ISSN 0077-2216
BOLETIM DO
BOLETIM DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI
Série BOTÂNICA
GOVERNO DO BRASIL
Presidência da República
Presidente - Itamar Franco
Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT
Ministro - José Israel Vargas
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Presidente - Lindolpho de Carvalho Dias
Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
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Vice-Diretor de Pesquisa - Pedro Luiz Braga Lisboa
Vice-Diretor de Difusão Científica - Denise Hamú Marcos de La Penha
Comissão de Editoração - MPEG
Presidente - William L. Overal
Editor-Associado - Pedro Luiz Braga Lisboa
Equipe Editorial - Lairson Costa, Lais Zumero, Graça Overal
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William A. Rodrigues - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
© Direitos de cópia/Copyright 1993
por/by/MCT/CNPq/Museu Goeldi
Ministério da Ciência e Tecnologia
Conselho Naeional de Desenvolvimento Científieo e Tecnológico
MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI
Boletim do
Museu Paraense
Emílio Goeldi
Série
BOTÂNICA
Vol. 8 (2)
Belém- Pará
Dezembro de 1992
MUL -
Ministério da Ciência e Tecnologia - PR
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66.017-970. Belém-Pará-Brasil
O Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia foi
fundado em 1894 por Emilio Goeldi e o seu Tomo I surgiu em 1896. O atual
Boletim é sucedâneo daquele.
The Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia was
founded in 1894, by Emílio Goeldi, and the first volume was issued in 1896.
The present Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi is the successor to
this publication.
REVISTA FINANCIADA COM RECURSOS DO
Programa de Apoio a Publicações Científicas
CNPq FINEPj
CDD: 584.15
'j
ESTUDOS ECOFISIOLÓGICOS DE ORCHIDACEAE
DA AMAZÔNIA I. - IDENTIFICAÇÃO DA VIA C3 E
CAM EM QUATORZE ESPÉCIES QUE VEGETAM
NO ESTRATO TERRESTRE DE UMA CAMPINA DA
AMAZÔNIA CENTRAL. ^
Luiz Carlos de Maios Bonates ^
Pedro Ivo Soares Braga ^
RESUMO - Do estralo terrestre da Campirta, foram estudadas espécies de Orchidaceae
das subfamílias Neottioideae e Epidendroideae. A ocorrência da via CAM só foi detectada
em espécies da subfamília Epidendroideae, que é a mais evoluída da família. A ocorrência
da via Cs foi detectada em Neottioideae (mais primitiva) e também em Epidendroideae.
A ocorrência da via Cs pode ser interpretada como uma provável característica primitiva
remanescente e a via CAM, um avanço adaptativo para a colonização de ambientes mais
.xéricos, do tipo campina aberta. Entretanto, um estudo com um maior número de espécies
poderá comprovar tal interpretação.
PALAVRAS-CHAVE: Plantas CAM, Ecofisiologia, Campina, Orchidaceae.
1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-Graduação em
Botânica do INPA/FUA, Manaus- AM.
2 Pesquisador do Dept° de Botânica do INPA; C.P. 478; 69.083, Manaus-AM.
3 Professor do Dept° de Botânica da UFMG C.P. 2486; 31 .270 Belo Horizonte-MG.
163
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
ABSTRACT: Terrestrial orchid species from siibfamílies Neottioideae and Epidendroidea
were studied in lhe wliite sand campina environment. CAM photosynthesis was found only
in lhe, Epidendroideae, lhe mos! advanced orchid suhfamily. C3 pholosynlhesis was found
in lhe more primiiive Neottoideae, as welt as lhe Epidendroideae. The Cs palhway can he
inierpreled asa probahle remnani primilive characler, while lhe CAM palhway could be
an advanced adaplalion for occupying xeric environmenis such as lhe open while sand
campina. A sludy including more species mighl prove such an inierprelalion.
KEY WORDS: CAM Plants, Ecophysiology, Campina, Orchidaceae.
INTTRODUÇÃO
As Orchidaceae constituem uma das maiores famílias de plantas floríferas e seus
membros ocupam muitos nichos ecológicos (Holttum 1953). De acordo com Withner
(1974) e Avadhani et al. (1980), um grande número de adaptações morfológicas,
anatômicas e fisiológicas, como as vias alternativas de fixação de CO 2 entre outras,
podem ser encontradas nas Orchidaceae. sendo que fotossínteses C 3 e CAM já foram
comprovadas nesta família. Avadhani et al.. 1978, 1980; Kluge & Ting 1978; Arditti,
1979. sugerem a possibilidade de que a via C 4 possa existir em Orchidaceae.
Evans (1971) reporta que a distribuição taxonômica e os mecanismos fisiológicos
conhecidos, sugerem que 0 ciclo da Calvin Benson (C 3 ) seja a via mais primitiva de
fotossíntese e, que as vias fotossintéticas CAM e C 4 .sejam um suplemento à antiga via C 3 .
Coutinho (1964) chama a atenção para o fato de que epífitas e herbáceas terrestres
vivem em condições edáficas e microclimáticas que, com relativa facilidade, podem
tornar-se áridas. Por isso, muitas destas plantas comportam-se como espécies altamente
homeohídricas, apresentando grande controle de seu balanço hídrico. As Orchidaceae
que vegetam no estrato terrestre da Campina convivem periodicamente, durante o ano,
com uma situação semelhante à descrita.
Black (1973); Osmond el al. (1973); Medina el al. (1976, 1977); Osmond (1978)
informam que plantas CAM são ambientalmente sensíveis e podem usar
facultativamente diversos caminhos fotossintéticos do CO 2 , de acordo com o
desenvolvimento das condições ambientais.
Como adaptações para períodos de estiagem, acompanhados de temperaturas
elevadas e grande luminosidade durante o dia e de baixas temperaturas durante a noite.
164
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
alguns tipos de Orchidaceae adotariam o seguinte comportamento: durante as horas do
dia, com a temperatura elevada, o córtex das árvores e raízes secas, e a umidade relativa
baixa, os estômatos se abririam e a relação entre temperatura/umidade relativa não
causaria assim "déficit hídrico", sendo então que ocorreria a assimilação do CO 2 . Este
seria estocado nos vacúolos e. com a presença da luz durante 0 próximo dia, seria
descarboxilado e sintetizado. Este fenômeno, é conhecido como "Efeito de Saussure"
(Coutinho 1963. 1969; Medina 1974, 1977; Wiesberg 1981; Braga 1981c).
O presente estudo é o primeiro de uma série que visa proporcionar dados para o
entendimento da correlação da via de fixação de CO 2 e anatomia foliar com a
distribuição espacial de algumas Orchidaceae do estrato terrestre da Campina da
Reserva Biológica do INPA/SUFRAMA BR-174. Km 45, dando continuidade aos
estudos realizados fX)i’ Braga (1976, 1977, 1978, 1979, 1981a, 1981b, 1981c, 1982a,
1982b, 1983, 1987a, 1987b) e Braga & Vilhena (1981).
MATERIAL E MÉTODOS
Área de estudo
O presente trabalho foi realizado com material coletado na Reserva Biológica de
Campina do INPA/SUFRAMA. BR-174, Km 45, estrada Manaus-Caracaraí, latitude
2“ 30' 00" S, longitude 60' 00’ 00" W e altitude de 44 metros (Ribeiro & Santos 1975).
Material estudado
Foram estudadas quatorze espécies de Orchidaceae ocorrentes no substrato teirestre
de vegetação de Campina aberta e Campina sombreada da Reserva Biológica
INPA/SUFRAMA. Salienta-.se que muitas destas Orchidaceae são epífitas mas por
vários fatores, caem do seu substrato e encontram no estrato terrestre de Campina,
condições adequadas para sobrevivência, tais como intensidade luminosa e drenagem.
Foram incluídas no prc.sente estudo apenas aquelas espécies terrestres ou epífitas com
hábito secundário terrestre citadas no estudo fitossociológico empreendido por Braga
(em preparação) no estrato terrestre do referido ecossistema. Maiores detalhes podem
ser encontrados consultando Braga (1977, 1982b).
O material apresentado foi listado em ordem alfabética e identificado por Pedro
Ivo Soares Braga, especialista na família Orchidaceae, estando 0 material de referência
depositado no Herbário do INPA (Tabela 1).
165
SciELO
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
As subfamílias e gêneros constantes neste trabalho estão de acordo com Pabst &
Dungs(1975, 1977).
Tabela 1 - Subfamílias, espécies e material testemunho das Orchidaceae constantes
neste trabalho (de acordo com Pabst & Dungs 1975, 1977, Braga 1977, 1982b.)
SUBFAMÍLIA
ESPÉCIE
MATERIAL ESTUDADO
NEOTTIOI-
DEAE
Sobralia fragrans Lindl.
Sobralia macrophylla Rchb. f.
PIS. BRAGA 280 l(INPA) 49734
PIS. BRAGA 2795(INPA) 49729
EPIDEN-
DROIDEAE
Bifrenaria longicomis Lindl.
Brassavola martiana Lindl.
Catasetum discolor Lindl.
Cattleya eldorado Linden
Encyclia fragrans (Sw.) Lemmé
Encyclia tarumana Schltr.
Encyclia vespa (Vell.) Dre.ssl.
Epidendrum compressum Griseb.
Epidendrum huebneri Schltr.
Epidendrum noclunium Jacq.
Maxiliaria camaridii Rchb. f.
Maxillaria Pendens Pabst.
PIS. BRAGA 2759(INPA) 49732
PIS. BRAGA 295 l(INPA) 51125
PIS. BRAGA 2952(INPA) 52830
PIS. BRAGA 2803(INPA) 49736
PIS. BRAGA 2796(1NPA) 49730
PIS. BRAGA 2794(INPA) 49728
PIS. BRAGA 2938(1NPA) 51086
PIS. BRAGA 2802(INPA) 49735
PIS. BRAGA 2793(INPA) 49727
PIS. BRAGA 2804(INPA) 49737
PIS. BRAGA 2798(INPA) 4973 1
PIS. BRAGA 2904(1NPA) 49743
Tratos culturais
Coletaram-se indivíduos adultos na Campina, sendo os mesmos posteriormente
cultivados em casa de vegetação, onde foram submetidos a condições de deficiência
hídrica e a altas taxas de luminosidade, buscando reproduzir as condições xéricas da
Campina. Para a análise de discriminação de relação do Carbono 13C/12C, discutida
posteriormente nestes capítulos, foram coletadas folhas no período de seca (junho a
novembro) sob condições de déficit hídrico, que foram desidratadas posteriormente em
estufa e enviadas para análises.
Utilizaram-se folhas perfeitamente desenvolvidas.
Os dados são inéditos para todas as espécies estudadas, excetuando-se Epideiidruni
huehneri Schltr.. que foi estudada anteriormente por Braga & Vilhena (1981).
166
Esl lidos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
O objetivo do presente trabalho é discriminar as vias de fixação de CO 2 (C 3 e CAM)
em algumas Orchidaceae. de maneira puramente qualitativa. Para este fim. utilizaram-se
métodos quantitativos precisos (discriminação do 13C/12C e resistência difusiva dos
estômatos) com o método qualitativo das de fixação de CO 2 (colorimétrico de Kauko).
Wiesberg (1981) comparou 0 método da discriminação do 1 3C/12C com 0 método
colorimétrico de Kauko, para separar plantas C 3 de plantas CAM e obteve resultados
similares para os dois. Vários autores têm utilizado estes dois métodos (Medina &
Troughton 1974; Medina eí «/. 1977).
Os dados fisiológicos foram coletados ao longo do mês de outubro de 1983. no
Campus do INPA e os climatológicos baseados em Ribeiro & Santos (1975), Ribeiro
(1984) e no Boletim Agrometereológico da EMBRAPA (1984).
Discriminação da razJío 1 3C/1 2C - A discriminação das vias C 3 e CAM pela análise
da razão 13C/12C tem sido usada por muitos autores, como Medina & Troughton
(1974), Troughton et al. (1974); Wiesberg (1981), entre outros.
As marcantes diferenças entre as enzimas carboxilantes que regulam a fixação
prim;íria em vegetais superiores mostram variações na proporção dos isótopos estáveis
do carbono, que incorporam-se como CO 2 na matéria orgânica sintetizada. A RUDP-
carboxilase (C 3 ) utiliza preferencialmente o tipo molecular CO 2 de ma.ssa (carbono 12),
sendo que a PEP-carboxilase (CAM e C 4 ) utiliza igualmente o CO 2 de massa 44 e 45
(Carbono 13). A relação entre 13C/12C no material permite determinar que a via de
entrada do C na planta, sendo a discriminação do Carbono 13 expressa por ô 13C
(Ducatti; Salati & Matsui 1979).
As plantas C 3 , C 4 e CAM apresentam um espectro de distribuição de valores 5 13C
que permitem diferenciá-las nitidamente (Tabela 2), em condições ideais de relação entre
água, planta, de temperatura, intensidade luminosa e foto-periodismo. Medina et al. (1977);
Osmond (1978); Wiesberg (1981) reportam que as plantas CAM apresentam valores de 5
13C semelhantes a C 4 e que a variação dos valores de 5 13C em plantas CAM depende das
condições ambientais, pelo fato das mesmas serem ambientalmente sensíveis,
principalmente à temperatura, onde o metabolismo CAM ocorre a partir de temp)eraturas
inferiores a 20" C, sendo que a temperaturas maiores há redução drástica de fixação de CO 2 .
Para maior precisão em plantas CAM que, por condições ambientais, apresentam
valores próximos aos das plantas C 3 , 0 método colorimétrico de Kauko toma-se um
importante auxiliar na separação das duas vias fotossintéticas.
167
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Utilizou-se a espectometria de massa para a análise relativa da razao 13C/12C. de
acordo com a metodologia discutida por Ducatti; Salati & Matsui (1979), para a
determinação de plantas C 3 e CAM.
Os ensaios foram realizados no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA).
Os erros analíticos são de ± 0.2%.
1
Tabela 2 - Variação da faixa de valores ô C para plantas C 3 , C 4 e CAM. Baseada em
diversos autores.
AUTOR
PLANTA C 3
PLANTA C 4
PLANTA CAM
CRAIG(1957)
Em torno de -28%
Em torno de -15%
Em torno de -15%
BENDER et al. (1913)
Em torno de
-23 a -34%
Em torno de
-10a -18%
Em torno de
-14 a -33%
MEDINA et 0 /. (1976)
Em torno dc
-21 a -36%
Em torno de
-10a -19%
Em torno de
-10a -19%
OSMOND(1978)
Em torno de
Em torno de
Em torno dc
-10 a -27%
Resistência difusiva dos estômaios - A resistência difusiva dos estômatos ao vapor
de água foi determinada com um porômetro dc difusão Lambada, Modelo LI-60, com
.sensor horizontal. Modelo LI- 155, com câmara adaptada por Kanemasu et al. (1969).
O lluxo de vapor dc água que difunde-se da folha à câmara do porômetro provoca
variações na passagem de corrente elétrica cm um galvanômetro conectado a um sensor
de umidade, sendo determinada em s. cm^
Foram feitas medições ao longo de 24 horas, obedecendo os seguintes horários:
07:00. 09:00, 12:00, 18:00, 20:00, 01:00, 04:00 horas, tomando três leituras em cada
intervalo para cada espécie c repetindo-se este procedimento três vezes ao longo de
outubro/novembro.
Não foi possível fazer leituras em folhas de Brassavola mariiana Lindl., pelas
mesmas serem cilíndricas, 0 que impede o acoplamento do sensor horizontal.
Tampouco foi feita Epidendnwi huebneri Schltr., que foi anteriormente estudada por
Braga & Vilhena (1981).
168
SciELO
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
Teste colorimétrico de Kauko - As folhas foram coletadas e trazidas para o
laboratório em câmara úmida, tomando-se o cuidado de verificar com um
estereomicroscópio Zeiss a não ocorrência de epífilas. Após o exame, foram cortados
pedaços no sentido transversal ao eixo da folha, procurando-se preservar a nervura
principal. Estes foram colocados em tubos de ensaio contendo solução de Kauko em
equilíbrio com a atmosfera. Os tubos foram envolvidos com papel de alumínio e
fechados com tampas de borracha e colocadas em uma incubadeira "Precision" Modelo
CG A, com temperatura constante de 1 8°C. Justifica-se a escolha desta temperatura uma
vez que a mínima absoluta na Campina é de 17, 7°C e, segundo Medina et al. (1977),
a fixação noturna de CO 2 começa a partir de 20'’C, sendo o ótimo na faixa de 15°C.
Para cada espécie foi feita uma bateria de dez tubos e um controle (de acordo com
Coutinho 1963, 1964, 1%9, 1970; Medina eí a/. 1977;Osmond 1978).
O método consiste basicamente na verificação das variações do pH da solução de
Kauko. conforme a atmosfera apresente maiores ou menores teores de CO 2 no ar, graças
às modificações da cor da solução. Quando o teor de CO 2 livre no meio diminui, a
solução toma-se mais alcalina e adquire uma coloração púrpura com a faixa de pH entre
8,2 à 9.2, indicando que houve fixação de CO 2 no meio. Quando 0 teor de CO 2 livre
aumenta no meio, a .solução toma-se mais ácida e colore-se de um amarelo-vivo com
um pH na faixa de 5,3 à 6.5, indicando que não houve fixação de CO 2 . e sim a ocorrência
de re.spiraçao celular comprovando-se desta forma o aumento do teor de CO 2 livre no
meio.
RESULTADOS:
A partir da tomada de dados dos testes fisiológicos obteve-se os seguintes
resultados.
ESPÉCIES C3
Figuras 1 a 4 - Medidas fisiológicas para a determinação da via fotossintética nas
espécies estudadas. A = Medidas de resistência estomática; B = Tabulação do horário
diário e resistência estomática; C = Teste colorimétrico de Kauko e medição adicional
do pH; TCK = Teste colorimétrico de Kauko; - = Ausência de fixação de CO 2 noturno;
pH = Valor médio do potencial hidrogênico; D = Discriminação da razão 13C / 12C ±
0,2%; ô = Razão; C = Carbono:
169
RESISTENaA EST0MAT1CA.S
Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
). Bifranario longicornis LindI.
A HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA.S
07
70
09
46
12
80
19
192
18
160
20
129
23
179
01
213
04
198
TCK = —
pH =9.3
6 «C/'2c
- 0,í%=-30.2
170
SciELO
12
13
RESISTÊNCIA ESTOMATCA.S
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
2 . Cotosetum discolor LindI.
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA.S
07
36
09
16
12
17
15
88
le
96
20
178
23
137
01
86
04
184
TCK = —
pH =5,8
A 'V'"c
- 0,?^ =-30^8
A HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
171
RESISTENaA ESTOMATICA.S
Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
3. Encyclia fragrons (Sw. ) Lemmé.
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMATICA.S
07
36
09
44
12
192
15
154
18
199
20
230
23
225
01
245
04
204
TCK = -
pH = 5,6
6 '3c/'2c
- 0,2% = -28,1
HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
172
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
4. Epidendrum nocturnum Jocq
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMATICA.S
07
36
09
113
12
196
15
230
18
147
20
151
23
leo
01
220
04
160
TCK = -
ptí =6,0
6 '3c/'"c
- 0,2%= -25 .2
HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
173
*
SciELO
10 11 12 13 14 15
cm
BoL Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
Figuras 5 a 8 - Medidas fisiológicas para a determinação da via fotossintélica nas
espécies estudadas. A = medidas de resistência estomática; B = Tabulação do horário
diário e resistência estomática: C = Teste colorimctrico de Kauko e medição adicional
do pH; TCK = Teste colorimétrico de Kauko: - = Ausência de fixação de CO 2 noturno;
pH = Valor médio do potencial hidrogênico; D = Discriminação da razão 13C/ 12C±
0,2%; 5 = Razão; C = Carbono;
5 Moxíllaria camaridii Rchb .f.
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA. S
07
89
09
54
12
157
15
190
le
202
20
199
23
199
01
215
04
215
TCK = -
pH = 5, 4
0 C/ C
- 0,2%= -29,3
V-
HORARIO DAS MEDIÇÕES
174
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
RESISTÊNCIA ESTOMÁTICA.S
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
6. Moxiliaría pendens Pabst .
-n- 1)
240
'-r' 1 ^
247
* B
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
234
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA.S
221
07
49
206-
j \
09
42
195-
/ ‘
12
81
182 -
/ '
15
151
/ *
18
216
169^
/ ‘
20
218
156-
/ '
23
230
143-
/ '
01
216
130
/ 1
04
217
117-
/ 1
104
/ ' C
TCK= -■
91-
pH = 6,5
78
13 ,12
65-
/ ^
6 0/ C
- 0,2%= -29,6
92-
^ / '
36-
26-
1
13-
o
1 1 r 1 1 1 1 rA /—
“I 1 1 1 1 1 1 1 r-'
07 oa 02 IS IS 20 23 01 04
A
HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
175
RESISTÊNCIA ESTOMATICA.S
Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
7. Sobrolia frogrons LIndI.
A HORa'rIO das MEDIÇÕES
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA.S
07
33
09
79
12
120
15
120
18
171
20
123
23
196
01
229
04
220
TCK = -
pH = 5,4
13 12
+
6 C/ C
-0,2%= -28,7
176
RESISTÊNCIA ESTOMATICA.S
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
8. Sobrolia macropbylo Rchb.f.
A
HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
177
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
ESPÉCIES CAM
Figuras 9 a 12 - Medidas fisiológicas para a determinação da via fotossintética nas
espécies estudadas. A = Medidas de resistência estomática; B = Tabulação do horário
diário e resistência estomática; C = Teste colorimétrico de Kauko e medição adicional
do pH; TCH = Teste colorimétrico de Kauko; + = presença de fixação de CO 2 noturno;
pH = Valor médio do potencial hidrogênico; D = Discriminação da razão I3C / 12C ±
0,2%; ô = Razão; C = Carbono;
9. Brassavola martiana LindI.
178
10 11 12
13
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
RESISTÊNCIA ESTOMATICA.S
Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
11 Caltleya eldorodo Linden.
horário
MEDIÇÕES
RESISTpNCIA
ESTOMATICA.S
07
72
09
103
12
128
15
127
18
96
20
79
23
36
01
69
04
85
TCK = T
pH = e, 8
A '3 ,'2
*0/0
+
- 0,2%=-l5,3
180
RESISTÊNCIA ESTDMÁTICA.S
Estudos Ecofisiotógicos de Orchidaceae da Amazônia
12. Epidendrum compressum Griseb
A
HORÁRIO DAS MEDIÇÕES
181
Boi. Mus. Para. Emílio Coeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Figuras 1 3 e 14 - Medidas fisiológicas para a determinação da via fotossintética nas
espécies estudadas. A = medidas de resistência estomática: B = Tabulação do horário
diário e resistência estomática; C = Teste colorimétrico de Kauko e medição adicional
do pH; TCK = Teste colorimétrico de Kauko; + = presença de fixação de CO 2 noturno;
pH = Valor médio do potencial hidrogênico; D = Discriminação da razão 13C / 12C ±
0.2%; ô = Razão; C = Carbono;
)3. Encyctía vespa ( Vell. ) OressI.
HORÁRIO
RESISTÉNOA.
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA. S
07
118
09
152
12
131
15
187
1 8
40
20
87
23
94
01
176
04
140
TCK = +
pH = 8,2
13 12
0
0
1
0
-0,2% = - 23,8
1S2
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Estudos Ecoflsiológicos de Orcliidaceae da Amazônia
14 Encyclía tarumana Schitr.
HORÁRIO
RESISTÊNCIA
MEDIÇÕES
ESTOMÁTICA.S
07
74
09
85
12
126
15
164
18
172
20
52
23
66
01
101
04
93
TCK = +
pH = 9,2
, 13 ,12
6 c/ c
- 0,2% = - 15, 4
DISCUSSÃO
Considerações sobre as medidas fisiológicas das Orchidaceae do estrato terrestre
de vegetação de Campina.
A utilização dos três métodos fisiológicos Resistência difusiva dos estômatos.
Discriminação da razão 13C/I2C e o Colorimctrico de Kauko mostram-se de grande
valia no presente estudo.
Bifreiiaria longiconiis Lindl., Catasetum discolor Lindl., Encyclía fragans (Sw.)
Lammé, Epidendnm nociurnum Jacq., Maxillaria camaridii Rchb. f., Ma.xillaria
pendens Pabst. e Sobralia macrophylla Rchb. f., mostram, baixos valores de resistência
estomãtica diurna (abertura Estomática) e altos valores de resistência noturna (oclusão
Estomática). A fixação negativa de gás carbônico noturno testada_pclo Método
Colorimétrico de Kauko, com o valor médio do pH variando 6,5 a 5,3 (X 5,7) e valores
183
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
de Discriminação da razüo 13C/12C compreendidos entre -30,8 e -25,2, caracteriza-as
como possuidoras de vias de fixação CO 2 tipo C 3 (Tabela 3).
Tabela 3 - Quadro sinóptico com os resultados dos testes fisiológicos para a
dctcrminaçãodasviasdcfixaçãodeCO^nascspcciescstudadas. -JÍÍ-f )t =Resistência
estomática baixa durante 0 dia e alta durante a noite; -líf-t ) i = Resistência cstomática
alta durante o dia e baixa durante a noite; - = Fixação noturna de CO^ ausente; + =
Fixação noturna de CO^ presente.
V, TESTES
DISCRIMI-
TESTE
RESIS-
FISIOLÓGICOS
NAÇÃO DA
COLORI-
TÉNCIA
VIA DE
RAZ/\0
MÉTRICO
ESTOMÁ-
FIXAÇÃO
ESPÉCIES
13c/>2c±0,2%
DE KAUKO
TICA
DE CO 2
Bifrenaria longicornis
- 30,5
Fixação noturna (-)
Cataium discolor
- 30,8
= *• =
u
Encylia fragrans
-28,1
= " =
= " =
_ n _
Epidendrum noctunnim
- 25,2
= ** =
= " =
= " =
u
•üJ
Maxillaria camaridii
- 29,3
= " =
= " =
= " =
c/3
Maxillaria pendens
- 29,6
= " =
= " =
= " =
Sohralia fragrans
-28,7
= " =
= " =
= " =
Sohralia macrophylla
-28,5
— =
Bras.savola martiana
-17,5
Fixação noturna (+) ...
CAM
Cattleya eldorado
-15,3
= " =
= " =
Encyclia tarumana
- 15,4
_ M
= ” =
UJ
U
Encyclia ve.spa
- 23,8
= " =
= " =
= " =
cu
c/3
Epidendnim compre.s.surn
- 17,3
= " =
= " =
W
Epidendnim huehneri
-17,1
= *' =
t*
= '* =
As espécies Brassavola nuirtiana Lindl., Cattleya eldorado Linden, Encyclia
taruniana Schltr., Encyclia vespa (Vell.) Dressl., Epidendrum compressum Griseb.,
Epidendrum huehneri Schltr., mostraram, rcspcctivamente, alto valor de resistência
estomática diunia (fechamento estomático) e baixos valores de resistência cstomática
noturna (abertura estomática). A fixação positiva de gás carbônico, testado pelo Método
Colorimétrico de Kauko, com o valor médio do pH vttfiando de 9.2 a 8,0 (X 8.6) e
valores de Discriminação da razão 13C/12C compreendidos entre -15,3 c -23,8
caracteriza-as como possuidoras da via de fixação de CO 2 do tipo CAM (Tabela 3).
184
cm
SciELO
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Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
Considerações evolutivas sobre as vias de fixaçüo de CO2. dos tipos de C3 e CAM
nas Orchidaceae do estrato terrestre de vegetação de Campina.
Das quatro subfamílias de família Orchidaceae que ocorrem no Brasil de acordo
com Pabst & Dungs (1975, 1977), observaram-se no estrato terrestre de Campina
representantes das subfamílias Neottioideae e Epidendroideae. Dentro da subfamília
Neottioideae 0 gênero Sohralia, com as espécies Sohralia fragans Lindl. e Sobralia
macrophylla Rchb. F., enquadra-se como planta C3. Na subfamília Epidendroideae. na
tribo Epidendreae a distribuição da via de fixação de CO2 dos tipos C3 e CAM estiveram
indistintamente representados. Na mesma subfamília, na tribo Vandeae, apenas ocorreu
a fixação do tipo C3.
Pela pequena amostragem dos representantes das referidas subfamílias e demais
categorias taxonômicas abordadas neste trabalho seria temerosa qualquer abordagem
evolutiva mais profunda quanto ao aparecimento das vias de fixação de CO2 na família
Orchidaceae. Entretanto, faz-se necessário enfatizar que a via CAM apenas foi
encontrada na subfamília Epidendroideae, que é a mais evoluída da família
Orchidaceae. A via C3 ocorreu na subfamília mais primitiva, a Neottioideae e também
na Epidendroideae.
Como já foi mencionado anteriormente, a via C3 é considerada primitiva e a CAM
derivada, podendo-se assim, interpretar a ocorrência da via C3 na subfamília
Epidendroideae como uma provável característica primitiva remanescente e a via
CAM, um avanço adaptativo para a colonização de ambientes mais xéricos, do tipo da
Campina aberta (Figura 15).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Dado à grande diversidade de Orchidaceae na Amazônia brasileira, faz-se
necessíírio ampliar os estudos de fixação de CO2 nas espécies amazônicas, para que se
possa obter dados p;ira a compreen.são da evolução das vias foto.ssiniélicas de CO2 e
que também .se venha detectiU" uma possível ocorrência de plantas C4 na família, sendo
que, na orquidicultura, as espécies aqui discriminadas como possuidoras de via
fotossintética CAM (Brassavola martiana, EncycUa tarumana, Encyclia vespa,
Epidencirum hitehnen, Epidendrum conipressum) podem ocupar áreas com maior
luminosidade, assim como dispensam maior irrigação. As espécies C3 (Bifreiiaria
longiconiis, Calasetitni discolor, Encyclia fragrans, Epidendrum nociunium,
MaxiHaria camaridii, Ma.viliaria pendens, Sobralia fragrans, Sobralia macrophylla)
ua sua maioria, necessitam de locais com menor luminosidade e de maior irrigação.
185
OCORRÊNCIA DA VIA FOTOSSINTÉTICA CAM ENTRE ASESPÉQES ES
Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Figura 15 - Esquenia de distribuição das vias Ibtossintéticas C3 (menos avançada) e CAM (mais avançada) nas diversas categorias taxonômicas das espécies
estudadas. - representa os taxa mais avançadas, de acordo com Pabst & Dungs (1975, 1977).
Estudos Ecofisiológicos de Orchidaceae da Amazônia
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Recebido em 02.06.91
Aprovado em 27.04.92
189
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2 3 4 5 6
SciELO
cm
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CDD: 674.1
OCORRÊNCIA DE FIBRAS LENHOSAS SEPTADAS
EM MADEIRAS DA AMAZÔNIA
Ademir Castro e Silva^
Jorge Alves de Freitas^
Francisco José de 1 'asconcellos^
RES UMO - Este trabalho foi desenvolvido com o intuito de verificar a ocorrência de septos
cm fibras de madeiras da Amazônia, visando a estudos mais aprofundados no sentido de
oferecer subsídios a outros estudos sobre propriedades tecnológicas da madeira. É
apre.sentada uma tabela com a relação das espécies estudadas, num total de 432, das
quais 317c apresentaram fibras lenhosas septadas e 2 fotomicrograjias obtidas no
"Scanning Electron Microscope (SEM)".
PALAVRAS-CHAVE: Fibras septadas. Madeiras da Amazônia, Família.
ABSTRACT - This work deals with the occurrence of septale fiibers in Aniazonian woods
aiming studies in order to correlate this character with technological properties of such
woods. The authors present as a result of this study a table containing the 432 species
studied ofwhich 3I7c prescnted septate fibers, as well as 2 photomicrographs obtained
in a scanning electron microscope.
KEY WORDS.- Septate fibers, Amazonian wood, Family.
Instituto de Tecnologia da Amazônia - UTAM
^ Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
191
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
INTRODUÇÃO
O interesse sobre a ocorrência de fibras lenhosas septadas em madeiras da
Amazônia surgiu em virtude do início de vários estudos pelo CPPF/INPA sobre a
correlação da estrutura anatômica com as propriedades mecânicas da madeira e mais
particularmente como parâmetro auxiliar para fins de identificação das espécies
estudadas.
Septos em fibras é definido como uma fina parede transversal, através do lume,
subdividindo-o em compartimentos, consistindo tais septos de paredes primárias e
lamela média com ausência de parede secundária e lignina (Parameswaran 1969). A
ocorrência de septos cm fibras é considerada válida para indicação de afinidades de
grupos de plantas que são geralmente considerados relacionados, muito embora ocorra
uma variação na sua freqüência e distribuição, tanto dentro de uma espécie cm
particular como também dentro da mesma planta (Metcalfe & Chalk 1950).
O interesse sobre a estrutura e desenvolvimento de fibras lenhosas septadas
começou meio século atnís com o trabalho de Vestal & Vestal ( 1940) sobre Hypericum
androsaemum L., sendo posteriormente apresentado por Purkayastha ( 1958) detalhes
a cerca da origem e desenvolvimento sazonal de septos em dois gêneros tropicais.
Devido às opiniões divergentes sobre a micro-estrutura dos septos existentes entre
Eames & MacDanicls (1947), Vestal & Vestal (1940) c Purkayastha (1958), foi
realizado por Parameswaran e Liesc ( 1 969) um estudo da micro-estrutura das fibras de
Rihes sanguineuni. esclarecendo a formação c estrutura dos septos.
Este estudo tem como objetivo registrar a ocorrência de fibras septadas em várias
madeiras da Amazônia pertencen''',s a diferentes famílias, proporcionando, desta forma,
novas opções de estudos acerca do referido parâmetro.
MATERIAL E MÉTODOS
O material examinado encontra-se registrado e devidamente acondicionado no
laminário do Laboratório de Anatomia e Identificação de Madeiras, da Coordenação
de Pesquisa de Produtos Florestais, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia -
CPPF/INPA.
As lâminas histológicas examinadas foram preparadas c montadas segundo o
métcxlo usualmente empregado em anatomia de madeira, sendo os cortes histológicos
obtidos em micrótomos das marcas R. JUNG. AG., Mod. 15105, e American Optical,
Mod. 860. Os corantes utilizados foram; Safranina, Hematoxilina e Verde-Iodo. Para
192
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Ocorrência de Fibras Lenhosas Septadas em Madeiras da Amazônia
as observações microscópicas necessárias, foi utilizado microscópio da marca Cari
Zeiss, D-7082.
No caso de dúvidas quanto a ocorrência de fibras lenhosas septadas foi realizado a
dissociaçüo do material lenhoso, para observação das fibras individualizadas.
RESULTADO E DISCUSSÃO
Fibras lenhosas .septadas foram observadas em 136 espécies, num universo de 432,
constantes deste trabalho, perfazendo um total de 31% do material examinado,
pertencentes a diferentes gêneros de 59 famílias. Salienta-se, entretanto, que nem todos
os gêneros de madeiras da Amazônia, pertencentes à família onde fibras lenhosas
septadas são observadas, parecem apresentar estas características. Embora fibras
lenhosas septadas ocorram cm Eu.xylopliora paraensis e Zaniho.xylum hermaphrocütuni
(Rutaccac), os outros gêneros de Rutaccae que ocorrem na Amazônia parecem não
aprcscnttu' essa característica. Da mesma maneira nem todas as espécies de um
determinado gênero possuem fibras septadas. O gênero Sclerolohiunu por exemplo,
apresenta fibras fragilmente septadas em S. chrysophyílum, S. meUmocarpum, S.
micraiuhuni, S. paniculalum, S. seliferum e S. suhbullaiiim. No entanto, Dettiene &
Jaequet (1983) não citam a ocorrência de septos nas fibras de cinco outras c.spécies
desse gênero {S. alhiflorum, S. guianensis, S. melinonii, S. micropelaliwi c S. paraense).
Araújo & Mattos Filho (1974) não observaram fibras septadas em Siparuna bifida
(Monimiaceae) ao passo que se observou sua ocorrência cm .Siparuna cuspidata. Da
mesma maneira somente algumas espécies pertencentes aos gêneros Byrsonima,
Miconia, Ficus e Coccoloba apresentam septos em algumas fibras.
Situação similar ocorre com o Gênero Inga, onde, num universo de 21 espécies
desse gênero, Dettiene & Jaequet (1983) não encontraram fibras septadas somente em
Inga stipularis. Por outro lado, certas famílias parecem apresentar fibras septadas em
todos os seus gêneros. O caso típico para a Amazônia, verificado neste estudo, é o da
família Lauraceae, onde parece mostrar esta característica em todas as espécies.
Loureiro (1976), por exemplo, cita a ocorrência de fibras lenhosas septadas cm 10
espécies do gênero Aniba da Amazônia. Encontraram-se também fibras lenhosas
septadas nas espécies desse gênero incluídas neste estudo. Muito embora não faça parte
deste estudo, o número de septos por fibras é variável em cada gênero, no caso
específico das Lauraceae. Com base nessa observação preliminar, foi iniciado um
estudo de fibras septadas no xilema de todos os gêneros de Lauraceae que cKorrem na
Amazônia com o objetivo de correlacionar afinidades entre os mesmos através do
p:u-âmctro septo. A família Burscraceae representada neste estudo por seis gêneros
193
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
(Bursera, Dacryodes, Hemicrepidospermum, Protium, Tetragastris e Trailinickia)
também apresenta fibras lenhosas septadas em todas as suas espécies analisadas. Este
parâmetro preliminarmente pode ser considerado como fator para identificação das
espécies, entretanto, surge a necessidade de observação num maior número de espécies
para se chegar a uma conclusão definitiva.
Observa-se que o número de septos por fibra e também a percentagem de fibras que
apresentam tal característica varia dentro de um indivíduo e entre diferentes indivíduos
da mesma espécie. Tal variação pode estar relacionada à posição na árvore onde as
amostras foram coletadas. Situação típica ocorre com as espécies Torresea acreana,
Casearia negrensis e Amphirrox surinamensisohs&rvaásts no presente estudo, onde não
se observou a ocorrência de fibras lenhosas septadas nas amostras estudadas.
Entretanto, outros autores citam ocorrência de fibras lenhosas septadas para essas
espécies (Dettiene & Jacquet 1983; Araújo & Mattos Filho 1978).
Diante dessas considerações, seria coerente afirmar que septo em fibra lenhosa não
é um parâmetro que possa ser utilizado como característica seletiva para separação de
espécies dentro de um mesmo gênero, nem como referência típica de família, exceto
em alguns casos supracitados, como nas famílias Lauraccae e Burseraceae.
RELAÇÃO DAS ESPÉCIES ESTUDADAS
ANNACARDIACEAE: Astronium lecointei*, Campnosperma sp.*, Loxopterygium
gummifera* , L. huasango*, L. sagolii*, Tapirira guianensis* , T. myrianíha* ,
Thyrsodium paraense*.
ANNONACEAE: Annona seriacea, Bocageopsis multiflora, Duguetia quilarensis, D.
ulei, Epheofronthus aniazonicus, Guateria scytophylla, Pseudoxandra polypheba,
Rollinia insignis, Unonopsis floribunda, U. guaíterioides cf. elongata, Xylopia
aromatica, X. benthamii, X. cf. callophylla.
ANTONIACEAE: Antonia ovala var. pilosa.
APOCYNACEAE: Ambelania quadrangularis, A. tenuiflora, Anartia altenuata*,
Aspidosperma albuni, A. oblonguni, A. obscurinen-ium, Couma guianensis, C. ulilis,
Himatanthus sucuuba, Lacmellia cf. laclescens, Macoubea guianensis, M. sprucei,
Malouetia duckei, Microplumeria anômala*, Neocouma ternstroemiaceae,
Parahancormia amara, Peschiera concinna*, Rauwolfia duckei, R. pentaphylla, R.
sellowii, Zschokkea lactensis.
194
cm
SciELO
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Ocorrência de Fibras Lenhosas Septadas em Madeiras da Amazônia
ARALIACEAE: Dendropanax ntacrocarpunt* , Didymopanax niorolotoni* .
BIGNONIACEAE: Jacaranda amazonensis, J. brasiliana, J. paraensis, Tabebuia
barbata, Teconia barbata, T. stans*, T. sp. *.
BOMBACACEAE: Bombacopsis quinata*, Catosíemma albuquerquei , C.
sclerophylium, Eriotheca surinamensis* , Malisia ochrocalyx, Pachira insignis,
Quararibea ochrocalyx, Rhodognaphalopsis brevipes, R. minor, Sderonema
micranthum, S. praecox.
BORAGINACEAE: Cordia nodosa var. hispidissima.
BURSER ACEAE: Bursera graveolens*, Dacryodes be/emnensis* , D. aff. peruviana*,
Heniicrepidospernuwi rhoifoUum* , Prolium aracouchini* , P. heptaphylhwi* , P.
insigne*, P. eleuvelynii*, P. neglectuni*, P. nodolosum*, P. paniculatum* , P.
pedicellaliwt*, P. schomburgkianum* , Tetragastris alíissima*, T. hostniannii* , T.
panamensis*, Trattinickia burserifolia* , T. glaziovii*, T. iawrencei*, T. rhoifolia*.
CAESALPINIACEAE: Aldina heterophylla, Campsiandra comosa víít. laarífolia,
Cassia grandis, C. leiandra, C. scleroxylon, Copaifera niartii, C. nndtijuga, C.
officinalis, Crndia amazônica, C. oblonga, C. lomenlosa, Cynometra mariiana,
Dicorynia guianensis, D. ingens, D. macropbylla, D. paraensis, Dicymbe heieroxylon,
Dicymbopsis sp., Dimorphandra giganiea, D. mídliflora, D. parviflora, D. penigera,
D. vernicosa, Epenia bijuga, E. bijuga var. glabrifolia, E. oleifera, E. leucaniha, E.
purpurea, Hymenaea coiirbaril, //. oblongifolia, 11. palusiris, //. parviflora, Lecointea
amazônica, Macrolobium acaciefolium, Marliusia excelsa, Mora paraensis, Peltogyne
catingae, P.floribunda, P. micrantha, P. paradoxa, Sclerolobiuni chrysophylium*, S.
eriopeíalum, S. hypoleucum, S. melanocarpum* , S. micranthum* , S. paniculatum*, S.
setiferum*, S. subbullatum* , Swartzia aptera, S. benthamiana, S. corrugata, S.
laevicarpa, S. polycarpa, S. recurva, S. ulei, Tachigalia alba, T. myrmecophylla, T.
paniculata, T. plúmbea.
CARYOCARACEAE: Caryocar microcarpum, C. villosum.
CECROPI ACEAE: Cecropia purpurascens, C. sciadophylla war.juriniana.
CELASTRACEAE: Goniodiscus eiaeospermus.
I9.S
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
CHRYSOBALANACEAE: Couepia longipendula, Hirietla glabrala, Licania
oblongifolia, L. octandra, L. longistylla.
CLUSl ACE AE: Calophylium angulare, C. brasUiense, Moronobea pulchra, Tovomita
sp.
CONNARACEAE: Connarus sp., C. marlenei.
DIALYPETALANTHACEAE: Dialypetalanthus fuscenses.
DILLENIACEAE: Curalella americana.
DUCKEODENDRACEAE; Duckeodendron cestroides.
EBENACEAE: Diospyros praetermissa.
EL AEOCARPACE AE: Sloanea parphyrocarpa.
ERYTHROXYLACEAE: Erythro.xylum niacrophyllnni.
EUPHORBIACEAE: Aparisthmiim cordaium, Crolon matourensis, Glycydendron
amazonicum, Hevea brasiliensis, //. guianeiisis var. marginala, H. guianensis var.
occidenlalis, Ihira crepitans, Joannesia heveoides, Mabea caudata, Micrandra
rossiana, Micrandropis sclero.xylon, Richeria taurifolia.
FABACEAE: Ale.\a grandiflora, Bowdichia virgilioides, Dalbergia spruceana,
Diplotropis duckei, D. martiusii, D. purpurea var. leplophylla, D. racemosa var. rosae,
D. rodriguesii, Dipiery.x cordata, D. odorata, Erythrina ulei, Hymenolobium
pulcheirimum, Machaerium aculifolium, M. lilacinum, Monopteryx uaucu, Ormosia
coccinea, O. coccinea var. coccinea, O. costulata, O. flava, O. macrocalyx, O. nobilis
var. nobilis, O. nobilis var. saniaremnensis, O. paraensis, Platymiscium ulei,
Poecilanthe amazônica, P. hostmannii, Pterocarpus amazônicas, P. rohrii, Torresea
acreana, Vatairea macrocarpa, V. sericea, Vataireopsis cf. inglesiasii*.
FLACOURTIACEAE: Banara nitida*, Carpotroche longifolia*, C.crispidentata*,
Casearia grandiflora*, C. guianensis*, C. negrensis, Hassellia floribunda* ,
Homalium racemosum*, Laetia coiymbulosa*, L. procera*, L. cf. suaveolens,
Lindackeria paludosa.
m
cm
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Ocorrência de Fibras Lenhosas Septadas em Madeiras da Amazônia
GOUPIACEAE: Goupia glabra.
HIPPOCRATEACEAE: Periíassa dulcis*.
HUMIRIACEAE; Humiria floribimda*.
HYPERICACEAE: Vismia duckei*.
ICACINACEAE: Emmotum glabrum, E. nitens, E. orbiculaíunt, Poraqueiba
guianensis, P. paraensis, P. sericeae.
LAURACEAE: Aniba affinis*, A. burchellii*. A. feirea*, A. hostmannicma* , A.
sanialodora*, A. lerminales*, CUnostenwn magidreana*, C. mahaba*, Dicypeilium
nuinauscnsis*, Endlicheria arnviciflora*,E. sericea*, Licaria amara*, L. canella*,L.
guianensis*, L. vernicosa*, Mezilaurus decurrens*, M. duckei*, M. itauba*, M.
synandra*, Neciandra amazonicum*,N. spumea*, Ocolea canicidata* , O. coslulaia*,
O. cl. fasciculala*, O. grandifoUa* , O. guianensis*, O. pailida*.
LECYTHIDACEAE: Asteranthus brasiliensis, Cariniana decandra, Corythophora
alta, Cauralari longipedicellala, C. slellala, Esclneeilera schomburgkii, E. sp..
Gusiavia eiliplica*.
LYTHRACEAE: Physocalymma scaberrium var. angusiifolia*.
MALPIGHIACEAE; Acmaniliera lalifolia*, Byrsonima coriacea*, B. chrysophylla*,
B.fluniinensis*, B. schomburgkiana* , Pleranda arbórea.
MELASTOMATACEAE: Beilueia grossidarioides* ,B. imperialis* ,B . weberbaueri* ,
Miconia affinis, M. poeppigii*.
MELIACEAE: Garapa guianensis*, Cedrela odorata*, Guarea carinata*, Trichilia
compacta.
MIMOSACEAE: Acacia polypliylla*, Albizia caribaea*, Cedrelinga catenaeformis,
Enierolobium ma.ximum, E. schomburgkii, Heterostemon mimosoides, Inga cf.
hobilis*, l. pezizifera*, I. slipularis, I. subsericantha* , Parkia decussala, P.
gigantocarpa, P. multijuga, Pilyrocarpa pteroclada* , Pilhccellobium adenopborum,
P racemosum, Stryphnodendron racemiferum.
197
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
MONIMIACEAE: Bracteanthus sp., Siparuna cuspidata*.
MORACEAE: Brosimum parinarioides, B. poíabile, CastiUoa ulei*, Clarisia
racemosa, Ficus frondosa*, F. malemsii, F. paraensis, Helycostylis tomentosa,
Maquira sderophylla* , Naucleopsis caloneura, Pseudomedia laevigata*, P. laevis*,
P. murure*, P. rigida subsp. eggersii*.
MYRISTICACEAE: Iryanthera grandis, l. macrophylla, I. tricornis, OsteopMoeum
platyspermum, Virola callophylla, V. cuspidata, V. elongata, V. guggenheimii, V.
loretensis, V. pavonis, V. venosa, V. sp.
MYRTACEAE: Eugenia cff. euricheila, Myrcia magna.
OCHNACEAE: Ouratea discophora, O. spruceana.
OLACACEAE: Curupira tefeensis, Minquartia guianensis.
OPILIACEAE: Agonandra hrasiliensis* , A. silvatica.
PODOCARPACEAE; Podocarpus sp.
POLYGONACEAE: Coccoloba acuminata* , C. barbeyana. Rnnrechtia lenuiflora*,
Symmeria panicukita* , Triplaris surinamensis* .
RHIZOPHORACEAE: Anisophylea manausensis, Polygonanlhus amazonicus,
Sterigmapetaium obovatum.
RUBIACEAE: Bolhriospora corymbosa* , Capirona surinamensis*, Coussarea
ampla*, Diiroia eriopila, D. macrophylla, Isertia hypoleuca, /, rosea, Pagamea
guianensis, Palicourea guianensis*, Psychotria apoda*, P. recordiana* , Remijia cff.
ulei, Sickingia tinctoria*, Siraussia onocarpa*.
RUTACEAE: Erylrochiton brasiliensis, Eitxylophora paraensis*, Fagara dellomei,
Hortia superba, Myllanthus ulei, Spalhelia excelsa, Spiranihea guianensis, Ticorea
longiflora, Zanihoxyium compactum, Z. hermaphrodilum* , Z. rhoifolium.
SALICACEAE: Salix marliana.
l‘}8
cm
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Ocorrência de Fibras Lenhosas Septadas em Madeiras da Amazônia
SAPINDACEAE: Matayba guianensis*, Sapindus divaricatus*, S. saponaria^ ,
Toulicia pulvinata*.
SAPOT ACEAE: Achrouteria durifnicta .Chrysophyllum opossitum.EccUnusa bacuri ,
E. balata, E. ucuquirana branca, E. sp.. Elaeolunia glabrescens, Erenioluma williartiii,
Glyco.xylon inophyllum, Manilkara amazônica, MicrophoUs venidosa, Micropholis
williamii, Neolabatia cupraea, Neoxythece elegans, Pouteria gutta, P. macrophyUa,
Pradosia praealla, Prieurella prieurii, Ragala ucuquirana, R. ulei, Richardella
macrophyUa, R. manaosensis, Symnohma glabrescens, Syzygiopsis tarumanensis.
SIMARUBACEAE: Simaba guianensis, Simaniba amara.
STERCULIACEAE; Slerculia pilosa, S. pruriens.
TILIACEAE: Apeiba aspera, A. burchellii, A. echinata var. macropelala, A.
membranacea, A. sp., Moilia lepidola.
TRIGONIACEAE: Trigonia nivea var. nivea.
VERBENACEAE: Aegiphilia intermedia, Vite.x spongiocarpa.
VIOLACE AE: Amphirro.x surinamensis, Leonia glycycarpa, L. racemosa, Paypayrola
grandiflora* , P. guianensis*, Rinorea falcata*, R. guianensis*, R. Undeniana* , R.
macrocarpa, R. pubijlora*, R. racemosa*.
VOCHYSIACEAE; Erisma sp.. Qualea albiflora, Q. cassiquiarensis, Vochysia
guianensis, V. inundata, V. ma.xima, V. obscura, V. vismiaefolia.
AGRADECIMENTOS
Pcla observação minuciosa de algumas espécies que ilustram este trabalho,
agradecemos a colaboração da acadêmica de Engenharia Florestal da UTAM,
GABRIELA BALBI; h senhora CIRCE R. D. MACHADO, pelo serviço datilográfico;
e ao Instituto de Química da UNICAMP (Campinas/SP), pcla utilizaçüo do "Scanning
Electron Microscopc (SEM)", assim como a todos que direta ou indirctamente
contribuíram p;u-a a rcalizaçüo do prc.scntc trabalho.
Espécies que aprescnlaram fibras septadas.
19b
Ocorrência de Fibras Lenhosas Sepiadas em Madeiras da Amazônia
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Rodriguésia. Rio de Janeiro, 27(39).
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dicotiledôneas (XIX). Violaceae. Separata de Arq. Jard. Bot., Rio de Janeiro, 22 : 29-46.
ARAÚJO. P.A.M. & MATTOS FILHO, A. 1979. Estrutura das madeiras brasileiras de angiospermas
dicotiledôneas. XXL Violaceae (Paypayrola grandiflora Tul. e P. guianensis Aubl.). Rodriguésia. Rio
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ARAÚJO, P.A.M. & MATTOS FILHO, A. 1980. Estrutura das madeiras brasileiras de angiospermas
dicotiledôneas XXII. Violaceae (Rinorea AUBL.). Rodriguésia. Rio de Janeiro, 32(54).
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VESTAL, P.A. & VESTAL, M.R. 1940. Tlie fomiation of septa in the fiber-tracheids of llypericum
androsaeunum L. Leafl. Bot. Mus. Ilan-. Univ. 8: 169-188.
Recebido em 25.1 1.91
Aprovado em 08.05.92
201
CDD. 581.0981 131
DIVERSIDADE FLORÍSTICA E ESTRUTURA EM
FLORESTA DENSA DA BACIA DO RIO JURUÁ-AM^
Amónio Sérgio Lima da Silva^
Pedro L. B. Lisboa^
Ubirajara N. MacieP'
RESUMO - Um inventário florístico foi realizado em 4 hectares de mata densa de terra
firme, na bacia do rio Jiiriiá, no município de Carauari, Estado do Amazonas, onde a
Petrobrás e.xecuta prospecção de gás e petróleo. O objetivo foi conhecer a diversidade
forística e a estrutura da vegetação da área. Foram inventariadas 3.158 ávores com
DAP > 10 cm, distribuídas em 55 famílias, 253 gêneros e 556 espécies nos 4 hectares
subdivididos em 4 amostras de 1 hectare cada (Nej-I, Juruá-I, Jaraqui e Munguba). A
espécie dominante foi Eschweilera alba (163 árvores/Do.R. 3J2%), enquanto as mais
importantes em VIE ( valor de importância das espécies) foram Eschweilera alba, Jesscnia
bataua, Eschweilera odora, Ragala sanguinolenta e Licania apetala. /is famílias mais
importantes em VIF (valor de importância das famílias) foram Leguminosae sensu lato,
Sapotaceae, Lecythidaceae, Moraceae, Chrysobalanaceae, Lauraceae e Myristicaceae,
entre outras. Sapotaceae é uma família de grande importância, uma vez que a sua
diversidade na área não tem paralelo na Amazônia. São 60 espécies para 32 gêneros e
438 árvores. A distribuição das árvores em classes diamétricas e em classes de altura,
situa-se no padrão geral das florestas tropicais, ou .seja, o maior número de árvores
situa-se entre as classes mais baixas (classe de diâmetro) e ruis 2- (10-15m), 3-(15-20m)
e 4- (20-25m) classes de altura. A característica mais marcante da floresta do rio Juruá
foi a alta diversidade forística com 242 espécies por hectare, em média. Na Amazônia
este valor só é superado pela floresta de Yanomono, na Amazônia peruana onde foram
registradas 300 espécies em 1 hectare para árvores a partir de lOcm de DAP.
PALAVRAS-CHAVE: Florística, Amazônia, Fitossociologia.
^ Trabalho de campo financiado pela PETROBRÁS.
MCT-PR/CNPq - Museu Paraense Emílio Goeldi. C.P. 399, CEP 66.000 - Belém.P A.
203
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
ABSTRACT - A hotanical siirvey was made of four hectares of upland (terra firme) forest
in the municipality of Caraiiari, Amazonas State, northern Brazil near the Petrobras gas
and Petroleum prospect ing area, in order to study the structure and floristic composition
of the area. !n total, the sur\'ey included 3158 trees with DBH > lOcm, belonging to 55
families, 253 genera and 556 species on the four hectares (four samples for I hectare
each: Nej-I, Juruá-l, Jaraqui and Munguba). Eschweilera alba ( 163 trees! Do. R. 3,52%)
showed the greatest relative dominance, while the most important species in index value
importance were Eschweilera alba, Jessenia bataua, Eschweilera odora, Ragala
sanguinolenta and Licania apetala. The families with the greatest index value importance
wasLeguminosae sensu lato, Sapotaceae, Lecythidaceae, Moraceae, Chrysobalanaceae,
Lauraceae and Myristicaceae. The Sapotaceae is one very important family because your
diversity in Juruá area with 60 species, 32 genera and 438 trees. The distribution of the
trees in girth classes and heighí classes are into general patterns of tropical forest: the
most tree niimber are between lesser classes(girth classes) and in2-(l0-l5m),3-( 15-20ni )
and 4- (20-25 m) hei ght classes. The floristic diversity, is the greatest feature of the forest
on Juruá river with 242 .species b\ hectare in average. In Amazon this value is lesser than
Yanamono forest in peruvian Amazon only.
KEY WORDS; Floristic, Amazon, Phytossociology.
INTRODUÇÃO
A destruição das florestas neotropicais tem sido objeto de preocupação mundial.
Particularmente, as florestas da Amazônia têm despertado interesse maior porque
abrigam uma diversidade biológica extraordinária.
A diversidade de habitats dos 540 milhões de hectares amazônicos Já estão bem
delimitados e identificados. Pires (1973); Braga (1979) e Pires & Prance (1985)
descreveram os vários tipos de vegetação que revestem a extensão territorial
amazônica, principalmente as florestas pluviais de terra firme e as formações de
planícies de inundação formadas pelas matas de várzea e de igapó.
A diversidade de plantas que constituem os diversos habitats, entretanto, ainda é
pouco conhecida. A destruição deste patrimônio implicará na perda de espécies que no
futuro poderiam ser aplicadas em áreas de interesse humano geral como a agricultura,
a medicina e a indústria (Flint 1991), Segundo Mori (1990), essa carência de
conhecimento se deve a insuficiência do número d« taxonomistas engajados no estudo
das plantas neotropicais. Este autor estima que i mo atual de publicações da Flora
204
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Diversidade Florísiica e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
Neotropica serão necessários 380 anos pam a publicaçüo do inventário básico da flora
neotropical.
Atualmente percebe-se que há uma concentração de esforço científico com o
objetivo de conhecer a flora amazônica nos seus aspectos quali e quantitativos,
notadamente das angiospermas lenhosas. Entre o fim dos anos 40 e o final dos anos 80,
vários estudos llorísticos com estas características foram realizados. Numericamente,
porem, foram muito reduzidos à luz do período transcorrido. Entre estes estudos
destacaram-se os de Danserau (1948). Black et al. (1950), Pires et al. (19.‘53): Cain et
al. (1956); Pires & Koury (1959); Takeuchi (1960); Heinsdjik (1961); Heinsdjik &
Bastos (1965); Rodrigues (1961, 1963 e 1967); SUDAM (1974); Prance et al. (1976);
Dantas & Muller (1979) etc.
A partir de 1980 os inventários botânicos tomaram-se mais freqüentes. A
implantaçüo de grandes projetos de desenvolvimento (por exemplo; Ferro Carajás,
Polonoroeste, construção dos troncos rodoviários, hidrelétricas etc), nas décadas de 60
e 70, facilitaram o acesso a diversos locais antes inexplorados pelos botânicos, bem
como auxiliaram no financiamento das pe.squisas. Do início dos anos 80 até o momento
alguns dos principais estudos foram os de Dantas et al. ( 1 980); Boom (1986); Campbell
et al. (1986); Silva et al. (1986); Balée (1987); Balslev et al. (1987); Silva et al. (1987);
Kahn et al. (1988); Salomão & Lisboa ( 1 988); Lisboa (1989); Maciel & Lisboa (1989);
Mori et al. (1989); Salomão et al. (1988); Silva e Rosa (1989); Lisboa (1990); Lisboa
& Lisboa (1990); Almeida et al (1991); Paz (1991) etc.
A região do município de Carauari-AM. na bacia do rio Juruá tem sido alvo de
permanente pesquisa de pro.specção de gás de petróleo pela Petrobrás. A abertura de
clareiras na mata para a execução da prospecçâo permitiu o acesso ao interior da floresta
onde foram inventariados os 4 hectares tratados neste trabalho. A região é pouco
conhecida botanicamente. À exceção de algumas coletíis e.sporádicas às margens do
rio, os breves comentários de Ducke & Black (1954) e o trabalho do Projeto Radam
Brasil (1977) nâo se conhece nenhum trabalho específico sobre a flora local.
O objetivo deste foi analisar a diversidade florística e a estrutura da vegetação nos
4 hectares da mata, comparando o resultado com outros estudos semelhantes realizados
na Amazônia.
205
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2} 1992.
MATERIAL E MÉTODOS
Localização e Características Gerais da Área
O inventário dos 4 hectares de mata densa de terra firme na bacia do rio Juruá,
município de Carauari (AM), foi realizado em 4 amostras de 1 hectare, distantes entre
si aproximadamente de 10 a 40 km (Figura 1). Os nomes utilizados para as quatro
amostras süo os mesmos usados pela PETROBRÁS em suas pesquisas de prospecção
de gás e/ou petróleo nas clareiras Nej-I, Juruá-I, Jaraqui e Munguba (Figura 2). Estes
locais têm as seguintes coordenadas geográficas: Nej-I - 4’ 40’ 2,4" S e 66’ 10’ 19" W;
Juruá-I - 4’ 47’ 04" S e 66’ 1 5’ 17" W; Jaraqui - 4’ 50’ 09" S e 66’ 21’ 33" W e Munguba
- 4’ 56’ 35, 2" S e 66’ 35’ 13" W.
O clima dominante na área, de acordo com a classificação de Kõpen, pertence ao
grupo Af - clima tropical úmido. O mês mais seco do ano é julho, com precipitação
média (dados de 20 anos) anual de lOOmm. Os meses mais chuvosos têm precipitação
anual média variando de 200 a 300mm (Figura 3).
A umidade relativa do ar é bastante elevada atingindo nos meses de março a Junho,
aproximadamente, 90%.
Figura t - Mapa de Localização dos 4 hectares estudados, rio Juiui, AM.
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Diversidade Ftorislica e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Jiiriiá
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higura 2 - Qareiras da Pelrobrás e florestas inventariadas: a. i\ej I, b e c. Juniá I, d. Jaraqui
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
Métodos e Parâmetros Utilizados
Em cada hectare foi fcilo um transecto de l.OOOmx lOm, subdividido em 40 parcelas
de 25 m X lOm. Nestas, foram medidas as alturas de fuste e copa e o DAP (diâmeü-o a
l,30m do solo ou acima da sapopema) de todos os indivíduos com tronco maior ou
igual a 10 cm de diâmetro. Para as estimativas de altura foi utilizada uma vara de 5 m
de comprimento.
Foram coletadas, para identificações em laboratório, amostras botânicas
acompanhadas de amostras de madeiras, de todas as espécies registradas. O material
coletado encontra-se depositado no herbário "João Murça Pires", do Museu Pamense
Emílio Goeldi (MG). A identificação foi feita através dos métodos convencionais em
taxonomia e, sempre que possível, por especialistas.
Espécimes que não puderam ser identificados a nível de espécie foram agrupados
em morfotipos e, para o propósito de análise de diversidade, foram consideradas como
diferentes das espécies já identificadas.
Densidade relativa, frequência relativa, dominância relativa e valor de importância
da família foram calculados segundo Mori et al. (1983). As fórmulas para esses valores
são apre.sentadas no rodapé da Tabela 4 e do Anexo 1 .
RESULTADOS
As quatro amostragens, apesar de situadas na mesma região, eram descontínuas. A
distância media entre uma amostra e a seguinte foi de 10 km. Como pode ser observado
na Figura 1 , a amostra Munguba, por exemplo, dista 40 km da amostra Nej-I ç apenas
10 km da amostra Juruá-I. Essa variação de distância entre as quatro amostragens
(NeJ-I, Juruá-1, Jaraqui e Munguba), serviu de indicador para a aprc.scntação dos
resultados, primeiro isoladamente por amostragem e, em seguida, em conjunto para os
04 hectares.
a) Resultados por amostragens
MUNGUBA - Foram amostradas 779 árvores, distribuídas em 45 famílias, 151
gêneros e 271 espécies (Tabela 1 e Anexo 1). Quatro espécies de palmeiras foram
identificadas; Astrocaryum tuctima, Jessenia hataua, MaximiUiana regia c Socratea
exorrhiza. Representam 1 ,50% do número total tpécies. Jessenia bataua foi a mais
comum com 29 (3,7%) de indivíduos.
209
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
A Tabela 2 relaciona as 10 famílias com maiores índices de valor de importância
(VIF). Leguminosae sensu lato foi a mais importante com VIF 43,26%. Logo em
seguida estão Sapotaceae (VIF 39,65%), Lecythidaceae (VIF 34,28%),
Chrysobalanaceae (VIF 23,52), Moraceae (VIF 17,40%), Myristicaceae (VIF 15,55%)
e Lauraceae (VIF 15,15%), Humiriaceae (VIF 14,00%), Burseraceae (VIF 1 1.02%) e
Palmae (VIF 8,96%). Essas famílias constituem 22,22% do total dos índices percentuais
para as 45 famílias inventariadas.
Leguminosae apresentou também a maior diversidade de espécies (47 spp, 1 7 ,54%).
Outras famílias com altos valores de diversidade foram Sapotaceae (33 spp, 12,32%),
Chrysobalanaceae (17 spp, 6,35%), Lauraceae (16 spp, 5,97%), Moraceae (15 spp,
5,60%) e Myristicaceae (12 spp, 4,48%). Para estas seis famílias foram identificadas
140 espécies, ou seja, mais da metade (52,26%) das 271 espécies encontradas no
Munguba. As outras 131 espécies estão disbibuídas nas 39 (86,66%) famílias restantes
(Tabela 2).
A família Lecythidaceae foi a mais numerosa em população, com 144 árvores, que
respondem por 18,70% da densidade absoluta entre as 779 árvores da floresta do
Munguba. Os valores obtidos para as famílias SapoUiceae (95 árvores. 12,20%),
Leguminosae (85 árvores, 10,90%), Chrysobalanaceae (71 árvores, 9,10%) e
Myristicaceae (47 árvores, 6,(X)%), somados aos de Lecythidaceae representam 56,70%
do total de árvores (Tabela 2).
As espécies mais populosas foram Eschweilera alba (90 árvores), Eschweilera
odora (31 árvores), Jessenia haiaua (29 árvores), Pouteria guianensis (18 árvores),
Licania guianensis (15 árvores), Licania heteromorpha (14 árvores). Os valores de
densidade relativa (D.R.) destas espécies são respectivamente 1 1,55%, 3,98%, 3,72%,
2,3 1 %, 1 ,92, 1 ,80%. Cento e quarenta e oito espécies (54,6%) estão representadas por
uma única árvore cada, enquanto 48 (17,7%) por 2 árvores cada; 72 (26,6%) espécies
têm de 3 a 20 árvores. Acima de 20 árvores apenas 3(1,1%) espécies.
A dominância relativa (Do.R.) teve os seus maiores valores entre Eschweilera alba
(90 árvores, 6,21%), Vantanea guianensis (8 árvores, 3,50%), Copaifera multijuga (2
árvores, 3,28%), Eschweilera odora (3 1 árvores, 2,68%), Eschweilera blanchetiana (8
árvores, 12,41%), Caryocar glabrum (5 árvores, 2,4%). As outras 265 (97,78%)
espécies aparecem com valores de dominância inferiores a 2,40%.
Os cálculos para a frequência relativa (F.R.) mostraram que os maiores valores
foram para Eschweilera alba (4,74"%) Eschweilera odora (2,96%), Jessenia balaua
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Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
(2,96%), Licania guianensis (2,07%), Pouteria guianensis (2,07%) e Protium
araguense (1,12%).
O índice do valor de importância das espécies (VIE) variou de 22.50 a 0,30. Para
Eschweilera alba foi registrado o maior valor (22,50), seguindo-se Eschweilera odora
(9,62), Jessenia bataua (8,59), Licania guianensis (5,93), Pouteria guianensis (5,79)
e Vantanea guianensis (5,7 1) (Tabela 3). 34 espécies apresentaram índices superiores
a 2.0.
Estrutura da Vegetação da Floresta Munguba
A distribuição das 779 árvores em classes de diâmetro (cm) a l,30m do solo ou
acima de sapopema é apresentada na Figura 6. A maior concentração de ávores está
nas duas primeiras classes (10-20) e (20-30), com 533 (68,40%) e 156 (20,00%),
rcspectivamente. Estes valores equivalem a 88,40% do total de árvores. Nas demais
classes (30-40 até 70-80) estão as 90 (1 1,60%) árvores restantes.
A distribuição das árvores em classes de altura (m), pode ser vista na Figura 4. Entre
10 e 25m concentram-se 708 árvores, ou seja, 99,90% do total. As 7 1 árvores restantes
estão entre as classes de 5-lOm e 25 a 40m de altura.
A área basal (A.B.) para a amostragem Munguba foi de 30,7325m‘. média de
0,0394m^ por árvore. As espécies com maior expressão em área basal foram
'J O
Eschweilera alba ( 1 ,9097m‘'), Vantanea guianensis ( 1 ,0752m'’), Copaifera guianensis
(l,(X)82m“') Eschweilera odora (0,825 Im") q Eschweilera blanchetiana (0,7422m^).
JURUÁ-1 - Nesta amostragem foram anotadas 849 árvores distribuídas em 44 famílias,
141 gêneros e 224 espécies (Tabela 1 e Anexo 1). Foram identificadas as palmeiras
Astrocaryuni muruniuru, Euterpe precatória, Jessenia bataua, Mauritia aculeala,
Mauritia vinifera e Maxiniiliana regia, que apresentam 2,67% do número total de
cspécits. Jessenia bataua foi a mais comum (37 árvores, 16,51%).
As 10 famílias com maiores índices de valor de importância (VIF) estão
relacionadas na tabela 2. Sapotaceae teve o maior VIF (55,76), seguida por
Leguminosae sensu lato (VIF 41,01), Chrysobalanaceae (VIF 20,02), Lecythidaceae
(VIF 18,27), Moraceae (15,76), Vochysiaceae (VIF 13,63), Humiriaceae (VIF 13.16),
Palmae (VIF 12,92), Lauraceae (VIF 12,56) e Euphorbiaccae (VIF 9,55). Elas
representam 74,05% do total dos índices percentuais para as 45 famílias inventariadas.
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Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
Com relaçao ao número de espécies, a família Sapotaceae foi a mais bem
representada com 37 ( 16,5 1 % de diversidade absoluta), seguindo-se Leguminosae (34
spp, 1 5, 1 7%), Moraceae e Lauraceae ( 1 3 spp, 5,80% cada uma), Chrysobalanaceae ( 1 2
spp, 5,35%) e Lecythidaceae (9 spp, 14,01%) (Tabela 2). Estas seis famílias abrigam
1 18 espécies, ou seja, 52,67% das 224 espécies encontradas no Juruá-1. As outras 106
espécies estüo distribuídas nas 34 famílias restantes.
A família Sapotaceae, com 152 árvores, conta com a maior densidade absoluta
(17,90%) entre as 849 árvores registradas no Juruá-1. Os outros valores mais
importantes foram obtidos para as famílias Leguminosae (103 árvores/12,13%),
Chrysobalanaceae (72 árvores/8,48%). Lecythidaceae (50 árvores/5,88%), Moraceae
(44 árvores/5, 18%) e Vochysiaceae (46 árvores/5,4 1%), os quais somados aos de
Sapotaceae representam 54,98% do total de árvores inventariadas (Tabela 2).
As espécies com maior número de árvores foram Jessenia hatatia (37 árvores),
Ragala sanguinolenta (29 árvores), Licania apetala (19 árvores), Micropholis
guianensis {\S árvores) e Uevea pauciflora var. coriacea (18 árvores). Os valores de
densidade relativa (D.R.) destas espécies foram respcctivamentc (4,36%. 3.41%,
2,24%. 2.12%, 2,12%). Setenta e uma espécies (31,697c) estão rcprc.scntadas por uma
única árvore cada. enquanto 65 (29,01%) por duas árvores cada, 86 (38,39%) espécies
têm de 3 a 20 árvores. Acima de 20 apenas 2 (0,89%) espécies.
A dominância relativa (Do.R.) teve seus maiores valores entre Ragala
sanguinolenta (4.9 1 7c). Eschweilera fracta (3,43%), Saccoglotis guianen.sis (2,88%),
.tessenia halaua (2.827c) c Micropholis guianensis (2.807c). As outras 219 (97,767o)
espécies apareceram com valores de dominância inferior a 2,507c.
Os cálculos para a frequência relativa (F. R.) mostraram que os maiores valores
foram para Jessenia balaua (37 árvores. 2,86%), Ragala sanguinolenta (29 árvores,
2,18%), Vochysia inundata (24 árvores, 2.187o), Micropholis guianensis (18 árvores,
2,047o) e Uevea pauciflora var. coriacea ( 18 árvores, 1 .9 1 7o).
O índice do valor de importância das espécies (VIE) variou de 0,29 a 10,50. 0 maior
valor foi registrado para Ragala sanguinolenta (10,50), seguindo-se Jessenia bataua
(10,04), Vochysia inundata (6.99), Micropholis guianensis (6,96) c Eschweilera fracta
(6,59) (Tabela 3). Quarenta e uma espécies apresentaram índices superiores a 2,0. As
outras 183 espécies restantes tiveram índices inferiores a 2,0 (Anexo 1).
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Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
Estrutura da Vegetação da Floresta do Juruá-I
A distribuição das 849 árvores em classes de diâmetro (cm) a 1.30m do solo ou
acima da sapopcma é apresentada na Figura 6. A maior concentração de árvores está
nas duas primeiras classes (10-20 e 20-30) com 595 (70,00%) e 164 (19.40%),
rcspeclivamente. Estes valores equivalem a 89,4% do total das árvores. Entre as classes
(3040 até 60-70) estão as 90 (10,6%) árvores restantes.
A distribuição das árvores em classes de altura (m) está na Figura 5. Entre 10 e 25m
situam-se 730 árvores, ou seja, 94,2% do total. As 1 19 (5,8%) árvores restantes estão
entre as classes de 5-lOm e 3540m de altura.
A área basal (A.B.) para a amostragem Juruá-1 foi de 27.02 19m^. média de 0.1 206
O
m" por árvore. As espécies com maior expressão em área ba.sal foram Esclnveilera
fraefa (0,928 Im"), Jessenia hataua (ü,7620m"), Micropholis gitianensis (0,7556m''),
Sclerolohiuni paraense (0,7290m^) e Brosimum potabile (0,6687m^).
JARAQUl - Foram anotadas 862 árx'ores. distribuídas em 43 famílias, 158 gêneros e
260 espécies (Tabela 1 e Anexo 1). Entre as palmeiras foram registradas Euterpe
precatória, Jessenia hataua, Ma.ximiliana regia. Representam 1 , 1 5% do número total
de espécies. Jessenia hataua foi a mais comum com 37 (3.13%) indivíduos.
As famílias com maiores índices de valor de importância (VIF) estão relacionadas
na Tabela 2. Leguminosae é a mais importante com VIF 48.58. seguida por Sapotaccae
(VIF 44.98). Chrysobalanaceae (VIF 31.93). Lecylhidaceae (VIF 26.06). Moraceac
(VIF 16.37), Vochysiaceae (VIF 11.86), Euphorbiaceae (VIF 11.68), Myristicaceac
(VIF 1 1,54), Lauraceae(VIF 10,48) eAnonaceae( VIF 8,67). Elas representam 74,05%
do total da soma dos índices percentuais das 43 famílias identificadas.
Leguminosae sensu lato apresentou a maior diversidade de espécies (52
spp/19,77%). Outras famílias com altos valores de diversidade foram Sapotaceae (29
spp/1 1 ,02%). Chrysobalanaceae (2 1 spp/7,98%), Lauraceae ( 1 3 spp/4.9 1 %). Moraceae
(12 spp/4.56%) e Euphorbiaceae (10 .spp/3.80%). Essas seis famílias abrigam 137
espécies (52.61%) do total das 263 espécies identificadas na floresta do Jaraqui. As
outras 126 (53.39%) estão distribuídas entre as 37 famílias restantes (Tabela 2).
A família Sapotaceae com 136 árvores conta com a maior densidade absoluta,
repre.senlando 1 5,77% do total do número de árvores anotadas. Os valores obtidos para
Leguminosae (113 árvores. 13,10%), Lecythidaceae (98 árvores. 11,37%),
Chrysobalanaceae (94 árvores, 10,91%), Moraceae (48 árvores. 15,6%) c
213
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Myristicaceae (44 árvores, 13,10%). somados aos da família Sapotaceae representam
6 1 ,83% (533 árvores) do total de árvores para o hectare inventariado do Jaraqui.
As espécies que apresentaram maior número de árvores foram Eschweilera alha
(6 1 ái\ 0 Tcs),Jessenia balaua (27 árvores), Hevea pauciflora var. coriacea (22 árvores),
Licania apetala (22 árvores) e Micropholis guianensis (20 árvores). Os valores de
densidade relativa (D.R.) destas espécies são respectivamente (7,08%, 3,13%, 2,55%,
2,55%, 2.32%). Cento e .sete espécies (41.15%) estão representadas por uma única
árvore cada, enquanto 58 (22,30%) por 2 árvores cada; 91 (35,00%) espécies têm de 3
a 20 árvores. Apenas 4 espécies (1,53%) estiveram representadas por mais de 20
indivíduos.
A dominância relativa (Do.R.) teve os seus maiores valores entre Eschweilera
blanchetiano (12 árvores. 4.83%), Licania cliscolor (5 árvores, 4.45%), Ragala
sanguinolenta (20 árvores, 3,44%), Micropholis guianensis (20 firvores, 3,12%) e
.lessenia balaua (27 tírvores, 2,477o). As outras 255 (98,07%) espécies aparecem com
valores de dominância inferiores a 2,307o.
Os maiores valores de frequência relativa (F.R.) foram para Eschweilera corrugaia
(?i.96%). .lessenia balaua (2.24%), Hevea pauciflora var. coriacea (2,1 17o), Licania
apeiala (2.11 7c) e Licania oblongifolia (2. 1 1 7c). O índice do valor de importância das
espécies (VIE) variou dc 16.31 a 0.27. P;ira Eschweilera aiba foi rcgi.strado o maior
valor (16.31), sCguindo-se .lessenia balaua (7.84), Eschweilera blancheiiana (7,80),
Micropholis guianensis (7,15). Ragala sanguinolenia (7.12) c Licania oblongifolia
(6,5 1) (Tabela 3). Trinta e duas espécies apresentaram índices superiores a 2.0.
Eslrulura da Vegelação da Floresta do Jaraqui
A distribuição das 862 árvores cm classes dc diâmetro (cm) a l,30m do solo ou
acima da sapopema é apresentada na figura 6. A maior concentração de árvores está
nas duas primeiras classes (10-20 e 20-30), com 554 (64,307o) c 194 (22,507o),
rcspcctivamentc, ou .seja 86,807o (748 árvores) do total das plantas. Nas demais classes
(30-40 até 70-80) estão as 1 14 ( 13.27d) árvores restantes.
A distribuição das árvores cm cla.sses de altura (m) jxtde ser vista na Figura 5. Entre
1 0 c 30m dc attura situam-sc 789 árvores, o que equivale a 9 1 .507o do total de árvores.
As 73 árvores restantes estão entre as classes de 5-lOm c 25 c 4()m dc altura.
A área ba.sal (A.B.) para a amostragem Jaraqui foi dc 33,9304m^ média dc 0,039m^
por árvore. As espécies com maior expressão cm área basal foram Eschweilera aiba
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Diversidade Florística e Eslrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Jitruá
(l,7869m‘), E. hianchetiana (l,6379m‘'), Licania discolor (1,51 16m^), Ragala
sanguinolenta (1.1 684ni‘), e Micropholis guianensis ( 1 ,0574m ).
NEJ-I - Foram anotadas 668 árvores, distribuídas em 38 famílias. 125 gêneros e 213
espécies (Tabela 1 e Anexo 1). Cinco espécies de palmeiras foram registradas:
Aslrocaryuni nuirumuru, Astrocaryuni príncipes, Euterpe precatória, Jessenia bataua
e Socratea exorrhiza, que representam 2.34% do total de espécies. Jessenia bataua foi
a mais comum com 14 (2.09%) indivíduos.
A Tabela 2 relaciona as 10 famílias com maiores índices de valor de importância
(VIF). Leguminosae sensu lato foi a mais importante com VIF 47.46, seguida por
Lecythidaceae (VIF 35,16%), Sapotaceae (VIF 27.96), Moraceae (VIF 26.14),
Myristicaceae (VIF 21.06), Euphorbiaceae (VIF 19.21). Chrysobalanaceae (VIF
17,66), Lauraceae (VIF 15.55). Burseraceae (VIF 11.88), Palmae (VIF 8.74). Estas
famílias constituem 76,94% do total dos índices percentuais para as 38 famílias
registradas.
Leguminosae apre.senta maior diversidade de espécies (32 spp, 14,82%). Outras
famílias com valores expre.ssivos da diversidade foram Sapotaceae (21 spp, 19.73).
Moraceae (19 spp, 8,80%). Euphorbiaceae e Chrysobalanaceae (15 spp. 6.957c cada
uma) c Lauraceae (12 spp, 5.557c). P;ira estas seis famílias foram identificadas 1 14
espécies, ou seja. 53.527c das 2 1 3 espécies encontradas no NEJ-I. As outras 99 espécies
estão distribuídas nas 32 (84.227c) famílias restantes. A família Lecythidaceae. com
1 1 1 árvores, contou com a maior densidade absoluta, equivalente a 16.627c do total de
íirvores. Os valores obtidos para as famílias Leguminosae (82 árvores. 12.287c).
Moracea (57 árvores. 8,547c), Sapotaceae (55 án'ores, 18.247c). Myristicaceae (53
árvores. 7,947o) e Chrysobalanaceae (39 árvores, 5,847o). somados aos de
Lecythidaceae representam 59,57c (397 árvores) do total das árvores da lloresta NeJ-I
(Tabela 2).
As espécies com maior número de árvores foram Eschweilera odora (62 árvores),
Iryantiiera ulci (20 árvores), Eschweilera fracta (17 árvores). Poitrouma ovata (16
fu^vores) c Jessenia bataua (14 árvores). Os valores de densidade relativa (D. R.) destas
espécies são respectivamente (9, 28%, 2,30%, 2,54%, 2,40% e 2,10%). Noventa e oito
espécies (46,007c) estão representadas por uma única árvore cada. enquanto 45
(21.127c) por 2 árvores cada; 69 (32.39%) espécies têm de 3 a 20 árvores. Acima de
20 árvores apenas 1 (0.467c) espécie.
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
A dominância realtiva (Do.R.) teve os seus maiores valores com Eschweilera odora
(6,68%), Inga ^racilifolia (2,84%), Pourouma ovala (2,84%), Croton lanjowensis
(2,51%) e Tachigalia myrniecophila (2,36%). As outras 203 (95,75%) espécies
apareceram com valores de dominância inferiores a 2,32%.
Os cálculos ptira a frequência relativa (F.R.) mostraram que os maiores valores
foram para Eschweilera odora (4.78%), Pourouma ovala (2,48%), Iryanthera ulei
(2,30%), Eschw eilera amara (2,12%) e Fraiichetella anihifolia (2.12%).
O índice do valor de importância das espécies (VIE) variou de 0,35 a 20,74. Quarenta
e duas espécies apresentaram índices superiores a 2,0. As espécies com maior VIE foram:
Eschweilera odora (20,74), Pourouma ovala (7,72), Fraiichetella anihifolia (5,97),
Eschweilera fracla (5,7 1), Iryanthera ulei (5,62) e Eschweilera amara (5,53) (Tabela 3).
Estrutura da Vegetação da Floresta do Nej-l
A distrituição das 668 tírvorcs em classes de diâmetro (cm) a 1.30m do solo ou
acima da sapopema é apresentada na Figura 6. A maior concentração de árvores está
nas duas primeira classes (10-20cm e 20-30cm). com 415 (62.10%) e 1.54 (23.10%)
ár\'orcs, rcspcctivamcntc. Estes valores equivalem a 85,20% (569 tírvorcs) do total.
Entre as classes de 30-40cm até 90-l(X)cm, estão as 99 ( 14,89%) árvores restantes.
A distribuição das árvores por clas.ses de altura (m) está na Figura 5. Entre 10 c
30cm de altura situam-.se 519 (77.70%) do total de tirvorcs. Apenas 149 árvores
(22,30%), estão entre as classes de 5- lOm e 25-40m de altura.
A iírea basal (A.B.) para a amostragem NEJ-1 foi de 29,7534nr, média dc 0,04324m^
por árvore. As espécies com maior expressão em área basal foram Pourouma ovala (0,8447
m ), Croton lanjowensis (0,7468 m‘), Tachigalia myrniecophila (0,7020 m ),
Aspidosperma carapanauha (0,6888 m ) e Cariniana decandra (0,6694 nF).
h) Resultados integrados paro os 4 hectares da bacia do rio Juruá (Munguha,
Jaraqui, Juruá-l, NeJ-l)
Foram anotadas 3158 árvores, distribuídas em 55 famílias. 253 gêneros e 556
espécies (Tabela 1 c Anexo 1). A média de árvores por hectare foi 789,5.
A Tabela 4 relaciona as 10 famílias com maiores índices de valor dc importância
(VIF): Lcguminosac sensu lato (VIF 48,1 1), Sapotaccae (VIF 40,84). Lecythidaccac
(VIF 27.60), ChrysobaUmaccae (VIF 22,59), Moraccac (VIF 18.59), Lauraccac (VIF
13,69), Myristicaccac (13.66), Euphorbiaccac (VIF 12,14), Palmac (VIF 9,26) c
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
Burseraceae (VIF 8,90). Elas repre.sentam 18.18% do total dos índices percentuais das
55 famílias relatadas no inventário. Trinta e três famílias (60%) foram comuns às 4
amostras e 7 (12,70%) ocorreram em apenas 1 hectare.
A distribuição das espécies mostrou que 37 (6,62%) delas foram comuns aos quatro
hectares, enquanto 70 (12,52%) ocorrem em 3 ha, 160 (28,60%) em 2 ha e a maioria,
209 spp. (52,23%), estavam presentes em apenas 1 ha cada uma (Anexo 1). A família
Leguminosae foi a mais bem representada com 101 .spp (18,16%) da diversidade
relaliva/D.R.. seguida de Sapotaceae (60 spp, 10,79%), Moraceae e Lauraceae (33 spp,
5,93% para cada uma), Chrysobalanaceae (31 spp, 5,57%) e Euphorbiaceae (25 spp,
4.49%). Es.sas seis famílias abrigam 50,89% (283 spp) das espécies identificadas. As
outras 273 espécies cstüo distribuídas entre as 49 famílias restantes (Tabela 4).
A família Sapotaceae, com 438 árvores, contou com a maior densidade absoluta,
equivalente a 1 3.90% da densidade absoluta total e 1 3,87% da diversidade relativa. Os
valores de densidade relativa obtidos para as famílias Lecythidaceae (403 árvores,
I2.767c), Lcgumino.sae (383 árvores, 12.12%), Chrysobalanaceae (276 árvores.
8.74%), Moracetic (189 árvores, 5.98%) e Myristicaceae (168, 5,32%). somados aos
de Sapotaceae. representam 58.79% (1859 árvores) da densidade relativa para o total
de 3 1 58 árvores das llorcstas inventariadas na bacia do Juruá.
As espécies com maior número de árvores foram Eschweilem olha (169 árvores.
5359c)Jessciiia halaita (107 árvores, 3.39%), Escinvei lera odora (99 árvores, 3,13%),
RagaUt sanguinolenta (54 árvores. 1,71%), Licania apeiala (51 árvores, 1,61%),
Mirropholis guianensis (49 árvores. 1,55%) e Licania heteromorpha var.
Iieieroniorplia (40 árvores. 1.27%). Cento e sessenta e duas espécies cstüo
representadas por uma única árvore, 99 por duas árvores; 275 (49,50%) espécies tem
de 3 a 20 tírvorcs. Acima de 20 árvores somente 20 (3,6%) espécies (Anexo 1).
A dominância relativa (Dm.R.) tem seus maiores valores entre as espécies
Escinveilera alha (3,52%). Iryanthera ulei (2,86%), Eschweilera odora (2,60%),
Ragala sanguinolenta (2,46%), Jessenia hataua (2,15%), Micropholis guianensis
(1.78%), Tachigalia niyrmecophila (1,30%), Eschweilera blanclieiiana (1.98%),
Licania discolor (1,28%), Eschweilera fracta (1,15%) Licania apeiala (1,04%). As
outras .548 (98,08%) espécies têm valor de dominância abaixo de 1 .00%.
Os maiores valores de freqüência relativa (F.R.) süo de Eschweilera alba (2,78%),
Jessenia balaua (2,42%), Micropholis guianensis (1,43%), Ragala sangmnolenta
(1,36%), Licania apeiala c Licania heteromorpha v;u-. heteromorpha (1.32%) cada
uma), llevea pauciflora vtu".. coriacea (1,25%) e Eschweilera amazônica (l,n7c).
217
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
O índice do valor de importância das espécies ( VIE) variou de 0,07 a 1 1 ,65. Para a
espécie Eschweilera alha foi registrado o maior valor VIE 1 1,65 (presença nos 4 ha),
Jessenia halaua VIE 7,96 (presença nos 4 ha), Eschweilera odora VIE 7,64 (hectares
1 , 2 e 4), Ragala sanguinolenta VIE 5,53 (hectares 1 , 2, 3 e 4), Micropholis guianensis
VIE 4,76 (hectares 1 , 2, 3 e 4), Iryanihera ulei VIE 4,27 (hectares 1 , 2, 3 e 4), Licania
apetala VIE 3,97 (hectares 1 , 2, 3 e 4) e Licania heíeromorpha var. heleromorpha VIE
3,43 (hectares I, 2, 3 e 4) (Tabela 5 e Anexo 1). 65 espécies apresentaram índices
superiores a 1.00. As outras 491 espécies tiveram índices inferiores a 1.00.
Estrutura da Vegetação da Bacia do Rio Juruá (Munguba, Jaraqui, Juruá-l e NEJ-I).
A distribuição das 3 1 58 árvores em classes de diâmetro (m) é apresentada na Figura
6. A concentração maior de árvores éstá nas classes 10-20cm e 20-30cm, com 2117
(67,04%) e 668 (21,16%), respectivamente. Estes valores equivalem a 88,88% (2785
ávores) do total de árvores,
A distribuição das árvores em classes de altura (m). está na Figura 5. Entre 10 c
30m de altura situam-se 2746 árvores, ou seja, 86.95% do total. Apenas 412 árvores
estão entre as classes que vão de 5-lOm e 35 até 40m de altura.
2
A área basttl ( A.B.) total para as 4 amostragens foi 1 2 1 ,4382 m . As espécies com maior
expressão de área ba.sal foram Eschweilera alha 4,2768 m*', Iryanthera ulei 3.4800 m'^,
Eschweilera odora 3,1603, Ragala .sanguinolenta 2.9836, Jessenia balaua 2,6134 m‘,
Micropholis guianensis 2, 1 586 m seguindo-se outras constantes na Tabela 5.
Tabela 1 - Florística quantitativa em cada um dos 4 hectares amostrados, rio Juruá, AM.
NEJ-I
JURUÁ-I
JARAQUI
MUNGUBA
TOTAL
Indivíduos
668
849
862
779
3.158
Famílias
38
44
43
45
55 *
Gêneros
125
141
158
151
253 *
Espécies
213
224
260
271
556*
% de Espécies
38,6
40,7
47
47,9
-
Area basal (m )
29,7534
27,0219
33,9304
30,7325
121,4382
* Não inclui repetições de famílias, gêneros e espécies comuns às amostragens
218
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
Tabela 2 - Dez famílias mais importantes (VIF) nas quatro amostras inventariadas na
bacia do rio Juruá, AM.
NEJ -I
JURUÁ -
r
JARAQUI
MUNGUBA
FAMtLlA
NJ
N.SP
A BASAL
(m*)
VJf
NJ.
N.SP
A. BASAL
^m')
VJ.F
%
NJ.
NSP
A. BASAL
vrrí)
VJJ
%
NJ
N.SP
A. BASAL
(.m*)
VJ.F
%
Leguminosae
82
32
5,9316
47.46
103
34
3,7742
41,01
113
52
5.3291
48,58
85
47
4,5528
43,26
Sapotaceac
55
21
2,9852
27.96
152
37
5,8446
55,76
136
29
6,1647
44,98
95
33
4,6567
39,65
Chrysobalanaccae
39
15
1.4527
17.66
72
12
1,6992
20.02
94
21
4.4267
31.93
71
17
2.4792
23.52
Lec>'lhidaccae
111
8
4,4177
35.16
50
9
2,2803
18,27
98
6
4.2103
26.06
144
8
3.9415
34,28
Moraccae
57
19
2,6235
26.14
44
13
1.3176
15.76
48
12
2,1180
16,37
40
15
2,0489
17,40
Vochysiaceac
46
7
1.3896
13,63
30
9
1,6847
11.86
Euphorbiaccac
16
15
1,5106
19,21
36
6
0,7220
9,55
37
10
1,2191
11,68
Myrislicaccac
53
12
2.2555
21.06
44
8
1,1545
11,54
47
12
1.5505
15,55
Lauraccae
36
12
1,3730
15.55
28
13
0.9629
12,56
30
13
0.6978
10.48
39
16
1,2807
15,15
Annonaccae
25
9
0,7993
8,67
-
Humiriaccae
33
5
1,9132
13,16
21
6
2,7875
14,00
Burseraccac
34
9
0,7787
11.88
38
10
0,7397
11,02
Palmac
27
5
0,7128
8.74
50
5
1,3081
12,92
34
5
0,8422
8.96
SUBTOTAIS 10
510
148
24.0413
230,82
614
141
21,2117
212,64
655
169
27,8042
222,15
614
95
Í4.8797
222,79
RESTANTES 28
158
65
5,7121
69,18
235
83
5.8102
87.36
207
91
6,1262
77.85
165
176
5,8528
77.21
TOTAIS 38
668
213
29,7534
300,00
849
224
27,0219
300.00
862
260
33,9304
300.00
779
271
30,7325
300,00
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Tabela 3 - Vinte espécies mais importantes (VIE), nas quatro amostras inventariadas
na bacia do rio Juruá, AM.
NEJ-1
aiRuÁ • I
J.-VRAQUI - 1
MUNGUBA
ESPÉCIE
VJ.E.
ESPÉCIE
V.I.E.
ESPÉCIE
VJ.E.
%
ESPÉCIE
VJ.E.
%
Eschweilera odora
20,74
Ragala sanguinolenta
10,50
Eschweilera alba
16,31
Eschweilera alba
22.50
Pourouma ovala
7.72
Jessenia bataua
10.04
Jessenia bataua
7.84
Eschweilera odora
9.62
Franchetella anibifolia
5,97
Vochysia inundata
6.99
Eschweilera blanchetiana
7,80
Jessenia bataua
8.59
Eschweilera frac ta
5.71
Microphol is guianensis
6.96
Microphol is guianensis
7.15
Licania guianensis
5.93
Iryanthera ulei
5.62
Eschweilera fracta
6.59
Ragala sanguinolenta
7.12
Pouteria guianensis
5.79
Eschweilera amara
5,53
Saccoglotis guianensis
5,77
Licania oblongifolia
6,51
V antanea guianensis
5,71
Croton matourensis
5.34
Sclerolobium paraense
5.70
Licania apetala
6,11
Prieurelapricurii
4,80
Jessenia baiaua
4.95
Licania apetala
5,69
Hecvea pauciflora var.
oriacea
5.95
Protium araguense
4.48
Frotium grandifolium
4.13
Hevea jjauciflora var.
coríacea
5.43
Licania cf.discolor
5.56
Eschweilera blanchetiana
4,33
Tachigalia myrmecophila
4,09
Brositnum potabílc
5,01
Eschweilera amara
5,02
Licania heteromorpha
4.15
Inga alba
3.99
Tachigalia mynnecophila
4,73
Bros imum knikovii
4.75
Ocotea caudata
3.93
Eschweilera sp
3.99
Neoxythece sp
4.53
Iryanthera paradoxa
3.78
Copaifera multijuga
3.84
Xüucleopsis caloneura
3.82
Eschweilera alba
4,34
Pseudolmedia laevigata
3,76
Caryocar glab. s^ glabum
3,78
Lacisie/na pubescens
3.72
Licania heteromorpha
4,30
Guattería poeppigiana
3.51
Ragala sanguinolenta
3.48
Iryanthera tricornis
3.68
Huniiriasmun coloinbianun
3.98
Virola surinamensis
3.47
lr>'anthcra paradoxa
3.36
Iryanthera ellipíica
3.53
Aspklocsptnna desinantliim
3M
Ocoica caudata
3,10
Hinela hispidula
3,(W
Mtçrophol is guianensis
3.53
Pouteria guianensis
3.57
Voch>'sia vismiifolia
3,01
Anacradium giganteum
2,98
Theobroma subincanum
3.51
Qualea paraensis
3.45
Brosimum rubcscens
2.93
Sclerolobium paniculatum
2.95
Licania canescens
3,43
Mauritiavinifera
3,44
Vochysia complicata
2,84
Virola cf. coelhoi
2.89
Swarizia argentea
3.39
Caraipa densifotia
3.33
Licania tnembranacea
2,77
Humiríastrumexcelsum
2.85
Subtouís 20 sp.
106,39
20 sp.
108.19
20 sp.
109,29
20 sp.
108.95
Restante 193 sp.
193,61
204 sp.
191.81
240 sp.
190,71
251 sp.
191.05
Totais 2I3sp.
300.00
224 sp.
300,00
260 sp.
300.00
271 sp.
300,00
220
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Tabela 4 - Dez famílias mais importantes em ordem decrescente do valor de importância
da família (V.I.F.) nos 4 ha.
FAMÍLIA
N“ IND.
N“ SP.
ÁREA BASAL
m“
Dv.R.F.
%
D. R.F,
%
Dm.R.F.
%
V.I.F.
%
Leguminosae
383
101
21,6581
18,16
12.12
17,83
48,11
Sapotaceae
438
60
19.6512
10.79
13.87
16.18
40.84
Lecythidaceae
403
15
14,8489
2.69
12,76
12.23
27,60
Ch ry sobalanaceae
276
31
10.0578
5,57
8.74
8,28
22,59
•Moraceae
189
33
8.1096
5.93
5.98
6,68
18.59
I.auraccae
133
33
4.3144
5.93
4.21
3.55
13.69
Myristicaceae
168
21
5.5480
3,77
5.32
4,57
13,66
Kuphorbiaceae
89
25
3.7940
4.49
4.53
3,12
12,14
Palmae
143
9
3.7940
1.61
4.53
3,12
9.26
Ilurscraccae
120
18
2.3646
3.23
3.80
1,95
8.90
SUBTOTAIS 10
2342
346
93.7983
62,17
74.15
77.23
215.54
RFS1'ANTKS 45
816
210
27,6399
37.83
25.85
22 77
84,46
TOTAL 55
3.158
556
121.4382
100,00
100.00
100,00
300.00
Dv.R.F. = Diversidade Relativa da Família % (número de espécies de uma família presente na
amostra/número total de espécies na amostra x 100). D.R.F. = Densidade Relativa da Família % (número de
indivíduos em uma família/número total de árvores da amostra x 100), Dm.R.F. = Dominância Relativa da
Família % (área basal de todos os indivíduos da família/área basal total de todos os indivíduos da amostra x
100), V.I.F, = Valor de Importância da Família % (Dv.R.F. + Dn.R.F. + Dm.R.F.).
221
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sêr. Bot. 8(2) 1992.
Tabela 5 - Vinte espécies mais importantes em ordem decrescente do valor de
importância da espécie (V.l.E.) nos 4 hectares amostrados. Rio Juruá (AM).
ESPÉCIE
N® IND.
A. BASAL
V.l.E.
Eschweilera aiba
169
4.2768
11,65
Jessenia batam
107
2,6134
7,96
Eschweilera odora
99
3,1693
7,64
Ragala sanguinolenta
54
2.9836
5,53
Microphotis guianensis
49
2.1.586
4,76
Iryanthera ulci
25
3.4800
4,27
Licania apetala
51
1.2628
3,97
Licania heteromorpha var. heteromorpba
40
1,0249
3,43
Pouteria guianensis
32'
1,1602
2,91
Eschweilera fracta
30
1.3975
2,87
Taciligalia mirmecophila
21
1,5800
2,47
Saccogloíis guianensis
25
0,9897
2,37
Guatteria poeppigiana
25
0,7743
2,27
Pourouma ovala
20
0,8909
2,02
Licania canescens
16
1,0858
1,98
Licania oblongifolia
21
0,7742
1,96
Vantanea guianensis
19
1,7892
1.91
Iryanthera paradoxa
22
0,6424
1,88
Ocotea caudata
20
0,7473
1,83
Vochysia inunda ta
24
0,5349
1.79
SUBTOTAIS 20 sp.
869
32,0688
75,47
RESTANTE 536 sp.
2289
89,3694
224,53
TOTAIS 556 sp.
3158
121,4382
300,00
222
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
A principal característica da lloresta densa da bacia do rio Juruá c a alta diversidade
florística. Nas quatro comunidades (Nej-1. Juruü-I, Jaraqui e Munguba), o número de
espécies mais baixo foi encontrado no Nej-l (213 spp/ha), enquanto o mais alto foi
registrado no Munguba (27 1 spp/ha). Estes números superam aqueles encontrados para
todos os estudos florísticos feitos em áreas bem distintas e distanciadas entre si. na
Amazônia biogcográfica, e revelam que a diversidade florística no Munguba só é
superada em Yanomono, e região de Iquitos, na Amazônia peruana, onde Gentry
(1987,1988) contabilizou 300 espécies em 1 hectare de floresta para plantas com
diâmetro a partir de 1 Ocm (Tabela 6). Os valores intermediários nas florestas do J uruá-1
(224 spp/ha) e do Jaraqui (260 spp/ha) confirmam que a bacia do rio Juruá apresenta
notável diversidade (Tabela 1 e Anexo 1). Esta diversidade é bem maior se
considerarmos as coletas botânicas gerais feitas nas áreas dos inventários, que
contabilizaram 149 espécies, de 77 gêneros e 30 famílias, não registradas nos
inventários (Anexo 2).
Tabela 6 - Diversidades llorísticas mais expressivas em áreas de 1 hectare (ou
equivalente) em diferentes locais na Amazônia brasileira. Inventário de ár\'ores a partir
de 30 cm de circunferência.
LOCAIS
N" DE SPP
N“DE
ÁRVORE
N°DE
fa.mIlia
FONTE
Yan.-uiiono. Peru
300
580
58
Gentry, 1988
■Munguba. AM. Brasil
271
849
44
Este trabalho
Jarai|ui. A.M. Brasil
260
779
45
Este trabalho
Parque Nacional Yasuni. Equador
228
728
53
Balslev ct al. 1 987
Juruá-1. AM. Brasil
224
668
38
Este trabalho
Nej-1. A.M. Brasil
213
862
43
Este trabalho
Camaipi. AP. Brasil
205
546
47
■Mori cial. 1989
Allainira. PA, Brasil
185
771
-
Dantas e .Muller 1979
Manaus. A.M. Brasil
179
350
44
Prance í//. 1976
Rodovia Prcsidcnlc Mediei • Costa
■Marques, RO. Brasil
171
.573
43
Saloinãoe Lisboa, 1988
Sena dos Carajás. Pará. Brasil
122
484
39
Salomão í*/ í//. 1988
Província de Vaca Diez, Bolívia
94
649
28
Hoom 1986
Sanla Cnjz de 1 j Sierra. Bolívia
34
368
21
Paz 1991
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
Alguns fatores que podem influir nos padrões atuais da diversidade florística são a
precipitação, os nutrientes do solo e a altitude (Gentry 1985. 1988eGartlanetal. 1986).
Gentry (1988) exemplifica que cm locais ricos em diversidade como Yanomono, a
precipitação alcança entre 3.000 a 4.000mm anuais. No rio Juruá, a precipitação
alcança, em média, mais de 2.300mm por ano (Figura 3), que é bastante inferior ao
índice mais baixo de Yanomono. A correlação, entretanto, pode ser aceita uma vez que,
neste caso, a situação no rio Juruá seria intermediária. A média de espécies é
242/hectare.
Os nutrientes do solo teriam uma influência secundária sobre a diversidade vegetal
(Gentry 1 988). O potássio (K), segundo este autor, está mais fortemente correlacionado
com a diversidade, bem como a fertilidade. Os baixos valores de K cm análise de solos
na região de Carauari (Projeto Radam 1977) indicam que neste local não há correlação
entre fertilidade e diversidade. Um levantamento IJorístico feito sobre terra roxa na
rodovia Transamazônica, Pará, Brasil (Dantas & Mullcr 1979), com GAP
(circunferência ao nível do peito) a partir de 15 cm registrou apenas 185 espécies. Este
número certamente cairia se o levantamento fosse a p;irtir de 30 cm de GAP à
semelhança dos que estão na Tabela 6. A importância da fertilidade não parece intluir,
portanto, na expansão da diversidade llorística.
A altitude na bacia do rio Juruá não tem qualquer influência sobre a diversidade
segundo os critérios de Gentry (1985), que afirma não haver efeito deste fator cm
altitudes até 500m acima do nível do mar.
Um outro fator, segundo Prance ( 1982, 1982a), tem influenciado na especiação. A
contração das florestas tropicais causada pelos períodos secos da era glacial durante o
pleistoceno. Essa contração, em função da expansão do cerrado, formou ilhas de
florestas (refúgios) que se tornaram zonas de especiação até nova expansão florestal.
A região estudada no Juruá não corresponde a nenhum dos refúgios de Prance (1982)
para angiospermas lenhosas. Isto pode indicar que ainda há carência de dados para uma
delimitação dos refúgios cm função do pouco conhecimento disponível sobre a
diversidade amazônica, notadamente nas regiões de intcrflúvios, praticamente
inexploradas.
A Figura 4 onde estão as curvas cumulativas do aparecimento de novas espécies,
mostra que a extensão de um hectare para cada amostra ainda não foi suficiente para o
achatamentodacurva nas comunidades do Juruá-1, Jaraqui c Munguba, sendo inclusive
mais ascendente neste último. Na amostra Nej-1, a curva se estabilizou nas parcelas
finais indicando a suficiência da amostragem. Essas curvas são coerentes com os dados
224
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Diversidade Florística e Eslrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
da Tabela 1. onde se observ'a que em Nej-I ocorreu a menor diversidade (213 spp/ha),
enquanto em Munguba ocorreu a maior (271 spp^a).
Figura 4 - Cur%a cumulaliva do aparecinienlo de novas espécies em 4 hectares de mata densa
no rio Juruá. AM.
ALTURA Iml
Figura 5 - Distribuição das árvores em classes de altura do fuste (em metros), em cada um dos 4 hectares
estudados, rio Juruá. AM.
22 .^
SciELO
11
14
BoL Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
70 -
60 -
50 -
40
30 -
20 -
10 -
NEJ-I
I I JURUA- r
JARAQUI
MUNGUBA
DAP (CENTÍMETROS)
Figura 6 - Distribuição dos indivíduos em classes diamélricas (DAP lOcm), em cada um dos 4 hectares
estudados, rio Juruá, AM)
Apesar de ser muito rica, a floresta do rio Juruá é dominada por um número
relativamente reduzido de espécies que ecologicamente estão bem mais adaptadas do
que a grande maioria às condições locais (solo, clima, relevo e capacidade de
dispersão). Apenas vinte espécies (3,60%) são respionsáveis por 26,40% da área basal
(32,0688m^) e 37,96% das árvores (869 árvores).
Na floresta amazônica, a dominância é influenciada pela presença de espécies com
número reduzido de árvores de grande porte. Salomão & Lisboa ( 1 988) e Lisboa ( 1 990),
citam a castanheira {Berihollelia excelsa) e o cedro (Cedrela odorata) entre outras
espécies que, com escassos indivíduos, estão entre aquelas dominantes. A área basal,
neste caso, é o parâmetro determinante da dominância. Na bacia do Juruá, ^ espécies
dominantes apresentaram grande densidade de árvores, quase sempre comuns aos
quatro locais inventariados. Aqui, Eschweilera alba foi a espécie dominante (169
226
cm
SciELO
10 11 12 13 14 15
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
árvores/Do.R. 3,52), presente nas quatro amostras. Além desta, dominaram, com
grande número de árvores, Eschweilera odora (ausente no Jaraqui), Ragala
sangtiinolenta e Jessenia balaua (Anexo 1 e Tabela 5). entre ouü^as. A segunda espécie
com maior dominância relativa foi Iryanlhera tilei (Do.R. 2,86). Este valor é uma
conjugação do número de árvores mais modesto (25 árvores), porém de porte mais
conspícuo.
As espécies mais importantes (VIE) da bacia do Juruá, em função da densidade
foram Eschweilera alba, Jessenia balaua, E. odora, Ragala sanguinolenta, Licania
apetala e L. heteromorpha var. heteromorpha. Em função da densidade e da
dominância foram Iryanlhera ulei, Licania canescens e Vantanea guianensis (Anexo
1 ). Esta capacidade de povoar densamente em função de uma adaptação ecológica toma
essas espécies bem menos vulneráveis à extinção, quando uma região é submetida a
uma pressão de desmatamento. A grande maioria das espécies (56%), está presente com
um número de árvores que varia de 1 a 3: espécies com 1 árvore (156 spp, 28,05%);
com 2 (97 spp, 17,44%); com 3 (61 spp, 10.97%) (Anexo 1). Esses valores indicam a
presença expressiva de espécies raras (314). Uma ação extensa de desmatamento
poderá extinguir muitas espécies naquela região. As espécies muito raras, aqui
consideradas aquelas com apenas uma árvore, variaram de 18 no Jumá-1 até 63 no
Munguba. O Jaraqui e o Munguba juntos concentram 70,5 1 % das espécies muito raras,
mostrando que há uma correlação entre o crescimento da diversidade e o número de
espécies raras. No Juruá-1 apenas 18 muito raras foram identificadas, contra 28 do Nej-1
(Tabela 7).
Tabela 7 - Espécies muito raras (01 árvore) em 4 hectares de floresta no rio Juruá. AM.
AMOSTRAS
N“ TOTAL DE SPP
SPP COM 1 ÁRVORE
%
NEJ-I
213
28
17,94
JURUÁ-I
224
.18
11,53
JARAQUI
260
47
30,12
MUNGUBA
271
63
40,38
TOTAL
556*
156
= 100
* Não inclui repetições de espécies comuns.
227
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
O número de espécies que ocorre exclusivamente numa amostragem cresce também
em função direta do aumento da diversidade florística (Tabela 8). Em Nej-I, por
exemplo, foram identificadas 213 espécies, das quais 46 (21,59%) foram exclusivas
em relação ao total de exclusivas (283 spp). Enquanto isso, no Munguba, onde foi
registrada a maior diversidade (271 spp), o número de exclusivas cresceu para 90
(31,80%). Quando o número de espécies entre duas amostras (Nej-1 e Juruá) é mais
próximo, esta diferença não aparece com clareza (Tabela 8).
Tabela 8 - Número de espécies exclusivas e espécies afins por amostra, e entre amostras,
respectivamente.
AMOSTRAS
N“ TOTAL
DE SPP
N” DE SPP
EXCLUSIVAS
%
N» DE SPP
AHNS
%
Índice de •
SIMILARIDADE
NEJ-I
213
46
16,25
-
-
-
JURUÁ-I
224
61
21,55
-
-
JARAQUI
260
86
30.38
-
-
-
MUNGUBA
271
90
31,80
-
-
-
NEJ-I /JURUÁ-I
-
107
-
43
16,48
19,67
NEJ-I /JARAQUI
-
132
-
12
4,60
5,7
NEJ-I /MUNGUBA
-
136
-
22
8,43
9,0
JURUÁ /JARAQUI
-
147
-
18
6,90
7,43
JURUÁ /MUNGUBA
-
151
-
21
8,04
8,48
JARAQUI /MUNGUBA
-
176
-
45
17,25
16,94
* índice de similaridade de Sorensen
Por outro lado, a presença de espécies comuns às amostragens, na região do Juruá,
parece ser fortemente influenciada pela distância entre elas. Entre Nej-I e Juruá-1 que
distam apenas 10 km um do outro, a percentagem de espécies comuns é bem maior
(16,48%). Entre Nej-I e Munguba, que distam quase 50 km entre si, este valor cai para
8,42%. Entre Jaraqui e Munguba (10 km separados) a similaridade foi de 17,25%,
enquanto para Munguba e Juruá (aproximadamente 40 km separados) baixou para
8,05%. Entre Juruá e Jaraqui, distanciados 10 km, a diferença foi bem menos conspícua,
talvez pela presença de espécies com altas densidades como Licania heteromorpha var.
heleromorpha, Eschweilera alba, llevea pauciflora var. coriacea, Jessenia bataua,
228
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
Saccoglolis guianensis e MicrophoUs guianensis, entre outras. A alta densidade, nesse
caso. de algumas espécies comuns ao Nej-I e ao Juruá-1 poderia estar interferindo na
redução da similaridade.
O mais alto VIE da bacia do Juruá foi de Eschweilera alba (1 1.65), que também
teve os mais elevados valores individuais dos três parâmetros que compõem o VIE.
Este índice não está entre os mais altos quando comparado com outros estudos. No
Amapá. Brasil. Geissoperntum sericeum teve 51,1 (Mori et al 1989); em Rondônia,
Brasil. Theobroma cacao teve 39,90 (Maciel & Lisboa 1989); no rio Xingu, Brasil,
Cenosligma macrophyUum teve 34,69 (Campbell et al 1986); em Vaca Diez, Bolívia,
íryaiiihera jtirucitsis teve 29.58 (Boom 1986); no Parque Nacional Y asuni. no Equador,
liyarthea deltoidea teve 27,8 (Balslev et al 1987); na Serra dos Carajás, Salomão et al
encontraram 24.65 para Erisma uncinattim. enquanto Silva & Rosa (1989) 20.00 para
Tetragastrisaltissima. Com exceção do trabalho de Campbell et al (1986) onde foram
inventariados 3 hectares de floresta de terra firme, os outros trabalhos foram feitos em
1 hectare ou um pouco mais. Se for considerado o VIE mais alto por hectare temos:
Munguba (£. alba - 22.50): NeJ-1 (Eschweilera odora - 20,74); Jaraqui (E. alba - 16.3 1)
e Juruá-I (Ragala sangtdiiolenta - 10.54) (Tabela 3). Nesse ca.so, o VIE da espécie mais
importante de cada mnostra se aproxima um pouco mais das outras sem superá-las à
exceção de T. altíssima para a Serra dos Carajás, que foi superado por E. alba no
Munguba e E. odora no NEJ-l.
As famílias mais importantes (VIF) na região do Juruá foram Leguminosae sensti
lato, Sapotaceae, Lecythidaceae, Chrysobalanaceae, Moraceae. Lauraceae,
Myrislicaceae. Euphorbiaceae. Palmae e Burseraceae. Leguminosae foi importante não
só pela dominância, mas por sua extraordinária diversidade florística. A densidade teve
um papel mais secundário, uma vez que esta família é superada em número de árvores
por Sapotaceae e Lecythidaceae (Tabela 4). Se Leguminosae for separada em famílias
distintas (Cacsalpiniaceae, Mimo.saceae e Fabaceae) como apresentado por alguns
autores (Balslev et í//. 1 987; Mori e/ al. 1 989) a fam ília mais importante será Sapotaceae.
Estabelecendo uma correlação entre o número de árvores e o número de espécies,
entre as famílias mais importantes, percebe-se que Euphorbiaceae, apesar da baixa
densidade, mostrou notável capacidade de diversificação. Para cada 3,57 árvores há,
em média, uma espécie de Euphorbiaceae, enquanto para Leguminosae há, em média,
uma espécie para 3.80 árvores. Lecythidaceae mostrou uma tendência inversa. Suas
403 árvores estão distribuídas entre apenas 15 espécies, ou seja. há em média 26,87
árvores para cada espécie.
229
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Sapotaceae é uma família de grande importância na bacia do rio Juruá. Sua
diversidade neste local nüo tem paralelo na Amazônia. Sâo 60 espécies para 32 gêneros
identificados e três ainda nâo identificados. O número médio de espécies por amostra
foi 30,25. Em estudos com metodologia semelhante ou aproximada a diversidade de
Sapotaceae nâo alcançou números tão expressivos. Em Vaca Diez (Boom 1986) e Santa
Cruz de La Sierra (Paz 1991), Bolívia, foi identificada uma única espécie para cada
local. Silva et ai (1987) registraram 5 espécies na Serra Norte, Carajás, Brasil. No
Parque Nacional Yasuni, Equador - 7 espécies (Balslev et al. 1987). Sobre jazida de
cobre. Serra dos Carajás, Brasil, 9 espécies (Silva & Rosa 1989). Na floresta de
Caxiuanã, Pará. Brasil, Almeida et al. (no prelo), registraram 9 espécies por hectare,
cm média. Na rodovia Tran.samazônica, Pará, Brasil em 1,5 hectare Dantas & Muller
(1979) identificaram 10 espécies. Campbell et al. registraram apenas 1 1 espécies em 3
hectares no rio Xingu, Brasil. Em Rondônia - 14 espécies (Maciel & Lisboa 1989). Na
estrada Manaus - Itacoaliara, Amazônia Central, Brasil, Prance et al. (1976)
localizaram 19 espécies. Em Camaipi, Amapá, Brasil, foram identificadas 20 espécies
(Mori et al. 1989). Esses números indicam que pode haver uma tendência do aumento
do número de espécies de Sapotaceae na Amazônia Central e um decréscimo cm
direção aos extremos Oeste e Lc.stc. A comprovação desta hipóte.se virá ou não com o
incremento de novos estudos. A quantidade e a diversidade das Sapotaceae, mesmo
não .sendo a família com maior VIF, cíu^acteriza fioristicamente as matas do rio Juruá.
Estas podem, com segurança, ser conhecidas como "matas de abiurana". E o maior
centro de diversificação da família até hoje localizado em estudos florísticos por
amostragem na Amazônia.
A comptiração das dez famílias mais importantes da bacia do Juruá com as dez maiores
de ouü^os estudos citados acima mostrou que nove famílias do rio J uruá são também as mais
importantes em outros locais da Amazônia. Leguminosae sensu lato tem o maior VIF em
todos os estudos, esquanto Sapotaceae está presente em mais de 77%. Foi insignificante
apenas na Bolívia e no Equador, ocorrendo com uma única espécie (Boom 1986, Balslev
1987). Lecythidaccae. Moraccac, Lauraceac e Palmae estão em 61% dos estudos.
A dcnsidxtdc absoluta dc árvores por amostragem foi muito elevada: NEJ-I, 668
árvores; Munguba, 779 árvores; Juruá-1, 849 árvores e Jaraqui, 862 árvores. Os valores
mais expressivos na Amazônia são: Rodrigues (1963) - 347 árvores na Serra do Navio,
Brasil: Prance et al. (1976) - 350 árvores para Manaus, Brasil: Dantas et al. (1980) -
504 árvores cm Capitão Poço, Brasil; Boom (1986) - 649 em Vaca Diez, Bolívia;
Campbell et al. (1986) - 473/ha, cm média, no rio Xingu, Brasil: Balcé (1987) - 456
lirvorcs no rio Gurupi, Brasil; Salomão et al. (1988) - 484 árvores na Serra dos Carajás,
Brasil; Mori et al. (1989) - 546 árvores no Amapá, Brasil: Salomão & Li.sboa (1988),
230
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
e Lisboa (1990) e Lisboa &. Lisboa (1990) - 593, 573 e 602 árvores, respeciivamente,
para Rondônia, Brasil; Paz (1991) - 368 árvores em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.
Nenhum destes estudos registrou uma densidade absoluta de árvores superior ao rio
Juruá, mesmo quando comparados a densidade menor em Nej-1. No Parque Nacional
de Yasuni, Equador, entretanto, foram anotadas 728 árvores por Balslev et ai (1987).
Assim como ocorre com a diversidade, a densidade parece crescer em direção ao oeste
amazônico. As 368 árvores registradas por Paz (1991) em Santa Cruz de La Sierra,
único valor discordante, parece não ser um dado de floresta primária 1 (X)% conservada,
uma vez que o inventário foi conduzido no interior do Jardim Botânico de Santa Cruz
de La Sierra. Nos outros, realizados em Rondônia, no rio Juruá (este trabalho), na
Bolívia e no Equador a densidade ascendeu a mais de 570 árvores por hectare.
A altura da floresta do rio Juruá (Figura 5) e a sua biomassa/A.B. 121, 4382m^,
media de 30,35m‘'/ha. estão dentro dos padrões esperados para a região amazônica. As
espécies mais emergentes, que formam o primeiro estrato são Hynienolobium
complicaltwi, Pouteria guianensis, Lecyíhis usitata e Micropholis guianensis.
Macrolobitwi sp (Jaraqui), Hymeiwlobium complicatum e Pouteria guianensis (Nej-1),
Lecythis usitata e Micropholis guianensis (no Juruá-1), todas com altura total estimada
em 40m; Naucleopsis caloneura, Ragala sanguinolenta, Aspidosperma carapanauba,
Aspidosperma desmanthum e Tachigalia myrmecophila (todas do Juruá-1, com 38m
cada): Escliwei lera odora, E. blanclietiana (Jaraqui), Cariniana decandra e Terminalia
amazônica (Ncj-1), Sclerolobium paraense, Pouteria caimito, Eschweilera amara
(entre outros no Juruá-I), lodos com 37m de altura. A árvore mais alta no Munguba não
excedeu 36m (Sprucela peruviana) c numa visão geral das alturas a amostra Juruá-1
tem a floresta mais alta enquanto Munguba tem a mais baixa.
As árvores mais grossas (com maior circunferência) foram Cariniana decandra e
Osteophloeum platyspermum (2.40m) no NeJ-l; Piptadenia suaveolens (2.40m) e
Brosimum sp (2.40m) no Munguba; Eschweilera blanchetiana (2,20m) no Jaraqui;
Sclerolobium paraense (2,19m) no Juruá-1.
A distribuição dos indivíduos em classes diamétricas (Figura 6) também situa-se
no padrão geral das florestas tropicais.
A composição da flora mostrou que a floresta pode ser considerada importante do
ponto de vista econômico. Há uma população razoável de árvores produtoras de
madeiras com boa cotação no mercado madeireiro nacional e internacional. Entre elas
estão Aspidosperma carapanauba (carapanauba), Brosimum rubescens
(muirapiranga), Calophyllum brasiliensis (Jacareuba), Caryocar glabrum (piquiá),
Coumarouna odorata (cumaru), Goupia glabra (cupiuba), Iryanthera ulei
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
(ucuubarana), Manilkara amazônica (maçaranduba), Mezilaurus itauba (louro itaúba),
Platymiscium trínitatis (macacaúba), Pilhecellohium racemosum (angelitn rajado),
Qualea paraensis (mandioqueira). Symphonia globulifera (anani), Tabebuia
serraiifolia (ipê), Virola surinamensis (ucuuba) e Vochysia spp (quaruba). A densidade
individual destas madeiras é relativamente baixa. O conjunto, porém, oferece uma
diversidade e densidade de espécies úteis bem significativa para a construção civil e
naval, indústria de compensados, brinquedos, tanoaria, marcenaria etc.
As plantas fornecedoras de frutos comestíveis são variadas: Anacardiim giganteum
(cajuO, Comia macrocarpa (sorva), Inga edulis (ingá) e Pouteria caimito (abiu). Nos
4 hectares estudados e nem nos arredores foi localizado qualquer exemplar de
castanheira (Berthollelia excelsa) que produz o fruto mais importante da atividade
extrativista na Amazônia. Sobre essa ausência Ducke & Black (1954) comentaram que
enquanto B. e.xcel.sa é abundante na bacia do Purus. ela é au.sente no rio Juruá, fato que
este estudo confirma. Todas as palmeiras presentes são aproveitadas pela população.
A utilização delas segundo Cavalcante ( 1 988) é: Astrocaryum príncipes (tucumã) como
alimento (fruto) e na confecção de cordas, redes de pescar e de dormir a partir das fibras
finas obtidas das folhas: Euterpe precatória (açaí), bastante popular. Do fruto se produz
excelente vinho e do broto se obtém palmito; Jessenia baiana (patauá), presente na
bacia do Juruá com expressiva densidade (26,75 árvores/ha, em média), produz o vinho
de patauá e um óleo .semelhante ao azeite de oliva, ambos a partir do fruto; Mauriiia
vinifera (buriti); do fruto se obtém o vinho, enquanto as folhas são utilizadas na
confecção de cordas e brinquedos de artesanato; Ma.ximiliana regia (inajá), os frutos
são comestíveis, as folhas usadas para coberturas e do broto se obtém bom palmito.
A presença de espécies pnxiutoras de kúex. óleos medicinais e essenciais, na bacia do
Juruá é significativa. Foram identificadas mais de 130, que exudam latex quando cortadas,
entre as famílias Apocynaceae. Euphorbiaceae, Moraceae e Sapotaceae. Entre as
produtoras de óleo medicinal se destacam: Copaifera guianensis e C. multijuga. As
principais produtoras de óleos essenciais são: Aniba par\'ifiora, Licaria spp e Ocotea spp.
Espécies produtoras de fibras estão entre as Annonaceac e as Lccythidaceae. Esta
última com diversas espécies de £sc/iM'e//cra(£. alba.E. amara, E. odora, cmkouüUís),
conhecidas como "mata-mata", geralmente presentes em altas densidades.
Os resultados dos levantamentos florísticos e dos estudos taxonômicos na
Amazônia têm revelado uma extraordinária variação nos padrões de distribuição
geográfica das espécies e da diversidade da flora. Os dados hoje disponíveis levam à
conclusão de que há ainda muito por conhecer sobre a diversidade de plantas
amazônicas. A partir desse conhecimento se entenderá melhor os padrões de
232
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
distribuição geográfica e diversidade dos outros organismos que compõem a
biodiversidade do neotrópico amazônico. Políticas conservacionistas mais consistentes
do ponto de vista científico poderão, então, ser implementadas.
No caso específico da bacia do Juruá fica a sugestão para que a Petrobrás interceda
junto aos órgãos pertinentes para que todas as áreas remanescentes de florestas na área
de exploração de gás e óleo no rio Juruá sejam transformadas em unidades de
conservação. A extraordinária diversidade biológica daquela região, conforme
registrada neste trabalho, justifica plenamente a sua preservação. Esta atitude
minimizará sobremaneira o impacto da exploração de gás e óleo sobre a floresta.
AGRADECIMENTOS
À Petrobrás, pelo financimento deste trabalho, e aos seus funcionários sediados no
Porto Gavião, em Carauari-AM, pelo apoio logístico durante o acampamento da equipe
nas clareiras. Aos colegas Nelson de A. Rosa e Raimundo P. Bahia, do Museu Gocldi,
pelo auxílio nos trabalhos de campo e na identificação do material botânico. Ao Dr.
João Murça Pires, do Museu Goeldi, que intermediou o estudo junto a Petrobrás e
identificou as Sapotaceae. Aos Drs. Francis B. Kukachka (í/i memorian), do Forest
Products Laboratory, Madison, WI, pela identificação das amostras de madeiras de
Sapotaceae, G.T. Prance, do Royal Botanic Gardens, pela identificação das
Chrysobalanaceae, Lccythidaceae e Dichapctalaceae e William A. Rodrigues, do
INPA, pela identificação das Myristicaceae. Ao Dr. William Ovcral, do Museu Goeldi
pela correção do abstract. Ao engenheiro João Lima, da Petrobrás, pela cessão de
fotografias aéreas de clareiras na região de estudo.
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2.34
Diversidade Florística e Estrutura em Floresta Densa da Bacia do Rio Juruá
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Recebido cm 27.04.92
Aprovado em 24.08.92
236
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 1 - Espécies com DAP 1 0 > cm e respectivas famílias, encontradas em 4 hectares
de mata densa de terra firme, na bacia do rio Juruá (AM).
FA.VllLlA / ESPÉCIE
IND.
A. Basal F.R.E.
m- %
D.R.E. Dm.R.E.
% %
V.I.E.
%
Local*
N“ Col. •*
ANACARDIACEAE
Amcardium giganleum Hanc. cx Engl.
7
0,4671
0,26
0,22
0,38
0,86
2-3
PI 857
Astroniiim sp
2
0.1844
0.07
0,06
0,15
0,28
1
A.S885
Tapirira gwanensis Aubl.
11
0,5540
0,37
0,31
0,46
1,14
1-2-3-4
PI 863
T. cf. marchandii Aubl.
2
0,0169
0,07
0,06
0,01
0,14
4
P1739
Thyrsodium paraense Huber
4
0,0586
0,15
0,13
0,05
0,33
1-3-4
PI 670
T. scfionthurgkiana Benth.
2
0,0299
0,07
0,06
0,02
0,15
3-4
PI 877
ANNONACEAE
Annona ambotay Aubl.
3
0,0325
0,11
0,09
0,03
0,23
3
P1927
Annona sp
1
0,0224
O.M
0.03
0.02
0.09
3
Bocageopsis multiflora (Mart.) R.E. Frics
g
0,1822
0,26
0,25
0,15
0,66
3-4
PI 900
Duguetia cauli/lora R.E. Fries
7
0,0747
0,22
0,22
0,06
0,50
2-3-4
PI 880
D. quiíarensis Benth.
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 879
Guaiteria duckeana R.E. Fries
2
0,0185
0,07
0,06
0,01
0,14
3^
P1881
G. cf. insculpia R.E. Fries
1
0,0183
0,04
0,03
0,01
0,08
3
P2008
G. cf. paraensis R.E. Fries
1
0,1146
0.04
0,03
0,09
0,16
3
P2049
G. poeppigianii Mart.
25
0,7743
0.84
0,79
0.64
2,27
1 -2-3-4
PI 749
G. ptcropus Benth.
4
0,1386
0,15
0,13
0,11
0.39
1
AS865
RolUnia cxsucca (DC. cx Dunal) A.DC.
1
0,0087
0,04
0.03
0.01
0.08
1
AS1044
Xylopia emarginata Mart.
7
0,2458
0,22
0,22
0,20
0,64
2-3-4
PI 883
X. henlhamii R.E. Fries
1
0.0861
0,04
0,03
0,07
0,14
1
AS 514
X. nitida Dun.
3
0,0622
0,11
0,09
0,05
0,25
I
AS857
APOCYNACEAE
Arnhelania marckgra/íana Monach.
2
0,0706
0,07
0,06
0,06
0,19
4
P1672
A.quadrangularís M. Arg.
2
0,0562
0,07
0,06
0,04
0,17
4
PI 674
Aspidosperma auriculatum Mgf.
5
0,5512
0,18
0,16
0,45
0,79
34
PI 774
A.carapanauba Pichon
9
1.1377
0.29
0,28
0,94
1.51
1-2
A.S762
A.desmanthiwi Benth.
7
0,5594
0,26
0,22
0,46
0.94
2
AS908
A.megalocarpon M. Arg.
1
0,0296
0,04
0,03
0,02
0,09
4
P1901
Continua...
♦ 1 = NEJ-1 , 2 = JURUÁ-1. 3 = JARAQUI, 4 = MUNGUBA
♦♦ P = Pedro Luiz B. Lisboa, AS = Antônio Sérgio L. Silva
+ No. IND = número de indivíduos com DAP > lOcm; A. Basal = área basal total da espécie em m^. F.R.E.
= frequência relativa da espécie em % (n” de parcelas em que ocorre a espécie / n" total de parcelas da
amostragem x 100); D.R.E. = densidade relativa da espécie em % (n° total de indivíduos da espécie /n' total
de indivíduos x 100); Dm.R.E. = dominância relativa da espécie em % (área basal total da espécie /área basal
total das espécies x 1 00); V.I. E. = valor de importância da espécie em % (F.R.E. + D.R.E. + Dm.R.E.).
237
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér.
Bot. 8(2} 1992.
Anexo 1 (continuação)
N*
A. Basal F.R.E.
D.R.E.
Dm.R.E.
V.I.E.
FAMÍLIA /ESPÉCIE
IND.
m“
%
%
%
%
Local*
N’"Col. •*
APOCYNACEAE
A.obscurinenium Azambuja
1
0,2965
0,04
0,03
0,24
0,31
3
P2006
Couma macrocarpa Barb. Rodr.
9
0,6379
0,33
0,28
0,52
1,13
l-2-^4
P1673
Lacmelliaarborescens (M. Arg.) Mgf.
4
0,0916
0,15
0,13
0,07
0,35
1-3-4
PI 838
Lfloribunda (Poepp.) Benlh.
2
0,0747
0,07
0,06
0,06
0,19
3
AS824
Parahanchorma amapa Duckc
1
0,0076
0,04
0,03
0,01
0.08
4
PI 745
Tabernaemontana sp
1
0,0183
0,04
0,03
0,01
0,08
2
AS979
ARAUACEAE
Didymopanax sp
1
0,0199
0,04
0,03
0,02
0,09
4
Gilibertia cf. cuneta March.
2
0,0453
0,07
0,06
0,04
0,17
1-2
AS 1045
Schfflera cf. confusa (E. March) Harms
3
0,0341
0,11
0,09
0,03
0,23
2-3
P1778
BIGNOMACEAE
Jacaranda copaia (Aubl.) D. Don
7
0,0649
0,22
0,22
0,05
0.49
1-2-4
PI 667
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
2
0,1314
0,07
0,06
0,11
0,24
3^
BOMBACACEAE
Bômbax paraense Duckc
4
0,1138
0,15
0,13
0,09
0,37
2-3-4
P1669
Matisiabracteolosa Duckc
1
0,0401
0,04
0,03
0,03
0,10
1
AS 1046
Quararibea gitían€t\sis Aubl.
5
0,0578
0,18
0,16
0,05
0,39
1-3-4
PI 872
BORRAGINACEAE
Cordia fulva I.M. Jhonston
3
0,0224
0,11
0,09
0,02
0,22
M
PI 866
BURSERACEAE
Crepidospermum sp
2
0,0206
0,07
0,06
0,02
0,15
1
AS897
Dacryodes nitcns Cualr.
10
0,1903
0,33
0,31
0,16
0,80
lA
P1668
Dacryodes roraimeixsis Cuatr.
7
0,1381
0,22
0,22
0,11
0,55
2
AS916
Hemicrcpidospermum rhoifolium (Bcnth.) Cuatr. 7
0,0877
0,26
0,22
0,07
0,55
1 -2-3-4
PI 743
Prolium araguense Cuatr.
18
0,2903
0,59
0,57
0,24
1,40
3-4
P1753
P. decandrum (Aubl.) Macbr.
6
0,0737
0,18
0,19
0,06
0,43
1-3
PI 951
P. decordendrum Planch.
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
3
P1919
P.fimbriatum Swartz
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 779
P. giganteum Engl.
6
0,1072
0,22
0,19
0,09
0,50
1-2-3
P2014
P. grandifolium Duckc
10
0,2547
0,37
0,31
0,21
0,89
1
P. palUdum Cuatr.
4
0,0466
0,15
0,13
0,04
0,32
2-3-4
P. paraense Cuatr.
10
0,2175
0,37
0,31
0,18
0,86
1 -2-3-4
P1869
P. cf. puncticulatum Macbr.
8
0,1834
0,26
0,25
0,15
0,66
1-3
P1978
P. spruceanum (Bcnth.) Engl.
5
0,1610
0,18
0,16
0,13
0,47
34
Tetragastris altíssima (Aubl.) Swartz
2
0,0369
0,07
0,06
0,03
0,16
2
AS924
T. paraensis (Engl.) Klzc.
3
0,0597
0,11
0,09
0,05
0,25
24
PI 884
Trattinickia burserifolia Mart.
10
0,1860
0,37
0,31
0,15
0,83
34
PI 850
T. rhoifolia WiUd.
8
0,2258
0,29
0,25
0,18
0,72
1 -2-3-4
AS997
Continua...
238
Diversidade Florísíica e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 1 (continuação)
FAMÍLIA /E.SPÉ('IE IND.
A. Basal 1
m‘
F.R.E.
%
D.R.E.
%
Dm.R.E.
7c
V.I.E.
7c
Local*
N“ Col. *•
CARYOCARACEAE
Cíiryocür glabrum Pers. ssp glabrurn
12
1,0173
0,44
0,38
0,84
1,66
1 -2-3-4
P1664
Canocar sp
1
0,0861
0,04
0,03
0,07
0,14
4
PI 755
CELASTRACEAE
Goupiü glahra Aubl.
3
0,1535
0,11
0,09
0,13
0,33
3
P2029
Maytetuis cf. myrsinoides Reissek
3
0,1489
0,11
0,09
0,12
0,32
3
P2015
CHRYSOBALANACEAE
Acioa edulis Prance
1
0,0630
0,(V4
0,03
0,05
0,12
1
PI 840
Couepia hracleosa Benth.
3
0,2760
0,11
0,09
0,23
0,43
3-4
P1811
C. canomensis (Mart.) Benth. ex Hook. f.
7
0,1280
0,22
0,22
0,10
0,54
1-2
AS920
C. Aubl.ssp glandt4losa{M\(\.)PTiíncc
4
0,0385
0,15
0,13
0,03
0,31
3-4
PI 662
C.lcptostachyaBcnlh. ex Ilook.
12
0.3528
0,40
0,38
0,29
1.07
1 -2-3-4
AS 1043
C.robidsta Huber
8
0,1800
0,26
0,25
0,15
0,66
1 -2-3-4
P1663
C. ulei Pilg.
5
0,1940
0,18
0,16
0,16
0,50
1-3-4
PI 864
Hirlella hispidula Steud.
11
0,2922
0.40
0,35
0,24
0,99
3-4
Ucaniaapetala (E. Mey) Fritsch
51
1,2628
1,32
1,61
1,04
3,97
1 -2-.3-4
PI 895
L. blackii Prance
7
0.2082
0.26
0,22
0.17
0,65
1-3-4
PI 665
L. canescens R. Ben.
16
1,0858
0,59
0,50
0,89
1,98
1 -2-3-4
P1742
L. davihiefoUa R. Ben.
2
0.0258
•0,07
0,06
0,02
0,15
1-4
PI 845
L. discolor l^ilg.
6
1.5529
0,18
0,19
1.28
1,65
34
P1844
L. gtuanensis (Aubl.) Griseb.
16
0,6034
0,55
0,50
0,50
1,55
34
PI 904
L. hcteromorpha Benth. var. heíeromorpha
40
1.0249
1,32
1,27
0,84
3,43
1 -2-3-4
P1801
L. cf. impressa Prance
2
0,0689
0,07
0,06
0,06
0,19
3
P1981
L.kitnthiana Hook. f.
1
0,0733
0,CM
0,03
0,06
0,13
3
-
/.. /iifd Macbr.
16
0.2395
0,51
0,50
0,20
1,21
1-2
A.S761
L. latifolia Benth. ex Hook. f.
2
0,(M23
0,07
0,06
0,03
0,16
2
AS939
L. cf. licanii/lora (Sagot) Blake
1
0,0562
0,04
0,03
0,05
0.12
2
ASIOIO
L. leptostachya Bcnlh.
2
0,1007
0,07
0,06
0,08
0,21
4
L. membranacea Sagot ex Lauess
13
0.4755
0,48
0,41
0,39
1,28
1-3-4
P1817
L. micrantiui Miq.
10
0,2165
0,33
0,31
0,18
0,82
1-2
AS915
L. cf. minuli/loraiSsigot) Fritsch
2
0.0393
0,07
0,06
0,03
0,16
2
AS954
L. obhngifoUa Standl.
21
0,7742
0,66
0,66
0,64
1.96
1-3-4
PI 763
L. cf. octandra (Hoff. ex R. & P.) Kuntze
2
0.1028
0,07
0,06
0,08
0,21
2-3
P1982
L. sclerophylla Mart. ex Hook. f.
5
0,0763
0,18
0,16
0,06
0,40
2-3
P1946
Uca tua sp
4
0,1225
0,11
0,13
0.10
0,34
1-3
AS763
Parinari campestris Aubl.
3
0,2024
0.11
0,09
0,17
0,37
3
P2M5
P. cf. montana Aubl.
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 848
Chrysobalanaccae gênero indeterminado
2
0,1676
0,07
0,06
0,14
0,27
3
-
COMBRETACEAE
Buchenavia grandis Ducke
3
0,4520
0,11
0,09
0,37
0,57
1-2-4
PI 856
Continua...
ly)
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Anexo I (continuação)
FAMlLIA /ESPÉHE
N“
IND.
A. Basal F.R.E.
m* %
D.R.E.
%
Dm.R.E.
7c
V.I.E.
%
Local*
N°Col. *•
COMBRETACEAE
B. ochroprumna Eichl.
4
0,3185
0,15
0,Í3
0,26
0,54
3
P1941
B. pan ifoHa Ducke
1
0,0241
0,04
0,03
0,02
0,09
1
-
B. tomentosa Eichl.
1
0,0207
0,04
0,03
0,02
0,09
4
PI 875
Terminalia amazônica (Gmel.) Exell.
2
0,4792
0,07
0,06
0,39
0,52
1
AS801
T. guianensis Eichl.
1
0,0154
0,04
0,03
0,01
0,08
2
AS937
CONNARACEAE
Connarids&p
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
4
-
DICHAPETALACEAE
Tapura amazônica Poepp. & Endl.
3
0,0694
0,11
0,09
0,06
0,26
3-4
P1661
DILLENIACEAE
Doliocarpus dentatus íAubl.) Standl.
1
0,0110
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 896
EBENACEAE
Diospyros longistyla A.C. Smilh
4
0,0467
0,15
0,13
0,04
0,32
2-3
P1619
D. micrantha Sandw.
2
0,1286
0,07
0,06
0,10
0,23
2
AS947
D. praeíermissa Sandw.
12
0,2537
0,29
0,38
0,21
0,88
1-2
AS962
D. tetranJra Hicm.
2
0,0319
0,07
0,06
0,03
0,16
2
AS1017
Diospyros sp
2
0,0359
0,07
0,06
0,03
0,16
3
PI 631
ELAEOCARPACEAE
Sloanea cf. brachytepala Ducke
3
0,0906
0,11
0,09
0,07
0,27
3
P1989
S. cf. brevipes Benth.
5
0,0625
0,18
0,16
0,05
0,39
3-4
P1656
5. cf. floribunda Spr. cx Benth.
4
0,1610
0,15
0,13
0,13
0,41
3
P1918
S. garckeana Schum
2
0,0323
0,07
0,06
0,03
0,16
34
PI 803
S. grandis Ducke
4
0,2354
0,15
0,13
0,19
0,47
2
AS962
5 grandipora Ducke
3
0,0520
0,11
0,09
0,04
0,24
1
AS683
5. guianensis (Aubl.) Benth.
2
0,0790
0,07
0,06
0,06
0,19
34
P1887
S. inermis Ducke
4
0,0662
0,15
0,13
0,05
0,33
34
PI 650
5. lati folia (Rich.) Schum
2
0,0184
0,07
0,06
0,01
0,14
2
-
S. laurifolia Benth.
1
0,0134
0,04
0,03
0,01
0,08
4
P1649
S. longipes Ducke
1
0,0134
0,04
0,03
0,01
0,08
34
P1980
S.parvipora Planch. cx Benth.
4
0,0628
0,11
0,13
0,05
0,29
14
PI 861
S.porphyrocarpa Dudce
2
0,0344
0,07
0,06
0,03
0,16
4
P1734
Sloanea sp
4
0,2944
0,11
0,13
0,24
0,48
1-2
AS999
ER^THROXYLACEAE
Eryihroxylon gracilipes Peyr.
2
0,0237
0,07
0,06
0,02
0,15
2-3
AS954
EUPHORBIACEAE
Alchornta discolor Poepp.
7
0,1367
0,26
0,22
0,11
0,59
1 -2-3-4
P1659
Aparisthmium cordatum (Juss.) Baill.
1
0,0161
0,04
0,03
0,01
0,08
1
AS859
Concevci ba guianensis Aubl.
8
0,1625
0,26
0,25
0,13
0,64
1-2
AS754
Conceveibasirummartianum Pax et Hoffm.
1
0,0115
240
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 655
Continua..
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 1 (continuação)
FANltUA/ ESPÉCIE
N“
IND.
A. Basal F.R.E.
m“ %
D.R.E. Dm.R.E.
% %
V,I.E.
%
Local*
N“ Col, *•
ELPHORBIACEAE
Croton Jiasii Pires
2
0,0190
0,07
0,06
0,01
0,14
1
AS1058
C. matourense Aubl.
15
0,2561
0,26
0,47
0,21
0,94
\A
PI 653
Dnpetes amazomca Sleyeim. var perwiana Macbr. 1
0,0081
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 793
D. varíühilis Uitt.
1
0,0121
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 839
Gavarretia terminaUs Baill.
2
0,1674
0,07
0,06
0,14
0,27
3.4
PI 652
ffevea niúda Mart. ex Muell. Arg.
9
0,2751
0,29
0,28
0,23
0,80
1-2-3
PI 988
H.pauciflora M. Arg. var. coriacea
44
1,0137
1,25
1,39
0,83
3,47
1 -2-3-4
P1554
Hierotüma oblonga (Tul.) M. Arg.
1
0,0981
0,04
0,03
0,08
0,15
4
PI 651
Mabea maynensis Pax et Hoffm.
4
0,0492
0,11
0,13
0,04
0,28
1
AS835
M. cf. occidentalis Benlh.
4
0,0535
0,18
0,13
0,04
0,35
1-3
PI 957
.V/. cf. suhserrulata^pmct
3
0,5283
0,11
0,09
0,43
0,63
1-3
PI 986
Micrandra siphonoides Benth.
3
0,0459
0,11
0,09
0,04
0,24
1-4
PI 660
Pausandra cf. martii Baill.
1
0,0072
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 769
Pera distichophyUa (Mart.) Baill.
2
0,0799
0,07
0,06
0,06
0,19
2
AS944
Pogonophora scfwmhurgkiana Miers
5
0,0755
0,18
0,16
0,06
0,40
1-3
AS781
Richcria grandis Vahl
1
0,0127
0,04
0,03
0,01
0,08
1
PI 748
Sagotia racemosa Baill
11
0,1400
0,40
0,35
0,11
0,86
1-2-3
PI 950
Sapiimt sp
1
0,0127
0,04
0,03
0,01
0,08
3
-
Snefeldera macrophylla Ducke
1
0,0140
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 65 8
Euphorbíaceae I
3
0,0456
0,11
0,09
0,04
0,24
1-3
Euphorbiaceae D
1
0,0630
0,04
0,03
0,05
0,12
1
AS893
FLACOURTIACEAE
Carpofroche amazônica Mart.
4
0,1470
0,15
0,13
0,12
0,40
34
-
C. grandiflora Spr. ex Benth.
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
3
PI 955
Casearia javitensisH. B. K.
3
0,1013
0,11
0,09
0,08
0,28
2-3
AS943
C. pitumba Sleumer
1
0,0081
0,03
0,03
0,01
0,07
4
P1718
Laeiia procera (Pocpp. & Endl.) Eichl.
1
0,0589
0,03
0,03
0,05
0,11
2
AS996
GUTTIFERAE
Calophylium brasiliense Camb.
5
0,1770
0,18
0,16
0,14
0,48
2-3-4
PI 768
Caraipa densiflora Mart.
12
0,2248
0,29
0,38
0,18
0,85
2
AS945
C. punctata Ducke
3
0,1440
0,11
0,09
0,12
0,32
1-34
PI 854
Rheedia brasiliensis Mart.
5
0,0699
0,18
0,16
0,06
0,40
1-2-3
P1933
Simphonia globulifera L.
11
0,2823
0,29
0,35
0,23
0,87
2-3
Tovomita cephalostigma Vesque
13
0,3451
0,48
0,41
0,28
1,17
1-2-34
P1719
inJMlRlACEAE
Endopleura uchi (Huber) Cuatr.
1
0,0241
0,04
0,03
0,02
0,09
3
-
Humiria sp
1
0,0357
0,04
0,03
0,03
0,10
1
AS957
Humiriasirum colombianum (Cuatr.) Cuatr.
g
0,5272
0,29
0,25
0,43
0,97
2
AS987
//. excelsum (Ducke) Cuatr.
3
0,6252
0,11
0,09
0,51
0,71
4
P1832
Continua...
241
Boi. Mus. Para. Emílio Coeldi, sér. Bot. 8(2} 1992.
Anexo 1 (continuação)
N"
A. Basal F.R.E.
D.R.E.
>m.R.E.
V.I.E.
FAMÍLIA /ESPÉCIE
IND.
m"
%
%
%
7c
Local*
N^Col.
IIUMIRIACEAE
Saccoglotis guianensis Bcnth.
25
0,9897
0,77
0,79
0,81
2,37
1-2-3-4
P1796
Scfustostemon macrophyllum (Bcnth.) Cuatr.
4
0,2099
0,15
0,13
0,17
0,45
2
AS923
Schistostemonsp 1
I
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 898
Schistostemon sp 2
I
0,2695
0,04
0,03
0,22
0,29
4
PI 840
Vantanea guianensis Aubl.
19
1,7892
0,66
0,60
0,65
1,91
1 -2-3-4
PI 822
V. parviflora Lam.
2
0,6867
0,07
0,06
0,56
0,69
4
PI 902
Humiríaceac gênero indetemiinado
2
0,0650
0,07
0,06
0,05
0,18
2
AS972
ICACINACEAE
Dendrobangia boliviana Rusby
3
0,0983
0,11
0,09
0,08
0,28
2-3
AS992
D. multinerxia Ducke
I
0,0241
0,04
0,03
0,02
0,09
3
PI 958
Emmotum fagifolium Desv.
2
0,0233
0,07
0,06
0,02
0,15
2
-
Poraqwiba guianensis Aubl.
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0.08
4
PI 747
LAaSTEMACEAE
Lacisíema pubescens Man.
13
0,3540
0,44
0,41
0,29
1,14
1-2
AS791
LAURACEAE
Acrodicliíiium aureum Huber
4
0,0541
0,15
0,13
0,04
0,32
34
PI 706
Acrodiclidium sp
1
0,0097
0,04
0,03
0,01
0,08
3
PI 928
Aniba burchellii Koslerm.
1
0,0548
0,04
0,03
0,04
0,11
3
P2004
A. panifJora (Mch&n.) Mez.
5
0,1103
0,15
0,16
0,09
0,40
24
PI 746
Aniba sp
1
0,0076
0,04
0,03
0,01
0,08
3
PI 956
Endlicheria bracteala (Meissn.) C. K. AUen
4
0,0827
0,15
0,13
0,07
0,35
14
PI 894
E. macrophylla Mcz.
10
0,2611
0,37
0,31
0,21
0,89
14
PI 704
E. cf. multiflora (Miq.) Mcz.
1
0,0286
0,04
0,03
0,02
0,09
3
PI 972
Endlicheria sp
2
0,0395
0,07
0,06
0,03
0,16
4
-
Licaria amara Kosterm.
2
0,1165
0,07
0,06
0,09
0,22
2-3
AS934
L. aritu Dudtc
5
0,1769
0,18
0,16
0,14
0,48
2-3-4
P1712
L. canella
3
0,1568
0,11
0,09
0,13
0,33
1-2
-
L. rígida Kosterm.
1
0,0127
0,04
0,03
0,01
0,08
4
P1715
Licaria sp
3
0,0249
0,11
0,09
0,02
0,22
1-3
P2048
Mezilaurus itauba (Meissn.) Taub. cx Mez.
12
0,6209
0,40
0,38
031
1,29
1 -2-3-4
P1713
M. cf. synandra (Mcz.) Kosterm.
3
0,0995
0,11
0,09
0,08
0,28
34
PI 878
Nectandra cuspidata Nees
6
0,1411
0,18
0,19
0,12
0,49
1-2
AS947
N. cymbarum (H.B.K.) Mcz.
I
0,0109
0,04
0,03
0,01
0,08
4
-
N. mollis Nees
10
0,5647
0,37
0,31
0,46
1,14
1-2
AS926
N. rubra (Nees) C.K. AUen
12
0,1971
0,40
0,38
0,16
0,94
1-34
PI 892
Ocoíea acutangula Mez.
1
0,0575
0,04
0,03
0,05
0,12
2
AS594
0. baturitensis Vattimo
2
0,0257
0,07
0,06
0,02
0,15
4
PI 851
0. brachybotria (Màssn.) Mcz.
2
0,0344
0,04
0,06
0,03
0,13
1
AS818
0. canaliculata Mez.
1
0,0134
0,04
0,03
0,01
0,08
4
AS737
Continua...
242
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruâ
Anexo 1 (continuação)
FAMÍLIA /ESPÉCIE
N"
IND.
A. Basal F.R.E.
%
D.R.E. Dm.R.E.
% %
V.I.E.
%
Local*
Col **
LAURACEAE
0. caudata (Meissn.) Mcz.
20
0,7473
0,59
0,63
0,61
1,83
3-4
P1813
0. aciphylla (Nees) Mcz.
2
0,1061
0,07
0,06
0,09
0,22
4
PI 746
0. grandifolia Mez.
3
0,0121
0,11
0,09
0,06
0,26
2
ASlOll
O. guianensis Aubl.
1
0,0268
0,04
0,03
0,02
0,09
2
AS998
0. opifera Marl.
5
0,2161
0,15
0,16
0,18
0,49
M
PI 859
Ocoteasp 1
2
0,1331
0,07
0,06
0,11
0,24
2-i
AS904
Ocotea sp 2
2
0,0494
0,07
0,06
0,04
0,17
2
AS981
Lauraceae gênero indeterminado 1
2
0,0239
0,07
0,06
0,02
0,15
2-3
AS959
Lauraceae gênero indeterminado 2
3
0,0376
0,11
0,09
0,03
0,23
2-3
AS944
LECYTHIDACEAE
Allantoma lineala (Mart. ex Berg) Miers
3
0,0866
0,11
0,09
0,07
0,27
4
P1714
Cariniana decandra Ducke
2
0,7605
0,07
0,06
0,62
0,75
1-4
PI 867
Couratari guianensis Aubl.
9
0,3081
0,33
0,28
0,25
0,86
1-3-4
PI 709
C. oligantfui A. C. Smith
3
0,0343
0,11
0,09
0,03
0,23
3
P2026
C. pulchra Sandw.
5
0,3323
0,18
0,16
0.27
0,61
1-2
AS757
Eschvtcilera alba Kunth.
169
4,2768
2,78
5,35
3,52
11,65
1 -2-3-4
P1737
£. amara (Aubl.) Ndz.
36
1,1860
1,17
1.14
0,98
3,29
1-3-4
PI 946
£. cf. amazônica R. Knuth
1
0,0199
0,04
0,03
0,01
0,08
2
AS991
£. blanchetiana (Berg) Miers
21
2,4060
0,70
0,66
1,98
3,34
2-3-4
PI 777
£. corrugata (Poil.) Miers
9
0,1265
0,29
0,28
0,10
0,67
3-4
P2027
E.fracta R. Knuth
30
1,3975
0,77
0,95
1,15
2,87
1-2
AS738
£. odora Miers
99
3,1603
1,91
3,13
2,60
7,64
1-2-4
PI 729
E.subglandulosa{S\tuá.) Miers
1
0,0780
0,04
0,03
0,06
0,13
4
PI 710
Eschweilera sp
13
0,3183
0,44
0,41
0,26
1,11
1-2
AS796
Lecythis paraensis Huber
2
0,3587
0,07
0,06
0,29
0,42
2
AS993
LEGUMINOSAE
Andira par\'iflora Ducke
1
0,0401
0,03
0,03
0,03
0,09
4
PI 868
Andira sp
1
0,0087
0.03
0,03
0,01
0,07
4
PI 833
Baiesiafloribundü Spr. cx Benth.
3
0,1180
0,11
0,09
0,09
0,29
2-4
PI 823
Bowdichia nitida Benth.
3
0,1643
0,11
0,09
0,13
0,33
2-4
AS937
Cassia hymenaefolia Benth.
2
0,1690
0,04
0,06
0,14
0,24
3
PI 969
Cassia sp
1
0,0081
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 707
Clitoria racemosa Benth.
2
0,0478
0,07
0,06
0,04
0,17
2
AS950
Copaifera guianensis Desf.
9
0,2998
0,33
0,28
0,25
0,86
2-3-4
PI 967
C. muliijuga Haync
5
1,1508
0,18
0,16
0,95
1,29
3-4
PI 831
C. cf. oblongifolia Mart.
4
0,1607
0,15
0,13
0,13
0,41
34
PI 870
Copaifera sp
1
0,0401
0,04
0,03
0,03
0,10
3
Coumarouna magnifica Ducke
1
0,0215
0,04
0,03
0,02
0,09
4
PI 889
C. odorata L.
2
0,0512
0,07
0,06
0,04
0,17
3
Continua...
24 ?
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Anexo 1 (continuação)
FAMÍLIA / ESPÉCIE
NP
1X0.
A. Basal
m"
F.R.E.
%
D.R.E.
%
Dm.R.E.
%
V.I.E.
%
Local*
VCol. ••
LEGUMLNOSAE
Oialium guianense (Aubl.) Sandw.
1
0,0401
0,04
0,03
0,03
0,10
4
Oimorpfuindra macrosrachya Benth. ssp
macrostachya
3
0,tV452
0,11
0,09
0,04
0,24
3
.
l). macrostachya Benth. ssp glabrifolia (Duckc)
M. F. da Silva
1
0,3121
0,04
0,03
0,26
0,33
4
PI 751
D. unijuga Tul.
1
0,0109
0,04
0,03
0,01
0,08
3
PI 923
Diplotropissp
1
0,0081
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 702
Enterolobium schomburgkii Benth.
4
0,5425
0,15
0,13
0,45
0,73
1-4
PI 71 7
Heterostemonellipticus Mait. ex Benth.
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0,08
3
AS415
//. mimosoides Desv.
2
0,0179
0,07
0,06
0.01
0,14
2
AS951a
Hetcrostcmon .sp
2
0.0226
0,07
0,06
0.02
0,15
3
Ifymenaea courbaril L.
1
0,2608
0,04
0,03
0,21
0.28
1
.
//. obhngifolia Huber
1
0,0134
0,04
0,03
0,01
0,08
2
.
//. pan ifoiia Huber
2
0,0536
0,07
0,06
0,04
0,17
3
P1968
//. cf. reliculata Ducke
1
0.2063
0,04
0,03
0,17
0,24
3
P1963
Hymenolobiim complicalum Ducke
2
0.2931
0,07
0,06
0.24
0,37
1
AS823
liymenolobium sp
3
0,2648
0,11
0,09
0,22
0,42
2
AS945
inga alha (Sw.) Willd.
9
0,5930
0,28
0,28
0,49
1,05
1-2
.
/. cinnamomea Spr.
4
0,2581
0,15
0,13
0,21
0,49
1-3
P2047
/. cf. corymhifera Benth.
1
0,0147
0,04
0,03
0.01
0,08
4
PI 748
/. cf. crassiflora Ducke
1
0,0076
0,04
0,03
0,01
0,08
3
P1935
/. edulis Marl.
1
1,0072
0,04
0,03
0,01
0,08
3
.
/. gracilifolia Ducke
2
0,9289
0,07
0,06
0,76
0,89
1-2
AS817
/. cf. heterophylIa^WiUd.
4
0,0362
0,15
0,13
0.03
0.31
1-3-4
PI 841
I. laíerijlora Micj.
3
0,1727
0,11
0,09
0,14
0,34
4
PI 771
/. marginata Willd.
7
0,1700
0,26
0,22
0,14
0,62
M
PI 705
/. nobilis Willd.
1
0,0215
0,04
0,03
0,02
0,09
2
AS988
Inga sp
3
0,1623
0,11
0,09
0,13
0,33
1-2
AS756
Macrolobium angustifoUum (Benth. )Cowan
6
0,3915
0,26
0,19
0,32
0,77
3
PI 970
M. brevense Ducke
3
0,0771
0,11
0,09
0,06
0,26
3-4
PI 708
M. limbatum Spr. ex Benth. var. limbatum
9
0,2701
0,29
0,28
0,22
0,79
1-2-4
PI 701
Martiodetuiron cf. parviflorum (Amsh.) Koepn.
2
0.(U62
0.07
0,06
0.04
0,17
3
PI 944
Martiodciuiron sp
1
0.1016
0,04
0,03
0,08
0,15
3
Monopterix inpae W. Rodr.
7
0,4314
0,26
0,22
0,35
0,83
3-4
PI 934
Ormosia flava Ducke
4
0,1105
0,15
0,13
0,09
0,37
1-2-3
O. grandiflora (Tul.) Rudd
1
0,0087
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 765
0. macrocalyx Ducke
2
0,1019
0,07
0,06
0,08
0,21
3
PI 925
O. cf. nobi(is1\A.
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 761
Ormosia sp 1
1
0,0535
0,04
0,03
0,04
0,11
2
AS951
Continua...
244
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 1 (continuação)
FAMÍLIA / ESPÉCIE
N"
I.\D.
A. Basal F.R.E.
m* %
D.R.E.
%
Dm.R.E.
%
V.I.E.
%
Local”
‘ N» Col. *•
LEGUMINOSAE
Ormosia sp 2
3
0,0640
0,11
0,09
0,05
0,25
3
Parkia gigantocarpa Ducke
6
0,1832
0,22
0,19
0,15
0,55
1-2-3
AS742
P. muUijuga Bcnth.
6
0,1796
0,22
0,19
0,14
0,54
1-2
AS984
P. velutina R. Benoist
2
0,0772
0,11
0,06
0,06
0,23
ía
PI 798
Peltogyne paniculata Benth. ssp paniculata
2
0,1258
0,11
0,06
0,10
0,27
3-4
PI 893
P. venosa (Vahl) Benth. ssp densiflora
íSpr. ex Bth.) M.R da Silva
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
3
P2005
Peltogyne sp
2
0,0898
0,07
0,06
0,07
0,20
2
.
Piptadeniasuaveolens Miq
8
0,8759
0,29
0,25
0,72
1,26
1-4
PI 824
Pithecellobium cf. adenophorum Ducke
1
0,0103
0,04
0,03
0.01
0,08
1
AS8I4
P.jupimba ("Willd.) Urb.
2
0,3776
0,07
0,06
0.31
0,44
1-3
PI 975
P. microcalyxSpr. ex Benth.
1
0,0171
0,04
0,03
0,01
0,08
3
P2001
P. pedicellare (DC.) Benth
1
0,0659
0,04
0,03
0,05
0,12
3
.
P. racetnosutn Ducke
.4
0,1284
0,15
0,13
0,10
, 0,38
1-3-4
PI 794
Pithecellobium sp
4
0,1716
0,15
0,13
0,14
0,42
3-4
PI 762
Platymiscium cf. trinitatis Benth.
1
0.0472
0,04
0,03
0,04
0,11
1
AS840
Ptcrocarpus rohrii Vahl
8
0,2935
0,29
0,25
0.24
0,78
2-3-4
A.S965
Recordoxylon stenopetalum Ducke
1
0,1387
o,cw
0,03
0,11
0,18
3
PI 965
Sclerolobium chrysophyllum Poepp. et Endl.
7
0,6249
0,18
0,22
0,51
0,91
M
PI 721
S. cf. hypoleucum Benth.
1
0,0589
0,W
0,03
0,05
0.12
1
AS755
5. cf. myrmecophiUum Ducke
2
0,0529
0,07
0,06
0.04
0,17
1
AS860
S. paniculaium Vog.
13
0,4214
0,44
0,41
0,35
1.20
2-3-4
PI 730
S. paraense Huber
10
0.3795
0,37
0,31
0.31
0,99
1-2-4
PI 731
Sclerolobium sp
3
0,1385
0,11
0.09
0,11
0,31
1-3
AS746
Stryphnodeiuiron barbadetiman (Vell.) Mart.
I
0,0154
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 858
S. polystacftyum (Miq.)Kleinh.
7
0,5253
0,22
0,22
0,43
0,87
1-2-3
AS955
S. purpurcum Ducke
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 703
Stryphnodendron sp
I
0,2579
0,04
0,03
0.21
0,28
4
PI 975
Swartzia acuminala Willd.
9
0,4703
0,29
0,28
0,39
0,96
1-2-3
AS775
S. argentea Spr. cx Benth.
21
0,3707
0,70
0,66
0,30
1,66
1-2-3
PI 966
S. benthamia/u3 Miq. var benthamiana
4
0,1065
0,15
0,13
0,09
0,37
4
PI 799
S. brachyrrachis llarms var. brachyrrachis
7
0.1001
0,22
0,22
0,08
0,52
3-4
PI 862
S. cardiosperma Spr. ex Benth.
2
0,0221
0,07
0,06
0.02
0.15
1-4
PI 797
S. cuspidata Benth.
7
0,1285
0,26
0,22
0,10
0,58
2
AS943
S. grandifolia Bong. ex Benth.
1
0,0436
0,04
0,03
0.03
0,10
4
PI 825
S. laevicarpa Amsh.
8
0,2902
0,29
0,25
0,24
0,78
1-3-4
PI 795
S. laxi/lora Bong. ex Benth.
2
0,0255
0,07
0,06
• 0,02
0,15
2
AS968
S. longistipula Ducke
4
0,0991
0,15
0,13
0,08
0,36
3
S.polyphylla A. D(’.
4
0,5275
0,15
0,13
0,43
0,71
3-4
P1716
Continua...
245
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér.
Bot. 8(2) 1992.
Anexo 1 (continuação)
N“
A. Basal F.R.E.
D.R.E,
Dm.R.E.
V.I.E.
FAMÍLIA /ESPÉCIE
INB.
m“
%
%
%
%
Local*
N“Col. •»
LEGUMINOSAE
Sy^artzia sp 1
6
0,1276
0,22
0.19
0,10
0,51
1 -2-3-4
AS913
ÍHflrrr/usp 2
3
0.CM71
0,11
0,09
0.04
0,24
2-3-4
AS966
Swartzia sp 3
2
0,0230
0,07
0,06
0,02
0,15
2
AS971
SwartziaspA
3
0,0999
0,11
0,09
0,08
0,28
2
AS993
Taclugaliaforniicanwi Ducke
7
0,1908
0,22
0.22
0,16
0.60
1-2
AS783
T. myrmecoplúla Duckc
21
1,5800
0,51
0,66
1,30
2,47
1 -2-3-4
AS867
Tachigalia sp 1
13
0,2288
0,48
0,41
0,19
1,08
1-2-3-4
PI 750
Tachigalia sp 2
I
0,0928
0,04
0,03
0,08
0,15
4
-
Tachigalia sp 3
1
0,0828
0,04
0,03
0,07
0,14
4
-
Vaiairea erythrocarpa Ducke
5
0.4181
0,18
0,16
0,34
0.68
34
PI 700
\ ai tarea sp
1
0,0115
0,04
0,03
0.01
0.08
3
-
Lcguminosae gênero indeterminado I
1
0,0379
0,04
0,03
0,03
0.10
3
-
Leguminosae gênero indeterminado II
1
0,0155
0,04
0,03
0,01
0.08
3
-
LINACEAE
Hebepefalurn humiriifoliuni (Planch.) Benth. 5
0,0550
0,18
0,16
O.fW
0,38
1-2-3
AS901
Roucherid punclaia Ducke
1
0,0241
0,04
0,03
0,02
0,09
4
P1888
MALPIGIUACEAE
Byrsonima sp
1
0.0357
0,04
0,03
0,03
0,10
3
PI 997
MELASTOMATACEAE
Bellucici iJichotoma Cogn.
1
0,0509
0,04
0,03
0,04
0,11
1
AS925
Grajfenrieiia aff. rupestris Ducke
1
0,0336
0,04
0,03
0,03
0,10
3
P2020
Mcriania sp 1
1
0,0659
0,04
0,03
0,05
0,12
2
AS964
Meriania sp 2
2
0,0209
0,07
0,06
0,02
0,15
2
AS963
Miconid cf. chrysophylla (Rich.) Urb.
1
0.0268
0,04
0,03
0.02
0.09
3
P2017
M. guianefisis Aubl.
2
0,0222
0,07
0,06
0,02
0,15
24
AS939
M. lepidota DC.
1
0,0081
0,04
0,03
0,01
0,08
4
P1819
M. phaeophylla Triana
2
0,0602
0,07
0,06
0,05
0,18
4
P1741
M. puncfdUi (Desv.) D. Don
9
0,1696
0,33
0,28
0,14
0,75
1-3-4
PI 732
M. regellii Cogn.
3
0,0362
0,11
0,09
0,03
0,23
3
P2054
M. surinamensisG\czson
1
0,0199
0,04
0,03
0,02
0,09
1
AS965
Miconia sp
5
0,0758
0,18
0,16
0,06
0,40
1-2-3
AS930
M. cf. ficoi des Mor\çy
3
0,0808
0.11
0.09
0,07
0.27
3
PI 954
Mouriri sp
6
0,1456
0,22
0,19
0.12
0,53
1-2-4
MELIACEAE
Guarea grandipora Steud.
1
0,0241
0,04
0,03
0,02
0,09
1
A.S834
G. kunihiana A. Juss.
3
0,0622
0,11
0,09
0,05
0,25
1-2
AS836
Guarea sp
1
0,0347
0,04
0,03
0,03
0,10
4
.
Trichiliaguianensis C. DC.
3
0,0347
0,11
0,09
0,03
0,23
24
PI 754
T. tenuiramea C. DC.
1
0,0097
0,04
0,03
0,01
0,08
3
PI 973
Continua...
246
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 1 (continuação)
FAMf LIA /ESPÉCIE
N"
IND.
' A. Basal F.R.E.
m* 7c
D.R.E. Dni.R.E. V.I.E.
% % %
Local*
N”CoI. ••
MONTMIACEAE
Siparuna decipiens DC.
2
0,0185
: 0,07
0.06
0,01
0,14
4
PI 679
5. gi4i ane iisis Auh\.
4
0,0421
0,15
0,13
0.03
0,31
1-3-4
P107Q
MORACEAE
Brosimum acutifolium Huber
6
0,1406
0,22
0,19
0,11
0,52
1-2
AS953
B. guianensis (Aubl.) Huber
3
0,1155
0,11
0,09
0,09
0,29
2-3
P2033
B. krukovii StandI.
11
0,6872
0,40
0,35
0,56
1,31
3
P2016
B. lactescens(S. Mori) C.C. Berg
3
0,0631
0,11
0,09
0,05
0,25
3-4
PI 676
B. ovatifolium Ducke
2
0,2436
0,07
0,06
0,20
0,33
3-4
PI 827
B.potabile Ducke
10
0,6687
0,37
0,31
0,55
1,23
4
B. rubescensTdiuh.
11
0,8823
0,40
0,.35
0,73
1,48
1 -2-3-4
PI 860
B. urite <H.B.K.) Pitlier
1
0,0413
0,04
0.03
0,03
0.10
3
P2024
Brosimum sp
1
0,4585
0,04
0,03
0,38
0,45
4
PI 764
Cecropia Jistachya Huber
6
0,1510
0,18
0,19
0,12
0,59
4
PI 897
Clarísia ilidfolia iSpreng.) W. Burgcr
1
0,0183
0,04
0,03
0,01
0,08
1
AS870
C. racemosa R. & P.
2
0,0230
0,07
0,06
0,02
0,15
1-2
AS921
Coussapoa triner\ ia Spr.
1
0,1345
0,04
0.03
0,11
0,18
3
PI 994
Coussapoa sp
3
0,0596
0,11
0,09
0,05
0,25
2
/íellcosryiis elegans (Macbr.) C.C. Berg
1
0,0215
0,04
0,03
0,02
0,09
4
PI 828
//. pedunculata R. Ben.
6
0,4469
0,22
0.19
0,37
0,78
1-2-4
AS899
//. scahra (Macbr.) C.C. Berg
4
0,0688
0,15
0,13
0,06
0,34
3
P2030
//. lamentosa (P. & E.) Rusby
3
0,0885
0,11
0,09
0,07
0,27
2-4
PI 853
Aaucleopsis caloneura (Huber) Ducke
17
0,4588
0,62
0.54
0,38
1,54
1 -2-3-4
PI 775
Perehea guianeusis Aubl.
I
0,0168
0,04
0.03
0,01
0,08
1
AS759
P . moUis (P. &. E.) Huber ssp mbra (Trec.)
1
0,0127
0,04
0.03
0,01
0,08
1
AS788
C.C. Berg
Pouroumaformicarum Ducke
2
0,0164
0,07
0,06
0,01
0,14
1-4
PI 903
P. guianeusis kub\.
7
0,1537
0,26
0,22
0,13
0,61
1-3-4
PI 826
P. cf. minor Benoisl
9
0.2524
0,33
0.28
0,21
0,82
1-3-4
P. moUisTicc.
2
0.0831
0,07
0,06
0,07
0,20
4
P1815
P. ovflfaTrec.
20
0,8909
0,66
0,63
0,73
2,02
1-2
AS950
P.palmata P, & E.
2
0,0975
0,07
0,06
0,08
0,21
1
AS858
Pourouma sp
7
0.2772
0,18
0,22
0,23
0,63
1-4
PI 849
Pscudolmedia lücvigata T rec.
13
0,3300
0.44
0.41
0,27
1,12
1-3
PI 952
P. laevis (R. &. P.) Macbr.
9
0,2496
0.33
0.28
0,20
0,81
1-4
PI 855
Pseudolmedia Sp 1
16
0,3435
0,48
0,50
0,28
1,26
1-2
AS803
Pseudolmedia sp 2
5
0,1696
0,18
0,16
0,14
0,48
1-2
AS1025
Moraceae gênero indeterminado
3
0,4429
0,11
0,09
0,36
0,56
1-2
AS982
MUSACEAE
Phenakospermum guianense Endl.
12
0,0954 1
0,37
0,38
0,08
0,83
2-3-4
Continua...
247
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Anexo 1 (conlinuaçâo)
FAMfUA/ ESPÉCIE
IND.
A. Basal F.R.E.
m* %
D.R.E.
%
Dm.R.E.
f/c
V,I.E.
%
Local* ;
N'"Col. *•
M'^'RIST1CACEAE
Irianthera eiliptica Ducke
15
0,6764
0,51
0,47
0,56
1,54
1-2
AS907
/. laevis Mgf.
8
0,1934
0,22
0,25
0,16
0,63
4
P1573
I.paradoxa Sch.
22
0,6424
0,66
0,69
0,53
1,88
3-4
PI 807
/. tricornis Ducke
14
0,4537
0,44
0,44
0,37
1,25
1 -2-3-4
AS741
I. uUi Wart).
25
3,4800
0,62
0,79
2,86
4,27
1-2-4
AS 1039
Osteophioeum platispermum Warb.
10
1,1719
0,33
0,31
0,96
1,60
1 -2-3-4
PI 682
Virola calophylla Warb.
7
0,1847
0,26
0,22
0,15
0,63
1-2-3
AS777
V. coelhoi W. Rodr.
7
0,3385
0,22
0,22
0,28
0,72
4
P1758
V. cf. cuspidata (Benth.) Warb.
5
0,0888
0,18
0,16
0,07
0,41
2
AS922
V. elon^ata (Benth.) Warb.
13
0,2291
0,40
0,41
0,19
1.00
3-4
PI 846
y.Jlexuosa A.C. Smith
I
0,1034
0,04
0,03
0.08
0.15
1
AS 1028
V. loreíe/uis A.C. Smith
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0.08
I
V. niürlenci W. Rodr.
11
0,1533
0,40
0,35
0,13
0,88
3-4
.
V. rrii/u4liflora Ducke
2
0,0516
0,07
0,06
0,04
0,17
M
PI 804
Virola sp
1
0,0097
0,04
0,03
0,01
0.08
3
.
V. muUincn-ia Ducke
4
0,0510
0,15
0,13
0,04
0,32
1-2-4
P1810
V. sehifera Aubl.
1
0,0087
0,04
0,03
0,01
0.08
1
.
V. st4HnantensÍ5 Warb.
16
0,6800
0,48
0,50
0,56
1.54
1-2-3
P2042
V. cf. lheiodora(SpT.e\ Benth.) Warb.
2
0,0529
0,07
0,06
0,04
0,17
1
AS749
V. multicostata Ducke
1
0,0232
0,04
0,03
0,02
0,09
4
P1680
V. pavonis Smith
2
0,0758
0,07
0,06
0,06
0,19
4
PI 852
MYRSINACEAE
Hapanea sp
I
0,0199
0,04
0,03
0,02
0,09
2
AS923
MSRTACEAE
Calyptranihcs amshojfae Mc Vaugí)
2
0,0696
0,07
0,06
0,06
0,19
4
C. cf. lúcida DC.
4
0,0342
0,15
0,13
0,03
0,31
3
PI 960
Calyplranlhes sp
4
0,1061
0,15
0,13
0,09
0,37
34
PI 830
Eugenia cf. agaihopoda Dicls
1
0,0176
0,04
0,03
0,01
0,08
3
PI 993
E. exaltaía Berg
5
0,0803
0,15
0,16
0,07
0,38
1-3-4
PI 792
E.feijoj Berg
1
0,0140
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 738
E. gomesiana Berg
3
0,0355
0,11
0,09
0,03
0,23
3-4
PI 678
E. patrisii Vahl
4
0,0343
0,15
0,13
0,03
0.31
1-2
AS953
Eugenia sp
1
0,0109
0,04
0,03
0,01
0,08
1
AS886
Marlicria sp
3
0,0636
0,11
0,09
0,05
0,25
2
AS949
Myrcia coumatc (Aubl.) DC.
1
0,0460
0,04
0,03
0,04
0,11
4
PI 821
M. de/lexa (Poiret) DC.
2
0,0233
0,07
0,06
0,02
0,15
3-4
PI 740
M.falla.x iRkh.)DC.
4
0,0579
0,15
0,13
0,05
0,33
1-2
A.S799
M. sylvatica (Mcy) DC.
I
0,0076
0,07
0,03
0,01
0,11
2
AS986
éMyrciaria floribunda (WiUd.) Berg
4
0,0566
0,15
0,13
0,05
0,33
2
AS856
Conlinua...
248
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
/\ncxo j, (continuaçao)
FAMÍLIA /ESPÉCIE
N° A. Basal F.R.E. D.R.E. Dm.R.E. V.I.E.
IND.
%
Local* N« Col. •*
MYRTACEAE
Mytlaccae gcncro indeterminado I 1
Myrtaceae gênero indeterminado n 1
NYCTAGINACEAE
Neea sp 1 7
Neea sp 2 1
Neea sp 3 1
OCIINACEAE
Cespedesiaspathulata (Retp.) Pl. 1
OLACACEAE
Chaunochiton kapplerí (Sagot ex Engl.) Ducke 4
lieisteria acuminata (H. &. B.) Engl. 5
//. duckci Sleumer 8
Heisteriasp \
.V///j(^iA3Ar/apMncra/tj(Radlk.)Sleumer 1 1
Pisonia&p 1
PALMAE
Astrocanum murumuru Mart. 9
A. princeps Bart>. Rodr. 2
A. tucuma Mart. 1
Euterpe precatória Mart. 1 0
yí*5íí*/u<2 (Mart.) Burrel 107
Mauriiia aculeaía H.B.K. 1
M. vinifera Mart. 8
Maximiliana regia Mart. 3
Socratea e.xorrhiza (Mart.) Wendl. 2
POLYGALACEAE
Moutabea gmanensis Auhl. 1
QUIINACEAE
Quiina nitensWítchr. 1
RIIIZOPMORACEAE
Anisophyllea manaiéensis Pires et Rodr. 1
Cassipoureaap 3
Sicrigmopetaium obovatum Kuhlm. 1 1
RUBIACEAE
Alibertiaedulis A. Rich. 4
Amaioua guianensis Aüb\. 4
Duroia macrophylla Huber ex Char. 6
Ferdifutndasaelliptica PohI. 4
E. paraensisDuckc 2
0,0168
0,04
0,03
0,01
0,08
4
0,0o70
0,04
0,03
0,01
0,08
4
-
0,1881
0,26
0,22
0,15
0,63
1-2
AS795
0,0121
0,04
0,01
0,01
0,08
1
AS848
0,0448
0,04
0,03
0,04
0,11
1
AS853
0,0347
0,04
0,03
0,03
0,10
1
-
0,1918
0,15
0,13
0,16
0,44
1-2-3
AS948
0,1783
0,18
0,16
0,14
0.45
1-2
AS770
0,1850
0,26
0,25
0,15
0,66
3
P1943
0,0109
0,04
0,03
0,01
0,08
1
.
0,2092
0,40
0,35
0,17
0.92
1 -2-3-4
P1675
0,0659
0,04
0,03
0,05
0,12
3
P2018
0,1522
0,26
0,28
0,12
0,66
1-2
0,0485
0,07
0,06
0,04
0,17
1
.
0,0241
0,04
0,03
0,02
0,09
4
0,1320
0,33
0,31
0,11
0.75
1-2-3-
2,6134
2,42
3,39
2,15
7,96
1 -2-3-4
.
0,0154
0,04
0,03
0,01
0,08
2
.
0,4532
0,22
0,25
0,37
0,84
2
.
0,2945
0,11
0,09
0,24
0,44
2-3-4
.
0,0607
0,07
0,06
0,05
0,18
M
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
3
P2039
0,0134
0,04
0,03
0,01
0,08
2
AS903
0,0877
0,04
0,03
0,07
0,14
4
P1871
0,1516
0,11
0,09
0,12
0,32
2
AS961
0,4733
0,40
0,35
0,39
1,14
1 -2-3-4
AS918
0,0534
0,15
0,13
0,04
0,32
2
AS942
0,0608
0,15
0,13
0,05
0,33
34
P1683
0,0983
0,22
0,19
0,08
0,49
1-2
AS751
0,1490
0,15
0,13
0,12
0,40
1-2-4
P1684
0,0163
0,07
0,06
0,01
0,14
1-2
AS964
Continua...
249
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Anexo 1 (continuação)
N° A. Basal F.R.E. D.R.E. Dm.R.E. V.I.E.
FAMÍLIA /ESPÉQE
IND.
m"
%
%
%
%
Local*
N^Col. ••
RUBIACEAE
F. uaupensis Spr.
1
0,0103
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 685
hertia longifolia K. Schum.
3
0,0895
0,11
0,09
0,07
0,27
1-2
AS941
Kotchubaea insignis Fisch.
8
0,1954
0,26
0,25
0,16
0,67
1-3-4
P1842
K. cf. neblinensis Sicycrm.
2
0,0308
0,07
0,06
0,02
0,15
3-4
PI 687
Palicourea sp
3
0,0322
0,11
0,09
0,03
0,23
2
AS967
Rudgeafissistipula MuclU. Arg.
2
0,0359
0,07
0,06
0,03
0,16
3
P2041
Rubiaceae gênero indetemiinado
1
0,0183
0,04
0,03
0,01
0,08
1
AS 1006
RUTACEAE
Spathelia excelsa (Krausc) Cowan & Brizyik
1
0,0081
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 874
Ticorea sp
1
0,0215
0,04
0,03
0,02
0,09
4
P1687
SABLACEAE
Meliosma sp
6
0,1023
0,22
0,19
0,08
0.49
2-3-4
AS938
SAPINDACEAE
Cupaniascrobiculata L.C. Rich
5
0,0642
0,18
0,16
0,05
0,39
1-2
AS871
Cupania sp
1
0,0259
0,04
0,03
0,02
0,09
4
P1688
Magonia sp
1
0,0134
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 759
Matayba arborescens (AubL) Radlk.
8
0,3555
0,26
0,25
0,29
0,81
1 -2-3-4
PI 876
Talisia macrophylla (Mart.) Radlk.
1
0,0562
0,04
0,03
0,05
0,12
2
AS905
SAPOTACEAE
Achroluma sp
7
0,2254
0,26
0,22
0,18
0,66
24
AS702
Achroutería pomifera Ejina
4
0,1286
0,15
0,13
0,10
0,38
1-2
AS699
Chrysophyllum anomalum Pires
7
0,2772
0,26
0,22
0,23
0,71
1 -2-3-4
P1783
Chrysophyllum sp
5
0,2312
0,15
0,16
0,19
0,50
3
P2059
EccUnusa abreviata Ducke
1
0,0154
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 891
E. eximia (Ducke) Cronquisl
3
0,2003
0,11
0,09
0,16
0,36
3
P2000
E. guianensis Eyma
7
0,1061
0,26
0,22
0,09
0,57
34
-
E. lanceohía Picrre
1
0,0575
0,04
0,03
0,04
0,11
2
AS679
EccUnusa sp 1
6
0,1601
0,22
0,19
0.13
0.54
2
AS706
EccUnusa sp 2
2
0,0266
0,07
0,06
0,02
0,15
2
AS707
Elaeoluma sp
4
0,0823
0,15
0,13
0,07
0,35
24
PI 908
Franchetella anibifoUa (A.C. Smith) Aubr.
13
0,6199
0,48
0,41
0,51
1,40
14
AS 1037
Franchetella sp 1
6
0,1867
0,22
0,19
0,15
0,56
24
AS701
Franchetella sp 2
10
0,2268
0,37
0,31
0,19
0,87
2-3
A.S710
Labütia sp
2
0,0195
0,07
0,06
0.01
0,14
1-2
AS698
Manilkara amazônica (Huber) Standlcy
11
0,8493
0,40
0,35
0,70
0,45
1 -2-3-4
P1789
M. cavalcantei Pires
10
0,4562
0,29
0,31
0,37
0,97
2-3-4
AS680
Micropholis aff. cylindrocarpa Pierre
1
0,0072
0,04
0,03
0,01
0,08
14
P1773
M. cyrtobotria (Mart. et. Miq.) Baill.
9
0,2463
0,33
0,28
0,20
0,81
2-3
-
M. guyanensis (A. DC.) Pierre
49
2,1586
1,43
1,55
1,78
4,76
1-2-34
PI 694
Continua...
250
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 1 (continuação)
FAMÍLIA / ESPÉCIE
N“
IND.
A. Basal F.R.E.
m* %
D.R.E. Dni.R.E.
% %
V.I.E.
%
Local*
N" Col. •»
SAPOTACEAE
M. mtnsalis (Bachní) Aubr.
2
0,0739
0,07
0,06
0,06
0,19
3
-
M. venulosa (Mart. & Eich.) Picrre
3
0,0916
0,11
0„09
0,07
0,27
1-2-3
AS1031
Micropholissp 1
6
0,3385
0,15
0,19
0,28
0,62
2-3-4
AS703
Micropholissp 2
5
0,5185
0,18
0,16
0,43
0,77
2-3-4
AS705
MicrophoUs sp 3
2
0,0179
0,07
0,06
0,01
0,14
3
P2052
Myrtilumasp 1
10
0,5806
0,33
0,31
0,48
1,12
2-3-4
P1782
Myniluma sp 2
3
0,3951
0,11
0,09
0,32
0,52
2-3-4
AS697
Nemaluma sp
4
0,0445
0,15
0,13
0,CM
0,32
1-2
AS711
Neoxyíhece eUgans (A. DC.) Aubr.
9
0,1848
0,29
0,28
0,15
0,72
3
P1910
N. robusta Aubr. & Pcllegr.
10
0,3986
0,37
0,31
0,33
1,01
1 -2-3-4
PI 906
Neoxythec€ sp 1
3
0,1890
0,11
0,09
0,15
0,35
1-2
AS721
Neoxythece sp 2
15
0,4139
0,33
0,47
0,34
1,14
1
AS714
Planchonella guianensis Royen
3
0,1261
0,11
0,09
0,10
0,30
4
-
Pouteria bilocularis (H. Winkl.) Bachni
2
0,0464
0,07
0,06
0,04
0,17
1
-
P.caimito (R. & P.) Radlk.
2
0,0993
0,07
0,06
0,08
0,21
1
AS717
P. Guianensis Avb\.
32
1,1602
0,95
1,01
0,95
2,91
1-2-4
AS709
P. hispida Eyma
2
0,1873
0,07
0,06
0,15
0,28
4
-
P. lasiocarpa Eyma
2
0,0980
0,07
0,06
0,08
0,21
4
PI 847
P. laurifolia Eyma
11
0,2306
0,40
0,35
0,19
0,94
1-2
-
Pouteria sp. (aff. P. caramuri )
6
0,1854
0,22
0,19
0,15
0,56
3-4
PI 784
Pradosia sp 1
1
0,0215
0,04
0,03
0,02
0,09
3
-
Pradosia sp 2
2
0,0262
0,07
0,06
0,02
0,15
2
Prieurella prieurii DC.
15
0,9178
0,55
0,47
0,75
1,77
1-2-4
AS714
Ragala guianensis Aubl.
7
0,3624
0,26
0,22
0,30
0,78
1-3-4
PI 698
/?. sanguinolenta Picrre
54
2,9836
1.36
1,71
2,46
5,53
1 -2-3-4
P1915
H. ucuquirana-branca (Aubr. et Pcllegr.) W. Rodr. 4
0,1333
0,15
0,13
0,11
0,39
3-4
P2002
Ragala sp 1
1
0,0076
0,07
0,03
0,01
0,11
4
PI 727
Richardella macrocarpa (Mart.) Bachni
6
0,3030
0,15
0,19
0,25
0,59
1-2
AS716
R. maftausensis Ducke
1
0,0306
0,07
0,03
0,02
0,12
2
AS718
R. speciosa (Ducke) Aubr.
4
0,2329
0,15
0,13
0,19
0,47
M
P1907
Sprucella cyrtobotrya Picrre
2
0,0158
0,07
0,06
0,01
0,14
2-4
PI 692
5. madeirense Bachni
1
0,0616
0,04
0,03
0,05
0,12
1-2
AS537
S. peru\iana
16
0,4479
0,59
0,50
0,37
1,46
1-3-4
PI 809
S.porphyrocarpa (Bachni) Monach.
2
0,(M29
0,07
0,06
0,03
0,16
2-4
P2058
Sprucella sp (aff. $. guianensis)
1
0,0674
0,04
0,03
0,05
0,12
4
-
Syzigiopsis oppositifolia Ducke
1
0,0861
0,04
0,03
0,07
. 0,14
4
-
Urbanella excelsa (A.C. Smith) Aubr.
3
0,1656
0,11
0,09
0,14
0,34
2
AS704
Sapotaccae gênero indeterminado I
8
0,5592
0,29
0,25
0,46
1,00
1-2- 3-4
AS720
Sapoiaceae gênero indeterminado 11
5
0,6603
0,18
0,16
0,54
0,88
2-3-4
AS723
Continua...
251
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2} 1992.
Anexo 1 (continuação)
I-AMÍLIA / ESPÉCIE
N"
INT).
A. Basal F.R.E.
m* %
D.R.E. Dm.R.E.
% %
V.I.E.
%
Local*
N^Col. ••
SAPOTACEAE
Sapotaceae gênero indeterminado IO
5
0,5310
0,18
0,16
0,44
0,78
1-2-4
AS692
SIMAROL^ACEAE
Simaba cedron planch.
1
0,0154
0,04
0,03
0,01
0,08
2
AS985
STERCULIACEAE
Sterculia pruriens (Aubl.) Schum.
3
0,0874
0,11
0,09
0,07
0,27
3-4
P1689
S. speciosa Schum.
5
0,0456
0,18
0,16
0,04
0,38
1 -2-3-4
P1776
Theobroma microcarpum Mart.
2
0,0196
0,07
0,06
0,01
0,14
1
AS837
T. subincanum Mart.
10
0,7654
0,37
0,31
0,63
1,31
1 -2-3-4
P1829
TIUACEAE
Apeiba echinata Gaertn. var. macropetala Duck
e 1
0,0241
0,04
0,03
0,02
0.09
4
PI 834
Luchca speciosa WiUd.
I
0,2038
0,04
0,03
0,17
0,24
1
AS734
VERBENACEAE
Aegiphylla xtlosa (Aubl.) Gmell.
1
0,0076
0,04
0,03
0,01
0,08
4
PI 835
VIOLACEAE
Leonia glycicarpa Ruiz cl Pavon
2
0,0334
0,07
0,06
0,03
0,16
4
-
Paypayrola granJiflora Tul.
10
0,1129
0,29
0,31
0,09
0,69
2-3
AS940
Rinoria guianensis Eichl.
2
0,0392
0,07
0,06
0,03
0,16
2
AS790
VOCirVSIACEAE
Erisma japura Spr.
2
0,1111
0,07
0,06
0,09
0,22
3
-
E. uncinatum Ducke
2
0,0201
0,07
0,06
0,01
0,14
2
AS 1000
Erisma sp 1
5
0,1544
0,18
0,16
0,13
0,47
3
-
Erisma sp 2
1
0,1387
0,04
0,03
0,11
0,18
3
P1991
Erisma sp 3
2
0,0193
0,07
0,06
0,01
0,14
2
AS935
Qualea paraensis Ducke
10
0,5091
0,29
0,31
0,42
1,02
2-3
AS940a
Q. revolufa Ducke
1
0,0535
0,04
0,03
0,04
0,11
3
P2025
Vochysia complicata Ducke
3
0,7133
0,11
0,09
0,59
0,79
3
P2009
V. guianensis Aubl.
2
0,0224
0.07
0,06
0,02
0,15
2-4
AS975
V. inudala Ducke
24
0,5349
0,59
0,76
0,44
1,79
2
AS927
V. maxima Ducke
6
0,0858
0,18
0,19
0,07
0,44
24
PI 735
V. obscura Warming
2
0,2409
0,07
0,06
0,20
0,33
4
PI 699
l'. revoluta Ducke
5
0,1520
0,18
0,16
0,12
0,46
3
P1924
V. vismiifolia Spr. ex Warm.
14
0,5467
0,44
0,44
0,45
1,33
2-3
AS990
\'ochysia sp
1
0,0401
0.07
0,03
0,03
0,13
3
P2023
Família indeterminada i
1
0,0115
0,04
0,03
0,01
0,08
3
-
Família indeterminada D
1
0,0215
0,04
0,03
0,02
0,09
3
-
Família indeterminada III
1
0,0092
0,04
0,03
0,01
0,08
3
.
Família indeterminada IV
1
0,0109
0,04
0,03
0,01
0,08
3
-
Família indeterminada V
1
0,0127
0,04
0,03
0,01
0,08
3
-
252
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 2 - Coletas botânicas gerais nas áreas vizinhas aos 04 hectares inventariados no
rio Juruá, Amazonas.
FAMÍU A! ESPÉCIE
1
•)
3
4
M Col.
ACANTIIACEAE
Mendoncia sp
+
-
+
AS 577
ANNONACEAE
Anaxagorea brevipes Benth
+
-
-
-
AS 424
Anaxagorea sp
+
-
-
+
AS598A
Duguetia cadavérica Huber
+
+
+
+
-
D . stelacantha (Diels) R.E. Fries
-
-
-
+
P 1608
Guatteria microcalyx R.E. Fries
+
+
-
-
AS 381
Oxandra euneura Diels
+
+
+
+
AS 375
Xylopia nmltiflora R. E. Fries
-
-
-
+
P 1620
APOCYNACEAE
Forsleronia laurifoUa (Bth.) DC.
+
+
-
+
AS 286
Tabernaemontanaangulata Mart.
+
+
+
-
AS 374
ARACEAE
Aniburium atropurpiireum Schultes
var. arenosum Croal
+
-
-
-
AS 392
A. kunthii Poeppig
+
-
-
-
AS 423
A. sinuatum Benth. ex Schotl
-
-
-
+
P 1599
Anthurium sp
+
-
-
-
AS 374
Heleropsis jenmanii Oliv.
+
+
+
-
-
Monstera periusa (L.) de Vries
+
'
-
-
PbUodendron elegans Krause
+
+
-
+
AS 371
Sienopcrmalion multiovulalum N. E. Br.
+
+
-
-
AS 494
ARALIACEAE
Gilibertia patuslris Ducke
-
-
-
+
-
Schfflera confusa (E. March.) Hanms
+
-
-
+
P1778
BIGNONIACEAE
Tanaecium noctiirmwi (Barb. Rodr.) Bur. & K. Sch.
-
-
-
+
-
Manaosella cordifolia (DC.) A. Gentry
+
-
-
-
AS 451
BORRAGINACEAE
Cordia nodosa Lam.
+
+
-
-
*
C. scabrifolia A. DC.
-
-
+
-
P 1638
BROMELIACEAE
Aechmea amazônica Ule
+
+
-
-
'
A. chautini (Cav.) Baker
-
+
-
+
P 1605
A. corymbosa (Mart.) Mez.
-
-
+
-
P 1626
Guzmania ligulala (L.) Mez.
+
+
P 1597
Continua. .
253
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
Anexo 2 (continuação)
F.\.MÍU.\IESPÉCIE
/
1
3
4
S” Cot.
BROMELIACEAE
Pticairnia sprucei Baker
-
-
-
+
P1611
Gênero indeterminado
+
-
-
-
AS 412
CAPPARIDACEAE
Capparis cf. macrophylla H.B.K.
+
+
-
+
-
CURYSOBALANACEAE
Couepia longipendula Pilger
-
+
+
-
AS 452
llirtelia guainiae Spr. ex Hoff.
-
+
-
-
-
Parinari moniafia Aubl.
+
-
-
-
AS 426
CONNARACEAE
Connarusfasciculatus (DC.) Planch.
ssp. pachynciirus (Radik.) Forero
+
-
-
-
AS 403
C, cf. mber (P. & E.) Planch. var. niber
-
+
+
-
AS638B
CUCURBITACEAE
Gurania cf. rupifila Cogn.
+
+
-
-
AS 390
CYATHEACEAE
Alsophila sp
+
-
+
-
AS 285
Cyathea vcstila Eichl.
+
+
-
-
AS516
Dryopicris cf. dcnlala (Forsk) C. Chr.
+
+
+
-
-
CYCADACEAE
Zamia idei Danini
+
+
-
+
-
CYCLANTHACEAE
Asplundia xipbophylla Flarl.
-
-
-
+
P 1596
CYPERACEAE
BcckereUia sp
-
+
-
-
AS 249
Calyptrocarya angiLsiifolia (Nees) Linn.
+
-
-
+
P1600
C.poeppiggiana Kunth.
-
-
+
+
P 1592
Cyperus luzulae Hetzius
+
-
-
-
AS 454
Fimbrysiilis miliacea (L.) Vahl
+
-
-
-
AS 421
DILLENIACEAE
Doliocarpus dentatus (Aubl.) Slandl.
-
-
-
-
DIOSCOREACEAE
Dioscorea amaranlhoides Presl.
-
+
+
-
-
ERYllIROXYLACEAE
Erythro.xylon macrophyllum Cav.
+
-
-
-
AS 385
E. cf. mucronatum Benth.
-
-
-
+
P1615
EUPHORBIACEAE
Mabea caudata P & H.
-
-
+
+
P 1639
Nealchornia japurensis Hub.
-
-
+
P1658
Continua...
254
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 2 (continuação)
FAMÍU.VESPÉCIE
/
•>
3
4
Cot.
FLACOURTIACEAE
Casearia resinifera Spr. ex Eichl.
-
+
-
-
AS 479
Ryana canescens Eichl.
+
+
-
-
AS 461
GENTIANACEAE
Campylosiphon purpurascens Benth.
+
-
-
-
AS 428
GESNERIACEAE
Drymonia cf. coccinea (Aubl.) Wicher
+
-
-
-
AS 372
GNETACEAE
Gnetum schwackeanum Taub. ex Chuck
-
+
-
+
-
GRAMINEAE
Ichnanthus panicoides Beauv.
+
-
-
+
AS 442
Olyra sp
-
-
-
+
P 1614
HYPKXTRATEACEAE
Pristimera sp
+
-
-
AS 239
Salada cognata (Myers) Peyr.
+
-
-
+
-
HY.MENOPHYLLACEAE
Trichonianes ankersii Hook.
+
+
-
-
AS 436
T. elegans Rich.
+
-
-
-
AS 402
T. Icicorne Hook.
+
-
-
AS 431
T. martinsii Pr.
+
+
-
-
AS 435
LACISTEMACEAE
Lacistema aggregatum (Berg.) Rusby
+
+
-
+
-
LAURACEAE
Aniba hostmaniana (Nees) Mez.
-
-
-
+
P 1579
Licaria hrasiliensis (Nees) Kosterm.
-
-
-
+
P 1589
Nectatuira sp
LEGUMINOSAE
*
*
+
P 1609
Acacia multipinnata Ducke
+
+
-
-
AS 543
Copaifera langsdorfii Dcsf.
-
+
-
-
AS 471
LINACEAE
Roucheria lineaía Benth.
-
-
-
+
-
LOGANIACEAE
Antonia ovala Pohl
-
+
-
-
AS 531
Strychnos nigricans Prog.
-
-
-
+
P1580
LORANTHACEAE
Phoradendroncrassifolium (Pohl) Eichl.
-
-
-
+
P1602
MALPIGHIACEAE
Dyrsoninta cf. amazônica Griseb.
-
+
-
Mascagnia ovalifolia Griseb.
+
P1595
Continua...
255
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Anexo 2 (continuação)
F.\MÍU.MESPÉCIE
MARANTHACEAE
Calathea eiliplica K. Schum
Calalhea sp
hchnosiphon sp
Monotagnia plurispicatum (Koem.) K. Sch.
Monotagma sp
MARCGRAVIACEAE
Souroubea sp
MELASTOMATACEAE
Adelobotrys roUmdifoUa Triana
Leandra sp
Loreya umbellala (Jcrson) Wurdach
MEMSPERMACEAE
Abata grandifolia (Mart.) Sand.
Sciadoicnia brachypoda Diels
Telilo.vicon cf. knikovii Moldenke
.MONIMIACEAE
Siparana zachyaniha J. Jangoux
S. soUmonensis J, Jangoux
MORACEAE
Cecropia sp
Ficas krakovii SlandI.
Naacleopsis mello-barreloi (Standl.) C.C, Bcrg.
Sorocea maricalaia Miq.
MUSACEAE
llelicoina acaminata A. Rich.
Heliconia sp
MYRISTICACEAE
Virotadircrgens Duckc
MYRTACEAE
Calypiranihes gigantifolia Mc Vaugh
Eugenia cf. cachoeirensis Bg
Marlieria ambraticola (H.B.K.) Berg
NYCfAGINACEAE
Neca sp 4
ORCHIDACEAE
Coryanihes maculala Hook,
Polycicnis viilala (Lindl.) Rochb. f
1 2 3 4 N^Coi.
+ + - +
+ - - + AS 409
- + - P1628
+ + - + P1630
+ - - - AS 407
+ - - - AS 437
+ - + - AS 405
- + P1584
+ - - - AS 404
+ + - +
+ - P 1642
+ P 1607
+ P 1647
+ - - - AS 450
+ + - AS 477
+ - - - AS 371
- + P1617
- + - + AS 393
+ - - - AS 391
- + - P1643
- + + - P1637
- + P1581
- + - - AS 598
+ - - + P1586
+
+ + - - AS 382
Continua...
256
Diversidade Florística e Estrutura em Floreta Densa da Bacia do Rio Juruá
Anexo 2 (conlinuaçào)
FAMiUMESPÉCtE
I
2
3
4
FF Cot.
PALMAE
Astrocaryum jauari Mart.
+
+
-
-
A. mumbaca Mart.
+
+
+
+
-
Bactris sp
+
+
+
+
-
Geononia deversa (Poit.) Kunth.
+
-
-
-
AS 455
G. leplospadyx Trail.
+
+
-
-
AS 413
G. pychnostachys Mart.
+
+
+
+
AS 414
Geonoma sp 1
+
-
-
-
AS 394
Geonoma sp 2
+
-
-
-
AS 446
Iriartella setigera (Mart.) A. Wendl.
+
+
+
+
AS 417
Oenocarpus minor Mart.
+
+
+
+
AS 389
Parascheelea anchistropetala Dugand
+
+
+
+
AS 419
PASSIFLORACEAE
Dilkea sp
+
-
-
-
AS 384
Passiflora cf. edulis Mart.
-
+
-
-
AS 512
PIPERACEAE
Piper sp
+
-
-
-
AS 427
PODOCARPACEAE
Podocarpus setowii K.L.
+
+
+
+
P 1622
POLYGALACEAE
Securidaca sp
+
-
+
+
AS 519
POLYGONACEAE
Coccoloba pichura Hub.
-
-
+
-
P1634
POLYPODIACEAE
Lindsaea lancea (L.) Bedd. var. lancea
+
-
-
-
AS 441
QUIINACEAE
Quiina obovata Tul.
+
-
+
-
Q. negrensis A. C. Smith
+
+
+
-
RHAMNACEAE
Ampelozizyphus amazonicus Ducke
+
-
-
-
AS 416
RUBIACEAE
Faramea cf. platineura M. Arg.
-
+
-
+
AS 466
Palicoitrea amapaensis Steyerm.
-
-
+
+
P1590
P. condensala Standl.
-
+
-
+
P 1578
P. niarcgravii St. Hil.
+
+
-
+
AS 488
Psychotria bahiensis DC. var cornigera (Benth.) Steyerm.
+
+
-
+
AS 398
P. bracleocardia (A.DC.) Arg.
-
-
+
-
P1627
P. egensis M. Arg. ssp. barcellanã (M.Arg.) Steyermark.
+
-
-
AS 379
P. aff. hemicephalis Wenk.
+
P1618
Continua..
257
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Aneno 2 (continuação)
famIumespécie
I
2
3
4
Col.
P.poeppigtana m. Arg.
+
-
-
-
AS 378
P. racemosa (Aubl.) Rauench.
+
-
-
-
AS 440
SELAGINELLACEAE
Selaginella breinii Uitt.
+
-
-
-
AS 430
S. stellata Spring.
+
+
-
-
AS 408
SOLANACEAE
Solanum sp
-
-
+
P1588
VERBENACEAE
Aegiphylla cf. glandulifera var pyramidata (L.C. Rich) A. Moldenke
-
-
-
+
P1591
Amasonia arbórea ll.B.K.
-
+
-
-
AS 473
Vitex triflora Vahl
+
+
+
-
Vilex sp
-
-
+
-
P 1640
VIOLACEAE
Leonia cymosa Marl.
-
-
-
+
P1582
Rinoria Undeniarui (Tal.) Ktze.
-
-
+
P 1635
/?. macrocarpa (Mart. & Ei chi.) O. Kuntz.
-
+
+
-
P1636
R. racemosa (Mart.) Kuntz.
-
-
-
+
P 1610
ZINGIBERACEAE
Renealmia alpitúa Maas
-
+
+
+
P1572
* 1 = NEJ-1 , 2 = JURUÂ-1, 3 = JARAQUI, 4 = MUNGUBA
*♦ P = Pedro Luiz B. Lisboa, AS = Antônio Sérgio L. Silva
+ No. IND = número de indivíduos com DAP > lOcm; A. Basal = área basal total da espécie em m^ F.R.E.
= frequência relativa da espécie em % (n' de parcelas em que ocorre a espécie / n’ total de parcelas da
amostragem x 100); D.R.E. = densidade relativa da espécie em % (n° total de indivíduos da espécie / n” total
de indivíduos x 100); Dm.R.E. = dominância relativa da espécie em % (área basal total da espécie /área basal
total das espécies x 100); V.l.E. = valor de importância da espécie em % (F.R.E. + D.R.E. + Dm.R.E.).
258
CDD: 582
583.214
NOTAS COMPLEMENTARES AO
ESTABELECIMENTO DE Hebepetalum roraimense
(HUGONIACEAE - LINACEAE)
Ricardo de S. Secco^
Silvanna Manni B. Silva^
RESUMO - O presente trabalho representa uma complementação ao estabelecimento da
espécie Hebepetalum roraimense R. Secco & Manni Silva. São fornecidas uma descrição
ampliada e uma prancha ilustrando os principais caracteres morfológicos da espécie,
dando ênfase às estruturas que a distingue de H. humiriifolium, como pétalas com
delicada camada de pêlos vilosos internamente, ovário 4-locular, estilete 4-fidus,
estigmas não capitados, vilosos e anteras com ápice viloso. Novas informações sobre a
distribuição geográfica do gênero Hebepetalum são apresentadas.
PALAVRAS-CHAVE: Hebepetalum, Hebepetalum roraimense, Linaceae-Hugoniaceae,
Taxonomia Vegetal.
ABSTRACT - This paper presents a homologation lo the stablishment of the species
Hebepetalum roraimense R. Secco & Manni Silva. We are furnishing a wide description
and illustrations showing the main morphological characters of the species. Special
emphasis is given to the strueture that distinguishes this species from Hebepetalum
humiriifolium, as petals with a soft villous layer on the inner surface, ovary 4-locular,
stxie 4-fidus. stigmas not capitates, villous, and anthers with villous ape.x. New
informations on the geographic distribution of the genus Hebepetalum are presented.
KEY WORDS: Hebepetalum. Hebepetalum roraimense, Linaceae- Hugoniaceae,
Taxonomy.
' MCT/CNPqAluscu Paraense Emílio Gocldi - DcpPde Botânica.
“ Ex-bolsista do CNPq/Museu Paraense Emílio Goeldi.
259
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
INTRODUÇÃO
Hehepetaium rorainiense foi proposta por Sccco & Silva (1990) em uma
contribuição à sistemática das Linaceae da Amazônia, na série "Materiais para a Flora
Amazônica". Na ocasião, os citados autores propuseram-na como "espécie
possivelmente nova", em uma descrição bastante sucinta, e salientaram que a mesma
estava sendo estabelecida com hesitação, uma vez que o material estudado ainda não
era suficiente para consolidar a referida espécie como um táxon novo. Isto porque
haviam enfatizado principalmente as coleções de Hebepelalum da Amazônia brasileira.
Recentemente, o Prof. Nelson Ramireze o Dr. Paul E. Berry, do Missouri Botanical
Garden (U.S . A.), fizeram um tratamento para as Linaceae (tratadas como Hugoniaceae,
seguindo o conceito de Cronquist) para a Flora of Venezuelan Guayana, sendo que
fomos convidados pelo Dr. Berry para avaliar o referido trabalho. Desta maneira,
pudemos ter acesso às coleções mais recentes sobre Hebepelalum analisadas por
Ramirez & Berry no Missouri Botanical Garden; também há pouco analisamos as
coleções de Hebepelalum do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e do INPA. No
manuscrito de Ramirez & Berry, eles deixam claro que Hebepelalum tem 1 ou 2
espécies, estando, ao que parece, inclinados a aceitar o conceito de Seceo & Silva
(1990), para os quais Hebepelalum se constituiria das espécies //. humiriifoHum e //.
rorainiense (que foi proposta como possível espécie nova).
Em recente correspondência a nós endereçada, o Dr. Berry encorajou-nos a melhor
definir o que seria realmente a espécie //. rorainiense, já que tudo indicava que
realmente seria uma espécie boa e não uma "espécie possivelmente nova".
Diante desses novos acontecimentos, fizemos mais uma avaliação de todas as
referências bibliográficas ciladas em Seceo & Silva (1990), juntamente com o
manuscrito de Ramirez & Berry e o tratamento de Hooren & Nooteboom (1984), bem
como reanalisamos as amostras herborizados de Hebepelalum disponíveis. Chegamos,
então, a conclusão de que //. rorainiense é uma espécie autônoma, não restando
nenhuma dúvida sobre seu estabelecimento como uma nova táxon.
DESCRIÇÃO AMPLIADA DA ESPÉCIE
Hebepelalum rorainiense R. Seceo & Manni Silva, sp. nov. Typus: Território Rio
Branco (Roraima) road Boa Vista to Caracaraí, low forest type, R.L. Fróes 22.926, 01
de fev. 1948, bot., fl. (Hololypus lAN) (Figura 1).
260
SciELO
Nolas Complementares ao Estabelecimento de Hebepetalum roraimense
Haec species differt ab //. humiriifolio ovário 4-loculari, ramis slyli subulatis ct
sligmatibus villosis; antheris apice villosis; pclalis intus instruclis tenero strato pillis
villosis.
Arbor4m alta. Folium alternum elipticum vel eliptico-oblongum, margine crenata,
apice aculo et basi attenuata. Inllore.scentia biracemosa vel umbellis in racemos
aggregatis. Flores bisexuales, petalis intus molliter villosis, sepalis 5, 3-carinatis;
stamina 10. antheris apice villosis; ovarium 4-loculare, apice villoso, ad basi glabra,
stylo4-fido, ramis subulatis, tomentosis. stigmatibus villosis. Fructus non visus.
Árvore 4m de altura, ramos cilíndricos, glabros, casca estriada. Folha alterna,
elíptica a oblongo-elíptica: limbo 6.5 - 12,5 cm decompr. x 3.5 -7.5 cm de larg.,glabro,
nervação reticulada, dicotômica, sobressaindo-se a nervura principal na face abaxial,
as secundiírias promínulas em ambas as faces, bordo crenado, ápice agudo, base
atenuada; pecíolo 0.5 - 2 cm. alado por prolongamento do limbo, glabro. Inlloresccncia
rácemo de rácemo e rácemo de umbelas, terminal e axilar, levemente pilosa a glabra.
Flor bissexuada, pétalas 5, imbricadas, livres, 3 - 3.5 mm x 2 mm, oblongo-elípticas,
vilosas intemamente c nas margens, glabras externamente: scpalas 5. sendo 3 carenadas
c 2 normais, 2.5 mm x 1.5 mm. glabras. pêlos esparsos no ápice e nas margens, faces
dorsais rugo.sas; estames 10, ca. 2 - 3,5 mm, soldados nas bases, formando um feixe em
torno do ovário, antera sagitada, rimosa, ápice viloso; ovário 3 mm x 1 mm, ovoide,
4-locular, 1 óvulo por lóculo, viloso no ápice, estilete 4-fidus, estigmas subulados,
vilosos. Fruto nüo visto.
Uehepetalitm roraimense e //. hitmiriifolium distinguem-se facilmente pelos
caracteres destacados abaixo:
//. roraimense
- Pétalas com delicada camada de pêlos -
vilosos, curtos, intemamente.
- Ovário 4-locular. ápice com densa -
camada de pêlos vilosos, curtos.
- Estilete 4-fidus, curto, ramos -
subulados, estigmas vilosos.
- Anteras com ápice viloso.
- Distribuição geográfica, ao que -
piu^cce. restrita ao Estado de Roraima
(Amazônia).
//. humiriifoliitm
Pétalas com farta camada de pêlos
vilosos, longos, intemamente.
Ovfirio 5-locular, ápice com delicada
camada de pêlos vilosos, longos.
Estilete 5-fidus, longo, ramos náo
subulados, estigmas capitados, glabros.
Anteras com ápice glabro.
Distribuição geográfica ampla (ver
Seceo & Silva 1990).
261
fíol. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
l-igura 1 , lichcpeialiini roraimcnsc. A) Ranio com inflorcsccncia. B) Bolão em pré-anicsc. C) Sípalas; face
cxicma. rugosa (c); face inlema (i): sépala quilhada (q). D) Pétala: face externa (e); face interna, vilosa (i).
K) Androceu com dois estames retirados. F-) Ovário com ramos do estilete subulados (na seta), estigmas
vilosos. G) Corte do ovário 4-locular. Desenhos baseados cm Fróes 22926.
262
Notas Complementares ao Estabelecimento de Hebepetalum roraiinense
Agora, o gênero Hehepetaluni passa a se constituir de duas espécies. Sua
distribuição geográfica atual abrange Brasil (Amazônia: Pará. Amapá, Roraima,
Amazonas, Mato Grosso e Rondônia). Peru, Venezuela, Colômbia, Guayana, Suriname
c Guiana Francesa.
AGRADECIMENTOS
Ao Padre José Maria de Albuquerque, pelas correções na diagnose latina: ao bolsista
Elielson Souza, pelo desenho do ramo da planta e sombreamento das peças florais; ao
Paul Berry, do Missouri Botanical Garden (U.S.A.), pelo auxílio bibliográfico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HOOREN. A.M.N. van & NOOTEBOOM, H.P. 1984. Linaceae and Ctcnolophonaceae e.specially of
Malesia, with notes on their demarcation and the relationships wilh Ixonanthaccae. Blumea. 29: 547-563.
SECeO, R.S. & SILVA, S.M.B. 1990. Materiais para a flora amazônica - VIII. Contribuição à
Sistemática das Linaceae da Amazônia Brasileira. Boi Mus. Pará. Emílio Goelcii, série Boi., Belém, 6
(I): 113-135. jui.
Recebido em 30.03.92
Aprovado cm 01 .07.92
26.1
1 SciELO
tuZ .?íioàq<;_' ('.Bob al> liwilíain-j ov; c u/Züq ojenig y ,i.n>yA
,smiBK>H Aqf/riA .iisS irinftAf.mÂ) ^ijníOffu ÍRuii; t-jilfiiw?:} 0&?tuHni. b
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■ »<■? «H
J ■■* -
cm
2 3
g SciELO ;lo 11 12 13 14 15
CDD. 582
583.95
NOTAS SOBRE AS LIANAS DO GÊNERO CROTON
L. (EUPHORBIACEAE)^
Ricardo de S. Secco^
RESUMO - Com base cm trabalho de campo realizado no Estado do Pará (Zona
Braftantina e parte leste), estudo de recentes coleções provenientes da Amazônia e em um
levantamento bibliográfico atualizado, o autor confirma a presença do hábito lianescente
no gênero Croton L., aqui propondo três novas espécies: C. grazielae, C. javarisensis e
C. perimetralensis. A única liana conhecida no gênero era Croton pullei Lanj., mesmo
a.ssim o próprio autor da espécie viria a corrigir seu tipo de hábito ao descrever C. pullei
var. glabrior. Considerando o caráter tipo de infiorescência, .sugere-se. no presente
trabalho, duas "linhagens" para agrupar as lianas do gênero Croton. Embora diferente
quanto à morfologia floral, C. grazielae pírrece ser da mesma "linhagem" (J) de C. pullei
- infiorescência masculina e infiorescência feminina separadas, na mesma planta. C.
javarisensis e C. perimetralensis parecem estar em uma linhagem oposta (ll)adeC. pullei
- infiorescência com flores pistiladas na base e estaminadas no restante da raqtie.
PALAVRAS-CHAVE.' Euphorbiaceac da Amazônia, Croton, Taxonomia, Lianas.
' Trabalho financiado pelo CNPq - Bolsa dc Pesquisa, processo n° 301 .252/86-ZO-FV. Apresentado no
43° Congresso Nacional de Botânica, Aracaju, Sergipe. 1992.
■ MCT/PR/CNPq - Museu Paraense Emílio Gocldi, Depto. Botânica, Cx. Postal 399. 66.040, Belém,PA.
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Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
ABSTRACT - Based on field work carried out in State of Pará, recent lierbarium
collections studies from Amazônia and the updating bibliographical siirvey, lhe atiíhor
confirms the presence of lianescent habit in the geniis Croton L., proposing three new
species: C. grazielae, C. javarisensis and C. perimetralensis. The unique known liana in
the genus was Croton pullei Lanj. Furthermore the author corrected its kind of habit by
describing C. pullei var. glabrior. Considering the inflorescence kind, the present paper
siiggests tvi'o "lineage" to group the lianas of the genus Croton. Altlutugh C. grazielae is
different about floral morphology, its seems to be in the same "lineage" (l)ofC. pullei -
separated male and female inflorescence present. C. javarisensis and C. pei iinetralensis
seem to be in the opposite "lineage" (II) ofC. pullei - inflorescence with pistilate flowers
in the base and staminate one in the rest of the rachis.
KEY WORDS.’ Euphorbiaceae of Amazônia, Croton, Taxonoiny, Lianas.
INTRODUÇÃO
Crown L., nome proveniente do grego, que significa carrapato, em alusão à forma
das sementes da planta (Smith & Downs 1988), é um dos gêneros de mais ampla
distribuição geográfica da família Euphorbiaceae e está necessitando de uma criteriosa
revisão atualizada, uma vez que os trabalhos básicos sobre o mesmo ainda são os de
M ueller ( 1 866, 1873). Possivelmente é o gênero mais bem sucedido das Euphorbiaceae
em termos de ocupação de "habitats" e apresentação de hábito de crescimento, já que
c encontrado nos mais variados cco.ssistcmas tropicais (mata de terra firme, de várzea,
de igapó, vegetação de canga, campos rupestres, cerrados, capoeira, etc.), sob a forma
de árvores, arbustos, ervas e lianas, que se estendem a ecossistemas subtropicais e
temperados do paleotrópico e neotrópico.
Apesar de ser um gênero bem natural, apresenta acentuado polimorfismo, o que
talvez tenha motivado o grande número de espécies para ele descritas - perto de 1000
(Webster & Burch 1 968) e que possivelmente deverá ser reduzido em um estudo futuro.
A maioria dessas espécies (Korre nas Antilhas e na América do Sul, com expressiva
representatividade na Amazônia. Entretanto, os trabalhos mais recentes sobre Crown
da América do Sul. como os de Lanjouw( 193 l):Croizat( 1940 abc, 1941, 1944, 1945);
Jablonski (1965); Klein (1977); Bezerra & Fernandes (1982); Harley & Simmons
(1986) e Smith & Downs (19811), ainda são pouco satisfatórios para identificar o grande
número de espécimes indeterminados recentemente coletados, depositados nos grandes
herbários amazônicos (lAN, INPA c MG). Quase todos esses trabalhos não são
ilustrados ou prescindem de uma chave de caráter prático, e alguns propõem muitas
261 )
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Notas sobre as Lianas do Gênero Croton L.
espécies novas, cuja distinção é tarefa mui árdua, o que dificulta ainda mais a
compreensão do gênero em foco.
De qm modo geral, os trabalhos que versam sobre Croton do Novo Mundo
(Klotzsch 1843; Mueller 1866, 1873: Ferguson 1901; Pax & Hoffmann 1931; Lundell
1940; Steyermark apud Standley 1940; Croizat 1940 abc, 1941, 1942 ab, 1943, 1944
ab, 1945; Steyermark 1952; Smith & Downs 1959 ab; Jablonski 1965; Webster 1967
ab; Webster & Burch 1968; Hutchinson 1969; Klein 1977; Aliem 1978, 1979;
Steyermark 1978, 1980; Bezerra & Fernandes 1982; Sneep & Roon 1984; Cordeiro
1985; Harley & Simmons 1986; Smith & Downs 1988; Webster & Huft 1988; Gordillo
& Raminez 1990 e Webster s.d.) registraram o tipo de hábito das espécies desse gênero
como sendo árvore, arbusto ou erva. Ou seja, nenhum registro foi feito, nesses trabalhos,
sobre o hábito lianescente no gênero Croton. Coletores experimentados na região
amazônica e em outras áreas do ncotrópico, como o Prof. Murça Pires e os assistentes
Nélson A. Rosa, Nilo T. Silva e Luis Coêlho informaram ao autor da presente
contribuição dc.sconheccr Croton com porte lianescente.
Lanjouw (1931) descreveu Croton pitUei. assinalando que esta seria a primeira
espécie do gênero com hábito lianescente. Mais tíu-dc, o mesmo autor ( 1 939a) descreveu
a variedade glahrior e disse que, de acordo com Rombouts. que coletou a referida
variedade, aquela seria uma ávore e que a anotação da etiqueta feita pelo coletor da
espécie C. piillci. Prof. Stahcl, seria um engano. Já que nenhuma espécie de Croton
poderia ser liana. Na mesma data, Lanjouw ( 1939b) publicou uma correção sobre C.
pullei na Flora of Suriname, assim se referindo ao assunto "p. 34, line 15, instead of
"scandent srub" read: tree ou srub (scandent?)". Apesar des.se aspecto confu.so quanto
ao porte dessa espécie, geralmcnte as amostras de Croton encontradas nos herbítrios
com hábito lianescente têm sido identificadas como C. pullei.
Nos herbários MG e lAN encontrou-se referência ao hábito lianescente apenas
associado a C. pullei c a C. pullei var. globrior. Fora disso, enconü-ou-se os seguintes
dados, que parecem nada ter a ver com o referido tipo de hábito: um coletor referiu-se
a Croton matourensis Aubl. como arbusto pendente; outro a C. sincorensis Marl. como
arbusto algo escandente; Borhidi & Mufliz apud Borhidi (1977) descreveram Croton
suhdecumbens para Cuba como subarbusto dc ramos decumbentes ou eretos; na Flora
Brasiliensis, Mueller ( 1 873) cita os nomes C. scanclens Vell. e C. scandens Sieb. como
sinônimos de Plukenetia tamnoides Muell. Arg. (frutex .scandens) e Tragia volubilis
(L.) Muell. Arg. var. genuina (fruticulus scandens). respectivamente.
O que despertou o interesse do autor da presente contribuição pelo assunto foi o
fato de ter coletado, recentemente, no município de P;u-agominas, Pará (Figura 15), um
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cipó de folhas trilobadas. que chega a alcançar até 25m de altura (!) na mata de terra
firme. Surpreendentemente, o referido cipó pertence ao gênero Croion e está sendo
estudado com mais detalhes (C. ascendens ined.), conjuntamente com o assistente
Nélson A. Rosa, do Museu Emílio Goeldi.
Portanto, constatando que o hábito lianescente ainda não estava devidamente
esclarecido no conceito de Croton, conforme comprova a extensa literatura consultada,
apresenta-.se aqui. ao lado de novas informações sobre Croton pullei e C. pullei var.
glahrior, novas espécies amazônicas do referido gênero e que são comprovadamente
lianas, na tentativa de contribuir para melhor esclarecer sua complexa taxonomia.
CHAVE PARA SEPARAÇÃO DAS LIANAS DO GÊNERO CROTON L.
1. Flores eslaminadas e pistiladas dispostas em inflore.scências separadas, na mesma
planta.
2. Folhas adultas com esparsa camada de pêlos estrelados na face abaxial; além da
inflore.scência feminina, estrobiliforme, a planta apresenta uma flor pistilada,
isolada, com sépalas reduplicadas. Junto à inflorescência masculina
C. pullei \-Js. glahrior
2’. Folhas adultas com densa camada de pêlos estrelados (escamosos ou em tufos)
na face abaxial: .sem llor pistilada, isolada, junto à inflorescência masculina.
3. Pêlos d;t face abaxial da folha sésseis, escamosos; face adaxial da folha com
pêlos estrelados concentrados apenas nas nervuras; florestaminada ca. 5mm;
lacínios do cálice lanceolados; pétalas tipicamente lanceoladas,
internamente vilosas, especialmente na base e na margem, ápice agudo;
estames 10-11, livres, vilosos; espaço enü-e as tecas das anteras vilo.so,
unilateralmente; inflorescência feminina estrobiliforme 1-3, laxa, terminal.
C. grazielae
3'. Pêlos da face abaxial da folha não sésseis, em tufos; face adaxial da folha com
densa camada de pêlos estrelados, sésseis, muito ramificados, dcndríticos;
flor estam inada ca. 7m m; lacínios do cálice sagitados a obovadotriangulares;
pétalas tipicamente obovadas, densamente seríceas internamente, ápice
espalulado; estames 1 1 , formando feixe, pêlos seríceos; espaço entre as tecas
da antera glabro; inflorescência feminina estrobiliforme, densa, isolada,
axial ou terminal C. puUei
1 '. Inflorescência bissexuadas, com flores pistiladas na base e estam inadas no restante
da raque.
26X
Notas sobre as Lianas do Gênero Croton L.
4. Folhas inteiras; cálice da flor pistilada com densa camada de pêlos estrelados
extemamente; estiletes 2-3 partidos.
5. Folhas com base cordada; cálice da flor pistilada com lacínios sagitados,
intemamente glabros; ovário subgloboso. densamente hirsuto; estiletes
2-partidos, rugosos, glabros. disco segmentado C.javarisensis
5’. Folhas com base obtusa; cálice da flor pistilada com lacínios obovados, com
densa camada de pêlos estrelados interna e extemamente; ovário trígono.
com pêlose.strelados.estiletes 2-3 partidos, pilosos,di.scoau.sente
C. perimetralensis
4’. Folhas lobadas; cálice da flor pistilada com pêlos sedosos, longos,
internamente; estiletes 6-partidos C. ascendens inéd.
DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES
1. Croton graziehte R. Seceo, sp. nov. Typus: Brasil, Amazonas, bctween missão
Salesiana and serra Pirapucu, SUva & Brasão 60834, forest, january 1966
(holotypus MG, isotypus NY). Figuras 1-4 e 15.
Liana scandens in arbores C. 12m altas. Rami pilis stellato-ferrugineis obtecti.
Folium ovatum (lanccolatum dum juvene), 2-venosum. Inflorescentia mascula
racemosa glomerulis praedita. femina autem racemosa simplex floribus protectis a
bracteolis lanceolatis. Flores staminati cálice 5-laciniato. laciniis lanceolatis, interne
glabris. Pétala lanceolata glabra vel foris sp;irsim vilosa, intra dutem dense vilosa.
Stamina filamentis viloso-argenteis libcrisque formata. Flores pistilati dum juvenes
tantum visi; ovarium piriformestellato-ferrugincum.
Liana monóica em árvore a 12m de altura. Ramos jovens e adultos, pecíolos e
nervuras foliares cobertos com densa camada de pêlos estrelado-ferrugíneos. Folha
alterna com densa camada de pêlos estrelado-velutinos. sésseis. escamosos, na face
abaxial, estrelada nas nervuras ou glabrescente na face adaxial (na folha jovem,
den.samente estrelada), margens com glândulas caliciformes; pecíolo 1-4 cm de
comprimento, ligeiramente estriado, com um par de glândulas crateriformes; limbo
cartáceo, ovado (na fase jovem, lanceolado) 7-16 cm de comprimento x 3,5-9 cm de
largura, ápice acuminado, base ligeiramente cordada à cuneada (fase jovem),
2-nervada, nervuras proeminentes na face abaxial, promínulas na adaxial.
Inflorescência racemosa, a masculina rácemo de glomérulo ca. 25-40 cm de
comprimento, raque estrelado-ferrugínea, a feminina rácemo simples estrobiliforme
(vista na fase jovem), estrelado-ferrugínea, com as flores reunidas a algumas
estaminadas, protegidas por bractéolas lanceoladas. Flores estaminadas numerosas.
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cobertas de pêlos estrelados, pedicelos 1-2 mm. cálice 5-laciniado, lacínios lanceolados
internamente glabros, margens vilosas: pétalas 5. lanceoladas. 2 mm x 1 mm. glabras
ou esparsamente vilosas externamente, densamente vilosas internamente,
especialmente na base e nas margens; estames 10-11. filetes densamente
viloso-prateados, livres, anteras delicadamente vilosas entre as tecas, di.sco
.segmentado, glabro. Flores pistiladas vista em fa.se jovem, apenas 1 em fase adulta,
cobertas com densa camada de pêlos estrelado-ferrugíneos, pedicelo ca. 3 mm,
subulado, lacínios pilosos interna e externamente, ovário densamente
estrelado-ferrugíneo, pirifonne, ca. 2 mm x 3 mm, estiletes depau[)erados na amostra
analisada.
Dentre as espécies aqui tratadas, Croton grazielae é a mais próxima de Croton
pullei, principalmentc por apre.sentar dois tipos de inflorescências na mesma planta:
uma com llorcs e.staminadas e outra com llorcs pistiladas e algumas estaminadas
(gcralmcntc no ápice) protegidas por bracteolas. Tanto que. a princípio, pcn.sava-se que
a amostra Silva & Brazão 60834 tratava-se de C. pullei. Entretanto, as espécies
separam-se pelos caracteres da morfologia lloral e foliar apresentados na chave acima,
o que fez com que propuséssemos C. grazielae. Vale aqui enfatizar que os estames de
C. grazielae .süo livres, enquanto que os de C. pullei e C. pullei var. giabrior formam
feixes.
A inflorescência feminina de C. pullei está em estágio bastante jovem, mas parece
apresenttir (como C. grazielae) algumas flores estaminadas nas parle apical.
Esta espécie é dedicada à Dra. Grazicla Maciel Barroso, em homenagem ao seu
insigne trabalho na formação de recursos humanos para a Botânica Sistemática.
2. Croton javarisensis R. Seceo. .sp. nov. Typus: Estado do Amazonas, rio Javari, mata
de várzea. Lleras et ai f”/ 7056, agosto 1973 (holotypus MG; isotypus NY). Figuras
5-9 e 15.
Liana c. 4m. Rami juveniles pilis stellatis, adultique glabrescentes. Folium
ovato-elipticum vel ovato-lanceolatum, apice acuminato basique cordata, 2-ncrvatum.
Inflorescentia bisexualis raccmo.sa floribus pistillatis ba.salibus; lloresque staminati
terminalis numerosi, pilis stellato-velutinis praediti. Calyx 5-laciniatus. laciniis
sagittatis. glabrisque interne. Pétala lanceolata fere glabra interne. Staminia leviterbasi
concreta. Flores pistilali ovário subgloboso, densc hirsuto, stylo 2-partido praediti.
Liana monóicade4m. Ramosjovense pecíoloscom pêlos estrelados deasos, ramos
adultos glabrescentes. Folha alterna com delicada camada de pêlos estrelados em ambas
270
Notas sobre as Lianas do Gênero Croton L.
as faces, mais evidente na face abaxial, mais concentrada nas nervuras; pecíolo 0.5 -
0,7 cm de comprimento, cilíndrico, com 1 par de glândulas visíveis na face abaxial da
folha; limbo cartáceo, ovado-elíptico a ovado-lanceolado, 7-1 1 cm de comprimento x
3-6 cm de largura, ápice acuminado. base cordata 2-ncrvada, nervuras proeminentes na
face abaxial, promínulas na adaxial. Inllorescência racemosa. 3-4 cm de comprimento,
terminal, bissexuada. flores pistiladas na base, as estaminadas reunidas no restante da
raque. Flores estaminadas (vistas apenas em botüo) numerosas, cobertas de pêlos
estrelado-velutinos. pedicelos delgados ca. 1-4 mm, cálice 5-laciniado, lacínios
■sagitados, internamente glabros; pétalas 5, lanceoladas, ca. 2-3 mm de comprimento,
pêlos vilosos extemamente. quase glabras ou com esparsos pêlos seríceos prateados
internamente, mais concentrados na base; estames ca. 15-16, filetes com pêlos
■scríceo-prateados, levemente concrescidos na base. disco segmentado, segmentos
capitados. Rores pistiladas (vistas cm fase de pré-ante.se e botão) cm menor quantidade (ca.
de 1 a 3 por inllorescência). cobertas de pêlos semelhantes às estaminadas, pedicelos
subulados ca. 2-3 mm, cfüicc 5-l;iciniados. lacínios sagitados, ovário subgloboso, ca. 2,5-3
mm. dcn.samcntc hirsuto, disco segmentado, glabro, estiletes 2-partidos, rugosos, glabros.
Croton javarisensis f:iz p;ulc do grupo das lianas do gênero Croton cuja inflorescência
apresenta llores pistilackis na base e estaminadas no restante da raque (ver chave).
Entretanto, destaca-se facilmente das dcm;üs espécies do grupo por apresentar 16 estames,
ovfuio subgloboso. dcn.samcntc hirsuto e pétalas lanceoladas, inlcni;imcntc qua.se glabras
ou com pêlos .seríceos na base. Vale .salientear que, dentre as espécies aqui tratadas, C.
jorarisensis parece .ser a única de (x:orrência cm mata de v;trzea.
Trata-.se de uma espécie consideravelmente oposta aos padrões morfológicos de
Croton pnllei.
3. Croton perintetralensis R. Seceo, sp. nov. Typus: Amazonas, along estrada Perimetral
Norte, betweem São Gabriel and 1° BEC army, roadside terra firme, A/cncí?/' 644. july
1979 (holotypus MG; isotypus INPA, NY). Paratypus: Amazonas, along BR 307
(Perimetral Norte), N from São Gabriel, ncar Igarapé Freitas and at Equador, roadside
sccondary grovjlh, Poole 2030, }u\y 1979 (INPA, MG, NY). Figuras 10-13 e 15.
Liana. Rami pilisstcllato-fcrrugineisobtecli. Folium ovatum vel ovato lanceolatum,
apicc acuminato, basique obtusa vel Icvitcr cuncata, 2-venosum. Inflorescentia
racemosa (uni.scxualis?) femina tantum visa. Flores pistilati cálice 5-6-laciniato,
laciniis ovatis, intra forisque pilis stcllato-vclutinis; ovário trigono, dense stcllato, disco
absente stylis 2-3-p;irtitis praediti. Fructus capsula trigona pilis stellato-fcrrugineis obtccta
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Liana monóica. Ramos e pecíolos com pêlos estrelado-ferrugíneos densos. Folha
com pêlos estrelados em ambas as faces, mais evidentes na face abaxial; pecíolo 1.5 -
3 cm de comprimento, canaliculado, com 1 par de glândulas apicais; limbo cartácco,
ovado a ovado-lanccolado, 6-12 cm de comprimento por 3-6 cm de largura, ápice
acuminado. base obtusa a ligeiramente cuneada, 2-nervada. nervuras proeminentes na
face abaxial, impressas na face adaxial, margens com glândulas caliciformes.
Inflorescência (vista apenas a feminina) racemosa, ca. 16 cm unissexuada (?), terminal.
Flores estaminadas nüo vistas. Rores pistiladas com pedicclo ligeiramente anguloso,
ca. 2 mm, cálice 5-6-laciniado. ca. 4-4.5 mm de comprimento, com densa camada de
pêlos estrelado-velulino externa e intemamente, lacínios ovados, ovário trigono ca. 2
mm X 3mm, densamente estrelado, disco ausente, estiletes 2-3 partidos, com pêlos
estrelados. Fruto cápsula trigona, 1 cm de diâmetro, coberto com leve camada de pêlos
estrelado-ferrugíneos, sementes 0.6 cm. carunculadas.
No presente trabalho, colocou-se Croton perimetralensis provisoriamente no mesmo
grupo das lianas do gênero Croton ao qual pertence C.javarisensis, apesar das amostras
estudadas apre.sentarem apenas frutos e poucas flores pistiladas na inflorescência. levando
a suspeitxir-se que a mesma nâo apresente flores estamin;idas no restante da raque.
Entretanto, preferiu-sc considerá-la junto ao grupo de C. javarisensis, até que se possa
analisar material botânico em condições mais .satisfatórias para melhor agrupá-la, já que
nas amosüas estudadas as inflorescências estão um tanto depauperadas.
Esta espécie destaca-se das demais lianas de seu grupo por apresentar o ovário
trigono, disco ausente, cálice com densa camada de pêlos estrelado-velutinos interna e
extemamente, e folhas com base obtusa.
Trata-se de uma espécie bastante diferente de Croton pullei.
4. Croton pullei Lanj. The Euphorbiaceae of Surinam. p. 18-19.1931. Typus: upper
Surinam R. nearGoddo 26/01/1926, Stahel 76 (holotypus U; isotypus K,U; foto do
isotypus MG). Figuras 14 e 15.
Esta espécie foi descrita por Lanjouw (1931) como endêmica do Suriname, e a
coleção aqui estudada confirma tal condição.
De acordo com Lanjouw (1939a), C. pullei foi colocada como liana com base em
uma anotação na etiqueta da coleção feita pelo Prof. Stahel. Analisando o holótipo,
procedente de Utrecht, não se encontrou ali nenhuma referência na exsicata, ao hábito
lianescente de C. pullei. Entretanto, embora o hábito liancscente de C. pullei tenha sido
retificado por Lanjouw ( 1 939a.b), tudo indica que a referida espécie possa ser realmcntc
uma liana, uma vez que a coleção estudada no presente trabalho comprova esse tipo de
272
Notas sobre as Lianas do Gênero Croton L.
hábito no gênero Croton. Cenamente que esta dúvida quanto à presença ou não do
hábito lianescente no gênero Croton deve ter levado autores como Jablonski (1965),
Hutchinson ( 1%9) e Webster (ined.) a não fazerem referência a esse tipo de hábito em
seus recentes tratamentos sobre o gênero.
Croton ptillei está ilustrada na descrição original (Lanjouw 1931).
5. Croton pullei var. glabrior Lanj. Rec. Trav. bot. néerl. 36(2):697. 1939. Typus:
Surinam ad. fluv. Tapanahoni, pr. catar. Kapoea, 10/02/1939, Rombouts 654
(holotypus U; isotypus lAN, U). Figura 15.
Ao propor esta variedade, Lanjouw (1939a) diferençou-a de C. pullei Lanj.
espccialmcnte pelo tipo de indumento da folha, a qual seria esparsamente coberta com
pequenos pêlos estrelados na face abaxial e qua.se glabra na adaxial. Destacou-se
lambem o tamanho e a forma da folha, que seriam diferentes na variedade cm relação
à espécie-tipo. Com relação ü flor pistilada. salientou que a mesma seria angular e com
sépalas rcduplicadas, e que a mesma estava em melhor estado na variedade do que na
espécie-tipo. Analisando o holótipo (U) e o isótipo (lAN, U) da variedade, não se
encontrou nenhuma flor pistilada, apenas inflorescência com flores estaminadas. Em
recente trabalho de campo, no município de Peixe-Boi (PA), coletou-se Croton pullei
vim ^ç/fl/i/7orc verificou-se que referida variedade apresenta inflorescências pistiladas
c estaminadas da mesma planta, e uma flor pistilada, isolada, próxima à inflorescência
masculina. No holótipo da espécie (C. pullei Lanj.) estão presentes flores pistiladas,
mas cm estágio bastante jovem, em inflorescência estrobiliforme (Figura 14).
Com base na coleção aqui analisada e em trabalho de campo do autor, assegura-se
que C. pullei var. glabrior apresenta hábito lianescente e não arbóreo, como consta cm
Lanjouw (1939a).
No presente trabalho, essa variedade está sendo assinalada pela primeira vez para
Caiena e para o Brasil (Pará), conforme mostra a Figura 15.
MATERIAL EXAMINADO
Caiena, rives de la rivière Camopi (Oyapock), Oldeman & Sastre 6/, 06/02/1968,
bot (CAY); a proximité du villagc Zidock, Trois Sauts, Haut Oyapock, Vrevost &
Grenand 959, 21/08/1980, est (CAY). Pará, rio Paru do Oeste, arredores da Missão
Tmy6,P.Cavalcante 2565, 01/03/1970, bot, fl (MG); município de Peixe-Boi, Fazenda
Monte Verde, Seceo & Rosa 790, 13/03/1992, ' fl (MG); idem, Seceo & Rosa 808,
17/06/1992, fr (MG).
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
E possível que as lianas aqui tratadas, com exceção de C. ascendens, formem um
complexo e somente um rigoroso trabalho de campo, no qual se façam coleções mais
completas, possa contribuir para melhor interpretá-las. Entretanto, tomando-se por base
o caráter disposição das flores nas inflorescências, sugere-se que referidas lianas
possam ser agrupadas em duas "linhagens", como segue:
I - Flores estaminadas e pistiladas dispostas em inflorescências separadas, na mesma
planta. A inflorescência feminina pode apresentar algumas flores estaminadas no ápice.
- Croton pullei
- C. pullei var. glabrior
- C. grazielae
II - Flores pistiladas (na base) e estaminadas (na parte restante da raque), dispostas
na mesma inflorescência.
- Croton ascendens inéd.
- C. javarisensis
- C. perimetralensis
Considerando-se Davis & Heywood (1963), para os quais o hábito lianescente é
uma das características mais evoluídas das Angiospermae, pode-se reforçar a condição
de Croton como gênero bem sucedido das Euphorbiaceae, já que este parece ser o único
"taxon" da referida família a se apresentar desde árvores, arbustos, ervas, até lianas,
com sistema sexual monóico ou dióico.
Entende-se que a taxonomia do gênero Croton representa um grande desafio, mas
que todo o "euphorbiólogo" deve enfrentar, sob pena do gênero continuar sendo um
"quebra-cabeça". No caso das lianas aqui apresentadas, no momento parece ser este o
tratamento mais adequado. Isto porque o presente estudo foi baseado na coleção-tipo
de C. pullei e C. pullei var. glabrior, ao lado de recentes coleções de lianas realizadas
(inclusive pelo autor - Seceo & Rosa 790, 808) na América do Sul (especialmente na
Amazônia).
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L.
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Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Boi. 8(2) 1992.
Figuras 5-9. Crolon javarisensis. 5. Ramo fértil, destacando infloresccncia com flor feminina na base e
masculina no restante da raque. 6. Andrixeu (estames concrescidos na base). 7. Pétala (faces interna (i) e
externa (c)) e segmento do disco. 8. Gineceu. 9. Sépala da flor feminina (faces interna (i) e externa (e))
(L/eras Pt 7086).
21 G
Notas sobre as Lianas do Gênero Croton L.
Figuras 10-14 Croton perinietralensis. 10. Ramo com infrulcscência (Alencar 6-I-I). 11. Scpala da flor
feminina (pilosa interna c extemamente). 12. Gineceu (Figuras 1 1 e 12) - Poote 2030). 13. Fmio (Alencar
644). Figura 14. Inflorcscência feminina de Croton paliei (Slahel 76).
111
Boi. Mus. Para. Emílio Goeldi, sér. Bot. 8(2) 1992.
Figura 1 5. Distribuição geográfica das lianas dogênero Croton: C.pultei. C.piillei \Ax.giabrior, C. grazietac.
C. perimciralensis. C.javarisensis e C. ascendais ined. As selas indicam os locais onde o autor fez trabalho
de campo - Paragominas e Peixe-Boi (Pará). Desenho de Rafael Alvarez, baseado em mapa da Flora
Neotrópica, de H.R. Rypkema.
278
Notas sobre as Lianas do Gênero Croton L.
AGRADECIMENTOS
Ao CNPq, pela Bolsa de Pesquisa (processo n® 301.252/86) concedida para
estudarmos as Euphorbiaceae da Amazônia; ao Padre José Maria Albuquerque, da
FCAP, pelo auxílio nas diagnoses latinas; aos Drs. Jorge Fontella. do Jardim Botânico
do Rio de Janeiro e Enrique Forero. do Missouri Botanical Garden, pelo apoio
bibliográfico; à Dra. Graziela M. Barroso, pelas sugestões quanto à morfologia de
Croton-, ao Elielson Souza Rocha, estagiário da Museologia-DEC (MPEG), pela
confecção das ilustrações; aos Srs. Curadores dos herbários do lAN, de Utrecht (U) e
Caiena pelos empréstimos das coleções; ao Celso Moraes, do Museu Goeldi. pelo
trabalho de digitação do texto. Finalmente, agradecemos às Dras. Nanuza L. Menezes
e Ana Maria Giulietti, do Instituto de Biociências - USP, pelo apoio logístico e atenção
concedidos para o desenvolvimento de parte desta pesquisa no herbário daquela
instituição.
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Recebido em 25 . 1 1 .9 1
Aprovado cm 28.08.92
281
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CONTEÚDO
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DIVERSIDADE FLORÍSTICA E ESTRUTURA EM FLORESTA DEN-
SA DA BACIA DO RIO JURUÁ-AM
Antônio Sérgio Lima da Silva, Pedro L. B. Lisboa& Ubirajara N. Maciel... 203 -258
Notas
NOTAS COMPLEMENTARES AO ESTABELECIMENTO DE
Hebepetalum roraimense (HUGONIACEAE - LINACEAE)
Ricardo de S. Secco & Silvanna Manni B. Silva 259 - 263
NOTAS SOBRE AS LIANAS DO GÊNERO CROTON L.
(EUPHORBIACEAE)
Ricardo de S. Secco 265 - 281