ut, pote
cisto ds
Fe
amina
ceaçtero
ceeinians
HARVARD UNIVERSITY
é
Library of the
Museum of
Comparative Zoology
LATÃO OT HIHAMU EST a
AQRMAIASAL! AUT ABA ARAMIS
IN
BL ISSN 0073-4721
e
Iherinsia
Série Zoologia
Arauso, M.L. de; ALves, M.L.M.; BaLEsTRIN, R.L. & Aguiar, L.FS. de. Nascimento e desenvolvimento de Bothrops neuwiedi
em calvento (Serperitos, "VIDERÄBE) asas sussa pontes ap pedi ot eno See Feen BE
Gauieo, M.H.M. & Martins, U.R. Divisão do gênero Phacellocera (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Anisocenini) ..... 11
BARCELLOS, À. & GRAZIA, J. Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris (Heteroptera, Pentatomidae, Pentatomini) ......................,. 27
Armas, L.E de & Ochoa, R.T. Taxonomia de Stenochrus brevipatellatus, comb. n. (Schizomida, Hubbardiidae) .............. 47
Santos, S. Moult cycle in the swimming crab Portunus spinimanus (Brachyura, Portunidae) from Ubatuba, São Paulo, Brazil 51
Diaz, A.C.; PerrieLLA, A.M. & Sousa, L.G. Setogenesis and growth of the freshwater prawn Palaemonetes argentinus (Decapoda,
Curides, PALSERWERBSEN u. eher rege ode cd e 59
Vaccaro, O.B. & Prantanıpa, M.J. Type specimens of recent mammals housed in National collections of Argentina ............. 67
Moura, L. de A. Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae) ...... 75
DomanescHi, O. & Narchı, W. Adaptative convergences in two nestling bivalves (Myoida: Myidae, Hiatellidae) of the Brazilian
qi 7 | PERO DRE re E APR SAR SA OS UR RS EO RENTEN DONE RER ER SR TA TER 89
MERMUDES, J.R.M. Nova espécie de Dihammaphora da Colômbia (Coleoptera, Cerambycidae, Cerambycinae, Cleomenini). 97
Gómez, S.E. Niveles letales de pH en Odontesthes bonariensis (Atheriniformes, Atherinidae) ...u....u.sn 101
Giannini, K.M. & Beco, L.R. Labor division among workers of Melipona compressipes fasciculata with comments on task
specialization (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae) .............sssnassannasssennmnnennunsnshannnesssnunsunsssennnuonsanuunsasessunstüannnanstennnnnsere. 109
Garurm, V. Descrição de uma espécie nova de Astyanax (Teleostei, Characidae) da bacia do Tocantins, Brasil .........s 115
Bass, D. & VoLKMER-RißEmo, C. Radiospongilla crateriformis (Porifera, Spongillidae) in the West Indies and taxonomic notes 123
Campos Jr., O. & MeLo, G.A.S. de. Nova espécie brasileira do gênero Deilocerus (Brachyura, Podotremata, Cyclodorippidae) 129
Cagtano, EH.; EspaDALER, X, & Zara, FJ. Comparative ultramorphology of the proventriculus bulb of two species of Mutillidae
VENDERGETR). 3. ans makseeirered ra sp e a o A so SEE 133
Campos Jr., O. Nova espécie do gênero Aegla da bacia do rio Paraíba, Brasil (Anomura, Aeglidae) „u. 137
Lima, J.F. de S. & LanccurH, A. The karyotypes of three Brazilian species of the genus Dasyprocta (Rodentia, Dasyproctidae) 141
Ventosa, L. & Cuervo, N, Cultivos masivos de Dermatophagoides pteronyssinus y D. siboney (Acari, Pyroglyphidae) en un
Mie REDOR ssa ABER SR ROY Dan ri ssa O a SA ES AZAR A PT 147
Fonseca Nero, J.C, da & Sach, H.L. Effect of environmental salinity on the apical surface of chloride cells of the euryhaline
teleost, Mugil platanus (Pisces, Mugilidae) ...............s Prensa La e ee a SR AR 151
Siva, C.M.M. da & VoLkmer-Risero, C. The Ethiopian species of the genus Metania (Porifera, Metaniidae): I. Redescription
Es PR, CON iss cê rio esiacgosiss fr di cio RR pá E a RS ST NET 2 © 9 157
Moura, L. de A. Revisão do gênero Neolochmaea (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae, Galerucini) ......ss;sumessssensessessasss 169
SimonE, L.R.L. & Leme, JL.M. Two new species of Megalobulimidae (Gastropoda, Strophocheiloidea) from North São Paulo,
DER ne nen POP a PAR 1 RR DD E REDEP D cADER ST o, o 189
Museu de Ciências Naturais
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS
órgão da
FUNDAÇÃO ZOOBOTÂNICA DO RIO GRANDE DO SUL
CGC 87.912.929/0001-75 - Supervisionada pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento
Editor responsável: Maria Helena Mainieri Galileo
Comissão redatorial: Erica H. Buckup (Presidente), Inga L. Veitenheimer Mendes,
Maria Aparecida de L. Marques, Maria Lúcia Machado Alves, Maria Helena M.
Galileo. j
Colaborador: Luciano de Azevedo Moura
Apoio Técnico: Ana Paula Alves Borba
BL ISSN 0073-4721
Iheringia
Série Zoologia
Sér. Zoologia | Porto Alegre p. 1-208 27 novembro 1998
A revista IHERINGIA, Ser. Zool. é editada pelo Museu de Ciências Naturais,
órgão da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, entidade de direito privado,
instituída pela Lei Estadual nº 6.497, de 20.12.72, supervisionada pela Secretaria de
Estado da Agricultura e destina-se à divulgação de trabalhos científicos originais,
inéditos, resultantes de pesquisa em Zoologia.
Este número foi editado e impresso na gráfica Pallotti em novembro de 1998.
Tiragem 600 exemplares.
Endereço para permutas, doações e correspondência: Fundação Zoobotânica
do Rio Grande do Sul, Editoração, Cx. Postal 1188, CEP 90001-970 Porto Alegre,
RS, BRASIL. Tel. (051) 336.1511; Fax (051) 336.1778.
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores. É permitida a
reprodução total ou parcial dos artigos da Revista, desde que seja citada a fonte.
Iheringia, Sér. Zoologia. v. 1, 1957 -
Porto Alegre, RS - Brasil, Museu de Ciências Naturais
Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
1957 -
Semestral
ISSN 0073-4721
1. Zoologia-Periódicos - Brasil.
2. Trabalhos científicos - Zoologia - Brasil. I. Museu de
Ciências Naturais, Fundação Zoobotância do Rio Grande
do Sul
CDU - 59 (05)
Artigos publicados em Iheringia Sér. Zoologia são indexados por: Abstracts of
Entomology, Bioresearch Index, Biological Abstracts, Entomological Abstracts,
National Inquiry Services Centre, The Zoological Record, Wild Life Review
Abstract.
Programa de Apoio a Publicagöes Cientificas
MCT ®cnea (PJFINEP
NASCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DE BOTHROPS NEUWIEDI EM
CATIVEIRO (SERPENTES, VIPERIDAE)
Moema Leitão de Araujo !
Maria Lúcia Machado Alves !
Rafael Lucchesi Balestrin '?
Luis Felipe Schmidt de Aguiar !?
ABSTRACT
BORN AND DEVELOPMENT OF BOTHROPS NEUWIEDI IN CAPTIVITY (SER-
PENTES,VIPERIDAE). Between 1990 and 1997, were observed 581 neonates of Bothrops neuwiedi Wagler,
1824 born from Jan Ist to May 12th. From 497 samples, 171 (34.4%) were females and 326 (65.60%) were males.
Among these, 70.79% of the females and 80.06% of the males died within the first year; and 8.75% of the females
and 7.68% of the male died within two years. Until the 6th year, 7.01% of the females and 2.14% of the males
survived and 13.45% of the females and 10.12% of the males still live. The females weighted 10.5 g when they
were born and were 26.0 cm long; and the males 10.75 g and 26.1 cm, in average. In the first year, the females
have grown in average 26.0 g and 16.1 cm; and the males 8.94 g and 5.4 cm; in the second year, females 39.7
g and 15.7 cm, and males 19.97 g and 3.54 cm. The proportion of the tail if compared to the head and trunc, was
6.9 for females and 6.27 for males.
KEYWORDS. Bothrops neuwiedi, neonates, development, captivity.
INTRODUÇÃO
Nascimento e desenvolvimento de filhotes de Bothrops Wagler, 1824, Bothriechis
Peters, 1859 e Porthidium, Cope, 1871 foram relatados por diversos autores. LELOUP
(1973) observou um lote de 50 neonatos de Bothrops moojeni Hoge, 1966 nascidos em
cativeiro, citando média dos pesos e desenvolvimento até 3 anos. LerrÃo-DE-ARAUJO &
PERAzZOLO (1974) citaram o comprimento e a massa de filhotes de Bothrops alternatus D.
B. & D., 1854 nascidos em cativeiro e a primeira alimentação.
Hoce & FEDERSONI Jr. (1976/77) descreveram o nascimento de 33 neonatos de
1. Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188,
CEP 90001-970 Porto Alegre, RS, Brasil.
2. Bolsista FAPERGS (Proc. Nº 89.00949.0).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
4 ARAUJO; ALVES; BALESTRIN & AGUIAR
Bothrops atrox (L., 1758) em cativeiro e seu desenvolvimento até dois anos. FEDERSONI
Jr. (1978/79), em continuidade, estudou a fase adulta dos filhotes de B. atrox referidos
no trabalho anterior, com cópula consangiiinea, resultando em 3 ninhadas, 2 com
problemas teratogênicos. MELGAREJO (1977) descreveu o aspecto e atitudes de neonatos
de uma ninhada de B. neuwiedi pubescens (Cope, 1870), apresentando medidas e
ocorrência da primeira muda. LerrÃo-DE- Araujo & MATUSCHULAT-ELY (1980) estudaram
o desenvolvimento de 2 ninhadas de B. alternatus, citando a média de crescimento nos
primeiros meses de vida. Antonio (1980) apresentou dados biométricos iniciais de
Bothriechis schlegelii (Berthold, 1846), citando diferenças no padrão de colorido entre
machos e fêmeas. Bropy (1983) apresentou o peso médio de filhotes de 5 ninhadas de
B. schlegelii e referiu divergências no padrão de colorido, em comparação com os adultos.
Pezzano (1986) observou o nascimento de 12 filhotes de Bothrops alternatus, citando
medidas ao nascer, primeira ecdise e número de machos e fêmeas. Breno et al. (1990)
estudaram ninhadas de B. jararaca (Wied, 1824), por um período de 4 anos, citando dados
sobre mortalidade, primeira ecdise, medidas e percentual entre os sexos. Cruz et al.
(1989) observaram medida inicial e ocorrência da primeira muda de B. asper (Garman,
1883) e Porthidium nummifer (Ruppell, 1845). SoLóRZANO (1989) apresentou dados de 70
espécimens (31 machos e 39 fêmeas) de P. nummifer, medidos 24 horas após o
nascimento, registrou a primeira ecdise e referiu-se ao comportamento defensivo de
adultos e neonatos. MurpHy & MrrcHELL (1984) apresentaram médias de medidas de
filhotes de Bothrops alternatus, Porthidium barbouri (Dunn, 1919), Porthidium godmani
(Günther, 1863), Bothriechis lateralis W. Peters, 1862, Porthidium melanurum (Müller,
1924), Bothrops neuwiedi Wagler, 1824, Bothriechis nigroviridis W. Peters, 1859,
Bothriechis aurifer (Salvin, 1860), Bothriechis marchii (Barbour & Loveridge, 1929),
Porthidium nummifer e Bothriechis schlegelii nascidos em cativeiro. SOLÖRZANO &
CERDAS (1989) citaram, para ninhadas de duas diferentes populações de Bothrops asper
da Costa Rica, diferenças nas épocas de nascimento e nas médias de massa e comprimento
dos filhotes e constataram que as fêmeas eram maiores que os machos ao nascer, mantendo
esta condição até a idade adulta.
As espécies cujos dados foram comparados incluem-se no denominado complexo
Bothrops, Bothriechis, Bothriopsis Peters, 1861 e Porthidium que, segundo GoLay et al.
(1993), deve ser considerado como um todo, até que os problemas taxonômicos atuais
sejam completamente resolvidos.
Objetivou-se verificar as épocas de nascimento e correlacionar as médias de peso
e comprimento entre machos e fêmeas durante o desenvolvimento, assim como comparar
índices de mortalidade, em Bothrops neuwiedi.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram observados 581 filhotes de B. neuwiedi, resultado de 85 partos realizados por 80 fêmeas,
procedentes de diversos municípios do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, das quais 53 copularam em
cativeiro e 27 vieram prenhes da natureza, no período de 1990 a 1997.
Logo após o nascimento, os neonatos foram pesados em balança eletrônica, precisão em miligramas
e medidos com régua milimetrada até 50cm, sendo este procedimento realizado sempre pelas mesmas pessoas.
A partir de então, as medidas foram tomadas semestralmente.
Cada ninhada recebeu um número correspondente ao acervo vivo do Núcleo Regional de Ofiologia
de Porto Alegre (NOPA), Museu de Ciências Naturais (MCN), Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
Nascimento e desenvolvimento de Bothrops neuwiedi... 5
(FZB) e cada indivíduo foi identificado por uma letra, em ordem alfabética. Nos primeiros anos de observações,
as ninhadas eram mantidas, cada uma, num mesmo viveiro de fibra de vidro (40x30x55 cm), com vidro frontal
corrediço, cujo forro era constituído de folhas de jornal e a água oferecida em potes de vidro. Nesta etapa, a
identificação individual foi realizada a partir de desenhos das manchas da região superior da cabeça, segundo
Francnt et al. (1990). A partir de 1994 foi adotado o sistema de criação individual de filhotes, quando os
exemplares foram mantidos em potes de 14,5 cm de diâmetro e 13,5 cm de altura ou caixas de 12x12x22 cm,
todos plásticos, com tampas providas de tela ou furos para a ventilação. Nestes viveiros foram utilizadas folhas
de papel jornal para o forro e potes de 3 cm de diâmetro e 2 cm de altura para a água.
A alimentação dos recém-nascidos constou de neonatos de Mus musculus (L., 1758), com média de 3
g, oferecidos semanalmente até dois anos, quando passavam a alimentar-se de 15 em 15 dias, com
camundongos recém-desmamados de 10 a 15 g. A partir dos três anos os exemplares já se alimentavam com
camundongos adultos, com média de 30 g.
A sexagem foi realizada pela compressão da região subcaudal junto à cloaca, decorrendo nos machos
a eversão do hemipênis, e/ou por dissecação. Os dados biométricos apresentados nas tabelas e gráficos foram
tomados em gramas e centímetros.
A temperatura ambiente foi mantida entre 23 e 27ºC. Todos os exemplares mortos e em condições de
preparação foram depositados na coleção do MCN.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Todos os nascimentos observados ocorreram entre 1º de janeiro e 12 de maio
(verão-outono) dos anos de 1990 a 1997. Dos 497 exemplares sexados, 34,4% eram
fêmeas e 65,6% machos. Em oitenta e quatro espécimens não foi possível realizar a
sexagem, devido às mortes ocorridas em finais de semana, com consequente decompo-
sição, impossibilitando a dissecação e também, como causa secundária, o canibalismo,
constatado no período anterior a 1994, quando cada ninhada era mantida em um só
viveiro.
Coloração da cauda e ecdises. Todos os exemplares apresentaram ao nascer a ponta
da cauda esbranquiçada, numa extensão de aproximadamente 1,5 cm. Esta característica
se manteve em exemplares que mostraram desenvolvimento normal (alimentação/
ecdises), até em torno de 6 meses, enquanto, naqueles que não se alimentaram normalmen-
te, chegou até 1 ano. A primeira ecdise foi realizada, geralmente, nas primeiras horas ou
até 48 horas após o nascimento. As subsegiientes aconteceram numa frequência bimestral,
até aproximadamente 2 anos, quando passaram a ser trimestrais.
A coloração esbranquiçada de aproximadamente 1,5 cm na ponta da cauda de
Bothrops neuwiedi, coincide com o amarelo pálido de mesma extensão citado por
MELGAREIJO (1977) para B. neuwiedi pubescens e por Breno et al. (1990) para B. jararaca.
Guarda similaridade com a coloração clara ou alaranjada observada por LELour (1973) em
B. moojeni e sua regressão em seis meses, nas fêmeas. Todavia, mostra dessemelhança
com o citado por HoGE & FEDERSONI Jr. (1976/77) para B. atrox, em que a ponta da cauda
é branca nos machos e preta nas fêmeas, até dois anos.
A primeira ecdise, registrada até 48 horas de vida em B. neuwiedi, em parte
corresponde ao período de até 12 horas observado por MELGAREJO (1977) em B. neuwiedi
pubescens e com a citação de 1 a 5 dias para Porthidium nummifer e Bothrops asper, por
Cruz et al. (1989), coincidindo com o período de 1 a 2 dias referido por Breno etal. (1990)
para Bothrops jararaca. Inversamente, não encontra parâmetro nos dados de FEDERSONI
Jr. (1978/79), que citao 11º dianos machos e o 12º dia nas fêmeas de B. atrox e de PEZzaNo
(1986), que refere até o 12º dia em B. alternatus.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
6 ARAUJO; ALVES; BALESTRIN & AGUIAR
Dados biométricos até dois anos. Peso e comprimento dos neonatos foram tomados
até 3 dias após o nascimento, quando a média foi de 10,5 ge 10,75 g, 26,6 cm e 26,1 cm
para fêmeas e machos, respectivamente. Calculada a proporção da cauda em relação à
cabeça e tronco, verificou-se que a das fêmeas ( X 6,9) é menor que a dos machos (X 6,27).
Estes dados foram coletados a cada seis meses, constatando-se diferença no crescimento
entre fêmeas e machos, tanto no primeiro, como no segundo ano de vida (tab.]).
Tabela I. Relação entre o alimento ingerido e o crescimento de filhotes machos e fêmeas de Bothrops neuwiedi
criados em cativeiro.
PERÍODO ALIMENTO (g) PESO (g) COMPRIMENTO (cm)
MESES MACHO FÊMEA MACHO FÊMEA MACHO FÊMEA
Lol? 75,18 135,0 8,94 26,0 5,4 16,1
13 -24 156,52 2844 19,97 39,7 3,54 15,7
Índice de mortalidade até dois anos. Do total de 497 filhotes , 171 fêmeas e 326
machos, morreram no primeiro ano de vida 121 fêmeas (70,79%) e 261 machos (80,06%)
e, no segundo, 15 fêmeas (8,75%) e 25 machos (7,68%), decorrendo na aproximação do
número de sobreviventes a este período, ou seja, 35 fêmeas e 40 machos (tab.II).
Tabela II. Período de sobrevida de machos e fêmeas de Bothrops neuwiedi durante os primeiros 24 meses de
vida em cativeiro.
SOBREVIDA Nº Nº
(dias) FÊMEAS % MACHOS %
1- 365 121 70,79 261 80,06
366 - 730 15 8,75 25 7,68
Taxas tão elevadas de mortalidade deveram-se, principalmente, à rejeição do
alimento, mesmo quando houve insistência no oferecimento, pela contenção dos camun-
dongos com pinça ou sua manutenção por até 24 horas no viveiro. Nestes períodos não
realizavam mudas, apresentavam a pele ressequida, diminuiam os movimentos, levando
à possibilidade de que a abstinência fosse total, incluindo a de água. Muitas vezes houve
reversão deste quadro, pela imersão dos exemplares em chá de camomila. Infecções,
como estomatite e pneumonia foram também significativas.
Hoce & FeDERSONI Jr. (1976/77) e Breno et al. (1990) também observaram que a
abstinência de alimento foi a principal causa de elevados índices de mortalidade nos
primeiros dois anos de vida, em Bothrops atrox e B. jararaca, respectivamente.
Dos 56 exemplares que se mantêm vivos, 7 fêmeas e 12 machos completaram 6
meses de vida e 3 fêmeas e 6 machos, 18 meses, resultados de ninhadas de 1996 e 1997,
sendo seus dados computados com aqueles apresentados na tabela I.
Verificou-se que neonatos de B. neuwiedi apresentam peso inicial médio de 10,5 g
nas fêmeas e 10,75 g nos machos, mais aproximado daqueles citados para B. moojeni, B.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
Nascimento e desenvolvimento de Bothrops neuwiedi... 7
asper e Porthidium nummifer. Quanto ao comprimento, de 26,6 cm nas fêmeas e 26,1 cm
nos machos, mostram similaridades com Bothrops atrox, (HOGE & FEDERSONI Jr., 1976/
77) e Bothriechis nigroviridis (tab. III).
Com relação ao percentual médio de nascimento de 66,6% machos e 34,4% fêmeas
por ninhada, os dados de Bothrops neuwiedi mostram extrema semelhança com os de B.
atrox citados por Hoce & FEDERSONI Jr. (1976/77). No mesmo confronto, o percentual de
óbitos entre os sexos até 2 anos foi inverso, maior nos machos de B. neuwiedi e maior nas
fêmeas de B. atrox. As duas espécies apresentam, ainda, similaridades com relação ao
maior desenvolvimento das fêmeas, até 2 anos (tab. III).
Tabela III. Peso e comprimento inicial, percentagem de machos (=m) e fêmeas (=f) e índice de mortalidade
até 2 anos das espécies estudadas por (1) LeLour (1973); (2) LEITAO-DE-ARAUIO & PERAZZOLO (1974); (3) HoGE
& FEDERSONI Jr. ( 1976/77); (4) MELGAREIO (1977); (5) Antonio (1980); (6) BLopy (1983); (7) MURPHY &
MirrcHELL (1984); (8) PEzzano (1986); (9) Cruz et al. (1989); (10) SoLórZANo(1989): (11) SOLÖRZANO &
CERDAS (1989); (12) Breno et al. (1990).
Espécie Média Media Comprimento % % Mortalidade Autores
Peso (g) (cm) Machos Fêmeas até 2 anos
Bothrops alternatus 17,45 31,6 2
15 20 37,5 62,5 8
26,3 33,6 7
B. atrox 8,0 (m) 28,5 (m) 66,6 33,3 27,27 (m) 3
8,15(f) 28,55(f) 40,0(f)
B. asper 9,9 31,3 11
13,15 31,75
29 9
B. jararaca 11,7 31,91 24 76 12
B. moojeni 10,0 30,0 1
B. neuwiedi 9,6 26,4 7
B. neuwiedi pubescens 11,6 17,84 4
Bothriechis aurifer 2,5 18,9 7
B. lateralis 3,7 23,3 q)
B. marchii 3,7 17 U
B. nigroviridis 3,5 25,4 U
B. schlegelii 3,24 19,8 5
3,3 19,1 7
2,82 18,6 6
Porthidium barbouri 3,7 13,3 7
P. godmani 4,7 16,8 U
P. melanurum I 19,5 7
P. nummifer 20 9
9,6(m) 20,4(m) 10
9,3(f) 20,0(f)
6,8 18,4 7
Desenvolvimento após dois anos. Dos exemplares vivos com mais de 2 anos, 13
fêmeas e 7 machos atingiram 2 anos e 6 meses; 7 machos, 3 anos e 6 meses e 1 macho,
5 anos e 6 meses. Morreram com 2 anos e 6 meses 5 fêmeas e 4 machos; com 3 anos, 3
machos; com 3 anos e 6 meses, 3 fêmeas; com 4 anos, 1 fêmea; com 4 anos e 6 meses, 1
fêmea e com 6 anos, 2 fêmeas.
Os dados obtidos entre 2 anos e 3 anos e 6 meses mostraram que as diferenças
constatadas para o período até 2 anos permanecem, culminando com as fêmeas exibindo
185 g e 69,45 cm e os machos 103 g e 67,49 cm, em média (tab. IV).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
8 ARAUJO; ALVES; BALESTRIN & AGUIAR
Tabela IV. Relação entre alimento ingerido (g), peso (g) e comprimento (cm) entre fêmeas e machos de
Bothrops neuwiedi em cativeiro. ( a= anos; m= meses ).
FÊMEAS MACHOS
Idade alimento peso comprimento alimento peso comprimento
(g) (g) (em) (g) (g) (cm)
2a6m 662,64 115,7 65,99 521,55 80,8 63,41
3a 794,64 142,9 67,25 689,5 82,27 66,94
3a 6m 1112,0 185,0 69,45 845,6 103,0 67,49
Os dados de 4 a 6 anos, período máximo de sobrevida registrado até o momento,
foram computados de 4 fêmeas e | macho. As quatro fêmeas apresentaram crescimento
médio de 104,58 g e 7,12 cm, a cada seis meses, até 5 anos e 6 meses e os dois exemplares
que completaram 6 anos, no último semestre, por já apresentarem sintomas decorrentes
de tumores, diminuiram de peso, mas continuaram aumentando de tamanho (tab.V).
Uma das fêmeas foi observada copulando em data de 22/V/95, quando tinha 5 anos
e 3 meses, pesando 840 g. Em setembro do mesmo ano, foi constatado um tumor na
primeira porção do tronco, que progrediu, ao mesmo tempo em que o exemplar parou de
se alimentar; aumentou de peso, registrando 870 g na data da morte, em 177/1/96, quando
foi dissecada e retirado o tumor com 133 g e verificados ovos embrionados .
Tabela V. Desenvolvimento de 4 a seis anos de fêmeas de Bothrops neuwiedi em cativeiro. (a= anos; m= meses)
Idade Alimento (g) Peso (g) Comprimento (cm)
4a 1670,0 306,25 73,5
4a 6m 1967,6 322,5 78,7
5a 3788,3 421,7 81,5
5a6m 3407,5 620,0 84,3
6a 3670,0 585,0 102,0
O único macho que atingiu 5 anos e 6 meses e permanece vivo, teve seu desenvol-
vimento mais lento a partir de 1 ano, comparando-se com a média apresentada pelos
demais machos, analisados até 3 anos e 6 meses (tab.VI). Após, apresentou acréscimos
semestrais de 15,0 ge 1,9 cm, chegando a 110,0 ge 66,4 cm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
Nascimento e desenvolvimento de Bothrops neuwiedi... 9
Tabela VI. Dados do único macho de Bothrops neuwiedi, que atingiu 5 anos e seis meses de vida, em confronto
com a média dos demais machos, até 3 anos e 6 meses. (a= anos; m= meses).
MACHO MÉDIA
PESO (eg) COMPRIMENTO(cm) PESO(g) _COMPRIMENTO(cm)
inicial 14,08 28,7 10,75 26,19
la 17,5 36,1 19,69 31,5
2a 33,1 44,3 39,66 35,04
3a 40,3 50,15 82077 66,94
3a6m 65,2 54,25 103,0 67,49
FEDERSONI JR. (1978/79) relatou os dados de exemplares de Bothrops atrox até 5
anos. Constatou a maturidade sexual da fêmea aos 2 anos e 6 meses, quando apresentavam
peso, em média, 2 vezes maior que o dos machos, sendo seu crescimento, a partir daí,
muito maior, chegando a triplicar ou quadruplicar em relação àqueles.
Dados comparativos entre machos e fêmeas de Bothrops neuwiedi até 3 anos e 6
meses mostram diferenças entre os sexos, sendo as fêmeas maiores que os machos, 1,8
vezes em peso e 1,02 vezes no comprimento. Mesma proporção é citada por FEDERSONI JR.
(1978/79) para Bothrops atrox, com a mesma idade, porém mais acentuada, pois as fêmeas
são maiores que os machos 3 vezes em peso e 1,29 vezes no comprimento.
Agradecimentos. À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul - FAPERGS,
pelas bolsas de Iniciação Científica concedidas; ao Biólogo Wilson Fernandes do Instituto Butantan, pelas
sugestões; à Divisão de Produção e Experimentação Animal da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em
Saúde, em especial às Médicas Veterinárias Luisa Macedo Braga e Mara de Souza Motta, pelo fornecimento
de camundongos e aos demais bolsistas, estagiários e funcionários do NOPA/MCN/FZB, pelo auxílio na
criação e manutenção dos exemplares.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANTONIO, F.B. 1980. Mating behavior and reproduction of the eyelash viper (Bothrops schlegeli) in captivity.
Herpetologica, Chicago, 36(3):231-233.
Bropy, D. A. 1983. Notes on the reproductive biology of the eyelash viper Bothrops schlegeli in captivity.
Herp. Review, Cincinnati, 14(2):45-46.
Breno, M.C.; YAMANOUYE, N. et al. 1990. Maintenance of the snake Bothrops jararaca (Wied, 1824) in
captivity. Snake, Niigata, 22:126-130.
Cruz, G. A.; Soro, A. & BERMÚDEZ, R.V. 1989. Reproducción de Bothrops asper y B. nummifer en Honduras
(Serpentes, Viperidae). Revta Biol. trop., San Jose , 37(2):201-202.
FEDERSONT JR., P. A. 1978/79. Criação e manutenção de serpentes da espécie Bothrops atrox nascidas em
cativeiro (Serpentes - Viperidae - Crotalinae). Mems Inst. Butantan , São Paulo, 42/43: 159-169.
FRANcHNI, F.; PeLUSO, F.O. & GRISOLA, C. S. 1990. Metodo para la identificaciön individual de Bothrops
alternatus Duméêril, Bibron & Dumeril, 1854 (Ophidia, Viperidae) en laboratorio. Mems Inst. Butantan,
São Paulo, 52(1):25-31.
GoLay, P.; SmirrH, H. M. et al. 1993. Endoglyphs and other majors venemous snakes of the world.
Checklist. Aire Jeneva, Azemiops. 478p.
Hoc, A. R. & FepersontJr., P. A. 1976/1977. Observações sobre uma ninhada de Bothrops atrox (Linnaeus,
1758) [Serpentes:Viperidae:Crotalinae]. Mems Inst. Butantan, São Paulo, 40/41:19-36.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
10 ARAUJO; ALVES: BALESTRIN & AGUIAR
LEITÄO-DE-ARAUJO, M. & PERAZZOLO, M. 1974. Nota prévia sobre a biologia de tanatofidios em cativeiro
(Ophidia, Elapidae e Viperidae). Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (45):55-66.
LEITÄO-DE-ARAUJO, M. & MATSCHULAT-ELY, L. A. 1980. Notas sobre a biologia de tanatofídios criados em
cativeiro - 2º Parte. (Ophidia - Elapidae e Viperidae). Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (55):9-26.
LeLovr, P. 1973. Essais de rationalisation dans le maintien d'un serpentarium à but industriel. Acta Tropica,
New Castle, 30(4):281-311.
MELGAREJIO, A. R. 1977. Observaciones sobre nacimiento en el laboratorio de Bothrops neuwiedi pubescens
(Cope, 1870). (Ophidia, Crotalinae). Revta Biol. Uruguay, Montevideo. 5(1):35-41.
MURPHY, J.B. & MrrcHELL, L. A. 1984. Miscellaneous notes on the reproductive biology of reptiles. 6. Thirteen
varieties of the genus Bothrops (Serpentes, Crotalidae). Acta Zool. Path. Antverpiensia, Antwerpen,
(78):199-214.
Pezzano, V. 1986. Reproduction of Bothrops alternatus (Dumeril, Bibron & Duméril, 1854) in captivity.
Litteratura Serpentium, English edition, 6(1):13-18.
SOLÓRZANO, A . 1989. Distribución y aspectos reproductivos de la mano de piedra, Bothrops nummifer
(Serpentes: Viperidae), en Costa Rica. Revta Biol. trop., San Jose, 37(2):133-137.
SOLÓRZANO, A. & CERDAS,L. 1989. Reproductive biology and distribution of the terciopelo, Bothrops asper
Garman (Serpentes: Viperidae) in Costa Rica. Herpetologica, Chicago, 45(4): 444-450.
Recebido em 27.10.1997; aceito em 12.05.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 3-10, 27 nov. 1998
DIVISÃO DO GÊNERO PHACELLOCERA (COLEOPTERA,
CERAMBYCIDAE, LAMIINAE, ANISOCERINIT)
Maria Helena M. Galileo!?
Ubirajara R. Martins”?
ABSTRACT
DIVISION OF THE GENUS PHACELLOCERA (COLEOPTERA, CERAMBYCIDAE,
LAMIINAE, ANISOCERINI). Genera similar to Phacellocera Laporte, 1840 are revised and keyed. The
genera Acanthotritus White, 1855 (type species A. dorsalis White, 1855) and Caciomorpha Thomson, 1864
[type species C. batesii (Pascoe, 1858)], are revalidated. A key to the species of Caciomorpha is given to
identify the following species: C. batesii ; C. buquetii (Guérin-Méneville, 1844), comb. n.; C. plagiata
(Bates, 1875), comb. n.; C. genalis (Aurivillius, 1908), comb. n.; C. palliata (White, 1855), comb. n.; C.
susua (Martins & Galileo, 1996), comb. n. and C. robusta, sp. n. from Ecuador, Peru and Brazil (Amazonas
and Pará). The new monotypic genus Icarai is erected for Acanthotritus bufo Thomson, 1868.
KEYWORDS. Acanthotritus, Caciomorpha, Cerambycidae, Icarai, Phacellocera.
INTRODUÇÃO
O gênero Phacellocera foi proposto por LAPoRTE (1840) para P. scopulicornis
Laporte, 1840 que, posteriormente, foi considerada sinônima de Lamia plumicornis Klug,
1825.
WHITE (1855) estabeleceu o gênero Acanthotritus para A. dorsalis, considerado
gênero válido por THomson (1864) e LACORDAIRE (1872). Foi sinonimizado com
Phacellocera por AuRrIVILLIUS (1923).
Bares (1862) redescreveu brevemente o gênero Phacellocera e incluiu as seguin-
tes espécies: P. plumicornis Laporte, P. buquetii Guérin-Méneville; P. batesii Pascoe e P.
limosa que descreveu da Venezuela. MARTINS & GALILEO (1996) transferiram para
Phacellocera, P. palliata (White, 1855) e descreveram P. susua do Equador.
THomson (1864) estabeleceu o gênero Caciomorpha para Phacellocera batesii ;
LACORDARRE (1872) considerou-o sinônimo de Phacellocera.
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, CEP 90001-970 Porto Alegre, RS, Brasil.
2. Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42694, CEP 4299-970 São Paulo, SP, Brasil.
3. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
12 GALILEO & MARTINS
O exame de material e dos diapositivos dos tipos permitiu-nos verificar que o
gênero reúne espécies não-congenéricas. O objetivo deste trabalho é diagnosticar o
gênero Phacellocera e alocar as espécies diferentes de P. plumicornis em outros gêne-
ros. As referências bibliográficas sob cada táxon referem-se à descrição original e ao
catálogo de Monne (1994).
O material estudado pertence às seguintes Instituições: AMNH, American Museum
of Natural History, Nova Iorque; BMNH, The Natural History Museum, Londres; CASC,
California Academy of Sciences, São Francisco; CMNH, Carnegie Museum of Natural
History, Pittsburgh; DZUP, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná,
Curitiba; IZAV, Instituto de Zoologia Agricola, Facultad de Agronomia, Maracay; MCNZ,
Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Ale-
gre: MNHN, Museum National d' Histoire Naturelle, Paris; MZSP, Museu de Zoologia,
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Chave para os gêneros semelhantes a Phacellocera
l. Processo mesosternal sem tubérculos; espinho lateral do protórax manifesto, bem
SACI A) AR REED RR TROS DR GDS nd CRER NE 2
Processo mesosternal com dois tubérculos; espinho lateral do protórax diminuto
ES Da SRA Acne eco Icarai gen. n.
2(1). Antenômero III com espinho interno no ápice; último urosternito das fêmeas não
MOdINCAdor.. en ee ee Acanthotritus White, 1853
Antenômero III sem espinho, com ou sem intumescimento no lado interno do
ápice; último urosternito das fêmas longo, türgido, com depressão apical (fig.
IO)..#.08 4er ns 5
3(2). Cada élitro com dois tubérculos: um centro-basal e um no quinto apical (fig. 17);
ápice do antenômero V (3) com espículo no lado interno (fig.
Ve Phacellocera Laporte, 1840
Elitros sem tubérculos na metade posterior; ápice do antenömero V (G) desarmado
(iss 1114-1)... ae des ras e
*vide discussão em Caciomorpha
Phacellocera Laporte, 1840
Phacellocera LAPORTE, 1840: 468; Monne, 1994: 2 (cat.).
Phacelocera BLANCHARD, 1845: 156 (error).
Espécie-tipo: Phacellocera scopulicornis Laporte, 1840 = Lamia plumicornis Klug,
1825; monotipia.
Fronte com lados subparalelos, ligeiramente alargados para o lado do clipeo; bor-
da inferior projetada sobre o clipeo e ligeiramente bissinuosa. Genas näo-intumescidas.
Olhos inteiros. Lobos oculares inferiores com ca. metade do comprimento das genas.
Escapo piriforme, com aproximadamente metade do comprimento do antenömero III.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
é
Divisão do gênero Phacellocera... 13
Pedicelo desarmado. Ápice do antenômero III muito levemente intumescido, sem pêlos
diferenciados. Ápice do antenômero IV com pêlos no lado interno e um espículo (40x)
no ângulo apical interno. Antenômero V com espículo (5, fig. 12).
Protórax mais largo do que longo; lados com tubérculo agudo pouco atrás do meio.
Pronoto com dois pequenos tubérculos glabros ao nível do meio. Processo mesosternal
sem tubérculos. Cada élitro com dois tubérculos: um desenvolvido na base, provido de
grânulos e um ao nível do quarto apical, sem grânulos; outra elevação pouco notável
entre o tubérculo do quarto apical e a margem lateral. Fêmures pedunculados e clavados.
Protíbias não exageradamente alargadas perto do ápice. Protarsos dos machos com pêlos
muito curtos nas margens.
Phacellocera plumicornis (Klug, 1825)
(Figs. 12, 17)
Lamia plumicornis KLuc, 1825: 462, est. 42, fig. 5.
Phacellocera plumicornis; WHITE, 1855: 402; Monné, 1994: 3 (cat.).
Phacellocera scopulicornis LAPORTE, 1840: 469; LACORDAIRE, 1872: 719.
Tegumento preto ou castanho-escuro; flagelômeros, tíbias e tarsos com tegumento
avermelhado; fêmures avermelhados com áreas escuras. Pubescência de maneira geral
amarelada ou amarelo-esverdeada; cabeça com duas faixas pretas, estreitas, atrás dos
olhos, continuadas pelos lados do pronoto. Ápices dos antenômeros IV e V (5) com
espículo no lado interno (fig. 12). Cada élitro (fig. 17) com as seguintes áreas pretas:
tubérculo basal, pequena extensão dos úmeros, faixa em zigue-zague, atrás do meio, que
não atinge a sutura nem a margem e topo do tubérculo do quarto apical. Urosternitos I a
IV com mancha lateral glabra.
Dimensões, em mm, respectivamente 4/2. Comprimento total, 11,4-14,2/ 10,7-15,7;
* comprimento do protórax, 2,2-2,9/2,2-3,0; maior largura do protórax, 3,4-4,2/3,3-5,3;
comprimento do élitro 8,2-9,5/7,7-10,7; largura umeral, 4,5-5,3/4,2-6,8.
Material examinado. BRASIL. Minas Gerais: Mar de Espanha, q, 15.X1.1909, J. F. Zikän col. (MZSP);
S, X1.1910, J. F. Zikán col. (MZSP); Passa Quatro (Fazenda dos Campos), 9, 11.1917, J. F. Zikán col. (MZSP);
9,29, XIL.1917,J. F. Zikán col. (MZSP); g, 1.1918, J. F>Zikän col. (MZSP); Espírito Santo: Barra do São
Francisco (Córrego do Itá), 9 5, 18 9, X1.1956, W. Zikán col. (MZSP); Santa Tereza, 9, 20.X1.1928, O. Conde
col. (MZSP); Rio de Janeiro: Itatiaia, 5, X1.1925, J. F. Zikán col. (MZSP); Serra da Bocaina, 2 O, IV.1924,
(MZSP); São Paulo: Pariquera Açu, S , 29, IX.1978, E. X. Rabello col. (MZSP); São Paulo (Pinheiros), 9,
X1.1927, Pinto da Fonseca col. (MZSP); (Serra da Cantareira), 9, XII.1943, F. Lane col. (MZSP); Santa
Catarina: Joinville, 9, XII.1920, Schmith col. (MZSP); 92 11.1921, Schmith col. (MZSP); (Rio Bracinho), ?,
Dirings (MZSP); Mafra, 9, X1I[.1932, A. Maller col. (MZSP); Rio Vermelho, 9, III.1961, Dirings (MZSP).
Acanthotritus White, 1855, revalidado
Acanthotritus WHITE, 1855: 404; Monxé, 1994: 2 (in syn. de Phacellocera).
Espécie-tipo, Acanthotritus dorsalis White, 1855, monotipia.
Fronte com lados divergentes para a região inferior; sutura epistomal reta. Genas
intumescidas. Olhos inteiros. Lobos oculares inferiores com um terço do comprimento
das genas. Antenas das fêmeas apenas mais longas que o corpo, alcançam a extremidade
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
14 GALILEO & MARTINS
dos élitros a partir do antenômero IX. Escapo piriforme, apenas mais curto do que o
antenômero III (fêmea). Antenômero III (fig. 13) com espinho desenvolvido (dobro do
comprimento do pedicelo) no lado interno da extremidade. Antenômero IV tão longo
quanto o III; extremidade com um intumescimento interno desenvolvido, sem pêlos lon-
gos, coberto por pubescência fina. Protórax mais largo do que longo; espinho lateral
muito desenvolvido, situado no meio. Pronoto com dois pequenos tubérculos glabros,
localizados pouco à frente do meio. Cada élitro com um tubérculo centro-basal manifes-
to; uma região deprimida no lado externo do quarto posterior e uma outra área deprimida
na declividade apical. Fêmures clavados. Protíbias (fig. 8) fortemente expandidas e de-
primidas na metade apical. Processo mesosternal sem tubérculos.
Discussão. Acanthotritus assemelha-se a Phacellocera e a Caciomorpha pela au-
sência de tubérculos no mesosterno. Distingue-se de ambos pela presença de espinho no
lado interno do antenômero III (fig. 13); pelos tubérculos anteníferos não projetados e
pelas protíbias dilatadas no lado externo do ápice (fig. 8). Além disso, difere de
Phacellocera pelo dorso dos élitros sem tubérculos no quarto apical e de Caciomorpha
pelo antenômero IV com intumescimento no lado interno do ápice e pela presença de
tubérculo desenvolvido na base dos élitros.
Acanthotritus dorsalis White, 1855
(Figs. 8, 13, 18)
Acanthotritus dorsalis WHITE, 1855: 404, est. 10, fig. 2.
Phacellocera dorsalis; GEMMINGER & HAROLD, 1873: 3136 (cat.); Monné, 1994: 3 (cat.).
Tegumento castanho-escuro, quase preto; flagelômeros e tarsômeros castanho-
avermelhados. Pubescência castanha entremeada por pequenas máculas de pubescência
amarelada. Pubescência esbranquiçada entremeada por pubescência amarelo-ocrácea (ou
esta pubescência entremeada por branco), numa faixa larga no vértice, que se prolonga
pelo pronoto, escutelo e élitros; essa faixa, nos élitros, alarga-se antes do meio; uma
outra área, desenvolvida, nos lados do terço apical (fig. 18). Essa pubescência também
está presente nos lados da cabeça, do protórax, nos proepimeros, mesepimeros e
metepisternos (exceto mancha central). Antenômeros basais (fig. 13). Protíbias (fig. 8).
Dimensões em mm. Comprimento total, 14,4-15,4; comprimento do protórax, 2,7-
2,8; maior largura do protórax, 5,4-5,5; comprimento do élitro, 9,7-10,6; largura umeral,
6,9-7,1.
Material examinado. BRASIL. Espírito Santo: Linhares, o, X1.1972, P. C. Elias col. (MZSP). Ainda
uma 9 sem procedência.
Caciomorpha Thomson, 1864, revalidado
Caciomorpha THomson, 1864: 22, 352; Monwé, 1994: 2 (cat., in syn. de Phacellocera).
Espécie-tipo, Phacellocera batesii Pascoe, 1858, monotipia e designação original.
Fronte com lados paralelos ou divergentes para a região inferior; borda inferior,
nos machos, com entalhe central (figs. 1-3). Lobos oculares inferiores pouco mais curtos
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
Divisão do gênero Phacellocera... 15
Figs. 1-10. Cabeça, frontal: 1, Caciomorpha susua ; 2, C. batesii ; 3, C. palliata. Antenômeros apicais de C.
batesii:4,0:5,9:; de C. robusta: 6,5; 7,9. 8, protibia de Acanthotritus dorsalis, 9. Esternitos abdominais,
2: 9, Icarai bufo; 10, Caciomorpha batesii. Figs. 1; 2; 3, 8-10; 4 e 5; 6 e 7, respectivamente, na mesma escala.
Barra = 1 mm.
do que a gena; lobos oculares superiores aproximadamente tão distantes entre si quanto
a largura de um lobo. Antenas, nos machos, com comprimento variável, geralmente com
o dobro do comprimento do corpo; nas fêmeas, subiguais ou até quase o dobro do com-
primento do corpo. Escapo robusto, piriforme com o lado dorsal da base plano ou ligei-
ramente aprofundado; pedicelo desarmado; antenômero III, nas fêmeas, tão ou apenas
mais longo do que o escapo; nos machos, mais longo ou até com o dobro do comprimen-
to do escapo. Apice do antenômero III com intumescimento manifesto em geral provido
de pêlos (figs. 14-16); antenômero IV sem modificações (exceto C. genalis) apicais;
antenômero XI variável em relação ao comprimento do X. Protórax mais largo do que
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
16 GALILEO & MARTINS
longo; lados com um tubérculo situado no meio ou pouco atrás do meio. Pronoto com
três pequenos tubérculos: dois anteriores mais projetados e um central. Processo
mesosternal sem tubérculos. Élitros com tubérculo ou gibosidade centro-basal; terço
anterior provido de pontos granulosos; metade apical sem tubérculos ou irregularidades.
Fêmures pedunculados e clavados. Urosternito V, nos machos, com margem arredonda-
da; nas fêmeas, intumescido com depressão semicircular centro-apical (fig. 10).
Discussão. Caciomorpha difere de Phacellocera pela ausência de intumescimento
notável no ápice do antenômero IV e de tubérculo na declividade do quarto apical dos
élitros. O gênero Phacellocerina Lane, 1964 é constituído por duas espécies: P. limosa
(Bates, 1862), da Venezuela, espécie-tipo do gênero, e P. seclusa Lane, 1964, da Colôm-
bia. Estas espécies foram examinadas através dos diapositivos dos tipos feitos por J. S.
Moure, respectivamente, no MNHN e BMNH. Este gênero parece ser sinônimo de
Caciomorpha e só após o exame de material esta sinonímia poderá ser formalizada.
Chave para as espécies de Caciomorpha
l. _ Escapo, pedicelo e base do antenômero III com abundantes pêlos acastanhados, curtos;
antenômero IV (fig. 16) com pequeno intumescimento apical provido de pêlos no
lado interno (fig. 23). Equador,Peru,Bolivia................ C. genalis Aurivillius, 1908
Escapo, pedicelo e base do antenömero III sem pêlos; antenômero IV desarmado no
2(1). Antenômero III, nos machos, ligeiramente intumescido no ápice e, nas fêmeas, com
intumescimento apenas mais pronunciado (fig. 11); metade basal do antenômero
IV com pubescência branca, evidente; gibosidade centro-basal dos élitros bem
pronunciada. (fig. 21). Guiana Francesa, Brasil (Amapá, Amazonas, Rondônia,
Pará) LA caio IRMA aco co RN C. buquetii (Guérin-Méneville, 1844)
Antenômero III com intumescimento notável no ápice, expandido para o lado
interno; antenômero IV sem pubescência branca ou a pubescência antenal (fig.
14) com outro padrão; gibosidade centro-basal dos élitros discreta....................... 3
3(2). Metade basal dos élitros com uma faixa sutural de pubescência amarelada, compac-
ta, com lados subparalelos e sem expansões para os lados (fig. 22). Peru,
Bolivia nn. na en C. plagiata (Bates, 1875)
Élitros com faixa sutural de pubescência clara, com expansões laterais ou toda a
metade basal recoberta por pubescência clara, entremeada por áreas escuras
epontos contrastantes... nase sine euere tita no co va ee re nee o A FRONNIEHEENE 4
4(3). Pubescência da metade apical dos élitros variegada ou marmoreada com manchas
de pubescêncialclarai(figs 20/24) ess rca ooo o opa o a >
Grande parte da pubescência da metade apical dos élitros uniformemente branco-
amarelada......urntsrscesesiesi ve DA ae a ne ee RA 6
5(4). Antenômero XI, nos machos, subigual ao precedente (fig. 4); antenas das fêmeas
com quase o dobro do comprimento do corpo; base dos élitros com granulações
densas (fig. 20); relação comprimento do élitro/largura umeral de 1,8 a 2,0
vezes. Peru, Brasil (Rondônia, Pará, Amazonas)......... C. batesii (Pascoe, 1858)
Antenômero XI, nos machos, igual à metade do comprimento do precedente (fig.
6); antenas das fêmeas pouco mais longas que o corpo; base dos élitros com
granulações esparsas; relação comprimento do élitro/largura umeral de 1,5 a
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
Divisão do gênero Phacellocera... 17
1,6 vezes. (fig. 24). Equador, Peru, Brasil (Amazonas).............. C. robusta sp. n.
6 (5). Fronte (©, fig. 3) com lados paralelos; lado inferior da base do escapo sem franja de
pêlos (fig. 3); lados da cabeça, do protórax e da metade anterior dos élitros com
tegumento avermelhado. Guatemala a Colômbia........... C. palliata (White, 1855)
Fronte (9, fig. 1) com lados divergentes para o clípeo; lado inferior da base do escapo
com franja de pêlos (fig. 1); lados da cabeça, do protórax e da metade anterior dos
élitros com tegumento preto. Equador. ............... C. susua (Martins & Galileo, 1996)
Caciomorpha buquetii (Guérin-Méneville, 1844), comb. n.
(Figs. 11,21)
Phacellocera buquetii GUERIN-MENEVILLE, 1844: 240; Monne, 1994: 2 (cat.).
Caracteriza-se pelo äpice do antenömero III pouco expandido no lado interno do
Figs. 11- 16. Antenômeros basais: 11, Caciomorpha buquetii, S , 12, Phacellocera plumicornis, © ; 13,
Acanthotritus dorsalis, @ , 14, Caciomorpha robusta, S ; 15, C. batesii, S ; 16, C. genalis, 9. Figs. 11, 14 e
15; 12, 13 e 16 respectivamente na mesma escala. Barra = 5 mm.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
18 GALILEO & MARTINS
ápice (fig. 11); base do antenömero IV coberta por densa pubescência branca. Espinho
lateral do protórax com a extremidade ligeiramente voltada para cima; área de pubescência
esbranquiçada do pronoto mais larga, estende-se por quase toda a superfície, exceto
numa faixa longitudinal, castanho-escura a preta, e estreitada aos lados. Élitros (fig. 21)
com tubérculo centro-basal pronunciado e mancha acastanhada, em zigue-zague, ao ní-
vel do meio.
Material examinado. BRASIL. Pará: 9 (MZSP); [Pará = Belém], &, 9, Acc. 2966 (CMNH, MZSP);
Amazonas: Manaus, S, X.1945, A. Maller col. (MZSP); Rondônia: Ouro Preto do Oeste, S, 9, X1.1987, C.
Elias col. (DZUP, MZSP); 6, 9, XI[.1987, C. Elias col. (MZSP).
Caciomorpha batesii (Pascoe, 1858)
(Figs. 2, 4, 5, 10, 15, 20)
Phacellocera batesii PAscoE, 1858: 241; Monxé, 1994: 2 (cat.)
Caciomorpha batesii ; THoMson, 1864: 22.
Caracteriza-se por: centro do pronoto com faixa larga de pubescência clara, bem
delimitada; nos élitros esta faixa é algo difusa lateralmente; manchas acastanhadas dos
Figs. 17-18. 17, Phacellocera plumicornis, G, Linhares, ES, comprimento 12,0 mm; 18, Acanthotritus dorsalis,
9, Linhares, ES, comprimento 14,4 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
Divisão do gênero Phacellocera... 19
Fig. 19, Icarai bufo, 9, Rio Mana, Guiana Francesa, comprimento 13,0 mm.
élitros subcirculares, com exceção daquela do terço posterior que é em zigue-zague (fig.
20); elevação centro-basal dos élitros com granulações abundantes; relação comprimen-
to do élitro/largura umeral igual a 1,8 - 2,0 vezes. Fronte (fig. 2). Antenas dos machos
longas, com mais do que o dobro do comprimento do corpo; antenômero XI (fig. 4) com
três quartos do comprimento do X. Antenas das fêmeas com quase o dobro do compri-
mento do corpo, antenômero XI longo, ca. metade do comprimento do X (fig. 5).
Antenômeros basais (fig. 15). Último urosternito das fêmeas (fig. 10).
C. batesii (fig. 20) é semelhante a C. buquetii (fig. 21), mas difere pelo antenômero
III dos machos nitidamente intumescido no ápice; pela base do antenômero IV não co-
berta de pubescência branca muito densa; pela gibosidade centro-basal dos élitros me-
nos pronunciada e com maior número de grânulos; pela mancha acastanhada em zigue-
zague situada logo atrás do meio. Em C. buquetii o antenômero III das antenas dos
machos é apenas intumescido no ápice; os dois terços basais do antenômero IV são
densamente pubescentes de branco (fig. 11); a gibosidade centro-basal dos élitros é mais
projetada e tem menos grânulos e a mancha acastanhada localiza-se ao nível do terço
posterior dos élitros.
Material examinado. PERU. Junin: Pucallpa, 2, X.1958, Dirings (MZSP). BRASIL. Amazo-
nas: Benjamin Constant, 9, 2 9, X.1960, Dirings (MZSP); 2 5, 49, XI.1960, Dirings (MZSP); 4 2, XII. 1960,
Dirings (MZSP); 4 9, 49, X.1961, Dirings (MZSP); 2 9, X1.1961, Dirings (MZSP); 2 S, XII.1961, Dirings
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
20 GALILEO & MARTINS
Figs. 20-23. 20, Caciomorpha batesii , 9, Benjamin Constant, AM, comprimento 13,2 mm; 21, C. buquetii,
&, Ouro Preto do Oeste, RO, comprimento 17,2 mm; 22, C. plagiata, &, Achinamiza, Loreto, Peru, compri-
mento 9,7 mm; 23, C. genalis , 9, Zamora, Equador, comprimento 12,3 mm.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
Divisão do gênero Phacellocera... 21
(MZSP); 9, V.1962, Dirings (MZSP); 4, IV.1963, Dirings (MZSP); &, VII.1963, Dirings/MZSP); 2 9, IX.1963,
Dirings (MZSP); 9, 2, X.1963, Dirings (MZSP); 2, X1.1963, Dirings (MZSP); 2, XI[.1963, Dirings (MZSP);
I, IX.1964, Dirings (MZSP); 2 9,9, X1.1964, Dirings (MZSP); São Paulo de Olivença, ®, TV.1961, Dirings
(MZSP); Tabatinga, 9, X.1966, Seabra col., ex-Col. Prosen (MZSP); Manaus, S, X.1945, W. Praetorius col.
(AMNH); Pará: 9, (MZSP, 12.570); Itaituba (Santarenzinho), &, 9, 2.X.1963, Dirings (MZSP); Óbidos, &,
11.1963, Dirings (MZSP).
Caciomorpha robusta sp. n.
(Figs. 6, 7, 14, 24)
S. Tegumento preto, mais avermelhado na face ventral. Cabeça revestida por
pubescência esbranquiçada, mais densa nos lados, marmoreada na fronte e ausente atrás
dos olhos e na face ventral. Lados da fronte subparalelos com a margem inferior
bissinuosa. Lobos inferiores dos olhos mais curtos do que as genas. Escapo piriforme,
muito robusto. Antenômero III igual a 1,5 vezes o comprimento do escapo com
intumescimento e tufo de pêlos no lado interno da extremidade (fig. 14); antenômero III
com pubescência esbranquiçada, rala, na metade apical; antenômero IV com pubescência
esbranquiçada, rala, nos % basais; antenômero XI com menos da metade do comprimen-
to do X (fig. 6). Protórax mais largo do que longo com tubérculo lateral discreto. Pronoto
com três tubérculos (fig. 24): dois anteriores e um centro-basal; pubescência branco-
amarelada, marmoreada ocupa toda a superfície com exceção de uma faixa preta, estrei-
ta entre o tubérculo lateral e os dorsais. Escutelo recoberto por pubescência branco-
amarelada. Élitros inteiramente revestidos por pubescência branco-amarelada,
marmoreada; gibosidade centro-basal pouco projetada com grânulos no dorso; mancha
castanho-escura, pequena, logo atrás do meio. Face ventral e pernas revestidas por
pubescência esbranquiçada. Fêmures e tíbias com pontos pequenos e contrastantes com
a pubescência.
9. Antenas ultrapassam o ápice elitral a partir do antenômero VII. Antenômero XI
muito curto, com metade do comprimento do X (fig. 7).
Dimensões em mm, respectivamente 4/2. Comprimento total, 8,9-12,6/11,8-13,6;
comprimento do protórax, 1,7- 2,4 / 2,3-2,5 ; maior largura do protórax, 2,7-4,4 /3,7-
4,1; comprimento do élitro, 6,1-8,6 / 8,3-9,3 : largura umeral, 3,7-5,8 / 5,2- 5,7.
Material-tipo. Holótipo S - BRASIL. Amazonas: Benjamin Constant (Rio Javari), X.1961, Dirings
(MZSP). Parátipos: EQUADOR. Quito, S (AMNH). PERU, Junin: Satipo, 5, X.1944, A. Maller col. (AMNH);
Loreto, Achinamiza, (600 pés), S, IX. 1927, H. Bassler col. (AMNH, Acc. 33.591); 9, XI. 1927, H. Bassler
col. (AMNH, Acc. 33591); Amazonas: Rio Santiago, 2, X1.1924, H. Bassler col. (AMNH, Acc. 33591).
BRASIL, Amazonas: Benjamin Constant (Rio Javari), 5 &, 2 9, X.1961, Dirings (MZSP, MCNZ); 9, 9,
X1.1960, Dirings (MZSP); 2, XI1.1960, Dirings (MZSP); Manaus, S, X.1945, W. Praetorius col. (AMNH);
Pará: Itaituba (Santaremzinho), 9, 1.1964, Dirings (MZSP).
Caciomorpha plagiata (Bates, 1875) comb. n.
(Fig. 22)
Phacellocera plagiata Bares, 1875: 275; Monne, 1994: 3 (cat.).
S. Tegumento avermelhado. Fronte com as margens laterais subparalelas e a
margem inferior bissinuosa; fronte e genas escassamente marmoreadas por peque-
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
D2) GALILEO & MARTINS
nas manchas de pubescência branca e esparsa; vértice e occipicio com faixa longi-
tudinal, larga, de pubescência branco-amarelada. Antenas atingem o ápice elitral na
ponta do IV; antenömero III fortemente intumescido da margem interna do ápice e
pubescênca branca antes do intumescimento. Protórax com tubérculos laterais pou-
co desenvolvidos. Pronoto com dois pequenos tubérculos à frente do meio; faixa
longitudinal de pubescência branco-amarelada ocupa largamente o meio do pronoto.
Escutelo recoberto por pubescência branco-amarelada. Elitros (fig. 22) com a faixa
sutural de pubescência branco-amarelada; essa faixa com margens laterais
subparalelas até além do meio, onde se alargam por todo o terço apical; gibosidades
centro-basais pouco pronunciadas, granulosas. Face ventral inteiramente salpicada
por máculas pequenas de pubescência branco-amarelada. Pernas com pubescência
esbranquiçada e pequenos pontos contrastantes.
Dimensões, em mm. Comprimento total, 9,7; comprimento do protórax, 1,9;
maior largura do protórax, 3,0; largura umeral, 3,9: comprimento do élitro, 6,3.
Material examinado. PERU. Loreto: Achinamiza (600 pés), S, X.1927, H. Bassler col. (AMNH, Acc.
33.591).
Discussão. Caciomorpha plagiata caracteriza-se pela faixa longitudinal de
pubescência clara nos élitros que não apresenta expansões laterais na metade basal dos
élitros (fig. 22).
Caciomorpha susua (Martins & Galileo, 1996) comb. n.
(Fig. 1)
Phacellocera susua MARTINS & GALILEO, 1996: 305, fig. 11.
Caciomorpha susua caracteriza-se pelo lado inferior da base do escapo com
franja de pêlos curtos (fig.1) nas fêmeas. Difere de C. palliata pela fronte com as mar-
gens laterais divergentes (fig. 1) e pelo colorido geral preto, exceto as áreas cobertas por
pubescência esbranquiçada; em C. palliata, a fronte tem as margens laterais subparalelas
e o tegumento é avermelhado.
Material examinado. Apenas o holótipo fêmea procedente do Equador, Pichincha, Rio Palenque
Research Station.
Caciomorpha palliata (White, 1855) comb. n.
(Fig. 3)
Anisocerus palliatus WHITE, 1855: 407; Monxé, 1994: 10 (cat.).
Phacellocera palliata; MARTINS & GALILEO, 1996: 305.
Anisocerus personatus BATES, 1869: 385; 1872: 203.
Material examinado. COSTA RICA. Limón: Zent-Limön, 2, 1.1957, F. Lara E. col. “en cacao” (MZSP);
Alajuela: San Carlos, 9, Schild & Burgdorf col. (MZSP).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Divisão do gênero Phacellocera... 23
Caciomorpha genalis (Aurivillius, 1908) comb. n.
(Figs. 16, 23)
Phacellocera plagiata var. genalis AurIvILLIUS, 1908: 9; Monne, 1994: 3 (cat.).
Phacellocera genalis; MARTINS & GALILEO, 1996: 306.
Discussão. Caracteriza-se pelas antenas com pêlos castanho-escuros na base e no
ápice do escapo, no pedicelo, na metade basal do antenômero III e em estreita área na base
do IV (fig. 16); pelo ápice do antenômero IV algo intumescido e com pêlos no lado interno.
Pelo colorido geral C. genalis (fig. 23) assemelha-se a C. plagiata (fig. 22), mas
Fig. 24. Caciomorpha robusta, sp. n., holötipo S, comprimento, 11,7 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
24 GALILEO & MARTINS
a faixa de pubescência clara nos élitros não é expandida no terço apical.
Material examinado. EQUADOR. Santiago Zamora: Zamora (1000m), &, 2, D. B. Laddei col.
(AMNH, MZSP). PERU. Junin: Satipo (Sanibeni), 2, IX.1935, F. Woytkovsky col. (CASC); Huanuco: Tingo
Maria (Rio Huallaga, 650 a 800 m), &, 1.1960, Dirings (MZSP); ditto (875 m), &, 1.1964, (IZAV). BOLÍVIA.
Beni: Guanay (Uyapi), 9, X-XI.1992, L. Pena col. (MZSP).
Icarai gen. n.
Etimologia. Topônimo do estado do Ceará, Brasil. Masculino.
Espécie-tipo, Anisocerus bufo Thomson, 1868.
Fronte com lados divergentes para a região inferior. Tubérculos anteníferos não
projetados. Lobos superiores dos olhos tão distantes entre si quanto o dobro da largura de
um lobo; lobos inferiores mais curtos do que as genas. Antenas da fêmea mais curtas do
que o corpo, atingem o quarto apical dos élitros. Escapo adelgaçado na base e fortemente
clavado; aproximadamente tão longo quanto o antenômero III; antenômeros Ill e IV com
intumescimento no lado interno do ápice; antenômero XI diminuto com metade do
comprimento do X. Protórax mais largo do que longo; espinhos laterais pouco manifestos.
Pronoto com três pequenos tubérculos: dois anteriores e um centro-basal. Processo
mesosternal com dois tubérculos. Élitros aplanados no dorso; gibosidade centro-basal
discreta, provida de grânulos; quarto apical com gibosidade pouco aparente. Protíbias
alargadas na metade apical para o lado externo. Último urosternito não intumescido nas
fêmeas.
Discussão. Icarai gen. n. separa-se de todos os gêneros tratados nesta contribuição
pela presença de dois tubérculos no processo mesosternal. Assemelha-se a Acanthotritus
pelos tubérculos anteníferos não projetados e distantes entre si; pelos antenômeros III e
IV com armadura apical; pelas protíbias aplanadas e dilatadas no lado externo. Difere
pelas antenas das fêmeas, que não atingem o ápice dos élitros; pelo escapo mais delgado
na base; pelo antenômero III intumescido no ápice e não espinhoso; pelo espinho lateral
do protórax pouco projetado; pelo processo mesosternal com dois tubérculos e pela
ausência de tubérculo desenvolvido na base dos élitros.
Difere de Phacellocera pela cabeça dilatada para a parte inferior; pelos antenômeros
III com intumescimento interno no ápice; pelo espinho lateral do protórax reduzido; pela
ausência de tubérculos manifestos no quarto apical dos élitros e pelas protíbias dilatadas
no lado externo da região apical. Separa-se Caciomorpha pelo intumescimento no artículo
IV; pelos tubérculos anteníferos não projetados e pelas protíbias dilatadas no lado externo
da metade apical.
Icarai bufo (Thomson, 1868) comb. n.
(Figs. 9, 19)
Acanthotritus bufo Thomson, 1868: 149.
Phacellocera bufo; GEMMINGER & HaroLD, 1873: 3136 (cat.); Monné, 1994: 2 (cat.); HEQuET, 1996: est.16, fig. 2.
Caracteriza-se pelo padrão de distribuição da pubescência branco-amarelada,
compacta (fig. 19), que é diversa das demais espécies tratadas neste trabalho. A
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
f
Divisão do gênero Phacellocera... 25
pubescência branco-amarelada distribui-se: atrás dos lobos oculares; em duas largas
faixas nos lados do pronoto e ausente no meio; nos élitros, numa área de contornos
irregulares, nos lados dos dois terços basais. No terço apical, os élitros são salpicados de
máculas de pubescência branca. Região elitral entre a sutura e a faixa lateral nos dois terços
basais destituída de máculas de pubescência branca. Lados dos urosternitos Ia IV (fig.
9) com pequena mancha circular de pubescência branca.
Material examinado. GUIANA FRANCESA. Rio Mana, 9, V.1917 (MZSP). BRASIL. Amazonas:
Manaus (1 km W Taruma Falls, 100 m), 2, III.1981, C. Young col. (CMNH).
Agradecimentos. Aos curadores das coleções pelo empréstimo do material; a Luciano de Azevedo
Moura, MCNZ, pela arte final do habitus de Caciomorpha robusta; a Tiago Courrol Ramos, MZSP, pelo
auxílio na confecção das fotografias.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AuRIVILLIUS, C. 1908. Cerambyciden aus den Grenzgebieten zwischen Peru und Bolivien gesammelt von Dr.
Nils Holmgren. Ark. Zool.,Stockholm, 5(1): 1-11.
—. 1923. Coleopterorum catalogus. Cerambycidae, Lamiinae, pars 74, Berlim, W. Junk, 323-704 p.
Bares, H. W. 1862. Contributions to an insect fauna of the Amazon Valley. Coleoptera: Longicornes. Ann.
Mag. Nat. Hist. , London, (3)8: 471-478.
—. 1869. New species of Coleoptera from Chontales, Nicaragua. Trans. ent. Soc. London, London, 1869:
383-389.
—. 1872. On the longicorn Coleoptera of Chontales, Nicaragua. Trans. ent. Soc. London, London, 1872:
163-238.
—. 1875. New genera and species of longicorns from South America. Entomologist’s mon. Mag., London,
11: 273-278.
BLANCHARD, E. E. 1845. Histoire des insectes, traitant de leurs moeurs et de leurs metamorphoses en
general, et comprenant une nouvelle classification fondée sur leurs rapports naturels. Paris, Didot.
v. 2, 524 p.
GEMMINGER, M. &. HaroLD, E. 1873. Catalogus Coleopterorum hucusque descriptorum synonymicus et
systematicus. Monachii, Gummi. v. 10, p. 2989-3232.
GUERIN-MENEVILLE, F. E. 1844. Icongraphie du Regne Animal de G. Cuvier. Insectes. Paris, Balliere. v. 7,
576 p.
Hequer, V. 1996. Longicornes de Guyane. Cayenne, Silvolab. 36p. 19 est.
Krug, J. C. 1825. Entomologie Brasilianae... Nova Acta Acad. Caesar. Leop. Carol., Halle, 12(2): 421-
476.
LACORDAIRE, J. T. 1872. Genera des Coléoptêres... Paris, Librairie Encyclopédique de Roret, Paris, v. 9, p.
411-930.
LAPORTE, F. L. N. 1840. Histoire Naturelle des Insectes Coléoptêres. Paris, Duméril. v. 2, 563 p.
MARTINS, U. R. & GALILEO, M. H. M. 1996. Descrições e notas sobre Cerambycidae (Coleoptera) sul-ameri-
canos. Revta bras. Zool., Curitiba, 13(2): 291-311.
Monne, M. A. 1994. Catalogue of the Cerambycidae (Coleoptera) of the Western Hemisphere, Part
XVII. Säo Paulo, Sociedade Brasileira de Entomologia. 110 p.
PAscoE, F. P. 1858. On new genera and species of longicorn Coleoptera. Part III. Trans. ent. Soc. Lond.,
London, (2) 4: 236-266.
Thomson, J. 1864. Systema Cerambycidarum... Mém. Soc. r. Sci. Liege, Liege, 19: 1-540.
—. 1868. Materiaux pour servir a une revision des lamites (Cerambycides, Coléoptêres). Physis Rec. Hist.
nat., Paris, 2(6): 146-200.
WHITE, A. 1855. Catalogue of the coleopterous insects in the collections of the British Museum, Longicornia
2. London, British Museum. v. 8, p. 175-412.
Recebido em 29.10.1997; aceito em 31.03.1998
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 11-25, 27 nov. 1998
SOBRE OS GÊNEROS CURATIA E COPEOCORIS (HETEROPTERA,
PENTATOMIDAE, PENTA TOMINT)
Aline Barcellos '?
Jocélia Grazia '*
ABSTRACT
ON THE GENERA CURATIA AND COPEOCORIS (HETEROPTERA, PENTATOMIDAE,
PENTATOMIN]). The genera are re-evaluated on the basis of morphological characters, with emphasis on the
external genitalia of both sexes. The monotypic genus Arotrocoris Berg, 1894 is considered a junior synonym
of Curatia Stäl, 1864 due to the identity of Arotrocoris dentifer Berg, 1894 with Curatia denticornis Stäl, 1864.
Two new brazilian species were added to Curatia: C. cornuta from Santa Catarina and C. parva from Rio de
Janeiro and Säo Paulo. Since the differences between C. denticornis, type species of the genus Curatia, and
C. truncaticornis Stäl, 1864 are at generic level, the genus Copeocoris Mayr, 1866, considered a junior
synonym of Curatia, is reinstated to accomodate Copeocoris truncaticornis, comb.n.
KEYWORDS. Heteroptera, Curatia, Arotrocoris, Copeocoris, Taxonomy.
INTRODUÇÃO
Curatia foi descrito por STÃL (1864), com duas espécies, C. denticornis, de
procedência desconhecida, e C. truncaticornis, descrita com base em exemplar da coleção
de Signoret, o qual seria procedente de Keis Kaama, África.
Mayr (1866a) descreveu Copeocoris, monotípico, com a espécie Copeocoris
abscissus, procedente do Brasil; MAyr (1866b) forneceu uma breve diagnose para estes
táxons. Em 1876, STÄL incluiu Copeocoris na sinonímia de Curatia, por considerar
Curatia truncaticornis um sinônimo sênior de Copeocoris abscissus; mencionou também
que a procedência de C. abscissus era ignorada. BERG (1892) registra a presença de C.
abscissus na Argentina e Uruguai. LETHIERRY & SEVERIN (1893) citaram Curatia denticornis
e Curatia truncaticornis, indicando “patria ignota” para ambas e mantendo Copeocoris
abscissus na sinonímia de C. truncaticornis.
Berg (1894) descreveu Arotrocoris, monotípico com a espécie A. dentifer, baseado
em um exemplar macho procedente de São Paulo, Brasil.
KirkaLDY (1909) designou C. denticornis como espécie-tipo de Curatia e conside-
1. Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Paulo Gama, s/nº, 90046-900, Porto Alegre, RS, Brasil.
2. Bolsista de Doutorado CAPES; alinebar Q vortex.ufrgs.br
3. Bolsista CNPq; jocelia@ vortex.ufrgs.br
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
28 BARCELLOS & GRAZIA
rou duvidosa a sua procedência da África. Para C. truncaticornis, o mesmo autor
mencionou Brasil, Argentina e Uruguai, considerando que a procedência africana seria
um erro. Na mesma obra, incluiu Arotrocoris, com A. dentifer. PırAn(1963), baseando-
se em exemplares da Bolívia, apresentou o alótipo de A. dentifer.
Pelo exame do material-tipo de todas as espécies e de séries de exemplares de
coleções do Brasil e do exterior, considerou-se que C. denticornise A. dentifer apresentam
semelhanças morfológicas marcantes, estabelecendo-se assim a sinonímia objetiva de
Arotrocoris com Curatia. Ainda, são descritas duas novas espécies de Curatia, C.
cornuta, procedente de Santa Catarina e C. parva, do sudeste do Brasil. Por outro lado,
C. truncaticornis difere de C. denticornis em vários caracteres morfológicos gerais e da
genitália, em nível genérico. Desta forma, propõe-se a revalidação de Copeocoris, nome
disponível, para abrigar C. truncaticornis.
Curatia se encaixa na Seção 1 de Pentatomini (Rorston et al., 1980) por não
apresentar tubérculo no 3º urosternito, enquanto Copeocoris, por possuir um tubérculo
livre, situa-se na Seção 2.
Curatia e Copeocoris formam um grupo único dentro de Pentatomini, comparti-
lhando vários caracteres, como a cabeça longa e afilada anteriormente, com búculas
ultrapassando em muito o clípeo, o tubérculo ventral da margem anterior do pronoto, o
peritrema ostiolar reduzido e os ângulos umerais projetados äntero-lateralmente. Os dois
gêneros podem ser distinguidos não somente pelo padrão da genitália de macho e fêmea,
como pela forma das projeções dos ângulos umerais. Em Curatia, está presente, nas
margens ântero-laterais do pronoto, um espinho subapical. Em Copeocoris, estão presen-
tes espinhos no ápice das jugas, além do tubérculo no terceiro esternito abdominal.
MATERIAL E MÉTODOS
Os exemplares estudados pertencem às seguintes coleções (siglas propostas por ARNETT, 1986):
American Museum of Natural History, New York, EUA (AMNH); Coleção Particular de J. Becker, Rio de
Janeiro, RJ, Brasil (CPJB); Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
(DZUP); Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil
(UFRG); Museo Argentino de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”, Buenos Aires, Argentina (MACN);
Museo de Entomologia, Departamento de Arthropodos, Facultad de Humanidades y Ciencias, Montevideo,
Uruguai (UYIC); Museo de La Plata, Division Entomologia, Universidad Nacional de La Plata, La Plata,
Argentina (MLPA); Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
RS, Brasil (MCNZ); Museu de História Natural Capão da Embuia, Curitiba, PR, Brasil (MNCE); Museu
Nacional, Rio de Janeiro, RJ, Brasil (QBUM); Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, São Paulo,
SP, Brasil (MZSP); National Museum of Natural History, Washington D.C., EUA (USNM); Naturhistorisches
Museum Wien, Wien, Áustria (NHMW): Naturhistoriska Riksmuseet, Stockholm, Suécia (NHRS).
Foram tomadas medidas de 18 parâmetros morfométricos, de acordo com GRAZIA & BARCELLOS
(1991), incluindo ainda o comprimento do cório junto à margem costal e o comprimento externo da projeção
do ângulo umeral do ápice até a base dos hemiélitros. A média, valores mínimo e máximo e desvio padrão para
machos e fêmeas de cada espécie são apresentados em milímetros. Para o estudo da morfologia da genitália,
utilizou-se solução aquosa de KOH a 10%, a quente e coloração com Vermelho Congo. A nomenclatura
utilizada para as estruturas da genitália segue Dupuis (1970) e Grazia & BarcELLOS (1994). Por se tratarem
de exemplares únicos, não foram dissecadas as genitálias de macho e fêmea de C. parva.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 29
Chave para identificação de Curatia, Copeocoris e respectivas espécies
Terceiro esternito abdominal com tuberculo mediano. Jugas afiladas, terminando em
pequeno espinho. Margens ântero-laterais do pronoto destituídas de espinho
subapicalA(ici29) | Copeocornisi Rn Copeocoris truncaticornis (Stäl)
1’. Terceiro esternito abdominal mútico.Jugas de ápice arredondado. Margens ântero-
laterais do pronoto com espinho subapical.(figs.1-3) [Curatia)............................ 2
2. Ângulos ântero-laterais do pronoto pouco projetados, não formando espinho. Mem-
brana com numerosas veias transversais (fig. 1). Abdome de coloração uniforme,
ocreFamarelada:s sima a ni a Curatia cornuta sp. n.
2°. Ângulos ântero-laterais do pronoto projetados em espinho, mais ou menos saliente.
Membrana com no máximo uma veia transversal. Abdome com 1+1 faixas laterais
de coloração castanha mais escura que a área mediana, e com maior densidade de
POWER NER ER RER EI GDA O ooo a Dna LEER 3
3. Tubérculos ventrais da margem anterior do pronoto formando, juntamente com os
ângulos äntero-laterais, um processo bifido junto à base dos olhos (fig. 5). Ângulos
ântero-laterais do pronoto em espinho agudo (fig. 3).... Curatia denticornis Stäl
3°. Tubérculos ventrais da margem anterior do pronoto pouco conspicuos (fig. 6).
Ângulos äntero-laterais do pronoto em espinho rombo (fig.
aca dc ee Curatia parva sp. n.
Curatia Stal, 1864
Curatia STÄL, 1864:130; 1876: 79; LETHIERRY & SEVERIN, 1893:134; KirkALDY, 1909: 74.
Arotrocoris BERG, 1894:16 (espécie-tipo A. dentifer, por monotipia); KırkALpy, 1909: 62. SYN. N.
Copeocoris; STÄL, 1876: 79 (syn.) error.
Espécie-tipo: Curatia denticornis Stäl, 1864, designação subsegüente por KIRKALDY
(1909).
Diagnose. Jugas ultrapassando em muito o clípeo, arredondadas no ápice. Ângulos
umerais projetados em direção anterior, truncados no ápice. Margens ântero-laterais do
pronoto fortemente côncavas, com espinho subapical ao nível dos úmeros. Peritrema
ostiolar inconspícuo. Terceiro esternito abdominal destituído de tubérculo mediano.
Descrição. Espécies de tamanho médio e forma oval-alongada. Cabeça triangular,
alongada. Jugas longas, ultrapassando em muito o clípeo, justapostas e arredondadas no
ápice. Olhos pequenos, com diâmetro de aproximadamente 1/5 da distância interocular.
Tubérculos anteníferos pouco visíveis em vista dorsal. Primeiro artículo antenal ultrapas-
sando o ápice das jugas; 2º às vezes atingindo ou ultrapassando. Pontuações ausentes em
1 + 1 áreas situadas lateral e posteriormente aos olhos e menos concentradas sobre o
clípeo. Margens laterais da cabeça com pontuações mais escuras, formando, em alguns
exemplares, uma fina faixa enegrecida. Búculas truncadas, formando um pequeno dente
anteriormente, e evanescentes posteriormente. Primeiro artículo do rostro e terço basal do
2º contidos no canal entre as búculas. Rostro atingindo a levemente ultrapassando as
metacoxas. Pronoto fortemente declivente anteriormente. Margem anterior em “U”,
retilínea medianamente e elevada ao nível dos olhos. Ventralmente, margem anterior com
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
30 BARCELLOS & GRAZIA
tuberculo (tp) dirigido anteriormente. Visto de perfil, este tubérculo, juntamente com a
projeção dos ângulos ântero-laterais, forma um processo bífido, provavelmente para
encaixe dos olhos. Ângulos ântero-laterais projetados, formando ou não um espinho
estendido em direção ao olho. Margens äntero-laterais marcadamente cöncavas, crenuladas
mais intensamente no terço anterior, com espinho subapical ao nível dos úmeros. Ângulos
umerais fortemente projetados ântero-lateralmente; projeções dorso-ventralmente acha-
tadas e levemente torcidas para dentro, ápices truncados. Margens póstero-laterais
retilíneas, moderadamente crenuladas ao nível dos úmeros. Margem posterior retilínea.
Escutelo com pequenas fóveas castanhas a negras nos ângulos basais. Ápice do escutelo
arredondado ou subtriangular, pouco ultrapassando a linha imaginária que une os ângulos
póstero-laterais do 4º segmento do conexivo. Ângulo apical do cório pouco ultrapassando
o 5º segmento do conexivo. Membrana com 6 a 11 veias longitudinais; veias transversais
ausentes ou em número de 1 a 6. Segmentos do conexivo ocres, com faixa castanha mais
escura junto às margens laterais interna e externa. Pernas ocres, salpicadas de negro nas
coxas, trocanteres, fêmures e tíbias. Tíbias sulcadas dorsalmente em toda a sua extensão.
Peritrema ostiolar inconspícuo. Área evaporatória ocupando catepisterno metatorácico e
mesoepímero. Superfície do esterno torácico coberta por fina pilosidade esbranquiçada.
Prosterno e mesosterno com sulco raso longitudinal; terço anterior do mesosterno
carenado; metasterno deprimido. Abdome destituído de tubérculo no 3º esternito, com
sulco mediano longitudinal raso. Entre a linha dos espiráculos e a margem lateral dos
urosternitos, presente uma estreita faixa subcalosa. Espiráculos arredondados, de colora-
ção castanha a negra. Par de tricobótrios situados internamente a uma linha imaginária
longitudinal ao longo dos espiráculos.
Genitália do macho. Pigóforo de forma ovalada a subquadrangular, pouco aberto
dorsalmente. Bordo dorsal (bd) levemente sinuoso lateralmente ao X segmento (X),
dotado de 1+1 processos laterais (pbd, exceto C. parva). Bordo ventral diferenciado em
dois folhetos: um folheto superior, bissinuoso, e um inferior, com um processo ímpar
mediano (pbv). Ângulos póstero- -laterais de ápice arredondado. Parâmeros (pa) com pé
mais amplo do que a região da cabeça; esta digitiforme. Phallus: placa basal (plb)
proporcional ao tamanho da phallotheca (ph), conetivos dorsais (cd) curtos, processus
capitati (pc) de tamanho médio, alcançando o meio da phallotheca. Esta com ou sem
processos, mais alargada no ápice. Conjuntiva (cj) fortemente desenvolvida, em 1+ 1
processos em forma de abas. Ductus seminis distalis (dsd) curto, não ultrapassando o
ápice da vésica (v).
Genitälia da fêmea. Gonocoxitos 8 (gc8) com bordos posteriores sinuosos; bordos
suturais paralelos em quase toda a sua extensão. Laterotergitos 8 (la8) volumosos, com
espiráculos; bordos posteriores arredondados. Laterotergitos 9 (la9) com ápice arredon-
dado, atingindo ou pouco ultrapassando a banda que une dorsalmente os laterotergitos 8
e destituídos de espinho apical. Gonocoxitos 9 (gc9) formando um pseudoesternito
amplo. Chitinellipsen ausentes. Espessamento da íntima vaginal (eiv) de contorno
cônico. Pars intermedialis (pi) com mais de duas vezes o diâmetro do ductus receptaculi
(dr) posterior à área vesicular. Capsula seminalis (cs) com três dentes; cristas anulares
convergentes.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 31
Curatia cornuta sp.n.
(Figs. 1, 4, 7, 10, 13, 16, 18, 20, 22, 24, 27)
Localidade-tipo: Nova Teutônia, Santa Catarina, Brasil.
Holótipo s, Brasil, BRASIL, Santa Catarina: Nova Teutônia, 30.V. 1945, F.
Plaumann (USNM). Parátipos: BRASIL, Santa Catarina: Nova Teutônia, 15,25.V.1945,
F. Plaumann (UFRG); idem, 1 9 (USNM), idem, 1 9, 30.V.1945 (USNM); idem, 19,
3.V1. 1945 (DZUP); idem, 1 9, 11.VI.1945 (UFRG); idem, 2 9, 27.V1. 1945 (USNM).
Macho. Coloração da superfície dorsal ocre a castanho-clara, avermelhada nos
ângulos umerais em alguns exemplares.
Cabeça cerca de uma vez e três quartos mais longa que larga e mais longa que o
pronoto. Pontuações da cabeça distribuídas em 2 + 2 faixas, uma junto à margem externa
das jugas, estendendo-se até o limite anterior dos olhos e outra junto à margem interna das
jugas, estendendo-se até a base da cabeça. Margem externa das jugas sub-retilineas.
Segundo artículo antenal cerca de uma vez e meia o comprimento do 1º; 2º ao 4º subiguais;
5º 1/3 mais longo que o 4º.
Terço anterior do pronoto delimitado por uma carena transversal, subcalosa.
Ângulos ântero-laterais do pronoto pouco projetados (alcançando cerca de 1/4 do olho
quando a cabeça está encaixada), não formando espinho (fig.4). Projeção dos ângulos
umerais cerca de 1,5 vezes o comprimento do pronoto. Espinho subapical longo,
ligeiramente curvo no ápice. Pontuações castanho-ferrugíneas na maior parte do disco do
pronoto e negras ao redor das cicatrizes, no ápice das projeções dos ângulos umerais e
junto às margens ântero-laterais. Manchas mais escuras formadas por aglomerados de
pontuações junto à carena do pronoto.
Escutelo com cinco manchas castanhas a negras (mais ou menos visíveis conforme
o exemplar), uma mediana, junto à margem basal, 1 + 1 situadas lateral e posteriormente
a esta e 1 + 1 subapicalmente, junto às margens laterais. Pontuações mais esparsas no
centro da metade apical.
Cório com pontuações mais finas e densamente distribuídas em três faixas
longitudinais do exocório, intercaladas por duas linhas subcalosas destituídas de pontu-
ações; clavo com uma faixa de pontuações mais escuras. Membrana com 9 a 11 veias
longitudinais e 4 a 6 veias transversais.
Abdome de coloração uniforme, ocre-amarelada, com pontuações castanhas.
Sulco abdominal pouco conspícuo, da mesma cor do restante do abdome. Ápices dos
segmentos abdominais com exceção do VII, salientes e enegrecidos (fig. 1).
Genitália. Pigóforo, em vista dorsal, oval-alargado, margens laterais bastante
convexas. Ângulos póstero-laterais não intumescidos, mais projetados posteriormente
que nas demais espécies do gênero. Processos do bordo dorsal íntegros (figs. 7 e 10).
Processo do folheto inferior do bordo ventral inconspícuo (fig. 13). Segmento X alargado,
pouco mais estreito no 1/5 apical. Parâmeros com porção digitiforme retilínea, projetada
póstero-lateralmente (fig. 16). Phallus: phallotheca globosa, mais alargada na região
apical, bordo apical não projetado ventralmente. Presentes 1 + 1 processos finos,
alongados e com ápice voltado em direção dorsal, situados lateralmente à vésica, sobre a
conjuntiva (figs. 18, 20, 22).
Medidas: comprimento total 13,57(12,86-14,28) + 1,0; comprimento da cabeça
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
32 BARCELLOS & GRAZIA
3,69(3,57-3,82) + 0,18; largura da cabeça 2,12(2,08-2,16) + 0,06; largura do olho
0,27(0,25-0,29) + 0,03; distância interocular 1,62(1,58-1,66) + 0,06; comprimento da
região anteocular 2,80(2,70-2,91)+0,15; comprimento dos artículos antenais I-0,79(0,75-
0,83) + 0,06, II - 1,20(1,16-1,25) + 0,06, III - 1,20(1,08-1,33) +0,18, IV - 1,20(1,16-1,25)
+ 0,06, V - 1,58(1,49-1,66) + 0,12; comprimento do pronoto 2,66, comprimento do ângulo
umeral 4,38(4,15-4,61) + 0,32; largura do pronoto 8,32(7,51-9,13) + 1,14; comprimento
do escutelo 3,84(3,74-3,94) + 0,15; largura do escutelo 3,22(3,07-3,36) + 0,21; largura
abdominal 5,52(5,23-5,81) + 0,41; comprimento do cório 6,18(5,98-6,39) + 0,29.
Fig. 1. Curatia cornuta sp. n.
2mm
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 33
Fêmea. Semelhante ao macho.
Genitália. Superfície ventral dos gonocoxitos 8 levemente mais elevada na área dos
bordos suturais e junto aos ângulos laterais externos, região mediana deprimida; bordos
posteriores subtriangulares, côncavos sobre os laterotergitos 9. Lateralmente aos ângulos
suturais, 1 + | amplas manchas negras arredondadas. Laterotergitos 9 pouco ultrapassan-
do a banda que une dorsalmente os laterotergitos 8. Maior eixo longitudinal de cada
laterotergito 8 divergente posteriormente. Ápice dos laterotergitos 8 arredondado, desti-
tuído de espinho (fig. 24). Gonocoxitos 9 com margem anterior moderadamente convexa.
Braços dos gonocoxitos 9 de comprimento equivalente ao comprimento mediano longi-
tudinal da placa. Pars intermedialis com paredes sinuosas. Capsula seminalis com três
projeções digitiformes, duas voltadas em direção à crista anular posterior, uma delas
ramificada e outra em direção oposta (fig. 27).
Medidas. comprimento total 14,88(14,20-15,61) + 0,53; comprimento da cabeça
3,84(3,74-3,98) + 0,09; largura da cabeça 2,19(2,16-2,24) + 0,04; largura do olho
0,28(0,25-0,29) + 0,02; distância interocular 1,68(1,66-1,74) + 0,03; comprimento da
região anteocular 2,91(2,86-3,03) + 0,06; comprimento dos artículos antenais I- 0,78(0,71-
0,83) + 0,05; II - 1,28(1,20-1,33) + 0,06; HI - 1,31(1,20-1,37) + 0,06; IV - 1,31(1,08-1,41)
+ 0,12; V - 1,69(1,66-1,74) + 0,03; comprimento do pronoto 2,88(2,78-3,07) + 0,11;
comprimento da projeção umeral 4,36(3,94-4,61) + 0,25; largura do pronoto 8,97(8,63-
9,46) + 0,31; comprimento do escutelo 4,26(4,07-4,48) + 0,17; largura do escutelo
3,55(3,44-3,65) + 0,07; largura abdominal 6,10(5,81-6,39) + 0,23; comprimento do cório
6,71(6,39-7,06) + 0,26.
Distribuição. Brasil (Santa Catarina).
Curatia denticornis Stál, 1864
(Figs. 3, 5, 8, 11,14, 17, 19, 21, 23, 25, 28)
Curatia denticornis STÄL 1864:130-131; 1876:79; LETHIERRY & SEVERIN, 1893:134; KırkALpy, 1909:62.
Arotrocoris dentifer BERG, 1894:16; KırkaLpy, 1909:62. SYN.N.
Localidade-tipo: em STÄL (1864), desconhecida. Com base na sinonimia aqui
estabelecida, bem como no material examinado, designamos Brasil como localidade-tipo.
Holótipos. De Curatia denticornis: 9, com as etiquetas: a) Brasil, Coll. Signoret;
b) denticornis det. Stal. (NHMW), examinado. De Arotrocoris dentifer: 9,
com as etiquetas: a) Typus; b) Brasil; c) Arotrocoris dentifer Berg 1893; d) 1385 (MLPA),
examinado.
Macho. Coloragäo da superficie dorsal ocre a ocre-esverdeada, provavelmente
verde nos exemplares vivos.
Cabeça cerca de 1,5 vezes mais longa que larga e tão longa quanto o pronoto. Jugas
ultrapassando o clípeo por distância equivalente a pelo menos 1/4 do comprimento da
cabeça. Margens externas das jugas retilíneas.Primeiro artículo antenal cerca de 3/4 do
comprimento do 2°; 3º pouco mais longo que o 4º, sendo maiores que o 2º; 5° o maior de
todos.
Ängulos ântero-laterais do pronoto em espinho agudo, saliente, ultrapassando o
meio do olho quando a cabeça está encaixada (figs. 3, 5). Projeção dos ângulos umerais
com comprimento pouco maior que o comprimento do pronoto. Pontuações, de diâmetro
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
34 BARCELLOS & GRAZIA
variävel entre os exemplares, mais concentradas junto as margens äntero-laterais e no
terco anterior do disco do pronoto, na base das cicatrizes.
Escutelo com manchas castanhas dispostas como em C. cornuta, porém menos
evidentes. Pontuações castanhas a castanho-avermelhadas, densamente distribuídas,
exceto no ápice, onde são mais finas e esparsas.
Cório com fina faixa amarelada marginal; pontuação grosseira, mais densamente
distribuída no exocório, não formando faixas evidentes como em C. cornuta. Membrana
sem, ou no máximo com uma veia transversal na região mediana.
Faixas laterais do abdome ocre-esverdeadas, com pontuações finas, mais densa e
homogeneamente distribuídas. Área mediana, com cerca da metade da largura abdominal,
2mm
Fig. 2. Curatia parva sp. n.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 35
ocre-amarelada, subcalosa, com pontuações mais grosseiras e em menor densidade. Sobre
o sulco abdominal, geralmente presente uma estreita faixa castanho-escura.
Genitália. Pigóforo subquadrangular, X segmento trapezoidal, mais alargado na
metade apical. Ângulos póstero-laterais do pigóforo medianamente intumescidos. Pro-
cessos do bordo dorsal denteados (figs. 8, 11). Processo do folheto inferior do bordo
ventral nitidamente truncado no ápice (fig. 14). Parâmeros com porção digitiforme
dobrada em direção ântero-lateral(fig. 17). Phallus: phallotheca destituída de processos.
Bordo apical da phallotheca medianamente projetado, em vista ventral (figs. 19,21,23).
Medidas. comprimento total 11,73(11,19-12,02) + 0,39; comprimento da cabeça
2,72(2,66-2,82) + 0,07; largura da cabeça 1,76(1,66-1,83) + 0,08; largura do olho
0,23(0,21-0,25) + 0,02; distância interocular 1,28(1,20-1,41) + 0,09; comprimento da
região anteocular 2,02(1,95-2,08) + 0,06; comprimento dos artículos antenais I - 0,75
(0,66-0,83) + 0,07; IL - 0,96(0,91-1,08) + 0,08; HI - 1,18(1,08-1,29) + 0,09; IV - 1,07(1,00-
1,12) + 0,06; V - 1,49: comprimento do pronoto 2,40 (2,32-2,45) + 0,05; comprimento da
projeção umeral 3,10(2,95-3,32) + 0,17, largura do pronoto 7,18(6,97-7,47) + 0,22;
comprimento do escutelo 3,48(3,32-3,57) + 0,11; largura do escutelo 2,97(2,82-3,15) +
0,17; largura abdominal 4,71(4,48-4,90) + 0,18; comprimento do cório 5,45(5,27-5,64)
+ 0,16.
Fêmea. Semelhante ao macho.
Genitália. Superfície ventral dos gonocoxitos 8 mais elevada na área dos bordos
suturais e junto aos ângulos laterais externos, região mediana marcadamente deprimida;
bordos posteriores arqueados, com leve concavidade junto à base dos laterotergitos 9.
Lateralmente aos ângulos suturais, 1 + | pequenas manchas castanhas arredondadas, mais
ou menos nítidas. Laterotergitos 9 atingindo ou pouco ultrapassando a banda que une
dorsalmente os laterotergitos 8, estes com minúsculo espinho apical. Maior eixo longitu-
dinal de cada laterotergitos 8 paralelos entre si (fig. 25). Gonocoxitos 9 com margem
anterior convexa medianamente. Ängulos ântero-laterais em braços mais longos que o
comprimento mediano longitudinal da placa. Espessamento da íntima vaginal cônico,
subtriangular. Parede intermediária do ductus receptaculi alargando-se progressivamen-
te. Cristas anulares anterior (caa) e posterior (cap) convergentes. Pars intermedialis com
estreitamento mediano. Capsula seminalis globosa, com três projeções digitiformes,
voltadas em direção à crista anular posterior (fig. 28).
Medidas. Comprimento total 13,54(12,36-14,70) + 0,69; comprimento da cabeça
3,01(2,66-3,24) + 0,18; largura da cabeça 1,96(1,83-2,12) + 0,10; largura do olho
0,24(0,17-0,25) + 0,03; distância interocular 1,44 (1,37-1, 54) + 0,05; comprimento da
região anteocular 2,22(2,08-2,37) + 0,10; comprimento dos artículos antenais 1-0,78(0,71-
0,87) + 0,05; II - 0,98(0,79-1,08) + 0,11; HI - 1,35(0,83-1,49) + 0,20; IV - 1,21(1,08-1,33)
+ 0,09; V - 1,58(1,16-1,74) + 0,23; comprimento do pronoto 2,80(2,57-2,99) + 0,13;
comprimento da projeção umeral 3,29(2,74-3,61) + 0,28; largura do pronoto 8,00(7,14-
8,84) + 0,45; comprimento do escutelo 4,17(3,90-4,48) + 0,19; largura do escutelo
3,46(3,20-3,65) + 0,13; largura abdominal 5,75(5,40-6,14) + 0,21; comprimento do cório
6,40(5,89-6,81) + 0,28.
Distribuição. Brasil (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande
do Sul)
Material examinado. Sem dados, 1 9 (MZSP); BRASIL. Minas Gerais: Poços de Caldas, Morro São
Domingos,3 &, 19.X11.1967, J. Becker, O. Roppa e O. Leoncini (CPJB); São Paulo: São Paulo, Eug. Lefevre,
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
36 BARCELLOS & GRAZIA
19, 1.X1.37, Travassos, Lopes e Oiticica (QBUM); Paraná: Curitiba, 19, XI.1981, I. Santos (MNCE); Ponta
Grossa, 19, 25.VI11.1946, V.Villela (DZUP); Santa Catarina: Rio Natal, 19, XI.1945, A. Maller (AMNH);
idem, 19, XI.1946; idem, 19, III.1947 (AMNH); São Bento do Sul, Rio Vermelho, 39, XII.1944, A. Maller
(AMNH); idem, 19, 11.1945 (AMNH); idem, 3 9, 1.1958, Dirings (MZSP); idem, 19, IV.1973, F.Rank (DZUP);
idem, 19, 21.11.1974, Mielke (DZUP); idem, 19, X11.1983, Exc. Dep. Zooi. UFPR (DZUP); Rio Grande do Sul:
Torres, divisa com Cambará do Sul, Josafaz, 19, 3.X1.1989, J.A.M. Fernandes (UFRG); Cambará do Sul,
Canhadão do Faxinal, 19, 22.X.1988, J.A.M. Fernandes (UFRG).
Observações: PIRÁN (1963), com base em material da Bolívia, designou o alótipo
(sem validade segundo o Iczn, 1985) de Arotrocoris dentifer Berg. No exame este
exemplar, verificou-se que ele difere de C. denticornis e de A. dentifer, entre outros
caracteres, pela forma dos ângulos umerais e das placas genitais. Estes caracteres,
acrescidos dos dados de procedência, indicam tratar-se de uma espécie distinta das
demais. Contudo, este exemplar está bastante danificado, sem cabeça e com apenas uma
perna inteira. Desta forma, a descrição de uma nova espécie estaria prejudicada, só sendo
possível com a obtenção de mais exemplares.
Figs. 3-6. Curatia denticornis Stal, 1864: 3, Cabeça e pronoto, vista dorsal. 4-6. Cabeça e parte apical do
pronoto, vista lateral: 4, C. cornuta; 5, C. denticornis; 6, C. parva; (tp, tubérculo ventral da margem anterior
do pronoto).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 37
Curatia parva sp. n.
(Figs. 2, 6, 9, 12, 15, 26)
Localidade-tipo: Teresópolis (Rio de Janeiro) e São José do Barreiro (São Paulo),
Brasil.
Holótipo 5, Brasil, Rio de Janeiro: Teresópolis, 1955, Zajciv (MCNZ). Parátipo 9,
Brasil, São Paulo: São José do Barreiro, Serra da Bocaina, 1500m, 4.X1.1965, F.M.
Oliveira (DZUP).
Macho. Coloração da superfície dorsal castanha a ocre; pontuações castanho-
ferrugíneas a negras.
Cabeça menos de 1,5 vezes mais longa que larga, com comprimento equivalente
ao do pronoto. Margens externas das jugas onduladas. Pontuações regular e densamente
distribuídas. Primeiro artículo antenal pouco menor que o 2°; 3º maior que 2°; 4º igual ou
pouco maior que o 2°; 5º o mais longo.
Ângulos ântero-laterais do pronoto em espinho rombo, atingindo cerca de 1/4 do
comprimento do olho, quando a cabeça está encaixada. Tubérculos ventrais da margem
Pbv by
>,
pbd
bd
9
7 8
15
13
imm
Figs. 7-15. Macho. Pigóforo, vista dorsal: 7, Curatia cornuta; 8, C. denticornis; 9, C. parva. Vista posterior
sem o X segmento: 10, C. cornuta, 11, C. denticornis; 12, C. parva. Vista ventral,: 13, C. cornuta, 14, C.
denticornis, 15, C. parva (bd, bordo dorsal; bv, bordo ventral; pa, parämero; pbd, processo do bordo dorsal;
pbv, processo do bordo ventral; X, 10º segmento).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
38 BARCELLOS & GRAZIA
anterior do pronoto pouco conspícuos (fig.6). Projeções dos ângulos umerais menores que
nas demais espécies do gênero, comprimento aproximadamente igual ao do pronoto, com
espinho subapical pouco desenvolvido. Pontuações castanho-escuras presentes junto às
margens ântero-laterais. Restante do pronoto com pontuações castanho-ferrugíneas,
regularmente distribuídas, exceto na área das cicatrizes.
Escutelo com pontuações castanho-ferrugíneas, em geral mais grosseiras e menos
densamente distribuídas do que no pronoto e destituído de manchas.
Figs. 16-23. Macho. 16-17, parâmero esquerdo, vista dorsal: 16, Curatia cornuta, 17, C. denticornis. 18-23.
Phallus, vista dorsal: 18, C. cornuta; 19, C. denticornis. Vista ventral: 20, C. cornuta; 21, C. denticornis. Vista
lateral: 22, C. cornuta, 23, C. denticornis (cd, conetivo dorsal; cj, conjuntiva; dsd, ductus seminis distalis;
er, ejaculatory reservoir; gs, gonoporo secundário; me, membranblase; pc, processus capitati; ph,
phallotheca; plb, placa basal; prph, processus phallothecae; v, vésica).
Ihéringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 39
Figs. 24-26. Fêmea. Placas genitais, vista ventral: 24, Curatia cornuta; 25, C. denticornis; 26, C. parva (gc8,
gonocoxito 8; gc9, gonocoxitos 9; la8, laterotergito 8; la9, laterotergito 9; VII, 7º segmento; X, 10º segmento).
Cório com fina faixa amarelada marginal; pontuações castanho-ferrugíneas gros-
seiras sobre o exocório, não formando faixas, mais densamente distribuídas junto à
margem externa da área costal. Membrana com 6 veias longitudinais, destituída de veias
transversais conspícuas.
Abdome com padrão de coloração e pontuação semelhante ao de C. denticornis,
com 1 + 1 faixas laterais castanhas e com pontuações mais densas, área mediana ocre-
amarelada, menos densamente pontuada. Segmentos do conexivo uniformemente ocre-
amarelados; ângulos póstero-laterais salientes e enegrecidos (fig. 2).
Genitália. Pigóforo subquadrangular em vista dorsal, mais largo apicalmente.
Ângulos póstero-laterais fortemente intumescidos. Processos do bordo dorsal não dife-
renciados, áreas laterais nitidamente convexas (figs. 9, 12). Processo do folheto inferior
do bordo ventral sinuoso (fig.15). Segmento X trapezoidal, alargado medianamente, mais
afilado no terço basal e no quarto apical. Parâmeros semelhantes aos de C. denticornis.
Medidas. Comprimento total 9,52: comprimento da cabeça 2,28; largura da cabeça
1,74; largura do olho 0,25; distância interocular 1,20; comprimento da região anteocular
1,49; comprimento dos artículos antenais I - 0,66; II - 0,75; IH - 0,95; IV - 0,75; V - 1,45;
comprimento do pronoto 2,16; comprimento da projegäo umeral 2,03; largura do pronoto
6,14; comprimento do escutelo 3,07; largura do escutelo 2,66; largura abdominal 4,48;
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
40 BARCELLOS & GRAZIA
comprimento do cório 4,98.
Fêmea. Semelhante ao macho.
Genitália. Superfície ventral dos gonocoxitos 8 com. leve depressão diagonal;
gonocoxitos 8 com bordos posteriores arqueados em ângulo obtuso, cujo ápice situa-se
no limite entre o laterotergito 9 e gonocoxitos 9. Lateralmente aos ângulos suturais,
presentes 1 + 1 manchas negras arredondadas. Laterotergitos 9 ultrapassando a banda que
une dorsalmente os laterotergitos 8, estes com minúsculo espinho apical. Maiores eixos
longitudinais dos laterotergitos 8 paralelos (fig. 26).
Medidas. Comprimento total 12,02; comprimento da cabeça 2,66; largura da cabeça
1,83; largura do olho 0,29; distância interocular 1,33; comprimento da região anteocular
1,74; comprimento dos artículos antenais I - 0,75; II- 0,83; III - 1,20; IV - 0,91; V - 1,58;
comprimento do pronoto 2,16; comprimento da projeção umeral 2,24; largura do pronoto
6,81; comprimento do escutelo 3,74; largura do escutelo 2,99; largura abdominal 5,40;
comprimento do cório 5,73.
Distribuição. Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo).
Figs. 27-28. Fêmea. Receptaculum seminis e vias genitais ectodérmicas: 27, Curatia cornuta; 28, C.
denticornis (caa, crista anular anterior; cap, crista anular posterior; cs, capsula seminalis; dr, ductus
receptaculi; eiv, espessamento da íntima vaginal; g9, gonapófises 9; gc9, gonocoxitos 9; la9, laterotergito
9; or, orificium receptaculi; pco, pars comunis; pi, pars intermedialis; X, 10º segmento).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 41
Copeocoris Mayr, 1866 revalidado
Copeocoris Mayr, 1866a: 55; 1866b: 363; STAL, 1876: 79.
Espécie-tipo: Curatia truncaticornis Stál, 1864 = Copeocoris abscissus Mayr,
1866, por monotipia.
Diagnose. Jugas ultrapassando o clípeo, com espinho apical. Ângulos umerais
fortemente projetados, com ápice retilíneo e emarginado de negro; margens ântero-
laterais marcadamente côncavas, destituídas de espinho subapical. Peritrema ostiolar
inconspícuo. Terceiro esternito abdominal com tubérculo mediano.
Descrição. Tamanho médio a pequeno (fig. 29). Forma do corpo subtriangular,
coloração geral castanha. Cabeça triangular, pouco mais longa que larga. Jugas conver-
gentes e contíguas, exceto no extremo apical, dotado de um pequeno espinho. Olhos com
diâmetro cerca de 1/5 da distância interocular. Tubérculos anteníferos não visíveis
dorsalmente. Primeiro artículo antenal atingindo 2/3 basais da cabeça, 2º não ultrapassan-
do o ápice, 4ºe 5º artículos mais largos que os demais. Búculas evanescentes em direção
posterior; anteriormente, com pequeno espinho. Rostro atingindo as metacoxas; 1º
artículo e parte do 2º contidos no canal das búculas. Pronoto fortemente declivente
anteriormente. Ângulos ântero-laterais truncados, destituídos de espinho. Margem ante-
rior do pronoto com tubérculo (tp) dirigido anteriormente (fig. 30). Ângulos umerais
fortemente projetados anteriormente, levemente curvados em direção lateral e destituídos
de espinho subapical; metade apical da projeção comprimida dorso-ventralmente. Escutelo
com 1 + 1 diminutas fóveas negras nos ângulos basais; ápice arredondado, atingindo cerca
da metade basal do 5º tergito. Ápice do cório pouco ultrapassando a margem posterior do
5º segmento do conexivo. Membrana com 9 a 10 veias longitudinais; veias transversais
ausentes. Tíbias sulcadas em toda a sua extensão. Peritrema ostiolar inconspícuo, de
comprimento equivalente ao diâmetro do ostíolo. Área evaporatória ocupando o
mesoepímero e o metaepisterno. Terceiro esternito abdominal com pequeno tubérculo
mediano, plano e livre, não encaixado na margem posterior do metasterno. Par de
tricobótrios situados internamente ou mais raramente sobre uma linha imaginária longi-
tudinal tangente ao bordo interno dos espiráculos.
Genitália do macho. Bordo dorsal do pigóforo (bd) sinuoso, com 1 + 1 processos
espiniformes (pbd). Diafragma com dois pares de processos espiniformes: um junto à base
dos parâmeros (pd1) e outro junto aos ângulos póstero-laterais (pd2). Bordo ventral (bv)
não diferenciado em folhetos, dotado de 1 + 1 processos espiniformes (pbv). Segmento
X trapezoidal, mais alargado na base. Parâmeros (pa) com pé subcilíndrico; cabeça mais
ampla, bifurcada, voltada em direção aos ângulos póstero-laterais (fig. 34). Phallus (figs.
35-37): placa basal (plb) proporcional ao tamanho da phallotheca (ph); conetivos dorsais
(cd) reduzidos, processus capitati (pc) de tamanho médio alcançando a base da
phallotheca. Conjuntiva (cj) presente. Vésica (v) em forma de taça rasa contendo o
ductus seminis distalis (dsd).
| Genitälia da fêmea. Gonocoxitos 8 (gc8) com bordos posteriores sub-retilíneos;
bordos suturais divergentes na base e no ápice. Espiráculos dos laterotergitos 8 (la8)
presentes. Gonocoxitos 9 (gc9) bastante estreitados transversalmente. Chitinellipsen
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
42 j BARCELLOS & GRAZIA
ausentes. Espessamento da intima vaginal (eiv) de contorno ogival, nitidamente
esclerotinizado. Pars intermedialis (pi) com diämetro subigual ao do ductus receptaculi
(dr) posterior à área vesicular. Cristas anulares convergentes.
Copeocoris truncaticornis (Stal, 1864) comb. n.
(Figs. 29-39)
Curatia truncaticornis STAL, 1864:130-131; 1876:79; LETHIERRY & SEVERIN, 1893: 134; KirkaLDY, 1909: 74.
Copeocoris abscissus MAYR, 1866a:55-58; 1866b: 363-364; BERG, 1892:42.
Localidade-tipo: Brasil.
Holötipos. De Copeocoris abscissus: S,com as etiquetas: a) Natterer Brasilien; b)
abscissus det. Mayr (NHMW), examinado. De Curatia truncaticornis: S, com as etique-
tas: a) type; b) typus (NHRS), examinado.
Macho. Cabega de coloragäo castanha, emarginada de negro. Pontuagöes castanhas
Fig. 29. Copeocoris truncaticornis (Stäl, 1864).
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 43
as imm
imm
— _ Ad 0,5mm
33
32
0,5mm
Figs. 30- 37. Macho. Copeocoris truncaticornis: 30, cabeça e parte apical do pronoto, vista lateral; 31-33,
pigóforo, respectivamente vistas dorsal, ventral e posterior sem o X segmento; 34, parâmero esquerdo, vista
dorsal; 35-37, phallus, respectivamente dorsal, ventral e lateral (bd, bordo dorsal; bv, bordo ventral, cd,
conetivo dorsal; cj, conjuntiva; ejr, ejaculatory reservoir; gs, gonoporo secundário; me, membranblase; pa,
parämero; pbd, processo do bordo dorsal; pbv, processo do bordo ventral; pc, processus capitati; pdl,
processo do diafragma 1; pd2, processo do diafragma 2; ph, phallotheca; plb, placa basal; tp, tubérculo ventral
da margem anterior do pronoto; v, vésica; X, 10º segmento).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
44 BARCELLOS & GRAZIA
mm
Figs. 38 -39. Copeocoris truncaticornis, fêmea: 38, placas genitais, vista ventral; 39, receptaculum seminis
e vias genitais ectodérmicas (caa, crista anular anterior; cap, crista anular posterior; cs, capsula seminalis; dr,
ductus receptaculi; eiv, espessamento da íntima vaginal; g9, gonapöfises 9; gc8, gonocoxito 8; gc9,
gonocoxitos 9; la8, laterotergito 8; la9, laterotergito 9; or, orificium receptaculi; pco, pars comunis; pi, pars
intermedialis; VII, 7º segmento; X, 10º segmento).
a castanho-ferrugíneas, menos frequentes nas áreas adjacentes aos olhos. Antenas ocres;
2º artículo maior que o 1º e menor que o 3º e o 4º; estes subiguais; 5º o mais longo. Pronoto
de coloração variável entre os exemplares, geralmente castanha, levemente acinzentada
na região mediana basal e avermelhada nos ângulos umerais; 1 + 1 sulcos transversais, de
cor negra, na região das cicatrizes. Pontuações menos densas nos ângulos umerais; estes
com bordos apical e lateral interno, junto ao ápice, enegrecidos. Ápice retilíneo e mais ou
menos crenulado, conforme o exemplar, projetado em pequeno espinho nos ângulos
anterior e posterior. Escutelo de coloração variável entre os exemplares, ocre-avermelhada
a ocre-acinzentada, mais escura apicalmente. Pontuações do escutelo irregularmente
distribuídas, mais finas e concentradas no ápice. Em muitos exemplares, presente uma
fina faixa mediana, de coloração avermelhada. Cório de coloração castanha e pontuações
distribuídas em duas faixas de maior densidade, intercaladas por uma linha subcalosa
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
Sobre os gêneros Curatia e Copeocoris... 45
destituída de pontuações. Segmentos do conexivo de cor ocre uniforme. Superfície
ventral do abdome castanha, com menor densidade de pontuações na região mediana;
pontuações castanhas a castanho-ferrugíneas. Áreas subcalosas laterais, situadas interna-
mente aos espiráculos; estes circulares, de coloração castanha a negra.
Genitália. Pigóforo quadrangular (figs. 31-33). Processos espiniformes do bordo
dorsal não encobrindo os processos espiniformes do diafragma situados junto à base dos
parâmeros. Bordo ventral escavado em “U” medianamente, dotado de processos
espiniformes laterais. Phallotheca cilíndrica, de mesma largura no ápice e na base e
destituída de processos. Conjuntiva em 1+1 abas membranosas dirigidas apicalmente,
situadas lateral e dorsalmente à vésica. Ductus seminis distalis não ultrapassando o ápice
da vésica.
Medidas. Comprimento total 10,59(9,69-11,86) + 0,82; comprimento da cabeça
2,64(2,49-2,82) + 0,14; largura da cabeça 1,97(1,83-2,03) + 0,08; largura do olho
0,27(0,25-0,33) + 0,04; distância interocular 1,44(1,37-1,49) + 0,06; comprimento da
região anteocular 1,92(1,74-2,08) + 0,13; comprimento dos artículos antenais 1-0,55(0,50-
0,58) + 0,05; II - 0,84(0,75-0,91)+ 0,07; III - 0,98(0,91-1,08) + 0,08; IV - 0,97(0,91-1,08)
+ 0,10; V - 1,25(1,16-1,33) + 0,08; comprimento do pronoto 2,37(2,16-2,91) + 0,33;
comprimento da projeção umeral 3,07(2,82-3,32) + 0,20; largura do pronoto 8,70(7,89-
10,08) + 0,86; comprimento do escutelo 3,28(2,99-3,69) + 0,28; largura do escutelo
2,99(2,74-3,32) + 0,23; largura abdominal 4,43(4,07-4,81) + 0,28; comprimento do cório
5,01(4,57-5,56) + 0,37.
Fêmea semelhante ao macho.
Genitália. Laterotergitos 8 com bordo posterior pontiagudo. Laterotergitos 9 (la9)
de ápice arredondado, não ultrapassando a banda que une dorsalmente os laterotergitos
8 (fig. 38). Capsula seminalis (cs) alongada, saculiforme, em vista lateral dilatada
apicalmente (fig. 39).
Medidas. Comprimento total 11,79(10,69-12,86) + 0,89; comprimento da cabeça
2,82(2,66-3,07) + 0,16; largura da cabeça 2,06(1,91-2,16) + 0,09; largura do olho
0,24(0,21-0,25) + 0,02; comprimento do olho 0,43(0,42-0,50) + 0,04; distância interocular
1,54(1,41-1,58) + 0,07; comprimento da região anteocular 2,17(2,08-2,24) + 0,09;
comprimento dos artículos antenais I - 0,65(0,58-0,66) + 0,04; II - 0,90(0,75-1,00) + 0,11;
IH - 1,08(0,91-1,25) + 0,13; IV - 1,02(1,00-1,08) + 0,05; V - faltando; comprimento do
pronoto 2,61(2,32-2,91) + 0,21; comprimento da projeção umeral 3,35(3,15-3,74) + 0,23;
largura do pronoto 9,64(8,63-10,29) + 0,68; comprimento do escutelo 3,79(3,36-4,15) +
0,37; largura do escutelo 3,25(2,82-3,49) + 0,28; largura abdominal 4,83(4,23-5,15) +
0,41; comprimento do cório 5,69(5,06-6,06) + 0,41.
Distribuição. Brasil (Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul); Argentina
(Misiones, Buenos Aires); Uruguai (Cerro Largo).
Material examinado. BRASIL. Sem data, abdome mutilado, Signoret (NHMW); sem dados, (MCNZ);
sem dados, ? (MACN); BRASIL. Rio de Janeiro: Itatiaia, Maromba, O 29.X11.1952, C. Leite, Seabra e Zikan
(UFRG); Santa Catarina: Nova Teutônia, S, 25.1.1959, Plaumann (AMNH); Rio Grande do Sul: Rio
Grande, 2, 2.11.1990, M.S. Chaves (UFRG); ARGENTINA. Misiones: Dep. Concep., Santa Maria, S, X1.1946,
M.J. Viana (MACN); Buenos Aires: Buenos Aires, O, s/ data, s/ coletor (MACN); Luján, S, sem data,
F.C.O.(AMNH); Punta Lara, 1, 6.VII.1950, Juan Foerster (USNM); URUGUAI. Cerro Largo: Cuch? de Melo,
9, 15.XI.15, F. Lucas (UYIC).
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
46 BARCELLOS & GRAZIA
Agradecimentos. Aos curadores e/ou responsáveis pelas coleções citadas, pelo empréstimo dos
exemplares: AMNH (R.T. Schuh), CPJB (J. Becker), DZUP (K. Zanol), MACN (A.O. Bachmann), UYIC (C.
Casini), MLPA (J.A. Schnack e M.C. Coscarön), MCNZ (H.A. Gastal), MNCE (M. Miretzki), QBUM (M.
Monné), MZSP (U. Martins), USNM (R. Froeschner), NHMW (H. Zettel), NHRS (P. Lindskog). A Cristiano
Schwertner, pelo auxílio e críticas nas ilustrações.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARNETT JR, R. H. 1986. The insect and spider collections of the world. Gainesville, E.J. Briel/Flora & Fauna
publications, 220p.
Berc, C. 1892. Nova Hemiptera faunarum Argentinae et Uruguayensis. An. Soc. Cient. argent., Buenos Aires,
33: 10.
— . 1894. Descripciones de algunos hemipteros heterópteros nuevos ó poco conocidos. An. Mus. nac.
Montevideo, Montevideo, 1:13-27.
Dvupuis, C. 1970. Heteroptera In: Tuxen, S.L. ed. Taxonomist’s glossary of genitalia of insects. Copenhagen,
Munksgaard, p. 190-208.
GRAZIA, J. & BARCELLOS, A. 1991. Sobre o gênero Paratibilis Ruckes (Heteroptera, Pentatomini). An Soc.
Entomol. Brasil, Londrina, 20(1): 209-216.
— . 1994. Neotibilis, um novo gênero de Pentatomini (Heteroptera). Iheringia, Ser. Zool.,Porto Alegre,
(76):55-94.
Iczn (International Commission on Zoological Nomenclature). 1985. International code of zoological
nomenclature adopted by the XX General Assembly of the International Union of Biological Sciences.
London, International Trust for Zoological Nomenclature, 338p.
KirkaLDY, G.W. 1909. Catalogue of the Hemiptera (Heteroptera) 1. Cimicidae. Berlin, Felix L. Dames,
392p.
LETHIERRY, L. & SEVERIN, G. 1893. Catalogue General des Hemiptêres - Pentatomidae 1. Bruxelles,F. Hayez,
286p.
MAYR, G.L. 1866a. Hemiptera in Reise der Österreischischen Freggate Novara um die erde in den Jahren
1857,1858,1859. Zoologischer Teil, 2. Abt. 1. Wien, 204p.
— |. 1866b. Diagnosen neuer Hemipteren. Verh. zool.- bot. Ges. Wien, 16:361-366.
PırAn, A.A. 1963. Hemiptera Neotropica VIII. Espécies nuevas o poco conocidas de las faunas de Colombia,
Ecuador, Perü, Bolivia y Paraguay. Physis, Buenos Aires, 24(67):107-112.
RoLsron, L.H.; McDonaLD, F.J.D. & THomas JR., D.B. 1980. A conspectus of Pentatomini genera of the
Western hemisphere. Part I (Hemiptera: Pentatomidae). JI N.Y. ent. Soc., New York, 88(2):120-132.
STÄL, C. 1864. Hemiptera Africana I. Stockholm, Officina Norstedtiana, 256p.
— . 1876. Enumeratio Hemipterorum. K. svenska VetenskAkad. Handl., Stockholm, 14(4):1-162.
Recebido em 30.03.1998; aceito em 13.05.1998.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 27-46, 27 nov. 1998
TAXONOMIA DE STENOCHRUS BREVIPATELLATUS, COMB.N.
(SCHIZOMIDA, HUBBARDIIDAE)
Luis F. de Armas!
Rolando Teruel Ochoa?
ABSTRACT
TAXONOMY OF STENOCHRUS BREVIPATELLATUS, N. COMB. (SCHIZOMIDA,
HUBBARDIIDAE). The Hispaniolan species Rowlandius brevipatellatus (Rowland & Reddell, 1979) is
transferred to the genus Stenochrus Chamberlin, 1922. Pedipalps of the Cuban species Stenochrus alejandroi
(Armas, 1989) that are similar those of S. brevipatellatus, is illustrated. The Greater Antillean species S.
brevipatellatus, S. alejandroi, S. cerdoso (Camilo & Cokendolpher, 1988), and S. subcerdoso (Armas & Abud,
1990) are included in the species group Stenochrus brevipatellatus.
KEYWORDS. Schizomida, Hubbardiidae, Taxonomy, West Indies, Haiti.
INTRODUCCIÓN
RowLAND & REDDELL (1979), sobre la base de un macho colectado en Cabo Haitiano,
NE de Haiti (isla de La Espafiola, Antillas Mayores), describieron Schizomus brevipatellatus,
cuya característica más relevante es la notable reducción de la patela del pedipalpo.
REDDELL & COKENDOLPHER (1995) transfirieron esta especie para el género Rowlandius
Reddell & Cokendolpher, 1995, aunque no examinaron ningún ejemplar adicional.
En fecha reciente fue colectado en la provincia de Holguín, Cuba, un macho adulto
de Stenochrus alejandroi (Armas, 1989), cuyos pedipalpos (fig. 1) son similares a los de
Rowlandius brevipatellatus. Este descubrimiento indujo a examinar cuidadosamente
dichas especies, producto de lo cual se comprueba que ambas pertenecen al género
Stenochrus Chamberlin, 1922.
REDDELL & CokENDOLPHER (1995:102) incluyeron a S. alejandroi, S. cerdoso
(Camilo & Cokendolpher, 1988) y S. subcerdoso (Armas & Abud, 1990) en el grupo
Stenochrus mexicanus, junto con otras 13 especies, la mayor parte de ellas distribuidas en
el este y el sureste de México.
En este trabajo, sobre la base de al menos dos caracteres apomórficos (tergito
1 Instituto de Ecología y Sistemática, Apartado Postal 8029, Habana 8, C. P. 10800, Cuba.
2 Bitirí 54, Reparto Terrazas, Santiago de Cuba 4, C. P. 90400, Cuba.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 47-49, 27 nov. 1998
48 ARMAS & OCHOA
abdominal II con 4-6 cerdas posteriores, y machos con la patela del pedipalpo muy corta)
que comparten estas tres especies con S. brevipatellatus, se propone ubicarlas en el grupo
Stenochrus brevipatellatus. Ademäs, se proponen los cambios nomenclatoriales
correspondientes.
MATERIAL Y METODOS
Se examinaron los ejemplares tipo de Schizomus brevipatellatus, S. alejandroi y S. subcerdoso;
ademäs de 2 machos, 5 hembras y 20 juveniles de Stenochrus alejandroi, colectados por R. Teruel en Cerro
Colorado, Holguin, Cuba, 3.V11.1995. El tipo de S. brevipatellatus está depositado en el Museum of
Comparative Zoology, Harvard University, Massachusetts, EE. UU.; el resto del material examinado se halla
en el Instituto de Ecología y Sistemática, La Habana, Cuba.
Nomenclatura segün REDDEL & COKENDOLPHER (1995).
Grupo Stenochrus brevipatellatus
Diagnosis. Especies de moderado a gran tamafio (longitud del propeltidio, 1,02-1,50
mm); manchas oculares indistintas o ausentes; tergito abdominal II con 4-6 cerdas
posteriores; pedipalpos sexualmente dimörficos; pedipalpos del macho dimörficos (al
menos en S. alejandroi); patela del pedipalpo del macho, notable a moderadamente
reducida de tamanio (fig. 1).
Distribuciön. Antillas Mayores: Cuba, La Espafiola y Puerto Rico.
Táxones subordinados. Stenochrus alejandroi, S. brevipatellatus, S. cerdoso, S.
subcerdoso.
Comentarios. Entre las especies de este grupo, S. alejandroi es la única de la cual
se conocen ambos sexos. De S. brevipatellatus se conoce un macho, y de S. cerdoso y S.
subcerdoso, sendas hembras, lo cual dificulta el análisis de sus posibles interrelaciones.
ad
Fig. 1. Stenochrus alejandroi (Armas). macho colectado en Cerro Colorado, Holguín. vista lateral. Escala=
0,50 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 47-49, 27 nov. 1998
Taxonomia de Stenochrus brevipatellatus... 49
No obstante, tomando en consideración la quetotaxia de los tergitos abdominales y el
grado de desarrollo de las manchas oculares, se ha asumido la pertenencia de S. cerdoso
y S. subcerdoso a este grupo.
De acuerdo con su distribución geográfica actual, el grupo $. brevipatellatus parece
ser el resultado del proceso de vicariancia (fragmentación) de las proto- Antillas Mayores,
evento ocurrido entre finales del Eoceno y el Mioceno temprano (ITURRALDE-VINENT,
1988).
Por otra parte, la presencia de dos o tres pares de cerdas posteriores en el tergito
abdominal II de las especies de este grupo, hace necesario modificar la diagnosis del
género, pues según REDDEL & COKENDOLPHER (1995:101) sólo existen dos cerdas posteri-
ores en dicho tergito.
Stenochrus brevipatellatus (Rowland & Reddell, 1979), comb. n.
Schizomus brevipatellatus ROwLAND & REDDELL, 1979:187, figs. 8, 11, 28, 53-54. ARMAS & ABUD ANTUN,
1990:1, 23.
Rowlandius brevipatellatus: REDDELL & COKENDOLPHER, 1995:6, 19, 91.
Datos del tipo. Macho holótipo, Cabo Haitiano, Haiti, enero de 1913, W. M. Mann.
Distribuciön. La Espafiola (Haiti y República Dominicana).
Diagnosis diferencial. Esta especie se parece mucho a S. alejandroi, de la cual se
distingue por: (1) la superficie dorsal del flagelo es más suavemente convexa y posee un
par de pequefios hoyuelos dorsolaterales; y (2) el tergito abdominal IX posee 6 cerdas (en
S. alejandroi sólo hay 4). La abundante pilosidad presente en los tergitos abdominales IV-
VII de las hembras de S. cerdoso y S. subcerdoso (cada uno con no menos de 10 cerdas),
parece ser un carácter que las diferencia de S. brevipatellatus (en S. alejandroi la
quetotaxia presenta poco dimorfismo sexual).
Agradecimientos. A los doctores Herbert W. Levi y Laura Leibensperger (Museum of Comparative
Zoology, Harvard University, EE. UU.), por el préstamo del tipo de S. brevipatellatus. A los árbitros ánonimos
que aportaron útiles sugerencias para enriquecer el texto.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARMAS, L. F. de 1989. Adiciones al orden Schizomida (Arachnida) en Cuba Poeyana, La Habana, 387:1-45.
ARMAS, L. F. de & ABuD ANTUN, À. J. 1990. El orden Schizomida (Arachnida) en República Dominicana.
Poeyana, La Habana, 393:1-23.
Camio, G. R. & CokENDOLPHER, J.C. 1988. Schizomidae de Puerto Rico (Arachnida: Schizomida). Caribbean
J. Sci., Mayaguez, 24(1-2):52-59.
ITURRALDE-VINENT, M.A. 1988. Naturaleza geológica de Cuba. La Habana, Editorial Científico-Técnica 146 p.
REDDEL, J. R. & COKENDOLPHER, J. C. 1995. Catalogue, bibliography, and generic revision of the order
Schizomida (Arachnida). Speleol. Monogr, Texas Mem. Mus., 4:1-170.
ROWLAND, J. M. & REDDEL, J.R. 1979. The order Schizomida (Arachnida) in the New World. I. Protoschizomidae
and dumitrescoae group (Schizomidae: Schizomus). J. Arachnol., Lubbock, 6:161-196.
Recebido em 18.08.1997; aceito em 14.05.1998
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 47-49, 27 nov. 1998
MOULT CYCLE IN THE SWIMMING CRAB PORTUNUS SPINIMANUS
(BRACHYURA, PORTUNIDAE) FROM UBATUBA, SAO PAULO, BRAZIL
Sandro Santos!
ABSTRACT
The molt cycle of Portunus spinimanus Latreille, 1819, and its association with temperature and sexual
maturity is studied. Monthly samples over a two years period were carried out with the aid of a fishing boat
equipped with “otter-trawl” nets in the Ubatuba region, São Paulo, Brazil. A total of 1798 specimens were
captured and their molting stage and sexual maturity status were recorded. A positive correlation was obtained
between temperature and proportion of molting females during the 1º year and in the males, no associations
were observed. During almost all sampling period, the major part of the population was composed by intermolt
adult crabs with developed gonads. This fact suggests that mating activity in the species is not high, since
portunid females only mate during recently molted stages.
KEYWORDS. Moult cycle, Portunus spinimanus, Portunidae, Ubatuba, Brazil.
INTRODUCTION
SATHER (1966) correlated the molt cycle stages length with environmental factors
such as salinity, temperature, calcium contents and inorganic dissolved phosphates in the
swimming crab Podophtalmus vigil Fabricius (Decapoda, Portunidae), and found that
only temperature shows a moderate correlation. None of the other factors showed a
similar influence. Despite being somehow related to molting, they do not act as trigger
mechanisms.
The seasonal nature of molting activity can be a function of the availability of
favorable conditions, such as appropriate temperature and food abundance. Higher
temperatures may increase the metabolic rate and, thus, accelerate the molt cycle. Another
factor influencing this seasonality is photoperiod (Arken, 1969).
Besides the environmental factors, the molt cycle in crustaceans is directly affected
by gonadal development. Mating in brachyuran males occur during the intermolt condition.
This characteristic must not be regarded as an obstacle, since these organisms pass the most
part of the time in this molt phase (HARTNoLL, 1969). In females of a great number of species
mating occurs when the exoskeleton is still soft, however this is not the general rule.
1. Departamento de Biologia, Centro de Ciências Naturais e Exatas, Universidade Federal de Santa Maria, RS 509, Km 09, Santa Maria, RS, CEP
97105-900, Brasil.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 1998
52 SANTOS
According to HArTNoLL (1969), the majid mating systems involve both soft and hard shelled
females. In the Xanthidae, there are also records of hard shelled mating females, as is the case
of Lophopanopeus bellus diegensis Rathbun and Paraxanthias taylori (Stimpson) (KNUDSEN,
1960), Neopanope sayi (Smith) (SwartTz, 1976,1978) and Panopeus rugosus A. M. Edwards
(PinHEIRo, 1993). In fact, many crustaceans exhibit a close relationship between the molt
cycle and reproduction, especially in the case of adult females, in which the ovarian
development is dependent upon organic resources (ApIyopı & Apıyopı, 1970).
This study relates the molt cycle of Portunus spinimanus Latreille, 1819, as a
function of temperature and its association with the gonadal development.
MATERIAL AND METHODS
Monthly otter-trawl samples of Portunus spinimanus were realized in the Ubatuba region, São Paulo,
Brazil, from May 1992 to April 1994.
The main molt cycle phases are the post-molt, the intermolt, and the pre-molt. DracH (1939,1967)
proposed a more detailed subdivision, in which the symbols Al, A2, Bl, B2, C1, C2, C3 correspond to post-
molt substages; C4 to the intermolt stage; DO, DI, D2, D3, D4, to the pre-molt sub-stages and, finally, the stage
E that corresponds to ecdysis. This subdivision has been widely adopted with some adaptation. Here molt cycle
stages were assigned basically according to SKINNER (1962, 1985); modifications of this method are indicated:
stage A, initial post-molt: exoskeleton very soft, decrease of size in epidermic cells (modified) the crab looks
shriveled; stage B, advanced post-molt: the exoskeleton begins to harden and seems like parchment, but is still
easily perforated by a needle, it corresponds to stages B, Cl, C2 and C3 (modified); stage C, intermolt: the
carapace is totally calcified with maximum consistency, it corresponds to stage C4 (modified), at this stage the
organic stock allocation begins; stage D, pre-molt: the new exoskeleton can be found under the old cast and
the ecdysial line can be observed in the ptery gostomian region and in the inner side of the chelipeds meri, this
stage corresponds to DO, DI, D2, D3 and D4 (modified); stage E, ecdysis: the crab is emerging from the old
exoskeleton.
The data were grouped in two major categories: first, crabs in molting activity (CMA), including stages
A, B, Dand E, and second, intermolt crabs (InC), including only the stage C. The occurrence of swimming crabs
in each category was monthly examined, along the two years. sampling period. The Goopman (1964,1965) test
for contrasts, among and within multinomial populations (in this case binomials), was used to compare the
ratios obtained.
Water temperature data were obtained from the Instituto Oceanográfico, Uiversidade de São Paulo, Base
Norte, Ubatuba, São Paulo, Brazil. The correlation between molt cycle and temperature (Pearson’s linear
correlation) was analyzed by means of fitting linear or linearized functions according to DRAPER & SMITH (1966).
Males with inverted-T shaped abdomen, visible gonads after disseccion and whitish vas deferens and
females with subcircular abdomen, visible yellow or orange gonads and volumetrical ratio between gonads and
hepatopancreas higher than 1/8, were considered mature individuals. The GoopmAn (1964, 1965) statistical
test was employed also to analyze the relationship between the molt and reproductive cycles. In the analysis,
frequency of mature or immature individuals and frequency of CMA or InC individuals were used.
Voucher specimens are deposited in Laboratório de Crustáceos, Departamento de Biologia, Universi-
dade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brazil.
RESULTS
Were analyzed 1,733 crabs captured in this study (figs. 1,2). During the two years
study period no within month significant differences were recorded in the males
categories CMA and InC (tab. I ). However, within group analyses in both categories
reveals that males in intermolt outnumbered males in molt activity in May, July, August,
November and March during the 1“ year, while the opposite was verified in January. No
differences were observed in June, September, October, December, February and April.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 98
Moult cycle in the swimming crab Portunus spinimanus... 53
During the 2"“ year the proportion of intermolt individuals was always higher. In spite of
not being observed statistical differences, higher proportions of molting males were
recorded in June, August and February.
In females, within month analysis in the 1“ year revealed that significant higher CMA
proportions were those obtained in December, January, February and March, while the lower
ones were recorded in July, August and November (tab. II). In InC, the opposite was found.
Within group analysis did not evidence significant differences in December,
January and March. In the other months, InC proportions were always superior. During
the 2" year no statistical differences were registered in neither within month nor within
group analyses. In all months, the proportion of InC was always higher.
In the 1“ studied period no correlation was found between the male molt cycle and
temperature, while in females a significant positive association was found. During the
second year, such correlations were not recorded (tab. III).
In both years, the major part of mature crabs collected were InC individuals. In
immature CMA outnumbered immature InC specimens (tab. IV).
1
Tv 160 -
g 18 May /92 - Apr /93 143
> 140 —
E
E 120 7
q 100 - 86 3
E
age 66
En 5 55 56 57 57 64
= 40
= 40 -
Es]
=
z 0 Omo EE mn Mm.
Sc Gall, Sir ern aeg dé
Sr Bogen een
Months
© 160 2
Sg May /93 - Apr /94
5 140 y P
fe} 115
5 120 E
= 100 - 84 85 = E
E
260 49
[=] 35
q dd
a]
= 0 | | | | |
E a RS RS ES
EaD io mino MO aa e Sa
Months
Figs. 1, 2. Number of Portunus spinimanus analyzed in each month of study: 1, first year; 2, second year.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 1998
54 SANTOS
Table I. Results of Goodman test: Proportion of males of Portunus spinimanus in molting activity (CMA) and
in the intermolt condition (InC), from May/92 - Apr/93 (year 1) and May/93 - Apr/94 (year 2) in Ubatuba, Säo
Paulo, Brazil. Small letters indicate within group analysis and capitals indicate within month analysis.
Year 1 Year 2
Month CMA InC CMA InC
May 0.238 a A 0.762 aB 0.146 a A 0.854 aB
June 0.692 a A 0.308 a A 0.348 a A 0.652 aB
July 0.300 a A 0.700 aB 0.136 a A 0.864 aB
August 0.250 a A 0.750 aB 0.313 a A 0.687 a B
September 0.333 a A 0.667 a A 0.217 aA * 0.783 a B
October 0.438 a A 0.562 a A 0.150 a A 0.850 a B |
November 0.182 a A 0.818 aB 0.167 a A 0.833 a B |
December 0.519 a A 0.481 a A 0.167 a A 0.833 a B
January 0.682 a B 0.318 a A 0.063 a A 0.937 a B
February 0.518 a A 0.482 a A 0.250 a A 0.750 a B
March 0.341 a A 0.659 a B 0.042 a A 0.958 a B
April 0.370 a A 0.630 a A 0.200 a A 0.800 a B
Table II. Results of Goodman test: Proportion of females of Portunus spinimanus in molting activity (CMA) |
and in the intermolt condition (InC), from May/92 - Apr/93 (year 1) and May/93 - Apr/94 (year 2) in Ubatuba,
São Paulo, Brazil. Small letters indicate within group analysis and capitals indicate within month analysis.
Yearl Year 2
Month CMA InC CMA InC
May 0.185 ab A 0.815 ab B 0.130 a A 0.870 aB
June 0.259 ab A 0.741 ab B 0.205 a A 0.795 aB
July 0.098 a A 0.902 b B 0.184 a A 0.816 aB
August 0.106 a A 0.894 b B 0.256 a A 0.744 a B
September 0.184 ab A 0.816 ab B 0.230 a A 0.770 a B
October 0.317 ab A 0.683 ab B 0.154 a A 0.846 a B
November 0.174 a A 0.826 b B 0.271 a A 0.729 a B
December 0.444 b A 0.556 a A 0.242 a A 0.758 a B
January 0.457 b A 0.543 a A 0.212 a A 0.758 a B
February 0.367 b A 0.633 a B 0.222 a A 0.788 a B
March 0.415 b A 0.585 a A 0.094 a A 0.906 a B
April 0.231 ab A 0.769 ab B 0.123 a A 0.877 a B
Table III. Pearson’s linear correlation coefficients for the relationship between temperature (T °C) and molting
activity (CMA) crabs of Portunus spinimanus (males and females). Level of significance is expressed between
brackets.
Correlation Year 1 Year 2
T ºC x female CMA 0.75 (p < 0.01) -0.36 (p > 0.05)
T °C x male CMA 0.45 (p > 0.05) -0.46 (p > 0.05)
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 98
Moult cycle in the swimming crab Portunus spinimanus... 55
Table IV. Proportions of mature and immature crabs of Portunus spinimanus in each molting status during two
years. Small letters indicate within gonadal group analysis, capitals indicate within molt group analysis.
Males Females
Mature Immature Mature Immature
year 1(May92-Apr/93)
Molt activity (CMA) 0.226 a A 0.774 b B 0.623 a B 0.377 b A
Intermolt (InC) 0.568 b A 0.432 a A 0.840 b B 0.160 a A
Year2 (May/93-Apr/94)
Molt activity (CMA) 0.725 a B 0.275 b A 0.851 a B 0.149 b A
Intermolt (InC) 0.880 b B 0.120 a A 0.981 b B 0.019 a A
In the within molting condition analysis, in all cases but males during the 1“ year,
in which CMA specimens were predominantly immature, and no difference was recorded
regarding InC individuals, mature crabs outnumbered immature in both CMA and InC
molting condition groups.
DISCUSSION
Variability in intermolt period duration exists within different species and is also
present in intraspecific comparisons when different development phases are analyzed.
This variability occurs mainly because of the integument calcification level (CONAN,
1985). In a general sense, brachyuran crabs are provided with a relatively high calcified
exoskeleton, depending on the development phase of these organisms.
The intermolt period of juvenile crabs is shorter than in adults, therefore, the relative
chances of sampling CMA juveniles are higher. Thus, during this phase the species
follows diecdysis, i.e. fast growth with short intermolt intervals. In the other hand, the
great part of adults were InC individuals entering an anecdysis cycle, which can be
regulated in a seasonal basis. In some species anecdysis leads to a terminal molt
(HarTNOLL, 1969; Conan, 1985). This is not the case of Portunus spinimanus, confirming
the observed pattern in P. sanguinolentus (Herbst) (Ryan, 1967). In this study, females
larger than 60 mm with subcircular abdomen, evidencing a stage of morphological
maturity (Santos et al., 1995), were observed in the premolt stage. This fact evidences the
lack of terminal moult in this species.
The positive correlation found between sea water temperature and CMA females in
the 1º year may be related to a seasonal molting activity. During this same year, the higher
proportion of CMA males was recorded in January when mean sea water temperature was
lo SS
According to SATHER (1966), even growing continuously throughout the year,
higher temperatures increase molting frequency in Podophtalmus vigil (Fabricius). Other
species, such as Carcinus maenas (L.) (CARLISLE, 1954), present higher molting frequencies
during winter.
CMA rates were frequently higher 10%, but variable during the 1“ year. Molt
seasonality is still not well understood. It has been pointed out that temperature,
temperature changes or even a phylogenetical constraint are the ruling factors of molt
activity patterns (Conan, 1985). The absence of significant correlations during the 2"º
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 1998
56 SANTOS
year for both males and females suggests that temperature is not the only factor affecting
the molt cycle of P. spinimanus. It is possible that favorable metabolic conditions for
molting occur within a given temperature range. In spite of the considerable temperature
fluctuation observed during the two-year period it is likely that permissible molting
temperature conditions are always met in this local. It must be considered that sampling
was conducted in a tropical region.
During mating, male brachyuran crabs are generally in intermolt while regarding
females there are species in which mating occurs when crabs are in intermolt, recently
molted or even species in which females can mate in both conditions (HarTNOLL, 1969).
Female molting stage at mating depends on the adaptive reproductive strategy of this
animals. Probably, the gonopod intromission into female vulvae is facilitated when
females are in the recently molted stage. Mating in the intertidal, as verified in Panopeus
rugosus, should minimize predator exposure during this critical event (PiNHEIRO, 1993).
Mature males in the intermolt condition, which are usually provided with well
developed gonads, are available all over the year. Most part of females with developed
gonads were InC, while immature specimens were in their major part CMA individuals.
As far as a great part of female crabs showed required conditions to oviposition, 1.e. hard
exoskeleton and developed gonads, it is possible to assume that the availability and
physiological condition of adults are not limiting factors for egg production in P.
spinimanus. Nevertheless, due to the observed scarcity of molting females, mating events
should be restricted events. This fact is probably offset by a continuous egg development,
indicating that females can produce consecutive spawns in a single mating event.
The intermolt condition in brachyuran crabs represents more than 66% of the molt
cycle duration, while the premolt stage corresponds to 25%. This fact allows the
accomplishment of more than one reproductive cycle during the intermolt condition in
these organisms.
In the present study mature CMA individuals were recorded in all molt activity
stages, i.e. A, B, D and E. In brachyurans, somatic growth and reproduction are
temporarily separated. According to SKINNER (1985), the energetic resources allocation
for molting and development of limb buds occur between the end of stage C and the
beginning of stage D. This should be also the case in P. spinimanus. Then, during stages
A and B, the gonadal development begins. Most part of collected specimens recently
molted were crabs of stages A and B. According to Aprvopi (1985), simultaneous growth
and reproduction would require a very severe energy expenditure. Brachyuran crabs
should have solved this problem by maintaining this processes as antagonic events.
Acknowledgments. To FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), for the
financial support (proc. nº 92/1941-5 and 94/4878-8), to Dr. Carlos Roberto Padovani for his help in statistical
analysis.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 98
Moult cycle in the swimming crab Portunus spinimanus... 57
REFERENCES
Aprvopi, K. G. & Apıyopı, R. G. 1970. Endocrine control of reproduction in Decapod Crustacea Biol. Rev.,
Cambridge, 45:121-165.
AprvoDi, R. G. 1985. Reproduction and its control. In: BLiss, D. E. & MANTEL, L. H. eds. The biology of
Crustacea. Integument, pigments, and hormonal process. New York, Academic, v. 9, 549p.
AIkEN, D. E. 1969. Photoperiod, endocrinology and the crustacean molt cycle Science, Washington, 164:149-
155.
CARLISLE, D. B. 1954. On the hormonal inhibition of moulting in decapod Crustacea J. mar. biol. Ass. U.K.,
Cambridge, 32:289-295.
Conan, G. Y. 1985. Periodicity and phasing of molting. In: WENNER, A. M. ed. Factors in adult growth.
Boston, A. A. Balkeman. 349p.
DracH, P. 1939 Mue et cycle d'intermue chez les Crustacés Décapodes Inst. Annls. Oceanogr., Monaco,
19:193-391.
— . 1967. Sur la method de determination des stades d’intermue et son application générale aux crustacés. Vie
Milieu, Paris, 18(3A):595-610.
DRAPER, N. R. & SMrrH, H. 1966. Aplied regression analysis. New York, Wiley. 407p.
GooDMaN, L. A. 1964. Simultaneous confidence intervals for contrasts among multinomiae populations Ann.
math. Statist., Ann Arbor, 35(2):716-725.
__. 1965. On simultaneous confidence intervals for multinomiae proportions. Technometrics, Washington,
7(2):247-254.
HARTNOLL, R. G. 1969. Mating in the Brachyura. Crustaceana, Leiden, 16:161-181.
KNUDSEN, J. W. 1960. Reproduction, life history, and larval ecology of California Xanthidae, the pebble crabs.
Pacif. Science, Honolulu, 14:3-17.
PINHEIRO, M. A. A. 1993. Comportamento copulatörio de Panopeus rugosus A.M. Edwards, 1880 (Crustacea,
Brachyura, Xanthidae) em cativeiro. Biotemas, Florianópolis, 6(1):115-120.
Ryan, E. P. 1967. The morphometry of sexually mature instars of the blue crab Portunus sanguinolentus
(Herbst) (Brachyura, Portunidae). Proc. symp. Crust. Mar. biol. Ass. India, Ernakulan, (2): 715 - 723.
SANTOS, S.; NEGREIROS-FRANSOZ0, M. L. & FRANsozo, A. 1995. Morphometric relationships and maturation in
Portunus spinimanus Latreille, 1819 (Crustacea, Brachyura, Portunidae). Revta bras. Biol., Rio de
Janeiro, 55(4): 545-553.
SATHER, B. T. 1966. Observations on the molt cycle and growth of the crab, Podophtalmus vigil (Fabricius)
(Decapoda, Portunidae). Crustaceana, Leiden, 11(2):185-197.
SKINNER, D. M. 1962. The structure and metabolism of a crustacean integumentary tissue during a molt cycle.
Biol. Bull., Woods Hole, 123:635-647.
— . 1985. Interacting factors in the control of the crustacean molt cycle. Am. Zool., Thousand, 25:275-284.
SWARTZ, R. C. 1976. Agonistic and sexual behavior of the Xanthid crab, Neopanope sayi. Chesapeake Sci.,
Solomons, 17(1):24-34.
_. 1978. Reproduction and molt cycles in the xanthid crab Neopanope sayi (Smith, 1869). Crustaceana,
Leiden, 34(1):15-32.
Recebido em 27.02.1998; aceito em 24.06.1998
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 51-57, 27 nov. 1998
SETOGENESIS AND GROWTH OF THE FRESHWATER PRAWN
PALAEMONETES ARGENTINUS (DECAPODA, CARIDEA,
PALAEMONIDAE)
Ana Cristina Díaz!
Ana Maria Petriella'”
Liliana G. Sousa!
ABSTRACT
The moulting cycle and the relationship between moulting and growth of Palaemonetes argentinus
Nobili, 1901 in laboratory reared animals are presented. Juveniles (from 0.03 g to 0.34 g) were collected from
Punta Mogotes ponds in Mar del Plata, Argentina, and maintained in isolation using freshwater, natural light
(L:D 11h13min), temperature 20+2ºC, and fed with a pelletized diet. Moulting stages were described on the
development of the uropod setae and stages A, B, C and D, and premoult substages (D,, D”, D/”, D/””” and
D,) were identified. The process of setogenesis is similar to those described for other decapod species. In P.
argentinus premoult period was the longest (60%) of the cycle. The moult increment was studied comparing
pre and postmoult wet weights; a growth coefficient of b = 1.03 (r = 0.99) was found, showing an arithmetic
growth. The average duration of the intermoult period was 25+4 days; this value is dependent of the premoult
weight (r = 0.57). The percentage weight increment decreases with age according to a linear correlation (r =
0.65).
KEYWORDS. Decapoda, Palaemonetes argentinus, Setogenesis, Growth.
INTRODUCTION
Periodic moulting of the hard exoskeleton is a growth-related phenomenon common
to all crustacean. As a consequence of the discontinuous nature of growth it can be broken
down into two components: the moult increment and intermoult period. These two
elements of the growth process are essentially discrete, often exhibiting very different
responses to intrinsic and extrinsic changes; thus, a proper understanding of growth
demands that they be analyzed separately, before they are combined to present growth as
a straightforward increase with time (HARTNOLL, 1982).
Palaemonetes argentinus Nobili, 1901 isa widely distributed prawn in the Argentine
central littoral region. It plays an important trophic role in most of lagoons and artificial
ponds, being part of the diet of several freshwater fishes species. Studies on the ovarian
1. Departamento de Ciencias Marinas, Universidad Nacional de Mar del Plata, Funes 3350. (7600) Mar del Plata, Argentina.
2. CIC Pcia. Bs. As.
3. CONICET
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
60 Diaz; PETRIELLA & SOUSA
maturation cycle (GOLDSTEIN & LAuRrÍA-DE-CIDRE, 1974; SCHULDT, 1980), larval development
(MENnuU-MARQuUE, 1973) and population dynamics of P. argentinus, (Donarrr, 1986;
RODRIGUEZ-CAPITULO & FREYRE, 1989) have been carried out. Informations on the
moulting cycle and its relationship with growth in Palaemonetes varians (Leach, 1814)
(JEFFERIES, 1964) and P. pugio Holthuis, 1949 (FREEMAN & BARTELL, 1975), Macrobrachium
borellii (Nobili, 1896) (Bonn & Buckur, 1988) and species of other caridean genus such
as Palaemon Weber, 1795, are available, but these aspects have not yet been studied in
Palaemonetes argentinus.
The aim of this work was to study the moulting cycle of P. argentinus through the
examination of the uropods setogenesis and to determine the moult frequency and weight
increment at moult under laboratory conditions.
MATERIAL AND METHODS
Juveniles (range 0.030 to 0.338 g) were collected from Punta Mogotes ponds in Mar del Plata,
Argentina (38°S) with a hand net. They were kept individually in glass containers (300ml) with freshwater at
20+2°C, under a photoperiod of I Ih light: 13h dark. The water was changed every five days, and was gently
aerated at all times. The containers were checked once a day for moulting, and the exuvia removed. During
the trial they were fed daily with a pelletized diet with 56.2% protein, 6.9% lipids, 8.5% moisture, and 11.3%
ashes. Prior to feeding uneaten food was siphoned off.
For the description of setogenesis, the uropods apex from 18 individuals were cut and examined at
intervals of two days after the ecdysis. The description of moult stages was done according to DRACH &
TCHERNIGOVTZEFF (1967). Other group of 20 individuals was used to determine the length of each stage of the
cycle.
Twenty eight individuals were used to determine moult increment and moult frequency. Ovigerous
females were not used in this study. The first moult cycle in captivity was not considered because this is often
aberrant. Moult increment was studied comparing pre and postmoult wet weights and its adjustment to different
regression models (KURATA, 1962). The regressions were considered significant at p<0.001 (SoKAL & RoHLF,
1979). For this purpose, individuals were isolated and maintained under conditions formerly described. Wet
weight increment was recorded by weighting the individuals two days after the ecdysis. The balance used was
sensitive to 0. Img. The examined material was stored in Science Marine Department, Mar del Plata University.
RESULTS
I. Moulting cycle. Four major stages (A, B, C and D) and five premoult substages
(D, D/,D/”,D ”andD,) were identified (figs. 1, 10). The duration of moult stages was:
postmoult A 3 days, intermoult 4-6 days, premoult 13-16 days. Setogenesis was similar
to that described for other Caridea:
Stage A: (early postmoult) the setal content (sc) is homogeneus and vacuolated.
There is no retraction of the setal matrix and the epidermis (e) reaches the base of setal
articulation (fig. 1). Stage B: (late postmoult) setal matrix retraction begins, with the
development of cones (c) in some of the setae (fig. 2). Stage C: (intermoult) cones are
completely developed in all of the setae and setal matrix retraction continues towards setal
articulation. Parallel to setal articulation a septus (s) can be observed. Epidermis starts
moving away from the base of the setae (figs. 3, 4). Stage D: (premoult) the formation of
the new setae takes place. The following substages could be recognized: Substage D :
(early premoult) the epidermis (e) shows a maximum retraction (apolysis) from the cuticle
(fig. 5). Substage D : the invagination of the epidermis takes place and epidermal line
becomes wavy (fig. 6). Substage D "*: new setae matrix (ms) is forming inside parallel
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
nn
Setogenesis and growth of the freshwater prawn Palaemonetes... 61
3 N É N “o
N 7
In
HL BILL,
ii
Figs. 1-10. Uropods of Palaemonetes argentinus: 1, stage A; 2, stage B: 3, 4, stage C; 5, substage D,; 6,
substage D,'; 7, substage D ”: 8, 9, substage D,'"; 10, substage D, (c, cones; e, epidermis; ms, new setae matrix;
nc, new cuticle; ns, new setae; s, septus; sc, setal content). Scale bars = 50um.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
62 Díaz; PETRIELLA & SOUSA
double-wall channels in the uropod matrix (fig. 7). Substage D,’’’: the new setae are
completely formed (fig. 8). Barbules are noted in some setal shafts. The evagination of the
new setae (ns) starts reaching the basis of the old ones (fig. 9). Substage D,: the
premoulting layers of the new cuticle (nc) are clearly visible (fig. 10).
II. Growth. There were not differences between sexes. A linear correlation (r = 0.99)
was determined between pre and postmoult weights (tab. I) and the value of the growth
coefficient was b = 1.03 (fig. 11).
0,4
2203
ER:
EE
wo 0:2 y= a+bx
É E a= 0.007
0,1 b= 1.03
r= 0.998
0
0 0,1 0,2 0,3 0,4
Premoult weight (g) 11
Moult Increment
0,2 0,4
Premoult weight (g) 12
Figs. 11, 12. Palaemonetes argentinus: 11, Relationship between premoult weight and postmoult weight; 12,
Relationship between percentage weight increment and premoult weight.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
Setogenesis and growth of the freshwater prawn Palaemonetes... 63
Table I. Growth of Palaemonetes argentinus under laboratory conditions. (IW, FW, pre and postmoult weight;
%WI, percentage weight increment; D, intermoult period)
Specimen IW FW %WI D Specimen IW FW) %WI D
number (g) (g) (days) number (g) (g) (days)
oo 1a O, rw O A
The percentage increment varied between 0.43 and 22.22. Compared to the
premoult weight it showed a linear correlation (r = 0.65) (fig. 12).
The average length of the intermoult period was 25+4.4 days and the correlation
between premoult weight and moult frequency gave r = 0.57 for weights ranged fom 0.03
to 0.34 g. All regressions were significant (p<0.001).
DISCUSSION
The length of the intermoult period of P. argentinus was 25+4.4 days, which was
coincident with that found for this species by SETZ & Buckur (1977). In the prawn P.
argentinus, like most of Caridea, premoult was found to be the longest, representing 60%
of the cycle.
Postmoult stages could be distinguished by the absence (stage A) and the presence
of cones in development in some of the setae (stage B). In the intermoult, cones were
completely formed in all of the setae. These setal changes were coincident with those
described for other carideans as Macrobrachium rosembergii (De Man, 1879) (PEEBLES,
1977) and some species of penaeids as Artemesia longinaris Bate, 1888 (PETRIELLA, 1984)
and Penaeus esculentus (Haswell, 1879) (SMITH & DaLL, 1985). In contrast, SHYAMA
(1987) never mentioned the development of cones for Macrobrachium idella (Hilgendorf,
1898). In P. argentinus the presence of a septus in the cones in all of the setae in C stage,
probably resulting of the setal matrix retraction, was a distinctive morphological feature.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
64 Diaz; PETRIELLA & SOUSA
The premoult stage in P. argentinus was similar to those reported for some other
species of decapods. The D, stage can be defined as the substage at which apolysis (JENKIN
& Hınton, 1966) is total and maximum, although the epidermal retraction begins towards
the end of the intermoult, as noted by other authors (SCHEER, 1960; PETRIELLA, 1984; SMITH
& Dat, 1985; Diaz & PETRIELLA, 1990). During substage D, the development of new setae
occurs. In D * the epidermal line develops folds; in D,’’ these folds deepen forming
double-wall channels and in D ””” the new setae are completely developed and their
evagination takes place. In the substage D, the secretion of the preexuvial layers begins
(PAssaNo, 1960) and these are seen as a pigmented line parallel to the epidermis bording
the new setae. In certain species of Caridea can be recognised the premoult substages D,
and D,, however, in P. argentinus it is not possible to distinguish them.
The moulting cycle is closely correlated with other important factors including
growth, reproduction, natural mortality, migration and recruitment (CAppy, 1987). The
ecdysis frequency of crustaceans in nature is a more difficult variable to measure and may
have to be deduced indirectly, for instance from tagging and release experiments (PENN,
1975; MoNTGoMERY et al., 1995) or through laboratory experiments (Menz & BLAKE,
1980; PETRIELLA, 1986; Díaz & PETRIELLA, 1988). The first method is only practicable for
species where commercial catches ensure an adequate return of marked individuals and
the latter presents two problems: (1) the length of the moulting period will vary with
ambient conditions and (2) many methods of sampling select strongly for certain stages
in the moult cycle due to behavioral changes associated with ecdysis (HARTNOLL, 1982).
Generally, with increasing size the percentage moult increment decreases and the
intermoult period lengthens (HArTNoLL, 1982), coincidently, in P. argentinus the moulting
frequency was found to be dependent of premoult weight, for the range of weight
analyzed. The weight growth of this species, according to the growth coefficient (KURATA,
1962) is arithmetic, like that found for Homarus gammarus (Linnaeus, 1758) (as Homarus
vulgaris M.-Edwards) (Hewerr, 1974), Artemesia longinaris (PETRIELLA, 1986) and
Pleoticus muelleri (Bate, 1888) (Díaz & PETRIELLA, 1988). A great variability in percentage
weight increment has been observed in different taxa of crustaceans, as well as between
individuals of the same species. In P. argentinus the percentage increment was variable,
showing a tendency to decrease with the age. This tendency was also recorded for Penaeus
vannamei Boone, 1931 (Menz & BLAkE, 1980), A. longinaris (PETRIELLA, 1986) and P.
muelleri (Díaz & PETRIELLA, 1988).
From this study it is possible to recognize the four major stages and five substages
of this species through the setogenesis and the relationship between moult and growth can
be established.
REFERENCES
Bonp, G. & Buckur, L. 1988. O ciclo da intermuda em Macrobrachium borellii (Nobili, 1896) (Crustacea,
Decapoda, Palaemonidae): a influência da temperatura e do comprimento do animal. Revta bras. Zool.,
Curitiba, 5(1): 45-59.
Cappy, J. 1987. Size-frequency analysis for crustacea: moult increment and frequency models for stock
assessment. Kuwait Bull. Mar. Sci., Salmiya, 9: 43-61.
Diaz, A.C. & PETRIELLA, A.M.. 1988. Estudio del crecimiento del langostino Pleoticus muelleri Bate. Revta
Lat. Acui., Lima, 35: 6-12.
— . 1990. Moult staging in the shrimp, Pleoticus muelleri Bate. J. Aqua. Trop., Calcutta, 5: 181-189.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
Setogenesis and growth of the freshwater prawn Palaemonetes... 65
Donarttı, O.S. 1986. Algunos aspectos bioecológicos del camarón Palaemonetes argentinus (Nobili, 1901) en
el embalse San Roque, Córdoba (Argentina). Revue Hydrobiol. trop., Paris, 19(1): 45-60.
DracH, P. & TCHERNIGOVTZEFF C. 1967. Sur la methode de determination des stades d’intermue et son
application générale aux crustacés. Vie Milieu Sér. A, Paris, 18: 595-610.
FREEMAN, J.A. & BaRTELL, C.K. 1975. Characterization of the molt cycle and its hormonal control in
Palaemonetes pugio. Gen. Comp. Endocrinol. New York, 25: 517-528.
GOLDSTEIN, B. & LAURIA-DE-CIDRE, L. 1974. Ciclo de maduración sexual y observaciones preliminares sobre
desove del camarón dulceacuícola Palaemonetes argentinus (Nobili, 1901) (Crustacea, Caridea,
Palaemonidae). Physis, Buenos Aires, 33B(87): 165-176.
HARTNOLL, R.G. 1982. Growth. In: Buss, D. ed. The Biology of Crustacea. New York, Academic Press. v.
2, p. 111-185.
Hewerr, C.J. 1974. Growth and molting in the common lobster (Homarus vulgaris Milne-Edwards). J. mar.
biol. Ass. U.K., Plymouth, 54: 379-391.
JEFFERIES, D.J. 1964. The moulting behaviour of Palaemonetes varians (Leach) (Decapoda, Palaemonidae).
Hydrobiologica, Le Hague, 24: 457-488.
JEnkm, P.M. & Hınton, H.E. 1966. Apolysis in Arthropod Molting Cycles. Nature, London, 211: 871.
KURATA, H. 1962. Studies on the age and growth of crustaces. Bull. Hokkaido reg. Fish. Res. Lab., Hakodate,
24: 1-115.
MENU-MARQUE, S.A. 1973. Desarrollo larval de Palaemonetes argentinus (Nobili, 1901) en laboratorio
(Crustacea, Caridea, Palaemonidae). Physis, Buenos Aires, 32(85): 149-169.
Menz, A. & BLAKE, B.F. 1980. Experiments on the growth of Penaeus vannamei Boone. J. exp. Mar. Biol.
Ecol., Amsterdam, 48: 99-111.
MONTGOMERY, S.S.; BRETT, P. A.; et al. 1995. Loss of tags, double-tagging and release methods for eastern king
prawn, Penaeus plebejus (Hess): laboratory and fields experiments. J. exp. Mar. Biol. Ecol., Amsterdam,
188: 115-131.
Passano, L.M. 1960. Molting and its control. In: WATERMANN, T. ed. Physiology of Crustacea. New York,
Academic Press. v. 1, p. 473-536.
PEEBLES, J.B. 1977. A rapid technique for molt staging in live Macrobrachium rosenbergii. Aquaculture,
Amsterdan, 12(2): 173-180.
PEnn, J.W. 1975. Tagging experiments with western king prawn, Penaeus latisulcatus Kishinouye. 1. Survival,
growth and reproduction of tagged prawns. Aust. J. Mar. Freshwat. Res., Melbourne, 26: 197-211.
PETRIELLA, A.M. 1984. Estudio del ciclo de la muda del camarón Artemesia longinaris Bate (Decapoda,
Penaeidae). I. Setogénesis. Physis, Secc. A, Buenos Aires, 42(103): 93-100.
— . 1986. Estudio sobre la fisiología de la muda del camarón Artemesia longinaris Bate. II. Crecimiento y
frecuencia de muda. Revta Lat. Acui., Lima, 29: 11-21.
RODRIGUEZ-CAPITULO, A. & FREYRE, L. 1989. Nuevos aportes al conocimiento de la demografía de Palaemonetes
(Palaemonetes) argentinus Nobili (Decapoda, Natantia). I. Crecimiento. Limnobios, La Plata, 2(10): 744-
756.
ScHEER, B.T. 1960. Aspects of the intermoult cycle in Natantians. Comp. Biochem. Physiol., Oxford, 1: 3-18.
ScHuLDT, M. 1980. La estructura ovárica de Palaemonetes argentinus Nobili, 1901 en relación con aspectos
actuales de la morfología funcional en crustáceos superiores. Neotropica, La Plata, 26(76): 155-162.
SETZ, E.Z.F. & Buckup, L. 1977. A duração da intermuda e o comportamento reprodutivo de Macrobrachium
borellii (Nobili, 1896) e Palaemonetes (Palaemonetes) argentinus Nobili, 1901 no cultivo em laboratório
(Crustacea, Decapoda, Palaemonidae). Revta bras. Biol., Rio de Janeiro, 37(4): 899-906.
SHYAMA, S.K. 1987. Studies on moulting and reproduction in the prawn, Macrobrachium idella (Heller).
Mahasagar, Goa, 20(1): 15-21.
SMITH, D.M. & DaLL, W. 1985. Moult Staging in the Tiger Prawn Penaeus esculentus. In: ROTHLISBERG, P.C.;
Hit, B.J. & STAPLES. D.J. eds. Second Australian National Prawn Seminar, Cleveland, p. 85-93.
SokaL, R. & RoHLr, J. 1979. Biometria. Madrid, H. Blume. 832 p.
Recebido em 20.02.1998; aceito em 26.06.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 59-65, 27 nov. 1998
TYPE SPECIMENS OF RECENT MAMMALS HOUSED IN NATIONAL
COLLECTIONS OF ARGENTINA
Olga B. Vaccaro !
Martha J. Piantanida !
ABSTRACT
The list of type specimens of recent mammals housed in the Museo Argentino de Ciencias Naturales
“Bernardino Rivadavia”, Buenos Aires; Museo de La Plata, La Plata; Colección Mamíferos Lillo, Facultad de
Ciencias Naturales e Instituto Miguel Lillo, Tucumán, and Colección Mastozoológica, Instituto Argentino de
Investigaciones de las Zonas Aridas, Mendoza, Argentina, is presented. These collections contain 26 holotypes
and 19 paratypes from Argentina, Bolivia and Uruguay, of the following families: Didelphidae
(Didelphimorphia); Dasypodidae (Xenarthra), Phyllostomidae (Chiroptera), Felidae, Mustelidae, Procyonidae
(Carnivora), Balaenopteridae, Phocoenidae (Cetacea), Tapiridae (Perissodactyla), Cervidae (Artiodactyla),
Muridae, Chinchillidae, Caviidae, Hydrochaeridae and Ctenomyidae, (Rodentia).
KEYWORDS. Type specimens, mammals, collections, Argentina.
INTRODUCTION
Type specimens are of special importance to the scientific community due to their
unique nature. In recent years many museums have published lists of type specimens
housed in their collections, encouraged by the International Council of Museums (Jones
& GENOWAYs, 1969). For this reason these lists provide a useful point of reference for
systematic studies.
The most important recent mammals collections in Argentina are housed in the
Museo Argentino de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”, Buenos Aires (MACN);
Museo de La Plata, La Plata (MLP); Colección Mamíferos Lillo, Facultad de Ciencias
Naturales e Instituto Miguel Lillo, Tucumán (CML) and Colección Mastozoológica,
Instituto Argentino de Investigaciones de las Zonas Aridas, Mendoza (IADIZA). These
collections contain 26 holotypes, and 19 paratypes from Argentina, Bolivia and Uruguay.
The list of type specimens includes 1 opossum, 5 xenarthrans, 1 bat, 4 carnivores, 3
cetaceans, 1 perissodactyl, 1 artiodactyl, and 29 rodents.
In the present list, orders and families are arranged following WiLson & REEDER
1. División Mastozoologia, Museo Argentino de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”, Av. Angel Gallardo 470, Casilla de Correo 220,
Sucursal 5 (1405), Buenos Aires, Argentina.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
68 VACCARO & PIANTANIDA
(1993); generic names are ordered alphabetically within families, and specific and
subspecific names are ordered alphabetically within genera. Type specimens are presented
under the name by which they were originally described. Each scientific name is followed
by the name of the author and bibliographical reference. Available data are given for each
type specimen: catalog number, type locality, date, collector, original number of collector,
age, sex, and nature of the specimen.
DIDELPHIMORPHIA
Didelphidae
Marmosa janetta pulchella CABRERA, 1934: 126.
Holotype: MLP 21.X.25.32. Robles, Santiago del Estero Province, Argentina.
Jorge Argafaraz. Adult female skin and skull.
XENARTHRA
Dasypodidae
Burmeisteria retusa clorindae \YEpEs, 1939: 38.
Holotype: MACN 36.874. Tapia, Formosa Province, Argentina. Dionisio Fernández,
Nº 31167. Complete armor.
Chlamyphorus retusus BURMEISTER, 1863:171.
Holotype: MACN 4.110. Santa Cruz de la Sierra, Santa Cruz Department, Bolivia.
Skin with skull included.
Chlamyphorus truncatus patquiensis \YEPEsS, 1932: 16.
Holotype: MACN 31.213. Guayapa, Patquia, La Rioja Province, Argentina. July
1931. Elfrido Breyer. Adult male. Complete specimen fluid-preserved.
Dasypus mazzai YeprEs, 1933: 226.
Holotype: MACN 31.273. Tabacal, Orán Departament, Salta Province,
Argentina.October 1931. Salvador Mazza. Young adult male. Complete armor
removed, body in fluid. Paratype, MACN 13222. Tabacal, Orán Departament, Salta
Province, Argentina. Salvador Mazza. Young adult. Mounted specimen.
Remarks: Skulls of holotype and paratype missing. In the original description the
author mencioned the postcranial skeleton of holotype, but body still remains fluid-
preserved.
CHIROPTERA
Phyllostomidae
Phylloderma stenops boliviensis BARQUEZ & OJEDA, 1979: 84.
Holotype: CML 00413.7 km N Santa Rosa, Sara Province, Santa Cruz Department,
Bolivia. July 12, 1975. Ricardo Ojeda and Rubén Bárquez, Nº 87. Adult female skin
and skull.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
Type specimens of recent mammals... 69
CARNIVORA
Felidae
Felis colocolo crespoi CABRERA, 1957: 71.
Holotype: MACN 36.230. Aguaray, Salta Province, Argentina. July 1936. Jose
Yepes, Nº 77. Subadult female skin.
Felis concolor hudsoni CABRERA, 1957: 70.
Holotype: MACN 13160. Vicinity of Carmen de Patagones, Buenos Aires
Province, Argentina. J. Missio. Adult male skull.
Mustelidae
Lyncodon patagonicus thomasi CABRERA, 1928: 260.
Holotype: MLP 6.111.36.27. La Rioja, La Rioja Province, Argentina. August 1928.
H. Pericles Ortiz. Adult male skin and skull.
Procyonidae
Nasua nasua boliviensis CABRERA, 1956: 3.
Holotype: MACN 12957. Palmar, 1600 m, Chaparé Province, Cochabamba
Department, Bolivia. April 2, 1950. Francisco Steinbach, Nº 1003. Young adult
male skin and skull.
CETACEA
Balaenopteridae
Balaenoptera bonaerensis BURMEISTER, 1867: 310.
Holotype: MACN 15626. Rio de la Plata, near Belgrano, at mouth of Riachuelo
Medrano, Argentina. February 3, 1867. Male skull.
Remarks: Postcranial skeleton missing.
Balaenoptera miramaris LAHILLE, 1899: 119.
Holotype: MLP 6.VIII.97.1. Stranded, 10 km south Miramar, General Alvarado,
Buenos Aires Province, Argentina. September 1897. Female skull.
Remarks: Postcranial skeleton missing.
Phocoenidae
Phocoena spinnipinis BURMEISTER, 1865: 228.
Holotype: MACN 20810. “Captured in the mouth of Rio de la Plata”, Buenos Aires,
Argentina. Male mounted skin.
Remarks: Skull and postcranial skeleton missing.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
70 VACCARO & PIANTANIDA
PERISSODACTYLA
Tapiridae
Tapirus spegazzinii AMEGHINO, 1909: 31.
Holotype: MACN 5.41. Rio Pescado, Orän Department, Salta Province, Argentina.
March 1905. Carlos Spegazzini. Adult male skull.
ARTIODACTYLA
Cervidae
Ozotoceros bezoarticus celer CABRERA, 1943: 34.
Holotype: MLP 11.XII.41.1. Campos del Tuyú, General Lavalle, Buenos Aires
Province, Argentina. January 5, 1940. Emiliano J. Mac Donagh. Adult male skull.
Remarks: In the original description catalog number of holotype was listed as MLP
1631; in 1935 the mammals collection of the Museo de La Plata was renumbered
and it was assigned a new catalog number to this specimen. Skin missing.
RODENTIA
Muridae
Akodon leucolimnaeus CABRERA, 1926: 320.
Holotype: MLP 11.11.36.16. Laguna Blanca, 3100 m, Catamarca Province, Argen-
tina. 1924. Weiser. Adult male skin and skull.
Remarks: In the original description catalog number of holotype was listed as MLP
5684; in 1935 the mammals collection of the Museo de La Plata was renumbered
and it was assigned a new catalog number to this specimen.
Andalgalomys roigi MARES & Braun, 1996: 929.
Holotype: IADIZA 5798. Pampa de las Salinas, 510 m, 8km W La Botija, San Luis
Province, Argentina (36°12’27” S, 66º39'35” W). May 19, 1993. R. L. Humphrey,
Nº Arg 3244. Adult male. Skin, skull, skeleton, frozen tissues.
Andinomys edax lineicaudatus YErEs, 1935: 345.
Holotype: MACN 26.147. Cerro San Javier, 2000 m, Tucumän Province, Argen-
tina. August 17, 1926. Emilio Budin, N° 15. Adult female skin and skull.
Phyllotis darwini bonariensis Crespo, 1964: 99.
Holotype: MACN 14919. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos Aires
Province, Argentina. November 4, 1964. J. A. Crespo, Nº 1747. Adult male skin and
skull. Paratypes: MACN 14914. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos
Aires Province, Argentina. October 31, 1964. J. A. Crespo, N° 1708. Adult male
skin and skull. MACN 14915. Abra de la Ventana, 500 km, Tornquist, Buenos Aires
Province, Argentina. October 31, 1964. J. A. Crespo, Nº 1709. Adult female skin
and skull. MACN 14916. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos Aires
Province, Argentina. November 1, 1964. J. A. Crespo, Nº 1727. Adult male skin and
skull. MACN 14917. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos Aires Province,
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
Type specimens of recent mammals... 71
Argentina. November 1, 1964. J. A. Crespo, Nº 1728. Adult female skin and skull.
MACN 14918. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos Aires Province,
Argentina. November 3, 1964. J. A. Crespo, Nº 1746. Adult female skin and skull.
MACN 14920. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos Aires Province,
Argentina. November 5, 1964. J. A. Crespo, Nº 1754. Adult male skin and skull.
MACN 14921. Abra de la Ventana, 500 m, Tornquist, Buenos Aires Province,
Argentina. November 5, 1964. J. A. Crespo, Nº 1758. Adult male. Complete
specimen fluid-preserved.
Salinomys delicatus BRAUN & Mares, 1995: 514.
Holotype: IADIZA 4001. Near La Botija, 1300 ft., Pampa de Las Salinas, 23 km
N Route 20, Ayacucho Department, San Luis Province, Argentina. May 30, 1990.
Nº Arg 945. Adult male. Skin, skull, skeleton and tissues.
Chinchillidae
Lagidium viscacia sumuncurensis Crespo, 1963: 61.
Holotype: MACN 14310. Campana Mahuida, 700 m, Valcheta Department, Río
Negro Province, Argentina. April 24, 1963.J. A. Crespo, Nº 1338. Adult male skin
and skull. Paratypes: MACN 14308. Campana Mahuida, 700 m, Valcheta
Department, Rio Negro Province, Argentina. April 24, 1963.J. A. Crespo, Nº 1334.
Adult female skin andskull. MACN 14309. Campana Mahuida, 700m, Valcheta
Department, Rio Negro Province, Argentina. April 24, 1963. J. A. Crespo, Nº 1335.
Adult female skin and skull.
Caviidae
Cavia aperea hypoleuca CABRERA, 1954: 58.
Holotype: MACN 40.184. Paso de la Patria, Corrientes Province, Argentina.
August 22, 1940. A. J. Amigo, Nº 70. Adult male skin and skull. Paratype: MACN
40.185. Paso de la Patria, Corrientes Province, Argentina. August 26, 1940. A.J.
Amigo, N° 76. Adult, skin and skull.
Pediolagus salinicola cyniclus CABRERA, 1954: 75.
Holotype: MACN 54.165. La Florencia, Ingeniero Juärez, Formosa Province,
Argentina. August 6, 1947. S. A. Pierotti, Nº 670. Adult male skin and skull.
Hydrochaeridae
Hydrochoerus uruguayensis Ameghino & Rovereto in ROVERETO, 1914: 144.
Holotype: MACN 244. Castillo, Rocha, Uruguay. January 25, 1899. F. Rodriguez.
Adult. Skull without mandibule.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
72 VACCARO & PIANTANIDA
Ctenomyidae
Ctenomys talarum occidentalis Justo, 1992: 36.
Holotype: TADIZA 02880. Estancia “La Florida”, 200 m, lote 1, secciön VIII, C,
Toay Department, La Pampa Province, Argentina ( 36°22’ S, 65° 02° W). October
12, 1985. E. R. Justo and G. M. Justo, N° 042. Adult female skin and skull.
Ctenomys validus CONTRERAS, ROIG & SUZARTE, 1977: 160.
Holotype: TADIZA 00820. El Algarrobal, 650 m, Médanos del Borbollön, Las
Heras Department, Mendoza Province, Argentina. May 3, 1976. Julio R. Contreras,
Nº 01499. Adult male skin. Paratypes: IADIZA 02642. El Algarrobal, 650 m,
Medanos del Borbollön, Las Heras Department, Mendoza Province, Argentina.
May 16, 1976. C. M. Zuzarte, Nº 01510. Adult female skin and skull. IADIZA
02643. El Algarrobal, 650 m, Medanos del Borbollön, Las Heras Department,
Mendoza Province, Argentina. May 15, 1976. Julio R. Contreras, Nº 01513. Adult
male skin and skull. TADIZA 02673. La Puntilla, Luján Department, Mendoza
Province, Argentina. May 15, 1976. Julio R. Contreras, Nº 01520. Adult male skin.
IADIZA 02674. El Algarrobal, 650 m, Médanos del Borbollón, Las Heras
Department, Mendoza Province, Argentina. May 15, 1976. Julio R. Contreras, Nº
01518. Adult female skin. IADIZA 02676. El Algarrobal, 650 m, Médanos del
Borbollön, Las Heras Department, Mendoza Province, Argentina. May 15, 1976.
Julio R. Contreras, Nº 01512. Adult female skin. IADIZA 02678. El Algarrobal,
650 m, Médanos del Borbollön, Las Heras Department, Mendoza Province,
Argentina. December 9, 1975. Julio R. Contreras, Nº 01448. Adult male skin.
IADIZA 03439. El Algarrobal, 650 m, Médanos del Borbollön, Las Heras
Department, Mendoza Province, Argentina. July 9, 1975. Gimenez, and Y. Davies,
Nº 01442. Adult male skin and skull. CML 02409. El Algarrobal, 650 m, Medanos
del Borbollön, Las Heras Department, Mendoza Province, Argentina. May 3, 1976.
Julio R. Contreras, and Y. Davies, Nº 01501. Adult male skin and skull.
Remarks: Type locality and localities of paratypes were incorrectly given in the
original description as “Guaymallén Department”. Catalog numbers of holotype
and paratypes were incorrectly listed in the original description, really they are
collector’s numbers. Skulls of holotype and paratypes IADIZA 02673, 02674,
02676 and 02678 missing. Skins and skulls of specimens listed in the original
description as IADIZA 01443, 01500, 01511, 01514, 01522 and 01525 missing,
they were never housed in the mammal collection of the TADIZA.
Acknowledgments. To the following curators for providing information concerning the material in
their collections: Hugo Castello (MACN), Diego Verzi and Carlos Galliari (MLP), Rubén Bárquez and Mónica
Diaz (CML) and Ana María Scollo (IADIZA). To Axel Bachmann (MACN) for his hepful comments and
valuable suggestions.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
Type specimens of recent mammals... 73
REFERENCES
AMEGHINO, F. 1909. Una nueva especie de tapir (Tapirus Spegazzinii n. sp). An. Mus. nac. B. Aires, Buenos
Aires, 20: 31-38.
BARQUEZ, R. & OJEDA, R. 1979. Nueva subespecie de Phylloderma (Chiroptera, Phyllostomidae). Neotropica,
La Plata, 25 (73): 83-89.
Braun, J. K. & Mares, M. A. 1995. A new genus and species of phyllotine rodent (Rodentia: Muridae:
Sigmodontinae: Phyllotini) from South America. J. Mammal., Provo, 76 (2): 504-521.
BURMEISTER, H. 1863. Ein neuer Chlamyphorus. Abh. Nat. Ges. Halle, Halle, 7: 167-171.
—. 1865. Description of a new species of porpoise in the Museum of Buenos Aires. Proc. zool. Soc. Lond.,
London, 1865: 228-231.
—. 1867. Fauna Argentina. Segunda Parte. Mammifera Pinnata Argentina. An. Mus. publ. B. Aires,
Buenos Aires, 1: 301-311.
CABRERA, A. 1926. Dos roedores nuevos de las montafias de Catamarca. Revta chil. Hist. nat., Santiago,
30: 319-321.
—. 1928. Sobre Lyncodon patagonicus con descripción de una nueva sub-especie. Revta chil. Hist. nat.,
Santiago, 32: 259-263.
—. 1934. Dos nuevos micromamíferos del norte argentino. Notas Prelim. Mus. La Plata, Buenos Aires, 3:
123-128.
—. 1943. Sobre la sistemática del venado y su variación individual y geográfica. Revta Mus. La Plata, Nueva
Serie, Zool., La Plata, 3 (18): 5-41.
—. 1954. Los roedores argentinos de la familia “Caviidae”. Publnes Esc. Vet. Univ. B. Aires, Buenos Aires,
6: 1-96.
—. 1956. Una nueva forma del género Nasua (Mammalia, Carnivora). Neotropica, La Plata, 2 (7): 2-4.
—. 1957. Dos félidos argentinos inéditos (Mammalia, Carnivora). Neotropica, La Plata, 3 (12): 70-72.
ConTRERAS, J. R.; RoIG, V. G. & SUZARTE, C. M. 1977. Ctenomys validus, una nueva especie de “tunduque”
de la Provincia de Mendoza (Rodentia; Octodontidae). Physis, Secc. C, Buenos Aires, 36 (92): 159-162.
Crespo, J. A. 1963. Dispersión del chinchillön Lagidium viscacia (Molina) en el noreste de Patagonia y
descripción de una nueva subespecie (Mammalia, Rodentia). Neotropica, La Plata, 9 (29): 61-63.
—. 1964. Descripción de una nueva subespecie de roedor filotino (Mammalia). Neotropica, La Plata, 10 (33):
99-101.
Jones Jr, J. K. & Genoways, H. H. 1969. Holotypes of Recent Mammals in the Museum of Natural History,
The University of Kansas. Misc. Publ. Univ. Kansas Mus. nat. Hist., Kansas, 51: 129-146.
Justo, E. R. 1992. Ctenomys talarum occidentalis: una nueva subespecie de tuco-tuco (Rodentia:
Octodontidae), en La Pampa, Argentina. Neotropica, La Plata, 38 (99): 35-40.
LAHILLE, F. 1899. Ostéologie du baleinoptêre de Miramar. Revta Mus. La Plata, La Plata, 9: 79-120.
Mares, M. A. & Braun, J. K. 1996. A new species of phyllotine rodent, genus Andalgalomys (Muridae:
Sigmodontinae), from Argentina. J. Mammal., Provo, 77 (4): 928-941.
ROVERETO, C. 1914. Los estratos araucanos y sus fósiles. An. Mus. nac. Hist. nat. B. Aires, Buenos Aires,
25: 1-249.
WiLson, D. E. & REEDER, D. M. eds. 1993. Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic
Reference. Smithsonian Institution, Washington, D. C., 1206 p.
Yepres, J. 1932. Las formas geográficas del “pichi ciego” menor (“Chlamyphorus truncatus” Harl.). Physis,
Buenos Aires, 11 (38): 9-18.
—. 1933. Una especie nueva de “mulita” (Dasipodinae) para el norte argentino. Physis, Buenos Aires, 11 (39):
225-232.
—. 1935. Consideraciones sobre el género “Andinomys” (Cricetinae) y descripción de una forma nueva.
An. Mus. argent. Cienc. nat., Buenos Aires, 38: 333-348.
—. 1939. Una nueva subespecie de “pichi ciego” mayor (“Chlamypohrinae”) y su probable distribución
geográfica. Physis, Buenos Aires, 16 (48): 35-39.
Recebido em 06.04.1998; aceito em 26.06.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 67-73, 27 nov. 1998
IUCETIMA, GÊNERO NOVO DE GALERUCINI DA REGIÃO
NEOTROPICAL (COLEOPTERA, CHRYSOMELIDAE, GALERUCINAE)
Luciano de A. Moura!
ABSTRACT
IUCETIMA, NEW GALERUCINIGENUS FROM THE NEOTROPICAL REGION (COLEOPTERA,
CHRYSOMELIDAE, GALERUCINAE). /ucetima, gen. n., distributed in South America, includes 7. minor
(Bechyné, 1954), comb.n., stat. n., type-species, from central and southearn Brazil, Paraguay and Argentina;
I. acrocostata (Bechyné & Bechyné, 1969), comb.n., stat. n. from Brazil (Amazonas and Pará) and I. costifera
(Bechyné & Bechyné, 1969), comb.n., stat.n. (Brazil, Pará). Lectotype and paralectotypes are designed for
Neolochmaea quadrilineata Bechyné, 1955, junior subjective synonym of /. minor. Key to identification of
species, redescriptions employing new morphological characters and ilustrations are provided.
KEYWORDS. Jucetima, Chrysomelidae, Galerucini, Neotropical, Taxonomy.
INTRODUÇÃO
Ao estudar o gênero Neolochmaea Laboissiere, 1939, verificou-se que N.
quadrilineata Bechyné, 1955 não se enquadrava na diagnose genérica, principalmente
pelo número de carenas elitrais, padrão da genitália e, nos machos, pelos espinhos tibiais.
BEcHYNE (1954), ao propor Neolochmaea quadrilineata minor, caracterizou-a por ser
menor e pela borda do pronoto mais engrossada do que N. quadrilineata s.str., descrita
posteriormente (BECHYNE, 1955); ambas são procedentes do Paraguai e Brasil. BECHYNE
& BECHYNE (1969) descreveram, em chave, mais duas subespécies de Neolochmaea (N.)
quadrilineata: N. (N.) quadrilineata costifera e N. (N.) quadrilineata acrocostata. A
primeira procedente do Pará, Brasil, com as duas carenas discais internas do élitro
fortemente convexas e a externa menos pronunciada; a segunda procedente do Amazonas
e Pará, Brasil, com as três carenas igualmente convexas.
Objetiva-se rever o status das subespécies propostas por BECHYNE (1954) e
BECHYNE & BECHYNE (1969) e estabelecer um novo gênero para abrigá-las, baseado em
caracteres diagnósticos até agora inéditos.
O material estudado pertence às seguintes instituições (responsáveis pelas cole-
ções entre parênteses): CMNH, Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, E.U.A.
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, CEP 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
76 MourA
(R.L. Davidson); DZUP, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná,
Curitiba, Brasil (K. Zanol); IBSP, Instituto Biológico, São Paulo, Brasil (E.C. Bergmann
e S. Ide); INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Brasil (C.
Magalhães); MAPA, Museu Anchieta, Porto Alegre, Brasil (F.R. Meyer); MCGD, Museu
Civico de Storia Naturale “Giacomo Doria”, Gênova, Itália (R. Poggi); MCNZ, Museu de
Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil
(M.H.M.Galileo); MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo,
Brasil (U.R. Martins); MNRJ, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Brasil (M.A. Monné); ZSMA, Zoologisches Staatsammlung, Munique,
Alemanha (M. Baehr). Exemplares mencionados no material examinado como “Dirings”,
são pertencentes à ex-Coleção R. von Diringshofen, incorporada ao Museu de Zoologia,
Universidade de São Paulo. As espécies com material-tipo depositado na Coleção do
Museu G. Frey, Tutzing, Alemanha (MGFT) (recentemente incorporada ao “Natur-
historisches Museum”, Basel, Suíça), quando mencionados no item “Tipos, localidade-
tipo”, são acompanhados da sigla da última instituição (NHMB).
Jucetima, gen. n.
Espécie-tipo: Neolochmaea quadrilineata minor Bechyné, 1954
Descrição. Corpo alongado, subparalelo, pubescente, com dimorfismo sexual
evidente (figs. 15, 23). Cabeça (fig. 5) com vértice convexo e sutura coronal pouco
definida; tegumento rugoso-pontuado, pubescente, com cerdas eretas na região marginal
superior aos olhos. Fronte transversa, deprimida junto à inserção das antenas e convexa
no centro e junto às bordas. Tubérculos anteníferos, pouco manifestos, consistem de duas
áreas transversas, justapostas, com tegumento glabro e brilhante. Clípeo transverso,
separado da fronte pela sutura epistomal, com pêlos curtos, esparsos junto à margem basal.
Olhos ovais, regularmente globosos e projetados, finamente facetados.
Labro (fig. 5) sub-retangular, levemente emarginado na borda apical; cobre quase
que totalmente as mandíbulas, quando em repouso. Mandibulas (figs. 7, 8) cada uma com
três dentes apicais; retináculo manifesto próximo do meio da margem interna. Maxila (fig.
18) com palpo maxilar 4-articulado e gálea digitiforme. Lábio (fig. 19) com palpo labial
3-articulado e mento subtrapezoidal. |
Antenas (fig. 17) filiformes, com 11 artículos, atingem a região próxima ao terço
basal dos élitros; escapo subcilíndrico, levemente curvado e dilatado para a extremidade,
com comprimento menor que o do antenômero III; antenômero III visivelmente mais
curto que o IV e o V, que são mais longos que os seguintes; antenômero VII externamente
com pequena protuberância apical.
Protórax mais largo que longo, cada um dos ângulos anteriores e posteriores com
tubérculo dotado de uma cerda longa (figs. 15, 23); borda lateral marginada, sub-
arredondada, projetada ao nível do meio, com margem fortemente oblíqua, divergente do
ângulo anterior até próximo ao meio. Pronoto com tegumento grosseiro e irregularmente
pontuado, pubescente, com profunda depressão a cada lado, próxima à borda lateral.
Escutelo alargado, estreitado para o ápice, com margem apical arredondada.
Esternos torácicos densamente pubescentes, exceto região central do metasterno,
glabra. Prosterno estreito e convexo, com processo prosternal laminar entre as coxas;
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical... 77
processo mesosternal atinge área próxima à linha mediana das coxas intermediárias.
Mesepisterno subtrapezoidal (fig. 22).
Élitros mais largos que o pronoto, cada um com três carenas discais longitudinais
bem definidas (figs. 2, 15,23); úmeros pouco manifestos, arredondados; lados subparalelos,
levemente expandidos na região mediana. Extremidade apical, nos machos (fig. 2),
arredondada e, nas fêmeas (fig. 15), aguçada no ângulo sutural; pontuação bem marcada,
entremeada de pubescência densa, curta e cerdas eretas esparsamente distribuídas.
Epipleura (figs. 1, 16) visível lateralmente, pubescente, larga na região subumeral e
estreitada em direção ao ápice elitral.
Pernas anteriores e intermediárias com comprimento subigual; pernas posteriores
mais longas que as demais. Fêmures alongados, subcilíndricos, esparsamente pubescentes.
Tíbias carenadas longitudinalmente na margem externa, algo alargadas para a extremida-
de e com pilosidade uniforme, mais densa na região apical; dimorfismo sexual evidente:
nos machos, presença de espinhos apicais em todas as tíbias e, nas fêmeas, inermes. Tarsos
pubescentes; tarsömero I subcilíndrico, subigual ao comprimento do V, que é arqueado
ventralmente, portando um par de garras bífidas na extremidade; tarsômero II alargado
para a extremidade, levemente mais longo que o III; este bilobado e o IV reduzido, pouco
visível.
Abdome com pilosidade uniformemente distribuída, sendo mais concentrada nos
lados do urosternito V; esternitos I-V levemente deprimidos lateralmente. Urosternito V,
nos machos (fig. 6), com uma emarginação central profunda na borda apical; nas fêmeas,
com pequena emarginação central manifesta (fig. 13).
Genitália masculina. Aedeagus (figs. 3, 4, 20, 21) com lobo-médio alongado,
esclerotinizado, encurvado com a concavidade ventral, dilatado para a extremidade e
ápice com pequena projeção ou reentrância no centro; óstio abre-se dorsalmente próximo
ao ápice. Ganchos da região basal do lobo-médio fortemente esclerotinizados e direcionados
ventralmente. Tégmen hastiforme, com a extremidade anterior curvada, alojada no
orifício-basal; próximo ao nível do terço posterior, bifurca-se, formando dois braços
divergentes para os lados e a metade apical direcionada para o óstio; tais braços estão
ligados à membrana que envolve o lobo-médio. Saco-interno membranoso, com dois
escleritos: um basal laminado, com os ápices agudos e o outro, o flagellum, alongado com
o ápice em gancho, ocupando a metade posterior do lobo-médio.
Genitália feminina (figs. 9-12, 14). Esternito VIII subtrapezoidal, pouco
esclerotinizado, com borda apical emarginada centralmente e duas projeções arredonda-
das, esclerotinizadas e dotadas de cerdas; apódema alargado na base, estreitado para o
ápice, com a borda arredondada. Tergito VIII com os hemitergitos desenvolvidos,
portando cerdas na borda apical; região membranosa entre os hemitergitos-emarginada.
Lobo-membranoso com superfície micro-esculturada. Tubo anal plicado na região dorsal
do lobo-membranoso.
Ovipositor (segmento IX) (fig. 14) membranoso, com vagina e bursa copulatrix
sem divisão definida, formando saco único. Espermateca curvada (fig. 11), presa
dorsalmente à bursa copulatrix; glândula espermatecal filiforme, fixa ao receptáculo.
Oviduto justaposto à parede ventral da bursa copulatrix.
Discussão. O gênero /ucetima é proposto para a transferência, com mudança de
status, de 3 subespécies originalmente descritas em Neolochmaea quadrilineata. Asseme-
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
78 MourA
lha-se a Neolochmaea pelas carenas discais evidentes nos élitros, que não são manifestas
em Chlorolochmaea, este estabelecido por BECHYNE & BECHYNE (1969) como subgênero
de Neolochmaea e que Moura (1998) elevou para status genérico. Difere de Neolochmaea:
(1) antenômero IV visivelmente mais longo que o III; (2) machos com espinho apical em
todas as tíbias; (3) élitros com três carenas discais; (4) urosternito V das fêmeas levemente
emarginado centralmente; (5) aedeagus com lobo-médio alargado na metade posterior;
(6) saco-interno com flagellum. Neolochmaea possui o antenômero III subigual ao IV,
machos com espinhos tibiais somente nas pernas anteriores e intermediárias, élitros com
duas carenas discais, urosternito V nas fêmeas com emarginação bilobada manifesta,
lobo-médio estreitado para a extremidade e saco-interno sem flagellum. Jucetima difere
ainda de Chlorolochmaea pela presença, nos machos, de espinho apical em todas as tíbias
e pelo padrão diferente da genitália feminina.
Etimologia. Do tupi: Iu = espinho; cêtimã = perna. Alusivo à presença, nos
machos, de espinho apical nas tíbias dos três pares de pernas.
Chave para identificação das espécies de /ucetima, gen. n.
1. Elitros com as três carenas discais de mesma largura e convexidade .................... 2
Elitros somente com as duas carenas discais internas espessadas e fortemente
convexas e a carena discal externa delgada. Brasil (Pará) ................... Icostifera
2. Carenas discais do élitro levemente convexas; largura da 1º carena discal interna
aproximadamente 0,3 vezes o espaço existente entre esta e a carena sutural (figs.
2, 15); região entre as carenas plana; epipleura com curvatura tênue em ambos os
sexos (fig. 1). Brasil (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais ao
RioGrande do Sul) FParasualAmreentim a a I. minor
Carenas discais do élitro fortemente convexas; largura da 1º carena discal interna cerca
da metade do espaço existente entre esta e a carena sutural (fig. 23); região entre
as carenas com concavidade evidente; epipleura nos machos fortemente curvada na
metade apical (fig. 16). Brasil (Amazonas, Parä)...............................). acrocostata
Jucetima minor (Bechyné, 1954), comb. n., stat. n.
(Figs. 1-15, 24)
Neolochmaea quadrilineata minor BECHYNE, 1954: 125; BECHYNE & BECHYNE, 1962: 11 (distr.).
Neolochmaea (Neolochmaea) quadrilineata minor BECHYNE & BECHYNE, 1969: 17 (chave subespécies);
WiLcox, 1971: 115 (cat.).
Neolochmaea quadrilineata BECHYNE, 1955: 12 (em chave); 1956: 302 (distr.). Syn. n.
Neolochmaea quadrilineata quadrilineata BecHyNÉ & BECHYNE, 1962: 10 (distr.).
Neolochmaea (Neolochmaea) quadrilineata quadrilineata BECHYNE & BECHYNE, 1969: 17 (chave subespécies).
Tegumento geral castanho-amarelado a castanho. Tegumento castanho-escuro a
preto: antenômeros (exceto face ventral do escapo, base dos antenômeros II a IV
amarelados), manchas no vértice, tubérculos anteníferos e pronoto. Carenas elitrais e
margem sutural amarelo-testáceas. Vértice com superfície rugosa-pontuada, fina e
esparsamente pubescente; mancha semicircular de tegumento escuro estende-se da base
até próximo aos tubérculos anteníferos. Tubérculos anteníferos com tegumento brilhante,
glabro. Fronte (fig. 5) levemente pontuada, brilhante e com pêlos esparsos. Pronoto e
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical...
6
Figs. 1-6. Jucetima minor, G. Élitro: 1, lateral, 2, dorsal; aedeagus: 3, lateral, 4, ventral; 5, cabeça; 6, urosternito
V (e, esclerito; g, gancho; fl, flagellum; Im, lobo-médio; o, orifício-basal; os, östio; si, saco-interno; t, tégmen).
Figs. 1; 2; 3,4; 5; 6, respectivamente na mesma escala. Barra = 1 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
79
80 MouRA
escutelo com pontuação entremeada por pubescência densa e curta.
Labro com tegumento brilhante e pêlos longos dispostos nos lados. Mandíbulas
(figs. 7, 8) com três dentes agudos na borda distal; retináculo disposto centralmente na
borda dorsal, provido de projeção dentiforme no ápice. Maxila com gálea digitiforme,
tegumento brilhante, com pubescência dourada e curta na borda apical; palpo maxilar com
os artículos brilhantes, portando pêlos nas extremidades; artículo I reduzido, II e III com
comprimento subigual, IV cônico, mais longo que os demais, cerca de 1,4 vezes o
comprimento do III. Lábio com largura do mento aproximadamente o dobro do compri-
mento e pêlos dispostos lateralmente; palpo labial com artículo I curto, cerca de 0,3 vezes
o comprimento do II, que é transverso, subigual ao comprimento do III, o qual é cônico
e acuminado; pêlos esparsos nas margens distais do Ie II. Antenas com o tegumento dos
artículos I a III finamente reticulados, algo brilhantes; IV pontuado; a partir do V,
pontuação mais grosseira. Pubescência esbranquiçada, curta e esparsa nos três primeiros
antenômeros, mais densa e uniforme, entremeada com cerdas eretas a partir do IV.
Protórax (fig. 15) com largura cerca de 2,2 vezes o comprimento; bordas laterais
marginadas. Manchas escuras do pronoto distribuídas: (1) uma a cada lado da porção
central, ocupando a maior parte da região lateral e (2) três centrais pequenas - duas
dispostas próximo à borda anterior, por vezes fusionadas, e uma logo acima da borda
posterior que pode estar ausente. Élitros (fig. 15) subparalelos, largura umeral aproxima-
damente 1,3 vezes a largura do pronoto; três carenas discais subiguais, brilhantes,
levemente elevadas e que atingem a região próxima à borda apical; largura da primeira
carena discal interna aproximadamente 0,3 vezes o espaço existente entre esta e a carena
sutural (fig. 2); região entre carenas plana. Epipleura com curvatura tênue (fig. 1). Pernas
com pontuação pouco marcada e pilosidade fina, esparsa; nas tíbias, pilosidade mais densa
na extremidade (fig. 15). Ápice do urômero V: macho (fig. 6), fêmea (fig. 13).
Genitália masculina. Aedeagus (figs. 3, 4) com lobo-médio cerca de 1,5 vezes o
comprimento do tégmen; extremidade apical do lobo-médio com leve reenträncia central
(fig. 4); tégmen com o ápice dos braços-laterais agudo, com as extremidades dirigidas para
o ápice do lobo-médio (fig. 4).
Genitälia feminina (figs. 9 - 12, 14). Esternito VIII (fig. 10) com largura cerca de
0,7 vezes a do tergito VII; apódema com maior largura na linha mediana, ocupando,
aproximadamente, três quartos do comprimento total do esternito e com ápice em ponta
arredondada e mais esclerotinizada. Ovipositor (segmento IX) (fig. 14) com palpos
vaginais digitiformes, alargados na base, com cerdas na extremidade; glândula espermatecal
(fig. 11) com comprimento subigual ao da espermateca.
Dimensões, respectivamente 3 / 9. Comprimento total: 7,2 - 10,7 / 9,2 - 11,6;
comprimento do protórax: 0,9 - 1,3 / 1,1 - 1,3; maior largura do protórax: 2,1 - 2,8 / 2,4
- 3,0; comprimento do élitro: 5,8 - 8,9 / 7,4 - 9,5; largura umeral: 3,0 - 4,3 / 3,8 - 4,7.
Tipos, localidade-tipo. De Neolochmaea quadrilineata minor. Descrita com base
em nümero näo especificado de exemplares provenientes do Estado de Mato Grosso,
Brasil, depositados no NHMB (näo examinados).
De Neolochmaea quadrilineata. Descrita com base em cinco exemplares: um de
Assunção, Paraguai, depositado na coleção do NHMB (não examinado); um do Rio de
Janeiro, RJ, depositado no Naturhistorisches Museum Wien, Viena, Áustria (não exami-
nado); duas fêmeas e um macho procedentes de Porto Alegre, RS, depositados no MAPA
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical... 81
Figs. 7-14. Jucetima minor. Mandibulas: 7, lateral, 8, externa; fêmea: 9, esquema da genitália, lateral; 10,
conjunto dos segmentos VIII e IX, ventral; 11, espermateca; 12, tergito VIII e lobo-membranoso, ventral; 13,
ápice do urosternito V; 14, segmento IX (ovipositor).(a, ânus; ap, apódema; av, vulva; Ib, lobo-membranoso;
pv, palpos vaginais; r, reto; s, esternito VIII; tg, tergito VII). Figs. 7,8; 9; 10-12, 14; 13, respectivamente na
mesma escala. Barra = 1 mm, exceto fig. 13, 0,25 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
82 MouRA
(examinados). Penz-Reis & MEYER (1991), na lista dos tipos do Museu Anchieta, não
citaram os três exemplares de N. quadrilineata depositados no acervo.
Designamos lectótipo 9 o exemplar de Porto Alegre, 26.XI1.1948 e os outros
exemplares da série-tipo, paralectótipos.
Discussão. Neolochmaea quadrilineata foi descrita por BECHYNE (1955), cuja
publicação ocorreu posteriormente a da subespécie N. quadrilineata minor (BECHYNE,
1954). Como foram publicados em periódicos distintos, supõe-se que houve um atraso na
editoração em que foi descrita N. quadrilineata. BECHYNE (1954) e BECHYNE & BECHYNE
(1969) diferenciaram Neolochmaea quadrilineata minor de Neolochmaea quadrilineata
s. str., pelo menor comprimento do corpo e pela borda do protórax mais engrossada.
Analisando uma série de exemplares de N. quadrilineata, verificamos que estes caracteres
variam consideravelmente, não sendo possível definir diferenças entre as duas subespécies,
o que nos levou a propor a sinonímia.
LaBoissiErE (1939), ao descrever o gênero Neolochmaea, supôs que Galerucella
quadrilineata (Latreille) poderia também ser incluída nesse gênero. Na verdade, estava
se referindo a Galeruca quadrilineata Latreille, 1813 arrolada no gênero Acalymma
(Luperini) por Wırcox (1971). Através da descrição original de LATREILLE (1813),
verificou-se que o 8º e o 9º antenômeros são brancos, cada élitro com uma carena discal
ea porção basal amarelo-pálida. Por esses caracteres não se trata, portanto, de Neolochmaea
quadrilineata, que possui coloração dos antenômeros VIII e IX escuros, cada élitro com
três carenas discais amarelo-testáceas e coloração geral castanho-amarelada a castanho.
Plantas-hospedeiras. Há registro pelo Padre Pio Buck (MAPA) de exemplares de
I. minor em Jussieua bullata Hassl., Onagraceae (=Oenotheraceae).
Distribuição geográfica (fig. 24). Brasil (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Minas Gerais, Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul), Paraguai (Central), Argentina
(Chaco).
Material examinado. BRASIL. Goiás: 19, X1.1938 (MZSP); Jataí, 19, 1.1955 (MZSP). Minas Gerais:
Araxá, 19, 07.X.1965, C. Elias col. (DZUP); Passos, 19, 12.1.1963, C. Elias col. (DZUP); Cabo Verde, 19,
1.1920, Diaz col. (MZSP); Poços de Caldas, 45, 23.X1.1962, C. Elias col. (DZUP). Mato Grosso: Cáceres (S.
Luiz), 19, 1.1940, Passareli col. (MNRJ). Mato Grosso do Sul: Riacho do Herval (Rio Paraná) (procedência
não localizada), 10, XI1.1951, B. Pohl col. (MZSP). Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Barra da Tijuca), 19, N.
Santos col. (MNRJ). São Paulo: Onda Verde (Fazenda São João), 19, 1.1946, F. Lane col. (MZSP); Araçatuba
(Fazenda Jacaretinga), 19, II.1962, Lane & Rabello col. (MZSP); Pirassununga, 35, 99, 03.1944, N. Santos col.
(MNRJ); São Paulo, 19, X1.1931, B.L.R. col. (IBSP); (Vila Mariana), 15, 11.1945, B. Pohl col. (MZSP);
(Ipiranga), 1S, X11.1926, Spitz col. (MZSP); Amparo, 19 (MNRJ); São Roque, 45, 59 (IBSP); Barueri, 19,
18.XI1.1954 (DZUP, ex-col. Alvarenga): Guarujá, 14, J. Nick col. (MZSP); Juquiá, 19, 1.1897, Hempel col.
(MZSP); (Fazenda Poço Grande), 19, 27.1V.1948, F. Lane col. (MZSP); Piassaguera, 15, 20.X11.1907,
Luederwaldt col. (MZSP). Paraná: Ponta Grossa, 19), IN.1939, Camargo col. (MZSP); (Quintal), 19, IX.1942
(DZUP); Guarapuava, 2 6, 5 9, 11.1960, I. Schneider col. (MNRJ); Curitiba, 2 9, 1.1938 (IBSP, ex col. J.
Guerin); (900m), 19, 18.X11.1967, Depto Zool. col. (DZUP); Tijucas do Sul (Vossoroca), 19, 1.X1.1970,
Moure & R. Marinoni col. (DZUP). Santa Catarina: Florianópolis (Morro das Pedras), 10, 23.1.1957
(MAPA); Rancho Queimado, 19, 14.1.1995, P. C. Garcia col. (MCNZ). Rio Grande do Sul: 19, M.L. Leitão
col. (MNRJ); Torres, 19, IX.1956, L. & E. Buckup col. (MCNZ 26352); 25, 59, 09.X11.1964 (MAPA); São
Francisco de Paula, 19, II.1936 (MAPA); 29, 1.1956, L. & E. Buckup col. (MCNZ 26347, 26348); Osório, 45,
29, 25.1.1958 (MAPA); (em Jussieua bullata, Onagraceae), 49, 25.1.1958 (MAPA); Pareci Novo (= Parecy
Novo), 10), 1.1933 (MAPA); São Leopoldo, 19, XI[.1942 (MAPA); Canoas, 19, 26.V11.1977, L. Flamarion col.
(MCNZ 26353); Triunfo, 19, 05.1X.1963 (MAPA); 1 9, 16.X1.1976, L. H. C. Vieira col. (MCNZ 26349); 19,
27.X.1977, M. H. Galileo col. (MCNZ 24780); 29, 10.X1.1978, M. Hoffmann col. (MCNZ 27176, 27177);
(COPESUL), 1 q, 11.1X.1992, A. Pereira col. (MCNZ); Porto Alegre, 19, s/data (MAPA); 19, 30.X1.1963
(MAPA); 15, 13.X11.1990, M. A. Santos col. (MCNZ 124677); 19, 10.X1. 1995, A. Franceschini col. (MCNZ
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical... 83
158716); (Jardim Botânico), 19, 15.11.1995, A. Bonaldo col. (MCNZ 158710); (Parque do Delta do Jacuí),
12, 12.X1.1996, M.A.L. Marques col. (MCNZ 158711); Viamão, 19,19, 05.XI1.1964 (MAPA); Pelotas, 19,
11.1955 (MAPA); 19, 14.X1.1975, Agnes col. (MCNZ); (Cascata), 25, 19, 1.1956 (MAPA); Capão do Leão, 19,
IV.1995, R. Scariot col. (MCNZ); Bagé, 19, X1.1995, M. Lima col. (MCNZ). PARAGUAI. St. Barbara
(procedência não localizada), 19, 10.XI1.1949, F. Schade col. (ZSMA); Central: S. Bernardino, 19, X1.1898,
G. Boggiani col. (MCGD).
Procedências citadas na literatura e não constatadas no material examinado.
ARGENTINA. Chaco: Resistencia (BECHYNE & BECHYNE, 1969).
Fig. 15. Jucetima minor, 2. Barra=| mm.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
84 Moura
Jucetima acrocostata (Bechyné & Bechyné, 1969), comb. n., stat. n.
(Figs. 16-24)
Neolochmaea (Neolochmaea) quadrilineata acrocostata BECHYNE & BECHYNE, 1969: 17 (chave subespécies);
Wiırcox, 1971: 115 (cat.).
Neolochmaea quadrilineata acrocostata; NASCIMENTO & OVERAL, 1979: 17 (cat-tipos).
Neolochmaea boliviensis; MEDVEDEV etal., 1993: 33-38 (biol.) (non Neolochmaea boliviensis BECHYNE,
1955: 13).
Tegumento geral castanho-amarelado a castanho, exceto superficie dorsal dos
antenömeros I a IV, totalidade dos V-XI, metade apical dos fêmures e tibias, tarsos,
castanho-escuros a pretos; carenas elitrais e margem sutural amarelo-testäceas. Cabeça
com tegumento do vértice rugoso e pubescência curta e esparsa. Fronte com pontuação
pouco evidente e pubescência esparsamente distribuída.
Labro com tegumento brilhante e pêlos longos direcionados anteriormente.
Mandibulas com três dentes agudos na margem incisiva. Maxila (fig. 18) com tegumento
brilhante; gálea digitiforme com pilosidade dourada na borda apical; palpo maxilar com
pêlos inseridos nas margens distais dos artículos Le II; artículo I disposto transversalmente
no palpífero, II e III com comprimento subigual e o IV cônico, com aproximadamente 1,5
vezes o comprimento do III. Lábio (fig. 19) com a largura do mento igual ao dobro do
comprimento e pêlos dispostos nos lados; palpo labial com o artículo I cerca de 0,4 vezes
o comprimento do II, o qual é algo alargado para a extremidade e com comprimento
subigual ao do III; pêlos nas bordas dos artículos I e II.
Antenas com os três primeiros antenômeros com tegumento brilhante, finamente
reticulado; a partir do IV, a pontuação é mais densa e grosseira; pubescência esbranquiçada,
densa e curta, entremeada com cerdas eretas, exceto nos antenômeros I a Ile base do IV,
onde os pêlos são esparsamente distribuídos (fig. 17).
Protórax aproximadamente duas vezes mais largo que longo (fig. 23), com as
bordas laterais marcadas. Pronoto e escutelo pontuado, com pubescência densa e curta.
Disco pronotal convexo. Meso- e metasterno (fig. 22).
Élitros (fig. 23) subparalelos, largura umeral cerca de 1,5 vezes a largura do
pronoto, com três carenas discais fortemente convexas, subiguais, amarelo-testáceas,
brilhantes, estendem-se da base até próximo à margem apical; largura da primeira carena
discal interna aproximadamente a metade da região existente entre esta e a carena sutural;
região entre carenas com concavidade nítida. Epipleura nos machos curvada com a
inclinação ao nível do meio até próximo à extremidade apical (fig. 16).
Pernas com pilosidade fina, esparsa, mais concentrada na extremidade das tíbias;
pontuação levemente marcada.
Genitália masculina. Aedeagus (figs. 20, 21) com lobo-médio aproximadamente
1,6 vezes o comprimento do tégmen; extremidade apical projetada em pequena ponta com
ápice arredondado; tégmen com o ápice de cada um dos braços-laterais, que se prendem
à membrana, arredondado.
Dimorfismo sexual. Epipleura, nas fêmeas, com curvatura normal.
Dimensões, respectivamente 3 /9. Comprimento total: 8,5 - 8,9 / 8,6 - 9,9;
comprimento do protörax: 1,1 - 1,2/ 0,9 - 1,1; maior largura do protörax: 2,2 - 2,3 / 2,2
- 2,5; comprimento do élitro: 6,8 - 7,1 / 6,9 - 7,8; largura umeral: 3,5 - 3,8 / 3,7 - 3,9.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical... 85
Figs. 16-22. Jucetima acrocostata, ©. 16, élitro, lateral; 17, antena; 18, palpo maxilar e gálea; 19, lábio;
aedeagus: 20, ventral, 21, lateral; 22, meso- e metasterno, lateral. Figs. 16; 17; 18,19; 20,21; 22, respectiva-
mente na mesma escala. Barra=1 mm, exceto figs. 18 e 19, 0,5 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
86 MOoURA
Tipos, localidade-tipo. BECHYNE & BecHyné (1969) descreveram a subespécie
(elevada a espécie na presente revisão) com base em uma série obtida em janeiro de 1961
por Diringshofen em Benjamin Constant, Rio Javari (Alto Amazonas); na descrição
original não consta o número de exemplares examinados, apenas que foram depositados
na coleção Diringshofen. O holótipo 9 e quatro parätipos 3 estão depositados no MZSP
(examinados). NASCIMENTO & OvERAL (1979) citaram, sem especificar o sexo, um parätipo
depositado no acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, PA (não examinado).
Discussão. Iucetima acrocostata diferencia-se de /. minor por apresentar (1)
carenas discais fortemente convexas; (2) carena discal interna larga, com metade da
largura da região entre essa e a carena sutural; (3) região entre carenas nitidamente
côncava; (4) epipleura dos machos fortemente curvada na metade apical e (5) aedeagus
com extremidade apical projetada em pequena ponta arredondada. Distingue-se de 7.
costifera por apresentar todas as carenas fortemente convexas, enquanto esta espécie
evidencia esta característica apenas nas duas carenas discais internas (BECHYNE &
BECHYNE, 1969).
Fig. 23. Jucetima acrocostata, 9. Barra=1 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical... 87
Biologia e planta-hospedeira. Alguns dados foram abordados por MEDVEDEV et al.
(1993), erroneamente identificada como Neolochmaea boliviensis Bechyné, 1955 (mate-
rial examinado). Registraram, como planta-hospedeira, Ludwigia natans Humb. &
Bonpl. (Onagraceae), uma macrófita aquática denominada popularmente de cruz-de-
malta (ScHuLTZ, 1985). A reprodução e a oviposição ocorre na época de elevação do nível
dos rios, quando a planta-hospedeira é mais abundante (no Rio Solimões, Estado do
Amazonas, de maio/junho a agosto/setembro); as fêmeas pôem cerca de 70 ovos por vez,
sob a superfície da folha; as larvas de 1º e 2º ínstar têm hábitos gregários e no estádio
seguinte tornam-se solitárias.
Distribuição geográfica (fig. 24). Brasil (Amazonas, Pará).
Material examinado. BRASIL. Amazonas: Manaus (Campus do INPA), 19, 03.V1.1976, A.F.A.Dias
col. (INPA); Careiro (Lago Janauacá), 19, 26-27.1V.1988, L.C. Machado col. (INPA); Itacoatiara, 19,
VII.1959, Dirings col. (MZSP); Ilha da Marchantaria (Rio Solimões, 59°58’W / 3°15’S, várzea, em macrófita),
55, 39, 18.11.1990, J. Adis col. (INPA); São Paulo de Olivença, 19, I[.1960, Dirings col. (MZSP); Benjamin
Constant (Rio Javari), 29, 1.1961, 19, X.1961, Dirings col. (MZSP). Pará: 19, V1.1919 (CMNH); Obidos
(Baixo Amazonas), 16, 1.1955, 10° , VIN.1958, 19, TV.1960, Dirings col. (MZSP).
Jucetima costifera (Bechyné & Bechyné, 1969), comb. n., stat. n.
(Fig. 24)
Neolochmaea (Neolochmaea) quadrilineata costifera BECHYNE & BecHynÉ, 1969: 17 (chave subespécies);
Wırcox, 1971: 115 (cat.).
BECHYNE & BEcHYNE (1969) descreveram a subespécie em chave, caracterizando-
a pelos élitros com as duas carenas discais internas fortemente convexas e a carena externa
rasa, diferentemente de /. acrocostata, que possui as três carenas convexas. Pelo número
de carenas elitrais (3), esta espécie é transferida para Jucetima.
Tipos, localidade-tipo. A subespécie, proveniente de Óbidos, Estado do Pará, foi
descrita sem especificação do sexo e do número de exemplares em que foi baseada. De
acordo com os autores, o material foi depositado na Coleção Carlos Alberto Campos
Seabra (atualmente no acervo do MNRJ) (não localizado).
Distribuição geográfica. Brasil (Pará) (fig. 24).
Agradecimentos. À Dra. Maria Helena M. Galileo (MCNZ) pela orientação e leitura do manuscrito
e aos curadores das Instituições pelo empréstimo do material estudado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BECHYNE, J. 1954. Über die in Matto Grosso von F. Plaumann gesammelten ne Ent. Arb. Mus.
Frey, Tutzing, 5 (1): 116-133.
. 1955. Troisiéme note sur les Chrysomeloidea neotropicaux des eolleckons de "Institut Royal des Sciences
— Naturelles de Belgique (Col. Phytophaga). Premiére Partie. Bull. Inst. Roy. Sci. Nat. Belgique, Bruxelles,
31 (5): 1-23.
_. 1956. Reise des Herrn G. Frey in Südamerika Galerucidae (Col. Phytophaga). Ent. Arb. Mus. Frey,
Tutzing, 7 (1): 241-358.
BECHYNE, J. & BECHYNE, B. S. de. 1962. Liste der bisher in Rio Grande do Sul gefundenen Galeruciden.
Pesquisas Zool., Säo Leopoldo, 15: 5-68.
_. 1969. Die Galerucidengattungen in Südbrasilien. Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (36): 1-110.
LABOISSIERE, V. 1939. Resultats scientifiques des croisieres du navire - école belge Mercator, vol. 2, pt. 13.
Mem. Mus. Roy. Hist. Nat. Belgique, Bruxelles, 15 (2): 153-158.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
88 MouRrA
100º 90º 80° 70° 60° 50° 40° 30° 20°
Fig. 24. Distribuição geográfica das espécies de Iucetima: (WW) 7. minor, (@) I. acrocostata e (A) I. costifera.
LATREILLE, P. A. 1813. Insectes de | Amerique équinoxiale, recueillis pendant le voyage de M. M. de Humboldt
et Bonpland. Second partie. In: Voyage de Humboldt et Bonpland. Paris, Schoell, 64p.
MEDVEDEV, L. N.; ZAITsEv, Y. M.; ADis, J. & REBELLO, A. M. C. 1993. The larva of the Neotropical leaf-beetle
genus Neolochmaea Laboissiere, 1927, with notes on the life-history of N. boliviensis Bechyné, 1955, in
Central Amazonian flood plains (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae). Russian Entomol. J.,
Moscow, 2 (5-6): 33-38.
Moura, L. de A. 1998. Novo status de Chlorolochmaea Bechyné & Bechyné, 1969 (Coleoptera, Chrysomelidae,
Galerucinae, Galerucini). Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (84):145-152.
Nascimento, P. T. R. & OvErAL, W. L. 1979. Catálogo de tipos entomológicos da coleção do Museu Goeldi.
Coleoptera: Chrysomelidae (Insecta). Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, Belém, 97: 1-29.
Penz-Reis, C. M. & Meyer, F. R. 1991. List of the type specimens of Coleoptera (Insecta) deposited at “Museu
Anchieta”, Porto Alegre, Brazil. Revta bras. Ent., São Paulo, 35 (1): 85 - 100.
SHuLTZ, A. 1985. Introdução à Botânica Sistemática. Porto Alegre, Editora da Universidade, 5 ed., v. 2,
414 p.
Wırcox, J.A. 1971. Coleopterorum Catalogus. Supplementa, Chrysomelidae: Galerucinae. s’-Gravenhage,
W. Junk, v.78, pars 1, 220p.
Recebido em 15.04.1998; aceito em 26.05.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88, 27 nov. 1998
ADAPTIVE CONVERGENCES IN TWO NESTLING BIVALVES (MYOIDA:
MYIDAE, HIATELLIDAE) OF THE BRAZILIAN LITTORAL
Osmar Domaneschi'”
Walter Narchi !2
ABSTRACT
The myoideans bivalves Hiatella solida (Sowerby, 1834) (Hiatellidae) and Sphenia antillensis Dall &
Simpson, 1901 (Myidae) from the littoral of São Paulo, Brazil, are studied. Both species normally live as
nestling forms and share the same habitat. S. antillensis was found in the southern littoral of São Paulo, Brazil,
many years after the record of H. solida in the area. The habit of living byssally attached inside hollows and
crevices and submitted to the same environmental conditions may have led to the evolution of adaptive
convergence and the appearance of similarities responsible for misunderstandings concerning the identification
of both species when in their natural habitat or in a mixed collection of their shells. A comparative analysis
of the shell features and of the anatomy of the soft parts revealed some of these similarities, as well as distinctive
characteristics which are specially centered in the hinge line, siphons and alimentary canal, all of them pointed
out and illustrated.
KEYWORDS. Hiatella solida, Sphenia antillensis, nestling bivalves, adaptive convergence, Brazilian
littoral.
INTRODUCTION
The evolutionary history of bivalves has many examples of adaptive convergence,
a phenomenon responsible for the existence of nonrelated species having a high degree
of similarities. Very close resemblance has led to misidentifications and/or to overlooking
species in their habitat, postponing their discovery and study.
Collecting bivalves in the littoral of São Paulo, Brazil, NarcHr (1973) picked out and
studied Hiatella solida (Sowerby, 1834) (Hiatellidae), frequently found as a solitary
byssiferous or nestling form in the intertidal zone. The species was found in cavities within
sandy blocks constructed by the polychaete worm Phragmatopoma lapidosa Kinberg,
1867 together with Petricola (Rupellaria) typica (Jonas, 1844) and another sympatric
Petricolidae species, initially identified as Petricola pholadiformis Lamarck, 1818.
Along with the study of the functional morphology of Hiatella solida, Narchi started
1. Departamento de Zoologia, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo. Caixa Postal 11461, CEP 05422-970, São Paulo (SP), Brasil.
2. Bolsistas de Produtividade Científica - CNPq.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
90 DoMANESCHI & NARCHI
the analysis of Petricola (Rupellaria) typica (NArcHı, 1974), and of the sympatric
Petricolidae. A careful observation of the latter bivalve revealed that its siphons were quite
different from those described and drawn by PurcHon (1955) for P. pholadiformis and its
shell disclosed further differences which convinced NarcHr (1975) to describe the
material as a new species, Petricola stellae. In this work Narchi has shown how the
similarities among these Petricolidae species have led Brazilian malacologists to identify
the new species erroneously as P. pholadiformis. Only the accurate insight of an expert
could detect such minor differences among so closely related species, very similar owing
to their similar genotype and submitted to the same selective pressures of the environment.
Later the authors of the present paper returned to the same places where Narchi had
found all the formerly mentioned species and verified the presence of Sphenia antillensis
Dall & Simpson, 1901, which was studied (NarcHI & DomanEscHI, 1993) in its
morphological and functional aspects. This species is the only member of the Myidae
inhabiting Brazilian waters, and has a similar habit to that of Hiatella solida. According
to Rios (1994), S. antillensis has the littoral of Santa Catarina as its southern limit of
distribution.
The present paper points out and compare similarities and mainly the distinctive
shell and anatomical features of these two myoideans species, in order to discuss the
reasons which may led to overlook S$. antillensis in the studied area despite its occurrence
together with H. solida.
MATERIAL AND METHODS
Living specimens of Hiatella solida and Sphenia antillensis, shell length of both species varying from
3 to 12mm were collected on beaches in Santos and São Vicente (23°58’S; 46°22’W), São Paulo, Brazil, from
June, 1993 to May, 1994. They were found attached by byssus threads to the colonial ascidian Polyandrocarpa
zorritensis (Van Name, 1931), which usually grows in clumps of hundreds of animals which cover boulders
in the low intertidal zone. Both species also occur among tubes of the polychaete Phragmatopoma lapidosa,
which are grouped in masses sometimes of several feet, composed entirely of sand and so firm as to be like a
honeycombed porous sandstone, as well as among the byssal tangle of the mytilid bivalve Perna perna
(Linnaeus, 1758), and among branched algae and bryozoans. Another common habitat for the species was the
crevices and burrows in hard substrata and burrows constructed by other invertebrates, which provide shelter
and protection against the direct wave action.
Living specimens were maintained in aquarium and Petri dishes containing clean, aerated sea water at
room temperature (-21°C). In such conditions they survive up to seven weeks. Drawings of live and preserved
specimens were made. Magnesium sulphate was used to anaesthetize the animals.
Specimens obtained on the studied area were deposited at the Museu de Zoologia, Universidade de Säo
Paulo (MZSP), under the numbers (MZSP nº28.813) for Hiatella solida and (MZSP nº 28.814) for Sphenia
antillensis.
RESULTS
Shell. Juveniles and adults of A. solida and S. antillensis, of all classes of size shares
many similarities. The specimens studied were mainly white, quite irregular in shape and
outline, and in a same species rarely two specimens were alike. The shell is inequilateral
and inequivalve with the umbos in the anterior half directed inwards. The outer surface
is covered with a yellowish periostracum haphazardly eroded and the sculpture consisting
of concentric lines and undulations which are sometimes irregular. The inside of the shell
is opaque or glossy white with the pallial line and pallial sinus inconspicuous.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
Adaptive convergences in two nestling bivalves... 91
Search for different features in the shell of the two species may specially be led to
the hinge region (figs. 1 - 4). Hiatella solida can be recognized by its external and
conspicuous ligament arising immediately posterior to the umbos (fig. 1) and an
undulating hinge line with one short projecting cardinal tooth in each valve, the left valve
with two additional smaller teeth; both or one of these last teeth almost always worn away
in old shells (fig. 3). Sphenia antillensis ıs characterized by the absence of hinge teeth and
by the possession of an internal ligament attached to an elongated, flattened and projecting
chondrophore on the left valve and to a nearly oval excavation with a ridge-like ventral
margin under the umbo in the right valve (figs. 2, 4). Comparatively the shell valves of
Hiatella are stronger, better calcified and better adapted to support mechanical erosion.
Specimens growing free from the constraint of a hollow or crevice (ex.: among
branched algae and bryozoans) generally have more regular shells, although no two
specimens are alike. These regular shells tend to be rectangular in outline and gap
posteriorly in H. solida. In S. antillensis an ovaled outline predominates; this can be
slightly modified to a rectangular outline in specimens with a sharp posterior truncation.
The rear end in Sphenia is weakly calcified and gapes slightly. These features may not be
so conspicuous in nestling specimens. Very distorted shells predominate among specimens
living in crevices, cavities and among the byssal tangle of mytilids. HuntER (1949) stated
that the genus Hiatella as a whole exhibits great variation in the shell form. Severe
distortions caused by conformity to crevices and burrows in which A. solida and 5.
antillensis settled may produce such anomalous shells that they require the attention of
experts for their identification.
Mantle. The mantle shows great similarities in both species. Their free edges are united
except for the two siphonalorifices and for a small pedal aperture, with the fusion involving
the inner and middle folds, as well the periostracal grooves (NARCHI, 1973; NARCHI &
DomanEscHtI, 1993). As described by Yonce (1951a) for Sphenia binghami, the mantle
tissues exposed ventrally when the valves separate are everywhere covered with
periostracum.
Siphons. The siphons of both species are similar in the way they are formed (type C
of YoncE, 1948; 1982) and in relation to the presence of siphonal apertures fringed with
an inner and an outer row of simple tentacles, the opening of the exhalant one showing in
addition a small tubular membrane (figs. 5, 6). In both species these organs are fused
together, surrounded by periostracum and show sensitivity to mechanical and luminous
stimuli.
Despite their great similarities the siphons when fully extended provide additional and
secure resources to distinguish Hiatella from Sphenia: those of Hiatella have their basal halves
fused together and the distal ones are free, widely separated and the organs are as long as
or longer than the shell (fig. 5), while those of Sphenia are completely fused, not attaining
halfofthe shell length (fig. 6). Besides these, the siphons of Hiatella are very attractive because
oftheir bright orange-yellow color with pigmented darker tips, contrary to those of Sphenia
which only have a brownish color becoming darker in the direction of the tips.
The presence of simple tentacles around the siphonal apertures and the degree of
sensitivity of the siphons to mechanical and luminous stimuli as registered by NARCHI
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
92 DOMANESCHI & NARCHI
(1973) and NArcHı & DomanEscHI (1993) for H. solida and S. antillensis respectively,
contrasted with the observations of NArcHı (1974; 1975) for Petricola (Rupellaria) typica
and P. stellae, respectively, which have high sensitive siphons with a complex of ramified
tentacles, despite the fact that these two last species share the same habitat together with
Hiatella and Sphenia.
Mantle cavity. The organs and their disposition in the mantle cavity are similar in
both species so that specific identification by observing the soft parts requires careful
examination of some anatomical peculiarities.
Owing to the greater portion of the shell being posterior to the hinge and umbos, the
organs and structures are better developed in thatregion, giving a striking asymmetry between
the anterior and posterior regions ofthe body, a feature very common among bivalves which
retain a well-developed byssal apparatus (YoncE, 1962).
The adductor muscles of H. solida and S. antillensis share the peculiarity of being not
aligned; the semilunate anterior adductor is displaced ventrally and is comparatively
smaller than the posterior one which is ovate to semi-orbicular in cross section (figs. 9, 10).
The foot is short, finger-shaped and though doubtless capable of enabling the adult
animal to move, its principal function is to attach the byssus threads to the substratum. The
byssal groove extends almost the entire length of the ventral surface of the foot (figs. 9,
10). The byssal gland lies posteriorly inside the heel of the foot reached by the pedal
muscles. The byssus threads are joined together at their basal region forming a ramified
stalk. According to YonGe (1962), the retention of a functional small byssal apparatus is
associated with the habit of nestling in some species of Myoidea and Saxicavoidea [=
Hiatelloidea] and it has had a major effect on the form of the animal.
The ctenidia of both species are long and moderately narrow. The demibranchs are
flat and homorhabdic; the outer demibranch has a short supraxial extension and the inner
demibranch is the only one to bear a marginal food groove (figs. 7, 8). Minor differences
among the ctenidia are concerned with their functional anatomy; the ciliary currents are
of type C of Arkins (1937) in A. solida (fig. 7) and of type C of Arkıns (1937) in $.
antillensis (fig. 8).
The labial palps are small in relation to the ctenidia; the association between them
belongs to the category III of STAsER (1963). The labial palps bear few plicae and have an
intensive muscular activity and canrollup very easily ifthe quantity of particles is excessive.
Large ctenidia and small labial palps are characteristic of bivalves with a suspension feeding
habit.
Alimentary canal. The general configuration of the alimentary canal is similar in
both species (figs. 9, 10). The esophagus enters dorsally in the anterior part of the stomach;
the midgut is short and after a series of tight spiral curves, or loops, near and anterior to
the distal end of the style-sac, it turns abruptly backwards, ascends posteriorly to the right
side of the style-sac onto the dorsal region of the visceral mass. Here the hindgut turns
backwards, traverses the pericardium, embraces the posterior adductor muscle and ends
up in the anal papilla on the posterior side of this muscle in Hiatella, and ventrally in
Sphenia.
Despite the great similarity between the alimentary canal of A. solida and that of S.
antillensis, this system provides two major features which easily distinguish both species from
each other: the style-sac and the midgut are joined together in Hiatella (fig. 9) while in Sphenia
they are completely separated (fig. 10) as in allother known Myidae; the stomach in A. solida
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
Adaptive convergences in two nestling bivalves... 93
Figs. 1 - 10. Hiatella solida (figs. 1, 3, 5, 7, 9); Sphenia antillensis (figs. 2, 4, 6, 8, 10). 1, 2: dorsal view of
live specimens showing the conspicuous external ligament in Hiatella, not visible in Sphenia where it is
completely internal; 3, 4: internal view of the shell (left valve at the top) showing details of the hinge line. 5,
6, left lateral view of live specimens showing extended siphons and foot. Arrows: direction of the inhalant and
exhalant currents. 7, 8: diagrammatic transverse section showing the form of the ctenidium and the direction
of the frontal currents. Solid circles, oralwards currents; dotted circle, vortex of particles between inner and
outer demibranchs. 9, 10: course of the alimentary canal. (Figs. 1, 3, 5 redrawn after NArcHı, 1973; 8, after
NarcHt & DomanEscHI, 1993; 9, adapted from NarcHi, 1973; 10: NarcHr & DomanEscHI, 1993).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
94 DomanEscHI & NARCHI
is of type IV in the classification of PurcHon (1958) and in S. antillensis it is of type V in
the classification of PurcHoN (1960).
DISCUSSION
Hiatella solida is the only species of the genus represented in Brazilian waters
(NarcHt, 1973). Its occurrence in the intertidal zone of the littoral of São Paulo, Brazil,
mainly attached by byssus threads inside hollows and crevices corroborates the statement
of Keen (1971) about its nestling habit. Hunter (1949) considered the British species of
Hiatella mainly rockboring in habit with non-boring forms in the same species. TEBBLE
(1976) observed that Hiatella arctica (Linnaeus, 1767) from the British coast lives as a
nestler in holes in rocks offshore or as a borer in very soft rocks, but considered the species
as much a nestler as a borer.
Sphenia antillensis is the only Myidae inhabiting Brazilian seas. The Myidae are
interesting because of the considerable variety of forms and habits of its species. Nestling,
commensals, borers in soft rocks and deep burrowers are known mainly from the works
of YonGe (1923; 1951a; 1951b; 1951c; 1982). Sphenia binghami Turton, 1822 is a British
species often found within crevices, specially those formed or else increased in size by
Hiatella in stones or shells (Yonce, 1951a).
The small size of the adult forms of Hiatella and particularly of Sphenia seems to
have been of adaptive value, since it allows to these animals to explore very restricted
spaces inside skeletal structures of dead organisms, holes bored and occupied previously
by borer species, crevices in rocks and very restricted spaces among gregarious, colonial
or branched organisms as well as among byssus threads of other bivalves.
Hunter (1949) showed that settled post-larvae of Hiatella searched for irregular
pits or crevices in firm substrata where they preferentially attach, with the juveniles
growing as borer or non-boring (nestler) forms, a behavior determined by the nature of
the substratum. According to Keen (1971), Hiatella is a nestler and its larvae float into
crevices where they grow up to fit the contours of the cavity and no two shells are the same
shape; hence, there is difficulty in deciding whether only one worldwide species is present
or whether several separate species of the genus can be isolated.
The byssal threads are an essential agent of stability during metamorphosis of the post-
larva. In species where the adoption of the final adult habit is slow, the byssus is retained
forarelatively longtime, permitting the fixation ofthe young mobile bivalve for variable periods
of time. In adults they are generally employed to secure the animal against powerful water
movements such as tidal currents or waves, resulting in a massive structure with a major
influence on the form of the animal (YoncE, 1962).
Retention of a small but functional byssal apparatus throughout the animal life may
have contributed to the evolution of the nestling habit of Hiatella and Sphenia, once the byssus
threads play an important role in the survival of these animals. The “complex protective
reaction”, well observed and described by Hunter (1949) for British species of Hiatella
seems to constitute a strong evidence of the adaptive value of the byssus for the adult forms.
Mechanical and shadowing stimulation of the siphons induces non-boring forms of Hiatella
to retract the foot and byssus, pulling themselves down on to the substratum. Closure of the
pedal and siphonal apertures precedes the retraction of the siphons. Once the adductors do not
contract, nor water is expelled, withdrawal of the siphons increases the water pressure in the
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
Adaptive convergences in two nestling bivalves... 95
mantle cavity and the shell valves move apart. In the normal habitat of crack or crevice this
protective reaction results in a tight wedging of the shell against the sides (Hunter, 1949).
Evidently such behavior difficults predatory actions or the removal of the spesimem if
exposed to a sudden and powerful water movement.
Hunter (1949) had observed that in borer forms of Hiatella the byssal gland and
byssal groove are prominent but the byssus is laid down only when the borer is removed
from its burrow or disturbed after the removal of one wall of its burrow. In a normal
condition such borers may occasionally be found with a single byssus thread attached to
the wall of the burrow, probably the byssus being used to alter the position of the animal
in the burrow. According to Hunter protective reactions in borers result in the contraction
of the siphons with their laterally expanded walls being closely applied to the walls of the
burrow, providing a fixed point around which the body and shell valves can move in the
process of perforation of the substratum.
The predominance of distorted byssate specimens among those collected inside
hollows and crevices in hard substrata, as well as the presence of a tuft of byssus threads
in specimens with regular shells lead to the conclusion that Hiatella and Sphenia living
in the studied area are essentially nestling forms.
It was not possible to observe any “protective reaction” in specimens of A. solida
and S. antillensis kept alive in the laboratory. Nevertheless, the reduced but evident
sensitivity of the siphons when submitted to luminous and mechanical stimuli (NArRCHI,
1973; NARCHI & DomanEscHt, 1993); the great similarities in the anatomical configuration
and function of the mantle, siphons, foot and byssal apparatus, along with the similar
nestling habit, when compared with those in Hiatella studied by Hunter (1949), lead to
the conclusion that similar protective reactions indeed occur in A. solida and S. antillensis.
Retention of a small functional byssal apparatus in adults of some nestler Myoidea
(Sphenia) and Saxicavoidea [=Hiatelloidea] (Hiatella), andits absence intrue burrowers (except
Aloidis Mühlfeld, 1811) in the same superfamilies, was considered by Yonce (1962) to
be associated with the habit of “nestling” in rock crevices (sometimes leading to boring)
and to have been responsible for the reduction of the anterior portion of the body in relation
to the posterior one leading to the asymmetry observed in these nestling species.
As the retention of a byssal apparatus functioning throughout the adult life had a major
effect on the form of H. solida and S. antillensis, in accordance with the statement of YONGE
(1962) about the Myoidea and Saxicavoidea [=Hiatelloidea], the nestling habit of Hiatella
and Sphenia and their submission to the same selective pressures of the environment may
have been responsible for the progressive evolution of similarities particularly among their
shells and some pallial organs. Since H. solida and S. antillensis can be modified to suit the
constraints of the habitat, it leads to the appearance of a great variability in shell form,
increasing chances of superficial resemblance of one species to another.
As also occurred with Petricola stellae described by NarcHr (1975), for a long time
misidentified as P. pholadiformis, S. antillensis may have been overlooked in the studied area
in the littoral of the State of São Paulo owing to confusion with A. solida which it superficially
resembles. The same occurred with Sphenia binghami from the British seas, which remained
almost completely overlooked for more than half a century, i. e., since its first registers by
Forbes & Hanley (1853) and Jeffreys (1865), both cited by YonGe (1951a), owing to its
superficial resemblance to Hiatella spp. with which it normally lives
Despite the many similarities between H. solida and S. antillensis, both species
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
96 DOMANESCHI & NARCHI
belongs to different superfamilies in the Order Myoida Stoliczka.
Atthe specific level H. solida and S. antillensis can be separated in a practical way
by observing the extended siphons: in Hiatella they are bright orange in color, relatively
long, with widely separated tips while in Sphenia they are shorter, fused together and
brownish pigmented. When the siphons are contracted or only the shell valves are
available, differential features must be sought in the hinge region which shows a stout
opisthodetic external ligament and short projecting teeth in Hiatella, while in Sphenia
antillensis it shows an internal ligament attached to a spoon shaped chondrophore on the
left valve and to an oval depression in the right valve. Similar features were pointed out
by Yonce (1951a) to identify Sphenia binghami from Hiatella spp. Additional features
can be found in the alimentary canal which exhibits the style-sac and midgut joined
together and the stomach of type IV of PurcHoN (1958) in A. solida while S. antillensis
has stomach of type V of PurcHon (1960) and completely separated style-sac and midgut.
REFERENCES
ATKINS, D. 1937. On the ciliary mechanism and interrelationships of Lamellibranchs. Part III. Types of
lamellibranch gill and their food currents. Q. Jl. microsc. Sci., New Series, London, 79:375-421.
Hunter, W. R. 1949. The structure and behaviour of Hiatella gallicana (Lamarck) and H. arctica (L.) with
special reference to the boring habit. Proc. R. Soc. Edinb., Series B, Edinburg, 63:271-289.
Keen, M. A. 1971. Sea shells of tropical West America. Stanford, Stanford University. 1064 p.
NarcHı, W. 1973. On the functional morphology of Hiatella solida (Hiatellidae: Bivalvia). Mar. Biol., New
York, 19:332-337.
—. 1974. Functional morphology of Petricola (Rupellaria) typica (Bivalvia: Petricolidae). Mar. Biol., New
York, 27:123-129.
—. 1975. Functional morphology of a new Petricola (Mollusca: Bivalvia) from the littoral of São Paulo, Brazil.
Proc. malac. Soc. Lond., London, 41:451-465.
NARCHI, W. & DomanEscHI, O. 1993. The functional anatomy of Sphenia antillensis Dall & Simpson, 1901
(Bivalvia: Myidae). J. Moll. Stud., Oxford, 59:195-210.
PurcHon, R. D. 1955. The functional morphology of the rock-boring lamellibranch Petricola pholadiformis.
J. mar. biol. Ass. U. K., Cambridge, 34:257-278.
—. 1958. The stomach in Eulamellibranchia: stomach type IV. Proc. zool. Soc. Lond., London, 131:487-525.
—. 1960. The stomach in Eulamellibanchia: stomach types IV and V. Proc. zool. Soc. Lond., London,
135:431-489.
Rıos, E. C. 1994. Seashells of Brazil. 2 ed. Rio Grande, FURG. 368 p.
STASEK, C. R. 1963. Synopsis and discussion of the association of ctenidia and labial palps in the bivalved
Mollusca. The Veliger, Santa Barbara, 6:91-97.
TEBBLE, N. 1976. British Bivalve Seashells. A handbook for identification. Edinburgh, Her Majesty’s
Stationery Office. 212 p.
YoncE, C. M. 1923. The mechanism of feeding, digestion and assimilation in the lamellibranch Mya. Br. J.
exp. Biol., Cambridge, 1:15-63.
—. 1948. Formation of siphons in Lamellibranchia. Nature, London, 161:198-199.
—. 1951a. Observations on Sphenia binghami Turton. J. mar. biol. Ass. U. K., Cambridge, 30(2):387-392.
—. 1951b. Studies on Pacific coast mollusks. I. On structure and adaptation of Cryptomya californica
(Conrad). Univ. Calif. Publ. Zool., Berkeley, 55:395-400.
—. 1951c. Studies on Pacific coast mollusks. II. Structure and adaptations for rock boring in Platyodon
cancellatus (Conrad). Univ. Calif. Publ. Zool., Berkeley, 55:401-407.
—. 1962. On the primitive significance of the byssus in the Bivalvia and its effects in evolution. J. mar. biol.
Ass. U. K., Cambridge, 42:113-125.
—. 1982. Mantle margins with a revision of siphonal types in the Bivalvia. J. Moll. Stud., Oxford, 48:102-103.
Recebido em 08.06.1998; aceito em 06.07.1998
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 89-96, 27 nov. 1998
NOVA ESPÉCIE DE DIHAMMAPHORA DA COLÔMBIA (COLEOPTERA,
CERAMBYCIDAE, CERAMBYCINAE, CLEOMENIND)!
José Ricardo M. Mermudes”
ABSTRACT
A NEW SPECIES OF DIHAMMAPHORA FROM COLOMBIA (COLEOPTERA, CERAMBYCIDAE,
CERAMBYCINAE, CLEOMENIN]). Dihammaphora ibirajarai sp.n., from northern Colombia, is described
and illustrated.
KEYWORDS. Cerambycidae, Cleomenini, Coleoptera, Dihammaphora ibirajarai, Neotropical.
INTRODUÇÃO
CHEVROLAT (1859) estabeleceu o gênero Dihammaphora arrolando 12 espécies.
THomson (1864) designou como espécie-tipo, Dihammaphora marginicollis Chevrolat,
1859. Recentemente, Monne (1993) citou 35 espécies, predominantemente sul-america-
nas, poucas ocorrentes na América Central e apenas uma da América do Norte. Para a
Colômbia, Monné (1993) citou três espécies. As espécies do gênero Dihammaphora
caracterizam-se por apresentar: antenas curtas, que atingem a metade dos élitros em
ambos os sexos, engrossadas apicalmente a partir do antenômero VI; élitros carenados
lateralmente; fêmures pedunculados e clavados, mais notavelmente os meso- e metafêmures.
Da análise do material do Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh
(CMNH) e do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
(MNRJ), reconhecemos uma nova espécie do gênero Dihammaphora proveniente do
norte da Colômbia, descrita nesta contribuição.
Outras siglas citadas no texto correspondem às seguintes instituições : The Natural
History Museum, Londres (BMNH), Departamento de Zoologia da Universidade Federal
do Paraná, Curitiba (DZUP), Museum National d’Historie Naturalle, Paris (MNHN) e
Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo (MZSP).
1. Contribuição n.º 1066 do Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná
2.Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Caixa Postal 19020; CEP 81531-970 Cuntiba, PR, Brasil
E-mail: mermudes E garoupa.bio.ufpr.br (Mestrando CAPES).
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 97-100, 27 nov. 1998
98 MERMUDES
Dihammaphora ibirajarai sp.n.
(Figs. 1-4)
Etimologia. Tupi, ibirajara = senhor do tacape. Epíteto em homenagem a Ubirajara
R. Martins, que me iniciou no estudo dos coleópteros.
Cabeça e antenas pretas. Protórax inteiramente laranja-avermelhado, opaco; áreas
com reflexos pouco mais brilhantes e mais evidentes em duas regiões laterais próximas
à margem anterior. Élitros e escutelo preto-acastanhados e opacos; os pontos elitrais mais
escuros e brilhantes. Fêmures castanho-claros a castanho-escuros, o pedúnculo sempre
mais claro. Tíbias, tarsos, esternos meso- e metatorácicos e urosternitos, castanho-
escuros.
Cabeça com pontuação grossa, rasa, densa e microesculturada, na fronte e no
vértice. Uma sensila a cada lado do vértice ao nível dos lobos oculares superiores (visível
Fig. 1. Diammaphora ibirajarai, holótipo 9: Cartagena, Colômbia; comprimento 7,17mm. Foto A.M. Sakakibara.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 97-100, 27 nov. 1998
Nova espécie de Dihammaphora... 99
e o 0% v0 0988 64
E)
“egos e
og ©
8,50 000
8,0998 a g°9a
[=]
se 5
ego.
Ne
o
se
Ses 28
oe 80 09 20 990
Figs. 2-4. Dihammaphora ibirajarai sp. n.: 2, cabeça, frontal; 3, protórax, dorsal; 4, élitro, dorsal; (ce, cerda:
cd, carena dorsal; cl, carena lateral; ct, carena transversal; se, sensila). Barra= Imm.
em vista frontal, fig.2). Genas estreitas, com pontuação rasa e esparsa. Mandíbulas com
rugas longitudinais e ápices lisos. Fronte oblíqua, plana, tão longa quanto larga e carenada
nos lados. Tubérculos anteníferos bem separados e discretamente elevados.
Antenas subserreadas, com 11 artículos, alcançam o meio dos élitros; (ultrapassam
a margem anterior dos élitros com seis antenômeros, fig. 1). Escapo subpiriforme,
ultrapassa o lobo ocular superior com dois terços do seu comprimento; pontuação
evidente; comprimento subigual ao do antenômero III; IV e V subiguais e mais longos
que o III ou o VI; VI-VIII engrossados para o ápice que é expandindo lateralmente.
Antenômeros VII-XI mais curtos do que o VII e densamente-pubescentes. Antenômero
XI nos machos, pouco mais alongado que o X. Pontos dos antenômeros II-VI pouco
aparentes, muito aproximados, formando rugas ou pequenas carenas.
Protórax cerca de uma vez e meia mais longo que largo. Pronoto microesculturado
e grosseiramente pontuado, com curtíssimas cerdas alaranjadas, distantes, localizadas
perto da margem anterior do disco (fig. 3). Na base, presença de um sulco raso,
longitudinal e mediano (mais evidente e profundo nas fêmeas); tubérculos látero-basais
pouco elevados. Prosterno quase liso, com pontuação muito esparsa e muito rasa. Ápice
do processo prosternal coberto por pubescência cinza-argêntea. Procoxas, mesosterno e
metasterno com pubescência curta, densa e cinza-argêntea. Sutura metasternal ultrapassa
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 97-100, 27 nov. 1998
100 MERMUDES
a metade do metasterno. Pernas posteriores cerca de duas vezes o comprimento das
anteriores; medianas quase tão longas quanto as posteriores. Fêmures pedunculados,
clavados, os pedúnculos carenados e com sulco raso. Tíbias carenadas com sulco
microesculturado. Meso- e metatíbias com duas fileiras de pêlos grossos e eretos. Escovas
tarsais com faixa glabra. Metatarsômero I mais longo que II + III.
Élitros com margem serreada. Pontuação setígera profunda e organizada em fileiras
longitudinais; próximo do escutelo, com pontos menores (fig. 4). Na margem anterior, entre
escutelo e úmero, presença de carena curta e transversal; uma carena dorsal que parte da
margem anterior e alcança o meio dos élitros, provida de pêlos engrossados, eretos e distantes.
Abdômen ovalado, nas fêmeas mais intumescido, coberto por pubescência argêntea.
Último urosternito arredondado e levemente truncado na borda na borda apical.
Dimensões, em mm, respectivamente 5/9. Comprimento total 5,2-6,6/5,7-7,2;
comprimento do protórax 1,4-1,7/1,6-2,0; largura do protórax 0,9-1,2/1,1-1,3; compri-
mento do élitro 3,3-4,2/3,8-4,7; largura umeral 1,2-1,5/1,3-1,7.
Material-tipo. COLÔMBIA, Cartagena, holótipo 2, 19.V.1959, J. Bechyné col.,
Coleção Campos Seabra (MNRJ). Parátipos: 1 4, mesmos dados do holótipo (MNRJ);
Bonda: 3 5, 19, VI, e 19, VII (CMNH, Acc. N.º 1999); Bonda: 2 Se 19, VI (MZSP).
Discussão. Estão assinaladas para a Colômbia: Dihammaphora minuta Chevrolat,
1859, D. gutticollis Gounelle, 1913 e D. lineigera Chevrolat, 1859. Para o norte do Brasil:
D. nitidicollis Bates, 1870 e D. pusila Bates, 1870 do Amazonas e D. perforata (Klug,
1825) do Pará. Foram examinados diapositivos dos exemplares-tipo, fotografados pelo
Pe. J. S. Moure no BMNH e MNHN e as descrições originais.
Dihammaphora ibirajarai distingue-se das espécies colombianas e de D. pusila
por apresentar, além de caracteres relativos à coloração, antenas com 11 artículos.
Assemelha-se aD. nitidicollis e D. perforata pelos 11 artículos antenais e cor do protörax;
no entanto, difere da primeira, pela borda elitral serreada, carena dorsal que alcança
apenas o meio dos élitros e pontuações menores do élitro próximo do escutelo. D.
nitidicollis apresenta borda elitral discretamente serreada, carena dorsal alcança ápice dos
élitros e pontuações destes, somente grossa; em D. perforata, como cita CHEVROLAT
(1859:52) : “la tête est noire avec une bande postérieure rouge”. Dihammaphora
ibirajarai apresenta a cabeça toda preta.
Agradecimentos. Aos pesquisadores das seguintes instituições pelo material estudado: Dr. Miguel
Monné (MNRJ) e Dr. Ubirajara R. Martins (MZSP); Dra. Dilma S. Napp (DZUP), pelo empréstimo dos
diapositivos dos exemplares-tipo das espécies citadas, fotografados pelo Pe. J.S. Moure; Curso de Pós-
Graduação em Entomologia da UFPR e CAPES pelos recursos financeiros.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHEVROLAT, L. A. 1859. Description d'un genre nouveau établi aux dépens de plusieurs especes de
Rhopalophora de Dejean. Arcana Nat., Paris, 1: 50-54.
Monne M. A. 1993. Catalogue of the Cerambycidae (Coleoptera) of the Western Hemisphere. Part IX. São
Paulo, Sociedade Brasileira de Entomologia. 131 p.
THomson J. 1864. Systema cerambycidarum ou exposé de tous les genres compris dans la famille des
cérambycides et familles limitrophes. Mém. Soc. r. Sci. Liege, Liege, 19 : 1-540.
Recebido em 17.06.1998; aceito em 08.07.1998.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 97-100, 27 nov. 1998
NIVELES LETALES DE PH EN ODONTESTHES BONARIENSIS
(ATHERINIFORMES, ATHERINIDAE)!
Sergio E. Gómez?
ABSTRACT
LETHAL LEVELS OF PH IN ODONTESTHES BONAERENSIS (ATHERINIFORMES,
ATHERINIDAE). Minimum and maximum incipient lethal levels of pH (ILL) were determined for Odontesthes
bonariensis (Cuvier & Valenciennes, 1835) fingerlings using static acute toxicity bioassays (96 h) using NaOH
or SO,H, solutions. They were carried on 16.5 I glass chambers, with moderate airflow under controlled pH
and temperature conditions. Measurements were made on 75 specimens (mean standard length = 48.1 mm)
bom in captivity, using three different techniques: mortality dosage (lethal pH for 50% - 96 h by probit
transformation) and resistance times trying fitness in potential and asymptotic models. The minimum and
maximum ILL (mean +/- SD) were estimated as 4.91 +/- 0.41 and 10.42 +/- 0.24 respectively, with a median
exposition temperature of 18.8ºC. The amplitude of the tolerance zone was estimated as 5.51 units, with a mean
value of 7.66 +/- 1.56. This value can be considered as a physiological optimum for pH. Considering available
data for Argentinean freshwater fishes the pejerrey has the lower resistance to low pH values.
KEYWORDS. Toxicity, acidification, lethal pH, Odontesthes bonariensis.
INTRODUCCIÓN
El estudio de la resistencia de los peces de agua dulce a niveles extremos de pH
presenta interés básico y aplicado. El conocimiento de la resistencia a bajos niveles tiene
aplicación en estudios de contaminación o alteración de la calidad de aguas continentales
producto de diversas actividades humanas. Por otra parte, permite interpretar las
adaptaciones fisiológicas de algunas especies que las facultan para ocupar ambientes
particulares, con valores de pH excepcionalmente bajos (Dunson et al., 1977). Aunque
la acidificación de las aguas continentales es reconocida como uno de los problemas
ambientales más serios, solamente se ha estudiado la resistencia a bajos niveles de pH en
tres de las numerosas especies de peces argentinos de agua dulce: Pimelodella laticeps
Eigenmann 19177 (Pimelodidae), por Gomez (1991), Gymnocorymbus ternetzi (Boulonger,
1895) (Tetragonopteridae) y Cnesterodon decemmaculatus (Jenyns, 1842) (Poecilidae)
en Gomez & ToRESANI (1998).
1. Contribución Científica nº 647 del Instituto de Limnologia “Dr.Raúl A. Ringuelet” (UNLP-CONICET).
2. Instituto de Limnologia “Dr. Raúl A. Ringuelet” (UNLP-CONICET) Casilla de Correos 712 (1900) La Plata, Argentina.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
102 GóMEZ
La resistencia a altos niveles de pH tiene importancia especialmente en
establecimientos de acuicultura, donde existe una acumulación significativa de desechos
nitrogenados. El efecto tóxico del amoníaco es bien conocido, actúa en los peces como un
veneno interno penetrando en el cuerpo a través de las branquias (STICKNEY & KOHLER,
1990; HEATH, 1995). El amoníaco (NH) es mucho más tóxico que el amonio (NH, ). Las
proporciones relativas de los dos compuestos son reguladas principalmente por el pH,
para una temperatura de 22 °C y pH 10 el 82,1 % del nitrógeno amoniacal se encuentra
como NH, (Jones, 1964; Usera, 1975). Entre las especies cultivadas en la Argentina, el
pejerrey, Odontesthes bonariensis (Cuvier & Valenciennes, 1835) resulta la de mayor
importancia e interés por la calidad de su carne, su valor deportivo y su abundancia en las
lagunas pampásicas. Se destaca asimismo por su amplia distribución geográfica, debida
a las numerosas introducciónes con propósitos de acuicultura.
El pH es una de las variables fundamentales en el cultivo de peces (STICKNEY&
KOHLER, 1990), y aunque las técnicas de piscicultura del pejerrey son bien conocidas
(RINGUELET, 1944; BoneTTO & CASTELLO, 1985; REARTES, 1995), sus límites de tolerancia
a valores extremos de pH no se han determinado en laboratorio. Sólo se han inferido a
partir de mediciones efectuadas en ambientes naturales o artificiales poblados por
pejerrey. Los datos reportados en la literatura para siete ambientes argentinos poblados
por pejerrey (OLIVIER, 1961; BONETTO & LANCELLE, 1981; DANGAvs, 1988; BoLTOVSKOY et
al., 1990; Conzonno & CLAVERIE, 1990; AcosBa, 1992:) indican que la máxima variación
ambiental es de 5,8 a 9,9 con un valor medio general de 8,02 (+/- 0,47).
En general en los ensayos de toxicidad la concentración letal para el 50 % de los
individuos (CL50) depende del tiempo, tendiendo hacia un valor asintótico denominado
nivel letal incipiente (NLI). El NLI es aquel que separa la zona de tolerancia de la zona
de resistencia (donde la mortalidad depende del tiempo) y normalmente se alcanza a las
96 h de exposición (Usera, 1975; WARD & PARRISH, 1982; SPRAGUE, 1990).
En este trabajo se determinan los niveles letales incipientes (NLI) mínimo y máximo
de pH, en condiciones controladas de laboratorio, para juveniles de Odontesthes bonariensis
mediante ensayos estáticos de toxicidad aguda de 96 horas de duración.
MATERIAL Y METODOS
Los bioensayos se realizaron mediante técnicas estandarizadas de “tiempo de resistencia” (Gomez,
1996) empleando un total de 75 juveniles no sexados de O. bonariensis de 140 a 200 días de edad, con
longitudes estandar entre 40,4 y 62,0 mm, provenientes de las instalaciones de alevinaje del Instituto de
Limnología (La Plata, Argentina). Este tipo de ensayo es utilizado normalmente para evaluar la resistencia a
niveles extremos de pH (Dave & GarsiDE, 1975; Gomez, 1991; Gomez & TorEsant, 1998). El agua utilizada,
para los bioensayos y para piscicultura del pejerrey en el Instituto de Limnologia, presenta las siguientes
características, determinadas según métodos estandar (APHA, 1985): temperatura: 15,5 a 20,0 °C, pH: 7,30
a 7,77, conductividad: 4380 a 4480 uS/cm, dureza total: 161,1 mg/l de CO,Ca (=9º DH), nitritos < 0,33 mg/
l, amoníaco + amonio < 0,25 mg/l.
Se utilizó un acuario de 16,5 litros de capacidad provisto de aislación térmica, fotoperíodo (12 h luz: 12
hoscuridad), control de temperatura (17 a 20ºC), aireación y dos filtros biológicos de 150 litros/hora de capacidad
cada uno. Para los experimentos el pH fue previamente ajustado al nivel deseado por el agregado de ácido
sulfúrico concentrado o hidróxido de sodio, aireación moderada y temperatura de 17,1 a 20,2°C (media= 18,8°C);
el pH se midió a intervalos regulares con un peachímetro Luftman manteniéndose en +/- 0,05 del nivel prefijado.
Las mediciones se realizaron de manera contínua durante las primeras 48 h y posteriormente cada 4 h.
Cada grupo (5 individuos) fue expuesto repentinamente a un nivel de pH prefijado, registrándose los
tiempos individuales de muerte (minutos) y la longitud estandar de cada individuo (milímetros). Para cada
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
Níveles letales de pH en Odontesthes bonariensis... 103
grupo se calculó el tiempo de resistencia del 50 % (tR50) como el promedio geométrico de los tiempos
individuales de muerte (Dave & GaRsiIDE, 1975: Gomez, 1991) y la longitud estandar media del grupo. En este
caso se emplearon tres métodos distintos para la estimación del NLI. Los dos primeros en base a datos de
concentración en función de tiempos de resistencia del 50 %. De la variedad de curvas posibles para relacionar
este tipo de datos (Jones, 1964), se seleccionaron el modelo potencial y el asintótico. El tercer método utilizado
fue el de dosificación de mortalidad, técnica basada en datos de pH en función de porcentaje de mortalidad
(STEPHAN, 1977).
Modelo potencial: se aplicó la ecuaciön pH" . tR50 = K, ajustada en su forma lineal por el método de
cuadrados mínimos (SokaL & RoHLr, 1979), calculando posteriormente al ajuste el pH necesario para producir
un 50% de mortalidad en 96 h. La estimación del pH50 mediante esta ecuación o con técnicas clásicas
proporcionó en Pimelodella laticeps resultados equivalentes (Gomez, 1991).
Modelo asintótico: se aplicó la ecuación tR50 = C/(pH - NLI), ajustada en su forma lineal por el método
de cuadrados mínimos (SokaL & RoHLr, 1979). Este tipo de ecuación ha sido utilizada para estudiar la
resistencia a la temperatura (KıLGour & McCauLEYy, 1986) y a la salinidad (Gomez, 1996).
Dosificación de mortalidad por transformación probit: el NLI es estimado mediante el pH letal para el
50 % de los individuos y 96 horas de exposición (pH50 % - 96 h) (STEPHAN, 1977; SPRAGUE, 1990). Para el
cálculo de los pH letales 50 % - 96 h por transformación probit se utilizaron programas computarizados (Epa,
1988: Harrass, 1986).
Se realizó un experimento adicional mediante la técnica de máximo crítico (Gomez, 1996) sometiendo
a un grupo de 10 ejemplares (Lst media = 44,79 mm; DE = 5,94) a una elevación gradual del pH a razón de
un promedio de 0,95 unidades por dia. La temperatura osciló entre 18,8 y 20,0 °C, el pH inicial utilizado fue
de 7,55 y se registraron los valores de pH en que se produjo la muerte de cada individuo. Como criterio de
muerte se utilizó la ausencia total de movimientos operculares y de aletas durante un minuto.
RESULTADOS
Losresultados obtenidos a distintos valores de pH, en los trece grupos experimentales
indican tiempos de resistencia variables entre 13,5 y >5760 min con porcentajes de
mortalidad variables entre O y 100% (tab. 1).
Puede observarse que valores más extremos de pH producen tiempos de resistencia
cada vez menores y acorde a esto mayores porcentajes de mortalidad.
En el ajuste de la ecuación potencial pH". tR50 = K, para bajos y altos valores de
pH se obtuvo: log tR50 = log pH. (8,03668) - 2,10998 (r= 0,9293) y log tR50 = log pH.
(-41,08231) + 45,32196 (r= -0,9802),verificändose una correlación (r) significativa (p
<0,01) en ambos casos (fig. 1).
Si se considera un tiempo de exposición de 96 h el cálculo para tR50 = 5760 min
provee un valor estimado de concentración letal para el 50 % de los individuos de: pH letal
para el 50 % (96 h) = 5,38 y 10,27 respectivamente.
En el ajuste de la ecuación asintótica para bajo pH: tR50 = C/(NLI- pH) =K , se
obtuvo: 14R50 = pH. - (1/C) + (NLVC); y = pH . - 0,00635 + 0,02928 (r= -0,9108).
En el ajuste de la ecuaciön asintótica para alto pH: t(R50 = C/(pH - NLD =K , se
obtuvo: 1/tR50 = pH. (1/C) - (NLVC); y = pH. 0,05029 - 0,53785 (r=0,9529).La
correlación (r) fue significativa (p < 0,01) en ambos casos. Las estimaciones de los NLI
(valor asintótico) fueron de 4,61 y 10,69 respectivamente.
Los pH letales para el 50 % (96 h) obtenidas por el método de dosificación de
mortalidad, calculados para diferentes tiempos, junto con los límites de confianza
muestran claramente una tendencia asintótica (tab. II).
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre. (85): 101-108, 27 nov. 1998
104 GOMEZ
Tabla I. Tiempos de resistencia del 50 % de los individuos (tR50) en trece grupos experimentales de
Odontesthes bonariensis, expuestos a los valores de pH indicados en laboratorio. Para cada grupo se indica
el rango de los tiempos individuales de muerte, la mortalidad como porcentaje acumulado, la temperatura de
exposiciön, la longitud estandar media (Lst) y la desviaciön estandar del grupo (DE). * valores calculados
mediante transformación probit.
pH tR50 rango Mortalidad (%) temp Lst DE
(min) 24 48 72 96 (8C) (mm)
3,3 113,02 83- 148 100 100 100 100 18,5 48.46 4,242
35 122,27 16- 498 100 100 100 100 17,1 50.54 1,531
4,0 1073,71 474- 1779 60 100 100 100 18,5 50,28 7,897
4,5 1732,46* 720->5760 40 60 60 80 17,1 47,20 4,391
4,7 1173,12* 76->5760 20 40 40 80 18,5 49,94 3,707
5,0 >5760 - 0 0 0 0 18,7 51,50 1,834
95 >5760 - 0 0 0 0 18,1 50,54 2,544
10,0 >5760 - 0 0 20 20 18,3 44,00 4,855
10,5 1797,04* 960->5760 20 60 60 80 19,7 49,16 3,208
10,7 1688,59* 647->5760 40 40 60 80 19,9 47,50 8,139
11,0 393,39 164- 1592 80 100 100 100 19,9 42,88 5.386
11,5 29,26 19- 47 100 100 100 100 19,9 46,32 3,660
12,0 13,50 11- 16 100 100 100 100 20,2 50,34 6,065
Tabla II. Valores de pH letales para el 50 % (pH50) en Odontesthes bonariensis a diferentes tiempos (horas).
Se indican los limites superiores (Is) e inferiores (li) del intervalo de confianza del 95 % de la estimaciön.
horas 24 48 72 96
pH50 4,2563 4,5882 4,5882 4,7327
li 3,8880 3,7863 3,7863 4,5308
ls 4,5550 4,8316 4,8316 5,0192
pH50 10,7549 10,5783 10,4148 10,2908
li 10,4763 10,1795 10,0262 9,8970
Is 11,0970 10,8230 10,6922 10,5453
La estimación se realizó con programas computarizados a partir de los porcentajes
de mortalidad indicados (tab 1).
Los valores estimados de NLI según los tres metodos de cálculo empleados (tab. III)
muestran que los NLI mínimos y máximos variaron entre 4,61 a 5,38 y 10,27 a 10,69
respectivamente. La zona de tolerancia tiene una amplitud estimada de 5,51 unidades con
un punto central de 77,66 +/- 1,56. Este valor puede ser considerado un óptimo fisiológico
en términos de pH.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
Níveles letales de pH en Odontesthes bonariensis... 105
minimo maximo
4 I}
6000 +
ZONA DE ZONA DE
10004 RESISTENCIA RESISTENCIA
E ZONA DE TOLERANCIA
oO J| E]
To) VARIACION AMBIENTAL
+ 20001 1
0 1 |
3 4 5 6 7 8 9 10 ah H 12
Fig. 1. Diagrama de dispersiön entre el tiempo de resistencia del 50 % (tR50) y el pH en trece grupos
experimentales de Odontesthes bonariensis. Los puntos sefialados con flechas indican 100 % de sobrevivientes
a las 96 horas de exposiciön. Se indican además: niveles letales incipientes (NLI), curvas por ajuste asintötico
(A), curvas por ajuste potencial (P), zona de resistencia, zona de tolerancia, óptimo fisiológico (OF), variaciön
ambiental y promedio de la variación ambiental (PVA).
% DE SOBREVIVIENTES
TIEMPO (HORAS)
Fig. 2. Porcentaje de sobrevivientes de Odontesthes bonariensis (curva a) en funciön del pH (curva b) cuando
éste aumenta a razön de 0,95 unidades por día.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
106 GÖMEZ
Tabla III. Valores estimados de nivel letal incipiente (NLI) minimo y mäximo de pH y punto central de la
distribuciön para Odontesthes bonariensis, según tres métodos diferentes. (x, media, DE, desviaciön estandar).
Método NLI mínimo NLI máximo Punto central
asintótico 4,61 10,69 7,65
potencial 5,38 10,27 7,82
probit 4,73 10,29 Ha
X 4,91 10,42 7,66
DE 0,414 0,237 1,555
Los resultados del experimento adicional mediante la técnica de máximo crítico
indican que, con una velocidad promedio de ascenso de 0,95 unidades de pH por día (fig. 2)
la mortalidad se produce entre 11,10y 11,55. El valor medio fue de 11,32 (DE = +/- 0,237).
DISCUSION
Los mecanismos que producen la muerte en bajos y altos valores de pH son
esencialmente diferentes. El stress ácido afecta a una multitud de funciones en los peces.
El efecto inicial es sobre la regulación iónica branquial con perdida de sodio y cloro e
involucra también una menor capacidad respecto al calcio, que se pierde más rapídamente |
de lo que puede ser recuperado. En exposición aguda a medio ácido la muerte se atribuye |
a factores circulatorios: reducción del volumen plasmático, aumento de la viscosidad de
la sangre y aumento de presión arterial. Por otra parte la exposición aguda a valores
críticos de pH alcalinos produce una inhibición de la excreción de amonio por las
branquias y alcalosis respiratoria (elevación del pH plasmático), el efecto sería puramente
tóxico (HEATH, 1995).
*
e
0 03
07
Log pH
Fig. 3. Diagrama de dispersión entre el logaritmo del tiempo de resistencia del 50 % (log tR50) y el logaritmo
del pH para tres especies de peces argentinos de agua dulce: (BB) Pimelodella laticeps, (*) Gymnocorymbus |
ternetzi, (O) Cnesterodon decemmaculatus (Gomez & ToRESANI, 1998), (0) Odontesthes bonariensis. El punto
sefialado con flecha indica 100 % de sobrevivientes a las 96 horas de exposiciön.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
Níveles letales de pH en Odontesthes bonariensis... 107
No hay datos disponibles sobre la tolerancia de peces argentinos a altos niveles de
pH. Los principales trabajos dedicados a la piscicultura del pejerrey (GoNZALES-REGALADO
& MASTRARRIGO, 1954; OLIVIER, 1959; LucHint et al., 1984) no hacen mayores comentarios
sobre éste factor. En Odontesthes bonariensis existen diferencias significativas (p < 0,05)
entre el NLI máximo (10,42) y el valor máximo crítico de 11,32 calculado en el
experimento adicional. Esta diferencia puede deberse a que con los tiempos empleados
existe aclimatación a altos niveles de pH. Utilizando la ecuación de modelo asintótico se
puede calcular que una exposición repentina a pH = 11,32 produciría un valor reducido
de tR50 = 106,5 minutos, mientras que en el experimento de máximo crítico el tiempo de
exposición por sobre el NLI fue de aproximadamente 22 horas. La exposición a niveles
subletales de pH en la experiencia de máximo crítico incrementa ligeramente la tolerancia
a valores extremos.
La comparación entre las cuatro especies de peces argentinos de agua dulce que se
han estudiado (Gomez & TorEsant, 1998) (fig. 3), indica que O. bonariensis es la menos
resistente a los bajos niveles de pH. El pH letal para el 50% (24 h) = 4,25 estimada para
pejerrey es mayor que las mencionadas para Cnesterodon decemmaculatus pHSO (24 h)
= 4,09 y Pimelodella laticeps pHSO (24 h) = 3,33. La especie más resistente a los bajos
niveles de pH es Gymnocorymbus ternetzi con un valor de pH50 (96 h) = 3,13.
El pejerrey es un pez muy abundante en ambientes lénticos de la pampasia con valores
medios de pH neutros o alcalinos, y ha sido introducido en numerosos ambientes artificiales.
Los valores de pH registrados en siete ambientes argentinos representativos habitados por
pejerrey estan comprendidos entre 5,8 y 9,8. Si se consideran los valores promedio indicados
para cada ambiente se obtiene un promedio general de 8,02 +/- 0,47 (n= 7).
La variación estacional y espacial del pH en los ambientes argentinos poblados por
O. bonariensis tiene una amplitud menor que la zona de tolerancia calculada. El promedio
de la variación ambiental (8,02) no presenta diferencias significativas (t = -1,23219, p
<0,05) con el óptimo fisiológico calculado experimentalmente.
La zona de tolerancia limitada por los niveles letales incipientes de 4,91 y 10,42
tiene una extensiön de 5,51 unidades con un punto central de 7,66, este valor puede ser
considerado un óptimo fisiológico en el sentido de PıAnkA (1982). Estos resultados deben
ser tenidos en cuenta para los criterios de calidad de agua, el manejo de recursos acuáticos
y la piscicultura del pejerrey.
Agradecimientos. A Roberto C. Menni (Museo de La Plata), Carlos Bonetto (Instituto de Limnología)
y Manuel G. Quintana (Museo Argentino de Ciencias Naturales) por la lectura crítica del primer manuscrito,
a Nelly I. Toresani (Ministerio de Asuntos Agrarios) por su asistencia técnica y valiosos comentarios, y a los
árbitros anónimos por sus valiosos comentarios. Financiado por el Consejo Nacional de Investigaciones
Científicas y Técnicas: PID-CONICET Nº 3925/92 (Director R.C. Menni) y BID-CONICET Nº 597 (Director
A.A. Bonetto).
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AcosBa. 1992. Rio de la Plata. Calidad de las aguas de la franja costera sur (San Isidro - Magdalena).
Buenos Aires. Servicio de Hidrografía Naval de la Armada Argentina. 53 p.
ApHA. 1985. Standard methods for the examination of water and wastewater. Washington. American
Public Health Assoc. 1268 p.
BoLTovskoy, A.; DippoLıto, A. et al. 1990. La laguna Lobos y su afluente: Limnologia descriptiva con especial
referencia al plancton. Biologia Acuätica, La Plata, 14: 1-38.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
108 GOMEZ
BONETTO, A.A. & CAsTELLo, H.P. 1985. Pesca y piscicultura en aguas continentales de América Latina. Prog.
Des. Cient. Tec. OEA, Ser. Biol, Washington, 31: 1-114. (Monografia)
BONETTO, A.A. & LANCELLE, H.G. 1981. Calidad de las aguas del Río Paraná Medio. Principales características
físicas y químicas. Comunicaciones Científicas del Centro de Ecología Aplicada del Litoral (CECOAL),
Corrientes, 11: 1-22.
Conzonno, V.H. & CLAVERIE, E.F. 1990. Chemical characteristics of the water of Chascomús pond (Provincia
de Buenos Aires, Argentina). Revta bras. Biol., Rio de Janeiro, 50 (1): 15-21.
Dancavs, N.V. 1988. Geologia, sedimentologia y limnologia del complejo lagunar Salada Grande. La
Plata, Ministerio de Asuntos Agrarios de la Pcia. de Bs. As. 145 p.
Dave, P.G. & GARSIDE, E.T. 1975. Lethal levels of pH for brook trout, Salvelinus fontinalis (Mitchill). Can.
J. Zool., Ottawa, 53: 639 - 641.
Dunson, W.; SwARTS, F. & SiLVESTRI, M. 1977. Exceptional tolerance to low pH of some tropical blackwater
fish. J. exp. Zool., Cambridge, 201: 157-162.
Era, 1988. Environmental Protection Agency, Probit Analysis Program, used for calculating EC values.
Version 1.4.
Gomez, S.E. 1991. Nivel mínimo letal de pH en Pimelodella laticeps, Eigenmann 1917 (Pisces, Siluriformes).
Biologia Acuática, La Plata, 15 (2): 206-207.
__.1996. Resistenza alla temperatura e salinitá in pesci della provincia di Buenos Aires (Argentina), con
implicazioni zoogeografiche. In: CoNVEGNO NAZIONALE ASSOCIAZIONE ITALIANA ITTIOLOGIA ACQUE Dorcı, 4,
Trento, Atti... Istituto Agrario di S. Michele all’Adige. p. 171-192.
Gomez, S.E. & ToRESANI N.I. 1998. Nivel mínimo de pH en Cnesterodon decemmaculatus (Jenyns, 1842),
(Pisces, Atheriniformes). Revta Mus argent. Cienc. Nat. “Bernardino Rivadavia” Ser. Hidrobiología,
8: 63-68.
GONZALES-REGALADO, T. & MASTRARRIGO, V. 1954. Piscicultura. El Pejerrey. In: MINISTERIO DE AGRICULTURA
Y GANADERIA. Publicaciones miscelaneas, Buenos Aires, Dirección de Piscicultura y Pesca Interiror. nº
268. p. 1-55 p.
Harrass, M. 1986. LC50 calculation program, version 2.0 (October, 1986).
HEATH, A.G. 1995. Water pollution and fish physiology. Florida, Lewis Publishers. 359 p.
Jones, J.R.E. 1964. Fish and river pollution. Washington, Butterworth, 203 p.
Kicour, D.M. & McCauLEy, R.W. 1986. Reconciling the two methods of measuring upper lethal temperatures
in fishes. Env. Biol. Fish., Dordrecht, 17 (4): 281-290.
Luchini, L.; Quiros, R. & AvEDANo, T. 1984. Cultivo del pejerrey (Basilichthys bonariensis) en estanques.
Mems Asoc. Latinoamer. Acuicult., Valdivia, 5 (3): 581-587.
OLivIER, S.R. 1959. Sequias, inundaciones y aprovechamiento de las lagunas bonaerenses, con especial
referencia al desarrollo futuro de la piscicultura. Agro, La Plata, 1 (2): 1-94.
— . 1961. Estudios limnolögicos en la Laguna Vitel (Pdo. de Chascomüs, Bs. As., Arg.). Agro, La Plata, 3 (6):
1-128.
PıANKA, E.R. 1982. Ecología evolutiva. Barcelona, Omega. 365 p.
REARTES, J.L. 1995. El pejerrey (Odontesthes bonariensis): Métodos de cria y cultivo masivo. COPESCAL
(FAO) Doc. Ocas., Roma, 9: 1-35.
RinGUELET, R.A. 1944. Piscicultura del Pejerrey o Aterinicultura. Buenos Aires, Colección Suelo Argen-
tino. v. 6, 162 p.
SokaL, R. & RoHLr, F.J. 1979. Biometria, principios y métodos estadísticos en la investigación biológica.
Madrid, H. Blume. 832 p.
SPRAGUE, J.B. 1990. Aquatic toxicology. In: SCHERECK, C.B. & MoyLe, P.B. eds. Methods for fish biology.
Maryland, American Fisheries Society. cap. 15, p. 491-528.
STEPHAN, C.E. 1977. Methods for calculating an LC50. In: MAYER F.L. & HAMELINK, J.L. Aquatic toxicology
and hazard evaluation.Oregon, American Society for Testing and Materials. p. 65-84.
STICKNEY, R. R. & KOHLER, C.C. 1990. Maintaining fishes for research and teaching. In: SCHERECK, C.B. &
Move, p.B. Methods for fish Biology. Maryland, American Fisheries Society. cap. 20, p. 633-663.
Usera, 1975. Methods for acute toxicity tests with fish, macroinvertebrates, and amphibians. Corvallis,
United States Environmental Protection Agency. 62 p.
WARD, G.S. & PARRISH, P.R. 1982. Manual de métodos de investigación del medio ambiente acuático. Ensayos
de toxicidad. FAO, Doc. Téc. Pesca, Roma, 185: 1- 25.
Recebido em 14.08.1997; aceito em 13.07.1998
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 101-108, 27 nov. 1998
LABOR DIVISION AMONG WORKERS OF MELIPONA COMPRESSIPES
FASCICULATA WITH COMMENTS ON TASK SPECIALIZATION
(HYMENOPTERA, APIDAE, MELIPONINAE)
Katia Maria Giannini!
Luci Rolandi Bego!
ABSTRACT
Division of labor in Melipona compressipes fasciculata Smith, 1854 was carried out approaching the
main duties developed by workers through individually marked bees. The results found were represented
graphically and it was suggested that the guard task can be specialized.
KEYWORDS. Hymenoptera, Meliponinae, Melipona, labor division, task specialization.
INTRODUCTION
Caste and labor division are the most important organization traits in the colonies
of social insects. Rösch (1925) apud Frer(1965) emphasized the age variation in which
different duties were carried out by Apis mellifera Linnaeus, 1758 bees in the colony, i.e.,
there was a sequence of tasks performed by bees according to their ages. RIBBANDS (1952)
pointed out to the fact that the duties of any individual is a resultof the colony requirements
as well as of the age of individuals. LINDAUER (1952) referred that labor division was not
so rigid and it varies according to the colony conditions. Studying A. mellifera, KERR &
HeBLinc (1964) observed that labor division among workers is related to the age and
weight of the bees, and to a certain extent, to the needs of the hive. When observing the
oviposition process behavior in Melipona compressipes fasciculata Smith, 1854, GIANNINI
& Beco (1998) characterized the colony conditions considering some important aspects
which were determinant points for evaluation of the colony level (interval between two
consecutive processes, number of oviposited cells per oviposition process, duration of the
provisioning phase, number and duration of worker food discharges). It is important to
emphasize that such data were employed in this paper due to the fact that this labor division
was realized in the same colony.
1. Departamento de Biologia, Setor Ecologia, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Av.
Bandeirantes, 3900, CEP 14040-901, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Fax: (016) 633-5115. E-mail: kmgianni O spider.usp.br
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 109-114, 27 nov. 1998
110 GIANNINI & BEGO
Environmental variables alter the performance of some hive duties. FREE (1961)
studied the access of workers to dietary pollen. These variables also include: nectar and
pollen availability in the field (KoLmes, 1985a,b); amounts of brood present in the colony
(Winston & FErGusson, 1985,1986); amount of wax present in the colony (KoLMEs,
1985b; Fergusson & Winston, 1988; KoLMEs & SOMMENER, 1992a,b); colony population
levels (Winston & PunnETT, 1982; KoLMEs & Winston, 1988).
The aim is to analyze some tasks carried out by workers of Melipona compressipes
fasciculata Smith, 1854 in order to verify their performance in 12 duties studied during
almost 3 months of observations.
MATERIAL AND METHODS
The study was carried out in Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil, from September to December 1991. Two
colonies of stingless bees of M. compressipes fasciculata were used. The colonies were not manipulated except
for the introduction of 104 marked workers which were obtained by removing combs from another hive; the
callow bees were placed to emerge overnight in an incubator at 28°C. The newly emerged workers were
introduced into the observation hive in the morning within 1-2h after marking. Such emerged workers were
individually marked on the mesonotum with numbered plates (““Opalithpättchen”) when they were less than 24h old.
Observation was carried out in both extra and oviposition periods, i.e., 8h of daily observation. The
marked workers were recorded as performing one or more tasks through individual observations. The
following tasks were recorded: (1) Cerumen: removal of cerumen from old brood cells, construction of support
pillars, food pots and involucrum; (2) Nectar dehydration: a bee extends her proboscis and exposes a small drop
of nectar that is in the process ripening; (3) Colony cleaning: a bee carries or removes the corpses of dead bees
or pieces of cocoon and waste and dumps them outside the nest; (4) Comb building: a bee uses her mandibles
to add and/or to shape wax in the process of constructing a brood cell on the margin of a comb; (5) Foraging:
collection of food and material for nest construction; (6) Worker post-discharge: a bee stays around the
provisioned cell, and inserts her head into a brood cell in the course of the provisioning and oviposition process
(POP); (7) Ventilation: a bee stands in the hive and produces an air current by rapidly fanning her wings; (8)
Enclosure gap: a bee closes any kind of colony gap with cerumen, batumen and/or mud, mainly to avoid the
entrance of intruders; (9) Operculation of brood cell: a bee seals a cell containing a larva ready to pupate by
manipulating the capping material with her mandibles; (10) Food discharge into brood cell: a bee discharges
food into a brood cell in the course of POP; (11) Worker oviposition: after a brief inspection at the cell
containing larval food, the worker places her abdomen into the fed cell and lays an egg in the center of the larval
food; (12) Guarding: a bee stands on her meso and metathoracic legs, with prolegs held lifted and forward.
The colony conditions (tab. I) were evaluated in the beginning and end of the observations based on
the number of brood combs and available food (pollen and honey pots).
Table I. General conditions of the colony of Melipona compressipes fasciculata.
Colony conditions Sept, 27 1991 Dec, 20 1991
Number of pollen pots open 5 open 6
closed 3 closed 12
Number of honey pots open 5 open 6
closed 14 closed 31
Number of fresh combs 3 2
Number of older combs 4 2
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 109-114, 27 nov. 1998
Labor division among workers of Melipona... 111
RESULTS
Cerumen work and nectar dehydration were respectively carried out by 104 and 95
marked members in the colony. Colony cleaning, comb building, foraging, post-discharge
and ventilation duties were respectively performed by 90, 86, 72, 70 and 63 bees, while
enclosure gap, operculation, food discharge, worker oviposition and guarding were done
by 41,35, 35, 12 and 3 individuals, respectively (fig. 1). For more details on the worker’s
age sequence of M. compressipes fasciculata see GIANNII (1997).
The number of bees and the duration in days (fig. 2) by and during, which the whole
set of tasks was performed, showed that most bees realized the colony duties mainly
during one day and the number of individuals decreased gradually. The guard task
represented an exception due to the fact that three workers carried out this task during one
day. Worker oviposition also represented a different pattern, 1.e., ten individuals laid eggs
during one day and two bees oviposited during two days (fig. 2).
DISCUSSION
Studying labor distribution among workers of Melipona favosa Fabricius, 1789,
SOMMENER (1984) observed three activities which were carried out in higher percentage:
building of brood cells, larval food depositing and operculation. The guarding duty was
performed for a long time (29 days), during which the bees engaged in such work were
not so small when compared to those related to brood combs.
Number of individuals
Fig. 1. Number of marked individuals performing each task in Melipona compressipes fasciculata: 1, Cerumen
work; 2, Nectar dehydration; 3, Colony cleaning; 4, Comb building; 5, Foraging; 6, Worker post-discharge;
7, Ventilation; 8, Enclosure gap; 9, Operculation of brood cell; 10, Food discharge into brood cell; 11, Worker
oviposition; 12, Guarding.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 109-114, 27 nov. 1998
112 GrannINI & BEGO
ns
m
Ban
operculation colony cleaning
Number of individuals
comb buliding foraging
cerumen nectar dehydration
9 5 7, BE 7 a3 31 SSB rs UI BER TE A 825
Days of work
Fig. 2. Number of marked individuals and duration in days by and during which the whole set of tasks was
performed in Melipona compressipes fasciculata.
Working with Melipona b. bicolor Lepeletier, 1936, Beco (1983) verified that tasks |
performed with cerumen and brood care had a higher percentage of engaged bees (100%)
and that they carried out these tasks up to about 35 days of life. Guarding began at around
18 days and ended at about 50 days. However, only 24.3% of the bees were engaged in
the guarding task.
According GIANnInt (1997), in M. compressipes fasciculata, 52.3% of individuals
performed duties related to POP (depositing larval food, oviposition and operculation),
76.6% worked in cell construction, and 99.1% of bees were seen working with cerumen. The
respective periods for the development of these tasks were respectively, 20, 25 and 55 days. |
In Nannotrigona (Scaptotrigona) postica (Latreille, 1807), Simões & Beco, (1991)
dealt with three typical colonies and demonstrated that the duty involving wax and |
cerumen was carried out by about 85%, 100% and 70% of the bees, and the guarding task |;
by about 10%, 12% and 5%. The former lasted around 30, 35 and 30 days, and the latter
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 109-114, 27 nov. 1998
Labor division among workers of Melipona... 113
about5, 5, and 3 days. Duties related to brood care were performed by approximately 30%,
10% and 38% of bees and lasted around 15, 3 and 11 days.
Workers of Plebeia remota Holmberg, 1903 started the first task a few days after
emerging, that is, the general construction task which involved the use of cerumen; the
percentage of bees visualized performing this work was 94%. The participation in cell
building, and in the provisioning and oviposition process were restricted to bees ata small
age interval, and only a small proportion of the marked workers were seen participating
(12%) (BENTHEM etal., 1995). In Trigona (Scaptotrigona) xanthotricha Moure, 1950, the
bees are engaged with cerumen work during almost all their life span, and the guarding
duty was realized by only four individuals among a total of 60 marked bees (HeBLING et
al., 1964).
The task performed with cerumen is generally the one in which workers engage
most frequently. As to brood care, which involves cell building, food discharges,
oviposition and operculation, most of the results showed that these tasks were not
performed by a great number of bees, exceptin M. b. bicolor, and comb building and post-
discharge in M. compressipes fasciculata, whose percentage of engaged bees was
relatively high.
As to guarding in N. (Scaptotrigona) postica, SIMÖES & Beco (1991) and M.
compressipes fasciculata, few individuals worked in this task for few days. However,
Beco (1983) observed few individuals of M. b. bicolor worked for a longer time.
Studying A. mellifera, LiNDAUER (1953) demonstrated the occurrence of few bees
specialized in guarding and water carrying. According to VisscHER (1983), in A. mellifera,
very few bees in a colony appear to specialize in corpses removal. Moore et al. (1987)
reported that guarding in A. mellifera is a specialized task which few bees realize.
However, such duty does not appear to require experience since so few bees remain as
guards for a very long time. It may be that guarding is specialized, but it is not a complex
task and does not require learning.
In almost all Meliponinae species, the cerumen and wax tasks are carried out by a
high number of bees for long periods within the colony. Otherwise, brood care, seemingly,
should be a specialized task in many species except for M. b. bicolor and M. compressipes
fasciculata, which showed a high number of workers engaged in this task.
Meliponinae occur in large colonies, store abundant pollen and honey, and are
highly attractive to many natural enemies. In spite of lacking stings, they are by no means
defenseless and since the guarding behavior is a means of nest defense (MIcHENER, 1974),
it is fundamental for the species survival.
Through the general results, a certain specialization in the guarding duty can be
suggested. This aspect is clear in M. compressipes fasciculata in which the guarding bees
were represented by very few individuals, as well as in other species formerly cited, which
is reinforced by the obtained data.
Acknowledgments. To Marcos Ribeiro de Souza for inking the figures. This work was supported by
CNPq.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 109-114, 27 nov. 1998
114 GIANNINI & BEGO
REFERENCES
Beco, L.R. 1983. On some aspects of bionomics in Melipona bicolor bicolor Lepeletier (Hymenoptera,
Apidae, Meliponinae). Revta bras. Ent., Rio de Janeiro, 27: 211-224.
BENTEHM, F.D.; IMPERATRIZ-FONSECA, V.L. & VeLTHUIS, H.H.W. 1995. Biology of the stingless bee Plebeia
remota (Holmberg): observations and evolutionary implications. Insectes Soc., Paris, 42: 71-87.
FERGUSSoN, L.A. & Winston, M.L. 1988. The influence of wax deprivation on temporal polyethism in honey
bee (Apis mellifera L.) colonies. Can. J. Zool., Ottawa, 66: 1997-2001.
FREE, J.B. 1961. Hypopharyngeal gland development and division of labour in honey-bee (Apis mellifera L.)
colonies. Proc. R. ent. Soc. Lond., Ser. A, London, 36: 5-8.
— . 1965. The allocation of duties among worker honeybees. Symp. Zool. Soc. Lond., London, 14: 39-59.
HEBuing, N.J.; KERR, W.E. & Kerr, F.S. 1964. Divisão de trabalho entre operárias de Trigona (Scaptotrigona)
xanthotricha Moure. Papéis Avuls. Zool., São Paulo, 16: 115-127.
GIAnnINI, K.M. 1997. Labor division in Melipona compressipes fasciculata Smith (Hymenoptera: Apidae:
Meliponinae). An. Soc. Ent. Brasil, Londrina, 26: 153-162.
GianninI, K.M & Beco, L.R. 1998. On the oviposition behavior of Melipona compressipes fasciculata
(Hymenoptera, Meliponinae). Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, 84: 83-94.
Kerr, W.E. & HEBLING, N.J. 1964. Influence of the weight of worker bees on division of labor. Evolution,
Lawrence, 18: 267-270.
KoLMes, S.A. 1985a. A quantitative study of the division of labour among worker honey bees. Z. Tierpsychol.,
Berlin, 68: 287-302.
— . 1985b. An ergonomic study of Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae). J. Kans. ent. Soc., Kansas, 58: 413-
421.
KoLMEs, S.A. & SommEner, M.J. 1992a. Ergonomics in stingless bees: changes in intranidal behavior after
partial removal of storage pots and honey in Melipona favosa (Hym. Apidae, Meliponinae). Insectes Soc.,
Paris, 39: 215-232.
— . 1992b. A quantitative analysis of behavioral specialization among worker stingless bees (Melipona favosa
F.) performing hive duties (Hymenoptera, Apidae). J. Kans. ent. Soc., Kansas, 65: 421-430.
KoLmes, S.A. & Winston, M.L. 1988. Division of labour among worker honey bees in demographically
manipulated colonies. Insectes Soc., Paris, 35: 262-270.
LINDAUER, M. 1952. Ein Beitrag zur Frage der Arbeitsteilung im Bienenstaat. Z. Vergl. Physiol., Berlin, 34:
299-345.
__. 1953. Division of labour in the honeybee colony. Bee World, London, 34: 63-73.
MIicHENER, M. 1974. The social behavior of the bees. A comparative study. Cambridge, Mass., Harvard
University, 404p.
Moore, A.J.; BREED, M.D. & Moor, M.J. 1987. The guard honey bee: ontogeny and behavioural variability
of workers performing a specialized task. Anim. Behav., London, 35: 1159-1167.
RißBanDs, C.R. 1952. Division of labor in the honeybee community. Proc. R. Soc. Lond., Ser. B, London, 140:
32-42.
SIMÖES, D. & Beco, L.R. 1991. Division of labor, average life span and life table in Nannotrigona
(Scaptotrigona) postica Latreille (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae). Naturalia, Rio Claro, 16: 81-97.
SOMMENER, M.J. 1984. Distribution of labour among workers of Melipona favosa F.: age-polyethism and
worker oviposition. Insectes Soc., Paris, 31: 171-184.
VisscHER, P.K. 1983. The honey bee way of death: necrophoric behaviour in Apis mellifera colonies. Anim.
Behav., London, 31: 1070-1076.
Winston, M.L. & FErGusson, L.A. 1985. The effect of worker loss on temporal caste structure in colonies of
the honey bee (Apis mellifera L.). Can. J. Zool., Ottawa, 63: 777-780.
-— . 1986. The influence of the amount of eggs and larvae in honey bee (Apis mellifera L.) colonies on temporal
division of labor. J. Apic. Res., Louisiana, 25: 238-241.
Winston, M.L. & PunneTT, E.N. 1982. Factors determining temporal division of labor in honeybees. Can. J.
Zool., Ottawa, 60: 2947-2952.
Recebido em 18.12.1996; aceito em 15.07.1998.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 109-114, 27 nov. 1998
DESCRIÇÃO DE UMA ESPÉCIE NOVA DE ASTYANAX (TELEOSTEI,
CHARACIDAE) DA BACIA DO TOCANTINS, BRASIL
Valdener Garutti!
ABSTRACT
DESCRIPTION OF A NEW SPECIES OF ASTYANAX (TELEOSTEI, CHARACIDAE) FROM
TOCANTINS BASIN. Astyanax unitaeniatus sp. n. from Paranã River, a tributary of the Tocantins River,
Brazil, is described and diagnosed by a black humeral spot horizontally oval, a lozenge caudal-peduncle spot,
continued to the tip of the middle caudal rays, two brown bars in the humeral region, a single black longitudinal
stripe, chromatophores in reticular pattern, longitudinal brown lines among series of scales, forty-one to forty-
five scales on the lateral line, twelve to seventeen vertical scales rows, twenty to twenty-five anal fin rays, and
a maxillary tooth.
KEYWORDS. Astyanax unitaeniatus, Tetragonopterinae, Characidae, Characiformes, new species.
INTRODUÇÃO
O gênero Astyanax Baird & Girard, 1854 conta com aproximadamente uma centena
de espécies e subespécies nominais e compreende peixes conhecidos popularmente como
lambaris, piabas, sardinhas e tambiús, de ampla distribuição geográfica na Região
Neotropical. A revisão taxonômica mais recente do gênero foi feita por EIGENMANN(1921,
1927) e a identificação das espécies, desde então, tem seguido fundamentalmente o
referido autor.
Recentemente, GARUTTI (1995) e GARUTTI & Brıtskı (1997) realizaram estudos
taxonômicos com um grupo de Astyanax, que reúne formas dotadas de três conjuntos de
caracteres básicos de coloração: a) uma mancha umeral negra horizontalmente ovalada;
b) uma mancha losangular negra no pedúnculo caudal, estendida à extremidade dos raios
caudais medianos; c) duas barras verticais marrons na região umeral: a primeira passando
pela mancha umeral e a segunda, 2 - 4 escamas atrás. As espécies nominais mais
conhecidas desse grupo são A. bimaculatus (Linnaeus, 1758) e A. abramis (Jenyns, 1842).
1 Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas-Centro de Aquicultura, C. P. 136, CEP 15054-000, São José do
Rio Preto, SP, Brasil. e-mail: garutti@zoo.ibilce.unesp.br.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
116 GARUTTI
No entanto, pelo menos outras treze espécies e subespécies já foram descritas, contendo
referidos caracteres: A. bimaculatus vittatus (Castelnau, 1855), A. bimaculatus lacustris
(Reinhardt, 1874), A. orthodus Eigenmann, 1907, A. bimaculatus borealis Eigenmann,
1908, A. goyacensis Eigenmann, 1908, A. bimaculatus novae Eigenmann, 1911, A.
paraguayensis (Fowler, 1918), A. bimaculatus incaicus Tortonese, 1941-42, A. superbus
Myers, 1942, A. saltor Travassos, 1960, A. bimaculatus asuncionensis Géry, 1972, A.
validus Géry, Planquette & Le Bail, 1991 e A. maculisquamis Garutti & Britski, 1997.
A análise das coleções de Astyanax provenientes de diversas localidades da bacia
do Rio Paranã, afluente do Rio Tocantins, revelou a existência de mais uma forma para
esse grupo de lambaris, a seguir descrita.
MATERIAL E MÉTODOS
O material examinado está depositado no Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo
(MZSP). De cada exemplar, foram tomadas 13 medidas, com paquímetro (precisão de décimos de milímetro)
e calculadas 13 proporções corporais. Nove medidas seguem LacLER et al. (1977): comprimento padrão,
comprimento da cabeça, altura do corpo, altura do pedúnculo caudal, distância pré-dorsal, distância pré-anal,
diâmetro do olho, largura interorbital e altura da cabeça. As demais medidas efetuadas referem-se às distâncias
entre as nadadeiras dorsal e peitoral, dorsal e anal, anal e adiposa e dorsal e adiposa, considerando-se como
referencial a base do primeiro raio da nadadeira (no caso da adiposa, o ponto de inserção mais anterior). As
proporções calculadas foram: a) em relação ao comprimento padrão: comprimento da cabeça, altura do corpo,
altura do pedúnculo caudal, distância pré-dorsal, distância pré-anal e distâncias dorsal e peitoral, dorsal e anal,
anal e adiposa e dorsal e adiposa; b) em relação ao comprimento da cabeça: diâmetro do olho, largura
interorbital e altura da cabeça; c) em relação à altura do corpo, altura do pedúnculo caudal. Oito caracteres
merísticos foram anotados: número de escamas da linha lateral, séries de escamas acima e abaixo da linha
lateral e números de raios das nadadeiras peitoral, pélvica, dorsal, caudal e anal. O número de séries de escamas
da linha transversal refere-se ao total de séries, ou seja, contadas entre a nadadeira dorsal e a nadadeira pélvica.
Na anotação dos raios ramificados da nadadeira anal considerou-se como um só os raios adnatos. Valores
mínimo e máximo (amplitude) e média aritmética de alguns dos caracteres morfométricos e merísticos, bem
como das proporções corporais, são fornecidos na tabela I, que inclui a somatória dos raios não ramificados
e ramificados da nadadeira anal. No material examinado, após o número de exemplares, é fornecida a amplitude
do comprimento padrão em mm (entre parênteses). As observações sobre dentição são aquelas normalmente
feitas para Characiformes.
Foram examinados, ainda, os seguintes espécimes-tipo: A. bourgeti Eigenmann (holótipo MCZ
89557), A. goyacensis Eigenmann (holótipo, MCZ 89558), A. bimaculatus novae Eigenmann (parátipos,
FMNH 54641), A. paraguayensis (Fowler) (holótipo, ANSP 47686), A. superbus Myers (parátipo, CAS
136490), A. saltor Travassos (holótipo, MNRJ 9199) e A. kullanderi Costa (parátipos, MZSP 45288).
Informações adicionais sobre os tipos de A. bimaculatus (Linnaeus) (NRM 7236) foram obtidas através de
Sven O. Kullander (NRM).
Astyanax unitaeniatus sp. n.
(Figs. 1, 2)
Holótipo. Brasil, Goiás: Iaciara, Ribeirão Macambira (aproximadamente 14º08'S-46º37' W), junto à
ponte na rodovia GO-112, 14.1X.1988,J. C. Oliveira & W. J. E. M. Costa col. (MZSP, 40542, 55,9 mm CP).
Parátipos: 63 exs., 34,7 - 80,5 mm; mesmos dados do holótipo (MZSP, 48285, 33 exs., 34,7 - 80,5); Flores de
Goiás, lagoa do Imbu, margem direita do Rio Paranã, bairro Rua Velha, 1-12.1X.1988, J. C. Oliveira & W. J.
E. M. Costa col. (MZSP 40425, 30 exs., 34,9 - 58,2).
Material adicional examinado. 64 exs., 14,5 - 65,1 mm. BRASIL. Goiás: Divinópolis de Goiás
(=Galheiros), (Córrego na Faz. Aroeira, afluente Riacho Seco, povoado de Vazante, 25 km de Divinópolis de
Goiás), 19.IX.1988, J. C. Oliveira & W. J. E. M. Costa col. (MZSP, 40646, 1 ex., 53,1); (lagoa marginal do
Riacho Seco, junto à ponte na rodovia GO-447), 14.1.1989, J. C. Oliveira & W. J. E. M. Costa col. (MZSP,
40880, 50 exs., 14,3 - 45,5); São Domingos, (Ribeirão Bezerra, entrada da lagoa), 1974, P. Martin col. (MZSP,
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
Descrição de uma espécie nova de Astyanax... 117
18449, 1 ex., 41,0); (Ribeirão Angélica, acima e na entrada da Caverna da Angélica), 18.1X.1988,J. C. Oliveira
& W.J. E. M. Costa col. (MZSP, 40625, 3 exs., 24,1 - 31,5); (Ribeirão Vermelho, afluente do Rio Galheiros,
na rodovia GO-362, 12 km ao N de São Domingos), 19.1X.1988,]. C. Oliveira & W.J. E. M. Costa col. (MZSP,
40638, 1 ex., 36,5); Nova Roma, (Córrego Morcego, afluente do Rio Paranã, povoado de Cana Brava),
26.1X.1988,J.C. Oliveira & W.J. E. M. Costa col. (MZSP, 40762, 5 exs., 45,3 - 65,1); Iaciara, (Riacho afluente
da margem direita do Rio Prata, 3 km acima da ponte na rodovia GO-112), 14.IX.1988, J. C. Oliveira & W.
J. E. M. Costa col. (MZSP, 40552, 1 ex., 54,6); Flores de Goiás, (Empueira, lagoa, da Boa Esperança),
11.IX.1988, J. C. Oliveira & W. J. E. M. Costa col. (MZSP, 40445, 2 exs., 58,8 - 59,7).
Diagnose. Astyanax unitaeniatus sp. n. (fig. 1) distingue-se das demais espécies do
grupo, isto é, daquelas dotadas de mesmo padrão básico de coloração, pelo conjunto de
caracteres 41 - 45 escamas na linha lateral, 20 a 25 raios na nadadeira anal, um dente no
maxilar e uma faixa lateral negra.
Descrição. Corpo comprimido, moderadamente alongado; altura do corpo 35,0 -
41,5% e do pedúnculo caudal 10,7 - 12,9 % do comprimento padrão (tab. 1). Porções do
corpo acima e abaixo da linha horizontal que passa pela fenda bucal iguais em altura.
Maior altura do corpo pouco à frente da origem da dorsal. Região pré-dorsal algo quilhada,
com linha mediana nítida; pré-ventral arredondada. Perfis dorsal e ventral assimétricos.
Perfil dorsal: reto entre o focinho e a extremidade do processo occipital; suavemente
convexo desta à origem da dorsal; reto daí à base da caudal, com suaves concavidades atrás
da dorsal e da adiposa. Perfil ventral: uniforme e suavemente convexo entre o focinho e
a nadadeira pélvica; reto desta até a origem da nadadeira anal; suavemente convexo ao
| Fig. 1. Astyanax unitaeniatus sp. n. (holótipo, MZUSP 40542), 55,9 mm de CP.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
118 GARUTTI
longo da base da anal e reto até a base da caudal.
Origem da nadadeira dorsal situada na metade do corpo; borda distal convexa;
Tabela I. Dados morfométricos (mm), merísticos e de proporções corporais do holótipo (MZSP 40542) e
parátipos [MZSP 48285 (n=17) e MZSP 40425 (n=13)] de Astyanax unitaeniatus sp. n. (N, nº de exemplares;
M, média aritmética).
parátipos
caráter N M amplitude holótipo
comprimento padrão 30 Sıle2) 41,5 80,5 55,9
comprimento da cabega 30 14,4 11,0 21,0 15,6
altura do corpo 30 19,6 14,0 30,7 23,0
escamas linha lateral 19 42,6 41 44 42
escamas sobre linha lateral 28 7,0 7 8 U
escamas abaixo linha lateral 29 5,3 4 6 6
escamas linha transversal 28 13,3 12 15 14
raios nadadeira anal 30 22,6 20 25 23
% do comprimento padräo
comprimento da cabeça 30 28,2 26,1 29,8 2769)
altura do corpo 30 38,3 35,0 41,5 41,1
altura do pedünculo caudal 30 12,1 10,7 12,9 12,7
distância pré-dorsal 30 55,6 52,6 59,5 57,4
distância pré-anal 30 70,2 67,7 Was 69,8
distäncia dorsal-peitoral 30 44,1 41,7 47,1 46,5
distäncia dorsal-anal 30 40,3 37,5 42,7 41,5
distância anal-adiposa 30 34,5 31,8 37,6 36,0
distância dorsal-adiposa 30 DS) 34,0 39,8 37,6
% do comprimento da cabeça
diâmetro do olho 30 31,8 25,2 36,3 32,1
largura interorbital 30 43,0 38,4 56,6 45,5
altura da cabeça 30 96,7 85,8 106,7 98,1
% da altura do corpo
altura do pedünculo caudal 30 31,5 26,7 36,2 30,9
quando adpressa ao corpo atingindo a 7º ou 8º escama anterior à adiposa. Adiposa situada |
no terço posterior da distância entre a origem da dorsal e a base dos raios caudais
medianos. Caudal com lóbulos simétricos. Peitoral com borda distal ligeiramente conve-
xa; quando adpressa ao corpo, geralmente alcança a base da pélvica nos machos e não nas |
fêmeas. Base da pélvica à frente da origem da dorsal; sua borda distal levemente convexa;
adpressa ao corpo não atinge a anal. Origem da anal atrás da base da dorsal; sua borda
distal suavemente côncava na altura do 8º ao 9º raios ramificados. Machos sexualmente |
maduros com ganchos nos 6 raios ramificados da pélvica e no último indiviso e nos 9 |
ramificados mais anteriores da anal.
Peitoral com i+ 11 ou 12 raios, pélvica com i + 7, caudal com i+ 17 +1, dorsal |
com iii +9e analcom ill -iv+ 17-21 raios. |
Comprimento da cabeça 26,1 - 29,8% do comprimento padrão; cabeça mais |
comprida que alta em jovens e mais alta que comprida em adultos; altura variando de 85,8
- 106,7% do comprimento. Largura interorbital 38,4 - 56,6% do comprimento da cabeça; |
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
Descrição de uma espécie nova de Astyanax... 119
olho 25,2 - 36,3% do comprimento da cabeça. Focinho afilado, curto, geralmente menor
que o diâmetro do olho. Osso maxilar pouco mais curto que o infra-orbital 2, menor ou
igual ao diâmetro do olho.
Dentário com 4 dentes grandes, seguidos de 4 - 6 pequenos; os grandes, tetra e
pentacuspidados; a cúspide mediana muito mais desenvolvida que as laterais; os dentes
pequenos tricuspidados. Pré-maxilar com duas séries: a interna com 5 dentes
pentacuspidados; a externa com 4 dentes tricuspidados; a cúspide mediana bem mais
desenvolvida. Maxilar com um dente tricuspidado; cúspide mediana mais desenvolvida.
Linha lateral completa com 41 a 45 escamas perfuradas; série transversal com 12
a 17 escamas, das quais 7 a 8 acima e 4 a 6 abaixo da linha lateral. As fregiiências absolutas
de ocorrência de escamas da linha lateral e da série transversal do corpo e do número de
raios da nadadeira anal, são fornecidas na tabela II.
Coloração em álcool. Padrão de colorido similar entre os sexos. Coloração geral
do corpo castanha, com uma faixa lateral negra estendendo-se desde a mancha umeral até
Tabela II. Fregiiência de ocorrência do número de escamas na linha lateral (LL) e na série transversal (LT) e do
número total de raios na nadadeira anal (RAn) de A. unitaeniatus sp. n.
LL 41 42 43 44 45 TOTAL
05 14 17 02 03 41
LT 12 13 14 15 16 17 TOTAL
01 21 16 05 01 01 45
RAn 20 21 22 23 24 25 TOTAL
01 07 15 18 10 04 55
a extremidade dos raios caudais medianos (8° ao 10°). Largura mäxima desta faixa, no
pedúnculo caudal, inclui a 1º série de escamas abaixo da linha lateral, a série da linha
lateral e a 1º e 2º (esta parcial) séries acima. Mancha umeral negra horizontalmente
ovalada entre a 2? ou 3? e a 6° ou 7° escama. Existem duas barras verticais marrons, a
primeira passando pela mancha umeral, a segunda 3 ou 4 escamas atrás dela. Há uma
mancha prateada situada entre a mancha umeral e a segunda barra vertical marrom. Há
linhas longitudinais marrons entre as séries de escamas, especialmente na lateral dorsal
do corpo. Cromatóforos mais concentrados nas bordas das escamas, originando no
conjunto padrão reticulado. Regiões dorsal da cabeça e do corpo acinzentadas e as laterais
da cabeça e do corpo, prateadas. Regiões gular e ventral do corpo prateadas. As nadadeiras
são esbranquiçadas.
Distribuição geográfica. Restrita à bacia do Rio Paranã, tributário do Rio
Tocantins (fig. 2).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
120 GARUTTI
48° 46°
ar 2 ++ 13º
PA DR,
Fig. 2. Distribuição geográfica de Astyanax unitaeniatus sp. n. (DJ, localidade-tipo; O, parátipos e não-tipos).
Etimologia. Astyanax unitaeniatus deriva da junção dos vocábulos latinos unius um
e taenia faixa, em alusão à faixa lateral negra única.
Discussão. Astyanax unitaeniatus sp. n. é uma forma de lambari de porte médio, como
a maioria das espécies do gênero Astyanax, alcançando cerca de 80 mm de comprimento
padrão. Apresenta número elevado de escamas na linha lateral, número pequeno de raios na
nadadeira anal e um dente no osso maxilar. Além da coloração básica referida, possui uma
conspícua faixa lateral negra, em exemplares conservados em álcool, e os cromatóforos estão
dispersos em retículos. Esses caracteres são suficientes para distinguir essa espécie das
demais formas desses Astyanax. Assim, A. unitaeniatus diferencia-se de A. goyacensis, cuja
localidade-tipo é Goiás (=Goyaz) (EiGENMANN, 1908), e de A. bimaculatus novae, localidade-
tipo rio Sapão, Prazeres, Bahia e acima da Cachoeira da Velha, Rio Nova, Tocantins
(EIGENMANN, 1911), por apresentar maiores números de escamas na linha lateral e de séries
de escamas no corpo [A. goyacensis possui 36 - 38 escamas e 13 ou 14 séries, enquanto A.
b. novae apresenta 32 - 35 e 11 ou 12 (GaRurri, 1995)].
Astyanax unitaeniatus e A. abramis compartilham número elevado de escamas na
linha lateral, porém a espécie nova distingue-se por apresentar um dente maxilar, faixa
lateral negra e número menor de raios na nadadeira anal. EiGENMANN(1921:248) cita de 30
- 34 raios para A. abramis, não faz referência alguma quanto a dente no maxilar e a
considera distribuída pelas bacias Paraná-Paraguai, Amazônica e Orinoco (rio Meta). Em
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
Descrição de uma espécie nova de Astyanax... 121
análise de 403 exemplares procedentes da bacia do Paraná-Paraguai, GARUTTI (1995)
encontrou 29 - 35 raios (um exemplar com 27) e não constatou presença de dente no
maxilar, aspecto que corrobora a descrição original de Jenyns (1842:124). A localidade-
tipo desta espécie é “acima de Rosário, Argentina” e, em minha opinião, ocorre somente
na bacia do baixo Paraná-Paraguai.
A. unitaeniatus diferencia-se facilmente de A. paraguayensis, cuja localidade-tipo
é Puerto Bertoni, Paraguay (FOWLER, 1918). Esta espécie, embora tenha número elevado
de escamas na linha lateral, não tem dente no maxilar nem faixa lateral negra e os
cromatóforos estão concentrados no centro de cada escama, formando no conjunto listras
negras longitudinais paralelas.
Astyanax unitaeniatus distingue-se também prontamente de A. superbus (Myers,
1942), A. saltor (Travassos, 1960) e A. validus (Géry et al.,1991), cujas linhas laterais
apresentam até 40 escamas. Quanto a A. orthodus, embora tenha até 41 escamas na linha
lateral, possui de 31 a 34 raios na anal (EIGENMANN & OcLE, 1907). Por último, A. unitaeniatus
diferencia-se facilmente de A. bimaculatus, espécie mais comumente referida na literatura e
dotada dos caracteres básicos de coloração, cuja localidade-tipo é dada de maneira imprecisa
como “America meridional” (LINNAEUS, 1758). Esta apresenta número menor de escamas na
linha lateral, número maior de raios na nadadeira anal e não possui faixa lateral negra
(conforme dados adicionais e foto fornecidos por Sven O. Kullander). As demais subespécies
consideradas para A. bimaculatus (sensu Eigenmann) também possuem até 40 escamas na
linha lateral: A. bimaculatus vittatus (CASTELNAU, 1855), A. bimaculatus lacustris (LUETKEN,
1874), A. bimaculatus borealis (EIGENMANN, 1908), A. bimaculatus asuncionensis (GÉRY,
1972) e A. bimaculatus incaicus (TORTONESE, 1941- 42).
Assim, os resultados agora reportados, somados aos conhecimentos recentes para
esse grupo de espécies de Astyanax (GARUTTI, 1995; GARUTTI & Brrrski, 1997), corrobo-
ram a hipótese de que sob a denominação de A. bimaculatus e A. abramis, existem formas
suficientemente distintas para serem consideradas como táxons diferentes. No entanto,
todas compartilham os três conjuntos de caracteres básicos de coloração, dos quais as duas
barras verticais marrons na região umeral é caráter utilizado pela primeira vez dentro do
gênero para reunir formas. Dentro desse grupo, ainda, subgrupos podem ser caracteriza-
dos também com base nos padrões de coloração. Espécies portadoras de uma faixa lateral
negra formam um conjunto que, preliminarmente, engloba 4. unitaeniatus, A. bimaculatus
novae e A. goyacensis. O outro subgrupo, destituído da faixa negra, compreende A.
bimaculatus, A. bimaculatus vittatus, A. bimaculatus lacustris, A. bimaculatus borealis,
A. bimaculatus asuncionensis, A. bimaculatus incaicus e mais A. abramis, A. orthodus,
A. paraguayensis, A. superbus, A. saltor, A. validus e A. maculisquamis. É oportuno
ressaltar que Astyanax bourgeti (EIGENMANN, 1908) não apresenta a mancha no pedúnculo
caudal e 4. kullanderi (Costa, 1995) apresenta essa mancha não se continuando à
extremidade dos raios caudais medianos.
Agradecimentos. A Sven O. Kullander, Naturhistoriska Riksmuseet (NRM), pelas fotos e informações
sobre A. bimaculatus; a Karsten E. Hartel, Museum Comparative of Zoology (MCZ), William N. Eschmeyer,
California Academy of Sciences (CAS), Mary A. Rogers, Field Museum of Natural History (FMNH), Paulo
A. Buckup, Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ), Scott A. Schaefer, Academy of Natural Sciences of
Philadelphia (ANSP) e a José L. Figueiredo, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo (MZSP), pelo
empréstimo ou acesso a material-tipo e às coleções ictiológicas; a Osvaldo T. Oyakawa (MZSP), pelo auxílio
na confecção da fotografia; e a Francisco Langeani (IBILCE-UNESP), pelas críticas e sugestões ao manuscrito.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
122 GARUTTI
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTELNAU, F. 1855. Animaux nouveaux ou rares recuillés pendant l’expedition dans les parties centrales
de 1º Amérique du Sud, de Rio de Janeiro a Lima, et de Lima au Para. Exped. Amer. Sud Poiss., Paris,
v.3, 112 p.
Costa, W.J. E.M. 1995. Description of a new species of the genus Astyanax (Characiformes, Characidae) from
the Rio Araguaia basin, Brazil. Revue suisse Zool., Geneve, 102 (1): 257-262.
EIGENMANN, C.H. 1908. Zoological results of the Thayer Brazilian Expedition - Preliminary descriptions
ofnew genera and species of Tetragonopterid Characins. Bull. Mus. comp. Zool. Harv., Cambridge,
Mass., 52(6):93-106.
— . 1911. IH. New characins in the collection of the Carnegie Museum. Ann. Carneg. Mus., Pittsburgh, 8
(1):164-181.
— . 1921.The American Characidae. Mem. Mus. comp. Zool. Harv., Cambridge, Mass., 43 (3):209-310.
__. 1927. The American Characidae. Mem. Mus. comp. Zool. Harv., Cambridge, Mass., 43 (4):311-428.
EIGENMANN, C. H. & ÖGLeE, F. 1907. An annotated list of characin fishes in the United States National
Museum and the Museum of Indiana University, with descriptions of new species. Proc. U. S. natn.
Mus., Washington, D.C., 33(1556):1-36.
FowLer, H. W. 1918. A new characin from Paraguay. Proc. Acad. nat. Sci. Philad., Philadelphia, 70:141-143.
GarurTI, V. 1995. Revisão taxonômica dos Astyanax (Pisces, Characidae), com mancha umeral ovalada
e mancha no pedúnculo caudal, estendendo-se à extremidade dos raios caudais medianos, das bacias
do Paraná, São Francisco e Amazônica. 286 p. Tese de Livre docência em Zoologia (Vertebrados),
Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto,
São Paulo. [Não publicada].
GARUTTI, V. & Brrrski, H. A. 1997. Descrição de uma espécie nova de Astyanax (Teleostei, Characidae), com
mancha umeral ovalada horizontalmente, procedente da bacia do rio Guaporé, Amazônia, Papéis Avuls
Zool., São Paulo, 40 (15): 217-229.
Géry, J. 1972. Corrected and suplemmented descriptions of certain Characoid Fishes described by Henry W.
Fowler, with revisions of several of their genera. Stud. Neotrop. Fauna, Amsterdan, 7:1-35.
GERY, J.; PLANQUETTE, P. & LE Barr, P. Y. 1991. Faune characoide (Poissons Ostariophysaires) de 1Oyapock,
l’Approuague et la Riviere de Kaw (Guyane Française). Cybium, Paris, 15 (1):1-69.
Jenyns, L. 1842. The zoology of the voyage of H. M. S. Beagle, under the command of captain Fitzroy,
R. N., during the years 1832 to 1836. London, Charles Darwin Part IV, 169 p.
LAGLER, K. F.; BARDACH, J. E. et al 1977. Ichthyology, 2. ed., New York, J. Wiley, 506 p.
LinNaEUS, C. 1758. Systema Naturae, Regnum Animale, 10. ed., Holmiae. Laurentii Salvii v. I, 824 p.
LUETKEN, C. F. 1874. Characinae novae Braziliae centralis. Overs. K. danske. Vidensk. Selsk. Forth.,
Kjoebenhavn, p. 127-138.
Myers, G. 1942. Studies on South American fresh-water fishes. I. Stanford ichthyol. Bull., Stanford, 2 (4):89-
100.
TORTONESE, E. 1941/42. Ricerche ed osservazioni sui caracidi delle sottofamiglie Tetragonopterinae,
Glandulocaudinae e Stethaprioninae (Teleostei, Plectospondyli). Boll. Musei Zool. Anat. comp. R. Univ.
Torino, sér. 4, Torino, 44, (11): 11-86.
Travassos, H. 1960. Notas ictiolögicas. X. “Astyanax saltor” sp. n., do Estado do Pará, Brasil (Actinopterygii,
Cypriniformes, Characoidei). Revta bras. Biol., Rio de Janeiro, 20 (1):17-20.
Recebido em 27.01.1998; aceito em 21.07.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 115-122, 27 nov. 1998
RADIOSPONGILLA CRATERIFORMIS (PORIFERA, SPONGILLIDAE)
IN THE WEST INDIES AND TAXONOMIC NOTES
David Bass !
Cecilia Volkmer-Ribeiro **
ABSTRACT
The habitats of Radiospongilla crateriformis (Potts, 1882) in Barbados and Nevis Islands, West
Indies, are described. Morphometric data of specimens from the two islands are compared, and drawings and
SEM photos of the gemmules and spicules are provided. This is the first time the species is registered for any
small island is the Eastern Caribbean basin thus extending its range to the Wets Indies. A brief discussion is
offered on the occurence of genus Radiospongilla Penney & Raceck, 1968, in the Neartic and Neotropical
regions. Racekiela nom. nov. with Racekiela ryderi (Potts,1882), comb.n. and Racekiella sheilae (Volkmer-
Ribeiro; De Rosa-Barbosa & Tavares, 1988) comb.n. is proposed for genus Acanthodiscus Volkmer-Ribeiro,
1996, which was seen to be preoccupied.
KEYWORDS. West Indies, freshwater sponges, seasonal habitats, Racekiela nom. nov.
INTRODUCTION
The freshwater sponge, Radiospongilla crateriformis was described by Potts
(1882). The preferred habitat for this species is stagnant, turbid, alkaline waters (HARRISON,
1974). It has been reported previously from the eastern United States as far west as Texas
and Wisconsin ( FRosT, 1991), southeastern Canada (RıccıarDIi & REIswIG, 1993), China,
Japan, southeast Asia and Australia ( Frost, 1991). This report extends the known range
of R. crateriformis to the West Indies, islands of Barbados and Nevis in the eastern
Caribbean basin. This is the only freshwater sponge known from any small island in that
region. A new name is provided for Acanthodiscus that is preoccupied. Abbreviations
used in the text: MCN, Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio
Grande do Sul; UCO, University of Central Oklahoma Invertebrate Collections.
1. Department of Biology, University of Central Oklahoma, Edmond, Oklahoma 73034, USA.
2. Museu de Ciências Naturais (MCN), Fundação Zoobotänica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, CEP 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil.
3. Research fellow of CNPq.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 123-128, 27 nov. 1998
124 Bass & VOLKMER-RIBEIRO
RESULTS AND DISCUSSION
Barbados habitat description. The specimens of Radiospongilla crateriformis were
collected on 7 October 1995 from a temporary seasonal pool. Sponges were observed on
all subsequent trips to that site, but no additional collections were taken. This temporary
pool was located at an elevation of approximately 300m in Welchman Hall Gully. The
pool measured about three meters across and less than 0.7m in depth. The bottom substrate
was primarily rock covered by decomposing leaf debris, submerged woody debris, and
silt. Water temperature at the time of the collection was 26° C. R. crateriformis
was growing attached to the woody debris protruding into the water column. Based on
visual observation, it was estimated as much as 5-10% ofthe wood debris surface area was
covered by sponge. As the rainy season drew to an end, the pool decreased in size,
becoming completely dry by mid January. The remains of sponge tissue could be seen on
the then exposed wood debris. It is suspected gemmules formed prior to desiccation and
the sponge survived periods of drought in this manner.
Nevis habitat description. R. crateriformis was collected from an agricultural
reservoirin Nevis on 21 May 1996. Specimens were found in Hog Valley Reservoir in the
north-central region of the island at an elevation of approximately 600m. The reservoir
measured approximately 50m across and several meters deep. Its substrate was primarily
mud and decaying vegetation. Some submerged aquatic plants were observed in shallow
water along the shore and many woody branches had fallen into this pond. Water
temperature at the time of the collection was 32°C. It was reported this reservoir generally
“contains water, but periodically may become dry (David Robinson, Nevis Historical &
Conservation Society, personal communication).
Asin Barbados, sponges were growing attached to the woody debris protruding into
the water column. R. crateriformis appeared to be quite abundant in that reservoir,
covering 5-10% of the surface area of almost every piece of submerged woody debris
observed. Evidence of renewed growth was seen in those sponges, indicating some type
of seasonality, such as wet/dry periods, effect this reservoir. Most likely, new growths
may have started from gemmules in the mother body. Another possibility is the new
sponges may be from larvae released from the mother or other nearby sponges which used
the basal sponge for substrate.
Certainly one of the most interesting questions to ponder is how R. crateriformis
colonized these small oceanic islands. Although it is only speculation, there are several
possibilities to consider. One possible explanation involves colonization of these islands
by atmospheric phenomena. Tropical storms, which frequent this area, might carry
branches and leaves of macrophytes and other submmerged vegetation to these islands.
Another possibility may involve biological means of dispersal. Birds that live or feed in
aquatic environments might inadvertently pick up gemmules in mud that adheres to their
feathers and feet, and transport these gemmules to distant places. Based on the known
distribution of R. crateriformis, it seems the source of colonization is probably the
southeastern United States. While these explanations are reasonable, it is difficult to
determine with much degree of certainty which, if any, might be correct.
It appears the distribution of R. crateriformis in the Caribbean region is very
sporadic. Data from other freshwater investigations have been reviewed and D. Bass has
made collections of freshwater invertebrates from more than 160 sites over ten eastern
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 123-128, 27 nov. 1998
Radiospongilla crateriformis (Porifera, Spongillidae)... 125
Caribbean islands, and only encountered spongillids at these two sites. Itis possible other
spongillids exist elsewhere, but they have yet to be discovered.
Examined material. WEST INDIES. Barbados: Welchman Hall Gully, 7.X.1995, (MCN 3104);
7.X.1995, (UCO). Nevis: Hog Valley Reservoir, 21.V.1996, (MCN 3530); 21.V.1996, (UCO). All collected
by David Bass.
Taxonomic characteristics and remarks. The studied specimens display all the
characteristics (figs. 1-5) already registered by PENNEY & Racek (1968) for R. crateriformis.
The measures as well as the spicular drawings (fig. 1) for materials from the two islands
show that the specimens from Barbados attained larger proportions (megascleres lenght
292-397, width 12-16; gemoscleres lenght 69-148, width 5-8, micrometers) and more
regular shapes than the ones from Nevis (megascleres lenght 206-364, width 10-18;
gemoscleres lenght 64-90, width 4-7, micrometers) and that both materials show the
largest spicular measures up to now registered for this species. The gemmoscleres of the
specimens from Nevis (fig. 1) displayed remarkable shape variations. Genus
Radiospongilla occurs with only two species in the Americas: R. crateriformis in the
Neartic Region and R. amazonensis described by VOLKMER-RIBEIRO & MAciEL (1983) in
the Neotropical Region. Both regions display also a similar distribution of species in
genus Anheteromeyenia Schröder, 1927 as restricted by VOLKMER-RIBEIRO (1996) with A.
argyrosperma, 1996 in the Neartic Region and 4. ornata (Bonetto & Ezcurra de Drago,
1970) in the Neotropical Region. The two genera have several characteristics in common
as pointed out by VOLKMER-RIBEIRO (1996). The reticulate fibers in the gemmule
pneumatic coat could again be perceived for genus Radiospongilla (fig. 2) as well as a
same lenght of gemmoscleres (fig.3).
VOLKMER-RIBEIRO (1996) proposed the genus Acanthodiscus with Acanthodiscus
ryderi (Potts, 1882) type species and A. sheilae (VOLKMER-RIBEIRO, De RosA-BARBOSA &
TAvAREs, 1988) both removed from Anheteromeyenia. As the name Acanthodiscus was
already preoccupied a new name is now proposed.
Racekiela nom. nov.
Acanthodiscus VoLkMER-RIBEIRO 1996: 35, figs. 7-9;(non Acanthodiscus Uhlig, 1905, Mollusca, nec
Acanthodiscus MacCallum, 1918, Trematoda), after NEAVE, 1939.
The generic name is dedicated to the memory of Albrecht A. Racek deceased in
1997 and to his extensive contribution to the systematics of freshwater sponges. Gender
feminine.
Racekiela ryderi (Potts, 1882) comb.n.
Acanthodiscus ryderi; VOLKMER-RIBEIRO, 1996:37, figs. 7,8 and synonymy.
Racekiela sheilae (Volkmer-Ribeiro; De Rosa-Barbosa & Tavares, 1988) comb.n.
Acanthodiscus sheilae VOLKMER-RIBEIRO; De Rosa-BARBOSA & TAVARES, 1988: 39, figs.7,9 and synonymy.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 123-128, 27 nov. 1998
126 Bass & VOLKMER-RIBEIRO
Fig. 1. Radiospongilla crateriformis: Megascleres (mB) and gemmoscleres (gmB) of specimes from Barbados
and (mN ) and (gmN) from Nevis.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 123-128, 27 nov. 1998
Radiospongilla crateriformis (Porifera, Spongillidae)... 127
Figs.2-5. Radiospongilla crateriformis: Spicules from Nevis (MCN 3530); 2, megascleres and gemmoscleres;
3, two gemmoscleres; 4, gemmular coat depicting the radial arrangement of the gemmoscleres; 5, gemmular
coat depicting the reticulate structure of the pneumatic coat, the outer and inner coat are also conspicuous. Bar:
50um, fig. 2; 10um, fig. 3,5; 100um, fig.4.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 123-128, 27 nov. 1998
128 Bass & VOLKMER-RIBEIRO
Acknowledgements. The Barbados collection was taken while the senior author was a Visiting
Fulbright Professor and Research Fellow at the University of the West Indies and the Nevis collection was made
on a research trip funded in part by the University of Central Oklahoma. To Barbados National Trust for
permission to collect from Welchman Hall Gully and to David Robinson for assistance in Nevis. Donna Bass
assisted in the field studies at both sites. To Milene M. da Silva (MCN, Scholarship of FAPERGS) for spicules
measuring and drawing. To Rejane Rosa (MCN) for the final art to the drawings and to Cleodir J. Mansan
(MCN) for operating the JEOL SEM-5200 equipped with a Pentax SF7 35 mm camera.
REFERENCES
Frost, T. 1991. Porifera In: THorp, JH. & CovicH, A. P. eds. Ecology and classification of North
American freshwater invertebrates. New York, Academic. p. 95-124.
Harrison, F. W. 1974. Sponges (Porifera: Spongillidae) In: HART Jr, C.W. & FULLER, S.L.H. eds.
Pollution Ecology of freshwater invertebrates. New York, Academic. p. 29-66.
NEAvE, S. A. 1939. Ed. Nomenclator zoologicus. London, Zoological Society of London. v.1, 957p.
Penney, J. T. & Racek,A. A. 1968. Comprehensive revision of a worldwide collection of freshwater
sponges (Porifera: Spongillidae). Bull. U.S. natn. Mus., Washington, 272:1-184.
Ports, E. 1882. Three more freshwater sponges. Proc. Acad. nat. Sci. Philad, Philadelphia, (1882):
12-14.
RiccrarDI, A. & Reiswic, H.M. 1993. Freshwater sponges (Porifera, Spongillidae) of eastern Canada:
taxonomy, distribution and ecology. Can. J. Zool., Ottawa, 17:665-682.
VoLkmER-RIBEIRO, C. 1996. Acanthodiscus new genus and genus Anheteromeyenia redefined (Porifera,
Spongillidae). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (81): 31-43.
VOLKMER-RIBEIRO, C.; DE-RosA-BARBOSA, R. & TAVARES, M. da C. 1988. Anheteromeynia sheilae sp. n. e outras
esponjas dulciaquicolas da região costeira do Rio Grande do Sul. (Porifera, Spongillidae). Iheringia, Ser.
Zool., Porto Alegre (68): 83-98.
VOLKMER-RIBEIRO, C. & MacıEı, S. B. 1983. New freshwater sponges from Amazonian waters.
Amazoniana, Kiel, 8 (2): 255-264.
Recebido em 14.05.1998; aceito em 21.07.1998.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 123-128, 27 nov. 1998
NOVA ESPÉCIE BRASILEIRA DO GÊNERO DEILOCERUS (BRACHYURA,
PODOTREMATA, CYCLODORIPPIDAE)
Oswaldo Campos Junior !?
Gustavo Augusto Schmidt de Melo !º
ABSTRACT
ANEW BRAZILIAN SPECIES OF THE GENUS DEILOCERUS(BRACHYURA, PODOTREMATA,
CYCLODORIPPIDAE). A new species, Deilocerus coelhoi, from Brazil, is described and illustrated.
KEYWORDS. Taxonomy, Podotremata, Cyclodorippidae, Deilocerus coelhoi, Brazilian coast.
INTRODUÇÃO
O gênero Deilocerus foi erigido por Tavares (1993) a partir da espécie-tipo
Clythrocerus perpusillus Rathbun, 1901. Deilocerus apresenta antenas muito curtas,
segundo segmento da antena ligeiramente inflado e um par de lobos infra-orbitais
menores que no gênero Clythrocerus A. Milne Edwards & Bouvier, 1899.
Na literatura, o gênero foi referido por RATHBUN (1901, 1918, 1937), WILLIAMS
(1984) e Goeke & HEARD Jr. (1984). No Brasil, o gênero Deilocerus foi estudado por
CoeELHo (1973), Tavares (1991, 1993, 1996), Campos Jr. (1996) e Meto (1996), que
oferecem uma visão analítica do grupo, apresentando sinonímia, chaves, descrições ou
diagnoses, além de figuras, distribuição e dados ecológicos.
Para o Brasil são citadas Deilocerus analogus (Coelho, 1973), ocorrente no litoral
do Maranhão, Pernambuco, Espírito Santo e São Paulo e encontrada em fundos de areia
e em algas calcárias, a profundidades de 56 a 110 me Deilocerus perpusillus (Rathbun,
1901), citada para Carolina do Norte, Antilhas e Brasil (Amapá, Pernambuco, Bahia,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul). Segundo TavarEs (1993)
D. perpusillus é semelhante a D. analogus, porém é facilmente separada pelo menor
desenvolvimento do dente pós-orbital.
1.Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. C.P. 42694, CEP 04299-970, São Paulo, SP, Brasil.
2.Bolsista CAPES-E-mail:camposjr@usp.br
3 Bolsista CNPq-E-mail:gasmelo Qusp.br
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 129-132, 27 nov.1998
130 Campos Jr. & MELO
A nova espécie, Deilocerus coelhoi, é proveniente de coletas do Projeto
Monitoramento, no litoral do Rio Janeiro. Os tipos estão depositados no Museu de
Zoologia, Universidade de São Paulo, Seção de Carcinologia, São Paulo (MZSP).
Elenco de espécies. Deilocerus perpusillus (Rathbun, 1901), D. laminatus (Rathbun,
1935), D. analogus (Coelho, 1973), D. decorus (Rathbun, 1933), D. hendrickxi Tavares,
1993, D. plana (Rathbun 1900) e D. coelhoi sp.n.
Chave para as espécies brasileiras do gênero Deilocerus
Ile Dente pös-orbital vestigial. Superficie dorsal da carapaga densamente granulada.
een eier D. perpusillus (Rathbun, 1901)
Ja: Dente pós-orbital não vestigial. Superfície dorsal esparsamente granulada ou sem
STANUlOS. nee No ee e AS A 2
2 (1°). Dente pós-orbital pouco desenvolvido. Superfície dorsal da carapaça esparsamente
stanulada er. en ee Me ee D. analogus (Coelho, 1973)
pi Dente pós-orbital bem desenvolvido. Superfície dorsal sem grânulos
Adao oras na io o ac Rd ee D. coelhoisp.n.
Deilocerus coelhoi sp.n.
(Figs. 1,2)
Tipos. Holótipo macho, Projeto Monitoramento Bacia de Campos, Rio de Janeiro- |
Petrobrás, est. 57, 23°36°S-41°51’W, (MZSP 11523); parátipos: fêmea (MZSP 11524) e |
fêmea (MZSP 11522), mesmos dados do holótipo.
Fig.1. Deilocerus coelhoi sp.n., holótipo macho, vista dorsal, comprimento da carapaça 3,0 mm, largura 3,2 mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 129-132, 27 nov. 1998
Nova espécie brasileira de gênero Deilocerus... 131
Diagnose. Carapaça plana e subcircular. Margem lateral da carapaça com espinho
agudo, projetado para frente, na porção mais larga. Espinho pós-orbital robusto (figs. 1,
2). Meropodito do terceiro maxilípodo projetado até o dente rostral. Exopodito ultrapas-
sando o isquiopodito do endopodito. Telso longo, quase alcançando a base dos quelípodos,
franjado e fusionado ao sexto somito abdominal.
Descrição. Carapaça plana, subcircular e ornamentada por pontuações diminutas,
com regiões bem delimitadas. Fronte formada por 2 dentes laminados, separados por
sinus que permite visão da porção distal da região bucal; margem externa dos dentes
convexa. Margem lateral com um espinho agudo, projetado para frente, localizado na
porção mais larga da carapaça. Cavidade bucal prolongada para frente, formando um
canal que atinge a fronte e que é dividido, até quase a sua extremidade, pelos maxilípodos
externos. Espinho pós-orbital robusto, projetado para frente. Espinhos oculares curtos e
móveis, córnea nítida, olhos projetados para fora da órbita com entalhe dorsal. Antenas
muito longas, que permanecem dobradas na cavidade orbital, aparecendo externamente
apenas uma pequena porção do pedúnculo. Meropodito do terceiro maxilípodo projetado
até o dente rostral e visível em vista dorsal. Exopodito ultrapassando o isquiopodito do
endopodito. Coxas das terceiras e quartas patas em plano mais elevado, sugerindo uma
projeção sobre a carapaça. Esterno pouco visível na fêmea, em vista ventral.
(>
Fig.2. Deilocerus coelhoi sp.n., holótipo macho, carapaça, vista dorsal. (Barra = 1 mm).
Abdome da fêmea com 6 somitos, com margens subparalelas, região mediana
levemente inflada e expansões globulares nas margens laterais dos somitos. Telso muito
grande, quase alcançando a base dos quelípodos, franjado e fusionado com o sexto somito
abdominal.
Medidas do holótipo. Comprimento da carapaça 3,0 mm; largura 3,2 mm.
Distribuição geográfica. Atlântico ocidental, Brasil (Rio de Janeiro).
Habitat. Encontrada em fundos de areia e lodo, e em profundidade de 170 metros.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 129-132, 27 nov.1998
132 Campos Jr. & MELO
Observações. Deilocerus coelhoi é similar a D. perpusillus e a D. analogus,
diferindo de ambas pelo dente pós-orbital robusto e pela superfície dorsal sem grânulos,
além da morfologia do esterno dos machos, que é visível e apresenta um nítido sulco
mediano.
Etimologia. Nome dado em homenagem ao Dr. Petrônio Alves Coelho, pelos seus
trabalhos sobre a fauna de Brachyura do norte e nordeste do Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Campos Jr., O. 1996. Taxonomia e distribuição dos Podotremata (sensu Guinot, 1977) das águas do
Atlântico Brasileiro. (Crustacea:Decapoda:Brachyura). 296p. Dissertação de Mestrado, Instituto de
Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo. [Não publicada].
CoELHo, P. A. 1973. Descrição preliminar de Clythrocerus analogus, n.sp. do litoral brasileiro (Crustacea:
Decapoda: Dorippidae). Ciênc. Cult., São Paulo, 25 (Supl.): 343.
GorkE, G. D. & HEARD JR., R.W. 1984. A review of the genus Clythrocerus (Brachyura: Dorippidae) in the
eastern Gulf of Mexico with notes on Clythrocerus stimpsoni. Gulf. Res. Rep., Missouri, 7(4): 351-355.
Meto, G. A .S. 1996. Manual de identificação dos Brachyura (caranguejos e siris) do litoral brasileiro.
São Paulo, Plêiade/FAPESP. 603p.
RATHBUN, M. J. 1901. The Brachyura and Macrura of Porto Rico. Bull. U. S. Fish Commn, Washington,
20(2):1-137.
1918. The Grapsoid crabs of America. Bull. U. S. natn. Mus., Washington, 97: 1-461.
1937. The Oxystomatous and allied crabs of America. Bull. U. S. natn. Mus., Washington, 166: 1-278.
TAvaRrEs, M. S. 1991. Espéces nouvelles de Cyclodorippoidea Ortmann et remarques sur les genres Tymolus
Stimpson et Cyclodorippe A.Milne Edwards (Crustacea: Decapoda: Brachyura). Bull. Mus. natn. Hist.
nat. Paris, 4º sér., Sec. A, Paris, 12(3): 623-648.
—. 1993. Description préliminaire de quatre nouveaux genres et trois nouvelles espéces de Cyclodorippoidea
américains (Crustacea: Decapoda: Brachyura). Vie Milieu, Paris, 43(2-3): 137-144.
— . 1996. Revision systématique des Cyclodorippidae américains (Crustacea, Decapoda, Brachyura). Bull.
Mus. natn. Hist. nat. Paris, 4º sér., Sec. A, Paris, 18(1-2):233-295.
WILLIAMS, A. B. 1984. Shrimps, lobsters, and crabs of the Atlantic coast of the eastern United States, Maine |
to Florida. Washington, D.C., Smithsonian Institution. 550 p.
Recebido em 10.03.1998; aceito em 24.07.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 129-132, 27 nov. 1998
COMPARATIVE ULTRAMORPHOLOGY OF THE PROVENTRICULUS
BULB OF TWO SPECIES OF MUTILLIDAE (HYMENOPTERA)
Flávio Henrique Caetano "3
Xavier Espadaler ?
Fernando José Zara !
ABSTRACT
The proventriculus bulb of two species of Mutillidae wasp, Mutilla ghillianii Spin. and Myrmilla
capitata Lucas are studied. The cuticular projections on the mobile lips in Murilla ghillianii are longer than
in Myrmilla capitata.
KEYWORDS. Ultramorphology, Proventriculus, Mutillidae, Hymenoptera.
INTRODUCTION
The proventriculus of insects is usually considered to be a region connecting the
crop to the stomach. This region may be more or less elaborate according to the feeding
habits of the insect, presenting structures that may aid both the separation of food and its
maceration for later digestion (CHapMmAn, 1975). These auxiliary structures (hairs or
cuticular teeth) are restricted to a region denoted proventriculus bulb which invarıably
projects into the crop. These structures in bees helps the separation of nectar to be
converted in honey from the pollen grains to be digested (SnopGrass, 1935, 1956). In ants,
the proventiculus bulb acts as a barrier to the food to be stored in the crop for short or long
periods. The proventriculus bulb of ants has also been used as an element for phylogeny
by Eısner (1957) and TomorakE (1997). In social wasps the bulb consists of four mobile
lips with a strong cuticular structure on the apex of which there are structures like a threads
(CAETANO & MacHaDO, 1982; CAETANO & OverAL, 1984). Its function as filtering
elements, as is the case of other Hymenoptera. In Polistes versicolor (Olivier, 1791) and
Polybia paulista (Ihering, 1896) the structures present in the lips are robust and seem to
be related to the process of food maceration rather than filtration, as propose for other
"Hymenoptera (ZuBen & CAETANO, 1994).
1. Dpto. de Biologia UNESP, Campus de Rio Claro, CEP 13506-900 SP, Brasil.
2. Centre de Recerca Ecologica I Aplicacions Forestals, Edifici C., Universitat Autônoma de Barcelona, 08193, Bellaterra, Spain
| 3. CNPq (Processo: 401538/90-7)
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 133-136, 27 nov. 1998
134 CAETANO; ESPADALER & ZARA
The aim is to show the variations in the proventriculus bulb in two species of
solitary wasps of the family Mutillidae.
MATERIAL AND METHODS
Five specimens of Mutilla ghillianii Spin. and nine of Myrmilla capitata Lucas were collected on the
campus of the Universitat Autônoma de Barcelona, Bellaterra, Spain, where some specimens are deposited.
The insects were anesthetized with ether vapor, dissected in physiological saline, fixed in aqueous
Bouin’s fluid for 12 hours and then transferred to 70% alcohol. After fixation, the crop region was dissected
to expose the proventriculus bulb, which was then dehydrated in increasing butyric alcohol concentrations (up
to 100%) for 10 minutes and then submitted to two baths in 100% acetone, each of 10 minutes duration. The |
material was brought to the critical point, mounted an 3M metal tape and covered with gold in a Balzer |
sputtering. The mounted material was examined with a Hitachi 570 SEM at 25 Kv and photographs were taken
with Ilford-HP5-ISO 400/270 film.
RESULTS AND DISCUSSION
The proventriculus of Mutilla ghillianii and Myrmilla capitata (figs 1 - 4) shows
differences in the two genera, with M. ghillianii (figs. 1, 2) showing much larger amounts |
of cuticular projections than M. capitata. In Myrmilla capitata (figs. 3, 4 ) the cuticular |
projections are quite reduced both in terms of size and number, and may even be |
considered absent. Note how the surface of the mobile lip is smooth below the cuticular |
projections. This species has no orifice on the outer surface of the mobile lip immediately
below the point where the cuticular projections start, which is responsible for the |
facilitation of the mobility of the organ.
The proventriculus bulb of Mutilla ghillianii (figs. 1, 2) is similar to that found in |
ants, of the genus Myrmecia, which are thought to belong to the least derived subfamily |
of Formicidae (CAETANO, observed data). As is the case of Myrmecia, each mobile lip
presents countless cuticular projections on the apex and on the surface that fills the lumen |
of the proventriculus. On the outer surface of each mobile lip there is an orifice |
immediately below the site where the cuticular projections start (fig. 1, arrow). In |
Myrmecia ants and in Polybia paulista and Polistes versicolor social wasps this orifice
has been associated with facilitation of the mobility of the mobile lip. This mobility takes |
place by action of the longitudinal muscles present in this region (ZuBEN & CAETANO, |
1994).
EisnER (1957) for ants. There are three longitudinal muscle bundles (inner, median and
outer) in the proventriculus neck of Neoponera villosa (Fabricius, 1804), but did not
propose its association with the mobile lips movement (CAETANO, observed data).
In Mutilla ghillianii the cuticular projections measure on average 16.2 um and in
M. capitata 6.6 um. These data show that in Myrmilla capitata the cuticular projections
do not function as a filter.
The reduced number and length of the cuticular projections on the proventriculus
bulb of Myrmilla capitata compared to Mutilla ghillianii suggests the gradual loss of these
structures. This fact has also been noted in ants of the subfamily Ponerinae (TOMOTAKkE,
1997). The reduction in size and number of cuticular projections may be involved in the |
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 133-136, 27 nov. 1998
The presence of longitudinal muscles attached to the mobile lip was described by |
Comparative ultramorphology of the proventriculus bulb... 135
“sansung axa E
4 3um
Figs. 1 - 4. Mutilla ghillianii: 1, proventriculus. The arrow indicates the orifice immediately below the point
where the projections start which is responsible for lip flexibility; 2, Detail of the filiform projections fully
penetrate the lumen, covering large part of mobile lip. Myrmilla capitata: 3, proventriculus; 4, Detail of the
apex of a mobile lip from the previous figure showing the filiform cuticular projections. (FP, filiform cuticular
projections; L, lumen; P, reverse crop epithelium; PV, proventriculus; S, mobile lips).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 133-136, 27 nov. 1998
136 CAETANO; ESPADALER & ZARA
possible alterations of the feeding habits of these insects along the derivative process.
REFERENCES
CAETANO, F. H. & MAcHADo, V. L. L. 1982. Morfologia e histologia do trato digestivo de Protopolybia exigua
exigua (Hymenoptera, Vespidae) e suas estruturas excretoras anexas. Papéis Avuls. Zool., São Paulo 34:
283-296.
CAETANO, F. H. & OveraL, W. L. 1984. Estudos do trato digestivo de vespas (Hymenoptera: Vespidae) e
estruturas excretoras associadas. I. Morfologia. Revta bras. Ent., São Paulo, 28 (4): 403-408.
CHAPMAN, R. F. 1975. The insects, structure and function. New York, American Elsevier. 819p.
Eisner, T. A. 1957. A comparative morphological study of the proventriculus of ants (Hymenoptera;
Formicidae). Bull. Mus. comp. Zool. Harv., Boston, 116: 438-490.
SNODGRASS, R. E. 1935. Principles of Insects Morphology. New York, Comstock. 667p.
— . 1956. Anatomy of honey bee. New York, Comstock. 334p.
TOMOTAKE, M. E. M. 1997. Ultra-estrutura do proventrículo de operárias da subfamília Ponerinae
(Hymenoptera: Formicidae). 129p. Tese (Doutorado em Zoologia). Instituto de Biociências - UNESP,
Rio Claro. [Não publicado].
ZUBEN, C. J. VON & CAETANO, F. H. 1994. Ultramorfologia do proventrículo de Polybia paulista (Ihering, 1896)
e Polistes versicolor (Olivier, 1791) (Hymenoptera: Vespidae). Naturalia, São Paulo, 19: 45-54.
Recebido em 06.04.1998; aceito em 23.07.1998.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 133-136, 27 nov. 1998
|
|
NOVA ESPÉCIE DO GÉNERO AEGLA DA BACIA DO
RIO PARAIBA, BRASIL (ANOMURA, AEGLIDAE)
Oswaldo Campos Junior !?
ABSTRACT
ANEW SPECIES OFTHE GENUS AEGLA FROM PARAÍBA RIVER BASIN, BRAZIL (ANOMURA,
AEGLIDAE). Aegla rosanae sp.n. is described. This is the first species of Aegla Leach, 1820 found in Paraíba
River basin, São Paulo, Brazil.
KEYWORDS. Aegla, Crustacea, South America, Paraíba River, Taxonomy.
INTRODUÇÃO
As espécies do gênero Aegla Leach, 1820 foram revisadas por Bonp-Buckur &
Buckup (1994). O gênero é endêmico para a América do Sul, ocorrendo desde Franca, no
Brasil (20º60"S - 47°40”W) (ScHmrrr, 1942), até o Chile 50°01’S - 75°18’W) (Jara &
Lopes, 1981). As espécies geralmente são encontradas na cabeceira dos rios, onde a
temperatura é baixa e a oxigenação é alta (HeBLING & RODRIGUEZ, 1977). Os registros do
gênero Aegla no Estado de São Paulo estavam restritos às bacias dos rios Grande, Tietê,
Paranapanema, Paraná e Ribeira e agora registrado para a bacia do Rio Paraíba, com a
descrição de Aegla rosanae sp.n.
Aegla rosanae sp. n.
(Figs.1-4)
Tipo. Holótipo macho, cabeceira do córrego Benfica, Bacia do Rio Paraíba,
Piquete, São Paulo, Brasil, 26.VI.1992, R. S. Lima, O. Takeshi e O. Campos Jr. col.,
Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo (MZSP 11162). Medidas: 22mm
(comprimento), 14mm (largura).
1. Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo; C.P 42694; CEP 04299-970 São Paulo, Brasil.
2. Pós graduação: CAPES. E-mail: camposjr@usp.br
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 137-140, 27 nov. 1998
138 CAMPOS-JR.
Diagnose. Cefalotórax convexo; espinho äntero-lateral da carapaça alcançando a
base da córnea; proeminências epigástricas pouco destacadas, forma ovalada; lobos
protogástricos pouco destacados; ângulo anterior da margem ventral do segundo epímero
inerme (figs. 1, 2). Crista palmar sub-retangular escavada; margem interna da face ventral
do ísquio do quelípodo com dois espinhos cônicos em posição distal. Margem externa
proximal do dedo móvel com lobo ornado por pontuações.
Descrição. Carapaça convexa, superfície finamente granulada, não fundida ao
epístoma. Rostro triangular, largo na base e de bordas lisas. Processo sub-rostral muito
desenvolvido em toda a extensão da margem dorsal; posição ventral mais larga que a
dorsal. Carena rostral bem nítida, com minúsculas escamas imbricadas, iniciando-se entre
os lobos protogástricos e coproeminências epigástricas pouco destacadas nos terços
proximais e ausentes no terço distal; porção apical do rostro formando um platô. Órbitas
pouco largas, rasas, limitadas externamente por um espinho orbital, margem orbital em
Fig. 1. Aegla rosanae sp. n., holótipo, vista dorsal, MZSP 11162, comprimento 22mm, (barra=7cm).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 137-140, 27 nov. 1998
Nova espécie do gênero Aegla... 139
forma de U. Ângulo ântero-lateral da carapaça com um tubérculo apical, que alcança a
base da córnea. Primeiro lobo hepático delimitado anteriormente por uma fenda profunda,
ângulo ântero-lateral pouco pronunciado. Segundo e terceiro lobos hepáticos delimitados
por incisões. Proeminência epigástrica pouco destacada de forma oval, superfície com
pequenas granulações e cerdas. Lobos protogástricos pouco destacados pela convexidade
da carapaça, margem anterior pouco elevada. Linha dorsal transversa sinuosa. Aréola sub-
retangular, margens laterais subparalelas em forma de U. Região epibranquial triangular,
margem ornada com escamas. Margem das áreas branquiais com escamas em toda a sua
extensão. Segundo epímero liso, margem äntero-lateral do epímero convexa.
Quelípodos desiguais, mão subquadrada ovalada, palma inflada na margem externa
coberta por escamas, quelípodo menor com leve escavação na face dorsal que se inicia na
zona de articulação carpo-palmar e se estende até quase a’ inserção do dedo móvel.
Quelípodo maior com crista sub-retangular, quelípodo menor com crista palmar mais
escavada; margem posterior da crista formando um ângulo reto (fig. 3). Dedos relativa-
mente curtos e grossos, com tufos de cerdas na margem interna; dedo fixo recurvado, com
uma escavação na face ventral. Margem externa proximal do dedo móvel com lobo ornado
Figs. 2 - 4. Aegla rosanae sp. n., holötipo, MZSP 11162; 2, vista dorsal; 3, quelipodo maior; 4, cefalotörax,
vista lateral (esquemático).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 137-140, 27 nov. 1998
140 CAMPOS-JR.
por pontuações, margem preênsil proximal dos dedos com dentículos em toda a sua
extensão e com dentes lobulares opostos no trecho proximal, mais evidentes no quelípodo
maior. Face dorsal do carpo erodida, rugosa, coberta por escamas e cerdas, margem
interna com quatro dentículos cônicos, o primeiro espinho é menor do que o segundo,
unindo-se à base deste, formando-se um espinho bifurcado; ângulo ântero-lateral interno
erodido. Dedo fixo recurvado com escavação na face ventral. Face dorsal do carpo rugosa
coberta por escamas, margem interna com dois espinhos cônicos, crista carpal com
elevações na região proximal do carpo e com escamas. Mero com espinho robusto na
margem interna, margem ventral do mero com dois espinhos cônicos; ísquio com um
espinho cônico robusto proximal e uma elevação anterior, dois menores proximais e uma
elevação pilosa após o espinho distal, extremidade distal com processo tuberculiforme.
Télson dividido com duas protuberâncias alongadas, atingindo as coxas dos
exopoditos do terceiro maxílipede. Quarto esternito torácico com uma protuberância em
cada ângulo ântero-lateral, região posterior plana, uma elevação mediana; margens
laterais levemente recurvadas.
Observações. Aegla rosanae sp.n é semelhante a Aegla paulensis Schmitt, 1942,
porém difere principalmente por: espinho äntero-lateral da carapaça alcança a base da
córnea; proeminência gástrica pouco destacada; rostro alcança a base das antenas e o
ísquio do quelípodo com dois espinhos.
Etimologia. Em homenagem à bióloga Rosana Souza Lima, que vem estudando os
peixes da Bacia do rio Paraíba, responsável pela infra-estrutura de campo.
Agradecimentos. A Jamil Tannús Neto, pelas ilustrações e ao Dr. Gustavo Augusto Schmidt de Melo
(MZSP) pelas críticas e sugestões.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bonp-Buckve, G. & Buckur, L. 1994. A Família Aeglidae (Crustacea, Decapoda, Anomura). Arq. Zool., São.
Paulo, 32(4):159-346.
HeBLING, N.J. & Ropricuez, W. 1977. Sobre uma nova espécie brasileira do gênero Aegla Leach. 1820
(Decapoda, Anomura). Papéis Dep. Zool. S. Paulo, São Paulo, 30 (19):289-294.
Jara, C. & Lopes, M. T. 1981. A new species of freswater crab (Crustacea, Anomura, Aeglidae) from insular
South Chile. Proc. Biol. Soc. Wash., Washington, 94(1):88-93.
SCHMITT, W.L. 1942. The species of Aegla, endemic South American fresh-water crustaceans. Proc. U. S.
natn. Mus. Washington, 91(3132):431-524.
Recebido em 05.11.1997; aceito em 27.07.1998
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 137-140, 27 nov. 1998
THE KARYOTYPES OF THREE BRAZILIAN SPECIES OF THE GENUS
DASYPROCTA (RODENTIA, DASYPROCTIDAE)
J. Fernando de S. Lima !
Alfredo Langguth **
ABSTRACT
The karyotypes of Dasyprocta fuliginosa Wagler, 1832 from the Amazon Region, of D. aguti
(Linnaeus, 1766) and D. prymnolopha Wagler, 1831 from Northeastern Brazil are described. Standard staining
techniques were applied to all species, and C and G banding techniques were applied only to D. aguti. All
species presented 2n=64 and FN=122. All pairs consist of two-armed chromosomes except the last, pair 31,
which consists of one-armed chromosomes. The data obtained are similar to those reported for other
Neotropical specimens, suggesting the karyotypic stability of the genus Dasyprocta Illiger, 1811.
KEYWORDS. Dasyprocta fuliginosa, D. aguti, D. prymnolopha, chromosomes, Brazil.
INTRODUCTION
According to Woops (1993), the dasyproctids are represented by two genera,
Dasyprocta Illiger, 1811 (11 species) and Myoprocta Thomas, 1903 (2 species). The
family Dasyproctidae is endemic of the American continent and most of its species occur
in South America.
The genus Dasyprocta is most in need of a taxonomic revision, and its is difficult
to identify the different species due to the presence of many intermediate forms. The
original pattern of distribution is certainly disturbed by trade, breeding in captivity and
release of animals far from their place of origin.
This genus has been little studied from a cytogenetic point of view (see references
in tab. I) and most of the available studies used only standard staining techniques. The
karyotypes of six species are known, with a stable diploid number (2n= 64) and
fundamental number (FN= 122). In the genus Dasyprocta, most autosomes are difficult
to classify due to their similarity in shape and size. Thus, investigators distinguished only
between one-armed or two-armed chromosomes.
The purpose is to study the karyotypes of Dasyprocta aguti Linnaeus, 1766, type
1. Instituto de Biologia e Saúde Pública, Fundação Universidade do Tocantins, Porto Nacional, TO, Brasil. E-mail: jfslima@life.ibrc.unesp.br.
2. Departamento de Sistemática e Ecologia, Universidade Federal da Paraíba, 58059-900, João Pessoa, PB, Brasil. E-mail: Alfredo O dse.ufpb.br.
3. Bolsista de Pesquisa do CNPq.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 141-145, 27 nov. 1998
142 Lima & LANGGUTH
locality Pernambuco, D. prymnolopha Wagler, 1831 that occurs in Northeastern Brazil
and D. fuliginosa Wagler, 1832 distributed from Western Amazonia to Venezuela,
Colombia, Equador and Peru.
MATERIAL AND METHODS
Voucher specimens were deposited in the mammal collection of the Departamento de Sistemática e
Ecologia, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, Paraíba.
The following specimens were karyotyped: two D. fuliginosa females (UFPB 1371-72) supplied by
Eletronorte, 1989 and captured during flooding of the reservoir of the Hydroelectric Plant of Samuel in the
Jamari River, Rondonia (08°45’S; 63°26’W); four D. aguti males (UFPB 1424, 1425, 2190, 2191) obtained
from the Parque Arruda Camera, João Pessoa (origin uncertain, probably Paraíba State) and the “Centro de
Criação de Animais Silvestres” (CCAS) of the Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) State of
Rio Grande do Norte, (origin uncertain, probably Rio Grande do Norte); two D. prymnolopha males (UFPB
1496-1497) also obtained from the CCAS, ESAM, (origin uncertain, probably Rio Grande do Norte).
The specimens of D. prymnolopha studied have the black spot located on the rump above the tail which
is characteristic of this species. The D. aguti examined have the rump and sides of the hip orange-rufous.
Husson (1978) considered D. aguti as a junior synonym of D. leporina (Linnaeus,1758) but it is not likely that
the animal from Guyana (D. leporina) belongs to the same species than the one from Pernambuco (D. aguti).
Mitotic preparations were directly obtained from bone marrow by the method of Baker et al. (1982).
Slides were submitted to standard staining and to G and € banding by the method of SEABRIGHT (1971) and
SuMmNER (1972) , respectively. Between 5 and 45 metaphases were analyzed from each species.
RESULTS AND DISCUSSION
All Dasyprocta aguti, D. prymnolopha and D. fuliginosa specimens showed a
diploid number of 2n=64 and a fundamental number of FN = 122. The autosome
complement (figs. 1,2) consists of 30 pairs of two-armed chromosomes, pairs 1 to 30, that
gradually decrease in size, and a single acrocentric, pair 31. Pairs 1,3, 7, 8 and 9 are
submetacentric, 2, 4, 5, 6, 10 and 11 are metacentric, and 12, 13, 14 and 25 are
subtelocentric. The small size of the remaining chromosomes do not permit a precise
classification by shape. In D. aguti the X is a medium-sized metacentric, as in most species
of Dasyprocta, ( tab. I) and the Y is a small metacentric (figs. 1, 2). Probably the X
chromosome of D. fuliginosa is also a medium-sized submetacentric equivalent in size to
the chromosme pair 3 (fig. 2) as in D. aguti.
The 2n, FN and sex pair of D. aguti studied here are identical to those of D. “aguti”
studied by HSU & BEnIRscHKE (1968). The same occurs with D. variegata Tschudi, 1845
(HUNGERFORD & SNYDER 1964) from Peru and Bolivia with respect to 2n, FN and
chromosome X, but chromosome Y differs by being a small submetacentric. The D.
fuliginosa females studied here showed 2n=64 and FN=122 like the remaining species in
the genus. We do not have information about Y morphology, since the present data only
refer to females.
The genus Myoprocta, with 2n=62, FN=118 (Hsu & BENIRSCHKE, 1968), differs
from most dasyproctids by presenting a lower 2n and FN. This decrease is due to the loss
of a two-armed chromosome pair. Furthermore, the X is a medium-sized submetacentric
chromosome and the Y is a small acrocentric. These differences in sex pair between the
genera Dasyprocta and Myoprocta may be explained by the occurrence of pericentric
inversions.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 141-145, 27 nov. 1998
The Karyotypes of three brazilian species of the genus Dasyprocta... 143
dh XX WE NU ER ES na
ay dE AS a8 aA GA Ab
va "ua su 8a E 48 "u
ns un o un a dum As
ua ne sf ba va Au as
8 9 LO Idi 12 103 14
an E E sa an ar aa
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
==» -
os
31 ?
Figs.1-2. Karyotypes: 1, Dasyprocta aguti (2n=64, FN=122), male, with standard staining; 2, D. fuliginosa
(2n=64, FN=122), female, with standard staining.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 141-145, 27 nov. 1998
144 Lima & LANGGUTH
22 29 24 25 26 AN 28
22 283 24 25 28 7 28
u .. ” a
29 30 a
as
31 h
Figs.3-4. Karyotypes of Dasyprocta aguti (2n=64, FN=122); 3, male, with C banding; 4, male, with G banding.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 141-145, 27 nov. 1998
The Karyotypes of three brazilian species of the genus Dasyprocta... 145
Table I. Karyotypes in the family Dasyproctidae. a, small acrocentric; M/m, large/small metacentric; SM/sm,
large/small submetacentric; “ ”, medium chromosome; * determined by us in accordance with the source; 1,
KasaHarA & Y.-YAsuDA (1984); 2, Hsu & BENIRSCHKE (1968); 3, HUNGERFORD & SNYDER (1964)
AUTOSOME
PAIRS WITH
SPECIES 2n EN larm 2armms X Y ORIGIN SOURCE
Dasyprocta azarae 64 - - - - - São Paulo - Brazil 1
D. “aguti” 64 *122 | 30 “Mº m Venezuela and Guianas 2
D. aguti 64 122 l SMS am Paraíba, Rio Grande do
Norte-Brazil -
D. fuliginosa 64 122 | 30 SM” - Rondönia - Brazil -
D. variegata 64 *122 l 30 "M” sm Perú, Bolivia, Argentina 3
D. prymnolopha 64 122 | 30 M - Rio Grande do Norte - Brazil -
Myoprocta acouchy 62 *118 1 29 “SM” a Amazonas - Brazil, Guianas
D
and Colombia
The G and € banding results were obtained only for D. aguti. The C-bands were of
variable size and located in the pericentromeric region of all autosomes and the X, whereas
the Y was completely heterochromatic. The resolution obtained by G banding permitted
areasonable pairing of most chromosomes (fig. 4). Chromosome X presented the two dark
bands, on its long arms, characteristic of mammals (PATHAK & STock, 1974).
The amount ofinformation now available on several species suggests the karyological
stability of Dasyprocta. Speciation in this polytipic genus has not been accompanied or
originated by chromosome differentiation or chromosomic reproductive isolation.
Acknowledgments. To Eletronorte for providing the D. fuliginosa specimens, to the Escola Superior
de Agricultura de Mossoró for the D. prymnolopha, to Parque Arruda Camera for providing some of the D. aguti
and to Gilson Ximenes, Museu de Zoologia, USP, for help in the identification of species.
REFERENCES
Baker, R. J.; Haipuk, M. W.; RoBBINs L. W.: CADENA, A. & Coop B. F. 1982. Chromosomal studies of South
American bats and their systematic implications. In: Mares, M.A. & GEnowAYs, H.H. Mammalian
Biology in South America. Linesville, Univ. Pittsburg, v. 6. p. 303-306.
Hsu, T. C. & BENIRSCHKE, K. 1968. An atlas of mammalian chromosomes. New York, Spring-Verlag,v. 2.
p. 72-76.
HUNGERFORD, D. A. & SNYDER, R. L. 1964. Karyotypes of two more mammals. Am. Nat., Lancaster, 98: 125-
127.
Husson, A. M. 1978. The mammals of Suriname. Leiden, E. J. Brill. 569 p.
KASAHARA, S. & YONENAGA-YASSUDA, Y. 1984. A progress report of cytogenetic data on brazilian rodents. Revta
bras. Genet., Ribeiräo Preto, 7(3): 509-533.
PATHAK, S. & Stock, A. 1974. The X chromosomes of mammals: karyological homology as revealed by
banding techniques. Genetics, Princeton, 78: 703-714.
SEABRIGTH, M. 1971. A rapid banding tecnique for chromosomes. Lancet, London, 2: 971-972.
SUMNER, A.T. 1972. A simple technique for demonstrating centromeric heterochromatin. Expl Cell Res.,
Stockholm, 75: 304-306.
Woops, €. 1993. Suborder Histricognathi. In: WiLson, D. E. & REEDER, D. A. M., eds. Mammal Species of
the World, 2. ed. Washington, Smithsonian Institution Press. p. 771-806.
Recebido em 23.01.1998; aceito em 29.07.1998.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 141-145, 27 nov. 1998
CULTIVOS MASIVOS DE DERMATOPHAGOIDES PTERONYSSINUS Y D.
SIBONEY (ACARI, PYROGLYPHIDAE) EN UN MEDIO
HIPOALERGENICO
Luisa Ventosa !
Naomi Cuervo !
ABSTRACT
MASIVE CULTIVE OF DERMATOPHAGOIDES PTERONYSSINUS AND D. SIBONEY (ACARI,
PYROGLYPHIDAE) ON HIPOALERGENIC MEDIA. Dermatophagoides pteronyssinus (Trouessart, 1897)
and Dermatophagoides siboney (Dusbabek et al., 1982) were reared on a hipoallergenic media, that permit to
improve all the contents of the cultures for preparation of allergic extracts, to diagnostic and treatment of
allergic disease.
KEYWORDS. Mites, Pyroglyphidae, cultures, hipoalergenic, extracts.
INTRODUCCIÓN
La producción masiva de ácaros piroglífidos constituye una de las principales
dificultades en la preparación de alergenos específicos para diagnóstico y tratamiento de
este tipo de alergia. En este sentido, el medio de cría resulta un factor limitante de
importancia. Numerosas investigaciones han sido conducidas a la obtención de medios de
cría que se ajusten a los requerimientos nutricionales del grupo (Bronswuk), 1972. En
general, estos ácaros crecen satisfactoriamente en medios ricos en proteínas, fundamen-
talmente harina de pescado, daphnia y descamaciones humanas, utilizándose estos
productos solos o en combinación con levadura.
Laalta antigenicidad de los medios anteriormente mencionados, los hace inapropiados
para cultivos destinados a la producción de extractos alergénicos (SPIEKSMA, 1969, 1976,
1985).
El objetivo consistió en elaborar un medio de cría hipoalergénico capaz de
proporcionar altos valores de crecimiento y de desarrollar las especies de interés, que
1. Instituto de Ecología y Sistemática. Carretera de Varona km 3'/,, Capdevila, Boyeros, A.P. 8029 C.P. 10800, Ciudad de La Habana, Cuba.
Teléfonos: (537) 57-8266 y 57-8010. Fax: (537) 24-9031 57-8266. E-mail: ecologia Wunepnet.inf.cu
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 147-150, 27 nov. 1998
148 VENTOSA & CUERVO
pudiera ser utilizado junto a la biomasa de ácaros desarrolladas en él, como materia prima
en la preparación de extractos específicos de ácaros.
MATERIAL Y MÉTODOS
Se utlizaron dos especies de ácaros que viven en el polvo doméstico de Cuba, Dermatophagoides
pteronyssinus (Trouessart, 1897) y Dermatophagoides siboney (Dusbabek et al., 1982) . Se elaboraron dos
medios para la cría (Medio 1 y Medio 2), en forma de harina fina, de textura homogénea, con partículas entre
0,2 y 0,8 mm tomando como control una mezcla 1:1 de harina de pescado y levadura anteriormente evaluada
en el laboratorio con buenos resultados. En los medios, se sustituyó totalmente la harina de pescado por otros
elementos de origen vegetal, con el objetivo de disminuir el nivel antigénico en los mismos. Los elementos
proteicos utilizados fueron soya y levadura.
Se realizó un análisis bacteriológico a ambos medios, sin que se detectara afectación sanitaria. En los
recipientes de cría, se repartió el medio a razón de 1/3 de su capacidad, ajuständose durante 24-72 horas en una
incubadora, a los requerimientos de humedad y temperatura de las especies a criar, D. pteronyssinus (25º C
70-75% HR) y D. siboney -(27°C y 75-80% HR). Pasado este tiempo, los frascos se inocularon de un cultivo
stock, con alrededor de 100-200 propágulos que no habían recibido alimento 24 horas antes. La boca del
recipiente se selló con papel de filtro y parafina, manteniéndose los cultivos en las mismas condiciones durante
10-16 semanas. En esta etapa, resulta muy importante airear los cultivos diariamente a fin de garantizar a los
ácaros un intercambio gaseoso adecuado.
Las observaciones de los niveles de crecimiento se hicieron diariamente bajo microscopio estereoscópico,
utilizando para las mismas una escala de cuatro grados establecida al efecto: ler grado (1-10 ac/campo); 2do
grado (10-20 ac/campo); 3er grado (40-50 ac/campo); 4to grado (más de 100 ac/campo)
Se mantuvieron los cultivos en un área de acceso controlado a fin de disminuir el riesgo de
contaminación por hongos, sóccidos y ácaros depredadores.
El nivel antigénico de los medios a evaluar se estimó mediante test cutáneos en 35 pacientes alérgicos,
utilizando histamina como control positivo y el buffer empleado en el proceso de extracción como control
negativo. La dilución empleada fué de 1:100,000
RESULTADOS Y DISCUSIÓN
Las especies, D. pteronyssinus y D. siboney, crecen satisfactoriamente en los dos
medios evaluados, aunque con mejores rendimientos en el medio 1 (fig. 1). En el cultivo
de D. pteronyssinus, se observa que el número de ácaros inoculados se mantiene estable
o disminuye ligeramente hasta la semana 3-4 en que se produce un incremento significa-
tivo de la población. A partir de este instante, el crecimiento es notable hasta la semana
8-10 en que de nuevo se estabiliza y comienza a disminuir la población, concordando estos
resultados con los SPIEKSMA (1985) para D. pteronyssinus. El cultivo de D. siboney
presenta un desarrollo similar aunque el ciclo por características propias de las especie está
desplazado 2-4 semanas, en relación a la especie mencionada (fig. 2).
Durante el pico de crecimiento, en ambos cultivos se observa una gran cantidad de
ácaros bajo una capa gruesa de exuvias, ácaros muertos y excretas. El cultivo de D.
pteronyssinus, puede considerarse apto para utilizar en la preparación de extractos a partir
de la semana 8-10, mientras que el de D. siboney, lo está en la semana 12-14. En este
último cultivo, se observó frecuentemente, la presencia de formas heteromorfas en el
período de estabilización o disminución de la población, lo cual podría utilizarse como
criterio de madurez del mismo.
Se prepararon extractos con los medios de cría utilizados, con los que se hicieron
pruebas de toxicidad aguda y sub aguda , en modelos de laboratorio, específicamente
ratones y curieles, según las normas y reglamentaciones establecidas. Posteriormente se
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 147-150, 27 nov. 1998
Cultivos masivos de Dermatophagoides pteronyssinus y D. siboney...
149
100
D. pteronyssinus D.siboney
EI Control (NI Medio 1 ES Medio 2
Fig. 1. Comparaciön de los niveles de crecimiento de las poblaciones de Dermatophagoides pteronyssinus y
P. siboney (medio eval.).
Nº de acaros / (grados)
4
3
2
1
ATA EA SU T ES A SA
(o) ! 2 3 éh 5 6 (7 8 9 Io ll I2 13 14 15 I6
t (semanas)
— D. pteronyssinus —— D. siboney
Fig. 2. Desarrollo de las poblaciones de Dermatophagoides pteronyssinus y D. siboney en condiciones de
laboratorio.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 147-150, 27 nov. 1998
150 VENTOSA & CUERVO
efectuó la evaluación clínica de los extractos realizados con estos medios, a fin de verificar
la hipoalergenicidad de los mismos.
La hipoalergenicidad del medio 1 permite la utilización del cultivo completo como
materia prima en la preparación de extractos alergénicos de ácaros.
Esto representa un aumento potencial del valor antigénico del extracto, toda vez que
pueden aprovecharse las excretas, exuvias y otros materiales relacionados con la fisiología
de los ácaros de alto valor antigénico, parte de lo cual se pierde con el empleo de los
métodos tradicionales de separación de ácaros del medio. El medio evaluado, permite la
obtención de una materia prima bien definida y replicable, lo cual facilita la obtención de
extractos de ácaros, mucho más homogéneos en cuanto a composición y actividad.
Agradecimientos. A las técnicas Damaris Torralba y Yunia Oliva del Centro Nacional de Biopreparados
por su ayuda en el cuidado y mantenimiento de las crías.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRonswuK J.E.M.H. van. 1972. Food preference of pyroglyphid house dust mites. Beth. J. Zool., 22: 335-340
SPIEKSMA, F.T. M. 1969. Cultivation of house dust mites. J. Allergy, St. Louis 43(3): 151-152
— . 1976. Cultures of house dust mites on animal skin scales. Allergol Inmunopathol, 4: 419-428.
— 1985. Selecction of source materials for reference preparations of mites. In: EHRLICH, P. ed. International
seminar regulatory control and standarlization of allergenis extracts 4º. 232 p.
Recebido em 18.08.1997; aceito em 31.07.1998
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 147-150, 27 nov. 1998
EFFECT OF ENVIRONMENTAL SALINITY ON THE APICAL
SURFACE OF CHLORIDE CELLS OF THE EURYHALINE TELEOST,
MUGIL PLATANUS (PISCES, MUGILIDAE)
José Claro da Fonseca Neto !?
Henry Louis Spach '
ABSTRACT
Juvenile mullets Mugil platanus (Günther, 1880) were transferred from saltwater to waters with
decreasing salinities in order to observe changes in the gill epithelium morphology, mainly at the apical surface
of chloride cells (CCs) of the afferent filament side. The openings of juveniles CCs adapted to sea water are
narrow and deep among the borders of adjacent pavement cells with © = 0.5 - Tum. Changes in ultrastructure
were observed within 15 min after the transfer to freshwater. At first, the surface of openings became larger,
usually with & = 0.5 - Im, and exhibited microvilli. Since openings with different sizes were present after
6 h in freshwater, the response of the operings of CCs in M. platanus adapted to freshwater was not an all-or-
none phenomenon.
KEYWORDS. Gill arch, chloride cells, Mugil platanus.
INTRODUCTION
Chloride cells (CCs) appear to be responsible for the osmotic regulation of fish
adapted to sea water and freshwater due to their columnar position in the epithelia, the
high number of mitochondria in the cytoplasm, the basolateral membranes in close
association with the mitochondria and the presence of Na-K-ATPase in intimate
association with the tubular system membrane (Pısam, 1981; KArnakY et al., 1984).
Another strong evidence for the participation of CCs in the osmoregulation
processes is the ultrastructural modification associated with the Na-K-ATPase enzyme,
that occurs when the fish adapt to environmental changes. During the adaptation of
euryhaline fish to sea water, the following has been observed: (1) an increase in enzymatic
activity (HossLer et al., 1979; Epstein et al.,1980), (2) an increase in size and number of
CCs and mitochondria (SHIRAI & UTIDA, 1970; Pısam, 1981), (3) a greater development of
1. Centro de Estudos do Mar, Universidade Federal do Paraná . Av. Beira Mar S/N 83255-000, Pontal do
Paranä, Pontal do Sul, Paranä, Brasil. e-mail: claro@aica.cem.ufpr.br; hspach@ aica.cem.ufpr.br.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 151-156, 27 novembro 1998
152 Fonseca NETO & SPACH
the tubular system (SHirar & Uria, 1970) and (4) a development of accessory CCs
forming “leaky junctions” (Pısam et al., 1990). During adaptation to freshwater, the
process is inverted and a decrease in enzyme activity occurs, as well as in the number and
size of CCs and mitochondria, in the tubular system (SHyRAI & UTiDA, 1970; Evans, 1993)
and in general the intercellular complexe between the CCs and the accessory CCs
disappears.
Several studies have been performed to evaluate the effecton CCs of euryhaline fish
in distinct environments. However, the majority of these studies consisted on adapting
freshwater fish to sea water and only few have attempted the opposite. This study, using
scanning electron microscopy (SEM), aims to show apical changes of CCs the gill
epithelia of young mullets Mugil platanus (Günter, 1880),when submitted to decreasing
salinity gradients.
MATERIAL AND METHODS
Young Mugil platanus of 28 to 33 mm were captured during the summer of 1995, using a 7.0 m x 2.0
m beach seine net and | mm wire mesh in creeks situated on the beach at Pontal do Sul, Paraná, Brazil. They
were transported and maintained in a controlled temperature chamber at 25°C, during 7 days in fiber tanks with
300 L of sea water with the same salinity of the collection area. During this period, fish were fed once a day
with pellet rations such a Pirá Tropical Growth in a proportion equivalent to 20% of the tank biomass.
After the acclimation period, 20 individuals were transferred directly to buckets containing 16 L of
water with salinities of 34%o (control), 15%o, 5%o, 3%0, 1% and 0%o (freshwater), including a replica for each
salinity. Throughout the experiments the water was aerated and the fish were not fed. At the end of each
sampling, dead fish were removed, the detritus were siphoned and the water level was readjusted. Individuals
that showed signs of stress, such as a darkened dorsum, irregular swimming, or those which remained immobile
on the bottom or moved only when stimulated mechanically, were not used for the chloride cell analysis.
From each bucket two individuals were collected in a time frame of 1, 3, 6, 12, 24, 48 and 96 h after
the beginning of the experiment. In the O %o salinity, observations were made at 15, 30, 45 min and 1, 3 and
6 h. The fish were decapitated and the gill arches were carefully removed from the opercular cavities. In the
34%o and 15%o salinities, the arches were rinsed with a Curtland solution. In the other salinities, the arches were
rinsed with a saline solution (NaCl 0.9%). The second left gill arch was removed and fixed for 24 h at 4-5 °C
with 3% glutaraldehyde buffered with 0.2 M sodium cacodilate (pH 7.2), and then rinsed. They were to 50%
ethanol for 15 min and then preserved in 75% ethanol at a temperature of 4-5°C. In preparation for the SEM,
then arches were successively transferred to 90% ethanol and two series of 100% ethanol and maintained for
15 min in each concentration, dehydrated with CO, and sputter coated on an aluminum support. The
observations and electron micrographs were perfomed with Scanning Eletronic Microscopes Phillips (SEM
505) and JEOL (JSM 840 A). The electron microgaphs were classified according to salinity and time treatments
and the largest and smallest axis of the CC openings were measured. In order to test the hypothesis that the
openings do not vary according to time and salinity, the t-test and two-way analysis of variance were used.
When significant differences were observed (p< 0.05), a test of minimum significant difference was used
(SNEDECOR & COCHRAN, 1980).
The material is deposited in the reference collection of the Ichthyoplankton Laboratory , Centro de
Estudos do Mar, Universidade Federal do Paraná, Pontal do Sul.
RESULTS
In all the salinities used, many openings were randomly distributed among the
pavement cells, in the afferent side at the base of the secondary lamellae and in the
interlamelar region of the gill filament epithelium (fig. 1).
The mean, standard deviation and range values of the large and small axis of the
chloride cells are shown in table I. Alterations in the surface ultrastructure of the epithelial
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 151-156, 27 novembro 1998
Effect of environmental salinity on the apical surface of... 153
Figs. 1-6. Gill filaments of Mugil platanus exposed to 34, 3, 1 and 0% salinities: 1, afferent region of filament
showing CC openings in 34% salinity after 96h; 2, detail of CC opening in 34% salinity after 96 h; 3, detail
of CC opening in 3% salinity after 1 h. Note the presence of microvilli; 4, detail of CC opening in 1% salinity
after 12 h. Note the presence of mocrovilli; 5, afferent region of filament showing CC openings in 0% salinity
after 30 min; 6, detail of CC opening with many microvilli in 0% salinity after 1 h. Bars Ium.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 151-156, 27 novembro 1998
154 Fonseca NETO & SPACH
Table 1. Range, mean and standard deviation of the large and small axis of the chloride cell openings in gills
of juvenile Mugil platanus in all salinities during 96h experiment.
Salinity Large axis (um) Mean (jm) Small axis (um) Mean (pum)
34%o 0,50 - 1,50 0,82 + 0,24 0,50 - 1,00 0,70 + 0,24
15%o 0,50 - 1,50 0,95 + 0,27 0,50 - 1,50 0,79 + 0,26
5%o 0,50 - 2,00 0,95 + 0,28 0,50 - 1,00 0,77 + 0,24
3%o 0,30 - 3,00 1,02 + 0,41 0,30 - 2,50 0,73 + 0,26
1%o 0,50 - 3,50 1,15 + 0,52 0,30 - 2,50 0,87 + 0,37
Freshwater 0,50 - 5,00 1,96 + 0,89 0,50 - 4,00 1,35 + 0,65
openings after 96 h in 34%o, 15%o and 5%o salinities were not significant (fig. 2).
In the 3%o salinity, the openings showed some alteration in the size and microvilli
appear after Ih of experiment (fig. 3). The fish in 1%o salinity showed larger openings and
the microvilli were more frequent (fig. 4). In freshwater, after 15 min of experiment,
openings with increased dimensions and microvilli were clearly visible. (figs. 5,6).
A two-way analysis of variance in the larger axis showed significant differences
between salinities, time, and an interaction between these two factors. A multiple
comparison test of minimum significant differences (MSD) showed that this axis obtained
greater mean lengths in 0%o salinity, followed by 1%o, both being larger than in all other
salinities. Non-significant differences were found between the mean values of 3%o, 5%o
and 15%o salinities, and the mean values in the 5%o and 15%o salinities were not
significantly different from the 34%o salinity means. Regarding the mean length of the
larger axis throughout the time frame, the MSD showed a significantly greater mean value
after 6h of experimentation. Significant differences did not occur between the values of
the other time frames (tab. II).
Table II. Results of two-way analysis of variance applied in the greater and lesser axis of the CC openings in
Mugil platanus, comparing salinities and times. Results of significant differences by multiple comparison of
minimum significant differences test (MSD). NS- non-significant difference; *P < 0.05.
LARGER AXIS SMALLER AXIS
F F
SALINITY (SAL) 3.65 * 1.95 NS
TIME (T) 3.28* 4.28%
INTERACTION 3.00* 2.45*
MSD LARGER AXIS SAL0% SAL 1% SAL 3% SAL5% SAL 15% SAL 34%
T6 TI T3 T12 T24 T48 T96
Concerning the smaller axis, a two-way analysis of variance pointed to significant
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 151-156, 27 novembro 1998
Effect of environmental salinity on the apical surface of... 155
differences between time and to the interaction between the effects of salinity and time,
with no significant differences between salinities. The use of the multiple comparison test
of minimum significant difference pointed to a greater mean length after 6 h of
experimentation. Moreover the averages at 1, 3 and 48 h are similar to those at 96 h, which
are significantly greater than the means at 12 and 24h of the experiment (table II).
DISCUSSION
The morphological changes of CCs are perhaps the best documented responses for
the transfer of a euryhaline fish from freshwater to sea water and vice versa. While KesseL
& BEAMs (1962) and PHILPOTT & CopELAND (1963) did not observe evident changes in CCs
when exposed to sea water, other authors noted an increase in their number and size
(SHIRAI & UTIDA, 1970; Pısam, 1981; Pısam et al., 1987).
According to Mama (1990) the adaptation of a fish to a new environment occurs
during a brief period, being faster in freshwater than in sea water. In juveniles of M.
platanus, there was a rapid response to the reduction of salinity mainly in freshwater with
concentrations under 5%, where a noted increase of the openings in the CCs was observed
after only 15 min of experimentation. Rapid alterations were also observed in Mugil
cephalus Linnaeus, 1758 (HossLer, 1980), in which changes in the openings occured after
3 hin freshwater. Slower responses were observed in Lebistes reticulatus Peters, 1859
(STRAUS, 1963) and Anguilla japonica Temmick & Schlegel, 1912 when transferred to
freshwater (SHirRAI & UriDA, 1970). Such differences could be correlated with the
osmoregulatory ability of the fish (Hwanc & Hirano, 1985).
In freshwater-adapted teleosts, the CCs showed openings with large diameters
containing many microvilli (PHILPOTT & CoPELAND, 1963; HossLER, 1980). These alterations
of the CC openings were observed in juvenile M. platanus and were similar to changes
previously reported fo M. cephalus by HossLer et al. (1979) and HossLer (1980).
Hosster (1980) observed that in M. cephalus, maintained in 10%o salinity, the
openings of the CCs measured from 1 to 5 um and showed numerous microvilli on their
surface. After 24 hin freshwater, the openings had a mean diameter of 3-6pum. Considering
the differences among species and fish size, the changes observed in this study were
different from those observed by HossLer (1980) in M. cephalus. In M. platanus the
openings measured 0.50 x 1.50um in sea water and 0.50 x Sum in freshwater.
Maina (1990) observed that the morphological modifications of the CCs in
Oreochromis alcalicus grahami Boulenger, 1910 are not an all-or-none phenomenon, and
that the degree of responses is dependent on the salinity gradient of the environment, on
the species, and on the stage of development. The different levels of morphological
modifications of CCs from the gillof M. platanus submitted to the same treatment appear
to agree with the statement that the CCs’ responses are not uniform.
When the fish are transferred to freshwater, the morphological responses may be the
consequence of physiological response. EpstTEIN et al. (1980) transferred Anguilla sp.
adapted to sea water, to freshwater for only 2 h, and observed a sudden drop in flux rates
of Na* and CI‘, without hte concomitant alteration in Na K ATPase. This suggests that this
flux change could be the result of the effect of hormones (prolactin) on the “leaky
junctions” of the CCs-CCs or on the permeability of the apical membrane of the CCs,
providing an immediate protection against demineralization. This immediate protection
Iheringia, Ser” Zool., Porto Alegre, (85): 151-156, 27 novembro 1998
156 Fonseca NETO & SPACH
could explain the absence of deaths among the juveniles of M. platanus transferred to 15%o
and 5%o salinities. Although morphological variations were present, they did not show
significant differences from the control group. According to HwanG & Hirano (1985) the
intermediary salinities provide only part of the CCs’ responses. Such hormonal processes,
as well as the substantial and rapid alterations in CC openings, do not appear to be
sufficient for the survival of the juvenile M. platanus transferred directly to 3%o, 1% and
0%o salinities.
Acknowledgments. To CAPES, the Centro de Estudos do Mar-UFPR, the Centro de Microscopia
Electrônica-UFPR and the Laboratório de Microscopia Electrônica, Instituto de Física, Universidade de São
Paulo, for their collaboration in this study.
REFERENCES
EpstTEIN, F.H.; SıLva, P. & KoRMANIK, G. 1980. Roles of Na-K-ATPase in chloride cell function. Am. J.
Physiol., Bethesda, 238: 246-250.
Evans, D.H. 1993. Osmotic and ionic regulation In: Evans, D.H. ed. The physiology of fishes. Florida, CRC
p. 315-342.
Hosster, F.E. 1980. Gill arch of the mullet, Mugil cephalus. III. Rate response to salinity change. Am. J.
Physiol., Bethesda, 238:160-164.
Hosster, F.E.; Rusy, J.R. & McWıwan, T.D. 1979. The gill arch of the mullet, Mugil cephalus. 1.
Modification in surface ultrastructure and Na-K-ATPase content during adaptation to various salinities J.
exp. Zool., New York, 208:399-406.
Hwang, P.P. & Hirano, R. 1985. Effects of environmental salinity on intercellular organization and junctional
structures of chloride cells in early stages of teleost development. J. exp. Zool., New York, 236:115-126.
KArnakY, K.J. JR.; DEGNAN, K.J. et al. 1984. Identification and quantification of mitochondria-rich cells in
transporting epithelia. Am. J. Physiol., Bethesda, 246:770-775.
KesseL, R.G. & BEAms, H.W. 1962. Electron microscope studies on the gill filaments of Fundulos heteroclitus
from sea water and fresh water with special reference to the ultrastructural organization of the “chloride
cell”. J. Ultrastruct. Res., Orlando, 6:77-87.
Maina, J.N. 1990. A study of the morphology of the gills of an alkalinity and hyperosmotic adapted
teleost Oreochromis alcalicus grahami (Boulenger) with particular emphasis on ultrastructure of
the chloride cells and their modifications with water dilution. A SEM and TEM study. Anat.
Embryol., New York, 181:83-98.
PHILPOTT, C.W. & CoPELAND, D.E. 1963. Fine structure of the chloride cells from three species of Fundulus.
J.Cell Biol., New York, 18:389-404.
Pısam, M. 1981. Membranous system in the chloride cells of teleostean fish gill: their modifications in response
to the salinity of environment. Anat. Rec., New York, 200:401-414.
Pısam, M. Carorr, A. & RamBours, A. 1987. Two types of chloride cells in the gill of freshwater-adapted
euryhaline fish: Lebistes reticulatus: their modifications during adaptation to saltwater. Am. J. Anatom.,
New York, 179:40-50.
Pısam, M.; BouEr,G.; et al. 1990. Ultrastructural features of mitochondria-rich cell in stenohaline freshwater
and sea water fishes. Am. J. Anatom., New York, 187:21-31.
SHIRAI, N. & UTıpa, S. 1970. Development and degeneration of the chloride cell during sea water and fresh water
adaptation of the japanese eel Anguilla japonica. Z. Zellforsch. mikrosk. Anat., Berlin, 103: 247-264.
SNEDECOR, G.M. & CocHRAN. W.G. 1980. Statistical methods. 7 ed. Iowa, Iowa State Univ. 507p.
STRAUS, L.P. 1963. A study of the fine structure of the so-called chloride cell in the gill of the guppy Lebistes
reticulatus. Physiol. Zoöl., Chicago, 36(3):183-198.
Recebido em 06.10.1997; aceito em 04.08.1998.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 151-156, 27 novembro 1998
THE ETHIOPIAN SPECIES OF THE GENUS METANIA (PORIFERA,
METANIIDAE): I. REDESCRIPTION OF M. POTTSI, COMB. N.
Carla Maria M. da Silva !
Cecília Volkmer-Ribeiro !
ABSTRACT
Tubella pottsi Weltner, 1895, from the Ethiopian Region, is redescribed and transferred to genus
Metania Gray, 1867. New features of spicules, gemmules and skeleton structure are described and SEM
illustrated. The following new synonymies are established with Metania pottsi: Potamolepis schoutedeni
Burton, 1938, M. lissostrongyla Burton, 1938 and M. vanryni Brien, 1968.
KEYWORDS. Metaniidae, Metania, Ethiopian Region, Freshwater sponges, Taxonomy.
INTRODUCTION
The revision of the genus Metania Gray, 1867 started with the study of the
Neotropical species: description of Metania fittkaui Volkmer-Ribeiro, 1979 and M. subtilis
Volkmer-Ribeiro, 1979 from Amazonian waters (VOLKMER-RIBEIRO, 1979) and
redescription of M. reticulata (Bowerbank, 1863), type species of Metania, recorded for
the Brazilian and Venezuelan Amazonia, and of M. spinata (Carter, 1881), ranging from
the Amazon basin to the northwest of São Paulo State (VOLKMER-RIBEIRO, 1984).
VOLKMER-RIBEIRO (1986) erected the family Metaniidae for the genera Metania,
Acalle Gray, 1867, Drulia Gray, 1867 and Corvomeyenia Weltner, 1913. Acalle and Drulia
are exclusively Neotropical and Metania is the only in the family to present a Gondwanic
distribution. VOLKMER-RIBEIRO (1992) revised the genus Corvomeyenia with Neartic and
Neotropical distribution.
VOLKMER-RIBEIRO & Costa (1992) described a Neotropical species, Metania kiliani,
redescribed M. spinata (Carter, 1881) and proposed a key for all the five species from
this region. VOLKMER-RIBEIRO & Costa (1993) redescribed the species of Metania from
the Oriental and Australian regions upon SEM studies of the spicules and skeletal and
gemmular structures.
Only four of the eight species of Metania recorded from the Ethiopian Region were
originally described in this genus: Metania lissostrongyla Burton, 1938, M. innominata
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotänica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, CEP 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
158 Siva & VOLKMER-RIBEIRO
Burton, 1938, M. vanryni Brien, 1968 and M. rhodesiana Burton, 1938. The last one
considered by PEnnEY & RAcek (1968) as not generically determinable because neither
gemmulae nor gemmoscleres were present. The other four species were referred to the
genus Metania by the following authors: Burron (1938) described Spongilla brieni,
which had only immature gemmules, and considered its microscleres as identical to those
of Metania innominata and M. rhodesiana; VOLKMER-RIBEIRO (1986) synonymized
Parametania Brien, 1968 with Metania Gray, 1867, with the transfers of P. schoutedeni
(Burton 1938) and P. godeauxi Brien, 1968 to this genus; PENNEY & RacEk (1968)
synonymized Tubella pottsi Weltner, 1895 and Metania lissostrongyla with M. vesparia
(von Martens, 1868). VOLKMER-RIBEIRO & Costa (1993) removed Tubella pottsi and M.
lissotrongyla from the synonymy of Metania vesparium (von Martens, 1868), maintaining
both in their original genera.
MATERIAL AND METHODS
Fifty measures of length and widht as well as camera lucida drawings were made for each spicule
category out of every specimen. To perform SEM analysis the spicules were boiled in nitric acid in a test tube
until complete dissolution of the organic material. The cleaned spicules held in suspension in distilled water
were next dropped on the stubbs and allowed to dry up. The gemmules were hand cut and glued on the stubs.
Gold coating was performed in a BALTEC Sputter Coater and the materials were studied and photographed in
a Jeol JSM / 5200. Abbreviations used in the text: BMNH, The Natural History Museum, London, England;
INEAC, Institut National pour L’£tudes Agronomiques du Congo Belge, Zaire; MCN, Museu de Ciências
Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brazil; MRAC, Musée Royal de L’Afrique
Centrale, Terviiren, Belgium; ZMB, Zoologisches Museum der Humboldt Universität, Berlin, Germany.
Metania pottsi (Weltner, 1895), comb. n.
(Figs. 1-12)
Tubella pottsi WELTNER, 1895: 143 (illustrated in WELTNER, 1894: fig. 5); ANNANDALE, 1914: 245; GEE,
1931: 46; 1933: 240; LAUBENFELS, 1936: 37; PEnnEY, 1960: 59; PENNEY & RAcek, 1968: 149-151.
Acalle pottsi, Burton, 1934: 412; ArnpT, 1936: 17.
Potamolepis schoutedeni Burton, 1938: 461, fig. 3, pl. I, fig. 7. N. Syn.
Metania lissostrongyla Burton, 1938: 463, fig. 6, pl. II, figs. 1-4; Penney, 1960: 45; Brien, 1968: 400, figs.
6,7, pl. III, figs. 25-31; Penney & Rack, 1968: 149-151. N. Syn.
Metania vesparia PENNEY & RacEk, 1968: 149 (partim in syn.), pl. XIV, figs. 8-12 (non Metania vesparium
von Martens, 1868: 61).
Parametania schoutedeni; BRıENn, 1968: 384, figs. 1,2, pl. I, figs. 1-10.
Metania vanryni BrıEn, 1968: 406, figs. 8,9, pl. III, figs. 32-38. N. Syn.
Holotype and type locality. ZMB 1765, Zaire [ex Belgian Congo], Chiloango River,
1875, von Mechow leg. (figs. 1, 2).
Comments on the holotype. Weltner’s brief original description of Tubella pottsi
clearly refers to the examination of a single specimen, which he listed and illustrated as
an unknown species in WELTNER (1894, fig. 1). The specimen is deposited in the ZMB,
and is thus the holotype of Metania pottsi. The shell of the freshwater mussel Aetheria
caillaudi upon which the sponge formed a thin and descontinuous crust (fig. 1) is presently,
as well as the sponge, broken into fragments due to dryness (fig. 2). Quite probably the
shell was already devoid of the mussel at the time of the sponge collection. The holotype
presents all the features originally described besides the ones presently reported.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
The ethiophian species of the genus Metania... 159
N
IN a MF
Rito ga ds
2 u,
ER AST 5
2
“+
Fee
37
E
: k
VESPA
atra
Sch
Eine noch unbeschriebene
Tubellaart, eine Aetheria
caillaudi Fer. krustenförmig
überziehend. Westafrika.
Trockenpräparat.
Vergrösserung "4.
DER creep associa
Figs. 1-3. Metania pottsi (Weltner, 1895): 1, original illustration of the sponge in WELTNER (1894); 2, same
specimen, holotype (ZMB 1765) (Photograph by V. Heinrich, ZMB); 3, specimen from Chiloango River
(MRAC, 1697) (Photograph by José Schuster, PUCRS). Bar = 2cm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
160 SILVA & VOLKMER-RIBEIRO
Diagnosis. Sponges forming from shallow crusts to bulbous growths with a
conspicuously reticulated skeleton of main and secondary fibers, hispid surface usually
sculptured into crests, bumps and furrows. Megascleres composing two categories of
strongyles, the alpha megascleres smooth and the beta megascleres shorter, rare, with
smooth extremities and a middle concentration of rounded proeminences; microscleres
abundant microxea with a few larger spines at the central portion; gemmules abundant,
free or singly contained in gemmular capsules of alpha megascleres; gemmoscleres with
conspicuous variation of the shaft length and a circular or polygonal flat to ondulated
lower rotule with thin, slightly incurved entire borders, upper rotule from knobed, with a
few incurved spines or hooks to regular, small, umbonate with margins irregularly cut in
a number of conspicuously incurved spines or hooks.
Redescription. Sponges with irregular shape and size, progressing from small thin
crusts (figs. 1, 2) to larger thicker crust 5 to 20 cm in diameter and 2 to 4 cm high or
sponges forming spherical or bulbous growths around branches and twigs reached by the
flooding waters (fig. 3, also Burton, 1938: pl. II, figs. 3, 4; BRıen, 1968b: pl. III, fig. 25).
Larger specimens are usually thicker at their middle portion (fig. 3) indicating new growth
at each flooding period on top as well as around the mother sponge.
Surface conspicuously reticulated, covered by a thin ectosome. The usually
conspicuous oscula may be located inside the furrows (fig. 3) on top of conical projections
or aligned along the crests (BrıEn, 1968a: pl. I, figs. 1, 2).
The multispicular skeleton fibers form a reticulum which progresses from slım to
very thick fibers and thus from large to very small, eliptical or polygonal meshes which
are usually larger towards the sponge surface (BrıEn, 1968b: pl. II, fig. 26). Spongin
scarce. Main and secondary fibers may be distinguished in the reticulate skeleton (fig. 4,
also BrıEn, 1968b: pl. III, figs. 26, 27 and 33) or else all fibers are of about the same
thickness (BRıEn, 1968b: pl. II, figs. 26, 27).
The abundant and variable sized gemmules are usually found free throughout the
sponge coanosome, but they may also be singly held in capsules linked to one another
and to the skeletal fibers (fig. 4). Some specimens show a larger concentration of gemmules
in the basal portion. The gemmular capsules are built of alpha megascleres, microscleres
and scanty spongin and progress from an open reticulum to closed walls which completely
conceal the gemmules.
Dry sponge, light to dark brown or gray. A cross section of some specimens discloses
differently colored layers, the greyish ones being harder and less friable than the brownish
ones, all layers plenty of gemmules.
Alpha megascleres. Smooth, straight to slightly curved, short to long, slim to stout
amphistrongyla with sometimes enlarged extremities (fig. 7, 11). Some rare styles present
(fig. 11). The alpha megascleres build up the skeletal fibers as well as the gemmular
cages. Dimensions: length 109.0 — 351.1 um; width 8.5 — 53.3 um.
Beta megascleres. Extremely rare. Short, stout, straight to slightly curved
amphistrongyla with smooth extremities and a few to several rounded or bumped
proeminences usually grouped at the spicule middle portion (figs 7, 8, 11). They reach
from !2 to 2/3 the lenght of the shortest alpha megascleres (figs 7, 11). Their rareness did
not allow for the determination of their position in the sponge skeleton. Some specimens
seem to miss these spicules. Dimensions: length 81.8 -230.0 um; width 10.0 — 19.2 um.
Microscleres. Abundant, long, spined, slim to stout, curved, rarely straight microxea
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
|
|
The ethiophian species of the genus Metania... 161
Figs. 4-6. Metania pottsi (Weltner, 1895): 4, skeleton with gemmules showing the microscleres distribution
(arrow); 5, gemmule wall in cross section; 6, gemmule surface with foraminal tube and the protruding upper
rotules of the gemmoscleres. Bar = 500um, fig. 4; bar = 10um: figs. 5,6.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
162 SILVA & VOLKMER-RIBEIRO
Figs. 7-9. Spicular components of Metania pottsi (Weltner, 1895): 7, alpha megascleres (am); beta megascleres
(bm); gemmoscleres (gm); microscleres (mi) (scale at right applies only to the beta megascleres); 8, beta
megascleres; 9, microscleres. Bar = 50um, fig. 7; bar = 1Oum, figs. 8,9.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
The ethiophian species of the genus Metania... 163
Fig. 10. Metania pottsi (Weltner, 1895): gemmoscleres. Bar = 10pm.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
164 SILVA & VOLKMER-RIBEIRO
with abruptly, harpoon ended extremities (figs. 7,9, 11). The middle reach of the spicule
presents a few larger, straight spines capped by a crown of microspines; these larger
spines grade to shorter and curved ones towards the spicule extremities (figs. 9, 11). The
microscleres are found throughout the sponge body as well as in the capsules cointaining
the gemmules. Dimensions: length 46.0 — 219.4 um; width 1.84 — 9.2 um.
Gemmoscleres. Abundant, boletiform, grading from very short to quite long
ones (figs. 10, 11); the short ones exhibiting a few spines on the shaft, which misses the
collar of spines on the lower rotule (fig. 10). The long ones with a sparse or densely
spined, rarely smooth shaft usually provided with the collar of spines (fig. 10). The lower |
rotules vary from large, flat or undulated to also flat or umbonate smaller ones (figs. 10, |
11); inner face of the lower rotule smooth or cointaining a few or several radial expansions |
of the shaft which may reach the rotule border, in this last instance determining a polygonal |
instead of a circular profile (figs. 10, 11); lower rotule with entire shallow incurved
border (fig. 10); upper rotule progressing from a bumped expansion of the shaft bearing
a few irregular and incurved spines or hooks to well developped, small and umbonate
rotules their margins irregularly cut in an irregular number of conspicuously incurved |
spines or hooks (fig. 10). Shafts slim to stout with a few to several usually straight small |
to long acute spines irregularly distributed (figs. 10, 11). Dimensions: length 18.4-71.0 |
um; width 1.84-7.5 um; lower rotule 15.6-31.6 um; upper rotule 4.5-16.1um. |
Gemmules. Extremely abundant, spherical, yellowish, with variable sizes and |
distributed throughout the sponge reticulum, solded to the skeleton fibers by slanting
alpha megascleres, some spongin and microscleres which alltogether may envelope the |
whole gemmule into a solid capsule linked to the neighboring ones (fig. 4). Foraminal |
tube short, straight, of circular outline, devoid of gemmoscleres, and provided with an |
outstanding spongin collar which in the dry sponge draps down the middle part of the |
tubule (fig. 6). Gemmoscleres singly, radially embedded in the pneumatic coat with the |
lower rotules side by side set on the inner coat, the larger ones projecting part of the shaft |
and the upper rotule beyond the pneumatic coat (fig. 5). Pneumatic coat thin with polygonal |
irregularly sized and thin walled air spaces (fig. 5). Dimensions: 300.0 — 600.0 um diameter. |
Distribution. Congo basin in Zaire and Angola (fig. 12).
Habitat. The preferred substrate of the specimens were the seasonally submersed |
parts of the vegetation found in the flooded valleys of the Congo Basin, particularly its
lower reach. However stones and even mussel shells may also be encrusted by the sponge. |
The specimens were picked from the Congo River or its tributaries not far from |
Leopoldville and thus from the innundation valley of its lower reach, subjected to the
seasonal floodings of the Tropical Rain Forest realm. Specimens encrusting substrates
situated between the bottom and the top of the flooding water column would obviously
benefit of longer or shorter immersion periods translated into stouter or slender skeletal
and spicular construction as was observed in the studied materials. Recently TAVARES &
VOLKMER-RIBEIRO (1997) demonstrated the amazing variations also imposed by the water
current to the skeletal structure of specimens of a same species sampled from substrates
along the water column.
Remarks. PENNEY & RAcEK (1968) were the first to recognize Tubella pottsi as a
Metania species when they included this species plus M. lissostrongyla Burton, 1938 in
the synonymy of Metania vesparia (Martens, 1868). VoLkMER-RIBEIRO & Costa (1993) |
t
1
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
|
the genus Merania
165
11
am
Fig 11. Spicular components of Metania pottsi (Weltner, 1895): alpha megascleres (am): beta megascleres
(bm): gemmoscleres (gm): microscleres (mi): inner face of the gemmoscleres lower rotules (Ir). Bar = 50 um
Iheringia. Ser. Zool., Porto Alegre. |
Qs
166 SILVA & VOLKMER-RIBEIRO
removed T. pottsi and M. lissotrongyla from the synonymy of M. vesparium from Borneo,
emphasizing the necessity of a revisive study of the ethiopian species of Metania. The
identity of characters detected in the type specimens of Metania lissostrongyla Burton,
1938, M. vanryni Brien, 1968 and M. pottsi is now clearly established upon the comparative
study of the sponges shapes and SEM study of their skeleton and gemmular structures
and spicules. The same holds true for the type material of Potamolepis shoutedeni Burton,
1938. The synonymy of Parametania schoutedeni, type species of the genus Parametania |
Brien, 1968, with Metania pottsi, confirms VOLKMER-RIBEIRO’S 1986 synonymyzation of |
Parametania with Metania.
ANGOLA
Fig. 12. Distribution of Metania pottsi (Weltner, 1895) in the Congo basin: 1-3, 6-14, Zaire; 2, 4, 5, Angola;
1, 3, Chiloango River; 2, 4, Lukula River; 5, Dombondola; 6, Kalina River, Léopoldville; 7, 12, Congo River;
8, Léopold II Lake; 9, Tumba Lake; 10, Ruki River; 11, Boende; 13, Yangambi River; 14, Luali River.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
The ethiophian species of the genus Metania... 167
Examined material. ZAIRE [ex Belgian Congo]: River Chiloango, 1875, von Mechow leg., ZMB
1765 (holotype); River Yangambi, 9.XII.1946, INEAC leg., MRAC 897a, b, c, d; Eala, River Ruki, 1938, P.
Brien leg., MRAC 130 (paratype of Metania lissostrongyla), BMNH 1938:2:1:3; Boende, 1940, R. P. Hulstaert
leg., MRAC 532; Lake Tumba, 11.1921, H. Schouteden leg. (holotype of Metania lissostrongyla); Inongo,
Lake Leopold II [ex Lake Mai-Ndombe], 26.VIII.1964, H. Dubois leg., MRAC 1680; Léopoldville, River
Kalina, VIII.1946, E. Dartevelle leg. (holotype of Metania vanryni); River Kalina, III.1949, E. Dartevelle leg.,
MRAC 596; River Zaire [ex Congo], Stanley Pool (cf. Brien, 1968: 395), 1937, A. Tinnant leg., MRAC 141
(holotype of Metania schoutedeni); River Congo, 1938, P. Brien leg., MRAC 401, 402, 406, 408; River
Congo, 1937, H. Schouteden leg., BMNH 1938:2:3:7; Luali, River Chiloango, VIII. 1933, E. Dartevelle leg.,
MRAC 1; River Chiloango, Mission Cassel leg., MRAC 2: River Chiloango, 1937, E. Dartevelle leg., MRAC,
1697; Mayumbe, River Lukula (between Schinf Kobe and Kai-Ku Padi), 1937, E. Dartevelle leg, MRAC 133
(paratype of Metania lissostrongyla); River Lukula, 1937, H. Schouteden leg., BMNH 1938:2:3:3, MRAC
795, 796, 797, 798; ANGOLA: Dombondola, 1938, A. Powell-Cotton leg., BMNH 1938:5:10:1.
Acknowledgments. To CAPES and Curso de Pós-Graduação em Biociências, Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, Brasil, for fellowship to the senior author; to CNPq,
Brasil, for research fellowship to the junior author; to Dr. Dietrich H. H. Kühlmann (ZMB), for the loan of
type material of Metania pottsi and donation of photographs showed in the figs. 1 and 2; to Dr. F. A. Puylaert
(MRAC), for the loan of Zaire material of Metania; to Miss Shirley Stone (BMNH), for the loan of paratypes
of M. lissostrongyla; to Mr. Cleodir José Mansan (MCN), for operating the SEM equipment.
REFERENCES
ANNANDALE, N. 1914. Spongillidae. Beitr. Kennt. Land-u. Süsswasserfauna Dt. SüdwAfr., Hamburg, 2:
326-349.
ARNDT, W. 1936. Die von Dr. A. Monard in Angola gesammelten Süsswasserschwämme, mit einem Überblick
über die Spongilliden-fauna Afrikas nach dem gegenwärtigen Stand unserer Kentnisse. Archos Mus.
Bocage, Lisboa, 7: 7-35.
Brien, P. 1968a. Les Genres Parametania (n.gen.) et Metania (Gray) I: Parametania schoutedeni (Burton)
e Parametania godeauxi (n.sp.). Bull. Acad. r. Belg. Cl. Sci., Bruxelles, 54 (4): 374 - 398.
— . 1968b. Les Genres Parametania (n.gen.) et Metania (Gray) II: Metania lissostrongyla (Burton) e Metania
vanryni (n.sp). Bull. Acad. r. Belg. Cl. Sci., Bruxelles, 54 (4): 399-415.
Burton, M. 1934. A Freshwater Sponge from the Belgian Congo, Acalle pottsi (Weltner, 1895). Revue
Zool. Bot. afr., Bruxelles, 24 (4): 412.
_. 1938. Some Freshwater Sponges from the Belgian Congo, including descriptions of new species from
Northern Rhodesia. Revue Zool. Bot. afr., Bruxelles, 30 (4): 458-468.
GEE, N.G. 1931. A contribution towards an alphabetical list of the known fresh-water sponges. Peking nat.
Hist. Bull., Peking, 5: 31-52.
_. 1933. Freshwater sponges, genus Tubella. Peking nat. Hist. Bull., Peking, 7: 237-252.
LAUBENFELS, M.W. 1936. A discussion of the sponge fauna of the Dry Tortugas in particular and the West
Indies in general, with material for a revision of the families and orders of the Porifera. Publs Carnegie
Instn., Washington, 30: 1-225.
Penney, J.T. 1960. Distribution and Bibliography (1892-1957) of the freshwater sponges. Univ. South
Carolina Publ., Columbia, Ser. 3, 3 (1): 1-97.
PEnNEY, J. T. & RACEK, A. A. 1968. Compreensive revision of a worldwide collection of freshwater
sponges (Porifera: Spongillidae). Bull. U. S. natn. Mus., Washington, 272: 1-184.
Tavares, M. C.M. & VOLKMER-RIBEIRO, C. 1997. Redescrição das esponjas de água doce Oncosclera navicella
(Carter, 1881) (Potamolepidae) e Spongilla spoliata Volkmer-Ribeiro & Maciel, 1983 (Spongillidae).
Biociências, Porto Alegre, 5 (1): 97-111.
VOLKMER-RIBEIRO, C. 1979. Evolutionary study of the genus Metania Gray, 1867 (Porifera: Spongillidae): I.
The New Species. Amazoniana, Kiel, 6 (4): 639-649.
—. 1984. Evolutionary study of the genus Metania Gray, 1867 (Porifera: Spongillidae): II. Redescription of
two Neotropical species. Amazoniana, Kiel, 8 (4): 541-553.
— . 1986. Evolutionary study of the freshwater sponge genus Metania Gray, 1867: Metaniidae, new family.
Amazoniana, Kiel, 9 (4): 493-509.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
168 SILVA & VOLKMER-RIBEIRO
— 1992. The freshwater sponges in some peat-bog ponds in Brazil. Amazoniana, Kiel, 2 (2): 317-335.
VOLKMER-RIBEIRO, C. & Costa, P. R. C. 1992. On Metania spinata (Carter, 1881) and Metania kiliani n. sp.
(Porifera, Metaniidae). Amazoniana, Kiel, 2 (1): 7-16.
__ 1993. Redescription of the Oriental and Australian Species of the Genus Metania Gray, 1867
(Porifera: Metaniidae). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (74): 81-101.
WELTNER, W. 1894. Anleitung zum Sammeln von Süsswasserschwämmen nebst Bemerkungen über die in
ihnen lebenden Insektenlarven. Ent. Nachr., Berlin, 20: 145-151. |
_. 1895. Spongillidenstudien III: Katalog und Verbreitung der bekannten Süsswasserschwämme. Arch. |
Naturgesch, Berlin, 61 (1): 114-144.
Recebido em 20.04.1998; aceito em 04.08.1998.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 157-168, 27 nov. 1998
REVISÃO DO GÊNERO NEOLOCHMAEA (COLEOPTERA,
CHRYSOMELIDAE, GALERUCINAE, GALERUCIND
Luciano de A. Moura !
ABSTRACT
REVISION OF THE GENUS NEOLOCHMAEA (COLEOPTERA, CHRYSOMELIDAE,
GALERUCINAE, GALERUCIN]). A taxonomic revision of the genus Neolochmaea Laboissiere, 1939 is
presented. Neolochmaea, with Nearctic and Neotropical distribution, includes N. dilatipennis (Jacoby, 1886),
type-species; N. brevicornis (Weise, 1921), removed from the synonymy of Neolochmaea tropica and N.
guerini Bechyné, 1955. N. tropica (Jacoby, 1889), N. boliviensis Bechyné, 1955, N. convexiuscula Bechyné,
1955, N. planiuscula Bechyné, 1955 and N. dentipyga Bechyné & Bechyné, 1961 are considered subjective
junior synonyms of N. dilatipennis. N. crassicornis Bechyné, 1955 is considered subjective junior synonym
of N. brevicornis. Two species, N. transversicollis (Jacoby, 1886) and N. immaculata (Blake, 1938), are
transferred to their original genus Galerucella Crotch, 1873. Key to identification of species, redescriptions
employing new morphological characters and illustrations are provided.
KEYWORDS. Neolochmaea, Chrysomelidae, Galerucini, America, Taxonomy.
INTRODUÇÃO
O gênero Neolochmaea, estabelecido por LaBoissiErE (1939) para incluir única
espécie, Lochmaea tropica Jacoby, 1889, foi caracterizado pela presença de duas carenas
finas no élitro e pelas tíbias inermes, exceto as intermediárias nos machos, com espinho
apical curto junto à borda interna. BECHYNE (1955) acrescentou, como caráter diagnóstico
para o gênero, a presença de uma dilatação tuberculiforme na extremidade do 7º
antenômero.
Jacosy (1904) redescreveu Lochmaea tropica com base em exemplares obtidos na
Venezuela e no Suriname. Weise (1921) transferiu L. tropica para o gênero Galerucella
Crotch, 1873 e estabeleceu um nome novo, Galerucella brevicornis, devido à homonimia
com Galerucella tropica Baly, 1879. Apresentou, ainda, uma descrição com base em um
exemplar procedente de Manaus. BecHyné (1955) salientou que a mudança de nomencla-
tura, acompanhada da descrição, foi fundamentada em exemplar não co-específico com
Galerucella tropica Baly, acrescentando que tanto Lochmaea tropica Jacoby, 1889 como
1. Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Caixa Postal 1188, CEP 90001-970, Porto Alegre, RS, Brasil.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
170 MouRA
Galerucella brevicornis sensu Weise, 1921 não pertencem ao gênero Galerucella,
transferindo-as para o gênero Neolochmaea, mantendo Lochmaea tropica como espécie-
tipo do gênero.
BECHYNE & BEcHYNE (1969), considerando o padrão das antenas e dos élitros,
estabeleceram o subgênero Chlorolochmaea para incluir Monocesta paralella Bowditch,
1923; Moura (1998a) elevou Chlorolochmaea para o status genérico devido à configu-
ração das antenas, élitros e genitália masculina.
Jacosy (1886) descreveu Galerucella transversicollis e Trirhabda dilatipennis do
Panamá. A primeira foi transferida por WiLcox (1971) para o gênero Neolochmaea e a
segunda, WHITE (1979) alocou no gênero Ophraella Wilcox, 1965 que, posteriormente
LesacE (1986) incluiu em Neolochmaea. BLAKE (1938) descreveu Galerucella immaculata
procedente de Cuba, que WiLcox (1971) transferiu para o gênero Neolochmaea.
BecHyné (1955) apresentou chave para identificação das espécies de Neolochmaea
e incluiu seis espécies novas no gênero: (1) N. crassicornis, do sul do Brasil e Argentina,
com antenas robustas, cada um dos primeiros antenômeros duas vezes mais largo que
longo; (2) N. convexiuscula, do Rio de Janeiro e Minas Gerais, Brasil, com os calos
umerais desenvolvidos e pubescência elitral longa e densa; (3) N. planiuscula, de Santa
Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil, com os calos umerais pouco desenvolvidos e
pubescência elitral esparsa e curta; (4) N. boliviensis, da Bolívia, com os antenômeros 4,
5 e 6 da mesma largura e com o corpo dos machos com os lados subparalelos e o das
fêmeas, ovalado; (5) N. guerini, procedente de São Paulo, Brasil, com os élitros muito
brilhantes, quase glabros, apicalmente arredondados nas fêmeas e (6) N. quadrilineata,
do Paraguai e do Brasil, com três carenas discais no élitro. Moura (1998b) propôs o gênero
Jucetima para a transferência, com mudança de status, de três subespécies (BECHYNE,
1954; BECHYNE & BECHYNE, 1969) originalmente descritas em Neolochmaea quadrilineata.
BECHYNE & BECHYNE (1961) descreveram, do Pará, Neolochmaea dentipyga.
Objetiva-se rever a validade das espécies incluídas em Neolochmaea, apresentar
caracteres diagnósticos até agora não considerados e abordar morfologia da genitália,
comparando-a com diversas terminologias adotadas por outros autores.
MATERIAL E MÉTODOS
O material estudado pertence às coleções relacionadas a seguir, com as respectivas siglas (oficiais ou
as adotadas por ARNETT & SAMUELSON, 1986) e, entre parênteses, os nomes dos responsáveis pelos empréstimos:
AMNH, American Museum of Natural History, Nova Iorque, E.U.A. (L. Herman); BMNH, The Natural
History Museum, Londres, Inglaterra (S.L. Shute); CMNC, Canadian Museum of Nature, Ottawa, Canadá (F.
Génier); CMNH, Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, E.U.A. (R.L. Davidson); DZUP, Depar-
tamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Brasil (K. Zanol); INPA, Instituto Nacional
de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Brasil (C. Magalhães); IRSN, Institut Royal des Sciences Naturelles,
Bruxelas, Bélgica (M. Cludts); MAPA, Museu Anchieta, Porto Alegre, Brasil (F.R. Meyer); MCNZ, Museu
de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil (M.H.M. Galileo);
MCZC, Museum of Comparative Zoology, Harvard University, Cambridge, E.U.A. (P.D. Perkins); MNHN,
Museum National d’Histoire Naturelle, Paris, França (N. Berti); MNRJ, Museu Nacional, Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil (M.A. Monné):; MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de
São Paulo, São Paulo, Brasil (U.R. Martins); PPCD, Plant Pest Control Division, West Virginia Department
of Agriculture, Charleston, E.U.A. (S.M. Clark); USNM, National Museum of Natural History, Washington,
EU.A. (R.E. White).
Exemplares mencionados no material examinado como “Dirings” são pertencentes à Coleção R. von
Diringshofen, incorporada ao MZSP. As espécies com material-tipo depositado na Coleção do Museu G. Frey,
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 171
Tutzing, Alemanha (MGFT) (recentemente incorporada no Naturistorisches Museum, Basiléia, Suíça),
quando mencionados no item “Tipos, Localidade-tipo”, são acompanhados da sigla da última instituição
(NHMB).
A terminologia adotada para a genitália masculina foi baseada em SHARP & Mui (1912), LINDROTH &
PaLMÉN (1970) e Mann (1985); para a genitália feminina foram utilizados TANNER (1927), SHUTE (1983) e KAsap
& Crowson (1985): para melhor compreensão dos termos foram incluídas, entre parênteses, terminologias
adotadas por outros autores.
Neolochmaea Laboissiere, 1939
Neolochmaea LAaBOISSIERE, 1939: 153; JoLıvET, 1954: 16; BECHYNE, 1955: 11 (chave); BECHYNE & BECHYNE,
1962: 10; 1969: 7 (chave), 16; 1970: 132; Wırcox, 1974: 78; LEsSAGE, 1986: 3,4; Furuyma, 1990: 164;
MEDVvEDEV et al., 1993: 37 (chave): JoLıvet, 1987: 291 (Neolachmaea, lapsus) (planta-hospedeira).
Neolochmaea (Neolochmaea) BECHYNE & BECHYNE, 1969: 16; Wırcox, 1971: 114 (cat.); SEENO & WiLcox,
1982: 101 (cat.).
Especie-tipo: Lochmaea tropica Jacoby, 1889, por monotipia, sinönimo jünior de
Trirhabda dilatipennis Jacoby, 1886.
Redescrigäo. Corpo alongado, com os lados subparalelos, pubescente, com
dimorfismo sexual evidente. Cabeça (fig. 11) com vértice algo deprimido e sutura coronal
pouco profunda; tegumento irregularmente rugoso-pontuado, pubescente, com cerdas
eretas presentes na região marginal superior dos olhos. Fronte transversa, acentuadamente
deprimida junto à inserção das antenas e convexa no centro e junto às bordas. Tubérculos
anteníferos pouco manifestos, reduzidos a duas áreas transversais justapostas, com
tegumento glabro e brilhante. Clípeo transverso, separado da fronte pela sutura epistomal;
pêlos curtos esparsamente distribuídos próximo à margem basal. Olhos ovais, globosos
e finamente facetados.
Labro (fig. 11) sub-retangular, com a borda apical emarginada; cobre quase que
totalmente as mandíbulas quando em repouso. Mandíbulas (figs. 7, 8) com quatro dentes
subagudos; retináculo, manifesto, próximo do meio da margem interna. Maxila com gálea
(fig. 9) subcilíndrica e palpo maxilar (fig. 9) 4-articulado. Lábio (fig.10) com palpo labial
tri-articulado: o I subcilíndrico, mais curto que o II, que é o mais longo; III cônico,
acuminado; mento subtrapezoidal.
Antenas filiformes (figs. 4, 23), 1 1-articuladas, atingem a região próxima ao terço
basal dos élitros; escapo subcilíndrico, algo dilatado para o ápice, com comprimento
menor ou subigual ao do antenômero III; antenömeros Ile IV subiguais no comprimento,
V a X mais encurtados que os precedentes; comprimento do XI subigual ao do Il e IV.
Antenômero VII com pequeno tubérculo na extremidade apical externa.
Protórax mais largo que longo, cada um dos ângulos anteriores e posteriores com
tubérculo no qual se implanta uma cerda (fig. 17); borda lateral arredondada, marginada,
com maior largura antes do meio. Pronoto com tegumento irregularmente rugoso-
pontuado, finamente pubescente e duas áreas deprimidas junto às margens laterais.
Escutelo alargado, com as margens laterais estreitadas para o ápice e borda apical
truncada ou levemente emarginada no centro.
Esternos torácicos densamente pubescentes, exceto região central do metasterno,
glabra. Prosterno estreito, convexo com processo prosternal laminar, inconspícuo entre
as coxas; processo mesosternal atinge região próxima à linha mediana das coxas
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
179 MouRA
intermediärias. Mesepisterno subtrapezoidal (fig. 6).
Élitros (fig. 17) mais largos que o pronoto, cada um com duas carenas discais
longitudinais; úmeros arredondados, regularmente manifestos; lados levemente expandi-
dos na região mediana; ângulo sutural, nos machos, inerme (fig. 19) e nas fêmeas,
projetado, subagudo (fig. 20) (exceto em N. guerini). Pontuação densa e marcada,
entremeada por densa pubescência curta e cerdas eretas uniformemente distribuídas.
Epipleura pubescente, alargada na região sub-umeral e estreitada em direção ao ápice.
Pernas anteriores e intermediárias com comprimento subigual; pernas posteriores
mais longas que as demais. Fêmures alongados, subcilíndricos e esparsamente pubescentes.
Tíbias algo alargadas para a extremidade, carenadas na borda externa e com pilosidade
uniforme, mais concentrada na região apical; tíbias anteriores e intermediárias com
dimorfismo sexual: nos machos, presença de espinho apical na margem interna (fig. 5) e,
nas fêmeas, inermes. Tarsos pubescentes; tarsômero I subcilindrico, subigual ao com-
primento do V; II subtriangular, apenas mais curto que o I; III bilobado e alargado, com
a metade do comprimento do II; IV reduzido, obsoleto e V arqueado ventralmente,
portando um par de garras bífidas na extremidade.
Abdome com pilosidade uniformemente distribuída, mais concentrada na região
lateral dos esternitos. Urosternito V, nos machos, com emarginação central profunda na
borda apical (fig. 3); nas fêmeas, com a margem apical bilobada (fig. 18).
Genitália masculina (figs. 1, 2, 21, 22). Aedeagus (= lobo-médio, WiLcox, 1965)
formado pelo lobo-médio e tégmen, interligados pela membrana conectante. Lobo-médio
(= pênis, Crowson, 1981) alortgado, esclerotinizado, encurvado, com concavidade
ventral; extremidade apical projetada em uma ponta com o ápice arredondado; óstio (=
orifício apical, WiLcox,1965) abrindo-se na região póstero-dorsal, próximo à extremida-
de apical. Região basal do lobo-médio em forma de semi-arco fortemente esclerotinizado
(figs. 1, 21), com as extremidades voltadas ventralmente em forma de dois ganchos (=
“basal spurs”, WiLcox, 1965; Lesace,1986) justapostos delimitando o orifício-basal (=
forâmen basal, Wırcox,1965); segundo VERMA (1969), tais estruturas prendem-se em
volta da borda posterior do último esterno abdominal, evitando que o aedeagus seja
totalmente extrovertido durante a cópula. Tégmen (= spiculum, VERMA, 1969; = membra-
na + “basal spurs” + spiculum, LEsAGE, 1986) hastiforme, prende-se ao lobo-médio e ao
segmento abdominal apical, respectivamente, através da primeira e segunda membrana
conectante; extremidade anterior falciforme, alojada no orifício-basal; próximo ao terço
posterior, bifurca-se em dois braços curvados para os lados; estes braços têm como função
servir como preensores do lobo-médio no momento da eversão (VERMA, 1969). Saco-
interno (= endophallus, SNoDGRAss, 1957) membranoso, com um esclerito laminiforme
na metade basal de extremidades anterior arredondada e posterior aguda; flagellum
ausente. VERMA (1969), ao estudar a genitália de Galerucella birmanica Jacoby, encon-
trou único esclerito laminiforme, sem constatar a presença de flagellum.
Genitália feminina (figs. 12-16). Esternito VIII (fig. 16) (= ligular?, SHUTE, 1983)
subtrapezoidal, pouco esclerotinizado, borda apical emarginada centralmente e com
cerdas concentradas nas áreas lobadas, que são levemente mais esclerotinizadas; apódema
(= spiculum gastrale, Kasap & Crowson, 1985) desenvolvido, largo basalmente e
projetado para o ápice. Tergito VIII (figs. 15,16) com duas placas laterais desenvolvidas
e esclerotinizadas, os hemitergitos; cerdas curtas dispostas ao longo de ambas as placas.
Entre o reto e o ovipositor, encontra-se uma bolsa membranosa presa dorsalmente à região
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 173
basal do tergito VIII e ventralmente à base dos palpos vaginais; tal formação é denominada
por Lesace (1986) de lobo-membranoso.
Segmento IX (ovipositor) (fig. 14) constituído por um tubo membranoso, mais
alargado próximo à região da bursa copulatrix; região distal envolvendo a vulva com um
par de palpos-vaginais (= estilos, SHUTE, 1983; = hemisternitos, GROBBELAAR, 1993)
alongados, mais delgados na metade apical, esclerotinizados, com cerdas no ápice.
Vagina membranosa, com uma dobra projetada dorsalmente, forma, junto com a bursa
copulatrix, um saco membranoso volumoso, não havendo constrição definida separando
as duas estruturas; de acordo com LINDROTH & PALMEN (1970), a bursa copulatrix que não
está individualizada é classificada como do tipo sacular. Espermateca curvada,
esclerotinizada principalmente no receptáculo, presa dorsalmente à bursa copulatrix;
glândula espermatecal fixa no receptáculo, filiforme, com comprimento apenas maior que
o da espermateca. Oviduto junto à região mediana da parede ventral da bursa copulatrix.
Distribuição geográfica. América do Norte (Florida), América Central até América
do Sul (Argentina).
Discussão. LABOISSIERE (1939) estabeleceu o gênero Neolochmaea para Lochmaea
tropica Jacoby com base em uma fêmea do Amazonas (entre Manaus e Flores), depositada
no IRSN (examinada).
Neolochmaea apresenta tubérculo apical no antenômero VII e dimorfismo sexual
nos élitros, caracteres que também são observados em Chlorolochmaea e Iucetima; porém
difere destes gêneros por (1) comprimento do antenômero III subigual ao do IV; (2) élitros
com duas carenas discais bem definidas; (3) machos com espinho na extremidade das
tíbias anteriores e intermediárias; (4) ausência de flagellum no saco-interno e (5) borda
do esternito V, nas fêmeas, bilobada. Chlorolochmaea apresenta élitros destituídos de
carenas definidas, machos com espinho nas tíbias intermediárias e fêmeas com a borda
apical do urosternito V sub-reta, enquanto Iucetima possui em cada cada élitro três carenas
discais desenvolvidas, todas as tíbias dos machos com espinho apical e a borda apical do
urosternito V, nas fêmeas, levemente emarginada centralmente; em ambos gêneros o
antenômero IV é maior que o III e o saco-interno apresenta flagellum desenvolvido.
Plantas-hospedeiras. JoLıvEr (1987) registrou para o gênero Neolochmaea (sem
discriminar espécies) a ocorrência em Rosa (Rosaceae), Nicotiana (Solanaceae) e
Lantana (Verbenaceae) no Brasil, questionando a homogeneidade do gênero. Posterior-
mente, JoLivET (1997) mencionou que, dentre as poucas espécies de crisomelídeos que se
alimentam de rubiáceas, incluem-se representantes do gênero Neolochmaea.
Chave para identificação das espécies de Neolochmaea.
1. Élitros com tegumento brilhante, quase glabros; ângulo sutural dos élitros, nas fêmeas,
amedondado RBrasili(Saolbaullo) Rena a N. guerini
Élitros densamente pubescentes, de modo que o tegumento não se mostra tão brilhante;
ângulo sutural dos élitros, nas fêmeas, projetado, subagudo a agudo (figs. 17, 20)
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
174 MOoURA
2. Antenômeros III a VIII alongados, com comprimento aproximadamente 2,3 vezes a
largura (fig. 4); escapo mais curto que o antenômero III; aedeagus, em vista dorsal,
com o ápice dos ganchos levemente convergentes (fig.1); esclerito do saco-interno
cerca de 0,4 vezes o comprimento do tégmen. EUA (Flórida), América Central,
Antilhas e América do Sul (largamente distribuída) ..................... N. dilatipennis
Antenômeros III a VIII alargados, com comprimento cerca de 1,6 vezes a largura (fig.
23); escapo com comprimento subigual ao do antenômero III; aedeagus com ápice
dos ganchos algo divergentes (fig. 21); esclerito do saco-interno aproximadamente
0,7 vezes o comprimento do tégmen. Brasil (Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande
dojSulBoliviavAreentinaleAU isa N. brevicornis
Neolochmaea dilatipennis (Jacoby, 1886)
(Figs. 1 - 17,24)
Trirhabda dilatipennis Jacosy, 1886: 487 (Trirrhabda, lapsus); WEıse, 1924: 81 (cat.); BLACKWELDER, 1946:
688 (cat.); WiLcox, 1971: 34 (cat.); 1974: 74 (cat.).
Ophraella dilatipennis; WHITE, 1979: 269, figs. 1-3.
Neolochmaea dilatipennis; LEsAGE, 1986: 4.
Lochmaea tropica Jacosy, 1889: 287; 1904: 522. Syn. n.
Neolochmaea tropica; LABOISSIERE, 1939: 154; JoLıiveEr, 1954: 16, pl. 33, fig. 7 (morf.); BecHyné, 1955: 11, 13
(em chave); 1956: 352 (distr.); THEODORIDES & JoLIvET, 1990: 48 (parasit.).
Neolochmaea (Neolochmaea) tropica; BECHYNE & BECHYNE, 1969:16; WiLcox, 1971: 115 (cat.).
Neolochmaea boliviensis BECHYNE, 1955: 13 (em chave); BECHYNE & BECHYNE, 1970: 133 (distr.). Syn. n.
Neolochmaea (Neolochmaea) boliviensis; BECHYNE & BECHYNE, 1969:16; WiLcox, 1971: 114 (cat.).
Neolochmaea convexiuscula BECHYNE, 1955: 13 (em chave); BECHYNE & BECHYNE, 1962: 41 (distr.). Syn. n.
Neolochmaea (Neolochmaea) convexiuscula; BECHYNE & BECHYNE, 1969: 18 (distr.); WiLcox, 1971: 114 (cat.).
Neolochmaea planiuscula BECHYNE, 1955: 13 (em chave); 1954: 125 (nomen nudum, distr.); BECHYNE &
BECHYNE, 1962: 11 (distr.); Penz-Reis & MEYER, 1991: 93 (tipos). Syn. n.
Neolochmaea (Neolochmaea) planiuscula; BECHYNE & BECHYNE, 1969: 18 (distr.); Wırcox, 1971: 115 (cat.).
Neolochmaea dentipyga BECHYNE & BECcHYNE, 1961: 18; SıLva et al., 1968: 444 (hosp.); NASCIMENTO &
OveraL, 1979: 17 (tipos). Syn. n.
Neolochmaea (Neolochmaea) dentipyga; BECHYNE & BECHYNE, 1969: 18 (distr.); Wırcox, 1971: 114 (cat.).
Tegumento geral castanho-amarelado a castanho. Tegumento castanho-escuro a
preto nas antenas (exceto anel basal dos antenömeros II a IV amarelados), mancha no
vértice, tubérculos anteníferos e três manchas no pronoto. Carenas elitrais e margem
sutural amarelo-testáceas. Mancha do vértice semi-circular, estende-se até a base dos
tubérculos anteníferos; tegumento rugoso-pontuado, entremeado com pilosidade curta e
esparsa. Fronte (fig. 11) com tegumento brilhante, fracamente pontuado e pêlos
esparsamente distribuídos.
Labro (fig. 11) com tegumento brilhante, pêlos esparsos, longos. Mandíbulas (figs.
7,8) com quatro dentes na margem incisiva: três manifestos e um, o mais basal, obsoleto;
retináculo rombo, disposto centralmente na borda dorsal. Maxila com gálea dotada de
pêlos curtos, dourados, na extremidade; palpo maxilar (fig. 9) com os artículos brilhantes,
pêlos esparsos na margem apical; artículos II a IV com comprimento subigual, cada um
com cerca de quatro vezes o comprimento do I; artículo IV glabro, cônico. Lábio (fig. 10)
com mento aproximadamente três vezes mais largo que longo e pêlos dispostos transver-
salmente na linha mediana; palpo labial com artículos brilhantes, II cerca de 1,6 e 1,3
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 175
Figs. 1-10. Neolochmaea dilatipennis C. Aedeagus: 1, ventral, 2, lateral; 3, abdome, ventral; 4, antena; 5, perna
intermediária; 6, meso- e metasterno, lateral; mandíbulas: 7, interna, 8, externa; 9, maxila, parte; 10, lábio. (e,
esclerito; g, gancho; Im, lobo-médio; ml, 1º membrana conectante; m2, 2? membrana conectante; o, orifício-
basal; os, Óstio; si, saco-interno; t, tégmen). Figs. 1, 2; 3; 4-6; 7, 8; 9, 10, respectivamente na mesma escala.
Barra = Imm, exceto figs. 9, 10, barra, 0,5mm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
176 MOoURA
vezes o comprimento do Ie III respectivamente. Antenas com o tegumento dos artículos
Ia III micro-reticulados, brilhantes, com pêlos amarelo-esbranquiçados, esparsos, unifor-
memente distribuídos; a partir do antenômero IV, a reticulação é substituída por
pontuação grosseira e a pubescência torna-se mais densa. Escapo com comprimento
menor que o do antenômero III; cada um dos antenômeros III a VIII com comprimento
cerca de 2,3 vezes a largura (fig. 4).
Protórax (fig. 17) aproximadamente duas vezes mais largo que longo; disco com
três manchas de tegumento mais escuro: uma no centro e duas a cada lado sem atingir as
bordas laterais; em alguns exemplares, tais manchas não estão evidentes por estarem
fusionadas. Pronoto e escutelo com pontuação profunda entremeada por pubescência
densa e curta. Margem apical do escutelo truncada.
Esternos torácicos pubescentes, com superfície rugosa, exceto na região central do
metasterno, que é glabra e brilhante. Metepisterno (fig. 6).
Élitros (fig. 17) com largura umeral cerca de 1,5 vezes a largura do pronoto; carenas
discais do élitro algo brilhantes, fusionadas junto à margem anterior ao lado do escutelo,
estende-se até próximo ao ápice, onde convergem e são menos marcadas; borda apical
arredondada nos machos e, nas fêmeas, acuminada no ângulo sutural.
Pernas (fig. 5). Pontuação pouco profunda, com a pilosidade do fêmur fina e esparsa
e a da tíbia, uniforme, mais concentrada na região apical.
Abdome com a borda apical do esternito V, nos machos, com a emarginação central
arredondada (fig. 3) e, nas fêmeas, com dois lobos centrais de ápice arredondados.
Genitália masculina. Aedeagus (figs. 1, 2) com lobo-médio cerca de duas vezes o
comprimento do tegmen; ganchos algo convergentes, quando observados dorsalmente;
tégmen com ápice dos braços arredondado, não dilatado; esclerito do saco-interno cerca
de 0,4 vezes o comprimento do tégmen.
Genitália feminina (figs. 12-16). Esternito VIII (fig. 16) com largura 0,6 vezes a do
tergito VIII; apódema (fig. 16) apicalmente projetado, com aproximadamente três quartos
do comprimento total do esternito.
Dimensões, respectivamente 5 /9 . Comprimento total: 6,0-7,7 / 6,5-9,2; compri-
mento do protórax: 0,8-1,2 / 0,8-1,0; maior largura do protórax: 1,7-2,1 / 1,8 - 2,3;
comprimento do élitro: 4,7-6,3 / 5,2-6,5; largura umeral: 2,4-3,3 / 2,7-3,6.
Tipos, localidade-tipo. Jacosy (1886) estabeleceu Trirhabda dilatipennis com base
em uma fêmea procedente do Panamá, depositada no BMNH (examinada). O exemplar
possui 4 rótulos: um redondo, branco e borda vermelha “Type”, dois retangulares “V. de
Chiriqui, 2-3.000 ft., Champion”, “Godman - Salvin Coll., Biol. Centr. - Amer.” e um
retangular azul, manuscrito “Trirrhabda dilatipennis Jac.” (sic). Com a sinonimização de
Neolochmaea tropica (Jacoby, 1889) com N. dilatipennis (Jacoby, 1886), esta última
torna-se espécie-tipo do gênero Neolochmaea.
De Neolochmaea tropica: o espécime no qual Jacosy (1889) fundamentou a
espécie, um macho, foi coligido na Venezuela e está depositado no MNHN (examinado);
o exemplar possui os seguintes rótulos: um retangular “Colonia Tovar, E. Simon,
1.11.88”, um redondo verde-claro “1712 90”, um retangular verde-claro “Muséum Paris
- Coll. Générale”, um retangular vermelho “Type” e um cinza manuscrito “Lochmaea
tropica Jac.”. De N. boliviensis: descrita com base em número não especificado de
exemplares dos dois sexos, oriundos de Mapiri (Yungas de La Paz), Bolívia, e depositados
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
|
|
|
Revisão do gênero Neolochmaea... 177
Figs. 11-16. Neolochmaea dilatipennis. 11, cabeça, frontal; genitália feminina: 12, espermateca; 13, esquema
lateral; 14, extremidade do segmento IX (ovipositor); 15, tergito VIII e lobo-membranoso, ventral; 16,
conjunto dos segmentos abdominais VIII e IX, ventral. (a, ânus; ap, apódema; bc, bursa copulatrix; ge,
glândula espermatecal; Ib, lobo-membranoso; pv, palpo vaginal; ov, oviduto; r, reto; re, receptáculo; s,
esternito VIII; tg, tergito VIII, v, vagina). Figs. 11; 12; 13; 14-16, respectivamente na mesma escala. Barra =
Imm, exceto fig. 12, barra, 0,5mm.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
178 MOoURA
no NHMB (não examinados). De N. convexiuscula: BECHYNE (1955) descreveu a espécie
sem especificar o sexo, com base em dois exemplares: um do Rio de Janeiro, depositado
no NHMB (não examinado) e outro de Uberaba, Minas Gerais, depositado no IRSN, não
localizado. De N. planiuscula: a espécie foi baseada em dois exemplares: holótipo macho
de São Francisco de Paula (12.11.1941, P. Buck col.), depositado no (MAPA) (examinado)
e parátipo de Nova Teutônia (30.1V.1933, F. Plaumann col.), pertencente ao acervo do
NHMB (não examinado). Penz-Reis & Meyer (1991) citaram o holótipo do MAPA sem
definir o sexo. De N. dentipyga: BECHYNE & BECHYNE (1961) fundamentaram a espécie
com base em número não especificado de exemplares de ambos os sexos, procedentes de
Utinga, estado do Pará. Nascimento & OvERAL (1979) citaram o depósito do holótipo
Sa dá
EA
E) já
Fig. 17. Neolochmaea dilatipennis, 2. Barra = Imm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 179
macho e um alótipo fêmea no Museu Paraense Emílio Goeldi (não examinados).
Discussão. Neolochmaea dilatipennis é muito semelhante a N. brevicornis (Weise,
1921); pode ser separada pelos antenômeros II a VIII, que são mais alongados, escapo
mais curto que o antenômero III e pela conformação do aedeagus, onde os ganchos,
quando observados dorsalmente, são algo convergentes e o ápice dos braços do tégmen
é arredondado. Distingue-se de N. guerini Bechyné, 1955 por apresentar élitros densa-
mente pubescentes e ângulo sutural projetado nas fêmeas. Neolochmaea boliviensis, N.
convexiuscula e N. dentipyga foram sinonimizadas com N. dilatipennis com base em
exemplares identificados por J. e B.S. de Bechyné e pelas descrições originais (BECHYNE,
1955: BECHYNE & BECHYNE, 1961).
Plantas-hospedeiras. No material examinado, dois exemplares portavam na etique-
ta a informação “Borreria verticillata”; segundo ScHuLTZ (1985) corresponde à poaia-
rasteira, do gênero Borreria, família Rubiaceae. WHITE (1979) registrou a espécie
alimentando-se de uma erva perene, Borreria terminalis Small., endêmica no sudeste da
Flórida. Em Porto Rico, através de informações constantes nas etiquetas, também foram
registrados exemplares em Diodia sarmentosa Sw., uma rubiácea. Em Maquiné, Rio
Grande do Sul, Brasil, foram observados adultos e larvas em Diodia saponariifolia
Schum.; larvas e adultos possuem hábitos crepusculares e noturnos.
Distribuição geográfica (fig. 24). Estados Unidos (Flórida), América Central,
Antilhas e América do Sul (até Argentina).
Material examinado. ESTADOS UNIDOS. Florida: Dade (Trail Glades Public Park), 35, 49,
6.X11.1985, S. Clark & R. Aalbu col. (PPCD); Collier (H. P. Williams Park, 7 milhas a leste de Carnestown,
na estrada 41), 66, 22, 18.1V.1995, S. M. Clark col. (PPCD); (7 milhas a leste de Monroe, estação na estrada
41), 25, 19, 19.1V.1995, S. M. Clark col. (PPCD). JAMAICA. St James: Montego Bay, 19, 9.VI[. 1970, D.
Miller col. (AMNH); 29, 11.VII.1970, D. Miller col. (AMNH); 15, 19, 5.VII.1972, D. Miller col. (AMNH);
12, 15.VII. 1975, D. Miller col. (AMNH); 29, 25.VI[.1975, D. Miller col. (AMNH). St Ann: Discovery Bay,
17, 19, 17-30.VIII.1974, S. & J. Peck col. (CMNC); Ocho Rios, 25, 19.X.1985, J. A. Shuey col. (PPCD). St.
Elisabeth: Ipswich, 45, 17.V11.1970, D. Miller col. (AMNH). Clarendon: Kellits (Mason R. Bog, 2300’), 19,
29,4. VI. 1982,S. &J. Peck col. (CMNC). St. Thomas: Morant Bay (Stanton Farmland), 19, VI.1982, R. King
col. (PPCD). HAITI. Miragoane, 19, 1.1974, R. Bell col. (PPCD). REPÚBLICA DOMINICANA. Duarte (3
km a nordeste de San Francisco de Macoris), 15, 29.V.1978, C. & L. O'Brien & Marshall col. (PPCD);
Barahona (9,2 km a noroeste de Paraíso, confluência do Rio Nizao e Rio Coltico, 230 m), 15, 9-10.VIII.1990,
J. Rawlins & S. Thompson col. (CMNC). PORTO RICO. Carite Forest (em Diodia sarmentosa), 29, 29,
17.X11.1984 (PPCD); 25, 79, 27.XII.1984 (PPCD). ST. MARTIN. 36, 19, 1.1978, S. Marshall col. (CMNC).
BARBUDA. Codrington (0-20 m), 19, VII.1976, N. L. H. Krauss col. (AMNH). DOMINICA. Portsmouth (0-
100m), 25, VII.1979, N. L. H. Krauss col. (AMNH). ST. VINCENT. 29, 9-15.VIII. 1981, R. S. Miller col.
(PPCD); St Patrick (2,2 milhas de S. Barrouallie), 19, 29.VIII.1991, C. W. & L. B. O'Brien col. (PPCD).
TRINIDAD. Cumuto, 19, 14.11.1965, J. G. Rozen col. (AMNH); Toco (em Borreria verticillata), 19, 19,
25.V11.1945, E. Mc C. Callan col. (USNM). GUATEMALA. Petén: Santa Elena (120 - 160m), 15, VII. 1976,
N. L. H. Krauss col. (AMNH). Alta Verapaz: Panzós, IC, 17.V11.1947, C. & P. Vaurie col. (AMNH).
HONDURAS. Atlântida: La Ceiba, 19, 24.V1.1916, F.J. Dyer col. (AMNH). VENEZUELA. Mérida: Mérida,
19 (AMNH). Tachira: San Cristóbal, 19, 30.V1.1983, Clark & Clark col. (PPCD). COLÔMBIA. 19 (Ex coll.
Chapuis) (IRSN). Bolivar: 8 km a leste de Ciénaga de Oro, 19, 1.VII.1982, Clark & Cave col. (PPCD).
GUIANA FRANCESA. Cayenne, 15, 19 (Ex coll. Chapuis) (IRSN). PERU. Loreto: Iquitos (Granja de
UNEP), 15, 23.11.1984, W. E. Clark col. (PPCD). BOLÍVIA. La Paz: Mapiri, 19 (USNM); Coroico, 25, 49,
11.1952, F. Monrós coll. (USNM); (1.700m), 15, XI[.1955, Dirings col. (MZSP). BRASIL. 19, E. Moraes Mello
col. (MNRJ). Amazonas: (entre Manaus e Flores), 12,21.1.1936, W. Adam col. (IRSN); Manaus, IS (AMNH);
(Campus Universitário INPA), 15, 19, 28.X.1978, J.A. Rafael col. (INPA); 19, 13.11.1988, J.C. Hurtado col.
(INPA); 19, 11.VI.1976, E. Rufino col. (INPA): 15, 26.V.1979, J.A. Rafael col. (INPA); (Estrada do Aleixo),
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
180 Moura
19, 23.1V. 1976. 1.S. Gorayeb col. (INPA); 19, 26.V1.1976, Callug col. (INPA); 192, 14.11.1988, Apolinário col.
(INPA); (Reserva Ducke), 29, 04.V.1976, C. Gondin col. (INPA); 19, 29.X11.1976, N.D. Penny col. (INPA).
Pará: Belém, 19, IX. 1964, 29, X.1964, E. Dente col. (MZSP); (Utinga), 1C', 22. XII.1960, Bechyné col.
(MZSP): (Marituba), 19, 49, VIII. 1964, E. Dente col. (MZSP); Santarém, 19 (CMNH); Marabá, 15, V.1959,
M. Alvarenga col. (MZSP); Rio Trombetas (Cachoeira da Porteira), 1, 04.11.1986, L. Aquino & U. Barbosa
col. (INPA). Maranhão: Carolina, 1G, 19, V.1953, M. Alvarenga col. (MNRJ). Ceará: Crato (Serra do
Araripe), 2°, V.1969, M. Alvarenga col. (DZUP). Pernambuco: Recife, 15, 29, M. Alvarenga col. (MNRJ).
Bahia: Feira de Santana, 19, 19.VI.1974, S. Laroca col. (DZUP); Anagé, 19, 17.V.1975, C. Elias & Paulo col.
(DZUP). Mato Grosso: Chapada dos Guimarães (= Chapada), 5? (CMNH); Cuiabá (= Cuyabá), 19 (CMNH).
Mato Grosso do Sul: Riacho do Herval (Rio Paraná) (não localizado), 15, IV.1951, B. Pohl col. (MZSP);
Corumbá, 35, 3? (CMNH). Minas Gerais: Passos, 19, IV.1963, C. & T. Elias col. (DZUP). Espírito Santo:
São João de Petrópolis, 39, 12.X1.1964, C. Elias col. (DZUP); 1$, 6-12.V1.1967, C. & C. T. Elias col. (DZUP);
Santa Tereza (= Sta. Teresa), 45, 29.1.1964, C. Elias col. (DZUP); 46, 39, 5.11.1964, C. Elias col. (DZUP); IS
19.XI. 1964, C. Elias col. (DZUP); 39, 27.X1.1964, C. Elias col. (DZUP); 19, 5.1V.1967, C. T. & C. Elias col.;
19, 1-3.11.1968, C. & C. T. Elias col. (DZUP). Rio de Janeiro: Mangaratiba, 19, VII.1968, M. Alvarenga col.
(AMNH). São Paulo: São Paulo (Ipiranga), 17, XI[.1930, R. Spitz col. (MZSP); Barueri, 12, XII.1965, K.
Lenko col. (MZSP); Piassaguera, 19, 1.1907, Luederwaldt col. (MZSP); Caraguatatuba (Res. Flor. - 40m), IC,
19, 22.V-1.V1.1962, Exp. Dep. Zool. col. (MZSP); São Sebastião, 19, 1899, Bicego col. (MZSP). Paraná:
Ponta Grossa, 19, 11.1939, Camargo col. (MZSP); (Quintal), 19, IX.1942 (DZUP); (Vila Velha), 19, J. S. Moure
col. (DZUP); São Luiz do Purumã, 26, 20.1.1968, Moure & Giacomel col. (DZUP); Morretes (Serra da
Graciosa), 15, 12.1.1995, A. Franceschini col. (MCNZ). Santa Catarina: Ponta Grossa (não localizada), 16,
X11.1957, J. Lane col. (MZSP); São Bento do Sul, 19, 1.1952; 19, XI1.1952, Dirings col. (MZSP); Joinville,
IS, II. 1955, Dirings col. (MZSP); Rio Vermelho, 19, 1.1945, A. Maller col. (AMNH); 19, VII. 1950, 19,
X.1957, 19, III.1962, Dirings col. (MZSP); Corupá (= Hansa Humbolt), 19, X.1944, 19, XTI.1944, 19, 1.1945,
12, X.1945, 19, 1.1946, A. Maller col. (AMNH); Rio Natal, 19, X.1945, A. Maller col. (AMNH); Timbó, 19,
XI1.1957, Dirings col. (MZSP); Rio das Antas, 19, 1.1953, Camargo col. (MZSP); Seara (Nova Teutônia, 300-
500m), 19, 11.1977, F. Plaumann col. (DZUP); Governador Celso Ramos (Palmas das Gaivotas), 19, 10-
28.11.1993, L. Moura col. (MCNZ); Florianópolis, 15, 16.1.1995, A. Franceschini col. (MCNZ); (Morro das
Pedras), 19, 13.11.1956, 19, 20.1.1957 (MAPA). Rio Grande do Sul: Caxias do Sul (Vila Oliva), 19, 28.1.1951
(MAPA); Itaúba, 19, 06.1V.1978, E. H. Buckup col. (MCNZ 25999); Torres, 19, 1.1961 (MAPA); (Praia da
Cal), 192, II. 1973, T. de Lema col. (MCNZ); Maquiné (em Diodia saponariifolia), 25, 39, 05.11.1998, C.N.
Duckett col. (MCNZ); São Salvador, 19, 21.11.1965 (MAPA); Dois Irmãos, 19, 15.1.1962 (MAPA): |!
Montenegro, 19, 20.X11.1977, M. H. Galileo col. (MCNZ 25891); Pareci Novo (=Parecy Novo), 19, IV.1932 |
(MAPA); São Leopoldo, 17, IV.1948 (MAPA); Porto Alegre, 19, 3.1.1933, 16, 15.11.1955 (MAPA); (Morro
do Coco), 19, 22.11.1962 (MAPA); Viamão, 19, 15.V.1994, A. Franceschini col. (MCNZ); (Estação Fitotécnica), |
19, 07.X1.1995, A.P. Petersen col. (MCNZ). ARGENTINA. Jujuy: Dique La Ciénaga, 1d, 11.1953, A. |
Martinez col. (MZSP).
Neolochmaea brevicornis (Weise, 1921), revalidada
(Figs. 17 - 22, 24)
Galerucella brevicornis WEISE, 1921: 90; BLACKWELDER, 1946: 688 (cat.); VIANA, 1937: 108 (distr.); WiLcox,
1971: 116 (cat., in syn. de Neolochmaea tropica).
Lochmaea tropica; WEISE,1921: 90 non Lochmaea tropica Jacosy, 1889: 287.
Neolochmaea brevicornis; BECHYNE, 1955: 11 (chave).
Neolochmaea crassicornis BECHYNE, 1955: 12 (chave); BecHyné & BecHyné, 1962: 11 (distr.); 1970: 132
(distr.); Penz-Reis & MEYER, 1991: 93 (tipos). Syn. n.
Neolochmaea (Neolochmaea) crassicornis; WiLcox, 1971: 114 (cat.).
Tegumento geral castanho. Tegumento castanho-escuro a preto nos antenömeros
(exceto anel basal do II a IV amarelados), mancha no vértice da cabeça, tubérculos
anteníferos e manchas no pronoto. Carenas elitrais e friso sutural amarelo-testáceas.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 181
\
1
>
Do
1
1
'
DOC OSSO am Ss
Figs. 18-23. Neolochmaea brevicornis. 18, urosternito V, fêmea; ápice do élitro: 19, macho, 20, fêmea;
aedeagus: 21, ventral, 22, lateral; 23, antena. Figs. 18; 19, 20; 21, 22; 23, respectivamente na mesma escala.
Barra = Imm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
182 MouRA
Vértice com superfície rugoso-pontuada, esparsamente pubescente, com mancha circular
de tegumento escuro, atingindo região próxima à base dos tubérculos anteníferos. Fronte
com superfície brilhante, levemente pontuada e pêlos esparsos.
Labro com tegumento brilhante e pêlos esparsos uniformemente distribuídos.
Maxila com os artículos do palpo maxilar brilhantes, esparsamente pubescentes na borda
apical; artículos II e III com comprimento subigual, cada um com aproximadamente três
vezes o comprimento do I; artículo IV glabro, acuminado para a extremidade apical. Lábio
com largura do mento cerca de três vezes o comprimento e fileira transversal de pêlos
próximo à linha mediana; palpo labial com os artículos brilhantes, IT e IT com comprimen-
to subigual, cerca de duas vezes o do I. Antenömeros I a III com tegumento finamente
micro-reticulado, brilhante, com pêlos amarelo-esbranquiçados uniformemente distribu-
ídos; antenômeros IV a XI com pubescência mais densa e pontuação grosseira. Escapo
com comprimento subigual ao do antenômero III; cada um dos artículos III a VIII com
comprimento aproximadamente 1,6 vezes a largura (fig. 23).
Pronoto cerca de 2,2 vezes mais largo que longo, com três manchas discais
indefinidas de tegumento escuro: uma central e duas laterais, próximas à margem. Pronoto
e escutelo com pontuação marcada e densa, coberta por pubescência curta, uniforme;
margem apical levemente emarginada no centro. Esternos torácicos pubescentes, com
superfície rugosa, exceto na região central do metasterno, onde é glabra e brilhante.
Élitros com largura umeral aproximadamente 1,4 vezes a largura do pronoto;
carenas discais algo brilhantes, fusionadas junto à margem anterior ao lado do escutelo
e convergentes apenas próximo ao ápice; extremidade apical arredondada nos machos
(fig. 19) e, nas fêmeas, acuminada no ângulo sutural (fig. 20).
Pernas com pontuação levemente marcada, pilosidade do fêmur fina e esparsa e a
da tíbia uniforme, mais densa na extremidade apical.
Abdome com a borda apical do esternito V, nas fêmeas, com dois lobos, centrais,
de ápice arredondado (fig. 18) e, nos machos, com a emarginação central arredondada.
Genitália masculina. Aedeagus (figs. 21, 22) com lobo-médio cerca de 2,2 vezes |
o comprimento do tégmen; ganchos, quando observados dorsalmente, algo divergentes;
tégmen com o ápice dos braços que se prendem à membrana dilatado; esclerito do saco-
interno alongado, aproximadamente 0,7 vezes o comprimento do tégmen. |
Dimensões, respectivamente 5 /9. Comprimento total: 6,5-6,7 / 6,6-7,0; compri- |
mento do protórax: 0,8-0,9 / 0,8-0,9; maior largura do protórax: 1,8-2,1 / 1,8-2,0;
comprimento do élitro: 5,1-5,3 / 5,2-5,5; largura umeral: 2,7-3,0 / 2,6-2,8. |
Tipos, localidade-tipo. De Neolochmaea brevicornis: WEISE (1921) descreveu
Galerucella brevicornis baseado em um exemplar de Manaus, sem definir o sexo; o
holótipo provavelmente está depositado na coleção do Naturhistoriska Riksmuseet, em
Estocolmo, onde estão incluídos os tipos de outras espécies estabelecidas pelo autor |
(SMITH & LAWRENCE, 1967). De Neolochmaea crassicornis: BECHYNE (1955) estabeleceu |
a espécie com base em cinco síntipos: três do Rio Grande do Sul, Brasil (correspondem
a dois machos de Bagé, 1.1946, uma fêmea de Cerro Largo (= Serro Azul), P. Buck col.,
MAPA, examinados) e dois exemplares (não examinados) da Argentina: um de Misiones, |
Rio Paraná e outro de Chaco de Santa Fé, Las Garzas, ambos depositados no |
Naturhistorisches Museum, Viena (NHMW). A fêmea de Cerro Largo porta rótulo com |
os dados: “P-Type, Piobuckia crassicornis m., J. Bechyné det. 1952”. Sem dúvida, trata- |
se de um equívoco, pois o gênero grafado neste exemplar pertence à tribo Alticini. PEnZ- |
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 183
Reis & Meyer (1991) citaram erroneamente o depósito no MAPA do holótipo, um
parátipo de Bagé e um parátipo de Cerro Largo. É aqui designado lectötipo ? o exemplar
de Cerro Largo e os demais paralectótipos.
Discussão. Neolochmaea brevicornis distingue-se de N. dilatipennis por apresen-
tar antenömeros Ill a VIII mais alargados, comprimento do escapo subigual ao do
antenômero III e pelo aedeagus com os ganchos algo divergentes em vista dorsal,
direcionadas externamente e ápice dos braços laterais do tégmen dilatado; separa-se de N.
guerini por apresentar élitros densamente pubescentes e ângulo sutural das fêmeas
projetado.
Distribuição geográfica (fig. 24). Brasil (Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do
Sul), Bolívia, Uruguai e Argentina (Cordoba, Buenos Aires).
90° 75° 60° 45°
Fig. 24. Distribuição geográfica de Neolochmaea dilatipennis (A), N. brevicornis (A) e N. guerini (E).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
184 MouRrA
Material examinado. BRASIL. Mato Grosso: Chapada dos Guimarães (= Chapada), 15, (CMNH).
BOLÍVIA. Cochabamba: Cochabamba (3.000 m), 34, 19, X.1958, Dirings col. (MZSP). ARGENTINA.
Córdoba: Alta Gracia, 15, 19, 11.1959, Daguerre col. (USNM). Buenos Aires: Rosas (F. C. Sud) (não
localizado), 29, J. B. Daguerre col. (USNM); Lomas de Zamora, 19, III.1961, Z. Dor col. (USNM). Distrito
Federal: Buenos Aires (dados ilegíveis), 19, XI[.1958 (USNM); 29, IV.1931, J. B. Daguerre col. (USNM);
12, IX.1938, Monrós col. (USNM); 1S, 19, X11.1938, Monrós col. (USNM). URUGUAI. Montevideo:
Montevideo, 19 (IRSN).
Neolochmaea guerini Bechyné, 1955
(Fig. 24)
Neolochmaea guerini BECHYNE, 1955: 14 (chave)
Neolochmaea (Neolochmaea) guerini, BECHYNE & BECHYNE,1969:16; WiLcox, 1971: 115 (cat.).
BEcHYnE (1955) descreveu N. guerini em chave, caracterizando-a como tendo
élitros muito brilhantes, quase glabros, pontuação esparsa e grosseira, mas os pontos não
muito profundos. Ângulo sutural dos élitros das fêmeas arredondado. Antenas delgadas
com os artículos alongados. Comprimento 7,5 mm. Macho desconhecido.
Tipos, localidade-tipo: a espécie foi baseada em único exemplar de São Vicente
(Santos), São Paulo (fig. 24), Brasil, originalmente depositado na coleção J. Guérin e
posteriormente transferida para o NHMB (não examinado).
Espécies excluídas do gênero Neolochmaea. Duas espécies indevidamente incluí-
das em Neolochmaea são transferidas para o gênero Galerucella, onde originalmente
foram alocadas.
Galerucella immaculata Blake, 1938
(Figs. 25 - 29)
Galerucella immaculata BLAKE, 1938: 48, fig. 1.
Neolochmaea (Neolochmaea) immaculata; WıLcox, 1971: 115 (cat.).
Neolochmaea immaculata; WiLcox, 1974: 78 (cat.).
Material-tipo. Holótipo 5, parätipo ?. CUBA. Oriente: montanhas ao norte de Imías
(8.000 a 4.000 pés), 25-28.VII.1936, Darlington col. (MCZC); examinados.
Discussão. Esta espécie é retirada de Neolochmaea por não apresentar o antenômero
VII com tubérculo externo conspícuo (fig. 25), que é característico de Neolochmaea e
gêneros afins (Chlorolochmaea e Iucetima). Ainda: (1) antenômero III é mais longo que
o IV (fig. 25); (2) carenas discais dos élitros pouco evidentes; (3) extremidades elitrais,
nas fêmeas, desarmadas (fig. 26); (4) borda apical do 5º esterno abdominal visível, nos
machos com reentrância central aguda (fig. 28) e, nas fêmeas, emarginada (fig. 27); (5)
machos com espinho apical somente nas tíbias intermediárias (fig. 29).
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
185
Revisão do gênero Neolochmaea...
Galerucella transversicollis Jacoby, 1886
(Figs. 30 - 32)
Galerucella (?) transversicollis Jacosy, 1886: 490, est. 28, fig. 1.
Neolochmaea (Neolochmaea) transversicollis; Wicox, 1971: 115 (cat.).
Neolochmaea transversicollis; Wucox, 1974: 78 (cat.).
Material-tipo. Holótipo, 2 parátipos. PANAMÁ. Chiriqui: Tolé, Champion col.
(BMNH), examinados. O sexo não pôde ser identificado, uma vez que os exemplares estão
Figs. 25-32. Galerucella immaculata: 25, antena; 26, extremidade elitral, fêmea; urosternito V: 27, fêmea, 28,
macho; 29, perna intermediária, macho. Galerucella transversicollis: 30, pronoto; 31, cabeça, frontal; 32,
antena. Figs. 25, 27-29; 26, 30; 31; 32, respectivamente na mesma escala. Barra = Imm.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
186 Moura
colados em cartão ou sem condições de observação dos caracteres. Dois exemplares estão
colados no mesmo cartão, com os seguintes rótulos no alfinete: dois círculos, um grifado
“Type”, com a borda vermelha e outro “Syntipe”, com a borda azul; uma etiqueta
retangular “Godman-Salvin Coll., Biol. Centr.- Amer.”: uma etiqueta retangular com os
dados de coleta; uma retangular azul manuscrita Galerucella transversicollis Jac. e uma
escrita por Champion “Very pretty sp. alive: pale straw-yellow with a longitud. pink stripe
edged with black externally on each elytron”. Um exemplar transfixado com alfinete
auxiliar em cartão, com as etiquetas: uma circular com borda azul “Syntipe”; quatro
retangulares com as respectivas informações “sp. figured”, Goodman-Salvin Coll., Biol.
Centr.-Amer.”, “Tolé, Panama, Champion” e “Galerucella transversicollis Jac.”, manus-
crita.
Discussão. Jacosy (1886) incluiu, com dúvida, esta espécie em Galerucella e
considerou que o tórax curto e inteiramente deprimido transversalmente, as antenas
delgadas e o artículo basal dos tarsos posteriores curto poderiam, talvez, justificar a
separação desta espécie de Galerucella; entretanto, acrescentou que a forma do tórax varia
consideravelmente e que a pubescência e pontuação, bem como a forma do élitro,
concordam inteiramente com o gênero em que a espécie foi incluída.
Wiccox (1971, 1974) alocou Galerucella (?) transversicollis na lista das espécies
de Neolochmaea. O exame dos tipos permitiu verificar que: (1) o antenömero III é
levemente mais longo que o IV (fig. 32); (2) o antenômero VII é destituído de tubérculo
aparente na extremidade externa (fig. 32); (3) o comprimento do olho é menor que o da
gena (fig. 31); (4) o labro é pequeno, sem emarginação na borda apical, deixando grande
parte das mandíbulas exposta (fig. 31); (5) a forma e a largura do pronoto, mais de duas
vezes mais largo que longo (fig. 30). Por esta combinação de caracteres não é possível |
corroborar a proposta de Wırcox (1971) de incluí-la entre as espécies de Neolochmaea
nem dos gêneros próximos; portanto, permanece no gênero Galerucella, onde foi incluída
originalmente.
Agradecimentos. À Dra. Maria Helena M. Galileo (MCNZ) pela orientação e leitura do manuscrito;
ao CNPq pela concessão da bolsa de Mestrado, junto ao Curso de Pós-Graduação em Biociências, Zoologia,
PUCRS; aos curadores das Instituições pelo empréstimo do material estudado; a Cláudio Augusto Mondin
(UNISINOS) pela identificação de Diodia saponariifolia (Rubiaceae).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARNETT, R.H. & SAMUELSON, G.A. 1986. The insect and spider collections of the world. Gainesville, E.J. |
Brill/ Fauna & Flora Publ. 220 p.
BECHYNE, J. 1954. Über die in Matto Grosso von F. Plaumann gesammelten Chrysomeloidea. Ent. Arb. Mus. |
Frey, Tutzing, 5(1):116-133.
— . 1955. Troisiéme note sur les Chrysomeloidea neotropicaux des collections de | Institut Royal des Sciences |
Naturelles de Belgique (Col. Phytophaga). Premiére Partie. Bull. Inst. r. Sci. nat. Belg., Bruxelles, |
31(5):1-23.
BECHYNE, J. & BECHYNE, B.S. de. 1961. Notas sobre Chrysomeloidea neotropicais. Bolm. Mus. para. Emilio
Goeldi, Belém, (33):1-50.
— . 1962. Liste der bisher in Rio Grande do Sul gefundenen Galeruciden. Pesquisas Zool., São Leopoldo,
15:5-68.
— . 1969. Die Galerucidengattungen in Südbrasilien. Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (26):1-110.
— . 1970. Beiträge zur Kenntnis der Insektenfauna Boliviens XX. Coleoptera XV. Beiträge zur Galerucidenfauna
Boliviens (Col. Phytophaga). Veröff. zool. Stsamml. Münch., München, 14:121-190.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
Revisão do gênero Neolochmaea... 187
BLACKWELDER, R.E. 1946. Checklist of the Coleopterous insects of Mexico, Central America the West Indies,
and South America. Bull. U.S. natn. Mus., Washington, 185(4):551-763.
BLAkE, D.H. 1938. Eight new species of West Indian Chrysomelidae. Proc. ent. Soc. Wash., Washington,
40(2):44-52.
Crowson, R.A. 1981. The biology of Coleoptera. London, Academic. 745p.
Furuyma, D.J. 1990. Observations on the taxonomy and natural history of Ophraella Wilcox (Coleoptera:
Chrysomelidae), with a description of a new species. JIN. Y. ent. Soc., New York, 98(2):163-186.
GROBBELAAR, E. 1993. A revision of the southern African species of Megalognatha Baly (Coleoptera:
Chrysomelidae). Entomology Mem. Dep. Agric. Repub. S. Afr., Pretoria, 86:1-85.
Jacosy, M. 1886. Biologia Centrali-Americana, Insecta, Coleoptera, Galerucidae. Londres, British
Museum. v.6, p. 409-496.
— . 1889. Liste of the Crioceridae, Cryptocephalidae, Chrysomelidae, and Galerucidae collected in Venezuela
by M. Simon, with descriptions of the new species. Proc. zool. Soc. Lond., London, 1889:263-292.
—. 1904. Descriptions of some new species of Phytophagous Coleoptera obtained by Baron E. Nordenskiöld
in Bolivia and the Argentine Republic. Ark. Zool., Stockholm, 1:513-524.
JoLıveEt, P. 1954. Reserches sur l’aile des Chrysomeloidea (Coleoptera). Deuxieme partie. Mém. Inst. r. Sci.
nat. Belg., Bruxelles, 2(58):1-152.
— . 1987. Aperçu de la selection trophique chez les Galerucinae. Etude par genre (Coleoptera Chrysomelidae).
Bull. Annls. Soc. r. ent. Belg., Bruxelles, 123:283-307.
— . 1997. Biologie des Coléoptêres Chrysomélides. Paris, Boubee. 279p.
Kasap, H. & Crowson, R.A. 1985. The studies on the ovipositors and 8th abdominal segments of some
species of Bruchidae and Chrysomelidae (Coleoptera). Türk. bitki hor. ders., 9(3):131-145.
LABOISSIERE, V. 1939. Resultats scientifiques des croisieres du navire-école belge Mercator. Mém. Mus.
Roy. Hist. Nat. Belgique, Bruxelles, 15(2):153-158.
LESAGE, L. 1986. A taxonomic monograph of the Neartic galerucine genus Ophraella Wilcox (Coleoptera:
Chrysomelidae). Mem. Ent. Soc. Canada, Ottawa, 133:1-75.
LINDROTH, C.H. & PALmen, E. 1970. Coleoptera. In: Tuxen, S.L. ed. Taxonomist's glossary of genitalia
insects. Copenhagen, Mukagaard. 359p.
Mann, J.S. 1985. Studies on the Male Genitalia of Chrysomelidae. II. Galerucinae (Coleoptera: Phytophaga).
Ann. biol., Ludhiana, 1(1):56-63.
Moura, L. de A. 1998a. Novo status de Chlorolochmaea Bechyné & Bechyné, 1969 (Coleoptera,
Chrysomelidae, Galerucinae, Galerucini). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (84): 145-152.
_. 1998b. Jucetima, gênero novo de Galerucini da Região Neotropical (Coleoptera, Chrysomelidae,
Galerucinae). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 75-88.
MEDvEDEV, L.N.; Zarrsev, Y.M et al. 1993. The larva of the Neotropical leaf-beetle genus Neolochmaea
Laboissiere, 1927, with notes on the life-history of N. boliviensis Bechyné, 1955, in Central Amazonian
flood plains (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae). Russian Entomol J., Moscow, 2(5-6):33-38.
Nascimento, P.T.R. & OveraL, W.L. 1979. Catálogo de tipos entomológicos da coleção do Museu Goeldi.
Coleoptera: Chrysomelidae (Insecta). Bolm Mus. para. Emílio Goeldi, Belém, (97):1-29.
Penz-Reis, C.M. & MEYER, F.R. 1991. List of type specimens of Coleoptera (Insecta) deposited at “Museu
Anchieta”, Porto Alegre, Brazil. Revta bras. Ent., São Paulo, 35(1):85-100.
ScHuLTZ, A. 1985. Introdução à Botânica Sistemática. 5 ed. Porto Alegre, Editora da Universidade. v.2.
414p.
SEENO, T.N. & Wırcox, J.A. 1982. Leaf beetle genera (Coleoptera: Chrysomelidae). Entomography,
Sacramento, 1:1-221.
SHARP, M.A. & Mur, F. 1912. The comparative anatomy of the male genital tube in Coleoptera. Trans. ent.
Soc. Lond., London, 1912(3):477-641.
SHUTE, S.L. 1983. Key to genera of galerucine beetles of New Guinea, with a review of Sastra and related new
taxa (Chrysomelidae). Bull. Br. Mus. nat. Hist. (Ent.), London, 46(3): 205-266.
Siva, A.G. de A.; GoncALvEs, C.R. et al. 1968. Quarto catálogo dos insetos que vivem nas plantas do
Brasil, seus parasitos e predadores. Rio de Janeiro, Ministério da Agricultura. 622p.
SMITH, R.F. & LAWRENCE, J.F. 1967. Clarification of the status of the type specimens of Diabroticites
(Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae). Univ. Calif. Publ. Ent., Berkeley, 45:1-168.
SNODGRASS, R.E. 1957. A revised interpretation of the external reproductive organs of male insects.
Smithson. misc. Collns, Washington, (6):1-60.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
188 MOoURA
TANNER, V.M. 1927. A preliminary study of the genitalia of the female Coleoptera. Trans. ent. Soc. Lond.,
London, 53:5-50.
THEODORIDES, J. & JoLiver. P. 1990. Eugrégarines de col&opteres du Brésil. Description de trois especes
nouvelles et notes biologiques. Bolm Mus. para. Emilio Goeldi, Ser. Zool., Belém, 6(1):47-58.
VERMA, K.K. 1969. Functional and developmental anatomy of the reproductive organs in the male of
Galerucella birmanica Jac. (Coleoptera, Phytophaga, Chrysomelidae). Ann. Sci. Naturelles, Zool., Paris,
11:139-234.
VIANA, M.J. 1937. Lista de insectos de la isla Martin Garcia. I. Coleoptera. Revta Soc. ent. argent., Buenos
Aires, 9:101-109.
WEISE, J. 1921. Wissenschaftliche Ergebnisse der schwedischen entomologischen Reise des Herrn Roman in
Amazonas 1914-1915. 6. Chrysomelidae. Ark. Zool., Stockholm, 14(1):1-205.
_. 1924. Coleopterorum Catalogus. Chrysomelidae: Galerucinae. Berlin, W. Junk. v.78. 225p.
WHITE, R.E. 1979. A neotropical leaf beetle established in the United States (Chrysomelidae). Ann. ent. Soc.
Am., College Park, 72:269-270.
Wircox, J.A. 1965. A synopsis of the North American Galerucinae (Coleoptera: Chrysomelidae). Bull. N. Y.
St. Mus. Sci. Serv., Albany, 400:1-226.
— . 1971. Coleopterorum Catalogus. Chrysomelidae: Galerucinae, 2 ed., s’-Gravenhage, W. Junk, v.78(1).
220p.
— . 1974. Checklist of the Chrysomelidae of Canada, United States, Mexico, Central America, and West
Indies. Family no. 104. New York, Biological Research Institute of America. 166p.
Recebido em 14.07.1998; aceito em 24.08.1998.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 169-188, 27 nov. 1998
TWO NEW SPECIES OF MEGALOBULIMIDAE (GASTROPODA,
STROPHOCHEILOIDEA) FROM NORTH SAO PAULO, BRAZIL
Luiz Ricardo L. Simone 1
José Luiz Moreira Leme !
ABSTRACT
Two new species of Megalobulimus are described, M. riopretensis from São José do Rio Preto and M.
mogianensis from Santa Rita do Passa Quatro and São Joaquim da Barra, São Paulo State, Brazil. Detailed
anatomy of each species and comparisons with other congener species are also given.
KEYWORDS. Megalobulimidae, Megalobulimus riopretensis, Megalobulimus mogianensis,
Comparative Morphology, Brazil.
INTRODUCTION
A revision of the Neotropical Strophocheiloidea has been developing in the Museu
de Zoologia, Universidade de São Paulo (MZSP) based on anatomy and on geographic
distribution of each species. A historic and discussion of Strophocheiloidea anatomical
characters can be found in Leme (1973).
Specimens of Megalobulimus Miller, 1898 which had been sent for identification,
were collected in three localities of North and Northeast of São Paulo State, Brazil. The
analysis of shell and anatomy reveal the material belongs to two new species (SIMONE,
1995), both described herein.
MATERIAL AND METHODS
Specimens of three localities of the São Paulo State, Brazil, were studied (fig. 1): 1) 63 specimens
from São José do Rio Preto (Arif Cais col., XIV/77); 2) 20 specimens from Santa Rita do Passa Quatro; 3) 7
specimens from São Joaquim da Barra; (Wagner E.P. Avelar’s biologists team and senior author col., summer
1991 and 1993).
The specimens were sacrificed in boil water, extracted from the shell, fixed in Railliet-Henry fluid and
deposited in MZSP collection.
The dissection were made according to the technique described by Leme (1973), all drawings were
obtained with the aid of a camera lucida. Radulae and jaws were examined in slides with Royer fluid and also
mounted permanently with Entelan. Anatomic terminology follows Scott (1939) and systematics follows
Leme (1973). Shell terminology is according to BEQUAERT (1948). Shells measures are obtained with a
pachymether. Number of shell whorls are obtained according to the technique of Diver (1939).
1. Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42694, CEP 04299-970, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: Irsimone@usp.br
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
190 SIMONE & LEME
q TA 20
eh REM
Rian! RITA
1 IHREN Han f
LT Anke) Du M)
EA NAME
VCH
te
OT)
G 411,
MN
Kenadı
dos dis
E» ATP LUA EU
1 SALE 7)
Tue TEU
N NEE,
Ny!
ú
ff b
[nl 44
UT ARA
Im
FC o
2
P DE
Uran ÃO
pr at rate ya fr ISA
Irma 2702 02
(4 y IRZA
a |
5 q Er AAA
CLAf Le MIL NI, Zi.
pis 2 WARE A AH 7,
j AA) on len, “7
DEMORA Zoo,
PRM OL UNTEN sá
SA N NN RN 5
va ER
ERVAS MESA
SST EAR
LEE cia
a”
24
A É
Fig. 1. Map of São Paulo State, Brazil, showing the collect localities: a) São José do Rio Preto; b) São Joaquim
da Barra; c) Santa Rita do Passa Quatro. Geomorphological provinces: 1) west plateau; 2) basaltic cuestas; 3)
periphery depression; 4) coastal; 5) Atlantic plateau.
Megalobulimus riopretensis sp. n.
(Figs. 2, 5-32)
Types: holotype MZSP 28044; paratypes: MZSP 28043, 28045-28067, 24
specimens; MZSP 28601, 9 specimens; all these from type locality.
Type locality: Brazil, São Paulo, São José do Rio Preto, 22°49’ 11”S - 49º22'46"W,
average altitude 489m.
Diagnosis. Shell with periostracum lost, aperture red; protoconch from 4.1 to 4.5
whorls and with profile angle between 76º and 87º. Mantle border with two elliptical
protuberances. Ureteric groove folds anterior limit in level of anus; its folds in rectal
surface discontinuous and with a large folds bordering; its folds in pallial surface separated
from mantle septum by a smooth area. Only one accessory vessel of pulmonary vein.
Accessory pericardial vessel present. Kidney folds anterior to nephrostome lacking.
Radular rachidian tooth with an elliptical central projection. Esophageal typhlosole distal
end as a tall fold. Only one small fold in smaller gastric curvature. Uterus inner folds
transversal distributed. Bursa copulatrix with short duct. Epiphalus with a small flagellum.
Spermatophore with a rounded base possessing a curved flap.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae... 191
Figs. 2-4. Shells. 2, Megalobulimus riopretensis sp. n. (MZSP 28044 holotype, 28065); 3, 4, M. mogianensis
sp. n., from Santa Rita do Passa Quatro (MZSP 28030- holotype, 28037); 4, from Säo Joaquim da Barra
(MZSP 28017, 28016). Bar 10 mm.
Description. Shell (fig. 2). Large (up to 100mm), oval-acuminate, imperforated, up
to 6.5 convex whorls. Periostracum lost. Protoconch sharp, 76° to 87°, from 4.1 to 4.5
slightly convex whorls (most with 4.3 whorls), suture somewhat deep; first whorl smooth
and opaque, second whorl gradually appearing thin and orthocline axial ridges in its
inferior region; third and fourth whorls with strong axial ridges, somewhat thin, from
suture to suture. Teleoconch with about two whorls, suture somewhat deep, sculpturated
by strong, discretely irregular and numerous axial ridges. Aperture elliptic, with length
about half of total shell length, peristome red. Outer lip arched; inner lip with upper half
convex and lower half straight or discretely concave.
Cephalo-pedal mass. Tegument clear, bluish, with superficial furrows. Eyes dark.
Mantle border. Exposed face of mantle collar with two elliptic protuberances (figs.5,
8), one near pneumostome (dd) and other in inferior region (de). A conspicuous furrow
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
192 SIMONE & LEME
found from pneumostome into angulate extremity of collar (fig. 8).
Pneumostome region. Pneumostome bordered by two folds, inner lip of mantle
edge (le) and inner lip of pneumostome (li) which is shorter (fig. 8). There is four-five
small folds near pneumostome, perpendicular to mantle border and continuous with anal
folds (fig. 7). These folds have small secondary oblique folds between each, limited in a
side by series of small folds parallel to mantle border and in other side by smooth surface
which also limits ureteric groove. Ureteric groove without folds since region near anus.
Pulmonary cavity. Ureteric groove running right extremity, edging rectum (figs. 5,
6). Septum, characteristic of family, well developed, formed by a net of anastomosed
vessels, which surrounds pulmonary vein (figs. 5, 6). A smooth area between septum and
ureteric groove (figs. 5, 9).
The net of vessels of septum extends also by two other vessels of lung, one short
(fig. 5: vl) and other long (v2), which inserts in septum posteriorly, near pericardium.
Ureteric groove, in its most length, a furrow with oblique small folds, limited at left
by face of outer surface of rectum and at right by inner mantle face adjacent to it (figs. 5,
9). Folds of ureteric groove, in anterior extremity, only differentiable in mantle,
disappearing near anus (fig. 7: ug). In middle region (fig. 9), folds also differentiable in
outer surface of rectum, discontinuous, oblique, imbricated, bordered by a larger longitu-
dinal fold (fig. 9). Near kidney transversal folds, close one another, only in mantle surface
(fig. 6: av).
Kidney sub-triangular (fig. 6). Net of vessels of septum extends by about 3/4 of ventral
surface of kidney, called epi-renal plexus. Near digestive gland a small triangular smooth
area appears (sa). Pericardium occupies about 1/4 of reno-pericardic area. Nephrostome
(ne) a small fissure, without projections, sited in anterior region of right edge of kidney.
Figs. 5-15. Megalobulimus riopretensis: 5, pulmonary cavity roof, middle and anterior regions, ventral-inner
view; 6, posterior region of pulmonary cavity roof and anterior extremity of visceral mass just in region of
kidney, ventral view; 7, region of pneumostome, inner-ventral view, inner lip of pneumostome (il) deflected;
8, exposed region of mantle collar removed from head-foot, frontal view; 9, pulmonary roof in middle region
of ureteric groove, inner-ventral view; 10, middle and anterior region of digestive system, left view; 11, same
in right view; 12, two radular teeth, central (c) and first left marginal (1); 13, stomach in profile, ventral view;
14, detail of esophagus to show its regions, left view; 15, same, opened longitudinally, inner view. Abbreviations:
aa, accessory pericardium vessel; ac, albumen chamber; ad, anterior digestive gland; ae, anterior esophagus;
ag, albumen gland; al, accessory glandular sac; an, anus; ao, aorta; av, mantle transversal folds adjacent to
kidney; bb, buccal mass; be, bursa copulatrix; cv, collar vessel; da, duct of albumen gland; db, duct of bursa
copulatrix; dd, duct to anterior digestive gland; df, inferior fold of mantle border; dp, duct to posterior digestive
gland; ef, epi-renal plexus; eg, espermatic gutter; el, inner fold of epiphalus; eo, espermoviduct; ep, epiphalus;
es, esophagus; et, stomach fold correspondent to esophageal typhlosole; fl, flagellum; fo, free oviduct; gf,
gastric fold of its smooth region; gg, accessory glandular groove of spermoviduct; go, gonad; gp, genital pore;
hd, hemarphroditic duct; il, inner lamina of mantle border; in, intestine; ip, inner lip of pneumostome; it,
intestinal typhlosole; mb, mantle border; me, middle esophagus; ne, nephrostome; ob, aperture of duct of
bursa copulatrix; pl- p5, folds of pre-valvar region of intestine; p6-p7, folds of pos-valvar region of intestine;
pc, pericardium; pe, penis; pm, penis muscle; pn, pneumostome; po, posterior esophagus; pp, main inner
fold of penis; ps, pericardium satellite vessel; pt, prostate; pv, palio-diaphragmatic muscle; rm, radular muscle;
rn, radular nucleus; rt, rectum; sa, smooth surface of kidney; se, septum of lung surrounding pulmonary vein;
sg, salivary gland; st, stomach; ta, talon; tf, inner transversal fold of penis; uf, upper fold of mantle border;
ug, ureteric groove; ut, uterus; vl to v3, accessory vessels of pulmonary vein; va, pre-rectal valve; vd, vas
deferens; ve, free oviduct appendix; vg, vagina; vp, pneumostome vessel. Bar 10 mm: figs. 5,8,10,11,13; 5
mm: figs. 6, 14, 15; 1 mm: figs. 7,9; 0.1 mm: fig. 12.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae...
an ufvp vl
St
Saal se
193
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
194 SIMONE & LEME
Reno-pericardial aperture in middle region of wall between kidney and heart.
Digestive system. Radula with about 125 teeth by row. Rachidian teeth (fig. 12: c),
similar to neighbors, except in being symmetric and by having an elliptic sub terminal
projection in mesocone. Lateral teeth form change gradually towards borders, without a
clear separation with marginal teeth, which are smaller. Esophagus with three chambers
(figs. 14, 15): 1) anterior short, with thick walls and inner surface with about six irregular,
longitudinal, low folds; 2) middle somewhat long, thickened walls, with a variable number
of inner folds; between middle and posterior chambers a clear sphincter; 3) posterior
somewhat long, generally inflated, with thin walls, smooth internally. About I cm of
insertion of esophagus in stomach a duct to anterior digestive gland appears (figs. 10, 11),
in which esophageal typhlosoles begins. Salivary glands cluster around anterior chamber
of esophagus (figs. 10, 11). Stomach greatly developed, with very thick muscular walls;
duct to posterior digestive gland very oblique in profile (fig. 13). In stomach inner surface
(fig. 17) a well developed gastric shield with numerous small folds; only aperture to
posterior digestive gland and a small smooth area between esophagus insertion and intestine
origin (in its smaller curvature) free from gastric shield. In this smooth area a small oblique
fold appears (fig. 17: gf). In gastric shield a tall fold visible, continuous with esophageal
typhlosoles (et); another tall fold found originating within duct to posterior digestive
gland, borders gastric shield near above cited fold, and continues by intestine as intestinal
typhlosoles (it). Intestine with three regions: 1) proximal, between stomach and pre-rectal
valve, runs anteriorly near pericardium and bursa copulatrix; 2) middle, between pre-
rectal valve and pulmonary cavity, runs posteriorly lying and partially within anterior |
digestive gland; 3) distal, or rectum, which runs in right margin of pulmonary cavity until
anus, near pneumostome (fig. 5). Inner surface of proximal intestine region with following
arrangement of longitudinal folds parallel to typhlosole (figs. 16, 18: ty): pl) low, broad,
covered by typhlosole; p2) similar to pl but with oblique, successive and regular furrows |
which divide this fold in angulate lobes; p3) thin, smooth, vary from 2 to 4 folds far one
another, sometimes bifurcate or unite; p4) similar to p3 folds but with about double of
width and height of them; p5) similar to the p3 folds, vary from 5 to 6. Near pre-rectal
valve (fig. 18), another character of the family, folds pl, p2 and typhlosole suddenly
finish; p3 and p5 folds approximate valve edge where faint; p4 fold touches valve with a .
trifurcation, its lateral branches fuse with valve and its central branch runs by middle |
region of intestine. In inner surface of middle region of intestine (fig. 18) with several |
oblique regular folds (p7), successively inserted in a longitudinal fold (p6, continuous
with fold p4) and keeping in opposite side a “V” shaped axis (fig. 32). In rectum only
longitudinal folds internally.
Pallio-diaphragmatic muscle, other character of family, short. Unites inner surface
of diaphragm with inner face of mantle, through anterior digestive gland near pre-rectal
valve (Figs.6, 18).
Genital system (figs. 19, 23). Gonad multilobed (from 5 to 8 lobes) (figs.19, 23).
Hermaphroditic duct greatly coiled except in its extremities, inserts laterally in a talon
partially covered by albumen gland (figs. 19-21, 23). Talon inserts in base of annex glan-
dular sac, which has a long and extremely thin duct deeply surrounded by albumen gland,
only visible after total removal of this gland (fig. 27). Duct of annex glandular sac inserts
in albumen chamber (fig. 27) just by side of duct of albumen gland (da). Spermoviduct
long, such parts shown, by means of a transversal cut of its mid region, in Fig. 26: feminine
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae... 195
ea
DSO ==
ET
OT 5
Eee)
x
DO
os
RSS
N (a
Figs. 16-23. Megalobulimus riopretensis: 16, proximal region of intestine, an extracted and opened band of
its middle level, inner view; 17, detail of inner surface of stomach, exposed by means of horizontal incision;
18, inner surface of transition between proximal and middle regions of intestine, just in pre-rectal valve,
exposed by means of a ventral, longitudinal incision; 19, complete view of extracted genital system, dorsal
view; 20, detail of carrefour and albumen gland region, ventral view; 21, same, with part of albumen gland
extracted to show carrefour structures; 22, detail of anterior region of genital system, dorsal view; 23, same
than fig. 19, ventral view. Abbreviations see figs. 5-15. Bar 10 mm: figs. 19, 23; 5 mm: figs. 17, 18, 22; 2 mm:
figs. 20, 21; 1 mm: fig. 16.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
196 SIMONE & LEME
31 32
Figs. 24-32. Megalobulimus riopretensis: 24, detail of anterior-ventral region of spermoviduct, inner folds of |
uterus seen by transparency; 25, inner surface of extracted ventral wall of uterus; 26, transversal cut in middle
region of spermoviduct, showing its components; 27, detail of carrefour, albumen gland whole removed,
ventral view; 28, detail of penis and adjacent genital tubes, left view; 29, penis and epiphalus opened
longitudinally to show their inner surface; 30, detail of genital duct inner surface, exposed by means of |
longitudinal incision from anterior region of spermoviduct and free oviduct appendix to vagina; 31, 32, two
views of spermatophore found in duct of bursa copulatrix. Abbreviations see figs. 5-15. Bar 5 mm except fig.
2: 2 mm.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae... 197
| Figs. 33-41. Megalobulimus mogianensis: 33, pulmonary cavity roof, middle and anterior regions, ventral-
| inner view; 34, posterior region of pulmonary cavity roof and anterior extremity of visceral mass just in region
| of kidney, ventral view; 35, region of pneumostome, inner-ventral view, inner lip of pneumostome (il) deflected;
| 36, part of exposed region of mantle collar removed from head-foot, frontal view; 37, detail of pulmonary roof
| in middle region of ureteric groove, inner-ventral view; 38, stomach in profile, ventral view: 39, middle and
| anterior region of digestive system, right view; 40, two radular teeth, central (c) and first left marginal (1),
| marginal tooth; 41, inner surface of stomach, exposed by means of horizontal incision. Abbreviations see figs.
| 5-15. Bar 10 mm: figs. 33, 36, 38, 39; 5 mm: figs. 34, 41; 1 mm: figs. 35, 37; 0.1 mm: fig. 40.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
198 SIMONE & LEME
part the uterus (ut) and masculine part the prostate gland (pt), accessory genital gland
(gg) and spermatic gutter (eg). Prostate gland occupies about half of outer spermoviduct
surface (figs. 19, 26, 27). Inner folds of uterus shown in Fig. 24 (outer view, by
transparency) and Fig. 25 (inner view); in beginning transversal folds, in mid region
oblique folds and in basal region longitudinal folds. Free oviduct thick, with about eight
inner, irregular, longitudinal folds (fig. 30). Free oviduct appendix (fig. 22: av) cylindrical,
somewhat long, with rounded tip; its inner surface with five to seven longitudinal folds
similar to those of free oviduct, but one of them always larger (fig. 30). Vagina
proportionally short; internally with two regions (fig. 30): posterior with folds similar to
those of free oviduct, some of them converge to aperture of duct of bursa copulatrix (ob);
and anterior with thin, numerous folds. Genital aperture with a short atrium (fig. 19).
Duct of bursa copulatrix relatively short, runs by anterior half of spermoviduct
partially covering free oviduct appendix (fig. 23). Bursa ovoid-irregular (figs. 19, 23),
stays near pericardium region. In specimen MZSP 28045 a spermatophore was found
within duct of bursa.
Deferent duct runs attached to outer surface of free oviduct and vagina, slightly
coiled. Afterwards it crosses to masculine branch. Epiphalus with a small flagellum (fig.
28: fl). Epiphalus long (about half of penis length) and conic; its inner surface with only
one longitudinal fold, divided in two branches in its larger part (fig. 29). Penis long and
conic, its inner surface with two regions (fig. 29): anterior covered by thin and numerous
folds, similar to those of vagina; and posterior covered from five to eight longitudinal, |
irregular and thick folds, one of them larger; near aperture to epiphalus a transversal and
short fold (tf).
Spermatophore (figs. 31, 32) sigmoid, posterior region damaged, anterior region |
with rounded tip in which possesses a flattened and twisted fold.
Habitat. under vegetation and on florest floor.
Measurements (respectively length, width, aperture length in mm, and number of |
whorls). Holotype: 95.9; 51.9; 47.5; 6.4; Paratypes: MZSP 28044, 94.1; 51.9; 46.4; 6.3;
28045, 85.5; 54.4; 47.0; 6.2; 28046, 89.5; 53.4; 45.6; 6.2; 27047, 85.0; 49.9; 42.0; 6.1.
Etymology. The specific name refers to the region of São José do Rio Preto, São
Paulo.
Megalobulimus mogianensis sp. n.
(Figs. 3, 4, 33-49)
Megalobulimus sp; BRAZIL-ROMERO & HOFFMANN, 1988: 115-116.
Megalobulimus sanctipauli; ROMERO & HorFFMann, 1991: 223-227; 1992: 93-98; Romero et al., 994: 37-40
(non Ihering & Pilsbry in PrsBry, 1900).
Types: Holotype MZSP 28030. Paratypes: MZSP 28023-29029, 28031 to 28040,
19 specimens, all from type locality; MZSP 28016-28022, 7 specimens, Brazil, Säo Pau-
lo, São Joaquim da Barra, 20°34°53”S - 47°51’17”W, average altitude 625m.
Type locality: Brazil, São Paulo, Santa Rita do Passa Quatro, 21°42’37”S -
47°28’41”W, average altitude 748m.
Diagnosis. Shell with periostracum lost, aperture red; protoconch from 3.1 to 4.0
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae... 199
ra
LI
ET
DUM
Figs 42-49. Megalobulimus mogianensis: 42, genital system, ventral view: 43, carrefour and albumen gland
region, ventral view; 44, spermatophore; 45, same than fig. 42, dorsal view; 46, penis and adjacent genital
tubes, left view; 47, ventral view, uterus folds seen by transparency; 48, inner surface ventral wall of uterus;
49, transversal cut in middle region. Abbreviations see figs 5-15. Bar 10 mm: figs.43, 45; 5 mm: figs. 44, 46-
49.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
200 SIMONE & LEME
whorls and with profile angle between 88º30” and 98°. Mantle border without two elliptical
protuberances. Ureteric groove folds anterior limit in level of mantle; its folds in rectal
surface continuous and with about three narrow folds bordering; its folds in pallial surface
close mantle septum. Two accessory vessels of pulmonary vein. Accessory pericardial
vessel lacking. Kidney folds anterior to nephrostome present. Radular rachidian tooth
simple, without elliptical central projection. Esophageal typhlosole distal end fainted.
Two or three slightly broad folds in smaller gastric curvature. Uterus inner folds irregular
distributed. Bursa copulatrix introduced between pericardium and digestive gland, with
long duct. Epiphalus without flagellum. Spermatophore with a broad and simple base.
Description. Shell (figs. 3, 4). Large (up to 110 mm), oval- inflated, imperforated,
up to 6 convex whorls. Periostracum lost. Protoconch inflated (88º30” - 98º), from 3.5 to
4 whorls (most with 3.8 whorls), rather deep suture; first whorl smooth and opaque,
second whorl gradually appearing thin and prosocline axial ridges in its inferior region,
third and fourth whorls with strong axial ridges from suture to suture. Teleoconch with
about two convex whorls, rather deep suture. Sculptured by strong axial ridges somewhat
thick and irregular. Aperture elliptic, with length about half of total shell length. Peristome
red; outer lip arched; inner lip with upper half convex and lower half straight or discretely
concave.
Mantle border (fig. 36). Similar to that of preceding species, except by absence of
two elliptic protuberances and absence of furrow of angular extremity.
Pneumostome region (figs. 33, 35). Folds of border continuous with anal folds
short and simple, without secondary oblique folds between them. Folds of ureteric groove
visible until near mantle border, beyond anus line (fig. 35).
Pulmonary cavity (fig. 33). Differs from observed in preceding species, in region at
left of septum, in having three larger vessels covered by net of vessels which also forms
septum, two short (vl, v2), third long (v3) inserting near pericardium. Left limit of folds
of ureteric groove the net of vessels which covers septum, without smooth area between
these structures. Folds of ureteric groove differs in its mid region (fig. 37), by having
uniform and continuous folds in outer surface of rectum, bordered externally by two or
three longitudinal folds (with similar width of remainder folds and an irregular fashion of
dichotomy). Near kidney, ureteric groove folds few numerous and well spaced if compared
with those of preceding species (fig. 34).
Kidney (fig. 34) site and characters similar to that of preceding species, however,
epi-renal plexus is thin, uniform and proportionally broader, keeping a small smooth
zone (sa). Nephrostome with four or five short folds anteriorly to it, sited similarly to that
of preceding species (ne). Pericardium occupies about 1/3 to 1/4 of total reno-pericardial
region. A conspicuous vessel (aa) parallel to pericardial vessel also present.
Digestive system. Outlook in Fig. 39. Following distinctive characters found:
radula with rachidian tooth (fig 40: c) without elliptic elevation in mesocone; stomach
profile obese, duct to posterior digestive gland broad and somewhat perpendicular (fig.
38); stomach inner surface (fig. 41) with a low fold in which esophageal typhlosoles
finishes; an ample smooth and flaccid area near duct to posterior digestive gland and
also, in small smooth zone between esophagus insertion and intestine origin, two or three
well-developed oblique folds (gf). Intestine characters, regions and inner folds similar to
those of anterior species.
Genital system (figs. 42-49). General characters similar to those of preceding species,
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae... 201
except by following aspects: 1) hermaphroditic duct discretely less coiled (figs. 42, 45);
2) carefour region exposed in hilar region of albumen gland (fig. 43) independently of
development of this gland; 3) uterus inner folds oblique and divergent in beginning, in
mosaic in its mid region and longitudinal in basal region (figs. 47-49); 4) vagina
proportionally longer; 5) bursa copulatrix introduced between pericardium and anterior
digestive gland (to be extracted, a dissection of this region is necessary). 6) bursa duct
longer: 7) flagellum absent in epiphalus (fig. 46).
Spermatophore (fig. 44). Found in duct of bursa of specimen MZSP 28016. Sigmoid
and large: sharp and curved tip in which a broad furrow appears, this furrow lies to mid
region; near basal region of spermatophore the furrow becomes deeper, its border lean
against one another, becoming a duct, which cross to opposite side, near base, where it
opens again. Base broad and obtuse, without projections.
Measurements (after collection number follow length, width, aperture length in
mm, and number of whorls). MZSP 28023 (holotype), 88.8; 52.0; 44.0; 5.8; 28024, 91.0;
54.0; 44.5; 6.1; 28025, 91.4; 56.0; 47.8; 5.8; 28026, 96.6; 59.0; 49.6; 6.0 (all from type
locality); 28016, 103.2; 65.0; 54.8; 6.3; 28017, 104.2; 62.0; 51.3; 6.1; 28018, 94.7; 57.2;
45.2; 5.9 (these three from São Joaquim da Barra).
Etymology. The specific name refers to the train line “Mogiana”, which crosses the
cities where the species is found, popularly called “Mogiana” region.
DISCUSSION
The following conchologic comparison is restrict to species similar to M. oblongus
(Miiller, 1774), 1.e., those included by some author as subspecies of this species (e.g.,
BEQUAERT, 1948) or in a same taxon (e.g., the genus Psiloicus Morretes, 1952).
There is variation in the specimens size of M. mogianensis between the two studied
lots, the specimens from São Joaquim da Barra are generally larger (adult length 94.7 -
102.6 - 109.6 mm) while those from Santa Rita do Passa Quatro are generally smaller
(adult length 81.2 - 97.1 - 96.6 mm), but except this difference, no other morphological
differences was found. The specimens of M. riopretensis have adult length 85.0 - 91.5 -
95.7 mm.
Both species described herein differ conchologically from Megalobulimus oblongus
typical (sensu BEQUAERT, 1948) in having shorter spire, amplest aperture and shorter body
whorl. Differ from M. conicus (Bequaert, 1948) and from M. elongatus (Bequaert, 1948)
by not being dorso-ventrally flattened. Differ from M. albescens (Bequaert, 1948) and
from M. albus (Bland & Binney, 1972) by having peristome red. Differ from M. musculus
(Bequaert, 1948) and from M. formicacorsii (Barattini & Ledón, 1949) by having larger
size. Differ from M. perelongatus (Bequaert, 1948) and from M. haemastomus (Scopoli,
1786) by having shorter spire.
M. riopretensis differs from M. lorentzianus (Dóring, 1876) (sensu Scorr, 1939;
BEQUAERT, 1948) by having apex more sharp, taller spire and longer outline. Differs from
M. nodai (Morretes, 1952) by having apex more sharp, longer spire, shorter penultimate
whorl and shorter body whorl. Differs from M. wohlersi (Morretes, 1952) by having
larger apex, shorter spire, shorter penultimate whorl and taller body whorl.
M. mogianensis differs from M. lorentzianus by having smaller aperture [aperture
length 0.500 - 0.521 - 0.547 of the total shell length, in contrast with about 0.48 of M.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
202 SIMONE & LEME
lorentzianus (ScoTT, 1939; BEQUAERT, 1948)]. Differs from M. nodai by having broader
shell, penultimate whorl shorter, body whorl taller and no umbilicus. Differs from M.
wohlersi by having shorter and more sharp spire, more obese outline, deeper suture,
penultimate whorl shorter and body whorl taller.
The number of accessory vessels of the pulmonary vein, which are covered by the
net of anastomosed vessels of the septum, is interesting for helping specific separations,
they are absent in Megalobulimus auritus (LEME, 1993: 98, figs. 3-4), vary from 4 to 5 in
M. proclivis (LEME & INDRUSIAK, 1995: 23, Fig. 5) or are diffuse, without differentiation
of vessels in M. lorentzianus (Scotr, 1939: 268, Fig. 23). M. riopretensis has one and M.
mogianensis two vessels.
The radular rachidian teeth of M. mogianensis and M. riopretensis are similar to
the neighbor lateral teeth, except in being symmetric, this also occurs with M. lorentzianus
(Scorr, 1939: 236, Fig. 8: but has bifid cusps). Meanwhile, M. lopesi, M. grandis and M.
ovatus (Leme, 1989, figs. 11, 14) have the rachidian teeth narrower and shorter than the
lateral teeth.
The intestinal folds, mainly in perivalvular region, are similar in both studied
species, but differ from those of M. parafragilior (LEME & INDRUSIAK, 1990: 101, Fig. 7)
and M. abbreviatus (Leme, 1973: 316, figs. 32, 35), by having another distribution and
the valve in two plates; differ from M. auritus (LEME, 1993: 101, figs. 14-15) in having a
fold touching the valve and an heterogeneous group of longitudinal folds in proximal
region of the intestine.
The presence of a talon in the carefour region of the genital ducts of M.
mogianensis and M. riopretensis differs these species from M. lopesi and M. ovatus
(Leme, 1989: 316, figs.7, 8) and from M. auritus (Leme, 1993: 102, figs, 17, 21). The
lateral insertion of the hermaphroditic duct in the talon differs the studied species from
M. lorentzianus (Scorr, 1939: 26, fig. 21) in such the insertion is terminal.
The width of the prostate gland of both studied species is about half of the
spermoviduct, which also occurs in M. lorentzianus (Scorr, 1939: 360, Fig. 20) and M.
gummatus (LEME, 1973: 318, fig. 39), in contrast with other species, which have narrower
prostate gland, such as M. popeilarianus (LEME, 1973: 318, fig. 39), M. lopesi, M. ovatus
(Leme, 1989: 316, figs. 7, 8), M. parafragilior (Leme & INDRUSIAK, 1990: 102, fig. 11)
and M. auritus (Leme, 1993: 102, fig. 16).
The free oviduct appendix, well developed in M. mogianensis and M. riopretensis,
also occurs in M. lorentzianus (Scott, 1939: 260, fig. 20) and M. proclivis (LEME &
InDRUSIAK, 1995, figs. 14, 16), but is absent in M. lopesi, M. ovatus (LEME, 1989: 316,
figs. 7, 8), M. parafragilior (Leme & INDRUSsIAK, 1990: 102, figs. 10, 11) and M. auritus
(Leme, 1993: 102, fig. 16). The free oviduct appendix was also described for M. oblongus
by IHerinc (1891, 1912) and Baker (1926), but Scorr (1939: 260), founding this structure
in M. lorentzianus, called it as bursa hastae, like that which occurs in Helicidae, an
incorrect name once the style and the accessory glands are absent.
The inner folds characters of the reproductive ducts are similar in both species
described herein, except those of the uterus (explored above). Both differ from the congener
species in such these characters are know, as M. lorentzianus (ScoTT, 1939: 265, fig. 22),
M. parafragilior (Leme & INDRUSIAK, 1990: 103, figs. 15-16) and M. proclivis (LEME &
INDRUSIAK, 1995: 24, fig. 13), from which the main difference is the transversal fold in the
penis tip (fig. 29: tf).
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
Two new species of Megalobulimidae... 203
REFERENCES
Baker, H. B. 1926. The Mollusca collected by the University of Michigan-Williamson Expedition in Venezuela.
Occ. Pap. Mus. Zool. Univ. Mich., Ann Arbor, 7(167): 1-50.
BEQUAERT, J. C. 1948. Monograph of the Strophocheilidae, a Neotropical family of terrestrial mollusks. Bull.
Mus. comp. Zool. Harv. Cambridge, Mass. 100(1): 1-210.
BRAZIL-ROMERO, S. B. & HOFFMANN, A. 1988. A technique for reporting the eletrocardiogram of Megalobulimus
sp (Mollusca, Gastropoda, Pulmonata) during activity. Comp. Biochem. Physiol., New York, 90(1A):
115-116.
Diver, L. 1939. A method of determining the number of the whorls of the shell and its application to Cepaea
hortensis Müll. Proc. Malacol. Soc. Lond. , London, 19: 234-239.
IHERING, H. v. 1891. Sur les relations naturelles des cochlides et des ichnopodes. Bull. scient. Fr. Belg., Paris,
23: 148-257.
— . 1912. Analyse der Siid-Amerikanischen Heliceen. J. Acad. nat. Sci. Philad., Philadelphia, 15(2): 475-
500.
Leme, J. L. M. 1973. Anatomy and systematics of the Neotropical Strophocheiloidea (Gastropoda, Pulmonata)
with the description of a new family. Arq. Zool., São Paulo, 23(5): 295-337.
— . 1989. Megalobulimus lopesi sp. n., uma nova espécie de Pulmonata terrestre da Mata Atlântica brasileira
(Mollusca, Gastropoda, Megalobulimidae). Mems Inst. Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 84(suppl.4): 313-
318.
— . 1993. Estudo anatômico sobre Megalobulimus auritus (Sowerby, 1838) (Gastropoda, Megalobulimidae).
Papéis Avuls Zool., São Paulo, 38(7): 95-105.
Leme, J. L. M. & INDRUSIAK, L. F. 1990. Megalobulimus paraflagilior sp. n., uma nova espécie de Pulmonata
terrestre da Serra do Mar (Gastropoda, Megalobulimidae). Papéis Avuls Zool., São Paulo, 37(5): 97-105.
— . 1995. Anatomia e considerações sobre Megalobulimus proclivis (Martens, 1888) (Gastropoda,
Megalobulimidae). Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (78): 19-27.
Pussry, H. A. 1900. New South American land snails. Proc. Acad. Nat. sci. Philad., Philadelphia 52: 385-
394.
Romero, S. M. D. & Horrmann, A. 1991. Heart rate and behavioral patterns of Megalobulimus sanctipauli
(Mollusca, Gastropoda, Pulmonata). Braz. J. Med. Biol. Res., Ribeirão Preto, 24(2): 223-227.
-— . 1992. Role of the visceral nerve in heart variations during different behavioral patterns in Megalobulimus
sanctipauli (Mollusca, Gastropoda, Pulmonata). Comp. Bioch. Physiol. A Comp. Physiol., Elmsford,
103(1): 93-98.
Romero, S. M. D.; HoFFMAnN A. & MENESCAL-DE-OLIVEIRA, L. 1994. Is there an opiate receptor on the snail
Megalobulimus sanctipauli? Action of morphine and naloxone. Comp. Bioch. Physiol. C Pharm., Tox.
Endocr., Oxford, 107(1): 37-40.
Scorr, M. I. H. 1939. Estudio anatömico del Borus “Strophocheilus lorentzianus” (Doer.) (Mol. Pulm). Revta
Mus. La Plata, Zool., 1(7): 217-278.
SIMONE, L. R. L. 1995. Estudo anatômico de amostragem de populações distintas de espécies brasileiras
do gênero Megalobulimus Miller, 1898 (Gastropoda, Megalobulimidae). 50 p. M. S. Dissertation, Ins-
tituto de Biociências da Universidade de São Paulo. São Paulo.
Recebido em 24.03.1998; aceito em 17.08.1998.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 189-203, 27 nov. 1998
205
O periódico IHERINGIA, SÉRIE ZOOLOGIA, editado pelo Museu de Ciências
Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, destina-se a publicar trabalhos
originais em Zoologia. É distribuído a Instituições côngeneres em regime de permuta.
RECOMENDAÇÕES AOS AUTORES
1. Os manuscritos devem ser encaminhados com exclusividade ao Editor, em três
vias, via ofício assinado por todos os autores, em forma definitiva, datilografados em
papel ofício, em espaços duplos, redigidos preferencialmente em português, inglês,
espanhol ou francês. A correção gramatical é de inteira responsabilidade do(s) autor(es).
2. Os manuscritos, sempre que possível, devem compreender os seguintes tópicos:
Título; Nome(s) do(s) autor(es); Abstract (em inglês, inclusive o título do trabalho);
Keywords (no máximo cinco); Introdução; Material e Métodos; Resultados e/ ou
Discussão; Conclusões; Agradecimentos e Referências Bibliográficas. A exceção do(s)
nome(s) do(s) Autor(es) e agradecimentos, todos os demais elementos acima devem ser
escritos em CAIXA ALTA.
3. Não usar notas de rodapé, exceto a da primeira página que deve conter o endereço
completo do(s) autor(es).
4. Os nomes genéricos e específicos, ao serem citados pela primeira vez no texto,
devem estar acompanhados do nome do autor e do ano da publicação.
5. Citar a Instituição depositária dos espécimens que fundamentam a pesquisa.
6. As referências citadas no texto devem ser feitas do seguinte modo: FONsEcA
(1987), (Fonseca, 1987), Fonseca (1987:54). Trabalhos não publicados devem ser
evitados. As referências bilbliográficas devem ser dispostas em ordem alfabética e
cronológica, segundo as normas da ABNT, salvo o ano da publicação que deve seguir o
nome do autor. As abreviaturas dos nomes de períodicos devem seguir o do “World List
of Scientific Periodicals”. Exemplos:
SANTOS, E. 1952. Da ema ao beija-flor. 2. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro, F. Briguiet.
335p.
BERTCHINGER, R. B. E. & THomé, J. W. 1987. Contribuição à recaracterização de
Phyllocaulis soleiformis (Orbigny, 1835) (Gastropoda, Veronicelidae). Revta
bras. Zool., São Paulo, 4 (3): 215-233.
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 205-206, 27 nov. 1998
206
7. As ilustrações devem ser feitas preferencialmente a traço, com nanquim, em
papel vegetal acompanhados de escalas.
As ilustrações (desenhos, fotografias, gráficos e mapas) devem ser tratadas
como figuras e numeradas com algarismos arábicos segiienciais; devem ser montadas
em cartolina branca, proporcionais às dimensões (12,5 cm x 17 cm) não ultrapassando o
dobro, adotado o critério de rigorosa economia de espaço. A comissão Editorial reserva-
se o direito de efetuar alterações na montagem das pranchas ou solicitar nova montagem
aos autores. As legendas devem ser datilografadas em folha(s) a parte. Ilustrações a cores
devem ser combinadas previamente e seu custo fica a cargo do(s) autor(es). As tabelas
devem permitir uma redução para um máximo de 12,5 x17 cm; devem ser numeradas
com algarismos romanos e apresentar títulos concisos e claras explicações que permitam
sua compreensão sem consultas ao texto. As figuras não devem ser incluídas no meio do
texto e devem ser identificadas no verso. Figuras e tabelas devem se restringir ao
estritamente necessário.
8. A elaboração da listagem do material examinado deve dispor as localidades do
Norte ao Sul e de Oeste para Leste e as siglas das Instituições compostas de 4 letras
segundo o modelo abaixo:
Ex: VENEZUELA. Sucre: San Antonio del Golfe, 5 9, 8.V.1942, S. Karpinski col.,
(MNHN, 2547). PANAMÁ. Chiriqui: Bugada (Volcan de Chiriqui) 3 5, 3 9, 24.V1. 1901,
Champion col. (BMNH, 1901). BRASIL. Goiás: Jataí, (Fazenda Aceiro), 35, 15.X1.1915,
C. Bueno Col. (MZP, 4312); Paraná: Curitiba, 1 9, 10.XII.1925, F. Silveira col. (MNRJ);
Rio Grande do Sul: Viamão, 5 5, 17.X1.1943, S. Carvalho col. (MCNZ, 2147).
9. A seleção dos manuscritos far-se-á pela Comissão Redatorial após parecer de no
mínimo dois referees. As alterações de pequena monta serão feitas pela própria Comissão.
Alterações mais substanciais serão solicitadas aos autores, mediante a devolução dos |
originais, acompanhados das sugestões. As provas tipográficas não serão enviadas ao(s)
autor(es), exceto em casos excepcionais.
10. Enviar cópia em disquete junto com a versão final do manuscrito. |
11. Para cada artigo será fornecido, gratuitamente, um número fixo de 50 separatas,
sem capa, que serão enviadas para o primeiro autor.
Maria Helena M. Galileo
Editora
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 205-206, 27 nov. 1998
207
CONSULTORES CIENTÍFICOS DA IHERINGIA, SÉRIE ZOOLOGIA
Adalto Bianchini, Depto. de Ciências Fisiológicas, FURG, Rio Grande, RS; Adriano
Kury, Museu Nacional, Rio de Janeiro, RJ; Alexandre B. Bonaldo, PG Zoologia, UFPR,
Curitiba, PR; Alfredo Langguth, Depto. de Sistemática e Ecologia, UFPB, João Pessoa,
PB: Álvaro E. Migotto, Centro de Biologia Marinha, USP São Sebastião, SP; Ana Maria
de Souza Oliveira, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Ana Maria Setúbal
Vanin, Instituto Oceanográfico, USP, São Paulo, SP; Angelo A. Agostinho, NUPELIA,
Univeridade Estadual de Maringá, Maringá, PR; Ângelo B.M. Machado, Depto. de
Zoologia, UFMG, Belo Horizonte, MG; Anthony B. Rylands, Depto. de Zoologia, UFMG,
Belo Horizonte, MG; Antônio Carlos Marques, FFCLRP, USP, Ribeirão Preto, SP; Antônio
D. Brescovit, Instituto Butantan, São Paulo, SP; Arno A. Lise, Instituto de Biociências,
PUC-RS, Porto Alegre, RS; Arnaldo C. dos S. Coelho, Museu Nacional, Rio de Janeiro,
RJ; Carlos Emílio Benvenuti, Depto. de Biologia-Bentos, FURG, Rio Grande, RS; Carlos
F. S. de Andrade, Depto. de Zoologia, UNICAMP, Campinas, SP; Carlos H.W. Flechtmann,
Depto. de Biologia, ESALQ, Piracicaba, SP; Carlos Ribeiro Vilela, Instituto de Biociências,
USP, São Paulo, SP; Carlos Roberto Brandão, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP;
Carminda da Cruz Landim, Instituto de Biociências, UNESP, Rio Claro, SP; Célio F.B.
Haddad, Instituto de Biociências, UNESP, Rio Claro, SP; Cesar Ades, Instituto de
Psicologia, USP, São Paulo, SP; Cleide Costa, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP;
Clóvis B. Castro, Museu Nacional, Rio de Janeiro, RJ; Dalton de Souza Amorim, FFCLRP,
USP, Ribeirão Preto, SP; Dante Martins Teixeira, Museu Nacional, Rio de Janeiro, RJ;
Dilma Solange Napp, Depto. de Zoologia, UFPR, Curitiba, PR; Edmundo Ferraz Nonato,
Instituto Oceanográfico, USP, São Paulo, SP; Eduardo Cunha Farias, Instituto de Ciências
Biomédicas, USP, São Paulo, SP; Eleonora Trajano, Instituto de Biociências, USP, São
Paulo, SP; Elizabeth Höfling, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Erika Schlenz,
Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Eunice A. B. Galati, Fac. de Higiene e
Saúde Pública, USP, São Paulo, SP; Fernando D’Incao, Depto. de Oceanografia, FURG,
Rio Grande, RS; Francisco M. de Souza Braga, Instituto de Biociências, UNESP, Rio
Claro,SP; Georgina Bond Buckup, Instituto de Biociências, UFRGS, Porto Alegre, RS;
Germán A.B. Mahecha, Inst. de Ciências Biológicas, UFMG, Belo Horizonte, MG;
Gilberto Righi, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Gustavo A. Schmidt de
Melo, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP; Heraldo A. Britski, Museu de Zoologia,
USP, São Paulo, SP; Hilda de Souza Lima Mesquita, Instituto Oceanográfico, USP, São
Paulo, SP; Jacques M.E. Vielliard, Depto. de Zoologia, UNICAMP, Campinas, SP; Janira
Martins Costa, Museu Nacional, Rio de Janeiro, RJ; João M.F. Camargo, FFCLRP, USB,
Ribeirão Preto, SP; João Oldair Menegheti, Instituto de Biociências, UFRGS, Porto Alegre,
RS; Joaquim Júlio Vicente, FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ; Jocélia Grazia, Instituto de
Biociências, UFRGS, Porto Alegre, RS; Jorge Jim, Instituto de Biociências, UNESP,
Botucatu, SP; José Albertino Rafael, Coordenação de Pesq. em Entomologia, INPA,
Manaus, AM; José Henrique Guimarães, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP; José
Lima de Figueiredo, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP; José Luiz M. Leme, Museu
de Zoologia, USP, São Paulo, SP; José W. Thomé, Instituto de Biociências, PUC-RS,
Iheringia, Sér. Zool., Porto Alegre, (85): 205-206, 27 nov. 1998
208
Porto Alegre, RS; Julio Cesar Garavello, Depto. de Ciências Biológicas, UFSCar, São
Carlos, SP; Liliana Forneris, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Luiz Carlos
B. Ferraz, ESALQ, Piracicaba, SP; Luiz Octávio M. Machado, Depto. de Zoologia,
UNICAMP, Campinas, SP; Luiz Roberto Tommasi, Instituto Oceanográfico, USP, São
Paulo, SP; Marcos Rogério Câmara, Dpto. de Oceanografia e Limnologia, UFRN, Natal,
RN; Maria Cristina Pinedo, Depto. de Oceanografia, FURG, Rio Grande, RS; Marisa
Narciso Fernandes, Depto. de Ciências Fisiológicas, UFSCar, São Carlos, SP; Martin L.
Christoffersen, Depto. de Sist. e Ecol., UFPB, João Pessoa, PB; Massuka Yamane Narahara,
Instituto de Pesca, São Paulo, SP; Matilde Achaval Elena, Instituto de Biociências, UFRGS,
Porto Alegre, RS; Miguel A. Monné, Museu Nacional, Rio de Janeiro, RJ; Miguel T. U.
Rodrigues, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP; Miguel Petrere Júnior, Instituto de
Biociências, UNESP, Rio Claro, SP; Miriam Becker, Instituto de Biociências, UFRGS,
Porto Alegre, RS; Miriam David Marques, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP;
Naércio Menezes, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP; Nélson Fontoura, Instituto
de Biociências, PUC-RS, Porto Alegre, RS; Nilton José Hebling, Instituto de Biociências,
UNESP, Rio Claro, SP; Olaf Mielke, Depto. de Zoologia, UFPR, Curitiba, PR; Osmar
Domaneschi, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Osmar Malaspina, Instituto
de Biociências, UNESP, Rio Claro, SP; Oswaldo L. Peixoto, Instituto de Biologia, UFRRJ,
Seropédica, RJ; Paulo A. Buckup, Museu Nacional, Rio de Janeiro, RJ; Paulo da Cunha
Lana, Centro de Biologia Marinha, UFPR, Paranaguá, PR; Pedro Marcos Linardi, Instituto
de Ciências Biológicas, UFMG, B. Horizonte, MG; Reimar Schaden, CNPq, Brasília,
DF; Renato C. Marinoni, Depto. de Zoologia, UFPR, Curitiba, PR; Ricardo Pinto da
Rocha, Museu de Zoologia, USP, São Paulo, SP; Roberto Antonio Zucchi, ESALQ -
USP, Piracicaba, SP; Roberto B. Cavalcanti, Depto. de Zoologia, UnB, Brasília, DF;
Roberto E. dos Reis, Museu de Ciências, PUC-RS, Porto Alegre, RS; Roberto Sassi,
Núcleo de Pesquisas de Recursos do Mar, UFPB, João Pessoa, PB; Rui Cerqueira, Instituto
de Biologia, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ; Sérgio de Almeida Rodrigues, Instituto de
Biociências, USP, São Paulo, SP; Sérgio A. Vanin, Instituto de Biociências, USP, São
Paulo, SP; Sérgio Rosso, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Silvana Thiengo,
FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ; Sônia Maria L. Garcia, Instituto de Biociências, UFRGS,
Porto Alegre, RS; Suzana B. Amato, Instituto de Biologia, UFRRJ, Seropédica, RJ; Thales
Renato O. Freitas, Depto. de Genética, UFRGS, Porto Alegre, RS; Toshie Kawano, Instituto
Butantan, São Paulo, SP; Ubirajara R. Martins de Souza, Museu de Zoologia, USP, São
Paulo, SP; Valdir A. Taddei, Instituto de Biociências, UNESP, São José do Rio Preto, SP;
Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Vera Maria
Ferreira da Silva, Lab. de Mamíferos Aquáticos, INPA, Manaus, AM; Victor Py-Daniel,
Coordenação de Pesquisas em Entomologia, INPA, Manaus, AM; Vinalto Graf, Depto.
de Zoologia, UFPR, Curitiba, PR; Walter A. Boeger, Depto. de Zoologia, UFPR, Curitiba,
PR; Walter Narchi, Instituto de Biociências, USP, São Paulo, SP; Walter R. Terra, Instituto
de Química, USP, São Paulo, SP; Wilson Fernandes, Instituto Butantan, São Paulo, SP;
Woodruf W. Benson, Departamento de Zoologia, UNICAMP, Campinas, SP.
Iheringia, Ser. Zool., Porto Alegre, (85): 205-206, 27 nov. 1998
7
MCZ ERNST MAYR LIBRARY
mobi
3 2044 118 630 599
dé PRE
Cet ts
urigeten
Yan
BETEN PERTE RE
TR)
w Poty eae
Lies ge
pen
EEE ven vo
Pes bits
Cosas poi? grip