloscelis ornatus Spinola, Mem. accad. sc.
Torino (2) XIII p. 57 n. 65
Ancyloscelis ornatus Smith. Cat. Hymen. Br.
Mus: TI. p. 867 n. 2
1896—Eucera ornata Dalla Torre, Catal. Hymen.
xX. p. 243
f 85 A
Hab. Pará.
— 022 —
HD. Macroeera armata Sn.
1854—Ancyloscelis armatus Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. II. p. 567 1.8
1896 — Eucera ornata Dalla Torre, Catal. Hymen. X.
p. 223
d' Preto; na cara com pubescencia amarella; o
thorax em cima amarello, nos lados cinzento-piloso ; as
tegulas ferrugineo-pallidas ; abdomen: com as margens
apicaes dos segmentos com faixas de pubescencia bran-
ca; comprimento 5 1/2 mm.
Hab. Pará.
20. Riacrocera lineata Spin.)
1°51—Ancyloscelis lineata Spinola, Mem. accad. sc.
Farino (2) XLII p. 67 n. 69
1854—Ancyloscelis lineatus Smith, Cat. Hymen. Br.
Mus. I p. 507 n. 4
1890— Eucera lineata Dalla Torre, Catal. Hymen.
D Me (0
Hab. Para.
21. Macrocera migripes (Spin.)
1851—Ancyloscelis nigripes Spinola, Mem. accad. sc.
Torino’ (2) XI TINp: 66m 470.
1S96—Encera nigripes Dalle Torre, Catal. Hymen.
Dp. Ave. |
Elab; Pará.
2%. Macrocéra obseurior (D, 7.)
1879 — Melissodes obscura Smith, Descr. New Spec.
Hymen. D: RES RCD | (nec. Macrocera Brullé 15 72)
1896—Encera obscurior Dalla Torre, Catal. [Hyinen.
Xp. #42
© Preta; a cabeça com pubescencia pallida; me-
sothorax em frente com pouca pubescencia preta em cada
lado ; nos lados amarellento-piloso ; as pernas H e III pre-
— 923 —
to-pilosas ; abdomen na base com pouca pubescencia-pal-
lida; o 2.º segmento na margem basal com uma linha
de pubescencia branca em cada lado; o 4º segmento
com duas manchas de pubescencia amarellenta; o 3.º
segmento amarellento-piloso ; comprimento 12 mm.
Hab. «Brazil, S. Paulo» (? de Olivença).
23. Rizcrocera pubescens (Smn.)
IS79— Melissodes pubescens Smith. Lescr. New
Spec. Hymen. p. 113 n. 3
1896—Eucera pubescens Dalla Torre, Catal. Hymen.
A p. 2414.
o Preto; coberto com pubescencia amarellenta ;
o clypeo branco-amarellado ; o thorax com baixo bran-
cacento-piloso ; abdomen coberto em curta pubescencia
amarellenta ; comprimento 9 mm.
Hab. Amazonas (Villa Nova).
24. Macrocera atropos (Sm.)
187 9—Melissodes atropos Smith, Descr. New Spec.
Hymen. -p. HS n, 6
1895 — Eucera atropos Dalla Torre, Catal. Hymen.
DE PE 200,
Q Preta; a cara com pubescencia branca; o tho-
rax e as pernas preto-pilosos; o 4.º segmento do ab-
domen com um pouco de pubescencia branca nos lados
da margem apical, comprimento 15 mm.
Hab. Amazonas (Santarem).
2, Gen. Monoeca Zepeletier
1825— Monoeca Lepeletier, Encycl. méthed. Insect.
X p 528.
Pernas posteriores das PQ com scopa no lado ex-
terior das tibias do primeiro articulo do tarso; tibias
com dous espordes; o esporão interior visivelmente
serrado, o exterior inconspicuo serrado. Antennas fili-
— 024 —
formes, quebradas. As azas com" uma cellula radial,
aguda na base, a extremidade posterior afastada da
veia costal, portando um appendice, 3 cellulas cubitaes ;
a primeira maior do que a segunda; esta um pouco
reduzida na veia radial; a terceira do tamanho da
primeira, reduzida ne veia radial. Nerv. rec. 1 termina
na segunda, nerv. rec. 2 na terceira cellula cubital.
L Monoeca brasiliensis Lup.
1825—-Monoeca brasiliensis Lepeletier, Encycl. method.
Insect. X p. 528 Q
@ Corpo preto, preto-piloso; os tarsos posteriores
testaceos, ferrugineo-pilosos ; as azas fuscas, as veias
pretas. Comprimento 13 mm.
Hab. Brazil.
3. Gen. Podelirius Zatreille
1802. Podalirius Latreile, Hist. nat. Crust. de In-
sect. LT pica
Palpi-maxillares de 6 articulos ; palpi-labiales de 4
articulos, os dous basaes compridos, os dous apicaes
exiguos ; os olhos simples (ocelli) postos num trian-
gulo ; articulo 2 do flagellum mais comprido do que
articulo 3. As azas com 3 cellulas cubitaes; a pri-
meira a mais comprida; a segunda com nerv. rec. 1.
m.m. no meio; a terceira com perv. rec. 3 no apice;
as pernas JIJ das femeas como nos outros generos
dessa familia com scopa.
IL Podalirius fulvifrons (Sm.)
1854. Anthophora fulvifrons Smith, Catal. Hymen.
Br. Mus. If p. 341 n. 115
1867. Entechinia fulvifrons Cresson, Synops. Hymen.
Amer. p. SMT:
1896. Podalirius fulvifrons Dalla Torre, Catal. Hy-
men, X p. +09.
2. Preta, a cara coberta com pubescencia ama-
=e
rellenta ; as bochechas cinzento-pilosas; as antennas e
as pernas ferrugineas; o thorax em cima com pubes-
cencia cinzenta, no meio do disco preta, scutellum
preto-piloso ; abdomen liso e brilhante, na base com um
pouco de pubescencia cinzenta; as margens apicaes dos
segmentos 2—4 com estreitas faxas de pubescencia
branca ; comprimento 10 mm.
Hab. Pará. Santarem,
2. Podalirius tectus (Sn.)
1854. Anthophora tecta Smith, Catal. Hymen. Br.
Mus. Il p 342 n. 117.
18560 Podalirius tectus Dalla Torre, Catal. Hymen.
X p. 292.
Q. Cabeçã e thorax pretas; no clypeo uma marca
branca em forma dum T; o thorax coberto em cima
com pubescencia amarellenta, no meio com fusca; as
pernas pallido-ferrugineas ; abdomen com os segmentos
2 e 3 preto-pubescentes, 4 e 5 cinzento-pilosos ; com-
primento 14 mm. '
Hab. «Brazil».
3. Podalirius conicus (Sm.)
1569. Anthophora conica Smith, 1.th Rep. Peabody
Acad; ° $C. p. 4
1806. Podalirius conicus Dalla Torre, Catal. Hy-
men. X p. 264.
Hab. Brazil.
4. Gen. Fxomalopsis Spinola
1851.—Exomalopsis Spinola Mem. acad. sc. Torino
? (RT, pe S7.
Cabeça da largura do thorax ; palpi-maxillares com
6 artículos, palpi-labiales oridinarios de 4 artículos.
A fronte, o clypeo e o labrum numa planicie chata.
As azas com 3 cellulas cubitaes; a segunda muito
eo a
pequena um pouco reduzida na radial; a terceira do
duplo comprimento na base do que na radial. Nerv.
rec. 1 na segunda veia transverso-cubital; nerv. rec. 2
perto da extremitade posterior da 3.º cellula cubital.
As pernas posteriores das femeas com scopa densa e
forte; as dos machos fraco-pilosas.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
Segundo a monographia de H. Friese
?
1. Abdomenamarello ou aver-
melhado. : 3 : ‘ 2 Lite
Abdomen preto ou pardo-
escuro . . Sores : : Writ
Abdomen azul-escuro, os
segmentos 1, 2 e 4 em
cada lado com uma man-
cha branca triangular . | E. chalybea
I*riese.
2. Abdomen amarello-claro,
liso e brilhante~ . > OY he fata om.
Abdomen pallido-ferrugi-
neo, os segmentos 2 e 3
em cada lado com uma
faxa branca obliqua . 8 E.testacea Sm.
3. Comprimento7 1/2- LO mms: yt ARR pr
Comprimento 5 -7 mm... E ; 06 16
4. Scopa preta, só o metatarso
em baixo branquinho-pi-
IDD AS ; tans ; ‘ eine
Scopa aureo- fulva . . 1. Eaureo-pilosa
Spin.
Scopa brancana tibia; preta
no metatarso . 3. E. analis Spin.
Scopa na tibia 3/4 amarel-
lenta, 1/4 fusca; no me-
tatarso 3/4 fusca, 1/4 ama.
rellenta . e - . À. E. ursina n. sp.
arias A,
or
=
10.
— 927 —
Os segmentos 3 —6 denso-
amarellado tomentosos
Os segmentos 5-4 nos la-
dos com manchas bran-
cas ; 4 ; É
Os segmentos 1—4 com
manchas aureas de ex-
tensão diversa
Os segmentos 2 e 3 com
faxas de pubescenciafulva;
4 e à inteiramente fulvo-
pubescentes . à
O segundo segmento com
uma faxa obliqua .
O segundo segmento sem
faxa obliqua . 3
A faxa do segundo seg-
mento branca.
A faxa do segundo seg-
mento aurea
Os segmentos 1 e 2 nus.
» » 1 e2 com
manchas de pellos nos
lados : :
Os segmentos 3 e 6 branco-
tomentosos é E
Os segmentos 4—6 curto-
branquinho-tomentosos .
Os segmentos 3—6 aureo-
tomentosos .
Scopa no lado interior e
no metatarso preta.
6.
EU
ba
16.
EF. tomentosa *
Friese.
É. collaris.
Friese.
É. aureosert-
cea Friese.
E fulvofascia-
ta Sm.
E. penelope
CKIL.
É. planiceps
Sm.
É. tarsata Sm.
E iridipenns.
Sm.
E. villipes Sm.
EL. nigripes
Friese.
~)
10
R AAC ae O TR Cie
do
\
— 928 —
Scopa amarellada até aver-
melhada. : À . 19. E. latitarsis
Friese.
Scopa fusca em cima, bran-
quinha em baixo . . 14. E. artifex Sm.
d
|. Os segmentos 2—5 com
faxas marginaes distinctas . À ; LB SA
As faxas indistinctas e mais
no disco . : VUE à Ê NAS
2. Faxas brancas, estreitas . 15. E. latitarsis
Friese.
» aureas largas . 9. E. planiceps Sm.
3. As pernas da cor de pez
avermelhada, os tarsos
pallidos . . 10. E. pilosa Sm.
As pernas da côr de cas- o
tanha escura, os tarsos
“avermelhados. : . 8. E. penelope Ck.
1 Exomalopsis aureo-pilosa Spin.
1851.—Exomalopsis aureo-pilosa Spinola. Mem. accad.
se. ‘Torino (2), , XI pe CONST
1851.—Exomalopsis fulvo-pilosa Spinola, Mem. accad.
sc. Torino (2) XIII, p. 91
Q Preta, fulvo-pilosa; thorax avelludado ; os pri-
meiros dous segmentos do abdomen com manchas ama-
rellas em cada lado, os seguintes denso-aureo-flavo-pi-
losos. Comprimento 8 mm.
Hab. Pará. Guadeloupe.
2. Exomalopsis aureosericea /riese
1899 —Exomalopsis aureosericea Friese, Ann. K. K.
Naturhist. Hofmus. XIV p. 253 n. 2
® Preta, fusco-pilosa ; cabeça apenas ponteada ;
clypeus com alguns pontos; as antennas amarello-aver-
de à
SN tp
melhadas, em cima mais escuras ; abdomen liso, quasi
nu; os seg nentos 1-4 en cada lado com manchas au-
reas ; as pernas avermelhadas, preto pilosas ; scopa fus-
ca; o metatarso em baixo e tambem un pouco em
cima branco. Comprimento 9-9 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo.
Mus. Paul. 9Q de Jundiahy.
3. Exomalopsis analis Spin.
1S51— Exomalopsis analis Spin. Mem. accad. sc.
Torino, (2} XE q. OL 1.72.
Q Preta; cabeça e thorax branco-pilosos ; abdo-
mem preto, os 4 primeiros segmentos com faixas de
pellos brancos; no primeiro segmento esta faixa é in-
terrompida largamente ; nos outros gradualmente menos ;
«quinto segmento coberto de pellos brancos. Scopa bran-
ca na tibia, preta no metatarso. Comprimento 8 mm.
Hab. Para.
4. Exomalopsis ursina n. sp.
Est. XLII fig. 4
@ Nagra, fulvo-pilosa ; thorace densissime pun-
ctato, fulvo villoso ; abdominis segments primo ter-
troque flavo-pilosis, 2, 4, 5 fuscis margine basal au-:
reo-piloso ; O fusco ; scopa tibiarum flavescente, me-
tatarsorum fusca. E
“Q Preta; amarellento-pilosa ; o clypeo, iino-pun-
cturado ; as antennas fuscas, em baixo ferrugineas; O
thorax muito denso puncturado, amarellento-pubescente ;
as tegulas ferrugineas ; os segmentos abdominaes 1 e 3
amarello-pilosos; 2, 4 e 5 fuscas, a margem basal
amarellento-pilosa ; 6 fusco; os segmentos ventraes
amarello-ciliados ; as pernas pretas, fusco e pallido-pi-
losas ; a scopa nas tibias III amarellenta, no lado exte-
rior um pouco fusca; a dos metatarsos III fusca, no
lado interior um pouco amarellenta; os tarsos ferrugi-
ON
neos ; as azas subhyalinas, as nervuras ferrugineas ;
comprimento 10 mm.; largura 4 1/2 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Campinas, 30 de Janeiro
de 1901, Coll. Hempel).
>. Exomalopsis collaris /ricse
1899—Exomalopsis collaris Friese. Ann. K. K. Na-
turhist. Hofmus. XIV p. 254 n. 4.
Q Preta, fusco-pilosa, cabeça finamente ponteada ;
clypeus com alguns pontos grandes; as antennas fusco-
avermelhadas ; pronotum branco- -piloso ; abdomen fina-
mente ponteado; primeiro segmento liso; 1 e 2 no
disco fuscos; 3 e 4 nos lados branco-pilosos ; 5 fusco
e 6 fusco-avermelhado-piloso ; as pernas fuscas, os ul-
timos segmentos dos tarsos ferrugineos; a scopa quasi
preta; metatarso branco em baixo. Comprimento 9 mm.
Hab. Minas Geraes.
=
>. Exomalopsis tomentosa /riese
1899— Exomalopsis tomentosa Friese, Ann. Kh. K.
Naturhist. Hofmus. XIV p. 254 n. 5
Q Preta, fusco-pilosa ; os segmentos abdominaes
1 e 2 nús; 5-9 aureo-tomentosos; 6 com a placa anal
amarella, triangular; as pernas fuscas; scopa em cima
fusca, em baixo branca. (Comprimento 8 mm.
Hab. S. Leopoldo (Espirito Santo).
6. Exomalopsis fulvo-fasciata Sn.
1879— Exomalopsis fulvo-fasciata Smith. Descr.
New Spec. Hymen. p. 127 n. 7.
Q Preta, a cara pallido-pubescente; a margem
do prothorax, o scutellum e o post-scutellum fulvo-pu-
bescentes ; thorax em baixo branco-pubescente ; 1.º seg-
gmento abdominal com fina pubescencia pallida: 2.º na
margem basal com uma faixa estreita de pubescencia
— o3l —
fulva ; uma faixa larga da mesma côr no meio do 3.°
segmento; e o 4.º e 5.? inteiramente fulvo-pubescentes ;
o 6.º preto-pubescente. Scopa preta em cima, branca
em baixo. (Comprimento 7 1/2 mm.
Hab. Bahia.
7. Exomalopsis penelope CA.
1897 — Exomalopsis penelope Cockerell, Trans. Amer.
Entom. Soc. XXIV p. 161.
Q Preta, branco e pardo-pilosa; a base e os la-
dos do primeiro segmento pardo-pilosos ; o segundo
com uma larga faixa obliqua de cor branca; o tercei-
ro e quarto com faixas inconspicuas ; 0 quinto branco-
piloso. Scopa amarellada ou avermelhada. Comprimento
Rn.
d' Menor. Abdomen com faixas pallidas nos seg-
mentos 2-6,
Hab. Brazil, Mexico, Bogota (Columbia).
“o. Exomalopsis planiceps Sn.
1879—Exromalcpsis planiceps Smith. Descr. New
Spec. Hymen. p. 125 n. 2
© Preta; abdomen liso; o terceiro segmento com
os lados aureo-pubescenies ; os seguintes segmentos au-
reo-pilosos. Scopa preta, em frente um pouco pallida.
Comprimento 6 1/2 mm.
o Um tanto menor. A cara com pubescencia
aurea; thorax em frente com pubescencia de côr cas-
tanha, nos lados e em baixo de côr pardo-cinzenta ; os
segmentos 3-9 com faixas aureas; os ultimos inteira-
mente aureos.
Hab. Santos, Bahia, Tocantins, Amazonas.
— 932 —
9. Exomalopsis pilosa Sn.
1854 - Exomalopsis pilose Smith, Catal. Hymen.
Brit. Mus. Il p. 365 n. 5.
S Preto, a cara argentea pubescente ; thorax pal-
Jido-pubescente. Abdomen avermelhado, o segundo seg-
mento escuro, em cada lado com uma faixa obliqua ar-
gentea ; os seguintes segmentos argenteo- Pubescentes.
Comprimento 6 7,2 mm.
Hab. Brazil.
iO. Exomalopsis villipes Sn.
1854— Exomalopsis villipes Smith. Catal. Hymen.
Br. Mus. II. p. 365 n. 4.
Q Preta; a cara finamente pallido-pilosa ; thorax
em cima pallido-piloso; abdomen depois do segundo
segmento pallido-aureo-pubescente. Scopa em cima na
parte basal e em baixo inteiramente fulva, na parte
apical preta. Comprimento 7 1/2 mm.
Hab. Brazil.
Ia. Exomalopsis tarsata Sn.
187 9—FExomalopsis tarsata Smith, Descr. New Spee.
Hymen. p. 125 n. 3.
Q Preta; a cara nos lados com pubescencia ar-
gentea; os lados do thorax, este em baixo e o meta-
thorax com curta pubescencia branca; os segmentos 3
—6 com pubescencia branca : Scopa pallida nas tibias,
fusca nos tarsos. Comprimento 6 1/2 mm.
Hab. Santarem. (Pará).
12. Exomalopsis iridipennis 5".
1879- Exomalopsis iridipennis Smith, Descr, New
Spec. Hymen. p. 125 n. 1.
Q Preta; a cara nos lados com pubescencia pal-
lida; a margem do prothorax franzida com pellos bran-
dent
D à
Fa à E i
— 933 —
cos; os segmentos 4— 6 branco-pubescentes ; em baixo
com pubescencia pallida. Scopa preta. Comprimento
, 6 mm.
Hab. Ega. (Amazonas), S. Leopoldo (Espirito Santo).
1%. Exomalopsis artifex Sm.
187 9—Exomalopsis artifex Snuth, Descr. New Spee.
Hymen. p. 126 n. 4. -
@ Preta; a cara nos lados branco-pubescente ;
scutellum com pubescencia pallida; a base do primeiro
segmento, os lados do segundo, e os seguintes in-
teiramente cobertos com pubescencia pallida. Scopa
em cima fusca, em baixo branquinha. Comprimento
6 1/2 mm.
& Menor; a base do abdomen com pouca pubes-
cencia branca; o segundo segmento com uma faxa in-
terrupta de pubescencia branca; o terceiro e o quarto
cobertos da mesma.
Hab. Pará.
17. Exomalopsis latitarsis Vriese
1899— Exomalopsis latitarsis Friese, Ann. K K.
Naturhist. Hofmus, XIV p. 266 n. 30.
Q Preta, pardo-cinzento-pilosa ; abdomen liso; os
segmentos 1—3 nos lados com manchas brancas; 4 e
o com faxas de pellos brancos; 6 pardo-avermelhado-
piloso ; placa anal opaca. Scopa amareilada até aver-
melhada. Comprimento 7 mm.
& Semelhante à femea, mas mais comprido piloso ;
os segmentos 3—6 com faxas inteiras; 7 triangular,
um pouco pontudo. Comprimento 6 1/2 mm.
Hab. Curityba (Parana), Montevideo.
15. Exomalopsis nigripes Jriese
1899— Exomalopsis nigripes Friese Ann. K. K. Na-
turhist. Hofmus. XIV p. 207 n. 31.
Q Preta, pardo-cinzento-pilosa ; mesonotum fusco-
de DZ
piloso; os segmento 1, 2, 4 e 5 em cada lado com
manchas brancas; as pernas pretas; scopa fusca, na
tibia em cima branca, no metatarso com alguns pellos
brancos. Comprimento 5 1/2 mm. a 6.
Hab. Brazil (? S. Paulo).
16. Exomalopsis chalybea [ricse
1899—Eromalopsis chalybea Friese, Ann. h. Ik. Na-
turhest Hofmus. XIV p. 267 n. SE
Q Preta, preto-pilosa; abdomen azul-escuro, os
segmentos 1, 2 e 4 nos lados com manchas de
pellos brancos; as pernas pretas, fusco-pilosas ; scopa
fusca, em cima com alguns pellos brancos. Compri-
mento 10 1/2—11 mm.
Hab. Pará.
17. Exomalopsis testacea Sn.
1654— Exomalopsis testacea Smith, Catal. Hymen.
Brit. Mus, Tp. 309 1..'5
Q Cabeça e thorax amarello-avermelhados ; abdo-
men pallido-ferrugineo; os segmentos 2 e 3 têm em
cada lado uma linha obliqua de pubescencia branca.
Scopa branco-amarellada. Comprimento 6 1/2 mm.
Hab. Brazil.
IS. Exomalopsis flawa Sn.
1875— Exomalopsis flava Smith, Desc. New Spee.
Hymen. .p. 127 n. 6
@ Amarella, um tanto avermelhada no vertice e
no mesothorax. Scopa pallida. Comprimento 6 1/2 mm.
Hab. S. Paulo.
= Bana
~o. Gen. Ptilothrix Smith
1853 Ptilothrio Smith, Catal. Hymen. Brit.
Misa dp. ISEL; no Pb Da WA.
A cabeça não é tão larga como o thorax, os olhos
simples (ocelli) postos numa linha curvada no vertice.
Palpi-maxillares de 6 articulos; palpi-labiales ordina-
rios, de 4 articulos. As azas com 3 cellulas cubitaes ;
a segunda e a terceira são reduzidas na radiai; nerv. rec.
i termina na segunda cellula cubital um pouco atraz
da metade della; nerv. rec. 2 termina quasi na extre-
midade posterior da terceira cellula cubital.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
?
Scopa preta, na extremidade da tibia branca, os
segmentos 2-4 com largas faixas amarellas 1 P. plu-
mata Sm. Scopa toda preta, os segmentos 2-4 em cada
lado com pequenas manchas brancas 2 P. smiles Friese.
i. Ptilothrix plumata Sn.
1853—Philothrix plumata Smith, Catal. Hymen.
Bee Muse pg. 132. LT OH 11-14
Q Preta; thorax denso amarello-escuro-piloso ; os
segmentos 2-4 com largas faixas amarellas; 5 e 6
preto-pilosos. Comprimento 10 mm.
Hab. Santa Cruz (Blumenau, Santa Catharina).
2. Ptilothrix ? similis /yiese
1899—Ptilothrix ? similis Friese, Ann. K. K.
Naturhast. Hofmus. XIV p. 272 n 3
@ Preta, amarello-pilosa ; abdomen fusco, curtissi-
mo fusco-piloso; primeiro segmento amarello-piloso 5
2.° até 4.º com mancha exigua de pellos brancos; as
pernas fuscas ; scopa preta. Comprimento 10 mm.
Hab. Curityba (Parana).
— 536 —
6. Gen. Melitoma Latreille
1525— Melitomo Latreille, Fam. nat. régn. anim.
p. 524
As antennas filiformes, quebradas, curtas; a femea
com 12, o macho com 13 articulos; o terceiro sempre
attenuado na parte inferior. As maxillas e a lingua
unidas. Os olhos simples (ocelli) pretos numa linha
em cima da fronte. Corpo curto-avelludado. As azas
com 3 cellulas cubitaes, das quaes a primeira é maior
do que a segunda; a terceira muito reduzida na ra-
dial; nerv. rec. 1 termina no meio da segunda nerv.
rec. 2 perto da extrememidade posterior da terceira
cellula cubital. Abdomen com 6 segmentos na femea,
com 7 no-macho; as tibias e o metatarso das pernas
posteriores da femea com scopa forte.
Só uma especie.
1. Melitoma euglossoides Lep.
1825— Melitoma euglossoides Lepeletier, Encycl. mé-
thod. Insect. X. p. 929.
Q Preta, avermelhado-pilosa; os segmentos 2—4
na margem inferior com faxa estreita de pellos bran-.
cos; o primeiro segmento pardo-piloso ; o resto preto-
piloso. As pernas são pretas; as azas transparentes.
Comprimento 11 1/2 mm.
S Semelhante à femea, o quinto segmento com
faxa igual à dos segmentos anteriores.
Hab. Guaratuba (Est. do Paraná:.
7. Gen. Tetrapaedia Alug.
1810—Tetrapaedia Klug, Magaz. Ges. naturf. Fr.
Berlin N. p. 33.
As especies deste genero são geralmente pequenas,
preto ou fusco-pilosas, com o abdomen oval, quasi nú
— 937 —
e raras vezes com manchas ou faxas amarellas. Palpi-
.maxillares de 6 palpi-labiales de 4 articulos; os dois
ultimos dos palpi-labiales exiguos. As azas com 3 cel-
lulas cubitaes; a primeira egual a segunda, a terceira
um pouco maior, muito reduzida na radial, nerv. rec.
1 termina no meio da segunda, nerv. rec 2, no meio
da terceira cellula cubital. A femea tem 6 segmentos
abdominaes e as antennas de 12 articulos ; o macho 7
segmentos abdominaes e as antennas de 13 artículos.
As flores visitadas por as especies deste genero são as
da Bunchosia gaudichaudiana (segundo Fritz Muller).
O sr. Friese menciona na sua Monographia deste gene-
ro que os machos passam a noite sobre os ramos: de
arbustos, onde se agarram com os seus mandibulos e
que de tal modo se acham estes ramos cobertos por
30 a 90 cm. com estas abelhas. T. duckei Friese i. litt.
foi encontrada sobre a casca de uma arvore do matto
chupando o succo da mesma; 7! bimaculata nas flores
d'uma planta da familia Bignoniaceae.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
(Segundo a Monographia de H. Friese). As espe-
cles seguintes não são incluidas nesta chave:
21. ZT. volatilis Sm.
99. TZ. basalis Sm.
94. T. ferrda Sm.
30. ZT. plumipes Sm.
eo
J. Abdomen vermelho ou pre-
to amarellento ; Safe si
Abdomen preto
Abdomen preto, com fai-
xas ou manchas amare)-
las (as manchas são as
vezes muito pequenas) . |. At
2. Thorax pela maior parte ;
ou todo fulvo. : DS fag A MATE
© 09
fn,
— 538 —
Thorax preto, ou somente
o pronotum ou o scutel-
lum com manchas ama -
rellentas . 5 : : apart
Uma parte do thorax preto. es : epee
Todo o thorax fulvo. AAA : - de E O
Só o mesonotum preto ni-
tido : À é pen
Tambem uma parte do me-
tathorax preta à . 32. 7. elongata
l'riese.
Mesonotum com duas li-
nhas longitudinaes ama-
rellas no disco ; abdomen
vermelho-amarellento ;
comprimento 6-7 1/2mm. 28. 7. globulosa
Friese.
Todo o mesonotum preto ;
o segmento ona margem
posterior e os segmentos
4-7 todos pretos; com-
primento 10 mm. . 29. eet ohaels
Friese.
Mesonotum opaco ; cabeça
fulva ; metatarso preto-
piloso E : 30. T. pallidipennis
Mesonotum opaco ; cabeca Friese
amarello - avermelhada ;
pernas posteriores da mes-
ma cor 26. T. testacea
Mesonotum nitido ; cabeca Sm.
vermelho-amarellenta . 31. 7 laeri{rons
Sm.
5. # Scopa preta . é . 217. T. ferruginea
Friesi
Scopa quasi branca . 906. 7. punclifrons Sm.
Os esporões brancos Ny À : DRA
Os esporões pretos ou fus-
cos. : “ 2% dbicolor Smt.
~ = hs
(9,9)
Et.
13.
14.
27600, Ls
Thorax preto; as pernas.
tambem pretas .
Thorax preto; as tibias e
os tarsos amarellos
Thorax pela maior parte
amarello ; as pernas ama-
rellas -. E
Pelo menos uma parte da
cara branca ou amarella.
Toda a cara preta . :
Lahrum preto; clypeo ama-
rello. 5 É :
Labrum e o clypeo ama-
rellas. : . À
Metatarso vermelho-ama-
rellento ; abdomen pon-
teado . . ê
Metatarso fusco ; abdomen
liso > : :
Mesonotum e scutellum
grosso e arrugado-pon-
teados . : é ;
Mesonotum e scutellum a-
penas ponteados, quasi
lisos e nitidos £
Tarsos das pernas II ama-
23. T nasuta Sm.
24. T. goeldiana
Friese
=
Tred
rea hon
thering?
Friese
T. clypeata
Friese
T. pyranudalis
Friese
12. 7. glaberrima
F'riese
rellos, amarello-pilosos .13. T. amplipennis
Sm.
Tarsos das pernas III fus-
cos, sO no lado exterior
alvacento-pilosos .
£ com a metade anterior
do clypeo amarelo; a
th
E.
n.
obsoleta
sp.
13
Po STR TRY RO Se DDR RE ane OP Oe EU DT
: | F 44, Da Lal = pu ¥ à capt hes
{ + Le
— 940 —
margem interior dos olhos
amarella tambem . . 9. T. bunchosiae
Friese
& com uma mancha ama-
rella em cada lado do cly-
peo; margem interior dos
olhos não amarella. 10. To bimaculata
n. Sp.
15. Macho . : : SE : ;
Femea . À : . EVA
16. Metatarso no lado interior
com uma area distincta
que serve para engatar-
se e a qual tem uma
magem aguda. . ees: à : Ae 7
Metatarso sem esta area. . wis
17. Metatarso na margem pos-
terior da . . . com um
dente boto, quadrangular
comprimento 9 mm ~~... I. 7. deversipes Klug
Metatarso sem este dente, f
na ponta muito alargada ;
a base dos segmentos azu- ,
lada, comprimento 11 m. 3. T. pecholti
Metatarso como na espe- Friese
cie precedente; a ponta
alargada retorcida d'um
modo singular; compri-
mento 10 1,2 mm. . À. T. curvitarses
Friese
18. Metatarso não alargado . . à . 19
« muito « CUT; » . 20
19. As pernas posteriores pre-
to-pilosas . 14. T. serraticornis
As pernas posteriores ama- Friese
rello pilosas ; sobre o me-
tatarso e a extremidade
“da tibia. . 10a Tserralticornis
As pernas posteriores fer- Friese var. rufescens
20.
ai
> # À
— q4l
rugineas, sobre a tibia fus-
ca, sobre o metatarso ama-
relento-pilosas .
As coxas das pernas pos-
teriores com dente agudo
e curvado
As pernas posteriores iner-
mes
Às pernas preto- pilosas em
parte
As pernas amarellento- _pi-
losas À
Clypeo liso e brilhante .
Clypeo ponteado -
Segmento medio apenas
puncturado, area cordi-
forme denso-puncturada .
Todo o segmento medio
rugoso puncturado.
Segmento medio eee
rado
Segmento medio não pun-
D ; à :
Scopa no lado exterior
amarellada ; : 3
Scopa no apice da tibia e
em frente do metatarso
branca i
Scopa no lado interior bem
como -no lado exterior
Ruiva! + J
na tibia fusca . ;
Comprimento 10 — 11
mm.; as faxas basaes e
as manchas lateraes ás
vezes cobertas — indistine-
tamente limitadas .
Comprimento 5—7 mm. ;
. D. T. pygmaea n. sp.
. 6. T. amplitarsis
Friese
. 20. T. puliventris
Friese
ig
à 24
1. T. diversipes
Klug
. 2. T. rugulosa
Friese
: E “E a
: 4 5 age 9,
3. T. pecholti Friese
18. 7. fuliginosa n. sp.
. 6. T amplitarsis Friese
Scopa no metatarso fulva,
. D. T. pigmaea n. sp.
28
— 042 —
os segmentos 3—6 com
largas faxas amarellas ;
a cara amarella . His? : DES egal
28. A cara ou pello menos a
região boccal amarella . . d , Pies)
A cara preta ;. os segmen-
tos ventraes com largas
faxas marginues de cor
vermelho-amarellada . 20. T° piliventris Friese
29. Os segmentos ventraes
amarellos *. . 19. T° flaviventris Friese
Os segmentos ventraes fus- ‘
cos À À ae : à RES
30. Os segmentos 2—6 com
faxa basal amarella ; tho-
rax pintado com amarel-
lo; branco das antennas
amarello em frenie. «Jo. T. preta Friese
Os segmentos 3—6 com
faxas basal amarella ; tho-
rax e tronco das antennas
iy EE HN SE
pretas . É . 15. T. mueller: Friese
21. Os tarsos posteriores ama-
rellentos amarello-pilosos. 17. 7. maculata I'riese
Os tarsos posteriores fus-
cos atraz fusco-pilosos . 18. T. fuligimosa n. sp.
1. Tetrapaedia diversipes Alug
1810—-Tetrapaedia diversipes Klug, Magaz. Ges.
naturf. Fr. Berlin, IV; p. 35 Taf. T fig.
1899—Tetrapaedia diversipes Friese, Ann. KM.
naturh. Hofinus. XIV p. 281
@ Preta, preta-pilosa ; cabeça puncturada, mas o
clypeo nitido, liso. As pernas são fuscas, fusco-pilo-
sas; a scopa na parte posterior amarello-branquinho ;
os esporões castanhos ; Abdomen castanho. Comprimento
S 1/2—9 mm.
3% semelhante à femea; o apice do abdomen usual-
mente preto-piloso, mas às vezes amarellento-piloso. As
pernas fuscas ou ferrugineo-escuras fusco-pilosas ; os
lados posteriores das tibias e dos metatarsos do ultimo
par amarellento-branco-pilosas. Comprimento 9 mm.
Hab. Sta. Catharina (Blumeneu), S. Paulo, Rio de
Janeiro até Pará.
Mus. Paul. 9 4 de Jundiahy, 15 de Novembro
de 1899, (Schrottky coll.) # de Poço Grande, 29 de
de Janeiro de 1828 (Hempel coil.)
2. Wetrapaedia rugulosa Friese
1899— Tetrapaedia rugulosa Friese, Ann. K. K. na-
turhHopinus. XIV py 282 on. 2
@ muito semelhante à especie precedente da qual
differe pela estatura menor e pelo segmento medio o
qual não é puncturado nesta especie. Comprimento 8 mm.
Hab. S. Paulo (Friese). =
Tt. Wetrapaedia peckolti Friese
1899 -Tetrapaedia pecholti Friese, Ann. K. K. na-
turh: Hofmus, XIV p.i282in. 3
9 Maior do que T. diversipes, o clypeo liso mas
guarnecido com puncturas distinctase o segmento medio
é inteiramente grosso puncturado. Comprimento 9 */,—10
mm., largura 3 mm.
_ d Base dos segmentos com lustro azul ou verde-
azul, o flagello mais avermelhado, com a %.* articula-
ção mais curta do que a 3.º ea 4.º; a cara mais branco-
pilosa; os segmentos ventraes 2—4 cinzento pubescen-
tes, as pernas posteriores grossas. Comprimento 11—12
mm.
Hab. Rio de Janeiro.
RECRUE PR ar ar CRER Vs
— 944 —
4. YTetrapaedia curvitarsis. /7iese.
189'—Tetrapredia curvitarsis Friesé, Ann. K. K.
naturhist . Hofmus. XIV p. 283 n.
S Preto, preto-pilosa, mas com o 7.º segmento
abdominal emarginado ; o ventre fusco-fimbriado ; as ti-
bias Il] muito grosas, os metatarsos III encurvados,
dilatados e grossos, no apice mais largo do que na:base.
Comprimento 10—10 1/2 mm.
Hab. Espirito Santo (S. Leopoldina)
5. Tetrapaedia pygmaea 1. sp.
Est. XIII fig. 9
Nigra, ngro-hirta, facie migra, alis ngricanti-
bus ; clypeo punctato; PQ scopa hbiarum fusca, me-
tatarsorum fulva, apice fusco.
@ Toda preta; abdomen nitido, thorax aspero.
A cabeça é puncturada; o clypeo puncturado tambem
e guarnecido com alguns pellos amarellentos. O segun-
do articulo do flagello das antennas mais comprido do
que qualquer outro. O segmento medio e todo o abdo-
men sem vestigio de pontos. A scopa das pernas pos-
teriores é fusca na tibia e no apice do metatarso, no
qual torna-se fulva. Comprimento 6 1/2—7 mm.
S Muito semelhante à femea, da qual differe pelas
azas menos escuras e as antennas um pouco mais cas-
tanhas. As pernas posteriores têm a scopa quasi do
mesmo modo desenvolvida como a femea; a côr, porém,
é mais clara; as partes fuscas da Q são castanhas no
S e as partes fulvas da Q quasi brancas no do. Com-
primento 6 -6 1/2 mm.
Hab. Obtive essa linda especie de varios logares
do Estado.
Mus. Paul. © Victoria perto de Botucatü 25 de
Julho de 1900 sobre areia humida (Hempel coll.)
SP S. José do Rio Pardo 12 de Maio de 1900
sobre areia humida (Schrottky coll.)
4 Jundiahy 28 de Janeiro de 1900 (Beron coll.)
— 545 —
“6. Tetrapaedia amplotarsis Friese.
1899—Tetrapaedia amplotarsis Friese Ann. K. K
naturhast. Hofmus. XIV. p. 283 n. 5.
2 Preta, preto-pilosa; abdomen liso e nitido com
alguns pellos pretos; o ventre com os segmentos 1—4
amarellado-fimbriados, 5 e 6 preto-pilosos. As pernas
são pretas até fuscas, preto-pilosas. Os tarsos no se-
gundo par de pernas e a scopa na parte apical das
tibias e nos metatarsos do terceiro par der cor ama-
rella. Comprimento 11-12 mm. -
& A cabeça branco pilosa. Abdomen com as mar-
gens dos segmentos amarellas; os segmentos ventraes
2 e 3 com pellos fulvos compridos; o sexto com can-
tos salientes. As pernas com tarsos vermelhos, o ponto
das tibias e todos os tarsos fulvo-pilosos. As pernas
posteriores engrossadas o metatarso muito alargado para
o lado interior; os esporões avermelhado-amarelios.
Comprimento 10—11 mm.
Hab. Brazil.
7. Tedrapaedia clypeata Friese.
1899—Tetrapaedia clypeata Friese, Ann. K. K. na-
turhist. Hofmus. XVI p. 285 n. 7.
2 Preta, preto-pilosa ; a cara e o lado inferior
branco-pilosos, clypeo em frente amarello, a base das
mandibulas com manchas amarellas. Abdomen quasi
preto; so a margem dos segmentos 5 e 6 com pellos
pretos ; ventre avermelhado, amarello-fimbriado, no apice
porém preto; pernas morenas, castanho-pilosas, scopa
na extremidade da tibia exteriormente alvacenta no me-
tatarso interiormente vermelha, esporões castanhos. Com-
primento 9—11 mm.
& como a femea, mas o clypeo inteiramente ama-
rello. As pernas em frente claro-pilosas ; a extremida-
de das tibias posteriores e os tarsos amarellento-aver-
melhados. Comprimento 10—11 mm.
Hab. S. Paulo, Rio de Janeiro, Columbia (Bogotá)
-- 046 —
*. Wetrapaedia pyramidalis Friese.
2899— Tetrapaedia pyranidalis Friese, Ann. K. K.
naturhist. Hofimus.
& Preto, preto-piloso ; clypeo liso, nitido na mar-
gem anterior com mancha lunar amarella. Abdomen
liso, com margens dos segmentos castanhos ; os segmen-
tos 5 e 6 preto-pilosos, na margem muitas vezes cas-
tanho-pilosos ; o segmento 7 é quadrangular, quasi nú
e boto; ventre cinzento piloso. Às pernas são pretas,
preto-pilosas, as tibias posteriores com um carapito de
pellos brancos na extremidade. Comprimento 8—9 mm. ;
largura 2 mm.
Hab. Espirito Santo (S. Leopoldina), São Paulo,
(Ypanema) Santa Catharina (Blumenau).
Y. Wetrapredia bunchosiae Vricse.
1899—Tetrapaedia bunchosiae Friese, Ann. K.
naturhist. Hofmus. XIV p. 286 n. 9.
P Preta, preto-pilosa, labrum e base das mandi-
bulas amarello-claros ; na margem interior dos olhos
uma mancha apagada de’ côr castanho-amarellenta. Me-
sonoto opaco com singelos pontos grandes. Abdomen
liso, nitido, só na base dos segmentos com alguns pon-
tos. Pernas fuscas até morenas, moreno- pilosas ; a ponta
das tibias e os tarsos II] amarellentos, amarellento-pilosos ;
esporões amarellentos. (Comprimento 8—8 1/2 mm.,
APS 3 mm.
Semelhante 4 femea mas a metade anterior do
Ro a margem interior dos olhos, labrum e a base
das mandibulas amarellas; as pernas como na femea.
Comprimento 9 mm.; largura 3 mm.
Hab. Santa Catharina (Blumenau); Parana (Cu-
rityba). Visita as flores de Bunchosia gaudichaudiana
(Fam. Malphigiaceae) (Friese).
— DAT —
10. Tetrapaedia bimaculata 7. sp.
d Nigra, fusco-hirta, capite fere glabro, sparsim
punctato ; clypeo punctato, convexo, utrinque macula
flava; labro mandibulisque flavis ; pedibus fuscis ; tibiis
posticis apice, tarsisque testaceis, testaceo-hirtis.
Esta especie parece ser, intimamente ligada à pre-
cedente ; é porém muito differente quanto à esculptura
e o colorido da cara. A cabeça em geral é muito
fino-puncturada e na parte situada entre as antennas e
a margem posterior do clypeo ha um espaço pequeno
completamente liso. O clypeo ê convexo, mais grosso-
puncturado, com uma mancha amarello-clara em cada
lado e com a margem anterior castanho clara; o labrum
e as mandibulas são tambem de côr amarello-clara, o
apice porém das mandibulas é preto. As antennas são
pretas em cima, castanhas em baixo do flagellum; a
margem interior dos olhos não é amarella como na
F. bunchosiae. O thorax é opaco rugoso, só o segmento
medio é menos denso-ponteado. O abdomen é liso, sé
a base dos segmentos tem alguns poucos pontos, os
lados com poucos pellos pretos. Os segmentos ventraes
fimbriados com pellos compridos castanhos.
Os tarsos I e II são fusco-pilosos, a extremidade
das tibias Ill e os tarsos III são amarellentos e ama-
rellento-pilosos. As azas são ennegrecidas. Compri-
mento 9 mm., largura 3 mm.
Hab. S. Paulo (Jundiahy).
Mus. Paul. 1 S de Jundiahy Typo.
II. Tetrapaedia obsoleta n. sp.
S Nigra, subtus albidohirta, capite punctato,
dabro, mandibulisque flavis; clypeo convexo, pun-
ctato, margine anteriore flava, marginibus aintervore-
bus oculorum maculaque inter antennarum imsertio-
nem flavis. Pedibus mor ES tarses fuliginosis, meta-
tarsis posticis supra. flavo, subtus fusco-hirtis.
E
J Preto, em cima inconspicuo-preto, em baixo
alvacento-piloso ; a cabeça fino-puncturada; o clypeo
We wee VEM UA ds
r
— 548 —
muito convexo, com a margem anterior amarella; o
labrum, as mandibulas na metade basal, as margens.
interiores dos olhos e uma mancha pequena entre a
inserção das antennas são de côr amarella; as anten-
nas são fuscas em cima, mais claro em baixo e a base.
do tronco terruginea. Thorax rugoso. Abdomen liso
nitido sem pontos distinctos. As pernas são pretas, os.
tarsos de todas as pernas são fuscos até castanho pilo-
sos, os metatarsos do ultimo par são em baixo fusco,,
em cima amarellento-pilosos. Comprimento 9 mm. 3.
largura 3 mm
Hab. S. Paulo (Jundiahy).
Mus. Paul. 1 $ de Jundiahy. Typo (Schrottky
coll.)
I2. Tetrapaedia glaberrima /riese.
1899 - Tetrapaedia glaberrima Friese, Ann. K. K.
naturlist. Hofmus. XIV p. 287 n. 10.
P Parecida à T. bunchosiae mas o corpo é liso
e nitido, a cara castanha, o labrum apenas mais claros,
o clypeo é convexo, um tanto alongado e fino pontea-
do; nas pernas IT a margem exterior do metatarso é
fusco-fimbriado. Comprimento 8 1/2 mm.; largura 3.
mm.
Hab. Rio de Janeiro.
13. Tetrapaedia amplipennis (Sn.)
1879 — Tetrapaedia amplipennis Smith. Descr. New
Spec. Hymen. p. 128 n. 3
Q Preta; a cabeça lisa, o thorax em cima opaco
o abdomen liso com a base às vezes ferruginea. O cly-
peo ponteado, com a margem anterior e lateral pal-
lido-testacea ; da mesma côr é a base do labrum. As.
pernas são preto-pilosas com uns pellos brancos no
apice das tibias Ill ; a primeira articulação dos tarsos
HI fulvo-pilosa no lado interior. Comprimento !0 mm.
d' E’ muito semelhante à femea.
Hab. Amazonas (Ega e Toncantins).
es dd 1 eee one
> at ce ,
Ra '
mh
A.
‘*
— 549 —
14. Tetrapaedia serraticornis Friese.
IS99—Tetrapaedia serraticornis Friese, Ann. K. K.
naturhist. Hofmus. XIV p. 288 n. 13.
@ Preta, preto-pilosa ;: toda a cara preta; cabeça
lisa e nitida; thorax quasi liso, fusco-piloso ; abdomen
liso e nitido; a scopa é preta, o esporão interior é
amarellento, o exterior preto. Comprimento 9—9 */, mm.
S Semelhante à femea, mas a cara branco-pilosa;
as antennas amarello-avermeihadas, serradas, as ultimas
articulações eburneas em cima. O thorax e o quinto e
sexto segmento com pellos brancos. As pernas são pre-
tas, preto-pilosas ; as tibias III atraz com pellos bran-
“cos, OS esporões amarellos. 8—9 mm.
Hab. Rio de Janeiro.
14. º Tetrapaedia serraticornis var.
rufescens Friese.
IS 99—Tetrapaedia serraticornis var. rufesceus Frrese,
Ann. K. K. naturhist. Hofmus. XIV p. 288 n.
15 var.
d Distingue-se do typo pelas pernas, sendo a ponta
das tibias e o metatarso piloso-amarellos.
Hab. Rio de Janeiro,
15. Tetrapaedia picta Fr.
1899—Tetrapaedia picta Friese, Ann. K. K. natu-
rhist. Hofmus. XIV p. 290 n. 17.
Q Preta; é bem caracteristica essa especie por
ter nos segmentos 2—4 do abdomen faxas amarellas e
os 2 seguintes segmentos amarellento-pilosos. Da cor
amarella são mais; o labrum, as mandibulas excepto
no apice o clypeo excepto duas manchas basa, as mar-
gens interiores dos olhos, a parte em baixo da inser-
ção das antennas e o tronco dessa em frente na parte
inferior. Comprimento 5 1/2 mm., largura do abdomen
2 mm.
— 590 —
& Semelhante à femea, mas a cabeça mais escu-
ra. só 0 labrum e o tronco das antennas são amarel-
los, o resto das partes amarellas na femea parecem só-
mente amarello-salpicados ; no thorax são da côr ama-
rella; o scutellum e metathorax.. Os segmentos 2—4
têm faxas amarellas como na femea; os 2 seguintes
com a margem posterior amarella e o ultimo quasi
todo amarello. O resto como na femea. Comprimento
6 1/2. largura 2 mm.
Hab. (2) Sta. Catharina (Blumenau—Itahay).
16. Tetrapaedia muelleri Vricse.
1899—Tetrapaedia muellert Friese. Ann. K. K. na-
turhist. Hofmus. XIV p. 291 n. 18.
& Preto, cinzento-piloso ; Jabrum, clypeo, e parte
da cara de côr amarella ; thorax preto, opaco ; segmento
medio nitido. Abdomen com os segmentos 1 e 2 pre-
tos, 3—6 com faxas basaes amarellas e 2—6 com mar-
gens apicaes um tanto castanhas, 4—6 fulvo-pilosos. As
pernas são pretas, preto-pilosas; os espordes branca-
centos. Comprimento 7—7 1/2 mm.
Hab. S. Paulo. (2)
Iz Tetrapaedia maculata Vriese.
1899— Tetrapaedia maculata Friese, Ann. K. K.
naturh. Hofmus. XIV p. 291 n. 19.
® Preta, fusco-pilosa ; o labrum, os lados do cly-
peo e a base das mandibulas de côr amarella, o meso-
noto é opaco; o abdomen liso e nitido, com os se-
gmentos 3—5 na base com manchas pequenas de côr
amarella, as quaes porém às vezes são apenas visivels,
As pernas são fuscas, fusco-pilosas, as tibias III no
apice e cs metatarsos III flavo-pilosos. Comprimento
10—11 1/2 mm.
S muito semelhante à femea, mas com os se-
gmentos 3—d com as manchas amarellas. Compri-
mento 10—11 mm.
— ool i=
Hab. S. Paulo (Jundiahy), Santa Catharina (Blu-
menau). Mus. Paul. 9 de Jundiahy, 21 de Janeiro
de 1899. (Schrottky coll).
Is. Tetrapaedia fuliginosa n. sp.
Nigra, sparsim fusco-hirta, labro Q ferrugineo—,
& albido-ciliato, clypeo punctato, convexo, % labri cly-
peique margine laterali flava, segmentis 3—5 abdomi-
nis lateribus fllavo maculatis.
Q Preta, o clypeo é ponteado, o labrum ferrugi-
neo-ciliado ; as antennas são pretas em cima, castanhas
em baixo; o thorax é opaco; o abdomen liso e nitido,
na base dos segmentos ha algumas poucas puncturas, 0
ventre é fusco, cada segmento preto-ciliado; as per-
nas são pretas quasi preto-pilosas; o apice das tibias
WI e os metatarsos III em frente são branco-pilosos.
As azas são fuliginosas. Comprimento 11 mm.
& Distingue-se da femea pelo labrum e o clypeo,
sendo o primeiro branco-ciliado e tendo ambos os lados
com manchas amarellas; os segmentos 3—5 têm nos
lados pequenas manchas amarellas; todo o resto como
na femea; comprimento 10 mm.; largura 9 min.
Hab. S. Paulo (Victoria, perto de Botucatu).
Mus. Paul. © de Victoria, 25 de Julho de 1900
(Hempel coll.) & de Victoria, 20 de Julho de 1900
(Hempel coll.).
Typos !
19. Tetrapaedia flaviventris Frese.
1899— Tetrapaedia flaviventris Friese. Ann. K. K.
naturh. Hofmus. XIV p. 292 n. 20.
© Preta, semelhante à 7. maculata, mas todo o
ventre é amarello e os segmentos 1 e 2 são em cima
mais fulvos; os segmentos 1-3 são amarellentos na
base, 3 e 4 nos lados com manchas amarellas, 5 com
faxa basal amarella; as pernas são castanho-averme-
lhadas, fusco-pilosas, os metatarsos exteriormente bran-
co-pilosos, os esporões brancos. Comprimento 10 mm.
Pt ae Oe een ee DT ee ae
4 semelhante à femea mas os lados dos segmen-
tos são castanhos, o sexto é quasi inteiramente ama-
rello. As pernas são fuscas e fusco-pilosas. Compri-
mento 10 1/2 mm.
Hab. Santa Catharina (Blumenau).
20. Tetrapacedia piliventris Vriese.
1899—Tetrapaedia piliventris Friese, Ann. K K.
naturhist. Hofums. XIV p. 293 n. 22.
& Preto, cinzento-piloso; a cabeça e o thorax
são cinzento-plumoso-pilosos ; o disco do thorax é pre-
to-plumoso-piloso ; a cara é preta, o clypeo allongado,
o abdomen ponteado, preto fuliginoso-piloso, mas sem
manchas amarellas; o segmento 7 é triangular e rufo,
os segmentos ventraes 2—5 aureo-tomentosos ; as per- :
nas são fuscas, as posteriores testaceas, as tibias e os
tarsos testaceo -pilosos; os metatarsos mais estreitos do
que as tibias. Comprimento 10 1/2—11.
O unico exemplar conhecido foi achado no dia 18
de Outubro de 1893.
Hab. S. Paulo (Santos).
“1. Wetrapzedia volatilis. Sn.
1879.— Tetrapædia rolatilis Smith, Descr. New Spec.
Hymen, p. 128. n. 1.
& Preto; as mandibulas, o labrum e o clypeo de
côr branco-amarellenta, clypeo com uma mancha se-
micircular na base; thorax opaco em cima, as azas
fuscas com margens mais pallidas ; as articulações api-
caes dos tarsos | e Il e todas as articulações dos tar-
sos IH ferrugineas; as tibias III no apice e os meta-
tarsos II amarello-pilosos. Abdomen liso e nitido,
excepto as margens basaes dos segmentos as quaes são
ponteadas ; uma faxa transversal ferruginea nos dous
segmentos basaes, no primeiro a faxa está no meio, no
segundo na margem basal; em baixo os segmentos 3
— 993 —
e 4 são ciliados com pellos pallidos, comprimento
10 1/2 mm.
Hab. «Brazil Constanzia.»
<2. Ketrapædia bicolor Sn.
1854.—Tetrapedia bicolor Smith, Catal. Hymen.
Br Mise RO Mice, |
Q Cabeça e thorax pretos, a margem anterior do
clypeo, o labrum, as mandibulas, as bochechas e as
antennas de côr ferruginea; as azas testaceo-hyalinas,
as nervuras pallido testaceas, mais escuras na base das
azas ; as pernas quasi pretas, as posteriores preto-pilo-
sas; abdomen ferrugineo, no apice preto-piloso. Com-
primento 6 1/2 mm., largura 2 1/2 mm.
d semelhante à femea mas tambem os lados do
clypeo, a margem interior dos olhos e o tronco das
antennas em frente de côr amarella; o segmento 7
triangular; os segmentos ventraes amarellos, amarel-
lento ciliados ; as pernas castanhas, preto-pilosas. Com-
primento 6 mm., largura 2 1/2 mm.
Hab. Bahia.
23. Tetrapsedia nasuta Sn.
1854.—Tetrapedia nasuta Smith, Catal. Hymen.
Brit. Mus. TE p.506, nd.
& Cabeça e thorax pretos, o clypeo em frente, o
labrum, as mandibulas e o tronco das antennas em
frente’ de côr branco-amarellenta, a margem interior
dos olhos branca; no disco do thorax duas linhas es-
curas; o thorax em baixo testaceo; as pernas testa-
ceas, as tibias Il e III mais escuras, preto-pilosas.
Abdomen amarellento, as margens dos segmentos mais
escuras. Comprimento 6 1/2—8 mm.; largura 2 mm.
@ com scopa preta, no metatarso, porém, no disco
e na margem posterior brancacenta. Comprimento
9 1/2 mm.
Hab. S. Paulo (Santos).
— dd —
24. Tetrapsedia goeldiana Friese
1899.—Tetrapedia geldiana Friese, Ann. k. k. na-
tur hist. Hofmus. XIV, p. 295, n. 26
S Preto, cinzento-piloso; clypeo, labrum, a base
das mandibulas, chapa frontal e o tronco das antennas
em frente de côr amarella; thorax preto; abdomen
amarello com os segmentos 1—4 em parte fuscos ou
castanhos; as pernas são fuscas, mas as pontas termi-
naes das femora, as tibias e os esporões de cór bran-
cacenta. Comprimento 6 {/2—7 mm.; largura 2 1/2 mm.
Hab. S. Paulo (2)
25. Tetrapaedia iheringi Friese.
1899—Tetrapaedia eringi Friese, Ann. K. K. na-
turhast. Hofmus. XIV p. 296 n. 27.
S Preto; abdomen ferrugineo ; as pernas ama-
rellas, cinzento-pilosas ; a cabeça é ponteada ; o clypeo,
o labrum, a base das mandibulas, as bochechas, o tronco
das antennas e em frente e a margem posterior dos
olhos são de côr amarella. Os segmentos 2—4 do ab-
domen têm na base uma faxa indictincta-amarella. Com-
primento 6 1/2- 7 mm., largura 2 1/2 mm.
Hab. S. Paulo.
26. Tetrapaedia testacea Sn.
1854-Tetrapaedio testacea Smith, Catal. Hymen.
Brit. Mus. Il p. 366 a. 4.
® Testacea; o labrum e as mandibulas pallido-
amarelias ; thorax com duas linhas parallelas longitu-
dinaes amarellas no disco; as pernas pallido-testaceas,
as posteriores aureo-amarello-pilosas. Comprimento 6 1/2
mm.
3s Semelhante à femea; os segmentos ventraes 3 e 4
“©
chanfrados e amarellos ciliados ; comprimento 6 mm.
Hab. Pará, Columbia.
AA
— 999 —
27. Tetrapaedia ferruginea Friese
1899--Tetrapaedia ferruginea Friese, Ann. K. K.
naturhist. Hofmus. XIV p, 258 n. 32.
Q Ferruginea, ferrugineo-pilosa ; os olhos simples
e compostos pretos ; a base dos segmentos abdominaes
4—6 castanha; as pernas ferrugineas ; as tibias III cas-
tanhas, preto-pilosas ; tambem os metatarsos III são
castanhos e preto-pilosos. Comprimento 3 1/2.
Hab. Espirito Santo (S Leopoldina).
28 —Tetrapaedia globulosa Friese.
1899—Tetrapaedia globulosa Friese, Ann. K. K. na-
turhist. Hofmus. XIV p. -£8 n. 35.
& Amarelo, quasi nú; a cabeça lisa e nitida ; a
fronte desde a insersão das antennas até a margem:
posterior preta; thorax liso e nitido, preto com duas
linhas longitudinaes amarellas; abdomen amarello, as
margens apicaes dos segmentos 2-5 fuscas; as pernas
são amarellas, o apice das tibias III e os metatarsos
III são pretos e preto-pilosos. Gomprimento 6—8 1/2
mm.; largura 21/2—3 mm.
Hab. Brazil.
2%). Tetrapaedia michaelis Triese.
1899—Tetrapaedia michaelis Friese, Ann. K. K. na-
turhast. Hofmus. XIV p. 299 n. 34.
Q Testacea, amarellento-pilosa ; cabeça em cima
da inserção das antennas preta, os olhos pretos; o me-
sonoto, excepto as margens lateraes as quaes são tes-
taceas, preto. Abdomen liso e nitido; os segmentos
1—3 amarellentos, 4—6 pretos; as pernas amarellen-
tas, amarellento-pilosas ; os metatarsos III mais largos
do que as tibias III; pretas, preto-pilosas, o apice tam-
bem das tibias III preto, preto-piloso. Comprimento
10 1/2 mm.
A
S semelhante à femea, os segmentos 4—7 escu-
ros; os metatarsos mais delgados do que as tibias. Com-
primento 9—10 1/2 mm.
Hab. Espirito Santo.
30. Tetrapaedia pallidipennis Friese
1899—Tetrapaedia pallidipennis Friese, Ann. K. K
naturhist. Hofmus. XIV p. 299 n. 39.
Muito semelhante à especie precedente mas differe
pelo clypeo grosso-ponteado, do mesmo modo é a chapa
frontal ponteada; o vertice sô é escuro; thorax em
cima amarellento, opaco por causa da pubescencia densa ;
abdomen castanho, no apice av ermelhado- -piloso ; com-
primento 9--10 mm.
Hab. Espirito Santo (S. Leopoldina).
31. Tetrapaedia laevifrons Sn.
1879—Tetrapaedia laevifrons Smith, Descr. New Spec.
Hymen. p. 150 n.
Q Amarella, lisa e nitida, excepto o thorax em
cima o qual é opaco; a cabeça amarello-avermelhada
em cima das antennas em baixo pallida;. o tronco das
antennas pallido-amarello ; as mandibulas no apice ferru-
gineas; as azas pallido-flavo-hyalinas, as nervuras e
tegulas pallido-ferrugineas ; as pernas fulvo-pilosas ex-
cepto nos metatarsos III os quaes são fusco-escuros ;
abdomen muito liso e nitido; o segmento apical fulvo-
piloso ; em baixo castanho-claro, os segmentos amarello-
ciliados ; Nono 8 1/2 mm.
Hab. Brazil, São Paulo (? de Olivença, Amazonas).
32. Tetrapaedia elongata Friese
1859—Tetrapaedia elongata Friese, Ann. K. K. na-
turhist. Hofmus. XIV p. 300 n. 35.
d Preto, amarello-salpicado ; a cara é amarella ;
as antennas muito compridas, as duas primeiras articu-
— d91 —
lações do flagello iguaes; abdomen quasi paralielo, o
primeiro segmento amarello, os segmentos 2—5 pretos,
6 e 7 amarellos, os ventraes emarginados, amarellento-
cilifimbriados ; as pernas são amarello-avermelhadas, os
metatarsos III fusco-pilosos ; as azas leitentas, com ner-
vuras amarellas. Comprimento 8 mm., largura 1 3/4 mm.
Hab. Espirito Santo (S. Leopoldina).
33. Tetrapaedia basalis Sn.
1879— Tetrapaedia basalis Snuth, Descr. New Spec.
Hymen. p. 129 n. 4.
Q Preta; o abdomen muito liso e nitido ; um pouco
de pubescencia branca nos lados da cara e nas inserção
das antennas; o clypeo com poncos pontos distantes, a
margem anterior delgadamente emarginada; o apice
das mandibulas amarellento; o flagello das antennas,
excepto as 3 articulações basaes, fulvo-escuro em baixo ;
o mesothorax brilhante e ponteado; as azas desde a
base atê o stigma castanho-escuras, o resto leitente; as
pernas com pubescencia preta, a qual nas tibias III e
nos metatarsos III torna-se muito densa e comprida ;
abdomen no apice pubescente; em baixo 0 3.º e o 4.º
segmento com pubescencia pallido-fulva ; a do segmento
apical preta. (Comprimento 9 1/2 mm.
Hab. «Brazil, Fonteboa».
34. Yetrapaedia fervida Sm.
1879 - Tetrapaedia fervida Smith, Descr. New. Spec.
Hymen. p. 128 n. 2
& Preto, com as pernas e a base do abdomen
ferrugineo-escuras; a margem anterior do clypeo, uma
mancha oblonga nos lados da cara em baixo das an-
tennas, o clypeo e as mandibulas de côr branca; as
antennas ferrugineo-escuras, o flagello em baixo, exce-
pto a articulação basal, fulvo; a cabeça e o abdomen
brilhantes, o thorax em cima opaco; as azas fusco-
hyalinas; o stigma pallido-amarellento ; as pernas com
ee
pubescencia preta, os espordes brancos ; abdomen mui-
to liso e nitido e em baixo o terceiro segmento é co-
berto por uma almofada semi-circular; o quarto se-
gmento tem na margem basal uma franja estreita de
pubescencia branca e nos lados uma guedelha de pu-
bescencia pallida a qual encrespa-se para dentro; o
segmento seguinte é amarello no meio. Comprimento
8 1/2:mm.
Hab. «Brazil, Constanze».
32>. Tetrapaedia plumi pes Sn.
1878 —Tetrapaedia plumipes Sin., Descr. New Spec.
Hymen. pp. 129 nc,
@ Cabeça e thorax pretos, o abdomen amarello,
com marcas pretas; as pernas ferrugineo-pallidas; o
clypeo, o labrum e as mandibulas de côr amarela, o
apice das mandibulas preto, as antennas ferrugineas; a
base do ciypeo mais ou menos preta; a fronte com
curta pubescencia fulvo-pallida, o clypeo nú; o thorax
em cima com curta pubescencia fulva, a qual nos la-
dos e em baixo é mais pallida; as azas são hyalinas,
as nervuras, {© stigma e as tegulas ferrugineas ; a
pubescencia das pernas fulva, nas posteriores densa
e comprida; abdomen oblongo; o segmento basal com
4 manchas pretas, duas postas lateralmente e perto da
margem apical do segmento, as duas outras duas exi- .
guas numa linha com as primeiras; comprimento 8
mm.
Hab. Amazonas (Santarem.)
36. Tetrapas lia punctifrons Sn.
1879—Tetrapredia punctifrons Smith, Descr. New
Spec. Hymen. p. 130 n. 5.
Q Cabeça e thorax de cor amarello-avermelhada ;
o abdomen ferrugineo pallido; o clypeo e um espaço,
triangular em cima e grosso-ponteado, o clypeo ama-
rello-pallido no apice; as antennas fuscas em cima da
terceira articulação ; uma estria preta em cada lado da
— 599 —
cara na margem interior dos olhos. O prothorax emar-
ginado posteriormente; as azas hyalinas; as nervuras
ferrugineo-pallidas, o stigma da mesma côr ; as pernas
posteriores com pubescencia comprida, pallida, quasi
branca; abdomen com faixas amarello-pallidas nas mar-
gens basaes dos segmentos as faixas muito estreitadas
nc meio. Comprimento 8 mm.
Hab. Pará (Santarem).
S Gen. Epicharis Klug.
1807 —Epicharis Klug, Magaz. f. Inséktenk. VI p.
226
1825— Eucharis Lepeletier, Encycl. method. Insect.
X. p. 794
Cabeça menos larga do que o thorax; as palpi-la-
biales de 4 articulos, os dous basaes compridos, os
dous apicaes exiguos ; palpi-maxillares de dous articu-
los; as azas com 3 cellulas cubitaes; a primeira igual
em conprinento à segunda; a terceira menor, com
nerv. rec. 2 perto do apice; nerv. rec. 1 termina mm.
no meio da segunda cellula cubital; a pernas III das
femeas com scopa.
As especies deste genero visitam no Estado de
S. Paulo as flores das seguintes plantas.
Baccharis dracunculifolia DC (Compositae) E.
cockerelli ; Solanum grandiflorum KR. & P. E rus-
tica; E. schrotthy:. Luehea paniculata Mart. (Tilia-
ceae)— E. schrotthyt. Crotalaria paulina Schum, (Pa-
pilionaceae). —Quasi todas as especies occurrentes no
Est. de S. Paulo.
CHAVES DAS ESPEUIES BRAZILEIRAS :
1. Abdomen preto sem man-
chas ou faxas amarellas . : : 2
Abdomen preto com man-
chas ou faxas amarellas 3
Abdomen ferrugineo (pelo
menos em parte) . se : 6
— 060 —
Especie de 23—24 mm.;
o thorax cinzento- piloso;
abdomen quasi nú à
Especie de 21 mm.; O
thorax Gato ees
avermelhados
Especie de 18—19 mm.; O
thorax preto-piloso.
Scutellum amarello ou com
manchas amarellas
Scutellum preto. à
Todo o scutellum ama-
rello y
O scutellum preto, com
duas manchas amarel-
las
Os segmentos 3—5 com
faxas amarellentas :
Os segmentos 1—5 com
manchas amareilas nos
lados : )
A base do abdomen com
faxa interrompida ama-
rella; os 3 seguintes
segmentos com manchas
amarellas nos lados
A base do abdomen sem
faxa; muito semelhante
à EH. scutellata
Os segmentos 2 e 3 e ra-
ras vezes ainda 4 com
manchas amarellas nos
lados . E ;
Todo o abdomen ferrugi-
neo
O primeiro segmento ea
base do segundo pretos
Os segmentos 1 e 2 pre
tos . o ; .
1. E. rustica (Ol)
2. E dejeani Lep.
3. EH. schrotthy: Friese
ih Poe ae Panes
hee
4. E. obscura Friese.
o. E. maculata Sm.
6. E. fasciata Lep.
E. coherelli Friese.
8. EH. scutellata Sm.
9. E. affinis Sm.
10. E. tibialis n. sp.
11. E. conica Sm.
E. umbraculata (E).
13. E. analis Lep.
21061
Abdomen pretos & sem
manchas ou faxas ama-
rellas . à
Abdomen preto com man-
chas ou faxas amarel-
las i
Abdomen pelo menos em
parte ferrugineo ’
Abdomen meo ou ala-
ranjado.
O apice dos femora HI,
as tibias III e os RAS
HI amarellos no lado
exterior
As pernas III pretas, mas
amarellento-pilosas
Thorax cinzento-piloso le
Thorax preto-piloso . 3
Scutellum amarello . À
Seutellum preto. -
As tegullas ferrugineas D.
As tegullas pretas 4,
Os segmentos abdominaes
3—5 ferrugineo-pilosos. 14.
Abdomen em cima nú; os
segmentos 3—5 com fa-
xas amarellas : ie
Todo o abdomen ferrugi-
HED! Ve. : ET
O segmenio 1.º e a base
do segundo pretas 1
Os segmentos 1—4 7. RA
Especie de 17 mm.; o la-
brum e as marcas da
cara amarellas 15.
Especie de 19 mm. ; o la-
brum e as marcas da
cara brancas à eo:
2
PET
te
10. E. tibralis n. sp.
3
E.
SIS
Ss
Re & &
rustica (OL)
E. schrotthkyr Friese
2e
6
. maculata Sm.
. obscura Friese.
. theringi Friese.
. cocherelli “riese
. conica Sm.
umbraculata F.
. dejeanr Lep.
. bicolor Sm.
conata Sm.
— 562 —
Il. Epicharis rustica (0!)
1789— Apis rustica Olivier, Encycl. méthod. Insect.
IV p. 64 n. 6.
1793—Apis hirtipes Fabricius, System. entom. IT
p. 325 n. 49.
1804—Centris hirtipes Fabricius, System. Piez. p.
399 n. 4.
1806 — Centris dasypus Îliger, Magaz. f. Insektenk.
V p. 144 n. 6.
1806— Centris saropus Uliger, Magaz. f. Insektenk.
V p. 144 n. 7.
1807—Lasius hirtipes Jurine, Nouv. méth. class. Hy-
men. p. 837.
1807—Epicharis dasypoda Klug, Magaz. f. Insektenk.
VI p. 226.
1809—Epicharis dasypus Latreille, Gen. Crust. &
Insecta Vitro: |
1825 — Epicharis rustica Lepeletier, Encycl. méthod.
Insect. X p. 530 n. 1.
1825-—Epicharis hirtipes Lepeletier, Encycl. méthod.
Insect. X p. 795.
1849—Apis (Centris) hirtipes Blanchard, Cuvier,
Règne anim. Ecl. 3.º Insect. I] T. 128 F. 7.
P Preta, a cabeça preta, o thorax cinzento-piloso ;
abdomen quasi nú; as pernas | e II preto-pilosas, II
exteriormente amarellento-pilosas ; as azas azul-escuras ;
comprimento 22—24 mm. ; largura 9 mm.
& Semelhante; o labrum e o clypeo no meio ama-
rello-pallidos ; uma manchinha em baixo das antennas
da mesma côr; abdomen coberto com pellos cinzentos ;
comprimento 21 inm.; largura 8 mm.
Hab. Paraná (Ourinho); Estado de S. Paulo (Jun-
diahy, Campinas etc.); Rio de Janeiro (Cantagallo) ;
Pará; Guayana; Venezuela.
Mus. Paul. 9 de Jundiahy (Beron coll.) Q de Pará,
Janeiro de 1900 4 de Jundiahy (Beron coll.) & de
Ourinho (Paraná), (Ehrhardt coll.).
— 063 —
2. Epicharis dejeani Lep.
L841— Epicharis dejeanii Lepeletier. Hist. nat. Insect.
Hymén. p. 171 n. 2..
1841— Epicharis fasciata Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymén. p. 172 n. 4 p. p.
Q Preta; a cabeça, o thorax em frente e em baixo
e as pernas I e II preto-pilosas; o thorax em cima e
atraz cinzento-piloso ; abdomen coberto com pellos aver-
melhados ; a base dos segmentos 2 e 3 com pellos pretos ;
no resto semelhante à #. rustica ; comprimento 21 mm.
& Clypeo e labrum amarellos; uma mancha em
baixo das antennas da mesma côr; os lados dos se-
gmentos |—4 cobertos com pellos cinzentos; os segmen-
“tos 4—7 ferrugineos. |
Hab. Amazonas; Guaana.
Ed
3. Epicharis schrottgi Friese
1900—Epicharis schrotthy: Friese, Termesz. Füzet.
MME Da O ds
© Semelhante à E. dejeanr, mas a pubescencia no
thorax preta; o scutellum chato; comprimento 18—19
._ mm., largura 8 mm.
S Semelhante; o labrum amarello ; a margem in-
terior dos olhos em baixo amarella; o tronco das an-
tennas em frente às vezes com linha longitudinal ama-
rella ; comprimento 19 mm.; largura 7 1/2 mm.
Hab. Estado de S. Paulo (Jundiahy, Campinas).
Mus. Paul. 99 de Jundiahy, 3 de Janeiro de 1901
{Beron coll.) 4d” de Jundiahy, 17 de Fevereiro de 1900
{Schrottky coll.) 3 de Janeiro de 1901 (Beron coll.).
\
— 064 —
4. Epicharis obscura: [riese
1900—Epicharis obscura Friese, Termesz. Füzet.
XXIII p. 40'n. à:
Q Preta, preto-pilosa ; a cara quasi preta; o clypeo:
na base amarello ; scutellum amarello ; abdomen com os.
segmentos 2—4 às vezes com manchinhas amarellas.
nos lados; as pernas pretas; a scopa ferruginea ; com-
primento 14—15 mm.
3% Semelhante; na cara com mais amarello, o cly-
peo, porém, pela maxima parte preto; o tronco das
antennas em frente amarello ; abdomen. preto, o segmento.
2 com grande mancha amarella em cada lado, os se-
gmentos 35—5 com manchinhas pequenas; as pernas TE
nas tibias e nos tarsos amarellento-pilosas ; comprimento.
13 1/2 mm.
Hab. Espirito Santo (S. Leopoldina).
=
3. Mpicharis maculata Sm.
1874—Kpicharis maculata Smith, Ann. Mag. Nat.
Mist. (4) XI p. 380 ni 9.
1874—Epicharis albofasciata Smith, Ann: Mag. Nat.
Hist. (4) XI q. 321 ns 15:
18S4—Epicharoides bipunctatus Radoszhowski, Hore:
soc. entom. Ross. XVIII p. 20. T. I fig. 3..
Q Preta; a cara com marcas amarellas; o labrum
amarello ; o thorax em frente e nos lados com man-
chinhas amarellas; o scutellum com. duas manchinhas
amarellas; o abdomen com largas faxas amarellas nos
segmentos 2—4; os segmentos 5 e 6 amarellos ; com-
primento 15 mm.
S O labrum, o clypeo, as mandibulas, o tronco.
das antennas e o scutellum amarellos; o abdomen com
estreitas faxas amarellas; a cabeça, o thorax. e as per-
nas ferrugineos-pilosas ; comprimento. 13. mm.
Hab. Para; Amazonas ; até Mexico.
Mus. Paul. 9% de Chiriqui (Columbia) Q de Perú:
(Callango).
ni a
— 069 —
Sa. Epicharis maculata var. grandior
Friese
1900—Epicharis maculata var. grandior Friese, Ter-
mess. Füzet. XXIII p. 40
Q Labrum preto, no meio com linha amarella;
‘entre os olhos quasi sem manchas amarellas; o scutel-
lum quasi amarello; os segmentos 2—4 do abdomen
nos lados com manchas amarellas ; comprimento 17—18
mm. :
Hab. Uruguay, Brasil.
6. Epicharis fasciata Lep.
4841—Epicaris faschiata Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. II p. 172 n. 4 p. p.
9 Preta; os lados do segundo segmento abdomi-
nal amarellento-pallidos ; da mesma côr são as faxas nos
segmentos 2—5; comprimento 21 mm.
3S Semelhante o labrum amarello; as faxas nos
segmentos abdominaes interrompidas no meio; com-
primento 19 mm.
Hab. Rio de Janeiro ; Bahia.
Mus. Paul. 4 Bahia.
7. Epicharis cockerelli [Friese
1900—Epicharis cockerelli Friese, Termesz. Füzet.
AMI DUT Wo
Q Preta, cinzento-pilosa; as antennas em baixo
amarellentas ; a margem basal do labrum amarelo, o
clypeo com uma linha amarella no meio, a margem
interior dos olhos em baixo amarella, o scutellum é
preto; o primeiro segmento do abdomen com estreita
faxa amarella, os segmentos 2— 5 nos lados com man-
chas amarellas; comprimento 14 mm.; largura 5 mm,
S O labrum, o clypeo no meio, o tronco das an-
tennas em frente e a margem interior dos olhos ama-
rellas; os segmentos abdominaes 1—5 com faxas ama-
— 566 —
rellas, das quaes as dos segmentos 1 e 2 são interrom-
pidas no meio; as pernas são ferrugineas; o thorax
em cima ferr ugineo- piloso ; comprimento 14 mm.; lar- -
gura à mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Ypiranga, Cam-
pinas, etc.)
Mus. Paul. Q de Ypiranga, 8 de Janeiro de 1900
(Dr. v. Ihering cull.
& de Jundiahy, 19 de Novembro de 1889 (Schrot-
tky coll.)
S de Jundiahy, 17 de Novembro de 1900 (Be-.
ron coll.)
SS de Ypiranga, 16 in" Dezembro de 1900 (Dr.
v. Ihering coll.)
Z a. Epicharis cockerelli war. fulvo-
hirta nov. var.
@ Differe da forma typica pela pubescencia do.
thorax a qual é amarellenta, em vez de cinzenta e pelo
primeiro segmento abdominal, na qual a faixa amarella
desapparece | quasi totalmente ; comprimento 14—16 mm.;
largura 5 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Ypiranga. Jundiahy, etc.)
Mus. Paul. 99 de Ypiranga, 16 de Dezembro e
10 de Janeiro de 1900 (Dr. v. Ihering coll.)
@ de Jundiahy, 4 de Novembro de 1900 (Be-
ron coll.)
S. Epicharis scutellata Sm.
1874— Epicharis scutellata Smith, Ann. Mag. Nat.
Hist. (4) XIII p. 320 n. 10.
Q Preta, a cara com marcas amarelas; o thorax
cinzento-piloso ; o scutellum nú, posteriormente enta-
Ihado ; abdomen na base com faixa interrompida; os
segmentos 2—4 com manchas amarellas nos lados, os
segmentos 5 e 6 com amargem apical m. m. testacea ;
comprimento 19 mm.
Hab. Amazonas (Tunantins).
|
te ei er? Cl ea we
= BR ea
9. Epicharis affinis Sn.
1874—Epicharis affins Smith, Mag. Nat. (4) XII
Fuck D. 320 n. 11.
& Scutellum posteriormente arredondado ; o abdo-
men no primeiro segmento sem manchas amarellas ;
no resto muito semelhante à especie precedente ; com-
primento 19 mm.
Hab. Bahia; Amazonas, Tunantins.
10. Epicharis tibialis n. sp.
Est. XIII fig. 7
Nigra, griseo-hirta; P segmentis 2-4 utrinque
flavo-maculatis; tibiis tarsisque Il flavescente-pilo-
ss; labro albo; trunco antennarum antice fla-
vo; tibus I et 11 ad basim flavo-maculatis; femori-
bus 111 apice flavis; tibis tarsisque 111 sulphureis,
flavescente-prlosis.
Q Preta; cinzento-pilosa; o segundo segmento
abdominal em cada lado com uma grande mancha
amarella; o segmento 3 com mancha muito menor,
segmento 4 com manchinha exigua da mesma côr; as
tibias e os tarsos III amarellento-pilosos; as azas es-
curas, com lustre azul; comprimento 24 mm.; largura
8 1/2.mm.
S O abdomen sem manchas amarellas; o labrum
branco; os lados da cara com estria amarella; o tron-
co das antennas em frente amarello; as tibias I e II
na base com manchinhas amarellas; os femora III no
apice é as tibias e os tarsos III no lado exterior ama-
rellos, amarellento-pilosos ; comprimento 20-22 mm. ;
largura 8 mm.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy, Campinas).
Mus. Paul. Q de Jundiahy, 4 de Janeiro de 1901.
(Beron coll.)
Q de Campinas, 14 de Dezembro de 1900. (Hem-
pel coll.)
. & de Campinas, 30 de Janeiro de 1901. (Hem-
pel coll.)
- 568 —
Is. Epicharis conica Sn.
1871—Epicharis conica Smith, Ann. Mag. Nat.
Fist. (4) XII p. Set n. 12.
Q Cabeça e thorax pretos; o abdomen ferrugi-
neo, com as margens posteriores dos segmentos usual-
mente m. m. fuscas; comprimento 19-22 mm.
S com o labrum e o tronco das antennas em
frente brancos, no resto semelhante à femea.
Hab. Pará, Villa Nova.
I2. Epicharis umbraculata (7)
1804-— Centris umbraculata Fabricius, Syst. Piez.
p. 359 n. O
1807— Epicharis umbraculata Klug, Magaz. f.
Insektenk. VI p. 226.
18411 Epicharis cayennae Lepeletier. Hist. nat.
9
Insect.Hymen AT po 17 2 nisin.
Q Preta; abdomen vermelho, com o segmento
1.0 e a base do 2.º pretas; todos os segmentos com
faixas amarellas ; comprimento 15 mm.
& semelhante à femea mas a cara com marcas
brancas; as tibias III brancacentas.
Hab. Pará; Santarem; Guyana.
Is. Epicharis analis Le).
1841-—Epicharis analis Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. 11 p. 173.
@ Preta, com os segmentos abdominaes 3-6 fer-
rugineos ; a cabeça e as pernas I e Il são preto-pilo-
sas; 0 thorax é cinzento-avermelhado-piloso ; as per-
nas III têm uma pubescencia fusco-ferruginea e a
scopa ferrugineo-avermelhada ; as azas são escuras com
lustre violete; comprimento 15 mm.
Hab. Brazil,
— 569 —
14. Epicharis iheringi Friese
1900—Epicharis thering: Friese, Termesz. Fiizet.
XXIII p. 40 n. 6
S Preto, amarellento-piloso; as mandibulas e o
clypeo pela maxima parte pretos; o scutellum preto ;
os segmentos abdominaes 1 e 2 em cada lado com
uma mancha amarella ; 3-5 ferrugineo-piloso no meio;
o quinto segmento é fusco-piloso com faixa pequena
em cada lado; as pernas são avermelhadas, amarellen-
to-pilosas ; comprimento 13-13 1/2 mm.
15. Epicharis bicolor Sn.
1854— Epicharis bicolor Smith, Cat. Hymen. Brit.
Mus bi pe SOS ni CINE LOO
S Preto; uma mancha triangular nos lados da
cara, o tronco das antennas em frente e o labrum ama-
rellos ; o thcrax em cima cinzento-escuro-piloso, as per-
nas preto-pilosas ; As tibias e os tarsos III em cima
amarellento pilosos; abdomen cor de laranja, as mar-
gens dos segmentos pallido-rufo-testaceas ; comprimento
17 mm.
Hab. «Brazil».
I6. Epicharis zonata Sn.
1854 —Epicharis zonata Smith, Cat. Hymen. Brit.
Mus. IT p. 369 n. 6.
& Cabeça e thorax pretos; o tronco das antennas
em frente, a cara em baixo da inserção das antennas e
o labrum brancos; as tibias e os tarsos II e III ama-
rello-pallido-pilosos ; abdomen amarello ; as margens
apicaes dos segmentos com estreitas faxas fusco-ferru-
gineas ; comprimento 19 mm.
«Hab. Brazil».
9. Gen. Centris Zabricius
1804—Centris Fabricius, System. Prez. p. 354 n. 68
1807 —Hemisia Klug, Magaz f. Insektenk. VI p. 227
1807—Trachina Klug, Magaz. f. Insektenk. VI p. 227
1810—Ptilotopus Klug, Magaz. Ges. Nalurf. Fr. Ber-
| lin IV p. 31.
Cabeça menos larga do que o thorax; os olhos
grandes; os olhos simples (ocelli) postos numa linha
curvada no vertice; os palpi-labiales de 4 artículos, os
dous basaes compridos ou dous apicaes exiguos ; palpi-
maxillares de 4 articulos ; as azas com 3 cellulas cu-
bitaes das quaes a segunda é a mais comprida; nerv.
rec. 1 termina na segunda cellula cubital perto do prin-
cipio; nervy. rec. 2 termina no apice da terceira cellula
cubital.
Este genero talvez o mais rico de especies de todo
o Brazil; até agora m. m. 150 especies são conheci-
das, das quaes a maior parte occorre no Brazil; o dis-
tincto especialista Sr. H. Friese em Jena acaba de es-
crever uma monographia deste genero e de Epichares,
a qual, porem, infelizmente neste momento ainda não é
publicada; mas visto que o será em pouco tempo, li-
mito-me aqui em dar a chave das especies occorrentes
em S. Paulo e a bibliographia das mesmas e a des-
cripção de duas especies apparentemente novas.
CHAVE DAS ESPECIES DO ESTADO DE S. PAULO
1. Abdomen preto ou metal-
lico M: t x
Abdomen ferrugineo . AE ; FA
2. <A scopa preta . one : :
A scopa amarellenta . PARCS : é
3. O thorax inteiramente ou
em parte preto piloso
O thorax em cima amarel-
lo ou ferrugineo piloso .
ao SOON
10.
11.
Cabeça, thorax, abdomen,
pernas pretas, preto pilosas
A metade anterior do tho-
rax amarello | pilosa; o
resto preto-pilosa
Os lados do thorax, do scu-
tellum, do segmento ab-
dominal 1 e os lados dos
segmentos 2 e 3, bem
como a margem posterior
do scutellum cinzento-
amarellento-pilosos .
O thorax em cima com es-
paço nú
O thorax em cima sem es-
paço nú.
A cabeça preto- pilosa
A cabeça ferrugineo-pilosa.
O primeiro segmento abdo-
minal preto- piloso .
O primeiro segmento abdo-
minal amarellento piloso
Maior ; especie de 25 mm. ;
o thorax ferrugineo-pi-
loso :
Menor ; especie de 15 mm.;
o thorax amarello-claro-
piloso À i
O thorax inteiramente ou
em parte parte preto-pi-
leso
O thorax em cima amarel-
lento-piloso E
Thorax em frente amarello-
piloso ;
Thorax em frente tambem
preto-piloso
Abdomen coberto com cur-
tos pellos amarellos
vo
E
S
Q
TR Of
SC:
atra Friese.
collaris Lep.
chrysitis Lep.
furcata (F.)
discolor Sm.
bicolor Lep.
6
q
“denudans Lep.
. derasa Lep.
10
12
11
9. C. pulverata Lep.
Perty
. 10. C. xanthocnemas
12:
14.
5}
16.
3.
— 972 —
Abdomen quasi nu. Seis
As pernas ferrugineas; to-
dos os segmentos abdo-
minaes nas margens api-
“caes amarellento-pilosos . 12.
As pernas ferrugineo escu-
ras ; 0 segmento abdomi-
nal 2 preto-azulado, quasi
nú. : Foals)
As pernas pretas; abdomen
verde-escuro e amarel-
lento-piloso . 3 - 14,
Abdomen com uma mancha
parda em cima de cada
segmento ; E NA:
Abdomen sem manchas par-
das em cima dos segmen-
tos . : . aes
Clypeo amarello com duas
manchas pretas . gatas
Clypeo amarello com marca
preta em forma dum 1.
As pernas ferrugineo escu-
ras : : AUD:
As pernas pretas . SRE
Labrum mais largo do que
comprido : AS
Labrum quasi tao comprido
como largo . E maw AA
S
O clypeo preto.
O clypeo ferrugineo . Mrs
O clypeo amarello
Um espaço no thorax ni. 4.
Nenhum + no thorax
nú.
O thorax pelo menos em
parte preto-piloso .
C. mocsaryr Friese.
C. nitens Lep.
C. versicolor (K.).
C. aenea Lep.
C. punciata Lep.
A4
15
16
C. bimaculata Lep.
C. proxima Friese.
C. lanipes (F.).
C. labrosa Friese.
Mere ie tee
C. derasa Lep.
| this
C. denudans Lep.
gs AG oa o
TOK, MIM ge ee:
10.
Lt
12.
15.
— 973 —
O thorax inteiramente ama-
rello ou amarellento pi-
loso
Todo o thorax preto- -piloso
O thorax em frente ama-
rello-piloso À
O thorax em frente tn
gineo-piloso . Dre
As pernas posteriores fer-
rugineo-pilosos
Abdomen coberto com cur-
tos pellos amarellos
Abdomen preto coberto com
pellos pretos .
Abdomen preto.
Abdomen preto ou metal-
lico com faixas claras
Abdomen ferrugineo.
Scutellum preto-piloso
Scutellun como o thorax
piloso
Especie de 22 mm.; | o tho-
rax fulvo-piloso
Especie de 15 mm.; 0 tho-
rax amarello-piloso.
Scutellum preto.
Scutellum avermelhado
O clypeo com duas man-
chas pretas
O clypeo sem manchas pre-
tas.
As pernas ferrugineo-escuras
As pernas pretas
Labrum mais largo do que
comprido
Labrum tão comprido como
largo
1 Catra Friese
9)
20 C. poco-granden-
Sis th Sp.
10 C xanthecnemis
Perty
. 21 C. pauloensis Friese
2 C. collaris Lep.
10
11
22 6. ehrhardti n. Sp.
9
6 C. furcata (F.)
8 C. bicolor Lep.
B. C. versicolor (F.)
. 23 C. minor Friese
12
13
16 C. bimaculata Lep.
. 19 C. labrosa
. 17 C. proxima Friese.
. 18 C. lampes (F.)
Friese
a an De PA SEAT RES
8. Centris atra (Friese
1900 — Centris atra Friese, Termesz. Füzet. XXIII
yi meg Ree! |
1900 -Centris atra Friese. Termesz. Füzet. XXIII
p. 1i8 n. 4.
Mus. Paul. 9 de Cubatão.
æ. Centris colaris Lep.
1841—Centris collaris Lepeletier, Fist. nat. Insect.
Hymen. Il p. 162 n. 24.
Mus. Paul. 9 @ de Jundiahy e Campinas.
d de Jundiahy, 25 de Março de 1900 (Beron
coll.)
Essa especie visita as flores de Crotalaria paulr-
na Schum. Cassia bicapsularis L.
s. Centris chrysitis Lep.
1S41—Centris chrysitis Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. Il p. 162 n. 23
4. Centris denudans Lep.
1841—Centris denudans Lepelier, Hist, nat. Insect.
Hymen. Il p. 150 n. 1 T. 20 F 1
1848—Trachina denudans Er wchson, Schomburgk:
Reisen in Guiana TETO
1860—Centris denudatus Desmarest. Chea Encycl.
hist. nat. Annellés, T. 9 f. 7
Mus. Paul. 9 de Manäos.
5. Centris derasa Lep.
1841 — Centris derasa RIO Hist, nat. Insect.
Hymen: IT p. 150; mn. 25 Ti 20 FS 2
1841 - % Centros clued Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen. II p. 157, n. i4
Mus. Paul. 4 de Poco Grande.
|
MU
6. Centris fureata (7
1804—Bombus furcatus Fabricius, Syst. Prez.
MS DEN LL.
180; —Brenuus furcatus Jurine: Nouv. Méth. class.
Hymen. p. 261.
1825—Centris furcata Le, eletier, Encyel. méthod.
~
Insee X. p95 .
Mus. Paul. 9 4d de Jundiahy (Schrottky coll. ;
Abril de 1898).
Os machos voam rapidamente, onde ha area hu-
mida, p. ex. nas margens do rio ete.
7. Centris discolor Sm.
1874—Centris discolor Smith, Ann. Mag. Nat.
Hist. (4) XIII, p. 860 n. 41.
Mus. Paul. 99 P de Jundiahy, Ypiranga (Schrott-
ky coll.) |
As femeas visitam as flores de Cassia splendida
Vag.
S. Centris bicolor Lep.
1841—Centris bicolor Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. II p. 163 n. 25.
Mus. Paul. 990 % de Jundiahy (Schrottky coll.
Outubro, Fevereiro).
Encontrei uma femea nas flores de Solanum bal-
dst Dun; os machos encontram-se em logares com
area humida.
9. Centris pulverata Lep.
1883—Centris pulverata Lepeletier. Hist. nat. Insect.
Hymen. p. 161 n. 22.
fo — O76 —
10. Centris xauthoenemis (Perl)
1853— Xylocopa (?) xanthocnemis Perty, Delect. anim.
are. Brasil p TOOL rea poole,
1885—Xylocopa flaviczus Perty, Delect. anim. arte.
DV Ost. PO.
1874—Centris (Xylocopa) xanthocnemis Smith. Ann.
e Mag. Nat. Hist. (4) XIII p. 362 n. 25.
Mus. Paul. 9% de Jundiahy (Beron coll.)
Visitam as flores de Cassia bicapsularis L.
10 a Centris xanthocnemis war. per.
flawa n. var.
& Como a forma typica mas todo o thorax e o
scutellum em cima amarello-pilosos.
Hab. Est. de S. Paulo (Jundiahy).
Mus. Paul. 4 Juudiahy (Beron coll.)
IL Centris moesaryi /Vyicse
1900—Centris mocsaryr Friese, Termesz. Füzet.
XIE poda nde.
Mus. Paul. 99 de Bahurú (E. Garbe coll.)
12. Centris nitens Lep.
1841—Centris mitens Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. II p. 163 n. 27
Mus. Paul. 9 de Jundiahy (Schrottky coll.)
13. Centris versicolor (/.)
1775— Apis versicolor Fabricius, Syst. entom. p. 386
n. 48.
1802—Podalirius versicolor Latreille, Hist. nat. Insect.
LTT Soro,
1804— Centris versicolor Fabricius, Syst. Prez. p. 359
NA BO.
gota es, AS eg RAR
— 577 —
1806— Megilla versicolor Illiger, Magaz. & Insek-
tenh: V. p. 159 n. 44.
1807—Lasius versicolor Jurine, Nouv. meth. class.
Hymen. p. 237.
1807 — Hemisia versicolor Klug. Magaz. & Insektenk.
VI p. 227.
1817 — Antophora versicolor Lamarch, Hist. nat. anim.
SPORE Bene SS.
1814—Centris decolorata Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Eymen. Il p. 160 n. 19.
Mus. Paul. 9 de Rio Grande do Sul (Dr. v.
La)
Ihering). $ de Jundiahy (Schrottky. coll.)
As femeas visitam flôres de Crotalaria paulina
Schum., e de uma planta da Fam. Papilionaceæ.
14. Centris aenea Ler.
1841—Centris aenea Lepeletier, Hist. nat. Insect. Hy-
mén. II p. 163 n. 20.
Mus. Paul. 9 de Jundiahy ‘Sc rottky coll.).
15. Centris punctata Lep.
1841— Centris punctata Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. Il p. .69 n. 37.
16. Centris bimaculata Lep.
1841— Centris bimaculata Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymén. p. 16S n. 36.
Mus. Paul. 9% de Rio Grande do Sul (Dr. v.
Ihering coll.) 9% de Jundiahy (Schrottky coll.).
Essa especie vôa perto de barrancas, nas quaes
provavelmente se acham os ninhos; o mesmo costume
tem O. versicolor.
13. Centris proxima Fricse
2900— Centris proxima Friese, Termesz. Hiizet. XXIIT
D: LDL NES
Is. Centris lanipes (7)
1775—Apis lanipes Fabricius, System. entom. p. 386
Ro OÙ
1802— Podalirius lanipes Letreille, Hist. nat. Fourmis
p. 431
1504— Centris lanipes crus, System. Pies. p. 360
29
1806—Megilla lanipes Heer Magaz. f. Insektenk. V
p. 141 n. 42
1807 —Lasius lanipes Jurine, Nouv. Mélh. class. Hy-
mén. p. 237
1807—Hemisia lanipes Klug, Magaz. f. Insektenk. VI
p. 887
Mus. Paul. $d' de Rio Grande do Sul (Dr. v.
Ihering coll) Qo de Jundiahy, Ypiranga (Schrottky
coll.).
Encontrei uma femea nas flores de Stechytarpha
dichotoma Vahl.
19. Centris labrosa Friese
1900— Centris labrosa Friese, Termesz. Füzet. XXIII
p. 44 n. 26.
20. Centris pocograndensis n. sp.
Est. XIII fig. 3
S Nigra; capite migro-villoso; thorax nigro-viiloso, fas-
cia antica usque ad pectus descendente scutellique parte pos-
tica ferrugineo-villosis ; abdonine-nigro, segmentis 2 et à
fasciis interruptis flavis; pedibus nigris, nigro-pilosis ; alis
cyaneis.
S Muito semelhante à C. collaris, da qual differe
— 919 —
principalmente pela côr ferruginea da pubescencia da
parte anterior do thorax e da margem posterior do
scutellum ; o abdomen porta nos segmentos 2 e 3 uma
faxa interrompida de pellos amarellos ; comprimento 26
mm.; largura 11 mm.
Hab. Estado de S. Paulo (Poço Grande).
Mus. Paul. ? de Pogo Grande (Typo).
21. Centris pauloênsis Lriese
1900—Centris pauloénsis Friese, Termesz. Füzet. XXIII
De LIER a.
Mus. Paul. oo de Jundiahy (Schrottky coll.).
Visita as flores de Cassia bicapsularis L. e Cro-
talaria paulina Schum.
2. Centris ehrhardti n. sp.
Est. XIII fig. 2.
S&S Nigra, nigro-villosa ; mesonoto flavo-villoso ; clypeo
fiavo : labro flavo, nigro-piloso ; abdomine lateribus haud se-
riceo-flavo-pilosis ; alis cyanets.
S Preto, preto-piloso; o mesonotum amarellento-
piloso; o clypeo e o labrum são amarellos, o labrum
coberto com pequenos pellos pretos; as pernas são pre-
tas e preto-pilosas; as azas azul-escuras; os lados do
abdomen são cobertos duma pubescencia fraca, sericea,
amarellenta ; alguns exemplares têm na pubescencia ama-
rella do mesonotum uma manchinha preta; outros são
no thorax fusco-pilosos nas partes onde as fórmas typi-
cas são preto-pilosas; outros ainda não têm a pubes-
cencia amarellenta, sericea nos lados do abdomen.
Segundo as informações do Sr. W. Ebrhardt a
quem dediquei essa especie, ella visita as flores ama-
rellas duma planta da familia Caesalpiniaceae (prova-
velmente uma Cassia).
Hab. Estado de S. Paulo (Rincão).
Mus. Paul. 4d de Rincão, Ievereiro de 1901
(W. Ehrhardt coll...
= go.
23. Centris minor
1900—Centris minor Friese. Termesz. Füzet. XXIII p.
45 n. 45
XE Pam Euglossidæ
1. Gen. Euglossa. Latreille
1802 — Euglossa Latreille. Hist. nat. Crust et Insect.
LEDs
1833 --Cnemidium Perty, Delect. anim. artic.
Brasil. p. 145.
1541- Eulema Lepeletier. Hist. nat. Insect. Hymé-
NOW LL Be LE, | |
O corpo mais ou menos azul-metallico, verde ow
aureo-nitente, muitas vezes denso avelludado-hirsuto ; a
cabeça grande, quasi da largura do thorax, o clypeo:
muitas vezes agudo-carenado, o labrum quasi quadrado,
tri-carenado ; labium (lingua) filiforme, muito comprido,
as vezes do comprimento duplo do corpo. Palpi-labia-
les de 2 ou 4 artículos, os artic. basaes filiformes, quasi
do comprimento da lingua, os articulos 3 e 4. quando.
presentes: minimos, insertos no lado do segundo arti-
culo. O thorax é muito grande, scutellum quasi chato,
grande, posteriormente proeminente, nas QQ muitas
vezes com uma mancha preta avelludada no meio. As
azas trigueiras, com tres cellulas cubitaes ; nerv. rec.
1 termina na segunda cellula cubital; nerv. rec. 2 im-
serta na terceira veia transverso cubital.
@ Abdomen com 7 segmentos dorsaes e 6 ventraes >
as tibias posteriores muito dilatadas. posteriormente alon-
gadas num lobo, com corbelhas insertas, porém sem
scopa ; esporão interior dilatado e penteado. Antennas
de !2 artículos.
S Abdomen com 7 segmentos dorsaes e 6 ventraes ;
a cara muitas vezes amarello-manchada ; as pernas ar-
madas ; os tarsos anteriores com os articulos 2-4 fas-
"+
CT OS TO TI CPU
— 98L —
ciculados, os tarsos intermedios com o primeiro articu-
lo posteriormente angular e quasi denteado; as tibias
posteriores num modo paradoxo engrossadas. Antennas
de 13 articulos.
H Criiger (Journ. Linn soc. Bot. VIII.) indica que
as especies deste genero comem as excrescencias car-
nosas de Orchideas (Catasetum, Coryanthes Gongora,
e Stanhopea). S. Schulz (Friese, Term. Fiiz. XXII. ps
120) observou Euglossa dimidiata F. voando sobre ar-
vores florescentes. Cu mesmo achei E. violacea Blanch.
em Jundiahy nas flores de Solanum atropurpureum
Schranck. (28 de Janeiro de 1899) nigrita Lep. nas
flores de Conepia grandiflora, onde eu vi reunidas al-
_gumas centenas de abelhas dessa especie nas flores de
uma arvore, além esta arvore do campo são visitadas
por E nigrita as seguintes plantas, egualmente do cam-
po: Solanum oocarpum Sendt. e S. atropurpureum
Schrank (Jundiahy, 15 e 19 de Novembro de 1899);
E. violascens Mocs. (Jundiahy, Março de 1898).
Os ninhos são construidos em fendas de muros e
troncos de arvores (E. surinamensis L. segundo Bates em
« Naturalist on the rives Amazonas » vol. IL), os qnaes fi-
cam fecha-
dos com pe-
dacinhos de
- Tamos, cas-
ca de arvo- ‘
res e folhas
seccas liga-
das com bar-
roou borra-
cha de ca-'
ju; outrosna
terra (E. cordata) L. segundo H. Lucas em: Ann. soc.
entom. France. 5 sér. VIII, 1878 p. CXLII Bullet) ou
em baixo de telhados de casas (E. surinamensis L. se-
gundo Mobins em Abhandl. a. d. Geb. d. Naturw. Ham-
burg II. p. 148 T. XIX Fig. J); outros são construi-
Jos de emplastro de enxerto em fôrma de uma bola e
suspensos num raminho (E. variabilis Friese segundo
Fig. 6.
Ninho de Euglossa violacea. Blanch. e
Mocsary).
— 982 —
O ninho de E. violacea Blanch. que o Sr.
M. Beron descobriu em Jundiahy, estava numa fenda
d'um muro e consiste de pedacinhos da casca de uma
arvore da familia das Conzferae (Fig. 6.)
A:
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
?
O corpo em todas . as
partes tenue-piloso ; con-
torno da bocca branco ;
lingua de comprimento
duplo do corpo; scutellum
com mancha preta avelln-
dada. Comprimento do
corpo 10-20 mm.
corpo tenue, mas cons-
picuo-piloso, thorax as
vezes denso—e escuro-
piloso ; contorno da boc-
ca não é branco ; Jingua
do comprimento do cor-
po ; scutellum sem man-
cha avelludada. Compri-
mento do corpo 15—22
mm à 4
O corpo denso-pubescente,
iuitas vezes com faxas ;
lingua mais curta do que
O corpo; comprimento
do corpo 22-30 mm
Abdomen verde, azul ou
vermelho, com lustre me-
tallico . : : ;
Abdomen bruno, sem lus-
tre metallico. ;
Abdomen e cabeça verde-
metallico, thorax azul-
escuro . à ; À
a
—
6. E. decorata Sm.
7. E. brullei Lep.
Osu)
— 083 —
Mandibulas mais ou menos
brancas à : à
Mandibulas pretas ; corpo
gnu os à : :
Thorax em cima irregu-
larmente punctuado, com
lustre forte . É
Thorax em cima denso-
punctuado, opaco .
Abdomen
so-punctuado, as mar-
gens dos segmentos lar-
gos e mais ds
dass: ;
Abdomen muito denso- pun-
ctuado, opaco, as mar-
gens dos segmentos es-
treitas e lisas. O corpo
verde, azul ou vermelho.
Ventre longo-piloso ; prin-
cipalmente no meio, o
corpo verde-azul, 17 —
19 mm. de comprimento
Ventre curto-piloso ; 0 cor-
po verde avermelhado,
14--15 mm. de compri-
mento : :
Segmentos | e2 ec thorax
são de cor escura.
Segmento 1 :
Corpo inteiro azul ou verde
Cabeça verde-metallica, ab-
domen e ventre aureo-
pilosos . E :
Cabeça azul-violete, Ado:
men preto - avelludado-
piloso . ;
Abdomen azul- vioféte, e cur-
tissimo preto-piloso
não muito den-
L2 Ld L2 e 4
5. E. mandibularis
Friese.
À x 5:
1. E. cordata L.
2. EB. varwbilis Friese
3. E. piliventris Guër.
4. E. iqnita Sm.
8. E. pulchra Sm.
: : à E 9
9. E. purpurata Mocs.
10. E. nigrohiria Friese.
11. E. violacea Blanch.
10.
11.
13.
14.
— 984 —
Abdomen verde-metallico,
os segmentos 1—3 com
poucos pellos escuros, 4
— 6 com pellos amarel-
lados .
Abdomen azul-violete, os
segmentos 1 e 2 preto-
pilosos, 3—6 em cima
e em baixo amarellado-
pilosos .
Corpo denso e avelludado
preto- piloso.
Corpo preto e amarello-
piloso. é
Cabeça preta, clypeo mais
comprido que largo;
comprimento do corpo
20 mm.
Cabeça verde Se com
lustre metallico, clypeo
mais largo que com-
prido ; comprimento do
corpo 15 mm.
Cabeça preta, clypeo quasi
mais comprido que largo
Cabeça verde-azul com
lustre metallico, clypeo
mais largo que com-
prido . ; ‘
Abdomen preto, sem lus-
tre metallico
Abdomen com lustre ver-
de metallico
Todo o abdomen amarello
avermelhado-piloso
Abdomen amarello aver-
melhado-piloso, porém
13. E. aeneiventris
Mocs.
NA EE. Ra done Mocs..
var. brasilianorum
Friese.
11
12
21 E. mgrita Lep.
20 E. violascens Mocs.
EO Les
: of MS
; . FAR
; RS
25 E. mocsaryr Friese
ee
15.
16.
-
re
18.
19.
20.
— 585
a base dos primeiros 2
segmentos preta.
Segmentos 1-3 ou: 1-4
na base preto-pilosos.
Segmentos 2-6 amarello
avermelhado-pilosos
Comprimento do ur
25-30 mm.
~ Comprimento do corpo
19-22. mm.
Segmentos 4-6 vermelho
pilosos
Segmentos 4-C e as mar-
gens dos segmentos
1-3 amarello-pilosos
Segmentos 4-6 vermelho-
pilosos, as margens
dos segmentos 1-3 ni-
_veo-pilosas .
Todo o abdomen amarello
avermelhado-piloso
Segmentos 1 e 2 mais
ou menos escuro-pilosos
Só o primeiro segmento
*escuro- piloso
Cabeça da largura do
thorax ; mesonotum
preto, opaco
Cabeca mais estreita do
que o thorax ; mesono-
tum com lustre metal-
lico . À
Primeiro segmento es-
curo-pilosó, misturado
com alguns pellos ama-
rellos, segmento 2 só
na margem apical no
26 E. fasciata Lep.
16
24 EH. surinamensis L.
ET
+. polyzona Mocs.
E. dúmata L.
E. dimidrata L. var.
flavescens Friese
E. dinudiata L. var.
niveofasciata Friese
19
PP Rag rate O,
21
“ . ~~
19 E. dentilabris Mocs.
16 E. mexicana Mocs.
var. flaviventris Friese
19
DP)
e
meio fusco-piloso
Primeiro segmento preto
piloso, segmentos 2 e 3
preto-pilosos com es-
treita faixa basal iriada
Clypeo sem achatamento,
grosso e profundo-
punctuado . - é
Clypeo no disco achata-
do, e aqui mais fino-
punctuado e brilhante
d'
O corpo tenue piloso ; : lin-
gua do comprimento do
corpo ou maior; com-
primento do corpo 10-2%
mm. ;
O corpo denso- -piloso ; lin-
gua mais curta do que o
corpo; comprimento 22-
30 mm. À
Contorno da bocea branco.
» » » não é
branco . à E ;
Abdomen verde, azul ou
vermelho, com lustre me-
tallico . 4 a
Abdomen bruno; o pri-
meiro segmento bruno-
amarellado, corpo sem
Austre metallico
O corpo piloso de uma
Cor SOME
O thorax preto- azul, preto-
piloso ; a cabeça e abdo-
men de cor verde-ama-
22 E. elegans Lep.
23 E. limbala Mocs.
16 E. mexicana Mocs.
var. convexa Friese
16 E. mexicana Mocs.
L 2 L 2 “ LZ 2
6. E. decorala Sm.
a à: : int. Ee Éd te. LS ES ee ee Se eee
4
4
ci E Da ts GE ee q di a ed
(ep)
=]
LO.
BY:
PRO .-
Pe FR ra
“aot
DST
—
rellada, ochracec-pilosos.
Mandibulas brancas. ;
» pretas ; corpo
azul-escuro . ! i
Thorex em cima tenue-
punctuado, com lustre for-
RE: : : 4 -
Abdomen em cima denso-
punctuado, opaco :
Abdomen não muito denso-
punctuado, lustroso.
Abdomen muito denso-pun-
ctuado, opaco. q
Ventre com pellos com-
pridos, corpo de côr ver-
de-azul; comprimento 17-
19 mm. À : i
Ventre não muito forte-
piloso, corpo de cor verde
“avermelhada; com pri-
mento 12-14 mm . :
Abdomen de uma so cor.
Segmentos 1 e 2 preto-
azues, 3-7 verde-metal-
beosk 7. x À ê
Mesonotum em frente ama-
rello-tostado-piloso, abdo-
men denso e fino pun-
ctuado . : à
Mesonotum todo preto-pi-
loso; abdomen dispersado
punctuado .
Cabeça preta, ou preta e
amarella. É : À
Cabeça verde-azul, ou au-
reo-vermelha com lustre
a
7. E. bruller Lep.
» “ . .
o. E mandibula-
ris Friese.
~
A SY vcordata Lae
2. E. variabilis
Friese.
3. E. qiliventris
guêr.
4 E. anita Sm.
8. E. pulchra Sm.
13. E. aeneiventris
Mocs.
=]
10
12
13.
14.
— 588 —
metallico E Bana ‘ ‘ es
Abdomen preto-azul. . 21. E.nigrita Lep.
> preto e amarello-
piloso 15
Cara preta 3 15
» » e amarella 14
Abdomen preto-azul ou
- verde-azul ; os segmentos
2-7 amarello-avermelha-
do-pubescente. : . 24. E. surinamensis L.
Abdomen amarello-a v e r-
- melhado-piloso,. a base
dos segmentos 1 e2 preta. 26 E. fasciata Lep.
Os segmentos 1-3 com
faxa amarella. À . 27. E. dimidiata L.
Os segmentos 1-3 com faxa
nivea . : À . 27. E. dimidiata L.
var. quveofas-
ciata. Friese. —
Os segmentos 1-4 com faxa
amarella. 5-7 amarello-
pilosos . E ; . 27. E. dimidiata L.
var. flavescens |
Friese.
Os segmentos 1-4 com faxa
amarella avermelhado, 5-7
amarello-avermelhado-pi-
losos . ; . 28. E. polysona
Mocs.
Cabeça da largura do tho-
rax . À : ‘2
Cabeçã mais estreita do
que o thorax. 18
Todo o abdomen ama-
rello-avermelhado - pu-
bescente . ; . 18. E. falax Sm.
O primeiro segmento pre-
to="4 : : . 19. E. dentilabris.
Mocs.
uae ere
js
— 989
18. Os segmentos 2—7 ama-
rello-avermelhado - pu-
bescente . : é : 7 348
Os segmentos 1—3 com
faxa branca, 4 -7 ver-
melho-piosos . . 29. E. crnata Mocs.
19. Costellas do labrum mui-
tontfortes -.. Ê z ne ‘ à SR)
Costellas do labrum mui-
ta fracas . E . 16. Em exicana Mocs.
var. inermis Friese
20. Tibias posteriores verme-
lhas . é : . 19. E. smaragdina Pty.
Tibias posteriores pretas. 16. E. mexicana Mocs.
1 Euglossa cordata JL.
1758— Apis cordata Linné, Syst., nat. , Ed. 107 L D.
575 n. 12.
1833—Cnemidium viride Perty, Delect. anim. artic.
pe imestt: prt” SP 28H. 9
1840— Euglossa analis Westwood, Duncan : Nat. Hist.
Bp CES Bacon so.) IE Ep:
1841— Euglossa cordata Lepletiez, Hist. nat. Insect.
fiymen Si no dd FDA
1549—Apis (Euglossar cordata Blanchard, Cuvier *
Régne animal. Ed. 3.º Insect. II T 129 F. 2.
Verde-metallico ou azul-metallico. Denso-punctua-
do, tenue-branco-piloso ; as partes boccaes brancas. Com-
pr. 10—12 mm.
Hab. America central e meridional; occorre desde
o Mexico até Rio de Janeiro e S. Paulo.
Mus. Paul. 2 99 do Mexico (Tampico) 1 @ da
Venezuela. 9 de Baurú (Est. de S. Paulo). E. Garbe
coll.
e 590 —
var. aureiventris /yicse
1599 — Euglossa cordata var aureiventris Friese, Ter-
mesz Fiizet. XXIL p. 135 n. 1:9
Q Abdomen aureo-vermelho-furtacor.
Hab. Brazil Bolivia.
2. Euglossa Naxiobilis Friese
1899—Euglossa variabilis Friese, Termész Füset
XXIL S139 mu Bo O.
Como a especie precedente. o thorax porêm menos
denso-punctuado e brilhante. 10-13 mm. de compri-
mento. Hab. America central e meridional.
Mus. Paul. * & de Bahia.
var. mixta Yriese
1899—Englossa variabilis var. mixta Friese, Termêss,
Füset: AA p. tsp no MIO:
Cabeça azul, thorax azul, Abdornen purpureo, ou
vermelho-violete. Hab. Bahia, Bolivia, e Chiriqui.
3. Eugiossa piliventris Gucr.
1815 —Euglosa piliventris Guérin. Iconogr. réegn.
anim. VII Insect. p. 458 SQ
Verde-metallico, os segmentos ventraes e c peito
são guarnecidos de pellos muito compridos. 17—19 mm.
de comprimento.
Hab. Pará, Mus. Bogota, Cayenne, Surinam, Peru.
4. Euglossa ignita Sn.
1871—Euglossa ignita Smith, Ann. & Mag. Nat.
Hist. (4) XII. p. 444 n. 3, oS
O corpo usualmente dum lustre aureo-vermelho,
{4—15 mm. de comprimento. Hab. Brazil, Chiriqui.
Venezuela, Perú.
Mus. Paul. & de Chiriqui.
,
4
|
,
E
?
q
|
|
f
= BOL
--
> Euglossa mandibularis Yricse
1899 — Euglossa mandibularis Friese, Termész. Füzet.
XML pu LEEW Os P
Violete-azul, as mandibulas pretas, 4 15— 16 mm.
@ 141/2--15 1/2 mm. de comprimento. Hab. S. Cruz
(Rio Grande do Sul), Blumenau (Santa Catharina).
SG. Fuglossa decorata Sn.
1874—ÆEuglossa decorata Smith, Ann. & Mag. Nat.
Mst. (4) XIII p. 444 n. 4. 9
Abdomen bruno, sem lustre metallico. 3 1! mm.
@ 111/2 mm. de comprimento. Hab. S. -Paulo, Rio
Teffe (Amazonas).
4. Eugiossa brullei Lep.
1841— Englossa Brullei Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Epi p LOW O
1845 — Euglossa Romandii Guérin, Iconogr. régn.
anim. VII Insect. p. 458 n. 5 & nec. Q!
Thorax preto violete ou preto-azul; cabeça verde-
metallica, abdomen da mesma côr. !8-20 mm. de com-
primento.
Hab. Coary (S. Paulo), Cameta, Cayenne, Suri-
nam, Columbia, Peru.
S. Eugiossa pulchra Sn.
1834 -Euglessa pulchra Smith, Catal. Hymen. Brit.
Aa DOL QU gO! a
Como a precedente, porém a bocca escura e os
segmentos 1 e 2 preto-azues. 17—18 mm. de compri-
mento.
Hab. Tapajoz (Pará), S. Paulo (Amazonas), Boli-
via, Surinam.
— 092 —
9. Euglossa purpurata Mocs.
1596 — Euglossa purparata Mocsary, Term. Füsetek
XIX p. 4,7 LE SO
Cabeça verde-metallica; abdomen aureo-vermelho,
tenue aureo-piloso. 16—19 mm. de comprimento.
Hab. Brazil, Pert.
£0. Euglossa nigrohirta Friese
1899 Euglossa nigrohirta Friese, Term. Füsetek
XA p. 142 n. 12 9
9 Azul-violete, primeiro segmento do abdomen
violete, os outros aureo-vermelhos. 17-18 mm. de
comprimento.
Hab. Pará.
11. Euglossa violacea Planch.
1840— Euglossa violacea ace Hist. nat. Insect.
IH p. 405 T. 7 > Q
Arul-violete, tenue preto-pilosa, 15—17 mm. de
comprimento.
E” uma especie bastante commum no Estado de
S. Paulo.
Hab S. Paulo, Espirito Santo.
Mus. Paul 9 de S. Paulo 99 de Jundiahy (28
Jan. 1899, Schrottky coll.)
I?. Euglossa caerulescens Le).
IS41— Euglossa caerulescens Lepeletier, Hist. nat.
Insect. Hymen, Il p. 11 d
Aureo-verde até violete em cor; thorax na parte
anterior amarello-tostado-piloso. 13—15 mm. de com-
primento.
Hab. S. Paulo. (Talvez o & de E. violacea. ?!)
pr uam
Pd ti a ri ie
E HOR ão
Mus: Paul. 4 do Estado de S. Paulo, ooll. Dr.
v. Ibering.
SS de Campinas (A. Hempel coll.).
13. Euglossa aeneiventris )ocs.
1896 — o gr Moesáriy, Term. Fiizetek XIX
5 JQ
Cabeça e e violete, thorax e as pernas
de côr azul-violete, abdomen verde-metallico, as margens
dos segmentos dorsaes violete-purpureas, os segmentos
ventraes purpureos, brilhantes. 15 —16 mm. de compri-
mento.
Hab. Espirito Santo.
15%. Euglossa combinata J/ocs. var. bras
silianorum /riese
1899 — Euglossa combinata var. brasilianorum Friese, Term.
Fiizetek XXI p. 147 n. 18 var. Q
Cabeça e thorax de côr preto-azul ou preto-violete,
abdomen azul-violete, os segmentos 3 - 6 amarello-pilo-
sos. 16 mm. de comprimento.
Hab. Espirito Santo.
I5. Euglossa smaragdina Perty.
- mid belle smar Are Perty. Delect. anim. artic. Brasil
TAO LP DSB 15 oF
1854— — Euglossa a Smith, Catal. Hymen. Brit.
Mus. II p. 382 n. 12
Cabeça, prothorax e a base: do abdomen de côr
esmeraldino-aurea ; as tibias posteriores vermelhas. 18—-
49 mm. de comprimento.
Hab. Minas Geraes.
IG. Eugiossa mexicana Mocs.
1897—Euglossa (ulema) mexicana Mocsäry, Term. Füzetek
XX p. 444 n. 5 JQ
Como a precedente, porém as tibias posteriores
pretas. 4 18 mm., 9 19-21 mm. de comprimento.
Hab. Miras Geraes.
War. a. Euglossa mexicana Mocs. war.
inermis friese
1899 — Euglossa mexicana var. inermis Friese, Term. Fiizetek
ROOT AIR PES
Differe em ter as costellas do labrum muito fracas,
emquanto a especie typica as tem fortes. 18—20 mm.
de comprimento. |
Hab. Pará, Pernambuco, Venezuela.
War. b. Euglossa mexicana Mocs. war.
convexa friese
1899 — Euglossa mexicana var. convexa Friese Term.
Fizeteh: XXIT p. 151 n.. 22:6 Q
Differe da especie typica em não ter o achata-
mento no meio do clypeo; 19 mm. de comprimento.
Hab. Brazil.
Var. € Euglossa mexicana Mos. war.
flaviventris Vricse
1899—Euglossa mexicana var. flaviventris Friese,
Term. Füsetek XXII p. 152 n. 22a Q
Differe da especie typica em ter o primeiro se-
gmento aureo-amarello e todo o abdomen amarello-
avermelhado-piloso. 18 mm. de comprimento.
Hab. Brazil, Surinam.
— 599 —
17. Euglossa angulata Mocs.
1897—Euglissa (Eulema) angulata Mocsáry, Term. Piizetek
XX p. 445 n. 3, Q
Primeiro segmento do abdomen preto-violete, preto-
piloso, 2 segmentos 2 e 3 curto-pilosos, 4—6 comprido-
pilosos de pellos amarellos. 18 mm. de comprimento.
Hab. Piauhy. 3
Lx. Euglossa fallax Sm.
1854— Euglossa fallax Smith. Catal. Hymen. Brit. Mus.
Tip: e810 6
1874—Eulema fallax Smith, Ann. & Mag. Nat. Hist. (4)
XII p. 443 n 6
Cabeça da largura do thorax; todo o abdomen
amarello-avermelhado-piloso. 19 mm. de comprimento.
Hab. Pará.
ID. Eugiossa dentilabris Mocs.
1897 — Euglossa Fo dentilabris Mocsdry, Term. Wiizetek
443 n. 4 Sv
1899 — Euglossa Ei Friese, Term. Fiizetek XXII
p. 154 n. 20 &Q
Clypeo chanfrado. Cabega da largura do thorax ;
Q todo o abdomen amarello- avermelhado- piloso, & com
o primeiro segmento preto-piloso. 21 mm. de compri-
mento.
Hab. Espirito Santo, Surinam.
20. Eugiossa wiolascens Mocs.
IS9S—Euglossa violascens Mocsdry, Terni-Hiizetek
RG peso parto Q
Cabeça verde-azul com lustre metallico, o corpo
preto-piloso ; 18-20 mm. de comprimento.
Hab. Blumenau, Indayal (Santa Catharina, (Jun-
diahy (S. Paulo), Bolivia.
21. Euglossa nigrita (Lep.)
Est. XIV Fig. 1.
1841—Eulema nigrila Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. 11 p. 14 n. 6.
1841--Eulema analis Lepeletier, Hist. nat. Insect.
Hymen. Hp. i4n. TS
1874 --Euglossa migrita Smith, Ann. 8 Mag. Nat.
Hist. (4) XIU p. 446 n. 10 & Q
Q Cabeça preta, preto-pilosa; thorax e os seg-
mentos 1 e 2 do abdomen pretos-preto-pilosos ; seg-
mentos 3-5 com lustro violete, preto-pilosos; as azas
preto-violetes.
& Abdomen preto-azul, os segmentos 5-7 nos la-
dos amarello-pilosos ; clypeo com manchas amarellas.
Esta especie parece ser a mais commum deste Es-
tado. Visita as flores de Cassepia grandiflora princi-
palmente; alén dessa planta as de Solanum atropur-
pureum Schrauk ; Solanum oocarpum Sendt. e outras
plantas desta familia.
Hab. Ypiranga, Jundiahy (S. Paulo), Santarem
(Pará, Rio de Janeiro, Piauhy, Minas Geraes, Bahia
(achado a 20 de Setembro de 1892), Cayenne, Perú,
Panama.
Mus. Paul. GP de Jundiahy (Schrottky coll, 15
Nov. 1899).
& de Ypiranga (Dr. von Ihering coll.)
SS de Jundiahy (Beron coll.)
“2. Eugiossa elegans Lep.
1841 —Eulema elegans Lepeleher, Hist. nat. Insect.
Hymen. IT pe 3 n:õd
1874—Eulema elegans Smith, Ann. 8 Mag. Nat.
- Hist. (4) XIII p. 442 n. 5, d
1899—Euglossa elegans Friese, Term. Fiizetek
XXII p. :58 n. 32
Primeiro segmento do abdomen escuro-piloso, com
alguns pellos amarellos; o segundo só na margem api-
cal lfusco-piloso; segmentos 3-6 denso-amarello-aver-
melhado-pubescentes ; 21 mm. de comprimento.
Hab. Santarem (Pará), Chontales. Cayenne.
235. Euglossa limbata (Mocs )
1897 -— Euglossa (Eulema) oe ppa É Term.
Füzetek XX p. 442
1898 — Eulema basalis Friese, ath Hiizeteh XXI
DEUST Ne 20
Q Primeiro segmento do abdomen: preto-piloso,
segmentos 2 e 3 preto-pilosos com estreita faxa basal
iriada, 4—6 verde-metallicos, avermelhado pilosos, 21
—22 mm. de comprimento. Hab. Piauhy, Surinam.
24. Euglossa surinamensis (L.)
1758 — Apis surinamensis Linné, Syst. nat. Ed. 10 a
Pp O19 1, 36
1787 — Apis mussitans Fabricius, Dant. Insect. I p.
301 n. 3S
1804—Centris surinamensis Fabricius, Syst. Piéz.
p. 395 n. a
1840— Euglossa sur as Duncan, Nat. Hist. of
Bees, p. 261; T. 19 F 1.
1841—Eulema surinamensis Lepeletiér, Hist. nat. In-
sect. Hymen. Il p. 13 n. 4 9
Cabeça preta, thorax e primeiro segmento preto-
“pilosos, o resto do abdomen verde-escuro, amarello-
avermelhado-piloso. 4 com manchas amarellas na ca-
beça. © 20-21 mm., d 18 mm de comprimento.
Hab. Rio de Janeiro, Pará, Brit-Guyana, Surinam,
Venezuela, Columbia, Honduras, Mexico.
235. Euglossa mocsaryi frise.
1854—Euglossa fallax Smith, Catal. Hymen. Brit.
Muz. IL p. 381 n. 6.9 (err!)
1899—Euglossa mocsaryi Friese, Term. Hizeltek
XXII p. 161 n. 30.
— 098 —
Preta, preto-pilosa na cabeça e no thorax; todo o
abdomen amarello- avermelhado- -piloso. 23 mm. de com-
primento. Hab. Brazil, Surinam, Columbia.
26. Euglossa fasciata (Lep.)
1841—Kulema fasciata Lepeletrer, Hist. nat. Insect.
dim LE ple te tice oo)
1841—Eulema cayennensis Lepeletrer, Hist. nat. Insect.
Hymen Il p. 142.5 d&G
1899—Euglossa fasciata Friese, Term. Füzetek XXII
DP: LOS. Neo
Preta, cabeça e thorax preto-pilosos, os segmentos
' e 2 preto-pilosos com faxas amarello-avermelhadas,
os outros amarello-avermeihado-pilosos, 4 com manchas
amarellas na cabeça. 21—24 mm. de comprimento.
Hab. Pernambuco, Para, Cayenne, Honduras, Mexico,
Columbia, Peru, Venezuela.
Mus. Paul. © de Pernambuco.
27. Euglossa dimidiata fF.
1793-—Apis dimidriata Fabricius, Entom. syst. IT p.
316 :n. 10,
1804-—Centris dimidiata Fabricius, Syst. Pies. p.
394 n..1.
1809— Euglossa dimidiata Latreille, Gen. Crust. e
Insect. IV p. 180.
1S11— Eulema dimidiata Lepelelier, Hist. nat. In-
sect. Hymen. Tp. 12 n. 2 9.
Cabeça e thorax de cor preta, preto—ou fusco-
pilosos ; abdomen verde-metallico, segmentos 1—5 pre-
to-pilosos, com faxa marginal de côr de creme, o resto
vermelho-piloso, 24—30 mm. de comprimento.
Hab. Bahia, Pernambuco, Pará, Cayenne, Surinam,
Venezuela, Bolivia, Equador, Paraná, Mexico.
Mus. Paul. 9 de Cayenne, 9 de Chiriqui.
— 099 —
a. Euglossa dimidiata /. var. flaves-
eens friese
1899—Euglossa dimidiata var. flavescens Friese,
Term. Fiizetekh, XXII. p. 165 n. 39 a Sd
As faxas dos segmentos 1—3 ou 1—4 mais es-
treitas e amarellas, o resto do abdomen amarello-piloso,
27—28 mm. de comprimento.
Hab. Bahia, Venezuela.
Bb. Euglossa dimidiata Y. var. mivco-
fasciata Irise.
1899—Euglossa dimidiata: var. niveofasciata Lrvese,
Term. Fiizeteh, XXII, p. 165 n. 390 OS
As faxas dos segmentos 1—3 niveas.
Hab. Pernambuco.
28. Euglossa polyzona Mocs.
1897— Euglossa (Eulema) oy OE Term.
Fiizeteh, XX p. 442 22d
1898—Eulema difficilis Friese evi. Hiizeteh, XXI
p. 206 n O OS.
Os segmentos 1—4 com faxas côr de laranja, O
resto do abdomen na: Q de cor de laranja, no dj amarelio-
avermelhado-piloso, 2 20 mm. j 19 mm. de compri-
mento.
Hab. Espirito Santo, Piauhy, Pará, Surinam, Bo-
livia, Perú.
29. Euglossa ornata Mocs.
1896 —Euglossa ornata Mocsiry, Term. Hiizetek.
MAX, PHS nd S
& Verde, não muito denso-pilosa; segmentos 1 —
> com faxas brancas, 4-—-7 vermelho- _pilosos. 25 mm.
de comprimento.
Hab. Para, Amazonas.
—_ = nl
— 600 —
2 30. Euglossa spinosa 7.
1801— Euglossa spinosa Fabricius, Syst. Piez. p.
502 ARE i :
Verde, cabeça preta, nos lados branco-pilosa ; tho-
rax com manchas pretas e brancas.
Hab. America meridional.
231. Euglossa cingulata +.
1804— Centris cingulata Fabricius, Syst. Piez. p
300 N.11
Preta, preto-pilosa ; abdomen ferrugineo-piloso, pri-
meiro segmento preto com base branca. 4
Hab. America meridional.
EXPLICACAO DAS ESTAMPAS
lt tel
| EST. XII
Prosopis gracillima n. sp. Q
Colletes ornatus n. sp.
Agapostemon semimelleus Ckll. ©
Augochlora iris n. sp. Q
Augochlora vesta Sm. var. cupreola Ckll. Q
Augochlora cyanea n. sp. Q
Agapostemon semimelleus Ckll. &
Friesea brasiliensis n. sp. d
Friesea brasiliensis n. sp. 9
Ceratina aspera n. sp.
Ceratina cyaneicollis’ n. sp.
Xylocopa pulchra Sm. 9
» 13 Xylocopa chrysopoda n. sp. d
Yy
a
(à
SE © © =1 OU WWE
» 14 Odyneropsis holosericea n. sp. d
» 15 Coelioxys aculeata n. sp Q
SNIS MA WWE
— Gt =
EST. XIII
Megachile friesei n. sp. 9
Centris ehrhardti n. sp. ¢
Centris poçograndensis n. sp. d
Exomalopsis ursina n. sp. Q
Acanihopus splendens (F.) 9
Oxynedys beroni n. sp. Q
Epicharis tibialis n. sp. Q
Anthidium erythrocephala n. sp. 9
Tetrapaedia pygmaea n. sp.
EST. XIV
1 Euglossa nigrita (Lep.) p. 596.
2 a—e Friesea brasiliensis n. sp. p. 150.
Ga ©
a—d Gen. Odyneropsis p. 432.
a—d » Oxynedys gen. nov. p. 158.
a—d » Cyphomelissa p. 159.
ABELHAS SOLITARIAS OBSERVADAS NO ESTADO
DE S. PAULO
Prosopis femoralis m.
»
»
gracilima m.
exigua m.
Colletes rufipes Sm.
»
»
ornatus m.
punctatissimus m.
Temnosoma inornatum m.
rsaenythia facialis Gerst.
Augochlora (Augochloropsis) wallacei CkIl.
» » iris M.
» » eraminea (F.)
» Ta acidalia Sm.
» » aphrodite m.
» » semele m.
» » o calypso eucalypso
Ckll.
» » hecuba m.
— 602 —
17 Augochlora (Augochloropsis) pandora Sm.
18 » » cyanea m.
19 » » vesta Sm. var.
- preola CkIl.
20 » » bucephala Sm.
21 » » cleopatra m.
2? » » circe m.
23 » » incerta m.
24 » » foxiana Ckll.
25 >> » muller: Ckll.
25 » » caerulior Ckll.
Dr » » nana Sm.
28 » » francisca m.
ON er API À » thalia Sm.
30 » » floralia Sm. var.
31 Agapostemon semimelleus Ckll.
32 » chapadensis Ckll.
26) » castaneus m.
34 » arenarius D).
39 Megacilissa eximia Sin.
36 » obscura m.
37 Oxaea flavecens KI.
38 » - gustera Gerst.
39 Friesea brasiliensis m.
40 Coelioxys scutellaris m.
A1 » beroni m.
42 » pygidialis m.
43 » vidua Sm.
AA » chrysocephala m.
45 Odyneropsis holosericea m.
46 Megachile nigropilosa m.
AT » eracilis m.
AS » rubricata Sm. var. beroni m.
49 » ancmala m.
50 » anthidioides Rael.
ol » pocograndensis m.
92 » nudiventiis Sm.
93 » friesei m.
a4 » paulistana m.
nn GR yy ek
DD Megachile aureiventris m.
D6 » terrestris m.
7 » apicipennis m.
DS Anthidium manicatum (L.)
D9 » latum m.
60 » flavofasciatum m.
61 » nectarinioides m.
62 » erythrocephala m.
65 » musciforme m.
64 Xylocopa frontals (OL)
64> » >. var. morio (F.)
65 * (2) » timbriata |.
A doi brasilianorum (L.)
GT » colona Lep.
68 » splendidula.
69 » crotalariae m.
70 » pulchra Sm.
à) » chrysopoda m.
72 Ceratina aspera m.
73 » Cyanicollis m.
74 Melectoides senex Taschbg.
79 Rhatymus bicolor Lep.
a.
iG Oxynedys beroni m.
77 Cyphomelissa pernigra m.
=
i
78 Mellissa azurea Lep.
79 » viridis Friese.
80» » viclacea Friese.
81 » maculata Friese.
S2+ » caerulescens (Lep.)
85 » smaragiina (Sm.)
84 Mesocheira bicolor (F.)
85 Ctenioschelus goryi (Rom.)
‘S6 Acanthopus excellens m.
ST Chrysantheda smaragdina Guér.
ss » dentaia L.
S9 Macrocera fervens (Sm.
90 ? » bifasciata (Sm.}
91 » nigroaenea (Sm.)
92 Podalirius sp.
93 Exomalopsis aureosericea Frièse
94
95
06* ?
oT?
98* Tetrapaedia diversipennis Klug.
99
100,
101
102+
103+
104
LO5
106% ?
107
108:
109.
110.
141°?
112
113 Pachycentris schrottkyi Friése i. litt. (Jundiahy).
114 Epicharis rustica (Ol)
119 Centris iheringi Friese.
119
TO
ALT
Lira
118
120 »
121 »
Les »
123 »
124 »
125 »
126 »
LT »
128 »
129 »
129 à »
»
»
»
»
»
»
»
»
oe ge ae
ursina m.
planiceps Sm.
nigripes Friése.
flava Sm.
Es
,
car En OO > à)" 2 à es
dei aê
rugulosa Frièse.
pygmaea m.
clypeata Friese.
pyramidalis Friese.
bimaculata m.
obsoleta in.
muelleri Friese.
maculata Friese,
fuliginosa m.
piliventris Frise.
nasuta Sm.
goeldiana Friese. >
iheringi Friese.
duckei Friese à. litt. (Batataes)
eee eee eee ee ee ne is di
schrottkyi Friese.
cockerelli Friese.
» » var. fulvo-hirta m.
tibialis m.
atra I*riese.
cullaris Lep.
chrysitis Lep.
denudans Lep.
derasa Lep.
furcata (F.)
discolor Sm.
bicolor Lep.
pulverata Lep.
xanthocnemis (Perty).
» » var. perflava
— 605 —
130 Centris mocsaryi Friese.
131 :» nitens Lep.
132 » versicolor (F.)
153 » aenea Lep.
134+ » punctata Lep.
155 » bimaculata Lep.
136 ~ » proxima Friese.
137 Centris lanipes (F.)
138 » labrosa Friese.
139 » poçograndensis m.
140 » — pauloensis Friese.
141 » ehrhardti-m.
142+ » minor Friese.
143 Euglossa cordata (L.)
144+ » brullei Lep.
145 » violacea Blanch.
146 » caerulescens Lep.
147 » violascens Moes.
148 » nigrita Lep.
Essa lista comprehende com excepção das pvucas
especies marcadas com asterisco |‘) sómente taes que
examinei pessoalmente e das quaes pude verificar com
toda a certeza a proveniencia do Estado de S. Paulo ;
das outras achei o Habitat S. Paulo na Litteratura.
Não são incluidas nesta lista as especies das quaes F.
Smith indica a proveniencia como «St. Paul» porque
creio que este sempre deve indicar S. Paulo de Oh-
“vença no Amazonas. A lista não é completa por em-
quanto ; entre os generos Augochlora, Ceratina, Ma-
crocera, e Megachile ainda existem nas collecçôes
muitas especies do nosso Estado que ainda não foram
descriptas ; e tambem dos outros generos, com toda a
certeza, muitas especies hão de ser descobertas ainda.
Dezejo que este «ensaio», apezar dos erros que tal-
vez contem, facilite um pouco aos, que têm interesse
na fauna hymenopterologica do Brazil, a determinação
das abelhas solitarias.
S. Paulo, 31 de Julho de 1901.
SI e mm
Registro Alphabetico
(Os nomes não acceitos são em typos étalicos )
Acanthopus 504,
acidalia (Augochlora) 375.
aculeata (Coelioxys) 429.
aenea (Centris) 577
aeneipennis (Apis) 464,
aeneipennis (Xylocopa). 465.
aeneiventris (Euglossa) 593.
aeruginosum (Temnosoma) 351,
afinis (Epicharis) 567.
Agapostemon 400.
agilis (Cacosoma) 355.
agilis (Coelioxys) 431.
agilis (Corynura) 353.
agilis (Rhopalictus) 353.
Aglaë 508.
albifrons (Epeolus) 512.
amazonica (Prosopis) 341.
amazonica (Coelioxys) 426.
amplipennis (Tetrapaedia) 548,
amplotarsis (Tetrapaedia) 545.
analis (Epicharis) 568.
analis (Eucera) 517.
analis (Euglossa) 589,
analis (Eulema) 596.
analis (Exomalopsis) 529.
analis (Macrocera) 517.
analis (Tetralonia) 517.
Andrenidae 348. —
angulata (Euglossa) 595.
angulata (Buglossa (Eulema) 595.
annulata (Psaenythia). 359,
anomala (Megachile) 437.
anthidioides (Megachile) 457.
Anthidium 443. ms
anthophoroides (Xylocopa) 473.
aphrodite (Augochlora) 376.
apicipennis (Megachile) 442.
arenarius (Agapostemon) 403.
armata (Eucera) 522. .
armata (Macrocera) 522.
armatus (Ancyloscelis) 522.
artemisia (Augochlora) 396.
artifex (Exomalopsis) 533.
artifex (Xylocopa) 469.
aspera (ceratina) 484.
asteria (Mesocheira) 503.
ater (Rhatymus) 490.
atra (Centris) 574.
atra (Liogastra) 490.
atropos (Augochlora) 394.
atropos (Bucera) 523.
atropos (Macrocera) 523.
atropos (Melisssudes) 523,
Augochlora 360.
Uno ana pa 367.
augusti (Eucera) SIT.
augusti (Macrocera) 517.
augusti (Xylocopa) 466.
aureiventris (Euglossa cordata
var.) 590.
aureiventris (Megachile) 441.
aureopilosa (Exomalopsis) 528.
aureosericeo (Exomalopsis) 528.
aurulenta (Xylocopa) 473.
— 607 —
aurulentus (Bombus) 473.
austera (Oxaea) 416.
azurea (Melissa) 497.
azurea (Mesocheira) 497.
azurea (Mesoplia) 497.
bambusae (Xylocopa) 475.
barbata (Xylocopa) 470.
basalis (Eulema) 597.
basalis (Tetrapaedia) 557.
batesi (Augochlora) 598.
belti (Augochlora) 397.
berenice (Augochlora) 368.
beroni (Coelioxys) 425.
beroni (Megachile rubricata var.)
439.
beroni (Oxynedys) 492.
bicolor (Centris) 575.
bicolor (Crocisa) 502.
bicolor (Epicharis) 569.
bicolor (Liogastra) 491.
bicolor (Melecta) 502.
bicolor (Mesocheira) 502.
bicolor (Rhatymus) 491.
bicolor (Tetrapaedia) 553.
bicolorata (Ceratina) 483.
bifasciata (Kucera) 517.
bifasciata (Macrocera) 517.
bifasciata (Tetralonia) 517.
bifrons (Centris) 488.
bifrons (Melecta) 488.
bimaculata (Centris) 577.
bimaculata (Tetrapaedia) 547.
bituberculata (Megalopta) 409.
brasiliana Augochlora 384.
brasilianorum (Apis) 464.
brasilianorum (Apis Aneylosoma)
465.
brasilianorum (Euglossa combi-
nata var.) 593.
brasilianorum (Xylocopa) 464.
brasiliensis (Epeolus) 512.
brasiliensis (Eucera) 519.
brasiliensis (Friesea) 418.
brasiliensis (Macrocera) 519.
brasiliensis (Monoeea) 524.
briseis (Augochlora) 393,
brullei (Euglossa) 591.
bucephala (Augochlora) 383.
~
bunchosiae (Tetrapaedia) 546.
burmeisteri (Psaenythia) 356.
Cacosoma 352.
caerulea (Aglae) 509.
caerulea (Melissa) 497.
caerulescens (Euglossa) 592.
caerulescens (Melissa) 501.
caerulescens (Mesonychiwm) 501.
caerulior (Augochlora) 389.
cajennae (Epicharis) 568.
caeynnae (Xylocopa) 464.
callichroa (Augochlora) 397.
calypso (Augochlora) 377.
capitata(Augochlora mulleri var.)
389.
capito (Psaenythia) 357.
carbonaria (Xylocopa) 467.
carinata (Ceelioxys) 730.
castaneus (Agapostemon) 403.
cayennensis (Eulema) 598.
Centris 510.
Ceratina 478.
Ceratinidae 478.
chalybea (Exomalopsis) 554.
chapadae (Augochlora) 374.
chapadensis (Agapostemon) 402.
Crysantheda 509.
chrysitis (Centris) 574.
chrysocephala (Coelioxys) 428.
chrysopoda (Xylocopa). 475.
chrysoptera (Xylocopa) 465.
chrysorrhoa (Psaenythia) 358.
ciliata (Xylocopa) 470.
cingulata (Centris) 600.
cingulata (Euglossa) 600.
circe (Augochlora) 385.
cleopatra (Augochlora) 384.
clypeata (Centris) 545.
clypeata (Ceelioxys) 423.
cockerelli (Epicharis) 565.
Celioxys 420.
cognatum (Anthidium 452).
collaris (Centris) 574.
collaris (Exomalopsis) 530.
Colletes 343.
Colletidae 342.
colona (Xylocopa) 467.
— 608 —
combinata (var.
Euglossa) 593.
conica (Anthophora) 525.
conica (Epicharis) 568.
conicus (Podalirius) 525,
contradicta (Megalopta) 407.
convexa (Kuglossa mexicana
var.) 594.
cordata (Apis). 589.
cordata (Apis Euglossa) 589,
cordata (Euglossa). 589.
cornigera (Xylocopa). 464.
cornuta (Xylocopa). 464.
Corynura 352.
crotalariae (Xylocopa) 472.
Ctenioschelus 503.
cupreiventris (Ceratina) 484.
cupreola (Augochlora vesta var.)
382.
cupreotincta
lypso) 377.
cuprifrons (Megalopta) 407.
curvitarsis (Tetrapaedia) 544.
cyanea (Augochlora) 381.
Cyanicollis (Ceratina) 485.
cyphomelissa 493.
cytherea (Augochlora) 395.
dasypoda (Epicharis). 562.
dasypus (Centris). 562,
dasypus (Epicharis). 562,
decolorata (Centris). 577.
decorata (Eucera). 521.
decorata (Euglossa) 591.
decorata (Macrocera) 52
decorata (Melissa). 498.
decorata (Tetralonia) 521.
deidamia (Augochlora) 395.
dejeani (Epicharis) 563.
dentata (Apis). 510.
dentata (Brennus). 510,
dentata (Chrysantheda) 510.
dentata (Euglossa). 510.
dentilabris (Euglossa) 595.
dentilabris (Euglossa) 595.
denudans (Centris) 574.
denudans (Trachina). 574.
denudatus (Centris). 574,
derasa (Centris) 974.
brasilianorum,
(Augochlora ca-
diabolica (Melissa) 499.
difficilis (Eulema). 599.
diligens (Ceratina) 482.
diligens (Lagobata) 417.
dimidiata (Apis). 598.
dimidiata (Centris). 598.
dimidiata (Euglossa) 598.
dimidiata (Eulema). 598.
dimidiata (Xylocopa) 477.
discolor (Centris) 575. ;
divaricatum Godse ti 450.
diversipennis {Augochlora) 396.
diversipennis (Halictus) 396.
diversipes (Tetrapaedia) 542.
ehrhardti (Centris) 579.
electa (Xylocopa) 472.
electra (Augochlora) 399.
elegans (Euglossa) 596.
elegans (Eulema). 596.
elegantulum (Anthidium) 455.
elongata (Tetrapaedia) 556.
Epeolus 511.
Epicharis 559.
erratica (Xylocopa). 467.
erythrocephala (Anthidium) 453.
eucalypso (Augochlora calypso)
37.
Eucharis. 559,
Euglossa 580.
Euglossidæ 580.
euglossoides (Melitoma) 536.
Eulema. 980.
Eurytis 494,
excellens (Acanthopus) 506.
exigua (Prosopis) 341.
eximia (Megacillissa) 411.
Exomalapsis 525,
facialis (Psænythia) 358.
fallax (Euglossa). 597,
fallax (Euglossa) 595.
‘fallax (Eulema). 595.
fasciata (Epicharis) 565,
fasciata (Euglossa) 598.
fasciata (Eulema). 598,
fasciata (Xylocopa). 462.
femoralis (Prosopis) 339.
feronia (Augochlora 390)
ferruginea (Oxæa) 416.
7
|
|
|
PAS ENT a
09-35
ferruginea (Tetrapædia) 555.
fervens (Eucera) 516.
fervens (Macrocera) 516.
fervens (Tetralonia) 516.
fervida (Tetrapædia) 557.
festiva (Augochlora) (festiva Ma-
crocera Sm. p. 518).
festiva (Oxia) 415).
festivaga (Augochlora) 399.
fimbriata (Xylocopa) 464.
fimbriata ( Xylocopa
var.) 464,
flava (Apis) (Oxæa) 415.
flava (Exomalopsis) 534.
“flavescens (Euglossa dimidiata
var.) 599.
flavescens (Oxæa) 415.
flaviscus (Xylocopa) 576.
flaviventris (Euglossa mexicana
var.) 594.
flaviventris (Tetrapædia) SSL
flavofasciatum (Anthidium) 448.
flavomarginatum (Anthidium)
450.
flavopictum (Anthidium) 456.
floralia (Augochlora) 392.
foxiana (Augochlora) 386.
_franzisca (Augochlora) 391.
Friesea 418,
friesei (Megachile) 439.
frontalis (Apis) 462.
frontalis (Chrysantheda) 511.
frontalis (Euglossa) 511.
frontalis (Xylocopa) 462.
fuliginosa (Tetrapædia) 551.
fulvifrons (Antophora) 524.
fulvifrons (Entechnia) 524.
fulvifrons (Podalirius) 524.
fulvipes (Eucera) 518.
fulvipes (Macrocera) 518.
fulvipes (Tetralonia) 518.
fulvofaseiata (Examalopsis) 530.
fulvohirta (Epicharis cocker elli
var.) 566.
fulvopilosa (Exomalopsis) 528.
funereus (E urytis) re
furcata (Centris) 57
furcatus (Bombus) £ 57
frontalis
furcatus (Brennus) 575,
gabbi (Eucera) 519.
gabbi (Macrocera) 519.
gabbi (Tetralonia) 519.
glaberrima (Tetrapædia) 548 :
globulosa (Tetrapædia) 555
goeldiana (Tetrapædia) 554.
goeldii (Augochlora) 373.
goryi (Acanthopus) 504.
goryi (Ctenioschelus 504.
gracilis (Megachile) 435.
gracillnea (Prosopis) 340.
graminea (Augochlora) 373.
graminea (Ceratina) 373.
om
graminea (Megilla) 373.
grandior (Epicharis maculata var.)
565.
grisescens (Xylocopa) 470.
guttatum (Anthidium) 446.
gyrosa (Eucera) 520.
gyrosa (Macrocera) 520.
gyrosa (Tetral nia) 520.
Halictus 359.
hebescens (Augochlora) 394.
hecuba (Augochlora) 380.
Hemisia 570.
heterochroa (Augochlora) 371.
hirtipes (Apis) 962.
hirtipes (Apis Centris) 562,
hirtipes (Centris) 562.
hirtipes (Epicharis) 562,
hirtipes (Lasius) 562.
holosericea (Odyneropsis) 433.
Hopliphora (Melissa) 495.
idalia (Megalopta) 408.
ignava Lee Norra) a
ignita (Euglossa) 5
iheringi Ro 506.
iberingi (Augochlora) 389.
iberingi (Epicharis) 569.
iberingi (Tetrapædia, 554.
incerta (Augochlora) 386.
esa AA ay ) 452.
inermis (E ug lossa mexicana var.)
594,
infrequens (Nomada 514).
inornatum (Temnosoma) 351.
insignis (Halictus) 359,
— 610 —
iridipennis (Exomalopsis) 532,
iris (Augochlora) 372.
janeireusis (Auglochora) 383.
janthina (Megalopta) 406,
Pia (Corynura) 354,
jucundum (Cacosoma) 354,
qucundus (Rhopalictus) lay E
labrosa (Centris) 578,
lacertinus (Leiopodus) 513.
laeta (Augochlora) 393,
laeta (Ceratina) 481.
laevifrons (Tetrapaedia) 556,
laevigata (Coelioxys) 430,
laevigatum (Temnosoma) 351,
lagobata 417.
lanipes (Apis) 578.
lanipes (Centris) 578.
lanipes (Hemisia) 578,
lanipes (Lasius) 578,
lanipes (Megilla) 578.
lanipes (Podalirius) 578.
latitarsis (Exomalopsis) 533.
latreillei (Ctenioschelus) 504,
latre lei (Melissoda) 504.
latum (Anthidium) 447,
Leiopodus 513.
limbata (Euglossa) 597.
limbata (Euglossa (Eulema) 597.
lineata ES 522.
lineata (Bucera) 522.
lineata (Macrocera) 522.
lineatus (Ancyloscelis) 522.
lineolatum (Anthidium) 453,
Liogastra 489.
longiceps (Ceratina) 484,
lucida (Xylocopa) 476.
lucidula (Ceratina) 480.
Macrocera 516,
macrops (Xylocopa) 471.
maculata (Apis) 445.
maculata (Epicharis) 564,
maculata (Megachile) 445,
maculata (Melissa) 500.
maculata (Tetrapaedia) 550,
maculatum (Anthidium),
maculifrons (Ceratina) 482.
mandibularis (Euglossa) 591,
manicata (Anthophora).
manicata (Apis) 445,
manicata (Megachile).
manicatum (Anthidium) 445.
manicatum (Trachusa) 446,
Megachile 434.
Megachilidae 434,
Megacilissa 409, .
Megalopta 404,
Melecta 488,
Melretoides 488.
Melectoides (Eucera) 520.
meleetoides (Macrocera) 520,
melectoides (Tetralonia) 520.
“Melissa 495,
Melitoma 536,
meridionalis ( Colletes rufipes
var.) 344,
Mesocheira 501,
Mesonychum (Melissa) 495.
metallica (Xylocopa) 477,
mexicana (Euglossa) 594.
mexicana (Euglossa (ulema),
metallicum (Mydrosoma) 343,
metallicum (Temnosoma) 350.
michaélis (Rhatymus) 490,
michaélis (Tetrapaedia) 555.
minor (Centris) 580,
mirabilis Macrocera 521,
mirabilis Tetralonia 521.
mirabilis Kucera 521.
mixta (Euglossa variabilis var).
590,
moesaryi (Centris) 576,
mocsaryi ( (Euglossa) 597.
monochroa (Augochlora) 379,
Monaeca 523.
moreirae ( Augochlora momno-
chroa) 379.
morio (Apis) 463,
morio (Xylocopa) 463.
morio (Xylocopa frontalis var).
463.
muelleri (Tetrapaedia) 550,
mulleri (Augochlora) 388.
multiplicatum (Anthidium) 45
musciphorme ( Anthidium) 45
mussitans (Apis) 597.
| Mydrosoma 342,
4.
5
— OÙ
nana (Augochlora) 390.
nasuta (Tetrapaedia) 533.
nectarinioides ( RAD 1) 451.
nigripes (Ancyloscelis) 5
nigripes (Eucera) 522.
nigripes Cuxomalopsis) 533,
nigripes (Maer ocera) 522,
nigrita (Euglossa) 596,
nigrita (Eulema) 596,
nigroaenea (Hucera) 518.
nigroaenea (Macrocera) 518.
nigroaenea (Tetralonia) 518.
nigrocincta (Xylocopa) 474
nigrofemorata (Megalopta) 408.
nigrohirta (Euglossa) 592.
nigromarginatus (Halictus) 373.
nigropilosa (Megachille) 43 D.
nitens (Centris) 576,
nitens (Xylocopa) 463.
nitida (Chrysantheda) 510.
niveofasciata (Euglossa dimidiata
var). 599.
Nomada 514.
Nomadidae 486.
nomadoides (Psaenythia) 357.
nudiventris (Megachile) 439,
obscura (Epicharis) 564.
obscura (Megacilissa) 412.
obscura (Melissodes) 522.
obseurior (Hucera) 522.
obseurior (Macrocera) 522,
obsoleta (Tetrapaedia) 547.
Odyneropsis 432.
olivacea (Megacilissa) 411.
ordinaria (Xylocopa) +65.
ornata Ancyloscelis.
ornata Hucera 521.
ornata (Euglossa) 599.
ornata (Macrocera) 521.
ornata (Megalopta) 408.
ornata (Xylocopa) 476.
ornatus (Ancyloscelis) 521.
ornatus (Colle tes) 345.
Osiris 507.
Oxaea 413.
Oxynedys 491.
pallidipennis (Te 'trapaedia) 556.
pallidus (Osiris) 507.
Pipa
palmata (Apis). 505.
pandora (Augochlora) 380.
Panurgidae 418.
paphia (Augochlora) 397.
paulistana (Megachile). 440.
pauloênsis (Centris) 579.
peckolti (Tetrapaedia) 543.
penelope (Exomalopsis). 531.
peraugusta ( Augochlora belti
var.) 398.
perflava (Centris xanthocnemis
var.) 576.
perimelas ( Augochlora foxiana
var.) 387.
pernigra (Cyphomelissa); 494.
petropolitanus (Colletes). 346,
philanthoides (Psaenythia) 356.
picta (Psaenythia) 357,
picta (Tetrapaedia) 549.
piliventris (Euglossa) 590.
piliventris (Tetrapaedia) 552.
pilosa (Exomalopsis) 532.
pilosa (Megalopta) 407.
planiceps (Exomalopsis) 531.
plumata (Ptilothrix) 535.
plumipes (Tetrapaedia) 558
pogograndensis (Centris) 578.
pogograndensis (Megachile) 458.
Podaliriidae 515.
Podalirius 524.
polychroa (Augochlora) 382.
polizona (Euglossa) 599,
polizona (Eulema). 599
praetextata (Coelioxys) 429.
pretiosa (Megacilissa) 411.
Prosopidae 335, 337.
Prosopis 337.
proxima (Centris) 578.
Psaenythia 354.
Ptilothrix 535.
Ptilotopus. 570.
pubescens (Ceratina) 483.
pubescens (Hucera). 523.
pubescens (Macrocera) 523.
pulchra (Euglossa) 591.
pulchra (Xylocopa) 474.
pulverata (Centris) 979.
punetata (Centris) 577.
(ie
punctatissimus (Colletes) 347.
punctifrons (Tetrapaedia) 558.
purpurata (Euglossa) 592.
purpurata (Megalopta) 406.
pygidialis (Coelioxys) 426.
pygmaea (Petrapaedia) 544,
pyramidalis (Tetrapaedia) 546,
pyrata (Coelioxys) 430.
refulgens (Augochlora) 394.
regalis (Melissa) 499.
reversa (Hucera) 520.
reversa (Macrocera) 520.
reversa ae 520.
Rhathymus 489.
Rhopalictus 352.
romandii (Euglossa) 591.
rotundiceps (Ceratina) 482.
rotundiceps (Xylocopa) 468.
rubiicata (Megachile) 436.
rufa (Oxaes) 416.
rufescens (Tetrapaedia serrati-
cornis var.) 549.
rufipes (Collètes) 344.
rufipes (Crocisa) 497.
rufipes (Melissa) 497.
rufopicta (Coelioxys) 451.
rugicollis (Colletes) 347.
rugosa (Prosopis) 338.
rugolosa (Tetrapaedia) 543.
rustica (Apis) 562.
rustica (Epicharis) 562,
saropus (Centris) 562.
schrottkyi (Epicharis). 563,
scutellaris (Coelioxys) 424.
scutellata (Epicharis) 566.
semele (Augochlora) 377.
semimelleus (Agapostemon) 401.
senex (Melectoides) 489.
sericea (Mesocheira 503.
sericeus (Mesocheirus) 503.
serraticornis (Tetrapaedia) 549,
serripes (Xilocopa) 469.
sexcineta (Hucera) 517.
sexcineta (Macrocera) 517.
sexcincta Tetralonia 317.
simillima (Coelioxys) 423.
similis (Colletes) 115.
similis (Ptilothrix) 535.
similis (Xylocopa) 473,
smaragdina (Centris) 593.
smaragdina (Chrysantheda) 509.
smaragdina (Huglossa) 593.
smaragdina (Euglossa) 593.
smaragdina (Melissa) 501.
smaragdina (T'halestria) 501.
smithiana (Augochlora) 370.
spinolae (Augochlora) 367,
spinosa (Huglossa) 600.
splendens (Acanthopus) 505.
splendida (Acanthopus) 505.
splendida (Authocopa) 505.
splendida (Apis) 505.
‘splendida (Epicharis). 505
splendidus (Acanthopus) 505.
splendidus (Apis Acanthopus)
505.
splendidus (Bombus) 505.
splendidula (Xilocopa) 471.
Stelididae 420.
surinamensis (Apis) 597.
surinamensis Centris) 597.
-surinamensis (Euglossa) 597.
surinamensis (Bulema) 597,
tarpeia (Augochlora) 393.
tarsata (Exomalopsis) 532.
tarsatus (Osiris) 508.
tecta (Anthophora) 5
tectus (Podalirius) 525.
Temnosoma 349.
teredo (Xylocopa) 465,
terrestris (Megachile) 441.
testacea (Exomalopsis) 534.
testacea (Tetrapaedia) 554.
Tetrapaedia 536.
Thalestria 495.
thalia (Augochlora) 391,
thoracica (Psaenythia) 356.
thoracica (Tetralonia) 519.
tibialis (Epicharis) 567
titania (Augochlora) 22.
titania (Corynura) 354.
tomentosa (Exomalopsis) 530.
Trachina 570.
trifasciata (Psaenythia) 359.
trochanterica(Chrysantheda) 511
umbraculata (Centris) 568.
25.
— 613 —
umbraculata (Epicharis) 568.
uncata (Apis) 445.
unicolor (Liogastra) 491.
unicolor (Rhatymus) 491.
unifasciata (Eucera) 519.
. unifasciata (Macrocera) 519.
unifasciata (Tetralonia) 519.
urania (Augochlora) 388
ursina (Hucera) 521.
ursina (Exomalopsis) 529.
ursina (Macrocera) 521.
ursina ( Ancyloscelis) 521.
vagans (Epeolus) 513.
variabilis (Euglossa) 590.
varians (Xylocopa) 477, -
- variegatus (Osiris) 508.
variolosa (Prosopis) 340.
velutina (Hapliphora) 500.
velutina (Melissa) 500.
velutina (Mesocheira) 500,
versicolor (Anthophora) 577.
versicolor (Apis) 576.
versicolor (Centris) 576.
versicolor (Hemisia) 577.
versicolor (Lasius) 577. |
versicolor (Megilla) 577.
versiicolor (Podalirius) 576.
vesta (Augochlora) 382.
vidua (Coelioxys) 427.
villipes (Exomalopsis) 532.
violacea (Euglossa) 592.
violacea (Melissa) 498.
violasceus (Euglossa) 595.
virgili (Megacilissa) 412
viride (Cnemidium) 589.
viridis (Halictus) 396.
viridis (Melissa) 498.
viridis (Xilocopa) 478.
viridula (Ceratina) 481.
vivax (Megalopta) 407.
volatilis (Tetrapaedia) 552.
walacei (Augochlora) 369.
Xanthocnemis (Centris) 576.
Xanthocnemis (Centris (Xiloco-
pa 576.
Xanthocnemis (Xilocopa) 576.
Xylocopa 456.
Xylocopidae 456.
Zonata (Epicharis) 569.
Zonula (Coelioxys) 422.
Li. a à, he “ae DeVere
TN rt
Nota sobre um Dactylopius achado em Fuchsia
no Brazil
POR
T. D. A. COCKERELL
O Dr. H. von Ihering mandou-me um Dactylopius
achado em Fuchsia que pode ser descripto do modo
seguinte :
Figura ordinaria, semelhante a D. citr:; não pel-
ludo; pernas ferruginosas; perna media com femur +
trochanter 264 (largura do fémur 60); tibia 189;
tarso (sem unha) 87; sem denticulo no lado interior da
unha. Diametro das partes boccaes 129. Annel annal
com 6 sedas, com cerca de 130 de comprimen-
to. Tuberculos caudaes pequeninos mas distinctos, com
sedas curtas, com 75 de comprimento. Antennas 8
articulos, formula 812357 (46) variando a 8321 ete.,
etc. (Comprimento dos segmentos: (1) 60-63, (2)
62-66, (3) 01-69, (4) 39—42, (5) 45—48, (6) 39,
(7) 45 (8) 84.
Este insecto o considero uma forma de Dactylo-
pius citri (Risso). Signoret, em seu bem conhecido
«Essay», descreveu um numero de especies europeas
|
— 615 —
,
muito alliadas a citr:, e è uma questão aberta, si de-
vemos reconhecer varias ou sómente algumas poucas
especies validas em este grupo.
A fim de determinar este ponto. tornar-se-ha ne-
cessario fazer medições exactas de muitas especies de
differentes plantas alimenticias e completar os resulta-
dos em forma de curvas. — Justamente agora, uma das
maiores necessidades é uma serie de medições das per-
nas e antennas dos typos de Signoret que estão no Mu-
seu de Vienna.
Emquanto que estes typos não forem examinados, a
identificação e synonymia de muitas especies de Dacty-
lopinus devem ficar duvidosas. j
Todas as medidas são dadas em micromillimetros
(0,001mm.)
Descripção de Dactylopius magnolicida |
von [hering
POR
(Fe B; KING
A femea cosida em potassa caustica apresenta os
seguintes caracteres. Dermis incolor com cabellos de
dois tamanhos, mais numerosos na fronte, apparente-
mente em maior numero entre as antennas. Lobulos anaes
largos, com uma comprida cerda 228, com uma por-
ção de pellos semelhantes a curtos espinhos e dois lar-
gos e fortes espinhos muito approximados ; sendo o in-
tervallo quasi egual à largura de um de 40 de com-
primento. Antennas de 8 segmentos, compridas, mui-
to delgadas. O primeiro segmento de €8 de compri-
mento, 2.º de 9.º: 9674.72 168; 00. oe? e BOB
116. Formula 8234 (15) (67). Largura (1) 84, (2)
06, (8+4+59+6+7) 44, (8) 48. Todos os segmentos,
excepto o 8.º, tem dois cabellos cada um. O 8.º pa-
rece ter 19. Pernas compridas.
Coxa 160. Femur com trochanter 520. Tibia
408. "Tarso 140. Pata 40. Largura. Coxa 248. Tro-
— 617 —
chanter 136. Tibia 52. Tarso 44. As pernas são intei-
ramente cerdosas de comprimento mediano. Digitulas
tarsaes um tanto delgadas com um pequeno botão re-
dondo, 60 de comprimento.
Digitulas das garras curtas e fortes, a extremida-
de em um largo botão de 40 de comprimento. Annel
anal com 6 compridas e fortes cerdas. Mentum lar-
go; laço rostral delgado, de comprimento normal. No
dorso, onde muitos cabellos foram perdidos já em vida
ou ao seccar, tem a apparencia de pequenas fossas glandu-
lares. Nada se póde dizer de definitivo quanto à côr.
e tamanho ; mas presumivelmente é amarella, coberta
de uma secreção branca, e mais ou menos do mesmo
tamanho como D. ctr. Todas as medições são da-
das em micromillimetros (0,001mm)..
Descripção de Lepidopteros novos do Brazil
POR :
JOSE G. FOETTERLE
Dou em seguida a descripção de especies de lepi-
dopteros do Brazil Meridional e Central, que considero
ate
como ate CA 3
agora in- vi
SCE AS Ce
descriptos
; a sci
Para o Ze
melhor en-
tendimento Rs
desta des-
cripção dou Ri
em seguida
1 dezenho
das azas de
uma borbo-
leta diurna,
de Morpho,
indicando o
curso das
velas ea
configura-
ção das cel-
lulas por el-
las inclusas
e a seguin-
tesignifica-
ção das let-
tras desta
figura :
Aza an-
terior: a-h
—beira an-
terior ; b-c
—beira ex-
terior ; e-d
—beira pos-
terior. ao
RE As pi
re
KA
— 619 —
E —veia costal.
SC— veia subcostal.
« M veia mediana.
SM—veia submediana.
SG 1; 2: 3; 4; 9- ramificações da veia sub-costal,
M 1; 2; 3—ramificações da veia mediana.
D—cellula discoidal.
CA -- cellulas apicaes.
RS —veia radical superior.
RI—veia radical inferior.
DCS—veia discocellular superior.
DCM—veia discoceliular media.
Dcl—discocellular inferior.
Aza posterior : a-b—beira anterior; b-c—beira ex-
terior ; c-d—beira anal.
As mesmas abreviaturas e mais as seguintes :
PG —veia precostal.
ABD—veia abdominal.
Papilio jaguarae n. sp.
Est: XV fig. 3
Por occasiäo d'uma viagem feita em Março de
1898 descobriu o Sr. Carlos Moreira, do Museu Na-
cional, esta especie na Fazenda da Jaguära perto do
Rio das Velhas em Minas e teve a gentileza de ceder-
me um dos exemplares desta especie muito interessante.
Na minha viagem pelo interior do Estado de S. Paulo
apanhei um exemplar perto de Batataes no dia 10 de
Dezembro de 1900.
A’ primeira vista parece-se o P. Jaguarae com o
P. Polyzelus, Feld. Nao cabe porém dentro deste grupo,
porque falta às maculas das azas posteriores o furta-
cor aroxeado deste grupo do qual se distingue ainda
pela côr bruno amarellada, clara—não branca—dos ca-
bellos que guarnecem a plice abdominal destas azas.
Tive occasiao de examinar 5 exemplares, infeliz-
mente todos . O comprimento das azas anteriores
varia de 40 até 47 mm. A beira exterior das azas'
anteriores é um pouco mais convexa e o angulo exte-
rior destas azas mais arredondado do que no P. Po-
lyzelus, Fedl. Aforma das azas posteriores é quasi egual
à do P. Polyzelus Feld, sendo porém os dentes um tanto
mais obtusos. No baixo do thorax acham-se na raiz
das azas alguns grupos de cabellos sanguineos.
As azas são côr de ennegrecido-bruno, passando
para o preto azulado escuro na beira posterior das azas
anteriores é na metade exterior das azas posteriores.
No apice são as azas anteriores um pouco diaphanas.
Estas azas não tem desenho nenhuin.
Nas azas posteriores ha perto da beira exterior 5
ou 6 maculas, irregularmente redondas d’um encarnado
de cinabrio brilhante, sendo a segunda e terceira um
pouco maiores do que as outras. A plica abdominal é
guarnecida d'um pello curto amarello acastanhado, o
qual, como nenhuma especie da familia Papilio daqui
tem esta coloração dos cabellos da plica abdominal,
pode muito bem servir como caracteristico desta especie.
Por baixo são as azas anteriores um pouco mais
desbotadas. As azas posteriores são um pouco mais
escuras, tendo perto da beira exterior 6 maculas côr
de rosa, menores do que em cima.
As franjas são pretas, as sinuosidades côr de rosa.
Papilio hedae n. sp.
Est. XV fig. 1
Desta especie notavel apanhei até agora um só
exemplar no morro do Cavallao em Nictheroy no anno
de 1885.
O especimen é uma 9 tendo 40 mm. de compri-
mento da aza anterior e 23 do corpo. A cabeça e o
corpo são pretos, levemente acastanhados, as antennas
são pretas. Os palpos tem cabellos arruivados, os ca-
bellos da testa são pretos. Por baixo do thorax en-
— 621
contram-se, na raiz das azas alguns grupos de cabellos
encarnados. O abdomen, por cima um pouco mais claro,
tem por baixo cabellos curtos pretos, entremeiados com
pequenos grupos de cabellos encarnados nos lados dos
seguimentos abdominaes.
A beira anterior do primeiro par de azas é ligei-
ramente curvada, a beira exterior levemente ARE
As azas posteriores são dentadas, sendo o dente do
terceiro ramo mediano o mais saliente. Nas depressões
da beira é a franja d'um branco amarellado.
As azas anteriores são pretas com um leve tom
acastanhado, um pouco diaphanas no apice. Uma grande
placa branca amarellada, coberta nas beiras dum fino
pô preto, occupa a parte mediana destas azas. Esta
placa, irregularmente redonda, estende-se da veia sub=
costal até a beira interior, sendo nella as veias pretas.
As azas posteriores são da mesma cor das ante-
riores, sendo porém a parte basal um pouco mais apa-
gada, emquanto que a beira exterior ê mais avelludada.
Atravessa estas azas uma larga faixa dum encarnado
vivo que se estende da beira anterior até a beira in-
terior. Esta faixa, muito brilhante no lado externo e
um ponco apagada no meio, é separada da parte basal
por um tom cinzento acastanhado. A parte externa
desta faixa monstra com certa luz um furta-côr azul-
esverdeado.
Por baixo são as azas anteriores da mesma côr,
porém um pouco mais cinzentas. A placa mediana é
maior, estendendo-se da beira anterior até a beira pos-
terior.
As azas posteriores são na parte basal d'um preto
apagado, na beira exterior são pretas com um tom ala-
ranjado. A faixa, um pouco mais larga do que no
lado superior é côr de cinza acarminado, mais escura
no lado exterior e coberta no lado interior por um fino
pô preto, gradualmente mais denso.
Qual o macho desta interessante especie ? Um acaso
feliz nol-o fará conhecer.
é
— 622 —
Papilio campeiro n. sp.
Est. XV fig. 2
O primeiro exemplar desta especie recebi en 1896
do interior do Estado de S. Paulo sem indicação exacta
do logar onde foi apanhado. Meu amigo Senhor Car-
los Moreira trouxe esta especie em Março de 1898,
duma viagem para Minas Geraes onde a encontrou,
como a precedente, na fazenda da Jaguára. Em Dezem-
bro do mesmo anno apanhei este Papilio na minha via-
gem pelo interior do Estado de Minas, de Sete Lagoas
até ao Rio das Velhas. Esta especie habita sómente os
campos, cuja vegetação rachitica offerece-lhe bastante
abrigo contra os raios abrazadores do sol estival. Nos
pequenos capões de matto, que de vez em quando se
elevam como um oasis no deserto, nos lógares um
pouco humidos, nunca a encontrei e por isto a deno-
mino Papilio campeiro. No vôo parece-se muito com
o Papilio ascanius, Cram., o qual tambem prefere o
sol abrazador dos pantanos à frescura das selvas. O
vôo é pezado, ordinariamente muito rasteiro. A” muita
altura tambem não se precisa levantar para chegar às
flores das arvores que raras vezes chegam à altura de
tres metros.
Minha especie aproxima-se do Pap. bunichus, Hüb.
Tenho diante de mim 12 exemplares dos quaes 4 &d'
e 8 PQ. A extensão me azas varia nos Sd de 36
até 41 mm. nas 99 de 36 até 42 mm. A menor ex-
tensão tem meu 4 de S. Paulo que mede 36 mm. O
comprimento do corpo varia de 22 até 24 mm. O cor-
po e as antennas são pretas. Por baixo do thorax es-
tão na raiz das azas alguns cabellos encarnados. Gru-
pos destes cabellos encontram-se tambem em baixo do
abdomen no fim posterior dos segmentos.
Ambos os sexos tem o mesmo desenho. As azas
anteriores dos Sd são um pouco mais estreitas do que
nas 29. A beira exterior destas azas é quasi direita
nos SS, emquanto nas PP é mais convexa e levemen-
— 625 —
“te ondulada. As azas posteriores são profuudamente
dentadas, tendo um rabo espatulado. O dente na veia
radial inferior é vu mais saliente. Muito caracteristicas
são as franjas d'um branco puro, que, finas nas azas
anteriores, bastante compridas nas azas inferiores, se-
guem ininterruptamente, do apix das azas anteriores
até ao angulo anal das inferiores, os contornos das
azas. Uma franja semelhante se conhece ainda no Pa-
pilio perrhebus, Boisd.
Por cima são as azas dum preto cinzento, leve-
mente esverdeado nos oo, um pouco mais claras nas
O9. Ambos cs sexes tem a metade exterior das azas
posteriores d'um preto avelludado um pouco roxeado.
Atravessa as azas uma faixa branca, estendendo-se
da beira costal das azas anteriores atê ao primeiro ra-
mo mediano das posteriores. Esta faixa cortada pelas
veias pretas é um pouco transparente e coberta .nas
azas anteriores por um fino pó preto, parecendo por
Isso mais suja do que nas azas posteriores onde poucas
particulas pretas se encontram. A maior parte dos
meus exemplares tem no fim da cellula discoidal uma
mancha branca mais ou menos grande. Esta mancha
que só excepcionalmente encontrei em todas as especies
pertencentes ao grupo do Papilio agavus Drury na espe-
cie presente parece ser de regra. Sónum dg e em duas
PP ella falta totalmente. A maior mancha tem uma 9
na qual mede quasi 4 mm. de comprimento por 2 mm.
de largura.
“Na beira das azas posteriores encontram-se ainda
nos “Jd 4e nas PP 6 manchas encarnadas, estreitas
e coractadas no meio. A primeira destas manchinhas
falta frequentemente nas SP. N’um dos & são estas
manchas completamente cortadas no meio, existindo por
isso dois pontos encarnados em cada uma das cellulas.
No angulo anal ve-se uma mancha côr de rosa for-
mando um U deitado, mais ou menos distincto.
A cor das azas por baixo é a mesma, sendo a me-
tade exterior das azas posteriores d'um preto apagado.
O desenho é como no lado superior. A faixa branca
— 624
é mais limpa, nas azas superiores cor de leite diluido,
nas posteriores d'um branco puro. Na beira externa das
azas posteriores encontram-se 6 manchas dum encar-
nado vivo, mais distinctas do que no lado superior. No
angulo -anal encontra-se, como no P. echedorus Bois e
P. bunichus, Hüb um U deitado.
Pieris itatiayae n. sp.
Est. XVI fig. 5
Desta especie muito parecida com Pieris orthodice,
Weym. tenho 5 specimens, 4 Sd e 1 Q. Variando
os exemplares sensivelmente, separo os mais chara-
cteristicos, 1 4 e 1 9 como typos.
O comprimento da aza anterior da Q é de 24 mm,
variando nos dd de 22 a 27 mm.
O corpo de todos os exemplares é por cima preto,
coberto de um denso pô branco, por baixo é dum
branco-amarellado. O thorax e os primeiros segmen-
tos abdominaes tem por cima cabellos compridos de um
branco assetinado, por baixo cabellos brancos amarella-
dos. Os palpos são compridos, branco-amarellados, ten-
do o lado posterior preto. No lado interno delles e
na metade inferior da parte dianteira ha cabellos com-
pridos branco-amarellados, na metade superior cabellos
curtos e pretos. As antennas são pretas, compridas e
annelladas de branco. Na testa e na nuca encontram-
se cabellos dum branco sujo entremeiados com alguns
cabellos pretos. As pernas tem o femur e as tibias
guarnecidas com um pello comprido branco.
No ladc superior as azas são brancas muito leve-
mente amarelladas, tendo a parte basal coberta por um
po preto. No apice das azas anteriores ve-se uma fai-
xa preta, concava para dentro, começando na beira an-
terior depois da cellula mediana e acabando pontüda
no segundo ramo da veia mediana. Uma fina linha
preta vae dahi até à veia submediana; o primeiro terço
da beira anterior é branco com escamas esparsas pre-
tas, o segundo terço é preto, passando para a faixa
E. -,:
Bes BOE LE
GQ
preta apical. A veia sub-costal e as ramificações della
são pretas como tambem as veias disco-cellulares, pa-
recendo estas mais grossas por causa dum pô preto
collocado ao lado dellas. Dos tres ramos da veia me-
diana é o terceiro inteiramente preto, emquanto os dous
primeiros são brancos na metade interior e pretos na
exterior. A mediana e submediana são brancas. A
franja é branca na metade inferior, preta na superior.
As azas posteriores têm a parte basal muito mais
coberta de preto do que as superiores, estendendo-se
este pó preto ao longo da veia mediana. Na beira ex-
terior estão no fim das veias triangulos pretos dimi-
nuindo gradualmente quanto mais se approximam do
angulo anal. A metade exterior das veias é mais ou
menos preta. Transparece o desenho riscado do lado
inferior. A franja destas azas é branca.
As azas anteriores são brancas por baixo, tendo a
raiz das azas cobertas por escamas esparsas, pretas,
sendo a beira anterior e o apex dum amarello muito
claro. Linhas. finas côr de cinza correm no lado das
veias no apice. À franja é branca e somente na ponta
da aza preta.
As azas inferiores são por baixo dum amarello
muito claro, porem sujo. Riscos formados de escamas
cor de cinza correm ao longo das veias sem entretanto
cobril-as. Muito fortes são estes riscos na mediana e
nas ramificações della, sendo a mediana mesmo coberta
por este pô côr de cinza, emquanto os ramos della
mostram a côr fundamental. Na cellula formada pela
“veia submediana e o primeiro ramo da mediana ve-se
uma linha côr de cinza; uma egual, porem bifurcada
na extremidade externa, está na cellula mediana. A
parte superior das veias disco-cellulares não tem pó
cor de cinza. Na raiz da veia mediana ha um ponto
côr de laranja. Toda superficie destas azas é coberta
de cabellos curtos, erectos. A franja é da côr das
azas.
Na femea é a face superior das azas mais suja,
sendo a faixa apical das azas anteriores tambem menos
— 626 —
concava do que no macho. Um pequeno triangulo pre-
to esta no fim do primeiro ramo mediano. A cellula
mediana é inteiramente coberta por um pó preto. A
beira anterior, as veias discocellulares e as veias antes
da faixa apical são mais cobertas pelo pô preto do que
no macho. A franja é como no macho.
As azas posteriores tem as veias inteiramente .co-
bertas por um pó preto, de maneira que mostram o
desenho do lado interior, desapparecendo por isso tam-
bem os triangulos pretos, que o macho tem na beira
exterior destas azas.
No lado inferior distinguem-se as azas anteriores
das do macho pela côr mais desbotada na ponta da
aza, tendo além disso a cellula mediana coberta por
um pó cor de cinza. No lado inferior as azas poste-
riores são quasi eguaes às do macho. A beira ante-
rior é dum amarello um pouco mais vivo e a linha
fina na cellula mediana não é bifurcada na ponta..
Nos tres machos restantes é a faixa da ponta da
aza anterior mais estreita e em dous delles tão apaga-
da, que mal podemos chamal-a de «faixa». Seria me-
lhor dizer, que o apex. é coberta por um pó preto. Na
raiz das azas as escamas pretas são muito escassas, fal-
tando completamente ao lado das veias discocellulares.
No lado superior das azas posteriores faltam com- -
pletamente os triangulos pretos, sendo estas azas com-
pletamente brancas. O desenho do lado inferior trans-
parece muito fracamente.
Por baixo são estes exemplares de côr muito mais
pallida. O amarello da ponta da aza é muito fraco e das
escamas pretas ao longo das veias do apice ha vesti-
gios só em um dos exemplares. Em dous dos especi-
mens falta inteiramente c pô preto na raiz das azas,
sendo 10 terceiro algumas escamas visiveis com a lente.
As azas inferiores são por baixo muito mais cla-
ras, quasi brancas. Os riscos parallelos às veias são
muito mais estreitos e fracos, não chegando mesmo em
dous exemplares até à beira exterior. As veias são
mais amarellas do que a côr fundamental.
Num destes especimens o segundo ramo da veia
subcostal bifurca-se exactamente no fim da cellula dis-
coidal no lugar onde a discocellular media encontra a
subcostal e não como de costume antes do fim da cel-
lula mediana.
Encontrei esta especie, como tambem as seguin-
tes: E. boenninghauseni, P. schreineri e Dirphia ay-
ruoca, no Itatiaya, a partir de 1700 metros para cima.
Supponho que o Pieris itatiayae voa durante todo o
verão, porque a encontrei tanto em Outubro como em
Março e Abril.
Chlorippe sultana 7. sp.
Est. XVI fig. 4 &, fig. 2 © typo, fig. 1, P var. favorita ‘ -
Quanto ao desenho e a forma esta especie, que
recebi do Estado de S. Paulo, approxima-se à Ch. zu-
nilda, distinguindo-se porem à primeira vista pela falta
absoluta do furta-côr azul no lado superior das azas e
pelo lalo inferior totalmente differente. Na Chl. sul-
tana a beira exterior das azas dianteiras por baixo do
apice é mais profundamente entalhada, o canto apical
inferior portanto mais fortemente marcado, do que em
Chl. zunilda. O angulo anal das azas posteriores é
mais estendido e a beira exterior diante do mesmo é
mais sinuada do que em Ch. zunilda.
Tenho presentes 27 oo e 17 9Q. O compri-
mento das azas dos Sd varia entre 21 e 24 mn., o
das 99 ‘entre 22 e 24 mm. O comprimento do corpo
dos Z f é de 16—18 mm., das PP 13—15 mm.
A cabeça assaz grande tem olhos brunos o palpos
compridos densamente pelludos, de côr encima. pardo-
“escura em baixo amarellento-branca. As antennas são
em cima nigro-brunas, em baixo mais claras, a ponta
entumescida das antennas, tambem no lado superior é
pardacento clara. Thorax e abdomen dos Sd em ci-
ma pardo-escuros, em baixo amarellento-brancos. Nas
PP o thorax e o abdomen são em cima pardacentos,
— 628 —
no lado inferior amarellento-brancos. As pernas nos
dous sexos tem femora amarellentosbrancos e tibias e
tarsos pardacentos.
O lado superior dos oo è profundamente bruno-
escuro, nas azas anteriores mais escuro do que nas azas
posteriores; como já men ionamos falta nesta especie
completamente o bello furta-côr, que distingue as de-
mais especies deste genero. Parallelo à beira exterior
corre um desenho marginal bruno-claro, que vai da
beira anterior das azas anteriores até à beira anal das
azas posteriores ; consta este desenho nas azas anterio-
res de estreitas manchas de forma semilunar que nas
azas trazeiras são mais largas, e que pouco a pouco se
estreitam e se encontram em direcção à beira anal.
Em alguns exemplares as manchas por baixo da
costa e as que se acham nas cellulas formadas pela veia
radial inferior e pela Il ramificação da veia mediana
são pardacento-brancas.
No apice ha 3 pontos brancos, dos quaes o infe
rior é o menor, o qual em alguns individuos tambem
falta de todo e estã mais deslccado para o meio das
azas do que em Ch. zunilda. Obliquamente por cima
do centro das azas ha 5 manchas cinzento-pardo-claras,
das quaes as da costa são diminutas e triangulares, as
entre os ramos medianos são redondas. Uma faixa
alongada, muito apagada acha-se no meio da cellula dis-
coidal é e uma mancha redonda tambem indistincta está
no meio. da cellula formada pela 1.2 ramificação da
veia mediana e pela submediana.
Nas azas posteriores acham-se, perto do. desenho
marginal 2 manchas muito apagadas bruno cinzento-
claras nas cellulas entre a subcostal e a veia radial
inferior. A beira anal das azas posteriores é de côr
pardacento-amarellenta. As franjas muito estreitas são
brancas, nas pontas das veias bruno-escuras.
No lado inferior as azas anteriores são de côr de
ochre, na metade exterior bruno-cinzentas, a beira an-
terior antes do apice mais ou menos intensamente sal-
picada de cinzento-branco. Do desenho marginal do
- soa
— 629 —
lado superior só existem 2 manchas semilunares nas
cellulas entre a veia radical inferior e a Il ramificação
da mediana e uma mancha irregularmente redonda no .
angulo exterior. Estas, como as demais manchas, que
correspondem ao desenho do lado superior, são aqui
maiores e cinzento-brancas, com um leve tom lilaz. As
manchas situadas obliquamente por cima do centro das
azas encostam-se outras pardo-escuras, de tamanho
irregular. As mesmas são dirigidos para dentro, nas
que ficam por baixo da costa são pequenas, nas demais
algum tanto esticadas. O risco branco no meio da
cellula mediana é guarnecido dos dous lados de bruno-
amarello.
As azas posteriores são no lado inferior claro-cin-
zentas, matizadas de lilaz no lado inferior e densamente
cobertas de finos risquinhos pardos, Por sobre o meio
estende-se uma linha irregular parda em zigue-zague,
que alcança da beira anterior até à I ramificação da
veia mediana, dividindo a aza em uma metade interior
mais escura e uma exterior mais clara. Para fora en-
costam-se à esta linha 3 manchas amarellentas um pou-
co mais claras, das quaes a mediana e a inferior mui-
tas vezes confluem. Em alguns exemplares a mancha
mediana está connexa com a parte apical mais clara.
_A beira exterior é desde a radical superior até a Iº ra-
mificação da veia mediana estreita, bruna.
Na cellula mediana ha uma manchinha ocular de
pupila bruna e de iris lilaz, bruno-clara. Esta manchi-
nha não é egualmente nitida, em todos os exemplares,
em alguns tambem falta de todo.
De particular interesse são as 929 totalmente dif-
ferentes, das quaes tenho presente 3 formas differentes.
E" a unica chlorippe, que conheço, na qual se dá o
dimorphismo no sexo feminino. Considero fórma typica
aquella da qual possuo o maior numero de exemplares.
Em férma e desenho as PP eos À d' são muito seme-
lhantes. As azas são mais largas. 2 sinuosidade por
baixo do apice das azas dianteiras é menos profunda, o
angulo anal não se prolonga em forma de rabo.
À
A ( aa
Da forma typica tenho 6 exemplares.
As azas dianteiras são bruno-escuras com a parte
basal bruno-cinzenta.
O desenho marginal na maioria dos specimens é
indistincto pardacento. Em todos os exemplares são
mais distinctas as 2 manchas semilunares entre a radial
inferior e a 2.º ramificação da veia mediana, assim
como uma mancha irregularmente redonda no angulo
exterior. Estas têm um tom esbranquiçado.
No apice acham-se 3 manchas bruno-claras, maio-
res do que as manchas apicaes dos dd.
A inferior é tambem nas PP a menor e em duas
falta. Pelo meio das azas extende-se uma faixa trans-
versal que é formada de 5 manchas amarellento-bru-
nas. As 2 manchas inferiores desta faixa só são nitida-
mente limitadas para fóra, perdendo-se para dentro em
um borräo pardacento. Parallelas a esta faixa, mais
perto da base, ha ainda duas manchas da mesma cor. .
Destas a superior, na cellula mediana é um tanto alon-
cada e encostada à uma mancha bruno-escura, em-
quanto a de baixo é oval, emittindo um borrão parda-
cento-claro até a beira interior.
As azas posteriores são em cima, na base e ao
longo da beira anal largamente bruno-cinzentas, dahi
em diante bruno-claras. Uma serie dupla de manchas
bruno-cinzentas-escuras, semilunares, que se encontram
e que encerra uma serie de manchas de egual forma,
porem mais claras, corre parallela à beira exterior le-
vemente bruno-cinzenta.
A serie exterior é mais escura do que a interior, cuja
mancha superior se prolonga em borrão na beira anterior.
Por baixo as azas anteriores são côr de ochre na
parte basal, bruno-escuras na metade exterior com a
parte apical sujo bruno-cinzenta, que é salpicada de
brancacento-cinzento. A extensão da côr de ochre na
base varia nos differentes individuos. As manchas api-
caes são por baixo mais brancacentas do que no lado :
superior. As demais manchas são mais claro-amarel-
las e nitidamente desenhadas.
do AB (ne
Em 4 exemplares ha perto da beira exterior uma
fina linha bruna, à qual se encostam as manchas maio-
res por entre a radial inferior e a 2.º ramificação da
veia mediana, assim como a que está situada no an-
gulo exterior. O iado inferior das azas trazeiras differe
nas QQ sómente na côr da dos machos. Como nestes a
aza é dividida por uma linha irregular em zigue-zágue
em duas metades, uma interna mais escura e outra externa
mais clara. A metade exterior é todo bruno-clara, a meta-
de superior brancacenta, a metade interior é pardacenta
com um leve tom cinzento-azul Uma mancha da mesma
“côr existe na beira anterior diante do angulo da beira
exterior. Do desenho da beira exterior do lado superior
só há vestigios. As franjas são lévemente brunas; no
apice, como no angulo externo das azas anteriores e
por baixo da beira dianteira das azas posteriores um
tanto brancas. A beira anal das azas posteriores é
amarellenta no lado superior.
Da segrnda forma, que denomino Chlorippe sul-
tana Q var. anaemica tenho à vista 2 exemplares. .
Esta só posso considerar como variedade, que se
distingue da precedente somente pelas manchas total-
mente brancacento-brunas das azas anteriores.
A terceira forma, que denomino Chlorippe sul-
tana Q var. favorita, é totalmente differente das pre-
cedentes e que se parece muitissimo no lado superior
com a Ch. kallina, da qual entretanto se distingue
pela forma e pelo lado inferior: das azas posteriores.
Tenho presentes 5 exemplares desta forma.
As azas anteriores, entalhadas mais profundamente
por baixo do apice do que nas formas precedentes, são
-bruno-escuras com a parte basal bruno-cinzenta. As
manchas são como nos oo, porem um tanto maiores
e- brancas com um tom lilaz cinzento. Das manchas
| apicaes tambem nesta forma a mais baixa é a menor
e num exemplar falta; o desenho marginal é como nos
dd. Distingue-se minha especie de Ch. kallina pela
posição e colorido das manchas. Em Ch. kallina as
— 632 —
manchas apicaes são maiores e dispostas mais em li-
nha recta.
Das 5 manchas, que atravessam o meio das azas,
em Ch. kallina as duas inferiores são deslocadas um
pouco para fora, emquanto as mesmas na var. Favorita
estão quasi em linha recta. Em Ch. kallina falta o
risco brancacento, que a var. favorita tem no meio
da cellula mediana. Excepto os pontos apicaes todas
as manchas em Ch. kallina são pardacento-brancas,
emquanto que na minha especie são brancas com um
tom lilaz-cinzento. |
As azas posteriores são em cima bruno-cinzentas,
O desenho marginal é como nas outras formas, mas
de outra côr. A serie mais interna das manchas é um
tanto desbotada, a mediana mais claro bruno-cinzenta
do que a côr fundamental das azas. A Ch. kallina
tem no meio das azas posteriores o começo de uma
faixa transversal, que falta à var. favorita. No lado
inferior a var. favorita parece-se inteiramente com as
outras formas.
Epinephele bônninghavseni 7. sp.
Est. XVI fig. 3
Esta especie é muito chegada a E. glaucope Feld.,
que possuo do interior do Estado de Paranã e parece-
se com a mesma sobretudo na superficie. Tenho só 1
exemplar desta especie, infelizmente um tanto damnifi-
cado do planalto do Itatiaya em uma altura de cerca
de 2400 m. Denomino-a segundo meu amigo Sr. von.
,
Bünninghausen. O exemplar, um do”, é menor do que
meus especimens de E. glaucope. Uma aza anterior:
mede 26 mm., emquanto as da E. glaucope medem até
29 mm.
Corpo, antennas e palpos como em E. glaucope.
As azas na superficie são bruno-claras com um
tcm amarello. Na metade exterior das azas anteriores
ha uma larga faixa bruno-amarello-clara, com 2 man-
4
— 633 —
chas oculares. Esta faixa é mais larga na minha especie do
que em E.glaucope, mais chegada à beira exterior, e attinge
a beira interior emquanto a mesma em todos meus exem-
plares de E. glaucope só chega até a sub-mediana. A
faixa é direita para fóra, só abaixo da 1.º ramificação
da veia mediana sinuada, para dentro levemente ondu-
lada com uma depressão na 3. râmificação da veia
mediana. Ao longo da beira interior estende-se, com
certa luz, um brilho bruno-amarello-claro até a raiz da
aza. Este brilho falta em meus exemplares de glau-
cope, nos quaes a faixa parece sempre claramente de-
limitada. As manchas oculares de regular tamanho
são bruno-pretas, a superior com duas, a infericr com
uma pupilla azul-clara. As azas posteriores de minha
especie são mais estreitas, o apice mais ponteagudo e a
beira exterior mais direita -do que em E. glaucope,
que tem as azas posteriores mais arredondadas. A fai-
xa bruno-amarello-clara perto da beira exterior chega
até à beira anal, emquanto a mesma em E. glaucope
“termina na submediana. Esta faixa é orlada por fora
de bruno-preto. Na faixa ha entre M 1 e M 2 uma
manchinha oval bruno-preta com leve pô azul-claro.
Por baixo as azas posteriores são simplesmente
cinzento-brunas e no apice bem mais claras. Dos ris-
quinhos bruno-escuros, que em E. glaucope cobrem a
metade basal das azas ant., não ha vestigio na minha
especie. A faixa ê mais clara e um pouco mais larga
do que na face superior, chega sómente até a subme-
diana, sendo orlada por dentro finamente, por fóra
mais largamente de bruno-preto. As manchas oculares
são maiores do que as de cima, mas do mesmo colo-
rido. A beira interior até à submediana é cinzento-
bruno-clara.
A metade basal das azas post. é um pouco mais
escuro-cinzento-bruna do que a das azas ant. e co-
berta de risquinhos mais escuros.
A metade exterior quasi branco pardacenta é ni-
tidamente separada da metade interior e só escassa-
mente riscada na beira exterior. Correspondendo à mol-
É cp —
dura bruno-preta da faixa em cima, acha-se perto da
beira exterior uma linha pardacenta, desbotada nas
pontas e engrossada no meio, com alguns risquinhos
juntos. Entre a ramificação da veia subcostal, da veia
radial e a inferior ha 2 grandes olhos bruno-pretos,
cegos, na proxima cellula uma fina riscasinha, todos
cercados de um brilho bruno-claro. Uma manchinha
mais oval da mesma côr esta entre M. 1 e M. 2.
As franjas são coloridas de bruno um pouco mais
claro na face superior do que na inferior.
A face inferior de minha especie é de todo dif-
ferente da de E. glaucope. Nesta ultima são as azas
ant. por baixo bruno-escuras, a metade interior risca-
da, ainda mais escura; a moldura bruno-preta da faixa
/
E)
falta; a faixa mesma é quasi bruna, para dentro bor-
dada de amarelo; as manchas oculares tambem são
menores.
A face inferior das azas post. é em E. glaucope
uniforme bruno-escura, densamente riscada. Atravessa
as azas uma estreita faixa amarello-clara, que se alar-
ga para a beira anal.
Pronophila schreineri n. sp.
Est. XVI fig. 3
Tenho diante de mim 2 4d e 1 Q. As azas ant.
dos dd tem 30 e 32 mm., as da 9 54 mm. O cor-
po é preto em cima, amarello-bruno sujo em baixo.
A cabeça pequena tem olhos pretos pelludos, palpos que
sobresahera muito a cabeça e que são na borda supe-
rior pretos, nos lados branco-amarellentos e para dian-
te guarnecidos de sedas compridas, pardacentas. As
antennas, levemente entumecidas no fim, são pretas nos
SdJ;naÇ em cima pretas, em baixo pardacentas.
As azas ant. tem a beira anterior levemente cur-
vada, o apice obliquamente arredondado, a beira exte-
rior levemente ondulada e a beira interior direita. As
Me — 685 —
azas posteriores bastante largas têm a beira exterior
dentada, com a 2º mediana vm pouco mais saliente. As
franjas são amarello-claras, nas pontas das veias bru-
no-escuras.
A metade basal dos azas anteriores é escuro-par-
do-bruna, para fóra tridentada e separada bem clara-
mente da metade exterior bruno-preta. O dente sito
na beira anterior é apagado, os dois inferiores tem na
ponta um tom amarello-claro. A beira interior é bru-
no-preta. Na metade exterior ha 2 fileiras de man-
chas amarello-claras. Das 5 manchas da fileira exterior
a superior é a menor e collocada mais para dentro, a
1." e a d.* são redondas, as duas medianas são qua-
dradas. A serie interior consta de 4 manchas, que
correspondem às superiores da 1.º serie. A 2.º man-
cha é menor, (na 9 só um ponto) a 4.2 a maior. Am-
bas as series são parallelas à beira exterior. Na beira
anterior, no iim da cellula ha alguns pósinhos ama-
rellos.
As azas posteriores dos 2 d'd' são quasi uniforme-
mente cinzento-brunas, no fim da beira anterior um
pouco mais escuras, emquanto que na 9, em geral de
cor mais escura, a metade exterior passa mais para 0
bruno-preto das azas anteriores. Antes do angulo anal
a beira exterior da Q é aureo-escura. Nos dd es
ta côr não é tão chocante. Na metade exterior ha,
parallelas à beira exterior, 2 ordens de manchas ama-
rello-claras. A exterior consta gle 5 manchas duplas,
das quaes as duas superiores confluidas. 6 manchas,
das quaes a 2.º e a 4.º são as menores, formam a se-
rie interior. Nos dd a inferior é uma mancha du-
pla, emquanto na Q uma simples mancha grande, en-
talhada no meio do lado interior forma a conclusão da
serie. Fôra da submediana ha na © 2, nos dd um
pequeno ponto amarello. A ponta da cellula discoidal
é de côr amarella, na 9 mais carregada do que nos dá.
A face inferior das azas anteriores tem o mesmo
desenho como a face superior, porem outro colorido. Da
metade exterior bruno-preta destaca-se a metade inte-
- 636 —
rior sujo branco-pardacenta, tridentada mais nitidamente,
do que na face superior. A cellula mediana, excepto
os dentes, é cinzento-bruna. Uma faixa apical sujo —
aurea salpicada de bruno termina na mediana 2. Em
correspondencia ao desenho da face superior tambem
ha na face inferior na metade exterior 2 series de
manchas, constando porem aqui de maiores manchas
branco-pardacentas. Da mesma côr é a margem an-
terior no fim da cellula. As 2 manchas superiores da
serie interior são connexas e formam uma faixa irre-
gular que chega até à beira anterior.
Na face inferior as azas posteriores são aureas,
com um pó pardacento. Este pô é muito forte e es-
curo na Q no disco e na celiula entre a mediana 3 e'
,
a veia radial inferior. A beira exterior é na © na
metade superior brancacenta com alguns pósinhos par-
dacentos. Na metade exterior das azas existem, como
na face superior, 2 series de manchas, que porém aqui
têm brilho metallico. As manchas duplas da serie ex-
terior são na Q argenteas, ao passo que nos dd só
as 3 inferiores são argenteas, as 2 superiores porém
são amarello-brancacentas. A serie interior consta de
7 manchas branco-amarellentas, das quaes as 3 supe-
riores connexas formam uma faixa, que chega da beira
anterior até a veia radial inferior, As manchas são
levemente guarnecidas de bruno, as da serie interior
para dentro, as da exterior para fóra, o que sobresahe
mais nos Sd do que na Q. Por entre as manchas
das duas series existem 7 manchas oculares brunas de
pupilla amarello-clara e orbita da mesma cor. A 4,
mancha ocular é um pouco indistincta, a inferior, sita
por cima do angulo anal é dupla. Atravez da cellula
mediana estende-se, começando na beira anterior, uma
serie de 5 manchas irregularmente formadas, branco-
amarellentas, tambem com brilho metallico, das quaes a
inferior fica a baixo da mediana. Notavel é a forte
mediana, que da mesma côr preta como seus ramos,
se destaca nitidamente do fundo aureo. A beira exte-
rior é finamente guarnecida de bruno ; as franjas como
na face superior.
dad did ft cá à ade:
Das a ie
Encontrei esta especie em Marco nos caminhos
de frondoso matto numa altura de 1700—1900 metros
e denomino-a em honra do meu fallecido amigo Karl
Schreiner, antigo subdirector do Museu no Rio, cujos
favoritos especiaes foram as borboletas.
Pyrrhopyge maravilha n. sp.
Est. XVI fig. 3.
Desta bella especie encontrei em 1 de Fevereiro de
1900 uma Q no Itamaraty e no dia seguinte tive a sorte
de apanhar tambem o &. No mesmo dia o Sr. John
Allen tambem achou um casal.
Esta especie chega-se mais à Pyrrhopyge charyb-
dis, West., da qual entretanto se distingue pelas azas
anteriores mais sinuadas no 1.º e 2.º ramo mediano e
pelas azas posteriores mais encolhidas. Estas ultimas
são na beira exterior muito arrendondadas e na subme-
diana puxadas para deante em forma de dentes.
Os SS tem 29—26 mm. de comprimento das azas,
com 21—22mm. de comp: ne de corpo. Nas 9 as azas
têm 33—34 mm., os corpos 22—24 min. de comprimento.
As azas é 0 corpo são na face superior escuro-azu-
lados comum furta-côr esverdeado no corpo, na base
das azas anteriores e na beira interior das azas posteriores.
A cabeça e as antennas são de um preto apagado, estas
com delgada e leve entumescencia e fino seg-
mento terminal, não curvado. Os palpos bem unidos 4
cabeça tem o 1.º e o 2.º membro densamente pelludos.
O 3.º membro do palpo é preto com alguns pellos
brancos no canto inferior. Os pellos do 2.º segmento
dos palpos são escuro-azulados havendo alguns brancos
na parte superior. O 3.º segmento do palpo é obtuso-
conico e de um preto apagado. Os grandes olhos são
brunos, cercados por deante e por cima de 4 pontos
brancos, para traz rodeados por uma fina risca amarel-
lenta que para baixo termina entre os olhos e os pal-
pos num tufo de erectas sedas amarellentas.
— 638 —
Por entre estes tufos ha mais um egual abaixo do
canal da tromba. Na base das antennas ha 2 pontinhos
brancacentos. A colleira preto-avelludada tem por cima
das pterothekas 2 pontinhos vermelhos.
Dous riscos vermelhos passam por cima da escama
dos hombros, que têm nos o/c’ um pello muito com-
prido. O thorax tem no lado inferior uns feixes de pello
vermelho junto à raiz das pernas.
Estas mesmas são azuladas, côr de aço com um fino
risco branco no canto dos femura, tibias e tarsos dos 2
primeiros pares, emquanto no ultimo par sómente os
femura tem um risco branco. A coxa do primeiro par
de pernas tem um risco avermelhado na face inferior.
Ha duas listras curtas de pello vermelho na base do
abdomen na face inferior. Os pellos anaes são côr de la-
ranja.
Na face superior das azas não existe desenho al-
gum. As franjas nas azas anteriores, na metade superior
da beira exterior são pretas, na inferior brancas. As
mesmas são nas azas posteriores completamente brancas,
por baixo do angulo exterior ha tambem algumas esca-
mas pretas.
| Na face inferior as azas são de colorido mais claro
do que na face superior. Riscos longitudinaes côr de
ochre cobrem as cellulas no apice, não chegam porém
de todo até a beira exterior, e tão pouco cobrem as veias.
Nas cellalas entre os tres ramos medianos as listras
são mais curtas, mais cuneiformes. Algumas escamas
da mesma cor acham-se entre a mediana e a subme-
diana. No fim da cellula mediana acha-se entre a mar-
gem anterior e a subcostal um borrão de côr um pouco
mais amarello-clara. Nas QQ acha-se em frente deste
na mediana um pontinho da mesma côr. Na raiz das
azas por cima do costal ha um risco fino cor de ochre.
Na face inferior das azas posteriores todas as cel-
lulas, excepto a cellula entre a submediana e a veia
abdominal, são longamente cobertas de manchas côr de
ochre. Tambem aqui as veias e a beira exterior per-
manecem azuladas, côr de aço. Uma listra da mesma :
nent CU DD eS IT ee. AP
ie 410
Oye eee,
— 639 —
cor estende-se do meio da costal até ao meio da subme-
diana. Perto da beira exterior ha na veia abdominal
uma curta mancha cuneiforme, que nos S&S é branca,
nas 9Q cor de ochre. <A beira anal é cor de ochre.
As franjas são como na face superior.
Castnia garbei n. sp.
Est. XVI fig. 6
Esta especie é muito chegada à Castnia cochrus
Fabr,. Tambem a recebi sob este nome do Rio Grande
do Sul. No Estado de S. Paulo ella occorre nos mattos
no Rio Batalha.
Tendo presentes 8 exemplares, infelizmente só Sd.
O comprimento das azas anteriores varia entre 40 e
50 mm., o do corpo entre 29 e 41 mim.
A cabeça, as antennas e os palpos são pretos; O
thorax é preto em cima e em baixo, sem furta-côr
“algum. Os primeiros segmentos abdominaes são em-
cima pretos, os 5 ultimos são meio-pretos, meio ver-
melhos com uma fina-orla branca na ponta posterior.
O abdomen da Castnia cochrus é de côr seme-
lhante, todavia na mesma os 5 ultimos anneis abdomi-
naes são vermelhos com uma estreita Deira posterior
preta, emquanto na minha especie os anneis são colo-
ridos na mesma largura de vermelho e de preto. No
lado ventral é o abdomen preto com fina orla branca na
extremidade posterior dos segmentos. O pello anal é
preto. :
As azas anteriores são na face superior pardacento-
cinzento-pretas com furta-côr verdejante. Uma faixa
sujo-branca vae da beira anterior obliquamente até a
beira interior. Entre esta faixa e a beira anterior as
azas são quasi pretas, emquanto ellas fóra da mesma
são mais claro-bruno-cinzentas.
Na beira anterior e interior a faixa é mais larga,
coberta de pô cinzento-negro, de modo que só no meio
a côr branca sobresahe. Na beira interior vae desde
— 640 —
a faixa até a raiz das azas um largo borrão cinzento-
preto. Para fóra a faixa é demarcada por um risco
muito preto, o qual a baixo da beira anterior, à qual
não chega, é dobrado para fóra em forma de gancho.
Na Castnia cochrus tambem se acha uma faixa branca
obliquamente por cima das azas, porém a mesma é
mais apagada, não chega nem à beira anterior nem à
interior, fica mais perto da beira exterior e é demar-
cada para dentro por um risco preto. direito.
As azas posteriores são avelludado-pretas com um
furta-côr azul e verde. Por cima do meio das azas
passa uma faixa branca, que as veias dividem em 6
manchas redondas alongadas. No exemplar da figura
consta a mesma de 7 de taes manchas. Alguns exem-
plares têm ainda acima da primeira mancha um peque-
no borrão branco, mais ou menos distincto. Perto da
beira exterior ha uma serie de 7 a 8 manchas bran
cas de forma irregular. Em alguns exemplares só che-
gam a formar riscos estreitos, em quanto que em ou-
tros existem manchas redondas irregulares no meio da
beira exterior.
Na face inferior as azas são de côr mais fraca,
com o mesmo furta-côr como em cima. A faixa das
azas anteriores tem quasi a dupla largura, não chega
aqui nem à beira anterior nem à interior e é dividida
no meio pelo risco preto, que no lado superior a deli-
mita para fóra. A metade interior é amarellenta, a
exterior lacteo-branca. A risca preta na extremidade
superior é só levemente curvada para fora, sem forma
de gancho. Em todos os exemplares acha-se na cellula
mediana por baixo da sub-costal um risco duplo ama-
rello, mais ou menos distincto.
O desenho das azas posteriores é exactamente como
na face superior, sômente a cor da faixa transversal é
mais amarellenta.
Dedico esta especie ao meu amigo Sr. Garbe, a
quem devo agradecer muitos e valiosos exemplares de
minha coliecção.
PA gee
Mimallo itamaraty n. sp.
Est, XVII fig. 2
'
Desta especie, que até ahi só encontrei em Petro-
polis, tenho presentes 24d e | 9. As azas dos Sd
tem 23-29 mm., as da 9 27 mm. de comprimento. Os
corpos têm nos dd 24-26, na 9 27 mm.
Quanto à forma, esta especie é mais chegada à
Perophora packardi, distingue-se porem pelas azas mais
largas e pela ponta apical mais obtusa. Motivos, que
citarei mais a baixo, fazem com que ponha minha es-
pecie no genero Mimallo.
As azas e o corpo são de todo amarello-claros. A
cabeça fica quasi occulta debaixo da ‘colleirae leva nos
dois sexos antennas ponteadas, cujas pontas nos Sd
são un pouco curvadas para cima. A antenna, excepta
a ponta, é amarellenta, os pentes, nos © © um pouco
mais compridos do que na 9, são levemente avermelha-
dos. O membro basal das antennas é espherico e traz
no lado inferior um topete levantado de pellos ama-
rellentos. Os palpos são pequenos, nos 4 & despegados,
na 9 chegados ao corpo e no canto anterior po tos
de sedas rigidas. A colleira larga é na © atraz orlada
de um fraco ferr ugineo. As pernas são densamente co-
bertas de pello amarellento. O primeiro par de pernas
traz no lado interior da tibia um esporão bem desenvol-
vido. Na diagnose que deste genero dá o Dr. Burmeis-
ter, na sua obra « Lepidoptères de la République Ar-
gentine » pag. 495-496 não acho mencionado este esporão,
o qual alias chama a attenção em cada genero provido
deste caracter. Infelizmente não possuo a obra do
recem-fallecido Dr. Carlos Berg «Investigação sobre o
genero Mimallo de Hübner e as suas especies», por isso
não posso dizer si este esporão é mencionado na sua
obra. Em todas as especies de Mimallo e de Peropho-
ra, este esporão é fortemente desenvolvido, chegando
quasi a ter o comprimento da tibia.
No estado de repouso, o mesmo fica occulto numa
cavidade correspondente da tibia, denunciando-se-pela sua
= gue ee
cor bruno-escura. A expressão «esporão» não é de bôa
escolha e eu proporia para este orgão a denominação de
« pseudofibula ».
Ha ainda um ponto em que não me posso con-
formar com a diagnose de Burmeister. Diz elle à
pag. 496: «La sous-costale sans rameaux courant à la
cote, téendue droitement à l'angle terminal, avec trois
rameaux posterieurs, dirigés au bord externe, unis ala
base en tige commune ». Nos preparados macroscopicos,
que fiz das especies do genero Mimallo e Perophora,
acho eu, que o primeiro ramo subcostal desemboca não
no apice, mas sim deante do mesmo na beira anterior.
O segundo ramo subcostal termina na ponta das azas,
emittindo pouco antes do apice pequenos ramos secun-
darios à beira anterior. O numero destes ultimos varia
nas differentes especies. Assim encontro em Mimallo
amilia e Perophora packardi um, em Perophora des-
pecta dois e na minha especie tres desses ramos se-
cundarios. Ainda que estes ramos secundarios sejam
diminutos, todavia são bem visiveis nas azes descama-
das, tornam-se porem indistinctos na aza escamada.
Quanto aos « trois rameaux postérieurs», só en-
contro dois e creio que Burmeister considerou como
ramo subcostal a radial superior. Nos meus preparados
presentes a subcostal só tem 4 ramos. Em Mimallo
amilia e M. itamaraty a radial superior nasce livremen-
te, em quanto a mesma na Perophora despecta e P.
packardi é unida na raiz com o terceiro ramo subcos-
tal, o qual é sempre bifurcado. Mais uma razão que me
induziu a collocar minha especie no genero Mimallo
são as discocellulares. No genero Mimallo acham-se
sempre 3 discocellulares nas azas anteriores, no genero
Perophora porem sómente 2. A discoceilular superior é
de facto pequena em Mimallo, todavia existe. A disco-
cellular mediana é sempre quebrada em um angulo recto
em Mimallo e quasi do duplo comprimento que a infe-
rior. No genero Perophora ambas as discocellulares são
direitas e egualmente compridas. Semelhante é a estru-
ctura das veias discocellulares nas azas posteriores.
4
-
— 643 —
Tambem aqui o gerero Mimallo tem 3, o genero Pe-
rophora sô 2 veias terminaes da cellula mediana. Em
Mimallo a superior é muito curta, à mediana quebrada
em um angulo recto, cujo lado superior é mais curto
do que o inferior. A minha especie differe pois em que a
veia. no meio ê menos intensamente quebrada, como em
M. amilia e que os dois lados tem o mesmo compri-
mento. A discocellular inferior é direita e tem quasi só
um terço do comprimento das medianas. Nas especies de
Perophora ambas as discocellulares são direitas do mes-
mo comprimento. Estes motivos determinaram-me a
collocar no genero Mimallo a nova especie M. itamara-
ty, que pelo aspecto fica realmente mal collocada junto
à Mimallo amilia com as suas azas dentadas.
O abdomen do Mimailo itamaraty é chato-redondo,
correndo sobre as costas uma crista de pellos sedosos.
Nos dd 0 abdomen excede as azas posteriores, porem
na Q näo. As valvulas anaes dos o/¢ são enfeitadas
por um fino pincel de pello.
Como ja fora citado as azas são na face superior
amarello-claras com um lustre sedoso e coberto de um
fino pó avermelhado. No meio das azas ha uma man-
cha transparente, periforme. bordada levemente de ferru-
gineo e dividida pela radial inferior em duas metades
desiguaes. Partindo do apice das azas anteriores uma
linha recta de côr ferruginea extende-se até o terço in-
ferior da beira anal das azas posteriores. IFóra desta
linha as azas, sobretudo dos Ss, são fortemente co-
bertas de pô parecendo por isso mais escuras. Nas azas
anteriores partem da beira anterior ainda 3 linhas lon-
gitudinaes parallelas, de egual côr. A superior vae até
a linha principal, a segunda chega atê a mancha trans-
parente, a terceira não alcança nem a beira anterior
nem a linha principal. Da beira anterior, justamente do
ponto de partida da linha mediana longitudinal, vae ver-
ticalmente para a beira interior uma linha transversal,
levemente curvada para fora. Mais uma linha parallela
a esta existe fóra da linha principal e alcança do 3.º
ramo mediano até ao angulo interior.
— 644 —
No lado superior das azas posteriores acha-se além
da linha principal mais uma, que parte do 3.º ramo
mediano à beira exterior, com a qual encontra pouco
antes do angulo anal.
“A face inferior das azas é de côr mais clara do
que a face superior, mais fortemente coberta de pô. A
principal linha transversal só é direita nas azas anterio-
res, nas azas posteriores ao contrario fortemente recur-
vada para fóra. Nas azas anteriores existem somente
as duas linhas superiores longitudinaes. A linha trans-
versal, que se acha fôra da linha principal chega
sómente até ao segundo ramo mediano. Nas azas pos-
teriores alem da linha principal não se ve outra.
As franjas e a beira anterior tem em ambos os
lados uma orla ferruginea.
Ormiscodes delta 7. sp.
Est. XVII fig. 2
Esta especie é muito chegada à precedente. In-
felizmente só possuo 1 exemplar, egualmente uma 9,
que apanhei na luz electrica.
O comprimento duma aza anterior é de 35 mm.,
o comprimento do corpo 28 mm. A cabeça é enco-
lhida e occulta por baixo da gorgueira. Os olhos são
pretos, as antennas amarellentas, finamente pelludas. O
topete é bruno-avermelhado. O thorax forte é bruno-
escuro na frente, para traz um pouco mais claro. Os.
hombros levam compridos pellos apartados. As tibias.
têm compridos, os tarsos curtos pellos brunos. O abdo-
men bastante delgado para uma Q é bruno-escuro, sal-
picado de pontos branco-amarellentos. A extremilade -
,
posterior de cada seginento é finamente bordada de
ochre-escuro. Pellos assaz compridos da mesma côr
existem no annel anal. Na face inferior o abdomen é
bruno-cinzento-escuro com 3 manchas branco-amarel-
lentas nos lados. A face superior das azas anteriores
é bruno-cinzenta. Obliquamente por cima do meio
das azas estende-se uma faxa bruna, que na beira an-
. pa
st du D à
a st de
ar os aoe oe
a eee
terior é larga, e que diminue para baixo. A mesma é
direita para fóra, para dentro concava e na margem
inferior torna-se completamente bruno-cinzenta. A beira
exterior das azas é tambem bruno-cinzenta No meio
da faixa bruna ha, nas veias terminaes da cellula me-
diana um triangulo irregular, esticado, de côr amarello-
clara, cuja ponta exterior ê de cor amarella mais viva
e que passa um pouco a beira exterior da faxa. Em
frente ao canto inferior deste triangulo acha-se ainda
na beira interior da faxa um tracinho amarello.
A face superior das azas posteriores é uniforme
bruno-cinzenta com uma linha transversal mais escura
e levemente marcada sobre o meio das azas. :
Na face inferior as azas posteriores são pardacen-
to-claras com 3 estreitas faixas transversaes cinzento-
claras sitas diante da beira exterior. As duas interio-
res são direitas, a mais externa irregular, em forma
de zigue-zague. Diante da mais interna destas faixas
ha na beira anterior o começo de mais uma faixa. No
meio da aza transparece o triangulo amarello-claro de
cima.
As azas posteriores são na face inferior igual-
mente levemente bruno-claras e tem 4 faixas transver-
saes estreitas, cinzento-claras. A mais exterior das
mesmas é no meio curvada em forma ——, emquanto
as outras são direitas. ;
Ormiscodes irregularis n. sp.
Est. XVIII fig. 4
Esta especie é muito chegada à minha Or. delta.
Tenho presentes 5 exemplares, dos quaes infelizmente .
só um d'. O comprimento das azas é no d de 36,
nas PP de 40—45 mm. Os corpos têm 25—31 mm.
de comprimento.
A cabeça pequena é muito retrahida, tem a testa
avermelhada e as antennas amarellentas, as quaes no
d& são penteadas, nas PP filiformes, finamente denta-
das. Pello comprido bruno avermelhado cobre a face
— 646 —
superior do thorax e as tibias das pernas. O abdomen
é em cima preto e coberto de pentinhos brarcos, nas
articulações com finas bordas amarellentas. O abdomen
é em cima preto semeado de pontinhos brancos, nas
articulações bordado de amarellento. O ventre é den-
samente coberto de pello bruno-avermelhado. O ultimo
annel abdominal tem sedas avermelhadas mais claras.
Às azas anteriores são na face superior bruno-
vermelhas. Uma larga faixa de cor bruna, trapezifor-
me, que é bem delimitada para dentro e para fóra,
atravessa o centro das azas da margem anterior -à in-
terior, sendo nesta ultima mais estreita do que na mar-
gem anterior. Um triangulo branco-pardacento exten-
de-se da base das azas até à beira interna da faixa
transversal. © lado inferior deste triangulo estã situa-
do na submediana, por baixo da quai a beira interior
permanece bruno-escura. Na parte exterior das azas
ha uma faixa apagada em forma de S de côr rosea.
Uma mancha amarellenta clara com certo brilho me-
tallico e algumas granulações escuras acha-se no fim
da cellula mediana. A mesma é de forma muito irre-
gular, apparentando em alguns exemplares um trian-
gulo longitudinal, com os lados reentrantes, em outros
um borrão alongado. A mancha escura mostra uma
fina listra clara. De ambos os lados desta mancha
existem pontos e riscas da mesma côr, dos quaes os
exteriores são collocados na radial inferior, os interio-
res na mediana. Este dezenho é muitissimo irregular,
differindo mesmo o da aza direita do da esquerda no
mesmo exemplar. Assim ha num dos especimens duas
riscas na aza direita, na esquerda ao contrario um ponto
à esquerda da mancha no fim da cellnla mediana e à
direita uma curta risca. Um outro exemplar tem na
aza direita dous pontos na radial inferior e um ponto
na mediana, em quanto na aza esquerda existem tres
pontos na radial inferior e nenhum na mediana.
Totalmente falta o dezenho na mediana de um es-
decimen, no qual na radial inferior da aza direita ha
um ponto e uma risca curta; na aza esquerda sómente
— 647 —
ha uma risca mais prolongada. Estas irregularidades
me fizeram denominar esta especie Or. irregularis.
As azas posteriores são no lado superior siinples-
mente bruno-claras com veias escuras e têm nas veias
terminaes da cellula mediana uma mancha alongada
mais escura, com bordos um pouco mais claros.
Na face inferior as azas anteriores são pardacen-
to-claras, ao longo da beira anterior e exterior mais
escuras.
Na metade exterior existem quatro estreitas fai-
xas transversaes de côr de rosa apagada. As tres in-
teriores são quasi direitas, a extrema é sinuada em
forma de S. Nas veias terminaes da cellula central
transparece levemente amarellento a macula da face
superior.
As 9zas posteriores são na face inferior mais es-
curo brunas do que as azas anteriores com a parte
basal coberta de rosa. Tres faixas da mesma côr atra-
vessam a metade exterior das azas. As duas interiores
são direitas, a.extrema recurvada no meio em forma
de W.
Esta especie bem rara parece occorre sómente em
Petropolis. Pelo menos ainda não obtive a mesma de
outra parte.
Segundo diz o Snr. Allen, que teve a sorte de
achar uma vez uma lagarta, vive a mesma no car-
valho.
Ormiscodes ayuruoca n. sp.
Est. XVII fig. 3
Esta é especie alliada à Dirphia tarquinia Cram.
Meu unico exemplar Q, infelizmente um pouco defeituoso,
achei-o no planalto do Itatiaya n'uma manhã de Março
bastante fria, sentado n'um arbusto.
O comprimento de uma aza anterior é de 42 mm.,
o do corpo 28 mm. A cabeça pequena tem olhos br u-
— 648 -
nos, antennas dentadas, filiformes, das quaes cada um
dos segmentos têm 2 finos pellos curtos. Os palpos são
pequenos, pelludos de bruno-escuro, com o membro ter-
minal despegado. O thorax é densamente guarnecido em
cima e em baixo por compridos pellos aureos e que se
tornam mais escuros na nuca. O abdomen é preto em
cima, por baixo bruno-amarellento-sujo. A parte poste-
rior dos segmentos é por cima annelada, levemente
amarella. Nos lados dos anneis ha manchas sujo-bran-
cas. Os 2 ultimos anneis são cobertos de comprido pello
louro. Os femora compridos, bruno-amarelles, tibia e
tarsos curtos e cobertos de pello bruno-escuro.
As azas anteriores são intensamente aureas; esta
côr torna-se mais escura na cellula. Na base das azas
ha uma faixa sujo-amarellento-branca, a qual da beira
anterior chega até a submediana e se adelgaça para 0
meio das azas. Da, ponta desta faixa estende-se uma tira
estreita argentea ao longo da mediana até mais ou me-
nos ao meio das azas. Na mediana ha um triangulo da
mesma côr, que cobre as velas terminaes da cellula,
Um dos lados deste triangulo, o dirigido para a parte
interna da aza, é concavo, o lado dirigido para fóra
convexo, com uma depressão no meio. No centro deste
triangulo escamas escuras, entremeiadas com cla-
ras formam um segundo triangulo, de contorno egual
ao exterior. Um pouco mais para fóra deste triangulo ha
na veia radial inferior mais uma tira estreita argentea.
Deante da beira exterior ha 2 faixas pardacentas. A ex-
terior começando no apice tem leve forma de S, é mais
jarga do que a interior e coberta na metade superior
para fora, na inferior em ambos os lados de um tenue
po apagado lilaz-cinzento. A interior é direita, no meio
um pouco indistincta, bordada para fra de lilaz-cin-
zento e interrompida na veia radial inferior pela listra
argentea exterior. O dezenho longitudinal das azas é
desigual. Na aza anterior direita ha além da listra inte-
rior mais um pequeno ponto branco na primeira medi-
ana e um outro egual acha-se de ambos os Jados da
listra exterior. Estes pontos faltam na aza anterior es-
;
649 —
querda. Por cima da listra exterior na aza anterior di=
reita- ha na veia radial superior 2 pontos, na aza ante-
rior esquerda ao contrario só 1 ponto. Na aza anterior
esquerda acham-se à esquerda do triangulo mais # pon-
tinhos brancos, que faltam à aza anterior direita. Além
disso a listra exterior da aza anterior direita é mais
comprida do que a correspondente da aza anterior es-
querda.
As azas posteriores são de côr mais escura e mais
desbotada. No meio da beira anterior, como continua-
ção da faixa interior das azas anteriores, ve-se o prin-
cipio de uma faixa transversal, cor de rosa; perto da
beira exterior. como continuação da faixa exterior das
azas anteriores ainda uma larga faixa direita de cor
rosa; que para dentro é mais apagada, para fóra bor-
dada cinzento lilaz. Nas veias terminaes da cellula ha
um curto traço bruno-amarello.
A face inferior das azas anteriores é sujo parda-
cento-amarella. Diante da beira exterior das azas ante-
riores acham-se as duas faixas da face superior, com-
tudo mais indistinctas e a metade inferior da faixa in-
terior de todo apagada. O desenho longitudinal da
faixa superior transparece amarello-claro. O canto-da
beira anterior é salpicado de lilaz-cinzento.
A face inferior das azas posteriores é da mesma
cor como a das azas anteriores. As faixas das azas ex
tendem-se por cima das azas posteriores, são entretanto
mais largas, mais apagadas e mais largamente borda-
das de lilaz- cinzento. Diante do angulo anal a faixa
exterior tem a forma de W, não sendo direita como
na face superior. As franjas são em ambos os lados
amarello-pardacentas. |
Phassus hayeki 7. sp.
Est. XVII fig. 1
Desta bella especie tenho presentes 3 Sd todos
P P
achados em Petropolis. O menor tem 75 mm., 0 maior
— 650 —
82 mm. de comprimento de azas. O comprimento do
corpo varia entre 60 e 70 mm.
A cabeça mui pequena tem curtas antennas iilifor-
mes, bruno-amarellentas, cujo primeiro membro é ci-
lindrico e mui espesso em comparação com as anten-
nas, o segundo membro é espherico. Os palpes e o
ferrão são “atrophiados.
O thorax é densamente pelludo. Adiante e na
face inferior os pellos são pardacentos, para traz mais
amarello-avermelhades. As pernas são revestidas den-
samente de pello comprido pardacento, que é entre-
meiado com alguns pellos esparsos, ainda mais compri-
dos e amarellentos. O ultimo membro tarsal traz duas
fortes garras bruno-escuras.
O abdomen esbelto que muito sobresae as azas pos-
teriores estã coberto de comprido e denso pello ama-
rello-avermelhado. As azas anteriores são alongadas
com o apice agudo e angulos interiores bem arredon-
dados. As azas posteriores tambem são muito compri-
das e ponteagudas no apice. A margem anterior é le-
vemente sinuada, a beira exterior é ondulada,
Na face superior as azas anteriores são bruno-azei-
tonadas com a margem exterior mais clara de cor de
rosa. Da base da beira anterior vai uma faixa bran-
co-suja ao longo da beira interior para o angulo exte-
rior. Na beira interior esta faixa tem um tom parda-
cento-claro e no meio 2 manchas redondas, collocadas
obliquamente uma por cima da outra. A superior das
mesmas é bruno-escura, a inferior é mais clara, bor-
dada levemente de brancacento. No meio das azas
existe nas veias terminaes da cellula mediana um pe-
queno estigma com brilho de prata. Na beira anterior,
perto do apice, originam-se duas faixas transversaes
brancacentas. Destas a interior é algum tanto mais
larga, tambem desce um tanto mais. Uma linha si-
nuosa assaz larga extende-se na beira anterior do
centro desta para a raiz. A superficie das azas está
coberta de manchas oculares de contornos apagados,
mais claras, irregularmente redondas. Algumas das
À
tt E DS ee ee ee à à
pai e oa id fio SÊ fais
— 651 —
mesmas tem uma pupilla escura, ao passo que outras
são só manchas mais claras, finamente bordadas de es-
curo. Essas faixas destacam-se mais intensamente na
beira exterior brancacenta e nos principios das faixas
transversaes.
Destas a exterior mostra uma, a interior 2 series
de taes manchas. Na raiz das azas ha um topete de
comprido pello amarello-avermelhado.
As azas posteriores são na face superior frouxa-
mente bruno-claras. A metade interior da superficie
- das azas está coberta de comprido e denso pello ama-
rello-avermelhado. Perto da ponta das azas acham-se,
francamente marcados, os principios de 2 faixas trans-
versaes mais claras.
Uniforme bruno-pardacenta é a face inferior das
azas. Comprido pello lanosc, amarello-avermelhado, co-
bre o campo medio das azas anteriores e mais do que
“a metade das azas posteriores. Pellos um pouco mais
curtos da mesma eôr existem na costa das azas ante-
riores. Manchas irregulares redondas e brancas ha na
beira anterior das azas anteriores e algumas riscasinhas
da mesma côr na beira anterior das azas posteriores.
Denomino esta especie notavel em grata lembran-
“ça ao meu antigo professor da historia natural, o Snr.
“conselheiro professor Dr. Gustav von Hayek.
EXPLICAÇÃO DAS ESTAMPAS
Est XV.
Mt apn, --hedaey 0) en: om. spe
Sit, de » CAMPEIEOs SAM ie <r Ye >
DER OS » sea UA eae ECA ir |
Est. XVI
Fig. |, 2, 4. Chlorippe sultâna -. n: sp.
» 9. Pronophila schreineri . . » »
e = SE TPRIS Maliayad. Mas CW»
Bes O Gastar Sakbel: = Pesa ni 2» ">
ds qo 00 =
%
= ene; NE
AT dr SAR EC
Phassus hayeki . . . mn. sp.
Minallo itamaraty . . . » »
Epinephele binninghauseni. » »
NM:
Pyrrhopyge maravilha. . mn. sp.
Ormiscodes delta it Ress
» AYUPUOCAN LE BN
» irregularis: op»
As Melanias do Brazil
POR
H. VON IHERING
- Abundam nos rios e nas lagôas do Brazil cara-
mujos das duas familias das Ampullariidas e Melanii-
das. São caramujos operculados, isto é, munidos de
operculum, lamina cornea ligada ao pé, que tapa o ori-
ficio da concha quando o animal nella se recolhe.
Destas duas familias de Gastropodes prosobranchia-
dos, a primeira é encontrada de preferencia nas lagõas
e nos banhados, sendo as especies munidas de uma
“concha globosa e pouco solida.
As Ampullarias que são oviparas e amphibias, mu-
nidas não só de branchias mas tambem de pulmão for-
“marão o objecto de outro estudo meu.
As Melanias são caracterisadas pela concha grossa
de forma pyramidal, imperfurada, revestida de uma epi-
derme amarella ou escura; a abertura é inteira na
base ou chanfrada; o operculum é corneo espiral com
o nucleo central ou excentrico. Quasi sempre o apice
é roido, devido a acção do acido carbonico da agua
corrente.
As Melamas brazileiras são viviparas e vivem nos
rios e seus affluentes não raras vezes nos logares onde
a corrente de agua é mais forte.
A familia das Melaniidas é dividida em duas sub-
familias a das Pleurocerinas ou Streptomatinas, que
|
— 654 — :
são oviparas e cujo animal tem a borda do manto.
simples, sendo as especies encontradas só na America
do Norte e Central, e a das Melanznas, que são vi-
viparas e nas quaes a borda do manto é incisa e den-
ticulada. © macho é sem orgam de copulação nas Stre-
ptomatinas, provido delle nas Melaniidas. Esta ultima
sub-familia é de distribuição vasta, quasi cosmopolita,
mas na America Meridional apenas occorrem os dous
generos, Doryssa e Hemisinus, separados do grande
genero Melania, não representado na America.
Neste sentido, entretanto, é preciso chamar a at-
tenção à occurrencia de Melania frazeri v. d. Busch
no Equador, acceita mas não confirmada por Ix. Miller
e contestada por Brot.
No ultimo decennio, em consequencia dos estudos
de Bouvier sobre o systema nervoso dos Prosobran=
chiata, numerosas publicações trataram do desmembra-
mento da familia Melaniidae e do genero Melania. Os
irmãos Sarasin na sua obra sobre os molluscos de agua
doce de Celebes dividiram o genero Melania em dous
generos: Palaeomelania e Neomelania; o primeiro
tem o operculum multispiral, o 2.º paucispiral.
Como Neomelania inclue Melania amarula L., typo
de genero Melania, o novo nome é superfluo e syno-
nymo de Melania. O segundo talvez coincida com
Sphaeromelania Rovereto 1889, destinado a substituir
o de Pachychilus Lea (nec Eschscholtz).
Um estudo intessante, tratando da familia Mela-
nidae foi publicado em 1899 por Moore; o autor con-
firma a divisão do genero Melania em dois, segundo a
conformação do operculum, e insiste na necessidade de
collocar os generos Hemisinus e Melanopsis em uma
familia distincta, completamente separada da das Mela-
nudas.
Em geral estes estudos não podem ser considera-
dos concluidos e as Melanias da America do Sul não
são ainda examinadas com referencia à saa anatomia. |
Infelizmente não tenho a minha disposição a obra:
Mission scientifique au Mexique, mollusques por P. Fis-
ee 44 ds pe oh Pep
SLE aN -
ea
¥
— 605 —
cher et. H. Crosse, que contem dados sobre os ani-
maes de diversas especies de Pachychilus e Hemisinus.
Moore I. E. S. On the divergent forms at pre-
sent incorporated in the family Melaniidae. Proceedings
of the Malacological Society, vol. III London 1899 p.
230—234.
O conhecimento das especies brazileiras destes ca-
ramujos muito deixa a desejar e as especies do Brazil
Meridional até hoje não foram discriminadas e des-
eriptas. Pretendendo preencher esta lacuna, pelo pre-
sente artigo, achei conveniente dar uma synopse de
todas as especies occorentes no Brasil e de sua distri-
buição geographica.
Da litteratura, que consultei, merecem menção es-
pecial as seguintes monographias :
Reeve. Gonchologia Iconica, vol. XVI, London
1860. Genus Melania.
Brot. Melaniaceen. Systematisches Conchylien—-
Cabinet, von Martius und Chemnitz. Neue Auflage vol. I
Abth. 24 Niirnberg 1874.
Com referencia às medidas dadas nas descripções
das diversas especies tenho a observar que indicando
o comprimento da concha me refiro ao da concha in-
tacta.
Acontecendo qnasi sempre que as primeiras voltas
em exemplares de tamanho regular são destruídas por
meio de corrosão a simples indicação do compri-
mento não pode dar uma idéa exacta. E” pois preciso
calcular o comprimento da parte da espiza que falta, o
que não é difícil desenhando-se a respectiva figura.
Em seguida tratarei successivamente do :
I. Genero Sphacromelania Rovereto.
IL. » Doryssa Brot.
HI. » Hemisinus Swainson.
IV. Especies duvidosas.
V. Distribuição geographica e geologica.
fy Oe hea nN PC COS te | ae
à pe ay mye Nel te et A oe Te a
LRO
Gen. Sphaeromelaina Æovereto |
Pachychilus Lea (nec Eschscholtz)
Este genero inclue caramujos de tamanho regular
ou grandes, de forma pyramidal-alongada com as voltas
lizas ou providas de costas espiraes e de plicas longi- |
tudinaes ; o labio exterior é espessado, a abertura, às ,
vezes, prolongada na base; o operculum é formado por :
»
voltas espiraes, cujo nucleo é mais ou menos situado
no centro.
P. Fischer no seu « Manuel de Conchyliologie »
‘Paris, 1887, pag. TOL considera Pachychilus como
subgenero de Melania, subordinando-lhe Doryssa como
secção. Se aqui conservei Doryssa como genero, assim
procedi apenas por me faltar o necessario material para
estudos anatomicos, os unicos que ao meu ver podem
decidir a questão. Quanto ao lado conchologico estou
de accórdo com Fischer.
Segundo a opinião quasi geralmente acceita Sphae-
romelania comprehende as especies da America Central,
Doryssa, as da America Meridional. E” preciso entre-
tanto notar que Sphaeromelama laevissima Sowerby,
especie commum da America Central, occorre tambem-
na Venezuela. Neste sentido ê& bem possivel, que uma
ou outra especie de Sphaeromelania occorra tambem no
Norte do Brazil. Desconfio que a especie seguinte do
Pará pertença ao genero Sphaeromelania.
sphaeromelania lumbricus eevc
Melania lumbricus Reeve Conch. Icon. p. 20 fig. 145
Melania lumbricus Brot Conch. Cab. pag. 61
Taf. 6 fig. 17
A concha é de forma oblongo-conica, amarello-
azeitonada ; as voltas, em numero de 7, são quasi pla-
nas, cingidas de numerosas linhas espiraes elevadas,
— 657 —
a abertura é oval, na base um pouco alongada; a es-
pira é intacta, o comprimento é de 32 mm., o diametro
15 mm. ou 47/100 do comprimento.
Hab. Pará. Esta especie é intimamente alliada à Me-
tania spadicea Reeve, que Brot, como tambem as.
lumbricus, colloca na secção Sulcospira do genero Me-
lania, ao passo que eu não duvido que realmente per-
tença à Sphaeromelania Doryssa.
Gen. Doryssa Z. A. Adams
A concha é solida, em geral, de forma alongada,
rodeada de sulcos ou costas espiraes, às vezes munidas
de plicas longitudinaes, occorrendo tambem especies de
forma curta arrendondada. A epiderme é de côr ama-
rello-azeitonada ou escura, sendo em baixo della a con-
cha munida de manchinhas escuras muitas vezes line-
ares e dispostas em series espiraes. O eixo da abertura
é de direcção obliqua, a sua forma é pyriforme-oval,
acuminada para cima, 0 labio externo é sinuoso e sa-
lienteno meio. A abertura é na base estreitada, prolon-
gada e concava («effusa ») sendo porem este caracter
na D. atra e outras bem pronunciado e em outras es-
pecies menos. O operculum é redondo, relativamente
pequeno, formado por numerosas voltas espiraes cujo
nucleo fica situado quasi central.
Este «genero » segundo minha opinião representa
apenas um subgenero de Melania Lamarck e isto mes-
mo caracterisado de modo pouco certo, sendo o unico
caracter absoluto a occurrencia de todas as especies na
America Meridional.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS DE DORYSSA
a. For na conico-ovata; abertura
subvertical
b. plicas bem desenvolvidas, aber-
tura simples .
d
kk
— 698 —
concha pequena com sulcos
espiraes; abertura menor do
que a espira; voltas convexas.
concha pequena com costas
espiraes ; abertura mais com-
prida que a espira ; voltas con-
vexas . : : À
concha de tamanho regular
com sulcos espiraes e plicas
desenvolvidas só perto da su-
tura; voltas achatadas
plicas obsoletas, abertura em
cima canaliculada .
sulcos espiraes marcados :
sulcos espiraes quasi obsoletos ;
pouco profundos . é
forma pyramidal-alongada
forma alongada subcylindrica,
plicas nas 1—2 ultimas voltas
obsoletas, abertura subvertical.
forma pyramidal, diametro
28-34/100 do comprimento
plicas obsoletas, abertura obli-
uia É : ;
plicas presentes À ; ;
abertura subvertical, em cima
canaliculada . ; à :
abertura simpes, ovoide.
abertura muito obliqua .
intersticios das costas lisos,
comprimento 60-70 mm. :
intersticios sulcados, compri-
mento 30-40 mm. : é
abertura subvertical ;
abertura prolongada na base,
costas espiraes simples
abertura ovada-simples, costas
espiraes granulosas. : 4
millepunctata
schuppe
consolidata
scarabus
bullata
atra
VUXLOSA
aspersa
macapa
transversa
nconspieua
pernambucensis
ee de és dé où 4
— 659 —
Doryssa millepunctata Tryon
Melania millepunctata Tryon Amer. Journ. Conch. I
Pal (staan, foo
Doryssa millepunctata Brot Conch. Cab.
p. 307 t. 36 f. 5-3 a
Especie pequena de 21 mm. de comprimento e 10
de diametro, sendo pois o diamentro +7 do com-
100
primento. A concha é globoso-conica, as voltas são
algum tanto convexas; as plicas são arredondadas, as
costas espiraes são um pouco granulosas, a côr é ama-
rello-azeitonada com salpicos escuros.
Hab. : Rio Amazonas.
Doryssa schuppi n. sp.
Doryssa testa globoso-conica, solida luteo-olivacea ;
spira breviter turrita, apice paululum errosa ; anfractus
V convexi, spiraliter acute elevato lirati,
plicis longitudinalibus subdistantibus, plus
minusve obsoletis ; sutura impressa ;
apertura ovata superne acuta fere ver-
ticalis, columella parum arcuata, margi-
ne dextro acuto base vix uncinata.
Long. 17 mm., diametro, 8, 5mm.
vel =. longitudinis.
Hab. Rio Grande do Sul.
Recebi “esta-interessante especie do” |. un schuppt
meu distincto amigo o Rev.Ӽ Padre AEE,
S. Ambrosio Schupp, em Rio Grande 7 % Spare pa
do Sul, a quem está dedicada. —
A concha é notavel pela forma curta e pela aber-
tura relativamente grande, cuja altura é de 10 mm.
sobre 6 de largura. © apice é pouco corroido. As
plicas longitudinaes são pouco marcadas e quasi obso-
letas na nltima volta. As costas espiraes das quaes
existem apenas quatro são elevadas e espessadas por
cima das plicas em forma de tuberculos.
Fig. 1.
- 660 —
A abertura é oval, acuminada para cima e um
tanto prolongada para baixo.
Infelizmente tenho apenas 1 exemplar e este sem
indicação exacta da localidade.
Doryssa consolidata = brug.
Bulimus consolidatus Bruguiére Enc. Met. N. 48
Melania circumsulcata von dem Busch Mal.
Blätl. 1858 p. 35
Doryssa consolidata Brot. Conch Cab.
p. 354 t. 36 9
Especie de concha grossa, escura ovato conica,
cujas plicas são obsoletas, às vezes marcalas debaixo
da sutura. As voltas achatadas rodeadas de numerosos
sulcos espiraes finos.
A abertura é obliqua, acuminada por cima e por
baixo, a culumella é torta e excavada. O comprimento
é de 44 mm., o diametro de 17 mm. ou = do com-
primento.
Hab. : Rio Branco.
Doryssa scarabus re.
Melania scarabus Reeve Conch. Icon. Pl. 30 fig. 201
Doryssa consolidata Brot (partim) Conch.
Cab. p. 354
Esta especie é de forma mais curta e globosa do
que a precedente, é toda preta e distingue-se daquella
pela forma da abertura, que para cima se estreita, co-
mo canaliculada, tendo o labio espessado.
O comprimento é de 50 mm., o diamentro de 20
mm. ou = do comprimento. Talvez esta especie coin-
cida com a seguinte.
Hab. + Rio Maranhão.
— 661 —
Doryssa bullata Lea
Melama bullata Lea Obs. Gen. Univ. XI p. 85
bs 20-1000
Melania ventricosa I. Moricand Journ. Conch. vol. 5,
15560 ps 115 6.6 f.6
Melania bates Reeve Conch. Icon. Pl. 30, f. 203 a-b.
Doryssa bullata Brot Conch. Cab. p. 355 1. 36 f. 8.
Esta especie muito se assemelha à precedente,
distinguindo-se pelos sulcos espiraes, pouco profundos
e bastante distantes entre si. A cor é amarello-azei-
tonada com estrias escuras e às vezes toda preta como
na variedade descripta por Reeve sob o nome de «ba-
tesi.» O comprimento é de 44 mm., o diametro de
19 mm. ou # do comprimento.
Hab. Rio Amazonas; os exemplares de Moricand
eram provenientes de Macapá.
Doryssa atra Richard
Melania truncata Chenu Man. Conch. Vol. I p. 291
3 REIS O
Melania nicotiana Reeve Conch. Icon. Pl. 30 f. 202.
Melania subimbricata Reeve. Conch. Icon. Pl. 30
fi 199: nee. Prat.)
Doryssa atra Brot Conch. Cab. p. 342, t. 35 f. 7.
E’ esta uma das especies de forma mais alongada,
sub-cylindrica, solida, preta, que tem as plicas bem
desenvolvidas a excepção das ultimas duas voltas onde
são obsoletas,
Os sulcos espiraes são profundos, a abertura é
simples, o labio não espessado.
O comprimento é de 65 mm., o diametro de 15
mm. ou + do comprimento.
Hab. Guyana e zona limitrophe do Brazil.
— 662 —
Doryssa rixosa 2. sp.
Doryssa testa elate-turrita, subclaveformi, sub-
epidermide luteo-olivacea vel nigricante sparsim nigro-
maculata, spira decollata, anfractus persistentes 6
declivo-convexiusculi, subimbricati, spiraliter distanter
elevato lirati, plicis longitudinalibus obsoletis; anfractus
ultimus bulbosus, demum in aduitis vix ascendens; aper-
tura ovata, obliqua utrimque acuminata, basi angulatim
producta anguste effusa, columella subrecta, margine
dextro acuto sinuato. Comprimento 54 mm., diame-
tro 16 mm. ou “Aco do comprimento.
Hab. Salto Grande do Rio Paranapanema.
A concha é de forma alongado—conica e tem o
apice corroido de modo que apenas 6 voltas persistem,
sendo de presumir que o numero total das voltas sobe
21002711 |
As voltas apparecem mais ou menos achatadas,
sendo a sua parte superior plana e o resto um tanto
convexo.
Nas voltas superiores notam-se sulcos lineares que
successivamente se alargam, separando 6—T costas
espiraes elevadas, cuja largura é um pouco
menor do que a dos intervallos. Não
existem plicas longitudinaes, mas são bem
? marcadas as linhas de incre-
mento, que nos ultimas voltas
so apparecem nos intervalos.
As manchinhas pretas são dis-
postas em linhas espiraes e
cobertas da epiderme, cuja côr
é amarello-azeitonada, tornan-
do-se mais escura quasi preta
na ultima volta. A abertura
ME E que & ovata, acuminada para
Tamanho natural cima e para baixo, é prolon-
gada na continuação da columella sem entretanto for-
mar um verdadeiro canal como no genero Hemisinus,
do qual este genero se assemelha pela inchação da ul-
tima volta da concha adulta e pela falta das plicas
LE
NE à
4
4
|
— 602, —
longitudinaes. A abertura mede 18 mm. na altura e
nove na largura.
O exemplar typico tem o comprimento de 45 mm.
mas calculando em 9 mm. a parte, que falta, pode-se
avaliar em 94 mm. o comprimento total da Concha
intacta.
Iboryssa aspersa Jeeve
Melania aspersa Reeve Conch. Icon. Pl. 44 fig. 325.
Doryssa aspersa Brot Conch. Cab. p. 350 t, 35 f. 5.
A concha é de figura alongada, sub-cylindrica, de
voltas convexas, munidas de plicas fortes e espiralmente
sulcadas. A abertura é pouco obliqua para cima es-
treitada e de labios espessados. A côr é pardo-azeito-
nada. O comprimento é de 42 mm., o diametro de
12 mm. ou **/i9 de comprimento.
Hab. Pernambuco.
Doryssa macapa J. Moric.
Melania macapd. I. Moricand Journ. Conch. 1856
PPE LOM MOT fi
Melania macapa Reeve Conch. Icon. fig. 194.
Doryssa macapá Brot. Conch. Cab. p. 346 €. 35,
of 3 3-4
Melania charpentieri Reeve Conch. Icon f. TO (quo)
Doryssa lamarkiana Brot Conch. Cab. p. 344,
fe or fe. 1-0.
Melania atra Reeve Conch. Icon. f. 195 à, b.
Especie de forma conico—alongada, provida de
sulcos espiraes e de plicas longitudinaes que na ultima
volta são obsoletas. As voltas são pouco convexas, a
côr é pardo-azeitonada, com salpicos pretos.
A abertura é bastante obliqua, prolongada para
cima, acuminada e com os labios espessados. O com-
— 664 —
primento da forma typica de Macapa é de 37 mm., o
diametro de 12 mm. ou “/:0 dos comprimentos. A
forma adulta, que Brot descreveu sob o nome de D.
lamarkiana attinge um comprimento de 73 mm., tendo
10— 11 voltas.
Hab. Macapä (Estado do Pará) e Guiana.
Uma variedade um pouco mais estreita proveniente
de Rio Branco descreveu Reeve sob o nome de Mela-
ma branca Pl. 29 fig. 193 ; provavelmente nem como
variedade pode ser distinguida.
Creio que Reeve tem razão suppondo que Melania
loricata Reeve Pl 30 fig. 198 seja proveniente do
Brazil; é especie ligada a D. macapá com as plicas
granulosas.
Considero como variedade desta especie Melania
subimbricata Philippi Abbildung vol. Ill p. 56 Taf.
V fig. 3 e Reeve 1. c. fig. 199. Synonymo della é
Melania fraterna Lea observat. Unio vol. XI p. 84 PI.
22 fig. 28 (sine Hab.), que Brot 1. c. 403 reuniu com
Melanatria fluminea Gm. de Madagascar. Tanto Lea
como Philippi compararam a especie correctamente com
D. etra e as especies alliadas.
Doryssa transversa Lea
Melania transversa Lea Proc. Zool. S. Lond. 1850
2 Melania transversa Reeve Conch. Icon. Pl. 29
fig. 196 (sine Hab.)
Doryssa transversa Brot. Conch. Cab. p. 350
"A 70 fig. 4.
A especie que provavelmente representa apenas
uma variedade da precedente é em comparação com
ella menor e de côr mais claro-amarella.
Os intersticios entre as plicas são cortados pelos
sulcos espiraes, sendo lisos em D. Macapá. O compri-
mento é de 30—40 mm.
Hab. Rio Amazonas e Guiana.
A si Sa E a So à
— 665 —
Doryssa inconspicua Brot +
Doryssa inconspicua Brot Conch. Cab. p. 355
A SO fg ce eee
Esta especie distingue-se de D. macapá com a qual
se parece pelas plicas sinuosas e irregulares e pela
abertura, por ser a base é acuminada e prolongada, a qual
tambem é menos obliqua do que na especie mencionada.
O comprimento é de 31 mm. O diametro de 10 mm.
ou *2/109 do comprimento.
Hab Brazil.
Doryssa pernambucensis [eeve
Melania pernambucensis Reeve Conch. Icon. Pl. I f. 3
Doryssa pernambucensis Brot. Conch, Cab. p. 347
(apse figs A
Esta especie ê bem caracterisada pelas voltas con-
vexas, separadas por uma sutura, profundamente exca-
vada. Existem numerosas costas espiraes que são ele-
vadas nas plicas, granulosas nos intersticios.
O comprimento é de 55 mm., o diametro de 19
mm. ou -.:* do comprimento.
100
Hab. Pernambuco.
Genero Hemisinus Swainson
Este genero, de fórma bastante variavel, distin-
gue-se de Melania e Doryssa pela presença dum curto
canal na base da abertura ao lado da ponta terminal
da columella. A epiderme é igual à da Doryssa como
tambem a frequente occurrencia de -manchinhas escu
ras lineares na superficie da concha. O operculum tem
poucas espiras sendo o nucleo excentrico, sito na base
perto 4 margem.
Tambem este genero é intimamente alliado 4 ou-
tros, especialmente a Melanopsis Férussac, do qual dif-
fere pela parede interna da abertura uniforme, ao pas-
so que no genero
— 666 —
Melanopsis a mesma é em cima es-
pessada por meio de um callo grosso. As especies des-
teigenero são distribuidas pela America meridional e
central.
CHAVE DAS ESPECIES BRAZILEIRAS
a
ad
aaa
nd
bl
Plicas longitudinaes e costas espi-
raes bem desenvolvidas . .
costas espiraes desenvolvidas,
forma conico ovada. ‘
forma alongada
voltas cingidas de costas espi-
raes por toda a parte . a
voltas lisas, providas de costas
só na base da ultima À
sulcos espiraes, às vezes obsoletos
forma conico-ovada.
sulcos espiraes obsoletos.
voltas lisas. : ,
sulcos espiraes presentes só na
base da ultima volta
sulcos espiraes pouco marcados,
superficiaes.
voltas de côr uniforme . ê
voltas com series espiraes de
manchinhas escuras
sulcos espiraes profundos.
voltas com manchas longitudi-
naes irregulares . : :
voltas de cor uniforme.
; ultima volta na base larga. É
" ultima volta na base estreitada.
fórma pyramidal- SU
voltas quasi lisas . E
voltas com sulcos espiraes su-
perficiaes.
labio externo na base
saliente.
redondo,
labio externo na base ar de dde,
DE HEMISINUS
tuberculatus
. crenecarina
bicinclus
lenurlabris
osculale
zebra
obesus
schneideri
pulcher
globosus
Roche
lineolalus
edwardst
a
PU ur
— 667 —
m sulcos muito distantes, cor uni-
forme . : : as strigillatus
mim sulcos regulares, voitas com sal-
PICOS: À . brazilensis
lil labio externo na base estreitado
n voltas subcouvexas, côr uniforme. venezuelensis
nn voltas planas, em geral com sal-
picos pretos . : + CORRE
Fiemisinus tubereulatus Wagner
Melania tuberculata Wagner in Spix Test. Braz. p. 15
Aylacostoma tuberculatum Spix Test. Braz. t. & f. 4
Hemisinus olivaceus Reeve Conch. Icon. Pl. HI f. 1
Hemisinus tuberculatus Brot. Conch. Cab. p. 397 pl 41
[igs 10; 107 es
E” esta a unica especie brazileira do genero Hemi-
sinus que tem as plicas longitudinaes bem desenvolvi-
das ; sendo as mesmas cortadas por sulcos espiraes pro-
fundos, apresentam-se as plicas como series de tuber-
culos. A cor é amarellenta, às vezes com salpicos pre-
tos. O coraprimento é de 39 mm., a largura de 12 mm.
ou “qdo comprimento.
Hab. Rio de Janeiro.
E” singular que esta especie descoberta ha mais
de 80 annos por Spix, perto do Rio de Janeiro nos
riachos da Serra dos Orgãos, desde aquelle tempo não
tenha mais sido observada.
Ilemisinus crenoearina S. Moricand
Melanopsis crenocarina S. Moric. Mém. Soc. Phys.
Genév. IX p. GL t. 4 f. 10, :11
Melania crenocarina Philipp, Abbildg IL t. 4 f. 14
| p. 174
Melania crenocarina Hupe, Voy. Castelnau 1. 13 f 6
Hemisinus crenocarina Reeve Conch. Icon. Pl. 1Vf 19
Hemisinus crenocarina Brot. Conch. Cab p. 398 pl. 41
Especie grande de forma larga, conico-ovada, cin-
gida de numerosas cestas espiraes entre as quaes uma
— 668 —
embaixo da sutura é consideravelmente mais forte e
mais elevada. O comprimento é de 41 mm., o diame-
tro de 19 mm. ou 46/100 de comprimento.
Hab. Bahia.
Hemisinus bicinetus /eeve
Hemisinus bicinctus Reeve Conch. Icon. Pl. 1 fig. 2
Melania cingulata I. Moric. Journ. Conch. p. 303
1800170180
Htmisinus bicinctus Brot. Conch. Cab. p. 393 tab.
AL fo OS
Especie da férma alongada estricta; cingida por
numerosas costas espiraes, todas iguaes; a côr é ama-
rellada, notando-se no interior da abertura 2 listras es-
curas. O comprimento é de 33 mm., e diametro de 9
mm. ou 27/100 do comprimento.
Hab. Bahia (Rio Jaguaribe)
Fiemisinus tenuilabris Reeve
Hemisinus tenuilabris Reeve Conch. Icon. fig. 22 a, b.
Hemisinus tenuilabris Brot. Conch. Cab. p. 384 Tar.
40 fig: 1.1 a
Especie solida e não pequena, de forma alongada,
com 7 a 8 voltas achatadas pela maior
parte lisas. Na base da ultima volta notam-
se costas espiraes, que, porém, em certos
exemplares apparecem tambem na parte
superior das ultimas duas voltas. A côr
é verde-azeitonada, as vezes com salpicos
lineares espiraes.
pe O comprimento é de 80 mm., o dia-
4 Hemisinus Metro de 9 mm. ou o do comprimento.
fig.
tenuilabris Rve. Ta-
manho natural. Hab. Rio Paranapanema, E. de São
Paulo e Araguary, E. de Minas Geraes.
GEO é
q
s
FERE
\
— 669 —
EK’ à esta especie, indicada até agora sômente como
existente no Brazil, que refiro os exempla-
res de Hemisinus, que tenho das localida-
des indicadas dos estados de São Paulo e
Minas.
Var. araguayana var. n.
A variedade que sob este nome des-
crevo e junto figuro é caracterisada pelas
fortes costas espiraes que em distancia mais &
ou menos igual cingem as voltas por toda ans ae
a parte, ao passo que na forma typica uma *stayana v. n.
larga zona no meio das voltas fica lisa. |
So por meio de um material mais rico será pos-
sivel decidir, se ahi coexistem 2 formas alliadas ou se
trata de grande variedade dentro de uma unica especie,
Hemisinus osculati Villa
Melania osculati Villa Giorn. Mal. 1857 VHIp. 113
Hemisinus aspersus Reev. Conch. Icon. f. 10.
Melanopsis maculata Lea Trans. Am. Phil. S. Vt.
by PORTE
Hemisinus osculati Brot Conch. Cab. p. 379 Taf.
SO FUG ay O° Gy Dy. Le
Especie pequena, de voltas lisas, amarellada com
manchinhas lineares escuras dispostas em series espiraes.
O comprimento é de !9 mm., o diametro de 7,5 mm.
ou 40 100 do comprimento.
Hab. Perú, Equador, Columbia, Brazil (Alto do Am-
zonas).
C. Miller, Dio Binnenmollusken von Ecuador Ma-
lakol. Blaetter N. F. vol. I, Cassel 1879 p. 160 julga
osculat. Villa identico com guayaquilensis Reev. pag.
23 e pensa que adspersus Reevo do Brazil seja diffe-
rente. Parece-me que a columella tem contornos diffe-
rentes nas duas especies alliadas.
Hiemisinus zebra /ccve
Hemisinus zebra Reeve Conch. Icon. Spec. 18 fig.
LS 0
Hemisinus zebra Brot Conch. Cab. p. 389, Taf. 40
fig. 11, 41%
Especie de forma curta e larga, de superficie quasi
lisa, com sulcos espiraes só na base da ultima volta, cuja
parte superior debaixo da sutura é angulada. O labio
externo da abertvra é recto. A côr é verde-azeito-
nada com largas estrias pretas longitudinaes.
O comprimento é de 30 mm., o diamentro de 13
mm. ou 43/100 do comprimento.
Hab. Pernambuco.
Fiemisinus obesus hRecve
Hemisinus obesus Reeve Conch. Icon f. 17
Hemisinus obesus Brot, Conch. Cab. p. 389 Taf. 40,
fig. 7
Especie nao pequena de cor uniforme parda, com
as voltas convexas e cingidas de sulcos espiraes pouco
profundos. O comprimento é de 39 mm., o diametro
de 15 mm. ou 38/100 do. comprimento. E’ uma espe-
cie insufficientemente conhecida, cuja procedencia exacta
não consta.
Hab. Brazil.
FEemisinus sehneideri Drot
Henisinus schneideri Brot Conch. Cab. p. 386, Taf.
40, fig. 2, 2 a
Esta especie assemelha-se em forma e côr ao H.
osculati do qual se distingue pelos mumerosos sulcos
espiraes superficiaes das voltas e pelo tamanho menor
aa abertura, cujo comprimento corresponde a 48º/, do
comprimento ao passo que no H. osculati este com-
nl eae he Se abr
— 671 —
primento corresponde a 55/100 de comprimento ; é de 21
mm., o diametro de 9 mm. ou 43/100 do comprimento.
Hab. Maranhão.
Hemisinus pulcher Leeve
Hemisinus pulcher Reeve Conch. Icon. f. 15 a, b
* Hemisimus pulcher Brot Conch. Cab. pag. 387 Taf.
40, fig. 6, 6 a, b
Especie pequena de voltas convexas com numero-
sos sulcos espiraes; a côr é amarellada ou azeitonada
com manchas pretas irregulares, pouco numerosas. O
comprimento é de 23 mm., o diametro de 10 mm. ou
43/100 do comprimento. A abertura é nesta especie
bem grande, correspondente o seu comprimento à 56/100
do comprimento total.
Hab. Pernambuco.
Fiemisinus globosus fecve
Hemisinus globosus Reeve Conch. Icon. f. 26, a, 6
Hemisinus globosus Brot Conch. Cab. p. 368 Taf.
40, fig. 3
Especie de forma conico-ovada com a ultima vol-
ta bastante ventruda. A côr é pardo-unicolor. O com-
primento é de 22 mm., o diametro de 11 mm. ou 50/100
do comprimento.
Hab. Pernambuco.
Hemisinus koehi Bernardi
Melania hochi Bernardi Journ. Conch. 1856 p. 83
t. 3, fig. O
Hemisinus hkochi (Bern.) Reeve Conch. Icon. fig. 21
Hemisinus kochi Brot Conch. Cab. p. 385 Taf.
40 fig. 4
Especie de concha solida amarello-azeitonada com
sulcos espiraes, distingue-se pela ultima volta estreitada
— 672 —
na base. O comprimento é de 32 mm., o diametro de
12 mm ou 58/100 do comprimento.
Hab. Brazil.
Hemisinus lineolatus (ray
Strombus lineolatus Gray in Wood Ind Test. Suppl.
fig. 11
Melania lineolata (Wood) Phil Abbild. t. 5 f. 10
Hemisinus lineolatus Reeve Conch. Icon. |. 4
Hemisinus buccinoides Reev. Conch. Icon f. 2
Hemisinus punctatus Reeve Ronch. Icon. fig. 1
Hemisinus lineolatus Brot. Conch. Cab. g. 373 Taf.
38 fig. O a—e
Especie de forma alongada, com a espira toda
conservada e de côr amarellada, as vezes com faixas ou
linhas pontuadas escuras. As voltas são quasi chatas,
lizas ou com sulcos superficiaes espiraes e irregulares.
O comprimento é de 40 mm., o diametro de 13 mm.
ou 32/100 de comprimento.
Hab. Pernambuco, Venezuela, Jamaica.
Hemisinus edwardsi Lea
Basistoma edwards Lea Obs. Gen. Unio V.t. 30 f.1
Hemisinus edwardsii (Lea) Reev Conch. Icon. f. 7
Hemisinus edwards Reeve Monogr. Pirena f. 8
Hemisinus edwardsiz Brot Conch. Cab. p. 397
Taf. 41 f.. 8
Especie de forma alongada, tendo as voltas acha-
tadas, munidas de numerosas linhas. A abertura é em
baixo alargada e tem o labio externo largo na base. O
comprimento é de 40 mm., o diametro de 10 mm. ou
o dO comprimento.
Hab. Pernambuco, Rio Tocantins.
- tp lie ret At Go PI à PATES SE à f
RR 14 , 7 a % ’
GR SNS A
Hemisinus strigillatus Dunker
Melania strigillata Dunk. Philipp: Abb. I Taf. 2 fig. 14
Hemisinus strigillatus Reeve Conch. Icon. fig. 11
Hemisinus strigillatus Brot Conch. Cab. p. 382. Taf.
39 fig. 9. a—b
Especie de forma alongada, côr uniforme, amarel-
. © .
lo-azeitonada, com sulcos espiraes, pouco numerosos e
F 5
distantes, e com linhas impressas longitudinaes. O com-
primento é de 36 mm. o diametro de 9,5 mm., ou ~
do comprimento.
Hab. Brazil (?)
Hemisinus brasiliensis S. Moric.
Melanspsis brasiliensis S. Moricand Mem. Soc. Phys.
Gene Vile Se fic tends
Melanopsis brasiliensis I. Moricand Journ. de Conch.
1860p.30 st. 18,1. .7
Melania brasiliensis (Moric.) Philippi Abbild. 1. 4
f. 1. p. 169
Hemisinus brasiliensis Reeve. Conch. Icon. t. 5 Pl. I
fig. à
Var. Melama scalaris Wagner Spix Test. Bras. 40
Aylacostoma glabrum Spix Test. Bras. t. 8 f. 5
Henusinus brasiliensis Brot Conch. Cab. p. 392 Taf.
40 f. 12 12 a-c
Especie de forma alongada, solida, tendo as voltas
achatadas com sulcos irregulares pouco fundos. A côr
é azeitonada com manchinhas escuras lineares. A es-
pecie assemelha-se ao H. bicinetus, que, entretanto, tem
costas espiraes elevadas nas voltas. O comprimento é
— 674 —
de 35 mm., o diametro de 10 mm. ou 28/100 do com-
primento. A especie foi encontrada por Spix na fazen-
da Mandioca do municipio do Rio de Janeiro ha mais
de SO annos, sem ter sido encontrada mais tarde no
mesmo Estado.
Hab. Rio de Janeiro e Bahia.
Fiemisinus venezuelensis Jccve
Melania venezuelensis Dunker in Reeve Conch.
Leon for
Henusinus tenellus Reeve Conch. Icon. f. 6 ?
Hemisinus venezuelensis Brot Conch. Cab. p. 391?
Taf dO; f:410-e Taf. AL fig, G9 à
Especie semelhante ao H. brasiliensis do qual dif-
fere pelas voltas mais convexas e pelos sulcos espiraes
superficiaes, cujos intersticios são planos ao passo que
são convexas em H. brasiliensis.
A côr é uniforme azeitonada.
O comprimento é de 24 mm., o diametro de 8
mm. ou “ do comprimento.
Hab. Venezuela, Pernambuco.
Fie misinus behni Reeve
Hemusinus behnr, Reeve, Conch. Icon. f. 8 a-f.
Hemisinus behnii Brot, Conch. Cab. p. 385,
Taf 39 Mg AR AR O20;
Especie grande de forma alongada com 10-11
voltas, das quaes porem só as 4-7 ultimas, em geral,
são conservadas. As voltas são achatadas com sulcos
espiraes pouco numerosos, às vezes obsoletos: A cor à
uniforme azeitonada, às vezes com series espiraes de :
manchinhas lineares escuras. O comprimento é de 53
mm., o diametro de 14 mm. ou a do comprimento.
Hab. Pernambuco.
ees. War "ae
3 er
IV. Especies duvidosas
Reuno sob este titulo diversas especies, cuja pro-
cedencia e posição systematica não são bem conheci-
das, com outras das quaes por falta de litteratura não
possa formar um juizo certo.
Melania. A parte das especies de Sphaeromelania
e a Doryssa não se conhece especie alguma de Mela-
nia da America meridional. A affirmação de von dem
Busch, que a Melania fraseri provenha de Equador,
não confirmada até agora, é sem duvida erronea, sen-
do provavel que a especie em verdade provenha de
Java ou da India.
Eboryssa glans Brot
Esta especie proveniente do Amazonas foi descri-
pta segundo o Zoological Record em Recueil Zool.
Suisse IV, 1887 p. 87-109 Pl. V-VII.
Melania dubia Clessin im litt.
A pequena concha que recebi sob este nome como
proveniente do Rio Grande do Sul considero um exem-
plar de tamanho extraordinario 4e Potamolithus aus-
tralis Orbigny.
V. Distribuição geographica e geologica
Considerando a distribuição geographica das Me-
laniidas da America do Sul, notamos que os 2 generos
tratados neste sentido apresentam uma differença no-
tavel. As especies do «Doryssa» são encontradas ex-
clusivamente no Brazil e nas Guyanas, ao passo que as
de Hemisinus occorrem além do Brazil em toda a me-
tade septenptrional da America do Sul e até às ilhas
Antilhas, especialmente nas de Jamaica e Cuba. Uma
especie dest? genero occorre perto de Lima, outras são
encontradas em Guayaquil e em outras partes do Equa-
dor e Columbia.
PR MR E ee
t : a ‘ pa à 4 19 + = a
— 676 —
Verifica-se assim que o systema dos Andes que já
no Sul do Perú e no Chile forma uma divisa zoogeo-
graphica bem pronunciada não tem a mesma significa-
ção na sua metade septentrional.
EK’ este aliäs um resultado ao qual nos leva tam-
bem o estudo dos outros molluscos da agua doce, co-
mo tambem o dos peixes e dos reptis.
Se quizermos em seguida examinar as relações
destes generos com os outros alliados, o assumpto é
bastante dificil em vista da falta das necessarias in-
vestigações anatomicas, podendo por esta razão a nossa
discussão ser considerada apenas provisoria.
Doryssa, considerada como um genero distincto:
por Brot, ao meu ver representa apenas 1 subgenero.
de Me ania. Por caracter principal do genero, a forma
concavo-alongada da base da abertura é extremamente
variavel não só em Doryssa, mas tambem em Melania.
Considere-se Doryssa com Brot como genero ou
com Fischer e o auctor destas linhas como subgenero: |
de Melania, em todo caso inclue este grupo os repre- : |
sentantes sul-americanos do grande genero Melania,
cujas especies em numero de mais de 400 são distri-
buidas pela maior parte do mundo e da Europa até as.
ilhas oceanico-pacificas. Na America porem as Melani-
idas são limitadas à zona tropical, sendo substituidas
na America do Norte pelas Streptomatidas e faltando.
inteiramente no Chile e na Argentina.
O genero Hemisinus está na mesma relação à Me-
lanopsis como o Doryssa à Melania. A parede, apertu-
ral que é simples em Hemisinus é engrossada em um
forte callo em Melanopsis.
Esta differença, entretanto, não é bem definida em
todas as especies, de modo que não raras vezes as
opiniões dos auctores sobre a posição systematica de
uma ou de outra especie são divergentes.
Segundo a opinião do Brot o genero Hemisinus
occorre na America Meridional e Central, na Austria é
nas Ilhas Seychellas. |
de
E See nes
OUT
Para P. Fischer, e a maior parte dos outros au-
ctores, o genero Hemisinus é americano, sendo as es-
pecies de outra proveniencia reunidas com o genero
. Melanopsis, ou separados como genero independente.
E” evidente que, nesta discussão, a proveniencia
geographica muito tem influido os animos. Isto esta
provado tambem, pelo facto,’ que as poucas especies,
descriptas sem conhecimento de sua proveniencia são
classificadas de modo muito differente pelos diversos
auctores. Assim, por exemplo, Melania fraterna Lea e
M. subimbricata Philippi, que eu considero como es-
pecie de Doryssa de conformidade com os respectivos
auctores, são reunidas por Brot com uma Melania de
Madagaskar, Melanatria fluminea Gm.
Sem entrar mais em detalhes, basta aqui insistir
no resultado principal desta discussão, que é serem as
Melanias da America Meridional muito differentes
das da America do Norte e intimamente ligados aos
grandes generos Melania e Melanopsis, cuja “distribui-
ção é vastissima no velho mundo, desde a Europa me-
ridional até a Nova Zelandia e Ilhas pacifico—ócea-
nicas.
Para completar este quadro e entender os factos
que determinaram a actual distribuição geographica,
consideramos em seguida o desenvolvimento geologico
da familia de que trata este artigo.
Quanto a America Meridional os respectivos dados
até agora são mui escassos. R. A. Philipi na sua va-
liosa obra «Los Fosiles Terciarios é Cuartarios de Chile»
Santiago de Chile, 1887—pagina 75, estampa 9—fig.
11, descreve uma Melania que foi encontrada no ter-
reno terciario do Chile, em Puchoca, em companhia
de uma Paludina, e que pertence evidentemente au
preprio genero Melania. Entre as conchas do estuario
oligoceno ou mioceno de Pebas no Alto do Amazonas,
acha-se uma êspecie de Hemisinus (H. sulcatus Con-
rad.) Não conhecendo a descripção original refiro-me a
publicação de O. Boettger. «Tertiarfauna von Pebas
am oberen Marañon», Jahrbuch d. k. k. geol. Reichs-
— 678 —
anstalt. 1878. 28 Band, Heft. 3, pag. 496. Segundo a
opinião de Conrad esta especie é intimamente ligada
ao Hemisinus tenellus Reeve.
Na sua importante obra. Contribuições e Paleon-
tologia do Brazil» Archivos do Museu Nacional do Rio
de Janeiro vol. VII, Rio de Janeiro, 1877 Charles A.
White, descreve à pag. 236 e estampa 26, fig. 10 a
13, uma Melaniida que denominou Pleurocera terrebri-
formis Morris.
Se bem que esta concha diffira na larga borda re-
flexa da abertura das formas actuaes entendo que a
opinião de White não pode ser exacta e que a especie
deve entrar no genero Sphaeromelania.
Nesta opinião sou apoiado pelas duvidas que White
mesmo tem, dizendo que esta especie por parte de seus
caracteres assemelha-se a Pleurocera, e por outros a
Goniobasis. |
Na America do Norte, onde actualmente e exclu-
sivamente são encontradas especies de Streptomatinas
ou Pleuroceridas, existiram na epocha terciaria es-
pecies de Melania do lado de Streptomatinas ou Pleu-
roceridas. Ao passo que se extinguiram as Melaniinas
desenvolveram-se cada vez mais as Streptomatinas. E
singular que os representantes mois antigos desta fa-
milia são encontrados na formação de Laramie, mas
não podemos duvidar que White tenha razão suppon-
do que membros da mesma familia ainda serão encon-
rados nos depositos jurassicos.
Na Europa apparecem os primeiros representantes
da familia das Melaniidas já nos depositos superiores
jurassicos e em maior numero na formação cretacea.
Entre estes merecem especial menção Plenrocers
strombiformis, Schloth. Goniobasis rugosa Dunk, e G.
attenuata Dunk.
A respeito destas determinações emittin P. Fischer
duvidas que não posso considerar justificadas. especiai-
mente com referencia a alludida especie de Pleurocera.
Segundo K. von Zittel, na Asia os factos observados são
os mesmos e não pedemos, por conseguinte, duvidar de
+ UT
- … L
rite ds ton ee
RP de cn
as:
a
NO ee
que na segunda metade da epoca secundaria uma for-
ma mais ou menos homogenea de Melaniidas se esten-
dia sobre toda a região holarctica da qual successiva-
mente extinguiram-se as Pleuroceridas na Europa e na
Asia, conservando-se até nossos dias na America do
Norte onde ao contrario as Melaniinas acabaram-se.
Não temos prova certa de que tambem na zona
tropical e austral antigamente co-existissem as Stropto-
matinas com as Melaniias. Ao contrario é certo que
“as Melaniinas actualmente ainda distribuidas em quasi
toda a zona tropical anteriormente occuparam um ter-
ritorio muito mais vasto ainda.
Na Europa, nas formações terciaria antigas, en-
contram-se numerosas especies de Melaniia intimamente
alliadas às que actualmente vivem na India e em ou-
tras partes da Ásia tropical.
Emquanto estas formas tropicaes extinguiram-se na
Europa, aconteceu o mesmo na Asia com o genero Me-
lanopsis, actualmente representada em duas regiões mui
distante uma da outra, os paizes situados ao redor do
mediterraneo e as Ilhas de Nova Zelandia e Nova Ca-
ledonia.
Casos de uma distribuição descontinua tão singular
não podiam ser explicados sem conhecimento da histo-
ria geologica dos respectivos generos.
Voltando ao assumpto, que forma o nosso objecto
principal, temos de notar que no Brazil occorem só dois
generos da familia Melaniidas;. Doryssa e Hemisinus.
Talvez que no Norte e Oeste da rigiäo Amazonica oc-
corram tambem especies de Sphaeromelania, genero
mui chegado ao de Doryssa.
O actual conhecimento das especies brazileiras aqui
descriptas deve ser considerado mui insuficiente, nao
sé pela completa falta de dados anatomicos mas tam-
bem sob o ponto de vista conchologico. De quasi todas
estas especies os dados conhecidos são incompletos e
pode ser que cunhecendo-se melhor a variabilidade das
diversas especies não pequeno numero das mesmas deve
desapparecer, entrando na synonymia.
wR RQ RA ORAN ER CA LEE DT oo O SERIES
PA ei i i oa ne
: > PAL TR PE
— 680 —
Nestas condições nada podemos dizer sobre as dif-
ferenças que provavelmente existem entre as formas dos
systemas hydrographicos dos rios Paraná, Paraguay,
S. Francisco e Amazonas. Deixando de parte as es-
pecies simplesmente indicadas como proveniente do Brazil
obtemos o seguinte quadro da distribuição geographica,
segundo os systemas hydrographicos.
Rio Paraná e affluentes
Dor. schuppi 1h. (? Rio Grande do Sul).
Dor. rixosa Ih. (Rio Paranapanema).
Hem. tenuilabris Reeve (Rio Paranapanema e
Araqualy).
Rio Paraguay
Nada.
Rio de Janeiro
Ce ns LÉ fia À à
Hem. tuberculatus Wagner.
Hem. brasiliensis Moric. (Bahia).
Bahia
Hem. crenocarina Moric.
Hem. bicinctus Reeve.
Hem. brasiliensis S. Moric. (Rio de Janeiro).
Pernambuco
Fem. zebra Reeve.
Hem. pulcher Reeve.
Hem. globosus Reeve.
Hem. lineolatus Gray (Jamaica, Venezuela).
Hem. edwards: Lea (Rio Tocantins).
Hem. hehni Reeve.
Hem. venezulensis Reeve ( Venezuela).
Dor. pernambucensis Reeve,
Dor. aspersa Reeve.
— 681 —
Ro Amazonas inferior
Dor. millepunctata Tryon.
Dor. bullataLeu.
Dor. atra Richard (Guiana e Pará).
Dor. macapá Moric. (Estado do Pará e Guiana).
Dor. transversa Lea (Rio Amuzonas e Guiana).
Rio Amazonas superior
Dor. consolidata Brig. (Rio Branco).
Dor. scarabus Reeve (Rio Maranhão).
Dor. glans Brot
Hem. osculati Villa (Peri, Ecuador, Columbia).
Hem. schneideri Brot (Maranhão).
Terminando espero que o presente artigo tenha
como resultado que, daqui por diante, seja tigada mais
attenção ao estudo destes caramujos e dos outros mol-
luscos dos rios e das lagôas etc. do Brazil, cujo estudo
promette resultados zoogeographicos de grande interesse.
S. Paulo, 5 de Abril de 1902.
INDICE ALPHABETICO
amarula (Melania) . .
araguayana (Hemisinus)
aspersus (Hemisinus) .
aspersa (Doryssa). . .
atra (Dorissa). . 1 -
atra (Melania). : . .
Aylacostoma . . . .
batesii (Doryssa). . .
bicinctus (Hemisinus)
behni (Hemisinus) .- .
brasiliensis (Hemisinus).
bullata (Doryssa). . .
buccinoides (Hemisinus)
charpentiert (Doryssa) .
cingulata (Hemisinus) .
circumsulcato (Doryssa)
consolidata (Doryssa) .
crenocarina (Hemisinus)
Doryasa see Soe
dubia (Melania) . . .
edwardsi (Hemisinus) .
glans (Doryssa) . . -
elobosus (Hemisinus) .
Hemisinus . . . . .
inconspicua (Doryssa) .
kochi (Hemisinus) . .
laevissima Sphaerome-
lánia) LA er
lamarkiana (Doryssa) -
linoleatus (Hemisinus)-
lumbricus eae
DSTA) ipo View i or 1 LT
maculata (Hemisinus)
macapa (Doryssa). . .
Melaniido ; 4 ta Fava e
p-
»
»
654
669
663
663
G61.
663
667
661
668
674
673
G61
672
665
668
660
660
667
657
675
672
675
671
665
665
671
656
663
672
656
669
663
654
Melanin’. ts a im God.
Melanopsis e o 7. fea? 654.
millepunetata (Doryssa) » 659
Neomelania. . . 9.5.9. » 654
nicotiana (Doryssa). . » 661
obesus (Hemisinus) . . » 670
olivaceus (Hemisinus) . » 667
osculati (Hemisinus) . » 669
Pachachaus ee. ee Le 050
Palæomelania. * .. ti» 654
pernambucensis (Dorys-
SAVE en oe ae END TODO
Plenurocenisics e ads boo
pulcher (Hemisinus). . » 671
punctatus (Hemisinus). » 672
rixosa (Doryssa) . . . : » 662
scalaris (Hemisinus). . » 673
schuppi (Doryssa) . . » 659
scarabus (Doryssa) . . » 660
schneideri (Hemisinus). » 670
Sphaeromelania . . . » 656
spadicea (Mclania) . + » 657
Streptomatinæ. . . » 654
strigillatus (Hemisinus) » 073
subimbricata (Doryssa). » 661
Sulcospira je, dee 1» 657
tenellus (Memisinus) . » 678
tenuilabris (Hemisinus) » 668
transversa (Doryssa). . » 664
truncata (Doryssa) . . » 661
tuberculatus (Hemisinus) » 667
venezuelensis (Hemisi-
TUE)! ih) OOS DEN 674
ventricosa (Doryssa). . » 66
zebra (Hemisinus) . . 670
a
ft.
BIBLIOGRAPHIA
1900 e 1901
Historia Natural e Anthropologia du Brazil
POR
H. VON IHERING
Esta bibliographia refere-se unicamente a livros e
outras publicações recebidas pela bibliotheca do Museu
ou pessoalmente dos auctores.
Não se acham representadas por conseguinte as
publicações de sociedades que, como o Instituto Histo-
rico e Geographico do Rio de Janeiro, não acceitaram
a proposta de permuta de publicações.
A. Periodicos
Boletim do Museu Paraense de Historia Natu-
ral e Elhnographia. Vol. TI, n. 2, Pará 1900.
( presente fasciculo contem além de dois artigos
do Dr. E. A. Goeldi, que na parte goologica serão
anotados, um do Snr. P. Hennings, «Fungi paraenses»,
traducção do artigo publicado na «Hedvigia» vol. 39,
1900, pags. 76-89.
‘
— 684 —
Contem ainda am artigo de CG. de Candole, des-
crevendo quatro novas especies amazonicas do genero
Guarea da familia Meliaceae e, afinal, uma noticia do
Dr. I. Huber sobre as Jatuaubas do mesmo genero
Guarea.
Memorias Jo Museu Paraense de Historia Natu-
ral e Ethnograplua Te Il, Pará 1900.
O primeiro fasciculo desta nova publicação con-
tem um trabalho do Dr. E. A. Goeldi, Excavações ar-
cheologicas em 1895, 1. parte, e trata da ceramica
prehistorica dos indios hoje extinctos do rio Cunany
- (Goanany) no littoral da Guyana brazileira entre Oya-
pock e Amazonas.
O fasciculo é acompanhado de 4 estampas chro-
molytographicas, magnificas, contendo a reproducção de
numerosas urnas funerarias ricamente ornadas com
pinturas de côr vermelha.
As urnas, em grande parte anthropo e zoomor-
phas, correspondem no seu caracter geral às que se
conhecem dos Mounts do Marajó.
O segundo fasciculo contem o artigo dos Drs. K.
von Kraatz-Koschlau e J. Huber:
I. Zwischen Ocean und Guamá
3eitrag zur Kenntniss des Staates Para.
Este interessante estudo, acompanhado de um map-
pa, é dedicado à descripção physica, geologica e bota-
nica do Norte e Este dc Estado do Pará, abraçando a
zona situada entre o rio Guamá e o Oceano. De inte-
resse especial é a parte geologica. Dr. von Kraatz-
Koschlau, cuja morte representa uma perda muito sen-
sivel para o Museu em Pará, participa que examinou
os depositos cretaceos e que ahi achou, além dos mol-
luscos já examinados por White, restos de saurios co-
mo tambem coraes e echinidas. Por cima destes depo-
sitos seguem os grés de Pará de idade terciaria e de-
positadas numa região cortada de lagoas e pantanos.
q
— 685 —
Diz o autor que depois da formação cretacea o mar se
retirou e o valle inferior do Amazonas formou um ter-
reno pantanoso. O terreno littoral elevou-se successiva-
mente e, ainda hoje, está crescendo.
Acompanham os estudos 10 estampas photogra-
phicas referentes a perfis geologicos e vistas de vege-
tação caracteristica.
Archivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro,
vol. XI, 1901
Este volume contem o estudo do sr. Garlos Moreira
sobre crustaceos, ao qual nos referiremos na secção zoolo-
gica. Segue um artigo do sr. Alipio de Miranda Ri-
beiro sobre a Mydaea pici, acompanhado de uma es-
tampa. O autor encontrou filhotes de Jurity (Peristera
rufaxilla) infeccionadas por larvas de uma mosca de 10
mn. de comprimento que foi remettida ao professor I.
Mik em Vienna que a classificou, participando que estas
larvas já foram encontradas em filhotes de pica-pau
Picus strictris (Chloronerpes striatus Mill. da Ilha de
Haiti} e em diversas especies de Icteridas.
O ultimo artigo é do dr. IL. B. de Lacerda «Cu-
rare» onde participa que este veneno é preparado de
uma unica planta da familia das Ménispermées, Ano-
mospernum grandifolium Eichler.
Annuario do Est do Rio Grande do Sul para
1901 (Anno XVII, publicado por Graciano A. de
Azambuja, Porto Alegre, 1900, e vol.X VIII paral 902
Porto Alegre 1901. :
O 1.º volune desta sympathica publicação contem,
entre outros artigos de interesse geral, contribuições
botanicas pelos drs. Francisco Araujo sobre plantas me-
dicinaes e J. Dutra sobre arvores. (Communicações sobre
as minas de carvão de S. Jeronymo e a descripção da
colleeção de objectos prehistoricos do Collegio Concei-
ção, em S. Leopoldo, pelo Padre Carlos Teschauer.
— 686 —
Merece afinal menção o artigo do sr. Herbert H.
Smith, «Geologia do Rio Grande do Sul», pg. 113 ff.
tratando especialmente do valle do rio Jacuhy, conten-
do poucos factos novos e escripto com mais phantasia
do que geralmente se admitte em publicações de ca-
racter scientifico.
O outro volume indicado contem, além das conti-
nuações de diversos artigos mencionados, um artigo do
Padre C. Teschauer, «Poranduba rio-grandense», tratando
da origem do Rio Grande do Sul e seus mappas mais
antigos.
Revista da Sociedade de Ethnographia e Civili-
zação dos Indios vol. J N. 1. S. Paulo 1901.
O novo periodico é orgam da Sociedade de Ethno-
graphia, fundada em 1901 na capital de S. Paulo, de
cujas sessões publica as actas. Entre os diversos arti-
gos merecem menção especial a necrologia de Monse-
nhor Claro Monteiro, pelo conego Ezequias Galvão da
Fontoura dedicada ao desditoso sacerdote que, zelando
pela catechese dos indigenas do Estado, em 1901, perto
de Bahurú, numa expedic ão ao Rio Feio, foi assassinado
pelos Coroados ou Kaingans.
Sob o titulo «As primitivas aldéas e os Le
aldeiamentos de S. Paulo» são publicadas diversas me-
morias do seculo passado, ricas em informações sobre
os indigenas do Estado. Aos amigos no Rio Grande
do Sul recommendo lérem a nota do brigadeiro José
I. Machado de Oliveira pag. 49 onde diz, «que o Rio
de Biaguassu, hoje Rio dos Patos, servia de confim
às tribus dos Carijós e dos Patos, que habitavam a
primeira o littoral entre a Conceição e o Biguassu, e
a segunda o que decorre deste para o sul».
Revista do Instituto Historico e Geographico de
São Paulo. Vol. V, 1899-1900.
Entre os artigos, quasi exclusivamente de interesse
historico, merecem aqui serem mencionados os que o
a ee
- — 687 —
dr. C. A. Derby publicou sobre «Os primeiros desco-
brimentos de ouro em Minas Geraes».
Revista da Academia Cearense, Fortaleza. Tomo
V, 1900 e Tomo VI. 1401.
Além de diversos artigos referentes à lingua in-
digena, especialmente à etymologia do nome Ceará, con-
têm estes volumes um artigo por Henrique Pleberg,
Flora Cearense.
4
Boletim da Agricultura -— Publicado pela Secre-
tara da Agricultura, Commercio e Obras Publicas
do Estado de S. Paulo. 1º Serie, Anno de 1900 e
2º Serie, Anno de 1901.
Os fins praticos desta Revista a collocam féra do
alcance desta biblicgraphia, de modo que aqui apenas
chamamos a attenção do leitor à certos artigos origi-
naes de maior importancia.
Em o n.5 da !.º serie, está contida a traducção do
artigo de F. Noack, « Molestias das Videiras observa-
das no Brazi» publicado no Zeitschrift für Pflanzen-
krankheiten, IX Band, 1.º heft. 1899, contendo a des-
cripção de seis especies de cogumellos acompanhada de
notas por José de Campos Novaes.
Entre os artigos da 2.º serie, sejam mencionados :
o de Gustavo d'Utra «Os insectos destruidores dos
grãos» pg. 1 o de A. Hempel, pg, 162, sobre a mos-
ca das fructas da familia Trypetinae, Anastrepha fra-
terculus Wied; o de G. Edwall, pag. 24%, sobre a « A
guaxuma e outras malvaceas fibrosas de S. Paulo »,
cuntendo figuras de Udena lobata L; um outro de A.
Hempel, «Notas sobre a anguillula das videiras », pag.
563 com respeito a qual repito o que já foi dito no
volume 4. desta Revista a pag. 247,e o de G. Edwall,
«O jaborandi no Estado de S. Paulo» a pag. 508.
,— 688 —
A Lavoura. Boletim da Sociedade Nacional de
Agricultura, Rio de Janeiro. Anno IV, 1900 e . V,
1901.
Revista Agricola, 5. Paulo. Anno VI 1900, e
Vii 1901.
Os artigos de interesse, quasi exclusivamente pra-
tico, destas duas Revistas não entram em nossa tarefa,
e alguns artigos de interesse zoologico-botanico serão re-
feridos nas respectivas secções. Sejam mencionados aqui
os fasciculos isolados publicados pela Sociedade Nacio-
nal de Agricultura entre os quaes o de n. 7, por José
Carlos de Carvalho, que trata do café e do algodão.
EK” summamente sympathica a propaganda começada em
todos estes periodicos em favor da conservação das
nossas mattas,
Entre os artigos da Revista Agricola merece men-
ção especial o do Dr. Luiz P. Barreto (1901 pag. 7),
sob o apparecimento da Phyloxera no Estado do Para-
nai, no qual declara que o unico meio eficaz, que aqui
se conhece contra este flagello, é a enxertia em porta-
garfos resistentes.
Mencionamos ainda os artigos: do Dr. H. von
Ihering, « Os cogumellos insecticidos e sua utilidade »,
(1901, pag. 311) e do sr. A. Puttmans « Molestia dos
feijoeiros » (1901 pag. 935).
B. Botanica
Huber 1. “Sur les campos de Vl Amazone inférieur
el leur origine." Congrês international de Botanique
à l'Exposition Universelle de 1900, Pariz Compte-
rendu, pp. 387 — 400.
«O que caracterisa, artes de tudo, a origem fluviatil
destes campos do baixo Amazonas, é sem contestação
a sua flora, que, pelo menos, nos campos de formação
recente, como nos de Monte Alegre e Marajó, é essen-
cialmente fluvio-littoral e mostra senão uma identidade
— 689 —
completa, ao menos uma analogia mui grande com a
flora que se encontra ao longc das margens do Ama-
zonas. Esta analogia mostra-se principalmente durante
a estação chuvosa, ( Janeiro -Maio ou Junho ) quando
estes muito mal drenados pelos cursos sinuosos de agua,
são inundados na sua maior extensão a uma altura que
varia de alguns centimetros a 2 metros.
E” evidente que este curioso regimen de vegetações
alternantes tem favorecido poderosamente a immigração
de novos elementos, sobretudo de plantas annuaes de
sementes pequenas. que podem ser transportadas pelo
vento ou, o que ainda é mais importante, pelas aves
aquaticas que em milhares povoam aquellas paragens
desde que os campos comecem a desseccar-se.
Nas ilhas de matto destes campos, encontrei as
mesmas palmeiras que se acham nos antigos terraços
fluviaes dos rios desta costa, marcando uma antiga flo-
ra litoral (Astrocarium Tucumä, Maximiliana regia,
Attaloa speciosa). Daqui a conclusão, alias muito na-
tural, de que a vegetação das ilhas de matto nos cam-
pos não corresponde a - vegetação insular actual, mas
que ella representa, em geral simplesmente um typo
antigo das ilhas do rio.
Em resumo pode-se dizer que a origem fluvial dos
campos inundados do baixo Amazonas é demonstrada
pela sua situação, forma e nivel que occupam, como
tambem pela sua flora e pela existencia de ilhas. Pelo
facto delles sere n inundados no imverno, e então em
communicação directa com o rio por meio de canaes,
mais ou menos largos, constituem ainda verdadeiras
dependencias do systema fluvial.
Isto nos leva a fallar dos campos que, provavel-
mente, por causa de seu nivel um pouco mais elevado
em relação ao rio ao qual pertencem, não se inundam
senão em parte durante a estação chuvosa e que por
conseguinte, tem uma vegetacão mais xerophila. A este
typo pertencem, por exemplo, os campos arenosos do
rio Tocantins (segundo Buscalioni, particularmente ri-
cos em Eriocaulaceas) os do baixo Tapajoz (Santarem
— 690 —
e Villa Franca) ricos em cassias, e os ao Norte de
Monte Alegre.
Ao passo que os campos do Amazonas da Vene-
zuela são postterciarios, os do Brasil Central já existiam
ha muito.
Nesta primeira epocha de sua existencia, estes cam-
pos teriam tido na minha opinião, um caracter evidente-
mente fluvial occupando espaços limitados no meio de
uma região coberta de mattos. Não poderia fazer me-
lhor do que referir-me, quanto as considerações geraes,
à notavel exposição de M. Warming, sobre a vegeta-
ção da America Tropical, (Bot. Gazette, vol. XXXVII,
INDO >
Huber, I Dipier osiphon spelaercola nov. gen. Eine
hihlenbewohnende Burmanniacee aus brasilianisch Gu-
yana, Bull, de V Herbier Boissier Geneve 1899 vol.
VII. N. 2 p. 124—128.
A pequena Burmanniacea descripta e figurada nes-
te artigo é a primeira que foi encontrada numa gruta.
O respectivo «Buracão» fica situado perto do rio Maracá.
Huber, I, Plante Cearences, liste des plantes
= , 2 7 ET (Pl ,
phanerogames recoltées dans l Etat Brésilien de Ceará
en sept. et octobre IS9T7. Bulletin de V Herbier Borsster,
seconde série, Genève 1901, tome 1 p. 290-329.
«As plantas que fazem o assumpto desta enumera-
ção, são provenientes em sua maioria duma collecçäo
que pude reunir no decurso da licença dum mez que
gosei, por motivos de saúde, no Estado do Ceará. E
sabido que esta antiga provincia brasileira pertence, em
toda sua extensão, à região geobotanica que Martius
designou sob o nome de Hamadryades, região caracte-
rizada sobretudo pelas florestas de arvores de pequeno
tamanho, de folhas frageis, as caatingas dos Brasilei-
ros. Esta região extender-se-ia, segundo Martius (Veja
sua Tabula geographica Braziliæ, editada como supple-
mento à Flora brasiliensis), por toda a parte nordeste do
— 691 —
Brasil, comprehendendo, a partir do valle superior do
rio S. Francisco, que ainda pertence ao Estado de Mi-
nas Geraes, uma grande parte do Estado da Bahia e
as antigas provincias de Pernambuco, Alagoas, Para-
-hyba, Ric Grande do Norte, Ceará, Piauhy, assim co-
mo a parte norte de Goyaze a parte sul de Maranhão.
E° claro, que esta grande superficie não está exclusiva-
mente occupada pelas caatingas ; - estas alteram, como
sabemos pelas descripções dos viajantes botanicos, prin-
cipalmente Martius e Gardner, com carrascos (abrolhos,
brenhas) e taboleiros ou campos mais ou menos entre-
meados de grupos de arvores ou arbustos, às vezes até
com paisagens dum aspecto e duma vegetação quasi
de deserto.
No proprio Ceara, cuja vegetação fez o objecto
d'um estudo ainda pouce conhecido duma commissão
de exploração brazileira, pode-se distinguir tres ele-
mentos floristicos principaes :
1. A flora littoral, occupando uma zona mais ou
menos larga ao longo da costa, e representada por uma
vegetação sempre verde correspondendo às restingas da
costa brazileira ; ella contem muitas especies duma lar-
ga distribuição, mas tambem alguns typos especialisados.
2. A flora do Sertão e dos Planaltos do Interior,
representada nas caatingas, carrascos e taboleiros por
plantas xerophilas ou de vegetação interrompida duran-
te os mezes da secca (Junho—Setembro). E” aqui que
abundam os typos genericos e especificos proprios à
região dos Hamadryades, dos quaes alguns avançam até
a margem do mar misturando-se com os representan-
tes da primeira categoria.
5. A flora das Serras de Baturité, Maranguape,
Uruburetama etc:
Sem entrar em detalhes deste assumpto, que pre-
tendo tratar em trabalho especial, insisto no facto de
ne estes massigos de montanhas, que surgem cá e la
bruscamente no meio da planicie, attingem a alturas
pouco inferiores a 1.000 m., e sustentam, sobretudo nas
exposições orientaes e septentrionaes, uma vegetação
— 692 —
toda differente daquella das planicies. São florestas de
montanhas sempre verdes, graças à humidade que os
ventos do mar descarregam elevando-se ao longo das
serras.
Acham-se ahi elementos floristicos dos quaes procu-
raria em vão os parentes na região baixa que cerca
estas montanhas e até nos planaltos que separam o Ceara
da bacia do rio S. Francisco. E' uma flora essencial-
mente dryada, analoga e, em parte, identica à das mon-
tanhas costeiras do Brazil (Serra do Mar e sua conti-
nuação), uma flora, que, segundo o mappa de Martius,
só co neçaria no sul -da bacia do rio S. Francisco. KE?
esta a razão da riqueza da flora do Ceará: a presença
duma flora dryada no meio da vegetação hamadryada.»
Huber, I. Sur la végétation du Cap Magoary et
de la cote atlantique de l'Ile de Marajé (Amazone)
Bulletin de V Herbier Boissier, seconde série tom. 1.
Genève 1901. p. S6—107,. pl. 1-6. As estampas
referem-se aos campos de Marajó. |
O cabo Magoari, situado entre a foz do rio Pará
e a do Amazonas propriamente dito, offerece sob o
ponto de vista da geographia botanica um duplo inte-
resse. (O auctor trata das formações do litteral e do
interior do cabo.
Huber I. Arboretum Amazonicum. Iconographia
dos mais importantes vegetaes expontaneos e culliva-
dos da região amazonica, 1. e 2% decada, Pará,
1900.
Publicação elegante de grande formato, ricamente
illustrada de magnificas phototypias destinadas a dar
vista do habito de muitos dos vegetaes mais importan-
tes da uberrima região amazonica.
Começa com figuras de diversas palmeiras, seguin-
do outras da « Seringueira, Hevea praziliensis Müll
Arg. (1), do Mangue» Rhizophora Mangle L. var. ra-
cemosa Meyer e de outras arvores. Merecem menção
ia
‘eee
— 693 —
especial as lindas estampas referentes à Victoria regia
e à baunilha.
A estampa n. 20 apresenta-nos o oe occu-
pado na detumação da borracha.
Assegurando à nova publicação a nossa sympathia,
desejamos-lhe bom progresso aconselhando ao auctor
dedicar a mais escrupulosa attenção à escolha dos ve-
getaes figurados afim de que a estampa só dê o inten-
cionado. Conseguido este fim principal, o intuito artis-
tico que vantajosamente distingue o auctor só poderá
contribuir para enaltecer o valor da obra.
Buscaliorr L. e Huber I. Eine neue Theorie der
Ed a ga Botan. Centralblatt, 1900 Beiheft,
vol. IX, Heft 2, p 1-4.
Os auctores tratam da theoria de Schimper sobre
as plantas myrmecophilas, declarando-a insufficiente e
chegam às seguintes conclusões :
1. Sendo representado um genero que contem espe-
pecies myrmecophilas e outras isentas de for-
migas, por diversas especies em terreno ex-
posto à inundações e em terreno alto, ordina-
riamente as formas do ultimo não serão habi-
taveis por formigas sendo sómente as formas
que crescem nas zonas de inundações myrme-
cophilas.
2. Aquellas especies myrmecophilas, que occorrem
em terra enxuta, podem ser derivadas das que
occorrem em logares alagados, ou se encon-
tram em logares antigamente alagados perio-
dicamente.
3. As plantas myrmecophilas de terras muito in-
undadas são de preferencia arvores e aquellas
de terreno pouco alagados arbustos.
Noto que os auctores não tem conhecimento de
minhas publicações sobre o assumpto e que as minhas
observações em S. Paulo não confirmam a opinião dos
auctores, sendo as Cecropias myrmecophilas de prete-
rencia encontradas nas mattas da serra.
- 694 —
Barbosa Rodriguez, I. Palmae Hasslerianae No-
vae, Rio de Janeiro, 1900.
Barbosa Rodriguez, Contributions du Jardim Bo-
tanique de Rio de Janeiro, idem 1901.
Barbosa Rodriguez, Contributions du Jardim Bo-
tanique de Rio de Janeiro vol 1. N. 2, Rio de Janer-
vO 1501.
Barbosa Rodriguez, I. As Heveasou Serinquer-
ras Rio de Janeiro 1901.
Na primeira destas publicações o sabio director do
Jardim Botanico do Rio de Janeiro trata de uma col-
lecçäo de palmeiras, encontradas no Paraguay pelo Dr.
E. Hassler, entre as quaes pequeno numero de especies
novas, elevando-se assim o numero dos membros desta
aristocratica « familia brazileira » a 434.
Na segunda publicação o ductor descreve uma nova
especie de Passiflora, e trata da synonymia de diversas
especies de Anona e dos generos Polyandrococos, Eu-
terpe e Pindarea, ajuntando a chave para a separação
das especies alliadas.
Na terceira publicação o auctor trata das palmei-
ras de Uruguay, descrevendo especies novas inclusive a
de algumas brazileiras, como tambem a de diversas
outras plantas novas eutre ellas a de Masdevallia Pau-
lensis. |
A ultima publicaçäo acima referida trata dos se-
ringaes, dos seringueiros e do modo da extracçäo da
borracha, acompanhada de illustrações instructivas.
Ule, E. Die Vegetation von Cabo Frio an der
Niiste von Brasilien. Englers botanische Jahrbiicher,
Leipzig 1901, vol. 28, pag. 511-526.
O autor passou em 1899 o mez de Outubro nos
arredores do Cabo Frio e participa, no presente artigo,
os resultados de suas observações.
a da
=n 696
A grande lagôa de Araruama é livre de plantas,
excepto de algas verdes, devido à alta porcentagem de
9 °/, de sal da agua da lagõa.
O autor examina as associações de plantas nas di-
versas localidades ; assim descreve as restingas do brejo,
as das Myrtaceas, as das Clusia e as dos pantanos, e
do mesmo modo entre as outras formações vegetaes
da região.
Ule, E. Verschiedene Beobachtungen vom Geliet
der baumbewohnenden Utricularia. Berichte der
Deutschen Bot. Gesellshaft, Berlin 1900, vol. XVIII,
Heft O, pag. 150-260.
O artigo trata da Utricularia reniformis St. Hil.
e de. diversas outras plantas que, como aquella, cres-
cem na agua que se accumula entre as folhas das
Bromeliaceas. Merece menção especial neste sentido o
musgo Philophyllum Bromeliae C. Mill.
Entre as outras observações biologicas, é de inte-
resse especial a parte que trata das especies de Cecro-
pia, especialmente das que são habitadas por formigas.
As Cecropias que são livres de formigas, muitas vezes,
nada offerecem na sua estructura que nellas poderiam
impedir as formigas de subir e entre as myrmecophi-
las ha algumas como as dos banhados que carecem das
propriedades que as tornam attractivas para as for-
migas.
Por estas observações julgamos liquidada definiti-
vamente a theoria de Fritz Müller e Schimper, se-
“gundo a qual estas formigas servem para proteger as
imbaubas contra as saúvas do genero Atta. O auctor
não conhece o meu estudo sobre as Attidas do Rio
Grande do Sul (Berl. Entom. Zeitschr. vol. XXXIX
1894 p. 321 e seg.) e por esta razão não está de ac-
cordo com os factos observados, suppondo que os lo-
gares expostos às enchentes são isentos das Attidas.
Observei que as colonias de Saúva, nas enchentes, se
aglomeram numa bola em cujo centro ficam bem guar-
— 696 —
dados os individuos sexnaes, as larvas e parte dos co-
gumelos cultivados.
A! A e 7
Compare-se tambem o meu artigo «Die Wechsel=
bezichungen .zwischen Pflanzen und Ameisen in den
Tropen, Ausland, 1891, pag. 474 e ss., dirigido contra.
a theoria de Schimper.
Ule, E. «Verschiedenes über den Einfluss der
Tiere auf das Pflanzenleben.» Berichte der Deutschen
Bot. Gesellsch. Berlin, i900, vol. XVIII fase. 3.
p. 122-130. |
O auctor observou morcegos comerem fructas de
Gecropia, desconfiando que deste modo contribuam para
a dispersão das sementes. Em outra occasiäo o auctor
viu sementes de Ipomaea carregadas por saúvas. No
mais o autor trata da myrmecophilia das Cecropias.
Peckolt, Th. Heil-und Nutzpflanzen Brasiliens,
Berichte d. Deutsch. Pharmaceut. Gesellsch. Berlin,
1900 Heft. 5, 6, 7, und 9, 1901 Heft. zn. 4.
As publicações acima indicadas são a continuação
da importante obra que o auctor sob este titulo tem
publicado e à qual já em parte nos referimos na Re-
vista, vol. IV, pag. 558.
No primeiro fasciculo o auctor trata do cacao re-
ferindo-se à monographia que em 1882 publicära em
lingua portugueza. Das 11 especies do genero Theo-
broma Y são indigenas do Brazil.
O fasciculo 6 trata das Bombacaceas e especial-
mente das especies de Chorisia (painera) e Bombax
(imbir-ussú). O setimo e nono fasciculo tratam das:
Malvaceas, e os restantes dois fasciculos de diversas
pequenas familias.
O leitor achará reunidas nestas publicações todos
os dados necessarios sobre as plantas uteis e medici-
naes, com preferencia os referentes à botanica e phar-
macologicas ; seja mencionado ainda que o auctor da
tambem os nomes triviaes e a sua etymologia tupy.
- 697 —
Schwacke. W. Plantas novas mineiras. Fasciculo
Il. Cidade de Minas 1900.
Novo fasciculo da obra a que já nos referimos
nesta revista vol. III pag. 520. A presente continuação
contem 42 paginas e 4 estampas, e trata de plantas
- novas mineiras das familias Olacaceas, Melastomata-
ceas, Begoniaceas: e Labiatas descriptas pelo auctor e
de outras familias estudadas por diversos collaborado-
res, sendo as das Lythrariaceas pelo Dr, Kochne, das
Aquifoliaceas pelo Dr. Th. Loesener e das Lauraceas e
Bromeliaceas pelo Dr. C. Mez.
Segue um extenso artigo do Sr. H. Christ Bale
«Spicilegium Pteridologicum Austro Braziliense» dedi-
cado aos fetos do Brazil meridional, escripto em francez.
_ Às especies figuradas nas estampas são: Heisteria |
silviani (Fam. Olaccaceae.), Lavoisiera senaci (Fam.
Melasiomataceae), Begonia ragozini, Lycopodium as-
surgens Feë, var. schwackei Christ., L. ouropretense
Christ.
Lindman, C. A. M. Vegetationen in Rio Grande
do Sul; Stockholm 1500.
Livro de 259 paginas, illustrado com 69 figuras e
accompanhado de 2 mappas, dedicado à deseripção da ve-
getação do Estado do Rio Grande do Sul. O livro consa-
gra-se ao quarto centenario do Brazil e à memoria do
grande sueco-brazileiro A. F. Regnell, benemerito da ex-
ploração botanica da sua nova patria, o Brazil. Comme-
morando a memoria deste naturalista a academia sueca
organiza de vez em vez expedições para a exploração
botanica do Brazil, tendo sido a primeira das mesmas
confiada ao auctor deste livro que nos annos de 1890—
1894 viajou no Estado do Rio Grande do Sul e nas
regiões visinhas dos estados primitivos. O auctor trata
em primeiro lugar da zona costeira, em seguida dos
campos e dos mattos, examinando afinal as divisas na-
turaes da vegetação e as razões que determinam a dis-
tribuição dos campos e mattos.
— 698 —
O auctor queixa-se do modo insufliciente pelo qual
tem sido tratado na Flora Brasiliensis o Estado do Rio
Grande do Sul mas por sua parte tambem não tem o
necessario conhecimento da respectiva literatura. Sejam
mencionadas as colleccôes feitas no Rio Grande Sul,
por Fox e estudadas per Grisebach (Negetation der
Erde IT p. 609.)
Para os que estudam a flora do Rio Grande do
Sul, o livro teria ganho em valor se o auctor se apro-
veitasse dos diversos artigos publicados no annuario do
Dr. Graciano de Azambuja, se mais attenções ligasse
aos nomes vulgares e se ajuntasse uma lista completa
das especies por elle colligidas e exactamente determina-
das. Assim O livro, escripto numa lingua difficil de se
entender, não prestará os serviços que para nós mesmos
podia prestar. Observo ainda que entre as figuras que
accompanham o livro, as que o auctor desenhou, são
de pouco valor e melhor seria se não tivessem sido
publicadas. Tambem entre as vistas photographicas ha
diversas que não servem e parece-me que algumas
dellas, que foram compradas pelo auctor, são accompa-
nhadas de informações inexactas ; isto refere-se especi-
almente às figuras das arvores Umbü e Timbaúva. De-
sejamos que o auctor continue na determinação exac-
ta do herbario e mais tarde nos dê uma lista completa
das especies colligidas auxiliado, pela consulta da li-
teratura. Para tal fim posso pór às suas ordens a lista
das plantas por mim colligidas na barra do rio Cama-
quam e que contem muitas das especies consideradas
pelo auctor como caracteristicas da zona costeira.
E" com grande prazer que damos noticia de tão
util e interessante livro,
Fries, Rob, E. Beitrige zur Kenntnis der Siid
Amerkanishen Anonaceen. Stockholm, Kongl. Svenska
Vetenshaps Akademiens Handlingar 1900 Bandet
34 N. 5 mt 7 Tafeln.
O herbario do fallecido naturalista Regnell, em Sto-
ckholmo contendo tambem um numero não pequeno de
ae Di dc
reget « e dis a
— 699 --
plantas provenientes de Estado de S. Paulo forneceu
a base principal desta valiosa monographia.
Além de numerosas especies novas descreve 0 ge-
nero novo Mosenodendron, dedicado ao botanico Sueco
H. Mosen, que nos annos 1873—1876 reuniu grandes e
excellentes collocações no Brazil.
Lifgren, Alberto. Rhapsalis megalantha n. sp.
Monatsschrift fur Cacteenhunde.
Descripção accompanhada de uma figura duma nova
especie de Rhipsalis encontrada na ilha de S. Sebastião.
Zahlbruckner, A. « Zwei neue Wahlenbergien »
Verhandl, der k. k. Zoolog. Botanischen Gesellscha-
ftin Wien, :900 p. 517 und 516.
O genero Wahlenbergia da familia das Campanu-
laceas é representada no Brazil por 2 especies, às quaes
o auctor ajunta 2 novas, schwackeana e intermedia,
collegidas em Minas pelo Dr. O. Schwacke.
Magalhães, P. S. Uma novidade de Pathologia
endigena. Um caso autochthone de ‘Piedra’. Rio
de Janeiro, Março de 1901.
O auctor observou no Rio de Janeiro um caso da
«Piedra», doença dos cabellos, observada até agora só
na Colombia. Esta doença que ataca só os cabellos das
mulheres consiste em nodulos duros, produzidos por
um cogumelo parasitico, provavelmente da familia das
ascomycetidas.
Noack, Fritz Pilzkrankheiten der Orangenbaume
in Brasilien Zeitschrift Pflanzenkrankheiten vol. X,
Tafel VI Heft 6.
Publicação dedicada ao estudo das doenças das la-
rangeiras no Estado de S. Paulo, causadas por cogu-
mellos, dos quaes o auctor examinou 6 especies e en-
tre estas 2 novas.
— 700 —
Brotherus, V. F. Die Laubmoose der ersten Reg-
nellschen Expedition. K. Svenska Vet. Akad. Han-
dlingar Bd. 26 Afd. II N. 7. Stockholm p. 1— 65.
Contribuiçäo importante para o estado da Bryolo-
gia brazileira. Os musgos estudados foram colligidos
pelo Dr. Lindmann em Rio de Janeiro, Paraguay, Rio
Grande do Sul e Matto Grosso. À collecsão consiste
em 192 especies das quaes 66 são novas e completam
bem os estudos publicados por Carlos Miiller sobre a
flora biologica da Argentina e do Brazil (coll. Ule.)
Müller, Carl, Symbolae ad Bryologram Brasiliae
ae cicinarum, Hedwigia vol. XX XIX, 1900,
p. 236-289.
Neste estudo escripto em latim, descreve 128 espe-
cies novas de musgos do Brazil, colligidos na sua
maior parte pelo sr. Ernesto Ule e em parte pelos srs.
A. Kunert no Rio Grande do Sul, Puiggari e Krone. no
Estado de São Paulo.
Rehm, H. Beitrage zur Pilzflora von Sidameriha
XIII Dysconycetes, Hedwigia vol. XX XLX, 1900,
80-99. Taf. IV-Vle Vill-XI pag. 209-230, Taf. XL.
Os numerosos cogumelos cuja descripção forma o
objecto desta publicação foram colligidos pelo sr. E.
Ule nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Geraes e
Santa Catharina. A maior parte das especies foi encon-
trada em folhas. O auctor descreve numerosas especies
novas e os generos novos Lindauella e Mellitosporiopsis,
Physmatomyces e Psorotheciopsis ; os capitulos seguin-
tes tratam : N. IX das Hypocreaceae, N. X dem Micro-
thyriaceae, e N. XI das Dothideaceae.
Geheeb A. Révision des mousses récoltées en Br és
dans la province S. Paulo par M. Juan I. Puigarri
pendant les années 1877-1882., Revue Bryologique,
1900. N. 5 p. 66-71.
O autor trata das especies brazileiras do genero
Microthamnium do qual enumera 24 especies.
RÉ De dates te de mm eg Bio =
Tn a
à
o.
%
— 701 —
Cc. Expedições e geologia
Results of the Branner-Agassiz Expedition to
Brazil. Proceedings of the Washington Academy of
Sciences. Jl. The Decapod and Stomatopod Crustacea
by Mary J. Rathbun, |. c. Vol. IL 1900, pp. 133-156.
Il. The Isopod Crustacea by Harriet Richardson, ibi-
dem pp. 157-159. Ill. The Fishes by Charles H.
Gilbert, ibidem pp. 161-184. IV. Two Characteristic
Geologic Sections on Northeast Coast of Brazil by
John C. Branner. ibidem pp. 1859-201.
Entre as especies colleccionadas pela expedição eram
novas para a sciencia e foramdescriptas nesta obra :
Da ordem Decapoda
Uca thayeri Rathb.
Pisosoma greeleyi Rathb.
Porcellana rosea Rathb.
Glypturns branneri Rathb.
Hippolysmata rhizophorae Rathb.
Palaemon brachylabis Rathb.
Da ordem Isopoda
Bopyrus alphei Richardson.
Dos peixes
Upenevs caninus Gilbert
Apogon brasilianus Gilbert
Brannerella (n. gen.) brasiliensis Gilbert
A parte geologica contem :
Notas sobre Geologia ao longo da Estrada de
Ferro de Bahia e Minas;
Notas sobre Geologia ao longo da Estrada de
Ferro de Alagoas ;
Conclusão
E" a seguinte, a conclusão :
I. A bacia da Bahia, antigamente referida
ao Cretaceo, é provavelmente Eoceno ou Laramio,
IT. As camadas «parti-coloridas» depositadas
ao longo da costa, antigamente atribuidas ao Ter-
tiario, são as mesmas como as da Bahia, Eoceno.
HI. Os sedimentos da secção Alagõas são da
origem d'agua doce como os da Bahia.
IV. Nenhuns fosseis foram achados na secção
ao longo da Estrada de Ferro da Bahia e Minas,
mas parece ser provavel que essas camadas são a
continuação meridional das camadas da Bahia.
Essas publicações e as que seguirão referem-se à
expedição feita por conta do dr. A. Agassiz no anno de
1849 e destinada ao estudo de coraes na costa do Brazil
entre Rio de Janeiro e o Cabo S. Roque. A expedição
era dirigida pelo eminente geologista Dr. I. G. Branver da
Standford University em California, que por seus estudos
anteriores referentes à Geologia do Brazil já é bem conhe-
cido às pessoas que ligam attenção à exploração scientifica
do paiz. Acompanhou-o Mr. Arthur Greeley como natura-
lista e que desde 3 de Junho até 8 de Agosto de 1900 reu-
niu entre Natal, Rio Grande do Norte, Maceió e Alagoas
as collecgdes de animaes marinhos estudadas nessas publi-
cações.
Branner, I. C. On the occurrence of fossil re-
mains of mammals in the mterror of the states of
Pernambuco and Alagoas, Brazil. American Jour-
nal of Science, vol. XIII, February, 1902.
O auctor communica observações geologicas feitas
per elle numa excursão nos Estados de Pernambuco e
Alagoas, desde o Pão d'Assucar, no curso inferior do
rio S. Francisco até as Aguas Bellas. Perto desta ultima
localidade foram achados em 1873, Lagoa de Lageia, ossos
de tres mammiferos pleistocenos, que provavelmente ain-
da devem estar conservados no Museu Nacional do Rio
de Janeiro e que até agora não foram examinados. Estas
ossadas, entre as quaes predominam as do Mastodon,
provem de animaes mortos pelas seccas nos lugares
pantanosos, lagoas etc., para onde se tinham retirado.
O auctor lastima que, excepto os estudos de Lund,
feitos em Minas, no Brazil não se ligue attenção ao
exame dos mammiferos extinctos que na sua opinião
devem ser ricamente representados na região N. E. do
Es nz
Ed
paiz. Cita como unica publicação respectiva, alem das
referentes a Minas Geraes, a do Dr. IF. L. G. Burla-
maqui, publicada no Rio de Janeiro em 1855 pela So-
ciedade Vellosiana intitulada : «Noticia acerca dos ani-
maes de raças extinctas descobertos em varias partes
do Brazil».
Por nossa parte chamamos a attenção do auctor
para uma publicação que desconhece, referente aos os-
sos colhidos por J. von Erwen (Megatherium, Megalo-
nyx, Equus) publicada na Revista do Instituto Historico
do Rio de Janeiro, tom. VII 1866 p. 519—523 lam.
Ee ?:
Branner, J. C. Recifes de Grês do Rio Formoso.
Revista do Instituto Archeologico e Geographico
Pernambucano N. 54, Pernambuco 1901 pag.
I31—136.
O interessante fasciculo, correspondente ao 38.º an-
no desta revista, contem, alem de informações, as mais
antigas observações meteorologicas no Brazil, um arti-
oo de João C. Branner «Os recifes de grès do Rio
Formoso». Trata-se de um estuario, que fica a 38 mi-
lhas a sudoeste de Pernambuco, cuja geologia foi es-
tudada por Branner.
Entre Pernambuco e Maceió o recife do Rio For-
moso e sua continuação, ao lado de Tamandaré é o
ultimo dos grandes recifes de pedra, sendo os outros
todos de coral.
Os coraes e outros productos organicos calcareos
têm-se espalhado pelo lado exterior do recife de areia,
crescendo tambem em muitos pontos do de pedra, que
dir-se-ia servir-lhes de base para approximal-os da su-
perficie d'agua. Os lados do coral são geralmente per-
pendiculares e cobertos de mui bellos especimens de
coraes, sendo o genero Mussa entre elles muito com-
mum. No fundo crescem bellissimos especimens de mil-
liporas, vulgarmente conhecidas pelo nome de itapitan-
gas.
= Os =
E" notavel que cresçam coraes em frente à foz de
um rio, O que parece uma anomalia. Esse facio, en-
tretanto, se explica pela circuustancia de ser a corren-
teza dos aguas desviada para o norte pelo recife de
pedra, que assim os protege da lama e da agua doce
do rio. O mesmo se observa em varios outros casos.
Lamberg, Moritz, Brazilen, Land und Leute
in ethischer, politischer und volkswirtschaftlicher Bezie-
hung. 8º 359 pp., 42 Taf., 1 mappa Leipzig, Herm.
Meger, 1819.
O auctor, que por muitos annos foi professor do
Gymnasio Nacional do Rio de Janeiro e que viveu e
viajou por 20 annos no Brazil, dá nesta importante
obra a descripção dos Estados do Norte do Brazil, es-
pecialmente sob o ponto de vista ‘social e economico. '
Parece-nos que desde muitos annos sobre esta parte
do Brazil não foi publicado livro algum de igual valor.
Como exmplo do acertado juizo do auctor, cito a
parte tratando da escravidão em que rejeita a opinião,
às vezes encontrada no Brazil, de que a mesma repre-
senta uma mancha para a historia do Paiz e trata da
questão, especialmente sob o lado economico.
Deixa impressão agradavel o auctor na sua critica
sobre o Paiz mostrar-se seu amigo.
No referimento que P. Ehrenreich sobre o livro
publicou em Petermans Mitteilungen, vol. 47, pag. 69,
1901, diz que o seu juizo sobre os brazileiros não é
desfavoravel a excepção da corrupção do funccionalismo.
Ehrenreich ainda nota que a figura publicada de
um indio cayapó, em verdade, se refere a um carajá.
O livro não tem interesse quanto a historia natu-
ral da qual o auctor não tem conhecimentos especiaes.
Kerner, F. Mittheilungen über Reisen im Staat
São Paulo. Verhandlungen der kh. k. geologischen
Reichsanstall, n. 10, 1901 p. 248, 249. |
Esta communicação preliminar refere-se ds. escur-
sões executadas pela commissäo scientifiéa austriaca no
— 705 —
interior do Estado de São Paulo, nos mezes de Junho
e Julho de 1901. Estas viagens dirigiram-se à Serra
do Mar e ao valle do rio Paranapanema.
Com referencia às impressões recebidas relativas
à geologia diz o auctor:
«Tambem a respeito da geologia a excursão à Serra
do Mar offereceu interesse, dando-nos occasião de visi-
tarmos uma das minas de mica, que se acham nesta
região. As mesmas são ligadas à occorrencia de um
grosso gneiss com turmalinas dentro dos schistos mica-
ceos, que, essencialmente, compõem a Serra do Mar.
O terreno não está coberto de laterite de tal modo, e
a decomposição das rochas não ê tão completa, que não
fosse possivel obter amostras instructivas dos schistos
crystallinos.
A tarefa essencial da investigação geologica neste
caso consistirá na colleccäo dos residuos tirados dos
rios € arróios.»
Katzer, Dr. E. Zur Geographie des Rio Tapajós.
Globus, Bend TS, Braunschweig 1900 pg. 281—284.
,
O interessante artigo é baseado numa exploração
feita pelo auctor nos annos de 1886—97.
A largura do rio, que perto dos saltos de Bella
Vista não attinge senão 200 metros, varia no seu curso
inferior entre 3182 (Itaituba) e 14800 m. ( Alter do
Chão). A profundidade que em Itaituba era de 7 a 8
m., entre Alter do Chão e os saltos inferiores chegava a
47, 20 e 22 m. |
À quantidade da agua que passa no rio foi deter-
minada em Santarém em 12450 metros cubicos por se
gundo,e em Miritituba em 2759 metros cubicos; a ve-
locidade do rio em Santarém é de 0,35 m. por segundo,
importando, entretanto, entre Boim e Aveiro 0,8 m. A
estação secca que é aproveitada pelos seringueiros para
a extração da borracha, começa em Julho e acaba em
Janeiro.
Perto de Boim, devido a um extenso areal na es-
tação secca, o Tapajós não permitte a navegação pois
— 106. —
que chega a ter profundidade inferior a 1 m., ao passo
que no tempo das chuvas esta mesma passagem tem de
3 a 4 m de profundidade. A analyse da agua do Ta-
pajós demonstrou ser esta uma das mais puras do mun-
do devido à pequena quantidade de substancias nella
dissolvidas. Depois do salto seguem-se no Tapajós, for-
mando o seu Jeito, shistos devonianos e grès carbonia-
nos, € de Brazilia Legal em deante, conglomerados ter-
ciarios neogenos.
Gernitz, H. B. Sur Stereostermum tuimiduin Cope,
du Musée royale de Minéralogie de Dresde prove-
nant de S: Paulo (Brésil). Avec 1 pl. Liege 1899
4º (& p.) Ann. Soc. geolog. Belgique Tome XXV
bas.
Descripção de um exemplar de Stereosternum tu-
midum, Cope, de S. Paulo, guardado no Museu Mine-
ralogico de Dresden.
* Daell, Ed. Ueber einige Pseudomorphosen aus
Brazilien. Verhandlung der K. Ix. Geolog. Reichs-
anstalt. Wien 1900 p. 118—150.
No leiläo.da collecção mineralogica do Principe Dom
Pedro Augusto de Coburgo, o auctor comprou algumas
peças interessantes entre as quaes se acham algumas
Pseudomorphosas novas que são: Linsonito segundo
Staurolitho de Caldas, Minas Geraes; Linsonito segundo
Hydrargillito de Villa Rica. O autor menciona outras
pseudomorphosas já descriptas por Rosenbusch, Sand-
berger, Gorceix, Costa Sena e Hussak.
E. Anthropologia
Steinen, Carl von den. Anthrcpomorphe Toten-
urne von Maracá. Verhandl. der Berl, Gesellsch. fiir
Anthropologie, Berlin 1901, pag. 387— 589.
A urna funeraria descripta neste artigo e figura-
da na estampa 9 tem a forma dum homem sentado e
provem do rio Maracá perto de Macapá, Estado do
a raia A oS sn... dé à D
OG. ==
Pará. Esta urna pertence ao Museu de Berlim, em-
quanto a outra tambem figurada na estampa 9 deste ar-
tigo se acha em Christiania. Compare-se a memoria
do Dr. Goeldi sobre o mesmo assumpto, a p. O34.
Pennaforte, Raymundo Ulysses de, conego. Brazil
Prehistorico. Memorial Encyclographico a propost-
to do 4.º Centenario do descobrimento. Ceará 1900.
Typ. Studart. |
O livro do erudito padre Pennaforte chamará an-
tes a attenção e interesse de seus collegas do que a
dos anthropologos. O fim do livro é demonstrar as ori-
gens judaico-pheniceas di cultura e lingua tupy. Diz
o auctor na pg. 209: «Esta serie de nomes hebraicos
“e phenicios encontrados incorruptos, irreductiveis nas
regiões banhadas pelo rio Japurá e seus confluentes,
num centro tão aurifero, de nonstra cabalmente a ver-
dade da nossa descoberta, isto & que o rio Japurá & o
mesmo Apira-Apir ou Auphir da Biblia, donde Salo-
mon mandou tirar ouro para a confecção do templo de
Jerusalem».
Ao que me consta a theoria de que o rio Ophir
era situado na America Meridional foi abandonada ha
muito, por dahi não provir marfim.
De conformidade com a opinião exposta, o auctor
julga que o nome America provenha do grego—Mero-
ghaia com anteposição de um alpha augmentativo.
Na opinião do auctor as migrações prehistoricas
deram-se pela hypothetica Atlantida de Platão, que se
extendia entre a Africa e a America. Diz o auctor na
pag. 9: «A consequencia logica que se pode tirar
destas indicações e da identidade da raca vermelha do
antigo e do novo mundo, é que os povos d America
tinham seus estabelecimentos ou suas transacções até
na Atlantida, e que as populações atlanto-americanas
foram as que fundaram e povoaram o Egypto.»
Sem entrar em discussão, quasi impossivel, pela
differença dos pontos de vista, observo apenas que a
hypothese duma antiga ligação da Africa com a Ame-
rica Meridional, defendida por geologos e zoologos, na-
da tem que ver com a presente hypothese duma At-
lantide post-tertiaria, apropriada para a destribuição das.
raças humanas. .
Koch, Theodor. Zin Animismus der siidamertha-
nischen Indianer. Internat. Archiv für Ethnographie.
1900 Vol. XIII, Supplement, VIII pag. 140 gr. 4º
O auctor trata do animismo entre os indigenas.
da America do Sul. O trabalho compõe-se de 3 par-
tes. A 1.º parte trata da origem da fê e de seu modo.
de manifestar-se, a Il das medidas preventivas contra o
espirito da morte e a II da vida da alma no outro
mundo.
Lahitte, Carlos de. La Teo-Cosmogonia, base de
ta filosofia positiva, explicada racionalmente segun el
Guarani. Lex. 8.’ 66 pag. Biwenos-Avres, Estabeleci-
mento Typografico 1899,
O auctor trata, neste trabalho importante, dos In-
cas e dos Guaranis, da sua lingua e faz conclusões.
philosophicas e philologicas. "az algumas observações.
sobre a sua lingua e a theocosmogenia. Afinal, o au-
tor trata ainda da tribu dos Guayaquis, que, segundo a
sua lingua, representam um resto do grupo ethnogra-
phico Guarany.
Freyreiss, G. W. Beitr äge zur Kenntniss der Urbe-
vilkerung Brasiliens, Uebersetzg. aus der Handschrift
des Verfassers. eae 1900, H. 3 8. 260— 279.
Conheço o artigo só- pela recensão no Central Blatt.
für Anthropologie. Vol. NI, 1901 p. 305.
Na Bibliotheca da Real Academia de Sciencias de:
Stockholm acha-se um manuscripto. do naturalista al-
lemão G. W. Freyreiss, no qual este descreve uma
viagem a Minas Geraes feita nos annos 1814—15. O
auctor descreve costumes e usos dos indigenas com que:
esteve em relações, que são os (Coroados, Puris e
Coropós, ajuntando vocabularios..
A
sie al D
Vr
2 100
Katzer, Dr. F. R. Zur Ethnographre des Rio Tapajós,
— Globus, Band 79, 1901 Braunschweig pg. 37-41
— Durante sua estada na região ‘do curso inferior
do rio Tapajós, o auctor teve occasião de observar re-
presentantes de tres tribus de indigenas: dos manhés,
mundurucús e apiacás.
O artigo contem observações sobre esses indios e
as suas linguas, corrigindo o auctor, em parte, os vo-
cabularios de Coudreau.
Bem interessantes são as figuras impressas no
texto, dentre as quaes destacaremos as que se referem
às armas de pedra polida feitas pelos mundurucus, sen-
do quasi todos os machados munidos de um ou dois
pares de incisões lateraes. O material de que consis-
tem estas armas o auctor sujeitou a um exame mi-
eroscopico, cujo resultado communica. As fig. 2 e à
representam uma cabeça enfeitada dum indio. yuruna €
preparada por um cassique dos mundurucüs como tro-
phéo. Segundo as informações obtidas pelo auctor, os
munduructs costumam preparar os seus trophéos só
desta maneira, sendo os que são privados da ossada
provenientes do Perú. Fig. 1 representa a cabeça de
um indio manhé; 4 e 5 reproduzem em duas posições
diversas a cabeça do apiacá para mostrar a tatuagem
que em forma de cinta circunda a bocca. Como o au-
ctor acredita que esta moda de tatuagens não seja co-
nhecida, lembramol-o que o Conde Castelnau della tra-
tou, publicando na sua obra de Expeditions dans PA-
mérique du Sud, Il Partie, Vues et Scènes, Paris 1852,
pl. 56 a figura de um «jeune Apiacá» mostrando bem
esse enfeite.
Koch, Th. Bericht über seine wissenschaftliche
Reise durch Central-Brasilien. Bericht der Senken-
bergischen Naturf. Ges. in Frankfurt a. M. 1901.
pag. 108-1183.
O auctor tomou parte na segunda expedição do
Dr. Hermann Meyer, ao systema hydrographico do rie
— 710
Xingu, effectuada no anno de 1899,e na qual tomaram
parte, alem dos senhores mencionados, os Drs. Mansfeld
e Pilger. O resultado principal da expedição foi a explo-
ração do rio Ronuro, principal nascente do rio Xingu.
O rio não proporcionou as desejadas investigações ethno-
graphicas por percorrer um sertão esteril e deshabitado.
Com referencia sos bakairis, trumai e outras tri-
bus visitadas no systema Xingu, o auctor lamenta o
desapparecimento da cultura indigena, devido à influen-
cia dos bakairis aldeiados.
Sobre a cultura intellectual e espiritual dos abori-
gines desta zona, o auctor fez observações e estudos
que communicou no livro «Zum Animismus der siid-
amerikanischen Indianer», Supplementband des Inter-
nationalen Archiv für Ethnographie zu Leiden.
Lasch, Richard. Die Verstiiinmlung der Zihne wa
America und Bemerkungen zur Zahndeformeruna
vm Allgemeinen. Miltheil. der Anthrop. Gesellschaft
in Wien 1901, vol. 31, pag. 13-22. |
O auctor trata da deformação artificial dos dentes.
entre as tribus indigenas da America e dos motivos
que a determinam, reunindo ricos materiaes e comple-
tando o estudo que sobre o assumpto publiquei em 1882
no Zeitschrift fir Ethnologie.
Hunert, A. Riograndenser Paliolithen. Verhan-
dlungen der Berliner Gesellschaft [im Anthropologie,
Sitzung von 23 VI, .900. Berlin pg. 318-352.
O auctor examinou numerosos paradeiros, isto é,
lugares onde o solo contem cacos de vasos, outros arte-
factos e restos de comida, provenientes de antigos aldea-
mentos de indios. Nos paradeiros encontrados em roças
novas no Morro do Diabo, em Worromeco, no Rio Grande
do Sul, o auctor achou ao lado de objectos de pedra
polida (neolithos) outros de pedra lascada (paleolithos),
que julga muito mais antigos do que os primeiros.
O auctor considera pre-columbianos todos os para-
deiros desprovidos de objectos da cultura europea e,
E TA do Das
achando a relação entre os paradeiros post-columbianos
e pre-columbianos de 1 para 9 e calculando a epocha
post-columbiana em 300 annos, avalia a pre-columbiana
em 9 X 300 — 2700, ao minimo até 4200.
Não podemos considerar fundados estes algarismos,
baseados em calculos que não se baseam sobre dados
exactos e em supposições, cujas possibilidades podem ou
não ser admittidas. A divisão da epocha prehistorica
em duas secções, conforme o caracter dos utensilios de
pedra, bem estabelecida na Europa, não é admissivel na
America. Os paradeiros que não contém utensilios de
ferro tão bem podem ser pré como post-columbianos,
visto que os indios, deixando uns paradeiros, levaram
comsigo os objectos de valor.
A população no Morro do Diabo, supposta por Ku-
nert ter sido menor em tempo prehistorico, bem pode-
ria ter sido mais numerosa antigamente. As condições
locaes e a natureza do material usado para os arte-
factos, tudo isto influe para a exclusão de um procedi-
mento uniforme no julgamento dos artefactos.
Platsmann, Julius. Das anonyme Worterbuch
“tupi-deutsch und deutsch-tupi, Leipzig, 1901.
O diccionario anonymo, cuja nova edição o incan-
savel auctor publicou, appareceu pela primeira vez em
Lisboa, em 1795, como primeira parte de um dicciona-
rio brazileiro-portuguez e enja segunda parte nunca foi
publicada.
O auctor traduziu as explicações portuguezas para
o allemão e ajuntou informações etymologicas que, de
certo, são de grande valor. (Chamo ainda a attenção
para o interessante prefacio de 32 paginas.
Mendes de Almeida, Dr. J., Diccionario Geogra-
phico da Provincia de S. Paulo. S. Paulo 1902.
Sampaio, Dr. Theodoro. O tupi na geograplua
nacional. S. Paulo 1901.
São estas duas publicações bastante importantes,
que explicam a etymologia dos mais conhecidos nomes
geographicos derivados da lingua tupi.
Ne =
Seria muito maior o nosso prazer em tratar des-
sas obras, ambas publicadas por excellentes escriptores
e de grande competencia neste ramo da sciencia, se os
resultados obtidos em geral estivessem mais concordes.
Isto, entretanto, não acontece e a esperança de ver col-
locada em base firme a etymologia destes nomes não
se realisou.
A discordancia em que se acham as etymologias
dos dois auctores é surprehendente. Se por nossa par-
te não nos julgamos com competencia no assumpto, não
podemos deixar de exprimir a nossa convicção de que
os indigenas, em grande proporção, fizeram uso de
“denominações caracteristicas referentes aos animaes e
às plantas.
Assim Jacarehy para nós é um rio onde vivem
jacarés, ao passo que a explicação do Dr. João Men-
des diz que Jacarehy é corrupção de Y-aquá-yerêei
«esquina e volta desnecessaria» e assim podemos ajun-
tar muitos outros exemplos que mostram que o pri-
meiro auctor citado rauito se tem afastado das etymo-
logias quasi geralmente acceitas e bem colligidas e ex-
plicadas por “C. F. von Martius, na sua classica obra
«Glossarios de diversas linguas e dialectos, que fallam
os indios do Imperio do Brazil», Leipzig, 1867
As etymologias dadas pelo Dr. Sampaio acceitam
geralmente as de Martius, seguindo o rumo por elle
indicado, como por nossa parte tambem o estamos fa-
zendo, com referencia às etymologias de nomes de ani-
maes.
E. Zoologia
Lhering, H. von. «The history of the Neotropical Re-
gion». Science, new series vol. XII 1900 p. 857
— SE.
O auctor da neste artigo uma revista de seus es-
tudos sobre a historia zoogeographica da America Me-
ridional, que fi ou separada da America do Norte, até
o fim da formação miocena, tendo-se composto de duas
— 713 —
partes, Archiplata e Archamazoma, das quaes antiga-
mente a primeira tinha sido ligada à Nova Zelandia
e a segunda à Africa.
Ortmann, A. E. Von lherings Archiplata— Archhe-
lenis— Theorie. Ausz. von I. Meisenheimer. Zool.
Centrablbl. 8 Thg. No. 23 p. T66—768.
O artigo refere-se a uma publicação que o dr. Or-
tmann fez no periodico «Science», discutindo a theoria
acima exposta do Dr. von lhering e acceitando-a nos
seus traços geraes. Compare-se tambem sobre estes
artigos o artigo de Meisenheimer no Zoolog. Central
Blatt. vol. 8, 1900 p. 766-768.
Oldfield, Thomas. Mammals chtained by Al-
phonse Robert on the Rio Jordão, S. W. Minas Ge-
raes. Ann. & Mag. Nat. Hist. 1901 VII Ser. vol.
S. p. 326-536.
Os maimmiferos de que trata este artigo, em nu-
mero de 28, foram colligidos no districto “de Aragua-
ry; entre elles encontram-se as seguintes especies novas :
Oryzomys lamia, Oxy mycterus roberti, Proechimys ro-
berti, Sylvilagus minensis. O autor observa que o Sr.
A. Robert, que colleccionou estes mammiferos, já man-
dou outras collecçôes de Piquete, Cruzeiro e de outros
pontos de Minas e S. Paulo, que nada continham de
novo, excepto Sciurus ingrami, descripto nos Ann. & |
Mag. Nat. Hist. VII p. 368 (April 1901).
Oldfeld, Thomas. New species of Saccopteryx
Scurus, Rhipidomys, and Tatu from South America.
Ann. & Mag. Nat. Hast. VII ser. vol. 7 N. 48 p
_ 366-3 "ES
As 2 novas especies de Saccopteryx são proveni-
entes de Obidos e Santarem. O auctor obteve exempla-
res do caxinguelé de Cruzeiro, em S. Paulo, e propõe
denominal-o Sciurus ingrami, visto que o nome de Se.
aestuans L. se refere a exemplares de Guyanna, que são
menores e differentes em cor.
— 14 —
Thomas, O. List of the Mammals obtamed by.
Dr. G. Franco Grillo in the Province of Parana
Brazil. Annal. del Mus. Civ. da Storia naturale de
Genova. Serie 2 e vol. 20, 1900 p. 546-549.
A lista menciona 22 especies de pequenos mammi-
feros colligidos pelo Dr. G. Franco Grillo, em Pal-
meiras, Est. do Paraná, entre eles uma bem rara: Ves-
modus joungs Jent., morcego que chupa sangue dos ani-
maes e, é esse sómente o segundo exemplar até hoje
colligido, visto o outro ser proveniente da Gayanna.
Thomas, Oldf. The generic names Myrmecopha-
ga and Didelphis. Amer. Naturalist, vol. 35, 1901
pag. 143-145,
O auctor chega à conclusão de que o nome Ta-
mandud-bandeira deve ser Myrmecophaga tridactyla
Linne, 1758 (jubata L. 1766) e refere-se às publicações
de I. A. G. Rehn, Am. Nat. vol. XXXIV 1900 p. 575
e J.-A, Allem, Bull: Am. Mus. N. Ho vol RAI:
185. 1900
E' conveniente chamar aqui a attenção tambem
para o artigo de T. S. Palmer, Proceed. of the Biolo-
gical Society of Washington, 1899, vol. XIII pp. 71-78.
Berg, Carlos. Notas sobre los nombres de algunos
mamferos sudamericanos. Comunicaciones, del Mu-
seu Nacional de Buenos-Aires. T. I N. 6 pp. 219 a
222. 1900.
Examinando a synonymia de diversos mammiferos,
o auctor chega à conclusão de denominar o cuati «Na-
sua-nasua» L. (1766), a capivara «Hydrocherus hydro-
cherus» L. (1760) e o porco do matto (de queixada
branca) «Tayassu albirostris» (Ill) 1811.
Allen I. A. The generic names Myrmecopha and
Tamandua, and the specific names of the Upposums
of the Genus Didelphis. Proc. Biol. Soc. Washington.
vol. 14, 1 O1, p. 91-93.
cité. fie ms es À
PE NT ONE CU
|
O auctor conserva, como Thomas, os nomes de
Myrmecophaga e Didelphis e applica o nome Taman-
duas, F. Guvier 1829, para o genero denominado Uro-
leptes por Wagl. 1830.
Cabrera, Angel. Estudios sobre monos Ameri-
canos. <Anales de la Sociedad Española de Historia
Natural, sere IT vol. IX pag. 69—93, Madrid 1900
1901.
Trata de uma colleeção de macacos recebidos do
Perú e Brazil, principalmente do Amazonas superior e
menciona entre outros os seguintes:
Mycetes seniculus. A especie abunda em toda a
região, pelos rios Napo e Alto Amazonas; é chamada
guariba.
M. ursinus Humb., um macho do Brazil.
Lagotrix infumata Spix, um exemplar do rio Napo.
L. poeppigii. Schinz; exemplares de Tabatinga e
do rio Javary.
Ateles paniscus L., de Pebas.
Cebus libidinosus Spix, de Pernambuco.
C. vellerosus A. Geoffr, do Brazil.
Hapale jacchus L., de Pernambuco.
Midas rufimanus, de Pernambuco.
Rosner, M. A. Sur la génèse de la grossesse gê-
mellaire monochoriale. Bulletin Intern. de l’Acadé-
mie des Sciences de Cracovie, Classe des sciences
mathém. et naturelles. N. 8, Novembre 1901 Cra-
cove.
Dá o auctor, neste artigo, os resultados a que che-
sou estudando o material que lhe foi fornecido por
este Museu ; confirma os resultados a que já o Dr. H.
von Ihering chegara em trabalho anterior e tira novas
conclusões importantes. Examinando os ovarios de 2
Dasypus novemcinctus, verificou que havia quatro fétos
do sexo feminino e que os chorions eram communs
a todos os fetos.
— 716 —
« Os estudos sobre os ovarios do Tatu levam o
auctor à conclusão de que os quatro fétos deste animal
provêm, cada um, de um ovulo fecundado por um sper-
matozoide. Estes quatro ovulos estavam contidos na
mesma vesicula de Graaf. Visto que estes fétos têm
no uterus uma membrana exterior. commum e como
cada ovo devia ao começo possuir um chorion proprio,
resulta evidentemente que as separações chorionaes de-
sappareceram. » |
Chega afinal o auctor a conclusões importantes,
como, por exemplo, que os gemeos hunianos monocho-
riaes não provêm certamente de uma só vesicula blas-
todermica.
J. Terxeira Barros. A Pesca da baleia na Ba-
hia, Revista Trimensal do Instit. Geogr. e Historico
da Bahia Vol. VII Bahia 1900 pg. 323—S36.
O interessante artigo dá-nos a historia da pesca
das baleias na costa do Estado da Bahia, descrevendo
as lanchas baleeiras, os harpões e outros instrumentos
usados para esse fim, assim como o pessoal que forma
a tripulação da baleeira, como sejam arpoador, timo-
neiro, balaieiro etc., entre todos 10 pessoas.
A pesca da baleia, nas aguas do Estado da Bahia,
começa em Junho e termina em Outubro ou Novem-
bro. As muitas enseadas da costa da Bahia são os
logares preferidos para a im nigração e ahi as femeas
parem e só regressam aos mares do Norte quando os
filhos se acharem em condições de emprehenderem a
travessia.
Era nessas enseadas que estavam estabelecidos os
contractos de armação e era ahi extrahido e beneficiado
o azeite da baleia; aproveitavam os pescadores a preamar
para encalhar os monstros à praia e depois à vasante
os cortavam. Aproveitava-se o toucinho para fazer oleo
e a carne era vendida no mercado. Sabe-se por docu-
mentos historicos, que a pesca da baleia, já exercida em
Portugal no seculo XIV, foi introduzida na Bahia em
ba a
ae
i
y
— 7 —
1603, parecendo entretanto que já antes desta data era
praticada no Brazil. Segundo Southey no seculo XVII
«chegou a ser a maior do mundo» a pesca da baleia na Ba-
hia, cahindo depois em decadencia. Até 1862 a illumina-
ção publica da capital da Bahia era feita com azeite
de baleia. O apparecimento da baleia, entretanto, não
era limitado ao litoral da Bahia, comparecendo tambem
annualmente às costas de S. Paulo e Santa Catharina,
tendo sido de grande resultado a caça neste ultimo Estado.
A razão da decadencia desta outrora tão lucrativa
industria é não só a diminuição do apparecimento desta
monstruosa preza, mas tambem à falta de uma nova e
boa legislação tratando do assumpto. Pondo-me ao
lado do auctor, acho que tal legislação seria necessaria
não só com respeito à caça da baleia como tambem
para todos os outros ramos da pescaria maritima. FE’
certo que muito se poderia melhorar a sorte da popu-
lação costeira, soccorrendo-os por meio de sabias medi-
das de legislação e aproveitando as experiencias feitas
em outros paizes, baseando-se nas necessarias pesquizas
scientificas que até hoje nos fazem talta. E” nesse sen-
tido tambem que faz esforços o governo da Republica
Argentina, encerrando o ministerio da Agricultura uma
secção desconhecida entre nós, a de pesca e caça. Os
dados referidos pelo auctor são na sua maioria identi-
cos com os do artigo do tenente Antonio A. Camara
sobre a pesca da baleia na provincia da Bahia, publi-
cado na Revista da Sociedade de Geographia do Rio de
Janeiro, Tom. V (1889). E” singular que Teixeira Bar-
ros, entre os productos da caça da baleia, não menciona
a barbatana. E” lastimavel que quasi nada saibamos das
especies de baleias das costas do Brazil. O esqueleto
guardado no Museu Paulista é o de Balcenoptera ros-
trata Koch.
Não conhecemos as especies brazileiras nem o ru-
mo e a extensão de suas emigrações annuaes. Acre-
dito não ser exacta a opinião do auctor, que julga as
baleias do Brazil vindas do polo norte, quando no meu
ver vên da Patagonia.
Sis —
Hagmann, Gottfried. Kritische Bemerkungen zur
Systematih der amazomschen Liichse. Zool. Anzeig.
Vol. XXIV, 1901, pg. 509—5 14.
Tratando das especies de Canis, do Museu em Para,
o auctor distingue Canis brasiliensis e Canis aff. nigro-
tis Sclater. O auctor não trata desta ultima especie,
distinguida pelas orelhas curtas.
Quanto ao C. brasiliensis o auctor informa-nos so-
bre a variabilidade dos dentes molares, emittindo a opi-
niäo de que C. urostictus e parvidens representam apenas
variedades extremas da mesma especie, opinião que não
é confirmada pelos meus respectivos estudos.
Thomas, Oldfield. À new Free-tail Bat from the :
lower Amazons. Ann. & Mag. of Nat. Hist. vol. 7,
1900, series 7, pags. 190-191.
Descripçäo da nova especie Promops trumbulli do
Para, muito alliada ao P. perotis de Wied.
Oldfield, Thomas. On a collection of Bats frem
Pard. Ann. & Mag. of Nat. History. London, 7. ser.
vol. 8, 1901, p. 189-193.
Os morcegos enumerados neste pequeno artigo são
provenientes do Pará, tendo sido remettidos pelo dr.
Goeldi. O autor descreve sob o nome de —paranus—
uma nova subespecie de Molossus planirostris e Vam-
pyrops recifinus sp. n. de Pernambuco. O nome de
Artibeus perspicilatus (L.) Dobson é substituido pelo de
A. jamaicensis, Leach.
Gildi E. A. Dois roedores notareis da familia
dos Ratos do Brazil. Boletim do Museu Paraense,
Pará, 1901, vol. IUT fasc. 2, pag. 166-180 com 3 es-
tampas.
O primeiro dos dous artigos de que se compõe este
estudo contém a descripção de Blarinomys breviceps Tho-
mas, de Theresopolis, no Estado do Rio de Janeiro; o se-
— 719 —
gundo trata mais uma vez de Mesomys ecaudatus, re-
conhecido ser uma especie de Loncheres alliado a L.
unicolor Ruppel & Wagner. O auctor diz que os sa-
uiäs, isto é, ratos de espinho, sem cauda, occorrem tanto
no genero Loncheres como no de Echinomys, confir-
mando assim 0 que eu disse nesta Revista, vol. HI
1898 p. 509 s. s.
Oldfteld, Thomas. On giant squrrels from the
Amazonan Region. Ann. & Mag. Nat. Hist. London
£900) VII ser val. 6 p.. 137-159.
O avetor trata neste artigo de diversas especies de
caxingueles gigantescos, alliados ao Sciurus langsdorffi,
provenientes do Alto- Amazonas.
Nehring, A. Ueber Ctenomys pundti n. sp. and
CE. minutus Nherg. Zool. Anzeger XXIII, 1900 p.
420-425.
O artigo trata de uma nova especie de tuco-tuco
da Argentina, que é menor que as outras conhecidas,
figurando o craneo dessa especie e do Ctenomys minu-
tus do Rio Grande do Sul, especie de tuco-tuco que
este Museu recebeu o anno passado, graças ao esforços
do Dr. A. Graciano de Azambuja, em Porto Alegre.
No mesmo periodico vol. 23, 1900 pag. 535-551,
o auctor descreve Ct. neglectus da Patagonia e o craneo
de Ct. nattereri Wagn. do Matto-Grosso. O auctor julga
Ct. lujanensis Ameghino semelhante, porém differente de
Ct. pundti.
O autor julga Ct. minutus differente de Ct. torqua-
tus Licht. do Uruguay, cujo craneo é maior.
Ihering, H. von. Ornithological Notes from South-
Brazil. The Ibis, Jan. 1901 pug. 12-15.
O artigo contém a descripção dos ovos de Ceo-
phloeus crythrops (Val), Chrysotis vinacea (Vieill.),
Pionopsittacus pileatus (Scop.) do Rio Grande do Sul
e observações sobre os ovos de Dacnis e Coereba.
Nehrling, H. Bird notes from S. Paulo, Brazil.
The Auk 1900 vol. 25 p. 298-299.
Breve noticia sobre aves de S. Paulo.
Güldi, Emil. A. Album de Aves amazonicas.
Supplem. ilustr. à obra «Aves do Brazil» pelo Dr.
Em. A. Gold. Fase. I, estamp. 1-12. Museu Paraen-
se de Historia Natural e Ethnographia. Impr. Zii-
rich, Instit. Polychr., 1900, 4.º
E' esta a primeira parte de uma collecçäo de es-
tampas coloridas, representando especies conhecidas e
notaveis da avifauna do Amazonas. :
Salvadori, T. Viaggio del Dr. A. Borelli nel
Matto Grosso e nel Paraguay. V. Uccelli, Boll. Mu-
set Zool. Anat. Comp. Torino vol. 15, 1900. N. 378.
(19 p |
A collecçäo de aves da Expedição do Dr. Borelli,
estudada pelo Sr. Salvadori, contém 16 especies do Pa-
raguay e 116 do Matto Grosso, colhidas perto de Co-
rumbä. Entre as ultimas não ha especie nova, porém
18 dellas até agora não tinham sido observadas no
Estado de Matto Grosso.
Góldi. Em. A. Huffirmige Verbreiterungen an
den Krallen von Crocodil-embryonen. Zool. Anz. vol.
23, 1900 No. 610, p. 149-151.
O auctor, examinando alguns ovos chocos de Ja-
caré, observou que os embriões têm as pontas dos de-
dos alargadas, como os ungulados; confirma assim as
observações de Voeltzkow, Verhandl. d. deutsch. zoo-
log. Ges. 189º, p. 179 e lembra a observação analo-
ga que a respeito dos Tatüs, do genero Traopus, fez e
publicou H. von Ihering, «Ueber die Fortpflanzung der
Girtelthiere», Siztungsber. d. K. Akademie der Wissen-
schaften, Berlin, phys. math. Classe, 1885, p. 1051-
1053.
À
E a a ca ia Si à
— 721 —
Schnee. Ueber eine Sammlung siidbrasilianischer
Reptilien und Amphibien, nebst Beschreibung einer
neuen Schildkréte. (Platemys werneri) mit 2. Figu-
ren, Zool. Anzeig. Band .3, 1900, p. 461-464.
A pequena collecção de reptis e amphibios à qual
se refere o artigo, provem de S. Paulo e não contem
nada de novo, à excepção da descripção da nova especie
Platemys werneri que, ao meu ver, representa ape-
nas uma variedade da Pl. spixi com a depressão me-
diana do carapax pouco pronunciada. E’ singular que o
auctor negue sua existencia em quanto a figura bem
a demonstra. A Coecilia é classificada como Dermophis
brasiliensis R. & L. O mesmo auctor publicára no Zool.
Garten, 4! Iahrg. N. 10, p. 315-517 um estudo sobre mi-
mihry em kagados sul-americanos. (Hydraspis hilairei).
Goeldi, Emil A. und Gottfr. Hagmann. Die Kier
von Tropidurus torquatus und Amerïva surianamensis,
> Abbild. im. Text. Zool. Jahrb. | Abth. f. System.
Vol. 14, 1901. V. Heft p. 587-588.
Decripção dos ovos dos dous lagartos acima indicados.
Goeldi, E. A. «A Piraibay (Gigantesco Siluror-
deo do Amazonas). Boletim do Museu Paraense, Pa-
rd, 1901, vol. Ill fasc. 2, 181-194 com 1 estampa.
O artigo contem a descripção do peixe indicado,
que, não obstante attingir o comprimento de 1,5 a 2
metros, não era conhecido atê agora na sciencia, ana-
logia singular com o jahü descripto por mim em 1598
sob o nome de Paulicéa jahú, que ê o peixe de maior
tamanho conhecido ros rios do Estado de S. Paulo.
© nome scientifico é Piratinga pirä-aïba.
Güldi, Em. A. Die Fischwelt des Amazonas-Ge-
bietes. Prometheus, 11 Teil 1900, Jahrs. XI, p. ATA.
NE SO, M Remo IL Jang. AE no, p, LIL.
Nesta continuação de seu artigo sobre os peixes
do rio Amazonas o auctor não entra em detalhes, re-
— 722 —
ferindo-se só aos typos mais notaveis e conhecidos.
muitos dos quaes são representados por boas figuras.
Eigenmann, C. H & Allen, A. Norris. Bergia-
ria. Comunicaciones del Museo Nacionel de Buenos
Aires. Parte I, n.º 8;°p- 272.
O nome Bergiella proposto nesta Revista, vol. IV
p. 399 é mudado no de: Bergiaria, por ser o outro já
preoccupado.
Hagmann, G. Acanthicus hystrix Spix aus dem
unteren Amazonas. Zool, Anseiger N. 639, 1901
7 AIT.
Berg, Karl. Beitrag zu Dr. G. Hagmanns, Acan-
thicus hystrix Spix aus dem unteren Amazonas, Zool.
Anzeig. Leipzig 1901, vol. XXIV N. 653 p. 566.
O Dr. Berg chama a attençäo para o facto de Ch.
& R. S. Eigenmann já terem declarado ser a especie
indicada proveniente do Pará e collegida por Agassiz.
Pellegrin, I. Poissons envoyés par M Jackot
d Anthonay, vice-consul de France à Mandos (Brézil).
Bull. Mus. d’hast. nat. Pariz, 1899 «TL. 5. N 8.7.
105—106.
A pequena publicação contem a lista dos peixes
remettidos de Manãos ao Museu de Paris, entre os
quaes merecem menção especial: Tetrodon psittacus
Bloch e Schneider; Sternarchus tamandua Boulenger;
Pristigaster cayanus Cuvier e Sciaena amazonica de
Castelnau.
Boulenger, G. A. Liste des poissons recueillis à
Urucum et à Carandasinho, près de Corumbá. Bolleti-
no det Musei di Zoologia ed Anatomia comparata della
Universita di Torino, Vol. XV 1901, N. 370; p. 1-4:
E esta uma lista dos peixes colleccionados pelo Dr.
A. Borelli em Matto-Grosso e no Paraguay. São enu-
meradas 49 especies, entre as quaes tres novas, a saber
— 723 —
Anostomus borellii
Tetragonopterus callistus
Chirodon calliurus, |
cujas descripções são dadas neste trabalho.
Moreira, Carlos. Crustaceos do Brazil. Archivos
do Museu Nacional, vol. XI Rio de Janeiro 1901
pag. 1-150, estampa I-V.
O autor trata neste estudo de modo extenso dos
crustaceos decapodos do Brazil, dando tambem a des-
cripção de varias especies novas como as de Pagurus
loxochelis da Bahia, Dissodactylus crinitichelis do Rio
Grande do Sul, parasita de Encope emarginata, Dilo-
carcinus laevifrons de «Pernambuco?» Merecem men-
ção especial as descripcdes de Senex laevicauda Latr.,
especie pouco conhecida e rara nas collecçôes, cuja
existencia na costa de S. Paulo já ha annos participei
ao Dr. Ortmann e a de Aeglea intermedia Girard, da
qual Ae. odebrechti Fr. Miiller é synonyma.
Separando da parte systematica a synonymia e
a bibliographia, o autor afastou-se do modo geralmente
usado, que com toda razão merece a preferencia. As
indicações sobre a proveniencia das diversas especies
são incompletas, especiaimente com referencia à cos-
ta de São Paulo, devendo, neste sentido, ser com-
parados os dados que publiquei no meu artigo sobre a
Ilha de S. Sebastião, nesta’ Revista, vol. 11 1897 p. 156.
E' com prazer que registramos aqui o appareci-
mento desta tão valiosa contribuição para o estudo de
nossa fauna costeira.
Sars, G. ©. Contributions to the Knowledge of
the Fresh-Water Entomostraca of South: America.
Kristiania. I Cladocera Arch. f. Math. og Naturvi-
denshab vol. XXII 1900 pag. 1-102 e 12 plates.—
Part. II Copepoda—Ostracoda ibid. vol. XXIV 1901
p. 1—52. S& plates.
Diz o autor: Nosso conhecimento dos Entomos-
traca de agua doce da America do Sul ficou por muito
BET Ap
imperfeito, sômente foram dadas noticias esparsas acerca
daquella parte da fauna. Desejando anciosamente ga-
nhar conhecimentos mais intimos destes interessantes
animalejos e comparal-os com os de outras partes do
mundo, pedi, ha alguns annos, ao bem conhecido z00-
logo Dr. H. von Ihering que me procurasse alguns exem-
plares para um estudo e ao mesmo tempo uma porção
de material secco para experiencias de cultura artificial. :
Estas foram logo começadas pelo modo usual, in-
troduzindo-se pequenas porções do material em aquarios
cuidadesamente preparados, que de tempo en tempo
foram examinados con o auxilio de uma lente. Os
resultados finaes destas operações de cultura, que foram
continuadas por alguns annos, eram de muito bom suc-
cesso e deram uma colheita inesperadamente rica.»
O autor declara em seguida ter obtido de suas cul-
turas numerosas especies preparadas de lodo secco das
familias: Sididae, Daphnidae, Macrothricida e Lyneidae.
O autor descreve numerosas e nvvas especies e generos,
sendo o numero total das especies examinadas de 45.
Os nomes dos generos novos são :
Leydigiopsis, Dadaya, Enryalona e Pseudalona.
Na segunda parte o autor chama a attenção ao facto
singular de que, nos seus aquarios, do lodo secco não
sahiu nem uma unica especie de Cyclopidae e Harpactidae,
devido, sem duvida, à falta de ovos duraveis. E” singular
que, mesmo assim, o genero Cyclops tenha uma vasta dis-
tribuição geographica, tendo já sido observadas na Ame-
rica meridional 7 especies bem conhecidas da Europa.
Alem de numerosas especies novas descreve o autor
dois novos generos de Ostracodas: Amphicypris e Neo-
cypris.
Vavra, W. Sissivasser-Cladoceren der Hambur-
ger Magalhaensischen Sammelreisen VILOO pag. 1-25.
O artigo trata das especies chileno— patagonicas e
dá, à pagina 3, uma synopse das especies de Cladoce-
ras até agora conhecidas da America do Sul, em nu-
mero de 46.
A
Nobili, Giuseppe. Decapodi, raccolti dal Dr. Fi-
lippo Silvestri nell America meridionale Bollet. det
Mus. di Zool. ed Anatom. Comparata della Univers.
di Torino 1901 vol. XVI N.. 402 p. I—D.
A collecção de Crustaceos enumerada neste arti-
go, refere-se, quasi exclusivamente, às especies chileno-
argentinas, incluindo do Brazil sómente Palaemon nat-
tereri Heller, de Cuyabä.
Borelti, Alfredo. Scorpion: raccolti dal Dott. Fi-
lippo Silvestri nella Republica Argentina e regione
vicine. Boll. dei Muser de Zoologia ed Anatomia
comparata della Universitá di Torino N. 403 Vol.
EVEL 01 np: -f-2 2.
Os lacraus que formam o objecto deste artigo pro-
vêm, na maior parte, da Argentina e do Paraguay e de
alguns pontos do Brazil, especialmente do Matto Grosso,
entre os quaes a uova especie Tityus mattogrossensis.
Tityus bahiensis é indicada do Paraguay, S. Catharina e
Matto Grosso e Tityus paraguayensis é indicada do
Matto Grosso.
Bonninghausen, W. von. Beitrag zur Kenntniss der
Lepidopteren Fauna von Rio de Janeiro. Bericht IIT
Deutsche Entomolog. Zeitschrift, herausg. von der Ge-
sellsch. Iris zu Dresden. Jahrgang 1901 pag. 65-87.
Essa terceira parte da util publicação do Sr. von
Bônninghausen sobre os Lepidopteros do Brazil Meri-
dional refere-se às Rhopaloceras, tratando das familias
Libytheidae, Erycinidae e Lycaenidae
| Béinninghausen, W. von. Die Heteroceren Rau-
pen und Puppen des H. T. Peterschen Manuscript-
werkes; Brologische Beiträge zur brasilianischen
Schinetterlings-fauna. Mit. 10 Taf. Neudamm (1898)
1901.
As 10 estampas do sr. Peters, publicadas successi-
vamente na Allgem. Deutsche Zeitschrift für Entomolo-
eie ganharam um valor real somente pela presente pu-
blicação do Sr. von Bünninghausen, que, pela sua vasta
experiencia, poude dar, ao menos a uma parte das la-
gartas figuradas, a exacta classificação. Assim estas fi-
curas, bem executadas, de larvas e nymphas de borbo-
letas brasileiras apresentam um auxilio valioso para o
estudo da biologia de nossos lopilopteros. Ao Dr. C.
Schroeder, que com grandes sacrifícios realisou a publi-
cação da obra, felicitamos por este successo.
Schaus, W. New species of Noctuidae from Tro-
pral America. The eue ve Magazine of Nat. [s-
tory, London, 1901, vol. 8. (7.* serie), p. 35 al e p.
77-99.
Descripçäo de numerosas especies novas de Lepi-
dopteros da familia Noctuidae, que provêm, em grande
parte, de Castro, no Estado do Parana, do Rio de Janeiro
e de S. Paulo. Algumas especies de Triommatodes pro-
vem de «Casa Branca, Brazil», sem ser citado o res-
pectivo Estado.
Wasmann, E. Ein never Meliponengast (Scoto-
cryplus goeldii) aus Pará. Deutsche Entomologesche
Zettschrift 1599, Heft II, p. 411.
Descripção de um pequeno coleoptero da familia
Silphidae, o qual foi descoberto pelo Dr. E. A. Goeldi
num ninho de uma abelha indigena (Melipona mutata
Lep.) No « Biologisches Centralblatt wy VOL mks. Ds
368 o Sr. Wasmann menciona um outro coleoptero
Nausibius clavicornis Klug cujas larvas foram encon-
tradas pelo Dr. H. von Ihering nos ninhos da « Irapua »
Trigona rufricus Latr. em Rio Grande do Sul. Essa
especie de Nausibius é quasi cosmopolita e provavel-
mente distribuida por grande parte do globo por inter-
medio de navios. Wasmann menciona uma especie de
Monotoma collegida pelo P. Badariotti a qual vive em
S. Paulo em colonias da sauva Atta sexdens. |
— 727 —
Wasmann, E. Neue Dorylinengüste aus dem
neotropischen und dem cithiopischen Faunengebret.
Zoolog. Jahrbiicher, vol. 14. fascic. 3, Jena., 1:00 pag.
1-75 com 2 estampas.
Entre as «formigas de correcção» do genero Eci-
ton vive, como hospede, grande numero de outros in-
sectos, especialmente coleopteros da familia Stafilinidae.
O auctor, que já muito contribuiu com os seus estudos
para o melhor conhecimento destes insectos myrmeco-
philos, descreve neste artigo. 7 novos generos e 17 no-
vas especies destes singulares insectos que, pela maior
parte, foram collegidos pelos srs. Andreas Goeldi em
Theresopolis e I. P. Schmalz em Joinville. Ecitogaster
schmalzi é symphilo de Eciton praedator, isto é, não
vive só com estas formigas, mas recebe tambem o seu
alimento da boca das mesmas. Em compensação as for-
migas são gulosas de um exsudato gorduroso, segreda-
do pelo abdomen do coleoptero.
Silvestri, Filippo. Nota preliminare sui Termi-
ted: sud-americant. Bolletino dei Muse: di Zoologia
ed Anatomia comparata della R. Universitá de To-
sino. /N. 389, vol. XVI, “901, p. 1-8.
Silvestri, Filippo. Descrizioni di nuove Termito-
fili e relazion di essi con gli ospite ; 1bidem. N. 395,
col. XVI. p. 1- 6.
Nas suas viagens à Argentina, Paraguay e Matto-
Grosso, o autor ligou attenção especial às Termitidas,
reunindo riquissimas collecgdes e fazendo ao mesmo
tempo estudos sobre a sua biologia. O autor dá a
descripçäo preliminar de numerosas especies novas e
dos novos generos Leucotermes, Microcerotermes e
Amitermes.
O segundo artigo contem a descripção dos novos
generos Termitomastus, Diptero Nemocero e Termito-
coccus da familia Coccidæ, que vivem nos cupins. Pr
— 728 —
Wasmann, E. Termitoxenia, ein neues flügello-
ses Dipterengenus aus Termatennestern. I. Theil. Zer-
tschr. für ane Zoologie. Vol 67, Leipzig,
1900, p. 599-616, 1 Tafel, N. 33.
Descripção dum novo genero de Dipteros que vive
em cupins. |
Wasmann, E. Vergleichende Studien über Amei-
sengäste und Termitengiiste. Tijdschr. von Entomo-
logie, Haag, 1890, vol. 33, p. 27- 96 e uma estampa.
Estudo comparativo de biologia tratando de inse-
ctos que vivem como hospedes entre as formigas e as
Termitidas.
Berg, Carl. Termitariophilie. Comunic. del Museu
Nac. de Buenos-Ayres, T. I, N. 6 ps. 212 — 215
Mayo 1900.
\
As Cicindelidas suppostas termitophilas não 9 são,
mas gostam apenas de se demorar nos cupins.
Schulz, W. A. Biologische, zoogeographische und
synonymische Notizen aus der Küferfauna des un-
teren Amazonenstroms. Berl. ou Zeischr "te
Berlin 1901, vol. 46, p. 321—338.
O artigo contem a enumeraçäo dos Coleopteros
por elle collegidos no Estado do Para em 1894, ajun-
tando RAR LA biologicas.
Pic, M. Description du Bruchus scapularis Rei-
che, du Brézil. Bulletin de la Soc. Entom. de France
1900, N. 2, p. 29.
Descreve o auctor uma nova especie de coleoptero
da familia Bruchidæ.
we CT CE Dé Ar
UE
— 129 —
Ohaus, Friedr. Bericht über eine entomologische
Reise nach Central-Brasilien. Fortsetzung. Stetten.
entomol. Zeit. 1900, pag. 1604-1901 e 1901 ps.
274.
»
Este artigo é continuação de um já tratado nesta
Revista, vol. IV p. 582.
O autor continia com a descripcäo das larvas dos
coleopteros lamellicornios e de sua biologia. Sem po-
der entrar aqui em detalhes, menciono a seguinte ob-
servação: Perto de Ouro Preto o autor encontrou uma
massa d'estrume feito por um coprophago, de forma
cylindrica, medindo 7:4 cm., que de cada lado conti-
nha 3 camaras globosas, e cada qual uma larva ou um
ovo de 4 por 2,5 mm. A supposição do autor, de tra-
tar-se da bola d'estrume de uma das grandes especies
de Deltochilum, não é acertada; criei Deltochilum den-
tipes Esch. de uma bola de estrume, revestida de uma
capa de argila, cujo diametro era de 60 mm.
De modo identico descreveu Burmeister a bola
d'estrume de Deltochilum brasiliense Cast. Não se re-
conhece o genero ao qual ha de ser attribuida a bola
descripta por Ohaus.
Ohaus, F. R. Beitrige zur Kenntniss der Rute-
hden. Stett. Entomol. Zeit. 1902, p. 1-57 (publ. 20
de Nov. L900.)
Artigo monographico tratando das especies ameri-
canas de Anomala e outros generos alliados.
Giglio-Tos, Ermanno. Ortotteri, « Viaggio del dr.
A. Borelli nel Matto-Grosso e nel Paraguay». Bollet.
dei Musei di Zoologia e Anatomia comparata, N.
377, 1900, vol. XV p, 1-8.
Lista das especies de Orthopteros que o dr. Borelli
colleccionou, contendo a descripção de 3 especies novas
de Urucum no Matto Grosso.
Gounelle, EB. Sur des bruils produits par deux
espéces americaines de Fourmis et de Termites. Bull.
Soc. Entom. de France 1900 No. 7 p 168-109.
Numa excursão pelo Estado da Bahia, o autor ob-
servou em certos logares, espalhado pelos arbustos e ar-
vores, grande numero de termitas e isto de dia. Logo
que os insectos foram asustados por qualquer barulho
reagiram, produzindo um ruido singular, batendo com
a cabeça contra as folhas ou ramos, em que estavam
pousados. A mesma observação se faz abrindo as ga-
lerias cobertas dos cupins; suppõe o autor, com razão,
que se trata dum signal de alarma. Confirmando a ob-
servação do autor, noto que já ha muitos annos consta-
tei o mesmo facto, abrindo as galerias de Eutermes rip-
pertii, e eram principalmente os nasuti que executavam
este movimento vibrante.
Hempel, A. A preliminary report on some new Bra-
zilian Hemiptera. The Annals and Magazine of Natural
History, serie 7 vol. 8 London 1901. N.º 47 p. 383-891.
O artigo dia descripçäo das seguintes novas es-
pecies :
Fam. Aphidae: Ceratovacuna brasiliensis vive em
Campinas e S. Paulo, numa especie de palmeira.
Fam. Aleurodidae. Aleurodes youngi, vive em
Iguape e Campinas, Estado de S. Paulo.
Aleurodes struthanti, habita Parnahyba e S. Paulo.,
Aleurodicus cokerelli Quaintance habita Campinas
em Psidium.
Fam. Coccidae : Dactylopius subterraneus, habita La
Plata, sobre as raizes de videiras, onde foi descoberto
pelo dr. Spegazini. Republica Argentina.
Ceroplastes campinensis habita sobre Psidium. em
Botucatu, Campinas.
Ceroplastes bicolor, habita em Campinas.
a
— 7131 —
Thering, H. von. Laranjas Lichadas. Rev. Agricola, 8.
Paulo, 1901, pag. 179.
O autor creou das larvas encontradas em laranjas
uma mosca da familia das Trypetidae, Ceratitis capitata
Wied, especie de distribuição geographica muito vasta.
Outra especie da mesma familia Anastrepha fraterculus
Wied, vive nas goiabas e nos fructos do cafeeiro, em-
quanto que outra especie semelhante, Trypeta biseriata
Loew, causa galhas, formadas por entumescencia dos
ramos duma especie silvestre de Vernonia, não rara
no Ypiranga. Compare-se tambem o artigo de A. Hem-
pel já anotado, neste volume, à pag. 687.
Schmalz, 1. B. Zur Lebensweise der brasilianischen
Dasselfliege. Insccten - Bürse, 1901, 18 Jhg. N. 28 p.
290-221.
Informações sobre a biologia da mosca Dermatobia
cyaneiventris, berne, sobre a qual se compare as infor-
mações dadas nesta Revista, vol. Ill, pg. 561, sobre 6
importante estudo do Dr. P. S. Magalhães, tratando do
mesmo assumpto.
Ricardo, Gertrude Miss. Notes on the Panganidae of
the Family Tabanidae in the British Mus. Collection.
Annals & Magaz. of Nat. History, vol. V. 1500, serie 7,
p. 107-182.
A monographia indicada da familia dos Dipteras,
trata no presente fasciculo das especies da America do
Sul, enumerando numerosas especies do Brazil e entre
ellas algumas novas.
Hunter, W. D. A catalogue of the Diptera of South
America. Part. I. Bibliography Nemocera. Trans. Amer.
Entom. Soc. vol. 26 N. à, &. 260-298.
Primeira parte dum catalogo dos Dipteros da Ame-
rica Meridional que até agora não pude obter.
Grossman, R. Die wildlebende Honighiene im
Staate Rio Grande do Sul. Brasilianische Brenenpfle-
ge, herausgegeben von E. Schenk. Porto Alegre, 3
Jahrg. 1900, Heft 10, p. 145—150.
A abelha mellifica ou mansa (Apis mellifera L.) tor-
nou-se quasi que em todos os paizes da terra um indispen -
savel animal domestico, e sendo ella cultivada no Brazil
já por muito tempo e achando aqui todas as condições,
favoraveis para a sua existencia, mesmo sem a protec-
ção do homem não é admiravel que recahisse no estado
selvagem, logo que se offerecesse a occasião. O pre-
sente artigo trata dessas abelhas domesticas voltadas ao
estado selvagem e de seu modo de viver. E’ geralmente
conhecido o facto de o Brazil antigamente não possuir
abelhas mellificas do genero Apis, substituido aqui pelas
nativas abelhas do genero Trigona e Melipona: Foram
importadas as abelhas europeas e encontram-se espa-
lhadas no Estado do Rio Grande do Sul já ha muito
tempo, habitando arvores ôcas, covas naturaes e artifi-
ciaes, etc. sem precisar de mão protectora. O auctor
descreve taes ninhos selvagens como muito differentes
em tamanho, conteúdo e disposição ; assim elle achou
uns com só um pé quadrado de favos e outros com 18
pés quadrados; uns estavam em arvores erectas, outros
em arvores deitadas. Nos primeiros as provisões de
mel sempre são collocadas na parte superior da arvore,
nos segundos estão de um lado. Nunca, porém, acham-
se mais do que 6-8 kilos de mel: as abelhas no estado
selvagem não colligem mais do que precisam para a sua
alimentação e de suas larvas.
Friese, H. Neue Arten der Bienengattung Trigona Jur.
Zeitschrift fiir Hymenopterologie und Dipterologie 10917,
vol. 1, p. 255— 271.
O auctor descreve neste artigo onze especies novas
de Trigona, das quaes sete do Brazil e uma, T. subter-
ranea, ‘de S. Paulo, que por nds lhe foi remettida.
A SE
=
— 733 —
Duche, Adolf. Beobachtungen über Bliitenbesuch, Ers-
cheinungszeit ete. der bei Pará vorkommenden Bienen.
Zeitschrift für systemat. Hiymenopterologie und Dipterologie
1901 vol. É, pag. 25—32 ep. 49—67.
O anetor, que já na Europa colleccionou e estudou
as abelhas, participa neste artigo o resultado de seus
estudos, indicando as especies por elle encontradas e as
plantas visitadas de preferencia pelas diversas especies
de abelhas. No mesmo periodicoo auctor trata, à pg.
241 242 das onze especies de Sphex e de diversas ou-
tras Sphegidas observadas por elle na mesma localida-
de. - Em outro artigo, ibidem (p. 353 até 362) 0 auctor
trata das Chrysididas do Pará, descrevendo tres novas
especies de Ellampus.
=. Fazemos votos para que o Sr. Ducke continue com
o mesmo zelo e successo na exploração hymnopterolo-
gica do Estado do Pará.
Ducke, Adf. Zur Kenntniss einiger Sphegiden von Pará.
Zeitschr. f. Hymenopt. w. Dipterol, ron Konow, 1 Jhg.
1901 Hft. 5 p 241—<42.
O auctor enumera 11 especies de Sphex observa-
das nas visinhanças do: Pará, e descreve o ninho des.
costipennis feito de uma folha enrolada e cheia de paina,
para a qual, como o auctor suppõe, são carregados Or-
thopteros.
Ducke, A. Beitr. zur Kenntnis der geographischen
Verbreitung der Chrysididen und Beschreibuny von 3 neuen
Arten. Zeitschr, Syst. Hymenopterol. - e Dipterologie von
Konow. 1 Jahrg. 1901, pag. 393 361.
Ennumeração das Chrysididas do Pará, colleccio-
nadas pelo auctor, e descripçäo de 3 novas especies do
genero Ellampus.
Friese, H. Monographie der Bienengattung Centrais,
Ann. k k. naturh. Hofmus. Wien 1901, vol. 15, 1900 N.
5 4 p. 257—551),
Valiosa monographia referente ao grupo de mangan-
gabas ricamente representada no Brazil, sobre o qual o
leitor desta Revista fica informado 4 pagina 570 e seg.
— 734 —
Cockerell, T. D. A. Descriptions of New Bees
collected by Mr. H. Smith in Brazil. I Proc. Acad.
Nat. Sc. Philad. 1900, p. 356-377. IT ibidem 1901,
De AO PRE
A 1.º parte deste estudo, tratando. das abelhas do
Matto Grosso, descreve muitas especies novas dos ge-
neros Augochlora e Agapostemon. KE’ de summa 1m-
portancia especialmente a sub-divisão systematica do
do grande genero Augochlora.
A segunda parte trata dos generos: Lithurgus,
Ceratina, [emnosoma, Corynura.
Forel, A. Variétés Myrinécologiques. Annales de
la Sociélé Entomologique de Belgique, Tome XLV.
1901, pags. 334-382.
Na primeira parte deste artigo o auctor trata das
formigas americanas, descrevendo entre outras diversas
especies novas, provenientes do Brazil e principalmente
do Ceara, que foram colligidas pelo Sr. M. I. Schmitt.
Forel, A. Einige neue Ameisen aus Siidbrasilien,
Java etc. Mith. Schweiz. entom. Ges. Bd. 10, 1901.
it. Opa LO =:
Descri pção de varias especies novas collegidas pelos
Srs. Padre Schupp no Rio Grande do Sul e Schmalz
em Santa Catharina.
Forel, Aug. Fourmis termitophages, Lestobiose, Alta
tardigrada, sous-genres dEuponera, Annal. de la Soc.
Entom. de Belgique, Bruxelles, 1961. Tome 45, pag.
VOO 940
“O DIS.
O auctor observou as culturas de cogumelos de Atta
tardigrada e diz à pagina 396, que Sampaio e von lhe-
ring descobriram que a feméa que sae do ninho car-
rega na bocca uma bola destes cogumelos, que serve
para a cultura dos cogumelos na nova colonia.
Ha aqui um engano do auctor, visto que a resp.
descoberta exclusivamente foi feita pelo Dr. von lhering.
E VE a a oe aoe
E A É
— 35 —
Forel, A. Nouvelles espèces de Ponerinae, Reruw
Suisse de Zoologie, Genève 1901, tome 9, fascic. 3
p.. 329.
Entre as especies tratadas, são do Brazil: Lepto-
genys unistimulosa Roger e Neoponera pallipes Sm.
No appendice está descripta a nova especie Eciton góldi,
da Bahia.
Forel, A. Nids du Camponotus senex Sm. et. de
la Macronuscha sallei Guerin au Museum de Paris.
Bulletin de la societê entomologique Suisse vol. X, 7.
pag. 211-272.
O auctor descreve o ninho de GC. senex e sua va-
riedade textor, que é suspenso em ramos de arvores
e que é feito de um tecido fino como papel de seda.
Estes ninhos provem de Guyana e os da var. textor da
Costa Rica. Ajunto que o Museu Paulista possue da
mencionada variedade um bonito ninho, de Bahurú, no
Estado de S. Paulo. O autor menciona o ninho de
Oecophylla smaragdina F. como tambem sendo tecido
de seda.
Brülemann, H. Dous inyriapodos notavcis do Bra-
zil. Bolet. do Mus. Paraense. Pará. Fevereiro 1900,
vol. IT N. 1 pag. 65-71.
O artigo trata das duas especies seguintes do Pará :
Polydesmus clarazianus Humb. et. Saussure, Trigonio-
lus goësii Porat.
Bouvier, EB. L. Nouveau Péripate des environs
de Rio de Janeiro (P. Ohausi n. sp.). Bull. Soc. En-
tom. France 1900 N. 3 p. 00-05.
E' esta a primeira descoberta e diseripcäo dum re-
presentante das Peripatidas no Brazil meridional.
Ihering, H. von. On the South Americam species
of Mytilidue. Proceedings of the Malacologecal socie-
ty 1500 Vol. IV, August p. S5-9IS8.
O artigo trata das especies das Mytilidas, que oc-
correm na costa atlantica da America Meridional e de
sua distribuição geographica.
736 —
Martens, E. von. Neue fissurella aus Siid-Brasi-
lien. Nachr. Bl. d. deutsch. Malak. Ges. 32 Jahrg.
1500 pag. 187
Descripçäo de Fissurella (Lucapinella) henseli de
S. Catharina.
Melvil, I. Cosmo. Description of Bulimulus dun-
kin-fieldi n. sp. from Paraná, Brazil. - Procee-
dings of the Malacolog. Soc. London vol. IV, 1900
p. 116.
Descripçäo illustrada por figuras de uma nova es-
pecie de caracol terrestre achado pelo Dr. E. D. Jones
em Salto Grande do Rio dos Patos, cabeceiras do Rio
Ivahy, no Estado do Paraná.
Ihering, H. von. The musculus cruciformis of
the order Tellinacea. Proceeding of the Academy of
nat. Sciences of Philadelphia, 1900 pag. 480—481.
O pequeno artigo acompanhado de duas figuras
demonstra a existencia na base do apparelho siphonal
de um musculo em forma de uma cruz, entre os diver-
sos molluscos bivalvos das Tellinaceas, servindo de ad-
ductor supplementar e cuja existencia é caracteristica
para a ordem.
Pilsbry, H.. A. New South- American Land-Snails.
Proc. Ac. Sc. Philad. i900 pg. 385 —397 e pl. XI
e XII.
O artigo é baseado especialmente em materiaes re-
colhidos pelo pessoal do Museu Paulista e contem como
appendice a descripçäo do Strophocheilus pilsbryi de
Piquete, pelo Dr. H. von Ihering, cujos estudos sobre
a anatomia das Streptaxidae e Endodontidae foram pu-
blicados no mesmo artigo.
De especies novas mencionamos Happia iheringi,
Strophocheilus paranaguensis Pilsb. e von lher. e He-
licina iguapensis.
— 137 —
Cognetti, Luigi. Contributo alla conoscenza degli
Oligocheti Neotropical. Bollet. dei Muser di Zoologra
ed Anatomia comparata della R. Universita di To-
rino. N. 369, 1900, Vol. XV pg. 1— 15
As minhocas e outros vermes oligochetos descri-
ptos neste artigo provêm do Matto Grosso. Merecem
menção especial as descripções das seguintes e novas
especies : Mesenchytraeus brasiliensis, Ocnerodrilus mi-
chaelseni e Kerria borellii.
Camerano, Gor. Viaggio del Dr. Borelli nel
Matto Grosso e nel Paraguay. VI Gordu. Bol. Mu-
sei Zool. Anat. Comp. Torino, 1901, Vol. XVI, N.
All (2 p.).
São enumeradas uma especie de Gordius e duas
de Chordodes.
Camerano, Lorenzo. Descrizione de una nuova
specie del genere Gordius di Palmeira (Paraná) rac-
colta dal Dott. G. Franco Grillo Annali del Museo
Civico di Storia Naturale di Genova Serie IT Vol.
X 1892 (XXX) 24 Giugno 1892 pq. 1—2.
Descripção da nova especie Gordius paranensis.
Braun, M. Trematoden der Chelonier. Matteil-
lungen aus dem Zoologischen Museum in Berlin. vol.
IT 1901 pag. 9— 56 (2 tab, e 2 fig. no texto).
Trata dos Trematodes que vivem como parasitas
nas tartarugas e kagados e menciona das especies bra-
zileiras os seguintes :
Telorchis pleroticus. (Brn.). Esta especie tem sido
frequentemente colhida por Natterer em tartarugas de
agua doce do Brazil.
Telorchis bifurcus (Brn.). Tambem esta especie foi
colhida por Natterer em tartarugas de agua doce do
Brazil.
— 738 —
Telorchis bifurcus (Brn.). Tambem esta especie
foi colhida por Natterer em tartarugas de agua doce,
do Brazil.
Diesing declarou (Syst. helm. I p. 356 que D.
gelatinosum tambem occorre em Podocnemis expansa
(Schweigg).
Distomum (Enodia), pulvinatum. (Brn.). Esta es-
pecie não é rara nas tartarugas dos rios do Brazil;
possue algumas semelhanças com Enodiotrema mega-
chondrum, embora não tantas para ser unida à mesma
especie.
Acanthostomum scuphocephalum (Brn.) Como hos-
pitaleiro só pode ser declarado com certeza Chelys fim-
briata (Testudo matamata).
Magalhães, P. S. de. Notes de helminthologie
brésilienne, N. 10, Archives de Parasitologie, Vol.
UI Paris p. 34-69 Année 1900.
O autor neste artigo estuda os numerosas parasi-
tas vegetaes e animaes da Sarata, Periplaneta america-
na, que contem não só os parasitas conhecidas da Pe-
riplaneta orientalis da Europa, mas ajunta ainda algumas
especies que a elles são particulares: «La pauvre bête
est une vraie ménagerie ambulante.»
Todos os parasitas encontrados são descriptos e
figurados, entre elles, uma especie nova Oxyuris bu-
lhõesi.
Braun, M. Zur Kenntniss der Trematoden der Sdu-
gethier. Zoo'ogische Jahrbiicher, vol. XIV de 1901, pag.
312 a 516, estampas 19 e 20,
,
O estudo é dedicado aos trematodes dos mammi-
feros e trata, entre outros, dos seguintes viventes, como
parasitas, em animaes brasileiros :
Phaneropsolus orbiculare Dies, vive nos intestinos
de Cebus trivirgatus. (Brasil, Natterer).
Echinostoma incrassatum Dies. especie descoberta
por Natterer nos intestinos da Lutra brasiliensis.
— 739 —
Rhopalias coronatus (Rud.) vive tanto nos intesti-
mos como no estomago de Marsupialios sul-americanos
e, segundo Diesing, Didelphys cancrivora, D. myosu-
rus, D. quica, e D. palmata, como tambem Rhopalias
horridus (Dies.) |
Rhopalias baculifer, n. sp. até agora só foi encon-
trado nos intestinos de Didelphys palmata, tanto por
Natterer como por Olfers.
Paragonimus rudis (Dies) até agora foi encontra-
do só uma vez, por Natterer, em folliculos da substan-
cia pulmonar, aos pares, em Lutra brasiliensis.
Harmostomum opisthotrias ( Lutz). descripta por
Lutz, não estando o autor certo si esta especie é iden-
tica.
Monostomum hippocrepis Dies. vive nos intestinos
grossos do Hydrochoerus capybara.
Braun, M. Die Arten der Gattung Clinostomwm
Leidy. Zoologischen Jahrbiichern, XIV Band, Jena 1900,
pag. 1-48 com duas estampas.
Os Trematodes do genero Clinostomum vivem, como
parasitas, na bocca e no oesophagus das diversas espe-
cles de Ardeidae, garças, jaburus, etc. Das novas espe-
cles conhecidas são seis americanas.
Observo aqui que as que colligi ha annos mandei
ao Dr. R. Blanchard, em Paris, sem que soubesse que
tivessem sido examinadas.
Periodicos recebidos em Permuta para a
Bibliotheca do Museu
America do Sul
BRAZIL
O Lavrador.
Revista trimensal do Instituto Geo-
graphico e Historico .
A Escola. E 4
Revista da Academia. Cearense i
Revista trimensal do Instituto do
Ceara .
Revista do Instituto " Archeolo-
gico e Geographico Alagoa-
NO?
Boletim e Memorias
Paraense
Revista do Instituto Geographico
e Ethnographico
Revista Agricola do Rio Grande
do Sul. É
Revista do Instituto Archeologico
e Geographico.
Revista da Academia Pernambu-
cana de Letras.
A Lavoura .
Annaes da Bibliotheca Nacional .
Revista Brazileira .
do Museu
Alto Imbé
Bahia
Belém
Fortaleza
»
Maceió
Pará
Pelotas
Pernambuco
Recife
Rio de Janeiro
» »
» »
— 742 —
Revista da Sociedade de Geogra-
phias \: . Rio de Janeiro
Archivos do Museu Nacional. d » »
Jornal dos Agricultores . . . » »
Annuario do Observatorio. . . » »
Boletim da Commissão Geogra-
phica e Tene. de Minas
Geraes :. . » »
Revista Mensal da S Secção de Geo-
graphia da Sociedade de Lis-
bod: nor Braz tele: » D»
Boletim da Commissão Geogra-
phica e Geologica. . . . São Paulo.
Revista Agricola . . » »
Revista do Instituto Historico e
Geoeraphiceny AN o ads » »
Revista Medica. . DR ar » »
Boletim de Agricultura IRA, » »
Revista da Sociedade de Ethno-
graphia e Civilização dos
Indios) Ss » »
Annuario da Escola Poly technica. » »
URUGUAY
Anales del Museo de Montevideo. Montevideo:
PARAGUAY
Revista de Agronomia y de Cien-
1). Gas aplicadas o Assumpção
Revue mensuelle du Paraguay ; »
ARGENTINA
Anales del Museo Nacional . . Buenos- Ayres:
Comunicaciones del Museo Na-
cional, 45% Me pera > »
Revista Farmaceutica . . » »
Bolletin del Instituto Geografico
Argentino’; ... » as
— 743 —
Anales de la Sociedad Cientifica
Argentina .
Anales de Ja Unive sidad. à
Congresso Cientifico Latino Ame-
ricano .
Boletin de Agricultura y Gana-
deria. .
Botetin de la Academia Nacional
de Ciencias.
Revista del Museu de la Plata
Anales del Museu de la Plata
Revista de la Faculdad de Agro-
nomia y Veterinaria . à
CHILE
Actes de la Societé UE
du Chili. PAR
Anales de la Universidad .
El Pensamiento Latino.
Revista Chilena de Historia Natu-
Io MONEE Pr aa deg chee ec) eRe A 2
Boletin del Museu de Historia
Natural .
PERÚ
Anales de construcciones civicas,
minas e industrias del Perú.
Buenos- Ayres
» »
» »
» »
Cordoba
La Piata
Santiago
: »
»
Valparaiso
»
Lima
America Central e Mexico
INDIAS OCCIDENTAES
Bulletin of the Botanical Depar-
tement of Jamaica
Proceedings of the Victoria Ins-
titute +
Annual Report of the Victoria
Institute
Kingston
Trinidad
»
— 744 —
COSTA RICA
Boletin del Instituto Fisico-Geo-
graphico Nacional.
Anales del Instituto Fisico- Geo-
graphico del Museu Nacional.
MEXICO
Boletin del Instituto Geologico
de Mexico. y
Anales del Museo Nacional ;
Memorias y Revistas de la Socie-
dad Cientifica «Antonio Al-
zate» :
La Naturaleza .
S. José
» »
Mexico
America do Norte
Hatch Experiment Station, Mas-
sachusetts Agricultural Col-
lege +
Massachusetts Crop Report .
Proceedings of the Boston Society
of Natural History
Bolletin of the Museum of Com-
parative Zoology at Harvard
College .
Annual Report of the ‘Curator of
the Museum of Comparative
Zoology. .
Memoirs of the Museum Compa-
rative Zoology. .
Publications of the Field Colum-
bian Museum .
Bulletin of the Chicago Academy
of Science .
Journal of the Cincinnati Society
of Natural History A
Bulletin cf the Lloyd Library of
3otany .
Proceedings of the ‘Davenport
Academy of Science.
Amherst, Mass.
Boston, Mass.
» »
Cambridge Mass.
» »
» »
Chicago Hi.
» »
Cincinnati, Ohio
> »
Davenport, Lowa
— 745 —
Iowa Academy of Science
Proceedings of the Indiana Aca-
demy of Science. .
Bulletin of the Experiment Sta-
tion of Florida.
The Kansas University Quaterly.
Annual Report of the Public Mu-
seum .
Transactions of the Connecticut
Academy of Science.
Memoirs of the New Vork Aca-
demy of Science. .
The Auk; a Quarterly Journal of
Ornithology
Transactions of the New-York
Academy of Science.
“Annals of the New-York Aca-
demy of Science .
Bulletin of the American Museum
of Natural History
Annual Report of the American
Museum of Natural History.
Journal of the New-York Ento-
mological Society.
The Museum of the Brooklyn
Institute of Arts and Sciences
Transactions of the Wagner Free
Institute of Sciences . 3
Proceedings of the Academy of
Natural Sciences .
Proceedings of the American Phi-
losophical Society.
Publications of Carnegie Museum
Proceedings of the Rochester Aca-
demy “of Science . .
Proceedings of the Californian
Academy of Sciences
Annual Report of the Missouri
Botanical Garden.
Transactions of the Kansas Aca-
demy of Sciences.
Bulletin of the Illinois State su
boratory of Natural History.
Desmoines, Iowa
Indianapolis, Ind.
Lake City, F1.
Lawrense, Kansas
Milwaukee, Wis.
New Haven, Conn.
New York, N. Y.
» »
» + »
» »
» »
» »
Philadelphia, Pa.
» »
» »
Pattsburgh, Pa.
Rochester, N. Y.
S. Francisco, Calif.
St. Louis, Mo.
Topeka, Kansds
Jrbana Ill.
Biennal Report, of the Biologi-
eal Experiment Stations.
Smithonian Report, U. 8. Natio-
nal Museum
Proceedings of the Biological
Society.
Bulletin of International Bureau
of the American Kepublics.
Annual Report of the Bureau of
Ethnology by I. W. Powell
Annual Report of the Geological
Survey by I. W. Powell
Report of the U. S. Commissio-
nar of Fish and Fishery
Bulletin of the U. S. Department
of Asriculiiires: (ce seen oar:
Yearbook of the U. S. Depart-
ment of Agriculture. .
Bulletin of the U. S. National
Museum. .
Bulletin of the Philosophical So-
clety
CANADA’
Publications of the Geological
and Natural History Survey
of Canada .
Rapport Annuel de la Commis-
sion Géologique de Canada.
Transactions of the Canadian Ins-
titute E
Proceedings of the Canadian Ins-
toute Nue
Report of the Entomological So-
ciety of Ontario . .
Bulletin Ohio Agricultural Expe-
diment Station
Europa
Urbana Ill.
Washington, D.C.
»
»
»
»
»
Montreal
Ottawa
Toronto
»
»
Wooster,
ALLEMANHA
Sitzungsberichte der Gesellschaft
naturforschender Freunde
Berlim
»
>
TT
— 447 —
Mitteilungen aus der Zoologischen
Sammlung des Museum fuer
Naturkunde ENS Fyn ire Berlim
Zeitschrift fuer Ethnologie. Na »
Sitzungsberichte der K. “Akademie
der Wissenschaften . . »
Sitzungsberichte des Naturhisto-
rischen Vereines . . Bonn
Verhandlugen des Naturhistoris-
chen Vereines. »
Abhandlungen des Naturwissen -
chaftlichen Vereines. . . Bremem
Deutsche Geographische Blaetter. »
Mitteillungen aus dem Kgl. Zool.
Museum. ' Dresden
Publicationen des Kel. Etholo-
gischen Museum . . »
Abhandlungen und Berichte “des
Kgl. Zool. Antropologischen
Museun. AAA, »
Der Zoologische Garten . . Frankfurt a. M.
Berichte ueber die Senckenber-
gischen Naturforschende Ge-
sellschaft . . »
Abhandlungen der Sene kenber gi-
schen Naturforschenden Ge-
sellschaft. . . »
Berichte der Naturforschenden Ge-
sellschaft . . Freiburg à. Br.
Petersmans Geographische Mit-
teillungen . . Gotha
Berichte der Oberhesischen Ge.
sellschaft fuer Natur-und Heil-
Kunder ae : Giessen
Mitteilungen des FR AA
ftlichen Vereines für Neu-
Vorpommern und Ruegen . Greifswald
Nova Acta Academiae Caes. ven
BOLE A Sais: , Halle a. 8.
Leopoldina amtliches ee der
Kaiserl. Leop. Carol. Aka-
MORTO sao Mek eset ss » »
— 748 —
Mitteilungen aus dem Naturhisto-
rischen Museum
Jahrbuch der Hamburgischen
Wissenschaftlichen Anstalten.
Verhandlungen des Vereins fuer
Naturwissenschaftliche Un-
terhaltung.
Mitteilungen aus dem Rômer-Mu-
seum .
Jenaische Zeitschrift fuer Natur -
wissenschaften.
Abhandlungen und Bericht des
Vereines fuer Naturkunde
Sitzungsberichte der Naturfor-
schenden Gesellschaft
Zeitschrift fuer Naturwissenschaf-
ten .
Sitzungsberichte der Gessellschaft
zur Betorderung der gesam-
mten Naturwissenschaften
Denkschriften der K. Akademie
der Wissenschaften (math.
phys. Klasse ).
Jahresbericht des Ornithologischen
Vereins.
Berichte des Naturwissenschaftli-
chen Vereines.
Stettiner Entomologische Zeitung.
Mitteilungen aus dem Kg]. Natu-
ralienkabinett ;
Hamburg
»
»
Hildesheim
Jena
Kassel
Leipzig
»
Marburg
Muenchen
>
Regensburg
Stettin
Stuttgart
GRAN-BRETANHA
The Scientific Transactions of the
Royal Dublin society.
Scientific Proceedings of
the Royal Dublin Society
Economic Proceedigs of the Ro-
yal Dublin Society
Canadian Entomologist
Journal of the Linnean Society
Proceedings of the Linnean So-
ciety . ;
Novitates Zoologicae ;
The
Dublin
»
»
London
»
»
Tring
— 749 —
“FRANÇA
Bulletin de la Société d'Histoire
Naturelle
Memoires de la Société Linnéenne
de Normandie.
Bulletin de la Société Linnéenne
de Normandie.
Mémoires de l’Academie des Sei-
ences .
Mémoires de la Commission de
antiquités du Departement de
la Cote D’Or . f
Annales de l'Université
Annales du Musée d’Histoire Na-
turelle . .
Annales de la Faculté des Sei-
ences .
Bulletin du Musée a Histoire Na-
turelle .
Comptes Rendues de la Académie
des Sciences .
Revue des Travaux Scientifiques .
Bulletin Scientifique de la France
e de la Belgique .
Revue des Cultures Coloniales
Journal de Ja Société des A méri-
canistes de Paris .
Bulletin de la Societé Entomolo-
gique de France .
Archives de Medicine Navale.
Archives de Parasitologie ; Ra-
phaël Blanchard ;
Journal d’Agriculture Tropicale . à
BELGICA
Extrait des Memoires du Musée
Royale d'Histoire Naturele
Bulletin du Musée Royale d’His-
toire Naturelle. Der Ro dy
Bulletin de la Société Royale
Linneanne . DT PAT.
Autun
Caen
>
Dijon
>
Grenoble
Marseille
»
Bruxelles
»
»
— 750 —
Procès-verbaux de la Société Bel-
ge de géologie, de paléonto-
logie et d'hydrologie. .
Bulletin de la Société d'Etudes Co-
lo 1iales .
Annales de la Société Entomolo-
gique de Belgique. :
Annales de la Société Belge de
| Microscopie. .
Bulletin de la Société Belge de
Microscopie.
Bulletin de la classe de Sciences
de la Academie Ms de
Belgique. .
Bulletin de la Royal Academie
des Sciences, de Lettres et
des Beaux-Artes de Belgique.
Bruxelles
>
>
AUSTRIA-HUNGRIA
Mitteilungen der Kgl. Ungarischen
Geoiogischen Anstalt .
Jahresbericht der Kgl. Ungaris-
chen Geologischen Anstalt
Aquila
Természetrajzi Fiizetek.
A Magyarorszagi Kagylósrákok
Maganrajz . .
Mathematische und Naturwi issens-
chaftliche Bericht aus Un-
garn.
Ethnographische Sammlungen des
Ung. Nationalmuseums
Bulletin International de VAcadé-
mie de Sciences de Cracovie.
Mitteilungen des Naturwissens-
chaftlichen Vereins fiir Stei-
ermark .
Berichte des Naturw rissense haftlic h
med. Vereines
Die Chronik d. Sevcenko Gesell-
schaft
Budapest
»
»
»
Cracovia
Graz
Innsbruk
Lemberg
SET di CEA hank
— Tol —
Sammelschrift der Mathematische-
Naturwissenschaftliche - Artli-
chen section der Seveenko
Gesellschaft. LRO
«Lotos» Abhandlungen des Deu-
tschen Naturwissenschaftlich-
Medicinischen Vereines für
Bôühmen.
«Lotos», Sitzungsberichte des Deu-
tschen Naturwissenschaftlich-
medicinischen Vereines für
ODIN ir be Lee
Jahresbericht der Kgl. Bôhmis-
chen Gesellschaft der Wis-
senschaften. .
Sitzungsberichte der Kgl. Bohmis-
chen Gesellschaft der Wis-
senschaften.
. Evkônyve. Jahresheft der Natur-
wissenschaftlichen Vereines .
Verhandlungen der K. K. Zool.
Botanischen Gesellschaft .
Jahresbericht des Wiener Ento-
mologischen Vereines.
Jahrbuch der K. K. Geologischen
Reichsanstalt
Verhandlungen der K K. Geolo-
gischen Reichsanstalt .
Sitzungsbericht der K. K. Akade- |
mie der Wissenschaften . .
Annalen des K. K. Naturhistoris-
chen Hofmuseum . . . .
Abhandlungen der K. K Geo-
graphischen Gesellschaft .
Mitteilungen der K. K. Geogra-
phischen Gesellschatt .
Wiener Entomologische Zeitung .
SUISSA
Verhandlungen der Naturforschen-
den Gesellschaft in Basel.
Memoires de la Société de Physi-
que et d'Histoire Naturelle
Lemberg
Prag
»
»
Trencsin
Wien
»
»
»
»
— 792 —
Mitteilungen aus der Schweizer
Entomologischen Gesellschaft
Vierteljahrsschrift der Naturfor-
schenden Gesellschaft
RUSSIA
Horae Societatis Entomologicae
Rossicae
Raboti iz Laboratorii Zooloiczes-
cago Cabineta.
HOLLANDA
Ryks Ethnographische Museum .
DINAMARCA
Goteborg Kôngl. Vetenskaps och
Vitterhets-Sanhalies Han-
dlinger . NE Te MARQUES
Entomologiske Meddedelser.
Meddedelser on Gronland udgione
of Commissionen for Ledel-
sen of Geologiske og Rogers:
phiske . : ;
SUECIA
Archiv for Mathematik of Natur-
videnskab .
Sveriges Geologiska Undersükning
Entomologisk Tidechrift
Bulletin of the Geological Institu-
tion of the University of.
NORUEGA
Bergens Museums Aarbog.
Det Kongelige Norsk Videnska-
bers Selskabs Schrifter.
Tromsôs Museums Aarshefter.
Schaffhausen
Zürich
S. Petersbourg
Varsovia
Leiden
Goteborg
Kjobenhavn
Christiania
Stockolm
»
Upsala
Bergen
Throndhjem
Tromso
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q
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ITALIA
Annali del Museo Civico di Storia
Naturale
Mitteilungen aus der Zoologischen
Station zu Neapel.
Boletino dei Musei di Zoologia ed
Anatomia Comparativa .
HESPANHA
Boletin y Memorias de la Real
Academia de Ciencias y Artes
Bulleti de la Institució Catalana
d Historia Natural
Annales e Boletin de la Socid: ad
Espanola de Historia Natural.
Boletin de la Bibliotheca, Museu
Balaguer
PORTUGAL
Communicações da Direcção dos
Trabalhos Geologicos de Por-
tugal
Jornal de Sciencias Mathematicas,
Physicas e Naturaes da Aca-
demia Real de Sciencias.
Boletim da Real Associação Cen-
tral da Agricultura Portu-
ŒUCZA Gi :
Annaes de Sciencias Naturaes
Portugalia
ASIA
Meddedeelinger iut «Slands Plan-
tentuin» Schadelijke en Nut-
tige Insecten van Java.
« Slands Plantentuin» Bulletin de
l’Institut paremane de Bui-
tenzorg. . rs
Madras Government Museum,
Rämésvaram Island and fau-
na of Gulf of Manaar
Genova
Napoli
Torino
Barcelona
D
Madrid
Villa Nueva y Geltru
Lisboa
Batavia
Buitenzorg
Madras
— 754 —-
Journal of the Straits Branch of the
Royal Asiatic Society . . Singapore
Annotationes Zoologicae Japo-
nicae . Wt ES at CT CL 807 7/0)
The Zoological “Magazin EA »
Mitteilungem der Deutschen Ge-
sellschaft fuer Natur-und Vôl-
kerkunde Ostasiens . >
The Journal of the College of
Science. . . »
AFRICA
Annals of the South African Mu-
seum . . Cape Town
Report of the South African Mu- . |
seum 3 á » »
AUSTRALIA
Transactions of the Royal Society
of South Australia . . . Adelaide
Annual Report of the Zoological
and Acelimatisation Society
of Victoria. . . Melbourne
Proceedings of the Roy al Socie-
ty of Victoria. . »
Proceedings of the Zoological and
Acclimatisation EA of Vi-
ctoria . . »
Journal and Proceedings “of the
Royal Society of New South
NY GEN re, . Sydney
Proceedings of the Linnean So-
ciety of New South Wales. »
Records of the Geological Survey
of New South Wales. .. »
Memoirs of the Geological Survey
of New South Wales. . . »
Records of the Australian Mu-
seum . Pate »
Memoirs of the Australian Mu-
seum . 4 A $ E - : >
— 755 —
Annual Report of the Trustees of
the Australian Museum . . Sydney
Annual Report of the Depart- e
ment of Mines and Agricul-
ture of New South Wales . »
Transactions and Proceedings of
the New Zealand Institute . Wellington
POLYNESIA
Fauna Hawaiiensis. . . . Honolulu
Occasional Papers of the Bernice
Pauahy Bishop Museum. . »
Memoirs of the Bernice Pauahy
Bishop Museum of Polyne-
sian Ethnology and Natural
OR re »
FrankfortM.
Sith. Anst.v Werner & Water
Myrapodos do Museu Paulista.
Revista do Museu Paulista, V, 1901.
ith. Anst.v Werner & Winter, Frankfurt“.
Erolemann del
Myriapodes do Museu Faulista.
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— Revista do Museu Paulista, V, 1001.
Brolemann del.
Myriopodos do Museu Paulista.
Est. ll.
Lith Anst.v Werner &Wintey Frankfurt Hil.
Revista do Museu Paulista, V, 1001.
Lith Anst.v Werner &Winter Frankfurt #M
Myriopodos do Museu Paulista.
Revista do Museu Paulista, V, 1901.
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Brélemann del. Lith Anst. Werner Winter Frankfurt? M.
Myriapodos do Museu Paulista.
Revista do Museu Paulista, V, 1901.
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Mvriapodos do Museu Paulista.
Revista do Museu Paulista, V. 1001. | Est. VII.
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Ju. Anst v Werner & Winter, Frankfurt™M.
Myriapodos do Museu Paulista
Revista do Museu Puulista, V, 1901. Est VIL
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Myriapodos do Museu Paulista
Revista do Museu Paulista, V, 1901.
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Myriapodos do Museu Paulista.
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Revista do Museu Paulista, V, 1901.
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Revista do Museu Faulista, V. 1001. à Est. XL
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Revista do Museu Paulista, V, 1901 Est: MIT
Revista do Museu Paulista, V 1001 Est. XU.
Revista do Museu Paulista, |
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Revista do Museu Haulista, V, 401 Est. XVI
Revista do Museu Paulista, V 1001 Est XVI
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DO
MUSEU PAULISTA
PUBLICADA
POR
H. von IHERING, -Dr. med. et phil.
Director do Museu Paulist?, socio honorario da Sociedade Anthropologica Italiana,
da Academia de Sciencias em Cordoba,
da Sociedade Geographica de Bremen, da Sociedade Anthropologica de Berlim,
da Academia de Sciencias de Philadelphia, da Sociedade de Naturalistas de Moscow,
da Sociedade Entomologica de Berlim,
da Sociedade Scientifica”do Chile, da Sociedade Senckenberg dos Naturalistas de Frankfurt a. M.,
da Sociedade Scientifica Argentina, da Sociedade Zoologica de Londres,
da União Ornithologica de Londres, da Sociedade Nacional de
Agricultura, do Institu
do Instituto Geographico e Historico CA
da Bahia, etc. LON
VOLUME V ja
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= J IATA T TAF TANTA = }
a UA
SÃO PAULO
TYPOGRAPHIA DO «DIARIO OFFICIAL»
1902
to Archeologico de Pernambuco, p=
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